Exames Laboratoriais Aplicados à Nutrição Clínica– 2ª ed
ORGANIZADORAS
Larissa Calixto-Lima Nutricionista.
Mestre e Doutora em Alimentação, Nutrição e Saúde pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
Especialista em Nutrição Clínica pelo Programa de Residência do Hospital Universitário Oswaldo Cruz da Universidade de Pernambuco (HUOC/UPE).
Título de Especialista em Nutrição Parenteral e Enteral pela Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (SBNPE/Braspen) e em Nutrição Clínica pela Associação Brasileira de Nutrição (Asbran).
Coordenadora, Docente e Preceptora do Curso de Aperfeiçoamento nos moldes Fellow em Nutrição em Cuidados Paliativos em Oncologia do Instituto Nacional de Câncer/Ministério da Saúde (Inca/MS).
Coordenadora Suplente, Docente e Preceptora do Programa de Residência Multiprofissional em Oncologia (Área – Nutrição) do Inca/MS.
Nutricionista Sênior do Inca/MS.
Nelzir Trindade Reis Nutricionista e Médica.
Livre-docente em Nutrição Clínica pela Universidade Gama Filho (UGF), RJ.
Professora Titular de Nutrição Clínica (aposentada) da Universidade Federal Fluminense (UFF), RJ.
Professora Adjunta IV de Patologia da Nutrição e Dietoterapia (aposentada) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Professora Adjunta de Nutrição Clínica (aposentada) da Universidade Veiga de Almeida (UVA), RJ.
Interpretação de Exames Laboratoriais Aplicados à Nutrição Clínica –2a edição
CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES
DE LIVROS, RJ
I48
2. ed.
Interpretação de exames laboratoriais aplicados à nutrição clínica/ organização Larissa Calixto-Lima, Nelzir Trindade Reis. – 2. ed. – Rio de Janeiro: Rubio, 2026. 776 p.: il.; 21 cm.
Inclui bibliografia e índice
ISBN 978-85-8411-152-7
1. Diagnóstico de laboratório. 2. Doenças induzidas pela nutrição. 3. Nutrologia. I. Calixto-Lima, Larissa. II. Reis, Nelzir Trindade.
CDD: 616.0756 26-104681.0
CDU: 616-071
Carla Rosa Martins Gonçalves - Bibliotecária - CRB-7/4782
Editora Rubio Ltda.
Av. Franklin Roosevelt, 194 s/l. 204 – Castelo 20021-120 – Rio de Janeiro – RJ
Tel.: 55(21) 2262-3779
E-mail: rubio@rubio.com.br www.rubio.com.br
Impresso no Brasil
Printed in Brazil
Colaboradores
Alessandra da Silva Pereira
Doutora em Alimentação, Nutrição e Saúde pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
Professora Associada da Escola de Nutrição da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).
Professora do Programa de Pós-graduação em Segurança Alimentar e Nutricional (PPGSAN) e do Programa de Pós-graduação em Enfermagem e Biociências (PPGENFBIO) da Unirio.
Coordenadora do Grupo de Pesquisa em Alimentação e Nutrição Escolar (PESANE) e do Laboratório de Alimentação e Nutrição Escolar (LANE) da Unirio.
Aline Carare Candido
Graduada em Nutrição pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
Mestre e Doutora em Ciência da Nutrição pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), MG.
Pós-doutorado pelo Programa de Pós-graduação em Ciência da Nutrição do Departamento de Nutrição e Saúde da UFV.
Aline Marcadenti de Oliveira Nutricionista.
Doutora em Ciências Cardiovasculares pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com Estágio Pós-doutoral em Bioquímica Nutricional pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP).
Professora dos Programas de Pós-graduação em Ciências da Saúde (Cardiologia) do Instituto de Cardiologia/Fundação Universitária de Cardiologia (IC/FUC) e em Saúde Pública da FSP/USP.
Professora do Curso de Graduação em Nutrição da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.
Project Leader no Principles and Practice of Clinical Research (PPCR) – Program da Harvad TH Chan School of Public Health.
Amylly Sanuelly da Paz Martins
Doutora em Biotecnologia – Rede Nordeste de Biotecnologia/Universidade Federal de Alagoas (Renorbio/Ufal).
Ana Paula Bazanelli Nutricionista.
Mestre em Nutrição pela Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina (Unifesp/EPM).
Doutora em Ciências pela Unifesp/EPM.
Docente no Curso de Nutrição da Universidade Presbiteriana Mackenzie, SP.
Ana Paula Beltran Moschione Castro
Mestre e Doutora em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
Médica Assistente da Unidade de Alergia e Imunologia do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da FMUSP.
Professora da Pós-graduação do Departamento de Pediatria da FMUSP.
Andréia Patrícia Gomes
Graduada em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Professora Associada do Núcleo de Bioética e Ética Aplicada e Docente permanente do Programa de Pós-graduação (Stricto Sensu) em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva (PPGBIOS) da UFRJ.
Especialista em Doenças Infecciosas e Parasitárias pela UFRJ.
Mestre em Medicina Tropical pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC), RJ.
Doutora em Ciências pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), RJ.
Antônio de Barros Lopes
Médico Gastrenterologista.
Mestre e Doutor em Gastrenterologia e Hepatologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Professor Adjunto do Departamento de Medicina Interna da UFRGS.
Bruno Meira Guerra
Médico pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Clínico Geral pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA).
Gastrenterologista pelo HCPA.
Clarissa de Matos Nascimento
Graduada em Nutrição pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), MG.
Mestre em Ciência da Nutrição pela UFV.
Doutora em Ciências da Saúde pelo Instituto René Rachou – Fiocruz Minas, com período sanduíche na University College London, Inglaterra.
Eliane Rodrigues de Faria
Graduada em Nutrição pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), MG.
Mestre e Doutora em Ciência da Nutrição pela UFV.
Professora Associada do Curso de Nutrição do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).
Emanuelly Varea Maria Wiegert
Nutricionista Sênior do Instituto Nacional de Câncer/Ministério da Saúde (Inca/MS).
Especialista em Nutrição Hospitalar pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
Mestre e Doutora em Ciências Nutricionais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Título de Especialista em Nutrição Clínica em Oncologia pela Associação Brasileira de Nutrição (Asbran).
Coordenadora do Curso de Pós-graduação em Nutrição Oncológica da NutMed Cursos, RJ.
Membro Honorário da Academia Brasileira de Nutrição Oncológica (ABNO).
Membro do Comitê Multidisciplinar da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO).
Evelyne Silva Brum
Mestre e Doutora em Ciências Biológicas (Bioquímica Toxicológica) pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Professora Adjunta do Departamento de Bioquímica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Professora do Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas (Bioquímica) pela UFRGS.
Fabiana Andréa Moura
Doutora em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal).
Mestre em Nutrição pela Ufal.
Professora Adjunta da Faculdade de Nutrição (Fanut/Ufal).
Fabiana de Cássia Carvalho Oliveira
Graduada em Nutrição pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), MG.
Mestre e Doutora em Ciência da Nutrição pela UFV.
Professora do Curso de Nutrição da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), campus Alegre.
Fabricia Junqueira das Neves
Graduada em Nutrição pela Universidade Federal Fluminense (UFF), RJ.
Pós-doutorado pela UFF.
Doutora em Fisiopatologia Clínica e Experimental pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e Department of Physiological Science pela University of California (UCLA), Los Angeles – Califórnia.
Mestre em Saúde Pública (Epidemiologia Geral) pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fundação Oswaldo Cruz [Fiocruz]), RJ.
Professora Associada do Departamento de Nutrição Aplicada da Escola de Nutrição e do Programa de Pós-graduação em Segurança Alimentar e Nutricional (PPGSAN) pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).
Fernanda Neves Pinto
Mestre em Ciências Médicas pela Universidade Federal Fluminense (UFF), RJ.
Pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional pela Faculdade VP – Universidade Cruzeiro do Sul (VP/UnicSul).
Pós-graduada em Fitoterapia Funcional pela VP/UnicSul.
Pós-graduada em Nutrição Esportiva pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
Pós-graduada em Nutrição Clínica pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).
Pós-graduada em Terapia Nutricional Enteral e Parenteral pelo Centro de Pósgraduação da Santa Casa de Misericórdia (Cesanta), RJ.
Pós-graduada em Endocrinologia e Metabologia pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (VP/FCMSCSP).
Coordenadora do Curso de Pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional, Ortomolecular e Fitoterapia na NutMed Cursos, RJ.
Flavia Baria
Nutricionista.
Mestre em Nutrição pela Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina (Unifesp/EPM).
Doutora em Ciências pela Unifesp/EPM.
Francilene Maria Azevedo
Graduada em Nutrição pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), MG.
Mestre e Doutora em Ciência da Nutrição pela UFV.
Pós-doutoranda no Programa de Pós-graduação em Ciência da Nutrição do Departamento de Nutrição e Saúde da UFV.
Gabriel Teixeira Montezuma Sales
Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (UFC).
Especialista em Clínica Médica e Nefrologia pelo Programa de Residência da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Mestre em Glomerulopatias pela Unifesp.
Nefrologista Assistente no Ambulatório de Nefrite e Serviço de Interconsulta na Unifesp.
Membro do Comitê de Patologia Renal na Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN).
Editor Associado do Jornal Brasileiro de Nefrologia
Diretor Executivo do Nefropapers.
Gabriella da Costa Cunha
Graduada em Nutrição pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
Mestre em Oncologia pelo Programa de Pós-graduação em Oncologia do Instituto Nacional de Câncer/Ministério da Saúde (Inca/MS).
Especialista em Oncologia (Área – Nutrição) pelo Programa de Residência Multiprofissional em Oncologia do Inca/MS.
Nutricionista do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB).
Gabrielle Cardoso Mangia
Graduada em Nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Especialista em Oncologia (Área – Nutrição) pelo Programa de Residência Multiprofissional em Oncologia do Hospital Central do Exército (HCE).
Pós-graduada em Terapia Nutricional no Adulto pela UFRJ.
Aperfeiçoamento nos Moldes Fellow em Nutrição em Cuidados Paliativos em Oncologia pelo Instituto Nacional de Câncer/Ministério da Saúde (Inca/MS).
Nutricionista Clínica na Rede Placi – Hospital Placi Barra.
Glauce Hiromi Yonamine
Mestre e Doutora em Ciências pelo Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
Nutricionista do Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas da FMUSP.
Gleide Gatti Fontes
Farmacêutica pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), MG.
Especialista em Tecnologia Industrial Farmacêutica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Mestre em Bioquímica Agrícola pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), MG.
Ilanna Marques Gomes da Rocha
Nutricionista.
Doutora em Gastrenterologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
Graduada e Mestre em Nutrição pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Especialista em Nutrição Clínica pelo Programa de Residência do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
Isabelle Cristine Lôpo dos Santos
Nutricionista pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).
Especialista em Oncologia (Área – Nutrição) pelo Programa de Residência Multiprofissional em Oncologia do Instituto Nacional de Câncer/Ministério da Saúde (Inca/MS).
Mestre em Segurança Alimentar e Nutricional pela Unirio.
José Igor de Araújo Freitas
Guaduando em Nutrição pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal).
José Israel Rodrigues Junior
Guaduado em Nutrição pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal).
Mestre em Nutrição Humana pela Ufal.
Karem Nayanne Santos Dutra
Graduada em Nutrição pela Universidade de Fortaleza (Unifor).
Especialista em Oncologia Multiprofissional pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEP).
Especialista em Nutrição Oncológica pela Sociedade Brasileira de Nutrição Oncológica (SBNO).
Aperfeiçoamento nos Moldes Fellow em Nutrição em Cuidados Paliativos em Oncologia pelo Instituto Nacional de Câncer/Ministério da Saúde (Inca/MS).
Laís Spíndola Garcês
Doutora em Alimentos, Nutrição e Saúde pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Mestre em Alimentos e Nutrição pela Universidade Federal do Piauí (UFPI).
Especialista em Nutrição Clínica pelo Centro Universitário Internacional (Uninter).
Nutricionista da UFPI.
Letícia Fuganti Campos
Doutora em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Mestre pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
Especialista em Nutrição Clínica pelo Grupo de Apoio de Nutrição Enteral e Parenteral (Ganep) e em Educação em Diabetes pela Universidade Paulista (Unip).
Preceptora da Residência em Endocrinologia na Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná.
Luciana Coppini
Graduada em Nutrição pelo Centro Universitário São Camilo (CUSC), SP.
Mestre em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP).
Especialista em Nutrição Parenteral e Enteral pela Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (SBNPE/Braspen).
Diretora do Centro Integrado de Nutrição (CIN), SP.
Luciana Moreira Lima
Professora Associada de Patologia Geral do Departamento de Microbiologia e Parasitologia do Instituto Biomédico da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).
Farmacêutica-Bioquímica pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), MG.
Especialista em Análises Clínicas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Mestre e Doutora em Ciências Farmacêuticas pela UFMG.
Lucivalda Pereira Magalhães de Oliveira
Professora Associada da Escola de Nutrição da Universidade Federal da Bahia (ENUFBA).
Doutora pelo Programa de Pós-graduação em Medicina e Saúde da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Docente da Graduação em Nutrição e da Pós-graduação em Nutrição Clínica do Programa de Residência em Alimentos, Nutrição e Saúde (PPGANS) da ENUFBA.
Marcos Rodrigo de Oliveira
Farmacêutico-bioquímico com Habilitação em Análises Clínicas pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), MG.
Especialista em Citologia Clínica pela Ufop.
Mestre em Bioquímica Estrutural e Fisiológica pela Ufop.
Doutor em Bioquímica Aplicada pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), MG.
Matheus Lopes Cortes
Nutricionista.
Doutor em Epidemiologia pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Mestre em Alimentos, Nutrição e Saúde pela Escola de Nutrição da Universidade Federal da Bahia (ENUFBA).
Professor Adjunto do Instituto Multidisciplinar em Saúde da Universidade Federal da Bahia (IMS/UFBA), campus Anísio Teixeira – Vitória da Conquista, BA.
Maykon Douglas Ramos Barros
Guaduado em Nutrição pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal).
Miriam Ghedini Garcia Lopes
Nutricionista.
Mestre em Nutrição pela Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina (Unifesp/EPM).
Doutora em Ciências pela Unifesp/EPM.
Docente no Curso de Nutrição e Medicina no Centro Universitário de Adamantina (FAI), SP.
Monalisa Reis Arruda
Mestre em Nutrição, Alimentos e Saúde pela Escola de Nutrição da Universidade Federal da Bahia (ENUFBA).
Nutricionista no Hospital Aristides Maltez (HAM), BA.
Nykholle Bezerra Almeida
Guaduada em Nutrição pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal).
Mestre em Nutrição Humana pela Ufal.
Patrícia Aparecida Fontes Vieira
Nutricionista pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), MG.
Doutora e Mestre em Bioquímica Agrícola pela UFV.
Professora Associada do Departamento de Nutrição e Saúde da UFV.
Paula Normando
Graduada em Nutrição pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
Mestre e Doutora em Alimentação, Nutrição e Saúde pela Uerj.
Professora Assistente do Instituto de Nutrição Josué de Castro da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Rafaela Gonçalves Ribeiro Lucas
Graduada em Nutrição pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel).
Pós-graduada em Comportamento Alimentar pelo Instituto de Pesquisas, Ensino e Gestão em Saúde (iPGS).
Mestre em Cardiologia e Ciências Cardiovasculares pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Ramona Souza da Silva Baqueiro Boulhosa
Doutora em Alimentos, Nutrição e Saúde pela Escola de Nutrição da Universidade Federal da Bahia (ENUFBA).
Mestre em Medicina e Saúde pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Nutricionista da UFBA.
Professora Adjunta da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro).
Rodrigo Roger Vitorino
Médico pelo Centro Universitário Serra dos Órgãos (Unifeso), RJ.
Rodrigo Siqueira-Batista
Professor Titular do Departamento de Medicina e Enfermagem da Universidade Federal de Viçosa (UFV), MG.
Médico pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
Especialista em Doenças Infecciosas e Parasitárias pela UFRJ.
Mestre em Medicina pela UFRJ.
Doutor em Ciências pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), RJ.
Rosângela Passos de Jesus
Professora Titular da Escola de Nutrição da Universidade Federal da Bahia (ENUFBA).
Doutora pelo Programa de Pós-graduação em Medicina e Saúde da Universidade de São Paulo (USP).
Mestre em Nutrição pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Docente da Graduação em Nutrição e da Pós-graduação em Nutrição Clínica do Programa de Residência em Alimentos, Nutrição e Saúde (PPGANS) da ENUFBA.
Samanta Catherine Ferreira
Graduada em Nutrição pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Mestre e Doutora em Ciência de Alimentos pela UFMG.
Especialista em Nutrição Comportamental pelo Instituto de Pesquisas, Ensino e Gestão em Saúde (iPGS).
Especialista em Nutrição Clínica Hospitalar e Ambulatorial pela Faculdade Unyleya.
Pós-doutorado pelo Programa de Pós-graduação em Alimentação, Nutrição e Saúde (PPGANS) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Silvia Eloiza Priore
Graduada em Nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Especialista em Saúde Pública pelo Programa de Residência da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP/Fundação Oswaldo Cruz [Fiocruz]), RJ. Especialista em Saúde Pública com ênfase em Nutrição pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP).
Mestre e Doutora em Nutrição pela Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina (Unifesp/EPM).
Professora Titular do Departamento de Nutrição e Saúde da Universidade Federal de Viçosa (UFV), MG.
Simone Côrtes Coelho
Mestre em Ciências pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
Especialista em Nutrição Parenteral e Enteral pela Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (SBNPE/Braspen).
Professora do Curso de Nutrição da Universidade Católica de Brasília (UCB).
Sylvia do Carmo Castro Franceschini
Graduada em Nutrição pela Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep).
Especialista em Nutrição Básica e Aplicada pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP/USP).
Mestre em Nutrição pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Doutora em Ciências pela Unifesp.
Professora Titular do Departamento de Nutrição e Saúde da Universidade Federal de Viçosa (UFV), MG.
Thaís da Silva Ferreira
Graduada em Nutrição pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).
Doutora em Fisiopatologia Clínica e Experimental pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
Mestre em Ciências pelo Programa de Pós-graduação em Ciências Médicas da Uerj.
Especialista em Nutrição Clínica pelo Programa de Residência em Nutrição do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE/Uerj).
Professora Associada do Departamento de Nutrição Aplicada da Escola de Nutrição, do Programa de Pós-graduação em Segurança Alimentar e Nutricional (PPGSAN) da Unirio.
Coordenadora do Laboratório de Evidências em Nutrição Clínica (LENC) da Unirio.
Valesca Dall’Alba
Mestre em Ciências em Gastrenterologia e Hepatologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Doutora em Metabolismo e Nutrição pela UFRGS.
Professora do Departamento de Nutrição da Faculdade de Medicina da UFRGS.
Professora Permanente do Programa de Pós-graduação em Ciências em Gastroenterologia e Hepatologia da UFRGS e do Programa de Pós-graduação em Alimentação, Nutrição e Saúde (PPGANS) da UFRGS.
Professora do Programa de Residência Integrada Multiprofissional em Saúde do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RIMS/HCPA).
Vivian dos Santos Neves
Graduada em Nutrição pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
Pós-graduada em Fitoterapia na Prática Clínica pela Associação Brasileira de Fitoterapia (Abfit).
Especialista em Nutrição Clínica com ênfase em Cirurgia e Oncologia pelo Programa de Residência da Uerj.
Aperfeiçoamento nos moldes Fellow em Terapia Nutricional Perioperatória em Cirurgia Oncológica de Tumores Gastrointestinais e de Cabeça e Pescoço pelo Instituto Nacional de Câncer/Ministério da Saúde (Inca/MS).
Nutricionista do Hospital Universitário dos Servidores do Estado (HUSE/Unirio).
Wagner Andrade Ferreira
Graduado em Nutrição pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Pós-graduado em Nutrição Funcional Aplicada à Clínica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Especialista em Fitoterapia pela Faculdade de Governança, Engenharia e Educação de São Paulo (FGE).
Especialista em Oncologia (Área – Nutrição) pelo Programa de Residência Multiprofissional em Oncologia do Instituto Nacional de Câncer/ Ministério da Saúde (Inca/MS).
Wendell Costa Melo Filho
Nutricionista pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal).
Dedicatórias
À minha família, pilar da minha vida e fonte constante de amor, força e sentido; em especial, ao meu filho Arthur, razão maior do meu caminhar.
Larissa Calixto-Lima
Aos meus pais, João Reis (in memoriam) e Maria de Lourdes Reis (in memoriam), com a minha filial gratidão.
Nelzir Trindade Reis
Agradecimentos
Aos colaboradores desta obra, que generosamente compartilharam seus conhecimentos acumulados em estudos e vivência na ciência do cuidar.
A todos os alunos de graduação e de pós-graduação, críticos atentos de nossas imperfeições e responsáveis pelo estímulo ao nosso aprimoramento.
À equipe de produção da Editora Rubio, pela dedicação, pelo profissionalismo e pelo cuidado em cada etapa do processo editorial.
As Organizadoras
Apresentação
A prática da nutrição clínica pressupõe uma avaliação minuciosa do estado nutricional, que envolve não apenas a adequada solicitação, mas, sobretudo, a interpretação criteriosa dos exames laboratoriais, permitindo que o cuidado nutricional se concretize por meio de um diagnóstico preciso, intervenções direcionadas e acompanhamento efetivo.
Nesta segunda edição de Interpretação de Exames Laboratoriais Aplicados à Nutrição Clínica, revista e atualizada à luz do rigor científico, das evidências mais recentes da literatura e das principais diretrizes nacionais e internacionais, as organizadoras e os colaboradores ampliam e aprofundam a abordagem sobre o papel dos exames laboratoriais na prática clínica. A obra passa a reunir 24 capítulos, organizados em três partes estruturantes, além da quarta parte, que corresponde aos anexos práticos que complementam sua aplicabilidade.
A Parte I contempla os fundamentos da avaliação laboratorial, abordando desde a solicitação de exames na prática clínica até a interpretação de parâmetros hematológicos e bioquímicos, incorporando também temas contemporâneos, como inflamação e microbiota intestinal. A Parte II dedica-se à avaliação nutricional laboratorial, com enfoque em micronutrientes e na desnutrição associada à doença. Por sua vez, a Parte III direciona-se à interpretação dos exames laboratoriais em diferentes condições clínicas relevantes em Nutrição, como diabetes melito e dislipidemias, entre outras, sempre em consonância com a fisiopatologia e as recomendações atualizadas das especialidades médicas. A Parte IV reúne os anexos, de maneira sistematizada, com os principais exames laboratoriais utilizados na prática clínica, configurando-se como material de apoio objetivo e de fácil consulta para a interpretação e a aplicação no cuidado nutricional. Com abordagem sistematizada, linguagem clara e sólida fundamentação científica, este livro destina-se a estudantes, nutricionistas e demais profissionais de saúde, consistindo em instrumento relevante para atuação em diversos cenários assistenciais. Por meio de atualidade, consistência e aplicabilidade de seu conteúdo, esta nova edição reafirma seu papel como leitura essencial em instituições de ensino superior, campos de estágio e programas de pós-graduação. Os estudos de caso, os desafios da prática clínica e os consensos e dissensos da área continuam a inspirar esta obra, que, ao incorporar atualizações conceituais e evidências recentes, contribui para preencher lacunas na utilização dos exames laboratoriais em nutrição clínica, aliando profundidade, clareza e abrangência, além de consolidar sua relevância e excelência.
As Organizadoras
Prefácio
Em seu novo livro, Interpretação de Exames Laboratoriais Aplicados à Nutrição Clínica – 2a edição, as organizadoras Larissa Calixto-Lima e Nelzir Trindade Reis apresentam um conteúdo que se destaca por sua relevância, organização e aplicabilidade na prática clínica. Ao reunir especialistas de diferentes áreas, a obra propõe uma abordagem sistematizada e orientada à prática clínica da interpretação de exames laboratoriais, componente essencial na atuação do nutricionista e de outros profissionais de saúde.
A interpretação de exames laboratoriais constitui uma ferramenta fundamental em nutrição clínica, permitindo não apenas o diagnóstico precoce de alterações metabólicas, mas também o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação da efetividade das intervenções nutricionais. Entretanto, a complexidade dos marcadores laboratoriais e a constante atualização do conhecimento científico tornam desafiadora sua aplicação crítica e contextualizada no cuidado ao paciente. Neste cenário, busca-se aqui traduzir conceitos técnicos em ferramentas práticas, contribuindo para uma tomada de decisão mais segura e baseada em evidências.
O conteúdo está organizado em três partes principais e inclui uma quarta parte dedicada a anexos práticos. A primeira aborda os fundamentos dos exames laboratoriais. A segunda dedica-se à interpretação de exames diretamente relacionados à nutrição, com ênfase em vitaminas, minerais e condições associadas à desnutrição. A terceira parte, por sua vez, integra esses conhecimentos à prática clínica, explorando diferentes condições de saúde, como diabetes, doenças cardiovasculares, distúrbios metabólicos, doenças hepáticas e renais, entre outras. Além disso, na parte quatro são fornecidas informações sobre indicações de exames, valores de referência, orientações para a coleta do material biológico e fatores interferentes, constituindo um material de consulta rápida e útil para a prática profissional diária.
Trata-se, portanto, de uma contribuição relevante para a formação e a atualização de estudantes e profissionais da área da Saúde, fortalecendo uma prática clínica mais crítica, integrada e centrada no paciente.
Denise Mafra
Professora Titular da Universidade Federal Fluminense (UFF), RJ.
Lista de Siglas e Abreviaturas
1,25(OH)2D 1,25-di-hidroxivitamina D
25(OH)D 25-hidroxivitamina D
25-OHase 25-hidroxilase
3-HIA ácido 3-hidroxi-isovalérico
A1AT alfa-1-antitripsina
A4P ácido 4-piridoxil
AA amiloidose amiloide
AAS ácido acetilsalicílico
AASLD American Association for the Study of Liver Diseases
AAT alfa-1 antitripsina
AATD deficiência genética de AAT acetil-CoA acetilcoenzima A
ACTH hormônio adrenocorticotrófico
ADA American Diabetes Association
ADC anemia de doença crônica
ADF anemia por deficiência de ferro
ADH hormônio antidiurético
AG ânion gap
AGCC ácidos graxos de cadeia curta
AGCL ácidos graxos de cadeia longa
AGCM ácidos graxos de cadeia média
AGE produtos de glicação avançada
AGL ácidos graxos livres
AGPA alfa-1-glicoproteína ácida
AGPI ácidos graxos poli-insaturados
AI ingestão adequada (do inglês, adequate intake)
AINE anti-inflamatórios não esteroidais
AIT ataque isquêmico transitório
AlAl alergia alimentar
ALB albumina
ALEH Asociación Latinoamericana para el Estudio del Hígado
alfa-FP alfafetoproteína
ALT alanina aminotransferase
AM anemia megaloblástica
AND Academy of Nutrition and Dietetics
ANS Agência Nacional de Saúde Suplementar
antiGAD antidescarboxilase do ácido glutâmico
anti-HBc anticorpos da classe IgG contra o antígeno do núcleo do vírus da hepatite B
anti-HBe anticorpo contra o antígeno e do vírus da hepatite B
anti-HBs anticorpo contra o antígeno de superfície da hepatite B
anti-TG antitireoglobulina
anti-TPO antitireoperoxidase
anti-TSH-R antirreceptor de TSH
anti-VHA anticorpo produzido em resposta ao vírus da hepatite A
anti-VHC anticorpo produzido em resposta ao vírus da hepatite C
antiZnt8 antitransportador de zinco 8
apo A-I apolipoproteína A-I
apo B apolipoproteína B
apo C-III apolipoproteína C-III
ASCA anticorpo anti-Saccharomyces cerevisiae
ASPEN American Society for Parenteral and Enteral Nutrition
AST aspartato aminotransferase
ATP trifosfato de adenosina
ATP7A transportadora de cobre alfa
ATP7B transportadora de cobre beta
ATPapse adenosina trifosfatase
AVE acidente vascular encefálico
BCG verde de bromocresol
BCP púrpura de bromocresol
BD bilirrubina direta
BE excesso de base
beta-hCG exame de sangue que detecta a presença do hormônio hCG, relacionado a gravidez
BN balanço nitrogenado
BNP peptídio natriurético tipo B (do inglês, B-type natriuretic peptide)
BT bilirrubina total
BUN blood urea nitrogen
CaBP calbidina
CAC escore de cálcio coronariano (do inglês, coronary artery calcium)
CaS cálcio sérico
CaSI cálcio sérico ionizado
CaST cálcio sérico total
CaSTc cálcio sérico total corrigido
CAT elevação da catalase
CaU cálcio urinário
CBP cirrose biliar primária
CC circunferência da cintura
CDC Centers for Disease Control and Prevention
CEA antígeno carcinoembrionário
CEP colangite esclerosante primária
CFN Conselho Federal de Nutricionistas
CHC carcinoma hepatocelular
CHCM concentração de hemoglobina corpuscular média
CI cardiopatia isquêmica
CLLF capacidade latente de ligação ao ferro
CMO conteúdo mineral ósseo
CMT carcinoma medular da tireoide
CO2 dióxido de carbono
COL1A1 colágeno Tipo I Alfa 1
ConA concanavalina A
CONUT Estado Nutricional Controlado (do inglês, controlling nutritional status)
PEAS urina parcial e pesquisa dos elementos anormais e sedimentos
pg picogramas
pH potencial de hidrogênio
PL peroxidação lipídica
PLP piridoxal fosfato
PLR proteína ligadora de retinol
PNA equivalente protéico do aparecimento de nitrogênio
PNI Índice Prognóstico Nutricional (do inglês, Prognostic Nutritional Index)
Procon Programa de Proteção e Defesa do Consumidor
PSO pesquisa de sangue oculto na amostra fecal
PSR pesquisa de substância redutoras nas fezes
PTH paratormônio
QUICKI Quantitative Insulin Sensitivity Check Index
RAA reação adversa a alimentos
RANKL receptor do ativador do fator nuclear kappa B
RAST teste radioalergoabsorvente (do inglês, radioactive allergosorbent test)
RBP proteína ligadora de retinol (do inglês, retinol binding protein)
RCG risco cardiovascular global
RCU retocolite ulcerativa
RCV risco cardiovascular
RDA ingestão dietética recomendada (do inglês, recommended dietary allowance)
RDW distribuição do tamanho das hemácias (do inglês, red cell distribution of width)
RET (do inglês, rearranged during transfection)
RFG ritmo de filtração glomerular
RI resistência à insulina
RLC razão linfócitos totais
RM ressonância magnética
RMJ resposta metabólica ao jejum
RN recém-nascidos
RNAm RNA mensageiro
RNI relação normatizada internacional
RNL relação neutrófilo/linfócito
RPA razão proteína C-reativa/ albumina
rRNA ácido ribonucleico ribossômico
rT3 T3 reverso
RTK receptor tirosina quinase
SAA amiloide sérico A
SBD Sociedade Brasileira de Diabetes
SBEM Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
SCA síndrome coronarianas agudas
Se selênio
SeP selenoproteína P
SePs selenoproteínas
SeS selênio sérico
SGLT1 cotransportador de sódioglicose 1
SIADH síndrome da secreção inapropriada de hormônio antidiurético
SIBO supercrescimento bacteriano no intestino delgado
SII síndrome do intestino irritável
siRNA pequeno ácido ribonucleico de interferência (do inglês, small interfering ribonucleic acid)
SLC transportador ligado ao soluto
SM síndrome metabólica
SNC sistema nervoso central
SOD superóxido dismutase
SPT teste de puntura (do inglês, skin prick test)
SRAA sistema renina-angiotensinaaldosterona
sTfR receptor solúvel de transferrina
T3 tri-iodotironina
T3L T3 livre
T4 tiroxina
T4L T4 livre
TA tecido adiposo
TAC capacidade antioxidante total
TAP tempo de atividade da protrombina
TBG globulina de ligação da tiroxina (do inglês, thyroxinebinding globulin)
TC tomografia computadorizada
TCI transcobalamina I
TCII transcobalamina II
TDP difosfato de tiamina
TF-FVIIa fator tecidual-fator VII ativado
TFG taxa de filtração glomerular
TFGe taxa de filtração glomerular estimada
TG triglicerídios
TGB globulina ligadora de tiroxina
TGI trato gastrintestinal
TGO transaminase glutâmicooxaloacética
TGP transaminase glutâmicopirúvica
THF tetra-hidrofolato
TIBC total iron binding capacity
TIR tempo no alvo (do inglês, time in range)
TNF fator de necrose tumoral
TNF-alfa fator de necrose tumoral alfa
TOTG teste oral de tolerância à glicose
TP tempo de protrombina
tPA plasminogênio tecidual
TPO testes de provocação oral
TPODCPC teste de provocação oral duplo-cego placebo controlado
TPP tiamina pirofosfato
TRAb anticorpos do receptor de tireotropina
TRAP fosfatase ácida tartarato resistente
TRF transferrina
TRH hormônio liberador de tireotropina
TrxR tiorredoxinas redutases
TSA teste de sensibilidade aos antimicrobianos
TSH hormônio tiroestimulante
TSH-R receptor de TSH
TTG transglutaminase tecidual
TTP tempo de tromboplastina parcial
TTR transtirretina
UDP enzima uridina difosfato
UI unidade internacional
UL nível de ingestão máxima tolerável (do inglês, tolerable upper intake level)
US ultrassensível
USG ultrassonografia
UTI unidade de terapia intensiva
UVB luz ultravioleta B
VCM volume corpuscular médio
VDR receptor de vitamina D
VHA vírus da hepatite A
VHB vírus da hepatite B
VHC vírus da hepatite C
VHS velocidade de hemossedimentação
Vitamina B1 tiamina
Vitamina B12 cobalamina, cianocobalamina
Vitamina B2 riboflavina
Vitamina B3 niacina
Vitamina B5 ácido pantotênico
Vitamina B6 piridoxina
Vitamina B7 biotina
Vitamina B9 ácido fólico, folato, folacina
VLDL lipoproteína de muito baixa densidade (do inglês, very low density lipoprotein)
VOIP vitamin D-Binding protein
vWF fator von Willebrand
XO xantina oxidase
Zn zinco
ZnE zinco nos eritrócitos
ZnS zinco sérico
ZnT-1 transportador de zinco-1
ZPP zinco protoporfirina
Sumário
2
3
Wagner Andrade Ferreira
Vivian dos Santos Neves
Larissa Calixto-Lima
Luciana Moreira Lima
Marcos Rodrigo de Oliveira
Andréia Patrícia Gomes
Rodrigo Siqueira-Batista
Gleide Gatti Fontes
Marcos Rodrigo de Oliveira
Gleide Gatti Fontes
Luciana Moreira Lima
Andréia Patrícia Gomes
Patrícia Aparecida Fontes Vieira
Rodrigo Siqueira-Batista
Andréia Patrícia Gomes
Rodrigo Roger Vitorino
Patrícia Aparecida Fontes Vieira
Gleide Gatti Fontes
Marcos Rodrigo de Oliveira
Luciana Moreira Lima
Rodrigo Siqueira-Batista
Rodrigo Siqueira-Batista
Patrícia Aparecida Fontes Vieira
Gleide Gatti Fontes
Marcos Rodrigo de Oliveira
Luciana Moreira Lima
Andréia Patrícia Gomes
6 Exames de Saúde Intestinal e Mapeamento da Microbiota Intestinal
Ilanna Marques Gomes da Rocha
7 Desordens do Equilíbrio Ácido-Básico
Gabriel Teixeira Montezuma Sales
8 Marcadores Laboratoriais de Estresse Oxidativo
Amylly Sanuelly da Paz Martins
José Israel Rodrigues Junior José Igor de Araújo Freitas
Fabiana Andréa Moura
9 Marcadores Inflamatórios
José Israel Rodrigues Junior Nykholle Bezerra Almeida
Wendell Costa Melo Filho
Maykon Douglas Ramos Barros
José Igor de Araújo Freitas
Fabiana Andréa Moura
10 Exames Laboratoriais de Rotina no Atendimento Ambulatorial de Diferentes Grupos Populacionais
Aline Carare Candido
Eliane Rodrigues de Faria
Fabiana de Cássia Carvalho Oliveira
Francilene Maria Azevedo
Clarissa de Matos Nascimento
Silvia Eloiza Priore
Sylvia do Carmo Castro Franceschini
PARTE II Avaliação Nutricional Laboratorial
11 Avaliação Laboratorial das Vitaminas
Emanuelly Varea Maria Wiegert
Fernanda Neves Pinto
12 Avaliação Laboratorial dos Minerais
Emanuelly Varea Maria Wiegert
Fernanda Neves Pinto
13 Desnutrição Relacionada à Doença
Gabriella da Costa Cunha
Larissa Calixto-Lima
Emanuelly Varea Maria Wiegert
Larissa Calixto-Lima
Letícia Fuganti Campos
Nelzir Trindade Reis
Rafaela Gonçalves Ribeiro Lucas
Aline Marcadenti de Oliveira
Rafaela Gonçalves Ribeiro Lucas
Aline Marcadenti de Oliveira
Luciana Coppini 18
Alessandra da Silva Pereira
Fabricia Junqueira das Neves
Thaís da Silva Ferreira
Isabelle Cristine Lôpo dos Santos
Simone Côrtes Coelho
Larissa Calixto-Lima
Paula Normando
Larissa Calixto-Lima
Larissa Calixto-Lima
Nelzir Trindade Reis
Rosângela Passos de Jesus
Lucivalda Pereira Magalhães de Oliveira
Matheus Lopes Cortes
Ramona Souza da Silva Baqueiro Boulhosa
Laís Spíndola Garcês
Monalisa Reis Arruda
22 Doença Renal Crônica
Ana Paula Bazanelli
Flavia Baria
Miriam Ghedini Garcia Lopes
23 Distúrbios Intestinais .
Samanta Catherine Ferreira
Bruno Meira Guerra
Evelyne Silva Brum
Antônio de Barros Lopes
Valesca Dall’Alba
24 Alergia Alimentar 619
Glauce Hiromi Yonamine
Ana Paula Beltran Moschione Castro
PARTE IV Principais Exames Laboratoriais Utilizados na Prática Clínica
I Indicações, Contraindicações, Orientação para Coleta e Fatores Interferentes
Gabrielle Cardoso Mangia
Karem Nayanne Santos Dutra
II Valores de Referência e Interpretação
Karem Nayanne Santos Dutra
Gabrielle Cardoso Mangia
Índice
639
Capítulo 6
Exames de Saúde
Intestinal e Mapeamento da Microbiota Intestinal
Ilanna Marques Gomes da Rocha
Introdução
A saúde intestinal é influenciada por uma diversa comunidade de microrganismos, denominada microbiota intestinal (MI), cujo estudo tem se expandido significativamente nos últimos anos, impulsionado pelos avanços em pesquisas experimentais, epidemiológicas, fisiológicas e em tecnologias ômicas. Além da composição microbiana, a funcionalidade intestinal depende de aspectos, como integridade da barreira epitelial, modulação imunológica local e metabolismo microbiano. Somados, esses fatores estão associados à manutenção da homeostase e ao bemestar sistêmico.1
Este capítulo se propõe a discutir estratégias para avaliação da saúde intestinal na prática clínica, abordando exames, como o coprológico funcional, o sequenciamento genético da microbiota, biomarcadores de inflamação e permeabilidade intestinal, destacando sua relevância na compreensão da composição microbiana e das funções associadas ao ambiente intestinal.
Exame Coprológico Funcional
O exame coprológico funcional tem como finalidade clínica a avaliação das funções digestivas do trato gastrintestinal (TGI) e das glândulas anexas, possibilitando o diagnóstico de síndromes coprológicas. Esse exame envolve análises físicas, macroscópicas, microscópicas e químicas, conforme descrito a seguir.25
A análise física contempla as características macroscópicas do material fecal, como consistência, coloração e odor. Um padrão de normalidade inclui fezes bem formadas, de consistência sólida, em formato cilíndrico, moldadas pelo canal anal e de coloração marrom. Os parâmetros da análise física do exame coprológico são apresentados na Tabela 6.1.
A avaliação macroscópica do exame coprológico abrange a observação da presença de tecido conjuntivo, gorduras, amido e celulose, fornecendo informações valiosas para o diagnóstico de disfunções intestinais e outras condições clínicas.24 Parâmetros macroscópicos do exame coprológico são apresentados na Tabela 6.2.
Caracterizadas por formações alongadas ou ovalares, de bordas arredondadas, sem estriação transversal e, normalmente, em pequenas quantidades
Parâmetro de normalidade, indicativo de digestão eficiente das proteínas da carne (fibras musculares), especialmente em pessoas que consomem carne regularmente, evidenciando a ação adequada das enzimas digestivas (pepsina e tripsina) na degradação proteica
Caracterizadas por dimensões maiores, bordas cortantes e presença de estriação transversal e longitudinal
Indicativo de digestão proteica ineficiente, com possíveis causas a serem investigadas: excesso no consumo de proteína; insuficiência pancreática (falta de enzimas digestivas), exceto em casos de trânsito intestinal acelerado; distúrbios na produção de ácido gástrico; ou distúrbios de absorção intestinal
Indicativo de alteração do trânsito intestinal, má digestão ou má-absorção de carboidratos, especificamente amidos, durante o processo digestivo
Normalmente, o amido é hidrolisado pelas enzimas amilase, produzidas por glândulas salivares e pâncreas
Parte normal da eliminação de fibras não digeríveis
Quando presente e associado aos sintomas, como dor abdominal ou alterações no hábito intestinal, é sugestivo de problemas digestivos, demandando investigação adicional
Podem ser formados a partir de sais, minerais ou substâncias químicas presentes no TGI
A depender do tipo de cristal, reflete diferentes condições ou processos metabólicos, conforme descrito a seguir: y Cristais de Charcot-Leyden: formados pela degradação de eosinófilos, sugere reação alérgica ou inflamatória no intestino
y Cristais de fosfato triplo (ou fosfato amônio-magnesiano): geralmente presentes em fezes alcalinas (pH elevado), associados aos processos digestivos alterados ou às dietas ricas em vegetais verdes y Cristais de oxalato de cálcio: relacionados ao consumo de alimentos ricos em oxalato (p. ex., espinafre e beterraba) ou aos problemas de absorção intestinal, como síndrome do intestino curto e doença celíaca y Cristais de colesterol: indicativos de má-absorção de gorduras ou distúrbios metabólicos
Capítulo 13
Desnutrição Relacionada à Doença
Gabriella da Costa Cunha
Larissa Calixto-Lima
Emanuelly Varea Maria Wiegert
Introdução
A desnutrição pode ser definida como um distúrbio nutricional caracterizado pelo desequilíbrio entre as necessidades e a ingestão de calorias, proteínas e outros nutrientes necessários para a manutenção e a reparação de tecidos em adultos, e para o crescimento e o desenvolvimento em crianças. Considerada um problema mundial de saúde, a desnutrição apresenta prevalência variável de acordo com a população e os métodos utilizados para o diagnóstico nutricional.1-3
Por sua vez, a desnutrição relacionada à doença (DRD) é um distúrbio relacionado ao desequilíbrio entre necessidades e oferta nutricional, frequentemente agravado por inflamação sistêmica e alterações metabólicas decorrentes de patologias agudas ou crônicas. No contexto clínico-hospitalar, trata-se de um problema prevalente, associado ao aumento de morbimortalidade, à piora funcional, às maiores taxas de complicações e ao aumento de custos assistenciais.4-8
Diversas ferramentas e parâmetros são utilizados para triagem e diagnóstico da desnutrição, variando de avaliação de sintomas, ingestão alimentar, perda de peso não intencional, medidas antropométricas, funcionalidade e exames laboratoriais.1,9-12 Na prática clínica, é essencial o uso de vários indicadores do estado nutricional associados, visto que um único parâmetro isolado não caracteriza a condição nutricional de um indivíduo.
No âmbito laboratorial, a DRD é caracterizada por alterações bioquímicas, hematológicas, imunológicas e metabólicas, cuja interpretação requer integração com indicadores clínicos, funcionais e nutricionais. Nenhum marcador isolado é suficiente para diagnóstico; portanto, a interpretação combinada e contextualizada é mandatória.12,13
Tipos de Desnutrição
As principais diretrizes e consensos internacionais, como as da Academy of Nutrition and Dietetics (AND), da American Society for Parenteral and Enteral Nutrition (ASPEN), da European Society for Clinical Nutrition and Metabolism (ESPEN) e do Global Leadership Initiative on Malnutrition (GLIM), propõem a classificação da desnutrição a partir da sua etiologia.1,3,12 Nessa perspectiva, a desnutrição é classificada considerando a presença e a intensidade da
Interpretação de Exames Laboratoriais Aplicados à Nutrição Clínica
e convergem para efeitos catabólicos e redução da ingestão alimentar.3 A inflamação sistêmica induz anorexia, perda ponderal, alterações na composição corporal e redução da função física, compondo um processo que evolui para desnutrição clinicamente relevante quando persistente.3,12,17
Na DRD com inflamação, a resposta ao estresse envolve ativação do sistema nervoso simpático, do sistema imunológico e do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, sistemas interligados que modulam o metabolismo energético em situações agudas e crônicas.18 A cascata resultante promove hipercatabolismo, influi no metabolismo de carboidratos, lipídios e proteínas e reduz a ingestão alimentar, favorecendo o desenvolvimento e a progressão da desnutrição (Figura 13.2).
Entre as doenças crônicas com inflamação que podem cursar com desnutrição estão câncer, DPOC, DII, insuficiência cardíaca congestiva, DRC e artrite reumatoide. A inflamação sistêmica que impulsiona o catabolismo varia de leve a moderada, embora possam ocorrer crises inflamatórias mais graves durante as exacerbações da doença. Os fatores envolvidos na gênese da desnutrição incluem as citocinas pró-inflamatórias, os hormônios e o efeito central no hipotálamo.12,17,19,20
Esvaziamento gástrico motilidade intestinal e reabsorção
Metabolismo dos alimentos
Resistência periférica à insulina e ao GH
Degradação proteica
Catabolismo muscular esquelético
Desnutrição associada à doença
Eixo hipotálamohipófiseadrenal
Hormônios do estresse (p. ex., cortisol)
Hormônios periféricos
Síntese proteica
Taxa metabólica de repouso
Imobilização e fadiga
Figura 13.2 Mecanismos da inflamação na fisiopatologia da desnutrição relacionada à doença
IL-6: interleucina 6; IL-1b: interleucina-1 beta; TNF-alfa: fator de necrose tumoral alfa; GLP-1: peptídio semelhante ao glucagon-1; ↑: aumentada; ↓: reduzido. Fonte: adaptada de Stumpf et al., 2023.18
Capítulo 20
Anemias Carenciais e das Doenças Crônicas
Larissa Calixto-Lima Nelzir Trindade Reis
Introdução
Anemia é uma condição clínica caracterizada laboratorialmente por uma deficiência no número ou no tamanho de eritrócitos sanguíneos – este último resultado da diminuição na concentração de hemoglobina (Hb) circulante –, limitando a troca de oxigênio e gás carbônico entre o sangue e os tecidos corporais. Independentemente da causa, o resultado é a diminuição da Hb total funcionante na circulação.1,2
Tipos de Anemia
A anemia desenvolve-se por meio de três mecanismos principais: eritropoese ineficaz (quando o corpo produz poucos glóbulos vermelhos), hemólise (quando os glóbulos vermelhos são destruídos) e perda de sangue.2 De acordo com sua etiologia, as anemias são frequentemente classificadas como:2,3
Anemias carenciais ou nutricionais: podem surgir em decorrência da carência de nutrientes essenciais para a síntese normal de eritrócitos, como ferro, vitamina B12 (cobalamina) e folato (vitamina B9) e, menos comumente, cobre, piridoxina (vitamina B6), riboflavina (vitamina B6) e proteína.
Anemia das doenças crônicas (ADC): condição que ocorre em associação às doenças subjacentes, especialmente tumores malignos e doença renal crônica (DRC), caracterizando-se pela redução dos níveis de Hb, hematócrito (HT) e contagem de eritrócitos.
Anemias por desordens genéticas: a variação na estrutura ou a produção reduzida das cadeias globínicas da Hb também podem resultar em anemia. A doença falciforme (tipo de anemia hemolítica crônica) é o distúrbio genético da Hb mais frequente, seguido pelas talassemias beta e alfa. Estimase que cerca de 5% da população mundial seja portadora de uma variante significativa da Hb; esses percentuais são expressivamente mais elevados no continente africano (18%).
As anemias resultantes da deficiência de nutrientes, conhecidas como anemias carenciais ou nutricionais, são os tipos mais comuns observados, particularmente em mulheres (em razão de perda menstrual e gestação) e em crianças (visto que estão em fase de crescimento de desenvolvimento). Isso acontece porque a renovação das células do sangue ocorre de forma mais rápida em relação a outros
O ferro inorgânico presente na dieta predominantemente na sua forma trivalente (Fe ) precisa 3+ ser convertido para sua forma bivalente (Fe ) por ação da 2+ enzima DcytB
Apical
Redutase férrica (Dcytb)
Ferritina
Parte do ferro é armazenada no enterócito na forma de ferritina, sendo posteriormente perdida com a descamação da mucosa intestinal
O Fe é absorvido nos enterócitos 2+ através da proteína DMT1
A internalização do ferro heme da dieta é realizada pela HCP1
oxigenase
No interior do enterócito, a ação da enzima heme oxigenase libera o ferro da protoporfirina, permitindo sua entrada no mesmo do ferro pool não heme
Ferroxidase (hefaestina)
Ferroportina
Basolateral
Se houver necessidade de ferro pelo organismo, ele prossegue para a membrana basolateral do enterócito. A ferroportina exporta o ferro para o plasma, onde ele é oxidado a Fe³ por ação da + enzima hefaestina, ação necessária para sua incorporação à transferrina sérica
Figura 20.1 Mecanismo de absorção de ferro por transportadores específicos DMT1: transportadoras de metal divalente 1 (do inglês, divalent metal transporter 1); HCP-1: proteína transportadora do heme 1 (do inglês, haem carrier protein-1); DcytB: citocromo B duodenal (inglês, duodenal cytochrome B).
Índice
AA1AT
- fecal, 641, 683
- sérica, 641, 683
Absorção
- da vitamina C, 222
- de cálcio, 240, 441
- de ferro, 246, 473
- de zinco, 253
Acidemia, 98
Ácido(s)
- aminados e amoníaco, 72
- ascórbico, 223
- de fermentação, 72
- e bases, 98
- fólico, 217
- - avaliação laboratorial, 219
- - eritrocitário, 641, 683
- - sérico, 641, 684
- graxos livres, 31
- L-ascórbico, 119
- metilmalônico, 490, 684
- - sérico, 642
- nicotínico, 212
- orgânicos totais, 72
- pantotênico, 213
- - avaliação laboratorial, 214
- úrico, 32, 120, 536, 574
- - sérico, 642, 685
- - urinário, 643, 686
Acidose, 98
- metabólica, 102
- - definição e causas, 102
- - diagnóstico e manifestações clínicas, 102
- - tratamento, 103
- respiratória, 103, 104
- - definição e causas, 103
- - diagnóstico e manifestações clínicas, 103
- - tratamento, 104
Adaptação
- renal, 564
- tubular, 565
Adiponectina, 32
Akkermansia muciniphila, 90
Alanina aminotransferase, 508
Albumina, 147, 278, 511, 572, 593, 602, 607, 614
- glicada, 147
- sérica, 241, 686
Albuminúria, 573
Alcalemia, 98
Alcalose, 98
- metabólica, 104
- - definição e causas, 104
- - diagnóstico e manifestações clínicas, 105
- - tratamento, 105
- respiratória, 105
- - causas, 106
- - definição e causas, 105
- - diagnóstico e manifestações clínicas, 106
- - tratamento, 106
Alergia alimentar, 621
- acompanhamento do paciente, 633
- diagnóstico, 623
- - laboratorial, 625
- - resolvido por componentes, 629
- exames falsos ou sem evidência científica para o diagnóstico, 633
- investigação diagnóstica, 624
Alfa-1-antitripsina, 518
Alfafetoproteína, 530, 643, 687
Amilase pancreática sérica, 644, 688
Amilina, 318
Amiloide sérico A, 139
Aminoácidos, 589
Aminotransferases, 508, 509
Amostra, tipos, 8
Análise
- da urina de 24 horas, 56
- de distribuição, 89
- de espécies, 90
- de filos, 89
- de gêneros, 90
- de taxonomização, 89
- do pH fecal, 86
- física do exame coprológico funcional, 84
Anamnese, 100
Anemia(s), 247, 471
- carenciais ou nutricionais, 471
- - tipos, 492
- da inflamação, 249
- das doenças crônicas, 471, 492
- - diagnóstico diferencial, 493
- ferropriva
- - diagnóstico laboratorial, 479
- - etiologia, 479
- hipocrômica microcítica, 247
- interpretação do hematócrito, 494
- megaloblástica, 218, 484
- - diagnóstico laboratorial, 489
- - etiologia, 486
- - por deficiência de folato etiologia, 488
- perniciosa, 220, 487
- por deficiência
- - de cobre, 492
- - de ferro, 472
- - de folato, 487
- - de vitamina B12, 484
- por desnutrição calóricoproteica, 492
- por desordens genéticas, 471
- responsiva à piridoxina, 492
- sideriblástica, 492
- tipos, 471
Ânion gap, 98, 99
- sérico, 101
Anisocitose, 495
Anti-HBc, 644, 690
Anti-HBe, 645, 690
Anti-HBs, 645, 690
Anti-VHA, IgG e IgM, 646, 690
Anti-VHC, 646, 690
Anticonvulsivantes, 605
Anticorpo(s)
- anti-Saccharomyces cerevisiae, 615, 689
- antiendomísio, 644, 689
- antigliadina, 644, 689
- antineutrofílico perinuclear, 615, 689
- antipeptídios desamidados da gliadina imunoglobulina A, 610
- antitransglutaminase, 644
- - tecidual imunoglobulina A, 610
- EMA IgA, 610
- tireoidianos, 427
Antidepressivos tricíclicos, 605
Antieméticos, 605
Antígenos leucocitários humanos, 608
Antiparkinsonianos, 605
Antipeptídios desamidados da gliadina imunoglobulina G, 610
- da função hepática, 511 - da lesão hepática, 508 - de dano ao DNA, 126 - de defesa antioxidante, 126 - de inflamação, 87 - - na doença hepática crônica, 517
- de lesão dos ductos biliares, 520 - de PL (MDA, 4-HNE e F2-isoprostano), 126
- de remodelação óssea, 462
- de resistência à insulina, 534
- do distúrbio mineral e ósseo na doença renal crônica, 575
- laboratoriais
- - de inflamação, 135 - - na doença hepática crônica, 508
- tumorais, 428, 530
Mecanismo(s)
- da imunoglobulina e mediado, 625
- de ação da insulina, 300 - não imunoglobulina mediado, 630
Melatonina, 119
Metabolismo
- do cálcio, 440
- do ferro
- - e da ferritina e saturação de transferrina, 540
- - na insuficiência cardíaca, 382
- lipídico, 327
- normal
- - da vitamina B12, 484
- - do ferro, 473
- ósseo, 443
Metalotioneína, 113
Métodos não invasivos para avaliação da fibrose hepática, 549
Microalbuminúria, 57, 666, 713
Microbiota intestinal, exame de sequenciamento genético, 88
Microcitose, 495
Microminerais, 245
Micronutrientes, 113, 199, 239
- na desnutrição relacionada à doença, 286
Mixedema, 418
Modelo de homeostase de avaliação da resistência à insulina, 319
Modulação do sistema imune, 452
Monitoramento contínuo de glicose, 317
Monossacarídeos, 588
Mutação NOD2/CARD15, 615
N
N1-metilcotinamida urinária, 666, 713
Niacina, 212
- avaliação laboratorial, 213
Nicotinamida, 212
Nódulos tireoidianos, 422
Nutrição e doenças da tireoide, 429
O
Obesidade, 393, 402
- avaliação
- - das reservas proteicas, 400
- - do estado
- - - inflamatório, 400
- - - nutricional de vitaminas, minerais e oligoelementos, 401
- - dos parâmetros laboratoriais, 394
- parâmetros laboratoriais para avaliação
- - das reservas proteicas, 400
- - do estado
- - - inflamatório, 400
- - - nutricional de vitaminas, minerais e oligoelementos, 401
Obstrução linfática, 594
Opioides, 605
Osso
- cortical, 445
- trabecular, 445
Osteoblastos, 446
Osteocalcina, 444
Osteócitos, 447
Osteopontina, 444, 533
Osteoporose, 454
- avaliação do estado de cálcio e diagnóstico, 457
- primária, 454
- - tipo
- - - I ou pós-menopausa, 455
- - - II ou senil, 456
- secundária, 454, 456
Oxidação lipídica, 363
Oxidativo, 111
P
Parâmetros glicêmicos, 383
Paratormônio, 452, 459, 580, 668, 715
Patch test atópico, 630
PC-R, 614
Peptídio
- C, 318
- - sérico, 667, 713
- natriurético tipo B, 377
- - N-terminal, 377
Perda
- extensa da área de superfície absortiva, 593
- ou disfunção da superfície absortiva mucosal, 594
Perfil lipídico, 383
Permeabilidade intestinal, 87, 88
Pesquisa
- de gordura fecal, 74, 602
Interpretação de Exames Laboratoriais Aplicados à Nutrição Clínica
- de sangue oculto nas fezes, 76, 607, 667, 714
- de substâncias redutoras nas fezes e pH fecal, 592, 668, 714
- qualitativa de gordura fecal, 594
pH fecal, 602, 668, 714
Pico de massa óssea, 446
Piridoxina, 214
- avaliação laboratorial, 215
Plaquetas, 23
Plasma, 10
Poiquilocitose, 495
Policromatofilia, 495
Polipeptídio amiloide das ilhotas, 318
Potássio, 381, 571
- sérico, 668
Pré-albumina, 279, 593, 669, 715
Pré-diabetes, 309
Procalcitonina, 142, 717
Processos infecciosos, 64
Proteína(s), 442
- C-reativa, 135, 277, 601, 669, 715
- - ultrassensível, 42, 135, 375
- de fase aguda
- - negativa, 278
- - positiva, 276
- específica da membrana de Golgi, 532
- ligadora de retinol, 280, 515, 669, 716
- totais e frações, 43
Proteinúria, 572, 670, 716
Protrombina, 25
Q
Quantitative Insulin Sensitivity Check
Index (QUICKI), 320
Quelantes do ferro, 476
R
Raquitismo, 202
Razão
- linfócitos totais/proteína
C-reativa, 156
- neutrófilo(s)-linfócito(s), 158, 159
- neutrófilos-albumina, 158, 159
- proteína C-reativa/albumina, 286
Reabsorção osteoclástica, 448
Reação adversa aos alimentos, 621
Receptor solúvel da transferrina, 150, 482
Reciclagem do ferro pelo sistema mononuclear fagocitário, 478
Redução da produção renal de eritropoetina, 493
Regulação
- da função das células ósseas, 450
- dinâmica dos leucócitos, 153
- sistêmica da concentração de ferro, 478
Relação proteína C-reativa/ albumina, 157
Remodelação óssea, 440, 445, 447
Reservas plasmáticas
- de minerais e oligoelementos, 402
- de vitaminas, 402
Resistência à insulina, 319, 395
- marcadores, 534
Resposta compensatória, 99, 101
Ressonância magnética, 603
Reticulócitos, 22
Reticulocitose, 495
Retinol, 200
Retocolite ulcerativa, 611
Riboflavina, 210
- avaliação laboratorial, 211
Rins, 97
Risco cardiovascular, 378
- aterosclerótico, 366
- fatores agravantes, 366 - global, 365
- muito alto e extremo, 366
Roseburia faecis, 90
S
Sangue
- periférico, 15 - total, 8
Saturação
- transferrina, 383, 540, 601
Selênio, 114, 256
- avaliação laboratorial, 257
- sérico, 670, 717
Sequestro de ferro, 493
Siderofilina, 44
Síndrome
- da quilomicronemia familiar, 343 - metabólica, 393, 394
Síntese pancreática de insulina, 299
Sistema
- cardiovascular, 452
- gastrintestinal, 585
- tampão, 97, 98
Sódio, 381, 442, 570
- sérico, 570, 670, 717
- urinário, 571, 671, 718
Solicitação de exames laboratoriais pelo nutricionista, 7
Soro, 10
TTaxa de sedimentação dos eritrócitos, 151
TC e RM de abdome, 607
Técnica do clamp euglicêmico, 319
Tempo
- de coagulação, 25
- de protrombina, 25, 595, 602, 671, 719
- de sangramento, 23
- de tromboplastina parcial, 26
Teste(s)
- de absorção de aminoácidos, 593
- de ativação de basófilos, 629
- de coagulação, 512
- de D-xilose, 592
- de excreção de nitrogênio fecal, 593
- de provocação oral (TPO), 630
- de puntura, 625
- de tolerância
- - à lactose, 592
- - endovenoso à glicose, 396
- de van de Kamer, 594
- do estado de micronutrientes, 45
- genético(s), 610
- - para deficiência de lactase, 592
- oral de tolerância
- - à glicose, 315, 396, 672, 720
- - à lactose, 602
- para diagnóstico da alergia alimentar, 630
- quantitativo de gordura fecal, 594
- químicos em urinálise, 54
- respiratório
- - com hidrogênio, 592, 602
- - com triglicerídios marcados com carbono-13, 594
- sorológicos, 610
Tiamina, 208, 209
- avaliação laboratorial, 209
Tipos de desnutrição, 269
Tireoide, 413
Tireoidite, 420
- classificação, 421
- de Hashimoto, 421, 422
Tiroxina (T4), 413, 672, 719
Tocoferol, 118
Tomografia computadorizada, 603
Transaminases hepáticas, 43, 723
Transferrina, 44, 150, 280, 481, 593
- sérica, 673, 721
Transglutaminase tecidual, 608
Transportadores de glicose (GLUT), 300
- GLUT1, 300
- GLUT2, 300
- GLUT3, 300
- GLUT4, 300
- GLUT5, 300
Transporte
- de ferro, 476
- e metabolismo hormonal, 416
Transtirretina, 149, 279
Tri-iodotironina (T3), 413, 674, 718
Triglicerídios, 341, 673, 721
Tripsinogênio sérico, 595
Tromboplastina parcial, 26
Trombose, 375
Troponinas cardíacas de alta sensibilidade, 376, 675, 722
U
Ultrassonografia
- abdominal, 616
- intestinal, 603, 607
Up regulation, 301
Ureia, 44, 569
- sérica, 569, 723
- urinária, 570
Urina, 10
V
Velocidade de hemossedimentação, 151, 614, 675, 723
Via
- endógena do metabolismo lipídico, 331
- exógena do metabolismo lipídico, 331
Vitamina(s)
- A, 200
- - avaliação laboratorial, 201
- - sérica, 676, 724
- B1, 208
- - sérica, 676, 724
- B2, 210
- - urinária, 677, 725
- B3, 212
- B7, 216
- B12, 219, 484, 601
- - avaliação laboratorial, 491
- - sérica, 676, 724
- C, 119, 222
- - avaliação laboratorial, 223
- - sérica, 677, 725
- D, 202, 203, 439, 450, 452, 459, 577, 602
- - avaliação laboratorial, 203
- - sérica, 677, 725
- E, 118, 204, 205
- - plasmática, 678, 726
- hidrossolúveis, 208
- K, 206
- - avaliação laboratorial, 207
- lipossolúveis, 199, 595
Volume corpuscular médio, 495 X
Xeroftalmia, 201 Z
Zinco, 113, 253, 254
- avaliação laboratorial, 254
- sérico, 678, 726
Zinco-protoporfirina, 482
Zonulina fecal, 87, 88
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