



Ao completar 472 anos de fundação, São Paulo, por conta de suas barreiras naturais - Serra
crescimento
















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Ao completar 472 anos de fundação, São Paulo, por conta de suas barreiras naturais - Serra
crescimento

















POR JAMES MCSILL
Vivemos um paradoxo: nunca foi tão fácil produzir conteúdo, e nunca foi tão difícil produzir sentido. Entre automações, textos algorítmicos e narrativas moldadas para engajamento, surge uma pergunta essencial: o que acontece quando delegamos às máquinas não só a forma, mas também a intenção profunda do que comunicamos?
O maior risco da IA não é substituir o humano, mas esvaziar o significado. Quando deixamos que sistemas decidam o que deve emocionar ou convencer, abrimos mão da responsabilidade sobre o porquê da mensagem. Sem intenção consciente, a comunicação vira apenas engenharia de estímulos — eficiente, porém vazia — e onde falta intenção, sobra manipulação, mesmo quando disfarçada de inovação.
Nesse cenário, comunicar exige mais do que dominar ferramentas: exige ética de design. Tecnologias realmente úteis devem ampliar a consciência, não anestesiá-la. Sistemas de voz, algoritmos narrativos ou qualquer solução relevante precisam integrar saberes diversos, da engenharia à psicologia, da linguagem à filosofia, para que não se tornem apenas máquinas de repetição.
Ainda assim, há algo insubstituível: o humano ético. Sem essa consciência, avanços técnicos viram instrumentos de persuasão cega. A responsabilidade é dupla: com o público, que confia no que recebe, e com a própria humanidade, moldada silenciosamente pelas escolhas tecnológicas que fazemos todos os dias.
A IA não é neutra; reflete valores, intenções e até as sombras de quem a cria. Para quem teme perder a própria voz, o primeiro passo é o silêncio: ouvir a si mesmo, ao outro e ao que ainda não foi dito. A IA replica estilos, mas não cria intenção — e intenção é o núcleo da voz. Criar e comunicar continuam sendo atos profundamente humanos. A tecnologia amplifica, harmoniza, potencializa, mas só o humano decide o que merece ser dito e o que deve permanecer como ruído.
James McSill é especialista mundial em narrativa e autor de “Storytelling & Inteligência

POR RENATA SELDIN
maior pegadinha da juventude é fazer você acreditar que precisa acertar o tiro aos 18 anos antes mesmo de aprender a mirar. Para quem não me conhece, deixo uma confissão improvável em um texto sério: sou apaixonada por reality shows. Vejo de tudo — BBB, Casamento às Cegas, Round 6, concursos de música. Já discuti horas com minha irmã, que jura que tudo é roteirizado, mas nem isso ameaça minhas maratonas.
A mais recente foi “Simon Cowell e o Próximo Sucesso”, da Netflix. Cowell, famoso pelo jeito cortante, volta à TV para escolher a nova boy band do momento. Mas o que me chamou atenção foi um participante de 16 anos que, após o primeiro corte, disse: “música é a única coisa que quero fazer. Não tenho plano reserva.”
A frase me atravessou não pelo romantismo juvenil, mas porque revela um mito cultural, especialmente entre os millennials: a ideia de que alguém aos 16, 17 ou 18 anos deveria saber o que fará pelo resto da vida. Nosso sistema educacional reforça isso. Aos 18, exigimos que adolescentes escolham entre exatas, humanas ou biomédicas, como se tivessem bagagem para decisões estruturais. Muitos nunca trabalharam, mas precisam definir um caminho profissional em um mundo onde profissões
surgem e desaparecem rapidamente.
O reality, nesse sentido, funciona como alerta. Ali, um menino é pressionado a transformar um sonho em destino. Ele tem apoio. Mas e quem não tem?
É aí que voltamos aos millennials, hoje entre 30 e 40 e tantos, criados na promessa de que estudar, escolher uma boa profissão e trabalhar duro bastaria. Só que muita coisa não deu certo. Entraram no mercado em crises econômicas, viram salários encolherem e modelos profissionais se esgotarem.
Tornaram-se a geração mais endividada, mais cansada e mais pressionada por um ideal de sucesso inalcançável.
Mesmo assim, muitos seguem presos ao que escolheram aos 18, mesmo quando já não faz sentido, não oferece futuro e não preserva a saúde mental.
O menino de 16 anos não me preocupa. A vida ainda o ensinará sobre desvios e reinvenções.
O que me preocupa é o adulto que acha que não pode mais mudar, que confunde estabilidade com resignação e acredita que sua profissão atual é a única porta possível, quando o mundo do trabalho nunca teve tantas janelas.
Renata Seldin é escritora e mentora de carreiras

POR ANDRÉ NAVES
Vamos imaginar uma cena comum: a copa moderna de uma empresa de ponta. O cheiro de café no ar, conversas sobre metas, pôsteres coloridos exaltando “diversidade” e selos de “great place to work” nas redes sociais. Tudo parece alinhado ao discurso da inclusão. Mas a realidade por trás da fachada é outra. Processos seletivos que, sob a máscara da meritocracia, mantêm barreiras invisíveis. Rampas que não levam a lugar algum, softwares inacessíveis. Essa é a inclusão performática: a que finge mudança, mas não altera estruturas. A Lei de Cotas para Pessoas com Deficiência foi um avanço, mas, décadas depois, ainda é tratada como obrigação burocrática, um item a ser marcado no RH. Poucos a entendem como o que é: um mínimo de dignidade e uma porta para inovação.
A pergunta não é se as cotas são preenchidas, mas como. Contratar alguém para subutilizá-lo, apenas para evitar multas, revela uma sociedade que simula justiça, mas evita praticá-la.
O debate precisa ir além dos números. A barreira real não está na deficiência, e sim no capacitismo que molda
empresas, escolas e cidades. É a cultura que valoriza um único modelo de produtividade e ignora a riqueza de corpos e mentes diversas. Sob qualquer perspectiva — especialmente a econômica — exclusão é má estratégia. Ambientes diversos são mais criativos, resilientes e eficazes. Ignorar talentos por preconceito não é só antiético; é um erro de gestão. Mas a questão vai além da utilidade. No centro está a dignidade: enxergar potência onde o preconceito vê falta. Entender que a experiência da pessoa com deficiência não é tragédia, mas perspectiva valiosa. Acessibilidade não é favor; é direito que viabiliza todos os outros. Inclusão real não é checklist. É processo contínuo de escuta, adaptação e mudança cultural. Começa quando líderes removem barreiras que a própria organização criou, quando equipes aprendem novas formas de colaborar e quando pessoas com deficiência são contratadas, ouvidas, promovidas e reconhecidas em sua inteireza. Precisamos ir além da planilha e abrir espaço para ideias diversas e talentos plenamente realizados. A verdadeira inclusão se mede na qualidade do encontro humano — é ali que um futuro mais justo começa a ser visto.
André Naves é defensor público federal

na prática no pequeno
A solução para as cidades está na natureza

POR JULIANA BALADELLI
Até 2050, cerca de 70% da população mundial viverá em áreas urbanas. A expansão das cidades tende a agravar os impactos da mudança do clima, sobretudo para quem vive em regiões vulneráveis, como encostas, margens de rios e zonas costeiras. Ondas de calor, falta de água, enchentes, perda de infraestrutura e aumento das desigualdades serão desafios crescentes. Repensar o modelo de desenvolvimento é urgente. A urbanização desordenada, que ignora ecossistemas naturais, compromete a qualidade de vida e os serviços ambientais essenciais. Cidades impermeabilizadas, com poucas áreas verdes e insensíveis à degradação de manguezais, restingas e recifes enfrentam dificuldades crescentes diante dos extremos climáticos. Nesse cenário, ganham força as Soluções Baseadas na Natureza (SBN), que unem conservação, restauração ecológica e infraestrutura verde. Além de mais econômicas que obras tradicionais, representam uma oportunidade de transformar o desenvolvimento urbano no Brasil. Recuperar áreas degradadas, ampliar arborização, restaurar nascentes, conectar parques e expandir áreas ver-
des em periferias significa atuar em justiça climática, saúde, biodiversidade e segurança hídrica. As SBN também complementam a drenagem urbana com jardins de chuva, praças úmidas e até tratam efluentes com jardins filtrantes
A adaptação climática exige coordenação entre governos. Prefeituras têm papel central, pois cuidam de saneamento, drenagem, mobilidade, habitação e proteção social — áreas diretamente afetadas pelo clima. Ações locais são essenciais, mas só ganham escala com apoio técnico, financiamento climático e articulação nacional.
Bancos e agências de desenvolvimento são estratégicos ao financiar projetos urbanos com SBN, promovendo adaptação, equidade social e valorização de territórios vulneráveis. Parques urbanos, telhados verdes, hortas comunitárias e drenagem sustentável são infraestruturas do futuro.
Mesmo que o mundo ultrapasse temporariamente 1,5°C, ainda é possível evitar o colapso urbano e social — desde que haja ação imediata. Crises alimentares, deslocamentos e perda de biodiversidade já estão em curso e não podem justificar a inação.
Jânio pune médicos por mau atendimento no hospital Tatuapé

DA REDAÇÃO
Omédico Sebastião de Camargo Netto, diretor do Pronto-Socorro do Tatuapé, ganhou uma advertência em seu prontuário, devido ao mau atendimento constatado a pacientes que, numa dessas manhãs, aguardavam resignadamente consulta no ambulatório de cardiologia daquela unidade. Essa punição consta de memorando do prefeito Jânio Quadros ao secretário de Higiene e Saúde. Além do médico, Jânio mandou suspender, por 3 dias, a médica Lidici Jarnel Conc, por se encontrar ausente de seu setor de trabalho. Outra determinação do prefeito é de que o diretor do citado hospital "ponha fim às filas e determine o atendimento educado aqueles que o procuram". Essas penalidades foram fruto de denúncia feita por dona Wanda Gonçalves Lacolini, que exerce trabalho voluntário no Hospital Municipal do Tatuapé. A partir disso, por determinação do ex-secretário particular do prefeito, Ricardo Farabulini Jr., foi determinada a apuração que levou à confirmação das irregularidades.
As principais tendências de 2026 que vão impactar os negócios serão tema de evento do Sebrae-SP, no próximo dia 27, das 9 às 13 horas, na Unicid Tatuapé. A ação é voltada para Microempreendedores Individuais (MEIs), micro e pequenas empresas. As inscrições são gratuitas no https://sebrae.com. br/sites/PortalSebrae/canais_adicionais/conheca_lgpd.
PEQUENO NEGÓCIO
A proposta do evento é apresentar tendências, como autenticidade, valorização da sustentabilidade e busca por personalização, e mostrar como elas podem ser aplicadas na prática no pequeno negócio. "Muitas vezes, o empreendedor conhece a tendên-

A CONVENÇÃO E O DIRETÓRIO DISTRITAL A convenção do PFL, no Tatuapé, desenvolveu-se das 9,00 às 17,00 horas, sob assistência do juiz eleitoral. dr. Alcione Régis da Silveira; sob presidência do deputado Ricardo Izar (mentor da comissão provisória do partido). Foram mesárias Elizabeth Segalina (Bete) e Maria Carolina Sulétroni. Adriano Bego foi o fiscal do partido. Dos 853 eleitores inscritos, votaram 457. O quórum exigido para essa votação - 20% dos inscritos ou sejam 171 votantes, foi, portanto, ultrapassado por muito. Eleitos 44 membros do novo diretório, 15 suplentes, um delegado e o respectivo suplente, estes se reuniram e elegeram, por votação secreta, a Diretoria Executiva que ficou assim composta: presidente - Antonio de Paiva Monteiro Filho, vice-presidente - Abel Vinho, secretário - Edilson Gonçalves Verdaderro, tesoureiro suplentes - Eurico Vieira Campos, José Renato dos Santos e Antonio Rodrigues Valoura. O importante cargo de delegado do diretório ficou ocupado por Paulino Marcos Filho, tendo como suplente Carlos Jorge Mubarah.
cia, mas acredita que não conseguirá aproveitar na empresa. Vamos mostrar justamente a importância de conhecer as novidades e como elas podem impactar na gestão do negócio", destaca Dayanne Veloso, analista de negócios do Sebrae-SP.
EXPERIÊNCIAS E CONTATOS
A apresentação será feita pelos especialistas do Sebrae-SP, Andreia Bertolasi, Alexandre Giraldi, Moises Carvalho e Wagner Paludetto. Além da palestra, "Tendências de Mercado para 2026", o evento será uma oportunidade para os empreendedores trocarem experiências e contatos. A ação será realizada no Auditório Prof. Remo Nadeo, no Bloco Alfa, da Unicid, localizada na
Rua Cesário Galero, 475, Tatuapé. SOBRE O SEBRAE O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) é uma entidade privada que promove o empreendedorismo e o desenvolvimento sustentável de pequenos negócios no Brasil, oferecendo capacitação, consultoria, ferramentas e acesso a mercados, através de cursos, eventos, publicações e atendimento especializado para micro e pequenos empreendedores, MEIs, estudantes e gestores públicos, atuando em todos os estados brasileiros com o objetivo de fortalecer a economia.

Como a região leste, em especial o Tatuapé, impulsiona o desenvolvimento urbano, econômico e social da maior metrópole brasileira, que completa 472 anos de fundação
Acidade de São Paulo iniciou sua expansão urbana no final do século XIX, mas foi na Zona Leste que encontrou condições ideais para crescer de forma acelerada. A topografia plana, ao contrário das áreas Sul e Oeste marcadas por morros e represas e a Zona Norte pela Serra da Cantareira, abriu espaço para loteamentos, fábricas e vilas operárias. Bairros como Mooca, Brás e o próprio Tatuapé tornaram-se polos de atração de migrantes em busca de emprego, impulsionando a malha urbana rumo ao leste. Atualmente, a Zona Leste concentra mais de 4,4 milhões de moradores, tornando-se a região mais populosa do município. Apesar de desafios marcantes — como habitações precárias em áreas periféricas, redes de drenagem insuficientes e déficit de mobiliário urbano —, esse território revela enorme potencial de mercado consumidor, força de trabalho diversificada e vitalidade cultural pulsante, comprovada em feiras regionais, festas típicas e centros comunitários.
TOPOGRAFIA FAVORÁVEL
Desde o início do século XX, a planície leste foi aproveitada para traçar redes ferroviárias e viárias capazes de driblar as limitações do relevo. Ramais da Companhia Paulista e Sorocabana encontraram capacidade para trilhos extensos, enquanto vias como a Radial Leste e a Avenida Alcântara Machado ganharam espaço para ônibus e caminhões.

Essa dinâmica atraiu indústrias — têxteis, metalúrgicas e químicas — que se beneficiaram de terrenos planos, de custo acessível, para erguer galpões e pátios de carga. Ao mesmo tempo, loteamentos de médio e grande porte surgiram para acomodar trabalhadores, configurando um mosaico urbano que se estende do Brás até a Penha. DEMANDA CRESCENTE O forte incremento demográfico gerou pressão sobre serviços públicos e infraestrutura. Muitas regiões sofreram ocupa-
ções informais sem planejamento, resultando em ruas estreitas, abastecimento de água irregular e carência de estações de metrô e ônibus adaptadas à demanda crescente. Não obstante, esses mesmos moradores criaram uma economia local pujante: o comércio de rua aflorou em corredores comerciais, feiras livres conquistaram milhares de visitantes e pequenos empreendimentos familiares abastecem a vizinhança. A diversidade cultural, oriunda de migrantes nordestinos, paulistas do interior e até imigran-
tes estrangeiros, moldou uma identidade única.
URBANA
Desde os anos 2000, a Prefeitura e governos estaduais executam projetos de requalificação urbana. Corredores de ônibus como o Expresso Tiradentes, a modernização das linhas 10 e 11 da CPTM e a implantação do monotrilho (Linha 15-Prata) ampliaram o alcance e reduziram tempos de deslocamento entre bairros centrais e periféricos. Propostas de parques lineares — como o Parque Ecológi-
co do Tietê — e a revitalização de margens de córregos levaram áreas antes degradadas a se tornarem espaços de lazer, trilhas e convivência. Centros culturais, bibliotecas e novas ciclovias fortaleceram o sentimento de pertencimento e a noção de que a Zona Leste também é palco de inovação urbana. A EVOLUÇÃO DO TATUAPÉ O Tatuapé é um dos exemplos mais significativos desse processo. Fundado no século XVI como sesmaria agrícola, o bairro desenvolveu-se len-
tamente até a virada do século XX, quando a instalação de indústrias têxteis e de transformação mudou seu perfil rural para fabril, atraindo mão de obra e fazendo surgir as primeiras vilas operárias. Nas últimas quatro décadas, Tatuapé passou por um processo de revitalização que o transformou em um dos maiores polos de investimentos imobiliários da cidade. Torres residenciais luxuosas, shopping centers, hotéis e coworkings substituíram antigos galpões, ao mesmo tempo em que escolas, hospitais e estações de metrô complementaram a infraestrutura sem igual na região.
PROJEÇÕES E PERSPECTIVAS
O grande desafio do futuro é conciliar esse progresso com inclusão social e sustentabilidade. Programas de moradia popular e regularização fundiária precisam integrar-se a projetos de intervenção urbana (veja matéria PIU Arco Leste nesta edição), ciclovias conectadas e sistemas de gestão de resíduos, evitando que áreas degradadas acompanhem o ritmo acelerado de construção.
Como polo de referência, o Tatuapé espelha o potencial da Zona Leste para liderar a transformação de São Paulo. Ao mesclar história, localização estratégica, dinamismo econômico e projetos de qualificação urbana, o bairro e sua região reforçam a ambição de uma metrópole inclusiva, conectada e preparada para os desafios do século XXI.

O volume de recursos para a expansão feita pelo Metrô vai possibilitar a quebra de mais um recorde de investimentos
Oorçamento do Estado de São Paulo para 2026, sancionado no início do mês de janeiro, prevê R$ 5,4 bilhões para investimentos no sistema metroviário, crescimento de cerca de 12% em relação aos R$ 4,8 bilhões destinados ao setor em 2025. Os recursos garantem a continuidade das obras de expansão da rede, a modernização das linhas do Metrô e a elaboração de projetos de novas linhas que vão levar o sistema para outros municípios da Região Metropolitana de São Paulo.
EXPANSÃO DA LINHA 2-VERDE
O maior volume de recursos em 2026 será destinado à expansão da Linha 2-Verde, que contará com R$ 2,59 bilhões. Em 2025, a obra recebeu R$ 2,06 bilhões a serem aplicados em obras civis e implantação de sistemas, como sinalização, energia e controle.
A expansão da Linha 2-Verde já ultrapassou 55% de execução no trecho da estação
Vila Prudente até a Penha, na Zona Leste da capital paulista, com oito novas estações e mais oito quilômetros de extensão, além da segunda fase que foi iniciada para chegar até Guarulhos com outros 5,8 quilômetros e cinco novas estações.
EXPANSÃO DA
LINHA 15-PRATA
Outro destaque é a Linha 15-Prata, que terá R$ 1,03 bi-

lhão em 2026, ante R$ 629,5 milhões no ano anterior. O aumento dos recursos viabiliza o avanço das obras do trecho entre o Ipiranga e o Hospital Cidade Tiradentes, ampliando a oferta de transporte na Zona Leste de São Paulo.
INAUGURAÇÃO DA LINHA 17-OURO Além disso, o orçamento de 2026 também contempla a Linha 17-Ouro, que contará com R$ 836,3 milhões para a conclusão das obras do primeiro trecho, que conectará o Aeroporto de Congonhas à Estação



Morumbi e será entregue em março de 2026. O orçamento deste ano prevê recursos para a elaboração de projetos e execução de obras e inclui os investimentos para o trecho 2, que vai conectar a Estação Morumbi da Linha 9 até a São Paulo-Morumbi, da Linha 4-Amarela, e para o trecho 3, do Jabaquara até a Vila Paulista. ORÇAMENTO PARA O METRÔ EM 2026
Além das frentes de expansão, o orçamento de 2026 mantém investimentos para projetos
de novas linhas, melhorias de segurança e conforto nas linhas já em operação. Todo esse aporte provém de investimentos do Governo do Estado e financiamentos para a elaboração dos projetos das linhas 19-Celeste (em fase de contratação de obra), 20-Rosa e 22-Marrom – que vão ligar a capital à Guarulhos, ABC, Osasco e Cotia -, além da compra de mais 19 trens para a Linha 15-Prata (15 trens já recebidos) e outras 44 novas composições que vão atender as linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha.




Maior volume de recursos da história para a expansão da rede
Ovolume de recursos para a expansão feita pelo Metrô vai possibilitar a quebra de mais um recorde de investimentos. Em 2025 foram aplicados R$ 4,51 bilhões para a implantação de uma nova linha e ampliação de outras duas, além da modernização de estações, de sistemas das linhas em operação e elaboração de projetos para três novas linhas.
A modernização destas linhas também recebe parte desses investimentos que garantem a troca do sistema de sinalização e controle de trens (instalação do sistema CBTC) e a colocação de portas de plataforma.
Na comparação entre 2025 e 2026, o orçamento mantém os investimentos no Metrô e amplia o foco na expansão da rede. Em 2026, há maior concentração em projetos de expansão já em execução, sem redução dos investimentos no funcionamento do sistema.
O montante correspondeu a 89% do orçamento de R$ 5,07 bilhões estipulado para 2025, considerado um alto nível de execução em empreendimentos de grande complexidade, demonstrando a qualidade das etapas de planejamento e comprometimento para o melhor uso dos recursos públicos. O recorde anterior era de 2024 com a aplicação de R$ 4,26 bilhões. Todos os esses projetos, cujos aportes permeiam anos, têm o valor de R$ 33 bilhões.




Projeto da Prefeitura propõe mais cultura, mobilidade, moradia digna e desenvolvimento
OPlano de Intervenção Urbana (PIU) Arco Leste, proposto pela Prefeitura de São Paulo, surge como uma estratégia abrangente para requalificar e transformar uma vasta porção da Zona Leste. Com 4.525 hectares — o equivalente a 5 mil campos de futebol —, o PIU Arco Leste abrange 11 distritos: Belém, Tatuapé, Vila Maria, Penha, Ponte Rasa, Cangaíba, Ermelino Matarazzo, Vila Jacuí, São Miguel, Vila Curuçá e Itaim Paulista.
Segundo o censo do IBGE de 2022, essa região concentra mais de dois milhões de habitantes. A área é atendida por uma linha de Metrô (Linha 3-Vermelha), três linhas da CPTM (Linha 11-Coral, Linha 12-Safira e Linha 13-Jade), além de terminais de ônibus e faixas exclusivas.
TATUAPÉ
Dividido em três porções com características urbanas distintas, o território do Arco Leste reflete desigualdades históricas. A parte oeste, que inclui Tatuapé, Penha, Vila Maria e Cangaíba, apresenta usos diversos e maior desenvolvimento urbano. A porção central (Avenida São Miguel e Ermelino Matarazzo) registra baixo índice de empregos por habitante. Já o trecho leste (São Miguel, Vila Curuçá e Itaim Paulista) é o mais vulnerável, marcado por precariedade habitacional e escassez de empregos formais.

MOBILIDADE
riedade habitacional, que se manifesta na falta de infraestrutura e regularização fundiária. O plano propõe a criação de um programa de atendimento habitacional robusto, que inclui a reurbanização de assentamentos, a regularização de moradias existentes e a provisão de novas unidades habitacionais. Para isso, serão reservadas áreas públicas e privadas para a construção de empreendimentos que visam acomodar famílias deslocadas em distritos mais próximos ao centro da cidade.
DESENVOLVIMENTO
ECONÔMICO
Com grandes áreas disponíveis e uma população trabalhadora, o Arco Leste tem potencial para se tornar um polo de desenvolvimento. Para atrair investimentos, o PIU cria mecanismos para a estruturação de financiamentos e a implantação de Projetos Urbanísticos Integrados. A estratégia busca incentivar o mercado imobiliário voltado para a população de baixa renda e promover a criação de equipamentos públicos que ofereçam capacitação profissional e apoio a empreendedores locais, fomentando um desenvolvimento econômico equilibrado e sustentável.
CULTURA
Reconhecendo a carência de equipamentos culturais na região, o PIU Arco Leste propõe a criação de novos espaços multifuncionais que funcionem como catalisadores de desenvolvi-
O plano busca promover um equilíbrio entre desenvolvimento econômico, infraestrutura e inclusão social, adotando um modelo sustentável e integrado, com ações voltadas aos eixos de cultura, mobilidade, habitação e desenvolvimento econômico.



mento social e cultural. Um dos projetos mais inovadores é a “Casa do Ofício”, um centro de formação profissional e apoio ao empreendedorismo, que visa capacitar a população, especialmente jovens e adultos, para o mercado de trabalho, reduzindo a desigualdade no acesso a bens culturais e oportunidades de emprego.
A região do Arco Leste é historicamente marcada por barreiras físicas que dificultam a conectividade. Para resolver esse problema, o plano de mobilidade do PIU propõe a abertura de novos eixos viários e o alargamento de vias existentes para melhorar o fluxo de veículos e o transporte público. A



para se tornar um polo de desenvolvimento proposta inclui a implantação de um bulevar fluvial multifuncional ao longo do Córrego Limoeiro e da orla do braço do Rio Tietê no Jardim Keralux, que integrarão transporte coletivo, áreas de lazer e soluções baseadas na natureza.
HABITAÇÃO
O PIU Arco Leste busca enfrentar a questão da preca-
O PIU Arco Leste já realizou duas consultas públicas. A terceira fase já pode ser acessada por meio do site https://participemais.prefeitura.sp.gov.br/ onde os munícipes podem participar evidenciando os principais problemas de sua região, como precariedade habitacional e ambiental, mobilidade ubana, oferta de empregos, entre outros.





A cidade nasceu pequena, quase tímida, mas virou um dos maiores centros urbanos do planeta
Avocação multicultural
de São Paulo é parte essencial de sua origem. Desde o século XIX, a cidade se transformou com a chegada de diferentes povos, que ajudaram a moldar sua economia, seus bairros e sua identidade. Italianos, portugueses, espanhóis, japoneses, alemães e síriolibaneses foram alguns dos primeiros grupos a desembarcar na capital, deixando marcas profundas que permanecem até hoje.
AS PRIMEIRAS
GRANDES CORRENTES
MIGRATÓRIAS
Os italianos, que chegaram em massa a partir de 1870, foram fundamentais na transição do trabalho escravo para o assalariado. Muitos se fixaram no Brás, Mooca, Bixiga e Barra Funda, onde abriram padarias, cantinas, fábricas e sociedades culturais. A pizza paulistana, as festas tradicionais e o sotaque carregado de vogais são heranças vivas dessa presença. Os portugueses, presentes desde o período colonial, consolidaram-se no comércio e nos serviços. No início do século XX, ocuparam bairros como Centro, Tatuapé, Brás e Penha, abrindo armazéns, mercearias e pequenas indústrias. Sua influência permanece na arquitetura, nos clubes e na vida cotidiana. Os espanhóis, que chegaram entre 1880 e 1930, se distribuíram pelo Brás, Mooca, Bela Vista e Penha, atuando na indústria têxtil e metalúrgica. Criaram sociedades de ajuda mútua e tiveram papel importante nos movimentos operários que marcaram a história social da cidade. Os japoneses, que desembarcaram oficialmente em 1908, transformaram profundamente São Paulo. A comunidade se concentrou inicialmente no Brás, mas foi na Liberdade que criou um dos maiores redutos nipônicos fora do Japão. A influência japonesa se espalhou pela agricultura, comércio, artes, culinária e educação. Os alemães, embora em menor número, tiveram impacto decisivo na engenharia, na indústria e na educação. Estabeleceram-se no Centro, Lapa, Vila Mariana e Brooklin, fundando escolas, clubes e empresas que ajudaram a modernizar a cidade. Esses grupos pioneiros abriram caminho para a São Paulo plural que conhecemos hoje, preparando o terreno para novas ondas migratórias.

AS NOVAS MIGRAÇÕES
Ao longo do século XX e no atual, novas correntes migratórias vindas da América Latina, África e Ásia continuaram a escrever essa história. Bolivianos, peruanos, haitianos, colombianos, angolanos, senegaleses e coreanos trouxeram saberes, empreendedorismo, culinária, arte e religiosidade, enriquecendo ainda mais o tecido social da metrópole.
IMIGRANTES
PELA CIDADE
A forma como diferentes comunidades se espalharam por São Paulo revela muito sobre a história econômica e cultural da metrópole. Cada bairro acabou acolhendo grupos específicos, que ali construíram redes de trabalho,



comércio e convivência, transformando o mapa da cidade em um mosaico de identidades. Essa presença se manifesta de maneiras distintas em várias regiões: Bolivianos e peruanos concentram-se no Brás, Bom Retiro e Pari, onde o setor têxtil é forte e onde surgiram restaurantes, mercados e feiras típicas. Chineses dividem espaço com japoneses na Liberdade, mas também estão na Sé, Aclimação e Cambuci, com mercados e centros comerciais. Haitianos e africanos (especialmente angolanos e senegaleses) têm forte presença na Zona Leste, em bairros como Guaianases, Itaquera, Cidade Tiradentes e São Mateus, além de atuarem no comércio do Centro.




do mundo entre o final do século XIX e meados do século XX. Ali, recém-chegados eram registrados, alojados e encaminhados para fazendas, fábricas ou oportunidades de trabalho. Hoje, o museu preserva essa memória por meio de exposições, documentos, objetos pessoais e fotografias. Também promove debates, oficinas, eventos culturais e ações educativas que reforçam a importância da convivência entre diferentes culturas. Sua preservação é resultado de esforços contínuos de restauração e valorização histórica, garantindo que as novas gerações compreendam o papel fundamental da imigração na construção da cidade.
QUADRO ATUAL DA IMIGRAÇÃO
Coreanos mantêm sua base histórica no Bom Retiro, atuando no setor de moda, e também se expandiram para a Aclimação e o Cambuci. Síriolibaneses e armênios deixaram marcas no Paraíso, Aclimação, Vila Mariana e Brás, onde ainda existem igrejas, clubes e instituições culturais. Essa distribuição territorial mostra como São Paulo absorve influências externas sem perder sua identidade — que, na verdade, é justamente a soma de todas elas. MUSEU DA IMIGRAÇÃO
Localizado no Brás, o Museu da Imigração ocupa o prédio da antiga Hospedaria de Imigrantes, inaugurada em 1887. O local recebeu mais de 2,5 milhões de pessoas vindas de diversas partes
Atualmente, cerca de 360 mil imigrantes vivem legalmente em São Paulo, segundo dados da Prefeitura. Os bolivianos representam quase um terço do total, seguidos por chineses, haitianos, peruanos e estadunidenses.
O atendimento a imigrantes pelos serviços municipais cresceu 54% entre 2021 e 2022. A cidade conta com uma rede estruturada de acolhimento e integração, liderada pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) e pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS).
Entre os principais programas estão o CRAI, as Vilas Reencontro, o CRAI Móvel, a Ouvidoria da SMDHC, o Projeto Portas Abertas e iniciativas de geração de renda da CPIDT.
São Paulo segue sendo um porto seguro e um ponto de encontro global — uma cidade que cresce, se reinventa e se fortalece justamente por abraçar quem chega.




Operação especial no dia 25 de janeiro reforça o atendimento a moradores e turistas, com transporte gratuito e apoio em pontos estratégicos da cidade
Em celebração aos 472 anos de São Paulo, no dia 25 de janeiro, as linhas Paulistar contarão com uma operação especial para receber moradores e turistas. As três linhas terão reforço de guias e recepcionistas bilíngues em pontos estratégicos, auxiliando o público a desbravar a história e a cultura da cidade a bordo dos coletivos.
Além da presença dos guias, a Prefeitura de São Paulo informa que o benefício do Domingão Tarifa Zero estará em vigor, permitindo que todos os cidadãos utilizem gratuitamente os ônibus municipais e aproveitem as comemorações em toda a metrópole.
A programação especial está concentrada em três grandes polos de interesse:
Terminal Parque Dom Pedro II: contará com 16 guias bilíngues e quatro recepcionistas; Museu do Ipiranga (Rua Costa Aguiar): terá à disposição 20 guias bilíngues e cinco
recepcionistas para orientar os visitantes; Terminal Metrô Ana Rosa: ponto de conexão fundamental, receberá 20 guias bilíngues e cinco recepcionistas ao longo do dia. O itinerário completo e os horários de partida das linhas Paulistar, que operam das 8h às 19h, podem ser consultados no site oficial da SPTrans.
A ação é uma parceria entre a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT), a SPTrans e a Secretaria Municipal de Turismo. LINHAS PAULISTAR
Sucesso de público desde o lançamento, em 28 de setembro, o programa Paulistar consolidou-se como uma iniciativa permanente voltada à mobilidade para o lazer. Até o dia 11 de janeiro, as linhas já beneficiaram cerca de 25,7 mil passageiros. O balanço aponta equilíbrio na demanda entre os trajetos, com a Linha 2 liderando a procura, com 9,6 mil atendimentos, seguida

pelas Linhas 3 e 1, ambas com aproximadamente 8 mil usuários. Pesquisas de aprovação realizadas com os usuários indicam que as três linhas Paulistar alcançaram índice de 100% de aprovação. Entre os destaques apontados estão conforto, segurança e a qualidade do atendi-
mento prestado por motoristas e cobradores. O serviço é reconhecido como um facilitador do acesso aos pontos turísticos da cidade, oferecendo uma alternativa segura e econômica para quem deseja conhecer São Paulo sem a necessidade de utilizar carro particular.




São Paulo se constrói todos os dias! 472 anos da cidade que não para de crescer.
















































São Paulo é múltipla, intensa e viva. Uma cidade que se reinventa todos os dias, sem abrir mão daquilo que a torna única. Que cresce porque escuta, avança porque troca e se transforma porque entende o valor do diálogo.
Desde 1987, a Diálogo Engenharia faz parte dessa construção diária, acreditando que o espaço urbano se desenvolve quando pessoas, projetos e propósitos caminham juntos. Ao longo dessa trajetória, ajudamos a transformar bairros, sempre com atenção ao entorno, respeito à história e sensibilidade ao ritmo da cidade e de quem a habita.
Hoje, celebramos São Paulo e tudo o que ela representa, com muito orgulho em fazer parte dessa história.
Feliz aniversário, São Paulo!
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