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O combate ao racismo na formação de professores da educação infantil

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DESIGUALDADES E PRIMEIRA INFÂNCIA

O combate ao racismo na formação de professores da educação infantil

Fabiana de Oliveira Alfenas, Minas Gerais

• Universidade Federal de Alfenas (Unifal-MG)

1

Introdução Pesquisas1,2,3 mostram que a

Distúrbios respiratórios

questão étnico-racial perpassa as relações entre

Distúrbios cardiovasculares

adultos e crianças e entre

Obesidade

crianças e crianças na creche e pré-escola, reproduzindo o racismo que existe na

O racismo pode ter consequências negativas para o desenvolvimento das crianças negras, tais como2

Baixa estima

sociedade brasileira

Autoimagem negativa

O objetivo desta pesquisa foi analisar as contribuições

Desempenho insatisfatório na escola

Depressão Ansiedade

de uma formação para crianças e profissionais da educação infantil sobre o respeito e valorização à população negra, bem como à sua descendência africana, cultura e história

Pesquisa qualitativa que adotou como referencial teórico as

2

contribuições dos Estudos

Método da pesquisa

Sociais da Infância3 e dos Estudos Feministas4

Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética da Universidade Federal de Alfenas

A segunda parte do estudo visou ensinar às

A primeira

crianças o respeito e

parte do estudo

valorização à população negra,

foi composta

bem como sua descendência

por três ações:

africana, sua cultura e sua história, a partir de:

1. Curso de formação continuada para profissionais da educação infantil voltado para a educação que combata o racismo

1. Contação de histórias de literatura infantil com personagens negros

2. Aplicação de questionário para

2. Atividades de expressão, como

374 profissionais da educação infantil abordando como a questão étnico-racial se insere hoje no currículo e nas práticas pedagógicas cotidianas

pintura e desenho

3. Atividades com personalidades negras para o desenvolvimento de representatividade

3. Projetos de ensino desenvolvidos

4. Atividades envolvendo bonecos

por 6 professoras que participaram do curso de formação e implementados a 60 crianças

negros

3

Resultados da pesquisa

O curso de formação continuada possibilitou formar 20 professores, contribuindo para a desconstrução de estereótipos e a valorização dos saberes da cultura afrobrasileira e africana

54%

dos 374 profissionais da educação infantil consultados nunca haviam realizado um curso de formação para as relações étnico-raciais

A aquisição de materiais como bonecas e bonecos pretos, além de livros de literatura infantil com personagens negros, favoreceu o trabalho da questão

As três etapas da pesquisa

étnico-racial entre as crianças

contribuíram para o desenvolvimento de boas práticas visando a formação da identidade de crianças negras e brancas de forma mais igualitária, favorecendo uma diminuição de

Necessitamos, portanto,

aspectos que possam fomentar o

de mais investimentos em

racismo nas práticas pedagógicas

formação continuada dos

na educação infantil e nas

profissionais da educação

relações entre adultos e crianças

infantil para estimular a reflexão e, consequentemente, a mudança de práticas que reforçam o racismo existente na sociedade brasileira5

4

Recomendações para a gestão pública

Garantir que sejam aplicadas as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana

Consolidar ações de educação para as relações étnico-raciais em escolas de educação infantil

Recomendações baseadas em evidências:

Investir em formação continuada de profissionais da educação infantil com abordagens da história e cultura afro-brasileira e africana

Ações para fortalecer a educação para as relações étnico-raciais no contexto da educação infantil

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Créditos

SOBRE A PESQUISADORA

SOBRE A PESQUISA

Fabiana de Oliveira

O combate ao racismo na formação de professores da educação infantil

Professora Associada 4 da Universidade Federal de Alfenas (Unifal-MG)

Agradecimentos Agradecimentos ao CEERT; UNICEF; ITAÚ SOCIAL; INSTITUTO UNIBANCO; FUNDAÇÃO TIDE SETUBAL.

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Referências

1. DIAS, L. R.; JANUÁRIO, E.; PEREIRA, N. S.; OLIVEIRA, W. T. F.; TRIPODI, Z. F. (2021).

4. Fiabani A, Fiabani T. A dor do inocente: implicações do racismo para a criança

Estudo nº VII: Racismo, Educação Infantil e Desenvolvimento na Primeira Infância.

negra. Revista em Favor de Igualdade Racial. Rio Branco (Acre), v. 3. n.3. p.04-19.

Núcleo Ciência Pela Infância. http://www.ncpi.org.br

ago/dez 2020.

2. Oliveira F. Um estudo sobre a creche: o que as práticas educativas produzem e

5. Gomes, N. L. Raça e Educação Infantil: à procura de justiça. Revista e-Curriculum.

revelam sobre a questão racial? Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de

v. 17. n. 3. São Paulo: 2019. jul/set. p.1015-1044.

São Carlos. 2004.

3. Marchi R, Sarmento, M. Infância, normatividade e direitos das crianças: transições contemporâneas. Educação & Sociedade, v. 38, n. 141, p. 951-964, 2017.

O conteúdo deste estudo é de responsabilidade dos autores, não refletindo, necessariamente, as opiniões das organizações que são membros do Núcleo Ciência Pela Infância.


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