GAZETA DA ZONA LESTE


![]()













Diego Martins investe no papel ético de Esteban de ‘Coração Acelerado’
Personal stylist da influenciadora Naiane Sampaio Amaral, o personagem interpretado por Diego Martins na novela das 19 horas da Globo ocupa um lugar de destaque no clã dos Amaral: o de quem enxerga além da pose e tenta sustentar uma convivência possível, sem abdicar da própria integridade. > VEJA + PÁGINA 7

Uma nova área verde na Zona Leste
A Prefeitura de São Paulo assumiu oficialmente a posse da área do futuro Parque da Vila Ema, com mais de 17 mil m². O terreno foi desapropriado pelo município pelo valor aproximado de R$7 milhões. > VEJA + PÁGINA 3




POR BIANCA JUNG
m livro de fantasia mudou a minha vida aos 12 anos. Talvez essa afirmação pareça exagerada, mas deixe-me explicar. Imagine a seguinte situação: uma professora cria um projeto para apresentar aos seus alunos — todos no início da adolescência — envolvendo uma seleção de livros que passariam a compor a biblioteca particular da escola. Entre eles, havia a história de uma garota que se apaixonava por um vampiro. Não sou formada em medicina e pouco posso falar sobre o funcionamento do cérebro, mas afirmo que, naquele instante, algo faiscou nos meus neurônios. Eu queria mergulhar naquele enredo. Não apenas naquele, mas em todos os outros que encontrei pelo caminho. Devorei palavra após palavra sobre reinos imaginários, poderes mágicos e seres místicos.
Foi por causa desse primeiro livro de fantasia que, hoje, aos 29 anos, tornei-me uma autora publicada tradicionalmente, a mais vendida da editora e rodeada de milhares de leitores que desejam saber mais sobre esse universo. Para mim, a magia da fantasia jovem está em trabalhar questões cotidianas nas quais muitos leitores podem se reconhecer, ao mesmo tempo em que amplia debates importantes da sociedade. Além disso, permite utilizar elementos fantásticos para transportá-los a realidades que os inspirem e despertem o interesse por continuar no mundo da literatura. A adolescência, de fato, é uma fase complicada, mas, com a ajuda das páginas de um livro, fica mais fácil enfrentar os medos que um coração jovem pode sentir. Reconhecendo a importância que minhas palavras e personagens têm sobre esses corações, continuarei escrevendo para eles — assim como, um dia, outra autora escreveu para mim.

POR THIAGO MASSICANO
Apromulgação da Lei Complementar 225/2026, que institui o Estatuto Nacional do Devedor Contumaz, representa um marco na forma de tratar a inadimplência tributária. Até então, a falta de pagamento de tributos era vista como opção de fluxo de caixa ou efeito de crises de mercado. Agora, a legislação distingue o devedor eventual — aquele impactado por dificuldades econômicas — do devedor contumaz, que faz do calote tributário um modelo de negócio para obter vantagens competitivas. Para ser enquadrada como contumaz, a empresa deve acumular débitos superiores a R$ 15 milhões além de seu patrimônio conhecido, com indícios de dolo, fraude ou simulação. Isso torna o risco fiscal objetivo e quantificável e impõe um passivo oculto imediato: eventuais quedas no valor dos ativos podem disparar o critério de insolvência tributária e levar a uma intervenção rígida do Fisco, com riscos de paralisação operacional.
Nesse cenário, aguardar a autuação para reagir com defesa jurídica tornou-se estratégia de altíssimo risco. É indispensável migrar do contencioso tributário reativo para a consultoria preventiva, adotando auditorias patrimoniais trimestrais, assegurando que a contabilidade re-
flita o valor real dos ativos e evitando que uma “insolvência técnica” aparente legitime medidas fiscais duras. Outro ponto é a elaboração de um dossiê de boa-fé, com atas de diretoria e relatórios de gestão que comprovem que eventual inadimplência decorre de fatores externos — crises setoriais, perda de contratos etc. — e não de prática predatória, afastando a presunção de dolo, além da governança reforçada sobre estrutura societária e movimentações patrimoniais, demonstrando propósito negocial em qualquer reorganização ou blindagem de ativos, a fim de evitar interpretações fiscais de ocultação de bens ou uso de “laranjas”.
O Brasil adota tecnologia avançada para cruzar dados financeiros em tempo real, tornando a conformidade ética e o controle patrimonial não mais diferenciais, mas pilares da sobrevivência e continuidade de qualquer empresa. A sanção máxima — cancelamento de CNPJ — equivale, na prática, à “pena de morte” para a pessoa jurídica, o que exige postura proativa na gestão fiscal e de riscos.
Thiago Massicano, especialista em Direito Empresarial e do Consumidor, sócio-presidente da Massicano Advogados e presidente reeleito da OAB Subseção Tatuapé. Acompanhe outras informações sobre o Direito Empresarial e do Consumidor no site www.massicano.adv. br, que é atualizado semanalmente.



POR DIMAS RAMALHO
Estima-se que o prejuízo tenha ultrapassado R$ 6,3 bilhões, envolvendo descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS, afetando nada menos que 4 milhões de segurados.
Gravíssimo, o episódio não apenas evidenciou a fragilidade dos mecanismos institucionais de controle, como também acendeu um alerta inadiável: é preciso continuar aperfeiçoando o papel dos órgãos de fiscalização, inclusive dos Tribunais de Contas.
Em um cenário marcado pela crescente sofisticação dos esquemas de desvio de recursos públicos, o controle precisa ir além de seu modelo tradicional – pautado por análises formais e reativas de documentos e atos – e adotar uma postura mais proativa e estratégica. É crucial identificar os problemas em sua origem, antes que os danos se concretizem.
Os Tribunais de Contas possuem respaldo legal e institucional para assumir protagonismo nesse processo. A Constituição Federal lhes confere competências amplas, que incluem varia-
dos tipos de auditorias. Quando bem planejadas e executadas, essas ações podem se tornar a linha de frente na prevenção de desvios e no fortalecimento da integridade da gestão pública.
O escândalo do INSS não pode ser visto apenas como mais um episódio da crônica brasileira de corrupção sistêmica. Trata-se de um alerta contundente sobre falhas estruturais nos controles interno e externo – falhas que podem, e devem, ser corrigidas. Os Tribunais de Contas, como guardiões constitucionais da boa governança, detêm os instrumentos técnicos e legais para liderar essa transformação. Nessa perspectiva, o controle externo vai além da fiscalização para se tornar um mecanismo dinâmico de aprimoramento da gestão pública, com capacidade de mapear riscos, antecipar irregularidades e intervir antes que o malfeito se consolide.
Quando o controle falha, a desonestidade floresce; mas quando atua com firmeza, inteligência e articulação, ele se converte na principal fortaleza contra a captura e a degradação do Estado.
Dimas Ramalho é conselheiro-corregedor do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo
OConselho Gestor do Programa de Parcerias Público-Privadas aprovou a inclusão do projeto Trem de Guarulhos-Expresso Aeroporto da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) no sistema de PPPs. A iniciativa deverá também permitir o aprofundamento dos estudos para a realização do empreendimento, principalmente os de viabilidade econômico-financeira. O expresso ligará o Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos Governa-
dor André Franco Montoro, que fica no bairro de Cumbica, em Guarulhos, ao centro de São Paulo, aproveitando em grande parte a faixa ferroviária. VELOCIDADE DE 100 KM O serviço será implementado numa nova via exclusiva, com tempo de viagem estimado em 20 minutos em 31 km de extensão, que possibilitará o desenvolvimento de velocidade comercial superior a 100 km/h, muito competitiva se comparada a de outros meios de transporte.

DA REDAÇÃO
APrefeitura de São
Paulo, por meio da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), assumiu oficialmente a posse da área do futuro Parque da Vila Ema, com mais de 17 mil m². O terreno, que há anos era reivindicado pela população para a implantação de uma nova área verde, foi desapropriado pelo município pelo valor aproximado de R$7 milhões, viabilizando a destinação do espaço para uso público e ambiental. De relevante importância ambiental, a área abriga extensos bosques com espécies nativas da Mata Atlântica e da fauna brasileira. O novo parque está inse-
rido em uma área classificada como Zona Especial de Preservação Ambiental (ZEPAM) e integra o Plano Municipal da Mata Atlântica (PMMA). No local, já foram registradas 42 espécies de animais, incluindo as que foram enquadradas nas categorias “ameaçada de extinção” e “quase ameaçada”. Entre os destaques da fauna estão o tucano-de-bico-verde e o periquito-rico, ambas endêmicas da Mata Atlântica. O parque abriga 126 espécies de plantas vasculares distribuídas em um perímetro marcado pela predominância de bosques heterogêneos, áreas com potencial para adensamento arbóreo e que formam pontos de conexão para futuros ou atuais corre-
dores ecológicos. Essas áreas também podem atuar como viveiros naturais, favorecendo o desenvolvimento de espécies que dependem de algum grau de sombreamento.
O bairro Vila Ema tem origem em 1891 e recebeu esse nome em homenagem a Emma Nothmann, esposa de Victor Nothmann. Até os dias atuais, a comunidade local preserva a presença de descendentes e fortes influências da cultura alemã. O terreno que antes abrigava uma antiga chácara de imigrantes alemães, nos próximos anos irá receber milhões de reais em investimento para a criação do novo parque.







DA REDAÇÃO

ASecretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans prepararam uma operação especial para garantir o deslocamento do folião paulistano durante o Carnaval 2026. Para isso, irá ativar duas linhas que ligarão o Sambódromo a estações de Metrô, facilitando a locomoção do público dos desfiles. A linha irá operar nos próximos dias 13, 14, 15 e 21. Para as pessoas com mobilidade reduzida, vans do Atende+ irão operar durante os dias de apresentação das escolas de samba. As duas linhas terão tarifa de R$ 5,30 e aceitam Bilhete Único, inclusive com direito à integração. Entre 0h e 23h59
de domingo as viagens são gratuitas no âmbito do Domingão Tarifa Zero em todos os ônibus municipais.
BLOCOS DE RUA
A SPTrans também irá atuar nos três fins de semana dos dias 8, 14 e 15 e 21 e 22, quando haverá desfiles de blocos carnavalescos em todas as regiões da cidade, visando garantir a operação dos ônibus da cidade e a chegada dos foliões aos locais de festa. Técnicos da SPTrans estarão nas ruas durante todo o período de desfiles, monitorando as linhas e orientando motoristas e passageiros. O passageiro poderá acompanhas as linhas e trajetos alternativos ao longo de todo o Carnaval, além dos fins de semana pré e pós-Carnaval em um site especial criado para a data, que
já está disponível desde quarta-feira, dia 4, no endereço www. sptrans.com.br/carnaval.
LINHAS PAULISTAR
Devido à grande concentração de blocos de rua nas regiões que compõem os itinerários das linhas Paulistar, elas irão retornar à operação no dia 1º de março. O serviço, que conta com 100% de aprovação dos usuários, retornará à sua operação normal no final de semana seguinte ao término dos desfiles de rua, já que grande parte dos trajetos dos blocos se sobrepõem ao caminho das linhas. Para todas as demais linhas da cidade, o passageiro pode viajar tranquilo, pois a gratuidade do Domingão Tarifa Zero segue normalmente nos domingos de carnaval, dias 8, 15 e 22.

Benício, paciente do GRAACC


































DA REDAÇÃO

APrefeitura de São Paulo assumiu o compromisso com o desenvolvimento sustentável da cidade, e em parceria com Viva Terra, realiza a coleta de óleo de cozinha com pontos de coleta distribuídos por equipamentos de segurança alimentar da cidade. O intuito da ação é evitar o descarte indevido deste produto, reduzir os efeitos da crise climática, diminuir o impacto de contaminação de água e solo. Além de contribuir com todas as questões ambientais, para cada litro de óleo doado, o munícipe têm direito a receber uma barra de sabão feita com o próprio óleo. A Prefeitura coletou 18,3 toneladas de óleo usado, resultando em 21,5 mil barras de sabão doadas.
DESTINAÇÃO CORRETA
Sem a destinação correta um litro de óleo pode contaminar cerca de 25 mil litros de água e emitir, durante o seu processo de decomposição, três quilos de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera. Com o óleo reciclado pela Prefeitura 501 milhões de litros de água foram preservados, o que equivale a 200 piscinas olímpicas; 54,9 toneladas de dióxido de carbono (CO₂) não foram emitidos na atmosfera, os equivalentes a 154 veículos populares fora de circulação por um mês. Para doar, os interessados devem armazenar o óleo usado em garrafas, e entregar em pontos de coleta, que estão localizados nos equipamentos da Secretaria Executiva de Segurança Alimentar e Nu-
tricional e de Abastecimento (SESANA), como mercados e sacolões municipais, Armazéns Solidários e as 65 unidades do Rede Cozinha Escola (em fase de implantação).
ONDE DOAR NA ZONA LESTE?
Mercado Municipal Antonio Meneghini (Vila Formosa). Praça das Canarias, S/Nº, Vila Formosa; Mercado Municipal Dr. Américo Sugai (São Miguel). Avenida/. Marechal Tito, 567. Mercado Municipal Leonor Quadros (Guaianases). Praça Pres. Getúlio Vargas, S/Nº Guaianases; Mercado Municipal de Sapopemba. Avenida Sapopemba, 7.911; e Mercado Municipal Senador Emydio de Barros (Penha). Avenida Gabriela Mistral, 160.

Vencedor do Prêmio Bibi
Ferreira de Melhor Ator de 2022 pelo monólogo “Simplesmente Clô”, Eduardo Martini retorna ao icônico personagem em “Clô, pra sempre”, espetáculo que revisita a vida e a obra do estilista e apresentador de televisão Clodovil Hernandes (1937–2009).
A curta temporada vai até o dia 1º de março, no Teatro UOL. Os ingressos estão disponíveis no site e na bilheteria do teatro.
Figura tão admirada quanto controversa, Clodovil é retratado em toda a sua complexidade. “O Clodovil era tão amado quanto odiado pelas pessoas, não tinha meio-termo. E nós não fugimos de nada disso. A ideia é mostrar essa persona tão rica e contraditória sem jamais defender ou julgar. Ele não gostaria disso”, afirma Martini, que conviveu com o estilista e nutria, há anos, o desejo de homenageá-lo nos palcos.

No monólogo, Clodovil expõe pensamentos e episódios marcantes de sua trajetória


No monólogo, Clodovil expõe pensamentos e episódios marcantes de sua trajetória, revelando as origens de suas inspirações criativas e revisitando mais de 40 anos de vida pública. Moda, televisão, amizades, família, seu único amor e a experiência como deputado federal se entrelaçam ao relato íntimo de uma infância e adolescência difíceis, marcadas pela solidão. Sem filtros, o personagem compartilha lembranças duras e explica os motivos que o levaram a ser uma criança introspectiva e sem amigos.
SERVIÇO
“Clô, pra sempre” - Sábados, às 18h, e domingos, às 20h. Teatro Uol - Shopping Pátio Higienópolis - Av. Higienópolis, 618 - Terraço - tel.: (11) 38232323 . Duração: 60 minutos. Censura: 10 anos. Ingressos: de R$ 60 a R$ 150. Vendas online: www. teatrouol.com.br

Esteban Serran funciona como uma espécie de freio emocional dentro de um universo movido a ego, exposição e urgência em “Coração Acelerado”. Personal stylist da influenciadora Naiane Sampaio Amaral, o personagem interpretado por Diego Martins na novela das 19h da Globo ocupa um lugar de destaque no clã dos Amaral: o de quem enxerga além da pose e tenta sustentar uma convivência possível, sem abdicar da própria integridade. “Esteban é um cara muito trabalhador, sonhador e correto”, define o ator, ao explicar por que o estilista quase sempre se torna o primeiro a reagir, de fato, aos excessos do cotidiano da patricinha.
A relação com Naiane é construída nesse atrito constante entre a amizade e o limite. Diego aponta que o Esteban não é apenas mais um integrante do staff: o rapaz é alguém que tenta reposicionar a jovem quando ela ultrapassa a linha do aceitável. “Acho que ele fica tentando puxar a Naiane de volta para a terra”, brinca. O conflito, no entanto, não elimina a lealdade. “Ele ama muito essa garota”, completa, ao traduzir a ambiguidade que dá profundidade à dinâmica da dupla.
Esse jogo ganha outra dimensão quando Laurinha entra como elo de equilíbrio e intimidade, formando com Esteban e Naiane um núcleo em que afeto e caos parecem caminhar juntos. Para Diego, a sensação de proximidade não nasce apenas do texto: foi criada nos bastidores e virou um recurso narrativo visível. “Os três passam uma intimidade que a gente também estabeleceu fora das gravações e que se reflete em cena. Isso faz muita diferença”, observa, valorizando um entrosamento que sustenta o trio mesmo quando a convivência descamba para o exagero.
Naiane, então, se destaca por um tipo específico de magnetismo que provoca repulsa, mas também identificação. Diego chama atenção para o carisma da personagem, capaz de tornar a experiência do público mais contraditória do que o rótulo de vilã costuma permitir. “É muito doido, porque a Naiane está nesse lugar de vilã e, ao mesmo tempo, é uma pessoa muito carismática. Ela é esse tipo de vilã que não tem como a gente não gostar”, avalia. E vai além ao descrever a rea-

ção quase involuntária que a personagem desperta. “Ela faz a gente pensar: “meu Deus, não acredito que vou torcer por essa peste, que gosto dela”, diz, aos risos. “Coração Acelerado” – Globo – Segunda a sábado, na faixa das 19h. Reprise alternativa na madrugada
A instabilidade de tons faz o trio funcionar como uma espécie de núcleo curinga, capaz de transitar entre a comédia e a crueldade social. Ou seja, uma espécie de laboratório de registros den-
tro de “Coração Acelerado”. “Existe uma paixão entre aqueles três. Às vezes, são trapalhões; em outras, são uns amores; mas também podem virar as meninas malvadas”, enumera.
























































