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Revista Radiações - Número 06

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Radiações Setembro 2021

ATARP Entrevista

Filomena Oliveira

Silvana Miranda Foi assim que tudo começou…

ISSN 2184-769X

Distribuição Trimestral Gratuita – Venda Interdita

Número 06

Altino Cunha Oportunidades: A importância do momento Cristiana Araújo Deteção do tecido adiposo epicárdico em Ressonância Magnética


Radiações

Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear

RADIAÇÕES Número 06, Setembro 2021 ISSN 2184-769X

Publicado por

Altino Cunha Vítor Silva Rute Santos Luís Domingos Ana Geão Pedro Vicente Eduarda Pereira Edgar Pereira Rafaela Guisantes

Editor Edgar Lemos Pereira

i ISSN 2184-769X


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Editorial “Sejam bravos, sejam curiosos, sejam determinados, vençam as probabilidades. Pode ser feito” Stephen Hawking Caros leitores, Caros colegas,

É com enorme orgulho que, trimestre após trimestre, a Radiações mantém vivo o objetivo de divulgar (in)formação relacionada com as três áreas que representa, a Radiologia, a Radioterapia e a Medicina Nuclear. Mais de um ano volvido, uma pandemia quase vencida, e a Direção Nacional da ATARP continua convicta de que o amadurecimento da classe só é possível com o esfoço conjunto dos muitos que lutam pela mesma causa. «Pode ser feito». O crescimento acontece de forma aparentemente espontânea, mas nenhuma das nossas ações é inócua e o nosso desenvolvimento depende dessas ações. Depende de nós e do nosso esforço, conjunto. Aprender, compreender, saber, aperfeiçoar, continuamente e conjuntamente. É essa a nossa arma. E é neste sentido que a Radiações tem trabalhado para divulgar o que mais inspirador tem sido feito pelos nossos colegas, as suas vivências e as suas opiniões. Também, como sabemos, aproxima-se a passos largos a data do décimo nono congresso nacional da ATARP, o XIX CNATARP. Nesta edição, partilhamos com os nossos leitores e colegas toda a informação que dispomos acerca daquele que é o evento nacional de referência na área da Imagem Médica e Radioterapia.

Mantivemos, claro está, o espírito crítico e a curiosidade, já naturais na Radiações, pelo que vos convidamos desde já a desfrutar da leitura!

Edgar Lemos Pereira

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Nesta edição

1

Mensagem do Presidente da ATARP

3

ATARP Entrevista… Filomena Oliveira

10

Espaço Profissionais

11

Silvana Miranda: Foi assim que tudo começou…

14

Cristiana Araújo: Elaboração de um método semiautomático para deteção do tecido adiposo epicárdico em Imagens de Ressonância Magnética

31

Altino Cunha: Oportunidades: a importância do momento

33

Espaço XIX CNATARP

62

Espaço ATARP

63

Censos ATARP

64

Fardamento Profissional

66

Open call de Artigos

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MENSAGEM DO PRESIDENTE “A mudança não virá se esperarmos por outra pessoa ou outros tempos. Nós somos aqueles por quem esperávamos. Nós somos a mudança que procuramos.” Barack Obama

Caras e caros Associados ATARP, Caras e caros profissionais, estudantes, docentes, Caras e caros colegas e futuros colegas,

O último trimestre do ano implica o regresso a uma rotina. Este ano, esperamos nós, que este último trimestre seja também o regresso a uma rotina da qual sentíamos muito mais saudades que o normal. As condições criadas favorecem o retomar a vida dentro dos critérios da normalidade, sendo expectável que a pressão da pandemia sobre o sistema de saúde continue a diminuir.

Mas tal e qual um farol que noite após noite alerta os navios, também nós, enquanto atuais e futuros Profissionais de Saúde, sabemos que devemos manter o estado de alerta. Lembram-se que “nada é fácil para nós” porque “se fosse fácil não seria para nós”. Será necessário dizer “presente” na reorganização e recuperação do sistema de saúde. Na retoma do movimento assistencial e da acessibilidade dos utentes, na recuperação de atrasos em diagnósticos e tratamentos, e no combate aos efeitos negativos que a pandemia provocou em todas as outras entidades clínicas. Rastreios ficaram por fazer, diagnósticos foram atrasados, tratamentos adiados. Saberemos lidar com isso, e sobretudo com as suas consequências, colocando ao dispor das equipas multidisciplinares em geral, e dos doentes, em particular, todo o corpo de saberes, qualificações e competências. Será, mais que nunca, importante continuar a vincar a nossa importância na saúde dos Portugueses, demonstrando que a mesma não se esgota em situações raras como a realidade pandémica. Neste regresso à “rotina”, é fundamental incorporar as aprendizagens do passado (recente e menos recente) na adaptação diária a uma realidade – enquanto Profissionais de Saúde somos demasiado importantes para não sermos reconhecidos. ISSN 2184-769X

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Cada um de nós saberá continuar a demonstrar o seu valor, mesmo que muitas vezes as palmas sejam poucas, lembrando que tomar uma decisão implica sempre uma escolha. E a ausência de escolha é, ela própria, uma tomada de decisão.

Escolhamos ser aquilo que de facto sabemos ser. Uma mais-valia inquestionável para o sistema de saúde e para os nossos doentes. Altino Cunha Presidente da Direção Nacional da ATARP

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ATARP Entrevista

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Entrevista a … … Filomena Oliveira

Técnica Coordenadora do Serviço de Radiologia e Neurorradiologia do Centro Hospitalar Universitário do Porto (CHUPorto), Membro da Comissão de Proteção Contra Radiações, Perita Qualificada nível 2 em Proteção Radiológica e Responsável pela Proteção Radiológica da área de Radiodiagnóstico, Membro do Conselho de Gestão do Centro Imagiológico de Diagnóstico e Intervenção (CIDI) como Técnica Responsável dos serviços de Radiologia, Neurorradiologia e Medicina Nuclear, Presidente do Conselho Técnico dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica.

Radiações: A Filomena abraça neste momento a

Foi necessário apreender conceitos novos de

coordenação dos três serviços de imagem

gestão e aplicá-los no terreno, envolver os recursos

médica do CHUP: radiologia, neurorradiologia e

humanos TSDT, médicos, assistentes operacionais

medicina nuclear, cada um com a sua própria

e técnicos. Enfim, toda uma aprendizagem que se

equipa clínica. Quais os principais desafios que

se foi desenvolvendo e atualizando ao longo destes

encontrou (e encontra) no exercício destas

últimos 18 anos. Hoje, posso dizer que o maior

funções?

desafio continua a ser a gestão de recursos

Filomena Oliveira: Os desafios são constantes e

humanos, quer na sua vertente individual quer de

fruto das mudanças organizacionais, geracionais e

equipa. O profissional de hoje é muito diferente do

culturais. O início da minha atividade como

de há 10 anos atrás, os seus objetivos profissionais

coordenadora coincidiu com a empresarialização do

são diferentes, a forma como “olha” a instituição e o

hospital. Assistimos a uma mudança de paradigma

serviço também, há um certo desconhecimento

com a criação de departamentos, com uma gestão

sobre

intermédia – na nossa instituição denominada de

interprofissional, o que desestabiliza o “dia a dia”.

Conselhos de Gestão, constituída por 3 membros,

Por isso, o maior desafio, independentemente das

um médico (diretor), um técnico de diagnóstico e

áreas clínicas, é, sem dúvida, por um lado manter a

terapêutica (técnico responsável) ou enfermeiro

equipa de TSDT motivada, fazê-la sentir-se parte

responsável e um administrador.

integrante da instituição, e por outro lado esbater

a

importância

da

barreiras entre grupos profissionais. ISSN 2184-769X

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colaboração


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Radiações: Desde a década de 1980, assistimos

demorava 10 minutos ou mais! Depois, a própria

a muitas mudanças nas Tecnologias da Saúde.

evolução da tecnologia, desde a aquisição corte a

Particularmente no âmbito das áreas que

corte até aos dias de hoje com a aquisição

utilizam radiação ionizante, destaque alguns

espectral. Ao longo da década a digitalização da

dos principais marcos que vivenciou.

imagem, com o surgimento de equipamentos de

Filomena Oliveira: A TAC foi a grande revolução

angiografia digital e consequente desaparecimento

no início dessa década! Eu ainda colaborei em

das cassetes de películas radiográficas, uff!! que era

estudos

(os

uma trabalheira! Não pertencendo às radiações

colegas mais novos vão ter de ir ao Google ☺),

ionizantes, não posso deixar de mencionar a

exames invasivos que vieram a ser substituídos

ressonância magnética por considerá-la como outro

pela não invasiva Tomografia Computorizada. O

marco importantíssimo, o avanço no diagnóstico

meu primeiro contacto com a TAC foi durante o

que esta técnica disponibilizou à medicina.

como

as

pneumoencefalografias

curso, em 1979, onde nos foi permitido observar esta nova tecnologia em que um estudo cerebral

(Os TSDT), “Se detentores da qualificação exigida por lei, devem assumir o papel de responsável pela proteção radiológica Radiações:

Que

papel

defende

para

os

atividade clínica para, informalmente, os educar e

profissionais das nossas áreas nas comissões

dotar do conhecimento necessário e básico à

de Proteção contra Radiações?

garantia da proteção e segurança radiológica dos

Filomena Oliveira: Para mim não existem dúvidas

próprios e dos doentes.

quanto à sua integração nas comissões. Como membro das mesmas, esses profissionais (TSDT)

Radiações: A Filomena foi considerada uma das

devem assumir total ou parcialmente as funções

“40 mulheres notáveis dos 40 anos ímpares do

definidas no artigo 159º, do Decreto-Lei nº 108/2019

SNS”. Que feito notável destaca e que ano elege

de 3 de dezembro. Se detentor da qualificação

como mais “ímpar”?

exigida por lei, devem assumir o papel de

Filomena Oliveira: Sabem, foi para mim uma

responsável pela proteção radiológica (RPR), caso

grande, grande surpresa e obviamente uma enorme

contrário deve partilhar as atividades aí constantes

honra ter sido eleita para participar no projeto e

com o RPR nomeado. Para além disso, enquanto

integrar aquele grupo de mulheres, tão conhecidas

membro da comissão e, em simultâneo, TSDT de

e reconhecidas, que desempenharam cargos de

qualquer uma das áreas (radiologia, radioterapia e

enorme responsabilidade e impacto na saúde e na

medicina

sociedade. Que feito notável? Toda uma vida de

nuclear)

encontra-se

na

situação

privilegiada de contacto direto com os seus pares e

dedicação

com outros grupos profissionais que partilham a

interessantes e que me teriam proporcionado “outro

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ao

SNS,

abdicando

de

projetos


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tipo de férias” ☺, o olhar sempre atento para a

Radiações: Porquê os EUA?

instituição como um todo, todos somos necessários

Filomena Oliveira: Foi uma conjugação de fatores!

e importantes para atingir o objetivo que é comum –

Terminei em 1977 o antigo 7º ano do liceu, atual 11º

o melhor tratamento do doente. O ano mais ímpar?

ano, não se sabendo exatamente, ainda durante o

A eleger um, diria que o ano de transição para o

2º semestre, que alterações iriam ser introduzidas

novo modelo de gestão empresarial, pelo desafio e

para o acesso à faculdade, e que em novembro veio

investimento pessoal e profissional.

a resultar na criação do ano propedêutico, que consistia num ano suplementar que fazia a ligação

Radiações:

Como

surgiu

a

paixão

pela

entre o liceu e a faculdade. Entretanto, em

Radiologia?

março/abril desse ano a minha irmã que já na altura

Filomena Oliveira: Surgiu depois de entrar no

vivia nos Estados Unidos desafiou-me a ir para lá

curso, porque confesso que foi um “tiro quase no

continuar os estudos e o meu espírito de aventura e

escuro” ter enveredado por esta área. Tinha duas

de ir de encontro ao desconhecido não hesitou.

possibilidades

a

Aventurei-me, frequentei lá o 12º ano, candidatei-

fisioterapia. Atraiu-me a radiologia! E não errei, ela

me ao curso de radiologia, fui aceite e passado

chegou, entranhou-se e ficou!

pouco tempo percebi que afinal a minha inclinação

na

altura,

a

radiologia

ou

para a área de letras (que frequentei no liceu) não era tão grande como para a de ciências ☺.

“Foi um «tiro quase no escuro» ter enveredado por esta área. (…) E não errei.” Radiações: Que ferramentas e experiências lhe

vantagem, porque o acompanhamento dos alunos

trouxe a formação lá fora? O que gostaria de ver

era efetuado sempre pelos mesmos Técnicos, os

replicado no modelo de ensino português e nas

ensinamentos,

práticas clínicas diárias?

condutor. Já na altura havia uma pressão à volta da

Filomena Oliveira: A metodologia de ensino da

produção, fazer rápido mas bem, com controlo de

altura (1978-1980), pois não sei como é agora,

qualidade. O facto de todo o estágio ser feito num

baseava-se numa simbiose entre as componentes

mesmo local permitia uma interação com os

teórica e prática deste o primeiro dia de aulas! Esta

profissionais e um maior desenvolvimento do aluno.

abordagem permitia-nos observar e pôr em prática

Tendo algum conhecimento da realidade do ensino

a matéria das aulas teóricas quase em simultâneo.

português vejo com alguma dificuldade replicar este

E isso era muito bom! Eu fiz o curso no Hospital da

modelo, principalmente pelo elevado número de

Universidade

alunos por curso.

da

Pennsylvania,

pelo

que

a

componente prática era realizada na totalidade no próprio hospital, o que também vejo como uma ISSN 2184-769X

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as

correções,

tinham

um

fio


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Radiações: Sempre investiu na sua formação.

numa área pode ser o primeiro passo para lhe abrir

Na

portas para a mesma.

sua

opinião,

que

vantagens

tem

um

profissional ao investir na formação contínua? Filomena

Oliveira:

investimento fundamental,

na

Não

concebo

o

formação

contínua!

Esta

é

profissional

crucial

para

o

profissionais?

o

Filomena Oliveira: Eleger um grupo coordenador

imperativa

desenvolvimento

e

profissional

e

para

não

a

Radiações: Que cultura de desenvolvimento contínuo

defende

para

esses

cumprimento das melhores práticas. Tenho ouvido

da formação dentro dos serviços

várias vezes colegas dizerem que não fizeram

Criar grupos de trabalho para trabalhar diferentes

formação nesta ou naquela área porque não

temáticas

perspetivavam vir a exercer funções na mesma e,

Criar momentos de partilha científica que aliciem a

como

pesquisa e a investigação

tal,

para

quê?

Esta

é

uma

postura

TOTALMENTE errada. De um ponto de vista

Flexibilizar a participação em formação, cursos,

meramente prático, pois não quero entrar noutros

congressos

campos do crescimento humano, esse profissional

Partilhar com pares de outras instituições os

deveria antes pensar que dotar-se de competências

trabalhos desenvolvidos

“Não concebo o não investimento na formação contínua! É crucial para o desenvolvimento profissional” Radiações: Quais os principais desafios que

E ainda temos a mudança e a resistência à mesma,

encontra

como outro grande desafio!

na

gestão

de

equipas

multidisciplinares de diferentes serviços? Filomena Oliveira: Como referi anteriormente, a

Radiações:

Percebemos

colaboração interprofissional é o maior desafio.

Filomena, que o papel dos Técnicos de

Porquê? Algo que à partida parece ser simples,

Radiologia, vai muito para além do movimento

óbvio e de senso comum, encontra muitas barreiras

clínico

entre as várias especialidades e profissões que

processo de Acreditação da Qualidade do

acabam por bloquear o trabalho e a colaboração

Hospital, diga-nos que aporte ao projeto foi da

entre as equipas. E isto porque a maior parte dos

responsabilidade

profissionais não sabe o que é a colaboração

estratégias desenvolveu para a equipa.

interprofissional! Também aqui era necessária

Filomena Oliveira: O CHUPorto iniciou o processo

formação! A sua inexistência tem impacto no

de Acreditação em 2001-2002 e desde início

doente, na rentabilidade e nos custos operacionais

integrei o grupo coordenador do mesmo, pelo que

da organização.

os

assistencial.

Técnicos

neurorradiologia ISSN 2184-769X

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dos

pelo

percurso

Nomeadamente

Técnicos

dos

serviços

e

medicina

de

e

da

no

que

radiologia,

nuclear

foram


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envolvidos na elaboração de documentos de

diretores de serviços quando necessário, depois há

trabalho. Foi definido um interlocutor da qualidade

gestão a nível do conselho de gestão com

do serviço, criados grupos de trabalho para

preparação de cadernos de encargos, gestão de

elaboração de protocolos, manuais, instruções de

contratos,

trabalho, entre outros.

avaliação de necessidades de recursos humanos e

avaliação

de

propostas

externas,

propostas de contratação, interligação e interação Radiações: Enquanto Técnica Responsável no

com direções de outros serviços clínicos e não-

CIDI-CHUPorto, como é um dia na vida de

clínicos que interagem com o CIDI.

Filomena Oliveira?

Depois há ainda a atividade como presidente do

Filomena Oliveira: O dia divide-se entre a gestão

Conselho Técnico dos TSDT à qual é necessário

de

responder.

proximidade

contactando

com

os

subcoordenadores dos serviços para discussão de

Não há dias monótonos, a dificuldade por vezes é

assuntos

gerir as prioridades!

relativos

a

recursos

humanos

ou

equipamentos ou mesmo logística, reuniões com os

A “pressão

no ar” a Filomena Oliveira!!!

Radiações: Que mudanças no futuro próximo

Filomena Oliveira: Preferencialmente um do tipo

nos pode revelar?

indutor do sono.

Filomena Oliveira: Não perspetivo mudanças que

Atualmente, mas não indutor do sono, “Diz-me

dependam exclusivamente de mim.

quem sou” da Júlia Navarro …. Radiações: Modalidade imagiológica favorita?

Radiações: Alguma vez se sentiu como Santo

Filomena

António a pregar aos peixes?

Intervenção

Oliveira:

Neurorradiologia

de

Filomena Oliveira: Sim, mais do que uma vez. Radiações: Prefere… gin tónico ou contraste Radiações: O que mais detesta?

não iónico?

Filomena Oliveira: Pessoas falsas, ignorantes,

Filomena Oliveira: Gin tónico, sem sombra de

com falta de transparência e de humildade.

dúvida ☺

Radiações: Qual o seu livro de mesa de

Radiações: Qual é a “menina dos seus olhos”?

cabeceira?

Filomena Oliveira: É mais o menino – o meu filho!

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Radiações: Música preferida?

mesmas e o pós-processamento básico, dependiam música

exclusivamente da “mão” do técnico já passou! A

preferida. Há, no entanto, algumas que me

automatização e inteligência artificial são o presente

marcaram e que são intemporais como a Bohemian

e não o futuro, pelo que é mandatório que os

Rhapsody dos Queen.

colegas adotem uma visão mais abrangente,

Filomena

Oliveira:

Não

tenho

uma

alarguem os horizontes e abracem, por exemplo, o Radiações:

O que

mais

adora?

Filomena

pós processamento avançado, em determinadas

Oliveira: Um dia no campo, com temperatura

técnicas ainda realizado por médicos, e que outras

amena, sol, um bom livro, boa companhia e .... um

profissões como a engenharia biomédica não tarde

gin tónico!

em dominar. Sejam inovadores e pensem “fora da caixa”, dotem-se hoje de competências que amanhã

Radiações: Um comentário final para os nossos

venham a ser necessárias. Não descurem áreas

leitores…

complementares como o controlo de qualidade, a

Filomena Oliveira: A Radiologia não começa nem

gestão, a proteção radiológica, a radiologia de

termina com a realização de exames! O tempo em

intervenção…..

que a obtenção de imagens, o tratamento das

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Espaço Profissionais

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Silvana Miranda, Foi assim que tudo começou…

Silvana Miranda PhD Student – Radiobiology Unit Belgian Nuclear Research Center Ghent university

Em 2004, a seleção nacional quase se sagra campeã Europeia de Futebol. Mais ou menos pela mesma altura, estava eu estudar para os exames nacionais de acesso ao ensino superior. Por essa altura já tinha decidido que iria enveredar pelas tecnologias da saúde, embora ainda não tivesse uma ideia concreta sobre que curso escolher. Lembro-me que uma visita ao IPO do Porto no contexto de uma disciplina de cidadania no 12º ano me fez ponderar a Radioterapia como uma opção.

Em boa verdade, considero que o meu percurso na

entrou na minha esfera de interesse. A Biologia sempre

Radioterapia foi fruto do acaso, não foi a minha primeira

foi uma área pela qual me interessei e percebi que podia

opção (a ordem dos cursos na minha candidatura ao

combinar as duas – a Biologia e a Radioterapia – na

ensino superior foi aleatória, apenas sabia que o caminho

investigação em Radiobiologia.

das tecnologias da saúde era para mim).

E assim foi durante 11 anos. Durante a minha carreira profissional, percorri (quase) o país, de Évora a Vila Real, regressando ao Porto, onde estudei, para os últimos 9 anos como Técnica de Radioterapia. Pelo caminho abri serviços, conheci realidades completamente diferentes, consolidei experiências, cresci como profissional e fiz amigos e colegas para a vida. Decidi então continuar os meus estudos tentando focarA Radioterapia trouxe-me mais do que eu algum dia imaginei quando escolhi a ordem com que me candidatava ao ensino superior, há 17 anos atrás. Foi na Radioterapia, e pela Radioterapia, que a Radiobiologia ISSN 2184-769X

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me na investigação radiobiológica. Depois de frequentar o primeiro ano da Licenciatura em Biologia para consolidar alguns conceitos, nomeadamente na área da Biologia Molecular e Celular, frequentei o Mestrado em


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Medicina e Oncologia Molecular da Faculdade de

Alguns anos, uma passagem pelo programa doutoral

Medicina da Universidade do Porto. O principal objetivo

BiotechHealth e uma candidatura à Fundação para a

deste programa é o desenvolvimento de um projeto de

Ciência e a Tecnologia (FCT) – depois, trouxeram-me à

investigação e no meu caso optei pela via laboratorial.

Bélgica, ao Centro de Investigação Nuclear Belga para um curso de duas semanas em Radiobiologia. E aqui compreendi a verdadeira dimensão da Radiobiologia como ciência transversal a imensas áreas da sociedade, não apenas ligada à Oncologia. E uma destas áreas é a Espacial.

A radiação cósmica é uma das grandes limitações para a exploração espacial em segurança. A investigação em Radiobiologia no âmbito Espacial é um ‘hot topic’. Isto deve-se ao facto de estarmos a viver um momento de grande investimento para atingir as metas propostas par Tive a sorte de poder explorar a minha própria hipótese

as próximas décadas da exploração espacial – o

no Grupo ‘Cancer Signallling & Metabolism’, coordenado

regresso à Lua e a ida a Marte. Mas não só: estudar os

pela Prof. Paula Soares no Instituto de Investigação e

efeitos da radiação no espaço em muito contribui para o

Inovação em Saúde (i3S).

conhecimento

O tempo que passei no laboratório e no contexto

protonoterapia, ou fenómenos como as neoplasias radio-

académico fez-me repensar o meu trajeto profissional.

induzidas

Percebi que seria algo a que me queria dedicar a tempo

Radiobiologia permeia várias áreas).

(uma

radiobiológico

vez

mais

no

contexto

salientando

como

da

a

inteiro. Sendo a Radiobiologia uma área com imenso potencial para a produção de conhecimento só validou a minha decisão de seguir pela investigação. Terminei o Mestrado com a sensação de dever cumprido e, naturalmente, comecei a procura de programas Doutorais para poder continuar em Radiobiologia.

Por isto, pelo fascínio pelo Espaço, pela Radiobiologia e por nunca me afastar da Radioterapia por completo, mudei-me para a Bélgica em 2020 e estou agora a começar o meu segundo ano do Doutoramento em Imunologia Espacial.

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Apesar de ter optado por um caminho diferente, sei que

ser acompanhada pela evolução dos recursos humanos

foi graças à Radioterapia que encontrei o meu lugar, por

do ponto de vista científico. Apesar dos entraves

agora, no mundo da investigação, onde me sinto

estruturais, a promoção do desenvolvimento dos

realizada a nível profissional.

profissionais constitui uma mais valia inegável para os serviços. Mais valia que se vê na motivação dos colaboradores e na qualidade do serviço prestado. A Radioterapia, em constante evolução, tem muito a ganhar com o contributo da equipa multidisciplinar na produção de conhecimento técnico-científico.

A minha mensagem é: explorem bem a vossa área de saber que certamente vão encontrar novos caminhos a percorrer; nunca esqueçam o papel fundamental que os Não posso também deixar de salientar a importância da

Profissionais das Tecnologias da Saúde têm no contexto

investigação no contexto profissional do técnico de

da investigação em Saúde; sejam proactivos e não

diagnóstico e terapêutica. A evolução tecnológica tem de

deixem de ir atrás dos vossos objetivos!

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Elaboração de um método semiautomático para deteção do tecido adiposo epicárdico em Imagens de Ressonância Magnética

Cristiana Araújo1,2,3 1

Especialista de Aplicação em RM

2

Licenciada em Radiologia pela Escola Superior de Tecnologias da Saúde do Porto

3

Mestre em Física Médica pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto

RESUMO O estudo da gordura epicárdica é de extrema importância, uma vez que existe uma relação entre as doenças cardiovascular e as adipocinas que são as hormonas segregadas quando há a presença deste tecido. Esta gordura poderá ser estudada por vários métodos imagiológicos, como é o caso da ressonância magnética. A ressonância magnética cardíaca é uma técnica que permite ao clínico, informação detalhada sobre o funcionamento cardíaco e a patologia cardíaca. Numa ressonância magnética cardíaca, o clínico poderá ter a informação sobre os volumes, fração de ejeção, entre outras características fisiológicas cardíacas do paciente. Acrescentando apenas cerca de 10 minutos ao exame é possível efetuar imagens que permitem visualizar a gordura cardíaca. Contudo avaliar um exame de ressonância magnética requere bastante tempo ao utilizador, uma vez que é necessário delimitar o miocárdio em vários cortes (para a avaliar os volumes, fração de ejeção) e quantificar a gordura torna-se um trabalho acrescido. Assim sendo, surgiu a necessidade de criar uma metodologia para deteção automática ou semiautomática da gordura epicárdica na Ressonância Magnética Cardíaca. As imagens adquiridas por Ressonância Magnética apresentam-se com zonas de densidades díspares, o coração e os pulmões apresentam-se com baixo sinal e a gordura nas diferentes zonas, com alto sinal, devido ao padrão da sequência. O pericárdio nas imagens por RM surge com linha/ponto com baixo sinal no meio da gordura, separando a gordura extracardíaca da epicárdica. Tendo em conta os limites e a intensidade de sinal do pericárdio, foi desenvolvido um programa em Matlab, para delimitar a linha pericárdica, utilizando gráficos de intensidade. Posteriormente foi delimitada a área cardíaca, utilizando também os gráficos de intensidade, delimitando assim o tecido adiposo pericárdico. O método foi testado num grupo de imagens de 10 doentes, resultando num conjunto de valores que foram comparados com a média da avaliação de três utilizadores para cada imagem. Em 10 casos testados verificou-se que o valor da área detetada continha um erro aceitável, em relação á medição manual seguindo o estudo de fluchter et al (menor que 18%).

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Conclui-se assim, que o método desenvolvido consegue de uma forma quase autónoma ou com uma interação mínima calcular o valor da gordura epicárdica, nas imagens de RM testadas. Palavras-Chave: tecido adiposo epicárdico, ressonância magnética cardíaca, Matlab

ABSTRACT

The method was tested on a group of images for 10

The goal of this study was automatically quantifying the

patients, resulting in a set of values which have been

epicardial fat by magnetic resonance imaging. It is very

compared with the mean evaluation of three users for

important to study the epicardial fat since there is a

each image.

relationship

and

In 10 cases tested, verified that the detected area value

adipokines that are secreted hormones that when there is

contained an acceptable error compared to the manual

the presence of this tissue.

measurement, just like in the study of fluchter et al (less

This fat may be studied by several imaging methods such

than 18%).

as magnetic resonance imaging (MRI). Cardiac MRI

We conclude that the developed method can an almost

(CMR) is a technique that allows a clinician, detailed

autonomously, or with minimal interaction calculate the

information about heart function and cardiac pathology.

value of epicardial fat in images of MRI tested.

In a CMR, the clinician may have information about the

Keywords: epicardial fat tissue, cardiac magnetic

volumes,

ressonance, Matlab

between

ejection

cardiovascular

fraction,

among

diseases

other

cardiac

physiological characteristics of the patient. Adding only about 10 minutes to the exam is possible to do images that let you see the heart´s fat and give us additional

INTRODUÇÃO

information to the MRI exam.

A

However, evaluate an MRI requires a long time for the

metabólica, caracterizam-se pela expansão e inflamação

user, since it is necessary to determine the myocardium

do tecido adiposo, incluindo os depósitos que envolvem

in several section (for evaluation of volumes, ejection

o coração e os vasos sanguíneos (Ouwens et al 2010).

fraction) and quantifying fat becomes a time consume job.

O tecido adiposo segrega um número de citoquinas,

Therefore, it became necessary to create a methodology

denominado

for automatic or semiautomatic detection of epicardial fat

conduzidos ao longo das duas últimas décadas

in CMR.

demonstram que as adipocitoquinas exercem grandes

The images of MRI have different density, the heart and

efeitos sobre o metabolismo e a função cardíaca. Além

lungs have low signal and the fat in different zones have

disso, os dados disponíveis sugerem congruentemente

high signal, in this kind of sequence. The pericardium in

que

MRI images presents with a decrease of signal in the

preponderante

middle of a high signal (fat).

cardiovasculares (Toczyłowski et al, 2013).

Considering the limitations of the pericardium and signal

O TAE (tecido adiposo epicárdico) é um depósito de

intensity, a program was developed in Matlab, to delimit

gordura visceral torácica localizada ao longo das grandes

the pericardial line using intensity graphs. Then, the

artérias

cardiac area was defined, also using the intensity of

ventrículos. A sua relação de estreita proximidade

graphics, thus delimiting the pericardial adipose tissue.

funcional e anatómica com os tecidos cardíacos, com os

ISSN 2184-769X

15

obesidade,

estas

resistência

de

adipocinas.

citoquinas no

coronárias

à

insulina

desempenham

na

síndrome

Estudos

desenvolvimento

e

e

superfície

intensivos

um

das

papel

doenças

externa

dos


Radiações

Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear

quais partilha o mesmo suprimento sanguíneo, distingue-

A RM tem também um papel preponderante na avaliação

o

visceral.

da gordura corporal, as sequências utilizadas são

Adicionalmente, não há qualquer separação entre o TAE

sequências que saturam a água e o sangue, mas que

e as artérias coronárias (Ouwens et al., 2010;

apesar de se visualizar um pouco melhor o pericárdio,

Toczyłowski et al., 2013).

existem zonas que é muito difícil de conseguir delineá-lo.

O papel fisiológico do TAE permanece obscuro, no

Este facto, faz com que haja por vezes, discrepâncias

entanto as suas funções incluem tamponamentos

entre

putativos das artérias coronárias devido a torção induzida

operadores, como será possível visualizar, um pouco

pela onda de pulso arterial e contração cardíaca. Inclui

mais à frente.

também

da

O principal contributo desta tese é obter um método

homeostase dos ácidos gordos na microcirculação

automático ou semi-automático que permita facilitar ao

coronariana,

neuroprotecção

operador a medição da área da gordura epicárdica, para

anatómica dos gânglios e nervos cardíacos (Toczyłowski

evitar a forma tradicional, que é extremamente trabalhosa

et al., 2013).

e morosa.

A obesidade (especialmente a de elevado fenótipo

Conseguindo definir a linha pericárdica, poderá ser um

abdominal) conduz para um elevado aumento do TAE, e

grande passo para obter um método mais automatizado,

os dados disponíveis em estudos sugerem que a elevada

este método poderá não ser completamente automático,

quantidade de gordura presente está associada a um

devido à dificuldade de identificar nos cortes mais à

aumento

isquémica

periferia a linha pericárdica. Contudo, uma solução

cardíaca/hipertrofia cardíaca e disfunção diastólica

semiautomática com uma interação mínima do utilizador

(Toczyłowski et al., 2013).

para quantificar a gordura poderia ser de grande

A massa do TAE é pequena em comparação com outros

utilidade.

depósitos de gordura no corpo. No entanto a sua estreita

A verdade é que já há alguns métodos automáticos para

relação anatómica com o coração sugere que este é um

quantificar esta gordura, mas são em TC. O objetivo

órgão com uma extrema sensibilidade às adipocinas, o

deste trabalho é demonstrar um método em RM, uma vez

que torna de extrema importância o estudo deste tecido

que esta técnica está cada vez a ser mais utilizada, pois

(Toczyłowski et al., 2013)

consegue dar ao Cardiologista várias informações

dos

restantes

uma

depósitos

de

obrigatoriedade

na

do

termogénese

risco

de

gordura

na

e

regulação

doença

quantificações

executadas

por

diferentes

relevantes sobre o paciente: como é o caso da fração de Contribuição de um método de quantificação de

ejeção, volumes, defeitos de perfusão, entre outros.

gordura automática por Ressonância Magnética

Todos estes dados permitem dar um prognóstico mais

A

correto ao doente.

medição

da

gordura

epicárdica

por

técnicas

imagiológicas como a TC e a RM são fiáveis, e podem

Em relação aos métodos existentes, o primeiro método,

representar um papel preponderante no estadiamento do

mais acessível a nível de custos e de disponibilidade, é a

risco cardiovascular. As imagens utilizadas para a

ecocardiografia como proposto por Iacobellis & Willens

quantificação da gordura epicárdica, muitas vezes têm

(Iacobellis & Willens, 2009).

ruído e a definição da linha pericárdica é difícil de

Através da ecocardiografia 2D (bi-dimensional) de rotina

visualizar.

o utilizador poderá quantificar a gordura epicárdica além

ISSN 2184-769X

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da função sisto-diastólica e a massa ventricular esquerda

No método de quantificação manual da gordura

(Iacobellis & Willens, 2009).

epicárdica por TC, o operador através de um corte axial

No entanto este método tem limitações, pois depende da

terá que colocar múltiplos pontos de modo a delimitar o

experiência do utilizador e nomeadamente os pacientes

pericárdio. Através desta operação faz-se a distinção

com Índice de Massa Corporal elevado tem o

entre a região extra-pericárdica e intra-pericárdica (Dey

denominado de má janela ecocardiografia, o que não

et al, 2012).

permite avaliar certas zonas, e não permite quantificar na

A região extra-pericárdica inclui a gordura epicárdica,

totalidade (Iacobellis et al., 2003; Iacobellis et al, 2008;

assim

Iacobellis & Willens, 2009).

vasculares e as cavidades cardíacas. Para excluir todas

A medição do tecido adiposo epicárdico por técnicas

as estruturas com a exceção da gordura é necessário

imagiológicas como a TC e a RM são fiáveis, apesar de

definir uma gama de valores de intensidades -30 a -190

apresentarem

podem

Unidades Houndsfield (UH). Assim sendo, o programa

representar um papel preponderante na medição da

deteta todos os pixéis dentro da região delimitada que

gordura epicárdica e nomeadamente no estadiamento do

tenham a intensidade referida (Dey et al., 2012).

um

custo

mais

elevado,

como

o

músculo

cardíaco,

as

estruturas

risco cardiovascular (Dey et al, 2012).

Fig. 1. Avaliação pelo método manual do tecido adiposo epicárdico (Dey et al., 2012)

Tendo a informação da dimensão do pixel através do

restantes estruturas se apresentam nestas imagens em

quociente entre o FOV e a dimensão da matriz, o sistema

RM.

multiplica a dimensão do pixel, pelo número de pixéis

Características das imagens nas sequências utilizadas

detetados e retorna um valor de área. Este valor será a

As imagens utilizadas apresentam-se com zonas de

área de gordura epicárdica da imagem. (Dey et al., 2012).

densidades

díspares,

o

coração

e

os

pulmões

apresentam-se com baixo sinal e a gordura nas A Quantificação do tecido adiposo epicárdico por RM

diferentes zonas, com alto sinal, devido ao padrão da

de forma manual

sequência.

Para analisar e quantificar a gordura epicárdica é

O pericárdio nas imagens por RM surge com linha/ponto

necessário entender a forma como o pericárdio e as

com baixo sinal no meio da gordura como é possível visualizar na figura 2 nos pontos assinalados por B. Por

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vezes o pericárdio não é visível (como é o caso da zona D) ou é confundido com vasos que tem um sinal muito próximo como é o caso na seta A e C.

Fig. 2. – Características de uma imagem DIR. A e C – vasos, B - linha que delimita o pericárdio, D – linha que delimita a parede lateral do ventrículo esquerdo. Método manual de quantificação do tecido adiposo

zona que delimita as câmaras cardíacas. Através desta

epicárdico

técnica bastante morosa faz-se a delineação entre a

No método manual de quantificação da gordura

gordura intra e extra pericárdica, assim como a exclusão

epicárdica, a partir de um corte perpendicular ao maior

das câmaras cardíacas como podemos visualizar na

eixo do ventrículo esquerdo, o operador terá que colocar

figura seguinte.

múltiplos pontos de modo a delimitar o pericárdio e a

Fig. 3 – Exemplo da deteção manual da gordura epicárdica em imagem de RM

A região intra-pericárdica com exclusão das câmaras

Formato DICOM.

cardíacas inclui a gordura pericárdica, que é a que

As imagens utilizadas em medicina fazem parte de um

queremos quantificar. A medição da área da gordura

conjunto de normas para tratamento, armazenamento e

epicárdica

transmissão de imagens médicas chamadas de DICOM

com

o

método

manual

tem

alguma

variabilidade entre diferentes observadores.

(Digital Imaging and Communications in Medicine) criado pela

National

Electrical Manufacturers

Association

Método semi-automático de quantificação de tecido

(NEMA) juntamente com o American Colege of Radiology

adiposo epicárdico

(ACR).

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Foi criado com o objetivo de padronizar a formatação de

Depende do operador que obtém a imagem que poderá

imagens diagnósticas de diferentes áreas imagiológicas,

utilizar diferentes números de pixéis. A resolução

como

radiografias,

radiométrica (número de níveis de cinzento disponíveis)

ressonância magnética. O padrão estabelece uma

destas imagens é de 32 bits. Para simplificar o

linguagem comum entre equipamentos de diferentes

processamento, procedeu-se a redução radiométrica

marcas que usualmente são incompatíveis.

para 8 bits (256 níveis de cinzento).

a

tomografia

computorizada,

A figura seguinte mostra a imagem original á esquerda e Imagens utilizadas para aplicação do método.

a versão de 8 bits á direita, que é mais adequada para a

As imagens utilizadas para a aplicação do método semi-

visualização em displays convencionais.

automático,

têm

resoluções

espaciais

variáveis.

Fig4. - Imagem 32 bits (á esquerda) e 8 bits (á direita).

Escolha do centro e o traçado de perfis

A figura 5 demonstra o perfil de intensidade para os pixéis

A escolha do centro da imagem foi efetuada de forma

da linha vermelha, o que o programa faz, é medir as

manual, isto é, escolhida pelo operador, deve ser um

intensidades dos pixéis naquela região. Olhando para a

ponto perto de centro, e pode ser escolhida de uma forma

linha vermelha (à esquerda) assim como para o gráfico

aproximada.

vermelho visualiza-se que desde o centro do coração

Após a identificação do centro foi utilizado um método

(círculo vermelho), até à periferia cardíaca, a intensidade

com base nas características das intensidades do

de sinal é baixa. De seguida à uma subida abrupta,

pericárdio, para cada traçado, para melhor compreender

quando o programa encontra a gordura. Há uma parte do

como foi efetuada a avaliação, será apresentado um

pico que desce um pouco de intensidade, quando

exemplo.

encontra o pericárdio, subindo novamente quando encontra a gordura extracardíaca.

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Fig. 5 – Esquerda, gráfico de perfil de intensidade do centro para a periferia em relação á linha vermelha da imagem á direita

Tendo em conta as características desta imagem decidiu-

extracardíaca. Como tal tendo em conta a avaliação

se aplicar um método para que fosse possível separar o

manual, dividiu-se a imagem em quatro quadrantes como

pericárdio

se pode observar o exemplo da figura 6.

no

meio

da

gordura

pericárdica

e

Fig. 6 – Figura dividida em quatro quadrantes

A partir do centro foram traçadas semi-rectas com

Para cada semi-recta extraíram-se perfis de intensidade

inclinação de 5º em relação ao eixo horizontal de

até à distância de 70 mm da origem (centro), como se vê

referência.

na figura 7.

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Fig. 7 – Imagem com traçado de raios de 5º

Como a anatomia do tecido adiposo em volta do coração

existem duas zonas (a e b). Ambas as zonas

e das estruturas circundantes a este músculo propulsor,

representam

são diferentes, dividiu-se em quatro quadrantes, para

elementos

tentar otimizar de forma mais eficaz este método semi-

diferentes.

automático.

Para poder analisar melhor este quadrante foi efetuado

a

gordura

diferentes

e

epicárdica,

mas

consequentemente

contém perfis

um estudo manual detalhado. Nesse estudo foi possível 1º Quadrante

perceber onde começa e termina o volume da gordura, e

A figura 8 mostra o 1º quadrante de um caso escolhido

consequentemente, que parte do gráfico/perfil de

para ilustrar o método. À direita é possível visualizar as

intensidade será utilizado.

setas que demonstram linha do pericárdio, á esquerda

Fig. 8 – 1º Quadrante da imagem teste: à esquerda visualiza-se duas zonas diferentes; à direita as setas delimitam a zona da linha pericárdica

Para perceber melhor as zonas a e b, efetuou-se uma

mais detalhes para uma pequena zona. A figura 9

análise que permitiu ver as intensidades dos pixéis com

representa uma parte da zona a.

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Fig.9 – Avaliação do perfil de intensidade de uma parte da zona a (60º)

Olhando para a figura 9 à esquerda é possível visualizar

densidade esta área é contabilizada pois a gordura

no quadrado azul uma parte da imagem com zonas

epicárdica envolve as coronárias.

claras e escuras que representa a zona de envolvência

Concluindo assim, nesta zona do primeiro quadrante é

das coronárias (parte mais escura) na gordura (parte

sempre necessário incluir estas descontinuidades de

mais

intensidades,

clara).

Pode

confirmar-se

os

valores

das

para

quantificar

o

tecido

adiposo

intensidades olhando para a imagem à direita.

epicárdico.

Visualizando com detalhe o gráfico inferior observa-se

A figura seguinte corresponde a uma parte escolhida da

várias zonas de descontinuidade no perfil de grandes

zona b.

intensidades devido às artérias, apesar da baixa

Fig. 10 – Avaliação do perfil de intensidade da zona b (0º)

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Olhando para a figura 10, não há um decréscimo

cardíaca. As setas da imagem à direita delimitam a linha

significativo no aumento da intensidade, o que significa

pericárdica.

que não é possível distinguir a linha pericárdica, pois a

Uma vez que a linha é visível praticamente em todo o

zona da gordura extracardíaca não é valorizável, logo,

quadrante tratar-se-á como um todo sem diferenciação

avalia-se toda a zona do perfil de intensidade.

de zonas.

Concluindo, contabiliza-se todos os pixéis enquanto a

Olhando para a figura 12 ambas as imagens demonstram

intensidade aumenta.

uma zona mais escura no meio de duas zonas com intensidade mais clara. Assim, o algoritmo irá procurar o

2º Quadrante

ponto em que há um declive entre duas grandes

A figura seguinte representa o 2º quadrante da imagem

intensidades. Descobrindo esse ponto, o método apenas

teste utilizada. Analisando esta figura é possível observar

contabilizará os pixéis de intensidade máxima anteriores

a existência de uma linha no meio da zona de menor

ao mesmo.

intensidade que separa a gordura epicárdica da extra

Fig. 11 – 2º Quadrante das imagens de teste, á esquerda – à direita as setas delimitam a zona da linha do pericárdio Fig. 12 – Avaliação do perfil de intensidade do 2º quadrante (135º) 3º Quadrante A figura 13 representa o terceiro quadrante da imagem teste, este quadrante poderá ter duas zonas. Nesta parte da imagem normalmente a zona de gordura epicárdica é baixa e a gordura extracardíaca tem um volume maior (a) ou então encontra-se uma pequena zona de gordura epicárdica e depois o fígado (b). No perfil de intensidade desta zona procura-se a zona com um ligeiro declive para achar a periferia da gordura epicárdica. Fig. 13 – 3º Quadrante das imagens de teste, á esquerda duas zonas diferentes (a e b) – à direita as setas delimitam a zona da linha do pericárdio ISSN 2184-769X

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A zona a por vezes é igual ao 2º quadrante. A sua

azul, observa-se uma zona mais clara (tecido adiposo

similaridade

gordura

epicárdico) havendo um declive para uma zona mais

epicárdica que o doente tem, quanto maior o volume de

escura (linha pericárdica) e depois uma zona mais clara

tecido adiposo mais facilmente a linha pericárdica é

(gordura extracardíaca).

visível.

Olhando para o gráfico das intensidades da figura 15, a

A zona a representada na figura 14 apresenta uma área

zona de interesse será o aumento de intensidades

como a descrita anteriormente. Olhando para o retângulo

crescente até ao ligeiro declive.

depende

da

quantidade

de

Fig.14 – Avaliação do perfil de intensidade do 3º quadrante (180º)

Fig. 15 – Gráfico de perfil das intensidades para a imagem da figura 14

A linha pericárdica vai se esbatendo à medida que se

A zona b representa uma parte da imagem teste que

aproxima do 4º quadrante, devido à quase inexistência

demonstra apenas um pico de intensidade intermédia

de tecido adiposo cardíaco. A gordura (zona mais clara)

que é o pico de interesse, como podemos visualizar na

é normalmente contabilizada na totalidade ou não existe.

figura 16.

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Fig. 16 - Avaliação do perfil de intensidade do 3º quadrante (255º)

4º Quadrante

anteriormente a gordura epicárdica é quase inexistente

Neste quadrante, mais uma vez as zonas dividem-se em

ou muito diminuta. E a gordura existe normalmente à

duas como é possível visualizar na figura 17; a zona a

periferia, tendo que ser excluída pois é extracardíaca.

que apenas é contabilizável uma pequena parte, pois a

A zona b, tal como no primeiro quadrante, é valorizável a

gordura epicárdica é escassa ou mesmo inexistente e a

zona toda, de grande intensidade até haver um ligeiro

zona b, em que normalmente a gordura epicárdica é mais

declive de intensidade.

abundante assim como a extracardíaca.

Fig. 17 -4º Quadrante das imagens de teste, á esquerda – à direita as setas delimitam a zona da linha do pericárdio Fig. 18- Avaliação do perfil de intensidade do 4º A zona a que é representada como uma parte na figura 18, é uma zona onde apenas é contabilizada o primeiro pico de intensidade intermédia, pois tal como foi dito

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quadrante


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Fig.19 – Avaliação do perfil de intensidade do 4º quadrante

Cálculo da área/volume

Apesar da zona epicárdica não ser similar a uma coroa

Após o tratamento e obtenção de todos os valores de

circular, uma vez que o ângulo utilizado para a

intensidade, para fazer a exclusão da área central do

localização dos pixéis é muito pequeno como é possível

músculo miocárdio e sangue, todos os valores com

visualizar na figura 20, a área é muito aproximada a um

intensidade menor que 17 são excluídos.

segmento da coroa circular por isso utilizou-se esse

Através do código Matlab criado, contabilizam-se todos

método para a obtenção da área.

os pixéis correspondentes às zonas de gordura, aceites pelo método.

Usando a fórmula da área de uma coroa circular: A= 2π.R.(R-r) = 2π.R.Δr (1)

Após obtenção dos pixéis, o valor dos mesmos será transformado em área, para comparação com o método manual. Para isso é necessário a posição do pixel final e

E que a área da parte seccional circular é obtida por (2),

através dessa posição é possível obter-se o raio da zona

sendo θ em graus e A em pixéis: A=2π.R.Δr.( Δθ/360) (2)

a estudar.

Sabendo que: Δθ = 5º Sabendo também que, Δr é diferença da posição na semi-recta da localização do primeiro e último pixel referente à zona de gordura: A= 2π.R.Δr.( Δθ/360) (3) Fig.20- Coroa circular vs segmento calculado para calcular a área da gordura epicárdica

A= (π.R.Δr)/36 (4)

Adaptado: pesquisa Google

ANÁLISE DE RESULTADOS ISSN 2184-769X

Obtendo assim o valor total da área:

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Após a implementação do método semi-automático de

Tabela 1 – Análise dos cortes 5 ao 9 para o caso 3

identificação e avaliação do tecido epicárdico em imagens RM, foi necessário avaliar o seu desempenho, para verificar a sua fiabilidade. Para tal utilizou-se três observadores, com experiência na área da RM, nomeadamente técnicos de Radiologia com bastante experiência que identificaram a gordura epicárdica de Assim, a amostra de teste é composta pela análise de

uma forma manual.

dados de 10 casos em que foram estudados 5 cortes por Dados de teste

três utilizadores e pelo método semi-automático. As 50

Foram estudados 10 pacientes, com historial de grande

imagens (n=50) foram analisadas quatro vezes. Contudo

gordura visceral e epicárdica. Nos 10 pacientes

é a diferença obtida pelo método semi-automático e a

efetuaram-se 11 cortes de 1 cm sem espaçamento

média da avaliação dos observadores que irá permitir a

perpendiculares ao maior eixo, como representado na

análise estatística.

figura 21, permitindo cobrir toda a área cardíaca.

Teste Kolmogorov-Smirnov Para aferir o tipo de relação existente entre os itens pertencentes ao método e aqueles relacionados com os observadores, utilizou.se o teste Kolmogorov-Smirnov utilizando a correcção de Lillefors, uma vez que a amostra era maior que 30. Tabela 2 – Teste da normalidade

Fig.21 - Orientação dos cortes

Após a obtenção dos dados, os três observadores analisaram as imagens, identificando e quantificando as áreas de gordura para cada corte, igualmente aplicou-se o método semi-automático a cada conjunto de imagens.

Este valor permite-nos aceitar a hipótese da normalidade da população uma vez que o valor de p> 0,05 para os

Análise dos Dados

níveis de significância habituais (95%). Utilizou-se assim

Exclusão dos dados

o teste paramétrico t para avaliar se o método está

Apesar de ser adquirido todos os dados dos 11 cortes,

próximo dos valores da média dos utilizadores.

apenas foram utilizados os cinco cortes mais centrais (corte 5 a 9). Este facto deve-se à grande disparidade de

Teste t

valores associados à dificuldade em visualizar o

O teste t é um teste que no caso de uma amostra testa

pericárdio, que não permitiu a este método a avaliação

se uma média populacional é ou não igual a um

automática dos cortes mais periféricos.

determinado valor a partir da estimativa obtida de uma

Avaliação dos Dados

amostra aleatória. Para este estudo específico, utilizando

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o teste t pretende-se verificar se a amostra estudada

Através do teste verifica-se também que o valor de

pode ser estimada á média da observação dos

significância (p=0,778), como p> 0,05 não existe

utilizadores. Para demonstrar de forma gráfica, utilizou-

diferença estatisticamente significativa entre a diferença

se gráficos de correlação (figura 22) e de dispersão

existente entre os dois métodos, o que permite concluir

(figura 23).

que

não

existem

diferenças

significativamente

estatísticas.

Tabela 3 – Teste t

Método de Blandman e Altman É importante compreender que estes métodos falados anteriormente impõem uma avaliação globalística, obtendo um resultado que não existe uma grande diferença estatística como um todo no método. Fig.22 - Gráfico demonstrando a correlação entre o

Contudo para compreender melhor se existem diferenças

valor esperado e observado

aceitáveis do ponto de vista clínico é necessário analisar outras ferramentas estatísticas como é o caso do método Blandman & Altman. A metodologia proposta por Bland &

Observando a figura 45, o gráfico de correlação

Altman para avaliar a concordância entre duas variáveis

demonstra que existe uma forte correlação entre a média

(X e Y) implica a visualização gráfica a partir de um

de observação e o método semi-automático.

gráfico de dispersão entre a diferença das duas variáveis

A figura 23 mostra que não há uma grande dispersão

(X - Y) e a média das duas (X + Y) /2.

entre a maioria dos valores das diferenças

No gráfico Bland & Altman é possível visualizar o viés (o quanto as diferenças se afastam do valor zero), o erro (a dispersão dos pontos das diferenças ao redor da média), além de outliers e tendências. Na análise do gráfico de Bland-Altman, encontra-se, no eixo das abscissas (x), a médias dos dois métodos em estudo. No eixo das ordenadas (y) temos a diferença entre os dois métodos em estudo. O gráfico Bland & Altman permite avaliar a relação das discordâncias com as medidas avaliadas, isto é, se as diferenças entre as variáveis dependem ou não do tamanho da medida. Isto pode ser feito através de uma correlação entre as

Fig.23 - Gráfico demonstrando a variação entre a diferença entre o método e os observadores

diferenças e as médias, que deve ser nula. O gráfico de Bland & Altman apresenta concentração de valores positivos e negativos. Ao fazer a análise do

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gráfico das diferenças entre métodos (figura 24), para o método

semi-automático

e

para

a

média

dos

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Bathista & Nogueira (2002). Elementos Históricos da

observadores, verificámos que a variabilidade das

Ressonância Magnética Nuclear VII Encontro de

diferenças está compreendida entre 11,28 cm2 (limite

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Westbrook, & Kaut. (1998). MRI in Practice. Catherine Westbrook, Carolyn KautMRI in Practice (Vol. 37).

−

Deshmane et al (2012). Parallel MR imaging. Journal of Magnetic Resonance Imaging.

− Fig.24 – Correlação Blandman & Altman

Dey et al (2012). Epicardial and thoracic fat Noninvasive measurement and clinical implications. Cardiovascular Diagnosis and Therapy, 2(2), 85–93.

Quando é feita a análise da linha de tendência da

−

regressão linear de ambos os gráficos, verifica-se uma tendência para um aumento das diferenças entre

Figueiredo et al, (2009). Semi-automatic quantification of the epicardial fat in CT images.

−

Flüchter et al (2007). Volumetric assessment of

métodos nos extremos dos cortes. Olhando a tabela de

epicardial adipose tissue with cardiovascular magnetic

dados é possível concluir que o caso com maior

resonance imaging. Obesity (Silver Spring, Md.), 15(4),

discrepância advém de uma imagem artefatual, isto é,

870–878.

uma imagem que a sua leitura está mais dificultada

−

Garcia (1998). Biofísica. São Paulo: Sarvier.

devido á presença de um arame de uma cirurgia.

−

Grizzard et al (2008). Cardiovascular MRI in practice a teaching file approach. Cardiovascular MRI In Practice: A Teaching File Approach. Cardiovascular Diagnosis

CONCLUSÃO

and Therapy

Com este trabalho pretendeu-se automatizar o processo

−

Iacobellis

et

al

(2003).

Epicardial

fat

from

de quantificação de gordura epicárdica nas imagens de

echocardiography: a new method for visceral adipose

RM. O limite que separa a gordura epicárdica da gordura

tissue prediction. Obesity Research, 11(2), 304–310.

pericárdica é a linha pericárdica e esta é muito difícil

−

Iacobellis

&

Willens

(2009).

Echocardiographic

distinguir uma vez que é muito fina. Conclui-se assim ser

epicardial fat: a review of research and clinical

possível aplicar um método semi-automatico, para a

applications. Journal of the American Society of

realização da segmentação da gordura epicárdica.

Echocardiography: Official Publication of the American Society of Echocardiography, 22(12), 1311–1319; quiz 1417–1418.

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Radiações

Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear

−

−

Iacobellis et al (2008). Threshold values of high-risk

−

echocardiographic epicardial fat thickness. Obesity

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cardiovascular

Iaizzo

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Lt.

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Netter (2006). Atlas of human anatomy. Exp Neurol

93.

(Vol. 97).

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Radiações

Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear

Oportunidades: a importância do momento!

Altino Cunha Técnico de Radiologia Presidente da Direção Nacional da ATARP – Associação Portuguesa de Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear CEO da EFRS – European Federation of Radiographer Societies

“O sucesso é a soma de pequenos esforços repetidos dia após dia”

Por definição, a palavra “oportunidade” significa “conjunto

condições para o vosso sucesso e vocês estariam “no

de circunstâncias propícias a algo, num determinado

sítio certo, no momento certo”.

momento”.

Agora, ignorem tudo isso e imaginem-se o adepto

As oportunidades podem ser criadas ou transmitidas,

daquele clube, um fã daquela série, um cliente daquele

trabalhadas ou fortuitas. Mas há um denominador comum

espaço comercial.

a todas elas: devem ser aproveitadas e procuradas.

Estão criadas as circunstâncias ideais para a vossa

As tais “circunstâncias” e o tal “determinado momento” só

felicidade. Mas sabem, de antemão, que a vossa

farão sentido com um elo. E esse elo poderá e deverá ser

felicidade dependerá do sucesso do treinador a treinar o

um de nós.

jogador, do realizador a dirigir o ator ou a atriz, do diretor a potenciar aquela marca.

Vou pedir-vos um exercício mental fácil, com três exemplos.

Voltemos agora ao mundo real. Ao longo dos últimos meses têm sido anunciadas (e

Imaginem-se treinador de um clube de futebol de topo,

algumas

realizador de uma série que nos fixa ao ecrã ou diretor de

equipamentos médicos. Umas englobadas na abertura

um espaço comercial ao qual não negamos uma visita.

de novos serviços, outras incluídas na expansão de

Agora imaginem que esse clube contrata o melhor

serviços existentes.

jogador

cinematográfica

Equipamentos de TC e RM, PET, Angiografia e

consegue o ator ou a atriz mais conceituada do momento,

Aceleradores, entre outros, já foram, estão a ser, ou

ou uma marca exclusiva quer vender no vosso espaço

serão instalados, de norte a sul do país e ilhas,

comercial.

proporcionando uma maior acessibilidade de doentes a

Vocês seriam o treinador, o realizador ou o diretor mais

diagnósticos e tratamentos, que outrora implicariam

felizes do mundo neste momento. Teriam sido criadas

tempos de espera, deslocações e um sem número de

do

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mundo,

a

produtora

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já

concretizadas)

aquisições

de

novos


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Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear

consequências associadas, potenciando agora um

A instalação de tecnologia intimamente ligada à nossa

diagnóstico e um tratamento que se pretendem mais

prática clínica diária (mas não só) dá-nos a janela de

céleres.

oportunidade de marcar, pela positiva, a nossa presença. Novos protocolos técnicos, otimização desses e dos mais

É unânime que todos olharão para esta questão com

antigos, novas entidades clínicas e patologias a

diferentes olhares.

diagnosticar e/ou tratar, são momentos de excelência

O importante para nós, enquanto Profissionais de Saúde,

para evidenciar e atualizar os conhecimentos e

será olhar como oportunidade criada. Devemos olhar

competências, para mostrar capacidade de liderar e de

como sendo treinador, realizador ou diretor, e pensar no

se adaptar a novas realidades, para ombrear com outros

que faremos com o momento.

na redefinição de novas “boas” práticas clínicas.

Será uma oportunidade para iniciar ou alargar a presença

Na verdade, estas oportunidades colocam-nos no lugar

de profissionais altamente qualificados e diferenciados,

do treinador, do realizador e do diretor. Mas também nos

com um conjunto de competências regulamentadas e

deverão colocar no lugar do adepto do clube, do fã da

inalienável.

série ou do cliente do espaço comercial.

Será também momento de demonstrar e alocar o conhecimento

intrínseco

das

profissões

e

dos

A afirmação enquanto Profissionais de Saúde passará

profissionais, colocando-o ao serviço das equipas

por saber ser o treinador do melhor jogador do mundo,

multidisciplinares e dos doentes, comprovando o valor

sabendo que alegria gostaríamos de ter enquanto

acrescentado que carregam para o diagnóstico e

adepto. Passará também por saber dirigir o ator ou atriz

tratamento.

mais conceituada, lembrando o que nos prenderia à tela

Será, sem dúvida, a altura perfeita para mostrar que,

enquanto fã da série. Passará, finalmente por, enquanto

enquanto Profissionais de Saúde, a visão vai muito para

diretor daquele espaço comercial, potenciar aquela

além da prática clínica diária, estando habilitados a

marca exclusiva, tendo em mente as necessidades que

potenciar temáticas como a proteção radiológica, a

gostaríamos de ver respondidas enquanto cliente.

segurança do doente, gestão e comunicação de risco, qualidade e auditoria e soft-skills.

Devemos encarar as oportunidades como forma de sair

A tecnologia é algo indissociável das nossas profissões,

de trás das consolas de trabalho, de comunicar

pelo que a sua implementação obrigará à existência de um elo entre ela e o doente, e ninguém mais habilitado que Técnicos de Medicina Nuclear, de Radiologia e de

contribuir com saber em grupos de trabalho e/ou comissões, procurar outras formas de afirmação.

Radioterapia.

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mais com as equipas, e sobretudo com os doentes, de

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XIX Congresso Nacional da ATARP

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O XIX CNATARP, o evento Nacional de referência na área da Imagem Médica e Radioterapia irá decorrer nos dias 5 e 6 de novembro de 2021 no Hotel MH Atlântico, em Peniche (Atouguia da Baleia). O Congresso Nacional da ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear, é um evento bienal que procurara conjugar presente e futuro, competências base e diferenciadoras e distintas visões e pontos de vista, consolidando o papel fundamental de Técnicos de Radiologia, de Medicina Nuclear e de Radioterapia nos respetivos serviços e equipas multidisciplinares.

Dado o atual contexto, as inscrições são Limitadas.

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A ATARP tomará as diligências necessárias, ajustando o XIX CNATARP ao plano de contingência em vigor nos dias do Congresso.

A inscrição no XIX CNATARP inclui acesso a todas as sessões científicas, apresentações orais e de posters digitais, bem como à zona dedicada à Indústria. Terá ainda acesso aos, coffee breaks, almoços de trabalho, welcome drink e jantar do Congresso, bem como a um evento satélite de âmbito inovador, em ambiente informal e diferenciador, as Tertúlias.

Localização

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Preços

Possibilidade de Inscrições em Pack (exclusivo para associados ATARP!)

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Toda a informação está disponível no Website XIX CNATARP ou no Website da ATARP.

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Programa Científico

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O XIX CNATARP engloba no seu programa as temáticas mais relevantes, atuais e pertinentes para a prática clínica da Medicina Nuclear, da Radiologia e da Radioterapia. Incorpora ainda sessões transversais onde se pretende a discussão ativa e construtiva entre oradores, moderadores e participantes em temas tão na ordem do dia, como as Implicações práticas do DL 180/2018, a Oncologia ou a Diferenciação profissional, entre outras.

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A Conferência Final, cuja temática em discussão será a “Comunicação vs. Comunicação do Risco”, contará com oradores com os mais distintos backgrounds.

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Sendo o papel da indústria fundamental para aproximar os profissionais à inovação tecnológica, estão a ser preparadas diversas sessões em colaboração com alguns dos principais players nacionais, sobre os tópicos mais atuais da nossa realidade clínica. Partilhamos aqueles que já têm temática definida.

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Programa de Radioterapia O programa de Radioterapia definido para o XIX CNATARP visa a abordagem de conteúdos cada vez mais tidos como essenciais e importantes, não só no teor enquanto tratamento, como também no Doente Oncológico. Assim, serão articuladas temáticas em regime de complementaridade entre os Oradores convidados, comunicações livres e a Indústria, que se inserem na ótica do Planeamento para a RT Externa e Braquiterapia; Inovações técnicas e de equipamentos; Educação dos Técnicos de Radioterapia na União Europeia; a Qualidade no Doente em Radioterapia e no âmbito Oncológico; futuro da RT e sua otimização de dose tumoral; os contínuos passos da Medicina Avançada, no tratamento oncológico (Teranóstica e Target Therapy & Radioembolization). Em simultâneo, a Radioterapia também se irá integrar nos conteúdos das sessões plenárias que irão decorrer com caracter transversal às três áreas profissionais, nomeadamente nas implicações práticas do DL 108/2018; a perspetiva da Imagem Médica em Oncologia; a “visão” externa da Covid e a Comunicação vs. Comunicação de Risco. Deste modo, pretende-se que o referido programa do XIX CNATARP promova ser um momento científico de partilha e diálogo entre os Oradores, a Indústria e os Participantes, com a objetividade de um aumento de conhecimento na abordagem da Radioterapia, no tratamento de cada doente.

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Programa de Radiologia Novos paradigmas e novos desafios continuarão a fazer parte do CNATARP, e área da radiologia não é exceção. Com o objetivo de contribuir na formação especializada dos Técnicos de Radiologia, diferentes temáticas surgem nesta 19ª edição, desde a perceção à realidade da prática clínica na gestão de dose, aos novos conceitos na área da Radiologia de Intervenção e Radiologia Mamária, com o intuito de consolidar o papel do Técnico nestas valências. As modalidades de TC e RM ganham, também, destaque no que respeita à adequação de protocolos de acordo com a informação clínica, assim como na compreensão do normal vs patológico. O conhecimento de estratégias de apoio ao diagnóstico radiológico, quanto a conceitos e implicações, torna-se importante no panorama em Portugal e relevante no dia-a-dia dos profissionais.

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Programa de Medicina Nuclear O painel paralelo da Medicina Nuclear conta com sessões dedicadas onde serão discutidos alguns dos temas mais quentes da atualidade, com impacto direto na realidade e na prática diária dos Técnicos de Medicina Nuclear. Proteção Radiológica, Dosimetria, Imagem Híbrida, são alguns dos exemplos. Temáticas clássicas como a Cintigrafia de Perfusão do Miocárdio e a PET 18F-FDG serão revisitadas de forma informativa, dinâmica e renovada. Os participantes do XIX CNATARP terão oportunidade de conhecer novas perspetivas em Gestão de Radiofarmácia e Informação clínica, essências para a profissão.

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No seguimento da iniciativa NEWS FROM, e em parceria com diversos players da indústria, a ATARP realizará no 6 de novembro o evento News from EANM for Portugal by ATARP. No seguimento do EANM 2021, este evento, englobada no XIX CNATARP, pretende dar a conhecer algumas das novidades que serão lançadas, e partilhar um pouco do espírito que se vive num dos maiores eventos mundiais da área da Medicina Nuclear.

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Submissão de Trabalhos A Comissão Organizadora do XIX CNATARP, disponibilizará no seu programa científico, a possibilidade de apresentação de trabalhos, com discussão presencial, sendo valorizados o contributo científico, relevância clínica, qualidade e originalidade.

TIPO DE TRABALHOS: Os trabalhos deverão ser submetidos em formato de resumo (ver normas definidas à frente). Estes devem ser resumos de trabalhos originais, revisões sistemáticas ou casos clínicos. Não serão aceites resumos de revisões narrativas da literatura.

FORMAS DE APRESENTAÇÃO: Os trabalhos poderão ser apresentados em formato de comunicação oral ou pósteres eletrónicos.

EXCLUSIVIDADE: A submissão deve ser de um trabalho original, nunca apresentado em congressos ou eventos Portugueses e só pode ser submetido por um dos autores. Fica salvaguardada e relevada a apresentação em provas de defesa pública de trabalho final de licenciatura, mestrado, doutoramento, provas de especialista. É da responsabilidade dos autores o cumprimento do RGPD e todos os requisitos legais de direito de imagens.

SUBMISSÃO: A submissão dos resumos deverá ser efetuada, exclusivamente, por via eletrónica, através do preenchimento do formulário de submissão de trabalhos, que se encontra disponível no site oficial do congresso: https://xixcnatarp.atarp.pt/. Os autores com dois ou mais trabalhos deverão enviar um formulário para cada resumo. O sistema de receção de resumos encerrará às 23h59, do dia 1 de outubro de 2021.

NOTIFICAÇÃO: Os autores serão notificados automaticamente da receção do resumo por correio eletrónico. ISSN 2184-769X

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Ultrapassado este período, na eventual ausência de notificação, os autores devem enviar prontamente um e-mail à comissão organizadora (geral@atarp.pt) expondo a situação. Reclamações tardias (>24H) não serão consideradas.

AVALIAÇÃO E RESULTADOS: Todos os resumos, submetidos no prazo estabelecido e que se encontrem de acordo com as normas definidas, serão apreciados anonimamente pela Comissão Científica. Os resumos que mencionem no conteúdo do texto a(s) instituição(ões) de origem, ou qualquer outra forma de identificação, nomeadamente dos seus autores, serão excluídos. Excecionalmente, caso se verifique que um dos elementos da Comissão Científica é coautor de um trabalho dentro da sua área de intervenção de análise de resumos, a avaliação do trabalho será realizada sem a avaliação desse mesmo elemento. Por motivos de conflito de interesses, os membros da Comissão Científica não podem submeter trabalhos como primeiro autor. Os autores serão notificados do resultado da avaliação até dia 15 de outubro de 2021, via correio eletrónico, com uma das seguintes denominações:

•

XIX CNATARP – Trabalho aceite;

•

XIX CNATARP – Trabalho rejeitado.

•

APRESENTAÇÃO/PUBLICAÇÃO: Para apresentação dos trabalhos aceites, é imprescindível que pelo menos um dos autores, esteja inscrito no Congresso, devendo ser, um desses autores, responsável pela apresentação do trabalho. Na impossibilidade do primeiro autor estar presente/inscrito, a responsabilidade da apresentação do trabalho ficará a cargo de um dos co-autores, sendo imprescindível que esteja inscrito no Congresso. A notificação da alteração do representante do trabalho deverá ser efetuada via email para: geral@atarp.pt, até ao dia 30 de outubro de 2021 Além da apresentação, o trabalho será publicado na Revista Radiações e poderá ser disponibilizado na área Reservada do site da ATARP, pelo que será requerida autorização a todos os preletores. Os preletores com várias apresentações deverão conceder uma autorização por apresentação. Na impossibilidade de apresentar os trabalhos aceites, os autores deverão comunicá-lo com a maior brevidade possível, por escrito, à Comissão Organizadora do XIX CNATARP, assim como explanar o motivo para tal. Os impedimentos de última hora deverão ser comunicados por escrito até às 23h59 do dia 30 de outubro de 2021. ISSN 2184-769X

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Os trabalhos aceites e não apresentados no Congresso sem justificação, não serão publicados na Revista Radiações e, aos autores, será vedada a submissão de trabalhos no próximo CNATARP e Revista Radiações.

ÉTICA E PROTEÇÃO DE DADOS: Qualquer estudo de investigação deve cumprir as normas de boas práticas clínicas, os princípios éticos definidos na Declaração de Helsínquia, a legislação e o regulamento geral de proteção de dados.

PRÉMIOS: Ao melhor trabalho de cada formato de apresentação (Comunicação Oral e Poster Eletrónico), será atribuído um prémio. Os vencedores serão anunciados na sessão de encerramento do Congresso. Excluem-se da candidatura a prémios, trabalhos cujo primeiro autor seja membro da Comissão Organizadora, Comissão Científica ou Direção Nacional. Os trabalhos apresentados dão direito a um certificado emitido APENAS em nome do(s) autor(es) e/ou coautor(es) inscrito(s) nos XIX CNATARP.

Normas para a submissão de trabalhos para o XIX CNATARP SUBMISSÃO DE RESUMOS: O resumo deverá ser apresentado com a seguinte estrutura: 1. Título do trabalho: O título do trabalho poderá conter no máximo 50 caracteres (incluindo espaços); 2. Autores: Esta secção deverá incluir o nome próprio e apelido de todos os autores, sem iniciais ou títulos académicos. Em caso de várias submissões, é importante inserir os nomes e apelidos dos autores sempre da mesma forma e apenas nos respetivos campos. Todos os autores devem ser previamente notificados, concordando com a submissão do trabalho, sendo esta notificação da responsabilidade do autor que submete o trabalho; 3. Instituições (designação): É exigida a citação das Instituições diretamente envolvidas no trabalho submetido. Desaconselha-se a listagem de pluralidade de filiações científicas dos autores. A inclusão e compromisso do nome das Instituições é da responsabilidade dos autores;

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4. Corpo do Resumo: Deverá ser escrito em português até ao máximo de 250 palavras. O corpo do resumo deverá apresentar como estrutura mínima obrigatória: Introdução, Objetivos, Materiais e Métodos, Resultados e Conclusões; 5. Conflito de Interesse: O autor deverá declarar qualquer conflito de interesse, no que respeita ao trabalho submetido. 6. Termo de Aceitação: Os trabalhos só serão aceites mediante autorização dos autores para publicação dos trabalhos.

APRESENTAÇÃO DOS TRABALHOS ACEITES Pósteres Eletrónicos 1. Trabalhos aceites: O primeiro autor será automaticamente designado como preletor, caso contrário, o autor terá de nomear um dos coautores para o efeito. O preletor selecionado deverá realizar, obrigatoriamente, a inscrição no congresso até dia 30 de outubro de 2021; 2. Todos os autores deverão enviar o ficheiro do seu Poster eletrónico até às 23h59 do dia 1 de novembro de 2021, de forma a permitir a sua preparação técnica atempada. O envio deverá ser realizado via email para: geral@atarp.pt, com a seguinte designação (XIX CNATARP -Submissão de Póster + “Nome do Trabalho”), no assunto e nome do ficheiro; 3. O Poster deverá ser enviado em formato PDF, em tamanho A3, estruturado na vertical; 4. No Congresso, os autores disporão de um ecrã plano, onde serão colocados em modo de apresentação os seus Pósteres Eletrónicos. 5. Será comunicado atempadamente período de discussão/avaliação dos posters, devendo o(s) autor(es) deslocar-se até junto do dispositivo de projeção durante esse mesmo período

Comunicações Orais 1. Trabalhos aceites: O primeiro autor será automaticamente designado como preletor, caso contrário, o autor terá de nomear um dos coautores para o efeito. O preletor selecionado deverá realizar, obrigatoriamente, a inscrição no congresso até dia 30 de outubro de 2021; 2. Todos os autores deverão enviar o ficheiro da sua apresentação até às 23h59 do dia 1 de novembro de 2021, de forma a permitir a sua preparação técnica atempada. O envio será feito via email para: geral@atarp.pt, com a seguinte designação (XIX CNATARP -Submissão de Comunicação Oral + “Nome do Trabalho”), no assunto e nome do ficheiro;

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3. As sessões de comunicações orais serão realizadas numa das salas do Congresso. Cada apresentação terá no máximo 7 minutos para apresentação, seguida de 2 minutos de discussão. 4. Cada sessão de comunicações orais será moderada por dois elementos da Comissão Científica ou outros a designar pela Direção Nacional da ATARP.

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Comissão de Honra Ana Teresinha Rodrigues – Antiga Presidente da ATARP (Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear) Andrea Santos – Chair do Comitê Técnico da EANM (European Association of Nuclear Medicine) António Madureira – Presidente da SPRMN (Sociedade Portuguesa de Radiologia e Medicina Nuclear) Carlos Paixão – Técnico Coordenador do Serviço de Radiologia do Centro Hospitalar do Oeste Graciano Paulo – Antigo Presidente da ATARP Gracinda Costa – Presidente da SPMN (Sociedade Portuguesa de Medicina Nuclear) Joana Santos – Antiga Presidente da ATARP Jorge Moura – Antigo Presidente da ATARP Lurdes Trigo – Presidente da SPRO (Sociedade Portuguesa de Radioterapia Oncologia) Manuel Correia – Antigo Presidente da ATARP

Comissão Científica António Abrantes – Diretor de Curso da ESSUAlg (Escola Superior de Saúde da Universidade do Algarve) Manuel Valentim – Diretor de Curso da ESSCVP (Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa) Maria Luísa Nogueira – Diretora de Curso do Mestrado em Técnicas Avançadas de Imagem em Radiologia da ESSP (Escola Superior de Saúde do Politécnico do Porto) Milton Santos – Diretor de Curso da ESSUA (Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro) ISSN 2184-769X

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Ricardo Ribeiro – Diretor de Curso da ESTeSL (Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa) Rute Santos – Coordenadora da Unidade Científico-Pedagógica de IMR da ESTeSC (Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra) Sara Ferreira – Diretora de Curso da ESALD (Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias)

Patrocínio Científico

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Alojamento

A ATARP estabeleceu parcerias com vários hotéis próximos da zona do congresso, para além do hotel onde este decorrerá. Desta forma, todos os participantes do XIX CNATARP terão acesso a preços promocionais nos locais de alojamento abaixo descritos. Poderá encontrar toda a informação relativa às reservas para alojamento para o XIX CNATARP no Website do congresso.

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Apoios já confirmados

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Espaço ATARP

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Censos ATARP

A ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear, enquanto associação profissional, procura sustentar a sua atuação em bases sólidas e conhecimentos de causa da realidade atual.

É intuito da ATARP que o questionário seja preenchido por TODOS OS PROFISSIONAIS DAS ÁREAS DA RADIOLOGIA, RADIOTERAPIA E MEDICINA NUCLEAR, INDEPENDENTEMENTE DA CONDIÇÃO OU NÃO DE ASSOCIADO DA ATARP, uma vez que a sua participação contribuirá para melhorar o conhecimento da realidade atual, suas características e mais-valias.

Nesse sentido, e por entender que o conhecimento aprofundado da capacidade instalada, relativa a recursos humanos e tecnológicos, é fundamental para uma melhor defesa das profissões e profissionais, bem como dos doentes, solicitamos a sua colaboração na resposta ao(s) questionário(s) que apresentamos de seguida. Para participar ser-lhe-á pedido que responda a um conjunto de questões que não lhe tomará mais que 5 minutos. ISSN 2184-769X

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Para mais informações, consulte no website da ATARP: https://www.atarp.pt/index.php/noticias/item/103.

A participação, que antecipadamente agradecemos, deverá ser realizada através do seguinte link: CARACTERIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS

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FARDAMENTO PROFISSIONAL

A Direção Nacional da ATARP entende que a cultura de classe se deve fomentar e que uma das estratégias passará por fardamento identificativo. Nesse sentido, a ATARP apresentou recentemente o fardamento profissional, que não inclui, propositadamente, o nome da Associação, mas sim as áreas de exercício.

Consulte o nosso Website para mais informações. Tamanho XL já disponível.

Para encomendas, clique aqui.

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Open-Call de Artigos

GUIA PARA AUTORES A revista Radiações é uma publicação trimestral promovida pela ATARP, Associação Portuguesa de Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear, cujo objetivo é, acima de tudo, promover e disseminar a investigação e o conhecimento científico de elevada qualidade feito por Técnicos de Radiologia, de Radioterapia e de Medicina Nuclear, relacionados com os diversos aspetos das áreas de diagnóstico e terapia levados a cabo pelos colegas. Publicamos artigos de investigação, artigos de revisão sistemática, por exemplo resultantes de teses de Mestrado ou Doutoramento, ou de dissertações de Título de Especialista, bem como short papers, mini-artigos ou abstracts, de profissionais das tecnologias da saúde, nas áreas de intervenção de Medicina Nuclear, Radiologia e Radioterapia. Temos ainda um “Espaço Estudante”, onde os alunos do curso de Licenciatura em Imagem Médica e Radioterapia poderão submeter artigos ou mini-artigos resultantes de investigação decorrente da sua formação académica. A Radiações inclui também um “Espaço Indústria”, onde os players da Indústria são convidados a publicar artigos de cariz científico ou publicitar artigos ou produtos de interesse destas áreas de intervenção.

TIPO DE ARTIGOS E NORMAS DE PUBLICAÇAO Investigação original/ Revisão Sistemática Os artigos submetidos para esta categoria devem seguir o formato científico standard: Introdução (inclui contexto e objetivos), Metodologia (inclui procedimento e análise estatística), Resultados, Discussão e Conclusão. Exigem um resumo com as

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respetivas palavras-chave, em português e em inglês (até 300 palavras). O artigo não deverá ultrapassar as 4000 palavras (excluindo referências bibliográficas e legendas).

Short paper Os Short papers apresentam algumas conclusões, pertinentes para divulgação, no contexto de investigação ainda em curso (research in progress). Publicações de short papers não deverão ultrapassar as 1500 palavras (excluindo referências bibliográficas e legendas). Ainda que não exija estrutura rígida, deverá incluir, pelo menos, uma introdução (inclui objetivo), metodologia e discussão.

Mini-artigos A Radiações considera para publicação mini-artigos (de profissionais ou estudantes) sobre um tema de investigação, que possam ter já sido publicados em outras revistas científicas, ou de investigação original, com o máximo de 1500 palavras (excluindo referências bibliográficas e legendas).

Letters to the editor Podem ser consideradas para publicação na Radiações artigos do tipo “comentário” acerca de artigos recentemente publicados (até 6 meses após a publicação original). Estas publicações deverão conter não mais do que 500 palavras.

Artigos de Profissionais, Casos Clínicos e Notas Técnicas A Radiações considera para publicação artigos sobre Casos Clínicos de interesse para Técnicos de Radioterapia, de Medicina Nuclear e de Radiologia podem encontrar na sua prática clínica. Estes artigos devem, preferencialmente, ser acompanhados por uma imagem. Notas Técnicas podem incluir artigos sobre equipamentos ou técnicas de imagem ou de abordagem terapêutica de relevo do ponto de vista técnico. Estes artigos devem obedecer a um máximo de 1000 palavras por artigo.

REGRAS DE REDAÇÃO −

Idioma de redação: Português;

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Texto justificado (exceção para legendas de figuras ou tabelas, que poderão ser centradas na página);

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No corpo de texto, o tipo de letra deverá ser Arial, tamanho 10, espaçamento entre linhas de 1,5;

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Títulos deverão utilizar o tipo de letra Arial, tamanho 14, apresentados a negrito;

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Subtítulos apresentam também o tipo de letra Arial, a negrito, mas com tamanho 12;

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Para todas as imagens não originais, será exigida evidencia das respetivas provas de copyright, o que já não se aplica a imagens originais do(s) autor(es);

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A bibliografia deve ser apresentada de acordo com o estilo APA 6ª edição;

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O documento a submeter terá de ser enviado em formato word.

PROCESSO DE SUBMISSÃO O processo de submissão exige simplesmente o envio do documento via correio eletrónico para geral@atarp.pt. Após submissão, a comissão de revisão irá avaliar a proposta submetida, devendo responder no prazo máximo de 30 dias úteis com um dos possíveis resultados: 1) aprovado para publicação; 2) aprovado para publicação, mas com necessidade de esclarecimento adicional; 3) aprovado para publicação, mas após revisão nos itens indicados; 4) não aprovado para publicação. No caso de necessidade de resposta por parte do(s) autor(es), essa deverá ser submetida no prazo máximo de 10 dias úteis. Após a sua receção pela equipa editora, a resposta definitiva será dada no prazo máximo de 5 dias úteis e incluirá um dos possíveis resultados enumerados no parágrafo anterior.

Uma vez que o artigo seja aceite, a Radiações procederá à respetiva publicação, num dos 2 (dois) números posteriores à data da notificação oficial de aceitação.

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RADIAÇÕES ISSN 2184-769X Número 06, Setembro 2021

Editor Edgar Lemos Pereira

Publicado por

Imagem de capa licenciada CC BY-SA

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