GAZETA DA ZONA LESTE
DESDE 1978 nº 1.992
SÃO PAULO, 4 DE ABRIL DE 2026
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DESDE 1978 nº 1.992
SÃO PAULO, 4 DE ABRIL DE 2026




A entrega, que aconteceu na última segunda-feira, dia 30, faz parte da política de fortalecimento da segurança urbana implementada pela atual gestão, marcada pelo aumento de investimentos, ampliação do efetivo e incorporação de tecnologia. > VEJA + PÁGINA 3

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Marcos Caruso vive o solar Alaor, em

Marcos Caruso reflete sobre “Coração Acelerado” com a mesma intensidade que dedica à leitura de cada capítulo. Para ele, não basta conhecer as falas de seu personagem Alaor: é preciso mergulhar na trama inteira, compreender os detalhes criados pelas autoras e acompanhar como eles se resolvem. > VEJA + PÁGINA 7

Você já notou que um mesmo produto pode encarecer em razão de seu formato? Uma pesquisa recente do Procon-SP confirma essa percepção, aliás, considerando os valores médios coletados na Capital entre um tablete e um ovo de Páscoa. > VEJA + PÁGINA 5


POR MARCELO DO REGO
Há dias que mudam tudo. Para mim, foi 24 de dezembro de 2018. Enquanto o mundo celebrava o Natal, eu encarava a pergunta que evitara por anos: que pai eu queria ser para meus gêmeos, Joaquim e Samuel, preso em ressentimentos e nos traumas do passado? Eu já não podia continuar sendo o homem das promessas vazias. Precisava começar de algum ponto — e, quando tudo pesa, o simples vira o único caminho possível. Perguntei a mim mesmo: o que posso fazer agora, com o que tenho? A resposta veio pequena, quase simbólica: ficar 30 dias sem o refrigerante que eu mais gostava. Não era sobre a bebida, mas sobre o que ela representava — hábito automático, fuga, anestesia. Nos dias seguintes, senti o corpo mais leve e percebi que, ao mexer em um hábito, outros começaram a se reorganizar.
Entendi então que padrões, quando reconhecidos, viram mapa. Depois do refrigerante, larguei o açúcar, tomei banhos gelados, passei a ler cedo, meditar, escrever. Um fio puxou o outro, e uma nova vida começou a se formar. Enquanto eu mudava, alguns apoiavam, outros debochavam. Crescer incomoda quem está parado. Também percebi que somos moldados pelos ambientes que escolhemos. Passo a passo, reencontrei o pai que meus filhos merecem e o homem que eu queria ser. Não foi a ausência do refrigerante que mudou meu destino, mas a coragem de começar pequeno. Toda grande transformação nasce de um gesto simples. E deixo a pergunta que mudou minha vida: qual decisão mínima você pode tomar agora e que lá na frente pode mudar tudo?
do
é pai de gêmeos, maratonista, empreendedor e palestrante, autor de “Do Tarja Preta à São Silvestre”

POR
LILIANE MESQUITA
Imagine... Era uma vez... O que vem a sua mente, ao ler essas frases? Parece que elas são mágicas e preparam o nosso cérebro para se abrir para um mundo cheio de possibilidades. Se isso aconteceu contigo, é porque alguém o fez sonhar, viajar e mergulhar no fantástico mundo da leitura. Se elas exercem um poder imaginativo em ti, é inegável o impacto positivo que a leitura traz para uma criança. Você é a prova viva disso! Por isso, eu te pergunto: quem marcou a sua história por meio das histórias? Parece uma pergunta redundante, mas não é. Então, me diga: quem é essa figura que construiu contigo memórias afetivas, sensações, cheiros, paisagens e sentimentos? Sim, a leitura possibilita também a construção de memórias, nos leva a lugares “nunca antes navegados” e nos ajuda a encontrar respostas para aquilo que não cala no coração. Quem alimentou de sonhos, criatividade e viajou sem sair do lugar com a criança que ainda está aí viva dentro de você? Pensou?
Agora, pergunto-lhe: quem é essa figura para o seu filho? Você é o protagonista, o coadjuvante ou não é um personagem dessa história no mundo dele? Saiba que, antes do espaço escolar, é no
seio familiar que se deve iniciar o contato com a literatura, que pode ocorrer desde o ventre materno. Como diz a frase, de autor desconhecido, “a palavra convence, o exemplo arrasta”. Sendo assim, quando você lê para uma criança, principalmente nos anos iniciais, além de estreitar laços com ela, tranquilizá-la e estimular seu desenvolvimento em diferentes aspectos, tais como: cognitivo, linguístico, criativo... tem com ela um momento especial e potente na construção de um referencial leitor afetivo.
Qual referencial quer deixar para ele ou ela? Saiba que navegar pela literatura com seu filho não só o ajudará na escola, mas na vida! O hábito de leitura expande seus horizontes e amplia o seu olhar de como se vê e sente o mundo. As palavras tem um poder mágico. Nos torna mais humanos, empáticos, solidários, respeitosos, dispostos a ouvir.
Um texto com mais perguntas do que respostas, não poderia terminar se não provocando uma pergunta final: quais memórias afetivas e leitoras você tem construído com seu filho? Pense nisso, chame-o, dê-lhe um afago, pegue um livro, revisite a sua criança interior e construa hoje com seu filho uma linda história. Cative sempre boas leituras!
Liliane Mesquita é psicopedagoga e orientadora educacional



POR RAFAEL JAKUBOWSKI
Criar proximidade com o consumidor, reforçar o branding, analisar comportamentos e desenvolver novas soluções são algumas das vantagens que as indústrias conquistam ao adotar o e-commerce como canal de vendas. O ambiente digital deixou de ser apenas uma vitrine e se tornou um espaço estratégico, capaz de ampliar margens, testar produtos, validar demandas e fortalecer a relação direta com o cliente final, algo cada vez mais essencial em mercados competitivos. Durante muito tempo, muitas indústrias temeram que vender online gerasse conflitos com distribuidores e varejistas. Hoje, porém, o mercado mostra que o e-commerce industrial não substitui parceiros — ele complementa. Ao atuar no digital, a indústria ganha dados valiosos, melhora sua competitividade e cria novas oportunidades de negócio, inclusive para toda a cadeia, que se beneficia de uma marca mais forte, de um portfólio mais assertivo e de uma comunicação mais alinhada às expectativas do consumidor moderno. O consumidor atual busca conveniência, transparência e rapidez. Quando a indústria oferece um canal direto, entrega exatamente isso: informação
precisa, disponibilidade, preço claro e uma experiência de compra fluida. Além disso, o e-commerce permite testar embalagens, versões, kits e lançamentos com agilidade, reduzindo riscos e acelerando aprendizados que dificilmente seriam obtidos apenas no varejo físico, onde o tempo de resposta costuma ser mais lento. Outro ponto estratégico é o fortalecimento da marca. Ao controlar a narrativa, a indústria comunica melhor seus diferenciais, educa o consumidor e constrói autoridade. Isso gera impacto não apenas nas vendas diretas, mas também no desempenho dos parceiros, que passam a trabalhar com uma marca mais desejada, reconhecida e presente no dia a dia do público. A digitalização também abre portas para modelos híbridos, como click and collect, marketplaces próprios, programas de fidelidade e integrações com distribuidores. Tudo isso amplia o alcance e cria um ecossistema mais robusto, no qual a indústria assume papel ativo na jornada do cliente, fortalecendo sua presença em todos os pontos de contato. O e-commerce deixou de ser tendência para se tornar uma necessidade competitiva. Para as indústrias que desejam crescer, inovar e se aproximar do consumidor, vender online não é apenas viável — é estratégico, sustentável e cada vez mais indispensável.
Rafael Jakubowski é CMO da Energy Connect
gazeta há 20 anos O QUE ERA NOTÍCIA EM 9 de ABRIL de 2006
EDIÇÃONº 996
SÃO MATEUS - Mais de duas mil árvores plantadas em dez minutos
Orecorde mundial ainda não saiu, mas sabe-se que a Subprefeitura da região superou todas as demais. O Grupo Escoteiros do Brasil realizou no fim de semana passado, em toda a cidade, o plantio de 13 mil mudas de árvores em 11 minutos. O evento fez parte do desafio para entrar para o livro dos recordes Guinness Book. Anteriormente, a cidade de Campinas havia conseguido plantar 10 mil mudas em 26 minutos, isso significa que pelos resultados obtidos,
São Paulo detém o novo recorde a ser confirmado dentro de oito dias. As 31 Subprefeituras colaboraram com o evento. Cerca de 30 áreas de todo o município foram preparadas para receber as mudas. Em São Mateus, a Avenida Aricanduva, nos dois sentidos, foi escolhida para o evento. O recorde mundial ainda não saiu, mas sabe-se que a Subprefeitura da região superou todas as demais plantando 2.040 árvores em 10 minutos. Cerca de 900 pessoas contribuíram para esse feito.


Prefeitura de São Paulo entregou 100 viaturas zero quilômetro à GCM, reforçando o patrulhamento urbano na cidade.



DA REDAÇÃO
APrefeitura de São Paulo entregou na última segunda-feira, dia 30, 100 novas viaturas zero quilômetro à Guarda Civil Metropolitana (GCM). Durante o evento, também foi apresentada a nova identidade visual da frota, com padrão mais moderno e alinhado a modelos internacionais de policiamento ostensivo.
A entrega faz parte da política de fortalecimento da segurança urbana implementada pela atual gestão, marcada pelo aumento de investimentos, ampliação do efetivo e incorporação de tecnologia.
AMPLIAÇÃO DA CORPORAÇÃO
Ao entregar os veículos, o prefeito Ricardo Nu-
nes destacou a ampliação da estrutura da corporação e os resultados alcançados.
“Hoje, a gente entrega 100 viaturas novas, substituindo veículos antigos, com mais qualidade para o trabalho dos nossos policiais municipais. Já colocamos 2 mil agentes e vamos incorporar mais 1.500. A nossa polícia municipal é maior do que a polícia militar de 10 estados e tem contribuído diretamente para a redução da criminalidade, em atuação integrada com as polícias Civil e Militar”, afirmou.
As 100 novas viaturas — sendo 86 minivans Chevrolet Spin destinadas ao patrulhamento urbano, 11 SUVs Chery Tiggo 8 e

três caminhonetes Chevrolet S-10 voltadas à GCM Ambiental — reforçam essa presença e ampliam a capacidade de resposta às ocorrências. Os veículos substituem unidades com maior tempo de uso, conforme contrato que prevê renovação obrigatória após 30 meses, sem custos adicionais ao município, o que também reduz despesas com manutenção e aumenta a disponibilidade da frota.
Com esta entrega, a Prefeitura alcança a marca de 305 veículos substituídos apenas em 2026, o equivalente à metade de toda a frota de quatro rodas da corporação.







O objetivo é garantir que os trabalhadores tenham tempo e condições para se adequar às exigências antes da aplicação de penalidades



DA REDAÇÃO
Motociclistas profissionais do estado de São Paulo terão até dois anos para cumprir a exigência de curso e exame teórico, sem risco de multas nesse período. A mudança, lançada no programa Mão na Roda e regulamentada pelo Cetran-SP, prevê fiscalização educativa enquanto o Governo de SP oferece a especialização gratuita.
O objetivo é garantir que os trabalhadores tenham tempo e condições para se adequar às exigências antes da aplicação de penalidades.
A medida segue deliberação do Cetran-SP, publicada no último dia 27, que determina que a fiscalização no que se

refere ao curso especializado e às características do veículo para exercer as atividades remuneradas, tenha caráter exclusivamente orientativo, sem aplicação de multas. A exigência de curso e prova para a atividade de motofrete e mototáxi está prevista na legislação federal, no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e em normas do Contran.
A iniciativa marca uma mudança de lógica: em vez de começar pela punição, o Estado passa a estruturar o acesso. O objetivo é garantir que todos tenham condições reais de cumprir as exigências legais, preservando a ferramenta de trabalho e a renda dos profissionais. A fiscalização continua normalmente para outros itens obrigatórios da
motocicleta, como qualidade dos pneus e sistema de iluminação, além de documentos irregulares e restrições na CNH. “O Cetran-SP se reuniu, hoje, em sessão extraordinária para deliberar sobre o prazo solicitado pelo Detran-SP para cumprimento da lei que trata da categoria. A decisão está alinhada ao Plano de Segurança Viária do Estado de São Paulo, que prioriza a proteção dos usuários mais vulneráveis do trânsito”, afirma Frederico Arantes, presidente do CETRAN-SP. “O Estado tem colhido os frutos do planejamento realizado no âmbito do Sistran. No primeiro trimestre deste ano, houve redução de 10% no número de óbitos, segundo dados do Infosiga”.




O Procon-SP orienta que o consumidor compare os preços praticados por diferentes estabelecimentos


DA REDAÇÃO
Você já notou que um mesmo produto pode encarecer em razão de seu formato? Uma pesquisa recente do Procon-SP confirma essa percepção, aliás, considerando os valores médios coletados na Capital entre um tablete e um ovo de Páscoa (sem brinquedo), em geral, custam respectivamente o quilo R$ 131,49 e R$ 291,48 - diferença de 121,7%.
Realizada em 10 estabelecimentos comerciais das cinco regiões da Capital, entre 18 e 19 de março, a pesquisa elaborada pelo Procon-SP também destaca valores de 162 produtos, entre eles, azeites, bolos de Páscoa, caixa de
bombons, pescados (congelados e in natura), e itens a granel (azeitonas e legumes) MAIORES VARIAÇÕES
A maior variação foi em relação ao quilo de filé de pescada. Vendido a granel, ele pode ser encontrado na Zona Leste a R$ 34,90 e, noutro comércio na Zona Central, a R$ 89,98 – diferença de 157,8%.
O quilo do lombo de bacalhau também custa mais que o dobro a depender do estabelecimento: entre R$ 119,90 e R$ 269,98 (125,2%). Já nas prateleiras dos doces, o Ovo de Páscoa Surpresa Dinossauro (204g) foi encontrado com preços de R$ 49,99 a R$ 85,98 (72,0%). O levantamento também observou que há tablete de chocolate e caixa de bombons com dife-
renças de preços, respectivamente, entre 100,2% e 91,7%.
DICAS DO PROCON-SP
O Procon-SP orienta que o consumidor compare os preços praticados por diferentes estabelecimentos e considere a relação qualidade, peso e preço do item a ser adquirido. É preciso avaliar a quem será destinado o chocolate – afinal, idade, gosto, restrições alimentares, entre outras, são questões que não podem ser deixadas de lado no momento da compra. Algumas informações que são obrigatórias na embalagem devem ser observadas com atenção: prazo de validade, composição e peso líquido do produto.

Fenômeno da cultura pop e do cinema dos anos 80, o clássico Flashdance chega ao Brasil sob a forma de um musical inédito com direção de Ricardo Marques, direção associada de Igor Pushinov, direção musical de Paulo Nogueira e coreografias de Tutu Morasi. O espetáculo tem sua temporada de estreia no Teatro Claro Mais SP, de 9 de abril a 31 de maio, com apresentações às quintas e sextas, às 20h; aos sábados, às 16h30 e às 20h30; e aos domingos, às 15h30 e às 19h30.
Vencedor do Oscar de Melhor Canção Original com “Flashdance… What a Feeling”, o filme de conta a história da bela jovem operária Alex Owens, que trabalha durante o dia como soldadora em uma usina de aço e, à noite, como dançarina em um bar. Quando seu chefe Nick













Hurley se mostra interessado em apoiar a carreira dela, Alex decide direcionar totalmente seu foco para passar em um teste para um prestigiado conservatório de balé. Com medo de fracassar nas audições, ela também recebe ajuda da ex-bailarina Hanna Long, que torna-se sua mentora.
A montagem brasileira é estrelada por Marisol Marcondes, no papel da protagonista, e Rhener Freitas, como Nick. Eles encabeçam um elenco formado por 24 artistas. A banda conta com seis músicos.
Serviço
Teatro Claro Mais SP - Shopping Vila Olímpia - Olimpíadas, 360, 5º Piso - Vila Olímpia. Ingressos: de R$25 a R$250 Vendas online em https:// uhuu.com/evento/sp/sao-paulo/ flashdance-15824.

Marcos Caruso reflete sobre “Coração Acelerado” com a mesma intensidade que dedica à leitura de cada capítulo. Para ele, não basta conhecer as falas de seu personagem Alaor: é preciso mergulhar na trama inteira, compreender os detalhes criados pelas autoras e acompanhar como eles se resolvem. “Gosto de ler a novela inteira, não apenas a minha parte. Quero saber para onde as autoras foram, quais precipícios criaram e como resolveram. Li os 24 capítulos que recebi em um único dia”, aponta.
Na história das sete, Alaor é o patriarca da família Amaral. Conservador, teimoso, mas justo e com grande coração, ele fundou a Alô Country, que cresceu e se tornou uma marca respeitada em todo o Centro-Oeste. Após a morte da esposa, ele decide aproveitar a vida e recuperar a juventude que passou trabalhando. “Esse homem é um empresário extremamente trabalhador, que vem de baixo. Ele é honesto, justo, correto, solar e humano”, explica.
P – Após tantos anos de carreira, como é seu processo de inspiração na hora de compor um personagem?
R – Eu me inspiro sempre naquilo que o texto me dá: nas qualidades e nos defeitos. Quando interpretamos um personagem, estamos representando uma parcela da população, milhões de pessoas, não apenas um indivíduo. Se eu me inspirasse em uma só pessoa ou movimento, provavelmente falaria da exceção, não da regra. O Alaor Amaral é um empresário trabalhador, honesto, justo, solar, humano e agregador. Tudo isso veio do texto e me ajudou a compor.
P – O que chamou a sua atenção na oportunidade de viver o Alaor?
R – A ideia de mergulhar nesse universo. Pouco se fala do agro, mais se fala do country, dos conglomerados desse homem que tem moda, música e agro. Foi muito fácil compor esse personagem porque o texto já trazia essa riqueza.
P – De que forma?
R – Eu gosto de ler a novela inteira, não apenas a minha parte. Quero

Além de ser visto em “Coração Acelerado”, Marcos Caruso também voltou ao vídeo em “Avenida Brasil”, que vai ao ar no “Vale a Pena Ver de Novo”
saber para onde as autoras foram, quais precipícios criaram e como resolveram. Li os 24 capítulos que recebi em um único dia. Acho que o coração acelerado é o do público, porque o nosso já está. O artista precisa estar sempre com o coração acelerado.
P – A música sertaneja tem um papel importante na trama. Qual sua relação com o gênero ?
R – Há 30 anos escrevi uma novela para a Manchete (“A História de Ana Raio e Zé Trovão”) e tive contato forte com o interior do Brasil e com a música sertaneja. Depois não fiquei ouvindo tanto, meu gosto musical passava por ela, mas não parava. Agora, para a preparação da novela, voltei a ouvir. Há músicas excelentes, algumas que não gosto, mas muitas emocionantes, que falam de Brasil, de realidade, de humanidade. As composições originais para os personagens são lindas.
P – Como foi seu trabalho de prosódia para a novela?
R – Já fiz mineiro, paulista, carioca, maranhense, baiano, mas nunca goiano. É um sotaque que tem parentesco com o mineiro, mas não é igual. Tem de tomar cuidado. Estamos há mais de três meses nesse trabalho e a Globo nos dá oportunidade de aprofundar. Espero que os goianos não nos apedrejem (risos).
P – Depois de tantos anos de carreira, como você consegue preservar o prazer de atuar sem que ele se transforme apenas em rotina ou obrigação?
R – Minha arte. Fazer o que eu faço. Acelerado no sentido da responsabilidade: saber que através de um personagem posso emocionar, fazer rir, refletir. Isso me emociona. Deus me deu uma vida para poder viver muitas. Isso, na verdade, acelera (risos) meu coração.
P – Você chegou a ir para Goiânia para algumas gravações. Como foi esse período?
R – Fomos para Goiânia, Pires do Rio, gravamos lá. É fundamental conhecer para poder falar. Estamos falando de um Brasil real e essa vivência é essencial para dar verdade à novela.








