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Manual de Urgências e Emergências Pediátricas – Do Raciocínio Clínico à Prática Assistencial

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A editora e os autores deste livro não mediram esforços para assegurar dados corretos e informações precisas. Entretanto, por ser a medicina uma ciência em permanente evolução, recomendamos aos nossos leitores recorrer à bula dos medicamentos e a outras fontes fidedignas, bem como avaliar, cuidadosamente, as recomendações contidas no livro em relação às condições clínicas de cada paciente.

ORGANIZADORAS

Luciana Cordeiro Souza Lima

Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Residência Médica em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP).

Mestre em Educação para Profissionais de Saúde pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS).

Doutoranda em Saúde Integral pelo IMIP.

Professora de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Pernambuco (FCM/UPE).

Preceptora de Pediatria do Imip e Hospital da Restauração, PE.

Instrutora do Pediatric Advanced Life Support (Pals) – Regional Pernambuco da Sociedade Brasileira de Pediatria (Sopepe/SBP).

Tarciana Mendonça de Souza Almeida

Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Residência Médica em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP).

Mestre em Saúde Materno-infantil pelo IMIP. Pediatra do Banco de Leite do IMIP.

Membro da Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar (IBFAN)/Brasil.

Preceptora da Pediatria do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UFPE).

Julianny Sales Silva Jardim

Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

Residência Médica em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP).

Residência Médica em Pneumologia Pediátrica pelo (IMIP).

Coordenadora Médica da Emergência Pediátrica do IMIP.

Médica Pneumologista Pediátrica do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc) e do Hospital Barão de Lucena (HBL).

Preceptora de Pediatria do Huoc.

Manual de Urgências e Emergências Pediátricas – Do Raciocínio Clínico à Prática Assistencial

Copyright © 2026 Editora Rubio Ltda.

ISBN 978-85-8411-148-0

Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução desta obra, no todo ou em parte, sem autorização por escrito da Editora.

Produção

Equipe Rubio

Diagramação

Paulo Teixeira

Capa

Bruno Sales

Imagem de Capa

Bruno Sales

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ

M251

Manual de urgências e emergências pediátricas – do raciocínio clínico à prática assistencial/organização Luciana Cordeiro, Tarciana Mendonça, Julianny Sales. – 1. ed. –Rio de Janeiro: Rubio, 2026.

560 p.; 24 cm.

Inclui bibliografia e índice

ISBN 978-85-8411-148-0

1. Emergências pediátricas – Manuais, guias, etc. I. Cordeiro, Luciana, II. Mendonça, Tarciana. III. Sales, Julianny.

26-103401.0

CDD: 618.920025

CDU: 616-083.98-053.2

Carla Rosa Martins Gonçalves – Bibliotecária – CRB-7/4782

Editora Rubio Ltda.

Av. Franklin Roosevelt, 194 s/l. 204 – Castelo 20021-120 – Rio de Janeiro – RJ

Tel.: 55(21) 2262-3779

E-mail: rubio@rubio.com.br www.rubio.com.br

Impresso no Brasil

Printed in Brazil

Colaboradores

Alessandra Costa de Azevedo Maia

Título de Especialista em Neonatologia pela Sociedade Brasileira de Pediatria/Associação Médica Brasileira (SBP/AMB).

Mestre em Saúde da Criança e do Adolescente pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Doutora em Saúde Materno-infantil pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Aline Borges Maciel

Residência Médica em Pediatria pelo Hospital Barão de Lucena (HBL), PE.

Residência Médica em Cardiologia Pediátrica pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Especialização em Ecocardiografia Pediátrica pelo Imip.

Amanda Caroline Silva Lins

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Residência em Medicina Intensiva Pediátrica pelo Imip.

Amanda Cristina de Andrade Pereira Duncan

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Título de Especialista em Neonatologia pela Sociedade Brasileira de Pediatria/Associação Médica Brasileira (SBP/AMB).

Ana Carolina Brainer de Siqueira

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Título de Especialista em Emergência Pediátrica pela Associação Médica Brasileira (AMB).

Doutoranda em Saúde Infantil na Universidade de São Paulo (USP)/Imip.

Ana Catarina Aciolly Gomes

Mestre em Educação em Saúde pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS).

Preceptora da Unidade de Queimados Pediátrica do Hospital da Restauração, PE.

Preceptora da Enfermaria do Hospital da Restauração e do Hospital Maria Lucinda, PE.

Ana Cecília Menezes de Siqueira

Graduada em Medicina pela Universidade de Pernambuco (UPE).

Gastrenterologista Pediátrica pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Coordenadora Médica do Centro de Tratamento de Erros Inatos do Metabolismo (Cetreim) no Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Ana Hermínia de Azevedo Ferreira

Chefe do Serviço de Endocrinologia Pediátrica do Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Supervisora do Programa de Residência Médica em Endocrinologia Pediátrica do Imip.

Título de Especialista em Pediatria com área de atuação em Endocrinologia Pediátrica pela Sociedade Brasileira de Pediatria/Associação Médica Brasileira (SBP/AMB).

Ana Luiza Magalhães de Andrade Lima

Graduada em Medicina pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS).

Mestre em Saúde Materno-infantil pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Residência Médica em Pediatria e Cardiologia

Pediátrica pelo Imip.

Doutora em Saúde Integral pelo Imip.

Anne Karolline de Sá Valgueiro

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Residência em Cardiologia Pediátrica pelo Imip.

Especialização em Ecocardiografia Pediátrica pelo Imip.

Ariadne Souto Maior Pereira

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Preceptora da Residência Médica em Pediatria do Imip.

Arícia Pessoa Dantas

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Arthur Almeida Aguiar

Mestre em Saúde Materno-infantil pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Residência em Cirurgia Pediátrica pelo Imip.

Preceptor de Cirurgia Pediátrica no Imip. Cirurgião Pediátrico do Hospital da Restauração, do Hospital Universitário Oswaldo Cruz e do Imip.

Auricelio Batista Cezar Júnior

Supervisor do Programa de Residência em Neurocirurgia do Hospital da Restauração, PE.

Membro Titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN).

Bárbara Barros de Figueiredo

Mestre em Educação para Profissionais de Saúde pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS).

Residência Médica em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip). Especialização em Ciências Humanas e Saúde pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

Bárbara Elaine Paiva Felizardo

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Cardiologista-pediatra pelo Imip.

Beatriz Moura Vieira

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Residência em Medicina Intensiva Pediátrica pelo Imip.

Preceptora da Residência em Pediatria do Hospital Barão de Lucena (HBL), PE.

Beatriz de Medeiros Pimentel Matos

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Preceptora do Ambulatório de Pediatria Geral e Puericultura do Imip.

Tutora da Residência em Pediatria do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UFPE).

Caio César Melo Delgado

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Título de Especialista em Neonatologista pela Sociedade Brasileira de Pediatria/Associação Médica Brasileira (SBP/AMB).

Camila Fonseca Leal de Araujo

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Mestre em Cuidados Paliativos pelo Imip.

Camila Oliveira Hansen

Graduada em Me dicina pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Gastrenterologista Pediátrica pelo Instituto da Criança e do Adolescente das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (ICr/HC-FMUSP).

Carlos Alberto de Moura Aschoff

Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Residência Médica em Genética Médica pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA).

Mestre em Genética e Biologia Molecular pela Universidade do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Carlos Alberto Tenório de Araújo III

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Carolina Fischinger Moura de Souza

Médica-Geneticista pela Associação Médica Brasileira (AMB).

Doutora em Genética e Biologia Molecular pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS).

Diretora Médica da Casa dos Raros – Centro de Atenção Integral e Treinamento em Doenças Raras, RS.

Cecília Coelho Moraes de Brito

Título de Especialista em Emergência Pediátrica pela Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede).

Mestre em Cuidados Intensivos Pediátricos pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Doutoranda em Saúde Infantil na Universidade de São Paulo (USP/Imip).

Clarissa Maria Ayres de Melo Maranhão

Graduada em Medicina pela Universidade de Pernambuco (UPE).

Pneumologista-pediatra pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Cláudia Corrêa de Araújo

Mestre em Saúde da Criança e do Adolescente pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Cirurgiã-pediatra pelo Instituto de Me dicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Cristina de Paula Mello Quirino

Pediatra-geral pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Especialização em Cardiologia em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Cynthia Barros

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Título de Oncologia Pediátrica pela Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (Sobope).

Mestre em Saúde Materno-infantil pelo Imip.

Diego Santos de Oliveira

Especialista em Fisioterapia em Terapia Intensiva Neonatal e Pediátrica pela Associação Brasileira de Fisioterapia Cardiorrespiratória e Fisioterapia em Terapia Intensiva (Assobrafir).

Especialista em Fisioterapia Respiratória pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito).

Mestre em Cuidados Paliativos pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Fernanda Pessa Valente

Médica-Cardiologista Pediátrica pela Sociedade

Brasileira de Cardiologia (SBC).

Especialista em Arritmias Cardíacas pelo Pronto Socorro Cardiológico de Pernambuco (ProcapePE) e pela Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac).

Filipe Marinho Pinheiro da Câmara

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip). Instrutor do Pediatric Advanced Life Support –Regional Pernambuco da Sociedade Brasileira de Pediatria (Sopepe/SBP).

Flávio Augusto Sales Acioli Rebêlo

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Preceptor da Residência Médica de Pediatria do Imip.

Gabriela de Menezes Nunes

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Georgia Lima de Paula

Mestre em Saúde da Criança e do Adolescente pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Especialista em Gastrenterologia Pediátrica pela Sociedade Brasileira de Pediatria/Associação

Médica Brasileira (SBP/AMB).

Residência Médica em Gastrenterologia Pediátrica pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp).

Hegla Virgínia Florêncio de Melo Prado

Graduada em Medicina na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Mestre em Saúde da Mulher e da Criança pelo Imip.

Igor Vilela Faquini

Coordenador da Neurocirurgia Pediátrica do Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Fellow em Neurocirurgia pela Universidade de Verona, Itália.

Fellow em Neurocirurgia Pediátrica pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp).

Izabel Ribeiro da Cunha Lima

Mestre em Pediatria pela Faculdade de Ciências

Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Reumatologista-pediatra do Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Jheyza Florêncio Alves Cordeiro

Médica formada pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS).

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Joana Woolley de Carvalho Amorim

Fisioterapeuta pela Faculdade Pernambucana de Saúde/Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (FPS/Imip).

Pós-graduação em Terapia Intensiva Pediátrica e Neonatal pelo Centro de Formação e Aperfeiçoamento Profissional (Cefapp).

Juliana Amorim Carvalho Foinquinos

Graduada em Medicina pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS).

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Mestre em Saúde Integral pelo Imip.

Juliana Nelson Vasconcelos Marques de Almeida

Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Kaiza Vilarinho da Luz

Graduada em Medicina pela Universidade Estadual do Maranhão (Uema).

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Karina Freire de Lucena Castro

Mestre em Educação e Saúde pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS).

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Residência em Nefrologia Pediátrica pelo Imip.

Karla Danielle Xavier do Bomfim

Pediatra-Neonatologista pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Doutora em Saúde da Criança e do Adolescente pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Docente do Mestrado Profissional Associado à Residência em Saúde do Imip.

Pediatra Assistente do Ambulatório de Ensino de Pediatria do Imip.

Larissa de Avelar Monteiro Sobreira

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Residência em Gastrenterologia Pediátrica pelo Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (ICr/HC-FMUSP).

Fellowship em Reabilitação e Transplante Intestinal Pediátricos no Hospital Sírio-libanês (HSL) e Hospital Municipal Infantil Menino Jesus (HMIMJ), SP.

Larissa Virgínia Ferreira Silva

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Residência em Neonatologia pelo Imip.

Liana Ariel de Siqueira Lira

Hematologista e Hemoterapeuta Pediátrica pelo Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (ICr/HC-FMUSP).

Mestre em Saúde Integral pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Médica Hematologista Pediátrica do Imip e da Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (Hemope).

Luana Freire Góes Lima

Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Residência em Gastrenterologia Pediátrica pelo Imip.

Lucas Victor Alves

Neurologista Infantil do Instituto de Medicina

Integral Prof. Fernando Figueira (Imip) e do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UFPE).

Mestre em Neurologia e Neurociências pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Doutor em Saúde Integral pelo Imip.

Luciana Carneiro Carnevale

Graduada em Medicina pela Universidade de Pernambuco (UPE).

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Residência em Neonatologia pelo Imip.

Luciana Farrapeira de Assunção

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Médica Intensivista Pediátrica pelo Imip.

Luiz Euripedes Almondes Santana Lemos

Título de Especialista em Neurocirurgia pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN).

Luziene Alencar Bonates dos Santos

Mestre em Saúde Materno-infantil pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Coordenadora Clínica do Serviço de Cardiologia Pediátrica do Imip.

Coordenadora Médica da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de Cirurgia Cardíaca Pediátrica do Imip.

Marcela Corrêa de Araújo Pandolfi

Pediatra pela Universidade de Pernambuco (UPE).

Nefrologista Pediátrica pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Mestre em Educação para o Ensino em Saúde pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS).

Marcela Rezende Pereira Lima

Graduada em Medicina na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Marcos Paulo Galdino Coutinho

Mestre em Fisioterapia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Especialista em Fisioterapia em Terapia Intensiva

Neonatal e Pediátrica pela Associação Brasileira de Fisioterapia Cardiorrespiratória e Fisioterapia em Terapia Intensiva (Assobrafir).

Maria Cecília Barata dos Santos Figueira

Mestre em Saúde da Criança e do Adolescente pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Alergista e Imunologista pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai).

Maria Clara Aires de Souza Martins

Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

Pediatra pelo Hospital Universitário Onofre Lopes/Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Huol/UFRN).

Pneumologista Pediatra pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Maria Eduarda Gurgel da Trindade

Meira Henriques

Residência em Pediatra pelo Hospital Maria Lucinda, PE.

Título de Especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Médica Neonatologista pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Maria Lucineide Porto Amorim

Mestre em Saúde Materno-infantil pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Médica da Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco.

Maria Madalena Monteiro Rosa de Oliveira

Médica Pediatra e Neonatologista pela Universidade de Pernambuco (UPE).

Coordenadora da Vigilância Epidemiológica Hospitalar do Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Médica da Gerência de Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente/Diretoria Geral da Linha de Cuidados Assistenciais da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco.

Mariana Pires Jovino Marques

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Residência em Pneumologia Pediátrica pelo Imip.

Mariana Ramos Andion

Graduada em Medicina Médica pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Infectologista Pediátrica pelo Hospital Universitário Oswaldo Cruz/Universidade de Pernambuco (Huoc/UPE).

Marina Tenório Maciel da Cunha Pedrosa

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Marta Wanderley D’Albuquerque

Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Cardiologista-Pediatra pelo Imip.

Martina Lúcia de Souza Araújo

Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Matheus Brandt de Mello Costa Oliveira

Graduada em Medicina pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS).

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Alergista e Imunologista pelo Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC/UFPE).

Matilde Campos Carrêra

Mestre e Doutora em Medicina Tropical pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Murilo Carlos Amorim de Britto Doutorado em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Pediatra-Pneumologista do Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip). Professor de Medicina do Centro Universitário Maurício de Nassau (UniNassau).

Paloma Velez de Andrade Lima

Simões Ferreira

Residência em Pediatria pelo Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UFPE).

Residência Médica em Gastrenterologia Pediátrica pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Mestre em Saúde da Criança e do Adolescente pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Patrícia Gomes de Matos Bezerra

Residência Médica em Pediatra pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Mestre em Pediatria pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Doutora em Saúde Materno-infantil pelo Imip.

Paula Ferdinanda Conceição de Mascena Diniz Maia

Pediatra pelo Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UFPE).

Mestre em Biologia Aplicada à Saúde pelo Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (LIKA)UFPE.

Doutora em Saúde Materno-infantil pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Paula Schwambach Meira Lins

Preceptora do Ambulatório de Pneumologia Pediátrica do Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Rafael Amora Cruz

Graduado em Medicina na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Rafael Cabral de Oliveira Viana

Residência Médica em Pediatria pelo Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC/UFPE).

Coordenador Adjunto da Emergência Pediátrica e Preceptor da Residência de Pediatria do Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Instrutor do Pediatric Advanced Life Support –Regional Pernambuco, da Sociedade de Pediatria de Pernambuco da Sociedade Brasileira de Pediatria (Sopepe/SBP).

Rafael Justino da Silva

Mestre em Cuidados Intensivos pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Residência em Fisioterapia Respiratória pelo Imip.

Especialista em Fisioterapia em Terapia Intensiva

Neonatal e Pediátrica pela Associação Brasileira de Fisioterapia Cardiorrespiratória e Fisioterapia em Terapia Intensiva (Assobrafir).

Rafael Ximenes Bandeira de Morais

Médico-Dermatologista pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Rayana Maria de Melo Azedo Vieira

Graduada em Medicina pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS).

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Residência em Endocrinologia Pediátrica pelo Imip.

Renata Mirelli Cavalcanti Macedo

Residência em Pediatria pelo Hospital Universitário Oswaldo Cruz/Universidade de Pernambuco (Huoc/UPE).

Residência em Endocrinologia Pediátrica pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Rhaissa Holanda Araújo

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Coordenadora Médica das Enfermarias de Pediatria do Imip.

Preceptora do Ambulatório e Enfermaria do Hospital Barão de Lucena (HBL), PE.

Roberta Leal Silveira Pilar

Médica-cirurgiã Pediátrica pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Cirurgiã Uropediatra pelo Hospital das Clínicas de Pernambuco e Hospital Maria Lucinda, PE.

Roberta Souza da Costa Pinto

Residência Médica em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip).

Especialista em Pediatria com Área de Atuação em Nefrologia Pediátrica pela Sociedade Brasileira de Pediatria e Associação Médica Brasileira (SBP/AMB).

Mestre em Saúde Materno-infantil pelo Imip.

Sheyla Suelle dos Santos Levy

Especialização em Terapia Intensiva Pediátrica pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Mestre em Saúde Materno-infantil pelo Imip.

Título em Cuidados Paliativos pela Associação Médica Brasileira (AMB).

Sulyvan Ítalo Daher Chaves

Mestre em Fisioterapia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Especialista em Fisioterapia em Terapia Intensiva Neonatal e Pediátrica pela Associação Brasileira de Fisioterapia Cardiorrespiratória e Fisioterapia em Terapia Intensiva (Assobrafir).

Suzana Maria da Mota Arruda

Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Mestre em Saúde Materno-infantil pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Suzanne Mayara da Silva Almeida

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Taciana de Andrade Schuler

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Residência em Endocrinologia Pediátrica pelo Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UFPE).

Supervisora da Residência Médica em Endocrinologia Pediátrica do HC-UFPE.

Taiana Alves de Alcantara Andrade

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Especialista em Cardiologia Pediátrica pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

Pós-graduada em Cardiointensivismo Pediátrico pelo Centro de Ensino em Tomografia, Ressonância e Ultrassonografia (Cetrus).

Teresinha de Jesus Marques de Souza Vasconcelos

Graduada em Medicina na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip). Plantonista e Evolucionista da Emergência Pediátrica do Imip.

Tereza Arraes de Alencar Pinheiro

Cardiologista-Pediatra pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

Tereza Rebecca de Melo e Lima Oliveira

Residência em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Mestre em Educação para Profissionais de Saúde pela Universidade de Maastricht (Holanda), com Título Reconhecido pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Doutora em Saúde Materno-infantil pelo Imip.

Victor Fernando da Silva Lima

Graduado em Medicina pela Universidade de Pernambuco (UPE).

Residência Médica em Pediatria pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Mestrando do Mestrado Profissional em Cuidados Intensivos pelo Imip.

Virgínia Barbosa de Melo

Título de Especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Nefrologista-Pediatra pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip).

Dedicatória

Dedicado às crianças brasileiras em situação de vulnerabilidade, que adoecem e recorrem ao pronto-socorro pediátrico carregando, além da enfermidade, o peso das desigualdades sociais.

Inspirados pelo Professor Fernando Figueira, reafirmamos que a Medicina Pediátrica deve ser, antes de tudo, um ato de amor, justiça e responsabilidade com aqueles pacientes que mais precisam.

Agradecimentos

Este livro é resultado de um esforço coletivo, construído a muitas mãos com experiências e vocações. Agradecemos, de maneira especial, a todos os colaboradores, que compartilharam seu conhecimento técnico, sua vivência clínica e seu compromisso com a Emergência Pediátrica, tornando esta obra um instrumento prático, atual e fiel à realidade do cuidado prestado à criança em situação de urgência e emergência.

Nossa profunda gratidão aos profissionais que nos ensinaram Pediatria, mestres que nos formaram não apenas no saber científico, mas também no respeito à infância, na escuta sensível das famílias e na responsabilidade ética que o cuidado pediátrico exige – representados nesta obra, com grande admiração, pelo pediatra,

professor, mentor e amigo Dr. Ruben Schindler Maggi. Seus ensinamentos estão vivos em cada conduta, em cada decisão tomada à beira do leito e, agora, também nas páginas deste livro. Entendemos esta publicação como um símbolo de continuidade: o conhecimento que recebemos, lapidado pela prática e pela reflexão, é agora compartilhado com várias gerações de profissionais. Que este manual contribua para o fortalecimento do cuidado em Emergência Pediátrica e para a perpetuação da essência da Pediatria – ciência aliada ao sentimento de humanidade, ao compromisso com a sociedade e à defesa incondicional da criança. As Organizadoras

Apresentação

A Emergência Pediátrica é um ambiente que exige sensibilidade no cuidado com a criança e sua família, além de agilidade e conhecimento técnico. O Manual de Urgências e Emergências

Pediátricas – Do Raciocínio Clínico à Prática Assistencial foi elaborado com o objetivo de oferecer suporte prático e atualizado aos profissionais de saúde que atuam na urgência e na emergência, auxiliando na tomada de decisões seguras e eficazes.

A obra aborda, de forma sistematizada, os principais sinais e sintomas, as afecções do recém-nascido, as emergências clínicas e cirúrgicas mais prevalentes, o atendimento ao traumatismo e o manejo do paciente crítico, incluindo reanimação e ultrassonografia à beira do leito.

Os capítulos foram organizados para permitir consulta rápida, aliando embasamento teórico ao raciocínio clínico e à prática assistencial. Este manual reflete o compromisso com uma pediatria integral, contemplando não apenas o tratamento das urgências, mas também temas éticos e sociais relevantes. Mais do que um guia de condutas, esta obra representa a continuidade do conhecimento pediátrico, construído a partir do aprendizado com nossos mestres e compartilhado com as atuais gerações de profissionais, sempre com o propósito de qualificar o cuidado à criança em situações de emergência.

As Organizadoras

Prefácio

Honrando uma tradição de décadas, orgulhame muito fazer o prefácio de mais uma contribuição acadêmica do Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip), sobretudo porque aborda um assunto tão importante como são as urgências e as emergências pediátricas. De alguma maneira, é como voltar aos primórdios da instituição, que, em sua origem, era apenas o Instituto de Medicina Infantil e que, como tal, sempre teve suas primeiras publicações acadêmicas voltadas para esta especialidade.

Desde sua fundação, a Emergência Pediátrica do Imip tornou-se a principal referência infantil de Pernambuco e de alguns estados vizinhos, para atendimentos de baixa, média e, com ênfase, de alta complexidade. Dessa forma, estudantes, residentes e toda a equipe multiprofissional de cuidadores da saúde infantil do setor encaram em sua lida diária os maiores desafios técnicos e humanos, muitas vezes em plantões sobrecarregados de demanda, mas sempre mantendo o propósito de oferecer a melhor assistência possível. Contando com muitos profissionais experientes, o setor

também é um local privilegiado de aprendizagem para quem está iniciando suas vivências médicas.

Nesse ponto, ter protocolos e rotinas de manejo das doenças prevalentes nas situações de urgências e emergências torna-se fundamental. Esse é o produto que o leitor vai encontrar nestas páginas. Com um material desenvolvido por colegas do mais alto gabarito humano, profissional e acadêmico, esta obra reúne a revisão e a atualização de conteúdos acadêmicos, proporcionados pela literatura médica, como também a necessária e indispensável adaptação a uma realidade na qual a limitação de recursos humanos e financeiros nem sempre permite a aplicação dos “padrões-ouro” sugeridos em algumas diretrizes distantes da nossa realidade. Aproveito para dedicar palavras de agradecimento e admiração a todos os colaboradores desta obra. Em tempos de vida acelerada, em que muitos reclamam do cansaço e da falta de tempo, eles reservaram momentos de estudo e dedicação para contribuir para o aprendizado e o trabalho cotidiano. Sabemos que este livro vai se expandir além dos muros do Imip, como

aconteceu com obras anteriores. Isso aumenta o compromisso com a qualidade e a responsabilidade com o material apresentado. Mas, ao mesmo tempo, virá o gratificante reconheci-

mento dos estudantes e trabalhadores de saúde: é para eles que esta obra foi desenvolvida. Aproveitem a leitura, incrementem vosso conhecimento e beneficiem vossos pacientes!

Ruben Schindler Maggi Graduado em Medicina pela Universidade do Chile. Residência Médica em Pediatria pela Universidade do Chile. Residência Médica em Pediatria pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Mestre em Saúde Materno-infantil pelo Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (Imip). Pediatra do Imip.

Sumário

PARTE

I SINAIS E SINTOMAS FREQUENTES

EM PEDIATRIA

1 Avaliação Primária e Secundária da Criança na Emergência Pediátrica, 3

Rafael Cabral de Oliveira Viana

2 Dor Abdominal, 7

Cecília Coelho Moraes de Brito

3 Dor Torácica, 13

Taiana Alves de Alcantara Andrade

4 Febre sem Sinais Localizatórios, 17

Luciana Cordeiro Souza Lima

5 Vômitos, 29

Gabriela de Menezes Nunes

6 Brief Resolved Unexplained Event, 33 Filipe Marinho Pinheiro da Câmara

7 Abordagem de Linfonodomegalias na Emergência, 37

Hegla Vírginia Florêncio de Melo Prado Tarciana Mendonça de Souza Almeida

PARTE

8 Afecções Cutaneomucosas do Recém-nascido, 43

Maria Eduarda Gurgel da Trindade Meira Henriques

9 Conjuntivite Neonatal, 49 Tarciana Mendonça de Souza Almeida

10 Crise Epiléptica Neonatal, 53

Amanda Cristina de Andrade Pereira Duncan

11 Distúrbios da Glicose no Recém-nascido, 57

Amanda Cristina de Andrade Pereira Duncan

12 Distúrbios Respiratórios, 61

Larissa Virgínia Ferreira Silva

Luciana Carneiro Carnevale

Amanda Cristina de Andrade Pereira Duncan

Tereza Rebecca de Melo e Lima Oliveira

13 Distúrbios Hematológicos, 69

Marina Tenório Maciel da Cunha Pedrosa

Liana Ariel de Siqueira Lira

14 Icterícia Neonatal, 75

Luciana Cordeiro Souza Lima

15 Sepse Neonatal, 85

Camila Fonseca Leal de Araujo PARTE

16

Manejo de Exacerbação de Asma na Emergência Pediátrica, 93

Julianny Sales Silva Jardim

Patrícia Gomes de Matos Bezerra

17

Bronquiolite Viral Aguda, 99

Patrícia Gomes de Matos Bezerra

18

Insuficiência Respiratória Aguda, 105

Luciana Farrapeira de Assunção

19 Infecções de Vias Aéreas Superiores, 109

Mariana Pires Jovino Marques

Paula Schwambach Meira Lins

Clarissa Maria Ayres de Melo Maranhão

20 Pneumonia Adquirida na Comunidade e Suas Complicações, 113

Maria Clara Aires de Souza Martins

Julianny Sales Silva Jardim

21 Síndrome de Crupe, 119

Murilo Carlos Amorim de Britto

22 Oxigenoterapia, 123

Rafael Justino da Silva Diego Santos de Oliveira

23 Assistência Ventilatória, 129

Joana Woolley de Carvalho Amorim

Marcos Paulo Galdino Coutinho

Sulyvan Ítalo Daher Chaves

Diego Santos de Oliveira

Rafael Justino da Silva

PARTE

IV ALTERAÇÕES CARDIOVASCULARES

24 Crises Hipoxêmicas, 141

Ana Luiza Magalhães de Andrade Lima

25 Doença de Kawasaki, 145

Anne Karolline de Sá Valgueiro

26 Endocardites Infecciosas, 149

Tereza Arraes de Alencar Pinheiro

27 Febre Reumática, 155

Marta Wanderley D’Albuquerque

Cristina de Paula Mello Quirino

28 Abordagem das Cardiopatias Congênitas na Emergência,161

Aline Borges Maciel

29 Insuficiência Cardíaca Congestiva, 167

Bárbara Elaine Paiva Felizardo

30 Pericardites e Miocardites, 173

Luziene Alencar Bonates dos Santos

31 Taquiarritmias, 179

Marta Wanderley D’Albuquerque

Fernanda Pessa Valente

Luciana Cordeiro Souza Lima

V ALTERAÇÕES GASTRINTESTINAIS

32 Constipação Intestinal em Pediatria, 187

Paloma Velez de Andrade Lima Simões Ferreira

33 Diarreia Aguda e Desidratação, 191

Teresinha de Jesus Marques de Souza Vasconcelos

Luciana Cordeiro Souza Lima

34 Hemorragia Digestiva, 195

Larissa de Avelar Monteiro Sobreira

Luana Freire Góes Lima

35 Insuficiência Hepática Aguda, 201

Georgia Lima de Paula

PARTE

VI ALTERAÇÕES DAS VIAS URINÁRIAS

36 Distúrbios do Equilíbrio Ácido-básico, 207

Juliana Amorim Carvalho Foinquinos

37 Gasometria, 213

Cecília Coelho Moraes de Brito

Ana Carolina Brainer de Siqueira

38 Distúrbios do Equilíbrio Hidreletrolítico, 217

Juliana Amorim Carvalho Foinquinos

Suzanne Mayara da Silva Almeida

Martina Lúcia de Souza Araújo

Kaiza Vilarinho da Luz

Victor Fernando da Silva Lima

Carlos Alberto Tenório de Araújo III

39 Infecção do Trato Urinário, 237

Beatriz de Medeiros Pimentel Matos

40 Injúria Renal Aguda, 241

Roberta Souza da Costa Pinto

41 Síndrome Nefrítica: Glomerulonefrite

Pós-estreptocócica, 249

Rafael Cabral de Oliveira Viana

Juliana Nelson Vasconcelos Marques de Almeida

42 Síndrome Nefrótica, 253

Virgínia Barbosa de Melo

43 Abordagem da Hipertensão Arterial na Emergência Pediátrica, 259

Karina Freire de Lucena Castro

Luciana Cordeiro Souza Lima

44 Doença Renal Crônica Agudizada, 271

Marcela Corrêa de Araújo Pandolfi

PARTE

VII ALTERAÇÕES INFECCIOSAS

45 Doenças Exantemáticas, 279

Jheyza Florêncio Alves Cordeiro

46 Arboviroses, 287

Cecília Coelho Moraes de Brito

Ana Carolina Brainer de Siqueira

47 Meningoencefalites Bacterianas, 293

Mariana Ramos Andion

48 Sepse e Choque Séptico, 297

Ana Carolina Brainer de Siqueira

Cecília Coelho Moraes de Brito

49 Infecções Causadas por Streptococcus e por Staphylococcus, 303

Bárbara Barros de Figueiredo

50 Infecções Congênitas, 309

Caio César Melo Delgado

PARTE

VIII ALTERAÇÕES DE PELE

51 Celulite e Impetigo, 317

Ariadne Souto Maior Pereira

52 Farmacodermias, 321

Matilde Campos Carrêra

Rafael Ximenes Bandeira de Morais

53 Abscesso, 325

Arícia Pessoa Dantas

PARTE

IX ALTERAÇÕES NEUROLÓGICAS

54 Cefaleia, 329

Lucas Victor Alves

55 Rebaixamento do Nível de Consciência, 333

Rafael Amora Cruz

Luciana Cordeiro Souza Lima

56 Crise Febril, 337

Rhaissa Holanda Araújo

57 Estado de Mal Epiléptico, 341

Beatriz Moura Vieira

58 Síndrome de Guillain-Barré, 347

Lucas Victor Alves

59 Hipertensão Intracraniana, 351

Auricelio Batista Cezar Júnior

Luiz Euripedes Almondes Santana Lemos

Igor Vilela Faquini

PARTE

X ALTERAÇÕES

HEMATOLÓGICAS

60 Doença Falciforme, 357

Paula Ferdinanda Conceição de Mascena

Diniz Maia

61 Trombocitopenia Imune Primária, 365

Camila Oliveira Hansen

62 Indicação de Hemocomponentes e Reação Transfusional, 369

Liana Ariel de Siqueira Lira

PARTE

XI ALTERAÇÕES REUMATOLÓGICAS

63 Diagnóstico Diferencial das Artrites, 377

Izabel Ribeiro da Cunha Lima

Tarciana Mendonça de Souza Almeida

64 Púrpura de Henoch-Schönlein, 381

Flávio Augusto Sales Acioli Rebêlo

65 Sinovite Transitória, 385

Marcela Rezende Pereira Lima

PARTE

XII ALTERAÇÕES ENDOCRINOLÓGICAS

66 Cetoacidose Diabética, 389

Rayana Maria de Melo Azedo Vieira

Luciana Cordeiro Souza Lima

Taciana de Andrade Schuler

67 Hiperplasia Adrenal Congênita, 399

Renata Mirelli Cavalcanti Macedo

Ana Hermínia de Azevedo Ferreira

68 Hipoglicemia, 401

Luciana Cordeiro Souza Lima

PARTE

XIII URGÊNCIAS CIRÚRGICAS

69 Urgências Inguinoescrotais, 407

Roberta Leal Silveira Pilar

Luciana Cordeiro Souza Lima

70 Abdome Agudo, 409

Arthur Almeida Aguiar

Luciana Cordeiro Souza Lima

71

Patologias Cirúrgicas do Período

Neonatal, 413

Cláudia Corrêa de Araújo

Luciana Cordeiro Souza Lima

PARTE

XIV EMERGÊNCIAS ALÉRGICAS

72 Urticária, 421

Matheus Brandt de Mello Costa Oliveira

73 Anafilaxia, 423

Maria Cecília Barata dos Santos Figueira

PARTE

XV EMERGÊNCIAS ONCOLÓGICAS

74 Síndrome de Lise Tumoral, 429

Cynthia Barros

75 Febre e Neutropenia, 435

Cynthia Barros

PARTE

XVI TRAUMATISMOS E CAUSAS EXTERNAS

76 Atendimento Inicial ao Politraumatizado, 441

Luciana Cordeiro Souza Lima

77 Queimaduras, 447

Ana Catarina Aciolly Gomes

78 Acidentes por Animais Peçonhentos (Escorpiões e Serpentes), 453

Luciana Cordeiro Souza Lima

79 Intoxicações Exógenas, 461

Maria Lucineide Porto Amorim

80 Traumatismo Cranioencefálico, 467

Luciana Cordeiro Souza Lima PARTE

XVII PACIENTE CRÍTICO

81 Choque, 475

Amanda Caroline Silva Lins

Luciana Farrapeira de Assunção

82 Reanimação Cardiorrespiratória, 479

Luciana Cordeiro Souza Lima

83 Ultrassonografia Point-of-Care (POCUS), 485

Ana Carolina Brainer de Siqueira

Cecília Coelho Moraes de Brito

84 Abuso Sexual, 493

Karla Danielle Xavier do Bomfim

85 Erros Inatos do Metabolismo, 501

Ana Cecília Menezes de Siqueira

Carolina Fischinger Moura de Souza

Carlos Alberto de Moura Aschoff

86 Vigilância Epidemiológica e Doenças de Notificação Compulsória, 511

Maria Madalena Monteiro Rosa de Oliveira

Suzana Maria da Mota Arruda

87 Cuidados Paliativos e Manejo da Dor, 515

Alessandra Costa de Azevedo Maia

Sheyla Suelle dos Santos Levy

Índice, 521

Caderno Colorido

FIGURA 8.1  Cútis marmórea
Fonte: imagem pertencente à autora.
FIGURA 8.2  Coloração de Arlequim Fonte: imagem pertencente à autora.

8.3  (A e B) Mancha salmão

Fonte: imagens pertencentes à autora.

FIGURA 8.4  (A e B) Miliária cristalina

Fonte: imagens pertencentes à autora.

FIGURA

A B

FIGURA 8.5  (A e B) Pustulose cefálica benigna

Fonte: imagens pertencentes à autora.

FIGURA 22.1  Sistema de Venturi

Fonte: imagem pertencente aos autores.

Extensão

Reservatório

Válvula de reinalação

FIGURA 22.2  Máscara não reinalante

Fonte: imagens pertencentes aos autores.

Máscara
FIGURA 51.1   Impetigo crostoso Fonte: imagem pertencente à autora.
FIGURA 51.2  (A e B) Impetigo bolhoso Fonte: imagens pertencentes à autora.
FIGURA 51.3  Celulite em joelho Fonte: imagem pertencente à autora.
FIGURA 51.4  Celulite pré-septal Fonte: imagem pertencente à autora.

com síndrome de hipersensibilidade induzida por fármacos

Fonte: imagem pertencente aos autores.

com síndrome de StevensJohnson

Fonte: imagem pertencente aos autores.

FIGURA 52.1  Paciente
FIGURA 52.2  Paciente

FIGURA 52.3  (A e B) Paciente com diagnóstico de necrólise epidérmica tóxica Fonte: imagens pertencentes aos autores.

FIGURA 59.1  Criança com síndrome de Parinaud e olhar em “sol poente” Fonte: imagem pertencente aos autores.

SINAIS E SINTOMAS FREQUENTES

EM PEDIATRIA

1 Avaliação Primária e Secundária da Criança na Emergência Pediátrica, 3

2 Dor Abdominal, 7

3 Dor Torácica, 13

4 Febre sem Sinais Localizatórios, 17

5 Vômitos, 29

6 Brief Resolved Unexplained Event, 33

7 Abordagem de Linfonodomegalias na Emergência, 37

Febre sem Sinais Localizatórios

INTRODUÇÃO

Define-se febre sem sinais localizatórios (FSSL) como aquela com menos de 7 dias de duração, em paciente que não apresenta outros sinais e sintomas capazes de definir a etiologia da febre. A FSSL ganha importância em crianças menores de 2 a 3 anos de idade, merecendo especial atenção aquelas com menos de 3 meses de vida. Nessa faixa etária, o maior risco de associação a uma infecção bacteriana invasiva (IBI) ou infecção do trato urinário (ITU) exige uma abordagem proporcional e baseada em evidências.1

Neste capítulo, discute-se a indicação de exames e condutas terapêuticas no atendimento na Emergência em 3 grupos distintos:

1. 0 a 28 dias.

2. 29 a 90 dias.

3. 3 a 36 meses de vida.

Para definição de febre, a literatura utiliza a temperatura retal ≥ 38,0⁰C. Em nosso meio, a temperatura é mais amplamente aferida na axila e pode ser utilizada como referência para a ocorrência de febre com variações acima de 37,5⁰C a 37,8⁰C.1-3

O primeiro passo consiste em avaliação geral da criança. Ao identificarmos sinais de comprometimento sistêmico, aparência decaída, letargia, irritabilidade ou instabilidade respiratória, devemos suspeitar de IBI ou sepse e seguir o protocolo do serviço definido para esta situação. Se o exame físico identificar sinais e sintomas que localizem o foco da infecção, o manejo deve seguir o diagnóstico presumido. A seguir, abordaremos a conduta diante do paciente que se apresenta bem e apenas com febre, na Emergência.

ABORDAGEM DA FEBRE SEM SINAIS LOCALIZATÓRIOS EM CRIANÇAS <28 DIAS

Em recém-nascidos (RN), os vírus são causas frequentes de febre, o que não afasta a presença de uma IBI concomitante. As causas bacterianas mais frequentes são as infecções urinárias, a sepse e as meningites, além das infecções cutâneas e osteoarticulares.1,4

Os agentes bacterianos mais frequentes são:

ƒ Escherichia coli.

ƒ Streptococcus do grupo B.

ƒ Staphylococcus aureus.

22 a 28 dias de vida clinicamente bem FSSL ( 38,0°C)

Coletar sumário de urina, hemocultura, hemograma, PCT ou PCR

Sumário de urina alterado? Sim Urocultura

Coletar LCR?

Conseguiu coletar LCR?

Pleocitose ou não interpretável?

MI alterados?

Pode coletar LCR (decisão compartilhada)

Decidiu coletar LCR?

Conseguiu coletar LCR?

Pleocitose ou traumático?

ATB parenteral Internação

ATB parenteral Observar em casa Reavaliar em 24h

É possível observação domiciliar?

Tratar infecção

Patógeno ou fonte de infecção identificada?

Pode ser iniciado ATB parenteral Internação

Pode ser iniciado ATB parenteral Internação

Suspender ATB Dar alta hospitalar se houver culturas negativas e 24 a 36h e testes para HSV negativos Reavaliar enquanto estiver doente

FIGURA 4.2  Fluxograma para atendimento de crianças de 22 a 28 dias com baixo risco de infecção bacteriana invasiva

FSSL: febre sem sinais localizatórios; PCT: procalcitonina; PC-R: proteína C-reativa; MI: marcadores inflamatórios; LCR: líquido cefalorraquidiano.

Fonte: adaptada de Pantell et al., 2021.1

Se os marcadores inflamatórios não estiverem alterados, a decisão quanto à realização da punção liquórica pode ser tomada após discussão com a família. Nesses pacientes, evidências sugerem que o risco de IBI é de 0,2% a 0,7%. Se a decisão for pela coleta de LCR, a conduta deverá seguir o mesmo fluxo explicado anteriormente. Caso se decida por não realizar o LCR, deve-se administrar uma dose de ATB

empírico e observar a criança internada. Se os exames acusarem normalidade, culturas sem crescimento bacteriano após 24 a 36h e boa evolução clínica, o ATB pode ser suspenso e o RN poderá receber alta com programação de acompanhamento ambulatorial. Se a fonte da infecção ou o patógeno forem identificados, deve-se tratar conforme preconizado para cada condição.1,3

AFECÇÕES DO RECÉM-NASCIDO

8 Afecções Cutaneomucosas do Recém-nascido, 43

9 Conjuntivite Neonatal, 49

10 Crise Epiléptica Neonatal, 53

11 Distúrbios da Glicose no Recém-nascido, 57

12 Distúrbios Respiratórios, 61

13 Distúrbios Hematológicos, 69

14 Icterícia Neonatal, 75

15 Sepse Neonatal, 85

Afecções Cutaneomucosas do Recém-nascido

INTRODUÇÃO

A pele é uma barreira de proteção mecânica contra agentes nocivos e contribui para a termorregulação do organismo. Suas funções são exercidas conforme seu desenvolvimento e sua integridade. No feto, a derme e a epiderme já estão formadas desde o 4o mês de gestação. O estrato córneo e o tecido celular subcutâneo amadurecem no 3o trimestre. Logo, no prematuro, a pele será fina e gelatinosa, tornando-se lisa e brilhante ao atingir o termo; e seca, enrugada e descamativa após o termo.1

Na pele do recém-nascido (RN), ocorrem diversas alterações adaptativas, com evolução benigna e transitória, decorrentes da imaturidade e da interação cutânea com o meio exterior. As alterações que são motivo de procura por atendimento em emergência pediátrica serão detalhadas na Tabela 8.1.

ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS

X Bolhas de Sucção

Consistem em lesões traumáticas secundárias a sucção vigorosa do RN ainda na vida intrauterina. Caracterizam-se por bolhas tensas ou flácidas,

sem inflamação local, de fácil rom pimento. Estão presentes logo ao nascimento; mãos, antebraços e punhos são as topografias mais

TABELA 8.1  Divisão das principais alterações cutaneomucosas do recém-nascido

Alterações fisiológicas

ƒ Verniz caseoso

ƒ Lanugem

ƒ Bolhas de sucção

ƒ Milium sebáceo

ƒ Alterações vasculares

ƒ Alterações de pigmentação

ƒ Alterações de mucosa

ƒ Alterações hormonais

Alterações transitórias

ƒ Acrocianose

ƒ Cútis marmórea

ƒ Fenômeno de arlequim

ƒ Mancha salmão

ƒ Mancha mongólica

ƒ Hiperpigmentação transitória

ƒ Pérolas de Epstein

ƒ Nódulos de Bohn

ƒ Acne neonatal

ƒ Hiperplasia sebácea

ƒ Eritema tóxico

ƒ Miliária

ƒ Melanose pustulosa

ƒ Pustulose cefálica benigna

Fonte: elaborada pela autora.

comuns. Geralmente, são únicas, mas podem também ser múltiplas ou bilaterais. Há resolução rápida e espontânea, sem necessidade de tratamento específico. Trata-se de um diagnóstico de exclusão, e deve ser feito diagnóstico diferencial com herpes simples, impetigo e varicela neonatal.2

X Acrocianose

É a cianose das extremidades (mãos e pés) em recém-nascidos saudáveis, que pode perdurar por 24 a 48h, havendo recorrência durante o choro ou exposição ao frio. Acontece devido a hipertonia das arteríolas periféricas, que causa vasoconstrição e aumento da extração de oxigênio, tornando a coloração do local mais violácea. Constitui uma alteração vasomotora benigna, relacionada à imaturidade, que não deve motivar preocupações. Deve-se fazer diagnóstico diferencial com cianose central, que vai requerer investigação e tratamento.3

X Cútis Marmórea

Caracteriza-se clinicamente por uma alteração livedo/reticular eritematoviolácea no tronco e em extremidades, de aparência marmórea (Figura 8.1), decorrente de uma resposta vasomotora exagerada à hipotermia. Relacionada à imaturidade vascular, mais encontrada em prematuros e RN com baixo peso. Não tem significado patológico e há resolução após reaquecimento do RN. Deve-se fazer diagnóstico diferencial com cútis marmórea telangiectásica congênita, malformação capilar persistente rara, também associada a outras malformações.2

X Coloração de Arlequim

Fenômeno vascular transitório, caracterizado por eritema em um hemicorpo, com palidez simultânea no lado contralateral, delimitado pela linha média, podendo poupar face e genitália (Figura 8.2). De curta duração (de segundos a alguns minutos), desaparece após mudança

de posição e aquecimento. Mais comum nos 5 primeiros dias de vida, pode ocorrer até a 3a semana. A fisiopatologia ainda não é muito bem explicada; pode ocorrer por ausência transitória de regulação central do tônus vascular periférico.4

Fonte: imagem pertencente à autora.

Fonte

FIGURA 8.1  Cútis marmórea (ver cad. cor)
FIGURA 8.2  Coloração de Arlequim (ver cad. cor)
: imagem pertencente à autora.

ALTERAÇÕES RESPIRATÓRIAS

16 Manejo de Exacerbação de Asma na Emergência Pediátrica, 93

17 Bronquiolite Viral Aguda, 99

18 Insuficiência Respiratória Aguda, 105

19 Infecções de Vias Aéreas Superiores, 109

20 Pneumonia Adquirida na Comunidade e Suas Complicações, 113

21 Síndrome de Crupe, 119

22 Oxigenoterapia, 123

23 Assistência Ventilatória, 129

Bronquiolite Viral Aguda

INTRODUÇÃO

A bronquiolite viral aguda (BVA) permanece como uma das mais frequentes causas de hospitalização de lactentes. Recentes diretrizes e revisões sistemáticas reforçam que o manejo é predominantemente de suporte e a maioria das terapias farmacológicas tradicionais segue sem benefício comprovado para redução de desfechos clínicos.1

A BVA é uma infecção do trato respiratório inferior que acomete lactentes e crianças pequenas, causada principalmente pelo vírus sincicial respiratório.2 Os fatores de risco para doença grave incluem:

ƒ Baixo peso ao nascimento.

ƒ Idade inferior a 3 meses.

ƒ Cardiopatia congênita.

ƒ Doença pulmonar crônica.

ƒ Erros inatos da imunidade.

ƒ Tabagismo intradomiciliar, entre outros.

DIAGNÓSTICO CLÍNICO

A BVA caracteriza-se por uma evolução bifásica típica (Tabela 17.1).3

TABELA 17.1  Sinais e sintomas das fases clínicas da bronquiolite viral aguda

Fase prodrômica (1 a 3 dias)

ƒ Rinorreia, congestão nasal

ƒ Febre baixa ou ausente

ƒ Tosse seca

Fase de doença estabelecida (3 a 7 dias)

ƒ Taquipneia e desconforto respiratório

ƒ Sibilos e estertores finos difusos

ƒ Retrações subcostais e intercostais

ƒ Tosse produtiva, dificuldade em alimentar-se

ƒ Nos casos graves: cianose, apneia, alteração do nível de consciência

A Figura 17.1 esquematiza a evolução clínica típica da BVA ao longo do tempo de infecção.

X Avaliação Inicial de Gravidade

É importante aplicar solução salina isotônica nas narinas e aspirar de modo superficial e cuidadoso as secreções, para reduzir o esforço respiratório, antes da avaliação inicial da gravidade do quadro. A classificação da gravidade utiliza o Escore de Wood-Downes modificado por Ferrés (Tabela 17.2).4

Contágio e período de incubação Gravidade –5 –3 01234567

Duração da bronquiolite: em média, 12 dias

Duração da tosse: 3 a 4 semanas

Pico de gravidade: entre o 3º e o 5º dias de doença

FIGURA 17.1  Evolução clínica da bronquiolite viral aguda

Fonte: adaptada Duarte et al., 2024.5

Dias de doença

TABELA 17.2  Escore de Wood-Downes modificado por Ferrés para bronquiolite viral aguda.

Descrição 0 1 2 3

Sibilância Ausente Final da expiração Toda a expiração Inspiração + expiração

Tiragem Não Subcostal + intercostal inferior “1” + supraclavicular + batimento de asa do nariz “2” + intercostal superior + supraesternal

Ventilação (entrada de ar)

Boa, simétrica Regular, simétrica

Muito diminuída Tórax silencioso (ausência de sibilância)

Cianose Não Sim Sim Sim

Frequência respiratória <30irpm 31 a 45irpm 46 a 60irpm >60irpm

Frequência cardíaca <120bpm >120bpm >120bpm >120bpm irpm: incursões respiratórias por minuto; bpm: batimentos por minuto. Fonte: adaptada de Duarte et al., 2024.5

De acordo com a pontuação obtida, a gravidade pode ser classificada como:

ƒ Leve: 1 a 3 pontos.

ƒ Moderada: 4 a 7 pontos.

ƒ Grave: 8 a 14 pontos.

DIAGNÓSTICO COMPLEMENTAR

Os exames complementares devem ser considerados nos quadros moderados a graves, em caso de suspeita de complicação ou se houver dúvida diagnóstica (Tabela 17.3).

FLUXO DE ATENDIMENTO NA EMERGÊNCIA PEDIÁTRICA

A Figura 17.2 mostra fluxograma de atendimento na emergência pediátrica para casos suspeitos de BVA.

TRATAMENTO6-11

X Desobstrução das vias aéreas

ƒ Lavagem nasal com solução salina isotônica a 0,9%.

ALTERAÇÕES CARDIOVASCULARES

24 Crises Hipoxêmicas, 141

25 Doença de Kawasaki, 145

26 Endocardites Infecciosas, 149

27 Febre Reumática, 155

28 Abordagem das Cardiopatias Congênitas na Emergência, 161

29 Insuficiência Cardíaca Congestiva, 167

30 Pericardites e Miocardites, 173

31 Taquiarritmias, 179

Doença de Kawasaki

INTRODUÇÃO

A doença de Kawasaki (DK) é uma vasculite aguda, autolimitada, que acomete vasos de médio calibre e ainda possui etiologia desconhecida. A maior incidência em indivíduos asiáticos e em familiares indica predisposição genética a fatores ambientais. É mais frequente em crianças com menos de 5 anos de idade e tem discreta predominância no sexo masculino (~1,5 a 1,7:1). O acometimento das artérias coronárias

é o principal responsável pelo prognóstico clínico da DK.1-4

DIAGNÓSTICO CLÍNICO

O diagnóstico de DK completa, também chamada de típica ou clássica, é estabelecido na presença de 4 ou mais dias de febre, associados a pelo menos 4 dos 5 principais achados clínicos (Tabela 25.1). O dia do início da febre já deve contar como o primeiro de febre.

TABELA 25.1  Principais achados clínicos para o diagnóstico da doença de Kawasaki

Alterações nas extremidades ƒ Fase aguda: eritema nas palmas das mãos e nas plantas dos pés e edema (às vezes doloroso) de mãos e pés

ƒ Após 2 a 3 semanas: descamação dos dedos, podendo se estender para palmas e plantas

ƒ Após 1 a 2 meses: linhas de Beau nas unhas

Rash ƒ Rash eritematoso, frequentemente maculopapular difuso, eritrodermia escarlatiniforme e eritema multiforme podem ser vistos (pode haver descamação)

Conjuntivite

Alterações na cavidade oral

Linfadenopatia

cervical

ƒ Rash bolhoso, vesicular ou petequial não é compatível

ƒ Hiperemia conjuntival bilateral não exsudativa. Uveíte anterior é frequentemente observada

ƒ Eritema, ressecamento, fissuras, descamação, rachaduras e sangramento de lábios; “língua em morango”; e eritema difuso da mucosa oral

ƒ Úlceras orais e exsudatos não são compatíveis

ƒ Achado menos comum

ƒ Linfonodomegalia ≥1,5cm de diâmetro, geralmente unilateral, no triângulo cervical anterior Fonte: adaptada de Jone et al., 2024;1 McCrindle et al., 2017.2

É importante pesquisar sinais e sintomas recentes, pois, nem sempre, todos os achados clínicos são simultâneos ao momento do diagnóstico.1,2

Pacientes que não preencham os critérios diagnósticos são classificados como portadores de DK incompleta (referidos como “atípicos”).1

Observa-se também, em alguns estudos, a definição de DK “atípica” para os quadros que se apresentam com sintomas menos comumente encontrados.5,6 A forma incompleta ocorre com mais frequência em lactentes, que têm grande risco de desenvolver anormalidades coronarianas (cerca de 50% dos pacientes com menos de 6 meses de vida. Também podem cursar apenas com febre prolongada e irritabilidade ou ter outros critérios clínicos de forma fugaz.1,3,5

A American Heart Association (AHA) propôs a utilização de um algoritmo (Figura 25.1) para auxiliar na indicação do início de tratamento de crianças com suspeita de DK incompleta.1

X Outros Sinais e Sintomas

A inflamação da DK acomete diferentes órgãos e pode causar várias alterações, como:1,5

ƒ Irritabilidade extrema (meningite asséptica).

ƒ Sinais de choque em 5% dos casos (estes apresentam maior risco de anormalidades coronarianas e disfunção ventricular e valvar).

ƒ Diarreia, vômitos, dor abdominal (hepatite) e hidropisia de vesícula biliar.

ƒ Uretrite.

ƒ Artrite ou artralgia.

ƒ Enduração na cicatriz da vacina BCG.

ƒ Radiografia de tórax com infiltrado intersticial e espessamento peribrônquico.

Pacientes com aneurismas coronarianos costumam ser assintomáticos. Na ocorrência de trombose com isquemia miocárdica, podem ocorrer sintomas inespecíficos, principalmente em crianças menores.1,2

Criança com febre prolongada inexplicada e 2 ou 3 critérios para DK lactente com ou 7 dias de febre sem outra explicação

PC-R <3mg/dL e VHS <40mm/h

Reavaliação clínica e laboratorial se houver persistência de febre

Ecocardiograma se aparecimento de típica descamação

Avaliação laboratorial

PC-R 3mg/dL e/ou VHS 40mm/h

3 ou mais achados laboratoriais:

1. Anemia para a idade

2. Plaquetas 450.000

3. Albumina 3g/dL

4. Elevação de TGP

5. Leucócitos 15.000/mm³

6. Urina 10 leucócitos/campo ou Ecocardiograma positivo* Sim

FIGURA 25.1  Algoritmo diagnóstico na suspeita de doença de Kawasaki incompleta

*ECO positivo se:

ƒ Escore Z ≥2,5 em coronária descendente anterior (DA) ou coronária direita (CD).

ƒ Presença de aneurisma coronariano.

ƒ ≥3 outras características: redução da função ventricular, insuficiência mitral, derrame pericárdico ou escore Z da CD ou DA entre 2 e 2,5.

PC-R: proteína C-reativa; VHS: velocidade de hemossedimentação; TGP: transaminase glutâmico-pirúvica.

Fonte: adaptada de Jone, 2024.1

Não
Tratar

ALTERAÇÕES GASTRINTESTINAIS

32 Constipação Intestinal em Pediatria, 187

33 Diarreia Aguda e Desidratação, 191

34 Hemorragia Digestiva, 195

35 Insuficiência Hepática Aguda, 201

Hemorragia Digestiva

Larissa de Avelar Monteiro Sobreira Luana Freire Góes Lima

INTRODUÇÃO

O trato gastrintestinal (TGI) é altamente vascularizado e apresenta grande área de superfície. Logo, qualquer patologia que envolva a mucosa e a vasculatura do TGI pode levar a sangramento. A hemorragia digestiva (HD) será classificada de acordo com o local de origem:1

ƒ Hemorragia digestiva baixa (HDB): origem após o ângulo de Treitz (jejuno, íleo e cólon).

ƒ Hemorragia digestiva alta (HDA): origem proximal ao ângulo de Treitz (esôfago, estômago e duodeno).

DIAGNÓSTICO CLÍNICO

A HD apresenta­se clinicamente de diferentes formas. São elas:

ƒ Hematêmese: vômitos com sangue proveniente do TGI superior ou sangue deglutido.

ƒ Hematoquezia: sangue vermelho­vivo em pequena ou moderada quantidade, envolto às fezes, geralmente sugere HDB.

ƒ Enterorragia: sangramento espontâneo e volumoso pelo reto, podendo estar relacionado, ou não, com a evacuação.

ƒ Melena: fezes escurecidas com odor forte, semelhante a “borra de café”. Geralmente sugere HDA; ocasionalmente, quando o trânsito intestinal é lento, pode ter origem no intestino delgado ou no cólon proximal.

ETIOLOGIA

As causas de HD variam conforme a origem do sangramento e a faixa etária (Tabelas 34.1 e 34.2).

ƒ Fissuras anais: a causa mais comum em crianças com <1 ano. Geralmente, associam­se a constipação intestinal, com evacuações dolorosas, com esforço e enrijecimento das pernas caracterizando um comportamento de retenção de fezes. Quadros diarreicos também podem causar fissuras anais. O tratamento consiste em resolução da causa subjacente e manutenção do períneo seco e limpo.

ƒ Enterocolite necrosante, volvo de intestino médio e megacólon congênito: doenças de ocorrência no período neonatal.

ƒ Coagulopatias: uma variedade de distúrbios congênitos e adquiridos que se apresentam

com sintomas hemorrágicos; na maioria deles, há evidência de sangramentos de fontes além do TGI (petéquias, sangramento de gengivas, hematomas).

ƒ Proctocolite alérgica induzida por proteína alimentar (FPIAP): caracterizada por alterações inflamatórias no cólon distal em resposta a proteínas alimentares. Os sintomas geralmente começam nos primeiros meses de vida e, na maioria dos casos, desaparecem por volta de 1 ano de idade. Manifesta­

Gravidade* RN, lactentes e pré-escolares

Baixa gravidade

Gravidade moderada a grande

ƒ Fissura anal

ƒ Alergia à proteína alimentar

ƒ Deficiência de vitamina K

ƒ Hiperplasia nodular linfoide

ƒ Enterocolite necrosante

ƒ Enterocolite de Hirschsprung

ƒ Má rotação com volvo

ƒ Cisto de duplicação

ƒ Malformação vascular

se com hematoquezia com ou sem diarreia.

O leite de vaca e a soja são os alérgenos que mais comumente desencadeiam proctocolite alérgica.3

ƒ Invaginação intestinal: manifesta­se com cólicas, vômitos e sangue nas fezes ou fezes em geleia de framboesa ou sangue ao toque retal.

ƒ Divertículo de Meckel: cursa com sangramentos intestinais recorrentes devido ao extravasamento de líquido gástrico prove­

Escolares

ƒ Fissura anal

ƒ Colite infecciosa

ƒ Pólipo juvenil

ƒ DII

ƒ Úlcera solitária no reto

ƒ Divertículo de Meckel

ƒ Púrpura de Henoch-Schönlein

ƒ Síndrome hemolítico-urêmica

ƒ Cisto de duplicação

ƒ Malformação vascular

ƒ Intussuscepção intestinal

ƒ Tiflite

ƒ Lesão de Dieulafoy

Adolescentes

ƒ Colite infecciosa

ƒ DII

ƒ Hemorroidas

ƒ Úlcera solitária no reto

ƒ Traumatismo

ƒ Uso de anti-inflamatório não esteroide

ƒ DII

ƒ Malformação vascular

ƒ Divertículo de Meckel

*Considerar gravidade moderada a grande se: hematócrito <35%; alteração dos sinais vitais após a primeira hora de sangramento; presença de sangue retal no exame inicial.

RN: recém-nascido; DII: doença inflamatória intestinal.

Fonte: adaptada de Sahn & Bitton, 2016.2

TABELA 34.2  Causas de hemorragia digestiva alta por faixa etária

Neonatal Lactentes

ƒ Sangue materno deglutido

ƒ Doença hemorrágica do RN

ƒ Gastrite/úlceras de estresse

ƒ Esofagite

ƒ Trauma (p. ex., sonda gástrica/enteral)

ƒ Anomalias congênitas (vasculares, duplicações intestinais)

ƒ Coagulopatia

RN: recém-nascido.

Fonte: elaborada pelas autoras.

ƒ Gastrite/úlcera de estresse

ƒ Síndrome de Mallory-Weiss

ƒ Esofagite

ƒ Anomalias vasculares

ƒ Duplicação gastrintestinal

ƒ Varizes esofágicas/gástricas

ƒ Obstrução intestinal

Pré-escolares, escolares e adolescentes

ƒ Gastrite/úlcera péptica

ƒ Síndrome de Mallory-Weiss

ƒ Varizes esofágicas/gástricas

ƒ Corpo estranho

ƒ Esofagite (de refluxo, eosinofílica)

ƒ Anomalias vasculares (hemangiomas/ telangiectasias)

ƒ Obstrução intestinal

ƒ Ingestão de substâncias cáusticas

ƒ Doença inflamatória intestinal (DII) (doença de Crohn)

TABELA 34.1  Causas de hemorragia digestiva baixa por gravidade clínica e faixa etária

SINAIS E SINTOMAS FREQUENTES

EM PEDIATRIA

36 Distúrbios do Equilíbrio Ácido-básico, 207

37 Gasometria, 213

38 Distúrbios do Equilíbrio Hidreletrolítico, 217

39 Infecção do Trato Urinário, 237

40 Injúria Renal Aguda, 241

41 Síndrome Nefrítica: Glomerulonefrite Pós-estreptocócica, 249

42 Síndrome Nefrótica, 253

43 Abordagem da Hipertensão Arterial na Emergência Pediátrica, 259

44 Doença Renal Crônica Agudizada, 271

37

Gasometria

Cecília Coelho Moraes de Brito Ana Carolina Brainer de Siqueira

INTRODUÇÃO

A gasometria é uma ferramenta fundamental na prática pediátrica, especialmente em contextos de emergência e no manejo de pacientes com insuficiência respiratória ou metabólica. Sua principal importância reside na avaliação rápida e precisa do estado ácido-básico, da oxigenação e da ventilação. Assim, possibilita intervenções imediatas e direcionadas em situações críticas e pode ser obtida de amostra tanto arterial quanto venosa.1

CARACTERÍSTICAS DA

GASOMETRIA ARTERIAL E VENOSA

A gasometria arterial é obtida do sangue arterial, geralmente da artéria radial, e considerada padrão-ouro para avaliação da oxigenação (por meio da pressão arterial de oxigênio [PaO₂]), ventilação (por meio da pressão arterial de dióxido de carbono [PaCO₂]) e equilíbrio ácido-básico. Já a gasometria venosa é obtida do sangue venoso periférico ou central e, embora seja menos invasiva e dolorosa, apresenta limitações importantes, em especial na avaliação da oxigenação, mas pode ser usada de maneira

segura para avaliação do pH e de bicarbonato (HCO3–).2

Na Tabela 37.1, seguem as principais diferenças na avaliação dos parâmetros da gasometria arterial e venosa.

TABELA 37.1  Diferenças na avaliação dos parâmetros da gasometria arterial e venosa

PaO2 A PaO2 venosa, significativamente menor e altamente variável, não é confiável para avaliação da oxigenação

SaO2 A saturação de oxigênio (SaO2) arterial também não pode ser substituída pela venosa, pois a diferença média pode ultrapassar 20%

PaCO₂ A PaCO2 venosa é geralmente 4 a 6mmHg maior que a arterial, com boa correlação em pacientes estáveis

PaCO2 arterial ≈ PaCO2 venosa – 4 a 6mmHg

pH O pH venoso é tipicamente 0,03 a 0,05 unidades menor que o arterial, com boa correlação, permitindo estimativa confiável do estado entre ácido e base

pH arterial ≈ pH venoso + 0,03 a 0,05

HCO– O bicarbonato (HCO3–) apresenta boa concordância entre as amostras

PaO2: pressão arterial de oxigênio; SaO2: saturação de oxigênio; PaCO2: pressão arterial de dióxido de carbono; HCO3–: bicarbonato.

Fonte: adaptada de Medarov, 2025.2

INTERPRETAÇÃO DA GASOMETRIA

Para interpretar a gasometria, é possível guiarse pelos seguintes passos:1

X

Passo

1: Verificar o pH

Os valores normais de pH sanguíneo variam entre 7,35 a 7,45. Acidemia é a diminuição do pH, enquanto alcalemia é o aumento do pH.

ƒ pH <7,35 = acidemia.

ƒ pH >7,45 = alcalemia.

X Passo 2: Avaliar se o Distúrbio é Primariamente de Origem Metabólica ou Respiratória

A Tabela 37.2 apresenta as diferenças entre os parâmetros gasométricos que ajudam na definição se o distúrbio primário é de origem metabólica ou respiratória.

Para definição do distúrbio primário, avalie se a alteração mais importante está em relação ao HCO3– ou à PaCO₂. Essa avaliação é feita com base nos valores de referência (os “fiéis da balança”), que são:

ƒ HCO3– → 24.

ƒ PaCO2 → 40.

Avalie: se o valor encontrado na gasometria foi mais distante de 24 para o HCO3–, trata-se de distúrbio primário metabólico. Se for mais distante de 40 para a PaCO2, trata-se de distúrbio respiratório.3

TABELA 37.2  Distúrbio metabólico versus distúrbio respiratório

Tipo de distúrbio pH

Distúrbio primário metabólico

Distúrbio primário respiratório

Acidose ↓ ↓HCO3– ↑PaCO2

Alcalose ↑ ↑HCO3– ↓PaCO₂2

PaCO2: pressão arterial de dióxido de carbono; HCO3–: bicarbonato.

Fonte: elaborada pelas autoras.

O pH sempre será mais próximo ao distúrbio primário, independentemente da compensação.

X Passo 3: Avaliar Resposta

Compensatória

Quando ocorre um distúrbio entre ácido e base primário, o organismo trabalhará para compensá-lo. Assim, os distúrbios respiratórios primários são compensados por mecanismos metabólicos, enquanto os distúrbios metabólicos primários são compensados por mecanismos respiratórios (Tabela 37.3).1,3

Após definir de qual distúrbio primário se trata, podemos utilizar fórmulas para prever quais são os valores esperados de PaCO2 e HCO3– para compensação (Tabela 37.4).

Dessa forma, será possível identificar se temos um distúrbio misto ou não.

X Passo 4: Se Acidose Metabólica

– Calcular o Hiato Aniônico ou Anion Gap

O anion gap (AG) ajuda a diferenciar se a acidose se deve a acúmulo de ácidos ou a perda de bicarbonato, orientando a conduta (quando repor, ou não, bicarbonato), conforme mostra a

TABELA 37.3  Mecanismos compensatórios dos distúrbios entre ácido e base

Distúrbio entre ácido e base

Mecanismo(s) de compensação

Acidose metabólica ↓HCO3–↑Ventilação-minuto: ↓PaCO2 → ↑pH

Alcalose metabólica ↑HCO3–↓Ventilação-minuto: ↓PaCO2 → ↓pH

Acidose respiratória

↑PaCO₂2

Alcalose respiratória

↓PaCO₂2

↑Reabsorção de HCO3– e ↑Excreção renal de H+: ↑HCO3– → ↑pH

↓Reabsorção de HCO3– e ↓Excreção renal de H+: ↑HCO3– → ↑ pH)

PaCO2: pressão arterial de dióxido de carbono; H+: íon hidrogênio; HCO3–: bicarbonato; ↓: diminuição; ↑: aumento.

Fonte: elaborada pelas autoras.

ALTERAÇÕES INFECCIOSAS

45 Doenças Exantemáticas, 279

46 Arboviroses, 287

47 Meningoencefalites Bacterianas, 293

48 Sepse e Choque Séptico, 297

49 Infecções Causadas por Streptococcus e por Staphylococcus, 303

50 Infecções Congênitas, 309

Infecções Congênitas

INTRODUÇÃO

As infecções congênitas são aquelas adquiridas por transmissão vertical ao feto no útero ou durante o processo de nascimento, sendo causadas por vírus, bactérias e protozoários; podem acometer o feto gravemente (aborto, natimorto e malformações, entre outros), se a infecção ocorrer no 1o ou no 2o trimestres da gravidez ou, de forma menos grave ou subclínica, se ocorrer no 3o trimestre.1

A Tabela 50.1 descreve os principais agentes etiológicos.

Os recém-nascidos (RN) sintomáticos geralmente apresentam manifestações inespecíficas, sendo o quadro clínico variado:1

ƒ Palidez.

ƒ Icterícia.

ƒ Hepatomegalia.

ƒ Esplenomegalia.

ƒ Baixo peso ao nascimento.

ƒ Restrição de crescimento intrauterino.

O diagnóstico laboratorial deve ser feito com a ajuda de exames sorológicos na mãe e no recém-nascido. Outros exames laboratoriais podem ser mais específicos, como a pesquisa de antígenos e a reação em cadeia da

TABELA 50.1 Principais agentes etiológicos de infecções congênitas

Agente etiológico

Infecção congênita/perinatal

Vírus Rubéola, CMV, HIV, HSV, hepatite B e C

Bactérias

Protozoários/ parasitas

Treponema pallidum (sífilis), GBS, listeriose

Toxoplasmose, parvovírus B19, malária, doença de Chagas

CMV: citomegalovírus; HIV: vírus de imunodeficiência humana; HSV: vírus do herpes simples; GBS: síndrome de Guillain-Barré. Fonte: elaborada pelo autor.

polimerase (PCR). Os testes sorológicos são amplamente utilizados devido à disponibilidade em relação aos exames de pesquisa direta dos agentes, mas essa avaliação sorológica isolada do recém-nascido pode refletir níveis de anticorpos maternos da classe imunoglobulina G (IgG), e não é recomendada para definição diagnóstica.2

A Tabela 50.2 resume alguns sinais comuns associados às infecções congênitas.

Os exames laboratoriais complementares e a análise do líquido cefalorraquidiano (LCR) podem sugerir também algumas dessas principais infecções, como mostra a Tabela 50.3.2-5

TABELA 50.2  Sinais comuns associados às infecções congênitas

Sinais

Microcefalia

Calcificações intracranianas

Hidrocefalia

Anormalidades faciais

Catarata

Coriorretinite

Outras anormalidades oculares

Surdez

Defeitos odontológicos

Hepatomegalia

Icterícia

Esplenomegalia

Anormalidades cardíacas

RCIU

Lesões cutâneas

Anormalidades de membros

Anormalidades radiográficas nos ossos longos

Agentes infecciosos possíveis

CMV, HSV, VZV, rubéola, toxoplasma

CMV (periventricular), toxoplasma (intracraniana difusa), HIV (núcleos da base), rubéola, VZV, HSV

Toxoplasma, sífilis, CMV

Rubéola

Rubéola, VZV

CMV, toxoplasma, rubéola, VZV, HSV

CMV, VZV, toxoplasma, rubéola, HSV

CMV, rubéola, HSV

CMV, sífilis

CMV, sífilis, rubéola, toxoplasma

CMV, sífilis, rubéola, toxoplasma

CMV, sífilis, rubéola, toxoplasma

Rubéola, parvovírus

CMV, rubéola, sífilis, VZV, toxoplasma

Rubéola (“muffin de mirtilo”), HSV (vesículas), sífilis (lesões bolhosas, maculares, eczematosas de palmas e solas), CMV (petéquias)

VVZ, HSV

Sífilis, VVZ, HSV

CMV: citomegalovírus; HIV: vírus de imunodeficiência humana; HSV: vírus do herpes simples; VZV: vírus varicela-zóster. Fonte: elaborada pelo autor.

TABELA 50.3  Alterações laboratoriais das infecções congênitas

Infecções congênitas Laboratório

Citomegalovírus Anemia, reticulocitose, leucocitose ou leucopenia e plaquetopenia (pode ser grave)

Toxoplasmose Anemia, plaquetopenia, reticulocitose, leucocitose e eosinofilia

Rubéola Anemia e plaquetopenia

Sífilis Anemia, plaquetopenia, leucopenia e leucocitose

HIV Anemia, plaquetopenia e leucopenia

Glicose normal ou levemente diminuída, pleocitose de células linforreticulomonocitárias

Hipoglicorraquia, hiperproteinorraquia, pleocitose à custa de linforreticulomonocitárias, eosinofilia

Pleocitose mononuclear, hiperproteinorraquia e isolamento do vírus em 30% dos casos

Pleocitose, hiperproteinorraquia, VDRL reativo

Alterações sugestivas de doenças oportunistas associadas

Queda dos fatores de coagulação e aumento de transaminases

Aumento de bilirrubina direta e transaminases

Aumento de bilirrubina direta e transaminases

Aumento de bilirrubina direta e transaminases

Função renal pode ser acometida e alterações sugestivas de doenças oportunistas associadas

LCR: líquido cefalorraquidiano; VDRL: Estudo Laboratorial de Doenças Venéreas (do inglês Venereal Disease Research Laboratory); HIV: vírus de imunodeficiência humana.

Fonte: elaborada pelo autor.

ALTERAÇÕES DE

PELE

51 Celulite e Impetigo, 317

52 Farmacodermias, 321

53 Abscesso, 325

Celulite e Impetigo

INTRODUÇÃO

As infecções de pele são causas frequentes de atendimento na emergência pediátrica. O quadro clínico pode ser de infecção primária ou secundária a perda de integridade da barreira cutânea por outras lesões como traumas. Este capítulo abordará o diagnóstico e manejo do impetigo e da celulite.

IMPETIGO

X Definição e Conceitos

Infecção superficial da pele (epiderme) causada principalmente por Staphylococcus aureus e Streptococcus pyogenes. 1,2

X Epidemiologia

Infecção muito frequente na infância (50% a 60% das piodermites), especialmente em préescolares. Relaciona-se com trauma da pele (cortes, picadas de inseto) ou dermatoses prévias (dermatite atópica, escabiose, herpes, varicela).1,3

X Diagnóstico Clínico

Inicia-se com vesículas e pústulas, que se rompem com facilidade. Predominam na face (ao redor do nariz e da boca) e em áreas de pele expostas.1,2

X Classificação

ƒ Impetigo crostoso ou não bolhoso (Figura 51.1): corresponde a 80% dos casos. As vesículas ressecam formando crostas melicéricas. Pode haver linfadenopatia regional.1,3

FIGURA 51.1  Impetigo crostoso (ver cad. cor) Fonte: imagem pertencente à autora.

ƒ Impetigo bolhoso (Figura 51.2): mais comum em lactentes e mais relacionado ao S. aureus. Ao se romperem, as vesículas deixam uma base eritematosa rodeada por restos da bolha.1,3

X Diagnóstico Complementar

Caso haja falha terapêutica ou se os pacientes forem imunocomprometidos, pode ser realizada cultura da secreção.1,3

X Tratamento

Antibioticoterapia tópica, quando se trata de lesão única ou de extensão limitada:

ƒ Mupirocina 2% pomada (primeira escolha): 3 vezes ao dia, por 7 dias.1,3,4

ƒ Retapamulina 1% pomada: 2 vezes ao dia, por 5 dias.1,3,4

ƒ Neomicina associada à bacitracina: tem menor eficácia e implica maior rico de alergias.1

São indicações para tratamento sistêmico:

ƒ Lesões extensas ou que afetem 2 ou mais segmentos corporais.1,3,4

ƒ Crianças com menos de 2 anos de idade.1,3

ƒ Falha terapêutica aos antibióticos tópicos.1,3,4

São opções para tratamento sistêmico:

ƒ Cefalexina (primeira escolha): 50mg/kg/dia a cada 6h, por 7 dias.1

ƒ Amoxicilina-clavulanato: 50mg/kg/dia de amoxicilina de 12/12h, por 7 dias.1

X Complicações Frequentes

Celulite, osteomielite, artrite, pneumonia, sepse. Também pode causar escarlatina e glomerulonefrite pós-infecciosa.1,2

CELULITE

X Definição e Conceitos

Infecção da derme profunda e do tecido subcutâneo.1

Agentes etiológicos que podemos encontrar:1,5

ƒ Staphylococcus aureus (maioria).

ƒ Streptococcus pyogenes

ƒ Streptococcus pneumoniae.

ƒ Haemophilus influenzae do tipo B (quando na face ou em crianças com menos de 2 anos não vacinadas).

X Diagnóstico Clínico

Lesão eritematosa de limites imprecisos, com calor, dor e edema endurecido. Surge após traumatismo da pele e pode estar acompanhada de febre. É mais comum nos membros inferiores (Figura 51.3), mas pode acometer membros superiores, face, região cervical ou pavilhão auricular.1,5

FIGURA 51.2  (A e B) Impetigo bolhoso (ver cad. cor) Fonte: imagens pertencentes à autora.

ALTERAÇÕES NEUROLÓGICAS

54 Cefaleia, 329

55 Rebaixamento do Nível de Consciência, 333

56 Crise Febril, 337

57 Estado de Mal Epiléptico, 341

58 Síndrome de Guillain-Barré, 347

59 Hipertensão Intracraniana, 351

Estado de Mal Epiléptico

INTRODUÇÃO

O estado de mal epiléptico (EME) é uma emergência frequente que põe a vida em risco. Resulta de uma falha nos mecanismos fisiológicos responsáveis pelo término das crises epilépticas, levando a crises anormalmente prolongadas (após o tempo t1), que podem ocasionar lesão neuronal com sequelas duradouras (após o tempo t2). O tempo t1 é o ponto de corte que indica o início do tratamento, e não mais 30min, como se utilizava em um conceito anterior (Tabela 57.1).1

A incidência varia de acordo com a faixa etária, sendo maior no 1o ano de vida. Aproximadamente 60% das crianças apresentam um estado neurológico saudável antes de vivenciarem seu primeiro episódio de EME.1 O EME pode surgir como complicação de uma

TABELA 57.1  Tempos t1 e t2 para definição do estado de mal epiléptico

Tipo de crise Tempo t1 Tempo t2

Tônico-clônica 5min 30min

Focal disperceptiva 10min Mais de 60min

Ausência 10 a 15min Desconhecido

Fonte: adaptada da Yasuda, 2024.1

doença aguda ou manifestar­se como um sintoma de epilepsia.

As causas mais frequentes são:1,2

ƒ Febre.

ƒ Infecções do sistema nervoso central (SNC) (meningoencefalites e abscessos).

ƒ Distúrbios metabólicos e hidreletrolíticos (p. ex., hipoglicemia, hiponatremia, hipocalcemia, hipomagnesemia).

ƒ Descompensação de epilepsia por retirada de medicação.

ƒ Falha de adesão ou subdose terapêutica ou progressão da doença.

ƒ Trauma.

ƒ Acidente vascular encefálico (AVE).

ƒ Tumor cerebral.

ƒ Lesões prévias do SNC.

O EME ocorre devido a uma disfunção no sistema de controle GABAérgico, resultando em internalização dos receptores GABA na membrana sináptica. Isso leva a um aumento na densidade dos receptores glutamatérgicos e na expressão dos receptores N­metil D­aspartato (NMDA). Em comparação com o cérebro adulto, o cérebro imaturo tende a subexpressar os receptores GABA e superexpressar os receptores de glutamato.2,3

DIAGNÓSTICO

História clínica e exame físico completos contribuem para a identificação da causa ou dos desencadeantes das crises. O diagnóstico clínico geralmente é claro quando há manifestações motoras evidentes; no entanto, em casos sem manifestações motoras aparentes ou com sinais motores sutis, o diagnóstico pode representar um desafio. O eletroencefalograma desempenha papel crucial nesse processo de diagnóstico e acompanhamento, especialmente em pacientes com EME refratário e em coma induzido.4

Exames complementares estão indicados para definição da etiologia, e sua indicação deverá ser feita de acordo com a história clínica e a suspeita diagnóstica (Tabela 57.2).

A fase do EME deve ser definida de acordo com o momento do diagnóstico e o manejo (Tabela 57.3).

TRATAMENTO

As metas do tratamento são:1

ƒ Estabilizar o paciente (ABCDE).

ƒ Cessar a crise epiléptica.

TABELA 57.2  Exames complementares para investigação etiológica do estado de mal epiléptico (EME)

Métodos diagnósticos Descrição

Exames laboratoriais Hemograma, glicemia capilar e sérica, ureia, creatinina, sódio, potássio, cálcio, magnésio, TGO, TGP

Punção lombar

Nível sérico de fármacos antiepilépticos

Exames toxicológicos

EEG

Está indicada nos casos em que houver suspeita de infecção do SNC ou em casos cujo diagnóstico não seja evidente após a avaliação do paciente (considere incluir celularidade, proteína, glicose, cultura bacteriana e fúngica, PC-R viral [HSV 1/2, VZV, EBV, CMV])

Paciente em EME tem epilepsia e encontra-se em uso de fármacos antiepilépticos

Quando não existe etiologia aparente para EME. Testes urinários de rotina detectam apenas drogas de abuso. Exames séricos podem ser necessários para determinação de intoxicação por fámacos

No EME, o ideal é que o tratamento seja feito na vigência de monitoração contínua; caso seja impossível, deve ser realizado diariamente um EEG prolongado

Exames de neuroimagem A RM é mais sensível e específica que a TC (mais disponível em Emergências)

ƒ Indicações: história de trauma, evidência de aumento de pressão intracraniana, sinais neurológicos focais, perda inexplicável de consciência

TGO: transaminase oxalacética; TGP: transaminase glutâmico-pirúvica; PC-R: proteína C-reativa; HSV: vírus do herpes simples; VZV: vírus varicela-zóster; EBV: vírus Epstein-Barr; CMV: citomegalovírus; EEG: eletroencefalograma; RM: ressonância magnética; TC: tomografia computadorizada.

Fonte: elaborada pela autora.

Fase Tipos de EME

Duração

I Iminente 5 a 30min

II Estabelecido >30min

III Refratário (persiste apesar do tratamento estabelecido nas fases I e II) >60min ou falha nas fases I e II

IV Super-refratário (persiste apesar do tratamento com anestésico por >24h) >24h

Fonte: adaptada da Liga Brasileira de Epilepsia, 2021.5

TABELA 57.3 Fases do estado de mal epiléptico (EME)

ALTERAÇÕES HEMATOLÓGICAS

60 Doença Falciforme, 357

61 Trombocitopenia Imune Primária, 365

62 Indicação de Hemocomponentes e Reação Transfusional, 369

61

Trombocitopenia Imune Primária

INTRODUÇÃO

Trombocitopenia imune primária (PTI) é um distúrbio autoimune adquirido, caracterizado por plaquetopenia isolada (contagem de plaquetas <100 mil, com contagem normal de leucócitos e hemoglobina [Hb], além de esfregaço de sangue normal), sem outras causas associadas. Geralmente, é uma doença autolimitada.1 Quanto à duração, classifica-se como:2

ƒ Forma diagnosticada recentemente (duração <3 meses desde o diagnóstico).

ƒ Forma persistente (duração entre 3 e 12 meses desde o diagnóstico).

ƒ Forma crônica (duração >12 meses desde o diagnóstico).

EPIDEMIOLOGIA2

ƒ Incidência: 5 a 10:100.000 crianças por ano.

ƒ Pico de idade ao diagnóstico: 1 a 6 anos, afetando ambos os sexos.

ETIOPATOGENIA

Propõe-se como mecanismo à ativação de células T após o reconhecimento de antígenos espe-

cíficos de plaquetas por células apresentadoras de antígenos, o que induz a expansão de células B com antígeno específico. Essas células B produzem autoanticorpos com especificidade para glicoproteínas expressas nas plaquetas e nos megacariócitos. As plaquetas circulantes ligadas aos autoanticorpos são removidas predominantemente por macrófagos esplênicos. Além disso, os mesmos autoanticorpos reduzem a capacidade dos megacariócitos de produzir plaquetas.3

DIAGNÓSTICO CLÍNICO

Habitualmente, os pacientes apresentam aspecto geral bom, com achados ao exame físico limitados a manifestações hemorrágicas. Não há palidez, a menos que tenha ocorrido sangramento excessivo. As manifestações mais frequentes estão apresentadas na Tabela 61.1.

TRATAMENTO

As diretrizes da Sociedade Americana de Hematologia recomendam nenhuma intervenção farmacológica se a criança estiver assintomática ou apresentar poucos sintomas, como geralmente ocorre.3,4

TABELA 61.1 Características clínicas para diagnóstico de trombocitopenia imune primária (PTI)

Início súbito de sangramento na pele e em mucosas:

Pele ƒ Petéquias: lesões puntiformes de até 4mm de diâmetro; podem estar presentes em qualquer região do corpo, resultantes do rompimento de capilares sanguíneos

ƒ Púrpuras: lesões maiores de até 10mm

ƒ Equimoses: dimensão superior a 1cm

ƒ Hematomas: sangramento com maior extravasamento de sangue fora do vaso, mais profundo na pele, e que pode acometer outros órgãos, como o sistema nervoso central

Mucosas

ƒ Epistaxe: sintoma de apresentação em cerca de 25% das crianças

ƒ Hematúria: ocorre menos frequentemente

ƒ O sangramento intracraniano é raro em crianças (menos de 0,5%) associado a plaquetas <20.0002

ƒ Os sintomas sistêmicos (febre, perda de peso, linfadenopatia e hepatoesplenomegalia) são atípicos para esses pacientes

ƒ História de infecção viral antecedendo o diagnóstico de PTI em cerca de 70% dos pacientes, principalmente uma infecção do trato respiratório superior (EBV, influenza, varicela-zóster, HIV e Covid-19)

ƒ História de vacinação prévia com a vacina contra MMR (sarampo, caxumba, rubéola); sua ocorrência é rara (1 em 24.000 doses) e considerada menor do que dos casos que acontecem após essas infecções naturais

EBV: vírus Epstein-Barr; HIV: vírus de imunodeficiência humana; MMR: sarampo, caxumba, rubéola. Fonte: adaptada de SBP, 2024;1 Kamat, 2024.4

A Tabela 61.2 traz a classificação e a conduta mais atual, sob a orientação da Sociedade Americana de Hematologia e da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).1,4

Como medidas não farmacológicas, devemos orientar cuidados gerais e repouso no leito se a plaquetopenia for grave, evitando-se traumatismo, assim como evitar uso de antiagregantes de plaquetas (ácido acetilsalicílico [AAS] e anti-inflamatórios não esteroides [AINE]).

Crianças e adolescentes com sangramentos moderados (grau III) estão sob maior risco de sangramentos subsequentes de grau IV e devem ser considerados para intervenção precoce até que o sangramento diminua. Crianças

com sangramento de grau IV devem ser hospitalizadas e tratadas imediatamente.5 Além disso, o tratamento deve ser administrado, e a hospitalização será fortemente considerada nos seguintes casos:4,5

ƒ Piora do sangramento.

ƒ Rebaixamento do nível de consciência ou irritabilidade excessiva da criança e/ou outros sinais que sugiram risco de sangramento do sistema nervoso central (SNC).

ƒ Crianças agitadas que apresentem risco de sangramentos traumáticos ou ainda risco aumentado de sangramento por outras medicações de que a criança faça uso para tratar condições médicas preexistentes.

TABELA 61.2 Escala de sangramento para pacientes pediátricos com trombocitopenia imune primária (PTI)

Grau Sangramento Tratamento I (menor) Pouco sangramento, algumas petéquias (≤100 no total) e/ou ≤5 hematomas pequenos (≤3cm diâmetro), sem sangramento mucoso

II (leve) Sangramento leve, várias petéquias (>100 no total) e/ou >5 hematomas grandes (>3cm de diâmetro), sem sangramento mucoso

III (moderado) Sangramento moderado, evidente sangramento mucoso, interferência nas atividades diárias

Observação

Observação

Intervenção para alcançar nível 1 ou 2 IV (severo) Sangramento intenso, sangramento de mucosas com queda de hemoglobina >2g/dL ou suspeita de sangramento intracavitário

Intervenção

Fonte: elaborada pela autora.

ALTERAÇÕES REUMATOLÓGICAS

63 Diagnóstico Diferencial das Artrites, 377

64 Púrpura de Henoch-Schönlein, 381

65 Sinovite Transitória, 385

Púrpura de Henoch-Schönlein

INTRODUÇÃO

É a vasculite sistêmica mais frequente na faixa etária pediátrica, acometendo vasos de fino calibre.1 Antes denominada apenas púrpura de Henoch-Schönlein, teve sua denominação modificada em 2012 para vasculite por imunoglobulina A (IgA), em correspondência com sua fisiopatologia, que se caracteriza por deposição de IgA na parede dos vasos, levando a uma vasculite asséptica na pele, em articulações, no trato gastrintestinal (TGI) e nos rins.2

De etiologia desconhecida, em aproximadamente 50% dos casos é precedida por uma infecção do trato respiratório superior, o que sugere um gatilho infeccioso.3 Noventa por cento dos casos ocorrem em pacientes com menos de 10 anos de idade.4

QUADRO CLÍNICO

A tétrade inclui púrpura palpável, artrite/artralgia, sintomas gastrintestinais e alterações renais.5 Estas manifestações podem se desenvolver ao longo de semanas, com variação em ordem de apresentação.

ƒ Manifestações cutâneas: petéquia e/ou púrpura, de localização predominantemente nos membros inferiores. Em geral, as lesões são indolores e não causam prurido. Podem ocorrer lesões vesiculares e/ou bolhosas.

ƒ Artrite/artralgia: em geral, é transitória ou migratória, tipicamente oligoarticular e não deformante. Pode preceder o aparecimento da lesão cutânea (embora incomum) e, na maioria das vezes, afeta grandes articulações dos membros inferiores (quadril, joelho, tornozelo).

ƒ Sintomas gastrintestinais: a dor abdominal pode ter intensidade variada e simular um abdome cirúrgico. A complicação aguda mais comum é intussuscepção intestinal.

ƒ Alterações renais: hematúria é a apresentação mais comum, geralmente transitória, com duração de 1 a 3 meses. Podem ocorrer proteinúria em nível nefrótico, injúria renal aguda e hipertensão.

ƒ Outros acometimentos: pode acontecer envolvimento do escroto (orquite/orquiepididimite); por isso, é necessário excluir a presença de torção testicular por meio de ultrassonografia (USG) com Doppler, se os

sintomas forem compatíveis. Outros acometimentos incluem manifestações pulmonares, cardíacas e neurológicas.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico geralmente é clínico, mas pode depender da combinação de critérios laboratoriais.

ƒ Critério obrigatório: púrpura palpável ou petéquias, com predomínio nos membros inferiores, não relacionada a trombocitopenia, associada a um dos critérios mostrados na Tabela 64.1.

INDICAÇÕES DE INTERNAÇÃO

ƒ Incapacidade de hidratação adequada por via oral.

ƒ Queda do estado geral.

ƒ Dor abdominal intensa.

ƒ Sangramento gastrintestinal significativo.

ƒ Dor intensa ou envolvimento articular com limitação de movimento.

TABELA 64.1  Critérios de classificação do European Alliance of Associations for Rheumatology (EULAR)/Pediatric Rheumatology

International Trials Organisation (PRINTO)/ Pediatric Rheumatology European Society (PRES) para vasculite por imunoglobulina A

Dor abdominal Aguda, em cólica e difusa, intussuscepção ou sangramento gastrintestinal

Artrite/artralgia Aguda, oligoarticular

Nefrite

Proteinúria acima de 0,3g/24h ou relação proteína/creatinina >30mmol/mg em amostra isolada de urina

Hematúria >5 hemácias por campo ou cilindros hemáticos

Histopatologia Vasculite leucocitoclástica ou glomerulonefrite proliferativa com depósito por IgA

IgA: imunoglobulina A.

Fonte: adaptada de Ozen et al., 2008.6

ƒ Comprometimento renal importante (lesão renal aguda, hematúria ou proteinúria significativas, hipertensão).

TRATAMENTO

A maioria dos pacientes recupera-se espontaneamente e pode ser tratada em regime ambulatorial. A terapia é de suporte e inclui hidratação adequada, repouso e alívio dos sintomas.7

O tratamento sintomático para a dor abdominal e articular pode incluir analgésicos simples, como paracetamol, ou anti-inflamatórios não esteroides (AINE). No entanto, os AINE devem ser evitados se houver sangramento gastrintestinal ou alteração renal.

Os glicocorticoides geralmente não são indicados, a menos que os sintomas sejam graves. Prednisona, 1 a 2mg/kg/dia (máx. 60 a 80mg/ dia), ou metilprednisolona, em dose equivalente (0,8 a 1,6mg/kg/dia), podem ser usadas por 1 a 2 semanas, seguidas de desmame apropriado.7

PROGNÓSTICO

Em geral, os resultados a curto e longo prazos das crianças com vasculite por IgA são excelentes. Sem doença renal significativa, é comum o episódio se resolver em 1 mês. Não há recorrência do episódio em aproximadamente 2/3 dos pacientes.

REFERÊNCIAS

1. Gardner-Medwin JM, Dolezalova P, Cummins C et al. Incidence of Henoch-Schönlein purpura, Kawasaki disease, and rare vasculitides in children of different ethnic origins. Lancet. 2002; 360(9341):1197-202.

2. Jennette JC, Falk RJ, Bacon PA et al. 2012 revised International Chapel Hill Consensus Conference Nomenclature of Vasculitides. Arthritis Rheum. 2013; 65:1-11.

3. Wang B, Xiang W, Zhu Z et al. The influence of respiratory infections on Henoch-Schönlein purpura in children. BMC Infect Dis. 2025; 25(1):118.

4. Hetland LE, Susrud KS, Lindahl KH et al. HenochSchönlein purpura: a literature review. Acta Derm. Venereol. 2017; 97:1160-6.

ALTERAÇÕES ENDOCRINOLÓGICAS

66 Cetoacidose Diabética, 389

67 Hiperplasia Adrenal Congênita, 399

68 Hipoglicemia, 401

Hipoglicemia

INTRODUÇÃO

Evento hipoglicêmico é qualquer situação em que os níveis de glicemia no plasma estão baixos, acompanhados de sinais e sintomas, em geral com alterações do sistema nervoso. Apesar de, na maioria das vezes, o diagnóstico clínico vir acompanhado de um valor baixo de glicemia capilar ou sérica, não há na literatura definição formal de ponto de corte diagnóstico para hipoglicemia.1,2

DIAGNÓSTICO

Valores abaixo dos necessários para a manutenção das funções cerebrais normais já podem estar associados a sinais de sintomas autonômicos. Valores mais baixos de glicemia estão associados a disfunção cerebral mais importante com o aparecimento de sinais e sintomas neuroglicopênicos (Tabela 68.1). Em lactentes e crianças de menos idade, os sintomas iniciais podem ser inespecíficos, relacionados ao comportamento da criança e, por isso, atribuídos a outras condições.1,3

Durante um episódio de hipoglicemia, a secreção de insulina deve ser suprimida e hormô-

nios contrarreguladores (p. ex., glucagon, epinefrina) ser excretados, compensando os valores glicêmicos e encontrando a homeostase. Em pacientes com diabetes, ou outras condições patológicas que envolvam alterações hormonais como causa de hipoglicemia, essa resposta pode não ocorrer, levando a hipoglicemias mais graves e sintomáticas, com maiores morbidade e mortalidade.2,4 Além disso, pacientes criticamente enfermos, com hipoglicemia recorrente, ou desnutrição, podem também apresentar quadros mais graves de hipoglicemia.

Diante de uma situação de hipoglicemia, além da correção dos níveis glicêmicos é fundamental a definição etiológica, para tratamento da causa básica. Algumas condições farão parte do diagnóstico diferencial de hipoglicemias persistentes ou de difícil correção,5 e sua investigação estará mais voltada para os cenários de internação (enfermaria e unidade de cuidados intensivos). Destacam-se como possíveis causas de hipoglicemia:

ƒ Doenças agudas e críticas (p. ex., sepse, insuficiência hepática e choque).

ƒ Desnutrição primária ou secundária.

ƒ Tóxicas (p. ex., hipoglicemiantes orais, etanol, salicilatos e betabloqueadores).

ƒ Hiperinsulinismo.

ƒ Distúrbios da oxidação de ácidos graxos.

ƒ Distúrbios hipoglicêmicos cetóticos.

ƒ Distúrbios da gliconeogênese.

As recomendações diagnósticas e orientações quanto à definição do diagnóstico de hipoglicemia e a investigação são:

ƒ Em recém-nascidos:

z Realizar triagem nas primeiras 24 a 48h em pacientes com risco de desenvolver hipoglicemia (ver Capítulo 11, Distúrbios da Glicose no Recém-nascido).

z Hipoglicemia persistente por mais de 48 a 72h: realizar investigação diagnóstica.

ƒ Lactentes e crianças menores que não comunicam sintomas: realizar investigação diag-

nóstica naquelas que apresentem hipoglicemia grave ou <60mg/dL.

ƒ Crianças maiores: avaliar as crianças com tríade de Whipple (sintomas de hipoglicemia + baixa concentração da glicemia no plasma + melhora clínica após a correção).

TRATAMENTO

O manejo terapêutico dependerá inicialmente das condições clínicas do paciente. Contudo, pode ser modificado de acordo com os valores de glicemia ou a condição de base. O objetivo será manter glicemia >70mg/dL.1

ƒ Paciente consciente: z 200 a 300mg/kg (ou 9g em paciente com peso de ±30kg/15g em paciente com peso

TABELA 68.1  Hipoglicemia: sinais e sintomas, classificação e tratamento

Sinais e sintomas

Autonômicos (resposta adrenérgica)

Neuroglicopênicos

Agitação, irritabilidade, sudorese, tremores, palpitações e palidez

Falta de concentração, visão turva, diplopia, dificuldade auditiva, alteração da fala, alteração de memória, fraqueza, dormência, tontura, falta de coordenação e alteração da marcha

Perda da consciência, convulsões

Gravidade clínica

Alerta para hipoglicemia clínica (ou nível 1)

Hipoglicemia clinicamente relevante (ou nível 2)

Valores habituais de glicemia associados

Tratamento recomendado

<70mg/dL e ≥54mg/dL Podem ser cuidados pelo próprio paciente.

Tratamento por via oral

<54mg/dL Podem ser cuidados pelo próprio paciente

Tratamento oral (ou injetável, se não ingere por via oral)

Outros (alterações comportamentais e sintomas inespecíficos)

Hipoglicemia grave (ou nível 3)

<54mg/dL Requer ajuda de outra pessoa para o tratamento.

Tratamento injetável (dextrose ou glucagon)

Recém-nascidos e lactentes podem apresentar quadros inespecíficos como irritabilidade, agitação ou choro inconsolável, que não necessariamente estarão associados a valores glicêmicos com pontos de corte definidos como os mencionados anteriormente, e sempre precisarão da ajuda de outras pessoas para superarem a hipoglicemia. Muitas vezes, o primeiro sinal perceptível pode ser uma convulsão

Fonte: elaborada pela autora.

URGÊNCIAS CIRÚRGICAS

69 Urgências Inguinoescrotais, 407

70 Abdome Agudo, 409

71 Patologias Cirúrgicas do Período Neonatal, 413

Patologias Cirúrgicas do Período Neonatal

Corrêa de Araújo Luciana Cordeiro Souza Lima

INTRODUÇÃO

As condições cirúrgicas no período neonatal são amplas e acometem vários sistemas. Neste capítulo, abordaremos as condições que afetam o abdome e o trato gastrintestinal (TGI), com ênfase naquelas que costumam ser atendidas na Emergência Pediátrica (estenose hipertrófica de piloro e enterocolite). Outras condições são mais frequentes em cenários de sala de parto e unidades neonatais. Porém, podem ser atendidas na Emergência Pediátrica de centros de referência para cuidados neonatais (gastrosquise, onfalocele, atresia de esôfago, atresia intestinal, malformações anorretais e megacólon congênito).1

ESTENOSE HIPERTRÓFICA DE PILORO

Estenose hipertrófica de piloro (EHP) é o espessamento da musculatura do canal pilórico, que impede o clareamento gástrico. Acomete crianças de 15 dias a 3 meses de vida. Os fatores predisponentes são:1

ƒ Parto por cesariana.

ƒ Alimentação artificial enteral.

ƒ Nascimento pré-termo.

ƒ Primeiro filho.

Manifesta-se clinicamente como vômitos pós-alimentares, não biliosos, em jato, associados a perda de peso. Ao exame físico, pode haver distensão no hemiabdome superior, ondas peristálticas da esquerda para a direita (ondas de Kussmaul) e tumoração móvel, de consistência cartilaginosa, no hipocôndrio direito (oliva pilórica) palpável. Provoca desidratação isotônica com alcalose hipoclorêmica e hipocalêmica.2

O diagnóstico pode ser confirmado clinicamente pela presença das ondas de Kussmaul e palpação da oliva pilórica. Na ausência destas apresentações, a realização de ultrassonografia (USG) de abdome mostra espessamento da musculatura pilórica (medidas: comprimento >1,2cm a 1,5cm e espessura >0,3cm). Um exame contrastado de esôfago, estômago e duodeno (EED) pode ser realizado em caso de USG duvidosa ou limítrofe.

Diante de suspeita de EHP, o tratamento clínico deve ser iniciado para estabilizar o paciente e é fundamental para preparar o paciente para a realização do procedimento cirúrgico.

ƒ A dieta deve ser suspensa. A passagem de sonda não está indicada de início, e a sonda só deve ser inserida se os vômitos persistirem mesmo com o jejum.

ƒ Decúbito elevado.

ƒ Hidratação venosa com quota hídrica (QH) a 100% para a idade, potássio a 3mEq/kg/ dia e sódio a 4mEq/kg/dia.

ƒ Solicitar ionograma.

ƒ Corrigir potássio e cloro de acordo com os achados do ionograma:

z Cloro ≤97: duas expansões de 20mL/kg/h de soro fisiológico a 0,9% em 2h.

z Cloro ≤85: fazer três expansões de 20mL/ kg/h de soro fisiológico a 0,9%.

ƒ Comunicar ao cirurgião pediátrico e programar correção cirúrgica após correção dos distúrbios hidreletrolíticos.

ENTEROCOLITE NO RECÉM-NASCIDO

A enterocolite necrotizante (ECN) é um processo inflamatório do TGI, de causa desconhecida, que acomete predominantemente recém-nascidos (RN) prematuros. Ocorre necrose isquêmica da mucosa intestinal, associada a inflamação e dissecção de gás na parede intestinal (pneumatose intestinal) e na veia porta. O íleo terminal é o local mais comumente afetado, seguido pelo cólon.

Mais de 90% dos casos ocorrem em RN com menos de 1.500g (peso muito baixo), nascidos com menos de 32 semanas de gestação. A ocorrência em RN a termo pode estar associada a uso de leite artificial, cardiopatia congênita, sepse e hipóxia perinatal, entre outros. A mortalidade é elevada e varia de 15% a 30%.3

O início do quadro geralmente ocorre nas duas primeiras semanas de vida. Os sintomas iniciais são intolerância em aceitar a dieta, letargia, apneia, hipo- ou hipertermia, hipoglicemia e bradicardia. Com a evolução do quadro, observam-se distensão abdominal, vômitos ou resíduo gástrico bilioso, sangramento retal e diarreia. São sinais de isquemia intestinal:

ƒ Hiperemia de parede abdominal.

ƒ Dor intensa à palpação.

ƒ Massa palpável.

ƒ Crepitação.

Exames complementares mostram neutropenia, trombocitopenia, acidose metabólica, elevação da glicemia, distúrbios eletrolíticos e proteína C-reativa (PC-R) elevada. Em alguns casos, pode haver leucocitose.

O exame de imagem preferencial é a radiografia (do abdome anteroposterior [AP] com o paciente deitado) e Laurell (paciente em decúbito lateral direito com raios horizontais).

Permite o diagnóstico e o acompanhamento do avanço da doença. O sinal mais precoce e mais frequente é distensão de alças intestinais e dos níveis hidroaéreos. A radiografia pode evidenciar:4

ƒ Pneumatose intestinal: presença de ar na subserosa da parede da alça intestinal. Este achado, associado a sintomas sugestivos de enterocolite, confirma o diagnóstico (Figura 71.1).

ƒ Presença de gás no sistema venoso portal (pneumoporta) (Figura 71.2).

ƒ Pobreza de gás no abdome: sugere ascite e pode indicar perfuração intestinal com peritonite.

FIGURA 71.1  Radiografia de abdome evidenciando pneumatose intestinal no quadrante inferior direito (setas brancas)

Fonte: imagem pertencente à Dra. Cláudia Corrêa de Araújo.

EMERGÊNCIAS ALÉRGICAS

72 Urticária, 421

73 Anafilaxia, 423

Anafilaxia

INTRODUÇÃO

A anafilaxia é uma reação sistêmica aguda, imunomediada, que pode evoluir rapidamente e causar morte.1-4

Os principais desencadeantes de anafilaxia na infância são os alimentos. Apesar das diferenças locais e/ou regionais, os principais são:5

ƒ Leite de vaca e clara de ovo (lactentes).

ƒ Amendoim, nozes e crustáceos (crianças maiores e adolescentes).

Medicamentos (anti-inflamatórios não esteroides [AINE] e antibióticos) e venenos de insetos são as segundas principais causas de anafilaxia. Algumas situações podem funcionar como cofatores:

ƒ Exercício físico.

ƒ Infecções.

ƒ Uso de AINE.

DIAGNÓSTICO CLÍNICO6

O diagnóstico de anafilaxia é clínico e baseado em seus critérios clínicos e diagnósticos, conforme constam na Tabela 73.1.

Os sintomas cutâneos (como urticária e angioedema), a hipotensão e o choque não são obrigatórios para o diagnóstico de anafilaxia.3

Do mesmo modo deve-se atentar para a presença de sintomas inespecíficos como: mudança de comportamento, agitação e irritabilidade em crianças menores e sintomas subjetivos como náuseas, desconforto orofaríngeo e tontura em todas as faixas etárias.3

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

O diagnóstico diferencial de anafilaxia é feito com:3

ƒ Outras reações alérgicas que não anafilaxia (urticária aguda, urticária crônica, angioedema alérgico, angioedema hereditário, síndrome de enterocolite induzida por proteína alimentar [FPIES]).

ƒ Reflexo vasovagal.

ƒ Mastocitose sistêmica.

ƒ Laringite aguda.

ƒ Crise de sibilância ou asma.

ƒ Crise de pânico.

ƒ Síndrome carcinoide.

ƒ Feocromocitoma, entre outras condições.

TABELA 73.1  Critérios clínicos e diagnósticos da anafilaxia

É altamente provável o diagnóstico de anafilaxia se for preenchido um de três critérios:

1. Reação de início agudo (minutos a várias horas) com envolvimento de pele, mucosas ou ambas (urticária difusa, prurido ou flushing, edema de lábios-língua-úvula) acompanhada de pelo menos um dos seguintes:

ƒ Comprometimento respiratório (dispneia, sibilância-broncoespasmo, estridor, redução do PFE, hipoxemia) ou

ƒ Redução de PA ou sintomas de disfunção de órgão (hipotonia, colapso, síncope, incontinência) ou

2. Dois ou mais dos seguintes, logo após exposição a um provável alérgeno para aquele paciente:

ƒ Acometimento de pele ou mucosas (urticária difusa, prurido ou flushing, edema de lábios-língua-úvula)

ƒ Comprometimento respiratório (dispneia, sibilância-broncoespasmo, estridor, redução do PFE, hipoxemia)

ƒ Redução de PA ou sintomas associados (hipotonia, síncope, incontinência)

ƒ Sintomas gastrintestinais persistentes (dor abdominal tipo cólica, vômitos)

3. Início súbito de hipotensão após exposição a um alérgeno conhecido para aquele paciente (minutos a várias horas) mesmo na ausência de sintomas cutâneos:*

ƒ Crianças: PA sistólica baixa pelo percentil por idade ou queda de 30% na PA sistólica**

ƒ Adultos: PA sistólica <90mmHg ou queda >30% na PA sistólica basal do paciente

PFE: pico de fluxo expiratório; PA: pressão arterial; mmHg: milímetros de mercúrio.

*O guia da Organização Mundial de Alergia inclui broncoespasmo ou envolvimento da laringe (estridor, alterações vocais, odinofagia) em alternativa a hipotensão.

**Define-se hipotensão como a redução de 30% na PA sistólica basal da pessoa ou na PA sistólica:

ƒ 1 mês de vida a 1 ano de idade: <70mmHg.

ƒ 1 a 10 anos de idade: <(70mmHg + [2 × idade]).

Convém atenção para as seguintes reações:

ƒ Urticária ou angioedema agudos: tem duração <6 semanas. Se estiverem presentes sem sintomas de outros sistemas, não devem ser tratados como anafilaxia independente de sua extensão. É importante lembrar que a urticária infecciosa é uma condição frequente na infância. Tratar com anti-histamínicos (de preferência, de segunda geração) e, em casos excepcionais, utilizar corticosteroide.7

ƒ Urticária crônica: tem duração >6 semanas. Iniciar administração de anti-histamínico de segunda geração (dose habitual ou quadruplicada), não solicitar exames e encaminhar para alergista.7

ƒ Angioedema hereditário: ocorre por deficiência do inibidor de C1, causado por liberação de bradicinina e não histamina; portanto, não responde a anti-histamínicos e corticosteroides. Em geral, são angioedemas deformantes e podem vir associados a dor abdominal. Na Emergência, deve-se atentar para acometimento de vias aéreas e instituir tratamento de crises com medicações específicas; pode-se tentar plasma.8

DIAGNÓSTICO COMPLEMENTAR

Não existe exame complementar para o diagnóstico de anafilaxia. Todo paciente que apresente um episódio de anafilaxia deve ser encaminhado para um alergista, para investigação do agente causador. Os valores de IgE específica podem estar negativos durante um episódio de anafilaxia; por isso, o exame deve ser coletado 4 a 6 semanas após o episódio.5

TRATAMENTO3,5,9

ƒ Se possível, remover o desencadeante (p. ex., parar infusão de medicação causadora da anafilaxia) /acionar equipe de suporte.

ƒ Avaliação inicial: ABCDE/monitoração.

ƒ Adrenalina no músculo vasto lateral da coxa (usar adrenalina [1mg/mL], não diluída, na dose 0,01mg/kg):

z Até 10kg: 0,01mL/kg.

z De 1 a 5 anos de idade: 0,15mg = 0,15mL.

z De 6 a 12 anos de idade: 0,3mg = 0,3mL (dose máxima para crianças).

EMERGÊNCIAS ONCOLÓGICAS

74 Síndrome de Lise Tumoral, 429

75 Febre e Neutropenia, 435

74

Síndrome de Lise Tumoral

INTRODUÇÃO

A síndrome de lise tumoral (SLT) é uma emergência oncológica potencialmente grave, causada por destruição maciça das células tumorais em doenças onco-hematológicas, de forma espontânea ou após início de tratamento, com liberação dos componentes intracelulares na circulação sistêmica. Resulta em hiperuricemia, hipercalemia, hiperfosfatemia e hipocalcemia.1

Ocorre com maior frequência por ocasião dos tratamentos de linfomas, leucemias e tumores sólidos com alta replicação celular, tumores com grandes volumes ou com alta sensibilidade à quimioterapia e imunoterapia direcionada ao tumor.2

Os sintomas clínicos são inespecíficos e refletem as alterações metabólicas; o paciente em lise tumoral pode apresentar poucos sintomas decorrentes desse quadro, predominando ou se associando aos sintomas da própria doença, mas podem ocorrer:3

ƒ Náuseas, vômitos e diarreia, decorrentes da hiperfosfatemia.

ƒ Hipotensão, cãibras, tetania, arritmias e convulsões por hipocalcemia.

ƒ Lesão renal aguda, com uremia e oligoanúria; hipervolemia.

ƒ Parada cardiorrespiratória súbita por arritmias (hipercalemia).

ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO, PROFILAXIA E TRATAMENTO DA SÍNDROME DE LISE TUMORAL

Torna-se importante classificar os pacientes de acordo com o maior ou menor risco de desenvolver a SLT e antecipar-se ao quadro com medidas profiláticas. A estratificação leva em consideração fatores ligados ao tumor (Tabela 74.1), ao paciente e ao tratamento (Figura 74.1).

Em pediatria, os tipos de câncer mais frequentemente associados à SLT são os linfomas (em especial, com grandes massas torácicas e abdominais), e leucemias com mais de 100.000 leucócitos. Alguns tumores sólidos, como neuroblastomas e hepatoblastomas com elevada DHL, também podem cursar com SLT.4

Existem fatores de risco, relativos ao próprio tumor, relacionados ao paciente e ao tratamento (ver Figura 74.1), o que torna o atendimento inicial extremamente importante para identificação, prevenção e tratamento de fatores associados.

TABELA 74.1  Estratificação de risco para síndrome de lise tumoral (SLT)

Baixo risco para SLT

Maioria dos tumores sólidos

Linfomas de Hodgkin

Leucemia mieloide aguda abaixo de 25 mil leucócitos

Risco intermediário Alto risco

Tumores sólidos com alta sensibilidade a intervalo Q-T, doença volumosa e/ou avançada

Leucemia linfoide aguda abaixo de 100 mil leucócitos e/ou DHL elevada (acima de 2× o valor normal)

Leucemia mieloide aguda entre 25 e 100 mil

Leucemia mieloide crônica –

DHL: desidrogenase lática.

Tumores com alto risco de lise tumoral

Fatores de risco relacionados ao tumor:

• Tumores de alto risco

Alta taxa de proliferação celular

• Tumores volumosos/Bulky disease

• Sensibilidade ao tratamento

• citotóxico

Fatores de risco relacionados ao paciente:

• pré-tratamento

Hiperuricemia ou hiperfosfatemia

Linfoma de Burkitt Linfoma linfoblástico Leucemias agudas da infância acima de 100.000 leucócitos

Linfoma difuso de grandes células

Linfoma de Burkitt/linfoblástico

Leucemia mieloide aguda acima de 100 mil leucócitos

Leucemia linfoide aguda acima de 100 mil leucócitos e/ou DHL elevada (acima de 2× o valor normal)

Critérios de Cairo Bishop para SLT

Critérios laboratoriais alterações laboratoriais com 3 dias antes do início até 7 dias após início do tratamento citotóxico: Ácido úrico 8

• Potássio 6

: 2 ou mais

• Fósforo 6,5 • Cálcio 7 ou • Aumento de 25% do valor basal • em qualquer momento

Nefropatia preexistente

• Oliguria/Nefrotoxicidade

• Hidratação inadequada

Fatores relacionados ao tratamento:

Terapia inicial

• Intensidade do regime de

• citorredução inicial

• combinada

Terapia com agente único terapia

Critérios clínicos: alterações laboratoriais com 1 ou mais das seguintes alterações:

• superior para idade

Creatinina 1,5 acima do limite

Arritmia cardíaca

• Crise convulsiva

• Morte súbita

Tratamento específico do tumor

• Hidratação inadequada antes ou

• durante a citorredução

• nefrotóxicas

Uso concomitante de drogas

74.1  Fatores de risco e critérios de Cairo Bishop para a síndrome de lise tumoral

FIGURA
Síndrome de lise tumoral

TRAUMATISMOS E CAUSAS EXTERNAS

76 Atendimento Inicial ao Politraumatizado, 441

77 Queimaduras, 447

78 Acidentes por Animais Peçonhentos (Escorpiões e Serpentes), 453

79 Intoxicações Exógenas, 461

80 Traumatismo Cranioencefálico, 467

Queimaduras

INTRODUÇÃO

A queimadura é uma lesão traumática na pele ou em outro tecido, causada por calor ou exposição a descargas elétricas, fricção, produtos químicos e radiação. São frequentes as queimaduras em crianças, mas, na maior parte das vezes, são poucos extensas e ocorrem em lactentes do sexo masculino, causadas por líquidos quentes (água, óleo e café) e em casa (principalmente na cozinha), sob supervisão materna.1

Deve-se cogitar a possibilidade de maustratos diante de lesão não compatível com a história clínica ou com o desenvolvimento da criança, presença de fraturas e hematomas concomitantes, cicatrizes de queimaduras anteriores, queimaduras simétricas nos membros inferiores e lesão com padrão ou formato específico (cigarro, ferro de passar roupa), além de demora em procurar atendimento, principalmente em menores de 2 anos de idade.

Para o adequado manejo das queimaduras, é fundamental a classificação quanto à profundidade e ao cálculo da superfície corporal queimada (SCQ).

CLASSIFICAÇÃO POR PROFUNDIDADE1

ƒ Queimaduras superficiais (de primeiro grau): envolvem apenas a camada epidérmica da pele. Não formam bolhas e são dolorosas, secas, avermelhadas e esbranquiçadas à pressão.

ƒ Queimaduras de espessura parcial superficial e profunda (de segundo grau): envolvem a epiderme e porções da derme. Caracterizam-se como superficiais, quando são dolorosas, a pele fica com bolhas, mas a base fica eritematosa e úmida e empalidece à pressão; ou profundas, quando a pele fica com bolhas, mas a base é pálida e eritematosa e não empalidece à pressão. São dolorosas apenas à pressão.

ƒ Queimaduras de espessura total (de terceiro grau): estendem-se e destroem todas as camadas da derme. Muitas vezes, lesionam o tecido subcutâneo subjacente. A pele fica esbranquiçada, com aspecto de couro, e as lesões não são dolorosas.

ƒ Queimaduras profundas (de quarto grau): estendem-se aos tecidos moles subjacentes e

podem envolver músculos e/ou ossos. A pele adquire o aspecto de tecido carbonizado.

EXTENSÃO DAS QUEIMADURAS

ƒ Método de Lund-Browder: o mais preciso para estimativa da SCQ em crianças, devido à maior superfície da cabeça e aos membros inferiores menores (Figura 77.1).2,3

ƒ Regra dos nove: na adaptação da regra dos nove para a população pediátrica, a cabeça e o pescoço do paciente com idade inferior a 12 meses são equivalentes a 18% da superfície corporal, em comparação a 9% no adulto. A cada ano de vida, deve-se suprimir 1% da superfície corporal da cabeça e do pescoço da criança, acrescentando-se 0,5% a cada membro inferior até que sejam atingidas as proporções de adulto (aproximadamente 10 anos) (Figura 77.2).3,4

ƒ Método da palma da mão: este método pode ser adotado para queimaduras pequenas e irregulares. A palma da mão do paciente, excluídos os dedos, representa aproximadamente 0,5% da superfície corporal, e toda a superfície palmar, incluindo os dedos, representa 1% em crianças e adultos.5

ATENÇÃO

As queimaduras de primeiro grau não são incluídas no cálculo da SCQ.

EXAMES COMPLEMENTARES

Em crianças com queimaduras moderadas ou graves, podem ser necessários:

ƒ Hemograma completo.

ƒ Eletrólitos séricos, creatinina e ureia no sangue.

Em pacientes que despertam preocupação quanto a exposição a monóxido de carbono ou cianeto:

ƒ Gasometria arterial ou venosa.

ƒ Carboxi-hemoglobina, nível de cianeto e lactato sérico.

ƒ Radiografia de tórax em pacientes com dificuldade respiratória.

ƒ Avaliação específica para lesões traumáticas associadas.

TRATAMENTO

Para organizar o atendimento inicial ao paciente pediátrico vítima de queimadura, divide-se o manejo em quatro etapas + cuidados gerais.6

X Primeira etapa – Suporte Avançado de Vida Pediátrico (ABCDE)6

ƒ A (vias aéreas): um pequeno edema induzido por mecanismo inflamatório ou inalatório direto pode levar a estreitamento exponencial da via aérea da criança. Logo, em pacientes de risco a intubação deve ser considerada precocemente. Fuligem na boca, queimaduras faciais e corporais podem ser preditores mais úteis de lesão por inalação do que sintomas de estridor, rouquidão, salivação e disfagia. Pacientes com menos de 2 anos de idade com queimaduras por escaldadura que acometem mais de 20% de superfície corporal também são pacientes de risco para intubação.

ƒ B (breathing; do inglês, respiração): diminuição do nível de consciência, inalação de fumaça ou toxinas (como monóxido de carbono ou cianeto) ou lesões associadas podem interferir na ventilação e/ou na oxigenação. Queimaduras circunferenciais no tórax ou no abdome podem resultar em diminuição da complacência da parede torácica.

ƒ C (circulação): é preferível puncionar acessos venosos periféricos em áreas não queimadas. Entretanto, em queimaduras extensas não é contraindicada a punção em área queimada. Deve-se considerar a punção intraóssea em pacientes com acesso venoso difícil. Nos pacientes mais graves, é necessário acesso venoso central, e sua manutenção

81 Choque, 475

PACIENTE CRÍTICO

82 Reanimação Cardiorrespiratória, 479

83 Ultrassonografia Point of Care (POCUS), 485

Choque

INTRODUÇÃO

Choque, em pediatria, é um estado de falência circulatória aguda, caracterizado por incapacidade do sistema cardiovascular de suprir adequadamente as demandas metabólicas dos tecidos, resultando em hipoperfusão e disfunção orgânica, independentemente da etiologia.1-3

BASES FISIOPATOLÓGICAS

Uma perfusão adequada dos tecidos depende do equilíbrio entre oferta de oxigênio (DO₂) e demanda metabólica de oxigênio (VO₂). A DO₂ é determinada principalmente pelo débito cardíaco (DC) e pelo conteúdo arterial de oxigênio.1,3

O DC corresponde ao produto entre volume sistólico (VS) e frequência cardíaca (FC). Em pediatria, especialmente em lactentes, o VS é relativamente fixo, o que torna a taquicardia um sinal precoce de choque.1,2

O VS é influenciado por pré-carga, contratilidade e pós-carga. Os mecanismos compensatórios iniciais incluem aumento da FC, da contratilidade do miocárdio e da resistência vascular sistêmica, com o objetivo de manter a perfusão dos órgãos vitais. Uma falha nesses mecanismos leva à progressão do choque.1,2

CLASSIFICAÇÃO E EVOLUÇÃO FISIOPATOLÓGICA

DO CHOQUE

A classificação fisiopatológica do choque em pediatria prioriza o perfil hemodinâmico predominante, permitindo rápida correlação entre mecanismo, achados clínicos e estratégia de suporte (Tabela 81.1).1-3

O choque é um processo dinâmico, no qual mecanismos compensatórios iniciais visam preservar a perfusão tecidual. Uma falha progressiva desses mecanismos caracteriza a transição entre as diferentes fases do choque.1,4 A Tabela 81.2 resume as fases do choque e suas características.

TIPOS DE CHOQUE

Quatro mecanismos fisiopatológicos principais de choque são reconhecidos em pediatria. A identificação do tipo predominante auxilia na compreensão do mecanismo hemodinâmico envolvido e orienta a abordagem terapêutica inicial.1-3 A Tabela 81.3 destaca o tipo de choque, o mecanismo fisiopatológico determinante e as características clínicas do paciente.

TABELA 81.1  Classificação fisiopatológica do choque

Perfil hemodinâmico Mecanismo predominante Achados clínico-hemodinâmicos

Hiperdinâmico Vasoplegia (↓RVS) PAD baixa, PP ampla, taquicardia

Hipodinâmico Débito cardíaco reduzido

Sinais de hipoperfusão periférica e central

RVS: resistência vascular sistêmica; PAD: pressão arterial diastólica; PP: pressão de pulso; ↓:diminuição.

TABELA 81.2  Fases do choque e suas características

Fase do choque Mecanismos predominantes Achados clínicos principais

Choque compensado Taquicardia, vasoconstrição periférica, aumento da extração de O₂2

Choque descompensado Redução do débito cardíaco e/ ou vasoplegia, início de disfunção orgânica

Choque refratário Falência dos mecanismos compensatórios, disfunção microcirculatória

FC elevada, TEC prolongado, extremidades frias, PA normal

Hipotensão, oliguria, acidose metabólica

Hipotensão persistente, lactato elevado, falência de órgãos

FC: frequência cardíaca; TEC: tempo de enchimento capilar; PA: pressão arterial.

TABELA 81.3  Tipos de choque e suas características fisiopatológicas e clínicas

Tipo de choque Mecanismo fisiopatológico principal Características hemodinâmicas e clínicas

Hipovolêmico Redução da pré-carga por perda de volume intravascular ou extravascular

Cardiogênico Falha da bomba por disfunção sistólica/ diastólica ou arritmias

Distributivo Redução da resistência vascular sistêmica e distribuição inadequada do fluxo

Obstrutivo Obstrução mecânica à entrada e/ou saída de sangue do coração

↓ VS e ↓ DC; taquicardia, extremidades frias, TEC prolongado (p. ex., hemorragia, vômitos, diarreia)

↓ DC com sinais de congestão (p. ex., cardiomiopatias, miocardite, isquemia, pós-CEC)

Vasodilatação, PAD baixa, PP ampla; DC normal ou elevado (p. ex., choque séptico, anafilaxia)

↓ DC por impedimento ao enchimento/ ejeção (p. ex., pneumotórax hipertensivo, tamponamento, TEP maciça)

VS: volume sistêmico; DC: débito cardíaco; CEC: circulação extracorpórea; PAD: pressão arterial diastólica; PP: pressão de pulso; TEP: tromboembolia pulmonar; diminuição.

AVALIAÇÃO HEMODINÂMICA

INICIAL

ABORDAGEM TERAPÊUTICA

O tratamento do choque baseia-se em pilares fisiopatológicos, abordados de forma precoce, simultânea e individualizada:3-5 ƒ Tratar a doença de base.

O reconhecimento precoce do choque baseiase em avaliação clínica sistemática e repetida, associada a monitoração básica e, quando disponível, ultrassonografia (USG) à beira do leito.1-5 A Tabela 81.4 resume os principais pontos que precisam ser avaliados no paciente com choque e sua interpretação clínica.

84 Abuso Sexual, 493

MISCELÂNEA

85 Erros Inatos do Metabolismo, 501

86 Vigilância Epidemiológica e Doenças de Notificação Compulsória, 511

87 Cuidados Paliativos e Manejo da Dor, 515

Cuidados Paliativos e Manejo da Dor

Costa de Azevedo Maia Sheyla Suelle dos Santos Levy

INTRODUÇÃO

Cuidado paliativo é todo cuidado ativo e global prestado ao paciente – e sua família – cuja doença não tenha respondido ao tratamento curativo, que está sob controle da dor e sofre de problemas psicológicos, sociais ou espirituais. Tem por objetivo alcançar maior qualidade de vida. Abrange cuidados proporcionados aos pacientes que não responderam ao tratamento curativo e que necessitam de controle dos sinais e sintomas da doença.1

Os cuidados paliativos têm como filosofia não apressar nem retardar a morte, considerada um evento natural. Tem como objetivo aliviar a dor e sintomas que provocam sofrimento, integrar os aspectos psicológicos e espirituais nos cuidados aos pacientes e oferecer suporte para ajudá-los a viver ativamente tanto quanto possível, auxiliando a família a lidar com a doença do indivíduo e com seu próprio luto.2

Os cuidados paliativos pediátricos (CPP) podem ser realizados em qualquer espaço de cuidado que seja adequado às necessidades do paciente, como domicílio, clínicas paliativas (hospices) e hospitais residenciais. Os serviços de emergência também são espaços destinados

aos CPP, especialmente quando os pacientes enfrentam situações agudas.3

Existem, contudo, dificuldades em incluir a abordagem paliativa nos serviços de emergência. Como abordagem ativa e multidisciplinar, os CPP quebram paradigmas, defendendo um novo modelo centrado na autonomia do paciente, e não na equipe ou na doença, em prol da qualidade de vida e de resultados que visam ao conforto e à dignidade humana.4 Pesquisas apontam que ainda há relutância em incluir esses cuidados na Emergência, apesar das discussões já existentes sobre a necessidade de revisar sistemas de modo a incluir a assistência paliativa.5

As crises agudas de descompensação de uma doença crônica são, na maioria das vezes, controladas em ambiente de pronto-socorro.6 A resistência em dar início à abordagem paliativa na Emergência pode ter inúmeras justificativas (Tabela 87.1), tais como as atitudes e crenças dos profissionais sobre o processo de adoecimento, uma compreensão equivocada da Emergência como setor de dinâmica acelerada ou falta de tempo para a interação entre equipe, paciente e família.7

TABELA 87.1  Principais dificuldades em implementar cuidados paliativos na Emergência

ƒ Falta de informação sobre o paciente: paciente sem prontuário, sem história da evolução da doença ou plano de cuidado

ƒ Falta de conhecimento do profissional de saúde e dificuldade em reconhecer pacientes elegíveis:

y Profissionais de saúde sem conhecimento sobre o manejo de cuidado paliativo

y Dificuldade de identificar pacientes em cuidado paliativo e encaminhar para especialistas ou interconsultas

ƒ Dificuldades na comunicação e empatia como aspecto fundamental:

y Pouca conversa com o paciente ou a família sobre condição clínica, suas necessidades, seus medos e prioridades individuais

ƒ Falta de tempo e recurso:

y Tempo “curto” para instituir discussões sobre limitação de suporte avançado (p. ex., intubação orotraqueal, reanimação)

y Qualidade do tempo é prioritária para o entendimento das necessidades e expectativas do paciente no fim da vida

Fonte: elaborada pelas autoras.

Os profissionais emergencistas enfrentam vários desafios:

ƒ Não contam com um prontuário completo para entender melhor a evolução da doença.

ƒ Não conseguem conversar com o médico responsável pelo atendimento longitudinal do paciente.

ƒ São obrigados a tomar decisões sob pressão do tempo e, comumente, da escassez de recursos.

Por não terem relação longitudinal com os pacientes, carecem da intimidade necessária para compreender profundamente seus medos, suas ansiedades e vontades, ou seja, têm mais dificuldade para entender o que faz sentido, ou não, para aquela pessoa, naquele contexto. Os pacientes em cuidado paliativo buscam a Emergência por diversos motivos:8

ƒ Ansiedade com as crises agudas.

ƒ Falta de direcionamento prévio na rede de atenção primária.

ƒ Sentimento de segurança e familiaridade com o ambiente hospitalar.

ƒ Em muitas situações, dificuldade de acesso à atenção básica, especialmente em casos urgentes ou horários em que esses serviços não funcionam.

Medidas práticas, com bons resultados, podem ser empreendidas, tais como fornecer um local reservado, com privacidade, para que paciente e família vivam integralmente o momento singular da morte. Também é importante, durante a formação dos profissionais de saúde, desenvolver habilidades de comunicação e maneiras de lidar emocionalmente com más notícias.9,10

Entre as estratégias que também podem funcionar na Emergência, estão:

ƒ Distinguir cuidado paliativo de cuidado paliativo no fim da vida.

ƒ Proceder à abordagem inicial com uma equipe sensibilizada ao tema.

ƒ Aperfeiçoar a formação da equipe.

Sempre que possível, o paciente e sua família também devem ser incluídos nas tomadas de decisão, assim como é preciso que capelães, psicólogos e assistentes sociais participem do cuidado.10

A última estratégia volta-se para o controle de sintomas (Tabela 87.2) Esse ponto é importante, uma vez que pacientes descrevem suas experiências no atendimento como um momento de ansiedade e incerteza, associadas à longa espera antes do manejo dos sintomas principais:

ƒ Dor.

ƒ Dispneia.

ƒ Náuseas.

ƒ Vômitos e constipação intestinal.

Contudo, há também questões de ordem emocional e social:

ƒ Ansiedade relacionada ao avanço da doença.

ƒ Busca recorrente pela Emergência diante de crises agudas.

ƒ Sentimentos de segurança e familiaridade com o ambiente hospitalar.

ƒ Dificuldades de acesso a serviços de atenção primária.

X A

Abdome agudo, 8, 9, 409

- cirúrgico

- - hemorrágico, 9

- - inflamatório, 8

- - isquêmico, 9

- - obstrutivo, 8

- - perfurativo, 8

Abscesso, 117, 325

- diagnóstico, 325

- etiologia, 325

- pulmonar, 117

- quadro clínico, 325

- tratamento, 325

Abuso sexual, 493

- apresentações clínicas, 495

- critérios para alta hospitalar, 498

- diagnóstico clínico, 493

- indicação de admissão hospitalar, 495

- tratamento, 498

Acesso

- central, 444

- intraósseo, 444

- periférico, 444

Acidente(s)

- ofídicos, 453, 454, 456

- por animais peçonhentos, 453

- por escorpião, 453, 458

- vascular encefálico, 359, 362

Índice

Ácido

- 2-3 dimercaptossuccínico (DMSA), 464

- acetilsalicílico, 147

- folínico, 464

- valproico, 158

Acidose

- metabólica, 207, 214

- respiratória, 210

- - aguda, 210

- - crônica, 210

Acne neonatal, 45

Acrocianose, 44

Acúmulo de substâncias complexas, 503

Adenomegalias, 37

Administração

- de líquidos, 245

- de soro antiofídico ou antiescorpiônico, 459

Adrenalina, 478

Afecções cutaneomucosas, 43, 45

- alterações

- - fisiológicas, 43

- - transitórias, 45

Aferição da pressão arterial, 259

Agentes tóxicos, 464

Agonista beta-adrenérgico, 163

Airways (vias aéreas), 4

Alcalose

- metabólica, 209

- - resistente ao cloro, 209

- - responsiva ao cloro, 209

- respiratória, 211

Alimentação e hidratação, 102

Alopurinol, 431

Amônia sérica, 505

Anafilaxia, 423-425

- acompanhamento do tratamento, 425

- critérios de alta hospitalar, 425

- diagnóstico

- - clínico, 423

- - complementar, 424

- - diferencial, 423

- indicação de admissão hospitalar, 425

- tratamento, 424

Anemia

- crise hemolítica, 360

- falciforme, 379

- no período neonatal, 69-71

- - definição e conceitos, 69

- - diagnóstico, 70

- - tratamento, 71

Angioedema, 424

Anion gap, 214

Anomalia de coronária, 15

Antibióticos, 102

Anticorpos antidigoxina, 464

Anti-D, 367

Antimicrobianos, 194

Aparência, 3

Apendicite aguda, 410

Apneia da prematuridade, 66

Arboviroses, 287

Arritmias, 15

Arsênio, 464

Artrite(s), 155, 377 - causas

- - inflamatórias, 377 - - mecânicas, 379 - classificação, 377 - diagnóstico diferencial, 377 - exames complementares, 379 - idiopática juvenil, 378 - infecciosas, 378 - neoplasias, 378 - séptica, 378

Asma, 15

Aspiração, 443

Assistência ventilatória, 129, 133 - invasiva, 133 - não invasiva, 129

Atendimento inicial ao politraumatizado, 441

Atresia(s)

- de esôfago, 416 - do intestino delgado, 417

Atropina, 464

Ausculta respiratória, 443

Automatismos motores, 53

Avaliação

- da escala de coma de Glasgow, 334 - da resposta terapêutica, 132 - dos vômitos, 30 - neurológica, 5 - primária, 3, 4 - secundária, 3, 6

Azul de metileno, 464

X B

Bacteremia oculta, 24

Benzodiazepínicos, 464

Betabloqueadores, 142

Bicarbonato de sódio, 142

Bilastina, 422

Bilirrubina, 505 - direta, 77 - indireta, 77

Biópsia, 40

Bioquímica, 39

Biperideno, 464

Bloqueadores de canais de cálcio, 142

Bolhas de sucção, 43

Breathing (respiração), 4

Brief Resolved Unexplained

Event, 33-35

- de alto risco, 34, 35

- de baixo risco, 34, 35

- diagnóstico

- - clínico, 33

- - complementar, 34

- indicação de admissão hospitalar, 34

- tratamento, 35

Broncodilatadores, 102

Bronquiolite viral aguda, 99

- avaliação inicial de gravidade, 99

- critérios de internação, 102

- diagnóstico

- - clínico, 99

- - complementar, 100

- tratamento, 100

Butirofenonas, 464

X C

Cálculo

- da taxa de filtração glomerular, 273

- de volume de troca, 165

Cânula nasal, 124

Carbamatos, 464

Cardiomiopatias, 15

Cardiopatias congênitas, 161

- acianogênicas, 161

- cianóticas, 161

- classificação, 161

- dependentes de canal, 163

- diagnóstico, 162

- - clínico, 162

- - complementar, 162

- medidas gerais, 163

- tratamento, 162

Cardite, 155

Carvão ativado, 462

Cefaleia, 329-331

- diagnóstico, 329

- indicações de admissão hospitalar, 331

- primárias, 329

- secundárias, 329

- tratamento, 330

Celulite, 305, 317, 318

- em joelho, 319

- pré-septal, 319

Cetamina, 142, 344

Cetoacidose diabética, 389, 390

- classificação, 389

- diagnóstico, 389

- - clínico, 389

- etiologia, 389

- exames laboratoriais, 390

- tratamento, 390

Cetonas no sangue e na urina, 505

Cetirizina, 422

Chaperonas farmacológicas, 507

Chikungunya, 288

- diagnóstico, 290

- exames complementares, 290

- quadro clínico, 288

- tratamento, 291

Choque

- abordagem terapêutica, 476

- avaliação hemodinâmica inicial, 476

- bases fisiopatológicas, 475

- cardiogênico, 487

- classificação e evolução fisiopatológica, 475

- distributivo, 487

- hipovolêmico, 444, 487

- - hemorrágico, 444 - neurogênico, 444

- obstrutivo, 444, 487

- - por pneumotórax, hemotórax e hemopericárdio, 444

- séptico, 297, 298

- tipos de, 475

Chumbo, 464

Cianeto, 464

Circulação, 5, 443

Citomegalovirose, 313

Coagulopatia, 195, 204

Coloração de Arlequim, 44

Coluna cervical, 442

Comunicação direitaesquerda, 141

Condilomatose de transmissão vertical, 496

Congestão cardiocirculatória, 251

Conjuntivite neonatal, 49

- diagnóstico, 49

- etiologia, 49

- quadro clínico, 49

- tratamento, 49

Consciência, 333

Constipação intestinal, 187

- diagnóstico, 188

- etiologia, 187

- exames complementares, 189

- tratamento, 189

Controle

- de hemorragias externas exsanguinantes, 442

- de volume regulado por pressão, 135

Contusão

- cerebral, 469

- pulmonar, 443

Cor e circulação, 4

Coreia de Sydenham, 155

Corpo estranho

- no esôfago, 14

- vaginal, 496

Corticosteroides, 102, 158, 367

Costocondrite, 14

Crepitações, 5

Crime de estupro de vulnerável, 494

Crise(s)

- aplástica, 359, 362

- clônico-focais, 53

- dolorosa ou álgica, 360

- epiléptica neonatal, 53

- - diagnóstico etiológico, 54

- - semiologia, 53

- - tratamento, 54

- febril, 337

- - diagnóstico, 338

- - tratamento, 338

- hipertensivas, 261

- hipoxêmicas, 141, 163

- - alterações hemodinâmicas, 141

- - fisiopatologia, 141

- - intervenções hemodinâmicas e cirúrgicas, 142

- - manejo pós-crise, 143

- - tratamento, 142

- tônico

- - focais, 53

- - generalizadas, 53

Cuidados paliativos, 515, 516

Cumarínicos, 464

Cútis marmórea, 44

X D

Deficiência

- da 11β-hidroxilase, 399

- da 21-hidroxilase, 399

Deformidades torácicas, 14

Dengue, 287, 288

- achados laboratoriais, 288

- critérios de alta, 288

- diagnóstico, 288

- - diferencial, 288 - fase

- - crítica, 287

- - de recuperação, 287

- - febril, 287

- quadro clínico, 287

- tratamento, 288

Dermatites perineais, 496

Derrame pleural, 15, 116

- parapneumônico, 116

Desconforto respiratório, 61

Desferroxamina, 464

Desidratação, 191

Desloratadina, 422

Desobstrução das vias aéreas, 100

Dextrose intravenosa, 403

Diarreia aguda, 191

- diagnóstico, 191

Diazepam, 343

Digoxina, 464

Dipirona, 10

Disfunção, 5

Dispositivo(s)

- e fluxo de oxigênio para oxigenoterapia em pediatria, 126

- para administração de oxigênio, 123

Distúrbios

- da glicose, 57, 58

- - diagnóstico

- - - clínico, 57

- - - complementar, 58

- - tratamento, 58

- do cálcio, 225

- do equilíbrio

- - ácido-básico, 207

- - hidreletrolítico, 217

- do fósforo, 232

- do magnésio, 229

- do potássio, 220

- do sódio, 217

- hematológicos, 69

- respiratórios, 61

Diuréticos, 164, 245

- de alça, 164

- tiazídicos, 164

Divertículo de Meckel, 196

Dobutamina, 478

Doença(s)

- de Crohn, 496

- de Kawasaki, 145-148

- - acompanhamento do tratamento, 148

- - diagnóstico

- - - clínico, 145

- - - complementar, 147

- - sinais e sintomas, 146

- - tratamento, 147

- - tromboprofilaxia, 148

- de notificação compulsória, 511

- do refluxo, 14

- exantemáticas, 279

- - diagnóstico

- - - clínico, 279

- - - diferencial, 280

- falciforme, 357

- - crise dolorosa ou álgica, 358

- - critérios para internação hospitalar, 362

- - diagnóstico

- - - clínico, 358

- - - laboratorial, 357

- - febre/infecção, 358

- - tratamento, 359, 360

- - - das complicações na emergência, 360

- hemorrágica do recémnascido, 72, 197

- inflamatória intestinal, 197

- metabólicas hereditárias

- - acúmulo de substâncias complexas, 503

- - doenças que cursam com déficit energético, 504

- - pequenas moléculas, 502

- pulmonar

- - mista, 136

- - obstrutiva, 136

- renal crônica agudizada, 271

- - avaliação inicial, 272, 273

- - diagnóstico clínico, 272

- - etiologia, 272

- - indicação de admissão hospitalar, 274

- - tratamento, 274

- restritiva de baixa complacência, 136 Dor

- abdominal, 7, 8, 10, 409

- - aguda, 8, 409

- - - não cirúrgica, 8

- - caracterização da, 7

- - diagnóstico diferencial, 7

- - exames complementares, 10

- - manejo da dor, 10

- muscular, 14

- torácica, 13-15

- - cardiovascular, 15

- - diagnóstico

- - - clínico, 13

- - - complementar, 14

- - etiologia, 13

- - gastrintestinal, 15

- - musculoesquelética, 15

- - psicogênica, 15

- - respiratória, 15

- - tratamento, 15

Dosagem

- de ácidos orgânicos na urina, 506

- de acilcarnitinas no sangue, 505

- de aminoácidos no sangue, 505

Dose letal 50 (DL50), 461

X E

Ebastina, 422

Ecocardiograma, 14, 147

Ectima, 305, 306

Edema

- cerebral, 351, 396

- - citotóxico, 351

- grave, 256

- intersticial, 352

- vasogênico, 352

Embolia pulmonar, 15

Emergência hipertensiva, 262

Empiema pleural, 117

Encefalopatia(s), 496

- hepática, 203

- hipertensiva, 251

Encoprese, 496

Endocardites infecciosas, 149152

- critérios de Duke modificados, 151

- diagnóstico clínico, 150

- etiologia, 149

- exames complementares, 150

- indicação de internação hospitalar, 152

- tratamento clínico, 152

Enterobíase, 496

Enterocolite

- necrosante, 195

- no recém-nascido, 414

Enterorragia, 195

Enteroviroses, 282

Epiglotite, 119

Epinastina, 422

Epistaxe, 366

Equimoses, 366

Erisipela, 305, 306

Eritema

- infeccioso, 282

- marginado, 155

- tóxico neonatal, 45

Erros inatos do metabolismo, 501

- apresentação

- - aguda, 502

- - crônica, 502

- diagnóstico clínico, 502

- princípios para suspeita clínica, 501

- sinais de alerta, 502

Escala de coma de Glasgow, 335

- modificada para lactentes, 335

Escorpiões, 453

Esforço respiratório, 443

Esofagite, 197

Estado de mal epiléptico, 341, 342

- diagnóstico, 342

- fases do, 342

- tratamento, 342

Estafilococos, 303

Estenose hipertrófica de piloro, 413

Estratégia

- de ventilação mecânica invasiva, 135

- ventilatória protetora, 107

Estreptococos, 303

Estridor, 5

Etanol, 464

Etilenoglicol, 464

Evento hipoglicêmico, 401

Exacerbação de asma, 93

- alta e acompanhamento, 96

- avaliação inicial, 93

- classificação da gravidade, 94

- exame(s)

- - complementares, 93

- - físico, 93

- história clínica, 93

- indicações de internação, 95

- tratamento, 94

Exantema, 279, 282-284, 321

- maculopapular, 279

- petequial-purpúrico, 284

- súbito, 282

- vesicobolhoso, 283

Expansibilidade torácica, 443

Exposição, 6, 445

Extensão das queimaduras, 448

Extubação planejada, 107

X F

Faringoamigdalite aguda, 110

Farmacodermia, 321

- formas

- - graves de, 321

- - leves de, 321

Fármacos

- antiepilépticos, 343

- vasoativos, 478

Fasciíte necrosante, 305, 306

Febre(s)

- achados clínicos, 436

- antibioticoterapia empírica inicial, 437

- Chikungunya, 378

- etiologia, 435

- exames complementares, 436

- fisiopatologia, 436

- hemorrágicas, 284

- reumática, 155, 378

- - diagnóstico, 155

- - erradicação do foco, 157

- - exames complementares, 155

- - indicações de internação, 156

- - profilaxia secundária, 158

- - tratamento, 156-158

- - - da artrite, 157

- - - da cardite, 157

- - - da coreia, 158

- sem sinais localizatórios, 17, 21, 23

- - abordagem

- - - em crianças

- - - - <28 dias, 17

- - - - de 3 a 36 meses, 23

- - - em lactentes de 29 a 90 dias de vida, 21

- tratamento, 436

Fenda perineal, 496

Fenilcetonúria, 501

Fenitoína, 55, 344

Fenobarbital, 344

Fenotiazinas, 464

Ferro, 464

Fexofenadina, 422

Fibrilação atrial, 182

Fisioterapia respiratória, 102

Fissuras anais, 195

Fitomenadiona, 464

Flumazenil, 464

Flutter atrial, 182

Foliculite, 305, 306

Fomepizol, 464

Fórmula de Parkland modificada, 450

Fosforados, 464

Frequência respiratória, 443

Furúnculo, 305, 306

X G

Gasometria, 213, 505 - arterial e venosa, 213

Gastrite/úlcera péptica, 197

Gastrosquise, 416

Glicemia, 505

Glomerulonefrite pós-estreptocócica, 249

Glucagon, 403

Gorgolejo, 5

Gráfico de Lund-Browder, 449

X H

Haloperidol, 158

Hematêmese, 195

Hematoma(s), 366 - extradural, 469 - subdural, 469

Hematoquezia, 195

Hematúria, 366

Hemocomponentes, 369, 372 - modificados, 372

Hemocultura, 88

Hemodiluição, 165

Hemograma, 39, 88, 147, 505 - completo, 39 - e proteína C-reativa (PC-R), 88 - desidrogenase lática (DHL) e reticulócitos, 505

Hemorragia - digestiva, 195, 198 - - alta, 195, 198 - - baixa, 195, 198 - - diagnóstico clínico, 195 - - etiologia, 195 - - tratamento, 198 - subaracnóidea, 469

Hemotórax, 443

Hérnia inguinal encarcerada, 407

Hiato aniônico, 214

Hidroxicobalamina, 464

Hidroxiureia, 359

Hiperbilirrubinemia neonatal, 78

Hipercalcemia, 226

Hipercalemia, 220

Hiperfosfatemia, 233

Hipermagnesemia, 230, 232

Hipermobilidade articular, 379

Hipernatremia, 219

Hiperplasia adrenal congênita, 399, 400

- critérios de alta hospitalar, 400

- diagnóstico

- - clínico, 399

- - complementar, 400

- nodular, 197

- tratamento, 400

Hipertensão

- arterial na emergência pediátrica, 259

- intracraniana, 351-353

- - diagnóstico, 352

- - tratamento, 353

- pulmonar persistente neonatal, 163

Hipoalbuminemia, 147

Hipocalcemia, 226, 228

Hipocalemia, 221

Hipofosfatemia, 233

Hipoglicemia, 397, 444, 504

- diagnóstico, 401

- sinais e sintomas, 402

- tratamento, 402

Hipomagnesemia, 229, 231

Hiponatremia, 217, 218

- hipotônica, 218

Hipossulfito de sódio, 464

Hipovolemia ou injúria renal aguda, 256

X I

Ibuprofeno, 10

Icterícia neonatal, 75

- diagnóstico

- - clínico, 75

- - etiológico, 76

- manejo terapêutico, 79

Impetigo, 305

- bolhoso, 318

- crostoso ou não bolhoso, 317

Imunoglobulina, 147, 367

Infecção(ões)

- causadas por estreptococos e estafilococos, 303

- congênitas, 309-313

- de vias aéreas superiores, 109, 112

- do trato urinário, 237, 496

- - diagnóstico

- - - clínico, 237

- - - complementar, 238

- - - diferencial, 238

- - etiopatogenia, 237

- - investigação, 239

- - profilaxia, 239

- - tratamento, 239

- relacionadas a dispositivos invasivos, 306

- virais e bacterianas, 257

Inibidores da fosfodiesterase III, 163

Injúria renal aguda, 241

- classificações e escores, 243

- diagnóstico, 242

- - clínico, 242

- - complementar, 242

- etiopatogenia, 241

- pré-renal, 244

- tratamento, 245

- - conservador, 245

Insuficiência

- cardíaca, 163

- - congestiva, 167

- - - classificação, 167

- - - diagnóstico clínico, 168

- - - etiologias, 167

- - - fisiopatologia, 167

- - - indicação de admissão hospitalar, 169

- - - tratamento, 169

- hepática aguda, 201-203

- - avaliação laboratorial, 202

- - complicações, 203

- - diagnóstico, 201

- - etiologia, 201

- - manejo hidreletrolítico, 202

- - suporte nutricional, 203

- - tratamento, 202

- respiratória aguda, 105, 106

- - classificação gasométrica, 105

- - diagnóstico, 106

- - - clínico, 106

- - - complementar, 106

- - etiologia, 105

- - tratamento, 106

Insulinoterapia, 394

Interpretação da gasometria, 214

Intoxicações exógenas, 461

Invaginação intestinal, 196, 410

Isoniazida, 464

X L

Lactato, 505

Laringite

- espasmódica, 119

- viral, 119

Lavagem gástrica, 462

Lesão(ões)

- aguda de órgãos-alvo, 262 - axonal difusa, 469

- intracranianas, 469

Levetiracetam, 55, 344

Levocetirizina, 422

Lidocaína, 55

Linfonodomegalias, 37, 39, 40 - diagnóstico

- - clínico, 37 - - complementar, 39 - estudos de imagem, 39 - indicação de admissão hospitalar, 40 - tratamento, 40

Líquido cefalorraquidiano, 88

Loratadina, 422

Lorazepam, 343

X M

Malformações anorretais, 418

Mancha salmão, 45

Manejo

- da dor, 515 - de líquidos e suporte hemodinâmico, 449 - do paciente sob suspeita de intoxicação, 462

Máscara

- binasal curta, 132 - não reinalante, 125

Megacólon congênito, 195, 418

Meia-vida, 461

Melanose pustulosa, 46

Melena, 195

Meningoencefalites bacterianas, 293 - diagnóstico laboratorial, 294 - etiologia, 293 - manejo, 295 - quadro clínico, 293 - quimioprofilaxia, 296 Mercúrio, 464

Metanol, 464

Metemoglobinizantes, 464

Metoclopramida, 464

Método

- da palma da mão, 448 - de Lund-Browder, 448

Midazolam, 55, 142, 343

Miliária, 45, 46

- cristalina, 46 - profunda, 46 - rubra, 46

Milrinona, 478

Miocardites, 15, 175-177

- complicações, 177

- diagnóstico

- - clínico, 176

- - complementar, 176 - - diferencial, 176

- etiologia, 175

- tratamento, 176

Modalidades ventilatórias, 133

Monóxido de carbono, 465 Morfina, 10, 142

X N

N-acetilcisteína, 465 Naloxona, 465

Necrólise epidérmica tóxica, 322

Necrose asséptica da cabeça do fêmur, 379

Neoplasias vulvares e vaginais, 496

Neutropenia febril, 435

Nódulos subcutâneos, 155

Noradrenalina, 478

X O

Onfalocele, 416

Opioides, 465

Orquiepididimite, 408

Otite média aguda, 110

Oxigenoterapia, 102, 123

X P

Paracetamol, 10, 465

Patologias cirúrgicas do período neonatal, 413

Pediatric Asthma Severity Score, 94

Penfigoide bolhoso, 496

Pericardite, 15

- bacteriana, 175

- diagnóstico

- - complementar, 174

- - diferencial, 174

- - e estratificação de risco, 173

- etiologia, 173

- exercício/retorno às atividades, 175

- tratamento, 174

- tuberculosa, 175

- viral, 174

Petéquias, 366

Piridoxina, 464

Pneumatocele, 117

Pneumonia, 15

- adquirida na comunidade, 113, 115, 116

- - acompanhamento e reavaliação, 116

- - atípica, 113

- - complicações, 116

- - diagnóstico, 113

- - - clínico, 113

- - - complementar, 113

- - indicações de internação

- - - em unidade de terapia intensiva, 115

- - - hospitalar, 113

- - típica (bacteriana), 113

- - tratamento, 115

- necrosante, 117

Pneumotórax, 15, 443

Policitemia e hiperviscosidade no período neonatal, 71

Pólipos juvenis, 197

Politraumatizado, 441

Pressão

- arterial em menores de 18 anos de idade, 263

- inspiratória de pico, 130

- positiva

- - contínua de vias aéreas, 129

- - no final da expiração, 131

Priapismo, 359, 362

Proctocolite alérgica induzida por proteína alimentar, 196

Prolapso uretral, 496

Propofol, 344

Protocolo(s)

- de POCUS na emergência pediátrica, 486

- Rapid Ultrasound for Shock (RUSH), 486

Punção de liquor, 335

Púrpura(s) , 366

- de Henoch-Schönlein, 381, 382

- - diagnóstico, 382

- - indicações de internação, 382

- - prognóstico, 382

- - quadro clínico, 381

- - tratamento, 382

Pustulose cefálica benigna, 46

X Q

Queimaduras, 447

- analgesia, 451

- classificação por profundidade, 447

- cuidados pós-estabilização, 451

- de espessura

- - parcial superficial e profunda (de segundo grau), 447

- - total (de terceiro grau), 447

- exames complementares, 448 - extensão, 448

- profundas (de quarto grau), 447

- situações especiais, 451 - superficiais (de primeiro grau), 447

- suporte nutricional, 451

- tratamento, 448

X R

Radiografia de tórax, 14, 88

Rasburicase, 431

Reação(ões)

- adversa a fármacos, 321 - transfusionais, 369, 371, 372

Reanimação

- cardiorrespiratória, 479

- - tratamento, 479

- volêmica, 142, 477

Rebaixamento do nível de consciência, 333

Regra dos nove, 448, 450

Remoção de metabólitos tóxicos, 507

Reposição

- de eletrólitos e bicarbonato, 394

- de potássio, 391

Resfriado comum, 109

Respiração, 3, 443

Responsividade a líquidos e tolerância a líquidos, 477

Rinofaringite aguda, 109

Rinossinusite bacteriana aguda, 109

Ronco, 5

Rubéola, 281, 282

Rupatida, 422

X S

SAMPLE, 6

Sangue materno deglutido, 197

Sarampo, 279

Saturação de O2, 443

Sensibilizador dos canais de cálcio, 164

Sepse, 85, 297

- apresentação clínica, 300 - grave, 298

- neonatal, 85

- - agentes etiológicos, 86

- - antibioticoterapia, 89

- - definição, 85

- - diagnóstico, 87

- - - clínico, 87

- - epidemiologia, 85

- - exames complementares, 87

- - fatores de risco, 85

- - medidas

- - - de suporte, 89

- - - preventivas, 90

- - precoce, 85

- - tardia, 85

- - tratamento, 89

- - - do choque, 89

- tratamento, 300

Sequestro esplênico, 358, 362

Serpentes, 453

Sibilo, 5

Sífilis, 313

Síndrome(s)

- anticolinérgica, 463

- clínicas em toxicologia, 463

- colinérgica, 463

- da pele escaldada estafilocócica, 305, 306

- de aspiração de mecônio, 64

- de choque tóxico, 305

- de crupe, 119, 120

- - diagnóstico, 119

- - - diferencial, 119

- - tratamento, 120

- de desconforto respiratório do recém-nascido, 62

- de Guillain-Barré, 347, 348

- - complicações e seu manejo, 348

- - diagnóstico, 347

- - tratamento, 348

- de herniação, 469

- de hipersensibilidade induzida por fármacos, 322

- de lise tumoral, 429

- - estratificação de risco, 429, 430

- - profilaxia, 429, 432, 433

- - tratamento, 429, 431, 432

- de Mallory-Weiss, 197

- de Parinaud, 352

- de resposta inflamatória sistêmica, 298

- de Stevens-Johnson, 322

- estafilocócica de choque tóxico, 306

- extrapiramidal, 463

- hepatorrenal, 204

- hipnótica sedativa narcótica, 463

- nefrítica, 249

- - acompanhamento do tratamento, 251

- - complicações frequentes e seu manejo, 251

- - diagnóstico

- - - clínico, 249

- - - complementar, 250

- - indicação de admissão hospitalar, 250

- - tratamento, 250

- nefrótica, 253

- - diagnóstico

- - - clínico, 253

- - - complementar, 254

- - etiologia, 253

- - indicação

- - - de admissão hospitalar, 254

- - - para encaminhamento a um nefrologista pediátrico, 255

- - terapia complementar, 256

- - tratamento, 254

- simpaticomimética, 463

- torácica aguda, 359, 362

Sinéquia de pequenos lábios, 496

Sinovite transitória, 385, 386

- diagnóstico

- - clínico, 385

- - complementar, 386

- - laboratorial, 386

- - por imagem, 386

- etiologia, 385

- exame físico, 385

- história clínica, 385

- indicações de internação hospitalar, 386

- prognóstico, 386

- tratamento, 386

Sistema

- de informação

- - de agravos de notificação (SINAN), 512

- - sobre mortalidade, 512

- - sobre nascidos vivos (SINASC), 512

- de Venturi, 124

- nervoso central, 444

Solução salina hipertônica, 102 Staphylococcus aureus, 304, 317

Streptococcus

- agalactiae, 304

- pneumoniae, 304

- pyogenes, 304, 317

- viridans, 304

Sulfato de magnésio, 102, 184

Suplementação do produto, 507

Suporte avançado de vida pediátrico (ABCDE), 448

X T

Tamponamento cardíaco, 175

Taquiarritmias, 179

- quadro clínico, 179

Taquicardia

- atrial, 182

- paroxística supraventricular, 180

- sinusal, 180

- ventricular, 182, 183

- - monomórfica, 183

- - polimórfica, 183

Taquipneia transitória do recém-nascido, 61

Tempo

- de protrombina, 505

- de tromboplastina parcial ativada, 505

Terapia

- de redução de substrato, 507

- de reposição enzimática, 507

- de substituição renal, 246

- farmacológica com chaperona, 507

- gênica, 508

Teste de respiração espontânea, 108

Tiopental, 344

Tiossulfato de sódio, 464

Tipos de líquidos, 391

Tomografia de crânio sem contraste, 334

Torção

- de apêndice testicular, 408

- de testículo, 407

Toxicidade, 461

Tóxico, 461

Toxicocinética, 461

Toxicodinâmica, 461

Toxina, 461

Toxoplasmose, 311, 313

Tramadol, 10

Transaminases, 147, 505

- e gamaglutamil transferase, 147

Transdutores, 485

Transfusão

- de concentrado

- - de hemácias, 370

- - de plaquetas, 371

- de hemocomponentes, 369

- de plaquetas, 367

Transplante de células-tronco

hematopoéticas e de medula

óssea, 507

Traqueíte bacteriana, 119

Tratamento da desidratação, 192

Trauma(s), 379

- pediátricos, 441

Traumatismo cranioencefálico, 467, 470

- diagnóstico, 467

- tratamento, 470

Triângulo de avaliação pediátrica (TAP), 3

Tricomoníase no período neonatal, 496

Trombocitopenia imune primária, 365, 366

- diagnóstico clínico, 365

- epidemiologia, 365

- etiopatogenia, 365

- tratamento, 365

Tromboprofilaxia, 148

Trombose, 256

Troponina, 14

Tuberculose, 379

X U

Ultrassonografia point of care (POCUS), 485

Urgências inguinoescrotais, 407

Urticária, 421, 424

- crônica, 424

- diagnóstico, 421

- etiologia, 421

- tratamento, 421

X V

Vacinação, 257

Variações anatômicas do hímen, 496

Varicela, 283

Varizes esofágicas, 197

Vasodilatadores, 164

Vasopressina, 478

Ventilação

- com pressão

- - de suporte, 134

- - positiva intermitente, 130

- com volume garantido, 133

- controlada

- - a pressão, 134

- - a volume, 134

- mecânica, 133

- neonatal, 133, 135

- pediátrica, 134, 135

Via aérea, 442

Vigilância epidemiológica, 511

Vírus de imunodeficiência

humana, 313

Vitamina K, 464

Volume de líquidos, 390

Volvo de intestino médio, 195

Vômitos, 29-31

- abordagem clínica, 29

- causas, 29

- investigação laboratorial, 30

- tratamento, 31

X Z

Zika, 291

- diagnóstico, 291

- quadro clínico, 291

- tratamento, 291

Manual de Urgências e Emergências Pediátricas – Do Raciocínio Clínico à Prática Assistencial foi elaborado com o objetivo de oferecer suporte prático e atualizado aos profissionais de saúde que atuam na urgência e na emergência, auxiliando na tomada de decisões seguras e eficazes.

A obra aborda, de forma sistematizada, os principais sinais e sintomas, as afecções do recém-nascido, as emergências clínicas e cirúrgicas mais prevalentes, o atendimento ao traumatismo e o manejo do paciente crítico, incluindo reanimação e ultrassonografia à beira do leito. Os capítulos foram organizados para permitir consulta rápida, aliando embasamento teórico ao raciocínio clínico e à prática assistencial.

O livro reflete o compromisso com uma pediatria integral, contemplando não apenas o tratamento das urgências, mas também temas éticos e sociais relevantes.

Área de interesse Pediatria

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