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RFE380 - setembro e outubro 2026

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Academias Forum Contamos-te tudo sobre o verão de centenas de estudantes com a Forum

Revista Forum Estudante | Set+Out’26 | Edição n.º 380 | Diretor: Gonçalo Gil · Distribuição gratuita nas escolas ou por assinatura com o custo de 1€/mês • 9 edições/ano

Gaming Sabias que Geralt of Rivia está de volta?

Cinema e TV Séries para aguardar até ao final do ano

Mosaico Quando a interculturalidade vai à Escola

10 jovens que estão a mudar o Mundo


3 | Forum Estudante | set+out’26 /Sumário

sumário

Revista Forum Estudante #380 // set+out de 2026 // e-mail: geral@forum.pt // www.forum.pt

06 Internet Segura 16 Gaming Entrevista a O regresso de Cristina Ponte The Witcher 3 Em conversa com a Forum, a coordenadora da equipa portuguesa do EU Kids Online fala sobre os riscos e ameaças digitais para jovens.

Tudo sobre o lançamento do remaster de The Witcher 3, que antecipa a chegada de uma nova expansão em 2027, com o regresso de Geralt of Rivia.

20 Saberes Jovens que estão a mudar o mundo

www.forum.pt Telefone 218 854 730 E-mail geral@forum.pt DIREÇÃO Gonçalo Gil goncalo.gil@forum.pt DESIGN Miguel Rocha miguel.rocha@forum.pt FOTOGRAFIA Fábio Rodrigues, Magnific REDAÇÃO Fábio Rodrigues - Editor fabio.rodrigues@forum.pt ASSINATURAS Paula Ribeiro Tel.: (218 854 730) pribeiro@forum.pt Anuidade: 10,00€

10 Mosaico Interculturalidade vai à Escola! O projeto Mosaico está de volta em 2026/2027 e convida todas as escolas portuguesas a realizar atividades de promoção da interculturalidade e da diversidade.

16 Cinema e TV Novas séries para este ano

PUBLICIDADE Félix Edgar felix.edgar@forum.pt COMUNICAÇÃO&DISTRIBUIÇÃO Vítor Silva vitor.silva@forum.pt IMPRESSÃO Jider Comunicación, S.L. C/ Paloma, 28 P.I.LOS Gallegos 28946-Fuenlabrada (Madrid) B84707041 Tiragem: 25 mil exemplares Propriedade e Edição de: Press Forum, Comunicação Social, Lda. Capital Social: 17000,00€ NIF: 502 981 512 Composição do Capital da Entidade Proprietária: Detentores de 5% ou mais do capital social: Rui Manuel Pereira Marques, Roberto Artur Da Luz Carneiro, Maria Francisca Castelo Branco de Assis Teixeira, Gonçalo Nuno Cavaca Gil, Félix Edgar Alves Pinéu Periodicidade: 9 edições/ano Depósito Legal n.º 510787/91 Nº ERC: 114179 Sede da Redação e do Editor Tv. das Pedras Negras, nº 1 - 4º 1100-404 Lisboa Tel.: 218 854 730 Estatuto Editorial Disponível em www.forum.pt

Gerência Rui Marques Gonçalo Gil Félix Pinéu

Conhece aqui as histórias de 10 jovens ativistas que procuram, todos os dias, tornar o planeta um lugar melhor.

14 Profissões 6 profissões para quem gosta de escrever

Sentes que a arte de criar e aperfeiçoar um texto é especialmente gratificante? Partilhamos contigo seis profissões que te garantem um futuro ligado à produção escrita.

Entre adaptações de clássicos da literatura, regressos ao universo Marvel, ficção científica e uma nova viagem a Hogwarts, estas quatro séries chegam acompanhadas por elencos de peso, grandes expectativas e, em alguns casos, bastante polémica.

24 Academias Forum Estudante Um verão de aventura

Centenas de estudantes participaram nas Academias Forum este verão. Fica a saber tudo aqui.

35 bp Segurança ao Segundo A voz de quem participa Falámos com participantes para saber tudo sobre como é fazer parte da missão de espalhar a mensagem da segurança nas estradas.


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4 | Forum Estudante | set+out’26 /Escolas

Já tens as datas na agenda? A próxima interrupção letiva é a do Natal, de 16 a 31 de dezembro. As aulas regressam a 4 de janeiro.

Escola Secundária de Castro Verde vence Prémio do Público do Apps for Good

430+

bibliotecas escolares estão a ser criadas em escolas do 1.º ciclo ao longo de 2026.

A Escola Secundária de Castro Verde foi a grande vencedora do Prémio do Público na final da 12.ª edição do Apps for Good, no Pavilhão do Conhecimento. A app “Easy Cook”, a mais votada online no site do CDI, sugere receitas simples, rápidas e sem anúncios a partir dos ingredientes que existem em casa, ajudando os jovens na cozinha e reduzindo o desperdício alimentar. Nesta edição participaram 188 escolas, 396 professores e 3.816 alunos. Pela primeira vez, o programa abriu-se ao Ensino Superior, com 9 instituições e 500 alunos.

A 22 de setembro, o troço em frente à Escola Infante D. Pedro, na Figueira da Foz, esteve pela primeira vez fechado ao trânsito durante toda a manhã. Promovida pelo grupo de cidadãos “O Peão Primeiro”, com o Município e a PSP, a iniciativa transformou a rua num espaço de convívio para alunos do 1.º ao 3.º ciclo, com circuitos de bicicletas e trotinetes, jogos tradicionais e pinturas a giz. A dinamização foi do Departamento de Expressões, com apoio de alunos do 11.º D de Desporto e do 11.º C de Animação Sociocultural. © site.aefigueiramar.pt

© planicie.pt

“A Rua é Tua”. Escola Infante D. Pedro celebra o Dia Europeu Sem Carros

50 mil

alunos que não tinham acesso a uma biblioteca escolar estão a ser abrangidos.

25%

© localnoticias.pt

dos alunos do 1.º ciclo (cerca de 90 mil crianças) frequentavam uma das 1 487 escolas sem biblioteca. Fonte: Ministério da Educação, Ciência e Inovação

Queres divulgar alguma atividade da tua escola? Envia-nos um e-mail para geral@forum.pt!

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Escolas da Ericeira e da Malveira arrancam com 30 novas salas As escolas básicas e secundárias António Bento Franco (Ericeira) e Prof. Armando de Lucena (Malveira) iniciaram o ano letivo com 15 salas novas cada, num total de 30. As obras de ampliação custaram 5.5 milhões de euros (2.7 na Ericeira e 2.8 na Malveira) e foram financiadas pelo PRR. As duas escolas tinham capacidade para 31 turmas, mas recebiam mais, num concelho onde a população cresceu 12,8% numa década. Está ainda prevista a construção deuma escola básica integrada em Mafra e de uma nova escola no Milharado, com 24 salas.

© funchalnoticias.net

Alunas do Jaime Moniz aprendem cidadania ecológica na Polónia Entre 21 e 25 de setembro, professoras e alunas da Escola Secundária Jaime Moniz, no Funchal, participaram numa mobilidade em Łódź, no âmbito do projeto Erasmus+ “Eco-Citizens for a Sustainable Europe”. A iniciativa reúne escolas da Grécia, da Polónia e de Portugal e promove a cidadania ecológica, a sustentabilidade e o intercâmbio cultural. As jovens conheceram a escola parceira, o VI Liceum Ogólnokształcące, e participaram em workshops, incluindo sessões de fotografia e vídeo aplicadas à educação ambiental. Visitaram ainda Varsóvia, onde estiveram no Gabinete de Ligação do Parlamento Europeu na Polónia, e Cracóvia.


5 | Forum Estudante | set+out’26 /Escolas

© alvorada.pt

Prémio Escola Mobility Hub distingue projetos de mobilidade sustentável

Lourinhã mobiliza escolas, pescadores e agentes locais na prevenção de riscos costeiros

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Durante o verão, o Município da Lourinhã promoveu ações de sensibilização dirigidas à comunidade escolar, à comunidade piscatória e aos agentes locais, com o objetivo de reforçar o conhecimento sobre a dinâmica do litoral e prevenir riscos associados à erosão costeira e à instabilidade das arribas. As iniciativas incluíram sessões para crianças da Atalaia sobre erosão e segurança costeira, uma ação para pescadores sobre a evolução da linha de costa e uma sensibilização na Praia de Peralta sobre os cuidados junto às arribas. As ações integram a candidatura “Arriba da Praia de Peralta - Minimização de riscos”.

A AMT – Autoridade da Mobilidade e dos Transportes anunciou os vencedores da 3.ª edição do Prémio Escola Mobility Hub, que recebeu 36 candidaturas. Em “Projetos em Movimento”, o 1.º prémio (7.500 euros) foi para “Paragem Viva”, do Agrupamento de Escolas Aver-o-Mar, na Póvoa de Varzim. Em “Projetos para o Futuro”, venceu “Camilo.Go: Cada Passo Conta”, da Escola Secundária Camilo Castelo Branco, em Vila Real, também com 7.500 euros. Os segundos prémios, de 5.000 euros, foram para “Bici Projetos” (Torres Novas) e “Transportes Inteligentes no Meio Rural” (Vila Flor).


6 | Forum Estudante | set+out’26 /Centro Internet Segura Publirreportagem

Centro Nacional de Cibersegurança PORTUGAL

«É MAIS DIFÍCIL ESTAR HOJE BEM ONLINE»

Cristina Ponte coordena a equipa portuguesa do EU Kids Online, uma plataforma europeia que investiga os riscos existentes no mundo digital para crianças e jovens. Em conversa com a FORUM, a investigadora partilha algumas das conclusões mais recentes apuradas por esta estrutura e reflete sobre os desafios e oportunidades que o mundo digital apresenta aos jovens portugueses: “Menos de metade [dos jovens] diz sentir-se bem e em segurança online” Em que consiste o EU Kids Online? Que presença tem em Portugal? O EU Kids Online é uma rede de investigadores europeus criada em 2006. Começou com 15 países, foi crescendo e, neste momento, envolve perto de 30 países europeus. Tem na agenda investigar os ambientes digitais onde estão a crescer as crianças, identificando os riscos e as oportunidades. Posso dar um exemplo. Quando a rede começou, em 2006, fizemos uma primeira distinção que é importante: o risco não é necessariamente o dano. Queremos conhecer as situações de risco e saber como é que as crianças e os jovens lidam com elas de maneira a não causar dano. No fundo, como podem ter competências para lidarem com essas situações que são difíceis e que sabemos que existem. Quais sente que são, hoje em dia, os principais riscos para os jovens no meio digital? Nos últimos sete, oito anos, a aceleração do mundo das plataformas digitais tem sido imensa. E existem riscos gerados pelos próprios utilizadores. Em Portugal, metade dos jovens diz que já recebeu mensagens de ódio pelo menos uma vez por mês. Existem também muitas teorias da conspiração, falsas informações que têm hoje uma grande visibilidade. O mundo da Internet está mais radicalizado do que estava há uma década. E isso traduz-se na própria perceção das crianças e jovens. Atualmente, menos de metade diz sentir-se bem e em segurança online.


www.internetsegura.pt

No relatório que publicaram recentemente [Novos usos, novos riscos? Direitos digitais de crianças e jovens], referem que, sempre que possível, estabelecem comparações com os dados de 2018. Nessa comparação, houve alguns dados que tenham surpreendido? Existe essa expressão do desconforto. É mais difícil estar hoje bem online do que era em 2018. Aumentou a percentagem dos que dizem que não se sentem seguros online. E isso incita a procurar perceber porquê: a pressão do scroll infinito, dos algoritmos, a forma como os ambientes digitais estão a “sugar” os nossos dados, as mensagens negativas... Depois, outro dado que aumentou é a questão do tempo excessivo e os jovens sentirem que os pais têm mais meios tecnológicos para os monitorizar. Sobre a inevitabilidade do risco, o mundo digital parece ser realmente inseparável do quotidiano. O impacto na saúde mental dos jovens é também um dos alvos das vossas investigações? Sim. Não existe uma fronteira entre o online e o offline. O que significa que estes jovens estão a crescer num contexto extremamente difícil de gerir – querer estar ligado aos outros implica uma exposição aos outros. E isso impõe uma grande pressão, nomeadamente nos jovens que têm mais vulnerabilidades e que vivem esta situação com grande desconforto. Não querem deixar de se ligar, mas, por outro lado, o estar ligado é desconfortável. Agora, é possível procurar capacitar. Trabalhar as competências de resiliência, de autoconfiança.

«O mundo da Internet está mais radicalizado do que estava há uma década (…) E isso traduzse na própria perceção das crianças e jovens» Nesse trabalho de capacitação, qual o caminho mais eficaz de chegar até aos jovens? Envolve muitas dimensões. Envolve compromisso das empresas tecnológicas. O negócio delas é manter as pessoas o mais tempo ligadas e a partilhar – é importante

que existam travões. Geralmente, fala-se da importância de falar destes temas na Escola e no seio das famílias. Mas fala-se muito pouco – e eu penso que é importante – de colocar os próprios jovens a trabalhar com jovens. Porque há uma cultura comum, experiências comuns. E também fazê-lo em espaços que não sejam só a Escola. Há uma necessidade de diversificar as formas de chegar aos jovens, nomeadamente aos que vivem em condições mais vulneráveis e que, de acordo com os nossos estudos, têm menos oportunidades de ter os recursos para estar bem online. De que forma é que fenómenos mais recentes como a Inteligência Artificial Generativa têm impacto nas crianças e nos jovens? Produzimos um relatório que mostra que existem jovens muito capacitados para tirar partido destes recursos. Mas também jovens muito pouco capacitados e motivados, até com dispositivos antigos que nem sequer permitem aceder aos programas. A situação é muito desigual. Em termos europeus, os jovens portugueses são os que estão entre os que usam mais a IA para apoio ao trabalho escolar, embora esse trabalho possa ser feito de uma maneira redutora ou de uma maneira estimulante. Outro dado que também chama a atenção é o número de jovens – e não só jovens – que está a usar estes programas para pedir ajuda. É uma situação de muito risco, porque estes programas estão feitos para responder de acordo com a maneira como a pessoa deseja. No campo da saúde, dão informações que, muitas vezes, são perigosas. Quase um quarto dos jovens que utiliza ferramentas de IA generativa usa para este propósito de partilha de preocupações e procura de respostas. Isto é um dado que nos preocupa. Há alguma mensagem que queira deixar aos estudantes? Gostaria de deixar uma pergunta. Se acontecer alguma coisa desagradável, com quem é que tu partilhas? Em 2026, 15% dos jovens dizem que não falam com ninguém. Esta é a mensagem que eu gostava de deixar – se não te sentes bem, é importante falar com alguém. Alguém que seja da tua confiança, com quem sintas que podes falar. Não guardes tudo para ti. Esta é a minha mensagem final.

«Em termos europeus, os jovens portugueses são os que estão entre os que usam mais a IA para apoio ao trabalho escolar, embora esse trabalho possa ser feito de uma maneira redutora ou de uma maneira estimulante»


8 | Forum Estudante | set+out’26 /Ispa Publirreportagem

Estudar no Ispa pela voz dos estudantes Numa altura em que começa mais um ano letivo, novos estudantes dos vários cursos do Ispa partilham connosco a experiência de dar os primeiros passos no Ensino Superior, bem como as suas motivações e objetivos.

«Queria estudar numa instituição com renome na área da Psicologia» Carolina Pereira Estudante do 1.º ano da licenciatura em Psicologia

“O Ispa é uma das melhores instituições de Ensino Superior na área da Psicologia e eu queria estudar numa instituição com renome nesta área. Por isso, pensei que seria a opção mais indicada. Até agora, está a correr tudo bem. Embora tivesse um pouco de receio quanto à questão da integração, estou a ser muito bem acolhida. Espero identificar-me cada vez mais com o curso e alcançar todos os meus objetivos”.

«Sinto que estou a ser acolhida»

«O ambiente é muito familiar»

Sara Empis Estudante do 1.º ano da licenciatura em Psicologia

Carolina Maia Estudante do 1.° ano da licenciatura em Ciências Cognitivas e do Comportamento

“Depois de perceber que queria estudar Psicologia, o Ispa foi-me muito recomendado por uma amiga que é psicóloga. Eu queria um curso abrangente, por não saber bem ainda o que quero seguir dentro da Psicologia. Ainda é cedo, mas a minha experiência está a ser boa, sinto que estou a ser bem acolhida. Espero, ao longo dos próximos anos, perceber exatamente o que pretendo estudar nesta área, através das aprendizagens que vamos fazer. E espero continuar a gostar do curso, como até agora”.

“Ainda no secundário, pesquisei instituições de Ensino Superior na área da Psicologia e achei muito interessante o Ispa, pela oportunidade de fazer duas licenciaturas [Psicologia e Ciências Cognitivas] e pela oportunidade de fazer investigação. Até agora estou a gostar bastante, o ambiente é muito familiar e sinto que estou a ser muito bem-recebida, de forma geral. Espero, ao longo do meu curso, compreender melhor o comportamento humano e vir a fazer investigação nessa área”.


www.Ispa.pt

«A experiência tem superado as minhas expectativas» Beatriz Neves Estudante do 3.° ano da licenciatura em Biologia

“Conheci o Ispa através de uma colega, no Ensino Secundário, que me falou do Ispa e do plano de estudos na área de Biologia. Foi isso que mais interessou, em relação a outras instituições, por ser mais abrangente e que toca em muitas áreas em que tinha interesse. A experiência tem superado as minhas expectativas, sobretudo no que diz respeito ao nível prático, onde temos muito mais opções e professores com contacto com essa vertente. Neste curso, sinto que há uma proximidade grande e que os estudantes se apoiam mutuamente”.

«Estou a gostar muito» Inês Vasconcelos Estudante do 1.° ano da licenciatura em Ciências Cognitivas e do Comportamento

“Já conhecia estudantes do Ispa e sempre ouvi falar muito bem desta instituição de ensino. Sempre me disseram que era um espaço muito acolhedor, com bons professores e cadeiras interessantes. A verdade é que estou a gostar muito e as minhas expectativas estão a ser correspondidas. Espero continuar a gostar do curso, ao longo dos próximos anos, e cumprir as minhas expectativas, sempre com boas notas”.

«Os professores têm muita disponibilidade para nos ajudar» Afonso Sampaio Estudante do 1.º ano de mestrado em Educação Básica e Primeiro Ciclo

“Escolhi o Ispa na altura em que terminei o Ensino Secundário, depois de conhecer o funcionamento da instituição e, em particular, a licenciatura em Educação. Percebi que o Ispa tinha um ambiente familiar. Por outro lado, senti que seria um lugar mais confortável para mim e que iria encontrar professores de topo, referências na área. A minha experiência na licenciatura e no mestrado tem sido muito positiva e tem vindo a confirmar essa proximidade, sobretudo no contacto com os professores que têm muita disponibilidade para nos ajudar. O ambiente do Ispa ajuda principalmente as pessoas que podem ter maior dificuldade a integrar-se em espaços novos. Depois de terminar o mestrado, se pensar em continuar a estudar, seria sempre no Ispa. As referências da área que estou a estudar estão no Ispa, por isso, seria sempre uma boa opção”.


10 | Forum Estudante | set+out’26 /Mosaico

O Mosaico está de volta para “promover a diversidade na Escola” O projeto que nasceu de uma parceria entre BNP Paribas, Instituto Padre António Vieira e Forum Estudante está de volta em 2026/2027 e convida todas as escolas portuguesas a realizar atividades de promoção da interculturalidade e da diversidade.


11 | Forum Estudante | set+out’26 /Mosaico

No logo do projeto Mosaico, é visível um conjunto de diferentes formas, com várias cores, que encaixam num quadrado perfeito. Este conceito, explica a organização, “simboliza a união de diferentes partes de um todo harmonioso”. Nesse sentido, acrescentam, o Mosaico “pretende promover o respeito, o diálogo, uma consciência cívica, a partir da escola para a comunidade, enriquecendo a mesma”, numa dinâmica em que conceitos como interculturalidade ou diversidade são centrais.

O projeto nasceu em outubro de 2023, juntando o BNP Paribas, o Instituto Padre António Vieira (IPAV) e a FORUM para criar um programa educacional que assumia como objetivo “trabalhar o diálogo sobre a diversidade, através de ações de sensibilização e workshops em escolas portuguesas com uma grande diversidade cultural”. Tudo isto num contexto marcado pela importância da promoção destes valores (ver caixa).

A realidade portuguesa

O Mosaico procura responder à realidade de Portugal descrito como um país com “níveis elevados de racismo” pelo estudo Inclusão e Desempenho Académico de crianças e Jovens Imigrantes: O Papel das Dinâmicas de Aculturação, da responsabilidade do Observatório das Migrações do Alto Comissariado para as Migrações. Segundo o mesmo estudo, isto leva a que o grupo de jovens ou os seus descendentes reportem “baixos sentimentos de pertença à comunidade escolar”. O ano letivo 2023/2024 trouxe consigo o maior número de inscrições de alunos estrangeiros nas diferentes etapas do ensino público. O Mosaico surge para contribuir para a “construção de uma narrativa mais diversa, que integre a multiculturalidade como objeto de desenvolvimento e enriquecimento social, económico e comunitário”, trabalhando estes aspetos em conjunto com toda a comunidade escolar e voluntários do BNP Paribas.


12 | Forum Estudante | set+out’26 /Mosaico

O Mosaico pela voz dos professores «Começámos com uma turma e, hoje, o Mosaico é de toda a escola. Quando os colegas viram o que os alunos criaram, quiseram aderir (…)»

«[…] O que me surpreendeu foi o impacto para além da sala de aula: os alunos levaram o projeto para casa, envolveram as famílias e a comunidade»

«A mentoria entre pares mudou o clima da turma. Os mais novos deixaram de se sentir sozinhos ao chegar à escola»

O projeto começou com 5 escolaspiloto nas áreas metropolitanas de Lisboa (AML) e Porto (AMP). Em 2025, foi implementada uma mudança, com a apresentação de um novo formato, partilhando a metodologia com todas as escolas nacionais, de forma a aumentar a escala e o impacto.

“A ideia é que cada comunidade escolar possa, a partir de recursos e materiais partilhados pelo projeto, desenvolver ações como workshops, partilha de testemunhos, entre outras dinâmicas”, explica a organização. Em entrevista à FORUM, durante a edição do ano letivo passado, a

participante Laura Marques, aluna da Escola Professor Agostinho da Silva, destacava a relevância deste projeto no dia a dia dos estudantes: “A participação num projeto como o Mosaico é muito importante para pessoas da minha geração, para haver um crescimento social e pessoal nas suas vidas”.

A experiência dos estudantes «[O Mosaico] mudou a minha forma de entender as pessoas e também a forma como as ajudo»

«Aplico as aprendizagens que fiz no Mosaico em situações na escola, [quando] trabalho com os meus colegas e amigos»

«[Aprendi] a incluir todas as pessoas no mesmo espaço, indiferentemente da cultura e diversidade»


13 | Forum Estudante | set+out’26 /Mosaico

O impacto do Mosaico em números Ao longo das três edições do projeto Mosaico, são muitos os estudantes envolvidos em ações de promoção da diversidade e interculturalidade. Conhece aqui alguns dos números que ilustram este impacto.

15 escolas

333 estudantes

53 ações

Ao longo das várias edições do projeto, foram envolvidas um total de 15 escolas. Em 2025/2026, pela primeira vez, o novo modelo que incluiu a partilha de um kit pedagógico permitiu a cinco escolas realizar ações de forma autónoma. Foram elas o Agrupamento de Escolas (AE) Professor Agostinho da Silva (Sintra), o AE D. Dinis (Odivelas), o AE Mães de Água (Amadora), o AE D. João II (Setúbal) e o AE Leal da Câmara (Rio de Mouro).

No total, 333 estudantes já participaram em ações do Mosaico. Em escolas, são realizados três tipos de atividades: de sensibilização para capacitação de educadores e estudantes, workshops para criação de propostas concretas de ação na comunidade e ainda um momento de encontro para apresentação dos principais resultados alcançados.

Ao longo do ano letivo, no âmbito do projeto, são geradas várias iniciativas pelas escolas participantes que permitem a promoção do diálogo intercultural. São exemplos os 374 itens de material escolar angariados na ação “Missão Mochila Cheia”, as 165 empresas envolvidas numa ação sobre empreendedorismo e solidariedade ou ainda a atividade “O Mundo Numa Escol@”, um mapamundi coletivo com inscrições em árabe, mandarim e hindi.

participantes

envolvidos

desenvolvidas


14 | Forum Estudante | set+out’26 /Profissões

6 profissões para quem gosta de escrever Sentes que a arte de criar e aperfeiçoar um texto é especialmente gratificante? Partilhamos contigo seis profissões que te garantem um futuro ligado à produção escrita.

#1 Jornalista Dentro do universo do Jornalismo, a melhor opção para quem gosta de escrever será a imprensa escrita. Isto porque o seu objetivo final é a produção de um texto que combine, de forma interessante e equilibrada, informação apurada de várias formas – seja através da realização de investigação e entrevistas ou através da descrição de espaços ou ambientes relevantes. O acesso à profissão é regulado pela Comissão da Carteira de Jornalista, sendo necessário concluir com aproveitamento um período de estágio que terá 12 meses de duração (para detentores de um curso superior na área da Comunicação Social) ou 18 meses (para os restantes casos). Domínio da língua portuguesa, curiosidade, cultura geral e capacidade de pesquisa são algumas das características decisivas nesta atividade. Por ser uma profissão essencial nos equilíbrios da sociedade, a atividade jornalística tem associada um conjunto de direitos, como acesso a fontes de informação e locais públicos ou garantias de independência, liberdade de expressão e de sigilo profissional. Pela mesma razão, estes profissionais têm também o dever de se reger pelo conjunto de princípios determinados pelo Código Deontológico do Jornalista.

#2 Sociólogo/ Socióloga Neste ponto, poderíamos escolher outras profissões que fazem investigação na área das Ciências Sociais, como Historiadores, Antropólogos ou os Cientistas Políticos, por exemplo. Em todas estas áreas, a investigação implica a comunicação dos resultados, habitualmente na forma escrita, através de estudos, dissertações ou publicações.

No caso dos Sociólogos e Sociólogas, esta ação será especialmente relevante, uma vez que o foco está em apresentar um retrato da sociedade, com o objetivo de identificar

problemas e aplicar soluções. Por essa razão, a capacidade de escrita será fundamental, para contribuir para a criação de políticas ou desenvolver projetos de intervenção social –


15 | Forum Estudante | set+out’26 /Profissões

alguns dos objetivos e funções destes e destas profissionais. Para além de deter competências avançadas de escrita, será importante ser objetivo, ter gosto pela investigação e evitar respostas fáceis para problemas sociais, bem como ter conhecimentos nas áreas de História, Economia ou Psicologia, aptidão para números e estatística e domínio de ferramentas informáticas.

#3 Editor/Editora Dentro do mundo editorial, os Editores e Editoras são os profissionais que começam por ler os textos dos autores

que pretendem publicar os seus manuscritos. A partir daí, se o editor ou editora encontrar nesse texto potencial de publicação, o seu trabalho passa por fazer sugestões de alterações ao manuscrito, tendo por base critérios como coerência estrutural e narrativa ou a adequação ao mercado da editora que representa. Para quem gosta de escrever, esta é outra forma de estabelecer uma relação com esta arte – procurando aperfeiçoar o trabalho realizado por outro escritor. Nesta viagem entre o primeiro manuscrito e a promoção de uma obra no mercado livreiro, competências como domínio de línguas estrangeiras, boa cultura geral e atenção ao detalhe vão fazer toda a diferença. Destaque ainda para a dimensão de comunicação interpessoal que deve ser levada em conta. Ao procurar alterar o trabalho original de outro autor, o editor deve estar preparado para conseguir lidar com uma eventual resistência à implementação das suas propostas de alteração. Nesse sentido, capacidade de argumentação e negociação serão também essenciais.

#4 Tradutor/ Tradutora O Tradutor ou Tradutora trabalha sobretudo textos (livros, revistas ou documentos), enquanto os intérpretes funcionam como um elo de ligação, através do discurso oral, entre pessoas que comunicam em línguas diferentes. Por essa razão, para quem gosta de escrever, a opção mais interessante passará pela área da tradução. Ainda que a tarefa de traduzir possa parecer mecânica e pouco criativa, a verdade é que as dificuldades colocadas pelas diferenças entre línguas obrigam estes profissionais a ter um papel ativo e preponderante no resultado final de uma tradução. Pelas características do seu trabalho, estes profissionais podem trabalhar em áreas como edição de publicações ou cinema e audiovisual. Para além do conhecimento (muito!) aprofundado da(s) língua(s) com que trabalham, estes profissionais necessitam ainda de conhecer a(s) cultura associada(s), de forma a conseguir traduzir na perfeição o sentido do texto original. Competências como resiliência ou capacidade de investigação são também valorizadas.

#5 Marketeer (Copywriter) A missão dos profissionais da área do Marketing pode resumir-se da seguinte forma: fazer a ponte entre os produtos (bens ou serviços) e os potenciais consumidores (ou utilizadores). Para tal, é fundamental conhecer as principais tendências, de forma a saber adaptar os produtos e serviços às necessidades do público. Dentro desta área, a profissão do Copywriter é a mais focada na vertente da escrita. Estes são os e as profissionais que utilizam a criatividade para criar textos que cumpram o objetivo da estratégia de Marketing desenhada (fazer uma compra, gerar uma inscrição, aumentar notoriedade, etc…). No mundo publicitário a palavra inglesa copy é utilizada para descrever o texto que acompanha os outros elementos, dentro de um material publicitário. Estes profissionais podem trabalhar em agências de publicidade ou agências de marketing digital, por exemplo.

#6 Profissões jurídicas Há várias formas de estabelecer uma relação profissional com leis, artigos e códigos. As opções vão da Solicitadoria à Advocacia, passando pela Magistratura Judicial (os juízes que analisam e decidem o resultado de conflitos de interesse entre os cidadãos ou entre estes e o Estado). De igual forma, é possível, depois de concluir o curso de Direito, ser Jurista (um especialista que trabalha, por exemplo, no departamento jurídico de uma empresa). Em qualquer uma destas profissões, escrever será absolutamente fundamental. Parte significativa da ação destes profissionais passa por justificar e enquadrar juridicamente uma questão jurídica, seja no contexto de um parecer (Jurista), uma sentença (Juiz) ou um Advogado (acusação e defesa). Esta tarefa implica um grande conhecimento da lei, mas também capacidade de investigação e de síntese, produzindo um retrato claro do contexto em análise. Competências como inteligência emocional (autocontrolo ou empatia, por exemplo) e capacidade de relacionamento interpessoal são também essenciais.


16 | Forum Estudante | set+out’26 /Gaming

The Witcher 3 Remaster

Um novo Geralt of Rivia vai “sair da reforma” É lançado a 29 de setembro um remaster de The Witcher 3, 11 anos depois do lançamento do jogo original. Para 2027, está agendada a chegada de uma nova expansão, num inesperado regresso de Geralt of Rivia. Sabe tudo aqui.


17 | Forum Estudante | set+out’26 /Gaming

Ao longo da última década, poucos videojogos terão tido tanto sucesso como The Witcher 3. Durante esse período, o título venceu mais de 250 prémios de Jogo do Ano e cerca de 1000 distinções da indústria. Mais de 60 milhões de cópias já foram vendidas em todo o mundo. Nas palavras do especialista em videojogos alemão

Cerca de 10 anos depois, em 2026, foi anunciada uma nova expansão Songs of The Past (ver caixa). De forma igualmente surpreendente, o estúdio polaco revelou ainda o lançamento de um remaster gratuito para todos os detentores do jogo, que ficará disponível a 29 de setembro em todas as plataformas.

Nova expansão vai “fazer Geralt sair da reforma”

Cyrad, “poucos jogos tiveram o impacto de The Witcher 3, ao combinar escolhas narrativas profundas com um mundo detalhado e rico”. “É uma experiência que ressoa tanto em jogadores mais veteranos como novatos”, reforça. Lançado em 2015 pelo estúdio polaco CD Projekt Red, a partir da obra de Andrzej Sapkowski (ver caixa), The Witcher 3 teve, desde então, duas expansões: Hearts of Stone, em 2015, e Blood and Wine, em 2016.

Novidades à vista

De acordo com a revista Vice, esta atualização vai incluir melhoramentos gráficos e mudanças no motor de jogo. “Está também confirmado que a nova versão vai permitir continuar o progresso dos jogadores em versões anteriores do jogo”, destaca a publicação, antes de acrescentar: “Melhor ainda, jogadores que detenham o jogo original vão também receber as duas expansões anteriores gratuitamente”.

A história original de The Witcher

Um total de 8 romances e 15 contos contam a história do universo de The Witcher – a saga criada pelo polaco Andrzej Sapkowski desde 1986. As obras do escritor tinham tudo para ficaram remetidas às estantes da Polónia, até serem popularizadas pelo trabalho do estúdio de videojogos do mesmo país – a CD Projekt Red. De resto, segundo noticia o portal Polygon, o sucesso internacional que se seguiu surpreendeu o próprio autor que recusou a proposta inicial de receber uma percentagem dos lucros, vendendo os direitos na totalidade, de acordo com a imprensa polaca, por menos de 10 mil dólares. “Não acreditei no sucesso deles”, explicou Sapkowski numa entrevista em 2017.

O trailer de anúncio do remaster agendado para 29 de setembro refere a existência de muitas novidades, nomeadamente melhorias no combate, no movimento e deslocações, no comportamento dos monstros, na árvore de competências “e muito mais”, numa lista com dezenas de itens. Estas mudanças vão responder ao facto de “o jogo original parecer já um pouco datado”, destaca o portal Game Informer, mesmo tendo em conta que, em 2022, houve uma atualização gratuita dos gráficos e texturas. Para o portal Gamingbolt, esta

Ainda sem data concreta, mas com lançamento previsto para 2027, a terceira e mais recente expansão de The Witcher 3 vai passar-se depois dos acontecimentos de Blood and Wine, com Geralt “a sair da reforma para ajudar o amigo Dandelion”, de acordo com informação partilhada pela CD Projekt Red. Com o título Songs of the Past, a expansão vai focar uma nova região, “a terra idílica de Letten”. De acordo com a mesma fonte, Geralt terá de vencer inimigos nunca antes vistos para vencer um mal há muito adormecido, numa história cheia de escolhas e consequências. Desenvolvida em parceria com o estúdio Fool’s Theory, a expansão vai ainda fazer a ponte com o título The Witcher 4, em desenvolvimento, e que será protagonizado por Ciri e que tem lançamento marcado para 2028. De acordo com uma fonte da CD Projekt Red citada pelo portal Gamespot, “esta atualização é construída nas fundações criadas pelo The Witcher 4”.

atualização tem o potencial de elevar o jogo a outro nível. “[The Witcher 3] continua a ser um pedaço intemporal da história dos videojogos e uma abordagem artística sobre a forma com um mundo aberto se deve abrir à medida que um jogador interage com ele”, começam por afirmar, antes de concluir: “Se esta atualização conseguir levar o movimento e combate para o mesmo nível, poderemos perder a noção de que se trata de um jogo lançado em 2015”.


18 | Forum Estudante | set+out’26 /Cinema e TV

4 novas séries para aguardar até ao final de 2026 O último trimestre de 2026 promete trazer algumas das estreias mais aguardadas do ano. Entre adaptações de clássicos da literatura, regressos ao universo Marvel, ficção científica e uma nova viagem a Hogwarts, estas quatro séries chegam acompanhadas por elencos de peso, grandes expectativas e, em alguns casos, bastante polémica. Eis o que já se sabe sobre cada uma delas.

East of Eden Official Trailer Netflix

Marvel Television’s VisionQuest Official Trailer

East of Eden

VisionQuest

Plataforma: Netflix Data de estreia: 1 de outubro

Plataforma: Disney+ Data de estreia: 14 de outubro

A adaptação do clássico com o mesmo nome de John Steinbeck conta com um nome de peso no elenco. A britânica Florence Pugh interpreta o papel de Cathy Ames, com a série a prometer, na sua sinopse oficial, um “olhar renovado sobre esta anti-heroína”. A obra de Steinbeck, publicada originalmente em 1952, é “um épico sobre família, heranças e inveja que atravessa décadas”, escreve o The Guardian, recordando como a protagonista é “um belo monstro no coração da história”. A realização desta adaptação fica a cargo de Zoe Kazan, atriz que é neta do realizador que, em 1955, adaptou a obra de Steinbeck ao cinema: Elia Kazan. A realizadora contou à Vanity Fair que a sua relação com a obra começou na adolescência: “Lembro-me de ler passagens em voz alta para os meus pais, achei o livro totalmente cativante”. A personagem de Cathy Ames não é vista por Zoe Kazan como, nas palavras de Steinbeck, “um monstro”. “Ela era diferente de qualquer outra pessoa que tivesse lido antes”, explica, antes de concluir: “Há uma claridade muito real no seu egoísmo que achei completamente fascinante – a agência dela é tão forte que ela, de certa forma, toma conta do livro”.

O homem feito de vibranium está de volta ao pequeno ecrã com VisionQuest. A série dá continuidade ao enredo de WandaVision e Agatha All Along, finalizando assim uma trilogia sobre este super-herói da Marvel. A história desta nova série com estreia marcada para 14 de outubro começa com uma recompensa a ser lançada pela captura do protagonista, que obriga a uma fuga na companhia de um jovem misterioso. Vision volta a ser interpretado pelo

ator britânico Paul Bettany que, numa conversa com a revista SFX Magazine, revelou que VisionQuest poderá ser uma rampa de lançamento para a personagem no futuro, nomeadamente o regresso a um filme da saga Avengers. “Penso que quando chegarmos ao final, veremos que ele escapou claramente das limitações que lhes colocaram e estará à procura de agência”, revelou, acrescentando: “No final da série, penso que vão ver como se trata de uma mola realmente excitante para o que o Vision poderá fazer no futuro”. Outro dos rumores sobre VisionQuest diz respeito ao aparecimento do Tocha Humana original, Jim Hammond.


19 | Forum Estudante | set+out’26 /Cinema e TV

Blade Runner 2099 Official Teaser Prime Video

Harry Potter and the Philosopher’s Stone | HBO Max

Blade Runner 2099

Harry Potter

Plataforma: Prime Video Data de estreia: 25 de novembro

Plataforma: HBO Max Data: 25 de dezembro

A nova série da Prime Video tem uma herança pesada para carregar, surgindo no seguimento do clássico de culto de 1982 e da sequela criada por Denis Villeneuve (2017). A história passa-se 50 anos depois dos eventos desta última obra, justificando assim o nome Blade Runner 2099. O realizador do filme original, Ridley Scott, está também envolvido nesta nova produção, na qualidade de produtor executivo, com a interpretação a ser liderada por Michelle Yeoh e Hunter Schafer. A sinopse oficial detalha parte do enredo: no ano de 2099, Los Angeles renasceu “mas não

A nova aposta da HBO será uma nova abordagem à história original criada por J. K. Rowling, desta vez no formato de série em que cada obra será uma temporada. A primeira delas, baseada no livro Harry Potter e a Pedra Filosofal, será contada em oito episódios, com a estreia marcada para 25 de dezembro de 2026. Ainda bem antes da estreia, a série gerou muita atenção online, com parte do foco a residir no facto de um ator negro (Paapa Essiedu) ter sido escolhido para interpretar o papel de Severus Snape. Ao The Times, o ator revelou ter recebido mesmo ameaças de morte, destacando que utilizará essas reações para alimentar a sua performance. “Estaria a mentir se dissesse que isto não me afeta emocionalmente”, partilhou, antes de sublinhar que “os temas da obra são do amor triunfar sobre o ódio – e de aceitação”. Por outro lado, as posições de J. K. Rowling sobre assuntos transgénero têm também gerado muitos comentários negativos, avança o The Guardian, com o ator John Lithgow (que interpretará o papel de Albus Dumbledore) a revelar que recebeu várias críticas pela sua participação numa série com a autora britânica.

pela mão da humanidade”, sendo que Cora, uma humana fugitiva, assume a identidade de androide e junta esforços com Olwen, uma replicante prestes a desaparecer. A responsável máxima pela série, Silka Luisa, já confirmou que esta será a única temporada desenvolvida, com um total de oito episódios que ficarão disponíveis na totalidade no dia 25 de novembro. A expectativa em torno da série é elevada, com a revista GQ a assegurar que poderá ser “o grande hit de ficção científica em 2026”.


20 | Forum Estudante | set+out’26 /Saberes

10 jovens que estão a mudar o Mundo

Tran Quynh Giang

Combater o estigma da saúde mental

© UNICEF/UN0705012/Bindra

Têm diferentes idades, são de várias regiões do mundo, defendem diversas causas. Em comum, têm um objetivo: ser uma força de mudança. Conhece aqui oito histórias de dez jovens ativistas que procuram, todos os dias, tornar o planeta um lugar melhor.

País: Vietnam Idade: 21 anos Causa: Saúde Mental Tran Giang é do Vietname e tornou-se Jovem Defensora da UNICEF depois de uma adolescência marcada por perdas familiares e dificuldades ligadas à dismorfia corporal. Hoje, defende publicamente que a Saúde Mental deve ser tratada nas escolas com mais seriedade e trabalha para que os professores saibam identificar sinais de alerta e apoiar os alunos.

Numa carta dirigida ao seu “eu” mais jovem, publicada pela UNICEF USA, Giang recorda as dificuldades que enfrentou e explica como a essa experiência moldou o trabalho que desenvolve como defensora da Saúde Mental. É nesse contexto que afirma: “Quero ver escolas onde as questões de Saúde Mental sejam tratadas tal como qualquer outro problema físico”.

“Sê corajoso e nunca desistas” é outra das mensagens que Tran deixa na sua carta. Já partilhou a sua história em fóruns internacionais, incluindo na Assembleia Geral das Nações Unidas, apelando sempre para que se acabe com os estigmas que pairam sobre o tema e que ainda impedem muitos jovens de pedir ajuda.


21 | Forum Estudante | set+out’26 /Saberes

© UNICEF/Greece/2025/Pantelia

Theodora Kosmopoulou

Dar voz aos oceanos País: Grécia Idade: 17 anos Causa: Alterações climáticas

Arya Satheesh

O plástico que “come” microplásticos País: Irlanda Idade: 18 anos Causa: Ecologia e Poluição Arya Satheesh nasceu na Índia e vive na Irlanda desde os 4 anos, no condado de Donegal. Enquanto trabalhava num projeto escolar, a estudante de 18 anos percebeu que já era possível detetar microplásticos na água, mas que não havia nenhuma forma simples de os remover. Inspirada por esse projeto, Arya quis trabalhar numa solução que fosse além da mera redução. Assim nasceu o Eco Purge, um plástico não só desenhado para ser biodegradável como para libertar enzimas, oriundas de uma bactéria geneticamente modificada, capazes de degradar, de forma segura, microplásticos de PET presentes no meio ambiente.

luta climática e a falar publicamente sobre o problema. “Merecemos, de facto, viver num planeta que permita atingir todo o nosso potencial”, afirma Theodora, citada pela UNICEF. Em 2024, a estudante venceu o primeiro prémio de um concurso de planos de advocacia climática, organizado pela UNICEF Grécia, o que resultou na oportunidade de representar o país como

Delegada Jovem na COP29, em Baku, capital do Azerbaijão. No site da conferência, Theodora é descrita como alguém que “promove a participação significativa dos jovens na tomada de decisões”. O seu ativismo estendese também às temáticas da redução do risco de desastres climáticos e da educação ambiental nas escolas, procurando que a geração mais jovem tenha lugar à mesa das decisões.

Em maio de 2026, precisamente com esta descoberta, Arya é anunciada como vencedora europeia do The Earth Prize 2026, uma competição internacional dedicada a estudantes entre os 13 e os 19 anos, recebendo apoios para tentar aplicar esta solução às embalagens e sacos do dia a dia. Ao falar sobre a origem do projeto, Arya conta que a poluição causada pelo plástico “não desaparece simplesmente, transforma-se em pequenos pedaços que permanecem no nosso ambiente”. “Queria criar algo que pudesse ajudar a enfrentar diretamente esse problema”, reforça.

© The Earth Prize

Theodora Kosmopoulou vive em Elefsina, na região de Ática, na Grécia, onde se concentra um terço da indústria pesada do país, nomeadamente refinarias de petróleo e fábricas de cimento. Esta realidade afeta diretamente a qualidade da água do mar onde Theodora aprendeu a nadar com a sua família. A própria UNICEF afirma, num dos seus artigos sobre a Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP29), que a cidade enfrenta “graves desafios ambientais e climáticos”. A certa altura, conta Theodora, a poluição impossibilitou os banhos habituais com a família. Foram essas consequências que levaram a jovem de 17 anos a envolver-se na


22 | Forum Estudante | set+out’26 /Saberes

© Ali Awad / The Earth Prize

Tala e Farah

A resistência na reconstrução com blocos reutilizáveis País: Palestina Idade: 15 e 17 anos Causa: Comunidade e Reconstrução Tala e Farah são duas irmãs de 17 e 15 anos, respetivamente, e a sua terra natal é Gaza, na Palestina. Vivem atualmente num campo de refugiados em Gaza. Depois de verem a sua casa e grande parte da sua cidade serem bombardeadas, as irmãs conseguiram idealizar um projeto de construção de blocos reutilizáveis. Esta foi uma das iniciativas que teve também lugar de destaque no The Earth Prize 2026. No testemunho de apresentação do

projeto, Tala e Farah explicam que com este projeto, “todos podem aprender novas competências e ajudar os seus bairros”. “Desta forma, as comunidades reconstruem-se em segurança, as ruas mantêm-se limpas”, explicam, antes de concluir: “Até as mãos mais pequenas podem

fazer uma grande diferença para o planeta”. A ideia de implementação passa pela promoção de workshops que ensinam a construir estes mesmos blocos, colocando assim em prática o importantíssimo propósito de construir e curar em comunidade.

HewaSafi Innovators

País: Quénia Idade: 17 anos Causa: Sustentabilidade e Igualdade de Género

© Lemmuel Agina

Fredrick Njoroge Kariuki

HewaSafi Innovators foi o nome adotado pela dupla de estudantes quenianos Fredrick Njoroge Kariuki e Miro Onsarigo, ambos com 17 anos, distinguidos em 2026 pelo The Earth Prize. O projeto destes estudantes consiste num sistema de captação de emissões, através da colocação de filtros feitos a partir de milho, coco, resíduos agrícolas, baterias descartadas, combinados com uma alga viva, a espirulina. O resultado é um biorreator que absorve Dióxido de Carbono (CO2) de forma ativa.

Esta ideia inovadora nasceu de uma experiência pessoal, pelo facto de Fredrick, que cresceu em Naivasha, ter sofrido de bronquite, precisamente num contexto de exposição à poluição provocada pelo trânsito, um fenómeno habitual nesta cidade. No seu testemunho ao The Earth Prize, os jovens referem: “O ar limpo nunca deveria ser um privilégio”. O sistema foi concebido para ser uma alternativa de baixo custo aos sistemas convencionais de controlo de emissões e já foi testado com uma associação local de transportes no Quénia. A equipa recebeu um prémio regional para continuar a desenvolver e implementar a solução.

© Lemmuel Agina

Filtrar a poluição do trânsito através de resíduos agrícolas

Miro Onsarigo


23 | Forum Estudante | set+out’26 /Saberes

© Society for Science

João Vítor de Paiva

© Clean Earth Gambia

Dar corpo ao mote: “Diagnóstico não é destino!” País: Brasil Idade: 25 anos Causa: Inclusão e Representatividade

O uso da Inteligência Artificial para prever estrutura do RNA País: Estados Unidos Idade: 20 anos Causa: Ciência e Saúde Neel Moudgal tinha 17 anos quando venceu a edição de 2023 do Regeneron Science Talent Search, uma das competições de ciência mais prestigiadas para estudantes do Ensino Secundário nos Estados Unidos. O prémio foi de 250 mil dólares. O seu projeto desenvolveu um modelo computacional capaz de prever mais facilmente a estrutura de moléculas de RNA do que métodos que exigem equipamento caro e com grande capacidade computacional. Neel simplificou o processo através da criação de uma biblioteca de possíveis estruturas para uma determinada molécula de RNA, permitindo prever de forma rápida e fiável diferentes estruturas a partir de dados mais acessíveis. A organização Society for Science explica que ele espera que o trabalho possa “tornar mais fácil o diagnóstico e tratamento de doenças no futuro”. O seu projeto completo está disponível no site do Society for Science.

© Geraldo Magela/Agência Estado

Neel Moudgal

Aos 25 anos, João Paiva é um jovem brasileiro formado em Educação Física pela PUC-Goiás e trabalha os temas do estigma, inclusão e representatividade, em particular da comunidade com Síndrome de Down. João é ele próprio um jovem com Trissomia 21 e utiliza as redes sociais e outras plataformas digitais como pontes para divulgar as suas causas, participando ainda em palestras e eventos. João é ainda, desde 2024, Jovem Ativista do grupo de jovens da UNICEF Brasil e foi durante dois anos membro do Conselho Jovem, também da UNICEF. No seu vídeo de apresentação na UNICEF, refere: “Muitas famílias veem-me como uma referência”, diz, antes de acrescentar: “O meu papel é incluir pessoas com outras deficiências e ajudar a melhorar a nossa sociedade”. “Diagnóstico não é destino!”, conclui.

Fatou Jeng

Da plantação de árvores em Banjul a conselheira da ONU País: Gâmbia Idade: 28 anos Causa: Sustentabilidade e Igualdade de Género Filha de um agricultor e nativa de Banjul, uma cidade em risco pelo aumento do nível do mar na Gâmbia, Fatou Jeng começou o seu percurso ativista ainda enquanto estudante. Os primeiros passos foram dados com a plantação de árvores na sua comunidade local e o seu trabalho foi-se transformando em algo maior. Fundadora da Clean Earth Gambia, uma das maiores ONG lideradas por jovens na Gâmbia, é também líder da YOUNGO, uma rede global estabelecida em prol da luta pela igualdade de género no que toca à ação climática. Trabalhou ainda como conselheira climática durante 10 anos das Nações Unidas e foi incluída na lista Forbes Africa 30 Under 30 de 2025. Num artigo publicado pela Forbes Africa, Fatou afirma, ligando precisamente os problemas ambientais à ação dos mais jovens: “Não podemos falar em dar resposta aos desafios mais prementes do nosso tempo sem ter em conta os jovens, um grupo que representa mais de metade da população de África”


24 | Forum Estudante | set+out’26 /Academias Forum

Academias Forum ou o verão inesquecível de centenas de estudantes

Um total de 9 Academias Forum aconteceram no verão de 2026, com cerca de 400 estudantes do Ensino Secundário e profissional de todo o país a partilharem novas experiências e fazerem novas amizades. Contamos-te, ao longo das próximas páginas, tudo o que foi vivido por estes alunos.


Leiria·In

25 | Forum Estudante | set+out’26 /Academias Forum

Academia de verão Forum Estudante · Leiria · 29 de junho a 4 de julho

Uma viagem pelo interior da Indústria A 13.ª edição da Academia Leiria-In voltou a juntar estudantes de diferentes pontos do país numa viagem pelo Ensino Superior, pela indústria e pela ciência da região.

A Academia começou com a chegada dos participantes a Leiria, seguida de uma visita ao Castelo e da sessão oficial de abertura na Associação Empresarial da Região de Leiria (NERLEI). Este primeiro contacto permitiu conhecer melhor a região e a importância das relações entre empresas, instituições e pessoas para o desenvolvimento do território.

Moldando o futuro

O segundo dia foi dedicado à indústria dos moldes. Na Marinha Grande, os participantes visitaram as empresas Ribermold, Tecnimoplas, Aníbal H. Abrantes e Socem, conhecendo diferentes soluções tecnológicas aplicadas à produção e contactando diretamente com profissionais de diferentes áreas. A experiência permitiu perceber como funciona uma empresa industrial e conhecer possíveis percursos profissionais ligados à tecnologia e à engenharia.

Inovação em destaque

No terceiro dia, a ligação entre indústria, inovação e investigação esteve novamente em destaque.

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Semana da

Indústria

Na Sound Particles, os participantes conheceram soluções de som 3D utilizadas internacionalmente e projetos tecnológicos em desenvolvimento. Na Lusiaves, conheceram a realidade de uma grande empresa do setor agroalimentar. A tarde foi passada no Centro para o Desenvolvimento Rápido e Sustentado do Produto (CDRSP), do Politécnico de Leiria, onde observaram tecnologias de modelação e impressão 3D, fabricação aditiva, biologia e testes de produto.

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A arte de fabricar

O dia seguinte levou o grupo até Peniche e às Caldas da Rainha. Na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar, os participantes tiveram contacto com áreas ligadas à ciência e ao mar; na Escola Superior de Artes e Design, puderam experimentar diferentes técnicas artísticas e processos de criação. A par das aprendizagens, os momentos de convívio contribuíram para criar novas amizades e tornar a experiência numa oportunidade de descoberta académica e pessoal.


26 | Forum Estudante | set+out’26 /Academias Forum

Portalegre Green

Academia de verão Forum Estudante · Portalegre · 29 de junho a 4 de julho

Com foco na sustentabilidade A Portalegre Green Academy, organizada em parceria com o Instituto Politécnico de Portalegre, proporcionou a 50 jovens do ensino secundário e profissional uma experiência única, focada na sustentabilidade e preservação ambiental.

Começando pelo património

O primeiro dia marcou a chegada dos participantes a Portalegre e o início da experiência. Depois das apresentações e dos primeiros momentos de integração, o grupo viajou até Marvão, onde teve oportunidade de conhecer a vila e o património da região. A atividade permitiu começar a explorar a relação entre território, natureza e sustentabilidade. No segundo dia, a Academia viajou até Elvas para conhecer a Escola Superior de Biociências. As atividades abordaram temas relacionados com agricultura sustentável, produção animal e utilização de

novas tecnologias para responder aos desafios de alimentar uma população crescente. Os participantes conheceram também o funcionamento do sistema digestivo dos ruminantes, a emissão de gases e diferentes equipamentos utilizados no Ensino Superior. A jornada terminou com uma visita ao Centro da Ciência do Café.

Ligados à natureza e ao desporto

O terceiro dia aproximou os estudantes da natureza e do desporto. Em Campo Maior, uma visita à Adega Mayor permitiu acompanhar diferentes etapas da produção de vinho, desde a uva até ao produto final.

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Depois, na Barragem da Apartadura, os participantes experimentaram atividades como canoagem e stand up paddle, conciliando atividade física, contacto com a natureza e convívio. Nos dias seguintes, o programa alargou-se a áreas como Fisioterapia, Comunicação, História e Turismo. Na Escola Superior de Saúde, os estudantes realizaram avaliações e medições relacionadas com a condição física. Outras atividades permitiram explorar comunicação, património e turismo, reforçando a ideia de que a sustentabilidade pode ser trabalhada a partir de múltiplas áreas do conhecimento.


Politécnico 4Me

27 | Forum Estudante | set+out’26 /Academias Forum

Academia de verão Forum Estudante · Coimbra · 5 a 10 de julho

Por dentro do Ensino Superior 50 estudantes do ensino secundário e profissional, provenientes de várias regiões do país, reuniram-se em Coimbra para participar nesta Academia. O objetivo? Explorar o universo do Ensino Superior e vivenciar experiências práticas que aproximam teoria e realidade profissional. Começar pelo trabalho

O primeiro dia começou com a receção e apresentação da Academia, seguindo-se atividades no ISCAC – Coimbra Business School. Os participantes refletiram sobre felicidade no trabalho, realizaram um peddy-paper pelo campus e procuraram informação sobre os cursos disponíveis. Na Escola Superior Agrária de Coimbra, participaram num workshop de fabrico de gelados e numa atividade que cruzou floresta e tecnologia digital. A noite terminou com um quiz dinamizado pela Associação de Estudantes da Escola Superior de Tecnologias da Saúde. No segundo dia, o programa passou pela Engenharia e pelas Artes, bem como por atividades ligadas ao Desporto, permitindo aos participantes conhecer

diferentes ambientes académicos e experimentar tarefas práticas. A diversidade das propostas procurou mostrar que o Ensino Superior não se resume à componente teórica, existindo múltiplas oportunidades de experimentação e aprendizagem.

Saúde e Desporto em destaque

O terceiro dia foi dedicado sobretudo à Saúde e ao Desporto. Na Escola Superior de Tecnologias da Saúde de Coimbra, os participantes tiveram contacto com atividades relacionadas com vários cursos, incluindo Audiologia, Ciências Biomédicas Laboratoriais, Dietética e Nutrição, Farmácia, Fisiologia Clínica, Fisioterapia, Imagem Médica e Radioterapia e Saúde Ambiental. Durante a tarde, participaram numa atividade desportiva e realizaram uma

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orientação pelo campus da Escola Superior Agrária. No quarto dia, a Academia viajou até Oliveira do Hospital. Na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, foram realizadas atividades de tiro ao arco e uma visita à Sociedade Recreativa Penalvense, antes do regresso a Coimbra, onde os estudantes conheceram espaços como o Centro Cultural Penedo da Saudade, o Edifício Chiado e a Torre de Almedina. A noite terminou com um momento de karaoke. O último dia teve o empreendedorismo como tema central. Os participantes visitaram o INOPOL – Academia de Empreendedorismo da Universidade Politécnica de Coimbra e conheceram os apoios disponibilizados pelos Serviços de Ação Social.


Wave of Talent

28 | Forum Estudante | set+out’26 /Summer School

Summer School Forum Estudante · Setúbal · 6 a 10 de julho

Na onda do talento e da criatividade Estudantes do ensino secundário e profissional do distrito de Setúbal participaram na Academia Wave of Talent (WoT), com o objetivo de potenciar o talento jovem através de atividades baseadas na metodologia Design Thinking.

Um dos primeiros momentos da Wave of Talent aconteceu na Navigator Company. Os participantes visitaram a fábrica e conheceram diferentes etapas do processo de produção de papel, contactando com uma realidade industrial multidisciplinar. A experiência permitiu perceber a diversidade de profissões e competências necessárias numa grande empresa. Na Casa da Baía, em Setúbal, tiveram lugar sessões WOTaTALK, incluindo uma dedicada ao tema “Reboot Industrial”. O dia terminou com o peddy-paper “GPS Overload”, que levou os participantes a percorrer diferentes pontos da baixa de Setúbal, descobrindo património histórico, arquitetónico e cultural da cidade.

IA e inovação digital

A criatividade e a tecnologia estiveram no centro do terceiro dia. Na Escola Superior de Tecnologia de Setúbal, os participantes realizaram o workshop “WOTaLAB: Prompt Criativo”, dedicado à Inteligência Artificial e à utilização de prompts, powered by

culminando no desenvolvimento de uma aplicação com recurso a linguagem generativa. No workshop “Upload de Criatividade”, trabalharam ideias e transformaram conceitos abstratos em propostas de aplicações digitais. A atividade “Missão CTRL + WIN” desafiou os grupos a encontrar soluções para um problema ambiental numa fábrica, promovendo a reflexão sobre sustentabilidade e inovação. O dia terminou com uma sessão de esgrima integrada no programa WOTaSPORT.

Navegar em equipa

O contacto com a natureza marcou a etapa seguinte, através da atividade “Navegar em Equipa”, que permitiu experimentar canoagem. Seguiu-se o WOTaLINK, dedicado à inteligência emocional e à comunicação. O encerramento da semana incluiu a conclusão dos projetos desenvolvidos durante a Academia, com preparação de pitches, estruturação de ideias de negócio e apresentação das propostas perante o grupo. apoios


29 | Forum Estudante | set+out’26 /Academias Forum

Politécnico LX

Academia de verão Forum Estudante · Lisboa · 13 a 18 de julho

5 dias com o foco no futuro A 8.ª edição da Academia Politécnico LX proporcionou a 50 jovens do ensino secundário e profissional uma semana intensa de atividades, visitas e aprendizagens em diversas áreas do conhecimento.

Uma das primeiras atividades da semana realizou-se na Escola Superior de Saúde de Lisboa, onde os participantes realizaram atividades relacionadas com Saúde Ambiental, Imagem Médica e Radioterapia, Dietética e Nutrição e Fisioterapia. Entre as experiências estiveram a análise de amostras de areia, a utilização de máscaras termoplásticas e exercícios físicos. A tarde levou o grupo à Escola Superior de Música de Lisboa, onde conheceu o campus, experimentou uma aplicação eletrónica capaz de reagir ao movimento para criar som tridimensional e assistiu a um recital de piano.

No tanque dos tubarões

No dia seguinte, o desafio criativo aconteceu no ISCAL. Inspirado no formato de um “Shark Tank”, o exercício

levou os estudantes a desenvolver ideias para aplicações digitais e a preparar vídeos de apresentação das propostas para um júri composto por docentes e responsáveis da instituição. O objetivo foi trabalhar criatividade, comunicação, capacidade de argumentação e espírito empreendedor. A dança e a educação estiveram em destaque nos dias seguintes. Na Escola Superior de Dança, a atividade “IMPULSO! Onde o Corpo Começa” explorou o movimento, a relação entre as pessoas e diferentes formas de interação com o espaço. Na Escola Superior de Educação de Lisboa, um peddy-paper e várias atividades permitiram conhecer os cursos de Educação Básica, Animação Sociocultural, Artes Visuais e Tecnologia, Mediação Artística e Música na Comunidade.

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30 | Forum Estudante | set+out’26 /Academias Forum

Tomar Emotional

Academia de verão Forum Estudante · Tomar · 19 a 23 de julho

Uma semana de emoções e descobertas A Tomar Emotional Academy, organizada em parceria com o Instituto Politécnico de Tomar, proporcionou a 50 jovens de todo o país uma experiência única, combinando arte, cultura, história e inovação.

O primeiro dia começou com a receção dos participantes nos Paços do Concelho de Tomar e uma visita guiada ao Convento de Cristo, permitindo conhecer um dos principais elementos do património da cidade. Depois de um almoço no Parque Urbano de Tomar, houve tempo para uma atividade de lazer na Piscina Municipal Vasco Jacobs. O segundo dia foi especialmente dedicado à experimentação no campus do Instituto Politécnico de Tomar. No Laboratório de Conservação e Restauro, os participantes recriaram um azulejo tradicional português, acompanhando diferentes etapas do processo. No Laboratório de Engenharia Química e Ambiente,

conheceram o processo de produção de papel, desde a preparação da pasta até à obtenção da folha.

A evolução da fotografia

A fotografia foi também explorada através de uma oficina que apresentou a evolução desta área e desafiou os estudantes a construir uma câmara fotográfica a partir de uma caixa de sapatos. Na área da eletrónica, conheceram aplicações desta tecnologia e o papel dos chips nos dispositivos utilizados atualmente. A tarde terminou com um momento de lazer na Praia Fluvial da Bairrada, em Ferreira do Zêzere. Os dias seguintes incluíram uma viagem até Abrantes. O programa incluiu um

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percurso pelas aromáticas, o baloiço panorâmico e o Jardim do Castelo, seguido de visitas ao Museu de Arte Contemporânea Charters de Almeida e ao Museu Ibérico de Arqueologia e Arte. A tarde foi dedicada à Escola Superior de Tecnologia de Abrantes, onde foram apresentados laboratórios de Engenharia Mecânica, Cinema e Comunicação Social. O dia terminou com um mergulho na Piscina de Abrantes. A Academia continuou sempre com um foco em áreas como património, ciência, fotografia, conservação, engenharia, comunicação e lazer, mostrando diferentes possibilidades de formação e, simultaneamente, criando momentos de partilha e amizade. Cofinanciado por


31 | Forum Estudante | set+out’26 /Academias Forum

Art&Cultura

Academia de verão Forum Estudante · Região de Leiria · 20 a 24 de julho

Criatividade e património de mãos dadas Durante cinco dias, este grupo de estudantes explorou a arte, a cultura e o património da região de Leiria na Academia Art&Cultura, conhecendo diversas expressões artísticas e culturais, promovendo a criatividade e o conhecimento da história local. A Academia Art&Cultura 2026 teve como mote “Ligações Criativas” e levou estudantes de todo o país a descobrir o património artístico, cultural e histórico dos concelhos de Leiria, Pombal e Caldas da Rainha. Promovida pela Forum Estudante em parceria com o Politécnico de Leiria e os três municípios, a iniciativa combinou visitas, património, natureza e oficinas artísticas. O primeiro dia marcou a chegada e instalação dos participantes em Leiria, dando início a uma semana destinada a aproximar os jovens das diferentes formas de arte e criação presentes na região. A proposta assentou na ideia de estabelecer ligações entre criatividade, território e conhecimento, mostrando que a cultura pode ser também uma forma de aprendizagem e descoberta profissional.

Caminhar e dançar

Em Pombal, os participantes realizaram uma caminhada de cerca de cinco quilómetros pelo trilho-natura entre Pombal e a Aldeia do Vale, conhecendo características naturais, históricas e rurais da região. Depois do almoço, participaram numa atividade de expressão corporal e dança na Casa Varela e visitaram o Museu Municipal Marquês de Pombal e o Museu de Arte Popular Portuguesa. Nas Caldas da Rainha, o dia conjugou património e criação artística. No Museu José Malhoa, os estudantes fizeram uma visita guiada e participaram num peddy-paper destinado a testar os conhecimentos adquiridos durante a visita. Na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha, participaram em quatro oficinas: Serigrafia e Gravura, Cerâmica, Fotografia e Oficina Digital. Produziram tote bags, mosaicos, cianotipias, pins e ímanes, experimentando diferentes técnicas e materiais.

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Portalegre IA

32 | Forum Estudante | set+out’26 /Academias Forum

Academia de verão Forum Estudante · Portalegre · 31 de agosto a 5 de setembro

Tecnologia e inovação Estudantes de todo o país ligaram-se à inovação tecnológica, digitalização, Inteligência Artificial (IA) e sustentabilidade. Ao longo de cinco dias, os participantes tiveram contacto com laboratórios, atividades práticas, experiências de realidade virtual e diferentes aplicações de IA. A Academia começou no BioBIP, onde os participantes conheceram diferentes núcleos ligados à bioeconomia e bioindústria. No BioBIP Energia, foram apresentadas soluções relacionadas com energias renováveis e sustentabilidade energética; no FabLab, os estudantes conheceram tecnologias de fabricação digital e prototipagem; e no LAAM contactaram com aplicações laboratoriais relacionadas com ambiente e materiais. O segundo dia levou o grupo até Elvas e à Escola Superior de Biociências. O “Desafio IA Elvas” cruzou Inteligência Artificial, agricultura, aquaponia e realidade virtual. Os estudantes analisaram imagens de satélite, utilizaram ferramentas de IA e exploraram, através de realidade virtual, o funcionamento de sistemas que combinam produção de peixes e cultivo de plantas. No campus, participaram ainda numa sessão sobre utilização do ChatGPT na definição de percursos profissionais e conheceram o

laboratório de animação, audiovisuais e multimédia. O dia incluiu também uma passagem pelo SpearLab, laboratório dedicado ao desporto, onde foram apresentados equipamentos de avaliação e monitorização. A experiência mostrou como a recolha e interpretação de dados podem ser aplicadas tanto ao desempenho desportivo como à saúde.

Limites e possibilidades de IA em destaque

A meio da semana, os estudantes participaram em workshops sobre os limites e possibilidades da Inteligência Artificial, incluindo temas relacionados com emoções, saúde oral e capacidade de interpretação das máquinas. À tarde, a Barragem da Apartadura proporcionou uma pausa em contacto com a natureza e momentos de convívio. O dia seguinte foi dedicado à criatividade e incluiu workshops de impressão fotográfica com técnicas artesanais, IA Marketing, funcionamento da Inteligência Artificial,

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encriptação e hidrogénio e corrosão. Entre as experiências estiveram a produção de hidrogénio por eletrólise, técnicas fotográficas e utilização de IA para identificação de objetos.


33 | Forum Estudante | set+out’26 /Academias Forum

Semana Tanto Mar

Academia de verão Forum Estudante · Peniche · 31 de agosto a 5 de setembro

Um mergulho na riqueza dos oceanos

A Semana Tanto Mar 2026 levou estudantes a Peniche para uma experiência dedicada ao oceano, à ciência, à economia azul, ao desporto, à investigação e ao Ensino Superior. O primeiro dia foi dedicado à chegada e integração dos participantes. Depois da sessão de abertura na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar, o grupo explorou o património cultural de Peniche. Os estudantes conheceram a tradicional Renda de Bilros e participaram num peddy-paper pelas ruas da cidade, descobrindo diferentes elementos da história local. O dia terminou com uma atividade sobre o naufrágio do S. Pedro de Alcântara e um momento de convívio. O segundo dia centrou-se na economia azul. No Porto de Pesca de Peniche, os participantes conheceram a atividade piscatória e as dinâmicas associadas à chegada e comercialização do pescado. A visita incluiu a SEAentia, onde conheceram projetos de aquacultura e a criação de corvinas em sistemas de recirculação.

Desporto e segurança de mãos dadas

O terceiro dia foi marcado pelo desporto e pela segurança. Na praia, os estudantes participaram numa Clínica de Surf orientada por treinadores, enquanto uma

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demonstração do Instituto de Socorros a Náufragos permitiu conhecer procedimentos de prevenção e segurança aquática. O grupo visitou ainda o Centro de Alto Rendimento de Surf de Peniche. A investigação científica esteve em destaque no quarto dia, durante a visita ao Cetemares. Divididos por laboratórios, os participantes realizaram atividades relacionadas com microbiologia, biotecnologia marinha, aquacultura, conservação de espécies e outros projetos de investigação. A componente prática prolongou-se num workshop de culinária marinha dedicado ao valor nutricional e à sustentabilidade do consumo de peixe.

Um mergulho nas Berlengas

No quinto dia, a Academia rumou às Berlengas. Depois da viagem de barco e de um briefing de segurança, os participantes tiveram oportunidade de realizar uma experiência de mergulho e explorar a ilha através de um percurso guiado. O dia terminou com a Gala Tanto Mar, dedicada à amizade, ao espírito de equipa e à celebração da semana.

apoios

financiamento


34 | Forum Estudante | set+out’26 /Academias Forum

POV

Academias de verão Forum Estudante

Diz quem participou No total, em 2026, cerca de 400 alunos do secundário e profissional participaram nas Academias Forum. Em vários pontos do país, foi possível fazer novos amigos e conhecer o mundo do Ensino Superior, explorando várias áreas do saber. Alguns dos participantes contam-te tudo sobre a sua experiência.

Inês Sousa, 18 anos

Mariana Lage, 18 anos

Mafalda Belém, 17 anos

Teo Assis, 18 anos

Laura Baltazar, 18 anos

Rodrigo Farinha, 19 anos

“Para mim, ter participado numa Academia Forum Estudante significou ter a oportunidade de conhecer profissionais de diversas áreas, o que me incentivou não só a ir para o ensino superior, mas que me deu a conhecer a área que devo seguir. Também pude visitar lugares que sem a academia não teria visitado! Guardo com muito carinho na memória a academia em que participei e espero que qualquer estudante que esteja a ler isto se sinta inspirado a participar também”.

“Uma atividade social, descontraída e divertida, num ambiente muito plural no qual terás contato com realidades com as quais não estás acostumado. As academias da Forum Estudante são uma forma muito interessante e enriquecedora de se passar uma semana fora de casa”.

“Participar numa Academia Forum foi uma experiência muito divertida e pude viver momentos incríveis enquanto aprendemos mais sobre o que pode vir a ser o nosso futuro, o que é sem dúvida o que uma academia tem de melhor. Para mim, foi uma oportunidade de sair da minha zona de conforto, conhecer pessoas de todas as pontas do país e partilhar experiências de vida. Acho que todos os jovens deviam fazer uma academia para ficar a conhecer o sentimento de família e de companheirismo que se sente nessa semana. É mesmo bonito de se viver”.

“Participar numa Academia Forum veio preencher os meus dias de férias, que possivelmente de outra forma seriam desperdiçados. Desta maneira, pude ganhar conhecimento, conhecer instituições novas num local diferente e criar amizades para vida. Foram dias preenchidos com muitas emoções mas especialmente marcados por enormes sorrisos!”.

“Participar numa Academia Forum foi uma experiência inesquecível que superou por completo as minhas expectativas. Foi uma semana cheia de atividades e novas experiências. Ganhei vários conhecimentos e uma melhor perceção daquilo com que gostava de trabalhar no futuro. Conheci pessoas incríveis de todo o país que tornaram a minha semana memorável. Acho que é uma experiência que todos os jovens deveriam ter pelo menos uma vez durante a sua adolescência”.

“Recomendo a qualquer um participar numa Academia da Forum Estudante. Foi uma semana onde pude conhecer novas possibilidades de futuro, estudantes ou trabalhadores, novas pessoas e até novas atividades que nunca antes pensei em fazer. E agradeço à Forum e a todos os seus colaboradores por nos fornecer esta experiência única e pelas amizades que levarei para a vida”.


35 | Forum Estudante | set+out’26 /bp Segurança ao Segundo

Quando os estudantes espalham a mensagem da segurança nas estradas O bp Segurança ao Segundo está de volta em 2026/2027 (ver caixa) e com muitas novidades. Para já, trazemos-te a experiência dos estudantes que participaram na mais recente edição.

«O trabalho de equipa foi muito importante»

«O BPSS faz chegar a Segurança Rodoviária aos jovens»

Nome: Sofia Alves Equipa: “Little Horse City” (1.º classificado) Escola: ES Henrique Sommer, Maceira Tema: Condução sob efeito de álcool

Nome: Bruna Nogueira Equipa: “O Último Ensaio” (3.º Classificado) Escola: Agrupamento de Escolas de Albergaria-a-Velha Tema: Velocidade Excessiva

«Queríamos que o nosso vídeo passasse uma mensagem realista, de algo que pode mesmo acontecer, com que as pessoas se conseguissem relacionar. O trabalho de equipa foi muito importante. Sentimos mesmo que, sem um dos nossos membros, o vídeo teria saído completamente diferente. Percebemos que há coisas que normalmente temos tendência a minimizar. Por vezes, até a achar que pode parecer divertido, como mais uma saída em que algum amigo bebe e conduz. Na verdade, esta decisão pode ter um grande impacto em nós e nos outros. Divertimo-nos muito, adorámos a gala, sentimo-nos muito importantes e recomendamos mesmo a participação»

«A ideia para o nosso vídeo nasceu do facto de uma colega nossa praticar dança e de termos sido incentivados pelo professor a fazer algo diferente e criativo. Quando percebemos que iríamos optar pela dança, quisemos juntar movimentos rápidos e bruscos aos movimentos do carro. Através da edição do vídeo, a dança e os movimentos do carro ficariam sincronizados. Gostámos muito de participar e recomendamos a outros estudantes. Sentimos que é um projeto positivo, que faz chegar a Segurança Rodoviária aos jovens que, muitas vezes, ainda não têm carta e não têm tanto contacto com o tema. Isto de uma forma bastante mais interativa do que se fosse abordado de forma teórica, através de uma palestra, por exemplo»

O que é o bp Segurança ao Segundo? Promovido pela bp Portugal e pelo Forum Estudante, o BP Segurança ao Segundo é um desafio que convida estudantes do Ensino Secundário e Profissional a criar um vídeo sobre os cinco principais fatores de risco de acidentes rodoviários em Portugal: Condução sobe efeito de Álcool ou Drogas, Velocidade Excessiva, Uso de Telemóvel ao Volante, Não Utilização de Cinto de Segurança e Condução em Situação de Fadiga ou Cansaço. Sabe mais sobre o BP Segurança ao Segundo aqui!

Sabe mais em www.bpsegurancaaosegundo.pt


36 | Forum Estudante | set+out’26 /Ensino Superior

A tua adaptação ao Ensino Superior em 8 passos Acabaste de entrar numa nova fase da tua vida onde quase tudo é um pouco desconhecido. Nova cidade, casa, novas rotinas e responsabilidades. Neste artigo vamos deixar-te um guia de 8 passos para ajudar a facilitar a tua transição do Ensino Secundário para o Ensino Superior.

#1 Encontra o teu quarto Agora que a matrícula no curso está feita, precisas de encontrar um sítio para viver. Tens duas opções: alugar um quarto ou candidatar-te para viver numa residência universitária. Pesquisa localizações na envolvência da tua instituição de ensino ou então com transporte direto até à mesma. Caso faças a tua matrícula presencialmente, pergunta a colegas mais velhos se conhecem de quartos disponíveis ou procura na Associação de Estudantes possíveis anúncios.

#2 Partir à aventura

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Desfizeste as malas, arrumaste tudo no armário e respetivas gavetas e

tens a tua casa longe de casa. Agora é a altura indicada de enfrentar o “desconhecido” e sair à aventura. Para começar, o melhor é conhecer a zona onde vais residir. Procura museus, atrações turísticas e aproveita os fins de semana para ter os descontos e vantagens a que os jovens estudantes costumam ter direito. Podes também conversar com os comerciantes para conhecer melhor a área em que vives.

#3 Procura conhecer com quem vives

Milhares de jovens vão ter a mesma experiência que tu e, partilhando casa ou residência, é muito provável que conheças alguém que tenha passado ou esteja a passar pela

mesma situação. Aproveita as horas de intervalo das aulas ou então em que estás em casa, com os teus colegas, para falar com eles, conhecê-los melhor.

#4 Começam as responsabilidades

Agora vives sozinho, tens de te habituar a fazer as tarefas domésticas. Arrumar e limpar o quarto, trocar a roupa da cama, lavar a roupa, estender, dividir a limpeza da casa com os teus colegas e ir às compras para a casa, tudo sozinho. Organiza as tuas responsabilidades para a semana: um dia para a limpeza da casa, outro para a roupa, outro para as compras e assim sucessivamente.


37 | Forum Estudante | set+out’26 /Ensino Superior

#5 Gere cuidadosamente o teu dinheiro Com a chegada ao Ensino Superior deves saber gerir os teus gastos e fazer uma avaliação do orçamento que tens disponível para o teu mês: despesas com alojamento (que podem incluir renda, luz, água, gás e internet), propinas, alimentação e transportes. Quando tiveres um impulso para uma

compra, implementa a prática de refletir sobre a mesma, pesando as consequências.

#6 Atenção à alimentação

Podes chegar exausto e ter a tentação de abrir uma das apps de entregas para receberes uma comida quentinha e pronta na hora sem qualquer esforço da tua parte. Tem em atenção que

esse dinheiro pode ser necessário no final do mês para alguma despesa. Por outro lado, a tua alimentação tem de ser equilibrada, não só por questões financeiras, mas também de saúde.

#7 Sê ativo

Vê exercícios na online, junta-te a um ginásio ou a uma secção desportiva na tua instituição de Ensino Superior ou associação académica. Se tiveres menos tempo ou disponibilidade, faz uma corrida! As possibilidades são várias. Aliar desporto a uma dieta saudável e uma rotina equilibrada, é meio caminho para uma estadia saudável no Ensino Superior.

#8 Compra coisas essenciais para a casa

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No caso de alugares uma casa que não venha com tudo incluído, vais precisar de eletrodomésticos, móveis e outros itens do dia a dia, como pratos, panos, roupas de cama, uma cama ou uma secretária. Faz uma lista de tudo o que possas precisar e não hesites em pedir ajuda a familiares e amigos. Esta é também uma boa forma de criares rotinas de organização na tua vida, identificando necessidades e agindo em função da sua resolução.


38 | Forum Estudante | set+out’26 /Pancadas

Entrevista a Alice do País das Maravilhas:

«Quero que as pessoas caiam para a sua toca interior»

Anos depois de cair numa toca e encontrar um mundo sem sentido, Alice percebeu que não tinha estado perdida. A vida estava a desafiá-la. O seu propósito era maior. Desde então, dedica-se à transformação cósmica dos outros. Vive, como diz, “fora do sistema”, numa quinta (com Wi-Fi), onde, mediante inscrição, eleva consciências. Alice, quando voltou do País das Maravilhas, passou muito tempo a tentar perceber o que tinha acontecido? Sim... Passei um ano e três dias em pura introspeção, para tentar perceber o que é que tudo aquilo queria dizer. O coelho, a lagarta, a cartas, os cogumelos... Bem, na verdade, havia ali demasiados cogumelos para tudo ser coincidência. A sua história foi originalmente contada por Lewis Carroll às irmãs Liddell, num passeio de barco. Como é que isso a faz sentir? Eu sinto que sou uma pessoa real e também uma personagem com uma audiência considerável. Hoje, com as redes sociais, temos a liberdade de escolher quem queremos ser. Se não resultar, podemos sempre escolher outra. É por isso que, no seu retiro, The Caterpillar Within [“A Lagarta Interior”] fala num trabalho de autoconhecimento ao longo de cinco semanas? Não gosto de falar em “trabalho de autoconhecimento”. Dá a ideia de que há uma versão final de nós à espera no fim de cinco semanas. Prefiro falar de “processo”. Até porque cinco semanas só chegam para dar um primeiro passo. Depois, há um retiro inspirado no Coelho Branco para confirmar a descoberta. De que forma é que o Coelho Branco inspirou esse retiro? Toda a gente olha para ele e vê um coelho atrasado. Eu vejo um caso de ansiedade... Ele não estava atrasado. Estava condicionado. Por isso criei o Stop Chasing the White Rabbit. São três semanas, para aprender a parar, apenas 999,99€ por semana, pura troca energética.

«O coelho, a lagarta, a cartas, os cogumelos... Bem, na verdade, havia ali demasiados cogumelos para tudo ser coincidência.»

Três semanas para aprender a parar? Sim. Quando queremos parar, é importante movermo-nos nesse sentido. Essa frase não é algo contraditória, olhando para a sua fórmula para a vida? Não acredito em fórmulas. Acredito em tocas. Foi por isso que criei o Down the Rabbit Hole, um podcast sobre autodescoberta disponível por subscrição mensal. Não quero que as pessoas me sigam. Quero que as

pessoas caiam para a sua toca interior e percebam que ela sempre esteve lá. Para terminar, tem milhões de seguidores e publica diariamente. Esta atividade online não entra em conflito com a ideia de vida simples, consciente e “fora do sistema”? Não. Passo muito tempo online e faço muitas descobertas todos os dias. Por vezes, é intenso, confesso. Comparada com a Internet, a toca do Coelho Branco é um passeio.


As aulas não estão de volta, tu é que estás Disse uma vez alguém que o verdadeiro regresso acontece quando “se volta ao sítio de que nunca saímos”. Aqui que ninguém nos lê, a frase faz tanto sentido como meter aparas de lápis numa pizza. De qualquer maneira, as aulas estão de volta ou tu de volta a elas. Vê o que te espera.

SIGNO DO MÊS Balança (23/09 a 22/10)

Aproveitei os meses de férias para visitar o meu primo: o grande Mestre basco Etú Dupeta. Disse-me ele, enquanto fazia umas tostas mistas para a malta, que o regresso às aulas dos nativos de Balança iria conter muito queijo derretido e ser barrado, no final, com manteiga e orégãos. Esperem, posso estar a fazer alguma confusão…

Escorpião

(23/10 a 21/11) A sério, nativos e nativas de Escorpião, nós já percebemos. Não precisam de voltar a contar a mesma história. Deve ter sido brutal, claro. Okay, okay, mas já contaram. Ya, ya, sem dúvida, grande cena. Paredes de Coura deve ter sido brutal, mesmo. Mas tens mesmo a certeza que isso é um cabelo do Benjamin Clementine?

Sagitário

(22/11 a 21/12) Passei parte das minhas férias com os Kardashians, em Saint-Tropez. A Kylie Jenner e o Timothée Chalamet até me disseram que eu estava com aspeto e tal. Serve esta história para ilustrar um ótimo conselho de novo ano letivo: não acreditem em tudo o que vos contam.

Capricórnio

(22/12 a 19/01) Um bom começo, para Aristóteles, “é a metade”. A frase é estranha, bem sei, mas o filósofo grego pretendia salientar que a virtude, ou o ideal, está algures no meio entre polos opostos. Inspirados por conceitos como este, que fundaram o pensamento filosófico ocidental, os nativos de Capricórnio vão desejar começar o ano letivo… em fevereiro. Não vai dar, dizem-me os astros.

Aquário (20/01 a 18/02)

Os nativos e nativas de Aquário ganham o campeonato da motivação para o novo ano letivo. Até compraram dossiers de marca, uma tonelada de post-it, e aqueles estojos de canetas para sublinhar. Claro que, daqui a duas semanas, vão andar a pedir uma folha emprestada para apontar a data do teste. Mas isso são pormenores.

Peixes

(19/02 a 20/03) Sabem que a vida de Mestre das Previsões não é fácil. É como que um fardo que carrego, este dom, e sou obrigado a trabalhar sempre que me chega uma visão, mesmo nas férias. Por exemplo, estava eu numa praia caribenha, com um mar

transparente a acariciar-me os pés, de cocktail na mão, quando fui obrigado a olhar para o céu e perceber que a inveja será um dos sentimentos em destaque nos nativos de Peixes, no regresso às aulas.

Carneiro

(21/03 a 20/04) Os suspiros amorosos dos nativos e nativas de Carneiro são tão intensos que se ouvem na Galáxia de Alpha-Centauri. Os amores de verão podem deixar marca, bem sei. Ainda hoje me lembro da Professora Carmen Tira… [suspiro]. Bem, como podem ver, os suspiros não vão passar. Mas vão tornar-se menos dolorosos. Palavra de Esótanga.

Caranguejo

(21/06 a 22/07) Grandes novidades! O meu relatório astral diz-me que vão acordar muito cedo todos os dias, para fazer exercício durante 30 minutos, meditar durante 15 e preparar um pequeno-almoço de scones de abacate e… Desculpem, enganei-me nos papéis. Afinal, vão acordar 15 minutos atrasados e arrastar-se para o chuveiro. My bad.

Leão

Touro

(23/07 a 22/08) Os nativos e nativas de Leão vão aprender, da pior forma, a importância da organização social e do respeito pelas convenções cívicas quando, no primeiro dia de aulas, furarem a fila para comprar um pão com queijo. Sucede que o pão vai estar duro. Chama-se karma.

Gémeos

(23/08 a 22/09) Aqui que ninguém nos lê, amigos e amigas do signo Virgem, o vosso verão não foi grande coisa. Terem perdido o telemóvel, por exemplo, foi chato. A queda da bicicleta nem se fala. Para não referir a vez em que tiveram de fugir daquele urso. Como assim, isto não aconteceu? Ah, esperem, afinal estava a ler as previsões para o vosso outono! Boa sorte…

(21/04 a 20/05) Durante as férias, enquanto observava a rotação de Orion sobre o ascendente dos nativos de Touro, tive a certeza de que o novo ano letivo significa para os nativos de Touro aquilo que significa para mim um passeio na baixa de Lisboa em hora de ponta: uma experiência que será agradável, mas que poderá oferecer muitos obstáculos pelo caminho. (21/05 a 20/06) Depois de um verão quente e solarengo, os nativos deste signo vão ter tendência para querer mostrar o bronze. Por essa razão, diz-me a posição de Orion, vão usar roupas como calções, cavas, saias e tops até meados de novembro. Os elogios vão ser muitos! Tal como os “obdigados” que dirão, enquanto assoam o “nadiz”.

Virgem

Back to School é um jogo de 1985 criado para ZX Spectrum. Joga online, aqui!


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