





CONTRIBUIÇÕES DOS PAINÉS DA MANHÃ DO DIA 21/07 PARA UMA
PORTO ALEGRE MAIS RESILIENTE E PREPARADA PARA AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS PELA INOVAÇÃO
As mudanças climáticas são um dos maiores desafios da atualidade e exigem das cidades capacidade contínua de prevenção, adaptação e resposta. Os eventos extremos que atingiram Porto Alegre e o Rio Grande do Sul reforçaram a necessidade de ampliar a resiliência urbana por meio da atuação integrada entre poder público, setor privado, academia, sociedade civil e comunidades.
Resultado das reflexões da Semana de Ação Climática de Porto Alegre, esta Carta propõe diretrizes para uma agenda permanente de adaptação e resiliência climática, voltada àproteçãodaspessoas,àreduçãodasvulnerabilidadeseàincorporaçãoda ciência, dosdados e da inovação nas decisões públicas e privadas.
Almejamos uma Porto Alegre capaz de antecipar riscos, proteger vidas e territórios e responder de forma coordenada aos desafios climáticos. Para isso, orientam esta Carta os princípiosdaproteçãodaspessoasereduçãodasvulnerabilidades;prevençãoeplanejamento delongoprazo;cooperaçãoentreosdiversossetoresdasociedade;usodaciênciaedosdados para a tomada de decisão; e promoção da inovação.
Nesse sentido, recomendamos:
• Fortalecer a governança climática, com mecanismos permanentes de coordenação, participação social e integração entre mitigação, adaptação e gestão de riscos, inclusive por meio de estratégias regionais para desafios que ultrapassam os limites municipais.
• Ampliar o financiamento e a capacidade de elaboração e execução de projetos, articulando recursos públicos e privados e promovendo cooperação entre municípios, instituições financeiras e organizações especializadas.
• Qualificar a preparação e a resposta a crises, com formação continuada de agentes públicos e lideranças comunitárias e incorporação das lições aprendidas com eventos extremos.
• Promover planejamento urbano, infraestrutura e reconstrução resilientes, incorporando riscos climáticos aos instrumentos de planejamento e priorizando soluções integradas em drenagem, saneamento, gestão da água e resíduos.
• Fortalecer a educação climática e o engajamento comunitário, integrando prevenção, gestão de riscos e resiliência às políticas educacionais e às iniciativas locais.
• Consolidar sistemas de dados, monitoramento, ciência e inovação, ampliando a articulação entre governo, universidades, centros de pesquisa e setor privado para orientar decisões e desenvolver soluções efetivas.






• Considerar o custo da inação nas decisões de investimento, reconhecendo a adaptação climática como investimento estratégico para a proteção da sociedade e o desenvolvimento sustentável.
• Aprimorar os mecanismos de resposta a emergências e calamidades, garantindo maior agilidade na mobilização de recursos, sem prejuízo da transparência e do controle público.
As contribuições desta Carta devem orientar políticas, programas, projetos e investimentos voltados à prevenção, adaptação e resiliência climática, acompanhados de transparência, monitoramento e avaliação de resultados. Para isso, é essencial superar a fragmentação institucional e adotar uma abordagem integrada que conecte governança, ciência, planejamento, financiamento e execução.
Os desafios climáticos exigem ação imediata e compromisso permanente. Esta Carta éum chamadoà responsabilidade compartilhadapara transformar conhecimentoemdecisão, planejamento em ação e inovação em soluções concretas, contribuindo para uma Porto Alegre mais segura, sustentável, inclusiva e resiliente.
Porto Alegre/RS, 21 de julho de 2026.