EDITORIAL MUNDO NOVO
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conectividade passará a ter importância cada vez maior nas atividades do transporte rodoviário, devido às melhorias que a comunicação por Internet pode agregar ao setor. Quando se fala ou pensa em conectividade, a primeira ideia que vem à mente é a de estar ligado a um outro ponto ou pessoas distantes, trocando informações e dados com equipamentos através da rede. Tida como a nova revolução, tão importante quanto outras tecnologias, invenções e descobertas que transformaram o mundo - como a roda, pólvora, máquina a vapor, o carvão e novas formas de energia, entre outros exemplos -, a Internet tem lugar de destaque no mundo de hoje em praticamente todas as formas de relações. Essa prática, já presente no cotidiano do carreteiro brasileiro, começou a facilitar sua vida com o smartphone, aparelho usado para diferentes finalidades, tais como contratação de frete, obter informações de condições de estradas, receber avisos sobre carga e descarga, mandar e receber e-mails e se comunicar com familiares e empresas via telefone, MSN ou WhatsApp, dentre outras aplicações. Essas e outras ações são apenas o início de uma nova era. Muito mais está por vir. Caminhões trocando informações enquanto rodam pelas estradas estarão cada vez mais engajados nesta tecnologia. Hoje, os recursos de navegação na rede são muito maiores e os novos veículos estarão mais carregados de equipamentos eletrônicos, câmeras, sensores e capacidade de enviar e receber informações. A conectividade controlará quase tudo, ou tudo. Saberá ler a estrada para usar as marchas mais adequadas do caminhão e antecipar situações; se comunicará com centrais e pontos de carga e descarga, estacionamentos, restaurantes e tudo mais que estiver na rede. Também viajará sem motorista ao volante, mas o cargueiro inteligente projetado hoje ainda precisa do profissional dentro da cabine. Porém, é arriscado afirmar que isso ainda estará valendo daqui a 50 anos, porque muitas coisas que há pouco mais de três décadas não passavam de mera ficção de filmes, já são realidade. Mas Internet na estrada não é novidade. Nos anos 90 os caminhoneiros dos Estados Unidos já a utilizavam nos pontos de parada e estacionamentos. Com o Wi-Fi, a partir dos anos 2000, os mais de três milhões de motoristas “internautas” do país - conforme estimativas da época - não precisavam mais sair de dentro do caminhão para se conectarem. Foi um passo importante e as assinaturas de serviços de Internet se constituía também em uma fonte de renda para os estacionamentos de caminhão. Já temos a Internet, só faltam os pontos de parada e estradas, entre outras coisas. João Geraldo Editor
Todos juntos fazem um trânsito melhor.
Além de estar preocupada em fabricar filtros de qualidade e tecnologia que atendam às exigências das montadoras, a TECFIL também se preocupa com a preservação do meio ambiente em seus processos de fabricação, utilizando produtos e recursos que geram o menor índice possível de resíduos nocivos a natureza e disponibilizando ao mercado os filtros ecológicos que seguindo os requisitos das montadoras, estão isentos de componentes que agridem o meio ambiente, facilitando assim a sua reciclagem.
filtro ecológico respeito ao meio ambiente. Respeito à vida.
SUMÁRIO
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RODOVIAS
Carreteiros convivem com a dificuldade de encontrar locais de descanso nas rodovias e, por consequência, também de cumprir a lei 13.103/2015, conhecida como Lei do Motorista, que estabelece regras para o exercício da profissão
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SAFRA
A produção de grãos superior a 210 milhões de toneladas não provocou o esperado aumento no valor do frete na região do Mato Grosso, fato que pesou de modo negativo no bolso de motoristas autônomos e transportadores
/OCARRETEIRO /OCARRETEIRO_ /OCARRETEIRO (11)95428-8803 /REVISTAOCARRETEIRO DIRETOR Edson Pereira Coelho REDAÇÃO redacao@ocarreteiro.com.br Editor João Geraldo (MTB 16.954) Reportagem Daniela Giopato Colaboradores desta edição Evilazio de Oliveira e Erik Valeriano Ilustração Michele Iacocca
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PESADOS CONECTADOS
Caminhões Mercedes-Benz Actros viajando em comboio, conectados e com vários equipamentos de segurança e comunicação, é mais um passo para que o sistema de transporte rodoviário aproveite ao máximo a tecnologia da conectividade
REPRESENTANTES comercial@ocarreteiro.com.br Eurico A. de Assis Itamar F. Lima José Antonio Fernandes Ubiratan Alves Ferreira. Secretárias Nilcéia Rocha Juliana Vieira PROJETOS ESPECIAIS Jenner Nicodemos NOVOS NEGÓCIOS Alexis Victor F. Coelho ADMINISTRAÇÃO Ed Wilson Furlan Lilian Carolina Lourenço TI DC Code Soluções em TI Ltda.-ME
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ASSINATURA assinatura@ocarreteiro.com.br 5035-0005 Roberta Duarte PROMOÇÃO promocao@ocarreteiro.com.br ARTE arte@ocarreteiro.com.br José de Arimatéia Andrea Tanaka Assinatura: Anual R$ 96,00 Exemplar avulso: R$ 8,00 Edição nº 497 - Circulação: Abril de 2016
AÇÕES ALÉM DO CAMINHÃO
SEÇÕES
DISTRIBUIÇÃO G.G. Ed. de Public. Técnicas Ltda Ricardo Lúcio Martins e Reginaldo Peixoto
Publicação de: G.G. Editora de Public.Téc. Ltda. Rua Palacete das Águias, 395 Vila Alexandria - CEP 04635-021-SP Tel.: (11) 5035-0000 - Fax: (11) 5031-8647 revista@ocarreteiro.com.br
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A Revista O Carreteiro é dirigida a motoristas de caminhão, empresários donos de transportadoras, frotistas, chefes de oficinas e demais profissionais ligados ao transporte rodoviário de carga.
58 História do Zé 61 Classificados 74 Tabelas 82 Jesuino
A publicação é distribuída em cooperação com postos de serviços rodoviários “ROD” (Rede Oficial de Distribuidores da Revista O Carreteiro). É proibida a reprodução total ou parcial de matérias sem prévia autorização. Matérias e artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião da Revista O Carreteiro. Impressão e Acabamento RR Donnelley Tiragem desta edição verificada pela PwC, cuja carta relatório encontra-se em nosso poder
ENTREVISTA
TUDO PELO CLIENTE destaca a importância da rede de concessionários nas ações para manter a fidelidade do cliente à marca e também manter o negócio rentável
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unca o cliente teve tanta importância para os fabricantes de caminhão como acontece atualmente. A preocupação em atender com qualidade na hora da venda, e durante toda a vida útil do veículo, envolve programas e empenho de profissionais qualificados da fábrica e da rede de concessionários para assegurar a satisfação do cliente a imagem da marca em alta na sua preferência. Silvio Renan, diretor de pós-vendas da Mercedes-Benz do Brasil, fala de ações desenvolvidas pela empresa na área de sua responsabilidade, as quais envolvem altos executivos e 8
O CARRETEIRO
Revista O Carreteiro – A Mercedes-Benz tem uma área de desenvolvimento de rede que, de forma estratégica, incorpora também a área de treinamento? Silvio Renan – Esta área cuida também da parte de avaliação do programa StarClass, o método da Mercedes-Benz de avaliar, durante a estrutura e a performance dos concessionários. Toda a parte de identificação, com todos os compromissos quanto à identidade visual da marca, ferramental, treinamento, estrutura, processos etc, passam pelos filtros ou compromissos do programa. As certificações dos concessionários são Bronze, Prata, Ouro e Diamante, quando o concessionário atinge a maior pontuação dos requisitos do StarClass. Revista O Carreteiro – Qual a meta do programa? Silvio Renan – O objetivo deste programa é de melhorar sempre o nível de excelência no atendimento e a eficiência da operação de nossos concessionários. Desta forma eles são
avaliados nos quesitos Qualidade de Atendimento, Qualidade das Instalações, Serviços Prestados, Performance e Adequação às normas exigidas pela marca, com intuito de aumentar a satisfação de nossos clientes. Revista O Carreteiro – Que ações a Mercedes-Benz tem realizado para demonstrar que está interessada em ouvir o cliente e atender plenamente suas necessidades? Silvio Renan – Estar próximos do mercado também é nossa preocupação. Essa é uma mensagem muito forte do nosso presidente (Philip Schiemer) e também do vice-presidente de vendas (Roberto Leoncini). Os executivos entram em contato com os clientes para saber se eles estão satisfeitos com o atendimento, os serviços na rede, fornecimento de peças e também para ouvir sugestões. Esse compromisso de escutar o cliente tem muito a ver com o momento atual da Mercedes-Benz. Todos dentro da organização (peças, serviços, vendas, marketing etc) estão mais próximos dos concessionários e dos clientes. Revista O Carreteiro – Como manter uma rede forte e financeiramente saudável diante do atual momento do mercado de caminhões? Silvio Renan –De nossa parte existe uma preocupação muito grande para que o concessionário tenha uma operação viável. Para isso ficamos de olho em índices que contribuem também para a sua maior rentabilidade. São índices de produtividade dos mecânicos, do nível de eficiência e de absorção, que tradicionalmente
reúnem todas as despesas operacionais mais as de vendas sobre a margem de contribuição do negócio de peças e serviços. Revista O Carreteiro – Quais os desafios para a rede de concessionários atingir um índice de absorção viável? Silvio Renan – Nosso desafio a longo prazo é fazer com que toda nossa rede tenha os principais índices internos (de absorção, de produtividade e de eficiência) melhorados. Estamos focados o tempo todo no cliente. Fazemos pesquisas com ele no momento da compra do veículo, no atendimento pós-venda e quando ele leva o veículo na oficina. Revista O Carreteiro – Como você avalia o peso do atendimento no negócio de caminhões? Silvio Renan – A competição entre as marcas será cada vez mais acirrada e isso exige que tenhamos uma a visão do ciclo de relacionamento com o cliente. Hoje tudo importa, desde o momento da compra do veículo, do treinamento, serviços de manutenção vinculados, o momento da renovação etc. Temos de estar de olho no ciclo total de utilização dos nossos caminhões e ônibus, inclusive com o segundo e o terceiro proprietário. Isso permite que tenhamos o melhor atendimento sob a perspectiva do cliente e, obviamente, com melhor aproveitamento ou rentabilidade sob a perspectiva dos nossos concessionários. Revista O Carreteiro – Já é possível medir com eficiência a qualidade do atendimento e dos serviços? www.ocarreteiro.com.br
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Silvio Renan – Nós já conseguimos medir isso. Os concessionários com melhor avaliação têm os melhores resultados de peças e serviços, a melhor produtividade e os melhores índices de eficiência. Consequentemente, os melhores índices de absorção. A consequência é o retorno do cliente, porque ele sente confiança. Revista O Carreteiro – Em que pontos o concessionário tem de prestar atenção para obter resultados positivos? Silvio Renan – É um pacote de itens, mas eu diria que nós temos dois grandes desafios, nos quais já estamos trabalhando. Um deles é o consultor de serviços que está à espera do cliente que fez agendamento. Esse profissional tem de estar cada vez mais preparado para ouvir o cliente, identificar suas necessidades e fazer um planejamento para que o serviço dentro da concessionária seja executado de maneira mais rápida, econômica e efetiva. Revista O Carreteiro – Já existe esse profissional dentro da rede Mercedes-Benz? Silvio Renan – Estamos preparando esse consultor para agir cada vez mais de forma proativa, inclusive entrando em contato com o cliente, fazendo visitas, tratando diretamente e atendendo suas necessidades. Enfim, preparando a estrutura do concessionário para atender cada vez melhor. Revista O Carreteiro – E dentro da oficina, na parte da execução dos 10 O CARRETEIRO
serviços, como deve ser o perfil e o modo de atuação dos profissionais? Silvio Renan – Quanto melhor preparado for o mecânico, mais apto ele estará para ser um agente de diagnose e poder executar o serviço da forma mais rápida e efetiva. Mas o contrário também é verdadeiro. Se você tem um mecânico que não está bem preparado, ele pode virar um trocador de peças e isso é um perigo para o cliente e também para a operação do concessionário. Revista O Carreteiro – Quanto o pós-venda representa hoje no negócio do concessionário comparado às vendas de veículos? Silvio Renan – Hoje, dois terços do negócio já vêm de peças e serviços e de ações agregadas à venda do veículo. Em números médios, eu diria que estamos num patamar próximo a 65%. Revista O Carreteiro – Esse patamar chega a ser satisfatório? Silvio Renan – Como meta, o ideal seria que 100% das despesas fixas, mais 100% das despesas de viagem ou vinculadas a vendas operacionais do concessionário - fossem cobertas com a margem de contribuição de peças e serviços. Revista O Carreteiro – E quanto à margem na venda de veículos? Silvio Renan – De uma forma clássica, no passado a venda dos veículos representava a maior parte do resultado e da margem de lucro do concessionário. Mas no cenário atual não é mais assim.
NOTÍCIAS OPERANDO COM OTIMISMO
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om 197 mil pneus de veículos pesados e 3,9 de passeio vendidos em 2015 no mercado de reposição, a Dunlop encerrou o período com otimismo e acredita que o resultado positivo se deve ao seu modelo de atuação diferenciado no setor e o foco no relacionamento estratégico com a rede de distribuidores. A fábrica inaugurada em outubro de 2013 em Fazenda Rio Grande (região metropolitana de Curitiba/PR), atingiu sua capacidade máxima de 15 mil unidades/dia. De acor-
do com o diretor de vendas e marketing, Renato Baroli, foi um ano de muitos desafios, porém, a empresa não deixou de aproveitar as oportunidades e de seguir a estratégia de crescimento. “Alcançamos um crescimento estável nas vendas, amparados por dinâmicas positivas no mercado. No entanto, não estamos acomodados”, disse o executivo lembrando que tudo está instável no País. A Dunlop fechou o ano com 125 pontos de vendas, dos quais nove são truck centers.
35 ANOS DE CONSÓRCIO
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Consórcio Nacional Randon comemorou, em março, 35 anos de realização de sua primeira assembleia, realizada em 1981, na cidade gaúcha de Caxias do Sul. A empresa contemplada por sorteio foi a Transportes Grande Rio Ltda., do Rio de Janeiro/RJ; e por lance a Transportes Boqueirão Ltda., de Passo Fundo/RS. Administrado por uma empresa terceira, em 1987 a Randon decidiu ter sua própria administradora. O obje-
tivo era consolidar o relacionamento e possibilitar maior sinergia entre o consórcio, a fábrica e seus clientes. Atualmente conta com carteira formada por mais de 60 mil cotas adquiridas por consorciados de todo o Brasil e cerca de R$ 4 bilhões em créditos distribuídos. Em 2015, o Consórcio Nacional Randon registrou alta de 10% nos negócios em relação a 2014 e somou quase R$ 530 milhões em créditos vendidos.
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LEGISLAÇÃO
FOTOS Divulgação
O SONHADO PONTO DE PARADA
Diante da realidade das estradas brasileiras, com pouca infraestrutura adequada ao descanso do motorista de caminhão, a Lei do Caminhoneiro não vai além do que está escrito no papel.
POR Evilazio de Oliveira
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onhecida como Lei do Caminhoneiro, a Lei 13.103/2015, que estabelece regras para o exercício da profissão de motorista, foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff em março de 2015, sem vetos, como
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O CARRETEIRO
uma ação do governo para por fim às manifestações dos carreteiros que bloqueavam diversas rodovias. O texto aumentou a margem de tolerância na balança, de 7,5% para 10% sobre os limites de peso por eixo e também perdoou multas por excesso de pe-
so expedidas nos dois anos anteriores, além de liberar o pagamento de pedágio por eixo suspenso, com exceção nos Estados de São Paulo e Paraná. Também estabeleceu ainda novos limites na jornada diária de trabalho e previu a ampliação de pontos de parada e de descanso sem custos de estacionamento, entre outras decisões, como a polêmica exigência de exame toxicológico de larga janela. No papel a lei é imponente. São artigos, parágrafos e expressões jurídicas que mais dificultam do que facilitam a compreensão do leitor comum. Mas não precisa ser advogado para entender que - na prática - não funciona. A realidade das estradas se impõe sem infraestrutura adequada e sob esse aspecto a Lei não tem como ser cumprida. “No Brasil não tem ponto de apoio para o caminhoneiro, só se você abastecer”, afirma Sérgio de Oliveira, carreteiro de 61 anos de idade e 41 de profissão na rota São Paulo-Mercosul. “No Chile, a cada 100 quilômetros tem um ponto de apoio com banheiros limpos”, acrescenta ele. Sem os tais pontos de parada, o motorista não consegue descansar por 30 minutos após dirigir até cinco horas e meia; nem passar a noite e cumprir o período de até 11 horas contínuas de repouso, conforme prevê a lei. De acordo com a legislação, o tempo de direção pode ser estendido até encontrar um local seguro para estacionar. Locais seguros normalmente são os postos de combustível, mas por serem estabelecimentos particulares, muitos condicionam a parada para pernoite com o abastecimento do caminhão, segundo Oliveira. Se não precisar abastecer, o carreteiro é obrigado
a continuar na estrada, mesmo cansado e correndo o risco de provocar um acidente motivado pela fadiga. “Ou toca direto ou estaciona nessas barracas de fruta ou mecânica de beira de estrada, mas sem qualquer segurança”, reforça o carreteiro. É assim que o motorista vai se virando sozinho, ou melhor, na companhia do colega Leandro Bertolino Barbosa, que dirige outro caminhão. Viajando juntos eles se sentem mais seguros. Leandro tem 30 anos de idade e está há apenas seis no trecho. Na rota do Mercosul está há menos de um ano. Antes fazia a Região Norte do Brasil. Diz que as maiores dificuldades para encontrar postos que liberam o estacionamento estão nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, onde o trânsito é mais intenso. “No Mato Grosso, e subindo para Rondônia, a gente ainda encontra postos que não exigem abastecimento”, conta. Lembra que em período de safra de grãos a concorrência por vaga aumenta muito na região Centro-Oeste e, então, é preciso rodar um pouco mais até achar um posto de serviço para estacionar. Sérgio e Leandro ficam indignados com a falta de pontos de parada e descanso. Uma solução, segundo eles, seria aproveitar os espaços nos pedágios das rodovias para construir pontos de apoio aos motoristas de caminhão. “Como tem espaço para pedágio e não tem ponto de parada?”, questiona Sérgio. “De 80 a 100 vagas já seriam suficientes, porque logo à frente já teria outro pedágio com outro ponto de parada”, completa. O colega de Leandro, ao lado, balança a cabeça sinalizando que concorda com o comentário do amigo. www.ocarreteiro.com.br
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LEGISLAÇÃO A solução do governo, se vier, não deverá ser sugerida pelos carreteiros Sérgio e Leandro. A intenção é cadastrar estabelecimentos interessados em ser pontos de parada e descanso, desde que adequados às exigências de infraestrutura estabelecidas em portaria do Ministério do Trabalho. No final de agosto do ano passado, o Ministério dos Transportes divulgou as primeiras duas listas contendo sete pontos de parada e descanso em rodovias federais e mais 19 em rodovias concedidas. As listas são resultados de levantamento realizado em conjunto com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). No total, foram identificados 26 possíveis locais que podem ser pontos de parada oficiais. Ficou decidido ainda que haveria fiscalização educativa pela Polícia Rodoviária Federal por seis meses nas rodovias onde estão esses locais apresentados nas listas. O prazo venceu em março passado.
Sérgio e Leandro, por exemplo, dizem que nunca foram fiscalizados, mas se forem parados poderão apresentar um documento redigido pela empresa onde são empregados, em que esta alega seguir a Lei. É só fachada. Segundo os carreteiros, na verdade é uma tentativa de se defender de um eventual processo. O tacógrafo vai indicar horas e horas de direção, muito mais do que os limites estabelecidos na legislação. Aliás, a Lei diz que o motorista é responsável pelo controle e registro do tempo de condução, mas no caso deles, a pressão da empresa é grande. Eles mostram ao repórter da Revista O Carreteiro as diversas mensagens recebidas no celular. “Onde vocês estão?”, “Tem que chegar até tal horário!”, são algumas cobranças por agilidade na entrega, sob a justificativa de que o cliente está esperando. Nesse caso, mesmo se houvesse bons pontos de parada e descanso, a Lei não estaria sendo seguida. A esperança dos carreteiros é que esta história mude com
Sem ter onde estacionar o caminhão para descansar e cumprir a lei, o motorista é obrigado a continuar na estrada, diz o carreteiro Sérgio de Oliveira
Leandro Bertolino diz que é mais difícil encontrar lugar para estacionar nos Estados da região Sul, porque o tráfego de caminhões é mais intenso
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O CARRETEIRO
fiscalização eficiente e infraestrutura de apoio. Um exemplo de boa infraestrutura para recepção dos estradeiros foi apresentado em outubro de 2015 pela ANTT. É um projeto piloto de ponto de parada e descanso para caminhoneiros no km 145 da BR-116, em Santa Catarina. O trecho é administrado pela concessionária Autopista Planalto Sul, empresa do Grupo Arteris, a qual elaborou o projeto executivo junto com a Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina (FETRANCESC) e a Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (FETRANSPAR). Segundo a Autopista Planalto Sul, trata-se de uma área de estacionamento e transbordo de carga perigosa que será transformada em ponto de apoio e parada. A área tem 120 mil metros quadrados e contará com 126 vagas para estacionamento de caminhões, cozinha, área de descanso, sala de jogos, sala de treinamento, área para transbordo de cargas perigosas, consultórios médicos e odontológicos, barbearia, espaço masculino e espaço feminino, banheiros e chuveiros e área de amamentação. Haverá, ainda, segurança com guarita e controle na entrada e saída de caminhões. O projeto executivo deverá ser protocolado para análise e aprovação da ANTT. Após a manifestação da Agência liberando a execução da obra pela Concessionária, serão providenciados os processos ambientais e de desapropriação. O prazo de execução da obra é estimado em um ano, a partir da liberação de todas as pendências que, segundo as previsões da Auto-
pista Planalto Sul, devem ocorrer na metade de 2016. Portanto, a inauguração poderá ser em meados de 2017, se não houver atrasos. Se der certo, este projeto pode servir de modelo para a construção de pontos de parada em outras rodovias do Brasil administradas pela iniciativa privada. O motorista de caminhão poderá parar de graça, mas alguém terá de pagar pela construção deste ponto de parada, que está orçado em R$ 20 milhões. Ainda não se sabe como, mas pode ser por meio de reajuste de pedágio ou na extensão do prazo de concessão. Sobre este ponto, a ANTT mandou uma resposta técnica para a reportagem: “Ainda não foi definida a forma de revisão das concessões de exploração das rodovias em vigor, de modo a adequá-las à previsão de construção de pontos de parada de espera e descanso, respeitado o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos”. Já os novos leilões de concessões terão de ter a construção dos pontos de parada no edital. A Lei existe e está valendo, mas para ser efetiva precisa de estrutura nas rodovias, fiscalização pela PRF e Ministério do Trabalho e consciência por parte de embarcadores, empresas e motoristas. www.ocarreteiro.com.br
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BOLETIM DE PNEUS CLASSIFICADOS
PNEU COM CÂMARA X PNEU SEM CÂMARA (PARTE 2)
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a edição passada falamos do pneu com câmara, seu uso mais restrito nos dias de hoje e características, entre outros detalhes. Agora vamos abordar os pneus tipo sem câmara, os quais possuem na sua parte interna um “Liner” (camada de borracha com composto específico para reter a pressão de ar e proteger a carcaça). As vantagens desssa camada vulcanizada no interior do pneu são várias e entre elas podemos citar as seguintes: - O pneu não “estoura” por causa da câmara de ar; - O pneu se torna mais eficiente quando é penetrado por um objeto perfurante, pois o objeto é envolvido por essa camada de borracha, impedindo o vazamento da pressão de ar interior. Muitas vezes ao ser desmontado, um pneu sem câmara está com vários pregos ou parafusos na carcaça, mas não o
impediram de continuar rodando por não perder a pressão. Se fosse um pneu com câmara de ar, bastava um simples prego para fazer com que o caminhão ou ônibus tivesse de parar para fazer a troca. - Menos itens de inventário. Pneu, roda e válvula são os itens que compõem o conjunto denominado “Sem Câmara”, enquanto no pneu tipo câmara os itens são: pneu, câmara de ar, protetor, roda e anéis de trava. - O conjunto pneu e roda é mais leve quando é do tipo “Sem Câmara”. - O conjunto “Sem Câmara” roda mais frio que o “Tipo Câmara” aumentando a eficiência quilométrica do pneu e diminuindo o custo opercional dos pneus em uso. - A necessidade de calibragem de pneus tipo “Sem Câmara” é menor devido à maior eficiência na retenção da pressão no interior do conjunto. Bom trabalho e até o mês que vem.
Esse Boletim é de responsabilidade do consultor na área automotiva pesada, Guilherme Junqueira Franco, que tem a formação TTS – Truck Tire Specialist (Especialista em Pneus de Caminhão). Dúvidas poderão ser tiradas diretamente pelo e-mail: drpneus@yahoo.com.br ou guijunqueirafranco@gmail.com
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O CARRETEIRO
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CONJUNTURA
MUDANÇA DE HABITO
A crise pela qual atravessa o País está mudando o comportamento na estrada. Para se manterem em atividade, motoristas de caminhão economizam em tudo que podem, a começar pelos cuidados com o caminhão, combustível de boa qualidade, pratica da direção econômica, redução nos telefonemas e preparar as próprias refeições entre outras medidas
POR
Evilazio de Oliveira
20 O CARRETEIRO
E
m tempos de crise, em que o transporte rodoviário de cargas se ressente das graves dificuldades econômicas e financeiras que assolam o País, com a acentuada redução nas atividades industriais e por consequência no volume dos fretes – além da violenta elevação nos preços dos insumos –, o carreteiro passou a economizar em tudo o que é possível, a começar pelo combustível até o uso do telefone celular. To-
dos reconhecem que a crise é grave, por isso as despesas passaram a ser mais controladas durante as viagens. A necessidade de economizar atinge também a família, num engajamento total para que se evite o consumo de supérfluos que vai das compras no supermercado à utilização da energia elétrica e ao carro da família nos passeios de final de semana. O autônomo José Ananias Quevedo, 66 anos de idade e 49 de prowww.ocarreteiro.com.br
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CONJUNTURA fissão, natural de Quaraí/RS vive atualmente em Uruguaiana/RS, onde se desdobra para enfrentar as dificuldades no setor de transportes. Ele é dono de dois caminhões que utilizava em viagens para a Argentina, Chile e Brasil, porém, com a gradativa perda de rentabilidade optou por viagens no território nacional. Hoje ele trabalha como agregado no transporte de arroz, dirigindo sozinho seus dois caminhões. Enquanto leva um para o silo deixa o outro para ser carregado e assim, alternadamente. Diz que a situação continua ruim e ressalta que o governo está acabando com os autônomos, que não têm mais como sobreviver. Ressalta que 2015 foi um ano muito ruim para todos, incluindo o transporte rodoviário de cargas e prevê que a situação con-
tinuará feia em 2016. “O resultado será muita gente abandonando a profissão e procurando emprego numa outra atividade, o que também não está fácil”, diz. O carreteiro Milton Santiago, o Miltão, natural de Ijuí/RS, tem 62 anos de idade e trabalha com caminhão desde os 18. Ele concorda que a situação no transporte de cargas está muito difícil e acrescenta que para sobrar algum dinheiro ao final de cada mês é preciso economizar muito no trecho. Isso inclui despesas pessoais e também manutenção do caminhão. Miltão explica que dirige de maneira tranquila, respeitando os limites de velocidade e do peso da carga, procurando ao máximo fazer uma boa média no consumo de combustível. Sempre que possível abastece
O agregado José Ananias Quevedo se desdobra para conseguir se revezar ao volante de seus dois caminhões no transporte de arroz
Entre outras medidas para economizar, Milton Santiago diz que não viaja com excesso de peso e procura fazer uma boa média de consumo
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Manter a manutenção em dia, preparar as próprias refeições e economizar em tudo que for possível é a receita adotada pelo carreteiro Altemir Oliveira
Além de dirigir de maneira econômica e cozinhar sua comida, Nereu Klein procura parar em locais conhecidos para não pagar estacionamento e banho
em postos conhecidos para economizar com estacionamento ou uso dos banheiros. Assim como muitos outros colegas, ele também prepara as próprias refeições, pois além de sair mais barato tem certeza de alimento limpo e saudável. A manutenção do caminhão é feita na empresa. Se economizar bastante com o bruto, ganha uma bonificação do patrão. Economiza também nas despesas pessoais para sobrar mais no final do mês, e assim ele vai levando. “Acredito tudo será mais difícil daqui pra frente, portanto, nada de gastos desnecessários”, afirma. Outro estradeiro que garante fazer de tudo para economizar é Altemir Batista de Oliveira, 48 anos de idade e 25 anos de profissão. Natural de Lages/SC, ele é dono de uma
carreta com cavalo-mecânico fabricado em 1990. Acostumado a viajar no trecho entre o Rio Grande do Sul e Minas Gerais, ele transporta o que for preciso e o que der. Na ocasião que conversou com a reportagem a revista O Carreteiro, Altemir estava acompanhado da esposa, Sandra, e da neta Rayssa, com três anos e meio de idade. Conta que já terminou de pagar o caminhão, mas assim que se livrou da dívida precisou fazer o motor. Por isso, acredita que o caminhão apenas empresta dinheiro ao dono para logo em seguida cobrar e, muitas vezes, com juros. Salienta que faz economia em tudo que pode para enfrentar a crise e os tempos difíceis. No entanto, procura manter a mecânica em dia e fazer uma média de conwww.ocarreteiro.com.br
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CONJUNTURA sumo adequada, entre 2,30 ou 2,35 km/litro e preparar a própria refeição. Outra medida é pagar manutenção ou outras despesas sempre a vista para conseguir descontos e nos locais mais baratos. “Só dessa maneira é possível continuar na estrada e manter a família”, conclui. Para o carreteiro Aldo Nereu Klein, as alternativas para economizar no trecho são manter a cabeça fria, trafegar com tranquilidade e sempre adiantar a viagem. Natural de Cerro Largo/RS, tem 49 anos de idade e oito anos na estrada. Antes trabalhou em fábricas e na agricultura e atualmente dirige um caminhão fabricado em 1996 como empregado. Ao ser questionado se está gostando da profissão, ele dispara: - “Ah, deixa muito a desejar, principalmente pelos maus colegas e pelo desprezo que as pessoas têm pelos motoristas de caminhão”, responde. Klein se ressente também da crise econômica e acredita na necessidade de economizar em tudo. Além de preparar as próprias refeições, dirigir de maneira econômica, parar em locais conhecidos para evitar o pagamento do estacionamento, do banho e onde a lavagem do bruto seja “mais em conta”, ele também economiza na utilização do telefone celular. Para isso ele fala estritamente necessário ou enviando mensagens de texto, tudo com moderação. A “situação está braba”, diz. O motorista Márcio Adriano Álfaro Bibiano tem 39 anos de idade, 15 de estrada, é natural de Uruguaiana/ RS e trabalha ao volante de caminhão ano 97, baú, e viaja para os países integrantes do Mercosul. “Nestes tem24 O CARRETEIRO
pos bicudos é preciso economizar em tudo, cortando os supérfluos e pensando duas vezes antes de fazer qualquer despesa”, afirma. Bibiano diz ter cuidado especial na qualidade e no consumo de combustível, item que mais pesa na planilha de custos do caminhão. Para isso procura abastecer em locais conhecidos e manter uma média razoável no consumo. Em relação aos locais de parada, prefere os conhecidos e seguros, onde possa estacionar, cozinhar e tomar banho sem pagar. Isso tudo com a vantagem de encontrar amigos e colegas do trecho. Destaca também que antes de cada viagem - que chega a demorar 10 dias - ele abastece a caixa-cozinha, revisa o bruto e em caso de pequenos reparos, como eventual substituição de alguma lâmpada queimada, ele mesmo faz a troca. “É preciso economizar sempre”, finaliza.
Márcio Adriano, que roda pelos países do Mercosul, diz que nestes tempos difíceis, antes de cada viagem revisa o caminhão e abastece a caixa-cozinha
VIAJAR COM SEGURANÇA S
er motorista de caminhão significa, muitas vezes, passar muito tempo longe de casa e da família. Além disso, problemas como o roubo de cargas, violência nas estradas e as complexas condições de parte das rodovias brasileiras são frequentes. Mas, é sempre importante lembrar que a segurança de quem vive viajando depende muito do comportamento do próprio carreteiro. Cuidado no volante é sempre importante. Respeito às sinalizações, atenção à velocidade, distância do veículo que está à frente e atenção com os pedestres e ciclistas. Além das revisões periódicas, antes de cada viagem o motorista deve fazer uma checagem geral em seu caminhão para identificar
eventuais defeitos ou problemas e, assim, reduzir os riscos de acidentes. Certifique-se também de que a documentação – sua e do veículo – está em dia. Cuidar da saúde é também uma forma de garantir uma viagem segura. Procure alimentar-se corretamente e dormir bem. Além disso, faça exames médicos periódicos e não use drogas ou álcool, principalmente se for dirigir. Um motorista que cuida de si, também cuida da infância! A exploração sexual de crianças e adolescentes nas estradas ainda é uma realidade e o caminhoneiro, como agente de proteção, pode garantir a segurança de meninos e meninas em todo o Brasil. Se encontrar crianças e adolescentes em situação de risco, disque 100!
Para saber mais, acesse: Childhood Brasil www.childhood.org.br Programa Na Mão Certa www.namaocerta.org.br www.ocarreteiro.com.br
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SAFRA
PRODUÇÃO RECORDE NÃO GARANTE VALOR DO FRETE
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FOTO Arquivo
Transportadores dizem que valor recebido pela tonelada transportada de Mato Grosso não paga as despesas de viagem, motoristas autônomos não estão conseguindo sequer fazer a manutenção do caminhão e diretores de empresas de transporte não pensam em renovação da frota POR Erik Valeriano
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SAFRA
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FOTOS Erik Valeriano
safra deste ano, segundo dados da Cooperativa Nacional de Abastecimento (Conab) vai superar as 210 milhões de toneladas, volume que representará mais um recorde da agricultura. Desse total, mais de 28 milhões de toneladas (419 mil toneladas maior que o ciclo passado) sairão do Mato Grosso conforme estimativa do Instituto mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Posicionado como um grande produtor de grãos, o Estado tem também destacada importância no setor do transporte rodoviário de cargas e, por consequência, um grande gerador de frete para os principais portos do País. A informação sobre a safra recorde, divulgada logo no início do ano, foi recebida com alívio e com boa expectativa por parte dos profissionais que trabalham com transporte. A demanda maior de grãos aumenta a procura por transporte e, consequentemente,
Frete com bons preços foi praticado só nos primeiros 20 dias da safra, depois desse período o valor despencou, disse o sulmato-grossense José Aparecido de Souza
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O valor do frete sempre teve reajuste de um ano para o outro, mas sofreu baixa. Além disso o número de viagens também diminuiu, reclamou o paranaense Ciro Gilberto Moreira
incide no preço do frete, embora esta lógica nem sempre funciona, porque o que parecia ser um novo cenário ficou apenas na expectativa porque, na prática, a realidade do setor não mudou. O frete com preços satisfatórios foi praticado somente nos primeiros dias da safra, segundo afirmação do carreteiro Aparecido de Souza, de Guaíra/MS, 42 anos de idade e 20 de experiência. “No início, durante cerca de uns 20 dias foi bom, estavam pagando R$ 170,00 por tonelada para puxar do Norte de Mato Grosso para São Paulo. Depois desse período foi horrível, o preço simplesmente despencou, o mesmo frete caiu para R$ 140,00”, disse o motorista acrescentando que por esse valor ficou difícil manter as despesas do caminhão. Mas as reclamações quanto ao valor do frete vão mais além, conforme
diz o paranaense Ciro Gilberto Moreira 54 anos e 30 de volante. De acordo com ele, o preço médio da viagem em 2015 era de R$ 6.000,00 e sempre teve reajuste anual. Porém, este ano sofreu uma redução. “Além disso, a rotina era de pelo menos três viagens por mês, mas neste ano mudou tudo. São apenas duas viagens a cada 30 dias ao valor de R$ 5.400,00 cada uma”, explica o carreteiro, que tem de pagar mensalmente financiamento de caminhão, pedágio e a descarga. “O que sobra é só para comer. O que parecia ser um ano promissor começou como um pesadelo para nossa categoria”, desabafou. O mineiro de Patos de Minas, Vandin João de Brito, 53 anos de idade, não entende como o frete, mesmo em período de safra recorde, não conseguiu reação esperada em 2016. “É muito estranho. Em quase trinta anos nunca presenciei nada parecido. Até pouco tempo puxava soja de Ipiranga do Norte/MT até
O carreteiro de Patos de Minas, Vandin João de Brito, não entende porque o valor do frete não sofreu a reação esperada mesmo em período de safra recorde
O empresário Adelino Bissoni, da transportes Botuverá, disse que sempre procurou renovar a frota, mas sem preço no frete optou pela manutenção dos caminhões
Rondonópolis/MT (trecho com mais de 600 quilômetros) em torno de R$ 145,00 a tonelada e hoje oferecem R$ 131,00 por tonelada como sendo um bom preço”, desabafou. Brito, que está há 26 anos no trecho, diz não saber o que fazer diante dessa situação, reconhecendo que a vida está complicada tanto para autônomos quanto para quem é empregado. “Antes lutávamos para ganhar um dinheiro extra e investir no caminhão, mas hoje lutamos para sobreviver. Nossa profissão segue ladeira abaixo”, lamenta. A desvalorização do frete, em pleno período de safra recorde, refletiu também de modo negativo nas empresas de transporte. Algumas delas simplesmente reduziram o número de caminhões para a operação de escoamento da soja. www.ocarreteiro.com.br
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SAFRA O empresário Adelino Bissoni, diretor executivo da Transportes Botuverá, uma das maiores de Mato Grosso, por exemplo, aponta que o grande problema para as empresas é o custo do transporte. A empresa chegou a colocar toda sua frota na safra, mas teve de fazer adequações. “A despesa é grande, se você colocar na ponta do lápis os itens como a alta desgovernada do diesel, reajuste nos tributos, insumos e mão-de-obra, vai verificar que trabalhamos só para manter a empresa. Bissoni destaca ainda que a Transportes Botuverá procurou sempre renovar sua frota, mas diante do baixo do frete, do aumento do preço dos caminhões mais os juros de financiamento que ele considera impraticáveis, a melhor opção foi pela manutenção dos caminhões. “Revisamos nossos caminhões e colocamos para rodar. O frete do jeito que está só paga custos e mais nada”, afirmou. Na opinião do transportador, a si-
Para evitar desgastes fomos obrigados a diminuir a rodagem dos nossos caminhões, afirmou Maicol Michelon, sócio proprietário da Pedromar Transportes
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tuação pode ser amenizada com políticas públicas estaduais mais incisivas. “Está na hora de equilibrarmos as coisas, existem empresas de fora do Estado que não pagam as mesmas taxas que pagamos. A cobrança em Mato Grosso é uma das maiores do País. Aí vem uma transportadora de outro Estado e simplesmente não tem esse custo, enchem nossa região com caminhões deles e quebram as empresas locais, que estão gerando emprego e renda para o Estado. Precisamos de mudanças nessa política fiscal”, desabafa. A ideia é compactuada pelo também transportador Maicol Michelon, sócio proprietário da Pedromar Transportes, sediada em Rondonópolis. Há 15 anos no mercado, o empresário garante que a condição do setor é grave e não enxerga qualquer movimentação governamental para mudanças a curto prazo. Michelon afirma que 2016 é um ano praticamente perdido. “O frete não mudou em nada com a safra. Para conseguir colocar nossos 50 caminhões em operação fomos obrigados a adotar algumas medidas. Uma delas é diminuir a rodagem e evitar desgastes. A preferência é por fretes curtos de até 300km; acima de 500km não pegamos”, explica. Além das questões apontadas por outros entrevistados, Maicol acrescenta que outra situação também prejudica consideravelmente a categoria, são as trendings. “Em Mato Grosso, cinco grupos dominam essa área; compram o produto para exportar. Eles têm total autonomia para travar o preço do frete. Isso já ocorre há um certo tempo, ninguém faz nada e a asfixia do setor só aumenta”, conclui.
Manutenções adiadas Para tentar equilibrar as contas, alguns profissionais não realizam a manutenção do veículo no período correto. Revisão em tempos de crise só para situações emergenciais. Um motorista que pediu anonimato aceitou conversar sobre o assunto com a reportagem da Revista o Carreteiro, disse que tem muito caminhão rodando sem a manutenção adequada. “Eu mesmo não reviso o meu há meses. A única coisa que tenho feito é verificar o estado dos pneus. Tenho consciência de que estou correndo risco, que posso causar um acidente e prejudicar outras pessoas, mas se não proceder dessa forma não consigo rodar. O carreteiro explica que além dos custos com alimentação, descarga, pedágio e a despesa para manter sua família, – ele tem ainda uma prestação mensal de R$ 2.900,00 referente a um financiamento. “Falo isso com muito desconforto. Falta pouco para a minha aposentadoria, caso contrário iria sobreviver de outra atividade”, finaliza.
Preço do diesel e pedágios Segundo dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), sem a taxa da transportadora e sem ICMS, o frete carreteiro com origem nas cidades de Rondonópolis, Campo Verde, Diamantino, Sorriso, Campo Novo do Parecis, Canarana, Sapezal obteve reajuste médio de 10% em 2016. O acréscimo, no entanto, foi encoberto pela alta do diesel de 40%, acréscimo da taxa de pedágio em sete postos na BR 163/364.
LEVANTAMENTO: FRETE COTAÇÃO DIA 31/03/2016 ORIGEM Campo Verde
DESTINO
PREÇO R$TON
Paranaguá Alto Taquari . Rio Verde Rondonópolis . Santos Paranaguá Alto Taquari
223,00 .85,00 ....15,00 45,00 .......40,00 280,00 .145,00
Miritituba . Rondonópolis Santos Cuiabá .
.200,00 110,00 .....305,00 .......70,00
Sorriso
Sapezal Porto Velho Paranaguá
. .
135,00 197,00
Alto Taquari Maringá Santos Paranaguá
.
50,00 135,00 .....240,00 270,00
Alto Taquari Rondonópolis Santos Alto Araguaia
.
125,00 ..95,00 .....287,00 102,00
.
Rondonópolis
Diamantino
Canarana Uberlância Santos Paranaguá Rondonópolis Campo Novo Parecis Santos Porto Velho
127,00 .....264,00 300,00 105,00 .....320,00 147,00
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ESTRADA
PAGAMENTO À MODA ANTIGA Apesar da existência de modernos meios eletrônicos de pagamentos, ainda é comum motorista receber cheque pré-datado ou cartafrete e ter de abastecer o caminhão com até metade do valor para conseguir trocar os papéis por dinheiro vivo
POR
Evilazio de Oliveira
N
a contramão de algumas leis que mesmo de forma incipiente pretendiam ajudar aos motoristas de caminhão - sobretudo aos autônomos a terem uma melhor remuneração - na realidade pouca coisa mudou na estrada, a começar pelo salário co32 O CARRETEIRO
missionado e pela resistência ao abandono da famigerada carta-frete ou cheques pré-datados nos adiantamentos de viagens. A carta-frete, cheque pré-datado ou mesmo o cartão de crédito acabam se constituindo na mesma coisa, dizem os estradeiros – porque de uma forma ou outra é pre-
ciso se submeter às exigências do posto de serviço para fazer a troca por algum dinheiro vivo. Quase sempre existe a necessidade de abastecer pelo menos 40% do valor do documento para receber algum valor em “dinheiro”. Em alguns casos, ainda há a cobrança de ágio quando se trata de carta-frete ou cheque pré-datado com vencimento considerado longo, 15, 20 ou 30 dias. Enfim, essas são as condições impostas pelos patrões. É pegar ou largar, apesar das proibições impostas pela lei. O carreteiro Roberto Ramborger conhece bem esse assunto. Natural de São Luís Gonzaga/RS, com 38 anos de idade e 10 de profissão, ele sempre foi dono de caminhão. Porém, devido à atual crise econômica e agravamento das dificuldades para o pagamento das prestações de um modelo 2010, optou por trabalhar como empregado. Hoje, ele dirige uma carreta de nove eixos no transporte da safra de arroz e afirma que o uso da carta-frete e de cheques pré-datados como adiantamento de viagem é coisa normal. Segundo ele, na safra de arroz praticamente 100% dos adiantamentos são feitos com carta-frete e trocadas em postos conveniados, sempre com a exigência de gastar pelo menos 40% do valor do documento no abastecimento e o combustível cobrado a preço de venda a prazo. Também acontece do restante ser pago com cheque pré-datado, fato que cria outro problema para o motorista, sobretudo quando ele precisa deixar algum dinheiro para
a família. Há situações, inclusive, em que é cobrado ágio, principalmente nos casos de cheques com vencimento mais prolongado. André Luís Fortes da Costa tem 36 anos de idade e 12 de estrada. Natural de Arroio dos Ratos/RS, ele está terminando de pagar o caminhão, um modelo fabricado em 1977, com o qual viaja entre Rio Grande do Sul e Paraná. Garante que raramente recebe carta-frete ou cheque pré-datado, pois utiliza dois cartões. “É uma forma mais eficiente e segura de movimentar o dinheiro”, ressalta. Mesmo assim, surgem pequenos problemas pela falta de máquinas específicas para a utilização dos cartões na maioria dos postos das rodovias. Diante da dificuldade de ir até o centro das cidades para efetuar saques ou depósitos, diz que é pre-
Praticamente todos os adiantamentos na safra de arroz são feitos pelo sistema de carta-frete que pode ser trocada em postos conveniados, diz Roberto Ramborger www.ocarreteiro.com.br
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ESTRADA ciso recorrer aos caixas dos postos e repetir a mesma via-crúcis com a exigência de abastecer pelo menos um terço do valor a ser sacado ou efetuar algum tipo de despesa no estabelecimento para receber o dinheiro vivo. “Não tem jeito, sobra sempre para o motorista”, diz. Todavia, André Luís Fortes prefere trabalhar com cartão a outras formas de pagamento. Lembra que todas as boas empresas, as organizadas, seguem a lei e fazem os depósitos de adiantamento de viagem ou outros pagamentos através do cartão. Com isso ele fica com apenas um pequeno valor em dinheiro para as despesas imediatas e se pode viajar sossegado.
O carreteiro Joel Leges, 48 anos de idade e 19 anos de volante, é natural de São Borja/RS e dirige um caminhão ano 91 no transporte internacional e no Brasil. Diz que utiliza cartão e frequentemente recebe cheques pré-datados, mas sem problema para trocar. Explica que abastece o caminhão sempre nos mesmos locais e como já é conhecido, consegue descontos especiais para o combustível e troca os cheques. Isso porque trabalha para uma empresa bem conceituada, caso contrário certamente teria problemas. “Por enquanto está tudo tranquilo, mas existe muita enrolação no setor”, afirma. Na opinião do motorista Ademir Alberto Santinon, 51 anos de
André Luís Fortes afirma que tem dois cartões de frete e que considera uma forma segura e eficiente de movimentar dinheiro, mas que faltam máquinas nas rodovias
O carreteiro Joel Leges comenta que recebe cheques pré-datados com frequência, mas por serem de empresas conceituadas não enfrenta problema para trocá-los
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Para Ademir Alberto Santinon, o cartão é igual carta-frete e cheque pré-datado, porque as exigências dos postos de serviço para trocar por dinheiro são iguais
Cheque pré-datado é comum, assim também como ter de abastecer entre 40% e 50% do seu valor. “E se recusar não trabalha”, diz o motorista Adão Brink,
idade e 21 anos de estada, natural de Porto Lucena/RS, que trabalha no transporte internacional ao volante de um Scania 2005, o cartão não deixa de ser uma carta-frete ou um cheque pré “porque os donos dos postos fazem as mesmas exigências para trocar”. Sempre tem a exigência de abastecer pelo menos 40% do valor que se quer sacar e, em casos de cheques com prazos mais longos, 30 dias, por exemplo, ainda cobram ágio. “Eles tiram do motorista com as duas mãos”, desabafa. Santinon tem cartão e também recebe cheques pré-datados; mas carta-frete muito raramente. Adão Amarante Brinck dos Santos, 60 anos de idade, 30 anos de profissão, natural de Uruguaia-
na/RS, também disse que a utilização do cheque pré-datado é uma prática comum no setor e ainda há quem, de vez em quando, utilize a carta-frete. “Aceita ou não trabalha”, afirma o carreteiro que depois de aposentado passou a trabalhar sempre como empregado. Ele lembra que além de precisar abastecer entre 40 e 50% do valor do cheque, também acontece de receber uma parte em dinheiro e o restante com outro cheque pré-datado. “É uma loucura”, comenta, explicando que se corre o risco da empresa que emitiu o cheque já ter o “nome sujo” na praça e daí a coisa fica feia. “Está muito difícil e com poucas esperanças de melhora”, diz com certo desalento. www.ocarreteiro.com.br
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TREINAMENTO
ALÉM DO PRODUTO CAMINHÃO
Proporcionar treinamento, disseminar conhecimento para a rede de concessionários e também para os transportadores, têm sido cada dia mais importante e necessário para os fabricantes de caminhões fortalecerem a imagem da marca junto aos seus clientes POR João Geraldo
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A
té alguns anos atrás, além de oferecer um veículo bom, a preocupação dos fabricantes de caminhões não ia além da prestação de um serviço de assistência técnica eficiente, rápido e responsável através de seus concessionários. Porém, com o passar do tempo e a especialização cada vez maior do transporte rodoviário de cargas, percebeu-se a necessidade de oferecer ao mercado mais do que produtos eficientes, confortáveis, seguros e atendimento pós-vendas satisfatório. Dessa percepção tem surgido diferentes ações para aprimorar e desenvolver pessoas e serviços – tanto da rede quanto do cliente - de um modo mais amplo e abrangente. Essa movimentação tem exigido investimentos em instalações e em profissionais, além de dedicação para conduzir o processo, que a cada dia se torna mais necessário para os fabricantes de caminhões manterem proximidade com o transportador. Os profissionais da rede - responsáveis pela disseminação do conhecimento entre os técnicos e outros profissionais da área comercial das concessionárias - são desenvolvidos pela metodologia Train the Trainer (Treinar o instrutor). O sistema tem por objetivo proporcionar mais agilidade no desenvolvimento de instrutores permitindo à fábrica estar mais próxima dos distribuidores e dos transportadores. A gerente de desenvolvimento de competências da Volvo, Karen Wasman, conta que a empresa já tem uma completa e moderna infraestrutura para treinar instrutores da rede de concessionárias de caminhões
e ônibus da marca e outros serviços, graças ao de seu Centro de Desenvolvimento de Competências (CDC). O prédio, com área construída de 2.600 metros quadrados, foi construído dentro do complexo industrial da fábrica, em Curitiba/PR, em terreno de 10 mil metros quadrados. Os técnicos recebem uma formação completa, com uma carga horária de cerca de 420 horas, tempo correspondente a uma especialização. Os cursos de atualização anual envolvem mais 120 horas de treinamento para cada profissional. São oferecidas também capacitações nas áreas comercial (venda e pós-venda), de gestão (liderança, atendimento, imagem de marca, RH) e condução, com foco em segurança e economia de combustível). Karen Wasman explica que depois de preparados os instrutores não só transmitem conhecimento sobre novos produtos e serviços como também se certificam de que seja aplicado o melhor aprendizado na rede de concessionárias. “O CDC, diz ela, ensina os técnicos da rede de concessionários a passar o ensinamento para a frente. São os “multiplicadores” e todo treinamento é construído junto às áreas de negócios da Volvo. O objetivo é apoiar o negócio por meio da qualificação de pessoas pois, segundo Karen não basta apenas oferecer uma grade de treinamento. “Queremos antecipar a necessidade de aprendizagem e estar mais próximos dos transportadores”, diz a gerente. Para atingir este objetivo, o CDC - inaugurado em janeiro de 2015 - disponibiliza espaços para treinamentos teórico e práticos, www.ocarreteiro.com.br
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TREINAMENTO
capacitação em simuladores e garagens para aulas práticas e também exposição de veículos. O CDC conta com sete salas para treinamento específico em chassis, eletricidade, transmissão e motor. Karen destaca que são ministrados cursos básicos de mecânica até outros mais sofisticados, como o de diagnóstico avançado de falhas, no qual os alunos têm contato com um caminhão ou chassi de ônibus que sai da fábrica já com falhas estrategicamente criadas. De acordo com ela, nove mil funcionários de toda a América Latina já foram capacitados pelo Centro de Desenvolvimento de Competências. De acordo com ela, esta metodologia permite monitorar os indicadores de performance e o turn over dos técnicos, além de contribuir com a gestão das pessoas e até avaliar a produtividade das oficinas. “O cliente é beneficiado diretamente, porque ele ganha não só com a inovação tecnológica e educacional das equipes de profissionais que atuam nas concessionárias, mas também no aumento da disponibilidade dos seus 40 O CARRETEIRO
veículos e na rentabilidade da operação de transporte”, explica. Karen explica que hoje em dia o treinamento com tablet, vídeos, simuladores de ônibus e de caminhão são diferenciais que agregam ganhos ao perfil do motorista. Ainda direcionado aos motoristas gestores de frota, a empresa conta com o programa Monitor, no qual os profissionais passam por treinamento dentro da fábrica durante dois dias. “O objetivo é o conhecimento do veículo e suas aplicações. Este programa está em atividade também no Peru para motoristas das mineradoras, os quais, no país, são obrigados e terem o certificado para poderem trabalhar nas minas”, detalha. Um próximo passo a ser dados este ano é o início do aprendizado pelo smartphone. “A Volvo já tem alguns aplicativos como o my truck, dynafleet e o mobile Learning”, adiciona a gerente, acrescentado que a empresa tem também uma caravana de veículos para a formação de técnicos e mecatrônicos. “Mas somente horas de treinamento não resolvem, é preciso ter foco na qualidade”, alerta. Além disso, a Volvo conta com equipe de instrutores técnicos bilíngues que vão até o cliente e observam o que precisa ser feito para melhorar a gestão e a eficiência da frota. Quanto à entrega técnica do caminhão para o cliente ou motorista, a Volvo tem três tipos e aplica a andragogia (método para se ensinar adultos) em suas ações junto aos motoristas. Vanio Albino, da equipe de instrutores, lembra que cada frota tem suas particularidades e por isso existe
um menu de aplicações da entrega do veículo, a qual atualmente é bem diferente do que era no passado, conclui. Para o diretor de desenvolvimento de concessionárias do Grupo Volvo na America Latina, Carlos Pacheco, o Centro de Desenvolvimento aprimora as competências dos técnicos e do pessoal de pós-venda da nossa rede de concessionárias, ao mesmo
tempo em que contribui para elevar a qualidade no atendimento e a satisfação do transportador da marca. “Com profissionais atualizados e mais qualificados, os serviços são de maior qualidade e executados no prazo, o que aumenta a disponibilidade dos veículos. Lugar de caminhão e ônibus é na estrada, transportando cargas e passageiros”, finaliza.
COMPETIÇÃO DE PROFISSIONAIS
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riado na Suécia como uma competição nacional de mecânicos, o VISTA – Volvo International Service Training Award, tornou-se uma competição global em 1977 que reúne como participantes das áreas técnica, comercial e adminstrativa da rede Volvo. Este ano, participam da competição 18.500 profissionais distribuidos em 5.000 esquipes de 100 paises de todos os continentes. O número, informa a Volvo, é recorde desde a criação do evento, em 1957. Nesta edição, 65% dos participantes são técnicos e os 35% restantes de outras áreas. O evento na América Latina foi realizado no início do mês de abril no Centro de Desenvolvimento de Competências (CDC) dentro da fábrica da Volvo, em Curitiba/PR. O objetivo da competição é promover a qualificação, o trabalho em equipe e o reco-
nhecimento do pessoal das áreas de peças de reposição, garantia e administradores, além de aprimorar a capacidade dos profissionais que atuam no setor. Os mecânicos participam de provas para resolver problemas teóricos e práticos e reparar eventuais defeitos que podem ocorrer nos veículos. Carlos Pacheco, diretor de desenvolvimento de concessionários do Grupo Volvo América Latina, explica que o VISTA é uma parte importante do esforço da empresa para atingir a mais alta qualidade em serviços em todos os mercados onde a marca está presente. O lema desta edição “Sem atalhos para o sucesso”, é uma referência direta à importância da qualidade e do planejamento do trabalho executado diariamente nas concessionárias Volvo. “É preciso seguir o passo a passo e saber que fazemos um trabalho de equipe. Já temos um alto nível de competênciqa na área de serviços, mas o VISTA é uma importrante ferramenta para promovermos o desenolvimento contínuo”, acrescenta Karen Wasman, gerente do CDC(JG). www.ocarreteiro.com.br
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CONECTIVIDADE
O CAMINHÃO REINVENTADO
A conectividade vai possibilitar que o caminhão se comunique com todo o sistema de transporte e seja aproveitado ao máximo, com menos tempo parado em congestionamentos, em pontos de carga e descarga, esperando documentação, estacionamento etc. A redução do consumo de combustível e das emissões também são melhorias previstas com o advento da Internet no transporte
POR João Geraldo
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CONECTIVIDADE
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tualmente na Europa, o caminhão é responsável pela movimentação de três quartos das cargas movimentadas por rodovias, uma realidade que o coloca numa condição de espinha dorsal do transporte de mercadorias no continente. Especialistas do setor e também de outras áreas - avaliam que a dependência do modal rodoviário deverá prosseguir crescendo nas próximas décadas. A estimativa é que até o ano de 2050 os volumes de transporte serão pelo menos três vezes maiores do que hoje. Embora essa expectativa tenha ares de positiva, e os caminhões que rodam no continente estejam entre os mais modernos do mundo, a realidade aponta necessidade de mudanças no setor para torná-lo mais eficiente. Entre as principais questões se destacam como evitar um colapso total do já crítico tráfego nas rodovias e redu-
zir de forma significativa o consumo de combustível fóssil, as emissões e os acidentes de trânsito. O caminho apontado atualmente para se avançar nestes quesitos é o caminhão inteligente, conectado, o qual irá trazer vantagens para as empresas de transporte, motoristas, o meio ambiente e a sociedade em geral. Isso tudo com o uso da Internet, pela qual o veículo estará o tempo todo interligado. Em linha gerais, essa tecnologia vai desenhar um novo rumo no mundo do transporte rodoviário de cargas nos próximos anos. A Daimler Trucks apresentou o protótipo de um caminhão autônomo ao público, pela primeira vez, em 2014, na IAA (feira de veículos comerciais em Hannover, Alemanha). Esse veículo de carga inteligente já é uma realidade - mesmo de forma incipiente em relação ao que virá a ser no futuro - ecomeçou a modificar o transporte. A Divisão Trucks, do
Caminhão viajando em comboio e no modo autônomo, consome menos combustível e proporciona mais segurança e tranquilidade ao motorista
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Tela afixada no painel é um tablet que registra tudo e pode ser destacado e levado pelo motorista para fazer registros mesmo estando fora da cabine
Grupo Daimler - o qual agrega marcas de caminhões como MercedesBenz, Freightliner, Western Star, BharatBenz e Mitsubishi Fuso - estabeleceu em 2013 que a conectividade é ponto de sua estratégia corporativa e por conta dessa estratégia, até 2020 a empresa investirá cerca de meio bilhão de Euros na conexão de seus veículos comerciais e também na criação de novos serviços e soluções digitais. Conforme informou o doutor Wolfgang Bernhard, membro do board da Daimler AG e responsável pela Daimler Trucks & Buses, atualmente existem 365 mil veículos comerciais com marcas do grupo que operam de alguma forma conectados em diferentes regiões do planeta. Os primeiros os resultados práticos do caminhão autônomo e conectado já começaram a ser colhidos pelo Grupo Daimler. Na segunda quinzena de março, a empresa apresentou em Dusseldorf (Alemanha) suas mais recentes ações na área da conectividade, as quais podem ser interpretadas como o início de atua-
ção do caminhão conectado operando de modo semiautônomo. O que se viu e se encontra em testes na Alemanha é um comboio formado por três caminhões Mercedes-Benz Actros com semirreboque de três eixos operando conectados um ao outro por WIFI, através de um sistema identificado pelo Grupo Daimler como HPC (Highway Pilot Connect). O caminhão conectado ainda depende de legislação para trafegar pelas rodovias, mas o comboio opera com autorização do estado alemão para testar o HPC na estradas e vias públicas do país. Interligados pela tecnologia da conectividade, os caminhões podem andar de forma autônoma (cada um com um motorista na cabine) e manter sempre a distância de 15 metros entre eles controlada automaticamente. Se houver uma emergência, os veículos freiam juntos em um décimo de segundo e no espaço de poucos metros. As carretas trafegam a 15 metros de distância uma da outra e reconhecem os outros veículos na estrada. www.ocarreteiro.com.br
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CONECTIVIDADE Os caminhões operam com GPS e mapas digitais integrados ao sistema HPC, e quando se aproximam de trevos nas rodovias, ou situações que assim exijam, por segurança aumentam automaticamente a distância entre eles. Quando o veículo percebe que não vai conseguir executar determinada manobra, como mudar de faixa, por exemplo, por segurança é solicitada ajuda do motorista. Caso um dos caminhões tenha de sair do pelotão para seguir por outra rota, basta o motorista desacoplá-lo do sistema com um leve toque no pedal de freio. Para se conectar ao comboio e fazer parte dele, a conexão é feita por meio de uma tecla no painel de instrumentos e o motorista é avisado quando ele pode entrar no pelotão. Segundo o chefe de engenharia da Daimler Trucks, Sven Ennerst, o comboio é viável com até 10 carretas e o sistema para o futuro é conectar caminhões de diferentes marcas num mesmo pelotão. “Este é o primeiro passo”, comemorou Ennerst. O comboio conectado e otimizado da forma como foi apresentado em Dusseldorf, traz uma série de vantagens para o transporte rodoviário. Além da tranquilidade do motorista, da sua segurança e dos demais usuários da rodovia, possibilita a redução do consumo de combustível. Segundo Ennerst, os testes mostraram que o primeiro veículo do pelotão teve redução de 2% no consumo de combustível; o segundo 11% e o terceiro de 9%. Ele destaca que além do Highway Pilot Connect, é necessário também concentrar o foco na aerodinâmica do 48 O CARRETEIRO
cavalo-mecânico e do semirreboque. Os testes acontecem em estradas da Alemanha e dos Estados Unidos. A tecnologia da conectividade permite que os caminhões se conectem, via Internet, com o seu meio ambiente, enviando e recebendo informações continuamente, de uma maneira que todos os envolvidos no processo de logística possam utilizar os dados de acordo com suas respectivas necessidades. O membro do
Os caminhões inteligentes têm cerca de 400 sensores conectados por um software que inclui 130 milhões de linhas de códigos, mais do que de um avião a jato
board da Daimler AG e responsável pela Daimler Trucks & Buses, doutor Wolfgang Bernhard destaca que no futuro será possível, por exemplo, reduzir os tempos de espera enquanto ocorrem operações de carga e descarga do caminhão, reduzir a burocracia e evitar congestionamentos e também de forma significante as entradas do veículo em oficina através de atualização por download. “Dados em tempo real são essenciais para a logística de alta
performance, portanto, estamos investindo para conectar nossos veículos com seu ambiente e desenvolver aplicativos novos e específicos”, disse o executivo. Ele destacou ainda a melhoria do desempenho dos clientes, inclusive a operar seus negócios de maneira mais segura e ecologicamente correta. Conforme foi apresentado, com essa tecnologia o veículo pode agilizar o transporte enviando dados e eliminando a espera de documentação; transmitir do-
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CONECTIVIDADE
Enquanto o comboio segue viagem, a distância entre os caminhões é controlada automaticamente de forma segura pelo Highway Pilot Connect
cumentos, programar manutenção e se antecipar à possíveis problemas evitando a parada para reparo e indicar a melhor rota. Na visão dos especialistas, somente motoristas bem preparados e veículos modernos não são suficientes para vencer os desafios do transporte rodoviário e do baixo aproveitamento do caminhão. É preciso vencer a morosidade devido a engarrafamentos, pontos de espera, documentação da carga, procura por estacionamento e alfândega. A solução, acredita-se, virá mesmo através da conectividade, porque é preciso interligar, criar uma rede global na cadeia logística. De acordo com o dr. Peter Vaughan Schmidt, chefe de estratégia da Daimler Trucks, em experiência realizada com cliente durante o período de uma semana, o veículo esteve 35% do tempo na estrada e 65% parado. “Hoje falta integração, uma rede de informação, transparência no planejamento, informação do trânsito e muitas outras. É preciso interligar as informações”, concluiu. O doutor Wolfgang Bernhard acrescenta que caminhão é mui50 O CARRETEIRO
to mal aproveitado e há desperdício de recursos na forma como é feito o transporte hoje. “Às vezes, as viagens são vazias, e mesmo quando está totalmente carregado o veículo fica preso no trânsito, além de o motorista não ter onde estacionar”. Entre outras citações, Bernhard afirmou que o caminhão é uma máquina que poderia operar 24 horas por dia, mas chega a ficar um terço de sua vida parado, cujo aproveitamento é de apenas 18%. “Essa situação se deve à falta de comunicação, mas a conectividade vai ajudar a mudar essa situação”, afirmou o executivo. Para o doutor Jeremy Rifkin, escritor, sociólogo e futurólogo, com a conectividade, o Grupo Daimler está fornecendo as bases da 3ª revolução industrial. Ele acrescenta que na “era da Internet das Coisas”, todas as ferramentas e maquinários serão equipados com sensores que fornecem constantemente um fluxo de informações em tempo real. “Isso mudará fundamentalmente a maneira como fazemos negócios. A “Internet das Coisas” está oferecendo oportunidades completamente novas”, disse. Quanto ao transporte rodoviário
de cargas, Rifkin afirmou que a Internet vai revolucionar o setor nos próximos anos, porque milhares de veículos estarão interligados nas estradas, pois, em suas palavras, “cada veículo será um computador”. Dada à importância desta tecnologia para o futuro do transporte, presidente mundial da Mercedes-Benz Trucks. Stefan Buchner, anunciou que em 1º de abril deste ano a Mercedes-Benz estabelecerá a nova unidade Digital Solutions & Services, chefiada pela doutora Daniela Gerd Tom Markotten, profissional com muitos anos de experiência no campo da TI de suporte à telemática de veículos. Esta unidade, que também tem a FleetBoard GmbH como núcleo, dirigirá todas as atividades relativas aos aplicativos digitais para os veículos comerciais Mercedes-Benz – em estreita colaboração com outras divisões da empresa. A nova divisão tem por missão
garantir que a empresa se mantenha à frente no desenvolvimento de soluções digitais relacionadas a caminhões conectados. De acordo com o Buchner, os engenheiros estarão conectados com clientes e departamentos de vendas. “Isso é muito importante para nosso futuro. Não somente uma nova era, é uma mudança que vai trazer novas regras”, disse o presidente mundial da Mercedes-Benz Trucks O executivo lembra que quando o primeiro iPhone foi introduzido, em novembro de 2007, os clientes da marca já utilizavam o FleetBoard há sete anos. “Por mais de 15 anos, eles já conseguiam controlar suas frotas e administrar com eficiência seus motoristas, tanto dos caminhões Mercedes-Benz, como os de outros fabricantes”, comentou, acrescentando que ninguém tem mais experiência nesse campo do que a Mercedes-Benz.
Sistema FleetBoard, que estabelece padrões de telemática para a Mercedes-Benz desde o ano 2000, será o núcleo da nova unidade de soluções digitais recémcriada pelo Grupo Daimler
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F-TRUCK
VOLKSWAGEN VENCE A SEGUNDA ETAPA DO CAMPEONATO 54 O CARRETEIRO
Vencedor da corrida de abertura de 2016, no Rio Grande do Sul, Felipe Giaffone voltou a ocupar o primeiro lugar do pódio ao dominar de ponta a ponta a segunda etapa do campeonato, disputada no autódromo Internacional de Curitiba/PR.
POR João Geraldo FOTOS Luciana Flores
A
vitória de Felipe Giaffone – a segunda em duas corridas – confirmou sua boa fase vivida neste início de Campeonato, o 21º da história da Fórmula Truck, disputada no autódromo Internacional de Curitiba, circuito localizado no município de Pinhais, vizinho à capital paranaense. O piloto da RM Competições foi o mais rápido desde os primeiros treinos livres na sexta-feira, no sábado à tarde cravou a volta mais rápida no treino classificatório para a formação do grid de largada, e no domingo andou na frente nas duas baterias. “Meu caminhão esteve espetacular na corrida, com melhor acerto do chassi e tracionando bem nas saídas de curva, melhor do que os dos adversários”, disse o piloto de São Paulo bastante empolgado com o desempenho de seu equipamento e o trabalho realizado pela equipe dentro do boxe. Após duas vitórias seguidas, ele segue na liderança do campeonato com certa tranquilidade, com 105 pontos contra 82 do segun-
do colocado, o paranaense Diogo Pachenki, com 82. Desde sua estreia na categoria em 2005, esta foi a quarta vitória de Giaffone no autódromo Internacional de Curitiba e a 25ª em sua carreira, passando a ser – junto com Wellington Cirino - o piloto com o segundo maior número de vitórias na Fórmula Truck. Quem mais venceu corridas na categoria é Renato Martins, o chefe da equipe RM Competições, que acumula 27 vitórias durante sua carreira de piloto de caminhão. Durante as duas baterias a principal ameaça à liderança de Giaffone foi Diogo Pachenki, que comemorou o segundo lugar no pódio e admitiu que nas grandes retas do autódromo seu caminhão conseguia acompanhar o Volkswagen Constellation do piloto paulista. Tenho consciência de que o Felipe estava bem mais rápido, com mais motor no traçado do autódromo Internacional de Curitiba, mas estou contente porque o importante é ter constância no campeonato”, disse Pachenki que havia sido o segundo colocawww.ocarreteiro.com.br
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F-TRUCK do também na primeira corrida do ano, em Santa Cruz do Sul. A corrida, disputada sob forte calor, foi marcada pelo alto número de caminhões com problemas e quebras. Dos 22 que ocuparam o grid de largada, apenas sete completaram as duas fases, que juntas somaram 25 voltas. A etapa marcou o retorno às pistas do brasiliense Geraldo Piquet e Valmir Benavides, ambos na equipe DF Motorsport, além do paranaense Jansen Bueno, na Dakar Motorsports.
CAMPEONATO DE MARCAS
NOME 1º MAN Latin America 2º Mercedes-Benz 3º Volvo 4º Scania 5º Iveco 5º Ford
56 O CARRETEIRO
QTD. 167 164 98 42 39 31
CAMPEONATO DE PILOTOS
NOME QTD. 1º Felipe Giaffone....................................52 2º Diogo Pachenki................................. 82 3º Raijan Mascarello.............................. 62 4º Gustavo Magnabosco..........................61 5º Débora Rodrigues................................50 6º David Muffato.....................................47 7º Adalberto Jardim.................................46 8º Paulo Salustiano.................................45 9º Alex Fabiano.........................................42 10º André Marques...................................32 11º Regis Boessio.....................................31 12º Leandro Totti......................................29 13º Ricardo Sargo....................................28 14º Pedro Muffato....................................25 15º Valmir Benavides................................23 16º Felipe Tozzo........................................17 Roberval Andrade...............................17 18º Beto Monteiro....................................11 19º Joel Mendes.........................................8 20º Wellington Cirino..................................7 21º Luiz Lopes............................................6 22º Jansen Bueno.......................................5
DICA FEDERAL
CONSERVAÇÃO DE CAMINHÕES
A
maioria dos motoristas de caminhão se preocupa em cuidar de seus veículos, afinal, além de ser o instrumento para se ganhar o pão é também dentro da cabine que passam boa parte do tempo. Porém, um grande número de motoristas ainda insiste em deixar de lado os cuidados básicos com a máquina, atitude que pode ocasionar um final infeliz nesta história. A PRF tem como missão a segurança com cidadania. Por isso, age ostensivamente nas rodovias federais com a finalidade de assegurar a fluidez do trânsito e a fiscalização de veículos, além da documentação relativa. Mesmo com todo o empenho na fiscalização e na prevenção aos acidentes de trânsito, esse esforço se torna em vão se o motorista não cuidar da manutenção do seu caminhão. Esse descuido pode lhe custar a própria vida, além da vida de terceiros inocentes. A manutenção vai desde o item mais básico, como a chave, até um dos mais importantes que são os freios. A má conservação ocasiona muitos acidentes com resultados trágicos. A PRF, nesse sentido, realiza fiscalizações específicas para ve-
rificação da manutenção de veículos, para a prevenção de acidentes. Nestas fiscalizações são verificadas as condições dos pneus, sistema de iluminação, sistema de frenagem, presença de equipamentos obrigatórios, além da documentação do motorista e do caminhão. Por fim, é verificado se o motorista ingeriu álcool e estava dirigindo. A multa para o carreteiro que trafega com o veículo em mau estado de conservação é grave, com 5 pontos na CNH e R$ 127,69, além da retenção do caminhão para regularização. Até ser regularizado, o veículo não pode circular, podendo ser apreendido se o saneamento não for realizado. Por exemplo, se o Agente da PRF verificou que o caminhão está com pneus que não ofereçam segurança, ele vai ter que substituir o item para poder continuar a viagem. Portanto, quando o motorista faz a manutenção preventiva, realiza a checagem periódica dos itens de segurança, além de economizar no tempo ele terá uma viagem segura, sem contratempos ou frustrações e, numa fiscalização, evita o aborrecimento de ter o veículo retido e ser multado por algo que é seu dever. www.ocarreteiro.com.br
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HISTÓRIAS DO ZÉ
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O CARRETEIRO
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CLASSIFICADOS CLASSIFICADOS Emprego Tenho 37 anos de idade, experiências comprovadas, cartas de referência, curso de qualificação, Movimentação de Produtos Perigosos, Condução Segura e Econômica, Direção Defensiva, ensino médio completo, bom conhecimento de rodovias e disponibilidade total para viajar. Arnaldo Paranhos Betim/MG Tel.: (31) 99310-0996 abramotur@msn.com Sou do Pará, mas há seis meses estou no Guarujá trabalhando no Contêiner. Porém gostaria de fazer a rota Belém x Sul, Sudeste ou qualquer Estado e também Mercosul. Estou a disposição Fernando Barbosa Ananindeua/PA Tel.: (91) 99335-1855 fernandosantanant @gmail.com
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Bate Coração
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CLASSIFICADOS CLASSIFICADOS Emprego Sou motorista carreteiro, 27 anos de idade, curso MOPP e experiência na área. Já trabalhei dois anos com câmara fria. Diego Martinello martinello.f.diego @gmail.com (046)9115-5760 (046)3547-3577
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Emprego CNH Categoria E, experiência comprovada em carteira, boas referências, documentação, seguradoras em dia. Glauber Santos Salvador/BA Santosglaube163 @gmail.com Tenho 34 anos de idade e procuro uma oportunidade para trabalhar com carretas. Tenho curso MOPP atualizado e disponibilidade para viajar pelo Brasil. Ronaldo Alves Feitosa Petrolina/PE alvesfeitosaronaldo @gmail.com
Recado Mando um alô para meus amigos Meio Kilo, Bandoleiro, Grilo e Perobinha. Aproveito e mando um abraço para meu pai Zé Cazotti, e meu irmão turbinado e toda turma do grupo fora da lei e do Grupo Louco Amor(GLA), de Eunápolis/BA. Que o PX maior proteja todos vocês. Renato Cazotti Colatina/ES
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CLASSIFICADOS CLASSIFICADOS Recado Conheci a minha esposa através da sessão Bate Coração, da Revista O Carreteiro, e construímos a nossa família. Escrevi na edição de setembro de 2012 e em 19/01/2013 ela veio para o Paraná e atualmente temos um filho, o Estevão de um ano e dez meses. Porém ela já tinha dois filhos e eu três. Moramos todos juntos e vivemos bem. Agradeço muito a Deus e à Revista O Carreteiro por minha família. Mario Sergio Silvério Cambé/PR
"Dê férias para sua língua, trabalhe só com a cabeça." Parabéns pelos 45 anos da Revista O Carreteiro. Admiro muito a profissão e acredito que deveríamos ser mais valorizados. Que Deus abençoe a todos os motoristas e a suas famílias. Marcos Xavier Rio Claro/SP
70 O CARRETEIRO
Um grande beijo para minha amada Keila e para meus filhos Rian e Rimily e também para meus enteados Rodrigo, Renan e Riane. Que Deus sempre abençoe vocês. Fernando Vieira Souza Dracena/SP
Homenagem Essa homenagem é para o Leandro, da empresa Jaloto, nosso amigo e irmão que faleceu recentemente. Quem presta essa homenagem é o Cowboy e todos os motoristas que estão na empresa e também outros parceiros que já trabalharam por lá. Armindo Liberato Gomes Neto (QRA Cowboy) Por Whatsapp Quero homenagear meu falecido Pai Izail Pereira Pinto, mais conhecido como Zeca, pelo excelente pai que sempre foi. Ele trabalhava como motorista de caminhão, um guerreiro e foi através dele que tive acesso a essa revista. Todo mês ele trazia para mim. Homenageio também os meus irmãos André e David, que seguirão na mesma profissão do nosso pai, nosso herói. Aproveito para homenagear o meu esposo e companheiro de todos os momentos, Irineu Pontes de Morais, mais conhecido como Pipela. Quero dizer que eu o amo muito e peço para que Deus o guarde por essas estradas. Que possamos viver juntos por longos anos. Rosângela Maebara Pinto Juquiá/SP www.ocarreteiro.com.br
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CLASSIFICADOS CLASSIFICADOS Emprego Experiência de seis anos, CNH E, curso de MOPP, Direção Defensiva, Combate a Incêndio, Operador de Guindauto, Informática Profissionalizante, Treinamento de H2S e Primeiros Socorros. Ataide Silva de Jesus Alagoinhas/BA ataide1@hotmail.com
" Sou grande porque respeito os pequenos." Motorista profissional, CNH Categoria E. Tenho disponibilidade para início imediato. Jose Carlos Raymundo Pires do Rio/DF josecarlosraymundo@ gmail.com Motorista há 21 anos, sendo 11 trabalhando com tanque químico e inflamável; experiência em bitrem e rodotrem (graneleiro e caçamba), ônibus rodoviário (acostumado com rotas longas), tenho cadastro em seguradoras como Pamcary, Buonny , curso MOPP e conhecimento das estradas do Brasil e Mercosul. Jair Francisco de Oliveira Praia Grande/SP Tel.: (13) 99150-1510 (Whats app) Jairoliveira.2012 @hotmail.com 72
O CARRETEIRO
Emprego Carreteiro com 10 anos de experiência, 53 anos de idade, disponibilidade para trabalhar em qualquer região e experiência em viagens por todo o Brasil. Tenho cursos MOPP, Direção Defensiva e Econômica. Luiz Brito da Cruz Itanhaém/SP luizbritocruz @hotmail.com
Recado Mando um abraço a toda rapaziada da rodagem. Sou conhecido como Mineirinho e trabalho no transporte de bauxita, em Miraí/MG. Rodrigo Rodrigues Singulane Rodrigues Muriaé/MG
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TRANSPORTE & ECONOMIA PLANILHA DE CUSTOS OPERACIONAIS CAMINHÕES
SEMILEVES
LEVES
MÉDIOS
CUSTOS FIXOS MENSAIS Depreciação do Veículo
R$ 708,42
R$ 791,61
R$ 1.433,69
Remuneração de Capital
R$ 492,57
R$ 603,40
R$ 965,20
Licenciamento + Seg. Obrigatório + IPVA
R$ 196,38
R$ 241,52
R$ 296,94
Seguro do casco
R$ 543,54
R$ 671,77
R$ 753,12
Despesas com Comunicação TOTAL DOS CUSTOS
R$ 0,00
R$ 0,00
R$ 173,36
R$ 1.940,91
R$ 2.308,30
R$ 3.622,31
CUSTOS VARIÁVEIS POR KM Manutenção
R$ 0,195
R$ 0,214
R$ 0,170
Pneus, câmaras e recapagens
R$ 0,074
R$ 0,093
R$ 0,071
Combustível
R$ 0,465
R$ 0,530
R$ 0,613
ARLA 32
R$ 0,000
R$ 0,000
R$ 0,020
Óleo de carter
R$ 0,009
R$ 0,017
R$ 0,012
Lavagens e graxas
R$ 0,093
R$ 0,009
R$ 0,133
TOTAL DOS CUSTOS
R$ 0,836
R$ 0,123
R$ 1,018
CAMINHÕES
SEMIPESADOS
PESADOS
EXTRAPESADOS
CUSTOS FIXOS MENSAIS Depreciação do Veículo
R$ 1.371,63
R$ 2.140,10
R$ 3.036,79
Remuneração de Capital
R$ 982,31
R$ 1.440,14
R$ 1.784,83
Licenciamento + Seg. Obrigatório + IPVA
R$ 350,85
R$ 548,55
R$ 713,62
Seguro do casco
R$ 741,06
R$ 1.144,93
R$ 1.540,72
Despesas com Comunicação
R$ 173,36
R$ 245,59
R$ 245,59
R$ 3.619,21
R$ 5.519,33
R$ 7.321,56
TOTAL DOS CUSTOS
CUSTOS VARIÁVEIS POR KM Manutenção
R$ 0,203
R$ 0,321
R$ 0,335
Pneus, câmaras e recapagens
R$ 0,171
R$ 0,259
R$ 0,358
Combustível
R$ 0,779
R$ 1,206
R$ 1,353
ARLA 32
R$ 0,022
R$ 0,031
R$ 0,041
Óleo de carter
R$ 0,012
R$ 0,020
R$ 0,021
Lavagens e graxas
R$ 0,114
R$ 0,286
R$ 0,304
TOTAL DOS CUSTOS
R$ 1,301
R$ 2,123
R$ 2,412
74 O CARRETEIRO
TABELA REFERENCIAL DE TRANSPORTE DE CARGA LOTAÇÃO AUTÔNOMOS - CARGA GERAL DISTÂNCIA EM KM
CAMINHÕES LEVES R$/TON
CAMINHÕES MÉDIOS R$/TON
CAMINHÕES SEMI-PESADOS R$/TON
CAMINHÕES PESADOS R$/TON
BITREM 7 EIXOS R$/TON
1 a 50
81,41
42,21
21,97
21,37
20,01
51 a 100
127,59
64,28
33,70
29,38
27,41
101 a 150
173,76
86,35
45,43
37,39
34,82
151 a 200
219,94
108,42
57,16
45,40
42,22
201 a 250
266,12
130,49
68,89
53,40
49,62
251 a 300
312,30
152,56
80,62
61,41
57,03
301 a 400
404,65
196,70
104,08
77,43
71,83
401 a 500
497,00
240,84
127,54
93,45
86,64
501 a 600
589,36
284,97
151,00
109,47
101,45
601 a 700
681,71
329,11
174,47
125,48
116,26
701 a 800
774,07
373,25
197,93
141,50
131,06
801 a 900
866,42
417,39
221,39
157,52
145,87
901 a 1.000
958,77
461,53
244,85
173,54
160,68
1.001 a 1.250
1.189,66
571,88
303,50
213,58
197,70
1.251 a 1.500
1.420,54
682,22
362,15
253,62
234,72
1.501 a 1.750
1.651,43
792,57
420,81
293,67
271,74
1.751 a 2.000
1.882,31
902,92
479,46
333,71
308,76
2.001 a 2.250
2.113,20
1.013,26
538,11
373,75
345,78
2.251 a 2.500
2.344,08
1.123,61
596,76
413,80
382,79
2.501 a 2.750
2.574,97
1.233,96
655,42
453,84
419,81
2.751 a 3.000
2.805,85
1.344,30
714,07
493,88
456,83
3.001 a 3.250
3.036,74
1.454,65
772,72
533,93
493,85
3.251 a 3.500
3.267,62
1.565,00
831,37
573,97
530,87
3.501 a 4.000
3.729,39
1.785,69
948,68
654,06
604,91
4.001 a 4.500
4.191,16
2.006,39
1.065,98
734,14
678,95
4.501 a 5.000
4.652,93
2.227,08
1.183,29
814,23
752,99
5.001 a 5.500
5.114,70
2.447,77
1.300,59
894,32
827,02
5.501 a 6.000
5.576,47
2.668,47
1.417,90
974,40
901,06
NOTA 1: PREÇO DOS INSUMOS - Os cálculos acima tem como base o preço dos insumos pesquisados na região de São Paulo. NOTA 2: FRETE RETORNO VAZIO - Para que seja incluído retorno vazio no preço cobrado, deve-se utilizar os valores das faixas de distância que incluam a ida e volta do caminhão. NOTA 3: TAXAS, GENERALIDADES E SERVIÇOS ADICIONAIS - Os valores na planilha acima não incluem: pedágio e despesas de viagem (alimentação, estadia, chapa, etc), que deverão ser calculados e cobrados à parte. NOTA 4: IMPOSTOS - Os valores na planilha acima incluem PIS E CONFINS. Não incluem, no entanto, ICMS. NOTA 5: LUCRO - Na construção da planilha acima adotou-se, como parâmetro, margem de lucro de 20% Fonte: RLV Soluções Empresariais
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75
MERCADO DE CAMINHÕES LICENCIAMENTO 2016 UNIDADES
4.843
3.851
FEV
JAN-MAR
SEMILEVES Agrale FCA (RAM) Ford Iveco MAN/Volkswagen Mercedes-Benz Outras empresas
299 0 43 87 38 31 92 8
248 0 49 58 33 12 94 2
815 1 163 202 95 84 259 11
LEVES Agrale CAOA Hyundai Ford Iveco MAN/Volkswagen Mercedes-Benz Outras empresas
1.117 33 1 253 59 386 380 5
1.048 9 1 242 64 419 310 3
3.257 58 3 690 168 1.302 1.026 10
MÉDIOS Agrale Ford Iveco MAN/Volkswagen Mercedes-Benz Outras empresas
392 7 135 11 151 88 0
269 2 91 5 96 75 0
1.096 18 362 26 434 256 0
SEMIPESADOS Agrale Ford International Iveco MAN/Volkswagen Mercedes-Benz Scania Volvo Outras empresas
1.385 1 172 5 72 531 390 46 168 0
1.110 1 183 2 66 370 339 32 117 0
3,720 4 523 10 215 1.264 1.135 131 438 0
PESADOS DAF Ford International Iveco MAN/Volkswagen Mercedes-Benz Scania Shacman Volvo Outras empresas
1.650 49 30 2 61 125 629 381 0 369 4
1.176 32 20 0 51 134 355 199 0 382 3
4.223 132 98 2 174 498 1.292 857 0 1.163 7
TOTAL DE CAMINHÕES
76
O CARRETEIRO
MAR
13.111
RANKING DE CAMINHÕES POR MARCA MARÇO/2016 FABRICANTE
QUANT.
PART.
1º
M.BENZ
1.597
33,13%
2º
VW
1.167
24,21%
3º
FORD
673
13,96%
4º
VOLVO
537
11,14%
5º
SCANIA
427
8,86%
6º
IVECO
246
5,10%
7º
MAN
58
1,20%
8º
DAF
49
1,02%
9º
AGRALE
41
0,85%
10º
INTERNATIONAL
7
0,15%
11º
FOTON
5
0,10%
12º
JBC
4
0,08%
13º
JMC
4
0,08%
14º
SINOTRUK
4
0,08%
15º
HYUNDAI
1
0,02%
ACUMULADO FABRICANTE
QUANT.
PART.
1º
M.BENZ
4.004
30,83%
2º
VW
3.371
25,95%
3º
FORD
1.870
14,40%
4º
VOLVO
1.601
12,33%
5º
SCANIA
986
7,59%
6º
IVECO
687
5,29%
7º
MAN
215
1,66%
8º
DAF
132
1,02%
9º
AGRALE
81
0,62%
10º
INTERNATIONAL
12
0,09%
11º
FOTON
8
0,06%
12º
JMC
8
0,06%
13º
SINOTRUK
7
0,05%
14º
JBC
4
0,03%
15º
HYUNDAI
3
0,02%
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77
CAMINHÕES NOVOS PREÇO (R$)
MODELO
PREÇO (R$)
8700 – CUMMINS ISF 3.8
142.326,00
DAILY TRUCK 7 TON 70C17 CS 3750
108.796,00
8700 TR (5ª RODA) – CUMMINS ISF 3.8
147.226,00
DAILY TRUCK 7 TON 70C17 CS 4350
110.664,00
10000 – MWM MAXXFORCE 4.8
144.613,00
DAILY 35S14 GRAN FURGONE 3300 H2
98.067,00
14000 - 4X2 – MWM MAXXFORCE 4.8
174.750,00
DAILY 45S17 GRAN FURGONE 3300 H2
110.626,00
14000 - 6X2 – MWM MAXXFORCE 4.8
202.869,00
TECTOR 170E22 ATTACK 4815 4X2 MLC TB
144.484,00
TECTOR 240E22 ATTACK 4815 6X2 MLC TB
163.480,00
390.743,00
TECTOR 240E28 5175 6X2 MLL TA
226.930,00 241.317,00
CF85 4X2
416.324,00 311.111,00
TECTOR 240E28 5670 6X2 MLL TA REL. 4,10/5,59 TECTOR 260E28 4815 6X4 MLC TB
267.797,00
CF85 6X2
336.000,00
STRALIS 600S40T AT 6X2 TA (OD) EUROTRONIC
350.655,00
STRALIS 600S44T AT 6X2 TA (OD) EUROTRONIC
374.825,00
DAF XF105 6X2 XF105 6X4
FORD CARGO 816
121.077,76
MAN
CARGO 1319
158.027,93
VW 5.150 D DELIVERY
130.126,00
CARGO 1519
168.851,05
VW 8.160 D DELIVERY
151.917,00
CARGO 1719
178.366,66
VW 9.160 D DELIVERY
171.075,00
CARGO 1723
188.173,50
VW 13.190 E DC CONSTELLATION
204.049,00
CARGO 1723 LEITO
200.588,14
VW 15.190 E DC CONSTELLATION
220.698,00
CARGO 1729 RIGIDO
191.298,54
VW 17.190 E DC CONSTELLATION
229.254,00
CARGO 1933 RÍGIDO
235.030,99
VW 17.280 E DC CONSTELLATION
244.394,00
CARGO 2423
207.412,30
VW 17.330 E DC CONSTELLATION
266.109,00
CARGO 2429
215.059,67
VW 24.280 E DC CONSTELLATION
284.087,00
CARGO 2429 LEITO
229.248,24
VW 24.330 E DC CONSTELLATION
311.418,00
CARGO 2623
239.289,66
VW 26.280 E DC CONSTELLATION
296.171,00
CARGO 2629
245.785,70
VW 31.280 E DC CONSTELLATION
317.059,00
CARGO 3133
291.592,22
VW 31.330 E DC CONSTELLATION
321.573,00
CARGO 1729 CAVALO MEC.
204.134,94
VW 19.390 E DC CONSTELLATION
336.535,00
CARGO 1933 CAVALO MEC.
242.359,15
VW 25.390 E DC CONSTELLATION
349.318,00
CARGO 2042
271.003,34
VW 26.390 E SC CONSTELLATION
378.188,00
CARGO 2842
302.133,21
VW 31.390 E DC CONSTELLATION
359.156,00
MAN TGX 28.440 6X4
449.100,00 484.370,00
INTERNATIONAL 9800I 6X4
320.000,00
MAN TGX 29.440 6X4
9800I 6X2
300.000,00
MERCEDES-BENZ
DURASTAR EURO III 4X2
190.000,00
ACCELO 815/31
145.005,77
DURASTAR EURO III 6X2
200.000,00
ACCELO 815/37
146.623,06
DURASTAR EURO III 6X4
215.000,00
ACCELO 815/44
148.142,24
ACCELO 1016/31
154.963,67
IVECO DAILY 35S14 CS 3450
87.833,00
ACCELO 1016/37
156.702,78
DAILY 35S14 CS 3750
89.085,00
ACCELO 1316/37
178.229,82
DAILY 45S17 CD 3750
115.307,00
ATRON 1319
179.007,03
78 O CARRETEIRO
Molicar
IVECO
AGRALE
Fonte:
MODELO
MODELO
PREÇO (R$)
Fonte:
Molicar
MERCEDES-BENZ
MODELO
PREÇO (R$)
SCANIA
ATEGO 1419
183.045,69
R 620 LA6X4 RBP835
722.427,00
ATRON 2324 6X2
227.109,56
HIGHLINE 440 LA6X2
548.536,00
ATEGO 1719
206.262,29
HIGHLINE 480 LA6X2
574.806,00
ATEGO 1726
220.158,96
HIGHLINE 620 LA6X4 RB662
699.589,00
ATEGO 1729
238.637,40
P 310 CB6X4 RB662
364.500,00
ATEGO 2426 6X2
244.538,79
G440 CB8X4 RBP835
702.160,00
ATEGO 2430 6X2
267.757,36
G480 CA6X4 RBP835
597.644,00
ATRON 1635S
290.144,22
P 250 DB4X2
283.500,00
AXOR 1933LS
296.809,53
P 250 DB6X2
310.500,00
AXOR 2533 6X2
345.079,14
P 310 DB8X2
378.000,00
AXOR 2036S
322.550,33
HIGHLINE R440 LA6X2 R885
474.300,00
AXOR 2041S
337.127,42
HIGHLINE 480 LA6X2 R885
486.800,00
AXOR 2536S 6X2
340.509,39
HIGHLINE 620 LA6X4 RB662
567.900,00
AXOR 2541S 6X2
371.631,39
P 310 CB6X4 RBP735
352.300,00
AXOR 2544S 6X2
387.858,44
G440 CB8X4 RBP835
596.100,00
AXOR 2644S 6X4
412.374,56
G480 CA6X4 RBP835
461.800,00
ACTROS 2546LS 6X2 CONFORTO T.ALTO
416.999,72
P 250 DB4X2 R780
279.300,00
ACTROS 2546LS 6X2 MEGASPACE (CONFORTO)
435.954,28
P 250 DB6X2 R780
305.100,00
ACTROS 2546LS 6X2 MEGASPACE PLUS (SEG.)
454.908,82
VOLVO
ACTROS 2646LS 6X4 CONFORTO T.ALTO
435.954,28
VM220 4X2R ST L1H1
201.500,00
ACTROS 2646LS 6X4 MEGASPACE (CONFORTO)
454.908,82
VM270 6X2R LX 6M L2H1
256.000,00
ACTROS 2646LS 6X4 MEGASPACE PLUS (SEG.)
473.863,34
VM270 6X2R LX 9M L2H1 VMEB235
264.500,00
ACTROS 2651S 6X4 CONFORTO ALTO
438.934,02
VM330 6X2R LX L2H1 VT VMEB235
294.500,00
ATRON 2729B 6X4
280.387,98
VM270 6X4R ST L1H1
282.000,00
ATRON 2729K 6X4
280.106,45
VM330 6X2R LX L2H1 VT VMEB235
351.000,00
AXOR 3131 6X4
324.081,19
VM270 8X4R ST L1H1
335.500,00
AXOR 3131 B 6X4
325.050,24
VM330 4X2T LX L2H1 VT VMEB235
323.000,00
AXOR 3131K 6X4
323.137,88
FH 420 42T SC AT SLP RS 1360
435.000,00
AXOR 3344 6X4
450.055,23
FH 420 62T SC AT SLP RS1360
460.000,00
AXOR 3344 K 6X4
448.892,06
FH 420 82T SC AT SLP RS1360
498.000,00
AXOR 3344S 6X4
449.560,70
FH 460 64T SC AT SLP RST2370
499.000,00
AXOR 4141K 6X4
481.453,30
FH 460 64R SC AT SLP RST2610
502.000,00
ACTROS 4844K 8X4
601.133,06
FH 540 84T SC AT HSLP RT3210
545.000,00
FM 380 42T SC AT SLP RS1360
391.000,00
SCANIA P 310 LA4X2
348.078,00
FM 380 62T SC AT SLP RS1360
416.000,00
P 360 LA6X2 – R 885
380.700,00
FM 380 82R SC AT SLP RS1360
454.000,00
G 400 LA6X2/4X2 3º EIXO
492.564,00
FMX 420 64T SX VT SLP RT3210
502.000,00
R 440 LA6X2 /4X2 3º EIXO
518.834,00
FMX 420 64R SX VT DAYCAB RT3210
505.000,00
R 440 LA6X4 RB662
545.104,00
FMX 460 84R SX VT DAYCAB RT3312
621.000,00
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79
CAMINHÕES USADOS VEICULOS NACIONAIS
2015
2014
2013
2012
2011
2010
2009
2008
2007
AGRALE 13000TD 4X2 Dies.
0
0
0
105000
97000
92300
75000
73000
68620
13000TD 6X2 3e Dies.
0
0
0
111300
102820
97838
79500
77380
72737
6000E-MEC 4X2 Dies.
0
0
0
70000
66000
63000
61000
58000
49950
8500E.III E-TRONIC (C.DUP) 4X2 DIES.
0
0
0
87344
81666
76426
72167
68455
59334
8500EURO III E-MEC 4X2 DIES.
0
0
0
80000
74800
70000
66100
62700
54345
9200EURO III E-TRONIC 4X2 DIES.
0
0
0
102000
89000
87000
82000
68000
63840
C-1317 CN 4X2 DIES.
0
0
0
90000
84600
0
0
0
0
C-1517 CN 4X2 DIES.
0
0
0
105000
98700
0
0
0
0
C-1517-E 4X2 Dies.
0
0
0
0
85000
82000
78000
73900
65596
C-1717 CN 4X2 DIES.
0
0
0
108000
101520
0
0
0
0
C-1717 CN 6X2 3E DIES.
0
0
0
114480
107611
0
0
0
0
C-1722 CN 4X2 DIES.
0
0
0
120000
112800
0
0
0
0
C-1722-E 4X2 Dies.
0
0
0
0
102000
89000
87000
85000
75968
C-1832-E 4X2 Dies.
0
0
0
0
112300
89000
83660
0
0
C-1932 CN 4X2 DIES.
0
0
0
129000
121260
0
0
0
0
Cargo 2428E 6X2 3e Dies. 2P
0
0
0
142500
116000
110000
103000
93000
87225
Cargo 2622E 6X4 3e Dies. 2P
0
0
0
0
132000
120000
112000
109000
93078
Cargo 2628E 6X4 3e Dies. 2P
0
0
0
0
140000
130000
120000
115000
101102
F-350 4X2 Dies.
0
0
0
74000
71000
69000
67000
62100
56160
F-4000 TB 4X4(N.Serie)(Cummins) Dies.
0
0
0
86320
82160
80080
76960
71760
0
F-4000 TURBO 4X2(N.Serie) Dies.
0
0
0
83000
79000
77000
74000
69000
62400
450E32T 4X2 Dies. 2P
0
0
0
135000
125000
116000
98000
95000
74200
450E33T(CurtaT.Baixo)4X2 Dies. 2P
0
0
0
135000
120000
112000
105280
0
0
450E33T(LeitoT.Alto)4X2 Dies. 2P
0
0
0
150000
138800
127000
119380
0
0
230E22 6X2 3e Dies. 2P
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0
0
0
0
0
76800
73920
68544
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0
0
0
121000
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0
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0
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0
0
0
100000
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0
0
0
0
230E22 6X2 3e Dies. 2P
0
0
0
0
0
87220
85260
80360
76969
230E24 6X2 3e Dies. 2P
0
0
0
124000
107000
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78540
380T38 6X4 3e Dies. 2P
0
0
0
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253000
248000
240000
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210000 225000
FORD
0
0
0
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268800
260000
253300
248000
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190000
160000
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0
0
0
0
0
260E25 6X4 3e Dies. 2P
0
0
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150000
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0
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0
0
130000
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0
0
380T38 6X4 3e Dies. 2P
0
0
0
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178600
0
1315(Atego) 4X2 Dies.
0
0
0
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0
0
0
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78750
1418(Atego) 4X2 Dies.
0
0
0
124000
110500
108000
99000
87000
83600
1518(Atego) 4X2 Dies.
155000
145000
137000
135500
112000
110000
100500
89000
84436
1718 4X2 Dies.
0
0
0
130150
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97850
91200
0
1718 6X2 3e Dies.
0
0
0
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95760
0
1718(Atego) 4X2 Dies.
0
0
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103000
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89000
1725(Atego) 4X2 Dies.
0
0
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122000
117000
112000
99000
96120
1725(Atego) 4X4 Dies.
0
0
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121680
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102960
99964 105280
MERCEDES-BENZ
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0
0
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149000
136000
120000
112000
2429 (Atego)6X2 3e Dies. 2P
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175000
166000
156040
0
0
0
0
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215000
202000
190000
180000
169200
0
0
0
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0
0
0
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236000
221000
207740
0
L-1620 6X2 3e Dies. 2P
0
0
0
157000
130000
123500
117000
110000
103400
80 O CARRETEIRO
Fonte:
720T42 6X4 3e Dies. 2P
Molicar
IVECO
VEICULOS NACIONAIS
2015
2014
2013
2012
2011
2010
2009
2008
2007
MERCEDES-BENZ 2535-S(Axor) 6X2 3e Dies.
0
0
180000
150000
140000
130000
122200
0
0
2540-S(Axor) 6X2 3e Dies.
0
0
0
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160000
137000
131000
113000
106220
2544-S(Axor) 6X2 3e Dies.
300000
281300
227000
210500
166000
143000
136000
120000
112800
2546-LS(Act.Megs.)(Al.Conf.) 6X2 3e Dies.
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312000
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0
0
0
2546-LS(Act.Megs.Plus)(Seg.) 6X2 3e Dies.
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292000
260000
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0
0
0
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0
0
0
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0
0
0
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0
0
0
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206800
0
0
0
G-470 B 6X4 SZ 3e Dies.
0
0
0
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0
0
0
G-470 B 8X4 SZ 4e Dies.
0
0
0
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347800
0
0
0
P-230 B 4X2 SZ Dies.
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134000
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0
0
0
P-310 B 6X4 SZ 3e Dies.
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220000
215000
200000
188000
0
0
0
P-310 B 8X4 SZ 4e Dies.
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260000
238000
229000
218000
204920
0
0
0
P-420 B 6X4 SZ 3e Dies.
0
0
0
260000
250000
213000
202000
189880
0
SCANIA
P-420 B 8X4 SZ 4e Dies.
0
0
0
270000
260000
215000
212000
199280
0
R-580 B 4X2 SZ(HIGHLINE) DIES.
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320000
300800
0
0
0
R-580 B 6X4 NZ(HIGHLINE) 3E DIES.
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360000
340000
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0
0
0
G-380 LA 4X2 NA Dies.
0
0
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0
0
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0
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0
0
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0
0
0
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0
0
0
G-420 A 6X2 NA 3e Dies.
0
0
0
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186120
0
0
0
G-420 LA 4X2 NA Dies.
0
0
0
0
0
185000
164000
154160
0
13.180 TB-IC(E)4X2(Const.) Dies.
0
0
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108000
104000
100000
93000
85000
69006
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0
0
106000
104000
97000
92000
79000
75000
67704
13.180 TB-IC(E)6X2(Const.) 3e Dies.
0
0
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113400
109200
105000
97650
89250
72456
15.170 TB-IC(E)4X2 Dies.
0
0
0
105000
99000
93000
81000
77000
69440
15.180 TB-IC(E)4X2(Const.) Dies.
0
0
0
115000
113000
104500
87000
85000
74300
15.180 TB-IC(E)4X2(Worker) Dies.
0
0
0
110000
108500
97000
82000
78000
71523
17.180 TB-IC(E)4X2(Worker) Dies.
0
0
0
110000
108000
95000
91000
82000
76646
17.220 TB-IC(E)4X2(Worker) Dies.
0
0
0
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116000
108800
95000
91000
79652
17.250 TB-IC(E) 4X2 Dies.
0
0
0
125000
120000
112000
98000
95000
80403
17.320(E) 4X2(Const.) Dies.
0
0
0
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122000
113000
106220
0
0
24.220 TB-IC(E) 6X2(Worker) 3e Dies.
0
0
0
129000
124000
120000
110000
108000
96720
24.250 TB-IC(E) 6X2 3E DIES.
0
0
0
133000
129000
127000
125000
117000
97687
24.320(E)(Const.) 6X2 3e Dies.
0
0
0
145000
140000
135000
126900
0
0
26.220 TB-IC 6X4 3e Dies.
0
0
0
166000
156000
134000
132000
126000
99231
26.260 TB-IC 6X4 3e Dies.
0
0
0
0
0
0
0
128520
101215
31.260 TB-IC(E)6X4(CONST.) 3E DIES.
0
0
0
171000
160000
153000
147000
138180
0
9.150 TB-IC(E)4X2 Dies.
0
0
92000
85000
82000
78000
75000
70000
63440
Molicar
VOLKSWAGEN
VOLVO
Fonte:
FM 11 370 4X2 Dies. 2P
0
0
0
0
175420
170000
160000
150400
0
FMX 13 420 6X4R 3e Dies. 2P
390000
363000
345000
315000
296100
0
0
0
0
FMX 13 420 8X4R 4e Dies. 2P
500000
470000
454000
385000
361900
0
0
0
0
FMX 13460 6X4R 3e Dies. 2P
400000
360000
340000
310000
291400
0
0
0
0
FH 400 4X2 Dies.
0
0
0
0
181000
170000
157000
142000
133480
FH 400(GLOBETROTTER) 4X2 DIES.
0
0
0
0
184620
173400
160140
144840
136149
FH 440(GLOBETROTTER) 4X2 DIES.
0
0
0
0
195700
185400
175100
154500
145230
FH 480(GLOBETROTTER) 6X2 3E DIES.
0
0
0
0
224400
214200
193800
183600
172584
FH 480(GLOBETROTTER) 6X4 3E DIES.
0
0
0
0
233376
222768
201552
190944
179487
VM-220 4X2R Dies. 2P
150000
145000
139000
130000
122200
0
0
0
0
VM -270 4X2R Dies. 2P
180000
161000
137000
128000
120320
0
0
0
0
VM-330 4X2R Dies. 2P
220000
200000
175000
153000
143820
0
0
0
0
www.ocarreteiro.com.br
81
JESUÍNO
82
O CARRETEIRO
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