HERÓDOTO BARBEIRO
PARECE, MAS NÃO É
Cale a boca, jornalista! P.2
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RICARDO VIVEIROS
GASTRONOMIA
Quando falta autoridade sobra desordem P.2
DIRETOR: CÉSAR FOFFÁ
Confeitaria Flakes chega a Alphaville em outubro P.38
A INFORMAÇÃO QUE IMPORTA
EFE
Revista da Folha de Alphaville completa um ano P.22
ANO XXIII • ED 1131 - SEXTA-FEIRA, 28 DE AGOSTO DE 2026
• ELEIÇÕES
Mais de 2 milhões de eleitores da região vão às urnas em outubro
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que os 14 municípios que integram o Consórcio Intermunicipal da Região Oeste Metropolitana de São Paulo (Cioeste), sem considerar a capital, reúnem 2.117.798 eleitores aptos a votar. O número corresponde a 6,2% do eleitorado do Estado de São Paulo. P14
• MOBILIDADE
• EDUCAÇÃO
Acidentes em Alphaville reacendem alerta sobre segurança no trânsito
Ideb 2025: Região registra recuo nas notas
FOTO: FELIPE BARROS
Em agosto, um carro capotou na Alameda Araguaia e outro acidente semelhante foi registrado nas perto do Shopping Tamboré. Alphaville registrou dois atropelamentos, inclusive com óbito, no mesmo dia. Para o especialista em engenharia de tráfego, Horácio Figueira, os acidentes recorrentes indicam falta de fiscalização. P8
| TRIMESTRE. As cidades de Barueri e Parnaíba somaram 2,8 mil unidades residenciais em oferta
Imóveis movimentam R$3,3 bi em Barueri e Santana de Parnaíba No primeiro trimestre de 2026, Barueri e Santana de Parnaíba somaram 2.828 imóveis residenciais em oferta, avaliados em aproximadamente R$ 3,35 bilhões, segundo a Pesquisa do Mercado Imobiliário do Secovi-SP com 41 cidades do interior de São Paulo. De acordo com o levantamento, publicado recentemente, Barueri responde pela maior parte desse estoque, com 2.737 unidades e R$ 2,8984 bilhões em Valor Global de Oferta (VGO), enquanto Santana de Parnaíba aparece com 91 unidades, avaliadas em R$ 449,2 milhões. Em relação as unidades residenciais lançadas, Barueri também lidera. Foram 840 unidades entre janeiro e março deste ano, com Valor Global de Lançamentos (VGL) de R$ 521,2 milhões. O município responde pela maior parte desse estoque, com 2.737 unidades e R$ 2,8984 bilhões em Valor Global de Oferta (VGO). P25
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• PATRIMÔNIO
Presidenciáveis declaram bens de até R$ 242 milhões
• POLÍTICA
TRE-SP mantém inegibilidade de Marçal até 2032 P16
Os dados do ciclo de 2025 do Índice, que avalia a educação, trazem um diagnóstico duplo para os gestores públicos da região. Se por um lado as cidades de Barueri e Santana de Parnaíba comemoram notas absolutas superiores às médias do Estado de São Paulo e da rede pública nacional, por outro, o confronto com a série histórica (2019, 2021 e 2023) revela uma perda de fôlego pedagógico. P12
Os patrimônios declarados pelos candidatos à Presidência nas eleições de 2026 apresentam grande diferença. De acordo com dados disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Augusto Cury (Avante) lidera o ranking, com R$ 242,28 milhões, enquanto Samara Martins (UP) declarou R$ 33 mil. Hertz Dias (PSTU) e Rui Costa Pimenta (PCO) aparecem sem bens declarados. A declaração reúne imóveis, veículos, investimentos, participações em empresas, dinheiro em contas e outros P32 bens. P17
Dedé Santana celebra 90 anos com espetáculo “Abracadabra”
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Parece, mas não é. Cale a boca, jornalista!
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Opinião Quando falta autoridade sobra desordem
HERÓDOTO BARBEIRO
RICARDO VIVEIROS
Heródoto Barbeiro, professor e jornalista, é âncora do Jornal Novabrasil, colunista do R7, do Podcast. Apresentou o Roda Viva na TV Cultura, Jornal da CBN e Podcast NEH. Tem livros nas áreas de Jornalismo, História, Midia Training e Budismo. Grande prêmio Ayrton Senna, Líbero Badaró, Unesco, APCA, Comunique-se. Mestre em História pela USP e inscrito na OAB. Palestras e midia training. Canal no Youtube “Por Dentro da Máquina”. www.herodoto.com.br.
Ricardo Viveiros é jornalista, professor e escritor, é doutor em Educação, Arte e História da Cultura (UPM); membro da Academia Paulista de Educação (APE); autor, entre outros livros, de A vila que descobriu o Brasil, Memórias de um tempo obscuro e O sol brilhou à noite. Apresenta pela TV Cultura, aos domingos, às 10h30, o programa “Brasil, mostra a tua cara!”
As perseguições contra os jornalistas no Brasil são cíclicas. Começa com o empastelamento de jornais da oposição ainda no Primeiro Reinado. O imperador e seus apoiadores esquecem que a liberdade de expressão está garantida na Constituição do Império Brasileiro. No período republicano não é diferente. Além do fechamento de jornais, jornalistas são ameaçados, espancados e muitos vão parar nas prisões do Estado. O período do Estado Novo é o que mais reprime e as cadeias recebem jornalistas. As forças militares, sobretudo do Exército, estão a serviço do ditador Getúlio Vargas. O governo tem o cuidado de criar o Departamento de Imprensa e Propaganda para construir a imagem do caudilho, desenvolver um culto à personalidade como faziam seus contemporâneos Mussolini, Hitler e Josef Stálin. O DIP é responsável pela censura na imprensa e só com sua autorização os artigos e as opiniões são divulgados. Autores de opiniões e reportagens políticas são leva-
dos a responder na justiça militar, acusados de querer derrubar o governo e incitar a população a uma revolução. Os donos do poder articulam uma forma de controlar a divulgação de notícias que retratam as dificuldades da população. Não aceitam que autoridades da República sejam ridicularizadas em charges e quadrinhos ou em fotos comprometedoras. Violência policial, presídios superlotados, miséria, favelas, falta de água e de saneamento básico são notícias que irritam o governo. Jornalistas são acusados de não respeitar o código de ética da profissão, usam e abusam da liberdade de imprensa e, como todo exagero, devem ser restritos. Mas o que fazer? O s donos do poder se sentem ameaçados pelo trabalho dos jornalistas. Há pelo menos quatro anos o sistema vive assombrado com as reportagens publicadas na mídia. A saída é impingir em 1969, auge do regime instalado depois do golpe cívico-militar de 1964, que derrubou o presidente João Goulart, um modo de restringir a ação dos
jornalistas. A saída é impor diploma de jornalismo para exercer a profissão. O pretendente precisa cursar quatro anos nas poucas faculdades de jornalismo existentes e ter registro no Ministério do Trabalho, que carimba a sua liberação. É uma clara violação da liberdade de imprensa e de expressão, imposta pela ditadura do general Costa e Silva, depois por uma junta militar e, finalmente, pelo general Garrastazu Médici. A linha-dura dos militares exige que seja mantido o Ato Institucional número 5, imposto um ano antes. A censura volta com as mesmas características do DIP e os artigos e as reportagens só podem ser publicados depois de receber o carimbo de Brasília. Geralmente com nomes, frases e parágrafos inteiros cortados e vetados. O jornal Estadão passa a publicar versos de Camões nos espaços vetados e o Jornal da Tarde publica receitas de bolos nesses espaços. Quem sabe um dia o Supremo Tribunal Federal acabe com a obrigatoriedade do diploma, sonham os jornalistas.
Os números e as histórias de uma região em transformação A nova edição da Folha de Alphaville celebra um momento especial: um ano da Revista Efe. A publicação, que nasceu com a proposta de conectar negócios, pessoas, ideias e tendências, completa seus primeiros 12 meses consolidando uma trajetória marcada por conteúdo, informação, parceiros e novas conexões. O nosso compromisso permanece o mesmo: levar informação de qualidade, contextualizada e próxima da realidade de quem vive por aqui. Em Política, a cobertura especial das eleições recebe destaque. A disputa ganha um cenário polêmico, com o registro da candidatura à presidência de Pablo Marçal, que permanece inelegível. Na Região Oeste da Grande São Paulo mais de 2 milhões vão às urnas. Os números também ajudam a revelar desafios importantes. Na Educação, os resultados do Ideb de Barueri e Santana de Parnaíba acendem um alerta e colocam em debate a qualidade do ensino público e os caminhos necessários para avançar nos indicadores. Em Cidades, um levantamento mostra a dimensão dos acidentes registrados. Alphaville concentra casos frequentes. Os dados reforçam a necessidade de discutir segurança viária. O mercado imobiliário também está em evidência. Barueri e Santana de Parnaíba movimentaram mais de R$ 3 bilhões. Na cultura, uma entrevista especial com Dedé Santana, que revisita sua trajetória com o universo do picadeiro. A gastronomia ganha espaço com o Festival Gastronômico Catarina Outlet. E, para completar, destacamos a chegada da confeitaria Flakes a Alphaville, em outubro. Boa leitura! Gláucia Arboleya, editora
PUBLISHER Cesar Foffá DIRETOR DE NOVOS NEGÓCIOS Marcelo Foffá DIRETORA ADMINISTRATIVA Lourdes Foffá
JORNALISMO Editora: Gláucia Arboleya Beatriz Bononi EDITOR DE ARTE E PROJETO GRÁFICO Thenew.ag
CIRCULAÇÃO Joselito Santos FINANCEIRO Thiago Castillo IMPRESSÃO Margraf
Vivemos uma época em que a autoridade está enfraquecida. Parece que antigas referências perderam legitimidade, enquanto novas lideranças ainda não conquistaram reconhecimento suficiente para exercerem o poder. O resultado é visível: países invadem outros desrespeitando tratados e normas multilaterais; guerras civis prolongam tragédias humanitárias; organizações criminosas desafiam Estados inteiros, impondo seu domínio sobre cidades, regiões e, em alguns casos, influenciando governos. Não há uma crise do poder, mas de autoridade. Hannah Arendt já advertia, em seu ensaio O que é autoridade?, que a pergunta correta seria “o que foi a autoridade?”. Para a filósofa, o século XX assistiu à ruína das autoridades tradicionais, fenômeno que abriu espaço para experiências totalitárias e um enfraquecimento das estruturas de estabilidade da vida coletiva. Há crescente dificuldade para estabelecer limites aceitos pela sociedade. Arendt lembrava que autoridade não se confunde com força nem com violência. Quem precisa recorrer à coerção demonstra ausência de autoridade. A verdadeira liderança é reconhecida quando há legitimidade conquistada pelo respeito. O filósofo Alexandre Kojève, russo por nascimento, alemão por formação e francês por escolha, aprofundou o tema ao separar autoridade de poder. Poder impõe comportamentos; autoridade conquista adesão. Um governante pode ter os instrumentos da força, mas somente será autoridade caso sua liderança seja reconhecida como legítima. A diferença parece sutil, mas explica boa parte das crises contemporâneas. Myriam d’Allonnes, filósofa
francesa, amplia essa reflexão ao afirmar que a autoridade está ligada ao tempo. Não apenas por tradição, mas pela capacidade de conectar passado, presente e futuro por meio de um projeto comum. Quando uma sociedade perde continuidade histórica, fragmenta-se o sentido compartilhado que sustenta suas instituições. Aí está um drama do século XXI. Vivemos cercados por informações instantâneas, opiniões efêmeras e lideranças descartáveis. As redes sociais aceleram julgamentos, enfraquecem consensos e transformam qualquer autoridade em alvo permanente de contestação. A crítica é indispensável à democracia; a deslegitimação sistemática de toda autoridade conduz ao vazio institucional. Assim nascem extremismos, populismos e organizações criminosas, que ocupam espaços deixados pelo Estado e oferecem uma falsa ordem baseada no medo. Quando a autoridade legítima desaparece, alguém ocupará seu lugar. E nem sempre comprometido com a liberdade, a justiça ou o bem comum. Recuperar a autoridade não significa ser conservador ou defender autoritarismos. Ao contrário. Significa reconstruir instituições confiáveis, fortalecer a educação, valorizar a justiça, preservar a democracia e restaurar o respeito às regras livremente pactuadas. Como lembra d’Allonnes, autoridade não é uma ordem que oprime, mas um conselho que obriga sem coagir, porque nasce do reconhecimento coletivo de sua legitimidade. O maior desafio do nosso tempo não está em ampliar o poder dos governos, mas em reconstruir a autoridade das instituições. Sem ela, a liberdade perde seus alicerces e a convivência civilizada cede espaço à força, ao medo e ao caos.
As redes sociais aceleram julgamentos, enfraquecem consensos e transformam qualquer autoridade em alvo permanente de contestação
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Nacional PLANOS DE GOVERNO
nota rápida
GLÁUCIA ARBOLEYA redacao@folhadealphaville.com.br
Presidenciáveis divergem sobre o papel do Brasil no cenário internacional e relações políticas Propostas para as eleições de 2026 defendem ampliação de relações comerciais, mas apresentam diferenças sobre aproximação com os Estados Unidos, China e futuro do Brics Os planos de governo dos cinco candidatos à Presidência mais bem colocados nas pesquisas eleitorais apresentam propostas distintas para a política externa brasileira. Entre os pontos em comum estão a busca por novos mercados para as exportações, a ampliação das parcerias comerciais e o fortalecimento do Mercosul. As principais divergências aparecem na relação com Estados Unidos, China e Brics.
Entre os pontos em comum estão a busca por novos mercados para as exportações, a ampliação das parcerias comerciais e o fortalecimento do Mercosul Os programas analisados são os de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu
Zema (Novo). Embora os candidatos defendam, em diferentes graus, a diversificação das relações internacionais, há visões distintas sobre o posicionamento estratégico que o Brasil deve adotar no cenário global. Brics divide candidatos Um dos principais pontos de divergência está no Brics. Lula propõe aprofundar as relações brasileiras com o bloco, enquanto Romeu Zema defende a saída do Brasil caso seja eleito. Renan Santos apresenta uma posição intermediária e fala em uma relação mais pragmática, com redução da dependência em relação à China, principal parceiro comercial brasileiro. Lula também propõe ampliar as relações com países da África e retomar a aproximação com nações da Ásia, do Oriente Médio e da Europa. O programa prevê ainda a defesa de reformas no Conselho
de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e na Organização Mundial do Comércio (OMC), além do aprofundamento das relações com o G20. Flávio Bolsonaro defende uma política de abertura comercial para bens de capital, tecnologia e insumos, com o objetivo de reduzir dependências consideradas estratégicas. O programa também prevê o avanço de acordos comerciais e a adesão do Brasil à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Mercosul e novos mercados Ronaldo Caiado propõe consolidar o acordo entre Mercosul e União Europeia e ampliar a presença brasileira em mercados da Ásia, África e região do I n d o - P a c í f i co. O programa também prevê a identificação de dependências comerciais e a
diversificação de parceiros. Renan Santos, por sua vez, defende maior aproximação com países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), especialmente Vietnã e Filipinas. O candidato também propõe ampliar parcerias com países de língua portuguesa e reforçar a liderança brasileira na América Latina. Já Romeu Zema propõe fortalecer as relações com os países do Mercosul, especialmente a Argentina, aproximar o Brasil de países da bacia do Pacífico e transformar o bloco sul-americano em uma zona de livre comércio. Entre suas propostas está ainda a saída do Brics e a adesão à OCDE. Apesar das diferenças, os programas convergem em alguns pontos, como a defesa da soberania nacional, a ampliação das relações comerciais e a busca por novos destinos para os produtos brasileiros. A política externa, portanto, aparece na eleição como parte de projetos diferentes para a inserção do país na economia e na geopolítica internacional.
Campanha coleta DNA de familiares de desaparecidos Familiares de pessoas desaparecidas podem participar, até hoje (28), da Mobilização Nacional de Coleta de DNA, realizada em todo o país. A iniciativa busca ampliar o banco de perfis genéticos e aumentar as chances de localização e identificação de desaparecidos. A coleta é gratuita, rápida e indolor, feita com um swab (cotonete) na parte interna da bochecha. A prioridade é para familiares biológicos de primeiro grau, como pais, filhos e irmãos. Para participar, é necessário apresentar documento de identificação e informações do Boletim de Ocorrência (BO)registrado sobre o desaparecimento. Se possível, o familiar deve levar uma cópia do documento. A coleta ocorre nos pontos definidos pelos órgãos de segurança pública de cada estado e do Distrito Federal. Para saber o local mais próximo e os horários de atendimento, a orientação é procurar a Polícia Civil ou o órgão oficial de perícia e identificação da região. Os familiares são comunicados pelas autoridades.
POÇOS
FOTO: MARECHAL DUQUE DE CAXIAS/ AGÊNCIA PETROBRAS
prevê investir avaliar o volume dos recursos Petrobras prevê investimento de US$ 2,5 bi para US$A2,5Petrobras bilhões na perfuração e a viabilidade comercial da de 15 poços na Margem Equa- produção. explorar Margem Equatorial até 2030 A presidente da Petrobras, torial até 2030, como parte da
| PERFURAÇÃO. Serão explorados 15 poços
estratégia de ampliar e repor as reservas de petróleo e gás do país. O programa integra o Plano de Negócios 2026-2030 da companhia, que prevê a perfuração de 40 novos poços exploratórios no período, sendo 15 na Margem Equatorial. A região ganhou ainda mais relevância após a Petrobras confirmar a presença de petróleo no poço Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá. Localizado a cerca de 175 quilômetros da costa, o poço está em águas ultraprofundas, com lâmina d’água de aproximadamente 2.886 metros. A descoberta representa um avanço na campanha exploratória, mas a companhia ainda precisa
Magda Chambriard, afirmou que a empresa está otimista com os resultados obtidos no Amapá. A avaliação da descoberta, no entanto, ainda está em andamento. Novas perfurações serão necessárias para determinar a extensão do reservatório, a qualidade do óleo e o potencial de produção. A aposta na Margem Equatorial também está relacionada à necessidade de reposição das reservas brasileiras. A produção do pré-sal deve atingir seu pico na próxima década, o que torna novas fronteiras exploratórias importantes para garantir a oferta futura de petróleo e sustentar a produção nacional.
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LANÇAMENTO
TAXAS
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Internacional
GLÁUCIA ARBOLEYA redacao@folhadealphaville.com.br
China adia missão que busca água no polo sul da Lua A China adiou o lançamento da missão lunar Chang’e-7, que tinha como principal objetivo investigar a presença de água no polo sul da Lua. A decisão foi anunciada no dia 23 de agosto após uma avaliação das condições da missão. Segundo a mídia estatal chinesa, a sonda não reúne os requisitos necessários para ser lançada dentro da janela prevista para este ano.
te, fabricação de combustível para foguetes, reduzindo a necessidade de transportar esses materiais da Terra. A missão faz parte de um projeto mais amplo da China para ampliar sua presença na Lua. Pequim pretende realizar uma missão tripulada ao satélite antes de 2030 e desenvolver, na década seguinte, uma estação internacional de pesquisa lunar. O adiamento ocorre em meio à crescente disputa
Sonda foi projetada para investigar regiões permanentemente sombreadas, onde pode existir gelo de água, recurso considerado fundamental para futuras missões tripuladas
| NOVA REGULAMENTAÇÃO. Presidente fez a proposta em 24 de agosto
Trump quer tornar permanente taxa de US$ 103 mil para visto de trabalho qualificado
FOTO: XINHUA/YANG GUANYU
O motivo exato do adiamento não foi divulgado. As autoridades afirmaram que a decisão levou em consideração critérios de prudência, confiabilidade e segurança para aumentar as chances de sucesso da operação. A missão estava em preparação no Centro de Lançamento de Wenchang, na ilha de Hainan. A Chang’e-7 é considerada uma das missões mais ambiciosas do programa espacial chinês. O projeto prevê o envio de um orbitador, um módulo de pouso, um rover e uma pequena sonda capaz de se deslocar por meio de saltos. O conjunto será utilizado para estudar o solo, o ambiente e possíveis depósitos de gelo na região do polo sul lunar. Busca por água O interesse pelo polo sul está relacionado à possibilidade de existência de gelo de água em crateras permanentemente cobertas pela sombra. Entre as áreas de interesse está a cratera Shackleton, onde as temperaturas extremamente baixas podem ter preservado água e outros compostos voláteis por bilhões de anos. A descoberta e o aproveitamento desse recurso podem ser decisivos para futuras missões. A água poderia ser utilizada para consumo, produção de oxigênio e, potencialmen-
internacional pelo polo sul lunar. Os Estados Unidos também têm planos de exploração da região por meio do programa Artemis, aumentando a importância estratégica e científica do local. Até o momento, a China não apresentou uma nova data definitiva para o lançamento da Chang’e-7. Relatos recentes apontam que a missão poderá ser remarcada para 2027.
FOTO: CASA BRANCA
Chang’e-7 não será lançada na janela prevista para 2026; missão é considerada estratégica para os planos chineses de ampliar a exploração do satélite
| FOGUETE. A decisão ocorre após falha que resultou em explosão
O go ve r n o d e D o n a l d Trump propôs, em 24 de agosto, transformar em permanente a cobrança de uma taxa de US$ 103.265 para novos pedidos de visto H-1B, destinado a trabalhadores estrangeiros altamente qualificados. A proposta foi apresentada pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) e ainda precisa passar por consulta pública e análise regulatória. O valor representa um aumento expressivo em relação às taxas tradicionais do programa, que costumavam ficar entre US$ 2 mil e US$ 5 mil, dependendo do caso. A cobrança seria aplicada a novos pedidos de H-1B, utilizados por empresas americanas principalmente nas áreas de tecnologia, pesquisa, educação e outras profissões especializadas. A proposta retoma uma medida anunciada por Trump em 2025. Em junho deste ano, porém, um juiz federal considerou ilegal a cobrança de US$ 100 mil e determinou seu bloqueio. O governo recorreu, e a disputa judicial continua. Impacto nas empresas O programa H-1B permite que empregadores americanos contratem profissionais estrangeiros para ocupações que exigem formação especializada. São disponibilizados anualmente 65 mil vistos, além de outros 20 mil destinados a trabalhadores com diplomas avançados obtidos nos Estados Unidos. Empresas e entidades empresariais afirmam que o programa é necessário para suprir a falta de profissionais qualificados em determinadas áreas. Já críticos da políti-
ca defendem que o H-1B pode ser usado para substituir trabalhadores americanos por estrangeiros com salários menores. A nova regulamentação prevê um período de 30 dias para comentários públicos após sua publicação formal no Federal Register. A intenção do governo é concluir o processo até o fim do ano. As medidas fazem parte do endurecimento da política migratória da administração Trump, que também ampliou a fiscalização e o processo de seleção de trabalhadores estrangeiros.
A proposta retoma uma medida anunciada pelo presidente em 2025. Neste ano, porém, um juiz federal considerou ilegal a cobrança de US$ 100 mil e determinou seu bloqueio
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Cidades MOBILIDADE BEATRIZ BONONI redacao@folhadealphaville.com.br
Acidentes frequentes em Alphaville acendem alerta sobre segurança no trânsito
De acordo com dados coletados na plataforma Infosiga, Barueri e Santana de Parnaíba somaram 379 sinistros não fatais entre janeiro e julho; especialista aponta falta de fiscalização nas ocorrências. Fiscalização é o desafio Para Horácio Figueira, especialista em engenharia de transportes, tráfego e mobilidade urbana, o aumento dos sinistros está diretamente relacionado à falta de fiscalização e à sensação de impunidade entre os motoristas. Segundo ele, o problema não é exclusivo de Alphaville ou das cidades da região, mas se repete em diferentes pontos do país. “Não tem fiscalização. Isso vale para Alphaville, para Barueri, para Santana de Parnaíba, em qualquer cidade desse país”, afirmou à reportagem. Na avaliação do especialista, uma parcela significativa dos condutores comete infrações no dia a dia, como dirigir sem cinto, usar o celular ao volante, fazer conversões sem
Barueri registrou 324 sinistros não fatais entre janeiro e julho de 2026, enquanto em Parnaíba foram 55
FOTO: FELIPE BARROS
Dois acidentes recentes em Alphaville voltaram a chamar atenção para a segurança no trânsito da região. Em agosto, um carro capotou na Alameda Araguaia e outro acidente semelhante foi registrado nas proximidades do Shopping Tamboré. Embora os casos tenham ocorrido em momentos distintos, eles colocam em evidência um problema que permanece no cotidiano das cidades: os sinistros de trânsito. De acordo com dados do Infosiga, sistema do Detran-SP, Barueri e Santana de Parnaíba somaram 379 sinistros não fatais entre janeiro e julho de 2026. No mesmo período de 2025, foram 410 ocorrências. Apesar da redução de 7,6% no conjunto dos dois municípios, o cenário é diferente quando as cidades são analisadas individualmente. Enquanto Barueri registrou queda, Santana de Parnaíba apresentou aumento. Segundo a entidade, Barueri registrou 324 sinistros não fatais entre janeiro e julho de 2026. No mesmo período de 2025, foram 368 ocorrências. O resultado representa uma redução de 12%. Em Santana de Parnaíba, o cenário foi diferente. A cidade contabilizou 55 sinistros não fatais nos sete primeiros meses deste ano, contra 42 no mesmo intervalo de 2025. Houve, portanto, aumento de 31%
| ESPECIALISTA. Para Horácio Figueira, o aumento dos sinistros está diretamente relacionado à falta de fiscalização
sinalização, ultrapassar o limite de velocidade e avançar o sinal vermelho. Entre motociclistas, Figueira considera o cenário ainda mais preocupante. “Hoje, 70%, no mínimo, dos condutores de automóveis, se você acompanhar discretamente, vão estar cometendo algum tipo de infração. Para as motos, esse percentual pode chegar a 90% ou 95%”, destaca.
USO DO SOLO
digital, de todas as formas possíveis, colocar placas educativas, convidando à cidadania. Só que só isso não basta”, avaliou. Horácio apontou ainda que a redução depende de uma atuação conjunta entre municípios e Estado, com fiscalização, educação e cobrança pelo cumprimento das regras. “A hora que as pessoas perceberem que isso é para valer, elas mudam os hábitos”.
nota rápida
Barueri está entre as cidades com maior densidade urbana do Brasil, diz IBGE Dos 20 municípios com maiores proporções de áreas urbanizadas do País, 11 estão em São Paulo, como demonstra novo levantamento divulgado no dia 18, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo Áreas Urbanizadas do Brasil 2022 revela que as cidades mais urbanizadas pertencem às áreas chamadas de grandes concentrações urbanas, com mais de 60% do território coberto. O grande destaque é o arranjo populacional de São Paulo, reunindo 11 municípios no ranking: São Caetano do Sul, Carapicuíba, Osasco, Taboão da Serra, Diadema, Jandira, Poá, Mauá, Barueri, Ferraz de Vasconcelos e São Paulo capital. De acordo com os especialis-
Para mudar esse comportamento, o especialista defende uma fiscalização permanente, associada a ações educativas. Entre as medidas citadas estão radares, sinalização adequada dos limites de velocidade, abordagens de veículos no momento da infração e operações de fiscalização durante todo o dia. “Isso associado a ações educativas. Tem que fazer ação com a mídia impressa,
tas do IBGE, o monitoramento das áreas urbanizadas é um dos pilares mais significativos para a compreensão da evolução da sociedade e da organização do território brasileiro. O monitoramento revela o ritmo e a intensidade com que áreas naturais ou rurais são convertidas em padrões urbanos, fornecendo dados essenciais para o planejamento urbano, implementação de infraestruturas públicas e análise de questões de mobilidade, habitação e sustentabilidade. Município que mais expandiu Brasília foi o município que mais expandiu suas feições urbanizadas entre 2019 (data do
último levantamento) e 2022, mais que o dobro do município com o segundo maior crescimento, São Luís (Maranhão). Em quatro anos, Brasília ampliou horizontalmente suas áreas urbanizadas em 72,08 km2, enquanto que São Luís aumentou a área em 35,76 km2. Neste ranking da expansão das áreas urbanizadas nos últimos anos, a Bahia apresentou quatro municípios e São Paulo, três. Entre os 20 municípios com maiores extensões absolutas de feições urbanizadas em 2022, 15 são capitais, além de três cidades do Estado de São Paulo (Campinas, Guarulhos e Ribeirão Preto) e dois relevantes centros regionais: Feira de Santana (BA) e Uberlândia (MG).
Santana de Parnaíba se destaca em ranking de gestão pública elaborado pela Austin Rating Santana de Parnaíba foi reconhecida como a melhor cidade de médio porte da Região Sudeste em um ranking elaborado pela Austin Rating para a revista Veja Negócios. O resultado considera indicadores relacionados à gestão pública e coloca o município entre as referências em administração eficiente. Entre os fatores associados ao desempenho estão o controle das contas públicas, a capacidade de manter investimentos e a adoção de políticas voltadas ao desenvolvimento econômico e à melhoria dos serviços oferecidos à população. Um dos principais indicadores apontados é a sequência de superávits fiscais mantida desde 2013. O resultado demonstra a capacidade do município de preservar o equilíbrio das contas enquanto mantém investimentos em áreas como saúde, educação, segurança, mobilidade, infraestrutura e programas sociais. “A conquista ressalta o compromisso da administração municipal com uma gestão moderna, transparente e eficiente, baseada em decisões estratégicas que geram resultados concretos para a cidade. A liderança no ranking evidencia que Santana de Parnaíba vem construindo, ao longo dos anos, um ambiente favorável ao desenvolvimento econômico e social”, disse a prefeitura em nota.
SEXTA-FEIRA, 28 DE AGOSTO DE 2026
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Os ambientes serão entregues mobiliados e decorados. As marcas e modelos dos equipamentos serão definidas quando da aquisição das mesmas, conforme disponibilidade do mercado. Imagens meramente ilustrativas. Projeto urbanístico foi aprovado pela Prefeitura Municipal de Campinas/SP e demais órgãos públicos competentes, protocolo nº 05/11/10320, Certificado Graprohab nº 042/2.014 e pelo Decreto nº 20.325/, registrado em 19 de março de 2020, sob nº 11, na matrícula imobiliária nº 7.378 do 4º CRI de Campinas/SP, podendo sofrer alterações quanto à elaboração dos projetos executivos e aprovação dos projetos legais do clube, administração, portaria e sistemas de lazer. A execução da calçada de passeio em frente ao lote é de responsabilidade do comprador. As habitações são meramente ilustrativas, ficando os adquirentes cientes de que deverão respeitar as restrições urbanísticas em seus projetos e construções.
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Cidades TRÂNSITO BEATRIZ BONONI redacao@folhadealphaville.com.br
Nova alça na Av. Piracema reflete desafio de mobilidade com aumento da frota na região Intervenção em Barueri busca melhorar acesso à Castello Branco. Segundo levantamento realizado pela reportagem, cidade teve alta de 2,9% na frota em um ano dos levantados pela reportagem na plataforma do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Barueri e Santana de Parnaíba somavam juntas 335.546 veículos em 2025, contra 323.874 no ano anterior. Em um intervalo de apenas 12 meses, foram 11.672 veículos a mais, alta de 3,6%. Frota cresce nas duas cidades Segundo o IBGE, em Barueri, a frota passou de 220.299 veículos em 2024 para 226.652 em 2025, aumento de 2,9%. O número de carros teve crescimento mais discreto, passando de 126.904 para 127.553, alta de 0,5%. Já as motocicletas passaram de 31.555 para 33.348, avanço de 5,7%. Santana de Parnaíba apresentou crescimento proporcionalmente maior. A frota saltou de 103.575 para 108.894 veículos, alta de 5,1%. Os carros passaram de 58.841 para 60.954, aumento de 3,6%, enquanto as motocicletas cresceram de 15.085 para 15.954, alta de 5,8%. Consideradas juntas, as duas cidades incorporaram 6.302 carros e motos à frota em um ano. O crescimento foi mais acelerado entre as motocicletas, que passaram de 46.640 para 49.302, alta de 5,7%.
FOTO: CAUBER DRONE/SECOM BARUERI.
Uma nova alça de retorno na Avenida Piracema, no Tamboré, foi construída recentemente pela Prefeitura de Barueri com o objetivo de melhorar o acesso dos motoristas à Rodovia Castello Branco e reduzir o trajeto de quem circula pela região. A intervenção, anunciada em julho, integra um conjunto de obras voltadas à mobilidade na região e ocorre em um cenário de crescimento da frota de veículos de Barueri e Santana de Parnaíba. Localizada na altura do número 1.231 da Avenida Piracema, próxima à Alameda Arapoema, a estrutura foi planejada para criar uma alternativa de retorno mais próxima para os motoristas que seguem em direção à Castello Branco. Segundo a Prefeitura, antes da intervenção, os retornos mais próximos estavam na Alameda Araguaia, nas proximidades do Carrefour, e na Avenida Pirambóia. O projeto também prevê faixas de aceleração e desaceleração no sentido da Avenida Ceci, com o objetivo de organizar o fluxo e dar mais segurança às conversões. A necessidade de novas soluções para circulação ganha dimensão quando observada junto aos números da frota de veículos das cidades. De acordo com da-
| ALÇA. Objetivo é melhorar acesso à Castello Branco
PM intensifica operações e fecha o cerco contra criminalidade na região Uma ação do 20º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (20º BPM/M) mobilizou equipes no dia 19 em cinco municípios da região para reforçar o combate a crimes envolvendo celulares. Ao longo da Operação Impacto Última Chamada, foram realizadas 188 abordagens, três prisões e o recolhimento de seis veículos em Barueri, Santana de Parnaíba, Itapevi, Jandira e Pirapora do Bom Jesus. A operação contou com 89 policiais, distribuídos em 32 viaturas, nove motocicletas do Rádio Patrulhamento e duas Bases Comunitárias Móveis. As equipes instalaram 20 pontos de bloqueio e realizaram fiscalizações em áreas consideradas estratégicas pela corporação. Entre os veículos vistoria-
dos estavam 133 motocicletas, 33 carros e um utilitário. Ao final da ação, três carros e três motos foram recolhidos e 48 autuações de trânsito foram registradas. A PM também localizou duas pessoas procuradas pela Justiça e efetuou uma prisão em flagrante por tráfico de drogas. Em Barueri, uma das ocorrências foi registrada na Rua Dora, no Parque dos Camargos. Segundo a PM, um grupo tentou deixar o local ao notar a aproximação dos policiais. Um homem foi abordado e, com ele, foram encontrados um celular, dinheiro e uma sacola contendo 150 porções de maconha e 25 eppendorfs de ice. Ele foi encaminhado à delegacia e permaneceu à disposição da Justiça.
CONTRATANTE: IGOR SOARES - PSD / CNPJ: 68.455.645/0001-52 / VALOR: R$ 5.800,00 / MEDIDA: 12,5X19 CM
COMBATE AO CRIME
IGOR SOARES
DEPUTADO FEDERAL
Revista alphavile.pdf 1 11/08/2026 11:54:29
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Política
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Cidades EDUCAÇÃO
LEVANTAMENTO
ALIZ LAMBIAZZI redacao@folhadealphaville.com.br
Ideb 2025: Barueri e Santana de Parnaíba têm quedas históricas
Apesar de resultados acima das médias nacionais, municípios registram recuos em etapas do ensino O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgaram no dia 5 de agosto os resultados oficiais do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) referentes ao ciclo de avaliação de 2025. O indicador cruza a taxa de aprovação escolar apurada ao fim do ano letivo com as notas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Os dados do ciclo de 2025 trazem um diagnóstico duplo para os gestores públicos da região. Se por um lado as cidades de Barueri e Santana de Parnaíba comemoram notas absolutas superiores às médias do Estado de São Paulo e da rede pública nacional, por outro, o confronto com a série histórica (2019, 2021 e 2023) revela uma perda de fôlego pedagógico, especialmente na transição do 5º para o 6º ano do Ensino Fundamental. Raio-X de Barueri e Santana de Parnaíba Na Rede Municipal de Barueri, que reúne as escolas sob gestão direta da Prefeitura, os resultados mostram comportamentos diferentes entre as etapas de ensino. Nos Anos Iniciais, do 1º ao 5º ano, a rede alcançou 6,3 em 2025, uma leve oscilação em relação a 2023, quando registrou 6,4, e ainda abaixo do melhor resultado da cidade, de 6,7, alcançado em 2019. Nos Anos Finais, do 6º ao 9º ano, o recuo é mais acentuado. A nota caiu para 5,3 em 2025, mantendo uma trajetória de queda em relação aos 5,5 de 2023, 5,7 de 2021 e ao pico de 5,8 registrado em 2019. Com o resultado, a rede retorna a um patamar próximo ao de 2015, quando a nota foi de 5,2. No Ensino Médio, a Rede Municipal registrou 5,0 em 2025, também abaixo dos resultados anteriores: 5,2 em 2023 e 5,5 em 2021. Considerando a Rede Pública Total de Barueri, que inclui as escolas estaduais instaladas no município, a média foi de 4,7. Cenário em Santana de Parnaíba Na rede municipal de Santana de Parnaíba, nos Anos Iniciais, do 1º ao 5º ano, a rede alcançou nota 6,7 em 2025, o melhor resultado da série apresentada. O índice supera os 6,4 registrados em 2023, os 6,1 de 2021 e também o então pico de
6,6, obtido em 2017. Nos Anos Finais, do 6º ao 9º ano, houve retração. A nota caiu para 5,4 em 2025, abaixo dos 5,5 registrados em 2023 e 2019, indicando dificuldade em manter o desempenho alcançado anteriormente nessa etapa do Ensino Fundamental. No Ensino Médio, a Rede Municipal registrou 4,5 em 2025, uma recuperação em relação
IDEB foi criado em 2007 e funciona como o principal indicador da qualidade da educação no Brasil
cipal indicador da qualidade da educação no Brasil. Calculado a cada dois anos, o indicador cruza duas informações essenciais, o fluxo escolar, que são as taxas de aprovação, reprovação e abandono apuradas no Censo Escolar, e o aprendizado, que são as notas médias obtidas pelos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática nas avaliações do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Com uma escala de 0 a 10, o IDEB sintetiza o desempenho das escolas e redes de ensino em um único número, permitindo mapear a evolução do aprendizado, identificar gargalos e orientar o planejamento de políticas públicas em todo o país.
Roubos de celulares recuam no Estado e avançam em Barueri e Parnaíba, aponta SSP São Paulo registrou queda nos roubos de celulares. No primeiro semestre de 2026, foram 41.654 roubos de celulares, uma redução de 20,1% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 52.130 casos. A trajetória de redução foi interrompida apenas em 2022, quando as ocorrências cresceram 11,1%, mas voltou a apresentar recuos consecutivos em 2023, 2024, 2025 e 2026. Segundo o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, o resultado está relacionado a medidas que combinam policiamento, investigação, tecnologia e ações contra a receptação. “A queda que se acumula há dez anos é fruto de um conjunto de iniciativas para coibir esse tipo de crime, que envolvem aumento do policiamento, uso de ferramentas de tecnologia e combate à receptação dos aparelhos.
aos 4,3 de 2023. Quando considerada a Rede Pública Total do município, que reúne as redes municipal e estadual, a nota final foi de 4,7. Desempenho do Brasil Para dimensionar os resultados de Barueri e Santana de Parnaíba, os dados nacionais mostram um cenário de desempenho mais baixo nas etapas finais da educação básica. Em 2025, a Rede Pública brasileira registrou média de 6,1 nos Anos Iniciais, 5,0 nos Anos Finais e 4,3 no Ensino Médio. Considerando escolas públicas e privadas, as médias do Total Geral foram de 6,3, 5,3 e 4,5, respectivamente. No ranking nacional, o Paraná foi o estado com melhor desempenho nas três etapas avaliadas. O Ceará também apresentou resultados positivos no Ensino Fundamental, ficando em segundo lugar nos Anos Iniciais e dividindo a vice-liderança dos Anos Finais com Goiás. Já no Ensino Médio, etapa que apresenta os menores resultados no país, o Piauí ficou na segunda posição, atrás apenas do Paraná. Na sequência aparecem Espírito Santo e Rio Grande do Sul. O que é o IDEB? O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) foi criado em 2007 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e funciona como o prin-
Tamanho: 125 mm x 190 mm. Valor líquido R$: 5.800,00
Estamos atuando em todas as frentes: prevenção, inteligência, investigação e tecnologia, e as operações vão seguir”, afirmou. Cenário cidades Na contramão da queda registrada no Estado, os roubos envolvendo celulares aumentaram em Barueri e Santana de Parnaíba no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Em Barueri, foram 214 ocorrências entre janeiro e junho deste ano, contra 199 nos seis primeiros meses de 2025 (+ 7,5%). Em Santana de Parnaíba, o número passou de 31 para 32 registros (+3,2%). Os dados foram levantados a partir da base de Celulares Subtraídos da SSP-SP, considerando os boletins de ocorrência de roubo e excluindo registros duplicados conforme a metodologia.
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Cidades DESMATAMENTO BEATRIZ BONONI redacao@folhadealphaville.com.br
Brasil perde 14% da vegetação nativa em quatro décadas; Região mantém remanescentes de Mata Atlântica Levantamento aponta 470 hectares do bioma em Barueri e 4.159 em Santana de Parnaíba adota um conceito mais abrangente de floresta e considera áreas com mais de um hectare e
Entre 1985 e 2025, o país passou de 79% para 65% de vegetação nativa diferentes estágios de regeneração, Barueri possui 871 hectares de floresta. Santana de Parnaíba Em Santana de Parnaíba, a área remanescente de Mata Atlântica é significativamente maior. O município tinha 4.159 hectares do bioma em 2025, correspondentes a 23,11% da cobertura original existente no território. Segundo a entidade, essa área seria equivalente a mais 5 mil vezes o tamanho de um campo de futebol Pelo mesmo levantamento da SOS Mata Atlântica e do INPE, Santana possui uma área de mata quase nove vezes maior que a de Barueri. Já na classificação mais abrangente do MapBiomas, o município soma 7.142 hectares de floresta.
FOTO: FELIPE BARROS
A perda de vegetação nativa registrada no Brasil nas últimas quatro décadas coloca em evidência o desafio de preservar os remanescentes de Mata Atlântica em regiões de forte expansão urbana. Segundo levantamento do MapBiomas, o país perdeu 14% de sua vegetação nativa entre 1985 e 2025. Em Barueri e Santana de Parnaíba, dados mais recentes da plataforma “Aqui Tem Mata?”, da Fundação SOS Mata Atlântica, mostram que os dois municípios ainda conservam áreas do bioma. Em Barueri, foram registrados 470 hectares de Mata Atlântica em 2025, o equivalente a 7,16% da cobertura original do bioma no município, segundo o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, produzido pela SOS Mata Atlântica em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Ainda de acordo com a plataforma, isso equivale a 611 vezes o tamanho de um campo de futebol. O levantamento considera como “Mata” os remanescentes florestais bem conservados com mais de três hectares. Pela metodologia do MapBiomas, que
| CENÁRIO. Barueri tem 7,16% da cobertura original do bioma e Parnaíba, 23,11%
A diferença entre os números das duas metodologias não representa uma divergência nos dados, mas decorre dos critérios utilizados para classificar a vegetação. Cenário nacional Os números locais ganham dimensão diante do cenário brasileiro. Entre 1985 e 2025, o país passou de 79% para 65% de vegetação nativa, segundo a Coleção 11 do MapBiomas. Ainda de acordo com o levanta-
SEGURANÇA
mento divulgado pela entidade, a perda ocorreu em paralelo à expansão das áreas destinadas à agropecuária, que passaram de 18% para 32% do território no período. Na Mata Atlântica, a preservação dos remanescentes é especialmente relevante porque o bioma foi um dos mais impactados pelo processo de ocupação do território brasileiro. Em 2025, cerca de 32% da cobertura original permanecia, de acordo com o MapBiomas.
NOVO ASFALTO
nota rápida
O desempenho ocorre em meio às ações integradas de segurança realizadas no município, que envolvem a Guarda Civil Municipal, as polícias e o sistema de monitoramento por câmeras. A estrutura é utilizada no trabalho preventivo, na identificação de ocorrências e no apoio às equipes que atuam nas ruas. No ranking elaborado pela SSP-SP, que considera municípios da Região Metropolitana de São Paulo com mais de 100 mil habitantes, Santana de Parnaíba também aparece na primeira colocação geral em segurança, de acordo com os dados do segundo trimestre. O resultado mantém a cidade entre os municípios com os melhores indicadores do levantamento.
FOTO: DIVULGAÇÃO/SECOM SANTANA DE PARNAÍBA
Santana de Parnaíba registra Vias do Centro de Apoio 2 queda nos crimes contra passam por recapeamento veículos no segundo trimestre Santana de Parnaíba apresentou redução nos registros de crimes contra o patrimônio no segundo trimestre de 2026. Foi o que revelaram os dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), divulgados recentemente. Na comparação com o mesmo período do ano passado, os roubos e furtos de veículos recuaram de forma significativa no município. Entre abril e junho deste ano, foram registrados dois roubos de veículos, contra nove ocorrências no segundo trimestre de 2025. A redução foi de 77,78%. Nos furtos, quando o veículo é levado sem que haja confronto direto com a vítima, o número caiu de 20 para 11 casos, uma queda de 45%.
| MELHORIAS. Expectativa é proporcionar mais segurança
A Prefeitura de Santana de Parnaíba realiza um serviço de recapeamento de todas as vias do Centro de Apoio 2, em Alphaville. A intervenção faz parte das ações de melhoria da infraestrutura urbana e busca oferecer melhores condições de circu-
Ações locais Além da conservação dos fragmentos existentes, as prefeituras mantém iniciativas de recuperação e arborização. É o caso de Barueri. Segundo a prefeitura, no primeiro semestre deste ano, foram plantadas 1.479 mudas de espécies nativas. A meta é encerrar 2026 com 3 mil novas mudas plantadas. Já Santana de Parnaíba, de acordo com o Plano de Metas, serão plantadas 20 mil árvores até este ano.
lação para quem passa diariamente pela região. Segundo a administração, a expectativa é proporcionar mais segurança e conforto para motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres. Além disso, a medida contribui para a mobilidade e a valorização do entorno.
Desfile cívico em Parnaíba trará tema “Alfabetização na idade certa” Santana de Parnaíba realiza, no dia 7 de setembro, o tradicional desfile cívico em celebração ao Dia da Independência do Brasil, às 9h, na Av. Tenente Marques, 5555. O Tema escolhido para esta edição é “Alfabetização na idade certa”. A programação deve reunir estudantes e moradores em uma manhã dedicada à educação, à cultura e à celebração da Independência. Até o fechamento desta edição, Barueri não havia divulgado a programação oficial para o feriado.
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Política VOTAÇÃO ALIZ LAMBIAZZI E GLÁUCIA ARBOLEYA redacao@folhadealphaville.com.br
Municípios da Região Oeste de SP reúnem mais de 2,1 milhões de eleitores para 2026 As 14 cidades do Cioeste concentram 6,2% do eleitorado paulista; Osasco, Barueri e Carapicuíba respondem por 55% dos votos da região
Barueri se destaca Com 297.548 eleitores aptos a votar, Barueri é o segundo maior colégio eleitoral do Cioeste, atrás apenas de Osasco, que possui 583.505 eleitores. Além do volume de eleitores, Barueri chama atenção pela composição do eleitorado. As mulheres representam 55% dos eleitores do município, enquanto os homens correspondem a 45%. É a maior participação feminina entre as 14 cidades analisadas. O percentual também está acima das médias nacional e estadual. No Brasil, as mulheres representam 52,84% do eleitorado, enquanto em São Paulo correspondem a cerca de 53%. Nos demais municípios do
Cioeste, a participação feminina varia entre 51% e 54%. O perfil reforça a relevância de Barueri no mapa eleitoral da região, que reúne um dos maiores contingentes de eleitores do Estado. Santana de Parnaíba Santana de Parnaíba aparece como o sétimo maior colégio eleitoral entre os municípios do Cioeste, com 111.522 eleitores aptos a votar em 2026. As mulheres também são maioria no município e representam 53% do eleitorado, contra 47% de homens. Com 111,5 mil eleitores, Santana de Parnaíba integra o grupo de cidades que, pelo tamanho do eleitorado, contribuem para o peso político e eleitoral da região Oeste.
Com quase 300 mil eleitores, Barueri é o segundo maior colégio eleitoral do Cioeste e tem a maior participação feminina entre os municípios analisados
FOTO: ANTONIO AUGUSTO/ SECOM/ TSE
A região Oeste da Grande São Paulo terá um peso expressivo nas eleições de 2026. Levantamento com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atualizados em julho, mostra que os 14 municípios que integram o Consórcio Intermunicipal da Região Oeste Metropolitana de São Paulo (Cioeste), sem considerar a capital, reúnem 2.117.798 eleitores aptos a votar. O número corresponde a 6,2% do eleitorado do Estado de São Paulo, que soma 34.105.332 pessoas. Entre os municípios do Cioeste, Osasco, Barueri e Carapicuíba concentram a maior parcela: juntos, são 1.171.589 eleitores, aproximadamente 55% de todo o eleitorado regional.
| VOTAÇÃO. O primeiro turno acontecerá em outubro
ELEITORES
MULHER
HOMEM
Araçariguama
17.845
51%
49%
Barueri
297.548
55%
45%
Cajamar
70.100
52%
48%
Carapicuíba
290.536
53%
47%
Cotia
193.983
53%
47%
Ibiúna
62.044
51%
49%
Itapevi
168.546
53%
47%
Itu
128.489
52%
48%
Jandira
76.079
54%
48%
Osasco
583.505
54%
46%
Pirapora do Bom Jesus
14.174
51%
49%
Santana de Parnaíba
111.522
53%
47%
São Roque
60.396
53%
47%
Vargem Grande Paulista
43.031
52%
48%
ELEITORADO DOS MUNICÍPIOS DO CIOESTE
2026
Número de mulheres na disputa pela Presidência cai pela metade O número de mulheres que encabeçam chapas presidenciais caiu pela metade nas eleições de 2026. Neste ano, duas candidatas disputam a Presidência da República, contra quatro em 2022. Ao todo, sete mulheres integram as chapas presidenciais: duas como candidatas a presidente e cinco na disputa pela vice. O número é um a menos que o registrado há quatro anos, quando a participação feminina chegou ao maior patamar desde a primeira eleição direta após a redemocratiza-
ção, em 1989, segundo levantamento do g1 com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A distribuição das candidaturas também mudou. Em 2022, quatro mulheres concorreram à Presidência e outras quatro disputaram o cargo de vice. Em 2026, o número de candidatas no topo das chapas caiu de quatro para duas, enquanto a quantidade de mulheres na vice-presidência subiu para cinco — o mesmo patamar registrado em 2018, quando também houve duas
candidatas à Presidência e cinco à vice. A participação feminina também recuou proporcionalmente. As eleições de 2026 têm 13 chapas presidenciais, duas a mais que em 2022. Com isso, as mulheres ocupam 27% das 26 posições de presidente e vice em disputa, ante 36% das 22 posições na eleição anterior. Os números mostram uma redução da presença feminina na composição das chapas presidenciais em relação a 2022, especialmente entre as candidatas à Presidência.
nota rápida
Brasil tem 158,7 milhões de votantes No cenário nacional, o Brasil soma 158.765.458 eleitores aptos a votar nas eleições de 2026. Desse total, 141.321.493 têm biometria cadastrada, enquanto 17.443.965 ainda não realizaram o procedimento. A maior parte do eleitorado está sujeita ao voto obrigatório: são 136.541.551 pessoas. Já o voto é facultativo para 22.223.907 eleitores, grupo que inclui, principalmente, jovens de 16 e 17 anos e pessoas com mais de 70 anos. As mulheres são maioria no eleitorado brasileiro, com 83.877.126 eleitoras, o equivalente a 52,84%. Os homens somam 74.845.001, ou 47,16%. Entre as unidades da Federação, São Paulo segue como o maior colégio eleitoral do país, com 34.104.226 eleitores e eleitoras, ou 21,48% do total. Em seguida aparecem Minas Gerais, com 16.377.659 pessoas aptas a votar (10,32%); Rio de Janeiro, com 12.857.000 (8,10%); Bahia, com 11.321.005 (7,13%); e Paraná, com 8.609.026 (5,42%). Juntos, os cinco maiores colégios eleitorais reúnem 83.268.916 eleitores e eleitoras, o equivalente a 52,45% do eleitorado brasileiro.
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Política IMBRÓGLIO
TRE-SP rejeita novo recurso e mantém Pablo Marçal inelegível até 2032
Decisão da Justiça Eleitoral regularizou filiação com efeito retroativo; registro da candidatura à Presidência ainda será julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) manteve Pablo Marçal (PRTB) inelegível até 2032 ao barrar mais uma tentativa da defesa de reverter a condenação por uso indevido dos meios de comunicação na campanha de 2024. A decisão, tomada pelo presidente da Corte, desembargador José Antonio Encinas Manfré, também mantém a multa no valor de R$ 420 mil. O recurso buscava levar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a discussão sobre a condenação por uso indevido dos meios de comunicação social durante a campanha de Marçal à Prefeitura de São Paulo, em 2024. A defesa pretendia derrubar tanto a inelegibilidade quanto a multa. A condenação está relacionada à estratégia de divulgação de vídeos curtos nas redes sociais durante a eleição municipal. No início de agosto, o plenário do TRE-SP já havia rejeitado, por unanimidade, embargos de declaração apresentados pela defesa e mantido a condenação. Agora, ao analisar a admissibilidade do recurso especial, a presidência da Corte entendeu que os argumentos exigiriam novo exame de fatos e provas do processo, procedimento que não cabe nessa modalidade de recurso. O recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE) também foi rejeitado. O órgão queria que Marçal fosse condenado ainda por abuso de poder econômico e uso irregular de recursos de campanha. O TRE-SP, porém, entendeu que não há provas suficientes para responsabilizá-lo. Candidatura A nova decisão ocorre enquanto Marçal tenta disputar a Presidência da República nas eleições deste ano. O PRTB apresentou seu pedido de registro de candidatura ao TSE dentro do prazo encerrado em
15 de agosto. Porém, cabe à Justiça Eleitoral decidir se o candidato reúne as condições legais para concorrer. Em 20 de agosto, o TSE impôs uma série de restrições a Marçal enquanto o registro não é julgado. Por unanimidade, os ministros proibiram o acesso a recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e do fundo partidário, além da participação na propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, em debates e nos demais atos de propaganda como candidato. A medida cautelar foi concedida a pedido do Ministério Público Eleitoral. Além da inelegibilidade decorrente da condenação em São Paulo, o MPE questiona a filiação partidária de Marçal.
Liminar permitiu que empresário cumprisse o requisito partidário e registrasse a candidatura dentro do prazo eleitoral, mas não suspendeu sua inelegibilidade A defesa de Marçal ainda pode recorrer das decisões que mantiveram sua inelegibilidade. O caso será submetido ao TSE, responsável pela análise definitiva dos registros de candidatura à Presidência da República. Por enquanto, portanto, Marçal tem candidatura registrada, mas sua participação efetiva na disputa ainda depende da Justiça Eleitoral.
FOTO: DIVULGAÇÃO
ALIZ LAMBIAZZI redacao@folhadealphaville.com.br
N
ão é de hoje que o mundo econômico e político vive sob “fake news”, principalmente com a polarização entre direita e esquerda, nos quais os ânimos se acirram com a proximidade do pleito eleitoral. Na busca por alternativas para reduzir o ruído da desinformação, passei a ter o hábito de compartilhar dados e notícias em minhas mídias sociais, porém, o desconhecimento técnico e o excesso de achismo motivado por conhecimentos adquiridos via whatsapp, preserva uma parcela da população alheia da verdadeira realidade e aliciada por interesses escusos. O que motivou o tema deste artigo foi um bate papo com dois amigos em comum, mas que atuam em áreas distintas, porém, com pensamentos idênticos sobre programas de transferências de renda. Um trabalha na área de tecnologia da informação e o outro é empresário do setor de transporte rodoviário de cargas e pecuarista. Ambos acreditam que o Programa Bolsa Família (PBF) “maquia” as estatísticas de emprego e desemprego. Ou seja, que os dados divulgados não são reais. A relação entre o Programa Bolsa Família (PBF) e a taxa de desemprego é mais complexa do que sugere a ideia de que a transferência de renda simplesmente “tira as pessoas
Bolsa Família, emprego e desemprego: o que mostra a evidência empírica? ALEX AGOSTINI Alex Agostini é economista-chefe da Austin Rating – Agência de Classificação de Risco de Crédito
do mercado de trabalho”. A evidência empírica disponível aponta efeitos pequenos e heterogêneos sobre a oferta de trabalho, e não permite atribuir ao programa uma elevação da taxa agregada de desemprego. Estudos anteriores encontraram resultados próximos da neutralidade. Pesquisa do Ipea baseada em uma descontinuidade na regra de elegibilidade do programa concluiu que o Bolsa Família não alterava significativamente a escolha entre emprego formal e informal dos adultos. Já análises sobre programas de transferência de renda indicam que os efeitos dependem de gênero, condições familiares e tipo de benefício. Isso, contudo, não significa que o PBF provoque aumento ou queda equivalente da taxa de desemprego. O desemprego mede apenas quem não está trabalhando e está procurando trabalho. Uma transferência pode reduzir a pressão para aceitar empregos precários ou levar parte das pessoas a deixar temporariamente a força de trabalho, diminuindo a participação, sem necessariamente elevar o desemprego medido pela PNAD. Além disso, o programa pode permitir que membros da família dediquem mais tempo a cuidados domésticos, educação ou procura por uma ocupação
melhor. Em meus textos e entrevistas tenho sustentado que o bom debate ajuda a colocar o tema no lugar correto: o problema não é simplesmente se o PBF “gera desemprego”, mas qual é o efeito líquido da transferência sobre oferta de trabalho, formalização, consumo, pobreza e crescimento, considerando também seu custo fiscal. A evidência mais recente sugere algum desestímulo à ocupação e, sobretudo, à formalização, mas os efeitos são relativamente modestos e não justificam a conclusão de que o PBF seja responsável pela taxa de desemprego brasileira. Em síntese, há evidência de redução marginal da oferta de trabalho entre determinados beneficiários, mas não há evidência robusta de que o PBF, isoladamente, provoque aumento do desemprego agregado. A principal questão econômica é encontrar o desenho que preserve a proteção social sem criar incentivos excessivos à informalidade ou à saída da força de trabalho. E isso não é sobre esquerda ou direita, não é sobre ter razão ou não, mas sim sobre ampliar os horizontes do capital intelectual para que possamos aprofundar os debates acerca do que desejamos para nossa sociedade e o que estamos semeando para o futuro próximo.
APLICATIVO
Pardal já está disponível para denúncias de irregularidades na propaganda eleitoral As campanhas eleitorais já estão nas ruas, e eleitoras e eleitores podem contar com o aplicativo Pardal para ajudar na fiscalização das regras e no combate a eventuais irregularidades durante as Eleições 2026. Desenvolvida pela Justiça Eleitoral, a ferramenta recebe denúncias relacionadas à propaganda eleitoral e encaminha as informações para análise das autoridades competentes. O sistema é dividido em três módulos: • Pardal Móvel: aplicativo gratuito para smartphones e tablets, disponível nas platafor-
mas Google Play e App Store; • Pardal ADM: ambiente de uso exclusivo da Justiça Eleitoral para o gerenciamento das denúncias recebidas em cada circunscrição; • Pardal Web: plataforma pública que permite acompanhar estatísticas das denúncias registradas. Para utilizar o aplicativo, a pessoa usuária deve se identificar por meio do e-Título ou da plataforma Gov.br. A norma estabelece, no entanto, que a identidade da pessoa denunciante será preservada sob sigi-
lo, independentemente da forma de autenticação utilizada. A ferramenta permite que a sociedade participe diretamente da fiscalização da propaganda eleitoral e contribua para o cumprimento das normas durante o período de campanha.
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Política FORTUNA ALIZ LAMBIAZZI E GLÁUCIA ARBOLEYA redacao@folhadealphaville.com.br
Patrimônio dos presidenciáveis varia de R$ 33 mil a R$ 242 milhões O candidato mais rico da lista, consultada junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é Augusto Cury (Avante) com mais de R$240 milhões Os patrimônios declarados pelos candidatos à Presidência nas eleições de 2026 apresentam grande diferença. Augusto Cury (Avante) lidera o ranking, com R$ 242,28 milhões, enquanto Samara Martins (UP) declarou R$ 33 mil. Hertz Dias (PSTU) e Rui Costa Pimenta (PCO) aparecem sem bens declarados. Os dados estão no DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e são informados pelos próprios candidatos durante o registro. A declaração reúne imóveis, veículos, investimentos, participações em empresas, dinheiro em contas e outros bens. Romeu Zema (Novo) aparece em segundo lugar, com
R$ 178,7 milhões, seguido por Pablo Marçal (PRTB), com cerca de R$ 149,9 milhões. Ronaldo Caiado (PSD) declarou R$ 52,56 milhões e Wilson Grassi (Democrata), R$ 50 milhões. Entre os líderes nas pesquisas, Flávio Bolsonaro (PL) informou patrimônio de R$ 8,19 milhões, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou R$ 4,78 milhões. Cury concentra boa parte do patrimônio em créditos ligados à Filadélfia Nature Participações, participações societárias e ações. Zema declarou cerca de R$ 94 milhões em uma holding familiar e R$ 56,2 milhões em fundos de investimento. No caso de Caiado, aproximadamente R$
36,2 milhões estão em propriedades rurais e R$ 10,5 milhões em animais de criação.
Logo atrás de Cury aparece Romeu Zema (Novo), com R$ 178,7 milhões. Pablo Marçal (PRTB) ocupa a terceira posição, com quase R$ 149,9 milhões Marçal chegou a declarar inicialmente cerca de R$ 7,4
bilhões, mas corrigiu os dados após apontar erros no preenchimento. Uma aplicação de R$ 6,7 bilhões passou para R$ 6,7 milhões, e um terreno de R$ 490 milhões foi corrigido para R$ 4,9 milhões. Com a retificação, seu patrimônio ficou em aproximadamente R$ 149,9 milhões. Flávio Bolsonaro declarou R$ 8,19 milhões, incluindo uma casa no Lago Sul, em Brasília, avaliada em R$ 6,2 milhões. Lula informou R$ 4,78 milhões, valor cerca de 46% inferior ao declarado na eleição de 2022. Os valores podem ser alterados caso os candidatos apresentem novas retificações à Justiça Eleitoral.
RANKING DE PATRIMÔNIO
Bens declarados Augusto Cury (Avante)
R$ 242,28 milhões Romeu Zema (Novo)
R$ 178,7 milhões
Pablo Marçal (PRTB)
R$ 149,9 milhões
Ronaldo Caiado (PSD)
R$ 52,56 milhões
Flávio Bolsonaro (PL)
R$ 8,19 milhões
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Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
R$ 4,78 milhões
Fonte:TSE
PESQUISA
2º turno em SP: Flávio tem 47% contra 42% de Lula, mostra Datafolha O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente do presidente Lula (PT) na disputa presidencial entre os eleitores do Estado de São Paulo, maior colégio eleitoral do País. Uma pesquisa eleitoral do Instituto Datafolha divulgada em 21 de agosto, mostra o candidato do PL com 47% das intenções de voto para o segundo turno, contra 42% do petista. O levantamento foi realizado presencialmente com 1.610 eleitores paulistas com 16 anos ou mais na última terça, 18, e quarta-feira, 19. A margem de erro é de 2 pontos percentuais
para cima ou para baixo. Entre os entrevistados, 9% afirmaram que pretendem votar nulo ou em branco e 1% disse ainda não saber seu voto. Os dados mostram a intenção de voto estimulada, ou seja, os entrevistadores perguntaram entre quais daqueles nomes o entrevistado escolheria. A pesquisa, contratada pela Folha, está registrada na Justiça Eleitoral sob os códigos SP-01806/2026 e BR07185/2026. O resultado demonstra estabilidade, dentro da margem de erro, em comparação com a
análise anterior, de 3 de julho. No mês passado, Flávio registrou 46% dos votos paulistas e Lula 43% - em empate técnico, considerando a margem de erro. Ou seja, o petista caiu um ponto percentual e o do PL subiu um, mas, como a variação foi dentro da margem de dois pontos percentuais, o placar é considerado estável. No cenário para o primeiro turno em São Paulo, os dois candidatos também estão empatados tecnicamente: Flávio Bolsonaro (PL), 35% e Lula (PT), 34%. Pablo Marçal (PTRB) aparece com 4%.
Entre o eleitorado mineiro, Lula e Flávio também aparecem em empate técnico, com o petista, com 46%, numericamente à frente do candidato do PL, 42%. Diferentemente de São Paulo, a margem de erro em Minas é de 3 pontos percentuais. Dos entrevistados, 10% pretendem votar branco ou nulo e 2% ainda não sabem seu voto O Datafolha entrevistou presencialmente 1.204 eleitores no Estado de 18 a 20 de agosto. A pesquisa, contratada pela Folha e pela TV Globo, está registrada sob os códigos MG-
00446/2026 e BR-04396/2026. Já no Distrito Federal, Flávio vence com 51% das intenções de voto, frente a 39% de Lula. A margem de erro nos três estados é de 3 pontos percentuais para mais ou menos. No Rio e em Pernambuco, o Datafolha entrevistou presencialmente 1.204 eleitores de cada Estado, com 16 anos ou mais, entre terça, 18, e quinta, 20. Já na capital federal, foram ouvidos presencialmente 910 entrevistados entre terça, 18, e sexta, 21.
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Política PLEITO ALIZ LAMBIAZZI E GLÁUCIA ARBOLEYA redacao@folhadealphaville.com.br
Ex-prefeitos, vereadores, deputados e lideranças regionais entram na corrida eleitoral por vagas na Câmara Federal Nomes conhecidos como Igor Soares, Wesley Cezar, Silvinho Filho, Emidio de Souza, Allan Miranda, entre outros, estão na disputa A Região Oeste da Grande São Paulo terá participação expressiva nas eleições de 2026, com lideranças políticas de diferentes municípios na disputa por cadeiras na Câmara dos Deputados. Em um cenário estadual com 1.118 candidatos a deputado federal, nomes conhecidos do eleitorado de Barueri, Osasco, Carapicuíba, Itapevi, Jandira e Santana de Parnaíba apostam
na força de suas bases municipais para ampliar a representação da região no Legislativo. Apenas Osasco, Barueri e Carapicuíba concentram mais de 1,1 milhão de eleitores, o que dá à região peso relevante na disputa proporcional. Barueri Em Barueri, um dos nomes na disputa é o vereador Allan Miranda (União Brasil), que
concorre pela primeira vez a uma vaga de deputado federal. Outro candidato ligado ao município é Robertinho Mendonça (PDT), ex-vereador da cidade.
prefeito Elvis Cezar, concorre a deputado federal. Também está na corrida Silvinho Filho (PSD), ex-vereador e candidato a prefeito de Santana de Parnaíba em 2024.
Santana de Parnaíba Em Santana de Parnaíba, o pleito reúne nomes com forte ligação com a política municipal. Wesley Cezar, o Lelinho (PL), empresário e irmão do
Osasco Osasco, maior colégio eleitoral da Região Oeste, concentra uma parcela importante das candidaturas. Entre os nomes que concorrem a deputado federal estão João Paulo Cunha (PT), ex-presidente da Câmara dos Deputados, e Ribamar Silva (Podemos), atual deputado federal, ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Osasco. Também buscam uma vaga na Câmara Sérgio Di Nizo (PRD), Pedro Sotero (PL) e Lau Alencar (PSD). Carapicuíba Em Carapicuíba, o principal nome na disputa por uma vaga de deputado federal é o ex-prefeito Marcos Neves (PSD). Após dois mandatos à frente do Executivo municipal, ele tenta retornar à vida parlamentar em âmbito federal.
FOTO: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Itapevi e Jandira Entre os candidatos com atuação regional está Igor Soares (PSD), ex-prefeito de Itapevi. Após dois mandatos à frente do Executivo municipal, ele tenta chegar à Câmara dos Deputados. Em Jandira, Veinho (PP), ex-vereador e candidato a prefeito em 2024, concorre a de-
putado federal. Região como base eleitoral A presença de ex-prefeitos, vereadores, deputados e outras lideranças municipais transforma a eleição em uma disputa que envolve não apenas partidos, mas também diferentes grupos políticos da Região Oeste. Embora os candidatos a deputado federal possam receber votos em qualquer cidade de São Paulo, a construção de bases locais é fundamental para uma votação competitiva. O peso eleitoral da região, somado à concentração populacional e econômica, pode ter papel importante na definição dos representantes paulistas no Congresso. O primeiro turno das eleições de 2026 será realizado em 4 de outubro.
São Paulo tem 1.118 candidatos. Apenas Osasco, Barueri e Carapicuíba concentram mais de 1,1 milhão de eleitores, o que dá à região peso relevante na disputa proporcional
LEVANTAMENTO
Quase 3 em cada 10 candidatos são estreantes nas urnas
| CÂMARA FEDERAL. Casa é composta por 513 deputados
PESQUISA REAL TIME BIG DATA
Tarcísio de Freitas lidera disputa pelo governo de SP com 52%, contra 35% de Haddad O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece na liderança da disputa pela reeleição ao Palácio dos Bandeirantes, com 52% das intenções de voto, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira (24). O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) aparece em segundo lugar, com 35%. A diferença de 17 pontos percentuais coloca
Tarcísio em uma posição confortável na corrida eleitoral e, considerando o cenário apresentado pelo levantamento, permitiria ao governador vencer a eleição já no primeiro turno. A pesquisa, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo SP-01347/2026, ouviu 2 mil eleitores paulistas entre os dias 19 e 22 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
As eleições de 2026 terão uma presença significativa de novos nomes. Segundo apuração com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 5.587 dos 20.608 candidatos registrados nunca haviam disputado uma eleição entre 1994 e 2024. O grupo representa 27,1% das candidaturas, ou quase três em cada dez concorrentes. Candidatos a deputado estadual, federal e distrital somam 5.169 dos estreantes.
Entre os cargos, a maior proporção aparece na disputa por deputado distrital, com 54% de candidatos sem histórico eleitoral. São Paulo lidera em número absoluto de estreantes, com 678 candidatos, o equivalente a 26,2% das 2.590 candidaturas registradas no Estado. O levantamento considera como estreantes candidatos que não aparecem nas bases eleitorais das eleições realizadas entre 1994 e 2024.
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Panorama RADAR BEATRIZ BONONI redacao@folhadealphaville.com.br
As novidades e principais notícias que movimentam Alphaville, Brasil e o mundo
Da chegada de novas marcas, saída de outras, ao lançamento de iniciativas na região e no mercado de tecnologia. Confira os fatos que estiveram em evidência nas últimas semanas
4. ARAT é criada para fortalecer representação dos residenciais No dia 27, foi oficialmente lançada, em Alphaville, a Associação dos Residenciais Alphaville e Tamboré (ARAT), entidade criada com a proposta
7. Turismo de negócios bate recorde no Brasil Segundo dados da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp), as viagens corporativas movimentaram R$ 8,4 bilhões no Brasil entre janeiro e julho de 2026, o maior resultado já registrado para o período. O valor representa alta de 8,1% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. O transporte aéreo liderou o faturamento, com R$ 5 bilhões. 8. Iron Maiden estreia corrida oficial em São Paulo São Paulo foi escolhida para receber a primeira corrida oficial do Iron Maiden no mundo. A Run for Your Lives acontece em 10 de outubro, no Vale do Anhangabaú, como parte das celebrações pelos 50 anos da banda britânica. A programação terá corrida de 5 km, caminhada de 2,5 km e prova infantil, com percurso por pontos históricos do centro da capital.
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3. Olive Garden chega a Alphaville Alphaville ganhou mais uma opção para quem aprecia a gastronomia ítalo-americana. O Olive Garden abriu as portas no Shopping Tamboré, em uma operação que recebeu investimento estimado em R$ 6 milhões. No cardápio, estão alguns dos sucessos que ajudaram a consolidar a rede, como Fettuccine Alfredo, Lasanha e Tour of Italy, além dos tradicionais breadsticks servidos aos clientes.
6. Samsung amplia linha de dobráveis com Galaxy Z Fold8 e Flip8 A Samsung atualizou sua linha de smartphones dobráveis no Brasil com os novos Galaxy Z Fold8, Z Fold8 Ultra e Z Flip8. A geração aposta em aparelhos mais leves e compactos, telas maiores e recursos de inteligência artificial. As novidades também incluem melhorias de desempenho e câmeras, com destaque para o novo formato do Fold8, pensado para tornar o uso mais prático no dia a dia.
FOTO: DIVULGAÇÃO
2. Pátio Churrascada abre as portas no Taste Lab O Pátio Churrascada abriu as portas no Taste Lab, no Shopping Tamboré. A unidade é um novo formato da rede Churrascada, pensado para locais de grande circulação. O menu inclui entradas como bolinho de costela defumada e batata com creme de queijo e costela desfiada, além de cortes como ancho, chorizo, flat iron e picanha.
5. Häagen-Dazs encerra distribuição no Brasil após 29 anos A Häagen-Dazs vai deixar de ser comercializada no Brasil após quase três décadas de presença no país. A decisão partiu da General Mills, dona da marca, e integra uma revisão do portfólio da companhia anunciada neste ano. A saída ocorre em meio à reestruturação dos negócios da multinacional no mercado brasileiro.
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1. Unip Alphaville promove imersão na prática da Medicina No dia 22, mais de 70 estudantes participaram do workshop “Medicina Portas Abertas”, na Unip Alphaville. A iniciativa proporcionou aos estudantes uma imersão na rotina universitária e no ambiente do curso de Medicina, com atividades voltadas à experiência acadêmica e à aproximação com a futura profissão. A programação incluiu visitas a laboratórios, atividades de simulação e contato com professores e alunos do curso, aproximando os jovens da realidade da profissão.
de ampliar a representação dos residenciais e fortalecer o diálogo em torno de temas de interesse da comunidade. A iniciativa reúne representantes dos empreendimentos da região e busca estimular uma atuação conjunta, além de aproximar os residenciais de diferentes setores e instituições.
FOTO: NICK MORALES/UNSPLASH
Do universo da educação à gastronomia, dos negócios à tecnologia e ao entretenimento, esta edição reúne assuntos que movimentaram Alphaville, a região e diferentes partes do país. Entre novos negócios, lançamentos, mudanças no mercado e acontecimentos que ganharam repercussão, confira uma seleção de notícias que estiveram em evidência nas últimas semanas.
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Especial Aniversário MÍDIA GLÁUCIA ARBOLEYA redacao@folhadealphaville.com.br
Revista Efe completa um ano e intensifica conexão com negócios e leitores Publicação do mesmo grupo da Folha de Alphaville aposta em conteúdo aprofundado, projeto gráfico diferenciado e, no segundo ano, amplia atuação com eventos e novas plataformas
Time de colunistas é composto por nomes renomados: Carlos Júlio, Fernando Barra, Hugo Rodrigues, João Branco e Ricardo Amorim ma o publisher Marcelo Foffá. Segundo ele, a resposta do mercado foi positiva, tanto na área comercial quanto entre os assinantes. A publicação também investiu em um projeto gráfico marcado por fotografias de impacto, ensaios produzidos especialmente para as páginas e trabalhos de ilustradores. Cerca de metade da revista é dedicada ao conteúdo visual. Conteúdo e conexão Ao longo do primeiro ano, a Efe reuniu empresários, executivos, especialistas, colunistas e personagens de diferentes áreas. Entre os conteúdos destacados por Marcelo estão reportagens sobre a NASA e os 50 anos da Apple, além das histórias dos personagens que estamparam as capas. “Ganhamos muito conhecimento a cada edição”, conta o publisher. Para o CEO César Foffá, a publicação nasceu com o propósito de criar um veículo diferenciado para Alphaville, unindo jornalismo, apresentação sofisticada e relacionamento. “A Efe é uma plataforma de conteúdo relevante, focada em negócios, network, ideias e tendências”, define. A relação com Alphaville é
parte importante dessa trajetória. O grupo está presente na região há mais de três décadas e acompanhou de perto o crescimento e as transformações do polo empresarial. “O berço de tudo está aqui para nós. Estamos há mais de 30 anos na região. Aqui construímos nossas vidas, nossos negócios, nossa família e nossas amizades”, afirma César.
Produzida por várias mãos À frente da publicação está o CEO Cesar Foffá, responsável pela visão estratégica e pelo direcionamento do projeto, ao lado do publisher Marcelo Foffá, que conduz a publicação e seus relacionamentos, e da diretora administrativa Lourdes Foffá, à frente da gestão administrativa. Na redação, a editora de jornalismo Gláucia Arboleya coordena o conteúdo editorial, com a participação das jornalistas Aliz Lambiazzi e Beatriz Bononi. A equipe conta ainda com os colaboradores especiais de Turismo e Mercado Automotivo, respectivamente, Johnny Mazzilli e Ben-Geder Trindade, que ampliam o olhar da revista para experiências, destinos e sabores. A identidade visual da publicação também é resultado de um trabalho coletivo. O editor de arte e projeto gráfico Fábio Tateno, ao lado de Débora Casella e Alexandre Mazega, da Mazega Comunicação, é responsável por traduzir em imagens e design a personalidade de cada edição. Gabrielle Caetano integra o time na área de mídias sociais.
Um projeto além do papel O primeiro aniversário também marca uma nova fase. Depois de consolidar a publicação impressa, a Efe pretende ampliar sua presença digital e investir em eventos, criando novas oportunidades de relacionamento entre leitores, empresas e parceiros. “A Efe vem para adicionar novas oportunidades em material impresso, plataformas digitais e eventos”, afirma César. Marcelo também destaca os eventos como um dos principais focos do segundo ano. A proposta é transformar os encontros presenciais em mais um ponto de conexão entre conteúdo, negócios e networking. A estratégia segue uma visão multiplataforma. “Com nossa intensidade de trabalho, nossa ideia é estar em multiplataformas. Omnichannel”, diz Marcelo.
Ideias que ampliam a conversa A Efe também tem o privilégio de contar com um time de colunistas que reúne diferentes experiências e visões sobre negócios, liderança, comportamento e mercado: Carlos Alberto Júlio, Fernando Barra, Hugo Rodrigues, João Branco e Ricardo Amorim. São profissionais que acrescentam opinião, análise e conhecimento às páginas da revista e ajudam a transformar cada edição em um espaço de reflexão e diálogo. Por trás da produção editorial, existe ainda uma estrutura que faz a revista acontecer. O time comercial, formado por Isabele Velloso e Alison Santos, sob a coordenação de Marcelo Foffá, aproxima a Efe de empresas, marcas e anunciantes. Omar Paixão e Thiago Henrique, na fotografia, registram personagens, negócios, eventos e histórias que ganham vida nas páginas. A circulação fica sob responsabilidade de Joselito Santos, enquanto Thiago Castillo conduz a área financeira e Guilherme dos Reis Silva, a tecnologia. E há ainda quem transforme o projeto editorial em uma publicação física: a Margraf, responsável pela impressão da revista.
Parceiros e futuro Os anunciantes também são considerados parte fundamental da construção da revista. A Efe busca desenvolver projetos personalizados que integrem publicidade, conteúdo, plataformas digitais e eventos. “Temos soluções criativas que resolvem problemas e metas de comunicação com nossas diversas plataformas”, afirma César. Para o CEO, a retomada do interesse pelas revistas impressas reforça o espaço para conteúdos mais aprofundados em meio ao consumo acelerado de informações digitais. Ao completar um ano, a Efe celebra a consolidação do projeto, mas, principalmente, prepara uma nova etapa. “Muitas novidades estão por vir”, adianta Marcelo. Mais do que uma publicação, a proposta é transformar a marca em uma plataforma de conteúdo, relacionamento e negócios — mantendo como essência a conexão com os leitores e com a comunidade de Alphaville. | O CEO. César Foffá e o publisher Marcelo Foffá estão à frente da publicação FOTO: THIAGO HENRIQUE
Há um ano, o mesmo grupo responsável pela Folha de Alphaville lançou a Revista Efe, publicação voltada ao universo de negócios, comportamento, tendências e pessoas. Em 12 meses, o projeto consolidou uma identidade própria e ampliou a conexão com empresários, executivos, marcas e leitores de Alphaville e região. A proposta nasceu com a intenção de oferecer conteúdo mais aprofundado, entrevistas com nomes relevantes e uma experiência de leitura que combinasse informação e qualidade visual. “Criamos uma publicação focada em negócios. A ideia foi trazer conteúdos mais aprofundados, temas atuais e colaboradores de peso, com o objetivo de conectar empresários, executivos e leitores”, afir-
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Imóveis FIQUE ATENTO BEATRIZ BONONI redacao@folhadealphaville.com.br
STF decide barrar cobrança de IPTU maior apenas pela área construída do imóvel Decisão impede que municípios usem metragem, isoladamente, para definir alíquota do imposto. O entendimento foi firmado no Tema 1.455 da repercussão geral Proprietários de imóveis maiores não podem ter uma alíquota de IPTU elevada simplesmente porque a propriedade possui uma área construída maior. A decisão foi tomada por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e passa a orientar processos semelhantes em todo o país.
área construída não pode ser utilizada isoladamente para criar uma alíquota adicional. O próprio STF diferencia esses conceitos. Em decisões anteriores, a Corte reconheceu que a Planta Genérica de Valores (PGV) pode utilizar critérios técnicos para estimar o valor venal, considerando fatores como localização, padrão da construção e outras características do imóvel.
| DECISÃO. Valor cobrado continuará dependendo da legislação municipal, avaliação do imóvel, entre outros
Impacto para proprietários Para os proprietários de imóveis, a principal consequência da decisão aparece nos municípios que possuem ou possuíam regras semelhantes à analisada pelo Supremo. Nesses locais, leis que estabelecem alíquotas diferentes exclusivamente em função da metragem poderão ser questionadas. Isso não representa, porém, uma redução automática do IPTU para todos os imóveis de grande porte. O valor cobrado continuará dependendo da legislação municipal, da avaliação do imóvel e dos demais critérios utilizados para determinar sua base de cálculo. A decisão também não impede que a área construída seja considerada dentro de uma avaliação técnica do imóvel. O que fica vedado é transformar a metragem, isoladamente, em critério para estabelecer uma alíquota maior.
O que pode ser considerado A decisão não significa que
imóveis maiores necessariamente pagarão o mesmo IPTU que propriedades menores. De acordo com a decisão, o imposto continua podendo variar de acordo com critérios previstos na Constituição. Entre eles está o valor venal do imóvel, além da possibilidade de diferenciação de alíquotas conforme a localização e o uso da propriedade. O que o Supremo barrou foi a
FOTO: XB100/MAGNIFIC
O julgamento analisou uma legislação de Chapecó (SC), que estabelecia uma alíquota de 1% para imóveis residenciais com área construída igual ou superior a 400m² O julgamento analisou uma legislação do município de Chapecó (SC), que estabelecia uma alíquota de 1% para imóveis residenciais com área construída igual ou superior a 400 metros quadrados. Para propriedades abaixo desse limite, a cobrança prevista era de 0,5%. A regra foi questionada na Justiça e chegou ao Supremo. Ao analisar o caso, o STF entendeu que a metragem
criação de uma alíquota maior tendo a área construída, por si só, como justificativa. Na prática, isso faz diferença porque a metragem pode ter relação com o valor de uma propriedade, mas não pode ser transformada automaticamente em uma espécie de faixa de tributação. Um imóvel maior pode ter um valor venal mais elevado e, por isso, resultar em um IPTU maior, mas a
do imóvel não pode funcionar, de forma isolada, como fundamento para aumentar a alíquota. O entendimento foi firmado no Tema 1.455 da repercussão geral, o que significa que a tese deverá ser observada pelas demais instâncias da Justiça em casos semelhantes.
ESTUDO
Dados de um recente relatório da consultoria imobiliária Knight Frank projeta que os investimentos em imóveis comerciais devem alcançar US$ 144 bilhões em 2026. O estudo mostrou que 63% dos investidores mantêm foco prioritário em ativos industriais e logísticos, puxados pela pressão sobre cadeias
FOTO: MAGNIFIC
Imóveis comerciais devem movimentar US$ 144 bilhões em 2026
notas rápidas
| RELATÓRIO. 63% dos investidores mantêm foco prioritário em ativos industriais e logísticos
de suprimentos, expansão do e-commerce e aumento das demandas ligadas à infraestrutura, defesa e segurança. No Brasil, Santa Catarina se destaca nesse movimento. A combinação entre atividade industrial, estrutura portuária e localização estratégica no Sul do país tem estimulado a procura por condomí-
nios logísticos próximos aos principais corredores rodoviários e portos. Prova disso é que o estado encerrou 2025 com a menor taxa de vacância de galpões do país, de 5%, segundo dados de mercado. Ao mesmo tempo, o preço médio pedido para locação chegou a R$ 34 por metro quadrado ao mês.
Airbnb remove anúncios de imóveis populares
Estoque de imóveis cresce em São Paulo, mas mercado segue aquecido
Recentemente, o Airbnb iniciou a retirada de 1.625 anúncios de imóveis classificados como Habitação de Interesse Social (HIS) e Habitação de Mercado Popular (HMP) na cidade de São Paulo. As unidades foram construídas com incentivos públicos e têm regras específicas de destinação, voltadas a famílias de baixa e média renda.
O mercado imobiliário de São Paulo encerrou os primeiros meses de 2026 com um aumento expressivo no volume de imóveis disponíveis. Dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), com base em levantamentos da CBIC e do Secovi-SP, apontam alta de 44% no estoque da capital entre janeiro e maio, na comparação com o mesmo período de 2025.
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Imóveis PRIMEIRO TRIMESTRE BEATRIZ BONONI redacao@folhadealphaville.com.br
Oferta de imóveis em Barueri e Santana de Parnaíba soma cerca de R$ 3,35 bilhões
FOTO: FELIPE BARROS
Municípios reúnem 2.828 imóveis residenciais em oferta, segundo pesquisa do Secovi-SP
| LEVANTAMENTO. Barueri liderou entre as cidades pesquisadas em valor de lançamentos
No primeiro trimestre de 2026, Barueri e Santana de Parnaíba somaram 2.828 imóveis residenciais em oferta, avaliados em aproximadamente R$ 3,35 bilhões, segundo a Pesquisa do Mercado Imobiliário do Secovi-SP com 41 cidades do interior de São Paulo. De acordo com o levantamento, publicado recentemente, Barueri responde pela maior parte desse estoque, com 2.737 unidades e R$ 2,8984 bilhões em Valor Global de Oferta (VGO), enquanto Santana de Parnaíba aparece com 91 unidades, avaliadas em R$ 449,2 milhões. Em relação as unidades residenciais lançadas, em Barueri, foram 840 entre janeiro e março deste ano, com Valor Global de Lançamentos (VGL) de R$ 521,2 milhões. Com esse resultado, o município liderou entre as cidades pesquisadas em valor de lançamentos. No período, também foram comercializadas 428 unidades, que representaram um Valor Global de Vendas (VGV) de R$ 245 milhões. Santana de Parnaíba apresenta um cenário diferente. O levantamento não registra lançamentos de imóveis residenciais no primeiro trimestre, mas aponta 10 unidades vendidas, com VGV de R$ 26,2 milhões. Em relação as 41 cidades analisadas pelo Secovi-SP, elas representam 36% do PIB do Estado de São Paulo, enquanto concentram 35% da população paulista. Mercado regional No conjunto das cidades
pesquisadas, o primeiro trimestre terminou com 14.127 unidades lançadas, avaliadas em R$ 5,88 bilhões. Os imóveis de dois dormitórios foram maioria, representando 66% dos lançamentos quando somadas as categorias econômica e convencional. A faixa entre R$ 230 mil e R$ 500 mil concentrou 54% dos lançamentos. Nas vendas, foram 18.014 unidades comercializadas, com VGV de R$ 8,77 bilhões. Mais uma vez, os imóveis de dois dormitórios tiveram maior participação, com 75% das vendas, e a faixa entre R$ 230 mil e R$ 500 mil respondeu por 65% das unidades negociadas. Já a oferta disponível chegou a 54.648 imóveis residenciais, com VGO de R$ 32,34 bilhões. Nesse estoque, 51% das unidades estão enquadradas no Minha Casa, Minha Vida e outros 49% pertencem aos demais segmentos do mercado. O retrato mostra um mercado regional diversificado, no qual cidades como Barueri e Santana de Parnaíba apresentam características próprias e um peso relevante nos números financeiros, enquanto o conjunto dos municípios pesquisados mantém forte presença de empreendimentos voltados ao segmento econômico.
Barueri lançou 840 unidades entre janeiro e março deste ano
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Mesmo com preços altos, 38% planejam comprar imóvel nos próximos meses
PROGRAMAÇÃO
imóveis permanece firme entre os brasileiros, mesmo diante da percepção de que os preços estão elevados. É o que mostra o Raio-X FipeZAP do segundo trimestre de 2026, elaborado pela Fipe em parceria com o Grupo OLX. Segundo a pesquisa, 73% dos entrevistados classificam os preços dos imóveis residenciais como altos ou muito altos. Ainda assim, 38% afirmam ter intenção de comprar uma propriedade nos próximos três meses. O percentual de potenciais compradores se manteve estável em relação ao trimestre anterior
O mercado imobiliário corporativo será tema do Buildings Summit 2026. O evento acontecerá no dia 7 de outubro, no BTG Pactual Hall (Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722), em São Paulo. Promovido pela Buildings, o encontro tem como objetivo reunir mais de mil profissionais para discutir os cenários dos mercados de escritórios e logística no Brasil. De acordo com a organização do evento, a programação terá painéis dedicados aos dois segmentos, com apre-
Buildings Summit 2026 reúne mercado imobiliário corporativo em São Paulo O interesse pela compra de e também corresponde à média preço anunciado e valor efetihistórica da pesquisa. Entre os entrevistados que pretendem comprar, 49% demonstram preferência por imóveis usados, enquanto 43% não fazem distinção entre unidades novas e usadas. De acordo com o levantamento, 61% das compras realizadas no período tiveram como finalidade a moradia, enquanto 39% foram destinadas a investimento. Valor anunciado O levantamento também aponta que os compradores seguem atentos à relação entre
vamente negociado. 65% das transações registradas tiveram algum tipo de desconto, e, entre os negócios que contaram com abatimento, a redução média chegou a 14%. Apesar da disposição para comprar, as expectativas para o mercado ficaram um pouco mais moderadas. A parcela dos entrevistados que espera aumento nos preços dos imóveis nos próximos 12 meses caiu de 42% para 39% na comparação anual. A expectativa média apontada pelos participantes é de valorização nominal de 2,6% no período.
sentação de dados e análises da Buildings, além da participação de desenvolvedores e empresas que atuam como locatárias. O evento também prevê momentos de networking e coffee break. Com foco em tendências, estratégias e perspectivas para o real estate corporativo, o encontro busca aproximar investidores, desenvolvedores, gestores e demais profissionais ligados ao setor. Os ingressos custam R$ 799 e clientes da plataforma CRE Tool têm condições especiais.
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Saúde PREVENÇÃO
notas rápidas
BEATRIZ BONONI redacao@folhadealphaville.com.br
Campanha de multivacinação reforça importância de manter a caderneta de imunizantes em dia Mobilização do Governo de São Paulo segue até 1º de setembro e contempla crianças e adolescentes menores de 15 anos comum alguma dose ser esquecida. Atualizar a vacinação significa recuperar essa proteção e evitar doenças que podem ser graves, deixar sequelas ou até levar à morte”, afirmou.
FOTO: GPORMEZZ-SHUTTERSTOCK
Em Barueri e em Santana de Parnaíba, a campanha acontece nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs)
| MULTIVACINAÇÃO. Orientação é levar a caderneta até uma unidade de saúde
Pais e responsáveis têm até 1º de setembro para conferir e atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Promovida pela Secretaria de Estado da Saúde, em parceria com os municípios, a Campanha de Multivacinação ocorre nos 645 municípios paulistas e busca identificar doses atrasadas e completar os esquemas previstos no Calendário Nacional
de Vacinação. Barueri e Santana de Parnaíba participam da campanha. Para o infectologista e professor da Faculdade de Medicina da PUC-SP Fabio Junqueira, a mobilização é uma oportunidade para recuperar doses que eventualmente tenham sido esquecidas. “Na infância e na adolescência há diferentes vacinas e reforços previstos para cada idade, e é relativamente
Em Barueri e em Santana de Parnaíba, a campanha acontece nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A orientação é levar a caderneta até uma unidade de saúde para a equipe verificar o histórico vacinal e indicar quais doses precisam ser aplicadas de acordo com a idade. Entre as vacinas previstas estão BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite, rotavírus, pneumocócica, meningocócicas C e ACWY, influenza, Covid-19, febre amarela, tríplice viral, varicela, DTP, hepatite A e HPV, conforme a idade e o histórico vacinal. Proteção individual e coletiva Manter a vacinação em dia não significa apenas proteger a criança ou o adolescente que recebe a dose. A alta cobertura vacinal também ajuda a impe-
dir a circulação de doenças na comunidade. “O principal risco é permanecer desprotegido ou protegido de maneira insuficiente”, explica Junqueira. Segundo o especialista, algumas vacinas precisam de mais de uma dose para garantir uma resposta imunológica adequada e duradoura. Enquanto o esquema não está completo, a criança ou o adolescente pode ficar mais vulnerável a doenças como sarampo, coqueluche, meningites e poliomielite. O infectologista também chama atenção para doenças que apresentam baixa circulação e que, por falta de imunização, podem ocorrer surtos, como o sarampo.
É extremamente contagioso e volta a produzir surtos quando encontra grupos de pessoas suscetíveis. Em 2026, inclusive, as Américas registram um aumento importante de casos, o que reforça a necessidade de manter a vacinação em dia.”
SEJA UM DOADOR
Novas regras para doação de sangue começam a valer em outubro; interessados devem procurar os hemocentros A partir de outubro, entram em vigor novos critérios para a doação de sangue no Brasil para quem fez tatuagem, maquiagem definitiva, botox, preenchimento ou microagulhamento. A atualização foi publicada pelo Ministério da Saúde por meio da Portaria GM/MS nº 11.685/2026, em julho. Segundo o documento publicado, agora, o intervalo para a doação de sangue das pessoas
que se encaixam nesse grupo poderá ser de apenas sete dias, desde que o procedimento tenha sido realizado em um estabelecimento que cumpra as normas de segurança. Quando não houver como verificar as condições do local, será necessário aguardar quatro meses. Outro prazo reduzido é o de quem passou por endoscopia ou utilizou anabolizantes sem prescrição médica. De acordo
com informações, o período de impedimento, que atualmente é de seis meses, passa para quatro. Critérios Para doar sangue, é preciso ter pelo menos 18 anos, sendo que adolescentes de 16 anos precisam ter consentimento formal do responsável legal. Além disso, é necessário apresentar documento de identificação
com foto, pesar no mínimo 50 kg, ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas, estar alimentado e evitar alimentos gordurosos nas 3 horas que antecedem a doação de sangue. Os interessados devem procurar o hemocentro mais próximo e consultar os horários de atendimento. Em Barueri, há um posto de coleta da Fundação Pró-Sangue na Rua Guilhermina Carril Loureiro, 144.
Anvisa aprova novas canetas à base de semaglutida A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou dois novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida sintética, princípio ativo presente nas chamadas “canetas emagrecedoras” Ozempic e Wegovy. Os registros foram publicados no Diário Oficial da União no dia 17. Um dos produtos é o genérico do Ozivy, da EMS, que poderá chegar ao mercado com preço mais baixo e não terá nome comercial. A empresa obteve o 1º registro de semaglutida sintética no país em maio. A agência também autorizou o Semaclique, da Germed, medicamento similar que poderá ter nome e características próprias, mantendo o mesmo princípio ativo.
SP registra 18 mortes por febre maculosa em 2026 O estado de São Paulo registrou 19 casos e 18 mortes por febre maculosa entre janeiro e julho de 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde. Os óbitos ocorreram principalmente nas regiões de Piracicaba, Americana, Sorocaba, Campinas, São José dos Campos, Santo André e São Bernardo do Campo. Transmitida pela picada de carrapatos infectados pela bactéria Rickettsia rickettsii, a doença pode atingir pessoas de qualquer idade e apresentar evolução rápida. Os primeiros sinais costumam ser febre alta, dor de cabeça, dores no corpo e mal-estar, sintomas que podem ser confundidos com outras doenças, como dengue e leptospirose. Com a evolução do quadro, podem surgir manchas avermelhadas na pele e pequenas lesões arroxeadas, principalmente nas mãos e nos pés. Em casos graves, podem ocorrer complicações que afetam órgãos como rins, fígado e cérebro. Para reduzir o risco, uma das recomendaçõe é evitar o contato com vegetação alta e usar de roupas compridas e de cores claras neste tipo de área.
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Saúde
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Esportes AGENDA BEATRIZ BONONI redacao@folhadealphaville.com.br
Corridas de rua movimentam calendário de Alphaville no segundo semestre Alphaville vem ampliando sua presença no calendário de corridas de rua. Só no segundo semestre de 2026, a região recebe três provas que colocam as ruas do bairro e o entorno no roteiro dos corredores: a RUN 21k – Meia de Alphaville, em setembro, a LIVE! RUN XP – Tamboré, em outubro, e a Porto Saúde Track&Field Experience Running – Iguatemi Alphaville, em novembro. A RUN 21k – Meia de Alphaville é a primeira nesse calendário do segundo semestre e acontece no dia 27 de setembro, a partir das 7h, com largada e chegada no Shopping Flamingo (Alameda Araguaia, 762). A prova conta com percursos de 5 km, 10 km e 21 km. Os interessados em participar devem fazer as inscrições pelo site Ticket Sports (ticketsports.com.br) até dia 23 de setembro. No dia 11 de outubro é a vez da LIVE! RUN XP desembarcar no Shopping Tamboré (Av. Piracema, 669). A etapa de Alphaville terá provas de 5 km e 10 km, além de uma corrida infantil. A programação também prevê uma arena com atividades e ativações relacionadas a esporte e bem-estar. As
FOTO: OLIVEROUGE 3-SHUTTERSTOCK
Região receberá três provas de grande porte nos meses de setembro, outubro e novembro, com percursos que vão de 5 quilômetros e chegam a 21 quilômetros
| PARTICIPAÇÃO. Os interessados em participar devem se inscrever no site dos organizadores
inscrições acontecem pelo site da Live!Run (liverun.com.br).
Track&Field Run Series, será realizada em 8 de novembro, no Iguatemi Alphaville (Al. Rio Negro, 111). A segunda edição da etapa no empreendimento terá provas de 5 km e 10 km, com largada e chegada no próprio shopping. Segundo a organização,
Track&Field Experience Running Fechando a sequência, a Porto Saúde Track&Field Experience Running, circuito paralelo ao Santander
os kits são entregues na loja Track&Field do shopping Iguatemi Alphaville em 6 e 7 novembro de 2026, sexta-feira e sábado, das 10h às 22h. Os corredores interessados em participar devem se inscrever no site da tfsports (tfsports. com.br).
A RUN 21k – Meia de Alphaville é a primeira nesse calendário e acontece no dia 27
LOVB LA
José Roberto Guimarães terá um novo desafio internacional na carreira. O tricampeão olímpico foi anunciado como técnico do LOVB LA, franquia de Los Angeles que fará sua estreia na próxima temporada da League One Volleyball (LOVB), liga profissional feminina dos Estados Unidos. Aos 72 anos, Zé Roberto terá sua primeira experiência no comando de uma equipe do vôlei norte-americano. O treinador, no entanto, não deixará a Seleção Brasileira feminina, que segue sob seu comando no ciclo para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. A escolha do brasileiro ocorre justamente em um momento de expansão do vôlei profissional feminino nos Estados Unidos. A LOVB busca ampliar a estrutura e a visibilidade da modalidade no país, e a chegada de um treinador com o currículo de Zé Roberto reforça esse projeto. O técnico é o único treinador
de vôlei a conquistar três medalhas de ouro olímpicas, sendo uma com a Seleção Brasileira masculina, em Barcelona 1992, e duas com a equipe feminina, em Pequim 2008 e Londres 2012. Ele também permanece ligado ao projeto do Paulistano Barueri, que ajudou a criar e administrar. A nova equipe de Los Angeles ainda terá um significado especial para o treinador. A cidade será sede dos próximos Jogos Olímpicos, em 2028, quando Zé Roberto estará à frente da Seleção Brasileira em busca de mais uma participação olímpica. “O voleibol me deu tudo na vida e sempre acreditei que o esporte ainda tem muito espaço para crescer”, afirmou o treinador ao comentar a chegada à LOVB. A estreia do LOVB LA está prevista para a temporada 2026/27, marcando o início de uma nova etapa na carreira de um dos principais nomes da história do vôlei brasileiro.
FOTO: TATIANE ZECHETTO/SECOM BARUERI
Zé Roberto assume comando de equipe de Los Angeles nos Estados Unidos
| CARREIRA. Zé Roberto conquistou três medalhas de ouro olímpicas
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Autos ELÉTRICOS
nota rápida
BEATRIZ BONONI redacao@folhadealphaville.com.br
Busca on-line por eletropostos dispara em Barueri e Santana de Parnaíba, revela levantamento De acordo com informações da pesquisa, o interesse pelo termo na internet cresceu 80% em Barueri e 150% em Santana de Parnaíba no último ano Dados de uma pesquisa realizada pela Descarbonize Soluções, energytech especializada em energia solar e transição energética, revelaram que as buscas por “eletroposto” cresceram 309% nos últimos 12 meses no país. Barueri e Santana de Parnaíba acompanham essa tendência. Segundo informações levantadas a pedido da reportagem, as buscas pelo termo “eletroposto” cresceram 80% em Barueri. A cidade conta com 47 pontos de recarga mapeados na plataforma Carregados, que reúne informações sobre estações disponíveis para veículos elétricos. A base indica que, desse total, 29 são públicos, oito têm acesso restrito, sete estavam em reparo no momento da consulta e três são classificados como pontos de carga rápida.
Já em Santana de Parnaíba, o aumento das buscas foi ainda mais expressivo: 150% no mesmo período. No levantamento utilizado para a reportagem, a cidade contabilizava 17 eletropostos. A distribuição, porém, mostra que nem todos os pontos têm o mesmo perfil de acesso. Na base atual do Carregados, por exemplo, aparecem estações públicas em supermercados, postos e outros estabelecimentos, além de equipamentos de uso restrito em empresas e condomínios. O movimento ocorre em um momento de forte expansão da eletromobilidade no país. Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) mostram que 223.912 veículos leves eletrificados foram vendidos no Brasil em 2025, alta de 26% em relação ao ano anterior. O resultado levou a participação dos eletrificados a 9% das vendas nacionais de veículos leves no acumulado do ano.
Um estudo da Bright Consulting mostrou que, pela primeira vez em seis anos, comprar um carro zero quilômetro ficou um pouco menos caro. Segundo o levantamento, o preço público médio deflacionado dos veículos leves passou de R$ 172.538 em 2025 para R$ 169.984 em junho de 2026, uma redução real de 1,5%. A mudança ocorre em um mercado que ganhou novas opções com a expansão das montadoras chinesas. A entrada de marcas como BYD e GWM aumentou a concorrência e pressionou as fabricantes tradicionais a rever preços, condições e equipamentos oferecidos.
EM JULHO
Venda de veículos usados chega a 1,75 milhão de unidades
FOTO: CHUTTERSNAP/UNSPLASH
Dados revelam que 223.912 veículos leves eletrificados foram vendidos no Brasil em 2025
Comprar carro zero quilômetro fica um pouco mais barato
| ELETROPOSTOS. Barueri conta com 47 pontos de recarga mapeados e Parnaíba, 17
Interesse acompanha transformação do mercado O crescimento das buscas por infraestrutura de recarga não é um fenômeno isolado. No levantamento nacional da Descarbonize Soluções, as pesquisas pelo termo “eletroposto” avançaram 309% nos últimos 12 meses. Já a procura por “estação de recarga de veículos elétricos” aumentou 235%, enquanto “carregadores carros elétricos” teve alta de 84%. O comportamento indica que a discussão sobre carros elétricos começa a ir além da escolha do veículo. Para quem considera comprar um modelo eletrificado, a disponibilidade de pontos de recarga passa a ser parte da decisão — especialmente para quem utiliza o carro diariamente e precisa saber onde poderá abastecê-lo durante a rotina ou em viagens. O cenário nacional reforça essa transformação. Em 2025, os veículos plug-in — elétricos e híbridos que podem ser conectados à tomada — responderam por 81% das vendas de eletrificados leves no país.
Foram 181.542 unidades desse tipo comercializadas ao longo do ano. Em 2026, o ritmo continuou acelerado. Somente em abril, foram 38.516 veículos leves eletrificados emplacados no Brasil, novo recorde mensal da série histórica da ABVE e volume 161% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. Capital concentra mercado O estado de São Paulo aparece como o principal mercado brasileiro para veículos eletrificados. Em 2025, foram 68.618 unidades vendidas no estado, o equivalente a 30,6% do total nacional. A capital paulista liderou entre os municípios, com 28.212 emplacamentos. A infraestrutura também está mais concentrada no Sudeste. Segundo a ABVE, a região respondeu por 46,4% das vendas de veículos eletrificados no Brasil em 2025. O estado de São Paulo, por sua vez, reúne uma das maiores redes de recarga do país. A plata-
forma Carregados contabiliza atualmente 2.576 eletropostos no estado, distribuídos por diferentes municípios.
O avanço das buscas por eletropostos mostra que o brasileiro está cada vez mais interessado em compreender como funciona a infraestrutura de recarga elétrica do país. Não se trata apenas de encontrar um ponto de recarga, mas também de entender aspectos técnicos, oportunidades de negócio e a viabilidade desse mercado Patrick von Schaaffhausen, CEO da Descarbonize Soluções
O mercado de veículos seminovos e usados manteve o ritmo de crescimento em julho. Cerca de 1,75 milhão de veículos seminovos e usados trocaram de proprietário em julho no Brasil, alta nominal de 10,7% em relação ao mês anterior, segundo dados da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto). De acordo com o levantamento divulgado, no acumulado de janeiro a julho, o mercado já soma aproximadamente 10,8 milhões de negociações, crescimento de 7,7% na comparação com os sete primeiros meses de 2025. O desempenho mantém o mercado de usados em ritmo positivo ao longo de 2026. Em junho, a Fenauto havia registrado 9,07 milhões de veículos comercializados no primeiro semestre, volume 8,7% superior ao mesmo período do ano anterior.
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Autos
MATTEO BOCELLI FALLING IN LOVE WORLD TOUR
24 DE OUTUBRO
27 DE OUTUBRO
SÃO PAULO
CURITIBA
TOKIO MARINE HALL
TEATRO POSITIVO
29 DE OUTUBRO
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RIO DE JANEIRO
BELO HORIZONTE
VIVO RIO
PALÁCIO DAS ARTES
MATTEOBOCELLIBRASIL.COM.BR
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Caderno A RESPEITÁVEL PÚBLICO BEATRIZ BONONI redacao@folhadealphaville.com.br
A magia do circo aos 90 anos: Dedé Santana leva emoção ao picadeiro em “Abracadabra” Espetáculo que celebra nove décadas do eterno Trapalhão reúne acrobacias, ilusionismo e uma apresentação do ex-ginasta olímpico Diego Hypólito Aos 90 anos, Dedé Santana continua encontrando no picadeiro o lugar onde se sente em casa. É justamente ali, diante do público e sob a lona, que o eterno Trapalhão celebra nove décadas de vida e uma trajetória construída entre o circo, o rádio, o cinema e a televisão. Em São Paulo, ele está à frente de “Abracadabra – O Circo Musical”, superprodução do Reder Circus que transforma a tradicional linguagem circense em um espetáculo que combina música, teatro, dança, tecnologia, ilusionismo e acrobacias. Em entrevista exclusiva à Folha de Alphaville, Dedé falou sobre a relação de uma vida inteira com o circo e revelou que, apesar das transformações pelas quais passou ao longo da carreira, existe algo que permanece intacto: a emoção de entrar em cena. “Na realidade, eu não escolhi o circo. Foi ele que me escolheu. Entrei menino no picadeiro aos três anos, aos sete eu era palhaço, e o picadeiro me fez homem. São 90 anos de vida e quase todos dentro desse círculo mágico de lona, de luzes. E estar ali hoje, vendo o público me aplaudindo nos meus 90 anos, é sentir que o tempo não passou, ele só me abençoou”, afirmou. A montagem estreou em julho na Arena Sabesp, instalada no estacionamento do Mooca Plaza Shopping, na Zona Leste de São Paulo. O espaço tem capacidade para 1.200 espectadores e recebe um elenco de mais de 60 profissionais. A proposta é aproximar a tradição do circo de uma estrutura grandiosa de musical, sem abandonar os elementos que
fazem parte da essência do picadeiro. Para Dedé, essa combinação entre inovação e tradição é justamente um dos principais diferenciais do espetáculo. “Eu acho que o que não pode mudar é a lona, é o artista. O espetáculo Abracadabra mostra que um circo pode evoluir, com luzes, números modernos, mas sem tirar a lona e o artista de verdade, se não acaba a magia. O circo é gente, suor, vida, picadeiro, luta. Isso é o circo”. Do esporte ao picadeiro Entre os destaques da montagem está a participação de Diego Hypólito. Medalhista olímpico e um dos principais nomes da ginástica artística brasileira, ele encontrou no circo uma nova maneira de levar ao público a experiência construída durante anos de competição. No espetáculo, Diego apre-
O espaço tem capacidade para 1.200 espectadores e recebe um elenco de mais de 60 profissionais senta números acrobáticos inspirados em sua trajetória e também participa como mestre de cerimônias em algumas apresentações. Para ele, a conexão com o público é um dos pontos que aproximam o universo esportivo do circo. “O que tem de parecido é o contato direto com o público, a magia de a pessoa estar
emocionada, de estar ali assistindo. O olhar das crianças sempre move muito. Acho que isso é o mais parecido”, contou Diego, que completa: “É um espetáculo muito único. Não é prepotência de falar que é o melhor espetáculo do Brasil”. A relação de Diego com Dedé também ganhou novos contornos dentro do espetáculo. Os dois dividem o picadeiro e, segundo o ginasta, construíram uma relação que ultrapassa os limites profissionais. “Eu jamais imaginei dividir o palco com ele. O Dedé nos ensina todos os dias. Ele nos ensina a querer viver com qualidade de vida. Ele me ensina também como produtor, que leva uma pessoa que dá toques no espetáculo. Ele é muito divertido, familiar para mim, como se fosse um pai, um irmão, um amigo muito próximo”, afirmou. Quando a cortina se abre Aos 90 anos, Dedé encara a nova temporada como mais um capítulo de uma história que começou ainda na infância e atravessou diferentes meios de comunicação. Ele acompanhou as mudanças do rádio, do cinema, da televisão e, mais recentemente, da internet. Mas, para o artista, nenhuma tecnologia substitui a experiência de estar diante de uma plateia. “Eu atravessei o rádio, cinema, televisão, internet. Eu vi tudo mudar, mas nunca nada vai mudar a magia ao vivo. Daquele frio na barriga, até hoje, aos 90 anos, segundos antes da cortina abrir. Eu ouço aquele barulho do público e penso: ‘Agora é comigo’”, destacou.
ABRACADABRA – O CIRCO MUSICAL Até 15 de novembro de 2026
Horários: quinta e sexta, às 19h45; sábado, às 16h e às 19h30; domingo, às 15h Local: Arena Sabesp – estacionamento do Mooca Plaza Shopping (Rua Capitão Pacheco e Chaves, 313) Ingressos: site uhuu (uhuu.com)
FOTO: DIVULGAÇÃO
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| EM CARTAZ. Espetáculo acontece até novembro em São Paulo
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Caderno A EM SETEMBRO BEATRIZ BONONI redacao@folhadealphaville.com.br
Festival gastronômico reúne vinhos e restaurantes no Catarina Fashion Outlet
Evento acontece de 5 a 7 de setembro com participação de estabelecimentos da região de São Roque O feriado prolongado de 7 de setembro terá uma programação especial para quem gosta de gastronomia e vinhos. Isso porque nos dias 5, 6 e 7 de setembro, o Catarina Fashion Outlet (km 60 da Rodovia Castello Branco) recebe a segunda edição do Festival Gastronômico Catarina.
A programação reunirá restaurantes, vinícolas e atrações em uma área ao ar livre montada no setor rosa do estacionamento. O evento acontece das 12h às 20h e terá opções de pratos e rótulos de produtores da região, além de apresentações de música ao vivo. Entre os participantes confirmados estão o Pobre Juan, as vinícolas XV de Novembro, Alma Galiza e Viejo Papá, além de outros estabelecimentos ligados à gastronomia e à produção de vinhos de São Roque. A proposta é aproximar o público que frequenta o outlet de uma das principais atrações turísticas da cidade. Conhecido pela concentração de vinícolas, adegas, restaurantes e pro-
FOTO: DIVULGAÇÃO
Entre os participantes confirmados estão o restaurante Pobre Juan e as vinícolas XV de Novembro
| SERVIÇO. O festival será realizado das 12h às 20h, no setor rosa do estacionamento do Catarina
priedades voltadas à produção de vinho, o Roteiro do Vinho se tornou um dos principais polos de enoturismo do Estado de São Paulo. Segunda edição A realização da segunda edição do festival dá continuidade a uma iniciativa que teve sua primeira edição em outubro de 2025. Na ocasião, o Festival Gastronômico Catarina também foi realizado em parceria com o Roteiro do Vinho
e reuniu nomes conhecidos da gastronomia regional, como Pobre Juan, Rocco, Vinícola XV de Novembro, Alma Galiza e Villa Don Patto. A primeira edição teve como proposta apresentar ao público diferentes sabores e produtos da região em um único espaço. Os restaurantes participantes ofereceram cardápios exclusivos, além de combos que combinavam pratos e vinhos. Nesta nova edição, além
das opções de alimentação e bebidas, o festival terá música ao vivo ao longo dos três dias. A estrutura foi planejada para receber famílias e contará com acessibilidade e espaço pet friendly. A entrada é gratuita, mediante cadastro, que pode ser realizado antecipadamente pelo site do evento ou no próprio local. Menores de idade poderão participar acompanhados dos pais ou responsáveis.
Além das compras O Festival Gastronômico Catarina faz parte de um movimento do Catarina de ampliar a experiência oferecida aos visitantes para além das compras. Ao longo do ano, o empreendimento também recebe eventos relacionados à gastronomia e à produção de vinhos, como o Festival de Vinhos & Espumantes, que chegou à quarta edição em 2026 e reuniu mais de 110 rótulos.
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FOTO: DIVULGAÇÃO
m meados do século gicos, resultou em vinhos de amadeirados, de menor tempo Cru Bourgeois, o Bordeaux XIX, dur ante a im- grande qualidade e produzi- de guarda (5 a 10 anos); apreportante exposição dos por pequenos produtores. senta taninos finos e boa acimenos nobre, mas de de vinhos na Europa, dez, elaborados com um maior Napoleão III, que reinava a Os “Cru Bourgeois” fo- percentual da uva Cabernet ótima qualidade França, convocou o Sindicato ram agrupados em três ca- Sauvignon, seguido da Merdos Corretores (Syndicat des tegorias: lot, pequenas quantidades de Classificação dos vinhos Courtiers) para relacionar os Cabernet Franc, Petit Verdot, melhores vinhos da região de Cru Bourgeois Exceptio- Malbec. Bordaleses de 1855 nel (CBE) – 9 Châteaux: ChâBordeaux.
ARMANDO BISOGNI Estudioso de vinhos há mais de 30 anos e sommelier desde 2002
A famosa relação que premiava os melhores e mais caros vinhos do Haut-Médoc, Graves e Sauternes, recebeu o título de Grand Cru Classé, em cinco níveis: de 1º ao 5º. Muitos produtores das comunas do Médoc, não contemplados com a classificação de 1855, criaram em 1932, por meio de seu sindicato (Le Syndicat des Crus Bourgeois), uma nova categoria de vinhos, denominada “Cru Bourgeois”. Essa nova denominação, com um maciço investimento e melhoramentos tecnoló-
teaux Potensac, Châteaux Les Ornes de Pez, Châteaux Chasse-Spleen e outros. Cru Bourgeois Superieur (CBS) - 87 Châteaux: Châteaux Lamothe Bergeron, Château Glana, Château Moulin de la Rose e outros. Cru Bourgeois (CB) - 151 Châteaux: Château Pomys, Château Saint Estèphe, Château Cap Léon Veyrin e outros. Os grandes vinhos de Bordeaux são muito caros, uma ótima opção é investir nos Cru Bourgeois, pois seu estilo é de médio corpo, frutados, menos
Harmonização com alimentos - Cordeiro assado (harmonização clássica); - Picanha e costela; - Pato assado; - Queijo Parmesão e Gruyère; - Embutidos finos (presunto cru, salame). Comprar um Cru Bourgeois tem uma excelente relação custo-benefício, pois tem alta qualidade e preço bem aquém dos Cru Classés de Bordeaux. A grande maioria consegue ter uma boa evolução na garrafa por alguns anos.
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Caderno A CULTURA E LAZER BEATRIZ BONONI redacao@folhadealphaville.com.br
São Paulo reúne diferentes experiências imersivas de arte, história e ciência
FOTOS: DIVULGAÇÃO
Exposições em cartaz atualmente na capital utilizam tecnologia, realidade virtual e recursos sensoriais para criar novas formas de interação com o público
| O BRASIL DE TARSILA. Mostra celebra os 140 anos de nascimento de Tarsila do Amaral
As exposições imersivas seguem ganhando espaço na programação cultural de São Paulo. Com projeções, recursos interativos e realidade virtual, as atrações propõem novas formas de contato com a arte, a história e a ciência. Entre as opções em cartaz estão “O Brasil de Tarsila”, “Notre-Dame de Paris: Eterna e Sagrada” e “Smithsonian Viagem pelo Cosmos”. Recém-inaugurada, a exposição “O Brasil de Tarsila” ocupa o novo Nubank Arte Lab, no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista. A mostra celebra os 140 anos de nascimento de Tarsila do Amaral e reúne mais de dez ambientes imersivos inspirados em cerca de 40 obras da artista, entre elas, Abaporu, Antropofagia, A Cuca e Operários. A experiência combina projeções em grande escala com sensores de movimento, recursos interativos e aromas, criando uma abordagem multissensorial da trajetória da modernista. A exposição fica
em cartaz até 31 de outubro, de quarta a segunda-feira, das 10h às 22h. Também na Avenida Paulista, o público pode sair do universo de Tarsila e embarcar em uma viagem pela história de uma das construções mais conhecidas da França com “Notre-Dame de Paris: Eterna e Sagrada”. Realizada no Shopping Cidade São Paulo (Avenida Paulista, 1230), a experiência utiliza realidade virtual para transportar os visitantes para diferentes momentos da Catedral de Notre-Dame, permitindo observar detalhes arquitetônicos e conhecer parte de sua história. Smithsonian Viagem pelo Cosmos Para quem gosta de astronomia, a opção é “Smithsonian Viagem pelo Cosmos: Uma Experiência Imersiva”. De acordo com informações, a atração leva o público para uma jornada por estrelas, galáxias e outros fenômenos do universo, utilizando proje-
ções e recursos audiovisuais para criar uma experiência de exploração espacial. A temporada em São Paulo vai até 27 de setembro, no Fever Hub São Paulo, Centro de Experiências Imersivas (Avenida Major Sylvio de Magalhães Padilha, 16741). Os ingressos de todas as atrações citadas na matéria são vendidos pelo site da Fever (feverup.com).
Com projeções e recursos interativos, as atrações propõem novas formas de contato com a arte, a história e a ciência | SMITHSONIAN. Público vai para jornada por fenômenos do universo
MOSTRA
Capital recebe mostra com 69 gravuras originais de Rembrandt Até o dia 27 de setembro, a CAIXA Cultural São Paulo recebe a exposição “Rembrandt – O Mestre da Luz e da Sombra”, que reúne 69 gravuras originais de um dos maiores nomes da história da arte ocidental. Rembrandt van Rijn foi
um dos principais artistas do Barroco europeu e um dos nomes mais importantes da pintura holandesa do século XVII. Segundo a organização do evento, a mostra apresenta obras produzidas entre 1629 e 1665, revelando a evolução ar-
tística do pintor holandês por meio de retratos, paisagens, cenas do cotidiano e passagens bíblicas. As gravuras evidenciam o domínio de Rembrandt sobre os contrastes entre luz e sombra, característica que marcou
sua trajetória. Com curadoria do historiador italiano Luca Baroni, a exposição também destaca as técnicas de gravura desenvolvidas pelo artista e conta com recursos de acessibilidade, além de uma sala imersiva que amplia a expe-
riência dos visitantes. A entrada para a exposição é gratuita, e a visitação acontece de terça a domingo, das 9h às 18h, na CAIXA Cultural São Paulo, que fica localizada na Praça da Sé, 111, no Centro Histórico de São Paulo.
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Caderno A NEGÓCIOS GLÁUCIA ARBOLEYA redacao@folhadealphaville.com.br
Do doce à experiência: Confeitaria Flakes abre as portas em Alphaville no mês de outubro Nova unidade no Iguatemi Alphaville terá cardápio com clássicos da marca, além de opções para almoço e refeições rápidas
Cardápio Com aproximadamente 100 m² e capacidade para cerca de 40 clientes, a nova loja terá como protagonista o cardápio que ajudou a transformar a Flakes em um fenômeno nas redes sociais. Entre os destaques está o Croissant Pistache, por R$ 39, recheado com brigadeiro de pistache e finalizado com pistache triturado. Outro clássico é a Fatia Matilda Cake, de R$ 125, com 750 gramas, que combina massa amanteigada de cacau e brigadeiro de chocolate meio amargo, acompanhada de ganache de chocolate ao leite servida à parte. A vitrine também terá opções salgadas para quem busca uma refeição rápida ou uma pausa ao longo do dia. O cardápio inclui Croque Madame, por R$ 49; Tostex Pastrami, por R$ 45; Empada de Frango, por R$ 25; além de saladas. A proposta é fazer da confeitaria um destino para diferentes ocasiões — do café e do doce ao almoço e ao encontro entre amigos. Hoje, a Flakes soma mais de 3 milhões de seguidores, ultrapassa 1 bilhão de visualizações em seus conteúdos e já atendeu cerca de 300 mil clientes. Para Leonardo, é justamente a combinação entre gastronomia, ambiente e comunicação que ajuda a explicar a força da marca. A expectativa é receber aproximadamente 6 mil clientes por mês já nos primeiros meses de funcionamento. Fenômeno nas redes A história de Leonardo Borges à frente da Flakes começou longe dos grandes centros gastronômicos. Enquanto cursava Medicina em Porto Velho (RO), ele produzia alfajores para complementar a renda. Em 2018, Leonardo abriu a
primeira loja física da Flakes em Porto Velho. A virada de visibilidade nacional veio em 2022, quando a cantora Britney Spears repostou um ovo de Páscoa da confeitaria. Hoje, a empresa acumula
Com mais de 3 milhões de seguidores, marca aposta em produto, arquitetura e experiência para conquistar novos clientes na região mais de R$ 40 milhões em faturamento, conta com unidades em Porto Velho, Itaim Bibi e Moema e mantém a Flakes Academy, escola dedicada à confeitaria. “Alphaville reforça que a Flakes conquistou espaço para estar nos principais mercados do país. Temos uma ambição grande para os próximos anos e queremos continuar crescendo, levando a marca para novos públicos e novos lugares, mas sempre preservando aquilo que fez as pessoas se apaixonarem pela Flakes desde o início”, conclui Leonardo. Flakes Alphaville | Serviço Endereço: Iguatemi Alphaville – Alameda Rio Negro, 111, Alphaville Industrial, Barueri, Piso 2 | Xingu Inauguração: início de outubro Horário: segunda a sábado, das 10h às 22h; domingos, das 12h às 20h Telefone: (11) 98851-4838
| LEONARDO BORGES. CEO e idealizador da marca
FOTOS: PEDRO GUERRA
A Flakes escolheu Alphaville para escrever mais um capítulo de sua história de expansão. A marca de confeitaria inaugura, no início de outubro, uma nova unidade no Iguatemi Alphaville, em Barueri, com investimento superior a R$ 800 mil. A chegada à região é resultado tanto da estratégia de crescimento quanto dos pedidos dos próprios clientes. Segundo o CEO e fundador Leonardo Borges, Alphaville já estava no radar da empresa pela força econômica, pelo perfil de consumo e pela relação do público com gastronomia e experiências.
| CARRO-CHEFE. Croissant de Pistache é um dos itens mais vendidos
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