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Revista Qual Viagem Edição 144 - Março/2026

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Viagem inhotim

Arte, n Aturez A e nenhum A press A

EditorA E ProdutorA QuAl EirEli

CnPJ 17.523.350/0001-35 inscrição Estadual 140.490.598.110

rua Campo Grande,385

Vila Hamburguesa - CEP 05302-051

São Paulo - SP - Brasil telefone +55 11 3024-9500

Publisher: marcio l. dadalti

Administração e logística: Patrícia Silva

Editor: Cláudio lacerda oliva (mtb 20.586/SP)

Produção: rCS designer Gráficos e Fotos

• PuBliCidAdE no BrASil

Para anunciar: (11) 3024-9500 dadalti@editoraqual.com.br

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Claudio Dasilva: +1 (954) 647-6464 claudio@globetm.com

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Sugestões de matérias, opiniões ou dúvidas: claudio@editoraqual.com.br

diSPoníVEl nAS PlAtAFormAS diGitAiS:

umA noVA CArA, A mESmA VontAdE dE ViAJAr

Prezado leitor,

Esta edição marca um novo capítulo da Qual Viagem: estreamos uma identidade visual pensada para os leitores das plataformas digitais, mais fluida e intuitiva. E celebramos essa virada com uma edição que atravessa continentes, culturas e sensações.

tel:01130249500

Na capa, trazemos o Inhotim, que está completando 20 anos de abertura. Eleito pelo New York Times como um dos 52 lugares para visitar no ano, o museu-parque de Brumadinho tem programação especial, inaugurações e obras inéditas.

Uma das capitais europeias mais subestimadas pelos brasileiros, Varsóvia, também está nesta edição. A cidade guarda palácios, museus arrebatadores, a beleza do Parque Lazienki e uma cena gastronômica vibrante.

No norte da Tailândia, o antigo Reino de Lanna ainda pulsa nas províncias de Chiang Mai, Phrae e Nan. Templos budistas, tingimento com índigo, jardins de chá e turismo comunitário formam uma experiência de viagem transformadora.

De volta ao Brasil, Maceió segue sendo um dos destinos mais queridos do país. Das jangadas de Pajuçara às piscinas naturais, e de uma gastronomia cheia de frutos do mar frescos, a capital alagoana tem tudo para uma viagem inesquecível.

Bem perto dali, em Porto de Galinhas, mostramos todos os detalhes do Porto Life 2 Resort, inaugurado em novembro de 2025. De frente para a praia de Muro Alto, é o maior resort pé na areia do Brasil, perfeito para férias em família.

Na Serra Gaúcha, o Parque Olivas de Gramado transforma a safra 2026 em uma experiência sensorial completa, com o Festival do Azeite Nostra Oliva. E, em Hospedagens Memoráveis, viajamos até São Bento do Sapucaí para conhecer a Cabana da Árvore.

E tem mais, lançamos duas colunas: o Radar Qual Viagem, com notícias e dicas do turismo, hotéis, cruzeiros e voos; e os Indispensáveis de Viagem, com os gadgets mais úteis para quem não abre mão de viajar bem equipado.

Boa leitura, boa viagem e até a próxima edição!

EditorA QuAl

10 mACEió

O paraíso das águas cristalinas.

rAdAr QuAl ViAGEm

25

Notícias e dicas do turismo, hotéis, cruzeiros, voos e muito mais.

26 HoSPEdAGEnS mEmoráVEiS

Notícias e dicas do turismo, hotéis, cruzeiros, voos e muito mais.

28 indiSPEnSáVEiS dE ViAGEm

Os gadgets mais úteis para quem não abre mão de viajar bem equipado.

45 lAnnA

O reino de um milhão de arrozais.

inHotim 20 anos entre arte e natureza

Porto 2 liFE rESort

53

Diversão no maior resort pé na areia do Brasil.

61 FEStiVAl do AzEitE noStrA oliVA

Conheça o festival que celebra o azeite na Serra Gaúcha.

67 VArSóViA

Explore a cidade reconstruída de escombros.

80 GAStronomiA

Santo Colomba celebra 33 anos de excelência em São Paulo.

Maceió, Serra Gaúcha e Hospedagens Memoráveis
Arte, nAturez A e nenhum A press A
História viva no coração da Polônia Maior resort pé na areia do Brasil Norte da Tailândia em estado puro
VarsóVia Porto 2 Life resort reino Lanna foto: mathew barney

Sabores da Páscoa em Malta: Tradições da Ilha nos Restaurantes Locais

Melhor Viagem – Edição de Março 2026

Francesca Vincenti ©

OArquipélago A Páscoa em Malta é mais do que uma celebração religiosa; é uma época definida pela comida, pelos rituais e por um profundo sentido de comunidade. Em todas as ilhas, a Quaresma e o Domingo de Páscoa seguem um ritmo culinário próprio, e muitos restaurantes locais abraçam essas tradições ao oferecer pratos enraizados em costumes centenários.

O resultado é uma experiência gastronômica que parece ao mesmo tempo familiar e significativa, especialmente para visitantes que desejam compreender a cultura maltesa por meio de seus sabores.

Durante a Quaresma, a culinária maltesa inclina-se à simplicidade e à moderação, refletindo o foco do período no jejum e na reflexão. Muitos restaurantes destacam pratos tradicionais sem carne que há muito fazem parte da mesa local.

Um dos mais reconhecíveis é a Aljotta, uma sopa de peixe aromática preparada com tomate, alho, ervas e peixe fresco local. Ela aparece nos cardápios de todas as ilhas durante a Quaresma, frequentemente servida com pão maltês crocante.

Outro clássico é a Torta de Lampuki, quando está na temporada — embora muitas cozinhas adaptem a receita com outros peixes brancos para manter o espírito do prato. Lampuki é o nome maltês do peixe conhecido como dourado ou mahi-mahi.

Pratos à base de vegetais também ganham destaque. Receitas como Kusksu, uma sopa de favas com massa enriquecida com queijo de cabra fresco, costumam retornar aos menus na primavera.

Qarabagħli mimli, ou abobrinhas recheadas, e froġa tattadam, uma omelete de tomate, são outros favoritos da Quaresma que chefs reinterpretam utilizando produtos locais.

Muitas padarias e cafés também preparam o kwareżimal, um doce denso à base de amêndoas, mel e laranja, tradicionalmente consumido durante a Quaresma. Feito sem ovos ou laticínios, reflete as regras de jejum das

gerações passadas e permanece um favorito sazonal. À medida que o Domingo de Páscoa se aproxima, o clima muda da moderação para a celebração, e os restaurantes malteses respondem com pratos mais substanciosos e festivos. Uma das refeições mais tradicionais da Páscvoa é o cordeiro assado, geralmente temperado com alecrim, alho e azeite local, servido com molho de hortelã.

Muitos restaurantes familiares, especialmente em áreas rurais e em Gozo, oferecem cordeiro como prato especial de Domingo de Páscoa, acompanhado de batatas assadas e vegetais da primavera.

Outro prato querido é a fenkata, um banquete à base de coelho que, embora não seja exclusivo da Páscoa, é comumente apreciado durante o período festivo. Restaurantes conhecidos pela culinária tradicional maltesa frequentemente oferecem coelho ensopado no vinho ou frito com alho e ervas.

Os doces pascais também desempenham um papel central no cenário culinário da estação. Os figolli, pastéis recheados com amêndoas e decorados de forma colorida em formatos de coração, peixe ou cordeiro, são um símbolo da Páscoa maltesa.

Embora tradicionalmente preparados em casa, muitos cafés, confeitarias e restaurantes hoje criam suas próprias versões, que vão do clássico a interpretações modernas, também embaladas como presentes. Outro doce sazonal é o qagħaq tal-għasel, um anel recheado com melaço que aparece ao longo do ano, mas é especialmente popular durante o período da Páscoa.

Em Malta e Gozo, restaurantes que valorizam a culinária local — seja em Valletta, Rabat, Marsaxlokk ou Victoria — tendem a destacar esses pratos nas semanas que antecedem a Páscoa.

Alguns oferecem menus especiais de Quaresma, enquanto outros preparam almoços de Domingo de Páscoa que combinam tradição com toques contemporâneos. O que os une é o compromisso em preservar os sabores que definem a identidade maltesa.

A Páscoa em Malta oferece a oportunidade de vivenciar o patrimônio culinário das ilhas em sua forma mais autêntica. Das humildes sopas quaresmais aos celebratórios assados pascais, a temporada convida os visitantes a saborear pratos que carregam histórias de gerações. Para mais informações, visite www.visitmalta.com.

Descubra Maceió: o paraíso das águas cristalinas

Por: Isadora Lacerda

Reunindo praias urbanas tranquilas, piscinas naturais encantadoras e passeios

inesquecíveis, a capital alagoana segue sendo um dos destinos mais procurados do Brasil.

Caribe brasileira” e “Paraíso das Águas” estão entre algumas das denominações da cidade de Maceió, capital do estado de Alagoas. Conhecida por suas praias de águas cristalinas, de coloração verde-azulada, a cidade atrai milhões de visitantes todos os anos e se destaca como destino familiar e para todas as idades.

Com mais de 990 mil habitantes, a metrópole litorânea apresenta um ritmo menos acelerado, mas igualmente dinâmico, se comparado a outras capitais nordestinas, oferecendo bons restaurantes, excelentes praias e cultura vibrante. A seguir, confira mais informações sobre esse paraíso tropical.

PONTOS TURÍSTICOS

A cidade de Maceió é um verdadeiro museu á céu aberto: combinando suas praias de águas turquesa a um rico patrimônio histórico. Isto se faz presente entre as ruas de bairros como o Jaraguá, antigo polo comercial e portuário. Este, de arquitetura colonial e neoclássica do século XIX, é um reflexo da história da cidade e das famílias que lá viviam.

Entre outros locais que revelam parte da cultura, história e tradições, encontramos o Museu Théo Brandão de Antropologia e Folclore, o Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas (IHGAL) e o Museu da Imagem e do Som de Alagoas (MISA), com acervos de arte e história alagoana que valem a pena visitar.

Já como pontos turísticos, destacam-se a Catedral Metropolitana de Maceió, principal centro de fé católica da cidade; e juntamente, o Palácio do Governo - Floriano Peixoto, uma antiga moradia de governantes alagoanos, que agora dá espaço a um museu gratuito. Além destes pontos, para quem gosta de artesanato e busca explorar o comércio regional, locais como Feira de Artesanato Pajuçara, o Pavilhão do Artesanato e o Mercado Central são ótimas opções para adquirir lembrancinhas e uma grande variedade de produtos.

PRINCIPAIS PRAIAS

Como uma boa cidade litorânea, Maceió apresenta uma belíssima orla e um calçadão bem estruturado, com diversas opções gastronômicas para aproveitar as praias. Veja uma lista das principais delas:

Farol de Ponta Verde
Barco na praia de Jatiúca

Pajuçara

Como uma das mais importantes praias urbanas de Maceió, a praia de Pajuçara fica localizada no bairro de mesmo nome, a 2km do centro. Ideal para famílias, ela é conhecida por apresentar águas calmas, coqueiros e acesso a passeios de jangada para as piscinas naturais.

Ponta Verde

Esta praia de águas calmas, rasas e mornas é onde se encontra o Farol de Maceió. Seu acesso é realizado a pé apenas durante a maré baixa, criando um cenário paradisíaco. É neste momento também que se formam as famosas piscinas naturais, acobertadas pela barreira de corais, o que cria um ambiente propício para mergulhos de snorkel.

Jatiúca

Com ondas mais fortes, a praia de Jatiúca é conhecida pelo seu mar azul-turquesa ideal para o surf. O local costuma ser menos cheio que as praias vizinhas, tornando-se perfeito para relaxar sob a sombra dos coqueiros.

Ipioca

Este refúgio paradisíaco com areia branca e vasta faixa de coqueiros, se localiza ao norte de Maceió, já próximo à cidade de Paripueira. É a praia certa para quem busca um local mais privativo e tranquilo, longe dos tumultos das praias urbanas próximas ao centro.

Praia de Pajuçara
Praia de Ipioca, no litoral norte

A Praia de Ponta Verde é um dos principais cartões-postais de Maceió

Os coqueiros são presença constante na paisagem do litoral alagoano

Marco dos Corais e da praia de Ponta Verde em direção à Pajuçara em Maceió
Carro Quebrado

PASSEIOS IMPERDÍVEIS

Além das praias e pontos turísticos da capital Maceió, outros lugares próximos, no estado alagoano, convidam para uma visita. Dentre eles estão praias famosas de outras cidades, que podem ser conhecidas em um bate-volta; passeios às piscinas naturais e trajetos de buggy por entre as paisagens naturais típicas de Alagoas. Confira a seguir:

Piscinas Naturais de Pajuçara

O passeio de jangada até as piscinas naturais, que partem da praia de Pajuçara, é um dos mais tradicionais da região. Realizado no período de marés baixas, os barcos levam os visitantes mar adentro, onde ficam livres para explorar paisagens belíssimas, nadar nas áreas de banho e explorar a vida marinha em meio aos recifes de corais.

Carro Quebrado

Esta praia selvagem, localizada em Barra de Santo Antônio, é famosa por suas falésias coloridas e paisagens deslumbrantes. É possível chegar ao local com carro próprio, mas o mais comum são os passeios de buggy que exploram a praia e seus mirantes.

Dunas de Marapé

Um pouco adiante, a 65 km de Maceió, a visita às Dunas de Marapé também compõe passeios encantadores. Na cidade de Jequiá da Praia, este paraíso ecológico se refere a um complexo de praias e locais em que o Rio Jequiá se encontra com o mar. Assim, o visitante consegue aproveitar tanto um banho de água salgada, quanto o de água doce, fazer passeios de barco pelos manguezais, ou de jipe até as falésias de Jacarecica do Sul.

Praia do Gunga

A Praia do Gunga faz parte da lista de praias mais bonitas do Brasil - e esse título não é à toa. Localizada no litoral sul de Alagoas, a cerca de 30 km de Maceió, combina coqueiros com um mar azul belíssimo, que se encontra com a Lagoa do Roteiro. Na rodovia AL-101 Sul, antes do acesso à praia, se localiza o Mirante do Gunga, em que os visitantes podem observar a praia sob uma outra perspectiva.

Já o Mirante do Gunga fica localizado às margens da rodovia AL-101 Sul. No local, é possível estacionar o carro e subir em uma plataforma de observação - do alto, o visitante tem acesso a uma vista panorâmica para o mar, onde pode-se observar as falésias, um mar de coqueirais e o encontro das águas.

Mirante do Gunga

DICAS ECU SEDADISOIR

Se você está pensando em viajar a Maceió, é preciso ter em mente algumas informações que irão melhorar sua viagem. Além dos passeios, praias e pontos turísticos, as dicas de quando ir e onde ficar são essenciais, juntamente com informações de onde comer, para elevar sua experiência.

Quando ir

O estado de Alagoas, assim como todos do nordeste brasieliro, apresenta elevadas temperaturas durante todo o ano. Mesmo assim, a capital é conhecida por apresentar temperaturas amenascom média anual de 25ºC, amenizando a sensação térmica.

Para evitar a alta temporada, o ideal é não viajar durante os meses de dezembro e janeiro, que coincidem com os meses de férias escolares, pois a cidade costuma ficar muito cheia e com preços elevados. Já se o desejo é não pegar o período de chuvas, os meses entre abril e agosto também devem ser evitados.

Portanto, se há maior flexibilidade para a escolha das datas, os meses de setembro, outubro, novembro e fevereiro, são aqueles em que os preços estão mais baixos, os locais mais calmos, o clima mais quente e seco e o mar mais cristalino.

Dunas de Marapé
Praia do Gunga

Onde comer

A gastronomia de Maceió é marcada pelos frutos do mar frescos, uso de leite de coco e dendê. Dentre os pratos típicos da região, destacam-se o sururu ao coco, a peixada alagoana e a carne de sol. Além desses, a tapioca e os caldinhos de praia também fazem sucesso entre os turistas. Mesmo assim, há uma grande variedade de opções que fogem do óbvio. Conheça alguns restaurantes: Como um dos mais conhecidos pela comida típica e regional, o Picuí segue sendo uma excelente opção para comer carne de sol. Já o Divina Gula, combina elementos da culinária tradicional, como as carnes e os frutos do mar, a um ambiente sofisticado. Como opções alternativas, temos o famoso Wanchako, de cozinha peruana, que apresenta peixes e frutos do mar como predominantes. Para quem prefere a culinária italiana, o Piccola Villa conta com massas como tagliatelle ao ragu de cordeiro e spaghetti à carbonara, típico da Itália. Por fim, para comer um sushi de qualidade, o Hatsu Izakaya, em Ponta Verde, é uma ótima opção dentre os restaurantes de comida japonesa de Maceió.

Letreiro na orla de Maceió
A orla urbana de Maceió é uma das mais bonitas do país

Onde ficar

O Grupo MME consolida-se como um dos principais grupos de hospitalidade em Alagoas, com seis empreendimentos em Maceió e alguns dos hotéis mais bem localizados da cidade. Na orla urbana, entre Pajuçara e Ponta Verde, estão o Maceió Mar Hotel, o Acqua Inn, o Acqua Prime e o Acqua Suítes, todos próximos às principais atrações culturais, gastronômicas e de lazer; e, com mais de 30 anos de tradição, o Maceió Mar Hotel, um ícone da hotelaria local.

Já o Complexo Ipioca Beach, a cerca de 20 quilômetros do centro, reúne o Maceió Mar All Inclusive Resort, premiado entre os melhores do Brasil, com ampla estrutura de lazer, gastronomia premium e recreação diária, e o Ipioca Beach Resort, em regime de pensão completa, voltado ao conforto, bem -estar e entretenimento de toda a família.

Para mais informações, acesse https://mmehoteis.com.br

Festa da Penha reúne missas e romarias em Vila Velha

A Festa de Nossa Senhora da Penha será realizada de 5 a 13 de abril, em Vila Velha (ES), reunindo missas, romarias e shows no Convento da Penha e no Parque da Prainha. Considerada a terceira maior festa mariana do Brasil, a celebração marca 455 anos de devoção à padroeira do Espírito Santo e terá mais de 40 missas e 14 romarias ao longo de nove dias. O tema deste ano, “Fazei de nós instrumentos da paz”, lembra os 800 anos da morte de São Francisco de Assis e orienta o Oitavário, período de preparação litúrgica. Entre as romarias confirmadas estão as dos Homens, Mulheres, Militares, Pessoas com Deficiência, Adolescentes e Conguistas, além da Remaria e das romarias de ciclistas. O evento também contará com shows de Eliana Ribeiro e Thiago Brado. Em 2025, o evento reuniu mais de 2,7 milhões de participantes.

malta entra para as rotas do Caminho de Santiago

Malta passa a integrar oficialmente os pontos de partida do Caminho de Santiago com a criação do chamado Caminho Maltês, uma rota que conecta o arquipélago ao tradicional percurso de peregrinação europeu. O trajeto completo tem cerca de 3.600 km e inclui trechos que passam também pela Sicília, Sardenha e Barcelona. Em território maltês, o percurso tem aproximadamente 35 km e começa na histórica Gruta de São Paulo, em Rabat, local associado à permanência do apóstolo Paulo após um naufrágio no ano 60 d.C. A rota segue por Żejtun e chega ao Forte de Santo Ângelo, em Birgu, ponto final do trajeto na ilha e escolhido como ponto final do percurso maltês por seu valor histórico e religioso. Dali os peregrinos atravessam o porto até Valletta para embarcar rumo à Sicília. Uma placa indicando a direção da Galícia será instalada no forte, marcando a continuidade do caminho.

Explora Journeys abre reservas para cruzeiro de Volta ao mundo

MA Explora Journeys, marca de viagens oceânicas de luxo do Grupo MSC, anunciou a abertura das reservas para sua primeira viagem de Volta ao Mundo, com partida em 6 de janeiro de 2029 a bordo do EXPLORA I. O itinerário, chamado “Um Mundo Infinito”, terá 128 dias de duração e passará por quatro continentes e 63 destinos, incluindo 12 pernoites e 44 escalas inéditas para a companhia. A jornada começa em Dubai e termina em Barcelona, com passagens por regiões como Oceano Índico, Austrália, Nova Zelândia, Pacífico Sul e América. Também haverá versões reduzidas de 112 dias, com término em Nova York, e 108 dias, finalizando em Miami. A experiência inclui voos em classe executiva, hospedagem pré-embarque, crédito para experiências, programação cultural e eventos exclusivos em terra, além de serviços premium a bordo.

Azul inaugura rota aérea entre minas Gerais e uruguai

A Azul Linhas Aéreas realizou o voo inaugural de sua nova rota internacional entre Belo Horizonte e Montevideo, partindo do BH Airport. A operação começou em 4 de março, com a aeronave Embraer E2 com capacidade para até 136 passageiros. O trajeto direto dura cerca de três horas e terá duas frequências semanais, às quartas e domingos. A nova ligação amplia as conexões entre Brasil e Uruguai para turismo e negócios, além de reforçar o papel de Confins como hub da companhia, com cerca de 110 voos diários. Autoridades brasileiras e uruguaias destacaram que a rota deve estimular o fluxo de visitantes, fortalecer relações comerciais e ampliar o acesso de viajantes ao interior de Minas Gerais e a outros destinos brasileiros. Em 2025, o Uruguai foi o quinto maior emissor de visitantes para o Brasil.

disney anuncia novidades interativas em um de seus parques

O Walt Disney World Resort anunciou novidades para a atração The Magic of Disney Animation, no Disney’s Hollywood Studios, previstas para o final do verão dos Estados Unidos. A experiência incluirá a nova Animation Academy “Olaf Draws!”, onde visitantes aprenderão a desenhar personagens guiados por Olaf, apresentado como figura áudio-animatrônica e com voz de Josh Gad. As aulas trarão orientações de animadores da Disney e permitirão desenhar personagens clássicos como Mickey, Minnie e Pato Donald. Outra novidade é a experiência “Off the Page!”, que apresenta encontros com personagens em cenários inspirados nas etapas do processo de animação. O percurso inclui ainda a Enchanted Art Gallery, onde obras ganham vida com efeitos especiais, e termina no teatro com a exibição do curta Once Upon A Studio, celebrando mais de um século de histórias da Disney.

mtur lança guia para mulheres que viajam sozinhas

Um levantamento do Ministério do Turismo mostra que quatro em cada dez brasileiras já viajaram sozinhas e 31,4% fazem esse tipo de viagem com frequência. Entre as mulheres que já tiveram essa experiência, a maioria optou por realizá-la dentro do próprio país. Os dados fazem parte do Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas, publicação de 72 páginas baseada em pesquisa com 2.712 entrevistadas de todas as regiões. O material reúne orientações para tornar o turismo mais seguro e inclusivo, além de apresentar perfis, motivações e desafios enfrentados pelas viajantes. O guia também se conecta a políticas públicas voltadas à proteção das mulheres, como o Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, e iniciativas do setor turístico que buscam ampliar a segurança e a autonomia feminina durante as viagens.

refúgio com sensação de lar: Experiência na Cabana da Árvore, no Sítio das Pedras

viajar para São Bento do Sapucaí, na Serra da Mantiqueira, é sempre um convite ao respiro. A cidade, charmosa e cercada por montanhas imponentes, tem aquele equilíbrio raro entre natureza exuberante e atmosfera acolhedora de interior. Mas, dessa vez, a experiência ganhou um significado ainda mais especial ao me hospedar na Cabana da Árvore, no Chalés Sítio das Pedras.

Logo na chegada, senti algo que valorizo profundamente: acolhimento genuíno. A Cabana da Árvore tem exatamente essa sensação de lar. Não é apenas bonita, é confortável, funcional e cuidadosamente pensada. A madeira aquece o ambiente, as janelas emolduram o verde e cada detalhe parece escolhido para proporcionar bem-estar. É o tipo de lugar onde a gente larga as malas e, em poucos minutos, já está descalça, com uma xícara de café na mão, simplesmente aproveitando o silêncio. E que silêncio.

Em São Bento do Sapucaí, o tempo parece desacelerar. O ar da montanha é fresco, o céu parece mais próximo e as noites são incrivelmente estreladas. A localização do Chalés Sítio das Pedras potencializa essa experiência: estamos imersos na natureza, mas com estrutura, organização e conforto impecáveis.

Preciso destacar algo que realmente me impressionou: foi a melhor estrutura natural no entorno que já vivenciei em uma cabana no Brasil. A propriedade oferece diversas cachoeiras espalhadas pelo terreno, trilhas bem cuidadas, jardins com paisagismo criterioso, espaços perfeitos para piqueniques e áreas de contemplação que parecem ter sido desenhadas para quem busca reconexão.

Há algo transformador em acordar cedo, caminhar por uma trilha cercada de verde e, poucos minutos

depois, encontrar uma queda d’água cristalina. Ou escolher um gramado com vista para o vale e passar a tarde ali, sem pressa, apenas observando as montanhas. São experiências simples, mas profundamente restauradoras.

A Cabana da Árvore é perfeita para casais ou para quem busca dias mais introspectivos. Mas o destino também acolhe muito bem famílias. Para quem viaja em grupo, há a opção de alugar a casa principal da propriedade — e aqui vai um aviso: a vista é arrebatadora. Em alguns momentos, tive a nítida sensação de estar nos vales da Suíça. Montanhas onduladas, verde infinito e um horizonte que parece não ter fim.

E São Bento do Sapucaí ainda oferece aquele charme extra da Mantiqueira: ateliês de arte, pequenos produtores locais, restaurantes acolhedores e paisagens icônicas como a Pedra do Baú, que compõem o cenário da região. Mas confesso: a propriedade é tão completa que, em muitos momentos, eu não queria sair dali. O Chalés Sítio das Pedras entrega algo que eu considero essencial em uma hospedagem memorável: coerência. A proposta é clara: natureza, acolhimento e autenticidade, onde tudo conversa entre si. Existe rusticidade, mas com conforto. Existe isolamento, mas com cuidado. Existe simplicidade, mas com excelência. Afinal, o simples é extraordinário e, a nossa rotina corrida muitas vezes nos faz esquecer isso. Voltei para casa com aquela sensação rara de ter vivido dias verdadeiros. Dias em que o luxo estava no silêncio, na paisagem e no tempo desacelerado. E, para mim, é exatamente isso que transforma uma hospedagem em memorável. Obrigada, Sítio das Pedras! Até breve!

Viajar bem é uma arte que se aprimora com as ferramentas certas. Para 2026, a tecnologia e o design se uniram para transformar a experiência de deslocamento em algo muito mais fluido, seguro e, claro, elegante. Confira os 6 itens que acabam de chegar ao mercado e já se tornaram objetos de desejo dos viajantes frequentes.

2. Timekettle WT2 Edge: Tradução

Simultânea em Tempo Real

Esqueça a barreira do idioma. Estes fones de ouvido de última geração permitem conversas fluidas com tradução em tempo real para mais de 40 línguas. Diferente de aplicativos de celular, o WT2 Edge funciona de forma bidirecional e mãos-livres, permitindo que você mantenha o contato visual enquanto explora um novo destino.

4. Colete Montura Helios: Inteligência Térmica e Compactação

Na categoria vestuário, o destaque vai para o colete Montura Helios. Ele utiliza materiais de tecnologia aeroespacial para oferecer máximo isolamento com o mínimo de peso. O grande diferencial? Ele se dobra inteiramente dentro do próprio bolso, ocupando o espaço de uma maçã na sua mochila, mas garantindo proteção contra ventos gélidos de montanha.

1. Mala GShield com Sistema de Vácuo Integrado

A grande revolução nas bagagens de bordo em 2026. Esta mala possui um sistema de compressão a vácuo embutido que permite reduzir o volume das roupas em até 50%. Ideal para quem preza por viajar apenas com a mala de mão sem abrir mão da variedade de looks ou de trazer compras na volta.

3.

Fones Sony WH-1000XM6

O novo padrão ouro para o conforto em voos de longa distância. Lançado recentemente, o sucessor do aclamado XM5 trouxe melhorias drásticas no cancelamento de ruído adaptativo (IA) e um design ainda mais anatômico, essencial para evitar a fadiga auditiva em travessias transatlânticas.

5. Carregador Anker Prime 250W (Multi-dispositivo)

Para o viajante conectado que carrega câmera, laptop e smartphone, o novo Anker Prime é um divisor de águas. Com 250W de potência e múltiplas portas USB-C, ele é capaz de carregar rapidamente até três dispositivos de alta performance simultaneamente, eliminando a necessidade de múltiplos adaptadores pesados na mala.

6. Apple AirTag 2

A segunda geração do rastreador mais famoso do mundo chegou com precisão milimétrica aprimorada e bateria de longa duração. Essencial para despachar bagagens em conexões apertadas, o AirTag 2 agora permite compartilhamento de localização mais seguro e integração direta com sistemas de assistência de companhias aéreas premium.

Inhotim:

20 anos entre arte e natureza

Por Eliria Buso
Dan Graham, Bisected triangle, Interior curve, 2002.

O Museu-parque mineiro

celebra duas décadas de abertura ao público com programação especial, projeção internacional e ainda mais motivos para ser vivido sem pressa.

Há lugares que não se explicam de imediato. Pedem tempo, silêncio, caminhada sem pressa e um olhar disposto a se deixar atravessar pelo que está diante dos olhos. O Inhotim, em Brumadinho, é um desses raros destinos em que a experiência não cabe em uma definição simples. Museu de arte contemporânea, jardim botânico, centro de pesquisa, espaço educativo, território de encontros e de contemplação: tudo isso é verdade. Mas ainda assim parece pouco.

Em 2026, ao completar 20 anos de abertura ao público, o espaço reafirma exatamente aquilo que o tornou singular desde o início: a capacidade de provocar encantamento profundo sem abrir mão de densidade, pensamento e transformação.

A cerca de 60 quilômetros de Belo Horizonte, entre fragmentos de Mata Atlântica e Cerrado, o museu-parque segue como um dos lugares mais impressionantes do Brasil para

Jardim Botânico Inhotim.
Sonic Pavillion

quem entende a viagem como uma forma de repertório. Não por acaso, acaba de ganhar novo fôlego internacional ao ser selecionado pelo The New York Times como um dos “52 lugares para visitar em 2026”, ocupando a 24ª posição e aparecendo como o único destino brasileiro da lista.

Na descrição do jornal, o instituto foi apresentado como uma combinação que ajuda a explicar por que uma visita de apenas um dia quase sempre parece insuficiente. E talvez esse seja mesmo um dos grandes segredos do Inhotim, ele não foi feito para ser vencido. Foi feito para ser vivido. Seus caminhos sinuosos, seus espelhos d’água, seus jardins temáticos e suas galerias espalhadas ao longo de 140 hectares de visitação impõem um outro ritmo. Cada trajeto convida a pausas; cada obra, a uma resposta íntima; cada jardim, a um tipo diferente de atenção.

Se em muitos museus a arte aparece apartada da paisagem, aqui ela nasce em diálogo com ela. Essa é uma das razões pelas quais Inhotim continua sendo apontado como um dos maiores museus a céu aberto do mundo e o maior da América Latina.

Em sua configuração atual, o lugar reúne 24 galerias e mantém um acervo em constante ativação, com centenas de trabalhos expostos entre áreas internas e externas. Hoje, sua estrutura conta com 902 obras em exibição, sendo 853 em galerias e 49 ao ar livre, além de um calendário que reforça o caráter vivo e mutável do museu.

Ao mesmo tempo, a natureza não atua como pano de fundo, e sim com protagonismo. O jardim botânico abriga milhares de espécies vegetais raras de diferentes continentes e reforça a potência do lugar como espaço de conservação, pesquisa e educação ambiental.

A caminhada entre galerias atravessa jardins temáticos, coleções botânicas e estruturas como o Viveiro Educador e o meliponário, em uma experiência na qual arte, botânica,

Simon Starling,
The Mahogany Pavilion (Mobile Architecture nº 1), 2004

arquitetura e território deixam de ser instâncias separadas. Quem já esteve ali sabe: há algo de muito particular na sensação de sair de uma instalação imersiva e, poucos minutos depois, encontrar uma alameda silenciosa, o desenho preciso de uma palmeira rara ou a escala monumental de uma obra implantada no horizonte. O Inhotim mexe com os sentidos porque não se limita à contemplação visual, ele convoca o corpo inteiro.

Foi assim desde 2006, quando o espaço abriu oficialmente as portas ao público, embora sua história tenha começado antes, ainda nas décadas anteriores, a partir do projeto idealizado por Bernardo Paz. Desde então, o instituto atravessou fases distintas e, mais recentemente, consolidou uma nova etapa institucional. Em 2022, a doação integral e irrevogável do acervo artístico e botânico, das galerias, edificações e da área de visitação marcou um ponto de virada para a autonomia e a sustentabilidade do museu, fortalecendo sua governança e sua vocação pública.

Esse movimento ajuda a compreender por que os 20 anos celebrados em 2026 não se resumem a uma data comemorativa. O aniversário chega acompanhado de uma reflexão sobre futuro, permanência e ampliação de impacto. Sob a ideia de que “é sempre tempo de Inhotim”, a programação especial do ano se desdobra ao longo do calendário e atravessa as três frentes estruturantes da instituição: arte, natureza e educação.

Ano de festa

Na prática, isso significa um ano especialmente fértil para quem planeja visitar Brumadinho. O cronograma inclui oito inaugurações, novas exposições, obras comissionadas, ações educativas, seminários e uma mostra comemorativa dedicada a revisitar marcos da trajetória do museu.

Tunga, Palíndromo Incesto, 1990-1992, Galeria Psicoativa, Instituto Inhotim.
Seriema, Cariama cristata.
Olafur EliassonViewing Machine

Entre os destaques anunciados estão a exposição panorâmica de Dalton Paula, uma obra monumental inédita de Lais Myrrha, a requalificação da Galeria Cildo Meireles com a incorporação de Missão/Missões (Como Construir Catedrais), de 1987, e o retorno de The Murder of Crows, de Janet Cardiff & George Bures Miller, instalação sonora que figura entre os trabalhos mais emblemáticos já apresentados no instituto.

A programação começou em fevereiro com O Barco – Ato III, de Grada Kilomba, e Esconjuro – Verão, de Paulo Nazareth, ampliando discussões ligadas à diáspora, ancestralidade, espiritualidade e memória. Em abril, entram em cena as exposições de Dalton Paula, davi de jesus do nascimento e a obra comissionada de Lais Myrrha. Já em setembro, abre a exposição comemorativa dos 20 anos, instalada no Centro de Educação e Cultura Burle Marx, e em outubro chegam as inaugurações ligadas a Cildo Meireles, Janet Cardiff & George Bures Miller, além da festa de aniversário da instituição, prevista para 18 de outubro, com programação gratuita.

anari
Galeria Valeska Soares.
Hélio Oiticica, Invenção da cor, Penetrável Magic Square #5, De Luxe, 1977, Instituto Inhotim.

Mais do que um conjunto de eventos, essa agenda mostra como o Inhotim vem reposicionando sua atuação. O museu continua sendo um polo incontornável da arte contemporânea, mas também aprofunda seu compromisso com a conservação ambiental, a formação de público e o território onde está inserido. Em Brumadinho, a relação entre instituição e comunidade é parte essencial da história, e esse vínculo local é um dos aspectos mais importantes para entender sua relevância.

Para o visitante, isso tudo se traduz em uma experiência múltipla. Há quem chegue pela arte, há quem chegue pelos jardins, há quem chegue pela curiosidade de conhecer um dos destinos brasileiros mais comentados do momento. O que costuma acontecer, porém, é que todos saem tocados pela costura entre essas camadas. Uma galeria leva à outra, mas também conduz a um estado de presença pouco comum. Há obras que exigem recolhi-

Robert Irwin, sem título, 2019.
Aos 20 anos, Inhotim vive novo momento e amplia experiência do visitante

mento, outras que surpreendem pela escala, outras ainda que parecem reverberar por muito tempo depois da visita.

Dicas para visitar

Em roteiros mais curtos, o ideal continua sendo abandonar a ansiedade de dar conta de tudo, afinal, o Inhotim pede escolhas. E esse talvez seja o conselho mais honesto para quem vai pela primeira vez: escolher um eixo, ou algumas galerias-chave, e se permitir parar entre um ponto e outro. O deslocamento faz parte da visita tanto quanto a chegada. É nos intervalos, nos bancos à sombra, na curva de um jardim, no reflexo inesperado da água, que o museu também se revela.

A estrutura de visitação ajuda nessa imersão. O instituto funciona de quarta a sexta-feira, das 9h30 às 16h30, e aos sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h30; em janeiro e julho, também abre às terças-feiras. Vale a

Hélio Oiticica, Invenção da cor, Penetrável Magic Square #5, De Luxe, 1977, Instituto Inhotim
Jardim de Todos os Sentidos, Viveiro Educador, Jardim Botânico do Inhotim.

pena lembrar que toda quarta-feira tem entrada gratuita e todo último domingo do mês também.

Para as pausas entre um roteiro e outro, ao longo do parque, há diferentes opções gastronômicas, como o Restaurante Tamboril, o Oiticica, o Café das Flores e pontos mais informais espalhados pelo percurso, o que permite organizar o dia com conforto sem interromper a experiência.

No site do museu-parque (inhotim.org.br), é possível comprar os ingressos de forma antecipada e também conferir um mapa com os três eixos (Laranja, Amarelo e Rosa) para organizar sua visita.

Uma hospedagem privilegiada

Mas se um dia já parece pouco, a notícia

mais interessante é que é possível se hospedar por lá. O Clara Arte (clararesorts.com.br/ nossos-resorts/clara-arte) é o primeiro hotel dentro do Instituto Inhotim e hoje uma das propostas de hospedagem mais singulares do país.

Instalado no próprio território do museu, o resort permite outra relação com o destino: menos apressada, mais silenciosa, mais profunda. Em vez de condensar o parque em algumas horas, o hóspede passa a vivê-lo em um ritmo muito mais orgânico, com acesso diferenciado e uma experiência de imersão que prolonga a visita para além do horário habitual.

O Clara Arte conta atualmente com 46 bangalôs desenhados para dialogar com a paisa-

gem, todos equipados com varanda com lareira, banheira e a chamada Copa Baby, além de piscina climatizada e coberta, spa, sauna, academia, restaurante, espaço para eventos e brinquedoteca assinada por Artur Lescher. Mas o seu grande diferencial, no entanto, está na possibilidade de acessar o Inhotim em dias normalmente fechados ao público. Às segundas e terças-feiras, os hóspedes participam de tours guiados em pequenos grupos conduzidos por educadores e monitores especializados, com roteiros que percorrem galerias emblemáticas, obras externas e jardins temáticos. Às segundas-feiras, por exemplo, o percurso inclui as galerias Psicoativa Tunga, Valeska Soares, Grada Kilomba e Lygia Pape, além de obras como Viewing Machine, de Olafur Elias-

son, e Desert Park, de Dominique GonzalezFoerster. O roteiro também atravessa jardins temáticos como o Jardim de Todos os Sentidos, o Jardim Desértico, o Jardim de Transição, o Viveiro Educador, o Meliponário e o Vandário. Já às terças-feiras, entram em cena galerias como Adriana Varejão, Yayoi Kusama e Cildo Meireles, além de outras obras e áreas botânicas do instituto.

Além disso, o Clara Arte já anunciou expansão, confirmando a construção de 30 novas acomodações, com entrega prevista até agosto deste ano. O novo prédio será 100% acessível, próximo às áreas comuns e pensado especialmente para pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e famílias com crianças. O plano inclui ainda uma área esportiva com quadras de tênis, beach tênis e futebol, além de um novo bar, com etapas futuras que projetam um complexo de até 150 acomodações até 2029.

Os 20 imperdíveis no Inhotim

Galeria Yayoi Kusama

Espaço dedicado à artista japonesa no Eixo Laranja, reúne instalações imersivas que ampliam a sensação de infinito, repetição e vertigem poética tão características de sua obra.

Sonic Pavilion, de Doug Aitken

Uma das experiências mais marcantes do parque, a obra convida o visitante a escutar os sons captados das profundezas da Terra em um pavilhão de arquitetura circular e contemplativa.

Narcissus Garden, de Yayoi Kusama

No espelho d’água, centenas de esferas metálicas flutuantes criam uma cena hipnótica e mutante, em que reflexo, paisagem e movimento se misturam com delicadeza.

De lama lâmina, de Matthew Barney

Instalada em um galpão de forte impacto visual, a obra mistura tensão, ruína, matéria e estranhamento em uma narrativa densa, daquelas que permanecem na memória muito depois da visita.

Galeria Praça

Logo na chegada, funciona como uma espécie de cartão de visitas do Inhotim, reunindo obras emblemáticas e uma atmosfera que já antecipa a intensidade sensorial do percurso.

Galeria Adriana Varejão

Arquitetura e obra se fundem em um dos espaços mais elegantes do instituto, onde água, azulejo, ruína e imaginação tropical aparecem em composições de enorme força visual.

Galeria Cosmococa, de Hélio Oiticica e Neville D’Almeida

Irreverente e experimental, propõe uma vivência menos contemplativa e mais corporal, embaralhando arte, som, imagem e participação do público.

Galeria Cildo Meireles

Entre as mais impactantes do circuito, reúne trabalhos que mexem com percepção, deslocamento e experiência sensorial, em instalações que pedem tempo e entrega.

True Rouge, de Tunga

Instalação de atmosfera intensa e quase ritualística, é uma daquelas obras que desafiam explicações fáceis e se impõem mais pelo corpo do que pela lógica.

Beam Drop, de Chris Burden

Ao ar livre, a obra impressiona pela escala e pela brutalidade do gesto: vigas de aço lançadas no concreto criam uma escultura monumental que dialoga com força e caos.

Claudia Andujar Maxita Yano

Abriga um conjunto potente de obras da fotógrafa Claudia Andujar e a exposição

Maxita Yano, “casa de terra” em Yanomami, reunindo trabalhos de artistas indígenas da América do Sul e ampliando o olhar sobre território, luta e presença indígena no Brasil.

Invenção da Cor, Penetrável Magic Square #5, De Luxe, de Hélio Oiticica

Instalada ao ar livre, a obra transforma cor, luz e arquitetura em ambiente, convidando o visitante a atravessar paredes coloridas e perceber como o espaço se modifica a cada mudança de luz natural.

Piscina, de Jorge Macchi

Transposição tridimensional de uma aquarela do artista, a piscina lembra uma antiga agenda telefônica, com índice alfabético nos degraus, criando um jogo entre desenho, objeto real e a experiência física de quem entra na água.

Galeria Rivane Neuenschwander

Com obras que partem de elementos simples do cotidiano para tocar em temas como medo, história, tempo e relações sociais, a galeria propõe ao visitante um olhar atento para pequenos gestos e narrativas.

Troca-troca, de Jarbas Lopes

Três fuscas coloridos, montados a partir da troca de partes de diferentes carros, circulam pelos caminhos do parque em ativações pontuais, transformando deslocamento em performance, encontro e brincadeira coletiva.

Galeria Lygia Pape

Dedicada à obra da artista neoconcreta, abriga a famosa instalação Ttéia, em que fios metálicos e luz criam tramas quase imateriais, fazendo o visitante duvidar se está diante de linhas físicas ou de feixes luminosos.

Galeria Doris Salcedo

Um espaço de luz rarefeita, onde Neither, instalação da artista colombiana, constrói uma arquitetura de grades e vazios que fala de fronteiras, exclusão e violência de forma silenciosa e profundamente perturbadora.

Jardim Desértico

Inspirado em paisagens áridas do México e de regiões semiáridas do Brasil, reúne espécies adaptadas à falta de água, como cactos e suculentas, convidando a refletir sobre sobrevivência, clima e uso responsável dos recursos hídricos.

Galeria Cardiff & Miller – The Murder of Crows

Instalação sonora imersiva com 98 alto-falantes que compõem um ambiente de sons, narrativas e sonhos, em que voz, ruídos e música criam uma atmosfera entre o onírico e o inquietante.

Jardim de Todos os Sentidos

Localizado no Viveiro Educador, é um jardim multisensorial onde mais de 70 espécies aromáticas, medicinais, condimentares e até comestíveis convidam o visitante a experimentar texturas, aromas e sabores.

Fundado em 1941 e revitalizado em 2014, o Araksa Tea Garden cultiva chá Assam em sistema orgânico. Caminhadas pelos jardins e degustações conectam tradição e sustentabilidade

Olegado Lanna floresce em templos budistas de madeira, telhados que parecem tocar o céu e murais que narram fé e natureza. O povo preserva o idioma kham mueang e a escrita tai tham, símbolos de identidade cultural que resistem ao tempo. Embora tenha sido historicamente influenciado por reinos vizinhos, Lanna manteve autonomia cultural e espiritual. Hoje, o termo representa apenas herança histórica, arquitetura, idioma e tradições da região.

Esse legado vive nas colinas, nos campos de arroz e na economia comunitária, onde o turismo sustentável funciona como ponte entre tradição e futuro. Percorrer Chiang Mai, Phrae e Nan é compreender uma cultura viva, que se celebra como permanência, não como passado.

vivenciar o turismo comunitário nas províncias de Chiang Mai, Phrae e nan, no norte da Tailândia, é mergulhar nas memórias vivas do

antigo reino de lanna (1292 - 1775)o “reino de um milhão de arrozais”, como seu nome significa.
Por Mary de Aquino
Reino Lanna, o reino de um milhão de arrozais

O Reino de Lanna - Erguido em 1596, o Wat Phumin impressiona pelos murais do século XIX e arquitetura singular. Em frente, o mercado noturno devolve à cidade o espírito comunitário Lanna

Reino de Lanna
Cenário típico do norte tailandês: o rio Mae
Taeng serpenteia pelas montanhas da região

Araksa Tea Garden - Degustação com 20 variedades 16 chás servidos quentes e 4 versões geladas, entre iced tea e cold brew. Um percurso completo pelos aromas, temperaturas e nuances da folha

Chiang Mai, espiritualidade e natureza

Chiang Mai é a capital espiritual do norte da Tailândia, com centenas de templos e mercados que já existiam desde o período Lanna. Ali tradição e modernidade convivem entre incenso, becos históricos e cafés contemporâneos.

No distrito de Mae Taeng, a natureza revela a força da região. Trilhas levam à Cachoeira Huay Sathan, onde o som da água se mistura à respiração do visitante. O rafting no rio Mae Taeng simboliza aventura e respeito ao território.

O Araksa Tea Garden, fundado em 1941 e renovado em 2014, cultiva chá Assam em sistema sustentável. O nome, derivado do sânscrito, significa preservar a terra, o trabalho e a comunidade. Visitantes aprendem sobre chá branco, verde e preto, participam da colheita e degustam infusões entre flores e ervas.

Os mercados de Chiang Mai são centros de vida comunitária. O Wua Lai Walking Street transforma a rua em um encontro cultural de artes, comida e música. O Jing Jai Market reúne agricultores, artesãos e designers em um modelo de economia local sustentável.

Phrae: memória artesanal

Phrae é uma das províncias mais antigas da Tailândia e conserva a essência artesanal Lanna. Conhecida pela teca e pelo tecido índigo, é um museu cultural aberto.

O Museu Khum Chao Luang, construído em 1892, foi residência real e hoje preserva objetos aristocráticos do norte. O turismo cultural contribui para a conservação do patrimônio e sustento das comunidades locais.

O Kummee Studio representa a nova economia criativa, combinando cerâmica e gastronomia. Oficinas de modelagem permitem que visitantes criem peças próprias, enquanto a produção de alimentos mantém a tradição artesanal.

Araksa Tea Garden
Araksa Tea Garden - almoço

O azul do índigo define a identidade local. A Tone Khram Phrae mantém o ciclo tradicional do tingimento natural, envolvendo mulheres artesãs na preservação de técnicas ancestrais. O azul, aqui, é símbolo de continuidade cultural.

espiritualidade, arte e comunidade em nan

Nan é a província que melhor preserva a alma espiritual e estética do norte. Cercada por montanhas e arrozais, abriga templos históricos e uma forte cena artística.

O Wat Phumin, de 1596, possui planta em forma de cruz e murais do século XIX que retratam a vida cotidiana e influências estrangeiras. O mercado noturno Kad Khuang Mueang Nan mantém o espírito comunitário dos antigos bazares.

O Wat Ming Mueang e o pilar da cidade simbolizam os princípios budistas de compaixão e equilíbrio espiritual. Murais contemporâneos mostram a convivência entre tradição e vida moderna.

A Nan Riverside Art Gallery, criada em 2004, integra arte e natureza às margens do rio Nan, promovendo desenvolvimento cultural. No distrito de Pua, no Phaeo Phafai, mulheres Tai Lue preservam a tecelagem ancestral. A Cocoa Valley promove turismo agrícola com cultivo orgânico de cacau envolvendo centenas de famílias. A Doi

Kummee Studio
No Kummee Studio, na província de Phrae Province, é possível viver uma experiência de turismo comunitário, participando de workshops de cerâmica e se conectando com a produção artesanal da região
O Museu Khum Chao Luang preserva a antiga residência do governador de Phrae

Criada em 2004 pelo artista Winai Prabripu, a Nan Riverside Art Gallery combina jardins à beira-rio e exposições que fortalecem o pertencimento cultural local

Em Phrae, a Tone Khram Phrae mantém viva a tradição do tingimento natural. Desde a planta até o tecido, visitantes acompanham o processo conduzido por um coletivo feminino

Silver mantém a tradição da ourivesaria Yao/Mien, combinando símbolos ancestrais e design contemporâneo. A destilaria Lao Nan, premiada internacionalmente, representa a inovação artesanal com respeito à natureza.

Experiências como a fazenda Daidib Daidee permitem convivência com a vida rural, entre cultivo de alimentos, contato com animais e noites sob as estrelas.

o espírito do reino lanna

O antigo Reino de Lanna permanece vivo na colheita do chá, no índigo, na seda, na prata, no chocolate e nos campos de arroz. Chiang Mai, Phrae e Nan formam o triângulo do turismo comunitário tailandês, um mapa de sustentabilidade e beleza, onde tradição e futuro dançam ao ritmo do vento e da oração.

O reino de um milhão de arrozais continua a florescer nas terras, nas pessoas e no olhar de quem visita e leva consigo a sensação de ter habitado o coração espiritual do norte da Tailândia.

Cocoa Valley
Daidib Daidee em Pua, um pequeno distrito do norte da Tailândia, a estrada termina onde o campo começa
Lao Nan Distillery

D I verSãO nO M a IO r resort pé na areia

dO Bras

descubra os detalhes de uma estadia no Porto 2 life resort, localizado na praia de Muro alto, no destino de Porto de Galinhas, em Pernambuco, e considerado o maior pé na areia do país.

Vista geral do Porto 2 Life Resort
Por Patrícia Chemin

As férias dos sonhos geralmente envolvem aquele cenário tropical típico, marcado por uma praia de águas cristalinas, sol, calor, piscinas e palmeiras que balançam com a brisa do mar. Acrescente a isso um resort de grandes proporções e uma estrutura completa para toda a família. Assim é uma estadia no Porto 2 Life Resort, o maior empreendimento da GAV Resorts, empresa brasileira especializada em resorts de alto padrão.

Inaugurado no final de novembro de 2025 após um investimento de mais de R$ 500 milhões, o Porto 2 Life é também o maior resort pé na areia do país, com 990 apartamentos. Junto a Porto de Galinhas, fica de frente para a praia de Muro Alto, famosa por ter um paredão de recifes que forma uma

enorme piscina natural de quase 3 km de extensão. Ali, o mar é cristalino e muito calmo, com trechos mais rasos e temperaturas agradáveis – em um dia de sol, a água chega a ficar quente.

Para aproveitar ao máximo essa localização privilegiada, o Porto 2 Life parece abraçar esse cenário, com piscinas a poucos metros da praia e muitas acomodações e espaços comuns com vista para o mar. Aliás, a arquitetura chama a atenção, não só pelos traços modernos dos blocos de apartamentos, mas também pelo desenho das piscinas, que se espalham por todos os lados.

Atividades para o dia todo

Caminhar pelo resort é sempre um convite a um bom mergulho: há 17 piscinas para todos os gos-

Praia de Muro Alto, em frente ao resort

tos, totalizando 5.700 m² de área molhada, além de toboáguas e um parque aquático infantil, entre amplos deques e espaços de descanso e convivência. Logo em frente está a praia de Muro Alto, onde os hóspedes podem usar caiaques de fundo transparente e equipamento de stand-up paddle, ou então apenas curtir o sol nas cadeiras de praia fornecidas pelo resort. O Porto 2 Life conta ainda com um grande espaço coberto de jogos e lazer, composto por fliperamas e outras máquinas eletrônicas, sinuca, pebolim, tênis de mesa, air hockey, brinquedão para crianças, seis pistas de boliche e duas salas de cinema – tudo liberado para uso dos hóspedes. Na parte externa estão quadras de tênis, poliesportiva e de areia, além de um circuito de minigolfe. Já a equipe de entretenimento comanda diariamente uma programação de lazer dividida por faixas etárias, do infantil ao adulto, com atividades que começam logo cedo e seguem até após o anoitecer. Ao fim do dia, por exemplo, é possível curtir música ao vivo junto à piscina principal ou soltar a voz na sala de karaokê. Para aqueles que querem cuidar da saúde e do bem-estar, o resort oferece uma academia completa com vista para o mar, saunas seca e a vapor, salão de beleza e spa com um variado menu de massagens (nestes dois últimos, os serviços são cobrados à parte).

Gastronomia: do Nordeste ao Japão

No Porto 2 Life, a gastronomia também é destaque em uma oferta variada de espaços e receitas. A começar pelo restaurante principal, com serviço de buffet e que serve pratos para todos os gostos – da estação de ovos e tapiocas feitos na hora no café da manhã a saborosas receitas com peixes e frutos do mar no almoço e no jantar, entre outras tantas opções de pães, massas, grelhados, saladas e sobremesas. Ao lado, o restaurante à la carte, mais intimista, tem um cardápio refinado, sempre com toques da culinária nordestina e vinhos para harmonizar, recomendados pelo sommelier do resort.

Aberto para o jantar e mediante reserva, o Porto Okae é um restaurante japonês contemporâneo, com criações que surpreendem a visão, o olfato e o paladar. Para quem prefere uma refeição mais descontraída, junto à piscina principal está a hamburgueria e pizzaria do resort, onde as pizzas com-

Restaurante Porto Okae
Pizza de bolo de rolo
Restaurante Porto Okae
Vista aérea

binam ingredientes clássicos com toques regionais, resultando em sabores como a nordestina (muçarela, carne de sol desfiada, queijo manteiga, bananada-terra e cebola ao melaço) e a de bolo de rolo (goiabada cremosa, muçarela, fatias de bolo de rolo e queijo cremoso).

Para completar a oferta gastronômica, o Porto 2 Life tem uma pâtisserie, com doces, salgados, gelatos e cafés, e um bar molhado, que permite saborear drinques sem sair da piscina

Conforto e comodidades

Os 990 apartamentos do resort oferecem um espaço confortável para férias na praia. Eles contam com varanda, TVs, ar-condicionado, micro-ondas, cafeteira, frigobar, mesa, armários e amenities de banho, e a maioria tem capacidade para até quatro adultos (uma cama de casal em um quarto privativo e um sofá-cama na sala), em uma área de 32 m². Os apartamentos maiores, de 68 m² e dois quartos, comportam até seis adultos.

No térreo, 102 acomodações têm ligação direta

Pistas de boliche
Café da manhã
Restaurante principal
Quarto com acesso direto à piscina
Sala com sofá-cama

com as piscinas a partir da varanda - você pode sair do seu quarto e ir direto para a água. As diárias incluem café da manhã.

O Porto 2 Life também é dog friendly (no máximo dois cachorros de até 10 kg por apartamento, mediante tarifa simbólica) e ainda oferece o espaço Dog Care, com pet shop e serviço de banho.

Somam-se às comodidades uma loja de conveniência aberta 24 horas por dia e o uso de pulseiras que servem como chave do quarto e para registrar pagamentos extras pelo resort.

GAV Resorts em expansão

Com atuação que integra os segmentos de hotelaria tradicional e multipropriedade, a GAV Resorts é uma empresa jovem, cuja história começou em 2014, no Pará. Atualmente, a rede conta com seis resorts em operação: três em Salinópolis (PA), um em Pirenópolis (GO) e dois em Porto de Galinhas (o Porto 2 Life e o Porto Alto Resort). Novos empreendimentos já estão em obras, em destinos turísticos como Jericoacoara (CE), Barra de São Miguel (AL), Maragogi (AL) e Gramado (RS), sendo que três deles devem ser inaugurados ainda neste ano.

Informações: gavresorts.com.br

Bloco de apartamentos
Paisagismo tropical
Área das piscinas

Conheça o festival que celebra o azeite na Serra Gaúcha

O Parque Olivas de Gramado conta com 29 hectares de plantio, onde brotam cerca 12.300 pés de seis variedades.
por luciano nagel, (gramado - rs)

Osotaque da Serra Gaúcha ganha, por estas semanas, um aroma herbáceo e um frescor que remete aos melhores olivais do Mediterrâneo. Mas não estamos na Europa. O cenário é a bucólica Linha Nova, no interior do município de Gramado, na Serra gaúcha, onde o Parque Olivas de Gramado celebra a safra 2026 com o seu esperado Festival do Azeite Nostra Oliva. De fevereiro a abril, o ciclo da natureza se completa, e as oliveiras, carregadas, convidam o visitante para uma experiência que vai muito além do simples turismo contemplativo, ou seja, uma imersão técnica e sensorial na cultura do “ouro líquido”.

A reportagem da Revista Qual Viagem esteve no coração do parque no último dia 3 de março, testemunhando o vigor de uma produção que coloca o Rio Grande do Sul na vanguarda da olivicultura nacional. Para os apaixonados pelo tema, a oportunidade de vivenciar este ritual ainda segue viva: o festival ocorre nos próximos dias 15, 21 e 22 de março, sempre a partir das 14h, transformando o pomar em um laboratório a céu aberto. Ao cruzar os portões do parque, o visitante é

O CEO André Bertolucci destaca a agilidade na extração para evitar a oxidação e garantir a excelência do azeite
Visitantes vivenciam a tradição da colheita 100% manual na Linha Nova, utilizando a derriçadeira nos galhos mais altos

Cada azeitona é analisada manualmente para retirar as que não estão em perfeitas condições

O técnico agrícola Oscar Muniz exibe com orgulho o fruto da colheita manual no Parque Olivas de Gramado

recebido pelo CEO do empreendimento e azeitólogo, André Bertolucci, que conduz os recém-chegados à Azeiteria.

Com cerca de 1.000 m², o espaço é um templo dedicado ao fruto, abrigando loja, laboratório, cafeteria e a tecnológica Imersão 360º. Bertolucci comanda uma área de 29 hectares de plantio, onde brotam aproximadamente 12.300 pés de seis variedades distintas.

O especialista ressalta que o segredo da excelência do azeite de oliva reside na agilidade. “O tempo entre a colheita e a extração é curtíssimo. Assim que retiramos as azeitonas das oliveiras, precisamos remover as folhas, limpar o excesso de galhos e transportá-las imediatamente em caixas para o lagar”, explica André. Ele utiliza uma analogia simples para ilustrar a oxidação. “A azeitona é como uma maçã ou uma banana; assim que a cortamos, ela começa a escurecer. O oxigênio altera a qualidade do azeite, por isso o processo deve ser instantâneo”, explicou.

Para quem deseja levar um bom rótulo para casa, o CEO oferece dicas valiosas. O consumidor deve priorizar produtos frescos. “Azeite bom é azeite novo”, adverte. A recomendação é observar a data de extração do produto, que no Hemisfério Sul ocorre entre fevereiro e abril, e considerar o prazo de dois anos a partir dali. Além disso, a embalagem deve ser em vidro âmbar ou com película verde escura (especial) para bloquear os raios UVA e UVB, preservando as propriedades do azeite’’, ressaltou.

O otimismo de Bertolucci reflete o momento do setor. O Brasil caminha para uma safra recorde em 2026, com o Rio Grande do Sul respondendo por 70% da produção nacional. No Olivas de Gramado, a expectativa é saltar das 20 toneladas colhidas em 2025 para expressivas 40 toneladas este ano.

Passeio de trem e colheita

Mas o ponto alto, onde o lúdico encontra a terra, acontece a bordo de um passeio de trem que leva os visitantes em direção aos olivais, onde o verde das folhas domina o horizonte. Ali, sob o sol de março, inicia-se a colheita manual da safra 2026.

Quem conduz essa etapa com a precisão de quem conhece cada árvore pelo nome é o técnico agrícola Oscar Muniz. Natural de Itaqui (RS), Muniz, dedica

os últimos 11 anos ao manejo do parque e explica as nuances do que chega ao lagar. “Hoje, os visitantes estão colhendo a variedade Picual, de origem espanhola e a Frantoio, italiana. Há diferenças marcantes no paladar. A Frantoio entrega mais picância, enquanto a Picual se destaca por uma maior acidez”, detalha. Segundo Muniz, a colheita é 100% manual, com o auxílio apenas de uma derriçadeira, a “mãozinha”, para os frutos mais altos, garantindo a integridade de cada azeitona.

Do pomar, o roteiro segue para o lagar, onde o mestre lagareiro opera o maquinário de extração a frio, demonstrando o envase e a rotulagem. A jornada encerra-se com a degustação sensorial, uma experiência que estimula os sentidos ao harmonizar os azeites da casa com insumos locais, como chocolates, queijos, biscoitos artesanais, salames e tomatinhos.

Os ingressos antecipados para o Festival do Azeite Nostra Oliva podem ser adquiridos no site www.olivasdegramado.com.br/nostraoliva

Visitantes exploram o olfato e o paladar na Degustação Sensorial do Festival do Azeite Nostra Oliva 2026.
- Com o cesto cheio, as azeitonas vão para o maquinário de extração
Locomotiva leva os visitantes até as oliveiras do parque para fazer a colheita

explore varsóvia, a cidade reconstruída de escombros

No coração da Polônia, sua

capital é considerada um centro de cultura, ciência e arte. desde hotéis de luxo e lojas elegantes a teatros

fantásticos e museus surpreendentes, nesta cidade fascinante você encontra de tudo.

Por Rebeca Dias

durante a Segunda Guerra Mundial, Varsóvia foi destruída e reduzida a escombros. Da chamada Cidade Velha, apenas 15% foi salvo e o restante teve de ser reconstruído nos primeiros anos do pós-guerra. Além disso, a Cidade Velha foi inscrita na lista da UNESCO como um exemplo de uma fiel reconstrução, já que para a qual foram usados fragmentos originais preservados foi a primeira reconstrução de uma cidade monumental do mundo, realizada numa escala tão grande.

Apesar dos altos e baixos em sua história, a capital da Polônia é considerada uma metrópole dinâmica que une o novo e o ancestral com traços característicos de todas as capitais europeias.

Este destino pouco explorado oferece palácios, museus, cafés, bares, restaurantes e lojas que ostentam roupas de grife nas vitrines. O sistema de transporte, também muito eficiente, é alimentado por linhas de bonde, ônibus e metrô, facilitando a locomoção dos turistas.

Cidade Velha, ideal

para começar a explorar Varsóvia

Prepare-se para as atrações mais imperdíveis da capital polonesa, com dicas práticas, curiosidades e sugestões de como aproveitar melhor cada experiência. Para começar, a Cidade Velha é um destaque para os viajantes. Lá, as ruas são como uma espécie de portal do tempo, os paralelepípedos e arquitetura ornamentada dão um charme especial para o destino.

Alguns dos destaques são a Praça do Mercado, Castelo Real, Muralhas da Cidade e Coluna de Sigismundo. A primeira é um dos cartões postais da capital polonesa, pois abriga a famosa sereia de Varsóvia, um dos símbolos da cidade. Além disso, passeando pela Praça é possível encontrar artistas de rua e feirinhas muito interessantes.

Já o Castelo Real merece uma atenção especial: suas origens datam do século XIV, quando a Torre Real foi construída em uma das principais praças locais quando a capital da Polônia foi transferida para Varsóvia. Deste modo, o Palácio serviu como residência real. Durante o decorrer dos anos, vários acidentes fizeram com que a estrutura original fosse mudada, entre eles o Levante, que reduziu o palácio às

cinzas. Sendo reaberto apenas em 1984, o Castelo foi utilizado como sede parlamentar e lar do presidente, tornando-se um símbolo da independência da Polônia. Atualmente, você pode visitar salões ricamente decorados, galerias e exposições temporárias, adentrando na história da Varsóvia.

Além disso, em um dos lados do castelo há um túnel conectado com a Catedral de São João, a igreja mais antiga do destino, que sediou as cerimônias de coroação dos monarcas polacos. A ala leste do Castelo Real também abriga uma importante coleção de pinturas que inclui obras de Canaletto e Rembrandt.

Passando por lá, também vale checar a Praça do Castelo, o principal ponto de encontro na capital polonesa onde está localizada a Coluna de Sigismundo, um dos monumentos mais antigos da cidade, construído em homenagem ao rei Sigismundo III, responsável pela mudança da capital de Cracóvia para Varsóvia. Neste mesmo estilo de passeio, as Muralhas da Cidade são os restos das fortificações medievais que protegiam Varsóvia.

Uma das atrações mais queridas da região, o Parque Lazienki combina palácios elegantes, jardins serenos, lagos com cisnes e trilhas perfeitas para caminhadas em uma das áreas verdes mais lindas da Europa. Seu nome significa “banhos” em polaco, pois foi conhecido durante anos como o grande pavilhão do lago onde a realeza se banhava.

Dentro do mais encantador parque em Varsóvia se encontra um jardim botânico com a famosa escultura de Frédéric Chopin. Na cidade também há o Museu Fryderyk Chopin, que dispõe de manuscritos, cartas, objetos pessoais e até trechos de músicas do compositor.

No parque ainda é possível ver esquilos, pavões e aves aquáticas de perto, além do Palácio na Ilha, uma obra-prima neoclássica construída sobre um lago artificial e o Anfiteatro Romano, que mistura arquitetura clássica com elementos poloneses.

Museus, os destaques turísticos da região

Outro ponto turístico que não pode ficar de fora da lista é o Museu Polin, o Museu dos Judeus Poloneses. Ele celebra a cultura, as contribuições sociais e a vida judaica na Polônia ao longo dos séculos, indo além do Holocausto ao utilizar recursos visuais, digitais e sonoros que transformam a visita em uma jornada mais didática.

Nesse mesmo estilo, o Museu do Levante de Varsóvia retrata quase mil exposições que abordam a ocupação do país pela Alemanha nazista e os anos do pós-guerra. Os vários vídeos, depoimentos, documentos históricos e ambientes reconstruídos contam a história fidedigna, homenageando a revolta de 1944.

O edifício mais alto da cidade, presente de Stalin, é o símbolo da Varsóvia moderna. O Palácio da Cultura e Ciência abriga teatros, museus, cafés, um cinema e um mirante de vista privilegiada da capital polonesa, imperdível para quem a visita.

Já o Museu Nacional de Varsóvia, um dos mais importantes da Polônia, expõe pinturas, esculturas e

Polin é o Museu

mais de 800 mil valiosas obras de arte. Desde Botticelli, Tintoretto, Greuze, Rubens e Rembrandt, o Museu se destaca com galerias de arte antiga, medieval, oriental, europeia e polonesa. É, sem dúvidas, o museu mais completo da capital e definitivamente não pode deixar de ser visitado

Dicas de hospedagem

Como opção de hospedagem em Varsóvia, o four points by sheraton Warsaw mokotow se destaca pela proximidade com o Aeroporto e pela ótima localização. Suas acomodações incluem ar condicionado, mesa de trabalho, guarda-roupa, TV de tela plana e Wi-Fi de alta velocidade gratuito. Os quartos incluem produtos de higiene pessoal gratuitos e o café da manhã é servido diariamente na propriedade. Outra ótima opção seria o holiday inn express, próximo das principais atrações. Os quartos possuem ar-condicionado, TV de tela plana com canais a cabo, geladeira,chuveiro, produtos de banho de cortesia e mesa de trabalho. Entre as amenidades destaca-se o secador de cabelo, além de um café da manhã em estilo buffet, com opções vegetarianas e veganas, que está disponível na acomodação.

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Tradição que se renova: Santo Colomba Celebra 33

Anos de Excelência em São Paulo

referência na cena gastronômica paulistana, o Restaurante Santo Colomba alcança a marca de 33 anos reafirmando seu papel como um dos templos da culinária italiana clássica em São Paulo. Sob o comando atento e apaixonado do chef José Alencar de Souza, a casa celebra o aniversário com um menu especial entre os dias 23 e 29 de março, exaltando a técnica e o respeito aos ingredientes que marcam sua trajetória.

A história do Santo Colomba confunde-se com a do próprio Alencar. Natural de Minas Gerais, o chef chegou a São Paulo aos 19 anos e construiu sua carreira com a precisão de quem conhece o valor do trabalho. De ajudante de pedreiro a um dos nomes respeitados da gastronomia da cidade, Alencar lapidou seu talento em casas icônicas até assumir o comando do Santo Colomba em 1993. Desde então, ele imprime uma hospitalidade rara, transformando o salão em um reduto de elegância e acolhimento.

Para celebrar estas três décadas, o menu de aniversário apresenta sugestões que são verdadeiras homenagens ao paladar. Para abrir o apetite, o clássico siciliano Arancini ripieni di scamorza (recheado com queijo defumado) e o tradicional Vitello tonnato trazem o frescor necessário para o início da experiência.

A maestria das massas artesanais, ponto forte da casa, brilha em pratos como o Cavatelli al ragù di polpo e o robusto Ravioli di ossobuco, servido com um delicado molho de açafrão. Já o Fettuccine alla

Chef José Alencar de Souza
Pan Brioche

Papalina, com seu molho à base de presunto cru e parmesão, evoca a memória das melhores cozinhas da Itália. Entre os principais de carne e peixe, a Braciola di manzo recheada e o Peixe do dia com grão-debico demonstram a versatilidade do menu especial.

A celebração encerra-se com sobremesas que equilibram intensidade e leveza, como a Torta Tenerina de chocolate meio amargo e o criativo Pan brioche com zabaione de maracujá e capim-limão. Visitar o Santo Colomba nesta data é um brinde à longevidade do bom gosto e à carreira brilhante de um mineiro que conquistou o paladar da capital paulista.

Dica Qual Viagem: O menu comemorativo estará disponível apenas de 23 a 29 de março. É a oportunidade perfeita para descobrir por que o Santo Colomba permanece essencial e atual após 33 anos de história.

Serviço

Santo Colomba

Alameda Lorena, 1157

Jardim Paulista, São Paulo

Reservas (11) 96324-0249 - @santocolomba

Fettuccine Alla Papalina
Vitello Tonnato
Cavatelli al Ragù di Polvo
Pesce del Giorno con Ceci e Pomodoro
Polenta Taragna con Frutti di Mare

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