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O Carreteiro 536

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ISOLAMENTO PROVOCA MUDANÇAS NO TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGA

DESDE 1970 TRANSPORTANDO INFORMAÇÃO | www.ocarreteiro.com.br | ano 49 | Nº

536

ELES NÃO DEIXAM O PAÍS PARAR

Distribuição gratuita para motoristas de caminhão

Mesmo isolados nas rodovias, e sob ameaça de contrair a Covid-19, carreteiros mantêm o País abastecido

LIMPEZA CONTRA O VÍRUS Higienização do interior da cabine e lavagem do caminhão ajudam a evitar o contágio

MERCOSUL ESVAZIADO

Coronavírus piora situação dos autônomos que transportam em rotas além da fronteira

ATEGO BOIADEIRO

Semipesado 6X2 automatizado mostra eficiência em operação de transporte de carga viva ocarreteiro.com.br 1


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EDITORIAL

PODEMOS SER MELHORES

E

JOÃO GERALDO Editor

nquanto a grande maioria da população se encontra protegida dentro de casa, abrigada para evitar ser contaminada pelo coronavírus, os motoristas de caminhão mostram na estrada a sua importância para manter o País abastecido. Com ou sem vírus, a categoria está na lida dia e noite cumprindo o seu trabalho de movimentar todo tipo de carga, consciente de que parada não há como as mercadorias chegarem aos supermercados, farmácias, lojas, shoppings etc. São obviedades, mas é preciso dizê-las, principalmente agora que todos estão vendo os obstáculos enfrentados pelos caminhoneiros nos diversos cantos do País. Se no primeiro semestre de 2018 a categoria ficou em evidência porque parou os caminhões, desta vez - como se fosse capricho do destino - está novamente sob atenção de todos. Além da necessidade de trabalhar para pagar as contas, os motoristas estão mostrando que pertencem a uma categoria caracterizada pela coragem, pela responsabilidade e pelo amor à profissão, embora nem sempre sejam vistos assim. Com o vírus se alastrando e tirando vidas em todas as partes do mundo, muito tem se falado que depois da pandemia as coisas podem melhorar um pouco no planeta, o que não é de se duvidar. Basta observar quantas empresas e gente solidária têm aparecido para prestar algum tipo de ajuda, assim como certos procedimentos e medidas emergenciais adotadas pelos governos municipais, estaduais e federal para combater a doença. Isso sinaliza que há coisas que podem ser melhoradas. As decisões de emergência e ações em vários pontos do País, de diferentes modos e formas, têm mostrado o quanto a vida do povo brasileiro poderia ser diferente e menos complicada, caso houvesse igual mobilização no dia a dia para resolver problemas que só a tornam mais difícil. Todas as ações e medidas tomadas estão sendo fundamentais para os motoristas, e por consequência, para a população. Isso, mesmo levando em conta que uma ou outra tenha algum interesse além da solidariedade. No mais, se cada um fizer sua parte, por menor que seja, já é uma contribuição para tornar o mundo um pouco mais adequado às expectativas das pessoas. E quanto à pandemia, vai passar logo, pois não é a primeira e nem será a última, mas como acontece com caminhão, pode ser que o balanço ajude a acertar a carga. ocarreteiro.com.br

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SUMÁRIO

12 SITUAÇÃO NAS ESTRADAS

Motoristas de caminhão relatam que há locais que estão se preocupando com a Covid -19 e oferecem condições de segurança. Porém, afirmam que é grande a falta de apoio nas estradas, assim como os riscos de contrair a doença

24 APOIO E LIMPEZA NA ESTRADA Parceria entre empresas tem facilitado a vida de carreteiros em determinados pontos do País, inclusive com higienização do caminhão 4


A

20 REGRAS MUDADAS

Isolamento por causa do coronavírus levou órgãos a deixar de exigir temporariamente certos documentos comuns à atividade

28 RECUPERAÇÃO DO TRANSPORTE

Especialistas da indústria apostam que a partir do segundo semestre o setor do transporte de carga será um dos primeiros a se recuperar

36 MERCOSUL

Pandemia frustra expectativas de autônomos que fazem a rota internacional e esperavam conseguir mais cargas a partir de abril deste ano

REVISTA

DESDE 1970 TRANSPORTANDO INFORMAÇÃO

/OCARRETEIRO /OCARRETEIRO_ /OCARRETEIRO (11) 95428-8803 /REVISTAOCARRETEIRO

DIRETOR Edson Pereira Coelho REDAÇÃO | redacao@ggmidia.com.br Editor: João Geraldo (MTB 16.954) Reportagem: Daniela Giopato ARTE | arte@ggmidia.com.br Editor de Arte: Pedro Hiraoka DIGITAL Eduardo Arpassy COMERCIAL | comercial@ggmidia.com.br Eurico Alves de Assis Nilcéia Rocha ADMINISTRAÇÂO Ed Wilson Furlan TI DC Code Soluções em TI DISTRIBUIÇÃO G.G. Ed. de Publicações Técnicas Ltda. Ricardo Lúcio Martins Rute Rollo ASSINATURA | assinatura@ggmidia.com.br Exemplar avulso: RS 11,00

ED. Nº 536 • ABRIL 2020

42 ATEGO BOIADEIRO

Transporte de gado exige caminhão adequado e motorista que entenda desse tipo de carga, que precisa de atenção na viagem

VEJA TAMBÉM 48 Iveco Daily com condições especiais 50 Foton mais perto de sua fábrica 52 Grupos Daimler e Volvo fazem parceria SEÇÕES 06 Notícias | 23 Boletim de pneus 47 Na mão certa | 54 Classificados 60 Tabelas | 66 Mundo afora

Publicação de: G.G. Editora de Public. Téc. Ltda. Rua Palacete das Águias, 395 - Vila Alexandria CEP 04635-021-SP - Tel.: (11) 5035-0000 revista@ocarreteiro.com.br www.ocarreteiro.com.br A Revista O Carreteiro é dirigida a motoristas de caminhão, empresários donos de transportadoras, frotistas, chefes de oficinas e demais profissionais ligados ao transporte rodoviário de carga. A publicação é distribuída em cooperação com postos de serviços rodoviários “ROD” (Rede Oficial de Distribuidores da Revista O Carreteiro). É proibida a reprodução total ou parcial de matérias sem prévia autorização. Matérias e artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião da Revista O Carreteiro. Impressão e Acabamento: Grafilar. Distribuição gratuita nos postos de rodovia cadastrados no ROD.

ocarreteiro.com.br

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DAF CHEGA AOS 92 ANOS CRESCENDO NO BRASIL Criada na Holanda em 1 de abril de 1928 pelos irmãos Hub e Wim van Doorne, e presente no mercado brasileiro desde 2013 quando iniciou a produção de caminhões pesados em fábrica própria construída em Ponta Grossa/PR -, a DAF está completando 92 anos de história no mundo. Aqui no Brasil, apesar de ser a mais recente fabricante de veículos pesados de carga, a empresa licenciou 3.226 unidades em 2019. Esse volume, embora esteja longe das marcas mais antigas no mercado brasileiro, evitou que empresa ficasse na última posição em volume entre as marcas que produzem caminhões pesados aqui no País. “Estamos no caminho certo, e isso nos motiva a querer repetir no Brasil a trajetória de sucesso que a DAF vem trilhando no mundo” destacou Luis Gambim, diretor 6

comercial da empresa no País. Desde que iniciou a produção e vendas de caminhões no Brasil, em outubro de 2013, a DAF já registrou o licenciamento de mais de 8 mil unidades do extrapesado XF 105 e do pesado CF85. Gambim acrescentou que empresa acabou de lançar o DAF Agende Fácil, serviço exclusivo de agendamento de manutenção preventiva ou corretiva na Rede de Concessionárias. Ele contou que a novidade conta com profissionais capacitados para agendamento de manutenções, além de prestarem orientações aos clientes, indicando também onde está localizada a concessionária mais próxima. “Lançamos este serviço para ganharmos agilidade no agendamento das manutenções para ajudarmos a nossa Rede a organizar os atendimentos”, concluiu.


A Covid-19 levou muitas empresas a adotarem várias medidas para ajudar, e também com o intuito de atrair clientes, durante a pandemia do corona vírus, especialmente as fabricantes de caminhões. A Volvo, por exemplo, anunciou que está oferecendo por meio de seu banco, carência de até 6 meses e taxas especiais a partir de 0,81% ao mês como forma de estimular a aquisição de caminhões novos De acordo com a montadora, são opções de financiamento com prazos de 24 até 60 meses, nas

Fotos DIVULGAÇÃO

PRAZO DE CARÊNCIA E TAXA ESPECIAL

modalidades Finame e CDC. As taxas variam de 0,81% ao mês para prazo de 24 meses até 0,86% ao mês para financiamento de 60 meses. “Esse é um momento em que todas as empresas buscam menor impacto possível no caixa. Além de taxas reduzidas, a carência de 6 meses é uma grande ajuda aos transportadores que necessitam de novos caminhões, mas que precisam poupar recursos agora”, afirmou Alcides Cavalcanti, diretor comercial de caminhões da Volvo no Brasil. ocarreteiro.com.br

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GARANTIA EXTENDIDA Diante das dificuldades criadas pela pandemia da Covid-19, fabricantes de veículos estenderam o período de cobertura de veículos comerciais de suas marcas. A Mercedes-Benz prorrogou por mais 60 dias o período de cobertura de caminhões, ônibus e modelos Sprinter com garantia encerrada a partir de 1º de março deste ano. “Nossa Empresa determinou que todos os veículos comerciais da marca envolvidos nessa ação especial 8

receberão um adicional de 60 dias ao seu período de cobertura de garantia original, bem como do Programa Service 24h”, informou Roberto Leoncini, vice-presidente de Vendas e Marketing Caminhões e Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil. “Dessa forma, veículos com 12 meses de cobertura passam a ter 14 meses e veículos com 12 meses de cobertura e 24 meses para o trem de força passam a ter 14 e 26 meses, respectivamente”.


VWCO LANÇA LINHA DE PEÇAS MULTIMARCAS A Volkswagen Caminhões e Ônibus está lançando duas novas linhas de peças de reposição e a expansão do portfólio já existente. Uma delas é a linha All Makes para caminhões de todas as marcas, como a Alliance Truck Parts, da Mercedes-Benz, e TRP, da DAF. Os componentes All Makes têm garantia de seis meses e são comercializados nas concessionárias Volkswagen Caminhões e Ônibus. Já são disponíveis na rede itens como filtros de ar, de ar condicionando, combustível e de lubrificantes e cruzetas e peças de motor. Outra novidade da montadora é a linha Kits Sob Medida, que possibilita a aquisição de componentes em conjunto, o que pode trazer vantagem no custo. Ricardo Alouche, vice-presidente de Vendas, Marketing e Pós-Vendas da Volkswagen Caminhões e

Ônibus, destacou que a empresa trabalha sempre com foco no cliente para que ele obtenha o melhor custo total de operação, especialmente diante do momento atual. “Monitoramos o mercado e valorizamos muito o pós-vendas, porque sabemos que este é um dos nossos diferenciais, lado a lado com o produto robusto.

REVISÕES AMPLIADAS A Iveco ampliou, por sua vez, ampliou o limite para a realização das revisões indicadas no manual do proprietário em até cinco mil quilômetros. Outras medidas foram a gratuidade do serviço de assistência emergencial 24 horas “Assistance Non Stop” a extensão do o período de garantia original de todos os produtos por mais dois meses valendo para os clientes que tiveram o vencimento da garantia a partir de 01/04/2020. O responsável pelo Suporte ao Produto e ao Cliente da Iveco na América do Sul, Rômulo D’Alessandro, destacou que as dificuldades enfrentadas pela população no período de quarentena exigem medidas importantes de diversos setores da economia. “Com o isolamento social, muitos

clientes estão com dificuldades para realizar as revisões dos produtos em uma concessionária IVECO dentro do período pré-estabelecido. Pensando nisso, decidimos atuar com foco nos clientes que estão rodando pelo País”, finalizou. ocarreteiro.com.br

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BANDAS DE RODAGEM Depois do lançamento das bandas BRSS (para todas as posições) e da BLSS (para eixos de tração), no início desse ano, a Bandag está apresentando ao mercado mais dois novos produtos. Um deles é a banda B440, disponível nas medidas 220, 230, 240, 250 e 260 mm, para todas as posições. Suas características principais são o ejetor de pedras nos sulcos e ombros arredondados para evitar o arraste lateral. Segundo a empresa são diferenciais que aumentam a vida útil da carcaça. O outro lançamento é a banda a BRLT2, para o segmento de veículos comerciais leves e indicada para diversos tipos de aplicação. Entre elas se destacam a rodoviária, regional e urbana. Essa banda é produzida nas medidas 170, 180, 188, 195 e 205 mm.

FILTROS PARA LINHA PESADA A Mann-Filter, uma das marcas do grupo Mann+Hummel está lançando uma nova linha de produtos para veículos pesados. A lista inclui filtro do óleo lubrificante, filtro do ar, filtro do combustível, filtro de ureia e filtro do óleo para modelos produzidos pela Volvo, DAF, Scania, MAN TGX além de maquinários de diversas marcas como John Deere, New Holland, Case e Komatsu. 10


ESPECIAL CORONAVÍRUS

Fotos SHUTTERSTOCK E ARQUIVO PESSOAL

SEM ESTRUTURA PARA TRABALHAR

DANIELA GIOPATO

D

esde a aprovação de Decretos que determinaram a quarentena no País, muitas coisas mudaram no dia a dia de todos os brasileiros. Na estrada não foi diferente. A realidade vivenciada pelos motoristas de caminhão está longe do habitual. Antes da pande12

mia, a lista de reclamações dos motoristas era lidera pelo alto preço do diesel, baixo valor do frete e estradas sem conservação, entre outras. Agora, a categoria reclama da falta de locais para fazer suas refeições, de serviços básicos (como mecânicos, lojas de autopeças e borracharia) e sente grande vulnerabilidade diante do vírus. Os mo-


Estradas vazias, restaurantes, borracharia e lojas de autopeças fechadas. Vulnerabilidade e falta de segurança. Essa é a realidade vivida diariamente pelos motoristas de caminhão depois que o coronavírus chegou ao Brasil

toristas se queixam também da dificuldade para encontrar equipamentos para se proteger da doença, como álcool em gel e máscara de proteção. O que conseguem tem sido através de ações de distribuição por parte de concessionárias de rodovias, empresas e comerciantes que prestam solidariedade distribuindo gratuitamente marmi-

tas, água etc. Diante desse cenário, trabalhar na estrada ficou ainda mais difícil. São poucos os locais e pessoas que realmente se preocupam com a segurança e bem estar dos caminhoneiros. O carreteiro Ricardo Roski, de Jundiai/ SP, confirma que nas estradas os motoristas estão com dificuldade de enconocarreteiro.com.br

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ESPECIAL CORONAVÍRUS

trar luvas, máscara e álcool em gel para higienizar as mãos durante as viagens. "Muitos restaurantes estão fechados. Tenho sorte de ter a caixa cozinha. Então, antes de qualquer viagem eu saio abastecido para não passar fome na estrada", declarou. O principal medo de Ricardo é de contrair o vírus por estar o tempo todo exposto. Ele disse que tentou conservar o caminhão limpo, mas confessou que esse mesmo controle não existe nos postos onde estaciona. “Não tem como eu saber, por exemplo, se os banheiros estão sendo higienizados da maneira correta. Além disso quase nunca temos álcool em gel disponível. Em relação à minha família, assim que chego em casa tiro os sapatos e já vou direto para o banho", afirmou. O motorista mineiro de Igarapé, Eder Oliveira, confessou ter muito medo de ter contato com o vírus devido à exposição. "As minhas viagens - Minas Gerais e São Paulo - são curtas, então tenho mais contato com a família. Por esse motivo estou com medo de contrair o ví14

O carreteiro Ricardo Roski disse que não tem como saber se os banheiros dos postos estão higienizados da maneira correta rus e transmitir para eles", afirmou. Eder lembra que muitos motoristas estão na estrada porque não podem parar, pois precisam pagar as contas que continuam chegando. "Na estrada não tem movimento, praticamente são somente caminhões trafegando e assim estamos sem apoio algum. Não tem restaurantes nem borracheiros”, disse. Oliveira acrescentou que algumas entradas de cidades estão até fechadas, sem falar da falta de segurança. “Sei que é o procedimento correto, mas está complicado. Sempre fui contra os motoristas que


Não tem borracheiros e nem restaurantes abertos nas estradas. Está complicado, relatou o motorista Eder Oliveira

Gleydson Lamonier contou que em Goiás, a caminho de Tocantins, ele teve dificuldades com mercados fechados para comprar alimentos e produtos de limpeza

se colocavam como vítimas, mas agora realmente a situação está bem complicada. Falta sensibilidade das autoridades", completou. Na ocasião da reportagem da Revista O Carreteiro, Gleydson Lamonier Batista de Alencar, de Tabuleiro do Norte/CE, disse que havia carregado o caminhão em Campinas/SP com destino a São Luis do Maranhão/MA. Na divisa de Goiás com Tocantins, na cidade de Alvorada do Norte, ele tentou parar em várias farmácias para comprar álcool em gel e máscara, mas não encontrou. "Tentei também em mercados, quase todos fechados. Por sorte encontrei um mercadinho de bairro e consegui abastecer a caixa cozinha com alguns mantimentos. A coisa está feia”, afirmou. Lamonier lembrou que o comércio de beira de estrada, mecânica, auto elétrica, loja de peças está tudo fechado e que restaurante não dá para entrar, pois é pre-

ciso aguardar a marmita do lado de fora. Do seu ponto de vista, o motorista de caminhão está sendo considerado um transmissor do vírus. Contou que entrou em um mercado para fazer a feira e as pessoas pareciam preocupadas e incomodadas com a sua presença. "Fico pensando nos colegas que não tem a caixa cozinha". Outro alerta de Gleydson é sobre a falta de fiscalização nas rodovias. Ele destacou que os postos fiscais não estão oferecendo nenhum tipo de apoio aos motoristas. “Estamos levando os produtos e ajudando o País, mas estamos abandonados", reforçou. Luiz Daniel Vilas Boas, de Barra Mansa/RJ, chamou atenção para outra questão que pode atrapalhar a vida dos motoristas. Ele disse que segundo relato de colegas da estrada, tem empresas que não deixam carreteiros com idade acima de 60 anos carregarem por fazerem parte do grupo de risco. Ele relaciona tamocarreteiro.com.br

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ESPECIAL CORONAVÍRUS

Luiz Daniel Vilas Boas disse já ter ouvido falar de empresas que não deixam motoristas com idade de 60 anos carregar porque fazem parte do grupo de risco bém os restaurantes fechados nas estradas e a existência de empresas que não deixam caminhoneiros entrar em suas dependências, independente da idade. Na realidade, a pandemia aumentou os problemas dos motoristas de caminhão, conforme comentou o carreteiro Daniel Brito, de Chá Grande/PE. Entre outros, ele cita a dificuldade que passou a existir para viajar pelas estradas, pois alguns locais se encontram com restrição de tráfego. "Um caos total. Ficamos inseguros de não saber quando vamos conseguir chegar em casa. A nossa segurança está muito falha. Transitamos de um lugar para o outro e ninguém se preocupa se estamos bem, se temos máscara, álcool em gel, se me alimentei. Enquanto isso a família está em casa preocupada”, desabafou. Contrair o vírus e passar para outras pessoas, principalmente familiares, tem sido um dos maiores medos dos carretei16

O autônomo Agnaldo Fernandes, de São Paulo, aproveitou a quarentena para fazer manutenção da caixa de câmbio e embreagem do seu caminhão ros, conforme disse o motorista Agnaldo Fernandes, São Paulo/SP. Na ocasião que falou com a reportagem da Revista O Carreteiro, disse que seu caminhão estava desde o dia 23 de março em manutenção da caixa de câmbio e da embreagem. Morador da zona Leste da cidade de São Paulo, afirmou que tem consciência da importância para o País do seu trabalho, mas decidiu se resguardar e fazer a manutenção ficando uma semana em casa. Contou que uma pessoa infectada pelo vírus morreu perto de sua casa. “Eu não quero contrair, muito menos passar para as demais pessoas. Caso precise ficar mais uma semana parado eu fico. Vou rodar apenas quando as condições estiverem um pouco mais favoráveis para a categoria", concluiu. Luis Cesar dos Santos, de Apucarama/ PR, reclamou do tempo de espera para carregar o caminhão. Na ocasião da reportagem, ele aguardava carga de sal,


A pandemia aumentou também a insegurança dos motoristas e a incerteza de quando vão chegar de volta em suas casas, disse Luiz Daniel Vilas Boas em Mossoró/RN. A estrutura do local, segundo relatou, era muito precária levando a se sentir exposto à contaminação do vírus. "Não tem álcool em gel, máscara, nada. Utilizo apenas os produtos que eu tenho. Tem banheiro, mas o restaurante cobra caro pelas refeições. A minha sorte é que consigo cozinhar, enquanto isso ficamos aqui sem saber o dia certo de carregar", desabafou. Outro problema comentado por Luis Cesar é falta de espaço entre os caminhões estacionados. Isso que dificulta a segurança dos motoristas. "Não tenho o costume de carregar sal, geralmente transporto produto têxtil, mas com as empresas estão fechadas essa é uma opção”, explicou. De acordo com o motorista Maurílio Medeiros de Alcantara, de Salvador/BA, existem exceções. Na ocasião da entrevista à Revista O Carreteiro ele disse que estava parado em uma empresa na cidade de Timóteo/MG havia seis dias. Lembrou que apesar tempo de espera para carregar, disse que se sentia seguro, pois o tratamento no local estava sendo o melhor possível.

Luis César reclamou do tempo de espera e da precariedade do local e do preço das refeições onde aguardava um carregamento de sal ocarreteiro.com.br

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ESPECIAL CORONAVÍRUS

O carreteiro Maurílio de Alcântara disse que tem empresas preocupadas com a segurança dos motoristas, mas não são todos que acreditam na gravidade da situação

"Antes do motorista entrar no pátio da empresa, uma equipe verifica a temperatura e faz um cadastro com as informações de saúde. Depois disso, pode ter acesso ao pátio com sala de televisão, restaurante, banheiros limpos e álcool

O autônomo Francisco de Souza Rezende afirmou que sente orgulho de ser carreteiro. Ele reforçou que as pessoas superam as dificuldades e aprendem com elas 18

em gel para higienização das mãos”, contou. Maurílio acrescentou que a todo instante um alto-falante orientava os motoristas a manterem distância segura uns dos outros. Uns obedecem, mas sempre tem aqueles que não acreditam na gravidade da situação", lamentou. Para Maurílio, o mais importante é cada um ter consciência e se proteger como pode. Ele, por exemplo, utiliza máscara e sempre mantém distância de outros colegas. "Viajei do Nordeste para Minas Gerais e senti a estrada vazia. Agora estou indo para o Sul e vamos ver o que vai ser. Pedindo a Deus para voltar tudo ao normal", declarou na ocasião. O motorista Francisco de Souza Rezende, de Barra Mansa/RJ, traz uma mensagem positiva aos motoristas. "Sou autônomo, aposentado, mas eu amo a profissão. O meu maior orgulho é de ser caminhoneiro. Conheço muitas pessoas, tenho muitos amigos. Dificuldades todos têm, mas tudo no mundo passa. Já pensou se a vida fosse somente alegria? Ia perder a graça. As dificuldades ajudam a gente se superar e aprender", finalizou.


Já chegou o ANUÁRIO DE CAMINHÕES E UTILITÁRIOS 2020.

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CORONA VÍRUS

PANDEMIA ALTERA REGRAS DO TRANSPORTE Diante da impossibilidade da geração e atualização de documentos devido à paralisação de órgãos públicos e privados em razão da pandemia provocada pelo coronavírus, muitos deixaram de ser exigidos temporariamente ou tiveram seus prazos de validade ou prazo de renovação prorrogados. CNH, CIOT e RNTRC estão na lista JOÃO GERALDO

P

ara evitar aglomerações em locais públicos e o risco da transmissão do coronavírus, e assim procurar conter a contaminação da população, órgãos do governo federal pro20

moveram várias mudanças nas leis e regras que regulamentam o transporte rodoviário de cargas no Brasil. Além de prorrogação de validade e não exigência de documentos da carga, veículo e


do motorista, entram na lista de medidas alterações nos horários de restaurantes de postos de rodovias. O Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC), por exemplo, cujos vencimento do prazo de validade dos certificados estavam previstos para ocorrer entre 1º de março e 30 de junho, tiveram o prazo estendido para 31 de julho próximo. Os vencimentos estavam previstos para ocorrer entre 1 de março e 30 de junho. Também foi prorrogada para 31 de julho a exigência do Certificado

de Inspeção Técnica Veicular (CITV) para circulação de caminhoneiros autônomos ou por empresas do ramo de logística. CIOT E TAC– A normativa também suspende, até o dia 31 de julho, a emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), realizada pelo cadastramento da Operação de Transporte, nos casos de contratação de TAC ou TAC-equiparado por pessoas físicas para o transporte de cargas. BALANÇAS DE PESAGEM– O Ministério da Infraestrutura e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ocarreteiro.com.br

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I magens DETRAN-SP

CORONA VÍRUS

anunciaram a suspensão das atividades dos postos com balanças de pesagem nas rodovias federais concedidas. Sob a competência da ANTT, a medida vale para as rodovias administradas pelas concessionárias privadas. A Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), assim como entidades representativas do transporte de cargas, já foram comunicadas.” O Governo Federal também prepara, junto a entidades que representam o setor, uma série de medidas de orientação e de triagem em pontos estratégicos dos principais corredores logísticos do país. CNH– Prazos dos serviços prestados pelos órgãos de trânsito foram suspensos pelo Contran – Conselho Nacional de Trânsito. Desde o dia 19 de de fevereiro de 2020, está interrompido, por tempo indeterminado, os prazos para que o condutor possa dirigir com Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida. O prazo para andar com o documento vencido também vale para quem tem a permissão de dirigir e para a expedição do Certificado de Registro de Veículo (CRV) em caso de transferência de propriedade de veículo. O prazo para que o processo de renovação da CNH fique 22

Pandemia do coronavírus levou o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) a manter por tempo indeterminado os prazos para condutor poder dirigir com a CNH vencida ativo também foi estendido de 12 para 18 meses. Com a determinação, ficam suspensos por tempo indeterminado os seguintes prazos: apresentação de defesa da autuação recursos de multa, defesa processual e recursos de suspensão do direito de dirigir e de cassação do documento de habilitação, identificação de condutor infrator, incluindo processos já em andamento. RESTAURANTES NAS ESTRADAS– Alguns restaurantes de postos de serviços continuam operando, porém em horários e esquemas diferentes. Para evitar aglomerações os clientes não podem comer no local. Devem fazer os pedidos, retirar e fazer a refeição nos caminhões respeitando o distanciamento seguro entre as pessoas.. Confira nas páginas 24 a 27 a matéria sobre os serviços oferecidos pelos postos e também ações de solidariedade que estão ajudando os motoristas a fazerem o seu trabalho na estrada.


BOLETIM DE PNEUS

ORIENTAÇÃO TÉCNICA

C

omo já dissemos aqui anteriormente, os pneus de um veículo comercial caminhão/ônibus tem uma representatividade muito grande na planilha de custos da operação, chegando a estar em segundo lugar nessa conta. Por outro lado, apesar da importância que representa, existem duas situações que devemos levar em conta:. • Poucos levam em consideração a importância desse custo no transporte; • Poucas ações são feitas, efetivamente, para a diminuição desses custos; • Nem todos tem a noção de quanto o item pneu representa na composição do custo operacional; No entanto, apesar da importância do controle do custo de um pneu para se estabelecer o valor de um frete, por exemplo, é um dos itens da planilha com mais opções para uma efetiva diminuição desses custos. Algumas providências não apresentam custo algum, outra apresentam pequenos custos e outras demandam um investimento um pouco maior, mas com resultados visíveis. No que diz respeito a providências a serem tomadas temos as seguintes sugestões a fazer. MANUTENÇÃO MECÂNICA: • Sempre verificar a situação dos freios (ovalização, ação nas rodas, desgastes etc); • Alinhamento dos eixos da

composição toda; • Alinhamento do sistema de direção; • Alinhamento do chassi; • Situação das rodas (ovalizações, trincas, etc); • Fixação das rodas nos cubos; MANUTENÇÃO DOS PNEUS: • Verificação da Pressão correta; • Verificação de desgastes irregulares e suas causas; • Verificação de danos tais como trincas, rasgos, penetração de objetos etc; • Utilizar a prática do rodízio de pneus; • Sempre calibrar os pneus quando estiverem frios; • Sempre utilizar calibradores de confiança; Em tempos de crise, em que ninguém sabe o que nos espera no futuro, cada centavo economizado vai fazer a diferença na sobrevivência de muitas empresas.

Este boletim é de responsabilidade de Guilherme Junqueira Franco, que tem a formação TTS (Truck Tire Specialist). Qualquer dúvida: guijunqueirafranco@gmail.com ocarreteiro.com.br

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ESPECIAL CORONAVÍRUS

CAMINHÃO LIMPO E SEGURO A higienização do caminhão é fundamental para ajudar a interromper a propagação do novo coronavírus. Para reduzir ao máximo o risco de contaminação, é importante que os caminhoneiros invistam na limpeza de seus veículos e nos demais cuidados

REDAÇÃO

C

aminhão bem higienizado nunca foi tão necessário quanto nesse momento de pandemia por conta do novo coronavírus. É muito importante o motorista investir um tempo entre uma parada e outra para manter a parte externa e interna do veículo o mais limpo possível. Sobretudo o interior da cabine. Isso 24

significa ter sempre em mãos produtos como desinfetante, álcool, água e sabão. A higienização cuidadosa do veículo irá eliminar possíveis focos do vírus no posto de trabalho. “Vale lembrar que o coronavírus pode sobreviver por vários dias em superfícies de materiais como plástico, metais, vidros e tecidos. Por isso, a higienização dos ambientes é uma prática de grande importância”, explicou


Fotos SHUTTERSTOCK E DIVULGAÇÃO

o químico Marcos Pacheco. Como a transmissão do vírus acontece principalmente por contato, ao se eliminar o agente infeccioso e as sujeiras das superfícies, evita-se que ao tocá-las, a pessoa tenha o vírus transferido para as mãos e das mãos para boca, nariz, olhos e outras partes do corpo. O coronavírus se encapsula numa camada de gordura, a qual é removida com

água e sabão e produtos de limpeza. Quando essa camada é removida deixa o vírus exposto levando-o rapidamente à morte. Em resumo, a limpeza bem-feita elimina o vírus porque o deixa desprotegido. Por isso é importante que todos os motoristas estejam atentos à limpeza do caminhão e do ambiente interno da cabine, para evitar serem acometidos pela Covid -19. ocarreteiro.com.br

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ESPECIAL CORONAVÍRUS

Higienização do interior da cabine ajuda a reduzir os riscos de contaminação. Vírus pode sobreviver durante dias em superfícies como plástico, metal, vidros e tecidos

DICAS SIMPLES PARA HIGIENIZAÇÃO DA CABINE: • Carregue sempre no caminhão um ou mais panos e álcool desinfetante para higienizar o interior do seu veículo sempre que fizer uma parada; • Lavar partes externas do caminhão com água e sabão; • Limpar interior da cabine (painel, volante, câmbio, maçanetas e demais partes) com álcool 70, álcool em gel ou desinfetantes; • Os bancos podem ser limpos com um pano e álcool ou desinfetante; Enxugar o excesso de água ou de umidade com outro pano seco; • Lavar os panos para a próxima higienização. OUTROS CUIDADOS INCLUEM • Lavar com frequência as mãos com água e sabão e 26

utilizar álcool em gel; • Itens como copos, talheres, pratos, garrafas e cuias não devem ser compartilhados com terceiros. Além disso, tenha seus próprios produtos de higiene, como sabonete, xampu e toalhas; • Manter o caminhão arejado para que o ar possa circular; • Evite ambientes fechados e com aglomerações de pessoas; • Sempre que precisar usar espaços compartilhados, em especial banheiros de pontos de paradas e cozinhas de uso comum, evite tocar em objetos coletivos. Caso o faça, lave as mãos com sabão; • Ao ter contato com a carga transportada, higienize suas mãos imediatamente. Além disso, quando precisar assinar documentos durante o frete, utilize a sua caneta.


HIGIENIZAÇÃO NA ESTRADA Além da distribuição de kits de alimentação e de serviços de atendimento médico e orientação aos motoristas de caminhão sobre o coronavírus, em parceria com o Serviço Social do Transporte e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest/Senat), a CCR NovaDutra passou a oferecer serviços de desinfecção da cabine dos caminhões. De acordo com a empresa os serviços de desinfecção das cabines e as demais ações, inclusive troca de lâmpadas queimadas do caminhão, ocorrem nos seguintes pontos na via Dutra: VALE DO PARAÍBA • São José dos Campos (Base Operacional – km 156 sentido SP); • Roseira (Posto de Abastecimento e Serviços Arco Íris/Estrada para a Saúde – km 82 sentido Rio); • Lavrinhas (Base Operacional – km 18 sentido Rio) SUL FLUMINENSE • Volta Redonda (Base Operacional – km 258 sentido SP; BAIXADA FLUMINENSE

• Japeri (Base Operacional – km 206 sentido SP; Além da via Dutra, os caminhoneiros podem acessar esses serviços de higienização de cabine e troca de lâmpadas dos caminhões também nos seguintes pontos das rodovias administradas pelo Grupo CCR: CCR RODONORTE • São Luiz do Purunã (Balança Purunã BR 277/km 137) • Mauá da Serra (Balança Mauá da Serra BR 376/km 297); CCR MSVIA • Campo Grande (Posto da PRF - BR-163/ MS Km 455 Sul) • Dourados (Posto da PRF – BR 163/MS/ km 267 Sul); CCR VIASUL • Porto Alegre (Posto Rota 80 - BR-290/ km 80) • Osório (base operacional junto ao Posto Buffon - BR-101/km 84) • Paverama (base operacional junto ao Posto Rosinha - BR-386/km 374) • Fontoura Xavier (base operacional junto ao Posto RHRiss - BR-386/km 268)

Distribuição de kits com alimentos e água têm ajudado a reduzir as dificuldades dos motoristas de caminhão em vários pontos do País ocarreteiro.com.br

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ESPECIAL CORONAVÍRUS

A situação causada pela epidemia Covid -19 assusta e preocupa, mas a recuperação do setor do transporte rodoviário de cargas será mais rápida. Essa é a visão de lideranças e especialistas do ramo ouvidos para falar sobre o assunto. Dizem que a reação terá início já a partir do segundo semestre MAURO CASSANE

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té o início de abril, a única certeza entre cientistas e pessoas pensantes é que quanto maior for o índice de isolamento social (leia-se quarentena) mais rapidamente será possível voltar às atividades cotidianas. No Brasil, infelizmente, este índice está abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (pede-se 70%, mas a média nacional de isolamento raramente excede 50%). "Não há motivos para pânico, pois nem o mundo e nem o capitalismo vão acabar agora". Essa é a visão do econo28

Fotos DIVULGAÇÃO

AINDA NÃO É O FIM DO MUNDO

mista ao resumir pelo lado da economia o momento atual. Mendonça acredita que deverão acontecer mudanças importantes como resultado desta crise causada pelo Coronavírus. “Mendonção”, como é tratado entre amigos, com 78 anos de idade, conhece bem crises, China, além de pandemias, altos e baixos da economia, meandros políticos e, nos últimos dez anos, o setor de caminhões. Já foi presidente do BNDES, diretor do Banco Central e Ministro das Comunicações. Em 2010 ele trouxe a marca Foton para o Brasil, na mesma


época que chegaram Sinotruk e Schacman (ambas já bateram em retirada, a Foton segue ativa). De acordo com o economista, a ação pronta dos Bancos Centrais, em todo o mundo, conseguiu acomodar a primeira onda de pânico vinda do mercado financeiro. “Nos últimos dias, inclusive, vem ocorrendo uma recuperação importante dos preços das ações em Wall Street – mais de 20% em relação ao piso de março – e uma postura mais racional no dia a dia das negociações”, acrescentou. Ele alerta que a maior preocupação

agora é como será a reação da economia real diante de um quadro de recessão com as características da crise atual: corte brusco da receita das empresas pela ausência de seus funcionários e a queda brutal da renda pessoal dos trabalhadores, criando um vazio por dois ou três meses sem que ocorra uma destruição física da infraestrutura econômica dos países. Mesmo diante destes fatores alarmantes e da incerteza de quando isso tudo vai acabar, a grande maioria dos executivos e empresários acreditam que ocarreteiro.com.br

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ESPECIAL CORONAVÍRUS

Luiz Carlos Mendonça: "não há motivos para pânico, pois nem o mundo e nem o capitalismo vão acabar agora, mas deverão acontecer mudanças importantes"

o País vai sentir mais uma onda recessiva (que não será dramática), em função da paralisação compulsória por conta da doença, mas vai se recuperar de maneira rápida e ainda neste ano. O vice-presidente das operações comerciais da Scania Brasil, Roberto Barral, comenta: “o Brasil é um País de um povo que se recupera de uma maneira única sempre que aparece uma crise. Já vivemos inúmeras, sobrevivemos e saímos mais fortes de todas. A Scania acredita no potencial do País e na força dos transportadores e caminhoneiros que transportam o País pelas estradas”. Roberto Leoncini, vice-presidente de vendas e marketing caminhões e ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, analisa que, quando o pico da pandemia passar e as coisas voltarem ao normal, o setor de transporte será um dos primeiros a puxar a retomada. “Como exemplos, a colheita da nova safra de grãos, assim como a de cana-de-açúcar, além de outras atividades

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Roberto Barral, da Scania: "O Brasil se recupera de uma maneira única sempre que aparece uma crise. A Scania acredita no potencial do País e na força dos caminhoneiros" do agronegócio. Os segmentos frigorificado, alimentício e gás de cozinha tiveram picos com o intuito de abastecer os estoques das famílias”, complementou. Se em alguns segmentos essenciais os caminhões não pararam por um só dia (e forçam a demanda por novos produtos), em outros, mais afetados pela quarentena, os motores estão frios há bastante tempo. “O abastecimento de lojas, comércio eletrônico, logística industrial e combustível estão com boa parte das frotas sem operar porque a demanda caiu radi-


Roberto Leoncini, da Mercedes-Benz: "Quando o pico da pandemia passar e as coisas voltarem ao normal, o setor de transporte será um dos primeiros a puxar a retomada"

calmente. São esses setores que devem voltar aos poucos no segundo semestre, acompanhando o consumo da população”, comentou Leoncini. Luis Gambim, diretor comercial da DAF do Brasil, também acredita em recuperação no segundo semestre deste ano. “Entendemos que é uma situação passageira, que vai gerar consequências, mas que serão superadas em médio prazo”. Para o executivo, o Brasil é um País com um enorme potencial de crescimento e isso é ponto fundamental para direcionar os investimentos do Grupo Paccar

(dono da marca DAF) na região. Gambim disse que ainda é cedo para traçar perspectivas para 2020 e 2021, mas acredita em uma retomada a partir do segundo semestre. “Tanto é que continuamos com o plano de expansão da nossa rede, assim como criamos novos programas de pós-venda”, concluiu. Adotando a mesma postura cuidadosa para, neste momento, evitar projeções, a Volvo também se mostra otimista com o setor uma vez que considera que as commodities agrícolas e minerais brasileiras vão contribuir positivamente na retomada econômica. “As commodities minerais e agrícolas do Brasil são uma outra força produtiva, principalmente na exportação. Tudo isso terá de ser transportado à medida que as principais economias do mundo, como a China e Europa, por exemplo, retomarem gradualmente a atividade econômica. Assim ocorrerá com outros setores da economia, tanto no mercado doméstico, quanto nas exportações” comentou Alcides Cavalcanti, ocarreteiro.com.br

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ESPECIAL CORONAVÍRUS

Luiz Gambim, da DAF: "É uma situação passageira, vai gerar consequências, mas serão superadas em médio prazo. O Brasil tem um enorme potencial de crescimento" diretor comercial da montadora. O diretor de marketing da Iveco para a América do Sul, Thiago Carlucci, acredita em retomada dos negócios tão logo a pandemia acabe. “A crença da Iveco no Brasil e na América do Sul não mudou. Acreditamos na força, no potencial e na produtividade do País e da região”. O segundo semestre será difícil, mas virá com crescimento. Essa é a opinião do presidente da Anfir (entidade que reúne os fabricantes de implementos no Brasil), Norberto Fabris, setor que também estava em plena recuperação até antes da 32

pandemia. Fabris acrescentou que havia animação com a espiral positiva de negócios registrada no início do ano, logo depois da longa crise. “Nosso ritmo está apenas amortecido e a disposição da nossa gente não foi abalada mesmo com a situação grave que nos foi imposta pela pandemia. Teremos pela frente meses difíceis, mas sabemos que temos força, energia e determinação para superar mais esta crise”, finalizou. Na mesma linha se posiciona Marcos Augusto Pordeus de Paula, diretor da Frigo King, fabricante de baús frigorificados, que também aposta em retomada do setor já no segundo semestre deste ano. O executivo lembra que os setores de alimentos e medicamentos permaneceram fora das restrições e os investimentos devem ser retomados antes, mesmo porque durante o período de fechamento dos estabelecimentos esses caminhões continuaram operando e houve desgaste natural. “Não será um momento fácil para ninguém, mas como nossa indústria passou recentemente por uma situação de


Alcides Cavalcanti, da Volvo: O Brasil é uma força produtiva e tudo terá de ser transportado quando as principais economias do mundo retornarem crise mais longa que a causada pela pandemia, acredito que seremos mais ágeis para tomar as decisões necessárias”, complementou. Empresas que fornecem sistemas de alta tecnologia para as montadoras de caminhões, embora demonstrem preocupação com a situação emergencial atual (com fábricas paralisadas), estão igualmente otimistas para o segundo semestre. É o caso da Delphi Technologies que, conforme acredita seu diretor executivo de aftermarket, Amaury Oliveira, no segundo semestre deste ano já haverá uma volta à normalidade. “Como sabemos, os caminhoneiros são peças essenciais da nossa economia e continuam a todo vapor durante a pandemia para garantir abastecimento à população. Por isso, a necessidade de manutenção continua existindo e fazendo com que o setor de autopeças prossiga oferecendo os serviços de reparação”. Oliveira diz que a Delphi não espera um crescimento ou uma retomada forte em todo o segmento automotivo, mas está otimista de que a demanda retorne aos números que eram praticados no início

Thiago Carlucci, da Iveco: "A crença da Iveco no Brasil e na América do Sul não mudou. Acreditamos na força, no potencial e na produtividade do País e da região

deste ano. Para finalizar, fica a mensagem emocionada de Alcides Braga, presidente e fundador da Truckvan que, diagnosticado com Covid-19 em meados de março, fez o isolamento recomendado pelos médicos, já totalmente recuperado, comenta: “Cada um deve buscar a solução para aquilo que é mais imediato. Neste momento, vamos pensar curto. Procurar realizar o agora. Público e privado trabalhando juntos é inédito e uma grande lição. Quando a vida voltar ao normal, acredito que teremos um mundo muito melhor em todos os sentidos. Estaremos melhores ao final desta pandemia. E aprendemos lições importantes como solidariedade, gratidão e fé. Dias melhores virão”. ocarreteiro.com.br

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ATENDIMENTO PADRONIZADO Q Eficiência no atendimento e satisfação garantida do cliente são conquistas da Certificação StarClass para caminhões, ônibus e vans da marca Mercedes-Benz em 15 anos existência do programa de padronização da rede Branded Content produzido pela GG Mídia

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uando se observa a movimentação da indústria automotiva, é bastante claro para todos que os fabricantes procuram oferecer para seus clientes transportadores, veículos robustos, seguros e confortáveis, assim como a oferta de serviço de pós-venda rápido e eficiente. Comum a todas as montadoras, esse cardápio procura vender confiança e tranquilidade, pois são itens diretamente ligados às áreas de vendas e de peças e serviços. Em outras palavras, significa que a efi-


ciência ou não da rede de concessionários também tem seu peso na opção de compra. Na teoria a fórmula é perfeita e executável, mas diante do dinamismo do mercado e de sua constante evolução, na prática nem tanto. A explicação é simples: manter essas duas áreas atendendo plenamente às demandas e expectativas de quem adquire e trabalha com veículos comerciais, não tem sido privilégio de todo mundo. E, possivelmente, a dificuldade esteja na necessidade de mais empenho, trabalho e dedicação de profissionais capacitados para se buscar ou criar soluções, sobretudo junto à rede de concessionários. Um exemplo que deu certo e tem atendido a demanda dos clientes, da fábrica e dos concessionários, veio da Mercedes-Benz, em 2006, com a criação do Programa de Certificação StarClass. Apoiado desde o seu início na padronização, profissionalização e equipe de alta performance para garantir eficiência na operação e uma experiência premium dos clientes, o programa tem preservado o objetivo de levar aos clientes a qualidade desejada pela fábrica. Em constante evolução e sem perder o foco em quem precisa de uma rede eficiente, a Mercedes-Benz reforça que a certificação segue à risca o objetivo de manter um alto nível de excelência dos concessionários de acordo com padrões de qualidade definidos pela fábrica. Outra preocupação destacada pela montadora é a atualização frequente junto aos concessionários, também para agregar valor aos clientes e levá-los a se sentirem mais valorizados, pois a preocupação abrange todos os detalhes que podem resultar

Desde 2006, o programa StarClass de certificação Mercedes-Benz avalia todos os anos as concessionárias da rede numa alta qualidade de atendimento. Todos os anos, auditores da fábrica percorrem as concessionárias da rede, e por meio de um pacote itens definidos pela Mercedes-Benz avaliam uma a uma, concedendo pontuação, para saber se há aptidão para receber o selo de qualidade da certificação StarClass. Dessa forma, a estrutura e atendimento premium que um cliente encontra em uma concessionária certificada no Sul do País são idênticos à de outra na região Norte. ocarreteiro.com.br

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FRONTEIRA

VÍRUS ATRASA RECUPERAÇÃO DO FLUXO DE CARGAS NO MERCOSUL

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Depois de um ano com drástica redução de até 60% nas atividades de comércio exterior entre Brasil e Argentina, em razão da crise econômica que atinge aquele país, a pandemia provocada pelo coronavírus só piorou a situação do transporte internacional na rota do Mercosul EVILAZIO DE OLIVEIRA

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egundo estimativas, os reflexos imediatos na movimentação de cargas, principalmente através da fronteira entre Uruguaiana/RS e Paso de los Libres/AR, superou os 60% ao longo dos últimos meses, atingindo fortemente os carreteiros, sobretudo os autônomos. “Estou apavorado”, resumiu na ocasião um carreteiro que há meses percorria as transportadoras e agentes de cargas sempre ouvindo a mesma resposta: “Nada”! A situação se assemelha a 2015, quando o setor industrial estava praticamente parado, custos em alta permanente e fretes estagnados, carreteiros autônomos e pequenos transportadores sem mercadorias para transportar. Com a quarentena imposta pelo vírus em todo o País, a melhora que desde dezembro era esperada para março/abril não aconteceu e ninguém sabe quando virá. E não há boas expectativas a curto prazo. Antes da pandemia, e sem imaginar que ela viria, algumas pessoas mais otimistas acreditavam que a partir do segundo trimestre de 2020 as economias de ambos os países – Brasil e Argentina – começassem a “respirar”. Isso, mesmo sem a crença de que o presidente argentino Alberto Fernandez pudesse fazer milagres. O cenário já era pouco promissor, mesmo sendo a Argentina o principal parceiro co-

Os problemas econômicos da Argentina provocaram uma redução da atividade comercial entre os dois países, disse Eduardo Chávez, da BR Cargo Logística mercial entre os países do Mercosul. De acordo com Eduardo Chávez, da BR Cargo Logística, com sede em Córdoba/AR, os problemas econômicos da Argentina provocaram uma redução da atividade comercial entre os dois países, principais parceiros comerciais no Mercosul, e terceiro no mundo, depois de China e Estados Unidos. Essa redução já teria atingido os 60% em 2018, segundo ele. O setor mais afetado seria o automotivo, que funciona ocarreteiro.com.br

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FRONTEIRA

como espelho e reflete a crise comercial através de várias empresas satélites das montadoras no Brasil e Argentina. Eduardo Chávez lembra que o transporte rodoviário é o principal meio de transporte utilizado nesse intercâmbio comercial, abrangendo uma série de outros produtos que entram na pauta comercial, e que gerou uma perda de 48% das viagens ou fretes entre os dois países. Salienta que este é um dos períodos mais críticos que o setor de transporte teve de passar nos últimos anos, agravado ainda com o problema político do Chile. Do lado brasileiro, em Uruguaiana/ RS, na ocasião da reportagem da revista O Carreteiro, o caminhoneiro César Luiz Schmidt, 58 anos de idade e 19 de profissão, aguardava por carga, mas já estava perdendo as esperanças que conseguiria um carregamento com destinos como Buenos Aires, Rosário ou Córdoba, para onde está acostumado a viajar.

Passaram-se os meses de novembro, dezembro e janeiro e a resposta sempre a mesma: “Nada!”. Com as contas vencidas e vivendo às custas dos filhos, Schmidt estava na ocasião adaptando a carroceria do caminhão para o transportar arroz na safra, levando da lavoura para os silos. “Talvez o esforço seja demais para o velho motor, mas o que há se fazer?”, lamentou. Júlio César de Souza Evangelista, tem 52 anos de idade e há cerca 10 anos trabalhando como autônomo, também viaja para a Argentina. Como os demais, ele também se ressente com a falta de cargas e disse na ocasião que iria se defender transportando para uma empresa de Esteio/RS, a qual frequentemente tem cargas à sua disposição. O agente de cargas Vilmar Batista, 60 anos de idade, 25 no setor de transportes e 15 como agenciador em Uruguaiana/RS, afirmou já ter visto muitas crises e reconhece que a situação está muito complicada, sobretudo para o César Luiz Schmidt, 58 anos de idade e 19 de profissão, aguardava por carga para destinos como Buenos Aires, Córdoba ou Rosário

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autônomo. Batista concordava com a estimativa que apontava a redução de cargas em 60% e, segundo ele, muitos transportadores pequenos já estavam reduzindo suas frotas. “Quem tinha seis caminhões, vendeu três, e assim vai”, disse. "Os grandes frotistas ainda garantem cargas para os agregados, mesmo que voltem vazios, mas não sobra nada para o pequeno, que sofre mais porque não tem outra fonte de renda", observou Vilmar Batista, que diz se condoer toda vez que responde que ainda não tem carga. Na sucursal da CSI – Cargo Logística Integral S.A., em Uruguaiana/RS – cuja sede é em São José dos Pinhais/PR – Os portões continuam fechados desde

Com a queda do movimento de cargas no Mercosul, depósitos vazios, sem mercadorias, são um grande problema para os carreteiros autônomos o final do ano passado, em plena crise econômica e com absoluta falta de frete entre ambos os países. Na ocasião, a gerente-administrativa da empresa, Rosane Barão, 49 anos e 16 no setor de transportes, recolheu o equipamento (rastreadores, localizadores etc.) de todos os caminhões que prestavam serviço e avisou que entrariam em férias coletivas. Na época ela calculava que a crise iria durar até abril, quando então as economias de Brasil e Argentina começariam a reagir. Até hoje os portões da sucursal ocarreteiro.com.br

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FRONTEIRA

Com a falta de cargas, a gerenteadministrativa da CSI – Cargo Logística Integral S.A, Rosane Barão, recolheu os equipamentos dos caminhões que prestavam serviço e avisou que entraria em férias coletivas da Cargo continuam fechados e trancados com cadeado. O vigia explicou que, eventualmente, alguém da administração aparece lá pela manhã. Permanece por algumas horas e depois vai embora. O fechamento coincide com o período de quarentena imposto pelo governo. A coordenadora de assuntos internacionais da ABTI (Associação Brasileira de Transportadores Internacionais), Gladys Vinci, concorda que a redução do transporte rodoviário internacional de cargas tenha atingido de maneira mais forte o transportador autônomo. Expli-

A redução no transporte rodoviário internacional de cargas tem atingido de maneira mais forte o transportador autônomo, destacou a coordenadora da ABTI, Gladys Vinci 40

ca que apesar de toda a queda no volume de mercadorias em trânsito, a redução no tráfego de caminhões de frotas próprias deve ter ficado ao redor de 16%, com muitos caminhões retornando vazios para o Brasil e somando prejuízos. Lembrou que o setor de transporte rodoviário de cargas está sendo seriamente abalado, com prejuízos incalculáveis. Ela prevê o fechamento de muitas empresas, sem contar as que já pararam de operar. Estima que o setor vá levar um bom tempo para se recuperar. Ela acrescenta que o movimento de caminhões na ponte internacional que liga o Brasil e Argentina, em Uruguaiana/ RS- Paso de los Libres/AR, caiu a cerca de 7 % considerando uma média diária de 600 caminhões nos bons tempos. A coordenadora também critica a burocracia das autoridades argentinas, que aumentaram em 500%, não só pelas dificuldades do fechamento de fronteiras (que permite a passagem de caminhões de carga) por parte de ambos países. Em sua opinião, ao final desta "guerra" o comércio internacional e o transporte rodoviário internacional de cargas ainda vai demorar muito tempo para se recuperar. No mínimo uns cinco anos, pois a luz no fim do túnel está longe.


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CARGAS

BOIADEIRO DO AS O transporte de bovinos exige motorista com bom conhecimento desse tipo de carga, da forma de conduzir o caminhão e como lidar com as ocorrências nas diferentes etapas da operação. Os cuidados são necessários para os animais chegarem intactos ao destino

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ASFALTO

JOÃO GERALDO

Fotos FERNANDO FAVORETTO

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odo motorista de caminhão e demais profissionais ligados ao setor do transporte rodoviário sabe que cada tipo de carga tem uma maneira própria de ser acomodada e transportada. Do mesmo modo, as características do caminhão devem ser tecnicamente adequadas à operação, assim como outras peculiaridades necessárias para preservação e segurança da mercadoria durante a operação de transporte. Assim é também no transporte de bovinos, carga considerada perigosa e que exige cuidados tanto no carregamento quanto durante o trajeto. Além disso, o nível de atenção com a carga pode ser maior ou menor dependendo de características da rota, tais como estado de conservação, traçado e relevo. Em outras palavras, influenciam na maneira de condução adotada pelo motorista, nas condições das estradas, no tempo de viagem e até no clima. Tudo é levado em conta para os animais chegarem intactos ao destinatário, considerando o fato que se houver algum incidente que provoque avaria na carga o prejuízo recai sobre o embarcador. Para ver e entender como funciona em detalhes esse tipo de transporte, equipe da revista O Carreteiro acompanhou o transporte de um lote de bovinos em rota de 280 quilômetros entre o local de origem dos animais até o abatedouro. O primeiro ponto observado é que esse tipo de carga exige conhecimento, vivência e prática do motorista, pois ele precisa intervir desde o carregamento até a descarga dos animais. Nosso ponto de partida foi em Modelo, município localizado no extremo Oeste de Santa Catarina, cuja formação ocarreteiro.com.br

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CARGAS

se originou da instalação de colonizadores alemães na virada da década de 1940 para 1950. Hoje a população é de cerca de 5.000 habitantes e quem roda pela região, especialmente a turma da geladeira deitada - especialistas em transporte cargas frigorificadas - certamente conhece a simpática cidadezinha estabelecida às margens da SC -160. O ponto de chegada, a cidade Macieira, também no Estado. A viagem foi realizada em um caminhão Mercedes-Benz Atego 2430 6x2, modelo 2016. Equipado com cabine leito, teto alto e transmissão automatizada, o veículo foi comprado zero quilômetro na concessionária Sperandio, localizada na vizinha Chapecó. Depois que saiu da loja, o veículo teve o chassi alon44

gado de 5,40m para 7,50m para receber a carroceria boiadeira. Essa mudança foi por conta do cliente. Com toda sua estrutura de metal, o implemento é mais pesado que outro similar de madeira para a mesma finalidade, elevando a tara do caminhão a 13.3 toneladas. Se carregado seguindo os critérios da Lei da Balança, a carga líquida fica em pouco mais de 11 toneladas. A mudança técnica no chassi, que incluiu aumento também da distância entre os eixos, foi necessária para o veículo ficar em condições transportar até 25 bovinos por viagem. A quantidade pode variar de acordo com o tamanho dos animais, conforme explicou o proprietário do caminhão e do gado, Nério Ceccon, também produtor de leite em sua


granja nos arredores de Modelo. Além do Atego, sua pequena frota, porém suficiente para atender a demanda de seu negócio, conta ainda com quatro unidades leves do Accelo. Toda semana sai da granja um carregamento para o Abatedouro e Comércio de Carnes Rossi, o cliente localizado em Macieira/SC, e uma vez cada mês para o Frigorífico Gesner, em Timbó, também no Estado, a 587km de distância. O carregamento no Atego para o Abatedouro Macieira teve início às 7h00, numa operação comandada pelo próprio motorista Dirceu Pedro da Silva, o Pida. Habituado também a atuar no carregamento, Pida tem o traquejo necessário adquirido em 15 anos nesse tipo de transporte para lidar com os animais. Também é parte de sua rotina resolver as costumeiras dificuldades em que o boi impõe resistência para ser embarcado travando a rampa de acesso à carroceria. Uma haste com cerca de dois metros de comprimento - com a ponta eletrificada por energia fornecida por uma bateria instalada no próprio caminhão - é a solução para movimentar e acomodar os bovinos dentro da boiadeira, onde são separados em sessões parecidas com os quebra ondas existentes nos tanques destinados ao transporte de cargas líquidas. A inquietação e resistência dos animais para embarcar, ou mesmo depois de embarcados, soava como se adivinhassem o destino que os aguardava ao final da viagem. A constante movimentação chegava a balançar o caminhão, tudo dentro da normalidade da atividade. Em pouco mais de uma hora a carga com 23 cabeças de gado estava acomodada sobre o Atego e pronta para pegar a estrada. Bem cuidado e com aparência de no-

Operação de carregamento de animais no caminhão conta com a ajuda do motorista Dirceu Pedro da Silva, que há mais de 15 faz esse tipo de trabalho

Carroceria instalada sobre chassi alongado tem capacidade para transportar até 25 bovinos por viagem. Quantidade depende do tamanho dos animais

ocarreteiro.com.br

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CARGAS Acostumado a transportar carga viva, o motorista Dirceu Pedro da Silva diz que é feliz com seu trabalho, especialmente porque dirige um caminhão confortável

No trecho de estrada de terra entre a granja e a rodovia, o caminhão trafega em baixa velocidade para preservar o veículo e os animais embarcados vo, manutenção em dia, especialmente para evitar qualquer tipo de surpresa durante a viagem que possa provocar atraso ou afetar a carga, o veículo sai lentamente da granja seguindo por uma estrada de terra. Antes de entrar na rodovia SC-160, há cerca de dois quilômetros de distância e seguir viagem, uma parada na balança da própria granja para aferir a carga e ter certeza de quanto estará sendo entregue no frigorífico. Mesmo no período da manhã, o forte calor do mês de março sugere o conforto do ar condicionado do Atego. Cuidadoso com o caminhão, Pida diz que já trabalhou com outros modelos, mas sua preferência recai sobre o Atego. Justifica que gosta do espaço da cabine, da cama que lhe garante sono tranquilo e con46

fortável. Sem esquecer do desempenho, ele elogia o trabalho harmonioso da caixa de transmissão e o motor. Sem esconder sua preferência pela marca, assim como seu patrão, elogia a eficiência do trem de força, considerando que viaja sempre com a carga máxima permitida pela Lei da Balança. Enaltece também a facilidade de condução e tudo mais que lhe garante conforto, segurança e prazer. "É um carão”, diz suprimindo um "r", como é comum a muitos catarinenses. Depois de rodar por uns 40 quilômetros pela SC-160, acontece a primeira parada para averiguação da carga. “O asfalto é irregular e balança muito o caminhão. Algum animal deve ter caído numa das curvas e isso não pode acon-


tecer, porque se houver alguma marca no corpo o frigorifico desconta”, explica o motorista referindo-se ao trecho ruim da estrada. E quando acontece de algum animal cair dentro da boiadeira, o que não é raro, Pida empunha a tal haste com eletricidade na ponta para fazer o bicho levantar. Logo o caminhão chega à BR-282, que oferece uma pista duplicada e com asfalto em condições mais amigáveis. A viagem fica mais segura e confortável ainda e a velocidade pode ser um pouco maior, variando na faixa de 70 a 80 km/hora. O prazer da condução e felicidade de quem faz o que gosta é visível no rosto do motorista. “Não sei o que faria se não fosse motorista de caminhão que transporta gado”, comenta.

Após outra parada de verificação da carga, a viagem segue tranquila até que de repente uma pedra na pista arremessada pelo pneu de um dos caminhões que seguia na direção oposta provoca um estouro no para-brisa e danifica a parte inferior do vidro bem à frente de Pida. Fragmentos de vidro se espalham pelos bancos, assoalho, painel e cama. Por todo o interior da cabine. Sem qualquer alarde e tranquilo, ele procura o acostamento, para e faz toda a limpeza. Por sorte nenhum dos estilhaços atingiu seus olhos. “Acontece sempre. Quando chegar em Macieira peço para colocar outro novo. Não tem problema, está no seguro”, diz, lembrando que é chegada a hora da boia e que alguns quilômetros à frente vamos parar para almoçar. ocarreteiro.com.br

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CARGA URBANA

NOVO DAILY ENTRA Com um pacote de novidades e design atualizado, idêntico ao do modelo europeu, a nova linha Daily - apresentada durante a Fenatran, no final do ano passado - começou a ser comercializada em abril com taxas, prazos de financiamento e pagamento diferenciados JOÃO GERALDO 48

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linhado com a atual linha que roda na Europa, o novo Iveco Daily começou a ser comercializado no Brasil no mês de abril com certos diferenciais que, somados aos atrativos tecnológicos ganhos com a atualização, se apresentam como fortes argumentos para alavancar as vendas da nova geração e manter o sucesso do modelo no País . De acordo com a montadora, até o final de maio o modelo pode ser 100% financiado com prazo de até 60 meses, taxas mais baixas e carência de até 180 dias para o pagamento da primeira parcela. Ricardo Barion, diretor Comercial da Iveco, destacou que o momento é desafiador para quem precisa renovar a frota, por isso a montadora abriu a negociação


com condições especiais para começar o pagamento dentro seis meses. “Nosso time está preparado para entregar a melhor proposta”, reforçou o executivo. A linha Daily vai de 3,5 a 7 toneladas de PBT. A motorização conta potências de 130, 150 e 170cv. Uma novidade é o botão EcoSwitch, projetado para reduzir o consumo de diesel. O sistema altera o mapeamento da calibração do motor e reduz o consumo de combustível. Na versão furgão conta com novas dimensões de chassi com aumento do entre-eixos e do comprimento total e centro de gravidade e manobrabilidade aprimorado. As mudanças estruturais na versão furgão permitiram novas configurações de metragem cúbica que agora

Foto DIVULGAÇÃO

RA EM CENA

Atualizado e com novos equipamentos, o Daily ficou mais competitivo no segmento de 3,5 a 7 toneladas de PBT

vão de 7,3 a 18 m3. “Na versão chassi-cabine, a resistência do chassi com longarinas em perfil “C” de 5mm, e o conjunto suspensivo da Daily, continuam fazendo parte desse modelo que se destaca no segmento”, acrescentou Barion. A linha Daily 2020 segue o design do modelo fabricado na Europa, com nova grade frontal (preta ou cromada), carroceria redesenhada, novo farol, novas luzes de posição e farol de neblina e interior que arremete a um carro de passeio com sistema multimídia, tela de sete polegadas, que amplia a integração ‘homem/máquina’ com funções ativadas pelo reconhecimento de voz, tela touchscreen, Android Auto e Apple Car Play e para o novo ar-condicionado automático digital. (JG) ocarreteiro.com.br

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SERVIÇO

A UM PASSO DA FÁBRICA

Depois de ter adiado por duas vezes os planos de erguer sua própria fábrica, a Foton do Brasil acaba iniciar a montagem de caminhões em Guaíba/RS, ao lado do terreno onde planeja construir sua planta JOÃO GERALDO

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e tudo correr conforme o planejado, a Foton do Brasil finalmente irá iniciar a produção de caminhões da marca chinesa em sua própria fábrica. A empresa, que há anos vem se movimentando para ter sua unidade industrial no País, começou a produzir no início de abril o modelo Minitruck de 3,5 toneladas em linha de montagem estruturada dentro da Gefco (empresa com foco em logística industrial e transporte), em Guaíba/RS, ao lado do terreno onde planeja erguer sua fábrica. A produção prevista nesta unidade é de 20 a 25 veículos por mês. . Até o final de 2019, os caminhões da Foton eram produzidos na fábrica da Agrale, em Caxias do Sul/RS, graças a um acordo entre as duas empresas que teve início no segundo semestre de 2016. O diretor industrial da Foton do Brasil, Leandro Gedanken, disse que a produção caminhões da marca em Guaíba nesta primeira fase ajudará a desenvol-

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ver de maneira mais eficiente os fornecedores locais. A linha de montagem onde foi produzido o primeiro modelo em abril será utilizada até a GEFCO concluir a construção de um novo pavilhão industrial – com capacidade de produzir até 100 veículos/mês da marca - para atender a montadora até a fábrica ser, finalmente, concluída. Lembrou que devido à pandemia da Covid -19 a produção em Guaíba vai acompanhar o ritmo do mercado nacional. “Estruturamos uma linha enxuta, mas altamente produtiva e flexível para ser capaz de responder prontamente a aumentos de demanda”, acrescentou Gedanken. Ainda de acordo com o executivo, agora a Foton do Brasil conta com aporte de capital da matriz, na China, e por isso entende que seja o momento adequado para se produzir próximo ao local onde será a fábrica. Os veículos serão produzidos com componentes nacionais e com peças comple-


Foto DIVULGAÇÃO

UMA CAMINHADA DE 10 ANOS A Foton chegou ao Brasil em 2010 pelas mentares importadas da China. mãos de Luiz Carlos Mendonça de Barros, maior investidor de negócio no País, que importava os modelos chineses pela sua empresa a Foton Aumark. Em 2014, mais confiante na força da marca, o executivo reuniu imprensa e autoridades do governo do Rio Grande do Sul para apresentar a área no município de Guaíba onde a fábrica de caminhões da Foton do Brasil seria construída. Na ocasião havia a expectativa de que a unidade começaria a produzir no primeiro semestre de 2016 modelos de 3,5, 6,5, 8,5 toneladas de PBT, com índice de nacionalização de até 60%. Com a economia brasileira em baixa, os planos da Foton de avançar na construção de sua fábrica com capacidade para produzir 20 mil caminhões por ano, foram adiados. Ainda no primeiro semestre de 2016 acon-

teceu a parceria com a Agrale (em Caxias do Sul/RS) para a montagem dos caminhões Foton na linha de montagem antes ocupada pela International. Essa, por sua vez, havia alugado o espaço entre 1997 e 2012, até mudar-se para a sua planta em Canoas/RS. Paralelamente à montagem de seus caminhões na Agrale, a Foton tinha planos de ir evoluindo as instalações de sua fábrica em Guaíba e já começar a produzir no primeiro semestre de 2017, o que também, devido à situação da economia brasileira, acabou não se concretizando. Agora, mesmo com a pandemia que certamente causará reflexos negativos na economia do Brasil e do mundo, é torcer para que a esperada fábrica não tenha o início de sua construção mais uma vez adiado.

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CARGA URBANA

PARCERIA PELO FIM DO CO2 NO TRANSPORTE

Acordo entre os Grupos Daimler e Volvo prevê o desenvolvimento e produção de células de combustível para veículos pesados, sobretudo para os que percorrem longas distâncias. A meta chegar a 2050 com zero emissões de CO2 JOÃO GERALDO

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uas poderosas organizações da indústria global de veículos comerciais, o Grupo Daimler e o Grupo Volvo juntaram forças para desenvolver soluções para o transporte sustentável na Europa, livre de CO2, até o ano de 2050. O objetivo é desenvolver, produzir e comercializar sistemas de células de combustível para aplicações em veículos pesados. O consenso entre os Grupos é que a comercialização bem-sucedida da tecnologia de células de combustível é uma área essencial para obter transporte livre de dióxido de carbono, mais conhecido como gás carbônico. A parceria envolve partes iguais (50/50), sendo que a Daimler consolidará todas as suas atividades atuais de células de combustível, enquanto o grupo sueco entrará com o dinheiro, cerca de 0,6 bilhões de Euros. O presidente do conselho de administração da Daimler Truck AG, e membro do conselho de administração da Daimler AG, Martin Daum, destacou

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que o transporte e a logística mantêm o mundo em movimento, e a necessidade de transporte continuará a crescer. A atividade, verdadeiramente neutra em CO2, poderá ser realizada através de trens de força elétricos com energia proveniente de baterias ou convertendo hidrogênio a bordo em eletricidade. “Essa iniciativa conjunta com o Grupo Volvo é um marco para levar caminhões e ônibus movidos a células de combustível para as nossas estradas”, disse o executivo. Ainda de acordo com Daum, para os caminhões transportarem cargas pesadas e percorrerem longas distâncias, as células de combustível são uma solução importante. “É uma tecnologia que a Daimler adquiriu conhecimentos significativos através de sua unidade de células de combustível Mercedes-Benz nas últimas duas décadas”, acrescentou. O Presidente e CEO do Grupo Volvo, Martin Lundstedt, destacou que a eletrificação do transporte rodoviário é um elemento-chave para acabar com


Objetivo dos dois Grupos é que até o ano de 2050 o transporte de carga de longa distância na Europa esteja livre de motores que emitem gás carbônico as emissões de CO2. “Usar o hidrogênio como condutor de eletricidade verde para abastecer caminhões elétricos, em operações de longas distâncias, é uma parte importante do quebra-cabeça e um complemento para veículos elétricos a bateria e combustíveis renováveis”, disse o executivo. Lundstedt acrescentou que a combinação da experiência do Grupo Volvo e da Daimler nessa área para acelerar a taxa de desenvolvimento é bom para os clientes e a sociedade como um todo. “Ao formar esta parceria, estamos mostrando claramente que acreditamos em células a combustível de hidrogênio para veículos comerciais. Mas, para que es-

sa visão se torne realidade, outras empresas e instituições também precisam apoiar e contribuir para esse desenvolvimento, inclusive para estabelecer a infraestrutura de combustível necessária”, concluiu. A parceria assinada entre os dois Grupos é preliminar, sendo que o acordo final, sujeito a exame e aprovação pelas autoridades responsáveis pela concorrência, é esperado para o final de setembro deste ano. Quando aprovada, a joint-venture incluirá as operações em Nabern, na Alemanha, onde atualmente é sede da Mercedes-Benz Fuel Cell GmbH, com instalações de produção na Alemanha e no Canadá. ocarreteiro.com.br

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CLASSIFICADOS

Amigo motorista, mande sua mensagem para Revista O Carreteiro por email: redacao@ocarreteiro. com.br pelo site: www.ocarreteiro.com.br pelo whatsapp: (11) 95428-8803 ou pelo facebook: facebook.com/ ocarreteiro. cartas: Rua Palacete das Águias, 395 - Vila Alexandria - São Paulo SP - CEP 04635-021 HOMENAGEM Quero deixar meu agradecimento a todos caminhoneiros e (as) que estão nas estradas fazendo o seu trabalho para não nos deixar sem o alimento de cada dia. Em especial homenageio meu amigo Gerente. Meu forte abraço para estes guerreiros que viajam de Norte ao Sul do País. vivianeramosfrazon@ gmail.com Cidade: Alvorada/RS 54


Com Deus e Nossa Senhora, por esse Brasil afora PONTOS DE PARADA Por meio da Secretaria Nacional de Transportes Terrestres, o Ministério da Infraestrutura definiu os procedimentos para que estabelecimentos comerciais instalados em rodovias federais sejam reconhecidos como PPD (Pontos de Parada e Descanso) para motorista de caminhão. A portaria, de número 471, foi publicada no Diário Oficial da União em fevereiro deste ano e estabelece quais são as condições necessárias para os interessados solicitarem o reconhecimento como PPD. Os estabelecimentos que atenderem às regras são cadastrados como locais de espera, repouso e de descanso para motoristas. O formulário de requerimento está disponível no site do Ministério da Infraestrutura, no link infraestrutura.gov/pontos-de-parada-e-descanso.html.

De onde menos se espera é que não sai nada mesmo ocarreteiro.com.br

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CLASSIFICADOS

Em caso de dúvida, consulte um pescador AUTOMATIZADOS A Volkswagen já está vendendo os caminhões da família Constellation 17.280, 24.280 e 30.280 com a nova transmissão automatizada MHD Eaton de 10 velocidades. Esta caixa de marchas tem funcionalidades como assistente de partida em rampa, sensor de inclinação (função que auxilia na manutenção da rotação adequada para melhor consumo de combustível) e sistema de troca inteligente, que aumenta ou reduz as marchas conforme a carga, velocidade e inclinação do veículo na pista.

Se falam nas minhas costas é porque estou na frente ACIDENTES Segundo levantamento realizado pelo SOS Estradas, utilizando os dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), entre 2010 e 2019, 72.721 pessoas morreram nas 56


pistas e 935.679 ficaram feridas, em função de acidentes apenas em rodovias federais. Foram 1.008.400 (um milhão, oito mil e quatrocentas) pessoas entre mortos e feridos. A média é de 276 vítimas por dia, sendo 20 mortas no local e 256 feridas. É praticamente uma vítimafatal ou ferida em acidente a cada 5 minutos..

Falar de boca cheia é feio, de cabeça vazia é pior ainda MAIS OCORRÊNCIAS O ano com maior número de vítimas fatais foi 2011, quando 8.675 pessoas perderam a vida no local do acidente e 106.831 ficaram feridas. A partir de 2012, o número de vítimas nas rodovias federais foi caindo, mas em 2019 o número de mortos e feridos voltou a crescer. A mudança na curva de vítimas coincide com a política de desligamento de radares fixos, a partir de abril, e os mais de 4 meses sem que a PRF pudesse multar nenhum condutor por excesso de velocidade (de 16 de agosto até 23 de dezembro). ocarreteiro.com.br

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CLASSIFICADOS SEM BALANÇAS Por determinação do Ministério da Infraestrutura, em decorrência da pandemia da Covid-19, desde 23 de março deste ano, a pesagem de caminhões está suspensa por 90 dias nas rodovias federais. No Estado de São Paulo, a Secretaria Estadual de Logísticas e Transportes e o Departamento de Estadas de Rodagem (DER) também determinaram a suspensão pelo mesmo período das balanças na malha rodoviária estadual.

Em briga de saci não tem rasteira ESCOAMENTO O gerente de Operações da Entrevias, Jorge Baracho, destacou que suspender a pesagem dos caminhões, operação que tem o apoio das concessionárias, é uma medida do governo estadual necessária para facilitar o escoamento da produção, principalmente, produtos indispensáveis para o consumidor final. Além disso, é mais uma maneira de proteger os caminhoneiros e operadores das balanças neste momento de risco de disseminação do vírus 58


Com o preço do frete não compro nem chiclete VW FACILITADO Assim como outros fabricantes de caminhões, a Volkswagen Caminhões e Ônibus está oferecendo condições facilitadas para aquisição de veículos da marca, com financiamento sem entrada e em até 60 meses, com pagamento da primeira parcela só daqui a seis meses. A modalidade é válida para o Delivery Express e para os novos Delivery 9.170 V-Tronic, Delivery 11.180 V-Tronic e para o Constellation 24.280 V-Tronic. Os extrapesados MAN TGX 28.440 e 29.480, por sua vez, contam com financiamento sem entrada e em até 60 vezes, pagamento da primeira parcela daqui a seis meses e, segundo a montadora, supervalorização do usado na troca Plano de Manutenção total por 3 anos em condições excepcionais.

Amigo e parafuso a gente conhece na hora do aperto ocarreteiro.com.br

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TABELA DE PREÇOS

CAMINHÕES NOVOS MODELO

PREÇO

DAF XF105 FTS XF105 FTT CF85 FT CF85 FTS

471.065,00 501.901,00 386.049,00 416.936,00

FORD F-350 Cargo 816 Cargo 1119 Cargo 1419 Cargo 1519 Cargo 1719 Cargo 1723 Cargo 1723 Torqshift Cargo 1731 R Torqshift Cargo 1933 Rígido Cargo 2423 Cargo 2429 Cargo 2431 Torqshift Cargo 3031 Torqshift Cargo 2623 Cargo 2629 Cargo 3133 Cargo 1731T Torqshift Cargo 1933 T Torqshift Cargo 2042 Cargo 2842

151.360,00 169.105,00 178.927,50 220.535,00 227.894,91 240.334,37 249.675,96 264.191,28 275.497,48 294.642,50 248.191,33 265.285,00 292.881,12 329.150,95 301.950,00 311.200,73 355.792,50 273.654,96 276.654,50 350.710,00 374.782,00

HYUNDAI Hyundai HR 2.5 Diesel Euro V Hyundai HD80

73.720,00 118.800,00

IVECO Hi-Way 490S44T 4X2 Dies. 2P Hi-Way 490S48T 4X2 Dies. 2P Hi-Way600S44T 6X2 3e Dies. 2P Hi-Way 600S48T 6X2 3e Dies. 2P Hi-Way 600S56T 6X2 3e Dies. 2P Hi-Way 800S56TZ 6X4 3e Dies. 2P Daily Chassi 35S14 Dies. 2P Daily Chassi 35S13 Daily Furgão 35S13 Daily Chassi 35S14 Excl. Dies. 2P

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300.000,00 310.000,00 315.000,00 320.000,00 340.000,00 375.000,00 105.000,00 108.000,00 128.000,00 109.000,00

MODELO IVECO (cont.)

PREÇO

Daily Chassi 45S17 Dies. 2P 103.000,00 Daily Chassi 70C17 Dies. 2P 112.000,00 Daily Chassi 70C17 HD Dies. 2P 115.000,00 Daily Chassi cab dup. 35S14 Dies. 4P 129.000,00 Daily Chassi 45S17 Dies. 4P 131.000,00 Stralis 600S40T (T.Alto) 6X2 3e Dies. 2P 326.400,00 Stralis 600S40T (T.Bx) 6X2 3e Dies. 2P 315.500,00 Tector 170E21 4X2 Dies. 2P 165.000,00 Tector 240E28 6X2 3e Dies. 2P 180.000,00 Tector 240E28S 6X2 3e Dies. 2P 190.000,00 Tector 240E30 6X2 3e Dies. 2P 200.000,00 MAN/VOLKSWAGEN Delivery Express 150.104,00 VW 4.150 D 156.704,00 VW 6.160 D 159.992,00 VW 9.170 D 193.619,00 VW 11.180 D 203.850,00 VW 13.190 E DC Robust 244.584,00 VW 15.190 E DC Robust 251.320,00 VW 17.190 E DC Robust 258.393,00 VW 23.230 E DC Robust 294.907,00 VW 13.190 E DC Constellation 252.196,00 VW 15.190 E DC Constellation 257.568,00 VW 17.190 E DC Constellation 263.192,00 VW 17.190 E DC Constellation V-Tronic 294.272,00 VW 17.230 E DC Constellation 261.525,00 VW 17.280 E DC Constellation 295.453,00 VW 17.280 E DC Constellation V-Tronic 291.250,00 VW 17.330 E DC Constellation 307.058,00 VW 19.330 E SC Constellation 325.350,00 VW 19.330 E SC Constellation V-Tronic 358.518,00 VW 19.360 E SC Constellation 324.869,00 VW 19.360 E L.R Constellation 311.148,00 VW 23.230 E DC Constellation 296.487,00 VW 24.280 E DC Constellation 317.712,00 VW 24.280 E DC Constellation V-Tronic 327.650,00 VW 24.330 E DC Constellation 336.585,00 VW 26.280 E DC Constellation 341.356,00 VW 31.280 E DC Constellation 353.689,00 VW 31.330 E DC Constellation 385.201,00 VW 25.360 E SC Constellation 382.527,00 VW 26.390 E SC Constellation 432.319,00 VW 31.390 E DC Constellation 430.474,00


MODELO PREÇO MAN/VOLKSWAGEN (cont.)

MODELO MERCEDES-BENZ (cont.)

VW 19.390 E SC Constellation 321.638,00 VW 19.420 E SC Constellation V-Tronic 335.792,00 VW 25.360 E SC Constellation 363.333,00 VW 25.390 E SC Constellation 389.745,00 VW 25.420 E SC Constellation V-Tronic 367.372,00 VW 26.420 E SC Constellation V-Tronic 406.022,00 VW 31.390 E DC Constellation 400.444,00 MAN TGX 28.440 6X2 503.170,00 MAN TGX 29.480 6x4 536.725,00

Actros 2651S 6X4 Conforto T. Alto Actros 2651 LS 6x4 Conforto T. Alto Atego 2730 6X4 Atego 2730 B 6X4 Atego 2730 K 6X4 Axor 3131 6X4 Axor 3131 B 6X4 Axor 3131 K 6X4 Axor 3344 6X4 Axor 3344 K 6X4 Axor 3344 S 6X4 Axor 4144 K 6X4 Actros 4844 K 8X4

MERCEDES-BENZ Accelo 815/31 181.045,77 Accelo 815/39 182.696,74 Accelo 815/46 184.712,04 Accelo 1016/31 192.855,29 Accelo 1016/39 194.774,84 Accelo 1016/46 197.665,16 Accelo 1316/37 220.868,54 Accelo 1316/44 221.508,21 Atego 1419 229.397,07 Atego 1719 247.096,24 Atego 1726 273.617,42 Atego 1726 4x4 359.423,44 Atego 1729 295.737,40 Atego 1730S 277.295,99 Atego 2426 6X2 311.843,19 Atego 2430 6X2 329.781,59 Atego 3026 8X2 353.915,39 Atego 3030 8X2 366.636,84 Atron 1635S 353.041,90 Axor 1933LS 369.796,23 Axor 2533 6X2 423.307,78 Axor 2036S 401.563,80 Axor 2041S 419.250,25 Axor 2536S 6X2 414.134,50 Axor 2544S 6X2 478.086,76 Axor 2644S 6X4 512.540,49 Actros 2546LS 6X2 Conforto T. Alto 518.889,84 Actros 2546LS 6X2 Megasp. (Conf.) 556.862,48 Actros 2546LS 6X2 Megasp. Plus (Seg.) 593.669,55 Actros 2646LS 6X4 Conforto T. Alto 533.148,39 Actros 2646LS 6X2 Conforto T. Alto 541.887,45 Actros 2646LS 6X4 Megasp. (Conf.) 579.860,09 Actros 2646LS 6X4 Megasp. Plus (Seg.) 611.217,80

PREÇO 545.502,79 554.241,84 350.219,07 350.219,07 350.219,07 395.400,12 396.574,26 394.256,28 541.791,41 543.419,28 541.977,27 587.121,22 760.146,90

SCANIA P 250 A 4x2 P 280 A 4X2 P 280 A 4X2 P 320 A 4X2 P 360 A 4X2 G 360 A 4X2 G 410 A 4X2 R 410 A 4X2 R 450 A 4X2 P 360 A 6X2 G 360 A 6X2 G 410 A 6X2 R 410 A 6X2 R 450 A 6X2 R 500 A 6X2 R 450 A 6X4 R 500 A 6X4 R 540 A 6X4 S 540 A 6X4 G 500 A 6X4 XT CS G 450 A 6X4 XT CS G 500 A 6X4 XT CS G 540 A 6X4 XT G 450 B 6X4 XT CS G 500 B 8X4 XT CS P 250 B 4X2 P 280 B 4X2 P 320 B 4X2 P 320 B 6X2

379.200,00 388.100,00 409.600,00 421.500,00 433.400,00 441.700,00 461.600,00 474.800,00 489.400,00 461.900,00 470.200,00 490.000,00 503.200,00 515.100,00 530.000,00 551.700,00 566.600,00 582.100,00 599.500,00 550.200,00 519.800,00 534.700,00 555.300,00 612.300,00 757.000,00 378.600,00 387.800,00 410.200,00 432.800,00

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TABELA DE PREÇOS

MERCADO DE CAMINHÕES

CAMINHÕES NOVOS (cont.)

RANKING DE CAMINHÕES POR MARCA

P 280 B 8X2 P 320 B 8X2

PREÇO 412.400,00 425.700,00

VOLVO

Foto: ARQUIVO O CARRETEIRO

VM220 4X2R ST L1H1 VM330 4X2T LX L2H1 I-Shift VM270 6X2R LX L2H1 I-Shift VM330 6X2R LX L2H1 I-Shift VM270 6X4R ST L1H1 I-Shift VM330 6X4 ST L1H1 I-Shift VM270 8X2R LX L2H1 I-Shift VM 330 8X2R LX L2H1 I-Shift VM270 8X4 ST L1H1 I-Shift VM 330 6X4R ST L1H1 I-Shift 32 T FH 420 42T SC AT SLP RS 1360 FH 420 62T SC AT SLP RS1360 FH 420 82T SC AT SLP RS1360 FH 460 64T SC AT SLP RST2370 FH 460 64R SC AT SLP RST2610 FH 540 84T SC AT HSLP RT3210 FM 380 42T SC AT SLP RS1360 FM 380 62T SC AT SLP RS1360 FM 380 82R SC AT SLP RS1360 FMX 420 64T SX VT SLP RT3210 FMX 420 64R SX VT Daycab RT3210 FMX 380 44R SX VT DAYCAB RS3210 FMX 380 44R SX VT DAYCAB RS1370 FMX 460 84R SX VT Daycab RT3312

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MARÇO/2020 POS. FABRICANTE

268.995,00 297.115,00 308.825,00 318.340,00 334.235,00 344.370,00 350.225,00 360.360,00 364.550,00 368.205,00 500.760,00 544.415,00 561.855,00 624.025,00 637.720,00 651.900,00 439.235,00 467.700,00 513.920,00 562.390,00 587.430,00 sob.cons. sob.cons. 687.795,00

1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º

MERCEDES-BENZ VOLKSWAGEN VOLVO SCANIA DAF IVECO MAN FORD HYUNDAI BYD

QUANT.

PART.

2.038 1.693 1.366 704 237 226 129 70 9 8

31,44% 26,11% 21,07% 10,86% 3,66% 3,49% 1,99% 1,08% 0,14% 0,12%

ACUMULADO 2020 POS. FABRICANTE 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º

MERCEDES-BENZ VOLKSWAGEN VOLVO SCANIA DAF IVECO MAN FORD HYUNDAI BYD

QUANT.

PARTIC.

6.984 4.934 3.927 1.892 885 815 381 283 28 10

34,62% 24,46% 19,46% 9,38% 4,39% 4,04% 1,89% 1,40% 0,14% 0,05%

O Volvo FH 540 se destacou mais uma vez como o caminhão mais licenciado do mês, fechando março com 486 unidades. Somando com as 536 de fevereiro e mais as 373 de fevereiro, o modelo chega ao acumulado de 1.395 unidades no primeiro trimestre de 2020

Fonte: FENABRAVE

MODELO SCANIA (cont.)


S

UNIDADES TOTAL DE CAMINHÕES SEMILEVES FCA (DODGE) FORD IVECO MAN / VOLKSWAGEN MERCEDES-BENZ PEUGEOT CITROËN OUTRAS EMPRESAS LEVES AGRALE CAOA - HYUNDAI FORD IVECO MAN / VOLKSWAGEN MERCEDES-BENZ OUTRAS EMPRESAS MÉDIOS

FEV/2020 6.412

MAR/2020 6.438

JAN-MAR/2020 20.135

309

190

1.043

86 3 15 44 142 10 5 4

15 3 9 30 120 7 6 -

385 19 41 113 424 27 28 6

784

677

2.205

11 34 37 280 422 -

1 9 22 50 249 346 -

3 28 95 137 785 1.156 1

618

584

1.787

FORD IVECO MAN / VOLKSWAGEN MERCEDES-BENZ OUTRAS EMPRESAS

15 27 483 92 1

7 15 485 76 1

37 71 1.421 256 2

SEMIPESADOS

1.642

1.641

4.905

FORD IVECO MAN / VOLKSWAGEN MERCEDES-BENZ SCANIA VOLVO OUTRAS EMPRESAS

53 104 683 697 8 142 2

36 92 829 517 1 158 8

127 286 2.148 1.807 9 515 13

3.059

3.346

10.195

289 3 96 301 836 623 909 2

237 2 59 264 872 704 1.208 -

885 7 280 893 2.832 1.884 3.412 2

PESADOS DAF FORD IVECO MAN / VOLKSWAGEN MERCEDES-BENZ SCANIA VOLVO OUTRAS EMPRESAS

ocarreteiro.com.br

Fonte: ANFAVEA

LICENCIAMENTO 2020

63


TRANSPORTE & ECONOMIA

PLANILHA DE CUSTOS OPERACIONAIS CAMINHÕES

Semileves

Leves

Médios

Depreciação do veículo

R$ 907,72

R$ 1.036,45

R$ 1.329,96

Remuneração de capital

R$ 628,37

R$ 788,30

R$ 924,45

Licenciamento + seg. obrig. + IPVA

R$ 250,47

R$ 315,50

R$ 341,05

Seguro do casco

R$ 692,82

R$ 877,88

R$ 1.031,98

CUSTOS FIXOS MENSAIS

Despesas com comunicação Total dos custos fixos mensais

R$ 0,00

R$ 0,00

R$ 217,77

R$ 2.479,39

R$ 3.018,13

R$ 3.845,21

CUSTOS VARIÁVEIS POR KM Manutenção

R$ 0,249

R$ 0,278

R$ 0,217

Pneus, câmaras e recapagens

R$ 0,061

R$ 0,065

R$ 0,071

Combustível

R$ 0,529

R$ 0,600

R$ 0,694

Arla 32

R$ 0,000

R$ 0,000

R$ 0,020

Óleo de cárter

R$ 0,010

R$ 0,017

R$ 0,014

Lavagens e graxas

R$ 0,048

R$ 0,011

R$ 0,042

Total dos custos variáveis por km

R$ 0,898

R$ 0,048

R$ 1,058

Semipesados

Pesados

Extrapesados

Depreciação do veículo

R$ 1.820,33

R$ 3.004,43

R$ 3.911,12

Remuneração de capital

R$ 1.291,23

R$ 1.995,67

R$ 2.242,30

CAMINHÕES CUSTOS FIXOS MENSAIS

Licenciamento + seg. obrig. + IPVA

R$ 461,06

R$ 790,48

R$ 895,75

Seguro do casco

R$ 976,23

R$ 1.636,35

R$ 1.952,56

Despesas com comunicação Total dos custos fixos mensais

R$ 217,77

R$ 308,50

R$ 308,50

R$ 4.766,61

R$ 7.735,44

R$ 9.310,24

CUSTOS VARIÁVEIS POR KM Manutenção

R$ 0,265

R$ 0,461

R$ 0,421

Pneus, câmaras e recapagens

R$ 0,172

R$ 0,242

R$ 0,337 R$ 1,548

Combustível

R$ 0,886

R$ 1,430

Arla 32

R$ 0,021

R$ 0,038

R$ 0,041

Óleo de cárter

R$ 0,014

R$ 0,027

R$ 0,025

Lavagens e graxas

R$ 0,046

R$ 0,073

R$ 0,0755

Total dos custos variáveis por km

R$ 1,405

R$ 2,271

R$ 2,446

Quilometragem rodada no mês

Calcule você mesmo quanto custa seu caminhão por mês:

64

x

Total do custo variável por km

=

Total do custo fixo mensal

=

Custo total do caminhão no mês

=

+


TABELA REFERENCIAL DE TRANSPORTE DE CARGA LOTAÇÃO (AUTÔNOMOS - CARGA GERAL) DISTÂNCIA EM KM

CAMINHÕES LEVES R$/TON

VALOR DA DIÁRIA

CAMINHÕES CAMINHÕES CAMINHÕES SEMIPESADOS MÉDIOS PESADOS R$/TON R$/TON R$/TON

BITREM 7 EIXOS R$/TON

624,68

552,00

592,00

832,00

1 a 50

108,62

47,34

25,65

26,09

840,00

51 a 100

166,33

70,81

38,76

34,82

32,54

101 a 150

224,04

94,29

51,86

43,54

40,54 48,54

24,54

151 a 200

281,75

117,76

64,97

52,26

201 a 250

339,46

141,23

78,07

60,98

56,54

251 a 300

397,18

164,70

91,18

69,70

64,54 80,54

301 a 400

512,60

211,65

117,39

87,15

401 a 500

628,02

258,60

143,60

104,59

96,54

501 a 600

743,44

305,54

169,81

122,03

112,54

601 a 700

858,86

352,49

196,02

139,48

128,54

701 a 800

974,28

399,43

222,23

156,92

144,54

801 a 900

1.089,70

446,38

248,44

174,36

160,54

901 a 1.000

1.205,12

493,33

274,66

191,80

176,54

1.001 a 1.250

1.493,68

610,69

340,18

235,41

216,54

1.251 a 1.500

1.782,23

728,06

405,71

279,02

256,54

1.501 a 1.750

2.070,78

845,42

471,24

322,63

296,54

1.751 a 2.000

2.359,33

962,79

536,77

366,24

336,55

2.001 a 2.250

2.647,89

1.080,15

602,29

409,84

376,55

2.251 a2.500

2.936,44

1.197,52

667,82

453,45

416,55

2.501 a 2.750

3.224,99

1.314,88

733,35

497,06

456,55

2.751 a 3.000

3.513,54

1.432,25

798,87

540,67

496,55

3.001 a 3.250

3.802,10

1.549,61

864,40

584,28

536,55

3.251 a 3.500

4.090,65

1.666,97

929,93

627,88

576,55

3.501 a 4.000

4.667,75

1.901,70

1.060,98

715,10

656,55

4.001 a 4.500

5.244,86

2.136,43

1.192,04

802,32

736,55

4.501 a 5.000

5.821,96

2.371,16

1.323,09

889,53

816,55

5.001 a 5.500

6.399,07

2.605,89

1.454,15

976,75

896,55

5.501 a 6.000

6.976,17

2.840,62

1.585,20

1.063,96

976,55

NOTA 1: PREÇO DOS INSUMOS - Os cálculos acima têm como base o preço dos insumos pesquisados na região de São Paulo. NOTA 2: FRETE RETORNO VAZIO - Para que seja incluído retorno vazio no preço cobrado, deve-se utilizar os valores das faixas de distância que incluam a ida e a volta do caminhão. NOTA 3: TAXAS, GENERALIDADES E SERVIÇOS ADICIONAIS - Os valores na planilha acima não incluem: pedágio e despesas de viagem (alimentação, estadia, chapa, etc), que deverão ser calculados e cobrados à parte. NOTA 4: IMPOSTOS - Os valores na planilha acima incluem PIS e CONFINS. Não incluem, no entanto, ICMS. NOTA 5: LUCRO - Na construção da planilha acima adotou-se, como parâmetro, margem de lucro de 20%. Fonte: RLV Soluções Empresariais

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MUNDO AFORA

Caminhões híbridos equipados com motores elétrico e diesel e catenárias no teto (parecidas com aquelas de trens e trólebus), são parte da corrida em busca de soluções para setor de transportes abandonar os combustíveis fósseis nos próximos anos. Em 2012, a Siemens começou a desenvolver o sistema de estrada elétricas (eHighway) com uma pista de testes privada com 1,5 quilômetro de extensão. Na Suécia, um trecho de rodovia eletrificado com caminhões Scania começou a ser testado em 2016 e no ano seguinte na Alemanha. Outros fabricantes de caminhões também estão no projeto. Com instalação de alto custo por quilômetro, o sistema oferece vantagens, mas é visto como ideal para funcionar apenas certos trechos de rodovias. 66


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