GAZETA DA ZONA LESTE
nº 1.990
SÃO PAULO, 21 DE MARÇO DE 2026



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Uma grande festa está programada para este fim de semana para comemorar o jubileu da entidade. O evento contará com várias autoridades, shows e uma Festa de Rua. O Arsenal da Esperança, que fica na Rua Dr. Almeida Lima, recebe diariamente 1.200 homens em situação de vulnerabilidade social e desenvolve ações educativas, culturais e de capacitação profissional. > VEJA + PÁGINA 3


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Marcos Palmeira valoriza as boas parcerias de cena em “Três Graças”
Marcos Palmeira se vê diante de um território criativo que contrasta com sua trajetória recente. Depois de transitar por remakes nos últimos anos, em que a estrutura narrativa já vinha delimitada, o ator agora mergulha em uma obra aberta, que exige dele não apenas técnica, mas também a disposição de se reinventar a cada cena. > VEJA + PÁGINA 7
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No mês que celebramos os animais, um projeto apresentado na Câmara dos Deputados propõe que o Brasil passe a contar oficialmente seus animais domésticos por meio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). > VEJA + PÁGINA 5


POR LE SAVOLDI
Ador emocional nasce de uma tristeza profunda que muitas vezes transborda em choro. Ninguém está imune a ela. Platão dizia que a dor não vem apenas do corpo, mas também da alma — e poucas coisas doem mais do que aquilo que não pode ser restaurado.
Perder alguém que amamos é uma mutilação invisível. É como perder uma parte essencial do corpo, mas sem que os outros percebam o que falta. Por isso, tendem a minimizar o sofrimento. Mesmo quem sofre uma perda física carrega também uma dor emocional prolongada diante da nova realidade.
Nenhuma fisgada se compara ao impacto de um destino alterado para sempre. Um coração partido torna-se metade, e essa dor silenciosa costuma ser a mais profunda. Ainda assim, mesmo indesejada, a dor ensina. Ela revela caminhos que talvez nunca conheceríamos sem atravessá-la. A dor pode ser inevitável, mas pode ser acolhida e transformada. Muitas vezes, é preciso revisitá-la sob outra luz para superá-la. Quem atravessa a dor compreende a vida de modo mais amplo. Nesse processo, a escrita pode ser um caminho de reconstrução: ao escrever, o pensamento se organiza e o sofrimento ganha forma e significado.
Ressignificar-se torna-se necessário — e a poesia é uma das formas mais potentes de ressignificação. Como arte do sentir, ela cura de dentro para fora. O poeta coloca no papel dores, memórias, perdas e esperanças. A poesia transforma sofrimento em linguagem e silêncio em sentido. Ao ler um poema, muitos percebem que não estão sozinhos; aquilo que parecia individual revela-se profundamente humano. Em um tempo de pressa e excesso, a poesia devolve ao ser humano a pausa para sentir, compreender e transformar a própria vida. Às vezes, a cura começa quando a dor encontra palavras.

POR
Abalança da Justiça parece pender para interesses que transcendem a equidade, a espada da lei é brandida em defesa de quem a empunha, e o espelho da imparcialidade reflete uma imagem distorcida. Como advogados, assistimos com apreensão ao crescente desprestígio do Supremo Tribunal Federal (STF), fenômeno que mina a confiança na advocacia e na própria democracia.
O “Inquérito das Fake News”, conduzido pelo Ministro Alexandre de Moraes, que investiga auditores da Receita Federal por suposta quebra de sigilo de seus próprios dados, materializa uma grave anomalia judicial.
A máxima “nemo iudex in causa sua” (ninguém pode ser juiz em causa própria) é um pilar civilizatório. Quando um ministro, sentindo-se vítima, usa a estrutura de um inquérito que ele mesmo relata para investigar e julgar, o princípio da imparcialidade é fulminado. A apuração deveria seguir o rito comum, com as garantias do devido processo legal, e não ser avocada para um inquérito de contornos fluidos. Observa-se uma perigosa estratégia de desvio de foco. Em vez de debater o mérito das informações, como a revelação de contratos milionários entre um banco e o escritório da esposa do referido ministro, a tática é desconstituir a prova em sua origem, transformando o mensageiro em réu. O problema é mais profun-
do: ministros do STF parecem deter superpoderes, sem um mecanismo de controle externo eficaz, algo que a Constituição de 1988 não lhes outorgou. Isso nos remete a Montesquieu e à separação dos poderes. O poder, para não se tornar tirânico, deve ser contido pelo próprio poder. O que vemos é uma erosão dessa fronteira. Quando o Judiciário investiga de ofício, legisla por meio de suas decisões e atua em causa própria, usurpa funções e rompe o equilíbrio do Estado de Direito. Como alertou Montesquieu, “todo homem que tem poder tende a abusar dele”.
A crise institucional abala a confiança da sociedade na Justiça. Quando o STF, guardião da Constituição, é percebido como parcial, o descrédito atinge todo o sistema, inclusive a advocacia, que depende da credibilidade dos tribunais. Para conter essa escalada de desconfiança, é essencial um Judiciário comprometido com legalidade, transparência e imparcialidade. A crítica feita é construtiva: pretende corrigir rumos. O STF precisa se reconciliar com a Constituição e com o povo, para que a balança volte a ser justa, a força se submeta à lei e a Justiça volte a refletir verdadeira imparcialidade, em respeito à advocacia e em defesa da democracia.
Thiago Massicano, especialista em Direito Empresarial e do Consumidor, sócio-presidente da Massicano Advogados e presidente reeleito da OAB Subseção Tatuapé. Acompanhe outras informações sobre o Direito Empresarial e do Consumidor no site www.massicano.adv. br, que é atualizado semanalmente.



Sou de uma geração que cresceu ouvindo que o trabalho dignifica, engrandece e enobrece o homem. Conquistar um emprego era motivo de alegria para toda a família, e ascender profissionalmente significava responsabilidade, reconhecimento e realização. Essas lembranças retornam sempre que surge o debate sobre reduzir a jornada de trabalho no Brasil, tema que exige maturidade e compreensão histórica. O debate é válido, mas precisa ser tratado com seriedade e profundidade. Os tempos mudaram: processos, tecnologias e rotinas evoluíram, trazendo novas possibilidades. Porém, essas mudanças deveriam servir para aumentar produtividade e qualidade das entregas, e não para justificar a redução de horas. Trabalho, para mim, é virtude, não castigo, e minha dedicação sempre foi motivo de orgulho e propósito. Além disso, o debate precisa ser técnico, não político. Em ano eleitoral, isso se torna quase impossível. A discussão tende a ser contaminada pela busca de votos e pelo espetáculo das redes sociais, sem análise real dos impactos na economia e na geração de empregos. Como dizia Roberto Campos, a distribuição de riqueza começa pelo respeito a quem produz.
Empreendedores precisam ser ouvidos quando o debate tiver maturidade para acontecer, pois são eles que sustentam grande parte da economia real.
Outro ponto essencial é a baixa produtividade brasileira, reflexo de crises anteriores, inclusive a educacional: 30% dos adultos são analfabetos funcionais. Antes de discutir jornada, é preciso enfrentar esses gargalos estruturais que travam o país. O trabalho é fonte de renda, prosperidade familiar e crescimento social. Reduzir horas sem resolver problemas de base é inverter prioridades e criar novas fragilidades.
Defender cautela não é ser contra o trabalhador. Cumprimos a legislação e sabemos que decisões precipitadas podem elevar custos, desemprego e inflação, repetindo ciclos já conhecidos. O negociado deve prevalecer sobre o legislado, pois o país tem realidades produtivas diversas. Pequenos e médios empreendedores seriam os mais afetados, já pressionados por margens reduzidas, mão de obra escassa e ambiente fiscal desfavorável. Reduzir jornada agora ampliaria fragilidades e prejudicaria o setor produtivo. O Brasil precisa de serenidade, responsabilidade e valorização de quem sustenta a economia para iniciar esse debate no momento adequado.
Alfredo Cotait Neto, Presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil
20 anos O QUE ERA NOTÍCIA EM 19 de março de 2006
EDIÇÃONº 992
Projeto da Secretaria Municipal de Cultura que está em fase final de elaboração pretende reformar os sete teatros municipais de São Paulo. Para tanto, será investido R$ 1,5 milhão para que sejam feitas as reformas estruturais e de restauração das fachadas. A expectativa é que até o final do ano sejam entregues as obras nos teatros Alfredo de Mesquita, Artur Azevedo, Flávio Império, João Caetano, Martins Penna,
Paulo Eiró e o Teatro Municipal. Para definir quais obras serão priorizadas, na próxima terça-feira, dia 21, Antonio Carlos de Moraes Sartini, diretor do Departamento de Atividades Regionais da Cultura, irá se reunir com a diretoria do Departamento de Edificações (Edif) da Prefeitura. Mas uma coisa é certa: em todos eles haverá expansão da acessibilidade, ou seja, melhorar o acesso aos deficientes físicos.


Arsenal da Esperança celebra 30 anos acolhendo diariamente 1.200 homens em situação de vulnerabilidade, com ações educativas, culturais e de capacitação profissional.



DA REDAÇÃO
Maior Centro de Acolhida da cidade de São Paulo, o Arsenal da Esperança recebe diariamente 1.200 homens em situação de vulnerabilidade social e desenvolve ações educativas, culturais e de capacitação profissional voltadas à geração de renda e à construção de novas perspectivas de vida.
A instituição completa 30 anos com celebração a partir das 15h30 deste sábado, dia 21, na qual estão confirmadas as autoridades: o secretário municipal da Casa Civil, Enrico Misasi; a secretária municipal de Assis-
tência e Desenvolvimento
Social, Eliana Gomes; e a secretária municipal de Relações Internacionais, Ângela Gandra.
Vários eventos estão programados, inclusive uma Festa de Rua, com gastronomia típica da Itália e apresentações artísticas, que acontecem hoje, até às 22h e amanhã, domingo, entre 17h e 21h.
A festa acontece ao longo da rua Dr. Almeida Lima, na Mooca, onde está localizado o Arsenal.
HISTÓRIA E MISSÃO
Instalado no prédio da antiga Hospedaria de Imigrantes, na Mooca — que no passado acolhia famílias europeias e asiáticas, imigrantes e refugiadas

— o Arsenal hoje abriga homens brasileiros e estrangeiros em situação de vulnerabilidade. A obra é conduzida pela Associação Assindes Sermig — Servizio Missionario Giovani e foi iniciada em 1996 por Ernesto Olivero e Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida. O Arsenal da Esperança é o primeiro projeto fora de Turim (Itália) ligado ao Arsenal da Paz, criado em 1983.
Ao longo dessas três décadas, o Arsenal conquistou dezenas de prêmios, certificados, homenagens, entre eles Salva de Prata – maior honraria da Câmara Municipal de São Paulo.






DA REDAÇÃO

Após anos de espera, mobilização e expectativa dos moradores, a Prefeitura de São Paulo entregou, no último dia 14, a primeira fase de implantação do Parque Jardim Primavera, o primeiro da região de São Miguel Paulista.
O espaço é o 15º parque entregue pelo prefeito Ricardo Nunes e o 123º da cidade, resultado de uma política de ampliação das áreas verdes que elevou a cobertura vegetal para mais de 50% do território da capital.
O parque foi aberto oficialmente com um investimento de R$ 250 mil para cumprir sua função social,
ambiental e de lazer para a comunidade local. Nesta primeira fase do Jardim Primavera, 27,3 mil m² estão abertos à população.
O terreno total possui cerca de 155 mil m², e a segunda fase do projeto, com 127,4 mil m², passará por um Plano de Intervenção e, posteriormente, por estudo para a implantação de novos equipamentos.
Foram instalados no espaço sede administrativa, guarita, sanitários públicos, quiosques, mobiliário urbano, iluminação, cercamento, parquinho naturalizado (brinquedos feitos com troncos, pedras e galhos) e Academia da Terceira Idade (ATI). O projeto garantiu que as calçadas do entor-
no fossem remodeladas e transformadas em passeios verdes, integrando a arborização ao tratamento paisagístico do espaço.
O prefeito Ricardo Nunes comemorou a inauguração do primeiro parque de São Miguel Paulista, que era a única subprefeitura que não contava com uma área como essa. “São 27 mil m² quadrados nesta primeira etapa entregue hoje e depois vamos fazer as adequações para a segunda fase, voltar aqui e fazer a liberação, que é superimportante”, explicou.
O Parque Jardim Primavera fica na Rua Perpétua do Campo, 481. Seu horário de funcionamento é 6 às 18 horas.


A proposta altera a legislação que regula os censos nacionais para permitir que o País tenha, pela primeira vez, um diagnóstico oficial da população de animais de estimação

DA REDAÇÃO
No mês que celebramos os animais, um projeto apresentado na Câmara dos Deputados propõe que o Brasil passe a contar oficialmente seus animais domésticos por meio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O Projeto de Lei nº 1156/2026, de autoria do deputado Bacelar (PV-BA) e coautoria do deputado Célio Studart (PSD-CE), determina que os Censos Demográficos passem a incluir um módulo específico para levantamento de dados sobre animais domésticos nos domicílios brasileiros.
A proposta altera a legis-
lação que regula os censos nacionais para permitir que o País tenha, pela primeira vez, um diagnóstico oficial da população de animais de estimação. Estimativas indicam que o Brasil possui mais de 150 milhões de animais domésticos, entre cães, gatos, aves e outros pets, mas não existem dados censitários oficiais detalhados sobre essa população.
Pelo texto, o IBGE deverá publicar relatórios específicos com os dados sobre animais domésticos, detalhados por estado, município e outros recortes territoriais. O levantamento será realizado em cooperação com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e o Ministério da



Saúde, permitindo que as informações orientem políticas públicas de saúde, proteção animal e controle de zoonoses.
A proposta também dialoga com iniciativas recentes do governo federal, como o Sistema Nacional de Cadastro de Animais Domésticos (SinPatinhas), criado pela Lei nº 15.046 de 2024, que já reúne mais de um milhão de animais cadastrados. Enquanto o cadastro é voluntário, o Censo tem cobertura universal, permitindo um retrato mais completo da realidade nacional.
Se aprovado, o levantamento passará a valer a partir do próximo Censo Demográfico realizado pelo IBGE.


Um dos grandes sucessos do teatro brasileiro desde 2022, a versão dirigida por Elias Andreato para A Última Sessão de Freud, do premiado autor estadunidense Mark St. Germain, já cumpriu 370 apresentações e nunca parou de renovar temporadas desde sua estreia há 4 anos. A peça ganha uma nova temporada no Teatro Sabesp Frei Caneca, até 26 de abril, com apresentações às sextas, às 20h; aos sábados, às 17h e às 20h; e aos domingos, às 17h.
SOBRE O ENREDO
A trama apresenta um encontro fictício entre Sigmund Freud (Odilon Wagner - o pai da psicanálise, e o escritor, poeta e crítico literário C.S.Lewis (Marcello Airoldi), dois intelectuais que influenciaram o pensamento científico filosófico da sociedade do século 20.
Durante esse diálogo, Sigmund Freud, crítico implacável da crença religiosa, e C.S. Lewis, renomado professor de Oxford, crítico literá-

rio, ex-ateu e influente defensor da fé baseada na razão, debatem, de forma apaixonada, o dilema entre ateísmo e crença em Deus.
No gabinete de Freud, na Inglaterra, eles conversam sobre a existência de Deus, mas o embate verbal se expande por assuntos como o sentido da vida, natureza humana, sexo, morte e as relações humanas, resultando em um espetáculo que se conecta profundamente com o espectador através de ferramentas como o humor, a sagacidade e o resgate da escuta como ponto de partida para uma boa conversa. O sarcasmo e ironia rondam toda essa discussão. As ideias contundentes ali propostas nos confundem, por mais ateus ou crentes que sejamos.
SERVIÇO
Ás sextas, às 20h; aos sábados, às 17h e às 20h; e aos domingos, às 17h.
Teatro Sabesp Frei CanecaR. Frei Caneca, 569, Consolação.

Em “Três Graças”, Marcos Palmeira se vê diante de um território criativo que contrasta com sua trajetória recente. Depois de transitar por remakes nos últimos anos, em que a estrutura narrativa já vinha delimitada, o ator agora mergulha em uma obra aberta, que exige dele não apenas técnica, mas também a disposição de se reinventar a cada cena. “Venho de dois remakes, duas obras fechadas, e agora voltar para uma obra aberta e com um personagem tão distante de mim. Um cara impaciente, estressado, mal resolvido”, aponta ele, que vive o complexo Joaquim.
Na trama das nove, Joaquim é pai de Gerluce, papel de Sophie Charlotte, e avô de Joélly, de Alana Cabral. No passado, viveu um roman ce com Lígia, vivida por Dira Paes, mas nunca quis se aproximar da filha. Vive solitário em seu ferro-velho, agora interditado pelos órgãos públicos em função de ilegalidades que cometeu. “Estou experimentando muitas coisas com esse personagem. Há uma potência nessas relações. Estou feliz e muito nervoso. Um homem que tem questões com a vida muito complexas, e a gente não sabe ainda direito o quão complexas elas são. Mas eu entendo que é um cara que gosta da solidão e não sabe se relacionar com as pessoas”, aponta. Ao longo da novela do horário nobre, Palmeira ainda reedita uma antiga parceria com Dira Paes. O ator vibrou ao reencontrar a colega de cena, ressaltando a energia renovada que surge desse reencontro e a sensação de estar diante de um novo começo. Para ele, a troca com o elenco é um combustível criativo, mas é na cumplicidade com Dira que se abre espaço para momentos de delicadeza e intensidade. “Estou muito feliz e muito nervoso, parece que um começo de tudo e estou muito feliz mesmo com esse elenco


maravilhoso. As trocas tão muito boas. Minha parceira Dira é sem palavras”, valoriza.
Além da antiga parceria com Dira, o ator também encontrou colegas inéditos de trabalho. Palmeira tem boa parte de suas cenas ao lado de Belo, que vive Misael. A experiência ao lado do cantor tem sido construída a cada dia no set.
“Adoro essa relação dos personagens, bater bola com o Belo, de ter esse cara que está ali para dar força para ele. Estamos experimentando e vendo o que o Aguinaldo (Silva, autor) vai nos oferecendo para crescer”, ressalta.
“Três Graças” – De segunda a sábado, às 21h30, na Globo.








