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REFÚGIO, contrastes
informações
Ano: 2018
Autores: Fernanda Alves, Daniela Hamdan
Disciplina: Concepção da Forma Arquitetônica II, UFRJ
Softwares utilizados: AutoCAD, SketchUp, Photoshop

A Igreja do Bom Jesus da Coluna, localizada na Ilha do Fundão, Rio de Janeiro, é um patrimônio histórico tombado no ano de 1964 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Foi restaurado a partir do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), desenvolvido pela Fundação Cultural do Exército Brasileiro (Funceb) e patrocinado pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico Social (BNDES).
Devido a sua escala, a Igreja destaca-se na paisagem como um marco visual, apesar de ser ocultada pela vegetação para quem chega no local. Entretanto, o suspense gera uma sensação de descoberta e deslumbramento diante de um tesouro arquitetônico. O Asilo dos Voluntários da Pátria, logo abaixo no relevo, permite a visão livre do visitante para a Baía de Guanabara.

Para não disputar com a importância das construções e com a vista que se tem do local, o projeto limitou-se a um único pavimento e à simplicidade de suas linhas. Sua identidade e originalidade encontram-se na geometria gerada a partir de um processo de experimentação que resgata um exercício de um semestre anterior.

O programa proposto foi uma Biblioteca e uma Midiateca como forma de atrair estudantes e professores para o local. A intenção é que o conjunto sirva também à Igreja do Bom Jesus da Coluna, servindo de abrigo para as obras e documentações produzidas sobre e para ela, e que possam, principalmente, ser compartilhadas com o público para que saibam da história de mais um pedaço da cidade.


Além do trabalho em planta para gerar uma composição dinâmica, também foram trabalhados os níveis do terreno e o caimento das coberturas.
O desejo de gerar contrastes claros entre o projeto e a preexistência foi um partido que teve por objetivo complementar a arquitetura da Igreja com outra que demonstrasse leveza em suas linhas. A intenção visa não competir com a imponência da primeira edificação, mas mostrar-se interessante e disruptiva partir da composição geométrica do todo.
A Biblioteca se apresenta com um pé-direito de quatro metros, que permite maior entrada de luz e convida o visitante a entrar. À medida que se percorre o espaço ele se torna mais intimista, com a redução da altura do teto, o fechamento da fachada voltada para a Igreja e a abertura da face com vista para o pátio entre os edifícios.

A Midiateca possui acesso voltado para a Rua Cento e Dezessete e pelo pátio que a separa da Biblioteca. O edifício possui pé-direito que varia entre três a dois metros e oitenta e abriga a administração do conjunto e um pequeno refeitório aberto.


