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O Carreteiro 524

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CONSÓRCIO VOLVO COMEMORA 25 ANOS COM MAIS DE 50 MIL COTAS VENDIDAS www.ocarreteiro.com.br

DESDE 1970 TRANSPORTANDO INFORMAÇÃO

ANO 48 • Nº 524

Distribuição gratuita para motoristas de caminhão

REAÇÃO DO MERCADO

CAMINHÃO SOB MEDIDA OPERAÇÃO DETERMINA A CONFIGURAÇÃO DA NOVA GERAÇÃO SCANIA

Expectativa de estabilidade da economia e renovação de frotas aceleram mercado de caminhão. Montadoras já operam com lista de espera

PESADOS SEM EMISSÕES CAMINHÕES ELÉTRICOS BUSCAM ESPAÇO EM UM SETOR MOVIDO A DIESEL

TERRA DA CÂMARA FRIA FRIGORIFICADOS GARANTEM VENDAS NO OESTE CATARINENSE


nova geração scania

Para o único negócio que importa. O seu. O transporte de cargas demanda um alto padrão de performance em eficiência energética, combinando economia de combustível, aerodinâmica do veículo e performance de condução do motorista. Pensando nisso, a Scania apresenta sua nova geração de caminhões e redefine o padrão de produtividade e eficiência. Deixe-nos mostrar o que acontece quando combinamos a força das especificações técnicas corretas com soluções inteligentes em serviços otimizados. Permita-nos apresentar uma solução feita sob medida para o único negócio que importa.

ATÉ

12%

de economia de

combustível

NOVOS MOTORES 8%

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA Economia presente em todos os detalhes NOVA CABINE 2%

PACOTE AERODINÂMICO 2%


EDITORIAL

Diesel na veia, até quando?

E

mbora nem sempre sejam bem-vindas, mudanças são necessárias, principalmente as tecnológicas. No mundo do transporte rodoviário de cargas não tem sido diferente. Basta observar as transformações ocorridas nos últimos anos para perceber como o setor era antes e como ficou. Claro que hora ou outra o saudosismo fale mais alto na memória dos estradeiros com maior tempo no trecho, porém, é difícil não aceitar que nas últimas décadas a vida do motorista tenha melhorado no que diz respeito a conforto, segurança, confiabilidade e eficiência dos caminhões. Quase que diariamente nos deparamos com notícias sobre veículos de carga sem motor a diesel e que poderão trafegar sem o motorista ao volante. Alguns dos primeiros modelos que já mostraram a cara têm aparência meio esquisita, diferentes dos pesados atuais alimentados por eficientes máquinas a combustão alimentadas que estamos habituados a ver. Aqui cabe a observação de que lá atrás, um dia os motores a óleo diesel também tomaram o lugar do bom e velho motor ciclo Otto, a gasolina e ignição por faísca. Agora, porém, seu reinado está ameaçado, sobretudo pelas baterias elétricas, embora na visão de especialistas e profissionais do mercado o combustível fóssil tenha ainda muito chão pela frente. Entre os motivos para essa permanência constam o peso, custo e baixa autonomia proporcionada pelas baterias, sem contar o tamanho da frota a ser substituída. Porém, não custa dizer que os obstáculos técnicos serão resolvidos, sobretudo porque a evolução dos veículos comerciais e o setor de transporte estão intimamente ligados. Um não sobrevive sem o outro e a sociedade sem nenhum dos dois. O fato é que alheias à vontade dos profissionais que neles atuam, as mudanças chegam. A Internet e o Smarphone, amplamente utilizados pelos motoristas, são bons exemplos para avaliar o quanto a tecnologia pode transformar trazer facilidades. Portanto, se o setor do transporte rodoviário de cargas piorou nas últimas décadas, como às vezes se ouve dizer, os motivos podem ser atribuídos a outros fatores. Insegurança e prejuízos causados pela indústria do roubo de carga, rodovias precárias e mais uma lista de itens da rotina do carreteiro são alguns deles. Fora isso a regra é simples: se manter vivo para conhecer e usufruir das novidades que virão por aí. Talvez um dia, bem à frente desses nossos dias, a expressão diesel na veia sirva apenas para definir quem tem espírito estradeiro. Este sim deverá sobreviver às mudanças. No mais, os caminhões elétricos e a gás já estão entre nós, mas se a expressão eletricidade ou gás na veia vai pegar, só futuro dirá. João Geraldo Editor www.ocarreteiro.com.br

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NOTÍCIAS

AUTOMÁTICO NA CANA

O

Constellation Canavieiro 31.280, novo veículo pesado da Volkswagen Caminhões e Ônibus, sai de fábrica equipado com transmissão automática Allison Série 3000™. A opção por esta caixa, conforme explicou o consultor comercial da montadora, Caio Milani, se deu porque pesquisas internas mostraram que para a aplicação fora de estrada severa, com grande número de trocas de marchas, com muito anda e grande volume de carga, a transmissão automática seria mais indicada do que uma unidade automatizada. Outro ponto destacado é que esta transmissão é apropriada para a colheita de cana porque os caminhões têm de andar lado a lado com a colheitadeira em velocidade entre 5km e 10 km/hora.

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O CARRETEIRO

A caixa automática da Alisson tem tomada de força (PTO) padrão para permitir que o caminhão opere equipamentos auxiliares de energia, tais como bombas de água e ferramentas hidráulicas. “Apesar de ter um custo inicial um pouco mais alto, em médio prazo a caixa automática justifica plenamente a sua compra se comparada a uma automatizada, que pode ter maiores gastos de manutenção neste tipo de atividade”, justificou Milani. O Constellation 31.280 Canavieiro tem PBT técnico de 30,5 toneladas e eixo traseiro com bloqueio transversal e longitudinal.


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BOLETIM DE PNEUS

DATA DE FABRICAÇÃO DO PNEU - II

P

ara saber a data de fabricação do seu pneu você tem que identificar o código DOT que vem estampado na lateral do pneu. DOT significa “Department of Transportation” que é o órgão que regulamenta o transporte nos EUA e que se tornou padrão para a indústria dos pneus. O código DOT informa que o pneu está conforme os regulamentos DOT dos Estados Unidos e sempre começa com as letras DOT seguido por duas letras que representa a fábrica onde foi produzido. Mas no nosso caso o que importa são os quatro últimos números. Nos pneus produzidos depois do ano 2000, os quatro últimos dígitos representam a data de fabricação da seguinte forma: os dois primeiros números são a semana (52 semanas em um ano) em que foi produzido e os últimos dois são o ano. Exemplo: DOT3003 (30 é a 30ª semana do ano; 03 é o ano 2003). É importante entender que a garantia é contra defeitos de fabricação. Depois de reformados os pneus passam por outro sistema e a garantia da re-

forma deve ser honrada pela empresa reformadora. Alguns fabricantes de pneus continuam dando garantia de seus pneus recauchutados desde que o serviçotenha sido feito em um reformador autorizado e com matéria prima original. Nesse caso, o pneu passa a ter garantia da carcaça pelo fabricante enquanto a serviço é dada pelo reformador. Portanto é de extrema importância a escolha tanto do pneu novo quanto da recauchutadora onde fazer os serviços de reforma, de modo a set obter uma ampla garantia dos pneus. A quilometragem rodada ou o número de reformas não entram nos sistemas de garantia que só cobrem defeitos originados na fabricação dos pneus. A quilometragem é extremamente variável de caso a caso. No caso de reclamação de garantia, o pneu será examinado por um técnico que vai definir onde ocorreu o problema, se foi originado na construção ou no uso do pneu. Se for na construção, procede-se a garantia. Bom trabalho e até o próximo mês.

Tamanho do pneu

Código opcional para fabricação

Fábrica do pneu Norma de segurança DOT dos Estados Unidos

U2 AA XXXX 1218 DOT

Data de fabricação semana/ano. Ex.: 12ª semana de 2018

Esse boletim é redigido por Guilherme Junqueira Franco, que tem a formação TTS (Truck Tire Specialist). Qualquer dúvida: guijunqueirafranco@gmail.com. www.ocarreteiro.com.br

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VIAGEM TRANQUILA PARA VOCÊ E PARA NOSSAS CRIANÇAS

E

star atento ao volante é um dos principais fatores para todos os motoristas que procuram fazer uma viagem tranquila e desejam evitar surpresas desagradáveis nas estradas. Em épocas de férias, festas de fim de ano e feriados prolongados esse cuidado deve ser redobrado. Os carreteiros devem ficar atentos também em períodos de feriados prolongados, nos quais as rodovias apresentam maior f luxo de veículos de passeio, justamente porque muitas famílias aproveitam para viajar.. Tomar cuidados essenciais de segurança, desde uma manutenção preventiva do veículo até dirigir com mais atenção se faz extremamente necessário. E essa precaução a mais vale também para o grave problema que todos nós enfrentamos nas estradas brasileiras, o da exploração sexual de crianças e adolescentes. Da mesma maneira que o aumento do f luxo de automóveis, ca-

minhões de diferentes tamanhos e pessoas indica mais cautela ao volante, esse fator também pede também olhos mais atentos para essa causa. Afinal, a cada hora uma criança ou adolescente é vítima desse tipo de violência no Brasil, e muitas vezes esse crime acontece em pontos de parada e descanso das rodovias em diferentes regiões do País. Nesses locais, é dever de todo o cidadão estar de olhos bem abertos para eventuais práticas criminosas. E, você, carreteiro é um grande agente de proteção da infância, que vem nos ajudando a reverter esse cenário. A exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras pode e deve ser sempre denunciada pelo disque 100, serviço gratuito. Basta apenas uma ligação e, além de proteger uma vida, estaremos também colaborando para um futuro melhor de milhares de meninos e meninas.

Para saber mais, acesse: Childhood Brasil www.childhood.org.br Programa Na Mão Certa www.namaocerta.org.br

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