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Jornal Folha Diocesana

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DIOCESANA INFORMATIVO DA DIOCESE DE GUANHÃES | MG | ANO XXII | Nº 270 | Novembro de 2019

MÊS EXTRAORDINÁRIO DA MISSÃO NA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA PENA, EM RIO VERMELHO

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DE 13 A 20 DE OUTUBRO, MÊS EXTRAORDINÁRIO DEDICADO À MISSÃO PELO SUMO PONTÍFICE O PAPA FRANCISCO, O SEMINÁRIO PROVINCIAL SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS REALIZOU A SUA MISSÃO ANUAL NA DIOCESE DE GUANHÃES, NA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA PENA, EM RIO VERMELHO, ENRIQUECIDA COM A PRESENÇA DE SEMINARISTAS DE DIAMANTINA E DE GUANHÃES.

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DNJ DA DIOCESE DE GUANHÃES EM SENHORA DO PORTO PÁGINA

MENSAGEM DO PASTOR NOVEMBRO: MÊS DE CONSCIENTIZAÇÃO DIOCESANA DO DÍZIMO PÁGINA

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MUTICOM LESTE 2

MUTIRÃO DE COMUNICAÇÃO REGIONAL DA CNBB PÁGINA

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DIOCESANA

REDAÇÃO

Novembro de 2019

EDITORIAL

POLÍTICAS PÚBLICAS E O SUICÍDIO JUVENIL

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campanha da fraternidade deste ano tratou sobre políticas públicas e a realidade do suicídio faz parte deste assunto que não tem idade. Sendo assim, os mais jovens não estão imunes. Por serem menos sujeitos a enfermidades comuns na velhice, o suicídio acaba se tornando uma das principais causas de morte nas décadas iniciais de vida. Considerado uma questão de saúde pública, o suicídio não é incluído em debates sobre violência, mas sua ocorrência cresce como causa de morte no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. A religiosidade é um fator de redução nas taxas de suicídio, principalmente na América Latina, de acordo com estudo da Universidade de Michigan publicado no The Journal of Health and Social Behavior. Diz a pesquisa que, em países com cultura religiosa cristã mais proeminente o alto envolvimento de uma pessoa com a religião diminui os riscos de suicídio. Um exemplo disso é o Uruguai, considerado um país ateu, é um dos que apresenta maiores taxas de suicídio. Isso acontece porque a rejeição moral do suicídio e os níveis mais baixos de

comportamentos agressivos determinados pela religião afastam as pessoas mais religiosas da possibilidade de suicídio. Segundo estudo publicado no The American Journal of Psychology, a afiliação religiosa está relacionada a taxas menores de tentativas de suicídio: entre os pacientes com quadros de depressão; aqueles não afiliados a qualquer religião têm mais tentativas de suicídio ao longo da vida e maior ocorrência de familiares de primeiro grau que cometeram suicídio. A religião contribui para prevenir comportamentos de risco, como abuso de álcool e drogas, e este pode ser um fator crucial para as menores taxas de suicídio, segundo estudo publicado no The British Journal of Psychology. No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda ficar atento a questões como um aumento no número de vezes em que a pessoa se refere à própria morte, à falta de esperança ou a uma intenção de dar fim à situação que está vivendo. Um isolamento voluntário, com a redução de contatos telefônicos ou virtuais, ou mesmo o simples ato de se trancar em casa ou no quarto também devem servir de alarmes para quem está ao redor – es-

pecialmente quando a pessoa passa a abrir mão de atividades e eventos sociais de que gostava de fazer ou frequentar. Frases como “eu preferia estar morto”, “eu não aguento mais” ou “eu sou um peso para os outros” devem ser encaradas como alarmes de que é necessária atenção urgente. Quando um familiar ou amigo passa a ficar mais isolado, postar coisas negativas em redes sociais, aumentar o consumo de bebida alcoólica ou dizer, por exemplo, que tem se sentido um “peso”, você pode perguntar a essa pessoa se está tudo bem, se ela quer conversar ou se há algo que você possa fazer para ajudá-la. Caso essa pessoa responda que não tem se sentido bem, você pode perguntar: “Você tem pensado que a vida não vale a pena, ou em fazer algo contra você mesma”? Costuma haver um receio de que es-

sas perguntas possam aumentar o risco. Na verdade, diante de uma abordagem respeitosa e genuinamente preocupada, muitas pessoas com ideias de suicídio se sentem aliviadas por poder dividir sua angústia. A cartilha de recomendações do Ministério da Saúde indica, a quem quer ajudar, a abertura ao diálogo e ao acompanhamento da pessoa em um momento de crise. É importante conversar e, especialmente, ouvir, sem julgar o que o outro tem a dizer – sempre incentivando que busque ajuda profissional e recordando o telefone de linhas anônimas de apoio emocional como o 188 do Centro de Valorização da Vida (CVV). Mesmo que a outra pessoa tente se isolar, procure ao máximo manter o contato e demonstrar interesse vida dela e no que ela anda fazendo. Pe Bruno Costa Ribeiro, editor

CALENDÁRIO DIOCESANO

COMEMORAÇÃO NOVEMBRO E DEZEMBRO DE 2019

NOVEMBRO

PADRES, RELIGIOSAS, CONSAGRADAS E SEMINARISTAS DA DIOCESE DE GUANHÃES

05 a 08 - CNBB, Congresso Vocacional do Brasil, Aparecida SP 08 a 10 - Encontro Nacional da Pastoral Familiar – Leste II – a definir 09 - Encontro do Padre assessor da catequese com a equipe da Comissão de Catequese e turma do IRPAC 11 a 14 - CNBB LESTE 2, Assembleia Regional de Pastoral, Casa de Retiros São José, BH 13 - PASCOM, Reunião da coordenação às 17h 16 - ESCOLA DE TEOLOGIA. Cristologia II – Pe. José Aparecido dos Santos 19 - Reunião do clero 23 - PASCOM – Espiritualidade 23 - RCC, Escola de Pregadores, no Salão da Catedral 23 - 4º Encontro Diocesano de Formação para líderes jovens, em Guanhães 30 - Avaliação e Agenda de 2020 com a Equipe Diocesana da Pastoral do Dízimo – 9h

DEZEMBRO 02 a 10 - Encerramento das atividades da catequese com a realização da NOVENA DE NATAL com as crianças (com a ajuda dos jovens da crisma) 11 - PASCOM, Reunião da coordenação, às 17h 21 - ESCOLA DE TEOLOGIA. Escatologia – Diác. Daniel Bueno 25 - NATAL

EXPEDIENTE

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28 - RCC, Encontro com coordenadores de Grupos de Oração e Escola de Pregadores, salão Catedral

DIOCESANA

Conselho Editorial: Padre Adão Soares de Souza, Padre Bruno Costa Ribeiro Padre Wanderlei Rodrigues dos Santos Revisão: Mariza da Consolação Pimenta Dupim Jornalista Responsável: Juliano de Oliveira Nunes - 15.526/MG Tiragem: 5.000 exemplares

Guanhães-MG - CEP: 39740-000 Fone:(33) 3421-1586 folhadiocesana@gmail.com www.diocesedeguanhaes.com.br Produção Gráfica: Geração BHZ - 31 99305-1127 Av. Francisco Sales, 40/906 Floresta - Belo Horizonte - MG E-mail: geracaobhz@gmail.com

Endereço para correspondência: Rua Amável Nunes, 55 - Centro O jornal Folha Diocesana reserva-se o direito de condensar/editar as matérias enviadas como colaboração.Os artigos assinados não refletem necessariamente a opinião do jornal, sendo de total responsabilidade de seus autores.

NOVEMBRO 03 Thiago Dione Vileforte, seminarista 04 Pe. Valter Guedes de Oliveira 05 Maria das Neves de Matos, Coop da F - MP 10 Dyulio Araújo de Vasconcelos, seminarista 20 Pe. José Aparecido de Pinho 22 Pe. Mário Gomes dos Santos 25 Pe. Elair Sales Diniz 27 Pe. José Aparecido dos Santos DEZEMBRO 03 Ir. Neuza Alves dos Santos (Clarissa Franciscana - CMD) Pe. Alípio José de Souza 04 08 Maria Raquel Mendes Soares (Coop. Família Guanhães) 10 Pe. João Evangelista dos Santos 10 Dom Jeremias Antonio de Jesus 11 Pe. Amarildo Dias da Silva 12 Pe. Luiz Maurício Silva 17 Dom Marcello Romano 21 Diác. André Luiz Eleotério Lomba

Nascimento Nascimento Nascimento Nascimento Nascimento Nascimento Ordenação Nascimento Nascimento Nascimento/ Ordenação Consagração Ordenação Ordenação Presbiteral Nascimento Ordenação Diaconal e Presbiteral Ordenação Presbiteral Nascimento


MENSAGEM DO PASTOR + Dom Otacilio Ferreira de Lacerda Bispo Diocesano

NOVEMBRO: MÊS DE CONSCIENTIZAÇÃO DIOCESANA DO DÍZIMO Amada Diocese de Guanhães (MG), Queridos Padres, Diáconos, Seminaristas, Consagradas, Missionários da Pastoral do Dízimo e Partilha, Agentes das Pastorais, Movimentos e Lideranças de Comunidades!

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om alegria e muita esperança, convido toda a Diocese a viver intensamente o mês de Novembro como mês Missionário de Conscientização do Dízimo e Partilha, cujo Tema é “Dízimo: gesto de amor à Igreja”, e o Lema “Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria” (2Cor 9,7). Fundamental que aprofundemos sobre a prática do Dízimo, pois ele é: - reconhecimento do senhorio de Deus sobre todas as coisas; - gratidão por tudo o que Deus realiza em nossas histórias; - resposta de fé à Palavra de Deus; - missão compartilhada na ação pastoral e social; - zelo, cuidado, responsabilidade e amor pela comunidade cristã; - sabedoria na gestão financeira doméstica; - atitude consciente de cristão comprometido com o projeto de Deus; - expressão de amor a Deus manifestado com e em sua Igreja; ... e muito mais. Deste modo, como Bispo Diocesano e Pastor desta Porção do Povo de Deus aqui na Diocese, venho por meio desta conscientização no Mês de Novembro, despertar este sentimento de pertença e ao mesmo tempo de Conversão Dizimal para todos nós. Um dos objetivos desta conscientização é colaborar para a evangelização dos dizimistas, tornando a relação com a Igreja ainda mais verdadeira, fecunda e profunda.

Urge criar cada vez mais entre os fiéis a consciência de sermos Igreja, Povo de Deus, despertando em cada um o compromisso com a vida comunitária no caminho diário e crescente evangelização. Por sua vez, reafirmo as palavras do Diácono Edmilson, Assessor Diocesano da Pastoral do Dízimo, em que reforça que o principal objetivo da Pastoral do Dízimo é Evangelização: “É preciso entender a Pastoral Dízimo como a primeira Locomotiva de todas as Pastorais da Diocese, pois é ela que garante os recursos necessários para dinamizarmos toda estrutura Missionária Paroquial e Diocesana. Sendo que O Dízimo só dará frutos em nossa Diocese quando conscientizarmos de uma Pastoral de Conjunto, ou seja, onde todos nós Bispo, Padres, Diáconos, Seminaristas, Consagrados (as), Missionários da Pastoral do Dízimo e Partilha, Agentes das Pastorais, Movimentos e Lideranças de Comunidades passarmos pelo processo de Conversão Dizimal”. Portanto, pedimos que reservem em seus encontros semanais alguns minutinhos para dedicar ao DÍZIMO E PARTILHA com a finalidade de despertar em cada cristão batizado O SENTIMENTO DE PERTENÇA à Igreja da qual participa. Para isso, a Equipe Diocesana do Dízimo, com o meu consentimento e total apoio como Bispo Diocesano, está propondo a todos sugestões para cada semana em todas Pastorais, Movimentos e também para os quatro finais de semana na Liturgia. Contemos sempre com a proteção do Arcanjo Miguel, Padroeiro de Nossa Diocese, e da Mãe da Igreja, Nossa Senhora da Conceição Aparecida; rogo a Deus que sejam derramadas copiosas bênçãos sobre todos, cumulando de alegria, vida e paz. Guanhães, 14 de Outubro de 2019

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ARTIGOS

DIOCESANA

Novembro de 2019

CRISTÃOS LEIGOS E LEIGAS, SUJEITOS NA IGREJA E NA SOCIEDADE “Vivemos o Ano Nacional do Laicato em 2018, mas ele não se encerrou em 25 de novembro; estende-se como um compromisso de toda a Igreja para ‘melhor apoiar e incentivar a vida e a ação dos cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade’”. (CNBB 105, n.275). Celebraremos no próximo dia 24 de novembro a Solenidade de Cristo Rei, dia do Cristão Leigo e Leiga, momento de renovarmos nosso compromisso com a Igreja da qual recebemos o Batismo e, por ele, tornamo-nos, com Cristo, sacerdote, profeta e rei. A celebração do dia do Cristão Leigo e Leiga quer nos aproximar, nos comprometer, nos enriquecer na fé e na esperança, para juntos construirmos relações fraternas que visualizam os sinais do Reino de Deus entre nós. “Muitos são os espaços para nossa atuação evangélica de cristãos leigos e leigas e é nesses espaços que vamos continuar dando ‘corda no relógio’, como nos lembra o Papa Francisco na Carta ao Cardeal Ouelet em 2016: ‘é a hora dos leigos, mas parece que o relógio parou’. ‘Não podemos deixar o relógio parar. Este é o nosso desafio! Continuar com o que retoma-

mos com o ano do laicato, para que os cristãos leigos e leigas assumam sua missão nas realidades do mundo, onde só eles e elas são capazes de ser ‘Igreja no coração do mundo’ como verdadeiro sujeito’.(Marilza J.L. Shuina)”. Com esse propósito, nossa Diocese de Guanhães, em 2019, caminhou no sentido de se organizar como Igreja comprometida com uma sociedade renovada, articulando-se junto ao CNLB -Regional Leste II para em comunhão fraterna, crescermos como “Igreja em saída” a serviço do Reino. Esse é o nosso sonho. E como já disse o poeta “sonho que se sonha só é pura ilusão; sonho que se sonha junto é sinal de realização”. Que Maria, a Rainha da Evangelização, caminhe conosco! Maria Madalena dos Santos Pires, Comissão de articulação do CNLB na diocese de Guanhães

A PROTEÇÃO DE MENORES

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m outubro, mês em que se celebra o dia das crianças, acompanhamos tristes notícias de violência e abuso contra crianças e vimos também calúnia, como no caso do auxiliar de educação física Hudson Nunes de Freitas, de 22 anos, que foi investigado por suspeita de estupro de vulnerável nas dependências de um colégio de BH. E ainda, os acusadores que inicialmente se declararam vítimas de abuso sexual de Antonio Molina, expulso do estado clerical pelo Vaticano, recentemente se retrataram perante os tribunais de El Salvador; outra vítima de calúnia. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) registrou que, a cada 24 horas, pelo menos oito ocorrências de abuso sexual contra crianças e adolescentes de até 14 anos e pessoas mentalmente ou fisicamente incapazes de oferecer resistência a esse tipo de violência são registradas em Minas Gerais. Isso sem mencionar as situações em que o silêncio da vítima, seja por ameaça ou vergonha, impede a polícia de agir. Os estupros de vulneráveis, muitas vezes, são cometidos por pessoas próximas ou algum familiar, tanto homens como mulheres, ou alguém que trabalhe com esportes, educação ou até com religião de variados cultos. Apesar de alguns maliciosos associarem pedofilia à igreja (padres e celibato), a violência que crianças vêm sofrendo é uma realidade “extra murus” da Igreja Católica. Afeta a igreja, pois os membros dela estão inseridos no mundo e por isso expostos a todo mal. A igreja está inserida neste contexto social, contudo, é um mal da sociedade e não da Igreja. Os agressores são tanto homens como mulheres e as vítimas meninos ou meninas. É dever da Igreja, ao defender a dignidade da Pessoa Humana, combater esse tipo de violência – a começar de dentro. Por isso mesmo foi realizado o Encontro sobre proteção de menores e adultos vul-

neráveis entre os dias 21 e 24 de fevereiro de 2019. Os padres têm acesso ao mais íntimo de nossos irmãos, não por suas qualidades, mas em virtude do sacramento da confissão e do zelo pastoral de orientar espiritual o povo confiado a nós e aqueles que nos procuram. Digo isso para que entenda que sabemos o quanto meninos e meninas sofrem por serem violentadas por algum familiar (pais, padrastos, madrasta, primos, tios, padrinhos entre outros), vizinho, amigo da família e outros. A igreja não pode ser hipócrita e fechar os olhos a essa triste realidade que ceifa nossos pequeninos (Mt 18,6) e a sociedade também não pode ser hipócrita e estigmatizar a Igreja e o celibato dos padres – atribuindo-lhes a exclusividade de tal aberração -, fechando os olhos a homens e mulheres casados que destroem a infância e adolescência das vítimas apesar de serem desimpedidos do celibato. É preciso conversar, mas não de forma pejorativa. Orientar, por exemplo, sobre a inadequação de ter os órgãos genitais tocados por outras pessoas. Explicar que criança não namora, nem de brincadeira. Alertar que existem áreas no corpo que ninguém pode tocar ou nelas encostar, mas é importante que seja dito na linguagem da criança. Não se devem fechar os olhos para ninguém; deve-se exigir que todas as instituições façam o mesmo. Se bem que muitas famílias não tenham coragem de denunciar algum dos seus. O Papa Francisco já acionou a “tolerância zero” para padres e bispos que cometerem tal desvio – e outros – ou de alguma forma acobertarem conforme consta na Carta Apostólica Motu próprio “Como uma Mãe amorosa” você entenderá melhor. Pe Bruno Costa Ribeiro, assessor da Pastoral Familiar e PASCOM


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DIOCESANA

DNJ 2019

Novembro de 2019

DIA NACIONAL DA JUVENTUDE

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dia 27 de outubro de 2019 foi marcante em Senhora do Porto, pois uma grande festa da juventude se realizou: o DNJ – Dia Nacional da Juventude. Dia preparado com muito amor pelo grupo de jovens JUFOC e comunidade portuense ao longo de um ano, que não mediram esforços para proporcionar aos jovens de nossa diocese um dia repleto de unção. O tema deste ano: “juventude e políticas públicas: uma história nos chama à civilização do amor”. Tema proposto para motivar os jovens sobre sua participação de construir uma civilização do amor, animando-os a ser os primeiros a experimentar o amor de Deus para transmiti-lo a toda sociedade, incentivando o protagonismo e missionariedade da juventude. Ao amanhecer, a festa começou com uma oração. De repente a praça da matriz foi se enchendo de jovens e inundando de ale-

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omo bispo da diocese de Guanhães foi a primeira celebração do DNJ. Para mim foi uma graça muito grande. Já algum tempo que eu não celebrava o DNJ por conta de estar numa paróquia ou por não ter a própria atividade. Eu acho que é um ganho muito grande, uma riqueza da diocese a celebração do DNJ. Deve continuar; no que depender de mim, todo incentivo, todas as motivações, por que é uma expressão da força viva da juventude; é como que uma reanimação, um assoprar de brasas que habita no coração de cada jovem. Reacender a chama do amor no coração da juventude e não só dos jovens cronologicamente falando, mas de todos os agentes pastorais. Eu percebi, senhores, senhoras e alguns padres celebrando. O DNJ une as idades, não importa se de anos vividos, mas juventude de alma. O DNJ é para todos aqueles que não envelhecem nunca e é para não envelhecer jamais. Temos que estar sempre rejuvenescidos e revigorados no Senhor. A temática do DNJ é muito oportuna, juventude e políticas públicas: uma história que nos chama à civilização de Amor. É um tema que gosto muito; construir a civilização do amor, promover a cultura da paz num mundo marcado por tanta violência, por tanta desvalorização da vida ou ameaça da vida com tantos sinais de morte; essa cultura de morte que, às vezes, reina na sociedade precisa ouvir e ver que existe outra cultura possível que é a cultura da vida e da paz; que podemos construir sim uma civilização do amor; afinal, nós seguimos aquele que é o próprio amor: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, essa comunhão de

gria o ambiente. Animados pelo ministério de música KAIRÓS – de São João Evangelista – cantando e louvando a Deus pela vida, todos tomaram o café da manhã; Antes da celebração eucarística, os jovens participaram da caminhada pela paz. Presidiu a Santa Missa Dom Otacilio Ferreira de Lacerda, bispo da diocese de Guanhães e concelebrada pelos padres, Derci, Mário, Valter, José Geraldo, Salomão e Adão. Registramos a presença do padre José Martins, do Diácono André e do seminarista Guilherme. Após a missa, a partilha do almoço - da alegria e generosidade. A tarde foi marcada por apresentações de diversas paróquias tendo como motivação o tema da DNJ. Seguiu-se o momento mariano e o encerramento foi com a bênção do Santíssimo, presidida por padre Salomão.

amor. Eu creio que o DNJ é uma oportunidade para dizer ao jovem que ele é evangelizador de outro jovem. O papa Francisco diz que jovem evangelizando outro jovem é jovem acendendo luzes na noite escura de outros jovens. Ser jovem é acender estrelas no céu de cada um para brilhar e iluminar o novo caminho. Então, o meu parecer participando do DNJ pela primeira vez é uma alegria muito grande, é um envolvimento muito grande. Ainda que não sejam multidões, mas um bom número, expressivo número se faz presente aqui em Senhora do Porto celebrando o DNJ. Em meu pouco tempo de diocese, é um dos momentos mais bonitos que estou vivendo. Precisamos - como igreja -, o papa Francisco sempre fala isso: renovar os quadros da igreja, o jovem ocupar espaços, formar novas lideranças para que o jovem seja realmente um agente pastoral, seja protagonista e ajude a edificar a Igreja e desperte vocações sacerdotais e religiosas. Como é bom ver jovens apaixonados por Cristo. Jovem que tem em Jesus e encontra em Jesus o ser melhor amigo. O papa disse na exortação pós-sinodal “Christus Vivit” sobre a juventude que Jesus é o amigo da juventude. O amigo que dá a vida pelo outro. Que o jovem que fez o encontro com Jesus de verdade sente a necessidade de levar outros jovens ao mesmo encontro. Então, parabéns. O Dia Nacional da Juventude, eu gosto de dizer, é um sopro do Espírito. Dom Otacilio Ferreira de Lacerda, Bispo de Guanhães

Festa da vida: jovens rezando, cantando e dançando com louvores ao Criador. Foi um dia marcante: a juventude expressou sua fé e alegria de ser Igreja viva. Há 34 anos, ou seja, desde 1985 a Igreja do Brasil propõe a celebração do DNJ – Dia Nacional da juventude. Faço esse resgate histórico para nos lembrar de que o tema desse ano é muito sugestivo: Juventude e Políticas Públicas: uma história nos chama à civilização de Amor. E participar de um dia como esse de hoje é bom porque nos dá a certeza de que essa história não parará por aqui. Jovens de diversas localidades de nossa diocese refletindo políticas públicas num momento tão delicado politicamente em nossa sociedade nos mostra o desejo de uma juventude que quer vida e “vida em abundância” Jo 10,10, e que ainda mais quer ser juventude protagonista de sua história.

Chamados à civilização do amor, essa foi a resposta: “Eis-nos aqui”. Debaixo de sol e chuva (literalmente) a juventude demonstrou que as ações de Jesus continuam sendo ampliadas por nós que fomos batizados e enviados em missão como Igreja viva e a atuante. O DNJ deste ano é uma grande demonstração de que temos muito que aprender com as juventudes. Para mim, assessor diocesano do setor juventudes, é uma satisfação enorme saber que Jesus e sua Igreja são fontes de inspiração de atitudes para as juventudes ainda hoje. Continuemos a celebrar com o desejo de fortalecer cada vez mais essa consciência de que somos sujeitos de nossa história. Pe. Salomão Rafael Gomes Neto Presbítero da diocese de Guanhães Assessor diocesano do setor juventudes da diocese de Guanhães

UM SOPRO DO ESPÍRITO “Se és jovem em idade, mas te sentes frágil, cansado ou desiludido, pede a Jesus que te renove. Com Ele não falta a esperança. O mesmo podes fazer se te sentes submerso em vícios, maus hábitos, egoísmo ou na comodidade morbosa. Cheio de vida, Jesus quer ajudar-te para que valha a pena ser jovem. Assim, não privarás o mundo daquela contribuição que só tu - único e irrepetível, como és - lhe podes dar”. Conclusão da homilia de Dom Otacilio citando a palavra do papa Francisco na Exortação pós-sinodal “Christus Vivit”, n. 109.

Os jovens que participaram do DNJ viveram momentos maravilhosos, e que fizeram pensar e repensar muito na vida de cada um, no seu agir, no seu pensar, no seu falar e no seu existir. Foi lindo ver os jovens deixando ser tocados pelo amor de Deus. Meu coração transbordou de alergia ao ver todos os grupos, pastorais e movimentos reunidos. Temos muito a agradecer ao povo portuense que acreditou e nos deu forças para realizar o DNJ. Ivanderson Chander Diogo Lopes Coordenador da pastoral da Juventude da diocese de Guanhães


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FORMAÇÃO

DIOCESANA

Novembro de 2019

MÊS EXTRAORDINÁRIO DA MISSÃO NA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA PENA, EM RIO VERMELHO: BATIZADOS E ENVIADOS À IGREJA DE CRISTO EM MISSÃO NO MUNDO

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e 13 a 20 de outubro, mês extraordinário dedicado à missão pelo Sumo Pontífice o Papa Francisco, o Seminário Provincial Sagrado Coração de Jesus realizou a sua missão anual na diocese de Guanhães, na paróquia Nossa Senhora da Pena, em Rio Vermelho, enriquecida com a presença de seminaristas de Diamantina e de Guanhães. A paróquia foi dividida em cinco setores: Centro, Chapadinha, Pedra Menina, São Gregório e Magalhães que com muito entusiasmo acolheram os seminaristas com um caloroso abraço. Foi um momento único, pois o povo de Deus daquela comunidade demonstrou a cada seminarista, vocacionados ao ser-

viço, a beleza e a simplicidade do Criador. Cada sorriso, cada abraço são sinais visíveis de que Deus caminha com o seu povo, de que Deus está conosco. Vivenciamos a força do Evangelho nos momentos de confissão, na Santa Missa, nas formações e em cada visita, tudo isso nos faz compreender o mistério de nossa pertença a Deus. Essa pertença é o fazer da Vida de Deus a nossa Vida, levando àquele povo o amor de Deus, reconhecendo que, mesmo em meio às dificuldades da vida, o Amor nos circunda, nos faz mais humanos imitadores d’Aquele que é também Divino. Somos gratos a Deus pela oportunidade da experiência de uma missão tão rica, tão profunda, louvando ao nosso Senhor

pela vida de cada família; rendemos graças ao Seminário Provincial Sagrado Coração de Jesus por ter se colocado à disposição para a missão na diocese de Guanhães. Essa disposição é fruto da verdadeira unidade cristã, sabendo que a Igreja ultrapassa as fronteiras e nos faz corpo evangelizador para todos os povos e nações. Que Nossa Senhora da Pena nos ensine a ser missionários segundo o coração de seu Filho, e com o seu Filho sejamos arautos da Boa Nova, fazendo-nos inflamar de amor pelo reino que nos espera e como batizados e enviados, somos impulsionados a testemunhar! Vinicius Lucas Pereira Brandão 2º ano da Configuração

DIOCESE DE GUANHÃES FAZ ABERTURA OFICIAL DO MÊS MISSIONÁRIO EXTRAORDINÁRIO EM DIVINOLÂNDIA

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om o Jubileu de N. Sra. Aparecida em Divinolândia de Minas abriu-se oficialmente o Mês Missionário Extraordinário, conforme o comunicado do Pe. José Aparecido dos Santos, membro da Animação Missionária Diocesana, tendo em vista a proposta do papa Francisco e da CNBB, como segue: “Em 22 de outubro de 2017, Dia Mundial das Missões, o Papa Francisco durante o ângelus anunciava publicamente para toda Igreja sua intenção de proclamar um Mês Missionário Extraordinário em outubro de 2019 para celebrar o centenário da carta Apostólica Maximum Illud de seu predecessor o Papa Bento XV. Neste mesmo dia o santo Padre enviou uma carta ao Cardeal Fernando Filoni, prefeito da Congregação para Evangelização dos Povos e presidente do comité supremo das Pontifícias Obras Missionárias (POM), encomendando ‘a tarefa de preparar este evento. Papa Francisco escolheu para o Mês Missionário Extraordinário o tema ‘Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo’”. Segundo o assessor da “Animação Missionária Diocesana”, a ideia central neste processo de preparação para o Mês Missionário Extraordinário é inserir na programação ordinária e habitual das Igrejas locais a temática e o espírito do mês missionário, visando a conversão pastoral missionária. Será uma ocasião para despertar, animar e não cansar as comunidades. A peregrinação da cruz missionária já iniciou na Paróquia Santo Antônio, em Peça-

nha, (29/09 a 03/10), no entanto, a “Animação Missionária Diocesana” apresenta mais algumas atividades possíveis dentro da proposta do Mês Missionário Extraordinário, para organizar nossa agenda paroquial:

nárias e coleta no Dia Mundial das Missões (19 e 20/10). III - Realizar a novena missionária com os testemunhos da Campanha Missionária. IV - Inserir na novena dos padroeiros a temática do Mês Missionário Extraordinário. V - Criação e fortalecimento dos COMIPAs (Conselho Missionário Paroquial). Peregrinação da Cruz Missionária 2019 - 2020:

No âmbito Diocesano: I - Que a abertura do Mês Missionário Extraordinário seja durante o Jubileu de N. Sra. Aparecida em Divinolândia de Minas. Cada paróquia poderá manifestar a unidade diocesana participando em um dia; II - Assumir no DNJ 2019 a temática do Mês Missionário Extraordinário: Batizados e Enviados; III - Rezar pelas missões e realizar a coleta missionária no terceiro final de semana; IV - A visita da Cruz missionária em todas as paróquias, como símbolo de unidade diocesana. Significado e programação a seguir. A criatividade fica com cada paróquia.

No âmbito Paroquial: I - Preparação, abertura do Mês Missionário Extraordinário e lançamento do material da Campanha Missionária, entre os dias 1 a 06 de outubro. II - Realizar vigília 19/10/19, visitas missio-

Peçanha/Cantagalo (29/09 a 03/10), Divinolândia de Minas (03 a 12/10), Virginópolis (13 a 20/10), Braúnas (20 a 27/10), Joanésia (27/10 a 03/11), Dores de Guanhães/Carmésia (03 a 10/11), Ferros (10 a 17/11), Santo Antônio do Rio Abaixo/ Morro do Pilar (17 a 24/11), Conceição do Mato Dentro/Córregos/Santo Antônio do Norte -Tapera (24/11 a 01/12), Dom Joaquim (01 a 08/12), Senhora do Porto (08 a 15/12), Sabinópolis (15 a 22/12), Materlândia (22 a 29/12), Paulistas (29/12 a 05/01), Rio Vermelho (05 a 12/01), S. S. do Maranhão (12 a 19/01), Água Boa (19 a 26/01), Santa Maria do Suaçuí/ José Raydan (26/01 a 02/02), São Pedro do Suaçuí (02 a 09/02), S. J. do Jacuri (09 a 16/02), Coluna/Frei Lagonegro (16 a 23/02), São João Evangelista (23/02 a 01/03), N Sra Aparecida/Guanhães (01 a 08/03), São Miguel e Almas e Catedral/Guanhães (08 a 15/03). PASCOM Diocesana, com informações de Pe. José Ap. dos Santos

VEJA MAIS SOBRE AS FESTIVIDADES DA PADROEIRA DO BRASIL EM NOSSA DIOCESE


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DIOCESANA

GERAL

Novembro de 2019

DE OLHO EM SANTA MARIA DO SUAÇUÍ, A CIDADE DA FÉ

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om a canonização de Irmã Dulce (1914 - 1992) em celebração no domingo (13/10) no Vaticano, o país ganhou sua primeira santa brasileira – mulher – e se junta a frei Galvão (17391822) que celebramos em 25/10; são os primeiros brasileiros canonizados e ainda temos os protomártires brasileiros que são os trinta católicos massacrados por protestantes calvinistas holandeses no século 17, cuja memória litúrgica é celebrada em 03/10. Nossa diocese também vive a expectativa de ver chegar à honra dos altares um de seus membros. Venerado pelos habitantes do município de Santa Maria do Suaçuí (MG) – e demais devotos – situada no vale do Rio doce, a 360 km da capital, Belo Horizonte, Santa Maria do Suaçuí viveu momentos de muita oração, fé e devoção ao seu saudoso e ilustre Servo de Deus Lafayette da Costa Coelho (1886 - 1961).

Foram dez dias de muita fé e religiosidade! Santa Maria do Suaçuí: o centro das atenções! No período de 12 a 21 de setembro, realizaram-se na cidade as comemorações em honra ao servo de Deus Lafayette da Costa Coelho, homem conhecido no país e no mundo por sua santidade! Exerceu por 44 anos o seu ministério sacerdotal nessa paróquia, falecendo aos 21 de setembro de 1961. Pela primeira vez, a paróquia tão bem conduzida na fé pelo padre Dilton Maria Pinto vicepostulador da causa de Beatificação do Servo de Deus Lafayette da Costa Coelho acolheu para as celebrações litúrgicas Dom Irineu (bispo de Ituiutaba), Dom Marcelo Romano (Araçuaí), Dom Darci Nicioli (Diamantina) e o recém-empossado bispo da Diocese de Guanhães, Dom Otacilio Ferreira de Lacerda, e dezenas de padres, diáconos, religiosos e religiosas, tamanha a importância do evento. A cidade ficou repleta de de-

votos! Muitos e muitos fiéis presentes em todos os dias da novena, somando-se aos incontáveis fiéis de várias regiões do país e do mundo inteiro que, em tempo real, assistiram às celebrações da novena e missas pelas redes sociais sendo que no dia 21 deste estima-se que 35.000 fiéis estiveram presentes às missas e elevaram suas orações a Deus, agradecendo as inúmeras graças recebidas pela intercessão do amado e saudoso sacerdote. Com muita piedade, a multidão pediu ao Senhor que eleve o Servo de Deus Lafayette da Costa Coelho à honra dos altares. Ainda nesse período, os devotos visitaram o Santuário São Miguel, onde estão os restos mortais do Servo de Deus, o cemitério em que ele fora sepultado e o museu, construção do início do século passado. Nesse local, ele residiu de 1917 a 1961 quando veio a falecer. São muito visitados também o memorial, local onde estão objetos que

ao Servo de Deus pertenceram, e a sala dos milagres, um ambiente de exposição dos inúmeros objetos que representam a gratidão por graças alcançadas. Neste ano, a comunidade suaçuiense contou com a cobertura da rede de TV Canção Nova, a Rádio Vida FM de Santa Maria do Suaçuí, a Rádio River FM de Rio Vermelho e, em especial, ao vivo, com as transmissões do canal de You Tube Belezas de Minas. A pequena Santa Maria do Suaçuí, em setembro, já por 58

INAUGURAÇÃO DA CAPELA DO SANTÍSSIMO NA COMUNIDADE DE NOSSA SENHORA APARECIDA, EM MORRO DO PILAR No dia 05 de outubro de 2019, a Paróquia de Nossa Senhora do Pilar, em Morro do Pilar, esteve reunida na Comunidade de Nossa Senhora Aparecida para celebrar, além do novenário em honra de Nossa Senhora Aparecida, a inauguração da Capela do Santíssimo. Momento de bênçãos, alegria e

espiritualidade, padre Derci - pároco - conduziu a celebração da inauguração com simplicidade e fé, apresentando ao povo a importância de se colocar diante de Jesus Eucarístico e fazer da vida um testemunho de partilha, fraternidade e amor. A inauguração da Capela do

Santíssimo despertou no coração da comunidade o espírito de comunhão fraterna gerando em todos os fiéis presentes o compromisso de, cada vez mais, tornar vivo o testemunho de fidelidade a Jesus. Maria do Socorro Damasceno

ATRAVÉS DESTA COMPOSIÇÃO DE PADRE ZEZINHO – EXÉQUIAS – MANIFESTAMOS NOSSA GRATIDÃO E PESAR À IRMÃ MARIA DO CARMO (IR. NANÁ), FALECIDA NO DIA 27/10. Como nuvem passageira é nossa vida e quem nos leva Quem nos leva é o sopro do Senhor Acreditamos que ao Senhor pertence tudo O que Ele fez, Ele fez foi por amor Como nuvem passageira é nossa vida e não importa Não importa nem dinheiro nem poder Feliz daquele que ao chegar aquela hora Está sereno e preparado para morrer Somos todos como nuvem passageira Não importa quantos anos viveremos Ao chegar a nossa hora derradeira O Senhor perguntará o que fizemos Lá no céu só vão entrar os amorosos Os que amaram como Deus mandou amar Quem lutou pra ver feliz outra pessoa Eternamente lá no céu irá morar

anos se torna gigante e acolhe de braços abertos milhares de fiéis devotos do maior exemplo de homem santo do centro nordeste mineiro que viveu sua grande fé em Jesus Cristo: O Servo de Deus Lafayette da Costa Coelho! As reportagens feitas pela TV Canção Nova poderão ser vistas no Canal You Tube da emissora, reportagens veiculadas nos dias 18, 19 e 20 de setembro. Maria Gorete Barreiros Soares - Turismo Religioso – Santa Maria do Suaçuí (MG)


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os dias 18 e 19 de outubro, na PUC Minas, em Belo Horizonte, realizou-se o 2º Mutirão Regional de Comunicação promovido pela CNBB – Regional Leste 2 , Pastoral da Comunicação – PASCOM , com a coordenação de Janaína Gonçalves. Com o objetivo de formação e troca de experiências, com o tema A COMUNICAÇÃO COMO ESTRATÉGIA NAS RELAÇÕES HUMANAS, a abertura contou com a presença de: Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, Reitor da PUC Minas e Presidente CEPAC/CNBB; Dom Gil Antônio Moreira, arcebispo de Juiz de Fora (MG), Bispo Referencial para a Pascom Regional Leste 2/CNBB; Padre Tiago Silva, Assessor de Comunicação para a Comissão Episcopal Pastoral Comunicação Social/CNBB: Professor Mozahir

Salomão, Secretário de Comunicação da PUC Minas; Janaína Gonçalves, Coordenadora da Pascom Regional Leste 2/CNBB; Padre Áureo Nogueira, Coordenador da ANIMA PUC Minas; Padre Fernando Lopes, Vigário Episcopal para a Comunicação e Cultura da Arquidiocese de BH; Padre Joel Maria dos Santos, Vigário Episcopal para a Ação Pastoral da Arquidiocese de BH. As palestras foram proferidas por: Professor Alan Rodrigues, Gestão de Mídias Sociais; Padre Tiago Silva, As estratégias e perspectivas pastorais na comunicação institucional; Professora Mestra Belkys Yulissa Moya, A comunicação no ambiente virtual: pistas para a superação da violência nas redes sociais. Oficinas: Trilha de Comunicação Humana: Fotografia religiosa; Projeto de implantação da Pascom; A Comunicação por um olhar teológico; Pensar a Comunicação como inclusão e acessibili-

dade; Um olhar pastoral para os Santuários: comunicar aos peregrinos; a Comunicação e as pastorais sociais. Trilha de Comunicação estratégica. Rádio: dando voz ao Evangelho; Assessoria de Comunicação: estratégias para gerenciamento de crises; Estratégias e gestão das redes sociais; Criação de arte; Inovar é C.R.I.A.R. valor; Produção de texto para redes sociais. Cada participante pôde escolher duas das opções oferecidas. Eu, Mariza Pimenta, escolhi “Estratégia e Gestão das Redes Sociais” (Vinícius Rangel) e “Fotografia religiosa” (Camilla Moreira). Se pudesse, participaria de todas, visto serem todos os assuntos importantes para uma boa comunicação. Interessante que os pequenos detalhes podem concorrer para melhorar a comunicação propriamente dita. Na oficina de fotografia religiosa, por exemplo, ressaltou-se a importância de ter bom senso, conhecer os ritos da celebração, ter discrição, observar o ambiente e ter objetivos para o registro. Para as fotografias com celular - equipamento mais usado pelos participantes -, Camilla Moreira orientou 5 pontos: 1 – limpar a lente do celular sempre que for fotografar; 2 – ajustar o foco do equipamento; 3 – não usar o zoom; 4 – ter cuidado com a contraluz ( fotografar sempre a favor da luz); 5 – usar sempre as duas mãos para segurar o celular. Camilla chamou a atenção para o

Fotos: Regina Profeta

MUTICOM LESTE 2- MUTIRÃO DE COMUNICAÇÃO REGIONAL DA CNBB

cuidado com os direitos autorais ao divulgar fotos nas redes sociais. Vinícius Rangel – Estratégia e Gestão das Redes Sociais – destacou a importância do diálogo: “Apenas os que dialogam podem construir pontes e vínculos” (Papa Francisco). Ressaltou a importância de se conhecer quem está “do lado de lá” para se produzir conteúdos. “… somos atualmente interpelados a perceber que não é mais possível continuar com este modelo de pastoral. Onde for útil para englobar formas de vida comunitária e atuar no resgate de pessoas, na solidariedade com os mais pobres e no anúncio do Evangelho, ele deve ser mantido” (DGAE 2019-2023, n.70.). Dom Gil declarou que fazemos comunicação por motivo de fé, não apenas tecnicamente; comunicamos o que Cristo pretende que seja comunicado. Ao final do evento, Dom Gil conclamou a todos a rezarem pelo Sínodo da Amazônia; disse que o evento estava sendo conduzido pelo Espírito Santo em clima de oração e paz. Reafirmou a impor-

tância de se conferir em fonte segura, Site da CNBB, por exemplo, os conteúdos compartilhados. “Papa Francisco convida a tomarmos consciência de que ‘somos membros uns dos outros’(Ef 4,25). Por isso, é necessário restituir à comunicação uma perspectiva ampla, baseada na pessoa, onde a interação é entendida sempre como diálogo e oportunidade de encontro com o outro. Uma comunidade é uma rede entre as pessoas em sua totalidade”. (Papa Francisco, citado por DGAE 2019-2023, N.118). Também participou do 2º MUTICOM padre Bruno Costa Ribeiro – pároco da paróquia São Sebastião, São Sebastião do Maranhão – assessor da Pastoral da Comunicação da Diocese de Guanhães. Agradecimento ao nosso bispo diocesano Dom Otacilio Ferreira de Lacerda, pelo apoio. Mariza da Consolação Pimenta Dupim – Membro da Pascom da Diocese de Guanhães e Pascom da paróquia São Miguel e Almas, de Guanhães.

SÍNODO DA AMAZÔNIA: NOVOS CAMINHOS PARA A IGREJA E PARA UMA ECOLOGIA INTEGRAL Após exatos dois anos de convocação pelo Papa Francisco, começou no Vaticano, dia 6 de outubro, com duração de três semanas, o Sínodo da Amazônia, ou seja, a 16ª Assembleia geral do Sínodo dos bispos, com o objetivo de refletir sobre o Instrumentum Laboris (IL) que traz temas eclesiais, sociais e ambientais dos nove países que formam a Amazônia: Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela. Tal “Instrumento de Trabalho” começou a ser preparado em 2017, sob a orientação de Dom Cláudio Hummes, cardeal emérito de São Paulo, que é o relator geral desse Sínodo. Por falta de informações, ou desconhecimento do que seja de fato um sínodo de bispos, muita gente, mesmo das fileiras da Igreja Católica, achou-se no direito de cri-

ticar o Papa Francisco nas redes sociais, sobretudo, por causa do que chamam de “atitude política” do pontífice, pensando que tal Assembleia fora convocada tendo em vista o atual momento do governo brasileiro. Tais desinformados não gastariam suas energias se soubessem que, em 2017, na convocação e na elaboração do IL, ainda não se falava sequer em eleições nessas terras ameríndias. Outros, até mesmo cardeais de renome, tentaram boicotar o Sínodo dizendo que ele é herético e pode trazer ensinamentos nefastos à Igreja. O que percebemos é que não há unanimidade quanto à aceitação do conteúdo do IL. Não é de se estranhar, pois isso sempre aconteceu na Igreja. O Sínodo dos Bispos foi instituído dentro do contexto do Concílio Vaticano II, pelo papa São Paulo VI, em 15/09/1965,

através do Motu Proprio Apostolica sollicitudo. Depois o Sínodo foi amplamente atualizado, e seu objetivo, apontado na Constituição Lumen Gentium (21/11/1964), é o de envolver mais os bispos da Igreja inteira nas questões que envolvem todo o orbe terrestre, mesmo que o tema a ser analisado tenha uma abrangência maior neste ou naquele Continente. Os bispos, cum et sub Petro, formam o grande Colégio Apostólico que orienta e governa toda a Igreja, sob a orientação do Espírito Santo! Com quase trezentos participantes, mais da metade deles composta de brasileiros, o Sínodo entregou ao Papa um relatório geral com as conclusões dos 21 dias de debates e reflexões. Como na encíclica Laudato Si, do Papa Francisco (24/05/2015), muitos verão nas conclu-

sões sinodais algo que tenha cheiro de erro doutrinal. Eu quero acreditar no Sínodo, quero confiar no Papa, quero caminhar com ele. Os temas eclesiais, sociais e ambientais refletidos têm, sim, muita pertinência com a evangelização, pois estamos inseridos no mundo para cuidarmos dele e nos salvarmos por inteiro, não cuidando apenas de nossa alma. O último Sínodo da Igreja foi sobre a temática: “os jovens, a fé, e o discernimento”, e realizou-se de 3 a 28 de outubro de 2018. Aguardemos, agora, a Exortação Apostólica do Papa com as conclusões dessa 16ª Assembleia Apostólica! Pe. Ismar Dias de Matos, Professor, Administrador Paroquial da Paróquia S. Sebastião e S. Vicente, bairro Santa Amélia, BH


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PRIMEIRA REUNIÃO DO CLERO DE GUANHÃES COM DOM OTACILIO

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centro pastoral da Catedral de Guanhães acolheu, na manhã de 24/09, padres e diáconos do clero diocesano para sua primeira reunião com Dom Otacilio. Após a oração das laudes (Liturgia das Horas) dentro da catedral e breve apresentação dos padres e respectivas paróquias, Dom Otacilio orientou sobre as visitas às paróquias e manifestou sua disposição para estar pre-

sente além das datas festivas ou crismas. Um dos assuntos em pauta foi o 3º Dia Mundial dos Pobres. “A esperança dos pobres jamais se frustrará” (Sl 9,19) é o tema escolhido pelo Papa Francisco e a mensagem foi divulgada dia 13 de junho, pelo Vaticano, e será celebrado em 17 de novembro. Veja ao lado a mensagem de Dom Otacilio sobre este terceiro dia.

EM PAULISTAS, NO DIA 13/10, 85 JOVENS DA PARÓQUIA SÃO JOSÉ CONFIRMARAM SEU BATISMO PELO SACRAMENTO DA CRISMA CONFERIDO POR DOM OTACILIO. FOI A PRIMEIRA CERIMÔNIA DESTE TIPO FORA DE GUANHÃES. VEJA AS FOTOS.

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m.com f a v o n vida

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3421-4590

GERAL III DIA MUNDIAL DOS POBRES “A ESPERANÇA DOS POBRES JAMAIS SE FRUSTRARÁ” Fomos agraciados com a Mensagem do Santo Padre Papa Francisco para o III Dia Mundial dos pobres, a ser realizado no dia 17 de novembro de 2019, tendo como título: “A esperança dos pobres jamais se frustrará” (Sl 9,19). As palavras do Salmista possuem incrível atualidade, pois “expressam uma verdade profunda, que a fé consegue gravar, sobretudo no coração dos mais pobres: a esperança perdida devido às injustiças, aos sofrimentos e à precariedade da vida será restabelecida”. À luz deste Salmo, o Papa apresenta estas questões que ecoam pelos séculos: - como é que Deus pode tolerar esta desigualdade? - Como pode permitir que o pobre seja humilhado, sem intervir em sua ajuda? - Por que consente que o opressor tenha vida feliz, enquanto o seu comportamento haveria de ser condenado precisamente devido ao sofrimento do pobre? “No período da redação do Salmo, assistiase a um grande desenvolvimento econômico, que acabou também – como acontece frequentemente – por gerar fortes desequilíbrios sociais... Passam os séculos, mas permanece imutável a condição de ricos e pobres, como se a experiência da história não ensinasse nada. Assim, as palavras do salmo não dizem respeito ao passado, mas ao nosso presente submetido ao juízo de Deus”. Hoje, a realidade mundial apresenta novas formas de escravidões a que estão submetidos milhões de homens, mulheres, jovens e crianças, como ele nos descreve: “Todos os dias encontramos famílias obrigadas a deixar a sua terra à procura de formas de subsistência noutro lugar; órfãos que perderam os pais ou foram violentamente separados deles para uma exploração brutal; jovens em busca duma realização profissional, cujo acesso lhes é impedido por míopes políticas econômicas; vítimas de tantas formas de violência, desde a prostituição à droga, e humilhadas no seu íntimo. Além disso, como esquecer os milhões de migrantes vítimas de tantos interesses ocultos, muitas vezes instrumentalizados para uso político, a quem se nega a solidariedade e a igualdade? E tantas pessoas sem abrigo e marginalizadas que vagueiam pelas estradas das nossas cidades?” São instigantes as palavras do Papa quando nos descreve a realidade vivida pelos pobres: “Quantas vezes vemos os pobres nas lixeiras a catar o descarte e o supérfluo, a fim de encontrar algo para se alimentar ou vestir! Tendo-se tornado, eles próprios, parte duma lixeira humana, são tratados como lixo, sem que isto provoque qualquer sentido de culpa em quantos são cúmplices deste escândalo... Drama dentro do drama, não lhes é consentido ver o fim do túnel da miséria”. A partir do Salmo 10, reflete sobre a dramática realidade vivida pelos pobres, em que estes se tornam invisíveis, e a sua voz já não tem força nem consistência na sociedade: – “Homens e mulheres cada vez mais estranhos entre as nossas casas e marginalizados entre os nossos bairros”. O Papa define quem são os pobres a partir do Salmo: - é aquele que “confia no Senhor” (cf. 9, 11), pois tem a certeza de que nunca será abandonado. E este conhece o seu Senhor (Sl 9,11), e este conhecer, segundo a linguagem bíblica, significa uma relação pessoal de afeto e de amor; - são todos aqueles que, não tendo o necessário para viver, dependem dos outros: o oprimido, o humilde, aquele que está prostrado por terra. A Sagrada Escritura nos apresenta a ação de Deus em favor dos pobres, como num refrão: Deus é Aquele que “escuta”, “intervém”, “protege”, “defende”, “resgata”, “salva”. Portanto, Deus jamais se torna indiferente ou silencioso perante a sua oração. A condição de marginalização, em que vivem acabrunhadas milhões de pessoas, não poderá durar por muito tempo, e o seu clamor aumenta e abraça a terra inteira. Citando o Padre Primo Mazzolari, o Papa nos diz: “O pobre é um contínuo protesto contra as nossas injustiças; o pobre é um paiol. Se lhe ateias o fogo, o mundo vai pelo ar”. Em relação aos pobres, Jesus não teve medo de Se identificar com cada um deles: “Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes” (Mt 25,

40), de modo que através de sua prática em relação aos pobres, Jesus revela a face de Deus, como um Pai generoso, misericordioso, inexaurível na sua bondade e graça, que dá esperança, sobretudo àqueles que estão desiludidos e privados de futuro. Deste modo, na prática das Bem-Aventuranças, vive-se um programa que dá credibilidade ao nosso anúncio e testemunho, como cristãos, em reais compromissos com os pobres; sendo assim, é preciso tocar a carne de Cristo para uma autêntica evangelização: “A condição dos pobres obriga a não se afastar do Corpo do Senhor que sofre neles. Antes, pelo contrário, somos chamados a tocar a sua carne para nos comprometermos em primeira pessoa num serviço que é autêntica evangelização... É neles que a caridade cristã encontra a sua prova real, porque quem partilha os seus sofrimentos com o amor de Cristo recebe força e dá vigor ao anúncio do Evangelho”. Chama-nos para o compromisso, como cristãos, neste III dia Mundial dos Pobres, bem como no dia a dia: não consiste apenas em iniciativas de assistência que, embora louváveis e necessárias, devem tender a aumentar em cada um aquela atenção plena, que é devida a toda a pessoa que se encontra em dificuldade. É preciso ser para estes, testemunhas da esperança cristã, num contexto cultural do consumismo e do descarte, sempre propenso a aumentar um bem-estar superficial e efêmero. Requer-se uma mudança de mentalidade para redescobrir o essencial, para encarnar e tornar incisivo o anúncio do Reino de Deus: “A esperança comunica-se também através da consolação que se implementa acompanhando os pobres, não por alguns dias permeados de entusiasmo, mas com um compromisso que perdura no tempo. Os pobres adquirem verdadeira esperança, não quando nos veem gratificados por lhes termos concedido um pouco do nosso tempo, mas quando reconhecem no nosso sacrifício um ato de amor gratuito que não procura recompensa...” É preciso que os pobres tenham maior atenção, mas sem jamais esquecer que a pior discriminação que eles podem sofrer é a falta do cuidado espiritual, a falta de amor: “É certo que os pobres também se aproximam de nós porque estamos a distribuir-lhes o alimento, mas aquilo de que verdadeiramente precisam ultrapassa a sopa quente ou a sanduíche que oferecemos. Os pobres precisam das nossas mãos para se reerguer, dos nossos corações para sentir de novo o calor do afeto, da nossa presença para superar a solidão. Precisam simplesmente de amor... Por vezes, basta pouco para restabelecer a esperança: basta parar, sorrir, escutar. Durante um dia, deixemos de parte as estatísticas; os pobres não são números, que invocamos para nos vangloriar de obras e projetos. Os pobres são pessoas a quem devemos encontrar: são jovens e idosos sozinhos que se hão de convidar a entrar em casa para partilhar a refeição; homens, mulheres e crianças que esperam uma palavra amiga. Os pobres salvam-nos, porque nos permitem encontrar o rosto de Jesus Cristo”. É preciso reconhecer os pobres e amá-los, ainda que aos olhos do mundo seja irracional, pensar a pobreza e a indigência tem uma força salvífica. São os pobres quem cultivam a esperança que desafia as várias condições de morte, porque sabem que são particularmente amados por Deus e, assim, triunfam sobre o sofrimento e a exclusão... A esperança do pobre torna-se forte com a certeza de que é acolhido pelo Senhor, n’Ele encontra verdadeira justiça, fica revigorado no coração para continuar a amar (cf. Sl 10, 17). Deste modo, o Papa exorta para que sejamos evangelizadores coerentes, semeando sinais palpáveis de esperança, unindo-nos a tantas outras pessoas para que o III Dia Mundial dos pobres colabore para que ninguém se sinta privado da proximidade e da solidariedade. Finaliza com as palavras do profeta, que anuncia um futuro diferente para todos nós: “Para vós, que respeitais o meu nome, brilhará o sol de justiça, trazendo a cura nos seus raios” (Ml 3, 20). + Dom Otacilio F. Lacerda Bispo de Guanhães


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