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Junho de 2018
rtilhando JORNAL
P rtilhando JORNAL
FĂ E POLĂTIC credito que as duas se encontram em crise. Estamos vivenciando a ânoite escuraâ da polĂtica. A fĂ© tambĂ©m possui "noites escuras". Quem de nĂłs nĂŁo teve crise de fĂ©? A crise, no entanto, pode nos lançar para um caminho de maturidade. No Evangelho JoĂŁo (Cap.21), relata que os discĂpulos resolveram ir pescar no mesmo lugar em que, muitas vezes, se encontraram com Jesus. No entanto, a pesca nĂŁo deu muita coisa. Ao raiar do dia
A
Jesus diz: "lancem a rede para esse lado". Sua Palavra muda tudo. A rede surgiu cheia de peixes. Uma mudança necessĂĄria na vida. Para sair das "noites escuras" e encontrar o "raiar do dia" Ă© urgente mudar "os lugares de pesca". Leia-se isso na vida, leia-se isso no cotidiano... E a crise da polĂtica? Vale a pena acreditar? Confiar? Envolver? Para o Papa Francisco envolver-se na polĂtica Ă© uma obrigação para um cristĂŁo. Os cristĂŁos nĂŁo podem «se fazer de Pilatos, lavar as
mĂŁos»: âDevemos implicar-nos na polĂtica, porque a polĂtica Ă© uma das formas mais elevadas da caridade, visto que procura o bem comumâ. âA polĂtica Ă© demasiada suja, mas Ă© suja porque os cristĂŁos nĂŁo se implicaram com o espĂrito evangĂ©lico. Ă fĂĄcil atirar culpas... mas eu, o que faço? Trabalhar para o bem comum Ă© dever de cristĂŁoâ. Diante das crises dizemos: âĂ© preciso virar a pĂĄginaâ. Fiquei pensando na Episodio BĂblico da Arca de NoĂ©, (GĂȘnesis cap. 08) e entendi que poderĂamos dizer:
JUNHO DE 2018 | ANO 02 - NĂMERO 16
âĂ© preciso fazer uma arca, vencer o dilĂșvio, e seguir a vida...â HĂĄ dilĂșvios diversos (muitos!) na fĂ©, na polĂtica, na vida. HĂĄ muita gente disposta a construir arcas. Arcas com forma de esperança. Agora lembrei-me de gravidez. Talvez arca tenha a ver com gravidez. Aquilo que vem depois do dilĂșvio Ă© lindo! Vamos lĂĄ, encher nosso mundo de arca. A primavera estĂĄ logo ali.
FELIZES OS QUE TĂM FOME E SEDE DE JUSTIĂA, PORQUE SERĂO SACIADOS 77. «Fome e sede» sĂŁo experiĂȘncias muito intensas, porque correspondem a necessidades primĂĄrias e tĂȘm a ver com o instinto de sobrevivĂȘncia. HĂĄ pessoas que, com esta mesma intensidade, aspiram pela justiça e buscam-na com um desejo assim forte. Jesus diz que elas serĂŁo saciadas, porque a justiça, mais cedo ou mais tarde, chega e nĂłs podemos colaborar para tornĂĄ-la possĂvel, embora nem sempre vejamos os resultados deste compromisso.
AlĂ©m disso, nĂŁo se acaba jamais de procurar a verdade, porque algo de falso sempre se pode insinuar, mesmo ao dizer coisas verdadeiras. De fato, uma argumentação impecĂĄvel pode basear-se em fatos inegĂĄveis, mas, se for usada para ferir o outro e desacreditĂĄ-lo Ă vista alheia, por mais justa que apareça, nĂŁo Ă© habitada pela verdade. A partir dos frutos, podemos distinguir a verdade dos vĂĄrios enunciados: se suscitam polĂȘmica, fomentam divisĂ”es, infundem resignação ou se, em vez disso, levam a uma reflexĂŁo consciente e madura, ao diĂĄlogo construtivo, a uma profĂcua atividadeâ.
DĂZIMO
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DOM JEREMIAS, PARABĂNS PELO ANIVERSĂRIO NATALĂCIO! QUE DEUS O CUBRA DE BĂNĂĂOS HOJE E SEMPRE E LHE CONCEDA MUITOS ANOS DE VIDA! NOSSO ABRAĂO FRATERNO!
G
21 de abril de 2018, o nosso pĂĄroco Pe Hermes, o professor LuĂs Carlos e a revisora e responsĂĄvel pelo Movimento do Laicato, Mariza Pimenta. Esperamos que esta nossa edição do Partilhando ajude um pouco, antes de tĂŁo importante decisĂŁo. Faz-se necessĂĄria uma boa reflexĂŁo, antes de votarmos, afinal âĂ preciso arrancar o joio que impede o crescimento do trigo!â
Pe. Hermes
C TEQUESE DO PAPA FRANCISCO ibertação da falsidade e busca do relacionamento: eis aqui os dois ingredientes que nĂŁo podem faltar para que as nossas palavras e os nossos gestos sejam verdadeiros, autĂȘnticos e fiĂĄveis. Para discernir a verdade, Ă© preciso examinar aquilo que favorece a comunhĂŁo e promove o bem e aquilo que, ao invĂ©s, tende a isolar, dividir e contrapor. Por isso, a verdade nĂŁo se alcança autenticamente quando Ă© imposta como algo de extrĂnseco e impessoal; mas brota de relaçÔes livres entre as pessoas, na escuta recĂproca.
uanhĂŁes estĂĄ perto de realizar as eleiçÔes municipais suplementares. NĂłs, guanhanenses, estamos mais uma vez, nos preparando para voltarmos Ă s urnas. Reflitamos um pouco do que nos disseram o santo padre, o papa Francisco em sua exortação apostĂłlica GAUDETE ET EXSULTATE, os nossos bispos, por ocasiĂŁo da 56ÂȘ Assembleia da CNBB, em Aparecida, de 11 a
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78. Mas a justiça que Jesus propĂ”e nĂŁo Ă© como a que o mundo procura; uma justiça muitas vezes manchada por interesses mesquinhos, manipulada para um lado ou para outro. A realidade mostra-nos como Ă© fĂĄcil entrar nas sĂșcias da corrupção, fazer parte dessa polĂtica diĂĄria do «dou para que me deem», onde tudo Ă© negĂłcio. E quantas pessoas sofrem por causa das injustiças, quantos ficam assistindo, impotentes, como outros se revezam para repartir o
bolo da vida. Alguns desistem de lutar pela verdadeira justiça e optam por subir para o carro do vencedor. Isto não tem nada a ver com a fome e sede de justiça que Jesus louva. 79. Esta justiça começa por se tornar realidade na vida de cada um, sendo justo nas próprias decisÔes, e depois se manifesta na busca da justiça para os pobres e vulneråveis. à verdade que a palavra «justiça» pode ser sinÎnimo de fidelidade à vontade de Deus com toda a nossa vi-
da, mas, se lhe dermos um sentido muito geral, esquecemo-nos que se manifesta especialmente na justiça com os inermes: «procurai o que Ă© justo, socorrei os oprimidos, fazei justiça aos ĂłrfĂŁos, defendei as viĂșvas» (Is 1, 17). Buscar a justiça com fome e sede: isto Ă© santidade. Exortação do Papa Francisco GAUDETE ET EXSULTASTE â sobre o chamado Ă santidade no mundo atual.