Diante da possibilidade da extrema direita chegar ao governo do RS e da necessidade de derrotar o projeto neoliberal e suas medidas de austeridade, o PSOL RS, reivindicando acordos programáticos mínimos, define por participar da frente política que está se formando para disputar as eleições do Rio Grande do Sul, composta por PDT, PT, PCdoB, PV, PSB, PSOL e Rede Sustentabilidade, mantendo sua independência política frente a um eventual governo.
A decisão parte do entendimento comum de que a tarefa prioritária do PSOL, neste momento, é o combate à extrema direita em todas as esferas. Por isso, no plano nacional, nosso partido e nossa militância estão comprometidos com a reeleição do presidente Lula, sem abrir mão da nossa independência. Nossa decisão também leva em conta a necessidade de evitar um segundo turno entre o neoliberalismo puro, representado pelo candidato da situação, Gabriel Souza, e a extrema direita e o bolsonarismo, representados por Luciano Zucco. Da mesma forma, também entendemos como fundamental a eleição de Manuela D’Ávila ao Senado, que se destaca em primeiro lugar nas pesquisas, e sustentamos a importância de eleger uma senadora comprometida com o programa do PSOL, com a luta pelas liberdades democráticas, os direitos das mulheres e o combate às desigualdades.
Neste sentido, entendemos que a chapa majoritária encabeçada por Juliana Brizola e Edegar Pretto, com Manuela D´Ávila e Paulo Pimenta para o senado, precisa ter um marco programático mínimo comum para a disputa eleitoral. A seguir, elencamos para debate os pontos que constituem, do ponto de vista do PSOL, um compromisso programático mínimo para que possamos enfrentar conjuntamente o processo eleitoral:
1. Luta pela revisão da dívida do Estado e Orçamento Participativo
Luta pela revisão da dívida do Estado junto ao governo federal para recuperação da capacidade de investimento no orçamento estadual. Criar mecanismos democráticos