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O Carreteiro 537

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PANDEMIA MOTORISTAS SE ADAPTAM À NOVA REALIDADE DA ESTRADA

DESDE 1970 TRANSPORTANDO INFORMAÇÃO | www.ocarreteiro.com.br | ano 49 | Nº

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Distribuição gratuita para motoristas de caminhão

ATIVIDADE SOB CONTROLE

SERVIÇOS CONECTADOS TRAZEM SEGURANÇA PARA O MOTORISTA E O CAMINHÃO

INOVAÇÕES ESSENCIAIS Tecnologia digital contribui para o aumento da eficiência e da rentabilidade do setor

CONEXÃO EM ALTA

Covid-19 leva transportadores a entenderem mais rápido a importância da conectividade

O CARRETEIRO 50 ANOS

História da indústria de caminhão mostra a relevância do transporte de carga no País ocarreteiro.com.br 1


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date: 11/05/2020 11:17

No trânsito, dê sentido à vida.

Aonde quer que você vá, nosso agradecimento vai junto. A Mercedes-Benz está com você que segue nas estradas neste momento tão difícil. Nossa rede de concessionários está pronta para atendê-lo e resolver os imprevistos que podem aparecer no seu caminho. Enquanto isso, nossas fábricas estão produzindo respiradores e equipamentos de proteção hospitalar. Juntos vamos vencer esse desafio.

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EDITORIAL

UMA MUDANÇA A MAIS

A

JOÃO GERALDO Editor

aplicação da internet no setor do transporte rodoviário tem sido absorvida com rapidez. E agora, com o isolamento social criado pela pandemia da Covid -19, aumentou a dependência. Isso porque a busca por soluções para para manter a roda girando, e se possível mais aprimorada, provocou um aumento significativo do uso dos recursos digitais, sobretudo pelos transportadores rodoviários de carga de todos os portes. De uma hora para a outra o que já era disponível para os transportadores, do autônomo ao grande frotista, se tornou mais necessário. Aplicativos de frete, softwares de gestão de frotas, controle da manutenção do caminhão, dos pneus, do consumo de diesel e do modo do motorista dirigir, assim como a eliminação de papéis e processos, entre outras mudanças, ganharam mais atenção e espaço no setor. Esse avanço digital parece não ter limite. Assim sinaliza o frequente surgimento de novas empresas de tecnologia (fretes, guias de serviços etc) geralmente acompanhadas de alguma novidade. Por outro lado, provedores de produtos e serviços, como as próprias montadoras de caminhão, também não param de ampliar suas opções de serviços digitais que possam contribuir com o desempenho e produtividade dos transportadores e, claro, também para o seu negócio de fabricar e vender veículos pesados, pois o sucesso delas depende do êxito de quem transporta. O período de isolamento social tem sido um certo divisor de águas em todos os setores. A precaução contra o novo coronavírus levou muitos profissionais de diferentes áreas a serem mais criativos, a pensarem “fora da caixa”, se reinventar e descobrir novos horizontes dentro de sua atividade. Para o motorista de caminhão existem boas chances de a tecnologia digital trazer mudanças de peso, como a que aconteceu há alguns anos ao aderirem ao WhatsApp. O “zap”, como dizem muitos caminhoneiros, está ganhando mais força e evidência no meio ao ser adotado por montadoras e redes de concessionárias como uma das principais plataformas de comunicação. Como se vê, a pandemia deu uma chacoalhada no mundo e se espera que tudo isso traga melhorias para quem dirige caminhão, cujo valor e importância estão mais do que provados. Portanto, fica a sugestão de uma mudança a mais: que tal o resgate do respeito que a categoria já teve um dia? É merecida e está fazendo falta. ocarreteiro.com.br

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SUMÁRIO

22 VÍRUS E CONEXÃO DIGITAL A insegurança causada pela pandemia tem impulsionado transportadores a entenderem melhor o valor dos programas de manutenção e da conectividade

44 50 ANOS DA REVISTA O CARRETEIRO

Evolução da Indústria de caminhões nas últimas cinco décadas e a entrada no de novos fabricantes no mercado mostram que há mais de 50 anos o transporte rodoviário de cargas é uma das atividades mais importantes e atraentes do Brasil 4


12 ENTREVISTA

Presidente da Volkswagen Caminhões fala sobre reflexos da pandemia no setor, dos motoristas e observa que não há jogo perdido

16 NOVO NORMAL

Embora existam ainda muitas dificuldades nas estradas, motoristas dizem que no início da pandemia a situação estava muito pior

26 CONEXÃO À MÃO

Isolamento social e maior uso da internet estão derrubando barreiras sobre o os benefícios da conectividade no setor

30 MAIOR PROXIMIDADE

REVISTA

DESDE 1970 TRANSPORTANDO INFORMAÇÃO

/OCARRETEIRO /OCARRETEIRO_ /OCARRETEIRO (11) 95428-8803 /REVISTAOCARRETEIRO

DIRETOR Edson Pereira Coelho REDAÇÃO | redacao@ggmidia.com.br Editor: João Geraldo (MTB 16.954) Reportagem: Daniela Giopato ARTE | arte@ggmidia.com.br Editor de Arte: Pedro Hiraoka DIGITAL Eduardo Arpassy

O responsável pela Iveco na América do Sul diz que a após a pandemia montadoras, clientes e motoristas terão uma relação mais próxima

COMERCIAL | comercial@ggmidia.com.br Eurico Alves de Assis Nilcéia Rocha

34 JORNADA SEM VOLTA

TI DC Code Soluções em TI

Uso cada vez maior da internet para se comunicar é um caminho sem volta no setor de transporte, assegura executivo da DAF

ADMINISTRAÇÂO Ed Wilson Furlan

DISTRIBUIÇÃO G.G. Ed. de Publicações Técnicas Ltda. Ricardo Lúcio Martins Rute Rollo ASSINATURA | assinatura@ggmidia. com.br Exemplar avulso: RS 11,00 ED. Nº 537 • MAIO/JUNHO 2020

38 VALOR DA TECNOLOGIA Caminhões avançados e tecnologias garantem eficiencia, redução de custos e maior segurança ao setor, afirma vice-presidente da Mercedes

SEÇÕES 06 Notícias | 43 Boletim de pneus 51 Serviço | 54 Na mão certa 55 Classificados | 60 Tabelas | 66 Mundo

Publicação de: G.G. Editora de Public. Téc. Ltda. Rua Palacete das Águias, 395 - Vila Alexandria CEP 04635-021-SP - Tel.: (11) 5035-0000 revista@ocarreteiro.com.br www.ocarreteiro.com.br A Revista O Carreteiro é dirigida a motoristas de caminhão, empresários donos de transportadoras, frotistas, chefes de oficinas e demais profissionais ligados ao transporte rodoviário de carga. A publicação é distribuída em cooperação com postos de serviços rodoviários “ROD” (Rede Oficial de Distribuidores da Revista O Carreteiro). É proibida a reprodução total ou parcial de matérias sem prévia autorização. Matérias e artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião da Revista O Carreteiro. Impressão e Acabamento: Grafilar. Distribuição gratuita nos postos de rodovia cadastrados no ROD.

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Fotos DIVULGAÇÃO

PRIMEIRAS ENTREGAS DE CAMINHÃO A GÁS

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A Scania entregou oficialmente os primeiros caminhões movidos a gás para duas grandes transportadoras: a RN Logística e a Jomed Transporte e Logística. Foram duas unidades para cada uma. Essas empresas são há anos parceiras da montadora comprando caminhões, serviços conectados, consórcio da marca e utilizando o Banco Scania. O diretor comercial da companhia, Silvio Munhoz, destacou que o gás é o combustível que hoje reúne as melhores condições econômicas e técnicas como opção ao diesel. “É uma solução que entrega diversas alternativas, como o Gás Natural Veicular (GNV), Gás Natural Líquefeito (GNL) e Biometano", listou o executivo. A Scania trabalha há anos para oferecer esta solução ao mercado brasileiro. Um dos primeiros caminhões da marca movidos a GNV finalmente começou a rodar em testes em 2018, a serviço da Citrosuco e já superou os 150 mil km rodados. Outros dois modelos movidos a GNL rodam na Ambev. De acordo com Munhoz, no total são 10 unidades em demonstração. O executivo adiantou que no mês de maio já tinha mais 23 caminhões a gás vendidos. “O mercado brasileiro já está maduro para essas novas alternativas”, acrescentou. No mundo, a Scania tem mais de 4 mil caminhões em operação movidos a gás. Munhoz acrescentou que no Brasil o caminhão movido a gás não tem qualquer incentivo do governo, como acontece em outros países cem relação a combustíveis alternativos. Por outro lado, adiantou que a fábrica tem projeto de vender modelos para operações fora de estrada, até o final deste ano. “O setor de cana é um grande produtor de biometano transformado da vinhaça, e as empresas mineradoras, por sua vez, também estão comprometidas em reduzir as emissões”, concluiu.

MAN TGX NA FROTA Aos poucos, os extrapesados MAN TGX, produzidos pela Volkswagen Caminhões e Ônibus, vão ganhando espaço no mercado brasileiro de caminhões rodoviários. A montadora acaba de anunciar a venda de 25 unidades para a Aranão Transportes Rodoviários, empresa de transportes que está completando 35 anos de atividades. Os veículos, todos na versão 28.440 6x2, vão transportar granéis líquidos e sólidos, além de produtos embalados, em rotas nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste. A Aranão já conhece os cavalos mecânicos MAN TGX desde 2015, quando adquiriu um lote de 21 unidades, seguidas por outras negociações do modelo. Com os novos veículos, dos 252 caminhões da frota da empresa 53 são MAN TGX. O gerente-executivo de vendas da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Sérgio Pugliese, destacou que em todas as negociações a Aranão Transportes optou pela adoção do contrato de manutenção MAN Service que, segundo ele, é um grande diferencial competitivo do produto da marca no mercado.

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IVECO RODA 1,5 MILHÃO DE KM Manutenção em dia e aplicação de peças genuínas ajudam a garantir alta quilometragem. O exemplo vem do transportador Gerônimo Simplício, transportador de Linhares/ES que já rodou mais de 1,5 milhão de quilômetros com um Iveco Stralis 740S41T, fabricado em 2010. Além do uso somente de peças genuínas, o transportador disse que sempre observou as recomendações de giro do motor Motor (FPT Cursor 13) e as boas práticas na condução do caminhão. O Iveco Stralis foi produzido até 2018 e substituído pelo Hi-Road, também disponibilizado nas configurações de eixo 4X2, 6X2 e 6X4. Uma das características 8

do novo modelo está na tara, a qual segundo a montadora é a menor do segmento, o que permite que o veículo carregue mais carga. O gerente de marketing de produto da Iveco, Bernardo Pereira, destacou que o Hi-Road foi projetado para ser uma evolução do Stralis, com diferenciais como uma nova turbina, nova calibração do motor e aumento de torque. "A quilometragem alcançada pelo Stralis demonstra como os veículos da marca são confiáveis, e com o Hi-Road demos um passo adiante na oferta de produtos para o segmento, pois mantivemos a robustez e a versatilidade do Stralis”, concluiu.


ROUBO DE CARGA DIMINUI NO PAÍS O número de roubos de carga caiu em 2019. De acordo com NTC& Logística, que desde 1998 divulga anualmente a estatística nacional de ocorrências, foram registradas 18.382 ocorrências em todo o País. Segundo o relatório, em 2018 o total havia sido de 22.183 casos. Apesar da redução, a quantidade de registros ainda preocupa os transportadores, pois os prejuízos computados chegaram em R$ 1,40 bilhão. “A pesquisa continua apontando uma considerável redução se comparada ao ano de 2018, mas estamos falando de milhares de roubos em todo o Brasil e precisamos continuar trabalhando para que esses crimes não aconteçam mais”, disse o presidente da NTC&Logística, Francisco Pelucio. O dirigente acrescentou que a redução dos casos tem muito a ver com o investimento das empresas, em tecnologias e medidas de segurança em suas operações, o que possibilita uma resposta muito mais rápida e ativa em relação as tentativas de delito, e também com o trabalho dos órgãos de segurança pública nas esferas estaduais e federal, que têm atuado com mais rigor no

combate aos delitos de carga. O vicepresidente para assuntos de segurança da NTC&Logística, Roberto Mira, destacou que os roubos ocorrem porque os receptadores, que compram as cargas roubadas e incentivam o crime estão impunes, por conta de uma legislação arcaica. “Temos urgentemente que agravar as penalidades para esse delito, tanto a pena para a pessoa do receptador como para o seu estabelecimento, que deverá ter a licença de funcionamento cassada”, completou. EVOLUÇÃO ANUAL DAS OCORRÊNCIAS

2014 2015 2016 2017 2018 2019

17.500 19.250 24.550 25.950 22.183 18.382

OCORRÊNCIAS POR REGIÃO

Sudeste Sul Nordeste Centro-Oeste Norte

15.490 1.199 1.156 310 227

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TECNOLOGIA NO SEMIRREBOQUE Das mais de 40 funções que integram o Programa Semirreboque Inteligente (Intelligent Trailer Program – ITP), da Wabco (fornecedora global de sistemas de controle de frenagem e tecnologias avançadas que ajudam na segurança, a eficiência e a conectividade de veículos comerciais), as fabricantes brasileiras de implementos rodoviários e frotistas do País têm mostrado mais interesse por cinco tecnologias. São elas o SafeStart, sistema que freia automaticamente o semirreboque quando detecta que o compartimento basculante está levantado, evitando o risco de perder a carga ou de acidente ao passar sob uma ponte; Tilt

Alert, função para veículos basculantes para auxiliar na descarga, que indica a inclinação do veículo, informando o motorista sobre o ângulo crítico para a operação e a condição de risco de acidente; OptiLevel™, que controla de maneira inteligente a suspensão, reduz o consumo de combustível na estrada e mantém a altura do rebocado durante a operação de carga e descarga, acelerando o processo e tornando-o mais seguro; OptiLoad™, controle automatizado que ajuda a evitar a sobrecarga do veículo trator, levantando automaticamente o último eixo do semirreboque e OptiLink™, aplicativo para telefone celular (smartphone) que controla e monitora um conjunto de funções de segurança e eficiência de combinações de veículos comerciais e se destaca como um marco na gestão de frota em todo o mundo. As soluções da empresa estão presentes mundialmente em caminhões, ônibus e semirreboques, inclusive para veículos especiais como rodotrens, bitrens e demais configurações brasileiras.

LÂMPADA ORIGINAL Depois de ter lançado no segundo semestre de 2019 a lâmpada halógena de 24V MasterDuty X-treme Vision para veículos pesados, a Philips está apresentando ao mercado um novo produto para o segmento de veículos pesados. Trata-se da lâmpada Standard Essential 24, que tem como principal diferencial ser original de fábrica disponível no mercado de reposição. Segundo a fabricante, a nova lâmpada se 10

dintingue da maioria dos produtos encontrados no mercado, pois utiliza vidro de quartzo UV, que proporciona mais proteção, maior resistência às vibrações e mudanças bruscas de temperatura. Ainda de acordo com a empresa, esta lâmpada é utilizada pela maioria das montadoras em caminhões e ônibus zero quilômetro.


DA REDE FORD PARA A FOTON A Foton acaba de ampliar sua rede distribuição com 21 revendas autorizadas que antes eram Ford Caminhões. Com a transição, a marca chinesa passa a contar com 45 concessionárias que atendem vendas e pós-venda com serviços e peças de reposição em 15 Estados brasileiros. Até o início de 2021, a meta da empresa é chegar a 60 pontos no território brasileiro. Ricardo Mendonça de Barros, diretor de desenvolvimento da rede Foton do Brasil, destacou que os revendedores Ford conhecem bem o mercado e sabem que há um extraordinário potencial para os caminhões Foton no País, porque a montadora chinesa possui um portfólio de produtos de última geração e muito abrangente. Barros lembra que os ex-distribuidores Ford sabem trabalhar

muito bem os produtos dos segmentos leves, médios, semipesados e pesados e com certeza isso fará com que a participação da marca cresça no mercado. Já o diretor de desenvolvimento produtos da Foton do Brasil, Eustáquio Sirolli, lembrou que a linha Foton tem similaridade com o portfólio Ford, o que também contribui com a migração, como motores Cummins e transmissões ZF. “Os equipamentos de diagnóstico já disponíveis na rede servem a ambas as marcas, facilitando as análises e seus reparos ou manutenções e resultando em muita sinergia na área de serviços”, explicou.

TIPLER CHEGA AOS 45 ANOS A Tipler, uma das mais tradicionais fabricantes de bandas pré-moldadas e produtos para reforma de pneus, acabou de completar 45 anos de atividades. Localizada em São Leopoldo/RS, a empresa se posiciona como uma das mais conceituadas do País da indústria de reforma e recauchutagem de pneus de carga. A empresa conta com concessionários localizados em todo o Brasil e também na Argentina, Chile e Uruguai. A rede atua de acordo com processos de reforma previstos em Manual Tipler de Recapagem MTR, o qual segundo a empresa entrega ao mercado pneus com padrão de segurança e qualidade internacional. A rede Tipler é uma das

poucas no País que todos os concessionários operam segundo as normas da RAC 444 do Inmetro, que determinam os requisitos para realização da atividade de reforma de pneus com segurança e qualidade.

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ENTREVISTA

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NÃO TEM JOGO PER

JOÃO GERALDO

A

Pandemia da Covid 19 bateu forte na maioria das atividades econômicas, reduziu a produção e vendas de veículos comerciais, vidas, empregos, renda de trabalhadores. O isolamento social trouxe muitas mudanças nas relações de trabalho, prestação e contratação de serviços e acelerou o uso da tecnologia digital pelo setor de transporte. Em entrevista à revista O Carreteiro, o presidente da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Roberto Cortes, fala das mudanças provocadas no setor de transpor12

te, da comunicação entre motoristas desde o tempo do rádio PX e da necessidade de renovação da frota de caminhões. “São tempos desafiadores, mas não jogo perdido”, resume o executivo sobre a confiança no mercado e nas medidas necessárias para a recuperação da economia brasileira

Tem se ouvido muito por aí, de pessoas de diferentes setores, credos e níveis social e intelectual, que o mundo será diferente após a pandemia da Co-

REVISTA O CARRETEIRO –


ERDIDO vid-19. O que você imagina que pode, ou que poderia mudar no setor de transporte rodoviário de carga, especialmente na relação entre fabricantes de caminhão e clientes? ROBERTO CORTES – Períodos extremos, como o que o mundo está vivendo, têm o poder de acelerar transformações. O home office, que foi um grande tabu para parte das empresas, por exemplo, tende a se tornar uma prática muito mais comum. Cremos ainda ser prematuro fazer um desenho do novo mundo, mas modelos de negócios adotados neste período, como vendas de caminhões e ônibus por aplicativos, serviços via internet, uso de ferramentas virtuais para reuniões, tendem a ser mantidos. O CARRETEIRO – Com as pessoas trabalhando em casa e se comunicando mais à distância, sobretudo motorista de caminhão e familiares, a Internet ganhou importância extra neste período de quarentena. Você acredita que essa necessidade suprida pelo mundo digital poderá provocar uma aceleração, por exemplo, na adesão dos transportadores às tecnologias dos serviços conectados? ROBERTO CORTES - A conectividade já era uma tendência antes da pandemia da Co-

vid-19. Tanto que o lançamento do Volks Care foi um dos destaques da Volkswagen Caminhões e Ônibus na Fenatran 2019. Entre os serviços dessa nova estrutura para atendimento sob medida aos nossos clientes, está a gestão dos dados gerados pela RIO, a empresa de conectividade do Grupo TRATON. Cremos que a crise atual deverá, e muito, acelerar esse movimento. Não apenas pela facilidade de acesso a dados remotos, mas, sobretudo, porque o foco nos resultados ficará ainda maior. A conectividade é uma forte aliada nesse sentido. O CARRETEIRO – Hoje, os pacotes de serviços já atendem, senão de modo completo, quase que totalmente às necessidades dos transportadores. Você acredita que há espaço a curto prazo para a introdução de novos produtos e serviços na área da conectividade? ROBERTO CORTES – Sem dúvida. Novas tecnologias e serviços surgem a todo momento. As transformações promovidas por startups na área da mobilidade em todo o mundo são o maior exemplo disso. Pelo fato de a plataforma RIO ser modular, conseguimos incluir novos serviços próprios e de parceiros através do

Períodos extremos têm o poder de acelerar transformações. O home office, que foi um grande tabu para parte das empresas, tende a se tornar uma prática muito mais comum ocarreteiro.com.br

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ENTREVISTA

Marketplace, conforme a demanda dos clientes. O CARRETEIRO – Diante das prováveis mudanças na forma de relacionamento entre as pessoas, das quais os motoristas de caminhão autônomos, empregados, agregados etc não estarão livres, certamente o mundo digital ganhará ainda mais relevância. De que forma esse movimento poderia trazer alguma contribuição para o setor de transporte rodoviário de carga? ROBERTO CORTES – Os motoristas de caminhão são uma categoria altamente conectada já há bastante tempo – desde a

época em que o rádio era a única comunicação possível nas estradas, até o surgimento de aplicativos como o WhatsApp. A adoção de mecanismos de conectividade/telemetria já é uma realidade, e vai se expandir cada vez mais. O CARRETEIRO – A economia brasileira vinha num ritmo crescente e junto com ela os diferentes setores. Até que ponto, além da queda de produção e vendas, o período de isolamento pode ter alguma influência a mais nos rumos da indústria de veículos pesados no País? ROBERTO CORTES – A pandemia de Covid-19 já traz fortes impactos nos resultados do mercado automotivo em todo o mundo, mas ainda é cedo para prever qual será o cenário ao final dessa crise. O CARRETEIRO – Você acredita que ainda em

2020 o volume de produção e vendas de caminhões voltarão ao ritmo de antes da pandemia? ROBERTO CORTES – Tudo depende do caminho a ser adotado pelo país para reaquecer a economia. É preciso trabalhar desde já. No que é específico do nosso mercado, é importante falarmos de incentivos (não subsídios) ao setor, para que os negócios retomem gradativamente aos patamares pré-crise. O CARRETEIRO – Considerando não estamos

numa guerra, portanto sem qualquer des-

Os motoristas de caminhão são altamente conectados já há bastante tempo, desde a época em que o rádio era a única comunicação possível nas estradas, até o WhatsApp. 14


truição de meios de produção, há espaço para se pensar em tempos difíceis para as indústrias do setor automotivo neste ano e no próximo? ROBERTO CORTES – São tempos muitos desafiadores não apenas para as indústrias do setor automotivo, mas para a grande maioria das atividades econômicas, de uma forma geral. Mas não há jogo perdido. Continuamos confiando no mercado e na equipe econômica do governo para adotar medidas necessárias para o aquecimento da economia. Acreditamos no Brasil e estamos à disposição para contribuir. O CARRETEIRO – Uma

questão à espera solução é a renovação da frota de caminhões, com idade perto dos 20 anos e com os modelos mais antigos nas mãos dos transporta-

dores autônomos. Essa não seria uma questão para ser vista com mais atenção no novo momento pós-pandemia? ROBERTO CORTES – Sim. É também o momento de retomar, desta vez de forma séria e duradoura, os programas de renovação da frota. A idade média da frota de caminhões circulante no País é 17 anos, mas não é raro ver veículos com 20 ou 30 anos nas ruas e estradas. Substituindo esses modelos por veículos atuais, haveria ganhos ambientais, de segurança e também reaqueceríamos os negócios de todas as fabricantes e de vários outros setores envolvidos nesse processo. É necessário também uma ação para se aumentar a concessão de crédito, tanto para o capital de giro das empresas, como para fomentar o financiamento de caminhões e ônibus. ocarreteiro.com.br

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PROFISSÃO

O V O N O MAL AS D R A O N ESTR S A N

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Desde o início da quarentena como ação preventiva para conter o avanço da epidemia do novo coronavirus, há três meses, os motoristas de caminhão tiveram de se adaptar a uma nova realidade na estrada para manter a circulação de mercadorias no País DANIELA GIOPATO

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Fotos SHUTTERSTOCK E ARQUIVO PESSOAL

E

m março, os motoristas de caminhão se depararam com um cenário bem diferente do que estão acostumados no dia a dia da profissão. As estradas ficaram vazias e os estabelecimentos que a eles davam suporte estavam fechados: borracharias, mecânicas, lojas de autopeças e, principalmente, os restaurantes. Provocadas pela chegada do novo Coronavírus ao País, as mudanças mexeram com a rotina de toda população brasileira. O isolamento social foi adotado como medida para conter a contaminação. Porém, alguns motoristas tiveram de continuar a trabalhar por ser a atividade de transporte considerada serviço essencial para a sociedade. Foi o caso dos carreteiros que, apesar de toda falta de infraestrutura continuaram a viajar para manter o abastecimento e a circulação de mercadorias no País. Ao longo desse período várias empresas se mobilizaram na tentativa de ajudar a minimizar as dificuldades enfrentadas pelos profissionais. Nas ro-

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PROFISSÃO

Muita coisa mudou e algumas melhoraram, disse Sidinei Magagnin: agora até medem nossa temperatura para autorizar a entrada no Porto dovias houve distribuição de marmitas, kits de higiene, máscaras, tags de pedágio etc. Os restaurantes se adaptaram e passaram a atender de maneira delivery. Borracharias e oficinas mecânicas também foram consideradas serviços essenciais e puderam se manter abertas com restrições para aumentar a segurança. Porém, apesar de todas essas ações, a rotina dos carreteiros está longe do que era antes da pandemia. Muitos hábitos tiveram de ser revistos para garantir uma maior segurança na estrada. Entre eles a utilização de máscaras, distanciamento entre os colegas, maior higienização pessoal (lavagem das mãos e utilização 18

de álcool em gel) e também do caminhão. Outro fator importante foi o aumento da ansiedade em relação ao futuro da profissão, do transporte e o medo de se contaminar e transmitir a doença para familiares. Os motoristas passaram a lidar também com um maior grau de insatisfação, por se sentirem descriminados mesmo em um período em que a profissão foi considerada como atividade essencial para o País. “Quando tudo isso começou eu me lembro que fiquei bastante assustado. Eu viajava na rota Mato Grosso do Sul, Paranaguá e Maringá. Parava nos postos e conseguia apenas abastecer, pois todos os demais serviços estavam fechados. Em alguns postos, os restaurantes permitiam fazer o pedido e receber a encomenda do lado de fora. Mas muitas vezes percebia um certo preconceito ao ver outros profissionais acessando o restaurante”, desabafou Sidinei Magagnin, 39 anos, 19 de profissão, de Cascavel/PR. Sidnei explica também que está trabalhando normalmente desde o início do isolamento. Apenas reforçou os cuidados para evitar ser contaminado e passar aos seus familiares. Tem opinião de que muito do pânico é criado pela mídia e a política. Acredita que outras doenças matam até mais, como a dengue. Conta também que apesar de todo esse cenário negativo, algumas coisas melhoraram. “O frete melhorou e o diesel abaixou. Sou assalariado, mas vejo todas essas mudanças. Os restaurantes já adotaram medidas seguras como o distanciamento entre as mesas. No Porto de Paranaguá, eles medem a temperatura de todos antes de autorizar a entrada, bem diferente de quando tudo isso começou. A gente parecia bicho”, lembra Magagnin. João Eldes Vieira dos Santos, São


João Eldes Vieira contou que compra a comida e almoça no caminhão, sem contato com ninguém, para se sentir mais seguro e proteger sua família Paulo/SP, 49 anos de idade e 25 de profissão, também recorda de ter ficado bastante assustado quando o isolamento começou, principalmente pela falta de informação e conhecimento. Disse que lembra que uns falavam da velocidade que o vírus era transmitido, outros não tinham ideia do que fazer e os restaurantes fechados. “Uma realidade bem diferente da que estávamos acostumados. E diante de todas as incertezas eu tinha de continuar trabalhando. Cheguei a passar fome quando viajava de Belo Horizonte para São Paulo. Não achei restaurante aberto nem para um lanche. Apenas a noite consegui um lanche através do delivery”, conta. Ainda segundo João Eldes, quando ele explicou a situação na transportadora teve como resposta que infelizmente ia ser assim, mas logo iria passar pois com certeza alguém ia dar um jeito. “Então passei a levar alguns alimentos no caminhão”, disse. Hoje, conforme explica, as coisas estão mais adaptadas à nova realidade. Os restaurantes voltaram a funcionar com espaçamento entre as mesas e o sistema delivery também foi ampliado. “Eu compro a minha marmita e almoço no meu caminhão. Me sinto mais seguro pois não tenho contato com ninguém. Acredito estar agindo certo para proteger a mim e a minha família”, declara. João reforça que o trabalho aumentou depois da pandemia. Lembra que antes conseguia ficar dois dias em casa e agora trabalha o dobro. Chega em casa no domingo, 10 horas da manhã, mas quando é cinco da tarde já volta para a estra-

da. “Antes as estradas até estavam vazias, mas agora parece que muitas pessoas deixaram de respeitar a quarentena e o movimento está bem alto”, observou. Em relação ao futuro do transporte e da profissão, João está otimista e acredita que o trabalho só vai aumentar. “O transporte pode até dobrar pois vai ter muito mais cargas para circular. E com fé em Deus, com o fim da quarentena tudo que estava parado vai voltar a funcionar e automaticamente o frete vai acompanhar esse aumento. Vai ser correria para voltar a colocar em circulação aquilo que estava parado”, opinou. A carreteira Vera Lúcia Sousa, moocarreteiro.com.br

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PROFISSÃO

Para Vera Lucia, as grandes mudanças aconteceram no início da pandemia quando restaurantes, borracharias e oficinas fecharam e faltou apoio na estrada

torista há três anos, mora na Bahia e sempre acompanhou o marido em suas viagens. Hoje ela faz a rota entre Luiz Eduardo e Salvador. Ela explica que as grandes mudanças realmente foram no início da quarentena, quando os estabelecimentos como restaurante, borracharia e oficinas fecharam. “Ficamos sem apoio na estrada. Até para ir ao mercado estava difícil, pois existia preconceito em relação a permitir a entrada dos caminhoneiros nos estabelecimentos já que sempre ficamos expostos. Então não conseguíamos nem abastecer a nossa caixa cozinha. Mas logo essas dificuldades passaram”. 20

Na rota feita por Vera tudo já voltou a normalidade, porém com restrições. Os restaurantes, oficinas, borracharia estão funcionando, porém com medidas de segurança para preservar os clientes. “Voltamos a ter apoio, mas claro que apesar disso continuamos tomando todos os cuidados”. Ela conta que pega as cargas com os fazendeiros e sente que há um certo receio. “Tudo é feito respeitando uma distância segura e com equipamentos de proteção. Mas nas BRs o tráfego está normal e não sentimos muita diferença. O frete está bom. Então realmente não tenho muito o que reclamar”, explicou. A carreteira faz questão de ressaltar que apesar da situação não estar ruim na rota que trabalha, ela e o marido estão se protegendo e mantendo todos os cuidados recomendados pelo Ministério da Saúde. “Sempre temos no caminhão três máscaras para usar durante todo o dia, álcool em gel nas mãos o tempo inteiro e evitamos qualquer tipo de aglomeração e contato físico com muitas pessoas. Mas, infelizmente essa preocupação não faz parte do dia a dia de todos os colegas”, lamentou. Segundo ela, algumas pessoas não estão tomando os mesmos cuidados e por isso temos que evitar ainda mais o contato com eles. “Esse cuidado é importante, porque o vírus está em toda a parte, não escolhe quem vai infectar e já afetou o mundo inteiro. “O medo existe, mas não podemos parar. E tomando as devidas precações estamos nos protegendo”, concluiu.


SOLUÇÕES DE DE PESO PESO SOLUÇÕES SOLUÇÕES DE PESO PARAO O SEU NEGÓCIO NEGÓCIO PARA PARA OSEU SEU NEGÓCIO

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Carroceria de Bebidas

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PANDEMIA

CUIDADOS ALÉM D PROPRIETÁRIO

A queda de movimento e a insegurança causada pela pandemia que levou a população ao isolamento social têm ajudado transportadores a entenderem melhor a importância dos programas de manutenção como ferramenta eficiênte para redução de custos da operação JOÃO GERALDO

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anutenção do caminhão do modo tradicional e de acordo com o Manual do Proprietário tem sido cada vez mais uma coisa do passado. Ao menos para quem utiliza algum dos planos de manutenção oferecidos pelas montadoras, os quais por meio da conectividade disponibilizam dados do caminhão, da operação 22

e até da forma de condução do motorista. Tudo é registrado e com as informações as montadoras são capazes de oferecer a redução de custos do quilômetro rodado. mais de uma montadora. Esses serviços têm facilitado a vida de transportadores, avisando de manutenções do veículo, além de outras informações importantes para o bom andamen-


M DO MANUAL DO

to do negócio. O crescimento do número de caminhões conectados no País indica que a prometida redução de custos e de aumento da produtividade - inclusive autônomos - tem acontecido. Oferecidos normalmente junto com a venda do veículo Okm, as montadoras afirmam que a situação de pandemia causou um certo aquecimento na procura pelos ser-

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A Scania tem 30 mil caminhões da marca conectados no Brasil e 450 mil no mundo

viços conectados. Caminhões da marca produzidos a partir de maio de 2016, que já contam o módulo Scania Communicator, também são aptos ter serviços conectados. ocarreteiro.com.br

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PANDEMIA

A redução de custos tem contribuído para o crescimento da adesão de transportadores aos programas de manutenção da fábrica Como já de conhecimento dos transportadores, as ações de melhoria que podem contribuir com redução do custo do quilômetro rodado são feitas a partir de dados inteligentes gerados pelo caminhão por meio da conectividade para otimizar a operação. As informações possibilitam a identificação dos intervalos de manutenção do veículo, velocidade média, estilo de direção do motorista e consumo de combustível. No período de isolamento social o uso de ferramentas dos serviços conectados Scania passou a ser mais intenso, conforme observou Silvio Munhoz, diretor comercial da montadora. O executivo 24

acredita acredita numa provável aceleração das vendas de planos de programas de manutenção, porém com moderação. “Vamos demorar pra voltar aos volumes que tínhamos antes da pandemia, mas temos notado que a procura e o interesse vem crescendo em relação à situação anterior”, afirmou. De acordo com o executivo, desde o início o período de isolamento, em março, a adesão ao programa de manutenção Premium está crescendo em relação ao plano Básico. “Percentualmente, as vendas do Plano Premium eram menores, mas os transportadores estão querendo se assegurar da cobertura, pois essa situação de incertezas tem levado a buscar algo que lhe dê confiabilidade e mais segurança. O programa Premium Flexível citado


Silvio Munhoz: a pandemia levou os transportadores a buscarem mais segurança e isso eles encontram na rede de concessionárias

por Munhoz contempla manutenções preventivas e corretivas de forma individualizada, personalizada e cobrança por faixa dinâmica de economia de combustível. O objetivo é garantir rentabilidade máxima e disponibilidade do veículo. Um dos atrativos desse programa é a proposta de redução de 25% no custo total do caminhão. Os contratos de adesão são de três, quatro ou cinco anos e a cobrança é baseada em cálculo prévio dos custos totais de manutenção se haver mudanças durante o tempo de vigência. Se houver mais gastos do que esperado, a Scania assume a responsabilidade. Ainda de acordo com Munhoz, a pandemia tem ajudado nesse processo de segmentação. "A gente falava e recomendava, mas agora na pandemia com o maior uso das ferramentas os trans-

portadores começaram a entender com mais rapidez a eficiência dos serviços e o uso de produtos está aumentando, Em abril a Scania realizou um encontro digital com a rede de concessionários para apresentar novos programas de mautenção e poder oferecer mais opções de serviços que se encaixem nas necessidades dos transportadores pois, segundo Munhoz é muito grande a carência do mercado. O executivo acrescenta que os transportadores buscam eficiência segurança, coisas que encontram nos programas de manutenção e na rede. "Eles sabem que as concessionárias estão abertas e preparadas para dar atendimento. É a confiança na marca, especialmente agora na pandemia, que a incerteza leva a buscar soluções confiáveis", finalizou. ocarreteiro.com.br

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PANDEMIA

CONECTIVIDADE M Diante do crescimento do uso de serviços conectados, provocado pela pandemia da Covid-19 e pelo isolamento social, as tecnologias digitais já não encontram resistência para serem vistas pelos transportadores como eficientes ferramentas para redução de custos e maior segurança na operação de transporte JOÃO GERALDO

A

s guerras têm o poder de transformar culturas até mesmo quando o inimigo é invisível, e não será diferente após a batalha contra a pandemia da Covid-19 que se instalou em todo o mundo. A frase, dita por um executivo de pós-venda da Volvo, faz referência às mudanças que deverão acontecer na indústria de caminhões, incluindo fábricas, veículos e os transportadores. Tudo isso nos próximos anos. O ponto principal dentro desta visão é uma utilização melhor e mais ampla dos serviços conectados. Esta tecnologia ocupará cada vez mais um lugar de destaque no setor do transporte rodoviário de cargas, dando sequência a um pro-

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cesso que já se encontra em andamento. A mudança já começou, conforme lembra o gerente de pós-vendas da Volvo do Brasil, Carlos Banzzatto, com a conscientização, nos últimos anos do quanto a tecnologia é favorável na operação de transporte. Ele destaca que é grande a aderência dos clientes na utilização das plataformas digitais da mon-


E MAIS PRÓXIMA

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Central Volvo de Assistência Rápida, em Curitiba/PR

tadora para reduzir custos. “A Volvo tem milhares de caminhões conectados e essa mudança veio para ficar e transformar a cultura”, acrescentou. E transformação vai além da utilização e aproveitamento dos benefícios da tecnologia, pois traz com ela também o interesse do transportador em saber como tudo funciona e o que as inovações

podem lhe oferecer. Para o executivo, isso tudo vem de um modo natural e será melhor para todos os tipos de negócio. Banzzatto cita como exemplo a facilidade que existe hoje com a internet e tudo que ela trouxe para o acesso a todo tipo produtos e serviços. A utilização da conectividade no setor do transporte rodoviário de cargas ocarreteiro.com.br

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PANDEMIA

Carlos Banzzato: com os serviços conectados o transportador passa a ter um leque cada vez maior de serviços e cada vez mais interação on-line não é diferente. E quando se fala de motorista e tecnologia digital, pesquisas antigas já mostravam que esse profissional teve sempre um percentual maior de aderência ao smartphonedo quando comparado com os demais consumidores. "E mais, a internet está ajudando muito na proximidade com o carreteiro, além disso ele fica mais tranquilo durante a jornada. Embora já ocorra há algum tempo, a tecnologia digital está ganhando mais força com a atual situação provocada pelo Coronavírus. De acordo com Banzzatto, antes da pandemia quando se falava aos clientes em ganhos de até 15% 28


no consumo de combustível com a aplicação da telemetria, eles perguntavam quanto esse benefício iria gerar de custo e diziam que ia pensar. “Hoje, no meio da pandemia, eles já olham diferente e perguntam: quanto conseguimos melhorar com o uso da tecnologia?, completou. Segundo o executivo, ficou mais fácil mostrar para os transportadores que com a telemetria é possível se obter ganhos reais da condução e reduzir o consumo ajudando o motorista a conduzir o caminhão da forma correta nas diferentes situações, com o caminhão carregado, rotas difíceis etc. “O serviço conectado aumenta substancialmente a produtividade e a disponibilidade do veículo. Agora isso está mais evidente, reduz custos, que é a parte mais sensível do transportador, sobretudo nessa fase. Por isso ele quer ajuda da tecnologia”. A grande mudança, prossegure, é pagar pouco por muito. Essa porta foi aberta nos serviços conectados do transporte", diz Banzzatto. Ele acrescenta que quando o transportador adere passa a ter um leque cada vez maior de serviços e cada vez mais interação com on-line. "Antes, quem ia comprar um caminhão verificava vários itens; os serviços conectados só vinham depois da conclusão do negócio. Isso mudou. Na Fenatran, antes de perguntar do preço e as condições, muitos transportadores já falavam da conectividade e do pós-vendas. Só depois perguntavam do veículo e das condições de pagamento”, explicou. Banzzatto acrescenta que a Volvo calcula o que realmente os transportadores precisam, e nesse momento de pandemia a companhia os têm apoiado individualmente em diferentes setores. Disse que o próprio plano de manutenção tem ajudado muito, e eles estão va-

A transformação vai além da tecnologia e traz com ela o interesse em saber como tudo funciona e o que as inovações podem oferecer lorizando bastante por estarem pagando pelo menor custo operacional. "Cada vez mais a marca se tornou um “sócio” do cliente, porque a cadeia está mais enxuta em termos de custos e produtividade, eficiência etc", declarou. Para finalizar, Banzzato disse que hoje o engenheiro da Volvo fala com o cliente, que por sua vez fala com a concessionária enquanto a fábrica prossegue desenvolvendo produtos formando um elo que não pode ser quebrado. “Isso trouxe uma sinergia muito mais forte na qual nós, da fábrica, estamos preocupados em apoiar o transportador para que ele seja rentável e não quebre. ocarreteiro.com.br

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PÓS-PANDEMIA

RELAÇÃO MAIS PRÓXIMA NO TRANSPORTE

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a mesma linha dos demais fabricantes de caminhões, e também com apoio da rede de concessionários, a Iveco ampliou seus serviços digitais para tornar mais fácil e eficiente a comunicação e a relação com os clientes da marca durante o período de pandemia e isolamento social. As ações já realizadas e outras que virão, certamente trarão mudanças para o setor de transpor30

tes, observou o responsável pela Iveco na América Latina, Márcio Querichelli. Bastante otimista em relação ao futuro do País e do setor de transporte rodoviário de carga, afinal o Brasil enfrentou diversas crises econômicas ao longo de sua história, conforme lembrou, o executivo disse que o movimento de mudanças já é percebido principalmente no contato com clientes. "Nos próximos meses


Uma das prováveis mudanças para o setor de transporte rodoviário de carga após a crise da pandemia da Covid-19 será a maior proximidade entre fabricantes de caminhão, rede de concessionárias, empresas de transporte e motoristas autônomos

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JOÃO GERALDO

vamos saber como o setor de transporte vai reagir a mais um contratempo. De todo modo, acredito na força que os brasileiros têm diante de momentos adversos como esse", complementou. Sobre as ações da Iveco, Querichelli contou que nesse período de pandemia a montadora ampliou as ações que envolvem departamentos de vendas e pós-venda para atender os transportadores.

“Reforçamos os setores de atendimento por meio do 0800 702 3433 que fica disponível 24 horas e possibilita atendimento remoto para pedir socorro emergencial, agendar atendimento em concessionárias, obter informações e tirar dúvidas”, explicou. Outro movimento, complementou o executivo, foi intensificar a prestação de serviço aos caminhoneiros nas redes soocarreteiro.com.br

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PÓS-PANDEMIA

Caminhões Iveco são monitorados por sistema inteligente de telemetria e conectividade que ajudam a melhorar a performance da operação

ciais, com dicas e informações úteis, medidas de prevenção à Covid-19 e a higienização do dia a dia. A empresa implementou também o atendimento via WhatsApp (31-2107-2355), justamente por ser a plataforma mais utilizada pelos motoristas de caminhão. “Esse caminho é irreversível. Temos de estar com nossos clientes em todos os momentos, com agilidade e eficiência”, acrescentou, destacando o crescimento do uso da tecnologia digital pelos transportadores em geral durante o período de isolamento. Com as pessoas se comunicando mais à distância, sobretudo o motorista de caminhão com empresas e familiares, a internet ganhou importância extra. O executivo destaca que essa necessidade suprida pelo mundo digital deverá provovar uma aceleração, por exemplo, na adesão de transportadores às tecnologias dos serviços conectados. 32

“Os transportadores estão utilizando a tecnologia para fazer a gestão de frota e se comunicarem com motoristas, e isso vai ganhar impulso no pós-pandemia”, disse. Querichelli destacou também, como exemplo, o crescimento de aplicativos de cargas que conectam empresas a caminhoneiros. “Para dar subsídio para isso, nós temos ampliado a conectividade e a telemetria dos nossos produtos, com cada vez mais a inclusão de sistemas digitais que fazem conexão dos caminhões e dos caminhoneiros com suas bases, nas transportadoras e aplicativos”, contou. O executivoreforça que os sistemas de conectividade já fazem parte do dia a dia das transportadores e os caminhões conectados são uma realidade. Com as frequentes mudanças na tesnologia da informação, é provavel que essa 'atualização constante' aconteça cada vez mais rápido. "Cito como exemplo o Iveco Co-


Estamos com nossos clientes em todos os momentos, com agilidade e eficiência, disse Márcio Querichelli, sobre a tecnologia digital no setor nect, sistema de telemetria e conectividade inteligente que agrega importantes funções em uma única ferramenta. Com a central localizada na fábrica em Sete Lagoas/MG, o sistema monitora 24 horas ininterruptas as informações recebidas pelos dispositivos e tem a responsabilidade de antecipar a demanda dos clientes da marca em qualquer eventual problema com o veículo. “O objetivo da marca é proporcionar a redução de custos, um melhor gerenciamento da frota e estar cada vez mais próxima e conectada com os clientes. Há uma equipe especializada no monitoramento da frota conectada”, disse o executivo. O sistema está preparado para entregar informações da performance do veículo, como por exemplo, rotação do motor, temperatura, torque, aceleração, consumo de combustível e geolocalização. Por meio do histórico dos dados da operação do veículo, a tecnologia permite que se entenda a aplicação do cliente e a montadora possa fornecer serviços cada vez mais adequados à realidade do cliente, prevenindo falhas e sugerindo configurações técnicas apropriadas, por exemplo, da rota e até de outro veículo da marca que possa oferecer uma melhor performance na aplicação. Querichelli acrescentou que, entre as várias funções, o sistema monitora permanentemente o desempenho do motorista e as funções do veículo. Em caso de haver algum problema, o motorista é contatado e recebe sugestões de solução. As informações, individuais de cada cliente, também servem de base para a Iveco ofere-

cer produtos mais adequados às aplicações do transportador. Lembrou que a relevância cada vez maior da tecnologia no setor permitirá aproximar dos transportadores, pois não basta apenas vender o produto e fazer contato com o cliente apenas quando ele for à concessionária para uma revisão do veículo. “Esse relacionamento será levado a outro nível. Falo de uma parceria em que ambos os lados têm benefícios”, explicou. Querichelli acredita que o legado maior que ficará após a pandemia será mesmo o relacionamento com o cliente. “A proximidade ainda maior com transportadores e motoristas autônomos vai permitir que a montadora desenvolva produtos e serviços que atendam as necessidades de forma plena, com redução de custos na operação, rentabilidade e parceria de longo prazo”, finalizou. ocarreteiro.com.br

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PÓS-PANDEMIA

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JORNADA SEM RETORNO

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Utilizado há anos anos pelos motoristas de caminhão, o WhatsApp se tornou uma importante ferramenta de comunicação também para os fabricantes de caminhão e suas redes de concessionários falarem com os transportadores JOÃO GERALDO

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odo momento de crise motiva a criatividade, leva as pessoas a pensarem além do convencional e ajuda a refletir sobre como fazer o trabalho de uma maneira ainda mais eficiente. Essas palavras, ditas por um dos principais executivos da DAF Caminhões, reforçam os comentários que após a pandemia da Covid-19, a vida será diferente dentro fora das empresas, sobretudo pelo distanciamento físico entre as pessoas. No setor de transporte não está sendo diferente. As mudanças já começaram faz tempo e elas se aplicam a todos os profissionais ligados ao setor. Dos motoristas autônomos e agregados aos empregados; das montadoras às redes de concessionárias. "E reforçam as transformações que já se encontram em andamento, pois com isolamento social esse processo sofreu uma aceleração", acrescenta Luis Gambim, diretor comercial da DAF Caminhões. O executivo destaca que graças à tecnologia e eficiência da internet, o afastamento físico entre as pessoas não conseguiu interromper o trabalho de contatos e de vendas com os transpor-

Luis Gambim destaca que o mercado está aberto a novas tecnologias que facilitem o trabalho do transportador e o ajudem na rentabilidade da operação tadores que operam com caminhões, sobretudo da marca. “Certamente que o contato pessoal é fundamental em diversas ocasiões, mas é possível estar próximos e presentes de nossos clientes mesmo sem estar à sua frente”, disse. Gambim destaca que nessa comunicação (montadora –clientes - concessionárias), o WhatsApp tem sido uma das ferramentas mais usadas, especialmente no contato com a rede autorizada. Para ilustrar a força e eficiência da comunicação nesse novo momento, Gambim cita o recém-criado DAF Agende Fácil, serviço de agendamento de manutenção unificado para toda a rede de concessionários da marca, que pode ser acessado pelo Smartphone ou por uma ligação telefônica gratuita. O serviço centraliza o agendamento de manutenção preventiva e corretiva, presta orientações e informações sobre serviços, peças etc. No período de isolamento social, a monocarreteiro.com.br

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PÓS-PANDEMIA A facilidade de comunicação proporcionada pela tecnologia ajuda a dar agilidade no atendimento aos transporadores

tadora registrou um crescimento médio de 20% nestas atividades, considerando os 38 pontos de atendimento que já conta distribuídos pelo País. “O uso da internet e suas soluções são um caminho sem volta. Algumas delas delas podem ser implementadas com grande velocidade e com resultado positivo”, afirma. O executivo lembra que o mercado está aberto a novas tecnologias que facilitem o trabalho do transportador e o ajudem na rentabilidade de sua operação. “Toda tecnologia neste sentido é bem-vinda e será aceita pelo cliente”, acrescenta. Em sua opinião é provável que o impacto causado pelo novo momento será positivo, pois a conectividade criará uma proximidade ainda maior entre a indústria e o mercado. Ele observa que os clientes também vão ganhar em agilidade na prestação de serviços e no aces36

so a peças de reposição, podendo consultar, esclarecer dúvidas e comprar pelo e-commerce. “Este é um momento em que aproveitamos para acelerar a nossa forma de atender, orientar e prestar suporte a nossos clientes e os heróis da estrada, de forma mais próxima, mesmo que virtual”, complementou. Assim como outros executivos da indústria de caminhão, Gambim não descarta que a partir desse segundo semestredeverá haver uma retomada gradual da produção e das vendas. Ele lembra que a DAF também começou 2020 com resultados excelentes, tendo o modelo XF105 em terceiro lugar na sua categoria. “Estamos trabalhando para manter a participação de mercado, atender setores da economia que precisam de caminhões para continuar suas atividades e também para retomarmos assim que a situação do País se normalizar”, concluiu.


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TECNOLOGIAS

TECNOLOGIAS ESSENCIAIS

A pandemia da Covid-19 abriu caminho para a expansão da tecnologia digital no transporte rodoviário de cargas e reforçou a tendência de que os serviços são tão essenciais quanto os veículos. Sobre esse avanço, o vicepresidente de vendas e marketing caminhões e ônibus da Mercedes-Benz do Brasil observa que as pessoas vão se acostumando com as inovações, entendendo seus conceitos, suas vantagens e o quanto elas são essenciais para proporcionar eficiência em suas atividades 38


Novo Actros disponibiliza tecnologia digital que o coloca na posição de caminhão mais avançado do mercado brasileiro

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e de um lado os transportadores estão bem assistidos com serviços e atendimento eficiente, por outro as fabricantes de caminhões têm o constante desafio de oferecer a eles produtos e tecnologias que entreguem a rentabilidade esperada, ou ao menos parte dela. Essa é uma tarefa bem executada pelas montadoras no Brasil, havendo até por parte delas antecipação às expectativas do mercado, com veículos que trazem novas tecnologias e conduzem os profissionais do setor para um ambiente cada dia mais moderno e eficiente. Um exemplo recente dessa entrega é o Novo Actros, um caminhão no qual a Mercedes-Benz ousou a disponibilizar novidades tecnológicas inéditas no segmento de cavalos mecânicos premium no Brasil. O lançamento colocou a montadora em um novo patamar de oferta de pro-

duto e conectividade, conforme sugere o vice-presidente de vendas e marketing caminhões e ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, Roberto Leoncini. O novo caminhão foi apresentado aos transportadores do País na Fenatran 2019 como a principal novidade da feira. As entregas, no entanto, entanto, só começaram em abril deste ano, justamente num momento em que a tecnologia digital ganhou ainda mais importância em razão da crise da Covid-19. Leoncini observa que o portfólio inédito de soluções que chegou ao mercado juntamente com o Novo Actros se destaca por inovações exclusivas para o segmento de cavalos mecânicos. Como exemplo, ele destacou o Mercedes-Benz Uptime, um serviço exclusivo para o novo veículo que reúne ações que antecipam e monitoram continuamente váocarreteiro.com.br

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TECNOLOGIAS

Com base em telemetria, inteligência artificial, algoritmos, tecnologia digital e automatização, o Novo Actros elevou a Mercedes a um novo patamar de serviços rios módulos e indicadores do caminhão e evitam paradas do não programadas. Independente das tecnologias que o tornam o veículo Novo Actros um dos caminhões mais avançado e tecnológico no mercado brasileiro, os recursos da internet têm trazido grandes mudanças para o setor de transporte. Nesse quesito, o executivo afirmou que as novas ferramentas de conectividade e serviços deram à Mercedes-Benz um potencial enorme de soluções para atender as demandas dos clientes e também o poder para antecipar eventuais problemas. “Via comunicação digital, online e com telemática, podemos saber tudo sobre o caminhão, a rota e o comportamento do motorista na condução do veículo. Com isso, ajudamos o cliente na melhor ges40

tão de sua frota e de seus profissionais do volante”, complementa. O executivo disse que a crise da Covid-19 reforça o fato de que a tecnologia e os veículos são essenciais para proporcionar eficiência e rentabilidade no negócio de transporte. Falou também que o aumento e a diversificação da oferta de serviços contribuem para isso e que nesse quesito a Mercedes-Benz tem avançado sistematicamente nos últimos anos. Um exemplo é o canal de atendimento para clientes por WhatsApp que entrou em funcionamento em maio deste ano. “Percebemos que ganharíamos muito em agilidade se o motorista pudesse nos contatar pelo celular. Assim que recebemos a mensagem, a nossa Central de Atendimento avalia a necessidade do profissional da estrada e envia instruções. Tudo de forma rápida e eficiente”, explicou. Disse também que a pandemia natu-


A comunicação digital traz segurança para o motorista, porque o informa sobre o estado do veículo antecipando soluções para eventuais problemas técnicos, evitando quebras e paradas não previstas, diz Roberto Leoncini

ralmente abre caminhos para a expansão da tecnologia nos serviços de transporte de cargas, porque as pessoas vão se acostumando com as inovações, entendendo seus conceitos e principalmente as vantagens e benefícios para suas atividades. Leoncini complementa dizendo que do mesmo modo que a internet e também o smartphone já se tornaram rotina na vida pessoal e social das pessoas, com acesso fácil a informação, entretenimento e negócios, as ferramentas também estão cada dia mais presentes

nas empresas de transporte e logística, encurtando a comunicação entre os gestores, motoristas, fabricantes, distribuidores e clientes finais, trazendo ganhos de agilidade, eficiência e produtividade ao sistema. Ele afirma que tem convicção de que esse é um caminho sem volta, porque traz muitas vantagens para todos os envolvidos na cadeia de transporte e logística. “E aqui eu destaco o que a nossa marca já oferece para o mercado brasileiro, porque temos atualmente o sistema mais tecnológico para caminhões do ocarreteiro.com.br

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TECNOLOGIAS

País. Além disso, lançamos aplicativos exclusivos para motoristas e frotistas, que poderão ser acessados com muita facilidade pelos celulares: Fleetboard Liga nas Estradas; Fleetboard; Fleetboard Jornada da Estrada; Fleetboard Vehicle Lens; App Mercedes Club”, listou. O executivo acrescentou que as soluções oferecidas pela Mercedes-Benz aos frotistas, autônomos e aos motoristas incluem caminhões robustos e resistentes que aguentam o tranco da severa atividade e que não deixam o motorista na mão. “Mas quando é preciso, a fábrica e a nossa rede de concessionários estão atentas às solicitações dos clientes, respondendo o mais rápido possível numa necessidade remota”, afirmou. Leoncini destaca que todas as tecnologias e recursos por ele citados diferenciam a Mercedes-Benz no mercado. Porém, enfatiza que não se pode esquecer que por trás disso tudo existem pessoas, 42

Além das soluções e serviços oferecidos, a rede de concessionários tem de estar atenta às solicitações dos clientes e respostas rápidas profissionais da fábrica e da rede de concessionários que trabalham focados na satisfação e na tranquilidade do cliente. “Em suma, gente, tecnologia e muita experiência são grandes diferenciais da nossa marca no Brasil, principalmente nesse momento que estamos vivendo um “Novo Normal”, expressou. Para finalizar, Leoncini enfatiza que definitivamente as ferramentas digitais vieram para ficar. “Muitos dos contatos nos processos de venda serão modificados e ganharão muito mais eficiência virtualmente e nós da Mercedes-Benz estamos preparados para isso, porque já vínhamos trabalhando nesta direção. Mesmo já entregando ao mercado o que há de mais moderno em tecnologia, nós não vamos parar de inovar”, concluiu.


BOLETIM DE PNEUS

DESAFIOS DO FROTISTA

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a maioria das empresas de transporte, o pneu está entre segundo ou o terceiro item na planilha de custos. Por outro lado, é o que apresenta maiores oportunidades de melhoria de desempenho e redução de custo por quilômetro rodado (CPQ). Apesar da grande importância dos pneus no custo operacional das empresas, vemos pouca preocupação ou investimentos para implantação de controles eficazes e melhorias de performance. Entre tantos itens para reduzir o CPQ podemos citar alguns de maior importância e eficácia: Controle de Quilometragem; Manutenção dos Pneus; Manutenção Mecânica dos Veículos; Escolha do pneu correto para o serviço executado pelos veículos; Treinamento de motoristas, mecânicos e borracheiros; Criação de um departamento para cuidar dos pneus. Um controle de quilometragem eficiente, com consequente levantamento do CPQ, é o maior aliado na redução do custo com pneus. Isso possibilita saber qual a marca e qual a recapadora é mais eficiente para o serviço/veículo/ manutenção. Por isso sugerimos utilizar sempre pneus e serviços de mais de uma marca para criar uma concorrência e melhoria dos produtos e serviços visando a diminuição do custo operacional. Os pneus de carga têm sua carcaça preparada para suportar reformas e prolongamento de sua vida útil. A quantidade de reformas que cada produto suporta é determinada por diversos fatores que podem ser conseguidos através

do estudo CPQ. Com isso pode se saber, por exemplo, qual o momento de tirar o pneu de serviço antes do término de sua vida montado no veículo. A fórmula básica para se determinar o CPQ é dividir o custo total do pneu (pneu novo mais reformas e consertos) pela quilometragem total percorrida. Dessa forma é possível determinar os seguintes parâmetros de vital importância como: • Qual a marca de pneus apresenta o menor CPQ; • Qual a recapadora oferece o menor CPQ; • Qual veículo consome menos pneus; • Qual o momento de retirar o pneu de serviço, vendendo a carcaça no mercado. Além de determinar quais os pneus apresentam o menor CPQ, o controle de quilometragem proporciona outros benefícios tais como: • Saber onde estão montados os pneus da frota a qualquer momento, coibindo roubos ou trocas indevidas; • Determinar se existe algum eixo consumindo mais pneu que outro; • Determinar quais as principais causas de sucateamento de pneus e determinar ações corretivas pontuais; • Determinar quais motoristas consomem menos pneus na operação. Existem no mercado vários softwares disponíveis para controle de pneus e da frota visando o controle do custo operacional e das operações como um todo. Muitas vezes os detalhes fazem a diferença entre o sucesso e o fracasso de uma empresa. Bom trabalho e até o próximo mês.

Este boletim é de responsabilidade de Guilherme Junqueira Franco, que tem a formação TTS (Truck Tire Specialist). Qualquer dúvida: guijunqueirafranco@gmail.com ocarreteiro.com.br

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Fotos SILVIO AURICCHIO

CARRETEIRO 50 ANOS

ANTES DO QUES IT Nas últimas cinco décadas, a indústria de veículos pesados passou várias mudanças no Brasil e viu a chegada e partida de diferentes fabricantes. Independente da marca ou país de origem, os produtos de quem ficou no mercado brasileiro tiveram de se modernizar, evoluir e deixar no passado o caminhão "pau pra toda obra", numa época que consumo e emissões dos motores não eram ainda grandes motivos de preocupação

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S ITO EFICIÊNCIA JOÃO GERALDO

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comemoração de 50 anos de circulação da revista O Carreteiro coincide, infelizmente, com a pandemia global que já ceifou milhões de vidas humanas, lançou um duro golpe na economia mundial e mostrou que a humanidade e todo o sistema estabelecido é bem mais frágil do que se imagina. A bomba caiu num momento em que a indústria de caminhões e to-

da a cadeia automotiva vem trabalhando em busca de meios e formas de aprimorar tecnologias que levem o transporte rodoviário de cargas a depender menos, ou se possível praticamente nada, do óleo diesel e ser ver livre das emissões de CO2 no meio ambiente. Mas não é apenas a adoção de tecnologias de propulsão, como motores elétricos e combustíveis de diferen-

ocarreteiro.com.br

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CARRETEIRO 50 ANOS

tes fontes para se movimentar os caminhões e demais veículos comerciais que a evolução se encontra em alta velocidade. A aplicação da internet e de seus ilimitados recursos, em diferentes campos do setor de transporte, como a conectividade, que se tornou uma importante ferramenta na atividade. As mudanças já estão presentes no dia a dia do motorista de caminhão brasileiro e, certamente, são recursos a serem utilizados cada vez mais após o fim da pandemia. Esse assunto claramente receberá muito destaque daqui pra frente no setor de transporte. Essa introdução tem por objetivo fazer um contraponto com o passado, para dimergir o leitor em uma viagem de volta no tempo, para uma época em que internet, conectividade e redução de emissões eram coisas desconhecidas e inimagináveis pelos transportadores rodoviários de carga, autônomos ou não, em atividade 46

quando as primeiras edições de O Carreteiro ganharam as estradas do País, em julho de 1970. Na ocasião, segundo registros, a frota de caminhões, também chamados de “brutos”, se aproximava de 640 mil veículos. Não havia ainda por parte dos transportadores e motoristas, como há hpoje, o mesmo compromisso com a performance da operação. O caminhão era um tipo de “faz tudo”, como diriam especialistas do setor ao se referirem aos veículos de carga da época e à forma de operá-los. Capacidade de carga chegava a ser mais importante que o consumo, a velocidade ou o nível de emissões dos motores. Ainda na primeira metade da década de 1970, as montadoras produziam caminhões a gasolina e a diesel, sendo este vendido movido a óleo vendido a preços acima de 30% dos modelos equipados com propulsores ciclo Oto (gasolina).


No início da década de 1970, frota brasileira chegava perto de 640 mil caminhões e incluia Alfa Romeo, Scania e Chevrolet. Anos mais tarde, a General Motors lançou no País modelos GMC Em 1973, por exemplo, anúncio da General Motors publicado na revista o Carreteiro para vender seu caminhão a gasolina dizia o seguinte: “não pague 32% a mais por um caminhão diesel se você não tiver certeza de que precisa de um caminhão diesel”. Na sequência, lia-se o seguinte: “este anúncio pretende vender as utilizações de um caminhão a gasolina e, sem falsa modéstia, a do melhor caminhão a gasolina fabricado neste País, o Chevrolet C-60. Em Em outra publicidade do mesmo ano a empresa reforçava: “Não compre diesel por engano”. E como bem sabem os estradeiros “das antigas”, naquele tempo várias montadoras de caminhão já disputavam a preferências dos transportadores e motoristas. Entre as marcas que aqui produziam veículos de carga naquele período, somente Mercedes-Benz e Scania ainda estão ativas no mercado brasileiro. As demais, Chrys-

ler (fabricava os modelos Dodge 400 e 700), General Motors e a Fábrica Nacional de Motores (Fenemê) de onde vem a sigla FNM, e Ford deixaram saudades. A Chrysler tinha começado a produzir caminhões no Brasil em 1969, na mesma fábrica onde foi montado até 1965 o caminhão International Harvester NV184, veículo com PBT de 8,4 toneladas. O modelo inicial da Chrysler foi o Dodge D700, para 19 toneladas de PBT. Depois vieram o médio D400 e a camionete D100, todos com motor V8 de 196cv de potência. Em janeiro de 1979, a fábrica foi comprada pela Volkswagen, que pretendia entrar no mercado de caminhões, como veremos logo à frente. A Fenemê, por sua vez, havia sido fundada em 1942 para produzir motores de avião em decorrência da 2ª Guerra Mundial. A empresa, que já havia passado por algumas mudanças no âmbito da produocarreteiro.com.br

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CARRETEIRO 50 ANOS

Volkswagen 11.130 e 13.330 e o Volvo N10 foram lançados no mesmo período, no início da decada de 1980. Na época, Scania e Mercedes já eram marcas conhecidas pelos transportadores ção e troca de mãos e de comando, em 1967 teve seu controle acionário transferido para a Alfa Romeo. Anos mais tarde para a Fiat Diesel e depois Iveco, que deixou o Brasil em 1985 para retornar 10 anos mais tarde. O fato é que o FNM era um caminhão de bastante presença nas estradas do País no início dos anos 1970. Afinal, a empresa tinha muitos modelos em atividade, como o FNM D-7.300 (equipado com motor de 7.3 litros,6 cilindros e 100cv de potência), o D-9.500 (130cv e 8 marchas nas versões chassi e cavalo mecânico) e o lendário D-11.000. A Iveco retornou em ao País na Fenatran de 1995 com modelos Eurotrakker importados da Espanha. Dois anos depois a matriz, na Itália, decidiu contruir fábrica no Brasil, em Sete Lagoas/MG, com produção associada à fábrica da Argentina. Em 2000 inaugurou a unidade brasileira com a produção do Daily nas 48

versões de 105 e 112cv . Em 2001 a montadora começou a produzir caminhões no complexo industrial de Sete Lagoas. O crescimento do volume de carga transportada por rodovias entre 1970 e 1975 sinalizava a existência de um grande espaço para a expansão da indústria de caminhões. Na virada das décadas de 1970 para 1980, o então atrativo mercado de veículos pesados do Brasil ganhou reforço com a entrada de duas novas marcas: Volvo e Volkswagen Caminhões. Diferente de outras montadoras, ao invés de escolher o ABC Paulista, perto do Porto de Santos, a fabricante sueca construiu sua fábrica em Curitiba/PR (próxima ao Porto de Paranaguá) e começou suas atividades produzindo motores e chassis para ônibus. O primeiro caminhão da marca, o N10, chegou ao mercado em 1980, seguido pelo N12, em 1981, este equipado com motor de 12 litros.


Paralelamente à montadora sueca, em março de 1981 a alemã Volkswagen lançou os modelos médios VW 11.130 e 13.130 a diesel. No início do ano a montadora havia lançado um caminhão a álcool denominado E13. Exatamente dois anos antes (em janeiro de 1979), a matriz, na Alemanha, havia adquirido 67% da Chrysler Corporation do Brasil e complementou a compra de 100% em 1980. A empresa produzia globalmente somente automóveis e estava dando seus primeiros passos para entrar definitivamente no segmento de caminhões. A Volkswagen tinha escolhido o mercado brasileiro para iniciar essa sua nova jornada no mundo dos veículos comerciais, onde a comprada Chrysler produzia os caminhões Dodge D-700 (com motor a diesel) e os modelos D-400 e D-950, ambos com motor a gasolina. Também no início da década de 1980, a Agrale, fa-

bricante gaúcha de tratores começou a produzir e a comercializar caminhões leves com cabine em fibra. O primeiro modelo da marca foi o TX 1100. Desde então os caminhões Agrale são montados em sua fábrica instalada Caxias do Sul/RS. Com passar dos anos e o crescimento do parque industrial brasileiro de fornecedores da indústria automotiva, outras montadoras se sentiram atraídas a instalar fábrica no País, mas nem todas mantiveram seus planos de ficar. Em 1998 foi a vez da marca norte-americana International, pertencente ao Grupo Navistar. Após ter produzido 3.500 unidades – dentro das instalações da Agrale –, em 2002 a empresa interrompeu a comercialização de seus produtos no mercado doméstico e passou a produzir somente para exportação. Em 2013, a empresa voltou a distribuir seus veículos no Brasil, os quais passaram a ser montados ocarreteiro.com.br

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CARRETEIRO 50 ANOS

O crescimento do volume de carga transportada por rodovias entre 1970 e 1975 sinalizava haver espaço para expansão da indústria de caminhões

em fábrica no município de Canoas/RS, mas logo acabou desistindo do Brasil deixando para traz concessionários e clientes que tinham caminhões da marca. Fabricantes da Ásia sentiram o mesmo apetite pelo mercado brasileiro. Duas delas são as gigantes do mercado chinês Sinotruk e a Shacman, que também não ficaram no Brasil . Outra fabricante da China, a Foton, chegou ao mercado brasileiro em 2010 através de sua representante no Brasil, a Foton Aumark. A empresa tem um terreno em Guaíba/RS, onde pretende contruir sua fábrica. Após ter

montado seus veículos também dentro da Agrale, agora em 2020 a Foton transferiu a montagem para o lado de seu terreno. Com a economia brasileira em crescimento a partir da década de 2000, o interesse pelo mercado brasileiro de caminhões atraiu outra grande marca de caminhões, a DAF. A empresa chegou ao Brasil em 2011, construiu fábrica em Ponta Grossa/PR e começou com a montar os extrapesados XF 105 no segundo semestre de 2013. A produção de motores teve início no final de 2015, antes da chegdada dos modelos da linha pesada CF85.

PADRÃO DE QUALIDADE E ESPECIALIZAÇÃO A tecnologia elevou o padrão de qualidade dos caminhões e da indústria de autopeças, numa parceria de duas vias. O custo pago pela tecnologia inserida aos veículos de carga - justificado como investimento e não como despesa tornou-se uma estrada sem volta. Hoje, diferente do que ocorria 50 anos atrás, os transportadores querem caminhões mais adequados às suas operações, ao que transportam e mais econômicos. O pcaote vai de características do trem de força ao tipo de cabine, entre outros detalhes que dependem do grau de especialização de cada transportador. 50

A evolução do caminhão e toda tecnologia nele inserida mudou a vida do motorista de forma bastante acentuada, tanto na maneira de conduzir quanto no seu comportamento como profissional que passa a maior parte do tempo na estrada. As facilidades proporcionadas pela internet, os serviços de pós-vendas oferecidos para garantir que o veíuculo permaneça parado o menor tempo possível em manutenção, mais a facilidade de comunicação e o conforto, fizeram o sinônimo “bruto” desaparecer da estrada. Mas esse assunto do "novo" é tema de outra matéria. (JG)


Domingo no SBT

às 7h

“BOA INFORMAÇÃO É O QUE MANTÉM O PROFISSIONAL DO VOLANTE COM O PÉ NA ESTRADA.” Pedro Trucão Olá, parceiro! Trucão com Pé na Estrada traz, a cada programa, novidades, dicas, lançamentos, informações, o dia a dia do trecho e o bom bate-papo de sempre. No SBT todos os domingos às 7h e no site www.trucao.com.br a toda hora.

Abraço estradeiro!

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SERVIÇO

DÁ PARA GANHAR DINHE É possível sobreviver na profissão como autônomo. A resposta é sim, desde que algumas regras sejam seguidas, pois como em toda atividade o resultado está diretamente ligado ao modo como o profissional conduz o negócio. Abaixo, seguem algumas dicas simples e úteis REDAÇÃO

A

situação dos motoristas autônomos faz parecer que ganhar dinheiro com caminhão é uma missão quase impossível. Combustível, pedágio, manutenção e mais um leque de despesas e contas mais o mercado de frete são desafios conhecidos que dificultam a vida do motorista. A conta não fecha. Mas, com um pouco de organização e atenção em certos detalhes já conhecidos podem tornar o negócio pouco mais rentável, seguindo alguns passos. CÁLCULO DO CUSTO DO QUILÔMETRO RODADO– Essa operação é muito importante para o autônomo identificar se o valor negociado do frete vai proporcionar algum tipo de lucro ou prejuízo. Nesta conta devem ser considerados todos os gastos da operação e da perda de patrimônio, como por exemplo impostos, IPVA, licenciamento, seguros veiculares e depreciação, entre outros. 52

CUSTOS VARIÁVEIS – Manutenção preventiva, pneus, combustível, gastos com pedágios, seguro da carga e despesas de viagem, são custos que oscilam de acordo com o uso do caminhão. FRETE DE RETORNO - Rodar vazio é sempre a pior opção para o autônomo. É muito importante que se tenha sempre uma carga de retorno para ajudar a pagar as despesas. Nesse aspecto, os aplicativos de frete podemcontribuir, pois posibilitam a busca de cargas disponíveis e que compatíveis com as datas de chegada e partida do destino. Portanto, é muito importante que todas as viagens sejam planejadas com atenção. O frete de retorno é uma excelente estratégia para elevar a rentabilidade e potencializar a sustentabilidade do negócio. Para garantir frete de retorno é importante pesquisar as opor-


NHEIRO COM CAMINHÃO?

tunidades do destino final de entrega de uma carga, formar parcerias e, como foi dito, negociar um valor que cubra ao menos o custo da viagem. FRETE DIVERSIFICADO – Em tempo de crise, é importante aumentar a quantidade de serviços para se tentar manter a receita no mesmo nível. Muitos autônomos já perceberam que restringir o tipo de carga pode contribuir para achatar o faturamento. Uma alternativa é estudar novas possibilidades e oportunidade para identificar quais quais fretes e serviços podem ser realizados pelo tipo de veículo que você possui e se tornar mais competitivo. Caminhão graneleiro, por exemplo, pode ser utilizado também para transportar produtos que não exijam muita proteção. CAMINHÃO E MANUTENÇÃO – Geralmente o embarcador tende a optar

por caminhões mais novos e com a manutenção em dia. Especialistas garantem que reparos preventivos são, em média, três vezes mais baratos que reparos corretivos. Essa economia diz respeito apenas ao conserto dos veículos. Se forem acrescidas as perdas com paradas não programadas, cargas, garantia etc, a realização de revisões periódicas são ainda vantajosas. Por isso, cuidados e conservação são imprecindíveis. É importante também ter os documentos pessoais e do veículo em bom estado e válidos, além de equipamentos de proteção individual (EPIs), rastreador e seguro, entre outros itens. Estar com o caminhão em dia evita também atrasos das entregas, quebra de contratos, veículos parados e perdas das cargas, por conta de tombamento s, saques entre outros incovenientes. APLICATIVO DE FRETE – Apesar de ser uma ferramenta relativamente nova no segmento, e utilizada ainda com certo receio pelos motoristas, o aplicativo de frete facilita a intermediação entre o autônomo e os embarcadores de carga. Todas as informações do frete e da empresa constam na plataforma, evitando desgaste na hora da negociação e gerando maior confiança ao motorista. Porém, alguns cuidados são importantes para não haver decepção com aplicativos: manter o cadastro atualizado, fornecer todos os documentos solicitados, ter registro na ANTT, identificar as melhores rotas e tipo de caminhão, verificar a procedência do aplicativo e confirmar todas as informações do frete. ocarreteiro.com.br

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O BRASIL PRECISA DOS CARRETEIROS

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as últimas semanas, os brasileiros assistiram ao crescimento da pandemia do COVID-19 em todo o País. Para conter a propagação do vírus, governos de vários estados brasileiros vêm adotando medidas como: paralisação temporária de comércios; fechamento de fronteiras e outras ações importantes, mas que trarão impactos na economia. Nesse momento, principalmente, carreteiro, o seu trabalho é fundamental para manter o funcionamento do País: transportando mercado-

rias pelas estradas para assegurar o abastecimento das cidades, o funcionamento de serviços e da movimentação da economia brasileira. Para preservar a sua saúde, é importante que você tome alguns cuidados preventivos: higienize com água e sabão ou álcool 70% o volante, câmbio, freio de mão e painel do seu caminhão; utilize talheres e pratos descartáveis nas refeições e nunca compartilhe suas toalhas de banho ou de rosto. Além disso, carreteiro, pedimos que, em meio à pandemia, você continue atento para outros problemas comuns nas estradas. A exploração sexual de crianças e adolescentes, infelizmente, ainda é muito presente em postos de combustível, hotéis e outros locais de beira de estrada. Mantenha seus olhos abertos e denuncie qualquer violência contra crianças e adolescentes. Agradecemos a sua nobre atividade, carreteiro! O seu árduo trabalho é o que mantém as cidades do País funcionando todos os dias, garante a rotina e o sustento de milhões de brasileiros e protege crianças e adolescentes em todo o Brasil.

Para saber mais, acesse: Childhood Brasil - www.childhood.org.br Programa Na Mão Certa - www.namaocerta.org.br

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Amigo motorista, mande sua mensagem para Revista O Carreteiro por email: redacao@ocarreteiro. com.br pelo site: www.ocarreteiro.com.br pelo whatsapp: (11) 95428-8803 pelo facebook: facebook. com/ocarreteiro. cartas: Rua Palacete das Águias, 395 - Vila Alexandria - São Paulo SP - CEP 04635-021 MERCADO CHINÊS Na China, o mercado de veículos de carga leves é o que predomina no País. De acordo com relatório divulgado, o segmento que corresponde à faixa acima de 1,8 até menor que 6 toneladas de PBT, tem volume total de vendas de 335.100 unidades/ano. A Foton, que está no mercado brasileiro desde 2010, participa com 74.800 veículos, volume que lhe garante posição de liderança. Para este segmento há perspectivas de um volume de vendas de aproximadamente 300 mil unidades somente da Foton até o final deste ano. ocarreteiro.com.br

55


CLASSIFICADOS

Inveja é sintoma de incompetência FOTON No primeiro trimestre de 2020, o mercado chinês absorveu 794.100 veículos de carga. Deste total, 116 mil são da marca Foton (14,6%) de participação sobre as vendas totais do País. As projeções indicam que até o final deste ano as vendas deverão chegar próximo a 3.200.000 unidades do segmento de veículos leves até os pesados. O relatório não considera os microtrucks, que se encaixam em categorias igual ou menor a 1,8 tonelada de PBT. Até o final deste ano, a Foton projeta vender 464 mil veículos de carga. CARTÃO NO PEDÁGIO Sete praças no Sistema Anchieta-Imigrantes e quatro nas rodovias do sistema Ayrton Senna e Carvalho Pinto, ambas em São Paulo, passaram a aceitar pagamento de pedágio via cartões de crédito. Estas já possuem as maquininhas com a tecnologia de pagamento por aproximação. O método permite que os motoristas façam pagamentos de até 50 reais somente encostando o cartão, smartphone, 56


relógio ou pulseira que possua a tecnologia no visor das maquininhas. “Algumas cabines terão a indicação do símbolo universal de aproximação (parecido com o de Wi-Fi). Nelas o operador digitará o valor e o motorista aproximará o cartão, fazendo o pagamento automático”

Ame o próximo, mas não seja flagrado POSTOS MAPEADOS A FreteBras também desenvolveu um site colaborativo para que os motoristas de caminhão possam rodar com previsibilidade em suas rotas. A ferramenta permite visualizar a situação dos postos por Estado. De forma gratuita, o caminhoneiro pode consultar os postos já mapeados, atualizar as informações de um estabelecimento ou incluir dados de um novo local que ainda não consta na plataforma. No total, já estão mapeados mais de 500 postos, em 24 Estados brasileiros. A solução pode ser acessada por meio do link: pagina. fretebras.com.br/rededeapoio-caminhoneiro. ocarreteiro.com.br

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57 03/05/17 12:36


CLASSIFICADOS

Não sou cobra mas só ando envenenado VENTILADORES As empresas Randon, assim como muitas outras do setor de transportes também está na luta contra a Covid-19. Entre outras ações, como doações para atender as necessidades provocadas pela pandemia, a empresa iniciou a produção de ventiladores pulmonares para reforçar o atendimento da população na rede de saúde. A empresa forneceu 200 sensores de pressão importados para montagem de 200 unidades do protótipo, peça fundamental para o funcionamento do ventilador pulmonar que tem de ser usado em pacientes com indicação de intubação. No início de abril, a Randon havia doado embalagens e matéria-prima para a produção de mil litros de solução higienizadora para as mãos, destinado ao Hospital Geral, mantido pela Universidade de Caxias do Sul (UCS) e pelo Governo do Rio Grande do Sul.

Amor de verdade vai além da cama 58


Casei com Maria, mas só viajo com Mercedes IMPLEMENTOS Por conta de pedidos em carteira de vendas realizadas no início do ano, 52% da indústria de implementos rodoviários se manteve operando entre 60% e 100% de sua capacidade produtiva, durante a quarentena por conta do coronavírus. Os números foram divulgados pela associação que reúne fabricantes do setor (Anfir), a qual informou ainda que a parada nos négócios não foi completa porque alguns segmentos continuaram em operação por conta da necessidade urgente de distribuição de produtos necessários à população, como alimentos, medicamentos, combustíveis entre outros. De acordo com o residente da associação, por conta dessa perspectiva uma parcela dos associados acredita que o mercado deve reagir no início do segundo semestre. “É certo que teremos pela frente meses difíceis, mas sabemos que temos força, energia e determinação para superar mais esta crise”, concluiu Fabris. ocarreteiro.com.br

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TABELA DE PREÇOS

CAMINHÕES NOVOS MODELO

PREÇO

DAF XF105 FTS XF105 FTT CF85 FT CF85 FTS

471.065,00 501.901,00 386.049,00 416.936,00

FORD F-350 Cargo 816 Cargo 1119 Cargo 1419 Cargo 1519 Cargo 1719 Cargo 1723 Cargo 1723 Torqshift Cargo 1731 R Torqshift Cargo 1933 Rígido Cargo 2423 Cargo 2429 Cargo 2431 Torqshift Cargo 3031 Torqshift Cargo 2623 Cargo 2629 Cargo 3133 Cargo 1731T Torqshift Cargo 1933 T Torqshift Cargo 2042 Cargo 2842

151.360,00 169.105,00 178.927,50 220.535,00 227.894,91 240.334,37 249.675,96 264.191,28 275.497,48 294.642,50 248.191,33 265.285,00 292.881,12 329.150,95 301.950,00 311.200,73 355.792,50 273.654,96 276.654,50 350.710,00 374.782,00

HYUNDAI Hyundai HR 2.5 Diesel Euro V Hyundai HD80

73.720,00 118.800,00

IVECO Hi-Way 490S44T 4X2 Dies. 2P Hi-Way 490S48T 4X2 Dies. 2P Hi-Way600S44T 6X2 3e Dies. 2P Hi-Way 600S48T 6X2 3e Dies. 2P Hi-Way 600S56T 6X2 3e Dies. 2P Hi-Way 800S56TZ 6X4 3e Dies. 2P Daily Chassi 35S14 Dies. 2P Daily Chassi 35S13 Daily Furgão 35S13 Daily Chassi 35S14 Excl. Dies. 2P

60

300.000,00 310.000,00 315.000,00 320.000,00 340.000,00 375.000,00 105.000,00 108.000,00 128.000,00 109.000,00

MODELO IVECO (cont.)

PREÇO

Daily Chassi 45S17 Dies. 2P 103.000,00 Daily Chassi 70C17 Dies. 2P 112.000,00 Daily Chassi 70C17 HD Dies. 2P 115.000,00 Daily Chassi cab dup. 35S14 Dies. 4P 129.000,00 Daily Chassi 45S17 Dies. 4P 131.000,00 Stralis 600S40T (T.Alto) 6X2 3e Dies. 2P 326.400,00 Stralis 600S40T (T.Bx) 6X2 3e Dies. 2P 315.500,00 Tector 170E21 4X2 Dies. 2P 165.000,00 Tector 240E28 6X2 3e Dies. 2P 180.000,00 Tector 240E28S 6X2 3e Dies. 2P 190.000,00 Tector 240E30 6X2 3e Dies. 2P 200.000,00 MAN/VOLKSWAGEN Delivery Express 150.104,00 VW 4.150 D 156.704,00 VW 6.160 D 159.992,00 VW 9.170 D 193.619,00 VW 11.180 D 203.850,00 VW 13.190 E DC Robust 244.584,00 VW 15.190 E DC Robust 251.320,00 VW 17.190 E DC Robust 258.393,00 VW 23.230 E DC Robust 294.907,00 VW 13.190 E DC Constellation 252.196,00 VW 15.190 E DC Constellation 257.568,00 VW 17.190 E DC Constellation 263.192,00 VW 17.190 E DC Constellation V-Tronic 294.272,00 VW 17.230 E DC Constellation 261.525,00 VW 17.280 E DC Constellation 295.453,00 VW 17.280 E DC Constellation V-Tronic 291.250,00 VW 17.330 E DC Constellation 307.058,00 VW 19.330 E SC Constellation 325.350,00 VW 19.330 E SC Constellation V-Tronic 358.518,00 VW 19.360 E SC Constellation 324.869,00 VW 19.360 E L.R Constellation 311.148,00 VW 23.230 E DC Constellation 296.487,00 VW 24.280 E DC Constellation 317.712,00 VW 24.280 E DC Constellation V-Tronic 327.650,00 VW 24.330 E DC Constellation 336.585,00 VW 26.280 E DC Constellation 341.356,00 VW 31.280 E DC Constellation 353.689,00 VW 31.330 E DC Constellation 385.201,00 VW 25.360 E SC Constellation 382.527,00 VW 26.390 E SC Constellation 432.319,00 VW 31.390 E DC Constellation 430.474,00


MODELO PREÇO MAN/VOLKSWAGEN (cont.)

MODELO MERCEDES-BENZ (cont.)

VW 19.390 E SC Constellation 321.638,00 VW 19.420 E SC Constellation V-Tronic 335.792,00 VW 25.360 E SC Constellation 363.333,00 VW 25.390 E SC Constellation 389.745,00 VW 25.420 E SC Constellation V-Tronic 367.372,00 VW 26.420 E SC Constellation V-Tronic 406.022,00 VW 31.390 E DC Constellation 400.444,00 MAN TGX 28.440 6X2 503.170,00 MAN TGX 29.480 6x4 536.725,00

Actros 2651S 6X4 Conforto T. Alto Actros 2651 LS 6x4 Conforto T. Alto Atego 2730 6X4 Atego 2730 B 6X4 Atego 2730 K 6X4 Axor 3131 6X4 Axor 3131 B 6X4 Axor 3131 K 6X4 Axor 3344 6X4 Axor 3344 K 6X4 Axor 3344 S 6X4 Axor 4144 K 6X4 Actros 4844 K 8X4

MERCEDES-BENZ Accelo 815/31 181.045,77 Accelo 815/39 182.696,74 Accelo 815/46 184.712,04 Accelo 1016/31 192.855,29 Accelo 1016/39 194.774,84 Accelo 1016/46 197.665,16 Accelo 1316/37 220.868,54 Accelo 1316/44 221.508,21 Atego 1419 229.397,07 Atego 1719 247.096,24 Atego 1726 273.617,42 Atego 1726 4x4 359.423,44 Atego 1729 295.737,40 Atego 1730S 277.295,99 Atego 2426 6X2 311.843,19 Atego 2430 6X2 329.781,59 Atego 3026 8X2 353.915,39 Atego 3030 8X2 366.636,84 Atron 1635S 353.041,90 Axor 1933LS 369.796,23 Axor 2533 6X2 423.307,78 Axor 2036S 401.563,80 Axor 2041S 419.250,25 Axor 2536S 6X2 414.134,50 Axor 2544S 6X2 478.086,76 Axor 2644S 6X4 512.540,49 Actros 2546LS 6X2 Conforto T. Alto 518.889,84 Actros 2546LS 6X2 Megasp. (Conf.) 556.862,48 Actros 2546LS 6X2 Megasp. Plus (Seg.) 593.669,55 Actros 2646LS 6X4 Conforto T. Alto 533.148,39 Actros 2646LS 6X2 Conforto T. Alto 541.887,45 Actros 2646LS 6X4 Megasp. (Conf.) 579.860,09 Actros 2646LS 6X4 Megasp. Plus (Seg.) 611.217,80

PREÇO 545.502,79 554.241,84 350.219,07 350.219,07 350.219,07 395.400,12 396.574,26 394.256,28 541.791,41 543.419,28 541.977,27 587.121,22 760.146,90

SCANIA P 250 A 4x2 P 280 A 4X2 P 280 A 4X2 P 320 A 4X2 P 360 A 4X2 G 360 A 4X2 G 410 A 4X2 R 410 A 4X2 R 450 A 4X2 P 360 A 6X2 G 360 A 6X2 G 410 A 6X2 R 410 A 6X2 R 450 A 6X2 R 500 A 6X2 R 450 A 6X4 R 500 A 6X4 R 540 A 6X4 S 540 A 6X4 G 500 A 6X4 XT CS G 450 A 6X4 XT CS G 500 A 6X4 XT CS G 540 A 6X4 XT G 450 B 6X4 XT CS G 500 B 8X4 XT CS P 250 B 4X2 P 280 B 4X2 P 320 B 4X2 P 320 B 6X2

379.200,00 388.100,00 409.600,00 421.500,00 433.400,00 441.700,00 461.600,00 474.800,00 489.400,00 461.900,00 470.200,00 490.000,00 503.200,00 515.100,00 530.000,00 551.700,00 566.600,00 582.100,00 599.500,00 550.200,00 519.800,00 534.700,00 555.300,00 612.300,00 757.000,00 378.600,00 387.800,00 410.200,00 432.800,00

ocarreteiro.com.br

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TABELA DE PREÇOS

MERCADO DE CAMINHÕES

CAMINHÕES NOVOS (cont.)

RANKING DE CAMINHÕES POR MARCA

P 280 B 8X2 P 320 B 8X2

PREÇO 412.400,00 425.700,00

VOLVO

Foto: DIVULGAÇÃO

VM220 4X2R ST L1H1 VM330 4X2T LX L2H1 I-Shift VM270 6X2R LX L2H1 I-Shift VM330 6X2R LX L2H1 I-Shift VM270 6X4R ST L1H1 I-Shift VM330 6X4 ST L1H1 I-Shift VM270 8X2R LX L2H1 I-Shift VM 330 8X2R LX L2H1 I-Shift VM270 8X4 ST L1H1 I-Shift VM 330 6X4R ST L1H1 I-Shift 32 T FH 420 42T SC AT SLP RS 1360 FH 420 62T SC AT SLP RS1360 FH 420 82T SC AT SLP RS1360 FH 460 64T SC AT SLP RST2370 FH 460 64R SC AT SLP RST2610 FH 540 84T SC AT HSLP RT3210 FM 380 42T SC AT SLP RS1360 FM 380 62T SC AT SLP RS1360 FM 380 82R SC AT SLP RS1360 FMX 420 64T SX VT SLP RT3210 FMX 420 64R SX VT Daycab RT3210 FMX 380 44R SX VT DAYCAB RS3210 FMX 380 44R SX VT DAYCAB RS1370 FMX 460 84R SX VT Daycab RT3312

62

MARÇO/2020 POS. FABRICANTE

268.995,00 297.115,00 308.825,00 318.340,00 334.235,00 344.370,00 350.225,00 360.360,00 364.550,00 368.205,00 500.760,00 544.415,00 561.855,00 624.025,00 637.720,00 651.900,00 439.235,00 467.700,00 513.920,00 562.390,00 587.430,00 sob.cons. sob.cons. 687.795,00

1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º

MERCEDES-BENZ VOLKSWAGEN VOLVO SCANIA IVECO DAF MAN FORD HYUNDAI SINOTRUK

QUANT.

PART.

1.215 1.052 735 299 258 175 119 50 5 1

31,07% 26,91% 18,80% 7,65% 6,60% 4,48% 3,04% 1,28% 0,13% 0,03%

ACUMULADO 2020 POS. FABRICANTE 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º

MERCEDES-BENZ VOLKSWAGEN VOLVO SCANIA IVECO DAF MAN FORD HYUNDAI BYD

QUANT.

PARTIC.

8.199 6.033 4.662 2.192 1.074 1.060 500 333 33 10

33,97% 25,00,% 19,32% 9,08% 4,45% 4,39% 2,07% 1,38% 0,14% 0,04%

O Volvo FH540 foi o caminhão mais emplacado em abril. O modelo atingiu 276 unidades no mês, somando 1.671 licenciamentos no período de janeiro a abril. Em segundo lugar ficou o VW 24.280, com 209 unidades emplacadas no período.

Fonte: FENABRAVE

MODELO SCANIA (cont.)


S

UNIDADES TOTAL DE CAMINHÕES SEMILEVES

MAR/2020

ABR/2020

JAN-ABR/2020

6.438

3.952

24.087 1.239

190

202

AGRALE

0

0

0

FCA (DODGE)

15

64

449

FORD

3

1

20

IVECO

9

13

54

VOLKSWAGEN

30

36

149

MERCEDES-BENZ

120

74

498

PEUGEOT

7

4

31

CITROEN

6

10

38

LEVES

2.570

677

366

AGRALE

1

0

3

CAOA HYUNDAI

9

5

33 106

FORD

22

11

IVECO

50

58

195

249

120

905

VOLKSWAGEN MERCEDES-BENZ

346

172

1.328

583

389

2.174

AGRALE

0

0

0

FORD

7

3

40

MÉDIOS

IVECO MAN/VOLKSWAGEN MERCEDES-BENZ

15

19

90

485

289

1.710

76

78

334

1.633

1.101

5.993

FORD

36

33

160

IVECO

92

73

359

829

554

2.702

517

331

2.138

SCANIA

1

2

11

VOLVO

158

108

623

3.346

1.893

12.086

237

175

1.060

FORD

2

2

9

IVECO

59

95

375

SEMIPESADOS

MAN/VOLKSWAGEN MERCEDES-BENZ

PESADOS DAF

MAN/VOLKSWAGEN

264

172

1.065

MERCEDES-BENZ

872

525

3.357

SCANIA

704

297

2.181

VOLVO

1.208

627

4.039

ocarreteiro.com.br

Fonte: ANFAVEA

LICENCIAMENTO 2020

63


TRANSPORTE & ECONOMIA

PLANILHA DE CUSTOS OPERACIONAIS CAMINHÕES

Semileves

Leves

Médios

Depreciação do veículo

R$ 907,72

R$ 1.036,45

R$ 1.329,96

Remuneração de capital

R$ 628,37

R$ 788,30

R$ 924,45

Licenciamento + seg. obrig. + IPVA

R$ 250,47

R$ 315,50

R$ 341,05

Seguro do casco

R$ 692,82

R$ 877,88

R$ 1.031,98

CUSTOS FIXOS MENSAIS

Despesas com comunicação Total dos custos fixos mensais

R$ 0,00

R$ 0,00

R$ 217,77

R$ 2.479,39

R$ 3.018,13

R$ 3.845,21

CUSTOS VARIÁVEIS POR KM Manutenção

R$ 0,249

R$ 0,278

R$ 0,217

Pneus, câmaras e recapagens

R$ 0,061

R$ 0,065

R$ 0,071

R$ 0,491

R$ 0,558

R$ 0,646

Arla 32

Combustível

R$ 0,000

R$ 0,000

R$ 0,020

Óleo de cárter

R$ 0,010

R$ 0,017

R$ 0,014

Lavagens e graxas

R$ 0,048

R$ 0,011

R$ 0,042

Total dos custos variáveis por km

R$ 0,860

R$ 0,048

R$ 1,009

Semipesados

Pesados

Extrapesados

Depreciação do veículo

R$ 1.820,33

R$ 3.004,43

R$ 3.911,12

Remuneração de capital

R$ 1.291,23

R$ 1.995,67

R$ 2.242,30

CAMINHÕES CUSTOS FIXOS MENSAIS

Licenciamento + seg. obrig. + IPVA

R$ 461,06

R$ 790,48

R$ 895,75

Seguro do casco

R$ 976,23

R$ 1.636,35

R$ 1.952,56

Despesas comcomunicação Total dos custos fixos mensais

R$ 217,77

R$ 308,50

R$ 308,50

R$ 4.766,61

R$ 7.735,44

R$ 9.310,24

CUSTOS VARIÁVEIS POR KM ManutençãoM

R$ 0,265

R$ 0,461

R$ 0,421

Pneus, câmaras e recapagens

R$ 0,172

R$ 0,242

R$ 0,337

Combustível

R$ 0,823

R$ 1,324

R$ 1,433

Arla 32

R$ 0,021

R$ 0,038

R$ 0,041 R$ 0,025

Óleo de cárter

R$ 0,014

R$ 0,027

Lavagens e graxas

R$ 0,046

R$ 0,073

R$ 0,075

Total dos custos variáveis por km

R$ 1,341

R$ 2,165

R$ 2,332

Quilometragem rodada no mês

Calcule você mesmo quanto custa seu caminhão por mês:

64

x

Total do custo variável por km

=

Total do custo fixo mensal

=

Custo total do caminhão no mês

=

+


TABELA REFERENCIAL DE TRANSPORTE DE CARGA LOTAÇÃO (AUTÔNOMOS - CARGA GERAL) DISTÂNCIA EM KM

CAMINHÕES LEVES R$/TON

CAMINHÕES CAMINHÕES CAMINHÕES SEMIPESADOS MÉDIOS PESADOS R$/TON R$/TON R$/TON

BITREM 7 EIXOS R$/TON

VALOR DA DIÁRIA

621,26

551,00

589,00

833,00

1 a 50

107,52

46,62

25,28

25,80

841,00 24,28

51 a 100

164,12

69,37

38,02

34,23

32,02

101 a 150

220,72

92,12

50,76

42,66

39,76

151 a 200

277,32

114,87

63,50

51,09

47,50

201 a 250

333,93

137,62

76,23

59,53

55,23

251 a 300

390,53

160,37

88,97

67,96

62,97

301 a 400

503,74

205,87

114,45

84,82

78,45

401 a 500

616,94

251,37

139,92

101,68

93,93

501 a 600

730,15

296,88

165,40

118,54

109,40

601 a 700

843,35

342,38

190,87

135,40

124,88

701 a 800

956,56

387,88

216,35

152,26

140,36

801 a 900

1.069,77

433,38

241,82

169,12

155,84

901 a 1.000

1.182,97

478,88

267,30

185,98

171,31

1.465,99

592,64

330,99

228,13

210,01 248,70

1.001 a 1.250 1.251 a 1.500

1.749,00

706,39

394,68

270,29

1.501 a 1.750

2.032,02

820,14

458,36

312,44

287,39

1.751 a 2.000

2.315,03

933,90

522,05

354,59

326,08

2.001 a 2.250

2.598,05

1.047,65

585,74

396,74

364,78

2.251 a 2.500

2.881,06

1.161,40

649,43

438,90

403,47

2.501 a 2.750

3.164,08

1.275,16

713,12

481,05

442,16

2.751 a 3.000

3.447,09

1.388,91

776,81

523,20

480,86

3.001 a 3.250

3.730,11

1.502,67

840,49

565,35

519,55

3.251 a 3.500

4.013,12

1.616,42

904,18

607,51

558,24

3.501 a 4.000

4.579,15

1.843,93

1.031,56

691,81

635,63

4.001 a 4.500

5.145,18

2.071,43

1.158,93

776,12

713,01

4.501 a 5.000

5.711,21

2.298,94

1.286,31

860,42

790,40

5.001 a 5.500

6.277,24

2.526,45

1.413,69

944,73

867,78

5.501 a 6.000

6.843,28

2.753,96

1.541,06

1.029,03

945,17

NOTA 1: PREÇO DOS INSUMOS - Os cálculos acima têm como base o preço dos insumos pesquisados na região de São Paulo. NOTA 2: FRETE RETORNO VAZIO - Para que seja incluído retorno vazio no preço cobrado, deve-se utilizar os valores das faixas de distância que incluam a ida e a volta do caminhão. NOTA 3: TAXAS, GENERALIDADES E SERVIÇOS ADICIONAIS - Os valores na planilha acima não incluem: pedágio e despesas de viagem (alimentação, estadia, chapa, etc), que deverão ser calculados e cobrados à parte. NOTA 4: IMPOSTOS - Os valores na planilha acima incluem PIS e CONFINS. Não incluem, no entanto, ICMS. NOTA 5: LUCRO - Na construção da planilha acima adotou-se, como parâmetro, margem de lucro de 20%. Fonte: RLV Soluções Empresariais

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Fotos O CARRETEIRO

MUNDO AFORA

As rodovias que cortam as regiões de deserto da Austrália são verdadeiros tapetões com retas que se perdem de vista e por onde trafegam os trens da estrada, composições de grande porte (mais de 50 metros) tracionadas por cavalos mecânicos de alta potência. Embora a grande maioria dos transportadores do país têm preferência por caminhões com cabine convencional, de marcas da América do Norte como PeterBilt, Kenworth e Mack, não é raro ver na um pesadão com cabine avançada puxando vários vagões. 66


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