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Galeria São Mamede - ArtMadrid

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ANA PAIS OLIVEIRA CAMILLE BONNEAU CATARINA PATRÍCIO FERNANDO GASPAR GIL MAIA ILÍDIO CANDJA CANDJA MANUELA CASTRO MARTINS PAULO NEVES SUSANA CHASSE VITOR RIBEIRO SÃOMAMEDE GALERIA DE ARTE


ANA PAIS OLIVEIRA CAMILLE BONNEAU CATARINA PATRÍCIO FERNANDO GASPAR GIL MAIA ILÍDIO CANDJA CANDJA MANUELA CASTRO MARTINS PAULO NEVES SUSANA CHASSE VITOR RIBEIRO SÃOMAMEDE GALERIA DE ARTE


A GALERIA A Galeria São Mamede é uma galeria histórica, fundada nos anos 60, e uma das primeiras galerias de arte em Portugal. Ao longo da sua história promoveu e expôs obras dos artistas mais notáveis portugueses, como Vieira da Silva, Paula Rego, Almada Negreiros ou Nadir Afonso, bem como de vários artistas contemporâneos e emergentes. A Galeria está localizada no Príncipe Real, no centro de Lisboa, num edifício nobre. Com várias salas, permite uma programação dinâmica bem como uma coleção de acervo sempre presente.

NOVO ESPAÇO No final de 2018 a Galeria inaugurou um novo espaço expositivo na Rua Maestro Pedro Freitas Branco, nº 11A/B a 50 metros das instalações originais, mesmo “ao virar da esquina”. Trata-se de um espaço muito amplo e moderno dividido por dois pisos com cerca de 500m2, onde são apresentadas diversas propostas artísticas mais contemporâneas. Este novo espaço representa a aposta continua em artistas emergentes. De facto, a Galeria São Mamede continua a ser um espaço para novos talentos mostrarem o seu trabalho, sem nunca deixar de apresentar vários trabalhos modernos. A missão da galeria é inovar e avançar, assente na certeza de que o passado, e a história, são uma enorme fonte de inspiração. E é desta forma que a galeria continua a ser uma referência do mundo da arte em Portugal.


O INÍCIO A Galeria São Mamede foi fundada por Francisco Pereira Coutinho, antiquário que alargou o negócio à arte moderna e contemporânea, em 1968. Situada na Rua da Escola Politécnica, a Galeria adotou o nome da praça e da Igreja de São Mamede localizada na imediata proximidade. Ocupa o r/c e a cave, uma singular área expositiva de grande nobreza pelos tetos abobadados forrados a tijolo burro e chão coberto de pedra, no antigo Palácio AlagoaCruz Alagoa, um edifício pombalino brasonado construído a seguir ao Terramoto de 1755.

FOCADA NA ARTE PORTUGUESA A galeria desde o seu começo definiu como principal missão promover arte moderna e contemporânea, com um foco essencial em artistas de relevo portugueses, bem como em jovens talentos e artistas emergentes. De facto, a programação dinâmica da galeria sempre procurou precisamente apresentar as obras de artistas importantes tais como Jorge Barradas, Almada Negreiros, Maria Helena Vieira da Silva, Júlio dos Reis Pereira, Carlos Botelho e Nadir Afonso, com artistas que no seu início de carreira apresentaram o seu trabalho na galeria, nomeadamente Manuel Cargaleiro, Paula Rego, Helena Almeida, Mário Botas entre tantos outros. Adicionalmente, a Galeria São Mamede apostou em mostrar os trabalhos de artistas de relevo internacional tais como Serge Poliakoff, Henri Michaux e o grupo CoBrA.


A CASA DO SURREALISMO PORTUGUÊS A Galeria São Mamede esteve na linha da frente do movimento surrealista em Portugal. Juntamente com Francisco Pereira Coutinho, a pessoa que liderou esta inovadora corrente foi Cruzeiro Seixas. O renomado artista surrealista trabalhou na galeria de 1969 a 1974 como consultor e convidou Mário Cesariny, António Areal, Carlos Calvet, Eurico Gonçalves, Raúl Perez, Moniz Pereira, D’Assumpção e Jorge Vieira a expor os seus trabalhos na Galeria São Mamede. Todos estes nomes pertencem a ilustres artistas que foram parte da estética surrealista. Anos mais tarde, em 1994, foi também na galeria São Mamede que foi organizada a primeira exposição retrospetiva do Surrealismo em Portugal.

UMA REFERÊNCIA NA ARTE PORTUGUESA Ao longo das décadas vários artistas ligados à Galeria São Mamede, tais como Mário Cesariny, Cruzeiro Seixas, Júlio dos Reis Pereira e Jorge Vieira, viram a sua obra homenageada em várias exposições realizadas na galeria. Outros artistas relevantes, que nunca tinham exposto na galeria, como João Vieira, Noronha da Costa e Risques Pereira, também tiveram obras suas na São Mamede. O papel editorial que promove desde o período inicial é também relevante, com a publicação de catálogos de exposições próprias, convidando a prefaciá-los escritores, poetas, historiadores de arte, críticos de arte e artistas. Desde 2001 que a Galeria de Arte São Mamede é dirigida por Francisco Pereira Coutinho filho, que a adquiriu a seu pai. Adotou uma estratégia de continuidade, conciliando, num programa dinâmico, a promoção de artistas modernos, valores seguros e característicos da história da Galeria, com outros mais jovens, maioritariamente portugueses. Com uma atividade regular desde há cinquenta anos, e frequentada por uma elite literária e política, a Galeria constitui uma referência para artistas, críticos, colecionadores e para pessoas do mundo da arte ou comprometidas com a cultura portuguesa.


CAMILLE BONNEAU O trabalho de Camille Bonneau, resultante do seu fascínio pela representação espacial, confronta uma realidade física e tangível com uma dimensão sensível ao espaço. Através da sobreposição de linhas e signos a artista evoca grandes estruturas entrelaçadas com formas explosivas e circulares que exploram a relação entre estruturas criadas pelo homem, em paralelo com uma dimensão mais metafisica e natural. É também através dos seus desenhos que Camille cria a sua pesquisa traduzindo a experiência e emoções relacionadas com cada lugar que representa. O trabalho de Camille Bonneau apresenta um surpreendente equilíbrio entre rigidez e fluidez, com uma grelha sempre presente que cria um espaço e com a presença de elementos naturais que nos convidam a entrar nos seus desenhos. A escolha de cores é suave, com certos apontamentos subtis que continuamos a descobrir à medida que continuamos a olhar.

Suspended Garden #4 | Técnica mista sb Papel | 70x50cm |2020

Bio: Camille Bonneau, n. 1984 em Paris, França, mestre em arquitetura pela the Ecole Nationale Supérieure d’Architecture de Paris Belleville. Também concluiu o mestrado em desenho em 2018 na Universidade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Camille Bonneau começou a participar em exposições coletivas em 2017, tendo realizado a sua primeira exposição individual em 2020 na Galeria São Mamede em Lisboa.

Avoriaz | Técnica mista sb Papel | 102x143cm | 2020


New York | Técnica mista sb Papel | 140x140cm | 2020


CATARINA PATRÍCIO No trabalho de Catarina Patrício encontramos construções de novos mundos a partir de recortes e coleções de imagens da própria artista. Os seus desenhos, muito subtis, transportam-nos para um imaginário, com mensagens por vezes inquietantes, e quase sempre, com impercetíveis contrastes que nos convidam a parar. Na sua mais recente exposição, a apropriação de conhecidas cenas de filmes de cinema, imagens que se tornaram quase universais, são quebradas pela surpresa. E é neste momento que somos, enquanto espectadores, convidados ao olhar verdadeiro, da imagem que achávamos que conhecíamos. A técnica de Catarina Patrício também merece ser referida, já que com a sua qualidade realista, não perde a expressão, e sobretudo, a perceção do gesto que sempre acompanha o desenho. Sente-se o ritmo do traço, a força e a subtileza, com um material que nem sempre tem o destaque que merece – carvão e grafite, com a ocasional introdução de cor.

Fonte | Grafite e Carvão sb Papel | 152x129cm | 2022

Bio:

Catarina Patrício, n. 1980 em Lisboa. Licenciada em Pintura pela faculdade de Belas-Artes de Lisboa em 2003, conclui também o Mestrado em Antropologia dos Movimentos Sociais na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde se Doutorou em 2014 em Ciências da Comunicação, com uma investigação financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia. Atualmente desenvolve um programa de trabalhos em teoria e prática das artes, financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, e é professora na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT). A sua obra está representada em diversas coleções particulares em Portugal e no estrangeiro. Expõe na Galeria São Mamede desde 2014.

O Sacrifício | Grafite e Carvão sb Papel | 70x100cm | 2022


Paraíso perdido | Grafite e Carvão sb Papel | 70x100cm | 2022


FERNANDO GASPAR Existe no trabalho de Fernando Gaspar uma gestualidade inegável. Em primeira instância é esta relação com o corpo, com o corpo que cria e com o corpo que observa, que imediatamente capta a nossa atenção. Há uma rigidez nas formas e nas manchas equilibrada pela intencional permissão da liberdade dos materiais. A tinta que escorre livre e propositadamente e que quebra por completo a rigidez da forma. O contraste da cor com a ausência da mesma, sem que essa ausência se sinta, visto que o gesto, que a ação, continua sempre presente. Este equilíbrio cromático que permite que as cores que Gaspar escolhe vibrem. O trabalho de Fernando Gaspar vive no equilíbrio destes contrastes. Uma explosão contida no gesto, na cor, na escala e nas camadas.

Bio:

Fernando Gaspar n.1966 Portugal. Artista visual, autodidata. Iniciou o seu percurso pelo desenho e prática da aguarela. Inteiramente dedicado à atividade desde 1986, tem no seu percurso alguns prémios nacionais, participações coletivas e mais de 50 exposições individuais em Portugal e no estrangeiro, sendo também representado numa galeria nos Estados Unidos. Expõe na Galeria São Mamede desde 2015. Ao longo destes 30 anos, tendo como prática a constante renovação de suportes, materiais e técnicas, a plasticidade do seu trabalho tem evoluído no sentido de uma abordagem crescentemente reflexiva e contemporânea.

Cada Lugar II #5 | Acrílico sb Tela |137x112cm | 2022


Heterotopia #1 | Acrílico sb Tela | 170x200cm | 2020


GIL MAIA O trabalho de Gil Maia é profundamente delicado. A sua obra, que remete para construções imaginárias do próprio artista, cria espaços sem perder as suas qualidades abstratas que permitem inúmeras interpretações. A sua obra tem uma técnica marcante, e muito distinta, onde se sente um cuidado e um tempo muito próprio. As manchas, apesar de se sentirem muito intencionais, suavizam algumas estruturas mais geométricas que criam estes espaços. As cores de Gil Maia são tipicamente suaves e agradáveis, e sente-se sempre um espaço vazio de onde surgem as manchas. No seu trabalho em que ele fala de desconstrução, sentimos muitas vezes o oposto. Uma construção, um continuo trabalho de introdução ponderada de elementos que criam o espaço. Esta construção só se sente pela desconstrução. Desconstrução do conhecido para introduzir um novo olhar, desconstrução do excesso para dar espaço ao que fica.

Série Quase Lugar | Óleo sb Tela | 70x107cm | 2022

Bio:

Gil Maia, n.1974, Maia, Portugal. É Licenciado em Artes Plásticas Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. O artista expõe regularmente em exposições individuais e coletivas desde 1997, tendo já recebido vários prémios relevantes. A sua obra está presente em diversas coleções privadas e publicas de onde se destaca a coleção do BPN, José Lima e Museu da Cidade de Stª Maria da feira entre outras. Expõe na Galeria São Mamede desde 2007.

Série Quase Lugar | Óleo sb Tela | 110x175cm | 2022


Série Quase Lugar | Óleo sb Tela | 140x190cm | 2022


PAULO NEVES A obra de Paulo Neves, para muitos já dispensa apresentação. Com uma larga carreira, as suas peças têm o seu cunho, evidente para quem conhece o seu trabalho, sem por isso deixarem de demonstrar uma busca e um caminho de descoberta. Trabalha maioritariamente com madeira. Matéria orgânica, quente e que nos aproxima. No entanto as suas esculturas, apesar do material que nos aproxima, apresentam-se como figuras, muitas vezes, solenes e com uma presença forte. São simultaneamente próximas e distantes, até na escala. Percorrendo as várias fases do percurso de Paulo Neves, é notório um trabalho contínuo em série. Trabalho que vive sozinho, mas que comove em grupo. Peças únicas de séries completas. Sente-se uma certa obsessão neste processo que marca o seu trabalho. E nessa procura incessante vai sempre descobrindo novos caminhos, sem perder a sua linguagem.

Bio:

Paulo Neves, n. 1959 nascido em Cucujães, revelaria a sua maturidade artística durante a década de 90 do séc. XX, afirmando-se hoje como um escultor internacional de referência nacional incontornável. Com peças em diversas colecções portuguesas, Paulo Neves está também representado nos Estados Unidos, França, Espanha, Brasil, Holanda, Bélgica, Roménia, Austrália, Marrocos e Alemanha. Embora tenha frequentado a Escola de Belas Artes do Porto, a sua aprendizagem é, na tradição moderna europeia, exclusivamente autodidacta. A expressão morfológica das suas peças apela ao expressionismo e ao barroco, embora a sua linguagem pareça totalmente original, construída à margem dos movimentos e tendências estéticas do seu tempo. Expõe na Galeria São Mamede desde 2015.

Floresta I e II | Carvalho gravado a fogo | I:235x74x74cm + II:230x130x120cm |2022


O Caminho dos Santos | Madeira de cedro | A:165x30x45cm + B:210x30x45cm + C:250x30x45cm | 2022


SUSANA CHASSE A artista explora na sua obra o desenho enquanto reflexão sobre a concepção do nada, sobre a matéria abstrata que compõe o corpo dos momentos entre momentos. A série Empty traduz o processo pelo qual o pensamento percorre o universo invisível, entre padrões, formas e linhas repetidos, para que surja assim o visível. A sua relação é aquela que ali vive, a pura concretização de encontros improváveis. Contemplação interior primordial, sem nome, desenhada pelo que se representa e por quem a patenteia.

In Between #04 | Técnica mista sb MDF | 130x120cm | 2022

Bio:

Susana Chasse, n. 1972, em Lisboa. Mestre sob o tema “Desenho como Meditação. O Olhar que Contempla” no I.A.D.E. Frequentou o Curso de Desenho na Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA) em Lisboa (1990) e foi convidada em 1991 para ser assistente de Desenho. Desde 2007 é certificada pelo CCP e leciona Desenho de Modelo de Nu / Desenho Autor e Desenho como Meditação na NEXTART, em Lisboa. Como autora-artista, desde 1999, desenvolve o seu trabalho no desenho, pintura, instalação e escrita. Expõe regularmente desde 2005, individual e coletivamente, tendo já recebido vários prémios pelo seu trabalho. Expõe na Galeria São Mamede desde 2015.

In Between #03 | Técnica mista sb Tela | 100x100cm |2022


In Between #05 | Técnica mista sb MDF | 130x170cm | 2022


VITOR RIBEIRO Vitor Ribeiro’s Trees have something surprising about them. The stone, as a choice of material, and Brecha de Santo António in particular are an unexpected choice. When the main theme is also the source of one of the main sculpture raw materials - wood - that should be the clear preference. It is however with stone that Vitor Ribeiro captures the essence of trees. Their solemn presence and robust nature, the rooted spirit but maybe even more unsettling – their lightness. His trees are of an extraordinary lightness especially considering the weighted material that constructs them. Just like a Tree, his pieces live in this paradox of robustness and airiness, rooting and fluidity. It is in this capturing of the essence of something the moves most of us that Vitor Ribeiro’s works touches us.

Bio:

Vitor Ribeiro, b.1957 in Porto. Graduated from AR.CO in Lisbon in 1985. He has been developing his career since that date. Currently he lives and works in Mafra and he has exhibited his work regularly in both group and solo shows since 1981. Vitor Ribeiro has participated in several Symposiums throughout his career, including works in Évora, Oporto and Japan amongst other in his portfolio. He is also represented in numerous collections and has an extensive public art presence. Besides the places mentioned above his public work can also be seen in Aveiro, Braga, Leiria, Lisboa, Oeiras and Amsterdam to name a few. He has also won the first prize in the UNESCO International association for Plastic Arts. Vitor Ribeiro has been working with São Mamede Art Gallery since 2007.

Árvores Enamoradas | Brecha de Stº António | 70x30x20cm | 2016


Árvore dos dias de sol | Brecha de Stº António | 95x34x30cm | 2022

Eco da Natureza | Brecha de Stº António | 50x25x25cm | 2021


SÃOMAMEDE GALERIA DE ARTE

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www.saomamede.com galeria@saomamede.com

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