Carnaval de Podence
ENTRUDO CHOCALHEIRO







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Um Carnaval mais tenebroso do que o Halloween.
Numa longínqua aldeia de Trás-osMontes, nos últimos dias de inverno, o sol nasce ao som de urros e chocalhos: «- Escondam-se! Vêm aí os caretos!».
É Carnaval, e os rapazes solteiros saem à rua, mascarados de demónios, para assustar as pessoas e armar confusão. Aos gritos e aos saltos, com chocalhos de ovelha amarrados à cintura, correm atrás das raparigas para as «chocalhar» - abanar os chocalhos contra elas. Depois, entram nas casas das pessoas para lhes esvaziarem a despensa e lhes beberem o vinho. Satisfeitos, voltam para a rua, agitando o cajado no ar, à procura da próxima vítima das suas tropelias.
Esta festa desenfreada e barulhenta acontece um pouco por todas as aldeias transmontanas, por altura do Carnaval, para celebrar o fim do inverno e a entrada na primavera. Até aos anos 60 do século passado, a mudança de estação era uma altura muito importante para as pessoas destas terras, que aproveitavam para pedir os seus desejos e festejar com fartura. À medida que elas deixaram de trabalhar na terra, emigraram ou se mudaram para as cidades de litoral português, perderam-se também estes festejos.
Mas a tradição continua viva em algumas aldeias. Em Podence, por exemplo, os caretos ainda saem à rua! Os habitantes desta pequena localidade não deixaram cair no esquecimento a festa do Entrudo Chocalheiro, que herdaram dos tetravós. Crianças e adultos, raparigas e rapazes… já todos se mascaram e fazem a vida negra a quem se cruza no seu caminho. E os becos e largos da aldeia já são pequenos demais para receber turistas de todo o mundo.
Mogadouro, Serapicos, Lazarim, Alfaião… Cada aldeia, uma máscara diferente. Mas todas têm uma coisa em comum: metem muito, muito medo! Umas têm dentes afiados e línguas penduradas; outras, bigodes retorcidos e olhos rasgados; outras, ainda, enormes chifres a sair da testa. Imagina cruzares-te com uma figura destas, à noite!... Os chocalhos e os trajes, feitos de colchas velhas, tecidos garridos e franjas penduradas, completam o visual aterrador dos caretos – verdadeiros monstros diabólicos que semeiam o caos e a desordem!
João Berhan, in Revista Dois Pontos, Nº 1, p. 40, Janeiro de 2020.





Os Caretos de Podence, são uma tradição enraizada na aldeia mais colorida de Portugal - Podence , celebraram recentemente parcerias com várias entidades, a “Casa Jose Pedro “( Vinho dos Caretos} de Valpacos, a “Casa Aragão” (azeite dos Caretos ) de Alfândega da Fé, Ginjinha do Careto Vila Nova “Rainhas de Óbidos”,








Queijo do “Careto, Bornes- Macedo de Cavaleiros e o chocolate dos Caretos da “Avianense” de Viana do Castelo. Esta colaboração visa promover e valorizar o património cultural e gastronómico da região, unindo esforços para destacar as tradições e os produtos locais.


Esta iniciativa conjunta pretende não só celebrar as tradições enraizadas, mas também impulsionar o turismo e a economia local, destacando o que de melhor a região tem para oferecer.
Contribuindo para a dinamização e sustentabilidade da Marca Caretos de Podence.









No coração do Nordeste Transmontano, na aldeia de Podence, celebra-se na semana carnavalesca o tão aclamado Carnaval de Podence – Entrudo Chocalheiro, onde os Caretos de Podence (encenação pagã) dão cor com os seus trajes à aldeia e aos muitos turistas que por ali passam.
A festa da antiga Roma tinha por objetivo fecundar as mulheres. É num tom mais animado, que os Caretos de Podence, chocalham as mulheres novas e solteiras.
Os Caretos são a principal atração dos dias carnavalescos, e a sua imagem remonta, pela crença popular, a rituais diabólicos, ligados a Satanás e coisas sobrenaturais.
Os seus fatos coloridos, normalmente, de amarelo, verde e vermelho, são usados de geração em geração e são de fabrico da própria aldeia que se situa no coração transmontano. Os fatos, são constituídos por tecidos de colchas velhas de lã ou linho.
À cintura, um cinto de couro coberto de chocalhos e no peito duas fitas, também elas de couro, servem de adorno aos fatos, juntamente com o pau/vara que estas “criaturas” transportam nas mãos.
O ritual carnavalesco marca ainda a passagem do Inverno para a Primavera, e era também uma forma de pedir aos deuses uma boa colheita, sem qualquer tipo de pragas ou doenças que assolassem as plantações da aldeia.
No ano de 2019 a 12 de dezembro, na cidade de Bogotá na Colômbia, surge o reconhecimento máximo com a integração na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade junto da UNECO. A tradição da pequena aldeia de Trás-os-Montes atingia agora novos palcos e novos sonhos para alcançar.
Na altura do entrudo as unidades hoteleiras enchem não só no distrito de Bragança, mas também em Vila Real.
O reconhecimento da UNESCO é um diamante precioso para todo o território de Trás os Montes que será necessário potencializar ainda mais.
Os caretos ganham assim ainda mais importância para a região transmontana, atraindo de ano para ano mais e mais visitantes. É assim que nasce o impacto na pequena aldeia de Podence. Os caretos aliados ao selo de Património Imaterial da Humanidade, caraterizam assim, uma nova forma de olhar para a tradição de uma região tendenciosa para o despovoamen to, mas que conse gue mover milhares quando, através do esforço e do empenho al cança feitos que são assim, re conhecidos em todo o mundo.
Na atualidade a aldeia de Podence teve que reinventar.






Dança ao som dos chocalhos, corre pelas ruas estreitas, pinta-se de vermelho, verde e amarelo e renova-se, ano após ano, num ritual ancestral que atravessou séculos e continua vivo no coração das pessoas.
O Entrudo Chocalheiro, com os seus inconfundíveis Caretos de Podence, é muito mais do que uma festa.
É identidade, é memória coletiva, é liberdade e é celebração da vida. O reconhecimento pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade veio confirmar aquilo que sempre soubemos: Podence guarda um tesouro único, genuíno e profundamente enraizado na alma transmontana.
Aqui, cada máscara conta uma história, cada chocalho anuncia a chegada da primavera e cada gesto carrega séculos de tradição transmitida de geração em geração.
Durante estes dias, a aldeia transforma-se num palco vibrante de cor, som e emoção, onde visitantes e habitantes se encontram, partilham sorrisos e criam memórias que perduram no tempo.
Macedo de Cavaleiros orgulha-se de ser casa desta tradição singular e assume o compromisso de a preservar, valorizar e projetar para o futuro, sem nunca perder a sua autenticidade.
O Entrudo Chocalheiro é hoje um símbolo de um território que sabe honrar o passado e, ao mesmo tempo, abrir-se ao mundo.

Convido-o a visitar Podence, a deixar-se envolver pela energia contagiante dos Caretos, a sentir a vibração dos chocalhos e a viver momentos verdadeiramente inesquecíveis.
Venha celebrar connosco uma tradição que não se explica - vive-se, sente-se, partilha-se e leva-se no coração.
Sergio Borges, Presidente da Camara de Macedo de Cavaleiros
O carnaval é uma festa pagã que em Portugal se veste de diferentes formas. O carnaval mais brasileiro do país, o mais antigo, o mais tradicional e, agora, temos o reconhecido como Património Cultural Imaterial da Humanidade (UNESCO), os caretos de Podence, em Macedo de Cavaleiros. O reconhecimento chegou em dezembro de 2019, o que trouxe novos visitantes na edição de 2020, como nós. Pessoas de todo o país rumaram ao norte para conhecerem o entrudo chocalheiro, inundando as redes sociais de fotografias dos festejos. Este ano, até o Presidente da República marcou presença.
A tradição é masculina, apesar de já se verem “facanicos” (caretos mais novos) meninos e meninas. Os caretos tradicionais eram jovens rapazes que aguardavam pelo carnaval para poderem ir ter com as raparigas solteiras, chocalhando as jovens raparigas com algum atrevimento e aproximação. Sabemos que o Portugal dos nossos avós era muito tradicional e, numa altura em que se namorava à janela, era a oportunidade para, durante uns dias, poderem agarrar o inacessível. O fato e a máscara davam um ar anónimo e brincalhão, com a vantagem de não serem reconhecidos pelos pais das


Comecemos por relembrar que, embora os chocalhos não sejam uma tradição exclusiva de Pondence, é aqui que se tornaram famosos, merecendo o reconhecimento da UNESCO. Existem também os caretos de Lazarim, menos famosos, mas não menos tradicionais.
A origem desta tradição pode estar nos romanos, nas festas Lupercais. Os homens saíam às ruas meios nus, com peles de animais nas mãos. Sacudiamnas, acertando nas mulheres para as tornarem fecundas.
Os nossos caretos são, então, diabos encarnados que saem à rua para fazerem maldades e assaltarem garagens e caves para chegarem aos fumeiros e às garrafeiras. O careto é também viril, jovem e assanhado, por isso corre atrás das raparigas solteiras. Agarraas de lado, numa espécie de abraço “agressivo”, e salta freneticamente, girando a cintura para que os chocalhos lhes acertem nas nádegas. A isto chamase chocalhar.
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O careto veste-se de forma colorida, de amarelo, verde e vermelho.
O fato é feito a partir das colchas e tapetes tradicionais portugueses.
Estas colchas, que antigamente todas as nossas avós tinham, hoje já não são tão comuns. Na época, eram fabricadas em teares caseiros, na própria aldeia. A manta ou o tapete são costurados em forma de fato, com calças, casaco e gorro. À manta, já transformada em fato, prendem-se franjas de lã tingidas.
O capuz leva um prolongamento em lã colorida, uma espécie de cauda, que usarão para chicotear na rua quem lhes apetecer. O fato é guardado no final das festas para o ano seguinte, e é comum passar de pais para filhos.
À cintura, o careto usa um cinto de couro com os chocalhos de latão, 12 se for rico, 8 se for pobre. No peito usa as bandoleiras cruzadas, que podem ter campainhas. Na mão fica a bengala, para ajudar no equilíbrio quando salta. Há tradições que se vão perdendo, como bater com uma bexiga de porco ou uma pele de coelho cheia de ar. Na cara usa uma máscara que pode ser de latão, cabedal ou madeira, pintada de preto ou vermelho. O nariz é pontiagudo e tem aberturas para os olhos e boca. A tradição já não é o que era, e hoje já vêem homens mascarados que não condizem a 100% com esta descrição.
Manda a tradição introduzir as crianças ao ritual, vestindo-as de igual. Esta praxe começou por ser feita aos rapazes com idades entre os onze e os doze anos, perpetuando assim o hábito, incutindo-lhes o gosto de ser careto.







O careto sai à rua no carnaval, na transição do inverno para a primavera, porque tem poderes para limpar as terras e trazer fertilidade. Há também uma crença de que o careto não purifica só a terra, mas também a comunidade. O careto sai à rua do domingo à terça-feira de carnaval, saltando e gritando numa língua própria.

Na quarta feira de cinzas termina o ritual, quando todos vão à missa sem o fato, e só se ouvirão chocalhos no ano seguinte. O entrudo dura de sábado a terça-feira.
Da festa faz parte um pregão casamenteiro. Acontece no adro da igreja, na segunda-feira à noite. Com um funil usado ao contrário, gritam um pregão popular com nome de rapazes e raparigas da aldeia. A intenção é brincar, por isso, os casais que formam no seu pregão são inusitados, e juntam características reais dos visados, como ser preguiçoso, dorminhoco, boa cozinheira, etc. Quando estiverem a assistir, vão distinguir os habitantes locais dos visitantes pelas gargalhadas ao reconhecerem os nomes pregoados.
Este ano o festejo foi organizado pela Associação Grupo de Caretos de Poden ce, com o apoio de outros parceiros. Do entrudo chocalheiro fizeram parte os passeios e visitas ao Geopark Terras de Cavaleiros, os geocruzeiros na Albufeira do Azibo (inscrição prévia), a Ronda das Tabernas, o Pregão Casamenteiro, a Queima do Entrudo, o Desfile de Marafonas e o Festival do Grelo. 26 restaurantes também aderiram. A marafona é uma rapariga mascarada com uma renda a cobrir a cara e um lenço na cabeça, e são respeitadas pelos caretos.

O Museu Casa do Careto está aberto durante todo o dia, onde podem ver os manequins vestidos de marafonas, caretos e um vídeo que conta a história e tradição. Tem também uma loja de recordações no interior do museu.




Na segunda-feira à noite ritual dos Casamentos queima-se a Máscara e os caretos serviram aguardente aquecida a todos. Terça-feira houve novamente queima do entrudo, com uma assistência ainda maior do que na noite anterior.






Palhas, alhas leva-as o vento!
Oh, oh, oh…
Aqui se vai formar e ordenar um casamento.
Oh, oh, oh…
E quem é que nós havemos de casar?
Tu o dirás.
Há-de ser a Maria Pita que mora no bairro do Castelo.
Oh, oh, oh…
E quem é que nós havemos de dar para marido?
Tu o dirás.
Há-de ser o João da Rua que mora lá em baixo no Porto.
Oh, oh, oh…
E que nós havemos de dar de dote a ela?
Tu o dirás.
Há-de ser uma máquina de costura porque ela é uma boa costureira.
E que é que nós havemos de dar de dote a ele?
Tu o dirás.
Há-de ser uma terra ao Souto para que não saia um de cima do outro enquanto for Inverno.







Podence era, há algumas décadas, um povoado semelhante a qualquer outro povoado do concelho de Macedo de Cavaleiros. Ruelas tortuosas e lamacentas, casas pardas de xisto, gente que moureja nos campos, uma igreja que sinaliza o mistério do sobrenatural e controla os ímpetos humanos.
Viradas umas quantas páginas do tempo, Podence surge hoje como uma terra diferente. Porque soube conservar e pôr a render um tesouro etnográfico que noutros lugares se amorteceu ou apagou de todo.
Esse tesouro tem um nome: Caretos.
São figuras mágicas que vêm anunciar o fim do Inverno e o início dum novo tempo – tempo de renovação. Saem de todos os cantos, vestidos das cores da Primave-

ra que começa a irromper pelos prados, em corridas desvairadas, transbordantes de ímpeto genesíaco, que acalmam chocalhando as raparigas incautas. São, ao fim e ao cabo, personagens dum auto que, vindo da noite dos tempos, se representa todos os anos no alvorecer da Primavera para ensinar aos homens que a vida é feita de ciclos e que é necessário cumpri-los a todos para que a ordem de que é feita a Natureza não seja subvertida e a vida prossiga sem sobressaltos.
Ver, no dia de Entrudo, uma surtida de caretos que irrompem endiabrados pelas ruas da aldeia, aos pulos, por entre gritos, gargalhadas e tinido de chocalhos, tomados de furor genesíaco é, verdadeiramente, participar num acto de sagração da vida e de proclamação da sua vitória sobre a morte.

Outro lugar a exigir visita: Podence. Podence não é lugar de grandes meditações nem de melancolias. Em Podence, o que nos agarra, é ver como a vida irrompe em todo o seu esplendor e em toda a sua energia encarnada nos caretos. Ou seja, uma jubilosa celebração da vida. Os celebrantes são os caretos, personagens arrancadas a longínquos ritos de fertilidade. Figuras semelhantes aos caretos de Podence, há-as em vários lugares da província de Trás-os-Montes. Então porque é que só em Podence atingiram esta notoriedade, que os aparta de todos os outros? Será que os outros têm um défice de genuinidade que os inferioriza em relação a Podence? Certamente que não. A autenticidade brota do mesmo ímpeto das forças vitais para celebrar o fim do Inverno e o advento da Primavera. Mas repito: porque é que só os caretos de Podence têm entrada na famosa (e responsabilizante) Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade, da UNESCO?
A resposta é simples: liderança. Em Podence, houve a capacidade de, através de uma gestão agressiva e lançando inclusivamente mão de procedimentos próprios do marketing, explorar as sugestões de sexualidade implícitas nos movimentos corporais dos caretos no acto de chocalharem as raparigas. À sombra dessa liderança, os próprios caretos assumiram-se na sua valência colectiva como um qualquer corpo de baile ou uma qualquer trupe de teatro ou uma qualquer equipa de futebol. O garrido das indumentárias, em corridas desvairadas e espalhafatosas
pelas ruas da aldeia, acrescentou um sentido lúdico e cénico à actuação dos caretos, em si mesma rudimentar e repetitiva.
Resumindo: houve a capacidade de transformar um ritual num espectáculo. A ajudar à missa, estamos numa época em que há uma aberta apetência das populações urbanas por manifestações rurais em que lhes palpite autenticidade antropológica. É esse um factor importante para o sucesso de manifestações como o Congresso de Medicina Popular, em Vilar de Perdizes, ou o chocalhar das raparigas pelos caretos de Podence. Vem gente de todo o país e da vizinha Espanha ver e meditar essa realidade etnográfica que são os caretos.
Porque hoje os caretos são — com toda a justiça — uma atracção em qualquer lugar onde actuem. Mas, se querem um conselho, não há como vê-los no seu meio natural e no seu tempo próprio: a aldeia de Podence, nos dias do entrudo chocalheiro. Aí é que se sente verdadeiramente o peso da autenticidade. Na Disneylândia de Paris ou no carnaval de Nice, mesmo que involuntariamente, a autenticidade cede o lugar à tentação do espectáculo e da sofisticação – e algo se perde com isso.
Façamos o mesmo que fazem milhares de pessoas: vamos a Podence por altura do ponto zenital do calendário dos caretos: o entrudo chocalheiro. Então, sim, sentiremos que estamos diante de uma prática milenar de alumiar o entrudo com base em incontroláveis pulsões genesíacas.
Pires de Cabral, escritor
Há restaurantes típicos, mas tradição é a população abrir as suas garagens, colocar umas mesas e bancos, e servir refeições.
É obrigatório experimentar as alheiras e os casulos, em sopa ou cozido.
Restaurante Moagem - 918 700 146
Taberna dos Afonsos - 933 999 495
Casa do Entrudo - 938 953 075
Taberna Top Mundial – 938 953 075
Mercearia do Pomar - 919 870 508
Taberna Podence Tours – 916 00 8592
Bar Eira do Careto - Clube Atlético 912 534 237
Restaurante Casa do Careto - 968 105 473
Taberna Curral do Careto - 967 536 008
Taberna Bela - 935 957 728
Taberna Facanito - 918 700 146


Taberna Casa dos Avós - 919 059 875
Taberna Pinguinhas – 939 193 301
Taberna Ti Carolino - 934 809 698
Taberna dos Bombeiros - 912 534 303
Bar Ti Carolino - 934 809 698
Adega do Mineiro - 913 432 988
Taberna do Intrudo - 961 669 925
Taberna Morais - 937 440 214
Tasquinha Panorama - 917 343 125
Taberna Quinta da Ribeira - 935 080 230
Taberna Do Castelo/ C. Mirandesa 961 406 997
Casa dos Licores - 939 909 431
Taberna José da Floresta - 912 134 409
Taberna Família Xavier - 936 442 043
Taberna do Castelo - 913 166 945
Café Central - 278 431 018
Taberna da Fonte - 939 388 027

Apenas para as franjas do fato de careto são precisos dezenas de novelos de lã. Dizem que são necessários sessenta, o que encarece o fato.
Podence está decorada a rigor, vão encontrar várias paredes e muros pintados.

Nós reservámos em cima da hora, por isso sujeitámos-nos a ficar mais afastados da vila. Sugerimos a Quinta da Moagem, um alojamento com piscina em Podence, e o Monte do Azibo Glamping
Quinta do Azibo
Casas de Campo
Monte Bela Vista
Hotel Azibo
Quinta do Pomar
Casa do Entrudo
365 dias no mundo estiveram em Podence de 24 a 25




ano de afirmação global da portugalidade
O ano de 2025 ficará registado na história dos Caretos de Podence como um período marcante de internacionalização e afirmação da portugalidade, levando esta tradição ancestral transmontana aos quatro cantos do mundo, através de várias digressões internacionais de elevado simbolismo cultural e institucional.
Entre os pontos altos que marcaram a história da tradição dos Caretos de Podence, destacam-se:
• Vaticano – janeiro de 2025
Participação numa audiência papal com Sua Santidade o Papa Francisco, um momento de enorme significado simbólico, espiritual e cultural, projetando os Caretos de Podence como embaixadores da cultura popular portuguesa junto da Santa Sé.
• Espanha – janeiro de 2025
Presença na Feira Internacional de Turismo de Madrid (FITUR), um dos maiores certames turísticos do mundo, promovendo a tradição dos Caretos de Podence como património cultural imaterial e como elemento diferenciador da identidade portuguesa.
• Japão – maio de 2025
Participação na Exposição Mundial de Osaka, no Japão, a convite da AICEP, integrando a representação oficial de Portugal. Esta presença constituiu um marco histórico na divulgação da cultura tradicional portuguesa no continente asiático.
• Brasil – novembro de 2025
Digressão cultural ao Brasil, com destaque para:
• Participação na “FESTURIS” –Gramado, importante evento internacional de turismo e cultura.
• Presença no Festival de Máscaras de Juazeiro do Norte e Crato, no estado do Ceará, promovendo o diálogo intercultural entre tradições mascaradas de Portugal e do Brasil.
Estas iniciativas consolidaram 2025 como um ano excecional na história dos Caretos de Podence, reforçando o seu papel como símbolo vivo da cultura popular portuguesa, património identitário de Trás-os-Montes e embaixadores da portugalidade no mundo.
O ano de 2025 ficará marcado como um dos mais relevantes na história dos Caretos de Podence, não só pela sua forte internacionalização, mas também por uma presença consistente e estratégica a nível nacional, consolidando a tradição como um dos mais fortes símbolos da cultura popular portuguesa.
Participações a nível nacional
• Lisboa – março de 2025
Participação na BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa, o maior evento nacional dedicado ao turismo, promovendo os Caretos de Podence enquanto património cultural imaterial e elemento identitário diferenciador do território de Trás-osMontes.
• Ferreira do Alentejo – junho de 2025
Presença no Festival Giacometti em Ferreira do Alentejo, evento de referência cultural no Alentejo, reforçando o intercâmbio entre tradições populares portuguesas de diferentes regiões do país.

• Torres Vedras – verão de 2025
Participação no Carnaval de Verão, realizado na Praia de Santa Cruz, levando a energia, a cor e o som dos Caretos de Podence a um dos palcos mais emblemáticos da tradição carnavalesca portuguesa.
• Lisboa – setembro de 2025
Integração na Cidade das Tradições, evento dedicado à valorização do património cultural português, onde os Caretos de Podence se afirmaram como uma tradição viva, dinâmica e interjecional.
• Porto – novembro de 2025
Presença no Gaia do Fado, no Coliseu do Porto, num encontro simbólico entre diferentes expressões da identidade cultural portuguesa, unindo a tradição mascarada transmontana à música que é património da humanidade.

vencem prémio Revelação na gala da AHRESP, Casino
Os Caretos de Podence e a aldeia de Podence arrecadaram o prémio, na categoria “Destino Revelação”, atribuídos pela AHRESP, na gala que aconteceu no dia 6 de junho, no Casino Estoril. Uma iniciativa que “distingue anualmente os melhores nos setores da Hotelaria, Restauração e Turismo em Portugal”, refere a organização, da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal. Os Caretos de Podence e a aldeia de Podence eram os 5 finalistas. Concorriam lado a lado, com Castro Marim, Matosinhos, Miranda do Douro e Viseu, Dão Lafões. Esta foi a 9.ª edição destes prémios, foram recebidas 322 candidaturas, avaliadas por um Comité de Seleção composto por 35 especialistas e personalidades de referência, incluindo jornalistas e críticos, no contexto das 10 categorias a concurso.






A aldeia mais colorida de Portugal voltou a surpreender em 2025 com um conjunto de murais de arte urbana que estão a conquistar visitantes nacionais e internacionais. Entre as várias obras espalhadas pelas ruas, a pintura dedicada ao Papa Francisco destacou-se como um sucesso absoluto, tornando-se rapidamente um dos pontos mais fotografados e comentados da aldeia.
O mural, de forte impacto visual e simbólico, alia cor, espiritualidade e contemporaneidade, refletindo valores de paz, diálogo e proximidade — princípios associados à mensagem do Papa Francisco. A obra integrou-se de forma natural na identidade da aldeia, reforçando a sua imagem como espaço aberto à criatividade, à cultura e à expressão artística.




Edição, Impressão, Publicidade

Desde a sua inauguração, o mural tem funcionado como um forte atrativo turístico, impulsionando o fluxo de visitantes, dinamizando o comércio local e consolidando a arte urbana como um elemento central da estratégia cultural e turística da região.
Este projeto confirma que a arte, quando dialoga com o território e as pessoas, tem o poder de transformar espaços, criar emoção e projetar pequenas comunidades para o mapa turístico nacional e internacional.






