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Gazeta do Tatuapé - 2596

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'Cão Orelha' 24 horas

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11 2095-8202

segurança dos foliões Como são escolhidas as fantasias dos policiais?

A Polícia Civil de São Paulo, por meio do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), passou a atuar de forma inovadora no combate a roubos e furtos durante os blocos de Carnaval. A iniciativa consiste na infiltração de policiais civis fantasiados, que se misturam aos foliões para observar atitudes suspeitas e realizar prisões em flagrante. >VEJA + Página 4

O prefeito Ricardo Nunes assinou na última quinta-feira, dia 19, o decreto que denomina o Hospital Veterinário Municipal “Cão Orelha”, na Rua Ulisses Cruz, 285. O local também passou a ter atendimento 24 horas. O evento teve a presença de Regina Nunes e do secretário municipal de Saúde, Dr. Luiz Carlos Zamarco. > VEJA + Página 3 parques municipais Prefeitura vai avaliar saúde das árvores

Projeto piloto irá avaliar saúde das árvores nos parques municipais para diagnósticos mais precisos que contribuem para prevenir quedas e preservar o patrimônio natural da cidade. >VEJA + Página 3

Adaptação Escolar: um começo que faz sentido

Entrar na escola é mais do que atravessar um portão pela primeira vez. É um momento que marca não apenas o início da jornada escolar, mas também uma transformação profunda na vida da criança e da família. E, justamente por isso, o processo de adaptação merece cuidado, tempo e respeito A forma como a criança vivencia seus primeiros dias na escola influencia diretamente a percepção que ela terá de si, dos outros e do aprender ao longo dos anos. É nesse momento que confiamos no vínculo com quem cuida, que experimentamos o novo, que compreendemos que o mundo pode ser um lugar seguro e acolhedor. Trabalhos recentes em neurociências aplicadas à educação nos mostram que o cérebro da criança pequena é extraordinariamente sensível às experiências iniciais. Essas experiências moldam circuitos neurais relacionados à regulação emocional, à capacidade de atenção, à comunicação e à empatia. Ou seja, quando olhamos para a adaptação com seriedade, estamos, na prática, promovendo desenvolvimento emocional e cognitivo profundo, muito antes de qualquer conteúdo formal.

NA PRÁTICA, ISSO SIGNIFICA: Observar cada criança como um ser único. Acolher suas inseguranças e ritmos. Escutar suas dúvidas e respeitar seu tempo de aproximação. E, sobretudo, trabalhar em parceria com as famílias

A adaptação não é apenas “o primeiro mês de escola”. Ela é um processo de integração afetiva e de construção de sentido entre a criança, a família e a escola. Em ambientes que valorizam educação respeitosa, a criança encontra espaço para sentir-se vista, compreendida e segura. Não se trata de acelerar ou forçar uma adaptação “rápida”, mas de construir confiança.

E ISSO SÓ ACONTECE QUANDO HÁ: escuta ativa dos educadores, respeito aos ritmos individuais, interação consistente com a família, e um ambiente físico e relacionalmente seguro e estimulante.

Na Baby Prime, esse cuidado é um princípio. Nosso olhar vai além de rotinas e protocolos ele está em entender que a adaptação é um movimento de construção de vínculos, de exploração segura do novo, e de confiança compartilhada entre quem cuida, quem aprende e quem acompanha de perto. Quando uma criança se sente segura no seu primeiro ciclo de educação, ela não apenas “entra na escola”. Ela se encontra no mundo.

E isso, para nós, é o que faz o início da jornada realmente significativo.

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Abertas

2 OPINIAO GAZETA 40 ANOS ACONTECENDO

De onde vem o mal?

Casos recentes de violência extrema, amplamente divulgados pela mídia, reacendem uma pergunta antiga e inquietante: de onde vem o mal? A origem do mal é discutida por diversas áreas do conhecimento, mas permanece como um dos grandes enigmas da condição humana. Ao longo da história, há uma tendência recorrente em compreendê-lo como algo inerente ao ser humano, inscrito nas construções sociais e nas relações que estabelecemos.

Uma das primeiras dificuldades está em defini-lo. O mal é inato ou adquirido? O ser humano nasce bom e é corrompido pela sociedade, ou já traz impulsos violentos que precisam ser contidos por normas? Para Hobbes, o homem carrega uma inclinação natural à violência. Para Santo Agostinho, o mal é ausência do bem; Tomás de Aquino aprofunda essa ideia ao entendê-lo como falha do ser. Nietzsche rompe com a moral cristã ao afirmar que bem e mal são construções históricas moldadas pelo poder. Maquiavel trata o mal de forma pragmática, como instrumento político. Foucault amplia essa leitura ao mostrar que crime e perversidade são categorias produzidas por discursos e instituições.

A sociedade contemporânea, marcada pela polarização e pelo enfraquecimento do pensamento crítico, cria um terreno fértil para a banalização da violência. O outro passa a ser desumanizado e visto como ameaça. A psicanálise reconhece uma pulsão agressiva inerente ao humano, mas aponta que cabe às mediações sociais transformá-la simbolicamente; quando falham, a violência emerge de forma crua. O aspecto mais inquietante é admitir que o mal não está apenas no outro. Pessoas comuns podem cometê-lo movidas por medo, ideologia ou sobrevivência, como ocorreu no Holocausto. Ao projetarmos o mal exclusivamente nos “monstros”, evitamos reconhecer nossa própria sombra e a universalidade dessa tendência humana.

Reconhecer que o mal também habita o cotidiano — nos gestos, omissões e escolhas — é essencial para criar limites, fortalecer o pensamento crítico e impedir sua naturalização. Isso exige vigilância ética permanente e disposição para a autocrítica.

Elizandra Souza é psicanalista e autor de "As Sombras do Eu - Psicopatologias da maldade"

Toffoli deveria se aposentar

Avergonha da perda de confiança é um sentimento profundo que pode impactar significativamente a autoestima e o bem-estar emocional de uma pessoa. Quando deixamos de confiar em alguém ou percebemos que alguém deixou de confiar em nós, surgem dúvidas, inseguranças e um desconforto difíceis de superar. Esse sentimento muitas vezes leva à introspecção, fazendo-nos repensar atitudes, valores e relacionamentos. Será que ele não está sentindo tudo isso — ou será que age de forma fria e calculista, acreditando que nada disso o atinge? Qualquer pessoa com verdadeiro senso de brasilidade e de honra se aposentaria, sem vencimentos, para reparar o mal que causou ao país. Ele causou sério constrangimento a todos os ministros e lançou em descrédito o poder mais importante do Brasil — aquele que, historicamente, nunca fora posto em dúvida; ao contrário, sempre fora amplamente respeitado. Tudo para encobrir as falcatruas de um amigo nas quais acabou se envolvendo, numa situação absolutamente constrangedora: tentou, por todas as vias, esconder informações, centralizar a investigação em si, impedir que a Polícia Federal exercesse suas funções e exigir que tudo passasse por sua relatoria. Sem dúvida, isso evidenciou sua culpa — e a de sua digníssima (ex)esposa, cujo escritório de advocacia assinou contrato milionário para assessorar o infrator. O Tribunal foi obrigado a reunir-se a portas fechadas para compelir Toffoli a renunciar à relatoria do processo, evitando que ele se envolvesse ainda mais e agravasse a crise, tanto para o próprio Tribunal quanto para o governo Lula — que não tolera comportamentos nefastos e já declarou que o episódio complicava seu mandato. Se as investigações agora correrem normalmente, sem interferências, muita água ainda há de rolar em direção a todos os poderes da República. Dizem que o sorteio foi aleatório, mas, na prática, parece ter sido por escolha: o caso ficou a cargo do ministro André Mendonça —

equilibrado, sério e íntegro — que manteve o processo sob sigilo, mas ampliou o acesso às investigações dentro da Polícia Federal. Usando o bom senso, deu mais autonomia à PF para conduzir o inquérito, em consonância com sua missão: ministro não investiga; ministro julga. Até então, apenas quatro peritos — possivelmente amigos de Toffoli — analisavam o conteúdo dos celulares apreendidos. Agora, com mais especialistas, a apuração será mais rápida, eficiente e livre de influências. Levando-se em conta que um único perito levaria cerca de 20 semanas para concluir a análise de cada aparelho, imagine o atraso se permanecessem apenas quatro: exatamente o que Toffoli desejava — quanto mais demora, maior a chance do caso cair no esquecimento. De toda forma, o ministro Mendonça determinou que extrações e indexações sigam o fluxo natural de trabalho, mas sob sigilo, preservando o segredo de justiça e evitando o uso político das informações. Nenhum policial está autorizado a repassar dados ao governo; todos os envolvidos serão processados e, se condenados, punidos, com pleno respeito ao direito de defesa. Somente as autoridades policiais e os agentes diretamente envolvidos na análise devem ter acesso ao conteúdo, o que lhes impõe o dever de sigilo profissional — inclusive em relação a superiores hierárquicos e outras autoridades públicas. Assim, espera-se menos sensacionalismo e mais profissionalismo, e que todos os responsáveis sejam responsabilizados por este que já é o maior escândalo financeiro dos últimos anos. Sem dúvida, o caso ainda respingará nos mais altos mandatários: eles acreditavam que, nas mãos de Toffoli, tudo se resolveria. Mas Toffoli não é Alexandre de Moraes — este soube derrubar um presidente sem golpe, usando sua erudição jurídica para fins escusos. Hoje, o país se afunda em dívidas, enquanto a mediocridade do governo se restringe à busca de votos, sem se preocupar com as consequências.

Sergio Carreiro de Teves é jornalista, professor e advogado atuante nas áreas civil, trabalhista, tributarista, administrativa e comercial

MERCADO E CARREIRA

Tendências que vão transformar a educação on-line

POR LUIZ CARLOS BORGES

Adigitalização acelerada e a globalização da força de trabalho estão forçando um novo salto evolutivo na educação online. Relatórios internacionais, como os publicados pela KPMG, apontam que até 2030 o ensino superior passará por transformações profundas, impulsionadas pelo avanço das tecnologias educacionais e por modelos pedagógicos mais flexíveis e centrados no estudante. A combinação entre inteligência artificial generativa, experiências imersivas e avaliação por competências está moldando um ecossistema de aprendizado mais acessível e alinhado às demandas reais do mercado. Além dessas forças centrais, outras tendências devem ganhar protagonismo. A microaprendizagem, com conteúdos curtos e objetivos, facilita o aprendizado contínuo e se adapta melhor às rotinas aceleradas dos estudantes.

O avanço das tecnologias educacionais também deve tornar o ensino online mais sofisticado, com uso intensificado de dados, plataformas inteligentes e experiências personalizadas. Metodologias ativas, como aprendizagem baseada em projetos e sala de aula invertida, aumentam o protagonismo do estudante. O mobile learning amplia o acesso

até 2030

a qualquer hora e lugar, enquanto a gamificação evolui para estimular engajamento e retenção. Entre as tendências emergentes, ganham força as tecnologias de certificação digital, que tornam diplomas e microcredenciais mais seguros. Esses recursos fortalecem a autenticidade dos registros acadêmicos e ampliam a mobilidade educacional e profissional. Esse movimento acompanha uma mudança global na forma de validar competências.

A tecnologia atual permite que agências reguladoras tenham maior controle sobre diplomas e certificados, algo já consolidado em países desenvolvidos para evitar instituições irregulares. Assim como ocorre na área de TI, em breve outros setores deverão adotar certificações profissionais reconhecidas por órgãos reguladores, equivalentes aos diplomas tradicionais.

Esse conjunto de transformações aponta para um ambiente educacional mais flexível, personalizado e global, marcado por experiências imersivas, trajetórias adaptativas e novas formas de validar competências. O futuro da educação é global. O mercado já opera de forma internacional e, após a pandemia, o trabalho remoto eliminou barreiras que ainda existiam. Hoje, o profissional atua e concorre em escala global, e precisa estar preparado para isso.

Luiz Carlos Borges da Silveira Filho é presidente da American Global Tech University

COMPORTAMENTO

Não foi amor. Foi controle

Em Itumbiara, Goiás, um homem, alegando traição, matou os dois próprios filhos e depois tirou a própria vida. Deixou uma carta, pediu perdão, tentou explicar o injustificável. Li sobre o caso, li trechos da carta e também os comentários que se espalharam como julgamentos. Como mulher, mãe de dois filhos e fundadora do Movimento Mulheres Cuidando de Mulheres, não posso me calar. Não foi fatalidade. Não foi tragédia inexplicável. Não foi excesso de amor. Foi um crime brutal, uma decisão consciente, um ato de violência com intenção. O que mais fere é o tribunal digital que surge imediatamente. Sempre há quem julgue a mulher, quem pergunte por que ela não saiu antes, como se a responsabilidade pela violência masculina pudesse ser dividida. Enquanto essa mãe segurava a alça de dois caixões, havia gente discutindo sua vida íntima. Enquanto enterrava os filhos, havia quem buscasse nela a origem do crime. Essa lógica é cruel. Quando um homem não aceita o fim de um relacionamento e transforma frustração em violência, não vejo amor. Vejo necessidade de domínio, incapacidade de lidar com a autonomia feminina, recusa em aceitar que uma mulher pode ir embora. O feminicídio não começa no último ato: começa no controle, no ciúme, na tentativa de limitar a liberdade da mulher. A violência não se restringe ao físico. Ela

aparece em manipulações emocionais, chantagens, desmoralização pública e, nos cenários mais perversos, no uso dos filhos como instrumento de punição. Crianças não são propriedade, escudo ou arma emocional. Neste caso, o agressor utilizou aquilo que sabia ser mais valioso para ela — os filhos — como forma de punição definitiva. Não é desespero. É poder. É a escolha de causar uma dor eterna. Transformar sofrimento em violência não é falta de razão, é decisão. A carta deixada por ele não é gesto romântico. É tentativa de controlar a narrativa, deslocar a culpa, transformar sua violência em consequência da ação dela. Mas não há explicação legítima. E é preciso afirmar: a mãe não é causa, gatilho ou corresponsável. Ela perdeu os filhos. Ela é vítima. Nomear essa crueldade é dever ético. Silenciar é conivência. A responsabilidade é única e intransferível. Como mãe, é impossível não imaginar o vazio dessa perda. Ela não apertou o gatilho, não escreveu a carta, não tirou a vida dos filhos. Sobreviveu ao inimaginável — e ainda assim há quem aponte o dedo. Quando a sociedade minimiza sinais de controle, romantiza ciúme ou relativiza ameaças, participa da construção de tragédias anunciadas. Nenhuma mulher deve ser punida por existir. Nenhuma criança deve ser arrastada para guerras que não são suas. Usar os filhos como último ato de controle não é amor — é posse, crueldade e a face mais brutal do feminicídio. Não culpem a mulher. A responsabilidade é de quem escolheu ferir, dominar e destruir.

Danda Coelho é bacharel em Direito, professora, doutora, jornalista e palestrante

METRÔ - Em Fase de Conclusão a Obra Bruta da Estação Artur Alvim

Está em fase de conclusão a obra bruta da estação Artur Alvim do Metrô, na Zona Leste, com características arquitetônicas semelhantes às estações Carrão e Penha, com capacidade para atender a 20.000 passageiros na hora/pico. No lado norte, será implantado um terminal de Ônibus integrado e ao sul, haverá abrigo para ônibus de passagem. As salas técnicas da estação Artur Alvim estão prontas. Hoje, os trabalhos se concentram na área destinada à via permanente. A estação Artur Alvim, localizada junto à Rua Luís Ayres e Avenida Águia de Haia, ao lado da estação da CBTU, com o mesmo nome, numa área de 7.900 metros quadrados, será colocada em operação em janeiro de 1987, quando o governador Franco Montoro inaugurará toda a linha Leste-Oeste do Metrô, com 24 quilômetros de extensão e transporte de um milhão e duzentos mil passageiros por dia. As áreas por onde se farão a distribuição e a circulação da estação abrangerão dois níveis, na parte térrea e mezanino superior. O terminal de ônibus tem uma área de 4.800 metros quadrados, duas escadas rolantes e capacidade para atender seis mil passageiros na hora/pico. A Estação Artur Alvim contará com quatro bilheterias, 19 bloqueios, quatro sanitários, um elevador e duas rampas de acesso, uma ao norte e outra ao sul da estação. No acesso norte, serão implantadas duas

ma experiência que une memória, patrimônio e ação social acontecerá, no próximo dia 28, na Mooca. A Caminhada Cultural – Conexão Itália – São Paulo, promovida pelo Instituto Italiano di Cultura de São Paulo, em colaboração com a Litera Comunicação e a SPCultour, propõe um percurso entre o Museu da Imigração e o Arsenal da Esperança, duas instituições que compartilham o histórico complexo da antiga Hospedaria de Imigrantes do Brás. VOCAÇÃO HISTÓRICA O trajeto convida o público a refletir sobre a vocação histórica de São Paulo para o acolhimento. Inau-

escadas rolantes e uma rampa. A cobertura da estação Artur Alvim será metálica. MAIS CINCO MERCADOS DISTRITAIS Mais cinco mercados distritais serão construídos na cidade, além das três centrais de abastecimento já autorizadas nas zonas Leste, Norte e Sul. A informação é do Secretário Municipal do Abastecimento, Celso Matsuda, após ser recebido em audiência pelo prefeito Jânio Quadres, no Ibirapuera. Atualmente, além do mercado central, na zona cerealista, existem dez mercados municipais nos bairros da Penha, Tucuruvi, Lapa, Pinheiros, Santo Amaro, Ipiranga, São Miguel, Vila Formosa, Vila Prudente e Pirituba. O secretário Celso Matsuda acredita que dentro de 60 dias, no máximo, será aberta concorrência pública para a construção do primeiro dos cinco novos mercados distritais, após a aprovação da área pelo prefeito. As instalações das unidades serão bem simples, com um mínimo de conforto para os usuários, dentro da linha de austeridade determinada pela atual administração.

MERCADO ATACADISTA DE FLORES O secretário de abastecimento, Celso Matsuda, já iniciou a escolha de uma criação de um mercado atacadista de flores na área para a Capital. A proposta de implantação do mercado foi apresentada pelo presidente do Sindicato Rural de São Paulo, Hadjimi Icuno, ao prefeito Jânio Quadros, que determinou a Celso Matsuda a viabilização de idéias.

gurada no final do século XIX, a Hospedaria recebeu milhões de imigrantes e migrantes até 1978. Hoje, o mesmo edifício abriga o Museu da Imigração, que preserva e atualiza as narrativas sobre deslocamentos humanos, e o Arsenal da Esperança, instituição que acolhe diariamente cerca de 1.200 homens em situação de vulnerabilidade social. A proposta da caminhada é criar uma conexão viva entre passado e presente, mostrando como o acolhimento permanece como prática social e valor constitutivo da cidade. A atividade também dialoga com a memória da imigração italiana no Brasil, celebrada nacionalmente em

21 fevereiro. Os organizadores prometem mais que uma visita guiada, uma experiência que propõe um olhar sensível sobre o território, aproximando patrimônio cultural e realidades urbanas contemporâneas.

SERVIÇO

Caminhada Cultural Conexão Itália – São Paulo Museu da Imigração → Arsenal da Esperança, dia 28 de fevereiro, sábado, das 10 às 12h30. Encontro: Museu da Imigração – Rua Visconde de Parnaíba, 1.316, Mooca, ingresso: R$ 50,00. Mais informações: https://iicsanpaolo.esteri.it/it/

gazeta há 40
DA REDAÇÃO

COTIDIANOFATOS

PROJETO PILOTO

Prefeitura vai avaliar saúde das árvores dos parques municipais

APrefeitura de São Paulo iniciou um projeto piloto para avaliação da saúde das árvores nos parques municipais. A iniciativa qualifica o manejo, especialmente em situações sensíveis, com diagnósticos mais precisos que contribuem para prevenir quedas e preservar o patrimônio natural da cidade.

TATUAPÉ

Hospital Veterinário

Municipal 'Cão Orelha' passa a funcionar 24 horas

Unidade atenderá urgências e emergências no período noturno

lisa as árvores em vias públicas e canteiros centrais com tecnologia embarcada em veículos de alta precisão. O levantamento deve ser concluído em até três anos.

Serviço permitirá melhorar a avaliação e o diagnóstico aprofundado sobre o estado fitossanitário das árvores da capital ternamente, oferecendo subsídios técnicos para decisões como poda ou supressão. A seleção das árvores será feita pelas equipes da Divisão de Gestão de Parques Urbanos (DGPU), com base no histórico de manejo. Terão prioridade exemplares com sinais de comprometimento fitossanitário, árvores antigas ou de grande porte, especialmente em parques tombados e áreas de maior circulação.

A ação complementa o Inventário da Arborização Urbana ao reforçar a gestão ambiental e a segurança dos espaços verdes. A metodologia é manual e aplicada de forma pontual, indicada para áreas internas dos parques com acesso restrito ou trechos de mata mais adensados. O exame é realizado in loco, e o laudo técnico é emitido em até dois dias.

DIAGNÓSTICO

A tecnologia permite identificar cavidades, apodrecimentos e fragilidades estruturais não visíveis ex-

Diferentemente do inventário realizado nas vias, que utiliza tecnologia embarcada em veículos para cobrir grandes extensões, a solução adotada nos parques possibilita análises individualizadas em locais onde o uso de automóveis e equipamentos de grande porte não é viável.

INVENTÁRIO

O Inventário da Arborização Urbana segue em execução e ana-

O trabalho utiliza o sistema Mobile Mapping System (MMS), com tecnologia LIDAR instalada no veículo. Durante o percurso, o equipamento emite pulsos de laser em 360 graus, capazes de medir distâncias e identificar superfícies a até 300 metros de alcance e 30 metros de altura.

Um sistema de navegação registra a posição e a orientação do veículo, garantindo o georreferenciamento de cada ponto analisado. A partir desses dados, será possível mapear localização, dimensões e condições das árvores, formando uma base detalhada para orientar o planejamento e a conservação da arborização urbana.

Oprefeito Ricardo Nunes assinou na última quinta-feira, dia 19, o decreto que denomina o Hospital Veterinário Municipal "Cão Orelha", na Rua Ulisses Cruz, 285. No mesmo dia o local passou a atender 24 horas por dia. O evento contou com a presença da primeira dama do município, Regina Nunes, e do secretário municipal de Saúde, Dr. Luiz Carlos Zamarco. No período noturno, das 17h às 7h, o serviço do hospital, administrado pela Secretaria Municipal da Saúde, por meio da Coordenadoria de Proteção e Saúde ao Animal Doméstico, será exclusivo para casos de urgência e emergência. Os demais atendimentos seguem sendo realizados no período diurno. PIONEIRISMO O serviço dos hospitais veteri-

nários públicos, pioneiro no Brasil, é destinado à população de baixa renda, assistida por programas sociais, e é exclusivo para munícipes residentes na cidade de São Paulo. Os atendimentos ocorrem conforme disponibilidade de vagas, com priorização dos casos de urgência e emergência, seguindo critérios médicos-veterinários e sociais. Os hospitais oferecem gratuitamente consultas, cirurgias, exames laboratoriais e internação. Ao todo, são disponibilizadas oito especialidades: oftalmologia, cardiologia, endocrinologia, neurologia, oncologia, ortopedia, dermatologia e cirurgia buco-maxilo. Em 2025, os hospitais veterinários municipais realizaram 245.292 atendimentos a cães e gatos.

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS

- Documento oficial com foto e CPF do responsável pelo animal (presença obrigatória no atendimento);

- Comprovante de residência na cidade de São Paulo, emitido há no máximo três meses, em nome do responsável;

- Carteirinha do Registro Geral do Animal (RGA);

- Número do CadÚnico; - Cartão ou comprovante de programa social ativo (Bolsa Família, BPC, Auxílio Gás ou Renda Mínima). Na ausência de benefício social ativo, será realizada triagem com assistente social, mediante apresentação de documentos que comprovem a condição socioeconômica.

O Hospital Veterinário Municipal "Cão Orelha", na Rua Ulisses Cruz, 285
O projeto utiliza equipamento de tomografia com sensores acoplados ao tronco ou aos galhos, capaz de gerar imagens em tempo real das condições internas da madeira

COTIDIANOFATOS 4

CURSOS DE GRADUAÇÃO

Polos da Rede UniCEU oferecem mais de 5 mil vagas gratuitas

Inscrições estão abertas até 11 de março para cursos nos eixos de Licenciatura, Computação, Negócios e Produção

Educacionais Unificados (CEUs) espalhados por diversas regiões da capital paulista

Quem busca novas perspectivas profissionais pode concorrer a mais de 5 mil vagas gratuitas de graduação nos polos da Rede UniCEU, por meio do Vestibular 2026 da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp). As inscrições seguem abertas até 11 de março no site da Univesp www.vunesp.com.br com taxa de R$47,50 . O cronograma prevê a divulgação dos locais de prova em 15 de abril, a partir das 10h, e a aplicação da prova (objetiva e redação) em 26 de abril. O início das aulas está previsto para o final de junho. Para quem deseja seguir na área da Educação, há vagas nas

Licenciaturas em Letras, Matemática e Pedagogia. Já no eixo de Computação, as opções são Ciência de Dados, Engenharia de Computação, Tecnologia da Informação e o novo curso de Inteligência Artificial. No eixo Negócios e Produção, estão disponíveis os cursos de Administração, Engenharia de Produção e Tecnologia em Processos Gerenciais. A relação de polos nos CEUs e o número de vagas oferecidas em cada unidade podem ser consultados no site www.educacao. sme.prefeitura.sp.gov.br. Confira no site da universidade a íntegra do edital e a documentação necessária para matrícula.

www.gazetavirtual.com.br

CARNAVAL 2026 Veja como são escolhidas as fantasias dos policiais

que atuam na segurança dos foliões

Mais de 40 pessoas foram presas com a iniciativa após flagrantes em blocos de rua da capital

Transformar desafio em estratégia. Foi assim que a Polícia Civil de São Paulo, por meio do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), passou a atuar de forma inovadora no combate a roubos e furtos durante os blocos de Carnaval. A iniciativa consiste na infiltração de policiais civis fantasiados, que se misturam aos foliões para observar atitudes suspeitas e realizar prisões em flagrante, garantindo maior proteção à população durante a festa. “A ideia surgiu da necessidade estratégica de intensificar o combate a furtos e roubos nas grandes aglomerações do Carnaval de São Paulo. A adoção de policiais disfarçados com fantasias facilita a infiltração nos blocos, permitindo atuação preventiva e repressiva”, destacou a delegada Sandra Buzati, do DHPP, que coordena as equipes neste Carnaval.

PLANEJAMENTO

Segundo a delegada, as fantasias são escolhidas de forma planejada, priorizando personagens que se integrem naturalmente ao perfil dos eventos e observando critérios operacionais como conforto e segurança. “As equipes, formadas em média por seis a oito policiais, atuam em locais definidos com base em análise de inteligência, que considera histórico de ocorrências, fluxo de foliões e registros anteriores de furtos”, explicou. Entre os comportamentos que despertam suspeita estão indivíduos que circulam sem participar da festa, focados nos bolsos e bolsas dos foliões ou que se aproximam reiterada-

com

mente de vítimas distraídas. “O resultado alcançado até agora é extremamente positivo, pois tem aumentado as prisões em flagrante, reduzido os furtos e ampliado a sensação de segurança entre os foliões”, ressaltou a delegada. Ela também esclareceu que as equipes não atuam apenas em flagrantes. Durante abordagens, os policiais realizam consultas em sistemas policiais e, quando necessário, utilizam reconhecimento facial por meio de dispositivos móveis. Caso seja identificado mandado de prisão em aberto, a captura é imediatamente efetuada.

CRIATIVIDADE No Carnaval 2026, as equipes

Sandra

do DHPP já utilizaram fantasias emblemáticas em diversas operações. No dia 31 de janeiro, uma ação na região da Barra Funda resultou na prisão de 12 suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em crimes patrimoniais durante blocos. No dia 7 de fevereiro, policiais infiltrados e fantasiados de extraterrestres prenderam quatro homens no Parque Ibirapuera — três por venda de bebidas clandestinas e um por estar com três celulares furtados escondidos sob a roupa. No dia 8, agentes caracterizados como “Caça-Fantasmas” prenderam um casal com celulares furtados durante megabloco na Consolação. Já no sábado passado, dia

14, três suspeitos foram presos por policiais fantasiados de personagens do desenho Scooby-Doo, com a recuperação de oito celulares. No último domingo, dia 15, policiais civis fantasiados de personagens da turma do Chaves prenderam cinco suspeitos na região da República, no centro da capital. Dois homens foram detidos por tráfico de drogas, com apreensão de cigarros de maconha. Um terceiro homem foi flagrado com mais entorpecentes — incluindo maconha, cocaína e lança-perfume — além de dinheiro. Duas mulheres também foram presas por receptação de celular furtado. Outras prisões aconteceram na segunda e terça-feira.

A adoção de policiais disfarçados
fantasias facilita a infiltração nos blocos, permitindo atuação preventiva e repressiva”, destacou a delegada
Buzati
As vagas estão distribuídas nos Centros

CULTURAARTES

Lugar cativo

O apresentador e humorista

Carlos Alberto de Nóbrega renovou de seu contrato com o SBT. Ele está na emissora há quase quatro décadas.

Estreias em breve

O Globoplay Novelas contará com duas estreias em março. No dia 16, a trama original de “Vale Tudo” chega ao canal, substituindo “Hipertensão”. Além disso, a partir do dia 23, o enredo de “Amor à Vida” contará com uma nova exibição.

Data de estreia

A série “Juntas & Separadas”, original Globoplay, estreia dia 12 de março. O projeto é a primeira obra audiovisual da autora Thalita Rebouças, que dedica uma trama às mulheres maduras, estimulada por suas vivências próprias. O elenco conta com Sheron Menezzes, Natália Lage, Luciana Paes e Debora Lamm.

Ano que vem

A série “Delegacia de Homicídios”, original Disney+, tem estreia prevista para 2027. O projeto é criado por José Júnior e produzida pela AfroReggae Audiovisual, Formata e Non Stop.

Gente nova Igor Fernandez fará a terceira temporada de “DNA do crime”, original da Netflix. A produção ainda não tem data de estreia.

Sem parar

No ar em “Êta Mundo Melhor!”, Flavia Alessandra está escalada para “Quem Ama Cuida”, próxima novela das nove. A produção tem estreia prevista para o primeiro semestre.

Novo programa

O programa “Boom” chega à grade da Record a partir de 8 de março. A produção contará com apresentação de Tom Cavalcante.

No comando Kenya Sade comandará a transmissão do show “Todo Mundo no Rio com Shakira” na Globo. Ela trará curiosidades e informações em tempo real, diretamente da Praia de Copacabana. A apresentação acontece no dia 2 de maio.

Episódios inéditos

A nova temporada de “Vermelho Sangue”, original Globoplay, tem estreia prevista para junho.

A produção é estrelada por Alanis Guillen e Letícia Vieira.

Canal Zap

Novos caminhos

Atevê tem sido presença constante na rotina de Wanessa Camargo. Além dos palcos, a cantora também assumirá o comando do “TVZ”, a partir de 9 de março. Ela dividirá a apresentação com Gominho, marcando uma nova fase da produção que, há décadas, conecta música, artistas e fãs em um espaço vivo de troca, tendência e conversa. “Eu sou apaixonada pelo progra-

De olho na bola

Renata Vasconcellos vai ancorar o “Jornal Nacional” direto de um dos países-sede da Copa do Mundo 2026, em um estúdio montado especialmente para a cobertura do maior evento de seleções. A competição começa no dia 11 de junho.

No comando

Silvio Guindane segue à frente da direção de “Tô de Graça”, do Multishow. A produção também tem roteiro final de Rodrigo Sant’Anna.

Participação especial

Dan Ferreira fará uma participação na série “Os 12 Signos de Valentina”, original Netflix. A produção é baseada no livro de Ray Tavares.

Série nova Jonathan Azevedo estará no elenco da série “Delegacia de Homicídios”, original Disney+. Protagonizada por Marcello Melo Jr, a produção é criação de José Júnior.

Férias curtas

Recém-saído de “Dona de Mim”, Humberto Morais já tem novo trabalho engatilhado. Ele

ma, sou fã. Enxergo a atração como um lugar de escuta e de encontro entre gerações. A música hoje é consumida de forma muito dinâmica, principalmente pelas novas gerações que se relacionam com os artistas de maneira mais direta, mais cotidiana. Estar nesse espaço me permite aprender com esse movimento, trocar experiências, compartilhar referências e, ao mesmo tempo, trazer minha trajetória e meu olhar para essa conversa”, afirma.

retornará para a terceira temporada de “DNA do Crime”, original Netflix. A produção ainda não tem data de estreia prevista.

Casa nova

William Bonner chega ao “Globo Repórter” nesta sexta, dia 20. Ele se junta à Sandra Annenberg na apresentação do programa, que ganha ainda um novo estúdio com cenário renovado, mais recursos virtuais e um clima mais intimista. O jornalista inicia uma jornada inédita na Globo, após quase 30 anos no “Jornal Nacional”. “O mais inesperado nesse momento é a sensação de frio na barriga. Isso foi surgindo e aumentando nos últimos 10 dias - e eu me perguntando se tinha cabimento depois de 40 anos de telejornalismo diário urgente, com as pressões do tempo e os picos de adrenalina. Como pode ter frio na barriga depois disso tudo? Pode, claro. É uma atividade nova, num ambiente novo, num ritmo completamente diferente. E, no fim das contas, eu acho que era exatamente isso que eu queria muito voltar a experimentar. Vida longa para as borboletas que andam agitadas no meu estômago”, afirma.

SÉRIES / filmes

De cinema

(Disney+) O público do Disney+ já acompanha com exclusividade “Magnum”, a mais recente série da Marvel Television, ambientada em Hollywood e centrada em dois atores, Simon Williams (Yahya Abdul-Mateen II) e Trevor Slattery (Ben

de

(Netflix) Sucesso internacional, a série “Bridgerton” lança a segunda parte da quarta temporada. Na produção, o eterno solteirão

Kingsley), cujos caminhos se cruzam diante
uma oportunidade cinematográfica que pode transformar suas vidas. A nova produção se destaca por sua forte abordagem realista, materializada tanto na estética visual quanto no conteúdo da história.
Amor proibido
Benedict Bridgerton encontra seu par: Sophie Baek, a criada de uma família poderosa que foi a um baile de máscaras disfarçada.
Wanessa Camargo

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JUBILEU DE PRATA

Universidade Cruzeiro do Sul comemora 25 anos do Campus Anália Franco

AUniversidade Cruzeiro do Sul comemorou no último dia 11, o 25º aniversário de fundação do Campus Anália Franco, que fica na Avenida Regente Feijó, 1295.

A cerimônia foi conduzida pelo reitor Breno Schumaher Henrique e contou com a presença de professores, alunos, colaboradores, além do estafe do Grupo Cruzeiro do Sul, entre eles, o CEO, Renato Padovese; o pró-reitor de Graduação, Fernando Dutra; e a gestora do campus, Magali Elisabete Sprano. EXPOSIÇÃO DE FOTOS

Durante o evento houve descerramento de uma placa comemorativa e a inauguração de uma exposição de fotos, seguidos de um drunch para os convidados. As fotos escolhidas para a Exposição “Jubileu de Prata – História, Legado e Futuro” contam a trajetória da instituição, história e restauro do prédio, até a inauguração, que teve a participação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, IMÓVEL HISTÓRICO

A Universidade Cruzeiro do Sul Anália Franco ocupa um dos imóveis mais icônicos da cidade de São Paulo e principalmente da Zona Leste. O campus, após um cuidadoso processo de restauração conduzido pelo arquiteto Samuel Kruchin, foi inaugurado em 2001 no mesmo prédio que abrigou no início do século passado a Associação Feminina Beneficente e Instrutiva de São Paulo, também conhecido como Lar Anália Franco, construído em um terreno de mais de 40 mil metros quadrados.

O Lar Anália Franco foi fundado pela “grande dama da educação brasileira”, como ficou conhecida sua fundadora de mesmo nome, e tinha o objetivo de abrigar, proteger e educar crianças das classes desvalidas e as mães desamparadas.

O evento de comemoração do Jubileu de Prata do Campus Anália Franco teve a participação do estafe da Universidade Cruzeiro do Sul

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