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O Carreteiro 541

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CARGA NO PORTO FUNCIONA, MAS MOTORISTA AINDA PERDE TEMPO

DESDE 1970 TRANSPORTANDO INFORMAÇÃO | www.ocarreteiro.com.br | ano 50 | Nº

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DIESEL X FRETE

Distribuição gratuita para motoristas de caminhão

Preço do combustível ameaça sobrevivência do motorista autônomo na profissão

MERCADO

VWCO conta com novos extrapesados para chegar à liderança de vendas em 2021

EXTRAPESADOS

Novo Actros é uma das apostas da Mercedes-Benz para manter a marca no topo do mercado

MERCADO

Reação no segundo semestre evitou retração maior das vendas de caminhões em 2020 ocarreteiro.com.br 1


EDITORIAL

DIESEL E FRETE

M

JOÃO GERALDO Editor

uitos carreteiros autônomos têm perguntado até quando a profissão resistirá se as dificuldades na atividade continuarem a prevalecer para quem trabalha com caminhão próprio. Pelas suas características, o transporte rodoviário de cargas sempre foi propício às dificuldades e reclamações. Estradas em condições precárias, pedágios caros, falta de infraestrutura e de segurança para motoristas, valor do frete e preço do diesel, entre outras nunca faltaram. As duas últimas estiveram sempre entre as maiores queixas, e com certa razão. Insatisfações em relação ao preço pago pelo diesel e valor recebido pelo frete nunca saíram de cena. Ora um, ora o outro, constantemente ambos estiveram entre os mais citados pelos motoristas, justamente pela maior influência no lucro ou no prejuízo do autônomo. Os seguidos aumentos aplicados neste início de ano trouxeram à tona a velha questão do preço do combustível e valor do frete. Na condição de elo mais frágil do setor de transporte rodoviário de carga, o autônomo sentiu imediatamente o impacto. Embora seja um dos mais importantes trabalhadores do setor, suas possibilidades de interferir nas medidas determinadas por quem importa, refina e define impostos e taxas sobre o diesel são limitadas. E sem crença em mudanças neste já conhecido cenário, muito motorista tem perdido motivação pela profissão. Há muito tempo especialistas dizem que a solução para resolver a situação de caixa do pequeno transportador está na negociação do frete que cubra as despesas da operação e deixe margem de lucro. A dica procede, mas colocá-la em prática é que são elas. E a questão não é a falta de carreteiros qualificados para negociar, porque há décadas temos ouvido profissionais veteranos reclamarem dos valores oferecidos e também de motoristas que aceitam transportar por valores muito próximos do prejuízo. Recentemente, um profissional do setor citou que a questão principal da falta de rentabilidade do autônomo não está no combustível, pois se fosse gratuito também haveria reclamações, porque seu custo deixaria de existir também para o contratante do frete. Na sua visão, as questões são outras, vão do conhecimento mínimo do negócio ao poder de negociação da categoria. E sobre o futuro do diesel no transporte, assim como aconteceu lá atrás com os caminhões movidos a gasolina, há grandes esforços em curso para substituí-lo por gás, eletricidade, célula de combustível etc. ocarreteiro.com.br

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SUMÁRIO

12 DIESEL

Caminhoneiros autônomos acumulam prejuízos neste inicio de ano porque não conseguem repassar os reajustes de combustível para o frete na mesma velocidade em que os aumentos de preço do litro de diesel chegam às bombas

52 VOLKSWAGEN

A chegada dos pesados da linha Meteor e a nacionalização de componentes, entre outras ações, fortalecem a Volkswagen na corrida pela liderança de mercado 4


06 ENTREVISTA Porque a DAF é a única marca de caminhões pesados que aumentou as vendas em 2020

20 FRETE

Crescimento de cargas em 2020 provocou alta superior a 70% no volume de fretes

26 PORTO DE SANTOS

Operação melhorou muito nos últimos anos, mas motoristas ainda enxergam problemas

32 MERCADO

Pandemia reduziu vendas de caminhões ano passado, mas a queda ficou abaixo do previsto

38 SCANIA

Montadora destaca vendas de caminhões a gás e a satisfação dos clientes com a nova geração

44 VOLVO

Pela oitava vez nos últimos anos, o Volvo FH é o caminhão pesado mais vendido no Brasil

58 MERCEDES-BENZ

Com 26.769 unidades acima de 6 toneladas licenciadas, Mercedes-Benz lidera mercado de veículos de carga pelo 5º ano consecutivo

REVISTA

DESDE 1970 TRANSPORTANDO INFORMAÇÃO

/OCARRETEIRO /OCARRETEIRO_ /OCARRETEIRO (11) 95428-8803 /REVISTAOCARRETEIRO

DIRETOR Edson Pereira Coelho REDAÇÃO | redacao@ggmidia.com.br Editor: João Geraldo (MTB 16.954) Reportagem: Daniela Giopato ARTE | arte@ggmidia.com.br Editor de Arte: Pedro Hiraoka DIGITAL Eduardo Arpassy COMERCIAL | comercial@ggmidia.com.br Eurico Alves de Assis Nilcéia Rocha ADMINISTRAÇÂO Ed Wilson Furlan TI DC Code Soluções em TI DISTRIBUIÇÃO G.G. Ed. de Publicações Técnicas Ltda. Ricardo Lúcio Martins Rute Rollo ASSINATURA | assinatura@ggmidia. com.br Exemplar avulso: RS 11,00 ED. Nº 541 • FEV-MAR/2021

Publicação de: G.G. Editora de Public. Téc. Ltda. Rua Palacete das Águias, 395 - Vila Alexandria CEP 04635-021-SP - Tel.: (11) 5035-0000 revista@ocarreteiro.com.br www.ocarreteiro.com.br

SEÇÕES 09 Notícias | 51 Boletim de pneus 64 Classificados | 66 Mundo afora

A Revista O Carreteiro é dirigida a motoristas de caminhão, empresários donos de transportadoras, frotistas, chefes de oficinas e demais profissionais ligados ao transporte rodoviário de carga. A publicação é distribuída em cooperação com postos de serviços rodoviários RO Rede Oficial de Distribuidores da Revista O Carreteiro). É proibida a reprodução total ou parcial de matérias sem prévia autorização. Matérias e artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião da Revista O Carreteiro. Impressão e Acabamento: rafilar. Distribuição gratuita nos postos de rodovia cadastrados no ROD.

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ENTREVISTA

ESCALADA POSITIVA JOÃO GERALDO

P

resentes no mercado brasileiro desde 2013, os caminhões DAF caíram no gosto dos transportadores de tal maneira que a escalada da marca no País desconhece resultados negativos. E mesmo diante da queda de produção e vendas da indústria em 2020, por causa da pandemia, os números da marca continuaram em crescimento. Para o diretor comercial da DAF Caminhões, Luis Gambim, o resultado positivo conquistado ano após ano se deve à qualidade dos produtos, planejamento, estratégia, relacionamento e experiência da marca, outros fatores. REVISTA O CARRETEIRO – A DAF é a única fabricante de caminhões instalada no País que registrou crescimento no volume de emplacamento de caminhões pesados em 2020. A quais fatores você atribui o resultado positivo, já que a os efeitos da pandemia impactou toda a indústria automotiva e a respectiva cadeia de fornecedores? LUIS GAMBIM – A DAF cresceu 18% em 2020, em comparação a 2019. Este resultado é consequência de um trabalho que iniciamos em 2013, quando começamos a fabricar caminhões no Brasil. Desde então, aos poucos, fomos estabelecendo relacionamentos importantes com clientes, fortalecendo nossa rede de concessionárias, aprimorando o nosso pós-venda e, tão importante quanto as ações que citei, produzindo caminhões de qualidade superior, robustos e 6

com baixo custo operacional. Esta base nos deu segurança para ultrapassar este período de pandemia com impactos menores do que o mercado sofreu. O CARRETEIRO – O resultado alcançado pela DAF em 2020 chegou a surpreender ou o acompanhamento mês a mês durante o ano passado mês já apontava terminar o ano com crescimento das vendas? GAMBIM – Os nossos resultados foram motivo de comemoração, mas não de surpresa. Já planejávamos um desempenho muito positivo em 2020, superando em mais de 20% os resultados de 2019, mas a situação gerada pela pandemia nos colocou um pouco abaixo da meta, mesmo com o desempenho positivo. Fazemos um acompanhamento semanal do nosso desempenho de vendas,


Fotos DIVULGAÇÃO

revendo a estratégia e concentrando esforços em atingir os nossos objetivos.

Quanto do resultado positivo de 2020 se deve ao novo DAF XF lançado no segundo semestre do ano passado? GAMBIM – O Novo XF chegou com uma ótima aceitação dos nossos clientes interessados no brilhante projeto que desenvolvemos, agregando tecnologia e mais economia de combustível. Os caminhões chegaram à rede em setembro e as primeiras unidades começaram a ser entregues aos clientes no mês seguinte. Portanto, não podemos atribuir o bom desempenho do ano passado somente ao lançamento, visto que na comparação com o modelo anterior, entregamos o Novo XF em período de pouco mais de dois meses. O CARRETEIRO –

Estamos recebendo muitos elogios, principalmente sobre a economia de combustível e o pacote de tecnologias do Novo XF O CARRETEIRO – O que os clientes estão fa-

lando do novo caminhão? Estamos recebendo muitos elogios, principalmente sobre a economia de combustível e o pacote de tecnologias que o novo caminhão tem. ConGAMBIM –

ocarreteiro.com.br

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ENTREVISTA

Acompanhamos os primeiros modelos vendidos no Brasil, que já passam de 1 milhão de quilômetros rodados, somente com manutenção preventiva e troca de peças que se desgastaram com o uso. O caminhão DAF tem a fama de não quebrar seguimos no Novo XF manter o nosso DNA de qualidade, fácil manutenção e robustez, agregando ainda mais economia, segurança, tecnologia e conforto. Esse é o nosso grande diferencial. O CARRETEIRO – Desde de o inicio de prod o o a s ao fi al d a s cresceu, mesmo no período mais difícil da crise econômica. A que você atribui essa constante evolução da marca? GAMBIM – Planejamento. A DAF faz parte de um grupo centenário, a PACCAR, referência em gestão em todo o mundo, enfrentando nessas décadas de história diversas situações de crise a adversidades. A união desta experiência com o time local, altamente qualificado, permitiu que a DAF crescesse aos poucos, mas sempre sob uma base que sustentasse as nossas qualidades. Essa visão de longo prazo planejada é essencial para os resultados que conquistamos.

Outra questão a favor da marca é a valorização dos seminovos. O s os s ca i s sa-

O CARRETEIRO –

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dos mais valorizados do mercado. A procura maior que a oferta de modelos de usados seria uma das causas? GAMBIM – Essa é uma das explicações, mas a principal é a qualidade do caminhão. Acompanhamos os primeiros modelos vendidos no Brasil, que já passam de 1 milhão de quilômetros rodados, somente com manutenção preventiva e troca de peças que se desgastaram com o uso. O caminhão DAF têm a fama de não quebrar e esse é, certamente, um fator que eleva a procura pelos nossos modelos usados. Você está otimista quancado al d ca i s GAMBIM – im. emos desafios importantes neste ano, ainda relacionados à pandemia e também ao câmbio. Mas acreditamos na retomada gradual do mercado e no aumento da nossa participação de mercado no Brasil. Temos um produto competitivo, uma rede madura e um pós-venda constantemente em evolução, que nos dão fôlego para crescer ainda mais em 2021. O CARRETEIRO –

o ao


TRANSMISSÃO NOVA NO CONSTELLATION

Aplicados em diversas operações de transporte, como tanque, baú e carga seca, os novos caminhões VW Constellation 24.330, 30.330, 19.360 e 25.360 estão chegando ao mercado equipados com a transmissão automatizada V-Tronic ZF Traxon de 12 velocidades, com acionamento das marchas feito por meio de uma alavanca posicionada no console central. A Traxon é utilizada há anos no mercado europeu e conta com um pacote de funcionalidades para reduzir o consumo de combustível e ampliar a segurança operacional. O Eco-roll, por exemplo, é um sistema que aproveita a inércia do veículo, quando isso é possível, e coloca a transmissão em "neutro", de forma segura e controlada. Caso haja alguma demanda de torque no motor ou se os sistemas de

freios forem acionados, automaticamente uma marcha é engrenada; o Sensor de Inclinação auxilia na manutenção da rotação adequada para o melhor consumo de combustível, enquanto o modo Manobra controla a velocidade e não permite a troca de marchas, proporcionando assim uma saída suave sem trancos. O conhecido kick down, por sua vez, ao pisar fundo no acelerador a transmissão reduz a marcha e aumenta o giro do motor para obter melhor performance para ultrapassagem seguras. A transmissão ZF Traxon chegou ao mercado brasileiro definitivamente no início de 2020 no novo DAF XF. Está presente também nos VW Meteor e no recém-lançado Constellation 33.460 para operações fora de estrada. ocarreteiro.com.br

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ELÉTRICOS PREMIADOS O mesmo júri formado por jornalistas europeus que apontam o Caminhão do Ano na Europa, o International Truck Of The Year, conferiu o prêmio para os caminhões totalmente elétricos da Mercedes-Benz. Um dos modelos

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destacados é o e-Actros movido a bateria para serviços de distribuição urbana. Apresentado em 2018, e desde então em testes junto a transportadores, o veículo está previsto para ser produzido em série em 2021 nas versões de dois e três eixos. Segundo a Daimler Trucks, o e-Actros se igualará ao Actros a diesel também em termos de carga útil. Anterior ao e-Actros, em 2016, a companhia havia apresentado um caminhão elétrico conceito voltado à distribuição urbana. Outro premiado da marca é o caminhão–conceito GenH2 Truck movido a célula de combustível para operações rodoviárias de longa distância. Apresentado pela Mercedes-Benz em setembro de 2020, este caminhão deve começar a ser testado por clientes em 2023 e produzido em série depois de 2025.


SISTEMA PARA CAMINHÕES 6X2 E 6X4 A Meritor anunciou que lançará ainda neste início de 2021 um sistema capaz de suspender o eixo de tração e reduzir custos de manutenção e de pedágio de caminhões 6x4 e 6x2. Denominado de Meritor Detachable e totalmente desenvolvida por engenheiros do Brasil, essa tecnologia permite equipar caminhões com eixos da marca 6x4 e 8x4 tandem dos modelos MT 14X, MT 150, MT 160 e MT 610 instalados em equipamentos que possuem suspensão pneumática. Trata-se de uma novidade no segmento de veículos pesados, conforme explicou o gerente sênior de engenharia do produto da Meritor Brasil, Fábio Brandão. “Desenvolvemos um sistema capaz de

desacoplar o segundo eixo trativo direcionando o torque 100% ao primeiro eixo trativo, oferecendo a opção de suspender ou não o eixo desacoplado, de acordo com o modelo de suspensão do veículo, minimizando custos de viagens quando o veículo está sem carga”, arescentou. Brandão lembrou que segundo resultados já obtidos nos testes é possível alcançar redução de 33% em tarifas de ed io e an o de efici ncia em at considerando apenas a desacoplagem do segundo eixo trativo, e de até 5% desacoplando e suspendendo o eixo”.

SERVIÇOS Logo após o início da pandemia Iveco investiu R$ 12 milhões em campanha de atualização de produtos da marca promovida para 2.500 caminhões usados e sem custos para os clientes. A campanha foi dirigida a proprietários de modelos extrapesados produzidos entre 2016 e 2019, mediante agendamento pelo 0800 702 3443 ou em concessionária Iveco de qualquer ponto do País. O responsável pelo Suporte ao Produto e ao Cliente da IVECO na América do Sul, Rômulo D’Alessandro, disse que o que o programa continua em 2021. Outra novidade da montadora é o sistema de telemetria e conectividade Iveco Conect para osmodelos Hi-Road e Hi-Way

da linha 2021. O serviço monitora 24 horas initerruptamente as informações recebidas dos dispositivos permitindo antecipar qualquer eventual problema com o veículo, além de monitorar o desempenho do motorista sala de controle fica nno complexo industrial em Lagoas/MG. ocarreteiro.com.br

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PROFISSÃO Fotos SHUTTERSTOCK, O CARRETEIRO (CLAITON DORNELLES) e ARQUIVO PESSOAL

DIESEL E Q

O descompasso entre o preço do litro do diesel e o valor do frete é um dos principais problemas dos carreteiros há muito tempo. Os seguidos aumentos aplicados ao combustível têm aumentado o risco de muitos motoristas abandonarem a atividade, principalmente profissionais autônomos DANIELA GIOPATO 12


L E FRETE, CONTA QUE NÃO FECHA

O

aumento constante do diesel está provocando impacto direto na rotina dos caminhoneiros. A falta de previsibilidade em relação ao preço de um dos maiores custos do transporte, e a defasagem do frete, tem comprometido de modo bastante prejudicial a renda dos motoristas autônomos que dizem estar cada dia mais desanimados com a profissão. Desde o início deste ano já foram

aplicados quatro aumentos no valor do diesel totalizando um aumento de mais de 28%. O último reajuste foi de 5% o que significou acréscimo de R , elevando para R , o preço final do litro. Em comunicado, a Petrobras explicou que mantém os seus preços alinhados aos do mercado internacional, o que, segundo a estatal, "é fundamental para garantir que o mercado brasileiro siga sendo suprido sem riscos de desabasteocarreteiro.com.br

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PROFISSÃO

cimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras". Na tentativa de amenizar os impactos provocados pelos constantes reajustes, o Governo Federal editou decreto para zerar os impostos (PIS/Cofins incidentes sobre a comercialização e a importação do óleo diesel. Para alguns especialistas, a medida não soluciona o problema já que os tributos federais respondem por uma parcela pequena e, assim, o consumidor não vai sentir muita diferença. A medida entre em vigor imediatamente e tem validade entre março e abril. No caso do diesel, PI e ofins correspondiam a R , por litro, e será esse o impacto no preço ao consumidor caso as distribuidoras e revendedoras repassem integralmente o desconto. A Cide (Contribuição de Intervenção no Do14

O aumento constante de preço do litro do diesel é um dos maiores desafios para o pequeno transportador continuar atuando na atividade do transporte mínio Econômico já estava zerada. Para o presidente da CNT (Confederação Nacional dos Transportadores , ander osta, a frequência de aumento do óleo diesel traz prejuízo para o transportador e autônomo. Entre o aumento e a negociação existe um prazo, a maioria das empresas no contrato já tem o repasse automático. Mas até enviar uma carta pedindo o repasse e receber o valor já se passaram dias. Quando você está equilibrando o preço já ocorre outro aumento”. Costa ressalta que a CNT defende que a Petrobras deve ter autonomia de gestão e pratique o preço do mercado internacional. Destaca ainda, que em pesquisa foi percebido que o preço


do diesel no Brasil não é o mais caro do mundo. Na América do Sul, por exemplo, somente o Paraguai tem o preço mais barato e é questão de centavos. Portanto o Brasil está em sintonia do valor praticado no mundo inteiro. O importante é manter uma previsibilidade para poder equilibrar o preço do diesel a cada três meses , afirmou. Como alternativa para baixar o valor do diesel, a CNT sugeriu ao Governo Federal a redução do nível de biodiesel no óleo diesel comercializado no Brasil. Se essa redução for na ordem de , ou mais, haverá alívio imediato sobre o preço do combustível. Atualmente, o biodiesel compõe do diesel comercial e a redução não vai acarretar aumento da emissão de gases poluentes. O assessor executivo da CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos , arlon aues, lembra que o impacto no transporte rodoviário de carga é direto, pois o diesel é o insumo básico da operação, acarretando um aumento direto no valor do frete e por consequência, no custo rasil. O caminhoneiro autônomo também sofre o impacto diretamente pois muitas vezes não realiza os cálculos corretos do custo do seu frete e acaba comprometendo seus ganhos por não repassar os aumentos aos seus clientes”, explicou. o que relatou o autônomo ergio Marques de Almeida, 49 anos de idade e de profissão, de Petrópolis R . Ele disse estar sem qualquer ânimo para continuar na profissão. Afirmou ser complicado lidar com o aumento constante do diesel sem o frete acompanhar. ica impossível fazer qualquer estimativa de cálculo de uma viagem, pois o preço do diesel é diferente em cada região do País. Quando você faz conta

É complicado fazer qualquer estimativa de custo da viagem, porque o diesel tem preço diferente em cada região, comenta o autônomo Sérgio Marques de Almeida

A redução de biodiesel no diesel, atualmente de 13%, é vista por entidade como solução para diminuir o preço combustível sem aumento de emissões ocarreteiro.com.br

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PROFISSÃO

Caixa cozinha abastecida evitou problema de falta de alimentação de muitos motoristas no início da pandemia

O diesel deveria ter um valor mais razoável. É complicado trabalhar assim, pois só a troca de óleo do meu caminhão custa 600 reais, lamenta Hamilton Lemos

Ramiro Cruz disse que já recebeu vídeo de motoristas autônomos desfazendo de equipamentos do caminhão para poder pagar o diesel e completar a viagem 16

percebe que não vale a pena. O valor líquido recebido mal dá para fazer uma revisão decente no caminhão para viajarmos com segurança”, ressaltou. Para tentar driblar esse aumento e tentar melhorar o ganho, Sergio decidiu trabalhar a maior parte das viagens com cargas leves. Seu caminhão tem capacidade para transportar toneladas, mas ele mas procura carregar somente a metade. Assim, o desempenho do caminhão atinge , m litro e ocorre menor desgaste do sistema de freio e dos pneus entre outros componentes. om todos esses aumentos, afirma que está cada vez mais difícil de obter um lucro significativo nas viagens. e eu subo do Rio de aneiro para o Alagoas recebo o valor bruto de R . , no final do meu frete. Por estar com uma carga leve consigo ter líquido o valor de R . . Porém, nunca tenho certeza se vou ter carga de retorno e na maioria das vezes não consigo uma carga leve. Assim, aquela média de , m litro cai para , m litro e o valor líquido cai para R . . E quando retornamos de uma viagem dessas é necessário fazer uma revisão, o que me custa metade do valor líquido recebido”, desabafou. Por todos esses motivos, Sérgio não está muito animado com o futuro da profissão. arante que esses aumentos constantes do diesel estão afetando o lucro do caminhoneiro. ica complicado trabalhar com essa instabilidade. São muitos custos. Até os restaurantes de estrada aumentaram significativamente o valor, nos forçando a ter que investir em uma caixa cozinha”, destacou. O autônomo Hamilton emos dos antos, anos de idade e anos de profissão, também afirmou ter dificuldades com a alta do diesel. Esses aumen-


tos nunca foram tão frequentes. E o diesel é um produto que puxa muitas outras coisas, por isso deveria ter um valor mais razoável. Quando ele sofre um reajuste, a carne, o arroz, e outros produtos que os brasileiros consomem aumentam também. Essa situação precisa ser revista pelo governo, pois prejudica todo mundo”, opinou. Em relação aos impactos causados pelas altas do preço do óleo diesel narotina de trabalho, Hamilton também destaca o descompasso entre o frete - defasado há muitos anos – e os aumentos de preço do diesel. omo fazer uma manutenção correta no caminhão, troca de óleo, que no meu caminhão custa R , , trocar os pneus, manter o veículo limpo. Assim fica complicado trabalhar”, desabafou. Ramiro ruz r, RA Pato de orracha, há anos na profissão, comenta

que um dos principais impactos do aumento do diesel é alta da inflação, já que tudo tem o custo do transporte e, portanto, são grandezas diretamente proporcionais. O fato reflete diretamente no bolso de todos os brasileiros através de preços altos de toda cadeia de produtos, serviços, alimentos etc. Em relação aos motoristas autônomos, Ramiro acredita que o impacto é ainda mais direto e provoca uma queda no faturamento. As empresas e os contratantes de frete não vão reajustar o valor na mesma medida. Isso já é prejuízo, pois resulta em menos renda ou até a falta dela, como aconteceu em , lembrou. ontou que já recebeu vídeos de vários motoristas vendendo caixa de ferramenta, caixa cozinha, se desfazendo de equipamentos, para completar o valor do diesel e finalizar a viagem. A conta do combustível ocarreteiro.com.br

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PROFISSÃO

Sérgio Lopes disse que após o último aumento do diesel o custo de uma viagem entre o Interior de São Paulo e o Rio de Janeiro aumentou em até 300 reais corresponde a ou até mais do custo do deslocamento do caminhão. Portanto, se aumenta deveria existir ao menos um reajuste na mesma porcentagem no preço do frete”, sugeriu. O carreteiro paulista de Amparo, érgio opes Almeida, anos de idade e de profissão, reforça o fato de os aumentos constantes do diesel trazerem instabilidade e redução na renda dos caminhoneiros autônomos. Ele disse que geralmente gasta entre e litros de diesel num carregamento de Amparo P até o Rio de aneiro R , dependendo do local da carga. om o preço do litro a R , eu desembolsava de R aR . , , mas com o último aumento que elevou o preço médio do litro para R , ou mais, estou gastando R . , para completar o tanque. O prejuízo é de R , por viagem”, lamentou. 18

érgio opes acrescenta que faz três viagens por semana e assim seu prejuízo está chegando a R . , . e eu viajar quatro semanas por mês viagens o prejuízo é de R . , praticamente o valor de uma parcela do caminhão”, desabafou. O também carreteiro ader opes de agalhães, anos de idade e de profissão, de acarepaguá R , comentou que que a combinação que reúne altas constantes do preço do diesel com a defasagem do valor do frete tem levado muitos autônomos a mudar de profissão. Eu, por exemplo, tinha quatro caminhões leves rodando. Porém, devido a essa situação de instabilidade que estamos enfrentando hoje estou com apenas um, porque não estou obtendo retorno. O preço do pedágio e do diesel estão muito altos e ao final das viagens não sobra quase nada , finalizou.


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FRETE

MAIS CARGAS NAS RODOVIAS

O aumento da movimentação de mercadorias em 2020 contribuiu para não faltar frete e dar tranquilidade a muitos motoristas autônomos. Setores do agronegócio, construção civil e indústria foram os maiores geradores de cargas

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S

JOÃO GERALDO

"C

omo pai de família e motorista autônomo não posso reclamar. Graças a Deus trabalhei em 2020 sem parar. Foi um ano para agradecer e não para reclamar”. As palavras são do carreteiro Eder Barbosa, de Minas Gerais, sobre sobre a disponibilidade de frete em 2020 mesmo com as mudanças e dificuldades provocadas pela a pandemia da covid-19. Embora seu depoimento não indique a satisfação de toda a categoria acerca da oferta e dos valores recebidos pelos fretes, a quantidade de cargas transportadas em 2020 por veículos rodoviários cresceu bastante em relação a 2019. De acordo com relatório anual da FreteBras, startup que se posiciona como a maior plataforma online de transporte de cargas da América Latina, do primeiro para o segundo trimestre houve queda de 8% em razão do impacto do coronavírus e das medidas de segurança para evitar o contágio pelo coronavírus. Porém, o crescimento registrado a partir do terceiro trimestre resultou em aumento de 62% na quantidade de cargas transportadas durante o ano em relação a 2019. O aumento do volume de cargas foi impulsionado principalmente pelo agronegócio, com alta superior a 70% no volume de fretes. Mais uma vez o setor se destacou como um importante e grande gerador de cargas rodoviárias no País. Produtos industrializados (alimentos, máquinas e equipamentos, mate-

Relatório da FreteBras aponta que houve crescimento de 62% no volume de cargas transportadas durante o ano passado ocarreteiro.com.br

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FRETE

Em 2020 o agronegócio se destacou como o maior setor gerador de cargas, com aumento superior a 70% em relação a 2019; e no Centro Oeste o frete com maior valor do eixo/km

riais siderúrgicos, papel e celulose e material para reciclagem), além de cargas geradas pelo setor da construção civil. Consideradoa essencial, a retomada da construção foi motivada pela maior disponibilidade de crédito imobiliário e taxa de juros mais atrativa, causas que contribuiram para aumentar a oferta de fretes, especialmente com carregamenbtos de cimento. O diretor de operações da FreteBras, Bruno Hacad, disse que em 2020 os carreteiros transportaram 250 milhões de toneladas de grãos (produção 4,6% maior que 2019). Pelo relatório da plataforma FreteBras, o crescimento da safra gerou 800 mil fretes a mais, um aumento de 22

71,3% sobre o ano anterior. Ainda de acordo como executivo, o caminhoneiro que cruzou o Brasil de Norte a Sul recebeu em média R$3,93 por km por eixo. Os ganhos foram mais altos no Centro-Oeste com valor médio de R$4,73. As regiões Sudeste e Nordeste registraram os valores mais baixos do País, média de R$3,81. Além do aumento do fluxo de cargas do agronegócio, houve também maior oferta de fretes de insumos para o plantio das lavouras. No Porto de Paranaguá, as cargas de fertilizantes dobraram de volume e houve crescimento também nos fretes de outras cargas importadas com maior frequência, como alimentos, trigo e máquinas e equipamen-


tos, com crescimento da disponibilidade de fretes em 82,3%, segundo o relatório anual da FreteBras. O porto de Rio Grande/RS também movimentou maior volume de cargas, tanto de exportação quanto de importação. Segundo o relatório, com o crescimento das exportações de grãos, as cargas com destino ao porto aumentaram 74,6% com destaque para a grande quantidade de escoamento de soja e milho. Outro destaque de Rio Grande foram as cargas de arroz importado, cujo volume de frete cresceu 450%. Ano

Fonte: Relatório Anual FreteBras Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil 2020

Por causa dos efeitos da pandemia, a oferta de cargas ganhou força somente a partir do segundo semestre de 2020

10 ESTADOS COM MAIOR ORIGEM DE FRETES São Paulo. . . . . . . . 26,9% Minas Gerais . . . . . . 14,5% Paraná . . . . . . . . . . . 13,4% Rio Grande do Sul . . 7,0% Goiás. . . . . . . . . . . . . . 6,5% Santa Catarina . . . . . 5,6% Bahia . . . . . . . . . . . . . 4,1% Mato Grosso . . . . . . . 3,8% Mato Grosso do Sul . 3,2% Pernambuco . . . . . . . 2,6%

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FRETE

passado, o porto de Rio Grande recebeu a instalação do Terminal Logístico do Arroz (TLA), exclusivo para o escoamento do cereal. Outro porto destacado como um grande destino de carga em 2020 é o porto de Itaqui, em São Luiz/MA, que apresentou alta de 108% no volume de exportação de produtos siderúrgicos e alimentos, que juntos somaram movimento de 25 milhões de toneladas. Esse volume ficou acima da média histórica do porto. De modo geral, os fretes com destino aos portos representaram 27% do total das cargas transportadas em 2020, informa o relatório. Junto com a maior oferta de cargas veio também o crescimento no número 24

de caminhoneiros cadastrados na plataforma da FreteBras. De acordo com Hacad, ano passado a empresa registrou o ingresso de 200 mil novos motoristas, um crescimento de 30%. “A pandemia ajudou bastante, pois muita gente buscou frete pela internet , justificou. Hacad destaca que o aumento de cadastros na plataforma se deve principalmente ao uso da internet pelos caminhoneiros. Ele lembra que pesquisa da CNT (Confederação Nacional do Transporte) indicou que 98% dos motoristas acessam a internet pelo smartphone. O maior número de cadastros é de motoristas com veículos leves, para distribuição urbana, com 32% de aumento, especialmente na região Sudeste. Já


os caminhões com baús frigoríficos representaram (24,5%), os baús 18% e sider 14%. O portifólio a FreteBras conta atualmente com 470 mil motoristas e 12 mil empresas de transporte de diferentes portes. Ano passado a empresa transportou de seis milhões de cargas. Otimista, Hacad enxerga um cenário de recuperação bastante favorável para a oferta de fretes continuar crescendo duratne 2020. Sua expectativa está baseada na manutenção da taxa de juros baixa, no avanço das vendas pela Internet e em mais uma safra recorde estimada em 260 milhões de toneladas. Na sua visão, tudo aponta em direção a um ambiente positivo para quem transporta com caminhão e vive do frete.

VALOR DO EIXO POR KM EM 2020 9 eixos . . . . . . . . . .R$ 6,54 7 eixos . . . . . . . . . .R$ 5,90 6 eixos . . . . . . . . . .R$ 4,93 5 eixos . . . . . . . . . .R$ 4,44 4 eixos . . . . . . . . . .R$ 3,84 3 eixos . . . . . . . . . . R$ 2,30 2 eixos . . . . . . . . . . R$ 2,52

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FONTE: Relatório Anual FreteBras Transporte Rodoviário de Cargas No Brasil 2020

Movimentação de cargas com origem e destino aos Portos de Paranaguá e Rio Grande tiveram grande aumento de volume durante o ano passado

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PROFISSÃO

ROTA DO PORTO

Agendamento e pátios reguladores contribuíram para acabar com as filas quilométricas e reduzir o tempo de espera para os caminhões descarregarem no Porto de antos, mas existem ainda serviços e atendimento que podem ser melhorados para facilitar a vida do carreteiro JOÃO GERALDO 26


Foto O CARRETEIRO

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otina de carreteiro com destino ao Porto de Santos exige tempo e paciência, especialmente no que se refere à descarga, embora essa operação já tenha sido bem mais difícil no passado. Atualmente, os motoristas chegam à aixada antista e perdem menos tempo iniciar a viagem de volta, exceto uma ou outra reclamação. as nnão se compara à situação

de anos atrás, em períodos de safra de grãos, quando os carreteiros permaneciam em congestionamentos quilométricos de caminhões à margem da rodovia Cônego Domênico Rangoni, sentido uarujá, por até mais de horas, sem infraestrutura ou segurança esperando para descarregar. Hoje é diferente, no entanto tem serviços que podem melhorados, conforocarreteiro.com.br

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PROFISSÃO

O carreteiro Heraldo de Almeida disse que houve muitas melhoras no processo de embarque dos navios, mas ainda há falta de locais seguros para estacionar

me observa o carreteiro autônomo Heraldo Almeida, anos de idade e de profissão. Há três anos transportando contêineres da indústria automobilística, ele começa a conversa pela Serra do Mar, cujas condições climáticas têm influência no tempo de chegada ao Porto, especialmente pela pista no sentido da aixada. A seguir, acrescenta que se 28

a descarga for diretamente no Porto, e com horário agendado, não há demora, mas alerta que depende também do movimento de navios aguardando para carga ou descarga. De acordo com Almeida, nos terminais secos – onde se deixa e retira contêineres também existe demora devido ao permanente congestionamento de caminhões com destino ao porto na região conhecida como Alemoa. Em sua opinião, para melhorar deveria haver mais acessos de entrada e saída do bairro, bem como a existência de mais áreas de estacionamento para os motoristas aguardarem pela carga ou des-


Movimento no Porto de Santos é crescente, assim como o u o de caminhões nas ruas da região portuária

carga, inclusive com infraestrutura como banheiros, restaurantes etc para atender aos motoristas. Uma das melhorias na região para melhorar o fluxo de caminhões na saída do Porto veio no início de julho de com a inauguração do Viaduto da Alemoa, no km 64,5 da rodovia Anchieta, no sentido capital paulista. Para Heraldo, o viaduto ajudou a melhorar o acesso, mas lembra que no sentido da cidade de Santos os veículos têm obrigatoriamente de seguir pela pista lateral da via Anchieta, o que causa frequentes congestionamentos por ser o acesso de caminhões a diversos terminais.

Em sua rotina diária carregando e descarregando contêineres da indústria automobilística, acrescenta que o movimento da operação portuária é crescente, nunca para, e reconhece que devido à automação os processos de embarque nos navios têm melhorado, mas ressente que as condições na região permanecem as mesmas. Por conta disso, prossegue, a maioria das reclamações dos carreteiros se deve ainda ao tempo de espera e à falta de locais para estacionar. Lembra que na região portuária é proibido estacionar, restando como alternativa a fila dupla em ruas próximas e sujeito a ocarreteiro.com.br

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PROFISSÃO

O Ceparking, em Cubatão, é o mais recente Pátio Regulador de Caminhões a rea do or o de a os er ifi ado pela Santos Port Authority multas e ações de delinquentes. e tivesse mais pátios para estacionamento de caminhões ajudaria a solucionar o problema de congestionamentos na região do porto”, conclui. O também carreteiro úcio árcio arvalho, anos de idade e na profissão, de aringá PR, carrega e descarrega diferentes tipos de carga (açúcar, milho, soja, adubo, minério etc em carreta caçamba da empresa na qual é empregado e percorre entre e mil m mês. Ele afirma que vai sempre para o Porto de antos e também opinião que melhorou, embora o motorista ainda perde muito tempo na descarga de 30

açúcar por causa da análise do produto. Pode até haver recusa e a carga não ser descarregada. Nunca aconteceu comigo, mas já fiquei horas aguardando a análise em local sem banheiro e sem ter onde comer. Situação bem difícil”, lembra. As cargas de açúcar para o Porto de Santos têm origem em Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul. úcio relata que nem todos os pátios de estacionamento são bem organizados, mas acredita que é possível melhorar com a disponibilidade de mais banheiros e até mesmo com um pouco mais de colaboração por parte também de motoristas que estacionam em locais inadequados. embra que não é sempre que o motorista pode escolher o pátio onde vai parar, porque geralmente o local é conhecido na hora embarque.


Viaduto da Alemoa, na via Anchieta

Outro ponto destacado Por úcio é o congestionamento na via Anchieta por ser proibido ultrapassar. Além da perda de tempo, traz perigo dem sofrer assalto às mão armada. Acontece nas duas mãos de direção, mas com maior incidência na descida", complementa. Ele afirma que até hoje foi vítimas somente dos congestionamerntos na Serra. Sobre como tem sobrevivido na pandemia, diz que teve muito apoio, destacou que em antos o Exército ofereceu marmitas aos caminhoneiros e a área das balanças do Sistema Anchieta-Imigrantes foi liberada para pernoite, além de ajuda que veio da população com a distribuição de álcool gel e kits de higiene. Este ano espero uma grande safra agrícola com muita carga para os carreteiros transportarem , finalizou.

O sistema de agendamento nos portos entrou em operação em fevereiro de ara acabar as filas de caminhões aguardando para descarregar. Em Santos na ocasião eram dois tios re ladores credenciados ela antos ort t orit at almente s o sete mais recente instalado na ona ind strial de bat o o e ar in a tori ado em janeiro deste ano. O diretor de o era es da arcelo ibeiro reforçou que se trata de mais uma estrutura para atender o caminhoneiro e vai ao orto de antos aguardar o horário agendado para a entrega da sua carga nos terminais. rea conta com va as ara camin es sanit rios vesti rios resta rante e lanc onetes nidade de atendimento m dico de emerncia rea de descanso monitorada osto de servi os e oras de funcionamento. É o terceiro no município. Os outros quatro pátios credenciados ela est o localiados em antos na ca ital e o tros dois em ordeir olis e mar no Interior do Estado.

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Fotos SANTOS PORT AUTHORITY, GOVERNO DO ESTADO DE SP E ARQUIVO PESSOAL

Foto DIVULGAÇÃO CEPARKING

SISTEMA DE AGENDAMENTO

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MERCADO

MAIS UM ANO PARA SER RECUPERADO Ano passado a pandemia impediu o esperado crescimento do mercado de caminhões e provocou queda de 11,5% no número de licenciamentos em relação a 2019. A retração não foi maior graças à reação do mercado a partir do segundo semestre JOÃO GERALDO 32


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balado pela pandemia da covid-19, o ano de 2020 transcorreu bastante diferente do esperado pela população do planeta e indústria. A doença ceifou milhões de vidas em todas as partes do mundo, trouxe queda de produção e das vendas, causou desempregose reduziu rendas. No caso específico dos fabricantes de caminhões e da cadeia de fornecedores, o vírus provocou redução de produção, retração das vendas e, consequentemente, de emplacamentos, com maior incidência no primeiro semestre e que impediram o avanço do setor em relação ao ano de 2019. A expectativa no início de 2020 era de mais um ano de recuperação, como vinha ocorrendo desde 2017, e superar as 101,3 mil unidades licenciadas em 2019. Porém, a produção de somente 400 unidades em abril (contra 8.400 em março) acendeu a luz vermelha do setor. E para completar, o licenciamento em março de 6.438 caiu para 4.859 em abril, trazendo de volta a

sombra do fantasma de 2016, quando o volume total de caminhões licenciados, somados todos os fabricantes juntos, naquele ano ficou em somente em , mil unidades (média de pouco mais de 4.000 unidades por mês. Muito pouco frente às 134.998 licenciadas dois anos antes. Era um dos piores resultados da indústria de caminhões em solo brasileiro. Até 2014, a situação vinha bem, ano em que foram registradas 134.998 unidades licenciadas. Com a chegada da recessão econômica, em 2015, caiu para 70.226 e reduziu mais ainda, fechando 2016 com . unidades. E ao final de , ainda sob os efeitos da economia doente e fraca, a indústria de caminhões registrou o emplacamento de 50.162 unidades; seguidas no ano seguinte por 75.994. A recuperação começou a dar sinais mais consistentes de reação em 2019, especialmente em razão do otimismo diante do volume de vendas realizadas na Fenatran, levando ao licenciamento de ocarreteiro.com.br

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MERCADO

101.335 caminhões, o melhor resultado após cinco anos. O volume positivo alcançado em 2019 tinha tudo favorável para ser maior ao final de 2020 e superar não somente o número de licenciamentos como também as 113,4 mil unidades produzidas. A produção caiu para 90.936 (-19,9%) e o número de licenciamentos (veículos vendidos e emplacados e prontos para o trabalho) para 89.6 mil (-11,5%). A expectativa não se realizou, mas o ano não terminou com resultados tão negativos como chegou a ser previsto por especialistas do mercado de caminhões no momento mais crítico, logo após a pandemia ser decretada. LEVES– A redução de licenciamentos em 2020 em percentual comparado ao ano anterior foi maior entre os caminhões leves, com retração de 19,5%. Em números absolutos caiu de 11.242 unidades para 9.049. Formada por veículos com PBT na faixa de 6 a 10 toneladas, nesta categoria a Mercedes-Benz foi a marca com maior volume de emplacamentos, com 4.455. O carro-chefe da marca é o Accelo, produzido nas versões 815, 1016 e 1316 para o mercado interno, 915 para exportação, e a versão 915 E desenvolvida para o transporte de valores. Entretanto, quando se trata do caminhão leve mais licenciado ano passado, o destaque fica para o ol s agen elivery 9.170, com mais de 3.150 unidades emplacadas, embora a versão mais valorizada da família eliver , segundo pesquisa do elo aior alor de Revenda R , em sua versão , tenha sido a 8.160. Por outro lado, nesta categoria o Mercedes-Benz Accelo 1016 é caminhão seminovo com menor desvalorização no mercado brasileiro, de acordo com o estudo. No total, a ol s agen atin34

giu a marca de 3.379 caminhões leves licenciados em 2020. A Iveco contabilizou 791 unidades. somando modelos da linha ail e ector. MÉDIOS– Formado por caminhões com PBT na faixa de 10 a 15 toneladas, o segmento de médios é o que encerrou 2020 com o menor número de veículos licenciados comparado aos demais. Foram 8.357 unidades contra 10.069 no ano anterior. e uns anos para cá, este segmento passou a ser atendido também por modelos derivados da linha leve, como é o caso do Accelo e do ol s agen eliver . , ambos dimensionados para 13 toneladas de PBT. Nesta categoria a ol s agen é campeã disparada de vendas, com 6.162 unidades licenciadas, sendo a versão 11.180 a de maior destaque da linha eliver , tendo atingido marca acima de 4.450 unidades no período. Este modelo utiliza motor Cummins ISF de 3.8 litros e transmissão Eaton de 6 velocidades manual com opção para versão automatizada. Outra versão do eliver para a faixa média de carga é a 13.180 6x2, automatizada e equipada com o mesmo motor. A marca conta também com o médio Constellation 14.190, que utiliza motor MAN de 186cv e transmissão manual Eaton. Quem registrou avanço na categoria foi a Iveco, com o caminhão Tector, saltando de 121 unidades em 2019 para 460 em 2020. Apesar dos números serem baixos frente aos concorrentes, representou crescimento de 280% e deverá continuar avançando em 2021 em razão de lançamentos previstos e das medidas tomadas em relação ao atendimento e ao pós-vendas para veículos da marca. SEMIPESADOS– Entre os caminhões se-


O novo DAF XF contribuiu para a montadora ser a única marca a crescer o volume de vendas em 2020. Pesados VW da linha Constellation mais os modelos MAN TGX ultrapassaram a casa de 4.100 unidades

Pesados Iveco das linhas HiRoad e Hi-Way atingiram juntos o licenciamento de 1.599 no ano passado. Já o maior volume de vendas e de licenciamento foi da Mercedes, com 13.196 caminhões pesados licenciados durante 2020 ocarreteiro.com.br

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MERCADO

Volvo FH 540 6x4 se destacou mais uma vez como o caminhão mais vendido no mercado brasileiro em 2020

mipesados não houve praticamente redução no número de emplacamentos durante 2020. Foram 23.120 unidades licenciadas ano passado contra 23.226 em 2019 - , . este total, . modelos são da marca ol s agen, com destaque para as . do modelo . . Nesta categoria a fabricante instalada em Resende R concorre também com as versões 17.190, 17.230, 26.280 e 24.260. A Mercedes-Benz, por sua vez, atingiu 7.464 unidades; sendo as versões do Atego 2426 e 1719 as mais vendidas. A marca da estrela conta ainda com as versões 2430 e 3030 da família Atego. Nesta categoria a olvo encerrou o ano de com . unidades, sendo o responsável por quase 90% das vendas. A Iveco, com modelos da linha Tector para , e toneladas, nas configurações de eixo 4x2, 62, 6x4 e 8x2 atingiu o licenciamento de 1.817 unidades, contra 1.144 unidades licenciadas em 2019. Também nesta categoria, em que os modelos para 24 toneladas de PBT são os mais vendidos, entraram as últimas 270 uni36

dades do ord argo. á a cania, marca com forte tradição no segmento de caminhões pesados, teve registro de apenas 22 unidades licenciadas durante o ano. Em 2019 tinham sido 88. PESADOS– ominado por cavalos mecânicos, muitos deles com potências acima de 500cv, nos últimos anos esta categoria tem sido a responsável pelo maior volume de vendas de caminhões no mercado brasileiro, especialmente em razão do agronegócio. Ano passado o segmento sofreu queda de 14,4% no volume de emplacamento, caindo de 51.718 unidades em 2019 para 44.293. Mas teve fabricante que que vendeu mais em relação ao ano anterior. o caso da A , única marca com aumento de vendas em 2020, com o emplacamento de 3.831 unidades contra 3.226 em 2019. Por outro lado, a retração maior no segmento foi vivida pela Scania, com o volume de 8.690 unidades frente às 12.669 licenciadas em 2019, registrando recuo de 31,4%. O resultado, divulgado


pela Associação Nacional dos Fabricantes de eículos Automotores Anfavea , aponta a marca na terceira posição de emplacamento de caminhões pesados. Os modelos Scania com maior volume de vendas foram o R , com . unidades e o R , com . . Ainda de acordo com relatório da Anfavea, baseado em números do Renavam enatran, a ercedes- enz foi a marca com maior volume de licenciamento de caminhões pesados em 2020, com 13.196 unidades. Nesta categoria, os destaques da montadora são o Actros 2651 (3.131 unidades) e 2546 e Axor 2544 e 3344. Em 2019 a marca atingiu o registro de 14.114 modelos pesados licenciados. epois da ercedes, a montadora com maior volume de pesados emplacados em é a olvo, com . unidades. O modelo mais vendido da marca, o FH 540 6x4, o qual também o caminhão pesado com maior volume de emplacamentos em 2020, com acumulado de 5.870 unidades. Outro modelo da montadora com alta preferência no mercado é o FH 460, com 3.936 unidades no período. Neste segmento a Iveco registrou o licenciamento de 1.599 cavalos mecânicos dos modelos Hi-Road e Hi- a , segundo números divulgados pela Anfavea. A AN ol s agen, por sua vez, que havia licenciado 5.022 caminhões pesados em 2019 fechou 2020 com 4.180 somando modelos das famílias onstallation . unidades e mais 2.13 MAN TGX, sendo 1.224 da versão 28.440 e outras 789 da 28.440. Outro destaque da montadora foram as 61 unidades licenciadas do recém-lançado Meteor, a primeira família de caminhões ol s agen extrapesados. oram unidades da versão 28.460 e outras 26 do Meteor 29.520.

SEMILEVES

Nesta categoria com veículos de carga de 3,5 a 6 toneladas de PBT, se ndo classifica o da n avea entram modelos de di erentes confi ra es t cnicas como or e em lo rod tos ercedes en da lin a rinter c assi cabine e r o veco ail c assi cabine e r o eliver rale od e ica e e r es Peugeot e Citroën. Pelos números da n avea das nidades licenciadas em 2020, o maior vol me oram da ercedes en com a lin a rinter ais direcionado distrib i o em centros rbanos e a lica es es eciais o se mento de semileves atendido ainda or ve c los e n o constam lista de camin es da n avea e sim na se o de comer ciais leves caso do eliver ress sse camin o in o ara toneladas de e i ado com motor mmins de litros caixa de marchas manual e rodado traseiro sim les atin i unidades licenciadas.

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BALANÇO

HORA DE PISAR N

A Scania foi a marca com maior queda de produção e vendas de caminhões em 2020 por causa dos efeitos ßda pandemia. Apesar do recuo, a montadora exalta avanços na entrega de veículos movidos a gás e no uso da conectividade, além do reconhecimento e satisfação dos clientes em relação à redução de consumo de combustível obtida com modelos da nova geração 38


Fotos DIVULGAÇÃO

R NO ACELERADOR

JOÃO GERALDO

N

o final de 2019 a Scania comemorou um dos melhores resultados de sua trajetória no mercado brasileiro de caminhões. Por conta disso, iniciou 2020 com a expectativa de aumentar suas vendas entre 10% e 15%. Não aconteceu, pois assim como outras fabricantes de veículos comerciais, por conta dos

efeitos da pandemia terminou o ano com queda de licenciamentos, porém com retração acima que a dos concorrentes: a marca encerrou 2020 com 8.690 unidades emplacadas contra 12.669 no ano anterior; 3.979 caminhões a menos de acordo com números divulgados pela Anfavea, associação que reúne os fabricantes de veículos automotores. A queda brusca de 31,4% se deve ao sistema de produção ocarreteiro.com.br

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BALANÇO

Fora de estrada G 540 10x4, um dos principais lançamentos da marca em 2020

da fábrica de Bernardo do Campo, no ABC Paulista, onde os caminhões são montados sob pedidos. Com a paralisação da fábrica durante 37 dias no início da pandemia, e sem caminhões disponíveis em estoque nos pátios da fábrica e dos concessionários, a marca viu suas entregas despencarem. O período sem produção refletiu no resultado final de emplacamentos, com redução de 12.669 para 8.690. Foram 3.979 unidades a menos em relação ao total de modelos licenciados durante o ano de 2019. No entanto, 2020 deixou vários resultados positivos para a companhia no Brasil, que mais uma vez se destacou como o maior mercado Scania do mundo. Os segmentos que mais compraram caminhões Scania em 2020 foram o agronegócio (grãos e insumos), indústria em geral (in40

sumos e produtos acabados e frigorificados para exportação. A maior venda da empresa no ano foi um lote de 300 caminhões para a transportadora Maroni e os modelos mais emplacados da marca foram o R 450, com 3.576 unidades e o R500, veículo com alta aplicação no setor agrícola, 1.672 unidades. A Scania destaca também a entrega de caminhões para a mineração, como G 540 10x4/6 XT Heavy Tipper, com capacidade de carga para até 55 toneladas, lançado em setembro de 2020. Outro ponto positivo citado pela empresa é o êxito obtido pelos caminhões da nova geração no quesito economia de combustível. Silvio Munhoz, diretor comercial da companhia, comemora a satisfação demonstrada pelos clientes diante de percentuais de redução de até 15% no consumo de diesel. “E agora com a che-


Caminhão G 410 6x4 movido a gás opera desde dezembro de 2020 em mineração da Gerdau, em Itabirito/MG

gada do Acelerador Inteligente vamos oferecer 5% a mais e atingir uma economia de até 20% em relação à geração anterior”, reforçou o executivo. Economia de combustível é o que busca todo transportador, do motorista autônomo proprietário de um caminhão apenas ao grande frotista. No entanto, a Scania valoriza a redução no consumo também como um benefício maior ao meio ambiente, com menos emissões de CO2. É regra da companhia propagar sua meta de fazer a transição para um transporte sustentável com veículos mais amigáveis ao meio ambiente em todos os mercados globais onde atua. Levantamento da montadora tomando como base 20 mil caminhões da nova geração conectados, que percorreram 2,02 bilhões de quilômetros entre janeiro de 2020 e janeiro de 2021, apontou

Montadora registrou aumento da adesão aos planos de manutenção e no número de caminhões conectados

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BALANÇO

Os primeiros 70 caminhões Scania a gás vendidos em 2020 estão atendendo às expectativas dos clientes

economia de 120 milhões de litros e evitou que 316 mil toneladas de CO2 fossem emitidas. Ainda sobre veículos menos poluentes, outro ponto destacado por Munhoz são as vendas de 70 caminhões movidos a gás no País e a aprovação da eficiência dos veículos em suas respectivas operações por parte dos clientes. Um total de 10 empresas, entre transportadoras e embarcadores, já operam caminhões gás em suas frotas e há planos de novas aquisições. Além das rodovias, a opção do motor a gás já está também no terreno fora de estrada, pois atualmente a Scania tem caminhão em demonstração na Gerdau, operando na mineração em Minas Gerais; na cana de açúcar na Usina São Martinho, e na coleta de lixo na cidade de São Paulo com a empresa TB Green. A marca ampliou também o núme42

ro de caminhões conectados no País, chegando a 38 mil no ano passado, dos quais 17 mil têm o pacote Desempenho. Esse plano permite acompanhamento do caminhão e do condutor fornecendo informações detalhadas e precisas (planejamento de serviços, diagnóstico remoto e relatório de falhas etc). O objetivo é a redução dos custos e aumento da disponibilidade do veículo. Marcelo Montanha, diretor de serviços da Scania, acrescenta que o objetivo para 2021 é chegar aos 50 mil veículos conectados. Também é sua meta terminar 2021 com crescimento de 26% no portfólio dos Planos de Manutenção Scania (PMS) e aumentar as vendas em 38% “ Temos de seguir crescendo e inovando cada vez mais no uso da conectividade, com ações para melhoria da condução apoiadas na tecnologia dos caminhões


Com maior aplicação no agronegócio, o Scania R 500 é um dos modelos Scania mais licenciados

Scania”, acrescentou. Montanha destacou também o crescimento para 155 locais de atendimento Scania, incluindo rede de concessionários e pontos de serviço dentro de transportadores. O executivo disse ainda que 100% das casa Scania já se encontram totalmente digitalizadas e acrescentou que em 2021 haverá mais 10 novos pontos de atendimento com a bandeira da marca. A Scania começou 2020 com um novo ciclo de investimentos no Brasil, no valor de R$ 1,4 bilhão até 2024, e projeção de alta nas vendas de caminhões e serviços. “Ainda temos incertezas que não permitem o avanço de algumas de nossas projeções, masnnos encontramos bastante otimistas”, disse o vice-presidente das Operações Comerciais da Scania no Brasil, Roberto Barral. O executivo conta que o aporte de R$ 1,4 bilhão será destinado à

modernização da fábrica, novas tecnologias, serviços e lançamentos de veículos. Sobre o mercado de caminhões, a expectativa é de crescimento de 15% em 2021. É a mesma projeção feita pela Anfavea (Associação Nacional do Fabricantes de Veículos Automotores) e o agronegócio será novamente o carro-chefe comprador de caminhões pesados. A projeção positiva se estende também a setores que no ano passado tiveram demanda crescente por caminhões, como mineração, indústria e obras de infraestrutura. “O ano de 2020 trouxe ensinamentos para o resto da vida. Aprendemos como nunca em vários sentidos, e o mercado precisou passar por mudanças que chegariam nos próximos anos. Acreditamos na recuperação da economia e na retomada do consumo”, concluiu Barral”. ocarreteiro.com.br

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MONTADORA

RECEITA DA LIDER

Dos 44.293 caminhões pesados licenciados ano passado no Brasil, 9.806 são Volvo FH, com destaque para a versão de 540cv, a mais licenciada em sua categoria várias vezes. Modelo mais vendido entre todas as faixas de carga em 2020, seu sucesso é atribuído a fatores como pioneirismo, inovações tecnol icas, serviços e confiança na marca 44


JOÃO GERALDO

Q

uando as primeiras unidades do Volvo FH importadas da Suécia começaram a rodar nas estradas brasileiras, em 1994, suas características técnicas anunciavam tratar-se de um caminhão com potencial para atrair a atenção e preferência dos transportadores do País. Diferenciais como motor eletrônico, sistema de freio ABS e cabine aerodinâmica com amplo espaço interno, aliados à ergonomia e conforto, entre outros itens atualmente essenciais nos estradeiros pesados, não eram ainda privilégios da grande maioria dos caminhões produzidos no Brasil na época. Hoje, à vésperas de completar 30 anos de seu desembarque no Porto de Paranaguá/PR, e cerca de 120 mil unidades licenciadas no País, o FH entra em 2021 mais uma vez com o rótulo de caminhão pesado mais vendido no mercado brasileiro. Em 2020 foram emplacadas 9.806 unidades, sendo 5.870 do FH 540 (campeão de vendas entre todas as categorias) e 3.936 da versão com motor de 460cv, sendo este o vice-líder do segmento. Entre o início de até o final de 2020, o FH colecionou oito títulos de caminhão pesado mais emplacado no País. O diretor executivo de caminhões da Volvo do Brasil, Alcides Cavalcanti, aponta vários atributos no produto para justificar a preferência dos transportadores pelo FH. Tecnologia de ponta, segurança, conectividade, baixo custo operacional, disponibilidade e o reduzido consumo de combustível são alguns deles.

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ERANÇA

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MONTADORA

Alcides Cavalcanti: o FH possui vários diferenciais, mas podemos destacar que talvez a mais importante seja a o fia a transmitida pelo produto e a marca

"Desde que “Desde que foi lançado, o FH tem trazido inovações tecnológicas que proporcionam inúmeros benefícios aos nossos clientes ao mercado brasileiro”, acrescenta. avalcanti afirma ainda que o modelo trouxe o conceito da conectividade ao mercado brasileiro e que hoje é um dos itens mais utilizados pelos frotistas Volvo. “O FH trouxe também os equipamentos de segurança ativa e passiva, cada vez mais demandados pelos transportadores e embarcadores, pois conseguem reduzir de fato os índices de acidentes”, reforçou. Cavalcanti cita ainda a caixa de câmbio eletrônica I-Shift como importante componente para redução de consumo de diesel e dos custos de manutenção devido às trocas de marchas no momento mais adequado. No quesi “Des"Des" 46

"Desde que foi lançado, o FH tem trazido inovações tecnológicas que proporcionam inúmeros benefícios aos nossos clientes”, acrescentou. Cavalcanti destacou ainda que o modelo trouxe ao mercado brasileiro o conceito da conectividade, um dos itens mais utilizados pelos frotistas Volvo. “O FH trouxe também os equipamentos de segurança ativa e passiva, cada vez mais demandados pelos transportadores e embarcadores, pois conseguem reduzir de fato os índices de acidentes”, reforçou. Cavalcanti cita também a transmissão I-Shift como item importante para redução de consumo de combustível, porque as trocas de marchas acontecem no momento mais adequado. Acrescenta ainda o Acelerador Inteligente, item presente nos modelos FH, FM e FMX desde o primeiro semestre de 2019 e com capacidade para reduzir oconsumo. Trata-se de uma tecnologia com software para controlar e dosar a intensidade da aceleração do caminhão de acordo com a topografia da rodovia, velocidade FH equipado com motor de 460cv de potência ocupa o posto de segundo modelo da Volvo mais vendido. Ano passado foram emplacadas 39.36 unidades


e carga transportada. Todo o processo acontece independente da ação do motorista. Sua aplicação exigiu mudanças técnicas na transmissão I-Shift e motor. No lançamento, os técnicos da Volvo falavam em redução de 10% no consumo, economia comprovada por transportadores durante testes antes da tecnologia ser disponibilizada ao mercado. “O FH possui vários diferenciais, mas podemos destacar o que seja talvez o item mais importante a confiança que o FH e a marca Volvo transmitem aos nossos clientes”, adicionou. O executivo cita outros pontos a serem considerados, como a rede autorizada (100 concessionárias) e sua distribuição pelo País, preparo dos profissionais e disponibilidade de peças, assim como o atendimento emergencial VOAR, planos de manutenção Volvo e a alta conectividade dos ca-

Diante dos sinais de retomada do mercado de caminhões, a Volvo ome ou om o os funcionários para atender a demanda minhões que permite agendamento ativo de manutenções. Pelos números da montadora, 80% de todos os veículos marca vendidos em 2020 saíram com plano de manutenção. Atualmente, 27 mil caminhões são cobertos por planos e 80 mil conectados. Cavalcanti acrescenta que a conectividade permite avanços na Manutenção Inteligente Volvo, serviço que usa dados de telemática para programar serviços na rede Volvo de forma totalmente individualizada, de acordo com a operação de cada veículo. udo isso dá confiança ao transportador. Ele sabe que pode contar tanto com o caminhão quando com o suporte da marca”. Ainda de acordo com ocarreteiro.com.br

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MONTADORA

o executivo, o FH oferece tudo que os clientes da marca precisam para as mais exigentes operações. A Volvo encerrou 2020 com emplacamento de 14.976 caminhões acima de 16 toneladas de PBT. Este total garantiu à montadora a terceira posição em volume de licenciamento. Em primeiro ficou a Mercedes, com 26.758 e a Volkswagen/MAN em segundo com 25.586, ambas com modelos abaixo de 16 toneladas. Além da linha F, Cavalcanti destaca o emplacamento de 3.530 caminhões VM, total 24% acima do resultado de 2019. O executivo lembra que esta linha que atende aos segmentos de semipesados e pesados ganhou duas novas opções em 2020: o VM City, para distribuição regional, e o VM Light Mixer, exclusivo para betoneiras e com capacidade para o transporte de até 1m3 a mais de concreto. 48

Os clientes estão renovando as frotas e a Volvo tem negócios em andamento. Estamos otimistas, disse o presidente da Volvo, Wilson Lirmann Acrescentou que a linha VM está crescendo em segmentos com alta demanda de pesados 6x4, 8x2 e 8x4. Outro ponto destacado é o crescimento das vendas da marca para os principais segmentos fora de estrada (mineração, construção e cana de açúcar). De acordo com o Cavalcanti, as 1.530 unidades vendidas em 2020 representaram 12% de todas as entregas da montadora no ano passado. O presidente do Grupo Volvo na América Latina, Wilson Lirmann, disse que há otimismo em relação ao mercado brasileiro de caminhões para 2021 e projeta crescimento de emplacamentos de modelos semipesados e pesados. Lirmann disse ainda que a expectativa se deve a


Formada por modelos na faixa de a o eladas de e ariadas a li a es a li a oi am liada em om dois o os rodu os pontos positivos como a safra de grãos, cana de açúcar, construção civil, obras de infraestrutura e taxa de juros baixa. Porém, o dirigente da Volvo na América Latina cita também incertezas que dependem do avanço da vacinação contra a covid-19, aumento de valor de insumos e das possíveis dificuldades da cadeia de suprimentos (transporte de produtos, fornecedores, serviços etc). “Mas estamos otimistas. Os clientes estão renovando as frotas e a Volvo tem negócios em andamento. Vemos possibilidades de crescimento de até 40% do mercado de caminhões acima de 16 toneladas em 2021”, concluiu, acentuando que o Brasil é o segundo mercadomundial da Volvo. CONSUMO- A economia de combustível é um item com forte poder de atrair transportadores para a marca, por isso é ponto bastante explorado por todos os fabricantes de caminhão pesado. No segundo semestre de 2019, a também sueca Scania apresentou a nova geração com a proposta de redução de 12% no consumo de combustível em relação à geração anterior. A promessa tem sido cumprida, inclusive além do prometido, com clientes conseguindo redução de 15%. Agora, no início de 2021, a montadora anunciou a introdução do Acelerador Inteligente, recurso que garantirá mais 5% de economia de combustível. Coisa de gente grande, a competição no segmento de veículos pesados tem mostrado que é impossível ser competitivo sem disponibilizar produtos com ocarreteiro.com.br

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MONTADORA

i i er o mais re e e la ame o da ol o dire io ado para betoneiras. Caminhão e implemento tem como di ere ial mais le e

tecnologias de ponta. Nesse quesito, a Volvo tem como característica não demorar muito para trazer ao Brasil avanços já introduzidas em seus caminhões em mercados mais evoluídos, como se conservasse uma tendência iniciada 28 anos atrás com os primeiros FH 380 importados. Além de fortalecer a marca, avanços tecnológicos têm demonstrado eficiência. Um exemplo recente vem do novo Mercedes-Benz Actros,cujas entregas começaram ano passado. Diferenciais como câmeras no lugar dos espelhos retrovisores e um pacote de inovações de segurança e condução que levaram a fabricante a tratá-lo como caminhão pesado mais avançado do mercado brasileiro. A fabricante vem obtendo resultados positivos junto aos clientes com seu caminhão avançado. De acordo com in50

formações obtidas junto à fábrica, os clientes estão impressionados com as tecnologias do veículo, que testaram o irror am ficaram muito satisfeitos com os benefícios em termos de segurança e redução do consumo de combustível. Ainda de acordo com informação da fábrica, mais de 10% dos Novos Actros estão equipados com câmera no lugar de espelhos retrovisores. Esse número era esperado para ser atingido em 2 ou 3 anos. Quanto à Volvo, o que se pode esperar para breve são inovações já presentes n a nova geração FH que roda na Europa, como painel com mais telas e instrumentos digitais, sistema que reconhece placas de sinalização de rodovias e sistema que baixa automaticamente os farõis altos conforme o fluxo do tráfego no sentido oposto, entre outras tecnologias.


BOLETIM DE PNEUS

GARANTIA E DATA DE FABRICAÇÃO

A

garantia de pneus contra defeitos é de 5 anos a partir da sua data de fabricação. Para saber quando o pneu foi fabricado você tem de primeiro identificar o código O epartment of ransportation que vem estampado no lado externo. O é o órgão que regulamenta o transporte nos Estados Unidos e que se tornou padrão para a indústria de pneus. O código O informa que o pneu em conformidade os regulamentos adotados nos Estados Unidos. O código O começa sempre com duas letras que identificam a fábrica onde o pneu foi produzido. Mas no nosso caso, o que importa são os quatro últimos números. Nos pneus produzidos depois do ano 2000, os quatro últimos dígitos indicam a data de fabricação da seguinte forma: os dois primeiros números são a semana semanas em um ano em que foi produzido e os dois últimos indicam o ano. Exemplo O éa semana do ano e se refere ao ano . GARANTIA- preciso ficar claro que a garantia é contra defeitos de fabricação, porque depois de reformados os pneus passam por outro sistema, sendo que a garantia do serviço de reforma tem de ser honrada pelo recauchutador que executou o serviço. Alguns fabricantes de pneus con-

tinuam dando garantia de seus pneus mesmo depois de reformados, mas desde que a reforma tenha sido feita em um recauchutador autorizado e com utilização de matéria prima original. Nesse caso, o pneu passa a ter a garantia da carcaça dada pelo fabricante e do serviço pelo recauchutador. Portanto, é de extrema importância a escolha tanto do pneu novo quanto da recauchutadora escolhida para fazer os serviços de reforma, para se ter uma garantia ampla dos pneus. A quilometragem rodada pelo pneu ou a quantidade de reformas não entram nos sistemas de garantia, pois estes cobrem somente defeitos originados na fabricação dos pneus. E a quilometragem é extremamente variável de caso para caso. Em caso de reclamação da garantia, o pneu será examinado por um técnico que vai definir onde ocorreu o problema, e se a origem do problema se deve à construção ou do uso do pneu. Se o defeito for na construção do pneu, procede-se a garantia. Vale lembrar que muita gente confunde prazo de garantia com prazo de validade do pneu. Não existe um prazo de validade definido para um pneu. O número O está relacionado à data de fabricação e não ao prazo de validade. om trabalho e até o próximo mês.

Este boletim é de responsabilidade de Guilherme Junqueira Franco, que tem a formação TTS (Truck Tire Specialist). Qualquer dúvida: guijunqueirafranco@gmail.com ocarreteiro.com.br

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MERCADO

Fotos DIVULGAÇÃO

RUMO AO TOPO

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Para quem já esteve na liderança de vendas durante ano seguidos, o trabalho para voltar ao topo do mercado é lição de todos os dias. Assim tem sido a movimentação da Volkswagen Caminhões e Ônibus, que passou a contar com o reforço dos novos modelos extrapesados JOÃO GERALDO

C

om o total 25.586 veículos de carga acima de 3,5 toneladas de PBT licenciados durante o ano passado, e vice-líder no ranking de vendas no mercado brasileiro, a Volkswagen iniciou 2021, ano de comemoração de suas quatro décadas de existência, fortalecida para brigar pela retomada da liderança perdida para a Mercedes-Benz em 2016. Uma das cartas da montadora está no aumento da oferta de produtos com a chegada dos pesados 28.460 6x2 e 29.520 6x4 da nova linha Meteor, e do novo Constellation 33.460 6x4 para aplicações fora de estrada. Os estradeiros mais rodados sabem que antes de 1981 não existia caminhão Volkswagen em parte alguma do mundo. A marca é alemã, mas o ingresso no segmento de veículos comerciais pesados começou no Brasil com os modelos médios 11.130 e 13.130, os primeiros produzidos na época pela montadora, na antiga fábrica da Chrysler, Em Santo André, no ABC Paulista. ocarreteiro.com.br

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MERCADO

VWCO investiu na ampliação do Centro de Distribuição de Peças processos de logística Anos depois, a linha de produção foi transferida para a fábrica da Ford, no bairro do Ipiranga/SP, no período da Autolatina (joint ventures da Ford com a Volkswagen entre 1988 e 1994). Em 1996, a Volkswagen Caminhões e Ônibus inaugurou sua própria fábrica, em Resende/RJ, em 1996. Em novembro a fábrica completa 25 anos de atividades.

Com sistema de produção chamado de onsórcio odular, e a filosofia de oferecer somente caminhões sob medida, e com cabine avançada para melhor aproveitamento da plataforma de carga, a montadora não demorou para conquistar espaço nos diferentes segmentos e faixas de carga. Atualmente a Volkswagen é a segunda maior fabri-

Duas versões do Meteor e o Constellation 33.460 são os novos reforços da Volkswagen 54


Com queda de 4%, em 2020 a montadora registrou licenciamento de 25.586 caminhões cante de caminhões no Brasil em volume de produção e vendas de caminhões. No fechamento de 2020, a montadora registrou o licenciamento de 25.586 caminhões acima de 3,5 toneladas de PBT; 1.172 unidades atrás das 26.758 registrados pela Mercedes-Benz, segundo números divulgados pela Anfavea, associação que reúne fabricantes de veículos automotores. A maior diferença em relação à líder de mercado está justamente no segmento de pesados, no qual os resultados apontaram 4.180 unidades contra 13.196 unidades. No entanto, de acordo com números da Anfavea a montadora de Resende ficou à frente da concorrente nos segmentos de médios, com 6.162 unidades contra 1.643. Nesta categoria o VW Delivery 11.180 alcançou o licenciamento de 4.458 unidades. Ainda em 2020, a empresa se destacou também entre os se-

mipesados, com licenciamento de 11.309. Mesmo com a queda de 4,0% nos emplacamentos da marca durante o ano passado, as 25.586 unidades possibilitaram avanço de participação da marca no mercado de caminhões em relação a 2019. De acordo com a montadora, cresceu de 26,4% para 28,5%. Em outra conta, a Volkswagen soma mais 3.381 unidades do Delivery Express, caminhãozinho para , toneladas de P classificado pela Anfavea como comercial leve. Se acrescidas, o total de veículos de carga da marca sobe para 28.967 unidades. O presidente e CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Roberto Cortes, avalia o resultado obtido pela montadora como bastante positivo se considerada a conjuntura enfrentada em 2020. Sobre 2021, o executivo disse estar bastante confiante no desempenho das vendas de veículos pesados, pois há ocarreteiro.com.br

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MERCADO

Otimismo de Cortes é reforçado pela entrada defi i i a da VWCO no segmento de extrapesados

Primeiro lote de caminhões extrapesados Meteor 29.520 6x4, com 120

espaço para crescer diante dos indicadores econômicos registrados em 2020 e das perspectivas para setores como o agronegócio, e-commerce e construção civil. Estamos confiantes na retomada do mercado e nosso otimismo é reforçado também em razão da nossa entrada definitiva no segmento de extrapesados com a marca VW, que já vem conquistando clientes desde seu lançamento no último trimestre de , afirmou ortes. Um dos motivos para a expectativa de avançar no mercado está na linha Meteor, que já tem unidades em operação com clientes. No início deste ano foram entregues 120 unidades da versão 29.520 6x4 para a Transpipeline, empresa especializada em transporte de carga fluvial e rodoviária na região Norte. Os veículos vão operar com tanques de gás GNL na rota Manaus-Boa Vista. Outras 10 unidades do Meteor 56

28.460 6x2 foram adquiridas pela TTGLog, de Limeira/SP, para o transporte de gás liquefeito de petróleo (GLP) a granel. A frota de empresa conta com mais 500 caminhões dos modelos e VW Constellation e MAN TGX. Com o lançamento da linha Meteor, o MAN TGX passou a ser equipado com o motor D26 de 13 litros nacionalizado. Caminhão premium à altura dos concorrentes, por anos o MAN conviveu com preço elevado em razão da quantidade de conteúdo importado e volume de vendas abaixo das expectativas da montadora, diante da dificuldade em convencer empresas de transporte a comprarem o caminhão sem o desconto desejado. O bloco do motor, por exemplo, era produzido no Brasile enviado à Alemanha, onde o propulsor era montado e mandado de volta ao Brasil, num processo tirava competitividade do veículo.

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unidades, foi entregue no início de 2021 para o transporte de gás GNL na região Norte do País O processo de nacionalização do motor D26 para equipar os novos extrapesados, inlcusive Constellation 33.460 fora de estrada, contou com a modificação de mais de 130 componentes para atender a combinação desejada pela Volkswagen para seus extrapesados nos quesitos torque, potência, redução de consumo e durabilidade.

Com os novos modelos para 57 e 74 toneladas de PBTC, a montadora avançou também na nacionalização de fornecedores de peças, na distribuição e também na estratégia de peças de reposição. O objetivo da VWCO, como exige o disputado segmento de extrapesados, é oferecer melhor custo de propriedade e evoluir na nova faixa de carga.

Linha de montagem do extrapesado Meteor pelo sistema de Consórcio Modular na fábrica da VWCO em Resende/Rio de Janeiro ocarreteiro.com.br

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MONTADORA

SURFANDO NA LIDERANÇA

O licenciamento de quase 27 mil unidades no ano passado garantiu à Mercedes-Benz a liderança de vendas de caminhões no Brasil. O Resultado colocou o País na posição de maior mercado de veículos comerciais da marca em todo o mundo. Outra conquista da montadora em 2020 foi o licenciamento de 13.195 uinidades extrapesadas, novamente o maior do segmento JOÃO GERALDO 58


Fotos DIVULGAÇÃO

P

elo quinto ano consecutivo, desde sua retomada da liderança do mercado brasileiro em 2016, a Mercedes-Benz se manteve à frente no volume de vendas de caminhões no País. Em 2020, a montadora registrou o licenciamento de 26.769 unidades, volume que garantiu participação de 31,6% e também colocou o Brasil como o maior mercado mundial da marca em vendas de caminhões, seguido por Alemanha e Turquia.

Comemorações à parte, em ano de pandemia a empresa sofreu retração de 4% no volume licenciamentos em relação a 2019, porém anunciou a continuidade da modernização de seus veículos, especialmente do trem de força (caixa de câmbio, motor e eixos)em 2021. As novidades previstas se estenderão ao desenvolvimento de novos produtos e serviços de conectividade. Também este ano, a fábrica de São Bernardo do Campo completa 65 anos de instalação no País. ocarreteiro.com.br

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MONTADORA

Actros 2651 6x4 tem se destacado no agronegócio. Este ano, 50 modelos puxando tritrens de 9 eixos deram início à colheita da safra de soja no Piauí Em 2020 a Mercedes-Benz se sobressaiu também com maior volume de licenciamento de caminhões extrapesados. As 13.195 unidades garantiram à marca 28,5% de participação no segmento. “Essa liderança é muito importante para nós, porque neste segmento não tem novatos. Nossos concorrentes são dedicados e competentes, por isso nossa conquista é muito importante”, disse Roberto Leoncini, vice-presidente de vendas e marketing caminhões e ônibus da Mercedes-Benz do Brasil. O caminhão extrapesado mais vendido da marca em 2020, pelo terceiro ano consecutivo, foi o Actros 2651 6×4, com 2.924 unidades licenciadas. “O Actros 2651 6x4 tem total aprovação do mercado, em especial no transporte de grãos. 60

Estamos otimistas que o Novo Actros vai consolidar nossa liderança no segmento de extrapesados, disse Roberto Leoncini Diferente do passado, hoje a Mercedes-Benz é uma forte concorrente nesta categoria”, destacou Leoncini. A previsão de uma safra recorde mantém em alta a expectativas do executivo em relação às vendas do modelopara o agronegócio. Com o Novo Actros e suas tecnologias, a montadora enxerga um horizonte ainda maior da marca no segmento. Ano passado foram emplacadas 637 unidades do novo veículo. “Estamos otimistas que o Novo Actros vai consolidar nossa


Além da rede com 181 concessionárias, a marca passou a contar com quatro truck centers instalados em postos de rodovia para atendimento rápido de motoristas liderança no segmento de extrapesados e nos ajudar a construir o sexto ano da marca à frente no mercado brasileiro de caminhões”, acrescentou. Em janeiro deste ano a Mercedes se manteve na liderança com o total de 2.525 caminhões acima de 6 toneladas licenciadas. Foi também a marca com maior volumede vendas de extrapesados: 1.127 unidades emplacadas. olvo ficou com 865; Scania, 610; MAN/Volkswagen, 377; DAF, 311 e Iveco com 131 unidades. Assim como os concorrentes, a Mercedes-Benz sofreu recuo nas vendas de caminhões em 2020, porém, como outras montadoras, a gama de negócios vai além da produção e venda de veículos de carga. Um dos itens de grande relevância no setor são os planos de manutenção, importantes para todo transportador por garantirem maior dis-

ponibilidade do caminhão. Dos caminhões novos da marca vendidos ano passado, 39% saíram com um dos cinco tipos de plano de manutenção disponibilizados (Best, Basic, Select, SelectPlus e Complete), registrando crescimento de 5% em relação ao resultado de 2019. Ainda segundo informações da montadora, o plano de manutenção esteve presente em seis de cada 10 extrapesados entregues aos clientes. Outro ponto destacado pela Mercedes é o seu sistema de gestão de frota identificado como leet oard, ativo em 4.805 caminhões vendidos ano passado. A frota Mercedes-Benz conectada no País conta atualmente com pouco mais de 11.200 veículos com o sistema ativo, sendo 46% em caminhões extrapesados. Com o FleetBoard monitorando o caminhão, através dos serviços de ocarreteiro.com.br

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MONTADORA

Vendas de caminhões seminovos nas lojas SelecTrucks cresceram 12% em 2020. Boa parte do veículos é captada na negociação de compra de modelos zero quilometro conectividade, a redução do custo operacional pode chegar a 18% informa a Mercedes, sendo cerca 4,5% vindos do aumento de eficiência da condução. USADOS– Os caminhões usados seminovos vêm ganhando espaço cada vez maior nos negócios das montadoras, especialmente porque ajudam a alavancar as vendas de modelos novos. Ano passado, as lojas SelecTrucks venderam 1.551 unidades, volume um pouco acima das 1.387 negociadas em 2019. Roberto Leoncini disse que as vendas só não foram maiores em 2019 por falta de estoque de usados para atender a demanda do mercado. Lembrou que geralmente os seminovos são captados de clientes na renovação de frota, porém, 62

com falta de caminhões novos para entregar, muitos clientes adiaram a troca. A cada mês, aproximadamente das vendas de caminhões Mercedes- enz zero quilômetro têm envolvimento de usados nas negociações fechadas via lojas multimarcas SelecTrucks. Atualmente são 10 unidades instaladas em pontos estratégicos das regiões Sudeste, Sul, Nordeste e Centro-Oeste. Outro braço de negócios da Mercedes-Benz também em ascensão ano passado está nas vendas de peças genuinas, Alliance e componentes Renov, que juntos cresceram 17% em 2020. A rede de atendimento Mercedes-Benz conta concessionárias, oficinas dedicadas, 10 lojas SelecTrucks e 4 Truck Center instalados em postos de combustível em rodovias. Ano passado a empresa começou a operar a loja virtual chamada Star Online para vendas de caminhões, vans, peças e serviços.


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arece ve culo de filme de ficção cientifica, mas as ima ens são reais. rata se Scania , do caminhão conceito ue por ser aut nomo, assim como prot tipos de outros a ricantes de ve culos de car a, dispensa ca ine. Sua concepção oi so medida para operações pesadas em am ientes controlados. Neste caso o oco maior a mineração. desi ner avi arreras astro, do departamento de estilo respons vel pelo Scania , e plicou ue o estilo do ve culo determinado principalmente pelo am iente plane ado e pela aplicação. neste caso para mineração e construção, o ve culo tem de transmitir ro uste e pot ncia. motor do a com ustão, por m alimentado por iocom ust veis renov veis. utro conceito de caminhão aut nomo sem ca ine o olvo era, apresentado em 2018. ovido por motor el trico, uma proposta da montadora para operações de transporte de alta repetição e de curtas dist ncias, carre ando randes volumes de mercadorias a uma velocidade m ima de 40 m h. primeira operação do era o transporte de cont ineres de um centro de lo stica para um terminal portu rio em utem ur o, na Su cia. 66


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