

Para um cotidiano mais
leve, fluido, feliz



























Praias
Com mais de 30 km de orla, Penha tem dezenas de praias, enseadas e formações rochosas que formam piscinas naturais. Elas são um convite a desacelerar e ao bem viver
História
A história de Penha nasce do oceano. Essa relação muda através dos tempos, mas está presente nas técnicas de pesca, na culinária, nos costumes e na cultura.
Lugar
Na Casa Petro Alambique, a visitação guiada revela os detalhes do processo de destilação da cachaça. O local tem também um restaurante de cozinha brasileira.
Hospedagem
A pousada Pedra da Ilha, que acaba de completar 25 anos, fica à beira-mar na Praia Alegre, onde o mar convida a caminhadas longas e ao relax.
Gastronomia
O mar é o epicentro de uma gastronomia de alto padrão no Takuan Sushi Izakaya, onde a fartura gerada pela pesca se transforma em experiência à mesa.
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• Criação e Execução: Entrelinhas Conteúdo & Forma (entrelinhas.inf.br •51 99633.9612) • Conceito Editorial e Edição: Milene Leal • Redação: Loraine Luz • Edição de Arte: Luciane Trindade • Impressão: Gráfica Comunicação Impressa •A reprodução total ou parcial do conteúdo desta obra é expressamente proibida
Penha: bem viver, turismo e negócios
ocê tem em mãos a segunda edição da revista Viver Penha, publicação especialmente criada para divulgar o atual momento da cidade: evolução planejada, atividade turística crescente – graças aos inúmeros atrativos que oferece –, investimentos focados em valorização e modernização da cidade e aquela qualidade de vida que é objeto de desejo.
Empreendimentos com arquitetura assinada por grandes nomes vêm mudando o panorama da cidade, transformando Penha em um exemplo de urbanização que dialoga com a natureza do entorno e está focada no bem viver. Nesta edição, apresentamos alguns detalhes do mais recente lançamento imobiliário de alto padrão: Amaran, localizado na bela Praia da Armação.

Esta revista é também um guia dos locais mais interessantes de Penha, que sempre valem a visita. Conheça nas páginas a seguir uma Cachaçaria premiada, um restaurante de excelência em frutos do mar e uma acolhedora pousada pé na areia. Boa leitura!
PRAIAS

Convites para
desacelerar
os finais de tarde, o horizonte vira espetáculo na Praia do Cascalho, a cerca de 2 quilômetros da praça central de Penha. À medida que o sol se despede e parece mergulhar no mar, uma paleta ampla de cores toma conta da cena. Amarelos, dourados, rosados e alaranjados se sobrepõem com delicadeza, envolvendo quem observa em um convite silencioso à contemplação. É a natureza com um convite irrecusável: desacelerar. Com a sensação de tempo suspenso, a mente entra em modo contemplativo, os ombros cedem, a respiração se alonga. A Praia do Cascalho tem personalidade forte, paisagem marcante e vocação declarada para a experiência contemplativa, daquelas que não pedem pressa nem distrações. Suas águas calmas acabam escolhidas para passeios de caiaque e stand up paddle. Um dos grandes destaques é a Rota das Tartarugas, que transforma o contato com a fauna marinha em aprendizado e sensibilização.











Combinações únicas
Penha soma mais de 30 quilômetros de orla marítima, com dezenas de praias, enseadas, recantos e formações rochosas que criam piscinas naturais. A proeza está no fato de que cada trecho consegue ser único, ainda que combinando os mesmos elementos. O azul do mar, o verde da vegetação, a faixa de areia clara e, em grande parte, os barcos coloridos dos pescadores se repetem sem jamais se tornarem iguais.
Há praias para todos os gostos. Algumas exibem extensas faixas, perfeitas para caminhadas longas e momentos de tranquilidade. Outras exigem trilhas que levam a paisagens preservadas, onde aventura e história se encontram. Há ainda aquelas de ondas mais fortes, que atraem surfistas e praticantes de esportes aquáticos.
Entre as mais famosas está a Praia da Armação do Itapocorói, também conhecida como Praia do Trapiche. Com águas calmas e embarcações que flutuam sem pressa, é do tipo que acolhe. Nada se impõe. Nem ondas, nem ruídos, não há excessos. Tudo se harmoniza de um jeito que só a natureza consegue organizar. O cenário desarma o visitante. Não há nada do que se defender.
A Armação também se destaca pela estrutura urbana e turística completa. É ali que se localiza o Amaran, futuro empreendimento imobiliário da ArtHaus Incorporadora.
O cuidado com esse patrimônio natural se traduz em reconhecimentos internacionais. No final do ano passado, no início da temporada de verão, Penha hasteou


PRAIAS PARA TODOS OS GOSTOS
PRAIA GRANDE
Com cerca de 1,5 km de areia contínua e mar levemente agitado, atraindo surfistas e turistas. Tem uma ótima estrutura, com bares, restaurantes e lojas.
PRAIA DO QUILOMBO
Referência para a prática de esportes, especialmente o surfe. Fica na encosta do Morro do Cambri e conta com calçadão e praça.
PRAIA BACIA DA VOVÓ
Praia com águas tranquilas, quase como uma piscina, é vizinha das praias da Saudade e da Lola.
PRAIA DA SAUDADE
A praia tem fácil acesso e local para estacionamento, é conhecida como “Praia Aristocrática”, devido aos majestosos casarões.
PRAIA VERMELHA
quatro Bandeiras Azuis, certificação que atesta excelência em qualidade da água, gestão ambiental, segurança e serviços. Foram contempladas a Praia Grande, a Praia da Bacia da Vovó, a Praia da Saudade e a Praia Vermelha. A Praia Grande recebeu sua quinta certificação, a Bacia da Vovó e a Praia da Saudade alcançaram a quarta, enquanto a Praia Vermelha estreou na lista.
A Bandeira Azul é uma iniciativa da Foundation for Environmental Education (FEE), ONG dinamarquesa responsável também pela distinção Green Destinations. Nela, Penha alcançou o nível prata, ao atingir 71% dos critérios exigidos, que avaliam e reconhecem destinos turísticos alinhados aos princípios globais de sustentabilidade.
Praticamente um refúgio, rodeada por mata nativa preservada.
PRAIA DE SÃO MIGUEL
Banhada por águas calmas, tem o charme rústico próprio das vilas de pescadores.
PRAIA DA ARMAÇÃO DO ITAPOCORÓI
Tradicional colônia de pescadores, com ótimos restaurantes, e uma das mais famosas da cidade.
PRAIA DA PACIÊNCIA
Formações rochosas desgastadas pela ação do mar formam uma bela paisagem, semelhante à dos corais.
PRAIA DO MONGE
É uma praia pequena, com pouca faixa de areia, deserta e de águas cristalinas e calmas.
PRAIA DO DO CERCO
Ideal para caminhadas, é pequena e cercada por costões e vegetação. O mar varia conforme o vento.
Conexão total
localização de Penha favorece o fluxo contínuo de visitantes. Colada à BR-101, principal eixo longitudinal do Sul do Brasil, está no coração do litoral norte catarinense, a poucos quilômetros de grandes centros urbanos, como Balneário Camboriú, Blumenau e Joinville. Na escala das capitais, fica a pouco mais de 100 quilômetros de Florianópolis e a cerca de 200 de Curitiba, já no Estado vizinho. É uma conexão de forma direta e contínua, sem desvios complexos. Essa geografia de proximidade é parte essencial da forma como a cidade se desenvolve. A boa conectividade ajuda a explicar Penha como um ímã regional para turismo, eventos e parques temáticos. “Nossa localização é muito estratégica, com fácil acesso aos polos econômicos da região e ao aeroporto de Navegantes. Isso facilita muito a entrada e a saída da cidade”, observa Thiago Felício Adriano, corretor de imóveis e proprietário da Movin Imob. “O acesso fácil faz cada vez mais as pessoas procurarem Penha como opção de lazer e investimento”, afirma ele. Um levantamento do Ministério do Turismo sobre a alta temporada de 2019 na região da Costa Verde & Mar, da qual Penha faz parte, mostrou que 78,6% dos turistas vinham dos estados do Sul, seguidos por São Paulo, com 10,3%. Quase 80% informaram ter viajado em veículo próprio,
o que reforça a importância da malha rodoviária. Mais de 80% disseram ter Penha como destino principal, enquanto 53,16% circularam também por Balneário Camboriú e 23,7% por Itajaí, revelando o caráter integrado da região. Entre os visitantes catarinenses, destacaram-se Blumenau (25,3%), Joinville (14,0%), Brusque (8,9%), Florianópolis (5,8%) e Lages (4,7%). Fora de Santa Catarina, Curitiba liderou como principal cidade emissora, com 23,4% dos turistas de outros estados, seguida por São Paulo (11,9%) e Porto Alegre (10,5%).
Esses dados estão prestes a ganhar atualização: a Pesquisa de Demanda Turística, realizada pelo CITMAR em parceria com o Sebrae/SC e aplicada pela empresa Lupi & Associados, tem como objetivo compreender com mais precisão quem escolhe a região como destino.
Além do lazer, a conectividade também aproxima Penha de polos comerciais importantes e amplia o repertório de quem escolhe a cidade como base. Brusque, Porto Belo e São João Batista têm apelo por compras e estão no raio da conectividade de Penha: Brusque a pouco mais de 50 km; Porto Belo a cerca de 60 km e São João Batista, a 80 km. E não para por aí: também a aproximadamente 80 km, mas na direção contrária, está Pomerode. Com arquitetura enxaimel, tradições preservadas e clima acolhedor, é reconhecida como a cidade mais alemã do Brasil.
PENHA FUNCIONA COMO UM ÍMÃ REGIONAL PARA O TURISMO DE SANTA CATARINA
DISTÂNCIA ENTRE PENHA E CIDADES-CHAVE
NAVEGANTES
Desde o aeroporto local, o trajeto até Penha é curto, cerca de 20 km.
BALNEÁRIO CAMBORIÚ
É uma vizinha estratégica, muito usada como base hoteleira alternativa. A cerca de 35 km ou de 40 a 50 minutos de carro.
BLUMENAU
Ligação importante de Penha com o Vale do Itajaí, via BR-470. Fica distante cerca de 75 km ou 1h30 de automóvel, considerando tráfego em dias normais. A cidade promove a famosa Oktoberfest, uma das maiores festas típicas da América Latina.
JARAGUÁ DO SUL
Polo industrial forte, com fluxo frequente para o litoral. A cerca de 85 km ou 1h40, aproximadamente, por estrada.
JOINVILLE
Maior cidade catarinense, ponto de partida de muitos visitantes de Penha. A cerca de 90 km ou 1h30 de carro. Tem uma das melhores conexões rodoviárias para quem parte ou vai a Penha.
CURITIBA
Relevante para a conexão interestadual, até mais do que a capital catarinense, considera-se o fluxo turístico de lazer e de eventos. A cerca de 210 km ou cerca de 4h de carro. Há pedágios.

Natureza e bem viver
Amaran se localiza na Praia da Armação e será entregue em 2030





FICHA TÉCNICA
Incorporação, realização e construção
ArtHaus
Projeto arquitetônico
Königsberger Vannucchi – Arquitetos Associados
Projeto paisagístico
Faisal – Arquitetos Paisagistas
Projeto de interiores
Suite Design
Desenvolvedora parceira
Dreamis Desenvolvimento
Imobiliário

nspirado no belo entorno – um verdadeiro capricho da natureza –, o Amaran materializa em Penha o resultado da curadoria urbana realizada pela ArtHaus. Mais do que criar novos endereços, a incorporadora traduz a cada entrega um modo de viver, combinando soluções que desenham o futuro da cidade, com foco em bem-estar.
Localizado na Praia da Armação, o empreendimento se ergue em um ponto muito especial, de natureza exuberante. O nome pega emprestado os atributos do catamaran, um ícone náutico reconhecido por sua estabilidade, fluidez e segurança.
O projeto arquitetônico e o de interiores preveem ambientes claros, funcionais e acolhedores, nos quais o design explica, organiza e facilita o cotidiano. A estrutura é completa, incluindo
espaços especiais como concierge, lounge, fitness, lounge, wine pizza/bar, salão de festas integrado, sala teen, call, sala de jogos, brinquedoteca, beauty salon, sala de massagem, spa jacuzzi, sauna úmida, lounge spa, piscina com borda infinita, prainha/área kids, pool bar, cine ao ar livre, fire pit, gourmet externo, lounge para festas, playground e lounge teens.
Cada detalhe do Amaran revela o know-how ArtHaus: arquitetura como identidade e a inovação como postura permanente. O prédio terá 30 pavimentos, em uma área de mais de 1,5 mil m². Para o estacionamento, estão previstas 120 vagas. Atendendo a diferentes perfis, o Amaran terá apartamentos com duas, três e quatro suítes. O maior deles se distribui por mais de 315 m². A previsão de entrega do empreendimento é 2030.
HISTÓRIA
Orgulho de uma história
ntegrar desenvolvimento, natureza, cultura e pessoas é um desafio consciente em Penha. Com 67 anos de emancipação política completados em julho de 2025, a cidade vive uma transformação urbana que busca potencializar seus predicados únicos sem comprometer a qualidade de vida e sua identidade histórica. Uma identidade que ainda pode ser contada no “boca a boca”, como demonstra Thiago Felício Adriano, corretor de imóveis, bisneto de um dos primeiros comerciantes locais: Felício João Adriano. O que costuma estar nos livros de História ele sabe de cor, desde pequeno: “Um dos marcos iniciais da colonização é a construção da Capela de São João Batista, em 1759, na localidade que era chamada Armação do Itapocoroy. Lá tivemos também uma das maiores armações baleeiras do Sul do Brasil”, conta.
A história de Penha nasce do oceano – uma relação que muda através dos tempos, mas se mantém muito presente nas técnicas de pesca, na culinária baseada em frutos do mar, nos costumes e saberes refletidos em festas populares e manifestações culturais, bem como nos apelos turísticos que avolumam a economia local.
O lançamento de um Masterplan que defi-

BRASÃO
ne diretrizes sustentáveis para infraestrutura, mobilidade, turismo e meio ambiente é a resposta de uma cidade que olha para o futuro e valoriza suas potencialidades, sem abrir mão de sua história e identidade. “Muitos investidores buscam não só um bom negócio. Querem conhecer um pouco mais a cultura, a história e os costumes do lugar onde adquirem um imóvel. Quem busca um destino para férias ou para morar, também”, argumenta Thiago, orgulhoso de conhecer detalhes da evolução do município.
Pré-história
Registros de sambaquis indicam ocupação humana milenar, muito anterior à colonização europeia, na região da atual Armação do Itapocorói. Sambaquis são fundamentais para entender a ocupação profunda do Brasil e a complexidade das sociedades antigas. São feitos de conchas, ossos de animais, restos de alimentos e sedimentos, usados como moradias, cemitérios e marcos territoriais por povos pré-históricos no litoral brasileiro. A formação dos sambaquis teria começado há pelo menos 8 mil anos.
O brasão de Penha foi desenhado pela professora Ivone Nympha Maia Adriano e destaca elementos-chaves na história do município: a pesca artesanal como base da economia, representada pela figura de barcos, além da imagem de Nossa Senhora da Penha, padroeira da cidade.










HISTÓRIA
Penha através do tempo



séc. XVIII-XIX século XVIII século XIX
Chegada dos portugueses açorianos, consolidando a pesca como base econômica e cultural. “Os açorianos fugiam da invasão espanhola de Florianópolis”, explica Thiago Adriano. “Eles procuravam novos locais para a caça e o beneficiamento de baleias.”
Antes dos primeiros europeus, habitavam ali os carijós, um grupo de indígenas guaranis que se espalharam pelo litoral brasileiro, de São Paulo ao Rio Grande do Sul.
Fontes extraoficiais indicam que já havia portugueses na região desde o século anterior, e também negros (escravos).
Construída em 1759, a Capela de São João Batista é um marco na cidade, se firmando como ponto de fé, encontro e memória coletiva. Foram usados materiais locais peculiares, incluindo argamassa de cal de conchas.
O ciclo da pesca da baleia marca profundamente a formação da Armação do Itapocorói –a atividade dá origem ao nome, “armação”, em referência à estrutura montada para capturar os animais. A influência açoriana se aprofunda na arquitetura, na culinária e nos modos de vida. Também há contribuições da cultura indígena, especialmente nos ingredientes e nos saberes tradicionais.
Não apenas a carne era aproveitada na caça às baleias: a gordura virava óleo usado na iluminação de casas, ruas e engenhos; na Europa, as barbatanas eram matéria-prima para guarda-chuvas, escovas, espartilhos, etc. A atividade foi um dos principais motores da economia catarinense no século 18, avançando ainda nos anos seguintes, mas sem o mesmo vigor.
O francês Auguste de Saint Hilaire visita a região em 1820 e dedica um capítulo à Armação em seu livro “Viagem a Província de Santa Catarina”.
Uma nova comunidade, criada a seis quilômetros da Armação por moradores deslocados de núcleos de Itapocorói, é elevada à categoria de freguesia em 23 de março de 1839, com o nome de Freguesia de Nossa Senhora da Penha do Itapocorói.
A caça às baleias entra em crise e aos poucos vai sendo substituída pela pesca artesanal e comércio rudimentar como subsistência.
Os primeiros dados populacionais são de 1840, quando tinha 1.640 habitantes. Em 1920 (já no século seguinte), tinha 4.830 habitantes.

século XX
A pesca artesanal se estabelece em definitivo como símbolo identitário ao longo do século 20, e é notável o crescimento urbano associado ao turismo e à infraestrutura costeira. A seguir, algumas datas marcantes:
1958 A localidade é elevada à categoria de município com a denominação de Penha, pela Lei Estadual n.º 348, de 21-06-1958, desmembrado de Itajaí.
1998 A Capela de São João Batista é tombada pela Fundação Catarinense de Cultura, um ato que reforça institucionalmente a preservação histórica.
2020 É criada a Fundação Municipal Cultural Picucho Santos. Eventos, projetos e ações ajudam a manter ativa a memória coletiva da cidade.
2024-2025 Início da elaboração de um novo Plano Diretor, a partir de um Masterplan conduzido pelo escritório Jaime Lerner Arquitetos Associados. O Masterplan é uma iniciativa contratada pela Associação Empresarial de Penha (ACIPEN) e será doado à Prefeitura Municipal.
2025 Em dezembro, Penha confirma a sua permanência no Mapa do Turismo Brasileiro 2025, na categoria de Município Turístico. O certificado é válido por um ano e ajuda a orientar investimentos federais, ações de promoção e qualificação profissional, fortalecendo o planejamento estratégico e ampliando oportunidades de desenvolvimento econômico, emprego e renda.

A FESTA DO DIVINO ESPÍRITO SANTO
A festa celebra a descida do Espírito Santo e é um evento tradicional que envolve a comunidade local, unindo fé, cultura e tradição na Igreja Matriz. A 189ª Festa do Divino Espírito Santo, em Penha, ocorreu entre 28 de maio e 9 de junho de 2025.
A tradição tem origem em Portugal, no século 13, ligada à Rainha D. Isabel. Chegou ao Brasil com os colonizadores portugueses, tornando-se uma das mais importantes manifestações do catolicismo popular.
A história da festa em Penha remonta a 1836, quando a comunidade local começou a celebrar o Divino Espírito Santo como uma forma de agradecer as bênçãos recebidas e fortalecer a fé. Entre os rituais estão a coroação do Imperador, as procissões e o peditório (visitas com a bandeira do Divino para arrecadar donativos)
FOTOS: ACERVO JORNALISTA VILMAR CARNEIRO

Identidade feita à mão
com mãos hábeis que Penha escreve e preserva a sua história. Em cada peça moldada, costurada, pintada ou esculpida, há permanência de saberes e costumes. O artesanato local é uma das maneiras mais sensíveis de fortalecimento da identidade cultural do município, promovendo a economia criativa e solidária.
Em 2025, Penha emitiu 88 carteiras nacionais de artesão e contabilizou 168 profissionais cadastrados como expositores municipais. Na atualidade, a cidade mantém três feiras fixas de artesanato, reunindo cerca de 65 artesãos atuantes, em espaços que funcionam como pontos de encontro entre quem cria, quem mora e quem visita. São ambientes de convivência cul-
tural ao ar livre. Ao valorizar trabalhos autorais e artistas locais, iniciativas assim transformam o espaço urbano em palco de expressão cultural e convivência, onde o artesanal dialoga com o cotidiano e com o turismo de forma orgânica.
“O artesanato tem esse poder de aproximar as pessoas e fazer circular renda dentro do próprio território”, observa Aline Cavaco, superintendente da Fundação Municipal de Cultura de Penha.
Entre os destaques desse cenário está o Ateliê Terracota, único ateliê de cerâmica em funcionamento no município, criado em 2022 pelas artistas Andrea Hofstaetter e Juliet Romais. O Terracota funciona como uma loja colaborativa, reunindo as artistas Andrea Hofsta-



etter, Juliet Romais, Neusa Zanellato, Angela Muryn, Alice Araújo e Fernanda Gern Lobo. Além das peças autorais e únicas, o ateliê amplia seu papel ao oferecer cursos livres, como cerâmica, pintura em vidro e fotografia.
A Fundação Municipal de Cultura tem papel central nesse processo. Em parceria com uma comissão de feirantes, coordena os espaços de feira, fortalecendo a gestão participativa, a transparência e a continuidade das ações.
Essa articulação institucional é fundamental para que o artesanato seja reconhecido não apenas como atividade econômica, mas como patrimônio cultural vivo. Iniciativas como a Feira Arte & Raiz, que ocupa diferentes pontos da cidade, reforçam essa vocação.



Vocação premiada
história da Casa Petro Alambique atravessa gerações, e os primeiros passos remontam ao início na década de 1940.
Vocação e memórias encontram, na atualidade, tecnologia para criar novos capítulos. Endereço para apreciadores da boa cachaça, a Casa Petro se consolidou como uma passagem obrigatória para paladares exigentes e curiosos em busca de uma experiência autêntica, que convida o visitante a conhecer cada etapa do processo produtivo, da cana à degustação.
Fundada a partir da união das famílias Petters e Romani, ambas com histórico no ofício da destilação, a Casa Petro ganhou forma definitiva ao abrir suas portas ao público no início de 2021. À frente do projeto está David Romani, 45 anos, natural de Concórdia e morador de Penha há mais de três décadas. Ele representa a quarta geração de produtores – e
já prepara a quinta, com o filho atuando diretamente no negócio. Embora jovem como empreendimento aberto à visitação, o alambique carrega maturidade técnica, alicerçada em equipamentos de ponta.
“Na fermentação, mantemos uma tradição familiar. Utilizamos fubá e suco de limão para iniciar a cepa da levedura e evitar leveduras indesejadas. É um resgate do passado unido ao que há de mais moderno na destilação”, explica Romani. O volume anual chega a 40 mil litros. Entre os rótulos, a cachaça de Cabreúva se destaca como a mais premiada da casa. Já a Premium, envelhecida por seis anos em barris de carvalho, tem reconhecimentos no Brasil e no exterior. Há ainda o Bálsamo, associado à tradição mineira. É possível viajar pelos diferentes sabores e aromas brasileiros só provando os produtos do alambique. “Cada barril confere um aroma, um sabor e uma cor diferente à cachaça”, revela.


VISITAÇÃO GUIADA REVELA
OS DETALHES DO PROCESSO DE DESTILAÇÃO DA CACHAÇA
O universo sensorial se expande com a produção majoritariamente natural de 13 sabores de licores. Entre os mais procurados está o limoncello, lançamento recente que rapidamente conquistou o público. A experiência vai além do copo. A Casa Petro integra alambique e restaurante. O espaço gastronômico nasceu da parceria com Cleverson Petters, “irmão de vida” de David, vindo de uma família com tradição em restaurantes. O cardápio valoriza a cozinha brasileira, com pratos que harmonizam naturalmente com os destilados.
A Casa Petro recebe visitantes diariamente. Durante o verão, mais de 1.500 pessoas visitam o local a cada mês. “Aqui é tudo voltado para a experiência, não só para venda e compra. A pessoa conhece todo o processo produtivo”, explica Romani. O local também é cenário de eventos corporativos e encontros privados, atendendo grupos de até 150 pessoas.
AS
PREMIAÇÕES
A qualidade dos produtos da Casa Petro Alambique tem o reconhecimento de eventos nacionais e internacionais, como o Concurso Mundial de Bruxelas, considerado uma das mais importantes avaliações de destilados do mundo.
2021
Melhor drink de Santa Catarina com a cachaça de Jequitibá
Medalha de prata na Expocachaça (MG) com a cachaça Premium
Medalha de mérito sensorial na Expocachaça (MG) com a cachaça de Bálsamo
Medalha de prata com a cachaça Prata no Concurso Mundial de Bruxelas
2022
Medalha de ouro no Concurso Mundial de Bruxelas com a cachaça de Cabreúva
2023
Medalha de prata no Concurso de Vinhos e Destilados do Brasil com a cachaça Blend (duplo carvalho)
Medalha de prata no Concurso Mundial de Bruxelas com a cachaça de Amburana
2024
Medalha de mérito sensorial no Concurso New Spirits (MG) com a cachaça de Jequitibá
Medalha de prata no Concurso Internacional de Lyon (França) com a cachaça Premium
2025
Medalha de prata no Concurso New Spirits (MG) com a cachaça de Cabreúva
CASA PETRO ALAMBIQUE
Rua Sete Mil, 1.555
Morretes I Balneário Piçarras
@casapetroalambique
OBRAS INICIADAS
Corá
Inspirado na natureza, conectado ao mar

Av. Itapocorói, 1914 – Praia de Armação do Itapocorói
Acesse nosso site


Plantas de 128m²
dormitórios
Cobertura duplex com 216m²
pavimentos
apartamentos por andar Elevador privativo
BEM VIVER

Economia prateada
PÚBLICO 60+ VALORIZA QUALIDADE, BEM-ESTAR E NOVAS EXPERIÊNCIAS
eração ativa, exigente e relevante para a economia e a sociedade, o público 60+ passa longe do estereótipo de passividade associado à palavra idoso. Seus representantes são dispostos e interessados por novas experiências – comportamento favorecido pela combinação de maior poder aquisitivo e expectativa de vida estendida e com mais qualidade.
Organismos como a ONU, em âmbito mundial, e o IBGE, no contexto brasileiro, têm apontado para uma mudança na estrutura de consumo dado o envelhecimento acelerado da população. Em vários países, o público 60+ já responde por uma parcela expressiva do gasto total das famílias. No Brasil, estudos como o Mercado Prateado, da Data8 (que inclui o consumo de bens e serviços por pessoas com 50+), mostram que a chamada economia prateada – a expressão é uma referência aos cabelos grisalhos – movimentou cerca de
R$ 1,8 trilhão em 2024. Sugere ainda que esse valor chegue a R$ 3,8 trilhões em 2044, representando 35% do consumo total brasileiro.
Estudos da Box 1824 e da McKinsey, empresas de pesquisa, indicam que esse público valoriza qualidade, durabilidade e tradição, mas também busca prazer, bem-estar e novas experiências. Há forte motivação por autonomia, saúde ativa e vida social significativa. Além de saúde e bem-estar, são setores sensíveis aos movimentos desse público: tecnologia assistiva e casas inteligentes, turismo e lazer, finanças e seguros, habitação e mobilidade urbana.
Mas há desigualdades, especialmente no contexto brasileiro. O Fundo Monetário Internacional (FMI) destaca que, para essa população se confirmar como motor econômico, são necessárias políticas adequadas, como promoção da saúde, reforma dos sistemas previdenciários e treinamento contínuo da força de trabalho sênior.




HOSPEDAGEM



VISITANTES PODEM USUFRUIR DE UMA EXPERIÊNCIA COMPLETA: HOSPEDAGEM, GASTRONOMIA E LAZER
Charme à beira-mar
ombinando afeto, visão empreendedora e aprimoramento constante, a Pousada Pedra da Ilha acaba de completar 25 anos cheia de planos. O aniversário, comemorado em 2025, serviu como marco para um novo ciclo, com investimentos e reposicionamento. À beira da Praia Alegre, onde o mar convida a caminhadas longas e o tempo parece desacelerar, a Pousada Pedra da Ilha nasceu de uma relação afetiva da família Vailatti com Penha. Em 1990, ao passar pelo balneário, Osmar Vailatti se encantou com uma casa à venda. A família era de Jaraguá do Sul. Dez anos depois, em 23 de dezembro de 2000, aquele endereço se transformaria oficialmente na Pousada Pedra da Ilha, então com 19 apartamentos, restaurante de frente para o mar e uma intenção definida: acolher bem, mesmo sem qualquer experiência prévia no ramo da hospitalidade. Passados 25 anos, a Pedra da Ilha é uma pousada pé na areia com estrutura de lazer completa. São 77 apartamentos distribuídos em seis categorias, incluindo unidades com vista para o mar. Os visitantes podem usufruir de uma experiência completa: hospedagem, gastronomia e lazer.

HOSPEDAGEM


COM CONSTANTES
INVESTIMENTOS, A FAMÍLIA
VAILATTI MANTÉM
A POUSADA SEMPRE
MODERNA E RENOVADA
@pousadapedradailha

Desde o início, a arquitetura se destacou como parte essencial da identidade. Os projetos, ampliações e reformas são assinados pelo arquiteto Pablo José Vailatti, filho de Osmar. A pousada é moderna, sem perder o caráter familiar que marcou sua origem. Piscinas aquecidas interna e externa, brinquedoteca, playground na praia, recreação infantil diária, além de noites especiais com música ao vivo e shows de mágica fazem parte de uma proposta pensada para famílias, mas que também agrada casais e grupos em busca de conforto e tranquilidade.
Em permanente observação do que pode ser aprimorado, a pousada passou recentemente por um investimento robusto, que inclui uma nova recepção inaugurada em dezembro. “A gente nunca para de sonhar”, resume o patriarca. A prosperidade da Pedra da Ilha levou à criação do Solar Pedra da Ilha, hotel localizado em frente ao Parque Beto Carrero World, projetado a partir da percepção de Osmar sobre o impacto do turismo na região. O empreendimento saiu do papel há pouco mais de quatro anos e consolidou a família Vailatti como referência em hospitalidade profissional, sem perder o vínculo com a origem familiar.
Não é possível falar da Pedra da Ilha sem mencionar a gastronomia. Em dezembro passado, foi inaugurado o OMAR, restaurante autoral anexo à pousada, que nasce com identidade própria e um conceito renovado. O restaurante que já existia ganhou nova roupagem, promovendo uma experiência ainda mais alinhada aos ares costeiros. O nome é uma homenagem direta a Osmar Vailatti e, ao mesmo tempo, evoca a força marinha, elemento central da história da casa.
Valorizando frutos do mar, o cardápio tem o talento do chef Felipe Duarte, que atuava em Florianópolis e reforçou o time com o seu conhecimento da cozinha regional, para harmonizar tradição e contemporaneidade.












GASTRONOMIA

Tradição japonesa à mesa
spetáculo no litoral norte catarinense, o mar é epicentro de uma gastronomia de alto padrão no Takuan Sushi Izakaya, onde a fartura gerada pela pesca se transforma em experiência à mesa. A proposta combina respeito absoluto ao ingrediente e técnica apurada. Inspirado no conceito dos izakayas japoneses, o restaurante localizado em Navegantes valoriza o encontro, a conversa e o compartilhamento. Um dos rituais mais especiais da casa é o omakase, no qual o cliente confia ao chef Laercio Molina a escolha da sequência de pratos. No balcão, cada etapa é construída a partir da sazonalidade e da disponibilidade dos ingredientes do dia, respeitando sabores, texturas e o tempo de cada preparo. Outro diferencial marcante do Takuan é o uso da técnica de maturação dry fish, realizada em câmara própria. O peixe passa por um período controlado de descanso, permitindo que textura e sabor se desenvolvam de forma mais profunda. O resultado são cortes mais macios, com sabores concentrados e equilibrados.
NO TAKUAN SUSHI IZAKAYA, CULINÁRIA É RITUAL, ENCONTRO
E TROCA


O ambiente do Takuan é acolhedor e tem o balcão como parte central da proposta que busca proximidade, conversa e troca. Molina se envolve diretamente em todas as etapas do processo, da seleção dos pescados ao atendimento no balcão. À frente do negócio, ele soma mais de duas décadas de experiência na gastronomia japonesa. Embora o Takuan tenha apenas dois anos de história, a trajetória de Molina teve início em 2001, no Rio de Janeiro, sob a influência de seu mestre, o chef Mario Kato. Desde então, a cozinha deixou de ser apenas técnica. Para Molina, “a gastronomia é uma forma de doar um pouco de si para o mundo”.
As técnicas adotadas reforçam o compromisso da casa com a excelência e com a tradição japonesa. Em ocasiões especiais, o Takuan realiza a cerimônia Kaitai, ritual japonês de abertura e corte do peixe inteiro, conduzido pelo chef diante dos clientes. Já foram sete edições em dois anos de casa. Durante o ritual, é servido um omakase exclusivo, elaborado a partir das partes mais nobres do bluefin, permitindo que os clientes acompanhem o corte, conheçam os diferentes tipos de carne e vivenciem a experiência de forma completa.
O Takuan também serve pratos quentes com muita personalidade. O lámen é um dos mais procurados e recebe atenção especial do chef. Seu caldo, rico em colágeno, é preparado de forma artesanal e cozido por mais de nove horas, resultando em um sabor profundo, encorpado e aromático. O restaurante trabalha com uma seleção especial de saquês importados diretamente do Japão. A carta se completa com vinhos da Serra Catarinense, valorizando produtores locais.

TAKUAN SUSHI IZAKAYA OMAKASE À LA CARTE
DELIVERY
Av. Prefeito José Juvenal Mafra, 5.845, Gravatá, Navegantes
@takuan.sushi

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