

CIÊNCIAS DA NATUREZA
COLEÇÃO
baobá
LIVRO DO PROFESSOR
Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Componente curricular: Ciências da Natureza
LEANDRO PEREIRA DE GODOY
Mestre em Microbiologia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Bacharel e licenciado em Ciências Biológicas pela UEL-PR.
Atuou como professor na rede particular de Ensino Superior. Ministrou aulas na rede estadual de ensino do Paraná para Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Técnico.
Realiza palestras, cursos e assessorias para professores em escolas públicas e particulares.
Autor de livros didáticos para o Ensino Fundamental e o Ensino Médio.
1a edição, São Paulo, 2025
Copyright © Leandro Pereira de Godoy, 2025
Direção-geral Ricardo Tavares de Oliveira
Direção de conteúdo e performance educacional Cintia Cristina Bagatin Lapa
Direção editorial adjunta Luiz Tonolli
Gerência editorial Natalia Taccetti, Nubia de Cassia de M. Andrade e Silva
Edição Valquiria Baddini Tronolone (coord.), Leve Soluções Editoriais
Preparação e revisão Leve Soluções Editoriais
Produção de conteúdo digital Leve Soluções Editoriais
Gerência de produção e arte Ricardo Borges
Design e projeto de capa Bruno Attili
Imagem de capa wavebreakmedia/Shutterstock.com
Arte e produção Leve Soluções Editoriais
Diagramação Leve Soluções Editoriais
Coordenação de imagens e textos Elaine Bueno Koga
Licenciamento de textos Leve Soluções Editoriais
Iconografia Leve Soluções Editoriais
Ilustrações Alex Argozino, Alex Silva, Alexandre Bueno, Caca França, Clara Gavilan, Claudia Marianno, Daniela Maximo, Dayane Raven, Estúdio Ampla Arena, Gabriela Vasconcelos, Ilustra Cartoon, Luis Moura, Mauro Salgado, Paulo César Pereira, Renan Leema, Roberto Zoellner, Rodrigo Figueiredo/YANCOM, Rubens Gomes, Selma Caparroz, Tel Coelho/Giz de Cera, Vanessa Alexandre
Cartografia Leve Soluções Editoriais
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Godoy, Leandro Pereira de Baobá : ciências da natureza : 5º ano : ensino fundamental : anos iniciais / Leandro Pereira de Godoy. – 1. ed. – São Paulo : FTD, 2025. – (Coleção Baobá)
Componente curricular: Ciências da Natureza
ISBN 978-85-96-06366-1 (livro do estudante)
ISBN 978-85-96-06367-8 (livro do professor)
ISBN 978-85-96-06368-5 (livro do estudante HTML5)
ISBN 978-85-96-06369-2 (livro do professor HTML5)
1. Ciências da natureza (Ensino fundamental) I. Título II. Série.
25-299159.1
Índices para catálogo sistemático:
CDD-372.35
1. Ciências da natureza : Ensino fundamental 372.35
Maria Alice Ferreira - Bibliotecária - CRB-8/7964
Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA FTD
Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300
Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br
Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.
Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33
Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375
APRESENTAÇÃO
Queridos professores,
Este Livro do Professor foi pensado como um companheiro para suas aulas de Ciências. A ideia é facilitar o entendimento dos conteúdos e torná-los interessantes, por meio da apresentação de exemplos próximos da realidade dos estudantes e alinhados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Neste livro, encontram-se sugestões de atividades extras, ideias de abordagem, indicações de leitura e links para acessar materiais que podem enriquecer suas aulas. Tudo isso foi preparado para dar segurança ao planejamento e abrir espaço à criatividade de cada professor.
Desejamos que este material ajude a transformar cada aula em uma oportunidade de descoberta e encantamento com as Ciências da Natureza.
Um fraterno abraço e desejos de um excelente caminho!
SUMÁRIO
3.
4.
5.
2.3
2.4
DOS CONTEÚDOS, COMPETÊNCIAS E HABILIDADES

CONHEÇA SEU LIVRO
A coleção é composta do Livro do Estudante e do Livro do Professor, nas versões impressa e digital.
VOCÊ CIDADÃO!
LIVRO DO ESTUDANTE
Nesse livro, apresentamos os temas entrelaçando texto e imagem, a fim de familiarizar os estudantes com a exploração do registro visual. Com as seções e as atividades distribuídas nos capítulos, pretende-se, sobretudo, auxiliar os estudantes a desenvolver as competências leitora e escritora, que são complementares e interdependentes, e capacitá-los para o exercício da cidadania.
O céu indígena Povos de diferentes culturas têm leituras próprias do céu noturno. As interpretações que fazem na observação dos astros estão ligadas aos costumes e ao modo de eles se relacionarem com o mundo.
Os povos indígenas do Brasil, por exemplo, reconhecem diversas constelações. Elas podem ser diferentes umas das outras, pois cada povo pode agrupar as estrelas de um modo único. No entanto, há constelações, como a da Ema, que é conhecida por diversos povos indígenas.

totalmente visível no céu, ela indica o início do inverno no Brasil.
1. Por que as constelações reconhecidas pelos povos indígenas podem ser diferentes umas das outras? 2. Você considera importante conhecer e valorizar os conhecimentos de povos indígenas? Por quê? Converse com os colegas sobre o assunto. NÃO ESCREVA NO LIVRO.
• CALENDÁRIO Astronômico 2018-2019 Um Cruzeiro do Sul ou uma Ema? 2019. 1 vídeo (2 min 29 s). Publicado pelo canal Espaço do Conhecimento UFMG. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=3vuMxosUgng. Acesso em: 22 jul. 2025. Com a supervisão de um adulto,

https://www.youtube.com/ watch?v=GUWoGYtBJyo. Acesso em: 26 ago. 2025. Vídeo do canal Planetários de São Paulo sobre a astronomia dos povos indígenas. | PARA O PROFESSOR TEXTO AFONSO, G. B. As constelações indígenas brasileiras. Telescópios na Escola Rio de Janeiro, 2013. Disponível em: http://www.telescopiosna escola.pro.br/indigenas. pdf. Acesso em: 20 jul. 2025. O artigo apresenta as principais constelações indígenas, evidenciando a ligação entre astronomia indígena e ciclos naturais. TEXTO RIBEIRO, B. S. História das constelações. Observatório Astronômico, UFRGS, Porto Alegre, 2021. Disponível em: https:// www.ufrgs.br/observastro/ website/wp-content/uplo ads/2023/03/Historia-das -Constelacoes.pdf. Acesso em: 26 ago. 2025. O artigo aborda as constelações oficiais e indígenas, destacando seu papel cultural na marcação do tempo, nas estações e nas atividades agrícolas. TEXTO. VANNIER, C. African Cultural Astronomy. Anthropology News 12 jul. 2019. Disponível em: https://www.anthropology -news.org/articles/african -cultural-astronomy/. Acesso em: 26 ago. 2025. O artigo aborda informações sobre a astronomia africana. A página está em inglês, mas alguns navegadores possibilitam sua tradução automática para a língua portuguesa. Verifique as configurações de seu navegador e busque a opção “Traduzir”. Ressaltar que diversos povos, em diferentes épocas, desenvolveram interpretações próprias do céu e atribuíram significados culturais e práticos aos astros. Além
povos indígenas, outro exemplo são os povos africanos (ver mais em Para o professor). | PARA O ESTUDANTE VÍDEO ETNOASTRONOMIA – A pluralidade dos céus: – Homem velho e Ema. 2021. 1 vídeo (4 min 48 s). Publicado pelo canal Planetários de
LIVRO DO PROFESSOR
O Livro do Professor está organizado em duas partes. Na primeira parte, o Livro do Estudante é reproduzido na íntegra, em miniatura, com algumas orientações e respostas em magenta. Nas laterais e abaixo da reprodução das páginas do Livro do Estudante, estão presentes as seguintes seções: Introdução à unidade (breve descrição dos principais conteúdos explorados na unidade); Habilidades (lista de habilidades trabalhadas na unidade); Objetivos de aprendizagem (lista dos objetivos de aprendizagem da unidade); Encaminhamento (orientações para o trabalho pedagógico com os assuntos presentes no Livro do Estudante); Orientações e respostas (demais orientações e/ou respostas relacionadas às atividades presentes no Livro do Estudante); Para o professor (sugestões de recursos que podem ser utilizados para apoiar o trabalho pedagógico ou para complementar a formação continuada do professor); Para o estudante (sugestões de recursos que podem ser indicados aos estudantes para auxiliar em seu processo de aprendizagem); Texto de apoio (material textual de terceiros que apoia o trabalho pedagógico ou complementa a formação continuada do professor); +Atividades (atividades complementares de recuperação de aprendizagens e de aprofundamento de conteúdos. Há sugestões de realização com os membros da família ou responsáveis).
Na segunda parte, são apresentados os subsídios teóricos que sustentam a coleção.
OBJETOS EDUCACIONAIS DIGITAIS
Ao longo do volume, ícones indicam objetos digitais que podem ser acessados pelo professor e pelos estudantes para enriquecer a aprendizagem de maneira dinâmica e promover o uso de ferramentas digitais presentes no dia a dia.
CIÊNCIAS DA NATUREZA
COLEÇÃO
baobá
LIVRO DO PROFESSOR
Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Componente curricular: Ciências da Natureza
LEANDRO PEREIRA DE GODOY
Mestre em Microbiologia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Bacharel e licenciado em Ciências Biológicas pela UEL-PR.
Atuou como professor na rede particular de Ensino Superior. Ministrou aulas na rede estadual de ensino do Paraná para Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Técnico.
Realiza palestras, cursos e assessorias para professores em escolas públicas e particulares.
Autor de livros didáticos para o Ensino Fundamental e o Ensino Médio.
1a edição, São Paulo, 2025
Copyright © Leandro Pereira de Godoy, 2025
Direção-geral Ricardo Tavares de Oliveira
Direção de conteúdo e performance educacional Cintia Cristina Bagatin Lapa
Direção editorial adjunta Luiz Tonolli
Gerência editorial Natalia Taccetti, Nubia de Cassia de M. Andrade e Silva
Edição Valquiria Baddini Tronolone (coord.), Leve Soluções Editoriais
Preparação e revisão Leve Soluções Editoriais
Produção de conteúdo digital Leve Soluções Editoriais
Gerência de produção e arte Ricardo Borges
Design e projeto de capa Bruno Attili
Imagem de capa wavebreakmedia/Shutterstock.com
Arte e produção Leve Soluções Editoriais
Diagramação Leve Soluções Editoriais
Coordenação de imagens e textos Elaine Bueno Koga
Licenciamento de textos Leve Soluções Editoriais
Iconografia Leve Soluções Editoriais
Ilustrações Alex Argozino, Alex Silva, Alexandre Bueno, Caca França, Clara Gavilan, Claudia Marianno, Daniela Maximo, Dayane Raven, Estúdio Ampla Arena, Gabriela Vasconcelos, Ilustra Cartoon, Luis Moura, Mauro Salgado, Paulo César Pereira, Renan Leema, Roberto Zoellner, Rodrigo Figueiredo/YANCOM, Rubens Gomes, Selma Caparroz, Tel Coelho/Giz de Cera, Vanessa Alexandre
Cartografia Leve Soluções Editoriais
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Godoy, Leandro Pereira de Baobá : ciências da natureza : 5º ano : ensino fundamental : anos iniciais / Leandro Pereira de Godoy. – 1. ed. – São Paulo : FTD, 2025. – (Coleção Baobá)
Componente curricular: Ciências da Natureza
ISBN 978-85-96-06366-1 (livro do estudante)
ISBN 978-85-96-06367-8 (livro do professor)
ISBN 978-85-96-06368-5 (livro do estudante HTML5)
ISBN 978-85-96-06369-2 (livro do professor HTML5)
1. Ciências da natureza (Ensino fundamental) I. Título II. Série.
25-299159.1
Índices para catálogo sistemático:
CDD-372.35
1. Ciências da natureza : Ensino fundamental 372.35
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Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br
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APRESENTAÇÃO
Você sabia que estudar Ciências nos permite entender melhor o mundo em que vivemos?
Neste livro, apresentamos temas sobre os materiais, o corpo humano, o ambiente e muitos outros assuntos. Você poderá descobrir, por meio de textos, imagens e atividades, como as Ciências se relacionam com o nosso dia a dia e por que é importante conhecê-las.
Ao explorarmos esses temas, também compreendemos melhor o lugar onde vivemos. Aprender sobre o planeta Terra nos mostra que ele é nosso lar e precisamos cuidar dele. Quanto mais conhecemos, mais fácil é proteger e valorizar o mundo que nos cerca. Afinal, só se ama aquilo que se conhece!
Bons estudos!
O autor.
SUMÁRIO

Você

Classificação dos alimentos ............................................................
Os alimentos e a saúde do corpo 83
Você escritor! 85
Você cidadão! ALIMENTO SEM DESPERDÍCIO ............................... 85
Dialogando com Matemática e Geografia –POR DENTRO DOS RÓTULOS ................................................................
A importância de uma alimentação equilibrada CAPÍTULO 2 – DIGESTÃO E RESPIRAÇÃO
Por onde passam os alimentos?
Você cidadão! CUIDADOS COM A SAÚDE BUCAL .........................
Por onde passa o ar? ........................................................................
Movimentos respiratórios ..............................................................
Você cidadão! CUIDADOS







CAPÍTULO 2 – AS CONSTELAÇÕES E
OS MOVIMENTOS DA TERRA .................................................... 122
Constelações 123
A rotação da Terra e os astros 126
A translação da Terra e os astros ............................................... 128
Você cientista! OBSERVANDO O CÉU ............................................ 132
Você cidadão! O CÉU INDÍGENA 133
CAPÍTULO 3 – A LUA E SUAS FASES 134
Fases da Lua ...................................................................................... 135
Você escritor! .................................................................................. 135
Você cidadão! MULHERES NA CONQUITA DA LUA 137
Você cientista! OBSERVANDO AS FASES DA LUA ......................... 138
Organizando ideias ...................................................................... 140
Retomando 141
O que aprendemos ....................................................................... 142
Referências bibliográficas COMENTADAS ......................... 144
OBJETOS DIGITAIS


Infográfico clicável – Aquífero Guarani .............................................. 15
Infográfico clicável – Usinas termelétricas ........................................ 27
Infográfico clicável – Diferentes tipos de motores veiculares 62
Infográfico clicável – O açaí e sua importância para o ambiente e para as pessoas 83
Infográfico clicável – A importância da água para o corpo ....... 104
Infográfico clicável – Constelações indígenas 133
Algumas atividades são acompanhadas de ícones. Descubra o significado de cada um.
Atividade oral.
Atividade em dupla.
Atividade em grupo.
Atividade para casa.
INFOGRÁFICO CLICÁVEL
Esta obra também é acompanhada de infográficos clicáveis que complementam e ampliam seu aprendizado. Eles estão indicados no sumário e nas respectivas páginas com um ícone.
ALF RIBEIR O/SHUTTERSTOCK.COM
O QUE SABEMOS?
Esta seção favorece o diagnóstico dos conhecimentos dos estudantes em relação aos conteúdos trabalhados em anos anteriores. Alguns serão aprofundados neste ano. Para desenvolvê-la, sugere-se orientar os estudantes a realizar as atividades individualmente, registrando as respostas no caderno. Ao final, convidar a turma a compartilhar suas respostas oralmente, promovendo uma discussão coletiva. Alternativamente, é possível solicitar aos estudantes que registrem as respostas em uma folha de papel sulfite e a entreguem ao professor, de modo que possam ser utilizadas para orientar o planejamento das próximas aulas.
O QUE SABEMOS?
1 Observe a cadeia alimentar a seguir.
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
1. b) Os decompositores têm um papel importante no ambiente, pois degradam a matéria orgânica dos organismos mortos ou de restos deles em partes menores e mais simples, os nutrientes. Esses nutrientes podem ser reutilizados pelas plantas. Assim, os decompositores contribuem para a reciclagem da matéria no ambiente.
c) A energia entra na cadeia alimentar pelo produtor, que usa a luz solar na produção do próprio alimento. Ao servir de alimento para o consumidor,

planta veado-campeiro onça-pintada fungos e bactérias
Representação de uma cadeia alimentar.
a) Classifique os seres vivos dessa cadeia alimentar em produtor, consumidor e decompositor.
Planta: produtor; veado-campeiro e onça-pintada: consumidores; fungos e bactérias: decompositores.
b) Qual é a importância dos decompositores em uma cadeia alimentar?
c) Explique o que acontece com a matéria e a energia nessa cadeia alimentar.
2 Em um dia quente, Marina colocou gelo em um copo pela manhã. Observe o que aconteceu ao longo do dia.
Consultar orientações no Livro do Professor
2. a) Conforme o tempo passou, o gelo derreteu e virou água. Depois, a água evaporou gradativamente com a passagem do tempo e o copo ficou vazio.
08:00 10:00 18:00
Representação de copo com gelo, ao longo de um dia quente.
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor Consultar orientações e resposta no Livro do Professor. 8
a) Explique o que aconteceu com o gelo e a água que estavam no copo.
b) Quais são os três estados físicos que a água apresentou nessa situação?
Estados sólido (gelo), líquido (água) e gasoso (vapor).
c) Quais mudanças de estado físico aconteceram nessa situação?
Fusão (sólido para líquido) e vaporização ou evaporação (líquido para gasoso).
d) As mudanças de estado físico da água são reversíveis? Utilize a situação apresentada para exemplificar sua resposta.
Sim. Se o copo fosse colocado no congelador após o gelo derreter, a água se tornaria gelo novamente, por exemplo. O vapor de água, ao ser esfriado, também volta a ser líquido.
transmite para este a matéria e parte de sua energia; outra parte é perdida em forma de calor. O mesmo ocorre ao longo das outras etapas da cadeia: conforme um consumidor serve de alimento para outro, transfere a matéria e parte da energia. Assim, a energia vai diminuindo ao longo da cadeia e segue apenas um sentido. Já a matéria é reciclada. Quando os seres morrem, há a decomposição, os nutrientes voltam ao solo e podem ser reaproveitados pelas plantas.
Nesta atividade, são retomados conceitos sobre cadeia alimentar, destacando
as relações alimentares e a transferência de energia entre os seres vivos de um ecossistema – produtores, consumidores e decompositores –, conforme a habilidade EF04CI04. Essa abordagem contribui para o entendimento da origem da energia. Neste ano, é possível demonstrar como essa energia, obtida dos nutrientes, é aproveitada pelo corpo humano por meio do estudo dos sistemas digestório, respiratório e circulatório, contribuindo para o desenvolvimento das habilidades EF05CI06 e EF05CI07.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO AS CORES NÃO SÃO REAIS.
ALEX ARGOZINO
SELMA CAPARROZ
questão pode ser retomada nessa unidade.
4. b) O ano de 2028 é um ano bissexto, ou seja, possui 366 dias. Esse dia extra é acrescentado em fevereiro, que fica com 29 dias, e se deve ao movimento de translação da Terra, que dura cerca de 365 dias e 6 horas. As horas “extras” são compensadas a cada quatro anos.
3 A água do mar é uma das fontes de obtenção do sal utilizado em nossa alimentação. Para obtê-lo, a água do mar é captada e encaminhada para tanques. Nesses tanques, a água evapora. Em seguida, o sal é lavado e colocado para secar. Após seco, é moído e peneirado, para se obter partículas grandes (sal grosso), e refinado, para se obter partículas menores e mais uniformes (sal de cozinha).
a) Qual é o método de separação utilizado para a obtenção do sal da água do mar? Evaporação.

Salina em Araruama (RJ), 2025. As salinas são os locais onde se obtém o sal extraído da água do mar.
b) Considere que uma criança pegou um pouco de água do mar com um copo e o deixou parado em um lugar. Após alguns minutos, ela vai ver um pouco de areia acumulada no fundo do copo. Seria possível ver também o sal? Explique utilizando os termos solúvel e insolúvel.
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor
4 Observe o mês de fevereiro em dois calendários de anos diferentes.
sal água do mar Consultar orientações no Livro do Professor

FEVEREIRO
D S T Q Q S S

Calendário de fevereiro de 2029. Calendário de fevereiro de 2028.
a) Qual é a diferença no número de dias entre o mês de fevereiro de 2028 e o mês de fevereiro de 2029?
O mês de fevereiro de 2028 tem 29 dias, e o mês de fevereiro de 2029 tem 28 dias.
b) Explique o motivo dessa diferença. Relacione sua explicação a um dos movimentos da Terra.
c) Em qual ano o mês de fevereiro voltará a ter o mesmo número de dias do calendário de 2028? Por quê? O ano de 2032, pois o ano bissexto acontece a cada quatro anos.
2. Pretende-se nesta atividade retomar parte dos conceitos relacionados às habilidades EF04CI02 e EF04CI03, destacando a ideia de que as mudanças do estado físico da água são transformações reversíveis. Por exemplo, o gelo pode derreter e se transformar em água líquida. Se essa água for novamente resfriada, retorna ao estado sólido. Neste volume, as mudanças de estado físico da água serão estudadas pela perspectiva do ciclo hidrológico na natureza, em conjunto com as reflexões sobre a importância da conservação da água, favorecendo o
desenvolvimento e a mobilização da habilidade EF05CI02
06/10/25 18:55
3. b) Não seria possível ver também o sal, pois o sal é solúvel em água, ou seja, ele se dissolve a ponto de não ser visível na água. Já a areia é insolúvel em água, por isso ela pode ser observada. Nesse momento, não se espera que o estudante considere a densidade dos materiais em suas respostas, que explicaria o fato de grande parte das partículas de areia não ficarem flutuando na água. A densidade será estudada na unidade 2 deste volume. Assim, se considerar oportuno, essa
Aproveitar a temática da atividade para explicar aos estudantes que, ao final do processo descrito, o sal de cozinha passa por uma etapa de enriquecimento nutricional: a iodação. Trata-se da adição controlada de compostos que contenham iodo, um nutriente essencial ao funcionamento do organismo. No Brasil, a iodação é obrigatória por lei e é realizada com o objetivo de prevenir a deficiência de iodo na população.
Com esta atividade, é possível avaliar a compreensão dos estudantes sobre materiais que se dissolvem na água (no caso, o sal) e que não se dissolvem (como a areia), assunto relacionado à habilidade EF04CI01 , sobre o reconhecimento de misturas da vida diária. A solubilidade é uma das propriedades físicas dos materiais, que serão estudadas com o objetivo de promover o desenvolvimento da habilidade EF05CI01.
4. Durante a realização desta atividade, os estudantes podem retomar os movimentos da Terra, no caso o de rotação e o de translação, e relacioná-los ao calendário. Tal assunto é associado à habilidade EF04CI11. Neste volume, os movimentos da Terra fornecerão subsídios para o entendimento do movimento aparente dos astros no céu, colaborando para o desenvolvimento das habilidades EF05CI10 e EF05CI11
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
INTRODUÇÃO À UNIDADE
Esta unidade aborda a temática da água, enfatizando a importância desse componente para a vida, o ambiente e a sociedade. Os estados físicos da água, sua distribuição no planeta, o ciclo hidrológico, os múltiplos usos no cotidiano e a importância da cobertura vegetal para a manutenção do ciclo da água e da conservação do solo são os principais conteúdos explorados.
Busca-se na unidade estimular a reflexão crítica e o protagonismo dos estudantes por meio de atividades em grupo, produção de textos, leitura e interpretação de imagens, valorizando o pensamento científico.
HABILIDADES
• EF05CI02
• EF05CI03
• EF05CI04
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Reconhecer os estados físicos da água no ambiente.
• Descrever a distribuição da água salgada e da água doce na Terra, bem como os locais em que estão armazenadas.
• Explicar o ciclo da água, aplicando o conhecimento sobre as mudanças de estado físico.
• Identificar os principais usos diretos e indiretos da água em atividades cotidianas e em setores da sociedade.
• Justificar a importância da água para a vida na Terra.
• Propor ações conscientes e sustentáveis relacionadas aos diferentes usos da água.
• Analisar as implicações do ciclo da água na agricultura, no clima, na produção de energia elétrica e no fornecimento de água para as atividades humanas.
UNIDADE

1. É provável que os estudantes foquem apenas o rio. Questioná-los sobre a possibilidade da existência de água em outros lugares, como o ar, as nuvens e as plantas. Consultar orientações no Livro do Professor
ÁGUA, AMBIENTE E SOCIEDADE 1
A água pode ser encontrada em diversos ambientes. A presença dela é essencial para a existência e a manutenção dos seres vivos na Terra. Ela também é indispensável para a realização de muitas atividades da sociedade.
Compreender as características da água, sua distribuição no ambiente e suas formas de uso nos ajuda a entender a importância desse bem natural comum e o que pode ser feito para conservá-lo.
1. Observe a imagem de abertura e indique em que lugares dessa paisagem é possível encontrar água.
2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes apontem situações do dia a dia, como se hidratar, tomar banho, lavar e preparar alimentos, para justificar a água como um recurso essencial.
2. Para você, por que a água é um recurso importante?
3. Você sabe de onde vem a água que utiliza em casa?
• Explicar a transpiração das plantas.
• Justificar a importância da cobertura vegetal para o equilíbrio do ambiente e a manutenção do ciclo da água.
ENCAMINHAMENTO
Iniciar a unidade propondo a observação atenta da imagem de abertura. A imagem pode ser explorada utilizando a rotina de pensamento Vejo, Penso, Pergunto, uma estratégia que incentiva a observação e a curiosidade por um novo assunto. Essa rotina foi desenvolvida pelo Projeto Zero, um centro de
pesquisa da Faculdade de Educação da Universidade de Harvard, em Cambridge, Massachusetts, nos Estados Unidos. Mais informações podem ser encontradas nas sugestões de material de apoio indicadas em Para o professor
Na sequência dessa estratégia, orientar a interpretação da imagem relacionando-a às vivências dos estudantes por meio de perguntas como:
• Vocês já estiveram em um lugar assim?
Se já estiveram, como se sentiram?
• Quais componentes conseguem identificar?
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor

• Como esse ambiente se relaciona com o dia a dia, mesmo que não moremos perto de um rio?
• Por que é importante ter vegetação nas margens do rio?
• Se a vegetação for retirada, que mudanças podem ocorrer nesse lugar?
Por meio dessas perguntas e das atividades propostas na página, é possível levantar os conhecimentos prévios da turma. Esse mapeamento é essencial para o planejamento pedagógico.
Manter um ambiente acolhedor é um meio eficaz para que os estudantes
expressem suas ideias, percepções e vivências. Nessa proposta, as habilidades de Língua Portuguesa indicadas a seguir são contempladas.
• EF15LP09: Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
• EF15LP10: Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
Se considerar oportuno, durante a execução das unidades, elaborar um portfólio com as produções dos estudantes, de maneira a contribuir para a avaliação individual.
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
1. Verificar se os estudantes perceberam que a água está presente em outros componentes da imagem, além do rio. Orientá-los a considerar os estados físicos da água na natureza, retomando conceitos estudados durante a abordagem de parte da habilidade EF04CI03, relacionada ao estudo das mudanças de estado físico da água.
3. Resposta pessoal. É possível que os estudantes respondam que a água vem do poço, da rua ou da companhia de abastecimento da região. Questionar a origem da água antes de chegar a esses locais, de modo que os estudantes possam ampliar a visão sobre o assunto. Perguntar, por exemplo: Como a água chega ao poço ou à cisterna? Se vem da rua, onde ela é captada? De onde vem a água que abastece o ponto de captação da companhia? O objetivo é ampliar gradualmente a compreensão dos estudantes sobre o caminho da água até as residências.
| PARA O PROFESSOR
TEXTO. VEJO, Penso, Pergunto ou Imagino. Project Zero , c2022. Disponível em: https://pz.harvard.edu/ sites/default/files/See%20 Think%20Wonder_4.pdf. Acesso em: 1o ago. 2025. Texto com informações e dicas sobre a estratégia pedagógica de exploração de imagens (Vejo, Penso, Pergunto ou Imagino).
Vista aérea da Floresta Amazônica. Portel (PA), 2023.
Ler o poema em voz alta para a turma, de modo que perceba o ritmo da leitura. Em seguida, convidar um estudante para, voluntariamente, realizar uma nova leitura expressiva do poema. Ao final, pedir à turma que observe o ritmo e a progressão da chuva descrita.
Para orientar a análise do poema, relacionando-o a vivências pessoais, sugere-se fazer algumas perguntas, como:
• Como a chuva começa no poema?
• O que acontece com os pingos ao longo do texto?
• Vocês já viram uma chuva começar assim?
Essa abordagem visa promover o diálogo entre as áreas de Linguagens e Ciências da Natureza, despertando a curiosidade para os fenômenos naturais. Além disso, é uma oportunidade para desenvolver a habilidade de Língua Portuguesa indicada a seguir.
• EF35LP23: Apreciar poemas e outros textos versificados, observando rimas, aliterações e diferentes modos de divisão dos versos, estrofes e refrões e seu efeito de sentido.
Sobre o tema da chuva, aproveitar as experiências compartilhadas pela turma para ativar conhecimentos prévios, propondo perguntas como:
• De onde vem a água da chuva?
• Para onde ela vai depois?
Estimular a reflexão para iniciar o estudo do ciclo da água. Orientar o registro no caderno das hipóteses e das ideias discutidas, promovendo a sistematização do conteúdo. Finalizar com o compartilhamento das respostas, a
ÁGUA NO AMBIENTE
Leia o poema a seguir e responda às questões.

fim de consolidar os aprendizados iniciais dos estudantes e prepará-los para os conceitos que serão desenvolvidos ao longo do capítulo. ENCAMINHAMENTO
Pingos
Os pingos começam a cair dispersos, pequenos um lá, outro aqui, sem a gente sentir um cá, outro ali. Vão pintando o chão esparsos, serenos, um aqui outro lá… de repente um montão dois ali, três cá.
Esparsos: espalhados, distribuídos com bastante espaço entre um e outro.
E agora já não são pingos, resmungos, respingos: são enchente! Chuva fria, tempestade, torrente pintando o chão e lavando a cidade.
RIOS, Rosana Fernandes Calixto. Cheiro de chuva São Paulo: Studio Nobel, 2003. p. 22-23.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
1. O poema trata de qual assunto? O poema trata da chuva.
2. No poema, em relação à chuva, é possível identificar uma gradação. A gradação tem o objetivo de intensificar progressivamente uma ideia. De que maneira isso acontece no poema?
3. Você já passou por uma situação como a retratada no poema, ou seja, a chuva começou com pingos e terminou em uma tempestade? Em caso positivo, relate a experiência.
Resposta pessoal. Incentivar a expressão oral e a escuta dos estudantes.
4. Explique como você imagina que acontece o fenômeno da chuva. No início do poema, a chuva é leve, só com pingos; no meio do poema, esses pingos vão aumentando e, no fim, a chuva leve se transforma em tempestade.
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes recorram a seus conhecimentos prévios para elaborar explicações sobre a ocorrência de chuva. Consultar orientações no Livro do Professor
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
2. A gradação é uma figura de linguagem, ou seja, um recurso usado na comunicação para dar mais expressividade ao que se quer dizer. Explicar, apoiando-se em trechos do poema, de que modo a gradação contribui para representar a intensificação gradual da chuva.
4. A questão visa levantar hipóteses iniciais dos estudantes acerca da ocorrência das chuvas, contribuindo para o planejamento das ações pedagógicas ao longo do capítulo.
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EMJAY SMITH/SHUTTERSTOCK.COM
2. Consultar orientações no Livro do Professor
ESTADOS FÍSICOS DA ÁGUA
O planeta Terra tem a maior parte da superfície recoberta com água. Se a superfície fosse dividida em 4 partes iguais, aproximadamente 3 delas seriam cobertas com água (cerca de 3 4 ) e 1 delas seria ocupada por continentes e ilhas (cerca de 1 4 ).
A água é um recurso natural essencial para a vida. Todos os seres vivos dependem dela para realizar suas funções básicas. No ambiente, a água está presente em três estados físicos: sólido, líquido e gasoso.

Nesse ambiente, a água está presente nos estados sólido, líquido e gasoso. Monte Fitz Roy e Laguna de los Tres, na Patagônia, Argentina, 2024.
1. A água no estado líquido é encontrada, por exemplo, em lagos, rios, mares e oceanos. As nuvens também contêm água líquida, na forma de minúsculas gotas muito próximas umas das outras.
2. A água no estado sólido é encontrada, por exemplo, em geleiras, que se formam em regiões muito frias, como no topo de algumas montanhas e em regiões polares.
3. A água no estado gasoso é encontrada na forma de vapor de água no ar. Quando a água está nesse estado físico, ela não pode ser visualizada.
ENCAMINHAMENTO
Para iniciar a aula, propor aos estudantes a seguinte pergunta:
• Vocês acham que a maior parte da superfície do planeta Terra é coberta por água ou por continentes e ilhas?
Incentivar os estudantes a compartilhar suas respostas livremente, valorizando seus conhecimentos prévios em um ambiente acolhedor e respeitoso. A pergunta sugerida possibilita retomar e avaliar aprendizados relacionados à habilidade EF03CI07, considerando que as
características da Terra já foram exploradas com o uso do globo terrestre.
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Depois desse momento introdutório, apresentar a distribuição de água no planeta, utilizando uma linguagem acessível ao abordar o conceito de frações. Explicar que, se a superfície da Terra fosse dividida em quatro partes iguais, três delas seriam cobertas por água e apenas uma por terra, como continentes e ilhas.
Para representar essa proporção, fornecer aos estudantes um quadrado de papel e pedir a eles que dobrem em quatro partes iguais. Em seguida, orientá-los
a pintar três partes de azul (água) e uma de verde ou marrom (terra). Espera-se que, ao realizar essa atividade, os estudantes compreendam a predominância da água na Terra e deduzam o sentido de o planeta ser conhecido por “planeta água”.
Essa abordagem possibilita a integração com Matemática, colaborando para o desenvolvimento da habilidade indicada a seguir.
• EF05MA03: Identificar e representar frações (menores e maiores que a unidade), associando-as ao resultado de uma divisão ou à ideia de parte de um todo, utilizando a reta numérica como recurso.
Em seguida, propor a leitura da imagem, estimulando a descrição com perguntas como:
• Onde a água está na imagem?
• Em quais estados físicos ela se apresenta?
• Como saber se há água no céu, mesmo sem vê-la?
Essas questões retomam os estados físicos da água estudados durante a abordagem da habilidade EF04CI03, além de incentivarem a elaboração de hipóteses e a construção de significados e despertarem a curiosidade pelo tema. Se julgar oportuno, comentar que, além de formadas por minúsculas gotas de água, as nuvens podem conter microcristais de gelo.
ENCAMINHAMENTO
Propor aos estudantes um momento de conversa sobre a importância da água para a vida. Sugere-se questionar:
• Toda a água do planeta Terra pode ser usada pelas pessoas para consumo?
• Há muita ou pouca água doce disponível no planeta?
Essas perguntas ajudam a ativar conhecimentos prévios e a despertar a curiosidade para o tema.
Explicar que, embora exista grande volume de água na Terra, a maior parte dessa água é salgada, pois está em mares e oceanos. A água doce corresponde a uma pequena fração.
Utilizar o esquema para apoiar a explicação. Orientar os estudantes a observar os quadrinhos coloridos: os pintados de azul-escuro (97) representam a água salgada e os pintados de azul-claro (apenas 3) representam a água doce. Essa representação ajuda a visualizar a proporção: 97 quadradinhos em 100 equivalem a 97%, ou seja, a maior parte da água da Terra é salgada.
Comentar que o conjunto de quadrinhos na parte inferior representa a proporção entre os tipos de água doce. Verificar se os estudantes compreendem que a água doce corresponde a uma pequena fração da água total do planeta e que a maior parte dela está congelada nas geleiras, e uma menor parte está armazenada em reservatórios subterrâneos. Apenas uma pequena parcela, cerca de 1%, está presente em rios e lagos – as principais fontes de água disponíveis para o consumo humano.
DISTRIBUIÇÃO DA ÁGUA NA TERRA
A maior parte da água na Terra está presente em mares e oceanos. Ela é água salgada. A água doce, em menor quantidade, está em geleiras, rios, lagos e no subsolo. A diferença entre elas está na quantidade de sais dissolvidos, ou seja, misturados na água, sem que possamos vê-los. A água salgada tem maior quantidade de sais dissolvidos. A água doce, embora não tenha esse gosto, também tem sais, mas em menor quantidade.
A seguir, veja como a água está distribuída no planeta Terra.
Representação esquemática da distribuição da água no planeta Terra.
Água salgada
Corresponde a cerca de 97% da água do planeta, sendo encontrada nos oceanos e mares.
Água doce
Apenas cerca de 3% da água do planeta corresponde à água doce.
Geleiras
Cerca de 69% da água doce do planeta se encontra nas geleiras.

Águas subterrâneas
Cerca de 30% da água doce do planeta se encontra em reservas subterrâneas.
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO
AS CORES NÃO SÃO REAIS.
Rios e lagos
Cerca de 1% da água doce do planeta se encontra em rios e lagos.
Elaborada com base em: WATER SCIENCE SCHOOL. The distribution of water on, in, and above the Earth. United States Geological Survey (USGS), [s. l.], 25 out. 2019. Disponível em: https:// www.usgs.gov/media/images/distribution-water-and-above-earth. Acesso em: 6 maio 2025.
O trabalho com proporções e porcentagem pode ser articulado com o componente curricular de Matemática, abordagem que reforça a interdisciplinaridade e contribui para a compreensão do conteúdo.
Aproveitar o momento para explicar que a grande quantidade de sais presentes na água do mar resulta do desgaste das rochas da superfície terrestre. Esse processo ocorre ao longo do tempo, principalmente pela ação da chuva, dos ventos e dos rios, que transportam pequenas partículas de minerais até os oceanos.
Comentar que, embora utilizemos o termo água doce, essa expressão não significa que ela tem sabor doce. Trata-se de um nome usado para indicar a baixa quantidade de sais dissolvidos em comparação à concentração desses sais na água do mar.
DIALOGANDO
Espera-se que os estudantes concluam que a água doce é um recurso escasso no planeta e, por isso, é importante usá-la com responsabilidade, evitando desperdícios.
Imagine que toda a água da Terra fosse representada por 10 000 litros. Aproximadamente 3 litros dessa água corresponderiam à água de rios e lagos, principais fontes de água para consumo humano. Considerando essa informação, por que é importante utilizar a água de forma responsável, evitando desperdícios?
Principais aquíferos
água com base nos dados apresentados, os estudantes podem desenvolver a competência geral 7 e a competência específica 5 de Ciências da Natureza.
VOCÊ LEITOR!
VOCÊ LEITOR!
A maior parte da água doce disponível para consumo se encontra nos aquíferos, você sabia? É o que se costuma chamar de “água subterrânea”, por estar localizada embaixo da terra […]. […] Um dos maiores reservatórios de água subterrânea do mundo fica no Brasil. Estamos falando do aquífero Guarani, localizado sob os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. IBGE EDUCA. Principais aquíferos. [Rio de Janeiro], c2025. Disponível em: https://educa.ibge.gov.br/ criancas/voce-sabia/22558-principais-aquiferos.html. Acesso em: 6 maio 2025.
1. Segundo o texto, por que a água dos aquíferos é chamada de “água subterrânea”?
Porque fica embaixo da terra.
2. Qual é a importância dos aquíferos?
Os aquíferos são importantes porque eles contêm a maior parte da água doce disponível para consumo.
3. Observe a fotografia. Sabendo que a água da chuva se infiltra no solo, qual é a relação entre a situação mostrada na imagem e a poluição de aquíferos?
Espera-se que os estudantes infiram que, ao se infiltrar no solo, a água da chuva pode arrastar contaminantes presentes nos lixões e poluir os aquíferos.

ENCAMINHAMENTO
Ao trabalhar o boxe Dialogando, escrever na lousa a proporção apresentada no enunciado. Se possível, realizar uma demonstração dessa proporção, separando previamente uma garrafa com 1 L de água e uma seringa de 1 mL. Então, com a seringa, retirar 0,3 mL de água da garrafa. Essa demonstração ajuda a entender a pequena quantidade de água doce disponível e reforça a importância de usá-la de forma consciente.
Se julgar oportuno, promover uma roda de conversa sobre o uso responsável
Lixão a céu aberto em cidade brasileira, 2023.
da água, incentivando a reflexão sobre atitudes diárias. Com essa finalidade, fazer perguntas como:
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• O que a demonstração realizada nos mostra?
• Vocês já viram ou vivenciaram situações de desperdício de água? Caso isso tenha ocorrido, quais foram as situações?
A discussão proposta nesse boxe é uma oportunidade para abordar o Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Educação para o consumo. Além disso, ao justificar a importância do uso responsável da
Organizar os estudantes em duplas para a leitura do texto sobre os aquíferos. Orientá-los a identificar no texto as informações mais importantes. Utilizar perguntas como: O que são aquíferos? Onde estão localizados? Como são usados pelos seres humanos? Se possível, distribuir outros materiais sobre o assunto para que os estudantes possam pesquisar mais informações.
ATIVIDADES
O aquífero Guarani passa pelo estado em que vivemos? Para responder a essa pergunta, se a escola tiver recursos, como um laboratório de informática, orientar a turma a acessar o mapa das águas subterrâneas do Brasil no site do IBGE (disponível em: https://atlasescolar.ibge. gov.br/brasil/3046-diversida de-ambiental/recursos -hidricos/21783-aguas -subterraneas.html. Acesso em: 1o ago. 2025). Orientar os estudantes a ativar a legenda do mapa e, em seguida, localizar o aquífero Guarani, identificando os estados que ele abrange. Em seguida, pedir a eles que registrem no caderno o que descobriram e discutam sua importância. O trabalho com o mapa interativo propicia a integração com o componente curricular de Geografia, colaborando para o desenvolvimento da habilidade indicada a seguir.
• EF04GE10: Comparar tipos variados de mapas, identificando suas características, elaboradores, finalidades, diferenças e semelhanças.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
O tópico Ciclo da água fornece subsídios teóricos para o desenvolvimento da habilidade EF05CI02, ao explorar as mudanças de estado físico da água no ciclo hidrológico.
Apresentar o esquema do ciclo da água guiando os estudantes por meio das setas indicativas, destacando que elas representam o movimento contínuo da água no ambiente. Orientá-los a observar os componentes da imagem: os corpos de água, as nuvens, a chuva, o solo, a vegetação (representando os seres vivos) e a água subterrânea. Com base nas legendas do esquema, conduzir a explicação dos principais processos do ciclo, associando-os às mudanças de estado físico pelas quais a água passa. Apresentar e encorajar o uso dos termos específicos associados ao assunto, contribuindo para a ampliação do vocabulário científico.
Durante a explicação, utilizar a imagem como apoio visual e incentivar os estudantes a apontar o local em que estão representadas as mudanças de estado físico da água. Reforçar que a água presente nos animais, assim como nas plantas, também contribui para o processo. Apesar de não representada, é possível citar a fusão (passagem do estado sólido para o estado líquido), fenômeno que pode ocorrer nas geleiras, em certas condições. Se julgar oportuno, retomar os conceitos de mudanças de estado físico abordados em EF04CI03
Caso existam estudantes com deficiência visual na turma, recomenda-se que o ciclo da água seja explorado com materiais em relevo. Para mais informações sobre o assunto, acessar o material indicado a seguir.
CICLO DA ÁGUA
No ambiente, a água está em constante movimento e mudando de um estado físico a outro. Essa movimentação está relacionada às trocas contínuas entre a superfície terrestre, o solo, as águas subterrâneas, os seres vivos, os oceanos, os mares e a atmosfera. Isso constitui o ciclo da água ou ciclo hidrológico.
Analise o esquema a seguir, que representa o ciclo da água na natureza.
Representação do ciclo da água.

O vapor de água sobe e, ao alcançar camadas mais frias da atmosfera, condensa-se e forma as nuvens. A passagem do estado gasoso para o estado líquido é chamada de condensação
A energia do Sol aquece a superfície da Terra, fazendo com que parte da água de oceanos, lagos, rios, seres vivos e do solo evapore. A passagem lenta do estado líquido para o estado gasoso é chamada de evaporação

Elaborada com base em: NATIONAL OCEANIC AND ATMOSPHERIC ADMINISTRATION (NOAA). Water cycle. NOAA, [s. l.], 25 fev. 2025. Disponível em: https://www.noaa.gov/education/resource -collections/freshwater/water-cycle. Acesso em: 6 maio 2025.
| PARA O PROFESSOR
TEXTO. SANTA CATARINA. Secretaria de Estado da Educação. Fundação Catarinense de Educação Especial. Guia prático para adaptação em relevo. São José, SC: Fundação Catarinense de Educação Especial, 2011. Disponível em: https://www. udesc.br/arquivos/faed/id_cpmenu/4477/ Guia_Pr_tico_de_Apapta__o_em_Rele vo_15840416592472_4477.pdf. Acesso em: 1o ago. 2025.
Guia com orientações e sugestões para adaptação de materiais em relevo. Há
uma sugestão de adaptação para o ciclo hidrológico nas páginas 54 a 56.
TEXTO DE APOIO
[...] os materiais adaptados em relevo são recursos didáticos que quebram paradigmas e permitem o acesso às informações ilustrativas contidas nos materiais didáticos, tais como: mapas, figuras geométricas, gráficos, desenhos, entre outros. Conduzindo assim [...] a aprendizagem e o desenvolvimento de diferentes habilidades.
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO.
AS CORES NÃO SÃO REAIS
PARA VOCÊ EXPLORAR
Os sites indicados nesta obra podem apresentar imagens e eventuais textos publicitários junto ao conteúdo de referência, os quais não condizem com o objetivo didático da coleção. Não há controle sobre esses conteúdos, pois eles estão estritamente relacionados ao histórico de pesquisa de cada usuário e à dinâmica dos meios digitais.
• CICLO da água o nascimento das nuvens. 2018. 1 vídeo (3 min). Publicado pelo canal O Incrível Pontinho Azul. Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=naHsw1SGnnQ. Acesso em: 6 maio 2025. Sob a supervisão de um adulto, assista ao vídeo e conheça mais sobre o ciclo da água.
Quando há grande acúmulo de gotículas de água ou cristais de gelo nas nuvens, ocorre a precipitação, que é o retorno da água à superfície terrestre na forma de chuva, granizo ou neve. Os cristais de gelo se formam pela solidificação da água, ou seja, pela passagem do estado líquido para o sólido. Essa mudança de estado físico da água é causada pelas baixas temperaturas nas camadas mais altas da atmosfera. 3

Parte da água da precipitação cai diretamente em rios, lagos e oceanos. A outra parte cai sobre o solo e outras superfícies, chegando até os rios. Também pode se infiltrar no solo, abastecendo os reservatórios de água subterrânea.
A pessoa com deficiência visual deve ser estimulada em todos os seus sentidos para que, desta forma, possa ter uma maior percepção do mundo e formar conceitos que [a] levem a despertar suas potencialidades, de modo que possa absorver as informações necessárias na construção do conhecimento. O tato é um dos sentidos que proporciona ao aluno cego informações que possibilitam ao mesmo [tempo] um aprimoramento das capacidades perceptivas, bem como de
organização mental dos objetos que lhe são dispostos.
[...]
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SANTA CATARINA. Secretaria de Estado da Educação. Fundação Catarinense de Educação Especial. Guia prático para adaptação em relevo. São José, SC: Fundação Catarinense de Educação Especial, 2011. Disponível em: https://www.udesc.br/arquivos/ faed/id_cpmenu/4477/Guia_Pr_tico_de_Apap ta__o_em_Relevo_15840416592472_4477.pdf. Acesso em: 27 set. 2025.
ENCAMINHAMENTO
Conduzir a explicação dos fenômenos que ocorrem no ciclo da água, relacionando-os
a assuntos tratados anteriormente, como os aquíferos. Comentar que a infiltração da água das chuvas no solo é o modo como esses reservatórios de água subterrânea são recarregados ou reabastecidos.
Em relação à precipitação, explicar como ocorrem as diferentes formas desse fenômeno. Usualmente, a água condensada nas nuvens cai em forma de chuva. Em situações de queda brusca de temperatura, podem se formar pedras de gelo nas nuvens das camadas mais altas da atmosfera, resultando no granizo, que normalmente ocorre com as chuvas. Já a neve, embora rara no Brasil, pode ocorrer em áreas de maior altitude, como em regiões serranas do Sul, quando ocorre precipitação e a temperatura do ar está muito baixa.
Este é um momento oportuno para retomar as respostas formuladas pelos estudantes na atividade 4 da página 12. Solicitar a eles uma comparação entre as ideias iniciais que tinham com o que compreenderam agora, ao explorar o ciclo da água. Caso seja necessário, orientar a reformulação da explicação para a ocorrência da chuva, de modo que construam argumentos mais precisos e fundamentados.
Finalizar a abordagem do ciclo da água promovendo uma conversa sobre a importância do ciclo da água para a manutenção da vida e para o abastecimento das cidades. Para orientar essa reflexão, fazer perguntas como:
• O que aconteceria se o ciclo da água fosse interrompido?
• Como as plantas e os animais seriam afetados?
• Vocês conhecem algum exemplo de consequências de alterações do ciclo da água?
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
1. Promover a leitura coletiva da tirinha e convidar os estudantes a descrever o que está acontecendo em cada quadrinho, incentivando a observação das expressões das gotinhas e dos elementos ilustrados, como o Sol e o vapor de água. Espera-se que os estudantes percebam que a tirinha representa parte do ciclo da água. Verificar se essa compreensão é atingida e destacar que a gotinha que cai da nuvem representa a chuva e que ela retorna na forma de vapor, devido ao aquecimento provocado pelo Sol, caracterizando um fenômeno cíclico. Aproveitar para reforçar que o vapor de água é invisível e que a “seta” é apenas uma forma de ilustrar a vaporização. Esta atividade mobiliza a habilidade EF05CI02. 2. Ajudar os estudantes a delimitar o local a ser ilustrado, como o bairro, a cidade ou o município. Quanto maior for a região, maiores serão as oportunidades de a ilustração conter corpos de água diferentes. Auxiliar os estudantes na identificação de locais em que a água está presente na região onde moram. No desenho realizado no caderno, orientar os estudantes a usar setas para mostrar o movimento da água: da evaporação à formação das nuvens, da chuva ao escoamento ou infiltração no solo. Ressaltar que o esquema do ciclo da água, nas páginas 16 e 17, pode ser usado como referência, mas que os elementos ilustrados devem se aproximar daquilo que existe no cotidiano de cada estudante. Ao final, solicitar a escrita de uma legenda explicando o que acontece com a água em seu ambiente, a fim de promover a articulação entre imagem e texto.
ATIVIDADES
1. c) Espera-se que os estudantes identifiquem o Sol como o componente que fornece a energia necessária para que o ciclo da água aconteça. É o calor proveniente dele que aquece a superfície da Terra, fazendo com que parte da água presente em oceanos, lagos, rios, seres vivos e no solo evapore.
1. Leia a tirinha a seguir e responda ao que se pede.
Consultar orientações no Livro do Professor

Elaborada pelo autor.
a) Que parte do ciclo da água está sendo representada com a queda da gota nos dois primeiros quadros? A precipitação (ou chuva).
b) Que mudança de estado físico da água está sendo representada pela seta no terceiro quadro?
Evaporação, em que a gota de água no estado líquido passa para o estado gasoso.
c) No terceiro quadro aparece um componente que é responsável por fornecer a energia necessária para o ciclo da água. Que componente é esse? Explique.
d) Crie um título para a tirinha.
Resposta pessoal. Sugestões: As gotinhas irmãs; A gota que vai e volta.
2. Desenhe no caderno o ciclo da água, representando o lugar onde você vive. No desenho, mostre:
• o solo, as plantas e os animais que existem no local onde você vive;
• os rios ou os lagos que existem por perto.
Lembre-se de indicar no desenho:
• a evaporação da água e a condensação do vapor, formando nuvens;
• a água caindo como chuva;
• o caminho da água após a chuva: ela entra no solo ou corre para rios e lagos?
Resposta pessoal. Consultar orientações e resposta no Livro do Professor
Use setas para indicar o movimento da água. Quando terminar, escreva uma legenda explicando como acontece o ciclo da água no ambiente.
3. De que modo o ciclo da água contribui para a manutenção dos níveis de rios e reservatórios de água?
Parte da água evaporada da superfície terrestre retorna aos corpos de água na forma de chuva, reabastecendo-os. Outra parte infiltra-se no solo, abastecendo reservatórios subterrâneos.
Essa abordagem promove o reconhecimentodeespecificidadesdociclodaágua em diferentes localidades e valoriza o conhecimentodosestudantesacercadeelementosdeseuentornoequefazemparte de seu cotidiano. Além disso, incentiva o exercício da criatividade, ao mesmo tempoquemobilizaahabilidadeEF05CI02.
| PARA O ESTUDANTE
LIVRO. GONTIJO, Bernardo. De onde vem a água dos rios? Belo Horizonte: UFMG,2018

Reprodução da capa.
Livro que discorre, de forma lúdica, sobre os caminhos que a água percorre até chegar aos rios.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
VOCÊ
CIENTISTA!
Representando o ciclo da água
O ciclo da água acontece o tempo todo ao nosso redor. Mas será que esse ciclo pode ser simulado em um ambiente pequeno, por exemplo, no interior de uma garrafa plástica? Para responder a essa pergunta, forme um grupo com alguns colegas da turma. Juntos, realizem a atividade a seguir.
DO QUE EU PRECISO
• Garrafa PET de 2 litros, transparente e com tampa
• Pequenas rochas (brita de construção)
• Areia
• Solo
• Água
COMO FAZER
• Pedra de gelo
• 2 sementes de feijão
• Filme plástico
• Tesoura com pontas arredondadas
• Fita adesiva
• Régua
ATENÇÃO!
1. Peçam a um adulto que corte a parte superior da garrafa plástica com a tesoura. O corte deve ser feito a cerca de 22 centímetros (cm) de altura, medindo a partir da base da garrafa.
A etapa 1 deve ser realizada por um adulto.
2. Com cuidado, coloquem as rochas, a areia e o solo, nessa ordem, no recipiente. Formem camadas de aproximadamente 3 centímetros de altura para cada componente, conforme mostra a imagem.
3. Tampem o bico da parte superior da garrafa que foi cortada. Coloquem água até cerca de dois dedos abaixo da borda do bico, para evitar derramar. Em seguida, despejem vagarosamente a água na parede interna da parte inferior da garrafa, evitando que ela faça buracos no solo.
4. Façam dois pequenos buracos no solo e coloquem as sementes de feijão.
5. Cubram o recipiente com o filme plástico e prendam firmemente as bordas com fita adesiva.
Representação de como a água deve ser colocada na montagem (etapa 3).
VOCÊ CIENTISTA!
Na atividade, os estudantes devem representar, de maneira prática, algumas etapas do ciclo da água, identificando as mudanças de estado físico que ocorrem nelas. A proposta colabora para o exercício da habilidade EF05CI02
Para a realização da atividade, separar previamente os materiais necessários. Organizar a turma em grupos de três a quatro estudantes, incentivando a participação de todos. Apresentar a proposta, os procedimentos e as medidas

AS CORES NÃO SÃO REAIS
de segurança. Reforçar a importância do trabalho em equipe, do respeito e da escuta atenta.
06/10/25 18:55
Na montagem, o corte da garrafa deve ser feito pelo professor. Caso a atividade seja executada na residência dos estudantes, orientá-los a pedir ajuda a um adulto responsável para realizar essa etapa.
Pedir aos grupos que, ao realizar o procedimento 7, formulem ideias iniciais sobre o que esperam observar com base nos conceitos estudados. Incentivar a livre manifestação das ideias, valorizando
diferentes formas de pensar. De modo geral, é possível que considerem que serão formadas gotículas de água no plástico no interior da garrafa.
Se considerar oportuno, explicar que essas ideias iniciais correspondem a uma hipótese, ou seja, uma possível explicação ou previsão para um fenômeno, elaborada com base em conhecimentos assimilados e que poderá ser confirmada ou refutada ao longo da atividade. Por isso, é fundamental que as hipóteses sejam registradas, de modo que possam ser confrontadas com os resultados obtidos ao final. A elaboração de hipóteses colabora para o desenvolvimento da competência geral 2 e da competência específica 2 de Ciências da Natureza Para atender ao procedimento 8, é preciso fornecer a cada grupo uma pedra de gelo todos os dias.
Ao longo do período proposto, orientar os grupos a fazer, no caderno, o registro sistemático diário das observações usando o modelo fornecido a seguir. É importante que sejam registrados não apenas os resultados, mas também eventuais imprevistos e dificuldades.
Data e horário
Observação
Ao final, promover uma roda de conversa para que os estudantes possam compartilhar as observações e discutir os resultados do experimento de forma colaborativa. Por fim, orientar a resolução das atividades propostas.
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO
|
1. Espera-se que se formem gotículas de água no interior da garrafa, assim como nas paredes do recipiente. A água que estava presente no solo foi aquecida pelo Sol, fazendo com que parte dela evaporasse e condensasse na superfície do plástico, mais fria por ter a pedra de gelo.
2. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes façam a mesma observação do primeiro dia em relação ao ciclo da água. Contudo, é provável que a quantidade de água condensada diminua em razão do escape de vapor de água do interior do recipiente pelos pequenos espaços na vedação. Em acréscimo à primeira observação, os estudantes podem observar a germinação das sementes de feijão.
Na atividade, pode parecer que parte da água é “perdida” para o ambiente. No entanto, isso não ocorre de fato: assim como no ciclo da água na natureza, a água se movimenta entre diferentes locais, por vezes, em diferentes estados físicos, portanto, sem ser perdida. Um exemplo: se a vedação do recipiente fosse perfeita, não haveria escape; todo o vapor liberado se condensaria dentro do recipiente. 5. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comparem a água colocada no interior do recipiente com a água presente no solo, que é aquecida pelos raios solares e, aos poucos, evapora. Eles podem relacionar a condensação na parte superior da garrafa com a formação das nuvens, que ocorre quando o vapor de água sobe e encontra camadas mais frias da atmosfera.
6. Coloquem a pedra de gelo sobre o filme plástico e deixem a montagem em um local aberto exposto ao Sol.
DICA
Ao final da montagem, certifiquem-se de que ela esteja bem vedada. Se necessário, façam várias voltas de fita adesiva ao redor da borda com filme plástico.
7. Observem a montagem e respondam: O que vocês acham que vai acontecer no interior da montagem? Registrem suas ideias iniciais no caderno.
8. Após 2 horas, observem a montagem novamente e anotem o resultado no caderno. Repitam os procedimentos 6 e 8 todos os dias, ao longo de uma semana.
VAMOS CONVERSAR?

Representação da montagem final (após a etapa 6).
4. Vaporização (passagem do estado líquido para o gasoso) e condensação (passagem do estado gasoso para o líquido).
1. O que vocês observaram no interior do recipiente 2 horas após a montagem? Expliquem esse resultado.
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor
2. Vocês notaram mais alterações no recipiente durante a semana? Se sim, quais?
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor.
3. Qual é a função do gelo nessa atividade?
Deixar a superfície do plástico fria, de modo que o vapor de água condense.
4. Quais mudanças de estado físico da água foram representadas na atividade?
5. No caderno, escrevam um texto comparando a simulação feita por vocês com o ciclo da água na natureza.
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor
6. Com base nos resultados que obtiveram ness e experimento, que resposta vocês dariam à pergunta feita na página anterior, no início da seção?
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor.
7. O resultado que vocês obtiveram está de acordo com as ideias iniciais que vocês levantaram durante a etapa 7?
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor
A queda das gotículas no interior do recipiente pode ser associada à chuva (precipitação). Ao perceber que a planta continua viva dentro do recipiente fechado, os estudantes podem concluir que a água absorvida por esse ser vivo não “desaparece” nem se perde; ela retorna ao ambiente. Isso ocorre por meio da transpiração, que será estudada no capítulo 3 desta unidade.
6. Resposta pessoal. Conduzir os estudantes a elaborar uma conclusão para a atividade experimental realizada, retomando a pergunta apresentada no início
da seção. Espera-se que eles concluam que é possível simular o ciclo da água em um modelo como o que foi montado com a garrafa PET.
7. Resposta pessoal. Pedir aos estudantes que leiam as anotações que fizeram no caderno e as confrontem com os resultados obtidos. Aproveitar a oportunidade para conversar com eles sobre as ideias levantadas inicialmente.
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO AS CORES NÃO SÃO REAIS
CAPÍTULO
USOS DA ÁGUA 2
Observe a imagem a seguir.

1. Que atividade a pessoa da imagem está realizando? Pesca.
2. Além da atividade que você citou na questão anterior, é possível identificar outro uso da água pelo ser humano na imagem. Qual é ele?
Transporte.
3. A ação apresentada na pintura pode ser uma atividade profissional. Você conhece outras profissões que, assim como essa, dependem da água?
Resposta pessoal. Consultar orientações e resposta no Livro do Professor
4. Quais outros usos o ser humano pode fazer da água?
Resposta pessoal.
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor. 21
ENCAMINHAMENTO
Iniciar o capítulo pedindo aos estudantes que observem a obra Pescador no Rio Cuiabá e descrevam seus detalhes, propondo perguntas como:
• Qual é a atividade profissional do personagem?
• Além de uma atividade profissional, a ação realizada pelo personagem pode ser um lazer. Você já realizou esse tipo de lazer?
• Que componentes da natureza aparecem na tela?
3. Levantar conhecimentos prévios dos estudantes sobre usos da água. Eles podem citar exemplos como agricultores que usam a água na irrigação, trabalhadores de fábricas que usam a água para resfriar máquinas, tripulação de navios, entre outros. 4. É possível que os estudantes citem usos diretos da água em atividades como tomar banho, escovar os dentes ou preparar alimentos. No entanto, é importante considerar situações que envolvem o uso indireto da água. Por exemplo, na produção de alimentos, a água pode ser utilizada na irrigação das plantações, na limpeza dos alimentos, na geração de energia elétrica utilizada pelas fábricas, entre outras formas.
| PARA O ESTUDANTE
VÍDEO. A BELEZA da simplicidade da arte naïf. 2012. 1 vídeo (4 min 30 s). Publicado pelo canal TV Brasil. Disponível em: https:// www.youtube.com/wat ch?v=i3QBbwpr49c. Acesso em: 1o ago. 2025. Vídeo que traz informações sobre a arte naïf e diversos exemplares expostos no Museu Internacional de Arte Naïf no Brasil.
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A análise dessa obra suscita a identificação de alguns usos cotidianos da água e, por isso, possibilita iniciar o trabalho com a habilidade EF05CI04
Explicar que a obra é do estilo naïf, um tipo de pintura com cores vivas e traços simples, produzido por artistas autodidatas, e que costumam retratar cenas do cotidiano, da natureza e da cultura popular de maneira livre e expressiva. Destacar que retrata a pesca artesanal, comum em várias regiões do Brasil. Essa relação entre Arte, Ciência e vivência enriquece o aprendizado dos estudantes.
Obra do artista brasileiro Roberto Ribeiro, Pescador no Rio Cuiabá, 2013, acrílico sobre tela, 60 centímetros × 80 centímetros.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
O conteúdo do tópico Água na agricultura, na pecuária e na indústria possibilita o trabalho com a habilidade EF05CI04 , pois apresenta os principais usos da água em atividades cotidianas. Ao longo deste e dos demais tópicos do capítulo, os estudantes poderão compreender a importância da água para a sociedade. Se julgar oportuno, comentar que a água tem sido reconhecida como um bem natural comum da humanidade – um patrimônio coletivo que deve ser conservado e gerido de forma justa, garantindo o acesso equitativo para todos. Mas é fundamental ressaltar seu papel essencial para a vida como um todo.
Perguntar aos estudantes de onde vêm os alimentos que consomem e se já consideraram a quantidade de água necessária para produzi-los. Apresentar as imagens da lavoura irrigada e do gado bebendo água e conduzir uma leitura orientada, destacando os usos da água na produção de vegetais e na criação de animais.
Explicar que, na agricultura, a água é usada para irrigar as plantações com o objetivo de otimizar o crescimento das plantas e, com isso, garantir boa produtividade. A irrigação também pode ser empregada para produzir alimentos em regiões em que há pouca ocorrência de chuvas ou em regiões em que as chuvas são irregulares. Já na pecuária, a água é utilizada para os animais beberem, para garantir a hidratação do corpo e o bem-estar, assim como para a produção dos alimentos consumidos pelos animais.
Ao abordar o uso da água na indústria, apresentar
ÁGUA NA AGRICULTURA, NA PECUÁRIA E NA INDÚSTRIA
A água é utilizada em diversas atividades hu manas. Na agricultura, a água é essencial para promover o crescimento das plantas, que são usadas como alimentos e outros produtos. As chuvas contribuem com parte da água necessária para os cultivos, mas é comum o uso de técnicas de irrigação para uma boa produtividade. A água para irrigação vem de rios ou reservatórios, como lagoas ou represas, ou de reservas subterrâneas.


A água tem papel fundamental também na pecuária, atividade que envolve a criação de animais para a produção de matéria-prima e alimentos. Os animais precisam consumir água para se manter hidratados, e a água é necessária para produzir os alimentos de que eles necessitam.
Peão boiadeiro observando gado bebendo água em açude, em Aquidauana (MS), 2022.
Nas indústrias, a água também é essencial, podendo ter usos diversificados. Ela pode ser usada, por exemplo, como ingrediente de bebidas, alimentos e medicamentos, para o resfriamento de maquinários ou para a limpeza e a higienização de produtos ou equipamentos.
a imagem da lavagem das laranjas e perguntar aos estudantes por que a água é importante nesse processo. Explicar que, nas indústrias, a água é usada para limpar alimentos, para resfriar máquinas e até como ingrediente, por exemplo, na produção de sucos, medicamentos e roupas. Incentivar os estudantes a identificar outros usos da água na indústria e a imaginar em quantos outros produtos que eles consomem diariamente a água pode estar presente, mesmo quando isso não é visível ou percebido de forma evidente.

VOCÊ CIDADÃO!
O conteúdo desta seção possibilita o trabalho com a habilidade EF05CI04 e o Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Educação para o consumo, ao promover a discussão sobre o uso consciente da água no contexto da produção e do consumo de alimentos.
Iniciar a atividade propondo uma conversa com os estudantes sobre o que costumam comer em casa e na escola e perguntar se já notaram sobras ou desperdício de alimentos.
Laranjas sendo lavadas em uma indústria.
Irrigação de lavoura de hortaliças em Teresópolis (RJ), 2023.
VOCÊ CIDADÃO!
1. Eles estão conversando sobre como o desperdício de comida também é um desperdício de tecnologia, do esforço das pessoas e de água.
3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes citem atitudes como colocar no prato somente a quantidade que vai comer, aproveitar sobras de alimentos em novas receitas, planejar as compras para evitar o desperdício de alimentos que estragam na geladeira ou na despensa, entre outras.
INSTITUTO MAURICIO DE SOUSA. Turma da Mônica em Comer sem desperdiçar. Embrapa, Brasília, DF, 2019. Disponível em: https:// www.embrapa.br/en/ busca-de-publicacoes/-/ publicacao/1115996/turma -da-monica-comer -sem-desperdicar. Acesso em: 6 maio 2025.
O desperdício de alimentos e a água
Com um colega, leia um trecho da história em quadrinhos. Depois, respondam às questões.

1. Sobre qual assunto os personagens estão conversando?
2. Algumas pessoas têm acesso restrito aos alimentos. Conversem com um colega sobre o assunto. Em seguida, façam um quadrinho no caderno que finalize a história e que aborde esse aspecto.
3. Quais atitudes uma pessoa pode adotar para evitar desperdício de alimentos e, consequentemente, de água?
2. Produção pessoal. Consultar orientações e resposta no Livro do Professor
Em seguida, promover a leitura compartilhada da história em quadrinhos. Pedir a dois voluntários que assumam a posição dos personagens, lendo as partes que lhes cabem. Durante a leitura, fazer algumas perguntas para orientar a análise do trecho da história, como:
• Onde os personagens estão? O que estão fazendo?
• Em que outra situação, na história em quadrinhos, está sendo usada a água?
• Vocês já presenciaram situações de desperdício de alimentos? O que vocês pensam sobre isso?
• Como o desperdício de alimentos se relaciona ao desperdício de água?
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O trabalho com a história em quadrinhos contribui para o desenvolvimento da habilidade de Língua Portuguesa indicada a seguir.
• EF15LP14: Construir o sentido de histórias em quadrinhos e tirinhas, relacionando imagens e palavras e interpretando recursos gráficos (tipos de balões, de letras, onomatopeias).
A leitura compartilhada de livros é uma das atividades que mais contribui para o desenvolvimento da linguagem das crianças pequenas [...]. Entretanto, os efeitos dessa contribuição dependem do modo como o adulto interage e incentiva a participação da criança na discussão e reflexão para além do texto. Crianças pequenas que participam ativamente da leitura compartilhada de livros conduzida por um adulto, o qual interage com elas por meio de perguntas, rotulagem de palavras e seus referentes, apresentam ganhos maiores em vocabulário do que as crianças que ouvem passivamente a leitura do livro. [...]
PEREIRA, Aline E.; GABRIEL, Rosângela; JUSTICE, Laura M. O papel da formulação de questões durante a leitura compartilhada de livros na Educação Infantil. Ilha do Desterro, Florianópolis, v. 72, n. 3, p. 179-198, set./dez. 2019. Disponível em: https://periodi cos.ufsc.br/index.php/desterro/ article/view/2175-8026.2019v 72n3p201. Acesso em: 1o ago. 2025.
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTA
2. Conversar com os estudantes sobre possíveis causas do acesso restrito aos alimentos, usando exemplos como secas, enchentes, custos elevados, dificuldades de transporte. Estimular a percepção de que o desperdício agrava esse problema, afetando comunidades e regiões. Reforçar a ideia de que na reflexão se devem considerar situações que possam acontecer em diferentes lugares, evitando comentários sobre questões individuais, a fim de manter um ambiente inclusivo e de respeito.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
E GEOGRAFIA
Esta seção possibilita o trabalho integrado entre Ciências, Matemática e Geografia tendo como tema a água virtual. Também colabora para o desenvolvimento da habilidade EF05CI04, ao promover a identificação dos usos da água no processo de produção, transporte e comercialização de diversos alimentos e bens de consumo do cotidiano, possibilitando escolhas mais conscientes. A seção permite também desenvolver o trabalho com o Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Educação para o consumo
Organizar a turma em círculo e iniciar com uma pergunta:
• Em que atividades cotidianas vocês utilizam água?
Os estudantes provavelmente vão citar atividades cotidianas que envolvam o uso direto de água, como tomar banho, escovar os dentes ou beber água. Em seguida, instigar a curiosidade deles com uma nova pergunta:
• Será que usamos água mesmo sem ver, perceber ou senti-la?
Reservar um momento para que apresentem suas ideias iniciais. Então, retomar os usos da água estudados anteriormente, citando a água utilizada para o cultivo de vegetais, a criação de animais e a produção industrial.
Apresentar o conceito de água virtual, explicando que ela está presente em tudo o que consumimos – desde os alimentos até as roupas e a energia elétrica.
Explorar o infográfico que apresenta a água vir tual na produção de
DIALOGANDO
ÁGUA VIRTUAL
Você já imaginou calcular quanta água usou durante toda a vida? Para isso, seria preciso saber quantos litros de água você bebe ou gasta ao tomar banho e escovar os dentes, entre outras atividades do dia a dia.
Mas existe também muita água que utilizamos e não percebemos. Por exemplo: ao comer um tomate, você não está consumindo apenas a água presente nele, mas também toda a água usada para que ele seja produzido, desde a plantação até chegar ao lugar em que você mora.
Essa água que não vemos, mas que foi usada ao longo da produção de alimentos, roupas e objetos, recebe o nome de água virtual.
1. O tomateiro precisa de água para se desenvolver e produzir os frutos.
2. A produção das embalagens em que os tomates são transportados envolve uso de água.
3. A produção ou extração do combustível utilizado pelos veículos que transportam os tomates até os mercados consome água, assim como a produção do próprio veículo.
4. Para garantir a conservação, os tomates podem ser armazenados em geladeiras. O uso desses aparelhos consome energia elétrica, cuja geração também pode envolver o uso de água.
5. A produção de uma unidade de tomate (100 gramas) consome cerca de 20 litros de água virtual.

Representação do processo de produção e comercialização de um tomate que envolve o consumo de água.
Elaborada com base em: SILVA, Lucas Henrique Maldonado da et al. Water and energy use efficiency in the production of tomato under different water conditions. Comunicata Scientiae, v. 14, p. e3926, 2023. Disponível em: https://www.comunicatascientiae.com.br/comunicata/article/view/3926 Acesso em: 6 maio 2025.
tomate: para que o fruto chegue até nossa casa, é necessário irrigar a plantação, produzir embalagens, transportar os alimentos e armazená-los em geladeiras. Todas essas etapas consomem água, mesmo que não percebamos. Conduzir a leitura do infográfico coletivamente e enfatizar a ideia de que, para produzir apenas um tomate de 100 gramas, são utilizados cerca de 20 litros de água.
| PARA O PROFESSOR
TEXTO. BLENINGER, Tobias; KOTSUKA, Luziadne Katiucia. Conceitos de água
virtual e pegada hídrica: estudo de caso da soja e óleo de soja no Brasil. Recursos Hídricos, Lisboa, v. 36, n. 1, p. 15-24, maio 2015. Disponível em: https://www. aprh.pt/rh/pdf/rh36_n1-2.pdf. Acesso em: 1o ago. 2025.
Artigo que traz uma análise dos conceitos de água virtual e pegada hídrica por meio de um estudo de caso da soja e do e óleo de soja no Brasil.
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO.
AS CORES NÃO SÃO REAIS
Agora, observe no esquema a seguir a quantidade de água utilizada na fabricação de alguns produtos.

Elaborada com base em: HOEKSTRA, Arjen; VAN HEEK, Michiel. Product gallery. Water Footprint Network, c2020. Disponível em: https://waterfootprint.org/en/resources/interactive-tools/product-gallery/; THE HIDDEN water in everyday products. Water Footprint Calculator, [s. l.], 2 jul. 2017. Disponível em: https://www. watercalculator.org/footprint/the-hidden-water-in-everyday-products/. Acessos em: 6 maio 2025.
ENCAMINHAMENTO
Conduzir uma conversa sobre os objetos e alimentos que são utilizados ou consumidos com frequência no dia a dia, como camisetas, calçados e celulares. Em seguida, apresentar o infográfico com os produtos e suas respectivas quantidades de água virtual, representadas por gotas de tamanhos proporcionais.
Orientar a leitura do infográfico, destacando os produtos cujo volume de água utilizado seja mais expressivo. Incentivar os estudantes a comparar
sobre o conceito de água virtual, ressaltando que o consumo de água em processos agroindustriais ultrapassa muito o uso que fazemos diretamente em nossas moradias. Com base na leitura e na análise dos dados do infográfico, os estudantes terão subsídios para argumentar de forma fundamentada sobre o assunto, conforme a competência geral 7 e a competência específica 5 de Ciências da Natureza pontuam.
Finalizar com uma roda de conversa sobre atitudes que podem contribuir para o uso mais consciente da água, como evitar o desperdício de alimentos, reutilizar roupas e objetos ou optar por comprá-los em brechós. Essa atividade amplia a percepção dos estudantes sobre o impacto ambiental de suas escolhas de consumo e promove o desenvolvimento de uma postura cidadã e responsável, desenvolvendo a competência geral 10 e a competência específica 8 de Ciências da Natureza.
ATIVIDADES FAMÍLIA
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Orientar os estudantes a escolher três objetos ou alimentos que utilizam com frequência (por exemplo, uma peça de roupa, um alimento ou um produto eletrônico) e a pesquisar, com a ajuda de um adulto da família, a quantidade de água necessária para produzi-los. Depois, devem pensar juntos em formas de reduzir o gasto de água associado aos produtos escolhidos. As propostas devem ser registradas na forma de um cartaz, que pode ser exposto na escola para conscientizar a comunidade escolar sobre a temática.
O cartaz pode ser utilizado como parte da avaliação do aprendizado dos estudantes, pois mobiliza a habilidade EF05CI04. os itens relacionados na imagem, pedindo-lhes que identifiquem o produto que consome mais água e o que consome menos. Questionar a razão dessas diferenças e incentivá-los a manifestar hipóteses. Nesse momento, orientar os estudantes a refletir sobre os processos envolvidos na produção de cada item, na agricultura, na indústria têxtil, no transporte e na geração de energia, e ajudá-los a observar que a água está sempre presente nesses processos. Os dados apresentados permitem aprofundar a compreensão dos estudantes
ENS FORA
|
1. Espera-se que, em suas respostas, os estudantes apontem tanto os componentes verbais, isto é, os textos presentes no esquema, quanto os não verbais, ou seja, as imagens utilizadas no gênero.
2. Esta atividade colabora para o desenvolvimento da habilidade de Matemática indicada a seguir.
• EF05MA01: Ler, escrever e ordenar números naturais até a ordem das centenas de milhar com compreensão das principais características do sistema de numeração decimal.
3. O uso da linguagem escrita para expressar informações colabora para o desenvolvimento da competência geral 4
5. Esta atividade permite desenvolver a competência geral 7 e a competência específica 5 de Ciências da Natureza , pois demanda a argumentação com base em dados e informações acerca da água virtual, a fim de promover escolhas mais conscientes.
a) Ao conhecer a água virtual utilizada na produção de cada produto, podemos fazer escolhas mais conscientes, consumindo de forma mais responsável. Por exemplo, ao evitar trocar de celular sem necessidade, colaboramos para a economia de cerca de 12 760 litros de água.
b) Resposta pessoal. Conduzir a reflexão de modo que os estudantes compreendam que as ações de preservação da água devem ter participação dos produtores e do poder público, evitando, assim, a responsabilização exclusiva dos consumidores. Como exemplos de ações, os estudantes podem citar o uso de técnicas de
Ao conhecer a água virtual dos produtos que consumimos, é possível fazer escolhas mais conscientes, optando por aqueles que consomem menos água no processo produtivo ou desenvolvendo alternativas para produzi-los com menor gasto de água.
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor 2. Chocolate; carne de boi; celular smartphone; calça jeans; manteiga; camiseta de algodão; arroz; etanol combustível; leite de vaca; laranja; ovo. Sugerir aos estudantes que organizem esses dados em uma tabela.
1. Explique o que você compreendeu do esquema que indica a quantidade de água virtual em alguns produtos.
2. Copie no caderno os nomes dos produtos do esquema em ordem decrescente, segundo a utilização da água virtual.
3. Escreva no caderno um texto sobre como você acha que a água é usada na produção de carne. Quais etapas ajudam a tornar esse consumo tão alto?
Resposta pessoal. Auxiliar os estudantes a construir a linha de raciocínio. A água é usada para: hidratação do gado, irrigação dos alimentos que ele come, limpeza dos locais onde os animais vivem, produção, resfriamento, embalagem e transporte dos cortes de carne.
4. Imagine que, na escola, são utilizadas as seguintes quantidades de ingredientes para produzir uma merenda.
10 quilogramas de arroz: 24 970 litros; 500 gramas de manteiga: 2 776 litros; 30 unidades de ovos: 5 880 litros; 5 quilogramas de carne: 77 075 litros. Ao todo, são utilizados 110 701 litros.
Ingrediente
AS CORES NÃO SÃO REAIS
Quantidade consumida
Arroz 10 quilogramas
Manteiga 500 gramas
Ovos 30 unidades
Carne 5 quilogramas
• Conforme os dados apresentados anteriormente, calcule e registre no caderno quantos litros de água virtual são consumidos ao todo nessa merenda.
5. Consultar orientações e respostas no Livro do Professor
5. Você já ouviu falar em responsabilidade compartilhada do uso da água? Esse conceito está relacionado a ações em conjunto de consumidores, produtores e governantes para a conservação desse recurso natural.
a) Como o fato de conhecermos a água virtual de cada produto que consumimos pode interferir em nossas escolhas? Use os dados do esquema da página anterior para elaborar seus argumentos.
b) Em sua opinião, para reduzir a água virtual dos alimentos, quais ações poderiam ser realizadas por produtores e governantes?
3. Consultar orientações no Livro do Professor 06/10/25
irrigação que gastem menos água, por parte de produtores, e de fiscalização, por parte do poder público.
Essa abordagem contribui para o desenvolvimento da habilidade de Geografia indicada a seguir, com enfoque na busca, pelos estudantes, de soluções para a melhoria da qualidade de vida (em áreas como meio ambiente) na comunidade em que vivem.
• EF05GE12: Identificar órgãos do poder público e canais de participação social responsáveis por buscar soluções para a melhoria da qualidade de vida
(em áreas como meio ambiente, mobilidade, moradia e direito à cidade) e discutir as propostas implementadas por esses órgãos que afetam a comunidade em que vive.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO.
ÁGUA NA GERAÇÃO DE ENERGIA
ELÉTRICA
As usinas são locais onde a energia elétrica utilizada nas cidades e no campo é produzida. Essa produção pode ocorrer em diferentes tipos de usina, como em hidrelétricas. Nelas, a energia é gerada pelo movimento da água de rios.
O Brasil tem muitos rios. Essa característica propicia a instalação de hidrelétricas, que são responsáveis por grande parte da energia elétrica produzida no país.
Acompanhe na imagem a seguir como funcionam essas usinas.
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO AS CORES NÃO SÃO REAIS
1
A água dos rios é contida por uma barragem, formando um grande reservatório.
2
A partir do reservatório, a água é conduzida por grandes tubos até as turbinas, que estão conectadas a geradores elétricos.
reservatório
barragem tubulações
3
A água movimenta as turbinas ao passar por elas. Essa energia do movimento é transformada em energia elétrica nos geradores.
4
Em seguida, essa energia é conduzida por fios elétricos até as casas.
geradores elétricos fios elétricos
Representação em corte das principais partes de uma usina hidrelétrica.
Elaborada com base em: CASA de força. Itaipu binacional, Foz do Iguaçu, c2025. Disponível em: https://www.itaipu.gov.br/energia/casa-de-forca. Acesso em: 6 maio 2025.
O abastecimento do reservatório de uma usina hidrelétrica depende da ocorrência de chuvas regulares na região em que a usina está instalada.
ENCAMINHAMENTO
O tópico Água na geração de energia elétrica possibilita o trabalho com a habilidade EF05CI04, relacionada aos usos da água, e com a habilidade EF05CI02, ao colaborar para o entendimento das implicações do ciclo hidrológico na geração de energia elétrica.
Iniciar a aula perguntando aos estudantes se eles sabem de onde vem a energia elétrica que utilizam em casa e na escola. Orientar a leitura do esquema ilustrativo da usina hidrelétrica, salientando seus componentes principais: 27
TEXTO DE APOIO
As histórias dos povos indígenas do Nordeste foram construídas e entrelaçadas junto ao rio. O rio une essas comunidades. [...] As viagens ao longo do São Francisco, com o objetivo de se comunicar com outras comunidades, foram de suma importância para a organização e o reconhecimento desses povos enquanto indígenas e para a conquista de seus territórios.
O rio acolhe e representa a forma de partilha e diálogo entre as comunidades. [...]
SILVA, Beatriz Barbosa da; GONÇALVES, Claudio Ubiratan. Pelos caminhos do Opará: a importância do rio São Francisco para a luta dos Pankararu no Sertão de Pernambuco. Confins, [s. l.], n. 53, dez. 2021. Disponível em: https://journals. openedition.org/confins/42897. Acesso em: 1o ago. 2025.
| PARA O PROFESSOR
VÍDEO. CBHSF EM AÇÃO –Povos e Comunidades Tradicionais da Bacia do Rio São Francisco. 2019. 1 vídeo (9 min 43 s). Publicado pelo canal CBH São Francisco. Disponível em: https:// www.youtube.com/watch? v=W8jrvy7BpnQ. Acesso em: 1o ago. 2025.
Vídeo sobre comunidades tradicionais que vivem na Bacia do rio São Francisco.
| PARA O ESTUDANTE
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reservatório, barragem, tubulações, turbinas e geradores.
É oportuno comentar, na abordagem do tópico, que a construção de usinas hidrelétricas ocasiona impactos ambientais e sociais, principalmente para as populações humanas que vivem próximo aos rios. Enfatizar a importância dos rios para muitas comunidades tradicionais, que deles retiram água para beber e cozinhar, além de usarem para pescar, se locomover e manter seus modos de vida. Essa discussão integra-se com o componente curricular de História.
VÍDEO. COMO FUNCIONA uma usina hidrelétrica? Agência Nacional de Energia Elétrica. 2024. 1 vídeo (6 min 34 s). Publicado pelo canal Agência Nacional de Energia Elétrica. Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=FsMMbA 09axY. Acesso em: 12 ago. 2025.
Vídeo sobre o funcionamento de hidrelétricas, sua importância e impactos ambientais.
ENCAMINHAMENTO
O tópico Água para consumo humano colabora para o desenvolvimento da habilidade EF05CI04, ao destacar o uso da água no consumo humano.
Propor aos estudantes uma roda de conversa sobre os momentos do dia em que utilizam água. Incentivá-los a listar situações como beber água, tomar banho, escovar os dentes, lavar as mãos e preparar alimentos. Em seguida, frisar que, para todas essas ações, é necessário que a água seja potável, ou seja, própria para o consumo humano.
Explicar que a água potável não pode conter microrganismos ou substâncias que façam mal à saúde, trabalhando o Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Saúde, além da competência geral 8 e da competência específica 7 de Ciências da Natureza.
Ao abordar o boxe Dialogando, incentivar os estudantes a refletir sobre doenças de veiculação hídrica, retomando assuntos abordados anteriormente durante o trabalho com a habilidade EF04CI08. Promover uma reflexão sobre a importância de políticas públicas que garantam o acesso de todas as pessoas à água de qualidade.
TEXTO DE APOIO
[...] o saneamento [básico] é composto por quatro componentes principais:
• Abastecimento de Água: disponibilização e manutenção de infraestruturas para abastecimento público de água potável, desde a captação até as ligações em casas e prédios, bem como seus instrumentos de medição.
ÁGUA PARA CONSUMO HUMANO
Além dos usos da água estudados anteriormente, consumimos esse recurso em muitas atividades diárias. A água é fundamental para a hidratação do corpo, a higienização e o preparo de alimentos, além da limpeza da moradia. Ela também é essencial para a higiene do corpo, que inclui alguns hábitos, como tomar banho diariamente, lavar as mãos, principalmente antes das refeições e após utilizar o banheiro, e escovar os dentes depois das refeições.


Beber água é importante para a saúde.

• Esgotamento Sanitário: coleta, transporte, tratamento e disposição adequada de esgotos sanitários, desde ligações prediais até sua destinação para reúso ou lançamento ambientalmente correto.
• Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos: coleta, varrição, asseio, transporte, tratamento e destinação adequada de resíduos domiciliares e de limpeza urbana.
• Drenagem e Manejo de Águas Pluviais Urbanas: drenagem de águas pluviais, transporte, detenção ou retenção
O preparo de alimentos requer água em diversas etapas.
Esses usos cotidianos requerem que a água seja potável. A água potável é livre de substâncias ou de microrganismos que oferecem riscos à saúde, sendo adequada para o consumo humano.
DIALOGANDO
O que pode acontecer com a saúde de pessoas que não têm acesso à água potável?
Elas podem ficar doentes, pois correm o risco de ingerir substâncias ou microrganismos que oferecem riscos à saúde.
Menina indígena da etnia Kamaiurá lavando as mãos, um hábito de higiene do corpo. Parque Indígena do Xingu, Gaúcha do Norte (MT), 2021.
para o amortecimento de vazões de cheias, tratamento e disposição final das águas pluviais drenadas, além da limpeza e [da] fiscalização preventiva das redes. [...]
AFINAL, o que é saneamento básico? Instituto Trata Brasil, 8 ago. 2024. Disponível em: https://tratabrasil.org.br/ o-que-e-saneamento-basico/. Acesso em: 1o ago. 2025.
A água potável pode ser obtida de fontes de água doce. A água proveniente de reservas subterrâneas pode ser prontamente utilizada, desde que passe por análise em laboratório para verificar se realmente é potável. Já a água de rios e lagos precisa passar por tratamento para se tornar potável e, então, ser consumida.
Leia a seguir como é feito o tratamento da água para que fique potável.

Representação das etapas do tratamento de água.
Elaborada com base em: TRATAMENTO da água. Sabesp, São Paulo, [20--?]. Disponível em: https://www.sabesp. com.br/o-que-fazemos/fornecimento-agua/tratamento-agua. Acesso em: 6 maio 2025.
As chuvas contribuem para o reabastecimento da água dos rios e dos reservatórios de onde ela é captada para ser tratada e se tornar potável. Por isso, a regularidade do ciclo da água é fundamental para o fornecimento de água potável para os municípios.
DIALOGANDO
1. Após ser captada de rios ou represas, a água é direcionada até a estação de tratamento.
2. São adicionadas substâncias à água que facilitam a remoção de sujeira.
3. A água também passa por filtros, que retêm partes menores da sujeira.
4. Por fim, adiciona-se cloro, produto que ajuda a eliminar microrganismos da água. Também é adicionado flúor, que ajuda a prevenir cáries.
5. A água tratada é armazenada em grandes reservatórios para, então, ser distribuída para o consumo humano.
O ciclo da água pode passar por alterações, como a falta de chuvas em determinadas regiões. De que maneira essa alteração no ciclo da água pode afetar o fornecimento de água potável de uma região? Explique. Quando as chuvas se tornam escassas, os rios, lagos e reservatórios que abastecem a população com água potável podem ficar com níveis muito baixos, dificultando a captação e o tratamento da água. Por isso, o fornecimento de água potável de uma região pode ser comprometido.
29
ENCAMINHAMENTO
Iniciar a explicação sobre a estação de tratamento de água perguntando aos estudantes se conhecem o caminho que a água percorre até chegar às suas casas. Permitir que a turma manifeste seus conhecimentos prévios, incentivando a participação de todos. Em seguida, apresentar a ilustração do tratamento da água e conduzir uma leitura orientada, destacando a função de cada etapa no processo de tratamento. Informar que o tratamento é necessário porque nem toda água doce é potável.
oral em que os estudantes compartilhem o que aprenderam e sugiram ações que possam ser adotadas na escola e em casa para promover o uso consciente da água.
ATIVIDADES
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A água de poços e fontes naturais geralmente são potáveis e não requerem tratamento. No entanto, é importante frisar que a potabilidade deve ser atestada por meio de análises em laboratórios especializados. Ampliar a discussão abordando a importância da qualidade da água para a saúde pública e o papel das estações de tratamento nesse processo.
A atividade proposta no boxe Dialogando contribui para o exercício da habilidade EF05CI02 ao relacionar o ciclo hidrológico ao abastecimento dos rios e reservatórios. Finalizar com uma atividade
Para complementar o estudo sobre o tratamento da água, sugere-se organizar uma visita a uma estação de tratamento do município ou da região. Para isso, deve-se garantir todos os cuidados: planejamento, autorizações, segurança, logística, vestimentas apropriadas e supervisão da equipe escolar. Nessa experiência, os estudantes poderão observar as etapas de tratamento de água, que a tornam potável, relacionar o conteúdo aprendido em sala de aula com a realidade do abastecimento e valorizar o trabalho dos profissionais envolvidos, integrando o Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Trabalho . A visita pode incluir entrevistas com os trabalhadores, ampliando a compreensão sobre suas funções e seus desafios. Se a visita não for possível, sugere-se convidar um profissional que atue em uma estação de tratamento de água para visitar a escola e conversar com os estudantes. Providenciar um espaço adequado, assentos para todos, equipamentos de áudio e vídeo, materiais de apoio e comunicação prévia com a equipe escolar.
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO
AS CORES NÃO SÃO REAIS
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
1. Esta atividade mobiliza a habilidade EF05CI04, relacionada à identificação dos usos da água no cotidiano e à proposição de alternativas conscientes para o consumo desse recurso.
2. Delimitar uma quantidade de quadrinhos com os estudantes. Auxiliá-los na elaboração da história, que deve apresentar começo, meio e fim. Os estudantes devem elaborar situações que demonstrem algum tipo de alteração no ciclo da água, como longos períodos sem chuva, e as consequências disso, como prejuízos às plantações e redução da produção de alimentos.
Ao tratar das implicações do ciclo da água na agricultura, esta atividade possibilita o exercício da habilidade EF05CI02
3. A falta de chuvas compromete o abastecimento do reservatório de água de usinas hidrelétricas, podendo diminuir a capacidade de gerar energia elétrica. Assim, é possível ocorrer interrupções no fornecimento de energia elétrica em determinada região, levando a um apagão.
Esta atividade oportuniza a mobilização da habilidade EF05CI02, pois diz respeito às implicações do ciclo da água na geração de energia elétrica.
4. a) A charge faz uma crítica ao desperdício de água e de dinheiro em uma situação cotidiana.
b) Porque o desperdício de água afeta diretamente não só o ambiente, mas também a vida das pessoas e de outros seres vivos. Assim, é importante refletir sobre o uso responsável desse recurso.
c) Resposta pessoal. Os estudantes podem representar situações do cotidiano
ATIVIDADES
1. a) Sim. Como a água entra em contato com a boca, ela precisa ser potável, ou seja, livre de microrganismos ou substâncias que possam causar riscos à saúde. Isso evita doenças.
1. Considere a ação de escovar os dentes e responda:
Consultar orientações no Livro do Professor
a) A água usada nessa atividade precisa ser potável? Por quê?
b) O que pode ser feito para evitar o desperdício de água durante essa ação? Dê duas sugestões.
2. Leia o título da notícia a seguir.
Resposta pessoal. Possíveis respostas: Fechar a torneira enquanto escova os dentes e só abri-la para enxaguar a boca e a escova; usar somente a quantidade de água necessária.
Falta de chuvas afeta lavouras de soja
LENNON, Seane. Agrolink, [s. l.], 10 jan. 2025. Disponível em: https://www.agrolink.com.br/noticias/falta-de-chuvas-afeta -lavouras-de-soja_498302.html. Acesso em: 6 maio 2025.
• Considerando o título da notícia, crie no caderno uma história em quadrinhos que mostre como o ciclo da água pode interferir nas plantações e na produção de alimentos.
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor.
3. Apagão é o nome dado à interrupção no fornecimento de energia elétrica, ou seja, quando a luz acaba de forma inesperada em grandes regiões, como cidades ou estados. O apagão pode acontecer por vários motivos, como a falta de chuvas, que prejudica a produção de energia nas hidrelétricas.
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor
• Por que um apagão pode ser ocasionado pela falta de chuvas?
4. Analise a charge a seguir e responda às questões.

Consultar orientações e respostas no Livro do Professor.
ARIONAURO. Desperdício de água. Arionauro cartuns, [s. l.], 2018. Disponível em: http://www. arionaurocartuns.com.br/2018/10/ charge-desperdicio-de-agua.html. Acesso em: 6 maio 2025.
a) A charge é um gênero que retrata um tema atual com o objetivo de fazer uma crítica. Que crítica essa charge transmite?
b) Por que é importante refletir sobre situações como a representada na charge?
c) Em duplas, produzam uma charge a fim de conscientizar a comunidade escolar sobre o desperdício de água no dia a dia.
escolar ou familiar que envolvam o desperdício de água, como deixar a torneira aberta enquanto escovam os dentes, lavar calçadas com mangueira ou tomar banhos demorados. A charge deve mostrar a importância de usar a água com responsabilidade.
A proposição de ações voltadas ao consumo consciente de água mobiliza a habilidade EF05CI04. Além disso, incentiva a ação responsável embasada em princípios sustentáveis, atendendo à competência geral 10 e à competência específica 8 de Ciências da Natureza.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
1. O personagem está segurando um copo de água. A relação com a fala dele se estabelece durante a reflexão sobre como as pessoas se preocupam em não desperdiçar água em casa, mas não percebem que a destruição das florestas ameaça a disponibilidade desse recurso.
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A ÁGUA, AS PLANTAS E
O AMBIENTE
Leia a tirinha a seguir e responda às questões.
• EF15LP18: Relacionar texto com ilustrações e outros recursos gráficos.
VOCÊ ESCRITOR!
2. A contradição é representada na atitude das pessoas que se esforçam para economizar água, mas, ao mesmo tempo, estão destruindo as florestas, que são essenciais para manter a água no planeta.

1. O que o personagem principal está segurando? De que maneira isso se relaciona à fala dele?
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
2. A contradição compreende uma afirmação ou um comportamento que se mostra incoerente em relação ao que foi feito ou dito anteriormente. Como isso é representado na tirinha?
3. O personagem sugere que cuidar das florestas é uma forma de cuidar da água. Você concorda com essa ideia? Por quê?
3. Respostas pessoais. Utilizar a perguntar para avaliar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre a importância da cobertura vegetal para a proteção dos recursos hídricos. Neste momento, é possível retomar o ciclo da água, estudado no capítulo 1 da unidade.
VOCÊ ESCRITOR!
Produção pessoal.
Um acróstico é uma composição escrita em que as primeiras letras de cada verso ou linha formam uma palavra quando lidas de cima para baixo. Leia o acróstico a seguir, feito com a palavra SOL.
Sem o Sol, a água não vira vapor.
Sugestão de resposta: Cai do céu trazendo água. Hoje ou amanhã? Isso não importa. Uma parte aqui fica, e o resto volta ao ar, Viajando para as nuvens novamente, Ajuda a vida a continuar. Elaborado pelo autor.
O calor que ele emite tem muito valor. Logo uma nuvem se forma trazendo frescor.
Elaborado pelo autor.
• Agora, crie um acróstico com a palavra CHUVA que aborde a participação dela no ciclo da água e a importância desse recurso para a vida.
ENCAMINHAMENTO
Organizar a turma em um círculo para realizar a leitura da tirinha, que aborda, de maneira sensível e crítica, a relação entre a conservação das florestas e a disponibilidade de água.
Pedir aos estudantes que observem as imagens em cada quadrinho antes de realizar a leitura do texto verbal. Em seguida, perguntar o que o personagem está segurando e como isso se relaciona com a fala dele, promovendo a percepção de que a imagem e o texto se complementam para construir o sentido da mensagem.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
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Por fim, explicar o que é contradição e conduzir uma conversa sobre o modo como essa noção aparece na tirinha, permitindo uma reflexão sobre comportamentos incoerentes no cuidado com o meio ambiente.
Esse trabalho permite o desenvolvimento das habilidades de Língua Portuguesa indicadas a seguir.
• EF15LP04: Identificar o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos expressivos gráfico-visuais em textos multissemióticos.
Explicar que o acróstico é uma forma de composição textual em que as letras iniciais de cada linha formam uma palavra ou expressão, geralmente relacionada ao tema desenvolvido. Esse recurso pode ser usado para organizar ideias, estimular a criatividade e refletir sobre conteúdos previamente estudados.
Para apoiar a construção do acróstico, sugere-se escrever na lousa, em coluna vertical, a palavra CHUVA. Orientar os estudantes a recuperar os conteúdos estudados nos capítulos 1 e 2, estimulando a lembrança de termos relacionados ao tema que comecem com as letras C, H, U, V e A. Esta atividade pode ser utilizada para a avaliação do aprendizado, além de auxiliar o desenvolvimento das habilidades de Língua Portuguesa indicadas a seguir.
• EF35LP23: Apreciar poemas e outros textos versificados, observando rimas, aliterações e diferentes modos de divisão dos versos, estrofes e refrões e seu efeito de sentido.
• EF35LP27: Ler e compreender, com certa autonomia, textos em versos, explorando rimas, sons e jogos de palavras, imagens poéticas (sentidos figurados) e recursos visuais e sonoros. Esta atividade pode ser utilizada para a realização de um sarau.
BECK, Alexandre. A natureza de Armandinho. Florianópolis: Edição do autor, 2024. p. 136.
Ao abordar o conceito de transpiração das plantas e sua contribuição para o ciclo da água, o tópico
As plantas e o ciclo da água possibilita trabalhar a habilidade EF05CI03
Por meio do estabelecimento da relação entre as plantas e o ciclo da água neste tópico, os estudantes podem ampliar sua compreensão sobre os processos naturais responsáveis pela manutenção do equilíbrio ambiental. Além da absorção de água pelas raízes e da transpiração pelas folhas, é importante ressaltar o papel das plantas na manutenção da umidade do ar, na regulação da temperatura e na conservação do solo.
Após a leitura do texto e a análise da ilustração, propor uma conversa sobre a atuação das plantas no ciclo da água não apenas como consumidoras desse recurso, mas também como agentes que devolvem parte da água à atmosfera. Incentivar os estudantes a imaginar o que aconteceria com o solo e o clima de uma região se toda a vegetação fosse retirada. Com essa abordagem, é possível favorecer a construção de uma visão integrada da natureza, em que os elementos do ambiente interagem de forma dinâmica e interdependente.
A abordagem do fenômeno dos rios voadores possibilita aos estudantes ampliar sua compreensão sobre o ciclo da água e a importância da vegetação para o equilíbrio climático e o abastecimento hídrico em diferentes regiões.
Propor aos estudantes uma conversa para retomar conhecimentos prévios sobre evaporação, condensação e precipitação.
AS PLANTAS E O CICLO DA ÁGUA
Assim como todos os seres vivos, as plantas precisam de água para se desenvolver. Elas absorvem água do solo, por meio de suas raízes, e a utilizam em processos importantes que as mantêm vivas, como a fotossíntese, por meio da qual produzem o próprio alimento.
Além de utilizar a água, as plantas contribuem para a circulação desse recurso no ambiente. Isso ocorre principalmente por meio da transpiração. Nesse processo, as plantas liberam, pelas folhas, vapor de água na atmosfera. Esse vapor vem da água que elas absorvem, principalmente pelas raízes.
Representação esquemática da absorção de água e da transpiração de uma planta.

água
Elaborada com base em: REECE, Jane B. et al Biologia de Campbell
Em regiões com vastas florestas, como a Amazônia, a transpiração das plantas libera grandes quantidades de vapor de água na atmosfera. Esse vapor dá origem a um fenômeno chamado rios voadores
Os rios voadores são um exemplo de como o ciclo da água está diretamente ligado à presença da vegetação.
Para isso, perguntar como a água chega às nuvens e como ocorrem as chuvas, a fim de garantir a progressão dos conteúdos abordados até o momento.
Em seguida, introduzir o conceito de evapotranspiração, explicando que ele reúne os processos de evaporação da água do solo e a transpiração das plantas. Enfatizar que, em regiões com grande cobertura vegetal, como a Floresta Amazônica, as plantas liberam grande quantidade de vapor de água na atmosfera, contribuindo significativamente para a formação de nuvens.
Apresentar o mapa relacionado aos rios voadores e conduzir uma leitura orientada da representação do fenômeno, destacando o trajeto da umidade do oceano Atlântico até as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. Demonstrar que os ventos transportam essa umidade e que a Cordilheira dos Andes atua como barreira natural, desviando as nuvens para o interior do continente. Se necessário, ajudar os estudantes a identificar essa cordilheira na imagem. Relacionar esse processo com a ocorrência de chuvas que abastecem rios e
10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2015. p. 779.
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO
AS CORES NÃO SÃO REAIS
Os rios voadores são correntes de ar que transportam por longas distâncias um grande volume de umidade, na forma de vapor ou de gotículas de água. Levada pelos ventos, essa umidade contribui para a ocorrência de chuvas em diferentes regiões do Brasil. A seguir, você vai entender melhor como esse fenômeno acontece.
Fenômeno dos rios voadores

IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO.
AS CORES NÃO SÃO REAIS.
Elaborado com base em: FENÔMENO dos rios voadores. Projeto Rios Voadores, c2013. Disponível em: https:// riosvoadores.com.br/ o-projeto/fenomeno -dos-rios-voadores/. Acesso em: 6 maio 2025.
1. Na região da linha do equador, a energia do Sol promove a evaporação da água do oceano Atlântico. Isso fornece umidade para os ventos que sopram em direção ao continente.
2. Ao alcançar o continente, a umidade vinda do Atlântico favorece a formação de nuvens e, posteriormente, a ocorrência de chuvas sobre a região amazônica.
3. Na Floresta Amazônica, a energia do Sol promove a evaporação da água das chuvas acumulada no solo. Com a transpiração das plantas, esse processo, chamado de evapotranspiração, libera ainda mais vapor de água para a atmosfera, aumentando a umidade e formando novas nuvens.
4. Pela ação dos ventos, as nuvens se movem em direção à cordilheira dos Andes, uma cadeia de montanhas. Como as montanhas funcionam como uma barreira natural, as nuvens são desviadas e conduzidas em direção ao centro-sul do Brasil.
5. Ao longo desse trajeto, ocorrem chuvas sobre as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil, além de países vizinhos. Essas chuvas abastecem rios e reservatórios e molham plantações.
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reservatórios e molham plantações em regiões distantes da Amazônia. Propor uma discussão sobre a importância da vegetação para manter esse ciclo funcionando. Sugere-se fazer perguntas como:
• O que aconteceria se a floresta fosse desmatada?
• Haveria um impacto no regime de chuvas em diferentes regiões brasileiras?
• Quais seriam as implicações para diferentes setores da sociedade, como a agricultura, a pecuária e a geração de energia elétrica?
Incentivar os estudantes a imaginar os impactos do desmatamento na redução da umidade atmosférica e, consequentemente, na diminuição das chuvas.
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TEXTO DE APOIO
A contribuição das Terras Indígenas (TIs) da Amazônia para a segurança climática no Brasil está explicitada no trabalho científico conduzido por 10 pesquisadores para o Instituto Serrapilheira, que rastreou a origem de partículas de chuvas em todas as regiões. As florestas presentes nessas TIs levam chuva a
18 estados e o Distrito Federal ao reciclar e transportar umidade por meio dos chamados “rios voadores”. Com isso, a preservação das florestas nas Terras Indígenas é fundamental para manter o ciclo de evapotranspiração que sustenta o transporte de umidade para outras partes do Brasil e da América do Sul.
UMIDADE gerada em terras indígenas leva chuva para todo o Brasil. Gov.br, [s. l.], 9 dez. 2024. Disponível em: https://www.gov.br/povo sindigenas/pt-br/assuntos/ noticias/2024/12-1/umidade -gerada-em-terras-indigenas -leva-chuva-para-todo-o-brasil. Acesso em: 1o ago. 2025.
| PARA O ESTUDANTE
VÍDEO. BRASIL Selvagem: Biomas – Os rios voadores da Amazônia. 2019. 1 vídeo (1 min 50 s). Publicado pelo canal National Geographic Brasil. Disponível em: https: //www.youtube.com/wat ch?v=xmu3roA5JBk. Acesso em: 1o ago. 2025. Vídeo com dados que ressaltam a importância dos rios voadores.
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTA
Atividades
Se considerar oportuno, realizar esta atividade prática com os estudantes. Para isso, reservar antecipadamente os materiais necessários (uma planta adulta, um saco plástico transparente e um pedaço de fita adesiva). Como procedimentos, basta envolver a planta com o saco plástico, vedando-o com fita adesiva, e posicioná-la em um local bem iluminado por cerca de três dias. Orientar a análise dos resultados por meio da resolução das atividades propostas.
VOCÊ ESCRITOR!
Ler o título e o subtítulo com a turma e orientar a reflexão sobre a expressão “floresta da chuva”, retomando o conteúdo anteriormente abordado sobre rios voadores. Nessa retomada, fazer perguntas direcionadas, como:
• Por que a Floresta Amazônica recebeu esse nome na manchete da notícia?
• Qual é a relação dessa floresta com as chuvas que ocorrem em algumas regiões brasileiras?
• Qual é o nome do fenômeno que se relaciona a esse papel da floresta? Essa discussão prévia pode auxiliar os estudantes na elaboração do texto proposto na seção, além de colaborar para o desenvolvimento da competência geral 4 e da competência específica 6 de Ciências da Natureza e de mobilizar o trabalho com a habilidade
EF05CI03.
1. A água veio da planta. Parte da água que foi absorvida pelas raízes subiu até as folhas e, por meio da transpiração, foi liberada em forma de vapor. Como o saco plástico estava cobrindo a planta, o vapor se condensou, formando gotas de água visíveis no interior do saco.
PARA VOCÊ EXPLORAR
• MARULL, Yana. Rios que voam. Brasília, DF: Edição da autora, 2014. Disponível em: https://riosvoadores.com.br/wp-content/uploads/sites/5/2013/05/ Rios-que-voam-site.pdf. Acesso em: 6 maio 2025. Nesse livro, você encontrará mais informações sobre os rios voadores.
ATIVIDADES
3. A transpiração das plantas faz parte do ciclo da água. Nesse processo, as plantas liberam água na forma de vapor, pelas folhas. Esse vapor sobe para a atmosfera, ajuda a formar nuvens e colabora para a ocorrência de chuvas. Assim, as plantas contribuem para a circulação da água no ambiente.
Uma professora regou uma planta em um vaso, cobriu-a com um saco plástico transparente e deixou o vaso exposto ao Sol por alguns dias. Após esse tempo, os estudantes observaram gotas de água na parte interna do plástico.
Consultar orientações no Livro do Professor.
1. De onde veio a água que apareceu no interior do saco plástico?
2. O resultado da atividade está relacionado a que processo realizado pelas plantas? Transpiração.
3. De que modo esse processo se relaciona ao ciclo da água?
Representação da atividade feita pela professora.

IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO AS CORES NÃO SÃO REAIS.
Leia a seguir o título e o subtítulo de uma notícia.
A floresta da chuva
A Amazônia leva umidade para as demais regiões do Brasil e até outros continentes
PIVETTA, Marcos. A floresta da chuva. Pesquisa Fapesp, São Paulo, ed. 285, nov. 2019. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/a-floresta-da-chuva/. Acesso em: 6 maio 2025.
• Considere que você tenha sido convidado para elaborar o conteúdo dessa notícia. Escreva um texto explicando por que a Amazônia é chamada de “floresta da chuva”.
Resposta pessoal.
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTA
Você escritor!
Espera-se que os estudantes considerem que a Floresta Amazônica é chamada de “floresta da chuva” porque ajuda a produzir muita umidade e a distribuir essa umidade para outras regiões. Quando chove na floresta, as plantas absor-
vem parte da água e, depois, liberam vapor de água pelas folhas, por meio de um processo chamado transpiração. Esse vapor forma nuvens, que, com a ajuda dos ventos, viajam por grandes distâncias e provocam chuvas em outras regiões do Brasil (fenômeno conhecido como rios voadores).
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
grupo, e, posteriormente, com toda a turma.
A IMPORTÂNCIA
DA COBERTURA VEGETAL
Algumas atividades humanas podem remover grandes áreas de vegetação. Entre elas estão a extração de madeira, a ampliação de áreas agrícolas e pecuárias e a construção de moradias. Também podemos citar a abertura de estradas e a construção de grandes lagos para gerar energia elétrica em hidrelétricas.
A retirada dessa cobertura vegetal pode alterar o clima de uma região. O clima é definido pelas condições de temperatura e regime de chuvas ao longo dos anos. O regime de chuvas é a quantidade e a distribuição das chuvas durante o ano. Por exemplo, Manaus, no estado do Amazonas, tem clima quente e chuvoso o ano todo. Já Urubici, em Santa Catarina, tem temperaturas mais baixas, principalmente no inverno.
Áreas com mais árvores costumam ser mais frescas e úmidas. As árvores fazem sombra, bloqueiam parte da luz solar e liberam vapor de água na atmosfera. Isso ajuda na formação e na manutenção do regime de chuvas.

ENCAMINHAMENTO
O tópico A importância da cobertura vegetal dá continuidade ao trabalho com a habilidade EF05CI03 ao abordar o papel da vegetação na regulação do clima e na proteção do solo e dos cursos de água, bem como os impactos gerados pela remoção do solo. Também aborda o Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Educação ambiental
Para iniciar a aula, sugere-se organizar os estudantes em pequenos grupos para estimular a troca de ideias e de perceções
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Em seguida, abordar o conceito de clima e sua relação com a cobertura vegetal, que contribui, entre outros aspectos, com a manutenção de temperaturas mais amenas.
Ao apresentar a fotografia de Goiânia, comentar que a cidade recebeu, da Organização das Nações Unidas (ONU), o título de Cidade Arborizada do Mundo, em 2024, fruto do investimento do município em plantio de árvores e conservação de áreas verdes. Utilizar esse exemplo para incentivar os estudantes a pensar sobre os benefícios de cidades arborizadas para o bem-estar da população, bem como para a manutenção da qualidade da água e do ar.
| PARA O PROFESSOR
TEXTO. SILVA, Natália Huber da; SILVA, Maria Eduarda Silva da. A importância da arborização urbana para cidades sustentáveis. CCNE (Centro de Ciências Naturais e Exatas), 20 jun. 2024. Disponível em: https://www.ufsm.br/ unidades-universitarias/ ccne/2024/06/20/a-impor tancia-da-arborizacao-ur bana-para-cidades-susten taveis. Acesso em: 1o ago. 2025.
Texto sobre a importância e os desafios da arborização de cidades. sobre a influência da cobertura vegetal no clima e na qualidade de vida nas cidades e no campo. Nesse momento inicial, pode-se questionar os efeitos da presença ou da ausência de árvores em diferentes ambientes, fazendo perguntas disparadoras como:
• Como vocês se sentem em um lugar com muitas árvores?
• E em um lugar sem árvores, sob a exposição direta ao Sol?
Orientar a conversa, pedindo aos estudantes que compartilhem suas experiências e vivências prévias com os colegas do
A cidade de Goiânia (GO) recebeu, em 2024, o título de Cidade Arborizada do Mundo, pelas ações de preservação e ampliação de áreas verdes em ambientes urbanos. Fotografia de 2023.
MARCIA COBAR/SHUTTERSTOCK.COM
ENCAMINHAMENTO
No boxe Dialogando , os estudantes são incentivados a conversar com adultos ou pessoas idosas sobre as mudanças do clima ao longo do tempo. Para não colocar em risco a segurança dos estudantes, deixar claro que eles devem entrevistar pessoas do convívio deles. Explicar que o objetivo desta atividade é comparar o clima de sua região no passado e atualmente, por meio do relato da percepção de pessoas mais velhas da família deles. Para a conversa, sugerir aos estudantes que façam perguntas como:
• Como era o clima em sua infância?
• Você acha que o clima mudou? Por quê?
Orientar os estudantes a registrar no caderno as respostas de seus familiares, pois, na próxima aula, as histórias coletadas vão ser compartilhadas oralmente com a turma.
A atividade visa promover o diálogo entre gerações e fortalecer a consciência ambiental dos estudantes.
Antes de iniciar o trabalho com o conteúdo previsto da página, sugere-se incentivar a observação e a interpretação da fotografia que mostra a erosão do solo. Perguntar aos estudantes se, na região em que vivem, já avistaram locais similares ao da fotografia. Pedir a eles que descrevam o que veem na imagem e que formulem explicações sobre o que causou o desgaste no solo. Em seguida, apresentar o conceito de erosão, enfatizando a relação desse conceito com o de cobertura vegetal – áreas com vegetação são menos impactadas pela erosão que as áreas desmatadas.
DIALOGANDO
Converse com uma pessoa adulta ou idosa da sua família e pergunte se ela percebe mudanças no clima ao longo do tempo na região onde mora. Por exemplo: se chovia mais ou menos, se fazia mais calor ou mais frio em determinada época do ano. Em seguida, pergunte a ela quais fatores acredita que estejam relacionados a essas alterações.
Resposta pessoal. Orientar os estudantes a anotar as perguntas em um papel antes da conversa. Reservar um momento da aula para que compartilhem as respostas e conversem sobre o assunto.
Outro exemplo da importância da cobertura vegetal está relacionado à proteção do solo e da água dos rios e lagos. A vegetação ajuda a diminuir o impacto direto da chuva, evitando que as gotas atinjam o solo com força e causem desgaste. Além disso, as raízes das plantas facilitam a infiltração da água, reduzindo as chances de ela escorrer pela superfície.
Quando a vegetação é removida, o solo fica exposto e desprotegido, tornando-se mais vulnerável à erosão, processo de desgaste do solo causado pela água ou pelo vento. Embora possa ocorrer naturalmente ao longo de muitos anos, a erosão se intensifica rapidamente na ausência de cobertura vegetal. A água da chuva passa a carregar partículas do solo para áreas mais baixas, provocando alterações no terreno em pouco tempo.

Explicar aos estudantes que uma consequência da erosão intensa é a perda da fertilidade do solo, pois as camadas mais superficiais geralmente são as que têm mais nutrientes para as plantas.
ATIVIDADES FAMÍLIA
Para ampliar a atividade proposta no boxe Dialogando, incentivar os estudantes a continuar a conversa com os familiares mais velhos, tendo agora como foco os detalhes sobre vivências e hábitos do passado. Além do tema do clima, eles podem perguntar, por exemplo:
• Quais brincadeiras eram comuns em sua infância?
• Como eram as casas, os meios de transporte e a alimentação?
• Que mudanças você percebe na cidade ou no bairro desde aquela época?
Essa proposta contribui para o fortalecimento dos vínculos familiares e trabalha o Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso. A atividade também amplia a escuta ativa, o respeito e a empatia (desenvolvendo a competência geral 9), promovendo o reconhecimento
Erosão do solo em área desmatada. Santa Rosa da Serra (MG), 2019.
Um exemplo importante de vegetação protetora é a mata ciliar, presente nas margens de rios, lagos e nascentes. Essa vegetação atua como uma barreira natural que protege os corpos de água. As raízes das plantas ajudam a manter o solo firme, impedindo que ele seja arrastado para dentro dos rios, o que poderia dificultar o fluxo de água e prejudicar sua qualidade.


DIALOGANDO
Analise a fotografia do rio sem mata ciliar e discuta com os colegas e o professor o que pode acontecer com ele se nada for feito para mudar essa situação. Como isso pode ser evitado?
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor
do valor da memória e da experiência dos mais velhos na formação de uma sociedade mais respeitosa e consciente.
A conversa pode ser representada em um desenho feito em parceria com o familiar, ilustrando as diferenças apontadas entre o passado e o presente. Reservar um momento para que os estudantes compartilhem os desenhos.
ENCAMINHAMENTO
Pedir aos estudantes que expliquem o termo mata ciliar com base em conhecimentos prévios ou inferências, usando
corpos-d’água, sendo de grande importância para proteção dos recursos hídricos, pois atua como uma barreira natural.
Assim como os cílios protegem nossos olhos, as matas ciliares protegem os rios, servindo como filtro, mantendo a qualidade e a quantidade das águas, além de proteger os terrenos que ficam às suas margens.
A mata ciliar recebe outros nomes. Os mais comuns são mata de galeria e mata ripária.
[...]
Como ocorrem em diversos tipos de biomas, como na Mata Atlântica, no Cerrado ou na Caatinga, podem apresentar tamanhos e tipos de árvores diferentes, muitas vezes relacionadas ao ambiente em que estão situadas.
[...]
BAHIA. Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – SEMARH. Recomposição florestal de matas ciliares: florestas no solo, água nos rios. 3. ed. rev. e ampl. Salvador: Gráfica Print Folhes, 2007. Disponível em: https://www. ba.gov.br/meioambiente/sites/ site-sema/files/migracao_2024/ arquivos/File/Publicacoes/Car tilhas/CARTILHA_MATAS_CI LIARES.pdf. Acesso em: 1o ago. 2025.
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTA
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como fundamento as palavras que compõem o termo. Acolher as ideias manifestadas, observando se algum estudante estabelece relação do termo com os cílios de nossos olhos e sua função protetora. Matas ciliares conservadas reduzem a erosão do solo nas margens dos rios, diminuindo a quantidade de sedimento depositada no leito dos rios.
TEXTO DE APOIO
Mata Ciliar é o nome que se dá à vegetação que se desenvolve às margens dos rios, riachos, córregos, lagoas ou outros
A fotografia mostra uma extensão do rio sem mata ciliar. Nesse caso, o solo das áreas que margeiam o rio pode ser levado pela água das chuvas e se acumular no leito do rio, dificultando o fluxo da água. Espera-se que os estudantes digam que o plantio de árvores próximo às margens do rio pode reduzir o impacto da água da chuva no solo, facilitando sua infiltração e reduzindo o fluxo de água com sedimentos pela superfície até o rio.
Vista aérea do Rio Negro com mata ciliar. Miranda (MS), 2025.
Vista aérea de rio sem mata ciliar. São Gabriel (RS), 2024.
VOCÊ CIENTISTA!
Esta atividade prática tem como objetivo investigar a colaboração da cobertura vegetal para a conservação dos solos, contribuindo para o desenvolvimento da habilidade EF05CI03.
Para iniciar, sugere-se organizar a turma em grupos de quatro a cinco integrantes e apresentar a pergunta norteadora da seção. Incentivar o levantamento de hipóteses, com base em conhecimentos prévios e observações do cotidiano. Orientar os estudantes a registrar as hipóteses no caderno para que possam retomá-las ao final da atividade. Essa abordagem possibilita desenvolver a competência geral 2, pois promove o exercício da curiosidade intelectual para elaborar e testar hipóteses e a realização de procedimentos de investigação científica. Organizar previamente todos os materiais necessários para a montagem da atividade. Pode-se substituir as sementes indicadas por outra de rápida germinação, como a de feijão. Apresentar os materiais aos estudantes e explicar o passo a passo da atividade, destacando que uma das garrafas representará o solo com vegetação (com alpiste germinado) e a outra, o solo sem vegetação. Fornecer as garrafas já cortadas para os estudantes, a fim de evitar possíveis acidentes no processo. Comentar a importância de fazer a montagem das duas garrafas do modo mais parecido possível, pois isso assegura a possibilidade de comparar resultados, procedimento importante em pesquisa científica que contribui para o desenvolvimento da competência específica 2 de Ciências da Natureza.
Cobertura vegetal e erosão
Você já sabe que o solo exposto fica mais propenso a sofrer erosão. Mas de que modo a cobertura vegetal o protege desse problema? Para responder a essa pergunta, forme um grupo com os colegas para realizar a atividade a seguir.
DO QUE EU PRECISO
• 2 garrafas PET de 2 litros com tampa
• Solo apropriado para cultivo de plantas
• Sementes de alpiste
• Água
COMO FAZER
• Borrifador
• Regador
• Fita adesiva e caneta permanente
• Pá de jardinagem ou colher grande
• Tesoura com pontas arredondadas
1. Utilizem a caneta permanente para numerar as garrafas em 1 e 2. Peçam a um adulto que corte as garrafas ao longo do comprimento, como representado na imagem. Reservem as tampas e as partes menores que restaram do corte das garrafas para usar na etapa 4

FORA DE PROPORÇÃO AS CORES NÃO SÃO REAIS.
ATENÇÃO!
A etapa 1 deve ser realizada por um adulto.
Representação do corte que deve ser feito nas garrafas (etapa 1).
2. Coloquem as garrafas na horizontal e adicionem a mesma quantidade de solo nas partes das garrafas que têm a tampa. O solo deve ser adicionado até chegar à altura do bico das garrafas, sem ultrapassar ou cobrir o bico por dentro.
Antes da etapa final de regar, dedicar um momento da aula para que os estudantes descrevam o aspecto das montagens e as diferenças entre elas. Na garrafa com alpiste germinado, serão visíveis muitas raízes entrelaçadas, envolvendo os grãos de terra. Essa observação permite estabelecer relação entre a atividade experimental e o cotidiano, em que a cobertura vegetal atua na proteção do solo. No momento de regar, recomenda-se que seja aplicada a mesma quantidade de água para assegurar que os resultados possam ser comparados.
IMAGENS
SELMA CAPARROZ
3. Na garrafa 1, espalhem as sementes de alpiste por toda a superfície do solo. Com o borrifador, molhem as sementes e o solo até que fiquem bem úmidos, mas não encharcados. Mantenham essa garrafa úmida e em local iluminado, longe do sol direto, por cerca de 15 a 20 dias. Já a garrafa 2 deverá permanecer somente com o solo, sem sementes de alpiste.
4. Com as garrafas na horizontal, usem a fita adesiva para fixar a tampa na parte oposta ao bico, como indicado na figura. Isso fará com que as garrafas fiquem inclinadas. Posicionem as partes menores das garrafas, guardadas na etapa 1, embaixo do bico de cada garrafa.

Representação da montagem final (etapa 4) da garrafa 1.
5. Posicionem o regador com água a uma altura de 30 centímetros das garrafas e molhem o conteúdo interno das duas garrafas. Observem o que acontece.
VAMOS CONVERSAR?
1. A água do regador da etapa 5 representa a chuva. Ao regar as duas garrafas, foi possível observar que, na garrafa com vegetação (alpiste), o solo permaneceu praticamente intacto. Já na garrafa sem vegetação, parte dele foi carregada pela água.
1. O que é representado pela água do regador na etapa 5? Converse com o grupo sobre o que vocês observaram ao realizar esse procedimento.
2. Qual fenômeno foi demonstrado na garrafa sem as plantas de alpiste? A erosão do solo.
ATIVIDADES
Consultar orientações e respostas no Livro do Professor.
1. O que é mata ciliar e por que ela é importante?
2. Voçorocas são grandes buracos formados pela erosão intensa do solo, principalmente causada pela ação da água da chuva em terrenos desmatados. Esse tipo de erosão acontece quando a água escoa pela superfície do solo, carregando sedimentos e abrindo espaços que, com o tempo, vão se aprofundando e se alargando, formando grandes buracos.
• Com base em seus conhecimentos, responda: Por que as voçorocas costumam se formar em terrenos desmatados?
ENCAMINHAMENTO
Se considerar oportuno, organizar os estudantes em duplas para a realização das atividades propostas na seção Atividades, incentivando a troca de ideias, a colaboração e o respeito pelas opiniões dos colegas. Trabalhar em duplas favorece a construção coletiva do conhecimento, amplia a escuta ativa e fortalece habilidades socioemocionais, como empatia, cooperação e diálogo.
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
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1. A mata ciliar compreende a vegetação que cresce ao longo das margens de rios, lagos e suas nascentes. Ela desempenha papel importante na proteção desses corpos de água ao possibilitar que a água das chuvas infiltre mais facilmente no solo, reduzindo o escoamento superficial e a erosão. Também atua como barreira contra sedimentos que poderiam chegar do solo erodido em áreas mais distantes. Esta atividade permite o trabalho com a habilidade EF05CI03, pois os estudantes devem justificar a importância da
cobertura vegetal para a conservação de cursos de água. Também colabora para o desenvolvimento da competência específica 5 de Ciências da Natureza, pois os estudantes vão elaborar argumentos que promovem a consciência ambiental.
2. Em terrenos desmatados, o solo fica mais exposto à ação da água da chuva, que pode carregar partículas e sedimentos, intensificando o processo de erosão. Com o tempo, buracos que foram abertos no solo podem se aprofundar e alargar, formando as voçorocas.
Ao relacionar a cobertura vegetal à conservação do solo, a atividade mobiliza o trabalho com a habilidade EF05CI03.
|
PARA O ESTUDANTE
FILME. O LORAX: em busca da trúfula perdida. Direção: Chris Renaud; Kyle Balda. Estados Unidos, 2012. Vídeo (86 min).

Reprodução do cartaz.
Filme de animação sobre a história de um jovem chamado Ted, que vive em uma cidade artificial onde tudo é sintético. Ao tentar impressionar uma garota, ele parte em busca de uma árvore de verdade e acaba descobrindo a história do Lorax, uma criatura que luta para proteger a natureza. Uma das reflexões promovidas pelo filme envolve a importância de preservar as florestas.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO
AS CORES NÃO SÃO REAIS
SELMA CAPARROZ
VOCÊ CIDADÃO!
A temática do reflorestamento com espécies nativas articula-se com o Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Educação ambiental, promovendo a consciência ambiental, a cidadania e a formação de sujeitos críticos e comprometidos com a sustentabilidade. Também incentiva ações individuais e coletivas voltadas à preservação ambiental, colaborando para o desenvolvimento da competência geral 10 e da competência específica 8 de Ciências da Natureza.
Para iniciar o trabalho, organizar os estudantes em círculo, favorecendo a troca de ideias. Então, apresentar o conceito de reflorestamento e perguntar se eles conhecem o significado de “planta nativa”. Explicar que plantas nativas são aquelas que ocorrem naturalmente em determinada região, o que favorece sua sobrevivência.
Promover a leitura compartilhada da notícia sobre a ação de reflorestamento feita por estudantes na comunidade indígena Canauanim (RR), destacando a atitude cidadã. Realizar uma roda de conversa sobre questões como:
• O que mais chamou a atenção de vocês nessa ação?
• Como estudantes de outras escolas podem ajudar o meio ambiente?
• Existem locais próximos à escola que podem ser reflorestados?
Reservar um momento para que os estudantes resolvam as atividades propostas.
VOCÊ CIDADÃO!
Reflorestamento
O reflorestamento é uma forma de recuperar áreas desmatadas por meio do plantio de mudas, preferencialmente de plantas nativas, ou seja, que existiam naturalmente em determinada região.
Projetos de reflorestamento podem ser realizados por escolas, envolvendo estudantes em ações práticas de cuidado com o ambiente. Conheça um exemplo a seguir.

Plantio de mudas na comunidade indígena Canauanim reúne 37 alunos da Escola Lobo D’Almada em ação social
Uma turma de 37 estudantes […] realizou […] uma importante ação de reflorestamento na comunidade indígena Canauanim, no município de Cantá [em Roraima].
[…] os estudantes descobriram que a comunidade Canauanim foi uma das áreas mais afetadas pela seca e pelas queimadas do ano passado [2023], resultando em uma devastação da vegetação local.
[…]
A atividade envolveu o plantio de 160 mudas de bacaba, açaí, maracujá e árvores de aroeira, […] com o objetivo de recuperar a vegetação nativa da área.
[…]
Com a conclusão do plantio, a comunidade aguarda ansiosa para ver os resultados do esforço conjunto, na expectativa de que a área se recupere e a vegetação nativa volte a florescer.
PLANTIO de mudas na comunidade indígena Canauanim reúne 37 alunos da Escola Lobo D’Almada em ação social. Governo de Roraima, Boa Vista, 27 ago. 2024. Disponível em: https://portal.rr.gov.br/ plantio-de-mudas-na-comunidade-indigena-canauanim-reune-37-alunos-da-escola -lobo-dalmada-em-acao-social/. Acesso em: 7 maio 2025.
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
Você cidadão!
2. Esta atividade mobiliza a habilidade EF05CI03 ao ressaltar a importância da cobertura vegetal.
4. a) O desmatamento pode ser prejudicial porque diminui a quantidade de árvores que protegem o solo, ajudam a manter o ar mais limpo e contribuem para a formação de chuvas. Sem as árvores, o solo pode ficar seco e fraco, aumentando o risco de erosão. Além disso, muitos animais perdem seu hábitat, e
o clima pode ficar mais quente e seco, prejudicando a qualidade de vida das pessoas e de outros seres vivos que dependem da natureza. Orientar os estudantes a adotar comportamentos de segurança ao visitar a área desmatada, reforçando a ideia de que deve ser um local seguro e eles precisam estar acompanhados de um adulto responsável e usando vestimentas apropriadas.
Plantio de muda.
1. O reflorestamento é uma forma de recuperar áreas desmatadas por meio do plantio de mudas de plantas nativas, ou seja, que cresciam na região.
Em duplas, respondam às questões a seguir.
1. O que é reflorestamento?
2. Consultar orientações no Livro do Professor.
2. Quais benefícios podem ser trazidos pelo reflorestamento de uma área degradada?
O reflorestamento ajuda a proteger o solo e corpos de água, como nascentes, rios e lagos. Além disso, contribui para o equilíbrio do clima.
Você leitor!
3. O que levou os estudantes a realizar o reflorestamento na comunidade indígena Canauanim?
4. Consultar orientações e respostas no Livro do Professor
4. Com a supervisão de um adulto da família, realizem a atividade a seguir. a) Visitem alguma área desmatada próximo à comunidade em que vocês vivem. Escrevam um pequeno texto explicando por que o desmatamento pode ser prejudicial ao ambiente e à qualidade de vida das pessoas. b) Pensem em maneiras de recuperar essa área e conversem com o professor sobre a possibilidade de organizar uma ação comunitária para o plantio de mudas de plantas nativas nesse local.
3. Os estudantes souberam que a comunidade Canauanim foi uma das mais afetadas pela seca e pelas queimadas do ano anterior, o que causou a destruição de grande parte da vegetação local. Por isso, decidiram realizar o projeto de reflorestamento para ajudar na recuperação da área.
VOCÊ LEITOR!
Água, plantas e desmatamento
Leia os textos a seguir.
Texto I
[…] Uma árvore amazônica, com uma copa de 20 metros, chega a colocar mil litros de água por dia na atmosfera. [...] Se você pensar que a Amazônia tem 400 bilhões de árvores de variados tamanhos, a quantidade de água que passa do solo pro ar, num dia, é de 20 trilhões de litros de água. […].
[…]
NO DIA Mundial da Água especialistas do Inpe alertam para a preservação de árvores. Inpe, São José dos Campos, 22 mar. 2019. Disponível em: https://www.ccst.inpe.br/no-dia-mundial-da -agua-especialistas-do-inpe-alertam-para-a-preservacao-de-arvores/. Acesso em: 6 maio 2025.
Texto II
O desmatamento da Amazônia está associado ao aumento das secas na região da floresta. Com menos cobertura vegetal, os níveis de evapotranspiração (liberação de água pelas plantas e solo) diminuem. [...] [...]
HANADA, Natalia Tiemi. Amazônia: impacto do desmatamento varia de acordo com estações. Veja, São Paulo, 5 mar. 2025. Disponível em: https://veja.abril.com.br/agenda-verde/amazonia-impacto-do -desmatamento-varia-de-acordo-com-estacoes/. Acesso em: 7 maio 2025.
Consultar orientações e respostas no Livro do Professor
1. Qual dos dois textos mostra dados que destacam a importância da presença da vegetação para a umidade do ar? Explique.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
2. Qual dos dois textos apresenta um efeito da remoção da cobertura da vegetação? Explique.
3. O que pode acontecer com o ciclo da água se o desmatamento da Amazônia continuar?
b) Resposta pessoal. Os estudantes devem observar o entorno de sua comunidade e refletir sobre possíveis locais degradados que precisam ser recuperados, como terrenos desmatados ou praças abandonadas. Com base nessa observação, eles devem pensar nas causas da degradação e em formas de recuperar o local.
VOCÊ LEITOR!
Organizar a turma em dois grupos e selecionar para cada um a leitura de um dos textos apresentados na seção. Os
1. O texto I traz dados sobre a importância da cobertura vegetal para a umidade do ar. Esse texto informa que uma árvore amazônica com uma copa de 20 metros pode liberar até mil litros de água por dia na atmosfera e que, juntas, as árvores da floresta liberam cerca de 20 trilhões de litros de água no ar diariamente. Esses dados mostram que as árvores, por meio da transpiração, contribuem para manter a umidade do ar.
2. O texto II apresenta um efeito da remoção de cobertura vegetal. Esse texto afirma que o desmatamento da Amazônia está associado ao aumento das secas na região. Isso mostra uma consequência da diminuição da quantidade de árvores de uma região: haverá menos vapor de água na atmosfera, o que pode diminuir as chuvas.
3. Se o desmatamento da Amazônia continuar, a quantidade de vapor de água liberada pelas árvores na atmosfera diminuirá, reduzindo a ocorrência de chuvas tanto na região amazônica quanto em outras partes do Brasil, além de países vizinhos.
Esta atividade possibilita a mobilização da habilidade EF05CI03, pois diz respeito às implicações da cobertura vegetal para o ciclo da água. estudantes devem ler, interpretar as ideias principais e compartilhá-las com os colegas. Incentivá-los a relacionar o conteúdo dos textos com os temas abordados na unidade, promovendo a integração dos conhecimentos. Reservar um momento para que os estudantes resolvam, em grupos, as atividades propostas. Após a resolução, pedir a cada grupo que compartilhe suas respostas, estimulando a troca de ideias com a turma como meio de ampliar a compreensão do assunto.
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NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ORGANIZANDO IDEIAS
O esquema visual apresentado colabora para a retomada e a consolidação dos conteúdos estudados na unidade. Orientar a análise do esquema pelos estudantes, retomando cada um dos conceitos. Se observar que há na turma estudantes com dificuldades, retomar brevemente as explicações necessárias, aproveitando a seção para dirimir dúvidas.
Pedir aos estudantes que citem conceitos que não estão representados no esquema. Listá-los na lousa e sugerir que elaborem, no caderno, outro esquema de conexões, incorporando os conceitos por eles apontados. Orientá-los a colorir, adicionar símbolos, ilustrações e destaques que facilitem a compreensão e a retomada das ideias e dos conceitos estudados.
A atividade favorece a compreensão integrada dos conteúdos, o desenvolvimento da capacidade de síntese, a organização lógica das informações e o pensamento crítico, promovendo um aprendizado significativo e participativo.
RETOMANDO
Esta seção tem como propósito a retomada dos conteúdos estudados na unidade. Também propicia ao docente a avalição da aprendizagem dos estudantes. Essa avaliação é importante, pois possibilita acompanhar o desenvolvimento da turma, ajudando a reconhecer progressos e a identificar eventuais desafios de aprendizagem. Com base nisso, convém fazer os devidos ajustes no planejamento e nas estratégias pedagógicas, a fim de atender melhor às necessidades dos estudantes.
Listas de atividades são apenas um dos instrumentos avaliativos que podem ser utilizados nesse processo. Ao longo deste
ORGANIZANDO IDEIAS
Nesta unidade, estudamos a água e a importância dela para diversas atividades humanas e para o equilíbrio do ambiente. Analise o esquema a seguir para relembrar esses assuntos.
é encontrada nos estados físicos
SÓLIDO
LÍQUIDO
GASOSO
se alternam no
CICLO DA ÁGUA
que tem a manutenção auxiliada pela
COBERTURA VEGETAL
também é importante para
PROTEÇÃO DO SOLO
PROTEÇÃO DE RIOS
tem usos diversos, como ÁGUA
AGRICULTURA E PECUÁRIA
INDÚSTRIAS
GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA
CONSUMO HUMANO
ÁGUA SALGADA
ÁGUA DOCE
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO. AS CORES NÃO SÃO REAIS.
Livro do Professor, outras sugestões foram apresentadas em diferentes momentos, nas orientações específicas. Outros instrumentos também podem ser consultados na página XXIX da Parte Geral deste Livro do Professor.
Garantir que os estudantes tenham tempo suficiente para realizar as tarefas de forma individual, favorecendo a concentração e a autonomia no processo. Na sequência, organizar uma roda de conversa para que os estudantes possam partilhar seus pontos de vista, promovendo o diálogo, a escuta ativa e a construção coletiva do conhecimento.
RETOMANDO
2. Na pecuária, a água é utilizada na hidratação dos animais e no cultivo dos vegetais utilizados em sua alimentação. Na geração de energia elétrica, a
água é utilizada para movimentar as turbinas usadas para gerar eletricidade. Na indústria, a água é utilizada como ingrediente de bebidas, alimentos e medicamentos, para o resfriamento de maquinários ou para a limpeza e a higienização de produtos ou equipamentos.
1 No caderno, liste uma etapa do ciclo da água e identifique a mudança de estado físico da água que ocorre nessa etapa.
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor.
2 Dê exemplos de como a água é utilizada na pecuária, na agricultura, na geração de energia elétrica e na indústria.
3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes mencionem atividades diárias como beber água, tomar banho, escovar os dentes, lavar as mãos e lavar as
3 Considere o uso de água no cotidiano. Em quais atividades diárias você usa água? Quais são os cuidados que você pode tomar para evitar o desperdício de água nessas atividades?
roupas. Entre os cuidados, podem citar tomar banhos curtos e não deixar a torneira ligada enquanto escovam os dentes.
4 Algumas atividades humanas podem interferir no ciclo da água. Por exemplo, o desmatamento pode diminuir a ocorrência de chuvas em uma região. Explique de que modo isso pode afetar ou até mesmo inviabilizar os usos da água.
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor
5 Explique o que é água potável e de que modo é possível obtê-la.
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor
6 Leia a tirinha a seguir e responda às questões.

a) Na fala da personagem do segundo quadrinho, quem envia água para outras regiões pelo céu? Qual é o nome desse fenômeno?
A Floresta Amazônica. Rios voadores.
b) No terceiro quadrinho, o garoto olha para o céu. O que você acha que ele está tentando ver? Como você explicaria a ele o fenômeno citado no terceiro quadrinho?
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor
c) Esse fenômeno pode exemplificar a importância da cobertura vegetal para a manutenção do ciclo da água? Explique.
Sim. A transpiração da vegetação promove o aumento da quantidade de vapor de água na atmosfera, contribuindo para a presença de chuvas. Ou seja, a cobertura vegetal contribui para a circulação de água no ambiente. Consultar orientações no Livro do Professor
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
1. Possíveis respostas: evaporação da água da superfície do solo, de rios e mares (passagem do estado líquido para o estado gasoso); condensação do vapor de água existente na atmosfera, em certas altitudes, formando gotículas de água (passagem do estado gasoso para o estado líquido); fusão das geleiras (passagem do estado sólido para o estado líquido).
A atividade mobiliza o trabalho com a habilidade EF05CI02, possibilitando a aplicação dos conhecimentos sobre mudanças de estado físico no ciclo da água.
2. Consultar orientações no Livro do Professor. 06/10/25 18:55
2. Esta atividade mobiliza o trabalho com a habilidade EF05CI04, relativa aos usos da água.
4. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes mencionem o fato de que a ocorrência de menos chuvas tem impacto direto no reabastecimento de reservas de água, como rios, lagos, reservatórios (represas) e reservas subterrâneas. Isso resulta em menos água para uso na agricultura, pecuária, indústria e geração de energia elétrica, afetando os mais diversos setores da economia.
5. A água potável é a adequada ao consumo humano, sendo livre de microrganismos ou substâncias que possam causar doenças. É possível obter água potável com o tratamento da água captada em fontes de água doce, como corpos de água ou reservas subterrâneas.
6. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes mencionem que o garoto está tentando ver os rios voadores e expliquem que as árvores da Floresta Amazônica liberam grande quantidade de vapor de água para a atmosfera por meio da transpiração. Esse vapor é carregado por massas de ar que se originam no oceano Atlântico, em direção ao continente, e são levadas para outras regiões do Brasil e países vizinhos. Quando essas nuvens encontram condições adequadas, ocorre a chuva.
c) A atividade mobiliza o trabalho com a habilidade EF05CI03, relativa à importância da cobertura vegetal para o ciclo da água.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
BECK, Alexandre. Armandinho Quatorze. Florianópolis: Edição do autor, 2019. p. 80.
INTRODUÇÃO À UNIDADE
Esta unidade apresenta as propriedades físicas e a importância dos materiais para a vida cotidiana, para o ambiente e para a sociedade. As propriedades dos materiais exploradas são: densidade, solubilidade, dureza, magnetismo, elasticidade, condutividade térmica e condutividade elétrica. A compreensão dessas propriedades auxilia na escolha dos materiais usados para a fabricação de objetos usados no cotidiano. A unidade também trata dos recursos naturais renováveis e não renováveis, suas aplicações e os impactos ambientais de seu uso, abordagem que incentiva a reflexão sobre consumo consciente e atitudes sustentáveis.
HABILIDADES
• EF05CI01
• EF05CI04
• EF05CI05
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Explicar propriedades físicas dos materiais, como densidade, solubilidade, dureza, magnetismo, elasticidade, condutividade térmica e condutividade elétrica.
• Relacionar as propriedades físicas dos materiais a suas aplicações no cotidiano.
• Comparar as propriedades físicas de diferentes materiais.
• Construir um circuito elétrico.
• Testar a condutividade elétrica de diferentes materiais.
• Diferenciar recursos naturais renováveis dos não renováveis.
• Identificar vantagens e desvantagens do uso de recursos naturais renováveis e não renováveis.
UNIDADE
MATERIAIS, AMBIENTE E SOCIEDADE 2

• Discutir hábitos de consumo.
• Justificar a importância do consumo consciente.
• Propor ações sustentáveis que possam ser adotadas na escola e fora dela.
• Aplicar os princípios dos 5 Rs em situações práticas cotidianas.
ENCAMINHAMENTO
Na abertura da unidade, explorar a fotografia que mostra uma família recolhendo materiais descartados. Pedir aos estudantes que observem e descrevam a imagem, com atenção aos detalhes,
relacionando-a às próprias vivências. Sugestões de perguntas iniciais:
• O que está representado na imagem? O que as pessoas estão fazendo?
• Como vocês e suas famílias costumam descartar os objetos?
• Vocês já escutaram o termo sustentabilidade? Sabem o que significa?
Acolher as respostas, valorizando os momentos de fala e escuta. Essa abordagem favorece o desenvolvimento tanto dos conteúdos de Ciências quanto das habilidades de Língua Portuguesa (EF15LP09 e EF15LP10). Ela não só
Família recolhendo materiais descartados no ambiente.
Os objetos que usamos no dia a dia são feitos de diferentes materiais. Cada material é escolhido por suas características, conforme o uso do objeto. Refletir sobre essas características e sobre os impactos de sua produção e descarte no ambiente nos ajuda a fazer escolhas mais responsáveis e praticar um consumo consciente.

1. Pense em um objeto que você usa no dia a dia. De quais materiais ele é feito?
2. Em sua opinião, as propriedades do material influenciam no modo como ele pode ser usado? Por quê?
3. Todos os objetos que você utiliza no cotidiano devem ser descartados da mesma maneira? Explique sua resposta.
4. Você e sua família já participaram de alguma ação parecida com a da imagem? Qual é a importância de ações como essa?
RESPOSTAS
1. Resposta pessoal. Os estudantes podem citar roupas, calçados, celulares, pratos, talheres, chuveiro elétrico, torneira, lápis, borracha e caderno. Avaliar as respostas quanto aos materiais de que eles são feitos (tecido, plástico, metal, borracha, vidro, outros).
2. Resposta pessoal. Incentivar os estudantes a refletir sobre a influência das propriedades dos materiais no processo de fabricação de produtos, abordando a inadequação de determinados materiais a certos usos, como madeira para fazer elástico ou concreto para fazer solado.
3. Resposta pessoal. Nesse momento, é possível que os estudantes respondam “não”, uma vez que já podem conhecer a importância de separar resíduos orgânicos (restos de alimentos) dos recicláveis (embalagens plásticas, folhas de papel etc.). Aproveitar para questioná-los sobre o descarte de resíduos específicos, como pilhas e baterias, avaliando o conhecimento prévio deles sobre o assunto.
permite que se identifiquem conhecimentos prévios sobre o assunto, mas também ajuda a despertar o interesse da turma, a construir significados tendo por base a imagem e a contextualizar o tema da unidade.
• EF15LP09: Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo
interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
• EF15LP10: Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
4. Respostas pessoais. Incentivar os estudantes a compartilhar experiências com ações coletivas de conservação ambiental, como coleta de resíduos, plantio de árvores, reciclagem e criação e cuidado de hortas comunitárias. Espera-se que reconheçam a importância dessas atitudes para a proteção do ambiente, a redução de resíduos e a melhoria da qualidade de vida da comunidade.
Consultar orientações e respostas no Livro do Professor
ENCAMINHAMENTO
Organizar os estudantes em círculo para iniciar a contextualização da temática do capítulo. Orientar a interpretação coletiva da fotografia, por meio de perguntas que incentivem a conexão com experiências pessoais, como:
• Qual ambiente está retratado nessa cena? O que está acontecendo nela?
• Que objetos vocês reconhecem na imagem? De que eles são feitos? Para que são utilizados?
• Vocês já usaram algum desses objetos na companhia de um adulto?
Aproveitar as respostas dos estudantes para iniciar uma conversa sobre os materiais que compõem os objetos da cena. Para isso, propor as perguntas:
• Por que será que a colher é de madeira?
• O que aconteceria se o cabo da panela fosse de metal?
Essas atividades iniciais permitem levantar os conhecimentos prévios dos estudantes e introduzir assuntos que serão explorados ao longo do capítulo. Incentivar os estudantes a compartilhar suas observações e promover um momento de escuta e valorização das experiências cotidianas.
1
OS MATERIAIS E SUAS PROPRIEDADES
No dia a dia, usamos muitos objetos em diferentes atividades. Eles são feitos de materiais variados, cada um com suas respectivas propriedades. Essas propriedades influenciam a escolha do material que será utilizado para produzir cada objeto, de acordo com sua finalidade. Observe a fotografia.

1. Na fotografia, vemos uma panela e uma colher sendo usadas para cozinhar. Você sabe de que materiais esses objetos são feitos?
na
em outro lugar, utilizamos objetos feitos de diferentes materiais.
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reconheçam que, na fotografia, o corpo da panela é feito de metal, enquanto o cabo é feito de plástico; já a colher é feita de madeira.
2. Considere que uma colher de madeira e uma panela de metal foram deixadas ao Sol durante uma tarde inteira. Qual você acha que esquentaria mais?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes digam que a panela esquentaria mais porque o metal conduz calor com mais facilidade que a madeira.
3. O cabo da panela é feito de um material diferente da parte que fica diretamente sobre o fogo. Você acha que isso é importante? Por quê?
Consultar orientações e respostas no Livro do Professor. 46
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTA
3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes percebam que o corpo da panela precisa esquentar para permitir o cozimento dos alimentos, enquanto o cabo deve ser feito de um material que não aqueça facilmente, garantindo segurança no manuseio e evitando queimaduras. Aproveitar esse momento para ampliar a discussão, questionando os estudantes sobre as características dos materiais de outros objetos do cotidiano (ex.: cabos de ferramentas, solas de calçados e embalagens) e a relação dessas propriedades com seus usos.
06/10/25
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Seja
cozinha, seja
DENSIDADE
A densidade é a propriedade física que relaciona a massa de um material ao volume dele. Quando usamos uma balança, estamos medindo a massa de um corpo. Ao compararmos o tamanho de uma bola de basquete com o de uma bola de tênis, por exemplo, estamos falando do volume, ou seja, o espaço ocupado por um corpo.
Imagine dois cubos de mesmo tamanho, um de alumínio e outro de madeira. Embora ocupem o mesmo espaço, ou seja, apresentem o mesmo volume, eles têm massas diferentes. O cubo de alumínio tem massa maior que o cubo de madeira. Nesse caso, o cubo de alumínio é mais denso que o cubo de madeira por apresentar maior quantidade de massa para um mesmo volume.
FORA

Representação de dois cubos de mesmo tamanho, um de alumínio e outro de madeira, em balanças para medir a massa. O cubo de alumínio tem massa de 2 700 gramas e o cubo de madeira tem massa de 400 gramas.
SOLUBILIDADE
Outra propriedade física dos materiais é a solubilidade. Quando misturamos açúcar com água, ele dissolve e não conseguimos mais enxergar os grãos a olho nu. Dizemos que o açúcar é solúvel em água. Já materiais como rochas e areia não se dissolvem na água; por isso, são chamados de insolúveis
ATIVIDADES
Para ampliar de forma lúdica a discussão sobre a influência das propriedades dos materiais em seu uso, propor uma atividade integrada com o componente curricular de Arte, explorando diferentes materiais. O objetivo é possibilitar que os estudantes experimentem diferentes cores, formas e texturas a fim de reconhecer as características físicas dos materiais.
Propor a construção coletiva de um painel sensorial com materiais diversos, como alumínio, madeira, papel, plástico
e tecido. Os estudantes podem usar diferentes técnicas para fazer colagens, desenhos, dobraduras, esculturas e pinturas usando esses materiais.
Ao final das criações, convidar os estudantes a explicar o processo criativo, os materiais utilizados e os motivos das escolhas que fizeram. Promover uma roda de conversa para valorizar as experiências compartilhadas, relacionando as propriedades dos materiais à expressão artística. Esta atividade, ao envolver os estudantes em processos de criação artística, contribui para o desenvolvimento da competência geral 3.
Por abordar as propriedades físicas dos materiais com base na exploração de fenômenos do cotidiano dos estudantes, o conteúdo do tópico Densidade, bem como o dos tópicos seguintes (Solubilidade , Dureza , Magnetismo e Elasticidade), fornece subsídios teóricos para o trabalho com a habilidade EF05CI01
Convidar os estudantes a observar as ilustrações dos cubos de alumínio e de madeira que estão sobre as balanças e a comparar as informações contidas nas figuras. Para auxiliá-los nesse processo e explicitar as diferenças entre massa e volume, propor perguntas como:
• O que é possível notar ao comparar os dois cubos?
• Eles ocupam o mesmo espaço, mas não têm a mesma massa. Por que isso acontece?
Explicar que, mesmo com volumes iguais, o alumínio apresenta maior massa que a madeira; por isso, seu cubo é mais denso. Ressaltar que os valores apresentados são exemplos ilustrativos e não devem ser generalizados.
Ao abordar a solubilidade, explicar que se trata da capacidade de um soluto se dissolver em um solvente, formando uma solução. Como exemplo, comentar que a água é um dos solventes mais utilizados, tanto no cotidiano quanto na indústria, por dissolver uma grande variedade de substâncias. Ressaltar, contudo, que determinados materiais não são solúveis em água – por exemplo, óleo, areia e rochas.
IMAGENS
DE PROPORÇÃO.
AS CORES NÃO SÃO REAIS
madeira
alumínio
ENCAMINHAMENTO
Ao explorar a dureza, destacar a importância dessa propriedade na escolha de materiais para a confecção de ferramentas, utensílios e equipamentos que exigem resistência ao desgaste e ao corte, como brocas, serras e pontas de corte.
Se considerar oportuno, comentar que a lonsdaleíta é um material que vem sendo estudado por apresentar dureza superior à do diamante. A lonsdaleíta foi identificada em fragmentos de meteoritos, mas ainda há debates na comunidade científica sobre a possibilidade de encontrá-la de forma natural na Terra. Essa discussão pode despertar o interesse dos estudantes pela pesquisa científica e pelo desenvolvimento de materiais com aplicações inovadoras.
Comentar que o magnetismo é aplicado em diversos contextos, como em trens de alta velocidade, cartões magnéticos, fechaduras magnéticas e brinquedos. Explicar que nem todos os metais são magnéticos; alumínio, ouro e prata são metais não magnéticos ou fracamente magnéticos.
Apresentar o conceito de elasticidade por meio do manuseio de elásticos e roupas com elastano, mostrando que materiais elásticos podem suportar elevado grau de deformação sem se romper, sendo usados em pneus, bolas e vestuário. Demonstrar que elasticidade não é o mesmo que flexibilidade: um material pode dobrar e não retornar exatamente à forma original.
DUREZA
A dureza é a resistência que um material oferece ao ser riscado ou arranhado por outro. Essa propriedade é relativa: um material só pode ser con siderado mais duro que outro se conse guir riscá-lo. Por exemplo, o diamante é mais duro que o vidro, pois consegue riscar sua superfície, enquanto o vidro não consegue riscar o diamante.

ELASTICIDADE

O aço que forma o prego tem maior dureza que a madeira; por isso, o prego é capaz de perfurar a madeira.
MAGNETISMO
O magnetismo é outra propriedade física dos materiais. Os ímãs são materiais com propriedades magnéticas que têm a capacidade de atrair alguns objetos. Ferro e níquel são materiais metálicos atraídos pelos ímãs. Nem todos os metais são atraídos por ímãs (por exemplo, alumínio e cobre).
A elasticidade é a propriedade física relacionada à capacidade de um material retornar ao formato e ao tamanho iniciais após ser esticado ou deformado. Elasticidade não é o mesmo que flexibilidade: um material pode dobrar e ainda assim não voltar totalmente à forma inicial.
Elásticos são um material com boa elasticidade, pois retornam ao formato e ao tamanho iniciais após serem esticados.

ATIVIDADES
A atividade a seguir possibilita que os estudantes explorem o magnetismo em objetos do dia a dia. Para a atividade, será necessário um ímã e materiais escolares. Propor aos estudantes que testem alguns de seus materiais escolares, como borracha, lápis, lapiseira, caneta, tesoura com pontas arredondadas e clipes. Para
isso, eles devem aproximar o ímã de cada objeto para verificar se há atração magnética. Orientar os estudantes a registrar os resultados no caderno, indicando o nome do material testado, se o ímã atraiu ou não o material e as conclusões sobre o magnetismo de cada material. Comentar sobre o cuidado que devem ter ao manipular objetos cortantes. A atividade colabora para o exercício da habilidade EF05CI01.
RIPHOTO3/SHUTTERSTOCK.COM
O CALOR E OS MATERIAIS
Alguns materiais esquentam mais rápido que outros. Imagine duas colheres deixadas sob o Sol: uma de metal e outra de madeira. Depois de algum tempo, a colher de metal fica mais quente. Isso acontece devido a uma propriedade física chamada condutividade térmica.
A condutividade térmica é a capacidade que um material tem de conduzir calor, ou seja, a facilidade com que o calor se propaga por meio dele. Materiais que conduzem calor com mais facilidade são chamados de bons condutores térmicos, e os metais são um exemplo.
Outros materiais dificultam a passagem de calor e são chamados de isolantes térmicos. A madeira, a borracha, alguns tipos de plástico e o isopor são exemplos de isolantes térmicos.
A condutividade térmica é levada em consideração na fabricação de diversos objetos do cotidiano, principalmente por motivos de segurança. Nas panelas, por exemplo, o corpo é feito de metal, que aquece rapidamente e transfere calor para o alimento. Já o cabo é feito de madeira ou de plástico, que são isolantes e evitam queimaduras durante o manuseio.

ENCAMINHAMENTO
O tópico O calor e os materiais também fornece subsídios teóricos para a habilidade EF05CI01, ao apresentar mais uma propriedade física dos materiais: a condutividade térmica.
Explicar que a condutividade térmica é a capacidade de um material permitir a passagem de calor por meio dele, ou seja, de conduzir calor. Propor uma conversa com os estudantes usando exemplos próximos da realidade deles, como a diferença de aquecimento de uma colher
a importância de adotar comportamentos seguros no ambiente doméstico e no escolar, valorizando o conhecimento científico também como forma de cuidar da saúde e da segurança. Essa reflexão possibilita o desenvolvimento da competência geral 8 e da competência específica 7 de Ciências da Natureza
ATIVIDADES
Organizar a turma em grupos de três integrantes e propor-lhes que listem cinco objetos do cotidiano, identificando o material principal de que são feitos. Em seguida, orientar os grupos a refletir sobre os usos desses materiais com base em suas propriedades térmicas. Feita a análise, solicitar-lhes que levantem hipóteses iniciais para classificar os materiais em dois grupos: o de condutores térmicos e o de isolantes térmicos. Eles devem organizar as informações em um quadro comparativo no caderno. Encerrar a atividade com uma socialização das conclusões, permitindo que os grupos compartilhem suas classificações e justificativas. Nesse momento, intervir quando necessário, corrigindo eventuais equívocos. Essa é uma oportunidade adicional para a mobilização da habilidade EF05CI01.
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de metal e de uma de madeira quando deixadas dentro de água quente. Utilizar esse exemplo para introduzir a ideia de condutores e isolantes térmicos, destacando a ideia de que materiais como metal conduzem calor com facilidade, enquanto outros, como madeira, plástico e isopor, são isolantes e dificultam a passagem do calor.
Ao explorar o assunto, é fundamental orientar os estudantes sobre os cuidados necessários ao lidar com calor, como evitar tocar em superfícies quentes para prevenir queimaduras. Reforçar
Mesmo com a chaleira, feita de metal, quente, o cabo de plástico não aquece com a mesma intensidade, permitindo manuseá-la com segurança.
| ORIENTAÇÕES E
2. Preferencialmente, a atividade deve ser conduzida em sala de aula com a supervisão do professor. É importante selecionar e fornecer materiais variados e seguros para os testes, evitando objetos pontiagudos, cortantes, de vidro ou que possam se quebrar com facilidade. Orientar os estudantes no manuseio cuidadoso de objetos, sem aplicar força excessiva ao esticar, dobrar ou apertar os materiais, a fim de não causar acidentes.
Caso a atividade não possa ser realizada em sala de aula, recomendar que os testes sejam feitos em casa somente com a presença de um adulto responsável, que deverá acompanhar o processo e zelar pela segurança dos estudantes durante a exploração das características dos materiais.
Nesta atividade, ao testarem as propriedades físicas de diferentes materiais do cotidiano, os estudantes mobilizam a habilidade EF05CI01
a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comparem os materiais, identificando os mais duros (como metais) e os menos duros ou mais fáceis de riscar ou deformar (como borracha ou madeira).
b) Resposta pessoal. Espera-se que, após testar cada material, os estudantes comparem características de deformação e retorno próximo ao formato original para obter a resposta.
ATIVIDADES
Para testar de forma simples a densidade de diferentes materiais na água, organizar uma prática em sala de aula utilizando um recipiente transparente com água e diversos objetos pequenos, como tampinhas de garrafa, pedaços de madeira, clipes de metal, pedaços de cortiça, borrachas, pedrinhas e pedaços de plástico.
ATIVIDADES
1. a) Espera-se que o estudante reconheça que o cubo de alumínio afunda e o cubo de madeira flutua, pois a densidade do alumínio é maior que a da água e a da madeira, em geral, é menor que a da água.
1. Se um objeto afunda na água, é porque sua densidade é maior que a da água. Se ele flutua, é porque sua densidade é menor. Agora, observe a ilustração. Ela mostra o que acontece quando um cubo de madeira e um cubo de alumínio são colocados na água.
a) Qual objeto é mais denso que a água? E qual é menos denso?
b) Embora os cubos tenham o mesmo volume, suas densidades são diferentes. Isso significa que suas massas são iguais ou diferentes?
Significa que suas massas são diferentes.
Representação de dois cubos de mesmo volume, um de alumínio e outro de madeira, mergulhados em um recipiente com água.

2. Escolha oito objetos de seu cotidiano e, com o auxílio de um adulto da família, explore suas características quanto à dureza, à elasticidade e à densidade em relação à água. Para isso, tente esticá-los, dobrá-los, apertá-los suavemente e mergulhá-los em um recipiente com água. Em seguida, monte no caderno um quadro com os resultados, conforme o exemplo a seguir, e responda às questões.
Orientar os estudantes na montagem do quadro no caderno. Ele deve ter nove linhas: uma para os tópicos que serão investigados e uma para cada material.
Objeto
Mudou de forma? (sim /não)
Voltou à forma original? (sim /não)
Tem boa elasticidade? (sim /não)
Afunda na água? (sim /não)
Papel Sim Não Não Não
Esponja Sim Sim Sim Não
Consultar orientações e respostas no Livro do Professor
a) Qual dos materiais testados você considera ter maior dureza?
b) Qual dos materiais explorados por você apresenta maior elasticidade?
3. A base do ferro de passar roupa é constituída de uma chapa de metal que entra em contato com a roupa. Já a parte superior, por onde o objeto é manuseado, é feita de plástico. Explique por que esses materiais são usados na fabricação do ferro de passar roupa, considerando a propriedade condutividade térmica.
A base metálica é condutora de calor; por isso, aquece e transfere energia térmica para desamassar as roupas. A parte superior, por onde o objeto é segurado, é um isolante térmico (plástico), permitindo o manuseio em segurança e evitando queimaduras.
Orientar os estudantes a levantar hipóteses sobre a densidade dos materiais em relação à da água, avaliando se eles afundam ou flutuam. As hipóteses devem ser registradas no caderno. Durante a prática, pedir aos estudantes que comparem os resultados às suas hipóteses, explicando-os. Observar se, nas explicações, os estudantes concluem que materiais com densidade menor que a da água tendem a flutuar, enquanto os mais densos afundam.
Ao final, retomar com a turma o conceito de densidade como a relação entre a massa e o volume de um corpo.
A atividade favorece o desenvolvimento da competência geral 2 e da competência específica 2 de Ciências da Natureza, relativa ao envolvimento dos estudantes com práticas científicas, e ainda mobiliza a habilidade EF05CI01.
VOCÊ CIDADÃO!
O conteúdo da seção possibilita o trabalho com o Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Ciência e tecnologia, ao abordar a biomimética, uma área de estudo que se inspira na natureza na busca de soluções criativas e eficientes para problemas atuais. Essa abordagem permite explorar
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO AS CORES NÃO SÃO REAIS
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Inspiração que vem da natureza
VOCÊ CIDADÃO!
A biomimética é o estudo e a criação de materiais inspirados nos seres vivos e nos processos da natureza. Um exemplo são roupas coloridas e resistentes à água, inspiradas em animais como os colêmbolos e as borboletas. Os colêmbolos apresentam pequenas estruturas sobre o corpo que repelem a água, mantendo-os secos. Já algumas borboletas têm asas com cores brilhantes, que são produzidas por estruturas especiais, que refletem a luz.
Repelem: afastam.
Essas características inspiraram cientistas a criar tecidos com estruturas parecidas com as desses animais. Eles desenvolveram tecidos que, como o revestimento externo do colêmbolo, impedem a água de penetrar. Assim, a roupa fica seca mesmo na chuva. E, em vez de usar tintas específicas, eles criaram padrões de tecido que refletem a luz, como as asas da borboleta, produzindo cores que se destacam.

Colêmbolo.
Borboleta conhecida popularmente como borboleta-cauda-de-andorinha.

1. Qual é o principal objetivo da biomimética, segundo o texto?
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor
2. Quais características dos animais citados no texto inspiraram a produção dos tecidos?
A capacidade de estruturas do corpo do colêmbolo de repelir água e o padrão de cores das asas da borboleta, que reflete luz.
3. Vocês acham importante investir em pesquisas que estudem seres vivos para desenvolver materiais úteis para a sociedade? Por quê?
Consultar orientações e respostas no Livro do Professor 51
a noção de que organismos e sistemas naturais podem ser usados como modelos para otimizar processos produtivos e desenvolver tecnologias, colaborando para o exercício das competências específicas 3 e 4 de Ciências da Natureza.
Além disso, a biomimética valoriza o uso consciente dos recursos naturais, pois incentiva a criação de tecnologias sustentáveis, o que dialoga diretamente com o Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Educação ambiental . Ao relacionar ciência, tecnologia e ambiente, a seção contribui para formar estudantes mais
a compartilhar suas ideias sobre a relação entre natureza e tecnologia. Em seguida, apresentar o conceito de biomimética. Comentar, se julgar pertinente nesse momento, que a palavra biomimética vem dos termos gregos bios, que significa “vida”, e mimesis, que significa “imitação”. Mais informações sobre o exemplo apresentado no Livro do Estudante de tecnologia biomimética podem ser encontradas em Para o professor.
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
1. Segundo o texto, o principal objetivo da biomimética é a criação de materiais inspirados em características dos seres vivos ou em processos que ocorrem na natureza. 3. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes respondam “sim” e digam que, na natureza, características, comportamentos e processos que ocorrem nos seres vivos podem inspirar a criação de produtos úteis e sustentáveis para os seres humanos.
| PARA O PROFESSOR
TEXTO. COLORFUL, waterproof textiles inspired by arthropods. Asknature , c2021-2025. Disponível em: https://asknature.org/ innovation/colorful-water proof-textiles-inspired-by -arthropods/. Acesso em: 25 ago. 2025.
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críticos, criativos e comprometidos com a sustentabilidade e a conservação dos recursos naturais, colaborando para o desenvolvimento da competência geral 10 e da competência específica 8 de Ciências da Natureza.
No trabalho com a seção, perguntar aos estudantes se eles acreditam que os seres vivos podem inspirar soluções para problemas enfrentados pela sociedade atual. Discutir, por exemplo, como a biomimética pode ajudar a criar recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência, mostrando alguns exemplos. Incentivá-los
O texto detalha a pesquisa que levou ao desenvolvimento do tecido inspirado em artrópodes, além de apresentar um resumo da inovação, com listagem dos benefícios e das aplicações do material. A página está em inglês, mas alguns navegadores da internet possibilitam sua tradução automática para a língua portuguesa. Verificar as configurações de seu navegador e buscar a opção “Traduzir”.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
Ao discorrer sobre condutividade elétrica, o tópico A energia elétrica e os materiais fornece subsídios teóricos para o desenvolvimento da habilidade EF05CI01.
Por exigir certo nível de abstração, compreender o conceito de corrente elétrica pode ser difícil para alguns estudantes. Por isso, o tema foi tratado de forma simplificada, respeitando a faixa etária e o nível de desenvolvimento da turma.
Assim, para ampliar essa noção ao professor, destaca-se que a matéria é formada por átomos, compostos de partículas com cargas positivas e negativas. A corrente elétrica ocorre quando há um movimento ordenado de elétrons – partículas de carga negativa – por meio de um fio condutor, como o de cobre. Esse movimento acontece por causa de uma diferença de potencial elétrico aplicada entre dois pontos do circuito.
Alguns materiais apresentam capacidade de conduzir corrente elétrica, possibilitando o funcionamento de aparelhos elétricos. O fluxo de cargas elétricas permite a transferência de energia elétrica e sua conversão em outras formas de energia. Essa conversão pode ser notada em alguns equipamentos, como as lâmpadas (energia elétrica transformada em luz) e os chuveiros elétricos (energia elétrica transformada em calor). Para que o fluxo de cargas elétricas seja possível, os equipamentos são fabricados com materiais escolhidos de acordo com sua condutividade elétrica. Destacar a importância de se conhecer a condutividade elétrica dos materiais,
A ENERGIA ELÉTRICA E OS
MATERIAIS
Alguns materiais permitem a passagem de corrente elétrica. Já outros materiais dificultam ou impedem sua passagem. Essa propriedade é chamada de condutividade elétrica. Alguns equipamentos, como lâmpadas, chuveiros, televisores e geladeiras, dependem de energia elétrica para funcionar. Para isso, são fabricados com materiais escolhidos de acordo com sua condutividade elétrica.
Os materiais que conduzem corrente elétrica com facilidade são chamados de condutores elétricos. É o caso de metais como o cobre, a prata e o alumínio.
Já os materiais que dificultam ou impedem a passagem da corrente elétrica são chamados de isolantes elétricos. Alguns exemplos são a borracha e o plástico.
Na fabricação de fios e cabos elétricos, metais, como o cobre, são usados no interior dos fios por serem bons condutores de eletricidade. Já o revestimento externo, feito de plástico ou borracha, atua como isolante elétrico, impedindo a passagem da corrente elétrica para fora do fio. Isso evita choques durante o manuseio.ques durante o manuseio.
elétricos parcialmente desencapados.

sobretudo quando se trata de segurança no manuseio de aparelhos elétricos. Incentivar atitudes de autocuidado e prevenção de acidentes ao lidar com energia elétrica, reforçando a importância de não tocar em fios desencapados, usar plugues e tomadas em bom estado e respeitar os avisos de perigo. Reforçar que aparelhos elétricos só devem ser manipulados por adultos, para evitar acidentes. Essa abordagem contribui para o desenvolvimento da competência específica 7 de Ciências da Natureza
revestimento de plástico
ENCAMINHAMENTO
No tópico Circuito elétrico, contextualizar o assunto propondo algumas perguntas:
• Como a energia chega até a lâmpada?
• O que acontece quando apertamos o interruptor da luz?
Acolher as respostas dos estudantes e verificar os conhecimentos prévios deles acerca do assunto. Em seguida, formalizar a definição de circuito elétrico, comentando que uma lâmpada só acende quando o circuito está fechado.
fios de cobre
Fios
CIRCUITO ELÉTRICO
Uma aplicação da condutividade elétrica são os circuitos elétricos. Um circuito elétrico é um caminho fechado e contínuo, sem interrupções, pelo qual a corrente elétrica flui. A seguir, conheça os componentes de um circuito elétrico.
• Gerador elétrico: fornece energia elétrica para o circuito. Exemplo: pilhas e baterias.
• Aparelho: equipamento que utiliza a eletricidade para funcionar.
• Fio condutor: material condutor elétrico pelo qual passa a corrente elétrica.
Observe a seguir a representação de um circuito elétrico montado com materiais simples em dois momentos diferentes.
Primeiro momento
Segundo momento

Representação de um circuito elétrico. No primeiro momento, com o interruptor desligado, e, no segundo momento, com o interruptor ligado.
A passagem da corrente elétrica pode ser controlada por um interruptor.
A corrente só percorre o circuito quando ele está fechado, ou seja, sem interrupções. Quando o interruptor está desligado, o circuito fica aberto e a corrente não circula.
DIALOGANDO
A corrente elétrica percorre o circuito no segundo momento, pois a lâmpada está acesa. Isso acontece porque o circuito está fechado, com o interruptor ligado. Já no primeiro momento, o circuito está aberto, com o interruptor desligado; portanto, a corrente não circula.
Forme uma dupla com um colega. Juntos, respondam: Em qual das duas imagens a corrente elétrica está percorrendo o circuito elétrico (no primeiro ou no segundo momento)? Expliquem utilizando os termos “circuito aberto” e “circuito fechado”.
Utilizar as ilustrações dos dois momentos do circuito (aberto e fechado) como recurso visual para apoiar a explicação. Orientar os estudantes a observar os componentes representados e a identificar o papel de cada um no circuito. Destacar o funcionamento do interruptor, explicando que ele permite abrir ou fechar o circuito, controlando a passagem da corrente elétrica.
Na atividade proposta no boxe Dialogando, incentivar os estudantes a utilizar os termos circuito aberto e circuito
fechado em suas explicações, colaborando para desenvolver seu vocabulário científico. Orientar as duplas a registrar suas respostas no caderno, incentivando a organização das ideias e a produção textual.
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ATIVIDADES FAMÍLIA
Como atividade complementar, os estudantes devem conversar com um familiar sobre os hábitos de consumo de energia elétrica na residência. A ideia é promover uma reflexão conjunta, perguntando, por exemplo, como tem sido o histórico de consumo elétrico da residência nos últimos meses e quais atividades ou equipamentos parecem consumir mais energia no dia a dia.
Com base nessa conversa, os estudantes podem ser convidados a pensar em atitudes que contribuam para o uso mais consciente da energia. Ao final, devem registrar no caderno ao menos três sugestões de práticas sustentáveis que podem ser adotadas em casa.
Esse material será socializado em sala de aula, incentivando a troca de experiências e a construção coletiva de soluções para o consumo responsável. Esse trabalho contribui para o desenvolvimento do Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Educação para o consumo.
ALEX SILVA
lâmpada
lâmpada fio elétrico
fio elétrico pilha pilha
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO
AS CORES NÃO SÃO REAIS
O objetivo desta atividade é testar a condutividade elétrica de diferentes materiais do cotidiano, mobilizando a habilidade EF05CI01. Ao envolver os estudantes com práticas científicas, favorecendo a elaboração e o teste de hipóteses, é possível desenvolver a competência geral 2.
Para a realização da atividade, é preciso separar previamente os materiais necessários. Ressalta-se que, para que a atividade funcione adequadamente, a lâmpada deve ser de 5 V.
Caso exista material disponível para todos, sugere-se organizar a turma em grupos de quatro integrantes. Do contrário, realizar apenas uma montagem para a turma toda.
Incentivar a participação ativa e a colaboração durante a montagem do circuito elétrico. Apresentar os procedimentos e as medidas de segurança necessários para a execução da atividade, destacando a recomendação de que, apesar de não haver risco de choque elétrico, não se deve tocar nas partes desencapadas dos fios. Reforçar a importância do trabalho em equipe, do respeito às opiniões e da escuta atenta entre os colegas, desenvolvendo a competência geral 9
Concluída a etapa de montagem, fazer um teste do circuito encostando as duas extremidades desencapadas. Nesse teste, a lâmpada deve acender. Essa é uma prática que permite assegurar a montagem correta do equipamento de teste de materiais e é comum em investigações científicas, para assegurar que os resultados obtidos serão confiáveis e não terão influência
Montando um circuito elétrico Quais materiais do dia a dia conduzem eletricidade e quais não conduzem eletricidade? Para descobrir, forme um grupo e realize a atividade a seguir.
DO QUE EU PRECISO
• 2 pilhas tipo AA
• 3 pedaços de fio elétrico com as pontas desencapadas (2 com 30 centímetros e 1 com 15 centímetros)
• Lâmpada de 5 V pequena com soquete
• Fita isolante
• Materiais diversos como clipes, lápis, tampa de garrafa PET e moedas
Peçam a um adulto que desencape os fios. Evitem tocar nas partes desencapadas dos fios. Manuseiem os materiais com cuidado e sempre sigam as orientações do professor.
COMO FAZER
1. Peçam a ajuda do professor para a montagem do circuito aberto, conforme mostra a imagem a seguir. As pontas desencapadas dos fios devem ser fixadas às pilhas e à lâmpada com fita isolante.
Conectem os fios ao soquete da lâmpada e usem fita isolante para dar firmeza.
Pontas livres nas quais os materiais serão testados.
30
Fixem as duas pilhas e os fios com fita isolante. Prestem atenção aos sinais de “+” e de “–” das pilhas. A parte da pilha com sinal de “+” deve encostar na parte da outra pilha com sinal de “–”.
de fatores como falhas decorrentes do processo de montagem.
Antes dos testes, orientar os estudantes a elaborar o quadro no caderno e registrar suas hipóteses sobre cada material. Esse passo incentiva o pensamento científico e a antecipação de resultados com base em conhecimentos prévios. Após os testes, comparar hipóteses e resultados, promovendo uma discussão coletiva com base nas perguntas propostas. Se algum material condutor não acender a lâmpada, levantar possíveis causas, como falhas no contato ou no circuito.
Não encostem nas pontas desencapadas livres dos fios. ATENÇÃO!
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO AS CORES NÃO SÃO REAIS
Representação da montagem para os testes.
Incentivar os grupos a identificar e corrigir problemas, reforçando a ideia de que o acendimento da lâmpada indica a condutividade elétrica do material.
Ao final da atividade, recomenda-se orientar os estudantes a realizar um registro escrito, descrevendo os materiais utilizados, os procedimentos realizados e os resultados observados. Por envolver a organização das ideias e a escrita, a produção textual contribui para o desenvolvimento do pensamento científico.
2. Após a montagem do circuito, segurando pela parte encapada, encostem as duas pontas livres dos fios elétricos para testar seu funcionamento. Caso o circuito esteja funcionando adequadamente, a lâmpada deve acender.
3. Separem os materiais (clipes, lápis, tampa de garrafa PET, moedas, por exemplo) que serão testados quanto à condutividade elétrica. Antes de iniciar os testes, construam, no caderno, um quadro com três colunas, como no modelo a seguir.
Material Hipótese Resultado
4. Na coluna “Material”, indiquem todos os materiais que serão testados.
5. Na coluna “Hipótese”, escrevam o que vocês imaginam que vai acontecer com a lâmpada ao encostar cada material às pontas livres dos fios. As opções de preenchimento são: “acende” e “não acende”.
6. Encostem cada material nas pontas livres dos fios, verifiquem o que acontece com a lâmpada e anotem no quadro, na coluna “Resultado”.
VAMOS CONVERSAR?
2. Resposta pessoal. Depende dos materiais testados. Os objetos metálicos tendem a ser bons condutores elétricos.
1. Analisem o quadro e comparem: suas hipóteses foram confirmadas ao fazer os testes? Expliquem.
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor
2. Quais materiais são condutores elétricos?
3. Quais materiais são isolantes elétricos?
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO.
AS CORES NÃO SÃO REAIS.
3. Resposta pessoal. Depende dos materiais testados. Os objetos de plástico, madeira e borracha são isolantes elétricos.

| ORIENTAÇÕES E RESPOSTA
1. Resposta pessoal. Orientar os estudantes a indicar a hipótese levantada para cada material testado e a explicar se ela foi confirmada ou refutada. Em seguida, verificar a coerência da explicação proposta por eles.
TEXTO DE APOIO
O entendimento de que a escrita promove um contexto específico na aprendizagem em Ciências aparece em diferentes estudos, cujos autores destacam a possibilidade de organização do pensamento
desafio tanto para os alunos quanto para os professores. Contudo, é importante que esse recurso faça parte dos processos de aprendizagem em ciências, pois é por meio dele que os alunos vão além da aprendizagem de aspectos conceituais, selecionando informações, relacionando as novas ideias, estabelecendo conexões com conhecimentos anteriores a partir dos eventos de investigação.
[...]
NUNES, Maria Betânia Tenório; JULIO, Josimeire Meneses. A produção escrita como estruturadora em aulas investigativas de ciências no 5o ano do Ensino Fundamental. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS, 9., 2013, Águas de Lindoia. Atas [...]. [Bauru]: Abrapec, 2013. Disponível em: https://abrapec.com/atas_ enpec/ixenpec/atas/resumos/ R1245-1.pdf. Acesso em: 25 ago. 2025.
| PARA O ESTUDANTE
LIVRO . CAST, C. Vance. A eletricidade . Barueri: Callis, 2004. (Coleção De onde vem, para onde vai).
Após a realização do experimento, é importante retornar às ideias iniciais para verificar se elas foram ou não confirmadas.
e desenvolvimento do conhecimento. Rivard (1994) relata que ao produzir um relato escrito, o aluno tem a oportunidade, não somente de registrar aquilo que aprendeu, mas organizar o pensamento para gerar explicações e, assim, clarificar ideias, o que permite a articulação e “refinamento de ideias”. Lerner (2007) alerta, contudo, que esta escrita não pode ser apenas descritiva, devendo estimular o pensamento crítico e criativo.
[...]
[...] estudos revelam que expressar a aprendizagem em aulas de ciências é um

Reprodução da capa. Livro que aborda, de maneira lúdica, a importância da eletricidade no dia a dia.
REPRODUÇÃO: EDITORA CALLIS
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
1. Ao tratar da condutividade elétrica dos materiais e de seu papel nos circuitos elétricos, a atividade mobiliza a habilidade EF05CI01.
2. a) Resposta pessoal. Aproveitar a oportunidade para que os estudantes realizem uma avaliação do próprio comportamento no que se refere aos cuidados para evitar choques elétricos.
Ao comentar esta atividade, promover uma conversa sobre situações cotidianas de risco com eletricidade, como o uso simultâneo de vários aparelhos na mesma tomada. Perguntar aos estudantes se já presenciaram algo semelhante e conduzir o diálogo para que reconheçam os perigos e adotem atitudes conscientes de prevenção. Essa conversa em sala de aula é importante para promover a saúde e a integridade das crianças, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Destacar que a segurança e a proteção das crianças em diferentes contextos devem ser prioridade dos adultos responsáveis, incluindo a prevenção de situações de risco, como choques elétricos. Ao focar na educação para a segurança e a prevenção de acidentes com eletricidade, trabalha-se com o Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Saúde e com a competência geral 8.
b) A borracha é um material isolante elétrico, ou seja, dificulta a passagem de corrente elétrica. Espera-se que os estudantes concluam que esses equipamentos ajudam a evitar acidentes, protegendo o trabalhador.
ATIVIDADES
1. O número 2 representa os fios condutores do circuito elétrico; o número 3, o interruptor; e o número 4, o aparelho que funciona com a energia elétrica. Consultar orientações no Livro do Professor.
NO
1. A energia elétrica percorre um circuito desde a usina até nossa casa. Observe o esquema: o número 1 representa um gerador elétrico de uma usina hidrelétrica. No caderno, identifique o que representam os números 2, 3 e 4, pensando nos componentes de um circuito elétrico.

Representação de uma rede de transmissão de energia elétrica.
Elaborada com base em: ENERGIA elétrica. Empresa de Pesquisa Energética, [s. l.], [20--?]. Disponível em: http://www.epe.gov.br/pt/abcdenergia/infograficos. Acesso em: 25 ago. 2025.
2. Consultar orientações e respostas no Livro do Professor
2. O símbolo a seguir avisa sobre o perigo de choque elétrico. O choque acontece quando a corrente elétrica passa pelo corpo, o que pode ocorrer ao tocar em tomadas, fios desencapados ou aparelhos com defeito. Isso pode causar ferimentos graves e até a morte. Para se proteger:
• não use celular ou tablet enquanto estiver carregando na tomada;
• não ligue muitos aparelhos na mesma tomada, sobretudo usando benjamins (os “Ts”);
• não solte pipas perto da rede de transmissão de energia elétrica;
• não mexa em aparelhos elétricos se você estiver descalço ou molhado.
de alerta para perigo de choque elétrico.
a) Converse com um adulto da família e avaliem se os cuidados com a eletricidade estão sendo seguidos em sua casa. Há algo que pode melhorar?
b) Profissionais que trabalham com eletricidade devem usar equipamentos de proteção, como luvas e calçados de borracha. Responda:
• Por que a borracha é usada nesse caso?
• Você considera importante o uso de equipamentos de proteção em outras profissões? Explique.
Discutir com os estudantes a importância do uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) em diversas profissões. Explicar que muitos trabalhadores utilizam equipamentos específicos para se proteger de riscos no ambiente de trabalho e incentivar a turma a refletir sobre as possíveis consequências da ausência desses equipamentos. Essa conversa pode ser relacionada aos Temas Contemporâneos Transversais (TCTs) Trabalho e Ciência e tecnologia, destacando a contribuição da ciência e da tecnologia para a promoção da segurança e da saúde no contexto profissional.
NÃO ESCREVA
LIVRO.
Símbolo
RENANLEEMA
OS MATERIAIS E O AMBIENTE
Observe os copos a seguir.


• Na opinião de vocês, quais são as vantagens e as desvantagens associadas ao uso de cada um desses copos?
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
1. De que é feito cada um desses copos?
Copo 1: Papel. Copo 2: Plástico. Copo 3: Metal.

3. Resposta pessoal. Não se espera, neste momento, que os estudantes saibam quais recursos são renováveis ou não renováveis. Contudo, espera-se que reflitam sobre a possibilidade de esgotamento de recursos da natureza. Consultar orientações no Livro do Professor.
2. Os materiais utilizados para fazer os copos são obtidos do ambiente. No caderno, relacione cada material a seguir com o tipo de copo correspondente. a) petróleo b) alumínio c) árvore
3. Você acredita que esses materiais estão sempre disponíveis para uso ou podem se esgotar? Por quê?
4. Se você tivesse de escolher um tipo de copo para usar todos os dias, qual escolheria? Por quê?
Resposta pessoal. Avaliar os argumentos apresentados na justificativa dos estudantes quanto à consciência ambiental, considerando aspectos como a possibilidade de reutilização, os impactos provocados no ambiente, entre outros.
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2. Ao comentar a atividade, perguntar aos estudantes se sabem como o petróleo e o alumínio são obtidos. Incentivá-los a explicar os processos, verificando se mencionam a informação de que o petróleo é extraído do subsolo, enquanto o alumínio é obtido de minerais, como a bauxita.
3. Auxiliar os estudantes em suas respostas, incentivando a reflexão sobre a disponibilidade desses materiais. Perguntar se eles sabem quanto tempo leva para que esses recursos sejam naturalmente repostos no ambiente. Depois, incentivar a comparação do tempo de formação desses recursos com a velocidade com que são consumidos pelas pessoas. Comentar, por exemplo, que o petróleo leva milhões de anos para se formar, e o uso excessivo desse recurso pode torná-lo escasso ou até indisponível no futuro.
ENCAMINHAMENTO
2. Espera-se que os estudantes reconheçam que o papel é produzido da madeira das árvores, o plástico é produzido do petróleo e o copo de metal, do alumínio. Consultar orientações no Livro do Professor 06/10/25 18:57
Antes da aula, se possível, providenciar três objetos feitos com materiais diferentes: de papel/papelão/madeira; de metal; de plástico ou outro material. Evite materiais, como vidro ou cerâmica, que possam quebrar e causar acidentes. Ao iniciar a aula, organizar a turma em um semicírculo para trabalhar a abertura do capítulo. Orientar a análise coletiva das fotografias, bem como dos materiais trazidos, caso tenha sido possível separar alguns. Em seguida, orientar a realização das atividades apresentadas. As atividades
ajudam a aproximar os conteúdos da realidade dos estudantes e contribuem para o levantamento dos conhecimentos prévios sobre a origem dos materiais e os impactos ambientais associados à sua extração.
Como complemento, sugere-se fazer algumas perguntas, como:
• Que outros objetos do cotidiano são produzidos com esses materiais (papel, plástico e metal)?
• Que outro material pode ser usado para fabricar copos? Vocês sabem como ele é obtido?
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
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ALEKCUO/SHUTTERSTOCK.COM
O tópico Recursos naturais colabora para o desenvolvimento da habilidade EF05CI04, ao abordar os usos de recursos renováveis e não renováveis no cotidiano, bem como as formas de utilização consciente.
A água é reconhecida como um bem natural do planeta, o que significa compreendê-la como um recurso essencial que deve ser conservado, constituindo um direito de todos. Cabe ressaltar que essa denominação se aplica aos demais recursos naturais. Essa perspectiva reforça a importância da gestão responsável dos recursos, evitando seu esgotamento, para que estejam disponíveis às gerações futuras.
Ao introduzir o conceito de recursos naturais, explicar que estes são essenciais para as atividades dos seres humanos, como produção de bens e serviços, relacionando ambiente e sociedade, contribuindo para o desenvolvimento da competência específica 3 de Ciências da Natureza.
Apresentar a classificação dos recursos naturais em renováveis e não renováveis, destacando sua capacidade de reposição.
Reforçar a ideia de que, mesmo os recursos renováveis, como a água, podem se tornar escassos se usados de forma inadequada, conectando a discussão à importância da sustentabilidade.
Ao abordar a água como um recurso renovável, explorar com os estudantes a fotografia apresentada na página, que destaca a ocorrência de chuvas –fenômeno importante no processo de reabastecimento de corpos de água,
RECURSOS NATURAIS
Os recursos naturais são componentes da natureza usados pelos seres humanos para produzir alimentos, gerar energia, construir moradias e fabricar diversos produtos. Considerando a capacidade de serem regenerados pela natureza ou não, os recursos naturais podem ser classificados em renováveis e não renováveis.
RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS
Os recursos naturais renováveis são aqueles que podem ser repostos ou regenerados, seja de forma natural, seja pela ação humana. Desde que sejam usados adequadamente, esses recursos tendem a permanecer disponíveis ao longo do tempo, sem se esgotar.
A água é um exemplo de recurso natural renovável. Ela é continuamente reposta pelo ciclo da água e amplamente utilizada para diversas finalidades na agricultura, na pecuária, na indústria, na geração de energia elétrica, além de no consumo humano.
Chuva em Lagoa da Confusão (TO), 2024. A água é um recurso natural reposto no ambiente por meio do ciclo da água.


como mares, rios e oceanos. Aproveitar para retomar o ciclo da água, estudado na unidade anterior, revisitando a habilidade EF05CI02
Aproveitar esse momento para promover uma reflexão crítica sobre a crise hídrica, um problema enfrentado em diversas partes do mundo. Para problematizar a temática, é possível perguntar à turma:
• Se a água é um recurso renovável, por que ela pode faltar?
A radiação solar é considerada um recurso natural renovável, pois pode ser utilizada para gerar energia elétrica, aquecer a água utilizada em residências e em indústrias, entre outras finalidades. Além disso, o Sol fornece luz e energia térmica ao planeta Terra, que são essenciais para a existência dos seres vivos.
Vista de drone de moradias da aldeia indígena Boa Vista com painéis fotovoltaicos em Ubatuba (SP), 2024. Essas placas são utilizadas para captar a energia do Sol e gerar energia elétrica.
Permitir que os estudantes apresentem suas respostas iniciais, valorizando o respeito entre eles. Em seguida, explicar que a escassez não se refere à falta de água no planeta, mas sim à redução da disponibilidade de água potável, ou seja, própria para o consumo humano. Demonstrar que o uso excessivo, o desperdício, a contaminação de rios e a má gestão dos recursos hídricos comprometem o acesso a esse recurso, que é essencial à vida.
Outro exemplo de recurso natural renovável são os ventos. Eles são aproveitados para movimentar as pás das turbinas eólicas, que convertem a energia do movimento do ar em energia elétrica.
Geradores de energia elétrica com turbinas eólicas em Aracati (CE), 2023. Os ventos promovem o movimento das pás das turbinas, transformando a energia desse movimento em energia elétrica.

A biomassa também é um recurso natural renovável. Ela é formada por materiais de origem vegetal, como restos de madeira e bagaço de cana-de-açúcar, ou de origem animal, como o esterco.
A biomassa pode ser utilizada para gerar energia elétrica. Nesse processo, os resíduos vegetais ou animais são queimados, liberando energia térmica. Essa energia aquece a água e produz vapor, que movimenta turbinas e gera eletricidade.
No caso da cana-de-açúcar, a biomassa também pode ser usada para produzir combustíveis, como o etanol utilizado em veículos.
O uso de recursos naturais renováveis traz várias vantagens. Eles podem ser usados mais de uma vez e causam menos impacto ao ambiente. No entanto, a renovação de alguns depende de condições específicas, como o clima. É o caso da água e dos ventos, por exemplo.
Plantação de cana-de-açúcar em Andirá (PR), 2025. A biomassa vegetal, como a da cana-de-açúcar, pode ser regenerada com o plantio.

ENCAMINHAMENTO
Ao tratar dos ventos, destacar o fato de que são usados como alternativa à produção de energia elétrica em usinas hidrelétricas. Utilizar a imagem do parque eólico para ilustrar o funcionamento das turbinas eólicas: a força dos ventos movimenta as pás, as quais acionam um gerador, que, por sua vez, converte a energia do movimento das pás em energia elétrica.
A energia eólica é considerada limpa e renovável, mas a viabilidade da instalação de usinas eólicas depende da intensidade
Comentar que o uso de biomassa é vantajoso, pois ela é um recurso renovável. No entanto, o processo de queima libera, entre outros gases, o gás carbônico (CO2), que é poluente atmosférico.
Destacar o fato de que o uso de recursos renováveis, como a água, a radiação solar, o vento e a biomassa, tem potencial de reduzir impactos ambientais e contribuir para a sustentabilidade. No entanto, sua disponibilidade pode depender de fatores naturais e climáticos. Além disso, cada fonte apresenta vantagens e desvantagens, como o uso da água para geração de energia nas hidrelétricas, exemplo que será apresentado posteriormente.
Por fim, destacar a ideia de que as populações humanas estabelecem diferentes relações com os recursos naturais, atribuindo a eles significados que podem refletir seus modos de vida e valores culturais. Esses significados variam conforme o grupo social e sua visão de mundo. No vídeo indicado em Para o professor, por exemplo, há uma narrativa indígena do povo Pataxó que evidencia suas relações com o vento, o Sol e outros recursos naturais, incentivando a valorização de diferentes perspectivas culturais sobre sustentabilidade.
| PARA O PROFESSOR
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e da constância dos ventos, o que varia conforme a região geográfica. No Brasil, estados da Região Nordeste, como Rio Grande do Norte, Bahia e Piauí, são os principais geradores de energia elétrica oriunda de parques eólicos. Explicar aos estudantes que a biomassa pode ser usada para gerar energia elétrica por meio da queima controlada. Nas usinas termelétricas movidas a biomassa, o calor liberado aquece a água, transformando-a em vapor. O vapor movimenta as turbinas, que acionam os geradores, produzindo energia elétrica.
VÍDEO . TEHÊYS de Liça Pataxoop. História do Vento, o Sol, a Lua e a Chuva. 2022. 1 vídeo (2 min 54 s). Publicado pelo canal Espaço do Conhecimento UFMG. Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=_fR fr6MbbJg. Acesso em: 25 ago. 2025. Vídeo com desenhos-narrativas de uma história dos indígenas Pataxó sobre o vento, o Sol, a Lua e a chuva.
Esterco: tipo de adubo feito com fezes de animais.
ENCAMINHAMENTO
Ao iniciar o trabalho com o tópico Recursos naturais não renováveis, propor uma conversa com a turma sobre atividades cotidianas que envolvem sua utilização, a fim de aproximar o conteúdo da realidade dos estudantes e levantar seus conhecimentos prévios. Conduzir a conversa por meio de perguntas como estas:
• Como vocês costumam vir para a escola: de carro, de ônibus, de bicicleta ou a pé?
• Se utilizam veículos motorizados, vocês sabem qual é o tipo de combustível que eles consomem?
• Vocês sabem de onde vêm esses combustíveis?
• Que objetos de plástico vocês usaram hoje (garrafas, canetas, mochilas, estojos, entre outros)?
• Vocês sabem de que material o plástico é feito e qual sua origem?
• Em sua residência, as pessoas costumam cozinhar com fogão a gás?
• Vocês sabem de onde vem esse gás e como ele chega até nossas casas?
Permitir que os estudantes apresentem suas ideias iniciais, mantendo um ambiente acolhedor e incentivando o respeito aos momentos de fala e de escuta.
Relacionar as respostas da turma aos recursos utilizados, comentando que estes serão estudados a partir de agora. Na sequência, realizar a leitura coletiva das páginas, com alternância de leitores.
Ao apresentar o petróleo, sugere-se abordar o vídeo recomendado no boxe Para você explorar , do Livro do Estudante, contribuindo para o desenvolvimento da competência geral 5 e da competência
RECURSOS NATURAIS NÃO RENOVÁVEIS
Os recursos naturais não renováveis não são repostos na mesma velocidade com que são consumidos. Por isso, quanto mais são usados, menor é sua disponibilidade na natureza.
O petróleo é um recurso natural não renovável, formado ao longo de milhões de anos por processos naturais. Ele é extraído do subsolo para produzir combustíveis, como a gasolina e o óleo diesel. Também é usado como matéria-prima para fabricar plásticos, tintas e diversos outros produtos. Outra aplicação do petróleo é na geração de energia elétrica, em usinas termelétricas, por meio da queima do óleo derivado de sua extração.

PARA VOCÊ EXPLORAR

Plataforma de extração de petróleo na Baía de Guanabara, no município do Rio de Janeiro, 2021. O petróleo é extraído em plataformas localizadas no mar ou no continente.
O gás natural é um recurso natural não renovável encontrado em reservatórios subterrâneos, muitas vezes associado ao petróleo. Nas residências, ele pode ser utilizado para aquecer chuveiros e acender fogões. Também pode ser usado como combustível de veículos e na geração de energia elétrica.
Veículo sendo abastecido com gás natural veicular (GNV) no município de São Paulo, 2023.
• DE ONDE vem? Para onde vai? — petróleo. 2011. 1 vídeo (4 min 16 s). Publicado pelo canal institutoakatu. Disponível em: https://youtu.be/C1vi5Rh3DOw?. Acesso em: 25 ago. 2025.
Com a orientação de um adulto, acesse o vídeo, que apresenta informações sobre o petróleo, como formação, extração e aplicações.
específica 6 de Ciências da Natureza. Se a escola contar com recursos como projetor ou TV multimídia, aproveitar a oportunidade para exibir o vídeo em sala de aula, incentivando os estudantes a observar as informações e a formular perguntas ou comentários. Após a exibição, promover uma roda de conversa para discutir os principais pontos apresentados, relacionando-os ao conteúdo estudado.
Caso não seja possível assistir ao vídeo na escola, propor aos estudantes que vejam o vídeo em casa, acompanhados de um adulto, e registrem no caderno as
principais informações que conseguirem compreender. Na aula seguinte, retomar o tema com a turma, incentivando o compartilhamento das observações feitas pelos estudantes.

O carvão mineral também é um recurso natural não renovável. Ele pode ser usado para gerar energia elétrica. Em usinas, o carvão mineral, o petróleo e o gás natural são queimados. A energia térmica liberada aquece a água, que se transforma em vapor. Esse vapor é direcionado para movimentar turbinas, que geram eletricidade. Essa energia térmica também é usada em indústrias, por exemplo, para a produção de aço e cimento.
Esteira transportadora despejando carvão mineral em Siderópolis (SC), 2021. O carvão mineral é usado na geração de energia elétrica e na fabricação de diversos produtos pelas indústrias.


Os minérios são recursos naturais não renováveis extraídos do solo. Deles são obtidos materiais de interesse econômico, como ferro, cobre, ouro e alumínio. Eles são usados na fabricação de ferramentas, máquinas, componentes eletrônicos e diversos produtos do dia a dia.
Extração de minério de ferro em Parauapebas (PA), 2024. O ferro é utilizado na construção civil, na fabricação de ferramentas e de máquinas, entre outros produtos.
Apesar de suas diversas aplicações, os recursos naturais não renováveis podem se esgotar com o tempo de uso pela sociedade. Além disso, em muitos casos, a extração e a utilização desses recursos provocam diversos impactos ambientais, como a poluição do ar, da água e do solo. Boa parte dos países do mundo ainda utiliza os recursos naturais não renováveis em grande quantidade. Por isso, é importante desenvolver tecnologias que ampliem o uso consciente de recursos naturais renováveis e que minimizem o impacto ambiental.
Trânsito intenso de veículos no município de São Paulo, 2024. Os combustíveis usados nos veículos são geralmente derivados do petróleo e sua queima contribui para a poluição do ar.

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Ao apresentar a fotografia de exploração do carvão mineral, explicar que, embora a maior parte da energia elétrica no Brasil seja produzida com recursos renováveis, como a água, nas usinas hidrelétricas, há momentos em que isso não é suficiente. Durante os períodos de estiagem, quando o nível dos reservatórios das hidrelétricas diminui, é necessário ativar as usinas termelétricas, que podem utilizar recursos não renováveis, como o carvão mineral, para garantir o suprimento da demanda energética.
Se considerar pertinente, explicar que o petróleo, o gás natural e o carvão mineral são chamados de combustíveis fósseis porque se originam da decomposição de matéria orgânica ao longo de milhões de anos.
Ao concluir a apresentação dos exemplos de recursos naturais não renováveis, propor uma reflexão sobre os impactos de seu uso. Reforçar a importância de buscar alternativas mais sustentáveis, como fontes de energia renováveis (solar, eólica e biomassa). Ressaltar, contudo, que, mesmo os recursos renováveis, precisam ser utilizados de forma consciente e responsável.
JOA SOUZA/SHUTTERSTOCK.COM
2. c) A vantagem de utilizar aquecedores solares está no aproveitamento da energia do Sol, disponível no ambiente e renovável, reduzindo o consumo de energia elétrica e, consequentemente, diminuindo os gastos na conta de luz. Além disso, no caso dos aquecedores a gás natural, evita-se o uso de um recurso não renovável.
3. a) Petróleo (do qual se produz gasolina), gás natural e biomassa (da qual se produz etanol). Comentar que o petróleo e o gás natural são recursos naturais não renováveis, enquanto a biomassa é um recurso natural renovável.
b) A energia elétrica que alimenta os carros elétricos pode ser gerada por meio de diferentes recursos naturais, como água, Sol, ventos e biomassa, que são recursos renováveis, e petróleo, gás natural e carvão mineral, que são recursos não renováveis.
c) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes considerem que os carros elétricos tendem a reduzir o impacto ambiental quando a energia elétrica usada vem de fontes renováveis, como a água, o Sol, o vento e a biomassa. Essas fontes não se esgotam com o uso e parte delas não emite gases poluentes quando utilizada na geração de energia elétrica, como o Sol e o vento. Contudo, quando a energia elétrica usada vem de fontes não renováveis, como o petróleo, o carvão mineral e o gás natural (que podem se esgotar), há emissão significativa de poluentes. Em contrapartida, espera-se que os estudantes considerem que os carros movidos a combustão interna emitem gases
ATIVIDADES
1. Espera-se que os estudantes coloquem no quadro recursos renováveis, como o Sol, o vento, a água e a biomassa; e recursos não renováveis, como o gás natural, o petróleo e os minérios.
1. No caderno, construa um quadro com três colunas. Na primeira, escreva o nome de sete recursos naturais que você estudou. Na segunda, faça um desenho de cada um deles. Na terceira, indique se o recurso é renovável ou não renovável. Use a imagem a seguir como modelo.
Recurso Desenho Fonte
Carvão mineral Não renovável
2. Muitas casas utilizam aquecedores solares, que aproveitam a luz do Sol para aquecer a água do banho e da cozinha, por exemplo. Isso reduz o uso de chuveiros elétricos, ajudando a economizar energia elétrica.
a) Qual recurso natural é utilizado pelo aquecedor solar? O Sol.
b) Esse recurso é renovável ou não renovável? É um recurso natural renovável.
c) Qual é a vantagem de utilizar os aquecedores solares em vez dos elétricos ou mesmo dos aquecedores a gás natural?
3. Alguns carros funcionam com motores a combustão, usando combustíveis como gasolina, gás natural ou etanol. Outros, como os carros elétricos, usam energia elétrica, que pode ser gerada de diversas formas. Com base nessas informações, responda:
Consultar orientações e respostas no Livro do Professor. Consultar orientações e resposta no Livro do Professor.
a) Quais recursos naturais podem ser usados como combustíveis nos carros com motores a combustão?
b) Quais recursos naturais podem ser usados para gerar a energia dos carros elétricos?
c) Em sua opinião, qual tipo de carro tem menor impacto ambiental? Justifique sua resposta com base nos recursos que cada um utiliza. Se necessário, faça uma pesquisa com a ajuda de um adulto da família.
poluentes, liberados durante a combustão. No geral, combustíveis de origem fóssil emitem poluentes em maior proporção que o etanol, que é produzido a partir da biomassa.
Ao comentar esta atividade, discutir o aumento da demanda elétrica e a necessidade de investimentos em geração e distribuição de energia, sobretudo se o número de carros elétricos continuar a crescer.
A identificação dos usos de materiais no cotidiano e a discussão de formas sustentáveis de sua utilização possibilitam o

exercício da habilidade EF05CI04. A discussão proposta na atividade favorece o exercício da argumentação, colaborando para o desenvolvimento da competência geral 7 e da competência específica 5 de Ciências da Natureza.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Carro elétrico em carregamento.
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO.
AS CORES NÃO SÃO REAIS
RESPOSTAS
VOCÊ LEITOR!
Vantagens
e desvantagens das
hidrelétricas
Como você estudou, a utilização de um recurso natural renovável traz menor impacto ao ambiente. Contudo, sua utilização também pode ter pontos negativos. Leia o texto sobre as hidrelétricas que trata desse assunto.
As usinas hidrelétricas são uma das principais fontes de energia elétrica no Brasil e no mundo, pois utilizam a força da água para gerar eletricidade. Essa forma de energia é considerada limpa e renovável, pois não emite poluentes na atmosfera e aproveita um recurso natural renovável. No entanto, a construção e o funcionamento das usinas hidrelétricas também causam diversos impactos ambientais e sociais negativos, que devem ser conhecidos e minimizados.
[...]
Um dos principais impactos ambientais na construção de usinas hidrelétricas é o alagamento de grandes áreas para a formação dos reservatórios de água. Esse alagamento provoca a perda de habitats naturais, a destruição da vegetação, o deslocamento de populações humanas e animais [...].
[...]
CORTEZ, Henrique. Impactos ambientais e sociais na construção de usinas hidrelétricas. EcoDebate, 29 maio 2023. Disponível em: https://www.ecodebate.com.br/2023/05/29/impactosambientais-e-sociais-na-construcao-de-usinas-hidreletricas/. Acesso em: 18 ago. 2025.
Consultar orientações e respostas no Livro do Professor
1. Qual recurso natural é tratado no texto? Ele é renovável ou não renovável?
2. Quais pontos positivos e negativos relacionados às hidrelétricas são apontados no texto?
3. Organizem-se em dois grupos. Com o auxílio do professor, um grupo vai pesquisar sobre outras vantagens das hidrelétricas, enquanto o outro vai pesquisar sobre outras desvantagens. Depois, cada grupo vai apresentar e defender suas ideias. Para finalizar, conversem juntos sobre o que descobriram.

VOCÊ LEITOR!
Para desenvolver esta seção, sugere-se retomar o funcionamento de uma usina hidrelétrica, conforme apresentado na unidade 1 deste volume. Em seguida, realizar a leitura compartilhada do texto, propondo alternância de leitores.
Comentar que, apesar de utilizar uma fonte de energia renovável, as usinas hidrelétricas provocam diversos impactos. Entre os principais impactos ambientais, estão a destruição da vegetação, a
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perda de hábitats e a alteração do regime dos rios. Já entre os sociais, destaca-se o deslocamento forçado de pessoas que viviam nas áreas alagadas, devido à perda de suas casas, suas terras e seus meios de subsistência. Comunidades tradicionais, em particular, podem ter seus direitos violados em razão da perda de territórios, identidade cultural e autonomia.
Aborda-se na seção o Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Educação ambiental.
1. O texto trata da água, um recurso natural renovável.
2. Pontos positivos: energia limpa, sem emissão de poluentes, além de ser um recurso natural renovável. Pontos negativos: impactos ambientais e sociais provocados pela construção e pela operação das usinas hidrelétricas, como alagamento de grandes áreas, perda de hábitats, destruição da vegetação e deslocamento de pessoas e animais.
3. Resposta pessoal. Os estudantes podem mencionar como vantagens a capacidade de gerar grande quantidade de eletricidade, atendendo à demanda de cidades e indústrias, além da longa vida útil das usinas. Entre as desvantagens, está o acúmulo progressivo de sedimentos que leva à inativação das hidrelétricas após determinado tempo e a baixa produtividade em épocas de seca.
Como sugestão de fonte de pesquisa, o texto citado no Livro do Estudante pode ser consultado na íntegra, bastando acessar o link indicado na referência. Acompanhar e orientar os estudantes na pesquisa na internet. Para a apresentação da pesquisa e um melhor aproveitamento do tema, sugere-se organizar um debate entre os dois grupos de estudantes em sala de aula. Orientá-los a argumentar de forma respeitosa e a ouvir os colegas com atenção.
A atividade favorece o desenvolvimento da competência geral 7 e da competência específica 5 de Ciências da Natureza , relativas à argumentação embasada em conhecimentos científicos para a defesa de pontos de vista.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Usina hidrelétrica de Belo Monte, em Altamira (PA), 2025.
ANDRE DIB/PULSAR IMAGENS
ENCAMINHAMENTO
Explorar a situação ilustrada para desenvolver o pensamento crítico sobre hábitos de consumo. Realizar a leitura coletiva da imagem, incentivando a interpretação dos componentes verbais e não verbais representados.
Se considerar oportuno, antes de apresentar as questões propostas na página, propor perguntas que se relacionem à situação ilustrada, buscando conhecer as experiências prévias dos estudantes:
• Vocês já vivenciaram situações semelhantes à representada na imagem? Caso tenham vivenciado, como se sentiram?
• Um dos objetivos da propaganda de um produto é despertar a vontade de comprá-lo. Vocês já perceberam isso em alguma propaganda?
• Como a publicidade pode influenciar nossas escolhas de consumo?
Manter um ambiente respeitoso para que os estudantes não se sintam constrangidos ao compartilhar suas vivências.
Após essa contextualização, convidar a turma a realizar as atividades propostas. Com base nas respostas dos estudantes, promover uma reflexão sobre a importância do consumo consciente, temática abordada no capítulo.
CONSUMO CONSCIENTE

Observe a ilustração a seguir e responda às questões.
A atividade 1 tem como objetivo incentivar os estudantes a observar a ilustração e identificar o que ela apresenta. Por isso, a legenda não foi incluída.
1. O que a personagem da ilustração está fazendo?
Ela está utilizando um celular e olhando outros na vitrine.
2. Que produto está sendo anunciado na vitrine? Qual adjetivo é usado para qualificar o produto?
2. Consultar orientações no Livro do Professor
Está sendo anunciado um celular, e o adjetivo novo é usado para qualificá-lo.
3. A ilustração faz uma crítica a um comportamento atual que faz parte do cotidiano das pessoas.
3. Consultar orientações no Livro do Professor.
3. a) É feita uma crítica ao consumismo, ou seja, ao fato de comprarmos algo que não precisamos.
a) Qual é a crítica feita nessa ilustração?
b) O que na ilustração indica essa crítica?
3. b) O fato de a personagem estar usando um aparelho celular e afirmar que vai comprar mais um.
4. A situação representada na ilustração contribui para o esgotamento de recursos naturais? Explique sua resposta.
5. Consultar orientações e resposta no Livro do Professor.
5. Em sua opinião, de que maneira a situação representada na ilustração pode impactar o ambiente? Converse com um colega sobre o assunto.
4. Sim. O consumo exagerado de produtos leva ao aumento de sua produção industrial, o que significa aumento da exploração de recursos naturais. Dependendo do tipo de recurso utilizado, é possível que se esgote com o tempo.
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
2. Relembrar os estudantes de que adjetivos compreendem uma classe de palavras que atribuem características aos substantivos. Reforçar a ideia de que em textos argumentativos, como charges e propagandas, esses atributos são importantes porque contribuem para convencer ou persuadir o público-alvo.
3. A atividade permite mobilizar a habilidade de Língua Portuguesa indicada a seguir.
• EF35LP04: Inferir informações implícitas nos textos lidos.
5. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que o consumo exagerado pode ocasionar o esgotamento de recursos naturais, além do aumento da geração de resíduos e da poluição do solo, da água e do ar, em razão, sobretudo, do descarte inadequado de produtos e embalagens.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO. AS CORES NÃO SÃO REAIS.
COMO PODEMOS CUIDAR
DO PLANETA TERRA?
Como você já sabe, há no planeta Terra recursos naturais que utilizamos no dia a dia, e muitos desses recursos são limitados e precisam de tempo para se regenerar.
Nos últimos anos, as pessoas têm consumido recursos naturais em um ritmo muito acelerado, sem dar tempo para que a natureza se recupere. Devido a esse consumo exagerado, o planeta Terra está sendo cada vez mais explorado. Isso tem gerado consequências sérias, como a escassez de água potável e a degradação do solo.
Por isso, é fundamental repensar nossos hábitos, evitando desperdícios e praticando o consumo consciente para garantir um futuro melhor para todos.
ATITUDES SUSTENTÁVEIS
Para proteger o planeta, precisamos adotar atitudes sustentáveis, que consideram o equilíbrio entre o ambiente, a economia e a sociedade. Um exemplo seria um bazar de roupas e brinquedos usados. Ao adotar essas atitudes, contribuímos para que os recursos naturais permaneçam disponíveis para as futuras gerações.
Economia
A venda de roupas e brinquedos usados gera renda de forma justa e acessível.
Explorar a ilustração do bazar de roupas e objetos usados e comentar que se trata de um exemplo de atitude sustentável. Com a turma em roda, propor a leitura coletiva da imagem, levando a uma conversa sobre a reutilização de roupas e de brinquedos, uma forma de contribuir para a conservação ambiental, gerar renda e fortalecer os laços comunitários.
O bazar de roupas se enquadra no conceito de economia circular, pois a vida útil das peças é prolongada; em vez de descartadas, as peças ganham novos usos.
TEXTO DE APOIO
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO
AS CORES NÃO SÃO REAIS.
Sociedade
Ambiente
Ao reutilizar roupas e brinquedos, reduzimos a demanda por novos produtos, o que diminui o consumo de recursos naturais, como água, energia e matérias-primas.
Representação de um bazar de produtos usados, exemplo de uma atitude sustentável.
ENCAMINHAMENTO
O conteúdo do tópico Como podemos cuidar do planeta Terra? fornece subsídios teóricos para o desenvolvimento da habilidade EF05CI05, pois apresenta ações e propostas que visam à sustentabilidade. Além disso, promove o desenvolvimento do Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Educação para o consumo.
Conversar com os estudantes sobre os recursos naturais utilizados no dia a dia, incentivando-os a citar exemplos como a água que bebem e os alimentos que
O bazar fortalece os laços entre as pessoas da comunidade e torna produtos de qualidade mais acessíveis a todos.

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consomem. Com isso, é possível abordar a ideia de que muitos desses recursos são limitados e precisam de tempo para se regenerar. Conduzir uma reflexão sobre os impactos do consumo exagerado, relacionando-o com situações cotidianas em que ocorrem, por exemplo, o desperdício de água e o descarte inadequado de materiais. Propor perguntas como:
• Vocês já descartaram algum objeto que ainda poderia ser usado?
• Caso já tenham feito isso, que outra destinação vocês poderiam dar a esse objeto?
Economia circular
A extração de matérias-primas e o seu descarte na natureza de forma indiscriminada consiste em uma grande ameaça à sustentabilidade do planeta, uma vez que não permite que ecossistemas tenham o tempo necessário para se regenerar. [...]
[...] A economia circular é uma alternativa ao atual modelo linear de produção, isto é, que não prevê o retorno saudável dos materiais para o ciclo econômico ou para a natureza. A alternativa consiste em fazer a gestão de recursos finitos para recuperar os seus valores, prezando pela regeneração e pela diminuição do uso de materiais.
[...]
BRASIL. Ministério da Fazenda. Economia circular. Gov.br, 15 set. 2023. Disponível em: https://www.gov.br/ fazenda/pt-br/acesso-a-infor macao/acoes-e-programas/ transformacao-ecologica/trans formacao-ecologica-pagina -antiga/economia-circular. Acesso em: 25 ago. 2025.
ENCAMINHAMENTO
Nas situações ilustradas, são apresentados alguns exemplos práticos de atitudes sustentáveis que podem ser aplicadas no cotidiano. Elas suscitam reflexões que podem inspirar a adoção de comportamentos individuais responsáveis, embasados em princípios sustentáveis, contribuindo para o desenvolvimento da competência geral 10 e da competência específica 8 de Ciências da Natureza.
O tema do desperdício de alimentos pode ser trabalhado para promover a sensibilização dos estudantes sobre práticas simples de aproveitamento integral de um produto. Com relação ao uso integral dos alimentos, pode-se citar o aproveitamento de cascas, talos e folhas (que, por vezes, são descartados) no preparo de caldos, sopas e outras receitas. Enfatizar que, antes de utilizar essas partes, é preciso buscar informações para saber se, de fato, não apresentam toxicidade à saúde humana.
Ao explorar a economia de água, é preciso retomar a relevância desse recurso para a vida e para a realização de diferentes atividades. Se considerar oportuno, comentar que, embora sejam importantes para evitar o desperdício de água, as atitudes individuais não são suficientes.
Grande parte da água doce disponível no planeta Terra é consumida em atividades de larga escala, como a agricultura e a indústria (que utiliza água em diversos processos de produção, de fabricação de roupas a eletrônicos). Além disso, os setores de geração de energia e de abastecimento urbano também representam parcelas significativas desse consumo.
No dia a dia, podemos adotar diversas atitudes sustentáveis. Conheça algumas delas.

ALIMENTOS
Reduzir o desperdício de alimentos começa com o planejamento das compras e o aproveitamento total dos ingredientes. Armazenar os alimentos corretamente e reaproveitar sobras em novas receitas também são atitudes sustentáveis.
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO AS CORES NÃO SÃO REAIS
ÁGUA
Fechar a torneira ao lavar louça, ao escovar os dentes e ao ensaboar o corpo no banho e reutilizar a água da máquina de lavar roupas e a água da chuva para lavar o quintal, por exemplo, são ações que reduzem o desperdício de água.
ENERGIA ELÉTRICA
Apagar as luzes ao sair de um cômodo, desligar aparelhos eletrônicos quando não estiverem em uso e, sempre que possível, aproveitar a iluminação natural são atitudes que ajudam na economia de energia elétrica.
Por isso, além das mudanças de hábito individuais, é essencial que empresas, instituições e governos adotem políticas e tecnologias voltadas para a gestão responsável dos recursos hídricos.
Caso o cronograma de aula permita, o exemplo do uso de transporte coletivo pode ser aproveitado em uma pesquisa sobre as opções disponíveis no município. Os estudantes podem levantar dados sobre os meios utilizados para chegar à escola e propor melhorias para incentivar o uso de meios de transporte coletivos ou menos poluentes.
A separação de resíduos pode ser abordada com ações práticas na escola, como a proposta apresentada na seção Você cientista!, na página 71 do Livro do Estudante. Nesse momento, destacar a diferença entre resíduos orgânicos, resíduos recicláveis e rejeitos, e apresentar a compostagem. Reforçar a ideia de que o descarte correto é responsabilidade de todos.
Representação de atitudes sustentáveis que podem ser adotadas no cotidiano.
• TURMA do Folclore — sustentabilidade [Clipe 6 — Álbum Protetores da Natureza — Apoio Combio]. 2023. 1 vídeo (3 min 22 s). Publicado pelo canal Turma do Folclore. Disponível em: https://youtu.be/gQ257rv68aI?.
Acesso em: 25 ago. 2025.
Com a orientação de um adulto, acesse o vídeo, que apresenta música e animação sobre atitudes sustentáveis no cotidiano.
TRANSPORTE
Reduzir o uso de carros particulares diminui a liberação de gases poluentes. Sempre que possível, devemos optar por transportes coletivos ou, ainda, por utilizar bicicleta e realizar caminhadas.

RESÍDUOS
É importante separar corretamente os resíduos na hora de descartá-los. Os materiais recicláveis devem ser limpos e destinados à coleta seletiva, enquanto os resíduos orgânicos podem ser usados na compostagem ou descartados separadamente.
| PARA O ESTUDANTE
FILME WALL-E. Direção: Andrew Stanton. Estados Unidos: Pixar Animation Studios, 2008 (97 min).
O filme narra a história de WALL-E, um pequeno robô encarregado de limpar a Terra, que se encontra coberta de lixo após séculos de consumo exagerado e descuido ambiental. O filme promove uma reflexão sobre a importância de cuidar do meio ambiente, repensar os hábitos de consumo e valorizar a vida no planeta Terra.
| PARA O PROFESSOR
06/10/25 18:57
TEXTO. ECONOMIA Indígena no Rio Negro. Federação das organizações indígenas do Rio Negro, c2021. Disponível em: https://foirn.org.br/economia-sustentavel -indigena-foirn. Acesso em: 25 ago. 2025. A sustentabilidade faz parte das práticas cotidianas de muitas comunidades indígenas, estando integrada à sua forma de viver e se relacionar com a natureza. O texto destaca o exemplo das comunidades indígenas do Rio Negro, que desenvolvem uma economia baseada em princípios sustentáveis e coletivos.
ATIVIDADES
Como sugestão de ampliação, propor a criação de um jogo de tabuleiro com o tema da sustentabilidade. Para isso, separar os materiais necessários: cartolinas, canetinhas, tesoura com pontas arredondadas e dado (que pode ser feito com recorte e dobradura em cartolina).
Desenhar, em uma cartolina, um tabuleiro composto de cerca de 25 casas contendo símbolos temáticos relacionados à sustentabilidade, como água (gota), energia (lâmpada), resíduos (lixeira) e alimentos (garfo), distribuindo um símbolo por casa. Organizar a turma em cinco equipes, cada uma das quais deve escolher um dos símbolos para produzir cartas com perguntas sobre o assunto (as cartas devem ser recortadas em cartolinas e as perguntas podem ser feitas com base em atitudes sustentáveis do cotidiano).
As equipes se revezam no lançamento de dados e avançam o número de casas correspondente. Ao parar em uma casa temática, a equipe responde a uma pergunta relacionada ao tema; se acertar, ganha um ponto; se errar, perde um ponto. Algumas casas podem incluir ações extras, como avançar, recuar ou trocar de lugar com outra equipe.
Durante a partida, o professor vai registrar na lousa a pontuação das equipes e incentivar a participação ativa de todos. O jogo termina quando uma das equipes chega à última casa do tabuleiro. A atividade permite avaliar o aprendizado da turma sobre a temática durante o jogo.
MAURO SALGADO
ENCAMINHAMENTO
Explicar que o princípio dos 5 Rs consiste em atitudes voltadas ao consumo consciente, culminando na redução dos resíduos produzidos no cotidiano. Apresentar o esquema ilustrado, demonstrando que cada “R” indica um verbo distinto. Orientar os estudantes a observar os exemplos, relacionando-os a experiências próprias.
Retomar a ilustração do bazar de roupas usadas apresentada na página 65 do Livro do Estudante e perguntar a quais “R(s)” a iniciativa corresponde. Há diversas possibilidades de resposta, como: repensar a necessidade de adquirir um produto novo, incentivando escolhas mais conscientes; reduzir o consumo de produtos novos, contribuindo para a redução do uso de água, energia e matérias-primas na indústria têxtil; reutilizar roupas, pois deixar de comprar em uma loja para comprar no bazar equivale a dar às roupas um tempo de uso estendido.
Se considerar oportuno, comentar outros “Rs”, além dos apresentados no Livro do Estudante. Entre os exemplos estão “reparar”, que se relaciona à ação de consertar um objeto quando quebrado, em vez de descartá-lo, e “reintegrar”, que diz respeito a devolver ao ambiente aquilo que pode se decompor.
A atividade indicada no boxe Dialogando visa integrar os familiares ou responsáveis dos estudantes no mapeamento das ações relacionadas ao princípio dos 5 Rs. Ela possibilita mobilizar a habilidade EF05CI05 e contribui para o desenvolvimento da competência geral 10 e da competência específica 8 de Ciências da Natureza. Há uma proposta para ampliação desta atividade em +Atividades família, a seguir.
OS 5 RS
Diariamente, são gerados diversos tipos de resíduos pelas atividades humanas, como restos de alimentos, embalagens e papéis. Quando descartados de forma incorreta, eles podem causar impactos negativos no meio ambiente, como a poluição da água e do solo, além de prejudicar a saúde dos seres vivos.
Uma maneira de reduzir a geração de resíduos, bem como esses impactos, é por meio do consumo consciente, que pode ser posto em prática pelo princípio dos 5 Rs.
Reciclar produtos, separando os diferentes materiais para serem reaproveitados na produção de novos objetos com sua matéria-prima.


Reduzir o consumo de produtos que não são essenciais nem recicláveis e, assim, diminuir a quantidade de resíduos produzidos.
Representação dos 5 Rs.
DIALOGANDO


Recusar produtos de origem desconhecida; dar preferência àqueles que não geram impacto no ambiente e que sejam produzidos de forma justa com os trabalhadores.
Repensar a necessidade de comprar um produto novo, dando preferência a produtos recicláveis ou que foram reciclados.
Reutilizar alguns tipos de produtos e resíduos para outras finalidades.

Você e sua família já colocaram em prática alguma das ações mostradas nas imagens ou outras que fazem parte dos 5 Rs? Qual ou quais delas ainda não praticam? Reflitam sobre formas de incluí-las no dia a dia e tornar seu consumo mais consciente. Na sala de aula, compartilhe suas ideias com os colegas.
Respostas pessoais. O objetivo desta atividade é que os estudantes inicialmente identifiquem as ações das imagens e, depois, reflitam sobre suas ações cotidianas, propondo maneiras de aproximá-las de um consumo mais consciente e responsável, utilizando os 5 Rs.
ATIVIDADES FAMÍLIA
Como atividade complementar, sugerir aos estudantes que, com suas famílias, escolham duas atitudes dos 5 Rs que ainda não adotam e se comprometam a colocá-las em prática por uma semana, registrando no caderno, dia a dia, a experiência. Ao fim desse período, os estudantes devem compartilhar com a turma suas experiências, incluindo dificuldades encontradas, aprendizados e perspectivas sobre o impacto dessas pequenas mudanças na conservação ambiental.
PAPEL
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO
AS CORES NÃO SÃO REAIS
NOVO
ROBERTO ZOELLNER
ATIVIDADES
1. b) Consultar orientações no Livro do Professor
1. a) Porque, para ele, algumas propagandas visam convencer o interlocutor a querer aquilo de que não precisa, como confirmado no terceiro quadrinho; portanto, essas propagandas não fazem sentido, “são doidas”.
1. Leia a tirinha a seguir e responda às perguntas.

1. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes argumentem no sentido de que esse é o objetivo das propagandas: convencer o interlocutor a consumir.
a) Por que o personagem faz o comentário do segundo quadrinho?
b) Você concorda com a opinião do personagem? Justifique sua resposta.
c) Entre as ações que compõem os 5 Rs, qual delas ajudaria a evitar que uma pessoa comprasse algo de que não precisa?
2. Observe o cartaz a seguir e responda às perguntas.
Consultar orientações e respostas no Livro do Professor.
a) A mensagem do cartaz utiliza alguns verbos relacionados a ações de consumo consciente. Que verbos são esses?
b) Escolha dois desses verbos e proponha ações voltadas ao consumo consciente que poderiam ser adotadas em sua escola.
3. Você se considera um consumidor consciente? Por quê?
VOCÊ
ESCRITOR!
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor

3. Respostas pessoais. É esperado que a pergunta incentive os estudantes a refletir sobre seus padrões de consumo.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Forme um grupo com alguns colegas. Juntos, criem uma campanha para promover o consumo consciente na escola. Com o auxílio do professor, pesquisem e reflitam sobre os hábitos de consumo da comunidade escolar e criem propostas inspiradas nos princípios dos 5 Rs. Escolham um modo de divulgar a campanha, que pode ser em cartazes, panfletos ou outras formas de comunicação.
Consultar orientações no Livro do Professor
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
Atividades
1. b) Ao realizar esta atividade, os estudantes vão construir argumentos que promovem a consciência ambiental, exercendo a competência geral 7 e a competência específica 5 de Ciências da Natureza.
c) Resposta pessoal. Possíveis respostas: repensar a real necessidade de comprar o produto, sem se deixar influenciar por propagandas; recusar produtos que não são essenciais ou que geram desperdício;
Também contribui para o desenvolvimento da competência geral 10 e da competência específica 8 de Ciências da Natureza.
VOCÊ ESCRITOR!
69
07/10/25 00:53
e reduzir, comprando apenas o que é necessário para evitar o consumo exagerado e o acúmulo de objetos.
2. a) Conservar, preservar, reduzir, reutilizar, renovar e reciclar.
b) Resposta pessoal. Os estudantes podem propor ações como reduzir o uso de papel, utilizando os dois lados da folha (reduzir), e usar garrafas reutilizáveis em vez de copos descartáveis (reutilizar).
A atividade possibilita a mobilização da habilidade EF05CI05, pois envolve a construção de propostas de consumo consciente, relacionadas aos 5 Rs, na escola.
A atividade proposta mobiliza a habilidade EF05CI05 e colabora para o desenvolvimento do Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Educação para o consumo. Orientar os estudantes a conversar com integrantes da comunidade escolar para identificar hábitos de consumo que possam ser melhorados. Reforçar a importância de serem pessoas do convívio deles, para garantir a segurança. Espera-se que os estudantes criem soluções compatíveis com a realidade escolar, reforçando o consumo consciente. As soluções propostas devem ser baseadas nos 5 Rs. Para a campanha, se considerar oportuno, pedir a cada grupo que compartilhe suas soluções em um formato diferente (cartaz, panfleto, vídeo etc.), a fim de diversificar as formas de expressão e comunicação. Assim, ao propor o trabalho com diferentes gêneros textuais, propicia-se uma integração com Língua Portuguesa. Orientar a turma sobre o uso adequado de materiais digitais. Esta atividade pode ser utilizada para avaliar o aprendizado dos estudantes sobre a temática trabalhada no capítulo.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
BECK, Alexandre. Armandinho Quatro. Florianópolis: Edição do autor, 2015. p. 93.
VOCÊ CIDADÃO!
A temática da seção articula-se ao Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Educação ambiental, promovendo a consciência ambiental e a cidadania.
Durante o trabalho com a seção, se julgar oportuno, explicar o conceito de logística reversa, que corresponde a um sistema em que os produtos ou materiais são devolvidos ao fabricante ou responsável pelo seu ciclo de vida após o uso, para que sejam reciclados, reaproveitados ou descartados de forma adequada. Nesse sistema, a responsabilidade pela destinação do produto é compartilhada entre fabricantes, importadores, distribuidores e consumidores.
Por exemplo, os consumidores devem entregar pilhas e baterias usadas aos pontos de coleta, evitando que esses produtos sejam descartados no lixo comum e causem impactos ambientais. Já fabricantes, importadores e distribuidores têm a obrigação de recolher esses materiais após o uso e encaminhá-los para tratamento ou descarte adequado, conforme determina a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei no 12.305/2010). Dessa forma, a logística reversa garante que todos os envolvidos assumam sua responsabilidade no ciclo de vida dos produtos.
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
1. Não descartar pilhas e baterias no lixo comum é fundamental para evitar a contaminação do solo e da água, já que esses materiais contêm componentes tóxicos que podem causar sérios danos ao ambiente e aos seres vivos.
2. Resposta pessoal. Orientar os estudantes a realizar pesquisas na internet
VOCÊ CIDADÃO!
Descarte de pilhas e baterias
Pilhas e baterias contêm componentes tóxicos que podem causar sérios danos ao ambiente e aos seres vivos. Se elas forem descartadas de forma incorreta, esses componentes poderão contaminar o solo e a água, além de afetar plantas, animais e seres humanos. Por isso, é fundamental destinar esses produtos a pontos de coleta específicos, que garantem o descarte seguro e o tratamento adequado desses resíduos. Os fabricantes de pilhas e baterias têm a responsabilidade de dar destinação adequada aos produtos descartados. A indicação é de que eles sejam levados de volta às lojas que os comercializam ou aos pontos de coleta em supermercados, shoppings, entre outros.

As pilhas são utilizadas como fonte de energia de diversos aparelhos eletrônicos, como controles remotos, brinquedos e lanternas.

1. Qual é a importância de não descartar pilhas e baterias no lixo comum?
2. Você conhece algum ponto de coleta de pilhas e baterias usadas próximo da escola ou de onde você mora? Procure se informar sobre um local que possa receber esses produtos para realizar o descarte adequado. Depois, em grupos e sob a orientação do professor, pensem em uma solução que envolva algum recurso ou tecnologia (vídeo ou panfleto digital, entre outros) para divulgar essa informação para a comunidade escolar.
sempre acompanhados de um adulto e ajudá-los na escolha do formato de divulgação. Uma sugestão interessante é incentivar os grupos a incorporar um QR Code no material produzido, a fim de direcionar o leitor para um mapa digital com os locais de coleta disponíveis no município ou para uma página com mais informações sobre o descarte correto. Explicar aos estudantes que o QR Code pode ser gerado gratuitamente em sites ou aplicativos confiáveis disponíveis na internet. Se julgar necessário, ajudá-los a criar e a testar o código.
Ao propor o uso de tecnologias e diferentes linguagens para divulgar informações sobre o descarte correto de resíduos, a atividade mobiliza a habilidade EF05CI05, além da competência geral 5 e da competência específica 6 de Ciências da Natureza.
VOCÊ CIENTISTA!
O objetivo da atividade indicada nesta seção é investigar o descarte de resíduos na escola, criando propostas para melhorá-lo. Assim, a atividade colabora para a mobilização da habilidade EF05CI05, da competência geral 2 e da competência
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Ponto de coleta de pilhas e baterias usadas. Osasco (SP), 2021.
Consultar orientações e respostas no Livro do Professor.
Análise do descarte de resíduos na escola
Você sabe como é feito o descarte de resíduos em sua escola? Forme um grupo com três colegas para realizar a atividade a seguir e descobrir a resposta.
DO QUE EU PRECISO
• Caderno
• Lápis
• Borracha
COMO FAZER
ATENÇÃO!
Não toquem nos resíduos descartados.
1. Observem e registrem no caderno as informações sobre o descarte de resíduos na escola, considerando:
• Quantas lixeiras existem nas áreas comuns da escola, como nos corredores, no pátio, na biblioteca e na cantina? Elas estão bem distribuídas?
• Existem lixeiras específicas para resíduos sólidos recicláveis (papel, plástico, metal, vidro) e para resíduos orgânicos?
• As lixeiras são devidamente identificadas, com cores ou rótulos que indicam o tipo de resíduo que deve ser descartado?
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO
AS CORES NÃO SÃO REAIS
com símbolo da reciclagem.
• Os estudantes, funcionários e outros membros da escola utilizam corretamente essas lixeiras?
2. Conversem com as pessoas que trabalham na escola para obter mais informações, se necessário.
VAMOS CONVERSAR?
1. O que o grupo descobriu sobre a coleta e o descarte de resíduos na escola?
Resposta pessoal. Depende do que está disponível na escola para a coleta e o descarte de resíduos, assim como do comportamento das pessoas que frequentam a escola.
2. Considerando as informações obtidas pelo grupo, o que pode ser feito para promover o descarte correto dos resíduos em sua escola? Criem um cartaz com as ideias do grupo e compartilhem com toda a turma.
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes indiquem ações que promovam o descarte adequado dos resíduos gerados na escola. Consultar orientações no Livro do Professor.
específica 2 de Ciências da Natureza, relacionadas ao envolvimento com práticas investigativas e a resolução de problemas, além de favorecer o desenvolvimento da competência geral 10 e da competência específica 8 de Ciências da Natureza, relacionadas à ação coletiva embasada em princípios sustentáveis. Sugere-se que a atividade seja feita em grupos de quatro integrantes. Apresentar a proposta da atividade, que envolve observação, registro de informações e diálogo com pessoas da comunidade escolar. Ao explorar diferentes ambientes da escola, os estudantes devem ser
dos espaços, incentivar a observação do comportamento das pessoas em relação ao uso das lixeiras, promovendo uma análise crítica dos hábitos de descarte. Se o tempo disponível para a atividade permitir, os grupos podem conversar com funcionários da limpeza e da coordenação ou com outros colaboradores da escola para obter informações complementares.
Após a coleta de dados, promover uma roda de conversa para que os grupos troquem ideias sobre as informações registradas. O compartilhamento dos dados obtidos permite que os estudantes percebam semelhanças e diferenças entre os espaços da escola e, com isso, criem propostas coletivas para aprimorar o descarte de resíduos na escola.
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTA
2. As propostas dos estudantes podem incluir a instalação de lixeiras específicas para cada tipo de resíduo, a criação de placas ou etiquetas para identificá-las corretamente e a realização de campanhas periódicas de conscientização sobre a importância da separação e da destinação adequada dos resíduos.
| PARA O PROFESSOR
06/10/25 18:57
acompanhados e supervisionados por você ou outras pessoas da equipe escolar. Explicar aos estudantes os procedimentos de segurança que devem ser adotados durante a movimentação na escola, incluindo a recomendação de não tocar nos resíduos, assim como a importância de manter um comportamento adequado, evitando desordem. Organizar os grupos para a visita dos diferentes espaços da escola, como corredores, pátio e biblioteca, registrando a quantidade de lixeiras, sua distribuição e se estão identificadas corretamente. Nessa etapa da visita e do registro
TEXTO . LUZ, Ana Maria Domingues; MUSOLINO, Araci Martins. Coleta seletiva nas escolas passo a passo. São Paulo: Instituto GEA – Ética e Meio Ambiente, 2008. Disponível em: https://ufsj.edu. br/portal2-repositorio/File/ ecco/Conteudo/Cartilha ColetaSeletivaEscolas.pdf. Acesso em: 25 ago. 2025.
A cartilha fornece um passo a passo com dez etapas para implantar um programa de coleta seletiva de resíduos na escola.
Lixeira
DIALOGANDO COM
ARTE E GEOGRAFIA
A proposta desta seção colabora para o desenvolvimento da habilidade EF05CI05 ao apresentar aos estudantes possibilidades de reutilização de materiais consumidos no dia a dia, culminando com a criação de objetos com material reaproveitado. Além disso, envolve a abordagem integrada do Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Educação para o consumo. Antes de iniciar o trabalho, sugerese enfatizar que a reutilização de materiais é uma atitude sustentável que contribui para reduzir a quantidade de resíduos descartados e diminuir a necessidade de explorar novos recursos naturais.
Em seguida, explicar que essa prática pode se tornar uma forma de expressão artística, já que os objetos ganham um novo significado pela perspectiva criativa de quem os transforma. Quando essas criações incorporam elementos das tradições e culturas locais, tornamse também uma forma de valorização cultural, preservando e promovendo identidades e conhecimentos da comunidade. Essa abordagem possibilita ainda a integração de conteúdos de Ciências, Arte e Geografia, promovendo uma aprendizagem interdisciplinar, contextualizada e conectada com situações reais do cotidiano.
Começar a proposta apresentando as imagens: nelas, veemse retratados materiais comumente descartados que podem ser reaproveitados para criar objetos com usos variados e de boa durabilidade, como os vasos e os portalápis. Perguntar aos estudantes se eles já fizeram algo similar, possibilitando que compartilhem suas vivências.
Finalizar com uma conversa sobre a reutilização como fonte de renda para as pessoas, pois os produtos criados, ou recriados,
DIALOGANDO
NOVOS USOS PARA ALGUNS MATERIAIS
A reutilização de materiais possibilita dar novos usos para objetos que seriam descartados. Além de reduzir a quantidade de resíduo gerado, essa atitude pode ser uma fonte de renda para as pessoas, já que os novos objetos podem ser comercializados como artesanato, por exemplo.




podem ser comercializados. Destacar a ideia de que, ao optar por comprar produtos reaproveitados em vez de novos, também contribuímos para a redução do consumo de recursos naturais, diminuindo a geração de resíduos e incentivando práticas mais sustentáveis na sociedade.
| PARA O ESTUDANTE
VÍDEO. ARTESANATO do Quilombo da Fazenda: tradição e identidade. 2022. 1 vídeo (4 min 1 s). Publicado pelo canal OTSS Bocaina. Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=RQOmDkSpJy8. Acesso em: 25 ago. 2025.
Vídeo que mostra a importância do artesanato para a economia quilombola.
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
1. A reutilização reduz a quantidade de resíduos descartados. Por consequência, são reduzidos possíveis impactos ambientais, como a contaminação do solo, da água e dos seres vivos, decorrentes do descarte incorreto de resíduos. Além disso, ao reutilizar materiais, reduz se a necessidade de explorar recursos naturais para a produção de novos materiais.
Vasos de plantas feitos com embalagens de leite reutilizadas e outros materiais.
Canetas coloridas e porta-lápis feito com lata de alumínio reaproveitada e outros materiais.
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO

Feiras de artesanato são um dos lugares em que artesanatos feitos com materiais reutilizados ou reciclados podem ser comercializados. Feira de artesanato, Nazaré das Farinhas (BA), 2023.
THALESANTONIO/SHUTTERSTOCK.COM
Consultar orientações e respostas no Livro do Professor
1. Por que é importante reutilizar materiais?
2. Você costuma reutilizar objetos no dia a dia? Se sim, quais objetos você reutiliza e de que forma?
3. A Política Nacional de Resíduos Sólidos é uma lei que busca regulamentar o destino dos resíduos sólidos no Brasil. Uma das seções dessa lei discute a responsabilidade compartilhada. Com o auxílio de um adulto da família, pesquise o que isso significa e a importância desse princípio para reduzir o impacto ambiental causado pelos resíduos.
4. Agora é sua vez! Organizem-se em grupos e usem a criatividade para criar brinquedos ou outros objetos que possam ser usados no dia a dia com materiais que seriam descartados. Peçam a ajuda do professor, caso a atividade envolva uso de tesouras ou outros materiais cortantes. Lembrem-se de que o uso incorreto desses materiais pode causar ferimentos. Combinem com o professor um dia para apresentar suas criações para os demais grupos.

IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO.

Brinquedos produzidos reutilizando diversos materiais.


2. Respostas pessoais. Os estudantes podem dar exemplos variados, como reutilizar embalagens de margarina para acondicionar alimentos na geladeira, transformar garrafas plásticas em vasos de plantas, transformar algumas roupas antigas em panos de limpeza.
3. Reforçar a importância de que a pesquisa na internet seja feita com o acompanhamento de um adulto da família. Ao analisar o artigo 30 da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei no 12.305/2010), a atividade possibilita a integração com o componente curricular de Geografia, por meio da habilidade EF05GE12
escolar, trazendo materiais limpos, como garrafas PET, caixas de papelão, tampinhas, potes e embalagens. Orientá-los para não selecionar objetos que possam trazer-lhes riscos, como os cortantes ou perfurantes. Além disso, atentar para procedimentos durante a construção dos brinquedos que possam comprometer a segurança dos estudantes. Os brinquedos construídos podem ser expostos na escola, em um evento que promova a sustentabilidade e que conte com a participação da comunidade escolar. A proposta de utilização de materiais sustentáveis possibilita a integração com o componente curricular de Arte, por meio da habilidade EF15AR04
A atividade favorece o desenvolvimento da competência geral 9, relacionada ao exercício da empatia e da colaboração, e da competência geral 10, relacionada a ações coletivas embasadas em princípios éticos e sustentáveis.
ATIVIDADES
06/10/25 18:57
Segundo o artigo, a responsabilidade pelo ciclo de vida dos produtos é compartilhada desde fabricantes até consumidores e serviços públicos de limpeza. Cada um deve adotar ações responsáveis para reduzir a geração de resíduos e seus impactos ambientais.
Chamar a atenção dos estudantes para o fato de que vidros quebrados, latas enferrujadas ou embalagens de produtos químicos devem ser destinados corretamente e não devem ser usados para atividades escolares.
4. Resposta pessoal. Sugerir aos grupos que peçam a colaboração da comunidade
Orientar a turma a conversar com uma pessoa idosa da família ou da comunidade para descobrir como eram os hábitos de consumo no passado. Eles devem perguntar, por exemplo, se as pessoas costumavam consertar mais os objetos, reutilizar embalagens ou se os aparelhos duravam mais tempo. As repostas devem ser registradas no caderno compartilhadas com o restante da turma em sala de aula.
Ao final, espera-se que os estudantes percebam que, de forma geral, no passado era mais comum reutilizar objetos, consertar aparelhos e evitar o desperdício – práticas que contribuíam para a sustentabilidade.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Iniciar a aula retomando com os estudantes os principais conceitos tratados na unidade: as propriedades dos materiais, os recursos naturais, sua classificação em renováveis e não renováveis, e as ações voltadas ao consumo consciente. Incentivar a participação da turma durante a retomada. À medida que os conceitos forem citados, escrevê-los na lousa, utilizando palavras-chave e deixando espaço para possíveis conexões entre eles.
Propor à turma a construção coletiva de um esquema de conceitos, estabelecendo relações entre os termos listados. Conduzir a discussão incentivando os estudantes a pensar nas ligações possíveis entre os conceitos mencionados – por exemplo, como a escolha de materiais afeta o ambiente ou como o consumo consciente contribui para a conservação dos recursos naturais. Representar essas conexões com setas ou linhas, proporcionando a visualização organizada do conteúdo.
Finalizar a atividade comparando o esquema construído com o esquema apresentado no Livro do Estudante . Orientar os estudantes a observar semelhanças, diferenças e complementações entre os dois esquemas. Ressaltar a ideia de que não existe apenas uma forma de organizar os conceitos, desde que as relações façam sentido.
Durante essa dinâmica, é possível avaliar o aprendizado dos estudantes. Caso sejam percebidas defasagens, recomenda-se retomar os assuntos de forma pontual, utilizando exemplos práticos, outras estratégias de mediação ou atividades complementares que favoreçam o aprendizado.
ORGANIZANDO IDEIAS
Nesta unidade, estudamos as propriedades dos materiais e suas relações com o ambiente e a sociedade. Analise o esquema a seguir para relembrar esses assuntos.
MATERIAIS
são produzidos a partir dos
PROPRIEDADES FÍSICAS
DENSIDADE
ELASTICIDADE SOLUBILIDADE MAGNETISMO DUREZA
CONDUTIVIDADE TÉRMICA
CONDUTIVIDADE ELÉTRICA
RECURSOS NATURAIS
que podem ser
RENOVÁVEIS
NÃO RENOVÁVEIS
CONSUMO CONSCIENTE
devem ser usados de acordo com um que envolve
ATITUDES SUSTENTÁVEIS
que incluem praticar os
5 Rs
RETOMANDO
1 A imagem ao lado mostra alguns materiais do cotidiano que foram misturados à água. Observe-a.
Consultar orientações no Livro do Professor
1. a) O sal é solúvel em água, pois ele desaparece nela. Já o óleo e a areia são insolúveis em água.
1. b) O óleo é menos denso do que a água, pois flutua nela. Já a areia é mais densa do que a água, pois afunda nela.
Mistura feita com água, sal, areia e óleo.
a) Classifique os materiais como solúveis ou insolúveis em água.
2 Considere os termos a seguir.

b) Qual dos materiais é menos denso do que a água e qual é mais denso do que ela?
a) Imagine que você vai montar um circuito elétrico com os materiais anteriores. Que material está faltando e que poderia ser usado no lugar da letra D? Fio elétrico.
b) Explique por que a escolha dos materiais usados na fabricação do componente D deve considerar sua condutividade elétrica.
3 Leia o texto a seguir e responda às perguntas.
Eu quero ou eu preciso?
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor.
Vocês já pararam para pensar de onde vem nossa vontade de comprar alguma coisa? Será que tudo o que é anunciado na tevê nos interessa de verdade ou é um desejo passageiro? E, por último, será que precisamos de todas essas coisas e podemos comprar tudo que queremos? [...] BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Consumismo infantil: na contramão da sustentabilidade. Brasília, DF: MMA; São Paulo: Instituto Alana, 2014. Disponível em: https://criancaeconsumo.org.br/ wp-content/uploads/2014/05/Consumismo-Infantil.pdf. Acesso em: 25 ago. 2025.
3. a) O texto trata do consumo consciente, incentivando a reflexão sobre a influência de propagandas e desejos impulsivos no ato de consumir.
a) Qual é o assunto tratado no texto?
b) O texto nos faz refletir sobre a diferença entre querer e precisar. Em duplas, conversem sobre ele. Em seguida, escrevam um pequeno texto no caderno que estabeleça uma relação entre essa reflexão e um dos 5 Rs e expliquem sua resposta.
RETOMANDO
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor NÃO ESCREVA NO
Esta seção tem como propósito a retomada dos conteúdos estudados na unidade. Também propicia ao docente a avalição do aprendizado dos estudantes.
A avaliação da aprendizagem é uma etapa importante, pois possibilita acompanhar o desenvolvimento da turma, ajudando-a a reconhecer progressos e a identificar eventuais desafios de aprendizagem. Com base nisso, fazer os devidos ajustes no planejamento e nas estratégias pedagógicas, a fim de atender melhor às necessidades dos estudantes.
Listas de atividades são apenas um dos instrumentos avaliativos que podem ser utilizados nesse processo. Ao longo deste Livro do Professor, outras sugestões foram apresentadas em diferentes momentos das orientações específicas. Outros instrumentos também podem ser consultados na página XXIX da Parte Geral deste Livro do Professor Garantir que os estudantes tenham tempo suficiente para realizar as tarefas de forma individual, favorecendo a concentração e a autonomia no processo. Na sequência, organizar uma roda de
conversa para que os estudantes possam partilhar seus pontos de vista, promovendo o diálogo, a escuta ativa e a construção coletiva do conhecimento.
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
1. Esta atividade mobiliza a habilidade EF05CI01
2. b) A condutividade elétrica corresponde à capacidade de os materiais permitirem a passagem de corrente elétrica. Assim, para a fabricação de fios elétricos (componente D), é preciso utilizar materiais com boa condutividade elétrica, como o cobre e o alumínio. Para tornar seu manuseio seguro, os fios elétricos devem ser revestidos com materiais isolantes elétricos, como a borracha e o plástico, para evitar choques. Esta atividade mobiliza a habilidade EF05CI01
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3. b) Resposta pessoal. Os estudantes podem relacionar essa reflexão ao “R” de “repensar”, pois ela nos convida a pensar antes de consumir, avaliando se algo é realmente necessário; ao repensar nossos hábitos de compra, contribuímos para um consumo mais responsável e sustentável. Outras possibilidades incluem relacioná-la ao “R” de “recusar”, que nos incentiva a dizer “não” aos produtos que não são essenciais, ou ao “R” de “reduzir”, que nos convida a reduzir o consumo exagerado e desnecessário.
B — lâmpada
C — interruptor D — ?
A — gerador elétrico (pilha)
INTRODUÇÃO
À UNIDADE
Esta unidade aborda alguns aspectos relacionados à alimentação e a sistemas do corpo humano. São trabalhados os nutrientes e suas funções no organismo; a classificação dos alimentos segundo a origem e o grau de processamento; e a importância de uma alimentação equilibrada para a saúde. É também proposta uma reflexão sobre problemas que podem decorrer de hábitos alimentares inadequados.
Além da temática sobre alimentação, a unidade aborda alguns sistemas do corpo humano envolvidos na nutrição do organismo, como os sistemas digestório, respiratório e cardiovascular, destacando sua atuação integrada. O sistema urinário também é apresentado, ressaltando seu papel na eliminação de resíduos do organismo.
HABILIDADES
• EF05CI06
• EF05CI07
• EF05CI08
• EF05CI09
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Reconhecer os grupos de nutrientes e suas funções no organismo.
• Classificar alimentos de acordo com seu grau de processamento e tipo de nutriente predominante.
• Justificar a importância de hábitos alimentares equilibrados para a manutenção da saúde.
• Refletir sobre problemas de saúde que podem ser ocasionados por hábitos alimentares inadequados.
• Organizar cardápios equilibrados com base
CORPO HUMANO 3
Brincar, passear, alimentar-se, estudar e dormir são ações importantes para o desenvolvimento saudável do corpo. Essas ações somente são possíveis porque diversas partes de nosso corpo trabalham em conjunto.
O corpo humano funciona por meio da atividade de órgãos que, juntos, formam sistemas que o mantêm em equilíbrio. Conhecer os sistemas que compõem o corpo ajuda a entender como ele funciona e contribui para fazer escolhas em favor da manutenção da saúde e do bem-estar.

na análise das características dos grupos alimentares.
• Identificar a necessidade energética de diferentes pessoas, com base na análise de fatores como idade, atividades físicas realizadas e tipo de alimentação.
• Identificar os principais componentes dos sistemas digestório, respiratório, cardiovascular e urinário, reconhecendo suas funções no organismo.
• Reconhecer que alguns processos fisiológicos dependem da atuação
integrada de diferentes sistemas do corpo humano.
• Relacionar as funções desempenhadas pelos sistemas digestório, respiratório e cardiovascular ao processo de nutrição do organismo.
• Reconhecer o papel dos sistemas cardiovascular e urinário na eliminação de resíduos do corpo humano.
Grupo jogando capoeira em Salvador (BA), 2023.

1. O corpo precisa de energia para realizar qualquer atividade, como a praticada pelas pessoas na fotografia. De onde vem essa energia?
2. Ao realizar a atividade mostrada na fotografia, como ficam as batidas do coração e a respiração dessas pessoas? Por que você acha que isso acontece?
3. Ações como respirar e digerir os alimentos são realizadas por alguns órgãos do corpo. Você sabe quais são eles?
1. e 2. Consultar orientações e respostas no Livro do Professor. Resposta pessoal. Os estudantes podem citar somente alguns órgãos responsáveis por essas ações, como o pulmão e o estômago.
ENCAMINHAMENTO
Para iniciar o trabalho com esta unidade, explorar a imagem de abertura, convidando os estudantes a descrever a cena representada. Em seguida, perguntar se já tiveram contato com essa manifestação cultural, praticando ou assistindo a uma roda ou a uma apresentação de capoeira. Estimulá-los a compartilhar suas experiências, sentimentos e vivências. Comentar que a capoeira é uma manifestação cultural brasileira que envolve dança, música e arte marcial, reconhecida
propostas a fim de mapear os conhecimentos prévios da turma sobre o funcionamento do corpo e despertar a curiosidade para o tema a ser estudado.
TEXTO DE APOIO
[...] A capoeira surgiu como resposta à violência à qual os escravizados eram submetidos em tempos coloniais e imperiais no Brasil. A partir de golpes e movimentos corporais ágeis, a luta permitia que eles se defendessem das brutais perseguições dos capitães do mato, cuja atribuição era capturar quem havia fugido. [...]
A HISTÓRIA da capoeira no Brasil. Câmara dos Deputados. Disponível em: https:// www2.camara.leg.br/a-camara/ programas-institucionais/expe riencias-presenciais/parlamen tojovem/noticias_para_voce/a -historia-da-capoeira-no-brasil. Acesso em: 15 ago. 2025.
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
1. Verificar se os estudantes manifestam conhecimentos prévios que associem os nutrientes presentes nos alimentos à obtenção de energia pelo corpo.
06/10/25 18:58
pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. O assunto pode ser integrado ao ensino de História, promovendo o reconhecimento e a valorização da cultura afro-brasileira no contexto escolar. Essa valorização contribui para o desenvolvimento da competência geral 3 e possibilita o trabalho com o Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras. Após essa contextualização, solicitar aos estudantes que realizem as atividades
2. Resposta pessoal. Acolher as explicações dos estudantes, incentivando-os a perceber respostas do corpo à atividade física. Os batimentos do coração e a respiração ficam acelerados durante a prática de atividades físicas, suprindo a maior demanda por gás oxigênio e nutrientes durante o esforço. Assim, a respiração acelera, o que permite captar mais gás oxigênio do ambiente, e o coração bate mais rápido, transportando esse gás e os nutrientes até as células, condições essenciais para a liberação de energia pelo corpo.
ENCAMINHAMENTO
Explorar a imagem de abertura, orientando os estudantes a identificar o que está representado na cena. Sugere-se estabelecer conexões entre o tema e o cotidiano dos estudantes, perguntando a eles se onde moram é costume organizar lista de compras, como a retratada na imagem. Aproveitar as respostas para iniciar uma conversa sobre os alimentos consumidos no dia a dia. As atividades iniciais permitem introduzir conceitos que serão desenvolvidos ao longo do capítulo, como a classificação dos alimentos e a relação entre alimentação e saúde. Incentivar os estudantes a compartilhar suas respostas, promovendo a troca de ideias entre a turma.
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
2. Resposta pessoal. Os estudantes podem escolher diferentes critérios para organizar os alimentos. Uma possibilidade é separá-los pela origem (alimentos de origem vegetal e de origem animal). Outra forma é separá-los pelo processamento (alimentos naturais e alimentos industrializados). Contudo, é pouco provável que os estudantes pensem em classificações mais detalhadas, como alimentos in natura , minimamente processados, processados e ultraprocessados. Assim, avaliar apenas se os grupos de alimentos são coerentes com o critério escolhido, observando os conhecimentos prévios dos estudantes.
3. Resposta pessoal. Utilizar esta atividade para avaliar o conhecimento prévio dos estudantes sobre alimentação saudável. Não é esperado que avaliem corretamente todos
OS ALIMENTOS E O CORPO HUMANO
Analise a fotografia a seguir.

Comprar:
• Alface
• Banana
• Ovos
• Biscoito
• Feijão
Porta de geladeira com recados.
1. O que a fotografia mostra?
• Óleo de so�a
• Pão
• Sardinha enlatada
1. A fotografia mostra a porta de uma geladeira na qual estão fixados um recado com um cumprimento e uma lista de compras.
2. Em duplas, no caderno, organizem em grupos os alimentos da lista de compras. Qual critério vocês usaram e quais grupos foram formados?
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor
3. Em sua opinião, os alimentos da lista de compras podem contribuir para uma alimentação saudável? Justifique sua resposta.
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor.
4. Se você fosse montar uma lista de compras com os alimentos que você e sua família mais consomem no dia a dia, quais itens estariam nessa lista?
Resposta pessoal. As respostas dos estudantes podem variar bastante, de acordo com os hábitos alimentares e as condições socioeconômicas de cada família. É importante garantir um ambiente respeitoso e acolhedor, valorizando a diversidade das vivências. Consultar orientações no Livro do Professor.
os itens e os aspectos envolvidos, mas que iniciem uma reflexão sobre o assunto. Destacar o fato de que uma alimentação saudável depende não apenas dos tipos de alimento consumidos, mas também da variedade e da frequência com que os alimentos são ingeridos.
4. O trabalho com o gênero textual lista, nesta atividade, propicia a integração com Língua Portuguesa. Durante a realização desta atividade, manter um ambiente acolhedor, de modo que não haja comentários desrespeitosos entre os estudantes com relação às listas apresentadas.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
PATTY CHAN/SHUTTERSTOCK.COM
NUTRIENTES
Os alimentos contêm nutrientes, que são as substâncias de que o corpo necessita para funcionar e se desenvolver. Os nutrientes são classificados em: carboidratos, proteínas, lipídios (algumas vezes chamados popularmente de gorduras), vitaminas e sais minerais. Cada alimento possui mais de um nutriente, em quantidades diferentes.
Os carboidratos são a principal fonte de energia para o corpo humano, possibilitando o funcionamento dele e a realização das atividades diárias, como brincar e estudar. Pães, farinhas, macarrão, batata, mandioca e arroz são alimentos ricos em carboidratos.


As proteínas são importantes para a formação de ossos e músculos, por exemplo, contribuindo para o crescimento. Elas também auxiliam na recuperação de ferimentos, além de ter outras funções. Ovo, soja, peixe, frutos do mar, carnes de boi e de frango são alimentos ricos em proteínas. O feijão, o leite e o iogurte também são usados como fontes de proteínas, mas possuem outros nutrientes.
As proteínas são importantes para a formação de ossos e músculos, por exemplo, contribuindo para o crescimento. Elas também auxiliam na recuperação de ferimentos, além de ter outras funções. Ovo, soja, peixe, frutos do mar, carnes de boi e de frango são alimentos ricos em proteínas. O feijão, o leite e o iogurte também são usados como fontes de proteínas, mas possuem outros nutrientes.
Exemplos de alimentos ricos em proteínas.
Os lipídios têm diversas funções. Eles podem ser estocados, funcionando como reserva de energia. Também ajudam a manter a temperatura do corpo. Alimentos como castanhas, sementes, óleos vegetais, manteiga e algumas frutas, como o abacate, são ricos em lipídios.
Exemplos de alimentos ricos em lipídios.
ENCAMINHAMENTO

O conteúdo do tópico Nutrientes fornece subsídios teóricos para o desenvolvimento da habilidade EF05CI08, por envolver os tipos de nutrientes presentes nos alimentos e suas funções. Iniciar a aula com uma conversa sobre os alimentos representados nas imagens, perguntando aos estudantes quais eles reconhecem e se costumam ingeri-los no cotidiano. Manter um ambiente acolhedor e respeitoso, de modo que os estudantes não se sintam constrangidos em compartilhar seus hábitos alimentares.
Em seguida, apresentar o conteúdo previsto, conectando-o às experiências trazidas pela turma.
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É importante verificar se os estudantes compreendem a diferença entre alimento e nutriente. Se necessário, comentar que alimentos são o que comemos ou bebemos; já os nutrientes estão contidos nos alimentos e desempenham diferentes funções no organismo.
Explicar que cada alimento pode conter diversos nutrientes em sua composição; no entanto, costuma-se reconhecer principalmente aquele(s) presente(s) em maior
quantidade, identificando o alimento como rico nesse(s) nutriente(s) ou como fonte desse(s) nutriente(s). Por exemplo, o feijão, o leite e o iogurte são fontes de proteínas; portanto, são alimentos importantes principalmente em dietas que restringem o consumo de carnes. Contudo, o feijão é rico também em carboidratos, enquanto o leite e o iogurte são ricos em lipídios (para obter mais informações sobre a composição nutricional dos alimentos, ver Para o professor).
Um ponto a ressaltar é que, embora o termo gordura seja usado popularmente como sinônimo de lipídio, ele se refere apenas a um dos grupos de lipídio. Os lipídios são compostos orgânicos insolúveis em água e divididos em: glicerídeos (gorduras e óleos), cerídeos (como a cera de abelha), fosfolipídios (presentes na membrana celular) e esteroides (como o colesterol e certos hormônios).
| PARA O PROFESSOR
SITE. TABELA Brasileira de Composição de Alimentos – TBCA. Disponível em: https://www.tbca.net.br/ index.html. Acesso em: 20 ago. 2025. Site com informações nutricionais dos alimentos.
| PARA O ESTUDANTE
VÍDEO. CASA de Farinha do Quilombo da Fazenda: ancestralidade e soberania alimentar. 2021. 1 vídeo (3 min 47 s). Publicado pelo canal OTSS Bocaina. Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=ON ZpXTyaHtM. Acesso em: 15 ago. 2025.
Vídeo sobre a alimentação em um quilombo e as etapas de produção da farinha de mandioca, um conhecimento ancestral dessa comunidade.
Exemplos de alimentos ricos em carboidratos.
ENCAMINHAMENTO
Demonstrar que, além das frutas e verduras, há diversos outros alimentos (sobretudo os não industrializados) que são fontes de vitaminas e sais minerais. Alguns exemplos são: leguminosas, como feijão, lentilha e grão-de-bico; oleaginosas, como castanhas e nozes; produtos de origem animal, como leite, ovos e peixes; entre outros.
Se julgar oportuno, comentar que tanto o excesso quanto a deficiência de vitaminas ou sais minerais podem prejudicar a saúde, ocasionando doenças em certos casos. Alguns exemplos de condições decorrentes de deficiências desses nutrientes são a anemia (sal mineral ferro), o escorbuto (vitamina C) e o raquitismo (vitamina D).
A hidratação é outro aspecto relevante para a manutenção da saúde. O corpo humano é constituído por, em média, 60% a 75% de água. A recomendação geral é de que a ingestão diária de água seja de 2 L, mas essa quantidade varia conforme a idade, a massa corporal, a temperatura do ambiente e a prática de atividade física.
Com relação aos alimentos ricos em fibras, também podem ser destacadas as leguminosas, como feijão, ervilha, lentilha e grão-de-bico, e alguns alimentos produzidos com farinhas integrais. A farinha integral mantém maior quantidade de fibras que a farinha branca, por não passar pelo processo de refinamento, que retira partes do grão de trigo. Por isso, o pão e o macarrão integrais tendem a ser mais nutritivos do que os tradicionais.
Ressaltar o fato de que a hidratação e a ingestão
As vitaminas e os sais minerais são nutrientes essenciais para o bom funcionamento do corpo. As vitaminas ajudam a proteger o corpo contra doenças e a manter a saúde da pele, dos olhos e dos ossos. Os sais minerais são importantes para os ossos, dentes e músculos. Frutas e verduras são ricas nesses nutrientes.

O leite e seus derivados são ricos em cálcio, um sal mineral importante para a formação dos ossos e dos dentes.
Além dos nutrientes, o organismo precisa de água e fibras alimentares. A água participa de vários processos, como o transporte de nutrientes no corpo. As fibras alimentares facilitam o funcionamento do intestino e aumentam a saciedade, ou seja, a sensação de estar satisfeito após uma refeição. Elas estão presentes nos alimentos de origem vegetal. Alguns tipos de pães e massas, por exemplo, passam por processos que retiram partes dos grãos a partir dos quais esses alimentos são feitos, reduzindo a quantidade de fibras. Os alimentos chamados integrais não passam por esses processos; portanto, pães e massas integrais são mais ricos em fibras.

PARA VOCÊ EXPLORAR
Alimentos de origem vegetal e alimentos integrais.
• Com um adulto de sua família, faça uma visita ao mercado ou feira livre. Anote no caderno o nome de um alimento que você não conhece e pesquise os principais nutrientes presentes nele.
de quantidades adequadas de fibras são essenciais para o bom funcionamento do intestino, evitando desconfortos e dificuldades de evacuação.
Orientar os estudantes a realizar a atividade proposta no boxe Para você explorar acompanhados de um adulto da família. Reforçar a importância de estarem acompanhados e de usarem vestimenta apropriada e terem outros cuidados ao ficarem expostos ao sol. Durante a visita, eles devem observar e anotar o nome de diferentes alimentos naturais, como frutas, legumes, verduras
e hortaliças que ainda não conheçam, escolhendo um deles para aprofundar a pesquisa. Em seguida, deverão organizar uma apresentação oral com os resultados encontrados e compartilhá-la com os colegas em sala de aula. A apresentação pode ser utilizada para compor parte da avaliação de seu aprendizado.
Se considerar pertinente, as informações pesquisadas podem ser apresentadas em um seminário.
ATIVIDADES
1. Os estudantes podem identificar, por exemplo, como alimentos ricos em carboidratos: biscoito, pão; em proteínas: ovos, sardinha enlatada; em lipídios: óleo de soja; em vitaminas e sais minerais: alface, banana.
1. Em duplas, retomem a lista de compras da fotografia da página 78. Identifiquem em que tipo de nutriente carboidratos, proteínas, lipídios, vitaminas ou sais minerais — cada alimento listado é rico. Observe o exemplo: mandioca — carboidrato.
2. Observe a representação a seguir e responda às perguntas.
a) Quais alimentos você consegue identificar ne ssa representação? Qual foi a imagem final formada?
b) Identifique na imagem um alimento rico em carboidratos e um alimento rico em vitaminas.
c) Em uma folha avulsa, crie um desenho inspirado nessa composição . Represente uma paisagem ou um objeto utilizando alimentos como componentes principais. Use sua criatividade, pense em diferentes alimentos e não se esqueça de representar as cores dos alimentos usados.
2. Consultar orientações e respostas no Livro do Professor

Representação de uma paisagem composta de alimentos.
3. Faça uma autoanálise sobre seu consumo de água e fibras. Para ajudar, anote no caderno ao longo de um dia quantas vezes você bebeu água e quais alimentos ricos em fibra você comeu. Após fazer essas anotações, copie no caderno as questões a seguir e responda:
• Você costuma beber água várias vezes ao longo do dia?
• Quais alimentos ricos em fibras aparecem com mais frequência em sua alimentação?
• Que atitudes você poderia adotar para melhorar seus hábitos de consumo de água e fibras?
• Qual é a importância das fibras alimentares para o bom funcionamento do corpo?
Consultar orientações e respostas no Livro do Professor 81
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
2. a) Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes identifiquem alguns dos alimentos usados para compor a paisagem, como pão, brócolis, abóbora, cogumelo, laranja, alface, arroz e maçã. Os estudantes podem reconhecer que a imagem representa uma paisagem, com vegetação, montanhas e casas.
b) Carboidratos: pães e arroz, por exemplo. Vitaminas: brócolis, abóbora, laranja, alface e maçãs, por exemplo.
c) Resposta pessoal. As diversas produções dos estudantes podem ser expostas
em fibras, incluindo porções de salada e frutas em mais refeições ao longo do dia, e ter sempre por perto uma garrafa de água para se hidratar com mais frequência. As fibras alimentares são componentes de alimentos de origem vegetal, como frutas, verduras, legumes e cereais. Elas facilitam a formação das fezes e aumentam a sensação de saciedade após uma refeição.
| PARA O ESTUDANTE
LIVRO. CARDOSO, Leonardo Mendes. Amanda no país das vitaminas. São Paulo: Editora do Brasil, 2016.

Reprodução da capa. Em uma aventura divertida e educativa, Amanda viaja pelo mundo das vitaminas e descobre a importância de uma alimentação saudável para o corpo.
18:59
em cartazes na escola. Se julgar oportuno, os estudantes podem produzir os desenhos utilizando alimentos ricos em um nutriente específico.
3. Respostas pessoais. Os estudantes devem identificar alimentos que consomem no dia a dia e que sejam ricos em fibras, como frutas, verduras e cereais integrais, e a quantidade de água que tomam por dia. Orientá-los a fazer essa análise com a ajuda de um adulto da família ou responsável. Como atitudes para melhorar a alimentação, eles podem propor o aumento da ingestão de alimentos ricos
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
A classificação dos alimentos está de acordo com o Guia alimentar para a população brasileira, indicado na fonte da imagem da página, que estabelece princípios e recomendações para a alimentação saudável, visando à ampliação da autonomia das pessoas em suas escolhas alimentares. O guia adota uma perspectiva mais ampla, não centrada nos nutrientes dos alimentos, e considera aspectos socioculturais e biológicos da alimentação. Seu foco está na promoção da saúde por meio da dieta equilibrada, que contribui para prevenir problemas como diabetes e obesidade.
Ao abordar a classificação dos alimentos, recomenda-se promover um momento de discussão das quatro categorias apresentadas. Pedir aos estudantes que citem exemplos de cada uma dessas categorias, de acordo com suas vivências, é um modo de avaliar o que a turma sabe a respeito dessa categorização. Com base nos exemplos, incentivar os estudantes a refletir sobre a adequação de cada alimento para garantir uma alimentação equilibrada. Esse exercício inicial contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05CI08
Ao abordar o esquema presente na página, demonstrar que o tamanho dos blocos representados corresponde à quantidade de nutrientes presente em cada tipo de alimento. Explicar que durante o processamento dos alimentos ocorre perda de nutrientes, principalmente de vitaminas e sais minerais.
Se considerar oportuno, apresentar outro exemplo de alimento em diferentes
CLASSIFICAÇÃO DOS ALIMENTOS
Os alimentos que consumimos podem chegar até nós de formas bem diferentes. Alguns vêm diretamente de plantas ou animais, sem passar por modificações. Esses são os alimentos naturais ou in natura, como ovos, frutas e verduras frescas.
Já outros alimentos passam por modificações e podem ser classificados em:
• Alimentos minimamente processados: passam por poucas alterações, como limpeza, corte, moagem (triturar grãos), refrigeração ou congelamento. Farinhas, frutas secas e carnes são exemplos desses alimentos.
• Alimentos processados: recebem a adição de ingredientes como sal, açúcar ou óleo para aumentar sua durabilidade e realçar o sabor. São exemplos os vegetais em conserva, frutas em calda, queijos e peixes enlatados.
• Alimentos ultraprocessados: passam por muitas etapas de processamento e recebem adição de gorduras, açúcares, corantes, conservantes e outros compostos. Biscoitos recheados, refrigerantes, salsichas, salgadinhos e balas são exemplos desses alimentos.
Esquema mostrando o milho em diferentes etapas de processamento. Quanto mais processado, mais nutrientes o alimento perde.
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO AS CORES NÃO SÃO REAIS.

Elaborado com base em: BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed. Brasília, DF: MS, 2014. Disponível em: https://bvsms. saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf. Acesso em: 7 set. 2024.
níveis de processamento: goiaba fresca (in natura), suco caseiro de goiaba sem adição de açúcar (minimamente processado), goiaba em calda ou goiabada (processado) e refresco em pó sabor goiaba (ultraprocessado). Nesse exemplo, pode-se explorar o rótulo dos itens processados e ultraprocessados. Conduzir os estudantes na leitura da lista de ingredientes para que percebam que essa lista tende a ser mais extensa à medida que o nível de processamento aumenta, pois há adição de conservantes, aromatizantes e outras substâncias.
| PARA O PROFESSOR
VÍDEO. A USP FAZ o Brasil melhor – Classificação dos alimentos. 2024. 1 vídeo (2 min 29 s). Publicado pelo Canal USP. Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=XbmEQVW8zWo. Acesso em: 15 ago. 2025.
Vídeo que aborda os princípios norteadores da recente classificação dos alimentos, denominada NOVA, em que os agrupamentos têm como base a natureza, a extensão e o propósito do processamento feito pela indústria.
SELMA CAPARROZ Quantidade
OS ALIMENTOS E A SAÚDE DO CORPO
Ter uma boa alimentação contribui para manter a saúde do corpo. Para isso, é importante adotar hábitos saudáveis tanto na escolha como no preparo dos alimentos. Conheça alguns desses hábitos a seguir.

• Priorizar alimentos naturais ou minimamente processados.
• Consumir alimentos processados com moderação, evitando os que apresentam excesso de sal, açúcar ou gordura.
• Evitar os alimentos ultraprocessados, pois eles são pobres em nutrientes importantes para o corpo.
• Preferir alimentos cozidos, assados ou grelhados, evitando frituras.
• Fazer ao menos três refeições diárias (café da manhã, almoço e jantar), com lanches saudáveis entre elas.

Conhecer os alimentos nos ajuda a fazer escolhas melhores. Isso é importante para montar refeições equilibradas no dia a dia.

DIALOGANDO
Além da alimentação equilibrada, outros hábitos ajudam a cuidar da saúde. Praticar atividades físicas com regularidade e dormir e acordar em horários adequados são atitudes que fortalecem o corpo e ajudam a manter o foco, a disposição e o bem-estar no dia a dia.
ENCAMINHAMENTO
O tópico Os alimentos e a saúde do corpo fornece subsídios teóricos ao desenvolvimento da habilidade EF05CI08, além de trabalhar os Temas Contemporâneos Transversais (TCTs) Educação alimentar e nutricional e Saúde. Também oportuniza o desenvolvimento da competência geral 8 e da competência específica 7 de Ciências da Natureza, relacionadas ao cuidado com o corpo. É importante enfatizar a ideia de que nenhum alimento contém todos os
O que você considera um lanche saudável? Forme um grupo. Juntos, conversem sobre o assunto, levando em consideração o que aprenderam. Consultar orientações e resposta no Livro do Professor 83
07/10/25 00:57
nutrientes necessários ao funcionamento do corpo. Por essa razão, faz-se importante diversificar os alimentos ingeridos no cotidiano para manter uma alimentação equilibrada, além de adotar hábitos saudáveis, como os listados no Livro do Estudante. Como complemento, outros hábitos podem ser apresentados, entre eles: retirar a pele do frango e a gordura aparente das carnes antes de seu preparo; usar temperos como alho, cebola e ervas frescas no lugar de temperos industrializados; reduzir a quantidade de sal.
Sugere-se propor aos estudantes que avaliem os próprios hábitos alimentares e pensem em formas de melhorá-los, se necessário.
Na atividade do boxe Dialogando, orientar os estudantes a considerar o nível de processamento e os nutrientes contidos nos alimentos antes de responder à questão.
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTA
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes conversem sobre lanches que priorizam os alimentos naturais ou minimamente processados. Avaliar a possibilidade de questionar os estudantes sobre o que costumam comer de lanche. Sugere-se fazer uma lista na lousa com base em suas respostas. Exemplos de lanches saudáveis incluem: porção de frutas variadas com iogurte natural, sanduíche de frango, sanduíche com pão integral e queijo, entre outros.
| PARA O ESTUDANTE
LIVRO. WWF-BRASIL; MAURICIO DE SOUSA PRODUÇÕES. Alimentação: como fazer boas escolhas para você e para o planeta. São Paulo: WWF-Brasil, 2021. Disponível em: https://tur madamonica.uol.com.br/ wwfbrasil/downloads/car tilha_wwf_alimentacao.pdf. Acesso em: 15 ago. 2025. Nessa cartilha, discutem-se de forma lúdica as escolhas alimentares saudáveis e sustentáveis, destacando a agricultura familiar, o percurso dos alimentos e o consumo consciente.
a) Alimentos naturais: ovo – proteína; cenoura, alface e laranja – vitaminas e sais minerais; batata – carboidratos. Alimentos minimamente processados: arroz – carboidrato; feijão, leite, carne de frango e tilápia fresca – proteínas. Os estudantes podem citar o feijão como fonte de carboidratos, pois esse alimento contém tanto proteínas quanto carboidratos em quantidades relevantes.
c) Consultar orientações no Livro do Professor
ATIVIDADE
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
• Danilo resolveu colocar em prática o que aprendeu na escola e classificou a lista de compras de sua família. Observe-a a seguir.




b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes incluam boas fontes de carboidratos, proteínas, lipídios, vitaminas e sais minerais, dando preferência aos alimentos naturais e/ou minimamente processados. Caso citem alimentos ultraprocessados, explique que seu consumo deve ser evitado. Sugestão de cardápio: café da manhã – pão francês, ovo mexido e leite; almoço –arroz, feijão, tilápia grelhada, alface, cenoura ralada e laranja; jantar – batatas, frango assado, alface e cenoura.
Esta atividade mobiliza a habilidade EF05CI08.
c) Sugestão de receita: pão de milho. Ingredientes: uma lata de milho em conserva; um ovo; 1/2 xícara de chá de leite; 1/2 xícara de chá de óleo; 4 xícaras de chá de farinha de trigo; 1 colher de sopa de manteiga; 2 colheres de sopa de açúcar mascavo; 10 g de fermento biológico. Para o preparo: bater no liquidificador ovo, leite, óleo e milho; adicionar o fermento e misturar tudo levemente; em uma tigela, juntar os ingredientes secos e a manteiga e adicionar o conteúdo do liquidificador, misturando-os até obter uma massa; sovar
Alimentos naturais
Alimentos minimamente processados
Alimentos processados Alimentos ultraprocessados
Ovo Arroz Pão francês Biscoito recheado
Cenoura Feijão Queijo Macarrão instantâneo





Alface Leite Pêssego em calda Salsicha
Batata Carne de frango Milho em conserva Mortadela
Laranja Tilápia fresca Atum enlatado Achocolatado em pó Elaborada com base em: A CLASSIFICAÇÃO nova. Nupens — USP, São Paulo, c2025. Disponível em: https://www.fsp.usp.br/nupens/a-classificacao-nova/. Acesso em: 28 maio 2025.


No caderno, identifique o principal nutriente de cada um dos alimentos naturais e dos minimamente processados listados na tabela.
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor.
b) Forme um grupo com três colegas. Juntos, organizem um cardápio para um café da manhã, um almoço e um jantar equilibrados, com base nos alimentos listados na tabela.
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor.
c) Ainda em grupos, elaborem uma receita utilizando ao menos um dos alimentos listados na tabela para um café da tarde na escola. Proponham algo saboroso e nutritivo.
não precisa ser composta apenas dos alimentos da tabela, mas deve incluir pelo menos um deles. Caso os d) Consultar orientações e respostas no Livro do Professor
Resposta pessoal. A receita sugerida pelos estudantes estudantes não se lembrem de uma receita, orientá-los a conversar com familiares ou responsáveis e a trazer uma sugestão na aula seguinte.
d) Analisem a lista de compras da família de Danilo com base nas seguintes questões:
• Vocês consideram que essa lista seja uma boa base para uma alimentação equilibrada? Por quê?
• Que modificações poderiam ser feitas para tornar essa lista mais saudável?
PARA VOCÊ EXPLORAR
• SOUSA, Mauricio de. Turma da Mônica: Alimentos saudáveis. São Paulo: Mauricio de Sousa Produções, 2021. Disponível em: https://www.gov.br/sau de/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/svsa/doencas-diarreicas-agudas/ gibi-turma-da-monica-_-alimentos-saudaveis-_-novembro-2021/view. Acesso em: 29 jun. 2025.
Sob a supervisão de um adulto, acesse as histórias em quadrinhos para saber mais sobre alimentação saudável.
a massa até ficar homogênea e deixá-la descansar por 1 hora; dividir a massa, modelar os pães, colocá-los em uma forma untada e assá-los em forno pré-aquecido por cerca de 40 minutos, até dourar.
d) Respostas pessoais. Para determinar se a lista é uma boa base para uma alimentação saudável, os estudantes podem observar se predominam alimentos naturais e/ou minimamente processados, com poucos alimentos processados e ultraprocessados. Ao propor modificações, os estudantes devem ser incentivados a refletir sobre substituições mais saudáveis,
quando necessário. Por exemplo: o biscoito recheado pode ser substituído por uma fruta. É importante destacar a ideia de que, para avaliar se uma alimentação é equilibrada, devem ser considerados não apenas os tipos de alimento, mas também a quantidade e a frequência com que são ingeridos.
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO
AS CORES NÃO SÃO REAIS
VOCÊ
ESCRITOR!
Resposta pessoal. Orientar os estudantes a se basear nos hábitos descritos na página 83 para a confecção do cartaz.
Em grupos e com a orientação do professor, criem um cartaz com dicas de hábitos que as pessoas podem adotar para melhorar a alimentação no dia a dia. Utilizem desenhos e mensagens criativas. Conversem com o professor sobre a melhor maneira de apresentar esse cartaz à comunidade escolar.
Alimento sem desperdício
Incentivar os estudantes a compartilhar com amigos e familiares a informação sobre a importância de reduzir o desperdício de alimentos.
VOCÊ CIDADÃO!






Na abordagem da seção, explicar aos estudantes que nem sempre é possível o aproveitamento total de um alimento, já que algumas partes não são comestíveis ou podem não ser seguras para o consumo
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS

De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), cerca de 1 5 de todo alimento produzido no mundo é desperdiçado. Grande parte desse desperdício ocorre nas residências das pessoas.





Conheça a seguir atitudes simples que podem reduzir o desperdício e permitir o aproveitamento máximo dos alimentos.
• Planejar bem as compras, adquirindo apenas o necessário, para evitar que alimentos sobrem e estraguem.
• Aproveitar todas as partes comestíveis dos alimentos, previamente higienizadas, como talos, cascas, sementes e folhas, incorporando-as no preparo das refeições.
• Fazer a compostagem dos restos de alimentos que não foram consumidos nas refeições; essa atitude permite aproveitar os nutrientes dos alimentos para produzir adubo para plantas.
Consultar orientações e respostas no Livro do Professor
1. Para você, qual é a importância de reduzir o desperdício de alimentos?
2. Como você pode incentivar amigos e familiares a aproveitar melhor os alimentos? Explique sua resposta.
3. Algumas receitas usam partes de vegetais que seriam descartadas. Por exemplo, as folhas da beterraba podem ser utilizadas para fazer sopas ou saladas. Você conhece alguma receita assim? Que tal pesquisar uma receita que você possa preparar em casa com a ajuda de um adulto da família ? Registre-a no caderno e, depois, compartilhe-a com os colegas.

VOCÊ ESCRITOR!
Sugere-se formar grupos de três ou quatro estudantes para elaborar o cartaz. Levantar coletivamente hábitos que contribuem para uma alimentação equilibrada, registrando-os na lousa. Orientar a escrita de frases sobre esses hábitos e ilustrar o cartaz relacionando a imagem com o texto.
Além de proporcionar aos estudantes a possibilidade de assimilar o conteúdo tratado, a proposta contribui para que eles exercitem a criatividade na construção de cartazes para representar suas ideias.
Ademais, mobiliza a competência geral 4 e a competência específica 6 de Ciências da Natureza, ao utilizar diferentes linguagens para partilhar informações. Também auxilia o desenvolvimento da habilidade EF15LP18 de Língua Portuguesa.
VOCÊ CIDADÃO!
06/10/25 18:59
Você cidadão!
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes considerem que a produção de alimentos depende de recursos naturais, como água e solo, além do consumo de energia. Portanto, reduzir o desperdício de alimentos significa, indiretamente, conservar esses recursos e minimizar impactos ambientais. Outro aspecto é a economia financeira, pois, ao evitar o desperdício, as pessoas podem reduzir seus gastos com alimentos. Também podem ser considerados aspectos sociais, como a responsabilidade social, o consumo consciente e a solidariedade, que podem contribuir para a segurança alimentar e para o combate à fome.
2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes compartilhem atitudes que promovam o aproveitamento integral dos alimentos (quando viável) ou mesmo seu reaproveitamento para produzir adubo por meio da compostagem.
A seção aborda os Temas Contemporâneos Transversais (TCTs) Educação alimentar e nutricional e Educação para o consumo, incentivando hábitos saudáveis e proporcionando uma reflexão sobre os impactos do consumo e do desperdício.
3. Resposta pessoal. Espera-se ampliar a percepção dos modos diversos de aproveitamento integral dos alimentos – por exemplo, por meio de receitas que incluam partes de vegetais que seriam descartadas. Oriente os estudantes a realizar a pesquisa na internet acompanhados de um adulto responsável.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Beterraba com folhas.
VALENTYNVOLKOV/SHUTTERSTOCK.COM
A proposta desta seção promove a mobilização de assuntos relacionados à habilidade EF05CI08, ao explorar o conteúdo nutricional informado em rótulos de alimentos industrializados, contribuindo para a organização de cardápios equilibrados. Além disso, incentiva a prática de leitura da informação nutricional dos alimentos, o que permite desenvolver perspectivas mais conscientes ou críticas em relação à escolha alimentar. Essa abordagem favorece o trabalho com os Temas Contemporâneos Transversais (TCTs) Educação alimentar e nutricional e Educação para o consumo
Conduzir a leitura da tabela de informação nutricional apresentada. Nesse momento, é oportuno explicar que, às vezes, os rótulos trazem o valor energético expresso em calorias (cal), e que 1 000 calorias equivalem a uma quilocaloria (kcal).
A rotulagem nutricional frontal, com o ícone de lupa e o termo “alto em”, é uma determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que entrou em vigor em 2022. O objetivo dessa norma é fornecer informações nutricionais com transparência, possibilitando aos consumidores fazer escolhas alimentares de maneira mais consciente.
Explicar que alguns alimentos apresentam naturalmente açúcares em sua composição. No entanto, durante o processamento, pode ocorrer a adição de outros açúcares, o que muitas vezes faz com que ultrapassem as quantidades recomendadas para
DIALOGANDO MATEMÁTICA E GEOGRAFIA
POR DENTRO DOS RÓTULOS
Uma maneira de conhecer melhor os alimentos que consumimos é ler os rótulos e selos das embalagens. Eles trazem informações importantes, como o nome do produto, imagens, lista de ingredientes, datas de fabricação e de validade. Também mostram como armazenar o alimento corretamente.
Outro ponto importante são as informações nutricionais, que apresentam os tipos de nutrientes e a quantidade de energia que o alimento fornece. Essa energia é indicada em quilocalorias (kcal), que conhecemos no dia a dia apenas como “calorias”.
Como exemplo, analise o rótulo e os selos da embalagem a seguir.
Quando um alimento contém açúcar adicionado, gordura saturada ou sal (sódio) em quantidades acima dos limites definidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sua embalagem deve apresentar um selo de alerta. Esses nutrientes, quando consumidos em excesso, podem prejudicar a saúde.
INFORMAÇÃO NUTRICIONAL
Porções por embalagem: 5
Porção: 200 mL (1 copo)
Valor energético (kcal)
Carboidratos (g)
Açúcares totais (g)
Açúcares adicionados (g)
Proteínas (g)
Sódio (mg)
C (mg)
O sal contém sódio, que é um mineral importante para o funcionamento do organismo, mas que, em excesso, pode levar a problemas nos rins e no coração.
Exemplos de rótulo e selos informativos que podem estar presentes nas embalagens de alimentos industrializados. A gordura saturada está presente, sobretudo, em alimentos de origem animal, como carnes, manteiga e queijos. Quando consumida em excesso, pode aumentar o risco de problemas no coração.
uma alimentação equilibrada. Nesses casos, a rotulagem frontal se torna necessária, auxiliando os consumidores a identificar produtos com excesso de açúcar. Comentar que no exemplo há 26 gramas de açúcares totais para cada porção de 200 mL, valor que supera o limite estabelecido pela Anvisa (15 g por 200 mL de alimento), requerendo, assim, a rotulagem frontal de alimento alto em açúcar adicionado. Aproveitar para explicar que a quantidade de carboidratos indicada refere-se aos açúcares naturalmente presentes nos alimentos e aos açúcares
adicionados. Conduzir os estudantes a notar que, dos 26 g de açúcares totais, 24 g correspondem a açúcares adicionados. Se julgar oportuno, informar que a gordura saturada também está presente em alguns alimentos de origem vegetal, como óleo de coco, óleo de palma (dendê) e óleo de amendoim.
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO AS CORES NÃO SÃO REAIS
Conhecer as informações dos rótulos e selos das embalagens ajuda a desenvolver um olhar mais crítico sobre os alimentos. Assim, é possível fazer escolhas mais conscientes e adotar hábitos que favoreçam o cuidado com a saúde.
1. Analise as informações nutricionais na embalagem da bebida mostrada na página anterior. Compare esses dados com os da bebida a seguir e responda às questões.
Consultar orientações no Livro do Professor
IMAGENS
AS CORES NÃO
REAIS.
INFORMAÇÕES NUTRICIONAIS
Porção: 200 mL
Porções por embalagem: 1
Valor energético
Carboidratos
Açúcar adicionado
Fibra alimentar
Sódio
Vitamina
1. a) A embalagem da página anterior apresenta 1 000 mL, ou 1 L, pois ela contém 5 porções de 200 mL cada (5 × 200 = 1 000). A embalagem desta página apresenta uma única porção de 200 mL.
a) Qual é a quantidade total de bebida nas duas embalagens? Explique sua conclusão.
1. b) A bebida desta página, pois 200 mL dela fornecem 147 kcal, enquanto os mesmos 200 mL da bebida da página anterior fornecem 110 kcal.
b) Se uma pessoa tomar a mesma quantidade das duas bebidas, qual delas fornecerá mais energia para seu corpo? Por quê?
c) Considere que uma pessoa beba todos os dias por um ano uma embalagem da bebida indicada nesta página. Use uma calculadora e determine a quantidade de açúcar que essa pessoa vai ingerir com esse consumo. Indique a resposta em gramas e quilogramas.
Consultar orientações e respostas no Livro do Professor
d) Em sua casa, seus responsáveis têm o hábito de ler os rótulos dos alimentos antes de comprar ou consumir? E você, costuma ler?
Consultar orientações e respostas no Livro do Professor
e) Você considera que esse é um hábito saudável? Por quê?
Consultar orientações e respostas no Livro do Professor
2. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é o órgão que estabelece quais informações devem constar dos rótulos dos alimentos, visando garantir a qualidade do produto e a saúde da população. Converse com os colegas e o professor sobre a questão a seguir.
• Por que é necessário regulamentar as informações dos rótulos dos produtos?
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor. 87
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
1. Esta atividade colabora para o desenvolvimento das habilidades de Matemática indicadas a seguir.
• EF05MA08: Resolver e elaborar problemas de multiplicação e divisão com números naturais e com números racionais cuja representação decimal é finita (com multiplicador natural e divisor natural e diferente de zero), utilizando estratégias diversas, como cálculo por estimativa, cálculo mental e algoritmos.
• EF05MA19: Resolver e elaborar problemas envolvendo medidas das grandezas
estudantes reconhecem que um ano tem 365 dias e se usam calculadora para multiplicar. Relembrar que 1 kg = 1 000 g. Levar um pacote de açúcar de 1 kg para visualização e discutir o consumo excessivo de nutrientes. Explicar para os estudantes que beber esse suco todos os dias por um ano não é um hábito adequado e pode prejudicar a saúde do organismo.
d) Respostas pessoais. Incentivar os estudantes a conversar com os responsáveis sobre o assunto. Depois, separar um momento da aula para que compartilhem as respostas, promovendo um ambiente de respeito.
e) Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes respondam que, ao conhecer os alimentos que estão consumindo, por meio da leitura das informações dos rótulos, podem fazer escolhas mais saudáveis e conscientes.
07/10/25 00:58
comprimento, área, massa, tempo, temperatura e capacidade, recorrendo a transformações entre as unidades mais usuais em contextos socioculturais.
c) Em cada embalagem da bebida, há 30 g de açúcar adicionado. Ao ingerir o conteúdo de uma embalagem por dia, em um ano a pessoa consumirá o conteúdo de 365 embalagens, que totalizam 10 950 g (365 × 30 = 10 950) ou, aproximadamente, 11 000 g ou 11 kg.
Para a resolução desse item, são trabalhadas noções de proporcionalidade e unidades de massa. Verificar se os
2. Conduzir a reflexão de modo que os estudantes compreendam que a regulamentação realizada pela Anvisa é necessária para que os produtores saibam o que é preciso inserir no rótulo dos alimentos e é benéfica para a população, que pode consultar as informações do rótulo e, com base nelas, tomar decisões. Essa abordagem contribui para o desenvolvimento da habilidade de Geografia indicada a seguir.
• EF05GE12: Identificar órgãos do poder público e canais de participação social responsáveis por buscar soluções para a melhoria da qualidade de vida (em áreas como meio ambiente, mobilidade, moradia e direito à cidade) e discutir as propostas implementadas por esses órgãos que afetam a comunidade em que vive.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
FORA DE PROPORÇÃO.
SÃO
ENCAMINHAMENTO
O conteúdo abordado no tópico A importância de uma alimentação equilibrada possibilita o trabalho com a habilidade EF05CI09 ao fornecer subsídios para que os estudantes discutam problemas de saúde associados a hábitos alimentares inadequados, como a obesidade e a subnutrição. É importante ressaltar, porém, a informação de que essas condições não estão relacionadas apenas à alimentação. Fatores como o sedentarismo e a predisposição genética também exercem influência no desenvolvimento da obesidade, por exemplo. A subnutrição, por sua vez, pode estar vinculada a fatores econômicos e sociais e até mesmo a doenças que prejudicam a absorção de nutrientes.
Ao abordar esse assunto, é fundamental manter um ambiente acolhedor, evitando que os estudantes façam julgamentos ou comentários desrespeitosos.
Destacar o fato de que o consumo exacerbado de alimentos ultraprocessados pode desencadear problemas de saúde, entre eles a obesidade, pois esses produtos apresentam baixo valor nutricional e são muito calóricos. Isso significa que eles fornecem muita energia, mas poucos nutrientes essenciais, como vitaminas, minerais e fibras. Além disso, contêm muitos aditivos, como corantes e conservantes.
Por isso, é fundamental orientar os estudantes sobre a importância de dar preferência a alimentos naturais ou minimamente processados, que favorecem uma alimentação nutritiva. Isso não significa adotar dietas restritivas, mas prezar pelo equilíbrio.
A IMPORTÂNCIA DE UMA ALIMENTAÇÃO EQUILIBRADA
Toda criança tem o direito à alimentação saudável, conforme assegura o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Uma alimentação desequilibrada, causada pelo consumo em excesso ou insuficiente de alguns nutrientes, pode levar a problemas de saúde como obesidade e subnutrição.
A obesidade é uma doença caracterizada pelo acúmulo de gordura em excesso no corpo. Ela pode aumentar o risco de doenças do coração e de problemas respiratórios, bem como trazer outras complicações.
Um dos fatores que contribuem para a obesidade é o consumo excessivo de alimentos ricos em açúcar e em gordura, como biscoitos recheados, balas, sorvetes e refrigerantes. Esses alimentos são considerados altamente calóricos, ou seja, fornecem muita energia ao corpo. Quando nos alimentamos de mais calorias do que o corpo precisa, o excesso pode ser armazenado em forma de gordura.
Outro fator é a falta de atividade física, ou seja, ter um estilo de vida pouco ativo. Quando não praticamos exercícios, não gastamos parte da energia obtida por meio dos alimentos, e isso também pode levar ao acúmulo de gordura.
Praticar esportes e brincar ao ar livre são atividades que contribuem para a manutenção da saúde.

É preciso frisar que apenas um profissional de saúde pode determinar as quantidades ideais de cada alimento que uma pessoa deve ingerir diariamente.
TEXTO DE APOIO
Padrões de alimentação estão mudando rapidamente na grande maioria dos países e, em particular, naqueles economicamente emergentes. As principais mudanças envolvem a substituição de alimentos in natura ou minimamente processados de origem vegetal [...] e preparações culinárias à base desses alimentos por produtos industrializados
prontos para consumo. Essas transformações, observadas com grande intensidade no Brasil, determinam, entre outras consequências, o desequilíbrio na oferta de nutrientes e a ingestão excessiva de calorias.
Na maioria dos países [...], a frequência da obesidade e do diabetes vem aumentando rapidamente. De modo semelhante, evoluem outras doenças crônicas relacionadas ao consumo excessivo de calorias e à oferta desequilibrada de nutrientes na alimentação, como a hipertensão (pressão alta), doenças do coração e certos tipos de câncer. Inicialmente
Já a subnutrição é uma condição causada pela falta de nutrientes essenciais no organismo. Ela pode provocar emagrecimento, atraso de crescimento e doenças diversas relacionadas à falta dos diferentes tipos de nutrientes.
Uma alimentação baseada em alimentos pobres em nutrientes, como os ultraprocessados, pode causar a subnutrição.
De modo geral, esses problemas podem ser prevenidos com hábitos saudáveis, como ter uma alimentação equilibrada e praticar atividades físicas com regularidade.
A quantidade de nutrientes e calorias que uma pessoa precisa ingerir por dia depende de alguns fatores, como idade, altura, peso e intensidade da prática de atividades físicas. Por isso, médicos e nutricionistas são os profissionais indicados para orientar sobre os alimentos e as quantidades mais adequadas para cada pessoa.

apresentados como doenças de pessoas com idade mais avançada, muitos desses problemas atingem agora adultos jovens e mesmo adolescentes e crianças.
[...]
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2014. p. 17-18. Disponível em: https://bvsms. saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_po pulacao_brasileira_2ed.pdf. Acesso em: 15 ago. 2025.
Estudantes consumindo uma refeição equilibrada no município de São Paulo, 2025.
ENCAMINHAMENTO
06/10/25 18:59
Ao abordar a subnutrição, explicar que a ingestão insuficiente de nutrientes não está relacionada apenas à quantidade de alimento consumido, mas também ao seu valor nutricional.
Em razão da faixa etária dos estudantes, o conceito de desnutrição não foi explorado. Contudo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, tal conceito compreende condições associadas à má nutrição, incluindo a subnutrição e a obesidade (para obter mais informações, ver Para o professor).
Ao finalizar a abordagem do tema, ressaltar o fato de que a saúde envolve outros aspectos além da alimentação, como a socialização e a prática regular de atividades físicas.
| PARA O PROFESSOR
SITE . Organização Mundial da Saúde. Disponível em: https://www.who.int/ news-room/fact-sheets/ detail/malnutrition. Acesso em: 21 ago. 2025.
O site apresenta diversas informações e dados sobre a desnutrição. O texto está em inglês, mas alguns navegadores possibilitam a tradução automática para a língua portuguesa. Verifique as configurações de seu navegador e busque a opção “Traduzir”.
ATIVIDADES FAMÍLIA
Propor aos estudantes uma conversa com familiares sobre a qualidade da alimentação em casa ou, se for mais oportuno, uma observação da merenda oferecida na escola. O objetivo é identificar práticas que possam prejudicar a saúde e pensar em maneiras de melhorar a alimentação, prevenindo problemas relacionados à nutrição. Depois dessa etapa, realizar uma roda de conversa na escola para compartilhar as reflexões, fortalecendo o vínculo entre família e escola e ampliando a consciência sobre a importância de uma alimentação equilibrada. É essencial promover um ambiente de escuta e respeito à diversidade de hábitos e condições alimentares. Priorizar as reflexões coletivas e considerar sempre a realidade dos estudantes, evitando exposições desnecessárias.
1. a) I – Helena, Beatriz e Hélio não gastam a mesma quantidade de energia durante a semana, por isso suas necessidades alimentares são diferentes.
II – Correta.


III – Mesmo sendo avô de Helena e praticando atividades físicas, Hélio deve consumir quantidades e tipos de nutrientes diferentes dos de Helena.


ATIVIDADES


1. Conheça, a seguir, a rotina de duas estudantes do 5o ano e do avô de uma delas. Em seguida, responda às perguntas.


Pela manhã, Helena faz as tarefas da escola e, depois, vai brincar com os irmãos mais novos. À tarde, por morar perto da escola, ela geralmente vai caminhando com a tia, que é professora da escola onde estuda, e volta a pé com ela também. Duas vezes por semana, ela joga futebol no finzinho da tarde.
Pela manhã, Helena faz as tarefas da escola e, depois, vai brincar com os irmãos mais novos. À tarde, por morar perto da escola, ela geralmente vai caminhando com a tia, que é professora da escola onde estuda, e volta a pé com ela também. Duas vezes por semana, ela joga futebol no finzinho da tarde.








b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que Beatriz poderia mudar seus hábitos, pois passa muito tempo sentada, usando o celular e vendo televisão. Entre os hábitos que Beatriz poderia adotar, podem ser citados: se possível, ir caminhando para a escola com um responsável; brincar ao ar livre; diminuir o tempo de uso do celular e da televisão; fazer uma atividade física, como andar de bicicleta ou jogar bola.
c) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes considerem as diferenças de idade e a rotina das pessoas apresentadas, especialmente o nível de atividade física realizada ao longo do dia. Os cardápios devem apresentar uma distribuição equilibrada dos grupos alimentares, com preferência por alimentos naturais ou minimamente processados e variedade de nutrientes. Para pessoas mais ativas, é importante incluir alimentos que fornecem mais energia, como os carboidratos. Considerar a possibilidade de os estudantes conversarem com uma pessoa idosa para verificar o que ela costuma comer, o que faz bem ou não para ela, a fim de ajudá-los na construção do cardápio. Na justificativa, os estudantes devem




COOLFINGER/SHUTTERSTOCK.COM COOLFINGER/SHUTTERSTOCK.COM
Pela manhã, Beatriz revisa os principais assuntos estudados na escola e, depois, permanece por algum tempo acessando jogos pelo celular. À tarde, Beatriz, que mora perto da escola, vai e volta de transporte escolar. Todo fim de tarde, ela assiste no sofá ao seu programa de televisão favorito.
Hélio tem 70 anos e é avô de Helena. Pela manhã, ele faz atividades físicas com um grupo de pessoas idosas. Depois, vai ao mercado a pé. Na parte da tarde, Hélio dorme um pouco, lê livros e, no fim do dia, vai à praça jogar xadrez com os amigos.
Hélio tem 70 anos e é avô de Helena. Pela manhã, ele faz atividades físicas com um grupo de pessoas idosas. Depois, vai ao mercado a pé. Na parte da tarde, Hélio dorme um pouco, livros e, no fim do dia, vai à praça jogar xadrez com os amigos.
Consultar orientações e respostas no Livro do Professor
a) Leia as afirmações a seguir e copie as incorretas no caderno, corrigindo-as.
I. Helena, Beatriz e Hélio gastam a mesma quantidade de energia durante a semana, por isso apresentam as mesmas necessidades alimentares.
II. Helena, Beatriz e Hélio devem priorizar o consumo de alimentos naturais e de alimentos minimamente processados.
III. Por ser avô de Helena e realizar atividades físicas, Hélio deve consumir a mesma quantidade e tipos de nutrientes que a neta.
b) Você acha que alguma das meninas precisa ter hábitos mais saudáveis? Explique sua resposta com base na rotina delas. Em seguida, sugira algumas mudanças que poderiam ajudar a melhorar esses hábitos.
demonstrar atenção às necessidades individuais para a manutenção da saúde.
A atividade mobiliza a habilidade EF05CI08 ao propor a análise da rotina de pessoas de diferentes idades e hábitos com o objetivo de organizar um cardápio equilibrado que considere as características dos grupos alimentares e as necessidades individuais. O trabalho com o gênero textual cardápio propicia a integração com Língua Portuguesa.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO AS CORES NÃO SÃO REAIS



c) Em trios, no caderno, montem um cardápio com café da manhã, almoço e jantar para Helena, Beatriz e Hélio. Para finalizar, expliquem as principais diferenças entre os cardápios e por quais motivos fizeram as escolhas. Para a elaboração do cardápio, acompanhem as dicas a seguir.
orientações e respostas no Livro do Professor.
• Quem se movimenta mais precisa de alimentos que forneçam mais energia, como os ricos em carboidratos.



• Alguns alimentos ajudam no crescimento, como carnes, ovos, leite e feijão.
• Devem ser incluídos verduras, legumes e frutas variados nas refeições. Combinar alimentos de cores diferentes ajuda a oferecer mais nutrientes ao corpo.
2. Comer em frente a telas, como televisão, celular ou tablet, pode afetar negativamente nossa saúde. Isso porque, ao nos distrairmos com o que está na tela, deixamos de prestar atenção nos alimentos consumidos, o que pode levar à ingestão excessiva de calorias. Sobre esse assunto, responda às questões.

a) De acordo com o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), 61% dos adolescentes brasileiros apresentavam o hábito de fazer refeições assistindo à televisão em 2024. Você também tem esse hábito?
b) Quais problemas podem ser causados por esse hábito?
c) Em grupos, façam um cartaz sobre os problemas causados por esse hábito. O objetivo do cartaz é incentivar formas mais saudáveis de alimentação.
2. Espera-se que, ao realizar a atividade, os estudantes reflitam sobre seus hábitos durante as refeições. Promover um ambiente acolhedor, sem julgamentos, incentivando a autorreflexão.
A atividade mobiliza a habilidade EF05CI09 ao suscitar discussões sobre hábitos cotidianos e problemas de saúde relacionados à alimentação.
a) Resposta pessoal. Alimentar-se assistindo à televisão pode causar distração, levando a pessoa a comer mais do que precisa. Isso pode levar a uma alimentação desbalanceada e ao consumo
certo ou errado, mas sim compreender como os hábitos influenciam a saúde.
b) Resposta pessoal. Os estudantes podem mencionar problemas como a distração durante as refeições e seus efeitos no corpo. Conduzir a conversa sobre os efeitos da distração nas refeições – por exemplo, provocar a ingestão de calorias em excesso e dificultar a percepção dos sinais de saciedade –, relacionando a obesidade a fatores como tipo e quantidade de alimentos, tempo de tela e prática de atividades físicas.
c) Auxiliar os estudantes na produção de cartazes para sintetizar o aprendizado e incentivar hábitos alimentares saudáveis, orientando-os a incluir mensagens claras e práticas, como desligar aparelhos eletrônicos, comer com atenção e conversar durante as refeições. Expor os cartazes na escola para promover uma campanha educativa envolvendo outras turmas e famílias.
A produção do cartaz contribui para o desenvolvimento da competência geral 4 e da competência específica 6 de Ciências da Natureza, relacionadas ao uso de diferentes linguagens para partilhar informações.
06/10/25 18:59
excessivo de calorias. Conduzir uma conversa para que os estudantes concluam que esse hábito, com o tempo, pode levar ao ganho de peso ou à obesidade. Ao apresentar os dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) de 2024, de acordo com os quais 61% dos adolescentes brasileiros fazem refeições assistindo à televisão, pode-se incentivar os estudantes a refletir sobre a manifestação desse comportamento na rotina deles. A pergunta “Você também tem esse hábito?” deve ser tratada com cuidado, pois o objetivo não é apontar o que é
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Consultar
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Criança se alimentando mexendo em um celular, comportamento que não é recomendado por afetar negativamente a saúde.
ENCAMINHAMENTO
Ao iniciar a aula, explorar as imagens dos atletas em ação nos Jogos Paralímpicos e nos Jogos Pan-Americanos. Destacar o fato de que as Paralimpíadas compreendem o maior evento esportivo mundial envolvendo pessoas com deficiência: representam um relevante exemplo de valorização da diversidade corporal e de inclusão social. Explicar que, em 2020, nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, o Brasil conquistou 72 medalhas e que, nos Jogos Paralímpicos de Paris, em 2024, ganhou 89 medalhas. Ressaltar a importância da competição para a visibilidade das pessoas com deficiência, não apenas no esporte, mas também na sociedade, reforçando a ideia de que todos têm direito à igualdade de oportunidades e ao respeito. Essa abordagem favorece reflexões sobre cidadania, respeito às diferenças e inclusão social, trabalhando o Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Vida familiar e social.
Na sequência, explorar a ação desempenhada pelos atletas com o objetivo de despertar o interesse dos estudantes pela temática do capítulo. Para isso, propor a realização das atividades apresentadas. Essa é uma oportunidade de avaliar o conhecimento prévio dos estudantes sobre a digestão e a respiração, processos relacionados, respectivamente, à liberação dos nutrientes dos alimentos e à captação de gás oxigênio para o corpo.
DIGESTÃO E RESPIRAÇÃO
Observe as fotografias a seguir. Depois, leia atentamente o texto e responda às questões.


O atletismo é um dos esportes mais tradicionais dos jogos olímpicos. Entre suas modalidades, estão as corridas curtas, como a de 100 metros, e as longas, como a maratona. Na corrida curta, o atleta precisa de muita velocidade em pouco tempo — isso é chamado de explosão. Na maratona, é preciso muito fôlego e resistência para correr mais de 42 quilômetros. O tipo de treino e os alimentos consumidos por atletas dessas duas provas costumam ser diferentes. Mas nos dois casos os atletas precisam de muita energia para competir.
1. Resposta pessoal. É possível que os estudantes apontem alimentos ricos em carboidratos, de alto valor energético, como arroz, macarrão e pão.
1. Sabendo que os atletas precisam de muita energia para competir, que tipo de alimento você acha que eles deveriam comer antes da competição?
2. Resposta pessoal. Avaliar o conhecimento prévio dos estudantes a respeito da digestão de alimentos, processo no qual os nutrientes dos alimentos são disponibilizados ao organismo
2. O que acontece com o alimento no corpo?
3. Quando uma pessoa está em repouso, ela realiza cerca de 15 respirações por minuto. Já um maratonista, durante os momentos de maior esforço, pode chegar a aproximadamente 60 respirações por minuto. Por que você acha que isso acontece durante o exercício físico?
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor 92
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTA
3. Resposta pessoal. Os estudantes podem argumentar que a frequência respiratória aumenta por causa do esforço realizado durante o exercício físico. Avaliar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre o aumento da necessidade de gás oxigênio em razão da elevação da demanda de energia para a realização de atividades físicas.
| PARA O ESTUDANTE
VÍDEO. ACLIMATAÇÃO Troyes – Logística alimentação CPB. 2024. 1 vídeo (54 s). Publicado pelo canal Comitê Paralímpico Brasileiro. Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=upaSrq8C10o. Acesso em: 16 ago. 2025.
Vídeo do Comitê Paralímpico Brasileiro sobre a alimentação dos atletas.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
A italiana Ambra Sabatini correndo uma prova de 100 metros nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, em Tóquio, Japão, 2021.
O brasileiro Johnatas de Oliveira Cruz correndo em prova de maratona nos Jogos Pan-Americanos de Santiago, em Santiago, Chile, 2023.
POR ONDE PASSAM OS ALIMENTOS?
Após serem ingeridos, os alimentos passam pelo processo de digestão, no qual são quebrados em partes muito menores e seus nutrientes são absorvidos. A digestão ocorre ao longo do sistema digestório. Acompanhe a seguir.
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO
AS CORES NÃO SÃO REAIS.
As glândulas salivares, o fígado e o pâncreas liberam substâncias que ajudam na digestão, mas os alimentos não passam dentro dessas estruturas.
delgado fígado
glândulas salivares
esôfago faringe









Representação esquemática dos órgãos que formam o sistema digestório.
salivares produzem saliva, que umedece os alimentos e auxilia na digestão do amido. O fígado produz a bile, substância que emulsifica as gorduras, facilitando sua quebra (a bile é armazenada na vesícula biliar até o momento de sua secreção). Já o pâncreas secreta o suco pancreático, rico em enzimas que atuam na digestão de proteínas, lipídios e carboidratos.











1. Na boca, os alimentos são triturados pelos dentes e umedecidos pela saliva, produzida pelas glândulas salivares. A língua auxilia na mistura dos alimentos à saliva, formando o bolo alimentar.
2. O bolo alimentar é engolido e empurrado por músculos da faringe e do esôfago até chegar ao estômago.
3. No estômago, o bolo alimentar entra em contato com o suco gástrico, um líquido que contém substâncias digestivas, produzido pelo próprio estômago.
4. No intestino delgado, a digestão é continuada pela ação de substâncias produzidas pelo próprio órgão, pelo fígado e pelo pâncreas. Nesse local, também ocorre a absorção da maior parte dos nutrientes.
5. O que não foi digerido e absorvido chega ao intestino grosso, onde há absorção de água e formação das fezes, que, da porção final, chamada reto, são eliminadas pelo ânus.
Elaborada com base em: TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Princípios de anatomia e fisiologia. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016. E-book
ENCAMINHAMENTO
O conteúdo abordado no tópico Por onde passam os alimentos? fornece embasamento teórico ao desenvolvimento da habilidade EF05CI06, ao destacar o processo de digestão dos alimentos.
Para despertar a curiosidade dos estudantes e, ao mesmo tempo, levantar seus conhecimentos prévios, sugere-se iniciar a aula com a seguinte pergunta:
• O que acontece com os alimentos depois que são ingeridos?
Utilizar as respostas dos estudantes como base para a explicação teórica.
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Se for oportuno, explicar que os alimentos passam pelo interior do tubo digestório, formado por boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado e intestino grosso, e que os resíduos são eliminados pelo ânus.
As glândulas acessórias (glândulas salivares, fígado e pâncreas) não fazem parte do trajeto dos alimentos, mas são essenciais para a digestão. As glândulas
Se julgar que é o momento de ampliar o assunto, comentar que o intestino delgado absorve uma parte da água presente nos alimentos e nos sucos digestivos. No entanto, a maior parte da água é absorvida no intestino grosso, que tem essa como uma de suas principais funções.
Conduzir a explicação de forma que mostre a ação integrada dos órgãos do sistema digestório. Fazer pausas para acolher dúvidas e incentivar a participação da turma.
ATIVIDADES
Propor uma atividade em grupo para elaborar um modelo representativo do sistema digestório, utilizando materiais recicláveis. Orientar a construção do modelo de forma que haja relevo e diferentes texturas, a fim de incluir estudantes com deficiência visual. Ao final, solicitar aos grupos que identifiquem os órgãos representados e expliquem suas funções.
A atividade proposta pode constituir parte do processo de avaliação do aprendizado dos estudantes sobre o assunto.
B
boca
reto
ânus
ALEX ARGOZINO
VOCÊ CIDADÃO!
Ao promover a conscientização sobre saúde bucal, a seção articula-se ao Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Saúde e favorece o desenvolvimento da competência geral 8 e da competência específica 7 de Ciências da Natureza . No texto, recomendações relacionadas à frequência e ao modo de realizar a higiene dos dentes e à alimentação saudável oferecem aos estudantes subsídios para avaliar seus hábitos e implementar ações que promovam a saúde bucal. Comentar que os dentes têm papel essencial na digestão, pois, ao rasgar e triturar os alimentos, facilitam a absorção de nutrientes. Explicar que, durante as refeições, é importante comer devagar e mastigar bem. Reforçar os cuidados com a higiene bucal como forma de manter a saúde da boca e do corpo.
Se julgar oportuno, explicar aos estudantes que as crianças têm os chamados dentes de leite, os quais, a partir dos 6 anos de idade, começam a cair e dão lugar aos dentes permanentes. Uma pessoa adulta tem 32 dentes, divididos em quatro grupos: incisivos, caninos, pré-molares e molares, como ilustrado a seguir.
VOCÊ CIDADÃO!
Cuidados com a saúde bucal
Cuidar da saúde bucal é muito importante para manter os dentes e as gengivas saudáveis. Esse cuidado ajuda a evitar problemas como cáries e mau hálito. Quando se consome muito açúcar e a higiene bucal não é feita corretamente, as bactérias que vivem na boca se multiplicam. Essas bactérias produzem substâncias que podem danificar os dentes e causar cáries, que provocam dor e, em casos mais graves, até a perda do dente. Escovar bem os dentes depois das refeições e manter uma alimentação saudável são as principais formas de evitar o surgimento de cáries. Outro hábito importante que ajuda a manter a boca saudável é passar fio dental antes de escovar os dentes. Ao passar o fio com cuidado, seguindo a curva dos dentes, ele remove os restos de alimentos que a escova não alcança. Ir ao dentista com frequência também é essencial para cuidar bem da saúde da boca.
1. O que pode acontecer se uma pessoa não escovar os dentes diariamente?
As bactérias presentes na boca podem se multiplicar, causando mau hálito e danos aos dentes, incluindo cáries.
2. Como você cuida de sua saúde bucal? Para ajudar nessa reflexão, pense nas seguintes questões:
• Quantas vezes você escova os dentes por dia?
Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes reflitam sobre os próprios hábitos e que se conscientizem sobre a importância da manutenção da saúde bucal.
• Você costuma escovar os dentes depois de todas as refeições?
• Usa fio dental?




















Legenda
| PARA O PROFESSOR


































incisivos (12, 11, 21, 22, 42, 41, 31, 32) caninos (13, 23, 43, 33) pré-molares (14, 15, 24, 25, 45, 44, 35, 34) molares (16, 17, 18, 26, 27, 28, 48, 47, 46, 38, 37, 36)














TEXTO. CONSELHO Regional de Odontologia de São Paulo. Cuidados com a saúde bucal. Disponível em: https://site.crosp. org.br/uploads/download/folder_saude_ bucal.pdf. Acesso em: 16 ago. 2025. Fôlder que aborda os principais cuidados com a saúde bucal nas diferentes etapas da vida.



























Representação da dentição de uma pessoa adulta com a indicação dos grupos dentários.
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Criança passando fio dental nos dentes.
ATIVIDADES
1. Consultar orientações no Livro do Professor
1. Copie as frases (I a V) no caderno, colocando-as na ordem em que os processos ocorrem. Ao lado de cada frase copiada no caderno, registre as letras A a E, que correspondem aos locais indicados na ilustração a seguir
I. No intestino delgado, além da digestão, ocorre a maior parte da absorção de nutrientes.
II. O bolo alimentar é engolido e passa pela faringe e pelo esôfago.
III. No intestino grosso, ocorrem a absorção de água e a formação das fezes.
IV. No estômago, o bolo alimentar é misturado ao suco gástrico.
V. Na boca, os alimentos são mastigados e misturados à saliva.
Ordem correta: V-A; II-B; IV-C; I-D; III-E.
2. c) A água e as fibras ajudam no funcionamento do intestino. Por isso, seria recomendável que a pessoa ingerisse maior volume de água durante o dia e consumisse mais alimentos ricos em fibras, como frutas, verduras e legumes, nas refeições. Caso o problema persista, ela deve procurar um médico especializado.

Representação do sistema digestório parcialmente em corte.
2. Algumas pessoas podem ter dificuldade de evacuar, eliminando fezes ressecadas. Em alguns casos, isso pode ser causado pela alimentação, sobretudo quando há consumo de pouca fibra e pouca ingestão de água. Com base no que você aprendeu, responda:
Consultar orientações no Livro do Professor.
a) O que são as fezes? Em que parte do corpo são formadas e por qual são eliminadas?
As fezes são os restos da digestão de alimentos. Elas são formadas no intestino grosso e eliminadas pelo ânus.
b) Você sabe o que significa a expressão “dificuldade de evacuar” (popularmente chamada de “prisão de ventre”)? Se necessário, use o dicionário para ajudar.
A expressão indica que a pessoa tem dificuldade em eliminar as fezes.
c) O que seria recomendável mudar na rotina de uma pessoa que apresenta fezes ressecadas? Por quê?
ATIVIDADES
Se possível, organizar a visita de um dentista à escola para que os estudantes, em uma roda de conversa e perguntas, tirem dúvidas sobre a maneira correta de escovar os dentes e de usar o fio dental. Para isso, antecipadamente, comunicar a equipe escolar e providenciar o local da conversa, com assentos para todos, equipamentos de áudio e vídeo (se necessário) e materiais de apoio. Organizar com a turma a lista das perguntas que serão feitas. Orientar
1. A atividade permite verificar a compreensão dos estudantes sobre a sequência dos órgãos do sistema digestório e as etapas da digestão. Para que a atividade seja mais proveitosa, antes de os estudantes copiarem as frases e as associarem às letras da ilustração, retomar a imagem do sistema digestório da página 93 e revisar oralmente o caminho que os alimentos percorrem, destacando os principais processos em cada órgão.
2. Na atividade, é proposta uma reflexão sobre o funcionamento do intestino grosso e a importância da alimentação rica em fibras e da ingestão de água. Ao abordar o tema, buscar manter um tom natural e respeitoso, evitando constrangimentos. Explicar que falar sobre o funcionamento do corpo faz parte do cuidado com a saúde. Retomar com os estudantes a informação de que no intestino grosso ocorre absorção de água e formação de fezes. Assim, se a hidratação do corpo não for adequada, haverá maior absorção da água das fezes, as quais ficarão ressecadas.
| PARA O PROFESSOR
06/10/25 18:59
os estudantes a elaborar um cartaz mostrando o que aprenderam nessa conversa e organizar uma exposição dos cartazes na escola.
Se julgar conveniente, ampliar a conversa explorando aspectos da profissão de odontologista. Essa é uma oportunidade para desenvolver a competência geral 6, relacionada aos projetos de vida dos estudantes, além de explorar o Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Trabalho.
TEXTO . SALGADO, Silvia de Souza Ferreira; CRUZ, Osilene Maria de Sá e Silva da. A descrição do sistema digestório humano para pessoas cegas por meio de acessibilidade tátil e em áudio. Revista Benjamin Constant , v. 27, n. 63 (2021). Disponível em: https://revista. ibc.gov.br/index.php/BC/ article/view/840. Acesso em: 21 ago. 2025. O artigo relata o desenvolvimento de um material sobre o sistema digestório acessível para estudantes cegos.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO
AS CORES NÃO SÃO REAIS.
SELMA CAPARROZ
ENCAMINHAMENTO
O conteúdo do tópico
Por onde passa o ar? fornece subsídios para o desenvolvimento da habilidade EF05CI06 ao abordar o funcionamento do sistema respiratório.
Sugere-se iniciar a abordagem deste tópico com perguntas provocativas, com a intenção de despertar a curiosidade dos estudantes, bem como levantar conhecimentos prévios. Alguns exemplos:
• Vocês sabem que caminho o ar faz dentro de nosso corpo?
• Quais gases estão presentes no ar que respiramos?
• Por que precisamos respirar?
Com base nas respostas manifestadas pelos estudantes, explicar que o ar que respiramos contém, entre outros gases, o gás oxigênio, essencial para que o corpo produza energia por meio dos nutrientes obtidos na digestão, e o gás carbônico, produto do metabolismo que é eliminado na expiração. Aproveitar o momento para informar que os sistemas digestório e respiratório são corresponsáveis pela nutrição do organismo, trabalhando a habilidade EF05CI06. Apresentar aos estudantes a ilustração do sistema respiratório, mencionando os órgãos representados e o caminho que o ar percorre. Orientá-los a relacionar os números indicados na imagem com os textos explicativos. Propor a leitura coletiva desses textos, fazendo pausas para perguntas e comentários gerais.
Se julgar oportuno, comentar que os vasos sanguíneos que envolvem os alvéolos pulmonares são capilares sanguíneos (que
POR ONDE PASSA O AR?
O gás oxigênio presente no ar é fundamental para o funcionamento do corpo humano. Ele é essencial para a produção de energia a partir dos nutrientes obtidos por meio do sistema digestório.
Nesse processo de produção de energia, o corpo gera o gás carbônico, que precisa ser eliminado para o ambiente, pois seu acúmulo pode prejudicar o organismo.
O sistema respiratório é o responsável por realizar essas trocas gasosas entre o corpo e o ambiente. Acompanhe a seguir.























































alvéolos pulmonares envolvidos por pequenos vasos sanguíneos
Representação dos órgãos que formam o sistema respiratório parcialmente em corte. No detalhe, brônquio, bronquíolos e alvéolos em ampliação.
1. O ar entra pelo nariz, passando pelas narinas, até chegar à cavidade nasal
2. Em seguida, o ar percorre a faringe, a laringe e a traqueia, até chegar aos pulmões.
3. Lá, segue pelos brônquios e bronquíolos até alcançar os alvéolos pulmonares.
4. Nos alvéolos pulmonares, ocorre a troca de gases entre o ar e o sangue. O gás oxigênio presente no ar passa dos alvéolos para o sangue. Já o sangue que circulou pelo corpo é rico em gás carbônico, que precisa ser eliminado e passa do sangue para o ar, nos alvéolos.
Elaborada com base em: SILVERTHORN, Dee Unglaub. Fisiologia humana: uma abordagem integrada. 7. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. p. 538-539.
serão apresentados adiante). Nesses locais, ocorre a troca gasosa: o gás oxigênio presente no ar inspirado atravessa as finas paredes dos alvéolos e passa para o sangue, com o qual é transportado para todas as células do corpo. Em contrapartida, o gás carbônico, produzido pelas células durante o metabolismo, passa do sangue para o interior dos alvéolos, sendo eliminado na expiração.
pulmões
faringe
laringe traqueia
nariz
narina
brônquio
bronquíolos
cavidade nasal
bronquíolos
brônquio
MOVIMENTOS RESPIRATÓRIOS
Você já percebeu o que acontece com o tórax durante a respiração? Para analisar com mais detalhes essa ação, acompanhe as instruções a seguir com um colega.
• Em pé, peça ao colega que respire fundo pelo nariz e segure o ar por alguns segundos.
• Enquanto ele segura a respiração, de maneira rápida, use uma fita métrica ou um pedaço de barbante para medir o tórax dele. Anote a medida no caderno.
• Em seguida, peça ao colega que solte todo o ar. Meça novamente o tórax e anote a nova medida no caderno.

Representação de uma criança realizando a medição do tórax do colega com uma fita métrica.
Para que o ar entre no corpo e saia dele, é necessário que ocorram dois movimentos, a inspiração e a expiração. Na inspiração, a expansão do tórax possibilita a entrada de ar no organismo, de modo que o pulmão se enche de ar. Já na expiração, a redução do tamanho do tórax possibilita a saída de ar do organismo, de modo que o pulmão se esvazia. Esses movimentos são auxiliados por um músculo chamado diafragma, que fica abaixo dos pulmões. Observe o esquema a seguir para compreender esses movimentos.
InspiraçãoExpiração





Pulmões aumentam de tamanho.















ar entraar sai


Pulmões reduzem de tamanho.
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO.
AS CORES NÃO SÃO REAIS
Representação do sistema respiratório parcialmente em corte, mostrando os movimentos de inspiração e de expiração. O contorno pontilhado representa o tamanho do pulmão durante a inspiração e as setas, o movimento do diafragma e a entrada e a saída do ar das cavidades nasais. Elaborada com base em: SILVERTHORN, Dee Unglaub. Fisiologia humana: uma abordagem integrada. 7. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. p. 547.
comparar os resultados entre os momentos de inspiração e de expiração. Caso os estudantes não verifiquem diferença nas medidas, comentar que a variação pode ser sutil. O essencial é que percebam, ao menos, a variação do volume da caixa torácica durante a respiração. Após a atividade, apresentar a ilustração dos movimentos de inspiração e expiração, evidenciando o papel do diafragma nesse processo. Mostrar, por meio das setas indicativas, que ele se contrai e se move para baixo durante a inspiração, permitindo que os pulmões se encham de ar, e que ele relaxa e se move para cima na expiração, ajudando na liberação do ar. Na imagem da expiração, destacar o fato de que o pontilhado indica o volume do pulmão na inspiração. Por meio dessa representação, é possível observar a variação do volume dos pulmões nesses processos.

















Músculo diafragma se contrai (se movimenta para baixo)
ENCAMINHAMENTO
















Músculo diafragma se relaxa (se movimenta para cima).
Ao abordar os movimentos respiratórios, propor aos estudantes que realizem em duplas a atividade descrita no Livro do Estudante. Essa atividade tem como objetivo colaborar para a compreensão dos movimentos respiratórios, por meio da constatação do aumento e da redução do volume da caixa torácica durante esse processo, vivenciando essa sensação com o próprio corpo.
Explicar o passo a passo da atividade e destacar a importância de realizá-la com cuidado e respeito ao corpo do colega.
Uma sugestão é orientar a turma a fazer a medição com o colega de costas.
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É importante também realizar a medição rapidamente, para evitar que o estudante que está prendendo a respiração sinta desconforto. Oriente os estudantes a respirar normalmente entre a marcação da inspiração e a da expiração.
Se não houver fita métrica na escola, é possível utilizar um barbante, que depois pode ter seu comprimento medido com uma régua. Orientar os estudantes a registrar as medidas da circunferência do tórax no caderno para que depois possam
VOCÊ CIDADÃO!
A temática da seção articula-se ao Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Saúde ao abordar práticas de cuidado com o próprio corpo e com o dos outros, no contexto de condições que acometem órgãos do sistema respiratório, como gripes, resfriados e alergias. Também é uma oportunidade para o desenvolvimento da competência geral 8 e da competência específica 7 de Ciências da Natureza. Explicar que tosses e espirros são respostas naturais do corpo, mas podem disseminar, pelo ar, agentes causadores de doenças junto a gotículas de saliva e secreções. Então, enfatizar a importância de adotar medidas que podem reduzir a chance de propagação desses agentes, como cobrir a boca e o nariz com o braço ou com um lenço. Esse é um bom momento para enfatizar a importância de lavar as mãos. Assim, incentiva-se uma postura cidadã na prevenção de doenças transmissíveis em ambientes coletivos, como a escola.
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
Você cidadão!
2. Respostas pessoais. Os estudantes podem comentar que os cuidados para evitar a transmissão são atitudes que demonstram respeito e preocupação com a saúde das outras pessoas. Além de cobrir a boca e o nariz ao espirrar, outras formas de prevenção são lavar bem as mãos, evitar compartilhar objetos pessoais e usar máscara quando necessário. No caso de algumas doenças, como a gripe, a vacinação também é importante, quando indicado.
O assunto pode ser complementado propondo-se aos estudantes que se organizem em grupos e
VOCÊ CIDADÃO!
Cuidados ao tossir e espirrar
Tosses e espirros são respostas do corpo a resfriados, gripes e alergias, por exemplo. Eles acontecem como uma forma de expulsar as substâncias que estão causando irritação em partes do sistema respiratório. Quando estamos resfriados e tossimos ou espirramos, é importante cobrir a boca e o nariz. Isso evita que pequenas gotas de saliva se espalhem pelo ar, já que elas podem conter vírus que podem contaminar outras pessoas.

1. Você tem o costume de cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar? Como?
Resposta pessoal. É esperado que os estudantes reflitam sobre seus hábitos e suas atitudes quando tossem ou espirram.
2. Por que é importante evitar a transmissão de doenças como gripes e resfriados para outras pessoas? O que mais pode ser feito para evitar a transmissão dessas doenças especificamente?
Consultar orientações e respostas no Livro do Professor
ATIVIDADES
1. A ordem correta é: narinas cavidade nasal faringe laringe traqueia brônquios alvéolos pulmonares
1. Ao explicar para um colega o caminho do ar no sistema respiratório, Luiz desenhou o esquema a seguir. Mas ele cometeu alguns erros na posição de alguns órgãos. Copie o esquema no caderno e faça as correções necessárias.
brônquios
2. Qual é a importância do sistema respiratório?
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor
3. Indique o movimento respiratório que está acontecendo em cada uma das fotografias a seguir.
Menina soprando flor de dente-de-leão.


Na fotografia A, está acontecendo o movimento de expiração. Na fotografia B, está acontecendo o movimento de inspiração.
criem um vídeo informativo, sob a supervisão de um adulto, para divulgar essas atitudes. O vídeo pode ser simples e criativo, com os estudantes explicando e demonstrando boas práticas. Verificar a possibilidade de compartilhar as produções nas mídias sociais da escola, colaborando para a conscientização da comunidade escolar.
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
Atividades
1. Ao comentar a atividade, explicar que os pulmões são os órgãos nos quais
cheirando uma flor.
ocorrem as trocas gasosas. Retomar que, ao chegar aos pulmões, o ar percorre os brônquios, depois os bronquíolos e finalmente alcança os alvéolos pulmonares.
2. O sistema respiratório é fundamental para que o corpo obtenha o gás oxigênio presente no ar. O gás oxigênio e os nutrientes obtidos por meio do sistema digestório são necessários para a produção de energia utilizada no funcionamento do organismo. Além disso, o sistema respiratório elimina o gás carbônico, que, em excesso, pode ser prejudicial ao organismo.
Criança cobrindo a boca e o nariz ao espirrar.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Menino
JONFEINGERSHPHO
SEGAMIYTTEG/C DARIAGREBENCHUK/SHUTTERSTO
1. Consultar orientações no Livro do Professor
NUTRIÇÃO DO ORGANISMO
A nutrição do organismo compreende o processo pelo qual ele obtém e utiliza os nutrientes dos alimentos para seu funcionamento. Ela depende da ação integrada dos sistemas do corpo humano, entre eles o digestório e o respiratório.
O sistema digestório, ao transformar os alimentos, disponibiliza os nutrientes de que o corpo precisa para se desenvolver. Para que a energia dos nutrientes seja liberada, é necessária a presença do gás oxigênio, que é captado pelo sistema respiratório.
ATIVIDADE
Consultar orientações e respostas no Livro do Professor
• A professora pediu aos estudantes do 5o ano que desenhassem um esquema no caderno representando como o sistema digestório e o sistema respiratório trabalham em conjunto, nutrindo e fornecendo energia ao corpo. Analise o esquema que um dos estudantes fez.
a) Considere que o retângulo laranja representa o corpo
humano. Qual sistema do corpo humano está representado pela estrutura verde? E pela estrutura azul? Explique.
b) Cite um órgão do sistema representado pela estrutura verde e explique seu papel no corpo humano.
c) Cite um órgão do sistema representado pela estrutura azul e explique seu papel no corpo humano.
d) Explique como o estudante representou no esquema a produção de energia para o corpo humano.

e) Agora é sua vez! Desenhe no caderno um esquema que represente como o sistema digestório e o sistema respiratório trabalham em conjunto na nutrição e no fornecimento de energia ao corpo. Seja criativo.
ENCAMINHAMENTO
O conteúdo do tópico Nutrição do organismo mobiliza a habilidade EF05CI06 ao destacar os sistemas digestório e respiratório como corresponsáveis pela nutrição do organismo.
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
Esta atividade favorece a mobilização da habilidade EF05CI06.
a) A estrutura verde representa o sistema digestório, pois existe uma seta indicando que o alimento está entrando, e em
seu interior está escrito “nutrientes” e “resíduos” (fezes). Assim, essa representação indica que o sistema digestório disponibilizou os nutrientes para o corpo e os resíduos serão eliminados na forma de fezes. A estrutura azul representa o sistema respiratório, pois existe uma seta que indica a entrada de ar, além de estarem indicados, em seu interior, dois gases – o gás oxigênio e o gás carbônico. Assim, essa representação indica que o sistema respiratório captura o ar do ambiente e realiza a troca gasosa, disponibilizando o gás oxigênio para o corpo e eliminando
o gás carbônico no ambiente.
b) Espera-se que os estudantes indiquem alguma parte do sistema digestório e a função dela. Por exemplo, boca – trituração e umedecimento dos alimentos; intestino delgado – absorção de boa parte dos nutrientes; intestino grosso – absorção de água e formação das fezes.
c) Espera-se que os estudantes indiquem alguma parte do sistema respiratório e a função dela. Por exemplo, traqueia – condução do ar aos pulmões; alvéolos pulmonares – local onde ocorrem trocas gasosas entre ar e sangue.
d) No esquema, o estudante indicou, por meio de setas, o processo em que o gás oxigênio, vindo do sistema respiratório, e os nutrientes, do sistema digestório, são disponibilizados para o corpo, ocorrendo a produção de energia.
e) Resposta pessoal. Os estudantes podem ilustrar superficialmente os sistemas ou utilizar círculos, quadrados, triângulos e setas, entre outros elementos, para representá-los no esquema. O esquema deve deixar evidente que, por meio do sistema respiratório, ocorre a obtenção de gás oxigênio e que, por meio do sistema digestório, ocorre a obtenção de nutrientes. Também é necessário que o esquema mostre que os nutrientes e o gás oxigênio são fundamentais para o processo de produção de energia.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
Realizar a leitura coletiva da tirinha, orientando a interpretação dos elementos verbais e não verbais. Nesse momento, sugere-se propor perguntas como:
• Do que trata a tirinha? Descrevam o que vocês observam.
• Com quem o personagem está conversando?
• Para onde o personagem está indo no último quadrinho?
Depois da rodada de perguntas, realizar as atividades indicadas. Elas permitem avaliar a competência leitora dos estudantes e ajudam a levantar conhecimentos prévios sobre os assuntos que são explorados no capítulo. Esse mapeamento também pode ser usado para orientar o planejamento pedagógico.
Com o objetivo de finalizar o trabalho com a tirinha, é possível explicar brevemente que a água é absorvida, principalmente, no intestino grosso, entra na corrente sanguínea e, em partes, é eliminada pelos rins por meio da urina, como forma de regulação do organismo. Contudo, convém lembrar que esse assunto será aprofundado no capítulo.
A leitura da tirinha e o trabalho proposto auxiliam no desenvolvimento das habilidades de Língua Portuguesa indicadas a seguir.
• EF15LP03: Localizar informações explícitas em textos.
• EF15LP14: Construir o sentido de histórias em quadrinhos e tirinhas, relacionando imagens e palavras e interpretando recursos gráficos (tipos de balões, de letras, onomatopeias).
3
CIRCULAÇÃO E EXCREÇÃO
Leia a tirinha a seguir e responda às questões.

orientações e respostas no Livro do Professor
1. No primeiro quadrinho, Armandinho está conversando com seu sapo de estimação sobre qual assunto?
2. No segundo quadrinho, o personagem está tomando água. Qual é a intenção dele, considerando sua fala do terceiro quadrinho?
3. Que cena presente na tirinha confirma que a ideia de Armandinho não é possível?
4. O corpo elimina parte da água por meio da urina. Mas existem outras maneiras de o corpo perder água. Você conhece alguma?
5. Por que atingir a meta indicada por Armandinho não é possível?
6. Que partes do corpo humano estão relacionadas com as situações representadas na tirinha?
Você já se perguntou como os nutrientes, a água e o gás oxigênio se distribuem por todo o corpo? E como os resíduos produzidos pelo organismo e o excesso de água são eliminados? Neste capítulo, vamos conhecer dois sistemas do corpo humano que ajudam a responder a essas perguntas.
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO. AS CORES NÃO SÃO REAIS
Representação de um menino pensando.
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
1. Sobre a quantidade de água que há no corpo humano.
2. A intenção dele é aumentar a proporção de água em seu corpo, atingindo 100%.
3. No último quadrinho, ele sente necessidade de ir ao banheiro, urinar. Isso demonstra que o corpo elimina o excesso de água.
4. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes citem o suor. O corpo ainda perde água por meio da expiração e, em menor quantidade, pelas fezes.

5. Mesmo consumindo muita água, o corpo tem formas de eliminar o excesso de água. Convém lembrar que há outros componentes no organismo humano além da água.
6. Incentivar os estudantes a pensar no caminho que a água percorre no corpo. Eles podem argumentar que a água percorre o sistema digestório e vai sendo absorvida pelo organismo. Não se espera que respondam que a água é transportada pelo sistema cardiovascular, sendo parte dela expelida pelo sistema urinário. Contudo, podem citar a bexiga urinária, mas de forma desconectada.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
BECK, Alexandre. Armandinho Doze. Florianópolis: Edição do autor, 2019. p. 73.
Consultar
SISTEMA CARDIOVASCULAR
Como você já estudou, a água e os nutrientes são obtidos pelo sistema digestório. Já o gás oxigênio é captado pelo sistema respiratório. Todas essas substâncias precisam ser distribuídas pelo corpo, para que ele funcione bem. O sistema cardiovascular é o responsável por transportar essas substâncias. Acompanhe a seguir.
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO. AS CORES NÃO SÃO REAIS






















O coração é o órgão que bombeia sangue para todo o corpo. Ele se encontra entre os pulmões, e sua maior parte fica, geralmente, do lado esquerdo do corpo.
As artérias são vasos sanguíneos que conduzem o sangue do coração para o restante do corpo.
que os capilares são vasos muito finos, através dos quais ocorre a troca de substâncias.
Representação do sistema cardiovascular humano. Nos detalhes, seus componentes em ampliação e alguns em corte.
ENCAMINHAMENTO
As veias são vasos sanguíneos que levam o sangue do corpo em direção ao coração.
Ressaltar o fato de que o coração funciona como uma bomba que impulsiona o sangue. Se julgar pertinente, explicar de forma resumida como ocorre a circulação sanguínea: o sangue rico em gás carbônico sai do coração pela artéria pulmonar em direção aos pulmões, onde ocorre a troca gasosa – o sangue libera o gás carbônico e recebe gás oxigênio. Em seguida, o sangue oxigenado retorna ao coração pelas veias pulmonares. A artéria aorta leva o sangue oxigenado do coração para todos os órgãos e tecidos, promovendo trocas de nutrientes e oxigênio e remoção de resíduos metabólicos, incluindo o gás carbônico. O sangue, rico em gás carbônico, retorna ao coração pelas veias cavas.
Os capilares são pequenos vasos sanguíneos que se espalham por todo o corpo. Alguns são mais finos que um fio de cabelo.
Elaborada com base em: PARKER, Steve. O livro do corpo humano. 2. ed. Jandira: Ciranda Cultural, 2014. p. 132-133, 136.
O conteúdo dos tópicos Sistema cardiovascular e, adiante, Sistema urinário, fornece subsídios para o trabalho com a habilidade EF05CI07, ao apresentar os sistemas cardiovascular e urinário e as funções de distribuição de substâncias pelo corpo e de eliminação dos resíduos produzidos.
Ao iniciar a aula, retomar o que foi estudado sobre os sistemas digestório e respiratório, destacando que eles fornecem nutrientes e gás oxigênio ao organismo. Informar que essas substâncias
são transportadas pelo sistema cardiovascular para todo o corpo.
06/10/25 18:59
Explorar a ilustração do sistema, indicando seus componentes principais: coração, vasos sanguíneos (artérias, veias e capilares) e sangue (que será comentado com detalhes na página 102). Destacar detalhes como as diferenças na espessura das paredes das artérias e das veias, explicando que as artérias apresentam paredes mais espessas, que permitem suportar a pressão do sangue bombeado pelo coração, enquanto as veias têm paredes mais finas. Enfatizar
Ao trabalhar a leitura dessa e de outras ilustrações, é fundamental garantir que todos os estudantes tenham acesso aos detalhes das imagens, realizando descrições orais e utilizando recursos táteis ou outras ferramentas inclusivas.
ENCAMINHAMENTO
Explicar que o sangue, embora pareça uniforme, é composto de diferentes elementos visíveis ao microscópio. Apresentar os que estão em evidência na imagem: glóbulos vermelhos, também conhecidos por hemácias ou eritrócitos (em vermelho); glóbulos brancos, também conhecidos por leucócitos (em amarelo); plaquetas (em verde). Ressaltar o fato de que a imagem obtida ao microscópio foi colorida artificialmente.
Caso haja estudantes com daltonismo, é preciso descrever o formato e o tamanho de cada componente, garantindo a todos a identificação correta dos elementos do sangue representados na imagem.
VOCÊ LEITOR!
Apresentar a doação de sangue como um ato solidário, que pode salvar vidas, contribuindo tanto para o tratamento de pessoas internadas quanto para situações de emergência, como as ocorrências de acidentes. Incentivar os estudantes a adotar uma postura cidadã e consciente, reforçando a importância da responsabilidade coletiva.
Ao fomentar ações embasadas em princípios éticos, esta seção favorece o desenvolvimento da competência geral 10 e da competência específica 8 de Ciências da Natureza.
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTA
4. Resposta pessoal. Espera-se que, no cartaz, os estudantes escrevam informações como: ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos precisam de autorização dos responsáveis); pesar mais de 50 quilos; estar em boas condições
O sangue carrega nutrientes, gás oxigênio e resíduos, como o gás carbônico e outras substâncias que o corpo precisa eliminar. Ele é formado, em grande parte, por água e por diferentes componentes, cada um com sua função.

Glóbulos brancos: participam da defesa do corpo.
Glóbulos vermelhos: transportam gás oxigênio.
Plaquetas: auxiliam a reduzir os sangramentos e cicatrizar feridas.
Doação de sangue
Componentes do sangue vistos ao microscópio (aumento aproximado de 3 500 vezes e coloração artificial). Glóbulos brancos aparecem em amarelo e plaquetas, em verde.
[…]
A doação de sangue é um ato de solidariedade e cidadania, que tem importância vital para a saúde pública.
[…]
Cada doação pode ajudar a salvar várias vidas, já que o sangue doado é separado em componentes distintos [...] que podem ser utilizados em diferentes tratamentos.
[…]
COSTA, Ana Célia. Ministério da Saúde lança campanha para incentivar doação regular de sangue. Gov.br, 16 jun. 2025. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2025/junho/ ministerio-da-saude-lanca-campanha-para-incentivar-doacao-regular-de-sangue. Acesso em: 20 ago. 2025.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
1. Crianças não podem doar sangue, mas podem explicar a importância desse ato para os adultos de sua família. Com base no texto, o que você falaria para um adulto sobre a importância de doar sangue?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes digam que doar sangue é um ato que pode salvar vidas.
2. O que é possível fazer com os componentes do sangue, segundo o texto?
3. Com base no que você estudou, quais são esses componentes?
Os componentes do sangue podem ser separados e utilizados em diferentes tratamentos. Glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas.
4. Com a ajuda de um adulto da família, faça uma pesquisa sobre doação de sangue. Depois, monte um cartaz explicando o que é preciso para doar sangue e incentivando outras pessoas a praticar esse ato solidário.
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor 102
de saúde; estar alimentado, mas sem ter comido alimentos gordurosos por pelo menos quatro horas antes da doação; dormir bem na noite anterior à doação. Como incentivo, os estudantes podem escrever frases no cartaz como “Doar sangue é uma forma de ajudar a salvar vidas”; “Uma doação pode beneficiar várias pessoas”. Como sugestão de referência, recomendar aos estudantes que acessem, sob a supervisão de um adulto da família, a página do Ministério da Saúde, disponível em: https://www.gov.br/ saude/pt-br/campanhas-da-saude/2024/ doacao-de-sangue (acesso em: 14 jun.
2025). Orientar a pesquisa, destacando a importância de usar fontes confiáveis, como sites de hospitais, hemocentros e outras instituições. Reforçar a importância de sempre estarem acompanhados de um adulto da família ou responsável para fazer pesquisas na internet. Esta atividade propicia a integração com Língua Portuguesa, ao propor o trabalho com o gênero textual cartaz.
1. Respostas pessoais. É esperado que os batimentos cardíacos aumentem após a atividade física. Os estudantes devem relacionar o aumento dos batimentos cardíacos à maior necessidade do corpo de gás oxigênio e nutrientes.
Batimentos cardíacos
VOCÊ
CIENTISTA!
A distribuição do sangue por todo o corpo acontece por meio dos batimentos do coração ou batimentos cardíacos. Você já percebeu que os batimentos cardíacos podem se alterar em algumas situações, isto é, ficar mais rápidos ou mais lentos? Quando você acha que isso pode acontecer? Em duplas, anotem suas ideias e realizem a atividade a seguir.
DO QUE EU PRECISO
• Cronômetro ou relógio • Caderno • Lápis ou caneta
COMO FAZER
ATENÇÃO!
Essa atividade deve ser realizada somente na presença do professor.
1. Uma pessoa da dupla deve segurar o relógio ou cronômetro nas mãos. A outra deve encostar dois dedos na parte interna de seu pulso (figura A) ou de seu pescoço (figura B). As pulsações sentidas indicam os batimentos do coração.
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO
AS CORES NÃO SÃO REAIS


Representações de duas formas de verificação dos batimentos cardíacos encostando dois dedos: no pulso (figura A) ou no pescoço (figura B).
2. Quando o colega com o cronômetro der o sinal, deve iniciar a contagem de 15 segundos. Durante esse tempo, o outro colega contará quantas pulsações sentiu nos dedos.
3. Multipliquem o valor obtido por 4. O resultado será uma estimativa dos batimentos cardíacos em um minuto. Anotem o número no caderno.
4. Agora, o colega que teve os batimentos cardíacos medidos deve se movimentar intensamente sem sair do lugar durante 2 minutos. Em seguida, devem ser repetidos os procedimentos 2 e 3.
VAMOS CONVERSAR?
contribuem para o desenvolvimento da competência geral 2 e da competência específica 2 de Ciências da Natureza. Antes de iniciar a atividade, propor a realização de um momento de teste, para que todos os estudantes sintam suas pulsações por meio do toque no pulso ou no pescoço. Em Para o professor, há uma indicação de livro que pode auxiliar na explicação sobre o posicionamento correto dos dedos nessas áreas. É importante destacar que o objetivo da atividade não é determinar a frequência cardíaca de forma precisa, já que essa aferição deve ser realizada apenas por um profissional de saúde capacitado.
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTA
2. Comente que a alteração na frequência respiratória, manifestada pela respiração ofegante, é uma resposta à necessidade de mais gás oxigênio no corpo.
| PARA O PROFESSOR
2. Resposta pessoal. É possível que os estudantes notem respiração ofegante, sensação de calor e leve sudorese.
1. Houve diferença na quantidade de batimentos cardíacos antes e depois da movimentação intensa? Por que isso acontece?
2. Consultar orientações no Livro do Professor
2. Que outras alterações vocês notaram ao fazer essa atividade?
3. As ideias iniciais da dupla foram confirmadas? Explique.
Resposta pessoal. Espera-se que, nas ideias iniciais dos estudantes, eles tenham comentado sobre o aumento dos batimentos cardíacos (frequência) após realizar atividades físicas intensas, e que os resultados corroborem essas ideias.
VOCÊ CIENTISTA!
O objetivo da atividade prática proposta nesta seção é investigar a variação da frequência cardíaca durante o repouso e após a prática de atividades físicas.
Para garantir a segurança dos estudantes, é fundamental que a atividade seja realizada sob supervisão do professor, com atenção especial a possíveis condições de saúde preexistentes que possam contraindicar esforços mais intensos. Recomenda-se a integração com o professor de Educação Física, que apresenta conhecimento mais aprofundado sobre
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as limitações e as necessidades individuais da turma, e pode sugerir adaptações, caso seja necessário, assegurando que a prática ocorra de forma adequada e segura.
Em colaboração com o docente de Educação Física, organizar a turma em duplas e pedir-lhes que registrem, no caderno, suas ideias iniciais sobre as perguntas disparadoras apresentadas. Esses registros constituem hipóteses, que serão testadas ao longo da atividade prática e retomadas ao final para análise e reflexão. Esses procedimentos
LIVRO . ARAGÃO, José Aderval et al. Exame físico do sistema vascular periférico. Aracaju: ArtNer Comunicação, 2020. Disponível em: https://www. researchgate.net/publica tion/347525575_EXAME_FI SICO_DO_SISTEMA_VASCU LAR_PERIFERICO. Acesso em: 4 ago. 2025. Nesse livro, há orientações sobre o posicionamento dos dedos para sentir a pulsação: no pulso (página 18 – palpação da artéria radial) e no pescoço (página 17 – palpação da artéria carótida).
Iniciar a apresentação do sistema urinário propondo o seguinte questionamento:
• Para onde vai a água que bebemos?
Avaliar as respostas dos estudantes, verificando se mencionam a etapa de absorção da água durante a digestão e seu encaminhamento para a corrente sanguínea, conforme abordado. Caso essa compreensão não fique evidente nas respostas, retome brevemente a explicação sobre o sistema digestório para reforçar o conceito.
Nesse momento, pode-se retomar a tirinha da abertura do capítulo e resgatar as ideias iniciais manifestadas pelos estudantes, empregando-as como ponto de partida para explorar o sistema urinário e o conceito de excreção. Comentar que as excretas não devem ser confundidas com as fezes; estas resultam do processo de digestão dos alimentos e não têm relação com a eliminação de resíduos gerados pelo corpo durante seu funcionamento (metabolismo).
Conduzir a explicação a fim de promover a compreensão de que o sangue, além de distribuir nutrientes e gás oxigênio para todos os órgãos do corpo, recolhe as excretas, que são eliminadas pelo sistema urinário. Desse modo, é possível estabelecer a relação entre o funcionamento do sistema cardiovascular e o do sistema urinário, possibilitando o trabalho com a habilidade EF05CI07
Explorar a ilustração do sistema urinário. Reforçar que, ao ser ingerida, a água é absorvida pelo sistema digestório, entra
SISTEMA URINÁRIO
O sangue, ao circular pelo corpo levando nutrientes e outras substâncias, também recolhe resíduos que precisam ser eliminados. Esses resíduos são chamados de excretas. Para retirá-los do corpo, o sangue passa por um processo de filtração feito pelo sistema urinário. A excreção por esse sistema ocorre pela formação e eliminação da urina. Acompanhe a seguir.



CORES NÃO SÃO REAIS





















A água ingerida é absorvida pelo sistema digestório e vai para o sangue.







Vaso sanguíneo que leva o sangue já filtrado dos rins para o restante do corpo.










1. Os rins filtram o sangue e produzem a urina, que é formada por água e resíduos que estavam no sangue.
2. Os ureteres conduzem a urina dos rins até a bexiga urinária.
3. A urina fica armazenada na bexiga urinária até o momento da eliminação.



4. A urina é eliminada do corpo pela uretra.



Representação do sistema urinário.
Elaborada com base em: TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Princípios de anatomia e fisiologia. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016. E-book
na corrente sanguínea e circula pelo corpo, sendo distribuída para os tecidos. Quando o sangue atinge os rins, ele é filtrado. Explicar que, nesse processo, os rins retiram do sangue substâncias que não são mais necessárias, mantendo as substâncias de que o corpo necessita.
A urina é composta majoritariamente de água e resíduos que estavam no sangue. Mostrar aos estudantes o caminho que a urina percorre desde sua produção até a excreção: dos rins, passa pelos ureteres, é armazenada na bexiga urinária e, então, é eliminada pela uretra.
Vaso sanguíneo que leva sangue a ser filtrado para os rins.
VOCÊ LEITOR!
A água e a cor da urina
A cor da urina pode mudar de acordo com a quantidade de água ingerida, pelo consumo de alguns alimentos ou por conta de algumas doenças. Em geral, quanto mais água ingerimos, mais clara fica a urina.
Analise a seguir o que a cor da urina pode indicar sobre o funcionamento do corpo.
Transparente Pode indicar excesso de água.
Amarelo intenso
Indica que é necessário beber mais água, mas é uma cor comum na primeira urina do dia.
Amarelo-claro
Cor ideal, o corpo está bem hidratado.
Cor de mel Sinal de desidratação, indica que é preciso se hidratar.
Laranja Pode ser causada pela ingestão de alguns alimentos de cor laranja, como cenoura, ou por doenças e outros problemas de saúde.
Vermelho ou rosa Pode ser causada pela ingestão de alguns alimentos de cor vermelha ou rosa, como beterraba, ou por doenças e outros problemas de saúde.
Representação de variações da cor da urina e o que elas podem indicar. Elaborada com base em: O QUE nos diz a cor da urina? Governo do Estado da Bahia, Salvador, [202-?]. Disponível em: https://www.saude.ba.gov.br/temasdesaude/cordaurina/. Acesso em: 20 maio 2025.
1. Você tem o hábito de reparar na cor de sua urina? Por que isso pode ser importante?
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
2. Toda urina de cor diferente de amarelo indica um problema de saúde? Explique.
1. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes comentem que é importante prestar atenção na cor da urina porque ela indica o estado de hidratação do corpo.
3. Pense sobre seus hábitos e como eles podem influenciar a cor de sua urina. Você acha que precisa mudar algo? O que você mudaria?
Consultar orientações e respostas no Livro do Professor.
ATIVIDADES
2. Não. Urina de cor alaranjada, rosada ou avermelhada pode ser causada pela ingestão de determinados alimentos.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
1. Copie o texto a seguir no caderno e substitua os ícones pelas palavras indicadas no quadro.
artérias capilares coração sangue veias
O ❀ bombeia o ✰ pelo corpo. O ✰ circula pelos vasos sanguíneos, que podem ser: ❤, que levam sangue do coração ao corpo; ❖ , que levam sangue do corpo ao coração; ou ✜, que podem ser mais finos que um fio de cabelo.
❀ – coração; ✰ – sangue; ❤ – artérias; ❖ – veias; ✜ – capilares.
VOCÊ LEITOR!
Na seção é apresentada uma ilustração comparativa de diferentes aspectos da urina e seus possíveis significados. Esses aspectos estão relacionados ao nível de hidratação do corpo, ao consumo de determinados alimentos ou, em alguns casos, a condições de saúde. Ao relacionar as imagens com os textos verbais, os estudantes podem desenvolver a habilidade de Língua Portuguesa indicada a seguir.
• EF15LP18: Relacionar texto com ilustrações e outros recursos gráficos.
ou na escola, ao perceber alterações significativas e persistentes na coloração da urina, para que seja avaliada a necessidade de encaminhamento a um profissional da saúde.
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
Você leitor!
3. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes reflitam sobre seus hábitos de consumo de água e desenvolvam maior percepção sobre os sinais do próprio corpo, associando a cor da urina ao cuidado com a saúde e à importância da alimentação e da hidratação.
A atividade favorece o cuidado com o próprio corpo, colaborando para o desenvolvimento da competência geral 8 e da competência específica 7 de Ciências da Natureza, além de trabalhar o Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Saúde.
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Sugere-se realizar a leitura coletiva dos textos que acompanham as ilustrações, favorecendo a compreensão e a discussão em grupo. Após a leitura, propor aos estudantes que respondam às atividades, incentivando-os a refletir sobre os hábitos relacionados, por exemplo, ao consumo de água ao longo do dia e à alimentação.
É importante explicar aos estudantes que variações na cor da urina podem ser normais ao longo de um dia. No entanto, é preciso orientar a turma a comunicar um adulto responsável, em casa
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO AS CORES NÃO SÃO REAIS
Atividades
2. Verificar se os estudantes demonstram compreensão adequada acerca das funções de cada órgão do sistema urinário e/ou das etapas que ocorrem da formação à eliminação da urina.
3. Sugere-se conduzir a leitura coletiva dos textos explicativos que acompanham o esquema de hemodiálise, buscando relacionar cada etapa do tratamento ao funcionamento do sistema urinário. A leitura de cada etapa permite demonstrar, comparativamente, o modo de ação da hemodiálise.
4. Nesta atividade, os estudantes devem relacionar as funções desempenhadas pelos sistemas cardiovascular e urinário, favorecendo a mobilização da habilidade EF05CI07.
| PARA O PROFESSOR
LIVRO. TRINDADE, Maria
Edna Cruz. Sistema circulatório tátil: manual de utilização. Rio de Janeiro: Instituto Benjamin Constant, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/ibc/ pt-br/educacao/educacao -superior/pos-graduacao -stricto-sensu/anexos-1/ anexos/produto-educacio nal_sistema-circulatorio-ta til-manual-de-utilizacao_ma ria-edna-cruz-trindade.pdf. Acesso em: 22 ago. 2025. Manual que apresenta orientações para a produção de recursos táteis e a adaptação de conteúdos em braile voltados a pessoas com deficiência visual, com foco no estudo do sistema cardiovascular.
2. Os rins filtram o sangue. A filtração produz urina, que é conduzida pelos ureteres até a bexiga, onde é armazenada e, posteriormente, eliminada do corpo pela uretra. Consultar orientações no Livro do Professor
2. Leia o texto com atenção. Copie-o no caderno corrigindo a posição dos termos destacados para que o texto fique correto.
Os ureteres filtram o sangue. A filtração produz uretra, que é conduzida pelos rins até a urina, onde é armazenada e, posteriormente, eliminada do corpo pela bexiga
3. Algumas doenças podem afetar os rins, de modo que eles não funcionem adequadamente. Nesses casos, a pessoa pode precisar fazer um procedimento chamado hemodiálise. Analise, a seguir, como a hemodiálise é realizada.

3. b) A frequência de realização da hemodiálise é necessária para evitar o acúmulo de resíduos no organismo.
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO AS CORES NÃO SÃO REAIS.
1. Um pequeno tubo é conectado a vasos sanguíneos do paciente.
2. Com a ajuda de uma bomba, esse tubo conduz o sangue do corpo do paciente até uma máquina.
3. A máquina realiza a filtração do sangue, removendo resíduos e excesso de água.
4. O sangue filtrado retorna ao corpo do paciente.
Representação esquemática do processo de hemodiálise.
Elaborada com base em: HEMODIALYSIS. National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases, [s. l.], jan. 2018. Disponível em: https://www.niddk.nih.gov/health-information/kidney-disease/ kidney-failure/hemodialysis. Acesso em: 28 maio 2025.
Consultar orientações no Livro do Professor
a) O equipamento de hemodiálise substitui a função de qual órgão do sistema urinário? O equipamento substitui a função dos rins.
b) Algumas pessoas fazem a hemodiálise três vezes na semana. Por que esse procedimento precisa ser repetido com frequência?
4. No caderno, escreva um parágrafo que explique como o sistema cardiovascular está relacionado ao sistema urinário. Desenhe um esquema para auxiliar a explicação.
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes demonstrem
compreender que os sistemas cardiovascular e urinário estão diretamente relacionados. O sangue transporta os resíduos produzidos pelo organismo. Nos rins, ele é filtrado e os resíduos são eliminados com a urina. Verifique se o desenho produzido apresenta uma correlação com o texto elaborado. Consultar orientações no Livro do Professor
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ORGANIZANDO
ORGANIZANDO IDEIAS
IDEIAS
Nesta unidade, estudamos o funcionamento dos sistemas relacionados à nutrição do corpo humano e à eliminação de resíduos. Analise o esquema a seguir para relembrar esses assuntos.
CORPO HUMANO
é formado por alguns sistemas, como
SISTEMA DIGESTÓRIO
responsável pela
ALIMENTOS fontes de DIGESTÃO dos
SISTEMA RESPIRATÓRIO
SISTEMA CARDIOVASCULAR
SISTEMA URINÁRIO
responsável pelo
RESPIRAÇÃO
responsável pela que promove a troca de
NUTRIENTES GASES
ALIMENTAÇÃO EQUILIBRADA
ORGANIZANDO IDEIAS
Para retomar os conhecimentos construídos ao longo da unidade, sugere-se iniciar a atividade resgatando tópicos e ideias principais relacionados aos conteúdos abordados, como: nutrientes e alimentos; alimentação equilibrada; componentes e funções dos sistemas digestório, respiratório, cardiovascular e urinário.
Em seguida, propor a interpretação coletiva do esquema de conceitos apresentado. Ao ler cada conceito, questionar
TRANSPORTE
por meio do de
responsável pela formação de a partir da do
eventuais dúvidas ou imprecisões. Se necessário, retomar explicações pontuais ou sugerir atividades complementares para a abordagem mais detalhada desses conteúdos. Se considerar oportuno, sugerir aos estudantes que copiem o esquema no caderno e o completem com outros conceitos que considerem relevantes, acrescentando ilustrações ou exemplos. Essa organização facilita a visualização das relações entre os conteúdos estudados e, ainda, evidencia o modo como eles se integram em um todo.
ATIVIDADES
URINA FILTRAÇÃO
SANGUE
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os estudantes sobre o que lembram a respeito dele e o que ele representa. Pedir-lhes também que expliquem a relação entre esse conceito e os demais a que está conectado. Verificar, por exemplo, se os estudantes compreendem que os nutrientes estão relacionados com o sistema digestório (verde) e os gases, com o sistema respiratório (verde escuro), e ambos são transportados para o corpo pelo sistema circulatório (pontilhado roxo) por meio do sangue.
Essa dinâmica permite avaliar o aprendizado dos estudantes, identificando
Propor aos estudantes que se organizem em grupos para este trabalho complementar, que consiste em reconhecer os nutrientes presentes em maior quantidade em diferentes alimentos. Para isso, fornecer imagens, por meio de revistas ou reprodução em slides, de alimentos que os estudantes costumam consumir no cotidiano. Uma sugestão é orientá-los a utilizar a lista que produziram na atividade 4 da página 78. Explicar aos grupos que diversos alimentos podem ser indicados como fonte de vitaminas e sais minerais. Ao final, incentivar o compartilhamento das respostas com a turma. Esta atividade pode ser utilizada para avaliação do aprendizado dos estudantes sobre o tema.
cuja ingestão vem de uma
RETOMANDO
Esta seção tem como propósito a retomada dos conteúdos estudados na unidade. Também propicia ao docente a avalição do aprendizado dos estudantes.
A avaliação da aprendizagem é uma etapa importante, pois possibilita acompanhar o desenvolvimento da turma, ajudando a reconhecer progressos e a identificar eventuais desafios de aprendizagem. Com base nisso, fazer os devidos ajustes no planejamento e nas estratégias pedagógicas, a fim de atender melhor às necessidades dos estudantes.
Listas de atividades são apenas um dos instrumentos avaliativos que podem ser utilizados nesse processo. Ao longo deste Livro do Professor, outras sugestões foram apresentadas em diferentes momentos, nas orientações específicas. Outros instrumentos também podem ser consultados na página XXIX da Parte Geral deste Livro do Professor.
Garantir que os estudantes tenham tempo suficiente para realizar as tarefas de forma individual, favorecendo a concentração e a autonomia no processo. Na sequência, organizar uma roda de conversa para que os estudantes possam partilhar seus pontos de vista, promovendo o diálogo, a escuta ativa e a construção coletiva do conhecimento.
RETOMANDO
1. a) Arroz (rico em carboidratos), feijão (rico em carboidratos e proteínas), frango (rico em proteínas), alface e tomate (ricos em vitaminas e sais minerais).
1 Analise as duas opções de refeição mostradas nas fotografias a seguir para responder às perguntas.
1. b) Macarrão instantâneo (rico em carboidratos e lipídios), alface, tomate, pepino e cenoura (ricos em vitaminas e sais minerais).


a) Identifique os alimentos que constituem a refeição 1 e os principais nutrientes presentes em cada um deles.
b) Identifique os alimentos que constituem a refeição 2 e os principais nutrientes presentes em cada um deles.
c) Qual das refeições (1 ou 2) você considera mais equilibrada? Justifique sua resposta.
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor
d) Que alterações você faria na refeição menos equilibrada para torná-la mais saudável? Explique suas escolhas e os benefícios dessas mudanças.
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor
2 Leia a manchete a seguir, que apresenta uma previsão sobre a saúde de crianças e adolescentes brasileiros no futuro.
Brasil pode ter 50% de crianças e adolescentes obesos ou com sobrepeso em 2035
MARACCINI, Gabriela. Brasil pode ter 50% de crianças e adolescentes obesos ou com sobrepeso em 2035. CNN Brasil, [s. l.], 1o mar. 2024. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/brasil-pode -ter-50-de-criancas-e-adolescentes-obesos-ou-com-sobrepeso-em-2035/. Acesso em: 20 maio 2025. Com base no que você estudou, leia as afirmações a seguir, identificando, no caderno, qual é a verdadeira e corrigindo as falsas.
Consultar orientações no Livro do Professor
I. A manchete afirma que mais da metade das crianças e dos adolescentes brasileiros podem estar obesos em 2035.
II. O consumo excessivo de alimentos ultraprocessados pode contribuir para que a previsão apresentada na manchete se torne realidade.
Sobrepeso: acima do peso considerado saudável. Correta.
III. A prática de atividades físicas não é um fator importante para a prevenção de obesidade, pois ela está associada exclusivamente aos hábitos alimentares de uma pessoa.
I. A manchete afirma que metade das crianças e dos adolescentes brasileiros pode estar obesa ou com sobrepeso em 2035.
III. A prática de atividades físicas é um fator importante para a prevenção da obesidade. A obesidade não está associada exclusivamente aos hábitos alimentares de uma pessoa.
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
1. c) A refeição 1 é a mais equilibrada, porque é constituída de alimentos naturais (alface e tomate) ou minimamente processados (arroz, feijão e carne de frango), além de conter boas fontes de carboidratos, proteínas, vitaminas e sais minerais. A refeição 2, apesar de conter alimentos naturais (alface, tomate, pepino e cenoura), apresenta um alimento ultraprocessado, o macarrão instantâneo, que contém altos níveis de sódio (sal) e lipídios. Além disso, a refeição 2
não contém um alimento rico em proteínas, apresentando apenas o macarrão instantâneo como fonte de carboidratos e lipídios, e os alimentos naturais como fontes de vitaminas e sais minerais.
d) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes proponham a substituição do macarrão instantâneo da refeição 2 por outra fonte de carboidrato, como arroz, batata ou mandioca, e a inclusão de uma fonte de proteína, como feijão, ovos ou carne de boi, frango ou peixe.
2. Esta atividade oportuniza a mobilização da habilidade EF05CI09.
3 Copie no caderno a alternativa que melhor justifica por que os sistemas digestório e respiratório atuam juntos no processo de nutrição do corpo humano. Alternativa c. Consultar orientações no Livro do Professor
a) O sistema digestório elimina as fezes e o sistema respiratório permite que o ar entre nos pulmões e saia deles.
b) O sistema digestório transporta o sangue e o sistema respiratório faz o coração bater mais rápido durante os exercícios.
c) O sistema digestório absorve os nutrientes e o sistema respiratório capta o gás oxigênio. Essas são ações essenciais para que o corpo obtenha energia.
d) O sistema digestório produz a saliva e o sistema respiratório produz o gás oxigênio.
4 Durante a prática de atividades físicas, nossos batimentos cardíacos ficam acelerados, bem como nossa respiração. Por que isso acontece?
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor.
5 Analise as imagens a seguir, que representam alguns órgãos do corpo humano.
5. b) O intestino delgado (1) faz parte do sistema digestório; o coração (2), do sistema cardiovascular; os pulmões (3), do sistema respiratório; e os rins (4) do sistema urinário. 1
a) No caderno, escreva o nome do órgão correspondente a cada letra (1, 2, 3 e 4). 1 – intestino delgado; 2 – coração; 3 – pulmões; 4 – rins
b) A qual sistema cada um desses órgãos pertence?
c) De que maneira o órgão 2 auxilia o órgão 4 a realizar suas funções?
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor
3. Esta atividade oportuniza a mobilização da habilidade EF05CI06
4. Durante a prática de atividades físicas, o corpo precisa de mais energia. Para ter essa energia, ele necessita de mais gás oxigênio e de mais nutrientes, que são transportados pelo sangue. Quando o coração bate mais rápido, o transporte de sangue pelo corpo é intensificado. Quando a respiração fica mais rápida, ocorre maior captação de gás oxigênio.
ATIVIDADES FAMÍLIA
Propor aos estudantes, com apoio da família, a leitura atenta do cartaz disponível em: http:// www.ce.ufpb.br/eebas/con tents/noticias/dia-da-cons cientizacao-contra-a-obe sidade-morbida-infantil (acesso em: 25 ago. 2025), usando o tema para conversar sobre obesidade, explorando o que o cartaz transmite e refletindo sobre atitudes que podem ajudar a preveni-la, como manter uma alimentação equilibrada e praticar atividades físicas.
Como etapa final, promover uma roda de conversa em sala de aula para que os estudantes partilhem suas observações e reflexões realizadas em casa com a família, fortalecendo o aprendizado coletivo e o engajamento com o tema.
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5. c) O órgão 2 (coração) bombeia o sangue que é transportado até o órgão 4 (os rins). Os rins filtram o sangue e retiram dele parte da água e as substâncias que o corpo não precisa, formando a urina.
Esta atividade mobiliza a habilidade EF05CI07. 4
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO.
AS CORES NÃO SÃO REAIS
INTRODUÇÃO
À UNIDADE
A unidade aborda assuntos relacionados aos astros visíveis no céu. São apresentados alguns componentes do Universo, com destaque para aqueles que podem ser observados no céu noturno a partir da superfície terrestre. Também são explorados os instrumentos que possibilitam essa observação e o registro das imagens, incentivando discussões sobre seus usos na sociedade.
Outro tema trabalhado são as constelações e a mudança aparente de suas posições no céu. A unidade favorece o desenvolvimento de habilidades como a identificação de algumas constelações visíveis no céu noturno, utilizando mapas celestes e aplicativos digitais. Além disso, é tratada a associação entre o movimento aparente diário e anual das constelações no céu e os movimentos da Terra, bem como a relação entre o movimento aparente do Sol no céu e a rotação. Há, também, uma proposta de investigação da periodicidade das fases da Lua, incentivada por meio da observação e do registro, ao longo de dois meses, das transformações no aspecto visível da Lua.
HABILIDADES
• EF05CI10
• EF05CI11
• EF05CI12
• EF05CI13
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
• Diferenciar instrumentos de observação a distância.
• Construir dispositivos simples voltados à observação a distância.
• Refletir e debater sobre os usos de diferentes
ACIMA, O CÉU 4
Desde os tempos mais antigos, o céu desperta a curiosidade humana. Observando a Lua, o Sol e outras estrelas, as pessoas aprenderam a se orientar no espaço e a saber as melhores épocas para plantar e colher. Com o tempo, elas foram desenvolvendo instrumentos para observar e estudar o Universo. Esses são alguns dos assuntos que estudaremos nesta unidade.

instrumentos de observação, de ampliação e de registro, considerando suas aplicações no cotidiano e suas contribuições para o desenvolvimento científico.
• Reconhecer constelações no céu noturno, com ou sem auxílio de recursos (mapas celestes e aplicativos digitais).
• Explicar os movimentos de rotação e de translação da Terra.
• Associar os movimentos aparentes do Sol e outras estrelas no céu aos movimentos da Terra.
• Observar e registrar as fases da Lua de forma sistemática, com base em
evidências visuais ao longo de um período.
• Concluir sobre a regularidade das fases da Lua.
ENCAMINHAMENTO
Iniciar a aula com a apresentação da imagem de abertura da unidade, estimulando uma conversa investigativa por meio de perguntas como:
• Vocês já viram um céu noturno repleto de estrelas como o da imagem?
• Vocês já ouviram falar da Via Láctea? O que sabem sobre ela?
Céu noturno observado do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Alto Paraíso de Goiás (GO), 2021.
1. O que você consegue identificar no céu da imagem?
2. Que tipos de instrumento você já sabe que podem ser usados para observar o céu?

Reservar um momento para que os estudantes expressem suas percepções iniciais, incentivando o respeito entre momentos de fala e de escuta.
Na sequência, explorar a imagem com mais atenção. Explicar que essa fotografia foi capturada utilizando uma técnica chamada “exposição prolongada”, que possibilita a captação da luz de astros pouco visíveis a olho nu, durante um longo intervalo de tempo.
Comentar que, na imagem, é possível observar a Via Láctea – a galáxia da qual a Terra faz parte. Destacar que sua visualização com tamanha nitidez não ocorre
em qualquer lugar – a poluição luminosa, comum em centros urbanos, dificulta a observação do céu.
06/10/25 19:00
Na sequência, orientar a turma a realizar as atividades propostas. Os estudantes podem registrar suas respostas no caderno e revisitá-las ao longo do estudo da unidade como forma de acompanhar seu aprendizado.
Nesta unidade busca-se aprofundar o estudo de objetos de conhecimento relacionados à unidade temática Terra e Universo, da BNCC. Em anos anteriores, foi trabalhado com os estudantes, de
forma introdutória, o reconhecimento de alguns astros visíveis no céu, tanto durante o dia quanto à noite, considerando a possibilidade de observá-los a olho nu ou com o auxílio de instrumentos. Neste ano, detalham-se os instrumentos de observação, destacando seus usos sociais, além da proposta de construção e uso de uma luneta.
As mudanças aparentes na posição do Sol no céu já foram trabalhadas como forma de orientação no espaço, além da regularidade dos movimentos da Terra e da Lua para a marcação do tempo. Neste ano, enfatizam-se as constelações e a compreensão da mudança de suas posições aparentes no céu como consequência dos movimentos da Terra. Também é explorada, de forma prática, a periodicidade das fases da Lua.
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes identifiquem as estrelas. Perguntar-lhes se já viram essa mancha no céu e explicar que ela corresponde a uma parte da Via Láctea. 2. Resposta pessoal. Os estudantes podem mencionar instrumentos de observação que ampliem a imagem de objetos distantes, como lunetas e telescópios ou mesmo câmeras fotográficas, que, a depender do tipo e da técnica utilizada, ajudam a revelar cores e a destacar brilhos, como na imagem.
Consultar orientações e respostas no Livro do Professor. 111
ENCAMINHAMENTO
Ao iniciar a aula, sugere-se realizar a leitura em voz alta do texto, fornecendo informações complementares que possam despertar a curiosidade dos estudantes sobre o assunto.
Por exemplo, comentar que as quatro maiores luas (satélites naturais) de Júpiter observadas por Galileu Galilei passaram a ser conhecidas como luas galileanas. Ressaltar o fato de que o “brilho” observado desses satélites naturais decorre da reflexão da luz do Sol (não é emitido por esses corpos).
Também é possível informar que, ao longo do tempo, com o avanço do conhecimento científico e o desenvolvimento de instrumentos de observação mais precisos, outras luas desse planeta foram descobertas. Atualmente, são reconhecidas mais de 90 luas orbitando Júpiter.
A imagem da página foi obtida por meio do satélite europeu Pléiades Neo, desenvolvido para observação terrestre e espacial em alta resolução. Ao comentar esse exemplo, é possível instigar os estudantes a pensar sobre o papel dos avanços tecnológicos na ampliação da captação de imagens astronômicas e, consequentemente, no conhecimento do Universo. Com base nessa discussão, pode-se promover uma reflexão sobre a evolução dos instrumentos de observação e sobre a importância do conhecimento científico ao longo do tempo, incentivando os estudantes a valorizar os conhecimentos historicamente construídos. Essa reflexão contribui para o desenvolvimento da competência geral 1 e o reconhecimento da ciência como um empreendimento humano, conforme a
2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes manifestem conhecimentos prévios sobre o assunto.
OBSERVANDO O UNIVERSO
Em 1610, o físico e matemático italiano Galileu Galilei (1564-1642) observava o planeta Júpiter com uma luneta que ele mesmo havia fabricado. Ele viu quatro pontinhos brilhantes perto do planeta. No começo, achou que eram estrelas, mas, depois de observar por vários dias, percebeu que os pontinhos se moviam ao redor de Júpiter. Foi então que Galileu percebeu que eram luas. Assim como a Terra tem a Lua, outros planetas também têm luas que giram ao redor deles. As luas, as estrelas e os planetas são exemplos de astros, que também podem ser chamados de corpos celestes Galileu foi uma das primeiras pessoas a estudar os astros usando instrumentos de observação. Suas descobertas ajudaram a conhecer mais o Universo.

Imagem, obtida por satélite artificial, de Júpiter e suas quatro maiores luas, as mesmas que foram observadas pela primeira vez por Galileu Galilei.
1. Observe a imagem. Qual é o nome de cada uma das luas observadas por Galileu Galilei? Ganimedes, Calisto, Io e Europa.
2. Que astros você acha que as pessoas já conheciam antes do desenvolvimento de instrumentos de observação como a luneta?
3. As observações de Galileu ajudaram a conhecer mais o Universo. O que você sabe sobre o Universo? O que existe nele? Converse com um colega sobre o assunto.
Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes expressem seus conhecimentos sobre o Universo.
competência específica 1 de Ciências da Natureza. Também evidencia a relação da evolução da ciência com a tecnologia, trabalhando o Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Ciência e tecnologia.
|
PARA O ESTUDANTE
LIVRO. FOELKER, Rita. Era uma vez Galileu Galilei. Barueri: Callis, 2009. O livro narra a história de Galileu Galilei.
Reprodução da capa.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Io
Europa
Ganimedes
Calisto
Júpiter
O QUE EXISTE NO UNIVERSO?
O Universo é o conjunto de tudo o que existe. Nele, há a Terra e os outros planetas, as estrelas, outros astros e o espaço entre eles. No Universo há várias galáxias, que são gigantescos conjuntos de estrelas e outros componentes.
A galáxia onde vivemos se chama Via Láctea. Esse nome significa “caminho de leite”. Em locais com pouca luz, é possível enxergar uma parte da Via Láctea no céu como uma faixa clara, parecida com um caminho feito de leite, em que há grande concentração de estrelas, como mostra a fotografia da abertura desta unidade. É na Via Láctea que fica o Sistema Solar.
SISTEMA SOLAR
Podemos observar no céu diferentes astros que fazem parte da Via Láctea. Durante o dia, é possível perceber o Sol e, às vezes, a Lua. Já durante a noite, em geral, podemos ver a Lua e diversos outros astros, como as estrelas do céu noturno e alguns planetas do Sistema Solar.
O Sistema Solar é a região do Universo em que o planeta Terra está localizado.
No centro do Sistema Solar, fica o Sol, e, ao redor dele, estão os planetas, na seguinte ordem: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Todos eles giram ao redor do Sol.
No Sistema Solar existem ainda outros componentes, como os asteroides, blocos de rocha menores do que um planeta que também giram em torno do Sol. A maioria fica concentrada em uma região do Sistema Solar, entre Marte e Júpiter, chamada de cinturão de asteroides

ENCAMINHAMENTO
Iniciar a aula apresentando a informação de que o Universo compreende tudo o que existe: matéria, energia, espaço e tempo. O Universo é imenso e contém uma quantidade incalculável de galáxias: grandes sistemas formados por estrelas, planetas, gases e poeira interestelar, mantidos coesos pela força da gravidade.
Os estudantes podem ter dificuldade em compreender como conseguimos ver uma porção da Via Láctea e, ao mesmo tempo, fazer parte dela. É comum a ideia
de que aquela faixa brilhante é algo distante, do qual não fazemos parte. Explicar que, a partir de nossa posição, vemos outra região da galáxia. Para ilustrar, usar um disco de papelão com vários botões ou bolinhas de massinha colados aleatoriamente. Colar uma bolinha mais próxima da lateral do disco para representar o Sol. Primeiro, mostrar o disco visto de cima, depois pedir aos estudantes que o observem na altura dos olhos, de lado. Eles perceberão que, de lado, as bolinhas parecem formar uma faixa – semelhante à faixa de luz que
vemos no céu a partir da Terra.
Na sequência, apresentar os elementos que compõem o Sistema Solar: Sol, oito planetas, satélites naturais como a Lua, planetas-anões, asteroides, cometas e outros. Informar que todos esses objetos giram ao redor do Sol em razão da ação da gravidade. Na imagem, as linhas são imaginárias e servem para mostrar a trajetória, ou órbita, de cada astro em torno do Sol.
Destacar o fato de que, entre esses corpos, estão os cometas, astros formados basicamente por gelo, poeira e rochas, e que apresentam uma cauda característica ao se aproximarem do Sol. Explicar que os cometas seguem trajetórias elípticas e que muitos deles só voltam a ser observados após longos intervalos de tempo. Ao observar o céu noturno, podemos perceber diferentes astros que compõem o Universo. Aproveitar para retomar a habilidade EF03CI08
| PARA O PROFESSOR
SITE. FRAGA, Silva. Edição especial: a escala do Universo. Acervo Museológico dos Laboratórios de Ensino de Física, 1o out. 2021. Disponível em: https://www. ufrgs.br/amlef/2021/10/01/ edicao-especial-a-escala-do -universo/. Acesso em: 20 set. 2025.
Site que apresenta diversas informações sobre a escala do Universo.
Representação do Sistema Solar. As dimensões dos astros e as distâncias entre eles estão em tamanhos muito menores e não mostram as proporções reais.
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO AS CORES NÃO SÃO REAIS.
ENCAMINHAMENTO
O tópico Instrumentos de observação a distância fornece subsídios teóricos ao desenvolvimento da habilidade EF05CI13
Se considerar pertinente, é possível apresentar esses instrumentos de uma perspectiva diferente da adotada no Livro do Estudante – por exemplo, seguindo uma abordagem histórica.
Iniciar pela luneta, considerada um dos instrumentos pioneiros. Retomar o contexto da abertura deste capítulo, citando a luneta construída por Galileu Galilei.
Abordar os telescópios terrestres, explicando que eles captam a luz emitida ou refletida pelos corpos celestes e ampliam sua imagem. Ressaltar o fato de que, apesar de sua alta capacidade de observação, seu desempenho pode ser afetado por fatores como a atmosfera terrestre e a poluição luminosa das áreas urbanas. É importante explicar que o funcionamento de um telescópio é diferente do de uma lupa, já que ele não apenas amplia a imagem, mas também coleta e concentra luz.
Finalizar a abordagem cronológica com os telescópios espaciais. Por serem enviados ao espaço, evitam as interferências causadas pela atmosfera terrestre. Explicar que eles podem permanecer orbitando a Terra ou ser posicionados em pontos estratégicos no espaço, oferecendo imagens precisas e detalhadas do Universo.
Destaca-se a existência de diferentes tipos de telescópio, como os refratores
INSTRUMENTOS
DE OBSERVAÇÃO A
DISTÂNCIA
A maior parte dos componentes do Universo está fora do alcance de nossa visão. Eles estão muito distantes da Terra. Por isso, muitos só podem ser vistos com o auxílio de instrumentos de observação, como os telescópios e as lunetas.
Muitas galáxias podem ser observadas por meio dos telescópios espaciais, como o James Webb. Ele foi lançado em 2021 para o espaço e já capturou imagens de várias galáxias. Os telescópios permitem ver objetos distantes com mais detalhes.

de

Os telescópios terrestres, que ficam instalados na superfície da Terra, também auxiliam na observação de detalhes da superfície de alguns planetas, como Marte e Júpiter, outros astros e algumas galáxias.
Já as lunetas foram os primeiros instrumentos utilizados para observar os astros e permitem ver detalhes da Lua ou de alguns planetas. Elas são menos potentes que os telescópios, mas ao longo do tempo foram sendo aperfeiçoadas.
O instrumento da fotografia funciona com lentes, por isso pode ser chamado de luneta, ou telescópio refrator. Ver mais informações no Livro do Professor.
Criança observando o céu com luneta em Londrina
(compostos de lentes) e os refletores (compostos de espelhos). Dependendo da fonte consultada, a luneta pode ser considerada um tipo de telescópio refrator, pois também emprega lentes.
A imagem de uma galáxia presente na página é da galáxia NGC 3256, localizada a cerca de 120 milhões de anos-luz, na constelação de Vela. Ela tem o tamanho aproximado da Via Láctea.

| PARA O PROFESSOR
SITE. BOEHME, Marcos. Meu primeiro telescópio: dicas para quem vai adquirir o seu primeiro equipamento. UFSC Planetário, [20--]. Disponível em: https:// planetario.ufsc.br/primeiro/. Acesso em: 25 ago. 2025.
Site que apresenta informações comparativas entre diferentes telescópios, destacando suas características, vantagens e desvantagens.
Representação do telescópio espacial James Webb no espaço.
Imagem
uma galáxia, capturada pelo telescópio espacial James Webb.
(PR), 2025.
ATIVIDADES
1. Observe a tirinha a seguir e responda às perguntas.

, [s. l.], 24 abr. 2014. Disponível em: https:// www.humorcomciencia.com/blog/151-tirinha-de-astronomia/. Acesso em: 4 ago. 2025.
a) O autor da tirinha retrata diferentes maneiras de observar os astros. Que maneiras são essas?
Observar a olho nu, por meio de instrumentos de observação, como a luneta, e por meio do computador. Consultar orientações no Livro do Professor.
b) O computador é uma maneira de observar detalhes dos astros a partir das imagens que foram capturadas por telescópios terrestres e espaciais. Qual é a diferença entre esses instrumentos de observação?
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor
c) Na tirinha, o autor faz uma crítica. Ele mostra que, antes, as pessoas olhavam mais para o céu, e, hoje, muitas preferem ver o céu pelo computador. Isso nos faz pensar que, quando passamos muito tempo nas telas, deixamos de fazer coisas importantes, como conversar e brincar com outras pessoas. Você concorda? Sob a supervisão do professor, converse com os colegas sobre o assunto.
Resposta pessoal. Consultar orientações no Livro do Professor
2. Observe as imagens da Lua obtidas por um telescópio e uma luneta.


• Com um colega, elaborem um texto no caderno que explique a importância de desenvolver instrumentos de observação que obtenham imagens cada vez mais detalhadas.
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor.
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
1. a) É importante ressaltar que não se deve promover uma leitura linear da tirinha, muito menos tratar de “melhor” ou “pior” modo de observar. Todos os modos coexistem.
Promover também uma reflexão sobre a representação estereotipada de seres humanos primitivos, demonstrando que ela pode reforçar preconceitos e ideias equivocadas sobre a vida e a cultura de povos antigos.
c) Espera-se que os estudantes reflitam sobre os próprios hábitos de uso de telas eletrônicas, que podem interferir em momentos importantes de interação social, brincadeiras e contato com a natureza, além de afetar o bem-estar e a saúde. Aproveitar esse contexto para alertá-los sobre os perigos da internet, como exposição a conteúdos inadequados e golpes e compartilhamento indevido de informações pessoais.
2. Espera-se que os estudantes conversem sobre a importância do aprimoramento dos instrumentos de observação.
Se considerar oportuno, destacar as relações que se estabelecem entre ciência e tecnologia. A ciência é um empreendimento humano idealizado para compreender o mundo e investigar fenômenos naturais. A tecnologia, de forma geral, pode ser entendida como o conjunto de ferramentas e métodos criados com base em conhecimento científico para resolver problemas e atender às necessidades humanas. À medida que a ciência avança, as tecnologias podem ser aprimoradas; novas tecnologias também impulsionam descobertas científicas.
19:00
b) Telescópios terrestres ficam instalados na superfície da Terra, enquanto telescópios espaciais são enviados ao espaço. Ambos são utilizados para estudar detalhes dos astros que não seriam visíveis a olho nu.
Nesta atividade, destacar que as imagens observadas no computador não são geradas diretamente por ele, mas capturadas por outros instrumentos. Essas imagens passam por um processamento realizado por programas de computador, que ajustam cores e outros detalhes.
Essa discussão contribui para o desenvolvimento da competência específica 4 de Ciências da Natureza e de parte da habilidade EF05CI13, além de trabalhar o Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Ciência e tecnologia
Superfície de parte da Lua observada por meio de um telescópio terrestre na Itália, em 2024.
Lua observada por uma luneta na Holanda, em 2025.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
WILL. #151 Astronomia. Humor com Ciência
VOCÊ CIENTISTA!
Na atividade prática proposta nesta seção, os estudantes vão construir uma luneta, com materiais simples, e utilizá-la para observar objetos distantes. Com isso, a atividade colabora para o desenvolvimento da habilidade EF05CI13, da competência geral 2 e da competência específica 2 de Ciências da Natureza.
Dividir a turma em grupos de cinco integrantes, incentivando a cooperação e a divisão de tarefas. Organizar os materiais com antecedência e, se possível, disponibilizá-los em quantidade suficiente para a construção de uma luneta por grupo. Caso contrário, orientar a construção de uma luneta por toda a turma.
Antes da montagem, testar a distância focal das lupas. Para isso, posicionar uma lente de cada vez sobre uma superfície plana e direcioná-la para uma fonte de luz (por exemplo, uma lâmpada). Ajustar a distância entre a lente e a superfície até formar uma imagem nítida da lâmpada. Medir essa distância para determinar a distância focal da lupa. Essa medição é essencial para definir o comprimento aproximado do tubo da luneta, pois a distância ideal entre as lentes deve ser igual à soma das distâncias focais de ambas.
Exemplo: se a lupa objetiva (lupa externa) tiver uma distância focal de 30 cm e a ocular (lupa próxima ao olho do observador), de 20 cm, a distância ideal entre as lentes deverá ser de aproximadamente 50 cm. Considerar montar dois tubos de cartolina com cerca de 33 cm cada, possibilitando o ajuste do foco ao deslizar um tubo dentro do outro. Garantir que o tubo com a lente objetiva tenha
Luneta caseira
Do que você precisaria para construir uma luneta com materiais simples? Forme um grupo. Juntos, pensem em como vocês poderiam construir esse instrumento e o que poderiam observar com ele, e anotem suas ideias no caderno. Em seguida, façam a atividade proposta.
DO QUE EU PRECISO
Para garantir o funcionamento adequado da luneta, recomenda-se utilizar uma lupa com diâmetro de 60 milímetros e outra com diâmetro de 75 milímetros.
• Duas lupas de tamanhos diferentes (verifique com o professor o tamanho adequado de cada uma delas)
• Cartolina preta e tiras de EVA
• Fita adesiva
• Régua e cola
• Tesoura com pontas arredondadas
COMO FAZER
1. Cortem a cartolina ao meio.
ATENÇÃO!
Cuidado ao manusearem a tesoura para evitar ferimentos.
2. Enrolem uma das metades da cartolina ao redor da lente da lupa maior, formando um tubo. Fixem a lupa em uma das extremidades desse tubo com a fita adesiva. É importante que o tubo feito com a cartolina fique bem fechado.
3. Repitam o procedimento anterior para a outra metade da cartolina, enrolando-a ao redor da lupa menor e formando outro tubo.
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO AS CORES NÃO SÃO REAIS.
Representação dos procedimentos 1, 2 e 3
comprimento próximo à sua distância focal e que o tubo com a ocular possibilite o ajuste do comprimento total do sistema.
Durante a montagem, orientar os estudantes a fixar firmemente as lupas nas extremidades dos tubos. Inserir o tubo menor dentro do maior e movê-lo para a frente e para trás até obter uma imagem nítida. Explicar que a imagem observada será invertida, a menos que seja inserida uma lente divergente adicional entre a objetiva e a ocular.
Calcular a ampliação da luneta dividindo a distância focal da lente objetiva
pela da ocular. Por exemplo, se a objetiva tiver 30 cm de distância focal e a ocular, 20 cm, a luneta ampliará 1,5 vez (30 ÷ 20 = 1,5). Caso se deseje obter uma ampliação maior, deve-se utilizar uma lupa, ou lente objetiva, com distância focal mais longa e uma lupa, ou lente ocular, com distância focal mais curta, aumentando a razão entre elas.
Incentivar a verificação do funcionamento final da luneta, ajustando o foco ao observar objetos distantes, como folhas de árvores, placas ou construções. Reforçar o cuidado de não olhar diretamente para o Sol.
tesoura
fita adesiva
cartolina cortada ao meio na forma de tubo
cartolina cortada ao meio na forma de tubo
lupa maior
lupa menor
cartolina
fita adesiva
4. Enrolem as tiras de EVA ao redor da extremidade livre do tubo mais fino (feito com a lupa menor). Prendam as tiras com a fita adesiva. Encaixem a extremidade livre do tubo mais fino dentro do tubo mais grosso. Cuidem para que o tubo menor possa ser empurrado e puxado dentro do maior.
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO
AS CORES NÃO SÃO REAIS
Representação do procedimento 4
Representação da luneta pronta.
5. Apontem a extremidade com a maior lente da luneta para uma paisagem distante, com árvores e outros elementos, e olhem pela lente menor. Movam o tubo menor até conseguirem enxergar uma imagem nítida. Façam no caderno um desenho do que vocês observaram da mesma paisagem sem o uso da luneta e com o uso da luneta.
ATENÇÃO!
Jamais apontem a luneta diretamente para o Sol. Isso pode causar danos graves aos olhos.
6. À noite, acompanhados de um adulto da família, observem a Lua usando a luneta que vocês construíram. Façam no caderno um desenho do que observaram.
VAMOS CONVERSAR?
Consultar orientações e respostas no Livro do Professor
1. As visualizações da paisagem com e sem a luneta foram iguais ou diferentes? Contem o que observaram. Retomem os desenhos que vocês fizeram no caderno para mostrar aos colegas suas observações.
2. E em relação à observação da Lua com a luneta, o que foi possível ver?
3. Retomem as ideias que você e os colegas anotaram antes de fazer a montagem da luneta. Essas ideias foram confirmadas? O que foi igual ou diferente do que vocês imaginaram?
Com a luneta finalizada, orientar os grupos sobre o modo de utilizar o instrumento. Recomenda-se que cada grupo eleja um representante para levar a luneta para casa e, acompanhado por um adulto da família, realizar as observações. Reforçar a importância de a observação ser realizada apenas com um adulto responsável e em um local seguro. Ao final, o estudante poderá compartilhar com os colegas do grupo o desenho feito durante a observação. Essa orientação também se aplica caso seja construída uma luneta para uso coletivo.
Concluir a prática promovendo um momento de reflexão coletiva sobre toda a experiência vivenciada durante a atividade. Organizar os estudantes em uma roda e incentivá-los a relatar o processo de construção da luneta, identificando os principais desafios enfrentados – como o ajuste das lentes, a obtenção do foco ou a fixação dos tubos – e as estratégias encontradas pelos grupos para superá-los. Propor-lhes que compartilhem as percepções sobre o que aprenderam, relacionando os conceitos ópticos explorados com a atividade prática. Estimular
a participação ativa dos estudantes, promovendo um ambiente acolhedor e colaborativo que favoreça o engajamento de todos na troca de ideias.
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comentem que a imagem da paisagem foi ampliada e invertida, possibilitando a visualização de detalhes que a olho nu não eram observáveis.
2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes consigam ver a imagem da Lua um pouco mais ampliada, sendo possível observar com mais nitidez as manchas lunares.
3. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes retomem as ideias iniciais e avaliem se mudariam suas respostas após a realização da atividade.
VOCÊ LEITOR!
Esta seção desenvolve o trabalho com o Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Ciência e tecnologia
Começar a aula valorizando a participação de crianças e jovens no processo de descobertas científicas, mostrando que muitos avanços começaram justamente com perguntas simples feitas por pessoas curiosas. Enfatizar a importância de qualidades como curiosidade, atenção aos detalhes, persistência e criatividade para investigar os fenômenos ao redor. Ressaltar o fato de que o trabalho científico exige dedicação ao estudo e disposição para testar ideias, registrar observações de forma cuidadosa e interpretar resultados de forma crítica. Além disso, destacar o fato de que os cientistas aprendem com erros e insistem em buscar respostas, demonstrando paciência e rigor em suas investigações. Essa discussão favorece o desenvolvimento da competência específica 2 de Ciências da Natureza.
Conduzir a leitura compartilhada da reportagem com a turma. Se necessário, explicar que, durante o programa, as crianças tiveram acesso às imagens capturadas por um telescópio e processadas por um software que possibilita a identificação de pontos em movimento. Esses pontos, então, são interpretados como possíveis asteroides.
Após a leitura, explorar com os estudantes algumas das características da reportagem, como o objetivo, o veículo e a data em que ela foi publicada, o fato relatado, os envolvidos nesse fato e o local onde ele ocorreu.
3. Resposta pessoal. Aproveitar para verificar o interesse da turma em participar de algum projeto de pesquisa ou realizar algum tipo de atividade de investigação. Incentivar os estudantes a sugerir temas que gostariam de investigar, como animais, plantas, Universo, invenções ou problemas do cotidiano. O objetivo é despertar a curiosidade e o interesse pela ciência.
VOCÊ LEITOR!
Caçando asteroides
Descobertas científicas sobre o Universo podem ser feitas por qualquer pessoa. Mas, para isso, é importante ter interesse, dedicar-se aos estudos e adquirir conhecimentos sobre o tema. Leia o exemplo a seguir, sobre a descoberta feita por estudantes de uma escola.

Símbolo do programa Caça Asteroides, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) com a Colaboração Internacional de Busca Astronômica (IASC, na sigla em inglês).
Astronomia: área da ciência dedicada ao estudo dos astros. Nato: algo que uma pessoa possui desde o nascimento.
[…]
[…]
Composta por crianças de seis a nove anos e pelo professor da oficina de astronomia, […] a equipe […], localizada em João Pessoa, descobriu um novo asteroide e foi convidada para receber medalhas na cerimônia do programa Caça Asteroides MCTI […].
“As crianças tiveram a oportunidade de analisar imagens do céu noturno capturadas por um telescópio no Havaí […].
O professor […] conta que soube do programa Caça Asteroides em 2022. Na época, tentou montar uma equipe, mas, segundo ele, não teve sucesso. Após dois anos, conseguiu reunir uma turma “animada para participar”. […]
“Eu acredito que toda criança é um cientista nato. Elas têm uma curiosidade natural e um desejo […] de explorar o mundo. […]”
[…]
FERREIRA, Carolina. Crianças da Escola do Bem Viver, em João Pessoa, descobrem novo asteroide e irão receber medalhas em Brasília. Brasil de Fato, João Pessoa, 25 out. 2024. Disponível em: https://www. brasildefato.com.br/2024/10/25/criancas-da-escola-do-bem-viver-em-joao-pessoa-descobrem-novo -asteroide-e-irao-receber-medalhas-em-brasilia/. Acesso em: 25 jul. 2025.
1. Em seu caderno, explique qual foi a descoberta feita pela equipe da escola. Que instrumento de observação auxiliou essa descoberta?
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
A equipe descobriu um asteroide com o auxílio de um telescópio.
2. O professor destacou a importância da curiosidade para a exploração do mundo. Você se considera uma pessoa curiosa? Já descobriu algo por conta de sua curiosidade? Converse com os colegas.
3. Você gostaria de participar de um projeto como esse? Sob a orientação do professor, converse com a turma sobre o assunto.
2. Respostas pessoais. Incentivar os estudantes a compartilhar situações em que a curiosidade os ajudou a aprender ou descobrir algo novo. 118 07/10/25 12:30
Essas questões contemplam as habilidades de Língua Portuguesa indicadas a seguir.
• EF15LP01: Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa cotidianamente (a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital, reconhecendo para que foram produzidos, onde circulam, quem os produziu e a quem se destinam.
• EF15LP03: Localizar informações explícitas em textos.
Após a leitura, promover uma roda de conversa com base nas questões sugeridas:
• Por que essa história é importante para inspirar outras crianças?
• O que podemos aprender com esse exemplo?
• Além da curiosidade, que outras características vocês consideram importantes para realizar investigações científicas?
VOCÊ CIDADÃO!
Microscópio: ampliar para observar e conhecer
Como já foi estudado, o Universo é o conjunto de tudo o que existe. Para observar objetos muito distantes no Universo, utilizamos instrumentos como lunetas e telescópios. Contudo, para observar objetos muito pequenos ao nosso redor, podemos utilizar outros tipos de instrumentos, como os microscópios. Leia o texto a seguir.
[…]
Se você pensa que lavar morangos é um exagero, prepare-se para uma surpresa. Vídeos impressionantes feitos com microscópios revelam um mundo escondido de […] bactérias e até pequenos insetos vivendo na superfície da fruta. […]
Pesquisadores brasileiros já identificaram parasitas e bactérias […] em amostras desses frutos, um alerta sério para a nossa saúde. Consumir morangos sem a devida higienização pode, de fato, trazer riscos significativos. […]
PESQUISADORES descobrem o que ninguém queria ver em morangos. Metrópoles, [s. l.], 17 jun. 2025. Disponível em: https://www.metropoles.com/saude/o-que-ninguem-queria -ver-morangos. Acesso em: 22 jul. 2025.

Consultar orientações e respostas no Livro do Professor

Criança fazendo observações com um microscópio na escola. No destaque, ampliação de morango visto ao microscópio em corte (aumento aproximado de 9 vezes).
1. Qual descoberta foi citada no texto? Como ela se relaciona ao microscópio?
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
2. Com base no exemplo do texto, explique como um instrumento de observação pode ajudar a proteger a saúde das pessoas.
3. Você acha que as pessoas mudariam seus hábitos de higiene se pudessem ver o que o microscópio revela? Por quê?
VOCÊ CIDADÃO!
Esta seção colabora para o trabalho com a habilidade EF05CI13, além dos Temas Contemporâneos Transversais (TCTs) Ciência e tecnologia e Saúde, promovendo a compreensão das relações que se estabelecem entre avanços científicos e tecnológicos e práticas saudáveis.
Durante a leitura do texto, estimular reflexões sobre maneiras de equipamentos tecnológicos, como o microscópio, ajudarem a identificar riscos à saúde. O texto
em seu interior. A parte vermelha e doce que costumamos comer não é o fruto verdadeiro, mas sim outra estrutura da planta. Popularmente, chamamos essa parte de fruta, assim como frutos ou outras partes vegetais que ingerimos e, em geral, são doces.
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
1. Os pesquisadores descobriram a presença de bactérias, parasitas e até pequenos insetos na superfície dos morangos. Essa descoberta só foi possível graças ao uso do microscópio, que ampliou as imagens da superfície do morango e revelou a presença de seres vivos que não podem ser vistos a olho nu.
2. Espera-se que os estudantes concluam que o microscópio, um instrumento de observação que amplia imagens, permite identificar microrganismos que podem causar doenças, como os encontrados na superfície dos morangos. Essas observações levantam alertas sobre a importância da higienização dos alimentos, ajudando a prevenir problemas de saúde.
06/10/25 19:00
cita a superfície do morango, que, embora pareça limpa, pode abrigar microrganismos patogênicos que não são visíveis a olho nu. Esse exemplo permite que os estudantes entendam a importância de higienizar corretamente os alimentos e adotar práticas seguras de manuseio e consumo, protegendo sua saúde.
Se oportuno, explicar aos estudantes que os pontos amarelos na superfície do morango são frequentemente confundidos com sementes, mas, na verdade, são os verdadeiros frutos do morango, cada um contendo uma semente
3. Respostas pessoais. É possível que os estudantes respondam “sim”, pois ver microrganismos, ou mesmo partículas de sujeira, na superfície do corpo, de alimentos ou de objetos de uso cotidiano pode causar impacto e aumentar a consciência sobre a importância da higiene.
Esta atividade proporciona o trabalho com a habilidade EF05CI13 ao discutir usos sociais das câmeras fotográficas. Também são mobilizadas as habilidades de História, de Geografia e de Arte indicadas a seguir.
• EF05HI06: Comparar o uso de diferentes linguagens e tecnologias no processo de comunicação e avaliar os significados sociais, políticos e culturais atribuídos a elas.
• EF05GE06: Identificar e comparar transformações dos meios de transporte e de comunicação.
• EF15AR07: Reconhecer algumas categorias do sistema das artes visuais (museus, galerias, instituições, artistas, artesãos, curadores etc.).
Salientar a importância da fotografia como recurso tecnológico que evoluiu ao longo do tempo, desde a captura de imagens em chapas metálicas até os registros digitais em alta definição realizados atualmente por meio de câmeras presentes em celulares, drones, satélites e muitos outros dispositivos.
Comentar sobre o funcionamento básico de uma câmera (obturador, queima do filme etc.). Na primeira ilustração, o fotógrafo segura uma haste conectada à câmera, usada para acionar o disparo. Esse tipo de máquina exigia um pano preto para bloquear a luz externa e permitir o foco da imagem, e o flash era produzido com pó de magnésio, que era colocado em uma bandeja e aceso manualmente com uma faísca ou chama, gerando um clarão intenso e momentâneo. Já na segunda ilustração, o fotógrafo utiliza uma
DIALOGANDO HISTÓRIA,
GEOGRAFIA E ARTE
O REGISTRO DE IMAGENS
Tanto telescópios quanto microscópios são instrumentos que nos permitem visualizar imagens importantes para a ciência. Contudo, essas imagens precisam ser capturadas e armazenadas para que outras pessoas possam observá-las. Esse papel pode ser feito pela câmera fotográfica.
Os registros das câmeras fotográficas podem “contar” diferentes histórias. Um álbum de fotografias de família, por exemplo, é importante porque guarda a memória de antepassados e recordações que poderão ser vistas por muitas gerações — pais, filhos, netos. Para a ciência, as fotografias também têm grande valor, por serem utilizadas para documentar e comprovar as descobertas científicas.
Mas você sabia que as primeiras câmeras fotográficas começaram a ser usadas há aproximadamente 200 anos? Pois é, desde então, as câmeras foram aperfeiçoadas e, com o avanço da tecnologia, os modelos ficaram mais potentes, menores e mais leves.
Máquina fotográfica utilizada no início do século XIX e durante o século XX.
Máquina fotográfica portátil, utilizada durante o século XX. Máquina fotográfica moderna.

Representação de máquinas fotográficas utilizadas em diferentes épocas.
câmera com um tipo de flash descartável que emitia luz ao aquecer um filamento metálico. Esse tipo de flash era mais seguro e prático, mas precisava ser trocado a cada foto.
Propor uma conversa sobre o compartilhamento de fotos e vídeos nas redes sociais, ressaltando que essa prática, embora comum, no caso das crianças deve ser feita apenas com a supervisão de um responsável. Explicar os riscos, como o cyberbullying (a respeito desse tema, ver indicação em Para o professor).
Incentivar a turma a refletir sobre a importância de proteger suas informações e sua imagem na internet. Em grupos, os estudantes podem criar cartazes informativos com alertas, perigos e boas práticas. Finalizar com uma conversa sobre o papel da escola e da família na promoção do uso seguro e consciente da internet.
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO. AS CORES NÃO SÃO REAIS.
Com o passar do tempo, tirar fotos ficou mais fácil, rápido e barato. Hoje, qualquer pessoa pode fotografar, até com o celular. Além disso, as imagens ficaram mais nítidas e detalhadas, ajudando a documentar, estudar e compartilhar o mundo ao nosso redor.


fotografando a natureza com o celular. As imagens obtidas podem ser usadas em estudos, por exemplo.
1. A fotografia passou por muitas mudanças ao longo do tempo. Responda no caderno: Quais transformações o texto aborda sobre o uso das câmeras e das fotografias?
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor
2. Atualmente, é possível alterar ou até “inventar” fotografias de uma situação que não existe ou nunca existiu. Por exemplo, um lanche pode parecer apetitoso na imagem do cardápio de um restaurante, mas, ao ser servido, pode não ter o mesmo aspecto.
Consultar orientações e respostas no Livro do Professor
• Você já passou por alguma situação em que a fotografia não correspondia à realidade, como no exemplo do lanche?
• Que tipo de risco pode existir ao avaliar algo somente pela imagem?
• O que você pensa sobre divulgar imagens falsas ou de pessoas sem a aprovação delas?
3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes compreendam que esses registros ajudam a contar a história de um povo, como trabalhavam, como se vestiam, como se divertiam, ou seja, permitem aprender com o passado e entender como a tecnologia mudou a forma como hoje nos comunicamos e guardamos lembranças. pessoalmente. Além disso, era possível acessar fotografias em meios de comunicação de massa, como jornais e revistas. Atualmente, é comum enviar fotografias por meio de aplicativos de celular para amigos e familiares, bem como publicá-las em redes sociais.
ou abstratos. Ao final da atividade, verificar a possibilidade de imprimir as fotografias e montar um mural na escola, compartilhando a experiência com a comunidade escolar.
| PARA O PROFESSOR
TEXTO CYBERBULLYING : o que é e como pará-lo. Unicef Brasil. Disponível em: https://www.unicef. org/brazil/cyberbullying -o-que-eh-e-como-para-lo. Acesso em: 22 set. 2025.
Texto com informações sobre o cyberbullying
ATIVIDADES FAMÍLIA
3. O Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo, mantém uma exposição com cerca de 200 mil objetos sobre a história do Brasil, de 1880 a 2000, entre eles, fotografias e câmeras. No caderno, elabore um pequeno texto contando a sua opinião sobre o que podemos aprender com esses registros fotográficos.
4. No passado, para acessar uma fotografia, era necessário
revelar o filme fotográfico e enviar as fotografias impressas às pessoas ou mostrar as imagens
4. Entreviste uma pessoa idosa de sua família. Pergunte a ela como as pessoas tinham acesso e compartilhavam fotografias no passado e compare com a maneira como isso é feito atualmente. Elabore um texto no caderno descrevendo essa comparação.
5. Em conjunto com a turma, criem um cenário artístico em um pedaço de papel kraft, usando lápis de cor, canetinhas ou tinta. Posicionem o cenário no chão e, um por vez, deitem-se sobre ele e façam uma pose. O professor vai tirar a foto de cima, registrando a cena. O cenário também pode ser posicionado na parede.
5. Consultar orientações no Livro do Professor
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| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
1. Com o tempo, as câmeras ficaram menores, mais leves e mais acessíveis. Hoje, as pessoas podem tirar fotos com o celular, de forma fácil, rápida e barata. As imagens também ficaram mais nítidas e detalhadas.
2. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes percebam que confiar apenas na imagem pode gerar expectativas falsas, enganos ou decisões equivocadas. Eles também devem refletir sobre os cuidados ao divulgar imagens falsas ou
compartilhar fotos de outras pessoas sem permissão. Isso pode prejudicar alguém, enganar pessoas e até causar constrangimento. É importante que os estudantes entendam a necessidade de respeitar a imagem das pessoas e de pensar antes de compartilhar qualquer conteúdo.
06/10/25 19:00
Propor uma visita guiada ao acervo virtual do Museu da Imagem e do Som (MIS), disponível em: https://acervo.mis-sp.org. br/equipamentos (acesso em: 26 ago. 2025), sob a supervisão de um adulto da família ou responsável, analisar os equipamentos de captação de imagens ao longo da história. Reforçar a importância da participação da família durante a exploração virtual. Incentivar a observação dos dispositivos, suas datas, usos e evolução. Se necessário, disponibilizar a sala de informática da escola para as famílias poderem realizar a atividade. Cada estudante, com o apoio da família, escolherá um equipamento para produzir um breve relato sobre suas características, época e importância. Finalizar com uma roda de conversa na escola para refletir sobre a evolução tecnológica e seus impactos sociais, culturais e científicos.
5. O papel kraft deve ter aproximadamente 2 metros por 2 metros, para que os estudantes ocupem diferentes espaços do cenário construído. O cenário pode representar uma cena do cotidiano ou da imaginação, contendo elementos reais
Criança
Família tirando uma fotografia com a câmera do celular.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ENCAMINHAMENTO
Introduzir a aula comentando a relevância histórica das constelações como recurso de orientação e organização de diversas atividades humanas, como a navegação, a agricultura e a marcação do tempo. Explicar que, desde tempos antigos, povos de diferentes culturas observaram o céu e identificaram agrupamentos de estrelas, criando figuras associadas a histórias, mitos e personagens tradicionais.
Destacar que o conhecimento sobre a posição das estrelas no céu já era usado para orientação durante as Grandes Navegações, expedições marítimas realizadas entre os séculos XV e XVI para encontrar novas rotas comerciais, especiarias, ouro, prata e outros produtos valiosos, além de expandir territórios. Essa temática possibilita a integração com História.
Na sequência, orientar a turma a realizar as atividades propostas, levantando seus conhecimentos prévios acerca dos temas que serão trabalhados. Se oportuno, pedir à turma que faça o registro das respostas no caderno, a fim de retomá-las ao longo do capítulo como forma de acompanhar o aprendizado e refletir sobre ele.
AS CONSTELAÇÕES E OS MOVIMENTOS DA TERRA
Antes da invenção das bússolas e dos mapas, era comum observar a localização dos astros no céu para se orientar durante as viagens.
Mesmo depois que esses instrumentos foram inventados, o ser humano continuou usando as estrelas como guias. Um exemplo disso aconteceu na época das Grandes Navegações, que ocorreram entre os séculos XV e XVI, quando países da Europa começaram a explorar os oceanos em busca de novos territórios. Na época, a posição dos astros ajudava os navegadores a saber para onde seguir. Esse tipo de conhecimento é usado até hoje.
• No caderno, responda às questões a seguir.
Respostas pessoais. Consultar orientações e respostas no Livro do Professor.
1. Em sua opinião, de que forma as estrelas são utilizadas como referência para guiar os marinheiros?
2. Você consegue identificar alguma estrela ou conjunto de estrelas no céu? Qual?
3. A posição das estrelas no céu noturno pode variar ao longo de uma noite, bem como ao longo de um ano. Por que você acha que isso acontece?
Representação de caravela no mar e estrelas no céu. A caravela era um tipo de navio utilizado nas Grandes Navegações.

| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
1. Resposta pessoal. Os estudantes podem citar as posições das estrelas no céu como referências para a localização.
2. Respostas pessoais. Os estudantes podem mencionar estrelas, nomes de constelações ou partes delas, como as Três Marias (que fazem parte da constelação de Órion) ou o Cruzeiro do Sul. Se não mencionarem, questione se já
perceberam que alguns conjuntos de estrelas podem formar figuras no céu.
3. Resposta pessoal. Utilize esse questionamento para avaliar o conhecimento prévio dos estudantes sobre o movimento aparente dos astros no céu noturno. Incentive-os a compartilhar suas experiências e percepções sobre o assunto. Verifique se eles citam a rotação e a translação da Terra em suas respostas.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
CONSTELAÇÕES
As estrelas sempre despertaram a curiosidade das pessoas. Ao observá-las, diferentes povos perceberam que, ao traçar linhas imaginárias entre algumas delas, era possível formar figuras. Essas figuras receberam o nome de constelações
Órion é uma das constelações mais fáceis de identificar no céu. Ela apresenta três estrelas alinhadas, conhecidas como Três Marias, que formam o chamado cinturão de Órion. Essa constelação pode ser vista no céu noturno do Brasil em algumas épocas do ano.
Segundo um mito de origem grega, Órion era um gigante caçador que foi transformado em constelação após a morte. A figura dessa constelação lembra um caçador, como mostram as imagens a seguir.

As principais estrelas que formam a constelação de Órion, vista no céu da região Centro-Oeste do Brasil, em agosto de 2019.

As principais estrelas da constelação de Órion ligadas por traços imaginários, formando uma figura no céu.
Mito: narrativa que explica fenômenos diversos, baseada nas crenças e costumes do povo que a criou.

Representação da figura do guerreiro Órion sobre as estrelas de sua constelação.
Atualmente, os cientistas explicam que uma constelação não é só um desenho feito por estrelas no céu. Ela é uma região do céu que inclui as estrelas que formam esse desenho e outras estrelas ao redor.
Para facilitar o estudo do céu, a União Astronômica Internacional o dividiu em 88 regiões que correspondem às constelações. Cada uma delas tem um nome, que muitas vezes vem da figura principal formada por algumas estrelas. Mas nem todo desenho que parece uma figura no céu é uma constelação oficial. Somente as reconhecidas por essa organização.
ENCAMINHAMENTO
As constelações já foram abordadas nesta coleção no desenvolvimento da habilidade EF03CI08. Neste momento, o tema será retomado e explorado com maior profundidade, a fim de promover o desenvolvimento da habilidade EF05CI10.
Retomar a noção de que as estrelas emitem luz própria e explicar que, ao serem observadas da Terra, podem formar figuras com linhas imaginárias, chamadas asterismos. Enfatizar que, na definição atual, as constelações compreendem
regiões delimitadas do céu, que incluem não apenas as estrelas que formam os asterismos, mas também outras estrelas e corpos celestes presentes nessa área.
06/10/25 19:00
TEXTO DE APOIO
[...]
Cada povo sempre olhou o céu de sua forma, criando suas próprias constelações. Com isso, existiam conjuntos de estrelas que pertenciam a constelações diferentes e que poderiam estar associadas a significados diferentes. Estudar as constelações de diferentes povos é
também uma forma de estudar a sua cultura.
[...]
No século XX, surgiu a necessidade de se criar um sistema universal de constelações , para que todos reconhecessem o céu da mesma forma. Com o aprofundamento dos estudos sobre os corpos celestes, entendeu-se a necessidade de padronizar a organização das estrelas, para que todos pudessem encontrar um objeto no céu ou uma ordem no universo a partir da mesma constelação de referência.
Desse modo, em 1929, a União Astronômica Internacional (IAU) dividiu o céu em 88 regiões, que seriam identificadas com o auxílio de um desenho. A maioria das constelações escolhidas por eles estavam associadas à mitologia grega. Diferente do que é entendido em algumas culturas astronômicas, nessa divisão uma estrela não poderia fazer parte de mais de uma constelação, pois isso não seria uma divisão exata do céu. Definiu-se também que a constelação não é somente o desenho, mas que, na verdade, o céu está dividido por linhas imaginárias e o desenho é usado para identificar cada região no céu, de modo que mesmo se uma estrela não fizer parte do desenho, ainda assim, faz parte da constelação.
[...]
RIOGA, L. Como surgiram as constelações? Espaço do Conhecimento UFMG Disponível em: https://www.ufmg.br/ espacodoconhecimento/co mo-surgiram-as-constelacoes/. Acesso em: 22 set. 2025.
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO.
AS CORES NÃO SÃO REAIS.
Rigel
Três Marias Betelgeuse
ENCAMINHAMENTO
O mapa celeste pode ser apresentado aos estudantes como uma ponte entre ciência, cultura e história. Desde povos antigos, como gregos, maias e egípcios, representações do céu eram elaboradas para organizar calendários agrícolas, orientar viagens e até explicar crenças religiosas, pois ajudavam a identificar padrões no movimento das estrelas e a compreender a passagem do tempo. Hoje, embora ainda existam versões impressas bastante utilizadas, o mapa celeste também se apresenta em softwares e aplicativos digitais que permitem visualizar o céu em diferentes épocas e locais do planeta, simulando o movimento de constelações, planetas e até satélites artificiais. Dessa forma, os estudantes percebem que o céu não é estático, mas muda conforme as estações do ano e a posição do observador na Terra.
Orientar a leitura do mapa celeste da página com os estudantes, destacando seus elementos principais, como constelações, pontos cardeais, linha do horizonte e coordenadas celestes.
Promover uma discussão coletiva sobre a utilidade dos mapas celestes na localização de astros em diversas épocas do ano e em diferentes hemisférios. Levantar hipóteses com os estudantes sobre a importância histórica desses mapas para a navegação, a agricultura e a organização do tempo para diversas civilizações.
ATIVIDADES FAMÍLIA
Orientar os estudantes sobre o uso do mapa celeste, explicando seus elementos principais e como
As constelações que podem ser observadas no céu em determinado local e em uma data podem ser representadas em um mapa celeste, que apresenta indicações dos pontos cardeais norte, sul, leste e oeste e auxilia na identificação e na localização de estrelas e constelações.
Observe, como exemplo, o mapa celeste do céu de Brasília, às 20 horas, em 16 de outubro de 2027. As linhas tracejadas azuis representam os limites de cada constelação.
Explicar que o mapa celeste pode ser usado em programas que funcionam como simuladores. O boxe Dialogando da próxima página trabalha esse assunto.

Mapa celeste para um observador em Brasília (DF), em 16 de outubro de 2027, às 20 horas. Os nomes das constelações estão em amarelo e os pontos são algumas das estrelas de cada constelação. As letras indicam os pontos cardeais: N (norte), S (sul), L (leste) e O (oeste).
alinhá-lo para localizar estrelas e constelações no céu real. Imprimir mapas personalizados para o município, com data e horário acessíveis, e distribuir uma cópia para cada estudante. A proposta é realizar a observação noturna em casa ou em outro local seguro, acompanhados de um adulto da família, identificando astros e constelações. Na aula seguinte, promover uma roda de conversa para que os estudantes compartilhem as observações feitas e aprofundem o uso do mapa celeste. Esta atividade mobiliza a habilidade EF05CI10.
| PARA O PROFESSOR
LIVRO. COLONESE, P. H. (org.). Céus astro-culturais: Ema Guarani, Garça Tukano, Porco-Selvagem Maia e o Carneiro das Montanhas Navajo. Rio de Janeiro: Fiocruz – COC, 2021. (Coleção Culturas Estelares). Disponível em: https://www.museudavida. fiocruz.br/images/Publicacoes_Educacao/ PDFs/CulturasEstelares2021vol3.pdf. Acesso em: 26 ago. 2025.
O livro promove o uso de tecnologias digitais para simular e observar o céu.
DIALOGANDO
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes concluam que o simulador facilita o estudo dos astros.
Um simulador é um recurso tecnológico que pode ser acessado em diferentes dispositivos, como celulares e computadores. Alguns simuladores mostram a posição dos astros no céu em qualquer período, no passado ou no futuro. Você acha importante usar esse recurso para estudar o Universo? Converse com um colega sobre o assunto.
ATIVIDADES
Consultar orientações e respostas no Livro do Professor
1. A imagem a seguir foi feita por um simulador. Ela representa uma parte do céu vista da cidade de Brasília (DF), em 16 de outubro de 2027, às 20 horas. A letra que aparece na imagem indica a direção (ponto cardeal) para onde o observador está olhando.

Imagem de parte do céu noturno de Brasília (DF), em 16 de outubro de 2027, às 20 horas, gerada por um simulador. Há uma constelação evidenciada pelos traços, que são imaginários.
• Utilizando o mapa celeste apresentado na página anterior, identifique qual é a constelação destacada na imagem.
2. Ao observar o céu noturno, Bárbara percebeu que algumas estrelas pareciam formar um coração. Então, concluiu que essas estrelas pertenciam a uma constelação. Considerando a definição científica de constelação, o raciocínio de Bárbara está correto? Justifique sua resposta.
PARA VOCÊ EXPLORAR
Atividades
1. A constelação destacada é a do Pavão. Verificar se os estudantes compreendem que, no mapa celeste, devem procurar essa constelação próximo à direção sul, como indicado na imagem.
2. Não, pois nem toda figura que parece ser formada ao unir estrelas no céu com linhas imaginárias é considerada uma constelação, segundo a União Astronômica Internacional. As constelações são 88 áreas do céu definidas e reconhecidas. Elas são padronizadas para ajudar as pessoas a estudar o céu. O fato de as estrelas unidas parecerem uma figura não significa que ela seja uma constelação.
|
PARA O ESTUDANTE
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO. AS CORES NÃO SÃO REAIS

• WARNER, Gertrude Chandler. Constelações e estrelas para crianças. Campinas: Livros Vivos, 2024. Livro com informações e imagens sobre diferentes constelações.
ENCAMINHAMENTO
O boxe Dialogando promove uma reflexão sobre os usos e a importância de simuladores do céu. Esses recursos permitem observar estrelas, constelações e outros corpos celestes de maneira segura e acessível, mesmo em locais ou horários em que a observação direta não é possível. Além disso, facilitam o aprendizado, pois ajudam a compreender movimentos e posições dos astros, tornando o estudo do Universo mais dinâmico.
Aproveitar o contexto da reflexão para alertar sobre o uso pedagógico da
tecnologia, que deve ser feito sempre na presença e sob a supervisão de um adulto responsável. Essa orientação é importante para garantir que as ferramentas digitais sejam usadas de maneira segura, consciente e com objetivos educativos.
06/10/25 19:00
VÍDEO. O QUE SÃO constelações? Episódio completo. 2023. 1 vídeo (12 min). Publicado pelo canal O Show da Luna!. Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=XiiVFtD1LzI. Acesso em: 26 ago. 2025. No vídeo, o tema da observação do céu e das constelações é abordado de forma lúdica e educativa, despertando a curiosidade dos estudantes sobre o Universo.
O livro indicado aos estudantes no boxe Para você explorar traz uma narrativa de uma estudante e seu professor. Além disso, sugere o uso de aplicativos de Astronomia e a criação de um Caderno de Estrelas, no qual os estudantes registrarão as constelações que identificarem.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Representação de Bárbara fazendo observações com a luneta.
ENCAMINHAMENTO
O tópico A rotação da Terra e os astros fornece subsídios teóricos ao desenvolvimento da habilidade EF05CI11. Ele propõe um aprofundamento do conceito de movimento aparente do Sol no céu, estudado durante a abordagem da habilidade EF04CI09. Retomar o movimento de rotação da Terra, estudado em anos anteriores. Para explorar a relação da rotação com o movimento aparente dos astros, sugere-se trabalhar o conceito de movimento relativo. Por exemplo, explicar que, ao andar de ônibus ou de carro, as pessoas têm a impressão de que os objetos do lado de fora dos veículos é que se movem. Os estudantes deverão refletir sobre a seguinte situação: A paisagem se move em relação ao ônibus/carro? Ou é o ônibus/carro que se move em relação à paisagem? E os passageiros, estão em movimento ou em repouso em relação uns aos outros? Explicar que todo movimento é relativo, ou seja, para afirmar que algo está em movimento, é necessário adotar um referencial. Por exemplo, ao considerarmos os componentes da paisagem, como lojas e prédios, como referencial, podemos concluir que os passageiros estão em movimento.
Os estudantes devem aplicar esse princípio à observação dos astros no céu, reconhecendo que eles aparentam se mover ao longo do tempo. Durante a noite, as estrelas parecem mudar de posição no céu em relação à Terra. Da mesma forma, ao longo de um dia, o Sol aparenta se deslocar de leste a oeste.
Reforçar o conceito de que essas mudanças de
A ROTAÇÃO DA TERRA E OS ASTROS
O planeta Terra executa a rotação, movimento em que ele gira em torno do próprio eixo. Uma volta completa da Terra ao redor de seu eixo dura cerca de 24 horas.
A rotação da Terra é responsável pela mudança aparente da posição dos astros no céu. Isso significa que, embora pareça que o Sol e as demais estrelas estejam se movendo no céu, quem está se movimentando é a Terra. Acompanhe o exemplo a seguir.

Representação de parte do céu vista na cidade de Presidente Prudente (SP), às 20 horas, em 21 de dezembro de 2027, e representação do planeta Terra no Espaço e de sua iluminação parcial pelo Sol no mesmo momento. A seta laranja representa o sentido do movimento da Terra em torno de seu eixo, que é imaginário e está representado pelo tracejado.
posição dos astros, observadas da Terra, são denominadas movimentos aparentes. Essas mudanças se devem ao movimento do planeta em que vivemos.
Cão Maior 126
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO.
AS CORES NÃO SÃO REAIS
1. Na imagem da página anterior, é possível observar, destacada no círculo vermelho, a constelação Cão Maior, que, às 20 horas, é vista um pouco acima da linha do horizonte.
2. Duas horas depois, às 22 horas do mesmo dia, a constelação Cão Maior passa a ser vista em um ponto mais alto no céu, mostrando que sua posição aparente mudou.
3. Isso acontece por causa da rotação da Terra. Nesse intervalo de duas horas, a Terra girou um pouco, e outras regiões do céu foram reveladas para os observadores. Esse movimento é o que dá a impressão de que as estrelas mudam de lugar no céu durante a noite, mas quem se movimentou foi a Terra.

IMAGENS FORA DE
AS CORES NÃO SÃO REAIS.
ATIVIDADES
Organizar a turma em pequenos grupos para analisar, na sala de informática, sob sua supervisão, sequências de imagens do céu noturno em diferentes horários de um dia (sugere-se no mínimo três momentos distintos), em determinada localidade do Brasil. As imagens podem ser geradas pelo simulador Stellarium, indicado no boxe Para você explorar da página 130, impressas previamente e entregues aos estudantes no momento da aula.
Os estudantes devem observar as imagens e identificar alterações na posição das estrelas e de constelações. Pedir-lhes que registrem as principais mudanças percebidas, relacionando-as ao movimento de rotação da Terra.
Em seguida, os estudantes devem selecionar, entre as imagens analisadas, aquelas que melhor representam essas variações e organizar a disposição delas em ordem cronológica, em um mural ou cartaz, compondo um painel ou uma linha do tempo visual. Solicitar a eles que elaborem legendas explicativas para cada imagem, destacando o horário ou momento de registro e a movimentação observada.
ENCAMINHAMENTO
As imagens do céu desta página e da página anterior foram elaboradas com base em representações geradas no simulador Stellarium, considerando a data e os horários indicados, com a localização configurada para a cidade de Presidente Prudente, em São Paulo.
Explorar com a turma essas imagens, que representam a mudança de posição dos astros no céu em um mesmo dia. Orientar os estudantes a identificar, com
base nas imagens, padrões de deslocamento aparente das estrelas e ajudá-los a perceber que esse fenômeno está relacionado ao movimento de rotação da Terra.
07/10/25 01:01
Comentar com os estudantes que a estrela mais brilhante do céu noturno é Sirius, localizada na constelação Cão Maior. Essa estrela pode ser facilmente identificada a olho nu em noites de céu limpo. Ela também é explorada na atividade 2 da página 130.
Fixar o painel em local visível da sala de aula ou da escola para socialização do conhecimento. Finalizar promovendo uma roda de conversa com a turma, incentivando a troca de ideias e o compartilhamento do aprendizado proporcionado pela atividade. Utilizar esse momento para avaliar a progressão do aprendizado.
Representação de parte do céu vista na cidade de Presidente Prudente (SP), às 22 horas, em 21 de dezembro de 2027, e representação do planeta Terra no Espaço e de sua iluminação parcial pelo Sol no mesmo momento.
ARGOZINO
Cão Maior
PROPORÇÃO
O tópico A translação da Terra e os astros fornece subsídios teóricos ao desenvolvimento da habilidade EF05CI10, contribuindo para o entendimento de que as constelações podem ser vistas no céu noturno em certas épocas do ano.
Se julgar oportuno, ao comentar a duração do movimento de translação, retomar o conceito de ano bissexto, explicando que ele é necessário para ajustar o calendário em razão da diferença entre o ano civil de 365 dias e o tempo real que a Terra leva para completar uma volta ao redor do Sol.
Na sequência, apresentar aos estudantes a temática do movimento de translação da Terra e sua relação com a movimentação aparente das constelações no céu ao longo do ano. Explicar que, à medida que a Terra se desloca ao redor do Sol, diferentes regiões do céu tornam-se visíveis em diferentes épocas, o que faz com que algumas constelações só possam ser observadas em determinados meses.
Utilizar as imagens desta página e da próxima para ilustrar essas mudanças no céu noturno. Comparar as imagens, incentivando os estudantes a identificar as constelações visíveis no céu no mesmo horário em diferentes épocas do ano. Estimular o registro das observações feitas e promover uma discussão sobre como os povos antigos se orientavam e marcavam as estações do ano com base nesses padrões.
Reforçar com os estudantes a ideia de que, na imagem da Terra apresentada nesta página, a América não está visível, pois, no horário representado, ela está voltada para o lado oposto ao do observador.
A TRANSLAÇÃO
DA TERRA E OS ASTROS
O planeta Terra também executa um movimento ao redor do Sol, chamado de translação. Uma volta completa ao redor do Sol leva cerca de 365 dias e 6 horas, ou seja, dura aproximadamente um ano.
Em decorrência do movimento de translação, as constelações visíveis no céu mudam de localização ao longo do ano. Acompanhe o exemplo a seguir.





21 de junho de 2027
Representação de parte do céu vista na cidade de Aquidauana (MS), às 22 horas e 30 minutos, em 21 de junho de 2027, e representação da posição do planeta Terra em sua trajetória ao redor do Sol. Note que, nessa posição da Terra, a América não está visível na imagem.
Cruzeiro do Sul
21 de junho de 2027
1. Na cidade de Aquidauana, em Mato Grosso do Sul, às 22 horas e 30 minutos do dia 21 de junho de 2027, é possível observar, destacada pelo círculo vermelho, a constelação Cruzeiro do Sul em um ponto alto no céu.
2. Seis meses depois, no mesmo horário, às 22 horas e 30 minutos do dia 21 de dezembro de 2027, a constelação Cruzeiro do Sul é vista próximo à linha do horizonte, mostrando que sua posição aparente mudou em relação à observação feita em junho.
3. Nesse intervalo, o planeta Terra realizou parte de seu movimento de translação. Por isso, o céu noturno visível da Terra também muda. Algumas constelações, como a Cruzeiro do Sul, aparecem em posições diferentes no céu, ou até deixam de ser vistas em certos momentos do ano.
TEXTO . PRINCÍPIOS básicos da observação do céu. National Geographic Portugal , 5 jun. 2023. Disponível em: https:// www.nationalgeographic. pt/ciencia/principios-ba sicos-da-observacao-do -ceu_3022. Acesso em: 20 jul. 2025.



representação da posição do planeta Terra em sua trajetória ao redor do Sol.


de Magalhães (a mais brilhante delas), a Mimosa, a Rubídea, a Pálida e a Intrometida. Explicar que as quatro primeiras estrelas formam um desenho semelhante a uma cruz no céu, o que facilita sua identificação durante a noite, especialmente no Hemisfério Sul. Destacar também que o Cruzeiro do Sul é um importante ponto de orientação. A seguir, em Para , é sugerido um vídeo que apresenta métodos para realizar a obser-
07/10/25 01:02
O artigo aborda os princípios fundamentais para a observação do céu noturno, apresentando orientações sobre a identificação de estrelas, constelações e outros corpos celestes.
TEXTO. CASTRO, Leonardo Pereira; SILVA, Rafaela Ribeiro da. Você já viu o Cruzeiro do Sul? Invivo. Disponível em: https:// www.invivo.fiocruz.br/ cienciaetecnologia/cruzei ro-do-sul/. Acesso em: 23 set. 2025.
Texto que apresenta informações e curiosidades sobre a constelação Cruzeiro do Sul.
VÍDEO. [ASTRONOMIA em Doses] Cruzeiro do Sul e os pontos cardeais. 2021. 1 vídeo (5 min 2 s). Publicado pelo canal Museu de Astronomia e Ciências Afins. Disponível em: https:// www.youtube.com/watch? v=zySvIchQzes. Acesso em: 2 out. 2025.
Vídeo que explica métodos para encontrar o ponto cardeal sul com base na observação do Cruzeiro do Sul.
21 de dezembro de 2027
21 dezembro de 2027
Representação de parte do céu vista na cidade de Aquidauana (MS), às 22 horas e 30 minutos, em 21 de dezembro de 2027, e
Cruzeiro do Sul
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
1. Esta atividade mobiliza a habilidade EF05CI11
a) A imagem retrata o movimento aparente do Sol no céu durante um dia, ou seja, ele muda de posição no céu ao longo do dia.
b) O movimento de rotação do planeta Terra, ou seja, à medida que a Terra gira em torno do próprio eixo, temos a impressão de que o Sol está se movendo no céu.
2. Esta atividade mobiliza a habilidade EF05CI11 Ao trabalhá-la, retomar as imagens das páginas 126 e 127, que mostram a constelação Cão Maior. Explicar aos estudantes que, na representação dessas páginas, Sirius corresponde à estrela que estaria no peitoral do cão.
a) É possível observar que, após uma hora, houve uma mudança na posição da estrela Sirius no céu, assim como na das outras estrelas.
b) A mudança de posição dos astros em um dia decorre do movimento de rotação do planeta Terra. À medida que o planeta executa o movimento de rotação, tem-se a impressão de que os astros estão se movendo no céu. Contudo, esse movimento é aparente, ou seja, é a Terra que gira.
c) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reconheçam que não será possível, pois, durante a rotação da Terra, Sirius saiu de uma posição alta no céu para uma posição baixa, em aproximadamente 1 hora. Isso significa que a estrela desaparecerá no horizonte em breve, conforme a Terra continuar seu movimento de rotação.
ATIVIDADES
Consultar orientações e respostas no Livro do Professor.
1. Observe a imagem a seguir. Ela foi obtida por meio da composição de fotografias tiradas em diferentes momentos de um mesmo dia.

(MT), 2018.
ATENÇÃO!
Jamais olhe diretamente para o Sol.
a) O que essa imagem mostra em relação à posição do Sol no céu?
b) Que movimento da Terra se relaciona a esse fenômeno? Explique sua resposta.
2. Sirius é a estrela mais brilhante no céu noturno. Ela faz parte da constelação
Cão Maior (estudada nas páginas 126 e 127). Observe as imagens ao lado. Elas apresentam a posição de Sirius no céu do Recife (PE) na mesma data, mas em horários diferentes.
a) O que é possível notar ao comparar as duas imagens, em relação à posição da estrela Sirius?

geradas por um

b) Explique como isso aconteceu, considerando os movimentos da Terra.
c) Observe os horários nas imagens. Você acha que será possível observar Sirius no céu, às 22 horas dessa noite? Por quê?
PARA VOCÊ EXPLORAR
• STELLARIUM. Disponível em: https://stellarium-web.org/. Acesso em: 22 jul. 2025. Com a supervisão de um adulto, acesse a ferramenta digital que permite gerar representações do céu noturno em diferentes horários e lugares do mundo. Nesta versão, a ferramenta está em inglês.
ENCAMINHAMENTO
No boxe Para você explorar, sugere-se explorar o céu utilizando o simular gratuito Stellarium, que permite simular a visualização do céu em diferentes datas, horários e locais do planeta. A versão indicada é a on-line, que está disponível em inglês, mas também é possível baixar o programa gratuitamente em português, facilitando o uso em sala de aula ou em casa.
Explorar previamente o programa, aprendendo a configurar data, hora e local, além de identificar objetos celestes. Orientar os estudantes a, com a ajuda de um adulto, configurar o céu do momento de seu nascimento. Eles devem observar o céu simulado e registrá-lo por desenho ou captura de tela, identificando estrelas e constelações. Por fim, devem escrever um texto breve sobre a experiência e o que aprenderam para compartilhar, em
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Composição de fotografias mostrando a posição do Sol, ao longo de um dia, sobre uma paisagem no Parque Indígena do Xingu
Imagens
simulador mostrando a posição da estrela Sirius no céu noturno no Recife (PE) em 6 de maio de 2027, em dois horários diferentes.
3. Leia algumas informações sobre as constelações de Escorpião e de Órion para responder às questões a seguir.
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO.
AS CORES NÃO SÃO REAIS.
No Brasil, a constelação de Escorpião é visível no início das noites de inverno.
Representação da constelação de Escorpião, com linhas imaginárias unindo as estrelas mais brilhantes e formando uma figura.


No Brasil, a constelação de Órion é visível no início das noites de verão.
Representação da constelação de Órion, com linhas imaginárias unindo as estrelas mais brilhantes e formando uma figura.
a) No início de certa noite, uma pessoa que mora no Brasil identificou a constelação de Escorpião no céu. Com base nessa observação, ela concluiu que era inverno. Essa conclusão está correta? Justifique sua resposta.
b) As constelações de Escorpião e de Órion inspiraram a criação de um mito grego. Nesse mito, há uma explicação sobre o motivo de essas duas constelações nunca serem vistas ao mesmo tempo no céu. Com a supervisão de um adulto da família, faça uma pesquisa sobre esse mito e anote no caderno o que você encontrou. Depois, compartilhe com os colegas.
4. Com a ajuda de um adulto da família, pesquise uma constelação que não tenha sido mencionada e que possa ser vista do Brasil. Procure saber a origem do nome, como ela aparece no céu e o período do ano em que pode ser vista. Depois, faça um cartaz com as informações encontradas e um desenho dessa constelação. Resposta pessoal. Os estudantes podem pesquisar as constelações de Centauro, Tucano, Cão Menor, Virgem, Carina, Oitante, Hidra Fêmea, entre outras.
sala de aula, suas descobertas em roda de conversa, refletindo sobre a posição da Terra, os movimentos dos astros e as diversas paisagens celestes.
A seção contribui para o trabalho com o Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Ciência e tecnologia e com o desenvolvimento da competência geral 5 e da competência específica 6 de Ciências da Natureza. Também oportuniza a mobilização da habilidade EF05CI10.
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3. a) Sim. No Brasil, a constelação de Escorpião é visível no início das noites de inverno. Por isso, ao observá-la, é possível concluir corretamente que se trata dessa estação.
b) Resposta pessoal. Reforçar a importância do acompanhamento de um adulto da família ao realizarem a pesquisa na internet. De acordo com uma das versões do mito, a constelação de Escorpião representa um animal que persegue o caçador Órion. Essa perseguição representa o movimento aparente dessas constelações no céu: quando Escorpião nasce a leste no horizonte, Órion já está se pondo a oeste. Por isso, nunca vemos as duas constelações ao mesmo tempo no céu noturno.
4. Se considerar pertinente, as informações pesquisadas podem ser apresentadas em um seminário.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Consultar orientações e respostas no Livro do Professor
VOCÊ CIENTISTA!
Os objetivos desta seção compreendem observar e identificar constelações no céu noturno, a fim de mobilizar a habilidade EF05CI10
Propor aos estudantes a observação do céu noturno em casa ou em outro ambiente seguro, sempre com supervisão de um adulto. Sugere-se enviar orientações escritas às famílias para garantir a segurança e a organização da atividade.
Orientar os estudantes a escolher um local adequado, com boa visibilidade do céu e pouca poluição luminosa, e a observar o céu em um horário combinado, preferencialmente após o “pôr” do Sol. Sugerir-lhes que levem consigo papel e lápis para os registros e um mapa celeste impresso ou digital.
Utilizar as informações disponíveis em O céu, mês-a-mês ou... O que tem pra ver hoje??? , elaborado pelo Clube de astronomia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo – Each (disponível em: https://each. usp.br/astroclube/mes_a_ mes.htm; acesso em: 26 ago. 2025). Nesse site, é possível conhecer alguns elementos visíveis no céu em cada mês, facilitando a identificação.
Pedir aos estudantes que desenhem o céu observado, com destaque para as estrelas ou constelações que conseguirem identificar, e anotem o horário e o que sentiram ou perceberam durante a observação.
Finalizar a proposta promovendo uma roda de conversa na aula seguinte para que os estudantes compartilhem suas experiências, mostrem seus
Observando o céu
Você acha que é possível reconhecer constelações no céu noturno sem usar instrumentos específicos de observação? Pense sobre o assunto e anote suas ideias iniciais no caderno. Em seguida, faça a atividade a seguir com sua família.
DO QUE EU PRECISO
• Caderno para anotações • Lápis, lápis de cor ou caneta
COMO FAZER
1. Em família, com um adulto responsável, escolha uma área aberta e segura onde seja possível observar as estrelas. Evite lugares com muitas luzes, como postes de iluminação.
2. Observe o céu no início da noite, em algum horário entre as 18 horas e as 20 horas. Escolha uma noite com céu limpo, sem muitas nuvens.
3. Procure grupos de estrelas que possam formar alguma figura conhecida, como o Cruzeiro do Sul ou as Três Marias. Tente identificar a constelação correspondente à figura que você identificou.
4. Registre no caderno a data, o horário e o local da observação. Também faça um desenho do que você observou.
DICA
As imagens fornecidas no capítulo podem auxiliar na identificação de constelações, bem como o mapa celeste da página 124. Aplicativos digitais de mapas celestes também podem ser utilizados.
VAMOS CONVERSAR?

Representação de criança acompanhada de adulto responsável observando o céu noturno.
Consultar orientações e respostas no Livro do Professor
1. Na noite em que fizeram a observação, vocês conseguiram identificar alguma constelação? Qual?
2. Conversem sobre como foi a observação. Houve alguma dificuldade? O que mais chamou a atenção de vocês?
3. Com base na observação de vocês, qual é sua resposta para a questão inicial da seção? Conversem com os colegas.
registros e discutam as diferentes constelações observadas, relacionando-as com o período do ano em que a atividade foi realizada.
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
1. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes tenham identificado ao menos uma constelação. As constelações reconhecidas pelos estudantes podem variar.
2. Respostas pessoais. Incentivar os estudantes a relatar suas experiências.
Espera-se que eles compartilhem o modo como fizeram a observação, relatando suas percepções, bem como eventuais dificuldades que tiveram.
3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que foi possível realizar a observação e identificação de constelações no céu noturno sem auxílio de instrumentos, desde que as condições fossem favoráveis, como um local sem iluminação excessiva e sem nuvens no céu.
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO AS CORES NÃO SÃO REAIS
O céu indígena
VOCÊ CIDADÃO!
Povos de diferentes culturas têm leituras próprias do céu noturno. As interpretações que fazem na observação dos astros estão ligadas aos costumes e ao modo de eles se relacionarem com o mundo. Os povos indígenas do Brasil, por exemplo, reconhecem diversas constelações. Elas podem ser diferentes umas das outras, pois cada povo pode agrupar as estrelas de um modo único. No entanto, há constelações, como a da Ema, que é conhecida por diversos povos indígenas.

Traços evidenciando a constelação da Ema no céu em São Paulo (SP), 2022.
A constelação da Ema recebe esse nome por ser reconhecida no céu noturno como uma figura semelhante a esse tipo de ave. Algumas estrelas de constelações aceitas pela União Astronômica Internacional fazem parte da Ema, como as da constelação Cruzeiro do Sul e as da constelação de Escorpião. Quando a constelação da Ema está totalmente visível no céu, ela indica o início do inverno no Brasil.
1. Porque o modo de agrupar e interpretar as estrelas pode diferir entre povos de diferentes culturas.
1. Por que as constelações reconhecidas pelos povos indígenas podem ser diferentes umas das outras?
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
2. Você considera importante conhecer e valorizar os conhecimentos de povos indígenas? Por quê? Converse com os colegas sobre o assunto.
PARA VOCÊ EXPLORAR
Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes reconheçam a importância da valorização por diferentes motivos. Podem ser citadas questões referentes ao conhecimento da natureza pelos indígenas, ao modo de vida deles e à história desses povos. É importante conduzir a conversa de modo a valorizar a
• CALENDÁRIO Astronômico 2018-2019 l Um Cruzeiro do Sul ou uma Ema? 2019. 1 vídeo (2 min 29 s). Publicado pelo canal Espaço do Conhecimento UFMG. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=3vuMxosUgng. Acesso em: 22 jul. 2025. Com a supervisão de um adulto, acesse o vídeo e saiba mais sobre a constelação da Ema, seus significados para os povos indígenas e a relação dela com a constelação Cruzeiro do Sul.
diversidade de culturas, levando a turma a compreender que os fenômenos do Universo podem ser interpretados de maneiras distintas, dependendo da cultura. Conhecer esses saberes contribui para o respeito às diversas formas de conhecimento existentes na humanidade.
VOCÊ CIDADÃO!
Ao abordar a cosmovisão indígena, a seção possibilita o trabalho com o Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras e o desenvolvimento da competência geral 1, valorizando e utilizando conhecimentos historicamente construídos.
Se possível, promover, em sala de aula, a exibição do vídeo de curta duração sugerido no boxe Para você explorar.
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Ressaltar que diversos povos, em diferentes épocas, desenvolveram interpretações próprias do céu e atribuíram significados culturais e práticos aos astros. Além dos povos indígenas, outro exemplo são os povos africanos (ver mais em Para o professor).
| PARA O
ESTUDANTE
VÍDEO. ETNOASTRONOMIA – A pluralidade dos céus: – Homem velho e Ema. 2021. 1 vídeo (4 min 48 s). Publicado pelo canal Planetários de São Paulo. Disponível em:
https://www.youtube.com/ watch?v=GUWoGYtBJyo. Acesso em: 26 ago. 2025. Vídeo do canal Planetários de São Paulo sobre a astronomia dos povos indígenas.
| PARA O PROFESSOR
TEXTO. AFONSO, G. B. As constelações indígenas brasileiras. Telescópios na Escola , Rio de Janeiro, 2013. Disponível em: http://www.telescopiosna escola.pro.br/indigenas. pdf. Acesso em: 20 jul. 2025.
O artigo apresenta as principais constelações indígenas, evidenciando a ligação entre astronomia indígena e ciclos naturais.
TEXTO. RIBEIRO, B. S. História das constelações. Observatório Astronômico, UFRGS, Porto Alegre, 2021. Disponível em: https:// www.ufrgs.br/observastro/ website/wp-content/uplo ads/2023/03/Historia-das -Constelacoes.pdf. Acesso em: 26 ago. 2025.
O artigo aborda as constelações oficiais e indígenas, destacando seu papel cultural na marcação do tempo, nas estações e nas atividades agrícolas.
TEXTO. VANNIER, C. African Cultural Astronomy. Anthropology News , 12 jul. 2019. Disponível em: https://www.anthropology -news.org/articles/african -cultural-astronomy/. Acesso em: 26 ago. 2025.
O artigo aborda informações sobre a astronomia africana. A página está em inglês, mas alguns navegadores possibilitam sua tradução automática para a língua portuguesa. Verifique as configurações de seu navegador e busque a opção “Traduzir”.
ENCAMINHAMENTO
Introduzir a temática da Lua e suas fases, levantando os conhecimentos prévios dos estudantes por meio de perguntas como:
• Vocês já observaram a Lua em diferentes noites?
• A Lua tem sempre a mesma aparência no céu?
• Por que a Lua parece mudar de forma no céu?
Incentivar os estudantes a compartilhar suas experiências e percepções sobre o satélite natural da Terra. Caso julgue oportuno, utilizar imagens ilustrativas das diferentes fases da Lua para promover a observação e a comparação, incentivando a formulação de hipóteses sobre as mudanças visíveis no céu noturno.
Registrar os comentários dos estudantes em um quadro coletivo, possibilitando a retomada dessas ideias ao longo do capítulo. Propor a realização de desenhos ou esquemas representando o que sabem sobre a Lua, a fim de valorizar os saberes prévios.
Ao fazer a leitura da página, destacar que as imagens são fictícias. Após a realização das atividades propostas, promover uma conversa orientada, retomando os questionamentos iniciais e apresentando, de forma introdutória, a ideia de que as fases da Lua estão relacionadas à sua posição em relação ao Sol e à Terra, a fim de estabelecer as bases para os próximos estudos.
A LUA E SUAS FASES
Para divulgar seus produtos e serviços, as empresas criam logomarcas, um tipo de imagem que ajuda as pessoas a reconhecê-las. Algumas logomarcas são inspiradas na natureza. Observe, a seguir, três exemplos que se inspiraram na Lua.
A LUA
Representação de logomarcas de três empresas. As empresas não existem de verdade e as logomarcas foram criadas somente como exemplo para esta obra.

Consultar orientações e respostas no Livro do Professor.
1. Observe a forma como a Lua aparece ilustrada em cada uma das logomarcas. Elas são iguais?
2. Você já observou a Lua no céu com aspectos semelhantes aos que aparecem nas logomarcas?
3. Imagine que você seja proprietário de uma empresa. Qual seria a atividade dessa empresa? Utilize a Lua como inspiração e crie um nome e desenhe uma logomarca para essa empresa. Depois, compartilhe os motivos da escolha do nome e da logomarca com os colegas.
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
1. Não. Espera-se que os estudantes identifiquem os diferentes formatos da Lua (que podem ser associados às fases de lua cheia, lua minguante e lua crescente). Contudo, é possível que não conheçam a nomenclatura.
2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes manifestem suas experiências prévias sobre a Lua. É possível que citem
a mudança de sua aparência no céu (fases), bem como de suas posições.
3. Respostas pessoais. A atividade incentiva a criatividade, a expressão oral e a argumentação dos estudantes. É possível conduzir uma conversa sobre como as empresas em geral buscam influenciar as escolhas de consumo das pessoas, muitas vezes por meio de logomarcas, trabalhando com o Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Trabalho
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
FASES DA LUA
A Lua é o satélite natural da Terra, ou seja, um corpo celeste que gira ao redor de um planeta. Ela não tem luz própria e, por isso, é considerada um astro iluminado.
Podemos observar a Lua no céu porque sua superfície reflete a luz do Sol, como representado na ilustração a seguir.


Orientar a turma a fazer o registro das impressões em forma de poema, valorizando a diversidade de expressões e sentimentos. Finalizar promovendo a leitura e o compartilhamento dos textos em grupo, incentivando o respeito às diferentes percepções e a ampliação do entendimento sobre a relação humana com a Lua.
Ao propor o trabalho com o gênero textual poema, a seção propicia o trabalho com as competências gerais 3 e 4 e a interdisciplinaridade com Língua Portuguesa. Esta atividade pode ser utilizada para a realização de um sarau.

Representação da Terra, da Lua e do Sol no Universo, mostrando como a Lua reflete a luz do Sol e é vista na Terra.
Elaborada com base em: OLIVEIRA FILHO, Kepler de Souza; SARAIVA, Maria de Fátima Oliveira. Astronomia e astrofísica. 3. ed. São Paulo: Livraria da Física, 2014. p. 63.
A Lua realiza dois movimentos principais: ela gira em torno do próprio eixo e se movimenta ao redor da Terra. Para completar uma volta em torno do planeta, a Lua leva cerca de 29 dias. Esse período é conhecido como ciclo lunar
VOCÊ ESCRITOR!
A Lua sempre fascinou os seres humanos, despertando diferentes sentimentos. E você, o que sente ao olhar para a Lua? Use a imaginação e escreva um poema expressando suas ideias e emoções. Depois, compartilhe-o com os colegas.
Resposta pessoal. Orientar os estudantes na elaboração do poema. Sugere-se que ele tenha ao menos duas estrofes de quatro versos. Se possível, separar um momento da aula para que os estudantes leiam seus poemas para os colegas.
ENCAMINHAMENTO
O tópico Fases da Lua fornece subsídios teóricos ao desenvolvimento da habilidade EF05CI12. Retomar a noção de que a Lua é um astro iluminado, ou seja, reflete a luz do Sol. Explicar que, aqui da Terra, vemos apenas uma face da Lua, enquanto a outra permanece voltada para o espaço. Isso acontece porque a Lua realiza movimentos de rotação em torno de si mesma e de translação ao redor da Terra, com a mesma duração, fazendo com que a mesma face esteja sempre voltada para o nosso planeta.
VOCÊ ESCRITOR!
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Aproveitar a atividade de escrita proposta nesta seção para incentivar a turma a expressar sensações e emoções relacionadas à Lua. Iniciar convidando os estudantes a observar imagens da Lua em diferentes fases ou, se possível, fazer uma observação real do satélite natural. Estimular a reflexão por meio de perguntas como:
• Que lembranças ou histórias a Lua traz para vocês?
• Como a Lua influencia o dia a dia de vocês ou seu imaginário?
| PARA O ESTUDANTE
TEXTO. LENDA da vitória-régia. UFMG, Leitura para todos, [Belo Horizonte], 2010. Disponível em: https://www.ufmg.br/ cienciaparatodos/wp -content/uploads/2012/06/ leituraparatodos/Textos -Leitura-Etapa-3-e-4/e34_60 -lendadavitoriaregia.pdf. Acesso em: 26 ago. 2025.
A Lua inspirou a criação de mitos e lendas em diferentes povos, como os povos indígenas brasileiros. O trabalho com lendas indígenas contribui para a disseminação da cultura dos povos originários da América do Sul e possibilita o trabalho com o Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras.
Sol
Lua
Terra
Parte da Lua é iluminada pela luz do Sol.
Da Terra, é possível ver a parte iluminada da Lua.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Lua vista no céu no Rio de Janeiro (RJ), 2024.
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO
AS CORES NÃO SÃO REAIS
FABIO TEIXEIRA/ANADOLU/GETTY IMAGES
ALEX ARGOZINO
ENCAMINHAMENTO
Explorar o esquema, incentivando os estudantes a observar as variações do aspecto da Lua no céu ao longo do ciclo lunar. Explicar que a mudança nas fases da Lua está relacionada à posição da Lua na órbita da Terra e a quanto de sua face voltada para a Terra está iluminada.
Destacar que na imagem, que representa a Lua em diferentes posições em sua trajetória ao redor da Terra e suas principais fases, a Terra está representada sendo vista a partir do Polo Sul (a mancha branca é a Antártida). Comentar que as imagens que representam as aparências da Lua no céu representam o modo como elas são vistas no céu no Brasil. Caso julgue pertinente, utilizar modelos como o globo terrestre e bolas para apresentar a temática.
Enfatizar que a porção iluminada da Lua nas fases crescente e minguante é invertida no Hemisfério Norte e no Hemisfério Sul. No Hemisfério Norte, durante a fase crescente, a face visível da Lua é iluminada pela porção direita, enquanto, na fase minguante, a iluminação ocorre pela porção esquerda. Já no Hemisfério Sul ocorre o contrário. Essa diferença se dá pela posição relativa do observador na Terra. Mais informações podem ser consultadas em Para o professor.
Caso seja possível realizar a visita ao planetário, sugerida no boxe Para você explorar, deve-se garantir todos os cuidados: planejamento, autorizações, segurança, logística, vestimentas apropriadas e supervisão da equipe escolar.
A aparência da Lua no céu muda gradativamente ao longo de seu ciclo. Essas mudanças são conhecidas como fases da Lua e ocorrem devido à posição da Lua em relação à Terra e ao Sol. À medida que a Lua se move ao redor da Terra, diferentes porções de sua face visível, ou seja, a parte da Lua que fica virada para a Terra, ficam iluminadas pelo Sol. Observe o esquema a seguir.
Com o passar dos dias, a face visível da Lua começa a ser gradualmente iluminada. Quando metade dela está iluminada, vemos a fase quarto crescente

Quando a face visível da Lua não é iluminada, não a vemos no céu. Essa fase é chamada de lua nova
À medida que o ciclo continua, a área iluminada da face visível da Lua continua aumentando. Quando está completamente iluminada, vemos a lua cheia
Com o passar dos dias, a área iluminada vai diminuindo. Quando apenas metade da face visível está iluminada novamente, mas do lado oposto ao quarto crescente, temos a fase quarto minguante
Representação das principais fases da Lua em diferentes posições em sua trajetória ao redor da Terra. Os pontos vermelhos indicam a face da Lua que é vista da Terra. As linhas pontilhadas apontam para uma aparência da Lua vista do Hemisfério Sul da Terra (onde está o Brasil) em cada fase.
Elaborada com base em: PART 1: Lunar Phases. Imaging the Universe, Iowa, c2025. Disponível em: https://itu.physics.uiowa.edu/labs/observational/moon-and-telescopes-i/part-1-lunarphases. Acesso em: 29 jul. 2025.
PARA VOCÊ EXPLORAR
• Converse com o professor sobre a possibilidade de visitarem um planetário. Em alguns, é possível agendar visitas virtuais.
| PARA O PROFESSOR
SITE. PLANETÁRIO da Universidade Federal de Santa Maria (RS). Disponível em: https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/planetario/pagina-inicial/sessoes-vir tuais. Acesso em: 26 ago. 2025. Caso não seja viável a visita a um planetário, como indicado no boxe Para você explorar, sugere-se agendar uma sessão no planetário virtual indicado no link acima.
TEXTO. DARIM, L. P.; GURIDI, V. M.; CRITTELLI, B. C. Tateando as estrelas: proposta de sequência didática para o estudo de
constelações. Benjamin Constant (Cultura Visual e Deficiência Visual), Rio de Janeiro, v. 27, n. 62, 2021. Disponível em: https://revista.ibc.gov.br/index.php/BC/ article/view/819. Acesso em: 26 ago. 2025. O artigo traz um estudo acerca do ensino de Astronomia para crianças com deficiência visual.
TEXTO. POR QUE AS FASES da Lua são distintas nos hemisférios Norte e Sul? CREF, 4 mar. 2020. Disponível em: https://cref. if.ufrgs.br/?contact-pergunta=por-que-as -fases-da-lua-sao-distintas-nos-hemisfe rios-norte-e-sul. Acesso em: 23 set. 2025.
VOCÊ CIDADÃO!
ATIVIDADE
Consultar orientações e respostas no Livro do Professor
• Desenhe no caderno como a Lua pode ser vista no céu: a) entre a fase quarto crescente e a quarto minguante. b) entre a fase nova e a fase cheia.
Mulheres na conquista da Lua
Você sabia que o ser humano já foi para a Lua? As viagens para a Lua aconteceram entre os anos de 1969 e 1972. Essa conquista só foi possível porque muitas pessoas contribuíram com cálculos e pesquisas. Entre elas, três mulheres negras tiveram papel fundamental, mesmo enfrentando preconceito e grandes dificuldades.
VOCÊ CIDADÃO!
• Katherine Johnson (1918-2020) : matemática que fez cálculos essenciais que ajudaram astronautas a viajar com segurança até o Espaço e voltar para a Terra.
• Dorothy Vaughan (1910-2008): cientista e líder, aprendeu a usar os primeiros computadores e ensinou outras pessoas, ajudando a modernizar os estudos espaciais.
• Mary Jackson (1921-2005): primeira engenheira negra da Nasa (sigla para Agência Nacional da Aeronáutica e Espaço, uma agência do governo dos Estados Unidos), lutou contra barreiras de preconceito e mostrou que mulheres negras podiam ocupar qualquer espaço na ciência. As histórias dessas cientistas foram lembradas em livros e filmes, como Estrelas Além do Tempo (Theodore Melfi, 2016, Estados Unidos, 127 min). Elas são exemplos de como a ciência cresce quando conta com a contribuição de pessoas diversas, trazendo novas ideias e descobertas sobre o Universo.

• O trabalho das cientistas foi essencial para que o ser humano fosse para a Lua. Mas elas sofreram muitos preconceitos por serem mulheres e negras. Com a supervisão do professor, converse com a turma sobre os seguintes tópicos:
a) De que forma o preconceito pode atrapalhar a vida das pessoas?
Resposta pessoal. Consultar orientações no Livro do Professor.
b) O que pode ser feito para combater o preconceito?
Resposta pessoal. Consultar orientações no Livro do Professor.
Texto sobre a diferença de aparência da Lua nas fases crescente e minguante no Hemisfério Norte e no Hemisfério Sul.
| PARA O ESTUDANTE
VÍDEO. CURTAS de Astronomia – As fases da Lua. 2024. 1 vídeo (4 min 25 s).
Publicado pelo canal Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=oR SWOwkyiko. Acesso em: 26 ago. 2025. O vídeo explica o ciclo lunar e destaca a possibilidade da variação da visualização da Lua conforme a localização do observador nos hemisférios Norte ou Sul.
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
Atividade
06/10/25 19:00
a) Espera-se que o estudante desenhe a lua cheia. Contudo, considere formatos intermediários entre as fases crescente e quarto minguante.
b) Espera-se que o estudante desenhe a lua quarto crescente. Contudo, considere formatos intermediários entre a lua nova e a lua cheia.
Esta seção possibilita o trabalho com o Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Trabalho, proporcionando uma reflexão sobre questões raciais e de gênero no ambiente profissional, com base nas histórias das cientistas Katherine Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson.
Destacar que todas as pessoas podem contribuir para o progresso científico e profissional, reforçando a necessidade de combater o preconceito e garantir igualdade de oportunidades no trabalho. A reflexão pode ser ampliada para outros setores, evidenciando o respeito às diferenças na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. Essa reflexão colabora para o desenvolvimento da competência geral 10 e da competência específica 8 de Ciências da Natureza.
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
Você cidadão!
Aproveitar as perguntas da seção para promover uma conversa sobre o impacto do preconceito na vida das pessoas, refletindo sobre como o preconceito limita oportunidades, prejudica relações e fere a dignidade das pessoas. Também conversar sobre estratégias para enfrentá-lo no cotidiano, tanto na escola quanto na sociedade em geral.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Mary Jackson trabalhando no laboratório da Nasa em 1977.
VOCÊ CIENTISTA!
A atividade propõe a observação sistemática das fases da Lua por cerca de dois meses, promovendo o desenvolvimento da habilidade EF05CI12 e da competência geral 2.
Formar grupos de oito estudantes cada, equipados com os materiais necessários. Como a atividade é prolongada e fora da escola, é preciso enviar um recado às famílias com orientações definidas sobre o cronograma, a colaboração necessária e o preenchimento dos registros. Ressaltar que todas as observações devem ser feitas sob a supervisão de um adulto responsável, em um local seguro.
Na atividade, é sugerido que cada integrante faça a observação e o registro da fase da Lua durante uma semana do período proposto. Contudo, para os estudantes que demonstrarem interesse, é possível recomendar fazer (separadamente) o registro do período completo.
Para registrar as fases da Lua, é importante anotar a data e o horário da observação. Caso a Lua não esteja visível, deve-se registrar algum comentário explicando o que ocorreu. Por exemplo: “não encontrei a Lua no céu” ou “o céu estava nublado”.
Durante o processo de observação, orientar os estudantes a refletir criticamente sobre o que estão registrando. Para isso, sugerir questões problematizadoras que auxiliem na sistematização das informações, como:
• As fases da Lua se repetem de forma previsível?
• A Lua surge sempre no mesmo horário e local no céu?
• O que pode dificultar a visualização da Lua em certos dias?
VOCÊ CIENTISTA!
Observando as fases da Lua
Quanto tempo se passa para que a Lua volte a apresentar o mesmo aspecto no céu? Forme um grupo com oito integrantes e conversem sobre isso, anotando as opiniões no caderno. Em seguida, façam a atividade a seguir.
DO QUE EU PRECISO
• Folhas de papel sulfite
• Lápis preto e lápis de cor
COMO FAZER
• Régua
• Botão grande ou moeda de 1 real
1. Copiem o modelo da ficha a seguir em uma folha de papel sulfite. A atividade deve ser feita em um período de dois meses. Isso significa que vocês vão precisar montar um quadro com 60 espaços para registrar suas observações diárias.
Mês: Setembro
Data: 7/9/2027
Hora: 19:30

Data: Hora:
Data: Hora:
Data: Hora:
Data: Hora:
Data: Hora:
Data: Hora:
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Data: Hora:
Data: Hora:
Data: Hora:
Modelo de ficha com as informações preenchidas sobre o mês e para o primeiro dia de observação.
Essas perguntas devem ser revisitadas durante o processo, em conversas e na socialização parcial dos dados. Os estudantes devem ser incentivados a registrar hipóteses desde o início da atividade para confrontá-las com os resultados finais. Ao término da observação, promover uma roda de conversa para que a turma compartilhe experiências, dados e conclusões.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
2. Organizem-se para que cada participante do grupo fique responsável por observar a Lua todos os dias de uma semana. Tentem fazer as observações nos mesmos horários.
3. Anotem na ficha a data e o horário de cada observação. Também façam um desenho representando como vocês viram a Lua no céu.
ATENÇÃO!
Procure fazer a observação em sua casa. Caso seja necessário sair, um adulto da família responsável deve acompanhá-lo.
4. Usem o botão ou a moeda para fazer um círculo e pintem seu interior de modo a representar como a Lua aparece no céu. Usem como referência o exemplo do primeiro registro no modelo de ficha.
5. Se não for possível observar a Lua em alguma data, façam o registro mesmo assim. Indiquem a data e o horário em que isso ocorreu, e, em vez de desenhar o aspecto da Lua, escrevam o motivo pelo qual não foi possível observá-la. Pode ser porque estava nublado, por exemplo.
6. Ao final do período, analisem em grupo a ficha de observação.

VAMOS CONVERSAR?
Representação de uma criança observando o céu com a família.
1. Analisem os desenhos feitos nos primeiros dias de observação e comparem-nos com os produzidos depois de cerca de 60 dias. O que vocês puderam notar?
2. Quais fases da Lua vocês conseguem identificar na ficha de observação? A cada quantos dias ocorre uma das quatro principais fases da Lua?
3. Conversem com o professor sobre as principais conclusões a que vocês puderam chegar com os resultados da atividade. Os questionamentos iniciais foram respondidos?
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes notem que o aspecto da Lua se repete aproximadamente a cada 29 dias.
2. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes identifiquem pelo menos três fases da Lua: cheia, quarto minguante e quarto crescente. Essas fases costumam ser visíveis a cada sete dias, aproximadamente (incluindo a lua nova). No entanto, a lua nova não é visível no céu. Alguns estudantes podem confundir esse período com dias nublados ou sem observação.
completo de aproximadamente 29 dias. Com isso, é possível concluir que as fases da Lua seguem uma ordem e se repetem mês a mês.
Retomar a informação de que alguns calendários, chamados de lunares, são baseados na repetição das fases da Lua. Esses calendários utilizam o ciclo lunar como referência para a contagem do tempo, o que demonstra a importância histórica da observação da Lua para a organização das atividades humanas.
| PARA O PROFESSOR
SITE. ASTRONOMY: sunrise and sunset in Brazil. Timeanddate. Disponível em: https://www.timeandda te.com/astronomy/brazil. Acesso em: 26 ago. 2025. O site oferece dados astronômicos precisos, como horários de “nascer” e “pôr” do Sol e da Lua, conforme a localização escolhida. A página está em inglês, mas alguns navegadores possibilitam sua tradução automática para a língua portuguesa. Verifique as configurações de seu navegador e busque a opção “Traduzir”. Selecione a cidade e o dia desejado para ver os horários em que a Lua estará visível. A ferramenta é útil para atividades pedagógicas de observação do céu.
06/10/25 19:01
Nesses casos, é preciso explicar que a lua nova ocorre entre as fases quarto minguante e quarto crescente. Além disso, a Lua pode não ser vista no horário de observação em razão do movimento de rotação da Terra, que faz a Lua “nascer” e “se pôr”, assim como o Sol.
3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes concluam que existe uma periodicidade nas fases da Lua. No caso, suas quatro fases principais (nova, quarto crescente, cheia e quarto minguante) aparecem em ciclos de cerca de sete dias entre uma e outra, formando um ciclo
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO.
AS CORES NÃO SÃO REAIS
Consultar orientações e respostas no Livro do Professor.
GABRIELA VASCONCELOS
ORGANIZANDO IDEIAS
Conduzir a atividade coletiva de construção de um esquema de ligação de conceitos, que tem como principais finalidades a retomada e a consolidação dos conteúdos estudados ao longo da unidade. Para isso, sugere-se iniciar a atividade promovendo uma retomada dialogada com os estudantes dos principais conceitos abordados nas aulas.
Durante essa retomada, enfatizar que, ao observar o céu, visualizamos parte do Universo, o qual pode ser explorado e registrado com o auxílio de instrumentos como lunetas, telescópios e câmeras fotográficas. O Universo é composto de diversos astros, entre eles as estrelas, que, agrupadas, formam as constelações. Estas podem ser identificadas com o apoio de mapas celestes. Além disso, elas apresentam um movimento aparente no céu diário e anual, resultado dos movimentos de rotação e translação da Terra.
Outro astro de destaque nas observações é a Lua, que apresenta um ciclo marcado pelas diferentes fases desse satélite, sendo as principais a lua nova, a lua quarto crescente, a lua cheia e a lua quarto minguante. Essas fases se repetem de forma periódica.
A construção do esquema deve ser feita coletivamente na lousa, com sua mediação, incentivando os estudantes a sugerir conexões entre os conceitos por meio de setas e níveis hierárquicos. Esse processo colaborativo favorece a compreensão das relações entre os conteúdos.
Após a elaboração coletiva, os estudantes devem ser orientados a copiar o esquema no caderno.
ORGANIZANDO IDEIAS
Nesta unidade, estudamos algumas características do Universo e de seus astros, além dos movimentos de alguns astros. Analise o esquema a seguir para relembrar esses assuntos.
CÉU
LUNETAS
TELESCÓPIOS
CÂMERAS FOTOGRÁFICAS
que podem ser observados e registrados por
ao observá-lo, vemos alguns
ASTROS
como
que apresentam
MOVIMENTO APARENTE
devido aos
ESTRELAS
no qual se alternam as que apresenta
FASES DA LUA LUA
que formam as
CICLO LUNAR
CONSTELAÇÕES
as principais são
NOVA
QUARTO CRESCENTE
CHEIA
QUARTO MINGUANTE
Nesse momento, se for oportuno, incentivar a criatividade da turma sugerindo o uso de cores, símbolos e elementos visuais que auxiliem na memorização e na organização das informações.
Esta atividade contribui significativamente para a compreensão integrada dos temas estudados e para o desenvolvimento da capacidade de síntese, da estruturação lógica do pensamento e do pensamento crítico. Promover um ambiente de aprendizagem participativo favorece uma construção mais significativa do conhecimento.
MOVIMENTOS DA TERRA
como
ROTAÇÃO TRANSLAÇÃO
IMAGENS FORA DE PROPORÇÃO. AS CORES NÃO SÃO REAIS.
RETOMANDO
1. Consultar orientações e respostas no Livro do Professor
1 Além do James Webb, outro telescópio espacial de grande importância é o Hubble, lançado em 1990. Ele continua em funcionamento e ainda contribui com observações de galáxias distantes e fenômenos do Universo. Com suas imagens, também ajuda a estudar planetas e luas do Sistema Solar
a) Qual instrumento de observação é citado no enunciado? Qual é a importância de instrumentos como esse para a ciência?
b) Explique o significado dos termos destacados no texto.
2 Leia a conversa entre Felipe e a mãe dele.
Mamãe, hoje na escola aprendi que as estrelas parecem se mover no céu ao longo da noite.


Que legal! Mas por que você está dizendo que elas parecem se mover? Elas não se movem de verdade?
3. b) A imagem 1 mostra a fase de lua cheia. Portanto, a sequência correta de fases seria: quarto minguante (imagem 3); lua nova (não é visível no céu) e quarto crescente (imagem 2).
• Com base no que você estudou, escreva qual deveria ser a resposta de Felipe à pergunta da mãe.
Consultar orientações e resposta no Livro do Professor.
3 Observe as imagens da Lua a seguir.
Consultar orientações no Livro do Professor.
1 2 3



a) Identifique qual fase da Lua está representada em cada uma das imagens.
1 – lua cheia; 2 – quarto crescente; 3 – quarto minguante.
b) Imagine que, em uma noite, uma pessoa observou a Lua da imagem 1. Qual seria a sequência correta de fases da Lua nos próximos dias?
c) Se hoje a Lua estiver na fase de quarto crescente, em cerca de quantos dias essa mesma fase vai se repetir? Explique sua resposta. Em cerca de 29 dias, pois esse é o tempo médio que a Lua leva para completar um ciclo completo.
RETOMANDO
Esta seção tem como propósito a retomada dos conteúdos estudados na unidade. Também propicia ao docente a avaliação do aprendizado dos estudantes.
A avaliação da aprendizagem é uma etapa que possibilita acompanhar o desenvolvimento da turma, ajudando a reconhecer progressos e a identificar eventuais desafios de aprendizagem. Com base na avaliação, é possível fazer os devidos ajustes no planejamento e nas estratégias pedagógicas, para atender melhor às necessidades dos estudantes.
Listas de atividades são apenas um dos instrumentos avaliativos que podem ser utilizados nesse processo. Ao longo deste Livro do Professor, outras sugestões foram apresentadas em diferentes momentos das orientações específicas. Outros instrumentos também podem ser consultados na página XXIX da Parte Geral deste Livro do Professor Garantir que os estudantes tenham tempo suficiente para realizar as tarefas de forma individual, favorecendo a concentração e a autonomia no processo. Na sequência, organizar uma roda de
conversa para que os estudantes possam partilhar seus pontos de vista, promovendo o diálogo, a escuta ativa e a construção coletiva do conhecimento.
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
1. Esta atividade possibilita a mobilização de parte da habilidade EF05CI13
a) O telescópio espacial (no caso, o telescópio Hubble). Os telescópios espaciais possibilitam a observação e o estudo de componentes do Universo que estão fora do alcance de nossa visão, ampliando nosso conhecimento sobre eles.
b) Galáxias são gigantescos conjuntos de estrelas, planetas, planetas-anões, asteroides, satélites e outros astros. O Sistema Solar é a região do espaço onde está localizado o planeta Terra. O Sol está localizado próximo ao centro do Sistema Solar e, ao seu redor, giram a Terra, outros planetas e diversos corpos celestes, como asteroides.
2. Felipe deve responder que, apesar de as estrelas parecerem se mover no céu, não são elas que se movimentam (em relação à Terra). O movimento aparente dos astros no céu ao longo de um dia é causado pela rotação da Terra. Ou seja, à medida que o planeta gira em torno de si mesmo, tem-se a impressão de que os astros estão se movendo no céu.
Esta atividade possibilita a mobilização da habilidade EF05CI11.
3. Esta atividade possibilita a mobilização de parte da habilidade EF05CI12.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
O QUE
APRENDEMOS
Esta seção contribui para a avaliação do aprendizado consolidado pelos estudantes ao longo do ano letivo. Para desenvolvê-la, sugere-se orientar os estudantes a realizar as atividades individualmente, registrando as respostas no caderno. Ao final, convidar a turma a compartilhar as respostas oralmente, promovendo uma discussão coletiva. Outra possibilidade é solicitar que as respostas sejam registradas em uma folha de papel sulfite e entregues ao professor, de modo que possam ser utilizadas como parte do processo avaliativo.
| ORIENTAÇÕES E RESPOSTAS
1. Esta atividade mobiliza a habilidade EF05CI04 ao requerer a identificação dos principais usos da água pela sociedade humana e propor uma reflexão sobre o uso consciente desse recurso. O conteúdo abordado também se integra ao Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Educação ambiental.
2. a) A cobertura vegetal ajuda a segurar as partículas de solo, impedindo que elas sejam carregadas pela água da chuva. Sem a proteção das raízes das plantas, o solo fica exposto à erosão causada pela água da chuva, podendo provocar deslizamentos de grandes blocos de terra.
O QUE APRENDEMOS
1 Observe o cartaz e responda às questões.
Consultar orientações no Livro do Professor.
a) O cartaz trata da preservação de um recurso natural. Que recurso é esse? Quais são seus principais usos?
b) Qual é a importância do assunto tratado no cartaz?
c) Proponha ações que possam ser adotadas em seu cotidiano e atendam à mensagem do cartaz.
1. a) O recurso é a água. A água é utilizada na agricultura (cultivo e higienização de alimentos), na pecuária (hidratação de animais e produção de alimentos dos animais), na indústria (fabricação de produtos, resfriamento de maquinários, limpeza e a higienização de produtos e equipamentos), no consumo humano, entre outras aplicações.
Cartaz produzido pela Prefeitura de Porto Seguro.

2 É comum ouvirmos notícias sobre deslizamentos de terra em áreas urbanas e rurais, especialmente durante períodos de fortes chuvas. Muitas dessas tragédias ocorrem em locais onde foram construídas moradias sem planejamento adequado, como em terrenos inclinados e sem cobertura vegetal.
Sobre o assunto, responda:
a) Por que a construção de moradias nesses locais pode aumentar o risco de desmoronamentos?
b) Com base em sua resposta anterior, justifique a importância da cobertura vegetal.
1. b) Embora a água seja um recurso abundante no planeta, apenas uma pequena fração está disponível para consumo. Assim, é importante incentivar
3 Observe as imagens a seguir.

Consultar orientações e respostas no Livro do Professor. as pessoas a cuidar desse recurso para que a água disponível não seja comprometida pela poluição e pelo desperdício.


Consultar orientações e resposta no Livro do Professor
• No caderno, relacione a letra de cada imagem (A, B e C) a uma das propriedades a seguir. Em seguida, explique cada uma delas.
1. c) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes considerem ações que visam evitar o desperdício de água, como fechar a torneira ao escovar os dentes ou lavar a louça; tomar banhos mais curtos; reutilizar a água da máquina de lavar roupas para lavar o quintal ou o carro; entre outras.
capacidade que um material tem de transferir calor.
3. A: magnetismo; B: densidade; C: condutividade térmica.
Magnetismo é a capacidade de um material atrair certos objetos. Densidade é uma propriedade que relaciona a massa de um material com o volume que ele ocupa. Condutividade térmica é a
b) A cobertura vegetal é importante porque suas raízes ajudam a manter o solo firme, diminuindo o risco de erosão e deslizamentos. Além disso, ela reduz o impacto da água da chuva no solo, evitando o desgaste e o arraste do solo com a água, que podem gerar deslizamentos. Esta atividade aborda a questão de deslizamentos de moradias construídas em áreas inadequadas, enfatizando a importância da cobertura vegetal para a proteção do solo, a absorção da água das chuvas e a prevenção de desastres naturais. Dessa forma, a atividade colabora para o desenvolvimento da habilidade EF05CI03
Durante a realização desta atividade, os estudantes devem relacionar, por meio da análise de fotografias, os conceitos de magnetismo, densidade e condutividade térmica a situações do cotidiano. A exploração das propriedades físicas dos materiais no cotidiano colabora para o trabalho com a habilidade EF05CI01.
Ímãs de geladeira. Boias de piscina. Ferro de passar roupa.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
5. Não. A nutrição do corpo humano depende da ação integrada de diferentes sistemas, como o sistema digestório e o respiratório. O sistema digestório transforma os alimentos e disponibiliza os nutrientes para o funcionamento e o desenvolvimento do corpo. Para que a energia dos nutrientes seja liberada, é necessária a presença de gás oxigênio, que é captado pelo
4 No caderno, associe os sistemas do corpo humano (I a IV) às suas funções (A a D). I-B; II-A; III-D; IV-C. Consultar orientações no Livro do Professor
I. Sistema digestório
II. Sistema cardiovascular
III. Sistema urinário
IV. Sistema respiratório
5 Leia a frase a seguir.
A. Transporta nutrientes e gás oxigênio por todo o corpo e recolhe os resíduos que precisam ser eliminados.
B. Transforma os alimentos, absorvendo seus nutrientes.
C. Faz a troca de gases entre o corpo e o ambiente.
D. Filtra o sangue, removendo os resíduos produzidos pelo corpo e o excesso de água.
sistema respiratório. Considere se os estudantes citarem o sistema cardiovascular, que é responsável por transportar nutrientes e gases pelo corpo. Consultar orientações no Livro do Professor
A nutrição do corpo humano depende somente do sistema digestório.
• Você concorda com essa frase? Justifique sua resposta com base no que você aprendeu sobre as funções desempenhas pelos sistemas do corpo humano.
6 Leia a manchete a seguir.
Consultar orientações e respostas no Livro do Professor
Consumo de ultraprocessados aumenta o risco de obesidade em jovens
MELLO, Daniel. Agência Brasil, São Paulo, 13 mar. 2022. Disponível em: https://agenciabrasil. ebc.com.br/geral/noticia/2022-03/consumo-de-ultraprocessados-aumenta-o-risco-de -obesidade-em-jovens. Acesso em: 8 ago. 2025.
a) O que significa “consumo de ultraprocessados” e por que esse hábito aumenta o risco de obesidade em jovens?
b) Para evitar a obesidade, que hábitos saudáveis podem ser adotados pelos jovens em seu cotidiano?
7. O movimento aparente dos astros no céu acontece devido ao movimento de rotação da Terra. À medida
7 Juliana observou o céu em dois horários diferentes da mesma noite e notou que a posição dos astros havia mudado. Por que isso acontece? Explique sua resposta.
que a Terra gira em torno de seu eixo, a nossa posição em relação aos astros muda, dando a impressão de que eles estão se movendo no céu. Consultar orientações no Livro do Professor.
8 Observe a fotografia ao lado.
Consultar orientações no Livro do Professor
a) Em que fase se encontra o astro da fotografia?
A Lua se encontra na fase quarto crescente.
b) Desenhe no caderno como esse astro poderá ser visto no céu cerca de 7 dias depois da imagem da fotografia. Escreva o nome da fase em que ele estará.
Espera-se que o estudante desenhe a fase da lua cheia.
c) Quantos dias devem se passar para que esse astro possa ser visto no céu novamente com a mesma aparência da foto?
Lua vista no céu noturno em Santo Antônio do Pinhal (SP), em 2020.
Aproximadamente 29 dias.
4. Nesta atividade, os estudantes devem relacionar os sistemas do corpo humano a suas respectivas funções. Ao reconhecerem o papel do sistema cardiovascular na distribuição de nutrientes e na eliminação de resíduos, eles podem mobilizar a habilidade EF05CI07
5. Esta atividade favorece a mobilização da habilidade EF05CI06, pois os estudantes devem justificar o trabalho integrado dos sistemas respiratório e digestório no processo de nutrição do organismo.
6. a) O consumo de ultraprocessados envolve a ingestão de alimentos que

minimamente processados, bem como a prática frequente de atividades físicas, hábito que contribui para gastar parte da energia obtida dos alimentos. Ao propor uma reflexão sobre o consumo de ultraprocessados e a incidência de obesidade em jovens, a atividade contribui para o trabalho com a habilidade EF05CI09. Ao mesmo tempo, é possível promover a conscientização sobre hábitos alimentares equilibrados, incentivando a adoção de uma dieta baseada em alimentos naturais e a prática de atividades físicas e mobilizando, assim, o Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Saúde
7. A realização desta atividade mobiliza a habilidade EF05CI11, pois aborda a relação entre os movimentos da Terra e as mudanças aparentes da posição dos astros no céu.
8. Esta atividade envolve a periodicidade das fases da Lua, permitindo a abordagem da habilidade EF05CI12.
07/10/25 01:04
passam por muitos processos industriais e adição de ingredientes. Os ultraprocessados possuem poucos nutrientes necessários para o bom funcionamento do corpo. Além disso, costumam ser ricos em gordura, açúcar, sal etc. Seu consumo excessivo pode favorecer o acúmulo de gordura no corpo e contribuir para a obesidade.
b) Resposta pessoal. Os estudantes podem considerar mudanças nos hábitos alimentares, diminuindo a ingestão de alimentos processados e ultraprocessados e priorizando alimentos naturais e
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
FABIO COLOMBINI/ARQUIVO DO FOTÓGRAFO
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
COMENTADAS
EVERT, Ray F.; EICHHORN, Susan E.; RAVEN, Peter H. Biologia vegetal. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
No livro, são apresentadas as principais características anatômicas e processos fisiológicos dos grupos de plantas, como a transpiração e seu papel no ciclo hidrológico.
FONTES de energia. Empresa de Pesquisa Energética, [2022?]. Disponível em: https://www. epe.gov.br/pt/abcdenergia/fontes-de-energia. Acesso em: 6 ago. 2025.
O texto no site da Empresa de Pesquisa Energética trata sobre fontes de energia renováveis e não renováveis.
GROTZINGER, John; JORDAN, Tom. Para entender a Terra. 6. ed. Porto Alegre: Bookman, 2013. No livro, são apresentadas características do planeta Terra, com destaque para temas como o ciclo hidrológico e o solo. Assim, aborda processos como a erosão.
HALLIDAY, David; RESNICK, Robert; WALKER, Jearl. Fundamentos de Física : eletromagnetismo. 10. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2016. v. 3.
Nesse volume, são explorados os fundamentos do Eletromagnetismo, por meio de conceitos como magnetismo e circuito elétrico.
HALLIDAY, David; RESNICK, Robert; WALKER, Jearl. Fundamentos de Física: gravitação, ondas e termodinâmica. 10. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2016. v. 2. O volume trata dos fundamentos de Termodinâmica, por meio de conceitos como calor e condutividade térmica dos materiais.
MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual: análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008.
No livro, é abordado o uso da linguagem para produção e compreensão de textos no dia a dia e são analisados os diferentes gêneros e seus sentidos.
OLIVEIRA FILHO, Kepler de Souza; SARAIVA, Maria de Fátima Oliveira. Astronomia e astrofísica 3. ed. São Paulo: Livraria da Física, 2014. O livro trata de definições, características e fenômenos referentes aos astros, entre eles as constelações, a esfera celeste, os movimentos aparentes dos astros, a ocorrência das estações do ano e as fases da Lua, além de instrumentos de observação.
PICAZZIO, Enos (ed.). O céu que nos envolve: introdução à Astronomia para educadores e iniciantes. São Paulo: Odysseus, 2011. No livro, são apresentados diversos aspectos dos principais astros visíveis no céu, além de instrumentos para observá-los.
REECE, Jane B. et al . Biologia de Campbell . 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2015.
O livro traz uma síntese abrangente e detalhada dos principais ramos da Biologia, como a Botânica, a Ecologia e a Anatomia e Fisiologia Humana.
RICKLEFS, Robert; RELYEA, Rick. A economia da natureza. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.
No livro, são abordados temas da Ecologia, entre eles o ciclo hidrológico e interferências das atividades humanas sobre esse ciclo.
SILVERTHORN, Dee U. Fisiologia humana : uma abordagem integrada. 7. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.
O livro trata de características anatômicas e fisiológicas dos sistemas do corpo humano, entre eles, os sistemas digestório, respiratório, cardiovascular e urinário.
SOLAR System Exploration. Nasa, Washington, D.C., [6 jun. 2025]. Disponível em: https:// solarsystem.nasa.gov/. Acesso em: 6 ago. 2025. Nessa página do site da Nasa, são apresentadas as características do Sistema Solar.
TAIZ, Lincoln et al. Fisiologia e desenvolvimento vegetal. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.
Nesse livro, são detalhados os processos fisiológicos das plantas, como a transpiração.
TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Princípios de anatomia e fisiologia. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016. No livro, são apresentados detalhes anatômicos e fisiológicos do corpo humano, incluindo aspectos dos sistemas digestório, respiratório, cardiovascular e urinário.
WATER SCIENCE SCHOOL. The distribution of water on, in, and above the Earth. United States Geological Survey (USGS), [s. l.], 25 out. 2019. Disponível em: https://www.usgs.gov/media/ images/distribution-water-and-above-earth. Acesso em: 6 ago. 2025.
No site do Serviço Geológico dos Estados Unidos, pode-se acessar dados sobre a distribuição da água no planeta Terra.
MATERIAL DE APOIO
AO PROFESSOR
Esta coleção para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental tem alguns pilares de sustentação, que listamos a seguir.
1. ORIENTAÇÕES GERAIS
Neste tópico, são destacados aspectos relacionados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), abordando seus princípios, sua estrutura e organização. Também são enfatizadas questões referentes à alfabetização e ao ensino de Ciências.
1.1 A BNCC
A BNCC é um documento de caráter normativo que define o conjunto de aprendizagens essenciais a serem desenvolvidas ao longo da Educação Básica. Ela orienta políticas educacionais e subsidia a elaboração de currículos, conteúdos e materiais didáticos das redes e sistemas de ensino, visando garantir a equidade no processo formativo.
1.1.1 A LEGISLAÇÃO QUE DÁ SUPORTE À BNCC
A BNCC está respaldada em um conjunto de marcos legais. Um deles é a Constituição de 1988, que, em seu artigo 210, determina que “serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais” (BRASIL, [Constituição (1988)]).
Outro marco é a Lei no 9.394, de 1996 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) –, que, no inciso IV de seu artigo 9o, determina:
A União incumbir-se-á de: [...] estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, competências e diretrizes para a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio, que nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos, de modo a assegurar formação básica comum.
BRASIL. Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, DF: Presidência da República, 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm. Acesso em: 5 out. 2025.
A LDB determina também que as diretrizes são comuns, enquanto os currículos são diversos. Essa relação entre o básico-comum e o que é diverso está presente no artigo 26 da LDB:
Os currículos da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio devem ter base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e dos educandos.
BRASIL. Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, DF: Presidência da República, 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm. Acesso em: 5 out. 2025.
Disso decorre que o currículo a ser construído deve, então, ser contextualizado. Entendem-se por contextualização a inclusão e a valorização das diferenças regionais, ou mesmo locais, e o atendimento à diversidade cultural. Esses são os fundamentos das Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica, de 2010, que estabeleceram marcos comuns para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental e demais níveis do Ensino Básico, respaldadas na LDB.
Outro marco legal em que a BNCC se apoia é na Lei no 13.005, de 2014, que promulgou o Plano Nacional de Educação. Isso é coerente com o fato de que o foco da BNCC não é o ensino, mas a aprendizagem como estratégia para impulsionar a qualidade da Educação Básica em todas as etapas e modalidades.
1.1.2 A BNCC E A BUSCA POR EQUIDADE
A busca por equidade na educação demanda currículos diferenciados e afinados com as diferentes realidades do país. Na busca por equidade, leva-se em conta também a variedade de culturas constitutivas da identidade brasileira. Além disso, reconhecem-se a diversidade de experiências que os estudantes trazem para a escola e as diferentes maneiras que eles têm de aprender.
Na busca por equidade, pretende-se, ainda, incluir grupos minoritários, como indígenas, ciganos e quilombolas, e as pessoas que não tiveram a oportunidade de frequentar uma escola, além de estudantes com algum tipo de deficiência, reconhecendo a necessidade de práticas pedagógicas inclusivas, conforme estabelecido na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei no 13.146, de 2015).
1.1.3 A BNCC E OS CURRÍCULOS
A BNCC e os currículos estão alinhados com os marcos legais citados e têm papéis complementares. Para cumprirem tais papéis, na BNCC são propostas as seguintes ações:
• contextualizar os conteúdos dos componentes curriculares [...];
• decidir sobre formas de organização interdisciplinar dos componentes curriculares [...];
• selecionar e aplicar metodologias e estratégias didático-pedagógicas [...];
• conceber e pôr em prática situações e procedimentos para motivar e engajar os alunos nas aprendizagens;
• construir e aplicar procedimentos de avaliação formativa de processo ou de resultado [...];
• selecionar, produzir, aplicar e avaliar recursos didáticos e tecnológicos [...];
• criar e disponibilizar materiais de orientação para os professores [...];
• manter processos contínuos de aprendizagem sobre gestão pedagógica e curricular [...].
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. p. 16-17. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/escola-em-tempo-integral/BNCC_EI_EF_110518_ versaofinal.pdf. Acesso em: 5 out. 2025.
A implementação da BNCC deve levar em conta, então, os currículos elaborados por estados e municípios, bem como por escolas. No aspecto pedagógico, os conteúdos curriculares devem estar a serviço do desenvolvimento de competências (destacadas no tópico seguinte).
A elaboração de currículos com base em competências está presente em grande parte das reformas curriculares de diversos países. É essa também a abordagem adotada nas avaliações internacionais da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que coordena o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa – sigla do termo em inglês Programme for International Student Assessment).
1.1.4 AS COMPETÊNCIAS PROPOSTAS PELA BNCC
Como destacado, ao longo de sua escolarização, os estudantes devem desenvolver competências. Competência pode ser entendida como a capacidade de utilizar o conhecimento em situações que requerem sua aplicação para tomar decisões pertinentes. Na BNCC, as competências são classificadas em gerais e específicas.
As competências gerais abrangem todas as áreas do conhecimento, objetivando a formação humana integral e a construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva. Na BNCC, estão definidas dez competências gerais, apresentadas a seguir.
1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.
3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.
4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.
5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.
6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.
7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.
10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. p. 9-10. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/escola-em-tempo-integral/BNCC_EI_EF_110518_ versaofinal.pdf. Acesso em: 5 out. 2025.
As competências específicas, por sua vez, são próprias de cada área do conhecimento. As de Ciências da Natureza envolvem o incentivo ao interesse, à curiosidade científica dos estudantes, à investigação e à compreensão dos fenômenos naturais. Na BNCC, estão definidas oito competências específicas de Ciências da Natureza para o Ensino Fundamental, apresentadas a seguir.
1. Compreender as Ciências da Natureza como empreendimento humano, e o conhecimento científico como provisório, cultural e histórico.
2. Compreender conceitos fundamentais e estruturas explicativas das Ciências da Natureza, bem como dominar processos, práticas e procedimentos da investigação científica, de modo a sentir segurança no debate de questões científicas, tecnológicas, socioambientais e do
mundo do trabalho, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
3. Analisar, compreender e explicar características, fenômenos e processos relativos ao mundo natural, social e tecnológico (incluindo o digital), como também as relações que se estabelecem entre eles, exercitando a curiosidade para fazer perguntas, buscar respostas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das Ciências da Natureza.
4. Avaliar aplicações e implicações políticas, socioambientais e culturais da ciência e de suas tecnologias para propor alternativas aos desafios do mundo contemporâneo, incluindo aqueles relativos ao mundo do trabalho.
5. Construir argumentos com base em dados, evidências e informações confiáveis e negociar e defender ideias e pontos de vista que promovam a consciência socioambiental e o respeito a si próprio e ao outro, acolhendo e valorizando a diversidade de indivíduos e de grupos sociais, sem preconceitos de qualquer natureza.
6. Utilizar diferentes linguagens e tecnologias digitais de informação e comunicação para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos e resolver problemas das Ciências da Natureza de forma crítica, significativa, reflexiva e ética.
7. Conhecer, apreciar e cuidar de si, do seu corpo e bem-estar, compreendendo-se na diversidade humana, fazendo-se respeitar e respeitando o outro, recorrendo aos conhecimentos das Ciências da Natureza e às suas tecnologias.
8. Agir pessoal e coletivamente com respeito, autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, recorrendo aos conhecimentos das Ciências da Natureza para tomar decisões frente a questões científico-tecnológicas e socioambientais e a respeito da saúde individual e coletiva, com base em princípios éticos, democráticos, sustentáveis e solidários.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. p. 324. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/escola-em-tempo-integral/BNCC_EI_EF_110518_ versaofinal.pdf. Acesso em: 5 out. 2025.
Para contribuir efetivamente para a formação de cidadãos críticos e participativos, tanto as competências gerais quanto as específicas devem ser desenvolvidas de maneira integrada e articulada ao longo do processo educativo.
1.1.5 AS HABILIDADES PROPOSTAS PELA BNCC
Além das competências, a BNCC apresenta habilidades que se espera que os estudantes desenvolvam em cada etapa da escolarização. As habilidades, pois, são expressas por verbos que indicam os processos cognitivos envolvidos, associadas aos objetos de conhecimento que devem ser adquiridos. Por exemplo, a habilidade EF03CI04 é a de:
Identificar características sobre o modo de vida (o que comem, como se reproduzem, como se deslocam etc.) dos animais mais comuns no ambiente próximo.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. p. 337. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/escola-em-tempo-integral/BNCC_EI_EF_110518_ versaofinal.pdf. Acesso em: 5 out. 2025.
O processo cognitivo envolvido no desenvolvimento dessa habilidade é indicado pelo verbo “identificar”, e o objeto de conhecimento refere-se a “características e desenvolvimento dos animais”. Considera-se que os estudantes desenvolveram essa habilidade quando são capazes de observar animais do ambiente próximo e reconhecer tais características.
Essa e as demais habilidades são identificadas por códigos alfanuméricos, interpretados da seguinte forma:
• primeiro par de letras – indica a etapa da escolarização;
• primeiro par de números – indica o ano no qual a habilidade deve ser desenvolvida;
• segundo par de letras – indica o componente curricular;
• segundo par de números – indica a posição da habilidade na numeração sequencial daquele ano.
Portanto, o código EF03CI04 diz respeito à quarta habilidade de Ciências da Natureza a ser desenvolvida no 3o ano do Ensino Fundamental.
Outro aspecto relacionado às habilidades é: elas são organizadas em unidades temáticas. Em Ciências da Natureza há três unidades: Matéria e energia – trata da natureza da matéria, de suas transformações e do uso de recursos naturais e energéticos; Vida e evolução –envolve as características dos seres vivos, suas interações, os processos evolutivos e a conservação da biodiversidade; e Terra e Universo – envolve a exploração da composição, dos movimentos e dos fenômenos relacionados à Terra, à Lua, ao Sol e a outros corpos celestes.
Tendo explicitado essas informações, apresentam-se a seguir as habilidades da BNCC a serem desenvolvidas do 3o ao 5o anos do Ensino Fundamental, organizadas por ano e por unidade temática.
Matéria e energia
(EF03CI01) Produzir diferentes sons a partir da vibração de variados objetos e identificar variáveis que influem nesse fenômeno.
(EF03CI02) Experimentar e relatar o que ocorre com a passagem da luz através de objetos transparentes (copos, janelas de vidro, lentes, prismas, água etc.), no contato com superfícies polidas (espelhos) e na intersecção com objetos opacos (paredes, pratos, pessoas e outros objetos de uso cotidiano).
(EF03CI03) Discutir hábitos necessários para a manutenção da saúde auditiva e visual considerando as condições do ambiente em termos de som e luz.
Vida e evolução
(EF03CI04) Identificar características sobre o modo de vida (o que comem, como se reproduzem, como se deslocam etc.) dos animais mais comuns no ambiente próximo.
(EF03CI05) Descrever e comunicar as alterações que ocorrem desde o nascimento em animais de diferentes meios terrestres ou aquáticos, inclusive o homem.
(EF03CI06) Comparar alguns animais e organizar grupos com base em características externas comuns (presença de penas, pelos, escamas, bico, garras, antenas, patas etc.).
Terra e Universo
(EF03CI07) Identificar características da Terra (como seu formato esférico, a presença de água, solo etc.), com base na observação, manipulação e comparação de diferentes formas de representação do planeta (mapas, globos, fotografias etc.).
(EF03CI08) Observar, identificar e registrar os períodos diários (dia e/ou noite) em que o Sol, demais estrelas, Lua e planetas estão visíveis no céu.
(EF03CI09) Comparar diferentes amostras de solo do entorno da escola com base em características como cor, textura, cheiro, tamanho das partículas, permeabilidade etc.
(EF03CI10) Identificar os diferentes usos do solo (plantação e extração de materiais, dentre outras possibilidades), reconhecendo a importância do solo para a agricultura e para a vida.
Habilidades de Ciências da Natureza – 3o ano
Matéria e energia
Habilidades de Ciências da Natureza – 4o ano
(EF04CI01) Identificar misturas na vida diária, com base em suas propriedades físicas observáveis, reconhecendo sua composição.
(EF04CI02) Testar e relatar transformações nos materiais do dia a dia quando expostos a diferentes condições (aquecimento, resfriamento, luz e umidade).
(EF04CI03) Concluir que algumas mudanças causadas por aquecimento ou resfriamento são reversíveis (como as mudanças de estado físico da água) e outras não (como o cozimento do ovo, a queima do papel etc.).
Vida e evolução
Terra e Universo
(EF04CI04) Analisar e construir cadeias alimentares simples, reconhecendo a posição ocupada pelos seres vivos nessas cadeias e o papel do Sol como fonte primária de energia na produção de alimentos.
(EF04CI05) Descrever e destacar semelhanças e diferenças entre o ciclo da matéria e o fluxo de energia entre os componentes vivos e não vivos de um ecossistema.
(EF04CI06) Relacionar a participação de fungos e bactérias no processo de decomposição, reconhecendo a importância ambiental desse processo.
(EF04CI07) Verificar a participação de microrganismos na produção de alimentos, combustíveis, medicamentos, entre outros.
(EF04CI08) Propor, a partir do conhecimento das formas de transmissão de alguns microrganismos (vírus, bactérias e protozoários), atitudes e medidas adequadas para prevenção de doenças a eles associadas.
(EF04CI09) Identificar os pontos cardeais, com base no registro de diferentes posições relativas do Sol e da sombra de uma vara (gnômon).
(EF04CI10) Comparar as indicações dos pontos cardeais resultantes da observação das sombras de uma vara (gnômon) com aquelas obtidas por meio de uma bússola.
(EF04CI11) Associar os movimentos cíclicos da Lua e da Terra a períodos de tempo regulares e ao uso desse conhecimento para a construção de calendários em diferentes culturas.
Habilidades de Ciências da Natureza – 5o ano
Matéria e energia
(EF05CI01) Explorar fenômenos da vida cotidiana que evidenciem propriedades físicas dos materiais – como densidade, condutibilidade térmica e elétrica, respostas a forças magnéticas, solubilidade, respostas a forças mecânicas (dureza, elasticidade etc.), entre outras.
(EF05CI02) Aplicar os conhecimentos sobre as mudanças de estado físico da água para explicar o ciclo hidrológico e analisar suas implicações na agricultura, no clima, na geração de energia elétrica, no provimento de água potável e no equilíbrio dos ecossistemas regionais (ou locais).
(EF05CI03) Selecionar argumentos que justifiquem a importância da cobertura vegetal para a manutenção do ciclo da água, a conservação dos solos, dos cursos de água e da qualidade do ar atmosférico.
(EF05CI04) Identificar os principais usos da água e de outros materiais nas atividades cotidianas para discutir e propor formas sustentáveis de utilização desses recursos.
(EF05CI05) Construir propostas coletivas para um consumo mais consciente e criar soluções tecnológicas para o descarte adequado e a reutilização ou reciclagem de materiais consumidos na escola e/ou na vida cotidiana.
Vida e evolução
Terra e Universo
(EF05CI06) Selecionar argumentos que justifiquem por que os sistemas digestório e respiratório são considerados corresponsáveis pelo processo de nutrição do organismo, com base na identificação das funções desses sistemas.
(EF05CI07) Justificar a relação entre o funcionamento do sistema circulatório, a distribuição dos nutrientes pelo organismo e a eliminação dos resíduos produzidos.
(EF05CI08) Organizar um cardápio equilibrado com base nas características dos grupos alimentares (nutrientes e calorias) e nas necessidades individuais (atividades realizadas, idade, sexo etc.) para a manutenção da saúde do organismo.
(EF05CI09) Discutir a ocorrência de distúrbios nutricionais (como obesidade, subnutrição etc.) entre crianças e jovens a partir da análise de seus hábitos (tipos e quantidade de alimento ingerido, prática de atividade física etc.).
(EF05CI10) Identificar algumas constelações no céu, com o apoio de recursos (como mapas celestes e aplicativos digitais, entre outros), e os períodos do ano em que elas são visíveis no início da noite.
(EF05CI11) Associar o movimento diário do Sol e das demais estrelas no céu ao movimento de rotação da Terra.
(EF05CI12) Concluir sobre a periodicidade das fases da Lua, com base na observação e no registro das formas aparentes da Lua no céu ao longo de, pelo menos, dois meses.
(EF05CI13) Projetar e construir dispositivos para observação à distância (luneta, periscópio etc.), para observação ampliada de objetos (lupas, microscópios) ou para registro de imagens (máquinas fotográficas) e discutir usos sociais desses dispositivos.
1.1.6 OS TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS (TCTs)
PROPOSTOS PELA BNCC
Os TCTs presentes na BNCC desafiam os estudantes a se posicionar diante de questões urgentes e decisivas para seu desenvolvimento socioemocional, intelectual e como cidadãos. Os TCTs se interligam às competências gerais e específicas e, ao mesmo tempo, envolvem a reflexão e o debate sobre desafios do dia a dia deles, contribuindo para que desenvolvam seu projeto de vida e preparando-os para atuar com consciência e autonomia na comunidade em que vivem.
Ao compreender os TCTs, os estudantes podem refletir e agir para preservar o ambiente, adotar o consumo consciente e aprender a lidar com o próprio dinheiro, cuidar de sua saúde, com atenção à alimentação, respeitar as regras de trânsito, reconhecer e valorizar a diversidade cultural e usar a ciência e a tecnologia para solucionar problemas e em defesa da humanidade, entre outros aspectos. Assim, eles se relacionam a importantes direitos e normas da legislação brasileira, com destaque para:
• Direitos das crianças e adolescentes (Lei no 8.069, de 1990);
• Educação para o trânsito (Lei no 9.503, de 1997);
• Estatuto da Pessoa Idosa (Lei no 10.741, de 2003);
• Educação ambiental (Lei no 9.795, de 1999);
• Educação alimentar e nutricional (Lei no 11.947, de 2009);
• Educação em Direitos Humanos (Decreto no 7.037, de 2009).
Vale dizer também que, no atual contexto, o enfrentamento desses temas por todos é necessário e urgente. Daí serem chamados de contemporâneos. Além disso, os TCTs podem e devem ser trabalhados por professores de diferentes componentes curriculares; por isso, são chamados de transversais. Os TCTs não integram uma área de conhecimento específica, mas se relacionam a todas elas e se conectam à realidade dos estudantes.
Há 15 TCTs. Eles estão agrupados em seis macroáreas temáticas (Meio ambiente, Economia, Saúde, Cidadania e civismo, Multiculturalismo e Ciência e tecnologia), como pode ser observado no organograma a seguir.
Meio ambiente
Ciência e tecnologia
Ciência e tecnologia
Multiculturalismo
Diversidade cultural
Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras
Educação ambiental Educação para o consumo
Temas
Contemporâneos Transversais na BNCC Economia Trabalho
Cidadania e civismo
Vida familiar e social Educação para o trânsito Educação em direitos humanos Direitos da criança e do adolescente Processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso
Educação financeira
Educação fiscal
Saúde
Saúde
Educação alimentar e nutricional
Fonte: BRASIL. Ministério da Educação. Temas Contemporâneos Transversais na BNCC. Brasília, DF: MEC, 2019, p. 7. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/guia_pratico_temas_ contemporaneos.pdf. Acesso em: 5 out. 2025.
1.2 ALFABETIZAÇÃO
Com base nos estudos da educadora e pesquisadora brasileira Magda Soares, a alfabetização pode ser entendida como a aquisição do sistema de escrita (código alfabético), enquanto o desenvolvimento de práticas sociais de leitura e escrita, por parte do estudante, se relaciona ao letramento. Embora distintos, a autora destaca o fato de que esses processos não devem ocorrer de forma separada.
O ensino tradicional de alfabetização em que primeiro se aprende a “decifrar um código” a partir de uma sequência de passos/etapas, para só depois se ler efetivamente, não garante a formação de leitores/escritores.
Por outro lado, é importante destacar que apenas o convívio intenso com textos que circulam na sociedade não garante que os alunos se apropriem da escrita alfabética, uma vez que essa aprendizagem não é espontânea e requer que o aluno reflita sobre as características do nosso sistema de escrita.
Nessa perspectiva, concordamos com a distinção que Soares (1998a) faz entre alfabetização e letramento. Para essa autora:
Alfabetizar e letrar são duas ações distintas, mas não inseparáveis, ao contrário: o ideal seria alfabetizar letrando, ou seja: ensinar a ler e escrever no contexto das práticas sociais da leitura e da escrita, de modo que o indivíduo se tornasse, ao mesmo tempo, alfabetizado e letrado [...].
SANTOS, Carmi Ferraz; MENDONÇA, Márcia (org.). Alfabetização e letramento: conceitos e relações. Belo Horizonte: Autêntica, 2007. p. 18.
Tomando como base esses pressupostos, esta coleção propicia ao estudante a inserção em práticas multiletradas, entendendo que isso o ajudará a se comunicar, refletir, propor, opinar e posicionar-se diante de situações desafiadoras, preparando-se para o exercício da cidadania. Reconhecemos, entretanto, que tais práticas também dialogam com o processo de alfabetização, pois envolvem situações que favorecem a consolidação do sistema alfabético.
De acordo com Albuquerque (apud Santos; Mendonça, 2007), a interação com textos de diferentes gêneros, bem como o envolvimento com distintas propostas de escrita, contribui para a formação de leitores e escritores competentes. Entende-se por leitor competente aquele que é capaz de realizar leituras com diferentes propósitos (estudar, buscar informações, seguir instruções, entre outros) e compreendê-las. Já por escritor competente entende-se aquele que consegue se comunicar (oralmente ou por escrito) e se fazer compreender. Vale ressaltar o fato de que a produção oral também precisa ser considerada produção textual e que os gêneros orais, como debates regrados e seminários, devem ser ensinados no espaço escolar.
Para a formação do leitor autônomo, faz-se necessário investir em situações que favoreçam o domínio da fluência em leitura. A fluência envolve ritmo, entonação e compreensão global tanto na leitura em voz alta quanto na leitura realizada silenciosamente. Entende-se, pois, que um leitor fluente é capaz de atribuir significado ao que lê ao localizar e extrair informações explícitas, fazer inferências, interpretar e relacionar ideias e informações, além de analisar e avaliar conteúdos e elementos textuais.
Assim, além da fluência em leitura, é preciso promover o desenvolvimento do vocabulário, tanto o receptivo quanto o expressivo. Para dominar o vocabulário de leitura, no processo inicial, os estudantes têm como referência a própria fala, forma de linguagem que já desenvolveram.
A produção escrita, por sua vez, diz respeito às habilidades necessárias para escrever palavras e produzir textos. O progresso nos níveis de produção escrita acontece à medida que se consolida a alfabetização e se avança no letramento. Para crianças mais novas, escrever ajuda a reforçar a consciência fonêmica e a instrução fônica. E, para as mais velhas, a escrita ajuda a entender as diversas tipologias e os gêneros textuais.
1.2.1 LER E ESCREVER É UM COMPROMISSO DE TODAS AS ÁREAS
O desenvolvimento da competência leitora e escritora faz parte de todas as áreas de conhecimento, e não somente da de Língua Portuguesa. Nesse sentido, a área de Ciências da Natureza tem papel fundamental na promoção do desenvolvimento dessas competências, uma vez que a compreensão de conceitos científicos depende diretamente da capacidade de ler, interpretar e produzir diferentes tipos de registro. Isso ajuda a explicar a ênfase que demos à leitura e à escrita nos três volumes desta coleção.
Parte do que os estudantes aprendem nas aulas de Ciências é resultado da leitura de textos e imagens, daí a importância de familiarizá-los com os procedimentos de leitura, específicos e diferenciados, e adequados a cada um desses registros. Sem entrar na discussão teórica do assunto, é importante lembrar que imagem e texto apresentam estatutos diferentes e demandam tratamentos e abordagens diversos.
Sabendo que a leitura possibilita o acesso a conteúdos e conceitos científicos, a tarefa de ensinar a ler e escrever deve ser considerada parte do ensino de Ciências da Natureza para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Ao receberem tratamento adequado, os textos e as imagens deixam de servir só para ilustrar ou exemplificar determinado tema e passam a ser interrogados, confrontados, comparados e contextualizados.
Com esse objetivo, incentiva-se, nesta coleção, a leitura de diferentes gêneros de texto e exploram-se de forma sistemática a leitura e a interpretação de diferentes registros visuais.
Além de valorizar a leitura e a interpretação, pretende-se incentivar o desenvolvimento da competência escritora, fortalecendo a capacidade dos estudantes de comunicar ideias. Eis uma contribuição de especialistas no assunto:
O que seria ler e escrever nas diferentes áreas do currículo escolar? Esse é um dos objetivos que estabelecemos para este livro: desconfinar a discussão sobre leitura e escrita, ampliando o seu âmbito desde a biblioteca e a aula de português para toda a escola. E um dos méritos desse desconfinamento foi a descoberta da leitura e da escrita como confluências multidisciplinares para a reflexão e ação pedagógica.
[...]
Temos claro que ler e escrever sempre foram tarefas indissociáveis da vida escolar e das atribuições dos professores. Ler e escrever bem forjaram o padrão funcional da escola elitizada do passado, que atendia a parcelas pouco numerosas da população em idade escolar. Ler e escrever massiva e superficialmente tem sido a questão dramática da escola recente, sem equipamentos e estendida a quase toda a população.
A sociedade vê a escola como o espaço privilegiado para o desenvolvimento da leitura e da escrita, já que é nela que se dá o encontro decisivo entre a criança e a leitura/escrita.
Todo estudante deve ter acesso a ler e escrever em boas condições, mesmo que nem sempre tenha uma caminhada escolar bem traçada. Independente de sua história, merece respeito e atenção quanto a suas vivências e expectativas. Daí a importância da intervenção mediadora do professor e da ação sistematizada da escola na qualificação de habilidades indispensáveis à cidadania e à vida em sociedade, para qualquer estudante, como são o ler e o escrever.
NEVES, Iara C. Bitencourt (org.) et al. Ler e escrever: compromisso de todas as áreas. 9. ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2011. p. 15-16.
1.2.2 O COMPROMISSO NACIONAL CRIANÇA ALFABETIZADA
Dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2019 e 2021 revelaram um grave impacto da pandemia de covid-19 na alfabetização das crianças brasileiras: a queda no percentual de 54,8% para 49,4% de crianças alfabetizadas. Considerando as consequências dessa defasagem na trajetória escolar e, de modo mais amplo, na vulnerabilização social e econômica dessas crianças, o Ministério da Educação retomou o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa e propôs uma reformulação nessa política pública à luz dos desafios do presente. Disso resultou o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, de junho de 2023, que:
[...] tem como finalidade garantir o direito à alfabetização das crianças brasileiras até o final do 2o ano do ensino fundamental e foca a recuperação das aprendizagens das crianças do 3o, 4o e 5o ano afetadas pela pandemia. O Compromisso estabelece, entre seus princípios, a promoção da equidade educacional, sendo considerados aspectos regionais, socioeconômicos, étnico-raciais e de gênero; a colaboração entre os entes federativos; e o fortalecimento das formas de cooperação entre estados e municípios.
BRASIL. Ministério da Educação. Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. Gov.br, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/crianca-alfabetizada. Acesso em: 2 out. 2025.
O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada reforça a ideia de que a alfabetização é um direito de todas as crianças, consolidando-a como prioridade nacional e reconhecendo o papel da escola e dos docentes como mediadores desse direito fundamental. Alinhando-se às premissas do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, esta coleção trabalha situações de uso da linguagem que apoiam a alfabetização, como ressaltado anteriormente. Os suportes textuais apresentados e as situações de escrita propostas são contextualizados e orientados por uma função social da escrita, de modo que a leitura de fontes, a análise de informações, a produção de textos e a participação em debates se tornam caminhos para aprender sobre fenômenos que ocorrem na natureza e, simultaneamente, para desenvolver habilidades de leitura, escrita e oralidade.
1.3 O ENSINO DE CIÊNCIAS DA NATUREZA
A ciência está presente em diversas situações cotidianas: na programação do alarme de um aparelho eletrônico, no preparo e no consumo de uma refeição, na utilização de um veículo para deslocamentos ou em pesquisas na internet, entre outras. Além de influenciar nossa vida diária, a ciência se relaciona a grandes desafios globais, como as mudanças climáticas e o desmatamento.
Esse empreendimento humano oferece diversas formas de compreender o mundo, tomar decisões informadas e desenvolver soluções para problemas complexos. Por isso, a Educação Básica, sobretudo por meio da área de Ciências da Natureza, deve preparar os estudantes para entender conceitos científicos e aplicá-los de forma prática, fortalecendo o letramento científico.
1.3.1 LETRAMENTO CIENTÍFICO: FUNDAMENTOS
Entende-se o letramento científico como um dos pilares do ensino de Ciências no século XXI. Segundo a BNCC:
Para debater e tomar posição sobre alimentos, medicamentos, combustíveis, transportes, comunicações, contracepção, saneamento e manutenção da vida na Terra, entre muitos outros temas, são imprescindíveis tanto conhecimentos éticos, políticos e culturais quanto científicos. Isso por si só já justifica, na educação formal, a presença da área de Ciências da Natureza, e de seu compromisso com a formação integral dos alunos.
Portanto, ao longo do Ensino Fundamental, a área de Ciências da Natureza tem um compromisso com o desenvolvimento do letramento científico, que envolve a capacidade de compreender e interpretar o mundo (natural, social e tecnológico), mas também de transformá-lo com base nos aportes teóricos e processuais das ciências.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. p. 321. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/escola-em-tempo-integral/BNCC_EI_EF_110518_ versaofinal.pdf. Acesso em: 5 out. 2025.
A abordagem do letramento científico ultrapassa a mera apropriação de conteúdos conceituais, envolvendo a capacidade de compreender, interpretar, aplicar e criticar conhecimentos científicos em diversos contextos da vida cotidiana. Mais do que formar estudantes tecnicamente competentes, busca-se desenvolver cidadãos éticos, informados e capazes de atuar de forma transformadora na sociedade (Sasseron; Carvalho, 2021; Chassot, 2003).
Essa perspectiva orienta a presente coleção e está em consonância com a definição de letramento científico proposta por Hodson, em 1988 (apud Cachapuz; Praia; Jorge, 2004), que compreende três dimensões interligadas:
• aprender ciência – aquisição de conhecimentos científicos fundamentais, como leis, teorias e conceitos;
• aprender sobre a ciência – compreensão da natureza da ciência, incluindo seus métodos, seus limites e seu papel na sociedade;
• aprender a fazer ciência – participação em práticas investigativas, formulação de hipóteses e análise de dados.
Integradas ao processo educativo, essas dimensões contribuem para que professores e estudantes compreendam a ciência como uma construção social, dinâmica e contextualizada. O ensino, assim, deixa de ser uma simples transmissão de conteúdos e passa a promover uma postura crítica e investigativa diante da realidade.
1.3.2 LETRAMENTO CIENTÍFICO COMO FERRAMENTA CONTRA
A DESINFORMAÇÃO
O letramento científico também se revela essencial no enfrentamento da desinformação, fenômeno intensificado pela era digital, caracterizada pela disseminação de fake news, pseudociências e informações imprecisas. Desenvolver a capacidade de analisar, julgar e selecionar informações com base em evidências e critérios científicos torna-se, portanto, indispensável para a formação de sujeitos críticos e conscientes (Chassot, 2003).
Educar cientificamente é, nesse sentido, formar leitores críticos da realidade, capazes de distinguir argumentos fundamentados de opiniões infundadas ou ideologicamente manipu-
ladas. O letramento científico concretiza-se quando os estudantes aplicam o conhecimento adquirido para interpretar o mundo, identificar problemas e propor soluções fundamentadas em evidências.
Essa articulação entre saberes escolares e desafios reais – como as mudanças climáticas, os problemas de saúde pública, as desigualdades sociais e o uso da tecnologia – promove uma aprendizagem significativa. Ao relacionar o ensino de Ciências à vida cotidiana dos estudantes, estimulam-se o engajamento, o protagonismo e o pensamento crítico, por meio de estratégias como a resolução de problemas e a investigação científica.
Um cidadão letrado em Ciências é, assim, capaz de participar de debates públicos, tomar decisões fundamentadas e compreender os impactos sociais, éticos e ambientais das inovações tecnológicas. Essa capacidade é fundamental para o exercício pleno da cidadania.
1.3.3 PROTAGONISMO ESTUDANTIL E MEDIAÇÃO DOCENTE
No contexto da educação científica, os estudantes devem ser reconhecidos como protagonistas de seu aprendizado. Isso significa que devem não apenas receber informações, mas também participar ativamente da construção do conhecimento, relacionando o que aprendem com suas experiências, seus interesses e suas vivências.
Os estudantes, portanto, são os responsáveis finais por sua aprendizagem, pois atribuem significado e constroem sentidos para os conhecimentos. Contudo, cabe ao professor definir as estratégias que favorecem a integração dos conceitos e a construção desses significados.
Nesse processo, o docente atua como mediador. Em Ciências, por exemplo, é quem propõe situações desafiadoras, incentiva a problematização, orienta investigações e assegura que o saber científico seja compreendido e apropriado de forma significativa pelos estudantes.
Mais do que um transmissor de conteúdos, o professor deve atuar como facilitador da aprendizagem, planejando estratégias que articulem teoria e prática, valorizem os saberes prévios dos estudantes e promovam a investigação e o pensamento crítico. Deve também assumir uma postura reflexiva sobre a própria prática, observando, escutando, avaliando e ajustando suas ações de acordo com as necessidades e potencialidades de cada turma.
Diante dos desafios contemporâneos – como as desigualdades sociais, a desinformação e os impactos ambientais –, cabe ao professor formar sujeitos capazes de compreender, argumentar e agir com ética, responsabilidade e compromisso social.
O ensino de Ciências, portanto, deve ser concebido como um processo formativo, reflexivo e socialmente engajado. Ao integrar conhecimento, linguagem, valores e ação, o letramento científico se consolida como um alicerce para o exercício da cidadania e para a construção de uma sociedade mais equitativa, sustentável e solidária.

Ao atuar como mediador do processo educativo, o professor colabora para a autonomia e o protagonismo dos estudantes.
2. ORIENTAÇÕES DIDÁTICO-METODOLÓGICAS
Neste tópico, são apresentados aspectos relacionados à progressão da aprendizagem e às estratégias de ensino que fundamentaram a elaboração do Livro do Estudante. Além disso, são abordadas questões relativas à inclusão em sala de aula, à avaliação e ao planejamento didático.
2.1 PROGRESSÃO DA APRENDIZAGEM
A proposta didático-pedagógica considerada está alicerçada em uma abordagem na qual se valoriza a construção ativa e significativa do conhecimento. Por meio dessa abordagem, reconhece-se o estudante como protagonista do processo educativo e compreende-se que a aprendizagem se desenvolve de maneira mais eficaz quando novas informações se integram de forma não arbitrária aos conhecimentos prévios.
O eixo dessa proposta é a teoria da aprendizagem significativa, concebida por David Ausubel, em que, conforme Ferro e Paixão (2017) e Silveira (2014), a aprendizagem ocorre de maneira efetiva quando um conhecimento novo se ancora em estruturas cognitivas previamente estabelecidas. Ou seja, os novos conhecimentos precisam ter coerência interna e devem ser apresentados de modo que o estudante consiga integrá-los aos conhecimentos que já detém. Complementando essa visão, Ferro e Paixão (2017) ressaltam a ideia de que, para a aprendizagem ser significativa, é essencial que o conteúdo selecionado seja potencialmente significativo, organizado logicamente e apresentado de forma coesa, conectando-se com o que o estudante já sabe. Nesse sentido, o papel do professor é fundamental para planejar estratégias de ensino considerando as estruturas cognitivas dos estudantes e favorecendo a construção ativa do conhecimento.
A teoria também contempla os mecanismos de diferenciação progressiva, em que ideias mais gerais se desdobram em conceitos mais específicos, e de reconciliação integrativa, por meio do qual se buscam a reorganização e a ampliação das estruturas existentes, promovendo a compreensão cada vez mais profunda dos conteúdos.
Com base nesses fundamentos, pretende-se com a proposta:
• promover o desenvolvimento de aprendizagens significativas pautadas nos conhecimentos prévios dos estudantes;
• incentivar a reflexão, a curiosidade e a atitude investigativa no ensino de Ciências;
• fomentar a construção da autonomia e do pensamento crítico;
• promover a contextualização do conhecimento científico e sua articulação com a vida cotidiana. Diante disso, a progressão da aprendizagem é entendida como um processo dinâmico de construção de significados, em que o conhecimento novo se articula progressivamente com estruturas cognitivas anteriores. Recursos como organizadores prévios, mapas conceituais, analogias e situações-problema tornam-se fundamentais para facilitar essa progressão. Além disso, para que seja significativa e relevante, a aprendizagem precisa estar conectada com a realidade social e cultural dos estudantes.
A prática pedagógica fundamentada na aprendizagem significativa articula múltiplas estratégias, como:
• ativação de conhecimentos prévios com base em perguntas orientadoras ou discussões, propostas de leitura e interpretação de imagens;
• organizadores prévios que forneçam uma visão ampla dos conteúdos;
• situações-problema contextualizadas que incentivem o pensamento científico;
• experimentos investigativos, estimulando a curiosidade e a análise de dados;
• avaliação formativa e contínua, focada no processo, e não apenas no resultado.
Nessa proposta, o professor assume o papel de mediador da aprendizagem, planejando intervenções pedagógicas que facilitem o processo de construção do conhecimento e valorizem a participação ativa dos estudantes.
2.2 ESTRATÉGIAS DE ENSINO
A elaboração do Livro do Estudante foi embasada em diferentes estratégias de ensino, visando conduzir os conteúdos a fim de ampliar as oportunidades de aprendizado. A seguir, apresentamos cada uma delas.
2.2.1 LEVANTAMENTO DE CONHECIMENTOS PRÉVIOS
Os conhecimentos prévios representam o conjunto de saberes, experiências, percepções e formas de pensar que os estudantes detêm antes de depararem com novos conteúdos escolares. Esses conhecimentos não se restringem ao que foi aprendido em ambientes formais de ensino, mas incluem aprendizagens adquiridas em outros momentos, com a família, a comunidade, a mídia, as vivências pessoais e as redes sociais. Além de conteúdos conceituais, envolvem habilidades desenvolvidas, atitudes e valores internalizados ao longo da vida.
Cada estudante chega à sala de aula com um repertório composto de informações e experiências que, embora nem sempre organizadas de modo lógico ou sistemático, influenciam diretamente sua forma de aprender. Compreender esse repertório inicial é essencial para promover um ensino que respeite a individualidade e a diversidade dos estudantes, favorecendo a construção de novos conhecimentos de maneira significativa e contextualizada.
Nesse processo, investigar os conhecimentos prévios dos estudantes constitui uma etapa importante do planejamento pedagógico. Essa prática possibilita ao professor determinar um “ponto de partida” para planejar experiências de aprendizagem alinhadas ao nível de desenvolvimento, às necessidades, aos interesses e ao contexto sociocultural deles.
O levantamento de conhecimentos prévios é, portanto, uma ação pedagógica intencional, voltada a tornar a aprendizagem mais próxima da realidade dos estudantes, mais relevante e conectada com suas vivências. Quando o educador reconhece e valoriza o que os estudantes já sabem – mesmo que essas concepções estejam em desacordo com os conhecimentos científicos –, cria-se um espaço propício ao diálogo, à problematização e à reconstrução conceitual.
Mapear os conhecimentos dos estudantes vai além de simplesmente questioná-los sobre o que sabem. É necessário observar, escutar atentamente, propor situações diversificadas de aprendizagem e analisar as respostas, os comportamentos e as atitudes deles em diferentes contextos. Essa investigação pode ocorrer por meio de atividades diagnósticas, dinâmicas de grupo, rodas de conversa, estudos de caso, dramatizações, jogos, debates, resolução de problemas ou situações reais relacionadas aos temas em estudo.
Nesta coleção, as atividades propostas na abertura das unidades e no início dos capítulos do Livro do Estudante auxiliam nesse mapeamento. Adicionalmente, há sugestões, ao longo das orientações presentes no Livro do Professor, que podem contribuir para isso.
2.2.2 CONTEXTUALIZAÇÃO
A contextualização no ensino de Ciências deve ser compreendida como uma estratégia didática essencial para atribuir sentido e relevância aos conhecimentos escolares. Mais do que inserir exemplos do cotidiano, trata-se de criar experiências em que os estudantes sejam incentivados a estabelecer conexões entre seus saberes prévios e os novos conceitos científicos, de forma crítica, criativa e situada em sua realidade sociocultural.
Em um ambiente escolar marcado pela pluralidade e pela diversidade, a contextualização torna-se condição indispensável para superar a fragmentação dos conteúdos e favorecer o protagonismo dos estudantes no processo de aprendizagem. Quando é inserido em contextos significativos, o conhecimento escolar torna-se mais envolvente, desperta a curiosidade e estimula uma aprendizagem ativa e reflexiva.
A contextualização dinamiza os conteúdos científicos e os insere em situações sociais, ambientais, históricas e culturais relevantes. Isso contribui não apenas para a compreensão conceitual, mas também para o fortalecimento do letramento científico.
As situações de ensino devem, portanto, considerar tanto os contextos de produção do conhecimento nas Ciências Naturais quanto a realidade dos estudantes e professores, valorizando suas histórias, suas experiências e seus territórios. Isso implica a elaboração de propostas pedagógicas que, além de transmitirem informações, os provoquem a identificar relações, articular o saber científico a suas vivências e projetar ações concretas em seus contextos.
Nesse cenário, a contextualização deve atravessar todas as dimensões do processo educativo – desde a organização curricular, expressa nos temas das unidades e nas atividades propostas, até as práticas cotidianas em sala de aula.
Nesta coleção, a contextualização está presente em diversos momentos: na abertura das unidades, no início dos capítulos e ao longo deles, e em seções do Livro do Estudante, como Atividades e Dialogando com.
2.2.3 PENSAMENTO CRÍTICO E ARGUMENTAÇÃO
O ensino de Ciências contribui para o desenvolvimento do pensamento crítico e da argumentação fundamentada. A BNCC reconhece a importância dessas competências e as estabelece como princípios formativos desde os anos iniciais da Educação Básica. Em um contexto contemporâneo, caracterizado pela ampla circulação de informações e por desafios sociocientíficos complexos, essas habilidades se mostram essenciais para a formação dos estudantes.
A argumentação é uma prática fundamental para a construção do conhecimento científico. Costa (2008) afirma que ensinar os estudantes a argumentar cientificamente deve ser um objetivo pedagógico prioritário, pois contribui para o desenvolvimento de capacidades cognitivas e linguísticas como descrever, explicar, justificar e demonstrar. Para isso, é necessário criar situações didáticas em que eles possam elaborar e defender ideias com base em evidências, compreendendo os princípios éticos que sustentam o exercício da cidadania.
De acordo com Munford e Teles (2015), eventos de argumentação, mesmo quando não planejados intencionalmente, oferecem oportunidades significativas de aprendizagem em aulas de Ciências. Tais práticas possibilitam aos estudantes desenvolver habilidades de análise, reflexão crítica e posicionamento diante de diferentes perspectivas.
Para fortalecer a argumentação, é fundamental que os estudantes aprendam a estruturar seu raciocínio com coerência e embasamento e cabe ao professor criar oportunidades que contribuam para o desenvolvimento dessas habilidades, por meio de atividades como:
• debates e discussões orientadas – promover a exposição e a análise de diferentes pontos de vista com base em dados confiáveis;
• análises críticas de textos – identificar falhas argumentativas (como digressões, generalizações e vieses) e propor reescritas;
• projetos de investigação – incentivar a formulação de hipóteses, coleta de dados e apresentação de conclusões fundamentadas.
Nesta coleção, o exercício da argumentação é oportunizado em algumas propostas de atividades de diferentes seções do Livro do Estudante.
2.2.4 ATIVIDADES PRÁTICAS
As atividades práticas ocupam papel central no ensino de Ciências, pois transformam o estudante em protagonista de sua aprendizagem, promovendo o letramento científico, o desenvolvimento de habilidades investigativas e a construção significativa do conhecimento. A formação científica deve articular teoria e prática, considerando os conhecimentos prévios dos estudantes e favorecendo o desenvolvimento de competências cognitivas, socioemocionais e atitudinais.
Ao vivenciar processos científicos por meio da observação, da formulação, da testagem de hipóteses, da experimentação e da análise de dados, os estudantes não apenas assimilam conteúdos conceituais, mas também desenvolvem o pensamento crítico, a autonomia e a capacidade de resolver problemas complexos do cotidiano.
De acordo com Costa, Nogueira e Cruz (2020), atividades práticas bem conduzidas despertam o interesse, a curiosidade e o senso crítico dos estudantes, tornando o processo de aprendizagem mais prazeroso e significativo.
As atividades práticas oportunizam não apenas ilustrar aspectos teóricos tratados nas aulas, mas também problematizar, investigar e desafiar os estudantes. Conforme Andrade e Massabni (2011), é preciso investir em propostas que promovam o desenvolvimento da capacidade de questionamento, da experimentação e da reflexão sobre os fenômenos.
Os espaços para a realização dessas atividades não devem se restringir aos laboratórios. A sala de aula, a biblioteca, a cozinha, o pátio, os arredores da escola, parques e áreas de conservação ambiental também são ambientes ricos para o desenvolvimento de práticas significativas. O uso de jogos didáticos, saídas de campo, experimentos de baixo custo, feiras de ciências e construção de maquetes são algumas das estratégias que incentivam a criatividade, o trabalho colaborativo e o protagonismo.
O ensino de Ciências precisa, portanto, estar alicerçado em metodologias ativas que conectem a teoria à prática. Como propõe a BNCC, o processo investigativo deve permear o currículo, promovendo a definição de problemas, a coleta e a análise de dados, a elaboração de modelos explicativos e a comunicação de resultados. Essas ações ampliam o letramento científico e favorecem o desenvolvimento de competências como argumentação, sistematização e tomada de decisão.
Para que as atividades práticas sejam efetivas, é necessário que o professor atue como mediador atento, propondo desafios e incentivando a autonomia dos estudantes. Também é fundamental que a escola e os órgãos gestores ofereçam suporte estrutural e formação continuada aos docentes, garantindo as condições necessárias para o planejamento e a execução dessas práticas.

As experiências práticas, quando bem articuladas ao conteúdo teórico e aos contextos vividos pelos estudantes, contribuem para a formação de sujeitos críticos, investigativos e capazes de atuar de forma consciente e transformadora na sociedade. Mais do que uma metodologia complementar, a atividade prática é parte estruturante do ensino de Ciências, importante para que a aprendizagem ocorra de maneira significativa, contextualizada e emancipadora.
Nesta coleção, propostas de atividades práticas são encontradas na seção Você cientista!, do Livro do Estudante, e em Encaminhamento e +Atividades, neste Livro do Professor
Ao participar de atividades científicas, os estudantes podem construir conhecimento de maneira significativa.
2.2.5 USO DE IMAGENS
Em um cenário educacional cada vez mais desafiador, marcado pelo excesso de informações e pelo predomínio de linguagens multimodais, o uso pedagógico de imagens assume papel relevante no ensino de Ciências. Longe de serem meros recursos ilustrativos, as imagens constituem ferramentas cognitivas que potencializam a aprendizagem significativa, o letramento científico e o desenvolvimento do pensamento crítico.
O uso de múltiplas linguagens no processo de ensino-aprendizagem, sobretudo por meio de representações visuais como diagramas, esquemas, fotografias e infográficos, desempenha um papel fundamental na compreensão de fenômenos científicos. Esses recursos possibilitam aos estudantes visualizar o que não é diretamente observável, representar conceitos abstratos e construir modelos mentais que facilitam a assimilação dos conteúdos científicos.
Conforme discutido por Oliveira e Zanetic (2014), as imagens científicas cumprem funções fundamentais: documentam fenômenos, sintetizam ideias e viabilizam inferências. Elas são parte constitutiva do discurso científico, servindo tanto para a análise como para a construção e a comunicação do conhecimento.
Nesse sentido, integrar imagens ao processo de aprendizagem significa reconhecer que elas não apenas representam o conteúdo, mas também são conteúdos. A leitura de imagens é tão importante quanto a de textos. Para realizá-la, são necessárias habilidades interpretativas, análise crítica e correlações com o conhecimento prévio. A leitura visual possibilita aos estudantes reconhecer estruturas, compreender processos e estabelecer relações entre diferentes conceitos científicos.
A pesquisa de Ribeiro (2017) mostra que o trabalho com imagens em sala de aula estimula a observação atenta, a formulação de hipóteses, a argumentação e a inferência. Ao analisar imagens, os estudantes ampliam sua capacidade de abstração e exercitam o raciocínio lógico, aspectos essenciais à prática científica. Quando acompanhadas de perguntas norteadoras e estratégias de leitura guiada, as imagens contribuem para a promoção de um aprendizado mais profundo e duradouro.
A imagem facilita a ancoragem de novos conhecimentos na estrutura cognitiva do estudante, pois oferece múltiplas possibilidades de representação e conexão com os saberes prévios. Quando bem exploradas, as imagens ativam esquemas mentais, promovem inferências e ajudam na construção de significados mais elaborados e contextualizados.
Do ponto de vista metodológico, o uso de imagens deve estar integrado às etapas do planejamento didático. Isso implica não apenas selecionar imagens esteticamente atrativas, como também escolher aquelas que dialoguem com os objetivos de aprendizagem, possibilitando múltiplas leituras e discussões. Recomenda-se, por exemplo, propor atividades em que os estudantes construam, analisem ou interpretem infográficos, identifiquem erros conceituais em representações visuais ou criem esquemas com base em dados científicos.
Além disso, como parte do processo investigativo, as imagens podem ser usadas para levantar hipóteses, registrar observações e comunicar resultados. Elas também fomentam o protagonismo estudantil, ao possibilitar aos estudantes a exploração, a manipulação e a ressignificação do conteúdo visual de acordo com os próprios percursos de aprendizagem.
Em síntese, a imagem no ensino de Ciências deve ser compreendida como conteúdo. Sua utilização favorece o letramento científico, a aprendizagem significativa e o desenvolvimento de competências essenciais para que os estudantes compreendam, critiquem e transformem o mundo em que vivem.
Nesta coleção, as imagens são exploradas em diferentes momentos, como na abertura das unidades, ao longo dos capítulos e em seções e atividades do Livro do Estudante.
2.2.6 ABORDAGEM INTERDISCIPLINAR
A integração curricular configura uma prática pedagógica que vai além da simples justaposição de conteúdos disciplinares. Conforme as discussões propostas por Thiesen (2008), entende-se que integrar o currículo implica uma articulação intencional e reflexiva entre as diferentes áreas do conhecimento, com o objetivo de construir uma aprendizagem significativa e contextualizada. Essa abordagem pressupõe o trabalho colaborativo entre professores, que planejam em conjunto e articulam seus componentes curriculares para promover conexões efetivas entre os saberes, ampliando a compreensão crítica dos estudantes.
Nesse sentido, a integração curricular se aproxima dos TCTs, que podem ser trabalhados de forma interdisciplinar em todas as etapas da Educação Básica. Por meio dessa orientação, sugere-se que os docentes desenvolvam práticas pedagógicas que favoreçam a articulação entre os diferentes componentes curriculares, contribuindo para que os estudantes adquiram uma visão integrada dos desafios contemporâneos.
Para que a prática interdisciplinar avance, é importante que os professores se envolvam na busca por caminhos que os auxiliem a superar os desafios existentes. É preciso reconhecer que ainda há uma resistência cultural e institucional em muitas escolas, nas quais a fragmentação disciplinar permanece presente.
Apesar desses desafios, Thiesen (2008) ressalta as potencialidades da integração curricular, sobretudo na formação de estudantes críticos, capazes de compreender o mundo em sua complexidade e interconectividade. Quando estruturada de forma consistente, a interdisciplinaridade pode contribuir para superar a fragmentação do conhecimento, alinhando a escola às demandas sociais contemporâneas e promovendo uma educação mais democrática e significativa.
Para isso, é importante que as escolas construam um compromisso coletivo entre professores, gestores e demais atores envolvidos, favorecendo planejamento estruturado, formação continuada e políticas educacionais que estimulem a colaboração e a inovação pedagógica. Além disso, a elaboração conjunta de aulas por docentes de diferentes áreas pode ser incentivada, com o oferecimento de subsídios práticos e teóricos que facilitem essa articulação curricular, conforme as estratégias alinhadas aos TCTs propostas na obra.
Assim, a integração curricular pautada na integração dos conhecimentos configura uma estratégia essencial para promover nos estudantes uma visão crítica e integrada do mundo, fomentando aprendizagens que dialoguem diretamente com os desafios do século XXI.
Nesta coleção, a abordagem interdisciplinar é oportunizada em diferentes momentos dos capítulos, com destaque para a seção Dialogando com, do Livro do Estudante. As temáticas escolhidas para a construção da seção se alinham, em geral, a pelo menos um TCT, favorecendo a integração de conteúdos e uma reflexão sobre questões atuais de forma contextualizada.
2.2.7 DIVERSIFICAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO EM SALA DE AULA
A organização do espaço físico na sala de aula desempenha um papel crucial na dinâmica do processo de ensino-aprendizagem, influenciando diretamente a interação entre os estudantes e a construção do conhecimento coletivo. Embora o modelo convencional, com carteiras enfileiradas voltadas para o professor, seja amplamente utilizado, pode restringir a comunicação e limitar as oportunidades de colaboração entre eles.
De acordo com Teixeira e Reis (2012), a diversificação da organização do ambiente pode favorecer significativamente a aprendizagem, uma vez que diferentes arranjos espaciais promovem interações efetivas e engajamento ativo dos estudantes. O professor, portanto, pode experimentar diversas formas de dispor a turma, criando um ambiente que incentive o diálogo, o trabalho em grupo e o protagonismo.
Exemplos práticos de organização da turma que facilitam a interação incluem:
• duplas – agrupar os estudantes em pares favorece a cooperação direta e o intercâmbio de ideias;
• semicírculo – dispor as cadeiras em semicírculo amplia a visibilidade e facilita a participação em exposições, diálogos e apresentações, mantendo o contato visual entre todos;
• formato em “U” – essa organização incentiva a interação coletiva e o trabalho colaborativo;
• divisão em dois blocos – organizar a turma desse modo favorece debates, dinâmicas simultâneas e jogos, promovendo envolvimento ativo e autonomia;
• pequenos grupos distribuídos – agrupar os estudantes em equipes menores em diferentes locais da sala de aula favorece a realização de projetos colaborativos, com mais flexibilidade e trocas entre os participantes.
Segundo Teixeira e Reis (2012), essas alternativas contribuem para um ambiente mais acolhedor e dinâmico, no qual a aprendizagem ocorre de forma mais significativa, pois os estudantes interagem não só com o professor, mas também uns com os outros, fortalecendo vínculos sociais e desenvolvendo competências socioemocionais essenciais.
O professor, ao diversificar a organização espacial, considera as necessidades da turma, o tipo de atividade proposta e o objetivo pedagógico, tornando-se um agente ativo na construção de um ambiente de aprendizagem que valorize a cooperação e o respeito às diferentes formas de aprender.
Assim, a flexibilização do espaço em sala de aula emerge como um recurso pedagógico fundamental para ampliar as oportunidades de interação, participação e engajamento dos estudantes, contribuindo para o desenvolvimento integral e para a construção de uma comunidade escolar mais integrada e participativa.
Nesta coleção, em algumas propostas presentes nas seções Encaminhamento e +Atividades, do Livro do Professor, sugere-se variar a organização da sala de aula, a fim de tornar as atividades mais dinâmicas, favorecer a interação entre os estudantes e potencializar a aprendizagem.
2.2.8 ESPAÇOS NÃO FORMAIS DE APRENDIZAGEM
A educação em Ciências deve ultrapassar os limites da sala de aula, promovendo a aprendizagem ativa por meio da exploração de espaços não formais de aprendizagem. Visitas guiadas a museus de ciência e tecnologia, centros de pesquisa, teatros, zoológicos, jardins botânicos, parques e outras instituições científicas e culturais configuram oportunidades pedagógicas ricas para aproximar os estudantes do conhecimento científico de maneira contextualizada e significativa. Tais experiências favorecem a compreensão dos conteúdos ao relacioná-los com situações do cotidiano, contribuindo para uma formação crítica e curiosa.
Nesse contexto, é essencial o desenvolvimento de estratégias educacionais nas quais se considerem essas possibilidades e o incentivo de práticas que integrem a escola a esses ambientes. Como destacam Marandino et al. (2003), a educação em Ciências constitui uma prática social que se amplia continuamente nos espaços não formais, demandando abordagens que favoreçam a apropriação do saber científico em diferentes contextos sociais.
Diversos pesquisadores afirmam que a educação, nos dias de hoje, não pode mais se ater ao ambiente estritamente escolar [...]. Neste contexto, a utilização de espaços não formais pode representar uma importante estratégia de ensino e de aprendizagem, na tentativa de despertar o encantamento, a motivação e a contextualização dos saberes associados estritamente à escola. [...]
[...]
Entretanto, para o sucesso do uso de espaços não formal como estratégia de ensino-aprendizagem, é importante que o professor conheça previamente as características do
local a ser visitado e que faça um planejamento criterioso desta atividade, na tentativa de atender as expectativas tanto dos estudantes, quanto as suas próprias. [...]
TERCI, D. B. L.; ROSSI, A. V. Dinâmicas de ensino e aprendizagem em espaços não formais. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS, 10., 2015. Anais [...]. Águas de Lindóia: Abrapec, 2015. Disponível em: https://www.abrapec.com/enpec/x-enpec/anais2015/resumos/R0977-1.PDF. Acesso em: 5 out. 2025.
Nesta coleção, é possível encontrar propostas de exploração de espaços não formais de aprendizagem no boxe Para você explorar, do Livro do Estudante, e em algumas atividades. Também são propostas sugestões nas seções Encaminhamento e +Atividades, do Livro do Professor.

Turma de estudantes visitando o Jardim Sensorial do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, no município do Rio de Janeiro (RJ), 2023. Jardins botânicos oferecem diferentes oportunidades para enriquecer o aprendizado dos estudantes.
2.2.9 USO PEDAGÓGICO DA TECNOLOGIA
O uso da tecnologia na educação tem se mostrado uma ferramenta significativa para ampliar as possibilidades de aprendizagem (Reis; Negrão, 2022). Por meio das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDICs), que incluem computadores, tablets e celulares, bem como programas, softwares e plataformas digitais, os estudantes têm acesso a conteúdos multimídia e a materiais interativos que enriquecem o processo de ensino-aprendizagem, tornando-o mais dinâmico.
No entanto, considerando os riscos decorrentes do uso excessivo da tecnologia (como distração, redução da concentração e impactos na saúde mental), torna-se fundamental conscientizar estudantes e famílias sobre o uso responsável dos recursos digitais. No ambiente escolar, é essencial que o uso da tecnologia na educação seja intencional e orientado pelo professor. Este deve verificar o melhor momento e a forma adequada para utilizar os dispositivos, respeitando a Lei no 15.100, de 2025, que restringe o uso de celulares durante aulas e intervalos, permitindo seu uso apenas para fins pedagógicos autorizados pelo professor ou em situações específicas, como no atendimento à acessibilidade ou em razão de condições de saúde.
Quando integrado de maneira adequada, o uso pedagógico da tecnologia contribui para a formação de cidadãos críticos, conscientes e preparados para o mundo. Com esse objetivo, nesta coleção, recomenda-se o uso de recursos tecnológicos sobretudo no boxe Para você explorar, do Livro do Estudante, e em Para o estudante, do Livro do Professor. No entanto, esses recursos devem ser utilizados sob a supervisão de um adulto da família ou do professor, e apenas em momentos adequados.
CHICO FERREIRA/PULSAR IMAGENS
2.3 VALORIZAÇÃO DE SABERES TRADICIONAIS
No ensino de Ciências, a valorização dos saberes tradicionais é fundamental para ampliar a compreensão sobre a relação entre o ser humano e a natureza, bem como para reconhecer a diversidade cultural existente no Brasil. Além do conhecimento científico, é importante considerar os saberes produzidos por comunidades tradicionais, que detêm experiências, práticas e interpretações do mundo natural construídas ao longo de gerações. Esses conhecimentos, transmitidos oralmente ou por meio de práticas cotidianas, revelam formas próprias de observar, interpretar e interagir com o ambiente.
O Decreto no 8.750, de 9 de maio de 2016, reconhece 29 comunidades tradicionais brasileiras, entre as quais estão os povos indígenas, quilombolas, caiçaras, pescadores artesanais, extrativistas e ribeirinhos. Cada uma dessas comunidades detém saberes próprios, intimamente ligados a seu modo de vida.
Conhecimentos tradicionais podem ser estudados por um campo multidisciplinar chamado Etnociência, que envolve a investigação da maneira como diferentes culturas compreendem a natureza e interagem com ela.
A ciência tem por objetivo estudar todos os fenômenos naturais e culturais, auxiliando o homem a compreender a realidade onde se insere. Do ponto de vista institucional, a ciência é uma organização coletiva constituída por objetos de pesquisa, interlocutores, campos e pesquisadores que exibem um sistema de crenças, saberes e práticas fortemente enraizados e influenciados pelos conhecimentos produzidos dentro da própria comunidade científica. [...]
A Etnociência posiciona-se como caminho alternativo à rigidez científica, sem menosprezar nenhuma das metodologias construídas pela ciência ocidental, mas utilizando-se delas como ferramentas para releituras que propiciem compreensão mais adequada e respeitosa da relação entre humanidade e natureza. [...]
WIECZORKOWKI, Juscinete Rosa Soares; PESOVENTO, Adriane; TÉCHIO, Kachia Hedeny. Etnociência: um breve levantamento da produção acadêmica de discentes indígenas do curso de educação intercultural. Revista Ciências & Ideias, v. 9, n. 3, p. 188-204, set./dez. 2018. Disponível em: https://revistascientificas.ifrj.edu.br/index. php/reci/article/view/948/620. Acesso em: 5 out. 2025.
Ao trazer a temática para a sala de aula, o professor de Ciências contribui para o reconhecimento e a valorização dos saberes tradicionais, promovendo o respeito à diversidade cultural e incentivando o diálogo entre o conhecimento científico e os saberes locais. Essa abordagem não apenas enriquece o aprendizado, como também promove o respeito às diferentes formas de compreender a natureza.
2.4 INCLUSÃO EM SALA DE AULA
Na busca pela superação das desigualdades de acesso e pela permanência dos estudantes com deficiência na escola, em consonância com a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei no 13.146, de 2015), é necessário estruturar ações pedagógicas e didáticas tomando como base a ideia de que todas as pessoas aprendem. Para isso, as escolas devem garantir em seus projetos pedagógicos as diretrizes para tais ações. Ao mesmo tempo, o professor deve lançar mão de ferramentas e conhecimentos para promover a inclusão e garantir a participação de todos os estudantes. Conhecer a cognição dos estudantes e seu comportamento é a base para elaborar estratégias de ensino-aprendizagem inclusivas. O entendimento de que os seres humanos são neurodiversos e aprendem de modos e em tempos diferentes amplia o desafio de ensinar. A educação inclusiva é destinada, em última instância, a garantir às pessoas com deficiência o direito de aprender, conviver e se desenvolver em ambiente escolar. O grupo atendido pela educação inclusiva é vasto e muito diverso, contemplando todos os estudantes com deficiências físicas e de neurodesenvolvimento e algumas síndromes.
Há um conjunto de estratégias pedagógicas que podem ser úteis aos professores no trabalho com a educação inclusiva. Elas variam em tipologia e nas formas de aplicação. Muitas podem ser úteis não só para os estudantes que necessitam desses recursos adaptativos e de acessibilidade, mas para todo o grupo-turma.
2.4.1 EDUCAÇÃO INCLUSIVA: ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS COLETIVAS
1. Para desenvolver habilidades gerais:
• elogiar, estimular e encorajar, atentando à autoestima dos estudantes;
• encorajar habilidades de autonomia e responsabilidade;
• verificar conteúdos, habilidades e conhecimentos adquiridos (sondagens são bem-vindas);
• estimular habilidades sociais;
• variar materiais e atividades para ensinar os mesmos conceitos e objetivos.
2. Para promover o desenvolvimento da organização:
• fornecer instruções diretas e precisas durante as aulas e as atividades;
• incentivar os estudantes a revisar as próprias produções, sempre que possível;
• reduzir o uso de distratores;
• propor o uso rotineiro de cronograma e de quadros de avisos;
• evitar instruções longas, fornecendo comandos breves e objetivos;
• dividir as tarefas complexas em etapas para evitar que os estudantes se percam entre elas, acompanhando o processo;
• monitorar o progresso dos estudantes e oferecer devolutivas frequentes;
• evitar o uso de ambiguidades, metáforas, ironias e outras subjetividades;
• certificar-se de que os estudantes estão atentos antes de passar a instrução – nem sempre haverá contato visual, mas garantir que a atenção exista é fundamental;
• ajudar na organização das tarefas, de modo que os estudantes saibam o que têm de fazer;
• oferecer poucos materiais para uso pessoal dos estudantes;
• apresentar o conteúdo em ordem crescente de complexidade;
• utilizar estratégias “passo a passo”;
• alternar as formas de registro a fim de compensar as dificuldades na escrita;
• inserir repetições e reforços extras sempre que necessário;
• escolher o nível adequado de apoio pedagógico quando algum estudante demandar um educador auxiliar e apoio de um colega, do professor ou de toda a turma;
• adequar contextos de aprendizagem, determinando quando o estudante acompanhará a turma inteira e quando estará em outras configurações, como grupos pequenos, em dupla ou em tutoria individualizada;
• usar fontes simples sobre fundo liso e em letras maiúsculas;
• reforçar instruções orais com apoio visual, acrescentando recursos visuais, como fotografias, ilustrações e esquemas para auxiliar no entendimento do conteúdo – a comunicação visual pode auxiliar na memorização;
• usar materiais concretos e práticos para superar dificuldades com a linguagem, os conceitos abstratos e as habilidades de resolução de problemas;
• usar linguagem simples e familiar.
3. Para desenvolver a leitura e a escrita:
• usar fontes de traços simples;
• empregar palavras simples e sentenças curtas;
• destacar informações em textos, por meio de grifos ou cores;
• criar atividades com apoio de recursos gráficos e visuais.
Outras estratégias, entretanto, são mais assertivas para grupos específicos, categorizadas segundo o tipo de deficiência ou especificidade dos estudantes.
2.4.2 EDUCAÇÃO INCLUSIVA: ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS ESPECÍFICAS
1. Para desenvolver habilidades gerais:
• investir nas qualidades e no potencial dos estudantes;
• informar-se sobre a condição dos estudantes, reduzindo estigmas, como a ideia de que são preguiçosos;
• fazer contato visual para que se mantenham atentos tanto quanto possível – há estudantes que não respondem a esse estímulo ou que se desregulam;
• envolver os estudantes na rotina da sala de aula, como a atuação em monitoria;
• avaliá-los com questões de múltipla escolha;
• evitar notas atribuídas por caligrafia e ortografia;
• combinar gestos discretos que servirão de alerta para uma possível mudança de comportamento;
• usar sequências de imagens, palavras e textos com espaços em branco ou lacunas a serem preenchidos pelos estudantes;
• utilizar recursos adicionais para auxiliar na escrita (diferentes tipos de lápis, linhas mais grossas, balões e caixas no papel para encorajar um tamanho consistente das letras, papéis com linhas, papéis quadriculados, quadros e painéis para escrita);
• oferecer métodos alternativos de memorização, como copiar, sublinhar ou contornar a resposta correta, copiar e colar imagens, copiar e colar sequências de cartões para formar frases, com ou sem imagens, e usar ferramentas digitais.
2. Para desenvolver a organização:
• aumentar o tempo em tarefas e avaliações;
• antecipar textos usados nas avaliações para estudo prévio;
• em avaliações, oferecer o recurso da leitura em voz alta;
• evitar que os estudantes se sentem próximo de portas e janelas;
• repetir instruções e pedir aos estudantes que as reproduzam;
• antecipar situações que saiam da rotina;
• adaptar procedimentos, atividades, trabalhos e instrumentos de avaliação quando necessário;
• promover rotinas e organização para dar segurança aos estudantes;
• respeitar o tempo e o ritmo dos estudantes na realização das tarefas, atividades e provas –pausas para descanso podem ajudá-los a se reorganizar;
• sempre que necessário, adaptar o material gráfico (exemplos: letras de tamanho maior, letra bastão, maior espaço para registro);
• utilizar recursos visuais como estratégias de ensino, atentando para o excesso de estímulos visuais no ambiente;
• solicitar a ajuda de um colega no lugar da ajuda de um adulto sempre que possível, preferencialmente que se comunique de igual para igual e não tenha excesso de cuidados;
• atentar para momentos com muitos estímulos sensoriais que podem desencadear comportamentos desorganizados e até crises hipersensoriais;
• escrever uma atividade por página nas fichas.
3. Para desenvolver a leitura e a escrita:
• usar fontes de traços simples e limpos;
• usar letras maiúsculas para facilitar a leitura;
• adaptar o tamanho do texto quando possível;
• reduzir a quantidade de material de leitura;
• intercalar textos curtos com perguntas;
• reduzir o tamanho das consignas e retirar distratores;
• incentivar a escrita sobre temas que façam parte da experiência e da compreensão pessoal dos estudantes;
• fazer uso produtivo dos interesses dos estudantes para chamar a atenção deles e engajá-los na proposta, ampliando o repertório de conhecimentos;
• usar programas de estudo ou conceitos básicos de anos anteriores.
4. Para desenvolver habilidades motoras e psicomotoras:
• observar se os estudantes executam movimentos como rolar, engatinhar, arrastar-se, saltar e correr e se conseguem permanecer sentados e andar com ou sem apoio. Criar atividades para que eles executem esses movimentos em circuitos;
• observar como são o passo e o pisar dos estudantes (equilíbrio, ritmo e possíveis estereotipias) e criar atividades para que eles melhorem o caminhar;
• em momentos expositivos, utilizar recursos visuais para que os estudantes acompanhem as explicações;
• elaborar estratégias para que os estudantes aprendam a respeitar regras, oferecendo uma instrução por vez;
• elaborar atividades em que os estudantes possam demonstrar aos colegas o que sabem fazer bem;
• realizar propostas para o desenvolvimento da coordenação motora (grossa e fina);
• corrigir o modo como os estudantes seguram os materiais por meio de exemplos, e não só de explicação;
• oferecer modelos para a realização das práticas esportivas, corporais e artísticas;
• antecipar as atividades da aula, explicando com exatidão o que deverão realizar;
• tornar os estudantes parceiros na aula, atribuindo-lhes alguma função;
• fazer dos estudantes protagonistas em alguns momentos – escolher os colegas para formar um grupo, sugerir um jogo ou atividade física/esportiva/corporal, criar e compartilhar uma regra em um jogo ou brincadeira;
• realizar atividades para que os estudantes percebam sua posição relativa no espaço (trabalhar com a lateralidade);
• oferecer outras opções de atividades em caso de resistência, recusa, cansaço ou desinteresse.
2.4.3 PARA SABER MAIS
• CUNHA, Eugênio. Práticas pedagógicas para inclusão e diversidade. 4. ed. Rio de Janeiro: WAK Editora, 2018.
A obra discute práticas pedagógicas voltadas para a valorização da diversidade e para a inclusão no ambiente escolar.
• DELIBERATO, Débora; GONÇALVES, Maria de Jesus; MANZINI, Eduardo José (org.). Formação colaborativa para profissionais da educação especial: tecnologia assistiva e comunicação alternativa na escola. Goiânia: Sobama, 2024.
A obra reúne pesquisas e práticas que promovem a formação de educadores no uso de tecnologia assistiva e comunicação alternativa, fortalecendo a inclusão escolar e a colaboração entre profissionais da educação e da saúde.
• INSTITUTO JÔ CLEMENTE. Guia da autodefensoria: vamos juntos que agora o papo é nosso! 2. ed. São Paulo: Instituto Jô Clemente, 2022.
Este guia apresenta, de forma acessível e ilustrada, o movimento de autodefensoria das pessoas com deficiência intelectual, incentivando a autonomia e o protagonismo na defesa de seus direitos.
• MASCARO, Cristina A. de C.; ESTEF, Suzani; BUROCK, Neuzilene (org.). Práticas pedagógicas sob a lente da acessibilidade: caminhos para equidade no ensino de estudantes com deficiência intelectual e ou necessidade educacional específica. São Carlos: Pedro & João Editores, 2025.
O texto aborda caminhos para tornar o ensino mais acessível e equitativo, especialmente para estudantes com deficiência intelectual ou necessidades educacionais específicas.
2.5 AVALIAÇÃO
O processo de construção do conhecimento é dinâmico e não linear. Assim, avaliar a aprendizagem implica avaliar também o ensino oferecido. É importante que toda a avaliação esteja relacionada aos objetivos propostos. Assim, os resultados de uma avaliação devem servir para reorientar a prática educacional, e nunca para estigmatizar os estudantes.
Para pensar a avaliação, cuja importância é decisiva no processo de ensino-aprendizagem, lançamos mão das reflexões de César Coll (1999). Para Coll, a avaliação pode ser definida como uma série de atuações que devem cumprir duas funções básicas:
• diagnosticar, ou seja, identificar o tipo de ajuda pedagógica que será oferecido aos estudantes e ajustá-lo progressivamente às características e às necessidades deles;
• controlar, ou seja, verificar se os objetivos foram ou não alcançados (ou até que ponto o foram).
Para diagnosticar e controlar o processo educativo, César Coll recomenda o uso de três tipos de avaliação:
Avaliação diagnóstica Avaliação formativa Avaliação somativa
O que avaliar? Os esquemas de conhecimento relevantes para o novo material ou situação de aprendizagem.
Quando avaliar?
Como avaliar?
No início de uma nova fase de aprendizagem.
Consulta e interpretação do histórico escolar do estudante. Registro e interpretação das respostas e dos comportamentos dos estudantes ante perguntas e situações relativas ao novo material de aprendizagem.
Os progressos, as dificuldades, os bloqueios etc. que marcam o processo de aprendizagem.
Durante o processo de aprendizagem.
Os tipos e graus de aprendizagem que estipulam os objetivos (finais, de nível ou didáticos) a propósito dos conteúdos selecionados.
Ao final de uma etapa de aprendizagem.
Observação sistemática e pautada do processo de aprendizagem. Registro das observações em planilhas de acompanhamento. Interpretação das observações. Observação, registro e interpretação das respostas a perguntas e dos comportamentos dos estudantes em situações que exigem a utilização dos conteúdos aprendidos.
Fonte: COLL, César. Psicologia e currículo. São Paulo: Ática, 1999. p. 151.
Por meio da avaliação diagnóstica, busca-se verificar os conhecimentos prévios dos estudantes e proporcionar a eles a oportunidade de tomar consciência de suas limitações (imprecisões e contradições dos seus esquemas de conhecimento) e da necessidade de superá-las. A seção O que sabemos?, do Livro do Estudante, apresenta subsídios para esse tipo de avaliação no início do ano letivo.
A avaliação formativa é empregada para avaliar o processo de aprendizagem, podendo ser feita por meio da observação sistemática dos estudantes. A seção Retomando, do Livro do Estudante, apresenta subsídios para esse tipo de avaliação ao fim das unidades. Ao longo deste Livro do Professor, as sugestões do boxe +Atividades também podem servir ao propósito da avaliação formativa.
A avaliação somativa é utilizada para medir os resultados da aprendizagem dos estudantes confrontando-os com os objetivos que estão na origem da intervenção pedagógica, a fim de verificar se estes foram ou não alcançados ou até que ponto o foram. Ao final do Livro do Estudante, há a seção O que aprendemos, com atividades que contribuem para essa avaliação.
Note-se que os três tipos de avaliação estão interligados e são complementares, podendo se desdobrar em processos com diferentes propostas. Nesta obra, há atividades variadas, que podem servir a esses propósitos avaliativos. Por meio dessas propostas avaliativas, o professor colhe elementos para planejar, o estudante toma consciência de suas conquistas, dificuldades e possibilidades, e a escola identifica os aspectos das ações educacionais que necessitam de mais apoio.
A avaliação, portanto, deve visar ao processo educativo como um todo, e não ao êxito ou ao fracasso dos estudantes.
2.5.1 ORIENTAÇÕES PARA AVALIAÇÃO
Recomendamos que se empreguem na avaliação:
a) Observação sistemática – a fim de trabalhar as atitudes dos estudantes. Para isso, pode-se utilizar o diário de classe ou instrumento semelhante para fazer anotações. Exemplo: foi solicitado aos estudantes que trouxessem material sobre a questão do meio ambiente, e
um estudante, cujo rendimento na prova escrita não havia sido satisfatório, teve expressiva participação na execução dessa tarefa. Isso deverá ser levado em consideração na avaliação daquele bimestre. A observação sistemática será fundamental, por exemplo, nas atividades distribuídas ao longo dos capítulos nas seções Você cidadão! e Você cientista!, por exigirem espírito associativo e realização de produções variadas.
b) Análise das produções dos estudantes – para estimular a competência dos estudantes na produção, na leitura e na interpretação de textos e imagens. Sugerimos levar em conta toda a produção, e não apenas o resultado de uma prova, e avaliar o desempenho em todos os trabalhos (pesquisa, relatório, história em quadrinhos, releitura de obras clássicas, prova etc.). Note-se que, para o estudante escrever ou desenhar bem, é necessário que ele desenvolva o hábito.
c) Atividades específicas – para estimular, sobretudo, a objetividade dos estudantes ao responder a um questionário ou ao expor um tema. Espera-se que eles sejam capazes de identificar e apresentar o cerne da resposta, distinguindo as informações essenciais de complementos ou detalhes secundários.
d) Autoavaliação – para ajudar o estudante a ganhar autonomia e a desenvolver a autocrítica. Os estudantes avaliam suas produções e a recepção de seus trabalhos pelos colegas, bem como a comunicação de seus argumentos e os resultados das atividades.
2.5.2 ESTRATÉGIAS DE AVALIAÇÃO
A seguir, são apresentadas diferentes estratégias de avaliação que podem ser adaptadas à sua realidade escolar e às necessidades dos estudantes.
a) Portfólio
É uma mostra de exemplos de produções dos estudantes em determinado intervalo de tempo. Pode ser entendida como uma coletânea de trabalhos (produção escrita, oral, visual, apresentação em slides, quadrinhos ou outros suportes) que contribuem para o desenvolvimento de habilidades, atitudes e conhecimentos. O texto a seguir é de Carolina de Castro Nadaf Leal, doutora em Educação e psicopedagoga.
Avaliar por portfólio nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Sousa C. (1994, p. 89) ressalta que “a avaliação deve ser utilizada com o apoio de múltiplos instrumentos de coleta de informações”. É nesse contexto que se inclui o portfólio como instrumento capaz de superar uma avaliação excludente, classificatória e seletiva, permitindo ao aluno e professor se apropriarem de uma avaliação formativa, com vistas a orientar e organizar o processo de ensino-aprendizagem. [...]
Crockett (1998) conceitua portfólio como uma amostra de exemplos, documentos, gravações ou produções que evidenciam habilidades, atitudes e/ou conhecimentos e aquisições obtidas pelo estudante durante um espaço de tempo. Harp e Huinsker (1997, p. 224), com ideia semelhante, caracterizam o portfólio como “uma coletânea de trabalhos, que demonstram o crescimento, as crenças, as atitudes e o processo de aprendizagem de um aluno”. Sendo assim, um portfólio deve incluir, entre outros itens, planos e reflexões sobre os temas importantes tratados em sala de aula, estudos de caso pertinentes aos conteúdos em evidência, relatórios, sínteses de discussões, produções escritas ou gravadas, que devem ser a base para a avaliação contínua e evolutiva do progresso dos alunos em relação ao aprendizado. Portfólio, de acordo com Shores e Grace (2001, p. 43), é “uma coleção de itens que revela, conforme o tempo passa, os diferentes aspectos do crescimento e do desenvolvimento de cada criança”.
De acordo com elas, dois portfólios nunca podem ser iguais, porque os alunos são diferentes e suas atividades também devem ser diferentes. Acrescentam ainda que uma avaliação realizada por meio de portfólio encoraja a reflexão e a comunicação de todos os envolvidos no processo educativo: professores, alunos, famílias e outros. Ao individualizar as experiências da aprendizagem, o portfólio permite que cada criança possa crescer no seu
próprio potencial máximo; possibilita a cada professor determinar o seu próprio ritmo, encorajando seu desenvolvimento profissional; e acompanha o trabalho da criança através de diferentes domínios das aprendizagens.
Para Rangel (2003, p. 152) a implementação do uso do portfólio “é uma ruptura do modelo técnico e quantitativo de avaliação para um processo multidimensional, solidário e coletivo de ensino/aprendizagem”.
É, portanto, uma proposta que convida o aluno a retomar suas produções, analisá-las, para em seguida assumir um compromisso com o aprender. Em consonância com a tendência atual da educação, a avaliação da aprendizagem por portfólio permite que os professores tenham clareza do que os alunos realmente aprenderam e que os alunos tenham uma referência do que necessitam aprender. É um instrumento de avaliação capaz de organizar o processo de ensino-aprendizagem.
LEAL, Carolina de Castro Nadaf. Avaliar por portfólio nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. In: COLÓQUIO INTERNACIONAL EDUCAÇÃO, CIDADANIA E EXCLUSÃO – DIDÁTICA E AVALIAÇÃO, 4., 2015, Rio de Janeiro. Anais [...]. Rio de Janeiro: [s. n.], 2015. Disponível em: https://editorarealize.com.br/editora/anais/ ceduce/2015/TRABALHO_EV047_MD1_SA4_ID1816_06062015204218.pdf. Acesso em: 5 out. 2025.
b) Seminário
O seminário é um gênero oral empregado com objetivo de expor conhecimentos sobre determinado assunto e que ajuda no desenvolvimento da competência discursiva. Em um seminário, os estudantes, com orientação do professor, investigam um tema e o expõem oralmente (Bezerra, 2003).
O texto a seguir oferece subsídios teóricos sobre o gênero seminário, a fim de orientar sua aplicação em sala de aula. Ressalta-se que, considerando a faixa etária dos estudantes dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, bem como as características da realidade escolar, é possível realizar adaptações em sua estrutura.
[...]
Sobre a arquitetura interna do gênero, Chaves (2008) aponta, ao seguir o modelo de análise de gêneros orais de Dolz (1998/2004), que o seminário é dividido em três momentos: a) etapa pré-expositiva – momento em que os alunos buscam informações, estudam o conteúdo temático, organizam um roteiro da apresentação, isto é, preparam-se para serem especialistas no assunto; b) etapa expositiva – momento em que o seminário se concretiza em sala de aula; c) etapa pós-expositiva – momento em que os alunos interagem com o professor e a plateia.
A etapa expositiva subdivide-se, conforme Chaves (2008), em oito etapas, que apresentamos na Tabela [...]. Antes disso, é importante destacar que, pautados em Bakhtin (2003), compreendemos que essas etapas formam a construção composicional do gênero por se tratar da organização estrutural e discursiva do conteúdo temático.
Tabela [...]: A construção composicional do seminário
Etapas
Abertura
Tomada da palavra
Introdução ao tema
Apresentação do plano de exposição
Desenvolvimento do tema
Recapitulação e síntese
Conclusão
Encerramento
Descrição das atividades a se desenvolver
Momento em que o professor introduz o aluno (ou grupo) apresentando-o para a sala. Esse momento é onde o emissor ou expositor assume o papel social de especialista no assunto.
O aluno cumprimenta a plateia, apresentando-se e assumindo seu lugar como expositor.
O expositor informa à plateia qual o tema do seu seminário, justificando sua importância, para assim despertar interesse dos receptores.
Apresenta o roteiro da apresentação.
O aluno desenvolve o tema seguindo o roteiro.
Relembra a plateia, de maneira concisa, dos principais pontos abordados sobre o tema durante a apresentação.
Momento de encerramento da exposição. Apresentam-se as conclusões sobre o assunto, dando o parecer de um especialista no tema ou deixando o assunto em aberto para debater com a plateia e o professor.
Momento de agradecer à plateia, informar o término da apresentação e se colocar à disposição para responder perguntas e sanar dúvidas sobre algum ponto da exposição.
MENDONÇA, Felipe da Silva; STRIQUER, Marilúcia dos Santos Domingos. O gênero discursivo/textual seminário no livro didático de Língua Portuguesa. Criar Educação, Criciúma, v. 9, n. 1, p. 40-55, jan./jul. 2020. Disponível em: https://periodicos.unesc.net/ojs/index.php/criaredu/article/view/4299/5319. Acesso em: 5 out. 2025.
c) Sarau
No século XIX, os saraus eram eventos que ocorriam no entardecer, promovidos pela nobreza. Atualmente, são eventos populares nas periferias das cidades brasileiras em que os habitantes desses locais contam suas histórias e vivências. O texto a seguir é da professora Mara Mansani. Em 2014, ela recebeu o Prêmio Educador Nota 10, da Fundação Victor Civita, na área de alfabetização.
[...]
Como organizar um sarau
O primeiro passo é apresentá-lo para os alunos. Explique o que é, como pode ser feito, apresente algumas experiências em vídeo e conversem sobre as impressões. Depois, faça um convite para que façam um sarau.
Coletivamente, definam quais serão as apresentações, o local e a duração. Também combinem como irá funcionar, se haverá convidados, quando serão os ensaios e tudo que for necessário para se preparar para o grande dia. [...]
Em sala de aula, mesmo quando as crianças não leem e escrevem convencionalmente, pode começar propondo que apresentem textos que sabem de memória, tradicionais da cultura oral, como parlendas, trava-línguas, versinhos, poemas, entre outros.
Para as próximas vezes que levar a proposta, pode ampliar as possibilidades e explorar diferentes manifestações artísticas de diferentes culturas, como uma dança, uma declamação, uma performance teatral, entre outras. O sarau também pode ser temático. Já pensou que incrível pode ser a experiência de um sarau que explore a arte e cultura africana?
Esse evento pode acontecer só com sua turma, com todos os alunos do ciclo de alfabetização, com toda a escola ou com a participação das famílias. Não há um único formato para o sarau. O que não podemos perder de vista é o caráter democrático da expressão popular de todos e para todos.
MANSANI, Mara. Como organizar saraus na alfabetização. Nova Escola, 4 jul. 2022. Disponível em: https:// novaescola.org.br/conteudo/21288/como-organizar-saraus-na-alfabetizacao. Acesso em: 2 out. 2025.
d) Roda de conversa
Um recurso bastante comum no ensino escolar nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental é a roda de conversa. O texto a seguir trata da importância dessa prática no desenvolvimento cognitivo, ético e socioemocional dos estudantes.
A roda de conversa se configura como um dispositivo metodológico que vai além de uma simples atividade de fala. Trata-se de um espaço de construção de sentido, onde a escuta atenta e o respeito à diversidade de opiniões favorecem o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, o fortalecimento dos vínculos interpessoais e a reflexão crítica sobre os mais diversos temas. Essa prática tem sido amplamente utilizada em diversas etapas da educação básica, sobretudo na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental [...].
[...] A importância dessa metodologia também é reconhecida nas diretrizes educacionais brasileiras. Os documentos curriculares, como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), ressaltam a necessidade de formar cidadãos críticos, autônomos, empáticos e capazes de se comunicar de forma assertiva e respeitosa. Tais competências são diretamente promovidas pela roda de conversa, que oferece aos estudantes oportunidades reais de expressar suas ideias, argumentar, escutar os colegas e elaborar soluções coletivas para problemas comuns. Além disso, a prática dialogada contribui para o desenvolvimento de competências linguísticas, ampliando o vocabulário, a fluência verbal e a capacidade de organizar e defender um ponto de vista.
Outro aspecto relevante da roda de conversa é sua contribuição para o clima escolar e para a cultura de paz. Ao permitir que os conflitos sejam abordados de forma aberta, respeitosa e construtiva, essa metodologia ajuda a prevenir situações de violência, bullying e discriminação. A escuta ativa e o reconhecimento das emoções e necessidades do outro criam um ambiente de empatia, solidariedade e cooperação. A roda torna-se, assim, um instrumento potente para a promoção de relações saudáveis, para o fortalecimento do senso de pertencimento e para a valorização da diversidade no espaço escolar.
[...] A roda de conversa, como estratégia pedagógica, emerge em um cenário educacional que demanda práticas mais dialógicas, humanizadoras e centradas no estudante. Em um sistema historicamente marcado por modelos de ensino expositivos e verticais, a roda de conversa apresenta-se como uma ruptura epistemológica e metodológica. Ela valoriza o diálogo como instrumento de aprendizagem e promove a participação ativa dos estudantes no processo educativo, oferecendo um espaço seguro para a expressão de ideias, sentimentos, dúvidas e conhecimentos. Esse espaço, quando bem conduzido, é capaz de fomentar o pensamento crítico, a empatia e a construção coletiva do saber, aspectos essenciais para uma formação cidadã e integral. [...]
MANTOVANI, Girlene Nascimento da Silva. Roda de conversa. Revista Primeira Evolução, São Paulo, ano VI, n. 59, p. 99-106, jun. 2025. Disponível em: https://primeiraevolucao.com.br/index.php/R1E/article/ download/725/753. Acesso em: 5 out. 2025.
e) Personalização de atividades
O texto a seguir é da pesquisadora Lilian Bacich, doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela Universidade de São Paulo. Nele, são apresentadas algumas reflexões sobre a prática da personalização e seu papel de incentivo ao protagonismo dos estudantes.
[...] O que estamos considerando ao falar em personalização? Qual é, efetivamente, o papel dos estudantes e dos educadores? Como os recursos digitais podem ser aliados nessa abordagem?
[...] A proposta está centrada no desenho do percurso educacional de acordo com um contexto que faça sentido aos alunos, por meio da oferta de experiências de aprendizagem que estejam alinhadas às necessidades possíveis de serem contempladas dentro de um campo de experiência indicado para a faixa etária e que, de alguma forma, favoreçam o protagonismo e o desenvolvimento da autonomia. Personalização está relacionada, neste aspecto, à identificação das reais necessidades de aprendizagem dos estudantes, individual e coletivamente, e das intervenções que o educador irá realizar no sentido de possibilitar que seus alunos aprendam mais e melhor. [...]
Desenhar experiências de aprendizagem transforma o papel do professor, que deixa de ser alguém que transmite conteúdos e verifica se eles foram apreendidos, para um designer de percursos educacionais. Para desenhar esses percursos, é importante que o educador tenha dados em mãos, dados que são obtidos por meio de uma avaliação formativa, digital ou não, e que podem incluir as plataformas adaptativas, questionários on-line, além da observação, discussão, interação “olho no olho”. Diversas pesquisas [...] têm enfatizado esse olhar para a personalização em que os estudantes podem ser estimulados a entrar em contato com diferentes experiências de aprendizagem, aquelas de que necessitam, porque têm dificuldade, e aquelas que podem oferecer oportunidade de irem além, pois não estão relacionadas às suas dificuldades, mas às suas facilidades. Essas experiências podem envolver diferentes elementos, digitais ou não, que favoreçam a comunicação, a colaboração, a resolução de problemas, pensamento crítico.
A personalização ocorre quando, ao entrar em contato com diferentes experiências, desenhadas de acordo com as necessidades identificadas em toda a turma, os estudantes são envolvidos em propostas que fazem sentido para eles. Além disso, constroem conhecimentos coletivamente, ao interagirem com seus pares. O professor, nesse momento, não está mais na frente da turma, mas ao lado de grupos de alunos, ou acompanhando uma das experiências que considera mais desafiadora, por exemplo. [...]
[...]
Dessa forma, considerar a personalização no planejamento de aulas inovadoras ao possibilitar o protagonismo e o desenvolvimento da autonomia nas instituições de ensino é uma possibilidade de alcançar o potencial transformador das práticas educativas e fortalecer ainda mais a adoção de metodologias ativas na educação.
BACICH, Lilian. Personalização na prática: algumas reflexões. Inovação na Educação, 5 jan. 2019. Disponível em: https://lilianbacich.com/2019/01/05/personalizacao-na-pratica-algumas-reflexoes/. Acesso em: 5 out. 2025.
2.6 PLANEJAMENTO
O planejamento pedagógico é um componente essencial da prática docente, pois nele o professor organiza e orienta suas ações com base em intencionalidades educativas bem definidas. Mais do que cumprir cronogramas ou executar conteúdos preestabelecidos, planejar significa atuar com base em fundamentos teóricos, prevendo as ações pedagógicas que favoreçam a apropriação crítica e significativa do conhecimento pelos estudantes (Giordan; Guimarães, 2012).
O planejamento pedagógico tem como funções principais garantir a coerência entre ensino, aprendizagem e avaliação, adaptar os conteúdos às características da turma e antecipar possíveis dificuldades, propondo estratégias para superá-las. Trata-se de um processo reflexivo, flexível e contínuo, que deve ser constantemente ajustado com base nas observações em sala de aula, nas necessidades dos estudantes e nas dinâmicas do contexto escolar.
Apesar de sua dinamicidade, é possível propor matrizes de planejamento – tanto de rotina quanto de sequência didática – para organizar de forma prática e sistemática as atividades, os recursos e os objetivos de cada aula ou período de ensino, ampliando a eficiência no trabalho docente.
2.6.1 MATRIZ DE PLANEJAMENTO DE ROTINA
A seguir, é apresentada uma sugestão de matriz de planejamento de rotina. Esse é um recurso importante para a organização da aula, pois estabelece uma rotina previsível, otimiza o tempo e os recursos, além de facilitar o atendimento de estudantes com diferentes ritmos de aprendizagem. Cabe destacar o fato de que se trata de uma sugestão, a ser adaptada de acordo com a realidade de cada escola e turma.
Acolhida
Ativação de saberes
Desenvolvimento de conteúdo
Prática
Socialização
Variável
Variável
Variável
Variável
Recepção dos estudantes
Correção de tarefa, revisão de conteúdo etc.
Apresentação e discussão do conteúdo
Realização de atividades ou seções
Variável
Encaminhamento
Variável
Correção das atividades e compartilhamento dos resultados
Retrospectiva da aula e revisão de estudo
Criar um ambiente acolhedor
Identificar conhecimentos prévios e defasagens
Introduzir ou ampliar o estudo de conceitos
Desenvolver habilidades e competências
Estimular a reflexão e a troca de ideias
Avaliar se os objetivos da aula foram alcançados
Roda de conversa, música etc.
Avaliação diagnóstica, jogos etc.
Lousa, atividades dinâmicas, vídeos etc.
Atividades individuais ou em grupo, jogos, brincadeiras etc.
Lousa, roda de conversa, correção cruzada etc.
Avaliação formativa ou de resultado, questionário, debate etc.
2.6.2 MATRIZ DE PLANEJAMENTO DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA
Com o planejamento detalhado de uma sequência didática, busca-se garantir a coerência no processo de ensino-aprendizagem e a efetividade dos objetivos definidos. Além disso, recomenda-se assegurar-se de que os estudantes sejam os protagonistas da ação.
A seguir, é apresentada uma sugestão de matriz de planejamento de sequência didática, que deve ser adaptada de acordo com cada turma e o conteúdo a ser desenvolvido.
Etapa
Definições preliminares
Objetivo
Escolher o tema e os objetivos
Seleção e organização dos conteúdos
Definir os conteúdos abordados
Recursos didáticos
Elencar os recursos didáticos a serem utilizados
Cronograma
Planejamento das aulas
Estabelecer um cronograma
Definir o que será realizado em cada aula
Execução e monitoramento
Assegurar o alinhamento ao tema e aos objetivos definidos
Descrição
Definir um tema central e detalhar os objetivos que devem ser atingidos, indicando as competências e as habilidades da BNCC a serem desenvolvidas
Delimitar os conteúdos, indicando os capítulos do Livro do Estudante e outros materiais a serem estudados
Listar e providenciar os recursos didáticos necessários em cada etapa, como materiais manipuláveis, instrumentos, jogos
Detalhar o cronograma de acordo com cada etapa a ser realizada, incluindo a quantidade de aulas necessária
Descrever de maneira detalhada o trabalho previsto em cada aula, incluindo atividades e outras práticas dos estudantes
No desenvolvimento das aulas, fazer os ajustes necessários ao ritmo da turma e realizar os registros sobre a participação individual e coletiva dos estudantes
Socialização e avaliação
Verificar se os objetivos definidos foram atingidos
Avaliar a realização da sequência didática, a participação dos estudantes e o desenvolvimento da aprendizagem
DISTRIBUIÇÃO DOS CONTEÚDOS, COMPETÊNCIAS E HABILIDADES
3. AS SEÇÕES E OS BOXES DO LIVRO
A coleção é composta de três volumes. Cada volume está organizado em quatro unidades, que abrigam três capítulos cada, cujos conteúdos são enriquecidos com diversos recursos gráficos e visuais, além de seções e boxes complementares e atividades.
As seções e os boxes que compõem cada volume estão listados a seguir.
O QUE SABEMOS?
As atividades da seção visam contribuir para a avaliação diagnóstica. De modo geral, nelas são retomados conteúdos trabalhados no ano anterior, estabelecendo conexões com os que serão estudados ao longo deste volume.
ABERTURA
DA UNIDADE
A página dupla de abertura é constituída de fotografias, ilustrações ou fotomontagens, acompanhadas de um texto introdutório e de questões orais que oferecem aos estudantes a oportunidade de expor seus conhecimentos prévios sobre o tema. Busca-se com esse conteúdo despertar o interesse deles e motivá-los para o estudo da unidade. As respostas iniciais dadas podem ser retomadas pelo professor ao fim da unidade e utilizadas para refletir, em conjunto com a turma, sobre os aprendizados construídos.
ABERTURA DO CAPÍTULO
Os capítulos iniciam-se com imagens e textos de diferentes gêneros, acompanhados de atividades, que proporcionam uma breve contextualização de alguns dos assuntos que serão abordados. As atividades também possibilitam o levantamento dos conhecimentos prévios dos estudantes sobre o conteúdo do capítulo.
DIALOGANDO
Este boxe é formado por um questionamento para incentivar a participação oral da turma no estudo da unidade. Com esse questionamento, espera-se que os estudantes analisem alguma temática que se relaciona ao conteúdo estudado ou que reflitam sobre ela, por vezes aproximando-a de seu cotidiano e de suas experiências pessoais.
GLOSSÁRIO
Este boxe apresenta o significado de palavras do texto que possam ser desconhecidas dos estudantes.
PARA VOCÊ EXPLORAR
Este boxe reúne sugestões de espaços não formais de aprendizagem, como visitas a museus e observatórios. Nele também são indicados livros, filmes, textos complementares, simuladores e vídeos, com o objetivo de expandir o conhecimento construído em sala de aula por meio do uso de Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TIDCs), sempre com orientações de acompanhamento para uso seguro e responsável.
VOCÊ CIENTISTA!
Nesta seção, propõe-se a execução de atividades práticas com uso de materiais de fácil acesso. Ela se inicia com questionamentos orais que direcionam o assunto da prática, podendo levar os estudantes, com base em observações ou ideias iniciais, a levantar hipóteses. Na sequência, tem-se a descrição dos materiais necessários (Do que eu preciso) e dos procedimentos a serem realizados
(Como fazer). Ao final da seção (Vamos conversar?), há questionamentos sobre os resultados observados, podendo ser proposto o confronto das hipóteses levantadas no início da atividade com esses resultados.
ATIVIDADES
Esta seção é constituída por atividades diversas, em que se utilizam diferentes recursos, como charges, tirinhas, fotografias, ilustrações, reportagens e poemas. Elas foram elaboradas para atender a diferentes finalidades, que incluem, além da consolidação do aprendizado, o desenvolvimento de competências e a mobilização de habilidades da BNCC, assim como o exercício das competências de leitura, escrita e oralidade.
Ademais, esta seção pode auxiliar os professores a avaliar o aprendizado dos estudantes.
VOCÊ LEITOR!
Esta seção tem como finalidade ampliar a competência leitora dos estudantes por meio do contato com diferentes gêneros textuais e imagéticos. Os recursos apresentados favorecem a interpretação, a análise crítica e a construção de sentidos em diálogo com os conteúdos de Ciências, enriquecendo a compreensão e possibilitando conexões com temas científicos que complementam e aprofundam o estudo da unidade.
VOCÊ ESCRITOR!
Pretende-se com esta seção desenvolver a competência escritora dos estudantes por meio de atividades que os incentivam a produzir textos de gêneros variados relacionados aos temas da unidade. A proposta é estimular a escrita como forma de organizar ideias, argumentar e expressar conhecimentos, levando os estudantes a conectar os conteúdos de Ciências à prática da escrita e a fortalecer sua compreensão e sua participação ativa no processo de aprendizagem.
VOCÊ CIDADÃO!
Por meio desta seção, os estudantes são incentivados a conhecer seu entorno, sua comunidade, seu município e seu país, e a refletir sobre melhorias para esses espaços. Ao mesmo tempo, promove-se a articulação dos conteúdos de Ciências com os TCTs, favorecendo a formação crítica e preparando os estudantes gradualmente para o exercício da cidadania.
DIALOGANDO COM
Esta seção tem como finalidade integrar os conteúdos de Ciências da Natureza com outros componentes curriculares, como os de Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia e Arte. Ao relacionar saberes, conceitos e práticas de diferentes componentes, as atividades favorecem um aprendizado mais significativo, interdisciplinar e conectado também aos TCTs.
ORGANIZANDO IDEIAS
A seção, por meio de um esquema, apresenta a relação entre os principais conceitos da unidade, favorecendo o estabelecimento de conexões entre eles, o que contribui para a organização do conhecimento. A seção pode ser utilizada como ferramenta de avaliação somativa.
RETOMANDO
A seção oferece atividades para revisão dos temas da unidade. Elas dão subsídios para a avaliação formativa e para o monitoramento da aprendizagem.
O QUE APRENDEMOS
Ao fim do ano letivo, as atividades desta seção encerram o livro e oferecem subsídios para a avaliação somativa dos conteúdos estudados.
4. MATRIZ ARTICULADORA DESTE VOLUME
Competências e Temas
Conceitos
• Distribuição da água no planeta Terra
• Água salgada
• Água doce
• Ciclo da água
• Usos da água pela sociedade humana (agricultura, pecuária, indústria, geração de energia elétrica e consumo humano)
• Transpiração das plantas
• Rios voadores
• Cobertura vegetal e sua importância ambiental (manutenção do clima, conservação do solo e proteção de corpos de água)
Contemporâneos Transversais
Competências gerais:
• 2, 4, 7, 8, 10
Competências específicas de Ciências da Natureza para o Ensino Fundamental:
• 2, 5, 6, 7, 8 Temas
Contemporâneos Transversais:
• Educação ambiental
• Educação para o consumo
• Saúde
Objetos de conhecimento
• Ciclo hidrológico
• Consumo consciente
• Propriedades físicas dos materiais (densidade, massa, volume, solubilidade, dureza, magnetismo, elasticidade, condutividade térmica e condutividade elétrica)
• Exemplos de materiais condutores e isolantes térmicos
• Exemplos de materiais condutores e isolantes elétricos
• Circuito elétrico
• Recursos naturais renováveis (água, Sol, ventos e biomassa)
• Recursos naturais não renováveis (petróleo, gás natural, carvão mineral e minérios)
• Atitudes sustentáveis no cotidiano
• 5 Rs
Competências gerais:
• 2, 3, 5, 7, 8, 9, 10 Competências específicas de Ciências da Natureza para o Ensino Fundamental:
• 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 Temas
Contemporâneos
Transversais:
• Ciência e tecnologia
• Educação ambiental
• Educação para o consumo
• Saúde
• Trabalho
• Propriedades físicas dos materiais
• Consumo consciente
• Reciclagem
Habilidades
(EF05CI02) Aplicar os conhecimentos sobre as mudanças de estado físico da água para explicar o ciclo hidrológico e analisar suas implicações na agricultura, no clima, na geração de energia elétrica, no provimento de água potável e no equilíbrio dos ecossistemas regionais (ou locais).
(EF05CI03) Selecionar argumentos que justifiquem a importância da cobertura vegetal para a manutenção do ciclo da água, a conservação dos solos, dos cursos de água e da qualidade do ar atmosférico.
(EF05CI04) Identificar os principais usos da água e de outros materiais nas atividades cotidianas para discutir e propor formas sustentáveis de utilização desses recursos.
(EF05CI01) Explorar fenômenos da vida cotidiana que evidenciem propriedades físicas dos materiais – como densidade, condutibilidade térmica e elétrica, respostas a forças magnéticas, solubilidade, respostas a forças mecânicas (dureza, elasticidade etc.), entre outras.
(EF05CI04) Identificar os principais usos da água e de outros materiais nas atividades cotidianas para discutir e propor formas sustentáveis de utilização desses recursos.
(EF05CI05) Construir propostas coletivas para um consumo mais consciente e criar soluções tecnológicas para o descarte adequado e a reutilização ou reciclagem de materiais consumidos na escola e/ou na vida cotidiana.
• Nutrientes (carboidratos, proteínas, lipídios, sais minerais e vitaminas)
• Fibras alimentares
• Classificação dos alimentos quanto ao grau de processamento (naturais, minimamente processados, processados e ultraprocessados)
• Alimentação equilibrada
• Obesidade
• Subnutrição
• Sistema digestório (componentes e funções)
• Digestão dos alimentos
• Sistema respiratório (componentes e funções)
• Movimentos respiratórios (inspiração e expiração)
• Nutrição do organismo
• Sistema cardiovascular (componentes e funções)
• Sistema urinário (componentes e funções)
Contemporâneos Transversais
Competências gerais:
• 2, 3, 4, 6, 8, 10
Competências específicas de Ciências da Natureza para o Ensino Fundamental:
• 2, 6, 7, 8
Temas
Contemporâneos
Transversais:
• Educação alimentar e nutricional
• Educação para o consumo
• Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras
• Saúde
• Trabalho
• Vida familiar e social
Objetos de conhecimento Habilidades
• Nutrição do organismo
• Hábitos alimentares
• Integração entre os sistemas digestório, respiratório e circulatório
(EF05CI06) Selecionar argumentos que justifiquem por que os sistemas digestório e respiratório são considerados corresponsáveis pelo processo de nutrição do organismo, com base na identificação das funções desses sistemas.
(EF05CI07) Justificar a relação entre o funcionamento do sistema circulatório, a distribuição dos nutrientes pelo organismo e a eliminação dos resíduos produzidos.
(EF05CI08) Organizar um cardápio equilibrado com base nas características dos grupos alimentares (nutrientes e calorias) e nas necessidades individuais (atividades realizadas, idade, sexo etc.) para a manutenção da saúde do organismo.
(EF05CI09) Discutir a ocorrência de distúrbios nutricionais (como obesidade, subnutrição etc.) entre crianças e jovens a partir da análise de seus hábitos (tipos e quantidade de alimento ingerido, prática de atividade física etc.).
• Universo
• Galáxias
• Sistema Solar
• Instrumentos de observação a distância (telescópios espaciais, telescópios terrestres e lunetas) e usos sociais
• Instrumentos de observação ampliada (microscópios) e usos sociais
• Instrumentos de registro de imagem (câmeras fotográficas) e usos sociais
• Constelações
• Rotação da Terra
• Translação da Terra
• Movimento aparente dos astros e sua relação com os movimentos da Terra
• Fases da Lua
Competências gerais:
• 1, 2, 3, 4, 5, 10 Competências específicas de Ciências da Natureza para o Ensino Fundamental:
• 1, 2, 4, 6, 8 Temas
Contemporâneos Transversais:
• Ciência e tecnologia
• Educação ambiental
• Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras
• Saúde
• Trabalho
• Constelações e mapas celestes
• Movimento de rotação da Terra
• Periodicidade das fases da Lua
• Instrumentos óticos
(EF05CI10) Identificar algumas constelações no céu, com o apoio de recursos (como mapas celestes e aplicativos digitais, entre outros), e os períodos do ano em que elas são visíveis no início da noite.
(EF05CI11) Associar o movimento diário do Sol e das demais estrelas no céu ao movimento de rotação da Terra.
(EF05CI12) Concluir sobre a periodicidade das fases da Lua, com base na observação e no registro das formas aparentes da Lua no céu ao longo de, pelo menos, dois meses.
(EF05CI13) Projetar e construir dispositivos para observação à distância (luneta, periscópio etc.), para observação ampliada de objetos (lupas, microscópios) ou para registro de imagens (máquinas fotográficas) e discutir usos sociais desses dispositivos.
5. SUBSÍDIOS PARA O PLANEJAMENTO (BIMESTRAL,
TRIMESTRAL E SEMESTRAL)
Os quadros a seguir podem subsidiar o seu planejamento, a depender do cronograma da escola, por meio de uma sugestão de organização dos conteúdos em propostas bimestrais, trimestrais e semestrais a serem desenvolvidas no ano letivo. Para a produção destas sugestões de planejamento, foi considerado o ano letivo com 40 semanas e duas aulas semanais de Ciências da Natureza.
B – Bimestre T – Trimestre S – Semestre
CONTEÚDOS
Avaliação diagnóstica: O que sabemos?
e 9
Abertura da unidade 1 – Água, ambiente e sociedade 10 e 11 1
Abertura do capítulo 1 – Água no ambiente
físicos da água
Ciclo da água
a 18 3
Você cientista! Representando o ciclo da água 19 e 20 4
Abertura do capítulo 2 – Usos da água 21 5
Água na agricultura, na pecuária e na indústria 22 5
Você cidadão! O desperdício de alimentos e a água 23 5
Dialogando com Matemática e Geografia 24 a 26 5 e 6
Água na geração de energia elétrica 27 6
Água para consumo humano 28 a 30 6
Abertura do capítulo 3 – A água, as plantas e o ambiente 31 7
Você escritor! 31 7
As plantas e o ciclo da água 32 a 34 7
Você escritor! 34 8
A importância da cobertura vegetal 35 a 37 8
Você cientista! Cobertura vegetal e erosão 38 e 39 9
Você cidadão! Reflorestamento 40 e 41 9
Você leitor! 41 9
Avaliação formativa: Retomando
CONTEÚDOS
Abertura da unidade 2 – Materiais, ambiente e sociedade
e 45 11
Abertura do capítulo 1 – Os materiais e suas propriedades 46 11
O calor e os materiais
Você cidadão! Inspiração que vem da natureza
A energia elétrica e os materiais
e 50 13
14
Circuito elétrico 53 e 56 14
Você cientista! Montando um circuito elétrico 54 e 55 14
Abertura do capítulo 2 – Os materiais e o ambiente 57 15
Recursos naturais 58 15 e 16
Recursos naturais renováveis 58 e 59 16
Recursos naturais não renováveis 60 a 62 16
Você leitor! 63 16 e 17
Abertura do capítulo 3 – Consumo consciente 64 17
Como podemos cuidar do planeta Terra? 65 17
Atitudes sustentáveis 65 a 67 17
Os 5 Rs 68 e 69 18
Você escritor! 69 18
Você cidadão! Descarte de pilhas e baterias 70 18
Você cientista! Análise do descarte de resíduos na escola 71 19
Dialogando com Arte e Geografia 72 e 73 19
Organizando ideias 74 20
Avaliação formativa: Retomando 75 20
CONTEÚDOS
Abertura da unidade 3 – Corpo humano
Abertura do capítulo 1 – Os alimentos e o corpo humano
Nutrientes
Classificação dos alimentos
Os alimentos e a saúde do corpo
e 77 21
21
a 81 22
A importância de uma alimentação equilibrada
Abertura do capítulo 2 – Digestão e respiração
a 91 25
26 Por onde passam os alimentos?
CONTEÚDOS
Abertura da unidade 4 – Acima, o céu 110 e 111 31 4o 3o 2o
Abertura do capítulo 1 – Observando o Universo 112 31
O que existe no Universo? 113 32
Sistema Solar 113 32
Instrumentos de observação a distância
Você cientista! Luneta caseira
Você leitor!
Você cidadão! Microscópio: ampliar para observar e conhecer
e 115 32
e 117 33
33
34
Dialogando com História, Geografia e Arte 120 e 121 34
Abertura do capítulo 2 – As constelações e os movimentos da Terra 122 35
Constelações 123 a 125 35
A rotação da Terra e os astros
A translação da Terra e os astros
Você cientista! Observando o céu
Você cidadão! O céu indígena
e 127 36
a 131 36
37
Abertura do capítulo 3 – A Lua e suas fases 134 37
Fases da Lua 135 a 137 37 e 38
Você escritor! 135 38
Você cidadão! Mulheres na conquista da Lua 137 38
Você cientista! Observando as fases da Lua 138 e 139 38
Organizando ideias 140 39
Avaliação formativa: Retomando 141 39
Avaliação somativa: O que aprendemos
e 143 40
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS
ANDRADE, D. F.; MASSABNI, V. G. O desenvolvimento de atividades práticas na escola: um desafio para os professores de Ciências. Ciência & Educação , Bauru, v. 17, n. 4, p. 835-850, 2011. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ciedu/a/ vYTLzSk4LJFt9gvDQqztQvw/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 2 out. 2025.
No artigo, são abordados conceitos e práticas relacionados ao ensino de Ciências.
BACICH, Lilian. Personalização na prática: algumas reflexões. Inovação na Educação , 5 jan. 2019. Disponível em: https://lilianbacich.com/2019/01/05/ personalizacao-na-pratica-algumas-reflexoes/. Acesso em: 5 out. 2025.
O trabalho apresenta reflexões sobre a personalização na prática educativa, destacando como o uso de metodologias inovadoras pode favorecer a aprendizagem significativa e o protagonismo dos estudantes.
BEZERRA, M. A. Seminário – mais que uma técnica de ensino, um gênero discursivo. In: CONGRESO DE LA ASOCIACIÓN LATINOAMERICANA DE ESTUDIOS DEL DISCURSO, 2., 2003, Puebla-Mx. Caderno de Resumos Puebla-Mx: [s. n.], 2003. v. 1, p. 62-63. O trabalho apresenta o seminário como um gênero discursivo, indo além da visão de simples técnica de ensino.
BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil . Brasília, DF: Presidência da República, 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/ constituicaocompilado.htm. Acesso em: 5 out. 2025. O documento estabelece os princípios fundamentais e os direitos e deveres que regem o Estado e a sociedade brasileira, servindo de base para todas as demais leis do país.
BRASIL. Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996 Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, DF: Presidência da República, 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394. htm. Acesso em: 5 out. 2025.
O documento institui a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), definindo os princípios, os fins e a organização da educação brasileira em todos os seus níveis e modalidades de ensino.
BRASIL. Lei no 13.005, de 25 de junho de 2014. Aprova o Plano Nacional de Educação – PNE e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2014. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2014/lei13005-25-junho-2014-778970-publicacaooriginal-144468pl.html. Acesso em: 5 out. 2025.
O documento define as diretrizes, metas e estratégias para a política educacional brasileira no período de 2014 a 2024, orientando ações voltadas à garantia do direito à educação de qualidade para todos.
BRASIL. Lei no 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Brasília, DF: Presidência da República, 2015. Disponível em: https://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/ l13146.htm. Acesso em: 5 out. 2025.
O documento garante os direitos das pessoas com deficiência e promove sua inclusão em todos os aspectos da sociedade.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: https://www.gov.br/mec/ pt-br/escola-em-tempo-integral/BNCC_EI_EF_110518_ versaofinal.pdf. Acesso em: 5 out. 2025.
O documento orienta as diretrizes curriculares brasileiras.
BRASIL. Ministério da Educação. Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. Gov.br, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/crianca-alfabetizada. Acesso em: 2 out. 2025.
O documento define as metas, estratégias e ações articuladas entre União, estados e municípios para assegurar a alfabetização de todas as crianças brasileiras até o final do 2o ano do Ensino Fundamental.
BRASIL. Ministério da Educação. Temas Contemporâneos Transversais na BNCC. Brasília, DF: MEC, 2019, p. 7. Disponível em: https:// basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ implementacao/guia_pratico_temas_contemporaneos. pdf. Acesso em: 5 out. 2025.
O documento orienta a inserção dos Temas Contemporâneos Transversais na Base Nacional Comum Curricular, propondo abordagens integradas que promovem a formação ética, crítica e cidadã dos estudantes.
CACHAPUZ, A.; PRAIA, J.; JORGE, M. Da educação em ciência às orientações para o ensino das ciências: um repensar epistemológico. Ciência & Educação , v. 10, n. 3, p. 363-381, 2004. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ciedu/a/ dJV3LpQrsL7LZXykPX3xrwj/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 6 out. 2025.
O artigo aborda reflexões epistemológicas relacionadas ao ensino de Ciências Naturais.
CHASSOT, A. Alfabetização científica: uma possibilidade para a inclusão social. Revista Brasileira de Educação , n. 22, jan./abr. 2003. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbedu/a/ gZX6NW4YCy6fCWFQdWJ3KJh/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 2 out. 2025.
O artigo discute a alfabetização científica como ferramenta de transformação social.
COLL, César. Psicologia e currículo. São Paulo: Ática, 1999.
O livro explora a aplicação da Psicologia na construção de currículos educativos.
CONCEIÇÃO, E. M. S. M. da et al. A rotina na educação infantil. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, São Paulo, v. 9, n. 2, fev. 2023. Disponível em: https://periodicorease.pro.br/rease/ article/view/4045/1568. Acesso em: 6 out. 2025.
O artigo aborda elementos associados à rotina escolar das crianças.
COSTA, A. Desenvolver a capacidade de argumentação dos estudantes: um objectivo pedagógico fundamental. Revista Iberoamericana de Educación, v. 46, n. 5, p. 1-8, 2008. Disponível em: https://rieoei.org/RIE/ article/view/1951. Acesso em: 6 out. 2025.
A pesquisa discute a argumentação como objetivo na área de Ciências Naturais.
COSTA, T. P. A.; NOGUEIRA, C. S. M.; CRUZ, A. P. As atividades práticas no ensino de Ciências: limites e possibilidades sobre o uso desse recurso didático no processo de ensino-aprendizagem. Revista Macambira, v. 4, n. 2, jul./dez. 2020. Disponível em: https://doi.org/10.35642/rm.v4i2.501. Acesso em: 6 out. 2025.
O artigo aborda as possibilidades didáticas para as atividades práticas no ensino de Ciências.
COTTA, D. B.; SILVA, M. E. B.; SASSERON, L. H. Alfabetização científica: aprender Ciências para transformar a sociedade. SciELO em Perspectiva: Humanas, 2021. Disponível em: https://humanas.blog. scielo.org/blog/2021/12/16/alfabetizacao-cientifica -aprender-ciencias-para-transformar-a-sociedade/. Acesso em: 6 out. 2025.
O artigo aborda a relação entre o ensino de Ciências e a aprendizagem crítica.
FERRO, M. G. D.; PAIXÃO, M. S. S. L. Psicologia da aprendizagem: fundamentos teórico-metodológicos dos processos de construção do conhecimento. Teresina: EDUFPI, 2017. Disponível em: https://www. ispsn.org/sites/default/files/documentos-virtuais/pdf/ livro_psicologia_da_aprendizagem_e-book_.pdf. Acesso em: 6 out. 2025.
Nesse livro, discutem-se variadas correntes psicológicas relacionadas à educação.
GIORDAN, M.; GUIMARÃES, Y. A. F. Estudo dirigido de iniciação à sequência didática. Especialização em Ensino de Ciências, Rede São Paulo de Formação Docente (REDEFOR). Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012. Disponível em: http://www.lapeq.fe.usp.br/textos/fp/fppdf/ giordan_guimaraes-redefor-sd-2012.pdf. Acesso em: 2 out. 2025.
Introdução à elaboração de sequências didáticas com base no modelo topológico de ensino.
HAYDT, R. C. C. Curso de Didática Geral. São Paulo: Ática, 2011.
Nesse livro, a autora discorre sobre diversos aspectos da prática docente. Um dos capítulos é destinado à avaliação, no qual é possível encontrar a conceituação de seus tipos e suas funções.
LEAL, C. de C. N. Avaliar por portfólio nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. In : COLÓQUIO INTERNACIONAL EDUCAÇÃO, CIDADANIA E EXCLUSÃO – DIDÁTICA E AVALIAÇÃO, 4., 2015, Rio de Janeiro. Anais [...]. Rio de Janeiro: [s. n.], 2015. Disponível em: https:// editorarealize.com.br/editora/anais/ceduce/2015/ TRABALHO_EV047_MD1_SA4_ID1816_06062015204218. pdf. Acesso em: 5 out. 2025. O artigo discute a avaliação por portfólio nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, destacando sua importância como ferramenta de diagnóstico e acompanhamento do desenvolvimento dos estudantes.
MANSANI, M. Como organizar saraus na alfabetização. Nova Escola, 4 jul. 2022. Disponível em: https:// novaescola.org.br/conteudo/21288/como-organizar -saraus-na-alfabetizacao. Acesso em: 6 out. 2025. O texto apresenta orientações sobre como organizar saraus na alfabetização, valorizando a integração da leitura e a expressão artística na Educação Infantil.
MANTOVANI, G. N. da S. Roda de conversa. Revista Primeira Evolução, São Paulo, ano VI, n. 59, p. 99-106, jun. 2025. Disponível em: https://primeiraevolucao. com.br/index.php/R1E/article/download/725/753. Acesso em: 5 out. 2025.
O texto aborda a prática da roda de conversa como uma estratégia pedagógica para promover a reflexão e a interação entre os estudantes, desenvolvendo habilidades sociais e cognitivas.
MARANDINO, M. et al. A educação não formal e a divulgação científica: o que pensa quem faz? In : ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS, 4., 2003, Bauru. Anais [...]. Bauru: Abrapec, 2003. Disponível em: https://fep.if.usp.br/~profis/ arquivo/encontros/enpec/ivenpec/Arquivos/Orais/ ORAL009.pdf. Acesso em: 6 out. 2025.
O artigo aborda elementos teórico-práticos relacionados à educação não formal.
MENDONÇA, F. da S.; STRIQUER, M. dos S. D. O gênero discursivo/textual seminário no livro didático de Língua Portuguesa. Criar Educação, Criciúma, v. 9, n. 1, p. 40-55, jan./jul. 2020. Disponível em: https:// periodicos.unesc.net/ojs/index.php/criaredu/article/ view/4299/5319. Acesso em: 5 out. 2025.
O estudo analisa o uso do gênero discursivo seminário nos livros didáticos de Língua Portuguesa, destacando suas potencialidades e seus desafios no ensino da língua.
MOREIRA, M. A.; MASINI, E. F. S. Aprendizagem significativa: a teoria de David Ausubel. São Paulo: Centauro, 2006.
O livro aborda elementos relacionados ao conceito de aprendizagem significativa.
MUNFORD, D.; TELES, A. P. S. Argumentação e a construção de oportunidades de aprendizagem em aulas de Ciências. Ensaio: Pesquisa em Educação em Ciências , Belo Horizonte, v. 17, p. 161-185, 2015. Disponível em: https://www.scielo.br/j/epec/a/ vSfsgjym8KzcBM9j3Y9xfbn/abstract/?lang=pt. Acesso em: 6 out. 2025.
O artigo apresenta reflexões teórico-metodológicas associadas às oportunidades de argumentação em aulas de Ciências.
NARDI, R.; GATTI, S. R. T. Uma revisão sobre as investigações construtivistas nas últimas décadas: concepções espontâneas, mudança conceitual e ensino de Ciências. Ensaio: Pesquisa em Educação em Ciências, Belo Horizonte, v. 6, n. 2, p. 165-184, jul./dez. 2004. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ epec/a/M3YCG49X3CWZkqLn9WWx3dJ/?format=pdf. Acesso em: 6 out. 2025.
O artigo aborda elementos relacionados aos conhecimentos prévios e ao ensino de Ciências nas décadas de 1970, 1980 e 1990.
NEVES, I. C. Bitencourt (org.) et al. Ler e escrever: compromisso de todas as áreas. 9. ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2011.
A obra reúne reflexões sobre a importância de ler e escrever como um compromisso de todas as áreas do conhecimento, destacando práticas interdisciplinares no ensino da língua portuguesa.
OLIVEIRA, J. C.; ZANETIC, J. Imagens científicas e ensino de Ciências: uma experiência docente de construção de representação simbólica a partir do referente real. Cadernos CEDES, Campinas, v. 34, n. 92, abr. 2014. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ ccedes/a/8PW6GNCjmQJdNM5BQhc33VM/. Acesso em: 2 out. 2025.
No artigo, destaca-se a relação entre as imagens e o ensino de Ciências Naturais com base em uma experiencia pedagógica.
PEREIRA, R. G. Prescrições curriculares e formação docente para o ensino de Ciências : possíveis implicações das escolhas do Currículo da Cidade para a formação de estudantes do Ensino Fundamental da rede pública municipal de São Paulo. 2024. 330 f. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2024. Na tese, ressaltam-se aspectos do letramento científico na organização curricular em Ciências Naturais.
REIS, D. A. dos; NEGRÃO, F. da C. O uso pedagógico das tecnologias digitais: do currículo à formação de professores em tempos de pandemia. Revista da FAEEBA: Educação e Contemporaneidade, Salvador, v. 31, n. 65, p. 174-187, 2022. Disponível em: https:// revistas.uneb.br/index.php/faeeba/article/view/11392.
Acesso em: 6 out. 2025.
No artigo, discutem-se questões relacionadas ao uso pedagógico da tecnologia.
RIBEIRO, M. F. Ensino de ciências por meio da leitura de imagem: estado do conhecimento de dissertações e teses brasileiras. Ambiente: Gestão e Desenvolvimento, [S. l.], v. 17, n. 2, p. 127-147, 2024. Disponível em: https:// periodicos.uerr.edu.br/index.php/ambiente/article/ view/1353. Acesso em: 6 out. 2025.
No artigo, debate-se a imagem como elemento pedagógico no campo das Ciências Naturais.
SANTOS, C. F.; MENDONÇA, M. (org.). Alfabetização e letramento: conceitos e relações. Belo Horizonte: Autêntica, 2007.
Nesse livro, as autoras discorrem sobre a conceituação de alfabetização e letramento.
SASSERON, L. H.; CARVALHO, A. M. P. Alfabetização científica e domínios do conhecimento científico: proposições para uma perspectiva formativa comprometida com a transformação social. Ensaio Pesquisa em Educação em Ciências, v. 23, 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/epec/a/ ZKp7zd9dBXTdJ5F37KC4XZM/. Acesso em: 2 out. 2025. No artigo, conceituam-se os principais aspectos relacionados ao letramento científico.
SILVEIRA, N. L. D. da. Psicologia educacional : desenvolvimento e aprendizagem. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2014. 175 p. Il. No livro, descrevem-se diversas correntes relacionadas à Psicologia da Educação, assim como suas aplicações.
SOBRAL, L. R.; TEIXEIRA, S. C. M. Conhecimentos prévios: investigando como são utilizados pelos professores de Ciências das séries iniciais do Ensino Fundamental. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS, 6., 2007, Florianópolis. Anais [...]. Florianópolis: Abrapec, 2007. p. 1-11. Disponível em: https://abrapec.com/atas_enpec/ vienpec/CR2/p654.pdf. Acesso em: 6 out. 2025.
No artigo, aborda-se a relação entre os conhecimentos prévios dos estudantes e o ensino de Ciências.
TEIXEIRA, M. T.; REIS, M. F. A organização do espaço em sala de aula e as suas implicações na aprendizagem cooperativa. Meta: avaliação, Rio de Janeiro, v. 4, n. 11, p. 162-187, maio/ago. 2012. Disponível em: https:// revistas.cesgranrio.org.br/index.php/metaavaliacao/ article/view/138/pdf. Acesso em: 2 out. 2025.
No artigo, debatem-se questões relacionadas à organização do espaço pedagógico como possibilidade de engajamento nas ações educativas.
TERCI, D. B. L.; ROSSI, A. V. Dinâmicas de ensino e aprendizagem em espaços não formais. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS, 10., 2015. Anais [...]. Águas de Lindóia: Abrapec, 2015. Disponível em: https://www.abrapec.com/enpec/x -enpec/anais2015/resumos/R0977-1.PDF. Acesso em: 5 out. 2025.
O trabalho explora as dinâmicas de ensino e aprendizagem em espaços não formais, discutindo as possibilidades educativas fora do ambiente escolar tradicional.
THIESEN, J. S. A interdisciplinaridade como um movimento articulador no processo ensino-aprendizagem. Revista Brasileira de Educação , v. 13, n. 39, p. 545–554, 2008. Disponível em: https:// doi.org/10.1590/S1413-24782008000300010. Acesso em: 15 out. 2025.
No artigo, o autor discute questões relacionadas à interdisciplinaridade.
WIECZORKOWKI, J. R. S.; PESOVENTO, A.; TÉCHIO, K. H. Etnociência: um breve levantamento da produção acadêmica de discentes indígenas do curso de educação intercultural. Revista Ciências & Ideias, v. 9, n. 3, p. 188-204, set./dez. 2018. Disponível em: https:// revistascientificas.ifrj.edu.br/index.php/reci/article/ view/948/620. Acesso em: 5 out. 2025.
O artigo faz um levantamento sobre a produção acadêmica de discentes indígenas no curso de educação intercultural, ressaltando a contribuição dessas pesquisas para o campo educacional.
