Sobre o silêncio apagado de luzes, a noite lentamente estende o escuro manto; e lá debaixo dele, longe dos olhos curiosos dos homens, ela prepara o próximo e veemente borbulhar de águas, irromper de plantas, despertar de almas. E, quando ela se vai com um leve gesto erguendo a sombra, desvendando a vida, o dia, ainda trêmulo, escapa no horizonte, e surge o sol, surge o sol aclarante, inundante! E na ordem do tempo se revela a eterna luz a eterna florescência! Ressurreição (Ruth Salles)