Laser Endovenoso – Princípios, Técnicas e Aplicações Clínicas
Acessos Vasculares
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A editora e os autores deste livro não mediram esforços para assegurar dados corretos e informações precisas. Entretanto, por ser a medicina uma ciência em permanente evolução, recomendamos aos nossos leitores recorrer à bula dos medicamentos e a outras fontes fidedignas, bem como avaliar, cuidadosamente, as recomendações contidas no livro em relação às condições clínicas de cada paciente.
ORGANIZADORES
Alexandre Dell’Agnolo Antonaccio
Especialista em Cirurgia Vascular pelo Instituto de Cirurgia Vascular e Endovascular de São Paulo (ICVE-SP).
Especialista em Cirurgia Vascular pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV)/Associação Médica Brasileira (AMB).
Doutorando em Ciência Cirúrgica Interdisciplinar da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Sócio e Médico-cirurgião da Clínica Antonaccio Vascular, SP.
Fundador e Preceptor do Curso Venolaser.
Paulo Dell’Agnolo Antonaccio
Especialista em Cirurgia Vascular pelo Instituto de Cirurgia Vascular e Endovascular de São Paulo (ICVE-SP) e pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV).
Doutorando em Programa de Saúde Baseada em Evidências da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Médico-cirurgião da Clínica Antonaccio Vascular, SP. Fundador e Preceptor do Curso Venolaser.
Pedro Paulo de Mendonça Antonaccio
Cirurgião Vascular pelo Hospital São Camilo, SP.
Especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV).
Fundador e Preceptor do Curso Venolaser.
Sergio Quilici Belczak
Doutor e Pós-doutor pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
Diretor-executivo do Grupo Belczak de Saúde e Ensino.
Especialista em Cirurgia Vascular e Endovascular pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV).
Laser Endovenoso – Princípios, Técnicas e Aplicações Clínicas
Av. Franklin Roosevelt, 194 s/l. 204 – Castelo 20021-120 – Rio de Janeiro – RJ
Tel: 55(21) 2262-3779
E-mail: rubio@rubio.com.br www.rubio.com.br
Impresso no Brasil
Printed in Brazil
Colaboradores
Adbeel Franco Barbosa
Graduado em Medicina.
Residência Médica em Cirurgia Geral e Cirurgia
Vascular pelo Centro Universitário Serra dos Órgãos (Unifeso), Teresópolis – RJ.
Especialista em Cirurgia Vascular e Endovascular pelo Instituto de Cirurgia Vascular e Endovascular de São Paulo (ICVE-SP).
Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia (SBLMC) e da Associação Brasileira de Flebologia e Linfologia (ABFL).
Adriano Carvalho Guimarães
Cirurgião Vascular e Endovascular.
Especialista em Ultrassonografia Vascular com Doppler pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV)/Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR).
Diretor da V&P Health – Hospital-dia, Santo Antônio da Platina, PR.
Alexandre Reis e Silva
Graduado em Medicina pela Universidade Regional de Blumenau, SC.
Cirurgião Vascular pela Santa Casa de Misericórdia de Santos, SP.
Especialista em Cirurgia Vascular pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV).
Monitor do Grupo de Ensino Médico ECCOS Cursos. Membro da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia (SBLMC).
Caio César Faciroli Contin Silva
Graduado em Medicina pela Universidade Federal Fluminense (UFF).
Cirurgião Geral da Santa Casa de Misericórdia de Franca, SP.
Cirurgião Vascular da Santa Casa de Misericórdia de Limeira, SP.
Especialista em Cirurgia Vascular e Cirurgia Endovascular pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV).
Charles Angotti Furtado de Medeiros
Mestre e Doutor em Cirurgia Vascular pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), SP.
Especialista em Cirurgia Vascular, Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV).
Charles Esteves Pereira
Cirurgião Vascular e Endovascular.
Ecografista Vascular pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV)/Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR).
Professor e Mentor de Flebologia Estética.
Membro Titular da SBACV.
Membro do College of Phlebology, Londres.
Membro da American Vein and Lymphatic Society, EUA.
Carolina Dutra Queiroz Flumignan
Cirurgiã Vascular.
Professora de Cirurgia Vascular e Semiologia do Centro Universitário São Camilo, SP.
Daniel Amatuzi
Graduado em Medicina pela Universidade Severino Sombra – Vassouras, RJ.
Residência Médica em Cirurgia Geral e Cirurgia
Vascular pela Santa Casa de Misericórdia de Santos, SP.
Criador da Técnica Ablação Térmica Total Assistida (ATTA).
Daniela Santos Bandeira
Cirurgiã Vascular, Angiorradiologista e Cirurgiã Endovascular.
Danilo Fernandes da Silva
Residência Médica em Cirurgia Vascular e Endovascular pela Faculdade de Medicina de São
José do Rio Preto (Famerp), SP.
Especialista em Cirurgia Vascular, Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV).
Preceptor da Residência Médica em Cirurgia Vascular e Endovascular do Hospital de Base de São José do Rio Preto, SP.
Fundador, Coordenador e Professor do Curso Prático em Acesso Vascular Ecoguiado (CPAVE).
Elias Arcenio Neto
Especialista em Cirurgia Vascular pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV).
Cirurgião pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV).
Especialista em Ecografia Vascular pelo Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR).
Radiologista Intervencionista pela Sociedade Brasileira de Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (Sobrice).
Sócio-fundador do Instituto de Excelência Vascular e ECCOS Cursos.
Ellen Binotto de Castro
Cirurgiã Vascular.
Especialista em Cirurgia Vascular pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV).
Preceptora do Curso Venolaser.
Felipe Caetano Mamprim
Graduado em Medicina e Residência Médica em Cirurgia Vascular pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Master Business Administration (MBA) em Gestão de Negócios em Saúde pela FAE Business School, PR.
Fellow em Vascular Medicine pelo Jobst Vascular Center, EUA.
Doutorando do Programa de Pós-graduação em Ciência Cirúrgica Interdisciplinar da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Felipe Coelho Neto
Cirurgião Vascular e Membro Titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV).
Especialista em Cirurgia Vascular pela SBACV/Associação Médica Brasileira (AMB).
Especialista em Ecografia Vascular pela SBACV/CBR/ AMB.
Mestre e Doutor em Ciências Médicas pela Universidade de Brasília (UnB).
Pesquisador Visitante em Flebologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
Sócio-diretor do Hospital Vascular de Londrina, PR.
Coordenador do FleboCurso.
Fernando Trés Silveira
Especialista em Cirurgia Vascular pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV).
Especialista em Cirurgia Endovascular pela SBACV. Especialista em Doppler Vascular pelo Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) e pela SBACV.
Mestre em Pesquisa em Cirurgia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
Master Business Administration (MBA) em Gestão Empresarial pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Coordenador do FleboCurso.
Gabriel Mazoni
Cirurgião Vascular pelo Instituto de Cirurgia Vascular e Endovascular de São Paulo (ICVE-SP).
Especialista em Cirurgia Vascular pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV).
Especialista em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular pela SBACV.
Mestre em Ciências Cirúrgicas pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Coordenador das disciplinas de Clínica Cirúrgica I e II da Faculdade de Medicina de Barbacena (Fame), MG.
Coordenador do Serviço de Cirurgia Vascular e Endovascular do Hospital Ibiapaba CEBAMS, MG.
Gabriel Viarengo
Cirurgião Vascular pela Pontifícia Universidade
Católica de Campinas (PUC-Campinas), SP.
Título de Especialista em Cirurgia Vascular pelo Ministério da Educação (MEC).
Título de Especialista em Ecografia Vascular com Doppler pelo Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR).
Cirurgia Endovascular pelo CECE.
Ilustrador Médico.
Coordenador do Serviço de Cirurgia Vascular da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, SP.
Diretor Clínico da Clínica Viarengo e do Instituto Lipevitae.
Gabriela Leopoldino da Silva
Residência Médica em Cirurgia Vascular e Ecografia Vascular com Doppler pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), SP.
Especialista em Cirurgia Vascular pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) e pelo Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR).
Preceptora da Residência Médica de Angiologia e Cirurgia Vascular do Hospital de Base de São
José do Rio Preto, SP.
Professora da Famerp e do CPAVE.
Autora do livro Guia Prático de Acesso Vascular Ecoguiado.
Mestranda em Ciências da Saúde pela Famerp.
Gustavo Braga Murta
Membro Titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV).
Membro da Equipe de Cirurgia Vascular da Rede Mater Dei de Saúde, BH.
Gusthavo Tomasi Perin
Residência Médica em Cirurgia Geral no Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, SP.
Especialista em Cirurgia Vascular e Endovascular pelo Instituto de Cirurgia Vascular e Endovascular de São Paulo (ICVE-SP).
Especialista pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV).
Ex-preceptor do Curso Venolaser (2022-2024).
Igor Miguel Martins
Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Campos (FMC), RJ.
Residência Médica em Cirurgia Geral, Vascular e Endovascular pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
Fellow Vascular Medicine pelo AZ Sint-Blasius – Dendermonde, Bélgica.
Diretor Médico da Venus Clinic, RJ.
Jales Silvestre de Nogueira Braga
Especialista em Medicina Intensiva pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib).
Especialista em Cardiologia, Ecografia e Ergometria pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).
Médico do Departamento de Ecocardiografia do Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia/Albert Einstein e do ING.
Fundador, Coordenador e Professor do Curso Prático em Acesso Vascular Ecoguiado (CPAVE).
Autor do livro Guia Prático de Acesso Vascular Ecoguiado.
Júlia Kaori Nishi
Cirurgiã e Ecografista Vascular.
Professora Colaboradora da Disciplina de Cirurgia Vascular do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC).
Professora Colaboradora da Disciplina de Ecografia Vascular com Doppler da FMABC.
Professora de Habilidades Cirúrgicas na Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), SP.
Laís Palitot M. C. Carmo
Graduação em Cirurgia Geral e Cirurgia Vascular pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), MG
Residência Médica em Cirurgia Geral e Cirurgia Vascular pela UFU, MG.
Especialista em Cirurgia Vascular pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV).
Área de Atuação em Ecografia Vascular com Doppler pelo Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR).
Mestranda em Medicina pela UFU, MG.
Médica Cirurgiã Vascular do Instituto Palitot –Uberlândia, MG.
Larissa Yukari Tozaki Tamada Cirurgiã Vascular.
Aluna de Pós-graduação da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Lessina Coelho
Engenheira Civil com dupla atribuição para Engenharia em Segurança do Trabalho.
Pós-graduada em: Avaliação de Imóvel com ênfase em Inferência Estatística, Cálculo Estrutural e Fundações, Engenharia Diagnóstica, Engenharia Ferroviária, Geologia, Gestão Portuária, Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), Modernização e Infraestrutura Portuária, Patologia da Construção Civil, Perícia e Projetos de Fundações e Contenções.
Lígia Caon Pereira
Cirurgiã Vascular e Endovascular.
Preceptora do Departamento de Flebologia do PRM do Hospital Nossa Senhora da Conceição – Porto Alegre, RS.
Lucas Barbosa
Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Residência Médica em Cirurgia Vascular no Hospital Federal dos Servidores do Estado, RJ. Diretor Médico da Clínica Neoven, RS.
Luciano Amaral Domingues
Membro Titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV).
Especialista em Cirurgia Vascular, Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular e Ecografia Vascular com Doppler pela SBACV/Associação Médica Brasileira (AMB).
Ex-presidente da SBACV, RS.
General Treasurer da Union International of Angiology.
Luis Carlos Uta Nakano
Cirurgião Vascular.
Professor Associado Livre-docente da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Luiz Marcelo A. Viarengo
Cirurgião Vascular e Endovascular. Ecografista Vascular.
Membro Titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV).
Doutor em Cirurgia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), SP.
Maraísa Fernanda Martins Ferreira de Souza
Cirurgiã Vascular.
Especialista em Cirurgia Vascular pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV).
Pós-graduada em Gestão e Saúde pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).
Preceptora do Curso Venolaser, SP.
Marcelo Halfen Grill
Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
Cirurgião Geral pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP).
Cirurgião Vascular pelo HC-FMUSP.
Mestre e Doutorando em Pesquisa em Cirurgia pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (FCMSCSP).
Cirurgião Endovascular/Radiologista Intervencionista pelo Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR)/ Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV).
Eco-Doppler Vascular pelo CBR/SBACV.
Flebologista da Clínica Miyake, SP.
Vice-presidente do International Meeting on Aesthetic Phlebology (IMAP).
Marcos Maraskin Fonseca
Mestre em Medicina pelo Programa de Pós-graduação (PPG) em Ciências Cirúrgicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Cirurgia Vascular e Endovascular.
Título de Especialista em Cirurgia Vascular, Endovascular e Ecografia Vascular com Doppler pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV)/Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR).
Former Professor de Medicina – Cirurgia da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).
Master Business Administration (MBA) em Gestão de Negócios em Saúde.
MBA em Comportamento, Psicologia e Ciências do Comportamento.
Maria Lúcia Ferreira Egoroff
Cirurgiã Vascular pela Beneficência Portuguesa de São Paulo.
Membro Titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV).
Especialista em Cirurgia Vascular pela SBACV/ Associação Médica Brasileira (AMB).
Mateus Alves Borges Cristino
Médico pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Doutorando em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Membro Titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV).
Especialista em Cirurgia Vascular pela SBACV.
Especialista em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular pela SBACV e pelo Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR).
Especialista em Ecografia Vascular com Doppler pela SBACV e pelo CBR.
Nara Medeiros Cunha de Melo Vasconcelos
Graduada em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Cirurgiã Geral pela UFRN.
Cirurgiã Vascular pelo Hospital Barão de Lucena (HBL-SES), PE.
Mestre em Ciências da Saúde pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (FCMSCSP).
Membro Titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV).
Coordenadora do Departamento de Doenças Venosas da SBACV – Subgrupo Termoablação.
Coordenadora dos Guidelines Brasileiros de Termoablação da SBACV.
Especialista em Cirurgia Vascular e em Eco-Doppler Vascular pela SBACV/Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR).
Preceptora do Departamento de Eco-Doppler da UFRN.
Desenvolvedora da Técnica de Termoablação de Tributárias Varicosas Endovenosa e Extravenosa (TEThA; do inglês, Transfixing Endovenous Thermal Ablation).
Nasser Hussein Mahfouz
Especialista em Cirurgia Vascular, Angiorradiologia e Endovascular.
Título de Especialista em Cirurgia Vascular, Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV).
Mestre em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Professor na área de Cirurgia Vascular e Coordenador em Habilidades Médicas na Medicina pelo Centro Universitário de Várzea Grande (Univag), MT.
Fundador e Coordenador e Diretor Médico da Angiomedic – Cuiabá, MT.
Paulo Henrique Veloso de Araújo
Especialista em Cirurgia Vascular e Endovascular pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV).
Médico-cirurgião Vascular do Instituto Palitot –Uberlândia, MG.
Régis Fernando Angnes
Membro Titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV).
Ex-presidente da SBACV, RS – 2020-2023. Ex-diretor de Patrimônio da SBACV – 2024-2025.
Presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers).
Renata Camila Barros Rodrigues
Médica Cirurgiã pela Faculdade de Medicina de Marília (Famema), SP.
Cirurgiã Geral e Cirurgiã Vascular pela Famema. Mestre em Ciências da Saúde pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (FCMSCSP).
Robson Barbosa de Miranda Angiologista, Cirurgião e Ecografista Vascular. Fundador e Proprietário da Clínica Fluxo de Cirurgia Vascular, SP.
Fundador e Proprietário da Fluxo Cursos e Treinamentos em Saúde.
Fundador e Coordenador da comunidade Clube do Doppler.
Sócio e Scientific Advisor da Healthtech Brasil. Professor Voluntário da Disciplina de Cirurgia Vascular da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
Professor Colaborador da Disciplina de Cirurgia Vascular da Faculdade de Medicina da Fundação ABC.
Diretor Adjunto de Inovação da Associação Paulista de Medicina – Regional São Bernardo do Campo/Diadema, SP.
Rodrigo Bono Fukushima Médico-cirurgião Vascular formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
Especialista em Cirurgia Vascular, Ecografia Vascular e Angiorradiologia pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV)/ Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR).
Rodrigo Gomes de Oliveira
Especialista em Cirurgia Vascular pela Sociedade
Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV).
Especialista em Cirurgia Endovascular pela SBACV.
Especialista em Ecografia Vascular com Doppler pelo Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) e SBACV.
Mestre em Pesquisa em Cirurgia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).
Master Business Administration (MBA) em Gestão em Saúde pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).
Coordenador do FleboCurso.
Diretor do Hospital Vascular de Londrina, PR.
Rodrigo Kikuchi
Cirurgião Vascular.
Doutor em Ciências da Saúde.
Preceptor de Cirurgia Vascular da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
Master Business Administration (MBA) em Gestão de Negócios pela EEFGV-SP.
Sócio-fundador do Instituto de Excelência Vascular e ECCOS Cursos.
Membro Titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV).
Membro Internacional da Society for Vascular Surgery (SVS), American Venous Forum (AVF), American Vein and Lymphatic Society (AVLS) e International Compression Club (ICC).
Ronald Luiz Gomes Flumignan Cirurgião Vascular.
Professor Adjunto Livre-docente da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Dedicatórias
Ao nosso pai, Pedro Paulo de Mendonça Antonaccio, mestre na vida e na Medicina, cuja excelência como cirurgião vascular e cuja grandeza como ser humano moldaram nossa formação e continuam a orientar nossas escolhas.
Alexandre Dell’Agnolo Antonaccio e Paulo Dell’Agnolo Antonaccio
Dedico à Sra. Cleide Ema Quilici, que cuida de toda a nossa família com imensa competência, dedicação e profundo carinho.
Sergio Quilici Belczak
Agradecimentos
Esta obra nasce da confiança, da colaboração e do compromisso com a ciência.
Aos pacientes, que legitimam cada avanço e dão sentido à prática médica.
Aos colegas cirurgiões vasculares, que compartilham conhecimento, desafios e responsabilidades na construção de uma especialidade cada vez mais sólida.
À família, presença constante e alicerce indispensável de toda essa jornada.
Os Organizadores
Apresentação
A ablação endovenosa a laser consolidou-se, nas últimas duas décadas, como uma das mais relevantes inovações no tratamento da insuficiência venosa crônica. O que inicialmente representava uma alternativa minimamente invasiva à cirurgia convencional evoluiu para uma plataforma terapêutica sofisticada, sustentada por avanços tecnológicos, refinamento técnico e crescente embasamento científico.
Esta obra nasce da necessidade de reunir, de forma sistematizada e aprofundada, os fundamentos físicos, os princípios técnicos e as aplicações clínicas do laser endovenoso. Tratase do primeiro livro integralmente dedicado a essa técnica, abordando desde os conceitos básicos até as estratégias mais modernas de ablação térmica em diferentes cenários anatômicos e clínicos.
Para compor esta publicação, foram convidados alguns dos mais experientes especialistas do Brasil e colaboradores internacionais, cada um responsável por capítulos alinhados
às áreas em que possuem maior expertise prática e científica. O resultado é uma construção coletiva, plural e rigorosamente fundamentada, que reflete a maturidade da técnica no cenário contemporâneo.
Ao longo dos capítulos, desvendamos princípios físicos essenciais, discutimos parâmetros técnicos com precisão, analisamos evidências científicas atualizadas e apresentamos aplicações clínicas baseadas em experiência consolidada e medicina baseada em evidência. A proposta não é apenas descrever uma técnica, mas aprofundar sua compreensão, padronizar condutas e contribuir para a prática segura e eficiente da ablação endovenosa. Esperamos que esta obra sirva como referência para cirurgiões vasculares, residentes e profissionais dedicados ao tratamento das doenças venosas, estimulando a reflexão crítica, o aprimoramento técnico e a constante atualização científica.
Os Organizadores
Prefácio
O estudo e o diagnóstico da insuficiência venosa crônica e de sua principal manifestação clínica, as varizes, provocaram nas últimas décadas uma profunda transformação na forma como a comunidade médica compreende e trata essa patologia. Esse avanço resultou na incorporação de diferentes estratégias terapêuticas com o objetivo de corrigir o refluxo venoso e restaurar a hemodinâmica normal dos membros inferiores.
A introdução da ultrassonografia Doppler nas décadas de 1980 e 1990 foi um marco decisivo, pois permitiu a análise detalhada dos sistemas venosos superficial e profundo, impulsionando o desenvolvimento de novas abordagens diagnósticas e terapêuticas. Entre elas, destaca-se a técnica CHIVA (cura conservadora hemodinâmica da insuficiência venosa ambulatorial), idealizada pelo Dr. Claude Franceschi, que representou o início de uma nova era no tratamento hemodinâmico das varizes.
Sob a premissa das técnicas minimamente invasivas e endoluminais, desenvolvi o procedimento de ablação endovenosa a laser (do inglês, endovenous laser ablation), também conhecido como laser endovenoso. Esse método foi objeto da minha dissertação de mestrado apresentada em 1998 à Universidade das Ilhas Baleares e posteriormente divulgada no Capítulo Espanhol de Flebologia, em maio de 1999. No mesmo ano, apresentei
os primeiros resultados clínicos no Congresso Internacional de Flebologia, realizado em Bremen, na Alemanha.
A primeira publicação sobre o método, intitulada “Tratamiento endoluminal de las varices con láser de diodo: estudio preliminar”,* tinha como objetivo empregar a fibra óptica do laser de diodo por via endoluminal para promover o selamento e a oclusão dos pontos de refluxo e das comunicações venovenosas, por meio do efeito fototérmico gerado pela energia fotônica absorvida pelo endotélio venoso.
Os resultados iniciais foram extremamente promissores. Duas abordagens foram testadas: por fibroendoscopia flexível e por via percutânea sob controle ultrassonográfico, ambas demonstrando eficácia e segurança. Posteriormente, em colaboração com os Drs. Luis Navarro e Robert Min (The Vein Treatment Center – Nova York, EUA), foi desenvolvido e aprovado pelo IRB (Chesapeake Research Review, Inc.) um protocolo terapêutico para tratar não apenas o ponto de refluxo, mas todo o trajeto da veia incompetente.**
*Boné C. Tratamiento endoluminal de las varices con láser de diodo: estudio preliminar. Rev Patol Vasc. 1999; 1:31-39.
**Este trabalho culminou na publicação do artigo seminal: Navarro L, Boné C. Endovenous laser: a new minimally invasive method of treatment for varicose veins – preliminary observations using an 810nm diode laser. Dermatol Surg. 2001; 27(2):117-22.
A partir deste momento, o avanço do laser endovenoso foi contínuo e irreversível. A técnica foi gradualmente incorporada em centros de referência ao redor do mundo, consolidando-se como método de primeira escolha para o tratamento das veias safenas e de refluxos tronculares incompetentes.
Os resultados clínicos apresentados por diferentes grupos em diversos países são consistentes: altas taxas de oclusão, baixos índices de complicações e elevada satisfação dos pacientes. É importante ressaltar que o laser não representa a única técnica resolutiva, mas, sim, uma tecnologia em constante evolução, que pode ser associada a outras modalidades terapêuticas para alcançar resultados ainda mais satisfatórios.
Encerrando este prefácio, manifesto minha gratidão a todos os colegas que acreditaram na técnica e a incorporaram em sua prática clínica, bem como à indústria que, com inovação contínua, tem desenvolvido geradores e fibras cada vez mais precisos e seguros.
Após mais de 25 anos de experiência clínica e científica, posso afirmar que o laser endovenoso proporcionou enormes benefícios tanto aos pacientes quanto à comunidade médica. Continuamos a aperfeiçoar essa tecnologia, sempre com o mesmo propósito: melhorar os resultados e oferecer tratamentos mais seguros, eficazes e menos invasivos.
Carlos Boné Salat Bacharel em Medicina e Cirurgia pela Universidade Autônoma de Barcelona. Residência em Cirurgia Cardiovascular no Hospital Universitário Nuestra Señora del Mar, Barcelona. Treinamento em Flebologia no The Vein Treatment Center – Nova York, EUA. Flebologista desde 1985 – Clínica Dr. Carlos Boné. Inventor e Pioneiro da Terapia por Laser Endovenoso (EVLT). Inventor e Pioneiro da Técnica de Ablação Endovenosa com Espuma (ELAF). Coordenador do Departamento de Flebologia e Estética da Clínica Universitária EME, Barcelona, Espanha.
Sumário
1 Insuficiência Venosa Crônica: Bases e Indicações do Laser Endovenoso
Pedro Paulo de Mendonça Antonaccio Caio César Faciroli Contin Silva
Sergio Quilici Belczak
2 Evolução Histórica do Tratamento a Laser: da Inovação à Consolidação Clínica
Alexandre Dell’Agnolo Antonaccio Charles Angotti Furtado de Medeiros Gusthavo Tomasi Perin Paulo Dell’Agnolo Antonaccio
3 Princípios Físicos e Mecanismos de Ação do Laser Endovenoso
Rodrigo Kikuchi
4 Geradores de Laser, Fibras Ópticas e suas Aplicações
Alexandre Dell’Agnolo Antonaccio Felipe Coelho Neto Fernando Trés Silveira Rodrigo Gomes de Oliveira 5
Laís Palitot M. C. Carmo Paulo Henrique Veloso de Araújo Alexandre Dell’Agnolo Antonaccio
Júlia Kaori Nishi Robson Barbosa de Miranda 7 Punção Ecoguiada
Gabriela Leopoldino da Silva Danilo Fernandes da Silva Jales Silvestre de Nogueira Braga
8 Tipos de Anestésicos e Anestesias para Tratamento de Varizes com Uso de Laser Endovenoso
Nasser Hussein Mahfouz
10
Tumescência e seus Tipos
Larissa Yukari Tozaki Tamada Felipe Caetano Mamprim
Carolina Dutra Queiroz Flumignan Luis Carlos Uta Nakano
Ronald Luiz Gomes Flumignan
Tratamento de Veias Safenas
Alexandre Dell’Agnolo Antonaccio Pedro Paulo de Mendonça Antonaccio
Paulo Dell’Agnolo Antonaccio Ronald Luiz Gomes Flumignan
Luis Carlos Uta Nakano Gabriel Viarengo
11
12
Tratamento de Veias Perfurantes com Ablação Endovenosa a Laser .
Rodrigo Bono Fukushima Paulo Dell’Agnolo Antonaccio Maria Lúcia Ferreira Egoroff
22
Elias Arcenio Neto Rodrigo Kikuchi
Laser Endovenoso em Ambiente Ambulatorial
Alexandre Reis e Silva
23 Consultório para Laser Endovenoso: Estrutura, Equipamentos e Regulação
Alexandre Reis e Silva Lessina Coelho
24 Complicações da Termoablação: Diagnóstico, Prevenção e Manejo Prático
Maraísa Fernanda Martins Ferreira de Souza Ellen Binotto de Castro Gabriel Viarengo Paulo Dell’Agnolo Antonaccio
25 O Futuro do Laser Endovenoso: Comprimento de Onda 1 .940nm e Fibra Infinita
Felipe Caetano Mamprim Luiz Marcelo A. Viarengo Gabriel Viarengo Luis Carlos Uta Nakano Ronald Luiz Gomes Flumignan
26 Diretrizes Atuais para Ablação Térmica Endovenosa: uma Análise Crítica e Comparativa de Guidelines Internacionais
Gabriel Viarengo Felipe Caetano Mamprim Luiz Marcelo A. Viarengo
Índice
4 Geradores de Laser, Fibras Ópticas e suas Aplicações
ALEXANDRE DELL’AGNOLO ANTONACCIO FELIPE COELHO NETO FERNANDO TRÉS SILVEIRA RODRIGO GOMES DE OLIVEIRA
INTRODUÇÃO
A evolução da tecnologia do laser endovenoso tem sido contínua, com múltiplas interações que aprimoraram tanto os geradores de laser quanto as fibras ópticas utilizadas. Embora o mecanismo exato de ação da ablação endovenosa a laser (EVLA; do inglês, endovenous laser ablation) ainda não esteja totalmente esclarecido, diversos mecanismos contribuem para a eficácia do tratamento.1 Este capítulo abordará a evolução dos geradores de laser e dos comprimentos de onda, o desenvolvimento das fibras ópticas e suas aplicações clínicas no tratamento de veias safenas magnas e parvas, bem como suas tributárias, fornecendo uma compreensão aprofundada desta modalidade terapêutica.
LASER ENDOVENOSO: UMA VISÃO GERAL
A EVLA utiliza energia térmica para induzir o encolhimento da parede da veia e sua consequente oclusão.2 A elevação da temperatura da parede venosa é considerada o mecanismo-chave para a eficácia da EVLA. Desde sua primeira descrição em 1999, a EVLA tem demonstrado taxas de oclusão elevadas, variando entre 88% e 100%, mantendo-se consistentes em estudos de acompanhamento de até cinco
anos.3 O período de maior risco para recanalização geralmente se restringe aos primeiros 12 meses após o tratamento.4
Mecanismos de Ação do Laser
Endovenoso
O mecanismo de ação da termoablação venosa com laser ainda não está completamente elucidado, e esta lacuna de conhecimento contribui para a falta de padronização na execução técnica.5 No entanto, cinco mecanismos são teoricamente identificados como contribuintes para a eficácia do laser endovenoso:
1. Contato direto entre a ponta da fibra e a parede da veia: este mecanismo foi descrito na patente inicial do laser endovenoso, baseando-se na ação direta do laser na parede da veia através do disparo intraluminal.6 Em sistemas de fibra nua (bare tip fiber), o contato direto pode levar à carbonização do tecido, a ulcerações e a perfurações, resultando em uma aplicação de energia não homogênea.7,8 No entanto, a eficácia da EVLA pode ser alcançada sem contato direto da ponta da fibra com a parede da veia, o que sugere que este não é o mecanismo principal.9
2. Interações térmicas entre o laser, a parede venosa e o sangue: nesta teoria, o laser interage termicamente com o sangue ou a parede da veia, gerando calor. A energia absorvida pelo sangue próximo à ponta da fibra difunde o calor para a parede da veia,
elevando sua temperatura a níveis de dano irreversível.10,11
3. Efeito térmico das bolhas aquecidas: bolhas de vapor são geradas a partir do sangue aquecido ou da camada carbonizada na ponta da fibra, que se expandem e viajam pelo lúmen venoso. Ao se condensarem, liberam calor latente, causando dano irreversível à parede da veia. Este é postulado como um dos mais importantes modos de ação.12,13
4. Carbonização de sangue na ponta da fibra com superaquecimento local: a liberação de energia pelo laser promove a carbonização do sangue, que adere à ponta da fibra, formando uma camada negra. Essa camada absorve aproximadamente 45% da luz emitida, alcançando temperaturas de até 1.200ºC. O calor extremo é então conduzido ao sangue e à parede venosa, resultando em dano térmico irreversível. A capacidade do carbono de absorver todos os comprimentos de onda explica a eficácia observada com diversos comprimentos de onda.14,15
5. Resposta inflamatória tardia: esta teoria propõe que um trombo térmico intravascular, gerado pela absorção do laser pelo sangue,
atua como um “corpo estranho”, liberando mediadores inflamatórios. Essa resposta culmina em fibrose e oclusão venosa, mesmo sem dano térmico direto ao endotélio.16
É provável que todos esses mecanismos atuem de maneira combinada, resultando em elevada eficácia terapêutica, conforme ilustrado na Figura 4.1.
EVOLUÇÃO DOS GERADORES DE LASER
E COMPRIMENTOS DE ONDA
A busca por um comprimento de onda ideal para a termoablação venosa tem sido uma constante desde o início do uso do laser, com a introdução de diversos comprimentos de onda ao longo do tempo.
Lasers com Afinidade para Hemoglobina (Primeira Geração)
Inicialmente, os lasers utilizados na EVLA, como os diodos de 810, 940 e 980nm, tinham como principal alvo a hemoglobina, conforme ilustrado na Figura 4.2. Com o avanço tecnológico, foram introduzidos lasers com
Convecção
Sangue fervendo
Parede da veia aquecida
Absorção fototérmica pela hemoglobina e água no sangue
Transferência de calor
Emissão de luz de laser
Figura 4.1 Ilustração demonstrando os mecanismos de ação do laser endovenoso
Veia
Endotélio
Bolhas de vapor aquecem a parede da veia
10 Tratamento de Veias Safenas
ALEXANDRE DELL’AGNOLO ANTONACCIO PEDRO PAULO DE MENDONÇA
ANTONACCIO PAULO DELL’AGNOLO ANTONACCIO RONALD LUIZ GOMES
FLUMIGNAN LUIS CARLOS UTA NAKANO GABRIEL VIARENGO
INTRODUÇÃO
A insuficiência venosa crônica (IVC) é uma condição altamente prevalente, acometendo aproximadamente 30% a 40% da população adulta mundial, com impacto clínico e socioeconômico significativo. Tratase de uma doença progressiva que pode se manifestar desde sintomas iniciais, como dor, sensação de peso, edema e telangiectasias, até formas avançadas, incluindo alterações cutâneas, lipodermatoesclerose e úlceras varicosas de difícil cicatrização, frequentemente associadas a comprometimento funcional importante na vida diária.
Observase maior incidência em mulheres e em indivíduos com idade mais avançada, especialmente quando associada a fatores predisponentes, como obesidade, multiparidade, história familiar positiva e hábitos de vida sedentários.
Em contrapartida, a adoção de um estilo de vida saudável desempenha papel fundamental na prevenção e no controle da doença. A prática regular de atividades físicas, o controle do peso corporal e o estímulo à deambulação favorecem o retorno venoso, reduzem a hipertensão venosa e contribuem para o alívio dos sintomas.
Dessa maneira, a abordagem da insuficiência venosa deve sempre incluir, além do tratamento intervencionista, medidas clínicas e comportamentais voltadas à melhora global da saúde vascular.
As principais diretrizes internacionais, como as da European Society for Vascular Surgery (ESVS), e nacionais, como as da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), reforçam que a IVC deve ser reconhecida como uma condição clínica relevante, e não apenas estética. A avaliação inicial deve incluir anamnese detalhada, exame físico e ultrassonografia, considerada o padrão ouro diagnóstico para a identificação das veias acometidas e do padrão de refluxo e para o planejamento do tratamento.1,2
Com a evolução das técnicas e o desenvolvimento de procedimentos minimamente invasivos, em especial a ablação endovenosa a laser (EVLA; do inglês, endovenous laser ablation), o tratamento da IVC tornouse mais seguro, eficaz e menos invasivo, proporcionando recuperação mais rápida, redução de complicações e melhor qualidade de vida aos pacientes.14
HISTÓRIA E EVOLUÇÃO
O tratamento das veias safenas passou por uma evolução exponencial nas últimas décadas, migrando da safenectomia convencional, técnica altamente efetiva e amplamente consolidada, para a EVLA. A consolidação dessa nova abordagem demandou avanços significativos não apenas nos geradores e fibras utilizadas, mas também no treinamento e na expertise do cirurgião operador.
Figura 10.10 (A e B) Ilustração demonstrando o local correto de aplicação da tumescência ao redor da veia safena parva (A). Ilustração mostrando a aplicação da tumescência ao redor da veia safena parva (VSP), promovendo o afastamento do nervo sural após a injeção da solução (B)
Figura 10.11 (A e B) Ilustração demonstrando o fenômeno conhecido como smile sign, no qual a parede de uma veia dilatada se deforma parcialmente após a infiltração da solução tumescente, resultando em contato parcial da fibra óptica com a parede venosa durante a termoablação (A). Ilustração mostrando que, quanto maior o diâmetro da veia, maior é a tendência de formação de dobras na parede venosa sobre si mesma, resultando em contato parcial e progressivamente reduzido entre a fibra óptica e a parede da veia durante a termoablação (B)
uma última injeção de solução logo após a extremidade da fibra, promovendo o colabamento do segmento proximal da veia safena (Figura 10.12). Essa conduta auxilia na prevenção da propagação de energia em direção à junção venosa e ao sistema venoso profundo, aumentando a segurança da termoablação.1,7
Ablação
O tempo cirúrgico mais importante da EVLA é a fase de ablação propriamente dita, a qual exige planejamento criterioso, técnica refinada e expertise do cirurgião. O sucesso do tratamento está diretamente relacionado com a utilização adequada dos parâmetros técnicos, que devem ser ajustados de maneira individualizada conforme o diâmetro, a topografia e o perfil hemodinâmico da veiaalvo.
Figura 10.12 Imagem ultrassonográfica demonstrando a fibra óptica posicionada a 2 a 2,5cm da junção safenofemoral (JSF), com a tumescência final já realizada, evidenciando adequado colabamento da veia e afastamento das estruturas adjacentes
JSF
A B A B
Nervo sural
VSP
Nervo sural
VSP A B
17 Tratamento de Veias Faciais: Abordagem Estética e Funcional da Região Frontal
CHARLES ESTEVES PEREIRA
INTRODUÇÃO
A preocupação estética com a face envolve diversas áreas da Medicina especialmente dedicadas ao rejuvenescimento e à harmonia das proporções.
Veias reticulares na face, veias temporais e infraorbitárias, telangiectasias na face e no nariz e olheira vascular são queixas comuns no consultório. Estão localizadas em plano subdérmico, tornando se mais aparentes com a redução da camada subcutânea e o afilamento da pele adquiridos ao longo da idade, a exposição solar e doenças como a rosácea. O tratamento dessas veias já foi realizado com flebectomia, porém ela vem sendo substituída por técnicas menos invasivas, como laser transdérmico, luz pulsada e escleroterapia.13
Veias proeminentes na região da fronte (testa) também causam grandes desconfortos estéticos em mulheres e homens. Diferentemente das veias reticulares, as veias da testa geralmente são mais calibrosas, localizamse em plano subcutâneo mais profundo, costumam comprometer indivíduos mais jovens que praticam atividades físicas mais intensas e apresentam menor teor de gordura corporal. Ficam mais dilatadas e aparentes na testa ao sorrir, exibir uma emoção, fazer esforço, abaixar a cabeça ou mesmo tirar uma selfie, trazendo grande constrangimento.4
Quando mais calibrosas, sua resolução com as técnicas tradicionais, como flebectomia e escleroterapia e laser transdérmico, tem limitações técnicas, estéticas e riscos maiores de complicações, como perda visual definitiva em casos tratados com espuma de polidocanol.5,6 Há 10 anos, compreendese a necessidade de alternativas menos invasivas e mais eficazes. De maneira pioneira, iniciamos o tratamento dessas veias por ablação endovenosa a laser (do inglês, endovenous laser ablation) e, neste capítulo, abordaremos os detalhes da técnica e seus resultados.4
FUNDAMENTAÇÃO ANATÔMICA E FISIOPATOLÓGICA
Anatomicamente, são veias valvuladas com fluxo descendente que drenam o sangue couro cabeludo em direção à fronte e ao nariz.
Elas descem no centro da testa de maneiras variadas, podendo ser única como uma veia principal, dupla ou separadas em várias veias. Ao atingir o topo do nariz entre as sobrancelhas, unemse com a veia supraorbital em cada lado e são conectadas pelo arco venoso nasal transverso. Nesse local, as veias podem estar por cima do músculo prócero (corrugador da testa) ou atravessar suas fibras. Talvez essa variação explique a razão pela qual a tensão muscular nesta área provoque o pinçamento das veias e sua dilatação.
As veias mais calibrosas são cateterizadas com fioguia 0,018” e introdutores 4Fr para passagem de fibra óptica radial de 400µ (Figura 17.5).
Veias mais finas são cateterizadas somente com cateter 22G para passagem de fibra óptica bare tip de 400µ (Figura 17.6).
Passar a fibra óptica pelo cateter até a linha das sobrancelhas.
Botão anestésico no local de punção; aplicar solução tumescente com bomba irrigadora e/ou seringa, afastando a veia da pele em, pelo menos, 3mm.
Energias recomendadas:
y 2W para veias de até 2mm.
y 3W para veias maiores que 2mm.
y Tracionar a fibra a 1mm/s ou 1mm/2s (LEED de 20 a 60J/cm), observando
variabilidade das punções para garantir o acesso a todas as veias
17.6 (A a C) Caso complexo. Várias punções. Demonstração da utilização de dois tipos de fibras no mesmo procedimento: radial de 400µ e bare tip de 400µ. Sempre com tumescência
Figura 17.5 (A e B) Casos complexos demonstrando a
Figuras
25 O Futuro do Laser Endovenoso: Comprimento de Onda 1.940nm e Fibra Infinita
FELIPE CAETANO MAMPRIM LUIZ MARCELO A. VIARENGO GABRIEL VIARENGO
LUIS CARLOS UTA NAKANO RONALD LUIZ GOMES FLUMIGNAN
INTRODUÇÃO E CONTEXTO HISTÓRICO
A evolução dos sistemas de ablação endovenosa a laser (EVLA; do inglês, endovenous laser ablation) representa uma das mais significativas transformações paradigmáticas na Medicina Vascular contemporânea. Desde os primeiros relatos de Boné (1999) utilizando laser de diodo 810nm, a tecnologia endovenosa experimentou uma progressão exponencial que revolucionou fundamentalmente o manejo terapêutico da insuficiência venosa crônica dos membros inferiores.
Evolução Histórica dos Sistemas de Ablação
O desenvolvimento histórico da ablação endovenosa pode ser categorizado em três gerações tecnológicas distintas, cada uma caracterizada por avanços específicos em compreensão fisiopatológica e refinamento técnico. A primeira geração (1999-2005) utilizava comprimentos de onda de 810 a 980nm, fundamentados na absorção preferencial pela hemoglobina oxigenada. A segunda geração (2006-2015) introduziu comprimentos de onda de 1.300 a 1.470nm, direcionados à absorção pela água tecidual. A terceira geração (2016 até o momento atual) consolidou comprimentos de onda superiores a 1.900nm, otimizando a seletividade pela água intracelular da parede venosa.
Limitações Fisiopatológicas dos
Sistemas Convencionais
Os sistemas de primeira geração apresentavam limitações intrínsecas associadas à dependência da hemoglobina como cromóforo primário. Essa dependência resultava em heterogeneidade na distribuição energética, necessidade de alta densidade linear de energia endovenosa (LEED; do inglês, linear endovenous energy density) e maior incidência de efeitos térmicos adversos. Palombi et al. (2023)1 demonstraram experimentalmente que lasers de 980nm não conseguiam produzir ablação eficaz em modelos desprovidos de sangue intraluminal, evidenciando a limitação fundamental desta abordagem tecnológica
Fundamentos Teóricos da Fotótermólise Seletiva
A fotótermólise seletiva, conceito fundamental na ablação endovenosa a laser (EVLA; do inglês, endovenous laser ablation), baseia-se na absorção preferencial da energia luminosa por cromóforos específicos. Vuylsteke & Mordon (2012) estabeleceram que a eficácia da ablação endovenosa depende criticamente da correspondência entre o comprimento de onda emitido e o espectro de absorção do cromóforo-alvo.2 Essa correspondência determina a eficiência da conversão fotônica em energia térmica, influenciando diretamente a magnitude e a distribuição do dano tecidual.
FUNDAMENTOS FÍSICOS E BIOLÓGICOS DO LASER
DE 1.940NM
Propriedades Ópticas e Espectroscópicas
O laser de 1.940nm opera em região espectral caracterizada por alta absorção pela água, com coeficiente de absorção significativamente superior ao observado para comprimentos de onda menores. Hale & Querry (1973)3 estabeleceram as constantes ópticas da água na região do infravermelho próximo, demonstrando que o comprimento de onda de 1.940nm corresponde a um pico de absorção da água
(Tabela 25.1).3 Essa propriedade fundamental resulta em penetração óptica otimizada, com profundidade de penetração ideal para ablação transmural da parede venosa, sem dano excessivo aos tecidos perivenosos.
Setia et al. (2022)4 confirmaram que o coeficiente de absorção da água para o comprimento de onda de 1.940nm é substancialmente maior se comparado ao de 1.470nm, resultando em maior eficiência de ablação com menor energia requerida.4 A análise espectroscópica revela que esta região corresponde ao segundo pico de absorção da água no infravermelho próximo, otimizando a interação laser-tecido (Figura 25.1).
Tabela 25.1 Parâmetros ópticos dos lasers de 980, 1.470 e 1.940nm, incluindo coeficiente de absorção (α), profundidade de penetração tecidual e absorção relativa em comparação à água
25.1
de absorção da água versus comprimento de onda de laser (aplicação em lasers endovenosos)
Figura
Coeficiente
& Querry, 1973)
Índice
A
Ablação endovenosa
- a laser, 78, 117, 131, 168, 196, 200, 295
- - ambulatorial
- - - aspectos estratégicos e operacionais, 265
- - - cuidados com o paciente, 267
- - - viabilidade e segurança da, 268
- de veias tributárias, 125-134
- - complicações, 134
- - contraindicações, 127
- - cuidados pós-operatórios, 132
- - demarcação cirúrgica, 127
- - detalhes do procedimento, 128
- - indicações, 126
- - materiais, 127
- - pós-operatório imediato, 133
- - primeira semana pós-operatória, 133
- - procedimento, 127
- - punção ecoguiada, 129
- - seguimento clínico e ultrassonográfico, 133
- - tumescência, 130
Ablação térmica
- endovenosa
- - aspectos históricos, 319
- - custo-efetividade, 326
- - diretrizes
- - - atuais para, 319
- - - iniciais, 322
- - efetividade clínica, 324
- - manejo das veias tributárias associadas à, 328
- - padronização, 322
- - preferência do paciente, 326
- - recomendações em diferentes cenários clínicos, 327
- - segurança, 325
- total assistida, 137
- - assepsia e anestesia, 140
- - botões anestésicos, 140
- - complicações, 158
- - controle ultrassonográfico, 151
- - curativo, 151
- - descrição da técnica, 138
- - efeitos indesejados, 158
- - elevação dos membros inferiores, 145
- - hidrotamponamento e retirada do cateter, 146
- - história, 137
- - introdução e fixação da fibra, 146
- - marcação detalhada, 139
- - materiais, 140
- - panorama atual, 137
- - protocolo de execução, 138
- - punções, 141
- - retirada da agulha, 146
- - salinização do acesso, 146
- - termoablação, 148
- - tumescência, 146
Abordagens
- endovasculares, 17
- híbridas, 248, 249
Acesso
- e navegação em anatomias difíceis, 222
- múltiplo guiado por US, 247
Aconselhamento pré-procedimento, 305
Adrenalina, 97
Agente tamponante, 90
Ajustes por perfil venoso, 43
Alfabenzopironas, 11
Aliasing, 61
Anamnese, 4
Anatomia
- das veias das mãos, 198
- do nervo femoral, 82
- e fisiologia das veias dos pés, 194
- e função das tributárias, 164
- vascular venosa profunda de membros inferiores, 3
Anestesia(s), 77, 78
- em tributárias, 168
- fisiopatologia da dor na, 78
- local, 264
- - tumescente, 258
- na ablação endovenosa a laser, 78
- para cirurgias com internação de curta permanência, 283
- tratamento de veias perfurantes com, 117
- tumescente, 78, 79
Anestésicos, 77, 96
- locais, 90, 96
Ansiedade no ambiente ambulatorial, 267
Ansiólise e conforto do paciente, 79
Aparelho
- de ultrassonografia com Doppler, 288
- emissor de laser, 27 ATTA Planner, 138 Avaliação do refluxo, 57
B
Benzopironas, 11
Blooming, 61
Bloqueio do nervo femoral, 82
Bolhas enfisematosas, 259
Botões anestésicos, 140
Bupivacaína, 90, 96
C
Calçados, 7
Cálculo
- da densidade linear de energia endovenosa, 46
- da diluição, 91
Cateter nasal, 257
Centella asiatica, 11
Cintilação, 62
Cirurgia(s)
- clássica, 17
- com internação de curta permanência, 283
- cutânea, 255
- de ouvido médio, 260
- gastrintestinal recente com distensão gasosa, 259
- - - competente durante o tratamento endovenoso da veia safena magna com, 239
- - - na recorrência da doença venosa crônica, 237
- - extrafascial, 103
- - magna, 237
- - parva, 57
- safenas internas, 93
- tributárias, 13
- tronculares e tributárias, 232 Veículo diluente, 89 Velocidade de tração, 295
A ablação endovenosa a laser consolidou-se, nas últimas duas décadas, como uma das mais relevantes inovações no tratamento da insuficiência venosa crônica. O que inicialmente representava uma alternativa minimamente invasiva à cirurgia convencional evoluiu para uma plataforma terapêutica sofisticada, sustentada por avanços tecnológicos, refinamento técnico e crescente embasamento científico.
A obra Laser Endovenoso – Princípios, Técnicas e Aplicações Clínicas nasce da necessidade de reunir, de forma sistematizada e aprofundada, os fundamentos físicos, os princípios técnicos e as aplicações clínicas do laser endovenoso. Trata-se do primeiro livro integralmente dedicado a essa técnica, abordando desde os conceitos básicos até as estratégias mais modernas de ablação térmica em diferentes cenários anatômicos e clínicos.
Ao longo dos capítulos, desvendamos princípios físicos essenciais, discutimos parâmetros técnicos com precisão, analisamos evidências científicas atualizadas e apresentamos aplicações clínicas baseadas em experiência consolidada e medicina baseada em evidência. A proposta não é apenas descrever uma técnica, mas aprofundar sua compreensão, padronizar condutas e contribuir para a prática segura e eficiente da ablação endovenosa.