Radiações
Número 05
ISSN 2184-769X
Distribuição Trimestral Gratuita – Venda Interdita
Artigo de Opinião – Cátia Cunha Interioridade: O que é estar longe?
Junho 2021
Dia-a-dia com… …Melissa Cruz
ATARP Entrevista
Irene Paula
Investigação qualitativa nas áreas das Radiações Daniela Ribeiro
Journal Club: Radioterapia do IPO Porto ISSN 2184-769X
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Radiações
Número 05 – Junho 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
REVISTA “RADIAÇÕES” Número 05, Junho 2021 ISSN 2184-769X
Publicado por:
Editores Vítor Manuel F. Silva Edgar Lemos Pereira
Direção da ATARP Altino Cunha Vítor Silva Rute Santos Luís Domingos Ana Geão Pedro Vicente Eduarda Pereira Edgar Pereira Rafaela Guisantes
ISSN 2184-769X
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Radiações
Número 05 – Junho 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Editorial “Que o nosso cansaço, não vença as nossas metas” Autor Desconhecido
Caros colegas,
Já lidamos com esta pandemia há mais de um ano e, como diz a frase acima, o nosso/vosso cansaço não pode vencer as nossas/vossas metas e objetivos. Estamos todos extremamente cansados desta nova forma de vivermos, diariamente, tanto na nossa vida profissional, adquirindo novos métodos de trabalho e novas rotinas que já nos são intrínsecas, bem como na nossa vida pessoal, onde nos falta o “simples” conforto de um beijo ou de um abraço. Porém, uma das metas e principais objetivos da ATARP, através da edição da Revista Radiações, é fazer chegar aos seus Associados novos conhecimentos e saberes nas áreas da Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear, através de entrevistas a colegas de renome, artigos científicos, artigos de opinião, assim como demonstrar o dia a dia de alguns colegas das nossas áreas, entre outros. Já estamos no quinto número da Radiações e prometemos fazer mais e melhor no intuito de fomentar o conhecimento nas áreas da Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear. Esperemos que desfrutem da nossa/vossa Radiações da mesma forma como fazemos aquando da sua edição.
Tenham uma boa leitura...
Vítor Manuel F. Silva Edgar Lemos Pereira
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Nesta edição Editorial Mensagem do Presidente da ATARP Espaço Personalidade de Reconhecido Mérito ATARP Entrevista: Irene Paula, IPOFG Porto Espaço Estudante Resumos candidatos ao Prémio Recém-Licenciado ATARP 2020 Vencedor do Prémio Recém-Licenciado ATARP 2020 Dia-a-dia com… Melissa Cruz – Serviço de Medicina Nuclear do Hospital de Santa Cruz, CHLO, Lisboa Espaço Profissionais Interioridade: o que é estar longe? – Cátia Cunha O impacto da investigação qualitativa nas áreas das Radiações para a Saúde – Daniela Ribeiro Entrevista à equipa do Journal Club da Radioterapia do IPOFG Porto Espaço Indústria Siemens Espaço Escolas VMAT Treatment Planning Online Course – InHolland University of Applied Sciences Espaço ATARP XIX CNATARP News from ESTRO SeminATARP Censos ATARP Fardamento Profissional Assembleia Geral da ATARP Assembleia Eleitoral da ATARP Open call de Artigos
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MENSAGEM DO PRESIDENTE
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“Podes encarar o erro como algo a esquecer, ou como um resultado que aponta numa nova direção”. Steve Jobs
Caras e caros Associados ATARP, Caras e caros profissionais, estudantes, docentes, Caras e caros colegas e futuros colegas,
O calendário aponta-nos para meio do ano. Há uns anos seríamos crianças em polvorosa para arrancar a página referente ao mês seis daquele mini-bloco que estava fixo na parede, ou pousado numa secretária, e que fazia também alusão a algum produto ou paisagem. Talvez os mais novos não se recordem deste “estranho” modo de orientar os dias que passam, sem exceção, um após o outro.
Mas mais novos ou menos novos, todos temos sentido a necessidade de aprender (ou reaprender) a organizar as nossas vidas dia após dia, curva após curva, obstáculo após obstáculo. Estar a meio do caminho tem diferentes sabores, mas uma coisa é certa: até agora, vencemos ou aprendemos. E é só replicar, as vitórias ou as aprendizagens. Ou ambos.
Ouvi tantas vezes a expressão “se fosse fácil não seriam para nós”, que a interiorizei, e muitas vezes a verbalizei ao longo deste ano e de todos os outros que o antecederam. Temos de facto a resiliência que muitos apregoam para o país, temos a competência que outros tantos procuram, e temos sobretudo a capacidade de nos reinventarmos a cada batalha.
Escolhamos ser, a meio do caminho, um copo meio cheio.
Altino Cunha Presidente da Direção Nacional da ATARP
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ESPAÇO PERSONALIDADE DE RECONHECIDO MÉRITO
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Irene Paula “(…) nunca senti a necessidade de ir trabalhar para outro sítio (…) Nós sempre fomos um serviço muito à frente”
Licenciada em Medicina Nuclear pela ESTSP, com Pós-graduação em Gestão de Serviços de Saúde pelo ISMAI, é Técnica de Medicina Nuclear no IPO Porto desde 1988 e Técnica Coordenadora do Serviço desde 2003. É também Professora Assistente Convidada na Licenciatura em Imagem Médica e Radioterapia da ESSUA.
a Medicina Nuclear? O que mais a fascinou e o que
Farmácia. Mas a verdade é que me interessei tanto pelo
ainda a fascina nesta área?
curso que decidi ficar. Tínhamos também um grupo
Irene Paula: Entrei para o curso no início da década de
muito interessante! Naquela altura, o curso tinha um
80. Inicialmente, queria ir para Farmácia, mas como era
ano comum a todas as especialidades e só no fim do 1º
um bocado baldas (risos) não consegui média nos
ano, mediante as notas, é que éramos colocados nas
exames de 12º ano. Entretanto nesse ano abriram
várias
inscrições para os cursos de Técnicos de Diagnóstico e
Radiologia, Radioterapia ou Medicina Nuclear (MN),
Terapêutica no Hospital Magalhães Lemos, no Porto.
escolhi MN. Ainda fizemos mais um semestre
Fiz as provas de ingresso: uma de Cultura Geral e outra
juntamente com a Radiologia e a Radioterapia e só ao
de Português, na qual era fator eliminatória dar erros!
fim desse ano e meio é que as especialidades se
Deve ter sido um dos momentos mais angustiantes!!!
separaram completamente. A escolha de MN surgiu
Não se podia dar erro nenhum! Mas passei as provas e
porque era uma coisa nova! Uma especialidade onde
entrei para o curso que nessa altura ainda era de três
íamos ser dos primeiros! Foi muito isso que me levou a
anos. A expectativa não era ficar mais do que um ano,
ir para a MN e para o IPO.
especialidades.
Eu
podia
escolher
pois no ano seguinte queria tentar novamente
“(…) quem trabalha em Oncologia acaba por ficar muito dedicado a esta área” ISSN 2184-769X
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entre
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Radiações: Quais as principais vantagens que
inovações,
técnicas
e
tecnológicas,
mesmo
na
considera ter por trabalhar num Hospital de
utilização de novos fármacos… Os diversos Diretores
referência na área da Oncologia do nosso país?
de Serviço sempre foram pessoas com muita
Irene Paula: Na verdade nunca trabalhei noutro sítio.
motivação e que nos motivavam a todos. Por isso, aqui
Terminei aqui o curso e fiquei aqui a trabalhar. Desde o
sempre me senti realizada quer em termos profissionais
início, foi tão gratificante e eu gostei tanto de trabalhar
quer pessoais. Quem trabalha em Oncologia acaba por
aqui no IPO, que nunca senti a necessidade de ir
ficar muito dedicado a esta área e ao acompanhamento
trabalhar para outro sítio, ou de ter oportunidade de
dos doentes durante uma fase muito difícil da sua vida.
trabalhar com mais diversidade de procedimentos. Nós
Tem sido sempre um desafio, ao longo destes anos
sempre fomos um serviço que esteve à frente nas
mas que tem corrido muito bem!
“(…) houve um momento em que [na MN] se verificou um boom!” Radiações: A Irene trabalha num dos Serviços de
Esses centros pertenciam às Faculdades e não Esses
MN mais antigos do país. Quais as principais
centros pertenciam às Faculdades e não propriamente
mudanças a que assistiu nos últimos anos?
aos Hospitais. Foram Físicos, conjuntamente com
Irene Paula: Havia uns centros de MN mais antigos,
Médicos, que abriram esses centros, sobretudo com o
que pertenciam às faculdades de Medicina do Porto e
intuito de Ensino. Esse modelo foi depois abandonado
Lisboa nomeadamente no Hospital de S. João, e no
muito por força da evolução tecnológica. A MN teve uns
Hospital Santa Maria; estes acham que foram os
anos muito “no mesmo”, mas houve um momento em
primeiros Serviços de MN do país.
que se verificou um boom! Coincidiu com a formação de Técnicos especificamente em MN (Escola de Tecnologia da Saúde de Coimbra). Os Serviços, entretanto, também se foram adaptando a esta oferta. Surgiu o Serviço de MN do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra, ainda antes do IPO do Porto, que abriu no início da década de 80; a partir daí é que a MN começou a evoluir mais em Portugal. Destaco, como exemplo, a passagem dos equipamentos analógicos para os digitais. Este terá sido um dos nossos maiores desafios. Trata-se de tecnologia completamente diferente da que existia antes, por exemplo,
deixar
de
trabalhar
com
películas
radiográficas! Acho que foi uma das principais inovações começaram
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também a
surgir
na
Radiologia! novos
Também
radioisótopos
e
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radiofármacos,
quando
comecei
a
trabalhar
só
enorme à MN! E nós fomos um dos primeiros Serviços
tínhamos o Tecnécio [99mTc] e o Iodo-131! Em terceiro
do SNS a ter PET-CT em Portugal.
lugar, a tecnologia PET! A PET veio dar um incremento
“Aquilo que mais custou aos doentes foi não poderem trazer os acompanhantes. E para nós foi um sossego!! (risos)” Radiações:
E
a
COVID-19?
Que
principais
adaptações o seu serviço teve de fazer? E que impacto sentiu na sua forma de trabalhar e no diaa-dia dos vossos doentes? Irene Paula: Mudou um bocadinho. Nós aqui no IPO nunca
parámos.
Fizemos,
claro, um
plano
de
contingência, que incluiu dividirmo-nos em grupos, para que houvesse sempre um grupo em casa, de back-up, para o caso de algum de nós ficar infetado de forma a não ter de parar os exames. Tivemos a sorte de nunca termos tido nenhum caso positivo no Serviço. Connosco, na verdade tivemos de nos adaptar a uma nova forma de trabalhar. Mais higienização, o uso máscaras… enfim, o que todos conhecemos. Mas também te digo, é bem possível que muitas dessas mudanças sejam adotadas de agora em diante, independentemente
do
COVID-19.
Os
doentes
estranharam um pouco mais! Estão sempre à espera
Era tudo muito calmo! Não tínhamos tanto rebuliço nas
do momento em que possam tirar a máscara! Muitas
salas de espera! Claro que houve alguns casos de
vezes depois de deitados e posicionados para iniciar o
doentes em que ao analisarmos as imagens de PET se
exame ainda perguntam, «agora já posso tirar a
levantou a dúvida de estarem infetados ou terem
máscara?»,
sequelas da infeção por
COVID-19…mas como os
aprendendo. Na verdade, acho que aquilo que mais
nossos doentes são
testados para todos os
custou aos doentes na passagem pelo IPO foi não
tratamentos
poderem trazer acompanhantes. E para nós foi um
Radiologia de Intervenção, Cirurgia... enfim, acabamos
sossego (risos) confesso!
por trabalhar com uma população bastante testada, o
(risos)
mas
enfim,
também
foram
de
Radioterapia,
Quimioterapia,
que nos traz alguma segurança. Posto isso, a verdade é que houve algumas mudanças, mas que acabaram por não ter tido assim tanto impacto no Serviço!
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“nunca tivemos muita lista de espera no Serviço” Radiações: Sentiu que os vossos doentes sofreram
fazer na agenda, e por isso não houve atrasos
atrasos no diagnóstico ou no tratamento devido ao
significativos no atendimento aos doentes no Serviço
impacto da pandemia?
de MN. Aliás, nunca tivemos muita lista de espera no
Irene Paula: Na MN não. A nível de Cirurgia, onde já
Serviço. A título de curiosidade posso dizer que a
havia alguma lista de espera, atrasou um pouco mais e
atividade do Serviço em 2020 percentualmente não foi
nas primeiras consultas também. Na MN, até pela
muito diferente da que tivemos em 2019, em que foram
diminuição da referenciação pelos Centros de Saúde
realizados cerca de 16.800 exames no Serviço de MN
para o IPO, também acabámos por ter menos pedidos
do IPO-Porto.
de exames, o que compensou o ajuste que tivemos de
“Não acho, claro, que seja preciso um Serviço de Medicina Nuclear em cada Hospital (…), mas a verdade é que algumas regiões do interior já mereciam!” Radiações: Sendo a Irene a Técnica Coordenadora
Ósseas ou as do Miocárdio! Difícil às vezes é arranjar
do principal centro de referência na área da
quem vá para lá trabalhar! (risos)
Oncologia da região Norte e sabendo nós que os centros de MN a Norte do Mondego estão todos localizados no litoral, pela sua experiência e na sua opinião, faria sentido a criação de centros de MN no interior do país? Irene Paula: Recebemos muitos doentes de toda a região norte. Não acho, claro, que seja preciso um Serviço de MN em cada Hospital, isso não faz sentido, mas a verdade é que algumas regiões do interior já mereciam ter MN. As distâncias hoje em dia são curtas, é verdade, mas muitos destes doentes ainda demoram horas a chegar ao Porto! Um doente, por exemplo de Vila Real, demora apenas uma hora de Vila Real ao Porto, a questão é que muitas dessas pessoas demoram mais do que uma hora só para chegar a Vila Real! Trás-os-Montes, Beiras e Alentejo, são regiões que beneficiariam se tivessem MN, ainda que fosse só para os exames mais frequentes, como as Cintigrafias
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Radiações: Quais as vantagens da pós-graduação em Gestão e Administração de Serviços de Saúde no
exercício
das
suas
funções
de
Técnica
Coordenadora? Irene Paula: Logo à partida, para ser Técnica Coordenadora e ser remunerada pela categoria, precisei de ter formação pós-graduada em Gestão de Serviços de Saúde e não vou negar que foi uma das razões que me levou a investir na pós-graduação. Por outro lado, era uma altura em que eu já tinha começado a trabalhar há muitos anos, e senti que estava a começar a “acomodar-me”. Foi uma forma de eu voltar a estudar, de me familiarizar com áreas para as quais
E ainda mais quando se trata de pessoas de referência
não tinha tido formação durante o curso e, claro,
na área em que se está a estudar, o que foi o caso!
conhecer outras pessoas, colegas de diversas áreas,
Acho mesmo uma mais-valia apostar em formação pós-
disso,
graduada. Quem diz Gestão, que fiz por inerência ao
professores
com
muito
know-how…Além
aprender é sempre uma mais-valia; aliás, só o facto de
cargo
que
ocupava,
diz
outra
área
qualquer,
nos fazer voltar a olhar para os livros e adquirir
relacionada ou não com a MN, desde que suscite
conhecimento… acrescenta sempre!
interesse!
“aprender é sempre uma mais-valia” Fiz por exemplo, um Curso de Especialização em
estágio têm em TC para eu própria aprender! Hoje em
Oncologia, que foi interessantíssimo e acrescentou-me
dia os nossos alunos e estagiários já têm formação nas
muito conhecimento nesta área. Para os Técnicos, hoje
três áreas e estarão potencialmente mais preparados
em dia, é uma forma excelente de adicionar
para este tipo de equipamentos de que nós estávamos
conhecimento e adquirir competências. Eu, por
quando acabámos o curso! Uma das coisas que acho
exemplo, não tive formação durante o curso em TC e
importante é, para os Técnicos que são só de Medicina
hoje em dia já muitos dos nossos equipamentos têm
Nuclear, ou só de Radiologia ou de Radioterapia,
TC. Não tenho vergonha nenhuma de dizer que tenho
promover-se formação nestas outras vertentes!
aproveitado os conhecimentos que alguns alunos de
“Acho que a maior parte da população já está muito mais sensibilizada para estas questões [radioprotecção e risco radiológico]”
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Radiações: Sendo a Proteção Radiológica, a
que lhes é passada. Pior mesmo é o segundo grupo, os
Comunicação do Risco e a Literacia para a Saúde
que acham que já sabem tudo e mais alguma coisa!
três dos temas mais “quentes” na atualidade,
Quase que não vale a pena estarmos a perder tempo
considera que a população em geral está preparada
em explicações porque vão sempre achar que já sabem
para os compreender?
tudo! Depois, o grupo da população que fica entre
Irene Paula: Neste contexto, eu acho que há três
estes; a maior parte da população já está muito mais
grandes grupos de pessoas. Nos extremos, estão os
sensibilizada para estas questões e aceitam ouvir as
que não sabem absolutamente nada e os que acham
nossas explicações e acreditam nas informações
que sabem tudo! Com o primeiro grupo, nós
dadas. Se calhar, se essa mesma análise fosse feita
conseguimos mais facilmente explicar estas questões
aos profissionais iria-nos surpreender mais do que
e, ainda que dentro das suas limitações, parece-me que
esperaríamos! Eu tenho tido mais dificuldade com os
ficam a perceber de forma muito razoável a informação
profissionais do que com os utentes! (risos)
“É verdade que [na comunicação do risco] tenho tido mais dificuldades com os profissionais do que com os utentes, por estranho que pareça!” Radiações: Essa era precisamente a pergunta que
doente que tenha estado na MN… E estes profissionais
lhe ia fazer a seguir!
são ainda mais difíceis de “convencer” do que a maioria
Irene Paula:(risos) É provocatória! Mas é verdade, eu
dos doentes!
tenho tido mais dificuldades com os profissionais do que com os utentes, por estranho que pareça! Tenho visto muita resistência dos colegas, Técnicos, Médicos, Farmacêuticos… enfim, só não digo Físicos… (embora também os haja!) mas vejo ainda muito “medo das radiações” em alguns destes colegas…Parece-me que ainda há pouco conhecimento nesta questão da radiação, sobretudo no que toca aos procedimentos de MN. Ainda há casos de Médicos que não querem dar consulta a um doente, ou fazer-lhe uma Ecografia, porque este esteve aqui (na MN) a fazer uma Cintigrafia Óssea, por exemplo! Ou colegas de Radiologia que têm receio de fazer uma Radiografia ou uma TC a um
“(…) com crianças, envolvemo-nos sempre muito mais…”
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Radiações: Ao longo de toda a sua experiência
por algum motivo, nomeadamente para exames
profissional, prestou apoio a inúmeros doentes!
médicos, lhe tentavam “fazer a folha”! Já tinha
Qual foi a experiência mais marcante que nos pode
acontecido antes, no Hospital de São João, e era por
partilhar, que tenha ocorrido no Serviço de MN do
isso que havia tantos guardas e tanto aparato! (risos)
IPO-Porto?
Em termos de relação com os doentes, claro que teria
Irene Paula: Olha, lembro-me de muitas! Nestes anos
que destacar as crianças… com elas envolvemo-nos
todos já tive de tudo aqui no Serviço! Houve um
sempre muito mais… Mas apesar de tudo, nós na MN
episódio que me lembro, muito caricato: tivemos cá, já
acabamos por não ter um contacto tão longo com os
há muitos anos, um doente que era recluso. Estava
doentes; estes vêm cá periodicamente, para exames de
preso numa daquelas prisões de segurança máxima e
seguimento, por exemplo, mas acabamos por não ter
teve de vir cá fazer um exame. Então para lhe fazermos
aquela
o exame, veio uma equipa da polícia de intervenção,
Radioterapia têm, onde os doentes estão quase
isolaram o perímetro, todas as portas guardadas, o que
diariamente com eles, muitas vezes durante meses...
como se pode imaginar criou um certo constrangimento
Acontece-nos mais agora com as terapêuticas,
no Serviço, enfim, mas o mais curioso é que todo este
fazemos muitas terapêuticas com Lutécio, onde os
aparato nem era propriamente pelo doente, pela
doentes vêm cá fazer vários ciclos de tratamento, o que
possibilidade dele fugir, mas antes porque havia um
facilita mais a criação de laços.
ligação
que
se
calhar
os
colegas
da
grupo rival que, cada vez que ele tinha de sair da prisão
“A curto prazo, vamos começar terapêuticas com PSMA-177-Lu” Radiações:
O
IPO,
sempre
na
vanguarda,
Radiações:
E
colaborações
do
Serviço
em
certamente também terá, em termos de terapêutica
Investigação Científica?
com radionuclídeos, alguns procedimentos que
Irene Paula: Sim, muito! Temos vários ensaios a
certamente são pouco comuns para a maioria de
decorrer com a participação do Serviço, nos quais faz
nós.
parte sempre pelo menos um Técnico. Vamos agora
Irene Paula: Mais recentemente temos as terapêuticas
iniciar um ensaio, que não é promovido por nenhum
com
Tumores
laboratório, vai ser um ensaio clínico aqui da Instituição,
Neuroendócrinos. Também fazemos Microesferas de
onde também iremos participar com a Densitometria
Ítrio e de Hólmio e vamos, a curto prazo, começar
Óssea de Corpo Inteiro que vai ser realizada aqui no
terapêuticas com 177Lu-PSMA para doentes de
Serviço.
Lutécio,
para
determinados
Cancro de Próstata. Já estamos a trabalhar no protocolo!
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A “Pressão no Ar” a Irene Paula…
Radiações: Que prova de diagnóstico destaca do
Radiações: Prefere… a) Figo com nozes; b)
seu Serviço?
“Xofigo”
Irene Paula: PET-CT.
Irene Paula: (risos) Prefiro figo com nozes!!! (risos) O Xofigo é melhor que fique para quem precisa!
Radiações: E qual o procedimento terapêutico que considera mais interessante?
Radiações: Uma mensagem para os seus doentes…
Irene Paula: A terapêutica com Microesferas.
Irene Paula: Que se mantenham com esperança e com pensamento positivo. Estamos cá para os ajudar e hoje
Radiações: Já teve pesadelos em que perde uma
em dia, cada vez mais de forma muito assertiva.
esfera de 90-Y?
Portanto, acho que se devem manter com grande
Irene Paula:(risos) Não!! Esse ainda não tive! (risos)
esperança e manter a esperança em tudo o que fazem, pois isso ajuda muito a tratá-los e a que eles próprios
Radiações: O que mais detesta?
se
mantenham
em
boas
condições
para
os
Irene Paula: A ignorância.
tratamentos!
Radiações: Radionuclídeo favorito?
Radiações: Um comentário final para os nossos
Irene Paula: Tecnécio [99mTc]!!!
leitores… Irene Paula: O que é que eu posso dizer-lhes… Olha,
Radiações: Música preferida?
que continuem a assinar e a ler a Radiações! (risos)
Irene Paula: Eu não sou muito melómana! (risos)
Mas a sério, que continuem a apoiar a ATARP, que é
Gosto de Blues.
uma Associação que desde sempre tem feito a diferença pela Profissão. Eu sou associada da ATARP
Radiações: O que mais adora?
já desde o início, e acho que a ATARP é a nossa voz
Irene Paula: A minha neta!
no Sistema e no Sistema Nacional de Saúde. Cada vez tem uma maior importância!
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ESPAÇO ESTUDANTE Prémio Recém-Licenciado ATARP 2020
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O Prémio Recém-Licenciado ATARP vai já na 3ª edição, e pretende continuar a dar palco ao que de melhor os alunos de licenciatura fazem no seu trajeto académico.
A todos os candidatos desta edição, bem como aos seus orientadores e coorientadores, a Direção Nacional da ATARP dirige uma palavra de congratulação e agradecimento. Nas próximas páginas partilhamos os resumos de todos eles – o facto de vivermos um período atípico reforça mais ainda a capacidade de trabalho e superação.
Existindo essa oportunidade, acreditamos que todos os trabalhos, sendo automaticamente elegíveis, estarão nas Comunicações Livres do XIX CNATARP, no entanto “aguçamos”, de seguida, a curiosidade.
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Estudo descritivo correlacional para avaliação das técnicas de SPECT/SPECT-CT e PET-CT no diagnóstico de Neuroblastoma Pediátrico: uma revisão sistemática da literatura José David Rodrigues Ferreira (1), José Alexandre Domingues Silva (2) (1) Licenciatura em Imagem Médica e Radioterapia, Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias do Instituto Politécnico de Castelo Branco (2) Orientador, Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias do Instituto Politécnico de Castelo Branco Introdução: O Neuroblastoma é o tumor sólido extracraniano maligno mais comum na infância, responsável por cerca de 15% dos óbitos entre os 0 e os 18 anos. A sua extensa heterogeneidade clínica, reflete-se nas diversas localizações que o tumor primário pode apresentar, sendo que 60% ocorre nos gânglios paraespinhais abdominais com predominância na glândula supra-renal, 30% na medula adrenal e a restante percentagem nos gânglios simpáticos do tórax, cabeça, pescoço e pélvis. Objetivos: O objetivo deste trabalho foi demonstrar a mais valia que cada técnica da Medicina Nuclear SPECT, SPECT-CT e PET-CT) desempenha no diagnóstico de Neuroblastoma e, concluir, de que forma o estádio tumoral poderia levar à escolha da técnica/radiofármaco. Metodologia: A recolha bibliográfica baseouse em motores de busca como: PubMed, Research Gate, Google Scholar e bases de dados: Science Direct, Radiographics, Jornais e Livros, de onde resultaram 84 referências, com o espaço temporal definido de 2005-2019. Foram excluídas 30 referências, por não respeitarem os critérios de inclusão. Resultados: A técnica PET-CT revelou maior sensibilidade e especificidade na deteção do tumor primário de Neuroblastoma, com um maior número de Falsos Negativos e um menor número de Falsos Positivos. Por outro lado, SPECT-CT revelou uma maior sensibilidade e especificidade na deteção de recidivas ou metástases, com um maior número de Falsos Positivos e Falsos Negativos. Conclusões: A técnica a utilizar, e respetivos radiofármacos encontra-se dependente do estádio da doença, sendo SPECT-CT útil em estádios avançados e PET-CT em estádios iniciais. Com recurso a técnica de SPECT-CT, é possível aumentar a precisão na localização e deteção de NBL. PET-CT deverá ser utilizado, quando os resultados fornecidos por SPECT-CT são inconclusivos ou quando não se verifica a captação de 123I-MIBG. A principal limitação deste estudo esteve associada a um número reduzido de estudos comparativos com o radiofármaco Neuroblastoma, Pediatria, PET-CT, SPECT, SPECT-CT.
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F-MFBG. Palavras-chave:
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Análise ecográfica das alterações morfológicas dos isquiotibiais em mulheres atletas de rúgbi Ana Tavares (1), Rute Santos (2) (1) Licenciatura em Imagem Médica e Radioterapia, Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra (2) Orientadora, Professora Adjunta do Departamento de Imagem Médica e Radioterapia da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra Introdução: O desporto altera a morfologia muscular. As alterações provocadas pela prática regular de exercício físico podem ser avaliadas através de parâmetros como o ângulo de penação, comprimento do fascículo, área de seção transversal, ecogenicidade e espessura do músculo. Objetivo: Caracterização e avaliação das alterações morfológicas do grupo muscular dos isquiotibiais através de parâmetros ecográficos como ângulo de penação, comprimento do fascículo, área de seção transversal, ecogenicidade e espessura do músculo, bem como na avaliação da possível existência de uma relação entre estes e o membro dominante. Material e Métodos: Quarenta e seis participantes do sexo feminino com uma média de idades de 22,35 anos divididas em dois grupos: um grupo experimental (28 atletas de rúgbi e média de idades de 23,27 anos) e um grupo controlo (18 indivíduos sedentários e uma média de idades de 21,42 anos), foram submetidos a um exame ecográfico à região posterior da coxa, onde foram avaliados os músculos semimembranoso e longa porção do bicípite femoral no plano longitudinal e numa vista panorâmica. Resultados: As atletas quando comparadas com o grupo controlo apresentam valores mais elevados de área de secção transversal e espessura do músculo, ecogenicidade, ângulo de penação (exceto nos músculos semimembranoso direito e bicípite femoral esquerdo) e valores mais baixos de comprimento do fascículo. No caso do membro dominante este apresenta algumas diferenças com o não dominante, no entanto as mesmas não são estatisticamente significativas. Conclusões: O exercício físico provoca alterações a nível da morfologia muscular e a ecografia mostra-se um bom método para a avaliação músculo-esquelética na performance dos atletas. É uma modalidade de imagem que permite o estudo invivo do comportamento do músculo, a realização de estudos bilaterais comparativos, é de fácil acesso, baixo custo, possui elevada confiabilidade e é uma técnica não invasiva. Palavras-chave: Isquiotibiais, atletas, rúgbi, ecografia
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Estado da arte da terapia de neoplasias com eletrões Auger e o seu papel no teragnóstico - Revisão Sistemática da Literatura Cláudia Filipa Barroso Creado (1), José Alexandre Domingues da Silva (2) (1) Licenciatura em Imagem Médica e Radioterapia, Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias (2) Assistente Convidado do Curso de Licenciatura em Imagem Médica e Radioterapia da Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias, Instituto Politécnico de Castelo Branco Introdução: Os eletrões Auger têm origem em processos de decaimento de captura eletrónica ou conversão interna e têm sido alvo de pesquisa ao nível do tratamento de neoplasias disseminadas, sendo necessário direcionar o radiofármaco ao alvo pretendido, que idealmente seria o núcleo da célula neoplásica. Estes têm aplicabilidade enquanto agentes de teragnóstico, sendo que os nanovetores são ferramentas úteis que auxiliam na entrega dos eletrões Auger ao alvo. Objetivo: Explorar a aplicabilidade da terapia Auger em neoplasias e o seu papel na área do teragnóstico. Metodologia: Este estudo é uma revisão sistemática da literatura, sendo que as bases de dados, bibliotecas digitais e motores de busca utilizados para a pesquisa foram a B-on, PubMed, Scielo, SpringerLink e Google Scholar, com um intervalo temporal de 2010 a 2020, tendo sido utilizados 37 registos. Resultados: Os eletrões Auger apresentam um melhor desempenho no tratamento de células disseminadas isoladas e pequenas metástases, permitindo diminuir o dano residual devido às suas reduzidas dimensões, na faixa dos nanometros. Para criar o par de teragnóstico ideal de radiofármacos, é necessário que cada um tenha associado a si um traçador químico específico direcionado ao alvo, procedendo posteriormente à radiomarcação com o radionuclídeo emissor de eletrões Auger. A distribuição do radiofármaco com intuito terapêutico, deve ser direcionada aos alvos localizados a um nível intracelular ou intranuclear, devendo ter a capacidade de percorrer um trajeto direto até à célula neoplásica, atravessando a membrana celular e evitando a fuga para o meio vascular assim como a proteólise. Os sinais de localização nuclear permitem que os radiofármacos sejam reconhecidos no citoplasma, facilitando o transporte através do complexo de poros nucleares. Os nanotransportadores modulares também são promissores, uma vez que se ligam a recetores sobre-expressos pelas células neoplásicas. Diversos ensaios clínicos foram realizados tanto in vitro como in vivo, revelando a eficácia desta terapia. Verificou-se que tanto o par de teragnóstico 152Tb/161Tb como o 155Tb/161Tb apresentam fortes caraterísticas para a sua aplicação em prática clínica. Tanto o 152Tb como o 155Tb permitem realizar cálculos prédosimétricos. O 152Tb permite obter imagens de PET-CT, sendo economicamente dispendioso. Desse modo o 155Tb poderá substituí-lo, permitindo adquirir imagens de SPECT-CT. Foi demonstrado que o uso de agentes de quimioterapia associados a radionuclídeos emissores de eletrões Auger aumentam o efeito terapêutico, sem aumentar a toxicidade no tecido adjacente. Para que seja possível realizar a terapia será necessário definir critérios de seleção, sendo que os técnicos de Medicina Nuclear terão um papel preponderante na administração e follow-up da terapia. Em termos de cálculos dosimétricos foram propostos dois métodos diferentes: o MIRD-S e o algoritmo PENELOPE. Ambos têm por base o código Monte Carlo. Conclusões: Os eletrões Auger apresentam caraterísticas ideais para o teragnóstico, sendo que a sua aplicabilidade terapêutica ainda está centrada no tratamento de metástases. Os
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nanotransportadores modulares são úteis no auxílio da entrega ao alvo. A grande limitação deste estudo prende-se com a ausência de ensaios clínicos aplicados a seres humanos que demonstrem a eficácia da terapêutica. Palavraschave: Eletrões Auger; Terapia Auger; Teragnóstico; Nanotransportadores Modulares.
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A Mamografia Espectral com Contraste no diagnóstico de lesões mamárias Margarida Martins Carvalho (1), Maria Luísa Nogueira (2) (1) Licenciatura em Imagem Médica e Radioterapia, Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico do Porto (2) Orientador, Prof. Dra. Maria Luísa Nogueira, Coordenadora da Área Técnico-Científica de Radiologia e Licenciatura em Imagem Médica e Radioterapia, Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico do Porto Introdução: O Cancro (CA) da mama é o tipo de cancro mais frequente sendo a principal causa de morte em mulheres. A principal técnica radiológica para deteção e diagnóstico de patologia mamária, é a mamografia. No entanto, este exame apresenta baixa sensibilidade e especificidade, principalmente em mulheres jovens e/ou mulheres com elevada densidade mamária. A Mamografia Espectral com Contraste (CESM) é uma técnica recente que fornece informação funcional para além da morfológica. A CESM é uma técnica de dupla energia que resulta da combinação entre a técnica de mamografia digital padrão e a administração de um agente de contraste iodado. Esta técnica pode ser utilizada no rastreio de pacientes de alto risco, nomeadamente mulheres com mamas heterogeneamente densas, no diagnóstico de pacientes com contraindicações à Ressonância Magnética, na avaliação de resultados inconclusivos após mamografia, no estadiamento pré operatório e na avaliação da resposta a tratamentos de quimioterapia neoadjuvante. Objetivo: Avaliar a aplicação da técnica CESM entre estudos e rever o desempenho diagnóstico na deteção e caracterização de lesões mamárias. Métodos: Entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020, foi realizada uma pesquisa bibliográfica na base de dados PubMed com os termos “Contrast Enhanced Spectral Mammography”, “Breast Cancer” e “Diagnostic Performance” conjugados com o auxílio de operadores booleanos. Foram aplicados critérios de inclusão e exclusão e, do processo de seleção, resultaram dez artigos que constituíram a amostra em estudo para a elaboração da revisão sistemática. Resultados: Do total dos dez estudos selecionados, foram avaliadas 1251 pacientes, com idade média entre os 48 e 55 anos, e aproximadamente 1600 lesões, sendo que 65% eram lesões malignas. Em todos os estudos, foram utilizados sistemas Senographe™ Essencial - General Electric Healthcare. Relativamente ao agente de contraste, foram utilizadas quatro moléculas diferentes (injeção 1,5 ml/kg a 3mL/s). A sequência de aquisição das imagens foi muito variável entre estudos, A sensibilidade variou entre 72% e 100%. A especificidade variou de 27% a 94,1%. A exatidão reportada variou de 73% a 90,9%. Conclusão: A CESM pode representar uma opção válida para assegurar um correto diagnóstico de lesões mamárias, especialmente em mulheres jovens e em mulheres com elevada densidade mamária. Palavras-chave: CESM, Cancro da mama, desempenho diagnóstico.
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Indicadores de exposição em radiologia digital: comparação entre sistemas de conversão direta e indireta Ariana Nunes (1), Sandra Rua Ventura (2) (1) Licenciatura em Imagem Médica e Radioterapia, Escola Superior de Saúde do Politécnico do Porto, Portugal. (2) Orientador, Professora da Área Técnico-Científica da Radiologia, Escola Superior de Saúde do Politécnico do Porto, Portugal. Introdução: Nas últimas duas décadas do século XX, a radiografia digital (DR) veio substituir a radiografia com película na maioria dos departamentos de radiodiagnóstico. Atualmente, os fabricantes dos equipamentos oferecem uma variedade de soluções de radiologia digital com base em diversas tecnologias de detetores e sistemas de leitura. Esta variedade de sistemas, impos aos Técnicos de Radiologia a necessidade de avaliar, rever e melhorar os seus procedimentos radiológicos tendo em conta a qualidade da imagem e a proteção radiológica. Na literatura, a distinção entre estas tecnologias e sistemas é pouco explorada e vários estudos de investigação documentam um aumento da dose de radiação com a introdução da tecnologia DR. Para além disso, os indicadores de exposição (Exposure Index – EI e Deviation Index – DI) utilizados na prática clínica revelam que as práticas não estão, de um modo geral, em conformidade com o referencial Europeu. Objetivos: Comparar os indicadores de exposição de 90 radiografias torácicas obtidas a partir de sistemas de DR conversão direta (DRX) e indireta (iDRX) e avaliar o seu impacto na qualidade de imagem. Metodologia: Foi efetuado um estudo retrospetivo, através da recolha randomizada de radiografias torácicas realizadas entre 2017 e 2018 em Hospitais do Grande Porto (e autorizado pelas Comissões de Ética). Foram excluídos os exames mal codificados no sistema de arquivo e pediátricos (pelas diferenças de biótipo corporal). A partir destas imagens, foram extraídos os indicadores de exposição de cada sistema DR e avaliada a sua qualidade, pela análise dos histogramas e cálculo da relação sinal-ruído (SNR). Os dados foram tratados estatisticamente com recurso aos testes de Mann-Whitney (para testar a igualdade das medianas entre os indicadores de exposição) e testes de Correlação de Spearman, assumindo-se um nível de significância de 0,05. Resultados: Neste estudo observam-se diferenças significativas (p< 0,05) nos EI em função das tecnologias com aquisição digital direta e indireta e da utilização de grelha anti-difusora no sistema iDRX. No que respeita ao DI, não se observam diferenças estatisticamente significativas entre os sistemas. Globalmente, a SNR diminui com o aumento dos indicadores de exposição independentemente do sistema utilizado, mas sem comprometer a qualidade diagnóstica das imagens.
Conclusões: Em radiografias torácicas, os sistemas de conversão indireta apresentam globalmente
melhores resultados em todos os indicadores de exposição comparativamente aos sistemas de conversão direta. Estas medidas quantitativas (EI e DI) referentes à performance dos detetores são a base do método de otimização, pois são mecanismos de feedback importantes para o Técnico de Radiologia de modo a compreender se a exposição a que o doente é submetido é a mais correta. No entanto, segundo a literatura e também neste estudo se concluiu que existe
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ainda uma grande variabilidade entre os valores de EI de cada fabricante. A adoção de um novo padrão standard de EI associado aos valores de DI poderia ajudar a uma melhor compreensão e otimização dos valores de indicadores de exposição. Palavras-chave: Indicadores de exposição; Radiologia Digital; Detetor de Conversão Direta (DRX); Detetor de Conversão Indireta (iDRX); Otimização.
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O papel do PET-CT/MRI e da Ressonância Magnética no diagnóstico da Esclerose Lateral Amiotrófica Cristiana Santos (1), João Costa (2) José Silva (3) (1) Licenciatura em Imagem Médica e Radioterapia, Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias, Instituto Politécnico de Castelo Branco (2) Orientador, Professor Adjunto, Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias, Instituto Politécnico de Castelo Branco (3) Co-orientador, Assistente Convidado, Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias, Instituto Politécnico de Castelo Branco Introdução: A esclerose lateral amiotrófica (ELA) é uma patologia neurodegenerativa que afeta as células nervosas no cérebro e na medula espinhal. As técnicas imagiológicas envolvidas no diagnóstico são a Ressonância Magnética (RM), a Positron Emission Tomography/ Computed Tomography (PET/CT) e a Positron Emission Tomography/ Magnetic Resonance Imaging (PET/MRI). Objetivos: O objetivo principal do trabalho é demonstrar que as técnicas híbridas se apresentam mais vantajosas no diagnóstico da ELA, em comparação à técnica de RM. Metodologia: Para esta revisão sistemática de literatura foi realizada uma pesquisa recorrendo a bases de dados como a PubMed e Scopus, biblioteca digital B-on, plataformas da Society of Nuclear Medicine and Molecular Imaging (SNMMI) e da American College of Radiology (ACR) e livros, num espaço temporal de 16 anos, 2004 a maio de 2020. Foram utilizadas 65 referências, que cumpriram os critérios de inclusão. O cumprimento do espaço temporal definido, a temática do trabalho tem de ser abordada, os estudos devem ser experimentais ou de revisão e têm de ter o texto integral acessível. Resultados: Na PET, o 18F-FDG apresenta 95,6% de sensibilidade e 81,25% de especificidade no estudo da ELA. A combinação de imagens Diffusion Tensor Imaging (DTI) e espectroscopia apresentaram uma sensibilidade de 91,5% e especificidade de 85%. Conclusões: A RM fornece informações relevantes para o diagnóstico da ELA, visto que esta não apresenta sintomas específicos. O 18F-FDG deve ser o radiofármaco predileto, pois apresenta valor diagnóstico, prognóstico e permite verificar alterações em pacientes pré-sintomáticos. O verdadeiro contributo das técnicas híbridas ainda não está devidamente estabelecido. Palavras-chave: PET/CT; PET/MRI; RM; Esclerose Lateral Amiotrófica; Diagnóstico
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Algoritmo de reconstrução de imagem Bayesiano de verosimilhança penalizada vs OSEM - caracterização de lesões Pulmonares em PET/CT Ana Martins (1), Jéssica Cepa (1), Sílvia Maltez (1), Paula Martins (2), Diogo Borges Faria (3), Joana Vale (4) (1) Licenciatura em Imagem Médica e Radioterapia, Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro; anacatarinaom12@gmail.com, jessicaneiva@live.com.pt, maltez.3.silvia@gmail.com (2) Orientador, Universidade de Aveiro (3) Orientador, Lenitudes: Medical Center & Research (4) Orientador, Física Médica, Júlio Teixeira SA Introdução: Atualmente, para a reconstrução de imagens PET o algoritmo de reconstrução mais utilizado é o Ordered Subset Expectation Maximization (OSEM). Com a utilização do OSEM, a imagem forma-se por iterações sucessivas, permitindo uma convergência acelerada usando subconjuntos, mas este não pode ser executado para convergência total pois, a cada iteração o ruído aumenta, afetando a detetabilidade das lesões. Isto repercute-se na imagem porque a recuperação do contraste é dependente das taxas de convergência, logo a quantificação da lesão é diretamente afetada. Devido a estas limitações, foi desenvolvido o algoritmo de reconstrução de imagem Bayesiano de verosimilhança penalizada (Q.Clear). Existe a introdução de um fator de penalização (β) que o permite orientar para a convergência total, mas sem o aumento do ruído. O valor deste termo aumenta consoante o ruído da imagem é aumentado, permitindo controlar o ruído. Possibilita então uma melhor detetabilidade de pequenas lesões. Objetivo: Determinar se o algoritmo Q.Clear aumenta a detetabilidade e o SUVpeak de pequenas lesões pulmonares em PET/CT, apurando qual dos fatores β será o mais adequado, em comparação com o algoritmo OSEM. Métodos: Em 33 exames de PET/CT, realizados no equipamento Discovery IQ 4R, GE Healthcare, foram avaliados 33 nódulos pulmonares que indicavam patologia pulmonar primária/metastática. As imagens foram reconstruídas com o algoritmo OSEM e Q.Clear com os fatores de penalização β=50, 100, 150, 200, 250, 300, 350, 400, 500 e 600. Foi desenhado uma ROI circular, posicionada nas lesão, e uma ROI de fundo do fígado, recolhidos os volumes de cada lesão e os valores referentes ao SUVmax, SUVmean e SUVpeak, com treshold de 42%. Resultados: Existe um aumento da detetabilidade das lesões e do valor de SUVpeak com o Q.Clear comparativamente com o OSEM, sendo mais significativo para os fatores de menor penalização, com decrescimento à medida que o fator β aumenta. Dividindo os volumes das lesões em 3 classes, <10 cm3 , entre 10 cm3 e 20 cm3 e >20 cm3, quando comparado com o OSEM, nas lesões com <10 cm3, houve aumento dos valores com β entre 50 e 350, mas não com 400, 500 e 600. Para as lesões, o algoritmo Q.Clear com qualquer β foi sempre superior ao algoritmo OSEM. Conclusão: Existe um aumento do valor SUVpeak com o Q.Clear para a generalidade das lesões, sendo mais significativo nas pequenas lesões, quando comparado com o
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OSEM. SUVpeak é o método de medição mais estável e menos influenciado pelos fatores de β. Q.Clear com β=50 e 100 são os mais vantajosos na avaliação das lesões pulmonares. Palavras-chave: PET/CT; SUV; Penalized Likelihood Reconstruction; Ordered-Subset Expectation Maximization Reconstruction.
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Vencedor do Prémio Recém-Licenciado ATARP 2020 É com enorme orgulho que a ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear anuncia o vencedor da 3ª edição do Prémio Recém-Licenciado ATARP.
" Fico profundamente grata pelo prémio atribuído ao meu projeto de investigação. Significa que todo o meu esforço e dedicação que tive neste projeto foi reconhecido. Fica ainda um enorme agradecimento aos orientadores, que permitiram o desenvolvimento deste fantástico tema."
A Direção Nacional da ATARP e a Comissão Científica dão os PARABÉNS a Ana Martins, Licenciada em Imagem Médica e Radioterapia pela Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro, cujo trabalho obteve maior pontuação na avaliação dos 30 elementos da Comissão Científica, formada por elementos do exercício e da academia.
O trabalho vencedor, intitulado "Algoritmo de reconstrução de imagem bayesiano de verosimilhança penalizada vs OSEM - caracterização de lesões pulmonares em PET/CT", tendo arrecadado o prémio monetário de 250€, ao qual acresce crédito de igual montante em formação ATARP (ou parceiros) e oportunidade de apresentar o trabalho no XIX CNATARP.
A ATARP parabeniza também, uma vez mais, os orientadores e coorientadores da Ana.
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“Dia-a-dia com…”
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Dia-a-dia com… Melissa Cruz Serviço de Medicina Nuclear do Hospital de Santa Cruz – Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, EPE Serviço de Medicina Nuclear do Instituto do Coração - ICSM
A polivalência necessária à multiplicidade de funções a
necessários ao seu funcionamento. O planeamento de
desempenhar nos serviços de Medicina Nuclear
agenda de exames de Medicina Nuclear, a colaboração
apresenta-se como um constante desafio. O meu dia
na gestão logística da radiofarmácia, da farmácia e
começa cedo no Serviço de Medicina do Instituto do
consumíveis, bem como a articulação dos recursos
Coração, onde coordeno a equipa técnica e colaboro
humanos que integram a nossa equipa, constituem as
com a Administração, Assessoria da Administração e
tarefas inerentes ao exercício das minhas funções.
Direção de Serviço na gestão de todos aspetos
Neste
serviço,
contribuo
diariamente
para
a
estudantes, a implementação e manutenção do
implementação de procedimentos destinados a otimizar
programa de proteção e segurança radiológica e
processos, relacionados com a gestão da qualidade,
monitorização
com auditoria clínica, com a gestão de planos de
integram a equipa do serviço, bem como a gestão de
manutenção e com o controlo de qualidade de
fontes seladas e resíduos radioativos, em paralelo com
equipamentos. Cumulativamente, assumo ainda a
a normal rotina de realização de exames.
integração e formação técnica de outros profissionais e
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dosimétrica
dos
profissionais
que
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No Instituto do Coração, os exames de Medicina
exames, e a aquisição de imagens em equipamentos
Nuclear,
SPECT
que
maioritariamente
correspondem
a
convencionais
e
dedicados,
conduzindo
cintigrafias de perfusão de miocárdio, exigem da minha
procedimentos em estreita cooperação com os Médicos
parte e em colaboração com a restante equipa, a
Nuclearistas, Médicos Cardiologistas Nucleares e
concretização da eluição de geradores, a marcação de
Enfermeiras que integram a equipa do serviço de
radiofármacos, o controlo de qualidade de eluídos e
Medicina Nuclear, assegurando sempre o cumprimento
radiofármacos, as anamneses prévias à realização dos
das boas práticas de radioproteção.
No Serviço de Medicina Nuclear do Hospital de Santa
obrigam muitas vezes à alteração da programação de
Cruz, onde o meu dia continua e se prolonga muitas
dias completos para possibilitar a realização, em
vezes até anoitecer, não tenho sob a minha
particular, destes estudos urgentes. Renogramas para
responsabilidade a coordenação da equipa, mas
avaliação pré e pós transplante renal (para seguimento
desempenho, de forma idêntica ao Instituto do
ou avaliação de complicações), avaliação da função
Coração, a quase totalidade das funções anteriormente
renal em potenciais dadores renais por renograma com
referidas. Estando este serviço integrado no Centro
quantificação in vitro, avaliações de viabilidade
Hospitalar de Lisboa Ocidental, o planeamento de
miocárdica pré angioplastia ou pré cirurgia por estudos
agenda e a otimização dos sistemas informáticos de
de perfusão de miocárdio, estudos cerebrais para
gestão de agenda, tarefas intrínsecas ao exercício da
confirmação de morte cerebral, estudos de ventilação e
Medicina Nuclear e nas quais estou envolvida em
perfusão
cooperação com as Assistentes Técnicas do serviço e
tromboembolismo
com as equipas de Sistemas Informáticos, é algo em
neuroendócrinos em contexto oncológico pré e pós-
permanente alteração devido a pedidos com maior
operatório ou pré e pós-terapêutico, estudos de
urgência clínica solicitados por outros serviços que
inflamação e infeção por marcação de células
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pulmonar
perante
pulmonar,
suspeita
estudos
ósseos
de e
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sanguíneas
autólogas
e
necessidade
de
legislação e normas que regem o funcionamento dos
disponibilização de salas para administração de
serviços de Medicina Nuclear é muitas vezes uma
terapêutica com iodo-131 para tratamento de patologia
hercúlea tarefa que obriga à coordenação de equipas
benigna da tiróide, são apenas alguns exemplos de
multidisciplinares, coordenação com fornecedores e
motivos para reorganização completa de planeamentos
coordenação com o próprio sistema hospitalar de
prévios de agenda. A variabilidade de indicações
gestão de utentes, principalmente em alturas distintivas
clínicas dos pedidos de exames que realizamos, apesar
como a que atualmente vivemos. Paralelamente à
de tornar a prática interessante, exige também alguma
gestão de agenda geral, dou a minha contribuição e de
organização e criatividade de forma a conseguir
modo mais particular, na gestão de agendamento e
cumprir em simultâneo a rentabilização e administração
realização
de radiofármacos dentro do período de estabilidade de
requisitados pelo serviço de consultas de Neurologia,
marcação, a manutenção das boas práticas de
Neurocognição e Patologias do Movimento, uma área
radioproteção e segurança radiológica e de prevenção
em que tenho procurado desenvolver competência
e controlo de infeção. Considerando as limitações
acrescida,
estruturais do serviço de Medicina Nuclear e a
particularidades da comunicação entre o Técnico de
durabilidade e procedimentos inerentes a grande parte
Medicina Nuclear e o utente, e por ser tão desafiante
dos exames, conseguir dar resposta adequada ao
obter a colaboração necessária por parte dos utentes,
maior número de procedimentos urgentes e não
compreender todos os parâmetros que poderão
urgentes, internados ou em ambulatório, cumprindo os
impactar a qualidade de imagem e identificar e avaliar
exames com rigor técnico exigido e garantindo a gestão
hipóteses, ou não, de correção de artefactos motivados
apropriada da marcação dos pedidos, observando boas
por movimentos praticamente impercetíveis durante
práticas do ponto de vista da gestão financeira dos
tempos de aquisição prolongados.
serviços de saúde pública, sempre pautadas pela
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da
por
maioria
dos
considerar
estudos
cerebrais
interessantes
as
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“A variabilidade de indicações clínicas dos pedidos de exames que realizamos, apesar de tornar a prática interessante, exige também alguma organização e criatividade” Em paralelo ao exercício das atividades características
sanitárias dos lavatórios e chuveiro de emergência do
de um serviço de Medicina Nuclear, colaboro também
serviço. A desinfeção das instalações e equipamentos
nos
dos
utilizados em colaboração com a equipa de assistentes
procedimentos do serviço, tal como programas de
operacionais, constitui também uma atividade essencial
monitorização de carros de urgência, programas de
que acompanha todos os procedimentos desenvolvidos
prevenção e controlo de infeção e resistência a
durante o dia de trabalho.
sistemas
implementados
para
apoio
antimicrobianos e programas para monitorização de formação de colónias nas instalações de águas
Muitas vezes, as minhas funções não se limitam
outros com produção descontinuada ou para que
exclusivamente à realização de exames, sendo
possamos fazer face alterações na regulamentação
também necessário submergir em tarefas mais
farmacológica europeia e nacional.
burocráticas como a realização pedidos de introdução
Faz ainda parte da minhas ações de colaboração no
de novos radiofármacos no circuito hospitalar do
campo das questões burocráticas, a aplicação do plano
medicamento, em colaboração com os Serviços
de manutenção de equipamentos específicos da
Farmacêuticos
as
Medicina Nuclear, articulando com os Serviços de
autoridades competentes, como é o caso do Infarmed,
Instalação e Equipamentos do centro hospitalar para
para que possamos realizar procedimentos com
garantir que a frequência de calibração, verificação e
radiofármacos
para
manutenções preventivas e corretivas dos mesmos se
comercialização em Portugal, para que possamos
cumpre em conformidade com a legislação e diretivas
possibilitar a utilização de radiofármacos alternativos a
existentes.
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do
centro
ainda
hospitalar
não
e
com
disponíveis
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Enquanto Técnica de Medicina Nuclear, à semelhança
também sempre que necessário. Além de tudo o
de muitos colegas, a continuação do meu dia é
anteriormente
preenchida pela realização de controlos de qualidade,
necessária a execução de tarefas mais específicas, tais
de equipamentos e radiofármacos, e pela operação de
como a revisão de inventários de fontes seladas e o
um equipamento SPECT híbrido para aquisição de
apuramento dos valores anuais de resíduos radioativos
exames, sempre de acordo com os princípios de
produzidos
radioproteção. A gestão de resíduos produzidos
competentes, ou como a revisão e implementação de
durante estes mesmos procedimentos, assegurando
novas instruções concernentes à proteção e segurança
que o registo da sua manipulação e eliminação estão
radiológica em colaboração com o Físico Médico do
em concordância com a legislação e orientações
serviço, mais uma vez em simultâneo com todos os
disponibilizadas pelas entidades competentes, ocorre
outros procedimentos descritos.
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referido,
para
por
vezes,
comunicação
às
é
também
entidades
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Radiações
Para todos os exames que realizo quer no Instituto do
também uma importância crítica na observância do
Coração, quer no Hospital de Santa Cruz, verifica-se
rigor técnico do exame e na minimização da exposição
um ciclo, assistido por uma equipa multidisciplinar, que
à radiação por parte do público, entenda-se, outros
se inicia com o planeamento do exame, seguido pelo
utentes dos serviços, outros profissionais dos serviços
contato com o utente, pela confirmação da preparação
e familiares dos utentes, por exemplo. O ciclo continua
necessária, se existir, e pela marcação do exame. Este
com
ciclo prossegue com a encomenda e preparação de
complementadas por imagens adicionais requisitadas
radiofármacos, ou apenas a sua encomenda nalguns
pela equipa de Médicos Nuclearistas ou Médicos
casos, com a anamnese e verificação da existência de
Cardiologistas
consentimento
do
processamento e arquivo das imagens adquiridas nos
procedimento em linguagem adaptada ao nível de
sistemas clínicos informáticos, para que o resultado do
escolaridade e compreensão de cada utente, e com a
exame seja disponibilizado ao utente e ao Médico
administração do radiofármaco observando as boas
Assistente. O processamento e controlo de qualidade e
práticas
de
verificação da qualidade dos processamentos dos
radioproteção. O fornecimento de recomendações e
estudos adquiridos, que ocorre em simultâneo com
indicações ao utente para radioproteção de crianças,
muitas das tarefas desempenhadas em equipa,
mulheres grávidas, cuidadores e restantes utentes,
ocupam também uma parte significativa do meu dia,
instruções quanto ao período de tempo a aguardar
considerando o impacto que poderão ter em decisões
entre a administração e a aquisição de imagens, e
clínicas.
de
informado
administração
e
de
explicação
injetáveis
e
a
aquisição
das
Nucleares,
imagens
e
protocoladas
encerra-se
com
e
o
quanto ao local adequado onde aguardar assume
Para além das funções já descritas, dedico muito do
licenciamento de instalações para práticas médicas
meu tempo a uma atual área de interesse, a saber, o
com exposição à radiação, área esta que obriga à
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Radiações
Número 05 – Junho 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
constante atualização e conhecimento de conceitos
muito se multiplicaram, mas continuo a trabalhar para
complementares
arquitetura,
que os meus dias continuem preenchidos pela
segurança, auditoria, bem como ao domínio da
multidisciplinaridade inerente ao exercício da nossa
legislação e diretivas europeias em vigor e relativas a
profissão, principalmente agora que outros desafios
práticas de Medicina Nuclear. A oportunidade de
começam a surgir. A descrição do meu dia, certamente
observar e implementar os seus conceitos e processos
igual a tantos outros dias de outros colegas, aborda a
e participar na mudança que gera em procedimentos
aplicabilidade dos nossos conhecimentos, aptidões e
técnicos e clínicos em Medicina Nuclear é gratificante.
competências em meio clínico e a responsabilidade que
Apesar de não ter imagens para ilustrar esta tarefa
o exercício da nossa profissão acarreta para com o
(seria fastidioso fotografar pastas de documento com
próximo, colega ou utente, para com a sua vida, para
legislação, portarias, orientações técnicas, relatórios,
com o seu bem-estar, não apenas na vertente técnica,
peças
a
mas também na vertente humana, uma vez que os
integração e a aplicabilidade destes conhecimentos
rostos dos utentes que acompanhamos por vezes
impactaram e impactam positivamente o meu dia-a-dia
durante meses rapidamente se transformam numa
no serviço, otimizando procedimentos e resultados
espécie de família. Deste modo, honrando todos os
obtidos nas mais diversas valências. Também no
profissionais de saúde, investigadores e utentes de
âmbito do licenciamento e da monitorização da
diversas nacionalidades que tive e tenho o privilégio de
exposição à radiação, colaboro com o Físico Médico
servir, e aos quais estarei eternamente grata pela
responsável na execução das tarefas necessárias e
contínua oportunidade de aprender, espero que a
ainda com o Serviço de Saúde Ocupacional na gestão
descrição do meu dia possa ser um estímulo para
de dosímetros e relatórios dosimétricos sobre a equipa
atuais e futuros estudantes das Tecnologias da Saúde
exposta durante os procedimentos no serviço.
e outros profissionais, na procura contínua pela
Em qualquer das equipas em que me integro nos dois
formação, diferenciação e excelência no exercício das
serviços em que exerço funções, procuro incentivar a
nossas profissões e exposição a outras disciplinas que
curiosidade científica constante em estudantes e
tanto enriquecem os profissionais.
escritas
em
e
radioproteção,
desenhadas),
garanto
que
colegas, porque entendo ser fundamental a atualização e capacidade de adaptação numa área como a das Tecnologias da Saúde em que tudo se revoluciona num ápice, e também porque entendo que a realização e valorização profissional e pessoal dos Técnicos de Medicina Nuclear e dos Técnicos de Imagem Médica e Radioterapia que venham a exercer em Medicina Nuclear, são em muito impulsionadas por esta postura. Desde que iniciei o meu percurso em Medicina Nuclear
Créditos fotográficos: Vera Lúcia Pereir
já se passaram alguns anos, e as responsabilidades em
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Radiações
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ESPAÇO PROFISSIONAIS
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Radiações
Número 05 – Junho 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Artigo de Opinião Interioridade: o que é estar longe? Cátia Cunha Técnica de Radioterapia
No nosso país, de gastronomia invejável e bom clima,
uma população visivelmente mais envelhecida. Terão
por cada 100 jovens existem mais de 160 idosos, dados
estes
Pordata de 2019, com a cidade do Porto e Lisboa com
acessibilidade e garantia de serviços de saúde, com o
mais de 5.000 habitantes/Km2, e a região de Trás-os-
mesmo parque tecnológico e de cuidados?
habitantes
direito
à
mesma
qualidade,
Montes e Alentejo com cerca de 20 habitantes/Km2 e
Figura 1 - Estrutura da pirâmide populacional em Portugal em 2015 distribuirá por faixa etária e previsão para os anos de 2030 e 2060 (Fonte: Miranda, et al., Fevereiro 2016)
E neste mesmo país com apenas 4,5% do PIB de 2019
foi destinado a despesas do estado com a saúde, e que
(quando comparado com os outros países europeus),
ao longo da última década tem vindo a diminuir ano
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Radiações
Número 05 – Junho 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
após ano (com exceção do tempo pandémico). Será
casos/ano dentro de uma década, e um aumento da
que investir este recurso onde há pouca população,
idade média da população (Ver figura 1 - Estrutura de
dispersa por vasto território e já envelhecida, será uma
pirâmide populacional 2015 por faixa etária e previsão
boa e correta estratégia de distribuição de recursos?
para 2020 e 2030) e previsão populacional , será de
Ou este baixo recurso deverá ser investido em centros
esperar um aumento da necessidade e procura de
urbanos e a população mobilizada?
prestação de cuidados de saúde, assim como a
Com a doença oncológica em tendência crescente,
atividade inerente aos meios complementares de
atualmente com mais de 50 mil novos casos no ano de
diagnóstico e terapêutica de toda a população.
2020, com uma previsão de mais 10 mil novos
Estima-se que 50% dos doentes oncológicos beneficiam da radioterapia em algum momento da sua doença Falemos da realidade da terapêutica oncológica da
tratamento, e por ano em Portugal existem mais de 400
radioterapia,
mil sessões realizadas por ano e com uma tendência
mesmo
quando
em
apenas
um
investimento, é um investimento gigante em recursos
crescente
financeiros, físicos, tecnologia de constante evolução e
envelhecimento da população, o diagnóstico cada vez
recursos humanos especializados.
mais precoce e o crescente número de tratamentos de
Estima-se
que
50%
dos
doentes
oncológicos
de
procura
e
benefício,
dado
o
intuito radical.
beneficiam da radioterapia em algum momento da sua doença como parte integrante do seu esquema de
Verifica-se que a distribuição das Unidades de Radioterapia em Portugal se associa sobretudo aos grandes centros urbanos e é quase inexistente nos dez distritos menos populosos Na imagem seguinte (figura 2 - Mapa de Portugal com
na Região Autónoma dos Açores - Clínica de
a distribuição dos serviços e unidades de radioterapia)
Radioncologia Madalena Chaves, que à data da
podemos analisar o mapa onde se apresentam
publicação da imagem de referência ainda não existia),
distribuídos geograficamente os serviços e unidades de
onde se verifica a distribuição associada aos grandes
radioterapia em Portugal, de acordo com o seu tipo de
centros urbanos e quase inexistente nos dez distritos
organização (faltando a referência ao serviço localizado
menos populosos.
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Radiações
Número 05 – Junho 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Figura 2 - Mapa de Portugal com distribuição de serviços e unidades de rapioterapia de acordo com o seu sistema e setor (Fonte: Miranda, Alves, Oliveira, Roldão, & Matias, Maio 2016)
Facilmente se verifica se atentarmos apenas à questão
considerar que o transporte pode ser coletivo e o
geográfica,
questão
doente terá ainda de permanecer a aguardar o
demográfica, que em primeiro lugar os centros de
tratamento dos restantes doentes que o acompanham
tratamento não são equidistantes para todos, e que
na viagem. Tratamentos esses, na sua maioria, de
existem lacunas geográficas evidentes. Se, por
frequência diária com múltiplas sessões, muitas vezes
exemplo, considerarmos um doente de Bragança que
com
necessite de realizar um tratamento no Instituto
secundários que não são de ignorar, e ainda a
Português de Oncologia do Porto, termos só em viagem
componente psicossocial associado às características
de estrada 3 horas para cada um dos sentidos. Isto sem
do doente oncológico.
ignorando
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obviamente
a
40
outros
tratamentos
coadjuvantes,
efeitos
Radiações
Número 05 – Junho 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
O Sistema Nacional de Saúde criado em 1979 tem por
Claro que não podemos ter um serviço de topo com
objetivo assegurar o direito à saúde, através da
todas as valências e tecnologias em cada cidade, ou
promoção e vigilância da saúde, prevenção da doença
em cada rua. Não é assim em Portugal ou em qualquer
e tratamento dos doentes a todos os cidadãos de
outro país do mundo, mas talvez se possam aproximar
Portugal, promovendo a igualdade de acesso e
cuidados e redistribuir recursos.
garantindo a equidade na distribuição de recursos e
Talvez não exista uma real vantagem económica em
utilização de serviços de saúde.
garantir um melhor e maior acesso, muito menos
Apesar do SNS visar uma cobertura global os recursos
falando
são finitos e assim existem diversas áreas onde a
tivéssemos oportunidade de contabilizar os custos
cobertura é limitada. No entanto é indissociável a
sociais e psicológicos da inexistência de acesso a
análise económica considerando os diferentes tipos de
cuidados, o tempo perdido em transportes imensos, a
custos: sociais e financeiros, sendo estes igualmente
qualidade de vida para o utente, talvez a desvantagem
importantes.
económica
em
serviços
teria
uma
de
radioterapia,
expressão
muito
mas
se
menos
significativa.
Assim fica a questão: Quem quer viver no interior? Bibliografia
Nacional
de
• Assembleia da Républica. (24 de Agosto de 1990). Lei
Referenciação
Especialidade de
Hospitalar
Radioterapia.
n.º 48/90 - Lei de Bases da Saúde. Diário da
https://www.sns.gov.pt/wp-
República n.º 195/1990, Série I, pp. 3452 - 3459.
content/uploads/2016/05/Radiooncologia.
e
de
Lisboa:
• Assembleia da República. (04 de Setembro de 2019).
• Miranda, N., Portugal, C., Nogueira, P., Farinha, C.,
Lei n.º 95/2019 - Lei de bases da Saúde. Diário da
Oliveira, A., Soeres, A., et al. (Fevereiro 2016).
República n.º 169/2019, Série I, pp. 55 - 66.
Portugal Doenças Oncológicas em números - 2015.
• Instinuto Nacional de Estatística. (s.d.). Instinuto
Lisboa: Direção-Geral da Saúde. • Pordata. (s.d.). Pordata - Base de Dados Portugal
Nacional de Estatística - Statistics Portugal. Obtido em
24
de
Maio
de
2021,
Contemporâneo. Obtido em 20 de Maio de 2021, de
de
Pordata: https://www.pordata.pt/Portugal
https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=in
• Pordata. (s.d.). Pordata - Base de Dados Portugal
e_main • Miranda, A. d., Mayer-da-Silva, A., Glória, L., & Brito,
Contemporâneo. Obtido em 20 de Maio de 2021, de
C. (Janeiro 2021). Registo Oncológico Nacional de
Pordata:
todos os tumores da população residente em Portugal
https://www.pordata.pt/DB/Municipios/Ambiente+de+
2018. Lisboa: Registo Oncológico Nacional.
Consulta/Tabela
• Miranda, N., Alves, P., Oliveira, A., Roldão, M., & Matias, A. (Maio 2016). Segunda Revisão Rede
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41
Radiações
Número 05 – Junho 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
O impacto da investigação qualitativa nas áreas das Radiações para a Saúde
Daniela Ribeiro1,2 1
Técnica Sénior de Investigação em PET, Invicro, A Konica Minolta Company, London,
Reino Unido 2
Doutoranda do programa DHealth, Universidade de Bath, Bath, Reino Unido
Resumo: A investigação na área das Radiações para a Saúde é comumente realizada com base em metodologias quantitativas. Contudo, nos últimos anos, tem-se verificado um aumento dos estudos que utilizam metodologias qualitativas na área da Saúde. A investigação qualitativa utiliza métodos das ciências sociais para entender a perceção e os sentimentos dos pacientes relativamente às realidades a que estão expostos. Embora menos utlizada, esta metodologia apresenta vários benefícios para a área da Saúde, em geral, e para as áreas das Radiações para a Saúde, em particular. O conhecimento dos benefícios das metodologias qualitativas por parte dos profissionais de Saúde permite desenvolver projetos focados no bem-estar dos pacientes e melhorar a prestação de cuidados de Saúde. Palavras-chave: Investigação qualitativa, Perceção, Sentimentos, Saúde
Abstract: Research in Medical Radiation Sciences is usually conducted using quantitative methodologies. However, in recent years, there has been an increase in the number of studies using qualitative methodologies in Healthcare. Qualitative research makes use of social research methods to understand the perception and feelings of patients regarding their realities. Although less frequent, this methodology presents a wide variety of benefits for Healthcare, in general, and more specifically in the field of Medical Radiation Sciences. The knowledge of the benefits of qualitative methodologies by healthcare professionals, allows to develop projects focused on the patients’ wellbeing and improve de services provided. Keywords: Qualitative Research, Perception, Feelings, Healthcare
Os métodos de investigação das
diagnóstico, a consultas médicas, a planeamento e
ciências sociais são utilizados frequentemente por
terapêutica. Investigar e entender a forma como a
profissionais de saúde na prática clínica. De forma
sociedade entende um fenómeno, permite desenvolver
generalizada,
permitem
a prática clínica e melhorar os conceitos de Medicina
compreender a perceção dos pacientes relativamente à
baseada em evidência (do inglês Evidence Based-
realidade a que estão expostos – desde exames de
Medicine). A prática da investigação social não pode,
Introdução:
ISSN 2184-769X
as
ciências
sociais
42
Radiações
Número 05 – Junho 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
contudo, ser separada da posição filosófica e intelectual
invocavam que a verdade e a realidade eram fluidas, e
do investigador.
que se poderiam alterar dependendo da perspetiva
Platão e Sócrates foram dos primeiros filósofos a
individual e da situação ou fenómeno presente. Esta
debater sobre o conhecimento e o seu significado.
filosofia relativista transmite a base da investigação
Ambos eram apologistas de que a verdade não se
qualitativa (Johnson and Gray, 2010).
altera e que pode ser entendida por um conhecimento
Ambas as correntes de pensamento evoluíram e foram
obtido a priori. Esta vertente primordial racionalista
consolidadas durante a revolução científica dos séculos
evoca uma lógica dedutiva e transmite a base da
XVI e XVII e o período de Enlightenment do século XVIII
investigação quantitativa.
(Turner, 2001).
Heraclito e
Protágoras
“A investigação qualitativa demarca-se por explorar informação obtida por palavras” Devido à natureza empírica da área das Radiações
Três artigos qualitativos, um para cada área das
para a saúde, a maioria dos artigos segue filosofias
Radiações para a Saúde, foram selecionados de forma
positivistas e metodologias quantitativas. Contudo, os
a demonstrar a importância desta metodologia.
poucos artigos que seguem filosofias construtivistas e
Na área da Radiologia, o artigo de Carlin et al., (2014)
metodologias qualitativas demonstram claramente a
destaca-se por investigar os significados que os
sua importância na área da Saúde e a sua contribuição
pacientes que efetuaram radiografias, tomografias
no desenvolvimento da prática clínica.
computorizadas e ressonâncias magnéticas atribuem às imagens do interior do seu corpo e como as imagens
Desenvolvimento: A investigação qualitativa
e os significados destas afetam as consultas. Os
demarca-se por explorar informação obtida por
investigadores focaram-se em três temas centrais:
palavras, ao contrário da investigação quantitativa que
entender o problema (ex.: “se eu tiver alguma fratura no
se foca em números e dados empíricos. A investigação
futuro, vou querer ver a fratura porque eu penso que
qualitativa
metodologia
ajuda a entender a dor [...]”, impacto emocional (ex.:
hermenêutica na qual as perspetivas dos participantes
“Fiquei aliviado de conseguir ver, depois de indicarem,
são utilizadas para obter a verdade e construir uma
o que estava errado e que não era algo que eu poderia
realidade. O foco não é a quantidade de dados obtidos
ter evitado”) e as alterações relativas à interação com o
mas sim a diversidade e riqueza da informação
médico durante a consulta (ex.: “[...] porque eu senti
adquirida (Given, 2008; Leman, 2010).
que o médico tirou tempo para me mostrar. Senti que o
segue
portanto
uma
médico se importava.”).
“Para alguns pacientes, a possibilidade de ver as suas imagens de diagnóstico, atribuilhes poder durante a experiência da consulta clínica” O estudo concluiu que, para alguns pacientes, a
atribui-lhes poder durante a experiência da consulta
possibilidade de ver as suas imagens de diagnóstico,
clínica.
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43
E
nesse
sentido,
os
investigadores
Número 05 – Junho 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Radiações
recomendam uma conversa franca e aberta entre
não fazia ideia de quanto tempo iria demorar ... foi
paciente e médico, com a possibilidade de partilha de
demorando cada vez mais tempo”) e aquisição de
imagens.
imagem (ex.: “Fechei os olhos durante a maior parte do
Andersson et al., (2017) realizou um estudo qualitativo
tempo... só os abria ocasionalmente [...]”). Temas
com pacientes diagnosticados com carcinoma da
referentes à máscara de fixação também foram
cabeça e do pescoço. A equipa focou-se em investigar
identificados (ex.: “A máscara estava um pouco
os pensamentos e sentimentos destes pacientes
apertada e foi difícil colocá-la, e tive dificuldade em
quando estes realizam exames de Tomografia por
respirar
Emissão de Positrões (TEP, do inglês Positron
investigadores determinaram que o processo de os
Emission Tomgraphy [PET]) com uma máscara de
pacientes efetuarem um exame de PET com máscara
fixação.
temas
de fixação retira-lhes a possibilidade de controlar
pacientes
aspetos da sua vida, como por exemplo o tempo, a
Os
recorrentes
investigadores
identificaram
referenciados
pelos
relativamente às fases de captação do radiofármaco
porque
estava
sobre
a
laringe”.)
Os
posição e o espaço.
(ex.: “[...] eu fiquei ali deitado e demorou muito tempo...
“Os investigadores determinaram que os radioterapeutas têm um grande impacto nas experiências dos pacientes” Em
forma
de
conclusão,
os
investigadores
radioterapeutas foram fantásticos [...] eles sabiam
recomendaram que informações suplementares sejam
como me estava a sentir”. Também o relacionamento
cedidas aos pacientes para os ajudar a ultrapassar o
dos pacientes com os radioterapeutas durante o
exame, nomeadamente no que diz respeito a
tratamento foi evidenciado (ex.: “Eu fiquei a conhecê-
mecanismos de coping (Andersson et al., 2017).
los (aos radioterapeutas) aos bocadinhos. Eram
De forma similar, Egestad (2013) apresenta-nos um
pessoas muito agradáveis, o que era bom”.
estudo qualitativo direcionado para pacientes com
Em
carcinoma de cabeça e pescoço, que se encontram a
determinaram que os radioterapeutas têm um grande
receber radioterapia. O estudo fenomenológico foi
impacto nas experiências dos pacientes com carcinoma
realizado com o objetivo principal de perceber a forma
de cabeça e pescoço, e que o encontro com estes
como o encontro destes pacientes com os profissionais
profissionais permite aos pacientes diminuírem os seus
de radioterapia influi a experiência dos pacientes
sentimentos de ansiedade e solidão.
forma
de
conclusão,
os
investigadores
durante a sessão terapêutica. Temas gerais foram referenciados
de
Conclusão: As diferenças entre investigação
pessoas
qualitativa e quantitativa vão muito além da ausência ou
ansiedade”),
existência de uma medição. Como é demonstrado nos
compreensão (ex.: “A máscara foi absolutamente
exemplos anteriormente descritos, a investigação
terrível. Eu tive claustrofobia. Foi difícil quando tiveram
qualitativa permite obter informações relativas à
que
perceção e sentimentos dos pacientes. Esta tipologia
segurança
(ex.:
profissionais,
a
pelos
não
encaixar,
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pacientes:
“Os
sentimento
terapeutas
tive
porque
era
qualquer
me
senti
preso.
Os
44
Radiações
Número 05 – Junho 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
de investigação é a base das investigações em
https://doi.org/https://doi.org/10.1111/ecc.12062.
contexto social e, ao utilizarmos os resultados
• Given, L., 2008. The SAGE Encyclopedia of
qualitativos como base para futuros projetos, estamos
Qualitative Research Methods [Online]. Thousand
a
Oaks,
fundamentar
e
a
elaborar
um
contínuo
de
investigação e a enriquecer a área da Saúde. A
California.
Available
from:
https://doi.org/10.4135/9781412963909 NV - 0. • Johnson, B. and Gray, R., 2010. SAGE Handbook of
demonstração de como os pacientes conceptualizam a saúde, a doença, as experiências e as realidades, tem
Mixed
permitido desenvolver os serviços e políticas de saúde
Research [Online]. Thousand Oaks, California:
(Al-Busaidi, 2008).
SAGE
Por fim, ao aplicarmos a investigação qualitativa,
https://doi.org/10.4135/9781506335193.
Methods
• Leman,
estamos a focarmo-nos cada vez mais nos pacientes, a
in
Publications,
J.,
2010.
Social
&
Inc.
Practical
Behavioral
Available
Research
from:
and
melhorar a qualidade do serviço prestado e a cimentar
Evaluation : A Start-to-Finish Guide for Practitioners
a Medicina baseada em evidência nas áreas das
[Online]. London: SAGE Publications Ltd. Available
Radiações para a Saúde.
from: https://doi.org/10.4135/9781446268346. • Turner, J.H., 2001. Positivism: Sociological. In: N.J.
Referências:
Smelser and P.B.B.T.-I.E. of the S.& B.S. Baltes,
• Al-Busaidi, Z.Q., 2008. Qualitative research and its
eds. [Online]. Oxford: Pergamon, pp.11827–11831.
uses in health care. Sultan Qaboos University
Available
medical journal [Online], 8(1), pp.11–19. Available
https://doi.org/https://doi.org/10.1016/B0-08-
from: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/21654952.
043076-7/01941-0.
• Andersson, C., Röing, M., Tiblom Ehrsson, Y. and Johansson, B., 2017. It’s a question of endurance Patients with head and neck cancer experiences of (18)F-FDG PET/CT in a fixation mask. European journal of oncology nursing : the official journal of European Oncology Nursing Society [Online], 29, pp.85–90.
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https://doi.org/10.1016/j.ejon.2017.05.009. • Carlin, L.E., Smith, H.E. and Henwood, F., 2014. To see or not to see: a qualitative interview study of patients’ views on their own diagnostic images. BMJ Open [Online], 4(7), p.e004999. Available from: https://doi.org/10.1136/bmjopen-2014-004999. • Egestad, H., 2013. How does the radiation therapist affect the cancer patients’ experience of the radiation treatment? European Journal of Cancer Care [Online],
22(5),
ISSN 2184-769X
pp.580–588.
Available
from:
45
from:
Radiações
Número 05 – Junho 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
Entrevista ao… …Journal Club da Radioterapia do IPOP FG
Bárbara Barbosa, Carla Pereira, Cláudia Coelho e Ana Luísa Soares Técnicas de Radioterapia do IPOFG do Porto, EPE
Radiações – Sendo profissionais de saúde, em que
possível
contexto surge a ideia desta iniciativa?
departamento e com o apoio da responsável do serviço.
Equipa do Journal Club: O Journal Club (JC) é um
Radiações – Sabendo da dificuldade inerente a esta
formato que já se encontra implementado em diferentes
iniciativa, como foi a recetividade por parte dos
serviços/departamentos a nível (inter)nacional. A ideia
colegas? Foi fácil envolvê-los e motivarem-nos a
surgiu após um dos elementos do Serviço de
colaborar?
com
o
envolvimento
de
colegas
do
Radioterapia do IPO-Porto ter participado, no contexto de Erasmus, numa sessão de JC, onde pôde observar
Equipa do Journal Club: Na implementação de um
a
A
projeto como este existem sempre dificuldades. No
implementação deste projeto, coordenado (atualmente)
entanto, não nos podemos esquecer da motivação e do
por quatro Técnicas de Radioterapia, só se tornou
objetivo do mesmo e, mais concretamente, do valor que
relevância
ISSN 2184-769X
e
a
pertinência
do
mesmo.
46
Radiações
Número 05 – Junho 2021 ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear
o conhecimento e a sua partilha têm. No que diz
oportunidade de juntar uma equipa de grandes
respeito à recetividade, por parte dos colegas, esta foi
dimensões e trazer temas relacionados com a prática
notória e crescente. Pelo facto de não existir, de uma
diária (mais de 40 sessões até ao momento) é por si só
forma geral, muitas ofertas deste género, os colegas
uma vitória para toda a equipa e para todo o
foram motivados pela possibilidade de criação de um
departamento.
espaço onde, através de sessões mensais, são apresentados e discutidos temas inovadores, artigos
Radiações – Do vosso ponto de vista o que mudou
recentes, teses, trabalhos originais e outros trabalhos
a nível da equipa multidisciplinar?
de investigação. Equipa do Journal Club: Do nosso ponto de vista Radiações – Tendo como objetivo a integração de
houve duas grandes mudanças. Por um lado, o
novos conhecimentos na prática diária, e sabendo
aumento da comunicação e o interesse dos técnicos de
que esta é, já por si, muito exigente, como avaliam
radioterapia em partilhar e debater temas direcionados
estes cinco anos de formação contínua?
para a profissão, como forma de melhoria contínua, como por exemplo: técnicas de tratamento específicas,
Equipa do Journal Club: O interesse pelo projeto e o
procedimentos, novas abordagens no cuidado ao
envolvimento no mesmo foi crescendo ao longo do
doente, entre outras. Por outro lado, a aproximação da
tempo. Os colegas começaram a ficar familiarizados
equipa multidisciplinar, uma vez que trabalhamos num
com o conceito e com as sessões regulares do Journal
serviço de grandes dimensões e com um elevado
Club, partindo sempre do princípio de que cada sessão
número de profissionais com diferentes backgrounds.
lhes traria novos conhecimentos ou novas perspetivas.
Em suma, acrescentou-se momentos no tempo em que
De uma forma geral, podemos afirmar que o balanço é
os profissionais estão todos unidos com o mesmo
positivo, que foram cinco anos de adaptação e
interesse: o de prestar o melhor cuidado técnico e
mudança,
humano ao doente oncológico.
mas
sobretudo
de
aprendizagem.
A
“Aumentou a comunicação e o interesse dos Técnicos de Radioterapia em partilhar e debater temas direcionados para a profissão” Radiações – E a nível individual, o que ganhou cada
organizacionais, de coordenação e gestão, assim como
um dos membros do JC, com a iniciativa?
num maior envolvimento na prática profissional. As apresentações do JC têm vindo a permitir acompanhar
Equipa do Journal Club: O JC é uma equipa, o que
a evolução e aumentar o conhecimento, de forma a
torna difícil definir ganhos individuais. Trabalhamos em
acompanhar o estado da arte. Mas mais importante
conjunto com as mesmas metas e objetivos, com
para nós, é o interesse que os colegas demonstram na
interesse no coletivo e não no individual. Contudo,
partilha de conhecimentos, na aplicabilidade dos
talvez os ganhos individuais possam estar associados
mesmos na prática clínica e, numa perspetiva mais
com
o
desenvolvimento
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de
competências
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ambiciosa,
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na
possibilidade
de
mudança
de
Uma frase de incentivo a iniciativas semelhantes…
paradigmas. Cláudia Coelho: A formação contínua é o gatilho Radiações – Se tivessem que partilhar 3 conselhos
motivacional que todos os profissionais de saúde
a colegas de outros serviços de Radioterapia,
necessitam para serem melhores no dia de amanhã e
Radiologia ou Medicina Nuclear para implementar
iniciativas como a do JC só revelam que a partilha do
uma iniciativa semelhante nos respetivos serviços,
conhecimento entre todos é uma mais-valia.
quais seriam esses conselhos? Carla Pereira: O crescimento profissional necessita de Equipa do Journal Club: O primeiro conselho que
uma base de conhecimento e aprendizagem constante;
sugerimos é juntar 3 ou 4 colegas (de acordo com a
partilhar este caminho torna esta caminhada mais fácil,
dimensão do serviço) motivados e que, em simultâneo,
interessante e diversa.
tenham o mesmo interesse no desenvolvimento e formação contínua. Em segundo lugar, definir e
Bárbara Barbosa: Muitas vezes são os desafios e a
estruturar o método de trabalho do JC (por exemplo,
forma como os encaramos que nos definem como
tarefas, número de sessões mensais, tempo de cada
profissionais... implementar algo novo pode sempre
sessão de acordo com o horário de funcionamento e
trazer alguma insegurança/desconforto, mas quando
disponibilidade do Serviço, público-alvo, local, meios
caminhamos juntos e temos a certeza de que o objetivo
necessários, entre outras). Em terceiro lugar, oficializar
final é traduzido num bem comum, então o conceito
e divulgar o projeto no serviço, convidando e
“desafio” torna-se algo aliciante.
envolvendo todos os profissionais que constituem a equipa multidisciplinar, motivá-los a assistir e a
Ana Luísa Soares: Uma equipa consegue construir o
participar com apresentações de trabalhos, valorizando
que individualmente não é possível e assim evoluir
todo o empenho dedicado aos mesmos.
junta.
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ESPAÇO INDÚSTRIA
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ESPAÇO ESCOLAS
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Caros colegas,
Com mais um ano académico a terminar vimos, desta forma, e em nome da InHolland University of Applied Sciences, divulgar a próxima edição do curso VMAT Treatment Planning Online Course.
Neste curso, os participantes irão obter ferramentas e conhecimentos avançados de planeamento em IMRT, VMAT e SABR, com sessões interativas e enquadradas nas necessidades encontradas na prática clínica.
Este ano, devido às restrições impostas pela COVID-19, o curso irá funcionar de forma 100% online.
Para inscrições e mais informação poderão consultar a página do curso em: http://master-miro.com/courses/vmat-treatment-planning-online-course/
Poderão ainda contactar diretamente o diretor do curso (Jelle Scheurleer) através do endereço: Jelle.Scheurleer@inholland.nl;
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ESPAÇO ATARP
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Save the date…
XIX CNATARP Toda a informação do evento já disponível em: https://xixcnatarp.atarp.pt/ Atenção! Inscrições Limitadas* *adaptado ao plano de contingência em vigor nos dias do Congresso
#xixcnatarp
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O XIX CNATARP procurará conjugar presente e futuro, competências base e diferenciadoras e distintas visões e pontos de vista, consolidando o papel fundamental de Técnicos de Radiologia, de Medicina Nuclear e de Radioterapia nos respetivos serviços e equipas multidisciplinares.
Sigam o nosso website dedicado ao XIX CNATARP para estar a par de todas as novidades!
https://xixcnatarp.atarp.pt/
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Regras para Submissão de Trabalhos
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A Comissão Organizadora do XIX Congresso Nacional da ATARP, disponibilizará no seu programa científico, a possibilidade de apresentação de trabalhos, com discussão presencial, sendo valorizados o contributo científico, relevância clínica, qualidade e originalidade.
TIPO DE TRABALHOS: Os trabalhos deverão ser submetidos em formato de resumo (ver normas definidas à frente). Estes devem ser resumos de trabalhos originais, revisões sistemáticas ou casos clínicos. Não serão aceites resumos de revisões narrativas da literatura.
FORMAS DE APRESENTAÇÃO: Os trabalhos poderão ser apresentados em formato de comunicação oral ou pósteres eletrónicos.
EXCLUSIVIDADE: A submissão deve ser de um trabalho original, nunca apresentado em congressos ou eventos Portugueses e só pode ser submetido por um dos autores. Fica salvaguardada e relevada a apresentação em provas de defesa pública de trabalho final de licenciatura, mestrado, doutoramento, provas de especialista. É da responsabilidade dos autores o cumprimento do RGPD e todos os requisitos legais de direito de imagens.
SUBMISSÃO: A submissão dos resumos deverá ser efetuada, exclusivamente, por via eletrónica, através do preenchimento do formulário de submissão de trabalhos, que se encontra disponível no site oficial do congresso: http://www.cnatarp.pt. Os autores com dois ou mais trabalhos deverão enviar um formulário para cada resumo. O sistema de receção de resumos encerrará às 23h59, do dia 1 de outubro de 2021.
NOTIFICAÇÃO: Os autores serão notificados automaticamente da receção do resumo por correio eletrónico.
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Ultrapassado este período, na eventual ausência de notificação, os autores devem enviar prontamente um e-mail à comissão organizadora (geral@atarp.pt) expondo a situação. Reclamações tardias (>24H) não serão consideradas.
AVALIAÇÃO E RESULTADOS: Todos os resumos, submetidos no prazo estabelecido e que se encontrem de acordo com as normas definidas, serão apreciados anonimamente pela Comissão Científica. Os resumos que mencionem no conteúdo do texto a(s) instituição(ões) de origem, ou qualquer outra forma de identificação, nomeadamente dos seus autores, serão excluídos. Excecionalmente, caso se verifique que um dos elementos da Comissão Científica é coautor de um trabalho dentro da sua área de intervenção de análise de resumos, a avaliação do trabalho será realizada sem a avaliação desse mesmo elemento. Por motivos de conflito de interesses, os membros da Comissão Científica não podem submeter trabalhos como primeiro autor. Os autores serão notificados do resultado da avaliação até dia 15 de outubro de 2021, via correio eletrónico, com uma das seguintes denominações: ●
XIX CNATARP -Trabalho aceite;
●
XIX CNATARP - Trabalho rejeitado.
APRESENTAÇÃO/PUBLICAÇÃO: Para apresentação dos trabalhos aceites, é imprescindível que pelo menos um dos autores, esteja inscrito no Congresso, devendo ser, um desses autores, responsável pela apresentação do trabalho. Na impossibilidade do primeiro autor estar presente/inscrito, a responsabilidade da apresentação do trabalho ficará a cargo de um dos coautores, sendo imprescindível que esteja inscrito no Congresso. A notificação da alteração do representante do trabalho deverá ser efetuada via email para: geral@atarp.pt, até ao dia 30 de outubro de 2021 Além da apresentação, o trabalho será publicado na Revista Radiações e poderá ser disponibilizado na área Reservada do site da ATARP, pelo que será requerida autorização a todos os preletores. Os preletores com várias apresentações deverão conceder uma autorização por apresentação. Na impossibilidade de apresentar os trabalhos aceites, os autores deverão comunicá-lo com a maior brevidade possível, por escrito, à Comissão Organizadora do XIX CNATARP, assim como
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explanar o motivo para tal. Os impedimentos de última hora deverão ser comunicados por escrito até às 23h59 do dia 30 de outubro de 2021. Os trabalhos aceites e não apresentados no Congresso sem justificação, não serão publicados na Revista Radiações e, aos autores, será vedada a submissão de trabalhos no próximo CNATARP e Revista Radiações.
ÉTICA E PROTEÇÃO DE DADOS: Qualquer estudo de investigação deve cumprir as normas de boas práticas clínicas, os princípios éticos definidos na Declaração de Helsínquia, a legislação e o regulamento geral de proteção de dados.
PRÉMIOS: Ao melhor trabalho de cada formato de apresentação (Comunicação Oral e Poster Eletrónico), será atribuído um prémio. Os vencedores serão anunciados na sessão de encerramento do Congresso. Excluem-se da candidatura a prémios, trabalhos cujo primeiro autor seja membro da Comissão Organizadora, Comissão Científica ou Direção Nacional. Os trabalhos apresentados dão direito a um certificado emitido APENAS em nome do(s) autor(es) e/ou coautor(es) inscrito(s) no XIX CNATARP.
Normas para a submissão de trabalhos para o XIX CNATARP
SUBMISSÃO DE RESUMOS: O resumo deverá ser apresentado com a seguinte estrutura: 1.
Título do trabalho: O título do trabalho poderá conter no máximo 50 caracteres (incluindo
espaços); 2.
Autores: Esta secção deverá incluir o nome próprio e apelido de todos os autores, sem
iniciais ou títulos académicos. Em caso de várias submissões, é importante inserir os nomes e apelidos dos autores sempre da mesma forma e apenas nos respetivos campos. Todos os autores devem ser previamente notificados, concordando com a submissão do trabalho, sendo esta notificação da responsabilidade do autor que submete o trabalho;
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Instituições (designação): É exigida a citação das Instituições diretamente envolvidas no
trabalho submetido. Desaconselha-se a listagem de pluralidade de filiações científicas dos autores. A inclusão e compromisso do nome das Instituições é da responsabilidade dos autores; 4.
Corpo do Resumo: Deverá ser escrito em português até ao máximo de 250 caracteres. O
corpo do resumo deverá apresentar como estrutura mínima obrigatória: Introdução, Objetivos, Materiais e Métodos, Resultados e Conclusões; 5.
Conflito de Interesse: O autor deverá declarar qualquer conflito de interesse, no que respeita
ao trabalho submetido; 6.
Termo de Aceitação: Os trabalhos só serão aceites mediante autorização dos autores para
publicação dos trabalhos.
APRESENTAÇÃO DOS TRABALHOS ACEITES Pósteres Eletrónicos 1.
Trabalhos aceites: O primeiro autor será automaticamente designado como preletor, caso
contrário, o autor terá de nomear um dos coautores para o efeito. O preletor selecionado deverá realizar, obrigatoriamente, a inscrição no congresso até dia 30 de outubro de 2021; 2.
Todos os autores deverão enviar o ficheiro do seu Poster eletrónico até às 23h59 do dia 31
de outubro de 2021, de forma a permitir a sua preparação técnica atempada. O envio deverá ser realizado via email para: geral@atarp.pt, com a seguinte designação (XIX CNATARP -Póster + “Nome do Trabalho”), no assunto e nome do ficheiro; 3.
O Poster deverá ser enviado em formato PDF, em tamanho A3, estruturado na vertical;
4.
No Congresso, os autores disporão de um ecrã plano, onde serão colocados em modo de
apresentação os seus Pósteres Eletrónicos; 5.
Será comunicado atempadamente período de discussão/avaliação dos posters, devendo
o(s) autor(es) deslocar-se até junto do dispositivo de projeção durante esse mesmo período.
Comunicações Orais 1.
Trabalhos aceites: O primeiro autor será automaticamente designado como preletor, caso
contrário, o autor terá de nomear um dos coautores para o efeito. O preletor selecionado deverá realizar, obrigatoriamente, a inscrição no congresso até dia 30 de outubro de 2021;
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2.
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Todos os autores deverão enviar o ficheiro da sua apresentação até às 23h59 do dia 31 de
outubro de 2021, de forma a permitir a sua preparação técnica atempada. O envio será feito via email para: geral@atarp.pt, com a seguinte designação (XIX CNATARP -Comunicação Oral + “Nome do Trabalho”), no assunto e nome do ficheiro; 3.
As sessões de comunicações orais serão realizadas numa das salas do Congresso. Cada
apresentação terá no máximo 8 minutos para apresentação, seguida de 3 minutos de discussão; 4.
Cada sessão de comunicações orais será moderada por dois elementos da Comissão
Científica ou outros a designar pela Direção Nacional da ATARP.
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News from… … ESTRO
Nos dias 14 e 16 de setembro!!
Evento gratuito para Associados ATARP! Mais informações brevemente em https://atarp.pt/
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Iniciativa SeminATARP
Uma vez mais, os SeminATARP irão proporcionar aos colegas a oportunidade de apresentar os resultados dos seus trabalhos finais de licenciatura, mestrado, especialista, pós-graduações, estágios, entre outros. Enviem-nos as vossas propostas e a ATARP propõe-se apoiar a divulgar o seu trabalhos junto da comunidade profissional e académica através da promoção de eventos online periódicos e publicação de resumo na revista Radiações.
Estes Seminários continuam totalmente gratuitos para Associados ATARP!
Estejam atentos à próxima edição!!!
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Censos ATARP
A ATARP – Associação Portuguesa dos Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear, enquanto associação profissional, procura sustentar a sua atuação em bases sólidas e conhecimentos de causa da realidade atual.
É intuito da ATARP que o questionário seja preenchido por TODOS OS PROFISSIONAIS DAS ÁREAS DA RADIOLOGIA, RADIOTERAPIA E MEDICINA NUCLEAR, INDEPENDENTEMENTE DA CONDIÇÃO OU NÃO DE ASSOCIADO DA ATARP, uma vez que a sua participação contribuirá para melhorar o conhecimento da realidade atual, suas características e mais-valias.
Nesse sentido, e por entender que o conhecimento aprofundado da capacidade instalada, relativa a recursos humanos e tecnológicos, é fundamental para uma melhor defesa das profissões e profissionais, bem como dos doentes, solicitamos a sua colaboração na resposta ao(s) questionário(s) que apresentamos de seguida.
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Para participar ser-lhe-á pedido que responda a um conjunto de questões que não lhe tomará mais que 5 minutos.
Cerca de 400 colegas já responderam a este questionário!
Para mais informações, consulte no website da ATARP: https://www.atarp.pt/index.php/noticias/item/103.
A participação, que antecipadamente agradecemos, deverá ser realizada através do seguinte link: CARACTERIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS
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FARDAMENTO PROFISSIONAL
A Direção Nacional da ATARP entende que a cultura de classe se deve fomentar e que uma das estratégias passará por fardamento identificativo. Nesse sentido, a ATARP apresentou recentemente o fardamento profissional, que não inclui, propositadamente, o nome da Associação, mas sim as áreas de exercício.
Consulte o nosso Website para mais informações. Tamanho XL já disponível.
Para encomendas, clique aqui.
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ASSEMBLEIA-GERAL ORDINÁRIA
A Direção Nacional da ATARP vem por este meio informar que na Assembleia-Geral Ordinária do dia 5 de junho:
Foram aprovados por unanimidade o Relatório de Contas 2020, bem como o Orçamento e Plano de Atividades 2021.
Os documentos em questão poderão ser consultados na área reservada de Associado em https://atarp.pt/.
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ASSEMBLEIA-ELEITORAL 2021 Em virtude da realidade pandémica que o país atravessa, e tendo sido impossível, à luz do decreto de Estado de Emergência e sucessivas renovações, a realização de Assembleia Eleitoral nos prazos definidos nos Estatutos e Regulamento Interno da ATARP, a Direção Nacional vem por este meio informar da deliberação da Assembleia-Geral Ordinário do dia 5 de junho:
A Assembleia Eleitoral para o triénio 2021-2024 realizar-se-á no dia 6 de novembro de 2021 (segundo dia do XIX CNATARP).
Em virtude desta data e face aos Estatutos e Regulamento Interno da ATARP, mais se informa que:
1. A Direção Nacional elaborará os cadernos eleitorais dos quais constarão todos os associados com direito a voto. 2. Os cadernos eleitorais serão enviados à Mesa da Assembleia Geral, bem como facultados para consulta a todos os associados que o requeiram a partir do oitavo dia a contar da comunicação aos associados da convocatória para a Assembleia Eleitoral. 3. As candidaturas serão enviadas à Direção Nacional e à Mesa da Assembleia Geral até 20 dias antes do ato eleitoral.
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Open-Call de Artigos
GUIA PARA AUTORES A revista Radiações é uma publicação trimestral promovida pela ATARP, Associação Portuguesa de Técnicos de Radiologia, Radioterapia e Medicina Nuclear, cujo objetivo é, acima de tudo, promover e disseminar a investigação e o conhecimento científico de elevada qualidade feito por Técnicos de Radiologia, de Radioterapia e de Medicina Nuclear, relacionados com os diversos aspetos das áreas de diagnóstico e terapia levados a cabo pelos colegas. Publicamos artigos de investigação, artigos de revisão sistemática, por exemplo resultantes de teses de Mestrado ou Doutoramento, ou de dissertações de Título de Especialista, bem como short papers, mini-artigos ou abstracts, de profissionais das tecnologias da saúde, nas áreas de intervenção de Medicina Nuclear, Radiologia e Radioterapia. Temos ainda um “Espaço Estudante”, onde os alunos do curso de Licenciatura em Imagem Médica e Radioterapia poderão submeter artigos ou mini-artigos resultantes de investigação decorrente da sua formação académica. A Radiações inclui também um “Espaço Indústria”, onde os players da Indústria são convidados a publicar artigos de cariz científico ou publicitar artigos ou produtos de interesse destas áreas de intervenção.
TIPO DE ARTIGOS E NORMAS DE PUBLICAÇAO Investigação original/ Revisão Sistemática Os artigos submetidos para esta categoria devem seguir o formato científico standard: Introdução (inclui contexto e objetivos), Metodologia (inclui procedimento e análise estatística), Resultados, Discussão e Conclusão. Exigem um resumo com as respetivas palavras-chave, em português e em inglês (até 300 palavras). O artigo não deverá ultrapassar as 4000 palavras (excluindo referências bibliográficas e legendas). ISSN 2184-769X
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Short paper Os Short papers apresentam algumas conclusões, pertinentes para divulgação, no contexto de investigação ainda em curso (research in progress). Publicações de short papers não deverão ultrapassar as 1500 palavras (excluindo referências bibliográficas e legendas). Ainda que não exija estrutura rígida, deverá incluir, pelo menos, uma introdução (inclui objetivo), metodologia e discussão.
Mini-artigos A Radiações considera para publicação mini-artigos (de profissionais ou estudantes) sobre um tema de investigação, que possam ter já sido publicados em outras revistas científicas, ou de investigação original, com o máximo de 1500 palavras (excluindo referências bibliográficas e legendas).
Letters to the editor Podem ser consideradas para publicação na Radiações artigos do tipo “comentário” acerca de artigos recentemente publicados (até 6 meses após a publicação original). Estas publicações deverão conter não mais do que 500 palavras.
Artigos de Profissionais, Casos Clínicos e Notas Técnicas A Radiações considera para publicação artigos sobre Casos Clínicos de interesse para Técnicos de Radioterapia, de Medicina Nuclear e de Radiologia podem encontrar na sua prática clínica. Estes artigos devem, preferencialmente, ser acompanhados por uma imagem. Notas Técnicas podem incluir artigos sobre equipamentos ou técnicas de imagem ou de abordagem terapêutica de relevo do ponto de vista técnico. Estes artigos devem obedecer a um máximo de 1000 palavras por artigo.
REGRAS DE REDAÇÃO Idioma de redação Português; Texto justificado (exceção para legendas de figuras ou tabelas, que poderão ser centradas na página); No corpo de texto, o tipo de letra deverá ser Arial, tamanho 10, espaçamento entre linhas de 1,5; Títulos deverão utilizar o tipo de letra Arial, tamanho 14, apresentados a negrito; Subtítulos apresentam também o tipo de letra Arial, a negrito, mas com tamanho 12; Para todas as imagens não originais, será exigida evidencia das respetivas provas de copyright, o que já não se aplica a imagens originais do(s) autor(es); A bibliografia deve ser apresentada de acordo com o estilo APA 6ª edição; O documento a submeter terá de ser enviado em formato word.
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PROCESSO DE SUBMISSÃO O processo de submissão exige simplesmente o envio do documento via correio eletrónico para geral@atarp.pt. Após submissão, a comissão de revisão irá avaliar a proposta submetida, devendo responder no prazo máximo de 30 dias úteis com um dos possíveis resultados: 1) aprovado para publicação; 2) aprovado para publicação, mas com necessidade de esclarecimento adicional; 3) aprovado para publicação, mas após revisão nos itens indicados; 4) não aprovado para publicação. No caso de necessidade de resposta por parte do(s) autor(es), essa deverá ser submetida no prazo máximo de 10 dias úteis. Após a sua receção pela equipa editora, a resposta definitiva será dada no prazo máximo de 5 dias úteis e incluirá um dos possíveis resultados enumerados no parágrafo anterior.
Uma vez que o artigo seja aceite, a Radiações procederá à respetiva publicação, num dos 2 (dois) números posteriores à data da notificação oficial de aceitação.
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