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Revista O Lojista, edição de julho/agosto de 2026.

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Revista O Lojista | Julho e Agosto de 2026


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Revista O Lojista | Julho e Agosto de 2026


Mensagem do Presidente ALDO GONÇALVES Presidente do CDLRio e do SindilojasRio e diretor da Fecomércio RJ

Segurança, desenvolvimento e o futuro do Rio O Rio de Janeiro não vencerá seus desafios econômicos enquanto a violência continuar fazendo parte da rotina da cidade. Mais do que um problema de segurança pública, a criminalidade tornou-se um obstáculo ao desenvolvimento, à geração de empregos, aos investimentos e à qualidade de vida. O comerciante conhece essa realidade como poucos. Ao abrir as portas diariamente, ele convive com a insegurança que afasta consumidores, reduz a circulação de pessoas, encarece seguros, exige investimentos permanentes em vigilância e tecnologia e aumenta os custos de toda a operação. É uma conta que ultrapassa os limites das empresas e acaba sendo paga por toda a sociedade. E nessa conta nem estamos incluindo a perda irreparável de vidas e o terror imposto a comerciantes em várias regiões da cidade.

O debate ganha ainda mais importância às vésperas de um novo ciclo eleitoral. Não se trata de escolher este ou aquele candidato, mas de compreender que as decisões tomadas nas urnas definirão quem terá a responsabilidade de formular políticas públicas capazes de enfrentar problemas que se arrastam há décadas. O eleitor tem o direito – e o dever – de avaliar propostas, capacidade de gestão, compromisso com o desenvolvimento e disposição para apoiar os setores que geram emprego, renda e arrecadação. O comércio é um dos maiores empregadores do país e um dos primeiros setores a sentir os efeitos das boas e das más decisões do poder público. Quando a segurança melhora, as ruas voltam a ser ocupadas, os investimentos encontram ambiente favorável e a atividade econômica ganha força. Quando ela falha, perde o empresário, o trabalhador e o consumidor. Perde o Rio de Janeiro.

Os reflexos dessa realidade vão muito além das ocorrências policiais. Quando consumidores evitam determinadas regiões, quando empresários adiam investimentos, quando turistas deixam de circular livremente ou quando mercadorias precisam vencer uma logística cada vez mais cara e complexa, toda a economia perde dinamismo. O comércio sente esses efeitos de forma imediata, mas seus impactos alcançam toda a cadeia produtiva e comprometem a capacidade de crescimento do estado.

Mais do que discutir estatísticas, este é o momento de discutir prioridades. O estado que desejamos construir depende de políticas públicas consistentes, capazes de devolver à população o direito de viver sem medo e de criar um ambiente onde empreender, investir e trabalhar deixem de ser atos de coragem para voltar a ser instrumentos de desenvolvimento. Afinal, tudo o que é bom para o comércio é bom para a sociedade. E tudo o que é bom para a sociedade é, necessariamente, bom para o comércio.

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A percepção de insegurança não é fruto apenas da sensação das pessoas. Dados recentes do Instituto de Segurança Pública mostram que roubos de veículos e de cargas continuam pressionando o ambiente econômico do estado. Ao mesmo tempo, o Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelou que o Rio de Janeiro esteve entre os poucos estados que registraram aumento dos roubos e furtos de celulares em 2025, um retrato que ajuda a explicar por que a população convive com o medo em seu cotidiano.

inteligência, integração entre os poderes, combate efetivo ao crime organizado e continuidade das políticas públicas. E depende também de educação de qualidade, saúde eficiente, mobilidade urbana, qualificação profissional e oportunidades de trabalho. Essas áreas não competem entre si; ao contrário, são partes de uma mesma estratégia para tornar o Rio mais seguro, mais competitivo e socialmente mais justo.

É preciso reconhecer que segurança pública não se constrói apenas com policiamento. Ela depende de

Publicado no jornal Monitor Mercantil em 31 de julho de 2026.

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SUMÁRIO 4

ATUAÇÃO INSTITUCIONAL E PARCERIAS

SindilojasRio - Mais forte do que nunca Nova diretoria toma posse reafirmando seu compromisso com a inovação e a defesa dos interesses das empresas lojistas.

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MERCADO E TENDÊNCIAS

VENDAS PELO TIK TOK CRESCEM NO BRASIL

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Para o lojista, parceria com a plataforma pode ampliar a visibilidade da marca e dos produtos. Porém, é preciso avaliar bem custos e margem de lucros.

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HISTÓRIA DO COMÉRCIO

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DE OLHO NA MÍDIA

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ARTIGO

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LEGISLAÇÃO E TRIBUTOS

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POR DENTRO DA ECONOMIA

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SAÚDE E BEM-ESTAR

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PESQUISA

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NOVOS ASSOCIADOS

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SERVIÇOS PARA O LOJISTA

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OPINIÃO

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CAPA

A REFORMA TRIBUTÁRIA VEM AÍ! Empresas do Simples Nacional devem tomar decisões para 2027 até 30 de setembro. O SindilojasRio, em parceria com o Monteiro e Monteiro Advogados Associados, vai promover seminário on-line gratuito para orientar os lojistas.

expediente Diretoria do CDLRio

Presidente Aldo Carlos de Moura Gonçalves Vice-Presidente: Roberto Cury Vice-Presidente de Relações Institucionais: Julio Moysés Ezagui Vice-Presidente de Administração: Salomon Mordokh Dassa Vice-Presidente de Finanças: Gilberto de Araújo Motta Vice-Presidente de Patrimônio: Joel Georges Elias Mansour Vice-Presidente de Marketing: Juedir Viana Teixeira Vice-Presidente de Associativismo: Pedro Eugênio Moreira Conti Vice-Presidente de Produtos e Serviços Henrique André Real Barboza

Presidente Aldo Carlos de Moura Gonçalves O Lojista: Conselho de Redação SindilojasRio: Juedir Teixeira Andréa Mury CDLRio: Jorge Carlos Pereira Lúcio Ricardo Rogério Muzy

Editor Responsável: Igor Monteiro Quintaes (MTE nº 31504/RJ) Redação: Igor Monteiro Quintaes Andréa Mury Secretário e Designer Gráfico: Eduardo Farias Revisão: Andréa Mury Publicidade: (21) 2217-5000 Ramais 202 e 273

Publicação bimestral do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro – SindilojasRio e do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro – CDLRio Versão on-line: www.cdlrio.com.br e www.sindlojas.rio

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Diretoria do SindilojasRio

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ATUAÇÃO INSTITUCIONAL E PARCERIAS

A diretoria do SindilojasRio para 2026-2030.

Solenidade marca a posse da diretoria do SindilojasRio A 33ª diretoria do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio) tomou posse no dia 10 de julho, para o quadriênio 2026-2030. A solenidade, realizada na sede do sindicato, no Centro do Rio, reuniu empresários, representantes dos poderes legislativo, municipal e estadual, e do judiciário, de entidades do comércio, da indústria e de outros setores, além de parceiros, amigos e colaboradores do SindilojasRio.

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Formada por empresários e dirigentes com atuação consolidada no comércio carioca e no movimento sindical empresarial, a diretoria terá como missão continuar trabalhando pelo fortalecimento do associativismo e das atividades empresariais.

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“Nas últimas décadas, o SindilojasRio, reconhecido como a Casa do Lojista, consolidou-se como um interlocutor permanente junto aos poderes públicos e à sociedade, pautando sua atuação pelo diálogo, pelo equilíbrio e pela busca de soluções para a construção de um ambiente de negócios mais moderno, competitivo e favorável ao desenvolvimento”, disse Aldo Gonçalves, presidente da entidade. As personalidades que formaram a mesa de honra do evento ressaltaram as iniciativas pioneiras e os laços construídos pelo SindilojasRio com outras entidades, com as empresas do comércio e de diferentes setores da economia, o poder público e a sociedade do Rio de Janeiro ao longo de mais de 90 anos de existência. O decano da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que está em seu quinto manda-

to, o deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha registrou sua admiração e respeito pelo trabalho desenvolvido pelo SindilojasRio, ressaltando a qualidade de toda a equipe. Comentando os constantes desafios do comércio, como as mudanças que começam a ser implementadas pela reforma tributária, o parlamentar afirmou que o sucesso e a força do setor no Rio de Janeiro dependerá ainda mais de entidades fortes e atuantes como o SindilojasRio para preparar as empresas para estes novos tempos e defender seus interesses. Reforçando as palavras de Luiz Paulo Corrêa, o vereador Pedro Duarte destacou que quando há desafios também existem oportunidades. Formado em Direito pela PUC Rio e exercendo seu segundo mandato, ele lembrou a trajetória de sua família no comércio. Filho e sobrinho de comerciantes que atuam na Cadeg há mais de 40 anos, ele afirmou que tem um compromisso permanente com o combate à burocracia e ao excesso de impostos, e que busca apoiar quem empreende e investe no Rio. Para Duarte, a reforma tributária terá desafios, mas também poderá trazer avanços positivos em relação à arrecadação e à atração de empresas e investimentos para o estado. Citando ainda o possível fim da jornada 6x1, como outra mudança que impactará o setor produtivo, ele reforçou a importância da atuação e da união das entidades empresariais, como o SindilojasRio e outras, para que quem produz e gera empregos, renda e riqueza seja ouvido. Segundo o parlamentar, a presença e a atuação das entidades representativas do comércio de bens e de serviços e da indústria no debate público são vitais para criar as condições necessárias ao desenvolvimento social e econômico do Rio de Janeiro e do país.


ATUAÇÃO INSTITUCIONAL E PARCERIAS A mesa de honra reuniu representantes do comércio, da indústria, da política e da justiça.

O diretor de Relações Institucionais da Firjan e ex-ministro das Cidades, o diplomata Márcio Fortes de Almeida, ao cumprimentar a diretoria que tomou posse e os convidados do evento, celebrou os laços de amizade com o presidente do SindilojasRio, Aldo Gonçalves, desde que ambos se conheceram ainda jovens, no Colégio Militar. Em seguida, Fortes apresentou um panorama da indústria fluminense, comentando sua evolução nas últimas décadas, seus avanços e também alguns retrocessos. Ele destacou alguns pontos importantes para a economia, como a geração e a distribuição de energia, logística, segurança pública, segurança jurídica e o peso da carga tributária. Neste âmbito, a reforma tributária, que tem dominado os fóruns de discussão econômica, também foi comentada pelo ex-ministro das Cidades. Lembrando que o Rio de Janeiro é o segundo mercado consumidor do Brasil, ele afirmou que as mudanças vão beneficiar o estado progressivamente, com mais recursos, e estimular a indústria fluminense. Samir Nehme, presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis, Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas do Estado do Rio de Janeiro (Sescon RJ) e também da Associação Empresarial de Campo Grande (AECG Rio), exaltou o SindilojasRio como uma “casa onde os amigos se encontram”, ressaltando que a

longevidade da gestão se deve à qualidade de seus diretores e à competência e à capacidade dos profissionais que atuam na entidade. Novamente tendo como foco a reforma tributária, Nehme lembrou a importância da parceria entre contadores e empresas do comércio neste momento desafiador. Segundo ele, para as empresas se reposicionarem e continuarem competitivas, a sinergia entre empresários e contadores e o conhecimento sobre como as mudanças afetarão os negócios serão fundamentais ao planejamento e à tomada de decisões. O presidente do Sescon e da AECG Rio acredita que o Rio de Janeiro tem muito a ganhar e que, por isso, as parcerias serão essenciais para as empresas superarem obstáculos, se adaptarem à nova realidade e aproveitarem os benefícios que a reforma trará. Por fim, Robson Carneiro, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae RJ e também da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Rio de Janeiro (Facerj) e da Associação Comercial de Bonsucesso, enfatizou a importância da união e das parcerias para o desenvolvimento do estado. Afirmando que a união e o diálogo produtivo entre as entidades são vitais, ele frisou o papel do Sebrae RJ, com suas competências e capilaridade, como um motor capaz de impulsionar o comércio e também a indústria, principalmente os micro e pequenos empreendedores. Comentando a importância das parcerias, Carneiro lembrou que, tanto o Sebrae RJ como a Facerj têm várias propostas e projetos sendo construídos em conjunto com o SindilojasRio e o CDLRio, assim como com outras entidades empresariais. Encerrando as saudações da mesa de honra, o presidente do Sebrae RJ lembrou ainda que, na atuação das entidades representativas dos setores produtivos, há muita abnegação e muito trabalho realizado de forma voluntária em prol de um esforço comum em torno do desenvolvimento do Rio de Janeiro.

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O desembargador Fábio Dutra, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) e presidente da Associação Nacional de Desembargadores (Andes), parabenizou a nova diretoria do SindilojasRio pelo trabalho desenvolvido há décadas e citou a revitalização do Centro do Rio como exemplo de como a união em torno de objetivos comuns pode realmente transformar o estado. Ele comentou ainda sobre a atuação do poder judiciário e o seu papel na construção de um ambiente mais seguro e favorável aos negócios.

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ATUAÇÃO INSTITUCIONAL E PARCERIAS

Mesa de honra, durante a saudação do desembargador Fábio Dutra.

O presidente e os gerentes do SindilojasRio: Elizabeth Guimarães (Jurídico), Luiz Roif (TI) e José Carlos Pereira Filho (Comercial)

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O presidente da Comissão Eleitoral Luiz Claudio Carrilho Moraes.

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Diretores e colaboradores do CDLRio com Aldo Gonçalves no centro.


ATUAÇÃO INSTITUCIONAL E PARCERIAS Da esquerda para a direita: o presidente da Sebrae RJ, Robson Carneiro; o diretor de Relações Institucionais da Firjan, Márcio Fortes de Almeida; e o deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha.

Aldo Gonçalves e profissionais da Alcance Digital 360º, agência parceira do SindilojasRio.

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Renato Mansur, da Jucerja; e, Aurio Dill, contador.

Zenaide Augusta Alves, vice-presidente da Comissão de Direito do Trabalho da OAB/RJ e Lygia Maria Sampaio, presidente da Federação dos Contabilistas (Fedcont) com o presidente do SindilojasRio.

A festa da posse foi realizada no novo Centro de Eventos Aldo Gonçalves, recém-inaugurado em 6 de julho, em homenagem à atuação e ao aniversário do presidente do SindilojasRio.

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ATUAÇÃO INSTITUCIONAL E PARCERIAS

Discurso de Posse Aldo Carlos de Moura Gonçalves Presidente do SindilojasRio

Senhoras e Senhores,

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O SindilojasRio completará 94 anos em dezembro deste ano, continuando a cumprir a missão para a qual foi vocacionado desde a sua fundação e que permanece atual: representar os empresários do comércio, defender seus legítimos direitos e interesses, e contribuir para o fortalecimento do setor e o desenvolvimento econômico e social do Rio de Janeiro. Ao longo dessa trajetória, o pioneirismo tornou-se uma das marcas da nossa instituição. Nunca esperamos que as mudanças acontecessem para agirmos. Procuramos compreendê-las, antecipá-las e preparar o comércio para cada novo tempo. Foi assim no passado e é no presente. E assim continuará sendo no futuro.

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Tendo a responsabilidade de conduzir o SindilojasRio pelos próximos quatro anos, é com esse

espírito que a trigésima terceira Diretoria assume hoje. Somos uma entidade sólida, respeitada e reconhecida pela independência de sua atuação; construída pelo trabalho de sucessivas diretorias, com o comprometimento de seus colaboradores e a confiança dos empresários que compreenderam a importância de uma representação forte e atuante.

O associativismo continua sendo uma das maiores forças do setor empresarial. Quanto maiores os desafios, imprescindível se torna a união em torno de objetivos comuns.

É essa capacidade de unir o comércio, construir consensos e defender interesses coletivos que faz do SindilojasRio uma instituição sempre necessária e cada vez mais relevante.


A pesada carga tributária, sem a necessária contrapartida em serviços essenciais, tais como ordenamento urbano, uma rede de transportes mais eficiente e maior segurança pública, impede o crescimento do setor e inviabiliza investimentos. Enquanto os custos operacionais são cada vez mais altos, as empresas lojistas lutam contra a concorrência desigual com o comércio informal, a pirataria, os roubos de cargas e outros tipos de crime. Nossa luta para criar as condições que possam reverter esse cenário é diária. O comércio não prospera em ambientes de confronto. Prospera quando há estabilidade, previsibilidade, segurança jurídica e transparência. Por isso, seguiremos dialogando com todos aqueles que compreendam a importância da livre iniciativa, do empreendedorismo, da simplificação do ambiente de negócios e do fortalecimento das empresas que geram emprego, renda e oportunidades. Vivemos um período de transformações profundas. A implementação da Reforma Tributária, os novos desafios na gestão de pessoas e dos ambientes laborais trazidos pela NR-1, o avanço da inteligência artificial, as mudanças no comportamento do consumidor e a constante evolução do varejo exigem das empresas informação, capacidade de adaptação e visão estratégica. Mais do que nunca, cabe ao SindilojasRio estar à frente desse processo: orientando, antecipando cenários, estimulando a inovação e oferecendo aos empresários as condições necessárias para enfrentar essas mudanças com segurança e competitividade.

Vale lembrar ainda que, no dia 16 de julho, celebramos o Dia do Comerciante: uma data que nos convida a reconhecer a força de homens e mulheres empreendedores que, diariamente, enfrentam inúmeros desafios com coragem, criatividade, perseverança e fazem a economia girar. É uma data para lembrar que é o comércio que imprime movimento às ruas e bairros; que dá vida à cidade. Encerrando, registro nosso reconhecimento aos primeiros dirigentes do SindilojasRio, visionários que, lá atrás, plantaram esta poderosa semente do associativismo empresarial.

ATUAÇÃO INSTITUCIONAL E PARCERIAS

Em 2026, continuamos a enfrentar obstáculos e problemas graves que estrangulam a atividade comercial, dificultando sua expansão e o seu fortalecimento; e inibindo a competitividade das empresas.

Essa sempre foi a vocação da nossa entidade: não apenas acompanhar a evolução do comércio, mas contribuir para construí-la.

Estendo esse reconhecimento às diretorias que nos antecederam e ajudaram a tornar a Casa do Lojista um porto seguro para as empresas do varejo de todos os portes. Agradecemos aos colaboradores do SindilojasRio, cuja dedicação e competência são fundamentais para a excelência do trabalho desenvolvido diariamente, e também às entidades e empresas parceiras que caminham ao nosso lado na defesa de um comércio cada vez mais forte. Aos empresários do comércio, razão maior da existência do SindilojasRio, reafirmamos o nosso compromisso de continuar oferecendo uma representação firme, técnica e independente, sempre orientada pelos interesses maiores do setor e pelo desenvolvimento do Rio de Janeiro. A trigésima terceira diretoria do SindilojasRio inicia este mandato com a mesma responsabilidade e a mesma convicção que acompanha o sindicato desde a sua fundação: seguir inovando, fortalecendo o associativismo, construindo pontes, antecipando desafios e trabalhando para que o comércio continue sendo um dos principais motores do desenvolvimento econômico e social do Rio de Janeiro. Porque esta é a essência da nossa missão. Tudo o que é bom para o comércio é bom para a sociedade; e tudo o que é bom para a sociedade é bom para o comércio. Muito obrigado. Rio de Janeiro, 10 de julho de 2026.

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Ao longo de sua história, o SindilojasRio consolidou-se como um interlocutor permanente junto aos poderes públicos e à sociedade, pautando sua atuação pelo diálogo, pelo equilíbrio e pela busca de soluções que contribuam, de maneira efetiva, para um ambiente de negócios mais moderno, competitivo e favorável ao desenvolvimento.

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HISTÓRIA DO COMÉRCIO

Dia do Comerciante Data marca o nascimento do político e economista que influenciou o desenvolvimento do Brasil. Retrato do Visconde de Cairu (Domenico Failutti, acervo do Museu Paulista da USP).

Iniciativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens e Serviços e Turismo (CNC), o Dia do Comerciante foi criado pela Lei Federal nº 2.048, de 1953. A data – 16 de julho – foi escolhida por marcar o nascimento do patrono do comércio no Brasil, o economista e político baiano José Maria da Silva Lisboa, Visconde de Cairu, em 1756.

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Filho de um arquiteto português, Henrique da Silva Lisboa, e de Helena Nunes de Jesus, o patrono do comércio nasceu em Salvador e faleceu no Rio, em 20 de agosto de 1835. Formado em direito canônico e filosofia pela Universidade de Coimbra, o Visconde de Cairu foi jurista, um político atuante e, também, um dos maiores economistas de sua época.

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Deputado da Real Junta do Comércio, após a instalação da Corte Portuguesa no Rio, colaborou diretamente na redação dos decretos que determinaram a abertura dos portos brasileiros às nações amigas, em 1808, e defendeu o fim da proibição da instalação de manufaturas no Brasil. Participou também do esboço inicial do Código Comercial e escreveu várias obras sobre economia e política, editadas pela Impressão Régia. Na visão do Visconde de Cairu, “o comércio como instituição civilizadora, permitia aos homens, mesmo que de forma não planejada, criar e distribuir riquezas e, assim, harmonizar os interesses egoístas e satisfazer às necessidades de toda sociedade”.

A sua atitude favorável ao desenvolvimento econômico da colônia contribuiu decisivamente para a criação de condições indispensáveis à independência política do Brasil em 1822. Depois da independência, ele continuou a exercer cargos elevados, recebendo importantes distinções. Foi agraciado em 1825 pelo Imperador D. Pedro I com o título de barão e, depois, em 1826, de visconde de Cairu, sendo ainda escolhido senador do Império, mais tarde. Incentivou fortemente o ensino de economia política no país, sendo autor de importantes obras, como “Princípios da Economia Política”, de 1804, que introduziu as ideias liberais de Adam Smith no Brasil; “Princípios de Direito Mercantil”, de 1806, um tratado em vários volumes sobre o direito comercial e marítimo; e “Observações sobre a Franquia da Indústria”, de 1810, onde defendeu o livre comércio e o desenvolvimento produtivo interno, entre outras. Historiadores destacam que a atuação do Visconde de Cairu, patrono do comércio no Brasil, serviu a objetivos patrióticos, propiciando a evolução política e econômica do país. Por tudo isso, a data escolhida para marcar o Dia do Comerciante foi a do nascimento do baiano José Maria da Silva Lisboa, Visconde de Cairu. Um brasileiro que contribuiu, assim como milhares de comerciantes contribuem todos os dias, para o desenvolvimento do Brasil.


A campanha da Hope para o Dia dos Pais foca em histórias reais e nas diferentes formas de vivenciar a paternidade, ao reunir personalidades de diferentes gerações e trajetórias familiares para destacar valores como presença, cuidado, cumplicidade, escolha e convivência na construção dos vínculos entre pais e filhos. A iniciativa também marca um novo momento da expansão da marca no mercado masculino, com novidades nas linhas Underwear e Sport. Entre os protagonistas está o fundador da São Paulo Fashion Week e nome de destaque da moda brasileira, Paulo Borges, que participa da campanha ao lado do filho adotivo Henrique (foto). O modelo e influenciador Felipe Fraga, conhecido por abordar temas como moda e comportamento nas redes sociais, também está na campanha, ao lado do pai. Ana e Fabi, criadoras do perfil Irmã, Babado!, e o pai delas, completam o elenco, com o humor que marca a relação da família nas redes. Ao reunir diferentes gerações, perfis e configurações familiares, a proposta da Hope é ampliar a representação da paternidade e reforçar a ideia de que não existe um único modelo de família.

A campanha traz os lançamentos de moda íntima e esportiva da Hope no segmento masculino, com novos modelos e uma cartela ampliada de cores. Para o Dia dos Pais, a marca também preparou condições promocionais. Na compra de três cuecas, o consumidor pagará por duas. Já na compra de um pijama masculino ou de um produto masculino da linha Sport, receberá um kit de meias. (Site Propmark)

MERCADO E TENDÊNCIAS

Diferentes formas de paternidade

A iluminação é capaz de influenciar o comportamento do consumidor, valorizar produtos, reforçar a identidade de uma marca e aumentar as vendas. No workshop “Iluminação para lojas”, realizado pelo SindilojasRio junto com o CDLRio, o especialista Daniel Feldman, da Alloy Iluminação, mostrou como a iluminação para os ambientes comerciais exerce um papel importante. Segundo ele, a iluminação adequada destaca produtos, cria ambientes acolhedores e ajuda a orientar o fluxo dos consumidores dentro do espaço, contribuindo para a experiência de compra e para o fortalecimento da marca. Atuando no setor de iluminação há 30 anos, Feldman destacou que clientes permanecem mais tempo em espaços bem iluminados, aumentando as chances de venda. O especialista explicou que uma iluminação planejada de forma estratégica procura valorizar vitrines, lançamentos e promoções, ao direcionar o olhar do cliente para cores, texturas e detalhes dos produtos. Ele lembrou como a escolha da iluminação contribui para a identidade das marcas – lojas modernas podem preferir luz branca para transmitir a ideia de tecnologia e limpeza, enquanto marcas sofisticadas podem optar por uma iluminação quente para criar a sensação de aconchego,

por exemplo. Daniel Feldman ressaltou ainda que a luz certa transmite profissionalismo e amplia a sensação de segurança no ambiente, enquanto uma iluminação inadequada pode comprometer a percepção dos produtos e das marcas, gerar desconforto visual e até mesmo prejudicar a imagem do estabelecimento.

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Iluminação estratégica para lojas

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TikTok Shop consolida o social commerce no Brasil Plataforma amplia as oportunidades para os lojistas, mas, mudanças nas taxas exigem atenção à precificação. Comprar um produto enquanto assiste a um vídeo já se tornou realidade. Em seu primeiro ano de operação no Brasil, o TikTok Shop fortaleceu o chamado social commerce, aproximando entretenimento e consumo em uma mesma experiência.

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Na plataforma, o consumidor descobre produtos em vídeos, transmissões ao vivo ou vitrines de criadores de conteúdo, e conclui a compra sem sair do aplicativo. Para o varejo, isso reduz etapas entre o interesse e a aquisição.

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O formato vem atraindo grandes marcas e pequenos empreendedores, principalmente aqueles interessados em alcançar consumidores mais jovens. Diferentemente dos marketplaces tradicionais, no TikTok Shop a venda está diretamente relacionada à capacidade de produzir conteúdo. Vídeos curtos, demonstrações, avaliações e transmissões ao vivo ajudam a despertar o interesse do consumidor. Muitas compras acontecem por impulso, estimuladas por conteúdos criativos e pela facilidade de adquirir o produto imediatamente. Nesse ambiente, o lojista não compete apenas em preço. Ele também disputa atenção. Quanto mais

relevante e autêntico for o conteúdo, maiores são as chances de alcançar novos clientes. Por isso, este modelo também movimenta uma ampla rede de criadores de conteúdo, que podem atuar como afiliados e divulgar produtos em troca de comissões sobre as vendas realizadas. Para o varejista, essa parceria pode ampliar a exposição da marca e dos produtos. Entretanto, é importante avaliar cuidadosamente as comissões, o perfil dos criadores e os resultados efetivamente gerados.

Estrutura de cobrança para os vendedores brasileiros foi alterada Desde o último dia 15 de julho, produtos com preço inferior a R$ 50 passaram a pagar comissão de 10%, em vez dos 6% anteriores. Para os produtos a partir de R$ 50, a comissão permaneceu em 6%, porém a taxa fixa por item vendido aumentou de R$ 4 para R$ 6. Já a taxa do Programa de Frete Grátis permaneceu inalterada para os participantes. Na prática, produtos de menor valor passaram a sofrer um impacto maior, tornando indispensável


Uma das alternativas para reduzir o impacto das taxas é criar kits ou combinações de produtos, elevando o valor médio das compras. Também é importante acompanhar a rentabilidade individual de cada item. O TikTok Shop pode ser uma oportunidade interessante, especialmente para segmentos com forte apelo visual, como moda, beleza, acessórios, decoração, utilidades domésticas, artigos infantis e presentes. Produtos que podem ser demonstrados em vídeos curtos ou transmissões ao vivo tendem a se adaptar melhor ao formato. A entrada no Tik Tok Shop, no entanto, precisa fazer parte de uma estratégia mais ampla, integrada ao e-commerce, às redes sociais, ao estoque, à logística e ao atendimento ao cliente. A união entre compras e entretenimento está transformando a jornada do consumidor. Nesse

novo cenário, oferecer bons produtos já não basta. Também é necessário contar histórias, criar experiências e produzir conteúdos capazes de gerar interesse e confiança. Para os lojistas, o desafio é equilibrar criatividade, presença digital e gestão financeira. Afinal, vender mais é importante, mas vender com uma margem saudável continua sendo vital para a sustentabilidade do negócio.

Cuidados antes de vender no TikTok Shop: •

Revise a margem de lucro de cada produto;

•

Considere todas as taxas na formação do preço;

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Produza vídeos que mostrem o produto em uso;

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Avalie as comissões pagas aos afiliados;

•

Fique atento a mudanças nas regras da plataforma.

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a revisão dos preços e das margens de lucro. Vale lembrar que o aumento das vendas pode esconder um problema comum no comércio eletrônico: maior faturamento sem crescimento proporcional do lucro. Comissões da plataforma, logística, impostos, produção de conteúdo, descontos e pagamentos a afiliados devem ser considerados na formação do preço.

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CAPA

Analisar e simular cada cenário será vital para o planejamento tributário e financeiro.

A Reforma Tributária vem aí! Empresas do Simples Nacional devem tomar decisões até 30 de setembro. O SindilojasRio realiza webinar gratuito, no dia 13 de agosto, para orientar os lojistas.

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Com a Reforma Tributária, as empresas que pretendem ingressar ou retornar ao Simples Nacional em 2027 devem formalizar a opção entre os dias 1º e 30 de setembro. Antes, esse procedimento era realizado em janeiro do próprio ano de enquadramento. No entanto, para as empresas que já estão regularmente enquadradas no Simples Nacional, a permanência será automática, desde que mantidos os requisitos legais.

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Em setembro próximo, as empresas do Simples Nacional também poderão decidir se desejam recolher o IBS e a CBS dentro do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) ou fora do DAS, pelo regime regular. A escolha produzirá efeitos de janeiro a junho de 2027. Caso a empresa já enquadrada no Simples Nacional não faça qualquer escolha agora, o IBS e a CBS continuarão incluídos no DAS. A opção pelo recolhimento desses tributos pelo regime regular é facultativa. Uma nova oportunidade de escolha será oferecida em março do ano que vem, com efeitos para o segundo semestre de 2027.

Créditos tributários vão influenciar na decisão A decisão sobre a forma de recolhimento do IBS e da CBS deverá ser analisada com atenção,

principalmente pelas empresas que vendem bens, produtos, prestam serviços ou realizam operações com direitos para outras empresas. As operações realizadas por empresas optantes pelo Simples Nacional poderão gerar créditos de IBS e CBS aos adquirentes sujeitos ao regime regular, observado o tratamento tributário escolhido pelo fornecedor. Se o fornecedor optar pelo recolhimento de IBS e CBS fora do DAS, será aplicada a sistemática do regime regular a esses tributos, permitindo ao adquirente a apropriação dos créditos na forma da legislação. Já se os tributos forem mantidos dentro do DAS, o cliente poderá aproveitar créditos correspondentes somente ao valor de IBS e CBS devido pela empresa fornecedora por meio do Simples Nacional. Como esse valor poderá ser inferior ao calculado pelas alíquotas do regime regular, o crédito concedido ao comprador também poderá ser menor. Por outro lado, a empresa poderá continuar enquadrada no Simples Nacional para os demais tributos e optar pela apuração e pelo recolhimento de IBS e CBS pelo regime regular fora do DAS. Nesse caso, a operação seguirá a sistemática regular desses dois tributos, permitindo ao cliente aproveitar os créditos correspondentes ao IBS e à CBS na forma prevista na legislação.


Ao manter IBS e CBS dentro do DAS, o optante pelo Simples Nacional não se apropriará, em regra, dos créditos desses tributos relativos à aquisição de bens, serviços e direitos, ressalvadas as hipóteses previstas na legislação. Caso escolha o regime regular, poderá aproveitar os créditos permitidos pela legislação, o que pode reduzir o valor líquido a recolher. Essa vantagem, entretanto, deve ser comparada com a carga tributária resultante, a margem de lucro e o aumento da complexidade operacional. Ao recolher IBS e CBS fora do DAS, a empresa continuará no Simples Nacional em relação aos demais tributos, mas terá de apurar esses dois tributos pelas regras gerais, emitir corretamente os documentos fiscais e cumprir as obrigações correspondentes ao regime regular.

Split payment mudará recebimento das vendas Outra mudança que deve ser considerada pelas empresas é o split payment (pagamento dividido). Nesse sistema, no momento em que o cliente efetuar a compra, a parcela correspondente ao IBS e à CBS poderá ser separada, automaticamente, pela instituição responsável pela transação e encaminhada diretamente aos órgãos arrecadadores, observadas as hipóteses e as regras de implementação previstas na legislação. Quando o split payment for aplicado à transação, a empresa receberá somente o valor líquido da venda, sem que a parcela destinada a esses tributos passe pelo seu caixa. Ao automatizar o recolhimento, o mecanismo busca reduzir a inadimplência tributária e assegurar a apropriação dos créditos pelo comprador. Para as empresas, isto poderá impactar o fluxo de caixa e o capital de giro, pois o valor dos tributos deixará de

CAPA

Além de considerar os créditos oferecidos aos clientes, a empresa precisa avaliar os créditos que ela própria poderá aproveitar em suas aquisições.

permanecer temporariamente disponível entre o recebimento da venda e o vencimento da obrigação tributária. O split payment também está previsto como modalidade de extinção dos débitos de IBS e CBS das empresas do Simples Nacional quando essas tiverem optado pelo recolhimento desses tributos pelo regime regular, conforme a legislação. Sua implementação ocorrerá de forma gradual e dependerá das etapas, dos meios de pagamento, das regras operacionais definidas em conjunto pela Receita Federal e pelo Comitê Gestor do IBS e atos normativos aplicáveis.

Por isso, além de comparar a carga tributária e os créditos gerados em cada alternativa, a empresa deverá avaliar como o pagamento dividido poderá afetar seus recebimentos, sua conciliação financeira e seu capital de giro. Sistemas de gestão, emissão de documentos fiscais, meios de pagamento e controles internos precisarão estar preparados para identificar corretamente o valor da venda, os tributos separados e o montante efetivamente recebido.

Essa diferença pode afetar a competitividade das empresas que atuam no mercado B2B (entre empresas). Diante de fornecedores com preços e condições semelhantes, um cliente sujeito ao regime regular poderá preferir aquele que proporcione maior crédito tributário, reduzindo o custo efetivo da aquisição. Mas, isso não significa que as empresas do Simples Nacional serão prejudicadas. O impacto dependerá de fatores como o perfil dos clientes, o valor dos créditos gerados, os preços praticados, a margem de lucro e o tipo de produto ou serviço comercializado. No varejo voltado predominantemente ao consumidor final, que não utiliza créditos tributários, permanecer com IBS e CBS dentro do DAS poderá continuar sendo a alternativa mais simples e adequada. Já as empresas que vendem principalmente para pessoas jurídicas deverão analisar com maior cuidado se a geração de créditos menores pode afetar sua competitividade e consequentemente seus preços, suas negociações e contratos comerciais.

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Créditos sobre as próprias compras

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CAPA

Antes de decidir, empresas precisam analisar cada detalhe A escolha para o primeiro semestre de 2027 não poderá ser alterada durante esse período. Por isso, a decisão não deve ser tomada apenas com base na alíquota aparente ou no desejo de gerar mais créditos aos clientes. É fundamental realizar uma simulação tributária e financeira minuciosa, avaliando também os custos de adaptação e operacionais da opção. De acordo com a gerente do Núcleo Jurídico do SindilojasRio, Elizabeth Guimarães, não existe uma alternativa que seja necessariamente mais vantajosa para todas as empresas. “A melhor escolha dependerá da realidade de cada negócio e deverá ser avaliada com antecedência, de preferência com o apoio do contador e de especialistas tributários. Antes de decidir, o empresário deve levar em conta se vende principalmente para consumidores finais ou para outras empresas e avaliar quanto crédito de IBS e CBS será oferecido aos clientes e quanto poderá ser aproveitado nas próprias compras”, disse ela. Elizabeth reforçou ainda que será preciso comparar a carga tributária de cada alternativa; verificar a necessidade de rever preços, margens ou contratos; analisar os impactos do split payment sobre o capital de giro; conferir se os sistemas de emissão de notas fiscais e de gestão estão preparados; e calcular o custo contábil e operacional decorrente da adoção do regime regular.

Permanência ou saída do Simples Prazos e Regras para 2027

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Essa decisão não deve ser confundida com a opção pelo recolhimento de IBS e CBS pelo regime regular. Nesta segunda situação, as empresas permanecem no Simples Nacional em relação aos demais tributos, retirando apenas IBS e CBS do recolhimento feito por meio do DAS.

A nova regra de setembro também não se aplica ao Microempreendedor Individual (MEI). Para quem deseja ingressar no Simei, sistema de recolhimento com valores fixos mensais destinado ao microempreendedor individual, a opção continuará sendo realizada em janeiro, observadas as regras previstas na legislação.

Webinar gratuito vai explicar e orientar sobre as mudanças Em parceria com o escritório Monteiro e Monteiro Advogados Associados, o SindilojasRio vai promover um webinar gratuito para explicar as mudanças trazidas pela reforma tributária e esclarecer as principais dúvidas sobre as opções disponíveis para 2027. Este seminário on-line será realizado às 10h do dia 13 de agosto, com a participação de especialistas em direito tributário.

Cancelamento: o pedido feito em setembro poderá ser cancelado até 30 de novembro de 2026.

A parceria com o escritório Monteiro e Monteiro também oferecerá às empresas lojistas associadas ao SindilojasRio um serviço de análise para auxiliar na escolha da forma de recolhimento mais adequada às características da empresa diante das novas regras da Reforma Tributária.

Regularização: empresas com pendências cadastrais ou débitos devem observar o prazo legal para regularização após a ciência do indeferimento do pedido, conforme a regulamentação aplicável.

As inscrições para o webinar podem ser feitas pelo WhatsApp (21) 98552-1822 ou pelo link: https:// lp.rlkpro.com/l/I6DDbaABF1116

Empresas constituídas entre outubro e dezembro de 2026: a opção será feita no ato da inscrição no CNPJ e produzirá seus efeitos segundo a legislação do Simples Nacional, abrangendo o período aplicável para o fim de 2026 e todo o ano de 2027.

Para informações sobre o serviço de análise, as empresas devem contatar o Núcleo Jurídico (setor Tributário) do SindilojasRio pelo telefone (21) 2217-5000 ou pelo WhatsApp (21) 98552-1822.

Período de opção: de 1º a 30 de setembro de 2026, valendo a partir de 1º de janeiro de 2027.

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Empresas já enquadradas no Simples Nacional, mas que não desejem permanecer no regime, no ano que vem, deverão comunicar sua exclusão voluntária pelo Portal do Simples Nacional até o último dia útil de dezembro de 2026, para que a exclusão produza efeitos a partir de 1º de janeiro de 2027.


Advogada no Monteiro e Monteiro Advogados Associados. giovanna.vasconcelos@monteiro.adv.br

A publicação da Emenda Constitucional da Reforma Tributária estabeleceu um novo marco regulatório para o sistema fiscal brasileiro. A substituição do modelo fragmentado de tributação sobre o consumo pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que compõem o chamado IVA Dual, foi acompanhada pela promessa de simplificação, transparência e neutralidade econômica. Contudo, a engenharia tecnológica desenhada pelas Leis Complementares n° 214/2025 e 227/2026 trouxe à tona mecanismos operacionais de alta disrupção, destacando-se dentre eles o split payment. Ao analisar essa nova ferramenta, revela-se um profundo descompasso entre a prometida simplificação pela reforma e a perda de liquidez imediata gerada pela segregação eletrônica de tributos em tempo real, levantando questionamentos sobre a preservação do capital de giro e a eficiência operacional das empresas que operam sob o regime regular (não-cumulativo) do IBS e da CBS. Historicamente, o cumprimento das principais obrigações tributárias no Brasil se embasava na lógica da declaração e posterior pagamento. A empresa emite a nota fiscal, recebe o valor integral de seu cliente e, no mês subsequente, recolhe as guias consolidadas dos respectivos tributos incidentes. Esse hiato temporal entre o faturamento e o desembolso efetivo do imposto atua, na prática, como uma linha de crédito de curto prazo sem custos, fornecendo um

fôlego crucial para o capital de giro de negócios que dependem da liquidez imediata para financiar estoques, manter suas operações e cumprir obrigações corporativas imediatas. O split payment altera essa dinâmica ao dividir automaticamente o pagamento do tributo entre comprador e vendedor no momento exato da transação. Sob a nova regulamentação, o sistema opera por meio da integração instantânea entre os documentos fiscais eletrônicos e a rede bancária. No momento em que o adquirente liquida a transação, seja via Pix, cartão de crédito ou boleto bancário, a instituição financeira intercepta a operação, sendo a parcela correspondente ao IBS e à CBS segregada e direcionada automaticamente para o Fisco. Neste cenário, do valor total da operação, a empresa recebe apenas a quantia líquida da venda realizada. A arrecadação, portanto, transmuta-se de um evento mensal e consolidado para um fenômeno pulverizado e em tempo real. O problema se agrava quando analisamos a velocidade dos fluxos financeiros diante de instabilidades sistêmicas ou na ausência de verificação imediata de créditos acumulados na conta fiscal do fornecedor. Se o modelo de “Split Inteligente” falhar ou estiver indisponível, as instituições financeiras realizam a retenção de forma preventiva com base no valor bruto da operação, desconsiderando temporariamente os créditos fiscais que a empresa possui ao longo de sua cadeia produtiva.

ARTIGO

Para mitigar o sufocamento financeiro decorrente de retenções a maior, a legislação estipulou uma trava de segurança temporal: o Fisco tem o prazo de até três dias úteis (D+3) para processar a conciliação e restituir a diferença retida indevidamente. Embora 72 horas úteis pareçam um prazo curto para os padrões históricos da administração pública, para empresas com alta rotatividade de estoque ou que operam no varejo, esse descasamento diário pode imobilizar milhões de reais que financiavam o pagamento de fornecedores e da folha de salários, gerando sérios desequilíbrios financeiros de curto prazo. Embora as empresas de médio e grande porte já lidem historicamente com apurações complexas, a sistemática de recolhimento imediato altera profundamente as premissas do planejamento financeiro tradicional. A necessidade de manutenção da competitividade e da fluidez nas cadeias produtivas altamente interdependentes (B2B) forçará os gestores a redesenharem suas estratégias. Para enfrentar e sobreviver a esses novos desafios estruturais, torna-se essencial adotar práticas rigorosas de gestão financeira, com foco especial no planejamento milimétrico do fluxo de caixa, na otimização de sistemas de compliance fiscal automatizados e na constituição de reservas robustas de capital de giro. Recomenda-se também uma análise detalhada dos efeitos específicos da transição tributária na cadeia de fornecedores de cada segmento de atuação.

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GIOVANNA VASCONCELOS

O Split Payment e o impacto no fluxo de caixa das empresas

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POR DENTRO DA ECONOMIA

por dentro da

economia ANTONIO EVERTON Mestre em Economia Empresarial, com MBA e especialização em Micro e Pequenas Empresas.

A Reforma e a Carga Tributárias

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O Brasil se posiciona no ranking global da renda média entre o 79º e o 95º lugar, dependendo do critério – se é PIB per capita, salário médio, poder de consumo do salário mínimo, entre outros. Contudo, expõe contradições pois pratica carga tributária compatível com a de países ricos que, hoje, está no patamar de 34% do PIB, algo próximo das nações que possuem maior riqueza, como as da OCDE.

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No arcabouço das idiossincrasias, o país apresenta forte concentração da renda. É o quinto colocado num conjunto de 216 países, apresentando-se como de extrema concentração da renda e da riqueza. Dos meados da década de 90 para cá, muita coisa mudou, principalmente porque o Brasil já havia sido o antepenúltimo nos anos 80. Se melhorou mais duas posições foi devido ao controle e à estabilidade da inflação. O fim do processo hiperinflacionário recidivo com indexação permitiu o acesso da população mais afetada pela alta dos preços ao mercado de consumo, situação antes impossível. De qualquer maneira, o processo de má distribuição da renda continua perverso e estrutural. Sem reforma do Estado, crescimento sustentado e perene, inflação baixa, menos burocracia, menos impostos e mais empreendedorismo e investimentos,

capacitação, escolaridade e elevação da produtividade do trabalho, a velocidade necessária para as mudanças continuará lenta, com poucas mudanças no horizonte. Por exemplo, os 10% mais ricos detêm mais de 40% dos rendimentos gerados pela economia brasileira. E os 70% com menor renda dispõem de pouco mais de 32% do total dos rendimentos. Esse tipo de apropriação implica na reprodução da pobreza, acarretando incomodamente num certo determinismo socioeconômico. Ou seja, os menos favorecidos continuam na condição de menos favorecidos, com pouca mobilidade social. Essas considerações moldam a estrutura pela qual a reforma tributária do consumo irá envolver a sociedade nacional. Sendo sobre o consumo dos bens e serviços alcançará qualquer um que realize uma compra. Assim, se os preços subirem por causa da reforma atingirão os mais vulneráveis, aqueles com menor rendimento. Apesar das vantagens, como transparência, agilidade na coleta, facilidade de entendimento para empresários e consumidores, modernidade e ampliação da base de arrecadação, como a reforma se dará sobre o consumo, o que se verá mais na frente será o aperfeiçoamento do sistema atual.

Ao longo dos anos, a tributação no país se deu pela escolha dos impostos sobre o consumo. São mais fáceis de fiscalizar (as empresas) e de recolher. Logo, seu peso varia de 42% a 45% do total dos impostos recolhidos. Bem acima dos impostos diretos sobre a renda (27,5%), folha de pagamento (25,9%) e patrimônio (4,4%). Em 2026, o sistema encontra-se em teste e fase de adaptação. Os ajustes estão sendo ou serão implementados no sentido de manter o nível de impostos. Só que o desarranjo das finanças públicas não condiz com essa tese, uma vez que tem pela frente uma situação preocupante: a dívida do governo superou 81% do PIB; e o montante de juros pagos anualmente, a casa do R$ 1,1 trilhão. O déficit público é o motor. Hoje, equivale a 9,6% do PIB, acima de R$ 1,2 trilhão/ano. Para enfrentar a situação de desequilíbrio fiscal permanente, o atual governo já adotou mais de 35 medidas fiscais, todas voltadas para o crescimento da arrecadação. Isso quer dizer que criou novas taxações, aumentou alíquotas, eliminou isenções e gerou aumento da carga tributária. É nesse contexto que a reforma tributária sobre o consumo está sendo germinada. Muito difícil crer que será neutra, não havendo aumento de impostos.


PESQUISAS

Comércio do Rio espera aumento de 1,5% nas vendas do Dia dos Pais

Para 90% dos entrevistados, será considerado um bom resultado se o volume de vendas se mantiver igual ao de 2025 ou registrar um pequeno crescimento. Já 10% vão dar maior atenção ao controle dos estoques para atender a demanda gerada pela data, mas evitando o encalhe de mercadorias. Para atrair os consumidores, os lojistas prepararam promoções, kits promocionais, descontos e facilidades de pagamento.

Segundo o levantamento, o ritmo mais lento do consumo no Rio continua a refletir o quadro de juros altos e inflação, enquanto o comércio enfrenta aumento de custos por causa do nível da carga tributária e da concorrência com a informalidade. Aldo Gonçalves, presidente do CDLRio e SindilojasRio e diretor da Fecomércio RJ, explica que, em busca de um bom desempenho dos negócios, os comerciantes precisam planejar e fazer ajustes o tempo todo, principalmente diante de um cenário de retração do consumo. Ele lembra ainda que o Dia dos Pais é muito importante para o comércio por ser a primeira data comemorativa do segundo semestre. “A partir do Dia dos Pais, o comércio já se prepara de acordo com as tendências de consumo para o período, adequando rotinas e estoques, buscando novidades, treinando suas equipes de vendas e planejando ações promocionais e de marketing para conquistar clientes novos e fidelizar os antigos”, destaca ele.

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Para o Dia dos Pais, que será comemorado em 9 de agosto, os comerciantes estimam um crescimento moderado, em torno de 1,5% em relação ao ano passado. É o que mostra a pesquisa do Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio) e do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio), que ouviu 250 lojistas da cidade dos segmentos de roupas, calçados, acessórios como cintos e carteiras, joias e relógios, eletroeletrônicos e celulares, livros, artigos esportivos, perfumes e artigos para cuidados pessoais, para conhecer a expectativa com a data.

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SERVIÇOS PARA OS LOJISTAS

Prevenção ao assédio no varejo: Curso prepara lojistas para a NR-1 As recentes alterações da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) inauguraram uma nova realidade para as empresas brasileiras. A partir de agora, os riscos psicossociais, como assédio moral, assédio sexual, pressão excessiva, sobrecarga emocional e outros fatores que afetam a saúde mental dos trabalhadores, passam a integrar formalmente o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), ampliando a responsabilidade das organizações, entre elas as empresas lojistas, na prevenção desses problemas. Atento a esse novo cenário, o SindilojasRio, em parceria com o escritório Terra Rocha Advogados, criou o curso “Assédio Moral e Gestão de Riscos Psicossociais no Varejo – Adequação à Nova NR-1 e Melhores Práticas”, ministrado pela advogada Cândida Terra, presidente da Comissão de Proteção de Dados e Privacidade da OAB/RJ e especialista em proteção de dados e relações de trabalho.

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Voltado para empresários, gestores, profissionais de Recursos Humanos, supervisores e líderes de equipes, o treinamento aborda orientações práticas para que o varejo se adeque às novas exigências legais sem comprometer a produtividade das empresas.

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A palestrante destaca que a legislação trabalhista passou a exigir uma visão mais ampla sobre a saúde ocupacional. “Antes concentrada principalmente em riscos físicos, químicos e ergonômicos, a fiscalização passa, agora, a considerar também fatores relacionados ao ambiente psicológico de trabalho, tornando os riscos psicossociais parte integrante da gestão de segurança e saúde ocupacional”, ressalta a advogada. Um dos pontos centrais do curso é desfazer um dos maiores receios dos empresários: a falsa ideia de que a nova NR-1 impedirá a cobrança de metas.

Cândida Terra frisou que o poder diretivo do empregador permanece preservado pela legislação. “Estabelecer metas, cobrar desempenho, realizar avaliações e exigir resultados fazem parte da gestão empresarial. O que caracteriza irregularidade não é a cobrança em si, mas, sim, a forma como ela é realizada, quando há abuso, humilhação, constrangimento ou perseguição sistemática”, explicou. A especialista apresenta exemplos práticos de situações comuns no varejo, diferenciando conflitos pontuais e pressões inerentes ao ambiente comercial das condutas que podem, efetivamente, configurar assédio moral. O curso também aborda a necessidade de criação de políticas internas, códigos de conduta, canais de denúncia, treinamentos periódicos e, principalmente, registros documentais capazes de demonstrar a atuação preventiva da empresa. Conforme destacado pela especialista em relações de trabalho, hoje não basta agir corretamente. É fundamental comprovar que a organização adota medidas efetivas para prevenir situações de assédio e proteger seus colaboradores, fortalecendo sua segurança jurídica e reduzindo riscos trabalhistas, financeiros e reputacionais. No fim do treinamento, os participantes recebem certificado e material de apoio, obtendo, assim, uma documentação que reforça as evidências de capacitação exigidas pelas boas práticas de governança. A próxima turma presencial será realizada no dia 27 de agosto, das 10h às 12h. O valor do investimento é R$250,00 por participante e as inscrições podem ser feitas pelo WhatsApp (21) 985521822.


DE OLHO NA MÍDIA

De Olho na Mídia registrou a posse da nova diretoria do SindilojasRio e a importância do Dia do Comerciante, celebrado em 16 de julho. As expectativas do comércio com o Dia dos Pais também ganharam destaque na imprensa.

Diário do Rio

O Dia

Diário do Rio

Jornada menor, produtividade estagnada: um risco para o comércio.

Sindicato orienta lojistas diante da greve dos rodoviários.

Dia do Comerciante: uma homenagem a quem faz acontecer.

Rádio Tupi

Monitor Mercantil

Rádio Manchete

No Dia do Comerciante, representantes do setor destacam as dificuldades da classe.

Nova diretoria do SindilojasRio assume para o período 2026-2030.

Comércio do Rio projeta alta nas vendas para o Dia dos Pais.

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A atuação do SindilojasRio e do CDLRio diante de questões importantes, como o debate em torno do fim da jornada 6x1 e a greve dos rodoviários que causou transtornos para a população durante dois dias, ganhou espaço no noticiário. A mídia

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LEGISLAÇÃO E TRIBUTOS

Obrigações dos Lojistas AGOSTO E SETEMBRO DE 2026 3/8 1/9

6/8 3/9

Revista O Lojista | Julho e Agosto de 2026

7/8 4/9

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DCT – Imediatamente após a admissão de funcionário não cadastrado no PIS, preencher o DCT, apresentando-o à CEF, para efetuar o cadastramento. ISS – Recolhimento do imposto. O prestador deverá gerar no sistema o documento de arrecadação relativo às NFS-e emitidas. Obs.: os prestadores de serviços devem recolher o ISS no terceiro dia útil de cada mês, conforme o Decreto nº 44.030 de 7/12/17. CAGED – Cadastro de Empregados. Remeter via Internet, através do programa ACI ou utilizando um certificado digital válido, padrão ICP Brasil, informando sobre admissões, desligamentos e transferências de funcionários ocorridos no mês anterior.

25/8 25/9

25/8 25/9

PIS, Cofins, CSLL – Referente a fatos geradores ocorridos na 2ª quinzena dos meses de julho/agosto de 2026. Retenção de contribuições – pagamentos de PJ a PJ de direito privado – Cofins, PIS/Pasep, CSLL. Cofins – Recolher 3% sobre a receita do mês anterior, exceto as empresas tributadas no lucro real. (Prorrogado o prazo para o dia 25 pela Medida Provisória nº 447, publicada no D.O.U em 17/11/08).

25/8 25/9

Cofins – Recolher 7,6% para empresas tributadas no lucro real. (Prorrogado o prazo para o dia 25 pela Medida Provisória nº 447 publicada no D.O.U em 17/11/08).

25/8 25/9

PIS – Recolher 0,65% sobre as operações do mês anterior. (Prorrogado o prazo para o dia 25 pela Medida Provisória nº 447 publicada no D.O.U em 17/11/08).

25/8 25/9

PIS, Cofins, CSLL – Referente a fatos geradores ocorridos na 1ª quinzena dos meses de agosto/setembro de 2026. Retenção de contribuições – pagamentos de PJ a PJ de direito privado – Cofins, PIS/Pasep, CSLL.

7/8 8/9

ICMS – Pagamento do imposto pelos contribuintes relacionados ao anexo único do Decreto nº 31.235/2002, referente à apuração do mês anterior.

10/8 10/9

IR/FONTE – Referente a fatos geradores ocorridos no mês anterior.

10/8 10/9

ICMS – Empresas varejistas e atacadistas devem efetuar o recolhimento do tributo apurado relativamente ao mês anterior.

31/8 30/9

IR/PJ – Empresas devem efetuar o recolhimento do tributo incidente sobre o período de apuração do mês anterior.

17/8 15/9

EFD-REINF – Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais é obrigatória para a maioria das pessoas jurídicas e físicas que realizam retenções de tributos (IR, CSLL, PIS, Cofins, INSS). Ela deve ser transmitida mensalmente ao SPED sempre que houver fatos geradores a declarar. O sistema funciona como um complemento ao e-Social.

31/8 30/9

Contribuição Sindical do Empregado – Efetuar o desconto de 1/30 do salário dos empregados para recolhimento a favor do sindicato profissional, dos admitidos em débito com a obrigação.

31/8 30/9

Contribuição Social – Empresas tributadas com base no lucro real, presumido ou arbitrado, devem efetuar o recolhimento do tributo incidente sobre o período de apuração do mês anterior.

31/8 30/9

DCTFWeb – Deve ser entregue por quase todas as pessoas jurídicas (empresas, órgãos públicos, entidades) e também por pessoas físicas e MEIs em situações específicas, como contratação de empregados ou prestadores de serviço com retenção de INSS, ou quando há recolhimento de CPRB, principalmente após o envio de informações ao e-Social e EFD-Reinf.

17/8 15/9

FGTS – Efetuar o depósito correspondente ao mês anterior.

20/8 18/9

Super Simples/ Simples Nacional – Pagamento do DAS referente ao período de apuração de julho/agosto de 2026.

20/8 18/9

INSS – Recolher a contribuição previdenciária referente ao mês anterior. (Prorrogado o prazo para o dia 25 pela Medida Provisória nº 447 publicada no D.O.U em 17/11/08).


As empresas associadas do SindilojasRio têm direito a consultas presenciais e, também, por e-mail e por telefone nas áreas trabalhista, cível e tributária. Já

O empregado pode se ausentar do trabalho para realizar exames preventivos de HPV e de câncer? – Sim. A Lei nº 15.377/2026 determina que as empresas informem seus empregados sobre a possibilidade de se ausentarem do trabalho, sem prejuízo do salário, para a realização de exames preventivos de HPV e dos cânceres de mama, colo do útero e próstata, nos termos do artigo 473, XII, da CLT. A empresa também deve orientar os empregados sobre campanhas oficiais de vacinação, prevenção e acesso aos serviços de diagnóstico.

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu temporariamente as multas referentes aos riscos psicossociais da NR-1 dispensa as empresas de cumprir as novas regras? – Não. Na decisão liminar do STF, no âmbito da ADPF nº 1.316, foi determinada a suspensão da aplicação de multas e outras sanções administrativas relacionadas às novas exigências da NR-1 sobre o gerenciamento dos riscos psicossociais pelo prazo de 90 dias. A decisão não afasta

os lojistas não associados podem tirar dúvidas por telefone e fazer a primeira consulta presencial gratuitamente. Mas, para dar continuidade ao atendimento e fazer novas consultas, é preciso associar-se. Tire suas dúvidas, das 9h às 17h, de 2ª a 6ª feira, pelo telefone 2217-5062.

a obrigação das empresas de adotar medidas de prevenção e gestão desses riscos, devendo as empresas manter as ações necessárias e acompanhar os desdobramentos da ação no STF.

O Dia dos Pais é considerado feriado nacional? – Não. O Dia dos Pais não é feriado nacional, sendo apenas uma data comemorativa celebrada no segundo domingo de agosto. Portanto, o trabalho nessa data segue as regras normais aplicáveis aos domingos, observadas a legislação trabalhista e as disposições da Convenção Coletiva de Trabalho aos Domingos.

O empregado pode iniciar suas férias no período de dois dias que antecede feriado? – Não. De acordo com o artigo 134, inciso 3º da CLT (redação dada pela Lei nº 13.467/17), é vedado o início das férias no período de dois dias que antecede feriado ou dia de repouso semanal remunerado.

Na rescisão antecipada do contrato de experiência há pagamento de aviso prévio? – Depende. Qualquer das partes pode rescindir o contrato antes do prazo. Porém, conforme o artigo 481 da CLT, só haverá aviso prévio se houver no contrato de experiência cláusula recíproca de rescisão antecipada.

A empregada gestante que sofrer aborto terá direito à garantia de emprego? – Sim. Segundo a 28ª cláusula da Convenção Coletiva de Trabalho 2025/2026, a gestante que sofrer aborto comprovado terá garantia de emprego ou salário por trinta dias, contados da ocorrência do fato, mediante apresentação do atestado médico.

A empresa é obrigada a conceder adiantamento salarial aos empregados? – Inexiste dispositivo legal que obrigue a empresa a conceder adiantamento salarial ao empregado. Porém, a empresa deve verificar se existe tal previsão na convenção coletiva, acordo coletivo da respectiva categoria ou em seu regimento interno.

Revista O Lojista | Julho e Agosto de 2026

A cada edição, a advogada Luciana Mendonça, do Núcleo Jurídico do SindilojasRio, responde às perguntas mais frequentes dos lojistas.

LEGISLAÇÃO E TRIBUTOS

o lojista pergunta e o sindilojasrio responde

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LEGISLAÇÃO E TRIBUTOS

Novo CNPJ com letras e números já está em vigor

Revista O Lojista | Julho e Agosto de 2026

O modelo de Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) que permite a utilização de letras e números na composição dos novos registros emitidos pela Receita Federal entrou em vigor no dia 31 de julho.

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O novo formato mantém 14 caracteres, sendo que as 12 primeiras posições poderão combinar letras e números, enquanto os dois últimos dígitos verificadores permanecerão numéricos. O principal objetivo da mudança é ampliar a capacidade de geração de novos CNPJs, diante do crescimento contínuo do número de empresas no país e da aproximação do limite das combinações exclusivamente numéricas. Os CNPJs já existentes não sofrerão qualquer alteração. As empresas já cadastradas continuarão usando normalmente seus números atuais sem

necessidade de atualização ou recadastramento. O novo padrão será adotado apenas para as inscrições realizadas a partir de 1º de julho de 2026, ou seja, da entrada em vigor da medida. A mudança exige atenção de desenvolvedores de sistemas, empresas de tecnologia e fornecedores de soluções fiscais e de gestão que, a partir de agora, precisam garantir a compatibilidade de seus softwares com o novo padrão de identificação das pessoas jurídicas. O SindilojasRio orienta os empresários a verificar junto aos fornecedores de sistemas de gestão, emissão de documentos fiscais e cadastros se essas adaptações já foram implementadas, para evitar eventuais transtornos nas operações com empresas que passem a utilizar o novo CNPJ alfanumérico.


LEGISLAÇÃO E TRIBUTOS Para conquistar benefícios em prol das categorias que representa, é preciso ser uma entidade forte e atuante como o SindilojasRio. Com o recolhimento até 30/9 da segunda parcela da Contribuição Assistencial, conforme aprovado em Assembleia Geral Extraordinária da categoria em 7 de maio deste ano, o SindilojasRio reafirma este compromisso ao representar os empresários lojistas do Rio perante os poderes Executivo e Legislativo da União, do Estado e do Município do Rio de Janeiro e o Sindicato dos Comerciários do Rio.

Despachantes; Registro de Marcas; Recuperação de Tributos pagos indevidamente; Certificação Digital; Segurança e Saúde do Trabalho; Cursos, Palestras e Workshops; Locação de auditório; convênios com descontos em escolas e universidades; Planos Empresariais de Saúde; Revista O Lojista e boletim Notícias Expressas, com informações relevantes para o setor; e Soluções Digitais, como gestão de mídias sociais, criação de sites, identidade visual e anúncios no Google, entre outros serviços e parcerias.

Além das Convenções Coletiva de Trabalho e da atuação em defesa dos interesses do comércio, prestamos diversos serviços às empresas associadas, como: Assessoria Jurídica nas áreas Cível, Trabalhista e Tributária; Assessoria Preventiva;

Se a sua empresa ainda não tiver recebido o boleto, é possível emitir a guia diretamente no site www.sindilojas.rio, solicitar pelo e-mail comunicacao@sindilojas.rio ou pelos telefones 2217-5037 ou 2217-5080.

Revista O Lojista | Julho e Agosto de 2026

Contribuição Assistencial 2026

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SAÚDE E BEM-ESTAR

Vacinação contra a gripe é prorrogada no Rio A vacina continua sendo a principal estratégia para evitar internações e óbitos.

Revista O Lojista | Julho e Agosto de 2026

A secretaria municipal de Saúde (SMS) prorrogou a campanha de vacinação contra a gripe no Rio de Janeiro. A dose continua disponível para toda a população a partir dos seis meses de idade nas clínicas da família, centros municipais de saúde e nas três unidades do Super Centro Carioca de Vacinação.

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Apesar de mais de um milhão de doses já aplicadas em 2026, a cobertura entre os grupos prioritários ainda preocupa: apenas um em cada três idosos, gestantes e crianças menores de seis anos foi imunizado. E é justamente esse público que apresenta maior risco de desenvolver complicações provocadas pela influenza, especialmente durante o período de maior circulação do vírus. Em 2025, a cidade registrou 1.036 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada pela influenza e 144 mortes. O imunizante é seguro, pode ser aplicado junto com outras vacinas do calendário e é indicado

inclusive para pessoas com doenças crônicas e imunossuprimidas. A única contraindicação é para crianças menores de seis meses e pessoas que apresentaram reação alérgica grave a uma dose anterior.

Campanha vai atualizar a vacinação de crianças e adolescentes Vai até o dia 1º de setembro a campanha para atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. A iniciativa integra uma mobilização nacional do ministério da Saúde para ampliar a cobertura vacinal e recuperar esquemas de imunização incompletos. A expectativa é avaliar cerca de 1,1 milhão de cadernetas. A vacinação será seletiva: cada criança ou adolescente receberá apenas as doses necessárias para colocar o calendário vacinal em dia.

Além das unidades de saúde, a campanha contará com ações em creches, escolas e comunidades, incluindo visitas domiciliares e parcerias com diversas instituições. O dia de mobilização será em 22 de agosto, com postos extras distribuídos pela cidade. Estarão disponíveis todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação, conforme a faixa etária, incluindo imunizantes contra poliomielite, hepatites, sarampo, febre amarela, influenza, covid-19, HPV, meningite meningocócica ACWY e dengue. Pais ou responsáveis devem levar um documento de identificação da criança ou do adolescente e, sempre que possível, a caderneta de vacinação para conferência do histórico vacinal. Saiba mais sobre as vacinas em:


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OPINIÃO

GERAÇÃO PRATEADA VALE OURO! PAULO BERTONE Com mais de 45 anos de atuação no varejo, é professor, consultor, autor de livros e criador do método Ciclo Virtuoso. www.paulobertone.com.br

A população brasileira vive uma das maiores transformações demográficas de sua história. Hoje, as pessoas com mais de 50 anos representam cerca de 30% da população – um público economicamente ativo, exigente, conectado, fiel e com enorme poder de consumo. É a chamada “geração prateada”.

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O grande desafio dos setores do varejo e dos serviços é como pesquisar, conquistar, atender e fidelizar esse segmento promissor e ainda tão pouco explorado. Minha atenção para esse potencial despertou muito antes de a geração prateada ganhar espaço nas pesquisas e nos debates corporativos. Ainda jovem, estudante de Marketing em Miami, no dia de Natal, almoçando com minha mãe, fomos atendidos por uma garçonete de cabelos brancos, radiante e simpática. Decidi perguntar a ela, respeitosamente, por que estava trabalhando. A resposta nos surpreendeu: “Sou enfermeira aposentada, solteira, tenho 80 anos e não gosto de ficar ociosa. Aqui me divirto, converso com pessoas, ganho dinheiro extra e viajo para onde quero”. Ali, enxerguei a força de uma mão de obra experiente e qualificada e o poder de consumo de um público que deseja viver plenamente.

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Ao longo da minha carreira, aplicando a premissa de "trocar de

lugar com o cliente" para entender suas necessidades antes de criar estratégias, comprovei, na prática, esse valor. Na rede de moda Amor Perfeito, criamos produtos (modelagem, tecidos e acabamentos específicos) e preparamos a equipe de vendas. O grande diferencial foi ter vendedoras da geração prateada. A empatia e a identificação imediata com os clientes alavancaram o faturamento e tornaram a marca referência. Já na Nuth Lounge, famosa boate carioca, criamos a "Noite do Flash Back", coordenada por influenciadores 50+, com DJ renomado e equipes de recepção e salão prateadas. Resultado: casa lotada, filas na porta e reconhecimento internacional. Em Porto Alegre, ao formatar uma loja de produtos naturais, além da equipe prateada, contratamos uma nutricionista para orientar o público 50+. As vendas subiram mais de 40%. Essas experiências me ensinaram que a geração prateada não procura privilégios; procura reconhecimento. Não deseja ser lembrada apenas por produtos ligados ao envelhecimento. Quer qualidade, inovação, acolhimento e experiências compatíveis com seu estilo de vida. É exatamente essa mudança de visão que inspira o movimento NOLT (New Older Living Trend), que propõe abandonar os

estereótipos da idade e compreender que maturidade também significa autonomia, produtividade, curiosidade e desejo de consumir. O mercado ainda desperdiça uma oportunidade extraordinária. Enquanto muitos concentram seus investimentos em tecnologia, mídia e inteligência artificial, poucos dedicam a mesma energia para compreender um consumidor que já está presente nas lojas, nos restaurantes, nas clínicas, nos supermercados e nos shoppings. Minha convicção, construída ao longo de décadas de atuação, permanece a mesma: não são necessários investimentos milionários para conquistar esse público. É preciso desenvolver produtos adequados, formar equipes capazes de gerar identificação e, sobretudo, aprender a enxergar o mercado pela perspectiva de quem compra. Quem compreender primeiro o verdadeiro valor da geração prateada conquistará muito mais do que consumidores. Conquistará um dos ativos mais valiosos da economia contemporânea: a confiança. A geração prateada vale ouro. Investir nela não é aposta, é resultado garantido!


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