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Projeto experimental

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Fotografia: Thiago Crocco

Revista nยบ01 - Ano 1


A partir do dia 05 de janeiro das ruas de S達o Paulo

www.saopaulopt.cowparade.com

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Ă?ndice Guy Bourdin 4 JR. Duran 5 Robert Capa 6 Bob Wolfenson 7


Guy Bourdin: Tudo o que você tem que saber

Ele influen- rechear as páginas da re- do artista e sua parcecia nomes como David vista com seu imaginário ria profissional com a modelo Nicolle Meyer, LaChapelle, Nick Kni- pra lá de erótico. ght e David Lynch. Até As páginas pra Bourdin também autora da publiMadonna se rendeu a eram duplas, recheadas cação) – a singularidade sua linguagem e foi pro- de sexualidade e violên- do trabalho dele está “na cessada pelo herdeiro cia, fugindo do óbvio composição, cores, jogo Samuel por copiar fo- nas cenas cotidianas. de real e irreal, mistério tos do pai em seu clipe Como desenhista, tinha e surrealismo: “Enquan“Hollywood”, de 2004. total liberdade para criar. to todos os anúncios são iguais, ele explora o Contemporâneo de olhar através de uma Helmut Newton, “Enquanto fechadura”. Guy Bourdin é metodos os anúncios são Guy Bourdin se tornos pop que o colega mas muito mais iguais, ele explora o nou referência em publicidade através cult. O fotógrafo e olhar através de uma dos anúncios da ilustrador francês marca de sapatos nasceu em 1928, em fechadura” Charles Jourdan, pra Paris, e foi abandoquem contribuiu dunado pela mãe um ano depois. Viveu no Pensava exatamente no rante 14 anos. Senegal, recrutado pelo peso de cada elemento Sua identidade é tão forte exército francês, onde co- e fazia inúmeros rascu- que é impossível alguém meçou a ter aulas de foto- nhos antes de fotografar. ter passado pelos anos grafia. Voltando a Paris, Para Shelly Verthime, 70 sem notar suas camvirou pupilo de ninguém especialista no artista – e panhas. menos do que Man Ray uma das autoras do livro e logo foi escalado pela “A Message For You” (so“Vogue“ francesa para bre o universo criativo

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Surrealismo registrado com luz

Bourdin passou boa parte de sua juventude vivendo o pós-guerra em Paris. Em 1954, entrou para a Vogue francesa, onde trabalhou por mais de 30 anos. Nos anos 1970, o fotógrafo já aparecia nas páginas das principais revistas de moda do mundo. Trabalhou também para a

Harper´s Bazaar e fotografou campanhas publicitárias para as marcas Chanel, Issey Miyake, Emanuel Ungaro, Gianni Versace, Loewe, Pentax e para a loja de departamentos Bloomingdale´s.


Biografia Josep Ruaix Duran, conhecido como J.R. Duran, (Barcelona, 22 de julho de 1952) é um fotógrafo brasileiro nascido na Espanha. No Brasil desde 1970 e com estúdio montado em São Paulo, a partir de 1979, começou a fotografar para revistas de moda como Vogue e Elle Brasil . Ao mesmo tempo começou a trabalhar para agências de publicidade como DPZ, McCann, Thompson, Talent para clientes como Johnson & Johnson, General Motors, Volkswagen, Souza Cruz, British American Tobacco e outros. Em 1984 realizou sua

primeira exposição, Beijos Roubados, na Galeria Paulo Figueiredo, em São Paulo. Ganhou sete prêmios Abril de Jornalismo. Foi capa da edição nacional da Veja em janeiro de 1988, com o titulo O Mago das Lentes. Tem ensaios a respeito de seu trabalhos publicados nas revistas Forum

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J r. D u r a n

(alemã), Zoom (edições francesa, italiana e japonesa), Man (espanhola) e Photo (francesa). Em 1989 mudou-se para os Estados Unidos, onde trabalhou para Harper’s Bazaar USA, Elle (edições francesa, inglesa, italiana e espanhola), Mademoiselle, Glamour, Tatler, Vogue (alemã), assim como para agências de publicidade como Grey Advertising, Saatchi & Saatchi, DDB e outras. Em 1994 realizou sua segunda exposição, Passageiro Distante, na Galeria São Paulo. Em 1995 voltou a viver no Brasil. Publicou os livros As melhores fotos e 18 Fo-

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tos. Em 2000 lançou o romance Lisboa. No Brasil, realizou campanhas para Intelig, cigarro Charm, cerveja Kaiser, Embratel, Telesp, Banco do Brasil, cigarro Free, Antarctica, Martini, Motorola, Lojas Riachuelo, Credicard, Hering, Banco Real, Banco do Brasil, Banco Itaú, Telefonica, Sadia, McCafé.

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No mesmo ano inaugurou a exposição de fotografias JRDURAN, no Museu de Arte Brasileira da FAAP. Atualmente reside em São Paulo.


Guerra, luz e sombras de Robert Capa

Robert Capa fotografou a Guerra Civil Espanhola, onde tirou a sua mais famosa foto (“A morte do soldado legalista”), a Guerra Civil Chinesa e a II Guerra Mundial com lentes normais, o que fez com que ele se tornasse um dos mais importantes fotógrafos europeus do século XX. Capa morreu na Guerra da Indochina, em 25 de maio de 1954, ao pisar sobre uma mina terrestre. Seu corpo foi encontrado com as pernas dilaceradas. A câmera permanecia entre suas mãos.

A sua carreira de fotógrafo começa no fim do ano de 1931, uma vez que aparece a fotografar Leon Trótski, no meio de múltiplas dificuldades, durante um congresso em Copenhaga. O aparecimento do nazismo e a religião judaica de Robert fazem com que em 1932 ele tenha que deixar Berlim, dirigindo-se para Viena e depois, Paris. Em 1934 encontra Gerda Taro, e no ano seguinte ambos criam o personagem Robert Capa, repórter mítico de nacionalidade estado-unidense, pelo que André Friedmann se declara associado a Gerda Taro, sua primeira namorada, também fotógrafa-produtora. O nome de Robert Capa de repente fica célebre e, logo que se descobre que ele se serve de um pseudônimo, a notoridade do repórter está assegurada. Em 1936, Capa e Gerda Taro partem em reportagem para o meio da Guerra Civil em Espanha, onde Gerda encontra a morte no ano seguinte. Em Junho de 1944 participa no desembarque da Normandia, o Dia D. Depois da guerra, com David Seymour, Henri Cartier-Bresson e George Rodger, funda a Agência Magnum (constituída oficialmente em 1947). Nos primeiros tempos, ocupa-se na organização da estrutura, partindo em seguida para o “terreno”.

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BOB Iniciou a carreira ao 16 anos como assistente de fotografia na Editora Abril onde permaneceu por quatro anos. Em 1974, passou a trabalhar como free-lancer, fazendo algumas revistas técnicas da Editora Abril, como Químicos e Derivados, Máquinas e Metais. As fotos eram de empresários – o famoso boneco, na linguagem jornalística.

Em 1978, montou seu primeiro estúdio e estudou Ciências Sociais. Em 1982 mudou-se para Nova Iorque, trabalhou como assistente do fotógrafo norte-americano Bill King. De volta ao Brasil, sua carreira tomou novo rumo e, a partir de 1985, começou a fazer editoriais para diversas revistas. A consagração como fotógrafo veio após a exposição Jardim da Luz, em 1996, no Museu de Arte de São Paulo.

Foi responsável por vários ensaios para a Playboy e diversas capas e editoriais de moda. Em 2004 realizou a exposição Antifachada - Encadernação Dourada no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado, e suas fotos passam a pertencer a diversas coleções, museus e instituições de arte. MAB FAAP.

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Atualmente é considerado por muitos como um dos maiores fotógrafos da América Latina. Bob Wolfenson fotografou dezenas de top models, fez muitas campanhas publicitarias importantes apesar de ser essencialmente um artista. Atualmente Bob Wolfenson é co-editor da revista da qual ele mesmo é co-criador, a S/N (lê-se Sem Número).


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