PROFISSÃO CUSTO DO DIESEL E VALOR DO FRETE AINDA DESAGRADAM MOTORISTAS www.ocarreteiro.com.br
DESDE 1970 TRANSPORTANDO INFORMAÇÃO
ANO 48 • Nº 525
O NOVO PESADO
Distribuição gratuita para motoristas de caminhão
Iveco Hi-Road traz atributos de série que o deixam próximo do modelo top de linha da marca
À MODA DA CASA O EXTRAPESADO QUE ADOTOU O JEITO BRASILEIRO DE SER
NA MESMA SINTONIA CAMINHÕES DE MARCAS DIFERENTES VIAJAM NO MESMO PADRÃO DE REDE
25 ANOS DO FH NO PAÍS MODELO ALAVANCOU INOVAÇÕES PARA O SEGMENTO DE PESADOS
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QUILOMETRAGEM
EDITORIAL
Sobre esperança e realidade
A
palavra esperança renasce a cada virada de ano como se o novo calendário viesse a ser o santo remédio com poder de curar todos, ou quase todos, os males que possam surgir pelo caminho no decorrer do ano novo. Entra janeiro e seguem os dias, até que, finalmente, ao final de 12 meses outro ano chega ao fim e, outra vez, devendo realizações. Novamente dezembro anuncia que é hora de refazer os planos, as expectativas de renovação e de melhora de vida; tudo presente outra vez. E assim, a vida tem sido tocada em frente. Essa rotina tem se mostrado mais intensa para a maioria dos brasileiros honestos e trabalhadores, nos últimos quatro anos. Principalmente para o motorista de caminhão, e mais ainda para o profissional autônomo. Esse sim tem enfrentado o desafio de conviver num ambiente difícil, não somente pelo desalinho da economia, como também em razão de uma série de outros fatores que há muito tempo têm dificultado sua vida. Cada ano tem sido mais difícil para quem é dono de um caminhão apenas para tirar dele o sustento para si e sua família. E quanto mais velho é o veículo, pior é o resultado da operação. Por hábito, todo final de ano tem sido momento de reflexão e de fortalecimento dos pensamentos positivos, de refazer planos e acreditar num futuro melhor, portanto, resta mesmo reforçar as esperanças de que a categoria venha a viver dias mais tranquilos. Isso, porque, além de antigas questões como preço e disponibilidade do frete não atender às necessidades da maioria dos profissionais, existem ainda o custo do combustível e a sonhada troca do caminhão. Outros grandes motivos de preocupações dos motoristas são a insegurança diante de assaltos, roubos de carga e de caminhão, além do estado de abandono de certas rodovias do País. Se alguém tem dúvida se esses fantasmas existem realmente na vida de quem tenta ganhar a vida na cabine de um caminhão, basta se dirigir a um posto de serviço de rodovia ou terminal de carga e perguntar a qualquer profissional como é a rotina na estrada, não importando se autônomo, empregado ou agregado. Se a consulta for neste período de final e início de ano, certamente ouvirá também sobre o peso que é estar na estrada e longe da família no período de festas. E mais, sem contar que os motoristas de carros de passeio em viagem de férias com a família acham que o caminhão é um estorvo nas estradas. No mais, é bom ter esperança, o lado ruim é depender apenas dela para se ter uma condição de vida melhor. Enquanto isso continuamos no trecho. Desejamos um excelente 2019 para todos os estradeiros. João Geraldo Editor www.ocarreteiro.com.br
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NOTÍCIAS
FORA DE ESTRADA A
Volvo vendeu 47 caminhões FMX e VM para a Skava-Minas, empresa prestadora de serviços de mineração e terraplanagem com sede em Nova Lima/ MG. O lote de veículos fora de estrada é formado por 36 unidades do FMX (16 na configuração 8X4 e 6X4, ambas rígidas) e 11 VMs ( 10 da versão de 32 toneladas e uma de 270cv 6X2 R. Os caminhões 8X4, cujo PBT é de 52 toneladas, serão aplicados no transporte de minério de ferro em mina, enquanto as versões 6X4 e os VMs de 32 toneladas serão destinados a trabalhos na empresa Samarco. Jeseniel
Valério, gerente de caminhões vocacionais Volvo, disse que todos os caminhões adquiridos pela Skava saíram de fábrica com transmissão I-Shift, sendo que os FMX utilizam a caixa de 6ª geração. “Na versão off-road, essa transmissão conta com componentes reforçados, preparada para atividades de mineração. Moderna, e com software específico para o segmento, a transmissão tem uma inteligência mais sofisticada”, explicou Valério. Essa caixa tem 12 marchas à frente e quatro à ré e todos os FMX têm freio motor com até 510cv (foto).
CNH NO CELULAR
“N
o futuro, o cidadão brasileiro poderá carregar todos os seus documentos de forma digital, em uma carteira virtual, o Smartphone”, disse a diretora-presidente do Serpro, Glória Guimarães, sobre o processo de digitalização da Carteira Nacional de Habilitação no País. De acordo com a executiva, em março de 2019 a digitalização de CNHs deverá atingir 10 milhões de motoristas. Atualmente aproximadamente 24 milhões de
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O CARRETEIRO
brasileiros estão habilitados para ter o documento de motorista digital, e a previsão é migrar pelo menos a metade desses condutores para o modelo eletrônico no prazo de quatro meses. Ainda de acordo com acordo com Glória, em pouco tempo a versão digital poderá ser emitida remotamente sem necessidade de o motorista comparecer a um posto de atendimento do Detran. “Isso vai favorecer o número de adesões”, concluiu.
RETROVISOR NA ERA DO BRUTO
Quase 40 anos atrás, a Ford destacava as vantagens de seu caminhão para 13 toneladas, um veículo que marcou época no transporte de carga do País. Na metade da década dos anos 80, quando a Volkswagen Caminhões já tinha seus modelos na mesma faixa de potência com cabine avançada, a empresa lançou a linha Cargo no Brasil POR João Geraldo
Q
uem olha hoje para o Ford Cargo, com moderna cabine avançada, caixa automatizada e motor de última geração, inevitavelmente fará comparação com o veterano F 13000 como o do anúncio publicado na edição número 97 da Revista O Carreteiro, que circulou no mês de maio de 1982. Na época, quando praticamente todos os caminhões em atividades no Brasil eram ainda com capô (bicudos), as propagandas dos veículos traziam sempre uma certa dose de humor para dar o tom de que os produtos da marca se sobressaiam sobre os concorrentes. O anúncio do F-13000, por exemplo, trazia em destaque a frase “Compare forte” e num boxe em destaque um texto sugeria que “Comparar nunca fez mal a ninguém, principalmente quando você começa com 2 toneladas brutas de vantagem".
33 O CARRETEIRO
Naquele tempo, a montadora explorava a vantagem de maior PBT de seu caminhão e chamava atenção do leitor/transportador para as 13 toneladas de seu caminhão contra 11 do seu principal concorrente. Dizia ainda que na mesma faixa de peso, “A alma do transporte é o lucro. E é pensando no lucro que você deve comparar o Ford F-13000, de 13 toneladas brutas, a partir do preço inicial”. Além disso, a peça publicitária apresentava um cálculo apresentando, em valores, quanto que um carreteiro que rodasse 50 mil quilômetros em um ano – fazendo 50 ou 100 viagens –poderia ganhar transportando com o modelo da marca. Também não faltava no anúncio destaques da parte técnica do veículo, às quais a montadora se referia como exclusivas. No texto do anúncio eram citados “freios de serviço totalmente a ar; e de estacionamento com molas acumuladoras e diferencial de dupla velocidade que garantia maior capacidade de vencer rampas e melhor média horária”. O anúncio trazia ainda os seguintes destaques: chassi e eixo traseiro reforçados e painel completo, altamente funcional, que inclui tacômetro como item de série”.
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BOLETIM DE PNEUS
C
QUANDO TIRAR OS PNEUS DE SERVIÇO
omo já dissemos em outras ocasiões, os pneus estão entre os principais itens na planilha de custos de um veículo de transporte, seja de carga ou passageiros. Por outro lado, o pneu é um item que possui inúmeras ações que podem ser feitas para diminuir esses custos. Um desses itens é identificar o momento correto de tirar o pneu de serviço. Para ter essa percepção, é necessário possuir um bom controle de quilometragem e um bom profissional para gerenciar essas informações. Os pneus de carga foram feitos para serem reformados durante sua vida útil até um certo limite. Agora vem a pergunta, qual é o limite de reformas que uma carcaça aceita? Controlamos por número de reformas ou pela quilometragem do pneu? Isso é muito relativo, pois cada caso se difere do outro, em cada operação a aplicação dos pneus é diferente. Um exemplo é o serviço feito por ônibus urbanos, no qual as quilometragens por vida útil dos pneus são pequenas devido ao excesso de temperatura em que trabalham, fazendo com que o número de reformas também seja alto, com baixas quilometragens entre elas. No caso de uma operação em estradas de boa qualidade o número de
reformas é baixo com altas quilometragens entre elas. Então podemos chegar à conclusão que o que determina é a quilometragem total rodada pela carcaça? Em parte, sim, mas temos que levar em conta as condições gerais que os pneus estão rodando como tipo de piso, temperatura, abrasividade e modo de direção dos motoristas. Uma boa maneira de sabermos o exato momento da retirada dos pneus de serviço é através do controle de quilometragem. Toda vez que um pneu é reformado seu custo por quilômetro rodado diminui, até um limite. Portanto esse controle de quilometragem bem feito identifica até qual momento esse custo está diminuindo e quando esse custo começa a subir. É nesse momento que os pneus devem ser substituídos evitando prejuízos e até paradas nas estradas para substituição. Portanto existe um momento certo para se aproveitar ao máximo o investimento feito num pneu promovendo uma redução no custo operacional do veículo. a prática de se usar um pneu até ele virar sucata, podendo provocar uma parada inesperada na estrada ou até um acidente não é saudável para uma correta operação de um veículo de carga ou passageiros.
Esse boletim é redigido por Guilherme Junqueira Franco, que tem a formação TTS (Truck Tire Specialist). Qualquer dúvida: guijunqueirafranco@gmail.com.
48 O CARRETEIRO
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CELEBRAÇÃO À FAMÍLIA
A
família é um dos principais pilares para o desenvolvimento saudável das pessoas, seja no aspecto emocional ou social. É na proximidade dos parentes, por exemplo, que obtemos as primeiras referências e os valores que levaremos para toda a vida. Com a chegada das festas de fim de ano, esse relacionamento pode se tornar ainda mais próximo e contribuir para renovação das energias ao novo ano que se aproxima. Na vida dos carreteiros nem sempre a presença física com a família é possível. Jornadas de trabalho nas rodovias brasileiras, muitas vezes em outros estados ou até regiões distantes do Brasil, impedem essa proximidade. Uma distância que alimenta saudade e desperta a vontade de estar perto dos entes queridos. Mas nessa época do ano, não é
só esse o cuidado que devemos prestar atenção. As estradas costumam ficar mais movimentadas e perigosas. É preciso redobrar a atenção com acidentes e também com a manutenção do veículo. Outro ponto importante é o zelar por nossas crianças. Maior fluxo nas rodovias pode acarretar em exploração sexual de crianças e adolescentes nos pontos de paradas e municípios vizinhos às estradas. Você, carreteiro, já sabe que qualquer movimentação suspeita pode ser denunciada sem precisar de identificação através do Disque 100. Essa atitude pode salvar crianças e adolescentes. Afinal, quando tudo está tranquilo na estrada, sobra mais tempo para pensar com alegria em coisas importantes, como a família. Desejamos boas-festas a todos os carreteiros e seus familiares.
Para saber mais, acesse: Childhood Brasil www.childhood.org.br Programa Na Mão Certa www.namaocerta.org.br
66 O CARRETEIRO
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