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ENS - Carta Mensal 1965-10 - Especial - Suplemento

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SUPLEMENTO à Carta Mensal das Equipes de .Nossa Senhora OUTUBRO, 1965

Ap6s a Peregrínaç6o de Lourdes, as Equipes de Nossa Senhora realizaram em Roma um Encontro lntemaci<lnal de Estudos, no qual tomaram parte 36 cauis 3 sacerdotes, representando 14 países, inclusive o Brasil. · No dia 9 de junho foram ales recebidos pelo Santo Padre, ne grande audiência pública desse dia e, perante 15.000 pessoas, Sua Santidade dirigiu, em francês, as seguintes palavras às Equipes de Nossa Senhora: "Nous voucfrions acfresser un ulut tout spécial aux membrea des Equipes Notre-Dame qui, apres avoir participé au grand rusemblement de Jeur Mouvement à Lourde1, sont venu1 tenlr à Rome une session d'étude internationale. Vous n'êtes pa1 pour noue dee lnc~u1, cher1 Fll1.

Nous l


avons lu avec attention un exposé que le Fondateur de voa Equipes, le Chanoine Caffarel, Nous faisait remettre il y a quelquea mois, sur les problemes de la vie familiale, qu'il connait si bien. Et il n'y a pas si longtemps que vous étiex accueillis ici avec une particuliere cordialité par Notre regretté prédécesseur Jean XXIII. Les encouragements qu'il 1prodigua à votre Mouvement, Nous les ratifions de grand coeur, en y ajoutant les Nôtres. Car c'est une joie pour Nous, une joie pour I'Eglise, ele voir des époux généreux - et de plus en pllls nombreux, grâce à Dleu - découvrir et mettre en valeur les trésors du sacrement qui les a unis. Loin de voua effrayer, comme d'autres, devaat <lea exigencea d'indissolubilité- et de fécondité clu muia_ae. wétien, v.ous avex lU en dlscerner la grandeur et la beauté. Voua avex décidé d'y atre résolument fidellis, et, dana le cadre d'un Mouvement de apirltualité conjugale, vous vous efforcex de tenJire à la perfection de votre état. Magnifique programme, en vérih\, clont la miM en pratique dans les Pays déjá nombreux ou votre Mouvement est répandu, peut apporter une inall(préciable contribution à ce renouveau de I'Eglise qui est un des principaux buts du Conclle OEcuménique. Ainsi, dters Fils des Equipes Notre.Dame, poursuivex avec ardeur votre belle tâche. Retournex danr vos P.ays porter l'exemple rayonnant d'une vie conjugale de haute qualit~ spirituelle. Attir.ex d'autres foyers à votre noble idéal. Dites-leur que le Pape connait votrelilouvemcnt, qu'il l'encourage, et qu'il bénit paternellement aon Fondateur, ses dirigeants et tous ceux qui y allherent et tra• vaillent à le répandre". Damos a seguir a tradução deste importante documento que merece ser colocado ao lado do -discurso de Jooo XXII I, de maio

1959. "Gostaríamos de dirigir uma uu,da~ão muito particular aos membros das Equipes de 'Nossa Senhora que, depois de tereln par-

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ticipado da gt'atule concentra~ão do- Nu Movimento em Lourdw, vieram realizar em Roma uma sessão de eltudos internuional. Não soi.$ p.ara nós clesconb.eci.clos, qUIJ'idQJ Filhos. · Le.rno com um trabalho que o Fundador das vossas Equipes Nos transmitiu há poucos meses sôbre os problemas da vida familiar, que êl• conhece tão bem. E não há ainda muito tempo que o Nosso saudoso predece!sor, João XXIII, vos acolheu aqui com particular cordialidade. Os incitamentos que prodigalizou ao vosso Movimento, Nós os ratificamos de todo o cora~ão, juntando-lhe os 1-tossos . . aten~õo

Porque é uma alegria para Nó:s, uma alegria pu• a Igreja, ver qsposos generosos - e cada vez em maior número, gra~as a Deus descobrirem e valorizarem os tesouros do sacramento que os une. Longe de vo1 alo~rmardes, corno acontece com outros, perante as exigências da i~tdissolubilidade e da fecundidade elo matrii'IM\nio cristão, soubestes descobrir a tua magnitude e beleXI. ReiOIvestes ser.lhe resolutllfteftte fieis e, eftquadrados num Movimento de espiritualidade- conjugal, vos e.afo1~ai1 por tender para • perfeição do vosso estado. Programa magnífico, na verdade, cuja concretinção nos paisea já numerosos, onde o vosso Movimento se encontra espalhado, pode truer uma contribuição inestimável a essa renovação da lgrejw, que é. urna d s p~:iftcipais finalidades cfo Concilio Ecum6nico Assim, queridqs Filhos das Equipes de Nossa Se11hora, prossegui com ardor na realização da vossa magnífica rniuão. Voltai para os vossos Países e levai o exemplo irradiante de urna vida conjugal de alto nível espiritual. Atrai novos casais para o vosso nobre ideal. Dini-lh• que o Papa conhece o vosso Movimento, que o estimula, que aben~oa paternalmente o seu Fvn,dador, o.. seus dirigentes e todos aqueles que aderirem a êle e trabalhareno na tu.-, expa~tséio". As. palavras de Paulo VI merecem ser lidas e relidas, ap1ecia- · das no seu Significado profundo. Não vejamos nelas simplesmente"

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a aprovação do nosso Mov imento, mas um incentivo diri(Jido a cada um de nós. Assim o compreendeu o Centro Diretor que, alguns d1as depois enviava ao Santo Padre a carta cujo teor transcrevemos aba ixo. Também ela interessa a todos nós. Correspondendo à alta distinção dada ao Movimento, correspondendo particularmente ao in · sistente pedido do Santo Padre: "~ preciso que rezem por mim , façam com que os seus filhos também rezem", o Centro Diretor fez ao Santo Padre a promessa que consta dessa carta . Não se trata de mera fórmula de cortezia, mas de uma afirmação que a dire ção do Movimento julgou poder fazer em nome de todos os membros das Equipes. Durante a santa missa, por ocasião das orações que precedem imediatamente a Consagração, a Igreja nos convida a rezar pelo Santo Padre. Associemos a nossa prece e a de todos os nossos filhos a essa grande oração que se eleva todos os dias para Deus, por intenção daquele que é responsável pela Igreja . Eis os termos da carta : "Santo P1dre; Os quarenta casais das Equipes de Nossa Senhora que Vosu Santi.cfade se dignou receber em audiincia "a Basílica de São Pedro, no dia 9 de junho, cumprem o grato dever de vir apresentar-vos a expressão de sua g,.atidão. ~ com profunda emo~ão que ouviram as paiiYrlis tão afetuoau e encorajadoras que Vossa Santidade houve por bem dirigirlhes, assim como ao seu fun$1ador.

Estes incitamentos tão explícitos, tão paternais, tocaram-nos profundamente. Partem êles agora para seus quatorze pai~es, com renovado ardor, para dar testemunho daa grandezas do casamento ctlstão.

IV


Prometem a Vossa Sa11tidade que irão rell'lr e fanr com que seus filhos também rezem diàriamente, para que o Espírito Santo ampar.e e anime A.quêle sôbre quem repousa todo o pêso da Santa Igreja. Querem estar a serviço da Igreja, No ·seu esfôrço para serem cada ves mais fieis às exig~nciaa do casamento, são amparados pela esperança de verem surgir em seus lares, vocações· sacerdotais e virginais. Em nome de todos ds membros do Movimento, muito especialmente em nome dos quarenta casai1 que vieram a Roma, inclinamo-nos muito respeitosamente sob a benção do Papa, que veneramos como sucessor de Pedro e que amamo1 como nosso Pai". A audiê1tcia do Papa Eis como descreve esta audiência, um de seus participantes : Chegamos na entrada da Basílica de São Pedro. O nosso intradutor apresenta o "biglietto" graças ao qual somos encaminhados para os lugares que nos foram destinados. Qual não foi a nossa alegr ia ao verificar que somos nós os melhores colocados : as dez primeiras filas, em frente ao trono pontif:cio, nos tinham sido re servadas! Durante a hora de espera, a bas:lica vai se enchendo. Daqui e :lali ressoam cânticos, entoados por êste ou aquêle grupo. Ao meio dia os aplausos se fazem ouvir. O Papa acaba de entrar. Saúda e abençoa, à medida que avança. Dir-se-ia que conhece a todos. Senta-se no trono e, feito silêncio, dirige-se em italiano a cada uma das peregrinações presentes e à multidão dos peregrinos isolados. Em seguida, passa a falar em francês e pronuncia· o discurso que publicamos acima. Fala ainda em alemão, Inglês, espat'lhol •.. Levanta-se então e entoa a Credo que a multidão acompanha. Os resoonsóveis de cada grupo i"'1portante são-lhe então apre-

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sentados. Pelas Equip-es, é Côneao Caffarel acompanhado do casal Jo e Madeleine Mondésert que se dirigem junto do Santo Padr.:, Paulo VI diz-lhes com insistência: "~ preciso qiUI resem por mim; façam com que os seus filhos também resem"l Em seguida a multidão se dispersa ràpidamente, satisfeita por ter ouvido o Papa e recebido a sua benção. Nos dois ônibus que nos levam de volta, é intensa a alegria de todos.

MtiDANIÇA

D~ SECRETAR!~

DAS· EQUIPES

A Secretaria das Equipes de_ Noss.a Senhora acaba de mudarse par3 a Rua 13 de Maio n.0 1263, muito próximo à Avenida B.rigadeiro Luiz Antonio. Por muitQs anos as Equjpes tiveram a ~cre­ taria ·funcionando em dependências da residência do casal Moncau, graças à sua generosidade e como 4m magnífico exemplo de acolhimento. Por mercê de Deus, o nosso Movimento cresceu e se expandiu, exigindo a instalação de uma secretaria mais ampla, a fim de atender às reais necessidades das Equipes. Assim, estamos já instalados no citado enderêço, onde, além de outras acomodações, contamos também com uma sala. para receber os equipistas da Capital e de fora, podendo mesmo, numa emergência, hospedar um casal ou 4m padre assistente,

VI


Os caros amigos compreenderão que, consequentemente, teremos ma is alguns encargos financeiros que serão inevitóveis, para o que sol icitamos a proverbial generosidade de todos, relativamente às contribuições. Inútil dizer que a Secretaria aguarda a, visita dos casais equfpistas no novo enderêço. Depende de vocês que a nova sede venha a ser, além de um local de trabalho, um ponto de encontro e de confraternização dos membros de nosso Movimento, de seus Assistentes e amigos. O prédio onde JlOS achamos instalados, foi alugado conjuntamente com a A.D.C.E. (Associação dos Dirigentes Cristãos de Empreza). Os te lefones - · 34-1 888 e 34-7869 - servem aos dois Movimentos, bastando pedir a ligação para o RAMAL 8 .

Pe. Van Wynsberghe o.p.

Na manhã de 8 de setembro, Pe. Wynsberghe levantava vôo no aeroporto de Congonhas, rumo a Brasília, de onde deveria voltar par3 Bruxelas. Estivera perto de um mês no me io de nós. Ao despedirmonos dêle, t nhamos a impressão de que conhecíamos êste sacerdote hó muito, mu ito tempo. ,~ que nesta curta permanência, deixou uma soma marcante de ensinamentos, exercendo uma influência nítida sôbre todos os que com êle mantiveram contato, estimulando, afervorando, aprofundando e, particularmente, suscitando amizades.

VII


Numerosas reun1oes foram realizadas com Pe. Wynsberghe, seja com a E.C.I.R., seja pessoalmente com casais investidos de responsabilidades várias dentro do Movimento, ou ainda nos vários encontros gerais em que teve oportunidade de falar aos equipistas ou aos Assistentes. Teve ccasião de visitar as equipes de Campinas, Jaú, Baurú, Santos e Rio de Janeiro e conhecer assim vários ambientes diferentes onde se desenvolve o nosso Movimento e apreciar assim as suas peculiaridades. O ponto alto de sua atuação foi sem dúvida a direção espiritual da Sessão de Quadros realizada em Valinhos e na qual se encontraram, para quatro dias de estudos, os quadros superiores do Movimento no Brasil. · Pe. Wynsberghe teve a possibilidade de conhecer um pouco mais de perto as nossas caracter'sticas, o meio social, religioso, cul tural e político de nosso pa 's e, portanto, o ambiente dentro do qual as Equipes de Nossa Senhora são chamadas a exercer o seu papel, junto da família brasileira. ~ ele credor de nosso sincero reconhecimento, pela atuação que teve entre nós, pelo que nos deu, pelo incentivo de sua palavra e pela simpatia irradiante que cativou a todos nós e nos leva a esperar qL!e outras oportunidades nos sejam dadas de voltar a conter com Pe. Wynsberghe.

Sestõo de Quadros (2. 0 gráu) de Valinho1 "Dou-vos um mandamento novo: amai-vos uns aos outros como u voa tenho amado". Estas palavras do Evangelho de S. Jouo ( 13,34) que encabeçavam o programa distribuído para os quatro dias de estudos, sintetizam a gra111de linha diretriz do En contro de Vallnhos, onde, de 3 a 7 de setembro, se reuniram ::>s casais dirigentes de quase todos os Setores e Coodernações do Bra sil , lotando inteiramente a Casa das Missionárias de Jesus Cruc ificado .

VIII


O program• - Todos os dias, após a oração da manhã e meditação, na capela, o Rvmo. Pa. Van Wynsberghe pronunciava uma conferência de espiritualidade, subordinada llquele· tema geral. Pcde-se dizer que as quatro conferências pronunciadas pelo Assistente do Setor de Bruxelas, constituíram o ponto central do Encontro, ao redor do qual giraram tôdas as demais atividades. O amor de Deus para conosco - A nossa resposta ao amor de Deus - O amor aos outros - Como alimentar o amor - foram os t:tulos das quatro conferências de Pe . Wynsberghe. Inútil tentar resumir aqui tudo o que nos foi dito. Resta-nos a esperança de que o texto dessas conferêflci1's nos seja cedido pelo seu autor e possamos publicó-lo. Cada dia, port&rlto, um dos aspectos do mistério da ca ridade nos era apresentado. Depois de cada conferência um tempo bastante longo de reflexão, casal por casal, permitia rever a dois o que tinha sido ouvido e tomar notas para futuros esclarecimentos no Plenório da noite . Seguia-se a missa, ponto alto de tOdas as atividades litúrgica; programadas. Nos dois últimos dias, tivemos o privilégio de parti" cipar de miiSas concelebradas pelos 5 sacerdotes presentes, o que dó sem dúvida um cunho de grande solenidade à celebração da Santa Missa. Ap6s o almôço, tempo livre - pràticamente o único do dia - e, logo após, o que se convencionou chamar "reuniões de equi pe". Distribuídos em grupos de 1O a 12 pessoas (maridos e mulheres em grupos separados), sob a orientação de uma delas, procedia -se à troca de idéias sôbre a conferência da manhã. O que t inha sido posto em comum pelo casal logo depois da conferência era agora pôs to em comum, pràticamente, entre 1O a 1 2 casais. Depois, Grupos de Trabalho, para o debate .de assuntos dos mais atuais, relativos à vida das equipes. Foram assim anallsedos os secu intes pontos : Quais são os pritlcipais perigos que ameaçam

IX


as equpes? Como •podem ser prevenido e enfrentados? Por que, dentro da E.N.S., qualquer responsabilidade é considerada como um serviço de caridade? :Como podem as E.N.S. animar~ casais a participarem da "renovação" da Igreja e de sua maior "presença" no mundo? Logo a seguir. . . Bem . Um intervalo para "respirar" e tomar um cafesinho gostoso e, para aqueles que tinhéJm filhos, a pos-sibilidade de ficar com o coração nas mãos, vendo 16 embaixo, a barca repleta de crianças fazer evoluções pelo lago .. . E a campainha - por sinal que, de tanto badalar, quebrouse - nos chamava novamente para o primeiro Plenórío, no qual cada 'Responsóvel de Grupo de Trabalho, apresentava as conclu.sões de seu grupo. Verdade seja dita, o último tema foi o que mais animados debates suscitou, mostrando o grande interêsse de todos pelas conclusões do Concílio Ecumênico. Finalmente, depois do jantar, último Plenório sôbre a conferência da manhã, o que dava ensejo a Pe. Wynsberghe de desenvolver pontos jó ilbordados, dirimir controversias, esclarecer dúvidas. Uma cerimônia paralitúrgíca, na capela, encerrava o dia e dava in'cio a um tempo de silêncio que se prolongava até o dia seguinte aPós a missa . No 3.0 dia, uma "Hora Santa" nos ajudou a meditar diante do Santíssimo, sôbre os dois gratldes temas do Encontro : Deus nos ama - Amemo-nos uns aos outros. 05 quatro dias passaram rõpidamente. Dias de trabalho bastante intenso, com poucos momentos realmente livres, mas amenizados pelo bom humor de todos e pela maior vivacidade de alguns, ·_ particularmente na hora das refeições. Pa rte de um dos últimos Plenórios foi tomada pela expOSIÇOO fe ita por Pay<io e Marcelo, êle alguns episódios da peregrinação a Lourdes. Alguns profundamente .espirituais, outros !Pitorescos, come nê,i:. podia deixar de ~ conteée't , outrOi comoventes, como o fato que X


1 ..

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Marcelo nos contou, daquele equipista português, gravemente doente e que foi a Lourdes não tanto para obter o milagre da pr6pris cura, mas a graça da conversão de um grande amigo. Poucos dias depois , êste equipista falecia e aquele amigo reencontrava a fé perdida ! Pe . Wynsberghe sintetizou nos seguintes pensamentos tudo aquilo que nos tinha dito naqueles quatro dias. Transcrevemo-los aqui tal qual foram anotados, sem, talvez, a precisão dos termos, mas &penas dos pensamentos : 1 - Trata-se de viver sabendo que somos amados por Deu&; nós pessoalmente e o nosso lar. 2 - Trata- se de viver sabendo que devemos passar para os out ros, o amor com que somos amados. 3 Esta mensagem deve ser difundida. O fogo s6 se con serva propagando-se . Deixar que esta mensagem seja simplesmente adivinhada, graças ao nosso modo de viver, 4 No momento oportuno, partilhar o nosso segredo, a começar pelas equipes de que somos responsóvei-5.

Compromisso da Equipe n.0 3 de CAMPINAS Um dia de Recolhimento, a 21 de fevereiro, no Ginósio Dom Barreto, em Campinas, constituiu a preparação imediata para o comprom isso deS5a equipe. Perola e C:cero Wey Magalh6es, respons6veis do Setor local , em nome do Movimento, foram as testei'T\lllhas do ato, ao qual ta mbém compareceram numerosos casais das outras equipes locai~. Três conferêi')Cias de espiritualidade, pregadas pelo Rvmo. Pe. Celso Queiroz , prepararam os casais para uma tomada de consciência ma is viv11 do passo que iam dar. Durante a Santa Missa que encerrou o Recolh imento, logo ap6s o Evangelho, os casais pronunciaram perante o altar a f6rmula do compromisso que devia marcar a sua adesão definit iva às Equ ipes de Nossa Senhora.


Rogamos a Nossa Senhora Rainha do Mundo, padroeira da equipe recem-compromissada, que ampare e confirme os casais na sua resolução de fidelidade ao Movimento, como apoio na sua marcha ,para Deus.

Compromisso da Equipe n. 0 1 de S. JOSE' DO RIO PARDO Também esta equipe preparou com uma manhã de Recolhi menta, o seu compromisso solene, realizado no dia 23 de maio. Sua Excia . o Snr. Bispo de São João da Boa Vista, convidado pela equipe, não s6 compareceu ao ato, como também dirigiu a palavra aos casais, em duas conferências de espiritualidade, que antecederam a celebração da Santa Missa, também oficiada por Sua Excia . Na hora do Ofertório, os componentes da· equipe aproximaramse da mesa da comunhão e, sob a forma de um diólogo com o Responsóvel Regional, Orozimbo Loureiro Costa e, depois, com o Snr. Bispo, Dom Vaqueiro, formularam o seu compromisso, na presença também do Casal de Ligação, Nilian e Carlos Fernando Caleiro. Um "coral" muito bem preparado, deu maior brilhantismo à Missa, na qual estavam também presentes equipistas das cidades visinhas, de S5o João da Boa Vista, Vargem Grande, Guaxupé, Caconde, Casa Branca. O destaque dado pela equipe ao seu compromisso, é certamente o indício e a garantia da seried11de com que foi realizado. Nossa Senhora, seja sempre o apôio para a perseverança dos casais nos seus propósitos de fidelidade ao Movimento.

Compromiue da Equipe n.0 1 de TAUBATE' No domingo 13 de junho, a Equipe de Na . Sra. Mãe do Corpo Mfstico, n .0 1 de Taubaté, realizou a solenidade de seu Compromisso. Foi uma cerimônia "diferente", o que mostra bem a personalidade dessa equipe. Con5tou de três partes : a) renovação das

xn

-


promessas do casamento, precedida de leituras b blicas; bl C':>mpromisso propriamente dito, constando de uma exortação do Representar~te do Centro Diretor, Gérard Duchêne, de um diálogo entre o mesmo e os casais e de uma oração a Nossa Senhora; c) finalmente a Santa Missa, com bel"ssimos cânticos pela equipe. De tcda essa comovente cerim&1ia, o ponto alto foi o inspirad 'ssimo sermão do Assistente da equipe, Pe. Pedro Lopes, que mostrou o quanto, apesar de nossos bons propósitos, somos fracos c preci>amos a cada momento da graça de Deus. O Casal Responsável havia confeccionado bonitas pastinhas contendo o texto das leituras e do Com4;>romisso e os cânticos da Missa outra inovação bastante feliz. A seguir, todos se reuniram na casa de um dos equipist11s para um almôço muito alegre, em que o casal que representava o Movimento e que fôra o Piloto da equipe, o Casal de Ligação e uma antiga equipista que ora se encontra em São Paulo (na equipe dos dois já citados!) puderam "matar as saudades" à vontade. Depois do almoço, reuniu-se a Equipe de Coordenação, "sessão de Taubaté", em torno do Regional, numa demonstração patente de entusiasmo e dedicação ao Movimento enquanto os demais cantavam ao som de um violão ... Que Na . Sra . Mãe do Corpo M 'stico guarde seus casais, para que possam ser membros sempre mais operosos desse Corpo e que Cristo, a Cabeça fecunde o seu apostolado. A celehraçõo da Missa, na reunião de Equipe

Com a indispensável autorização do Sm. Bispo local, algumas equipes de Campinas iniciam a reuni ã o mensal com a celebração da Santa. Missa, na própria residência do casal que recebe . Este privilégio de que gozam as equipes de Campinas, merece um comentário.

XIII


Se vocês leram e estudaram a conferência do Cônego Caffarel "A ECCLESIA", compreenderam também que a nosa reL.'nião mensal pode ser uma reunião como qualquer outra, ou pode assumir uma importância excepcional e um significado profundamente espiritual, passando a ser então uma pequena Assembléia Cristã, uma célula viva da grande Igreja, uma pequena "Ecclesia". Para isto, é preciso que os casais considerem a reun1ao de Equipe, como sendo uma convocação ·do próprio Cristo, convocação à qual atendem colocalhdo-a em primeiro lugar dentre todas as suas ocupações e rompendo com estas para responder com solicitude "presente". Para isto é preciso que se reunam em nome de Cristo e tenham uma fé viva na Sua presença no meio dêles: "Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, Eu estarei no meio dêles" . Para isto é preciso que os anime um profundo esp'rito de fraternidade cristã e que esta caridade seja realmente o v'nculo e a razão de ser de sua Ull"lião nessa reunião . Para isto é preciso estar atento à voz de Cristo, decididos a responder sem tergiversações às Suas inspirações e il preciso, fi nalmente, que os corações todos pulsem ao ritmo da grande Igrej a e que nessa pequena Ecclesia a Alma da grande Igreja vibre em un 'ssono. Então a reunião da Equipe reunir6 tôdas as condições para ser uma pequena mas autêntica Assemblilia cristã , uma pequena mas verdadeira cillula da Igreja, uma pequena Ecclesia . E n ela Cristo pode se tornar misteriosamente presente - - "onde do is ou três estiverem reunidos em meu nome ... " - mas pode tambilm se tornar sacramentalmente presente, pela celebração do Sagrado Mistilrio da Santa Missa. ~ o privililgio que foi dado õs equipes de Campinas, sempre que os casais da equipe comprenderem a seriedade e o profundo significado m:stico de sua reunião mensal .

XIV


ORAÇÃO para o Dever de Sentar-H Transcrevemos a seguir o texto de uma oração que nos foi comunicada por uma equipe do Interior de São Paulo e composta pelo seu Assistente. Poderá ajudar muitos daqueles que têm dif•culdade em realizar o "Dever de Smtar-se" a colocá-lo mais decididamente sob as vistas e a inspiração do Senhor.

"O' Senhor, que dissestes "onde dois ou mais se reunirem em meu Nome estarei dentre êles", - nós Vos pedimos que vos digneis de participar dêste nosso encontro para, sob a Vossa inspiração e guia, podermos realizar o sagrado dever de examinar conjuntamente as nossas consciências e procurar melhor entendimento em nossa vida conjugal e em nossa fam 'lia . Iluminai a nossa inteligência com as luzes do Esp:rito Santo, para que possamos nos compreender melhor. Dai aos nossos corações humildade e sinceridade, para reconhecer as nossas falhas e imperfeições. Fazei com que experimentemos neste instante, as graças do Sacramento do Matrimônio, agindo com bondade e amor, lealdade e toie~ncia . . Abençoai êste encontro, auxiliando-nos a sair dêle fortalecidos em nossa união e em nossa fé" .

XV


DEUS CHAMOU A SI Beatris Pires de Campos Auler entregou a alma a Deus no dia 24

de outubro último. Beatriz integrava, juntamente com seu maridO José Luiz, a Equipe S de Jaú, desde a sua fundação, en; 1961. Foram seus responsáveis no ano de 1964. Deixa 3 filhos . Com a IgreJa, -no ritual das exéquias, implor~mos : "Ao Paraíso te conduzam os anjos e à tua chegada recebam-te os mártires e te conduza m à Cidade Santa de Jerusalém". Pedindo instantemente as orações dos equipistas, apresentamos a José Luiz, os nossos mais sinceros votos de pezar.

EQUIPES ADMITIDAS Austrália Áustria

Melbourne 7 . Viena 4.

Anvers 22, 23, Beauraing 1, Braine-I'AIIeud 4, Brai ne-le-Château 1, Bruxelas 109, 11 O, Charleroi 20, Gand 9, Liege, 62, 66.

Bélgica

Brasil XVI

Araçatuba 4, Curitiba 13. Jundiai 2, São Carlos 5.


Laurentides 2., 3, 4, Mol'ltréal 17.

Canadá -

Espanha - Barcelona 79, 80, 81 , 82, Bilbao 1, Eléne 1, Estella 2, Gerona 8, 9, Madrid 16, 17, Rubi 1, Sabadell 3, San Feliu Llobregat 2, Tudela 1, 2, Valença 14, 15, 16, 17, 18 . Estados Unidos -

Washington 3, 4.

Fran~a

- Agen 2, Alençon 4, Amiens 8, Besançon 3, Boissisele-Roi 1, Bordeus 20, Boulogne-sur-Seine 4, Bourg 2, Brest 8 , 9, Caen 1O, Cnerbourg 4, Colmar 3, Cnennevieres 1, Combs-la-Ville 1, Dijon 7, 8, Grenoble 24, Hesdin 1, La Rocnelle 2 , Lessines 1, Lille 21, Lorient 5, Maroeii-Ay 1, Marseille 25, 26, Massy 4, Meulan 1, Nancy 14, Nangis l, Nantes 23 , 24, Obernai 1, Paris 104, 105, Péeage-de-Roussillon 1, Pontivy 2, Rennes 12, Ris-Orangis 1, Romorantin 1, Rouen 17, 18, Saintes 2, Saint-Malo 2, Salon 4, Saumur 4 , Strasbourg 7, St-Rapnael 1, Sees 1, Vannes 1O.

Cuadalupe -

Basse-Terre 1 .

Ilha Mauricia Itália -

Mauricia 31.

Turim 9 , 1O, 11, Varese 1, 2.

Portugal -

Ooimbra 11.

EQUIPES COMPROMISSADAS Alemanha Austrália Austria -

Mulneim 1. Melbourne 1 . Viena 3.

Bt\Jglca Anvers 17, Egnezee 1, Huy 4, Liege 42, 46, 47, St-Trond 1.

XVII


Brasil -

Campinas 3,

5ao 'José

do ' Rio Pardo · 1, Taub.até. 1:

Colomltia - . Bogotá 2.. Espanha -

Barcelona 11 , 41 , Sevilha 5 .

Estados Unidos -

Boston 2.

Franca - Alençon 3, Arles 1, Bordeus 16, 17, Boulogne-surSeine 3, Cachan 1, 2, Compiegne 3 , Douai 2 , Doullens 2 , Dreux 3, Grenoble 17, Lille 9, '17, Lyon 15, 19, Metz 7, Neuilly 5, Paris 87 , 88 , Rouffach 1, Saint-Germain 5, SaintRaphael 1, Sélestat 3 , Thiais 1, Toulon 6 , Troyes 13, Ville momble 3 . Itália Portugal -

Turim 3 Coimbra 6 .

AS EQUIPES DO BRASIL ADMITIDAS, SÃO AS SEGUINTES: Araçatuba 4 Equipe N. S. das Fam :Pas Assistente : Pe. Mario Pellatiero C. Respons.: Inês e Oswaldo Ribeiro de Mora.is Curitiba 13 Equipe N. S. do Perpétuo Socorro Assistente : Pe. José Maimone C. Respons. : Mercedes e Leoncio Artigas Jun.diaí 2 - Equipe N. S. Auxiliadora Assistente : Pe. Aurelio Tafarel C. Respons.: lladia e Silvio Roberto Correa Araujo São Carloa 5 - Equipe N. S. do Carmo Assistente_: Pe. Antonio Desau C. Respons. : Neide e Ayrton Leopoldino

XVIU


DEUS

CH~MOU

A SI

•

Monique Colineau, de Paris 5 (França), mãe de 11 filhos, dos quais 1 padre. Monique e Jean entraram nas Equipes em 1941 , logo no in:cio do Movimento e exerceram nele várias ~esponsabilidades . Falecioa a 27 de março. Gille• de Brossarcf, de Le Mans 2 (França) , a 2 de maio. Robert Brousse, de Mauricia 19, assassií"lado na llh'l Mauric:ia em maio.

ORDE~AÇóES

SACERDOTAIS

Jean-Ciaude Ponette, ordenado padre a 25 de junho, filho ele Oswald e Claire, da equipe Nivelles 1 (Bélgica). Domingos Roland, ordenado padre da diocese de Paris, a, 26 de junho. filho de Jacques (falecido) e Andrée Rolan, da equipe Paris 40.

PROFISSÃO RELIGIOSA Monique Groues, filha de Líon e Helene Groues, da equipe Casablanca (Marrocos) . Marie-Odile Delignon, filha de Jean e Madeleine, da equipe Dinan (França), admltic:UI no Carmelo de Brest-Kerhuon, a 23 de maio.

XIX


t'ALE~DÃRIO

Outubro 30 -

Novembro 2 -

Sessão de Quadros de 1. 0 gráu ,-

Dezembro 1

em S. José dos Campos

Em Ribeirão Preto, confraternização, em preparação à festa de Natal.

RETIROS

Out. ~

29

- Nov.

2 - Valinhos:

Exerc

CIOS

para um Mundo

Melhor Novembro

19 - 21

Novembro

26

- 28

Valinhos:

Pr~ gador,

Pe. Maric Z uqueto

Barueri : Pregador, Frei Bernardo Ca tã o O.P.


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