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Nutrição para Crianças no Transtorno do Espectro Autista – Uma Abordagem Comportamental

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ORGANIZADORAS

TESSA CRISTINE ALVES

Graduada e Mestre em Nutrição – do Nascimento à Adolescência – pelo Centro Universitário São Camilo, SP.

Formação em Nutrição e Abordagem Comportamental, com Ênfase em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) e Dificuldades Alimentares.

Pós-graduada em Nutrição Humana e Saúde pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), MG.

Pós-graduada em Padrões Gastronômicos pela Universidade Anhembi Morumbi, SP.

Pós-graduada em Nutrição e Longevidade pelo Instituto Brasileiro de Estudos Homeopáticos (Ibehe).

Docente do Curso de Graduação em Nutrição do Centro Universitário Católico Ítalo Brasileiro (UNI ITALO), SP e de Cursos de Extensão em ABA para Nutricionistas pelo Instituto Nutrição Comportamental (Instituto NC).

ALINE DE PIANO GANEN

Graduada em Nutrição pelo Centro Universitário São Camilo, SP.

Mestre e Doutora em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Pós-doutorado pelo Programa de Pós-graduação em Nutrição pela Unifesp.

Coordenadora do Mestrado Profissional em Nutrição – do Nascimento à Adolescência – e Docente do Programa de Mestrado e da Graduação em Nutrição do Centro Universitário São Camilo, SP.

FERNANDA FERREIRA CORRÊA

Graduada em Nutrição pela Universidade Anhembi Morumbi.

Mestre e Doutora em Pediatria e Ciências Aplicadas à Pediatria pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Pós-doutorado pelo Departamento de Saúde e Sociedade da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP).

Especialista em Saúde Pública pela FSP-USP.

Docente do Curso de Nutrição e do Mestrado Profissional em Nutrição – do Nascimento à Adolescência – do Centro Universitário São Camilo, SP.

Nutrição para Crianças no Transtorno do Espectro Autista – Uma Abordagem Comportamental

Copyright © 2026 Editora Rubio Ltda.

ISBN 978-85-8411-151-0

Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução desta obra, no todo ou em parte, sem autorização por escrito da Editora.

Produção

Equipe Rubio

Diagramação

IO Design

Capa e Imagem de capa

Bruno Sales

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO

SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ N97

Nutrição para crianças no transtorno do espectro autista – uma abordagem comportamental / Tessa Cristine Alves, Aline de Piano Ganen, Fernanda Ferreira Corrêa. - 1. ed. - Rio de Janeiro : Rubio, 2026.

256 p. : il. ; 24 cm.

Inclui bibliografia e índice

ISBN 978-85-8411-151-0

1. Crianças autistas - Nutrição. 2. Autismo - Aspectos nutricionais. I. Alves, Tessa Cristine. II. Ganen, Aline de Piano. III. Corrêa, Fernanda Ferreira.

CDD: 616.85882 26-104669.0

CDU: 612.39:616.896-053.2

Meri Gleice Rodrigues de Souza - Bibliotecária - CRB-7/6439

Editora Rubio Ltda.

Av. Franklin Roosevelt, 194 s/l. 204 – Castelo 20021-120 – Rio de Janeiro – RJ

Tel: 55(21) 2262-3779

E-mail: rubio@rubio.com.br www.rubio.com.br

Impresso no Brasil

Printed in Brazil

Colaboradoras

Karoline Taques

Graduada em Nutrição pelo Centro Universitário São Camilo, SP.

Mestre em Nutrição – da Infância à Adolescência – pelo Centro Universitário São Camilo, SP.

Pós-graduada em Nutrição Clínica pela Universidade Positivo. Associada à Associação Brasileira de Transtornos Alimentares (Astral). Mentora no Laboratório de Pesquisa em Transtornos Alimentares e Obesidade (Latos) da FAE Centro Universitário.

Patrícia da Silva Baptistucci

Graduada em Nutrição pelo Centro Universitário São Camilo, SP.

Pós-graduada em Nutrição Clínica pelo Insira Educacional, SP.

Mestre em Nutrição – da Infância à Adolescência – pelo Centro Universitário São Camilo, SP.

Supervisora do Serviço de Nutrição e Dietética do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC).

Voluntária na Organização Não Governamental (ONG) Projeto Dino, voltada ao acolhimento de mães de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em situação de vulnerabilidade.

Dedicatória

Dedico esta obra à minha filha Anelis, pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que me ensinou muito mais do que ser mãe.

Foi ela quem me conduziu ao encontro entre propósito de vida e trajetória profissional, ensinando-me, todos os dias, a acolher e respeitar as singularidades de cada existência.

Este livro é dedicado, com profundo amor e gratidão, à minha família, alicerce de tudo o que sou e construo. Ao meu marido e ao meu filho, que dão sentido aos meus dias e me inspiram, com suas presenças e apoio incondicional, a seguir em frente mesmo diante dos desafios. Aos meus pais, por terem semeado em mim os valores que sustentam minha trajetória, especialmente ao meu pai, que, mesmo em sua ausência física neste plano, permanece vivo em cada conquista, tendo me ensinado que o estudo é uma ferramenta poderosa de transformação – não apenas para nós mesmos, mas também para todos aqueles que nos cercam. Aos meus alunos, que diariamente renovam minha motivação e são verdadeiros propulsores da minha busca incansável por conhecimento e por ações cada vez mais relevantes na área da nutrição, particularmente no Transtorno do Espectro Autista (TEA). A todos vocês, minha eterna gratidão.

Aline de Piano Ganen

Dedico este livro aos meus filhos e ao meu marido, que são a luz dos meus dias e a razão de cada sonho que cultivo. Vocês são minha inspiração, minha força e meu porto seguro.

Agradecimentos

Agradecemos ao Programa de Pós-graduação Stricto Sensu Mestrado Profissional em Nutrição – do Nascimento à Adolescência –, bem como ao curso de Graduação em Nutrição do Centro Universitário São Camilo, pela excelência na formação de profissionais comprometidos com uma prática ética, crítica e transformadora. Em especial, reconhecemos o protagonismo de suas coordenadoras, Sandra Maria Chemin Seabra da Silva e Mônica Galisa, cuja atuação tem sido fundamental na construção de uma Nutrição mais sólida e relevante, tornando pioneira a formação específica em abordagem comportamental da Nutrição no Transtorno do Espectro Autista (TEA).

À Profa. Dra. Marle Alvarenga, nossa admiração e gratidão pela condução da disciplina de Comportamento Alimentar no Mestrado Profissional em Nutrição – do Nascimento à Adolescência, que tem instigado profissionais a pensar a saúde e a alimentação de forma mais realista, sensível e efetiva – para além de protocolos, aproximando-se da complexidade humana.

Aos nossos pacientes, que diariamente nos convocam a sair do lugar comum, ampliando nosso olhar e desafiando nossa prática. São eles a expressão viva da necessidade de uma Nutrição mais inclusiva, respeitosa e verdadeiramente aplicada à vida real.

Aos cuidadores de pessoas com TEA – principalmente às mães –, nossa profunda admiração. São elas que sustentam, com coragem, sensibilidade e persistência, o cuidado cotidiano, enfrentando desafios muitas vezes invisíveis. É por vocês, e com vocês, que este trabalho ganha sentido: na busca por caminhos mais possíveis, mais humanos e mais acolhedores.

As Organizadoras

Apresentação

Este livro nasce do encontro entre a prática clínica, a produção científica e uma experiência pessoal que reorganizou, profundamente, a maneira como compreendo a Nutrição no contexto do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ao longo da formação de nutricionistas, somos ensinados a pensar a alimentação a partir de seus determinantes biológicos, metabólicos e dietéticos, estruturando condutas baseadas em necessidades nutricionais, composição dos alimentos e prevenção de agravos. No entanto, foi no exercício da maternidade, diante das dificuldades alimentares da minha filha, que percebi, de forma concreta e incontornável, os limites de uma abordagem que não considera o comportamento alimentar como eixo central do cuidado.

Nos primeiros meses de vida, a experiência de nutrir se apresentou de forma intensa e, ao mesmo tempo, profundamente alinhada ao que eu conhecia tecnicamente. A amamentação, construída em um contexto de prematuridade e internação em unidade neonatal, representou não apenas um desafio clínico, mas um marco identitário. Sustentar a alimentação naquele cenário significava sustentar a própria vida, e esse processo reforçou em mim a convicção de que o conhecimento técnico, aliado ao vínculo, seria suficiente para conduzir as etapas seguintes do desenvolvimento alimentar. A introdução alimentar ocorreu de modo amplo, variado e responsivo, confirmando, naquele momento, a expectativa de que um início bem conduzido garantiria a consolidação de um repertório alimentar saudável.

Entretanto, por volta do segundo ano de vida, a alimentação deixou de seguir esse percurso esperado. A perda progressiva de alimentos, associada a alterações no comportamento, na comunicação e na interação social, marcou o começo de um processo de ruptura entre o que eu havia aprendido e o que passava a vivenciar. A cada nova recusa, tornava-se evidente que o conhecimento técnico acumulado não era suficiente para explicar – nem para intervir – na complexidade daquele comportamento alimentar tão evitativo e restrito. O diagnóstico de TEA, posteriormente confirmado, não só explicitou os sinais clínicos, mas ampliou o campo de perguntas, sobretudo no que se refere à alimentação como expressão do neurodesenvolvimento.

A partir desse momento, a rotina terapêutica passou a incluir diferentes abordagens, estruturadas e fundamentadas em evidências, com foco no desenvolvimento de habilidades comunicativas, sociais e adaptativas. Nesse contexto, tive contato com a Análise do Comportamento Aplicada (ABA), inicialmente por meio de um curso voltado para cuidadores e posteriormente como campo de estudo e prática profissional. A experiência de observar minha filha aprendendo, sistematicamente, habilidades que antes não estavam disponíveis – por meio de estratégias consolidadas, análise funcional e organização do ambiente – produziu um deslocamento importante no meu raciocínio clínico. Tornou-se evidente que comportamentos complexos, mesmo aqueles que não emergem espontaneamente, podem

ser ensinados quando compreendidos em sua função e em suas contingências.

Paralelamente a esse processo, ao buscar referências na área da Nutrição, encontrei, predominantemente, abordagens centradas na exclusão de alimentos, em especial dietas restritivas que, embora indicadas em situações clínicas específicas, eram, com frequência, apresentadas como soluções amplas para sintomas do TEA. Essa lógica, embasada na retirada, entrava em conflito direto com a realidade que eu vivenciava, marcada pela perda progressiva de repertório alimentar. Enquanto as recomendações apontavam para a exclusão de alimentos, a experiência cotidiana mostrava a necessidade de preservar, reconstruir e ampliar aquilo que já estava em risco. Essa tensão entre o modelo prescritivo e a realidade clínica foi determinante para a construção do olhar que sustenta este livro. Se a comunicação, a interação social e as habilidades adaptativas podem ser ensinadas por meio de abordagens comportamentais, por que a alimentação permaneceria restrita a um campo exclusivamente biológico ou normativo? Se comer envolve escolhas, respostas sensoriais, padrões aprendidos e funções específicas no ambiente, torna-se necessário reconhecê-lo como comportamento – e, portanto, como um fenômeno passível de análise, ensino e modificação.

Um episódio, em particular, sintetiza essa mudança de perspectiva. Ao nomear a própria comida como “irritada”, minha filha não expressava recusa, mas revelava, de forma precisa, uma experiência sensorial e relacional que, até então, não havia sido plenamente compreendida. Naquele instante, algo se modificou: deixei de interpretar aquele comportamento como oposição e passei a reconhecê-lo como comunicação.

Diante disso, reorganizei o que estava ao meu alcance. Passei a separar os alimentos no prato, evitando que se encostassem, respeitando formas, temperaturas e texturas esperadas, e

oferecendo contornos mais definidos e previsíveis para que o alimento voltasse a ser possível. Não se tratava de uma técnica sofisticada, nem de um protocolo previamente aprendido, mas de um gesto de escuta. Foi, ao mesmo tempo, simples e extremamente transformador.

Esse momento marcou, definitivamente, a transição entre Nutrição centrada na oferta e Nutrição orientada pela compreensão do comportamento alimentar – mudança que não se deu por acúmulo de conhecimento, mas por redirecionar o olhar.

É a partir dessa trajetória que este livro se estrutura. Propõe-se, aqui, uma abordagem integrada do cuidado nutricional no TEA, fundamentada na articulação entre quatro pilares: clínico, sensorial, comportamental e parental. Essa integração permite compreender que as dificuldades alimentares não decorrem de um único fator, mas da interação dinâmica entre condições orgânicas, processamento sensorial, história de aprendizagem e contexto ambiental. Modelos reducionistas, que tratam a alimentação apenas como ingestão de nutrientes ou que a explicam exclusivamente por alterações sensoriais, mostram-se insuficientes diante da complexidade observada na prática clínica.

Ao longo dos capítulos, são discutidos os aspectos fisiológicos, nutricionais e comportamentais do TEA, bem como as implicações práticas para o manejo da seletividade alimentar e dos comportamentos interferentes nas refeições. A ABA é apresentada não como intervenção isolada, mas como ciência que organiza o raciocínio clínico e orienta estratégias de ensino de habilidades alimentares, sempre em integração com as demais áreas do cuidado. Essa perspectiva está alinhada às recomendações contemporâneas, que enfatizam a necessidade de abordagens interdisciplinares, individualizadas e baseadas em evidências.

Esta não é uma obra sobre o que retirar da alimentação de crianças com TEA. É sobre como construir possibilidades. Trata-se de

reposicionar o foco da restrição para a ampliação de repertório, da imposição para o ensino e da padronização para o respeito às singularidades. Nesse sentido, o papel do nutricionista expande-se para além da prescrição dietética, incorporando a análise do comportamento alimentar, a organização do ambiente e o suporte aos cuidadores como elementos centrais da intervenção.

Assim, esta publicação se dirige a profissionais de saúde, especialmente nutricionistas, bem como a todos aqueles envolvidos no cuidado de pessoas com TEA. Mais do que oferecer respostas prontas, busca-se aqui sustentar perguntas mais qualificadas, capazes de orientar práticas clínicas mais coerentes com a complexidade do desenvolvimento humano.

Se há uma síntese possível dessa proposta, ela reside na compreensão de que, no TEA, comer vai além de uma necessidade biológica; é também um comportamento adquirido, influenciado por múltiplas variáveis e profundamente inserido no contexto de vida do indivíduo. Reconhecer essa dimensão não somente aumenta as possibilidades de intervenção, mas altera a maneira como nos posicionamos diante da alimentação: menos como agentes de controle e mais como facilitadores de aprendizagem, vínculo e autonomia.

Este livro é, por conseguinte, resultado dessa travessia – da Nutrição que prescreve para a Nutrição que ensina, escuta e constrói, deslocando o foco do controle para a aprendizagem e da norma para a singularidade.

Prefácio

Embora os conceitos de Nutrição e Metabolismo tenham suas origens no século XIX, foi ao longo do século XX que a Ciência da Nutrição passou a receber atenção mais ampla e sistematizada, consolidando-se como área indispensável e assumindo papel central no desenvolvimento humano.

No contexto do Transtorno do Espectro Autista (TEA), essa centralidade torna-se ainda mais evidente ao revelar-se como um campo complexo, no qual se entrelaçam aspectos do neurodesenvolvimento, da fisiologia, do comportamento e das relações familiares. Este livro nasce, portanto, da necessidade de integrar saberes e práticas, superando abordagens fragmentadas e oferecendo ao leitor uma compreensão ampla, crítica e aplicada da interface entre alimentação e TEA.

No decorrer dos capítulos, a obra conduz o leitor desde os fundamentos do transtorno até as práticas clínicas e comportamentais mais específicas. Inicialmente, são apresentadas as bases do TEA na infância, pois essa compreensão é essencial para situar a alimentação não como um aspecto isolado, mas como parte de um processo maior de desenvolvimento e adaptação.

Na sequência, os aspectos fisiológicos e neurobiológicos ganham destaque, evidenciando como alterações no sistema gastrintestinal, na microbiota intestinal, no sono e na regulação do apetite influenciam diretamente o comportamento alimentar. Essa perspectiva reforça a importância de olhar para além do

sintoma alimentar, reconhecendo as múltiplas dimensões que o sustentam.

Os capítulos dedicados aos aspectos nutricionais aprofundam a discussão sobre estado nutricional, padrões alimentares e possíveis deficiências ou excessos, frequentemente observados em indivíduos com TEA. Ao mesmo tempo, são analisadas, criticamente, dietas restritivas e práticas de suplementação, à luz das evidências científicas, promovendo uma abordagem ética e embasada.

A obra avança, então, para o campo do comportamento alimentar, compreendendo a alimentação como um comportamento aprendido, influenciado por fatores sensoriais, motores e emocionais. Nesse contexto, a Análise do Comportamento Aplicada (ABA) é apresentada não apenas em sua base teórica, mas também em seus princípios, técnicas e modelos de intervenção, permitindo ao leitor compreender sua aplicabilidade no ensino de habilidades alimentares.

A avaliação cuidadosa do comportamento alimentar é tratada como etapa fundamental para o planejamento de intervenções eficazes. A partir dela, o livro apresenta estratégias práticas para ensino de habilidades, ampliação do repertório alimentar e manejo de comportamentos interferentes, sempre respeitando os limites éticos e a individualidade de cada criança.

A comunicação, elemento quase sempre desafiador no TEA, é abordada em sua relação direta com a alimentação, destacando-se

como ferramenta essencial para promover autonomia, reduzir frustrações e qualificar a experiência alimentar. Além disso, enfatiza-se a relevância do cuidado multiprofissional e transdisciplinar como condição indispensável para a efetividade das intervenções, destacando o papel do nutricionista como articulador entre diferentes saberes e práticas.

Por fim, culmina em um guia estruturado de cuidado nutricional e ensino alimentar, que propõe uma verdadeira “arquitetura do cuidado”, centrada na criança e sustentada por quatro pilares primordiais: clínica, sensorial, comportamental e parental. Essa proposta reafirma a nutrição como uma ciência do comportamento alimentar, ampliando seu campo de atuação e sua responsabilidade no cuidado ao indivíduo com TEA.

A profundidade científica fundamentada em evidências e tratada nos artigos enfocou

praticamente todos os aspectos do TEA, tornando esta edição indispensável aos profissionais de saúde compromissados em promover desenvolvimento, autonomia e qualidade de vida para pessoas com TEA, pois a “Nutrição para Crianças no Transtorno do Espectro Autista” necessita de “uma abordagem comportamental” – conhecimento científico, de criatividade, de humanização e de atualização, de tal forma que se tenha pouca ou nenhuma possibilidade de errar e muita satisfação em acertar.

Sandra Maria Chemin Seabra da Silva Graduação em Nutrição pela Universidade de São Paulo (USP). Mestre em Ciências dos Alimentos pela USP. Doutora em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Professora e Coordenadora do Curso de Nutrição do Centro Universitário São Camilo, SP.

Sumário

CAPÍTULO 1 Transtorno do Espectro Autista na Infância, 1

CAPÍTULO 2 Aspectos Fisiológicos do Transtorno do Espectro Autista, 11

CAPÍTULO 3 Aspectos Nutricionais do Transtorno do Espectro Autista, 21

CAPÍTULO 4 Tratamento do Transtorno do Espectro Autista, 31

CAPÍTULO 5 Comportamento Alimentar no Transtorno do Espectro Autista, 41

CAPÍTULO 6 Análise do Comportamento Aplicada: Fundamentos, História e Organização do Cuidado no Transtorno do Espectro Autista, 53

CAPÍTULO 7 Princípios, Técnicas e Modelos em Análise do Comportamento Aplicada, 63

CAPÍTULO 8 Avaliação do Comportamento Alimentar em Crianças com Transtorno do Espectro Autista, 83

CAPÍTULO 9 Ensino de Habilidades Alimentares para Crianças com Transtorno do Espectro Autista e Ampliação de Repertório Comportamental Baseado em Análise Aplicada, 103

CAPÍTULO 10 Modulação de Comportamentos Interferentes Baseados em Análise do Comportamento Aplicada, 123

CAPÍTULO 11 Comunicação e Alimentação no Transtorno do Espectro Autista, 145

CAPÍTULO 12 Cuidado e Orientação Parental no Transtorno do Espectro Autista, 165

CAPÍTULO 13 Cuidado Multiprofissional e Transdisciplinar no Transtorno do Espectro Autista, 181

CAPÍTULO 14 Abordagem Comportamental nos Transtornos Alimentares e no Transtorno do Espectro Autista, 197

CAPÍTULO 15 Guia de Cuidado Nutricional e Ensino Alimentar para Crianças com Transtorno do Espectro Autista, 217

Índice, 229

1

Transtorno do Espectro Autista na Infância

INTRODUÇÃO

O transtorno do espectro autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que se manifesta precocemente na infância e acompanha o indivíduo ao longo de toda a vida, influenciando o comportamento, a comunicação, a interação social e a forma como a criança se relaciona com o ambiente. O maior reconhecimento do TEA nas últimas décadas ampliou o interesse científico e clínico sobre o tema, bem como a necessidade de abordagens interdisciplinares que considerem não apenas os aspectos diagnósticos, mas também suas repercussões no desenvolvimento global, na saúde e na qualidade de vida.1

Na infância, o TEA se expressa de maneira particularmente heterogênea, variando conforme o nível de desenvolvimento, o perfil cognitivo, a presença de comorbidades e o grau de suporte necessário. Essa variabilidade justifica o uso do termo “espectro” e impõe desafios tanto ao diagnóstico quanto à condução do cuidado clínico e nutricional. Compreender os fundamentos conceituais, diagnósticos e epidemiológicos do TEA é essencial para sustentar práticas baseadas em evidências e orientar intervenções adequadas desde os primeiros anos de vida.

DEFINIÇÃO DE TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA

De acordo com a quinta edição revisada do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5-TR; do inglês, Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders),2 define-se o TEA como um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por déficits persistentes na comunicação social e na

interação social em múltiplos contextos, associados a padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. Essas manifestações estão presentes desde o período inicial do desenvolvimento e causam prejuízos clinicamente significativos no funcionamento social, acadêmico, ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo, não sendo mais bem explicadas por deficiência intelectual isolada ou atraso global do desenvolvimento.

Além dos critérios centrais descritos no DSM-5-TR, crianças e adolescentes com TEA frequentemente apresentam:

■ Alterações no funcionamento executivo.

■ Dificuldades na resolução de problemas.

■ Prejuízos na integração de informações para construção de significado.

■ Limitações na espontaneidade, na imitação e no engajamento em jogos sociais.

Alterações no processamento sensorial também são frequentes, manifestando-se como hipersensibilidade ou hipossensibilidade a estímulos sensoriais, tanto dentro de uma mesma modalidade quanto em múltiplos domínios, como estímulos visuais, auditivos, olfativos, gustativos, táteis e proprioceptivos.

O conceito de espectro reflete justamente a ampla variabilidade de apresentação clínica do TEA. As manifestações diferem quanto à intensidade, à forma de expressão e ao impacto funcional, variando conforme a idade cronológica, o nível de desenvolvimento e as demandas do ambiente. Essa heterogeneidade exige uma abordagem individualizada e contextualizada, especialmente no cuidado à criança, fase em que as experiências iniciais influenciam de maneira significativa o desenvolvimento futuro.

Tessa Cristine Alves n Aline de Piano Ganen n Fernanda Ferreira Corrêa

Características frequentemente presentes em crianças com transtorno do espectro autista

Dificuldades sociais e de comunicação

Dificuldade para iniciar e manter conversação.

Por exemplo: que bom que gostou do risoto! Quer mais?

Por exemplo: interlocutor fica sem resposta enquanto criança come até acabar

Dificuldade para iniciar ou responder à interação social.

Por exemplo: entender uma sinalização para começar a comer após o “bom apetite” dito pelo anfitrião

Dificuldade em demonstrar ou reconhecer corretamente as emoções.

Por exemplo: confundir uma careta com gosto azedo

Interesses restritos e comportamentos repetitivos

Estereotipias motoras e/ou vocais.

Por exemplo: pendular o corpo no momento da refeição

Alinhar, girar ou organizar objetos de forma repetitiva.

Por exemplo: girar a colher sobre a mesa de forma repetitiva

Sofrimento ou desconforto intenso frente a mudanças.

Por exemplo: desregular-se emocionalmente pela presença de um novo alimento no prato Isolamento social.

Por exemplo: necessidade de comer sozinho

Pouco ou ausência de contato visual.

Por exemplo: permanecer à mesa para conversa pós-prandial olhando para baixo

Pouca sustentação de atenção compartilhada.

Por exemplo: copiar o comportamento de comer de uma criança que compartilha a mesa

Expressão corporal ou facial pouco expressiva.

Por exemplo: sentar-se “largadamente” para a refeição sem demonstrar interesse ou olhar focal, comum em indivíduos hipotônicos ou hiporreativos

Dificuldade na compreensão da linguagem corporal e social.

Por exemplo: entender uma sinalização para servir a sobremesa

Ausência ou prejuízo no uso funcional da comunicação social.

Por exemplo: não consegue expressar “não quero grão de feijão, apenas caldo” e, com isso, recusa toda a porção

Dificuldade em estabelecer amizades ou jogos sociais.

Por exemplo: não consegue entender a expressão “me passa o sal”

Inabilidade em ajustar o comportamento a diferentes contextos sociais.

Por exemplo: mesmo sendo seu aniversário na sexta, não aceita a troca de jantar de macarrão por pizza, que só aceita aos domingos

Dificuldade em transições entre ambientes ou atividades.

Por exemplo: come feijão na casa da avó, não come na escola

Padrões rígidos de pensamento e comportamento. Por exemplo: só come macarrão no almoço, só come batata no jantar

Rituais de saudação e outros comportamentos ritualizados.

Por exemplo: o prato precisa ser servido sempre da mesma forma, arroz por cima e feijão (apenas o caldo) do lado direito

Necessidade de executar ações sempre da mesma forma.

Por exemplo: só come ervilha com garfo, uma a uma

Insistência em rotinas e trajetos fixos.

Por exemplo: só aceita o mesmo prato de um determinado restaurante

Apego intenso a objetos específicos.

Por exemplo: só aceita comer no mesmo prato do personagem X

Hipo- ou hipersensibilidade a estímulos sensoriais. Por exemplo: só consome alimentos crocantes e em temperatura ambiente

Interesse excessivo por estímulos sensoriais específicos (sons, texturas, cheiros, luzes).

Por exemplo: precisa comer com o refeitório escolar vazio

(continua)

4

Tratamento do Transtorno do Espectro Autista

INTRODUÇÃO

Ao longo dos capítulos anteriores deste livro, buscou-se construir uma compreensão progressiva e integrada do transtorno do espectro autista (TEA).1 Inicialmente, foram abordados as características do TEA na infância, seus sinais precoces e suas manifestações clínicas (Capítulo 1, Transtorno do Espectro Autista na Infância). Em seguida, discutiram-se os aspectos fisiológicos e neurológicos envolvidos no transtorno (Capítulo 2, Aspectos Fisiológicos do Transtorno do Espectro Autista), bem como os aspectos nutricionais do TEA (Capítulo 3, Aspectos Nutricionais do Transtorno do Espectro Autista).

A partir desse percurso, torna-se possível avançar para o delineamento do manejo do TEA, apresentando as diretrizes gerais do tratamento e estabelecendo uma base conceitual, ética e científica para as intervenções terapêuticas. Trata-se de um capítulo estruturante, que organiza o raciocínio clínico e orienta o cuidado de maneira integrada, antes do aprofundamento em abordagens específicas.

Para esse propósito, o capítulo está fortemente embasado em um documento de grande relevância para a prática clínica no Brasil: as recomendações e as orientações para o diagnóstico, a investigação e a abordagem terapêutica do TEA, publicadas pela Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil (SBNI)2 em sua atualização mais recente. Esse documento foi elaborado por um grupo de especialistas em Neurologia infantil e áreas correlatas, a partir de revisões sistemáticas da literatura científica, consensos internacionais e análise crítica das melhores evidências disponíveis até o momento de sua publicação. Trata-se, portanto, de um consenso médico construído de forma rigorosa, coletiva e fundamentada, com

o objetivo de orientar profissionais de saúde, gestores e famílias.

Ressalta-se que esse consenso é extremamente recente, refletindo o estado atual do conhecimento científico sobre o TEA e incorporando avanços relevantes nas áreas de diagnóstico, intervenção precoce, terapias baseadas em evidências, ética do cuidado e organização do tratamento. Sua utilização como eixo norteador aqui confere atualidade, robustez científica e alinhamento com as diretrizes médicas nacionais.

Assim, serão discutidas as linhas gerais do tratamento do TEA:

■ Princípios fundamentais.

■ Organização do cuidado multiprofissional.

■ Intervenções baseadas em evidências.

■ Manejo de comorbidades.

■ Rotina terapêutica da criança.

■ Papel da neuroplasticidade no processo de desenvolvimento.

O aprofundamento específico do tratamento nutricional associado à abordagem comportamental será realizado no Capítulo 6, Análise do Comportamento Aplicada: Fundamentos, História e Organização do Cuidado no Transtorno do Espectro Autista e no Capítulo 7, Princípios, Técnicas e Modelos em Análise do Comportamento Aplicada, permitindo uma discussão mais detalhada, técnica e aplicada desse eixo terapêutico.

PRINCÍPIOS GERAIS DO TRATAMENTO DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA

O TEA é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por alterações persistentes e, diferentemente de doenças agudas ou

Tessa Cristine Alves n Aline de Piano Ganen n Fernanda Ferreira Corrêa

Intervenções mais estruturadas

Cuidado multiprofissional e transdisciplinar

Desenvolvimento e envolvimento da escola e/ou instituições especializadas e comunidade

Adulto

Intervenção precoce baseada em ciência visando à qualidade de vida e ao desenvolvimento e autonomia

Qualidade de vida do indivíduo e da família

Intervenções mais naturalísticas

Autonomia para convívio e cidadania com as características autísticas

■ FIGURA 4.2 Diretrizes de tratamento do transtorno do espectro autista ao longo da vida

Fonte: elaborada pelas autoras.

a autonomia, a convivência social, a inclusão e a qualidade de vida, sem perder de vista a necessidade de suporte quando indicado.

Essa representação reforça que o tratamento do TEA não é linear, nem restrito à infância, tampouco limitado a técnicas específicas. Tratase de um processo contínuo, dinâmico e adaptativo, que acompanha o desenvolvimento do indivíduo, orientado pela ciência, pela ética e pelo compromisso com a dignidade humana. A Figura 4.2, portanto, traduz graficamente a concepção de tratamento defendida neste capítulo: um cuidado que evolui ao longo da vida, integrando intervenção precoce, suporte familiar e social, promoção de autonomia e respeito às características do espectro autista.

REFERÊNCIAS

1. American Psychiatric Association. Diagnostic and statistical manual of mental disorders: DSM-5-TR. 5. ed., text revision. Arlington: American Psychiatric Publishing, 2022.

2. Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil (SBNI). Recomendações e orientações para o diagnóstico, investigação e abordagem terapêutica do transtorno do espectro autista (TEA). São Paulo: Departamento Científico de Transtornos do Neurodesenvolvimento da SBNI, 2025.

3. Hyman SL, Levy SE, Myers SM. Identification, evaluation, and management of children with autism spectrum disorder. Pediatrics. 2020; 145(1):e20193447.

4. Pierce K, Gazestani VH, Bacon E et al. Evaluation of the diagnostic stability of the early autism spectrum disorder phenotype in the general population starting at 12 months. JAMA Pediatr. 2019; 173(6):578-7.

5. Liberalesso P, Lacerda L. Autismo: compreensão e práticas baseadas em evidências. São Paulo: M. Books do Brasil, 2020.

6. Society of Clinical Child and Adolescent Psychology. Effective therapies for autism spectrum disorder. Washington (DC): American Psychological Association, 2023.

7. Steinbrenner JR, Hume K, Odom SL et al. Evidence-based practices for children, youth, and young adults with autism. Chapel Hill: University of North Carolina at Chapel Hill, Frank Porter Graham Child Development Institute, 2020.

8. Wong C, Odom SL, Hume KA et al. Evidence-based practices for children, youth, and young adults with autism spectrum disorder: a comprehensive review. J Autism Dev Disord. 2015; 45(7):1951-66.

9. Schoen SA, Lane SJ, Mailloux Z et al. A systematic review of Ayres sensory integration intervention for children with autism. Autism Res. 2019; 12(1):6-19.

10. Nogueira-de-Almeida CA, Araújo LA, Ued FV et al. Nutritional factors and therapeutic interventions in autism spectrum disorder: a narrative review. Children (Basel). 2025; 12(2):202.

Criança

Avaliação do Comportamento Alimentar em Crianças com Transtorno do

Espectro Autista

INTRODUÇÃO

O transtorno do espectro autista (TEA) caracteriza-se por um conjunto complexo de manifestações comportamentais, comunicativas e sensoriais que impactam diretamente a funcionalidade, a autonomia e a participação social do indivíduo.1,2 Entre essas manifestações, os comportamentos interferentes ocupam posição central, por competirem com aprendizagens essenciais ao desenvolvimento e por se expressarem de maneira particularmente intensa em contextos do cotidiano, como as refeições.

A compreensão desses comportamentos exige uma leitura que vá além da aparência da resposta observada, considerando sua função, os contextos em que emergem e as dificuldades subjacentes de autorregulação, adaptação e aprendizagem.3,4 Sob essa perspectiva, comportamentos alimentares como recusa persistente, seletividade extrema ou explosões comportamentais durante as refeições não podem ser interpretados apenas como oposição ou escolha voluntária, mas como respostas funcionalmente organizadas a partir da interação entre organismo e ambiente.

Nesse sentido, o objetivo deste capítulo é oferecer uma lógica avaliativa para a identificação de déficits de habilidades alimentares – ou seja, comportamentos que ainda não fazem parte do repertório da criança – e de excessos comportamentais, entendidos como respostas que interferem no processo de aprendizagem e na funcionalidade, como agressividade, estereotipias, fuga ou recusa alimentar persistente. Tal distinção constitui o fundamento para decisões clínicas individualizadas e baseadas em evidências no cuidado nutricional de crianças com TEA.

COMPORTAMENTOS INTERFERENTES NO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA

Comportamentos interferentes são aqueles que competem com aprendizagens relevantes para o desenvolvimento do indivíduo ou que representam risco à integridade física da própria pessoa com TEA ou de terceiros. Trata-se de respostas comportamentais que impactam diretamente a participação social, a autonomia funcional e a qualidade de vida, tanto do indivíduo quanto de sua rede de apoio.2,3,5

Compreende-se o comportamento como um resultado da interação contínua entre organismo e ambiente, podendo ser adequadamente analisado apenas a partir da identificação das condições em que ocorre e das consequências que o mantêm. Assim, comportamentos interferentes não são manifestações isoladas ou aleatórias, mas respostas aprendidas, moduladas pelo contexto e pela história de reforçamento do indivíduo.3,4

Historicamente, tais comportamentos costumavam ser descritos como “comportamentos disruptivos”, termo ainda presente na literatura. No entanto, observa-se uma mudança conceitual relevante, sobretudo no diálogo com a comunidade autista e com práticas contemporâneas de cuidado, que têm priorizado a denominação “comportamentos interferentes”. Essa escolha semântica busca reduzir o estigma associado à ideia de “disrupção” e deslocar o foco para a compreensão das necessidades de autorregulação envolvidas, sejam elas de natureza sensorial, comunicativa, motora, alimentar ou emocional.5-7

Em crianças com TEA, comportamentos interferentes costumam emergir em contextos de frustração, entendida como a reação

Tessa Cristine Alves n Aline de Piano Ganen n Fernanda Ferreira Corrêa

Escala nto preenchida pelo cuidador (26 itens) labiri | 7 fatores |

Não interpretar a soma total da escala

A análise deve ser realizada por , de forma individual fator e integrada

Analisar cada fator separadamente (fatores 1 a 7)

Pontuação do fator ? está elevada

Monitorar e reavaliar

Déficit de habilidade (p. ex., mastigação, habilidades de refeição, comunicação funcional)

: Conduta clínica

Ensino direto de habilidades

Adaptação ambiental

Modelagem e suporte progressivo

Não aplicar estratégias de redução comportamental

Prosseguir para análise funcional

O fator elevado indica principalmente:

Excesso comportamental (p. ex., rigidez, oposição, comportamentos inadequados)

Identificar a função do comportamento:

Esquiva sensorial

Fuga de demanda

Acesso à atenção

Acesso a alimento ou item preferido

Autorregulação sensorial/ emocional

Comunicação alternativa

Cruzar os fatores entre si

Déficits+excessos

Condicionante clínico (p. ex., alergias, intolerâncias, sintomas gastrintestinais)

Conduta clínica: Investigação médica

Ajustes nutricionais

Encaminhamento multiprofissional

Evitar intervenção direta sobre a forma do comportamento

■ FIGURA 8.3 Modelo em cascata para avaliação do comportamento alimentar – Como interpretar a escala

Labirinto na prática clínica

Fonte: elaborada pelos autores com base na escala de Lazaro et al., 2019.14

Não Sim

Índice

AABA de mesinha, 78

Abordagem

- comportamental, 197

- multiprofissional e transdisciplinar, 32

Acesso

- a alimentos preferidos ou itens tangíveis, 89

- a serviços, 167

Ácido(s)

- fólico, 21

- graxos poli-insaturados, 22

Acompanhante terapêutico, 182

- atuação em ambientes naturais, 183

- funções do, 183

- limites da atuação do, 183

Acreditação da análise do comportamento, 190

Adaptação, 171

Adoecimento psíquico, 166

Alimentação

- como cadeia comportamental, 105

- como contexto privilegiado de ensino, 153

- como evento comunicativo, 151

- como experiência social possível, 49

- como repertório aprendido, 41

- como território de tensão emocional, 168

- comportamento(s)

- - e sobrecarga familiar, 168

- - interferentes e, 84

Alinhamento

- entre casa, escola e terapias, 172

- ético, 186

Alívio

- de desconforto fisiológico, 89

- sensorial e integração com food chaining, 141

Ambiente alimentar como organizador do comportamento, 47

Análise

- do comportamento aplicada, 53

- - acompanhante terapêutico no contexto da, 182

- - acreditação da, 190

- - certificação da, 190

- - como ciência, 57, 62

- - - aplicada, 57

- - comportamental, 59

- - comportamento humano, transposição para o, 56

- - dimensão

- - - analítica, 59

- - - aplicada, 59

- - - conceitualmente sistemática, 59

- - - eficaz, 59

- - - generalizável, 59

- - - tecnológica, 59

- - e transtorno do espectro autista

- - - consolidação histórica da intervenção, 60

- - limites da extrapolação direta, 57

- - modelos de intervenção em, 77

- - modulação de comportamentos interferentes baseado em, 123

- - no contexto contemporâneo do transtorno do espectro autista, 61

- - primeiras aplicações clínicas, 56

- - princípios da, 63

- - regulação da, 190

- - relações operantes e lógica da, 86

- - sete dimensões da, 59

- - técnicas em, 69

- funcional, 88, 131, 133

Analista do comportamento supervisor, 188

Anorexia nervosa, 204

Ansiedade, 44, 166

Antecedentes, 87

Antecedents, 87

Antecipação do cardápio, 140

Aprendizagem, 55, 76

- por observação, 76

Aspectos

- fisiológicos do transtorno do espectro autista, 11

- nutricionais do transtorno do espectro autista, 21

Assessment of Basic Language and Learning Skills – Revised, 96

Atendimentos online ou híbridos, 177

Ato biológico, 42

Automantido, autorregulação sensorial, 89

Autonomia alimentar, 121

Autoritarismo, 171

Autorregulação, 44, 82, 136, 147

- sensorial, 136

Avaliação

- de déficits de habilidades no comportamento alimentar, 91

- de excessos comportamentais no comportamento alimentar, 92

- do comportamento alimentar

- - em crianças com transtorno do espectro autista, 83

- - instrumentos e estratégias de, 93

- por meio de inquéritos alimentares tradicionais, 98

B

Behavior, 87, 191

- Analyst Certification Board, 191

Birra, 43

Brincar com o alimento, 108

Bulimia nervosa, 205

Bússola do cuidado, 218

C

Caixa de Skinner, 53-55

- e o modelo animal, 54

Camuflagem social, 6

Capacitação parental baseada em evidências, 172

Cardápio visual para antecipar refeições, 157

Carências nutricionais, 21

Centralidade da qualidade de vida, 61

Certificação(ões)

- da análise do comportamento, 190

- internacionais e seus limites no contexto brasileiro, 191

Checklists de habilidades alimentares, 96

Coerção, 171

Cognitive Behavioral Therapy for Avoidant/ Restrictive Food Intake Disorder, 202

Comensalidade, 118

Comer como comportamento, 41

Comportamento(s)

- alimentar, 41

- - avaliação

- - - de déficits de habilidades no, 91

- - - de excessos comportamentais no, 92

- - e sofrimento do cuidador, 168

- - função do, 43

- - instrumentos e estratégias de avaliação do, 93

- - no transtorno do espectro autista, 41, 43

- - quando vira sofrimento, 49

- disruptivos, 83

- e comunicação aumentativa e alternativa

- - acessórios à comensalidade, 159

- interferentes, 46, 83, 84, 89

- - e alimentação, 84

- - na alimentação de crianças com transtorno do espectro autista, 89

- - nas refeições, 46

- mantidos

- - por acesso a alimentos ou itens preferidos, 133

- - por autorregulação sensorial, 136

- - por fuga ou esquiva, 126

- - por ganho de atenção, 130

- pivôs, 81, 82

Comportamento-alvo

- de modulação, 124

- para intervenção alimentar, 90

Comunicação, 44

- aumentativa e alternativa, 148

- - acessórios à comensalidade, 159

- - aplicada à alimentação, 151

- - comportamento e ética do cuidado, 151

- - distinções conceituais, 149

- - sistemas simbólicos e recursos utilizados na, 149

- como direito e eixo do cuidado ao longo da vida, 163

- e alimentação, 145

- funcional, 147, 148

- no transtorno do espectro autista ao longo do desenvolvimento, 161

- - adolescência, 162

- - infância, 161

- - vida adulta, 162

Condicionamento operante, 55

Consequences, 87

Consequência(s), 87

- observada, 131, 133

Consistência ambiental, 185

Controle de estímulos, 67

Cozinhar

- como estratégia

- - de food chaining, 115

- - terapêutica, 115

- como exposição gradual, 115

Critério(s)

- A, 3

- B, 3

- C, 3

- D, 4

- diagnósticos do transtorno do espectro autista, 2-4

- E, 4

Cuidado

- alimentar, papel de irmãos e avós no, 176

- baseado em ciência, 36

- e orientação parental, 165

- multiprofissional e transdisciplinar no transtorno do espectro autista, 181

- no transtorno do espectro autista e no ambiente escolar no Brasil, 192

- nutricional

- - implicações clínicas para o, 175

- - no transtorno do espectro autista, 50

- para onde seguimos?, 218

Cuidadores como agentes do manejo comportamental, 171

D

Déficits

- de comunicação funcional na alimentação, 92

- de habilidades de refeição, 91

- de motricidade oral, 91

- sensoriais relacionados à alimentação, 91

Definição de transtorno do espectro autista, 1

Desigualdade, 173

Diagnóstico precoce, 8

Diário alimentar, 99

Dicotomia verbal/não verbal, 146

Dieta(s)

- cetogênica, 27

- de exclusão, 25

Dinâmica familiar, 46

Direito

- de entrada de alimentos, 193

- formal e a inclusão real, 194

Discrete trial training, 78, 112

Discriminação, 66

Discriminative stimulus, 67

Disrupção, 83

E

Early Start Denver Model, 33, 80

Educação, linguagem e desenvolvimento infantil, 56

Eixo cérebro-intestino e transtorno do espectro autista, 15

Elos de encadeamento alimentar, 117

Ensino

- de habilidades alimentares, 34, 103

- incidental, 79, 104

Entrevista estruturada com cuidadores, 93

Escala(s), 94

- labirinto de avaliação do comportamento alimentar no transtorno do espectro autista, 94, 95

Escalada do comer, 106

- critérios clínicos de progressão na escalada, 112

- etapas da, 107

- fase

- - alimentar, 110

- - pré-alimentar, 108

- fundamentos da, 107

- no ambiente escolar como atividade pedagógica, 192

- no transtorno do espectro autista, 112

Escolhas alimentares, 154

Esquemas de reforçamento diferencial, 73

Esquiva sensorial, 89

Estilos parentais e práticas alimentares, 170

Estímulos discriminativos em alimentação, 139

Estresse emocional, 166

Estrutura multiprofissional, 182

Etograma alimentar no transtorno do espectro autista, 105

Excessos

- associados à autorregulação emocional e sensorial, 93

- como forma alternativa de comunicação, 93

- mantidos por contingências ambientais, 92

- relacionados à rigidez e à inflexibilidade alimentar, 92

Explosão de extinção, 64

Extinção, 64

Extinction burst, 64

F

Faceta

- clínica, 223

- comportamental, 224

- parental, 225

- sensorial, 224

Fading (esvanecimento), 77, 141

Falsas promessas, 36

Falta de vontade, 57

Família

- como eixo central do cuidado, 185

- como unidade de cuidado, 174

Feeding

- milestones infant, 98

- skills checklists, 98

Ferro, 22

Food chaining, 115-118, 141

Forma do comportamento, 90

Fragilização das redes de apoio, 167

Frescura, 44, 45

Fuga de demanda, 89

Função

- comunicativa da alimentação, 149

- do comportamento, 88, 124

- - versus forma, 88

G

Ganho de atenção, 89, 130

Generalização, 66, 150, 185

- de habilidades, 185

- funcional, 150

Gênero, 6, 173

Glúten, 25

Guia

- alimentar para a população brasileira, 100, 152, 153

- de cuidado nutricional e ensino alimentar para crianças com transtorno do espectro autista, 217

H

Hiperfocos, 141

Hipótese funcional, 131, 133

Histórias sociais, 118

I

Impacto(s)

- da integração sensorial e motora no comportamento alimentar, 13

- do cuidado sobre as mulheres, 173

- sociais, financeiros e organizacionais do cuidado, 167

Ingestão alimentar extremamente restrita, 142

Iniciativa(s), 82

- brasileiras de orientação e certificação em análise do comportamento aplicada, 191

- comunicativa, 150

Inquéritos alimentares, 98

Instrumentos e estratégias de avaliação do comportamento alimentar, 93

Integração

- motora e sensorial e implicações para o cuidado nutricional, 15

- sensorial e motora no transtorno do espectro autista, 12

Intervenção(ões)

- alimentar, 70, 90

- - definição de comportamento-alvo para, 90

- no antecedente alimentar, 138

- precoce intensiva, 60

Isolamento social, 167 J

Janelas de oportunidade, 36

L

Legislações estaduais, 193

Lei brasileira de inclusão

(Lei no 13.146/2015), 2

Limitações internas, 57

Limites

- científicos, 188

- éticos, 36, 72, 189

- - do uso de alimentos como reforçadores, 72

Luto parental no diagnóstico na infância, 8

M

Manejo de comorbidades, 34

Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais, 1

Manutenção familiar e ambiental do padrão seletivo, 46

Mapas

- cognitivos, 54

- mentais, 54

Mastigação e deglutição, 15

Maternidade, 173

Microbiota intestinal e permeabilidade intestinal, 16

Minerais, 21

Modelação por pares, 118

Modelagem, 76, 177

- performada pelo cuidador com supervisão, 177

Modelo(s)

- ABC, 87

- animais, 55

- como organização da prática, 77

- de análise do comportamento aplicada aplicáveis ao ensino alimentar, 104

- de intervenção em análise do comportamento aplicada, 77

- descritos na literatura, 78

- exclusivamente intensivo, 61

Modulação

- a partir da função do comportamento, 124

- de comportamentos interferentes baseado em análise do comportamento aplicada, 123

- intestinal, 26

Motivação, 82

N

Natural environment teaching, 79

Neuroplasticidade, 36

Níveis

- de ajuda (prompts) no shaping, 75

- de suporte no transtorno do espectro autista, 2

NSLO como guia para o caminho alimentar, 218

Nudges

- alimentares, 141

- comportamentais, 68

Nutrição, 218

Nutricionista

- como modelo de intervenção para os cuidadores, 175

- como profissional do comportamento alimentar, 50

- e o analista do comportamento supervisor, 188

- na análise do comportamento aplicada, 186

- na equipe da análise do comportamento aplicada, 186

- na interface comunicação-alimentação, 152

- no ambiente escolar, 193

- papel

- - específico do, 175

- - no momento do diagnóstico, 9

- supervisor ou mentor, 187

O

Observação

- clínica, 106

- direta da alimentação, 93

Oficinas de bem-estar sensorial, 210

Operações motivadoras, 68

Oposição voluntária, 43

Organização

- do prato, 139

- do repertório comunicativo alimentar, 154

- interdisciplinar da intervenção, 182

- visual de refeições, 158

Orientação parental, 177

P

Padrões observáveis ao longo do ciclo da vida, 44

Papel de irmãos e avós no cuidado alimentar, 176

Pareamento como intervenção no antecedente, 141

Pasta ou aplicativo com opções de alimentos, 154

Pathway for Eating Disorders and Autism

Developed from Clinical Experience, 209

Peace pathway, 210

Pedido de alimentos, 154

Perfis comunicativos no transtorno do espectro autista, 146

Permissividade, 171

Pica, 202

- abordagens comportamentais para, 203

Picture Exchange Communication System, 149

Pistas ambientais, 68

Pivotal

- Response

- - Training Joint Attention, 33

- - Treatment, 81

Potência dos reforçadores, 71

Prancha comunicativa para pedir alimentos, 155

Prática multiprofissional, 174

Prato

- auxiliar, 139

- com divisórias, 139

Prebióticos, 26

Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-analyses (PRISMA), 23

Prescrição e leitura comportamental, 50

Prevalência do transtorno do espectro autista, 4

Previsibilidade, 43, 47, 140, 171

Princípios

- como leis universais do comportamento, 63

- comportamentais, 63, 150

- - do Picture Exchange Communication System, 150

- relevantes para a alimentação, 64

Privação, 71

Probióticos, 26

Problemas emocionais, 57

Procedimentos combinados (reforço diferencial positivo [RD+]), 133

Prompts, 128, 129

- físicos graduais, 128

- gestuais, 128

- verbais, 128

- visuais, 128

Proteínas do leite, 25

Protocolos de rastreio e identificação precoce, 7

Punição, 65 Q

Qualidade de vida, 46

Questionários, 94, 99

- de frequência alimentar, 99

R

Recordatório de 24 horas, 98

Recusa

- alimentar, 59

- funcional, 154

Redução

- da sobrecarga no contexto alimentar, 160

- de comportamentos interferentes durante as refeições, 154

Reflexo nauseoso, 75

Reforçadores

- limites éticos do uso de alimentos como, 72

- primários, 70

- secundários, 70

Reforçamento natural, 150

Reforço, 64, 70

- tipos de, 70

Registro alimentar qualificado, 94

Regulação

- da análise do comportamento, 190

- emocional, 205

Relações operantes e lógica da análise do comportamento, 86

Remediação cognitiva, 209

Reorganização da vida familiar, 166

Repercussões econômicas, 167

Responsabilidade ética e técnica, 188

Responsividade, 171

- a várias pistas, 82

Rigidez, 43

- cognitiva, 205

Rotina, 35, 47, 158

- alimentar, 158

- terapêutica da criança com transtorno do espectro autista, 35

S

Saciação, 71

Segurança, 47

Seletividade alimentar, 44

- ambiental, 45

- atuação da mesa, do tempo e do adulto, 47

- cognitiva, 45

- conceituação comportamental e funcional da, 45

- impacto na qualidade de vida e na dinâmica familiar, 46

- manutenção familiar e ambiental do padrão seletivo, 46

- sensorial, 45

- social, 45

- tipos de, 45

Sensory profile, 137

Sequential Oral Sensory Approach to Feeding e dessensibilização sistemática, 114, 115

Sessões

- apenas com os cuidadores, 177

- com a criança e os cuidadores, 177

Shaping (aproximações sucessivas), 75

Significar e associar, 108

Simbióticos, 26

Sinais observados na introdução alimentar e nos primeiros anos de vida, 8

Sistemas simbólicos e recursos utilizados na comunicação aumentativa e alternativa, 149

Sobrecarga crônica, 166

Suplementação, 21

Symbolic Play, Engagement, and Regulation, 33

TTécnicas

- comportamentais, 69

- em análise do comportamento aplicada, 69

- utilizadas na prática alimentar, 73

Teimosia, 45, 66

Terapia(s)

- cognitivo-comportamental, 207, 208

- de aceitação e compromisso, 208

- de remediação, 209

- inovadoras ou alternativas, 34

Tocar e interagir, 109

Tolerar visualmente, 109

Trabalho de Ivar Lovaas, 60

Transtorno(s)

- alimentar(es), 49

- - abordagem(ns) comportamental(is)

- - - nos, 197

- - - para tratamento de, 207

- - definição segundo manuais diagnósticos, 198

- - restritivo/evitativo

- - - abordagens comportamentais indicadas no, 201

- - - dados de prevalência e impactos do, 201

- - - e transtorno do espectro autista, 200

- da compulsão alimentar, 205

- do espectro autista

- - abordagem comportamental nos transtornos alimentares e no, 197

- - alimentação

- - - como evento comunicativo no, 151

- - - como repertório aprendido, 41

- - análise do comportamento aplicada

- - - e consolidação histórica da, 60

- - - no contexto contemporâneo do, 61

- - anorexia nervosa e, 204

- - aspectos

- - - fisiológicos do, 11

- - - nutricionais do, 21

- - avaliação do comportamento alimentar em crianças com, 83

- - bulimia nervosa e, 205

- - causas, 6

- - comorbidades associadas ao, 85

- - comportamento(s)

- - - alimentar no, 41

- - - interferentes no, 83, 89

- - comunicação

- - - aumentativa e alternativa no, 148

- - - e alimentação no, 145

- - - funcional no, 147

- - critérios diagnósticos, 2

- - cuidado

- - - e orientação parental no, 165

- - - multiprofissional e transdisciplinar no, 181

- - - nutricional no, 50

- - definição, 1

- - diagnosticado na infância, 7

- - dieta(s)

- - - cetogênica e, 27

- - - de exclusão e, 25

- - e transtornos alimentares, 198

- - eixo cérebro-intestino e, 15

- - fatores

- - - ambientais, 6

- - - hereditários, 7

- - gênero, transtorno do espectro autista e camuflagem social, 6

- - glúten e proteínas do leite no, 25

- - guia de cuidado nutricional e ensino alimentar para crianças com, 217

- - impacto(s)

- - - na qualidade de vida de pais e cuidadores, 166

- - - da integração sensorial e motora no comportamento alimentar, 13

- - integração sensorial e motora, 12, 15

- - introdução, 1

- - mastigação e deglutição, 15

- - modulação intestinal com probióticos, prebióticos e simbióticos no, 26

- - na infância, 1

- - níveis de suporte no transtorno do espectro autista, 2

- - papel do nutricionista no momento do diagnóstico, 9

- - particularidades do comportamento alimentar no, 43

- - pica e, 202

- - prevalência, 4

- - princípios gerais do tratamento do, 31

- - protocolos de rastreio e identificação precoce, 7

- - responsividade, previsibilidade e adaptação no, 171

- - seletividade alimentar, 44

- - terapia

- - - comportamental dialética e, 207

- - - de aceitação e compromisso e, 208

- - transtorno(s)

- - - alimentar restritivo evitativo e, 200

- - - da compulsão alimentar e, 205

- - - motor(es) da fala

- - - - e habilidades práxicas no, 14

- - - mastigação e deglutição, 14

- - tratamento, 31

- - - abordagem multiprofissional e transdisciplinar, 32

- - - intervenções terapêuticas baseadas em evidências, 33

- - - limites éticos, falsas promessas e cuidado baseado em ciência, 36

- - - medicamentoso e manejo de comorbidades, 34

- - - neuroplasticidade e janelas de oportunidade, 36

- - - rotina terapêutica, 35

- - vitaminas e minerais mais estudados no, 21

- motor da fala

- - e habilidades práxicas, 14

- - mastigação e deglutição, 14

Tratamento

- do transtorno do espectro autista, 31

- medicamentoso, 34

Treinamento

- de habilidades emocionais, 209

- por tentativas discretas, 104

Treino

- de restaurante, autosserviço e ambientes comunitários, 120

- por tentativas discretas, 127

Tríplice contingência (ABC), 86

Troca como resposta operante, 150

VVerbal Behavior Milestones Assessment and Placement Program, 96

Videomodelação aplicada à alimentação, 120

Vitamina(s), 21

- B, 21

- D, 22

Vômito

- como comportamento automantido/ sensorial, 126

- como resposta fisiológica primária, 124

- mantido por

- - acesso a alimentos preferidos, 126

- - fuga de demanda, 125

- - ganho de atenção, 125

ZZinco, 22

E se o maior desafio na alimentação no transtorno do espectro autista (TEA) não for o que está no prato, mas como olhamos para ele?

Longe das abordagens tradicionais focadas apenas em suplementação ou dietas de exclusão de alimentos, esta obra propõe uma revolução silenciosa e necessária: a transição da Nutrição que apenas prescreve para a Nutrição que escuta, ensina e constrói.

Nutrição para Crianças no Transtorno do Espectro Autista – Uma Abordagem Comportamental revela que a alimentação no TEA deve ser compreendida como um comportamento – um fenômeno complexo, passível de análise, ensino e modificação.

Neste livro, você descobrirá:

• O cuidado integrado: uma abordagem baseada em pilares fundamentais – clínico, sensorial e comportamental.

• Do controle à aprendizagem: como a ciência ABA pode organizar o raciocínio clínico para ensinar habilidades alimentares e ampliar o repertório do paciente.

• O gesto de escuta: estratégias para transformar comportamentos de recusa em oportunidades de comunicação e vínculo.

• Além do nutriente: o papel do nutricionista como facilitador de autonomia, organizando o ambiente e oferecendo suporte real aos cuidadores.

Este não é um guia sobre o que retirar da dieta; é um convite para construir possibilidades. É uma leitura essencial para nutricionistas e profissionais da saúde que buscam superar modelos reducionistas e acolher a singularidade de cada indivíduo.

Prepare-se para deslocar seu olhar: da norma para o sujeito, da imposição para o ensino.

Áreas de interesse
Nutrição Pediatria

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Nutrição para Crianças no Transtorno do Espectro Autista – Uma Abordagem Comportamental by Editora Rubio - Issuu