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Cirurgia de Catarata

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A editora e os autores deste livro não mediram esforços para assegurar dados corretos e informações precisas. Entretanto, por ser a medicina uma ciência em permanente evolução, recomendamos aos nossos leitores recorrer à bula dos medicamentos e a outras fontes fidedignas, bem como avaliar, cuidadosamente, as recomendações contidas no livro em relação às condições clínicas de cada paciente.

ORGANIZADOR

Fernando Betty Cresta

Doutor em Oftalmologia pela Universidade de São Paulo (USP).

Chefe do Setor de Catarata do Hospital Oftalmológico de Sorocaba/ Banco de Olhos de Sorocaba (HOS/BOS), SP.

Cirurgia de Catarata – Avanços Recentes em Facodinâmica, Técnica Cirúrgica e Lentes Intraoculares

Copyright © 2026 Editora Rubio Ltda.

ISBN 978-85-8411-150-3

Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução desta obra, no todo ou em parte, sem autorização por escrito da Editora.

Produção

Equipe Rubio

Diagramação

Paulo Teixeira

Capa

Bruno Sales

Imagens de Capa ©iStock.com/CreVis2

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO

SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ

C526

Cirurgia de catarata: avanços recentes em facodinâmica, técnica cirúrgica e lentes intraoculares/Fernando Betty Cresta. – 1. ed. – Rio de Janeiro: Rubio, 2026. 416 p.: il.; 28 cm.

Inclui bibliografia e índice

ISBN 978-85-8411-150-3

1. Catarata. 2. Olhos-Cirurgia. I. Cresta, Fernando Betty. II. Título.

CDD: 617.742059 26-104573.0

CDU: 617.741-004.1

Carla Rosa Martins Gonçalves – Bibliotecária – CRB-7/4782

Editora Rubio Ltda.

Av. Franklin Roosevelt, 194 s/l. 204 – Castelo 20021-120 – Rio de Janeiro – RJ

Tel: 55(21) 2262-3779

E-mail: rubio@rubio.com.br www.rubio.com.br

Impresso no Brasil

Printed in Brazil

Colaboradores

Abrahão da Rocha Lucena

Mestre e Doutor em Oftalmologia pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP).

Coordenador da Escola Cearense de Oftalmologia.

Adriana dos Santos Forseto

Graduada com Especialização em Oftalmologia pela Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), SP.

Doutora em Medicina (Oftalmologia) pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Coordenadora do Curso de Especialização em Oftalmologia do Hospital Oftalmológico de Sorocaba/Banco de Olhos de Sorocaba (HOS/BOS), SP.

Aileen W. Crema

Mestre em Oftalmologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Aline Silveira Moriyama

Médica Oftalmologista pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Amaryllis Avakian

Coordenadora do Setor de Catarata do Hospital das Clínicas, SP.

Ana Carolina Itano Horita

Fellowship em Catarata pelo Hospital Oftalmológico de Sorocaba/Banco de Olhos de Sorocaba (HOS/BOS), SP.

André Augusto Miranda Torricelli

Doutor em Oftalmologia pela Universidade de São Paulo (USP).

Pós-doutorado em Oftalmologia pela Cleveland Clinic Foundation, Ohio, EUA.

Chefe do Setor de Cirurgia Refrativa do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP).

André Berger Emiliano da Silva

Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Oftalmologista formado pelo Instituto Suel Abujamra (ISA), SP. Preceptor e Chefe da Cirurgia de Catarata do Fellowship de Catarata PhacoPrime.

André Messias

Professor livre-docente de Oftalmologia pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP).

Armando Crema

Mestre em Oftalmologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Doutor em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Arthur Gribel

Fellowship em Catarata pelo Hospital Oftalmológico de Sorocaba/Banco de Olhos de Sorocaba (HOS/BOS), SP.

Bárbara Zanetti

Fellowship em Catarata pelo Hospital Oftalmológico de Sorocaba/Banco de Olhos de Sorocaba (HOS/BOS), SP.

Bernardo Kaplan

Oftalmologista pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Doutor em Ciências Visuais pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Fellowship em Cirurgia Refrativa pela Unifesp.

Fellowship em Córnea e Doenças Externas pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Fellowship em Superfície Ocular pela Universidade de São Paulo (USP).

Chefe da Cirurgia Refrativa Visão Laser.

Breno Bonadies Andrade

Oftalmologista pelo Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), SP.

Fellowship do 2o ano de Catarata pelo Hospital Oftalmológico de Sorocaba/Banco de Olhos de Sorocaba (HOS/BOS), SP, e de Cirurgia Refrativa pela FMABC.

Bruna V. Ventura

Mestre em Modelagem Computacional do Conhecimento pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Doutora e Pós-doutora em Ciências Visuais pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Coordenadora do Curso de Especialização em Oftalmologia da Fundação Altino Ventura (FAV), PE.

Camila Barbosa Deolino

Fellowship em Catarata pelo Hospital Oftalmológico de Sorocaba/Banco de Olhos de Sorocaba (HOS/BOS), SP.

Camilla W. Crema

Fellowship em Catarata pelo Hospital Oftalmológico de Sorocaba/Banco de Olhos de Sorocaba (HOS/BOS), SP.

Carla Parizotto

Curso de Especialização em Oftalmologia na Fundação Altino Ventura (FAV), PE.

Fellow em Óptica Cirúrgica na FAV.

Carlos Eduardo Leite Arieta

Professor Titular da Oftalmologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), SP.

César Martins Cortez Vilar

Residência em Oftalmologia pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), SP.

Fellow em Catarata pelo Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB)/Centro de Estudos Oftalmológicos e Residência Acadêmica (Ceora).

Fellow em Catarata e Cirurgia Refrativa pelo Baylor College of Medicine, EUA.

Daniela Meira Villano Marques

Mestre e Doutora em Ciências Visuais pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Especialização em Catarata com Fellowship em Cincinnati Eye Institute (CEI), EUA.

Médica Orientadora Voluntária do Setor de Ótica Cirúrgica –Departamento de Oftalmologia da Unifesp.

Daniela Trovão de Figueirôa

Oftalmologista formada pelo Instituto Suel Abujamra (ISA), SP.

Fellow do 2o ano de Catarata da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Edmundo José Velasco Martinelli

Mestre em Oftalmologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Chefe do Setor de Cirurgia Refrativa do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), SP.

Edvaldo Sóter de Figueirôa Jr.

Oftalmologista pelo Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), SP.

Chefe do Setor de Cirurgia Refrativa do H.Olhos/VisionOne, SP.

Fabiano Brandão

Residência em Oftalmologia pelo Instituto Barraquer, Barcelona, Espanha.

Mestre em Oftalmologia pela Universidade de Barcelona.

Fabio Bondar

Fellowship em Córnea, Doenças Externas e Lentes de Contato pela Universidade de São Paulo (USP).

Fábio Ursulino Reis Carvalho

Mestre em Oftalmologia pela Universidade de Edimburgo, Reino Unido.

Diretor Técnico do Hospital de Olhos de Sergipe (HOS-SE).

Fabrício Borges

Pós-graduação Stricto Sensu na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Brasília (UnB).

Fellowship em Retina e Vítreo no Centro de Referência em Oftalmologia da Universidade Federal de Goiás (Cerof/UFG).

Fellowship em Retina e Vítreo no Centro Brasileiro da Visão (CBV).

Fellowship em Retina e Vítreo no Centro de Estudo em Oftalmologia do Hospital de Base do Distrito Federal e pela Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciência da Saúde da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (Fepecs/SES-DF).

Médico Responsável pelo Setor de Retina e Vítreo na Unidade de Oftalmologia do Hospital Regional da Asa Norte, DF. Coordenador do Fellowship em Retina e Vítreo no Centro Brasileiro da Visão (CBV).

Felipe Trovão de Figueirôa

Residente do 3o ano de Oftalmologia na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Fernando Sato Mizubuti

Fellowship no Hospital Oftalmológico de Sorocaba (HOS)/Banco de Olhos de Sorocaba (BOS), SP.

Francisco Bandeira e Silva

Doutor em Oftalmologia e Ciências Visuais pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)/Universidade de Barcelona, Espanha.

Chefe do Setor de Catarata e Refrativa da Oftalmoclínica de Icaraí, RJ.

Chefe do Setor de Cirurgia de Segmento Anterior e Transplante

Preceptor da Residência e Fellowship de Catarata do H.Olhos de São Gonçalo, RJ.

Francisco Porfírio

Doutor em Ciências Visuais pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Frederico Augusto de Souza Pereira

Doutor em Oftalmologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Pós-doutorado no Sydney Eye Hospital, Austrália.

Frederico Bicalho

Residência em Oftalmologia e Especialização em Córnea no Hospital São Geraldo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Doutor em Oftalmologia pela UFMG.

Frederico França Marques

Mestre e Doutor em Ciências Visuais pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Especialização em Catarata com Fellowship em Cincinnati Eye Institute (CEI), EUA.

Médico Orientador Voluntário do Setor de Ótica Cirúrgica –Departamento de Oftalmologia da Unifesp.

Gabriel Bondar

Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Especialização em Oftalmologia pela Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre.

Fellowship em Catarata e Cirurgia Refrativa (Óptica Cirúrgica) pela Escola Paulista de Medicina/ Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp).

Fellowship em Catarata e Cirurgia Refrativa pelo Byers Eye Institute at Stanford University, EUA.

Gabriel Gorgone Giordano

Oftalmologista e Especialista em Segmento Anterior pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), SP.

Médico Assistente no Setor de Cirurgia Refrativa pela Unicamp. Chefe do Setor de Lentes de Contato na Unicamp. Coordenador do Setor de Ceratocone na Unicamp.

Gustavo Carvalho Pavão

Fellowship em Catarata pelo Hospital Oftalmológico de Sorocaba/Banco de Olhos de Sorocaba (HOS/BOS), SP.

Gustavo Hüning

Orientador de Óptica Cirúrgica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Hamilton Moreira

Doutor em Ciências Visuais pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Ex-presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).

Diretor do Médicos de Olhos S.A.

Iago Perdoná Rodrigues

Médico Oftalmologista pela Universidade de São Paulo (USP).

Assistente do Setor de Cirurgia Refrativa do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP).

Izabela De Maria Aburachid

Fellowship em Catarata pelo Hospital Oftalmológico de Sorocaba/Banco de Olhos de Sorocaba (HOS/BOS), SP.

Karen Miyuki Kubokawa Shoher

Orientadora do Setor de Catarata do Hospital Oftalmológico de Sorocaba (HOS)/Banco de Olhos de Sorocaba (BOS), SP.

Kátia Delalibera Pacheco

Fellow de Retina e Vítreo na Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM).

Fellow de Retina e Vítreo no Centro de Estudos em Oftalmologia do Hospital de Base do Distrito Federal e Centro Brasileiro da Visão (CBV), DF.

Post-doctoral Research Fellowship – Retina Division, Wilmer Eye Institute, Johns Hopkins University School of Medicine, Baltimore-MD, EUA.

Coordenadora do Fellowship em Retina Clínico e Cirúrgico do CBV.

Lara Picanço Macedo Scarpini

Fellowship em Catarata pelo Centro Brasileiro da Visão (CBV) Hospital de Olhos, DF.

Preceptoria do Fellowship de Catarata no CBV Hospital de Olhos, DF.

Leila Gouvêa

Residência em Oftalmologia pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte.

Mestre em Oftalmologia pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP).

Diretora da Iluminar Oftalmologia, AM.

Leiser Franco de Moraes Filho

Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

Residência em Oftalmologia no Centro de Referência em Oftalmologia (CEROF) da Universidade de Goiás (UFG).

Fellow em Córnea, Glaucoma e Catarata pelo CEROG-UFG.

Mestre e Doutor em Ciências da Saúde pela UFG. Criador do Simulador iChamber.

Lucas Cezar Teixeira

Fellowship em Catarata pelo Hospital Oftalmológico de Sorocaba/Banco de Olhos de Sorocaba (HOS/BOS), SP.

Lucas Pinheiro Machado Teles

Fellowship em Catarata pelo Hospital Oftalmológico de Sorocaba/Banco de Olhos de Sorocaba (HOS/BOS), SP.

Márcia Cristina de Toledo Oftalmologista formada pelo Instituto Barraquer, Barcelona, Espanha.

Mestre em Oftalmologia pelo Instituto Barraquer. Chefe do Departamento de Córnea do Centro de Referência em Oftalmologia da Universidade Federal de Goiás (Cerof/UFG).

Maria Flávia de Lima Ribeiro

Oftalmologista Especialista em Córnea e Cirurgia Refrativa pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Maria Regina Chalita

Doutora em Medicina pela Escola Paulista de Medicina/Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp).

Post-doctoral Fellowship em Cirurgia Refrativa e Cirurgia de Córnea na Cleveland Clinic Foundation, EUA.

Professora Adjunto de Oftalmologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UNB).

Mariana Lopes Souza

Fellow de Catarata do H.Olhos de São Gonçalo, RJ.

Mariana Ursulino Reis Carvalho

Fellowship em Catarata pelo Hospital Oftalmológico de Sorocaba/Banco de Olhos de Sorocaba (HOS/BOS), SP. Chefe do Setor de Catarata do Hospital de Olhos de Sergipe (HOS-SE).

Marina Ramos

Graduanda de Medicina pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), SP.

Matheus Madeiro

Curso de Especialização em Oftalmologia na Fundação Altino Ventura (FAV), PE.

Fellow em Óptica Cirúrgica na FAV.

Micheline Borges Lucas

Responsável Técnica pelo Banco de Olhos do Distrito Federal. Fellow em Córneas e Doenças Externas Oculares pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Fellow em Cirurgia Refrativa e Lentes de Contato pela Unifesp. Curso de Coordenação Intra-hospitalar de Transplantes, MS.

Mônica Mânica

Fellowship em Catarata pelo Hospital Oftalmológico de Sorocaba/Banco de Olhos de Sorocaba (HOS/BOS), SP.

Myrna Serapião

Doutora em Medicina (Oftalmologia) pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Pós-doutorado pela Università Campus Bio-Medico de Roma, Itália.

Diretora Médica da Rede Vision One.

Ex-chefe do Setor de Doenças Externas Oculares e Córnea do Departamento de Oftalmologia da Unifesp.

Preceptora do Curso de Residência em Oftalmologia do Hospital do Servidor Público Estadual São Paulo (HSPE).

Natália Lopes Amorim

Orientadora do Setor de Catarata do Hospital Oftalmológico de Sorocaba/Banco de Olhos de Sorocaba (HOS/BOS), SP.

Patrícia Cabral Zacharias Serapicos

Especialista em Oftalmologia pelo Departamento de Oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Título de Especialista em Oftalmologia conferido pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).

Paula Canello Velasco

Médica Oftalmologista com Especialização/Fellowship em Catarata pela Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), SP.

Paulo Junqueira de Melo

Assistente do Setor de Catarata do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP).

Médico do Corpo Clínico do Hospital Sírio-Libanês.

Pedro Bertino

Doutor em Ciências Visuais pela Universidade de São Paulo (USP).

Médico Oftalmologista Especialista em Córnea do Hospital Oftalmológico de Sorocaba/Banco de Olhos de Sorocaba (HOS/ BOS), SP.

Fundador do Curso Surgical Cornea.

Pedro Fraiha

Fellowship em Catarata pelo Hospital Oftalmológico de Sorocaba/Banco de Olhos de Sorocaba (HOS/BOS), SP.

Pedro Henrique Oliveira Ribeiro

Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Alfenas (Unifal), MG.

Doutorando na área de Glaucoma na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).

Oftalmologista formado pela Universidade de São Paulo (USP).

Médico preceptor da Clínica Oftalmológica da USP. Fellowship em Catarata e Glaucoma na USP.

Professor Universitário na Universidade de Alfenas (Unifenas), MG.

Pedro Ribeiro Rosa

Residência Médica em Oftalmologia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), SP.

Fellow em Córnea, Catarata e Cirurgia Refrativa pela Unicamp.

Rachel L. R. Gomes

Oftalmologista pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Doutora em Ciências Visuais pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Editora-chefe da Revista Oftalmologia em Foco, da Associação Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa (BRASCRS).

Diretora Médica do Rio Vision Hospital, RJ.

Rafael Garcia

Fellowship do Hospital Oftalmológico de Sorocaba/Banco de Olhos de Sorocaba (HOS/BOS), SP.

Ramon Coral Ghanem

Oftalmologista do Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem, Joinville, SC.

Doutor em Ciências Visuais na Universidade de São Paulo (USP). Fellow na Massachusetts Eye and Ear Infirmary, Harvard Medical School, EUA.

Renata Soares Magalhães Médica Oftalmologista especialista em Córnea pelo Hospital Oftalmológico de Sorocaba/Banco de Olhos de Sorocaba (HOS/ BOS), SP.

Renato Antunes Schiave Germano Doutor em Oftalmologia pela Universidade de São Paulo (USP). Chefe do Setor de Glaucoma da USP.

Rodrigo Favoretto Canas Peccini Chefe do Setor de Glaucoma do Hospital Oftalmológico de Sorocaba/Banco de Olhos de Sorocaba (HOS/BOS), SP.

Rodrigo Moreira

Fellowship em Catarata pelo Hospital Oftalmológico de Sorocaba/Banco de Olhos de Sorocaba (HOS/BOS), SP.

Samir Maurício Cavero Crespo

Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) com Período Sanduíche por meio do Programa Ciências sem Fronteiras na Harvard School of Public Health, Massachusetts, EUA.

Residência Médica em Oftalmologia no Hospital das Clínicas da FMUSP com ênfase em Glaucoma e Neuroftalmologia. Fellowship de Neuroftalmologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP).

Fellowship de Reabilitação Visual/Visão Subnormal pelo HCFMUSP.

Sérgio Kwitko

Graduação em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Mestre e Doutor em Oftalmologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Especialização em Córnea e Doenças Externas no Doheny Eye Institute, University of Southern California, Los Angeles, EUA. Preceptor do Departamento de Segmento Anterior do Serviço de Oftalmologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), RS. Ex-presidente da Sociedade Brasileira de Córnea e Banco de Tecidos (SBC).

Tatiana Antunes Padilha

Setor de Catarata e Qualidade Médica da Oftalmoclínica Icaraí, RJ.

Thiago Barbosa Gonçalves

Oftalmologista Especialista em Córnea, Catarata e Cirurgia Refrativa pelo Hospital Oftalmológico de Sorocaba/Banco de Olhos de Sorocaba (HOS/BOS), SP.

Diretor Técnico da Cornea Clinic, Belém, PA.

Valéri Pereira Camargo

Graduada em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG).

Residência em Oftalmologia pelo Hospital Regional de São

José – Dr. Homero de Miranda Gomes (HRSJ-HMG), SC.

Mestre em Psicologia da Saúde pela Universidade Federal de Santa Maria (USFM).

Especialista em Psicologia pela Clínica Hospitalar da Universidade de São Paulo (USP).

Fellowship em Catarata e Cirurgia Refrativa no Médicos de Olhos (MOSA).

Vinícius Coral Ghanem

Doutor em Ciências Visuais na Universidade de São Paulo (USP). Oftalmologista do Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem, Joinville, SC.

Fellow na Universidade da Califórnia, Davis/EUA.

Vitor Leão de Carvalho

Fellowship no Hospital Oftalmológico de Sorocaba/Banco de Olhos de Sorocaba (HOS/BOS), SP.

Dedicatória

Aos meus pais, Que sempre foram meu maior exemplo de dedicação, disciplina e integridade.

Agradecimentos

Aos queridos amigos Leila Gouvêa e Frederico Augusto de Souza Pereira, minha sincera gratidão pelo incentivo, pelas conversas e pela troca constante de experiências que, de forma direta ou indireta, contribuíram para a construção desta publicação.

A convivência com vocês, colegas comprometidos com a excelência, movidos pela busca contínua de conhecimento e pela dedicação aos pacientes, foi fundamental para transformar a ideia deste livro em realidade. Cada discussão clínica, cada dúvida compartilhada e cada reflexão aprofundaram não apenas meu entendimento, mas também o desejo de organizar esta obra.

Apresentação

Escrever sobre cirurgia de catarata é, de certa maneira, escrever sobre a evolução da própria Oftalmologia. Em poucas décadas, vimos esse campo transformar-se profundamente: novas tecnologias surgiram, a precisão diagnóstica aumentou, as técnicas cirúrgicas se aperfeiçoaram e, com tudo isso, também cresceram as possibilidades de entregar ao paciente resultados visuais cada vez melhores.

No entanto, junto com as possibilidades, vieram também novos desafios. As lentes trifocais, as lentes de profundidade de foco estendida de (EDOF) e as tóricas ampliaram de forma extraordinária o potencial da cirurgia, mas tornaram ainda mais importante aquilo que sempre esteve no centro da boa prática médica: o olhar cuidadoso, o julgamento equilibrado e a capacidade de individualizar decisões.

E são justamente estes os objetivos deste livro. Cirurgia de Catarata – Avanços Recentes em Facodinâmica, Técnica Cirúrgica e Lentes Intraoculares não se limita a apresentar tecnologias; ele convida o leitor a pensar criticamente sobre elas. Ao longo de suas páginas, percebe-se uma preocupação em unir conhecimento científico, experiência prática e responsabilidade clínica – combinação essencial em uma área em que o sucesso depende tanto da precisão técnica quanto da seleção e da orientação adequadas do paciente.

Este livro nasceu com o propósito de oferecer uma abordagem abrangente, prática e baseada em evidências sobre a cirurgia de catarata moderna com foco em lentes intraoculares (LIOs) premium. Desde a avaliação pré-operatória minuciosa –que inclui análise da superfície ocular, topografia e tomografia corneana, aberrometria, biometria avançada e avaliação macular – até as decisões intraoperatórias e o manejo refinado do pós-operatório, cada etapa é explorada com profundidade e aplicabilidade clínica.

O leitor encontrará, ao longo dos capítulos, uma integração entre conceitos fundamentais e a prática do dia a dia. A obra percorre temas essenciais, como a interpretação de métricas ópticas (MTF, PSF, sensibilidade ao contraste), o papel dos ângulos Alpha e Kappa e a importância da pupilometria, além

da crescente sofisticação das fórmulas biométricas e das estratégias em olhos desafiadores – incluindo pós-cirurgia refrativa, ceratocone e extremos biométricos.

O manejo do astigmatismo, a seleção criteriosa de LIOs tóricas e o uso de tecnologias de marcação digital são abordados com enfoque prático, assim como os avanços na facodinâmica e na cirurgia assistida por laser de femtossegundo. A obra também dedica espaço relevante às lentes intraoculares em si – seus princípios ópticos, curvas de defocus e as diferentes plataformas disponíveis, como monofocais plus, EDOF e trifocais.

Um diferencial importante deste livro é a atenção dedicada às situações especiais e ao manejo de pacientes complexos, como aqueles com glaucoma, doenças retinianas, uveítes e disfunções endoteliais. Do mesmo modo, o pós-operatório é tratado com a profundidade que merece, abordando-se desde as causas de insatisfação dos pacientes até as disfotopsias e as estratégias de explante ou reintervenção.

Mais do que um compêndio teórico, esta obra reflete a experiência coletiva de especialistas que vivenciam diariamente os desafios e as nuances da cirurgia de catarata moderna. Cada capítulo foi concebido para fornecer ferramentas práticas que auxiliem na tomada de decisão, reduzam variabilidade e elevem a previsibilidade dos resultados.

Ao percorrer o conteúdo, o leitor perceberá que o sucesso na cirurgia de catarata contemporânea não depende de um único fator, mas da soma de múltiplos detalhes – desde a primeira consulta até o acompanhamento final. É justamente nessa integração que reside a excelência. Operar bem não é apenas executar corretamente uma técnica, mas tomar boas decisões antes, durante e depois da cirurgia.

Este livro tem como foco o oftalmologista que deseja aprofundar seu conhecimento, aprimorar suas indicações e compreender com mais clareza os detalhes que fazem diferença no resultado final para uma cirurgia de catarata cada vez mais humana, precisa e comprometida com a excelência visual.

O Organizador

Prefácio

A cirurgia de catarata evoluiu, nas últimas décadas, de um procedimento essencialmente reabilitador para uma intervenção com claros objetivos refrativos. Nesse novo cenário, a busca por excelência visual passou a envolver a remoção da opacidade cristaliniana, mas também a entrega de resultados funcionais mais amplos, personalizados e alinhados às expectativas do paciente contemporâneo.

As lentes intraoculares (LIOs) premium, especialmente as trifocais, as de profundidade de foco estendida (EDOF) e as tóricas, ocupam hoje posição de destaque nesse contexto. Sua correta indicação exige conhecimento aprofundado de óptica, biometria, superfície ocular, astigmatismo corneano, seleção de pacientes, planejamento e técnica cirúrgica. O sucesso com essas tecnologias depende, acima de tudo, da integração entre evidência científica, experiência clínica e precisão técnica.

Cirurgia de Catarata – Avanços Recentes em Facodinâmica, Técnica Cirúrgica e Lentes Intraoculares foi elaborado com o propósito de oferecer ao leitor uma abordagem abrangente, prática e atualizada sobre os principais fundamentos e desafios relacionados à cirurgia de catarata. Ao longo dos capítulos, busca-se discutir conceitos essenciais, critérios de indicação, limitações, estratégias de planejamento e aspectos decisivos para a obtenção de resultados visuais satisfatórios.

Mais do que uma revisão tecnológica, esta obra propõe uma reflexão clínica. Em um campo em constante transformação, compreender as lentes premium significa conhecer suas características e, sobretudo, saber aplicá-las com critério, individualização e responsabilidade. É com esse espírito que ela se apresenta: como instrumento de estudo, atualização e apoio à tomada de decisão na cirurgia refrativa da catarata.

Diante da profundidade e da atualidade dos temas abordados, destaca-se como uma contribuição relevante para a prática oftalmológica contemporânea. Trata-se de um material que alia conhecimento técnico sólido a uma visão clínica madura, oferecendo ao leitor não apenas informação, mas direcionamento. A leitura deste livro é, portanto, altamente recomendada a todos aqueles que desejam aprimorar sua compreensão sobre a cirurgia de catarata e suas nuances, bem como elevar o nível de seus resultados refrativos, com segurança, critério e responsabilidade.

Leila Gouvêa Residência em Oftalmologia pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte. Mestre em Oftalmologia pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP). Diretora da Iluminar Oftalmologia, AM.

2 Topografia e Tomografia de Córnea

INTRODUÇÃO

A moderna cirurgia de catarata ultrapassa o objetivo puramente reabilitador, incorporando metas refrativas cada vez mais precisas. Nesse contexto, a topografia e a tomografia de córnea tornaram-se ferramentas indispensáveis na avaliação pré-operatória, possibilitando a análise detalhada da curvatura corneana nas superfícies anterior e posterior, bem como a quantificação e classificação do astigmatismo.

Essas informações são cruciais para a seleção apropriada da lente intraocular (LIO), especialmente nos casos que envolvem LIOs premium, como as tóricas e multifocais. A interpretação adequada dos dados corneanos contribui diretamente para o sucesso visual e a satisfação dos pacientes no pós-operatório.

TOPOGRAFIA

A maioria dos topógrafos de córnea utiliza o sistema de projeção de anéis de Plácido, que analisa o reflexo da luz sobre a superfície anterior da córnea. A partir da distorção dos anéis refletidos, o aparelho reconstrói mapas de curvatura com alta resolução, permitindo avaliar a forma e a regularidade da córnea. Por meio da análise da curvatura da superfície anterior, é possível identificar alterações sutis de simetria, classificar o astigmatismo como regular ou irregular e reconhecer padrões compatíveis com ectasias ou irregularidades decorrentes de cirurgias refrativas prévias.1

Essa avaliação permite não apenas uma escolha mais precisa da lente intraocular, mas também a exclusão de casos em que o perfil corneano contraindica o uso de LIO premium Além disso, a topografia pode orientar a incisão principal da facectomia no eixo corneano mais curvo, com intuito de diminuir o astigmatismo no pós-operatório. As modificações geradas pela incisão corneana após a facectomia também podem ser avaliadas no pós-operatório por meio da topografia, auxiliando na personalização do astigmatismo induzido pela cirurgia.2

Classificação

O astigmatismo é considerado regular quando os dois principais meridianos da córnea – o mais curvo e o mais plano – estão dispostos em um ângulo de 90º, ou seja, são ortogonais entre si. Esse tipo de astigmatismo pode ser classificado em simétrico (Figura 2.1) ou assimétrico (Figura 2.2), de acordo com o padrão de curvatura entre os hemimeridianos.3

Denomina-se astigmatismo simétrico quando a diferença de curvatura entre pontos localizados a igual distância do centro, em lados opostos do meridiano mais curvo (ou mais plano), é inferior a 1 dioptria. Quando essa diferença ultrapassa 1 dioptria, caracteriza-se o astigmatismo como assimétrico.

Figura 2.1 Topografia com astigmatismo

OCULUS - PENTACAM 4 Mapas Refrativos

OCULUS - PENTACAM Ectasia Reforçada Belin/Ambrósio

2.9

Figura
Espessura Corneana

Biometrias em Olhos Extremos: Particularidades e Principais Causas de Erros

INTRODUÇÃO

A biometria ocular constitui um pilar fundamental na cirurgia de catarata moderna, sendo essencial para o cálculo preciso do poder da lente intraocular (LIO) e, consequentemente, para o resultado refrativo pós-operatório. Enquanto a biometria em olhos com dimensões normais alcançou níveis notáveis de precisão nas últimas décadas, os olhos extremos continuam a representar um desafio significativo. A importância deste tema é amplificada pelo crescente número de pacientes com alta miopia em todo o mundo, particularmente em regiões da Ásia, e pela necessidade de resultados refrativos cada vez mais precisos em uma população que demanda excelência visual pós-operatória. Os olhos extremos são caracterizados por comprimentos axiais que se desviam substancialmente da média populacional, em geral definidos como inferiores a 22mm para olhos curtos ou superiores a 25mm para olhos longos. Essas dimensões extremas introduzem desafios técnicos específicos tanto na aquisição de medições biométricas quanto na aplicação de fórmulas de cálculo de poder da LIO. A literatura recente demonstra que os erros refrativos pós-operatórios são significativamente mais frequentes em olhos extremos, com taxas de surpresa refrativa que podem exceder 20% em alguns estudos, comparadas a menos de 5% em olhos de comprimento axial normal.1-6

PARTICULARIDADES ANATÔMICAS

Classificação dos Olhos Extremos

Para uma abordagem sistemática, é fundamental definir as categorias de olhos extremos com base no comprimento axial (AL) e em características anatômicas específicas.

Um olho curto é classicamente definido por AL inferior a 22mm, embora alguns autores estendam essa classificação para AL menor que 22,5mm. Dentro do espectro dos olhos pequenos, o microftalmo simples refere-se a um globo ocular com AL reduzido (1 desvio-padrão do AL do olho médio, ge-

ralmente <20 a 21mm), mas que mantém uma arquitetura interna proporcional, sem malformações grosseiras. Por sua vez, o nanoftalmo representa uma forma severa e específica de olho curto (2 desvios-padrão do AL do olho médio, AL entre 16 e 20mm), caracterizada por uma esclera anormalmente espessa, câmara anterior rasa e um cristalino proporcionalmente grande, o que predispõe a complicações graves, como glaucoma de ângulo fechado e efusão uveal pós-operatória.7-14

No extremo oposto, o olho longo apresenta AL superior a 25 ou 26mm, frequentemente associado à miopia axial e ao estafiloma posterior. O olho extremamente longo é aquele com AL superior a 30mm, em que a precisão das fórmulas tradicionais declina acentuadamente devido a erros de extrapolação geométrica e à dificuldade de localização exata da fóvea em estafilomas.15-20 A Tabela 24.1 mostra a classificação dos olhos extremos em relação ao comprimento axial.

Tabela 24.1 Classificação anatômica e biométrica de olhos extremos

CategoriaALCaracterísticas adicionais

Olho curto<22mmCórneas frequentemente curvas; erro de ELP é crítico

Microftalmo<20 a 21mmArquitetura proporcional; microcórnea pode estar presente

Nanoftalmo16 a 20mmEsclera espessa; câmara anterior rasa; alto risco de efusão uveal

Olho longo>25 a 26mmCórneas planas; risco de estafiloma posterior Olho extremamente longo >30mmAlta miopia; dificuldade em localizar a fóvea

AL: comprimento axial; ELP: posição efetiva da lente.

o menor erro absoluto médio em olhos com miopia extrema em comparação a Haigis e Olsen.20

A fórmula Kane, introduzida por Jack Kane em 2017, representa uma abordagem híbrida que combina princípios ópticos teóricos com otimização empírica baseada em um grande conjunto de dados. Ela utiliza comprimento axial, ceratometria, profundidade da câmara anterior, espessura do cristalino, diâmetro branco a branco, sexo e idade do paciente. Uma característica distintiva da Kane é que a fórmula foi desenvolvida e validada usando um conjunto de dados que incluía uma proporção substancial de olhos extremos. Chen et al. (2021)15 demonstraram que a fórmula Kane apresentou o melhor desempenho geral em olhos com miopia extrema em comparação a Hill-RBF 2.0, Barrett Universal II e Emmetropia Verifying Optical.15

Fórmulas Baseadas em Inteligência Artificial

As fórmulas baseadas em inteligência artificial (IA) representaram a mais recente evolução no cálculo de poder da LIO,

Particularidades e Principais Causas de Erros

utilizando técnicas de aprendizado de máquina para identificar padrões complexos em grandes conjuntos de dados de resultados cirúrgicos. Essas fórmulas não dependem de modelos ópticos explícitos, mas sim aprendem as relações entre parâmetros biométricos e resultados refrativos. A hipótese subjacente é que técnicas de aprendizado de máquina podem capturar relações não lineares e interações complexas entre variáveis que não são adequadamente modeladas por fórmulas baseadas em princípios ópticos.

Análise Comparativa de Desempenho

A comparação sistemática do desempenho de diferentes fórmulas em olhos extremos é essencial para orientar a seleção clínica. As Tabelas 24.2 a 24.4 apresentam uma síntese do desempenho de fórmulas, causas de erros e recomendações práticas baseadas na literatura analisada.

Em olhos longos, a literatura aponta consistentemente que as fórmulas de quarta geração e baseadas em IA superam as

Tabela 24.2 Desempenho de fórmulas de cálculo em olhos longos (comprimento axial >26mm)

Fórmula GeraçãoErro absoluto médio (D)% dentro de ±0,50DRecomendação

SRK/T 3a 0,42 a 0,48 58% a 65% Não recomendada

Haigis 4a 0,36 a 0,40 70% a 76% Recomendada

Barrett Universal II 4a 0,34 a 0,38 74% a 80% Altamente recomendada

Kane 4a 0,32 a 0,36 78% a 84% Altamente recomendada

Zeiss AI IA 0,33 a 0,37 76% a 82% Recomendada

D: dioptria; IA: inteligência artificial.

Tabela 24.3 Desempenho de fórmulas de cálculo em olhos curtos (comprimento axial <22mm)

Fórmula GeraçãoErro absoluto médio (D)% dentro de ±0,50DRecomendação

SRK/T 3a 0,48 a 0,55

Hoffer Q 3a 0,42 a 0,48

52% a 60% Não recomendada

60% a 68% Aceitável

Haigis 4a 0,34 a 0,40 72% a 78% Recomendada

Barrett Universal II 4a 0,32 a 0,38 74% a 80% Altamente recomendada

Zeiss AI IA 0,28 a 0,34 80% a 86% Altamente recomendada

D: dioptria; IA: inteligência artificial.

Tabela 24.4 Principais causas de erros e estratégias de mitigação

Causa de erro Magnitude do impacto Olhos longosOlhos curtosEstratégia de mitigação

Erro no comprimento axial (0,1mm)

Erro na profundidade da câmara anterior (0,1mm)

0,25 a 0,40DAlta Muito altaMúltiplas medições; verificação de fixação foveal

0,05 a 0,15DModeradaAlta Uso de fórmulas que incorporam ACD explicitamente

Estafiloma posterior 0,30 a 0,80DMuito altaN/A Verificação de fixação; imagem do segmento posterior

Câmara anterior rasa 0,20 a 0,50DN/A Muito altaFórmulas específicas (Haigis, Zeiss AI)

Extrapolação de fórmulas0,25 a 0,60DAlta Alta Uso de fórmulas de 4a geração ou IA

D: dioptria; ACD: profundidade da câmara anterior; IA: inteligência artificial; N/A: não aplicável.

39 Lentes Intraoculares de Foco Estendido

Aileen W. Crema

Armando Crema

INTRODUÇÃO

A cirurgia de catarata moderna passou por profunda transformação nas últimas décadas, evoluindo de um procedimento voltado exclusivamente à remoção da opacificação do cristalino para uma cirurgia refrativa altamente personalizada. Nesse cenário, as lentes intraoculares (LIOs) assumiram papel central na reabilitação visual, com o desenvolvimento de tecnologias capazes de atender às crescentes demandas funcionais no tratamento da presbiopia e às expectativas dos pacientes por maior independência de correção óptica.

As lentes intraoculares de foco estendido (EDOF; do inglês, extended depth of focus) surgem como uma alternativa intermediária entre as lentes monofocais convencionais e as lentes multifocais. Seu objetivo principal é ampliar a profundidade de foco funcional do sistema óptico ocular, oferecendo visão contínua e de alta qualidade para longe e intermediário, com menor incidência de efeitos fotópicos indesejáveis, como halos e glare, frequentemente associados às lentes multifocais difrativas. Sua definição, conforme estabelecido pela American

Academy of Ophthalmology, consiste em lentes cuja curva de defocus monocular atinge 0,2logMAR (20/32) no intermediário.1

A Figura 39.1 mostra curva de defocus de LIO monofocal, destacando a região em amarelo onde a curva deve estar para que uma lente seja classificada como EDOF.

Mais recentemente, a European Society of Cataract and Refractive Surgery (ESCRS), com o intuito de melhor classificar as LIOs disponíveis no mercado e procurando um consenso global, propôs uma nova classificação funcional, baseada nas curvas de defocus das diferentes LIOs (Figura 39.2). Conforme a nova classificação, as LIOs seriam inicialmente divididas conforme o nível de Range of Field (RoF), com base em uma visão melhor do que 0,2logMAR apresentada na sua curva de defocus monocular: aquelas RoF pior do que 2,3 seriam classificadas como Partial Range of Field, e aquelas com RoF melhor do que 2,3 como Full Range of Field. O grupo Partial Range of Field seria subdividido em: Narrow (RoF <1,2), Enhance (RoF ≥1,2 a <1,52) e Extend (Rof ≥1,52 a <2,3). Por sua vez, o grupo Full Range of Field seria subdividido conforme a melhora da visão intermediária para a visão de

Figura 39.1 Curva de defocus de lente intraocular monofocal destacando a região em amarelo onde a curva deve estar para que uma lente seja classificada como lente intraocular de foco estendido (EDOF)
Perto Intermediário Longe
EDOF

LIOs

RoF (D)

RoF: faixa de campo em desfocagem curva para acuidade visual de 0,2logMAR (em Dioptrias)

RoF (D)

Amplitude de foco parcial (RoF)

<1,2 1,2 a <1,58

Amplitude de foco total (RoF)

1,58 a <2,3

Estreita

Desempenho usual das LIOs monofocais

Melhorada

Desempenho usual das LIOs monofocais plus

Estendida

Desempenho usual das LIOs EDOF

<0,05 Contínua

Desempenho usual das LIOs bifocais ou trifocais de baixa adição

Desempenho usual das LIO trifocais de alta adição

0,05a<0,14 Transição suave

Desempenho usual das LIOs bifocais de alta adição

0,14 Transição abrupta

ΔVA: melhora da acuidade visual de intermediário para perto ΔVA (logMAR)

Figura 39.2 Diagrama da classificação funcional dependendo de RoF encontrado na curva de defocus monocular com melhor correção para longe no nível AV 0,2logMAR e melhora da visão intermediária para visão de perto RoF: range of field; LIOs: lentes intraoculares.

perto (DVA) em Continuous (∆VA <0,05), Smooth Transition (∆VA ≥0,05 a <0,14) e Steep Transition (∆VA ≥0,14). As LIOs EDOF nessa nova classificação estariam no grupo Partial Range of Field Extend 2

A profundidade de foco pode ser definida como a faixa de distâncias nas quais a imagem formada na retina mantém qualidade visual aceitável sem necessidade de refocalização. Enquanto as lentes monofocais apresentam um único pico de foco e as multifocais criam múltiplos picos distintos, as lentes EDOF promovem o alongamento do foco, resultando em uma curva de desfoco mais ampla e contínua.3

Esse conceito permite uma transição suave entre diferentes distâncias, especialmente entre visão de longe e intermediária, preservando contraste e qualidade óptica superiores às observadas em lentes difrativas. Diferentes fabricantes utilizam estratégias ópticas distintas para alcançar a extensão da profundidade de foco. As principais tecnologias podem ser classificadas conforme descrito a seguir.4

MODULAÇÃO DA FRENTE DE ONDA

(WAVEFRONT SHAPING)

Essa tecnologia se baseia na alteração controlada da frente de onda luminosa que atravessa a LIO. Por meio de superfí-

cies ópticas altamente precisas, a lente redistribui a energia luminosa ao longo do eixo óptico, criando uma zona de foco estendida sem divisão abrupta da luz.5

Esse mecanismo permite excelente qualidade de imagem, boa sensibilidade ao contraste e menor incidência de disfotopsias. É considerado um dos princípios mais modernos e fisiológicos de extensão de foco.

Exemplo clínico:

AcrySof IQ Vivity (Alcon): utiliza tecnologia não difrativa baseada em perfil de potência contínua, sendo frequentemente associada a menor percepção de halos e glare 6

INTRODUÇÃO CONTROLADA DE ABERRAÇÃO ESFÉRICA

Algumas lentes EDOF utilizam a indução proposital e controlada de aberração esférica positiva ou negativa para ampliar a profundidade de foco. Essa abordagem se apoia no princípio de que pequenas quantidades de aberração podem aumentar a tolerância ao desfoco sem comprometer significativamente a acuidade visual.

Embora eficiente, essa tecnologia exige criteriosa seleção do paciente, uma vez que aberrações corneanas preexistentes podem interferir no resultado visual.

de visão simultânea

Índice

AAberração(ões)

- combinadas e irregulares, 46

- de ordem

- - inferior (baixa ordem), 53

- - superior (alta ordem), 7, 54, 150, 189

- esférica(s), 7, 53, 54, 264, 267

- - e seu impacto na qualidade visual, 263

- - introdução controlada de, 272

- - no Presbyond®, 305

- - pós-operatória, 264

- ópticas, 53

- - após ablações miópicas e hipermetrópicas, 46

- - totais, 6

Aberrometria, 6, 43, 320

- corneana, 90

- intraoperatória, 44, 161, 224

- nos casos complexos, 224

- ocular, 176

- princípios, tecnologias e aplicação prática, 43

Ablação Custom Q, 299

Acomodação residual, 296

Aconselhamento pré-operatório, 291

Acuidade visual, 150, 264

- de Snellen, 261

- funcional, 348

Adaptação de lentes de contato com monovisão, 98

Afacia planejada, 341

Ajuste de foco e offset, 378

Alcon®, 218

- Clareon PanOptix®, 278

Algoritmo

- Custom Q, 304

- da ASCRS para avaliação da superfície ocular, 83

Alinhamento, 224

Altas ametropias, 107

Alterações

- maculares e neurossensoriais, 359

- pós-ablação

- - hipermetrópica, 46

- - miópica, 46

Ambliopia, 14, 98

Ametropias residuais, 349

- de baixa magnitude, 350

- de maior magnitude, 350

Amplitude de foco

- parcial, 2

- total, 2

Análise

- comparativa de desempenho, 183

- custo-benefício, 265

Analogia

- da câmera (zonas de foco), 118

- da classificação (sistema de notas), 118

Anamnese, 2

Ângulo

- Alpha, 9, 37, 224

- de ataque, 215

- Kappa, 9, 36, 108, 224

Anisometropia, 14

Antibióticos, 85

Aplicativos digitais, 147

Área celular média, 61

Arquitetura da incisão, 223

Asfericidade corneal, 30

Aspiração, 207

- de viscoelástico, 224

Astigmatismo, 15, 19, 20

- avaliação pré-operatória, 121

- corneano, 5, 141

- - total, 5

- induzido cirurgicamente, 223

- não corrigido ou subcorrigido, 358

- refratário residual, 156

- residual, 15, 155, 157

- - após a cirurgia de catarata, 155

- - estratégias de manejo do, 157

Ativação de citocinas, 363

Atividade profissional, 98

Avaliação

- anatômica e óptica da lente intraocular, 349

- biométrica/ceratométrica seriada, 82

- clínica inicial, 2

- corneana completa, 4

- da multifocalidade corneana, 24

- da posição e centração da lente intraocular, 278

- da pupila, 53

- da qualidade óptica corneana, 278

- da regularidade corneana e exclusão de ectasias, 23

- da rotação da lente intraocular, 155

- da sensibilidade ao contraste, 49, 50

- da superfície ocular, 3, 81, 143, 278, 320, 348

- das glândulas de Meibômio, 4, 82

- de baixa visão, 193

- de olho seco, 299

- do astigmatismo, 278

- do filme lacrimal, 81 - endotelial, 10

- macular, 10, 278

- pré-operatória, 1, 2, 90, 299 - pupilar e aberrometria, 55 - refrativa, 348

- retiniana, 10, 278

- - em pacientes candidatos ao implante de lentes intraoculares, 75 - topográfica/tomográfica, 4

B

Bases da microscopia, 59

Bausch & Lomb, 220

Biomarcadores

- de resposta corneana, 152

- inflamatórios, 93

Biometria(s), 5, 121, 143, 164

- e fórmulas, 169

- - nos pacientes com ceratocone, 193

- e planejamento refrativo, 277

- em olhos extremos, 179 - ocular, 143

- óptica, 5, 121, 175, 180, 189

- - avançada, 189

- - e/ou ultrassônica, 175

- - moderna, 5

- - versus ultrassônica, 180

- Premium, 175

Biômetros Swept-Source OCT, 160, 180, 320

Biotech Eyecryl Phakic®, 315

Blend de tecnologias de lentes intraoculares, 287

Bloqueio capsular tardio, 386

Bombas, 205

- do tipo “fluxo”, 205

- do tipo vácuo, 205

Buraco macular, 71 Burst, 211 C

Calculadora(s)

- de lentes intraoculares tóricas, 127

- digitais, 147

- multifórmulas e plataformas integradas, 130

- online para olhos especiais e pós-cirurgia refrativa, 130

- tóricas, 128, 130

Cálculo

- da lente intraocular no ceratocone, 194, 196

- do poder da lentes intraoculares, 5

Calibração da lâmina, 145

Callisto Eye, 137

Campo visual, 96

Capsulorrexe curvilínea contínua, 223

Capsulotomia

- anterior, 228

- incompleta e descontinuidade peroperatória, 230

- posterior

- - com Nd:YAG, 353, 375, 376, 381, 383

- - primária e laser de femtossegundo, 385

Características da lente, 105

Catarata, 98, 193, 306

- pós-Presbyond®, 306

- unilateral antiga, 98

CataRhex 3®, 220

Centragem da lente intraocular, 9 Centralização, 224

Centro

- geométrico da córnea, 35

- pupilar, 35

Ceratectomia fotoastigmática, 151

Ceratocone, 193, 201

Ceratometria, 142, 170, 171

- anterior, 128

- - por regressão, 128

- como fator limitante no resultado refracional, 199

- em situações especiais, 199

- simulada, 127

- total, 190, 320

- tradicional, 127

Ceratoplastia condutiva, 299

Ceratotomia

- astigmática assistida por laser de femtossegundo, 151

- radial, 188, 189, 200, 321

Cetos Nano Laser System (ARC), 221

Chair Time, 117

Chord

- Alpha, 39

- Mu, 26, 38

Chords, 37

Ciclo de trabalho, 210

Ciclosporina, 84

Cirurgia(s)

- assistida por laser de femtossegundo, 92

- corneana, 296

- de catarata, 95, 103

- - assistida por laser de femtossegundo, 227

- - na presbiopia, 95

- facorrefrativa, 241

- - cirurgia refrativa prévia, 242

- - contextualização clínica, 247

- - contraindicações, 248

- - estratégias ópticas e planejamento, 248

- - indicações, 247

- - pré-operatório, 243

- - técnica cirúrgica, 244

- microinvasivas para glaucoma, 233

- - complicações das, 234

- - indicações e critérios de elegibilidade para, 233

- miópica/hipermetrópica prévia, 200

- refrativa

- - corneana, 295, 350

- - - para astigmatismo residual, 158

- - na presbiopia, 301

- prévias, 2

Citologia de impressão, 90

Classificação

- da doença do olho seco, 83

- do astigmatismo residual, 156

- dos olhos extremos, 179

Coeficiente de variação, 61

Coloração com fluoresceína e rosa bengala/lissamina, 4

Coma, 7

Combinação de modalidades, 152

Como

- conduzir conversas, 117

- fidelizar pacientes, 119

- não assustar pacientes, 119

Comorbidades

- oculares atuais e prévias, 2

- sistêmicas, 3

Comparações de desempenho óptico, 281

Complicações em cirurgia de catarata com lentes intraoculares premium, 237

Comprimento

- axial, 169, 181

- - extremo, 6

- do arco, 142, 143

Comunicação

- com o paciente, 117, 239

- contínua e acessível, 119

Consentimento informado, 15, 16

Conservação de energia, 252

Constantes personalizadas e/ou optimizadas, 177

Contração do saco capsular, 376

Contraste, 95

Córnea, 29, 63, 105

- guttata e baixa visual, 63

- hiperprolada, 29 - oblada, 29 - prolada, 29

Corneal inlays, 296

Correção - cirúrgica, 350

- da aberração esférica, 263

- da(s) ametropia(s) residual(is), 347, 350

- da presbiopia, 300 - do astigmatismo, 1, 141

- - com lente intraocular tórica, 155 - óptica, 350

- refrativa pós-operatória, 349 Cristalino, 301

Curva de defocus, 253, 281 - em diferentes classes de lentes intraoculares, 254

DDegeneração macular relacionada com a idade, 75

Dellen corneano, 150

Denervação corneana, 363

Densidade celular, 61

Descentração da lente intraocular, 264, 358

Descolamento

- de Descemet, 230 - de retina, 239, 296

Descompensação endotelial, 64

Desejo de reduzir o uso de óculos, 97

Desempenho visual, 291

Desvio refracional residual, 358

Determinação da anisometropia ideal, 98

Diabetes melito, 3, 12

Diâmetro

- do anel central, 257, 260

- pupilar, 7, 28, 108

Dificuldade de aspiração cortical, 230

Difração

- de baixa ordem, 273

- modificada, 273

Dimensionamento da lente fácica de câmara posterior, 314

Dimensões, 214

Disfotopsias, 291, 360

- negativas, 352, 357, 359

- - persistentes, 376

- positivas, 352, 357, 359

Disfunção

- das glândulas meibomianas, 85, 93, 364

- - pré- e pós-cirúrgica, 364

- epitelial, 363

- neurossensorial, 363

Dispersão, 252

Distrofia endotelial de Fuchs, 11

Doença(s)

- autoimunes, 3

- corneanas, 14

- da superfície ocular, 2, 3, 351

- do olho seco, 92

- retiniana, 336

- sistêmicas, 98

Dominância ocular, 96, 299

Dor neuropática ocular, 367

EEdema macular

- cistoide, 76, 238

- de origem inflamatória, 78

- diabético, 13, 77

- do pseudofácico, 78

- em oclusões, 78

Eixo(s)

- oculares, 35

- óptico do olho, 35

- pupilar, 35

- visual, 36

Elaboração da curva de defocus, 253

Emetropia bilateral, 6

Endotélio normal, 59

Endoteliopatias, 343

Erro(s)

- da ELP, 187

- de medida do raio de curvatura, 187

- do índice ceratométrico, 187

- na biometria

- - de olhos extremos, 181

- - em pacientes pós-cirurgia refrativa corneana, 187

- na medição da profundidade da câmara anterior, 181

- refrativo residual, 15, 283

- relacionados com

- - a escolha das fórmulas, 182

- - o comprimento axial, 181

Espessura corneana, 61, 142

- central, 61

Estabilidade

- refrativa, 189

- rotacional, 155, 224

Estereopsia, 95

Estimativa de perda endotelial, 64

Estímulo à indicação, 119

Estrabismo, 14, 98

Estratégias de combinação de lentes intraoculares, 288

Estrutura da consulta, 117

Evolução

- da cirurgia de catarata, 1

- das lentes monofocais, 267

Exame(s)

- biomicroscópico da superfície ocular, 81

- oculares, 4

Exclusão de ectasias, 23

Explante, 158, 371

- e troca da lente intraocular, 158

Explicação da probabilidade, 118

FFacoemulsificação, 203

Facoemulsificador, 203

Falha de neuroadaptação, 354

Fechamento angular primário, 333

Femtosecond tabs, 136

Fenômenos

- fotópicos, 3

- ópticos, 300

Fibrose capsular anterior, 385

Fixação iriana ou Escleral, 238

Fluxo de trabalho recomendado para uso de calculadoras tóricas, 130

Fórmula(s)

- Barrett

- - True K para ceratocone, 195

- - Universal II, 165

- baseadas em inteligência artificial, 183

- biométricas, 172

- com histórico, 189

- de cálculo da lente intraocular, 5, 176

- de Olsen & Hoffmann, 165

- de quarta geração, 165, 182

- e nomogramas, 189

- empíricas iniciais, 163

- Holladay 2, 165, 195

- Kane para ceratocone, 166, 195

- para cálculo de lentes intraoculares, 163

- sem histórico, 189

- Wörtz-GuptaTM, 147, 148

Fragmentação do núcleo do cristalino, 228

Fragmentos nucleares, 237

Frequência de correção refrativa pós-operatória, 349

Função

- de dispersão de ponto, 49, 50, 257, 261

- de transferência de modulação, 49, 252, 259, 264

- - das lentes intraoculares premium, 257

- - e anel central, 261

Funcionamento do ultrassom, 209

Fundamentos ópticos, 257

G

Gestão contínua de expectativas, 119

Glare, 252

Glaucoma(s), 12, 109

- definição e classificação, 331

- primário de ângulo fechado, 333

- pseudoesfoliativo, 334

- secundários, 334

- tipos de, 331

Guias digitais intraoperatórios de alinhamento, 160

H

Halos, 252

Hemorragia subconjuntival, 230

Hexagonalidade, 61

Hipercorreção, 150

Hipermetropia, 241

Hiperosmolaridade do filme lacrimal, 363

Hiperpulso, 210

Hipertensão ocular, 12

Histograma, 24

História oftalmológica pregressa, 2

Hoya Vivinex Trifocal®, 279

I

Idade do paciente, 142

Implante

- de lentes

- - de foco estendido em pacientes míopes, 112

- - intraoculares

- - - multifocal, 100

- - - premium, 223

- no saco capsular com captura

óptica, 238

- no sulco ciliar, 238

Imunomoduladores, 84

Incisões

- corneanas, 141, 228

- irregulares, 150

- relaxantes limbares, 141, 142, 151, 158, 228

- - versus

- - - ceratectomia fotoastigmática, 151

- - - ceratotomia astigmática assistida por laser de femtossegundo, 151

- - lentes intraoculares tóricas, 151

Independência de óculos, 3, 300

- versus liberdade total, 3 Índice

- de dispersão objetiva, 264

- de refração, 194

- de Strehl, 258, 264 Infecção, 150

Inflamação iatrogênica, 363

Inovações tecnológicas, 152

Insatisfação

- após implante de lentes intraoculares premium, 347

- refracional, 360

Integração da tomografia de coerência óptica aos métodos de cálculo, 166

Inteligência artificial, 93, 152, 165

- e Ray Tracing, 190

Interferometria da camada lipídica, 90

Interpretação padronizada do exame, 61

Intralens (Medphacos®), 316

Ionnocon, 221

Irrigação, 207 iTrace®, 156

JJohnson & Johnson®, 219

- Tecnis Synergy®, 279

LLadas Super Formula, 166

Lágrimas artificiais, 84

Lâminas calibradas, 143

Lâmpada de fenda, 135, 156

LASIK/PRK

- hipermetrópicos, 189, 321

- miópicos, 188, 320

Lente(s)

- asféricas, 45

- de contato adaptadas à monovisão, 98

- de foco estendido, 110, 112, 333

- fácicas, 309

- - de câmara

- - - anterior, 310

- - - posterior, 313

- intraoculares

- - aconselhamento do paciente, 337

- - ajustáveis por luz, 93

- - após complicações, 237

- - asféricas, 263, 336

- - avaliação pré-operatória, 337

- - com menor dependência pupilar, 9

- - complicações e desafios intraoperatórios, 337

- - de foco estendido, 251, 271, 336

- - - e multifocais, 251

- - design e material, 339

- - difrativas e o desafio de posicionamento, 35

- - e suas implicações em pacientes com retinopatias, 336

- - EDOF e monofocais plus, 321

- - em olhos com doença retiniana, 336

- - em pacientes

- - - com ceratocone, 327

- - - com retinopatias, 335

- - - com uveítes, 339

- - - pós-cirurgia refrativa, 319

- - esféricas, 263, 336

- - materiais e design, 337

- - material da, 343

- - modelo da, 343

- - monofocal, 238, 328

- - - plus, 267, 268

- - multifocal, 330

- - para presbiopia, 103

- - - em pacientes com glaucoma, 331, 332

- - premium, 1, 45

- - sensibilidade ao contraste e qualidade visual, 337

- - suplementar, 159, 351

- - tórica, 151, 224, 238, 328, 332

- - trifocais, 275, 321

- - - avaliação pré-operatória para seleção de pacientes, 277

- - - características específicas, 278

- - - indicações e contraindicações das, 276

- - vantagens e desvantagens de cada tipo de, 117

- monofocais, 332

- - aprimoradas/plus (Enhance), 113

- - com foco aprimorado, 332

- multifocais, 105, 333

LipiFlowTM, 93

Localização, 142, 143

- radial, 142

Luz intensa pulsada, 93

M

Machine learning, 93

Mapa(s)

- Belin-Ambrósio Enhanced Display, 22

- de curvatura axial anterior, 31

- de elevação, 32

- do Pentacam®, 22

- paquimétrico, 31 - refrativo, 22

Marcação

- de lentes intraoculares tóricas, 133

- digital, 136

- do eixo, 145

- manual, 133

Marcadores

- de eixo, 143 - digitais, 224

Medidas

- biométricas, 86, 129

- ceratométricas, 199, 200

- da topografia de córnea, 129

Meibografia infravermelha, 90

Membrana epirretiniana, 70

Meniscometria lacrimal, 4

Método(s)

- da lente de contato, 194

- de avaliação do eixo da lente intraocular, 156

- de medição dos parâmetros angulares, 39

- do Pinhole, 194

Microftalmo, 179

Microscopia especular, 10, 59, 123

Minimonovisão, 6

Miopia, 241

Miose peroperatória, 230

Mix & Match, 6

Modelo(s)

- baseados em Big Data, 165

- Hill-RBF (Radial Basis Function), 166

- multifórmula e refinamentos analíticos, 167

Modo Burst, 211

Modulação

- da frente de onda, 272

- das aberrações esféricas, 267

Modulation Transfer Function (MTF), 43

Monovisão, 95, 97, 100, 297, 301

- convencional, 97

- cruzada, 97

- pseudofácica, 95, 100

Motilidade ocular preservada, 97

Multifocalidade corneana, 24

Múltiplos focos, 1

Nanoftalmo, 179

Nd:YAG LASER, 353, 375, 376, 383

Neuroadaptação, 3, 288

Neuromodulação, 93

Nomograma(s), 283

- das sociedades internacionais, 190

- de Baylor, 128

- de Donnenfeld, 146

- de Gills, 146

- de Mackool, 147

- de Nichamin, 146

- e cálculo de poder da lente intraocular, 283

Número de incisões, 142

OObjetivos visuais e tolerância a compensações (tradeoffs), 2

Oertli®, 220

Olho(s)

- curto, 6, 179, 180

- - e hipermetropia, 180

- extremamente longo, 179

- longo, 6, 179, 180

- - e alta miopia, 180

- pós-cirurgia refrativa, 5, 6

- seco, 83, 89, 358, 363

- - e cirurgia de catarata, 89

- - evaporativo, 83

- - por deficiência aquosa, 83

- único (monocular), 14

Opacidade interlenticular, 378

Opacificação da cápsula posterior, 359, 375

- pós-faco, 381

OPD-Scan, 156

Óptica

- difrativa, 252

- refrativa, 252

OraTM (Optiwave Refractive Analysis), 136

Orientação, 143

Osmolaridade lacrimal, 92

Otimização

- da acurácia, 184

- da qualidade óptica, 1

- da superfície ocular, 176

- obrigatória, 3

- pré-operatória, 4

P

Paciente insatisfeito, 347

- com lentes intraoculares premium, 371

- com visão de longe e/ou perto, 357

- em decorrência do olho seco, 363

Padronização de nomenclatura e técnica, 152

Paquimetria, 123, 142

Paquímetro ultrassônico, 143

Parâmetros

- de facoemulsificação, 204

- de qualidade óptica, 264

- em irrigação e aspiração, 217

- em vitrectomia anterior, 217

- fluídicos, 207

Patologias

- da superfície ocular e córnea, 353

- maculares e do segmento posterior, 354

Pêndulo, 134

Perda endotelial pós-catarata, 65

Perfis

- de pacientes, 118

- específicos de ablação, 302

Perfuração corneana, 150

Personalidade do paciente, 118

Phimosis anterior, 376

PhysIOL FineVision (POD F), 279

Plataformas

- de planejamento de lente intraocular tórica, 160

- multifórmulas, 160

Ponteiras, 214

Ponto crítico, 90

Posicionamento da lente intraocular, 238

Pós-operatório

- das lentes intraoculares premium, 347

- e microscopia especular, 64

Potencial visual bilateral preservado, 97

Precisão

- biométrica, 5, 169

- na captação das variáveis, 169

Pré-operatório de lentes intraoculares premium, 43, 49, 53, 69

PresbiLASIK, 297, 298

- central, 298

- periférico, 297

Presbiopia, 103, 105, 242, 295

PresbyMAX®, 302

- Hybrid, 302

- m-Monovision, 302

- Monocular, 302

Presbyond®, 298, 304

Previsibilidade da posição efetiva da lente, 223

Princípios ópticos, 1, 251

Prioridades do paciente, 2

PRK e LASIK

- hipermetrópicos, 189, 321

- miópicos, 188, 320

Procedimentos subtrativos, 297

Profissão e demandas visuais, 2

Profundidade, 143 - da câmara anterior, 181 - da incisão, 142 - de foco, 1, 265 - - estendida, 1

Programação da monovisão pseudofácica, 98

Prontuários eletrônicos, 177

Protocolo de avaliação - da superfície ocular, 3 - pré-operatória, 15

Pupilas

- fotópicas muito pequenas, 9 - mesópicas/escotópicas

- - grandes, 8 - - pequenas, 8

Q

Qualidade

- de vida em glaucoma, 331 - visual, 54

Quatera, 220

R

Raiz da média dos quadrados de aberrações de alta ordem, 26

Rayner RayOne Trifocal®, 279

Read® Custom Q, 303

Rebamipida oftálmica, 93 Redução do astigmatismo, 149

Referência intraoperatória, 224 Refinamento de técnicas guiadas por imagem, 152 Reflexão, 252

Refluxo motorizado, 208 Refração, 252

Regressão(ões), 150 - lineares, 163

Regularidade corneana, 4, 23

Reimplante, 371 Retina, 109

Retinopatia(s), 335 - diabética, 12, 13

Retinose pigmentar, 78

Retratamentos, 300 Riscos, 119

Root Mean Square (RMS), 7, 43

Rosewood, 221

Rotação retrógrada (refluxo), 208

Ruptura de cápsula posterior, 237 - com luxação do núcleo para o vítreo, 230

S

Satisfação do paciente, 291

Seleção do paciente, 265

Sensibilidade ao contraste, 3, 253, 264

Simulações visuais, 118

Síndrome

- de contratura capsular, 376 - de distensão do saco capsular, 377 - de Irvine-Gass, 78

Sinoptóforo, 38

Sistemas

- binoculares complementares, 290

- de marcação guiados por imagem, 143

- guiados por imagem, 152

Sleeves, 213

- e ponteiras, 213

Subcorreção, 150

Superfície ocular, 81, 86, 105

- estratégias de otimização da, 91

- saudável, 97

TTacrolimus, 84

Take home message, 101

Tamanho pupilar, 54

Target refrativo, 6

Técnica(s)

- cirúrgica, 142, 164, 215, 372

- - das incisões relaxantes limbares, 142

- - e métodos de fixação, 372

- - e parâmetros, 215

- da capsulotomia posterior com Nd:YAG laser, 378

- da gonioscopia cirúrgica, 235

- de Chop com dependência de vácuo, 215

- de comunicação, 117, 118

- de esculpimento, 215

- de execução, 143

- de pré-fratura sem ultrassom, 216

- durante a conquista, 216

Tecnologia(s)

- auxiliares no planejamento e execução, 160

- de biometria ocular, 5, 180

- óptica das lentes intraoculares, 340

- refrativas puras de transição suave, 273

Terapia(s)

- anti-inflamatória, 379

- biológicas, 93

- com luz intensa pulsada, 85

Teste(s)

- anatômicos, 4

- de produção do filme lacrimal, 82

- de tolerância, 299

Timing ideal, 118

Tomografia

- baseada em Scheimpflug, 4

- de coerência óptica de mácula, 10, 69, 124

- de córnea, 19, 21, 30, 83, 121, 142, 176, 188, 320

- - na catarata, 32

- - na cirurgia refrativa, 31

Topografia, 19, 83, 121, 142, 176, 188

- baseada em Plácido ou Scheimpflug, 4, 90

- de córnea, 29

- - na cirurgia

- - - de catarata, 29

- - - refrativa, 29

Tração vitreomacular, 72

Tradeoffs, 118

Tratamento

- da superfície ocular, 84

- do olho seco, 4

- personalizado, 287

Trefoil, 7

Troca da lente intraocular, 351, 354

UUltrassom, 209, 210, 212

- contínuo, 210

- lateral, 212

- longitudinal, 212

- pulsado, 210

Unity, 218

Uveítes, 339

VVácuo, 208

- em bombas

- - peristálticas, 208

- - Venturi, 208

Valores financeiros, 118

VerionTM, 136

Veritas, 219

Visian ICL® (STAAR Surgical Co.), 315

Vitrectomia anterior, 237

Z

Zeiss®, 220

- AT LISA® tri (839MP/939MP

Toric), 280

- “Micor”, 221

A cirurgia de catarata passou por uma transformação radical nas últimas décadas, deixando de ser um procedimento meramente reabilitador para se consolidar como uma intervenção refrativa de alta precisão. Hoje, a busca pela excelência visual vai além da remoção da opacidade cristaliniana; ela exige a entrega de resultados personalizados que atendam às elevadas expectativas do paciente contemporâneo.

Neste cenário de constante inovação, Cirurgia de Catarata – Avanços Recentes em Facodinâmica, Técnica Cirúrgica e Lentes Intraoculares surge como um guia indispensável. A obra oferece uma abordagem profunda sobre as tecnologias de ponta, com foco especial nas lentes intraoculares (LIOs) premium – incluindo as trifocais, as de profundidade de foco estendida (EDOF) e as tóricas.

Mais do que apresentar ferramentas, este livro convida o leitor ao pensamento crítico. Ao longo de seus capítulos, especialistas renomados integram evidência científica e experiência prática para abordar temas cruciais: da análise minuciosa da superfície ocular e biometria avançada ao manejo refinado do astigmatismo e da facodinâmica.

Destaques da obra:

• Fundamentos ópticos: interpretação de métricas, como MTF e PSF, além do impacto dos ângulos Alpha e Kappa.

• Desafios biométricos: estratégias para olhos complexos, incluindo casos pós-cirurgia refrativa e ceratocone.

• Tecnologia de ponta: o papel do laser de femtossegundo e dos sistemas de marcação digital.

• Situações especiais: manejo de pacientes com glaucoma, doenças retinianas, uveítes e disfunções endoteliais.

• Cuidado pós-operatório: análise de causas de insatisfação, disfotopsias e protocolos para explantes ou reintervenções.

Este livro não é apenas um compêndio teórico, mas uma ferramenta prática desenhada para elevar a previsibilidade dos resultados clínicos e cirúrgicos da cirurgia de catarata.

É o recurso definitivo para o cirurgião que busca unir precisão técnica, responsabilidade ética e máxima satisfação visual de seus pacientes.

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