


![]()




Presidente do CDLRio e do SindilojasRio
Jornada menor, produtividade estagnada: um risco para o comércio
O fim da escala 6x1 ganhou força no Congresso, mais sensível a pautas de apelo social, com a proximidade das eleições. No entanto, ao se analisar o tema com base em dados e evidências, o que emerge é um cenário que exige cautela, especialmente para um país que ainda convive com baixa produtividade e profundas desigualdades estruturais.
O Brasil registra um crescimento médio de produtividade inferior a 0,5% ao ano na última década, bem abaixo do observado em economias desenvolvidas, segundo o FGV-IBRE e outras instituições. Esse dado é central para a análise. Reduzir a jornada mantendo os mesmos salários implica em aumento do custo por hora trabalhada. Se não houver ganhos equivalentes de eficiência, a conta não fechará. Como resume o economista José Pastore, “ganhos de produtividade não ocorrem de forma imediata” e dependem de fatores como qualificação, tecnologia e gestão, não de imposições legais.
A experiência internacional reforça esse ponto. Segundo Pastore, a redução de jornadas, quando ocorre, é fruto de negociação coletiva e adaptação setorial, não de mudanças uniformes na Constituição. Ignorar essas diferenças pode gerar distorções graves, sobretudo em setores intensivos em mão de obra.
Estimativas apontam que a diminuição da jornada poderá elevar custos operacionais em até 20% para as empresas, pressionando preços e reduzindo a competitividade. Outros estudos indicam possíveis efeitos negativos sobre o PIB e o emprego, caso não haja contrapartida em produtividade. Em um país que ainda busca consolidar sua recuperação econômica, esse risco não pode ser negligenciado.
Quando se traz essa discussão para o comércio, especialmente o varejo, os desafios se tornam ainda mais evidentes. Trata-se de um setor que opera com margens estreitas, alta rotatividade e forte dependência de mão de obra presencial. No caso do Rio de Janeiro, o cenário é ainda mais delicado. O comércio local segue impactado pelas sucessivas crises políticas e financeiras do estado, pela retração econômica e pelos efeitos profundos da pandemia, dos quais não se recuperou plenamente.
Para as micro e pequenas empresas, que representam a maioria do varejo fluminense, uma mudança abrupta na jornada pode significar aumento de custos sem capacidade de repasse ao consumidor, este também pressionado pelo alto custo de vida. Na prática, isso pode levar à redução de quadros, à informalidade ou até ao fechamento de negócios.
É indubitável a legitimidade do debate sobre qualidade de vida e condições de trabalho. Mas, soluções sustentáveis exigem diagnóstico correto. O verdadeiro nó da economia brasileira não está na quantidade de horas trabalhadas, mas na baixa produtividade. Sem enfrentá-lo, qualquer tentativa de redução generalizada da jornada corre o risco de produzir efeitos contrários aos desejados.
O caminho mais responsável passa pela valorização da negociação entre empregadores e trabalhadores, respeitando as especificidades de cada setor. E passa, também, pelo estímulo à qualificação profissional e à modernização das empresas, que certamente se refletirá em maior produtividade. Fora disso, há mais incertezas do que soluções.
Publicado no site Diário do Rio, em 1º de junho de 2026.
Estimando alta nas vendas de até 2,5%, o comércio do Rio está preparado para oferecer produtos e kits diferenciados para a data, com o melhor atendimento e as melhores condições de pagamento.

A gestão dos riscos psicossociais agora é obrigatória. Saiba como adequar sua empresa à nova regulamentação.

Procura por roupas, acessórios, decoração e outros itens, além de aparelhos de tv, agita o comércio carioca, que espera vendas maiores, à medida que o Brasil avançar no torneio.

Diretoria do SindilojasRio
Presidente
Aldo Carlos de Moura Gonçalves
Vice-Presidente: Roberto Cury
Vice-Presidente de Relações Institucionais: Julio Moysés Ezagui
Vice-Presidente de Administração: Salomon Mordokh Dassa
Vice-Presidente de Finanças: Gilberto de Araújo Motta
Vice-Presidente de Patrimônio: Joel Georges Elias Mansour
Vice-Presidente de Marketing:
Juedir Viana Teixeira
Vice-Presidente de Associativismo: Pedro Eugênio Moreira Conti
Vice-Presidente de Produtos e Serviços
Henrique André Real Barboza
Diretoria do CDLRio
Presidente
Aldo Carlos de Moura Gonçalves O Lojista:
Conselho de Redação
SindilojasRio: Juedir Teixeira Andréa Mury
CDLRio: Jorge Carlos Pereira Lúcio Ricardo Rogério Muzy
Editor Responsável: Igor Monteiro Quintaes (MTE nº 31504/RJ)
Redação: Igor Monteiro Quintaes Andréa Mury
Secretário e Designer Gráfico: Eduardo Farias
Revisão: Andréa Mury
Publicidade: (21) 2217-5000 Ramais 202 e 273


Publicação bimestral do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro – SindilojasRio e do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro – CDLRio
Versão on-line: www.cdlrio.com.br e www.sindlojas.rio

O combate à criminalidade e à desordem urbana como caminhos para fortalecer o ambiente de negócios e devolver a segurança à população foram os principais temas da palestra realizada pelo SindilojasRio e pelo CDLRio, no auditório do sindicato, no Centro do Rio.
O encontro reuniu empresários e representantes de diversas instituições, como a Firjan e a OAB, entre outras, para discutir soluções voltadas à melhoria da segurança pública no estado.
Conduzida pelo deputado estadual Márcio Gualberto, presidente da Comissão de Segurança Pública e Assuntos de Polícia da ALERJ, a apresentação abordou a política de Tolerância Zero, baseada na aplicação rigorosa da lei e no enfrentamento das pequenas infrações como forma de prevenir crimes mais graves.
Durante sua exposição, o parlamentar destacou a relação direta entre desordem urbana e violência. “Não existe combate eficaz ao crime sem o enfrentamento das pequenas infrações do dia a dia”, afirmou. Ele também defendeu o fortalecimento das forças de segurança e a valorização
dos profissionais da área: “Não há política de segurança que funcione sem respeito e apoio a quem está na linha de frente”.
Na abertura do evento, realizado em 10 de abril, o presidente do SindilojasRio e do CDLRio, Aldo Gonçalves, ressaltou os impactos da insegurança sobre o comércio e a vida urbana.
“Combater a criminalidade e enfrentar a desordem urbana é vital para devolvermos as ruas aos cidadãos, aos trabalhadores e aos empreendedores”, destacou.
Ele também reconheceu a atuação do deputado, ressaltando seu compromisso com a legalidade, o fortalecimento das instituições e a valorização dos profissionais de segurança pública.
O evento integra uma série de encontros promovidos pelo SindilojasRio e pelo CDLRio com o objetivo de ampliar o diálogo sobre temas estratégicos e contribuir para a construção de um ambiente mais seguro e favorável ao desenvolvimento econômico.

O 41º Congresso Nacional de Sindicatos Empresariais (CNSE) reuniu lideranças sindicais, especialistas e representantes do comércio de todo o País entre os dias 27 e 29 de maio, no Pavilhão da Vila Germânica, em Blumenau (SC). Com o tema “Tradição e Inovação por um Futuro Sustentável”, o evento abrangeu debates sobre inovação, relações de trabalho, segurança jurídica, inteligência artificial, tributação e fortalecimento da representação sindical.
Palestras, painéis e comissões técnicas proporcionaram a troca de experiências e a construção de estratégias focadas no fortalecimento das entidades representativas do comércio para enfrentar os desafios contemporâneos dos setores empresarial e sindical.
Entre os destaques da programação estiveram as palestras do especialista em inovação e tecnologia Silvio Meira, que abordou “O empresário e o comércio de bens e serviços em uma sociedade da tecnologia e da inteligência artificial”; da empresária Sônia Hess, com o tema “Empreendedorismo feminino: liderança, estratégia e construção de um case de sucesso”; e do economista Bernard Appy, um dos principais arquitetos da Reforma Tributária no Brasil, que apresentou o painel “Reforma Tributária na prática”.
Também foram apresentados painéis técnicos sobre tributação sindical, comércio eletrônico, vendas em plataformas digitais e importação de produtos.
O SindilojasRio participou ativamente da programação do 41º CNSE em diferentes frentes técnicas e institucionais.
O presidente da entidade, Aldo Gonçalves, integrou a Comissão Técnica 3, que discutiu o tema “Relacionamento dos sindicatos com as bases”.
Ele apresentou ações desenvolvidas pelo SindilojasRio em prol do comércio do Rio, destacando iniciativas pioneiras voltadas aos lojistas associados e representados pelo sindicato.
A gerente Jurídica do SindilojasRio, Elizabeth Guimarães Pereira, foi uma das debatedoras do painel ‘Negociação Coletiva e Segurança Jurídica’, que teve como expositor o desembargador Francisco Rossal de Araújo e abordou temas ligados às relações sindicais, segurança jurídica nas negociações coletivas e os desafios das entidades patronais diante das constantes mudanças legislativas e econômicas.
O painel que reuniu assessores de Comunicação e executivos sindicais foi conduzido pelo coordenador de Comunicação do SindilojasRio, Igor Quintaes. Profissionais da área de comunicação sindical compartilharam práticas de sucesso, experiências institucionais, estratégias de marketing, produção de conteúdo, assessoria de imprensa e iniciativas voltadas ao fortalecimento da imagem das entidades junto às suas bases representadas.
A delegação do SindilojasRio contou ainda com a participação dos gerentes Comercial e de Tecnologia da Informação, José Carlos Pereira Filho e Luiz Roif, respectivamente, além dos demais representantes da entidade presentes ao evento.
O congresso proporcionou um ambiente de troca de experiências e integração entre representantes sindicais de diversas regiões do País, reforçando a importância do fortalecimento institucional das entidades empresariais diante dos desafios do setor.

CDLRio reforça importância do associativismo.
O CDLRio realizou a primeira edição do almoço da Rede Parceira RJ, reuiu dirigentes de importantes entidades empresariais de diferentes municípios fluminenses. O encontro aconteceu na sede da entidade, no Centro do Rio, no dia 28 de abril, e teve como proposta fortalecer o relacionamento entre as organizações participantes, ampliar o diálogo institucional e estimular a construção conjunta de oportunidades em favor da economia fluminense.
Conduzido pelo presidente do CDLRio, Aldo Gonçalves, o almoço foi marcado por networking, troca de experiências e reflexões sobre a importância da atuação integrada entre as entidades empresariais. A iniciativa nasceu com o objetivo de aproximar lideranças e consolidar uma rede de colaboração cada vez mais estratégica para o desenvolvimento econômico e social dos municípios do estado. Durante o encontro, ele destacou a relevância histórica e institucional dessa articulação.
“A história da parceria entre o CDLRio e as entidades empresariais do estado do Rio de Janeiro é construída sobre valores sólidos: confiança,
inovação e responsabilidade. Juntos, atuamos em prol do crescimento econômico e social dos municípios fluminenses. Essa rede de colaboração é um ativo que precisa ser constantemente fortalecido e ampliado. Nossa convergência de propósitos é clara: crescer em um ambiente de negócios mais dinâmico, democrático, saudável e seguro”, afirmou.
Ele também ressaltou o propósito do evento como espaço de escuta, conexão e construção coletiva. “Este evento foi pensado com muito cuidado, para criar um ambiente de troca, reflexão e construção de soluções para o presente e o futuro dos nossos negócios”, afirmou.
A realização do primeiro encontro da Rede Parceira RJ reforça a importância do associativismo e da cooperação institucional como instrumentos fundamentais para impulsionar o desenvolvimento regional. Ao reunir entidades com atuação em diferentes regiões do estado, o CDLRio reafirma seu compromisso com o fortalecimento das parcerias e com a promoção de um ambiente de negócios mais integrado, representativo e favorável ao crescimento do comércio fluminense.

Com a entrada em vigor das novas exigências da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), no dia 26 de maio, a saúde mental dos trabalhadores passa a integrar formalmente a gestão de riscos das empresas, inclusive do comércio. O tema foi tratado na palestra “Prevenção ao Assédio no Ambiente de Trabalho e os impactos da NR-1”, promovida pelo SindilojasRio e pelo CDLRio, em parceria com o escritório Terra Rocha Advogados, no dia 21 de maio.
O encontro reuniu empresários e gestores do comércio para discutir os impactos práticos da atualização da norma, especialmente para o varejo, setor marcado por pressão por resultados, contato intenso com o público e alta rotatividade de funcionários.
A palestra foi apresentada pela advogada Cândida Diana Terra, presidente da Comissão de Proteção de Dados e Privacidade da OAB/RJ e especialista no tema (foto). Segundo ela, a nova redação da NR-1 representa uma mudança estrutural na forma como as empresas devem tratar o ambiente de trabalho.
“Pela primeira vez, a legislação trata de forma clara os riscos psicossociais dentro da gestão de segurança e saúde ocupacional. A saúde mental passa a ter o mesmo peso que os riscos físicos, químicos, biológicos e ergonômicos”, destacou.
Cândida alertou que fatores como assédio moral, humilhações públicas, metas abusivas, isolamento de colaboradores e conflitos recorrentes podem ser caracterizados como riscos ocupacionais passíveis de monitoramento e fiscalização.
Ela ressaltou que o varejo está entre os segmentos mais vulneráveis a esse cenário. “O comércio
trabalha sob pressão permanente, com metas e exposição constante ao público. Isso exige uma liderança preparada para diferenciar cobrança legítima de condutas abusivas”, afirmou. A especialista também enfatizou que as empresas precisam investir em prevenção, treinamento e documentação de suas ações. “Não basta apenas dizer que combate o assédio. Será necessário comprovar que orienta, capacita e monitora o ambiente de trabalho”, observou.
A gerente do Núcleo Jurídico do SindilojasRio, Elizabeth Guimarães, reforçou a necessidade de as empresas atuarem preventivamente. Segundo ela, canais de denúncia, treinamentos periódicos e programas estruturados de gestão de riscos tornam-se fundamentais para evitar passivos trabalhistas e autuações.
O coordenador de Segurança e Saúde no Trabalho do SindilojasRio, Edvaldo Gonçalves, apresentou os serviços oferecidos pelo sindicato na área de SST e ressaltou a importância do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) para identificar riscos e promover ambientes corporativos mais seguros. Já a técnica de segurança do trabalho Fabiana Ferreira abordou a relevância das visitas técnicas, dos planos de ação e da correta documentação das evidências previstas nos programas de gerenciamento de riscos.
Ao promover esta iniciativa, de orientação e capacitação sobre as mudanças regulatórias da NR-1, o SindilojasRio e o CDLRio reforçam seu papel de apoio às empresas lojistas na adaptação às novas exigências legais e na construção de ambientes de trabalho mais saudáveis e seguros.

Uma comissão especial da Câmara Municipal do Rio de Janeiro criada para discutir os critérios de cálculo, atualização e limites do IPTU realizou, no dia 13 de maio, uma audiência pública para debater distorções na cobrança do imposto e a revisão da Planta Genérica de Valores (PGV), base usada para o cálculo do tributo.
A audiência, conduzida pelo vereador Willian Coelho (Avante), presidente da comissão, teve mesa formada pelo secretário municipal de Fazenda e Planejamento, Ricardo Martins, pelo coordenador de IPTU da prefeitura, Henrique Cantarino, e pelos vereadores Rafael Aloisio Freitas (PSD), Pedro Duarte (PSD) e Dr. Rogério Amorim (PL), integrantes da comissão.
Comerciantes e representantes de entidades, entre estas o SindilojasRio e o CDLRio, criticaram a defasagem da PGV, que não é atualizada desde 2017, apontando distorções na cobrança do IPTU, especialmente no Centro do Rio. Willian Coelho destacou que a última atualização ocorreu em um período de forte valorização imobiliária e lembrou que a prefeitura não cumpriu a previsão legal de fazer a revisão periódica da planta de valores.
O secretário municipal de Fazenda reconheceu a necessidade de revisão da PGV. Já o coordenador do IPTU informou que o Rio possui cerca de 2,2 milhões de imóveis cadastrados, sendo que quase um milhão deles são isentos do imposto. Henrique Cantarino revelou ainda que existem cerca de um milhão de imóveis não cadastrados ou irregulares.
Rogério Amorim defendeu a revisão urgente das alíquotas, afirmando que a prefeitura continua usando parâmetros do período dos grandes eventos, sem considerar a degradação urbana e as crises econômicas enfrentadas pela cidade. Rafael Aloisio Freitas adiantou que a Câmara iniciará estudos para elaborar uma nova legislação sobre o tema. Pedro Duarte criticou as distorções existentes no Centro e também em outras regiões.
Já a diretora do Polo de Confeitarias Tradicionais, a advogada e comerciante Izabel Castro, ao comentar o IPTU sobre imóveis comerciais do Centro, relatou casos de lojas, salas comerciais e até vagas de garagem com tributação incompatível com a realidade econômica da região, além das dificuldades que contribuintes enfrentam para contestar judicialmente os valores cobrados devido aos altos custos dos processos.
O presidente da Aliança Centro, Marcelo Haddad, apresentou dados mostrando que o Centro é o segundo bairro com maior arrecadação de IPTU da cidade, atrás apenas da Barra da Tijuca. Ele defendeu a revisão da PGV e afirmou que o modelo atual gera desequilíbrios tributários e não reflete a realidade econômica da cidade.
No fim da audiência, a comissão anunciou que criará um canal para auxiliar e orientar contribuintes interessados em ingressar com processos administrativos ou judiciais relacionados ao IPTU.


A construção de um megaempreendimento imobiliário na área do conhecido Buraco do Lume, no Centro do Rio, vem sendo combatida desde o primeiro minuto pelo SindilojasRio e pelo CDLRio, em apoio a comerciantes e empresas da região que temem o impacto negativo da iniciativa.
Tão logo o projeto veio a público, em janeiro do ano passado, as duas entidades manifestaram-se contra a construção do empreendimento no Buraco do Lume, marco histórico e cultural do Rio de Janeiro, e pediram sua preservação em uma carta encaminhada ao agora ex-prefeito Eduardo Paes. No documento, as entidades apontaram os impactos negativos com prejuízos históricos, culturais, ambientais, urbanos e econômicos que a iniciativa poderá provocar.
O megaedifício será erguido entre as avenidas Primeiro de Março e Rio Branco, uma área já densamente verticalizada, acabando com uma das últimas e belas áreas verdes do Centro – um verdadeiro oásis para a convivência e a circulação urbana – o que vai piorar a qualidade do ar e a mobilidade viária, entre outros efeitos negativos para a região.
“Além de acabar com um local histórico, a construção agravará os já sérios problemas de mobilidade urbana e aumentará o calor no Centro. Por consequência, prejudicará também o comércio e outras atividades empresariais ali instalados, que há anos sofrem com a degradação da região. O Buraco do Lume é um espaço histórico, palco de manifestações democráticas e de convivência pública, que deve ser preservado e valorizado como parte da identidade carioca”, afirma o presidente do SindilojasRio e do CDLRio, Aldo Gonçalves. Ele lembra ainda que no Centro do Rio não faltam terrenos
nem imóveis mal utilizados ou mesmo abandonados que precisam ser revitalizados ou podem ser aproveitados em projetos desse porte.
O Buraco do Lume esteve protegido contra a especulação imobiliária por décadas. Porém, o destombamento do local foi aprovado pela ALERJ em 2022 e sancionado pelo governador Cláudio Castro (Lei estadual nº 9975/2023), abrindo caminho para a aquisição do terreno por uma empreiteira.
Contrários ao projeto, o SindilojasRio e o CDLRio continuam mobilizados e unidos aos esforços de outros movimentos e entidades que lutam pela revitalização do Centro, mas de maneira sustentável, respeitando e preservando as características culturais, históricas, ambientais e econômicas da região.
No início de maio, o deputado federal Chico Alencar (PSOL) obteve uma liminar que suspendeu os efeitos da licença concedida pela prefeitura para construir o megaprédio residencial no terreno do Buraco do Lume, como parte do projeto Reviver Centro. No entanto, no fim de maio, a 14ª Vara de Fazenda Pública revogou esta liminar. Com isto, já neste início de junho, a empresa responsável pelo projeto derrubou quase todas as árvores existentes no terreno.
O presidente do SindilojasRio e do CDLRio reforça que iniciativas visando à revitalização do Centro para que a região retome seu dinamismo econômico são bem-vindas e fundamentais, mas a construção de um edifício de 20 andares com mais de 600 apartamentos no Buraco do Lume não está entre elas. “O efeito será contrário a esse objetivo”, critica.



Congresso discute medidas para compensar o varejo nacional com o fim da “taxa das blusinhas” - Parlamentares articulam alternativas para compensar o varejo nacional após o fim da cobrança de 20% de imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, popularmente chamada de “taxa das blusinhas”. O prazo para a apresentação de emendas à Medida Provisória nº 1.357/2026 terminou em 18 de maio, com 112 propostas apresentadas por deputados e senadores, tanto da oposição como da base governista.
A MP restabeleceu a isenção para compras em plataformas internacionais de até US$ 50, revogando a tributação criada em 2024. Uma Comissão Mista será responsável por analisar o texto e as emendas antes da votação na Câmara e no Senado. A medida perderá a validade em outubro, caso não seja aprovada.
Após a mudança, o SindilojasRio e o CDLRio criticaram a decisão, afirmando que a medida amplia a desigualdade competitiva em relação ao comércio nacional.
Comércio fluminense registra alta de 5,7% nas vendas em março - O comércio varejista do estado do Rio de Janeiro apresentou crescimento de 5,7% em março, em comparação com o mesmo período de 2025, desempenho acima da média nacional, que avançou 4%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE em maio.
Segundo o levantamento, as oito atividades pesquisadas tiveram resultado positivo no estado, refletindo o aumento do consumo em diversos segmentos. Entre os destaques estão informática e comunicação, artigos de uso pessoal e doméstico, papelaria, combustíveis, produtos farmacêuticos, móveis e eletrodomésticos, vestuário e supermercados.
Jucerja passa a usar Inteligência Artificial na análise de processos - A Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro iniciou o uso de Inteligência Artificial para auxiliar na análise de processos de abertura e alteração de empresas. A expectativa é tornar os procedimentos mais ágeis, seguros e eficientes, reduzindo o tempo de tramitação e o retrabalho. A ferramenta faz uma leitura prévia da documentação e identifica possíveis inconsistências ou pendências, funcionando como apoio técnico aos analistas da Jucerja, que continuam responsáveis pela decisão final.
A Junta também pretende ampliar o uso da IA diretamente aos usuários, permitindo uma conferência prévia dos documentos antes do protocolo dos processos.
Movimentação econômica do show de Shakira supera edições anteriores do projeto Todos no Rio
No dia 2 de maio, a cantora Shakira foi a grande atração do projeto Todo Mundo no Rio, em sua terceira edição, com um megashow gratuito na Praia de Copacabana, promovido pela prefeitura carioca, com marcas parceiras, no feriadão do Dia do Trabalhador. Segundo dados da Riotur, Shakira atraiu um público de 2 milhões de pessoas, superando os 1,6 milhões de fãs que prestigiaram Madonna em 2024, mas abaixo dos 2,1 milhões que assistiram à apresentação de Lady Gaga em 2025.
Em 2024, o show de Madonna movimentou R$ 300 milhões na economia do Rio de Janeiro, em setores como hotelaria, gastronomia, transporte e comércio. Mais de 150 mil turistas vieram à cidade na ocasião. No ano passado, o espetáculo de Lady
Gaga atraiu 500 mil turistas à cidade e movimentou R$ 600 milhões. Já a movimentação financeira que Shakira gerou na economia do Rio foi estimada pela secretaria municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE) em torno de R$ 800 milhões.
“Os shows ampliam a projeção internacional do Rio. Este ano, estimou-se cerca de US$ 250 milhões em mídia espontânea internacional. Somados, os eventos de 2024 e 2025 geraram cerca de US$ 500 milhões em exposição global para a cidade”, afirmou a prefeitura em balanço oficial publicado no dia seguinte ao evento. A prefeitura carioca informou ainda que o “Todo Mundo no Rio” foi incorporado ao calendário oficial da capital fluminense, com eventos previstos até, pelo menos, 2028.
O Sebrae lançou uma página especial em seu portal para orientar micro e pequenas empresas interessadas em renegociar dívidas por meio do novo Desenrola Brasil (Desenrola 2.0). O espaço reúne informações sobre o funcionamento do programa, critérios de participação e condições de renegociação.
O programa contempla microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) com dívidas contratadas até 31 de janeiro deste ano, sejam elas adimplentes ou inadimplentes. O prazo para bus-
car renegociação junto às instituições financeiras é de 90 dias a partir do lançamento oficial da iniciativa, realizado em 4 de maio. Segundo o Sebrae, o cenário favorece as renegociações, além de permitir condições mais vantajosas, como alongamento de prazos e redução da burocracia no acesso ao crédito.
As informações sobre o programa estão disponíveis no portal do Sebrae, na página do Desenrola Empresas: https://sebrae.com.br/subsites/novo-desenrola-brasil.
Estrela entra com pedido de recuperação judicial
A tradicional fabricante de brinquedos Estrela informou, em 20 de maio, que entrou com pedido de recuperação judicial. O requerimento foi protocolado na Comarca de Três Pontas (MG) e inclui outras empresas do grupo.
Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa afirma que a decisão de ajuizar a recuperação judicial decorre da necessidade de reestruturar o passivo do grupo, em um contexto de pressões econômicas e setoriais, como o aumento do custo de capital e a restrição de crédito, mudanças no comportamento de consumo, com maior competição de alternativas digitais, e impactos acumulados nos últimos anos sobre a estrutura financeira da companhia e das demais empresas do grupo.
Segundo o documento, a recuperação judicial tem como objetivo permitir a superação da situação econômico-financeira por meio da reorganização do endividamento, com preservação da continuidade das atividades empresariais, dos empregos e da geração de valor para os stakeholders.
A empresa informou ainda que as empresas recuperandas e seus sócios, acionistas, administradores e diretores permanecem à frente da condução da atividade empresarial. A companhia mantém suas operações industriais, comerciais e administrativas, além do atendimento a clientes, parceiros e fornecedores, e adotará medidas para assegurar a continuidade dos negócios durante o processo. Em breve, a Estrela apresentará seu Plano de Recuperação Judicial, que será submetido à aprovação dos credores.

De olho no Hexa e nas vendas
Na Copa do Mundo, comércio do Rio joga para conquistar o consumidor e vender mais.
Muito além das quatro linhas, a Copa do Mundo provoca emoções, reúne pessoas e movimenta setores inteiros da economia. No Rio de Janeiro, cidade em que futebol, rua, bar e convivência social fazem parte da cultura urbana, o Mundial representa uma oportunidade estratégica para o comércio transformar paixão em vendas.
De um lado, torcida vibrando em bares, restaurantes e eventos lotados; do outro, vitrines e produtos temáticos, promoções relâmpago e consumo por impulso. Os lojistas do Rio apostam nesta receita para aquecer os negócios.
Uma pesquisa da Creditas em parceria com a Opinion Box mostra que 74% dos brasileiros pretendem gastar dinheiro durante o torneio. Entre eles, 80% admitiram que podem gastar sem planejar e 47% afirmaram que devem aumentar os gastos a cada vitória do Brasil.
Além da maior procura por televisores, a Copa do Mundo impulsiona as vendas de roupas, acessórios e artigos de decoração temáticos e nas cores do Brasil; bebidas; itens para churrasco, bandeiras e cornetas, e produtos voltados às confraternizações entre amigos e familiares.
No clima da Copa do Mundo, diversos shoppings cariocas estão promovendo ações para atrair o público e ampliar a circulação de consumidores. Entre as iniciativas, estão em destaque os espaços destinados à troca das cobiçadas figurinhas do álbum da Copa, decorados em verde e amarelo e preparados para receber famílias, crianças e colecionadores.
No aquecimento pré-Copa, o Barra Garden Shopping e o Aerotown Power Center, na Zona Sudoeste, além de instalarem espaços de convivência para a troca de figurinhas, promoveram torneios de Futebol de Mesa – o popular futebol de botão –em parceria com a Federação de Futebol de Mesa do Estado do Rio de Janeiro (FEFUMERJ). A ação, que propiciou a consumidores e participantes dos jogos uma experiência lúdica e singular, uniu diferentes gerações em torno da paixão pelo futebol, incrementando o fluxo de frequentadores, que foram assistir aos torneios e, claro, aproveitaram para fazer compras.
O Shopping Metropolitano Barra está realizando a Expo Lendas do Futebol, mostra gratuita que celebra a história das Copas do Mundo com a exposição de camisas de seleções nacionais, bolas oficiais que marcaram edições do torneio, como Telstar, Jabulani e Brazuca, e réplicas da Taça Jules Rimet e da atual Taça da Fifa.
Mariana Figueiredo, head comercial da Americanas, uma das maiores varejistas do país, conta que, além de snacks, bebidas, acessórios de torcida, televisores, itens de utilidade doméstica, como fritadeiras elétricas e churrasqueiras portáteis, e o álbum de figurinhas, é grande a procura por camisetas e chinelos temáticos, seguindo a tendência global de moda e estética que exalta a identidade e a cultura popular brasileiras e tem sido chamada de Brasilcore.
Uma pesquisa do CDLRio e do SindilojasRio indicou que os comerciantes estão otimistas com a Copa do Mundo. A maioria dos lojistas ouvidos acredita que as vendas devem registrar um aumento de 2,5% em relação à Copa do Catar, em 2022. O presidente do SindilojasRio e do CDLRio, Aldo Gonçalves, ressalta que a Copa do Mundo traz inúmeras oportunidades para empresas de todos os portes e segmentos do comércio de bens e serviços e, também, favorece a criação de vagas temporárias e o empreendedorismo.
promoções relâmpago. À medida que a Seleção Brasileira avançar na Copa, o otimismo aumentará e, consequentemente, o consumo", afirma.
Vale lembrar que o comércio, assim como outros empreendimentos, deve respeitar as restrições legais relacionadas ao uso da marca Copa do Mundo. A Fifa possui proteção sobre nomes, símbolos e expressões oficiais do torneio, o que exige cuidado para evitar associações indevidas. A alternativa mais segura é apostar em abordagens genéricas ligadas ao futebol, à torcida e à confraternização, sem uso promocional da marca oficial.
Mais que um evento esportivo, um fenômeno de mobilização social e econômica
Os jogos do Brasil, na fase de grupos da Copa do Mundo, devem lotar bares e restaurantes em todo o país. Com partidas marcadas para o período da noite e em dias considerados estratégicos, o torneio criará um cenário positivo para quem pretende assistir aos jogos fora de casa, em clima de torcida, confraternização e consumo.
A estreia da Seleção Brasileira será num sábado, 13 de junho, às 19h, Dia de Santo Antônio, a primeira data importante das festas juninas que agitam o país. A segunda partida acontecerá numa sexta-feira, às 22h, enquanto o terceiro jogo da fase de grupos será realizado em pleno Dia de São João, 24 de junho, uma quarta-feira, às 19h.
A combinação de partidas noturnas, fins de semana e as tradicionais festas juninas promete se transformar em uma grande comemoração, de preferência movida a muitos gols do Brasil, estimulando encontros entre amigos, colegas de trabalho e famílias em bares, restaurantes e eventos.
Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o calendário vai favorecer especialmente os estabelecimentos que apostarem na transmissão dos jogos, com telões, decoração temática, promoções e experiências coletivas para os consumidores durante o Mundial.
"O comércio está investindo em campanhas promocionais, combinando compras, sorteios e premiações. Este movimento ganha força nas redes sociais, com ações em tempo real, memes e
No Rio, onde o futebol está no DNA da cidade, enquanto a Seleção estiver em campo, em busca da sexta estrela, o comércio carioca também estará jogando. Para conquistar a torcida com produtos e experiências que tornem a Copa do Mundo de 2026 um momento inesquecível.
Que venha o Hexa!


A 23ª edição da Copa do Mundo da FIFA, maior evento esportivo do planeta, que ocorrerá de 11 de junho a 19 de julho e terá uma audiência prevista para alcançar seis bilhões de torcedores, algo 20% superior ao evento de 2022 no Catar, coloca o Brasil na vitrine do mundo.
A título de curiosidade, de ratificação da importância do futebol para o brasileiro e de como somos uma potência neste esporte, o Brasil é o único a ter participado de todas as Copas, tendo sido campeão em cinco delas: 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002, constituindo-se no maior vencedor.
A próxima edição, que acontecerá nos Estados Unidos, México e Canadá, será histórica e espelhará o objetivo da FIFA de promover a inclusão desportiva e social através do futebol. Se de 1998 a 2022 participaram 32 países em cada e durava aproximadamente um mês, com 64 partidas no total, o formato atual terá a participação de 48 países e tempo maior de duração, 104 jogos em 16 cidades-sede.
O otimismo financeiro em torno da Copa é impressionante. Estimativas apontam para a injeção de US$ 41 bilhões na economia global, acarretando possivelmente na geração de 814 mil empregos. A FIFA estima faturar US$ 11 bilhões, cerca de 50% acima de 2022.
Para o evento mais assistido da história do mundo, por aqui se projeta que 77% dos consumidores deverão acompanhá-lo através da transmissão pela TV aberta (73%). Também se espera que a movimentação financeira comercial no varejo seja de R$ 8,8 bilhões.
A última pesquisa do Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio) em parceria com o Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio) junto a 250 lojistas
apurou que o comércio prevê aumento médio de 2,5% nas vendas frente ao evento anterior.
O levantamento revelou o ânimo moderado do varejo carioca em virtude do cenário de endividamento das famílias, dos juros elevados, junto com alguns efeitos da violência, fatores que representam freio para o consumo.
Por outro lado, evidentemente que a performance do comércio dependerá da evolução da nossa seleção ao longo da competição. Pesquisas indicam que 43% a 47% dos consumidores demonstraram interesse em aumentar despesas de acordo com os resultados do Brasil.
Além do sucesso desportivo dessa 23ª edição da Copa da FIFA, acreditamos que o comércio poderá ser um dos principais setores a ser beneficiado. Afora os segmentos de artigos esportivos, eletrônicos e o e-commerce, as vendas de supermercados e bebidas deverão crescer significativamente, denotando os reflexos da torcida com o avanço do futebol brasileiro nas etapas do torneio.
Em face disso, poderá haver um misto de sentimento de identidade e orgulho nacional; a disseminação social do uso de camisas amarelas ou azuis; confraternizações; aglomerações em bares, praias, entre outros lugares atrativos.
O que se pode ter certeza é que o país irá parar para assistir aos jogos do Brasil, enquanto o comércio continuará atuando para que os jogos possam se tornar mais emocionantes, despendendo todo tipo de esforço para atender clientes e satisfazer gostos e necessidades com a oferta de produtos, cumprindo da melhor maneira com seu papel numa ocasião tão especial.
Publicado no jornal Monitor Mercantil em 27 de maio de 2026.

O comércio lojista está otimista com a Copa do Mundo e espera um crescimento de 2,5% nas vendas. É o que mostra a pesquisa do CDLRio e do SindilojasRio que ouviu 250 lojistas para conhecer a expectativa dos empresários sobre as vendas para a Copa do Mundo. No caso do segmento de eletroeletrônicos, principalmente televisões, a estimativa é um pouco maior chegando até 10%.
Em relação à última Copa do Mundo do Catar, em 2022, desta vez cerca de 60% dos entrevistados acreditam em um aumento nas vendas, enquanto quase 25% disseram que deverão permanecer em igual nível. O restante não soube responder.
Os comerciantes da cidade do Rio de Janeiro estão otimistas com o Dia dos Namorados, uma das datas comemorativas mais importantes para o setor. A estimativa é de uma alta de até 2,5% nas vendas em relação ao ano passado.
É o que revela pesquisa elaborada pelo Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio) em parceria com o Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio), junto a 250 lojistas entre os dias 20 e 26 de maio.
De acordo com o levantamento, os lojistas acreditam que os presentes mais procurados deverão ser artigos de uso pessoal, como roupas de frio e
Para Aldo Gonçalves, presidente do CDLRio e do SindilojasRio, o comércio demonstra expectativas favoráveis porque mesmo com as dificuldades em relação ao crédito, por causa dos juros e do endividamento altos, as pessoas se entusiasmam com a Copa. “A esperança de que o Brasil tenha um desempenho melhor e chegue às finais anima o consumo”, disse.
“Além dos segmentos de vestuário esportivo, de acessórios, decoração e dos serviços de alimentação e bebidas, que irão agitar os festejos da Copa do Mundo, o comércio de tevês pode surpreender. Não só pela tecnologia dos aparelhos atuais, mas pelo preço das televisões, que baixou mais de 1%”, conclui ele.
esportivas, calçados, como tênis e sandálias, bolsas, lingerie, perfumes, joias, bijuterias, carteiras e flores.
As expectativas de vendas são de crescimento em todas as regiões da cidade: 2,5% no Centro e zonas Norte e Oeste; e 2% a mais nas lojas das zonas Sul e Sudoeste.
A pesquisa também mostra que o preço médio dos presentes por pessoa deverá ficar na faixa entre R$ 150,00 e R$ 200,00, um pouco acima do ano passado por causa da inflação. Para os comerciantes ouvidos, os meios de pagamento mais usados deverão ser o cartão de débito e o Pix (63%), depois o cartão de crédito (27%), seguido por dinheiro em espécie e crediário (10%).


Uma das características mais marcantes dos empresários varejistas brasileiros é sua inclinação para o empreendedorismo. Eles são, sem dúvida, excelentes em identificar oportunidades de mercado e criar produtos com design atrativo e qualidade superior. No entanto, muitos enfrentam desafios significativos na gestão de seus negócios, o que se torna evidente à medida que ampliam suas operações, abrindo a primeira, segunda, terceira loja e assim por diante.
O crescimento de uma rede de lojas, que inicialmente parece um indicador de sucesso, pode mascarar problemas mais profundos. Sem uma gestão eficaz, o empresário pode perder o controle sobre as operações, o que culmina em uma série de desafios. Muitas vezes, na busca por manter tudo sob sua responsabilidade, o empresário acaba sobrecarregado e, em vez de priorizar tarefas, trabalha incessantemente, de “cabeça baixa”. Isso pode impedi-lo de perceber tanto as oportunidades valiosas (as “janelas”) quanto os problemas que se aproximam (os “buracos”).
Neste contexto, é crucial fazer uma pausa para refletir e considerar a contratação de uma consultoria especializada em gestão de empresas do setor varejista. Essa consultoria pode ajudar a construir o Planejamento Estratégico, uma ferramenta fundamental que delineia a visão de futuro da organização – o que ela aspira ser nos próximos cinco anos. O Planejamento Estratégico deve identificar as fortalezas a serem mantidas e as áreas que necessitam de desenvolvimento, estabelecendo um roteiro claro com as ações necessárias para alcançar os objetivos desejados.
Para iniciar essa jornada de profissionalização, os empresários podem adotar as seguintes ações:
Avaliação do modelo de negócio: rever e analisar o modelo atual de negócio para identificar áreas de melhoria e oportunidades de inovação.
1 6 7 8 9 10 2 3 4 5
Planejamento estratégico: desenvolver um plano claro que defina os objetivos de curto e longo prazos e as métricas para medir o progresso.
Capacitação e treinamento da equipe: investir em desenvolvimento profissional para a equipe, oferecendo treinamentos que aprimorem habilidades e conhecimentos necessários para a operação eficiente do negócio.
Implementação de processos e sistemas: estabelecer processos operacionais claros e utilizar sistemas de gestão para melhorar a eficiência e a comunicação interna.
Contratação de profissionais especializados: buscar executivos ou consultores com experiência específica em áreas-chave, como marketing, finanças ou operações, para fortalecer a gestão.
Com uma base sólida no planejamento estratégico e na implementação dessas ações, é recomendável que o empresário delegue as atividades do dia a dia a um executivo com perfil adequado. Esse profissional deve ser encarregado de garantir a execução eficaz do plano, enquanto os proprietários se posicionam como parte de um conselho de administração. Este conselho deve realizar reuniões periódicas para avaliar resultados por meio dos indicadores de desempenho predefinidos.
Essa abordagem transforma a gestão do varejo em um sistema mais profissional e organizado, proporcionando à empresa condições de crescer de maneira sustentável. Ao focar na estratégia e nas competências individuais, como o desenvolvimento de produtos ou o gerenciamento de relacionamento com o mercado, os proprietários podem direcionar seus esforços de forma mais eficaz.
Análise de indicadores de desempenho: definir e monitorar KPI (Key Performance Indicators) que permitam acompanhar o desempenho e a eficiência das operações.
Feedback e melhoria contínua: criar um ambiente onde o feedback é valorizado, promovendo a melhoria contínua e a adaptação às mudanças do mercado.
Fortalecimento do relacionamento com o cliente: implementar estratégias de CRM (Customer Relationship Management) para entender melhor as necessidades dos clientes e construir relacionamentos duradouros.
Inovação constante: estimular a inovação em produtos, serviços e processos, mantendo a empresa competitiva no mercado.
Construção de uma cultura organizacional sólida: promover uma cultura que valorize a colaboração, a ética e a responsabilidade, criando um ambiente onde os colaboradores se sintam motivados e comprometidos com o sucesso do negócio.
Em minha atuação como consultor, tenho observado que essa estratégia gera resultados positivos em diversas empresas. A competitividade e a profissionalização estão em constante ascensão no cenário varejista brasileiro, e é vital que pequenos e médios varejistas adotem soluções inovadoras para garantir seu crescimento e sobrevivência. Existem três caminhos a seguir: permanecer com uma ou duas lojas, profissionalizar-se e expandir, ou crescer de maneira não estruturada, correndo o risco de colapsar e perder todo o patrimônio construído ao longo da vida.
Portanto, pergunto: em que estágio sua empresa se encontra? Você conhece algum empresário em seu círculo que não conseguiu sobreviver nos últimos anos? Reflita seriamente sobre o futuro do seu negócio antes que as oportunidades se esgotem. A gestão profissionalizada não é mais um diferencial, mas uma necessidade no varejo atual.


ANTONIO EVERTON
Mestre
O ataque dos EUA e Israel ao Irã, em 28 de fevereiro deste ano, representou a adição de mais incertezas em um mundo instável, com a economia global sacudida pelo aumento sucessivo das tarifas norte-americanas desde fevereiro de 2025.
Em um ambiente tomado por negociações, acordos e mudanças, onde uma nova fotografia do comércio internacional vinha sendo montada, a ação militar no Oriente Médio turvou o horizonte de previsibilidade, trazendo, além das incertezas, mais insegurança. Por consequência, forjou-se uma conjuntura mais difícil que pudesse encontrar caminhos mais rápidos para o (novo) equilíbrio.
O ataque das forças americanas redundou em novo choque do petróleo, cuja reação dos mercados foi disparar o valor dos barris que, dependendo do tipo do petróleo, variou de 50% a 77% desde então.
Por aqui, os efeitos passaram a ser sentidos pela pressão sobre a inflação. E para enfrentar a situação, o antídoto adotado pelo governo deu-se por meio de medidas fiscais que se destinaram a segurar os preços do petróleo, entre outras subvenções.
Com a proximidade das eleições, o governo vem concedendo benesses por meio da expansão dos gastos públicos, que insuflam déficit e dívida, geram inflação e fazem com que os juros não cedam.
Se o Executivo visou conter preços dos combustíveis e derivados, a autoridade monetária já mostrou desconforto com a inflação, deixando entender que cortes da taxa de juros podem ser interrompidos.
O ritmo de queda da Selic implicará que o Brasil (ainda) estará praticando uma das maiores taxas de juros, o que é extremamente desfavorável para
investimento, produção e consumidores, na medida em que o endividamento encontra-se elevado, representando cerca de 1/3 do orçamento das famílias.
A alta do petróleo induz a aumento de preços internamente. O Índice de Preços ao Produtor (IPP) do IBGE mede as diferenças de valor dos produtos produzidos nas fábricas, sem impostos e fretes. No primeiro trimestre, o IPP saiu de uma inflação aceitável em janeiro (0,32%) e em fevereiro (-0,16%) para atingir 2,37% em março. No corrente exercício, acumula 2,53% e em doze meses terminados em março apresenta deflação: (-)1,54%.
Se nas vendas na indústria existem pressões, a transmissão para aumento de outros produtos pode ser acompanhada até o consumidor final. Desde março (4,14%), o IPCA em doze meses vem subindo – em abril foi de 4,39% – quase encostando no teto aceitável do regime de metas (4,50%).
Os estragos da guerra entre os EUA e o Irã tornam a conjuntura mais difícil e incerta pela evolução de preços de alguns produtos e serviços essenciais. Em março, a gasolina subiu 4,59% e o óleo diesel 13,90%. Nessa esteira, o transporte público aumentou 2,17%.
Esses fatores também podem levar ao aumento da taxa de juros internacionais, o que desencadearia diminuição da demanda e possivelmente comprometimento das exportações. Isso porque, lá fora, a inflação tem subido também.
Nessas condições, o dólar tem oscilado bastante por aqui. E, adicionalmente, o quadro político tem jogado combustível desvalorizando o real e acarretando queda na bolsa de valores. Logo, o que se observa são fatores que atrapalham o crescimento da economia. E diante das medidas fiscais, não há indicativos de que os juros possam vir a cair.

O Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio) e o Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio), mais uma vez, se posicionaram contra a revogação da cobrança de 20% de imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, medida que foi instituída em agosto de 2024 e ficou conhecida popularmente como “taxa das blusinhas”. A revogação foi publicada no dia 12 de maio, em edição extra do Diário Oficial da União.
O varejo brasileiro – especialmente o pequeno e o médio lojista – já enfrenta um cenário extremamente desafiador, marcado por elevada carga tributária, juros altos, custos operacionais crescentes e dificuldades financeiras acumuladas desde o período da pandemia, além de sofrer o impacto do endividamento crescente das famílias que inibe o consumo. Muitos empresários continuam pagando empréstimos contratados por meio do Pronampe para manter empregos e seus negócios ativos.
No Rio de Janeiro, impactado por sucessivas crises políticas e financeiras, a situação é ainda mais complexa, pois a todos esses problemas somam-se a violência e a desordem urbana crescentes que prejudicam as atividades comerciais, levando à degradação do ambiente de negócios, a gastos cada vez maiores em segurança e à inviabilização de investimentos.
Enquanto o comércio nacional arca com tributos e encargos trabalhistas pesados, aluguéis, taxas e obrigações regulatórias, a revogação do imposto sobre produtos importados de baixo valor
denota não apenas falta de sensibilidade e de visão sobre o setor, um dos pilares da economia brasileira, por sua enorme capacidade de gerar empregos e renda, mas, também, gera forte sensação de desigualdade competitiva, diante de tamanha concorrência desleal.
As empresas varejistas brasileiras não têm como competir com a entrada massiva de produtos estrangeiros vendidos sob condições tributárias diferenciadas.
Sem isonomia não há justiça nem competitividade!
Ao privilegiar o produto importado em detrimento do brasileiro, o Estado abre mão de impostos vitais, sacrificando o nosso desenvolvimento e o crescimento econômico.
O SindilojasRio e o CDLRio defendem um ambiente de negócios equilibrado, competitivo e justo, que valorize o empreendedor nacional, proteja as micro e pequenas empresas lojistas tanto quanto as grandes redes varejistas, e preserve empregos no comércio brasileiro. Seguiremos acompanhando o tema e lutando por medidas que fortaleçam e estimulem o desenvolvimento do varejo fluminense e de todo o país.
Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro - SindilojasRio
Clube de Diretores Lojistas do Rio de JaneiroCDLRio
DCT – Imediatamente após a admissão de funcionário não cadastrado no PIS, preencher o DCT, apresentando-o à CEF, para efetuar o cadastramento.
ISS – Recolhimento do imposto. O prestador deverá gerar no sistema o documento de arrecadação relativo às NFS-e emitidas. Obs.: os prestadores de serviços devem recolher o ISS no terceiro dia útil de cada mês, conforme o Decreto nº 44.030 de 7/12/17.
CAGED – Cadastro de Empregados. Remeter via Internet, através do programa ACI ou utilizando um certificado digital válido, padrão ICP Brasil, informando sobre admissões, desligamentos e transferências de funcionários ocorridos no mês anterior.
ICMS – Pagamento do imposto pelos contribuintes relacionados ao anexo único do Decreto nº 31.235/2002, referente à apuração do mês anterior.
IR/FONTE – Referente a fatos geradores ocorridos no mês anterior.
ICMS – Empresas varejistas e atacadistas devem efetuar o recolhimento do tributo apurado relativamente ao mês anterior.
EFD-REINF – Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais é obrigatória para a maioria das pessoas jurídicas e físicas que realizam retenções de tributos (IR, CSLL, PIS, Cofins, INSS). Ela deve ser transmitida mensalmente ao SPED sempre que houver fatos geradores a declarar. O sistema funciona como um complemento ao e-Social.
ICMS – Efetuar o depósito correspondente ao mês anterior.
Super Simples/ Simples Nacional – Pagamento do DAS referente ao período de apuração de maio/junho de 2026.
INSS – Recolher a contribuição previdenciária referente ao mês anterior. (Prorrogado o prazo para o dia 25 pela Medida Provisória nº 447 publicada no D.O.U em 17/11/08).
PIS, Cofins, CSLL – Referente a fatos geradores ocorridos na 2ª quinzena do mês de abril/ maio de 2026. Retenção de contribuições – pagamentos de PJ a PJ de direito privado – Cofins, PIS/Pasep, CSLL.
Cofins – Recolher 3% sobre a receita do mês anterior, exceto as empresas tributadas no lucro real. (Prorrogado o prazo para o dia 25 pela Medida Provisória nº 447, publicada no D.O.U em 17/11/08).
Cofins – Recolher 7,6% para empresas tributadas no lucro real. (Prorrogado o prazo para o dia 25 pela Medida Provisória nº 447 publicada no D.O.U em 17/11/08).
PIS – Recolher 0,65% sobre as operações do mês anterior. (Prorrogado o prazo para o dia 25 pela Medida Provisória nº 447 publicada no D.O.U em 17/11/08).
PIS, Cofins, CSLL – Referente a fatos geradores ocorridos na 1ª quinzena do mês de abril/ maio de 2026. Retenção de contribuições – pagamentos de PJ a PJ de direito privado – Cofins, PIS/Pasep, CSLL.
IR/PJ – Empresas devem efetuar o recolhimento do tributo incidente sobre o período de apuração do mês anterior.
Contribuição Social do Empregado – Efetuar o desconto de 1/30 do salário dos empregados para recolhimento a favor do sindicato profissional, dos admitidos em débito com a obrigação.
Contribuição Social – Empresas tributadas com base no lucro real, presumido ou arbitrado, devem efetuar o recolhimento do tributo incidente sobre o período de apuração do mês anterior.
DCTFWeb – Deve ser entregue por quase todas as pessoas jurídicas (empresas, órgãos públicos, entidades) e também por pessoas físicas e MEIs em situações específicas, como contratação de empregados ou prestadores de serviço com retenção de INSS, ou quando há recolhimento de CPRB, principalmente após o envio de informações ao e-Social e EFD-Reinf.

A cada edição, a advogada Luciana Mendonça, do Núcleo Jurídico do SindilojasRio, responde às perguntas mais frequentes dos lojistas.
As empresas associadas do SindilojasRio têm direito a consultas presenciais e, também, por e-mail e por telefone nas áreas trabalhista, cível e tributária. Já
os lojistas não associados podem tirar dúvidas por telefone e fazer a primeira consulta presencial gratuitamente. Mas, para dar continuidade ao atendimento e fazer novas consultas, é preciso associar-se.
Tire suas dúvidas, das 9h às 17h, de 2ª a 6ª feira, pelo telefone 2217-5062.
Quem deve cumprir a Norma Regulamentadora nº 1?
– Todas as organizações que possuem empregados regidos pela CLT estão obrigadas ao cumprimento da NR-1, incluindo empresas privadas, condomínios, associações e demais empregadores.
Quais documentos e evidências podem ser exigidos em fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego relacionados à NR-1?
– Em uma fiscalização, poderão ser solicitados: PGR atualizado; inventário de riscos; plano de ação; evidências de treinamento; fichas de EPI; atas e relatórios; documentos de SST; evidências de medidas implementadas, etc. A fiscalização e a Justiça do Trabalho analisam existência documental, efetividade prática e prova de prevenção contínua.
O empregador pode efetuar desconto no salário do empregado a título de plano de saúde?
– Sim. Porém os descontos salariais feitos pelo empregador relativos a planos de assistência
odontológica, médico-hospitalar, seguro ou previdência privada devem ter, obrigatoriamente, autorização prévia e por escrito do empregado, conforme a Súmula 342 do TST. O empregado não deve ser obrigado, de forma alguma, a aderir a plano ou seguro. A adesão deve ser espontânea, pois caracterizados vício ou coação em sua anuência, poderá ser judicialmente deferida a devolução dos descontos ao obreiro.
As gratificações pagas pelo empregador integram o salário do empregado?
– Sim. Conforme o artigo 457, no 1º parágrafo da CLT, integram o salário a importância fixa estipulada, as gratificações legais e as comissões pagas pelo empregador.
O empregado pode ser dispensado por justa causa durante o cumprimento do aviso prévio?
– Sim. Caso o empregado pratique falta grave durante este período, poderá ocorrer a conversão da dispensa em justa
causa, desde que devidamente comprovada.
O empregado pode chegar atrasado todos os dias 10 minutos?
– Embora a legislação trabalhista possua tolerância de até 10 minutos diários para fins de desconto de ponto, de acordo com o artigo 58 da CLT, isso não significa autorização para atrasos. Atrasos frequentes podem caracterizar descumprimento das obrigações contratuais e permitir a aplicação de medidas disciplinares pelo empregador, como advertência verbal por escrito e, em casos graves ou reiterados, até dispensa por justa causa.
A empresa pode reduzir o intervalo intrajornada dos empregados?
– Segundo o artigo 611-A da CLT, para que o intervalo intrajornada possa ser reduzido, respeitando o limite mínimo de 30 minutos para jornadas superiores a seis horas, isto deve estar previsto em convenção ou acordo coletivo de trabalho, sob pena de ser considerado como jornada de horas extraordinárias.
2026

A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) entrou em vigor em 26 de maio de 2026, tornando obrigatória, no âmbito da Saúde e Segurança do Trabalho, a gestão de riscos psicossociais, como estresse, assédio moral e sexual e burnout, dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). A partir de agora, as empresas, inclusive as do comércio, devem adotar medidas de identificação e prevenção aos riscos relacionados à saúde mental para garantir um ambiente de trabalho mais saudável e seguro e evitar penalizações.
Para orientar empresas, trabalhadores e profissionais de Segurança e Saúde no Trabalho (SST), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) publicou, no dia 6 de maio, o guia “Perguntas e Respostas sobre o Capítulo 1.5 da NR-1”. O material aborda a gestão de riscos ocupacionais, com foco nos fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho, e esclarece dúvidas sobre a aplicação das normas, especialmente no contexto do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO).
Todas as empresas devem realizar ações de prevenção que incluam a identificação e a avaliação dos fatores de risco psicossociais referentes ao trabalho no âmbito da Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP), prevista na NR-17 e integrada ao GRO da NR-1. O processo envolve identificar perigos, avaliar riscos, implementar medidas de prevenção e acompanhar as condições de trabalho.
A definição dos meios, metodologias e responsáveis é de competência da própria organização, que deve designar profissional ou equipe com conhecimento técnico compatível com a complexidade das atividades, não havendo exigência normativa de uma categoria profissional específica para essa finalidade.
O documento reforça que a gestão de riscos ocupacionais é um processo contínuo, que vai além
da elaboração de documentos. Ainda assim, são obrigatórios registros como o inventário de riscos, o plano de ação e os critérios adotados no GRO.
A AEP pode ser usada como evidência da gestão de riscos ergonômicos, incluindo os psicossociais, enquanto o uso isolado de questionários não é suficiente para comprovar essa gestão, devendo seus resultados serem analisados tecnicamente e integrados ao processo. Para micro e pequenas empresas dispensadas do PGR, a AEP passa a ser o principal documento comprobatório.
A identificação de riscos psicossociais deve abranger todas as formas de organização do trabalho, incluindo regimes remoto, híbrido e teletrabalho. As empresas podem adotar diferentes metodologias, como observação das atividades, entrevistas e abordagens participativas, desde que tecnicamente fundamentadas. Vale lembrar que a avaliação desses riscos não se confunde com os exames médicos periódicos, pois o foco está nas condições e na organização do trabalho e não no diagnóstico clínico individual dos trabalhadores.
Na fiscalização, a atuação dos auditores-fiscais do trabalho se concentrará na verificação da consistência técnica do processo adotado pela empresa, na coerência com a realidade das atividades e na efetividade das medidas de prevenção. Serão considerados documentos, observações no ambiente de trabalho, entrevistas e outras evidências que demonstrem a implementação do GRO. A participação dos trabalhadores também deverá ser comprovada de forma efetiva.
Acesse o guia de perguntas e respostas sobre a NR-1

A atualização da NR-1 trouxe uma mudança importante para as empresas brasileiras: agora, os riscos psicossociais também passam a integrar formalmente o gerenciamento de riscos ocupacionais das organizações.
Na prática, isso significa que os cuidados com a saúde mental dos trabalhadores tornam-se uma obrigação das empresas e temas como assédio moral e sexual, sobrecargas e pressões excessivas, burnout e outros deixam de ser tratados apenas como questões comportamentais, passando a ter impacto direto na esfera trabalhista, jurídica, institucional e reputacional das empresas.
Com o objetivo de preparar as empresas lojistas para esse novo cenário, o SindilojasRio, em parceria com o escritório Terra Rocha Advogados, lançou o Programa de Prevenção ao Assédio no Varejo, de capacitação intensiva e desenvolvido especialmente para a realidade operacional das lojas.
Mais do que um treinamento, o programa foi estruturado como uma ferramenta estratégica de governança, prevenção e blindagem institucional para o varejo.
Hoje, não basta agir corretamente. É preciso provar.
Empresas que não possuem políticas internas, registros, treinamentos, cartilhas, listas de presença ou evidências preventivas podem enfrentar acusações de negligência organizacional em eventuais fiscalizações, perícias e ações trabalhistas.
Por outro lado, organizações que demonstram atuação preventiva estruturada fortalecem sua defesa jurídica, mitigam riscos reputacionais e constroem uma posição institucional muito mais segura.
O programa foi desenhado para orientar lojistas, RHs, supervisores, gerentes e lideranças operacionais do varejo sobre:
• limites da gestão comercial;
• prevenção ao assédio moral e sexual;
• condução adequada das equipes;
• fortalecimento da cultura organizacional;
• canais de denúncia;
• códigos de conduta;
• geração de evidências preventivas;
• mitigação de riscos trabalhistas e financeiros.
No fim do curso de capacitação para se adequarem às mudanças trazidas pela NR-1, a empresa passará a contar com um verdadeiro acervo de evidências legais, incluindo:
• certificados de participação;
• material de apoio estratégico;
• cartilha oficial de prevenção;
• rastreabilidade documental da capacitação realizada.
O treinamento terá formato presencial e on-line, além da possibilidade de capacitações “in company”, personalizadas de acordo com a necessidade de cada empresa e sua operação.
Primeiras turmas:
• 24 de junho – Imersão Presencial
• 25 de junho – Treinamento Remoto
Horário:
Das 10h às 12h (2 horas de duração)
Valor:
R$250,00 por pessoa. In company: valores a consultar
No atual ambiente regulatório, prevenção deixou de ser diferencial. Passou a ser uma necessidade de governança, proteção institucional e sustentabilidade jurídica.
Qualificar a gestão e suas equipes protege a sua empresa!
Inscrições e informações:
WhatsApp: (21) 98552-1822

As expectativas e os preparativos do comércio relacionados ao megashow da cantora Shakira, à Copa do Mundo e ao Dia das Mães e ao Dia dos Namorados, importantes datas comemorativas do 2º trimestre deste ano, foram registrados pelas pesquisas do CDLRio e do SindilojasRio que

Show de Shakira impulsiona reservas em hoteis no Rio, mas não deve bater ocupação de Lady Gaga.

Aumento de 4% nas vendas do Dia das Mães.
repercutiram em diferentes mídias. A palestra que lotou o auditório do SindilojasRio sobre as mudanças na NR-1, tornando obrigatória a gestão de riscos psicossociais no âmbito da Saúde e Segurança do Trabalho, e o impacto para o comércio, também teve destaque na imprensa.

Vendas no comércio do Rio para o Dia das Mães devem registrar aumento de 4%

Prevenção ao assédio no ambiente de trabalho.

Saúde mental entra no radar das empresas

Copa do Mundo: lojistas do Rio observam aumento nas vendas e transmissões são preparadas

Copa do Mundo impulsiona vendas e aquece economia carioca

Varejo carioca projeta aumento das vendas para o Dia dos Namorados
No Dia Mundial sem Tabaco, em 31 de maio, diversas ações chamaram a atenção para os graves danos à saúde causados pelo cigarro convencional e pelos cigarros eletrônicos (vapes). Criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1987, o Dia Mundial sem Tabaco visa à conscientização sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao consumo de produtos derivados do tabaco e da nicotina.
No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) coordenou campanhas em parceria com estados, municípios e instituições de ensino, com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre os malefícios do tabagismo.
Entre outros pontos, as ações alertaram para os efeitos dos aditivos de sabor e aroma que tornam os produtos mais atrativos e aumentam ainda mais o risco de dependência. Além dos prejuízos aos pulmões, o tabagismo está associado a doenças cardiovasculares, diferentes tipos de câncer –sendo a causa de cerca de 20% de todos os diagnósticos da doença no país – e diversos outros problemas graves de saúde.
O tema também tem ganhado espaço dentro das empresas, que cada vez mais investem em iniciativas voltadas à qualidade de vida, ao bem-estar e à promoção de ambientes de trabalho mais saudáveis.
Após décadas de queda, o número de fumantes no Brasil voltou a subir em 2025. O percentual de adultos fumantes nas capitais saltou para 11,6% (alta de 25% em relação ao ano anterior). Esse aumento é atribuído, em parte, à popularização dos cigarros eletrônicos (vapes). O uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes de 13 a 17 anos mais que dobrou, passando de 10,7% (em 2019) para alarmantes 24,7%. O tabagismo é responsável por aproximadamente 162 mil mortes anuais no país, o que representa cerca de 13% de todos os óbitos.
O impacto financeiro negativo também é enorme: R$ 153 bilhões por ano, divididos em R$ 67,2 bilhões de custos médicos diretos (equivalente a 7% de todo o gasto nacional com saúde) e R$ 86,3 bilhões de custos indiretos devido à perda de produtividade por morte prematura.
O mês de junho será marcado pela campanha Junho Vermelho, movimento que busca conscientizar a população sobre a importância da doação de sangue. A mobilização ganha destaque especialmente no Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado em 14 de junho por iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS).
A campanha homenageia os doadores voluntários e reforça a necessidade da doação regular para manter os estoques dos hemocentros abastecidos. Segundo especialistas, uma única doação pode ajudar a salvar até quatro vidas,
beneficiando pacientes em cirurgias, tratamentos, acidentes e outras situações de emergência.
Durante o Junho Vermelho, hemocentros e instituições de saúde deverão promover campanhas de incentivo e ações para ampliar o número de doadores. A iniciativa ganha ainda mais importância no inverno, época em que os estoques costumam apresentar queda. A orientação é que pessoas saudáveis, dentro dos critérios estabelecidos pelos serviços de hemoterapia, procurem os postos de coleta e contribuam com esse gesto simples, mas fundamental para salvar vidas.

O Carioca Shopping completou 25 anos no último dia 8 de maio consolidado como um dos principais centros comerciais da Zona Norte do Rio de Janeiro. Inaugurado em 2001, na Vila da Penha, o empreendimento acompanhou e ajudou a impulsionar as transformações urbanas, imobiliárias e comerciais de uma das regiões mais populosas da cidade.
Construído em um terreno que abrigou a antiga fábrica da Standard Elétrica, instalada no bairro nos anos 1960, o shopping marcou uma nova fase para a região. Em uma época em que os grandes centros comerciais ainda estavam concentrados principalmente na Zona Sul e na Barra da Tijuca, o Carioca Shopping surgiu como símbolo da expansão do varejo moderno para os bairros tradicionais da Zona Norte.
O empreendimento, localizado na Avenida Vicente de Carvalho, 909, na Vila da Penha, trouxe novidades importantes para a região, reunindo em um único espaço lazer, gastronomia, serviços e grandes redes varejistas. Entre os diferenciais da época estava a inauguração do primeiro cinema multiplex da Zona Norte, seguindo um conceito que começava a se consolidar nos grandes shoppings brasileiros no início dos anos 2000.
Com o crescimento da Vila da Penha e bairros vizinhos, como Vila Kosmos, Irajá, Vicente de Carvalho e Penha, o shopping tornou-se referência não apenas para compras, mas também como espaço de convivência e lazer familiar. O entorno passou por forte valorização imobiliária ao longo dos anos, impulsionada pela ampliação da oferta de
serviços, pela melhoria da infraestrutura urbana e pela presença do empreendimento.
Ao longo de sua trajetória, o Carioca Shopping tem acompanhado as mudanças do varejo e do comportamento do consumidor. Em 2015, passou por uma ampla expansão, ganhando cerca de 10 mil metros quadrados adicionais, novas operações comerciais e uma área gourmet, seguindo a tendência dos shoppings de ampliar os espaços dedicados à alimentação e à experiência dos clientes.
No ano seguinte, foi inaugurada uma torre comercial integrada ao complexo, consolidando o modelo de centro multiuso, que combina comércio, serviços e negócios em um mesmo ambiente. A modernização acompanhou um movimento observado em diversos empreendimentos do país, voltado à praticidade e à diversificação dos serviços oferecidos ao público.
Hoje, o Carioca Shopping reúne mais de 200 operações, entre lojas, restaurantes e serviços, recebendo cerca de um milhão de visitantes por mês. Além do impacto econômico, o empreendimento também se tornou parte da memória afetiva dos moradores da Zona Norte, que o frequentam ao longo de duas décadas.
Os 25 anos do shopping também ajudam a contar um pouco da própria evolução do varejo no Rio de Janeiro nas últimas décadas: a descentralização dos grandes centros comerciais, a valorização de bairros fora do eixo tradicional da cidade e a consolidação dos shoppings como polos de convivência urbana, lazer e serviços.
ARTY RIO - GALEÃO
AREZZO - LEBLON
ARMADILLO - SÃO CRISTOVÃO
AMORA RIO - CACHAMBI
ARTIUM - 2 LOJAS
BELLE EPOQUE - JACAREPAGUÁ
BOA VISTA - SÃO CRISTOVÃO
BOTICÁRIO - BARRA DA TIJUCA
C&A - JACAREPAGUÁ
CALVIN KLEIN - CACHAMBI
CALZEDONIA - BOTAFOGO
CARANDAÍ 25 - BARRA DA TIJUCA
CARE NATURAL BEAUTY - 2 LOJAS
CDC WEST - CAMPO GRANDE
CHAMEGO - COPACABANA
FRANCHISE SERVIÇOS POSTAIS - CACHAMBI
CROG - ILHA DO GAVERNADOR
DECLINK - CENTRO
DONNA DO RIO - MADUREIRA
DUTRAPLAST - GARDÊNIA AZUL
EC COMÉRCIO - BOTAFOGO
ESPAÇO RUBRO NEGRO - TIJUCA
FASHION BIJU - TAQUARA
FTG CONFECÇÃO - BARRA DA TIJUCA
GILSON MARTINS - IPANEMA
IP COSMÉTICOS - BARRA DA TIJUCA
ISA BAHIA - BOTAFOGO
JHON'MYM - COPACABANA
KISWAR - CENTRO
LAÇO DE FITA - 2 LOJAS
LUIZA BARCELOS - CENTRO
LUPO - BOTAFOGO
MAJESTADE FESTA - GÁVEA
MAPA DA MINA - CAMPO GRANDE

MELYANA FLORES - RIO COMPRIDO
MILOS ACESSÓRIOS - DEL CASTILHO
MITOS DOS ARTESANATOS - CENTRO
MR CAT - BOTAFOGO
MY BASIC - BARRA DA TIJUCA
NACIF ESPORTES - CENTRO
NEW ERA - BOTAFOGO
PALMEIRA TINTAS - CATETE
PAPELARIA ZAP - CENTRO
PEGADA - CACHAMBI
PERFUMARIA LURDES - BOTAFOGO
PRÓ-TÊNIS RAQUETES - BARRA DA TIJUCA
RJ NOVA AMÉRICA - DEL CASTILHO
ROSA MARIA - BANGU
S & H EMPREENDIMENTO - TANQUE
SASA - MÉIER
SELLKIT - 3 LOJAS
SHQON - CACHAMBI
SKECHERS - BARRA DA TIJUCA
SONHO DOS PÉS - MADUREIRA
TAPEÇARIA BUENOS AIRES - CENTRO
TRIKA SHOES - CACHAMBI
UNITEXTIL - PRAÇA DA BANDEIRA
UNIVERSO KIDS - 3 LOJAS
USAFLEX - CACHAMBI
VEGAS PLASTIC - BENFICA
VERVE - COPACABANA
VESTE GONÇALVES - TIJUCA
VIX - IPANEMA

Quer se associar? Entre em contato conosco e conheça todos os benefícios de ser uma empresa associada ao SindilojasRio: tel.: (21) 2217-5000 / WhatsApp: (21) 98552-1822 site: www.sindilojas.rio

RODRIGO TOSTES MALTA
Sócio administrador do Escritório Tostes Malta Advogados Associados, especializado em Direito do Trabalho.
No Brasil, seguindo uma tendência mundial, o empresário se vê diante da progressiva digitalização dos meios de contato com clientes, consumidores e com o governo. Se, por um lado, há uma maior agilidade e conveniência, na prática os meios virtuais criam desafios e, muitas vezes, frustrações. Exemplo de tais dissabores são as recorrentes queixas de consumidores que tentam registrar reclamações perante interlocutores gerados por inteligência artificial.
Seguindo essa tendência, foram implementados o DET (Domicílio Eletrônico Trabalhista) e o DJE (Domicílio Judicial Eletrônico), plataformas digitais pelas quais o poder público se comunica com as empresas, sendo obrigatórias para todas as pessoas jurídicas.
Administrado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o DET passou a ser o canal exclusivo por onde tramitam notificações de fiscalização, autos de infração e intimações de processos administrativos. A fiscalização por meio dessa ferramenta tornou-se remota, permitindo que os auditores fiscais exijam documentos diretamente pelo sistema.
Já o DJE, desenvolvido pelo Conselho Nacional de Justiça, concentra as comunicações de todos os
tribunais em um único endereço digital. É de especial importância notar que a empresa deve tomar ciência de novas ações judiciais, primariamente, por meio desse canal eletrônico.
Tanto no DET como no DJE, a empresa tem prazos curtos para acu-
com a possibilidade de aplicação de multa de até 5% sobre o valor da causa se não for registrado o recebimento dentro do lapso previsto em lei.
Particularmente, não vejo com bons olhos a redução do elemento humano e a automação sistêmica, a toque de caixa, sem a possibilidade de uma avaliação profunda das consequências a longo prazo, especialmente em setores sensíveis como o Judiciário e a fiscalização trabalhista. Essa percepção, contudo, não impede o avanço inevitável dessas mudanças.
Em que pese a obrigatoriedade de seu uso, o que tenho visto em minha prática profissional como advogado é que muitas empresas, independentemente de seu porte, não estão dando a atenção necessária a essas plataformas, ficando expostas a diversas consequências deletérias.
sar o recebimento das comunicações, podendo sofrer penalidades se não o fizer. No caso de citações via DJE, por exemplo, o prazo para ciência é de apenas três dias úteis,
Mas não há desculpas. É indispensável que o empreendimento se adeque o quanto antes, certificando-se de estar com seus dados cadastrais atualizados e acessando regularmente o DET e o DJE. Portanto, se você está lendo este artigo, aproveite para acessar agora mesmo esses sistemas e certificar-se de que não há nenhuma pendência necessitando de atenção imediata.

