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Manejar o solo. Preservar.
Enriquecê-lo.
Tudo tem um começo.
Plantar. Adubar. Cuidar.
Tudo se repete.
Colher. Aprender.
Tudo melhora.
Das máquinas aos drones, da terra à tecnologia, do manejo à educação: nós evoluímos a cada ciclo.
No DNA, a eficiência. Na semente, a pureza da safra.
Somos incansáveis em melhorar.
Somos uma família de negócios que trabalha por muitas famílias.
Uma família de valores que trabalha por honrar seus valores, sempre com parceria e respeito.
Pela terra, com as pessoas, pelas crianças, nossas sementes, nossos orgulhos.
Afinal, nosso maior cultivo é a sabedoria que preserva o passado, a liderança que orienta o presente e a confiança que semeia o futuro.


Nosso maior cultivo é a sabedoria que preserva o passado, a liderança que orienta o presente e a confiança que semeia o futuro.
SUMÁRIO

Nosso Negócio Prefácio
Nossa História
SLC Agrícola
SLC Máquinas
Instituto SLC
Nossas Pessoas

PREFÁCIO
A SLC chega aos 80 anos reafirmando a força de um legado construído com determinação, inovação e valores familiares e empresariais sólidos. Assim como o carvalho, símbolo da nossa família, nossa empresa se manteve firme e resiliente, enfrentando desafios e crescendo de forma sustentável ao longo de gerações.
Celebrar oito décadas é reconhecer a força do tempo e a solidez de um trabalho baseado em dedicação, visão estratégica e compromisso com a excelência. Com o passar dos anos, a SLC se tornou uma organização estável, resistente e flexível, qualidades essenciais para se manter forte diante das transformações do mercado e das novas oportunidades.
A evolução ocorreu, mantendo sempre a essência: seguimos sendo uma empresa familiar, guiada pela ética, pelo respeito às pessoas e pela busca incessante pelo protagonismo. A adoção de boas práticas, a fidelidade aos nossos princípios e a capacidade de inovar nos consolidaram como uma referência no agronegócio brasileiro e mundial.
Nosso crescimento se sustenta na sinergia entre espírito empreendedor e compromisso socioambiental, demonstrando que progresso, sustentabilidade, inovação e tradição devem caminhar juntos, garantindo que possamos continuar nos desenvolvendo e contribuindo para um setor cada vez mais eficiente e responsável.
Um de nossos maiores orgulhos está nas pessoas que fazem parte dessa história. O desenvolvimento de carreira sempre esteve nas nossas decisões, pois acreditamos que a integridade e o respeito são fundamentais

para construir relações profissionais sólidas e um ambiente saudável. Investimos constantemente na capacitação e no bem-estar dos nossos colaboradores, pois sabemos que são eles os protagonistas do nosso sucesso.
Uma das frases que marcaram nossa trajetória diz: “No idealismo e no exemplo do nosso pai, Jorge Antônio Dahne Logemann, está o compromisso com a qualidade e com o futuro”. Inspirados por essa visão e pelas gerações que ajudaram a construir esse legado, seguimos cultivando um amanhã ainda melhor, com a convicção de que cada conquista de hoje é a semente para as realizações de amanhã.
Este livro conta nossa história de determinação e sucesso, mostrando que o passado nos ensina, o presente nos orgulha e o futuro nos motiva a continuar evoluindo. A exemplo dessas oito décadas, queremos que os próximos anos da nossa empresa sejam de ainda mais progresso, inovação e conquistas.
EDUARDO LOGEMANN – PRESIDENTE DA SLC
JORGE LUIZ LOGEMANN – VICE-PRESIDENTE DA SLC



m uma certa manhã na sede administrativa da SLC, em Porto Alegre/RS, Eduardo Logemann definiu em apenas uma frase como a empresa chegou aos 80 anos: “Voltamos à nossa essência, que é a agricultura”. Eduardo é o presidente da SLC e seu irmão Jorge Luiz Logemann é o vice-presidente. Eles integram a terceira geração da família Logemann – a contar desde que o avô de ambos, Frederico, chegou ao Brasil e fundou a companhia, em 1945. Na sigla SLC, hoje uma das mais conhecidas marcas do agronegócio no mundo, o L faz referência ao sobrenome Logemann.
É preciso voltar no tempo para entender melhor a afirmação de Eduardo. Quando chegou ao Brasil, Frederico Jorge Logemann começou seus negócios vendendo em lotes uma porção de terra que havia recebido do governo federal como pagamento a trabalhos de engenharia que tinha realizado. Eram os lotes que, no futuro, dariam lugar à cidade de Horizontina. Os compradores foram colonos que começavam a desbravar a agricultura no norte do Rio Grande do Sul.

Ao completar 80 anos, a SLC está focada no setor em que sua história teve início: a agricultura
Em 1945, em parceria com Balbuíno Schneider, Frederico fundou uma pequena oficina para consertar e fornecer ferramentas aos que viviam da terra. Ao longo dos anos seguintes, o negócio foi crescendo e acompanhando o desenvolvimento da agricultura gaúcha. A companhia seguiu procurando encontrar soluções inovadoras para o seu mercado. Foi assim que a SLC começou a produzir uma trilhadeira para o beneficiamento de grãos e, na década de 60, em um grande feito do setor agrícola, produziu a primeira colheitadeira do Brasil, na fábrica instalada em Horizontina.

A SLC continuou acompanhando o ritmo do crescimento das lavouras até o final dos anos 90, quando vendeu a totalidade da participação da fábrica de Horizontina para a John Deere. Nos anos seguintes, o Grupo acrescentou novos negócios ao seu portfólio. Com os recursos oriundos da negociação com a empresa norte-americana, investiu em NOSSO NEGÓCIO
Nos anos 70, em outro movimento inovador, a SLC firmou uma parceria com a John Deere, empresa americana considerada a maior fabricante de máquinas agrícolas do mundo, dando um salto extraordinário na produção de maquinário na fábrica gaúcha. Essa parceria impactou no desenvolvimento da agricultura brasileira, que, naquela década, começava a ganhar espaço no mercado internacional de commodities .

A parceria da SLC com a John Deere, firmada nos anos 70, gerou impacto no desenvolvimento da agricultura brasileira
um negócio urbano, a Ferramentas Gerais, maior empresa de suprimentos industriais do Brasil, e constituiu a SLC Alimentos, para beneficiar e vender arroz, feijão e outros grãos com marca própria. Os dois negócios se entrelaçavam com a agricultura, mas ocorriam longe dos campos em que a SLC havia nascido e crescido até seus 55 anos – no princípio dos anos 2000.
Em paralelo com os dois novos negócios, a SLC direcionou esforços à SLC Agrícola, uma unidade que começou a funcionar em 1977 com a responsabilidade de cultivar terras no Rio Grande do Sul e que em 1980 deu os primeiros passos rumo ao Centro-Oeste brasileiro – área que muitos gaúchos procuraram nos anos 70 para a agricultura. A em-
presa comprou a Fazenda Pamplona, em Goiás, para plantar soja, cultura que começava a ganhar espaço no mercado internacional. Em 1997, a SLC Agrícola começou a se dedicar também ao plantio do algodão em terras adquiridas na região central do Brasil, no Cerrado.
Em 2007, como parte do planejamento para o crescimento, a SLC Agrícola abriu seu capital na Bolsa de Valores do Estado de São Paulo (Bovespa), em um movimento pioneiro no setor. Em 2017 e 2018, mais ajustes no portfólio: as operações da SLC Alimentos e da Ferramentas Gerais foram vendidas, e a SLC passou a ser sustentada por dois grandes pilares empresariais voltados diretamente à produção agrícola, em um reencontro com suas origens, no movimento de resgate da “essência” da família Logemann, como definiu Eduardo.
A SLC Agrícola é uma das empresas da SLC. Em 2025, a companhia atingiu um marco importante: atualmente, é responsável por administrar 26 fazendas em oito estados brasileiros (Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará e Piauí), pertencentes às regiões Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sudeste. Essa distribuição é fruto de um planejamento que visa à resiliência diante de cenários climáticos adversos. As áreas são próprias, arrendadas ou operam por meio de contratos de joint-ventures com outras empresas – acordos que foram firmados ao longo dos anos.
Na safra 2024/25, as unidades totalizavam 735,9 mil hectares de área plantada, com as culturas de soja, milho e algodão. A expectativa para a safra 2025/26 era de ultrapassar 830 mil hectares. Os números colocam a SLC como um dos maiores produtores mundiais de grãos e fibras.
A outra empresa do grupo é a SLC Máquinas, revendedora exclusiva

A SLC Máquinas tem 22 pontos de venda no Rio Grande do Sul e atende 404 dos 497 municípios do estado de máquinas agrícolas e de construção e pavimentação da John Deere, parceira desde meados dos anos 70. A SLC Máquinas tem 22 pontos de venda e atende 404 dos 497 municípios do Rio Grande do Sul. Está entre as maiores concessionárias da John Deere no Brasil. A cada ano, além de fornecer equipamentos ao mercado, a SLC Máquinas oferece também conexão e inteligência agrícola mais apuradas, com sistemas interligados virtualmente que permitem aos agricultores acompanharem o desempenho do maquinário nas diferentes etapas da produção de uma lavoura: do preparo do solo, passando pelo plantio, irrigação e dosagem de nutrientes, até chegar à colheita.
Em 2024, as duas empresas faturaram cerca de R$ 9 bilhões, sendo aproximadamente 80% do total provenientes da agricultura e 20% da venda de máquinas. Esses números colocam a SLC como uma das principais companhias agrícolas do Brasil, em um setor que responde por em torno de 21% da soma de todas as riquezas produzidas (e que formam o PIB), 1/5 de todos os empregos e cerca de 43% das exportações brasileiras, de acordo com dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
As unidades empresariais sustentam, desde 2019, uma importante unidade social, que é o Instituto SLC. O Instituto é responsável por definir e fomentar os investimentos sociais do grupo principalmente na área da educação, impactando diretamente as comunidades onde atua com ações que visam à melhoria na qualidade de vida.
Desde 1999, a SLC é controlada integralmente pelos cinco membros da terceira geração dos Logemann: Eduardo, Jorge Luiz, Marcelo, Ana e Elisabeth. Os irmãos são sócios da SLC Participações, que é proprietária de 100% da SLC Máquinas e de 55,9% da SLC Agrícola. É a família Logemann que também administra o Instituto SLC.
Na governança, a SLC passou a adotar a formação de conselhos para gerir a empresa, que permitam a harmonia entre os desejos da família, a condução do negócio e o respeito aos interesses dos sócios. São três círculos que se tocam em diferentes momentos e que buscam nesse espaço de intersecção o melhor resultado para todos: família, empresa e propriedade.
O sucesso da operação da SLC na chegada dos seus 80 anos em 2025 é fruto de uma governança administrativa que há muitos anos pode ser explicada em uma sentença composta por três elementos: sustentabilidade, cuidado com as pessoas e investimento em inovação. São valores que

O sucesso da operação da SLC é fruto de uma governança sólida
estão alinhados à agenda ESG, sigla da expressão Environmental, Social and Governance, um conceito que defende a necessidade de uma empresa ter uma atuação harmônica e de respeito em relação às melhores práticas de sustentabilidade, de gestão das pessoas e de governança interna.
Na questão da sustentabilidade, a SLC mantém a preservação de matas nativas em cerca de 31% de suas áreas. Em agosto de 2021 implantou a Política de Desmatamento Zero, que determina que nenhuma área verde deve ser usada para ampliar as operações de plantio – a partir da constituição dessa política. Essa é uma de tantas outras decisões que visam ajudar na preservação dos recursos naturais do planeta.
NOSSO NEGÓCIO

Compromisso com a sustentabilidade: a preservação das matas nativas e da biodiversidade
A gestão está apoiada no Jeito de Ser SLC e em valores como integridade, empreendedorismo, inovação, desenvolvimento de pessoas e responsabilidade social. Os líderes das equipes têm a missão de alinhar essas competências com a confiança e transformar em eficiência as ações junto aos setores sob sua responsabilidade. Os colaboradores da SLC estão envolvidos em um projeto coletivo e precisam zelar por ele, seguindo os valores de Integridade, Paixão Pelo Que Faz, Relações Duradouras e Resultados Sustentáveis
A inovação está no DNA da SLC e se fez presente em diferentes momentos da empresa, como na fabricação da primeira colheitadeira do

Brasil. Na chegada aos 80 anos, a inovação está no centro da estratégia, ela orienta decisões, inspira soluções e impulsiona o futuro do agronegócio. Com uma visão que une tecnologia, gestão e responsabilidade, a empresa busca antecipar tendências, conectar saberes e transformar desafios em oportunidades. A curiosidade, a coragem e o compromisso com a excelência operacional sustentam uma cultura inovadora que fortalece o setor e contribui para uma agricultura cada vez mais resiliente e sustentável.
Quando se preparou para celebrar os 80 anos, a SLC definiu que esses três movimentos atuariam em conjunto guiados por um novo propó-
sito: Cultivar e Evoluir. Duas palavras que dizem muito. Falam da sabedoria de preservar o passado, da liderança que orienta o presente e da confiança que semeia o futuro.
Para marcar a trajetória que foi celebrada em 2025, a empresa valorizou a árvore carvalho, símbolo escolhido há muitos anos para representar a família Logemann. Ele também simboliza o sucesso de chegar aos 80 anos sob o comando da terceira geração da família – um feito para poucos na história empresarial brasileira. É uma árvore de muitos significados. Na Bíblia, é citada como a conexão entre o céu e a terra. No dia a dia da natureza, seus frutos, conhecidos como bolotas, são alimento para pequenos animais. Na carpintaria, sua madeira é considerada ímpar por ser resistente e, ao mesmo tempo, maleável, permitindo o manuseio. O povo celta que habitou a antiga França considerava o carvalho uma árvore nobre e o transformava em barricas para o preparo do vinho.
Para os Logemann, o carvalho agrega outro significado. Diz muito do passado, do presente e do futuro da SLC. É um potente tronco a exalar vida aos que no presente estão em torno dele, fixado no solo por sólidas raízes fortalecidas ao longo de sua história e com galhos frondosos a ganhar os céus em busca do ar que, dia após dia, fornece fôlego a todos para superar os desafios do futuro. Um futuro que nascerá da terra, assim como nasceu a essência da SLC.

Árvore nobre que carrega diversos significados, o carvalho representa a trajetória e os valores da SLC

A sede da holding da SLC fica em Porto Alegre/RS. A SLC Máquinas tem sede em Cruz Alta/RS, atuando em 404 municípios do Rio Grande do Sul, com 22 lojas. A SLC Agrícola está presente em 8 estados, com 26 fazendas, e Matriz em Porto Alegre.
Mato Grosso
Mato Grosso do Sul
Maranhão
Piauí Bahia
Minas Gerais e Goiás
Pará
Porto Alegre
(RS)
Nordeste (A)
Sul e Metropolitana (B)
Central (C)
SLC Participações SLC Agrícola - Matriz
Fundação SLC
Instituto SLC
Noroeste (D)
Caxias do Sul Vacaria
Lagoa Vermelha
Capivari do Sul Eldorado do Sul Pelotas
Júlio de Castilhos
Lajeado
Santa Maria Tupanciretã
Cruz Alta (Matriz) Carazinho
Casca
Erechim
Espumoso
Frederico Westphalen
Horizontina
Ijuí
Palmeira das Missões
Passo Fundo
Santo Ângelo
Soledade
ORGANOGRAMA SLC













Os valores brotam a partir da essência da empresa. Nascem com seus fundadores: a maneira como eles enxergam e se relacionam com o mundo. Com os anos, vão se solidificando e servindo como guia para as pessoas e como um farol a orientar decisões do negócio. Mostram, sempre, que o melhor caminho a seguir é o caminho certo.

INTEGRIDADE
Ter uma conduta ética inquestionável e coerente nas relações, gerando confiança em todos os públicos com os quais a companhia se relaciona.
PAIXÃO PELO QUE FAZ
Quem tem paixão pelo que faz é comprometido, engajado e entrega qualidade em todas as suas atividades, refletindo positivamente no desenvolvimento da carreira profissional e na sintonia com os colegas.

A empresa valoriza relações duradouras com seus clientes, investidores, colaboradores, sociedade e governo, sempre pautadas pelo profundo respeito às pessoas.
A empresa busca gerar resultados sustentáveis, assegurando que sejam economicamente viáveis, socialmente justos e ambientalmente responsáveis.







1945 1947 1965 1970 1979 1977
Fundação da Schneider Logemann & Cia. Ltda. em Horizontina (RS)
Introdução da Trilhadeira Estacionária SLC
1ª Colheitadeira fabricada no Brasil SLC 65-A (automotriz)
Lançamento da Colheitadeira Modelo 1000, que se tornou um ícone na colheita de grãos no Brasil
Fundação da Agropecuária
Schneider Logemann Ltda., em Horizontina (RS). Hoje SLC Agrícola
Constituição da SLC S.A. – Indústria e Comércio
Joint-venture com Deere & Co. (John Deere)

Aquisição da Ferramentas Gerais





Realização da 1ª oferta pública de ações (IPO) da SLC Agrícola
SLC Comercial amplia estrutura, com a aquisição da empresa Macagnan, em Cruz Alta (RS)
Constituição da SLC LandCo
SLC Agrícola realiza joint-venture com Mitsui e Dois Vales
Venda da Ferramentas Gerais
SLC Comercial faz nova expansão, com a aquisição da Maqgranja, em Palmeira das Missões (RS)

Início da expansão da SLC Agrícola para o CentroOeste, com a aquisição da Fazenda Pamplona, em Goiás


Constituição da SLC Comercial
Inauguração da nova fábrica, em Horizontina (RS)




Início da fabricação de tratores (séries 5000/6000/7000)
SLC Agrícola inicia cultivo de algodão
Deere & Co. adquire 100% da fábrica da SLC



Venda da SLC Alimentos
A SLC Agrícola cria a SLC Sementes para a produção e venda de sementes
Aquisição da Lavoro, em Passo Fundo (RS). SLC Comercial passa a se chamar SLC Máquinas, constituindo 18 lojas
Fundação do Instituto SLC
Incorporação das empresas Terra Santa e Agrícola Xingu, acrescentando cinco novas fazendas (processo concluído em 2021)
SLC Máquinas muda de sede, passando de Horizontina para Cruz Alta (RS)



Criação da marca Horizonte SLC, frente de inovação da SLC Agrícola
SLC Agrícola ingressa no ISE B3, principal índice de sustentabilidade da Bolsa de Valores
SLC Máquinas adquire empresa Verde Vales, em Santa Maria (RS), e chega a 20 lojas, passando a atuar também nas linhas de Construção e Pavimentação
Inauguração da Indústria de Beneficiamento e Armazenagem de Sementes de Soja (IBS), em parceria com a Kothe Agro
SLC Agrícola passa a ser a empresa das Américas com a maior área certificada em agricultura regenerativa, pelo selo Regenagri
SLC Agrícola faz joint-venture com grupo RZK. Potencial de área produtiva passa dos 700 mil hectares
80 anos da SLC e lançamento da nova marca
SLC Agrícola adquire Sierentz Agro Brasil; três novas unidades são adicionadas, com potencial produtivo de 835 mil hectares

Da pequena Horizontina à relevância internacional


omo muitos imigrantes que deixaram a Europa no início do século 20, assustados com o ambiente de guerra que tomava conta do Velho Mundo, Frederico Jorge Logemann, nascido no vilarejo de Diepholz, próximo a Bremen, na Alemanha, chegou ao Brasil em 1914, com 30 anos. Engenheiro, foi trabalhar na Companhia Belga de Estradas de Ferro, designado para atuar na construção da estrada de ferro Cruz Alta–Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul.
O início da Primeira Guerra Mundial, no entanto, teve reflexo na aventura que o alemão começava a empreender no Brasil. Frederico engajou-se na marinha alemã e somente dois anos após retornou ao Brasil. Um tempo depois, foi contratado pelo senador Pinheiro Machado, um influente político dos tempos da República Velha, para trabalhar em sua fazenda, em São Luiz Gonzaga/RS. Mas Frederico sofreria um segundo revés. Pinheiro Machado foi assassinado com uma punhalada nas costas em 1915, no Rio de Janeiro. Novamente sem emprego, Frederico se transferiu para Cruz Alta, onde conheceu João Dahne, chefe da Colônia de Santa Rosa, e começou a trabalhar em medição e na construção de pontes e estradas.


Foi nesse período que conheceu também Nelly, irmã de Dahne, com quem se casou em Porto Alegre, em 7 de junho de 1919. O casal peregrinou por cidades da região Norte do Estado, onde Frederico trabalhava, até se instalar em Santa Rosa. Em 1922 nasceu Jorge Antônio Dahne Logemann, filho do casal. A família morava em Três de Maio, mas a cidade não tinha hospital e, por isso, o parto foi realizado em Santa Rosa. No início dos anos 30, os Logemann se mudaram para a localidade de Belo Horizonte, que muitos anos depois se chamaria Horizontina, situada na região Noroeste do Rio Grande do Sul.
Frederico seguiu trabalhando para o governo federal nas medições de áreas e construção de pontes e estradas nas regiões de Ijuí, Santo Ângelo e Santa Rosa. No modelo de contratações da época, as empresas financiavam as obras de responsabilidade do governo, e depois eram ressarcidas ao término dos contratos. Porém, não foi assim que as coisas transcorreram para Frederico, que sofreu um novo entrave. O dinheiro federal tinha acabado e, se quisesse receber o que lhe era devido, seria em forma de terras inóspitas, com mato e vegetação nativa, de difícil acesso, na Belo Horizonte.
Sem alternativa e para não sofrer o prejuízo, aceitou o pagamento em terras e decidiu investir na colonização da região para buscar o ressarcimento do que havia investido nas obras viárias. Em 18 de setembro de 1927, ele fixou o marco inicial do loteamento. Em linha reta, a distância até Porto Alegre era de 400 km. Para incentivar o pessoal a se transferir para a localidade, construiu uma casa ampla, de três andares, com acomodação para a família na parte superior e um escritório no piso inferior. E assim foi considerado o primeiro morador efetivo do município.
Frederico dividiu a área em lotes e saiu a oferecer para os imigrantes italianos e alemães que chegavam da Europa em busca do sonho de sucesso em solo brasileiro. Nos folhetos publicitários que entregava às pessoas, havia uma descrição do local:


Frederico Logemann no início dos anos 20 e, mais tarde, com o único filho, Jorge Antônio Dahne Logemann, nascido em 1922

“O solo, em sua quase totalidade, compõe-se de terra argilosa, fertilíssima e ubérrima, produtora de todas as culturas da lavoura, tais como o trigo, o milho, o centeio, o fumo – que produz admiravelmente e é uma de suas principais fontes de riqueza –, a vinha; toda a espécie de plantas forrageiras: alfafa, amendoim, batatas, mandiocas, etc.”. Também destacava a presença de madeira da melhor qualidade: “Suas florestas são quase só de madeira de lei, onde há em abundância angicos, cabriúvas, louros, ipês, cedros, açoutas, carobas, grápias e muitas outras espécies de madeiras bem aceitas pela marcenaria, constituindo uma incalculável riqueza, de fácil venda no nosso próprio Estado e na vizinha República Argentina, cujos mercados se alcançam por meio de balsas”.
Aos poucos, a propaganda foi surtindo efeito, os colonos foram chegando e a cidade foi crescendo. Surgiu uma serraria, depois um salão de festas, mas faltava um estabelecimento de educação com melhor qualidade, o que fez Frederico levar, em 1933, o filho Jorge Antônio, então com 11 anos, a estudar no Colégio Rosário, em Porto Alegre. Sofrendo com a distância e a saudade, o menino só voltava a Belo Horizonte nos períodos de férias, quando apreciava a liberdade da vida no interior, em meio a aventuras na mata.
Em outubro de 1937, o vilarejo Belo Horizonte foi promovido à condição de Oitavo Distrito de Santa Rosa, que havia se emancipado de Santo Ângelo anos antes. Os moradores não gostaram do nome composto e optaram por simplificar: assim nasceu Horizontina, instalada em 12 de janeiro de 1938. Nesse momento, a área de terras inóspitas e de difícil acesso já produzia muito a partir do desenvolvimento da agricultura da região, o que levou a uma nova necessidade: a compra, manutenção e consertos de ferramentas. Junto estava a necessidade de beneficiar os produtos agrícolas e a madeira abundante da região.
Aqui a história converge para uma união que construiria no futuro uma das maiores empresas agrícolas do mundo. Balduíno Schneider, morador de Horizontina, era um homem simples e de grande habilidade, dominava as técnicas de carpintaria, ferraria e mecânica e, tanto quanto Frederico, tinha espírito empreendedor e disposição para enfrentar novos desafios. Incentivado por Frederico, Balduíno encontrou uma oficina onde poderia aplicar seus conhecimentos técnicos, mas não tinha recursos para investir no maquinário necessário para começar a produção. Frederico, então, fez a seguinte proposta: Balduíno compraria a oficina, e ele garantiria o dinheiro.


Frederico Logemann (C), em frente à primeira casa que construiu em Horizontina
O acordo da união entre ambos foi firmado em 14 de junho de 1945, com o objetivo de atender os colonos que necessitavam de manutenção e consertos de suas ferramentas. Assim nasceu a Schneider & Logemann Ltda., fruto da união dos sobrenomes de seus fundadores e que a partir daquele momento passou a ser conhecida como SLC.
A união rendeu novos frutos e, em seguida, foi adquirida uma serraria, um moinho tipo colonial com duas pedras e movido a motor, também responsável por gerar energia que garantia luz à localidade, resultado dos investimentos da nova empresa. A região tinha madeiras de qualidade, por isso Balduíno convidou Arnaldo Ulmann, entendido de madeiras, e que mais tarde se tornaria sócio da Schneider Logemann. Além da oficina de consertos, a SLC também beneficiava madeira na serraria e moía trigo e milho no moinho.
A SLC acompanhou o crescimento agrícola da região, ampliando o número de colaboradores e os serviços oferecidos à clientela. Além de


A primeira trilhadeira lançada pela SLC, em 1947, deu início ao ciclo mecanizado da agricultura
consertar ferramentas, passou a produzir máquinas simples para o beneficiamento da madeira, como serras e lixadeiras. Para o campo, implementos agrícolas e de extração vegetal. Em 1947, fez um lançamento pioneiro no mercado brasileiro: uma trilhadeira de cereais, dando início ao ciclo mecanizado da agricultura. Aos poucos, os colonos de Horizontina e da Região Norte do estado passaram a se acostumar a ter em mãos a companhia de um importante e confiável aliado na tarefa de tirar o sustento da terra: ferramentas e maquinários da marca SLC.
O ano de 1947 também marcou o início de uma profunda transformação na empresa. Com problemas de saúde, Frederico passou a viver mais tempo em Porto Alegre do que em Horizontina, em função de rotinas médicas. Sem perspectiva de voltar a morar na cidade, pediu que o filho, Jorge Antônio, então com 25 anos e no último ano do curso de Engenharia, fosse à cidade para vender as terras que ainda eram da família e a participação acionária na SLC. Jorge Antônio viajou com esse objetivo,
mas voltou com outro: depois de perceber que precisaria de mais tempo para efetivar o negócio, até por conta do expressivo volume financeiro envolvido, resolveu voltar a Porto Alegre, concluir o curso de Engenharia e então morar em Horizontina por um período, até poder resolver o assunto sem pressão. Na viagem, levou junto a noiva, Zaira, pois acreditava que não seria de muito tempo a sua estadia na região Norte do Estado.
Ao retornar a Horizontina, Jorge Antônio percebeu que a soja (que começava a se destacar no país), o feijão e o milho eram colhidos e processados à mão. O sócio de Frederico, Balduíno, fez a ele a proposta para que passassem a produzir a trilhadeira em série para ajudar os colonos na tarefa. Jorge Antônio foi seduzido pela proposta. Ficou na cidade e, menos de dois anos depois, se casou com Zaira. O casal passou a morar em uma casa de madeira em Horizontina do final dos anos 40, que tinha cerca de 50 residências, um hospital, uma igreja, farmácia, algumas poucas casas de comércio e um cartório.
Em 1949, houve uma importante mudança societária para formalizar a chegada de Jorge Antônio. Ele assumiu as cotas do pai, Frederico, e Arnoldo Schneider, que já trabalhava na empresa desde 1946, assumiu as cotas do irmão Balduíno. Mudavam os primeiros nomes dos protagonistas, mas a empresa seguia sob o controle das famílias Schneider e Logemann. Também nesse ano, com a compra de máquinas para usinagem e a instalação de uma pequena fundição de ferro, o projeto de produzir a trilhadeira começou a render frutos, com a fabricação de uma série de outros equipamentos e ferramentas da marca SLC, como enxadas, foices e arados.
Em 1951, a SLC sofreu com o luto. Depois de um longo período enfermo, Frederico faleceu, em Porto Alegre. Mais do que fundar uma cidade no Norte gaúcho, ele criou uma empresa que, no futuro, seria referência para a agricultura brasileira e mundial.
A partir desse momento, Jorge Antônio assumiu outra tarefa, além de fazer crescer a SLC: passou a contribuir para o desenvolvimento da cidade criada pelo pai. Suas ações no comando da empresa, no desenvolvimento da região e no envolvimento com as questões comunitárias o fizeram ser visto cada vez mais como um líder respeitado. Envolvia todos pelas causas da comunidade, sempre procurando mostrar o valor do que seria conquistado com a mobilização. Foi esse espírito que o levou a dar início ao movimento de emancipação de Horizontina de Santa Rosa. Se Frederico criou uma cidade, Jorge Antônio queria criar um município. Em dezembro de 1953, foi realizado um plebiscito: 898 eleitores foram a favor da emancipação e 151 contrários.Em 18 de dezembro de 1954, o governador Ernesto Dornelles sancionou a lei que criou o município e, pelo seu envolvimento na causa,Jorge foi o primeiro prefeito eleito por uma coligação entre o Partido Social Democrático (PSD) e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), agregando empresários e trabalhadores. No livro que contou a história dos 50 anos da SLC, Bruno Bohnen, um opositor político, registrou sua opinião sobre a liderança de Jorge Antônio: “Ele sempre era o homem que sabia apaziguar tudo para não dar conflito, evitava discussões desnecessárias, sabia intermediar as situações para obter decisões de consenso”.
A procura constante pela harmonia também foi a tônica da convivência com o sócio. A intenção era fazer do relacionamento saudável entre eles a fórmula do sucesso empresarial. Nesse mesmo momento em que gerenciava a prefeitura, Jorge Antônio e a SLC ganharam um reforço importante: os irmãos Arnaldo, Eliseu e Norberto Ullmann e Antenor Montigny, pai de Zaira. Com vasta experiência no setor bancário, Antenor passou a cuidar da parte financeira da empresa, que até então era administrada sem uma organização formal. Antenor trouxe a cultura e a disciplina financeira para a SLC e passou a ser sócio junto com Jorge, Arnoldo e os irmãos Ullmann.












Foto à esquerda: Antenor Montigny, pai de Zaira e sócio da empresa

Foto à direita: Jorge Antônio Dahne Logemann e Zaira Logemann
No final dos anos 40, quando a soja começou a ganhar espaço no Alto Uruguai, o grão tinha pouco valor comercial e era utilizado para alimentação de animais – panorama bem diverso do atual, quando a soja é uma das principais commodities agrícolas do mundo e alimenta bilhões de pessoas. Para ajudar na colheita do produto, a SLC adaptou as trilhadeiras que existiam, próprias para a colheita do arroz, à colheita da soja, do feijão e do milho, os frutos da terra missioneira. A qualidade do serviço oferecido na fabricação dos equipamentos e na manutenção das ferramentas fez com que a marca SLC ganhasse a preferência e o respeito dos agricultores. Era sinônimo de qualidade e segurança. Um anúncio da SLC de 1960 destacava: “Qualidade, durabilidade e rendimento máximo são características peculiares das nossas máquinas”. Nesse momento, a companhia já vendia para outros estados e até para o Paraguai.
Em 1957, na safra do trigo, outro pioneirismo da SLC: a empresa lançou a ceifa rebocada, que era puxada por um trator para fazer a colheita da lavoura, uma etapa da produção fundamental para o agricultor e que iria otimizar o processo. A inovação foi produzida até 1963, quando enfrentou dois entraves: primeiro, a pouca produção de tratores no Brasil, que rebocavam a ceifa, e segundo, o início da chegada de colheitadeiras importadas. Mas a ceifa rebocada plantou uma semente no Grupo: o desafio de produzir a primeira colheitadeira nacional, equipada com motor próprio e não dependente do trator.
O sonho começou a tomar forma quando, no começo dos anos 60, Arnoldo adquiriu uma colheitadeira usada John Deere, modelo 55. Fundada em 1830 em Grand Detour, no Illinois (EUA), a John Deere se transformaria em uma das maiores fabricantes de equipamentos agrícolas da história, referência de qualidade e segurança, e teria um papel fundamental no crescimento da SLC.
A colheitadeira foi reformada e colocada para trabalhar na Granja Timbó, já de propriedade da SLC em Horizontina, onde se plantava trigo, e que passou a ser conhecida como Fazenda Pioneira. Já na primeira colheita, ficou claro que a máquina americana era um diferencial importante na produção agrícola. A partir desse equipamento, a SLC começou a produzir um protótipo, unindo a caixa de câmbio e um conjunto diferencial fabricados em Caxias do Sul (RS) com um motor Chevrolet produzido pela General Motors, em São Paulo. Era o momento em que a indústria nacional automobilística começava a crescer, o que garantia as parcerias tecnológicas necessárias. A SLC também passou a remodelar e expandir a estrutura da fábrica, com modernos pavilhões industriais. Toda a empresa respirava o projeto de produzir a primeira colheitadeira automotriz genuinamente brasileira.

Colaboradores na frente da fábrica, nos anos 60. De 1970 a 1976, houve aumento expressivo de colaboradores – de 400 para mais de mil
Foi em 5 de novembro de 1965, na safra de trigo colhida na Fazenda do Seu Pilau, em Giruá,que o sonho enfim se tornou realidade: ali aconteceu a estreia da primeira colheitadeira brasileira, que ganhou o nome de 65-A. Em uma carta dirigida ao então presidente Castelo Branco, Jorge Antônio fez um relato do momento vivido pela empresa:
“É com viva satisfação que nos dirigimos à Vossa Excelência para participar-lhe o lançamento da primeira colheitadeira automotriz de fabricação nacional e produzida por nossa empresa. Esse resultado obtido não foi obra de improvisações, mas sim é o resultado de muitos anos de estudos, pois sempre pretendíamos oferecer à Nação a máquina que realmente viesse preencher as necessidades dos agricultores.”
O sucesso foi grande, e as encomendas começaram. De uma unidade em 1965, passou para 12 produzidas no ano seguinte e 28 em 1967.

Em 1969, atingiu a meta de fabricar cem equipamentos no ano, exigindo adaptação da fábrica, preparo técnico e qualificação da equipe. A SLC oferecia um atento e ágil serviço de assistência técnica, o que se tornou um diferencial. Em 1973, outro patamar alcançado: já com o nome de modelo 1000, foram vendidas mais de mil unidades (1.036). O nome celebrou essa conquista. Em 1976, os 400 colaboradores do início dos anos 70 já eram mais de mil, o que foi necessário para dar conta do crescimento da produção. Nos anos seguintes, o equipamento foi sendo aprimorado e
ganhou novas funcionalidades, como a troca de esteiras para pneus, o que permitia operar em terreno alagado.
O crescimento foi tanto que chamou a atenção da John Deere, que, em seu plano de expansão, queria entrar no mercado brasileiro. Os americanos fizeram uma proposta e, aceita, passaram a participar com 20% do capital da SLC. Nesse momento nasceu a SLC Indústria e Comércio, com a participação da empresa de Illinois (EUA). A parceria foi uma troca: o mercado agrícola crescia no Brasil, e a SLC era a porta de entrada para a John Deere, que, por sua vez, franqueava sua tecnologia de ponta para a empresa gaúcha na produção de colheitadeiras. A mudança foi sentida no ano seguinte, com o lançamento do modelo 2000, em substituição ao 1000. Em 1983, o vermelho, tradicional cor das colheitadeiras SLC, deu lugar ao verde, assumindo a cor da parceira norte-americana e mostrando ao mercado que oferecia a mais avançada tecnologia do mundo. Em 1989, a SLC ampliou suas instalações para dar conta da produção.
A Fábrica I, com 16 mil metros quadrados, no centro de Horizontina, passou a sediar as atividades financeiras, administrativas e comerciais. A Fábrica II, com 62 mil metros quadrados, inaugurada em novembro de 1989, passou a ser o coração da produção, em uma área que no futuro seria o Distrito Industrial da cidade.
Na década de 90, a SLC exportava para 14 países e suas máquinas colhiam quase a metade das safras brasileiras de grãos. No livro que celebrou os 50 anos do Grupo, Jorge Antônio deu um depoimento que explicava o resultado positivo:
“Temos conseguido aliar lucratividade com o lançamento de novos produtos e com a ampliação da linha de produtos, contando com o mesmo número de funcionários. Isso é possível graças a uma gestão participativa que interfere ativamente no destino da empresa. Todo mundo discute, alguns concordam, outros discordam, mas todos participam de um planejamento estratégico de igual para igual.”
Ao celebrar os 50 anos, em 1995, o Grupo havia ampliado suas operações e estava estruturado em diversas atividades. Entre elas, um banco de investimentos, uma agropecuária que possuía cinco fazendas, uma área comercial que vendia os tratores Valmet, um hotel e uma empresa de fundição. As conquistas celebradas na virada dos 50 anos, no entanto, não tiveram a presença de Jorge Antônio. Assim como o pai, Frederico, ele faleceu de forma prematura, em julho de 1987, aos 65 anos. A SLC perdeu seu líder, o homem carismático que havia ido para a antiga localidade de Belo Horizonte vender o negócio do pai e, movido pela paixão, fundou uma cidade e construiu uma das maiores empresas do mundo no setor agrícola.
A transição se deu com naturalidade e harmonia, como sempre foram os movimentos societários da família Logemann, coordenados pela mão firme e serena de Zaira. Ao longo dos anos, ela contava aos amigos que havia ido ainda noiva para Horizontina com a promessa do marido de ficar apenas cinco anos no local, até que ele vendesse as propriedades do pai, mas acabou ficando 38 anos e criando cinco filhos junto à fábrica. Nas suas lembranças, apesar do barro vermelho que tomava conta das ruas, ao chegar à morada nova achou tudo maravilhoso. Recém-saída do colégio, começou a se inserir com entusiasmo em um ambiente predominantemente tomado pela cultura alemã. “Jorge Antônio era sempre empolgado, otimista, confiante e me contagiava com essa certeza de que tudo ia dar certo”, recordou Zaira em depoimento ao livro que marcou os 70 anos da SLC.
Com a morte do marido, Zaira teve o papel fundamental de manter os filhos unidos na condução do legado do pai, tendo como guia uma


Zaira desempenhou um papel fundamental no momento de transição, mantendo os filhos unidos e preservando o legado de Jorge Antônio
frase que deixou perpetuada em uma tela pintada a óleo muitos anos depois, com a imagem de um robusto carvalho: “O grão que cai germina”.
A imagem e a frase eram a simbologia dos valores que o casal cultivava em casa, como a harmonia entre os irmãos e a decisão de fazer sempre o que é correto. Valores que seriam basais para manter todos unidos no momento em que Jorge Antônio não estava mais presente e o futuro da empresa passava a ser responsabilidade de sua esposa e de seus filhos.
Mais velho dos cinco irmãos, Eduardo Logemann, engenheiro mecânico formado pela Pontifícia Universidade Católica do RS (PUC-RS), assumiu aos 37 anos o comando da SLC, depois de ter tido uma sólida experiência na empresa.
Aos 18 anos, trabalhou como auxiliar de motorista e auxiliar de compras, até se
tornar diretor da empresa em Porto Alegre. Com ele, a terceira geração dos Logemann, a G3, chegou ao comando do Grupo.
Eduardo teve um importante reforço na missão de tocar o negócio da família. O irmão Jorge Luiz Logemann, formado em Medicina pela Faculdade Católica de Medicina de Porto Alegre, com especialização na Alemanha, trocou uma bem-sucedida carreira como médico para trabalhar na empresa, e assumiu a área de Recursos Humanos e Planejamento.
Já na época traçou valores e normas que seguem até hoje: incentivar relações duradouras, oferecer uma política de trabalho extremamente profissional, respeitar o indivíduo, com base na crença de que a companhia reflete a sua gente.
Eduardo já atuava ativamente no Grupo quando, no final da década de 70, foi realizada a associação com a John Deere, em uma decisão empresarial que teve dificuldade para compreender naquele momento. Antes de falecer, seu pai, Jorge Antônio, antevendo que a agricultura começava a se tornar global e exigiria muito investimento e pesquisa em tecnologia, procurou uma empresa de ponta para se associar. E deixou um recado para o filho: “Se daqui a 20 ou 30 anos tu e teus irmãos não quiserem mais tocar o negócio, nós teremos um ótimo comprador”. Previsão que, de fato, se realizou em junho de 1999.
Naquele momento, a fabricação de equipamentos com a John Deere significava cerca de 80% do faturamento do Grupo. Antes, em 1995, os americanos haviam ampliado de 20% para 40% sua participação na SLC, na produção de tratores em Horizontina. Em 1998, com a troca de comando da empresa nos EUA, houve a decisão de investir ainda mais no Brasil. A SLC e a John Deere voltaram à mesa para negociar e no último ano do século 20 selaram o acordo: os americanos passaram a ser os controladores da fábrica em Horizontina, e a SLC assumiu a comercialização das máquinas para a região.

A americana John Deere adquiriu a fábrica em Horizontina, e a SLC assumiu a comercialização das máquinas
Como sempre fez em momentos decisivos, a família se reuniu para discutir a proposta dos americanos. Nesse encontro, do qual participaram a mãe, Zaira, e os cinco irmãos, Eduardo, Jorge Luiz, Marcelo, Elisabeth e Ana, havia um sentimento de inquietação entre eles pelo fato de se tratar da venda da empresa construída pelo avô e estruturada pelo pai. Ao final, prevaleceu a previsão do pai, expressa na conversa com Eduardo na década de 70: um dia, a venda integral da fábrica seria um ótimo negócio. A venda para a John Deere também acarretou nova reestruturação acionária. A família Schneider e os irmãos Ullmann decidiram tomar o rumo de novos negócios, saindo da sociedade.
A partir daí, a família Logemann passou a ter o controle integral da SLC.
O passo seguinte foi reestruturar a nova configuração empresarial do Grupo, que optou por diversificar os investimentos em direção a novas oportunidades que estavam surgindo, como ampliar a sua atuação na agricultura, além das três fazendas que já possuía no Rio Grande do Sul. Essas aquisições começaram com o trabalho da Agropecuária Schneider & Logemann Ltda., fundada em 1977 e que, no ano 2000, deu lugar à SLC Agrícola. Durante a década de 80, mais áreas foram adquiridas em Goiás, Mato Grosso do Sul e Maranhão, fazendo com que a SLC, com o passar dos anos, deixasse as terras gaúchas para conquistar o Cerrado brasileiro.
Em 2000, o Grupo criou a SLC Alimentos e começou a distribuir as marcas de arroz Butuí e Namorado. No quarto ano de operação, já era a terceira maior em venda de arroz do Brasil. A empresa adquiria o grão de parceiros, beneficiava e empacotava. Nos anos seguintes, foi ampliando para a comercialização de outros grãos, como feijão, lentilha e milho, até ser vendida em 2018.
Em 2005, quando completou 60 anos, o maior faturamento do Grupo vinha da empresa Ferramentas Gerais, que, dentro do projeto de diversificação dos negócios após a venda da fábrica de Horizontina, foi adquirida pelos Logemann em 2001. A Ferramentas Gerais, que havia sido fundada em 1957 por Walter Herz, logo se tornou a mais conhecida empresa de suprimentos industriais do sul do Brasil.
Esse movimento conferiu um ar urbano aos negócios da SLC, que sempre se desenvolveram no interior. A nova unidade de negócios ficou sob o comando de Jorge Luiz. Em 2007 foi apontada pela revista Exame como a segunda melhor empresa de varejo do Brasil. Dez anos depois, por uma decisão estratégica, foi vendida.
A SLC inovou em 2007 ao tornar-se uma das primeiras empresas agrícolas do mundo a abrir seu capital e colocar ações à venda na bolsa de valo-

res de São Paulo. Com isso, a SLC Agrícola passou a aprimorar sua gestão. Do total das ações, 49% foram oferecidas, 30% delas ficaram com acionistas no Brasil e o restante com investidores da Europa e dos Estados Unidos.
De 2020 para cá, a empresa refez seu portfólio de negócios e voltou à sua essência, que é a agricultura. Em 2025, quando completa 80 anos, a SLC é formada pela SLC Agrícola – que planta, colhe e vende soja, algodão, milho e sementes, além de realizar a Integração Lavoura-Pecuária (ILP) – e pela SLC Máquinas, responsável pela comercialização dos produtos John Deere na maior parte do Rio Grande do Sul. Abrange, ainda, o Instituto SLC, o pilar social que atua junto às comunidades impactadas pelos negócios.
G1 – Primeira Geração
G2 – Segunda Geração
G3 – Terceira Geração
G4 – Quarta Geração
G5 – Quinta Geração



Frederico Jorge Logemann, fundador da SLC, deu origem a uma família que já está em sua quinta geração. Hoje, a liderança da empresa é exercida por integrantes da G3, e membros da G4 já atuam na empresa.
Eduardo Silva Logemann é presidente da SLC desde 1987 e também preside o Conselho de Administração da SLC Agrícola. Com uma trajetória de 55 anos dedicados à SLC, sua atuação é marcada por um forte compromisso com os valores institucionais, visão estratégica de longo prazo e uma liderança baseada na integridade e no respeito às pessoas.
Natural de Horizontina (RS), mudou-se ainda criança para Porto Alegre, aos 10 anos de idade. Seu ingresso na empresa da família começou de forma informal em 1968, mas foi oficializado em julho de 1970, quando teve sua primeira carteira assinada como Auxiliar de Compras. Na época, estudava Engenharia Mecânica na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), formação que concluiria em 1977. A base técnica adquirida foi decisiva para seu desempenho em áreas-chave, especialmente em Compras e Finanças.
Durante a década de 1970, assumiu funções de crescente responsabilidade, entre elas a gerência do escritório da empresa em Porto Alegre. Era responsável pela aquisição de componentes para a indústria de Horizontina – como motores e pneus – e pelo acompanhamento dos investimentos no mercado financeiro. Em 1979, foi nomeado diretor da então Schneider Logemann & Cia., posição que marcou o início de sua atuação executiva no Grupo.
Nesse mesmo ano, esteve à frente de uma das alianças mais re-

“Liderar não é um show individual, mas orquestrar talentos diversos em direção a um propósito comum.”
levantes da SLC: a associação com a multinacional John Deere. Idealizada por seu pai, Jorge Antônio Dahne Logemann – filho do fundador da empresa –, a parceria consolidou a modernização do Grupo. Com o falecimento de seu pai, Eduardo assumiu a liderança da empresa em um momento de grandes desafios e transformações. Passou a representar o Grupo institucionalmente em reuniões com entidades setoriais, órgãos de governo e lideranças políticas, dividindo sua agenda dentro do Brasil e em outros países. Sua atuação ajudou a fortalecer a reputação da SLC como uma empresa ética, sólida e comprometida com o desenvolvimento nacional.

Enfrentou contextos macroeconômicos adversos – como a hiperinflação dos anos 1980 – e conduziu processos de reestruturação e foco estratégico com firmeza e visão. A capacidade de redirecionar estratégias e avançar com responsabilidade foi fundamental para a sustentabilidade e o crescimento contínuo do Grupo. “Saber reconhecer e corrigir um erro é uma virtude. Mas desistir? Jamais.”, destaca.
Aos 75 anos, Eduardo mantém uma rotina ativa, movida pela paixão pelo que faz. Casado com Flávia Alvarez, com quem compartilha uma vida de parceria, é pai de Caroline e Fernanda e avô de Isabela e João Eduardo. Mesmo com uma carreira intensa, sempre priorizou o convívio com a família, valorizando o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Entre seus hobbies estão esportes, filmes de ficção científica, viagens de motocicleta com a esposa e amigos, além de trilhas de jipe, muitas vezes ao lado do irmão Jorge.
Defensor da educação como instrumento essencial para o desenvolvimento humano e organizacional, Eduardo sempre incentivou a formação contínua no ambiente corporativo. Acredita que a liderança deve ser exercida de forma colaborativa: “Liderar não é um show individual, mas orquestrar talentos diversos em direção a um propósito comum”.
A história de Eduardo Logemann na SLC é a de alguém que construiu muito mais do que uma carreira. Ele ajudou a edificar uma cultura organizacional baseada em valores sólidos, que atravessa gerações e permanece orientada por responsabilidade, compromisso e visão de futuro.
Vice-presidente da SLC, Jorge Luiz Logemann construiu uma trajetória de mais de três décadas de dedicação e responsabilidade junto com o irmão Eduardo, presidente do Grupo. Desde que decidiu trocar a medicina pela vida empresarial, sua liderança tem sido marcada por equilíbrio, estratégia e compromisso com os valores da SLC.
Nascido em Porto Alegre (RS), Jorge foi criado em Horizontina, onde cresceu entre as máquinas da fábrica da SLC – o que, para ele, era como brincar no quintal de casa. Mudou-se para Porto Alegre aos 15 anos para estudar no Colégio Rosário. Mais tarde, optou pela Medicina, inspirado por um amigo próximo de seu pai que era médico na cidade natal. Fez o curso na Faculdade Católica de Medicina, residência no Hospital da PUCRS e, depois, especialização em Munique, na Alemanha. Retornou ao Brasil como professor da PUCRS, onde lecionou entre 1982 e 1987.
A morte de seu pai, Jorge Antônio Dahne Logemann, foi um ponto de inflexão. Diante do desafio de seguir com o legado da família, Jorge decidiu, ao lado do irmão Eduardo, integrar-se aos negócios do Grupo.
Inicialmente, assumiu áreas como Recursos Humanos e Planejamento na unidade de Horizontina. Desde então, sua atuação ganhou amplitude, participando de momentos decisivos da história da empresa.

“É a combinação entre conhecimento e atitude que sustenta a cultura de uma organização.”
Jorge esteve à frente de importantes movimentos de diversificação, como a aquisição e gestão da Ferramentas Gerais e da SLC Alimentos, exercendo a presidência da primeira por vários anos. Com a venda dessas operações e a abertura de capital da SLC Agrícola em 2007, ajudou a posicionar o Grupo como uma das principais referências do agronegócio brasileiro.
Com uma visão centrada nas pessoas, Jorge Logemann sempre valorizou o papel do capital humano na construção de empresas duradouras.
Acredita que o sucesso empresarial está na combinação entre competência técnica e comportamento. “As pessoas entram pela capacidade

técnica, mas permanecem – ou não – pelo jeito como se relacionam. É a combinação entre conhecimento e atitude que sustenta a cultura de uma organização”, resume.
Sua formação médica contribuiu para uma liderança empática, voltada à escuta ativa, à leitura cuidadosa dos contextos e à formação de equipes de alto desempenho. Para ele, o sucesso da SLC ao longo de oito décadas não se deve a um único fator, mas a uma construção diária, com foco na continuidade e na escolha das pessoas certas para liderar.
Ao longo dos anos, Jorge tem se dedicado aos negócios e em compartilhar sua experiência com executivos em desenvolvimento, reforçando o valor do aprendizado contínuo e da ética na gestão. Sua postura inspira confiança e contribui para o fortalecimento da cultura organizacional da SLC, pautada por relações de respeito e responsabilidade.
Casado com Eliana desde 1979, Jorge é pai de três filhos – Frederico, Alexandre e Patrícia – e avô dedicado de quatro netos: Maria Catarina, Maria Vitória, João Pedro e Thomas. Valoriza profundamente os momentos com a família e cultiva paixões como o tênis, o futebol e as trilhas ao ar livre, especialmente ao lado do irmão Eduardo. Com frequência, realiza viagens com os filhos e netos, reforçando os laços familiares que sempre foram a base de sua vida pessoal e profissional.
Com quase quatro décadas de dedicação à SLC, Jorge Luiz Logemann representa uma liderança que alia tradição e inovação, racionalidade e intuição. Sua contribuição tem sido essencial para que a empresa siga crescendo com ética, consistência e visão de longo prazo.
Os 80 anos da SLC refletem a determinação e a resiliência de uma família empresária comprometida com a história do desenvolvimento da agricultura brasileira.
EDUARDO LOGEMANN • PRESIDENTE DA SLC
Tenho um sentimento de orgulho e de realização com os 80 anos da SLC.
Também sinto uma enorme satisfação ao perceber que a vida de tantas pessoas se transformou para melhor por meio da agricultura.
JORGE LUIZ LOGEMANN • VICE-PRESIDENTE DA SLC
Estes 80 anos consolidam o sucesso do trabalho árduo de três gerações da família Logemann, junto com o time de colaboradores da SLC. Agradecemos a todos que contribuíram para essa história e estamos trabalhando fortemente na governança, para estarmos preparados para o futuro. Que venham os próximos 80 anos!
ANA LOGEMANN DE ALMEIDA • PRESIDENTE DO INSTITUTO SLC
Para nossa família, os 80 anos da SLC significam continuar o legado do nosso pai, Jorge Antônio Dahne Logemann. Juntos, somos muito fortes.
ELISABETH LOGEMANN • VICE-PRESIDENTE DO INSTITUTO SLC
É uma alegria imensa celebrar os 80 anos da SLC, uma trajetória construída com trabalho, valores sólidos e o coração de uma família que acredita no que faz. E que nossos filhos sigam preservando essa aliança familiar pelas próximas gerações.
MARCELO LOGEMANN




o celebrar seus 80 anos, a SLC pode se orgulhar de ter conquistado o coração do Brasil e a admiração do mundo com o crescimento da SLC Agrícola. Fundada em 1977, com o nome Agropecuária Schneider & Logemann Ltda., com apenas três anos de existência deu um amplo passo: adquiriu em 1980 a Fazenda Pamplona, em Goiás, na época com 27,7 mil hectares, fincando a bandeira da empresa gaúcha pela primeira vez no Cerrado, extenso bioma no coração do país.
Nos anos seguintes, novas aquisições de áreas destinadas ao plantio foram feitas por meio de compra ou arrendamento, para que recebessem as sementes do algodão, do milho e, principalmente, da soja, as três principais culturas mantidas hoje pela SLC Agrícola – que passou a ser denominada dessa forma em 2000.
A SLC Agrícola, uma das maiores produtoras de commodities agrícolas do Brasil, tem como guia o seu Sonho Grande: Impactar positivamente gerações futuras sendo líder mundial em eficiência no negócio agrícola e respeito ao planeta. Em 2025, possui 26 fazendas distribuídas

Foi no princípio dos anos 2000 que o cultivo da terra passou a ser a atividade principal da SLC
em oito estados do Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sudeste do Brasil.
Na safra 2024/2025, plantou 735,9 mil hectares. A partir de um novo arrendamento, adicionou em torno de 100 mil hectares de área plantada (primeira e segunda safras). Para a safra 2025/2026 a estimativa de área plantada é de aproximadamente 835 mil hectares.
A companhia cultiva algodão, soja, milho, sementes e outros grãos. Também desenvolve um modelo sustentável de pecuária. Os animais são criados no modelo Integração Lavoura Pecuária (ILP) e Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). O sistema foi introduzido em 2018 na Fazenda

O foco principal da SLC Agrícola é o plantio de soja, algodão e milho, mas a pecuária sustentável é uma de suas atividades
Planorte (MT) e permite a combinação de diferentes sistemas produtivos em uma mesma área, proporcionando benefícios para todas as atividades e a otimização do uso da terra.
Os números da SLC colocam a empresa como uma das maiores produtoras de commodities agrícolas do mundo. Índices que foram atingidos e uma excelência que foi alcançada não como obra do acaso, e sim como consequência de um detalhado planejamento executado com afinco pela

equipe desde o surgimento da companhia, e dividido em três momentos.
O primeiro deles foi chamado de “O Milagre do Cerrado” e refere-se ao período em que a SLC Agrícola começa a desenvolver seu modelo de negócio. Essa etapa vai até 2007, quando a empresa oferece suas ações ao mercado. A oferta pública garantiu os recursos para a segunda fase, que vai até 2015, chamada de “Janela de Arbitragem para a Conversão de Terras”, marcada pela aquisição de novas áreas de plantio por meio de arrendamentos e joint-ventures e pela busca de certificações em diferentes segmentos do processo produtivo.
A terceira fase é responsável pelo desempenho da empresa nos últimos dez anos, e é a fase atual. Chamada de “Distância em Relação à Média”, tem como característica um crescimento asset light (quando a empresa mantém apenas os ativos essenciais para a realização de seu negócio), uma operação movida pela tecnologia, a solidez financeira e o protagonismo no exercício das práticas de ESG (sigla para Environmental, Social and Governance).
A fase iniciada em 2015 foi sustentada por pilares alinhados com o planejamento estratégico. Um deles definiu que o crescimento das áreas de plantio seria via arrendamento, e não pela compra de terras, o que assegura um maior retorno sobre o capital investido. Outro pilar focou em eficiência e alta produtividade com menor custo de produção, elevando, por consequência, os patamares de rentabilidade. Por fim, foram fixados indicadores financeiros fortes e consistentes, com um baixo nível de endividamento da operação de plantio e colheita dos grãos de milho, algodão e soja.
Os resultados de toda essa jornada são evidentes: nos últimos dez anos, a SLC Agrícola elevou seu faturamento bruto anual de R$ 1 bilhão, em 2015, para cerca de R$ 7 bilhões em 2024, e sua margem de lucro de 25% para 35% no mesmo período.
Em meio a todo esse processo de crescimento obtido pelo cultivo da terra, a SLC Agrícola ainda conseguiu abrir espaço para criar uma importante divisão de pesquisa e comercialização em sua estrutura. Em 2018 surgiu a SLC Sementes, criada em uma área arrendada em Goiás, aproveitando a sinergia existente no local. Atualmente produz e vende sementes de soja e algodão com altos padrões de qualidade para o plantio da própria companhia e para o mercado brasileiro. Criou o programa SLC Garante, o SLC Garante+ e o Índice de Qualidade (IQ), alicerçado em 84

A Indústria de Beneficiamento e Armazenagem de Sementes de Soja (IBS) é a mais moderna da América Latina
parâmetros, distribuídos em análises físicas, genéticas e fisiológicas dos lotes de sementes.
Em 2023, a SLC Sementes inaugurou a Indústria de Beneficiamento e Armazenagem de Sementes de Soja (IBS), em parceria com a Kothe Agro. A IBS é a mais moderna da América Latina em seu ramo e tem capacidade inicial de beneficiamento e armazenagem de 1 milhão de sacas de 200 mil sementes de soja. No mesmo ano, inaugurou o primeiro Laboratório de Análises de Sementes (LAS) na Fazenda Panorama (BA), sendo responsável pela análise da qualidade das sementes produzidas nos campos de produção e por garantir a qualidade física, sanitária, genética e fisiológica das sementes.

Como marca do pioneirismo, a SLC Sementes foi a primeira na rastreabilidade de sementes e no uso de imagens de canteiros para avaliar a qualidade do produto, proporcionando segurança e transparência para seus clientes. A atuação levou ao reconhecimento externo: a unidade conquistou mais uma vez o prêmio Melhores Empresas no Segmento Agro Sementes, do Instituto Mesc (Melhores Empresas em Satisfação do Cliente), e o Selo Seedcare de Excelência no tratamento de sementes de algodão e soja, do Instituto Seedcare Syngenta.
Quando olha para o passado recente, a SLC Agrícolacolhe resultados de um trabalho baseado no tripé pessoas, tecnologias e processos. Foram eles que, interligados, levaram a empresa a superar seu tamanho a cada safra colhida.
A SLC Agrícola passou a fazer um forte trabalho de formação, retenção de pessoas e desenvolvimento de políticas de engajamento das equipes. A resposta fica clara pelos dados: o turnover caiu de 40% para 17,9%, possibilitando uma maior estabilidade dos times de diferentes setores. A mudança foi uma demonstração de que a empresa reconhece a importância de seus colaboradores e tem como princípio investir nas pessoas. O foco em oferecer ótimas condições de trabalho, treinamento, oportunidades e no estímulo à produtividade também se reflete na evolução dos resultados da companhia.
Outra ponta do tripé, a tecnologia, com investimento na agricultura de precisão e no uso de produtos biológicos, foi fundamental para que a empresa ganhasse eficiência.
E a terceira ponta – processos – ajudou a empresa a manter seu padrão de qualidade. Todos os procedimentos operacionais e dados que surgem a partir da execução deles, nas diferentes atividades dos setores, são previa-
mente definidos, registrados, organizados e os resultados controlados digitalmente. E tão importante quanto formalizar esses processos é a rotina de acompanhá-los todos os meses em reuniões que avaliam a situação de cada uma das fazendas. Uma falha ou uma queda de desempenho é rapidamente detectada e a equipe é mobilizada para promover os devidos ajustes.
Os pilares que sustentam a SLC Agrícola são formados por dimensões internas, cuja gestão está em suas próprias mãos. Eles se somam a outro fator fundamental na jornada de sucesso, esse de caráter externo: o reconhecimento social que existe em torno da SLC, não apenas pelo segmento agrícola, onde atua, mas pelos mercados empresarial e financeiro do país, fruto da gestão e dos resultados obtidos.
Prova disso são as diferentes premiações, reconhecimentos e certificações expedidos por entidades tão diferentes quanto a imprensa, associações de classe, institutos técnicos e os governos. Um dos mais importantes reconhecimentos se deu em 2024, quando a SLC Agrícola passou a ser a empresa das Américas com a maior área certificada no plantio de soja e algodão, reconhecida pelo selo Regenagri: um programa de agricultura regenerativa desenvolvido pela Control Union, empresa britânica que atua em mais de 70 países e destaca as boas práticas agrícolas desenvolvidas nas fazendas, considerando a saúde do solo, a preservação da biodiversidade, o uso sustentável da água e o sequestro de carbono, entre outros quesitos. As áreas certificadas totalizam 137 mil hectares – o equivalente a 15% da área total plantada em 2025 – e estão localizadas em seis fazendas: Pamplona (GO), Pantanal (MS), Planalto (MS), Planorte (MT), Palmares (BA) e Planeste (MA).
O reconhecimento pela adoção da agricultura regenerativa é consequência de um processo que foi colocado em prática na SLC Agrícola

A soja é a cultura dominante na SLC Agrícola, empresa que é, hoje, uma referência mundial no segmento do agronegócio
a partir de 2020, quando começou a ser preparada a safra do ano seguinte. A essência da agricultura regenerativa é o zelo pelo solo que vai receber a semente e fazer brotar a planta, combinando eficácia agronômica com a conservação da saúde da terra. O processo contribui para aumentar o sequestro de carbono, preservar a biodiversidade e promover a polinização por insetos, reduzindo a necessidade do uso de fertilizantes e defensivos durante o plantio.
A agricultura regenerativa é composta por uma série de práticas combinadas que a cada ano vão sendo incorporadas às lavouras. Entre elas estão a aplicação localizada de defensivos, o uso de plantas de cobertura (que serão transformadas em material orgânico), o uso de defensivos biológicos, a rotação de culturas (que permite um descanso do solo entre os momentos de colheita e novo plantio) e a economia circular (quando o material orgânico produzido em uma fazenda é levado para compostagem, tratado e aplicado no solo como fertilizante natural).
A demanda internacional pela produção agrícola cresceu muito a partir de 2000, e o Brasil passou a liderar a produtividade do setor. Dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) mostram que na virada do século o setor agrícola exportou 20,6 bilhões de dólares, contra 97 milhões de dólares no início da década de 20, alimentando cerca de 150 países. É um crescimento de quase quatro vezes, acelerado nos últimos dez anos. Muito do desempenho se deve à soja, que começou a ser plantada no Noroeste do Rio Grande do Sul em 1920 e hoje dá ao Brasil o título de campeão mundial de produção desse grão, que é a principal cultura da SLC Agrícola.
Foi esse cenário de oportunidade que desafiou a SLC: atendendo à demanda internacional, a companhia liderou o desenvolvimento recente da agricultura brasileira e, ao completar 80 anos, se consolida como uma referência mundial quando o tema é obter do solo parte do sustento humano.
ASSEMBLEIA GERAL DOS ACIONISTAS

Eduardo Logemann Presidente

André Pessoa Conselheiro Independente
CEO
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Jorge Logemann Vice-Presidente

Fernando Reinach Conselheiro Independente

Adriana Waltrick Conselheira Independente

Osvaldo Schirmer Conselheiro Independente
CONSELHO FISCAL
COMITÊ DE AUDITORIA ESTATUTÁRIA
COMITÊ ESG
COMITÊ DE GESTÃO DE PESSOAS
COMITÊ DE GESTÃO DE RISCOS
DIRETORIA EXECUTIVA

Aurélio Pavinato Diretor-Presidente

Álvaro Dilli Diretor de Recursos Humanos e Sustentabilidade

Gustavo Lunardi Diretor de Suprimentos, Sementes, Mecanização

Ivo Brum Diretor Financeiro e Relação com Investidores

Leonardo Celini Diretor de Operações

Rafael Rosa Diretor de Tecnologia

Roberto Acauan Diretor de Vendas e Novos Negócios
A SLC possui 26 fazendas em oito estados que, gerenciadas pela SLC Agrícola, produzem soja, milho e algodão. Há um detalhe ortográfico a uni-las: o nome de todas começa com a letra P e é formado por oito letras.
Não há nos documentos oficiais do Grupo, em todos os seus registros, alguma orientação formal para que a denominação das fazendas siga essa regra. Os mais antigos também garantem que não é fruto de alguma superstição ou presságio surgidos a partir da primeira compra de terras, mas contam uma história que explica essa regra de nomenclatura.
Quando foi fundada, na década de 70, a SLC Agrícola passou a administrar áreas que haviam sido compradas mais para investimentos do que para a produção agrícola. A primeira foi a Fazenda Mimosa, em Tucunduva (1957). Depois vieram a Pessegueiro, em São Luiz Gonzaga, e mais adiante a Paineira, em Santo Augusto, todas no Rio Grande do Sul.
Em 1980, o Grupo começou a se expandir para o Centro-Oeste e comprou a fazenda Pamplona (GO). Logo depois, a Planalto (MS). Em 1988, vendeu a Fazenda Pessegueiro e comprou uma área no Maranhão.
Quando foi escolher o nome, a equipe da SLC Agrícola se deu conta de que já havia três fazendas com o nome começando com P e com oito letras – Paineira, Pamplona e Planalto. E como a nova área ficava próxima ao Rio Parnaíba (que também começa com P e tem oito letras), ficou fácil seguir a regra no Maranhão. Assim, para continuar a “tradição”, a Mimosa, a primeira aquisição do Grupo, passou a se chamar Pioneira (mais tarde

As 26 fazendas do Grupo SLC: Pioneira, Preciosa, Próspera, Perdizes, Planorte, Pampeira, Paiaguás, Piracema, Pirapora, Planalto (foto), Pantanal, Parnaíba, Potência, Planeste, Palmeira, Perpétua, Parnaguá, Paineira, Parceiro, Palmares, Paladino, Panorama, Paysandu, Piratini, Pamplona e Porteira
seria vendida, mesmo destino da Paineira, quando a SLC deixou de plantar em terras gaúchas e transferiu sua produção agrícola para a região do Cerrado brasileiro).
Nas aquisições seguintes, sem uma referência topográfica, a área adquirida mais ao norte passou a se chamar Planorte (MT). Outra, mais a leste, se chamou Planeste (MA). Quando adquiriu uma área próxima a uma tribo indígena, o nome veio ao natural: Paiaguás (MT).
Assim, de P em P, a SLC Agrícola foi formando uma das mais rentáveis áreas produtivas do Brasil.
Mato Grosso
Mato Grosso do Sul
Maranhão
Piauí Bahia
Minas Gerais e Goiás
Pará
Pioneira Preciosa Próspera Perdizes Planorte Pampeira
Paiaguás Piracema
Pirapora
Planalto Pantanal
Parnaíba Potência
Planeste Palmeira
Perpétua
Parnaguá Paineira
Parceiro Palmares Paladino Panorama Paysandu Piratini
Pamplona
Porto Alegre
SLC Participações SLC Agrícola - Matriz
Fundação SLC Instituto SLC

Aurélio Pavinato ingressou na SLC Agrícola em agosto de 1993, como Assessor Técnico, iniciando uma jornada profissional marcada por dedicação, conhecimento e visão estratégica. Em mais de três décadas de trajetória, participou diretamente da evolução da companhia, tornando-se diretor-presidente em 2012 e consolidando-se como uma das principais lideranças do agronegócio brasileiro.
Natural do Rio Grande do Sul, Pavinato é engenheiro agrônomo pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), com Mestrado e Doutorado em Ciência do Solo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Seu compromisso com o aprendizado contínuo também o levou a concluir programas executivos em instituições de excelência no Brasil e no exterior, como Fundação Dom Cabral, Kellogg School of Management (EUA), INSEAD (França) e Harvard Business School (EUA).
Nos primeiros anos na SLC Agrícola, liderou o Departamento de Planejamento Agrícola e a gestão de duas fazendas localizadas no Rio Grande do Sul na época, acompanhando o crescimento da área cultivada da empresa. Durante o processo de abertura de capital, em 2007, representou a companhia em vários encontros com investidores no Brasil e no exterior, sendo posteriormente promovido a diretor de Operações. Pavinato também é membro do Conselho de Administração da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).
Desde que assumiu o cargo de diretor-presidente da empresa, em 2012, tem liderado uma gestão focada em crescimento com responsabilidade, priorizando a inovação, a sustentabilidade e a excelência operacioSLC AGRÍCOLA

“O sucesso se constrói com consistência. Cada pequena entrega, quando feita com excelência, prepara o caminho para grandes realizações.”
nal. Seu trabalho tem contribuído para posicionar a SLC Agrícola como referência global em produção agrícola de larga escala.
Casado com Taciane há quase 30 anos e pai de três filhos – Pedro Ricardo, Luis Eduardo e João Gabriel –, ele valoriza o equilíbrio entre a vida profissional e a familiar. Esporte, saúde e convivência com os filhos fazem parte de sua rotina.
Defensor da educação como alicerce do desenvolvimento, Pavinato entende que é preciso estar sempre atualizado para aproveitar as oportunidades de crescimento na carreira. “O sucesso se constrói com consistência. Cada pequena entrega, quando feita com excelência, prepara o caminho para grandes realizações.”



m diferentes tempos e formatos, a máquina e a tecnologia foram protagonistas de momentos decisivos da história da SLC.
O mais emblemático desses momentos aconteceu em 1947, quando a empresa recém completava dois anos e ofereceu ao mercado a primeira trilhadeira estacionária de cereais (equipamento que ajuda a separar os grãos colhidos), dando início à mecanização da agricultura brasileira, até então uma atividade essencialmente manual.
Em 1957, lançou a ceifa rebocada, que facilitou o processo de colheita das lavouras. Menos de dez anos depois, em 1965, outra máquina fez história: na colheita de trigo em Giruá (RS), foi apresentada ao mercado a 65A, primeira colheitadeira genuinamente brasileira e produzida pela SLC, que deu origem a uma família do equipamento produzida nos anos seguintes.
Em 1979, a máquina também foi responsável por uma aproximação que se mostraria decisiva muitos anos depois para o crescimento da SLC. Foi o início da parceria com a John Deere, então líder mundial na fabricação de máquinas agrícolas. Segundo o acordo realizado, a empresa americana aportou tecnologia e desenvolvimento na fábrica em Horizontina


A SLC Máquinas abrange 22 pontos de venda, atendendo 404 dos 497 municípios do Rio Grande do Sul
(RS), enquanto a empresa gaúcha abriu as portas do mercado brasileiro para o novo parceiro.
O segmento de máquinas foi crescendo dentro da SLC. Em 1984 foi criada a SLC Comercial, que passou a comercializar as máquinas John Deere, produzidas em Horizontina, para boa parte do Rio Grande do Sul. Quando a fábrica foi vendida para os americanos, em 1999, a SLC Comercial passou a ser o elo entre as duas empresas, ao assumir a responsabilidade de vender os equipamentos da John Deere.

Ao longo dos anos, a SLC Comercial ampliou sua presença no Rio Grande do Sul por meio da aquisição de outras empresas. Em 2010, incorporou a Macagnan, de Cruz Alta (RS). Em 2017, a Maqgranja, em Palmeira das Missões (RS). Em 2019, com a compra da Lavoro, de Passo Fundo (RS), deu um novo passo em sua trajetória, adotando o nome SLC Máquinas e fortalecendo sua atuação no mercado. Em 2023, a aquisição da Verdes Vales, em Santa Maria (RS), marcou mais um importante capítulo
de expansão, elevando o número de lojas para 27 e consolidando a entrada da empresa também no segmento de pavimentação e construção.
Em 2025, completando 41 anos de história, a SLC Máquinas atende atualmente 404 dos 497 municípios do Rio Grande do Sul com a linha agrícola, que representa uma abrangência de 85% dos municípios. Já na linha de construção e pavimentação, a cobertura é total: 100% do estado é atendido pela SLC Máquinas.
Hoje, a empresa conta com 21 unidades de negócios John Deere, incluindo uma unidade exclusiva para a linha de construção, localizada em Pelotas (RS), e uma loja dedicada à venda de seminovos, em Soledade (RS), totalizando 22 pontos de venda. Mais do que crescer em estrutura, a SLC Máquinas vem ampliando fronteiras e fortalecendo sua presença nos setores agrícola, construção e pavimentação, levando a qualidade e a tecnologia John Deere para todas as regiões do Rio Grande do Sul.
A solidez da operação da SLC Máquinas pode ser medida por um acontecimento em 2024: a empresa ingressou no mercado de capitais, captando R$ 600 milhões em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA). Esse número demonstra a confiança do mercado na SLC Máquinas.
Completar 80 anos num momento em que a humanidade passa por profundas transformações tecnológicas e comportamentais agrega um desafio à SLC Máquinas, além das naturais metas de crescimento de vendas e resultados econômicos a cada ano. Desde 2022, a John Deere promove um processo de transição do negócio de produzir máquinas agrícolas, que estão deixando de ser analógicas para acompanharem o ritmo digital que pauta o desenvolvimento de quase todas as indústrias.
Há 80 anos, a SLC vem construindo uma história de inovação que

Ferramentas tecnológicas: as máquinas agrícolas estão interligadas remotamente ao Centro de Soluções Conectadas
transforma o campo, a indústria e, agora, o futuro digital do agronegócio e da construção. A SLC Máquinas é parte viva dessa jornada, um elo entre a inteligência humana e a inteligência das máquinas, transformando dados em decisões e tecnologia em produtividade real.
A SLC Máquinas vive o presente tecnológico com foco no futuro. Investe em digitalização e em processos que tornam as operações mais inteligentes, mais eficientes e mais rentáveis. Por meio da conectividade remota, os especialistas acessam equipamentos em funcionamento, analisam parâmetros, detectam tendências e atuam com predição antes
que a falha aconteça. Esse ecossistema conecta o campo, a oficina e o Centro de Soluções Conectadas (CSC), onde mais de 6 mil equipamentos já operam sob monitoramento ativo, sustentando o propósito de oferecer produtividade sustentável ao cliente.
Projetos como o Smart Farm, realizado na Fazenda Semente Butiá (RS), traduzem na prática o que é a Smart Industrial Strategy, da John Deere, um modelo de produção inteligente, conectado e de ciclo contínuo de aprendizado. A telemetria, os alertas em tempo real e a recomendação técnica baseada em dados demonstram que conectividade não é conceito: é resultado mensurável.
O pós-vendas da SLC Máquinas reflete essa mesma evolução: estrutura técnica de ponta, análise remota, oficinas com sistemas integrados e estoques inteligentes que antecipam demandas. Cada atendimento é orientado à performance, cada máquina é tratada como um ativo estratégico. A mesma lógica orienta as lojas híbridas, que unem as linhas agrícola e de construção sob um mesmo modelo de inteligência e excelência operacional. Essa convergência representa o novo tempo da SLC Máquinas, onde portfólio, pessoas e dados formam um sistema único, conectado, rentável e sustentável.
Conectividade, digitalização e pós-vendas deixaram de ser áreas complementares: tornaram-se o núcleo do valor entregue. A SLC Máquinas integra máquinas, pessoas, processos e dados para sustentar um modelo que antecipa o futuro. A tecnologia é o meio; o propósito é o fim. E o propósito da SLC Máquinas é de desenvolver clientes mais competitivos, operações mais eficientes e um futuro mais sustentável, no campo, na construção e na pavimentação. Porque o futuro do agro e da construção já está presente, e ele fala a língua da conexão inteligente, da performance sustentável e da cultura da SLC.

Anderson Strada CEO

Marcelo Zamberlan Diretor de Pós-Vendas

Rafael Dalla Coletta Diretor Administrativo-Financeiro

Renne Granato Diretor Comercial e Rental

Emerson Amarante Diretor Comercial e Operações

As máquinas oferecem cada vez mais tecnologia embarcada, o que resulta em maior eficiência na produção agrícola

A linha de construção e pavimentação da SLC Máquinas oferece suporte especializado e peças de reposição de forma rápida e eficiente
Caxias do Sul
Vacaria
Lagoa Vermelha
Capivari do Sul
Eldorado do Sul
Pelotas
Júlio de Castilhos
Lajeado
Santa Maria
Tupanciretã
Cruz Alta (Matriz)
Carazinho
Casca
Erechim
Espumoso
Frederico Westphalen
Horizontina
Ijuí
Palmeira das Missões
Passo
Santo Ângelo
Soledade
85%
Das 497 cidades do Rio Grande do Sul, 404 são atendidas pela linha Agrícola da SLC Máquinas.
Todas as cidades do Rio Grande Sul são atendidas pela linha de Construção e Pavimentação da SLC Máquinas.
Executivo com sólida trajetória, Anderson Strada é CEO da SLC Máquinas, a maior concessionária John Deere do Rio Grande do Sul e uma das maiores do Brasil. Atualmente lidera um dos processos mais relevantes de transformação organizacional da empresa, com foco no fortalecimento da governança, inovação tecnológica, sustentabilidade e excelência na geração de valor.
Natural de Chiapetta (RS), nascido em 19 de setembro de 1976, Anderson é filho de Ileu e Vilma Strada, agricultores que lhe transmitiram os valores do trabalho, da humildade e do comprometimento com a terra. Começou sua trajetória profissional como comunicador em cooperativismo e técnico agrícola, atuando diretamente com produtores rurais. Ao longo dos anos, acumulou experiência em diferentes funções, como encarregado de posto de recebimento, subgerente, gerente de unidades, diretor comercial, diretor-geral e vice-presidente e diretor de operações, até chegar ao cargo de diretor-executivo, sempre com forte presença no setor de grãos, insumos, sementes, máquinas agrícolas, construção e pavimentação.
É economista pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí) e mestre em Ciência e Tecnologia da Produção de Sementes pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Com especializações em gerenciamento de negócios e agronegócios, também possui formação executiva pelas mais renomadas instituições de ensino de negócios no Brasil e no exterior, como Fundação Dom Cabral, Esalq/ USP, Insead (França) e FGV, onde concluiu a Formação C-Level.

“O futuro do negócio está na combinação entre tradição e inovação, desenvolvimento de pessoas, responsabilidade socioambiental e geração de valor sustentável.”
Sua atuação é marcada por visão estratégica, forte disciplina de execução, mentalidade de crescimento e espírito de dono. Como líder da SLC Máquinas, está à frente de uma jornada de transformação que busca posicionar a empresa como referência em soluções e excelência, combinando tecnologia de ponta, serviços de alta performance, digitalização e proximidade com o cliente como pilares centrais.
Anderson acredita que o futuro do negócio está na combinação entre tradição e inovação, desenvolvimento de pessoas, responsabilidade socioambiental e geração de valor sustentável. Sua gestão prioriza resultados consistentes, excelência no atendimento, fortalecimento da cultura organizacional, transformação digital e valorização das pessoas.

O pilar social a zelar pelas comunidades

Instituto SLC nasceu em 22 de novembro de 2019 como pilar social da SLC e com uma proposta clara: cuidar das pessoas e das comunidades onde a empresa atua. Ao longo da história de oito décadas, a dimensão social tem sido um dos focos da empresa e sempre teve a atenção especial de Zaira Logemann. Falecida em 2017, Zaira deixou um legado de atuação na filantropia como fonte inspiradora para a criação do Instituto.
Ao longo de sua história, a SLC promoveu uma série de ações externas, de doações pontuais e patrocínios de instituições sociais e eventos, mas sem uma política social unificada. Nascido como uma Organização da Sociedade Civil (OSC), sem fins lucrativos, o Instituto passou a centralizar todas as ações externas, fazendo a gestão do Investimento Social Privado. Entre 2019 e 2024, nos seus cinco primeiros anos de atuação, o Instituto SLC impactou mais de 220 mil pessoas e chegou de diferentes maneiras a todas as localidades onde atuam a SLC Agrícola e a SLC Máquinas. Foram cerca de R$ 27,7 milhões investidos em projetos eprogramas sociais. Os valores são destinados pela empresa à atuação social a partir dos resultados financeiros de suas operações ou por meio de participação em programas de incentivo fiscal dos governos.

Ao longo dos primeiros cinco anos de atuação, o Instituto SLC investiu cerca de R$ 27,7 milhões em projetos sociais
No final de 2024, a SLC publicou um balanço da atuação do Instituto, ao fechar seus primeiros cinco anos de atividade. No Relatório de Atividades 2024, a presidente do Instituto SLC, Ana Logemann, destacou:
“A educação permanece como o alicerce de nossa atuação, e acreditamos que é nela que reside, fundamentalmente, o poder de transformação social. Em 2024, o Programa Educando para a Vida impactou diretamente mais de 12 mil alunos de 147 escolas, um avanço que nos inspira a seguir expandindo o alcance da educação nos próximos anos. Novos programas, como o Semeando Sustentabilidade, trouxeram temas inovadores e reforçaram esse nosso compromisso. Nos próximos anos, a meta é levar esses programas a ainda mais escolas e alunos, sempre guiados pela missão de transformar realidades por meio do desenvolvimento social sustentável”.
INSTITUTO SLC

Em 2024, o programa Educando para a Vida impactou diretamente mais de 12 mil alunos de 147 escolas
Fomentar a educação e cuidar da sustentabilidade, dois importantes propósitos referidos no texto de Ana Logemann, faz parte do planejamento estratégico de atuação do Instituto SLC nos próximos anos. O plano tem por base a Teoria da Mudança e a ideia central de que para transformar realidades é preciso conhecê-las, o que dá nome ao projeto: Conhecer para Transformar.
O planejamento estratégico que definiu a atuação do Instituto foi dividido em três pilares. O primeiro diz respeito à educação, um valor que sempre esteve presente ao longo da história da família Logemann. Nesse pilar, são apoiadas escolas e educadores para o atendimento de crianças na educação infantil e séries iniciais. Esse é o momento em que o futuro adulto está se formando e, por isso, é importante que

tenha acesso a um ambiente saudável para lidar com o conhecimento que vai impactar sua vida. Um dos temas trabalhados é a educação socioambiental, tendo como exemplo o impacto da sustentabilidade nas comunidades onde a SLC atua.
O segundo pilar trata do fomento do trabalho voluntário, incentivando as equipes a integrar programas de voluntariado corporativo e desenvolver o senso de pertencimento. As ações estão centradas no Grupo de Ação Socioambiental (GAS), que foi criado em 2003 na SLC Agrícola e expandido nos anos seguintes para a SLC Máquinas. Em 2024, o GAS realizou 84 ações, beneficiando diretamente cerca de 8,8 mil pessoas.
Com uma estrutura descentralizada e mais de 40 comitês locais, o GAS está presente em todos os municípios onde a SLC opera, pos -
INSTITUTO SLC

As ações dos voluntários do Grupo de Ação Socioambiental (GAS) são direcionadas conforme as demandas de cada comunidade
sibilitando que as ações voluntárias sejam direcionadas conforme as necessidades de cada comunidade. As atividades do GAS são diversas e abrangem desde doações de brinquedos e agasalhos até visitas a creches e apoio a vítimas de desastres naturais. O envolvimento dos colaboradores cresceu, chegando a 698 voluntários cadastrados. O terceiro pilar prevê o desenvolvimento territorial por meio de ações que permitam aumentar o nível de conhecimento socioeconômico das comunidades onde a SLC atua. Cada um dos pilares conta com programas específicos que estabelecem as diretrizes de atuação junto aos públicos envolvidos com as ações.


Ao longo de suas atividades, o Instituto percebeu que não teria condições de apoiar todos, mas que tinha condições, sim, de fazer a diferença junto às comunidades onde está presente, ajudando-as nas transformações que proporcionam uma melhor qualidade de vida. Foi esse senso de compromisso social que levou o Instituto a promover ações pontuais para atuar em situações de crise. Durante a pandemia da Covid-19, nos anos 2020 e 2021, o Instituto, em parceria com a SLC Agrícola, atuou na ação humanitária SLC Agrícola Contra a Fome, que distribuiu 180 toneladas de alimentos nos municípios em que estão as fazendas da companhia. Em 2021, o Instituto também
INSTITUTO SLC

O apoio à educação infantil e às séries iniciais é um dos três pilares de atuação do Instituto SLC
apoiou, com aporte financeiro, compra de alimentos e itens de cestas básicas às vítimas das fortes chuvas que assolaram cidades da Bahia, deixando inúmeros desabrigados. Mais adiante, nas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul no final de 2023 e em maio de 2024, o Instituto mobilizou cerca de 500 colaboradores que, de forma voluntária, ajudaram famílias (de colaboradores ou não) atingidas pelas águas, além de fazer doações financeiras a entidades envolvidas nas ações assistenciais.
O patrocínio do Memorial da Evolução Agrícola (MEA), em Horizontina, cidade onde nasceu a SLC, integra as ações com foco cultural da SLC Agrícola, com a gestão do recurso realizada pelo Instituto SLC.


Elisabeth Logemann Vice-Presidente

CONSELHO DELIBERATIVO
CONSELHO FISCAL






O valor e a paixão de quem constrói a história

SLC sempre teve a convicção de que as pessoas, muito mais do que estrutura ou recursos, é que são as responsáveis pelo sucesso dessa jornada de 80 anos. As pessoas estão no centro do negócio. Essa crença, enraizada desde os primeiros anos da empresa, moldou uma cultura corporativa que valoriza a paixão pelo que faz, a ética, o relacionamento duradouro e resultados sustentáveis como pilares essenciais para a evolução contínua.
Os quatro valores consolidados da SLC orientam comportamentos, atitudes e decisões em todos os níveis da organização. São esses princípios que sustentam a longevidade da empresa e garantem uma atuação ética, responsável e comprometida com o futuro.
A valorização das pessoas sempre foi uma prática presente em todas as áreas da companhia. Já em 1974, a primeira edição da revista Gazeta Verde destacava que o progresso era fruto da contribuição coletiva:
“Foi possível evoluir porque todos colaboraram. A Assistência Técnica identificava problemas e trazia sugestões, sempre enriquecidas pela experiência dos lavoureiros. Na fábrica, todos ajudaram, e suas ideias e opiniões sempre foram ouvidas e consideradas. Só por isso crescemos”, reforçou Jorge Kruel, diretor industrial da SLC na época, em uma matéria da revista.

Muito mais do que estrutura ou recursos, as pessoas é que são responsáveis pelo sucesso da SLC

Em 1987, com a chegada de Jorge Luiz Logemann, a gestão de pessoas ganhou uma estrutura mais robusta e alinhada aos desafios da empresa. A criação formal da área de Recursos Humanos e a implementação de planejamentos estratégicos trouxeram mais profissionalismo à condução das operações, até então guiadas muito mais pelo instinto do que pela técnica.
Uma das consequências desse trabalho de valorização das pessoas surgiu em 1995, quando a até então Caixa de Previdência (Capre), criada nos primeiros anos da SLC para oferecer benefícios médicos para os colaboradores e suas famílias, foi transformada na Fundação SLC. Outro passo inovador foi a adoção do Programa de Participação nos Resultados (PPR), tornando a SLC uma das primeiras empresas do Rio Grande do Sul

A cultura de valorização das pessoas não é apenas discurso ou teoria, mas um pilar fundamental de atuação
a implementar esse modelo, reforçando o compromisso com metas e o reconhecimento do esforço coletivo.
Atualmente, a Fundação SLC e as áreas de RH da SLC Agrícola e SLC Máquinas oferecem ampla gama de benefícios, que vão além do plano de saúde e odontológico. Entre eles estão: reembolso de medicamentos, lentes oculares, auxílio-creche, vale-refeição e transporte, previdência privada, auxílio-educação e idiomas, aplicativos de telemedicina, qualidade de vida e saúde mental, entre outros.
Ao longo dos anos, a empresa consolidou uma cultura organizacional que reconhece o valor das pessoas como elemento central de sua
evolução: o Jeito de Ser SLC. É ele que orienta a conduta dos colaboradores em torno de um mesmo propósito. Com base nos quatro valores, ele incentiva a atuação com excelência, paixão, capricho e brilho no olhar.
Com ações estruturadas, a SLC valoriza as pessoas que fazem parte de sua história, oferecendo oportunidades de capacitação, desenvolvimento de carreira, qualidade de vida, segurança, além de promover diversidade e inclusão. Assim, mantém equipes motivadas e preparadas para vencer desafios.
O desafio contínuo é manter o alinhamento dessa cultura em todas as unidades, localizadas em diferentes regiões do país, de modo a preservá-la a cada novo colaborador e em cada nova fazenda ou loja incorporada.
Investir em pessoas é investir em transformação. Ao preparar seus colaboradores para atuarem com excelência, a empresa também os inspira a serem agentes de mudança em suas comunidades, ampliando o impacto positivo para além dos limites organizacionais.
Os resultados dos últimos anos demonstram que, mesmo diante dos desafios do setor, a SLC consolidou práticas que a tornaram referência no desenvolvimento de talentos e na criação de ambientes de trabalho seguros, eficientes e humanos. Aos 80 anos, a empresa colhe os frutos de uma trajetória marcada pela gestão operacional eficiente e pelo investimento contínuo na qualificação das pessoas.
A SLC Máquinas investe em programas de capacitação e treinamentos de alta performance para preparar suas equipes a lidar com tecnologias de ponta, garantindo conforto e segurança aos clientes. Já a SLC Agrícola aposta na formação desde a base, com escolas agrícolas, oferecendo oportunidades a jovens estagiários que podem se transformar em trainees, líderes e executivos. Em 2024, 78% das lideranças das

O Jeito de Ser SLC define propósitos e valores únicos para todos os que atuam nas unidades da SLC
unidades eram ocupadas por profissionais desenvolvidos internamente, que cumpriram toda a sua jornada de carreira desde a chegada à empresa em posições iniciais.
A gestão dos cerca de 6 mil colaboradores da SLC Agrícola – entre colaboradores fixos, safristas, aprendizes e estagiários – exige uma estrutura de RH presente em todas as unidades, sempre alinhada à área de RH da Matriz, localizada no Rio Grande do Sul. As fazendas contam com infraestrutura padronizada que assegura bem-estar e qualidade de vida, incluindo refeitórios, clubes sociais, academias, áreas de lazer infantil, hotéis e alojamentos.
Um dos grandes orgulhos da SLC Agrícola é o programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA), que oferece salas de aula e material didático para que colaboradores possam concluir o Ensino Fundamental

As companhias da SLC estão entre as Melhores Empresas para Trabalhar, segundo o ranking GPTW
e o Médio. Desde 2018, o EJA formou 473 colaboradores, até agosto de 2025. A formação é motivo de muito orgulho para a empresa e familiares.
O reconhecimento dessa trajetória veio com certificações importantes, como o ranking Great Place To Work, no qual a SLC Agrícola e a SLC Máquinas figuram entre as melhores empresas para trabalhar. Nesses rankings, a SLC Máquinas se destaca no ranking Brasil e Rio Grande do Sul, na categoria Médias Empresas. A SLC Agrícola também conquistou o ranking Agronegócio e Rio Grande do Sul, na categoria Grandes Empresas.
O cuidado com as pessoas sempre esteve presente desde o início da história da SLC – e continuará sendo prioridade nos próximos anos.
Confira algumas certificações e premiações das empresas:
500 Pessoas Mais Influentes da América Latina – Bloomberg Línea – Eduardo Logemann
SLC AGRÍCOLA
Great Place To Work (GPTW) – Brasil
Great Place To Work (GPTW) – Rio Grande do Sul
Great Place To Work (GPTW) – Agro
A Granja Total Agro (Categoria Produtor de Milho, Soja e Algodão) – Revista A Granja
Atlas Governance Awards – Digitalização da Governança - Capital Aberto
Ranking 100 Open Startups (10º lugar na Categoria Agronegócio) – 100 Open Startups
Melhores do ESG (Categoria Agronegócio, Alimentos e Bebidas) – Revista Exame
Troféu Transparência – Anefac
As Melhores da Dinheiro (Categoria Agronegócio) – Revista Isto É Dinheiro
Top Cidadania – ABRH-RS
Prêmio Planeta Campo (Categoria Agroindústria) – Canal Rural
Empresas Mais (Categoria Agricultura e Pecuária) – Estadão
Latin America Executive Team (Categoria Melhor CEO, Melhor CFO, Melhores profissionais de RI, Melhor equipe de RI, Melhor ESG, Melhor evento para investidores/analistas, Conselho de Administração) – Institutional Investor
Melhores do Agronegócio (Categoria Agropecuária) – Globo Rural
Prêmio Exportação (Categoria Agronegócio) – ADVB
Prêmio APIMEC IBRI – Top 5 dos Melhores Profissionais de RI – Alisandra Reis
Melhores e Maiores (Categoria Agronegócio) – Revista Exame
Prêmio MESC (Agro) – Instituto MESC | SLC SEMENTES
SLC MÁQUINAS
Great Place To Work (GPTW) – Agro
Great Place To Work (GPTW) – Rio Grande do Sul
Top Ser Humano – ABRH-RS
100 Best Fleets Brasil – 20º lugar – Instituto Parar
SLC PARTICIPAÇÕES
Valor 1000 (Categoria Agronegócio) - Valor Econômico
500 Maiores do Sul - Grupo Amanhã
500 Pessoas Mais Influentes da América Latina – Bloomberg Línea – Eduardo Logemann
SLC AGRÍCOLA
Great Place To Work (GPTW) – 9° Lugar – Rio Grande do Sul
Great Place To Work (GPTW) – 12° Lugar – Agro
Ranking 100 Open Startups (6º lugar na Categoria Agronegócio) – 100 Open Startups
Melhores do ESG (Categoria Agronegócio, Alimentos e Bebidas) – Revista Exame
Troféu Transparência – ANEFAC
Top Ser Humano (Categoria Organização) – ABRH-RS
Melhores do Agronegócio (Categoria Agropecuária) – Globo Rural
Prêmio Exportação (Categoria Agronegócio) – ADVB-RS
Prêmio APIMEC IBRI – Top 5 dos Melhores Profissionais de RI – Alisandra Reis
100 Mais Influentes – Veja Negócios
Forbes Agro 100 – Revista Forbes Brasil
Empresas Que Mais Crescem – Infomoney
Top Empregadoras – Geração Caldeira
Selo Mental Health – Great Place To Work (GPTW)
Selo Ouro GHG Protocol – Programa Brasileiro GHG Protocol
Selo de Feedback – Gupy
Prêmio MESC (Agro) – Instituto MESC | SLC SEMENTES
Selo Seedcare (Excelência em Tratamento de Sementes Industrial)
Syngenta – SLC Sementes
SLC MÁQUINAS
Great Place To Work (GPTW) – 6° Lugar – Agro
Great Place To Work (GPTW) – 10° Lugar – Rio Grande do Sul
Time CENsacional da Divisional 1 – 1° Lugar – John Deere
Melhores empresas para Profissionais de até 35 anos no Brasil – 21º lugar – Employers for Youth Brasil
Selo de Feedback – Gupy
SLC PARTICIPAÇÕES
500 Maiores do Sul – Grupo Amanhã
100 Maiores do Rio Grande do Sul – Grupo Amanhã
SLC AGRÍCOLA
Great Place To Work (GPTW) – Rio Grande do Sul
Great Place To Work (GPTW) – Agronegócio
Melhores do ESG – Revista Exame
Troféu Transparência – ANEFAC
Top Ser Humano – ABRH-RS
Melhores do Agronegócio – Globo Rural
9º Prêmio Fazenda Sustentável – Fazenda Pamplona – Globo Rural
53º Prêmio Exportação – ADVB-RS
Latin America Executive Team - Institutional Investor
100 Mais Influentes – Veja Negócios
Forbes Agro 100 – Revista Forbes Brasil
Empresas Que Mais Crescem – Infomoney
Selo Ouro GHG Protocol – Programa Brasileiro GHG Protocol
Selo de Feedback – Gupy
Prêmio MESC – Instituto MESC | SLC SEMENTES
Selo Seedcare – Syngenta – SLC Sementes
SLC MÁQUINAS
Great Place To Work (GPTW) – Rio Grande do Sul
Great Place To Work (GPTW) – Agronegócio
Great Place To Work (GPTW) – Brasil
Destaque Saúde Mental – Selo Mental Health – Great Place To Work (GPTW)
Top Ser Humano – ABRH-RS
Prêmio Mérito Top Ser Humano – ABRH-RS
SLC PARTICIPAÇÕES
500 Maiores do Sul – Grupo Amanhã
100 Maiores do Rio Grande do Sul – Grupo Amanhã
A publicação interna da SLC, que nasceu em 1974 no modelo jornal e com o nome de Gazeta 1000, é um importante canal de comunicação da empresa com seus colaboradores. Desde o ano 2000 ela se chama Gazeta Verde, e suas páginas já registraram importantes momentos da vida da companhia. Veja algumas das capas da Gazeta em suas cinco décadas de circulação.












































Inteligência e tecnologia a serviço da produtividade

















mpreender e inovar sempre andaram de mãos dadas na jornada de 80 anos da SLC. A união dessas duas práticas foi responsável por fazer com que a empresa, em diferentes momentos de sua história, encontrasse soluções pioneiras para oferecer ao mercado, atendendo às necessidades de seus clientes e impulsionando o crescimento do Grupo.
Quando recebeu terras do governo federal em pagamento a seu trabalho no início dos anos 1940, Frederico Logemann, fundador da SLC, vislumbrou que a área poderia ser transformada em lotes oferecidos aos colonos que chegavam para plantar na região Norte do Rio Grande do Sul. No momento em que o plantio começou a ganhar espaço, a recém-criada SLC disponibilizou ferramentas para melhorar o desempenho da mão de obra humana. Em seguida, ao perceber que o transporte e a manipulação do grão precisavam ser agilizados, a empresa passou a produzir trilhadeiras, dando início ao ciclo mecanizado da lavoura. No movimento seguinte, a etapa da colheita foi aprimorada com a produção das primeiras colheitadeiras brasileiras na década de 60, fruto do trabalho inovador da SLC.

O espírito de inovação faz parte da história da SLC e está presente hoje em todas as suas operações

Jorge Antônio Logemann, filho de Frederico, seguiu o mesmo caminho inovador no final da década de 70, quando estava no comando do Grupo: firmou uma parceria com a maior fabricante de maquinário agrícola do mundo, a John Deere, para aprimorar a tecnologia de sua fábrica em Horizontina. Nesse momento, também deu início a uma relação empresarial que seria decisiva para o futuro da SLC. Nos anos 80, quando começou a migrar em direção ao Cerrado brasileiro para plantar soja, milho e algodão, a SLC novamente inovou ao adaptar as técnicas da gestão da indústria, adquiridas com a parceria com os americanos, para a administração das fazendas que iam sendo incorporadas ao portfólio do Grupo.
Mais adiante, já com Eduardo Logemann, filho de Jorge Antônio, à frente do Grupo, a SLC Agrícola inovou ao ser a primeira empresa do setor
Tecnologia aplicada na agricultura: drone sobre área de pesquisa, na fazenda Planalto (MS)

a oferecer ações na bolsa de valores. Assim, como uma companhia mais robusta financeiramente, se firmou na tarefa de plantar na região central do Brasil. Com a chegada do mundo digital a partir dos anos 1990, os processos de inovação passaram a estar associados à tecnologia e ao aprimoramento de práticas, gestões e ferramentas dentro desse ambiente, e a SLC acompanhou esse ritmo.
Em 2015, quando a SLC completou 70 anos, a Fazenda Paiaguás (MT), da SLC Agrícola, servia de palco para três projetos pioneiros que prometiam impactar o setor agrícola, pois os resultados obtidos poderiam ser levados a outros locais. Um deles, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), fazia o monitoramento do
plantio com uso de satélite. Outro projeto usava sensores para detectar problemas nutricionais ou doenças nas plantas, a fim de que os tratamentos fossem direcionados apenas à porção da lavoura atingida. O terceiro aproveitava a tecnologia big data para colher dados das lavouras de milho e algodão e fazer recomendações do trato da plantação. Práticas que, nos anos seguintes, foram tornadas rotinas nas operações das unidades da SLC Agrícola.
Além de buscar inovar em ações de grande porte, como o estudo de questões que atingem extensas áreas de uma plantação, a SLC Agrícola também busca nos laboratórios de pesquisa existentes em todas as suas fazendas inovar em questões pontuais, que podem gerar um reflexo geral a partir da introdução de novas práticas nas operações do dia a dia, como a agricultura regenerativa. Surgida nos anos 80, a agricultura regenerativa é formada por um conjunto de técnicas de aplicação integrada com foco na restauração e na melhoria da saúde do solo, utilizando práticas como rotação de culturas, plantio direto, uso de cobertura vegetal, compostagem e outras técnicas que minimizam o revolvimento do solo e o uso de insumos químicos.
Processos de inovação pontuais seguiram tendo espaço na SLC Agrícola ao longo dos anos, fruto da visão de que inovar é estar preparado para os desafios futuros e antecipar as soluções. Em 2018, a empresa criou sua própria fábrica de software, a SLC Digital Labs, para enfrentar problemas específicos da rotina do campo e do agronegócio que não eram contemplados por soluções do mercado. No ano seguinte, criou o Centro de Inteligência Agrícola (CIA), formado por um grupo de colaboradores da área de Agricultura Digital, que passou a lidar com os resultados da tecnologia, como informações de imagens de satélite, apontamentos sobre pragas que geram um mapa de infestação de uma área

O Centro de Inteligência Agrícola (CIA) usa informações para monitorar as lavouras e buscar os melhores resultados
que exige uma intervenção ou desempenho de uma lavoura em relação ao clima de um determinado período, criando um grande banco de inteligência que passou a ser partilhado com todas as unidades gerenciadas pela empresa.
Como uma maneira de incentivar o convívio das equipes em um ambiente de inovação, organizar as diferentes práticas surgidas e densificar a cultura para que os ganhos desses processos se tornem perenes para o Grupo, em 2021 a SLC Agrícola criou a área de Inovação e Gestão da Estratégia, sob a liderança de Frederico Logemann, que assumiu como head da área de Inovação. Frederico é filho do vice-presidente da SLC, Jorge Luiz Logemann, e faz parte da quarta geração da família a ocupar cargo executivo na empresa.

As fazendas contam com laboratórios de pesquisa que buscam inovar em diversos aspectos do dia a dia da agricultura
Esse movimento estratégico de inovação da SLC foi materializado em 2022 com a criação do Horizonte SLC, frente de inovação da SLC Agrícola, que busca se conectar com os diferentes protagonistas desses processos, do ambiente interno da empresa aos ecossistemas externos que desenvolvem práticas inovadoras.
O nome Horizonte surgiu como um movimento de conexão do passado com o futuro. Horizonte remete à lembrança de Horizontina e ao acalento da cidade-berço da SLC. Horizonte também projeta uma visão dos dias que estão por vir, a linha para onde se olha quando se quer avançar em uma caminhada para fomentar o desenvolvimento de novos negócios que vão impactar o agro. INOVAÇÃO
O Horizonte SLC tem como missão estar conectado com o que há de mais moderno em tecnologias e processos, sendo um early-adopter de inovações por meio da seleção das melhores soluções externas e internas e de sua rápida implementação em todas as áreas e unidades que possam se beneficiar, visando tornar-se líder em eficiência operacional e valorizar e renovar o negócio no futuro. A inovação é organizada em quatro eixos estratégicos. O primeiro é voltado ao fortalecimento do intraempreendedorismo. Por meio do programa Ideias & Resultados, colaboradores de todas as unidades são mobilizados para acelerar a busca por eficiência operacional e disseminar a cultura de inovação e empreendedorismo. Para apoiar nessa frente, foi consolidado o programa interno de Multiplicadores da Inovação, que capacita colaboradores para atuarem como agentes de transformação, incentivando e apoiando a geração de ideias e oportunidades.
A segunda frente de inovação é representada pelo AgroX, um programa que promove a conexão com startups para resolver desafios internos das operações, áreas corporativas e comercial. O AgroX foi estruturado para identificar problemas recorrentes e questões ainda não solucionadas pelas equipes, que não encontram resposta na cadeia tradicional de fornecedores. Essas demandas são transformadas em desafios e encaminhadas ao ecossistema de inovação. As soluções propostas pelas startups são avaliadas conforme a realidade do negócio e, quando aprovadas, ganham escala para aplicação na companhia, fortalecendo a cultura de inovação aberta e colaborativa.
A SLC Ventures engloba a terceira e a quarta frente de inovação do Horizonte SLC. Busca criar opções que valorizem e renovem o negócio por meio de duas vertentes: Venture Capital, para investir na aquisição e parceria com startups focadas no mercado do agronegócio, e Venture Builder, para a aceleração de novos produtos, serviços e modelos de negócio. Desde 2021, quando foi criada, a SLC Ventures participa de cinco
novos negócios do ramo agrícola por meio de startups e ajudou a construir outros dois a partir do zero.
O Horizonte SLC é fruto de uma crença adquirida ao longo da trajetória e que se transformou em convicção para a SLC Agrícola: uma empresa que faz da produção de commodities o seu propósito só sobreviverá aos desafios de um mercado internacional cada vez mais competitivo e de um mundo em constantes transformações se investir na inovação. Produzir cada vez mais, gastar cada vez menos, entregar resul-

Uma convicção: o crescimento depende de um permanente estado de inquietação, em busca de fazer algo novo e melhor
tados cada vez mais sólidos nas dimensões financeira, social e ambiental depende de um permanente estado de inquietação na busca de fazer sempre algo novo, mais impactante. Principalmente quando envolve questões tecnológicas.
Desde sua origem, a agricultura começa com a semente na terra.
Isso segue igual. O que mudou, e cada vez mais vai mudar, é como o primeiro broto que surge do solo é recebido e tratado. Nos primórdios, era com o sentimento de esperança de uma colheita farta. Hoje, é com o espírito de inovação que vai se refletir na transformação da pequena planta em um grande resultado.

Desde 2016, a SLC promove uma cultura de inovação alinhada às principais tendências nacionais e internacionais, colocando a tecnologia no centro da estratégia de negócios. Como exemplo de foco na evolução contínua, podemos citar o Horizonte SLC, movimento de inovação da SLC Agrícola, criado em 2022 para estabelecer uma conexão com os diferentes protagonistas dos processos de inovação, desde o ambiente interno da empresa aos ecossistemas externos que desenvolvem práticas inovadoras. Abaixo, algumas frentes e programas do Horizonte SLC.
Criado em 2020, o Centro de Inteligência Agrícola (CIA) é um ambiente digital que integra sistemas de gestão, automação e ferramentas de agricultura de precisão, com o objetivo de otimizar a produção agrícola, tornando-a mais eficiente, econômica e sustentável.
Desde 2018, o SLC Digital Labs tem sido uma peça fundamental na jornada de inovação, atuando como o laboratório onde ideias ganham vida em forma de soluções tecnológicas exclusivas. O objetivo é desenvolver softwares personalizados que atendam às necessidades operacionais e estratégicas, aumentando a eficiência das operações nas fazendas e otimizando a gestão do negócio.
Todas as frentes são apoiadas pelo Comitê de Inovação, que prioriza soluções que geram impactos concretos no negócio e fortalecem a posição da empresa como pioneira e agente de mudança no agronegócio.

O Ideias & Resultados é a expressão do compromisso de valorizar e potencializar os talentos internos. O programa de intraempreendedorismo incentiva os colaboradores a apresentarem ideias inovadoras que contribuam para ampliar a eficiência operacional e fortalecer a cultura de inovação e empreendedorismo em toda a organização.

Criado em 2024, o programa incentiva a disseminação de práticas inovadoras e o fortalecimento da cultura da inovação entre as equipes da SLC. Elas são capacitadas para identificar propostas disruptivas e criar condições para que sejam colocadas em prática.
O AgroX é o programa que conecta a experiência da SLC no agronegócio à inovação trazida por startups. Desde 2019, essa parceria estratégica visa transformar desafios internos em oportunidades de evolução. As startups têm a chance de testar suas ideias em um ambiente corporativo de alta performance, permitindo o desenvolvimento conjunto de inovações, abrindo caminhos para que as startups se tornem parceiras ou fornecedoras da SLC.
O SLC Ventures é um programa de investimentos em startups. Tem como principal objetivo fomentar a inovação e explorar novos caminhos para o crescimento sustentável e estratégico do negócio. Com visão voltada para o futuro, esse programa permite o apoio e a participação de negócios inovadores que se alinham com as necessidades do agronegócio e ampliam as possibilidades de expansão e modernização da operação. O SLC Ventures está estruturado em duas áreas complementares: o Corporate Venture Capital (CVC), que envolve investimentos de risco em startups com o intuito de adquirir ou obter participação em empresas que apresentem soluções inovadoras, e o Venture Builder, que foca na aceleração de projetos internos. No Venture Builder, a SLC, em parceria com startups, desenvolve novos produtos, serviços e modelos de negócios.

Respeito ao meio ambiente, valorização dos recursos

oi em junho de 1972, em Estocolmo, na Suécia, que o conceito de sustentabilidade começou a ser definido pela Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente. Ali foi plantada uma semente, um alerta de que, nos anos futuros, o ser humano precisa tornar mais racional a sua relação com o meio ambiente.
Vinte anos depois, na Conferência sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento realizada no Rio de Janeiro, a ECO-92, esse conceito foi consolidado com um adendo à expressão “meio ambiente”. Foram acrescentadas as palavras “desenvolvimento sustentável”, dando um claro recado ao mundo: a partir daquele momento, toda a atividade econômica precisava ser realizada considerando a preservação dos recursos naturais do planeta.
Desde o ano 2000, a SLC colocou prioritariamente em suas mesas de trabalho as duas expressões que o mundo levou 20 anos para unir. Afinal de contas, nada é mais fundamental do que a consciência ambiental e o respeito aos recursos naturais para uma empresa que vive de seu relacionamento com os elementos básicos da natureza: a terra que recebe a semente, a água que garante o crescimento do grão e o clima que assegura o plantio e a colheita.

Consciência ambiental e respeito aos recursos naturais são valores inquestionáveis para a SLC

Na SLC Agrícola, a consciência ambiental se revela em muitos detalhes dentro das operações. Começa nos cuidados legais fundiários no momento da aquisição de áreas, passa pela transparência na coleta e no tratamento de dados do desempenho da terra e chega às reuniões rotineiras, quando a equipe analisa de forma transparente todas as informações. As conclusões desse círculo é que vão projetar os próximos passos do trabalho. Quando começou sua jornada rumo ao coração do Brasil, a SLC

Política de Desmatamento Zero: a SLC Agrícola preserva as áreas de vegetação nativa e não as utiliza para o plantio
buscou novas fronteiras em uma região que crescia para a agricultura, mas sem deixar de lado três premissas que surgiam dessa consciência: preservar as matas nativas, proteger os rios e estimular a biodiversidade, sempre de acordo com as regras e códigos ambientais.
Esses conceitos são expressos em ações bem definidas. Em agosto de 2021, a SLC Agrícola implantou a Política de Desmatamento Zero, que determina que nenhuma área de vegetação nativa será usada para a expansão das operações. Ao final de 2024, 112,7 mil hectares de áreas próprias locali-

zadas em Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Piauí e Maranhão
estavam protegidas. Isso representa 35,2% do total das áreas onde a empresa opera, superando os 20% exigidos para a preservação do bioma Cerrado.
A SLC Agrícola é certificada pelo padrão Regenagri (Agricultura Regenerativa), por programas como RTRS (Round Table on Responsible Soy), 2BSvs (Biomass Sustainability), 3S (Socially Sustainable Supply Chain), RenovaBio (Política Nacional de Biocombustíveis) e ISCC (International Sustainability and Carbon Certification) para soja e milho, além de ABR (Algodão Brasileiro Responsável) e BCI (Better Cotton Initiative) para algodão. Possui o Sistema de Gestão Integrado (SGI) com ISO 14001, ISO 45001 e NBR 16001, ISO 9001 para sementes e fazendas, garantindo excelência ambiental, social e de segurança.

A utilização de tecnologia de aplicação localizada reduziu em mais de 70% o uso de defensivos nas lavouras
Por meio de processos inovadores conduzidos internamente, a SLC Agrícola vem desenvolvendo ferramentas que impactam positivamente em sua relação com os recursos naturais. A utilização de tecnologia de aplicação localizada, com o apoio de sensores, por exemplo, reduziu em mais de 70% a aplicação de defensivos nas lavouras. Dados coletados no solo e nos mananciais hídricos proporcionaram a redução de 20%, em média, no consumo de água para irrigação.
Outro passo importante rumo à sustentabilidade foi a implantação em 2021 de um projeto-piloto de Economia Circular na Fazenda Pamplona (GO). O projeto trabalha com resíduos gerados nas unidades, compostos de matéria orgânica, que eram destinados a aterros dentro das próprias fazendas. A SLC Agrícola viu a oportunidade de aproveitar esse

composto orgânico e reintroduzi-lo como matéria-prima nas lavouras, para atuar como defensivo biológico, depois de um período de compostagem nas ecofábricas próprias instaladas nas fazendas. No primeiro ano, o índice de reciclagem dos resíduos da unidade saltou de 29% para 99%, e o aterro foi extinto na Pamplona. Até o final de 2030, deverá estar presente em todas as áreas administradas pela SLC Agrícola.
A gestão hídrica também faz parte da agenda de trabalho da SLC Agrícola. Cerca de 96% da área plantada depende do regime das chuvas, o que torna a tecnologia um importante aliado na gestão do clima nas

O uso da tecnologia na agricultura proporciona uma gestão mais sustentável e respeitosa dos recursos naturais
fazendas. Com o uso de pluviômetros digitais e estações meteorológicas são gerados mapas de precipitação e previsão para os dias seguintes, o que permite tomar decisões rápidas para dar início ao plantio ou à colheita, por exemplo, aproveitando ou evitando a chuva. Já a captação de água subterrânea ou superficial, utilizada nas rotinas de operação nas fazendas e na irrigação de cerca de 4% do plantio, ocorre com a autorização dos órgãos de controle ambiental e com a permanente avaliação de cenários de risco para as bacias hidrográficas em que estão situadas as fazendas.
O grande propósito que abriga todas essas ações é a convicção
dentro da SLC Agrícola de que o solo precisa ser cuidado e preservado. É da terra que nasce o valor que gera prosperidade para toda a cadeia produtiva – colaboradores, parceiros, fornecedores e acionistas – e que cumpre o propósito maior de levar alimento à mesa de pessoas em centenas de países. A produtividade na lavoura obedece a uma linha de tempo que precisa ser cuidada em todas as suas etapas: o grão é semeado, vira uma muda, cresce como uma planta, é colhido, é vendido como alimento e chega à mesa como sustento. Nessa jornada, produtividade e sustentabilidade devem estar integradas, para que o resultado seja um bom negócio para todos, com respeito ao meio ambiente.
Também a SLC Máquinas faz de sua relação com a sustentabilidade uma política a orientar toda a operação da rede de pontos de venda.
A empresa mantém um rígido programa de gestão de resíduos, principalmente envolvendo embalagens de lubrificantes utilizados nos maquinários. Mantém ainda um inventário de gases do Efeito Estufa (que precisam estar em equilíbrio a fim de evitar o aquecimento desmedido da atmosfera), para fazer com que o carbono gerado pelo consumo de combustível das máquinas seja compensado 100% com a participação em projetos sustentáveis certificados globalmente, como ações de reflorestamento ou uso de energia renovável.
Mas é a aplicação da tecnologia digital das máquinas comercializadas pela SLC que provoca um grande reflexo na sustentabilidade do planeta. Por meio da coleta de dados que chegam de diferentes tipos de sensores, o agricultor tem a possibilidade de monitorar as condições das plantas e do solo a ser usado, otimizar o uso de recursos, como água e fertilizantes, e tomar decisões sobre o plantio, a colheita e a gestão

É da terra que nasce o valor que gera prosperidade para toda a cadeia produtiva e leva alimento à mesa das pessoas
da fazenda com base em informações concretas. Esse processo impacta positivamente a sustentabilidade, ao permitir que os agricultores diminuam o desperdício de recursos, aumentem a eficiência, reduzam a emissão de gases de Efeito Estufa e melhorem a produtividade. A agricultura digital ajuda, ainda, a reduzir o uso de pesticidas e herbicidas, com impacto positivo no meio ambiente e para a saúde humana. Periodicamente, a SLC Máquinas oferece treinamentos e cursos com especialistas e demonstrações da tecnologia dos equipamentos, para que seus clientes estejam aptos a usar todos os recursos oferecidos e consigam alinhar produtividade com sustentabilidade.







































Em 2004, o mercado financeiro apresentou ao mundo um escopo mais amplo de sustentabilidade do que o criado em Estocolmo e firmado no Rio de Janeiro. O novo conceito foi adotado por uma rede de pesquisa ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), com o propósito de conscientizar o mercado sobre a importância dos investimentos em ESG. A ideia defende que a questão da sustentabilidade vai além do cuidado que as empresas precisam ter em sua relação com o meio ambiente, deve também considerar a solidez de sua governança interna e a qualidade da sua gestão social. São três práticas que precisam estar alinhadas para impactar positivamente o ambiente interno da empresa, gerando reflexos para a sociedade. Como sempre fez em momentos de transformação, a SLC colocou em pauta a agenda ESG, como forma de organizar estrategicamente suas operações, respeitando as melhores práticas de sustentabilidade. Nesse processo, foram estabelecidas cinco metas que deverão ser cumpridas até 2030 pela SLC Agrícola.

Colaboradores voluntários do programa Agroeduca, na Fazenda Pantanal (MS): o acesso à educação de qualidade é um dos Dez Princípios do Pacto Global da ONU
A primeira das metas determina que as operações das unidades devem ser neutras em emissões líquidas de carbono, nos escopos 1 e 2, com a ampliação de práticas de agricultura regenerativa e a proteção de áreas verdes e da biodiversidade. A segunda determina certificar todas as unidades no Sistema de Gestão Integrado (ISOs 14001, 45001 e 16001), que avalia boas práticas nas gestões ambiental, laboral e social. A terceira meta é formar todos os colaboradores no ensino fundamental. O quarto item prevê zerar o número de acidentes de trabalho que resultem no afastamento de colaboradores.
E a quinta meta foca na implantação do programa Semeando Susten-
tabilidade em todos os municípios brasileiros onde a SLC Agrícola atua.
O programa, mantido pelo Instituto SLC, incentiva a prática do ensino ambiental em escolas públicas e a criação de uma consciência coletiva da importância da boa relação com o meio ambiente.
Em paralelo a sua agenda interna, a SLC mantém uma atuação externa com foco em ações de sustentabilidade, reforçando o compromisso com as comunidades onde está inserida para, em esforço conjunto, buscar a manutenção de altos padrões de qualidade de vida no planeta. Esses compromissos levaram a SLC Agrícola a ser signatária desde 2015 do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) e a integrar o Grupo de Trabalho de Alimentos e Agricultura da Rede Brasileira do Pacto Global, voltado a discussões e propostas que contribuam para, entre outros objetivos, erradicar a fome no mundo. Os projetos da empresa também passaram a ser alinhados à Agenda 2030 da ONU, adotada em 2015 por 193 países e que almeja proteger o planeta e garantir a prosperidade para todos, promo-

A proteção de áreas verdes é uma das metas para a Agenda 2030 da ONU
vendo o acesso a água potável, alimentação, saúde e educação de qualidade, buscando a igualdade de gênero e estimulando o uso de energia limpa.

A SLC também se integrou aos Dez Princípios do Pacto Global e aos Princípios Empresariais para Alimentos e Agricultura (PEAA). Além disso, em 2024 aderiu ao Movimento Ambição Net Zero do Pacto Global
Esse movimento incentiva empresas brasileiras a estabelecer metas robustas para a redução de emissões de gases de efeito estufa, alinhadas às necessidades urgentes do planeta. Também em 2024, a empresa passou a ser signatária do Movimento Conexão Circular do Pacto Global. Ao aderir a essa iniciativa, há o compromisso em colaborar com o Pacto Global da ONU no Brasil e com as demais organizações participantes, no intuito de acelerar a criação de oportunidades e investimentos focados na transformação de modelos de negócios para a circularidade. O Conexão Circular busca promover a geração de capital econômico, natural e social, contribuindo para a redução efetiva de todas as formas de poluição.

Evolução constante e baseada em valores essenciais


futuro sempre esteve presente na SLC. Vislumbrá-lo com coragem e planejá-lo com cuidado foi decisivo para o crescimento da empresa ao longo de seus 80 anos. A criação da primeira trilhadeira, poucos anos depois da constituição da SLC, na década de 40, e a fabricação da primeira colheitadeira brasileira, nos anos 60, podem ser traduzidas como movimentos estratégicos – e visionários – em resposta a sinais de que o segmento agrícola iria crescer a partir da mecanização da lavoura.
Na década de 70, a parceria com a John Deere foi um passo inicial que se antecipou às profundas mudanças tecnológicas que, nos anos seguintes, impactariam as tarefas do campo. A volta à essência de plantar e colher os grãos da terra, na virada do século 21, também seguiu a lógica de antever que a produção e a venda de alimentos seriam fundamentais para a humanidade nos anos seguintes.
Quando criou o movimento de inovação Horizonte SLC, em 2022, o grupo apresentou um manifesto sobre a visão do futuro e sobre o que imagina que será o negócio nos anos que estão por vir, e manteve a rotina de pensar no futuro ainda no presente. Dividido em três pilares, o manifesto acena os caminhos que a empresa irá seguir.

O hábito de pensar no futuro quando se está ainda no presente faz parte do DNA da SLC desde suas origens
Primeiro, fazer mais com menos, apostando em um crescimento cada vez mais sólido no desempenho das operações. O segundo pilar é fazer coisas adjacentes ao que já faz no mercado agrícola, como a criação da SLC Sementes. Por fim, reservar recursos para se aventurar em negócios mais distantes e, nessa jornada, a maneira mais segura é buscar associações com startups que desenvolvem novas propostas de valor.
Essas premissas são seguidas pelos dois negócios da SLC. O crescimento da Inteligência Artificial regenerativa e a ampliação de sistemas que

Sistemas que permitem a conexão digital instantânea vão ditar o futuro: o trabalho no campo será menos braçal e mais digital

permitem a conexão digital instantânea vão ditar o futuro da SLC Agrícola e da SLC Máquinas. Há previsão de menos avanços na estrutura física do maquinário, em seu corpo, do que na tecnologia embarcada, a sua alma.
O trabalho no campo será cada vez menos braçal e cada vez mais digital.
Cada pedaço de terra plantado terá condições de gerar um conhecimento e formar um banco de dados que será transformado em inteligência estratégica para o plantio e a colheita do próximo quinhão de terra. Tudo gerenciado por máquinas que falam entre si e se conectam com um centro de controle, que receberá e processará os dados.
Nos seus planos de crescimento, a SLC Máquinas coloca como uma das prioridades oferecer ao mercado a constante atualização desses sistemas, por meio de treinamento para as equipes que atuam no campo e suporte para gestão de TI, entre outros serviços. Isso já está presente, por exemplo, no catálogo de vendas apresentado aos clientes pela John Deere no início de 2025. Pouco se fala em características físicas do ma-

A SLC Agrícola mira o melhor desempenho focando no crescimento do mercado internacional de commodities, principalmente no consumo da soja, grão do qual o Brasil é o maior produtor mundial. O relatório Projeções do Agronegócio Brasil, produzido pelo Ministério da Agricultura e da Pesca em 2023, informa que na safra 2023/24 o país colheu 169,6 milhões de toneNOSSO FUTURO
quinário, mas sim nas tecnologias aplicadas, com sistemas cada vez mais conectados, com o monitoramento completo sobre as soluções em gerenciamento agrícola, e de dados de desempenho, além de outras tecnologias de ponta que otimizam a performance das máquinas.

O crescimento do mercado internacional de commodities , em especial a soja, será uma das bases do futuro da SLC Agrícola
ladas. Para a safra 2032/33, a projeção é de que esse número seja de 186,7 milhões de toneladas, um crescimento de 20,6% em dez anos na produção do grão.Junto com a manutenção do plantio da soja, do algodão e do milho, além da pecuária, e alinhado ao pilar de investir em negócios adjacentes.
Até o momento, para ampliar sua área plantada, a intenção da SLC Agrícola é seguir investindo no arrendamento ou no formato de joint-venture. Há uma decisão estratégica da SLC de não mais comprar terras para o plantio, por ser um modelo de negócio que apresenta uma rentabilidade menor.

O grande projeto de futuro da SLC será a chegada, nos próximos anos, da quarta geração da família, a G4, ao comando da empresa, fruto de um trabalho de governança familiar que vem sendo feito entre os Logemann de forma clara e tranquila, marca do relacionamento entre os integrantes em todos os momentos decisivos da empresa. Um deles foi o falecimento de Jorge Antônio: o filho, Eduardo, assumiu como líder e teve apoio fundamental da mãe, Zaira, que uniu os irmãos em torno da continuidade do trabalho do pai. Todas essas decisões aconteceram tendo como base um ensinamento que muitas vezes ouviram nas reuniões de família: “Só existe um jeito de fazer as coisas: o jeito certo. Sem atalhos, sem jeitinho, sempre com respeito pelas pessoas”, costumava dizer o patriarca, reforçando um valor que foi passado para as gerações seguintes.

Os cinco irmãos integrantes da G3 (da esquerda para a direita): Jorge Luiz, Ana, Elisabeth, Marcelo e Eduardo
Outro momento decisivo, a venda da operação das fábricas em Horizontina para a John Deere em 1999, foi marcado por muita emoção e reflexão para os cinco irmãos. Afinal de contas, era preciso analisar bem a proposta de se desfazer do negócio criado pelo avô Frederico e engrandecido pela atuação do pai, Jorge Antônio. A decisão foi tomada a partir da liderança de Eduardo e Jorge Luiz, que com muita serenidade apresentaram os pontos positivos e negativos do negócio e, com segurança, uniram os demais irmãos em torno do que era o melhor para a família naquele momento.
A cada geração, a família Logemann amplia o número de seus integrantes. A G1 é formada por Frederico, o fundador, que teve apenas um filho, Jorge Antônio, integrante da G2. A G3 é composta por Eduardo, Jorge Luiz, Marcelo, Ana e Elisabeth, filhos de Jorge Antônio. A G4 mais do que dobra esse número: são 11 componentes, filhos dos cinco irmãos, todos
entre 21 e 49 anos quando a SLC completou 80 anos. No processo de governança que está sendo construído para o futuro, a ideia é que o Conselho de Administração da SLC Participações, holding que controla a SLC, passe a ter um representante de cada núcleo familiar da G3, e eles terão a responsabilidade de analisar e validar as grandes decisões estratégicas da SLC, enquanto caberá a um integrante da G4 liderar a operação.
A passagem do bastão da G3 para a G4 está sendo preparada de forma profissional com a ajuda de uma consultoria especializada. Periodicamente, os 11 primos se reúnem para discutir questões de governança, quando cada um tem a oportunidade de apresentar o ponto de vista de uma geração que enxerga o mundo com outro dinamismo em relação ao momento da fundação da SLC, quando os desafios eram outros. Os que atuam em mercados diferentes do ramo agrícola trazem ideias e boas práticas que podem colaborar com o processo de desenvolvimento da empresa do futuro. Nas conversas, algumas palavras do passado e do presente se repetem como caminhos a serem trilhados: pioneirismo, transparência, ética, valores familiares e união, dimensões humanas necessárias para dar seguimento a um legado de forma honrada. Os laços de afeto que unem os cinco irmãos da G3 servem de inspiração para que os 11 primos da G4 sigam atuando em harmonia, buscando encontrar as convergências pelo diálogo e pelo entendimento do que é melhor para os que, nos próximos anos, estarão à frente dos negócios, seja como executivos da empresa, como conselheiros ou como acionistas.
A união familiar, valor dos mais fortes para os Logemann e que está no centro da construção do futuro, é celebrada por pais e filhos em um momento especial que foi cultivado pela mãe e avó Zaira e que ao longo dos anos passou a ser apreciado por todos: os tradicionais encontros de

O porvir: quando a SLC completou 80 anos, em 14 de junho de 2025, a quinta geração dos Logemann, a G5, já somava 10 integrantes
domingo na casa da família no Delta do Jacuí. Nesse espaço que serve de refúgio, as conversas sobre negócios dão lugar a um show de talentos, com destaque para a apresentação de uma banda de música formada por alguns dos primos.
A sintonia musical serve como um símbolo da harmonia com que a quarta geração dos Logemann se prepara para os grandes desafios que esperam uma empresa de 80 anos que já é referência mundial na produção de commodities agrícolas. E a amparar a G4 estará uma família unida, comprometida com o desempenho dos negócios, o respeito às pessoas, a atenção à sustentabilidade e a preservação dos valores dos fundadores da SLC. Uma família unida por laços sólidos como um grande carvalho, símbolo de uma história que não termina: ela segue viva, enraizada no que foi e florescendo no que virá.


Integrantes da família Logemann reunidos durante as celebrações dos 80 anos da SLC, em junho de 2025
Contar uma história é reunir lembranças distribuídas em diferentes locais e de propriedade emocional de muitas pessoas.
Para contar a história dos 80 anos da SLC, foram fundamentais as lembranças dos irmãos Eduardo, Jorge Luiz, Marcelo, Ana e Elisabeth Logemann e de Airton Fleck, Álvaro Dilli, Anderson Strada, Aurélio Pavinato, Juliana Vencato e Frederico Logemann.
Alguns registros históricos também foram essenciais. São exemplos
os livros “Schneider Logemann 50 Anos” (L&PM Editores), “SLC 60 Anos
– A História” (L&PM Editores) e “Grupo SLC Ontem, Hoje, Amanhã – Perfil
Institucional 70 Anos” (Alma da Palavra), assim como as notícias de diferentes edições da revista Gazeta Verde e parte do material que integra o acervo do Memorial da Evolução Agrícola (Horizontina).
A todos, nosso muito obrigado. Vocês construíram essa história.

COORDENAÇÃO DO PROJETO
SLC Agrícola – Dienifer Martins, Ana Neri e Elio Bandeira www.slcagricola.com.br
CRIAÇÃO E EXECUÇÃO
Entrelinhas Conteúdo & Forma www.entrelinhas.inf.br
COORDENAÇÃO
EDITORIAL E EDIÇÃO GERAL
Milene Leal
PESQUISA, REPORTAGEM E REDAÇÃO
Alexandre Bach
REVISÃO
Flávio Dotti Cesa
DESIGN GRÁFICO
Luciane Trindade
CAPA
Comunicação SLC
Agrícola – Rodrigo Mello
FOTOGRAFIA
Arquivo SLC
IMPRESSÃO
Gráfica Coan

