CLASSE X: COLOCA A MERCEDES NO SEGMENTO DE PICAPES www.ocarreteiro.com.br
DESDE 1970 TRANSPORTANDO INFORMAÇÃO
CABINE AVANÇADA importação do FH iniciou uma série de mudanças na operação da Volvo do Brasil
Baixo movimento de cargas e preço do diesel se destacaram como principais entraves para os carreteiros durante 2017
TESTE: IVECO TECTOR Caixa automatizada e motor de 300cv tornaram o modelo mais competitivo
ANO 47 • Nº 515 • R$ 8,00
ANO DURO NAS ESTRADAS
EXTRAPESADOS DAF e Scania apresentam seus cavalos mecânicos para o rodotrem de 91T
EDITORIAL
FIO DE ESPERANÇA
A
pós longo período de dificuldades enfrentadas pelos motoristas de caminhão e demais profissionais da cadeia do transporte rodoviário de cargas, os sinais de recuperação da economia finalmente começaram a aparecer. Embora essa onda não tenha refletido ainda entre os carreteiros, os autônomos principalmente, o fato é que a partir de julho de 2017 o mercado de caminhões começou a reagir e fechou novembro com as perdas em relação ao ano passado zeradas. Esse resultado soou como um sinal da recuperação, e como resultado se tornou fato comum ouvir dizer por aí que o País está saindo da fase ruim. Afinal, já são quatro anos sem crescimento. Só para lembrar, 2014 foi ano do início da desaceleração de quase todos os setores da economia. O ano havia terminado com retração de 11,3% sobre 2013, quando foram licenciados 154,6 mil caminhões. 2015 provou que podia piorar e isso se justificou porque na estrada a disputa pela pouca carga aumentou, assim como o número de caminhões parados. Especialistas de plantão tinham ainda um fio de esperança, querendo crer que se houvesse alguma melhora em 2016 seria pequena. E assim, todo bom brasileiro honesto e trabalhador viu a situação piorar, ao invés de trazer o esperado alivio. Logo nos primeiros meses houve aumento de demissões, queda da produção industrial e redução do consumo. Havia expectativa de início de reversão a partir do segundo semestre, devido a troca de comando na presidência da república, mas nada mudou. E novamente chegou dezembro, com um clima mais tenso do que em anos anteriores, seguido da sensação de alívio e de ter acabado tarde devido às dificuldades vividas. Portanto, 2016 era o terceiro ano com queda nos licenciamentos de veículos comerciais a partir de 3,5 toneladas de PBTC, conforme classificação da Anfavea, entidade que reúne os fabricantes de veículos automotores. Com a lição de outros finais de ano amargos na cabeça, a expectativa de que 2017 seria um ano melhor já não era uma coisa na qual se pudesse apostar. Havia um fio de esperança, porém, os fracos sinais de recuperação da economia, somados à queda no número de emplacamento de caminhões no período de janeiro a novembro eram desalentadores. Assim foi mais um ano. Finalmente chegou 2017, um pouco pior que os três anteriores, ao menos nos primeiros seis meses. A partir do segundo semestre, a quebra da sequência de números negativos soou como um sinal do início da esperada recuperação da economia brasileira e assim terminamos o ano. Ainda é cedo para soltar rojões, mas novamente vemos motivos para acreditar que o Brasil poderá ser menos pior em 2018. João Geraldo Editor
DICA FEDERAL
C
SEGURANÇA NAS FÉRIAS
om a chegada das festas de fim de ano e a saída de férias escolares, nossas rodovias passam por uma mudança no perfil dos condutores, em especial nos meses de dezembro e janeiro. Nesses meses, uma grande quantidade de motoristas não muito adaptados à rotina das estradas passam a dividir espaço com os condutores profissionais, mais experientes e acostumados às longas viagens. Até mesmo os motoristas profissionais também têm sua rotina alterada, sendo comum que acabem levando toda a família a bordo em suas viagens neste período. Por estas razões é fundamental que os mais experientes assumam uma postura de mais responsabilidade ao volante. Os amadores e que só utilizam as estradas de vez em quando - popularmente chamados de “domingueiros” - raramente possuem o mesmo conhecimento e a cultura rodoviária dos condutores profissionais que diariamente estão rodando nas nossas rodovias. Esses condutores menos experientes geralmente não conhecem os sinais usados na comunicação entre motoristas e também não imaginam as dificuldades que os veículos de carga pesados têm para realizar uma frenagem de emergência, ou ganhar velocidade para subir uma ladeira mais íngreme. Com tudo isso, é mais comum nessa época do ano que motoristas de veículos de passeio estejam sempre
reclamando ou queiram arrumar confusão quando um caminhão carregado realiza uma ultrapassagem ou muda de faixa à sua frente. Entretanto, na maioria das vezes trata-se de mero desconhecimento da dinâmica dos veículos mais pesados. Os motoristas profissionais, por sua vez, precisam ter consciência de que muitas vezes eles são os responsáveis pela segurança destes motoristas menos experientes, já que estão todos os dias na rodovia e conhecem as dificuldades e os limites da estrada. É preciso imaginar sempre que um motorista inexperiente em carro de passeio, principalmente nesta época do ano, não viu a sinalização de mudança de faixa ou ultrapassagem do caminhão; não percebeu que a ultrapassagem que está fazendo é perigosa; não conhece os perigos de transitar pelo acostamento etc. Em resumo, nós profissionais das estradas, além de cuidar de nossa própria segurança, mais do que nunca, nessa época de férias também assumimos a responsabilidade de cuidar da segurança das milhares de famílias que passam a dividir as rodovias conosco. Assim, sempre que perceber um motorista impaciente, forçando passagem ou muito irritado, facilite a passagem dele, se possível retarde sua mudança de faixa ou ultrapassagem. Uma simples manobra defensiva pode estar salvando uma família inteira. A dele ou a sua. www.ocarreteiro.com.br
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BOLETIM DE PNEUS
CONSERTOS E REFORMAS, SÓ BEM-FEITOS
O
s pneus possuem uma estrutura física de extrema resistência que funciona como um esqueleto. Essa estrutura tem de ter capacidade para suportar a carga e todos os esforços físicos às quais estão sujeitos. Durante seu uso, os pneus são submetidos a esforços físicos inimagináveis, bem como um espectro de temperatura muito grande, principalmente no território brasileiro, devido ao seu relevo e extensão. Aqui temos baixas temperaturas na região Sul e altíssimas temperaturas em algumas regiões do Norte e Nordeste. E o mesmo pneu tem de entregar um desempenho satisfatório em qualquer região em que esteja trabalhando, seja ela qual for. O pneu é composto de vários itens, cada um com uma função, sendo os principais listados abaixo: Área dos Talões – Tem a função de ancorar o pneu à roda. Laterais ou Flancos – Função de dar flexibilidade ao pneu, auxiliando no trabalho da suspensão e estabilidade do veículo. Área dos Ombros – Faz a transição da área flexível da lateral com a área da banda de rodagem. Banda de rodagem – Mantém o pneu em contato com o solo. Suas características definem o tipo de uso, se direcional, tração etc.
Unidas, todas essas partes formam um conjunto conciso de grande solicitação de trabalho. E quando essa estrutura sofre algum dano por penetração, a unidade dessa estrutura fica comprometida, mas pode ser recuperada. Para trazer de volta a resistência e segurança da carcaça, podem ser feitos reparos, mas é necessário que estes obedeçam rígidos critérios determinados para essa finalidade. Existem materiais adequados para se fazer consertos que deixem a carcaça com a mesma resistência de um pneu novo, desde que sejam obedecidas as restrições e que seja utilizado materiais e técnicas recomendadas. Isso porque as técnicas utilizadas também têm importância, pois um conserto bem feito depende de dois fatores: mão de obra especializada e material adequado para cada tipo de conserto. Sugerimos que os consertos e reformas de carcaças sejam realizados por empresas idôneas, assistidas pelas companhias fabricantes de materiais para essa finalidade. Também é muito importante que essas reformadoras sejam homologadas por algum fabricante de materiais de reforma de pneus. Bom trabalho e até o mês que vem.
Esse boletim é redigido por Guilherme Junqueira Franco que tem a formação TTS (Truck Tire Specialist). Qualquer dúvida: guijunqueirafranco@gmail.com.
24 O CARRETEIRO
VAMOS CELEBRAR O DETALHE!
M
ais um ano chega ao fim e o momento é de celebração. Estar próximo da família e dos amigos é uma boa maneira de comemorar as conquistas e planejar os próximos passos para o ano que se inicia. Apesar de 2017 ter sido um período difícil para a economia brasileira, impactando diretamente a vida das famílias, sempre há coisas boas a se celebrar. Afinal, a grandeza muitas vezes está nos detalhes. O importante é não deixar que o clima da porta de casa para dentro seja contaminado. O Natal é uma festa que trabalha muito com a esperança. E, principalmente, esperança de um futuro melhor, de novas conquistas. Mesmo aqueles que não poderão, em virtude de trabalho, estarem próximo das pessoas queridas não devem deixar a peteca cair. Um telefonema, uma carta ou mesmo uma mensagem por aplicativo de celular são super válidos nessa aproximação. Pequenos gestos podem valer muito! E é nesse espírito natalino, e na valorização de pequenos gestos que mudam vidas, que queremos cha-
mar a atenção de todos os motoristas de caminhão para um problema sério. Durante as festas de fim de ano, assim como em outros grandes eventos, os riscos de exploração sexual de crianças e adolescentes, tanto nas estradas quanto fora delas é maior. O movimento de veículos nas estradas ganha fôlego nessa época do ano com turistas que se misturam aos motoristas de caminhões e ônibus. O Programa Na Mão Certa, que completou 10 anos de existência nas estradas, mantém uma rede de agentes de proteção dos direitos da infância com o auxílio de milhares de carreteiros. Vocês são os nossos principais aliados nessa causa. Por isso, caso se depare com uma situação de exploração sexual de criança ou adolescente nas estradas, faça a sua parte e atue como um agente de proteção. Ligue, gratuitamente, para o Disque-Denúncia, através do número 100 de qualquer telefone. Não é preciso se identificar. Juntos, vamos acabar com a exploração sexual de crianças e adolescentes nas estradas.
Para saber mais, acesse: Childhood Brasil www.childhood.org.br Programa Na Mão Certa www.namaocerta.org.br
66 O CARRETEIRO
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