Radiações Setembro 2021
ATARP Entrevista
Filomena Oliveira
Silvana Miranda Foi assim que tudo começou…
ISSN 2184-769X
Distribuição Trimestral Gratuita – Venda Interdita
Número 06
Altino Cunha Oportunidades: A importância do momento Cristiana Araújo Deteção do tecido adiposo epicárdico em Ressonância Magnética
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
RADIAÇÕES Número 06, Setembro 2021 ISSN 2184-769X
Publicado por
Altino Cunha Vítor Silva Rute Santos Luís Domingos Ana Geão Pedro Vicente Eduarda Pereira Edgar Pereira Rafaela Guisantes
Editor Edgar Lemos Pereira
i ISSN 2184-769X
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
ii ISSN 2184-769X
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Editorial “Sejam bravos, sejam curiosos, sejam determinados, vençam as probabilidades. Pode ser feito” Stephen Hawking Caros leitores, Caros colegas,
É com enorme orgulho que, trimestre após trimestre, a Radiações mantém vivo o objetivo de divulgar (in)formação relacionada com as três áreas que representa, a Radiologia, a Radioterapia e a Medicina Nuclear. Mais de um ano volvido, uma pandemia quase vencida, e a Direção Nacional da ATARP continua convicta de que o amadurecimento da classe só é possível com o esfoço conjunto dos muitos que lutam pela mesma causa. «Pode ser feito». O crescimento acontece de forma aparentemente espontânea, mas nenhuma das nossas ações é inócua e o nosso desenvolvimento depende dessas ações. Depende de nós e do nosso esforço, conjunto. Aprender, compreender, saber, aperfeiçoar, continuamente e conjuntamente. É essa a nossa arma. E é neste sentido que a Radiações tem trabalhado para divulgar o que mais inspirador tem sido feito pelos nossos colegas, as suas vivências e as suas opiniões. Também, como sabemos, aproxima-se a passos largos a data do décimo nono congresso nacional da ATARP, o XIX CNATARP. Nesta edição, partilhamos com os nossos leitores e colegas toda a informação que dispomos acerca daquele que é o evento nacional de referência na área da Imagem Médica e Radioterapia.
Mantivemos, claro está, o espírito crítico e a curiosidade, já naturais na Radiações, pelo que vos convidamos desde já a desfrutar da leitura!
Edgar Lemos Pereira
iii ISSN 2184-769X
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Nesta edição
1
Mensagem do Presidente da ATARP
3
ATARP Entrevista… Filomena Oliveira
10
Espaço Profissionais
11
Silvana Miranda: Foi assim que tudo começou…
14
Cristiana Araújo: Elaboração de um método semiautomático para deteção do tecido adiposo epicárdico em Imagens de Ressonância Magnética
31
Altino Cunha: Oportunidades: a importância do momento
33
Espaço XIX CNATARP
62
Espaço ATARP
63
Censos ATARP
64
Fardamento Profissional
66
Open call de Artigos
iv ISSN 2184-769X
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
v ISSN 2184-769X
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
MENSAGEM DO PRESIDENTE “A mudança não virá se esperarmos por outra pessoa ou outros tempos. Nós somos aqueles por quem esperávamos. Nós somos a mudança que procuramos.” Barack Obama
Caras e caros Associados ATARP, Caras e caros profissionais, estudantes, docentes, Caras e caros colegas e futuros colegas,
O último trimestre do ano implica o regresso a uma rotina. Este ano, esperamos nós, que este último trimestre seja também o regresso a uma rotina da qual sentíamos muito mais saudades que o normal. As condições criadas favorecem o retomar a vida dentro dos critérios da normalidade, sendo expectável que a pressão da pandemia sobre o sistema de saúde continue a diminuir.
Mas tal e qual um farol que noite após noite alerta os navios, também nós, enquanto atuais e futuros Profissionais de Saúde, sabemos que devemos manter o estado de alerta. Lembram-se que “nada é fácil para nós” porque “se fosse fácil não seria para nós”. Será necessário dizer “presente” na reorganização e recuperação do sistema de saúde. Na retoma do movimento assistencial e da acessibilidade dos utentes, na recuperação de atrasos em diagnósticos e tratamentos, e no combate aos efeitos negativos que a pandemia provocou em todas as outras entidades clínicas. Rastreios ficaram por fazer, diagnósticos foram atrasados, tratamentos adiados. Saberemos lidar com isso, e sobretudo com as suas consequências, colocando ao dispor das equipas multidisciplinares em geral, e dos doentes, em particular, todo o corpo de saberes, qualificações e competências. Será, mais que nunca, importante continuar a vincar a nossa importância na saúde dos Portugueses, demonstrando que a mesma não se esgota em situações raras como a realidade pandémica. Neste regresso à “rotina”, é fundamental incorporar as aprendizagens do passado (recente e menos recente) na adaptação diária a uma realidade – enquanto Profissionais de Saúde somos demasiado importantes para não sermos reconhecidos. ISSN 2184-769X
1
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Cada um de nós saberá continuar a demonstrar o seu valor, mesmo que muitas vezes as palmas sejam poucas, lembrando que tomar uma decisão implica sempre uma escolha. E a ausência de escolha é, ela própria, uma tomada de decisão.
Escolhamos ser aquilo que de facto sabemos ser. Uma mais-valia inquestionável para o sistema de saúde e para os nossos doentes. Altino Cunha Presidente da Direção Nacional da ATARP
ISSN 2184-769X
2
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
ATARP Entrevista
ISSN 2184-769X
3
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Entrevista a … … Filomena Oliveira
Técnica Coordenadora do Serviço de Radiologia e Neurorradiologia do Centro Hospitalar Universitário do Porto (CHUPorto), Membro da Comissão de Proteção Contra Radiações, Perita Qualificada nível 2 em Proteção Radiológica e Responsável pela Proteção Radiológica da área de Radiodiagnóstico, Membro do Conselho de Gestão do Centro Imagiológico de Diagnóstico e Intervenção (CIDI) como Técnica Responsável dos serviços de Radiologia, Neurorradiologia e Medicina Nuclear, Presidente do Conselho Técnico dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica.
Radiações: A Filomena abraça neste momento a
Foi necessário apreender conceitos novos de
coordenação dos três serviços de imagem
gestão e aplicá-los no terreno, envolver os recursos
médica do CHUP: radiologia, neurorradiologia e
humanos TSDT, médicos, assistentes operacionais
medicina nuclear, cada um com a sua própria
e técnicos. Enfim, toda uma aprendizagem que se
equipa clínica. Quais os principais desafios que
se foi desenvolvendo e atualizando ao longo destes
encontrou (e encontra) no exercício destas
últimos 18 anos. Hoje, posso dizer que o maior
funções?
desafio continua a ser a gestão de recursos
Filomena Oliveira: Os desafios são constantes e
humanos, quer na sua vertente individual quer de
fruto das mudanças organizacionais, geracionais e
equipa. O profissional de hoje é muito diferente do
culturais. O início da minha atividade como
de há 10 anos atrás, os seus objetivos profissionais
coordenadora coincidiu com a empresarialização do
são diferentes, a forma como “olha” a instituição e o
hospital. Assistimos a uma mudança de paradigma
serviço também, há um certo desconhecimento
com a criação de departamentos, com uma gestão
sobre
intermédia – na nossa instituição denominada de
interprofissional, o que desestabiliza o “dia a dia”.
Conselhos de Gestão, constituída por 3 membros,
Por isso, o maior desafio, independentemente das
um médico (diretor), um técnico de diagnóstico e
áreas clínicas, é, sem dúvida, por um lado manter a
terapêutica (técnico responsável) ou enfermeiro
equipa de TSDT motivada, fazê-la sentir-se parte
responsável e um administrador.
integrante da instituição, e por outro lado esbater
a
importância
da
barreiras entre grupos profissionais. ISSN 2184-769X
4
colaboração
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Radiações: Desde a década de 1980, assistimos
demorava 10 minutos ou mais! Depois, a própria
a muitas mudanças nas Tecnologias da Saúde.
evolução da tecnologia, desde a aquisição corte a
Particularmente no âmbito das áreas que
corte até aos dias de hoje com a aquisição
utilizam radiação ionizante, destaque alguns
espectral. Ao longo da década a digitalização da
dos principais marcos que vivenciou.
imagem, com o surgimento de equipamentos de
Filomena Oliveira: A TAC foi a grande revolução
angiografia digital e consequente desaparecimento
no início dessa década! Eu ainda colaborei em
das cassetes de películas radiográficas, uff!! que era
estudos
(os
uma trabalheira! Não pertencendo às radiações
colegas mais novos vão ter de ir ao Google ☺),
ionizantes, não posso deixar de mencionar a
exames invasivos que vieram a ser substituídos
ressonância magnética por considerá-la como outro
pela não invasiva Tomografia Computorizada. O
marco importantíssimo, o avanço no diagnóstico
meu primeiro contacto com a TAC foi durante o
que esta técnica disponibilizou à medicina.
como
as
pneumoencefalografias
curso, em 1979, onde nos foi permitido observar esta nova tecnologia em que um estudo cerebral
(Os TSDT), “Se detentores da qualificação exigida por lei, devem assumir o papel de responsável pela proteção radiológica Radiações:
Que
papel
defende
para
os
atividade clínica para, informalmente, os educar e
profissionais das nossas áreas nas comissões
dotar do conhecimento necessário e básico à
de Proteção contra Radiações?
garantia da proteção e segurança radiológica dos
Filomena Oliveira: Para mim não existem dúvidas
próprios e dos doentes.
quanto à sua integração nas comissões. Como membro das mesmas, esses profissionais (TSDT)
Radiações: A Filomena foi considerada uma das
devem assumir total ou parcialmente as funções
“40 mulheres notáveis dos 40 anos ímpares do
definidas no artigo 159º, do Decreto-Lei nº 108/2019
SNS”. Que feito notável destaca e que ano elege
de 3 de dezembro. Se detentor da qualificação
como mais “ímpar”?
exigida por lei, devem assumir o papel de
Filomena Oliveira: Sabem, foi para mim uma
responsável pela proteção radiológica (RPR), caso
grande, grande surpresa e obviamente uma enorme
contrário deve partilhar as atividades aí constantes
honra ter sido eleita para participar no projeto e
com o RPR nomeado. Para além disso, enquanto
integrar aquele grupo de mulheres, tão conhecidas
membro da comissão e, em simultâneo, TSDT de
e reconhecidas, que desempenharam cargos de
qualquer uma das áreas (radiologia, radioterapia e
enorme responsabilidade e impacto na saúde e na
medicina
sociedade. Que feito notável? Toda uma vida de
nuclear)
encontra-se
na
situação
privilegiada de contacto direto com os seus pares e
dedicação
com outros grupos profissionais que partilham a
interessantes e que me teriam proporcionado “outro
ISSN 2184-769X
5
ao
SNS,
abdicando
de
projetos
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
tipo de férias” ☺, o olhar sempre atento para a
Radiações: Porquê os EUA?
instituição como um todo, todos somos necessários
Filomena Oliveira: Foi uma conjugação de fatores!
e importantes para atingir o objetivo que é comum –
Terminei em 1977 o antigo 7º ano do liceu, atual 11º
o melhor tratamento do doente. O ano mais ímpar?
ano, não se sabendo exatamente, ainda durante o
A eleger um, diria que o ano de transição para o
2º semestre, que alterações iriam ser introduzidas
novo modelo de gestão empresarial, pelo desafio e
para o acesso à faculdade, e que em novembro veio
investimento pessoal e profissional.
a resultar na criação do ano propedêutico, que consistia num ano suplementar que fazia a ligação
Radiações:
Como
surgiu
a
paixão
pela
entre o liceu e a faculdade. Entretanto, em
Radiologia?
março/abril desse ano a minha irmã que já na altura
Filomena Oliveira: Surgiu depois de entrar no
vivia nos Estados Unidos desafiou-me a ir para lá
curso, porque confesso que foi um “tiro quase no
continuar os estudos e o meu espírito de aventura e
escuro” ter enveredado por esta área. Tinha duas
de ir de encontro ao desconhecido não hesitou.
possibilidades
a
Aventurei-me, frequentei lá o 12º ano, candidatei-
fisioterapia. Atraiu-me a radiologia! E não errei, ela
me ao curso de radiologia, fui aceite e passado
chegou, entranhou-se e ficou!
pouco tempo percebi que afinal a minha inclinação
na
altura,
a
radiologia
ou
para a área de letras (que frequentei no liceu) não era tão grande como para a de ciências ☺.
“Foi um «tiro quase no escuro» ter enveredado por esta área. (…) E não errei.” Radiações: Que ferramentas e experiências lhe
vantagem, porque o acompanhamento dos alunos
trouxe a formação lá fora? O que gostaria de ver
era efetuado sempre pelos mesmos Técnicos, os
replicado no modelo de ensino português e nas
ensinamentos,
práticas clínicas diárias?
condutor. Já na altura havia uma pressão à volta da
Filomena Oliveira: A metodologia de ensino da
produção, fazer rápido mas bem, com controlo de
altura (1978-1980), pois não sei como é agora,
qualidade. O facto de todo o estágio ser feito num
baseava-se numa simbiose entre as componentes
mesmo local permitia uma interação com os
teórica e prática deste o primeiro dia de aulas! Esta
profissionais e um maior desenvolvimento do aluno.
abordagem permitia-nos observar e pôr em prática
Tendo algum conhecimento da realidade do ensino
a matéria das aulas teóricas quase em simultâneo.
português vejo com alguma dificuldade replicar este
E isso era muito bom! Eu fiz o curso no Hospital da
modelo, principalmente pelo elevado número de
Universidade
alunos por curso.
da
Pennsylvania,
pelo
que
a
componente prática era realizada na totalidade no próprio hospital, o que também vejo como uma ISSN 2184-769X
6
as
correções,
tinham
um
fio
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Radiações: Sempre investiu na sua formação.
numa área pode ser o primeiro passo para lhe abrir
Na
portas para a mesma.
sua
opinião,
que
vantagens
tem
um
profissional ao investir na formação contínua? Filomena
Oliveira:
investimento fundamental,
na
Não
concebo
o
formação
contínua!
Esta
é
profissional
crucial
para
o
profissionais?
o
Filomena Oliveira: Eleger um grupo coordenador
imperativa
desenvolvimento
e
profissional
e
para
não
a
Radiações: Que cultura de desenvolvimento contínuo
defende
para
esses
cumprimento das melhores práticas. Tenho ouvido
da formação dentro dos serviços
várias vezes colegas dizerem que não fizeram
Criar grupos de trabalho para trabalhar diferentes
formação nesta ou naquela área porque não
temáticas
perspetivavam vir a exercer funções na mesma e,
Criar momentos de partilha científica que aliciem a
como
pesquisa e a investigação
tal,
para
quê?
Esta
é
uma
postura
TOTALMENTE errada. De um ponto de vista
Flexibilizar a participação em formação, cursos,
meramente prático, pois não quero entrar noutros
congressos
campos do crescimento humano, esse profissional
Partilhar com pares de outras instituições os
deveria antes pensar que dotar-se de competências
trabalhos desenvolvidos
“Não concebo o não investimento na formação contínua! É crucial para o desenvolvimento profissional” Radiações: Quais os principais desafios que
E ainda temos a mudança e a resistência à mesma,
encontra
como outro grande desafio!
na
gestão
de
equipas
multidisciplinares de diferentes serviços? Filomena Oliveira: Como referi anteriormente, a
Radiações:
Percebemos
colaboração interprofissional é o maior desafio.
Filomena, que o papel dos Técnicos de
Porquê? Algo que à partida parece ser simples,
Radiologia, vai muito para além do movimento
óbvio e de senso comum, encontra muitas barreiras
clínico
entre as várias especialidades e profissões que
processo de Acreditação da Qualidade do
acabam por bloquear o trabalho e a colaboração
Hospital, diga-nos que aporte ao projeto foi da
entre as equipas. E isto porque a maior parte dos
responsabilidade
profissionais não sabe o que é a colaboração
estratégias desenvolveu para a equipa.
interprofissional! Também aqui era necessária
Filomena Oliveira: O CHUPorto iniciou o processo
formação! A sua inexistência tem impacto no
de Acreditação em 2001-2002 e desde início
doente, na rentabilidade e nos custos operacionais
integrei o grupo coordenador do mesmo, pelo que
da organização.
os
assistencial.
Técnicos
neurorradiologia ISSN 2184-769X
7
dos
pelo
percurso
Nomeadamente
Técnicos
dos
serviços
e
medicina
de
e
da
no
que
radiologia,
nuclear
foram
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
envolvidos na elaboração de documentos de
diretores de serviços quando necessário, depois há
trabalho. Foi definido um interlocutor da qualidade
gestão a nível do conselho de gestão com
do serviço, criados grupos de trabalho para
preparação de cadernos de encargos, gestão de
elaboração de protocolos, manuais, instruções de
contratos,
trabalho, entre outros.
avaliação de necessidades de recursos humanos e
avaliação
de
propostas
externas,
propostas de contratação, interligação e interação Radiações: Enquanto Técnica Responsável no
com direções de outros serviços clínicos e não-
CIDI-CHUPorto, como é um dia na vida de
clínicos que interagem com o CIDI.
Filomena Oliveira?
Depois há ainda a atividade como presidente do
Filomena Oliveira: O dia divide-se entre a gestão
Conselho Técnico dos TSDT à qual é necessário
de
responder.
proximidade
contactando
com
os
subcoordenadores dos serviços para discussão de
Não há dias monótonos, a dificuldade por vezes é
assuntos
gerir as prioridades!
relativos
a
recursos
humanos
ou
equipamentos ou mesmo logística, reuniões com os
A “pressão
no ar” a Filomena Oliveira!!!
Radiações: Que mudanças no futuro próximo
Filomena Oliveira: Preferencialmente um do tipo
nos pode revelar?
indutor do sono.
Filomena Oliveira: Não perspetivo mudanças que
Atualmente, mas não indutor do sono, “Diz-me
dependam exclusivamente de mim.
quem sou” da Júlia Navarro …. Radiações: Modalidade imagiológica favorita?
Radiações: Alguma vez se sentiu como Santo
Filomena
António a pregar aos peixes?
Intervenção
Oliveira:
Neurorradiologia
de
Filomena Oliveira: Sim, mais do que uma vez. Radiações: Prefere… gin tónico ou contraste Radiações: O que mais detesta?
não iónico?
Filomena Oliveira: Pessoas falsas, ignorantes,
Filomena Oliveira: Gin tónico, sem sombra de
com falta de transparência e de humildade.
dúvida ☺
Radiações: Qual o seu livro de mesa de
Radiações: Qual é a “menina dos seus olhos”?
cabeceira?
Filomena Oliveira: É mais o menino – o meu filho!
ISSN 2184-769X
8
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Radiações: Música preferida?
mesmas e o pós-processamento básico, dependiam música
exclusivamente da “mão” do técnico já passou! A
preferida. Há, no entanto, algumas que me
automatização e inteligência artificial são o presente
marcaram e que são intemporais como a Bohemian
e não o futuro, pelo que é mandatório que os
Rhapsody dos Queen.
colegas adotem uma visão mais abrangente,
Filomena
Oliveira:
Não
tenho
uma
alarguem os horizontes e abracem, por exemplo, o Radiações:
O que
mais
adora?
Filomena
pós processamento avançado, em determinadas
Oliveira: Um dia no campo, com temperatura
técnicas ainda realizado por médicos, e que outras
amena, sol, um bom livro, boa companhia e .... um
profissões como a engenharia biomédica não tarde
gin tónico!
em dominar. Sejam inovadores e pensem “fora da caixa”, dotem-se hoje de competências que amanhã
Radiações: Um comentário final para os nossos
venham a ser necessárias. Não descurem áreas
leitores…
complementares como o controlo de qualidade, a
Filomena Oliveira: A Radiologia não começa nem
gestão, a proteção radiológica, a radiologia de
termina com a realização de exames! O tempo em
intervenção…..
que a obtenção de imagens, o tratamento das
ISSN 2184-769X
9
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Espaço Profissionais
ISSN 2184-769X
10
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Silvana Miranda, Foi assim que tudo começou…
Silvana Miranda PhD Student – Radiobiology Unit Belgian Nuclear Research Center Ghent university
Em 2004, a seleção nacional quase se sagra campeã Europeia de Futebol. Mais ou menos pela mesma altura, estava eu estudar para os exames nacionais de acesso ao ensino superior. Por essa altura já tinha decidido que iria enveredar pelas tecnologias da saúde, embora ainda não tivesse uma ideia concreta sobre que curso escolher. Lembro-me que uma visita ao IPO do Porto no contexto de uma disciplina de cidadania no 12º ano me fez ponderar a Radioterapia como uma opção.
Em boa verdade, considero que o meu percurso na
entrou na minha esfera de interesse. A Biologia sempre
Radioterapia foi fruto do acaso, não foi a minha primeira
foi uma área pela qual me interessei e percebi que podia
opção (a ordem dos cursos na minha candidatura ao
combinar as duas – a Biologia e a Radioterapia – na
ensino superior foi aleatória, apenas sabia que o caminho
investigação em Radiobiologia.
das tecnologias da saúde era para mim).
E assim foi durante 11 anos. Durante a minha carreira profissional, percorri (quase) o país, de Évora a Vila Real, regressando ao Porto, onde estudei, para os últimos 9 anos como Técnica de Radioterapia. Pelo caminho abri serviços, conheci realidades completamente diferentes, consolidei experiências, cresci como profissional e fiz amigos e colegas para a vida. Decidi então continuar os meus estudos tentando focarA Radioterapia trouxe-me mais do que eu algum dia imaginei quando escolhi a ordem com que me candidatava ao ensino superior, há 17 anos atrás. Foi na Radioterapia, e pela Radioterapia, que a Radiobiologia ISSN 2184-769X
11
me na investigação radiobiológica. Depois de frequentar o primeiro ano da Licenciatura em Biologia para consolidar alguns conceitos, nomeadamente na área da Biologia Molecular e Celular, frequentei o Mestrado em
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Medicina e Oncologia Molecular da Faculdade de
Alguns anos, uma passagem pelo programa doutoral
Medicina da Universidade do Porto. O principal objetivo
BiotechHealth e uma candidatura à Fundação para a
deste programa é o desenvolvimento de um projeto de
Ciência e a Tecnologia (FCT) – depois, trouxeram-me à
investigação e no meu caso optei pela via laboratorial.
Bélgica, ao Centro de Investigação Nuclear Belga para um curso de duas semanas em Radiobiologia. E aqui compreendi a verdadeira dimensão da Radiobiologia como ciência transversal a imensas áreas da sociedade, não apenas ligada à Oncologia. E uma destas áreas é a Espacial.
A radiação cósmica é uma das grandes limitações para a exploração espacial em segurança. A investigação em Radiobiologia no âmbito Espacial é um ‘hot topic’. Isto deve-se ao facto de estarmos a viver um momento de grande investimento para atingir as metas propostas par Tive a sorte de poder explorar a minha própria hipótese
as próximas décadas da exploração espacial – o
no Grupo ‘Cancer Signallling & Metabolism’, coordenado
regresso à Lua e a ida a Marte. Mas não só: estudar os
pela Prof. Paula Soares no Instituto de Investigação e
efeitos da radiação no espaço em muito contribui para o
Inovação em Saúde (i3S).
conhecimento
O tempo que passei no laboratório e no contexto
protonoterapia, ou fenómenos como as neoplasias radio-
académico fez-me repensar o meu trajeto profissional.
induzidas
Percebi que seria algo a que me queria dedicar a tempo
Radiobiologia permeia várias áreas).
(uma
radiobiológico
vez
mais
no
contexto
salientando
como
da
a
inteiro. Sendo a Radiobiologia uma área com imenso potencial para a produção de conhecimento só validou a minha decisão de seguir pela investigação. Terminei o Mestrado com a sensação de dever cumprido e, naturalmente, comecei a procura de programas Doutorais para poder continuar em Radiobiologia.
Por isto, pelo fascínio pelo Espaço, pela Radiobiologia e por nunca me afastar da Radioterapia por completo, mudei-me para a Bélgica em 2020 e estou agora a começar o meu segundo ano do Doutoramento em Imunologia Espacial.
ISSN 2184-769X
12
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Apesar de ter optado por um caminho diferente, sei que
ser acompanhada pela evolução dos recursos humanos
foi graças à Radioterapia que encontrei o meu lugar, por
do ponto de vista científico. Apesar dos entraves
agora, no mundo da investigação, onde me sinto
estruturais, a promoção do desenvolvimento dos
realizada a nível profissional.
profissionais constitui uma mais valia inegável para os serviços. Mais valia que se vê na motivação dos colaboradores e na qualidade do serviço prestado. A Radioterapia, em constante evolução, tem muito a ganhar com o contributo da equipa multidisciplinar na produção de conhecimento técnico-científico.
A minha mensagem é: explorem bem a vossa área de saber que certamente vão encontrar novos caminhos a percorrer; nunca esqueçam o papel fundamental que os Não posso também deixar de salientar a importância da
Profissionais das Tecnologias da Saúde têm no contexto
investigação no contexto profissional do técnico de
da investigação em Saúde; sejam proactivos e não
diagnóstico e terapêutica. A evolução tecnológica tem de
deixem de ir atrás dos vossos objetivos!
ISSN 2184-769X
13
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Elaboração de um método semiautomático para deteção do tecido adiposo epicárdico em Imagens de Ressonância Magnética
Cristiana Araújo1,2,3 1
Especialista de Aplicação em RM
2
Licenciada em Radiologia pela Escola Superior de Tecnologias da Saúde do Porto
3
Mestre em Física Médica pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto
RESUMO O estudo da gordura epicárdica é de extrema importância, uma vez que existe uma relação entre as doenças cardiovascular e as adipocinas que são as hormonas segregadas quando há a presença deste tecido. Esta gordura poderá ser estudada por vários métodos imagiológicos, como é o caso da ressonância magnética. A ressonância magnética cardíaca é uma técnica que permite ao clínico, informação detalhada sobre o funcionamento cardíaco e a patologia cardíaca. Numa ressonância magnética cardíaca, o clínico poderá ter a informação sobre os volumes, fração de ejeção, entre outras características fisiológicas cardíacas do paciente. Acrescentando apenas cerca de 10 minutos ao exame é possível efetuar imagens que permitem visualizar a gordura cardíaca. Contudo avaliar um exame de ressonância magnética requere bastante tempo ao utilizador, uma vez que é necessário delimitar o miocárdio em vários cortes (para a avaliar os volumes, fração de ejeção) e quantificar a gordura torna-se um trabalho acrescido. Assim sendo, surgiu a necessidade de criar uma metodologia para deteção automática ou semiautomática da gordura epicárdica na Ressonância Magnética Cardíaca. As imagens adquiridas por Ressonância Magnética apresentam-se com zonas de densidades díspares, o coração e os pulmões apresentam-se com baixo sinal e a gordura nas diferentes zonas, com alto sinal, devido ao padrão da sequência. O pericárdio nas imagens por RM surge com linha/ponto com baixo sinal no meio da gordura, separando a gordura extracardíaca da epicárdica. Tendo em conta os limites e a intensidade de sinal do pericárdio, foi desenvolvido um programa em Matlab, para delimitar a linha pericárdica, utilizando gráficos de intensidade. Posteriormente foi delimitada a área cardíaca, utilizando também os gráficos de intensidade, delimitando assim o tecido adiposo pericárdico. O método foi testado num grupo de imagens de 10 doentes, resultando num conjunto de valores que foram comparados com a média da avaliação de três utilizadores para cada imagem. Em 10 casos testados verificou-se que o valor da área detetada continha um erro aceitável, em relação á medição manual seguindo o estudo de fluchter et al (menor que 18%).
ISSN 2184-769X
14
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Conclui-se assim, que o método desenvolvido consegue de uma forma quase autónoma ou com uma interação mínima calcular o valor da gordura epicárdica, nas imagens de RM testadas. Palavras-Chave: tecido adiposo epicárdico, ressonância magnética cardíaca, Matlab
ABSTRACT
The method was tested on a group of images for 10
The goal of this study was automatically quantifying the
patients, resulting in a set of values which have been
epicardial fat by magnetic resonance imaging. It is very
compared with the mean evaluation of three users for
important to study the epicardial fat since there is a
each image.
relationship
and
In 10 cases tested, verified that the detected area value
adipokines that are secreted hormones that when there is
contained an acceptable error compared to the manual
the presence of this tissue.
measurement, just like in the study of fluchter et al (less
This fat may be studied by several imaging methods such
than 18%).
as magnetic resonance imaging (MRI). Cardiac MRI
We conclude that the developed method can an almost
(CMR) is a technique that allows a clinician, detailed
autonomously, or with minimal interaction calculate the
information about heart function and cardiac pathology.
value of epicardial fat in images of MRI tested.
In a CMR, the clinician may have information about the
Keywords: epicardial fat tissue, cardiac magnetic
volumes,
ressonance, Matlab
between
ejection
cardiovascular
fraction,
among
diseases
other
cardiac
physiological characteristics of the patient. Adding only about 10 minutes to the exam is possible to do images that let you see the heart´s fat and give us additional
INTRODUÇÃO
information to the MRI exam.
A
However, evaluate an MRI requires a long time for the
metabólica, caracterizam-se pela expansão e inflamação
user, since it is necessary to determine the myocardium
do tecido adiposo, incluindo os depósitos que envolvem
in several section (for evaluation of volumes, ejection
o coração e os vasos sanguíneos (Ouwens et al 2010).
fraction) and quantifying fat becomes a time consume job.
O tecido adiposo segrega um número de citoquinas,
Therefore, it became necessary to create a methodology
denominado
for automatic or semiautomatic detection of epicardial fat
conduzidos ao longo das duas últimas décadas
in CMR.
demonstram que as adipocitoquinas exercem grandes
The images of MRI have different density, the heart and
efeitos sobre o metabolismo e a função cardíaca. Além
lungs have low signal and the fat in different zones have
disso, os dados disponíveis sugerem congruentemente
high signal, in this kind of sequence. The pericardium in
que
MRI images presents with a decrease of signal in the
preponderante
middle of a high signal (fat).
cardiovasculares (Toczyłowski et al, 2013).
Considering the limitations of the pericardium and signal
O TAE (tecido adiposo epicárdico) é um depósito de
intensity, a program was developed in Matlab, to delimit
gordura visceral torácica localizada ao longo das grandes
the pericardial line using intensity graphs. Then, the
artérias
cardiac area was defined, also using the intensity of
ventrículos. A sua relação de estreita proximidade
graphics, thus delimiting the pericardial adipose tissue.
funcional e anatómica com os tecidos cardíacos, com os
ISSN 2184-769X
15
obesidade,
estas
resistência
de
adipocinas.
citoquinas no
coronárias
à
insulina
desempenham
na
síndrome
Estudos
desenvolvimento
e
e
superfície
intensivos
um
das
papel
doenças
externa
dos
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
quais partilha o mesmo suprimento sanguíneo, distingue-
A RM tem também um papel preponderante na avaliação
o
visceral.
da gordura corporal, as sequências utilizadas são
Adicionalmente, não há qualquer separação entre o TAE
sequências que saturam a água e o sangue, mas que
e as artérias coronárias (Ouwens et al., 2010;
apesar de se visualizar um pouco melhor o pericárdio,
Toczyłowski et al., 2013).
existem zonas que é muito difícil de conseguir delineá-lo.
O papel fisiológico do TAE permanece obscuro, no
Este facto, faz com que haja por vezes, discrepâncias
entanto as suas funções incluem tamponamentos
entre
putativos das artérias coronárias devido a torção induzida
operadores, como será possível visualizar, um pouco
pela onda de pulso arterial e contração cardíaca. Inclui
mais à frente.
também
da
O principal contributo desta tese é obter um método
homeostase dos ácidos gordos na microcirculação
automático ou semi-automático que permita facilitar ao
coronariana,
neuroprotecção
operador a medição da área da gordura epicárdica, para
anatómica dos gânglios e nervos cardíacos (Toczyłowski
evitar a forma tradicional, que é extremamente trabalhosa
et al., 2013).
e morosa.
A obesidade (especialmente a de elevado fenótipo
Conseguindo definir a linha pericárdica, poderá ser um
abdominal) conduz para um elevado aumento do TAE, e
grande passo para obter um método mais automatizado,
os dados disponíveis em estudos sugerem que a elevada
este método poderá não ser completamente automático,
quantidade de gordura presente está associada a um
devido à dificuldade de identificar nos cortes mais à
aumento
isquémica
periferia a linha pericárdica. Contudo, uma solução
cardíaca/hipertrofia cardíaca e disfunção diastólica
semiautomática com uma interação mínima do utilizador
(Toczyłowski et al., 2013).
para quantificar a gordura poderia ser de grande
A massa do TAE é pequena em comparação com outros
utilidade.
depósitos de gordura no corpo. No entanto a sua estreita
A verdade é que já há alguns métodos automáticos para
relação anatómica com o coração sugere que este é um
quantificar esta gordura, mas são em TC. O objetivo
órgão com uma extrema sensibilidade às adipocinas, o
deste trabalho é demonstrar um método em RM, uma vez
que torna de extrema importância o estudo deste tecido
que esta técnica está cada vez a ser mais utilizada, pois
(Toczyłowski et al., 2013)
consegue dar ao Cardiologista várias informações
dos
restantes
uma
depósitos
de
obrigatoriedade
na
do
termogénese
risco
de
gordura
na
e
regulação
doença
quantificações
executadas
por
diferentes
relevantes sobre o paciente: como é o caso da fração de Contribuição de um método de quantificação de
ejeção, volumes, defeitos de perfusão, entre outros.
gordura automática por Ressonância Magnética
Todos estes dados permitem dar um prognóstico mais
A
correto ao doente.
medição
da
gordura
epicárdica
por
técnicas
imagiológicas como a TC e a RM são fiáveis, e podem
Em relação aos métodos existentes, o primeiro método,
representar um papel preponderante no estadiamento do
mais acessível a nível de custos e de disponibilidade, é a
risco cardiovascular. As imagens utilizadas para a
ecocardiografia como proposto por Iacobellis & Willens
quantificação da gordura epicárdica, muitas vezes têm
(Iacobellis & Willens, 2009).
ruído e a definição da linha pericárdica é difícil de
Através da ecocardiografia 2D (bi-dimensional) de rotina
visualizar.
o utilizador poderá quantificar a gordura epicárdica além
ISSN 2184-769X
16
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
da função sisto-diastólica e a massa ventricular esquerda
No método de quantificação manual da gordura
(Iacobellis & Willens, 2009).
epicárdica por TC, o operador através de um corte axial
No entanto este método tem limitações, pois depende da
terá que colocar múltiplos pontos de modo a delimitar o
experiência do utilizador e nomeadamente os pacientes
pericárdio. Através desta operação faz-se a distinção
com Índice de Massa Corporal elevado tem o
entre a região extra-pericárdica e intra-pericárdica (Dey
denominado de má janela ecocardiografia, o que não
et al, 2012).
permite avaliar certas zonas, e não permite quantificar na
A região extra-pericárdica inclui a gordura epicárdica,
totalidade (Iacobellis et al., 2003; Iacobellis et al, 2008;
assim
Iacobellis & Willens, 2009).
vasculares e as cavidades cardíacas. Para excluir todas
A medição do tecido adiposo epicárdico por técnicas
as estruturas com a exceção da gordura é necessário
imagiológicas como a TC e a RM são fiáveis, apesar de
definir uma gama de valores de intensidades -30 a -190
apresentarem
podem
Unidades Houndsfield (UH). Assim sendo, o programa
representar um papel preponderante na medição da
deteta todos os pixéis dentro da região delimitada que
gordura epicárdica e nomeadamente no estadiamento do
tenham a intensidade referida (Dey et al., 2012).
um
custo
mais
elevado,
como
o
músculo
cardíaco,
as
estruturas
risco cardiovascular (Dey et al, 2012).
Fig. 1. Avaliação pelo método manual do tecido adiposo epicárdico (Dey et al., 2012)
Tendo a informação da dimensão do pixel através do
restantes estruturas se apresentam nestas imagens em
quociente entre o FOV e a dimensão da matriz, o sistema
RM.
multiplica a dimensão do pixel, pelo número de pixéis
Características das imagens nas sequências utilizadas
detetados e retorna um valor de área. Este valor será a
As imagens utilizadas apresentam-se com zonas de
área de gordura epicárdica da imagem. (Dey et al., 2012).
densidades
díspares,
o
coração
e
os
pulmões
apresentam-se com baixo sinal e a gordura nas A Quantificação do tecido adiposo epicárdico por RM
diferentes zonas, com alto sinal, devido ao padrão da
de forma manual
sequência.
Para analisar e quantificar a gordura epicárdica é
O pericárdio nas imagens por RM surge com linha/ponto
necessário entender a forma como o pericárdio e as
com baixo sinal no meio da gordura como é possível visualizar na figura 2 nos pontos assinalados por B. Por
ISSN 2184-769X
17
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
vezes o pericárdio não é visível (como é o caso da zona D) ou é confundido com vasos que tem um sinal muito próximo como é o caso na seta A e C.
Fig. 2. – Características de uma imagem DIR. A e C – vasos, B - linha que delimita o pericárdio, D – linha que delimita a parede lateral do ventrículo esquerdo. Método manual de quantificação do tecido adiposo
zona que delimita as câmaras cardíacas. Através desta
epicárdico
técnica bastante morosa faz-se a delineação entre a
No método manual de quantificação da gordura
gordura intra e extra pericárdica, assim como a exclusão
epicárdica, a partir de um corte perpendicular ao maior
das câmaras cardíacas como podemos visualizar na
eixo do ventrículo esquerdo, o operador terá que colocar
figura seguinte.
múltiplos pontos de modo a delimitar o pericárdio e a
Fig. 3 – Exemplo da deteção manual da gordura epicárdica em imagem de RM
A região intra-pericárdica com exclusão das câmaras
Formato DICOM.
cardíacas inclui a gordura pericárdica, que é a que
As imagens utilizadas em medicina fazem parte de um
queremos quantificar. A medição da área da gordura
conjunto de normas para tratamento, armazenamento e
epicárdica
transmissão de imagens médicas chamadas de DICOM
com
o
método
manual
tem
alguma
variabilidade entre diferentes observadores.
(Digital Imaging and Communications in Medicine) criado pela
National
Electrical Manufacturers
Association
Método semi-automático de quantificação de tecido
(NEMA) juntamente com o American Colege of Radiology
adiposo epicárdico
(ACR).
ISSN 2184-769X
18
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Foi criado com o objetivo de padronizar a formatação de
Depende do operador que obtém a imagem que poderá
imagens diagnósticas de diferentes áreas imagiológicas,
utilizar diferentes números de pixéis. A resolução
como
radiografias,
radiométrica (número de níveis de cinzento disponíveis)
ressonância magnética. O padrão estabelece uma
destas imagens é de 32 bits. Para simplificar o
linguagem comum entre equipamentos de diferentes
processamento, procedeu-se a redução radiométrica
marcas que usualmente são incompatíveis.
para 8 bits (256 níveis de cinzento).
a
tomografia
computorizada,
A figura seguinte mostra a imagem original á esquerda e Imagens utilizadas para aplicação do método.
a versão de 8 bits á direita, que é mais adequada para a
As imagens utilizadas para a aplicação do método semi-
visualização em displays convencionais.
automático,
têm
resoluções
espaciais
variáveis.
Fig4. - Imagem 32 bits (á esquerda) e 8 bits (á direita).
Escolha do centro e o traçado de perfis
A figura 5 demonstra o perfil de intensidade para os pixéis
A escolha do centro da imagem foi efetuada de forma
da linha vermelha, o que o programa faz, é medir as
manual, isto é, escolhida pelo operador, deve ser um
intensidades dos pixéis naquela região. Olhando para a
ponto perto de centro, e pode ser escolhida de uma forma
linha vermelha (à esquerda) assim como para o gráfico
aproximada.
vermelho visualiza-se que desde o centro do coração
Após a identificação do centro foi utilizado um método
(círculo vermelho), até à periferia cardíaca, a intensidade
com base nas características das intensidades do
de sinal é baixa. De seguida à uma subida abrupta,
pericárdio, para cada traçado, para melhor compreender
quando o programa encontra a gordura. Há uma parte do
como foi efetuada a avaliação, será apresentado um
pico que desce um pouco de intensidade, quando
exemplo.
encontra o pericárdio, subindo novamente quando encontra a gordura extracardíaca.
ISSN 2184-769X
19
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Fig. 5 – Esquerda, gráfico de perfil de intensidade do centro para a periferia em relação á linha vermelha da imagem á direita
Tendo em conta as características desta imagem decidiu-
extracardíaca. Como tal tendo em conta a avaliação
se aplicar um método para que fosse possível separar o
manual, dividiu-se a imagem em quatro quadrantes como
pericárdio
se pode observar o exemplo da figura 6.
no
meio
da
gordura
pericárdica
e
Fig. 6 – Figura dividida em quatro quadrantes
A partir do centro foram traçadas semi-rectas com
Para cada semi-recta extraíram-se perfis de intensidade
inclinação de 5º em relação ao eixo horizontal de
até à distância de 70 mm da origem (centro), como se vê
referência.
na figura 7.
ISSN 2184-769X
20
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Fig. 7 – Imagem com traçado de raios de 5º
Como a anatomia do tecido adiposo em volta do coração
existem duas zonas (a e b). Ambas as zonas
e das estruturas circundantes a este músculo propulsor,
representam
são diferentes, dividiu-se em quatro quadrantes, para
elementos
tentar otimizar de forma mais eficaz este método semi-
diferentes.
automático.
Para poder analisar melhor este quadrante foi efetuado
a
gordura
diferentes
e
epicárdica,
mas
consequentemente
contém perfis
um estudo manual detalhado. Nesse estudo foi possível 1º Quadrante
perceber onde começa e termina o volume da gordura, e
A figura 8 mostra o 1º quadrante de um caso escolhido
consequentemente, que parte do gráfico/perfil de
para ilustrar o método. À direita é possível visualizar as
intensidade será utilizado.
setas que demonstram linha do pericárdio, á esquerda
Fig. 8 – 1º Quadrante da imagem teste: à esquerda visualiza-se duas zonas diferentes; à direita as setas delimitam a zona da linha pericárdica
Para perceber melhor as zonas a e b, efetuou-se uma
mais detalhes para uma pequena zona. A figura 9
análise que permitiu ver as intensidades dos pixéis com
representa uma parte da zona a.
ISSN 2184-769X
21
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Fig.9 – Avaliação do perfil de intensidade de uma parte da zona a (60º)
Olhando para a figura 9 à esquerda é possível visualizar
densidade esta área é contabilizada pois a gordura
no quadrado azul uma parte da imagem com zonas
epicárdica envolve as coronárias.
claras e escuras que representa a zona de envolvência
Concluindo assim, nesta zona do primeiro quadrante é
das coronárias (parte mais escura) na gordura (parte
sempre necessário incluir estas descontinuidades de
mais
intensidades,
clara).
Pode
confirmar-se
os
valores
das
para
quantificar
o
tecido
adiposo
intensidades olhando para a imagem à direita.
epicárdico.
Visualizando com detalhe o gráfico inferior observa-se
A figura seguinte corresponde a uma parte escolhida da
várias zonas de descontinuidade no perfil de grandes
zona b.
intensidades devido às artérias, apesar da baixa
Fig. 10 – Avaliação do perfil de intensidade da zona b (0º)
ISSN 2184-769X
22
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Olhando para a figura 10, não há um decréscimo
cardíaca. As setas da imagem à direita delimitam a linha
significativo no aumento da intensidade, o que significa
pericárdica.
que não é possível distinguir a linha pericárdica, pois a
Uma vez que a linha é visível praticamente em todo o
zona da gordura extracardíaca não é valorizável, logo,
quadrante tratar-se-á como um todo sem diferenciação
avalia-se toda a zona do perfil de intensidade.
de zonas.
Concluindo, contabiliza-se todos os pixéis enquanto a
Olhando para a figura 12 ambas as imagens demonstram
intensidade aumenta.
uma zona mais escura no meio de duas zonas com intensidade mais clara. Assim, o algoritmo irá procurar o
2º Quadrante
ponto em que há um declive entre duas grandes
A figura seguinte representa o 2º quadrante da imagem
intensidades. Descobrindo esse ponto, o método apenas
teste utilizada. Analisando esta figura é possível observar
contabilizará os pixéis de intensidade máxima anteriores
a existência de uma linha no meio da zona de menor
ao mesmo.
intensidade que separa a gordura epicárdica da extra
Fig. 11 – 2º Quadrante das imagens de teste, á esquerda – à direita as setas delimitam a zona da linha do pericárdio Fig. 12 – Avaliação do perfil de intensidade do 2º quadrante (135º) 3º Quadrante A figura 13 representa o terceiro quadrante da imagem teste, este quadrante poderá ter duas zonas. Nesta parte da imagem normalmente a zona de gordura epicárdica é baixa e a gordura extracardíaca tem um volume maior (a) ou então encontra-se uma pequena zona de gordura epicárdica e depois o fígado (b). No perfil de intensidade desta zona procura-se a zona com um ligeiro declive para achar a periferia da gordura epicárdica. Fig. 13 – 3º Quadrante das imagens de teste, á esquerda duas zonas diferentes (a e b) – à direita as setas delimitam a zona da linha do pericárdio ISSN 2184-769X
23
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
A zona a por vezes é igual ao 2º quadrante. A sua
azul, observa-se uma zona mais clara (tecido adiposo
similaridade
gordura
epicárdico) havendo um declive para uma zona mais
epicárdica que o doente tem, quanto maior o volume de
escura (linha pericárdica) e depois uma zona mais clara
tecido adiposo mais facilmente a linha pericárdica é
(gordura extracardíaca).
visível.
Olhando para o gráfico das intensidades da figura 15, a
A zona a representada na figura 14 apresenta uma área
zona de interesse será o aumento de intensidades
como a descrita anteriormente. Olhando para o retângulo
crescente até ao ligeiro declive.
depende
da
quantidade
de
Fig.14 – Avaliação do perfil de intensidade do 3º quadrante (180º)
Fig. 15 – Gráfico de perfil das intensidades para a imagem da figura 14
A linha pericárdica vai se esbatendo à medida que se
A zona b representa uma parte da imagem teste que
aproxima do 4º quadrante, devido à quase inexistência
demonstra apenas um pico de intensidade intermédia
de tecido adiposo cardíaco. A gordura (zona mais clara)
que é o pico de interesse, como podemos visualizar na
é normalmente contabilizada na totalidade ou não existe.
figura 16.
ISSN 2184-769X
24
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Fig. 16 - Avaliação do perfil de intensidade do 3º quadrante (255º)
4º Quadrante
anteriormente a gordura epicárdica é quase inexistente
Neste quadrante, mais uma vez as zonas dividem-se em
ou muito diminuta. E a gordura existe normalmente à
duas como é possível visualizar na figura 17; a zona a
periferia, tendo que ser excluída pois é extracardíaca.
que apenas é contabilizável uma pequena parte, pois a
A zona b, tal como no primeiro quadrante, é valorizável a
gordura epicárdica é escassa ou mesmo inexistente e a
zona toda, de grande intensidade até haver um ligeiro
zona b, em que normalmente a gordura epicárdica é mais
declive de intensidade.
abundante assim como a extracardíaca.
Fig. 17 -4º Quadrante das imagens de teste, á esquerda – à direita as setas delimitam a zona da linha do pericárdio Fig. 18- Avaliação do perfil de intensidade do 4º A zona a que é representada como uma parte na figura 18, é uma zona onde apenas é contabilizada o primeiro pico de intensidade intermédia, pois tal como foi dito
ISSN 2184-769X
25
quadrante
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Fig.19 – Avaliação do perfil de intensidade do 4º quadrante
Cálculo da área/volume
Apesar da zona epicárdica não ser similar a uma coroa
Após o tratamento e obtenção de todos os valores de
circular, uma vez que o ângulo utilizado para a
intensidade, para fazer a exclusão da área central do
localização dos pixéis é muito pequeno como é possível
músculo miocárdio e sangue, todos os valores com
visualizar na figura 20, a área é muito aproximada a um
intensidade menor que 17 são excluídos.
segmento da coroa circular por isso utilizou-se esse
Através do código Matlab criado, contabilizam-se todos
método para a obtenção da área.
os pixéis correspondentes às zonas de gordura, aceites pelo método.
Usando a fórmula da área de uma coroa circular: A= 2π.R.(R-r) = 2π.R.Δr (1)
Após obtenção dos pixéis, o valor dos mesmos será transformado em área, para comparação com o método manual. Para isso é necessário a posição do pixel final e
E que a área da parte seccional circular é obtida por (2),
através dessa posição é possível obter-se o raio da zona
sendo θ em graus e A em pixéis: A=2π.R.Δr.( Δθ/360) (2)
a estudar.
Sabendo que: Δθ = 5º Sabendo também que, Δr é diferença da posição na semi-recta da localização do primeiro e último pixel referente à zona de gordura: A= 2π.R.Δr.( Δθ/360) (3) Fig.20- Coroa circular vs segmento calculado para calcular a área da gordura epicárdica
A= (π.R.Δr)/36 (4)
Adaptado: pesquisa Google
ANÁLISE DE RESULTADOS ISSN 2184-769X
Obtendo assim o valor total da área:
26
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Após a implementação do método semi-automático de
Tabela 1 – Análise dos cortes 5 ao 9 para o caso 3
identificação e avaliação do tecido epicárdico em imagens RM, foi necessário avaliar o seu desempenho, para verificar a sua fiabilidade. Para tal utilizou-se três observadores, com experiência na área da RM, nomeadamente técnicos de Radiologia com bastante experiência que identificaram a gordura epicárdica de Assim, a amostra de teste é composta pela análise de
uma forma manual.
dados de 10 casos em que foram estudados 5 cortes por Dados de teste
três utilizadores e pelo método semi-automático. As 50
Foram estudados 10 pacientes, com historial de grande
imagens (n=50) foram analisadas quatro vezes. Contudo
gordura visceral e epicárdica. Nos 10 pacientes
é a diferença obtida pelo método semi-automático e a
efetuaram-se 11 cortes de 1 cm sem espaçamento
média da avaliação dos observadores que irá permitir a
perpendiculares ao maior eixo, como representado na
análise estatística.
figura 21, permitindo cobrir toda a área cardíaca.
Teste Kolmogorov-Smirnov Para aferir o tipo de relação existente entre os itens pertencentes ao método e aqueles relacionados com os observadores, utilizou.se o teste Kolmogorov-Smirnov utilizando a correcção de Lillefors, uma vez que a amostra era maior que 30. Tabela 2 – Teste da normalidade
Fig.21 - Orientação dos cortes
Após a obtenção dos dados, os três observadores analisaram as imagens, identificando e quantificando as áreas de gordura para cada corte, igualmente aplicou-se o método semi-automático a cada conjunto de imagens.
Este valor permite-nos aceitar a hipótese da normalidade da população uma vez que o valor de p> 0,05 para os
Análise dos Dados
níveis de significância habituais (95%). Utilizou-se assim
Exclusão dos dados
o teste paramétrico t para avaliar se o método está
Apesar de ser adquirido todos os dados dos 11 cortes,
próximo dos valores da média dos utilizadores.
apenas foram utilizados os cinco cortes mais centrais (corte 5 a 9). Este facto deve-se à grande disparidade de
Teste t
valores associados à dificuldade em visualizar o
O teste t é um teste que no caso de uma amostra testa
pericárdio, que não permitiu a este método a avaliação
se uma média populacional é ou não igual a um
automática dos cortes mais periféricos.
determinado valor a partir da estimativa obtida de uma
Avaliação dos Dados
amostra aleatória. Para este estudo específico, utilizando
ISSN 2184-769X
27
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
o teste t pretende-se verificar se a amostra estudada
Através do teste verifica-se também que o valor de
pode ser estimada á média da observação dos
significância (p=0,778), como p> 0,05 não existe
utilizadores. Para demonstrar de forma gráfica, utilizou-
diferença estatisticamente significativa entre a diferença
se gráficos de correlação (figura 22) e de dispersão
existente entre os dois métodos, o que permite concluir
(figura 23).
que
não
existem
diferenças
significativamente
estatísticas.
Tabela 3 – Teste t
Método de Blandman e Altman É importante compreender que estes métodos falados anteriormente impõem uma avaliação globalística, obtendo um resultado que não existe uma grande diferença estatística como um todo no método. Fig.22 - Gráfico demonstrando a correlação entre o
Contudo para compreender melhor se existem diferenças
valor esperado e observado
aceitáveis do ponto de vista clínico é necessário analisar outras ferramentas estatísticas como é o caso do método Blandman & Altman. A metodologia proposta por Bland &
Observando a figura 45, o gráfico de correlação
Altman para avaliar a concordância entre duas variáveis
demonstra que existe uma forte correlação entre a média
(X e Y) implica a visualização gráfica a partir de um
de observação e o método semi-automático.
gráfico de dispersão entre a diferença das duas variáveis
A figura 23 mostra que não há uma grande dispersão
(X - Y) e a média das duas (X + Y) /2.
entre a maioria dos valores das diferenças
No gráfico Bland & Altman é possível visualizar o viés (o quanto as diferenças se afastam do valor zero), o erro (a dispersão dos pontos das diferenças ao redor da média), além de outliers e tendências. Na análise do gráfico de Bland-Altman, encontra-se, no eixo das abscissas (x), a médias dos dois métodos em estudo. No eixo das ordenadas (y) temos a diferença entre os dois métodos em estudo. O gráfico Bland & Altman permite avaliar a relação das discordâncias com as medidas avaliadas, isto é, se as diferenças entre as variáveis dependem ou não do tamanho da medida. Isto pode ser feito através de uma correlação entre as
Fig.23 - Gráfico demonstrando a variação entre a diferença entre o método e os observadores
diferenças e as médias, que deve ser nula. O gráfico de Bland & Altman apresenta concentração de valores positivos e negativos. Ao fazer a análise do
ISSN 2184-769X
28
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
gráfico das diferenças entre métodos (figura 24), para o método
semi-automático
e
para
a
média
dos
BIBLIOGRAFIA −
Bathista & Nogueira (2002). Elementos Históricos da
observadores, verificámos que a variabilidade das
Ressonância Magnética Nuclear VII Encontro de
diferenças está compreendida entre 11,28 cm2 (limite
Ressonância Magnética Nuclear - Maringá, pp. 1–15.
superior) e 10,828 cm2 (limite inferior) num (Intervalo de
−
Confiança de 95%) (Fluchter et a,2007).
Bettencourt
et
al
(2009)
Multislice
computed
tomography in exclusion of coronary heart disease in patients
with
presurgical
valve
disease.
Circ
Cardiovascular Imaging (Vol.2) 206-13 −
Bogaert & Dymarkosky (2005). Clinical cardiac MRI. Springer, (0), 6221.
−
Westbrook, & Kaut. (1998). MRI in Practice. Catherine Westbrook, Carolyn KautMRI in Practice (Vol. 37).
−
Deshmane et al (2012). Parallel MR imaging. Journal of Magnetic Resonance Imaging.
− Fig.24 – Correlação Blandman & Altman
Dey et al (2012). Epicardial and thoracic fat Noninvasive measurement and clinical implications. Cardiovascular Diagnosis and Therapy, 2(2), 85–93.
Quando é feita a análise da linha de tendência da
−
regressão linear de ambos os gráficos, verifica-se uma tendência para um aumento das diferenças entre
Figueiredo et al, (2009). Semi-automatic quantification of the epicardial fat in CT images.
−
Flüchter et al (2007). Volumetric assessment of
métodos nos extremos dos cortes. Olhando a tabela de
epicardial adipose tissue with cardiovascular magnetic
dados é possível concluir que o caso com maior
resonance imaging. Obesity (Silver Spring, Md.), 15(4),
discrepância advém de uma imagem artefatual, isto é,
870–878.
uma imagem que a sua leitura está mais dificultada
−
Garcia (1998). Biofísica. São Paulo: Sarvier.
devido á presença de um arame de uma cirurgia.
−
Grizzard et al (2008). Cardiovascular MRI in practice a teaching file approach. Cardiovascular MRI In Practice: A Teaching File Approach. Cardiovascular Diagnosis
CONCLUSÃO
and Therapy
Com este trabalho pretendeu-se automatizar o processo
−
Iacobellis
et
al
(2003).
Epicardial
fat
from
de quantificação de gordura epicárdica nas imagens de
echocardiography: a new method for visceral adipose
RM. O limite que separa a gordura epicárdica da gordura
tissue prediction. Obesity Research, 11(2), 304–310.
pericárdica é a linha pericárdica e esta é muito difícil
−
Iacobellis
&
Willens
(2009).
Echocardiographic
distinguir uma vez que é muito fina. Conclui-se assim ser
epicardial fat: a review of research and clinical
possível aplicar um método semi-automatico, para a
applications. Journal of the American Society of
realização da segmentação da gordura epicárdica.
Echocardiography: Official Publication of the American Society of Echocardiography, 22(12), 1311–1319; quiz 1417–1418.
ISSN 2184-769X
29
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
−
−
Iacobellis et al (2008). Threshold values of high-risk
−
echocardiographic epicardial fat thickness. Obesity
perivascular adipose tissue in the pathophysiology of
(Silver Spring, Md.) (Vol. 16).
cardiovascular
Iaizzo
(2005).
Handbook
of
cardiac
−
Paulsen & Waschke (2010). Sobotta, Atlas der
−
Reiser & Semmler (2008). Magnetic Resonance Tomography. Springer.
Larkman & Nunes (2007). Parallel magnetic resonance
−
Rooney (2003). MRI: From Picture to Proton, Health Physics.
−
Lufkin (1999). Manual de ressonância magnética.
Seeley et al (2007). Anatomy and Physiology. British Medical Journal, 1, 805–806. Retrieved from
−
Guanabara Koogan. Retrieved from
Sicari, et al (2011). Pericardial rather than epicardial fat
Mazzola (2009). Ressonância magnética: princípios de
is a cardiometabolic risk marker: An MRI vs echo study.
formação da imagem e aplicações em imagem
Journal of the American Society of Echocardiography,
funcional Magnetic resonance : principles of image
24(10), 1156–1162.
formation and applications in funcional imaging. Revista
−
and
der Anatomie des Menschen.
R55.
−
Cellular
Edition. Kwong (2010). 18 Cardiovascular Magnetic
imaging. Physics in Medicine and Biology, 52(7), R15–
−
of
Anatomie des Menschen Band 2: Innere Organe. Atlas
e37.
−
Journal
Cardiac Anatomy, Physiology, and Devices: Second Resonance Imaging. Braunwald’s Heart Disease, 340–
−
disease.
Molecular Medicine.
anatomy,
physiology, and devices: Second edition. Handbook of
−
Ouwens et al (2010). The role of epicardial and
−
Schild (1990). MRI_Made_Easy. (Schering AG, Ed.).
Brasileira de Física Médica, 3(1), 117–129.
Berlin:
Moore et al (2007). Anatomia Orientada Para a Clínica.
Strahlenkunde des Klinikums der Johann-Gutenberg-
GUANABARA KOOGAN.
Universität.
Nehrke
&
Manke
(2000)
Advanced
Navigator
−
Lt.
Oberarzt
im
Institut
für
Klinische
Toczyłowski et al (2013). Epicardial adipose tissue and
Techniques, International Journal of Eletromagnetism.
its role in cardiac physiology and disease. Postȩpy
(Volume 2).
Higieny I Medycyny Doświadczalnej (Online), 67, 584–
Netter (2006). Atlas of human anatomy. Exp Neurol
93.
(Vol. 97).
ISSN 2184-769X
30
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Oportunidades: a importância do momento!
Altino Cunha Técnico de Radiologia Presidente da Direção Nacional da ATARP – Associação Portuguesa de Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear CEO da EFRS – European Federation of Radiographer Societies
“O sucesso é a soma de pequenos esforços repetidos dia após dia”
Por definição, a palavra “oportunidade” significa “conjunto
condições para o vosso sucesso e vocês estariam “no
de circunstâncias propícias a algo, num determinado
sítio certo, no momento certo”.
momento”.
Agora, ignorem tudo isso e imaginem-se o adepto
As oportunidades podem ser criadas ou transmitidas,
daquele clube, um fã daquela série, um cliente daquele
trabalhadas ou fortuitas. Mas há um denominador comum
espaço comercial.
a todas elas: devem ser aproveitadas e procuradas.
Estão criadas as circunstâncias ideais para a vossa
As tais “circunstâncias” e o tal “determinado momento” só
felicidade. Mas sabem, de antemão, que a vossa
farão sentido com um elo. E esse elo poderá e deverá ser
felicidade dependerá do sucesso do treinador a treinar o
um de nós.
jogador, do realizador a dirigir o ator ou a atriz, do diretor a potenciar aquela marca.
Vou pedir-vos um exercício mental fácil, com três exemplos.
Voltemos agora ao mundo real. Ao longo dos últimos meses têm sido anunciadas (e
Imaginem-se treinador de um clube de futebol de topo,
algumas
realizador de uma série que nos fixa ao ecrã ou diretor de
equipamentos médicos. Umas englobadas na abertura
um espaço comercial ao qual não negamos uma visita.
de novos serviços, outras incluídas na expansão de
Agora imaginem que esse clube contrata o melhor
serviços existentes.
jogador
cinematográfica
Equipamentos de TC e RM, PET, Angiografia e
consegue o ator ou a atriz mais conceituada do momento,
Aceleradores, entre outros, já foram, estão a ser, ou
ou uma marca exclusiva quer vender no vosso espaço
serão instalados, de norte a sul do país e ilhas,
comercial.
proporcionando uma maior acessibilidade de doentes a
Vocês seriam o treinador, o realizador ou o diretor mais
diagnósticos e tratamentos, que outrora implicariam
felizes do mundo neste momento. Teriam sido criadas
tempos de espera, deslocações e um sem número de
do
ISSN 2184-769X
mundo,
a
produtora
31
já
concretizadas)
aquisições
de
novos
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
consequências associadas, potenciando agora um
A instalação de tecnologia intimamente ligada à nossa
diagnóstico e um tratamento que se pretendem mais
prática clínica diária (mas não só) dá-nos a janela de
céleres.
oportunidade de marcar, pela positiva, a nossa presença. Novos protocolos técnicos, otimização desses e dos mais
É unânime que todos olharão para esta questão com
antigos, novas entidades clínicas e patologias a
diferentes olhares.
diagnosticar e/ou tratar, são momentos de excelência
O importante para nós, enquanto Profissionais de Saúde,
para evidenciar e atualizar os conhecimentos e
será olhar como oportunidade criada. Devemos olhar
competências, para mostrar capacidade de liderar e de
como sendo treinador, realizador ou diretor, e pensar no
se adaptar a novas realidades, para ombrear com outros
que faremos com o momento.
na redefinição de novas “boas” práticas clínicas.
Será uma oportunidade para iniciar ou alargar a presença
Na verdade, estas oportunidades colocam-nos no lugar
de profissionais altamente qualificados e diferenciados,
do treinador, do realizador e do diretor. Mas também nos
com um conjunto de competências regulamentadas e
deverão colocar no lugar do adepto do clube, do fã da
inalienável.
série ou do cliente do espaço comercial.
Será também momento de demonstrar e alocar o conhecimento
intrínseco
das
profissões
e
dos
A afirmação enquanto Profissionais de Saúde passará
profissionais, colocando-o ao serviço das equipas
por saber ser o treinador do melhor jogador do mundo,
multidisciplinares e dos doentes, comprovando o valor
sabendo que alegria gostaríamos de ter enquanto
acrescentado que carregam para o diagnóstico e
adepto. Passará também por saber dirigir o ator ou atriz
tratamento.
mais conceituada, lembrando o que nos prenderia à tela
Será, sem dúvida, a altura perfeita para mostrar que,
enquanto fã da série. Passará, finalmente por, enquanto
enquanto Profissionais de Saúde, a visão vai muito para
diretor daquele espaço comercial, potenciar aquela
além da prática clínica diária, estando habilitados a
marca exclusiva, tendo em mente as necessidades que
potenciar temáticas como a proteção radiológica, a
gostaríamos de ver respondidas enquanto cliente.
segurança do doente, gestão e comunicação de risco, qualidade e auditoria e soft-skills.
Devemos encarar as oportunidades como forma de sair
A tecnologia é algo indissociável das nossas profissões,
de trás das consolas de trabalho, de comunicar
pelo que a sua implementação obrigará à existência de um elo entre ela e o doente, e ninguém mais habilitado que Técnicos de Medicina Nuclear, de Radiologia e de
contribuir com saber em grupos de trabalho e/ou comissões, procurar outras formas de afirmação.
Radioterapia.
ISSN 2184-769X
mais com as equipas, e sobretudo com os doentes, de
32
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
XIX Congresso Nacional da ATARP
ISSN 2184-769X
33
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
O XIX CNATARP, o evento Nacional de referência na área da Imagem Médica e Radioterapia irá decorrer nos dias 5 e 6 de novembro de 2021 no Hotel MH Atlântico, em Peniche (Atouguia da Baleia). O Congresso Nacional da ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear, é um evento bienal que procurara conjugar presente e futuro, competências base e diferenciadoras e distintas visões e pontos de vista, consolidando o papel fundamental de Técnicos de Radiologia, de Medicina Nuclear e de Radioterapia nos respetivos serviços e equipas multidisciplinares.
Dado o atual contexto, as inscrições são Limitadas.
ISSN 2184-769X
34
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
A ATARP tomará as diligências necessárias, ajustando o XIX CNATARP ao plano de contingência em vigor nos dias do Congresso.
A inscrição no XIX CNATARP inclui acesso a todas as sessões científicas, apresentações orais e de posters digitais, bem como à zona dedicada à Indústria. Terá ainda acesso aos, coffee breaks, almoços de trabalho, welcome drink e jantar do Congresso, bem como a um evento satélite de âmbito inovador, em ambiente informal e diferenciador, as Tertúlias.
Localização
ISSN 2184-769X
35
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Preços
Possibilidade de Inscrições em Pack (exclusivo para associados ATARP!)
ISSN 2184-769X
36
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Toda a informação está disponível no Website XIX CNATARP ou no Website da ATARP.
ISSN 2184-769X
37
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Programa Científico
ISSN 2184-769X
38
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
ISSN 2184-769X
39
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
O XIX CNATARP engloba no seu programa as temáticas mais relevantes, atuais e pertinentes para a prática clínica da Medicina Nuclear, da Radiologia e da Radioterapia. Incorpora ainda sessões transversais onde se pretende a discussão ativa e construtiva entre oradores, moderadores e participantes em temas tão na ordem do dia, como as Implicações práticas do DL 180/2018, a Oncologia ou a Diferenciação profissional, entre outras.
ISSN 2184-769X
40
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
A Conferência Final, cuja temática em discussão será a “Comunicação vs. Comunicação do Risco”, contará com oradores com os mais distintos backgrounds.
ISSN 2184-769X
41
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Sendo o papel da indústria fundamental para aproximar os profissionais à inovação tecnológica, estão a ser preparadas diversas sessões em colaboração com alguns dos principais players nacionais, sobre os tópicos mais atuais da nossa realidade clínica. Partilhamos aqueles que já têm temática definida.
ISSN 2184-769X
42
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Programa de Radioterapia O programa de Radioterapia definido para o XIX CNATARP visa a abordagem de conteúdos cada vez mais tidos como essenciais e importantes, não só no teor enquanto tratamento, como também no Doente Oncológico. Assim, serão articuladas temáticas em regime de complementaridade entre os Oradores convidados, comunicações livres e a Indústria, que se inserem na ótica do Planeamento para a RT Externa e Braquiterapia; Inovações técnicas e de equipamentos; Educação dos Técnicos de Radioterapia na União Europeia; a Qualidade no Doente em Radioterapia e no âmbito Oncológico; futuro da RT e sua otimização de dose tumoral; os contínuos passos da Medicina Avançada, no tratamento oncológico (Teranóstica e Target Therapy & Radioembolization). Em simultâneo, a Radioterapia também se irá integrar nos conteúdos das sessões plenárias que irão decorrer com caracter transversal às três áreas profissionais, nomeadamente nas implicações práticas do DL 108/2018; a perspetiva da Imagem Médica em Oncologia; a “visão” externa da Covid e a Comunicação vs. Comunicação de Risco. Deste modo, pretende-se que o referido programa do XIX CNATARP promova ser um momento científico de partilha e diálogo entre os Oradores, a Indústria e os Participantes, com a objetividade de um aumento de conhecimento na abordagem da Radioterapia, no tratamento de cada doente.
ISSN 2184-769X
43
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
ISSN 2184-769X
44
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Programa de Radiologia Novos paradigmas e novos desafios continuarão a fazer parte do CNATARP, e área da radiologia não é exceção. Com o objetivo de contribuir na formação especializada dos Técnicos de Radiologia, diferentes temáticas surgem nesta 19ª edição, desde a perceção à realidade da prática clínica na gestão de dose, aos novos conceitos na área da Radiologia de Intervenção e Radiologia Mamária, com o intuito de consolidar o papel do Técnico nestas valências. As modalidades de TC e RM ganham, também, destaque no que respeita à adequação de protocolos de acordo com a informação clínica, assim como na compreensão do normal vs patológico. O conhecimento de estratégias de apoio ao diagnóstico radiológico, quanto a conceitos e implicações, torna-se importante no panorama em Portugal e relevante no dia-a-dia dos profissionais.
ISSN 2184-769X
45
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
ISSN 2184-769X
46
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Programa de Medicina Nuclear O painel paralelo da Medicina Nuclear conta com sessões dedicadas onde serão discutidos alguns dos temas mais quentes da atualidade, com impacto direto na realidade e na prática diária dos Técnicos de Medicina Nuclear. Proteção Radiológica, Dosimetria, Imagem Híbrida, são alguns dos exemplos. Temáticas clássicas como a Cintigrafia de Perfusão do Miocárdio e a PET 18F-FDG serão revisitadas de forma informativa, dinâmica e renovada. Os participantes do XIX CNATARP terão oportunidade de conhecer novas perspetivas em Gestão de Radiofarmácia e Informação clínica, essências para a profissão.
ISSN 2184-769X
47
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
ISSN 2184-769X
48
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
No seguimento da iniciativa NEWS FROM, e em parceria com diversos players da indústria, a ATARP realizará no 6 de novembro o evento News from EANM for Portugal by ATARP. No seguimento do EANM 2021, este evento, englobada no XIX CNATARP, pretende dar a conhecer algumas das novidades que serão lançadas, e partilhar um pouco do espírito que se vive num dos maiores eventos mundiais da área da Medicina Nuclear.
ISSN 2184-769X
49
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Submissão de Trabalhos A Comissão Organizadora do XIX CNATARP, disponibilizará no seu programa científico, a possibilidade de apresentação de trabalhos, com discussão presencial, sendo valorizados o contributo científico, relevância clínica, qualidade e originalidade.
TIPO DE TRABALHOS: Os trabalhos deverão ser submetidos em formato de resumo (ver normas definidas à frente). Estes devem ser resumos de trabalhos originais, revisões sistemáticas ou casos clínicos. Não serão aceites resumos de revisões narrativas da literatura.
FORMAS DE APRESENTAÇÃO: Os trabalhos poderão ser apresentados em formato de comunicação oral ou pósteres eletrónicos.
EXCLUSIVIDADE: A submissão deve ser de um trabalho original, nunca apresentado em congressos ou eventos Portugueses e só pode ser submetido por um dos autores. Fica salvaguardada e relevada a apresentação em provas de defesa pública de trabalho final de licenciatura, mestrado, doutoramento, provas de especialista. É da responsabilidade dos autores o cumprimento do RGPD e todos os requisitos legais de direito de imagens.
SUBMISSÃO: A submissão dos resumos deverá ser efetuada, exclusivamente, por via eletrónica, através do preenchimento do formulário de submissão de trabalhos, que se encontra disponível no site oficial do congresso: https://xixcnatarp.atarp.pt/. Os autores com dois ou mais trabalhos deverão enviar um formulário para cada resumo. O sistema de receção de resumos encerrará às 23h59, do dia 1 de outubro de 2021.
NOTIFICAÇÃO: Os autores serão notificados automaticamente da receção do resumo por correio eletrónico. ISSN 2184-769X
50
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Ultrapassado este período, na eventual ausência de notificação, os autores devem enviar prontamente um e-mail à comissão organizadora (geral@atarp.pt) expondo a situação. Reclamações tardias (>24H) não serão consideradas.
AVALIAÇÃO E RESULTADOS: Todos os resumos, submetidos no prazo estabelecido e que se encontrem de acordo com as normas definidas, serão apreciados anonimamente pela Comissão Científica. Os resumos que mencionem no conteúdo do texto a(s) instituição(ões) de origem, ou qualquer outra forma de identificação, nomeadamente dos seus autores, serão excluídos. Excecionalmente, caso se verifique que um dos elementos da Comissão Científica é coautor de um trabalho dentro da sua área de intervenção de análise de resumos, a avaliação do trabalho será realizada sem a avaliação desse mesmo elemento. Por motivos de conflito de interesses, os membros da Comissão Científica não podem submeter trabalhos como primeiro autor. Os autores serão notificados do resultado da avaliação até dia 15 de outubro de 2021, via correio eletrónico, com uma das seguintes denominações:
•
XIX CNATARP – Trabalho aceite;
•
XIX CNATARP – Trabalho rejeitado.
•
APRESENTAÇÃO/PUBLICAÇÃO: Para apresentação dos trabalhos aceites, é imprescindível que pelo menos um dos autores, esteja inscrito no Congresso, devendo ser, um desses autores, responsável pela apresentação do trabalho. Na impossibilidade do primeiro autor estar presente/inscrito, a responsabilidade da apresentação do trabalho ficará a cargo de um dos co-autores, sendo imprescindível que esteja inscrito no Congresso. A notificação da alteração do representante do trabalho deverá ser efetuada via email para: geral@atarp.pt, até ao dia 30 de outubro de 2021 Além da apresentação, o trabalho será publicado na Revista Radiações e poderá ser disponibilizado na área Reservada do site da ATARP, pelo que será requerida autorização a todos os preletores. Os preletores com várias apresentações deverão conceder uma autorização por apresentação. Na impossibilidade de apresentar os trabalhos aceites, os autores deverão comunicá-lo com a maior brevidade possível, por escrito, à Comissão Organizadora do XIX CNATARP, assim como explanar o motivo para tal. Os impedimentos de última hora deverão ser comunicados por escrito até às 23h59 do dia 30 de outubro de 2021. ISSN 2184-769X
51
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Os trabalhos aceites e não apresentados no Congresso sem justificação, não serão publicados na Revista Radiações e, aos autores, será vedada a submissão de trabalhos no próximo CNATARP e Revista Radiações.
ÉTICA E PROTEÇÃO DE DADOS: Qualquer estudo de investigação deve cumprir as normas de boas práticas clínicas, os princípios éticos definidos na Declaração de Helsínquia, a legislação e o regulamento geral de proteção de dados.
PRÉMIOS: Ao melhor trabalho de cada formato de apresentação (Comunicação Oral e Poster Eletrónico), será atribuído um prémio. Os vencedores serão anunciados na sessão de encerramento do Congresso. Excluem-se da candidatura a prémios, trabalhos cujo primeiro autor seja membro da Comissão Organizadora, Comissão Científica ou Direção Nacional. Os trabalhos apresentados dão direito a um certificado emitido APENAS em nome do(s) autor(es) e/ou coautor(es) inscrito(s) nos XIX CNATARP.
Normas para a submissão de trabalhos para o XIX CNATARP SUBMISSÃO DE RESUMOS: O resumo deverá ser apresentado com a seguinte estrutura: 1. Título do trabalho: O título do trabalho poderá conter no máximo 50 caracteres (incluindo espaços); 2. Autores: Esta secção deverá incluir o nome próprio e apelido de todos os autores, sem iniciais ou títulos académicos. Em caso de várias submissões, é importante inserir os nomes e apelidos dos autores sempre da mesma forma e apenas nos respetivos campos. Todos os autores devem ser previamente notificados, concordando com a submissão do trabalho, sendo esta notificação da responsabilidade do autor que submete o trabalho; 3. Instituições (designação): É exigida a citação das Instituições diretamente envolvidas no trabalho submetido. Desaconselha-se a listagem de pluralidade de filiações científicas dos autores. A inclusão e compromisso do nome das Instituições é da responsabilidade dos autores;
ISSN 2184-769X
52
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
4. Corpo do Resumo: Deverá ser escrito em português até ao máximo de 250 palavras. O corpo do resumo deverá apresentar como estrutura mínima obrigatória: Introdução, Objetivos, Materiais e Métodos, Resultados e Conclusões; 5. Conflito de Interesse: O autor deverá declarar qualquer conflito de interesse, no que respeita ao trabalho submetido. 6. Termo de Aceitação: Os trabalhos só serão aceites mediante autorização dos autores para publicação dos trabalhos.
APRESENTAÇÃO DOS TRABALHOS ACEITES Pósteres Eletrónicos 1. Trabalhos aceites: O primeiro autor será automaticamente designado como preletor, caso contrário, o autor terá de nomear um dos coautores para o efeito. O preletor selecionado deverá realizar, obrigatoriamente, a inscrição no congresso até dia 30 de outubro de 2021; 2. Todos os autores deverão enviar o ficheiro do seu Poster eletrónico até às 23h59 do dia 1 de novembro de 2021, de forma a permitir a sua preparação técnica atempada. O envio deverá ser realizado via email para: geral@atarp.pt, com a seguinte designação (XIX CNATARP -Submissão de Póster + “Nome do Trabalho”), no assunto e nome do ficheiro; 3. O Poster deverá ser enviado em formato PDF, em tamanho A3, estruturado na vertical; 4. No Congresso, os autores disporão de um ecrã plano, onde serão colocados em modo de apresentação os seus Pósteres Eletrónicos. 5. Será comunicado atempadamente período de discussão/avaliação dos posters, devendo o(s) autor(es) deslocar-se até junto do dispositivo de projeção durante esse mesmo período
Comunicações Orais 1. Trabalhos aceites: O primeiro autor será automaticamente designado como preletor, caso contrário, o autor terá de nomear um dos coautores para o efeito. O preletor selecionado deverá realizar, obrigatoriamente, a inscrição no congresso até dia 30 de outubro de 2021; 2. Todos os autores deverão enviar o ficheiro da sua apresentação até às 23h59 do dia 1 de novembro de 2021, de forma a permitir a sua preparação técnica atempada. O envio será feito via email para: geral@atarp.pt, com a seguinte designação (XIX CNATARP -Submissão de Comunicação Oral + “Nome do Trabalho”), no assunto e nome do ficheiro;
ISSN 2184-769X
53
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
3. As sessões de comunicações orais serão realizadas numa das salas do Congresso. Cada apresentação terá no máximo 7 minutos para apresentação, seguida de 2 minutos de discussão. 4. Cada sessão de comunicações orais será moderada por dois elementos da Comissão Científica ou outros a designar pela Direção Nacional da ATARP.
ISSN 2184-769X
54
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Comissão de Honra Ana Teresinha Rodrigues – Antiga Presidente da ATARP (Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear) Andrea Santos – Chair do Comitê Técnico da EANM (European Association of Nuclear Medicine) António Madureira – Presidente da SPRMN (Sociedade Portuguesa de Radiologia e Medicina Nuclear) Carlos Paixão – Técnico Coordenador do Serviço de Radiologia do Centro Hospitalar do Oeste Graciano Paulo – Antigo Presidente da ATARP Gracinda Costa – Presidente da SPMN (Sociedade Portuguesa de Medicina Nuclear) Joana Santos – Antiga Presidente da ATARP Jorge Moura – Antigo Presidente da ATARP Lurdes Trigo – Presidente da SPRO (Sociedade Portuguesa de Radioterapia Oncologia) Manuel Correia – Antigo Presidente da ATARP
Comissão Científica António Abrantes – Diretor de Curso da ESSUAlg (Escola Superior de Saúde da Universidade do Algarve) Manuel Valentim – Diretor de Curso da ESSCVP (Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa) Maria Luísa Nogueira – Diretora de Curso do Mestrado em Técnicas Avançadas de Imagem em Radiologia da ESSP (Escola Superior de Saúde do Politécnico do Porto) Milton Santos – Diretor de Curso da ESSUA (Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro) ISSN 2184-769X
55
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Ricardo Ribeiro – Diretor de Curso da ESTeSL (Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa) Rute Santos – Coordenadora da Unidade Científico-Pedagógica de IMR da ESTeSC (Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra) Sara Ferreira – Diretora de Curso da ESALD (Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias)
Patrocínio Científico
ISSN 2184-769X
56
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Alojamento
A ATARP estabeleceu parcerias com vários hotéis próximos da zona do congresso, para além do hotel onde este decorrerá. Desta forma, todos os participantes do XIX CNATARP terão acesso a preços promocionais nos locais de alojamento abaixo descritos. Poderá encontrar toda a informação relativa às reservas para alojamento para o XIX CNATARP no Website do congresso.
ISSN 2184-769X
57
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
ISSN 2184-769X
58
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Apoios já confirmados
ISSN 2184-769X
59
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
ISSN 2184-769X
60
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
ISSN 2184-769X
61
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Espaço ATARP
ISSN 2184-769X
62
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Censos ATARP
A ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear, enquanto associação profissional, procura sustentar a sua atuação em bases sólidas e conhecimentos de causa da realidade atual.
É intuito da ATARP que o questionário seja preenchido por TODOS OS PROFISSIONAIS DAS ÁREAS DA RADIOLOGIA, RADIOTERAPIA E MEDICINA NUCLEAR, INDEPENDENTEMENTE DA CONDIÇÃO OU NÃO DE ASSOCIADO DA ATARP, uma vez que a sua participação contribuirá para melhorar o conhecimento da realidade atual, suas características e mais-valias.
Nesse sentido, e por entender que o conhecimento aprofundado da capacidade instalada, relativa a recursos humanos e tecnológicos, é fundamental para uma melhor defesa das profissões e profissionais, bem como dos doentes, solicitamos a sua colaboração na resposta ao(s) questionário(s) que apresentamos de seguida. Para participar ser-lhe-á pedido que responda a um conjunto de questões que não lhe tomará mais que 5 minutos. ISSN 2184-769X
63
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Para mais informações, consulte no website da ATARP: https://www.atarp.pt/index.php/noticias/item/103.
A participação, que antecipadamente agradecemos, deverá ser realizada através do seguinte link: CARACTERIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS
ISSN 2184-769X
64
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
FARDAMENTO PROFISSIONAL
A Direção Nacional da ATARP entende que a cultura de classe se deve fomentar e que uma das estratégias passará por fardamento identificativo. Nesse sentido, a ATARP apresentou recentemente o fardamento profissional, que não inclui, propositadamente, o nome da Associação, mas sim as áreas de exercício.
Consulte o nosso Website para mais informações. Tamanho XL já disponível.
Para encomendas, clique aqui.
ISSN 2184-769X
65
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Open-Call de Artigos
GUIA PARA AUTORES A revista Radiações é uma publicação trimestral promovida pela ATARP, Associação Portuguesa de Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear, cujo objetivo é, acima de tudo, promover e disseminar a investigação e o conhecimento científico de elevada qualidade feito por Técnicos de Radiologia, de Radioterapia e de Medicina Nuclear, relacionados com os diversos aspetos das áreas de diagnóstico e terapia levados a cabo pelos colegas. Publicamos artigos de investigação, artigos de revisão sistemática, por exemplo resultantes de teses de Mestrado ou Doutoramento, ou de dissertações de Título de Especialista, bem como short papers, mini-artigos ou abstracts, de profissionais das tecnologias da saúde, nas áreas de intervenção de Medicina Nuclear, Radiologia e Radioterapia. Temos ainda um “Espaço Estudante”, onde os alunos do curso de Licenciatura em Imagem Médica e Radioterapia poderão submeter artigos ou mini-artigos resultantes de investigação decorrente da sua formação académica. A Radiações inclui também um “Espaço Indústria”, onde os players da Indústria são convidados a publicar artigos de cariz científico ou publicitar artigos ou produtos de interesse destas áreas de intervenção.
TIPO DE ARTIGOS E NORMAS DE PUBLICAÇAO Investigação original/ Revisão Sistemática Os artigos submetidos para esta categoria devem seguir o formato científico standard: Introdução (inclui contexto e objetivos), Metodologia (inclui procedimento e análise estatística), Resultados, Discussão e Conclusão. Exigem um resumo com as
ISSN 2184-769X
66
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
respetivas palavras-chave, em português e em inglês (até 300 palavras). O artigo não deverá ultrapassar as 4000 palavras (excluindo referências bibliográficas e legendas).
Short paper Os Short papers apresentam algumas conclusões, pertinentes para divulgação, no contexto de investigação ainda em curso (research in progress). Publicações de short papers não deverão ultrapassar as 1500 palavras (excluindo referências bibliográficas e legendas). Ainda que não exija estrutura rígida, deverá incluir, pelo menos, uma introdução (inclui objetivo), metodologia e discussão.
Mini-artigos A Radiações considera para publicação mini-artigos (de profissionais ou estudantes) sobre um tema de investigação, que possam ter já sido publicados em outras revistas científicas, ou de investigação original, com o máximo de 1500 palavras (excluindo referências bibliográficas e legendas).
Letters to the editor Podem ser consideradas para publicação na Radiações artigos do tipo “comentário” acerca de artigos recentemente publicados (até 6 meses após a publicação original). Estas publicações deverão conter não mais do que 500 palavras.
Artigos de Profissionais, Casos Clínicos e Notas Técnicas A Radiações considera para publicação artigos sobre Casos Clínicos de interesse para Técnicos de Radioterapia, de Medicina Nuclear e de Radiologia podem encontrar na sua prática clínica. Estes artigos devem, preferencialmente, ser acompanhados por uma imagem. Notas Técnicas podem incluir artigos sobre equipamentos ou técnicas de imagem ou de abordagem terapêutica de relevo do ponto de vista técnico. Estes artigos devem obedecer a um máximo de 1000 palavras por artigo.
REGRAS DE REDAÇÃO −
Idioma de redação: Português;
−
Texto justificado (exceção para legendas de figuras ou tabelas, que poderão ser centradas na página);
−
No corpo de texto, o tipo de letra deverá ser Arial, tamanho 10, espaçamento entre linhas de 1,5;
−
Títulos deverão utilizar o tipo de letra Arial, tamanho 14, apresentados a negrito;
−
Subtítulos apresentam também o tipo de letra Arial, a negrito, mas com tamanho 12;
ISSN 2184-769X
67
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
−
Para todas as imagens não originais, será exigida evidencia das respetivas provas de copyright, o que já não se aplica a imagens originais do(s) autor(es);
−
A bibliografia deve ser apresentada de acordo com o estilo APA 6ª edição;
−
O documento a submeter terá de ser enviado em formato word.
PROCESSO DE SUBMISSÃO O processo de submissão exige simplesmente o envio do documento via correio eletrónico para geral@atarp.pt. Após submissão, a comissão de revisão irá avaliar a proposta submetida, devendo responder no prazo máximo de 30 dias úteis com um dos possíveis resultados: 1) aprovado para publicação; 2) aprovado para publicação, mas com necessidade de esclarecimento adicional; 3) aprovado para publicação, mas após revisão nos itens indicados; 4) não aprovado para publicação. No caso de necessidade de resposta por parte do(s) autor(es), essa deverá ser submetida no prazo máximo de 10 dias úteis. Após a sua receção pela equipa editora, a resposta definitiva será dada no prazo máximo de 5 dias úteis e incluirá um dos possíveis resultados enumerados no parágrafo anterior.
Uma vez que o artigo seja aceite, a Radiações procederá à respetiva publicação, num dos 2 (dois) números posteriores à data da notificação oficial de aceitação.
ISSN 2184-769X
68
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
RADIAÇÕES ISSN 2184-769X Número 06, Setembro 2021
Editor Edgar Lemos Pereira
Publicado por
Imagem de capa licenciada CC BY-SA
ISSN 2184-769X
69
Radiações
Número 06 – Setembro 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
ISSN 2184-769X
70