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El Tiempo del Altiplano Edición 246

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LUNES 31 DE AGOSTO DE 2026 | AÑO 4 | NÚMERO 246

PERSONAJE Darío Calderón, el artesano que convirtió el calzado en una forma de vida

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$10.00

ORDENA SHEINBAUM PROHIBIR CELULARES EN ESCUELAS

DESTINOS Panteón Hidalgo: más de 160 años de historia y leyendas

Pág.20

Pág.13

ALTIPLANO

Pág.12

Kevin Almaguer Serna se gradúa como médico militar

REPORTAJE

El Altiplano que quedó bajo tierra (Cuarta Parte): Moctezuma, cuando todo era mar

Pág.14 Pág.4

DEPORTES

OPINIÓNES

Atletas Almanza pone en alto a Matehuala en Ciudad Valles

TIEMPO DE HABLAR STAFF EL TIEMPO

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INTERESANTE

EL INICIO DE LA VIDA ESCOLAR ¡ENTÉRATE!

Pulqueros, campeones del softbol varonil

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Lunes 31 de agosto de 2026 | El Tiempo del Altiplano

Tiempo de Hablar | La aduana política de "El Gudy" Por: Staff El Tiempo del Altiplano

L a c a r re ra p o l í t i c a p o r l a g u b e r n at u ra d e S a n Lu i s Poto s í h a d e jado de jugarse únicam e nte e n l a l e g i t i m i d a d de las plazas públicas, e l d e b ate d e i d e a s o l a medición de encuestas; h oy s e l i b ra e n l a s a d u a nas del capricho local y las barricadas de la intimidación institucional. Lo o c u r r i d o e s te s á b a d o e n e l e m b l e m át i co Tú nel Ogarrio, el principal y m á s i có n i co a cce s o a l P u e b l o Má g i co d e Re a l d e C ato rce , t ra s c i e n d e co n c re ce s e l m e ro a n e cd ot a r i o d e l a g r i l l a p oto s i n a . No s e t rat a d e u n s i m p l e p e rc a n ce d e t rá n s i to n i d e u n m a l e nte n d i d o d e e s t a c i o n a m i e nto s , obst a c u l i z a r y re s t r i n g i r l a e nt ra d a a l e m p re s a r i o G e ra rd o S á n c h ez Zu m aya e s u n a s e ñ a l d e a l a r m a s o b re có m o l a a u to r i d a d m u n i c i p a l s e u t i l i z a co m o u n f i l t ro d e a d m i s i ó n e l e c to ra l . S i l a i n s t r u cc i ó n d e f re n a r e l p a s o p rov i n o d i re c t a m e nte d e l p re s i d e nte municipal Jav i e r S a n d ova l , a p o d a d o “ E l G u d y ”, e l e d i l s e e n c u e nt ra e n l a o b l i g a c i ó n ét i c a y l e g a l d e ex p l i c a r c u á l f u e e l f u n d a m e nto j u r í d i co p a ra s e m e j a nte a c to . G o b e r n a r u n a d e m a rc a c i ó n n o oto rg a l a fa cultad de decidir quién cruza la puerta del pueblo y quién se qued a f u e ra p o r c á l c u l o o a nt i p at í a p a r t i d i s t a . L a

i nve s t i d u ra p ú b l i c a ex i g e n e u t ra l i d a d , a p e g o a la Constitución y un p rofe s i o n a l i s m o q u e n o a d m i te s e s g o s i d e o l ó g i co s . C o nve r t i r u n m o n u m e nto h i s tó r i co , q u e s i r ve a d e m á s co m o v í a p ú b l i c a p a ra e l d e s a r ro l l o t u r í s t i co d e l e s t a d o , e n u n reté n p r i va d o s i e nt a u n p re ce d e nte s u m a m e nte p e l i g ro s o p a ra l a s g a ra nt í a s i n d i v i d u a l e s y e l l i b re t rá n s i to . S i n e m b a rg o , p a ra d e s e nt ra ñ a r e l e p i s o dio en su justa dimen-

sión, es imposible no m i ra r l a e s ce n a co n m á s c a u te l a . Es te co nf l i c to n o n a ce e n u n te r re n o n e u t ra l n i e s p o nt á n e o . S á n c h ez Zu m aya , q u i e n h a h e c h o ex p l í c i to s u i nte ré s p o r co nte n d e r p o r l a g u b e r n at u ra d e l e s t a d o , h a d e m o s t ra d o u n a h a b i l i d a d n ot a b l e p a ra re nt a b i l i z a r m e d i á t i c a m e nte c a d a t ro p i ezo o co nf ro nt a c i ó n co n l a s a u to r i d a d e s . En l a n a r ra t i va d e l a s p i ra nte , l a v i ctimización s i s te m át i c a s e h a t ra n s fo r m a d o e n

s u p r i n c i p a l co m b u s t i b l e e l e c to ra l . C o nve r t i r c a d a bloqueo, fiscalización o t rá m i te e n u n “ate nt a d o d e l a m af i a d e l p o d e r ” l e re s u l t a a l t a m e nte re d i t u a b l e p a ra a c a p a ra r re f l e c to re s . As í , e s te n u evo c a p í t u l o e n e l Tú n e l O g a r r i o a l i m e nt a d o s co nve niencias simultáneas: la d e q u i e n b u s c a e r i g i rse en mártir perseguid o p a ra g a n a r s i m p at í a ciudadana y la de quien abusa del poder local p a ra e nv i a r u n m e n s a j e d e co nt ro l te r r i to r i a l .

Periódico El Tiempo del Altiplano, edición semanal. Número de Certificado de Reserva del Instituto Nacional del Derecho de Autor: en trámite. Domicilio: Cordillera Oriental 133, Lomas 3ra Secc, 78216 San Luis Potosí SLP, Teléfono: 4448251693. www.eltiempodelaltiplano.com www.facebook.com/ElTiempoDelAltiplano

Po r ot ra p a r te , l a f i g u ra d e Jav i e r S a n d ova l t a m p o co of re ce e l p e rf i l d e u n e d i l p re o c u p a d o p o r e l e s t r i c to c u mp l i m i e nto d e l a l ey o l a a u s te r i d a d re p u b l i c a n a . L a a d m i n i s t ra c i ó n d e “ E l G u d y ” a r ra s t ra u n p e s a d o h i s to r i a l d e p o l é m i c a s a l i m e nt a d a s p o r s u s p ro p i o s a c to s p ú b l i co s y v i r t u a l e s . L a o s te nt a c i ó n e n re d e s s o c i a l e s d e u n a f l ot i l l a d e ve h í c u l o s d e l u j o , c u yo va l o r e s t i m a d o s u p e ra r í a l o s ocho millones de pesos,

re s u l t a f ra n c a m e nte i n s u l t a nte p a ra l a s c a re n c i a s s o c i a l e s d e Re a l d e C ato rce . A e s te d e s p l i e gue de opulencia se le suman un cuestionado c a m a l e o n i s m o p o l í t i co , co n co n s t a nte s c a m b i o s d e co l o r y a l i a n z a s d e o c a s i ó n , y e l re c i e nte re s u rg i m i e nto d e d o c u m e nto s at r i b u i d o s a l a a nt i g u a P G J E e n 2 0 1 5 q u e l o re l a c i o n a r í a n co n ex p e d i e nte s j u d i c i a l e s . C o n t a l e s a nte ce d e nte s , l e re s u l t a i m p o s i b l e a l Ay u nt a m i e nto co nve n ce r a l a o p i n i ó n p ú b l i c a d e q u e l a re s t r i cc i ó n e n el túnel obedeció a un i n o ce nte o p e rat i vo v i a l . L a co m b i n a c i ó n d e e s to s fa c to re s ex p o n e u n a co m e d i a p o l í t i c a d o n d e l a s g a ra n t í a s co n s t i t u c i o n a l e s d e los ciudadanos quedan at ra p a d a s e n l a l u c h a d e e g o s . Po r u n l a d o , u n a a u to r i d a d l o c a l q u e p a re ce a s u m i r e l m u n i c i p i o co m o u n fe u d o p e r s o nal donde se aplica el d e re c h o d e a d m i s i ó n ; p o r e l ot ro , u n a s p i ra n te a l a g u b e r n at u ra q u e a p rove c h a e l a b u s o d e p o d e r a j e n o p a ra a l i m e nt a r u n l i b reto d e v i ct i m i z a c i ó n q u e raya e n los delirios de persecuc i ó n . N i e l Tú n e l O g a r r i o tiene dueño partidista, n i Re a l d e C ato rce e s u n a p ro p i e d a d p r i va d a , n i l o s p oto s i n o s m e re ce n q u e e l l i b re t rá n s i to d e p e n d e d e l co l o r d e l v i s i t a nte o d e l a s a m b iciones de quienes buscan gobernar el estado.

Director: Hares Barragán Ortiz Editor: Brian Alexis Castillo Morán Fotografía: Juan Francisco Ibarra Tovar Socios fundadores: Francisco Acosta-Martínez María Luisa Paulín

Licel Morales


Matehuala

El Tiempo del Altiplano | Lunes 31 de agosto de 2026

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Operativo de la SCT deja varadas a familias de Nuevo León Un operativo realizado por personal de la Secretaría de Comunicaciones y Transportes (SCT), con apoyo de elementos de la Guardia Civil Estatal, provocó el decomiso de varias camionetas tipo Van que prestaban servicio de transporte entre comunidades del sur de Nuevo León y Matehuala, dejando a numerosos pasajeros sin una opción inmediata para regresar a sus lugares de origen. Los hechos se registraron durante el mediodía en calles Hidalgo y Niño Artillero, donde personal de la dependencia estatal detuvo las unidades utilizadas por habitantes de comunidades como La Hierba, Santa Rita, Los Medina, Santa Ana y Las Margaritas, entre otras localidades, cuyos habitantes acuden con frecuencia a Matehuala para realizar compras y abastecerse de productos para sus hogares. De acuerdo con los testimonios recabados, los operadores fueron cuestionados por personal de la SCT sobre los permisos correspondientes para prestar el servicio de transporte público. Al no contar con la documentación requerida, los pasajeros fueron obligados a descender de las unidades mientras se solicitaba la presencia de grúas para trasladar los vehículos. La situación generó inconformidad entre los usuarios, debido a que las camionetas representan una de las principales alternativas de movilidad para habitantes de estas

comunidades, quienes diariamente cruzan hacia Matehuala para realizar actividades comerciales, compras y otros trámites. Tras el aseguramiento de las unidades, los pasajeros quedaron varados en la ciudad y tuvieron que buscar por sus propios medios alternativas para regresar durante la tarde a sus comunidades, algunas de ellas ubicadas a varios kilómetros de Matehuala. Habitantes señalaron que este servicio de transporte se ha utilizado durante más de dos décadas y que existe una necesidad constante de movilidad entre las comunidades del sur de Nuevo León y Matehuala, debido a la cercanía geográfica y a la relación comercial que mantienen ambas zonas. Los propietarios y operadores de las camionetas, según los testimonios, han solicitado en distintas ocasiones que el servicio sea regularizado y se les permita obtener los permisos correspondientes; sin embargo, aseguran que hasta ahora no han recibido una solución que permita formalizar esta modalidad de transporte. Hasta el momento de la elaboración de esta nota, no se ha informado públicamente si las autoridades estatales establecerán alguna alternativa para los usuarios afectados ni cuál será el procedimiento que deberán seguir los propietarios de las unidades para recuperar sus vehículos o regularizar la prestación del servicio.

Niegan atención a niño fracturado en clínicas del IMSS Familia de Matehuala denunció una presunta falta de atención oportuna a un niño de apenas un año y medio, quien sufrió una fuerte caída que le provocó una lesión en una de sus piernas y, posteriormente, fue diagnosticado de manera particular con fracturas en la tibia y detrás de la rodilla. De acuerdo con el testimonio proporcionado por la familia, los hechos ocurrieron el pasado domingo, cuando el menor sufrió una caída y su pierna se dobló de manera repentina. En menos de media hora, la rodilla comenzó a inflamarse y adquirió una tonalidad morada, además de que el pequeño presentaba fuertes dolores y no dejaba de llorar. Ante la preocupación por la lesión, su madre decidió trasladarlo al área de urgencias de la Clínica 14 del IMSS en Matehuala. Según relató la familia, el menor fue revisado aproximadamente una hora después de haber llegado y, tras la valoración, fue enviado nuevamente a casa. Sin embargo, durante la madrugada el dolor del niño aumentó considerablemente, por lo que su madre decidió regresar a la misma clínica en busca de atención. De acuerdo con el testimonio, en esa ocasión únicamente le proporcionaron paracetamol para controlar las molestias. Fue hasta la mañana del lunes cuando al pequeño le realizaron una radiografía. La familia señala que, posteriormente, personal médico les indicó que era necesario practicarle un ultrasonido, debido a que en la radiografía “no encontraban nada”. El problema, según el relato de los familiares, fue que el estudio no podía realizarse en la clínica, por lo que les indicaron que debían acudir a un servicio particular para obtenerlo. Ante la preocupación por el estado del menor, la familia decidió pagar el estudio por su cuenta. El médico particular que revisó los resultados les habría informado que la fractura era evidente y que existían lesiones tanto en la tibia como en la parte posterior de la rodilla.

Según el testimonio, el especialista cuestionó por qué el menor no había sido atendido e inmovilizado de manera inmediata, considerando la lesión que presentaba. Con los estudios y la información obtenida de manera particular, la familia acudió el lunes a la Clínica 10 del IMSS para buscar atención para el pequeño; sin embargo, aseguran que tampoco recibió la atención que esperaba. Posteriormente regresaron a la Clínica 14, donde nuevamente, según su versión, no se resolvió la situación. La familia asegura que incluso recibió comentarios que consideró despectivos, pues presuntamente les señalaron que no fueran “tan exagerados” y que la lesión solamente correspondía a una fisura. La situación finalmente comenzó a atenderse este martes, cuando el menor fue recibido en la Clínica 10 del IMSS. No obstante, los familiares también expresaron inconformidad por el trato que, aseguran, recibieron durante el proceso. De acuerdo con el testimonio, personal de la institución habría cuestionado a la familia por haber recurrido a un médico particular y les habría señalado que una atención o estudio de ese tipo podía representar un gasto cercano a los 10 mil pesos. La familia decidió hacer público el caso ante la preocupación por la atención que recibió el menor y para solicitar que se revise lo ocurrido en ambas unidades médicas de Matehuala. Hasta el momento de la elaboración de esta nota, este relato corresponde a la versión proporcionada por los familiares del niño y no se cuenta con una postura oficial del IMSS sobre el caso. La familia espera que el menor reciba el tratamiento adecuado y que se esclarezca por qué, pese al dolor, inflamación y cambios de coloración que presentaba desde el domingo, la atención especializada no se habría concretado sino hasta varios días después.

SEGE ordena retirar programa militarizado de escuela La Secretaría de Educación del Gobierno del Estado (SEGE) ordenó retirar el programa militarizado que operaba en al menos una escuela de Matehuala, como parte del cumplimiento de una disposición emitida por la Secretaría de Educación Pública (SEP) para eliminar este tipo de esquemas en planteles de educación básica del país. La titular de la SEGE, Deysi Maribel López Sierra, aclaró que la medida no representa el cierre del plantel matehualense, sino la suspensión del programa y el retiro de la denominación relacionada con una formación de carácter militar. La funcionaria explicó que la dependencia estatal no tiene registrado formalmente ningún plantel de San Luis Potosí como escuela militarizada, debido a que este modelo no se encuentra regulado por la Federación. Sin embargo, reconoció que en Matehuala existe una institución donde participaba personal militar dentro de las actividades educativas. De acuerdo con López Sierra, se solicitó a las escuelas que emplean este tipo de esquemas retirar las denominaciones “Militarizada”, “Militar”, “Castrense” o cualquier otra que haga referencia a una instrucción o disciplina de carácter militar, además de modificar los programas que operan bajo ese concepto.

La disposición deriva de una instrucción emitida por la SEP el pasado 30 de julio, luego de que tres estudiantes murieran en academias de este tipo entre 2023 y 2026. El caso más reciente corresponde a Dafne, una adolescente de 13 años que falleció durante un curso en la Academia Militarizada de Marina Doenitz, ubicada en Ciudad Madero, Tamaulipas. El titular de la SEP, Mario Delgado Carrillo, estableció como plazo el próximo 31 de agosto para que las autoridades educativas garanticen que no existan planteles de educación básica que presten servicios bajo términos relacionados con una instrucción militar. La titular de la SEGE enfatizó que la orden aplicada en Matehuala no significa que la institución educativa vaya a dejar de prestar sus servicios. “Se quite tan solo desde el nombre y sobre todo el programa que ellos quieren realmente implementar”, explicó. López Sierra agregó que las supervisiones a las instituciones educativas de San Luis Potosí son permanentes y no se realizan únicamente en una ocasión. Recordó que la dependencia ya ha intervenido anteriormente en casos relacionados con instituciones educativas, como ocurrió con una universidad de Villa de Arista.


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Lunes 31 de agosto de 2026 | El Tiempo del Altiplano

Por: Francisco Acosta-Martínez Hoy, Moctezuma forma parte del paisaje semidesértico del Altiplano potosino, una región de extensas llanuras, sierras y condiciones predominantemente áridas, sin embargo, las rocas que afloran en distintas zonas del municipio conservan la evidencia de un pasado completamente diferente; hace alrededor de cien millones de años, durante el Cretácico, esta región estaba vinculada con un antiguo ambiente marino en el que habitaban organismos que actualmente sólo pueden conocerse a través de sus restos fósiles. Una de las principales evidencias se encuentra en la localidad de Morados, ubicada al suroriente del municipio, donde una investigación de la Universidad Autónoma de San Luis Potosí (UASLP) documentó fósiles de ofiuroideos, un grupo de equinodermos emparentado con las actuales estrellas de mar. El estudio, realizado por Jesús Hernández Canelo, se concentró específicamente en el registro fósil de esta localidad y en la presencia de estos organismos dentro de la Formación Cuesta del Cura, una unidad geológica correspondiente al Cretácico. La importancia de Morados radica en que sus rocas permiten reconstruir una etapa en la que el territorio que actualmente ocupa Moctezuma formaba parte de una extensa región marina. El área estudiada comprende aproximadamente 25 kilómetros cuadrados y se encuentra dentro de la Mesa Central, en una zona que geológicamente pertenece a la Cuenca Mesozoica del Centro de México. En ella están expuestas rocas correspondientes a distintas formaciones cretácicas, entre ellas La Peña, Cuesta del Cura e Indidura, que registran cambios ocurridos durante varios millones de años. La Formación Cuesta del Cura es particularmente importante para comprender este antiguo escenario. Está constituida principalmente por capas de caliza, con intercalaciones de lutita y presencia de pedernal, características que corresponden a sedimentos depositados en ambientes marinos. La unidad ha sido asignada al intervalo Albiano-Cenomaniano del Cretácico, aproximadamente entre 113 y 94 millones de años atrás. Durante ese periodo, los continentes y mares tenían una configuración muy diferente a la actual. El territorio que hoy forma parte de San Luis Potosí se encontraba dentro de un complejo sistema de cuencas y plataformas marinas que ocupaban amplias extensiones de lo que actualmente es México. En esas aguas se acumulaban sedimentos que, con el paso de millones de años, se compactaron y transformaron en las rocas que hoy afloran en diferentes zonas del Altiplano. Entre esos sedimentos quedaron atrapados restos de organismos marinos. En Morados, los investigadores identificaron fósiles pertenecientes a la clase Ophiuroidea, cuyos representantes actuales son conocidos como

ofiuras, estrellas quebradizas o estrellas serpiente. Son equinodermos, por lo que forman parte del mismo gran grupo zoológico que las estrellas de mar, los erizos, los pepinos de mar y los lirios de mar, aunque presentan características propias. Los ofiuroideos poseen un disco central bien diferenciado del que parten generalmente cinco brazos largos y delgados. A diferencia de las estrellas de mar, cuyos brazos se integran de manera más gradual con el disco central, en los ofiuroideos la separación es mucho más evidente. Sus brazos les permiten desplazarse sobre el fondo marino y participar en la captura de alimento. Los restos encontrados en Morados fueron identificados dentro de las familias Ophiactidae y Gorgonocephalidae. La investigación de la UASLP señala, no obstante, que el material fósil disponible no permitió realizar una identificación hasta el nivel de especie, debido a que los ejemplares no conservaban suficientes características diagnósticas. Por ello, el registro debe referirse a nivel de grupo y familia, sin atribuirle una especie determinada. La presencia de estos organismos aporta información sobre las condiciones que prevalecieron en aquella antigua cuenca. De acuerdo con la interpretación planteada en la investigación, los ofiuroideos registrados en Morados estaban relacionados con ambientes de cuenca marina y su presencia permite inferir condiciones de relativa profundidad durante parte del Cretácico. La historia que quedó escrita en las rocas, sin embargo, no corresponde a un mar que permaneció sin cambios durante millones de años. Las características de los sedimentos y la sucesión de las formaciones geológicas muestran que el ambiente fue transformándose. La profundidad de la cuenca, el volumen de sedimentos que llegaban al fondo y las condiciones generales de la región fueron modificándose conforme avanzaba el Cretácico. La investigación realizada en Morados señala que los ofiuroideos aparecen principalmente en la Formación Cuesta del Cura y que su presencia disminuye posteriormente. En las unidades más jóvenes de la secuencia estudiada, particularmente hacia el Turoniano, estos organismos dejan de aparecer en el registro de la localidad. La interpretación relaciona este cambio con el levantamiento progresivo de la cuenca, el incremento del aporte sedimentario y la modificación de las condiciones ambientales. El proceso que convirtió aquel antiguo fondo marino en parte del actual paisaje potosino fue prolongado. Los sedimentos depositados en el fondo de la cuenca fueron sepultados por nuevas capas, compactados y sometidos a procesos físicos y químicos que los transformaron en roca. Posteriormente, movimientos tectónicos modificaron la posición de esas estructuras, mientras la erosión fue exponiendo nuevamente las capas que habían permanecido enterradas durante millones de años. Por eso, cuando actualmente aparecen capas de

Reportaje

caliza y otros materiales cretácicos en las sierras y elevaciones de la región, lo que se observa no es únicamente una formación rocosa. Son fragmentos de un antiguo paisaje que desapareció hace decenas de millones de años. El registro de Moctezuma forma parte, además, de la riqueza paleontológica del Altiplano potosino. Especialistas de la UASLP han señalado que existe potencial para encontrar fósiles de diferentes edades en una amplia proporción del territorio estatal, con localidades relevantes en municipios como Moctezuma, Salinas de Hidalgo, Venado, Charcas y Cedral, además de zonas de la región Media. La diversidad de estos registros refleja que San Luis Potosí atravesó ambientes muy distintos a lo largo de su historia geológica. En algunas regiones se conservan evidencias de antiguos mares; en otras existen registros de ambientes continentales mucho más recientes. Cedral, por ejemplo, es reconocido por sus restos de megafauna del Pleistoceno y por la asociación entre esos animales y la presencia humana. Salinas también conserva evidencias de grandes mamíferos de épocas recientes en términos geológicos. Moctezuma representa una etapa mucho más antigua. Su registro fósil permite retroceder hasta el Cretácico, cuando los dinosaurios aún dominaban buena parte de los ecosistemas terrestres y en las aguas que cubrían distintas regiones de México se desarrollaban comunidades marinas completamente diferentes a las actuales. Los ofiuroideos de Morados constituyen una pequeña parte de ese ecosistema desaparecido. No fueron los únicos organismos que habitaron aquellas aguas, pero sus restos proporcionan información particularmente valiosa porque quedaron preservados en una secuencia geológica que permite estudiar las condiciones ambientales de la antigua cuenca. El registro también muestra la profundidad temporal de la historia del Altiplano. El paisaje actual, con sus condiciones áridas y sus características geográficas, es apenas una de las etapas de una transformación que comenzó mucho antes de que existieran los actuales ecosistemas terrestres y mucho antes de la aparición de los seres humanos. Hace más de cien millones de años, donde hoy se encuentra Moctezuma no había llanuras desérticas ni el paisaje que actualmente define al Altiplano. Había una cuenca marina, sedimentos depositándose lentamente en su fondo y organismos adaptados a aquellas condiciones. Millones de años después, el mar desapareció, la región se transformó y las capas que alguna vez estuvieron bajo el agua quedaron expuestas. La historia de ese antiguo ambiente permanece en las rocas. Y en Morados, una pequeña localidad del municipio de Moctezuma, los fósiles permiten identificar una parte de esa historia; la de un mar cretácico que alguna vez cubrió lo que hoy es territorio del Altiplano potosino.


Altiplano

El Tiempo del Altiplano | Lunes 31 de agosto de 2026

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Empresarios evaden indemnización tras muerte de niños jornaleros en 2014

A más de una década del accidente que dejó tres niños jornaleros muertos y 18 personas lesionadas en la carretera 57, autoridades laborales de San Luis Potosí mantienen acciones para localizar a los empresarios responsables de una empresa tomatera que, de acuerdo con el expediente laboral, no ha cubierto la reparación económica derivada del percance ocurrido en 2014. El director de la Junta Local de Conciliación y Arbitraje, Adrián Ibáñez Esquivel, reconoció que el caso representa una de las preocupaciones dentro de los asuntos que todavía se encuentran bajo el sistema laboral tradicional, debido a que los patrones condenados dejaron de ser localizables y, presuntamente, borraron todo rastro de la empresa que empleaba a los jornaleros agrícolas provenientes del sureste mexicano. El accidente ocurrió el 4 de julio de 2014, cuando un grupo de trabajadores agrícolas era trasladado desde un poblado de Guadalcázar hacia su centro de trabajo en Villa de Guada-

lupe. Los jornaleros viajaban en una camioneta tipo pick up que sufrió la ponchadura de una llanta sobre la carretera 57, en el tramo El HuizacheMatehuala, provocando la volcadura del vehículo. El percance dejó un saldo de tres menores jornaleros fallecidos y 18 personas lesionadas, entre adultos y menores. A partir de estos hechos, los padres de los niños fallecidos promovieron una demanda ante la Junta Especial de Conciliación y Arbitraje en Matehuala; posteriormente, tras el cierre de esa oficina, el procedimiento fue trasladado a las oficinas centrales en la capital potosina. De acuerdo con Ibáñez Esquivel, los patrones fueron condenados mediante un laudo al pago de una cantidad superior a los tres millones de pesos, pero actualmente el expediente se encuentra en la etapa de ejecución de sentencia. El problema es que para hacer efectivo el pago se requiere localizar a los empresarios sancionados, quienes hasta ahora no han sido encontrados. El funcionario

explicó que ya fueron activados protocolos de localización y actualmente se envían oficios a distintas autoridades con la finalidad de obtener información que permita establecer el paradero de las personas físicas o morales involucradas en el caso. La situación fue expuesta luego de que Guillermo Luévano Bustamante, coordinador de la Clínica de Litigio Estratégico en Derechos Humanos de la Universidad Autónoma de San Luis Potosí (UASLP), abordara el caso y exhibiera las dificultades que han enfrentado las familias de las víctimas para obtener justicia. Ibáñez Esquivel agregó que los representantes legales de los menores que perdieron la vida presentaron además un incidente de sustitución patronal, mediante el cual buscan notificar al patrón sustituto para que éste asuma la responsabilidad de cubrir el laudo pendiente. Mientras tanto, a 12 años del accidente, las familias continúan a la espera de que se concrete el pago ordenado por las autoridades laborales.

¿Obra fantasma? Salinas reportó pavimentación concluida antes de iniciarla El Ayuntamiento de Salinas de Hidalgo enfrenta cuestionamientos por la información reportada ante la Secretaría de Hacienda y Crédito Público (SHCP), luego de detectarse una aparente inconsistencia en las fechas de ejecución de una obra de pavimentación registrada en el Sistema de Recursos Federales Transferidos (SRFT). De acuerdo con la información disponible en dicho sistema, el municipio tiene registrados únicamente dos proyectos en todo el estado, pese a contar con una población superior a los 30 mil habitantes y recibir 84 millones 212 mil 568 pesos de recursos federales, cantidad que representa el 52.13 por ciento de su presupuesto total. Una de las obras reportadas corresponde a la “Pavimentación con concreto hidráulico en

la calle Coral, entre calle Perla y calle Esmeralda”, en la cabecera municipal, para la cual el Ayuntamiento informó ante Hacienda un monto aprobado de 72 mil 500 pesos. Sin embargo, las fechas reportadas ante la SHCP contrastan con la información difundida posteriormente por el propio Gobierno Municipal a través de sus redes sociales oficiales. En el SRFT, la obra aparece con fecha de inicio del 30 de diciembre de 2025 y conclusión programada para el 31 de enero de 2026. El problema surge porque, de acuerdo con las publicaciones oficiales del Ayuntamiento, los trabajos en esa misma calle fueron anunciados como iniciados hasta el 21 de mayo de 2026, es decir, casi cuatro meses después de la fecha en que supuestamente ya

habían concluido según el reporte presentado ante Hacienda. La discrepancia abre una serie de interrogantes sobre la información proporcionada por la administración municipal al sistema federal: ¿cómo pudo reportarse el inicio de una obra en diciembre de 2025 y su conclusión en enero de 2026 si públicamente los trabajos fueron presentados como iniciados hasta mayo de 2026? La situación cobra mayor relevancia debido a que el SRFT es una herramienta mediante la cual los gobiernos reportan información sobre el ejercicio, destino y resultados de los recursos federales transferidos a las entidades y municipios. Además de la obra de la calle Coral, Salinas de Hidalgo únicamente tiene otro proyecto registrado en el sistema, lo que contrasta con los

más de 84 millones de pesos de recursos federales que recibe el municipio durante el ejercicio presupuestal. La diferencia entre las fechas reportadas ante Hacienda y las difundidas públicamente por el Ayuntamiento podría derivar en observaciones de las instancias fiscalizadoras si se determina que la información presentada en el sistema federal no corresponde con la ejecución real de los trabajos. Por ello, la obra de apenas 72 mil 500 pesos coloca bajo escrutinio la manera en que el Ayuntamiento de Salinas de Hidalgo documenta y reporta el ejercicio de los recursos públicos, particularmente cuando existen discrepancias entre los registros oficiales y la información difundida por la propia administración municipal.

Ordena Marisol Nájera “limpia” de perros callejeros Habitantes de Ch arcas h an señ ala do al Ayuntam iento y d irectam ente a la presid enta m un ici pal, Marisol Nájera, com o presuntos res pon sables d e un a supuesta “lim pia” de perros callejeros que h abría d erivad o en el enven en am iento y m uerte d e varios an im ales en los d ías previos a la Feria Region al. Los señ alam ientos h an com en zad o a circular entre h a bitantes d el m un icipio, quien es rela cion an la m uerte d e los perros con las accion es previas a la celebración d e la Feria, sin em bargo, hasta el m om ento n o ex isten pruebas pú blicas que perm itan confirm ar que la admin istración m un icipal h aya ord en ad o la elim in ación d e los an im ales o que es tablezcan respon sa bilid ad d irecta d e la alcald esa. La organ iza ción protectora Eco Huellas d io a con ocer los reportes y ex igió que las autorid ad es investi guen lo ocurrid o. L a agrupación precisó que tam poco cuenta

con elem entos para señ alar d irectam en te a un a person a o autorid ad com o res pon sable, por lo que con sid eró n ecesario esclarecer prim ero las causas d e las m uertes. Los reportes tam bién h an cues tion ad o la form a en que el m un icipio enfrenta la presen cia d e perros y gatos en las calles ya que, según d en un ció Eco Huellas, h asta ah ora, n o se con ocen accion es suficientes y perm an entes para aten d er la sobrepoblación an im al, por lo que planteó que el problem a d ebe enfrentarse con m ed id as d e control poblacion al y protección an im al, entre ellas jorn ad as d e esterilización , rescate y ad opción , ad em ás d e cam pañ as para prom over la respon sabilid ad d e quien es tien en m ascotas. Correspon d erá a las autorid ad es d eterm in ar qué ocurrió con los perros re portad os com o m uertos, estable cer las causas y, en su caso, d eslin d ar o fin car respon sabili d ad es.


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Opinión

Lunes 31 de agosto de 2026 | El Tiempo del Altiplano

O n c e d e te n i d o s , t re s i n m u e b l e s l o c a l i z a d o s y a s e g u r a m i e n to s re l a c i o n a d o s p re s u n t a m e n te c o n e l a l m a c e n a m i e n to y p ro c e s a m i e n to d e d ro g a s . To d o e s to o c u r r i ó e n S a n t a M a r í a d e l R í o , p a r t i c u l a r m e n te e n u n a zo n a c e rc a n a a l o s l í m i te s c o n G u a n a j u a to . Y h ay u n d e t a l l e q u e n o d e b e r í a p a s a r d e s a p e rc i b i d o : e l o p e r a t i vo q u e p e rmitió descubrir esta infraestructura criminal no fue encabezado por la auto r i d a d m u n i c i p a l . Fu e ro n e l e m e n to s d e l a G u a rd i a C i v i l E s t a t a l , c o n a p o yo d e l E j é rc i to M ex i c a n o y l a G u a rd i a N a c i o n a l , q u i e n e s m e d i a n te t r a b a j o s d e i n te l i g e n c i a u b i c a ro n l o s p u n to s , d e s p l e g a ro n e l o p e r a t i vo y re a l i z a ro n l a s d e te n c i o n e s . L a p o s t a l re s u l t a i n c ó m o d a p a r a u n Ay u n t a m i e n to q u e d e b e r í a te n e r p re s e n c i a p e r m a n e n te e n s u s c o m u n i d a d e s , p a r t i c u l a r m e n te e n a q u e l l a s u b i c a d a s e n zo n a s a l e j a d a s d e l a c a b e c e r a y c e rc a n a s a l o s l í m i te s e s t a t a l e s . P o rq u e u n a c o s a e s re c o n o c e r q u e l a s e g u r i d a d re q u i e re c o o rd i n a c i ó n e n t re l o s t re s ó rd e n e s de gobierno y otra muy distinta es util i z a r e s a c o o rd i n a c i ó n c o m o s u s t i t u to d e l a v i g i l a n c i a m u n i c i p a l . E l p ro b l e m a n o e s q u e i n te r ve n g a n l a s c o r p o r a c i o n e s e s t a t a l e s y fe d e r a l e s . A l c o n t r a r i o , s u p re s e n c i a re s u l t a i n d i s p e n s a b l e . Lo p re o c u p a n te e s q u e l a s c o m u n i d a d e s p u e d a n q u e d a r p r á c t i c a m e n te f u e r a d e l r a d a r d e l a a u to r i d a d m u n i c i p a l h a s t a q u e u n a i nve s t i g a c i ó n d e i n te l i g e n c i a e s t a t a l o fe d e r a l d e te c te l o q u e o c u r re . Tre s i n m u e b l e s p re s u n t a m e n te u t i l i z a d o s p a r a a l m a c e n a r s u s t a n c i a s y q u í m i c o s re l a c i o n a d o s c o n e l p ro c e s a m i e n to d e d ro g a s n o a p a re c e n d e l a n o c h e a l a m a ñ a n a . P a r a q u e u n p u n to p u e d a s e r u t i l i z a d o c o n e s a f i n a l i d a d s e re q u i e re m ov i m i e n to , p e r s o n a s , ve h í c u l o s y c i e r t a l o g í s t i c a . Y m i e n t r a s to d o e s o p re s u n t a m e n te o c u r r í a , l a a u to r i d a d m u n i c i p a l p a re c e h a b e r e s t a d o a u s e n te . E l Ay u n t a m i e n to n o p u e d e l i m i t a r s u p re s e n c i a a l a c a b e c e r a , a l o s a c to s p ú b l i c o s y a la agenda política. Santa María del R í o n o te r m i n a d o n d e te r m i n a l a zo n a urbana. Las comunidades también fo r m a n p a r te d e l m u n i c i p i o y s u s h a b i t a n te s t i e n e n d e re c h o a c o n t a r c o n v i g i l a n c i a y c a p a c i d a d d e re s p u e s t a . La seguridad municipal no puede ser s o l a m e n te u n a fo to g r a f í a d e e l e m e n to s u n i fo r m a d o s e n u n eve n to . T i e n e q u e t r a d u c i r s e e n re c o r r i d o s , p reve n c i ó n , p rox i m i d a d y c o n o c i m i e n to re a l d e l te r r i to r i o . Lo o c u r r i d o e n e s t a zo n a del municipio deja una señal particul a r m e n te p re o c u p a n te : c u a n d o l a i n te l i g e n c i a e s t a t a l y fe d e r a l l l e g a a n te s q u e l a a u to r i d a d m u n i c i p a l , a l g o e s t á f a l l a n d o e n l a p reve n c i ó n l o c a l .

Y si no se corrige, las comunidades s e g u i r á n s i e n d o e l te r r i to r i o p e r fe c to p a r a q u e q u i e n e s v i ve n a l m a rg e n d e l a l ey e n c u e n t re n e s p a c i o s d o n d e o p e r a r l e j o s d e l o s re f l e c to re s . S a n t a María del Río necesita menos simulac i ó n d e s e g u r i d a d y m u c h a m á s p re s e n c i a d o n d e re a l m e n te h a c e f a l t a : e n sus comunidades. V i l l a d e Reye s vo lv i ó a c o nve r t i rs e e n e s c e n a r i o d e u n e n f re n t a m i e n to a r m a d o . U n p re s u n to i n te g r a n te d e u n g r u p o c r i m i n a l f u e a b a t i d o , o t ro te r m i n ó d e te n i d o y d o s m á s l o g r a ro n e s c a p a r e n t re c a m i n o s y b re c h a s , obligando a las corporaciones de seg u r i d a d a d e s p l e g a r u n o p e r a t i vo d e b ú s q u e d a c o n a p oyo te r re s t re y a é re o . D e a c u e rd o c o n l a i n fo r m a c i ó n o f i c i a l , l o s h e c h o s c o m e n z a ro n a p a r t i r d e u n re p o r te s o b re p e r s o n a s a r m a d a s . Lo s i nvo l u c r a d o s , p re s u n t a m e n te o r i g i n a r i o s d e J a l i s c o , v i a j a b a n e n u n a u to m óv i l t i p o s e d á n c u a n d o s e p ro d u j o e l e n f re n t a m i e n to c o n e l e m e n to s d e s e g u r i d a d . E l re s u l t a d o : u n m u e r to , u n d e te n i d o y d o s f u g i t i vo s q u e c o n s i g u i e ro n ro m p e r e l c e rc o y m e te r s e e n l a g e o g r a f í a r u r a l d e V i l l a d e Reye s . Y a q u í a p a re c e u n o d e l o s m ayo re s r i e s g o s : l a s b re c h a s , c a m i n o s y ex te n s a s zo n a s d e s p o b l a d a s s e c o nv i e r te n e n aliados naturales para quienes buscan escapar de la justicia. Por eso no s o r p re n d e q u e , d e s p u é s d e l e n f re n t a m i e n to , s e h aya d e s p l e g a d o u n h e l i c ó p te ro y e l e m e n to s te r re s t re s e n d i s t i n to s p u n to s d e l m u n i c i p i o . C u a n d o d o s p re s u n to s d e l i n c u e n te s c o n s i g u e n e s c a p a r d e s p u é s d e u n i n te rc a m b i o d e d i s p a ro s , l a b ú s q u e d a d e j a de ser una simple operación policial y s e c o nv i e r te e n u n a c a r re r a c o n t r a e l t i e m p o . H a s t a a h o r a n o s e h a reve l a d o l a i d e n t i d a d d e l h o m b re a b a t i d o n i s e h a n p re c i s a d o to d o s l o s d e t a l l e s d e l e n f re n t a m i e n to . Ta m p o c o s e h a e s t a b l e c i d o p ú b l i c a m e n te l a p o s i b l e re l a c i ó n d e l o s i nvo l u c r a d o s c o n o t ro s d e l i to s . Lo q u e s í q u e d a c l a ro e s q u e V i l l a d e Reye s e n f re n t a n u eva m e n te un episodio de violencia que obliga a m a n te n e r l o s fo c o s d e s e g u r i d a d e n c e n d i d o s . U n g r u p o d e h o m b re s a r m a dos desplazándose por el municipio, u n e n f re n t a m i e n to , u n p re s u n to c r i m i nal abatido y dos más escondidos en a l g u n a b re c h a n o s o n p re c i s a m e n te s e ñ a l e s d e t r a n q u i l i d a d . P o rq u e m i e n t r a s l a s c o r p o r a c i o n e s re c o r re n c a m i n o s , s o b rev u e l a n l a zo n a y a m p l í a n e l o p e r a t i vo , d o s h o m b re s q u e p re s u n t a m e n te p a r t i c i p a ro n e n e l e n f re n t a m i e n to s i g u e n l i b re s . Y e n m a te r i a d e s e g u r i d a d , u n f u g i t i vo a r m a d o n o e s u n a s u n to c e r r a d o . E s u n p ro b l e m a q u e p e r m a n e c e e n m ov i m i e n to .

servicios públicos, seguridad, agua, caminos en condiciones adecuadas, oportunidades de empleo y una estrategia capaz de aprovechar su ubicación, sus recursos, su patrimonio histórico y sus posibilidades económicas.

Lo que hace falta Francisco Acosta-Martínez

Aunque, formalmente, el proceso electoral todavía no entra en su etapa legal, en cuestiones políticas ya lleva bastante camino recorrido. Los partidos comienzan a mover sus piezas, algunos perfiles ya tienen definiciones bastante claras y otros, más discretos o menos discretos, llevan tiempo levantando la mano para avisar que también quieren aparecer en la boleta. Hay quienes ya se ven en campaña, quienes hacen cuentas y quienes incluso parecen tener resuelto el discurso antes de resolver qué problema quieren atender. La carrera por las candidaturas avanza, pero hay una pregunta que debería caminar a la misma velocidad: ¿qué hace falta para que el Altiplano Potosino tenga mejores gobiernos? Porque, si la discusión política ya está instalada, aunque el calendario electoral diga otra cosa, sería conveniente que también comenzara la discusión sobre los resultados. Y ahí el panorama es bastante más escabroso que aquel que todo político nos quiere mostrar en sus redes sociales, en recorridos, en discursos y en toda su narrativa proselitista. Matehuala, Cedral, Catorce, Charcas y Venado, por mencionar algunos municipios de la región, tienen problemas distintos, pero comparten algunos desafíos que no se resuelven con discursos de temporada electoral. La región necesita infraestructura, mejores

Matehuala, por ejemplo, necesita recuperar plenamente su papel como centro económico y de servicios de la región. Cedral requiere mejores condiciones para impulsar su actividad productiva y atender las necesidades de su población. Catorce enfrenta el reto de conciliar su vocación turística con las necesidades de sus comunidades. Charcas tiene frente a sí el desafío de generar nuevas oportunidades económicas después de una larga tradición minera. Venado, como otros municipios de la zona, necesita infraestructura y alternativas que permitan que su población encuentre oportunidades sin tener que buscarlas necesariamente fuera. Y aquí aparece lo verdaderamente interesante de la próxima elección; no debería bastar con preguntar quién quiere ser candidato. También habría que preguntar para qué quiere serlo. Digamos que levantar la mano para una candidatura es relativamente sencillo. Lo complicado es levantar un municipio que arrastra rezagos, conseguir recursos, gestionar obras, mejorar servicios, atraer inversiones, generar empleos, fortalecer la seguridad y, sobre todo, entregar cuentas que puedan defenderse con hechos cuando termine el periodo de gobierno. El Altiplano no necesita otra temporada de promesas recicladas. Necesita proyectos regionales, coordinación entre municipios y una visión que entienda que los problemas no terminan en los límites de un ayuntamiento. La política ya empezó a moverse. Los aspirantes también. Los partidos hacen sus cálculos y las candidaturas comienzan a acomodarse en el tablero. Ahora falta lo más importante; que alguien empiece a hablar de cómo gobernar y es que, siempre pasa así, para pedir el voto siempre hay tiempo y candidatos. Lo que suele hacer falta, después, son resultados.


Catorce

El Tiempo del Altiplano | Lunes 31 de agosto de 2026

Conagua mantiene lupa sobre pozos irregulares en Estación Catorce La Comisión Nacional del Agua (Conagua) mantiene los recorridos de inspección en el ejido de Estación Catorce, donde se han detectado pozos con posibles irregularidades en la extracción de agua, mientras habitantes y organizaciones mantienen bajo cuestionamiento el procedimiento aplicado por la dependencia federal. La organización Unidos por el Agua del Altiplano informó que el pasado viernes 21 de agosto realizó un nuevo re-

corrido junto con personal de Conagua, durante el cual fueron ubicados siete pozos. De ellos, cuatro ya habían sido identificados y georreferenciados durante la inspección realizada el 13 de agosto. En esta nueva jornada no se realizaron clausuras, ya que la dependencia señaló que primero revisará el estatus de cada uno de los puntos localizados y determinará cuáles cuentan con derechos de extracción, cuáles presentan irregularidades y cuáles podrían

ser sujetos de un procedimiento administrativo. El director local de Conagua, Darío Fernando González Castillo, explicó que esta revisión previa es necesaria debido a que, de los seis pozos a los que ya se les inició un procedimiento, algunos no aparecen en el Registro Público de Derechos de Agua (Repda), pero sus propietarios aseguran contar con documentos relacionados con el llamado libre alumbramiento otorgado mediante acuerdos de asamblea ejidal. Según lo informado a los habitantes, dos de los seis pozos clausurados previamente podrían ser liberados temporalmente bajo el argumento de evitar afectaciones a las cosechas, mientras que sus propietarios sostienen que cuentan con derechos derivados de un supuesto libre alumbramiento. Esta situación ha generado inconformidad entre integrantes de Unidos por el Agua del Altiplano, quienes consideran necesario revisar cada caso, debido a que en 2013 se esta-

Despiden al joven Roberto Peña con emotiva caravana de motociclistas

Una profunda tristeza embarga a habitantes de El Mogote, en el municipio de Catorce, tras el fallecimiento de Roberto Peña, conocido cariñosamente como “Robe”, joven apreciado por familiares, amigos y personas de su comunidad. Su partida generó muestras de solidaridad entre quienes lo conocieron y recordaron su carácter alegre, su empatía y la amabilidad que, de acuerdo con sus allegados, lo distinguió durante su vida. En medio del duelo, familiares y amigos organizaron una emotiva caravana de motociclistas para acompañar su despedida. El recorrido reunió a integrantes de la comunidad que, a bordo de sus motocicletas, rindieron homenaje al joven y acompañaron a su familia en este momento de dolor. El sonido de los motores acompañó el trayecto como una muestra de afecto y solidaridad, mientras los participantes compar-

tieron el recuerdo de quien dejó una huella importante entre las personas que tuvieron oportunidad de conocerlo. La despedida también abrió entre habitantes de El Mogote una reflexión sobre la importancia de prestar atención a las dificultades emocionales que pueden atravesar las personas, particularmente los jóvenes, y sobre la necesidad de fortalecer las redes de apoyo dentro de las familias y comunidades. Familiares y amigos destacaron que, ante momentos de dolor, resulta fundamental escuchar sin juzgar, acompañar y hacer saber a quienes atraviesan una situación difícil que no están solos y que pueden buscar ayuda. La comunidad de El Mogote se unió así para despedir a “Robe” y acompañar a sus seres queridos, quienes enfrentan una pérdida que deja un profundo vacío entre familiares, amigos y habitantes de esta localidad de Catorce.

bleció una veda que restringe el libre alumbramiento en determinados acuíferos, entre ellos el Vanegas-Catorce. Por ello, consideran indispensable determinar cuándo comenzaron a operar los pozos y bajo qué condiciones. González Castillo explicó que la estrategia consiste inicialmente en identificar y obtener las coordenadas de los pozos para posteriormente cruzar esa información con los registros de la dependencia y

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determinar el estatus de cada aprovechamiento antes de realizar una eventual clausura. El funcionario señaló que existen casos en los que un pozo puede no aparecer actualmente en el registro público, pero contar con un título de concesión expedido años atrás por la propia Conagua, por lo que la autoridad no puede simplemente desconocer ese documento sin revisar previamente su situación jurídica.

Túnel Ogarrio cerrará este 5 de septiembre El Túnel Ogarrio, principal acceso al Pueblo Mágico de Real de Catorce, permanecerá cerrado durante 16 horas el próximo sábado 5 de septiembre debido a la realización de la competencia de ciclismo de montaña “Wirikuta Bike”, que reunirá a cientos de participantes en el desierto del Altiplano potosino. El Ayuntamiento de Catorce informó que el cierre se realizará de las 3:00 de la madrugada a las 19:00 horas, por lo que se pidió a habitantes, visitantes y prestadores de servicios tomar las precauciones necesarias, anticipar sus traslados y considerar la restricción al momento de planear sus actividades. La competencia contempla recorridos de 50 y 100 kilómetros, con salida desde Dolores Trompeta y un trayecto que atravesará distintos puntos del territorio del municipio de Catorce antes de llegar a la meta, ubicada en Real de Catorce. Las actividades comenzarán desde el viernes 4 de septiembre con la llegada de los ciclistas al Pueblo Mágico. Entre las 15:00 y las 22:00 horas se realizará la entrega de kits y números de competencia, mientras que a las 19:00 horas se llevará a cabo la presentación de invitados especiales y la apertura oficial del evento. Posteriormente, de las 20:00 a las 23:00 horas habrá música en vivo.

Para el sábado, a partir de las 6:00 horas se tiene previsto el traslado de los participantes a Dolores Trompeta a través del Túnel Ogarrio. A las 6:45 horas se realizará una ceremonia de bendición a cargo de un integrante de la comunidad Wixárika y, posteriormente, a las 7:00 horas se dará el banderazo de salida. El recorrido llevará a los ciclistas desde Dolores Trompeta hacia el Pueblo Fantasma y posteriormente al Puerto del Coyote. Después continuarán hacia la comunidad de Potrerillos y descenderán rumbo a Estación Antigua, para finalmente ingresar nuevamente por el Túnel Ogarrio y concluir el trayecto en Real de Catorce. De acuerdo con el programa, el cierre de la competencia está previsto para las 18:00 horas, mientras que a las 20:00 horas se realizará la ceremonia de premiación y reconocimiento a los ganadores. Como parte de las actividades finales también se contempla una rifa de bicicletas. Las autoridades municipales reiteraron el llamado a la población y a quienes tengan previsto visitar Real de Catorce durante ese fin de semana para organizar con anticipación sus recorridos, debido a que el cierre temporal del Túnel Ogarrio modificará el acceso al Pueblo Mágico durante buena parte del sábado.


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Lunes 31 de agosto de 2026 | El Tiempo del Altiplano

Impulsa Gallardo entrega de útiles escolares y mochilas en Vanegas

El G ob ier no d el Es tad o d e San Lui s Poto sí , en cab ezad o po r Ricardo Gal l ard o Cardo na, llevó el Pro grama d e Ú ti les y Moc hi las Es co lares al m un ici pi o de Van egas y s us com un id ades ru rales, con el ob jeti vo de apoyar a l as famil ias d el Al ti pl an o y fac il itar e l reg reso de c iento s de es tu di antes a las au las. L a es trategi a co ntempl a l a entrega de mo ch il as y mater ial es esco lares bási cos co mo cu ader n os y láp ices, con lo s qu e s e bu sc a red uc ir el gas to q u e rep resenta p ara las famil ias el i ni ci o del ci cl o escolar. El apoyo p retende q ue ni ñas y n iñ os cu enten con las h erramientas neces arias p ara comen zar su s ac ti vi dade s ac adémic as . B ajo la admi ni st raci ón de Ric ard o G all ardo Cardon a, es te p rograma form a par te d e las acci on es e nfocadas en res p aldar a las famil ias p o tosi nas y gen erar con d ic ion es q ue p erm itan a los es tu diantes co ntin uar co n su form aci ón ac adémi ca, par ti cul arm ente en comu ni dades do nde el gas to p or el regres o a c l ases p ued e rep res entar u na presi ón i mp or t ante para la eco no mía fami li ar. L as j orn adas d e entrega s e real izaron t anto en l a c abecera mu ni cipal d e Vaneg as co mo en lo cal id ades r u rales , con el prop ós ito d e acercar los ap oyos a est ud iantes de d is ti ntas zo nas y ev itar q ue l a di st anc ia s ea un i mp edi mento para acceder a es te ben efi ci o. Ad emás de repres ent ar un res p aldo para la econ omía de los ho gares , la ent reg a de ú t il es y moc hi las b us ca contr ib ui r a qu e lo s est u di antes i ni cien e l ci clo escola r con mayores con d ic ion es de i gu aldad y p u edan con centrar se en su s activi dad es edu cat ivas. El G o bi ern o del Est ado i nfo r mó q ue es tas acci ones contin uarán en otro s mu n ici pi os p oto si nos d urante l as p róx imas sem anas, como p ar te de la est rateg ia es tatal para aco mp añ ar a las famil ias du ra nte el regreso a clas es .

Altiplano

Acusan favoritismo, abusos e irregularidades en la Jurisdicción Sanitaria II Un grupo de trabajadores de la Jurisdicción Sanitaria Número II hizo públicas una serie de acusaciones contra directivos y personal administrativo de la institución, al señalar presuntos actos de favoritismo, abusos laborales, irregularidades en la asignación de plazas y falta de supervisión, situación que, aseguran, ha deteriorado el ambiente de trabajo y la operación de la dependencia. A través de un escrito enviado a la opinión pública, los inconformes, quienes pidieron mantener su identidad en reserva, señalaron directamente al jefe de la Jurisdicción Sanitaria II, Ulises Zavala, a quien cuestionan por su presunta falta de experiencia en administración pública y en el funcionamiento de los Servicios de Salud. Los trabajadores también señalan a Sandra, secretaria de Dirección, a quien acusan de concentrar decisiones y ejercer atribuciones que, aseguran, corresponderían a la propia jefatura. En el documento sostienen que tendría privilegios en horarios y permisos, además de una influencia considerable en las decisiones internas. Otro de los señalados es Fortunato, identificado por los inconformes como vínculo político de la jurisdicción y representante en reuniones cuando el jefe no puede acudir. Los trabajadores cuestionan su preparación para desempeñar dichas funciones y consideran que su participación ha derivado en decisiones improvisadas. Las acusaciones también alcanzan al área de Recursos Humanos, donde señalan a la licenciada Selene por presunto trato déspota hacia los trabajadores y ausencias frecuentes de su oficina. En el escrito se afirma que algunas empleadas registrarían horas extras que posteriormente utilizarían para justificar periodos de descanso, acusación que los denunciantes piden sea investigada y comprobada por las autoridades correspondientes. Uno de los principales reclamos está relacionado con la asignación de plazas. Los trabajadores aseguran que la base que pertenecía a un empleado fallecido, identificado como Jorge, fue otorgada a la licenciada Licona, pese a que existirían trabajadores con mayor antigüedad que llevaban años esperando una oportunidad. Asimismo, acusan que Licona se ausenta constantemente de las instalaciones bajo el argumento de realizar gestiones jurídicas, mien-

tras que, según los denunciantes, se dedicaría a asuntos personales. Los inconformes también cuestionan que desde Recursos Humanos se le otorguen permisos oficiales de salida. El documento refiere además el caso de Pablo, a quien presuntamente le retiraron una plaza de confianza con varios años de antigüedad para otorgársela a Selene, bajo el argumento de que la clave tenía un salario superior. Los trabajadores consideran que posteriormente Pablo tampoco fue tomado en cuenta para ocupar la plaza que quedó disponible tras el fallecimiento de Jorge. Otro señalamiento está dirigido contra Raúl, identificado como delegado sindical, a quien acusan de no representar adecuadamente a la base trabajadora y de proteger los intereses de determinados empleados y funcionarios. Los inconformes consideran que esta situación habría contribuido a que los movimientos de personal y asignación de plazas no sean cuestionados. Las redes sociales institucionales también forman parte de las inconformidades. Los trabajadores aseguran que la página oficial de la Jurisdicción Sanitaria II se utiliza principalmente para difundir reuniones y fotografías de funcionarios, dejando en segundo plano las campañas y acciones de salud pública. Como ejemplo, cuestionaron una publicación de felicitación por el cumpleaños de Ulises Zavala, al considerar que se utilizó un espacio institucional para exaltar la imagen personal del funcionario. También denunciaron que trabajadores de confianza y de contrato serían presionados para reaccionar o comentar publicaciones de la dependencia e incluso contenidos personales de funcionarios, bajo supuestas amenazas de represalias. Los denunciantes sostienen que estas prácticas han provocado una caída en la productividad y en el ánimo del personal, además de afectar la imagen de una institución que, aseguran, anteriormente había obtenido reconocimientos por su desempeño. Ante este panorama, el grupo de trabajadores pidió que las autoridades competentes investiguen los señalamientos, particularmente los relacionados con asignación de plazas, horarios, permisos, presuntas horas extras y uso de recursos y plataformas institucionales.


Cedral

El Tiempo del Altiplano | Lunes 31 de agosto de 2026

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Continúa búsqueda de Kevin Alexis, desaparecido hace más de nueve meses

A más de nueve meses de su desaparición, autoridades de San Luis Potosí mantienen la búsqueda de Kevin Alexis Guzmán Sifuentes, adolescente que fue visto por última vez el 16 de noviembre de 2025 en la localidad de Cuarejo, perteneciente al municipio de Cedral. La Fiscalía General del Estado de San Luis Potosí (FGESLP) mantiene activa una ficha de Alerta Amber para tratar de establecer el paradero del menor, cuya desaparición mantiene vigente la preocupación

entre sus familiares y habitantes de la región Altiplano. De acuerdo con la información proporcionada por las autoridades, Kevin Alexis mide aproximadamente 1.80 metros, es de complexión mediana y tez aperlada. Tiene cabello corto, lacio y negro, cejas pobladas, rostro ovalado y boca grande. Al momento de su desaparición vestía una sudadera color guinda, short negro y sandalias negras. Como característica particular, presenta dos marcas en los párpados relacionadas con

vitiligo, rasgo que puede facilitar su identificación. La FGESLP informó que agentes de la institución continúan realizando labores de campo y diversas acciones de investigación encaminadas a obtener información que permita localizar al adolescente y esclarecer las circunstancias de su desaparición. La Coordinación Estatal de Alerta Amber reiteró el llamado a la ciudadanía para compartir la ficha de búsqueda y proporcionar cualquier información que

Destapan presunta red de despojo y venta ilegal de terrenos Una nueva denuncia encendió las alertas en Cedral ante lo que habitantes señalan como una presunta red dedicada a intentar apropiarse de terrenos y posteriormente ofrecerlos en venta de manera ilegal, una práctica que, aseguran, ya se habría presentado en otros predios de la zona. El caso más reciente fue expuesto públicamente por familiares de Rodolfo Rangel, quienes advirtieron que una propiedad ubicada en la calle Juárez número 9, en el Centro de Cedral, estaría siendo ofrecida para su venta sin autorización de sus legítimos propietarios. A través de redes sociales, los familiares alertaron a posibles compradores para evitar que sean víctimas de un fraude, al asegurar que la operación sería completamente ilegal y que sus abogados ya trabajan en acciones legales para impedir cualquier transacción sobre el inmueble. La denuncia no

se limitaría a esta propiedad. Habitantes de Cedral aseguran que existen antecedentes de personas que presuntamente buscan apoderarse de terrenos ajenos mediante diferentes mecanismos y, una vez que consiguen controlarlos, intentan obtener ganancias con su venta. En otro testimonio difundido en redes sociales, un propietario afirmó que un predio de su familia habría sido invadido por personas que pretenden quedarse con el terreno. Según su versión, la documentación que acredita la propiedad respalda a su familia, por lo que quienes buscan apropiarse del inmueble estarían recurriendo a otras medidas al no conseguirlo por la vía legal. El denunciante aseguró que incluso habrían enviado personas para solicitar dinero, situación que ya habría provocado la intervención de la Guardia Civil Estatal, cuyos elementos

estarían realizando investigaciones relacionadas con el caso. También señaló que algunas llamadas relacionadas con estos hechos estarían siendo grabadas como parte de la documentación de las presuntas amenazas o intentos de negociación. La situación ha generado preocupación entre propietarios de Cedral, debido a que los testimonios apuntan a un posible esquema en el que particulares buscarían apoderarse de terrenos mediante invasiones, presiones o supuestas operaciones de compraventa sin autorización para posteriormente comercializarlos. Hasta el momento de la elaboración de esta nota, los señalamientos corresponden a denuncias realizadas por particulares y deberán ser investigados por las autoridades para determinar si existe una red organizada dedicada al despojo y venta irregular de propiedades.

pueda contribuir a establecer el paradero de Kevin Alexis, debido a que las autoridades consideran que su integridad podría encontrarse en riesgo. Cualquier dato puede ser proporcionado directamente en la Coordinación Estatal de Alerta Amber, ubicada en calle Volcán Tacaná número 115, fraccionamiento Cumbres de San Luis, o a los teléfonos 444 811 30 39 y 444 204 04 13. La información también puede compartirse mediante las redes sociales oficiales de Alerta

Amber SLP, Fiscalía Especializada en Materia de Derechos Humanos SLP y Fiscalía General del Estado de San Luis Potosí, así como en X a través de las cuentas @FiscaliaSLP y @AlertaAmberSLP. A meses de la última vez que fue visto en Cedral, la búsqueda de Kevin Alexis continúa abierta y las autoridades mantienen el llamado a la población para que cualquier información, por pequeña que parezca, sea reportada a las instancias correspondientes.


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Lunes 31 de agosto de 2026 | El Tiempo del Altiplano

Deportes Team Atletas Almanza pone en alto a Matehuala en Ciudad Valles At l eta s or ig inar i o s de Matehua la t u vi eron una dest a ca da pa r ti ci p ac i ón en el t rad ic i on al evento “La M i ll a Él i te”, rea l iz a do el sá b a do 2 9 de a gos to en l a p is t a at lét i c a del C ent ro C ul tu ra l Depor t ivo de l a Hu a ste ca , e n C iu da d Val l es , do nd e s e reun ieron co r redores de di fere ntes pu ntos del p a ís . Representando a l Tea m At leta s A lma nz a , pa r ti ci p aro n Fra nc i sco Ja s s iel Ló pez , Ro mmel Em il i ano Ar zol a , Lu is D ani el A lm an za y Fer A lma nz a , q ui enes l o gra ro n col oc arse dent ro del top te n e n l a s p r ueba s de c u atro vu el ta s a l óva l o y l os 8 00 met ros . Uno de l os re su l ta d os má s s ob re s al i entes p a ra l a del ega c ió n ma te hu al ens e fue el

consegu i do p or Fer Al ma nza , q uien s e qu edó con l a q u int a po si c ión en l a ra ma va roni l él ite, enfrent an do a corredores d e a lto ni vel y j óven es exp onentes del at letis mo mexica no. La com petenc ia va roni l fu e enc abeza da por el dura ngu ens e D iego B izc a rra , q uien se l levó el p r imer l u gar con u n t iemp o de 4 :25 mi nutos y m an t iene el récord del evento. El segu ndo pu esto corresp ondió a M iguel Es pi no, de Rioverd e, mi en t ras q ue C és ar Rodrí gu ez “ Ch íc ha ro”, de Sa n Lu i s Potos í, ocu p ó l a tercera p osi c i ón. En la ra ma femen il él ite, l a s p ro t a g o n i s t a s fueron la s her ma na s gemel a s A ita na e I ta l ia Ros as , d e a pena s 13 a ños, qu ienes hi c ieron el

1-2 y a demá s rompieron la marc a de la competen ci a co n un t i empo d e 5 :0 2 mi nutos. El tercer lu ga r fue para Ci tla ll ic Jaqueli ne Hu ert a , representa nte de Ri overde. La par t ici paci ón del Tea m Atlet as Al ma nz a perm i ti ó que Matehual a volviera a ten er presenc i a en un a competenc ia de al to ni vel dent ro del atletis mo poto si no , con resul ta dos que refl ej a n el t ra ba jo y prep araci ón de su s cor re dores. E l evento fu e organ iza do por el profes or Juan C ar los Vit a l es , qui en du rante va ri as ed ic iones ha i m pul sa do “La M i l la Él ite” con la pa r ti cipa ció n de atl eta s d est ac ado s y un a com petenc ia que s e ha con so li da do po r l a ca li dad de s us par t ici pan tes.

Brujas Villa de Arriaga llega a la Tercera División

De manera oficial fue presentado el nuevo club Brujas Villa de Arriaga TDP, proyecto que a partir de septiembre participará en la Tercera División Profesional durante la temporada 2026-2027, con equipos en las ramas varonil y femenil, además de una categoría Sub-16. El nuevo conjunto forma parte de la Organización Brujas Soccer, academia de futbol dedicada desde hace una década a la formación integral de niños, niñas y jóvenes de San Luis Potosí. Actualmente, la institución cuenta con más de 285 jugadores en formación y busca consolidarse como un semillero de talento potosino. El doctor Francisco Goldaracena Orozco encabeza la presidencia del Club Brujas, acompañado por Emmanuel Díaz de León como presidente del Consejo de Administración; Rafael Lebrija, presidente deportivo; Carlos Uziel Torres Robles, director deportivo; José de Jesús Meléndez Serratos, director estratégico, y María Fernanda Villarreal, directora del área comercial. Para su primera temporada en la Tercera División Profesional, la organización conformó cuerpos técnicos para las tres categorías. En la rama varonil, el director técnico será José Alfredo González Tahuilán, acompañado por

campo y el saludo respetuoso entre los futbolistas al som del

himno de la Champions League. Atlético de Madrid inició con

Brian Castillo, Hares Barragán, Hermes Barragán, Edgar Martínez, Daniel Guerra, J u a n Carlos Covar r u bias y

Idelfonso Mendoza como auxiliar y Juan Carlos Morales Ruiz como preparador físico. En el equipo femenil, José Ángel Salinas Domínguez asumirá la dirección técnica, con Fernando Mayo Herrera como auxiliar y Juan Carlos Morales Ruiz como preparador físico. Para la Sub-16, el cuerpo técnico estará encabezado por Jorge Portillo Castillo, quien contará con Juan Armando Jiménez López como auxiliar. Durante la presentación, Emmanuel Díaz de León destacó que el objetivo principal del proyecto será competir en el futbol profesional, pero también generar oportunidades para que niños y jóvenes puedan desarrollar sus capacidades deportivas desde las fuerzas básicas. El directivo señaló que la Tercera División debe representar un escalón dentro de la formación de los futbolistas, permitiéndoles adquirir experiencia y conocimientos antes de enfrentar mayores retos dentro del deporte profesional. Además del desarrollo deportivo, la organización busca que sus jugadores puedan combinar su preparación futbolística con los estudios y fortalecer valores como la disciplina, responsabilidad y trabajo en equipo. Con la incorporación de Brujas Villa de Arriaga a la TDP, San Luis Potosí contará con un nuevo proyecto enfocado en abrir espacios para jóvenes talentos y ofrecerles una ruta de formación hacia el futbol profesional.

Gerardo Lumbreras. En el primer tiempo, ambos equipos buscaron controlar el esférico, pero ninguno consiguió perforar la puerta rival tras los 10 minutos iniciales. En una jugada por la banda derecha, el arquero Brian Castillo sale rápido con Hares Barragán por la banda derecha; el capitán conecta en medio campo con su hermano


Deportes

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Pulqueros, campeones del softbol varonil

Los Pulqueros se proclamaron campeones de la Liga de Softbol Varonil “Gerardo Puente Goins”, al imponerse a la novena de Doble Falta en una emocionante final que tuvo como escenario el tradicional campo del Llano Azul. Desde el inicio del encuentro, ambas escuadras protagonizaron un duelo intenso, con batazos y carreras que mantuvieron a los aficionados atentos a cada entrada. Doble Falta buscó mantenerse en la pelea, pero

Pulqueros mostró nuevamente la solidez que los llevó a convertirse en uno de los equipos protagonistas de la temporada. Al cierre de la quinta entrada, el marcador favorecía a Pulqueros 12 carreras por 10, en un partido que todavía se mantenía abierto y en el que cualquier reacción podía cambiar el rumbo de la final. Fue entonces cuando el conjunto pulquero comenzó a marcar diferencia y logró incrementar su producción ofensi-

va hasta alcanzar las 15 carreras, mientras que Doble Falta se quedó en 10, resultado que terminó por sellar la victoria y darle a Pulqueros el campeonato de la Liga “Gerardo Puente Goins”. Dentro de la campaña que llevó a Pulqueros hasta la conquista del título, uno de los nombres que más destacó fue el de Manuel Azcona, quien se convirtió en una pieza fundamental para el equipo a lo largo de toda la temporada.

Azcona fue uno de los jugadores que marcaron diferencia en los momentos importantes, aportando con su desempeño al funcionamiento de la novena y siendo parte fundamental del camino que finalmente terminó con Pulqueros levantando el campeonato. Su regularidad durante la temporada y su capacidad para responder en los encuentros importantes lo colocaron como uno de los referentes de Pulqueros, por lo que el título también

representa el reconocimiento a una campaña en la que Manuel Azcona tuvo un papel protagónico. Con la victoria ante Doble Falta, Pulqueros pone el broche de oro a una temporada en la que demostró su calidad y capacidad competitiva. El conjunto salió adelante en una final de muchas emociones y terminó celebrando en el Llano Azul el campeonato de la Liga de Softbol Varonil “Gerardo Puente Goins”.

María del Rosario Cervantes se corona campeona mundial y pone en alto a SLP La atleta potosina María del Rosario Cervantes Méndez hizo historia en el Campeonato Mundial de Atletismo Máster Daegu 2026, en Corea del Sur, al conquistar la medalla de oro en los 20 kilómetros de marcha, dentro de la categoría W65. La deportista consiguió el primer lugar en la competencia individual y posteriormente sumó un segundo oro para México como integrante del equipo nacional que también se impuso en los 20 kilómetros de marcha. El resultado representa un logro destacado para San Luis Potosí y para el atletismo máster mexicano, al colocar a una representante potosina en lo más alto del podio mundial en una

de las pruebas de resistencia y disciplina más exigentes del atletismo. Cervantes Méndez llegó a esta competencia respaldada por años de preparación, entrenamientos, competencias y kilómetros recorridos, además de la constancia necesaria para mantenerse vigente en el deporte de alto rendimiento máster. La Asociación de Atletas Máster de San Luis Potosí, A.C., celebró el resultado de su integrante y destacó el orgullo que representa que una atleta potosina haya conseguido dos campeonatos mundiales durante la justa internacional celebrada en Daegu. El campeonato individual y el oro por equipos colocaron el

nombre de México y de San Luis Potosí en lo más alto de esta edición del Mundial de Atletismo Máster, donde la representante potosina demostró que la edad no es un impedimento para continuar compitiendo y alcanzando resultados internacionales. Con sus dos medallas de oro, María del Rosario Cervantes Méndez se convirtió en una de las figuras destacadas para la delegación mexicana y en motivo de celebración para la comunidad deportiva potosina. Su triunfo en Corea del Sur representa el resultado de años de disciplina y perseverancia, y suma un nuevo logro internacional al deporte de San Luis Potosí.


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Personaje

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Darío Calderón, el artesano que convirtió el calzado en una forma de vida

Entre herramientas, máquinas, hormas, pieles y cientos de pares de zapatos, Don Darío Calderón Calderón ha construido una historia que se cuenta en cada puntada y en cada reparación. Al frente de “Renovadora de Calzado Ericka”, ubicada en la calle Calderón número 209 A, lleva más de cuatro décadas manteniendo vivo un oficio que aprendió desde niño. Su historia comenzó cuando apenas tenía alrededor de 10 años. Desde pequeño se acercó a la reparación de calzado y, aunque reconoce que en algún momento intentó alejarse del oficio, terminó regresando a aquello que ya llevaba dentro. “Por más que qui-

se este oficio no pude, ya lo traes”, recuerda al hablar de sus primeros pasos entre zapatos y herramientas. A los 12 años estuvo en Monterrey y posteriormente emigró a Estados Unidos, pero incluso durante ese recorrido continuó trabajando en la reparación de calzado. Finalmente, en 1981 comenzó formalmente con su propia renovadora en Matehuala y desde entonces no ha dejado de dedicarse a esta actividad. “Prácticamente llevo toda una vida en esto”, expresa con orgullo. Para Don Darío, uno de los mayores retos del oficio aparece cuando llega un calzado que requiere una transformación especial. Encontrar

la horma adecuada, modificar una pieza y conseguir que el resultado quede como un par hecho a la medida requiere paciencia, experiencia y mucha habilidad. Es precisamente ese conocimiento adquirido durante décadas el que distingue su trabajo. Los tiempos también han cambiado. Recuerda que anteriormente bastaba con reparar dos pares de zapatos para obtener el sustento del día, mientras que actualmente necesitan trabajar con un volumen mucho mayor. “Ahora ocupamos hacer hasta 20 diarios para sobrevivir”, explica, aunque la esencia de la elaboración y reparación continúa siendo prácticamente la misma.

Su taller cuenta con la maquinaria necesaria tanto para reparar calzado como para elaborar un par completamente nuevo. Pero además de la experiencia técnica, en “Renovadora de Calzado Ericka” existe una historia particular ligada a uno de los productos que más orgullo le genera: las botas tribaleras. Don Darío recuerda que tuvieron la oportunidad de convertirse en pioneros en Matehuala en la elaboración de este tipo de botas, realizando modificaciones y diseños particulares para sus clientes. Su trabajo llegó incluso a personas de Estados Unidos, Brasil y otros lugares, lo que convirtió a su taller en un referente para quienes

buscaban este peculiar estilo de calzado. Hace apenas un mes y medio recibieron un pedido especial: un par de botas tribaleras para una carrera cuya premiación tendría un detalle muy particular dentro del propio calzado. Las botas elaboradas en Matehuala fueron entregadas al ganador durante la competencia realizada en Carbonera, un hecho que, asegura Don Darío, representa una enorme satisfacción después de tantos años detrás de las máquinas. Más allá de los zapatos, lo que preocupa al artesano es que este conocimiento pueda desaparecer. Cada vez existen menos renovadoras de calzado y, según su

experiencia, son pocos los jóvenes interesados en aprender el oficio. “Quisiera que no se pierda la tradición”, expresa. Para él, reparar y fabricar calzado no es solamente un trabajo, sino un oficio con múltiples posibilidades, aprendido con las manos y perfeccionado con los años. Entre hormas, cuero y máquinas, Don Darío continúa trabajando en el mismo lugar donde ha dejado buena parte de su vida. Su historia representa también la de un oficio tradicional de Matehuala que se resiste a desaparecer y que, mientras existan manos dispuestas a aprenderlo, todavía tiene muchos pasos por delante.


Destinos

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Panteón Hidalgo: más de 160 años de historia y leyendas

En el corazón de Matehuala permanece uno de los sitios que mejor resguardan la historia de la ciudad: el Panteón Hidalgo, un antiguo camposanto que, con más de 160 años de existencia, se ha convertido en parte del patrimonio histórico y cultural del Altiplano potosino. Ubicado sobre la calle Aramberri, en la Zona Centro, el cementerio fue establecido oficialmente en 1864, en una época marcada por problemas de salud pública. Los brotes de paludismo y otras epidemias provocaron una elevada mortalidad y saturaron los espacios de sepultura que anteriormente se encontraban en el centro de la ciudad. Antes de la construcción del actual panteón, los habitantes de Matehuala eran sepultados en los terrenos

del templo parroquial, justamente donde actualmente se encuentra la Plaza de Armas. La situación sanitaria obligó a buscar un nuevo espacio fuera de la entonces mancha urbana para realizar los entierros. Con el paso de las décadas, el Panteón Hidalgo no solamente se convirtió en un lugar de descanso, sino también en un sitio donde quedaron plasmadas distintas expresiones del arte funerario de los siglos XIX y XX. Entre sus espacios sobresalen antiguos mausoleos y monumentos que reflejan las costumbres, creencias y condiciones sociales de generaciones pasadas. Entre las construcciones que llaman particularmente la atención se encuentra la tumba de Don Manuel Fernández, una imponente obra

levantada a principios del siglo XX, así como el mausoleo de la familia Castillo, reconocido por sus dimensiones y su arquitectura de apariencia antigua y elementos de estilo gótico. Pero la historia del Panteón Hidalgo también se encuentra rodeada de relatos que han pasado de generación en generación. El lugar forma parte de la tradición oral de Matehuala y ha servido como escenario para numerosas leyendas que mezclan hechos históricos, misterio y creencias populares. Uno de los relatos más conocidos es el del Carretón de la Muerte, una historia según la cual el sonido de una misteriosa carreta que recorría las calles anunciaba que alguien estaba próximo a ser llevado al cementerio. Tam-

bién existen historias sobre tumbas presuntamente profanadas en busca de tesoros y relatos sobre personas que habrían sido enterradas sin estar realmente muertas. La transformación de Matehuala también dejó huella en el propio camposanto. El terreno que originalmente ocupaba era considerablemente mayor y se extendía hacia zonas que actualmente forman parte del entorno del Parque del Pueblo. Con el crecimiento urbano, una parte del predio fue destinada posteriormente a otros usos. Entre las modificaciones más significativas se encuentra la reducción del espacio para dar paso a infraestructura educativa, incluida la actual Secundaria Francisco Zarco. Estos cambios provocaron que algunas de las tumbas

más antiguas desaparecieran o quedaran bajo construcciones realizadas con el paso de los años. A pesar de las transformaciones, el Panteón Hidalgo continúa siendo un lugar cargado de memoria para los matehualenses. Sus mausoleos, lápidas y antiguos monumentos permiten observar parte de la historia social de una ciudad que ha cambiado con el tiempo, mientras sus leyendas mantienen vivo un vínculo entre el pasado y las nuevas generaciones. Más que un cementerio, el Panteón Hidalgo representa un archivo a cielo abierto de Matehuala: un sitio donde descansan personajes de otras épocas y donde cada tumba, cada monumento y cada historia forman parte de la identidad de la ciudad


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Entérate

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Kevin Almaguer Serna se gradúa como médico militar Con orgullo y emoción, la comunidad de Estación Catorce celebra el logro de uno de sus jóvenes, Kevin Almaguer Serna, quien recientemente culminó su formación y se graduó como médico militar, alcanzando una meta que representa años de esfuerzo, disciplina y dedicación. Kevin es originario de Estación Catorce y pertenece a una familia con raíces profundamente ligadas a la historia de este municipio. Es nieto del profesor Israel Almaguer, quien fuera presidente municipal de Catorce y es recordado por su trayectoria al servicio de la comunidad. Por línea materna, Kevin también es nieto de don Inés Serna, quien igualmente ocupó la Presidencia Municipal de Catorce, por lo que su historia familiar está marcada por generaciones que han tenido participación en la vida pública de este municipio. Sin embargo, ahora es Kevin quien escribe su propia historia y lo hace desde una profesión que combina dos grandes vocaciones: la medicina y el servicio a México dentro de las Fuerzas Armadas. Convertirse en médico militar representa mucho más que recibir un título profesional. Detrás de este logro existen años de estudio, preparación, discipli-

na, sacrificios y momentos difíciles que Kevin tuvo que superar para llegar hasta la ceremonia de graduación. Para sus familiares y amigos, este momento es motivo de enorme satisfacción, al ver culminada una etapa que comenzó con el sueño de convertirse en médico y que hoy le permite asumir el compromiso de cuidar la salud y la vida de quienes requieran de sus conocimientos. Desde Estación Catorce, su tierra de origen, llegan las felicitaciones para el joven médico militar, quien lleva consigo no solo el orgullo de su familia, sino también el nombre de la comunidad que lo vio crecer. Kevin Almaguer Serna se suma así a los jóvenes de Catorce que han encontrado en la preparación y el esfuerzo una manera de abrirse camino y representar dignamente a su tierra, llevando consigo las enseñanzas y valores de una familia que ha dejado huella en la historia del municipio. Hoy, Estación Catorce celebra a uno de sus hijos: un joven que convirtió años de esfuerzo en una profesión y que ahora comienza una nueva etapa al servicio de México.

Matehuala celebró a sus abuelos, guardianes de la memoria y las tradiciones El pasado 28 de agosto se conmemoró en México el Día del Abuelo, una fecha que en Matehuala permitió reconocer a las personas adultas mayores que, desde sus familias y comunidades, han contribuido a preservar la historia, las tradiciones y las costumbres de esta ciudad del Altiplano potosino. En colonias, barrios y comunidades matehualenses, los abuelos han ocupado un lugar especial dentro de las familias. Muchos de ellos han sido testigos de las transformaciones de la ciudad y conservan recuerdos de cómo eran sus calles, sus fiestas, sus comercios y la vida cotidiana de décadas atrás. Para numerosas familias de Matehuala, los abuelos también han representado una fuente de consejos, experiencias y enseñanzas. Recetas, anécdotas, historias familiares y tradiciones han pasado de generación en generación, convirtiéndolos en un vínculo entre el pasado y los jóvenes. La celebración también permitió reflexionar sobre las condiciones que enfrentan algunas personas adultas mayores en el municipio, especialmente quienes viven en soledad, enfrentan dificultades

económicas o requieren apoyo para realizar actividades cotidianas. En una ciudad con fuertes vínculos familiares y migratorios, los abuelos también han desempeñado un papel importante como guardianes de las raíces familiares. En muchos hogares han mantenido presentes las historias de familiares que emigraron hacia otras ciudades, estados o países en busca de mejores oportunidades. Más allá de los festejos y los regalos, el Día del Abuelo representó una oportunidad para visitar, escuchar y acompañar a quienes han dedicado buena parte de su vida al cuidado de sus familias y al trabajo en distintas actividades de la región. En Matehuala, muchos abuelos han dedicado sus años al campo, el comercio, los oficios, la minería, el hogar y otras labores que contribuyeron al crecimiento de sus familias y de la comunidad. Así, la fecha sirvió para reconocer que cada adulto mayor guarda una historia que forma parte de la memoria de Matehuala y que sus experiencias continúan siendo transmitidas a las nuevas generaciones.

Estudiantes de la UASLP Salinas crean apps de realidad virtual Como parte del 32 Verano de la Ciencia de la Universidad Autónoma de San Luis Potosí (UASLP), estudiantes de la Coordinación Académica Región Altiplano Oeste (CARAO), Campus Salinas, participaron en el proyecto “Desarrollo de aplicaciones de realidad virtual para Meta Quest Pro”, iniciativa que busca fortalecer sus conocimientos en tecnologías computacionales y explorar aplicaciones de esta herramienta en ámbitos como educación, turismo, construcción y promoción institucional. El proyecto es coordinado por el Dr. Marco Tulio Ramírez Torres, profesor de tiempo completo de la CARAO, con la participación de Cinthia Cristina Sosa Álvarez y Sergio Daniel Núñez Rocha, estudiantes de cuarto semestre de la Ingeniería en Tecnologías Computacionales. El académico explicó que la incorporación de visores Meta Quest Pro al equipamiento de la carrera

permitió a los estudiantes desarrollar aplicaciones propias durante las 6 seis semanas de la estancia científica. “Los alumnos lograron desarrollar sus propias aplicaciones para esta plataforma y, la verdad, con resultados muy buenos, muy positivos y con bastante potencial”, señaló. Entre los desarrollos se encuentra un recorrido virtual del Campus Salinas mediante fotografías de 360 grados, que ofrece una experiencia inmersiva al usuario. También se creó una aplicación orientada a la construcción, en la que es posible solicitar materiales y colocar bloques, ladrillos y diferentes superficies dentro de un entorno virtual. El doctor Ramírez Torres destacó que estas herramientas también pueden tener aplicaciones comerciales. “La idea es ofrecer el servicio para empresas, ya sea de marketing, turismo o de todo esto que precisamente tengan inquietudes

de desarrollar alguna aplicación, alguna forma de ventas o algún modelo para explorar”, comentó. En el caso de Cinthia Cristina Sosa Álvarez, su proyecto se orientó al turismo y la difusión cultural. La estudiante desarrolló una propuesta basada en marcadores que permiten visualizar modelos tridimensionales y acceder a información sobre sitios de interés. “Mi proyecto se basa más que nada en turismo, en mostrar la cultura de México, ya sea también las pirámides y todo ese tipo de cosas”, explicó. Por su parte, Sergio Daniel Núñez Rocha trabajó en una aplicación relacionada con la construcción de bloques, con una dinámica similar a la de videojuegos y sistemas de piezas. “Podemos poner diferentes tipos de bloques, apilarlos, incluso tumbarlos. Puede ser una manera didáctica en la que podemos aprender, así como jugar o crear diseños”, detalló.


Espiritual

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¿Cuál es el significado de la Medalla de San Benito? La medalla de San Benito es uno de los símbolos más reconocidos de la tradición católica y, a lo largo de los siglos, ha sido asociada con la protección espiritual y la intercesión frente al mal. Sin embargo, dentro de la propia tradición religiosa se aclara que no se trata de un amuleto, sino de un signo de fe y de confianza en Dios. La historia de la medalla se remonta varios siglos atrás y su diseño fue aprobado por el papa Benedicto XIV en 1742. Con su aprobación también se concedieron indulgencias a quienes la llevaran con fe, fortaleciendo la devoción hacia este símbolo vinculado con San Benito de Nursia. Uno de sus lados muestra al santo sosteniendo una cruz en la mano derecha y el libro de la Santa Regla en la izquierda. Al fondo aparece un altar acompañado de un cáliz del que emerge una serpiente, representación de uno de los episodios tradicionales de la vida de San Benito. De acuerdo con esta tradición, algunos monjes intentaron envenenarlo ofreciéndole una copa con bebida contaminada. Al realizar San Benito la señal de la cruz sobre el recipiente, este se habría roto, episodio que quedó representado en la

medalla como símbolo de la protección divina frente al mal. Alrededor de esta imagen aparece la inscripción en latín “EIUS IN OBITU NOSTRO PRESENTIA MUNIAMUR”, que puede traducirse como: “Podemos ser protegidos con su presencia en la hora de nuestra muerte”. En el otro lado se encuentra la llamada Cruz de San Benito, rodeada por una serie de letras que corresponden a frases en latín relacionadas con la fe cristiana y el rechazo al mal. Las iniciales C.S.P.B. corresponden a “Crux Sancti Patris Benedicti”, es decir, “La Cruz del Santo Padre Benito”. Por su parte, C.S.S.M.L. significa “Crux Sacra Sit Mihi Lux”: “La Cruz Santa sea mi Luz”. También aparecen las iniciales N.D.S.M.D., asociadas con “Non Draco Sit Mihi Dux”: “No sea el demonio quien me conduzca”. V.R.S. corresponde a “Vade Retro, Satana”: “¡Aléjate, Satanás!”. Finalmente, N.S.M.V. significa “Numquam Suade Mihi Vana”, “No me atraigas a la vanidad”, mientras que S.M.Q.L. corresponde a “Sunt Mala Quae Libas”, una expresión que hace referencia al rechazo de aquello que se considera malo.

Ritual para despedir a tu mascota L a pérdi d a de un a m ascota pu ede co nver ti rse en un m omento profund a mente d olo ro so para un a fam i li a, especialm ente cu an do el an ima l d e compa ñí a h a for mad o pa rte d e la vid a coti d ian a d ura nte añ os. Realizar u n pequ eño ri tual de desped id a en ca sa puede s er una m an era d e a gradecer su compa ñí a, record ar l os m omentos co mpar t id os y co m enza r a proces ar el d uelo. U n a opci ón es preparar un es paci o espec ial en al gún rin cón t ra nqu il o de la ca sa , el jard ín o el lu gar dond e l a m ascota acos t um braba pa sa r ti empo. En ese s it io se pued e col oc ar un a fotografía , su coll ar, pl ato, juguete favor ito u ot ro obj eto que repres ente l os a ños qu e com partie ro n. Tambi én pued en colocarse f lores y, si la fa m il ia lo con sid era a propia d o, u na vela com o s ímbo lo d e luz y paz. No ex iste u na for ma ú ni ca d e realizar este h om ena je; lo impo rta nte es que el espa cio tenga u n sign ificad o especia l pa ra qui enes están at ravesa nd o la pérd ida . O tro mom ento i mportante pu ede ser ex presa r en palabras

el agrad ecim iento por los añ os d e com pañ ía. U n a altern ativa es escribir un a carta d irigid a a la m ascota, record an d o los paseos, juegos, travesuras y m om entos especiales que qued aron en la m em oria. L a carta pued e leerse en voz alta com o parte d e la d esped i d a o sim plem ente con servarse junto con sus perten en cias. S i participan fam iliares o am igos, cad a person a pued e com partir un a an écd ota o un recuerd o feliz, convirtien d o la d esped id a en un a celebración d e la vid a que com partieron . U n a m an era sim bólica d e m anten er presente a un a m ascota con siste en plantar un a flor, un a sem illa o in cluso un árbol en su h on or. Si n o se cuenta con jard ín , tam bién pued e h acerse en un a m aceta especial. Con el paso d el tiem po, esa planta pued e convertirse en un lugar para record ar a la m ascota y observar cóm o algo n uevo crece a partir d e un m om ento d oloroso. Para algun as perso n as, este gesto ayud a a tran sform ar la tristeza en un recuerd o que perm an ece vivo.


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Lunes 31 de agosto de 2026 | El Tiempo del Altiplano

Estado

540 mil estudiantes regresan a clases en SLP

Este lunes 31 de agosto, más de 540 mil estudiantes de educación básica regresarán a las aulas en San Luis Potosí para iniciar el ciclo escolar 2026-2027, con un despliegue de seguridad y vigilancia en las inmediaciones de los planteles y principales vialidades de la entidad. El regreso a clases involucrará también a más de 33 mil docentes que retomarán actividades en más de 8 mil escuelas distribuidas en las cuatro regiones del estado, por lo que el Gobierno Estatal instruyó a las instituciones a mantener coordinación permanente durante los primeros días del nuevo ciclo escolar. El gobernador Ricardo Gallardo Cardona señaló que las dependencias estatales deberán permanecer atentas para atender cualquier situación que pudiera presentarse en las comunidades educativas y contribuir a que el retorno a las aulas se desarrolle de manera ordenada y segura. Como parte del operativo, la Guardia Civil Estatal trabajará en coordinación con las policías municipales para reforzar la presencia preventiva en los alrededores de las escuelas y en las principales vialidades, principalmente durante los horarios de entrada y salida. El objetivo será brindar protección a estudiantes, docentes, madres y padres de familia, además de prevenir

incidentes viales y situaciones que pudieran afectar el desarrollo de las actividades escolares desde el primer día. Gallardo Cardona deseó éxito a las niñas, niños y jóvenes potosinos en esta nueva etapa, además de reconocer el trabajo de docentes, directivos, personal administrativo y de mantenimiento que participa en el funcionamiento de los planteles educativos. De acuerdo con el Gobierno Estatal, durante la actual administración se han construido 530 nuevas escuelas en las cuatro regiones de San Luis Potosí, como parte de las acciones para ampliar y mejorar la infraestructura educativa. El mandatario estatal también señaló que su administración continuará trabajando bajo el modelo de la Nueva Escuela Mexicana y en estrategias relacionadas con los cambios demográficos y el avance de las nuevas tecnologías. Con el regreso de más de medio millón de estudiantes, este lunes las calles de San Luis Potosí volverán a registrar mayor movimiento desde primeras horas del día, por lo que las autoridades exhortaron a la población a tomar previsiones en sus traslados y respetar las zonas escolares.

Revientan tres narcocampamentos en Santa María Derivado de acciones de seguridad y labores de inteligencia de la Guardia Civil Estatal (GCE), en coordinación con el Ejército Mexicano y la Guardia Nacional, once personas fueron detenidas en el municipio de Santa María del Río, provenientes de Durango, Sonora y Sinaloa, asegurándose un arma corta y diversas dosis de una sustancia con características de droga. Durante el desarrollo de las acciones y como resultado de labores de inteligencia, las autoridades detuvieron en una primera acción a dos presuntos, para posteriormente ubicar al resto de las personas al salir de un inmueble, donde se decomisó un arma, dosis de la droga denominada “cristal” y diversos indicios relacionados con posibles actividades ilícitas. El trabajo de inteligencia, también permitió ubicar otros dos sitios que presuntamente serían utilizados para el resguardo de químicos y que presuntamente se buscaban

utilizar para el procesamiento de sustancias ilícitas, por lo que se estableció vigilancia preventiva en espera de las diligencias de la Fiscalía General de la República (FGR). De acuerdo con los primeros datos, los tres sitios, ubicados muy cerca del Estado de Guanajuato, fueron detectados antes de que pudieran entrar plenamente en operación; las personas detenidas y los indicios asegurados fueron puestos a disposición de la FGR, autoridad que determinará las responsabilidades correspondientes. La Secretaría de Seguridad y Protección Ciudadana del Estado (SSPC) mantiene acciones coordinadas y permanentes de blindaje en los municipios limítrofes con otras entidades, mediante puntos de atención ciudadana, filtros, módulos de atención y arcos lectores, como parte de los operativos destinados a fortalecer la seguridad y tranquilidad de las familias potosinas.

Más de 10 mil potosinos regresaron ante políticas de Trump Más de 10 mil potosinas y potosinos han regresado a San Luis Potosí desde Estados Unidos entre enero de 2025 y agosto de 2026, situación que ha representado un nuevo reto para las autoridades ante la necesidad de facilitar su reintegración social y económica. De acuerdo con cifras del Instituto Nacional de Migración, el retorno de paisanos ha generado una mayor demanda de atención para quienes regresan a la entidad después de haber construido parte de su vida en Estados Unidos y ahora buscan establecerse nuevamente en sus comunidades de origen. Ante este escenario, más de 20 dependencias estatales participan en una estrategia de atención que contempla diferentes áreas, entre ellas empleo, salud, educación, alimentación y vivienda, con el objetivo de ofrecer alternativas a las personas migrantes que retornan. El Instituto de Migración y Enlace Internacional (IMEI), encabezado por Luis Enrique Hernández Segura, informó que estas acciones se realizan por instrucción del gobernador Ricardo Gallardo Cardona, quien planteó la necesidad de acompañar a los paisanos durante su proceso de reincorporación a San Luis Potosí. La atención también contempla la participación del sector privado, con empresas que ofrecen oportunidades laborales a los migrantes retornados bajo condiciones de salario y prestaciones establecidas por la legislación vigente. A esta estrategia se incorporaron los 59 ayuntamientos del estado, con la intención de acercar los servicios a las comunidades donde se encuentran las personas que han regresado desde Estados Unidos. El retorno representa para muchas familias el desafío de comenzar nuevamente, particularmente cuando quienes regresan dejaron atrás empleos, viviendas y redes sociales que construyeron durante años en territorio estadounidense. Por ello, uno de los principales retos para las autoridades será lograr que los paisanos encuentren opciones de empleo y puedan acceder a servicios básicos sin caer nuevamente en condiciones de vulnerabilidad. Con miles de potosinos retornando a la entidad, la reinserción laboral, el acceso a vivienda, educación y salud se convierten en factores fundamentales para que su regreso pueda traducirse en una nueva oportunidad para ellos y sus familias.


Estado

El Tiempo del Altiplano | Lunes 31 de agosto de 2026

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Realizará Gallardo nuevos cambios en su gabinete El g ober na dor d e S an Lu i s Potos í, Ri ca rdo Gal l a rdo C a rdona , confir mó qu e e n los p róxi mos mes es real i z a rá nu evos aj u ste s e n su ga b inete y en di st int as dep e n denc i a s es t at al e s, con e l ob j et ivo d e for t al e cer el ú lt im o a ño de s u ad mi nis t rac i ón y acelera r l a ej ec uc i ón de p royec tos es tratég icos . E l ma ndat a ri o a de la ntó que l os c a mbi os cont inu ará n como p a rte de l a e st rategi a pa ra ce r ra r el s exen io con m ayor i ntens i da d. «Vam os a ha cer todavía a ju s tes (e n el ga bi nete est ata l ) . Va mos a cerra r muy f uer te, entonces va mos a se gu ir con a ju stes » , confi r mó e l gob erna d or de S an Lu is Potos í Ga l la rd o ex pl icó que l a p r ior id ad de es t a eta p a d e

gob iern o será conso li dar dos ej es pr i nc i p al es : l a infraes tr u c tura y l a movi li d ad, r ubros en l os que, a s eguró , se con centra rá n l os m ayores esfu er zos du ra nte l os próx imos m eses. « Pa ra nosot ros va a ser u na gra n pr i orid ad prio ri zar el tema de la i nfra es tr uc tura y el tema de l a movi li dad . En b a s e a esos dos ej es n os va mos a mover p ara cerra r muy fu er te», an unc i ó G al la rdo C a rdona . Au nq u e no preci s ó qué depen den c ia s o fun c i on ar io s p odr í an ver se invol ucra d os en l os a ju stes , el ma ndat ar io dej ó en c l a ro q u e cont in ua rá rea l iz a ndo c a mb ios en s u ad min is tra c ión con l a fi na li d ad de forta lecer el de s empeño gu bern am enta l dura nte la rec ta fi na l de su ma ndato.

Verde le hace el fuchi al PRI y descarta alianza para el 2027

Galindo y Federación arrancan construcción del Centro Comunitario México Imparable

Luego de la invitación que planteara el dirigente nacional del PRI, Alito Moreno, para que, junto al Verde, se pudiera emprender un proyecto conjunto de cara a las elecciones de 2027 en San Luis Potosí dadas las presuntas diferencias que tiene con Morena, Karen Castrejón, dirigente nacional del Partido Verde Ecologista de México (PVEM), descartó tajantemente cualquier posibilidad de establecer una alianza electoral con el priismo. Si bien, el dirigente priista reconoció que, hasta ahora, no existen negociaciones formales con el PVEM, sostuvo que su partido mantiene

comunicación con diferentes fuerzas políticas y está dispuesto a explorar acuerdos rumbo a 2027, sin embargo, la postura del Verde fue un no rotundo, pues, en un comunicado, el partido estableció que el diálogo político con otras fuerzas no significa que exista intención de modificar sus alianzas ni sus compromisos dentro de la Cuarta Transformación. “No tenemos interés de generar alianzas con ninguna fuerza política distinta a las que acompañamos el Segundo Piso de la Cuarta Transformación”, sostuvo el PVEM. El partido también refrendó su respaldo a la presidenta Claudia

Sheinbaum y señaló que las decisiones relacionadas con las próximas elecciones serán tomadas conforme a los tiempos y procedimientos establecidos, además de considerar las condiciones particulares de cada entidad. El Verde afirmó que continuará fortaleciendo su estructura política en las entidades y que sus definiciones electorales se realizarán conforme avance el proceso, sin adelantar si en San Luis Potosí competirá de manera independiente o mantendrá acuerdos con las fuerzas que integran el bloque de la Cuarta Transformación.

Con una inversión de 10 millones de pesos y un avance cercano al 40 por ciento, inició en la delegación de La Pila la construcción del Centro Comunitario México Imparable, proyecto impulsado de manera conjunta por el Gobierno de México y el Ayuntamiento de San Luis Potosí para fortalecer la prevención de la violencia entre niñas, niños y jóvenes. El arranque de los trabajos estuvo encabezado por el alcalde Enrique Galindo Ceballos y el subsecretario de Seguridad y Protección Ciudadana, Miguel Torruco Garza, quienes destacaron la coordinación entre ambos niveles de gobierno para concretar el proyecto. El nuevo complejo busca generar alternativas para la juventud mediante actividades deportivas, culturales, educativas y de atención a la

salud mental, como parte de las acciones enfocadas en atender las causas que pueden propiciar situaciones de violencia. De acuerdo con la información proporcionada por la Secretaría de Infraestructura, Comunicaciones y Transportes, el centro contará con una cancha de fútbol siete con pasto sintético, una cancha multifuncional techada, gimnasio, trotapista, salón multifuncional, áreas verdes, baños con vestidores y espacios para actividades artísticas y deportivas. San Luis Potosí fue seleccionado entre los 61 municipios del país que participan en este programa federal. Para la construcción del centro, el Ayuntamiento capitalino aportó el terreno ubicado en la delegación de La Pila. El alcalde Enrique Galindo señaló que el pro-

yecto permitirá ampliar la red de centros comunitarios de la ciudad y ofrecer a las nuevas generaciones espacios para practicar deporte, desarrollar actividades culturales y recreativas y recibir herramientas que contribuyan a su desarrollo. Por su parte, Miguel Torruco Garza explicó que los Centros Comunitarios México Imparable forman parte del eje de atención a las causas de la Estrategia Nacional de Seguridad, con el propósito de acercar oportunidades de convivencia y formación a las comunidades. El funcionario federal indicó que el centro ubicado en La Pila tendrá capacidad para atender diariamente a alrededor de mil jóvenes, quienes podrán acceder a las instalaciones deportivas, actividades culturales y servicios relacionados con la salud mental.


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Estefanía López Paulín

Lunes 31 de agosto de 2026 | El Tiempo del Altiplano

Salud

Psicóloga

psc.estefaniapaulin_uaslp@hotmail.com Teléfono: 4881154435

Regresar a clases

El inicio de la edad escolar

El inicio de la preparación escolar representa mucho más que el comienzo de una etapa. Para muchos niños significa enfrentarse, por primera vez, a un mundo nuevo sin la presencia constante de mamá, papá o sus principales figuras de cuidado. Y para algunas familias, la escena de un niño llorando al momento de despedirse puede convertirse en uno de los momentos más difíciles de la adaptación. Es importante entender que ese llanto no necesariamente significa que algo vaya mal. Separarse, conocer personas nuevas y adaptarse a espacios desconocidos implica un proceso emocional. El objetivo, entonces, no debería ser conseguir que el niño “no llore”, sino ayudarlo a comprender que puede sentirse triste o inseguro y, aun así, estar a salvo. Una de las herramientas más útiles durante esta transición es establecer rutinas predecibles. Tener horarios relativamente estables para levantarse, comer, jugar, dormir y acudir a la escuela, esto permite que el niño anticipe lo que sucederá. La rutina funciona como una estructura que brinda seguridad, aunque no tiene que convertirse en una regla rígida. La clave está en encontrar un equilibrio entre orden y flexibilidad. También podemos preparar la transición desde casa. Jugar a “ir al kínder”, leer cuentos sobre la escuela, preparar juntos la mochila o conversar sobre lo que ocurrirá durante el día son maneras sencillas de familiarizar al niño con la nueva experiencia. Y cuando llega el momento de despedirse, conviene evitar despedidas demasiado largas o frases como “no llores” o “no pasa nada”. Podemos validar la emo-

ción sin transmitir miedo: “Sé que estás triste porque nos vamos a separar un ratito. Tu maestra estará contigo y yo regresaré por ti”. Un ritual breve y constante (un abrazo, un beso y una frase especial) puede convertirse en una señal de seguridad. El acompañamiento saludable también implica fomentar la autonomía. En lugar de resolver inmediatamente aquello que al niño le cuesta, podemos darle oportunidades para intentarlo, equivocarse y pedir ayuda. Guardar sus cosas, ponerse los zapatos o recoger sus juguetes son pequeñas experiencias que fortalecen la confianza en sus propias capacidades. Después de la escuela, no todo tiene que convertirse en aprendizaje académico. El juego libre, el movimiento, la lectura, la música, el dibujo o alguna actividad física pueden favorecer tanto el desarrollo como la relajación. También es fundamental respetar los momentos de descanso: un niño pequeño necesita jugar y desconectarse, no llenar cada hora de su tarde con actividades. F i n a l m e n te , h ay q u e re c o rd a r q u e c a d a n i ñ o t i e n e s u p ro p i o r i t m o d e a d a p t a c i ó n . A l g u n o s e n t ra rá n fe l i c e s d e s d e e l p r i m e r d í a ; ot ro s n e c e s i t a rá n s e m a n a s p a ra s e n t i r s e c ó m o d o s . C o m p a ra r l o s puede aumentar la ansiedad en lugar de ay u d a r. Ac o m p a ñ a r e s t a e t a p a s i g n i f i c a of re c e r e s t r u c t u ra s i n r i g i d ez , l í m i te s s i n m i e d o y a u to n o m í a s i n a b a n d o n o . Po rq u e c re c e r n o c o n s i s te e n d e j a r d e n e c e s i t a r a q u i e n e s n o s c u i d a n , s i n o e n a p re n d e r p o c o a p o c o q u e p o d e m o s a l e j a r n o s , exp l o ra r y d e s c u b r i r e l m u n d o c o n l a t ra n q u i l i d a d d e s a b e r q u e ex i s te u n l u g a r s e g u ro a l c u a l re g re s a r.

Cada regreso a clases trae consigo algo más que mochilas nuevas, útiles escolares y horarios que reorganizar. Para los niños de primaria, volver a la escuela puede significar reencontrarse con amigos, cambiar de maestro, comenzar un grado diferente, enfrentarse a nuevos aprendizajes o, incluso, adaptarse a una escuela completamente nueva. Aunque para los adultos estos cambios puedan parecer parte de la rutina, para un niño representan pequeñas transiciones que requieren tiempo y acompañamiento. Desde la psicología del desarrollo y la psicopedagogía sabemos que la adaptación escolar no ocurre de manera automática: necesita seguridad, anticipación y oportunidades para que el niño participe activamente en el proceso. Una buena manera de comenzar es retomar gradualmente las rutinas. Durante las vacaciones los horarios suelen flexibilizarse, pero acercarse unos días antes al horario habitual de sueño, alimentación y despertar puede ayudar a disminuir el cansancio y facilitar la transición. No se trata de regresar de golpe a una agenda estricta, sino de recuperar poco a poco cierta estructura. También puede ser útil involucrar a los niños en la preparación. Revisar juntos los útiles, organizar la mochila, elegir alguna prenda o preparar el espacio de estudio permite que perciban el regreso a clases como algo en lo que tienen participación y control. Para un niño, sentir que puede tomar pequeñas decisiones puede hacer que un cambio grande parezca más manejable. Cuando además existe un cambio de escuela, es recomendable hablar previamente sobre lo que ocurrirá. Visitar el nuevo colegio, conocer el camino, identificar dónde estarán algunos espacios o conversar sobre las dudas que tenga puede reducir la incertidumbre. No necesitamos tener respuesta para todo; a veces basta con decir: “Es normal

que estés nervioso, también es una experiencia nueva para nosotros y vamos a descubrirla juntos.” Las expectativas también importan. Frases como “este año tienes que sacar mejores calificaciones” pueden generar presión antes de que siquiera comience el ciclo. En cambio, podemos plantear objetivos relacionados con el proceso: organizar mejor sus materiales, pedir ayuda cuando algo no se comprenda, desarrollar hábitos de estudio o aprender a relacionarse de manera respetuosa. La psicopedagogía nos recuerda que aprender no consiste únicamente en acumular conocimientos. Las habilidades de organización, atención, autonomía, comunicación y manejo de la frustración también forman parte del desarrollo escolar. Por eso, después de clases conviene preguntar algo más que “¿qué calificación sacaste?”. Preguntas como “¿qué fue lo que más te gustó?”, “¿hubo algo que te costara trabajo?” o “¿cómo te sentiste hoy?” abren la puerta a una conversación que permite conocer al niño más allá de su desempeño académico. Y no olvidemos el descanso. Una rutina saludable necesita tiempo para dormir, jugar, convivir y simplemente no hacer nada. La infancia no debería convertirse en una carrera permanente por aprovechar cada minuto. Regresar a clases es, en cierto sentido, volver a empezar. Y cada comienzo trae incertidumbre, pero también oportunidades. Nuestro papel como adultos no consiste en eliminar todas las dificultades del camino, sino en ofrecer las herramientas y la seguridad necesarias para que los niños puedan recorrerlo. Porque acompañar el regreso a clases no significa hacerlo todo por ellos. Significa ayudarlos a descubrir que, incluso cuando cambian los salones, los maestros, los compañeros o las rutinas, ellos también tienen recursos para adaptarse, aprender y volver a confiar en sí mismos.


Entérate

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Fenapo 2026 cierra con gran éxito La Feria Nacional Potosina (Fenapo) llegó a su fin luego de varias semanas de actividades que reunieron a miles de familias potosinas, visitantes nacionales y turistas en una de las celebraciones más importantes de San Luis Potosí. Durante esta edición, la Fenapo ofreció una amplia variedad de actividades para todos los públicos, con música, cultura, gastronomía, exposiciones, espectáculos, eventos deportivos y muestras ganaderas que mantuvieron activo el recinto ferial. Uno de los grandes atractivos de esta edición fue la presencia de artistas nacionales e internacionales, entre ellos la reconocida cantante estadounidense Katy Perry, quien ofreció un esperado concierto ante miles de asistentes, convirtiéndose en uno de los momentos más destacados de la feria. La cartelera musical también incluyó durante los últimos días las presentaciones de Alameños de la Sierra, Liberación, Grupo Toppaz, Tropical Panamá y Los Tigres del Norte, quienes fueron los encargados de cerrar las actividades de El Foro con una noche de celebración. El Palenque mantuvo igualmente una intensa agenda con las presentaciones de Marca Registrada, Edén Muñoz y Julión Álvarez, mientras que los Indomables de Cedral llevaron su espectáculo al espacio de Bandoleros. La feria también destacó por sus actividades dirigidas a niñas, niños y jóvenes, quienes pudieron disfrutar de espacios como Peppa Pig Play Zone, Transformers Reto Energon y el Royal Star Circus, además de diferentes actividades culturales y de entretenimiento. En materia deportiva, la Fenapo albergó

torneos y encuentros de béisbol infantil, box y cachibol, además del espectáculo de Cuernos Chuecos en la Arena Potosí, que reunió a aficionados de distintas partes de la entidad. La actividad ganadera fue otro de los componentes importantes de esta edición, con exposiciones nacionales de razas caprinas, muestras de ganado Boer y Brangus, además de actividades relacionadas con la gastronomía y los productos del campo potosino. Los visitantes también recorrieron los pabellones Industrial, Comercial y Artesanal, la Muestra Gastronómica y Tierra Ganadera, además del espacio destinado a Guanajuato, estado invitado de esta edición, donde se mostró parte de su riqueza cultural y turística. Uno de los aspectos que distinguió nuevamente a la Fenapo fue el acceso gratuito a diferentes atractivos, entre ellos la entrada al recinto, estacionamiento, juegos mecánicos y los conciertos de El Foro, además de opciones de transporte para facilitar la llegada de las familias. Con el cierre de esta edición, la Fenapo 2026 dejó atrás semanas de actividades y entretenimiento, con una cartelera que tuvo como uno de sus momentos estelares el concierto de Katy Perry y que permitió a San Luis Potosí recibir espectáculos de talla internacional. El Gobierno del Estado, encabezado por Ricardo Gallardo Cardona, destacó el resultado de esta edición y el ambiente familiar que prevaleció durante las actividades, con lo que la Fenapo volvió a cerrar sus puertas después de una jornada marcada por grandes conciertos, convivencia, cultura, tradiciones y una amplia participación ciudadana.

Luna de sangre ilumina la noche potosina y regala un espectáculo inolvidable

La noche potosina se transformó en un escenario celestial con la aparición de una espectacular “Luna de sangre”, fenómeno que invitó a cientos de personas a levantar la mirada y contemplar durante horas el encuentro entre la sombra de la Tierra y nuestro satélite natural. Desde distintos puntos de San Luis Potosí, familias, parejas, amigos y aficionados a la astronomía siguieron el eclipse lunar total, mientras la Luna fue cambiando paulatinamente de tonalidad hasta adquirir ese característico color rojizo que le ha valido el nombre popular de Luna de sangre. En lugares como las inmediaciones del Río Santiago, las azoteas de Tequis y las calles del Saucito, el fenómeno convirtió una noche común en un momento especial. Por algunos minutos, las conversaciones disminuyeron y las miradas se dirigieron al cielo para observar un espectáculo que no ocurre todos los días. El fenómeno se produjo cuando la Tierra se colocó entre el Sol y la Luna, proyectando su sombra sobre el satélite. Durante la totalidad, la luz solar que atraviesa la atmósfera terrestre se filtró hacia la Luna y provo-

có las tonalidades rojizas, cobrizas y anaranjadas que pudieron observarse desde la capital potosina. Pero para quienes tuvieron la oportunidad de contemplarla, aquella noche fue mucho más que un fenómeno astronómico. La Luna sobre San Luis Potosí pareció convertirse en un punto de encuentro entre generaciones, recuerdos y paisajes que forman parte de la identidad de esta tierra. Bajo el mismo cielo que durante siglos observaron los antiguos habitantes del Altiplano, los potosinos de hoy volvieron a detenerse por un momento para contemplar el universo. La “Luna de sangre” apareció, avanzó lentamente por el cielo y finalmente recuperó su brillo habitual, dejando detrás una noche distinta, de esas que permanecen en la memoria por mucho tiempo. Y quizá esa fue la magia del fenómeno: recordar que, aunque la vida cotidiana suele obligarnos a mirar hacia el suelo, de vez en cuando basta levantar la cabeza p a r a d e s c u b r i r q u e e l u n i ve r s o c o n t i n ú a o f re c i é n d o n o s m o t i vo s p a r a m a r av i l l a rnos.


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Nacionales

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Ordena Sheinbaum prohibir celulares en escuelas La presidenta Claudia Sheinbaum planteó que los celulares, tabletas y otros dispositivos digitales dejen de utilizarse dentro de las escuelas, tanto por estudiantes como por docentes, al considerar que el uso excesivo de estas herramientas puede afectar el desarrollo y la convivencia durante la jornada escolar. Durante su conferencia matutina desde Palacio Nacional, la mandataria federal señaló que distintos países han comenzado a regresar al uso de la pluma y el papel en las aulas, al considerar que escribir a mano contribuye al desarrollo de habilidades psicomotoras y permite que los estudiantes mantengan una mayor concentración durante las actividades educativas. Sheinbaum también propuso que los teléfonos celulares no sean utilizados durante los recreos, con la intención de

Cateos en Tamaulipas dejan 130 animales exóticos asegurados

que niñas, niños y adolescentes recuperen espacios para jugar, convivir y relacionarse directamente con sus compañeros, como ocurría antes de la incorporación generalizada de estos dispositivos a la vida cotidiana. La presidenta reconoció que los dispositivos electrónicos se han convertido en herramientas utilizadas para realizar tareas, consultar información y complementar el aprendizaje; sin embargo, advirtió que las plataformas digitales están diseñadas para mantener a las personas conectadas durante periodos prolongados. Ante este escenario, consideró necesario analizar el impacto que tiene el uso constante de los teléfonos inteligentes y establecer mecanismos que permitan limitar su utilización dentro de los planteles educativos.

La propuesta no implica, por ahora, una prohibición inmediata. Sheinbaum aclaró que la decisión deberá ser analizada por la Secretaría de Educación Pública (SEP), junto con maestras, maestros y los consejos técnicos escolares, antes de establecer cualquier disposición oficial. La mandataria también señaló que el control del uso de dispositivos fuera de las escuelas corresponde a las familias, por lo que llamó a madres y padres de familia a establecer mecanismos de supervisión y conocer los posibles efectos de la exposición prolongada a los teléfonos celulares. La SEP será la encargada de analizar la propuesta y, en su caso, definir los lineamientos que establecerían las posibles restricciones para el uso de celulares y otros dispositivos digitales en las escuelas del país.

Mexicano brilla en competencia de Matemáticas en Singapur El talento joven de México volvió a destacar en el ámbito internacional gracias a la brillante participación de Diego Antonio Carpio Sahagún en la Singapore International Math Olympiad Challenge (SIMOC) 2026. Originario de San Miguel de la Paz, Jalisco, el estudiante mexicano logró subir al podio en cada una de las tres pruebas en las que compitió durante el certamen. SIMOC es un reconocido encuentro académico

internacional que reúne a estudiantes desde nivel primaria hasta bachillerato, diseñado para evaluar no solo el rendimiento académico individual, sino también la estrategia, la lógica y el trabajo en equipo. El desempeño del joven jalisciense comenzó con la conquista de una medalla de bronce en la prueba individual, una de las fases más exigentes de la competencia, donde demostró su agilidad mental al resolver 25

complejos problemas matemáticos en un límite de 90 minutos. Su capacidad analítica y enfoque le permitieron posicionarse entre los mejores participantes de su categoría a nivel global, consolidando el esfuerzo y la preparación dedicados a esta justa académica. A este logro individual se sumaron dos preseas en los desafíos colectivos, consolidando una participación redonda. Diego obtuvo una

medalla de plata en la modalidad Maths Warriors y una medalla de bronce en Math Master Mind, pruebas de dinámicas en equipo donde integró grupos de cinco participantes para resolver problemas y tomar decisiones clave bajo presión. Con estas tres medallas, el estudiante no solo pone en alto el nombre de Jalisco y de México, sino que se posiciona como un referente de la excelencia matemática juvenil en la región.

Elementos de la Secretaría de Marina (Semar), la Fiscalía General de la República (FGR) y la Secretaría de Seguridad y Protección Ciudadana (SSPC) realizaron cateos en cinco inmuebles de Tamaulipas como parte de una investigación contra el mercado ilícito de combustibles. Durante los operativos, las autoridades detuvieron a una persona y aseguraron aproximadamente 68 mil litros de diésel, además de vehículos, autotanques, armas de fuego, equipos de comunicación y herramientas utilizadas para el manejo de hidrocarburos. Uno de los principales hallazgos ocurrió en un rancho ubicado entre los inmuebles intervenidos, donde fueron localizados más de 130 animales exóticos. De acuerdo con el Gabinete de Seguridad, entre los ejemplares asegurados se encuentran cinco tigres de Bengala, tres jaguares, un tigre, 21 monos araña, dos hienas y tres leones africanos. También fueron localizados bisontes, búfalos y un camello. Las autoridades señalaron que al menos 35 de los ejemplares corresponden a especies en peligro de extinción o sujetas a protección especial. Todos los animales quedaron bajo disposición de la Procuraduría Federal de Protección al Ambiente (Profepa), institución encargada de realizar su valoración y determinar las acciones necesarias para su manejo especializado. Los cateos fueron ejecutados en cinco propiedades, entre ellas un centro de almacenamiento, una gasolinera clandestina, un taller y el rancho donde fueron encontrados los animales. Las acciones derivaron de trabajos de inteligencia e investigación enfocados en combatir el mercado ilícito de combustibles y desarticular una presunta red vinculada con estas actividades. Además del combustible, las autoridades aseguraron vehículos, autotanques y equipo utilizado para el almacenamiento y manejo de hidrocarburos. También fueron decomisadas armas de fuego y equipos de comunicación. El Gabinete de Seguridad informó que las investigaciones continuarán para identificar a los integrantes de la presunta organización y afectar sus capacidades logísticas y financieras.


Entretenimiento

HORÓSCOPOS ARIES (21 DE MARZO AL 20 DE ABRIL) Esta semana tendrás energía para retomar proyectos que habías dejado pendientes. En el trabajo, evita actuar con demasiada prisa y revisa bien tus decisiones. En el amor, una conversación sincera puede ayudarte a aclarar una situación. Cuida tu descanso y evita acumular estrés. TAURO (21 DE ABRIL AL 21 DE MAYO) Los asuntos económicos ocuparán buena parte de tu atención. Podrías encontrar una oportunidad para mejorar tus ingresos, pero será importante analizarla antes de comprometerte. En el amor, la paciencia será clave para evitar discusiones innecesarias. Tómate tiempo para disfrutar actividades que te hagan sentir tranquilo. GÉMINIS (22 DE MAYO AL 20 DE JUNIO) Tu capacidad para comunicarte será tu mejor herramienta durante estos días. Una conversación podría abrirte una puerta en el ámbito académico o profesional. En el amor, alguien podría sorprenderte con una propuesta o mensaje inesperado. Evita querer resolver demasiadas cosas al mismo tiempo.

CÁNCER (21 DE JUNIO AL 22 DE JULIO) La semana te llevará a concentrarte en asuntos familiares y personales que habías dejado en segundo plano. En el trabajo, podrás avanzar si organizas mejor tus prioridades. En el amor, expresar lo que sientes evitará malos entendidos. Busca momentos de tranquilidad para recuperar energía. LEO (23 DE JULIO AL 22 DE AGOSTO) Serás protagonista de varias situaciones importantes durante la semana. Tu seguridad puede ayudarte a defender tus ideas y conseguir reconocimiento. En el amor, tendrás oportunidad de fortalecer una relación mediante pequeños detalles. Cuida que tu confianza no se convierta en impulsividad. VIRGO (23 DE AGOSTO AL 21 DE SEPTIEMBRE) Una semana favorable para ordenar pendientes y establecer nuevas metas. Podrías recibir una noticia relacionada con trabajo, estudios o dinero que te obligue a reorganizar tus planes. En el amor, será mejor escuchar antes de sacar conclusiones. Tu bienestar mejorará si estableces límites a tus responsabilidades. LIBRA (22 DE SEPTIEMBRE AL 22 DE OCTUBRE) Las relaciones personales estarán en el centro de tu atención. Una persona cercana podría necesitar tu apoyo o pedirte consejo. En el trabajo, evita involucrarte en discusiones que no te corresponden. En el amor, una conversación pendiente puede finalmente encontrar un momento adecuado para darse. ESCORPIO (23 DE OCTUBRE AL 22 DE NOVIEMBRE) Tendrás una semana de decisiones. Algo que llevas tiempo considerando podría comenzar a tomar forma, especialmente en asuntos profesionales o personales. En el amor, procura no guardar demasiado tiempo lo que piensas. Hacia el fin de semana encontrarás una oportunidad para desconectarte de las preocupaciones. SAGITARIO (23 DE NOVIEMBRE AL 21 DE DICIEMBRE) Tu espíritu aventurero estará más presente de lo habitual. Será una buena semana para conocer lugares, personas o actividades diferentes. En el trabajo, una nueva idea puede llamar la atención de quienes te rodean. En el amor, evita prometer más de lo que realmente puedes cumplir. CAPRICORNIO (22 DE DICIEMBRE AL 20 DE ENERO) La organización será fundamental para aprovechar la semana. Podrías tener varias responsabilidades al mismo tiempo, pero avanzarás si estableces prioridades. En el amor, una situación que parecía complicada puede comenzar a mejorar. No descuides tus momentos de descanso por cumplir con todo. ACUARIO (21 DE ENERO AL 18 DE FEBRERO) Una idea que parecía poco viable podría encontrar una nueva oportunidad. Escucha las propuestas de quienes te rodean, especialmente en asuntos laborales o académicos. En el amor, tendrás que ser claro con tus intenciones para evitar confusiones. El fin de semana será ideal para cambiar de rutina. PISCIS (19 DE FEBRERO AL 20 DE MARZO) Tu intuición estará especialmente activa esta semana. Podrías notar detalles que otras personas pasan por alto y utilizarlos para tomar mejores decisiones. En el amor, será importante no interpretar demasiado las acciones de los demás sin hablar primero. Dedica tiempo a actividades creativas o relajantes.

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Leyendas

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El campanero de piedra: La sombra de la mina desierta Entre los matorrales de la Sierra de Catorce y los llanos del altiplano potosino, perdura la memoria de los hombres que bajaron a las entrañas del cerro y la promesa de un eco metálico que aún retumba en las noches de viento. El viento en el altiplano potosino no solo sopla: raspa. Atraviesa las viznagas, levanta el polvo calcáreo de los llanos y aúlla entre los socavones abandonados de la sierra con una fuerza que parece salir de la garganta misma de la tierra. En los pueblos que se asientan a la sombra de los Cerros del Quemado y de La Leona, los abuelos suelen advertir a los viajeros que no se queden a media noche cerca de las viejas bocaminas. Dicen que cuando el frío baja desde las cumbres de Real de Catorce, la montaña reclama el tributo de la memoria. La historia se remonta a los años del esplendor minero, cuando de las entrañas de la sierra se extraían toneladas de plata que alimentaban las arcas del virreinato y, más tarde, el orgullo de toda la región. Entre los cientos de barreteros que descendían a diario a la penumbra de la mina Santa Ana, destacaba Don Mateo, un hombre entrado en años a quien todos llamaban “El Campanero”. Su oficio no era picar la veta, sino golpear con un pesado mazo de hierro una riel de acero suspendida en el tiro principal: ese sonido metálico y seco era el reloj

del subterráneo, la señal que indicaba el cambio de turno, la bajada de las jaulas o el aviso de un derrumbe inminente. Mateo conocía los ruidos del cerro mejor que nadie. Decía que la montaña respiraba, que crujía cuando estaba cansada y que protestaba en voz baja antes de soltar un planchón de piedra. Sin embargo, en el invierno de 1892, una sequía inclemente azotó la región y el aire en los túneles se volvió pesado, seco y sofocante. Las vetas parecían haberse agotado de golpe y la desesperación comenzó a cundir entre los dueños de los fundos mineros y los propios trabajadores. Fue en una noche de San Andrés cuando Mateo, ajustando su lámpara de carburo en la profundidad del nivel más bajo, escuchó un golpe distinto. No era el eco de sus compañeros ni el goteo del agua infiltrada. De la pared del socavón salía un repique suave, fino y constante, como si alguien del otro lado estuviera percutiendo la roca con un cincel de plata pura. Llevado por la curiosidad y el sigilo, se acercó a la ladera del tiro desmantelado. Al alumbrar la grieta, la luz del carburo arrancó destellos azulados a la pared. Frente a él no había escombros, sino una veta virgen de una pureza que jamás se había visto en el altiplano. Pero junto a la plata, recortada en la

penumbra, se divisaba una figura baja y encorvada, ataviada con ropajes antiguos y sosteniendo una lámpara de aceite cuya llama no proyectaba sombra. Era “El Muqui” o el duende de la mina, la entidad custodia de los tesoros subterráneos. La criatura le ofreció un trato sin hablar: la veta quedaría abierta para el pueblo y salvaría a las familias del altiplano de la miseria, a cambio de que ningún hombre volviera a trabajar la mina con codicia ni explotara el cerro más allá de lo necesario. Si violaban el pacto, la tierra se tragaría no solo el metal, sino a los hombres. Mateo aceptó el compromiso en nombre de sus compañeros y dio la señal en la riel para avisar del hallazgo. Durante meses, el pueblo próspero renació. El mineral extraído devolvió el pan y la vida al desierto. Sin embargo, la ambición de los capataces no tardó en despertar. Exigieron doblar los turnos, dinamitar los pilares de sujeción y extraer hasta la última gota de metal sin respetar los tiempos de descanso de la montaña. Mateo intentó detenerlos, suplicó a los administradores y advirtió sobre la ira del custodio de la veta, pero sus palabras fueron tomadas por los desvaríos de un viejo cansado. La tarde del último viernes de Cuaresma, los capataces bajaron a la fuerza al turno de noche para colocar una carga masiva de dinamita en el

corazón de la mina. Mateo, al ver que la advertencia había sido ignorada, corrió al tiro principal para golpear la riel con desesperación y alertar a los mineros. El metal sonó con un estruendo ensordecedor que retumbó por toda la sierra, ahogando los gritos de la perforación. La explosión ocurrió antes de tiempo. Un temblor seco sacudió la tierra desde Catorce hasta los llanos de Matehuala. El cerro se tragó el tiro principal y las galerías colapsaron en un segundo. Al amanecer, cuando los rescatistas intentaron remover las toneladas de piedra que sellaban la entrada, no encontraron cuerpos ni socavones navegables; la montaña se había cerrado sobre sí misma como si jamás hubiera sido perforada. Desde entonces, las vetas ricas de esa mina jamás volvieron a ser encontradas. Los viejos pobladores del altiplano aseguran que Don Mateo nunca salió de la montaña. Cuando el viento del norte cruza los cañones desérticos y se mete por las ruinas de las antiguas haciendas de beneficio, entre la polvareda reniega el aire y se escucha claramente un golpe metálico y constante: es la señal del Campanero, recordando a quien camine por el desierto que la riqueza de la tierra tiene un límite que la codicia no debe traspasar.


Policiaca Un hom bre se ña la do como p rob a b le res pons a b le de un hom ic id io oc u r r i d o en Mate hua l a en 20 19 fu e de te ni do en el es t a do de N u evo León, co mo res u lt a do de l a s invest i gac i ones re al i za da s por l a F is c a lí a G enera l del Es ta do de Sa n Lui s Potos í (FGESL P) . Se trat a de David “N ”, contra qui en ex is tí a una orden de a pre hen si ón p or su prob a bl e p ar t ic ip a c ión en el del i to de h omi ci di o c a li fic a do, rel a c ion ad o co n hec h os regis t ra dos en oc tu b re de 20 1 9 en l a col oni a C oncepc i ón, en Matehu a la . De a c ue rdo con l a s i nves ti ga c ion e s , el a hora detenido presu nta men te vi a ja b a a bordo d e una c a mion et a c ua ndo rea l i zó va ria s detona c iones d e a r m a de fue go en cont ra de l a víc ti ma , q u ie n res ul tó l e si ona da y pos teriormente perdió la vid a a con sec u enc i a de l a s her ida s. Tras l a s i nda gatori a s pa ra esc l a re ce r el c ri men y u bi c ar a l p rob a bl e re sp onsa b le , a gentes d e la Pol ic í a de I nves ti ga c ión obt uvi eron i nfor ma c i ón q u e p erm it i ó es t a bl e cer que Davi d “ N ” s e encont rab a en e l mu nic i p io de S a nt i ago , N u evo León. Ante es ta si t ua c ión, l a FGES LP sol i ci tó l a col a b orac i ón de s u hom óloga de N uevo León y, medi ante un con -

El Tiempo del Altiplano | Lunes 31 de agosto de 2026

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Detienen en Nuevo León a presunto homicida de Matehuala veni o entre am ba s i ns ti tuci on es, s e i mp l ementó un operati vo para cu m p li ment a r la orden judi cia l. Los age ntes lo ca li za ron al señ al a do y proce di e ron a su d etenc ión, informá ndol e el mot ivo d e la mi sma y ha c i énd ole s aber los derec hos que l e a s is ten conform e a l a l ey. Pos terio r m ente, elem entos d e l a Pol ic ía de Investi ga ci ón trasla d aron a Davi d “N ” desde Nu evo Leó n ha ci a Sa n Lui s Potosí , pa ra po nerl o a dis posi c i ón de la s au tor id a des j ud ici al es. E l h omb re fu e i ngres ado a l Centro Est at al d e Rein serció n Socia l d e L a Pil a, don de qued ó a d i spo si ció n d el Juez de Co nt rol qu e lo requi ere para cont inu ar con el proceso corres pon diente por l os hec hos ocurr id os h ace c a s i si ete a ños en Mateh ua la . L a Fi sc a l í a s eña ló que l a detenc i ón forma parte de l as a cci on es para esc l arecer hech os del ic ti vos y l leva r a nte la a utor ida d ju dic ial a qui enes sea n señ al a d os como pro babl es res p ons a b les

Vinculan a proceso a Eloy “N” por agresión sexual contra menor en Villa de Ramos

Detienen a tres mujeres en Matehuala con más de un kilo de marihuana

La Fiscalía General del Estado de San Luis Potosí (FGESLP) obtuvo la vinculación a proceso de Eloy “N”, señalado por su probable responsabilidad en los delitos de violación equiparada y violación agravada, en perjuicio de una persona menor de edad en el municipio de Villa de Ramos. De acuerdo con la información proporcionada por la Fiscalía, los hechos habrían ocurrido en abril de 2026, en un camino de terracería de la localidad La Dulcita, donde presuntamente el imputado habría agredido sexualmente a la víctima. Tras la denuncia presentada por la madre de la menor, agentes del Ministerio Público iniciaron las investigaciones y reunieron los datos de prueba necesarios para solicitar una orden de aprehensión contra el señalado. La Policía de Investigación (PDI)

posteriormente localizó y detuvo a Eloy “N” en la comunidad El Zacatón, también perteneciente a Villa de Ramos, para ponerlo a disposición de las autoridades correspondientes. Durante la audiencia inicial, la Fiscalía presentó ante el Juez de control los argumentos y datos de prueba relacionados con el caso, los cuales fueron considerados para resolver la vinculación a proceso del imputado. Como medida cautelar, el juez determinó prisión preventiva justificada, por lo que Eloy “N” permanecerá interno en un Centro Estatal de Reinserción Social mientras continúa el proceso penal en su contra. La Fiscalía señaló que las investigaciones continuarán conforme a los procedimientos establecidos y reiteró su compromiso de dar seguimiento a este tipo de casos.

Tres mujeres fueron detenidas en el municipio de Matehuala por su probable participación en actividades relacionadas con la posesión y distribución de sustancias ilícitas, durante un operativo implementado por la Guardia Civil Estatal (GCE) en la zona Altiplano. Las detenidas fueron identificadas como Laura “N”, de 62 años; Yajaira “N”, de 34 años, y Brenda Lizeth “N”, de 33 años, todas originarias del estado de Tamaulipas. Durante la intervención, los agentes aseguraron 162 dosis de marihuana, con un peso aproximado de un kilo 100 gramos, además de un vehículo Kia Soul color rojo, el cual circulaba sin placas de circulación. De acuerdo con información preliminar, las tres mujeres podrían estar relacionadas con

actividades de abastecimiento de puntos de venta de droga en la región; sin embargo, serán las autoridades correspondientes las encargadas de determinar si existe responsabilidad penal mediante las investigaciones respectivas. Las detenidas y los objetos asegurados fueron puestos a disposición de la autoridad competente, que continuará con las diligencias y determinará su situación jurídica conforme a derecho. La Guardia Civil Estatal mantiene operativos preventivos y de vigilancia en los municipios del Altiplano potosino, con el objetivo de detectar y atender actividades que puedan representar un riesgo para la seguridad y tranquilidad de la población.


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DETIENEN EN NUEVO LEÓN A PRESUNTO HOMICIDA DE MATEHUALA Pág. 23

DETIENEN A TRES MUJERES EN MATEHUALA CON MÁS DE UN KILO DE MARIHUANA Pág.23


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