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Revista O Lojista, edição de janeiro/fevereiro de 2026.

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Mensagem do Presidente

“Ó abre alas!” Que o comércio do Rio quer passar!

Costuma-se repetir a máxima que “no Brasil, o ano só começa depois do Carnaval”. Nada mais falso. Embora este período, marcado pelas altas temperaturas do verão brasileiro, seja um convite ao ócio, ao contrário da velha máxima – e falsa, repito – a roda da economia continua a girar, sendo impulsionada pelo turismo e pelas férias escolares, particularmente nesta época, e, principalmente, nas cidades que se destacam por suas belezas naturais e pelo seu calendário festivo, como o Rio de Janeiro.

Tudo isso para lembrar que o comércio, que nunca para, é um pilar de sustentação da economia e das cidades, pela sua capacidade de geração de empregos, renda e riqueza, e, também, pelo que representa para a sociedade, já que sua vitalidade é um importante indicativo da qualidade de vida dos locais onde está inserido.

Com essa perspectiva, podemos afirmar que o início do ano é um período pleno de oportunidades para o comércio do Rio, tendo no Carnaval o seu melhor momento. Especialmente para os segmentos relacionados à festa, como os que vendem artigos carnavalescos, como fantasias, adereços e tecidos; os de vestuário e calçados, abrangendo moda praia e esportiva; e os de beleza e acessórios; entre outros. No Carnaval, o comerciante carioca trabalha como nunca. E como sempre.

Os preparativos para aproveitar este período começam bem antes, com o planejamento dos estoques, o treinamento das equipes, a decoração das lojas, a criação de promoções e campanhas de marketing, incluindo ainda outros aspectos fundamentais para as estratégias de vendas.

Neste ano, em que a Riotur estima que, além dos desfiles das escolas de samba e eventos diversos, a cidade terá quase 500 blocos espalhados por todas as regiões e

reunirá mais de 6 milhões de foliões no carnaval, que deverão movimentar a economia carioca em mais de R$ 5,7 bilhões, o lojista carioca está otimista e pronto para turbinar suas vendas. Aliás, otimismo e perseverança são os sentimentos que movem o comércio.

Nessa toada, o SindilojasRio e o CDLRio também não param, atuando para que as empresas lojistas alcancem seus objetivos, seja oferecendo serviços e produtos referenciados pelo setor, seja promovendo palestras e treinamentos, seja representando os interesses e direitos do comércio perante o poder público em busca de melhores condições para o exercício da atividade comercial – nesse contexto, leia-se: cobrando mais segurança e mais fiscalização para coibir a desordem urbana e o comércio ilegal.

Então, parafraseando a primeira canção carnavalesca brasileira, a famosa marcha-rancho “Ó Abre Alas!”, composta por Chiquinha Gonzaga, em 1899, e até hoje cantada pelos foliões de todo o Brasil, o comércio do Rio, que tanto trabalha para o Carnaval acontecer em sua máxima potência, também pede passagem:

“Ó abre alas! Que eu quero passar” – o comércio do Rio “é da lira”, não se pode negar; “Ó abre alas! Que eu quero passar” – O lojista do Rio “é que vai ganhar!”

Por último e muito importante: o SindilojasRio e o CDLRio estão solidários aos empresários lojistas e seus colaboradores atingidos pelo incêndio do Shopping Tijuca, e consternados com a perda de duas vidas neste grave evento, ocorrido no dia 2 de janeiro. Desde o primeiro momento, temos apoiado os lojistas e procurado contribuir para minimizar as perdas e auxiliar na retomada dos negócios. Contem conosco!

Desde o trágico evento que causou duas mortes e deixou um rastro de destruição, o SindilojasRio, junto com o CDLRio, vem oferecendo suporte jurídico e orientações, e atuando para proteger os direitos e interesses dos lojistas impactados pelo sinistro.

CARNAVAL ANIMA O COMÉRCIO DO RIO

O comércio carioca pode registrar aumento de 5% nas vendas neste período. Entre os itens mais procurados estão fantasias, adereços, acessórios, tecidos, moda praia, tênis e calçados leves.

O FUTURO DO VAREJO É AGORA

O maior evento de varejo do mundo reuniu mais de 40 mil participantes, de mais de 100 países, em Nova York, para conhecer as principais novidades para o comércio e discutir os rumos do setor, em um cenário dominado pela tecnologia. O SindilojasRio e o CDLRio foram representados pelo seu presidente, Aldo Gonçalves, que integrou a missão empresarial do Sistema Fecomércio RJ/ Sebrae Rio.

Foto de Capa: NRF 2026/ Jason Dixson Photography

expediente

Diretoria do SindilojasRio

Presidente

Aldo Carlos de Moura Gonçalves

Vice-Presidente: Roberto Cury

Vice-Presidente de Relações Institucionais: Julio Moysés Ezagui

Vice-Presidente de Administração: Salomon Mordokh Dassa

Vice-Presidente de Finanças: Gilberto de Araújo Motta

Vice-Presidente de Patrimônio: Joel Georges Elias Mansour

Vice-Presidente de Marketing:

Juedir Viana Teixeira

Vice-Presidente de Associativismo: Pedro Eugênio Moreira Conti

Vice-Presidente de Produtos e Serviços

Henrique André Real Barboza

Diretoria do CDLRio

Presidente

Aldo Carlos de Moura Gonçalves

O Lojista:

Conselho de Redação

SindilojasRio: Juedir Teixeira Andréa Mury

CDLRio: Jorge Carlos Pereira Lúcio Ricardo Rogério Muzy

Editor Responsável: Igor Monteiro Quintaes (MTE nº 31504/RJ)

Redação: Igor Monteiro Quintaes Andréa Mury

Secretário e Designer Gráfico: Eduardo Farias

Revisão: Andréa Mury

Publicidade: (21) 2217-5000 Ramais 202 e 273

Publicação bimestral do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro – SindilojasRio e do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro – CDLRio

Versão on-line: www.cdlrio.com.br e www.sindlojas.rio

CAPA

Incêndio no Shopping Tijuca

Apoio total aos lojistas marca atuação do SindilojasRio e do CDLRio

Desde as primeiras horas após o incêndio ocorrido no Shopping Tijuca, em 2 de janeiro, o SindilojasRio e o CDLRio mobilizaram suas equipes para prestar apoio imediato aos lojistas afetados. A atuação, pautada pelo diálogo, pela orientação jurídica e pela articulação junto ao poder público e à administração do shopping, teve como foco central a preservação dos direitos dos empresários, a mitigação de prejuízos, a proteção dos empregos e a criação de condições para a retomada segura das atividades.

Assim que tomou conhecimento do grave sinistro, que causou duas mortes e muita destruição, o SindilojasRio colocou-se à disposição dos comerciantes impactados e da administração do empreendimento, oferecendo suporte jurídico especializado nas áreas trabalhista, contratual e regulatória. O Núcleo Jurídico do sindicato passou a atender os lojistas, individualmente ou em grupos, orientando sobre medidas urgentes decorrentes da interrupção das operações e

atuando na mediação de demandas relacionadas ao evento.

Entre as primeiras iniciativas esteve a elaboração e a divulgação de uma cartilha com orientações práticas emergenciais. O material, com recomendações essenciais para a preservação de direitos e a redução de prejuízos, aborda temas como o registro de danos, comunicação com seguradoras, gestão de equipes, relação com a administração do shopping e cuidados antes da assinatura de qualquer termo ou acordo.

A cartilha, disponível no portal do SindilojasRio (www.sindilojas.rio/downloads/) orienta sobre a importância da preservação de provas, com o registro fotográfico e em vídeo dos danos causados por fumaça, calor, água ou fuligem, além da elaboração de inventários detalhados de perdas de mercadorias, equipamentos e mobiliário. Também destaca a necessidade

de abertura imediata de sinistro junto às seguradoras, a guarda de comprovantes de despesas extraordinárias e a solicitação formal de laudos técnicos dos órgãos competentes, entre outras medidas importantes.

No campo trabalhista, o SindilojasRio tem orientado os lojistas quanto às alternativas legais para a gestão das equipes, durante o período de interrupção total e de funcionamento parcial, sempre com base na legislação vigente e na convenção coletiva, reforçando a importância da comunicação clara e formal com os empregados.

“O momento grave exige cautela, orientação técnica e presença institucional. Desde o primeiro instante, nossa prioridade tem sido garantir que os lojistas tenham segurança jurídica para tomar decisões e preservar seus direitos”, destaca o presidente do SindilojasRio e do CDLRio, Aldo Gonçalves.

Apoio à retomada

Como parte do esforço para mitigar os impactos econômicos imediatos, o SindilojasRio e o Sindicato dos Empregados no Comércio do Rio de Janeiro (SECRJ) definiram, de forma excepcional e solidária, a dispensa do Termo de Adesão para Trabalho em Feriados e da taxa correspondente para a abertura das lojas no feriado municipal de 20 de janeiro, Dia de São Sebastião. A medida teve caráter pontual e buscou contribuir para a recuperação do faturamento dos lojistas e a manutenção dos postos de trabalho.

Paralelamente, a partir de reuniões realizadas com lojistas do Shopping Tijuca – associados e não associados – o SindilojasRio e o CDLRio passaram a sistematizar as principais demandas e necessidades identificadas, ampliando a atuação institucional para além da esfera jurídica.

Articulação com o poder público

Com base nesse diagnóstico, as entidades encaminharam ofícios a autoridades estaduais e municipais, pleiteando medidas emergenciais de apoio às empresas atingidas. Entre as solicitações está a suspensão temporária da exigibilidade do ICMS relativo às competências de dezembro de 2025, janeiro e fevereiro de 2026, sem incidência de multas ou juros, considerando o caráter de força maior do evento e a impossibilidade material de pleno cumprimento das obrigações tributárias durante o período de paralisação.

Também foi solicitada à AgeRio a criação de uma linha de crédito emergencial específica para os lojistas afetados, com condições diferenciadas, como carência estendida, taxas de juros reduzidas, prazos compatíveis com a recuperação das atividades e procedimentos simplificados de acesso. A medida visa a garantir capital de giro para a recomposição de estoques, o pagamento de fornecedores e a preservação dos empregos.

Diálogo com a administração do shopping

Outro eixo da atuação tem sido a busca do diálogo e a mediação entre a administração e o conselho de lojistas do Shopping Tijuca. O SindilojasRio e o CDLRio reiteraram a disposição para a cooperação, defendendo a adoção de medidas urgentes voltadas ao reequilíbrio econômicocontratual, diante da impossibilidade total ou parcial de funcionamento de diversas unidades.

Entre os pleitos estão a suspensão ou isenção de aluguéis e encargos para as lojas interditadas, a revisão proporcional de valores para aquelas que retomaram as atividades sob restrições operacionais, a isenção do Fundo de Promoção e Propaganda durante o período afetado, a suspensão de penalidades contratuais e a postergação de reajustes previstos para 2026. "As propostas têm como base princípios legais como o caso fortuito, a força maior, a função social do contrato e a boa-fé objetiva", explicou Elizabeth Guimarães, gerente do Núcleo Jurídico do SindilojasRio. "

Presença, diálogo e defesa do comércio

Ao longo de todo o processo, o SindilojasRio e o CDLRio vêm mantendo presença ativa junto aos lojistas atingidos pelo incêndio do Shopping Tijuca, reforçando seu papel histórico de defesa do comércio carioca. A atuação integrada, técnica e institucional buscou não apenas enfrentar os efeitos imediatos do incêndio, mas, também, construir caminhos para a recuperação sustentável das empresas afetadas.

“Nosso compromisso é com a preservação da atividade econômica, dos empregos e da função social das empresas. Seguiremos atuando, dialogando e mediando para que os lojistas tenham condições reais de se reerguer”, afirma Aldo Gonçalves.

ATUAÇÃO

Créditos Tributários: palestra gratuita para empresas do Lucro Real e Presumido

O SindilojasRio realizará, no dia 11 de fevereiro, às 10h, em sua sede (Rua da Quitanda, 3/ 11º andar, Centro), a palestra “Créditos Tributários em 2026”, voltada a empresários e gestores que buscam maior eficiência na gestão fiscal e a recuperação de valores pagos indevidamente ao Fisco. O encontro é gratuito e direcionado a empresas enquadradas nos regimes de Lucro Real e Lucro Presumido.

A iniciativa é uma parceria com o escritório Monteiro e Monteiro Advogados Associados, referência nacional na área jurídico-tributária. A palestra será feita pelo advogado Matheus Gusmão, especialista em Direito Tributário e Contabilidade Tributária, que apresentará oportunidades e tendências referentes ao tema.

“A identificação desses créditos permite a compensação ou a restituição de tributos pagos a maior, contribuindo para o reforço do fluxo de caixa, a redução da carga tributária efetiva e o aumento da competitividade dos negócios, especialmente em um cenário de margens apertadas e custos elevados”, destaca o palestrante.

Análise técnica prévia

As empresas inscritas no evento poderão solicitar, previamente, uma análise técnica. E no dia da palestra, cada empresa receberá um material personalizado, com oportunidades específicas de recuperação de créditos, eventuais demandas e caminhos possíveis de atuação, segundo o seu ramo de atividade e regime tributário.

Entre os assuntos que serão abordados estão: Atualizações e tendências tributárias para 2026; Ações coletivas já ajuizadas pelo SindilojasRio em benefício dos seus filiados; Estratégias para a recuperação de créditos e a economia de tempo e recursos, tanto pela via administrativa quanto judicial.

As inscrições podem ser feitas pelo link https://lp.rlkpro.com/l/bZr071ABF1112 ou pelo WhatsApp (21) 98552-1822.

Homenagem à Marinha

O CDLRio e o SindilojasRio realizaram o seu tradicional almoço anual em homenagem à Marinha do Brasil, por ocasião do Dia do Marinheiro, que é celebrado em 13 de dezembro. A cerimônia, realizada no dia 15 de dezembro passado, reuniu autoridades militares e civis, lideranças empresariais e representantes do comércio lojista. O vice-almirante Iunis Távora Said, comandante do Primeiro Distrito Naval representou a Marinha.

Em sua saudação, o presidente das duas entidades, Aldo Gonçalves, ressaltou a importância histórica, institucional e social da Marinha brasileira, lembrando seu papel na defesa

nacional e, também, em ações de cidadania, formação profissional, desenvolvimento científico e tecnológico, e proteção do meio ambiente marinho. Ele enfatizou ainda os desafios enfrentados pela Força Naval, especialmente na proteção da chamada Amazônia Azul, área estratégica que concentra riquezas naturais e por onde circulam mais de 90% do comércio exterior brasileiro. “Milhares de brasileiros tiveram o primeiro contato com a cidadania e aprenderam uma profissão por meio das Escolas de Aprendizes de Marinheiros, um exemplo inequívoco da dimensão social e transformadora da Marinha”, destacou Gonçalves.

Os 60 anos da Galeria Condor

Em 1966, no coração do Largo do Machado, na Zona Sul do Rio de Janeiro, nascia a Galeria Condor, um espaço que logo se afirmaria como um importante símbolo do comércio carioca. O empreendimento começou com apenas cinco lojas, mas, com o passar das décadas, transformou-se em um centro comercial dinâmico, reunindo mais de 200 estabelecimentos distribuídos em três andares e atraindo milhares de frequentadores todos os dias, entre moradores, trabalhadores e visitantes.

Na efervescência cultural das décadas de 1970 a 1990, os cinemas Largo do Machado I e II, que funcionaram por 38 anos nos fundos da galeria, reforçaram seu papel como ponto de encontro social e cultural, antes de darem lugar a uma academia e a novos serviços.

No início dos anos 2.000, a Condor passou por um processo de revitalização que modernizou sua infraestrutura e atraiu um mix ainda mais diversificado de comércio e serviços contemporâneos, incluindo moda, alimentação, saúde e bem-estar.

Entre seus ícones, destaca-se a tradicional e sempre lotada Rotisseria Sírio Libaneza – conhecida como “o árabe do Largo do Machado” – que, com seus salgados, doces e pratos árabes, é parte inseparável da memória afetiva do local.

Além das lojas, a galeria conta com salas comerciais distribuídas em 15 andares do prédio, onde funcionam consultórios e escritórios, consolidando-se como um importante centro de atividades comerciais e de serviços da região.

Seis décadas após sua inauguração, em 2026, a Galeria Condor celebra seu jubileu de diamante reafirmando sua importância como espaço vivo de comércio, convivência e história na trajetória urbana e econômica do Rio de Janeiro.

Localizada no Largo do Machado, 29, no bairro do Catete, a Galeria Condor funciona de segunda a sábado, das 8h às 22h. Em seu perfil no Instagram – @galeriacondorrio – divulga seus eventos, ações, lojas e serviços.

HISTÓRIA DO COMÉRCIO

Para quem vive o Carnaval de verdade - A Dimona, empresa lojista especializada em estamparia e personalização de camisetas, que completa 60 anos em 2027, é referência também quando o assunto é Carnaval. A coleção de 2026 foi pensada para quem quer aproveitar os blocos com conforto, funcionalidade e segurança. As peças e acessórios com estampas autorais foram criadas por quatro designers, com atenção aos tecidos e acabamentos e unindo beleza, funcionalidade e conforto. Entre os destaques da coleção estão coletes, quimonos, shorts, regatas, saias pareôs que viram tops, camisetas dupla face, leques estampados, luvas com franja e laços maximalistas, e também saias e shorts com bolsos internos para guardar itens como celular, dinheiro e documentos em segurança. Além da coleção principal, a Dimona lançou a coleção cápsula “O Retorno das Fantasias”, que resgata fantasias clássicas como banhistas, marinheiros, mágicos e pierrot e colombina. A expectativa da empresa é um aumento de 60% das vendas de Carnaval.

Do bloco ao baile - Nos últimos quatro anos, a C&A tem apostado no conceito “Do Bloco ao Baile”, com peças de vestuário e acessórios coloridos, cheios de brilho, confortáveis e versáteis, que podem ser usados, como já aponta o slogan, em diferentes eventos carnavalescos. Para o carnaval deste ano, seguindo a mesma linha e valorizando ainda mais a diversidade cultural brasileira, a marca ltraz uma coleção inspirada em estrelas da música nacional, na estética futurista e no glamour dos anos 70.

Papelaria afetiva - O mercado global de artigos de papelaria escolar continua crescendo, sendo estimado em cerca de US$ 111 bilhões em 2026, segundo o relatório School Stationery Supplies Market, da Business Research Insights. Além dos números, o que vem chamando a atenção no setor é a mudança no comportamento do consumidor. Em um cotidiano marcado pelo excesso de telas e pela rotina cada vez mais digital, a papelaria passa por um momento de ressignificação. Estudantes e jovens adultos têm procurado produtos com os quais se identifiquem e que reflitam emoções. É a chamada papelaria afetiva, que surge como uma das principais tendências para 2026. Objetos cotidianos ganham valor emocional ao evocarem memórias e propiciarem experiências sensoriais. Cadernos com estampas e acabamentos diferenciados, capas com nome, stickers, layouts exclusivos e combinações de cores pensadas para diferentes perfis têm lugar garantido nas prateleiras e na preferência dos consumidores.

Setor editorial e livreiro em expansão

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) lançou um estudo inédito que mapeia a estrutura do setor editorial e livreiro no País. Produzido em parceria com a AVRI (Analytics Valuation Reporting Insights), o estudo consolidou dados de emprego, territoriais e sociais da cadeia do livro, oferecendo um retrato sobre seu impacto no Brasil.

A análise histórica revelou um setor em expansão. Entre 2023 e 2025, houve um crescimento de 13% no número total de empresas, com destaque para o avanço das editoras e do comércio varejista de livros. De 2024 para 2025, o aumento foi consistente em todos os segmentos mapeados. Cerca de 2.500 municípios brasileiros contavam com pelo menos uma empresa ligada ao livro em 2025, evidenciando sua capilaridade e relevância nacional.

Em 2025, o país registrou mais de 54 mil empresas e estabelecimentos ativos em todas as etapas da cadeia, do varejo e atacado às editoras, gráficas e empresas de edição integrada, uma expansão de três mil novas empresas em relação a 2024. O setor é predominantemente formado por microempresas (83%), seguido por empresas médias e grandes (9%) e de pequeno porte (8%).

O comércio varejista de livros é o segmento que mais gera empregos no setor livreiro, com forte concentração na região Sudeste, responsável por 56% dos postos de trabalho. Já o comércio atacadista apresenta uma distribuição mais equilibrada pelo país, com estabelecimentos localizados principalmente em centros de distribuição regionais, com destaque para as capitais das regiões Sudeste, Nordeste e Sul.

A edição de livros reúne o maior número de estabelecimentos do setor, marcada pela predominância de empresários individuais, que

representam 77% do total. Já a impressão de livros é o segmento com maior média de empregos por empresa, alcançando nove postos de trabalho por estabelecimento, com destaque para as regiões Sudeste e Sul.

O estudo apontou que, hoje, o setor gera 70 mil empregos diretos, abrangendo empresas como editoras de livros, livreiros, distribuidores e gráficas. Em relação ao emprego, os dados demonstram estabilidade entre 2022 e 2024, com leve alta de 1%, impulsionado sobretudo pelo segmento de impressão, que apresenta a maior média de empregos por empresa. Quando consideradas apenas as empresas ativas em 2025, a pesquisa revela um crescimento ainda mais significativo: 12% de aumento no número de empregos, evidenciando um setor que se mantém estável mesmo em cenários desafiadores.

O estudo da Câmara Brasileira do Livro também analisou a relação entre a presença do comércio varejista de livros e os indicadores de desenvolvimento das cidades. Em 1.830 municípios que possuem livrarias, o Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades (IDSC) é 3% superior à média nacional. Esse dado reforça que a existência de livrarias e pontos de circulação de livros está associada a melhores condições sociais, educacionais e culturais.

O estudo completo está disponível no site da Câmara Brasileira do Livro

MERCADO E TENDÊNCIAS

O Grande Show da NRF 2026 Principais Tendências

Mais de 40 mil empresários e executivos de mais de 100 países, em busca de insights e novas ideias para aprimorar os seus negócios, se reuniram para compartilhar experiências e visões sobre o futuro do varejo na 116ª edição do Grande Show da National Retail Federation (NRF), realizado entre os dias 11 e 13 de janeiro em Nova Iorque. Mais de 2.500 participantes brasileiros marcaram presença na NRF 2026.

Este ano, o tema central foi “The Next Now” (“O Futuro é Agora”), com destaque para o uso de sistemas de Inteligência Artificial Agêntica, que têm

capacidade de agir de forma autônoma para tomar decisões, estabelecer metas e executar fluxos de trabalho complexos com supervisão humana mínima.

O vice-presidente de Marketing do SindilojasRio, Juedir Teixeira, PhD em Gestão do Varejo e fundador e CEO da JTB Consultoria, que há 20 anos leva grupos de empresários brasileiros ao Big Show da NRF e realiza palestras sobre as novidades apresentadas na maior feira do varejo mundial, destacou alguns dos insights mais significativos discutidos na edição de 2026:

CAPA
NRF 2026/ Foto: Jason Dixson Photography

O Futuro é agora

O conceito “The Next Now” encapsula o espírito da NRF 2026, indicando que o futuro do varejo já está se desenrolando no presente. As soluções apresentadas estão em operação e gerando resultados concretos, especialmente em eficiência, personalização e escala. Em outras palavras, não se trata de previsões, mas de ações já estabelecidas. O varejo que aguarda condições ideais corre o risco de perder relevância. A verdadeira transformação ocorre agora, por meio de decisões pragmáticas e uma execução consistente.

Agentic Commerce (comércio agêntico) inaugura uma nova lógica de consumo

Um dos destaques da NRF foi o lançamento do UCP (sigla em inglês para Universal Commerce Protocol –Protocolo de Comércio Universal), do Google, criado em parceria com grandes empresas varejistas, como Shopify e Walmart. O UCP é um padrão aberto projetado para transformar interações com IA em vendas instantâneas, reduzindo atritos na jornada de compra. Permite que agentes de IA realizem pagamentos e gerenciem pedidos com segurança, de forma autônoma.

IA como infraestrutura

A inteligência artificial tornou-se fundamental nos negócios, sustentando operações e otimizando áreas como logística e personalização. Ela deve ser integrada de modo estratégico em toda a estrutura empresarial, passando de uma ferramenta pontual para uma parte essencial do funcionamento.

Tecnologia e problemas reais

Inovações sem estratégia clara podem resultar em frustração. O enfoque deve ser em tecnologias que simplifiquem processos e melhorem a experiência do consumidor. A Louis Vuitton é um exemplo de como a IA pode personalizar experiências e aprimorar o atendimento, mantendo a essência da marca com responsabilidade e confiança.

Importância dos dados

Além de coletar dados, os varejistas estão estruturando a governança desses dados para transformar insights em decisões rápidas e seguras. O uso eficaz de dados e de IA permite tomadas de decisões organizadas, diminuindo riscos e aumentando a agilidade.

Experiência do cliente como diferencial

A experiência do cliente cada vez mais é o centro da estratégia, priorizando personalização e conveniência para fomentar a fidelização e o crescimento contínuo.

Omnicanalidade deixa de ser diferencial

A integração entre as dimensões física, digital e mobile não é mais opção; é necessidade. O consumidor transita entre canais sem perceber barreiras, e o varejo deve acompanhar esse comportamento de maneira fluida. O FairPrice Group, rede varejista líder de Singapura, demonstrou que a omnicanalidade já faz parte da operação diária. A loja do futuro já é a do presente: opera de forma integrada, conectando dados, sistemas e jornadas sem separações de canais. O cliente navega naturalmente, enquanto a tecnologia atua nos bastidores para reduzir atritos, esclarecer informações e apoiar decisões em tempo real no ponto de venda. Nesse modelo, a integração é vista não como inovação, mas sim como parte do funcionamento cotidiano da loja.

CAPA

IA conversacional evolui para agente d e compras

A inteligência artificial conversacional avança para o papel de agentes de compras, proporcionando uma nova e envolvente experiência para os consumidores.

IA como agente de compras

Assistentes inteligentes evoluem para vendedores digitais, que compreendem contexto, histórico e intenção do usuário e oferecem recomendações em tempo real. Michael Rubin, CEO da Fanatics, plataforma esportiva digital global que abrange diversos negócios, discutiu um varejo mais conectado à demanda real, que acelera o tempo entre a identificação do desejo do cliente e a entrega do produto, usando estruturas flexíveis e sensíveis a mudanças de mercado.

Reinvenção da loja física

As lojas físicas tornam-se locais de experiência, relacionamento e construção da marca, com apoio da tecnologia e dos dados. A Dick’s Sporting Goods destacou como lojas podem se transformar em espaços estratégicos de crescimento, mesmo com a predominância do ambiente digital.

Pessoas no centro da tra nsformação

Apesar da automação, a NRF enfatizou a importância da cultura, da capacitação e do engajamento das equipes para transformar tecnologia em valor. A REI (Recreational Equipment, Inc.), uma das maiores e mais renomadas redes de varejo americanas especializada em equipamentos para atividades ao ar livre, e o FairPrice Group destacaram que pessoas são cruciais para o sucesso no varejo, com a tecnologia apoiando – e não substituindo –a experiência humana.

Protagonismo dos ecossistemas abertos

Parcerias entre grandes players indicam um futuro colaborativo no varejo, com plataformas abertas e interoperáveis ganhando destaque.

Inovação para todos os negócios

A inovação não se limita às grandes redes. Amazon e PepsiCo mostraram que organização, clareza e foco no cliente são estratégias acessíveis a empresas de todos os tamanhos. O FairPrice Group

destacou que testar soluções e usar dados, diariamente, permite ajustes rápidos, algo que qualquer empresa pode adotar.

Eficiência operacional como estratégia

Automação de estoque e previsão de demanda com IA foram temas centrais, visando margens mais saudáveis. Amazon e PepsiCo mostraram que a IA conecta toda a operação, do primeiro contato à entrega, tornando vendas e cadeias de suprimentos mais eficientes.

Importância do propósito e re sponsabilidade

Avanços tecnológicos, sustentabilidade, impacto social e a ética nos dados são expectativas claras do consumidor. A REI demonstrou que o varejo cresce ao alinhar propósito, cultura e experiência do cliente, com decisões estratégicas guiadas por missão e comunidade.

Inovação

contínua e integrada

Na operação, a inovação agora é interativa e incremental, constantemente testada e ajustada com base no comportamento do cliente.

Quer implementar essas práticas em seu negócio ou saber mais sobre a NRF 2026?

Acesse: www.jtbconsultoria.com.br ou entre em contato: contato@jtbconsultoria.com.br

PhD em Gestão do Varejo, fundador e CEO da JTB

O NOVO PROTOCOLO DE COMÉRCIO UNIVERSAL E O FUTURO DO PEQUENO

E DO MÉDIO VAREJO

A NRF 2026 marcou um ponto de inflexão para o varejo global com o anúncio, pelo Google, do Universal Commerce Protocol (UCP – Protocolo de Comércio Universal), um padrão aberto que permite que agentes de inteligência artificial (IA) realizem compras completas de forma autônoma, conectando lojas, plataformas de e-commerce e sistemas de pagamento em um mesmo ecossistema.

Mais do que uma inovação tecnológica, o UCP sinaliza uma mudança estrutural no comportamento de consumo. Em vez de pesquisar produtos, comparar ofertas e finalizar a compra, o consumidor passa a delegar decisões a agentes de IA, que analisam critérios como preço, disponibilidade, prazo de entrega, reputação da loja e qualidade das informações, executando todo o processo de compra.

Esse novo modelo inaugura a era do Agentic Commerce (Comércio Agêntico), na qual o funil tradicional de vendas dá lugar a um processo mais direto: intenção, decisão algorítmica e compra. Nesse contexto, o varejista deixa de disputar apenas a atenção do consumidor e passa a competir pela preferência do algoritmo. Para isso, não basta ser bom para o cliente; é preciso ser confiável, organizado e claro para a IA.

Para pequenos e médios varejistas, o impacto pode ser significativo. Entre as principais oportunidades está a democratização do acesso ao mercado, já que empresas menores passam a competir tecnicamente no mesmo ambiente digital que grandes redes. Há também potencial de redução do custo de aquisição de clientes, com menor

dependência de mídia paga e marketplaces, além do fortalecimento do varejo especializado, valorizado pelos agentes por oferecer informações técnicas e conteúdo de qualidade.

Por outro lado, o novo cenário traz riscos relevantes. A “comoditização” extrema pode intensificar a guerra de preços, comprimindo margens. A invisibilidade algorítmica ameaça empresas com dados mal estruturados ou logística instável, que deixam simplesmente de ser escolhidas. Soma-se a isso o risco de substituir a dependência dos marketplaces pela dependência das grandes plataformas de tecnologia.

No entanto, o maior perigo está na inércia. O varejo que não se preparar tende a perder relevância de forma gradual e silenciosa, ficando fora do novo fluxo de consumo.

Para enfrentar esse cenário, é fundamental investir em cadastros de produtos completos, integração de estoque e preços em tempo real, conteúdo consultivo, logística previsível e diferenciação clara. O uso estratégico da IA internamente e a preparação dos sistemas para novos protocolos também se tornam decisivos, assim como uma liderança com mentalidade digital.

O Protocolo de Comércio Universal representa a maior transformação do varejo desde o e-commerce. Para o pequeno e o médio lojista, ele pode ser uma ameaça ou uma oportunidade histórica. O futuro não será dos maiores, mas dos mais bem estruturados, especializados e estratégicos.

CAPA

SindilojasRio e CDLRio na NRF 2026

O Big Show da NRF é reconhecido como o principal termômetro do varejo global. O evento, realizado anualmente em Nova Iorque, desde 1911, apresenta e discute as novidades e inovações que vão dominar o comércio varejista, por meio de concorridas palestras com grandes nomes do varejo, da tecnologia e de outras áreas que fazem parte da ampla cadeia do comércio, e de visitas técnicas a estabelecimentos comerciais renomados, além de uma exposição gigantesca de produtos e serviços para o setor.

A cada ano, milhares de empresários, gestores e outros profissionais do varejo do mundo todo se reúnem na NRF, com destaque para os participantes brasileiros. Este ano, foram mais de 2.500 brasileiros entre os cerca de 40 mil participantes inscritos, abrangendo mais de 100 países.

O SindilojasRio e o CDLRio foram representados pelo seu presidente Aldo Gonçalves, que integrou a missão empresarial organizada pelo Sistema Fecomércio RJ, em parceria com o Sebrae Rio, que levou empresários fluminenses ao evento. A iniciativa teve como objetivo aproximar o varejo do Rio de Janeiro das principais tendências globais e estimular a adoção de práticas inovadoras alinhadas à realidade local.

“A participação na NRF 2026 reforça o compromisso das nossas entidades com a modernização e o desenvolvimento do comércio. Estar na NRF nos permite absorver práticas que já estão em uso pelos maiores varejistas do mundo, entender

aplicações reais de tecnologia e, principalmente, trazer essa visão para que nossas empresas associadas possam evoluir no ritmo acelerado do varejo atual”, afirmou Aldo Gonçalves.

Missão empresarial da Fecomércio RJ/ Sebrae Rio na NRF 2026.
Diretores da Fecomércio RJ, entre eles Aldo Gonçalves, presidente do SindilojasRio e do CDLRio.
Da esq. para a dir.: Carlos Klein e Irio Piva (presidente e vice-presidente de Negócios da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre/RS - CDL POA); Aldo Gonçalves (presidente do CDLRio e SindilojasRio); e Maico Renner (superintendente da CDL POA).

Feriados de 2026 poderão afetar vendas do comércio do Rio de Janeiro

Perda de faturamento pode passar de R$ 2 Bi.

Segundo o site do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, em 2026, oficialmente, somando apenas feriados nacionais (10) e pontos facultativos (9), serão 19 dias de paralisação no âmbito federal.

Já no estado do Rio de Janeiro haverá, ao todo, 26 feriados municipais, considerando aniversários das cidades e outras datas de relevância regional, além dos feriados nacionais e dos estaduais, como o Dia de São Jorge (23 de abril).

O ponto sensível é que datas comemorativas importantes cairão em dias úteis, podendo se estender devido aos chamados enforcamentos, levando muitas empresas a não funcionarem e diminuindo a movimentação de pessoas nas ruas, o que impacta, principalmente, o comércio lojista.

É importante levar em conta, ainda, os 52 domingos deste ano, quando boa parte do comércio não funcionará, e lembrar que 2026 será ano de Copa do Mundo e de eleições, que podem afetar negativamente o comércio.

Com isso, o comércio varejista fluminense poderá deixar de faturar mais de R$ 2 bilhões neste ano, segundo um estudo do CDLRio e do SindilojasRio. O faturamento mensal do comércio fluminense atinge, em média, R$ 1,4 bilhão, sendo a

cidade do Rio de Janeiro responsável pela metade, em torno de R$ 700 milhões.

Outro fator empresarial a ser considerado é a lucratividade, avaliada por meio do custo de abertura do estabelecimento e da receita auferida com a loja aberta. Esse aspecto é muito examinado nos shoppings e lojas de rua que abrem nos feriados.

“Os feriados são importantes para a sociedade. O excesso é que preocupa. Se não fossem os acordos coletivos, que permitem a abertura nos feriados e domingos, e o comércio eletrônico, as perdas de faturamento poderiam ser ainda maiores”, diz Aldo Gonçalves, presidente do CDLRio e do SindilojasRio.

“O excesso de feriados acaba por prejudicar a atividade do comércio, freando a circulação de mercadorias e o giro do dinheiro e dos negócios. Em algumas localidades, afeta os lojistas de rua, principalmente os de menor porte, que são mais sensíveis aos efeitos dos finais de semana e feriados porque já não abrem nesses dias, normalmente. Nos feriados, os gastos das famílias misturam-se com os de lazer. Assim, os apelos para os consumidores viajarem, passearem e buscarem outros divertimentos são maiores, favorecendo mais as atividades relacionadas ao turismo e bares e restaurantes”, conclui Aldo Gonçalves.

PESQUISAS

crescer 5% no carnaval PESQUISAS

Vendas do

comércio podem

Os lojistas da cidade do Rio de Janeiro esperam um aumento de 5% nas vendas para o carnaval, em relação ao mesmo período do ano passado. É o que mostra a pesquisa do CDLRio e do SindilojasRio que ouviu 150 lojistas de segmentos como vestuário, calçados e outros, entre os dias 19 e 23 de janeiro, para conhecer a expectativa de vendas de produtos para o carnaval.

Segundo os lojistas, adereços e fantasias, tecidos, bermudas, shorts, camisetas, moda praia (biquinis, maiôs, sungas, chapéus e saídas de praia), sandálias, chinelos e tênis, bijuterias e maquiagem devem ser os produtos mais vendidos.

O preço médio das compras ficará em torno de R$ 160,00 e os clientes deverão utilizar o cartão de crédito seguido pelo cartão de débito, Pix e crediário como formas de pagamento. As lojas do Centro deverão ser as mais procuradas pelos foliões, seguidas pelas das zonas Norte, Sul, Oeste e Sudoeste.

"O carnaval desempenha um papel estratégico na economia do Rio de Janeiro, especialmente

para o comércio e os serviços relacionados a lazer, entretenimento, hospedagem, alimentação, transportes e outros, que têm, nesse período, oportunidade de crescimento, pois movimentam uma ampla cadeia produtiva. O carnaval também é responsável por uma expressiva geração de empregos temporários. A produção de fantasias, a organização de blocos, infraestrutura e a logística de eventos empregam milhares de pessoas em diversas áreas”, destaca Aldo Gonçalves, presidente do CDLRio e do SindilojasRio.

Segundo ele, com o turismo aquecido, o dólar forte frente ao real, que deve facilitar a vinda de mais turistas estrangeiros, e as centenas de blocos que já se espalham pelas ruas do Rio, o comércio tem muitos motivos para estar otimista com as vendas para o carnaval.

"O carnaval é um motor social, cultural e econômico, que gera empregos e fortalece negócios. Para o comércio é uma chance de movimentar seus estoques, criar campanhas criativas e atender a um público ávido por experiências, produtos e serviços que tornam essa celebração ainda mais especial", conclui Aldo Gonçalves.

A procura por artigos carnavalescos agita o Saara, polo de comércio popular do Centro do Rio.

Mestre em Economia Empresarial, com MBA e especialização em Micro e Pequenas Empresas.

O comércio e a isenção do IR por dentro da economia

No início deste ano passou a valer a isenção do Imposto de Renda para trabalhadores, aposentados e pensionistas com vencimentos até R$ 5 mil mensais, e a redução gradual para as faixas de renda até R$ 7.350,00/mês. Isso aumentará a renda disponível, aquela que sobra depois dos descontos, como o do INSS e outros.

Esta política pública implicará na renúncia fiscal de cerca de R$ 26 bilhões, pois aproximadamente 15 milhões de pessoas deixarão de recolher o IR. Em compensação, aqueles que recebem acima de R$ 60 mil ou R$ 88.200,00 – tetos anuais da isenção total e da redução gradual de IR, respectivamente – bem como os recipientes de dividendos, pagarão mais imposto. O governo estima que 141 mil pessoas com alta renda deverão compensar esta renúncia fiscal.

Para o País, a condução da política fiscal deficitária tem preço. Ao mesmo tempo em que eleva déficit e dívida pública, o governo tem se empenhado em elevar a carga tributária. Por um lado, o comportamento dos gastos causa riscos pelo que produz sobre a dívida e a inflação, enquanto que, por outro, diminui a capacidade de consumo e investimento, inibindo a demanda, sob certos aspectos, e comprometendo o crescimento.

Gradativamente percebe-se que a vida se torna mais difícil. Principalmente quando a inflação, que permanece acima de 3% ao ano, e os juros, na casa de 15% ao ano, são sufocantes para o setor produtivo e o consumo – o que só eleva o endividamento das empresas e das famílias, retardando a elevação do PIB.

Mas, voltando à isenção do IR até R$ 5 mil/mês, como as pessoas deverão aproveitar este benefício?

Todo começo de ano caracteriza-se pelo reajuste das despesas correntes das famílias. Condomínio, matrícula e mensalidade escolar, uniformes e outros gastos que, vinculados ao (novo) salário mínimo, sobem. A esse conjunto somam-se os gastos pretéritos como os parcelados da Black Friday e do Natal, da virada do ano e os das férias. São pressões orçamentárias que, se não forem bem organizadas, podem levar ao desequilíbrio das contas e ao endividamento.

Para quem estiver endividado, o impacto poderá ser significativo, diante da possibilidade da quitação de débitos. Mas, talvez isso não aconteça. Intuitivamente, esse segmento social poderá se voltar para o consumo em virtude da demanda reprimida, sendo grande a propensão aos gastos. Se assim for, o cenário a se construir seria o de mais consumo. Na faixa superior a R$ 5 mil, mesmo sendo menor o alívio financeiro, ainda assim o consumo poderá ser incrementado, embora nesse segmento social haja uma propensão maior para poupar.

Nessas condições, o comércio deve ficar atento para criar oportunidades a fim de atrair o consumidor, oferecendo novidades, promoções e, principalmente, preço. A sugestão seria desenvolver estratégias de vendas para os produtos voltados às faixas de renda beneficiadas com a nova lei fiscal, pois será a que consumirá mais, relativamente.

SST - Segurança e Saúde do Trabalho

Todas as empresas que possuem funcionários contratados precisam cumprir a legislação em vigor e informar ao eSocial.

A NR-1 define as diretrizes relacionadas à Segurança e Saúde no Trabalho (SST), constituindo a base para as demais NRs e abrangendo as obrigações tanto dos empregadores quanto dos empregados.

A NR-1 estabelece que o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) deverá avaliar os riscos químicos, físicos, biológicos, de acidente e ergonômicos, além de fatores de risco psicossocial, como estresse, assédio e carga excessiva de trabalho. Isso obriga as empresas à adoção de medidas para a promoção da saúde mental e o bem-estar dos trabalhadores.

O Guia de Informações sobre os Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho, disponibilizado aos empregadores pelo MTE, recomenda a observação dos seguintes passos preliminares para a realização desse processo na organização:

1º) Verificar se precisa de ajuda especializada;

2º) Envolver todas as partes;

3º) Atribuir responsabilidades;

4º) Comunicar os trabalhadores.

O SindilojasRio conta com uma equipe técnica especializada na avaliação de riscos ocupacionais,

incluindo a avalição de fatores de risco psicossocial. Além disso, disponibiliza às empresas contratantes do serviço de SST um sistema de autoatendimento no qual a empresa poderá fazer:

• Agendamento de exames;

• Relatórios de exames vencidos, a vencer, realizados;

• Relatórios de funcionários ativos;

• Gestão de absenteísmo;

• Gestão dos documentos PGR e PCMSO;

• Gestão do plano de ação do PGR;

• Gestão dos envios dos eventos S-2220 e S-2240.

Para mais informações e solicitar um orçamento, envie e-mail para pcmso@sindilojas-rio.com. br ou ligue para (021) 2217-5072, no Centro, ou para (021) 2431-5096, na Barra da Tijuca.

As empresas de qualquer porte que possuam pelo menos um contratado como MEI, atuando em suas dependências ou local previamente convencionado em contrato, também devem incluí-lo no GRO, de acordo com a NR 1.8.1.1. Mesmo as empresas que não têm funcionários celetistas, tendo apenas colaborador (es) contratado(s) como MEI, estão obrigadas a fazer o GRO.

o lojista pergunta e o sindilojasrio responde

A cada edição, a advogada Luciana Mendonça, do Núcleo Jurídico do SindilojasRio, responde às perguntas mais frequentes dos lojistas.

As empresas associadas do SindilojasRio têm direito a consultas presenciais e, também, por e-mail e por telefone nas áreas trabalhista, cível e tributária. Já

Qual é o valor do salário mínimo para 2026?

– Desde 1º de janeiro de 2026, o valor do salário mínimo em vigor é de R$ 1.621,00, de acordo com o Decreto nº 12.797 de 23 de dezembro de 2025.

Qual é o valor da cota do salário-família para o corrente ano?

– O valor é de R$ 67,54 para o segurado com remuneração mensal não superior a R$ 1.980,38, de acordo com a Portaria Interministerial 13 MPS-MF, de 9 de janeiro de 2026, que, entre outras questões, reajusta a cota do salário-família por filho ou equiparado de qualquer condição, até 14 anos de idade, ou inválido de qualquer idade, com efeito desde 1º de janeiro deste ano. Considera-se como remuneração mensal do segurado o valor total do respectivo salário de contribuição, ainda que resultante da soma dos salários de contribuição correspondentes a atividades simultâneas. O direito à cota do salário-família é definido em razão da remuneração que seria devida ao empregado no mês, independentemente do número de dias efetivamente trabalhados.

Os estabelecimentos comerciais podem funcionar no carnaval?

– Sim, com exceção da terçafeira de carnaval. Na sexta-feira (13/2), no sábado (14/2) e na quarta-feira de cinzas (18/2),

os lojistas não associados podem tirar dúvidas por telefone e fazer a primeira consulta presencial gratuitamente. Mas, para dar continuidade ao atendimento e fazer novas consultas, é preciso associar-se.

Tire suas dúvidas, das 9h às 17h, de 2ª a 6ª feira, pelo telefone 2217-5062.

o funcionamento é normal, de acordo com o estabelecido nas Convenções Coletivas de Trabalho firmadas entre o SindilojasRio e o SECRJ. No domingo (15/2), as lojas devem ter o Termo de Adesão para o Trabalho nos Domingos. Já na terça-feira de carnaval (17/2), feriado estadual, é vedado o trabalho do comerciário, conforme estipulado na 11ª cláusula da CCT para os feriados. A exceção é apenas para os estabelecimentos comerciais situados em aeroportos, portos e estações rodoviárias, metroviárias e ferroviárias, que deverão solicitar ao SindilojasRio o Termo de Autorização para abrir no feriado.

A empresa pode efetuar desconto no salário do empregado quando pagar o lanche aos sábados, domingos e feriados em espécie?

– Sim. As empresas que efetuarem o pagamento em espécie poderão descontar R$ 1,10 do salário de seus empregados, por lanche ou jantar, sendo que a referida ajuda-alimentação tem caráter indenizatório, não integrando o salário para qualquer efeito, conforme a Orientação Jurisprudencial n° 123 da SDI-1 do Tribunal Superior do Trabalho.

Como fica o piso salarial do contrato de experiência diante do aumento do salário mínimo, conforme a Convenção Coletiva de Trabalho de Reajuste Salarial 2025/2026?

– O 2º parágrafo da 5ª cláusula da referida CCT estabelece que o piso salarial do contrato de experiência é de R$ 1.530,00 (outubro de 2025). Contudo, como o salário mínimo nacional foi reajustado para R$ 1.621,00 a partir de 1º de janeiro de 2026, o empregado deverá perceber, pelo menos, o valor correspondente ao salário mínimo vigente.

Qual é o prazo que a empresa tem para conceder as folgas referentes aos feriados trabalhados no mês de abril?

– Nos termos da 13ª cláusula da Convenção Coletiva para Trabalho nos Feriados fica garantida ao empregado uma folga remunerada no prazo de até 30 dias contados do feriado trabalhado. Já para os feriados ocorridos nos meses de abril e novembro, a Convenção Coletiva autoriza, excepcionalmente, que a folga compensatória seja concedida em até 60 dias a contar da data do respectivo feriado.

A jornada de trabalho 12x36 – de 12 horas seguidas por 36 horas ininterruptas de descanso – pode ser celebrada mediante acordo individual escrito?

– Sim. O artigo 59-A da CLT estabelece que é facultado às partes, mediante acordo individual escrito, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho, estabelecer horário de trabalho de 12x36.

Obrigações dos Lojistas

FEVEREIRO E MARÇO DE 2026

DCT – Imediatamente após a admissão de funcionário não cadastrado no PIS, preencher o DCT, apresentando-o à CEF, para efetuar o cadastramento.

ISS – Recolhimento do imposto. O prestador deverá gerar no sistema o documento de arrecadação relativo às NFS-e emitidas. Obs.: os prestadores de serviços devem recolher o ISS no terceiro dia útil de cada mês, conforme o Decreto nº 44.030 de 7/12/17.

FGTS – Efetuar o depósito correspondente ao mês anterior

CAGED – Cadastro de Empregados. Remeter via Internet, através do programa ACI ou utilizando um certificado digital válido, padrão ICP Brasil, informando sobre admissões, desligamentos e transferências de funcionários ocorridos no mês anterior

ICMS – Pagamento do imposto pelos contribuintes relacionados ao anexo único do Decreto nº 31.235/2002, referente à apuração do mês anterior.

IR/FONTE – Referente a fatos geradores ocorridos no mês anterior.

ICMS – Empresas varejistas e atacadistas devem efetuar o recolhimento do tributo apurado relativamente ao mês anterior.

Super Simples/ Simples Nacional – Pagamento do DAS referente ao período de apuração de janeiro/fevereiro de 2026.

INSS – Recolher a contribuição previdenciária referente ao mês anterior. (Prorrogado o prazo para o dia 25 pela Medida Provisória nº 447 publicada do D.O.U em 17/11/08).

PIS, Cofins, CSLL – Referente a fatos geradores ocorridos na 2ª quinzena do mês de janeiro/fevereiro de 2026. Retenção de contribuições – pagamentos de PJ a PJ de direito privado – Cofins, PIS/Pasep, CSLL.

Cofins – Recolher 3% sobre a receita do mês anterior, exceto as empresas tributadas no lucro real. (Prorrogado o prazo para o dia 25 pela Medida Provisória nº 447, publicada no D.O.U em 17/11/08).

Cofins – Recolher 7,6% para empresas tributadas no lucro real. (Prorrogado o prazo para o dia 25 pela Medida Provisória nº 447 publicada no D.O.U em 17/11/08).

PIS – Recolher 0,65% sobre as operações do mês anterior. (Prorrogado o prazo para o dia 25 pela Medida Provisória nº 447 publicada no D.O.U em 17/11/08).

PIS, Cofins, CSLL – Referente a fatos geradores ocorridos na 1ª quinzena do mês de fevereiro/março de 2026. Retenção de contribuições – pagamentos de PJ a PJ de direito privado – Cofins, PIS/Pasep, CSLL.

IR/PJ – Empresas devem efetuar o recolhimento do tributo incidente sobre o período de apuração do mês anterior.

Contribuição Social do Empregado – Efetuar o desconto de 1/30 do salário dos empregados para recolhimento a favor do sindicato profissional, dos admitidos em débito com a obrigação.

Contribuição Social – Empresas tributadas com base no lucro real, presumido ou arbitrado, devem efetuar o recolhimento do tributo incidente sobre o período de apuração do mês anterior.

DCTFWEB – Deve ser entregue por quase todas as pessoas jurídicas (empresas, órgãos públicos, entidades) e também por pessoas físicas e MEIs em situações específicas, como contratação de empregados ou prestadores de serviço com retenção de INSS, ou quando há recolhimento de CPRB, principalmente após o envio de informações ao e-Social e EFD-Reinf.

Contribuição Confederativa: Prazo de Vencimento é 30/3

O pagamento da Contribuição Confederativa 2026 deve ser efetuado até 30 de março. A tabela de valores está disponível no site www.sindilojas. rio , no menu Central de Serviços.

Recolhida apenas uma vez ao ano, conforme previsto no 8º artigo da Constituição Federal, a Contribuição Confederativa é um instrumento essencial para a manutenção da representação legítima e organizada do comércio lojista. É este recurso que possibilita ao Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de JaneiroSindilojasRio atuar de forma técnica, institucional e permanente na defesa dos interesses das empresas do setor.

A contribuição permite que o SindilojasRio atue diretamente em negociações coletivas, na defesa institucional e jurídica do comércio, no diálogo com o poder público e na busca por segurança jurídica para o funcionamento das empresas, especialmente em temas sensíveis como relações de trabalho, feriados, carga tributária e novas obrigações legais.

Além da representação institucional, as empresas associadas ao SindilojasRio contam com uma série de benefícios exclusivos, como assistência jurídica nas áreas cível, trabalhista e fisco-tributária; assessoria administrativa; registro de marcas;

abertura e legalização de empresas; e atuação preventiva para reduzir riscos e passivos. O Sindicato também mantém convênios que oferecem descontos em universidades, certificação digital, treinamentos e serviços especializados em áreas como Marketing Digital, LGPD e outros.

Por tudo isso, manter o pagamento da Contribuição Confederativa em dia é fundamental para garantir a atuação e os serviços de excelência do SindilojasRio que beneficiam todas as empresas lojistas associadas há quase um século.

A sede do SindilojasRio está localizada na Rua da Quitanda, nº 3, 10º andar, no Centro do Rio de Janeiro, com atendimento das 9h às 17h. Os lojistas contam ainda com uma delegacia de serviços na Avenida das Américas, nº 4.790, sala 226, na Barra da Tijuca.

Fortalecer o Sindicato é fortalecer o comércio!

Para mais informações, entre em contato pelo e-mail comunicacao@sindilojas-rio. com.br ou pelo telefone (21) 2217-5000.

TABELA DE ASSOCIAÇÃO 2026

Documentos necessários: Cópia do Contrato Social e da última alteração contratual além da Inscrição no CNPJ e nº da Inscrição Estadual ou Municipal

DEMONSTRATIVO

DE CATEGORIAS,

DREITOS,

OBRIGAÇÕES E TABELA DE VALORES POR ESTABELECIMENTO

Taxa de Adesão: R$ 30,00

Tabelas das mensalidades Serviços disponibilizados

Taxa de Adesão: R$ 30,00

Sócios Enquadrados (R$)

Categorias dos Associados Nº Empregados Ouro Diamante

Atenção:

Tabelas das mensalidades

Revista eletrônica “O

Sócios Cooperadores (R$)

Categorias dos Associados Nº Empregados Ouro Diamante

Haverá o pagamento de valor a título de “reposição mensal por serviços prestados” de R$ 266,00 para enquadrados e de R$ 495,00 para cooperadores, pelo período de duração de cada processo excedente ao previsto para cada Categoria. Sócio-Aspirante: taxa de implantação - R$ 300,00/ mensalidade - R$ 109,00.

DTE passa a ser obrigatório para Pessoas Jurídicas

Desde janeiro de 2026, o Domicílio Tributário Eletrônico (DTE) tornou-se obrigatório para todas as Pessoas Jurídicas inscritas no CNPJ, consolidando-se como o canal oficial de comunicação entre a Receita Federal e as empresas. O DTE é atribuído automaticamente, sem necessidade de adesão prévia, e deve ser acompanhado regularmente pelos contribuintes e seus representantes legais.

Por meio do DTE, a Receita Federal encaminha intimações, notificações e demais comunicações oficiais, todas com plena validade jurídica. É importante destacar que, caso a comunicação não seja acessada dentro do prazo legal, será caracterizada a ciência tácita, nos termos do Decreto nº 70.235, de 1972, produzindo todos os efeitos jurídicos da notificação, independentemente de leitura expressa pelo contribuinte.

No caso das empresas optantes pelo Simples Nacional, permanece vigente o Domicílio Tributário Eletrônico do Simples Nacional (DTE-SN), conforme legislação específica. Ainda assim, essas empresas também passam a receber comunicações na Caixa

Postal do e-CAC, reforçando a necessidade de acompanhamento frequente dos canais digitais.

Para apoiar o acompanhamento das comunicações, o contribuinte pode cadastrar alertas automáticos no Portal e-CAC, informando até três endereços de e-mail e três números de telefone celular para recebimento de avisos sempre que houver novas mensagens na Caixa Postal.

O cadastro pode ser realizado no menu “Outros” > “Cadastrar alerta de e-mail e SMS”. Também é possível gerar um código de segurança, que permite confirmar a autenticidade dos alertas enviados pela Receita Federal.

A Receita Federal recomenda que empresas e contadores acessem o e-CAC e consultem a Caixa Postal regularmente, e mantenham seus dados de contato atualizados, de forma a evitar a perda de prazos e garantir a plena conformidade com as obrigações tributárias.

Fonte: Receita Federal

Funcionamento do comércio do Rio no Carnaval 2026

O SindilojasRio informa que, durante o período de Carnaval, de sexta-feira (13/2) até a quarta-feira de cinzas (18/2), com exceção da terça-feira (17/2), a abertura das lojas no município do Rio de Janeiro ficará a critério dos comerciantes, no caso do comércio de rua, e das administradoras, no caso dos shoppings.

O funcionamento do comércio no Carnaval segue as Convenções Coletivas de Trabalho (CCTs) firmadas entre o SindilojasRio e o Sindicato dos Empregados do Comércio do Rio de Janeiro (SECRJ).

Regras para o funcionamento:

• Sexta-feira (13/2), sábado de carnaval (14/2), segunda-feira (16/2) e quarta-feira de cinzas (18/2): funcionamento normal.

• Domingo (15/2): abertura permitida conforme as normas da CCT dos Domingos.

• Terça-feira de carnaval (17/2): feriado estadual. As lojas não poderão abrir, exceto aquelas situadas em aeroportos, portos e estações rodoviárias, metroviárias e ferroviárias, conforme o Decreto Federal n° 27.048/49, que devem obedecer as normas da CCT dos Feriados.

Importante:

• Para abrir no domingo de Carnaval, os lojistas deverão possuir o Termo de Adesão à Convenção Coletiva de Trabalho vigente.

• As lojas autorizadas a abrir no feriado da terça-feira de Carnaval (apenas as de aeroportos, portos e estações rodoviárias, metroviárias e ferroviárias) deverão solicitar ao SindilojasRio o Termo de Autorização, respeitando a jornada máxima de 6 horas com 15 minutos de intervalo.

Fique atento às regras e planeje o funcionamento do seu negócio durante o carnaval!

Para mais informações, entre em contato com o SindilojasRio pelo telefone (21) 2217-5000 ou pelo WhatsApp 21 98552-1822.

De Olho na Mídia

Em janeiro, o comércio do Rio esteve em destaque na mídia, tendo o SindilojasRio e o CDLRio como fontes de referência em matérias especiais e de grande repercussão.

A atuação firme e imediata do SindilojasRio, junto com o CDLRio, para apoiar os lojistas do Shopping Tijuca, atingido por um incêndio no dia 2 de janeiro, mereceu atenção em meio ao trágico acontecimento.

A pesquisa do CDLRio e do SindilojasRio apontando as expectativas positivas do comércio do Rio com as vendas para o Carnaval 2026 foi destaque em matéria exclusiva e em outras de grande repercussão.

O excesso de feriados de 2026 que pode levar o comércio do Rio a ter perda de vendas de R$ 2 bilhões repercutiu na mídia, assim como as informações sobre o funcionamento das lojas no feriado de São Sebastião, Padroeiro da Cidade do Rio de Janeiro.

A revitalização do Centro, com obras de retrofit e novos empreendimentos, e seu impacto para o comércio da região, foi tema de uma matéria especial em um importante jornal do Rio.

Leia algumas dessas matérias, acessando-as pelos QR codes:

Incêndio do Shopping Tijuca – As orientações aos lojistas do Shopping Tijuca mostraram a importância da ação imediata em situações graves:

Shopping Tijuca: sindicato oferece suporte jurídico a lojistas impactados e compartilha cartilha com orientações sobre prejuízos. (O Globo)

Incêndio no Shopping Tijuca: cartilha do sindicato dos lojistas dá dicas para resguardar direitos e minimizar prejuízos. (Extra)

Lojas do Shopping Tijuca podem abrir no Dia de São Sebastião sem o Termo de Adesão para o Trabalho em Feriados.

(Manchete Rio)

SindilojasRio reforça orientações emergenciais a lojistas do Shopping Tijuca após incêndio.

(Conexão no Ar)

SindilojasRio intensifica orientações a lojistas do Shopping Tijuca após incêndio e amplia suporte jurídico.

(Gazeta do Rio)

Excesso de Feriados – O impacto para o comércio do Rio:

Excesso de feriados pode tirar mais de R$ 2 bilhões do comércio fluminense em 2026, diz estudo.

(Diário do Rio)

Feriados deste ano podem afetar vendas do comércio no Rio.

(PEGN)

Feriados deste ano podem afetar vendas do comércio no Rio.

(Agência Brasil)

Feriado de São Sebastião – Regras para o funcionamento das lojas:

Acordo entre sindicatos garante funcionamento do comércio no feriado de São Sebastião.

(Tupi)

Comércio carioca pode abrir no feriado do Dia de São Sebastião.

(O Dia)

Shopping Tijuca poderá abrir sem termo para trabalho no feriado de 20/1.

(Diário do Rio)

Carnaval – Vendas do comércio podem aumentar 5%:

Carnaval 2026 deve injetar mais de R$ 5,7 bilhões no Rio. Veja as previsões de cada setor. (Extra)

Vendas do comércio podem crescer 5% no Carnaval.

(Monitor Mercantil)

Carnaval: lojistas esperam aumento de 5% nas vendas no Rio.

(O Dia)

Centro do Rio – Retrofits mudam a região e impactam comércio:

Retrofits transformam Centro do Rio: impactos no comércio e na vida das pessoas.

(O Dia)

Comércio prevê alta de 5% nas vendas no Carnaval.

(Correio da Manhã)

AD LIFE STYLE - DEL CASTILHO

ALPHABETO - VICENTE DE CARVALHO

AREZZO - IPANEMA

ATENA FENIX - 2 LOJAS

AVATIM CHEIROS - DEL CASTILHO

BAGAGGIO - 2 LOJAS

BENDITA - CACHAMBI

BORDAMANIA - BARRA DA TIJUCA

BREEZY - VILA DA PENHA

BRISAR NORTE - CACHAMBI

CREAMY SKINCARE - BOTAFOGO

EUZISSIMA - CACHAMBI

INOVATHI - 2 LOJAS

INVERNO & CIA - BARRA DA TIJUCA

MARCELA B - LEBLON

MINA DA PRATA - BOTAFOGO

MISS NOIR - IPANEMA

MR CAT - RECREIO DOS BANDEIRANTES

NEW ERA - 2 LOJAS

NNBW - JARDIM CARIOCA

PLIÉ TIJUCA - TIJUCA

PONTO MIX - TAQUARA

PRATA PURA - CACHAMBI

SUL ACESSIBILIDADE - BARRA DA TIJUCA

UOMO BARRA - BARRA DA TIJUCA

VIVIAN FESTAS - CAMPO GRANDE

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e-mail: comercial@sindilojas-rio.com.br site: www.sindilojas.rio

Vacinação em dia é fundamental

Com a volta às aulas, cresce a preocupação com a circulação de doenças infecciosas em ambientes escolares, onde crianças e adolescentes convivem de forma próxima e contínua. Nesse contexto, manter a vacinação em dia é uma das principais medidas de proteção coletiva e individual, contribuindo para um início de ano letivo mais seguro e saudável.

O calendário de vacinação reúne imunizantes capazes de prevenir doenças que podem ter complicações graves, especialmente entre o público infantil. A atualização da caderneta é essencial para garantir que todas as doses previstas para cada faixa etária tenham sido aplicadas corretamente, evitando lacunas na proteção.

Ambientes escolares favorecem a disseminação de vírus e bactérias devido ao contato frequente entre alunos, professores e funcionários. Quando a cobertura vacinal está adequada, o risco de surtos diminui significativamente, protegendo não apenas quem se vacina, mas também pessoas mais vulneráveis, como aquelas com restrições médicas para receber determinados imunizantes.

A checagem da carteira de vacinação antes do início das aulas também é uma oportunidade para pais e responsáveis identificarem atrasos e regularizarem a situação vacinal das crianças e adolescentes. Além da infância, é importante que jovens e adultos verifiquem se estão com os reforços recomendados em dia, já que a proteção precisa ser mantida ao longo da vida.

A vacinação é reconhecida como uma das estratégias mais eficazes de prevenção em saúde pública. Ao garantir altas taxas de imunização, é possível reduzir internações, evitar complicações e contribuir para a segurança sanitária da comunidade escolar como um todo.

Diante disso, a atualização vacinal deve ser encarada como parte da preparação para o retorno às aulas, ao lado do material escolar e da organização da rotina. Cuidar da imunização é investir na saúde, na continuidade do aprendizado e no bem-estar coletivo.

Fonte: Hospital Sírio-Libanês

WILLIAM ROCHA

Data Protection Officer (DPO) da Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (Jucerja) e Advogado Sócio do escritório Terra Rocha Advogados

O BERÇO DA PRIVACIDADE: A HERANÇA DE HESSEN E O VALOR ESTRATÉGICO DA PROTEÇÃO DE DADOS PARA O MERCADO ATUAL

Muitos empresários e gestores que hoje enfrentam os desafios de adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) tendem a enxergar a privacidade como um fenômeno estritamente digital e recente. No entanto, o arcabouço jurídico que sustenta a economia baseada em dados moderna tem raízes profundas no século XX. Em 1970, o estado de Hessen, na Alemanha, promulgou a primeira Lei de Proteção de Dados do mundo. Este marco civilizatório não foi apenas uma resposta à evolução dos computadores, mas uma proteção à dignidade humana, estabelecendo que a informação pessoal é um ativo que pertence ao indivíduo, e não ao Estado ou às organizações.

A gênese dessa legislação alemã foi humanitária. O trauma deixado pelos abusos no uso de informações pessoais durante a Segunda Guerra Mundial criou na sociedade europeia uma sensibilidade aguda ao monitoramento. Quando os primeiros grandes centros de processamento de dados surgiram, o governo de Hessen compreendeu que o poder dessas máquinas, se não regulado, poderia ferir liberdades individuais. O pioneirismo alemão introduziu conceitos que hoje são pilares do Compliance: o direito de acesso, a correção de dados e o dever de transparência. Esse modelo inspirou a Diretiva Europeia de 1995, o rigoroso GDPR (sigla em inglês para General Data Protection Regulation – Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados) em 2018 e, por consequência direta, a nossa LGPD.

Para o empresário e o lojista contemporâneos, entender essa história é fundamental para mudar a chave da "burocracia" para a "estratégia". A proteção de dados não deve ser vista como um obstáculo ao comércio, mas como uma ferramenta de governança que gera valor de mercado. Em um ecossistema onde o consumo é movido por algoritmos e personalização, a confiança tornou-se a nova moeda de troca. Quando um lojista garante que o CPF, o histórico de compras ou o comportamento de navegação de seu

cliente estão protegidos, ele não está apenas evitando multas da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD); ele está construindo um diferencial competitivo sustentável.

A importância prática para o setor privado é multifacetada. Primeiro, há a mitigação de riscos financeiros e reputacionais. Um vazamento de dados pode custar milhões em multas e sanções, mas o dano à marca é, muitas vezes, irreversível. Segundo, a organização interna de processos que a proteção de dados exige acaba por otimizar a própria gestão do negócio. Ao mapear quais dados são realmente necessários, a empresa elimina excessos, limpa bases obsoletas e melhora a qualidade da informação usada para o marketing e para a tomada de decisões. Menos dados irrelevantes significam processos mais ágeis e menos pontos de vulnerabilidade.

Além disso, para o pequeno e médio empresário, estar em conformidade é um passaporte para parcerias B2B. Grandes corporações e multinacionais exigem que seus fornecedores comprovem boas práticas de privacidade. Ser um parceiro seguro abre portas para contratos mais robustos e inserção em cadeias de suprimentos globais. Portanto, a proteção de dados transcende o jurídico e o tecnológico; ela é uma disciplina de gestão que reflete o respeito ao consumidor.

Celebrar o legado de Hessen é reconhecer que a privacidade é um direito resiliente que, se bem gerido, impulsiona a inovação ética. Em um cenário de inteligência artificial e vigilância algorítmica, o empresário que lidera com transparência e segurança não apenas cumpre a lei, mas conquista a lealdade de um público cada vez mais consciente e exigente sobre seus próprios direitos. A história nos ensina que o foco nunca deve ser apenas a tecnologia, mas a proteção da liberdade individual em um mundo cada vez mais conectado.

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