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O Carreteiro 540

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USADOS CONHEÇA OS SEMINOVOS MAIS VALORIZADOS DO MERCADO

DESDE 1970 TRANSPORTANDO INFORMAÇÃO | www.ocarreteiro.com.br | ano 50 | Nº

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TEMPO DE PROVAÇÃO

Distribuição gratuita para motoristas de caminhão

Pandemia fortalece valor do motorista de caminhão

RETROSPECTIVA 2020 Modelos extrapesados estão entre as maiores novidades das montadoras em 2020

EFEITOS DA COVID-19

Impacto sobre a produção e vendas de caminhões foi menor que o projetado pela indústria

LANÇAMENTO

Foton apresenta novos modelos para brigar nos segmentos de leves e médios ocarreteiro.com.br 1


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02/10/2019 18:01 02/10/2019 18:01

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EDITORIAL

LIÇÕES DA PANDEMIA

A

JOÃO GERALDO Editor

devastadora ação do coronavírus despertou a consciência da vulnerabilidade humana, trouxe medo e solidariedade. O mundo parou, mas os motoristas de caminhão, agregados, empregados e autônomos, continuaram na ativa, assim como profissionais de atividades essenciais. Quem faz parte desse grupo não pôde se dar ao luxo de parar, mas é normal esperar reconhecimento por parte da população, pois, no caso do caminhoneiro, percorrer o País submetendo-se aos riscos de ser infectado também tem mérito, algum crédito a mais. Porém, com ou sem pandemia, os caminhoneiros se encontram com o moral meio em baixa, precisando sentir a imagem da categoria fortalecida; de profissionais preparados, qualificados e menos subjulgados. Mais do que meros condutores de caminhão. Pouca gente refelete sobre o peso da responsabilidade de fazer a carga chegar ao destino trafegando por estradas nem sempre tão seguras como deveriam. Ou nos horários apertados, na vida longe de casa etc. Nas últimas décadas, veículos de carga e sistemas de comunicação trouxeram grandes transformações ao setor de transporte, mas o motorista mudou pouco, exceto uma parcela dos empregados. Os demais fizeram e fazem o que podem para continuar na atividade, pois manter-se atualizado é tarefa difícil, depende de tempo e dinheiro, entre outros fatores. Cá entre nós, treinamento, qualificação e atualização, como tem se falado muito ultimamente, são elementos que valorizam o profissional, todo mundo sabe, mas falta saber como conseguir as condições para esse enriquecimento de currículo, principalmente por parte do motorista autônomo. Aliás, tem gente no trecho interessada em se aprimorar na profissão, mas faltam meios e há ainda a dúvida se vale a pena. Há quem pergunte sobre em que o conhecimento extra poderá melhorar seu negócio, pois mal consegue manter o caminhão rodando para pagar as contas, e quando o veículo para é por quebra ou falta de carga, não de quem o dirija. Se aprimorar na profissão é importante, todo mundo sabe, mas é fundamental que o caminhoneiro seja visto e tratado de acordo com sua importância, pois respeitado e reconhecido haverá orgulho e interesse em ser "essencial". Enfim, o coronavírus alertou, ninguém é super herói. Endinheirado ou não, desconhecido, famoso, doutor ou motorista de caminhão, somos todos frágeis e queremos respeito, diz o bom senso. ocarreteiro.com.br

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SUMÁRIO

20 PANDEMIA

Falta de locais para comprar alimentos foi um dos principais problemas enfrentados pelos motoristas no início da pandemia. Situação foi menos difícil para quem tem caixa cozinha no caminhão e prepara a própria refeição

54 FOTON

Com rede de concessionários em expansão com a adesão de parte de exdistribuidores Ford, e planos de construir fábrica no Brasil, a Foton aposta no mercado brasileiro de caminhões semileves, leves, médios e semipesados 4


REVISTA

DESDE 1970 TRANSPORTANDO INFORMAÇÃO

/OCARRETEIRO /OCARRETEIRO_ /OCARRETEIRO (11) 95428-8803 /REVISTAOCARRETEIRO

26 SEMINOVOS

Mercado de veículos usados valoriza marcas e atrai interesse dos fabricantes de caminhões pelo segmento de veículos seminovos

RETROSPECTIVA 2020

12 COVID-19 NAS ESTRADAS Primeiros impactos da pandemia trouxe muitas dificuldades para os carreteiros nas estradas

32 PRODUÇÃO EM BAIXA

Queda de produção de 95% em abril foi o pior resultado da indústria caminhões em 60 anos

36 MONTADORAS

Pandemia e isolamento acelerou a chegada de novos produtos e serviços e trouxe aumento de uso da conectividade e das tecnologias digitais

DIRETOR Edson Pereira Coelho REDAÇÃO | redacao@ggmidia.com.br Editor: João Geraldo (MTB 16.954) Reportagem: Daniela Giopato ARTE | arte@ggmidia.com.br Editor de Arte: Pedro Hiraoka DIGITAL Eduardo Arpassy COMERCIAL | comercial@ggmidia.com.br Eurico Alves de Assis Nilcéia Rocha ADMINISTRAÇÂO Ed Wilson Furlan TI DC Code Soluções em TI DISTRIBUIÇÃO G.G. Ed. de Publicações Técnicas Ltda. Ricardo Lúcio Martins Rute Rollo ASSINATURA | assinatura@ggmidia. com.br Exemplar avulso: RS 11,00 ED. Nº 540 • DEZ 2020

42 RODOVIAS

Soladariedade ajudou a aliviar problemas causados pela covid-19 acaminhoneiros

46 LANÇAMENTOS

Novo DAF XF e Volkswagen Meteor foram as maiores novidades no segmento de caminhões extrapesados em 2020

SEÇÕES 06 Notícias | 25 Boletim de pneus 61 Classificados | 64 Tabelas de Mercado 66 Mundo afora

Publicação de: G.G. Editora de Public. Téc. Ltda. Rua Palacete das Águias, 395 - Vila Alexandria CEP 04635-021-SP - Tel.: (11) 5035-0000 revista@ocarreteiro.com.br www.ocarreteiro.com.br A Revista O Carreteiro é dirigida a motoristas de caminhão, empresários donos de transportadoras, frotistas, chefes de oficinas e demais profissionais ligados ao transporte rodoviário de carga. A publicação é distribuída em cooperação com postos de serviços rodovi rios O ede Oficial de Distribuidores da Revista O Carreteiro). É proibida a reprodução total ou parcial de matérias sem prévia autorização. Matérias e artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião da Revista O Carreteiro. Impressão e Acabamento: rafilar. Distribuição gratuita nos postos de rodovia cadastrados no ROD.

ocarreteiro.com.br

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Fotos DIVULGAÇÃO

PRÊMIO PARA O NOVO M Eleito por um júri composto por 24 jornalistas de revistas da Europa especializadas em caminhões, o novo MAN TGX foi apontado como o “Caminhão Internacional do Ano 2021” (ITOY – International Truck of the Year). O veículo foi considerado avançado em termos de conforto de condução, condições de trabalho e de vida, segurança, eficiência de combustível e conectividade, entre outros itens. O trabalho da companhia para o desenvolvimento do novo produto envolveu 300 empresas de transporte e 700 motoristas para chegar ao produto mais adequado. A primeira apresentação pública da nova geração pela MAN Truck & 6

Bus aconteceu em fevereiro de 2020. Desde então, os membros do júri nomeados para o Prêmio tiveram a oportunidade de conhecer o novo MAN TGX de dentro para fora. Itens como as condições de trabalho do motorista dentro da cabine (conforto de direção, exibição dos instrumentos totalmente digitais, as funções de direção e multimídia de operação intuitiva incorporadas ao novo volante multifuncional e a função de controle de botão rotativo inovador e sem distrações do sistema MAN SmartSelect) impressionaram o júri. Também foram destacados pelos jurados a economia de combustível comparada com a versão anterior associada


SEMINOVOS EM ALTA

O MAN TGX à à aerodinâmica do desenho da cabine e o sistema de controle de cruzeiro, nível de se uran a com sistemas de assistência para mudanças de faixa de rolamento, direção assistida em congestionamentos e arquitetura eletrônica. O CEO da MAN Truck & Bus, Andreas Tostmann, disse que o título ‘International Truck of the Year’ é um grande reconhecimento pelo trabalho realizado pela equipe da MAN. “Há mais de 5 anos trabalhamos com objetivo único de desenvolver o melhor caminhão para os motoristas e nossos clientes. O ITOY é o prêmio de maior prestí io no mercado de veículos comerciais

Até o início de dezembro, a Volvo havia registrado a venda de mais 1.500 caminhões seminovos. Este foi o maior volume de vendas em um ano desde que a montadora começou a operação com veículos usados há mais de 20 anos. O gerente comercial de seminovos Volvo, Rogério Kowalski, disse que mesmo em momento de retração do mercado de veículos novos, no início da pandemia, o negócio de seminovos da montadora não diminuiu. “E depois, com o reaquecimento da demanda por transportes, a procura por usados também cresceu, nos levando a este recorde histórico”, comemorou. Um dos diferenciais dos Seminovos Volvo é a garantia de documentação. Para a aquisição dos caminhões a marca utiliza conceitos e métodos avançados de avaliação, com peritos treinados pela fábrica. Todos os caminhões estão registrados em nome de “Volvo do Brasil Veículos Ltda.”, o que dá plena segurança ao comprador para a trans erência l m disso, os caminhões passam por perícia e avaliação técnica criteriosa com procedimentos definidos pela brica ocarreteiro.com.br

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RETROSPECTIVA

Fotos O CARRETEIRO e DIVULGAÇÃO

ATIVIDADE ESSENCIAL

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Impacto do coronavírus atingiu desde os motoristas autônomos aos grandes frotistas com a redução da movimentação de cargas. Considerado atividade essencial, o setor de transporte de carga recebeu várias medidas de e ibilização JOÃO GERALDO

O

quadro negativo criado pelo coronavírus nas estradas atingiu em cheio o transporte rodoviário com a redução da atividade do setor. Com o isolamento social veio a queda de produção e por consequência da movimentação de mercadorias, provocando falta de frete para autônomos e empresas de transporte, resultando em demissões de motoristas. Pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) sobre o impacto da Covid-19 na atividade, após três meses de pandemia, apontava que mais de 80% das transportadoras sofriam de queda na demanda. Até o mês de maio, apontava a pesquisa, 46% das empresas já tinham suspendido temporariamente os contratos de trabalho; 42% aplicado redução proporcional de salário e de carga horária e 38% já haviam efetuado demissões por causa da doença. Em março carreteiros autônomos, empregados e agregados já enfrentavam a falta de locais para comer e abastecer o caminhão, além do alto risco de ocarreteiro.com.br

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RETROSPECTIVA

Pesagem nas rodovias federais sob concessão foi suspensa por 90 dias

contrair o vírus. A falta de segurança e de apoio na fase inicial do isolamento social estiveram entre os grandes problemas vividos pelos motoristas no início da pandemia. Havia no ar uma certa preocupação dos caminhoneiros pararem, embora representantes da categoria dissessem o contrário e que isso não deveria acontecer. m decreto presidencial bai ado na ocasião definiu o transporte de carga como atividade essencial, nos mesmo moldes dos serviços médicos, de alimentos e segurança pública, entre outras atividades, além de alterações nos horários de funcionamento de restaurantes em pos10

tos de rodovias. Em outra medida , o Ministério da Infraestrutura anunciou que suspenderia por dias, em car ter e cepcional, a atividade de fiscalização do peso de caminhões nos postos de pesagem instalados em estradas federais sob concessão.Entre outras medidas anunciadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) dia 19 de março, uma delas foi a e ibilização da data para a renovação de Carteiras Nacional de Habilitação (CNH) vencidas a partir de 19/02/2020, cujas validades passaram a ser por tempo indeterminado. Com a determinação do Contran foram suspensos também, por tempo in-


Decretos presidenciais definiram o transporte rodoviário de carga como atividade essencial e também alterou horários de funcionamento de restaurantes de rodovias

determinado, os prazos para apresentação de defesa da autuação de recursos de multa, de defesa processual, recursos de suspensão do direito de dirigir e de cassação do documento de habilitação, assim como processos de identificação de condutor infrator, incluindo os processos já em andamento. E o prazo para trafegar com arteira Nacional de de Habilitação vencida se estendia a motoristas com permissão de dirigir e para a e pedição do ertificado de Registro de Veículo (CRV) em caso de transferência de propriedade de veículo. Os órgãos do governo promoveram também diversas mudanças em leis e

regras de regulamentação da atividade do transporte rodoviário de cargas. O Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC), por e emplo, cujo vencimento do prazo de validade dos certificados estava previstos para ocorrer entre 1º de março e 30 de junho, teve os prazos estendidos para o último dia do mês de julho. e ig ncia do ertificado de nspeção Técnica Veicular (CITV) para circulação de caminhoneiros autônomos, ou por empresas do ramo de logística, também foi prorrogada, assim como a emissão do ódigo dentificador da Operação de Transporte (CIOT). ocarreteiro.com.br

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RETROSPECTIVA

ESTRADAS SOB A DO INIMIGO INV IS Pior que os já conhecidos problemas dos motoristas, como preço do diesel, valor do frete, falta de respeito e de reconhecimento profissional, a pandemia do coronavírus plantou perigo e medo nas rodovias do País; transformou a rotina da estrada em arriscada aventura para cumprir o compromisso de fazer a carga chegar ao destino 12

JOÃO GERALDO

O

coronavírus modificou intensamente a rotina dos motoristas de caminhão desde o seu início. Trouxe insegurança e medo, sobretudo nas estradas, onde nos primeiros dias da pandemia a categoria sentiu-se abandonada e esquecida frente ao comércio e estabelecimentos de portas fechadas. Porém, ações de apoio nas rodovias por parte de pessoas, empresas e organizações serviram de importante apoio para os profissionais do volante a atravessarem as dificuldades iniciais da doença e se adaptarem às regras e condições necessárias para evitar o contágio. Hábitos de relacionamentos, distanciamento e maiores


cuidados com a higiene e a saúde passaram a ser, de uma hora para a outra, a grande preocupação. Com a chegada da pandemia, queixas da categoria como alto preço do diesel, baixo valor do frete e insegurança nas rodovias passou a ser encabeçada por problemas inusitados como a falta de estabelecimentos para fazer refeições fechados, assim como inexistência de serviços básicos (lojas, mecânicos, borracharias, autopeças etc.), além da vulnerabilidade à contaminação diante da falta de equipamentos de proteção básicas, como álcool em gel e máscaras de proteção. “Muitos restaurantes estavam fechados e alguns postos restringiam o uso a caixa cozinha do caminhão, sem contar

Fotos O CARRETEIRO e ARQUIVO PESSOAL

B AMEAÇA V ISÍVEL que os postos de serviço mesmo abastecendo não permitiam uso do banheiro”, contou Amarildo da Silva, Xanxerê/ SC. Muitos motoristas sem caixa cozinha no caminhão ficaram mais de uma vez sem almoçar ou jantar por falta de restaurantes abertos nas estradas. Outros, com um pouco mais de sorte, puderam contar com a solidariedade de colegas que podiam ajudar de alguma forma. A preocupação se estendia também à falta de locais para fazer pequenos reparos no caminhão caso fosse necessário. a ocasião, as dificuldades enfrentadas nas rodovias e o sentimento de insegurança em relação à pandemia levou muitos motoristas a pensar em parar de trabalhar caso não fossem tomadas medidas para garantir a segurança tanto ocarreteiro.com.br

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RETROSPECTIVA

Muitos motoristas sem caixa cozinha no amin o fi aram em omer or mai de uma vez, recordou Amarildo da Silva ao lembrar dos restaurantes fechados

nas rodovias quanto nas operações de carga e descarga nas empresas. avia também dificuldades para encontrar luvas, máscaras e álcool em gel para higienizar as mãos, conforme lembrou o carreteiro Ricardo Roski. “Tenho sorte de ter caixa cozinha no caminhão. Antes de qualquer viagem eu nunca saio sem estar abastecido de alimentos e água para não passar fome na estrada”, declarou. Seu maior medo, afirmou, era mesmo contrair o vírus e por conta disso procurou manter seu caminhão sempre limpo e higienizado, embora não visse esse cuidado em todos os locais onde estacionava. “Também não tinha como saber se os banheiros eram higienizados da maneira correta”, acrescentou. A gravidade da situação levou comerciantes e empresas a se organizarem para distribuir marmitas, água e outros produtos de consumo gratuitamente para os motoristas em vários pontos do País. O apoio aos motoristas veio tamDistribuição de marmitas, água e materiais de higiene aos motoristas, em várias rodovias do País, mostraram que ainda existe solidadariedade 14

bém das concessionárias de rodovias na forma de distribuição de alimentos e kits de higiene, alimentos e a liberação de passagem por balanças. Outras empresas de diferentes portes e ramos de atividade, revendas de caminhão autorizadas também entraram em ação para apoiar a categoria com distribuição de kits com alimentos e material de higiene em vários pontos do País. “O medo de contrair o coronavírus e transmiti-lo a familiares era uma grande preocupação de todos os estradeiros desde o início da pandemia , afirmou o mineiro Eder Oliveira. Para ele, muitos motoristas só estavam na ativa


Caminhões continuaram nas estradas desde o in io da andemia

porque se parassem de trabalhar não tinham como pagar as contas. Caso contr rio ficariam em casa, pois não havia movimento nas estradas e nenhum tipo de apoio aos caminhoneiros. “Nem restaurantes, borracharias ou outros estabelecimentos atendendo, além da falta de segurança. Tinha até entrada de cidades fechadas”, lembrou. o início, a realidade na estrada ficou bem diferente daquelas que estávamos acostumados. Cheguei a passar fome numa viagem entre Belo Horizonte e São Paulo, pois não encontrei lugar algum aberto nem para fazer um lanche”, lembrou o João Eldes Vieira dos Santos, i ardo o i di e e ro ra man er em re e amin o em re im o e i ieni ado ma e e difi dade ara encontrar luvas, máscaras e álcool em gel ocarreteiro.com.br

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RETROSPECTIVA

de São Paulo. Ao comentar o ocorrido na transportadora, teve como resposta que infelizmente seria assim, mas logo passaria. “Como precaução comecei a levar alimentos no caminhão nas viagens, mas logo as coisas foram se ajeitando à nova realidade”, concluiu. O motorista catarinense Dirceu Pedro, morador no município de Modelo, no Oeste Catarinense lembra da transformação nas rodovias de uma hora para a outra após a pandemia e o isolamento social terem sido decretados. “A preocupação com a doença levou à redução do movimento nas estradas e ao fechamento dos restaurantes. Não se encontrava local aberto nem para comprar água", recordou, frisando que mesmo com diante do perigo não faltou motoristas, porque era preciso continuar transportando alimentos, matérias primas e todo tipo de mercadoria. O edro afirma não ter parado nem um dia por causa da pandemia e garante fazer tudo do jeito certo desde o início 16

Não faltou motoristas nas estradas. ra re i o on in ar ran or ando a imen o ma ria rima e remédios, lembrou o Dirceu Pedro para não ter contato com o vírus. “Em minhas viagens sigo todos os cuidados de higiene e orientações para evitar o contágio, usando máscara constantemente e nunca deixo faltar álcool em gel no caminhão”, concluiu. O tempo das operações de carga e descarga e a falta de estrutura nos locais de espera ajudavaram a piorar a vida dos carreteiros nas primeiras semanas do distanciamento social. O paranaense Luiz Cesar dos Santos, de Apucarana/PR, acostumado a transportar produtos têxteis, recorda da demora para pegar um carregamento de sal em Mossoró/RN. Disse ter aceito a carga como opção de retorno diante do fechamento das empresas por causa da pandemia. Havia banheiro e local para refeições, mas no caso das refeições era muito caras. Sua sorte, comentou, era poder pre-


O carreteiro Luiz Cesar lembra ter se en ido e o o on amina o enquanto aguardava uma carga em o a re rio no io rande do or e parar a própria comida na caixa cozinha. lembrou falou também da falta de espaço entre os caminhões estacionados e da precariedade do local, situações que provocavam preocupação e aumento do medo de ser contaminado. uando tudo isso começou fiquei muito assustado. Em viagem do Mato Grosso do Sul para o Porto de Paranaguá eu conseguia abastecer, mas tudo mais estava fechado. Somente em alguns locais era possível encomendar a refeição, mas pelo lado de fora do estabelecimento”, contou o carreteiro Sidnei Magagnin, de Cascavel/PR. Ele reforçou na ocasião não ter parado de trabalhar em nenhum momento. Lembrou da redução temporária do preço do diesel e de uma melhora no valor frete, como mudanças trazidas pela doença. Nas primeiras semanas de pandemia

Em viagem entre São Paulo e o aran o e on amonier en on ro tudo fechado, mas conseguiu abastecer a caixa cozinha de seu caminhão o carreteiro Gleydson Lamonier Batista de Alencar, de Tabuleiro do Norte/CE, disse à reportagem da revista O Carreteiro ter pego uma carga em Campinas/ SP para entregar em São Luiz/MA e enfrentou problemas no caminho. Segundo relatou, em parada na cidade de Alvorada (divisa de Goiás com Tocantins) não conseguiu comprar máscara e álcool em gel, mesmo após ter procurado em v rias farm cias. firmou ter feito tentativas em mercados da região, mas a maioria se encontrava com as portas fechadas. Sua sorte, conforme lembrou, foi ter encontrado aberto um mercadinho de bairro onde aproveitou para comprar vários produtos para abastecer a caixa cozinha de seu caminhão. Gleydson falou também do fechamento do comercio de beira de estrada, borracheiro, mecânica, elétrica, loja de peças, tudo, exceto um ou outro restaurante. "Mesmo assim não podia entrar. A regra era aguardar do lado de fora para retirar a marmita", lembrou. O carreteiro ocarreteiro.com.br

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RETROSPECTIVA

o in io da andemia mo ori a on iderado do r o de ri o e aram a er im edido de de arre ar em er a em re a di e i i a oa

i a em re a ermi iam o a e o do mo ori a ao io omen e a e e er a em era ra medida em ra o carreteiro Maurílio Alcântara 18

destacou também a falta de fiscalização nas rodovias e de apoio aos motoristas de caminhão em certos locais, uma sensação de abandono da categoria. O carreteiro Luiz Vilas Boas, de Barra Mansa/RJ, acrescentou que outro problema enfrentado na estrada diz respeito aos motoristas com idade acima de 60 anos. Segundo ele, por serem considerados do grupo de risco foram impedidos de carregar em algumas empresas; outras não permitiam a entrada de motoristas em suas dependências independentemente da idade. Mas havia também aquelas que que cumpriam o protocolo de segurança, conforme contou Maurílio Medeiros de Alcântara, de Salvador/BA. Ele citou uma empresa da cidade de Timóteo/MG onde o tratamento ao motorista de caminhão era o melhor possível, com procedimento de verificar a temperatura e cadastro com informações de saúde antes de liberar a entrada. “Depois desse procedimento o motorista podia ter acesso ao pátio com sala de televisão, restaurante, banheiros limpos e álcool em gel. Além disso, um alto-falante orientava para as pesoas manterem distância segura uma das outras. As seguidas orientações dos órgãos de saúde e de setores da sociedade sobre os perigos da doença, e maneiras de minimizar os riscos de contágio, ajudaram a situação dos motoristas de caminhão a ficar tensa, porém não menos perigosa. Algum tempo depois a maioria dos restaurantes reabriu e passou a atender dentro dos protocolos de segurança com menos ocupação de lugares e maior espaço entre as mesas. Mesmo assim, até hoje muitos motoristas preferem comprar a refeição e comer dentro do caminhão, em segurança.


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Fotos O CARRETEIRO e ARQUIVO PESSOAL

PROFISSÃO

DESAFIOS E APREN

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RENDIZADO Superadas as dificuldades de , principalmente no início da pandemia quando ninguém estava preparado para evitar a infecção pelo vírus nas estradas ficaram o aprendizado, a esperança e a e pectativa de um ano novo muito melhor, especialmente por parte de quem conseguiu pagar as contas DANIELA GIOPATO

N

o final de , os brasilei ros acreditavam que se ria um ano promissor, de reto mada da economia após de longo perío do de recessão havia sinais de melhoras e as perspectivas de um ciclo de mui tas oportunidades. orém, com a che gada ao rasil do coronavírus, anuncia da oficialmente em março, a esperança foi dando lugar a insegurança e o me do. omo medida inicial para enfrentar o novo vírus, escolas, ind strias, empresas e comércios foram obrigados a fechar as portas. ermaneceram ativos apenas serviços essenciais. população ficou em casa sem saber ao certo por quan to tempo permaneceria aquela situação de incertezas. Mas os caminhoneiros não ficaram em casa. or serem considerados essen ciais continuaram trabalhando. Entre tanto, muitas coisas estavam diferentes também nas estradas. realidade en frentada pela categoria se mostrou bem diferente da habitual, principalmente no início da pandemia. té mesmo as recla maç es mudaram. lista de insatisfação antes liderada pelo preço alto do diesel, frete bai o e estradas sem conservação

era outra. om a nova realidade impos ta pelo vírus, a principal quei a dos ca minhoneiros era a falta de restaurantes, borracharia e a insegurança para enfren tar a doença. iante das incertezas e e medo, o trabalho na estrada se tornou ainda mais difícil. Mas, o susto inicial passou e apesar de todos os desafios impos tos h motoristas que avaliam co mo um ano satisfatório. or conta da al ta demanda de produtos, alimentos e in sumos o trabalho foi intenso na estrada. E, para , apesar do cen rio duvidoso provocado principalmente pela alta ta a de desemprego, a maior desde , a e pectativa ainda é de muito trabalho e de menos incertezas. O carreteiro omildo osé de ima, anos de idade e mais de na profissão, disse que foi ano de grandes difi culdades. omentou que apesar de o ca minhoneiro ser essencial para manter o rasil funcionando a falta de apoio foi muito grande, mesmo durante um pe ríodo complicado como da pandemia. ós fizemos o sacrifício arriscando nos sas vidas, porém não h o apoio que a mídia relata. enhuma praça de ped gio ocarreteiro.com.br

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PROFISSÃO

Para Romildo apesar dos motoristas serem essenciais para o País a falta de apoio é grande, mesmo em tempos de pandemia parou de cobrar, nenhum trecho de ro dovia foi recapeado e os postos não faci litam nada para nós. Os preços das refei ç es dobraram e muitos banheiros estão sem condição de higiene de uso. asta mos muito e o frete é bai o , reclamou. Outro ponto levantado por ele é so bre a testagem da covid . Em sua opi nião deveriam ter realizado mais tes tes nos nos motoristas que ficaram e postos o tempo todo. este da ovid Eu fiz somente um em eira de Santa na em uma ação da olícia ederal , lembrou. omildo conta que nas barrei ras sanit rias instaladas nas rodovias os motoristas são tratados com indiferen ça. Os agentes apenas medem a tem peratura. ão e iste um especialista pa ra nos orientar, medir a pressão. a ver dade, mesmo a pandemia mostrando o nosso valor ninguém reconhece , la mentou 22

O autônomo Eder Barbosa disse que não faltou trabalho para ele durante 2020. Está otimista que 2021 será um ano de bastante trabalho para a categoria O mineiro de garapé, Eder arbo sa de Oliveira, anos de idade e de estrada, lembra do começo da pande mia quando a categoria enfrentou mui tos desafios como falta de restaurantes para fazer as refeiç es na estrada. Mas de acordo com ele, o lado bom foi ver a população se mobilizando e abraçando a ideia de ajudar a categoria. ecebemos muito apoio, com doação de marmita no rasil inteiro. chei bem bonita essa ati tude. aquele primeiro momento, nin guém achava que a pandemia iria durar tanto tempo , lembrou. pesar de muitos colegas reclama rem, Eder acredita que para os caminho neiros, de um modo geral, foi bom. omo pai de família e aut nomo, não


Mesmo com a população isolada dentro de casa, os caminhoneiros continuaram trabalhando e não houve desabastecimento

posso reclamar, pois graças a eus não parei de trabalhar. uantas pessoas da riam tudo para estar ativo no seu pró prio negócio. ara mim foi um ano pa ra agradecer e não para ficar reclaman do afirmou. ara Eder continua otimis ta e acreditando que ter muito traba lho. isse ter começado o ano trocando de caminhão e conseguiu pagar em dia todas as percelas. ão esperava essa pandemia, também não passei apertos. credito quie tem tudo para ser po sitivo. Minhas e pectativas são as me lhores e peço apenas que eus proteja a todos nós , concluiu. aulo Sergio esus iana, anos de idade e de profissão, de onceição da arra ES, tem a opinião que a maior difi culdade em foi como se alimentar no começo da pandemia. embra que o fechamento dos restaurantes complicou

e ar de er fi ado i o ado or oi o dia por causa da covid-19, sem paladar e o a o a o r io iana afirma e 2020 foi um ano para ele ocarreteiro.com.br

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PROFISSÃO

Caixa cozinha abastecida evitou problema de falta de alimentação de muitos motoristas no início da pandemia

o trabalho. Ele também gostou do mo vimento de solidariedade da população, entidades e empresas nas estradas com a distribuição de marmitas. empresa para qual trabalho também ajudou na distribuição de alimentos. Mas eu tenho a cai a cozinha então fui menos impac tado, pois levava os mantimentos e pre parava na estrada , e plicou. Outro problema percebido no iní cio da pandemia foi a redução da oferta de frete por falta de conhecimento dos novos procedimentos. s empresas ti nham de analisar a questão do protocolo e o modo mais seguro de receber a mer cadoria. om o passar do tempo, as coi sas foram se encai ando , lembrou. empresa que presta serviço atua na distribuição de alimento para o rasil in teiro. ortanto, segundo ele, não sofreu com a pandemia. elo contr rio, o traba lho foi intenso e resultou em crescimen 24

to e novas contrataç es. Mas sei de co legas tiveram dificuldades, além do medo da contaminação. Eu peguei a ovid pro vavelmente numa viagem para São au lo. ercebi que havia algo errado e quan do cheguei em casa me isolei. erdi o pa ladar e o olfato por oito dias, mas afirmo que foi um ano abençoado , relatou. Sua e pectativa para é que a população e a mídia continuem reconhe cendo e dando valor ao motorista de ca minhão, assim como aconteceu no início da pandemia, quando muitas pessoas acreditaram que haveria falta de abas tecimento. Mesmo com todas as difi culdades não paramos e nada faltou. Es tou com esperança que tenha logo uma vacina, essa pandemia passe e o rasil volte a crescer e as empresas ofereçam oportunidade para motoristas que pre cisam trabalhar e para aqueles que estão iniciando na profissão , finalizou.


BOLETIM DE PNEUS

O

pneu pode ser definido de diversas formas: GEOMETRICAMENE é um anel cilíndrico; ME ME E, um recipiente de pressão; ES ME E, uma composição de elementos de alta performance e M ME E consiste em materiais compostos de longas cadeias macromoleculares. Mas, na pr tica, é o elemento que une o veículo ao solo com funções principais de suportar carga; transmitir o torque do motor para o piso; dar resposta direcional ao veículo; suportar os enormes esforços nas frenagens e ter capacidade de aderir ao solo de forma segura. odas essas condiç es t m de permanecer est veis durante toda a vida do pneu e também nas mais adversas condiç es clim ticas do frio intenso de países de bai as temperaturas até as condiç es de calor e tremo, mantendo sempre todas as suas características de performance. lém dessas circunst ncias b si-

cas, e iste ainda uma série de requisitos mais sofisticados a serem preenchidos pelo pneu para atender aos mais modernos padr es de desempenho dos veículos, tais como gerar bai a resist ncia ao rolamento promovendo economia de combustível; gerar bai o nível de ruído atendendo normas ambientais; possibilidade de estender sua vida através de resres sulcagem e reforrefor mas, diminuindiminuin do seu custo por quil metro rodado; oferecer capacidade de manter altas velocidades e conforto por horas a fio dentro dos padrões manlegais e man tecnologicater se tecnologica mente atualizado com os novos veículos, tanto em construção quanto em compostos. m dos maiores desafios enfrentados atualmente pelos os fabricantes de pneus é ter linhas de produtos para atender os mais diversos tipos de serviços e ainda manter o custo do quil metro rodado adequado s espectativas dos transportadores. té o pró imo m s e bom trabalho.

IMAGEM SHUTTERSTOCK

O QUE É UM PNEU?

Este boletim é de responsabilidade de Guilherme Junqueira Franco, que tem a formação TTS (Truck Tire Specialist). Qualquer dúvida: guijunqueirafranco@gmail.com ocarreteiro.com.br

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VEÍCULOS USADOS

Veículo de carga seminovos é um negócio de grande interesse para as montadoras, especialmente porque quanto menor a desvalorização do modelo maior é o valor de revenda e o interesse dos transportadores pelos produtos da marca JOÃO GERALDO

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O

mercado de veículos comerciais usados, especialmente caminhões, é assunto de grande interesse para carreteiros autônomos, transportadores de diferentes tamanhos. O setor tem grande relevância também para as montadoras, porque um seminovo com baixa desvalorização após algum tempo de uso projeta a imagem da marca e do produto, impulsiona vendas de novos e viabiliza a negociação na hora da troca por outro modelo zero

Fotos O CARRETEIRO E DIVULGAÇÃO

VALORIZAÇÃO DA MARCA

quilômetro ou outro usado com menos de tempo de uso. De acordo com números do levantamento mensal realizado pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), entidade com mais de 50 de atuação no segmento, entre janeiro e novembro de 2020 foram negociados 296.029 caminhões usados. Deste total, 37,31% são da marca Mercedes-Benz, seguidos por 21,80% Volkswagen e 16,17% Ford. Na sequência ocarreteiro.com.br

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VEÍCULOS USADOS

Volvo FH 540 6x4 é o modelo pesado usado com maior valor de revenda

aparecem Scania (9,21%), Volvo (8,56%), Iveco (4,34%) e outras marcas (2,61%). Além da preferência do mercado por essa ou aquela marca dependendo do tipo de veículo e aplicação, o fato é que as montadoras comemoram quando determinados modelos por elas fabricados são reconhecidos pela baixa desvalorização e alto valor de revenda. O Volvo FH 540 , por e emplo foi certificado vencedor na categoria Caminhão Pesado pelo Selo Maior Valor de Revenda (SMVR) – Veículos Comerciais, da Agência AutoInforme, em parceria com e tofinal de omunicação. O modelo da fabricante sueca é também o mais vendido em sua categoria por vários anos. Este ano, o FH 540 6x4 atingiu a marca de 5.163 unidades licenciadas até novembro, conforme números da Federação Nacional da Distribuição 28

de Veículos Automotores (Fenabrave). Foi quinta premiação do modelo em seis anos de realização SM , cuja finalidade é apurar a depreciação dos modelos ocorrida no período de três anos que, por consequência, representa maior valor de revenda do veículo. Na premiação deste ano foram analisados os preços de produtos novos em setembro de 2017, comparando-os com os preços praticados em agosto de 2020. Outro pesadão apontado como veículo com baixa desvalorização após três anos de uso é o DAF XF 105 460, também produzido no Estado do Paraná. A montadora apontada com maior número de veículos usados de maior valor de revenda nesta edição de 2020 do SMVR é a Mercedes-Benz, com seis caminhões premiados e duas versões da Sprinter entre os veículos mais valoriza-


Semipesado Mercedes-Benz Atego 2430 e Sprinter chassi cabine estão entre usados mais valorizados dos do mercado. Com as novas conquistas a marca passa a contar com mais de 25 selos conquistados em todas as seis edições do “Maior Valor de Revenda – Veículos Comerciais”. “É um orgulho conquistar um reconhecimento tão importante num mercado bastante competitivo como o de veículos comerciais”, disse Roberto Leoncini, vice-presidente de Vendas e Marketing Caminhões e Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil. O executivo classificou a revenda como um dos produtos da nossa marca com relevância no mercado de usados e seminovos, atualmente de 3 a 4 vezes maior que o de novos. “Somos os primeiros fabricantes do Brasil, um terço da frota circulante é

O Scania P 310 8x2 é o modelo com menor desvalorização entre os caminhões semipesados usados ocarreteiro.com.br

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VEÍCULOS USADOS

USADOS COM MAIOR VALOR DE REVENDA CAMINHÕES PESADOS (PBT superior a 40T e PBTC igual ou superior a 45T) Volvo FH 540 6x4 Mercedes-Benz Atego2730 6x4 DAF XF 105

%

-20,6% -21,3% -23,1%

CAMINHÕES SEMIPESADOS (PBT superior a 15T e inferior a 40T) Scania P310 8x2 -21,8% Mercedes-Benz Atego 2430 -22,9% VW Constellation 24.280 6x2 -24,6% CAMINHÕES MÉDIOS (PBT superior a 10T e inferior a 15T) Mercedes-Benz Atego 1419 -24,8% Volkswagen Worker 13.190 -26,9% Mercedes-Benz Accelo 1316 -27,4%

UTILITÁRIOS DE CARGA % FURGÃO (Veículos com carroceria de fábrica e capacidade de carga entre 1.000 e 4.000 kg) Renault Master Furgão -13,5% Fiat Ducato Cargo -14,4% MB Sprinter Furgão -15,5 CAMIONETAS (Veículos com chassi cabine e capacidade de carga até 3,5T) Hyundai HR Kia Motors K 2.500 MB Spinter Chassi cabine

-13,3% -13,9% -14,5%

CAMPEÃO GERAL UTILITÁRIOS DE CARGA Hyundai HR -13,3%

CAMINHÕES LEVES (PBT superior a 6T e inferior a 10T) Mercedes-Benz Accelo 1016 -17,2% Mercedes-Benz Accelo 815 -18,6% Volkswagen Delivery 8.160 -21,5% CAMINHÕES SEMILEVES (PBT superior a 3,5T e inferior a 6T) Mercedes-Benz Sprinter 415 Mercedes-Benz Sprinter 515 Ford F-350 CAMPEÃO GERAL-CAMINHÕES Mercedes-Benz Accelo 1016

-17,02

Hyundai HR continua no posto de caminioneta que menos desvaloriza O MercedesBenz Accelo 1016 foi apontado pelo SMVR como o modelo Leve usado mais valorizado

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Mercedes-Benz”, concluiu. Em seis edições do SMVR-Veículos Comerciais, de 2015 a 2020, a Mercedes-Benz venceu em 20 categorias entre Utilitários e Caminhões. Em seis oportunidades, a marca alemã faturou o título de “Campeão Geral”. A montadora fechou o período entre janeiro e novembro com 33,79% de participação no volume de emplacamento de caminhões novos, segundo levantamento da Fenabrave. Outra marca com destaque entre os veículos comerciais usados valorizados é a Volkswagen, vencedora em quatro categorias. Nesta edição de 2020, a fabricante instalada em Resende/RJ, que já foi três vezes foi campeã geral, emplacou um modelo em cada uma das categorias (Semipesados, Médios e Leves). Também receberam o selo SMVR-VC, o Sca-

Volkswagen Delivery 8.160 é um dos três caminhões usados da categoria Leve com maior valor de revenda

nia semipesado P 310 8x2 e o Ford F350. O Furgão Renault Master, por sua vez, obteve a melhor avaliação na categoria Utilitários de Carga, enquanto o Hyundai HR se destacou como o modelo com maior valor de revenda na categoria de veículos na versão chassi cabine com capacidade de carga até 3,5 toneladas. ocarreteiro.com.br

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RETROSPECTIVA

Fotos O CARRETEIRO e DIVULGAÇÃO

ANO DIFERENTE DAS PREVISÕES

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E

Por causa da pandemia, o esperado avanço da produção das vendas e do número de licenciamento em relação a ficaram abai o das e pectativas da ind stria de caminhões e de toda a cadeia de fornecedores JOÃO GERALDO

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ano de 2020 começou como era esperado por todos os brasileiros, com sinais de recuperação da indústria, do comércio e perspectivas de aceleração mais rápida em relação ao ritmo registrado até então. No último trimestre de 2019, a economia havia apresentado crescimento de 0,6% em comparação ao trimestre anterior um avanço pequeno, porém significativo, pois na ocasião foi o maior obtido desde 2018. O registro da queda dos juros e o crescimento do crédito para pessoas físicas também contribuíram para alimentar o otimismo da população a cerca de uma provável melhora de vida, embora todos esses re e os e e pectativas não tivessem sido sentidos ainda pelos motoristas de caminhão, especialmente os autônomos. A onda de otimismo ganhava mais sentido com os indicadores do encerramento de uma crise de cinco anos sobre as costas dos trabalhadores do aís. Os 101.385 caminhões acima de 3,5 toneladas licenciados em 2019, contra 75.994 em 2018, traziam a quase certeza de crescimento da produção e das vendas de veículos comerciais em 2020. Projeções de montadoras davam conta do aumento de modelos pesados para suprir especialmente o agronegócio; e os modelos de pequeno e médio porte em razão do crescimento das compras pela Internet. E iste luz no fim do t nel , dizia ocarreteiro.com.br

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RETROSPECTIVA

Abril foi o pior mês para a indústria de caminhões com o registro de apenas 400 unidades produzidas, contra 8,4 mil o títuem março lo de capa da primeira edição de 2020 da revista O arreteiro. O balde de gua fria veio efetivalho demente em meados em março com as pendia pendia da mudanças e impactos provocados peevolução da doença no País. la pandemia da ovid em toda a poA indústria de caminhões e toda sua pulação. Surgido na hina em dezembro cadeia de fornecedores sentiram o imde 2019, o mal que rapidamente se espacto da pandemia com maior intenpalhava pelo planeta infectando e masidade no m s de abril. om as linhas tando pessoas de todas idades e credos de montagem praticamente paradas, a já fazia vítimas no País. Para atender produção de 8,4 mil unidades em marprotocolos de saúde e se proteger da ço caiu para . ouve recuo também doença, indústrias e empresas de todos no número de licenciamentos, de 6.435 os setores, instituições, repartições púunidades em março para . em abril. blicas etc, adotaram medidas sanit rias E a produção acumulada no ano (janeirecomendadas por autoridades de saúro abril de , mil unidades ficou bem de e mantiveram em ocupação somenabai o das , mil registradas no meste profissionais e tremamente necess mo período de 2019. Diante dos númerios; aqueles de atividades consideradas ros negativos, a Associação Nacional priorit rias para não dei ar o aís parar. dos abricantes de eículos utomotoMercedes enz, Scania, olvo e res nfavea confirmou ter sido o pior ol s agen aminh es foram as priresultado em 60 anos da indústria de meiras a anunciar a interrupção total ou veículos pesados no País. parcial de suas linhas de montagem por avia a e pectativa de a pandemia no mínimo dias. O retorno ao trabanão se prolongar por muito tempo e a 34


recuperação da dústria de caminhões começasse retornasse a partir do segundo semestre. previsão se confirmou em parte. A produção de caminhões em junho atingiu mais de 5.600 unidades seguida de quase 7.000 em julho. uma crescente bateu . em agosto, . em setembro, . em outubro e . em novembro. o período de janeiro a novembro foram produzidos 80.451, 25% menos que os 107.502 registrados no mesmo período de 2019. Por outro lado, o número de emplacamento em novembro foi superior ao mesmo m s do ano anterior . contra . . ara uiz arlos Moraes, presidente da associação nacional que re ne os fabri-

cantes de veículos automotores nfavea , os n meros da produção e licenciamento de alcançados em novembro foram alentadores. “Eu diria que estamos melhores, mesmo assim vamos encerrar o ano de 2020 com redução em torno de 14 a 15% em relação a , complementou. ela previsão da entidade no início de dezembro, a ind stria de caminh es deveria fechar 2020 com produção e licenciamento em torno de mil unidades, ficando a e pectativa de crescimento para , se a pandemia sair de cena. ocarreteiro.com.br

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RETROSPECTIVA

ENCURTANDO DISTÂNCIAS A pandemia contribuiu para maior utilização internet e dos serviços conectados pelos motoristas e transportadores todos os portes. Além de encurtar distâncias e reduzir o tempo de parada dos caminhões para manutenção, com a tecnologia as montadoras ampliaram as aç es de apoio aos profissionais do transporte também às vendas de produtos e serviços JOÃO GERALDO

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ntre as buscas de solução para reaquecer as vendas, e consequentemente a produção de caminhões, as fabricantes de caminhão lançaram mão a promoções de vendas, taxas especiais, e ibilização de prazos de financiamento e extensão de garantias entre outras medidas para estimular o mercado de veículos comerciais e também de pós-vendas, além de aproximação dos transportadores com a oferta de serviços digitais, especialmente programas de manutenção. Silvio Munhoz, diretor comercial da Scania, que o período de distanciamento social ajudou a intensificar o uso dos serviços conectados da empresa. firmou ter havido aumento de adesão ao programa de manutenção Premium, o mais completo da empresa em relação ao básico. Na visão do executivo, as incertezas 36

Período de distanciamento social provocado pelo coronavírus ajudou a in en ifi ar o o de a i a i o e de serviços conectados das montadoras


Fotos O CARRETEIRO e DIVULGAÇÃO

em curso levaram os transportadores a buscarem meios para garantir cobertura com manutenção preventiva, corretiva e garantir disponibilidade do veículo. A pandemia trouxe mais força para a utilização e aplicação e desses recursos, acrescentou o gerente de pós-vendas da Volvo do Brasil, Carlos Banzzatto. “Se antes da pandemia falasse aos clientes sobre redução de até 15% no consumo de combustível com a aplicação da telemetria, eles perguntavam quanto iria custar esse benefício e não decidiam”, disse. “Com a chegada da pandemia, eles passaram a olhar diferente e a perguntar quanto era possível melhorar com o uso da tecnologia”, complementou. inda de acordo com anzzatto, ficou mais fácil mostrar aos transportadores a possibilidade de ganho real no consumo de combustível do caminhão com a aju-

da ao motorista na condução do veículo da forma correta, nas diferentes cargas, rotas etc. “Antes, quem ia comprar caminhão verificava v rios itens. Os serviços conectados só vinham depois do negócio fechado, mas isso mudou. Durante a Fenatran, no final de , j tínhamos notado que antes de procurar saber preço e condições do veículo muitos transportadores perguntavam da conectividade e dos serviços pós-vendas”, concluiu. Com a pandemia as fabricantes de caminhões se apressaram também em oferecer novos serviços e a intensificar e divulgar os já existentes, como atendimento disponível horas e também ampliação da prestação de serviços aos motoristas de caminhão no WhatsApp (plataforma mais utilizada pela categoria) com dicas e informações sobre medidas de higiene e de prevenção ovid . ocarreteiro.com.br

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RETROSPECTIVA

Maior utilização da conectividade para acompanhar as atividades do caminhão e paradas para manutenção programadas agilizam o atendimento e reduz o tempo do e o na ofi ina da concessionária

Iveco, por exemplo, registrou crescimento das ações envolvendo departamentos de vendas e pós-vendas da marca. O respons vel pela marca italiana na América Latina, Márcio Querichelli, destacou o avanço da conectividade e telemetria nos veículos da marca, e também a inlcusão de mais sistemas digitais que fazem conexão dos caminhões e ca38

minhoneiros com suas bases em transportadoras e aplicativos. “A utilização cada vez maior da tecnologia por parte dos transportadores para fazer a gestão de frota e comunicar com os motoristas ganharão ainda mais impulso depois da pandemia”, acrescentou o executivo. A Internet possibilitou a continuidade do relacionamento e a realização de ne-


Como as demais marcas, a rede DAF registrou aumento de atividade durante a pandemia gócios entre montadoras e transportadores mesmo com o distanciamento social. O afastamento físico não conseguiu interromper o trabalho de contato e de vendas”, lembrou o diretor comercial da aminh es, uis ambim. O e ecutivo reforçou a importância do WhatsApp como ferramenta de comunicação entre montadora e clientes no período de afastamento físico e especialmente entre caminhoneiros e concessionárias. Imediatamente após o início do afastamento social a DAF registrou crescimento médio de nas atividades em todos os pontos de atendimento da marca época. tualmente são conem operação no território brasileiro. Assim como os fabricantes de caminhões de outras marcas, a DAF criou o serviço de agendamento de manutenção unificado para toda a sua rede acessado por WhatsApp ou por ligação telefônica gratuita. O serviço permite agendamento de

manutenção preventiva, corretiva e presta orientação sobre serviços, peças etc. “Aproveitamos o momento para agilizar nossa forma de atender, orientar e prestar suporte ao frotistas e motoristas de modo virtual”, concluiu Gambim. A Volkswagen Caminhões e Ônibus, por sua vez, anunciou no início de maio, entre outras medidas, que “caso cliente ficasse impossibilitado de levar seu veículo ao concessionário durante o período da pandemia, ele poderá realizar a manutenção em até trinta dias após a regularização do cenário, sem qualquer prejuízo das garantias envolvidas”. A extensão do prazo de manutenção, assim como outras ações adotadas na pandemia dentro da empresa, nas estradas e junto com concessionários, teve por objetivo auxiliar especialmente quem transporta alimentos, equipamentos hospitalares, medicamentos, materiais de higiene, entre outros tipos de carocarreteiro.com.br

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RETROSPECTIVA

Extensão do prazo de manutenção, oferta serviços outras medidas adotadas pelas montadoras evitaram a interrupção do transporte de produtos essenciais

ga que não podem deixar de serem entregues. No início do afastamento social, a montadora lançou um assistente virtual (Volkscare) para facilitar a comunicação digital com os transportadores. Internet e Smartphone são há tempo elementos comuns na rotina dos carreteiros e demais transportadores, porém como ganharam um novo impulso na pandemia, com a oferta de mais serviços digitais voltados ao setor do transporte rodovi rio. O vice presidente de ven40

das e marketing caminhões e Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, Roberto Leoncini, acrescentou que a pandemia abriu naturalmente caminhos para a expansão da tecnologia dos serviços do setor de transporte. “As pessoas vão se acostumando com as inovações, entendendo seus conceitos, suas vantagens e benefícios para as diferentes atividades”, disse. Entre outros produtos e serviços disponibilizados pela Mercedes-Benz, o executivo relacionou os aplicativos para diferentes finalidades acessados pelo telefone celular e de uso exclusivo de motoristas e frotistas. Leoncini destacou também a relevância da tecnologia para proporcionar efici ncia e rentabilidade no negócio de transporte, mas advertiu que não se pode esquecer que por trás de tudo isso e istem pessoas, profissionais da fábrica e da rede de concessionários trabalhando focados na satisfação e tranquilidade dos transportadores.


RETROSPECTIVA

SOLIDARIEDADE NA ESTRADA Mobilização de apoio aos motoristas nas rodovias para manter a categoria em atividade incluiu distribuição de produtos de higiene, alimentos; realização de testes da covid-19, orientação sobre como evitar a doença e promoções para a venda de produtos e serviços JOÃO GERALDO

Operação nas rodovias Carvalho Pinto e Ayrton Senna, em São Paulo, contou com distribuição de vaucher para refeição 42

A

pandemia afetou praticamente todas as atividades do comércio, da indústria e de setores públicos, mas não ao ponto de parar os motoristas de caminhão, profissionais considerados essenciais para a sociedade. Houve até quem optou por não enfrentar os perigos da doença e ficar em casa, no entanto, a grande maioria continuou em atividade até mesmo para continuar honrando compromissos financeiros assumidos. Desde o início, especialistas de sa de de todo o mundo j afirmavam, o coronavírus pode sobreviver por vários dias em superfícies de materiais plástico, metais, vidros e tecidos. E a recomendação de lavar as mãos com água e sabão ou outros produtos de limpeza se deve ao fato do coronavírus se encapsular em camada de gordura, que ao ser removida o leva rapidamente à morte. Muitos motoristas sentiram literalmente na pele o peso da pandemia. Em junho, quando o número de infectados superava 160 mil casos, e mais de 53 mil óbitos registrados, a doença continuava ameaçadora, avançando em ritmo diário acima de 1.150 novos casos e mais de mil mortes. Na ocasião, muitas empresas já se encontravam engajadas em dar suporte aos motoristas de caminhão em atividade. Em uma das ações, o Sest Senat (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) disponibilizou um lote inicial de 30


E

mil testes gratuitos de Covid-19 para motoristas de caminhão em 18 Estados mais o Distrito Federal. Um dos primeiros levantamentos da operação nas rodovias apontou 2.000 mil casos positivos. Além da testagem da covi-19, nas abordagens feitas pelas equipes da entidade, os motoristas recebiam orientações de prevenção de saúde e de higiene das mãos e dos veículos, além do uso de máscaras e kit de alimentação. As concessionárias de rodovias rapidamente se prontificaram a dar suporte para os caminhoneiros em ações de distribuição de kits de higiene e de alimentação em diversos pontos do País. Os motoristas encontravam também

ações de higienização interna e do lado de fora da cabine, além de outras partes do caminhão. Uma dessas operações aconteceu em dois postos de serviço nas rodovias Carvalho Pinto e Ayrton Senna, ambas no Estado de São Paulo. Fruto de parceria entre a Volkswagen Caminhões e a concessionária Ecopistas, a ação contou também com distribuição de vaucher, nos postos de pedágios, para serem trocados por refeições em postos de serviços. Concessionárias de caminhão também procuraram estender atendimento aos transportadores além de serviços de manutenção e de venda de caminhões e peças. A Apta Caminhões (unidades de ocarreteiro.com.br

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RETROSPECTIVA

Ações de saúde com teste da covid-19 atenderam milhares de caminhoneiros em vários locais

São Bernardo do Campo e Litoral), promoveu higienização gratuita de cabine de caminhões de clientes. Concessionários Mercedes-Benz realizaram ações solidárias para motoristas enfrentarem os desafios do coronavírus. Em parceria com colaboradores, autorizadas da marca de vários Estados distribuíram kit lanche (fruta, sanduíche, biscoito, barra de cereal, água ou suco e marmitex) para motoristas, tanto em pontos da estrada, quanto em postos da Polícia Rodoviária ou nas instalações da própria revenda. Em certos pontos houve também entrega de álcool em gel e produtos de higiene pessoal. Em algumas iniciativas a operação contou com a parceria do Sest Senat. Organizadas e coordenadas, empresas privadas de diferentes setores e entidades se mobilizaram. Em várias operações o atendimento contava habitualmente com atendimento e orientação saúde, troca de lâmpadas do caminhão 44

queimadas e distribuição de marmitas. As ações, assim como muitas outras ocorridas pelo País, levaram segurança aos motoristas e destacaram a importância da categoria. Outras iniciativas de efeito partiram de concessionárias de caminhões com apoio das montadoras, não somente no atendimento ao profissional como também de serviços diferenciados ao caminhão. Tudo sempre dentro dos protocolos de segurança para não interromper o atendimento de manutenção e vendas de peças e veículos. Nos primeiros meses da pandemia, além do medo e da preocupação dos motorista não faltavam solidariedade de colegas e mensagens de apoio e esperança. O autônomo Francisco de Souza Rezende, de Barra Mansa/RJ, disse ter orgulho de ser caminhoneiro. Ele lembrava os colegas que dificuldades todo mundo enfrenta, mas tudo passa e que as dificuldades ajudam as pessoas a aprender e a se superar.


Ações em diferentes pontos do País com distribuição de alimentos e kits de higiene ajudaram a manter a manter motoristas de caminhão em atividade

Para o autônomo Francisco de o a difi dade omo a da pandemia trazem superação e aprendizado para as pessoas

A AMEAÇA AINDA ESTÁ MUITO PRESENTE A pandemia é ainda uma terrível realidade fazendo vítimas em todo o mundo, por isso vale seguir à risca a conhecida orientação de higiene pessoal de lavar as mãos com águia e sabão e evitar tocar no rosto, boca, nariz, olhos, usar máscara e manter distância de outras pessoas, especialmente nos locais de parada. Copos, talheres, pratos, garrafas e cuias não devem ser compartilhados

com terceiros. Além disso, é importante manter no caminhão produtos de higiene, como sabonete, xampu e toalhas. Tudo para reduzir o risco de infecção. Por isso é importante ter sempre em mãos um ou mais panos e álcool 70 ou desinfetante para, higienização especialmente do interior da cabine (painel, volante, câmbio, maçanetas, bancos e demais partes).

ocarreteiro.com.br

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RETROSPECTIVA

Fotos O CARRETEIRO e DIVULGAÇÃO

SEGURANÇA E EFICIÊNCIA

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Veículos de carga lançados e comercializados em 2020 trouxeram mais segurança, efici ncia e conforto através de avançados sistemas de tecnologia embarcada

JOÃO GERALDO

A

pandemia da covid mudou as e pectativas do início de acerca do desempenho da indús tria de caminhões nos quesitos produ ção e vendas, mas nem por isso coibiu a apresentação de veículos totalmente no vos. rodutos inéditos como o novo e o ol s agen Meteor evitaram que o setor de transporte rodovi rio de carga passasse o ano sem grandes novidades em termos de veículos. Outras ações como início das entre gas de caminh es Scania movidos a g s, dos novos Mercedes enz ctros e das linhas de vans e chassi cabines Merce des enz Sprinter e veco ail , comple tamente atualizadas, contribuíram para movimentar o mercado de veículos co merciais e reforçar a presença cada vez maior das novas tecnologias no setor de transporte. O no de contou com avanços da eletrificação de caminh es, reforçando tratar se da alternativa ao diesel mais pró ima para mover veícu los comerciais sendo trabalhada e pes quisada pelos fabricantes de caminh es em todo o mundo. VW METEOR- chegada do ol s a gen Meteor foi sem d vida a maior novi dade da ind stria de caminh es no ano. Resultado de um projeto iniciado em , o lançamento chegou para inserir a marca no segmento com motorização acima de cv de pot ncia e capacida de para tracionar composições rodotrem, com até toneladas de . rodu zidos nas vers es . e . 6x4, a proposta da montadora para seus novos produtos é se posicionar entre os onstellation . e . e os e trapesados M . ocarreteiro.com.br

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RETROSPECTIVA Meteor inseriu a marca Volkswagen no segmento de caminhões extrapesados rodoviários

linha Meteor é equipada com mo tor M de litros e cilindros. a ra atender a proposta da ol s agen de reunir num mesmo propulsor pot ncia, torque, redução de consumo e a durabi lidade, a engenharia da montadora mo dificou mais de componentes. Ou tro destaque do trem de força é a trans missão ra on de e velocidades, uma unidade que processa informaç es em alta velocidade, as quais combinadas com a tecnologia do caminhão executa as trocas de marchas baseada nas dife rentes topografias da estrada. intelig ncia embarcada também é destaque nos novos caminh es, pois através de sensores e funç es eletr ni cas permitem, por exemplo, gerencia mento autom tico do da pot ncia do motor, trocas de marcha, uso do freio e aproveitamento da inércia do veículo em função da topografia e da carga trans portada e aproveitamento da inércia do veículo. Outro lançamento da montado 48

ra, o onstellation . para ope raç es fora de estrada, também é equi pado com o trem de força do Meteor. O novo off road é um híbrido que re ne componentes das marcas ol s agen eM e conclui um projeto de anos de anos da montadora. NOVO DAF XFmontadora insta lada em onta rossa surpreendeu ao apresentar ao mercado brasileiro sua nova linha de e trapesados totalmen te evoluida. oi a primeira atualização da linha desde o início da produção em . O lançamento praticamente mar cou o início de uma nova fase da com panhia no aís. lém da cabine inspira da no modelo europeu, os maiores dife renciais trazidos pela nova linha estão no pacote tecnológico que melhora a dirigi bilidade, segurança e redução do consu mo de combustível e sistema que intera ge com o motorista dando dicas e ava liando o modo de condução.


Novo DAF XF tem tecnologias que aumentam a segurança e melhoram a dirigibilidade s novidades do novo se es tendem ao motor accar M de , li tros e cilindros em linha, nas pot ncias de cv e cv. ambém faz parte do trem de força a transmissão ra on de velocidades. elativamente nova no rasil, Suas tecnologias representam um passo frente na segurança e efici ncia dos caminh es produzidos no rasil. nova cabine, por sua vez, é disponível em duas opç es, sendo uma delas com , m de altura interna do piso ao teto. CAMINHÃO A GÁS presentados na eira acional do ransporte enatran , realizada no final de , os caminh es movidos a g s produzidos pela Scania começaram a ser entregues aos clientes em abril deste ano. té então, v rias uni dades movida a g s operavam em testes transportando para empresas como a i trosuco na rota entre o nterior do Esta do de São aulo e o orto de Santos ha via dois anos.

Primeiros caminhões Scania movidos a gás começaram a ser entregues para os transportadores no mês de abril

ocarreteiro.com.br

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RETROSPECTIVA

VM City chegou com a missão de ampliar participação da Volvo no mercado de semipesados

Os primeiros caminh es a g s en tregues a transportadores represen taram um marco na indústria brasilei ra, uma quebra de paradigma ao diesel com transportadores e embarcado res de grande porte apostando em um combustível menos agressivo ao meio ambiente. pesar de ser uma solução promisso ra para o setor de transporte, o g s en frenta ainda desafios como o valor do caminhão em cerca de maior que a versão a diesel e rede abastecimen to ainda muito pequena. té o final de novembro a Scania entregou mais de caminh es movidos a g s para empresas como a epsico gigante mundial do seg mento de alimentos , rupo harrua, o med og e . lém do s atural eicular , outras alternativas da Scania são o s atural íquido e iometano, este último produzido em usinas a partir de resíduos agrícolas e industriais. este 50

projeto, a Scania conta parceria e tecno logia da E , empresa dedicada e clusi vamente geração de energia renov vel. VOLVO 2021 – Lançada em junho, a li nha de caminh es olvo apresen tou poucas novidades e trou e com ela um novo membro para a família M, a versão it . isponível nas configura ç es de ei o e , o veículo é fo cado nas operações de distribuição em rotas regionais e chegou com a mis são de acelerar o desempenho da mar ca no segmento de caminhões semipe sados. Seu trem e força é formado pelo motor M M de cv, cai a de marchas de manual de seis velocidades e ei o tra seiros de dupla velocidade. Outra novidade da olvo para a linha est na disponibilidade do e com entre ei os de . mm como padrão e de etores laterais como itens de série. Segundo especialistas da olvo, somente essa combinação técni


Novo Actros mexeu com segmento de caminhões pesados. Família Sprinter 2021 acompanhou evolução da marca

Xx be do nd

ca pode garantir até de redução no consumo dependendo da operação. om o lançamento, as opç es de entre ei os mm e mm continuaram dispo níveis para o , mas nesses ca sos o de etor lateral de ar é considerado um item opcional. NOVO ACTROS – presentado na eira acional dos ransportes enatran co mo a principal estrela do evento, o gran de lançamento da Mercedes enz em de começou a ser entregue aos clien tes em abril deste ano. O pacote tecno lógico e inovaç es como o painel total mente digital e câmeras no lugar dos es pelhos retrovisores convencionais , além de itens de série no campo da seguran ça, provocaram certo frenesi no mercado caminh es pesados. O assistente de frenagem ativo de l tima geração, por e emplo, é capaz de reconhecer ciclistas e pedestres, avisa o motorista por meio de sinais e inicia a fre

nagem do caminhão até ele parar total mente, caso seja necess rio. Outro, item, o assistente de ponto cego com rada res reconhece até objetos parados ou em movimento ao lado direito do veícu lo. Outros itens do ovo ctros são o as sistente de fadiga de ltima geração, cuja função é identificar o cansaço do carre teiro e sugerir uma parada para descan so e regulagem de dist ncia do veículo frente em tempo e não mais em metros. ocarreteiro.com.br

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RETROSPECTIVA Totalmente renovada, mais potente, segura e tecnológica, nova ai fi o mai competitiva

s tecnologias de segurança do ovo ctros estão presentes também na nova Sprinter, cujas entregas aos clientes tive ram início também em abril. lém da tec nologia embarcada, novo coc pit e inte rior totalmente reformulados, a moto rização ganhou mais pot ncia e torque. as vers es e , o pro pulsor passou a entregar cv a . rpm e , gmf de torque na fai a de giro entre . e . rpm. a Street, o motor o motor OM de . li tros bi turbo passou a entregar cv a . rpm e torque de , gmf em fai a de giro igual aos demais modelos. IVECO DAILY - om início das entregas aos clientes também a partir do início do segundo trimestre de , a nova ai l é um veículo totalmente renovado. Os diferenciais em relação linha antiga privilegiam desde o motor nas pot n cias de , e cv e transmissão. ma novidade est no sistema que alte 52

ra o mapeamento da calibragem do mo tor para reduzir o consumo de combus tível, acionado por um botão no painel. versão furgão com chassi conta com novas maiores dimens es de entre ei os e também de comprimento to tal . Segundo a engenharia da veco es sas medidas,que aprimoraram o centro de gravidade do veículo. s mudanças estruturais aplicadas linha de furg es permitiram ganhos no espaço de carga com metragens que vão de , a m . ma das aç es da veco para alavan car as vendas da nova linha ail foi dis prada em abril. om validade até o final de maio, possibilitou a compra do novo modelo com do valor financiado em até meses e car ncia de até dias para o pagamento da primeira par cela. ssim como sua principal concor rente, a Sprinter, a ail evoluiu em de sign, tecnologia embarcada e segurança ativa. mbas estão alinhadas com os res pectivos modelos europeus.


se

O BRASIL PRECISA DOS CARRETEIROS

D

esde março os brasileiros têm assistido os efeitos da pandemia da covid-19 em todo o País. Para conter a propagação do vírus, governos de vários Estados têm procurado adotar do medidas como paralisação temporária de comércios; redução de horários de funcionamento entre outras ações importantes para conter o avanço da pandemia. Como todos os anos, em 2020 o trabalho do carreteiro foi fundamental para manter o funcionamento do

País: transportando mercadorias pelas estradas para assegurar o abastecimento das cidades, o funcionamento de serviços e da movimentação da economia brasileira. Desde o início da pandemia os cuidados preventivos têm sido muito importantes e praticados pela categoria, como a higienize com água e sabão ou álcool 70% para limpar o volante, câmbio, freio de mão e painel do caminhão e nunca compartilhar toalhas de banho ou de rosto. Além disso, carreteiro, pedimos que, em meio à pandemia, você continue atento para outros problemas comuns nas estradas. A exploração sexual de crianças e adolescentes, infelizmente, ainda é muito presente em postos de combustível, hotéis e outros locais de beira de estrada. Mantenha seus olhos abertos e denuncie qualquer violência contra crianças e adolescentes. Agradecemos a sua nobre atividade, carreteiro! O seu árduo trabalho é o que mantém as cidades do País funcionando todos os dias, garante a rotina e o sustento de milhões de brasileiros e protege crianças e adolescentes em todo o Brasil.

Para saber mais, acesse: Childhood Brasil - www.childhood.org.br Programa Na Mão Certa - www.namaocerta.org.br

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LANÇAMENTO

FÉ NO PRODUTO Foton Caminhões do Brasil amplia rede de concessionários e traz para o País novos modelos leves e médios e anuncia semipesados ainda em 2021. Com apoio da matriz na China e a oferta de veículos mais competitivos, a empresa aposta na consolidação de seus produtos e no fortalecimento da marca no mercado brasileiro JOÃO GERALDO

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Fotos DIVULGAÇÃO

O O

cupar os espaços deixados pela Ford no segmento de caminhões semileves, leves, médios e semipesados tem sido trabalho encarado com seriedade e empenho pelas fabricantes de veículos comeriais instaladas no Brasil. Outro objeto de desejo deixado com a saída da montadora é a rede de distribuidores de caminhões, motivo de grande interesse especialmente das marcas mais recentes no mercado brasileiro e com necessidade de ampliar o número concessionárias nas diferentes regiões do território nacional. Uma dessas montadoras é a Foton, marca de origem chines introduzida no País em meados de 2010 pela Foton Aumark do Brasil. Ao contrário de outras montadoras chinesas que já tentaram a sorte por aqui e partiram, a Foton sobreviveu à crise instalada a partir de 2014 no Brasil, adiou seus planos de construção de fábrica no Rio Grande do Sul, se organizou e com suporte da matriz e desde 2019 segue seus planos para fortalecimento de sua presença no mercado brasileiro de caminhões. Entre ooutros movimentos da empresa para se consolidar no mercado brasileiro, os mais recentes, e de granocarreteiro.com.br

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LANÇAMENTO

de visibilidade, são a ampliação da rede de concessionárias para 36 casas (26 delas são ex-distribuidores Ford) e o lançamento dos modelos Citytruck para 6, 9 e 11 toneladas de PBT. Integrantes da nova geração lançada na China em 2018, os caminhões novos Foton são tracionados por motores Cummins com sistema de injeção common rail e tratamento de gases SCR (usa Arla32) e transmissões ZF. O Citytruck para 6 toneladas (6.5-15) é equipado com propulsor ISF de 2.8 litros e 150cv, torque de 360 Nm e transmissão ZF 5S 368 de cinco velocidades. As versões de 9 toneladas ( 9-16) e 11 (1116) usam o ISF 3.8 L de 156 cavalos com torque de 500 Nm e caixa ZF 6S 500 de seis velocidades, ambas sincronizadas, com overdrive e janela para tomada de força para plataformas auto socorro, cestos aéreos e caçambas. 56

As diferenças técnicas entre os modelos de 9 e 11 toneladas se concentram no entre-eixos (3,8 m e 4.2 m), tanque de combustível (160 litros e 200 litros) e pneus também menores, respectivamente. Já o tanque de diesel do modelo de 6 toneladas (produzido em alumínio como o das demais versões) tem capacidade para 120 litros. Outros atributos dos novos caminhões Foton são o sistema de freio a ar nos dois eixos, freio motor e tecla de ajuste da condução, recurso para favorecer o consumo de combustível. Também estão presentes nos três modelos sistemas de freios ABS e DRL (as luzes são acionadas automaticamente quando o veículo é ligado). A versão de 6 toneladas conta também com sistema eletrônico que distribui o peso nas frenagens (EBD) e todos com com de etores de série.


Volante conta com teclas multifunções e o painel digital (com possibilidade de instalação de câmera de ré e pareamento do telefone celular) disponibiliza várias informações que auxiliam o motorista na condução

Os caminhões chegam ao Brasil com cabines em dois tamanhos. A unidade do modelo de 6 toneladas tem largura interna de 1.690 mm; a das demais versões 1.880 mm. Da parede traseira ao para-brisa, na região central das cabines, a medida é de 1.480 mm e a altura interna do piso ao teto é de 1.400 mm é padrão para todas. Ainda em relação ao interior das cabines, nos três modelos o volante conta com regulagem de altura e profundidade, com adendo de teclas multifunções e multimídia MP5 que oferece possibilidade de inclusão de câmera de ré e pareamento do telefone celular no modelo 11-16. Em toda a nova linha, o painel de instrumentos é inteligente e com sistema de alerta ao motorista sobre quilometragem, consumo de combustível, marcha ocarreteiro.com.br

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LANÇAMENTO

engatada, código de mal funcionamento, ajuste da luz da tela, informações de manutenção, alarme do cinto de segurança e alarme de travamento da cabine durante a condução. Para completar, os veículos são vendidos com garantia de três anos ou 100 mil quilômetros, de para-choque a para-choque, valendo o que ocorrer primeiro e com mão de obra grátis nas duas primeiras revisões. Para ao CEO da Foton no Brasil, Márcio Vita, os novos caminhões da família Citytruck serão um marco na distribuição urbana, pois trazem itens de segurança e conforto disponibilizados até agora no Brasil como itens de série. “Temos boa expectativa em relação ao desempenho em vendas, porque os veículos têm atributos de qualidade superiores aos concorrentes e preços mais competitivos”, acrescentou o executivo. 58

A estratégia da Foton para ganhar participação no mercado brasileiro é ocupando espaços atendidos antes pela Ford, especialmente com produtos para as faixas de 9 e 11 toneladas. Outro ponto explorado é o conhecimento dos ex concessionários Ford no negócio de caminhões leves, médios e semipesados. para esta última faixa de carga, a empresa anunciou a chegada ao mercado de um modelo em 2021. Ainda sem fábrica instalada no Brasil, atualmente a Foton monta modelos semileves 3.5 11 DT e 3.5 14 ST/DT, em unidade da GEFCO, empresa parceira localizada em Guaíba/RS e próxima ao local destinado à construção da fábrica de caminhões, em aproximadamente dois anos. Enquanto isso, os modelos Cititruck de 6, 9 e 11 toneladas comercializados no


Brasil serão trazidos da China, onde a Foton já comercializou mais de 280 mil unidades desde 2018. “Estamos prontos para alçar voo no Brasil”, concluiu o diretor de desenvolvimento de rede da marca, Ricardo Mendonça de Barros. Os preços anunciados para os dois novos caminhões são R$ 177 mil para o Citytruck 6.515 e R$ 199 mil para o Citytruck 11-16.

Foton destaca a ergonomia dos bancos e o espaço interno do interior da cabine dos caminhões Citytruck

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Domingo no SBT

às 7h

“BOA INFORMAÇÃO É O QUE MANTÉM O PROFISSIONAL DO VOLANTE COM O PÉ NA ESTRADA.” Pedro Trucão Olá, parceiro! Trucão com Pé na Estrada traz, a cada programa, novidades, dicas, lançamentos, informações, o dia a dia do trecho e o bom bate-papo de sempre. No SBT todos os domingos às 7h e no site www.trucao.com.br a toda hora.

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Amigo motorista, mande sua mensagem para Revista O Carreteiro por email: redacao@ocarreteiro. com.br pelo site: www.ocarreteiro.com.br pelo whatsapp: (11) 95428-8803 ou pelo facebook: facebook.com/ ocarreteiro. cartas: Rua Palacete das Águias, 395 - Vila Alexandria - São Paulo SP - CEP 04635-021 VWCO 40 ANOS Em 2021, a Volkswagen Caminhões e Ônibus celebrará quatro décadas de operações desde o lançamento de seus primeiros produtos no Brasil, em março de 1981. A montadora, que iniciou operações em São Bernardo do Campo (SP), escolheu Resende, no Rio de Janeiro, para sua sede em 1995, investindo US$ 250 milhões na construção de uma nova fábrica inaugurada em 1996. ocarreteiro.com.br

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CLASSIFICADOS A MAIOR DA REDE Após celebrar a inauguração da 100ª casa da marca no país, a Volvo dá mais um passo na ampliação de sua estrutura de atendimento a caminhões e ônibus, com a abertura de sua maior concessionária no Brasil, a Lapônia Itu/SP. Com quase mil m edificados, a nova instalação tem a maior área construída entre todas as outras da marca. Ao todo são 62 boxes, 39 deles para oficinas, para reforma e funilaria e oito exclusivamente para troca r pida de óleos e filtros (Pit Stop Volvo). A nova unidade, matriz do Grupo Lapônia, já vinha atendendo há alguns meses, mas a transferência definitiva da antiga sede, em Sorocaba/SP, só foi concluída no final de . IVECO 20 ANOS A fábrica da Iveco em Sete Lagoas/MG acabou de completar 20 anos de instalação no município mineiro localizado a 73 quilômetros da Capital Belo Horizonte. A construção do complexo industrial da montadora italiana atraiu outras empresas para a região, entre elas a Ambev. Em duas décadas, Iveco avançou na produção de veículos de carga, 62


passageiros e também militares, além de ter construído um Centro de Desenvolvimento de Produto.

só existo porque insisto MUNDO CORPORATIVO A partir de 1º de fevereiro de 2021, a sueca Karin Rådström assumirá o cargo de chefe mundial da Mercedes-Benz Trucks no lugar do alemão Stefan Buchner, que se aposentou em outubro de 2020. A executiva está vindo da Scania onde fez carreira desde 2004 ocupndo vários cargos gerenciais em vendas e serviços, chefia da operação de ônibus rodoviários e urbanos e responsável pela organização do negócio de veículos conectados da Scania. Trocas de marcas por parte de altos executivos não é fato raro da indústria de caminhões. Em 2015, o alemão Andreas Renschler, membro do conselho de administração da Daimler AG, onde estava de 2004, assumiu o posto de CEO do Grupo Volkswagen Truck & Bus e membro do Board da Volkswagen AG. Em outubro desse ano ele deixou a companhia.

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11/12/2020 16:18


MERCADO DE CAMINHÕES

Foto: DIVULGAÇÃO

Dos 79.840 dos veículos comerciais a partir de 3,5 toneladas licenciados no mercado brasileiro entre janeiro e novembro de 2020, mais da metade (47.036) saíram das linhas de montagem da Mercedes-Benz e da Volkswagen. Os números consideram produtos das marcas associadas à Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). Do total, foram 23.873 da Mercedes e 23.163 Volkswagen. A Mercedes tem sido mais forte em modelos pesados (11.918 unidades) e a Volkswagen em semipesados (9.986 unidades). Cabe lembrar que diferente de Volvo, Scania e DAF, as duas marcas alemãs produzem veículos para todas as faixas de carga. A terceira no placar geral de licenciamentos é a Volvo, com 13.721 unidades, das quais 11.230 são modelos pesados e colocam a montadora na segunda posição nesta categoria. A Scania é a terceira no ranking de pesados licenciados com 7.371 unidades nos 11 meses.

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RANKING DE CAMINHÕES POR MARCA OUTUBRO/2020 POS. FABRICANTE 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º

MERCEDES-BENZ VW/MAN VOLVO SCANIA IVECO DAF HYUNDAI FORD AGRALE

QUANT.

PART.

3.179 2.500 1.442 1.012 500 350 25 9 3

35,24% 27,71% 15,98% 11,22% 5,54% 3,88% 0,28% 0,10% 0,03%

ACUMULADO 2020 POS. FABRICANTE 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º

MERCEDES-BENZ VW/MAN VOLVO SCANIA IVECO DAF FORD HYUNDAI JBC BYD

QUANT.

PARTIC.

26.889 23.171 13.220 7.383 4.472 3.544 567 196 11 10

33,79% 29,12,% 16,61% 9,28% 5,62% 4,45% 0,71% 0,25% 0,01% 0,01%

O Volvo FH 540 6x4 foi o caminhão mais emplacado em novembro, com 602 unidades. No acumulado até novembro o modelo atingiu 5.163 unidades, o pesado mais vendido do ano. O modelo tem se sobressaido no transporte de grãos.

Fonte: FENABRAVE

MERCEDES LIDERA NOS PESADOS


UNIDADES

NOV/2020

OUT/2020

JAN-NOV/2020

TOTAL DE CAMINHÕES

9.143

7.909

79.840

SEMILEVES

527

334

4.221 1.193

FCA (DODGE)

194

29

IVECO

66

56

329

VOLKSWAGEN

50

47

502

MERCEDES-BENZ

208

169

1.911

PEUGEOT

3

25

156

CITROEN

5

7

88

LEVES

863

977

8.046

2

3

9

25

23

196

AGRALE CAOA HYUNDAI FORD

3

6

164

IVECO

85

84

687

VOLKSWAGEN

340

387

3.060

MERCEDES-BENZ

408

473

3.922

870

798

7.630

AGRALE

1

0

2

FORD

1

4

81

MÉDIOS

IVECO MAN/VOLKSWAGEN MERCEDES-BENZ SEMIPESADOS

48

38

404

565

545

5.678

254

210

1.460

2.454

2.200

20.433

FORD

3

14

265

IVECO

183

182

1.582

1.264

1.140

9.986

808

685

6.573

SCANIA

2

0

20

VOLVO

194

179

1.991

4.429

3.600

39.510

351

262

3.545

FORD

1

2

34

IVECO

115

125

1.468

MAN/VOLKSWAGEN MERCEDES-BENZ

PESADOS DAF

MAN/VOLKSWAGEN MERCEDES-BENZ

279

166

3.937

1.425

1.161

11.918

SCANIA

1.010

832

7.371

VOLVO

1.248

1.051

11.230

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Fonte: ANFAVEA

LICENCIAMENTO 2020

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não

Fotos O CARRETEIRO

MUNDO AFORA

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Uma das rotas internacionais de grande movimento de caminhões com destino ao Chile começa em Pasos de Los Libres, na fronteira entre Brasil e Argentina. Dali até a capital chilena são quase 2.200km, dos quais 1.650 em território argentino até a Província de Mendoza, aos pés da Cordilheira dos Andes. Nesse primeiro trecho, onde não faltam imensas retas, um fato interessante à margem da estrada é o culto à Defunta Correa. Segundo a lenda da região, a mulher morreu de sede e cansaço ao tentar atravessar a região desértica do país a pé. Estava grávida e seguia atrás do marido que tinha partido para a guerra. Quando seu corpo foi encontrado, o bebê em seu úrero estava ainda vivo. Por conta dessa crença são comuns os santuários a ela dedicados às margens da Ruta 7, os quais se caracterizam pelas garrafas de água deixadas pelos devotos. Outra curiosidade, já no alto da Cordilheira (região perigosa devido às baixas temperaturas e pista constantemente bloqueada pela neve), onde não faltam carreteiros para falar do ar sinistro causado pelo silêncio, aspecto, grandiosidade e imponência das montanhas de pedra.


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