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CONCEPT NEWSLETTER: Bem-estar

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SPOTLIGHT ALEGRIA & BEM-ESTAR EDIÇÃO ESPECIAL | VOLUME 5 | ESCOLA CONCEPT

PERMITA-SE

DESFRUTAR MAY 2020


COM

VITAMINA


E

ALEGRIA


&

SUA SÁUDE BEM-ESTAR


UM MÊS

PARA RELEMBRAR Depois de dois meses em que nos dedicamos de corpo e alma para estarmos melhor adaptados ao que passou a ser chamado de o "novo normal", o mês de maio trouxe a oportunidade para refletirmos sobre o que as mudanças nas rotinas representaram no âmbito global. Como fomos afetados? Quais atitudes devem permanecer quando o isolamento acabar? Como eu me cuidei e cuidei dos outros neste período? Inspirados pelos pensamentos e provocações compartilhados pelos especialistas que participaram nas séries in.MIND e Morning Bites, estamos felizes em compartilhar esta edição especial da newsletter com as nossas principais aprendizagens. Aproveite a leitura!

“As pessoas vão esquecer o que você disse, as pessoas vão esquecer o que você fez, mas as pessoas nunca esquecerão como você as fez sentir”. ― Maya Angelou


DIDO BALLA


mindfulness

O que? O especialistas em mindfulness Dido Balla iniciou sua conversa na série in.MIND, realizada no dia 21 de maio, contando como se percebeu no início de uma crise de ansiedade à medida que o isolamento interrompeu planos importantes que tinha feito: iria assistir a graduação de sua irmã em Paris e viajaria para seu país natal, República dos Camarões. "De repente, me vi consultando sem parar sites de notícias, querendo respostas e angustiado", compartilhou Balla. "Justo eu? Mas, então, pensei: não posso me julgar, o não julgamento é a base do mindfulness!". Como já tenho um plano para lidar com minhas emoções negativas, foi fácil sair desta. Decidi compartilhar minhas estratégias por meio de vídeos no Youtube". A seguir, veja um resumo das dicas de Dido Balla, um educador e empreendedor apaixonado, mestre em Ciências no Ensino Secundário pela Universidade Johns Hopkins.

COMO PODEMOS PRATICAR O MINDFULNESS EM TEMPOS DE INCERTEZAS? 1. Não julgue: aceite as mudanças em seus pensamentos e comportamentos. 2. Autocuidado: começa por olhar para dentro para se reconhecer. 3. Cuide dos outros: mudar as perspectivas ajuda a focar no que importa. 4. Aterre-se: medite, dance, ouça músicas alegres ou outra estratégia que o mantenha positivo. 5. Tenha um "plano de emergência emocional": pratique grandes decisões quando não estiver estressado, para que possa tomar ótimas decisões quando estiver estressado.


"QUANDO VOCÊ ESTIVER BEM, ELABORE UM PLANO E PRATIQUE PARA


AGIR MELHOR QUANDO VOCÊ ESTIVER ESTRESSADO"


Registros da prĂĄtica

Essas fotos mostram mindfulness moments nos trĂŞs campi da Escola Concept. Estar presente, sem julgar, ĂŠ algo que queremos que nossos estudantes aprendam e se habituem a fazer pela vida toda.


Inspire

o futuro


Expire

o passado


Yoga é uma


adanroj

si.

para dentro de


"Há um menino Há um moleque Morando sempre no meu coração


Toda vez que o adulto balanรงa Ele vem pra me dar a mรฃo" MILTON NASCIMENTO


A maravilha da infância é que


para eles tudo ĂŠ maravilha.


TODOS JUNTOS

PELO

BEM-ESTAR

Quando refletimos sobre as conversas que tivemos nas séries in.MIND e Morning Bites, realizadas em maio, fica claro que há uma zona de convergência entre os assuntos e ideias abordados. A valorização da brincadeira na aprendizagem, o foco nas habilidades socioemocionais e no bem-estar, um olhar para a educação dentro do conceito de sustentabilidade, tudo isto dentro de um programa de ensino com conteúdos intencionais e relevantes. As próximas páginas trazem um pouco do que aprendemos com os especialistas.


"O

bem-estar

e sentimento de pertencer

a

uma comunidade escolar vêm antes do aprendizado neste

"

momento.

Marjo Kyllönen, Secretária de Desenvolvimento Social e Educação de Helsinque


“Mais do que aula online, esse é um momento em que redescobrimos o valor do encontro. Os encontros que a escola efetiva entre crianças, professores e famílias”.

Ana Teresa Gavião Mariotti, doutora em Psicologia


"Durante a brincadeira, ocorre um diálogo interno e uma exteriorização dos pensamentos das crianças".

Angela Salmon, professora associada da Universidade Internacional da Flórida em Miami


"Quando tentei entender o que pais e professores de adolescentes inovadores haviam feito de maneira diferente para incentivar a motivação intrínseca, encontrei três ingredientes essenciais: brincadeira, paixão e propósito." Tony Wagner, pesquisador sênior da Harvard School of Education, autor de Creating Innovators


"Uma grande aprendizagem dessa pandemia é que nós precisamos pensar em um coletivo maior. Entender que não importa se meu filho estuda na Concept, eu preciso me importar com a educação pública de qualidade, pois isso vai implicar em nós termos uma sociedade mais justa, mais generosa e mais honesta, que se importa verdadeiramente com as pessoas e com a vida.”

Adriana Ramos, pós-doutora em Educação e pesquisadora do GEPEM


Nasce o negรณcio das calming jars


Nasce o negócio das calming jars No ano passado, o estudante Henrique Baracho, atualmente no Grade 1 da Concept São Paulo, assumiu um risco responsável e participou do programa opcional "Build your own start-up", com dois encontros semanais depois da aula. "Entrei pensando no meu futuro, para abrir uma empresa e ganhar dinheiro", contou. Mas um exercício de ideação (ou brainstorming) acabou fazendo nascer o Paulo, um personagem que "ficava muito nervoso, até saía fogo pelo ouvido". Para acalmá-lo, Henrique pensou em fazer um spray, parecido com um perfume, mas não funcionou. "Demorava muito para fazer e podia ir no olho de uma criança pequena, que ia parar no hospital". Chegou a uma ideia que era mais segura e sustentável: a calming jar, feita com materiais recicláveis. Uma garrafinha, com água, purpurina e brinquedinhos dentro, para sacudir e distrair e aquietar a mente, enquanto os sedimentos caem até o fundo.

"Vendi todas as 40 que fiz, e doei o que recebi para um projeto de design thinking que a Lyna (a educadora) ajuda. Fiquei só com a que fiz como modelo", contou ele, orgulhoso. E você ainda usa sua calming jar, Henrique? "Ah uso. Deixo do meu lado, sacudo e olho para ela fico quando fico distraído na aula online".


2

entrevistas gols


2

entrevistas gols

Na newsletter anterior, falamos sobre os projetos de serviço social que foram criados nas férias de abril por alguns estudantes que se engajaram na proposta opcional que a escola ofereceu. Um deles era o canal de notícias em podcast Helpful(ish), uma iniciativa da estudante Julia Tavares, do Grade 8 de São Paulo. Suas duas primeiras entrevista, com o médico infectologista Dr. José Bonamigo, ligado ao Hospital Albert Einstein, e a psicóloga clínica Isabel Coutinho, que mora atualmente em Nova York, ficaram muito informativas e bem desenvolvidas. Julia começou o projeto com a justificativa que "as notícias que lia na mídia eram feitas para adultos, e eu queria buscar resolver a dúvida de outros adolescentes como eu", a seriedade e o comprometimento de Julia impressionam. Dois golaços de estreia!

Clique aqui para acessar o podcast.


aceita

participa,

confia.

Isabel Veluttine, mãe de Stella e Elena, encontrou em nossa vila virtual força para superar as dificuldades do momento


.apicitrap

aceita.

De repente, a rotina de Isabel virou de ponta-cabeça. Suas duas filhas estavam em casa precisando de atenção, seu marido isolado no quarto, com diagnóstico de COVID-19, e começavam as aulas virtuais. Nos grupos de WhatsApp – "não só os de mães, mas os da turma do mindfulness e da ginástica", diz – as mensagens espalhavam insegurança e negativismo. Onde Isabel podia se apoiar para ficar bem e oferecer a estrutura que sua família precisava? "Na escola e nos médicos que cuidavam de Eduardo, que também é médico", ela responde.

"Mesmo quando as decisões eram de curto prazo, serviram para me orientar. Eu percebia o canal de escuta aberto para entender a individualidade de cada família. Sentia uma necessidade ainda maior de estar presente nas conversas". Tornar de mensal para semanal o encontro do PELC - Parent Educational Learning Community foi, como diz Isabel, uma benção. "No PELC encontro sempre uma conversa produtiva, com um propósito, um conteúdo que me ajuda a entender a escola e também o momento que vivemos. Seria incrível se mais pais aproveitassem este espaço".


confia. Isabel também assistiu, sempre que possível ao vivo, aos talks das séries in.MIND e Morning Bites, dos quais ela destaca a fala de Marjo Kyllonen, secretária de Desenvolvimento e Educação de Helsinque, na Finlândia. "Soou como uma mensagem de aceitação e entendimento, quando a ouvi falar que, mesmo no dia em que as escolas estava reabrindo na Finlândia, que é um país com muito menos dificuldades que o Brasil, não havia respostas para tudo. Vai ser assim em qualquer lugar". Hoje, quando revisa este período de escola virtual, Isabel pensa que a fase 1 passou rápido. "Logo as meninas absorveram o esquema, tornaram-se autônomas e a família toda passou bem a barreira da fluência digital". Assim a fase 2 chegou suave, com o alívio da cura e do fim do isolamento de Eduardo. "Ter férias, para mim, foi o mais difícil. Então eu fiz o que eu sei que posso fazer na Concept: ligar para a diretora para conversar, dizer como me sentia diante daquela decisão da escola. Saí do telefonema mais tranquila e compreensiva. E, no fim, as meninas estavam precisando desta pausa".


pratica.

Fã dos Habits of Mind e da maneira com que a Concept trabalha as habilidades socioemocionais, um dos fatores que fizeram com que ela matriculasse suas crianças na escola, Isabel diz que, durante o isolamento, as estratégias que mais têm sido úteis são Pensar interdependentemente ("pois precisei de muita ajuda e conexão com as pessoas, com médicos e com escola") e Criar, Imaginar e Inovar, para envolver as crianças e fazê-las sair da tela ("Estamos atacando a cozinha com tudo, fizemos levain, pão, bolo, massa de ravioli, e outro dia brincamos de restaurante, com cardápio, louça especial e garçom"). "Qual seria o hábito da Paciência?", pergunta Isabel. "Bem, foi preciso exercitar muito a paciência também...".


Yoga em famĂ­lia na quarentena


Yoga em família na quarentena No começo da quarentena, a família de Daniela e Juliana Baldini queria começar alguma atividade nova para pode se exercitar em casa, com materiais que já tinham. Depois de pesquisarem, optaram por yoga, pois além de movimentar o corpo, visa o equilíbrio mental. "Vimos que havia vários vídeos no YouTube de yoga para iniciantes, então começamos a praticar por 35 minutos e já começamos a perceber que o nosso comportamento havia mudado, passamos a ter mais calma em situações difíceis, ficamos mais unidos e energizados. A yoga tem nos ajudado neste momento difícil da quarentena e recomendamos a prática desta ou qualquer atividade física em casa”, contam as irmãs.

"PASSAMOS A TER MAIS CALMA EM SITUAÇÕES DIFÍCEIS, FICAMOS MAIS UNIDOS E ENERGIZADOS"


Mantendo o equilíbrio Aline Melo Castro, mãe da comunidade Concept Ribeirão, conta como tem mantido o equilíbrio em casa


Mantendo o equilíbrio

A enfermeira Aline Melo Castro, mãe do estudante João Marcelo, do 6º ano da Concept Ribeirão Preto, se considera uma privilegiada diante do cenário atual da pandemia. Atuando na área da saúde há 17 anos, ela recentemente saiu da linha de frente dos hospitais, mudou para um cargo de gestão. Por isso, nos últimos meses, ela conseguiu se manter isolada em casa e dedicou-se à rotina com o filho, além de ter intensificado os momentos de meditação. Segundo Aline, a meditação tem sido fundamental durante a quarentena. “Para lidar com as emoções nesse período, eu tenho meditado. A meditação está me ajudando absurdamente a me reconectar comigo, com meus valores e minha essência. Consigo me ouvir o conhecer minhas capacidades e limitações", diz Aline, que também tem evitado ver muitas notícias e jornais. " Eu me desconectei um pouco com o mundo lá fora. Eu e o João costumamos assistir programas de comédia juntos à noite, é uma forma de nos distrair. Eu recomendaria que as pessoas não absorvessem o caos externo, pois ele vai se resolver lá fora. O que precisamos agora é manter o equilíbrio dentro de casa", opina. Aline acredita ser privilegiada, principalmente quando se compara aos amigos que estão trabalhando na linha de frente da pandemia. "Por isso mesmo, tenho valorizado a nova rotina, as refeições em família, a leitura, enfim, tudo que podemos fazer juntos todos os dias e que antes só fazíamos aos finais de semana”, afirma.


O prazer de criar histรณrias e ajudar em casa


O prazer de criar histórias e ajudar em casa Desenhar e ajudar em casa foram duas maneiras que Enrico Davis Riccetti, do 2º ano da Concept Ribeirão Preto, encontrou para lidar com o tédio e os períodos ociosos em casa. Com orgulho de suas produções, ele já atingiu a marca de mais de 400 páginas desenhadas durante o isolamento. "Eu também escrevi a minha primeira história em inglês, sobre um pirata muito bravo. Essa fala para as pessoas que elas não precisam ter raiva, pois algum dia tudo isso vai passar. Algumas pessoas ficam malucas dentro de casa, então essa história é para ajudá-las”, conta. Outra descoberta recente de Enrico foi que as tarefas domésticas também podem ser boas distrações. Nas últimas semanas, ele, que tem 7 anos, tem descascado legumes, lavado verduras, regado as plantas e contribuído com a rotina com sua família. “Eu acho legal poder ajudar em casa, isso até me acalma”, diz o pequeno. A mãe de Enrico, a psicopedagoga Renata Riccetti, que é orientadora da Concept Ribeirão Preto, tem acompanhado os resultados positivos dessa rotina e aconselha: “As crianças estão o tempo todo em busca de uma atividade. Envolvê-las em tarefas simples enquanto arrumamos a casa ou preparamos as refeições faz com que se sintam envolvidas e ocupadas", diz. "Eu até coloquei mais plantas em casa para eles regarem".

“As crianças estão o tempo todo em busca de uma atividade. Envolvê-las em tarefas simples enquanto arrumamos a casa ou preparamos as refeições faz com que se sintam envolvidas e ocupadas"


Sentimentos por meio da arte


Sentimentos e t r a por meio da O estudante Enzo França, do Grade 8 da Concept Salvador, fez um desenho a partir do qual conseguiu expressar seus sentimentos: "Após concluir este trabalho percebi que demonstrava a minha esperança por renovação. Com a analogia da lagarta que passa pelo casulo para conquistar a liberdade no formato de borboleta, mostrei que a humanidade vivencia o isolamento social e se sente aprisionada, porém, tenho certeza de que vamos retomar a caminhada, rumo a um novo diferente”.

"tenho certeza de que vamos retomar a caminhada, rumo a um novo diferente"


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