
Alfredo
BOULOS • Leandro GODOY
Isabela GORGATTI • Fabíola NUNES
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Alfredo
BOULOS • Leandro GODOY
Isabela GORGATTI • Fabíola NUNES
ALFREDO BOULOS
Doutor em Educação (área de concentração:
História da Educação) pela Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo.
Mestre em Ciências (área de concentração: História Social) pela Universidade de São Paulo.
Lecionou nas redes pública e particular e em cursinhos pré-vestibulares. É autor de coleções paradidáticas.
Assessorou a Diretoria Técnica da Fundação para o Desenvolvimento da Educação –São Paulo.
LEANDRO PEREIRA DE GODOY
Mestre em Microbiologia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Bacharel e licenciado em Ciências Biológicas pela UEL-PR.
Atuou como professor na rede particular de Ensino Superior. Ministrou aulas na rede estadual de ensino do Paraná para Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Técnico.
Realiza palestras, cursos e assessorias para professores em escolas públicas e particulares.
Autor de livros didáticos para o Ensino Fundamental e o Ensino Médio.
1a edição, São Paulo, 2025
Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Componente curricular: Interdisciplinar de Ciências da Natureza, História e Geografia
FABÍOLA TIBÉRIO NUNES
Bacharela em Geografia pela Universidade de São Paulo (USP). Autora e editora de obras didáticas.
ISABELA GORGATTI CRUZ MONTEIRO
Bacharela em Geografia pela Universidade de São Paulo (USP). Especialista em Administração pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Autora e editora de obras didáticas.
Copyright © Alfredo Boulos Júnior, Leandro Pereira de Godoy, Fabíola Tibério Nunes, Isabela Gorgatti Cruz Monteiro, 2025
Direção-geral Ricardo Tavares de Oliveira
Direção de conteúdo e performance educacional Cintia Cristina Bagatin Lapa
Direção editorial adjunta Luiz Tonolli
Gerência editorial Natalia Taccetti, Nubia de Cassia de M. Andrade e Silva
Edição Valquiria Baddini Tronolone (coord.), Leve Soluções Editoriais
Preparação e revisão Leve Soluções Editoriais
Produção de conteúdo digital Leve Soluções Editoriais
Gerência de produção e arte Ricardo Borges
Design e projeto de capa Bruno Attili
Imagem de capa wavebreakmedia/Shutterstock.com
Arte e produção Leve Soluções Editoriais
Diagramação Leve Soluções Editoriais
Coordenação de imagens e textos Elaine Bueno Koga
Licenciamento de textos Leve Soluções Editoriais
Iconografia Leve Soluções Editoriais
Ilustrações Alexandre Matos, arenh.art, Bentinho, Bruna Assis Brasil, Bruna Menezes, Camila de Godoy, Cibele Queiroz, Claudia Marianno, Evandro Marenda, Fabiana Faiallo, Glair Arruda, Leandro Ramos, Leninha Lacerda, Leo Fanelli/Giz de Cera, Leonardo Conceição, Lucas Farauj, Lucas Souza, Mauro Salgado, Roberto Weigand, Rodrigo Figueiredo/YANCOM, Samira Dantas, Silvia Otofuji, Thiago Amormino
Cartografia Leve Soluções Editoriais
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Baobá : ciências da natureza, história e geografia : 2º ano : ensino fundamental : anos iniciais / Alfredo Boulos Júnior ... [et al.]. –1. ed. – São Paulo : FTD, 2025. -- (Coleção Baobá)
Outros autores: Leandro Pereira de Godoy, Isabela Gorgatti Cruz Monteiro, Fabíola Tibério Nunes
Componente Curricular: Interdisciplinar de ciências da natureza, história e geografia
ISBN 978-85-96-06342-5 (livro do estudante)
ISBN 978-85-96-06343-2 (livro do professor)
ISBN 978-85-96-06344-9 (livro do estudante HTML5)
ISBN 978-85-96-06345-6 (livro do professor HTML5)
1. Ciências da natureza (Ensino fundamental) 2. Geografia (Ensino fundamental) 3. História (Ensino fundamental) I. Júnior, Alfredo Boulos. II. Godoy, Leandro Pereira de. III. Monteiro, Isabela Gorgatti Cruz. IV. Nunes, Fabíola Tibério. V. Série.
25-298988.1
Índices para catálogo sistemático:
CDD-372.19
1. Ensino integrado : Livro-texto : Ensino fundamental 372.19
Maria Alice Ferreira - Bibliotecária - CRB-8/7964
Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA FTD
Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300
Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br
Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.
Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33
Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375
3.1
3.2
6.1 O
7.1 O letramento científico e o papel do professor de Ciências da Natureza.......................................
7.2 A nova concepção de documento em História .................................................................................
7.3 O pensamento espacial e a cartografia como linguagem ..............................................................
7.4 Conceitos-chave de Ciências da Natureza .......................................................................................
7.5 Conceitos-chave de História .................................................................................................................
7.6 Conceitos-chave de Geografia ...............................................................................................................
8.1 Festival Afro-Arte: expressões culturais afro-brasileiras no ambiente escolar ............................
A coleção é composta do Livro do Estudante e do Livro do Professor, nas versões impressa e digital.
Neste livro interdisciplinar, apresentamos os temas entrelaçando texto e imagem, de modo a familiarizar os estudantes com a exploração do registro visual. As seções e as atividades distribuídas nos capítulos visam, sobretudo, auxiliar o estudante a desenvolver as competências leitora e escritora, que são complementares e interdependentes, e a capacitar o alunado para o exercício da cidadania.
REPRESENTANDO O BAIRRO
Existem várias maneiras de representar um bairro ou parte dele. Uma delas é observar uma imagem e desenhar o que aparece nela, a partir de um ponto de vista. Observe o bairro representado a seguir.

ATIVIDADES
Estacionamento
1. O bairro foi representado a partir de qual ponto de vista?
X De cima e de lado.
De frente.
De cima.
2. Gabriel é novo no bairro e vai visitar seu amigo Vinícius. Com base na imagem, faça um mapa mental em uma folha avulsa que ajude Gabriel a chegar até a casa de Vinícius. Produção pessoal.
ENCAMINHAMENTO Ao trabalhar a representação de um bairro, explorar com os estudantes as diferentes formas de olhar e registrar o espaço. A partir da imagem em visão oblíqua, que mostra o bairro em perspectiva, os estudantes conseguem perceber formas, volumes e relações de proximidade entre os elementos. Orientar os estudantes a identificar os elementos mais visíveis e significativos, incentivando a observação atenta e a escolha de pontos de referência para compreender a localização de outros elementos quando eles observarem o bairro em visão vertical.
| PARA O PROFESSOR LIVRO. CAVALCANTI. Lucas Costa de Souza. Cartografia de Paisagens: fundamentos. 2. ed. São Paulo: Oficina de Textos, 2018.
| PARA O ESTUDANTE VÍDEO 06/08 GEOGRAFIA. O caminho/trajeto de casa à escola. 2020. Vídeo (4min10s). Publicado pelo canal Facilite com Biases. Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=4aSyaKIs8T4. Acesso em: 23 out. 2025.
REPRESENTANDO O BAIRRO
Existem várias maneiras de representar um bairro ou parte dele. Uma delas é observar uma imagem e desenhar o que aparece nela, a partir de um ponto de vista. Observe o bairro representado a seguir.

ATIVIDADES
1. O bairro foi representado a partir de qual ponto de vista? De frente. De cima. X De cima e de lado.
2. Gabriel é novo no bairro e vai visitar seu amigo Vinícius. Com base na imagem, faça um mapa mental em uma folha avulsa que ajude Gabriel a chegar até a casa de Vinícius. Produção pessoal.
TEXTO DE APOIO Geografia para além dos mapas A Geografia como uma ciência que passou por diversas transformações teórico-metodológicas ao longo de sua construção deixou marcas que ainda podem ser identificadas e que no âmbito da escola ainda definem o significado de espaço geográfico. Mas deve deixar para trás essa tradição de decorar temas e aspectos do espaço para tornar-se uma Geografia Escolar Renovada, trazendo para o ensino-aprendizagem um método capaz de inserir os
alunos em situações verdadeiras, ou numa leitura do espaço a partir de ferramentas mais eficazes como os mapas, as imagens, e/ou outros recursos didáticos, no caso o jogo como meio de propiciar, por exemplo, a alfabetização cartográfica. Para isto é preciso que se acesse a linguagem cartográfica [...] desde as séries iniciais esta linguagem vem sendo foco de discussões, uma vez que é vista como contribuição essencial para a realização da alfabetização cartográfica. Isto porque a Cartografia não se limita apenas à leitura ou à feitura de mapas, 66
30/10/25 14:42
Agora observe a planta de um bairro.
Casa de Gabriel Padaria Farmácia
MAURO SALGADO Casa de Vinícius Mercado
Casa de Beatriz
1. O bairro foi representado a partir de qual ponto de vista? De frente.
X De cima. De cima e de lado.
2. Compare essa representação do bairro com a da página anterior. O bairro representado nessa imagem é o mesmo da imagem da página anterior? Sim, porque ele possui os mesmos elementos da imagem anterior, nas mesmas posições.
A diferença é que ele está sendo visto de cima para baixo e, na página anterior, de cima e de lado.
3. Na imagem dessa página, complete os nomes dos espaços, usando como referência a padaria e a casa de Gabriel.
Além do subsídio inicial para o professor, reproduz o Livro do Estudante na íntegra, em miniatura, com respostas em magenta. Nas laterais e abaixo da reprodução do Livro do Estudante, apresenta objetivos de aprendizagem, introdução aos tópicos que serão estudados e orientações didáticas que ajudarão a desenvolver as propostas, bem como ampliações e aprofundamentos para enriquecer as abordagens pedagógicas. Na segunda parte, são apresentados os subsídios teóricos que sustentam a coleção.
Ao longo do volume, ícones indicam objetos educacionais digitais que podem ser acessados pelo professor e pelos estudantes para enriquecer a aprendizagem de maneira dinâmica e promover o uso de ferramentas digitais presentes no dia a dia.
Alfredo
BOULOS • Leandro GODOY
Isabela GORGATTI • Fabíola NUNES
ALFREDO BOULOS
Doutor em Educação (área de concentração:
História da Educação) pela Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo.
Mestre em Ciências (área de concentração: História Social) pela Universidade de São Paulo.
Lecionou nas redes pública e particular e em cursinhos pré-vestibulares. É autor de coleções paradidáticas.
Assessorou a Diretoria Técnica da Fundação para o Desenvolvimento da Educação –São Paulo.
LEANDRO PEREIRA DE GODOY
Mestre em Microbiologia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Bacharel e licenciado em Ciências Biológicas pela UEL-PR.
Atuou como professor na rede particular de Ensino Superior. Ministrou aulas na rede estadual de ensino do Paraná para Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Técnico.
Realiza palestras, cursos e assessorias para professores em escolas públicas e particulares.
Autor de livros didáticos para o Ensino Fundamental e o Ensino Médio.
1a edição, São Paulo, 2025
Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Componente curricular: Interdisciplinar de Ciências da Natureza, História e Geografia
FABÍOLA TIBÉRIO NUNES
Bacharela em Geografia pela Universidade de São Paulo (USP). Autora e editora de obras didáticas.
ISABELA GORGATTI CRUZ MONTEIRO
Bacharela em Geografia pela Universidade de São Paulo (USP). Especialista em Administração pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Autora e editora de obras didáticas.
Copyright © Alfredo Boulos Júnior, Leandro Pereira de Godoy, Fabíola Tibério Nunes, Isabela Gorgatti Cruz Monteiro, 2025
Direção-geral Ricardo Tavares de Oliveira
Direção de conteúdo e performance educacional Cintia Cristina Bagatin Lapa
Direção editorial adjunta Luiz Tonolli
Gerência editorial Natalia Taccetti, Nubia de Cassia de M. Andrade e Silva
Edição Valquiria Baddini Tronolone (coord.), Leve Soluções Editoriais
Preparação e revisão Leve Soluções Editoriais
Produção de conteúdo digital Leve Soluções Editoriais
Gerência de produção e arte Ricardo Borges
Design e projeto de capa Bruno Attili
Imagem de capa wavebreakmedia/Shutterstock.com
Arte e produção Leve Soluções Editoriais
Diagramação Leve Soluções Editoriais
Coordenação de imagens e textos Elaine Bueno Koga
Licenciamento de textos Leve Soluções Editoriais
Iconografia Leve Soluções Editoriais
Ilustrações Alexandre Matos, arenh.art, Bentinho, Bruna Assis Brasil, Bruna Menezes, Camila de Godoy, Cibele Queiroz, Claudia Marianno, Evandro Marenda, Fabiana Faiallo, Glair Arruda, Leandro Ramos, Leninha Lacerda, Leo Fanelli/Giz de Cera, Leonardo Conceição, Lucas Farauj, Lucas Souza, Mauro Salgado, Roberto Weigand, Rodrigo Figueiredo/YANCOM, Samira Dantas, Silvia Otofuji, Thiago Amormino
Cartografia Leve Soluções Editoriais
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Baobá : ciências da natureza, história e geografia : 2º ano : ensino fundamental : anos iniciais / Alfredo Boulos Júnior ... [et al.]. –1. ed. – São Paulo : FTD, 2025. -- (Coleção Baobá)
Outros autores: Leandro Pereira de Godoy, Isabela Gorgatti Cruz Monteiro, Fabíola Tibério Nunes
Componente Curricular: Interdisciplinar de ciências da natureza, história e geografia
ISBN 978-85-96-06342-5 (livro do estudante)
ISBN 978-85-96-06343-2 (livro do professor)
ISBN 978-85-96-06344-9 (livro do estudante HTML5)
ISBN 978-85-96-06345-6 (livro do professor HTML5)
1. Ciências da natureza (Ensino fundamental) 2. Geografia (Ensino fundamental) 3. História (Ensino fundamental) I. Júnior, Alfredo Boulos. II. Godoy, Leandro Pereira de. III. Monteiro, Isabela Gorgatti Cruz. IV. Nunes, Fabíola Tibério. V. Série.
25-298988.1
Índices para catálogo sistemático:
CDD-372.19
1. Ensino integrado : Livro-texto : Ensino fundamental 372.19
Maria Alice Ferreira - Bibliotecária - CRB-8/7964
Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA FTD
Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300
Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br
Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.
Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33
Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375
Querida professora, professor querido, queridos estudantes,
Ler e escrever é compromisso de todas as áreas, e não somente da Língua Portuguesa.
É, portanto, também um compromisso da área de Ciências da Natureza e de Ciências Humanas. E esse compromisso nós assumimos estimulando a leitura e a escrita ao longo desta coleção!
Nossa coleção nasceu de muitas conversas que tivemos com educadores que entregaram sua vida ao sonho de ver uma criança descobrindo a escrita e a leitura. Nasceu, também, do que aprendemos com nossos alunos, crianças e jovens de diferentes lugares e origens.
Aos nossos alunos, buscamos mostrar a importância do exercício constante da leitura e da escrita, da educação do olhar e da construção de conceitos. Procuramos também mostrar a importância de compreender sem julgar, de despertar o desejo de investigar, de se conhecer e de conhecer melhor os modos como as pessoas se relacionam com a natureza, em diferentes lugares.
Por fim, queremos agradecer aos editores que guiaram nossos passos e aos professores dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, em cujos rostos vimos um olhar amoroso voltado à criança.
Os autores.


Infográfico clicável – Festas populares ............................................ 17
Mapa clicável – Identificando elementos em uma imagem de satélite .................................................................... 46
Infográfico clicável – Bairros ............................................................. 54
Mapa clicável – Trajeto casa-escola .................................................. 60
Mapa clicável – Os lugares de vivência em um município ............ 66
Infográfico clicável – De que são feitos os brinquedos? .............. 126
Infográfico clicável – Prevenção de acidentes .............................. 129
Infográfico clicável – Partes das plantas ....................................... 155
Infográfico clicável – Usos da água na indústria .......................... 241
Algumas atividades são acompanhadas de ícones. Descubra o significado de cada um.
Atividade oral.
Atividade em dupla.
Atividade em grupo.
Atividade para casa.
Esta obra também é acompanhada de objetos digitais que complementam e ampliam seu aprendizado. Eles estão indicados no sumário e nas respectivas páginas com um ícone.
Com as atividades desta seção, oferecem-se recursos para a avaliação diagnóstica. Junto às demais sugestões de avaliação, as atividades propostas contribuem para a mensuração da eficácia do processo de ensino-aprendizagem neste ciclo.
Os pré-requisitos para a realização plena das atividades desta seção e para atingir os objetivos pedagógicos são a retomada das habilidades do 1o ano.
A realização das atividades da seção pode ajudar a identificar a necessidade de recuperação de aprendizagens. Por isso, sugere-se que elas sejam realizadas individualmente, com registro no caderno, e que a correção seja feita coletivamente depois de analisadas as respostas dadas pelos estudantes.
1. A atividade possibilita refletir sobre as diferenças e como elas são positivas nas relações entre as pessoas. Promover um diálogo sobre a importância do respeito ao outro, incentivando os estudantes a expressarem suas ideias e sentimentos sobre o tema.
2. A ideia é trabalhar com os estudantes o modo como eles percebem a passagem do tempo. Esta atividade pode contribuir para verificar se a habilidade EF01HI01 foi desenvolvida.
3. A atividade visa contribuir para verificar se a habilidade EF01HI08 foi desenvolvida. As datas comemorativas celebram
1. Leia o texto a seguir.
Somos únicos
Não somos iguais, Por isso somos tão especiais. Eu sou baixa, ela é alta; Sou negra, ela tem sardas. Cada um com a sua aparência, O que nos torna únicos São as nossas diferenças.
Texto elaborado pelos autores.
• Marque um X na imagem em que aparecem as crianças descritas no poema.



2. As fotos a seguir são do mesmo menino. Ele se chama João.

importantes acontecimentos históricos e culturais que marcaram a sociedade ao longo do tempo. Na escola, essas comemorações têm o propósito de promover a conscientização e contribuir para a formação de cidadãos críticos, participativos e capazes de fazer a diferença em sua comunidade.
TEXTO DE APOIO
Quando eu olho no espelho Quando olho no espelho, vejo como somos diferentes. Sou de um jeito e meus colegas são de outro.


Tenho um nome, uma família e uma casa como eles, só que diferentes.
Cada um de meus colegas de classe tem tudo o que eu tenho.
Somos iguais, mas tão diferentes.
O nome é diferente; a família, a casa, a história, os gostos, as amizades, as preferências são diferentes.
Cada um tem seu jeito de viver, de ver, de gostar, de pensar, de acreditar.
O jeito de cada um é diferente, mas somos todos iguais, muito iguais. Por isso, respeitar as diferenças é respeitar a si próprio.
Responda:
a) Em qual delas ele tem menos idade?
b) Em qual delas ele parece ter a sua idade?
Imagem 1. Imagem 2.
c) Em qual delas ele deixou de ser criança e se tornou um adolescente?
Imagem 3
3. Escreva uma data que você costuma comemorar:
Respostas possíveis: dia do aniversário; dia do livro; festas juninas, respectivamente.
a) em família: .
b) na escola: .
c) com a comunidade:
4. Os objetos que usamos no cotidiano podem ser feitos de diferentes materiais. Observe as imagens e marque um X nos brinquedos que são feitos de madeira.


5. Observe as imagens a seguir.




a) Qual período do dia é representado em cada imagem? Escreva sua resposta no quadrinho, indicando M para manhã e N para noite.
b) Como você chegou a essa conclusão? Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes observem que uma das imagens está iluminada pela luz do Sol, indicando o período da manhã, enquanto a outra está sem luz solar, o que caracteriza a noite.
VIVA A IGUALDADE! VIVA A DIFERENÇA!
GARCIA, Edson Gabriel. O jeito de cada um: iguais e diferentes. São Paulo: FTD, 2001. p. 44-45.
4. O enfoque da atividade é o reconhecimento dos materiais que compõem alguns brinquedos, tema estudado durante o desenvolvimento da habilidade EF01CI01. Durante a realização da atividade, é importante verificar se os estudantes conseguem reconhecer corretamente os brinquedos feitos de madeira e identificar o material de que é feito o caminhão de brinquedo
(neste caso, plástico). Essa observação permitirá avaliar se os estudantes já são capazes de relacionar os materiais aos objetos de uso cotidiano. Este tema será aprofundado posteriormente na abordagem da habilidade EF02CI01, que amplia a análise dos materiais que compõem os objetos do cotidiano, levando em conta as mudanças no uso de materiais ao longo do tempo — ou seja, os materiais empregados na fabricação de objetos no presente e no passado. Além disso, o conteúdo também fornece base conceitual para o estudo da habilidade EF02CI02, que propõe a identificação das propriedades dos materiais utilizados na confecção de diferentes objetos, como dureza, flexibilidade e transparência. 5. A atividade, por sua vez, aborda os períodos do dia (manhã e noite), articulando-se às habilidades EF01CI05 e EF01GE05, que envolve o reconhecimento dos principais períodos do dia. É importante observar se os estudantes conseguem identificar corretamente o período representado nas imagens, distinguindo a presença de luz solar durante o dia (manhã ou tarde) e sua ausência à noite. Essa compreensão é importante para a formação de noções básicas sobre a alternância entre o dia e a noite, que será retomada e aprofundada no estudo da habilidade EF02CI07, a qual envolve a observação das posições do Sol em diferentes horários e a relação dessas posições com o tamanho e a direção das sombras projetadas por objetos.
Nesta unidade, trabalhamos inicialmente os espaços de sociabilidade, onde ocorrem convivências e interações entre as pessoas.
Por meio das atividades desta unidade, buscamos incentivar os estudantes a identificar os espaços de sociabilidade e os papéis que as pessoas exercem em diferentes comunidades, bem como facilitar a compreensão das noções de mudança, pertencimento e memória. Ao explorar os espaços públicos do bairro, destacamos atitudes de cuidados com a rua, incluindo o descarte correto de lixo. Aproveitamos a oportunidade para abordar a classificação de resíduos em recicláveis e orgânicos, e rejeitos.
Outro tema explorado na unidade são as plantas e os animais presentes no bairro onde os estudantes moram, incentivando-os a observar os seres vivos que vivem próximos a eles.
Exploramos também as visões frontal, oblíqua e vertical de diferentes paisagens, o que favorece o desenvolvimento do pensamento espacial e do raciocínio geográfico. Além disso, trabalhamos elementos de mudança e de permanência nas paisagens ao longo do tempo.
Os pré-requisitos para a realização plena das atividades e o atingimento dos objetivos pedagógicos são:
• O desenvolvimento das habilidades do 1o ano.

• O engajamento do estudante no processo de alfabetização iniciado na Educação Infantil.
• EF02HI01
• EF02HI02
• EF02HI03
• EF02HI10
• EF02HI11
• EF02CI04
• EF02GE01
• EF02GE02
• EF02GE04
• EF02GE05
• EF02GE06
• EF02GE08
• EF02GE09
• EF02GE10
• Competências gerais: 1, 2, 3, 7.

Observe a imagem com atenção.
1. Marque um X nas personagens observadas na imagem.
X Crianças. X Mulheres.
X Homens. X Animais.
2. Numere as seguintes cenas.
1 Mulher com girassóis no braço.
2 Mulher que está próxima aos girassóis.
3 Menino comprando sorvete.
4 Mulher com uma galinha na mão direita e uma sacola na mão esquerda.
5 Cachorro na porta da casa.
3. As pessoas mostradas na imagem formam uma família ou uma comunidade?
Elas fazem parte de uma comunidade. Sugerimos comentar que a imagem representa uma comunidade rural, sendo possível, assim, explorar as variadas formas de comunidade presentes em diferentes contextos.
• Retomar e aprofundar o conceito de comunidade.
• Evidenciar que ruas, quadras, praças e parques são espaços de sociabilidade.
• Reconhecer os motivos que aproximam e separam pessoas.
• Compreender as práticas e os papéis sociais dos indivíduos em diferentes comunidades.
• Esclarecer o que são regras de convivência e a importância dessas regras no dia a dia.
30/10/25 05:36
• Trabalhar com os estudantes as noções de mudança, pertencimento e memória.
• Refletir sobre ações voltadas ao cuidado das ruas e espaços públicos do bairro.
• Reconhecer e diferenciar resíduos (recicláveis e orgânicos) e rejeitos.
• Identificar animais e plantas presentes no bairro em que vive.
• Comparar costumes e tradições de diferentes populações inseridas no bairro ou na comunidade.
• Reconhecer semelhanças e diferenças no modo de viver de pessoas de diferentes lugares.
• Descrever histórias das migrações no bairro ou na comunidade.
• Identificar mudanças e permanências, comparando imagens de paisagens.
• Identificar e elaborar diferentes formas de representação para representar paisagens dos lugares de vivência.
• Aplicar princípios de localização e posição de objetos por meio de representações espaciais da sala de aula e da escola.
A imagem desta página dupla de abertura de unidade faz parte da nossa estratégia de ensino-aprendizagem, que consiste em explorar a imagem como fonte para a construção de conhecimento histórico e geográfico escolar.
Para implementá-la recorremos à imagem de uma obra de arte naïf que representa diferentes personagens em primeiro plano e ao fundo um relevo montanhoso. E, num primeiro passo, estimulamos a criança a identificar essas personagens de modo a facilitar a percepção de que elas fazem parte de uma comunidade rural. Essa proposta favorece a mobilização da competência geral 3. O sorveteiro, personagem que dá nome à obra, aparece em destaque. Com isso queremos contribuir para que a criança vá formando a noção de comunidade.
• EF02HI01
• EF02HI02
Pode-se iniciar o trabalho com esse capítulo perguntando aos estudantes:
• Vocês já souberam de uma notícia sobre alguém em dificuldade e imaginaram como seria se estivessem naquela situação?
• Quando vocês veem alguém precisando de ajuda, pensam em formas de colaborar?
• Se alguém está feliz por uma conquista, vocês ficam felizes por essa pessoa?
• Sabem o que é empatia?
Professor, promover um levantamento de conhecimentos prévios sobre a organização das frases, questionando:
• como as frases começam (explorando o uso da letra maiúscula no início das frases);
• como as frases terminam (explorando o uso de sinais de pontuação ao final das frases).
Se julgar necessário, retomar frases do texto apresentado e chamar a atenção para esses dois aspectos.
Pedir que destaquem com lápis coloridos a letra maiúscula e o ponto-final. Exemplo: Todos nós vivemos em uma comunidade, ou seja, um agrupamento de pessoas maior que o da família e o da escola.
Todos nós vivemos em uma comunidade, ou seja, um agrupamento de pessoas maior que o da família e o da escola. Essas pessoas vivem em um mesmo lugar e estão unidas por interesses em comum. Muitas vezes, têm um modo parecido de falar, de brincar e de se vestir.



LIVRO. MARINKOVIC, Simeon. O que Ana sabe sobre... amizade. Tradução de Juliana Messias. Ilustrações de Dusan Pavlic. São Paulo: Volta-e-meia, 2004.

1. Qual das imagens da página anterior representa uma comunidade?
A imagem 3.
2. Preencha o diagrama.
4.
5.
6.
7.
9. u n i d a 10. c a r t e i r a
1. Lugar onde nos alimentamos e tomamos banho. casa
2. Pai da minha mãe. vovô
3. Pessoa de quem sou afilhada. madrinha
4. Meio de transporte usado também por crianças. ônibus
5. No recreio, a gente .
6. Pessoa que mora ao lado da nossa casa. vizinha
7. Palavra que usamos ao agradecer. obrigado/a
8. Pessoa de quem gostamos muito. amiga
9. Uma comunidade precisa ser
10. Móvel onde nos sentamos para estudar. carteira
ATIVIDADES
Professor, a proposta desta seção
+Atividades é incentivar os estudantes a formar a noção de comunidade, que é vertebral nos Anos Iniciais e está presente em várias habilidades da BNCC, como a habilidade EF02HI02. Leia o texto a seguir.
Mãe, agricultora, presidente de associação comunitária. Aos 25 anos, a jovem Isabel de Melo Carvalho demonstra muita maturidade e liderança para apoiar a comunidade Santa Luzia do Boia, na Reserva
Extrativista Auatí-Paraná (Resex). [...]
Como é a vida na comunidade Santa Luzia do Boia?
“A vida na comunidade é tranquila, e os moradores sobrevivem da agricultura. A gente trabalha com o plantio de mandioca, que é uma cultura milenar do povo amazônico. Com o cultivo de mandioca, banana, milho e criação de pequenos animais em casa para sobrevivência. Aos domingos, participamos das celebrações e dos festejos religiosos [...]. Também participamos das reuniões da associação comunitária […].” UM LÍDER não se forma, ele já nasce líder.
Muitas vezes, só falta uma oportunidade. Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, Tefé, 19 set. 2019. Entrevista. Disponível em: https:// mamiraua.org.br/noticias/ cvt-entrevista-sonhosamazonicos. Acesso em: 20 out. 2025.
1. Qual é o assunto do texto?
2. Qual é o nome da líder comunitária?
3. Qual é o nome da comunidade em que ela mora?
4. Na opinião de Isabel, como é a vida na comunidade?
5. Como a comunidade de Santa Luzia do Boia sobrevive?
6. O que um líder comunitário deve fazer para ajudar a sua comunidade?
Respostas:
1. É uma entrevista com uma líder comunitária.
2. Isabel de Melo Carvalho.
3. Santa Luzia do Boia.
4. Tranquila.
5. Da agricultura.
6. Resposta pessoal.
Professor, o objetivo da atividade é permitir aos estudantes desenvolver seu senso crítico, de forma a reconhecer o seu papel e o do outro dentro da comunidade. O líder comunitário atua para a melhoria da comunidade. Para isso, ele precisa se posicionar, engajar e unir todos em prol dos objetivos. O líder, por si só, não é capaz de resolver todos os problemas. Ele precisa do apoio de toda a comunidade.
• EF02HI01 • EF02HI02
EF02GE04
Professor, uma estratégia possível é pedir a cada estudante que leia em voz alta um trecho do texto e, depois, sortear um estudante para recontar o que entendeu da leitura.
Em seguida, perguntar:
• Você considerou a comunidade de Peirópolis unida?
• Se sim, como você chegou a essa conclusão?
A leitura do texto e o registro de respostas às questões propostas possibilitam a articulação com a habilidade: (EF15LP01) Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa cotidianamente (a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital […]”.
TEXTO DE APOIO
A importância de atividades coletivas
Viver em sociedade ou em grupos é uma atividade saudável e indicada para o progresso intelectual e físico de todas as idades, especialmente para crianças e jovens. No ambiente escolar, os resultados podem ser percebidos logo no primeiro mês em que a criança entra em contato com um novo universo, além do que estava acostumada com os pais e familiares. As brincadeiras e atividades em grupos são imprescindíveis para que elas possam estabelecer um relacionamento amigável com outras crianças e aprendam a lidar com diversos desafios ao decorrer de suas vidas. Entre
Comunidade rural de Peirópolis, em Uberaba, Minas Gerais, se une para produzir doces caseiros
É, de fato, um trabalho feito a várias mãos, seja abrindo ou ralando frutas, mexendo as panelas ou enrolando os doces para serem vendidos em Peirópolis.
Em compotas, pasta ou barra: por semana são produzidos cerca de 50 kg de doces de diversas variedades, como goiabada, cocada, bananada, cajuzinho, olho de sogra, brigadeiro, doce de manga e até de cajá-manga. [...]
Carinho e dedicação também são outros ingredientes importantes na hora de se fazer
o doce, segundo a aposentada Sônia Marques Caetano [...].

“As mulheres fazem e os homens também ajudam a abrir cocos, batendo os doces, mexendo a panela, enrolando as ameixas de queijo”, [...] afirmou a aposentada.
Mariana Dias. Produção de doces em bairro rural de Peirópolis gera renda e valoriza a tradição em Uberaba. G1, Minas Gerais, 2019. Disponível em: https://g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/ concursos-e-emprego/noticia/2019/11/03/producao-de-doces-em-bairro-rural-de-peiropolis-gera -renda-e-valoriza-a-tradicao-em-uberaba.ghtml. Acesso em: 30 set. 2025.
a) Em que local fica a comunidade?
A comunidade fica em Peirópolis, Uberaba, Minas Gerais.
b) O que significa “trabalho feito a várias mãos”?
Trabalho feito com as mãos.
X Trabalho feito por muitas pessoas.
alguns, o incentivo à autonomia (que inclui ações de cooperação, escolhas e decisões) é um dos pontos-chaves para formar uma pessoa feliz e confiante de si mesma, já nos primeiros meses de vida.
GONÇALVES, Carina. A importância de atividades coletivas. Estadão, São Paulo, 4 fev. 2019. Disponível em: https://www. estadao.com.br/educacao/colegio-brancaalves-de-lima/a-importancia-de-atividadescoletivas/. Acesso em: 20 out. 2025.
LIVRO. SPINELLI, Eileen. Juntos somos mais fortes: um livro sobre a vida em grupo. Ilustrações de Ekaterina Irukhan. Rio de Janeiro: Girassol, 2022.

c) O que a comunidade usa para fazer doces?




d) A produção de doces é feita: somente por mulheres.
X por mulheres e homens.


Você já ajudou um adulto de sua família a fazer um alimento doce ou salgado? Se sim, conte aos colegas qual foi esse alimento e o que você aprendeu durante o preparo. Resposta pessoal.
Os colegas conseguiram escutar o que eu disse?
Pronunciei as palavras corretamente?
Fiz gestos adequados?
• EF02HI01
• EF02HI02
• EF02GE02
• EF02GE04
Na seção Escutar e falar, os estudantes têm a oportunidade de refletir sobre cooperação e relações saudáveis e respeitosas, ao contar à turma como foi a experiência de preparar uma receita com um familiar.
05:36
Leia o texto a seguir. Depois, faça o que se pede.
Comunidade do Sertão
A comunidade do Sertão localiza-se distante 30 km da sede do município [Alto Paraíso de Goiás] [...].
[…]
A comunidade do Sertão tem aproximadamente 75 domicílios, um posto de saúde básica, uma unidade escolar municipal [...] criada em 1968 e uma capela [...]. A principal ocupação das famílias está
vinculada à agricultura familiar, com a produção de subsistência de milho, feijão, abóbora, amendoim, mandioca, cana-de-açúcar, bananas, inhame, hortaliças e a criação de animais domésticos, como galinhas, suínos e bovinos [...].
MATA, Leciane Moreira da. Etnozoologia da comunidade rural do sertão em Alto Paraíso de Goiás, GO, Brasil. 2018. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização em Sociobiodiversidade e Sustentabilidade no Cerrado) – Universidade de Brasília, Alto Paraíso de Goiás, 2018. p. 13-14. Disponível em: https://bdm.unb.br/bits tream/10483/21529/1/2018_ LecianeMoreiraDaMata_tcc. pdf. Acesso em: 20 out. 2025.
1. A comunidade do Sertão fica localizada na: a) zona rural. b) zona urbana.
2. Em que lugar a comunidade do Sertão vive?
3. Faça um desenho da comunidade do Sertão de acordo com o texto. O professor vai expor os desenhos da turma na sala de aula. Importante: não se esqueça de colocar seu nome no desenho!
Respostas:
1. Alternativa a.
2. Alto Paraíso de Goiás.
3. Produção pessoal.
• EF02HI01
• EF02HI02
ENCAMINHAMENTO
Informar que ao longo da vida nós participamos de vários grupos sociais: o grupo da família, o grupo dos amigos, o grupo da escola, e assim por diante.
Destacar as diferenças entre esses grupos e, ao mesmo tempo, sua importância para a vida em comunidade.
Incentivar os estudantes a falar sobre os grupos de que fazem parte. Refletir com a turma sobre os modos de interagir com os grupos que formamos ao longo da vida.
Reforçar a importância de um bom convívio com todas as pessoas: irmãos, amigos, colegas, parentes, entre outros.
Uma comunidade é formada por vários grupos sociais. Grupo social é um conjunto de pessoas que convivem umas com as outras e têm interesses comuns. Por isso, sentem que pertencem a um grupo.
Cada pessoa pode pertencer a vários grupos ao mesmo tempo: o grupo da família, o grupo da dança, o grupo da escola, o grupo do esporte, entre outros.
• De quais grupos sociais você participa? Resposta pessoal.




Outro grupo. Qual?
LIVRO. NEUFELD, Carmem Beatriz; FERREIRA, Isabela Maria Freitas; MALTONI, Juliana. A arte de conviver com Gustavo, o cão. Porto Alegre: Sinopsys, 2016. (Coleção Habilidades para a Vida).

Uma característica dos grupos sociais é a organização, com dias e horários para se encontrar, e os combinados sobre o que ou como fazer.
Um grupo de capoeira, de música ou de folclore, por exemplo, precisa se reunir em dia e horário combinados para ensaiar, vestir roupas adequadas, treinar passos de dança e praticar instrumentos musicais.

Adolescentes de comunidade quilombola dançando carimbó. Mocajuba-Pará, Pará, 2020.

na Festa de Nossa Senhora do Rosário em comunidade rural. Cláudio, Minas Gerais, 2009.

Grupo infantil de danças em comemoração aos 200 anos da imigração alemã. Santa Maria, Rio Grande do Sul, 2024.
• EF02GE01 • EF02GE02 • EF02GE04
ENCAMINHAMENTO
Comentar que as festas e festejos religiosos tradicionais da cultura brasileira são organizados por grupos sociais que se unem para celebrar sua cultura e/ou sua fé.
Esses eventos fortalecem e sustentam as relações sociais, permitindo trocas e permanência da identidade
cultural desses grupos e de sua comunidade.
Evidenciar que esses eventos são organizados, geralmente, por meio de um mutirão: um grupo decora o ambiente, outro produz comidas típicas, outro monta barracas etc.
Destacar que, para as comunidades indígenas, as danças celebram aspectos importantes da vida em comunidade, como agradecer pela colheita, lembrar os antepassados mortos,
entre outros. Além disso, preservam parte de sua memória e tradições.
Ressaltar que, nas comunidades rurais, os grupos sociais se unem em torno, também, das comemorações do calendário agrícola, como a Festa da Uva na Comunidade de São Gotardo de Vila Seca, no Rio Grande do Sul; e também para celebrar a chegada de seus antepassados ao Brasil, conforme mostrado na imagem em que se comemora o bicentenário da imigração alemã no Rio Grande do Sul.
A comunidade de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, comemora a Festa da Uva desde 1931. E a sua comunidade celebra algum fato ou data importante? Entreviste seus pais ou responsáveis sobre o tema. Sugestões de perguntas para a entrevista:
a) A nossa comunidade comemora alguma data ou algum fato importante? Em caso afirmativo, como (festa, procissão, desfile)?
b) Como os grupos sociais se organizam para realizar esses eventos? Todos colaboram?
c) O trabalho é voluntário?
d) Como vocês acham que as pessoas se sentem organizando esses eventos? Por quê? Depois, com orientação do professor, os estudantes devem conversar sobre as entrevistas e compartilhar o conhecimento obtido com essa importante atividade.
• EF02HI03
• EF02GE02
• EF02GE04
ENCAMINHAMENTO
Pedir aos estudantes que observem as imagens. Depois, perguntar:
• Que grupo social vocês conseguem observar na primeira imagem?
• E na segunda?
• Vocês se atentaram às informações contidas nas legendas?
• Para que serve uma legenda?
Explicar que legenda é um texto breve e objetivo, que tem a função de acrescentar informações a uma imagem ou dialogar com ela. A legenda é um texto para a imagem ou sobre ela.
Pode-se explorar, primeiramente, as imagens solicitando aos estudantes que levantem hipóteses sobre elas. Na sequência, realizar a leitura das legendas, de forma a validar ou refutar as hipóteses apresentadas anteriormente.
• Comentar que, na primeira imagem, vemos crianças de uma comunidade quilombola em um grupo de batuque. Na segunda imagem, vemos a Orquestra Sinfônica da Comunidade Heliópolis se apresentando no Teatro Municipal de Paulínia.
• A exploração das imagens e das legendas sobre grupos sociais e suas atividades possibilita a articulação com a habilidade: (EF12LP08) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do pro-
Outro motivo de aproximação é o sentimento das pessoas de pertencer à mesma comunidade.
Ao longo da vida, os interesses e objetivos das pessoas vão mudando. E, com isso, elas vão formando novos grupos sociais e familiares.
Crianças e adolescentes, por exemplo,

Grupo Batuque Reciclado em Festa da Cultura Afro no Dia da Consciência Negra. Araruama, Rio de Janeiro, 2015.
formam grupos como o do esporte, o da banda de música, o grupo para ir a festas, o grupo para estudar, entre outros. Depois, ao assumirem mais responsabilidades, começam a trabalhar e formam grupos com pessoas que têm a mesma profissão, por exemplo.

fessor, fotolegendas em notícias, manchetes e lides em notícias, álbum de fotos digital noticioso e notícias curtas para público infantil, dentre outros gêneros do campo jornalístico, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.
| PARA O PROFESSOR E O ESTUDANTE
VÍDEO. GRUPO de idosos de Volta Redonda esbanja disposição na capoeira.
2012. Vídeo (2min05s). Publicado pelo canal #BandRioInterior. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=FC Cwf2Al3-A. Acesso em: 20 out. 2025. VÍDEO. PROJETO Percussão de lata do Berimbau Arte. 2016. Vídeo (3min34s). Publicado pelo canal Centro Cultural Berimbau Arte. Disponível em: https:// www.youtube.com/watch?v=zf-R3HeE aCg. Acesso em: 22 out. 2025.
1. Leia o que Igor nos conta sobre o seu dia a dia.
Meu nome é Igor. Tenho 8 anos. Estudo pela manhã e à tarde pratico esportes. Às segundas e quartas, jogo futebol. Às terças e quintas, basquete. E, às sextas-feiras, vou às aulas de caratê. Aos finais de semana, gosto de ir até o clube para nadar.
• Circule as imagens que representam os grupos de convívio de Igor.





BNCC
• EF02HI01
• EF02HI02
ENCAMINHAMENTO
Iniciar uma aula dialogada perguntando:
• Quais são os grupos dos adultos responsáveis por você?
• Eles se reúnem com colegas da mesma profissão? Eles têm o mesmo gosto por um esporte ou lazer
(cantar, tocar, dançar, jogar, entre outros)?
• Quando você seguir uma profissão, vai querer se reunir com os colegas?
• Você acha importante um profissional formar um grupo com colegas da mesma profissão? Por quê? Em seguida, sugere-se:
• destacar que, se, por um lado, as pessoas se separam e formam grupos com interesses comuns, por outro, elas se aproximam por motivos
diversos como os mostrados nas imagens;
• usar o seu grupo profissional, o dos professores, como exemplo para evidenciar a importância das trocas entre profissionais que exercem o mesmo ofício;
• facilitar a compreensão de que as pessoas formam grupos com base em interesses comuns.
Serviço de convivência e fortalecimento de vínculos
[…]
O direito ao convívio é assegurado, por meio de um conjunto de serviços locais que visam à convivência, à socialização e à acolhida de famílias cujos vínculos familiares e comunitários precisam ser protegidos. O enfrentamento das situações de vulnerabilidades é realizado por meio de ações centradas no fortalecimento da autoestima, dos laços de solidariedade e dos sentimentos de pertença e coletividade. Dentre as atividades desenvolvidas pelos grupos do SCFV [Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos], destacam-se as de natureza artístico-cultural, desportivas, esportivas e lúdicas, que funcionam como estratégias para promover a convivência e a ressignificação de experiências conflituosas, violentas e traumáticas vivenciadas pelos usuários.
MEDEIROS, Juliana. SCFV: Tudo o que você precisa saber sobre o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. Blog GESUAS, 24 out. 2023. Disponível em: https://blog. gesuas.com.br/scfv. Acesso em: 20 out. 2025.
• EF02HI01
• EF02HI02
• EF02GE01
• EF02GE02
• EF02GE04
ENCAMINHAMENTO
Professor, comentar que as pessoas se mudam constantemente de um lugar para outro: município, estado ou país. Esse deslocamento de pessoas pelo espaço é chamado migração. Se considerar oportuno, explicar que quando a pessoa entra em um país para viver nele é chamada imigrante. Quando sai de um país para viver em outro é chamada emigrante. O lugar onde vivemos tem, muitas vezes, pessoas que vieram de outros lugares do Brasil (migrantes) e outras pessoas que vieram de outro país para viver no Brasil (imigrantes). As pessoas se mudam por vários motivos, como: buscar trabalho, conseguir escola para os filhos, estar perto de algum familiar, entre outros.
Estimular os estudantes a associar a palavra comunidade a um agrupamento de pessoas com afinidades e interesses comuns. A proposta da atividade é incentivar os estudantes a formar a noção de comunidade, que é vertebral nos Anos Iniciais e está presente em várias habilidades da BNCC, como a EF02HI02 e a EF02GE04.
1. Leia sobre outras crianças que também estão no 2o ano. Essas crianças vivem em diferentes lugares do Brasil.
• Lucas mora no bairro da Mooca, em São
As pessoas se mudam constantemente de um lugar para outro: de um bairro para outro, de uma cidade para outra e, também, de um país para outro. A mudança de pessoas do lugar de origem para outro é chamada de migração.
Leia o que um poeta popular diz do bairro dele, na cidade do Rio de Janeiro.
O meu lugar
É sorriso, é paz e prazer
O seu nome é doce dizer
Madureira, la-la-iá”[...]
MEU lugar. Intérprete: Arlindo Cruz. Compositores: Arlindo Cruz e Mauro Diniz. In: BATUQUES do meu lugar. [S. l.]: Solution Music, 2012. 1 álbum, faixa 13.

O bairro do Brás, na cidade de São Paulo, foi formado por pessoas que vieram de outros países, como a Itália, a Espanha e Portugal, e também de vários lugares do Brasil. Leia o que um morador diz sobre como era o Brás.
O Brás era um bairro [...] com ruas de paralelepípedo e poucos automóveis. [...] Como não existiam prédios, de toda parte viam-se [...] as torres da igreja de Santo Antônio [...].
A paisagem humana do bairro era dominada pelos italianos, mais numerosos [...] do que os portugueses e espanhóis da vizinhança.[...]
Garoava muito em São Paulo, a cidade era cercada por matas e conhecida como “a terra da garoa”.
VARELLA, Drauzio. Nas ruas do Brás. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2000. p. 25-26.
Paulo, local que abriga uma grande comunidade de imigrantes italianos. Todos os anos, Lucas e sua família se unem à comunidade para organizar a festa de San Gennaro, padroeiro do bairro. Na festa, são celebradas missas, tem música ao vivo e come-se muita macarronada.
• Tainá mora com sua família na comunidade rural de Baianópolis, na Bahia. Ela e sua família sobrevivem da agricultura familiar: plantando, colhendo e vendendo mandioca. A
alegria de Tainá é participar com a sua comunidade dos festejos de São João, que ocorrem todos os anos no mês de junho.
• Ibiă vive em uma comunidade indígena no Mato Grosso. Ibiă acorda cedinho para estudar e vai à escola de barco. Ele gosta muito de nadar no rio e brincar com seus amigos, principalmente de peteca. Sua comunidade faz festas e rituais para celebrar o nascimento de uma criança e para comemorar colheitas.
BNCC
• EF02GE01
• EF02GE02
Há cerca de 60 anos milhares de pessoas vindas da região Nordeste chegaram onde hoje é o bairro de São Miguel Paulista. Esses migrantes vinham em busca de trabalho na indústria. E para se divertir, as famílias desses trabalhadores se reuniam nos finais de semana para dançar forró ao som da sanfona, da zabumba e do triângulo. A praça onde eles se reuniam para tocar e dançar é conhecida até hoje como Praça do Forró. Além dos nordestinos, foram para o bairro de São Miguel Paulista pessoas de outras partes do Brasil.

Região Nordeste: formada por nove estados: Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Bahia, Rio Grande Norte, Ceará, Piauí, Maranhão.
• Compare a formação do bairro do Brás com a do bairro de São Miguel Paulista preenchendo a tabela.
Nome do bairro
Grupos que formaram o bairro
Brás São Miguel Paulista
Italianos, portugueses, espanhóis e pessoas de outras partes do Brasil.
• Dandara vive na comunidade quilombola Caçandoca, localizada no município de Ubatuba, no litoral do estado de São Paulo. Na comunidade de Dandara, as casas são de pau a pique e foram construídas há muito tempo. Para construí-las, a comunidade se uniu e fez um mutirão.
2. Complete as frases:
a) A família de Lucas se une à para organizar a festa de San Genaro.
b) Tainá mora com a família na de Baianópolis, na Bahia.
Pessoas do Nordeste e também de outras partes do Brasil.
30/10/25 05:36
c) A comunidade de Ibiă é e faz festa para celebrar o nascimento de uma criança.
d) Para construir as casas no local onde Dandara vive, a se ajudou, ou seja, fez um mutirão.
3. Agora que você leu sobre cada criança e sua comunidade, qual é o significado da palavra comunidade para você?
Respostas:
2. a) comunidade
b) comunidade rural c) indígena d) comunidade
3. Resposta pessoal.
• EF02GE04
ENCAMINHAMENTO
Essa temática colabora para o desenvolvimento da competência específica 5 de História. Ler o texto com os estudantes e esclarecer as dúvidas que surgirem.
O texto possibilita às crianças uma reflexão acerca da diversidade cultural existente no Brasil.
Professor, comentar que São Paulo tem muitos imigrantes e, por isso, há bairros conhecidos por “bairro dos japoneses” (Liberdade), “bairro dos italianos” (Mooca), “bairro dos alemães” (Santo Amaro), entre outros.
Informar que, no Sul do país, algumas cidades apresentam características próprias das culturas dos imigrantes.
Explicar que, no Brasil, existem ruas, praças, avenidas, largos, túneis e pontes que têm nomes de personalidades dos cenários político, religioso, científico e artístico, como Getúlio Vargas, Ana Néri, Santos Dumont, Castro Alves e Elis Regina.
Comentar que muitos desses nomes se repetem em várias cidades do Brasil, pois homenageiam pessoas, acontecimentos ou datas importantes para a história do país.
• EF02HI01
• EF02HI02
• EF02HI03
• EF02GE01
• EF02GE02
• EF02GE04
Leia o texto a seguir. Na quarta-feira, acordamos bem cedo e fomos à feira, onde compramos um monte de verduras e legumes. A nonna me explicou que aproveita tudo o que compra, que desperdício é zero quando assunto é comida, pois foi assim que ela aprendeu na Itália. À tarde, ajudamos ela a fazer nhoque caseiro e um doce chamado crostoli, uma verdadeira delícia – é uma massa frita recheada com goiabada. Minha avó me deixou abrir a massa com ela. Foi muito divertido conhecer os amigos do meu avô, vizinhos do bairro, imigrantes como ele. Eles chegavam na hora do jantar para [...] jogar escola, um baralho diferente, que eles jogavam quando tinham a minha idade. [...]
IACOCCA, Thiago. Meu avô italiano. São Paulo: Panda Books, 2010. p. 13-15.
• Interprete:
a) Qual é o assunto do texto?
b) Qual é o nome do país de origem dos avós citado no texto?
c) Como é chamado quem nasce na Itália?
d) Avaliem, debatam e opinem. Vocês costumam se preocupar com o desperdício de comida?
e) De que forma esse desperdício pode afetar a vida de vocês?
f) O avô imigrante mantém ligação com sua cultura? Como você chegou a essa conclusão?
Agora vamos conhecer melhor a origem de pessoas que vivem no seu bairro.
1. Com a ajuda de um adulto, entreviste uma pessoa que more no bairro há muitos anos.
Pergunte:

a) Há quanto tempo o senhor ou a senhora mora neste bairro?
b) A sua família já morava aqui ou veio de outro lugar?
c) O senhor ou a senhora sabe de onde eram os primeiros moradores do nosso bairro?
d) O nosso bairro tem recebido pessoas de outro lugar do Brasil, ou de outro país?
e) Como as pessoas que vieram de outro lugar influenciaram a alimentação, as vestimentas e o modo de falar das pessoas no bairro?
Respostas:
a) O texto é sobre a visita de um neto à casa dos avós imigrantes.
b) Itália.
c) Italiano.
d) Resposta pessoal.
e) Resposta pessoal.
f) Professor, espera-se que os estudantes respondam que o avô reside e mantém contato com a comunidade italiana, imigrantes como ele, que atu-
almente são seus vizinhos. A atividade pretende colaborar para estimular o estudante a inferir.
2. O que mais chamou sua atenção na história que você ouviu sobre o seu bairro?
Faça um desenho sobre esse acontecimento.
O título do desenho pode ser: “Pessoas e histórias do meu bairro”.
Pesquise uma fotografia antiga da história do seu bairro. Pergunte aos moradores mais antigos: O que mudou no bairro desde a data em que a fotografia foi tirada? Em que essas mudanças pioraram ou melhoraram a vida das pessoas?
Registre o que você concluiu com sua pesquisa. Em um dia combinado com o professor, apresente a seus colegas as transformações ocorridas com o passar do tempo.
BNCC
• EF02HI01
• EF02HI02
• EF02HI03
• EF02GE01
• EF02GE02
• EF02GE04
TEXTO DE APOIO
[...] o trabalho com a história oral pode mostrar como a constituição da memória é objeto de contínua negociação. A memória é essencial a um grupo porque está atrelada à construção de sua identidade. Ela [a memória] é resultado de um trabalho de organização e de seleção do que é importante para o sentimento de unidade, de continuidade e de coerência – isto é,
30/10/25 05:36
de identidade. E porque a memória é mutante, é possível falar de uma história das memórias de pessoas ou de grupos, passível de ser estudada por meio de entrevista de história oral. As disputas em torno das memórias que prevalecerão em grupo, em uma comunidade, ou até em uma nação, são importantes para se compreender esse mesmo grupo, ou a sociedade como um todo.
PINSKY, Carla Bassanezi (org.). Fontes históricas. São Paulo: Contexto, 2008. p. 167.
• EF02GE01
• EF02GE02
EF02GE04
ENCAMINHAMENTO
• Estimular as crianças a reconhecer a importância da matriz indígena em nossa história e cultura.
• Explorar os costumes e o significado da palavra manacô para o povo Kulina.
Aproveitar a oportunidade para trabalhar com os estudantes o modo de vida e de relação com a natureza dos Kulinas contribuindo assim para o desenvolvimento da habilidade EF02GE04 e do Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Multiculturalismo (Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras).
O texto a seguir é de Yaguarê Yamã, um indígena do povo Maraguá, que habita o Amazonas. Leia-o com atenção em voz alta. A infância de um indígena
Foi na aldeia Yãbetué’y, onde vivi parte de minha infância, que aprendi muito do que sei hoje. Caçar, nadar, andar pelo mato, ouvir histórias e viver aventuras eram minhas atividades favoritas.
[…] Aprendi a nadar com uns quatro anos de idade. Na Amazônia, também chamada “mundo das águas”, toda criança [...] aprende cedo a lidar com a água. Alguns, com toda a certeza, aprendem a nadar ainda bebês. Na minha aldeia, [...] o lugar de brincar que a criançada mais procurava era a beira de rio. E a brincadeira que mais nos divertia era o pega-pega dentro da água,
Acompanhe a leitura do texto a seguir pela professora. O alemãozinho, que nasceu curumim
Para vocês entenderem por que eu tenho essa cara de alemãozinho e me chamo Bino Mauirá, preciso contar um pouco sobre meus pais. Eles são um casal de missionários [filhos de alemães]. Muito antes que eu nascesse, eles já tinham saído do Rio Grande do Sul para viver [no] Acre, na aldeia Maronáua, e lá ficaram sete anos.
Eu nasci nessa aldeia e vivi com o povo Kulina até os 5 anos de idade. Fico me lembrando de como foi bom esse tempo. Todo mundo dormia em redes que as mulheres faziam. As casas da aldeia eram de madeira e barro [...].
Os Kulinas são muito sábios, eles têm uma palavra muito importante: “manacô”. Se eu fosse traduzir, seria ao mesmo tempo dar, receber e retribuir. Tudo o que eles ganham […] com trabalho é dividido com todos na maior alegria. É assim: receber, dar, dividir, tudo junto a mesma coisa. Isso é “manacô”.
José Santos.
do
2009. p. 91.

que chamávamos manja ou pira.
[…]
O que gostava mesmo era de caçar, armar arapuca para pegar juruti e andar pela mata, tentando acertar algum passarinho com minhas flechas de penas de jacu, as melhores penas para pontaria. Tinha vezes que passava horas amoitado só para acertar num pássaro qualquer desse para assar e comer junto com um gostoso pirão de farinha. Desse tipo de aventura era o que gostava. YAMÃ, Yaguarê. Kurumĩ Guaré no coração da Amazônia. São Paulo: FTD, 2007. p. 9-11.
a) Preencha o quadro a seguir com as informações do texto.
Autor
Lugar de brincar preferido
Brincadeira preferida
O que Yaguarê mais gostava de fazer
1. O garoto Bino disse que tem “cara de alemãozinho” porque seus antepassados eram alemães. Você tem antepassados que vieram de outro país? Se sim, de que país eles vieram?
Resposta pessoal.
2. Os pais de Bino se mudaram do seu lugar de origem, o Rio Grande do Sul, para viver em outro lugar, o Acre. Cubra o pontilhado e relembre o nome que damos às pessoas que migram de um lugar para o outro.
Se considerar oportuno, comentar que os migrantes que vêm de outro país para viver no Brasil, como dos avós de Bino, são chamados imigrantes e os brasileiros que vão morar em outros países são chamados emigrantes.
3. Registre as seguintes informações sobre o garoto Bino Mauirá.
Local de nascimento
Aldeia Maronáua
Quantos anos viveu entre os indígenas do povo Kulina? 5 anos
Hábitos do povo Kulina
Dormir em rede, construir casas de madeira e barro, compartilhar tudo o que tem entre todos da aldeia.
4. Qual é o significado da palavra manacô para os Kulinas?
De acordo com Bino, a palavra manacô significa receber, dar e dividir ao mesmo tempo.
Relacionar esse conceito ao de solidariedade.
5. Roda de conversa. Bino conviveu e aprendeu com o povo Kulina. Com a ajuda da professora, conversem sobre como devemos receber um migrante que venha estudar na nossa escola.
5. Resposta pessoal. A atividade oportuniza o exercício da empatia e do acolhimento nas relações humanas. Contribui também para preparar os estudantes para o exercício da cidadania. 25
b) Agora que você já conhece a infância de Yaguarê Yamã, compare o modo de viver dele com o seu.
Respostas:
a) Autor: Yaguarê Yamã; Lugar de brincar preferido: beira de rio; Brincadeira preferida: pega-pega dentro da água; O que Yaguarê mais gostava de fazer: caçar, armar arapuca para pegar juriti e caçar passarinho.
30/10/25 05:36
b) Resposta pessoal. A atividade pode contribuir para o desenvolvimento da habilidade EF02GE04, ao solicitar que os estudantes comparem o modo de viver do menino Yaguarê Yamã com o deles.
BNCC
• EF02GE01
• EF02GE02
• EF02GE04
ENCAMINHAMENTO
Explorar os costumes e o significado da palavra manacô para o povo Kulina. Refletir sobre a ética dos Kulinas apoiada no princípio do manacô: “receber, dar e dividir ao mesmo tempo”, e sobre a possibilidade de aplicar este princípio à realidade brasileira dos dias atuais.
Atividade 5. Essa proposta favorece o desenvolvimento das competências específicas 1 e 6 de Geografia.
Após a realização da roda de conversa, sugerimos escrever cartazes com palavras-chave a respeito da maneira como se deve receber um migrante em nossa escola ou comunidade. Pode-se sugerir às crianças que ilustrem seus cartazes. E, depois, expor esses cartazes nas paredes dos corredores da escola com o objetivo de conscientizar a comunidade escolar sobre a importância de acolher e interagir com aqueles que procuram nosso país para se estabelecer.
Dando continuidade ao trabalho com leitura de imagem, incentivar os estudantes a extrair de uma fonte visual informações que contribuem para construir conhecimento sobre o tema das migrações e sobre os conceitos de imigração e memória, bem como para estimular a educação do olhar dos estudantes e sua capacidade de observação e de inferência.
Na atividade 3, comentar que chegamos a esta conclusão pelos dizeres dos cartazes, pela bandeira da Itália, pelas vestimentas típicas das pessoas. Professor, consideramos importante essa proposta de atividade, pois pode aumentar a compreensão dos educandos a respeito da formação do povo brasileiro, bem como do fenômeno da imigração no passado e no presente.
TEXTO DE APOIO
A semana Cultural Italiana
[...] o distrito de Vale Vêneto, em São João do Polêsine, será o palco de grandes eventos gastronômicos, culturais e religiosos, além de oficinas e desfiles temáticos. A Semana Cultural Italiana e o Festival Internacional de Inverno da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), ambos na 40a edição, reúnem artistas, professores, estudantes e a comunidade da região, que este ano celebra os 150 anos da imigração italiana. [...]
A Semana Cultural Italiana de Vale Vêneto teve início em 1986, idealizada
• Observe as pessoas mostradas nas imagens, suas roupas, a bandeira e os dizeres nas faixas que carregam e responda.


Imagens do desfile da semana cultural italiana. São João do Polêsine, Rio Grande do Sul, 2022.
Observe a imagem 1.
1. A palavra imigração quer dizer: entrada de estrangeiros em determinado país para trabalhar e/ou para fixar residência. E a palavra imigrante, o que significa?
Imigrante é a pessoa que ingressa em um país para viver nele.
2. De que país é a bandeira que está na mão da senhora de lenço na cabeça? É a bandeira da Itália. Agora observe a imagem 2.
3. Os dizeres da faixa mostrada na imagem 2 são uma homenagem a um grupo grande de estrangeiros que entraram e fizeram história no Brasil.
a) Que grupo é esse? Os italianos.
b) Como você chegou a essa conclusão?
Pelos dizeres dos cartazes, pela bandeira da Itália, pelas vestimentas típicas das pessoas. Essa proposta de atividade quer ajudar o educando a formar a noção de imigrante. Aproveitar para retomar e consolidar a ideia de que no Brasil há bairros e comunidades formadas por imigrantes.
por imigrantes e descendentes italianos do distrito de Vale Vêneto, em São João do Polêsine, como parte do Festival Internacional de Inverno da UFSM. […]
XAVIER, Carmen. Festival de Inverno e Semana Cultural Italiana: música, gastronomia e arte tomam conta do Vale; confira a programação até 3 de agosto. Diário SM, 25 jul. 2025. Disponível em: https://diariosm.com.br/cultura/festival_ de_inverno_e_semana_cultural_italiana_ musica_gastronomia_e_arte_tomam_conta_ do_vale_veneto.15432094. Acesso em: 20 out. 2025.
LIVRO. AGLIARDI, Delcio Antônio. O avô do meu avô me contou. Caxias do Sul: Editora da Universidade de Caxias do Sul (EDUCS), 2025.
|
VÍDEO. FESTA do Imigrante começa amanhã em Timbó. Vídeo (3min51s). Disponível em: https://globoplay.globo. com/v/13973934/. Acesso em: 2 out. 2025.
Em 8 de outubro comemora-se o Dia do Nordestino. A data escolhida é o dia do aniversário do poeta cearense Antônio Gonçalves da Silva, conhecido como Patativa do Assaré.
O texto a seguir é dele. Leia-o com atenção.
Vaca Estrela e boi Fubá
Seu doutor me dê licença pra minha história contar.
Hoje eu tô na terra estranha, é bem triste o meu penar
Mas já fui muito feliz vivendo no meu lugar.
[...]
Ê ê ê ê la a a a a ê ê ê ê Vaca Estrela,
ô ô ô ô Boi Fubá.

Patativa do Assaré. Assaré, Ceará, 2000.
Penar: sofrimento.
Eu sou filho do Nordeste, não nego meu naturá
Mas uma seca medonha me tangeu de lá pra cá [...]
Hoje nas terra do sul, longe do torrão natá
Quando eu vejo em minha frente uma boiada passar,
As água corre dos olho, começo logo a chorá
Vaca Estrela e boi Fubá. Antônio Gonçalves da Silva (Patativa do Assaré) Universal Music Publishing MGB Brasil LTDA (BMG).
a) Sublinhe o trecho em que o autor diz que veio de outro lugar.
b) Que trabalho o autor fazia no lugar em que morava?
Ele era boiadeiro (vaqueiro), cuidava do gado.
c) Que motivo levou o poeta a deixar a sua terra natal?
Uma seca medonha; falta de chuva por um longo período.
BNCC • EF02GE01
VOCÊ ESCRITOR!
Uma possibilidade de trabalho com a cultura nordestina e a sua presença em diferentes regiões do país é trazer para a sala gravações dos acordeonistas Sivuca, Dominguinhos e Oswaldinho do Acordeon e estimular as crianças a ouvir suas interpretações.
Essa atividade pode contribuir para os estudantes perceberem a riqueza
da música nordestina e o talento dos músicos citados; eles se encontram entre os melhores do Brasil. O conhecimento dos artistas nordestinos pode ser uma porta de entrada para estimular nos estudantes não nordestinos atitudes de admiração e respeito pelas pessoas e pela cultura do Nordeste. A abordagem propicia a mobilização da competência geral 1.
TEXTO DE APOIO
Patativa do Assaré Antonio Gonçalves da Silva, conhecido como Patativa do Assaré, tendo a natureza e o homem do campo como fonte de inspiração cantou em verso e prosa a resignação nordestina diante das intempéries climáticas, a resistência do homem do sertão em defender seu torrão natal e principalmente tornou-se o paladino da alma do sertanejo e da cultura popular. Nasceu em 1909 na Serra de Santana, pequena propriedade rural no município de Assaré. Completaria 100 anos em 5 de março de 2009.
Patativa só passou seis meses na escola, mas [isso] não o impediu de ser Doutor Honoris Causa de pelo menos três universidades. Não teve estudo, mas discutia com maestria a arte de versejar. [...].
[…]
A resistência e a bravura da nossa gente foi cantada assim:
“Eu sou de uma terra que o povo padece / mas não esmorece e procura vencer. / Da terra querida, que a linda cabloca / de riso na boca zomba no sofrê / Não nego meu sangue, não nego meu nome. / Olho para a fome, pergunto: que há? / Eu sou brasileiro, filho do Nordeste, / Sou cabra da peste, sou do Ceará”.
FILHO, Antonio Nóbrega; FEITOSA, Fátima. (org). Patativa do Assaré: 100 anos de poesia. Fortaleza: INESP, 2009. Disponível em: https://www.al.ce.gov.br/ publicacoes-inesp/ downloads/pelo-id/1014. Acesso em: 20 out. 2025.
• EF02HI01
• EF02HI02
• EF02GE02
• EF02GE04
ENCAMINHAMENTO
O estudo da diversidade cultural é importante para a Geografia, pois permite aos estudantes que compreendam a multiplicidade de modos de vida, que se manifesta em cada território. Essa abordagem contribui para o reconhecimento de que diferentes grupos humanos constroem e transformam o espaço em que vivem, estabelecendo práticas culturais que marcadamente moldam paisagens. Alinhada à perspectiva da Geografia cultural, a valorização da diversidade cultural auxilia ainda na percepção de que as interações espaciais são também interações culturais.
Pode-se iniciar a aula perguntando:
• Há quadra esportiva, praça ou parque nas proximidades da sua casa?
• Se a resposta for sim, como eles são?
• Vocês vão a esses lugares com frequência?
• Quem vocês encontram nesses lugares? Em seguida, sugere-se:
• Evidenciar para os estudantes que ruas, quadras, praças e parques são espaços de sociabilidade.
• Pedir aos estudantes que descrevam o que viram nas praças e parques que já visitaram.

Espaços de sociabilidade são lugares onde as pessoas se encontram para conversar, caminhar, jogar, brincar, nadar e estar com amigos.
São exemplos de espaços de sociabilidade as ruas, as avenidas, as quadras de esportes, os clubes, os parques e as praças.
As praças geralmente têm jardins, espaços para brincar e praticar esportes, brinquedos e árvores. Têm também pista para caminhada, aparelhos de ginástica e guarita para os guardas.
• Estimular a oralidade perguntando: na praça em que vocês foram, havia pessoas idosas? Em caso afirmativo, o que eles estavam fazendo? E as crianças, de quem estavam acompanhadas? Vocês se divertiram?
| PARA O PROFESSOR
LIVRO. MARTINELLI, Tânia Alexandre. Debaixo da ingazeira da praça. Ilustrações de Evandro Luiz. São Paulo: Saraiva, 2011. (Coleção Jabuti).

1. Contorne de azul as crianças que estão se divertindo.
2. Contorne de vermelho as crianças que estão ouvindo histórias.
3. Contorne de verde as pessoas que estão trabalhando.
4. E você, também brinca em uma praça? Com quem você se diverte? Resposta pessoal.

1. Que tal promover um evento em uma praça ou em um espaço próximo da escola? Pode ser: um piquenique com resgate de brincadeiras antigas, leitura na praça (os estudantes vão ler livros para as pessoas que estiverem na praça no momento do trabalho de campo), fazer entrevistas com as pessoas que passam pela praça e perguntar o que mais gostam de fazer naquele espaço. Essa vivência pode ajudar os estudantes a entender que a praça é um
importante espaço de sociabilidade.
2. Montar uma tabela semelhante ao modelo a seguir. Depois, fazer um levantamento de quantas pessoas estavam presentes no evento, com base na idade. E preencher a tabela com esses dados.
Professor, as atividades desta abertura de unidade ajudam os estudantes na construção do conceito de “espaço de sociabilidade” a partir da observação de seu entorno, da vivência dele no lugar onde vive e das interações com a comunidade a que pertencem.
| PARA A FAMÍLIA
VÍDEO. ARTE na Praça. 2018. Vídeo (6min40s). Publicado pelo canal Turma da Mônica. Disponível em: https://youtu. be/GIgMelr4ypA. Acesso em: 23 out. 2025.
| PARA O ESTUDANTE
VÍDEO. O PARQUINHO. 2015. Vídeo (3min). Publicado pelo canal Mundo Bita. Disponível em: https://youtu.be/ OCyKKSjCzKY. Acesso em: 23 out. 2025.
| PARA O PROFESSOR
VÍDEO. SOCIEDADE civil e sociabilidade. 2016. Vídeo (2min1s). Publicado pelo canal Fronteiras do Pensamento. Disponível em: https://youtu.be/ DSP1W1nVRvY. Acesso em: 16 set. 2025.
Crianças Adultos
Pessoas idosas
Em uma roda de conversa, estimular os estudantes a falar livremente sobre a rua em que vivem, perguntando:
• Como é a rua, quadra ou avenida onde fica sua moradia? Larga?
Estreita? Longa? Curta? Quieta? Agitada?
• Você circula a pé por ela?
• Costuma encontrar vizinhos, colegas da escola ou amigos? Em caso afirmativo, você cumprimenta essas pessoas?
• Conversa com elas?
Em seguida, sugere-se:
• Evidenciar para os estudantes que ruas, quadras e avenidas são espaços de sociabilidade.
• Destacar as diferenças entre uma rua e outra. Professor, na atividade 1, os estudantes vão descobrir que Luiz Gama era filho da negra nagô Luiza Mahin e de um homem de origem portuguesa. Quando tinha apenas 7 anos, ficou sem sua mãe: ela foi expulsa da Bahia por ter participado de uma revolta contra a escravidão. A abordagem dessa atividade favorece o desenvolvimento da competência geral 2. Aos 10 anos de idade, Luiz Gama foi vendido como escravo pelo próprio pai. Mesmo tendo passado por muitas decepções, usou sua inteligência, sua persistência e sua coragem para lutar pela libertação dos escravizados. E, nos tribunais de justiça, conseguiu a liberdade para mais de mil escravizados. Além disso, foi poeta e jornalista.
A rua é um lugar por onde circulam veículos e pessoas. Pelas ruas, as pessoas vão e vêm. As ruas são diferentes umas das outras, e cada uma delas tem uma história.
Há quase 150 anos, no bairro do Cambuci, em São Paulo, começou a ser construída uma rua bem comprida.
Os moradores pediram às autoridades para que essa rua se chamasse Luís Gama.
O pedido foi aceito, e esse é o nome da rua até hoje.
1. Pesquisem e descubram:
a) Quem foi Luís Gama?
Resposta pessoal.
Veículos: meios utilizados para transportar ou conduzir pessoas, animais ou coisas, de um lugar para outro.
Site para pesquisa: Instituto Luiz Gama.
São Paulo, 2023. Disponível em:
https://institutoluizgama.org.br/. Acesso em: 27 ago. 2025.
Placa de identificação da rua Luís Gama. São Paulo, 2025.

b) Por que ele foi homenageado com o nome de uma rua?
Resposta pessoal.
2. Na cidade de Salvador, na Bahia, há uma rua chamada Rua do Tira Chapéu. Ela está localizada em frente ao palácio onde ficava a sede do governo da Bahia e por onde circulavam autoridades.
• Por que será que a rua recebeu esse nome? Resposta pessoal.
É possível sugerir os seguintes sites para a pesquisa:
• LUIZ Gama: ativista abolicionista. Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro, 13 maio 2020. Disponível em: https://antigo.bn.gov.br/acontece/ noticias/2020/05/luiz-gama-ativis ta-abolicionista. Acesso em: 23 out. 2025.
• INSTITUTO LUIZ GAMA. São Paulo, c2023. Disponível em: https:// institutoluizgama.org.br. Acesso em: 23 out. 2025.
Roda de conversa Pergunte aos seus familiares ou a antigos moradores do lugar onde você vive:
• Como era o bairro ou a quadra onde a gente mora? O senhor ou a senhora tem fotos antigas do lugar onde a gente vive? Pode me mostrar?
• Reúna também fotos atuais e tente descobrir o que mudou nesse lugar nos últimos anos.
Em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, havia uma professora chamada Bartira de Miranda Mourão, que era muito dedicada a seus estudantes.
Há cerca de 40 anos, os moradores da cidade homenagearam a professora, pedindo às autoridades para que a Rua 46 passasse a se chamar Rua Professora Bartira Mourão.
Já na cidade de Brasília, a capital do Brasil, as pessoas moram em quadras.


1. Qual é o nome da rua mostrada na imagem?
2. Paula mora em uma casa amarela com portão marrom. Qual é o número da casa de Paula?
Casa número 9.
3. Escreva o nome da rua e o número da sua moradia.
Resposta pessoal.
Grave as respostas dos entrevistados e, se possível, traga fotografias antigas e atuais para a sala de aula. E, em uma roda de conversa organizada pelo professor, trabalhem as mudanças e permanências comparando as imagens de um mesmo lugar em diferentes tempos.
VÍDEO. VEM brincar na rua. Kitty Driemeyer. Música Infantil. 2014. Vídeo (1min42s). Publicado pelo canal Kitty Driemeyer. Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=z3LmtVKbGjU. Acesso em: 23 out. 2025.
Superquadra de Brasília: preservando um lugar de viver
A superquadra é a mais importante contribuição de Brasília à história do urbanismo mundial. Lucio Costa, ao romper com a estrutura do quarteirão convencional, abrindo-o e transformando-o em um amplo bosque entremeado por blocos residenciais multifamiliares, de até seis pavimentos em pilotis livres, liberando o chão para uso público indistinto, concebeu uma nova maneira de morar em área urbana [...]. Essa proposta [...] não só foi assimilada e valorizada pela população como se tornou um componente urbanístico indissociável da cidade. Falar em superquadra é falar de Brasília.
O espaço urbano de Brasília apresenta [...] arquitetura moderna e [...] aflora no brasiliense o sentido de pertencimento a um lugar e a uma comunidade. É no cotidiano da superquadra, na relação de vizinhança de seus moradores, que ele tem a certeza de que Brasília não é apenas o ente abstrato titulado a capital de todos os brasileiros e Patrimônio Cultural da Humanidade, mas sim uma cidade concreta e humana. E que, à semelhança das demais cidades do mundo, tem uma comunidade com símbolos, valores e expressões próprias, e que ele é um de seus integrantes, com direitos e deveres sobre os destinos dessa coletividade. Inclusive, no que tange ao seu espaço. INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL (Brasil). Superintendência do Iphan no Distrito Federal. Superquadra de Brasília: preservando um lugar de viver. Brasília, DF: Iphan, 2015. Disponível em: https://bi bliotecadigital.iphan.gov.br/ items/7d4971ae-a429-440d -8921-ac10d029f137. Acesso em: 30 out. 2025.
TEXTO DE APOIO
Brincadeiras no espaço público
Pular corda, amarelinha, esconde-esconde e queimada são algumas das brincadeiras mais tradicionais no Brasil, ou pelo menos foi assim até pouco tempo atrás.
Com o crescimento dos centros urbanos e o aumento da violência, as novas gerações acabaram se emparedando cada vez mais nas casas e escolas, enquanto as brincadeiras de rua e a liberdade de correr por aí foram ficando para trás. [...] as ruas também precisam das pessoas para manterem sua utilidade social.
A presença dos pequenos nos espaços públicos resgata a vivacidade das ruas e relembra à cidade de que o território não é apenas para os carros. Com essa ideia em mente, comunidades de todo o mundo vêm implementando as ruas de lazer, chamadas também de ruas brincantes ou ruas de brincar.
Com medidas simples, como o fechamento periódico das vias para o fluxo de veículos, as cidades garantem condições para que os moradores da região possam usufruir do espaço público de forma mais livre e, principalmente, segura. Abrir as ruas para a prática de exercícios físicos, ações comunitárias e brincadeiras infantis também é uma forma de incentivar as relações de vizinhança e os vínculos comunitários com a cidade.
PENA, Ana Cândida; TERZA, Carolina La. Ruas de brincar resgatam o espaço público para as crianças. Ecoa UOL, 4 mar. 2022. Disponível em: https://www. uol.com.br/ecoa/colunas/ primeira-infancia/2022/03/04/ ruas-de-brincar-resgatam -o-espaco-publico-para-as -criancas.htm. Acesso em: 23 out. 2025.
Leia o texto a seguir com atenção.
A rua do Marcelo
Tem ruas que são calçadas e tem ruas que são de terra.
Quase todas as ruas calçadas são asfaltadas.
Só poucas ruas são de pedras.
Minha rua é asfaltada até a esquina da avenida.
Depois ela é de terra, nesse espaço tem um campinho de futebol. […]
As calçadas da minha rua são umas diferentes das outras.
A da casa da Teresinha é de pedrinhas brancas e pretas.
A da frente do apartamento do alvinho é feita de uns quadrados cheios de quadrinhos.
A calçada da casa do Catapimba é de cimento todo riscado. É lá que as meninas brincam de amarelinha.

VÍDEO. A RICA história da escritora Ruth Rocha, que há 50 anos, brilha na literatura infantil. 2016. Vídeo (3min30s). Publicado pelo canal Jornal da Gazeta. Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=EURMRQQfZWc. Acesso em: 23 out. 2025.
1. Complete a frase de acordo com o texto.
Tem ruas que são asfaltadas e tem ruas que são de terra .
2. Complete a frase: asfaltada de terra asfaltada e de terra
A rua de Marcelo é asfaltada e de terra .
3. Quais dessas imagens é a da calçada de Catapimba?



4. Quantas letras tem a palavra Catapimba?
A palavra Catapimba tem nove letras.
5. Separe a palavra Catapimba em sílabas.
Esta atividade pode ajudar os estudantes a diferenciarem letras de sílabas. 33
| PARA O ESTUDANTE
LIVRO. CUPERSCHMIDT, Debora Hemsi.
considerado um assunto irrelevante ou uma atividade menor dos vereadores nos Legislativos municipais. Mas a falta de nome oficial para uma rua pode criar muitas dificuldades para todas as pessoas que nela residem. Fica mais difícil para alguém explicar corretamente onde mora, se a pessoa reside numa rua sem nome, gerando problemas inclusive para o recebimento de correspondências, encomendas e cobranças.
O nome de uma rua é muito importante e faz parte do chamado endereço, juntamente com o bairro, o CEP, o número do imóvel e a cidade. [...] A inexistência de endereços com CEP ainda deixa os moradores sem possibilidade de comprovar residência, seja para confecção de documentos, matrículas em escolas ou inscrição em programas assistenciais.
A lista dos constrangimentos sofridos por esses moradores é extensa. Também não são tarefas fáceis para quem mora em uma rua que não tem nome: chamar o socorro para uma pessoa que está necessitando atendimento de urgência, manter um empreendimento sem um endereço preciso, fazer cadastro numa loja, receber correspondências, pedir uma tele-entrega ou até mesmo acolher os amigos para uma festa.
30/10/25 05:36
A histórica confusão da Rua Narciso Eugênio Umbigo. Ilustrações de Júnior Caramez. [S. l.]: Edição do autor, 2018. VÍDEO . RUAS de lazer. Semana Municipal do Brincar 2023. 2023. Vídeo (2min). Publicado pelo canal Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (SEME). Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=XR_genYZbNo. Acesso em: 23 out. 2025.

TEXTO DE APOIO
Nomear logradouros é função importante do poder público Projetos de lei que propõem conceder nome a uma rua ou logradouro, frequentemente, são criticados por este ser
Da mesma forma, sem comprovante de endereço o morador não pode ter conta corrente em banco, e o acesso ao crédito ao consumidor é dificultado.
SCOMAZZON, Carlos. Nomear logradouros é função importante do poder público. Porto Alegre: Câmara Municipal, 15 jan. 2020. Disponível em: https://www. camarapoa.rs.gov.br/noticias/ nomear-logradouros-e -funcao-importante-do -poder-publico. Acesso em: 23 out. 2025.
VÍDEO. A RUA do Cebolinha. 2014. Vídeo (3min31s). Publicado pelo canal Turma da Mônica. Disponível em: https://youtu.be/ mqsaeWEpXkM. Acesso em: 23 out. 2025.
As ruas de paralelepípedo no município de São Paulo
Utilizado na cidade de São Paulo desde 1856, o pavimento de paralelepípedo é histórico e pode durar centenas de anos. Mas atualmente, sua importância supera os aspectos estéticos e históricos: por ser permeável, contribui com o escoamento das águas pluviais para os lençóis freáticos e ajuda a evitar enchentes, podendo ser considerado uma solução baseada na natureza – SBN.
Além disso, é importante ressaltar que as ruas de paralelepípedo são antigas e dificilmente possuem boca de lobo ou infraestrutura de captação de águas pluviais, de forma que asfaltá-las, como se tornou comum em nossa cidade, é um grande equívoco.
Os blocos de pedra também ajudam a manter o microclima local mais fresco e fazem com que os automóveis trafeguem em menor velocidade. Por estes motivos, existe um movimento crescente de moradores que se unem contra o asfaltamento de suas ruas de paralelepípedo, o que algumas vezes é respeitado pelo poder público.
Mas mais do que não pavimentar com asfalto, é preciso que a prefeitura invista na adequada manutenção dessas ruas [...] é preciso investir em [...] qualificação do serviço de tapa-buraco [...] [e na] fisca-
As ruas são diferentes. Algumas são largas, outras estreitas. Há ruas de terra, asfaltadas e de paralelepípedo. Algumas são arborizadas, outras não. Há ruas movimentadas e ruas calmas.


Rua de terra. Formosa do Rio Preto, Bahia, 2022.

Rua asfaltada e arborizada. Rio de Janeiro, estado do Rio de Janeiro, 2023.

lização [...] das empresas concessionárias para que cumpram suas responsabilidades contratuais.
AGUIAR, Maria Fernanda Salles de. Preservação das ruas de paralelepípedo São Paulo: Participe+, 14 abr. 2025. Disponível em: https://participemais.prefeitura. sp.gov.br/legislation/processes/323/propo sals/3863. Acesso em: 30 out. 2025.
• Você conhece a canção “Se essa rua fosse minha”?
Leia um trecho:
Se essa rua, se essa rua fosse minha
Eu mandava, eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas,
Com pedrinhas de brilhantes
Para o meu, para o meu amor passar

a) No caderno, escreva frases contando como seria a rua em que você gostaria de viver.
Respostas pessoais.
• Como seriam as casas?
• Haveria comércios? Quais?
• Haveria áreas verdes para as crianças brincarem?
b) Invente um nome para a sua rua.
c) Por que você escolheu esse nome para a sua rua? Explique.
No item a , explorar oralmente a questão antes de propor o registro.
Retomar, então, as descobertas sobre a organização de frases e sobre as informações que precisam estar contidas nela (no caso, frases sobre a rua dos sonhos).
Promover uma conversa para que os estudantes possam compartilhar suas ideias, os nomes das ruas e as justificativas.
30/10/25 05:36
Nos itens b e c, exploramos a produção escrita em letra cursiva.
Imagine que você está produzindo uma campanha para estimular as pessoas da sua comunidade a cuidar bem das ruas.
Crie uma frase motivando as pessoas a cuidar das ruas. Veja o exemplo a seguir: “A construção de um mundo melhor começa em cada um de nós. Em
nossa casa. Em nossa rua. Em nosso bairro.”
Escreva a frase em uma folha branca. O professor vai recolher todas as frases.
Cada estudante vai sortear uma e fará a leitura em voz alta.
A turma terá de descobrir quem escreveu a frase.
LIVRO. AMOS, Eduardo. Se essa rua fosse minha. São Paulo: Moderna, 2002.

Professor, na atividade 1, a intenção foi estimular a habilidade de localizar informações explícitas no texto.
A atividade 2 estabelece um paralelo entre a rua descrita no poema e a rua onde o estudante mora.
Com isso, ele desenvolverá habilidades importantes em História: comparar e relacionar informações e ideias.
A leitura do texto e o registro de respostas às questões propostas possibilita o desenvolvimento da habilidade de Língua Portuguesa: (EF15LP01) Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa cotidianamente (a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital, reconhecendo para que foram produzidos, onde circulam, quem os produziu e a quem se destinam.
TEXTO DE APOIO
Por que as árvores de rua são tão importantes?
[...] a arborização no meio urbano atua diretamente na melhoria da qualidade climática local, trazendo maior umidade, devido a perda de água durante a “respiração” das plantas [e] isolamento térmico e acústico, proporcionado pelo fechamento das copas.

A rua onde moro
Moro em uma ruazinha estreita, [...] no centro da cidade, há mais de vinte e dois anos. Quando os carros passam é preciso colar o corpo às casas [...].
Pensei como é triste uma rua sem árvores e sem espaço. Não tanto pelo espaço, mas pelas árvores. [...]
Uma rua sem árvore é um jardim sem flores. Não há passarinhos [...] nem mesmo um beija-flor para encantar os olhos.
em: http://www.recantodasletras. com.br/cronicas/2974793. Acesso em: 15 out. 2025.
1. Contorne as palavras que dizem como é a rua do texto.
2. Na sua rua existem árvores e espaços para brincar? Resposta pessoal.
3. A autora compara uma rua sem árvores: a uma rua sem passarinhos.
X a um jardim sem flores.
A influência da vegetação na melhoria do microclima pode ser observada por pesquisadores em várias cidades do Brasil e do mundo. [...] As árvores [também] são capazes de absorver boa parte dos gases poluentes, e atuam principalmente no estoque/ sequestro de carbono, já que absorvem o gás carbônico através da fotossíntese. Além disso, as folhas, casca e raízes são capazes de acumular o material particulado (MP), como a fuligem, diminuindo a quantidade de material particulado suspenso na atmosfera.
CARTILHA do plano diretor de arborização urbana. Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente. Por que as árvores de rua são importantes? O que é o espaço árvore. Disponível em: https://www2.itanhaem. sp.gov.br/secretarias/planejamento-e-meio -ambiente/cartilha_espa%C3%A7o_arvore _importancia_arboriacao.pdf. Acesso em: 23 out. 2025.
1. A rua, avenida ou quadra onde você mora, como é?
Complete a frase dizendo como é a sua rua, avenida ou quadra. Use duas das palavras e expressões a seguir.
Curta ou comprida
Larga ou estreita
Calma ou agitada
Com prédios ou sem prédios
A minha rua/avenida/quadra é
e .
2. Faça um desenho da sua rua. Produção pessoal.
Resposta pessoal.
Para ajudar os estudantes a responder à atividade 1, listar na lousa características de rua complementares às listadas, como:
• de pedras ou paralelepípedos;
• asfaltada, esburacada;
• conservada, arborizada;
• com poucas árvores, sem árvores;
• com lojas comerciais etc.
Na atividade 2, pedir aos estudantes que deem um título ao desenho.
30/10/25 05:36
Retomar as aprendizagens sobre a função de um título em situações diversas (textos, ilustrações, mapas, gráficos, entre outros), ressaltando que os títulos precisam antecipar a temática de uma produção e dar pistas sobre ela.
Analisar, com os estudantes, alguns materiais citados (textos, ilustrações, mapas, gráficos, entre outros) e os títulos a eles atribuídos. Observar o tamanho do título (quantidade de palavras), a segmentação, bem como
alguns aspectos multimodais, como tamanho, cor e formato das letras.
Explicar que, no Brasil, existem ruas, praças, avenidas, largos, túneis e pontes que têm nomes de personalidades dos cenários político, religioso, científico e artístico, como Getúlio Vargas, Tiradentes, Ana Néri, Carolina de Jesus, Santos Dumont, Esperança Garcia, Castro Alves e André Rebouças.
• Leia esses versos feitos por uma menina chamada Júlia:
A minha rua é curta e fechada
Tem árvores e flores coloridas
Passarinhos que cantam alegria
Nela eu brinco todo dia.
Trecho elaborado pelos autores.
a) Como é a rua de Júlia?
b) Por que Júlia gosta da rua onde mora?
c) Em uma folha avulsa, faça um desenho colorido da rua de Júlia e escreva seu nome no desenho.
Respostas:
a) É curta e fechada; isto é, sem saída.
b) Porque ela pode brincar na rua.
c) Produção pessoal.
• EF02HI02
• EF02HI10
• EF02GE06
TEXTO DE APOIO
A invisibilização da profissão de gari
“É o desaparecimento de um homem perante a outros, ocasionado por fatores sociais, econômicos e históricos. Somente aquele que sente na pele os seus efeitos, sabe o que é”, compartilha o gari e historiador Ednilson de Pontes Silva, conhecido como Deninho Gari [...].
Deninho trabalha há 12 anos com varrição de rua em Pirpirituba (PB), região com um pouco mais de 10 mil habitantes. Mesmo sendo uma cidade considerada pequena, quando ele está uniformizado, relata não ser reconhecido na rua pelos amigos.
“As pessoas não olham nos nossos rostos enquanto trabalhamos. Não raro também me confundem com o meu companheiro de trabalho, que fisicamente não é nada parecido comigo”, diz.
Em Belo Horizonte, o gari Rafael Rodrigues [...] relata uma experiência parecida.
“As pessoas não nos dão bom dia ou boa tarde. E há também discriminação: de você pedir um copo de água e recusarem ou de pegar um metrô cheio de pessoas em pé e o banco do seu lado permanecer vazio” [...].
[...] Em 2019, ao se formar em história na Universidade Estadual da Paraíba (Uepb), Deninho escolheu a invisibilidade social dos garis como tema para a sua monografia e entrevistou outros profissionais da limpeza urbana do país. No dia da defesa, vestiu seu uniforme.
“Meu pai é gari há 23 anos e eu mesmo nunca
Algumas ruas são tranquilas e tem muitas moradias. Outras ruas são movimentadas e com muitos comércios, como lojas, padarias, mercados e farmácias.
As ruas também são locais de trabalho de vários profissionais, como carteiros, vendedores, entregadores, policiais e muitos outros. Algumas atividades de trabalho ocorrem somente durante o dia, outras somente durante a noite. Outras ainda acontecem de dia e de noite.

Resposta pessoal.
1. Que profissionais trabalham na rua onde você mora? Carteiros. Vendedores. Policiais. Artistas. Feirantes. Entregadores. Outros. Quais?
2. Em qual período do dia a maioria dos profissionais do comércio trabalham?
X Manhã. X Tarde. Noite.
enxerguei a profissão dele antes de ter a mesma experiência. A universidade me ajudou a abrir os meus olhos para a importância dessa função, além do preconceito e invisibilidade que toda a classe de garis sofre. Foi uma virada de chave”, destaca.
VALLE, Leonardo. Você já deu bom dia para o gari da sua rua? 25 abr. 2023. Disponível em: https://www.institutoclaro. org.br/cidadania/nossas-novidades/ reportagens/voce-ja-deu-bom-dia-para-ogari-da-sua-rua. Acesso em: 23 out. 2025.
3. Observe a imagem a seguir.

a) Escreva o nome dos trabalhadores de acordo com os números.
1. Jornaleiro. 2. Guarda de trânsito. 3. Gari.
b) Cada trabalho é importante para a comunidade. Escreva o que faz cada um dos três profissionais que você localizou na imagem.
Espera-se que os alunos identifiquem as funções dos profissionais: o jornaleiro contribui para
que a informação circule e favorece o hábito da leitura em pessoas de diferentes idades; a guarda de trânsito garante que as regras de trânsito sejam obedecidas, protegendo tanto os motoristas quanto os pedestres; e o gari contribui para a limpeza das ruas.
ATIVIDADES
• A imagem desta página representa profissionais que trabalham na rua: jornaleiro, guarda, gari. Além deles, outro profissional que trabalha na rua é o vendedor ambulante. Vamos conhecer um pouco mais sobre ele?
Leia o texto a seguir e responda às perguntas.
Vendedor ambulante
A profissão de vendedor ambulante existe há muitos anos [...].
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Um vendedor ambulante é uma pessoa que comercializa produtos ou oferece serviços sem um local fixo [...], muitas vezes nas ruas, praças, praias, eventos públicos ou de porta em porta. [...]
Há uma infinidade de produtos, serviços e oportunidades que podem ser o foco da ação de um vendedor ambulante. Além de alimentos, o trabalho de bordadeiras, artesãos e artistas plásticos, por exemplo, são valorizados nesse tipo de venda e podem se tornar uma fonte de renda. [...]
A comercialização dos produtos por um vendedor ambulante costuma ser feita em
quiosques, barraquinhas, trailers, camelôs, praças, praias e demais localidades ao ar livre.
VENDEDOR ambulante: como funciona essa modalidade de trabalho?
Sebrae Santa Catarina, 7 fev. 2025. Disponível em: https://www.sebrae-sc.com. br/blog/vendedor-ambulan te. Acesso em: 28 out. 2025.
a) Em que lugares é mais comum vermos um vendedor ambulante trabalhando?
b) Qual é a principal característica de quem trabalha como ambulante?
c) Você já viu algum vendedor ambulante no lugar onde vive? O que sabe sobre o trabalho dele?
Respostas:
a) Em ruas, praças, praias, eventos públicos e outros lugares ao ar livre e com grande movimento de pessoas.
b) A principal característica é não ter lugar fixo de trabalho.
c) Respostas pessoais.
• EF02GE02
• EF02GE05
Professor , quando uma rua recebe nova pavimentação ou passa a ter mais comércios, suas paisagens são alteradas e refletem mudanças sociais, econômicas e culturais do lugar. Como indica Milton Santos, o espaço é resultado da ação humana sobre a natureza ao longo do tempo, sendo constantemente produzido e transformado pelas relações sociais. Dessa forma, vale ressaltar que as mudanças nas paisagens são constantes e convidar os estudantes a observar essas mudanças em seu lugar de vivência. Iniciar uma aula dialogada informando que as fotografias com menção de data e local são fontes para a História e para a Geografia. Nesse contexto, a abordagem favorece o desenvolvimento da competência específica 6 de História. E, com base na observação das fotografias dessa página, perguntar aos estudantes:
• Que mudanças vocês percebem ao observar as fotografias de uma mesma rua em diferentes tempos?
• O que, nessa rua, permaneceu parecido com o que era antes? Em seguida, sugere-se:
• Informar que os seres humanos modificam espaços e constroem lugares.
Com o passar do tempo as ruas mudam. Casas podem dar espaço para prédios altos, comércios podem abrir ou fechar, árvores podem ser plantadas.
Assim, uma rua que era calma, pode se transformar em rua movimentada.
Observe as imagens.


Rua XV de Novembro. Blumenau, Santa Catarina, 1905.
Rua XV de Novembro. Blumenau, Santa Catarina, 2012.
• Compare as imagens. O que mudou na rua retratada com o passar do tempo?
Os estudantes podem responder que, mais de cem anos depois, a 40
rua passou a ter mais construções, carros, asfalto, placas que antes não existiam. Professora, se achar oportuno, chamar a atenção para as permanências, como semelhanças na arquitetura dos sobrados à esquerda e a presença de um monumento com relógio no lugar da torre da igreja.
Quem nasceu e viveu na mesma rua desde criança pode notar as mudanças ocorridas em um determinado intervalo de tempo. Por exemplo, pode perceber se alguns prédios, a iluminação ou o calçamento da rua foram construídos ou modificados.
Você já percebeu mudanças nas ruas por onde você passa no caminho da sua casa à escola?
• Comentar que, há cerca de 150 anos, as ruas não eram asfaltadas e
somente aquelas consideradas mais importantes tinham calçamento. Em alguns lugares, as ruas eram revestidas de pedra. Em outros, era comum o uso de seixos rolados (pedras arredondadas).
A escolha do calçamento dependia muito do material disponível nas proximidades.
A rua é um espaço público. Isso significa que ela é de todos nós e, por isso, todos são responsáveis por cuidar dela. Algumas atitudes podem ajudar a cuidar da rua, como:
• levar um saquinho ao passear com o cachorro para recolher as fezes e não sujar a rua;
• não rabiscar bancos, paredes e muros;
• cuidar das plantas, que, além de enfeitar, refrescam com as sombras e ajudam a proteger o solo;
• participar de mutirões de limpeza com a comunidade;
• jogar o lixo nas lixeiras adequadas, separando os materiais recicláveis.

Crianças e adultos em um mutirão de limpeza.
BNCC
• EF02HI01
ENCAMINHAMENTO
Para despertar o interesse dos estudantes pelo assunto, pode-se perguntar:
• Se a rua é de todos nós, quem deve cuidar dela: os vizinhos? As pessoas que passam por ela? Os visitantes? Os turistas? Toda a comunidade?
• Vocês se sentem responsáveis pelos cuidados com a rua onde moram?
Em seguida, sugere-se:
• Refletir com os estudantes sobre a seguinte questão: quando alguém joga papel no chão, quebra um telefone público ou picha um banco, quem fica prejudicado com essas ações?
• Destacar que respeitar o que é de todos é uma atitude que todo cidadão deve ter.
• Refletir sobre a seguinte questão: o que é ser um cidadão, afinal?
Na sequência, sugere-se:
• Realizar a leitura do texto proposto.
• Orientar a análise da imagem, auxiliando os estudantes a identificar atitudes de cuidado com as ruas.
• Estimular a reflexão perguntando sobre outras atitudes que podemos adotar para cuidar das ruas.
Uma atitude que pode ser conversada é a prática de pichação das ruas, muros, monumentos e prédios. A pichação prejudica a conservação dos espaços urbanos, gera custos para a limpeza e manutenção, sendo considerada um ato de vandalismo. Nesse contexto, é importante explicar a diferença entre pichação e grafite artístico. Diferentemente da pichação, o grafite é reconhecido como uma forma de manifestação da cultura brasileira, segundo a Lei no 14.996, de 15 de outubro de 2024.
Para finalizar a aula, é possível:
• Propor uma conversa coletiva sobre a importância de conservar a rua e os outros espaços públicos, incentivando a ação responsável e a consciência ambiental, de modo a desenvolver a competência específica 8 de Ciências da Natureza.
Ao iniciar a aula, sugere-se fazer algumas perguntas para despertar o interesse da turma para o tema proposto, como:
• No bairro onde você mora, há um caminhão que passa recolhendo o lixo?
A partir das respostas dos estudantes, é possível:
• Conversar com os estudantes sobre o fato de que toda cidade produz lixo e que ele precisa ser coletado. Explicar que o lixo acumulado nas ruas pode atrair animais transmissores de doenças, além de contaminar a água e o solo.
• Explicar que existem dois tipos principais de coleta: a coleta convencional e a coleta seletiva, explicando que cada uma tem finalidades diferentes.
• Explicar que a coleta convencional recolhe todo tipo de resíduo misturado, sem separação, e que o lixo coletado é destinado a aterros sanitários ou lixões.
• Explicar que, no caso da coleta seletiva, os resíduos são separados por tipo: recicláveis (papel, plástico, vidro, metal), orgânicos e rejeitos. Destacar que a separação permite reciclar materiais, produzir adubo a partir de restos orgânicos e reduzir o volume de lixo enviado aos aterros.
• Explicar que a coleta seletiva nem sempre está disponível em todos os bairros, mas que a
Por meio da coleta seletiva, os resíduos recicláveis são recolhidos para serem levados a centros de reciclagem. Nesses locais, eles são separados para serem transformados em novos produtos. Isso ajuda a reaproveitar os materiais e a diminuir a quantidade de resíduos no ambiente.

Lixeiras para coleta seletiva.
1. Na rua em que você vive existe coleta seletiva?
Resposta pessoal. Incentive os estudantes a perguntar a familiares se existe coleta seletiva no bairro onde vivem.
2. Façam uma campanha para alertar a comunidade escolar sobre a importância da coleta seletiva de lixo e incentivar as pessoas a separar os resíduos. Produção coletiva.
• Criem um slogan.
• Façam um cartaz para a campanha.
Slogan: texto curto, de fácil memorização, que faz parte de uma propaganda ou de uma campanha.
separação do lixo em casa pode ser feita e encaminhada, quando possível, por catadores, cooperativas ou pontos de entrega voluntária.
Professor, explicar aos estudantes que os resíduos orgânicos se decompõem naturalmente e têm origem vegetal ou animal, como restos de alimentos, sementes, ossos e folhas.
• Na atividade 2, os estudantes devem criar um slogan, proposta que possibilita a articulação com a habilidade
EF12LP13 de Língua Portuguesa.
• Apresentar alguns slogans conhecidos aos estudantes e questionar se conhecem outros. Destacar a característica fundamental dos slogans (frase curta, de fácil memorização) e promover uma “chuva de ideias” em que os estudantes possam auxiliar uns aos outros na produção do slogan.
O conteúdo desta página se conecta ao Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Meio ambiente (Educação Ambiental).
Leia o texto a seguir.
Mutirão de pintura da Rua de Brincar
No último sábado (26/11) foi a vez dos pais e da comunidade participarem do mutirão de pintura da Rua de Brincar, no Jardim Aeroporto, [...] Mogi das Cruzes. [...] As ruas [...] se transformaram em espaços coloridos e amigáveis para as crianças do bairro, que viram suas ideias se tornar realidade nos desenhos e brinquedos pintados nas ruas.
Alino dos Santos mora há pouco tempo no bairro e estava pintando a rua com os filhos. [...] A rua está mais colorida e é bom que incentiva e traz mais diversão para as crianças”, disse.

Secretaria de Educação. Mutirão de pintura da Rua de Brincar no Jardim Aeroporto mobilizou moradores e crianças. Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes, 30 nov. 2022. Disponível em: https://www.mogidascruzes.sp.gov.br/noticia/mutirao-de-pintura-da-rua-de-brincar-no-jardim -aeroporto-mobilizou-moradores-e-criancas. Acesso em: 10 jun. 2025.
a) Procure e escreva o significado da palavra mutirão.
Trabalho coletivo e gratuito para ajudar uma ou mais pessoas.
b) O que a comunidade pintou na Rua de Brincar?
A comunidade pintou brinquedos para as crianças.
c) E, você, já participou de um mutirão? Se sim, conte quem vocês ajudaram.
Resposta pessoal. A ideia é estimular as crianças a desenvolverem um espírito de cooperação e solidariedade.
BNCC
• EF02HI01
VOCÊ CIDADÃO!
Professor, as atividades desta página ajudam a aprofundar o desenvolvimento da competência geral 7 e da competência específica 4 de Ciências da Natureza
Nas ruas de lazer, são praticadas atividades como futebol, voleibol,
TEXTO DE APOIO
As Ruas de Lazer são ruas destinadas ao convívio e a brincadeiras, que permanecem fechadas para o trânsito aos finais de semana e feriados. São uma ótima alternativa para suprir a falta de praças, parques e outros espaços de lazer que sejam seguros para o livre brincar das crianças e para fomentar o sentimento de pertencimento à comunidade.
[...] Essa prática é comum em diversas cidades brasileiras e, em algumas delas, existem leis e regras claras, basta que a comunidade se mostre interessada e que os moradores da rua aprovem – processo que pode ser feito por meio de um abaixo-assinado. Em outras cidades é preciso garantir uma legislação que defina os procedimentos necessários.
Para criar uma rua de lazer, os membros da comunidade precisam estar engajados e formar um Conselho de rua – além, é claro, de disposição e criatividade para planejar e realizar atividades ao ar livre, que proporcionam aprendizado, saúde, amizade e alegria para crianças, adultos e idosos, e contribuem para a evolução da vida comunitária.
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capoeira, pula-pula, cama elástica, piscina de bolinhas, aulas de dança, música, teatro, pintura, ginástica, entre outras.
1. Você já praticou alguma das atividades citadas. Qual ou quais?
2. De qual atividade você gostou mais?
3. O que você faz em seu tempo de lazer? Em uma folha avulsa, desenhe o que você faz durante seu tempo de lazer. Respostas pessoais.
Uma cidade sem legislação para ruas de lazer precisa de um esforço para garantir que esses espaços se tornem política pública. Para isso, é preciso mobilizar a população da cidade em torno de um Projeto de Lei (PL) de iniciativa popular. Para agilizar este processo, também é possível apresentar um modelo de PL que deverá sofrer as alterações necessárias para se adequar a sua cidade e depois passar pelo processo normal de tramitação. Aprovada a nova lei, basta que o prefeito a regulamente.
RUAS de lazer. São Paulo: Instituto Alana. Disponível em: https://alana.org.br/ glossario/ruas-de-lazer. Acesso em: 3 out. 2025.
• EF02GE10
TEXTO DE APOIO
Desenhos de lugares na construção do conhecimento geográfico
A ideia de lugar de vivência aproxima-se [...] à de pertencimento, é herdeira da história dos objetos e das pessoas [que] dão significado e confundem-se com a história do lugar e de seus habitantes.
O lugar é, portanto, entendido a partir da relação [...] que estabelece com outros lugares e com os objetos que marcam sua paisagem – e da relação de pertencimento – que estabelece com as pessoas que vivem e convivem nele. [...]
Do ponto de vista da representação dos lugares as crianças podem traçar um caminho, elaborar um trajeto de um percurso, neste caso o mais importante é a criança desenhar com coerência o real. Ao desenhar a criança pode ser estimulada a investigar e a organizar a realidade, mas, também, incluir lugares imaginários. [...] [Assim], a criança entende o significado do lugar de vivência, do pertencimento, reflete sobre padrões de segregação na gestão dos problemas urbanos – sejam eles de que natureza forem –, associa fenômenos ambientais à gestão de recursos naturais (água, esgoto, saneamento, emissão de poluentes etc.), de preferência comparando sua realidade com outras, ou seja, analisa o lugar em diferentes escalas geográficas.
CALLAI, Helena Copetti; CAVALCANTI, Lana de Souza; CASTELLAR, Sonia Maria Vanzella. O estudo do lugar nos anos iniciais do ensino fundamental.
Observar e representar nossos lugares de vivência nos ajuda a entender melhor onde vivemos.
Podemos representar os lugares por meio de um desenho. Para isso, é preciso observar os diversos elementos que compõem a paisagem, como postes, placa de rua, construções, árvores, entre outros.
Na imagem a seguir, é possível observar a rua de uma escola.

1. Marque um X nas alternativas corretas sobre a imagem.
X A rua da escola é pouco movimentada.
A rua da escola é muito movimentada.
X A construção do edifício da escola é térreo.
A construção do edifício da escola é um prédio.
X Existem casas em frente à escola.
Existe uma praça em frente à escola.
Terra Livre, São Paulo, ano 28, v. 1, n. 38, p. 79-98, jan./jun. 2012. Disponível em: http://observatoriodageografia.uepg.br/ files/original/61696031828ba3dba72ec6f79 98aeb9651006e53.pdf. Acesso em: 23 out. 2025.
A importância da alfabetização cartográfica
[...] Mesmo extraindo as informações necessárias de alguns mapas de uso cotidiano, como os rodoviários, os mapas sobre a previsão do tempo ou o mapa da cidade habitada, a noção de que essas informações estão ligadas a uma área da ciência denominada Cartografia é vaga. [...]
Portanto, é fundamental que o ensino da Geografia e, aqui mais especificamente da Cartografia, tenha início nos primeiros anos escolares da criança. Ao observar e
A atividade 2 visa estimular a observação e a identificação de elementos da paisagem e preparar o trabalho que será feito na atividade 3.
2. Quais são as características da rua da sua escola?
a) A rua da sua escola é tranquila ou movimentada?
b) Observando sua escola de frente, o que está à direita da sua escola? E à esquerda?
c) Na frente da sua escola, o que é possível observar?
d) Há árvores, calçadas e faixa de pedestre?
3. Agora que você observou a rua da sua escola, faça um desenho e nomeie os principais elementos da paisagem.
Produção pessoal.
assimilar as informações do espaço vivido e conseguir visualizar estas mesmas informações em uma representação gráfica bidimensional, a criança estará adquirindo todo um saber científico que trará mais luz para as atividades da sua vida diária. Atividades estas que dependem do ato de deslocar-se de um lugar para o outro, dando todo sentido ao estudo da orientação espacial, da localização. [...]
[...] a consciência sobre o ponto de partida, o trajeto percorrido e o ponto de chegada é um dos objetivos que a Cartografia pretende alcançar para contribuir tanto com a formação de uma visão crítica, quanto com a agilidade de nossas ações,
BNCC
• EF02GE08
• EF02GE10
As representações do espaço, como desenhos, mapas mentais e maquetes, produzidos pelos estudantes, são instrumentos importantes para a construção do pensamento espacial desde os Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Ao representar a paisagem da rua da escola, eles expressam o modo como percebem e compreendem o espaço vivido, suas referências, trajetos e objetos que compõem o cotidiano. Essas produções não são apenas exercícios artísticos, mas formas de linguagem que revelam o olhar dos estudantes sobre o lugar e permitem iniciar discussões sobre o que muda e o que permanece na paisagem. Além disso, observar e representar a paisagem pode parecer uma ação simples, mas é uma atividade fundamental para a alfabetização cartográfica.
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principalmente nesta era histórica, que exige das pessoas o raciocínio rápido, a iniciativa e a eficiência.
[...]. Embora seja consenso que a Cartografia deva ser trabalhada com crianças, ainda no início do Ensino Fundamental, muitos alunos de idades superiores nunca passaram pela iniciação cartográfica. [...]
Todas as pessoas, independentemente da idade, têm o direito de compreender o espaço no qual estão inseridas. [...] A alfabetização cartográfica, por sua vez, leva cada indivíduo a compreender o espaço físico conhecido, facilitando a análise geográfica.
PISSINATI, Mariza Cleonice; ARCHELA, Rosely Sampaio. Fundamentos da alfabetização cartográfica no ensino de geografia. Geografia, Londrina, v. 16, n. 1, p. 170-171, jan./jul. 2007.
Aprender sobre diferentes pontos de vista é essencial para a alfabetização cartográfica. A percepção de que a paisagem pode ser observada e representada de diferentes maneiras, nas visões frontal, vertical e oblíqua, marca um avanço importante no raciocínio espacial, pois permite distinguir a observação direta da representação abstrata, base para entender, futuramente, a visão vertical dos mapas.
Dessa forma, trabalhar com diferentes pontos de vista ajuda o estudante a compreender que toda representação do espaço envolve uma escolha de olhar, e que a representação é uma forma de ver o mundo a partir de um ponto de vista específico. Essa aprendizagem contribui para desenvolver a autonomia do estudante como leitor e produtor de representações espaciais, fortalecendo sua compreensão da linguagem cartográfica.
Material: caixas de papelão de diferentes tamanhos, tinta guache, tesoura com pontas arredondadas, lápis preto, cola, retalhos de papéis diversos e EVA. Em grupo, confeccionar com caixas de papelão miniaturas de prédios, moradias e comércios do bairro da escola. Depois, montar uma exposição no pátio da escola para que todos possam conhecer esse trabalho.
As pessoas, os objetos e os lugares podem ser representados de diferentes pontos de vista.
Escola vista de frente
O ponto de vista de frente também é chamado de frontal.

O ponto de vista de cima e de lado também é chamado de oblíquo.

Escola vista de cima
O ponto de vista de cima também é chamado de vertical.

VÍDEO. PERSPECTIVA passo a passo. Oblíqua, frontal e aérea #fácil#. 2021. Vídeo (5min20s). Publicado pelo canal SuPaintArt. Disponível em: https:// www.youtube.com/watch?v=Os3_ZOU 5tXI. Acesso em: 24 set. 2025.
TEXTO . CALLAI, Helena Copetti. Aprendendo a ler o mundo: a Geografia nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Cadernos CEDES, Campinas, v. 25, n. 66, p. 227-247, maio/ago. 2005.
Disponível em: https://www.scielo.br/j/ ccedes/a/7mpTx9mbrLG6Dd3FQhFqZ YH/?lang=pt. Acesso em: 25 out. 2025.
RECURSO ELETRÔNICO: JOGO. AS FORMAS de ver minha casa. 2021. Atividade Digital (recurso eletrônico). Disponível em: https://atividade. digital/jogos/geografia/moradias -visao-vertical-visao-obliqua-visao -frontal/as-formas-de-ver-minha-casa. Acesso em: 23 out. 2025.
1. Use as palavras vista de cima; vista de cima e de lado e vista de frente para informar o ponto de vista a partir do qual a escola foi fotografada.



Escola Santos Dumont. Monte Alegre do Piauí, Piauí, 2022.
Vista de frente
Escola Municipal André Geraldo dos Santos. Ivinhema, Mato Grosso do Sul, 2024.
de cima e de lado
Quadra poliesportiva da Escola Municipal São Sebastião. Terra Santa, Pará, 2024.
Vista de cima
2. Faça um desenho em uma folha avulsa para representar sua escola vista de frente.
Produção pessoal. Professora, se julgar adequado, peça aos estudantes que façam outros desenhos de outros pontos de vista da escola.
LIVRO. FORJAZ, Sonia Salerno. Ponto de vista. Ilustrações de Cris Eich. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2014. (Coleção Girassol).
VÍDEO. EM CIMA embaixo. 2015. Vídeo (3min5s). Publicado pelo canal Palavra Cantada Oficial. Disponível em: https:// www.youtube.com/watch?v=BYnoiv9R XgU. Acesso em: 23 out. 2025.

BNCC
• EF02GE09
• EF02GE10
ENCAMINHAMENTO
Para ampliar o trabalho com esta página, separe diversas imagens de objetos e construções com pontos de vistas diferentes para mostrar aos estudantes. Proponha a realização de comparações entre as imagens, chamando a atenção para o que é possível observar a partir de cada ponto de vista. Em seguida, incentive-os a desenhar um objeto existente na sala de aula nos pontos de vista frontal (visto de frente), oblíquo (visto de cima e de lado) e vertical (visto de cima). Essa atividade estimula o raciocínio espacial e dá continuidade ao trabalho de alfabetização cartográfica iniciado no primeiro ano desta coleção.
30/10/25 05:36
• EF02GE10
Ao propor aos estudantes a observação da imagem dos espaços da escola, é importante ter clareza da diferença entre croqui e planta, duas formas de representação do espaço que apresentam finalidades e níveis de abstração distintos.
O croqui é uma representação livre e aproximada de um espaço. Ele não segue escala, proporção ou orientação rigorosa, pois expressa a percepção e a memória de quem desenha. No croqui da escola, por exemplo, o estudante pode representar os ambientes sem necessariamente respeitar o tamanho real ou a posição exata de cada elemento. O croqui é um importante instrumento de alfabetização cartográfica, pois permite aos estudantes que expressem o espaço vivido de forma espontânea e simbólica, dando os primeiros passos na compreensão de como o espaço pode ser representado graficamente.
Já a planta é uma representação mais técnica e precisa, feita a partir da visão vertical e respeitando a proporção e a orientação. A planta da escola, por exemplo, mostra a disposição exata das salas, corredores e pátios, permitindo compreender o tamanho relativo e a posição de cada ambiente. Callai destaca que, ao trabalhar com plantas, os estudantes
Os espaços de uma escola são chamados de dependências. Os espaços podem ser representados por desenhos, mapas e plantas.
A planta é a representação com vista de cima para baixo. Observe a planta com os espaços da escola.

1. Pinte os quadrados de acordo com a cor da dependência representada na planta.
Salas de aula
Secretaria
Diretoria
Pátio
Horta
começam a compreender noções fundamentais de localização, distância e orientação espacial, essenciais para o desenvolvimento do raciocínio geográfico.
Assim, relembrar e comparar o croqui e a planta da escola. Ajudar os estudantes a perceber que ambos podem representar o mesmo espaço, mas de modos diferentes.
Banheiros
Sala dos professores
Cantina
Quadra de esportes
Jardim
2. Observe, a seguir, a imagem de uma sala de aula.

a) A imagem da sala de aula representa a visão de alguém que está: na frente da sala de aula, olhando para o fundo.
X no fundo da sala de aula, olhando para a frente.
b) A imagem da sala de aula está sendo vista:
X de frente. de cima para baixo. de cima e de lado.
c) A professora está na frente ou atrás dos estudantes? Na frente.
d) Os livros estão em cima ou embaixo da mesa da professora?
Em cima.
e) A professora está segurando o livro com sua mão direita ou esquerda? A professora segura o livro com a mão direita.
f) O lixo está dentro ou fora da lixeira? Dentro.
BNCC
• EF02GE09 • EF02GE10
TEXTO DE APOIO
[...] A lateralidade, a imagem corporal, o equilíbrio, a locomoção e a percepção têm um papel importante no desenvolvimento cognitivo. [...] Na fase escolar a criança deve adquirir os movimentos motores fundamentais e combiná-los. No entanto, muitas crianças em idade escolar chegam à escola com déficit no que diz respeito à aquisição dos movimentos fundamentais.
Essas limitações podem dificultar a aprendizagem, o letramento e a alfabetização. Crianças com desenvolvimento motor comprometido podem apresentar inversão de letras e de números. [...]
A desorganização espacial pode ser prejudicial à formação escolar e à vida [...] acarretando dificuldade de discriminar letras simétricas b/d, p/q, n/u, a inversão da ordem das letras dentro de uma sílaba (pal/pla) e a inversão da ordem das sílabas numa palavra (aeroplano/areoplano), bem como outras dificuldades de leitura e escrita ligadas ao esquema corporal,
estruturação espacial e orientação direcional mal estabelecidos.
O conhecimento do próprio corpo é referência para o desenvolvimento da noção de espaço e tempo.
[...] A lateralidade aparece associada à noção viso-espacial - é a organização espacial que possibilita ao indivíduo perceber e interpretar conceitos espaciais e a relação entre um objeto e outro. Uma criança que não diferencia direita e esquerda pode não ser capaz de seguir a orientação gráfica da escrita e da leitura (esquerda para a direita). [...] O movimento humano pode ser utilizado como um instrumento para a facilitação da aprendizagem de outros conteúdos escolares, com o princípio de otimizar a orientação didático-pedagógica da escola.
VIANNA, José Antonio; CRUZ, Matheus Ramos da; NENARTAVIS, Fernanda de Carvalho. Orientação espacial de alunos nos anos iniciais do ensino fundamental. e-Mosaicos, Rio de Janeiro, v. 6, n. 12, p. 190–200, 2017. Disponível em: https:// www.e-publicaco es.uerj.br/e-mosaicos/ article/view/30295. Acesso em: 23 out. 2025.
Professor, a intenção da atividade 3 é retomar e consolidar a noção de lateralidade.
VÍDEO. PONTOS de vista. 2014. Vídeo (2min26s). Publicado pelo canal Eureka Mídia. Disponível em: https://www. youtube.com/watch ?v=RkRhGR1fjCs. Acesso em: 23 out. 2025.
Professor, o texto a seguir é uma sugestão para trabalhar com os estudantes.
Primeiras representações do espaço
Existem diversas formas de se representar o espaço [...], seja por meio de desenhos artísticos, técnicos, fotografias, maquetes, mapas, entre outros. A ciência responsável pela representação [...] do espaço geográfico [...] é a Cartografia. Os mapas são representações da realidade, ilustram de forma reduzida uma determinada área da Terra ou do espaço geográfico. Mais do que simplesmente um desenho ou uma imagem, os mapas são uma forma de comunicação, uma maneira que as pessoas têm de expressarem e compartilharem informações. Daí podemos identificar a importância e a grande diversidade de usos que os mapas possuem [...].
3. Este é o time de futebol da escola de Émerson. Observe a imagem e responda oralmente.

4. O sarau
protagonistas na construção do conhecimento. Neste caso, eles dão
a) Que braço de Faiolá está levantado?
b) Quem está à direita de Émerson? Bruno.
c) Quem está a à esquerda de Émerson? Iuri.
d) Com que braço Laís está segurando a bola?
tempo, na divulgação da cultura da paz nas escolas.
O braço esquerdo. Laís está segurando a bola com o braço direito. uma contribuição decisiva na conscientização das famílias e da comunidade a respeito desse grave problema brasileiro e, ao mesmo
4. Nos estádios de futebol tem ocorrido violência. Organizem um sarau na escola. Criem cartazes com desenhos, colagens, fotografias; inventem canções e poemas de cordel incentivando o fim da violência e a paz nos estádios de futebol. No dia combinado com a professora, convidem a família e a comunidade para apreciar os trabalhos de vocês.
COLÉGIO PEDRO II. Quarentena 2: a representação do espaço geográfico –Cartografia. 1a série. Blog do Colégio Pedro II. Rio de Janeiro, 2020. Disponível em: https://blog.cp2.g12.br/wp-content/ uploads/sites/7/2020/03/1a -serie-QUARENTENA-2-A-representação-do -espaço-geográfico-Cartografia.pdf. Acesso em: 23 out. 2025.
Para um convívio saudável na escola, a palavra-chave é empatia, ou seja, colocar-se no lugar do outro e tentar entender como ele se sente.
Observe as imagens a seguir.
EU NÃO ESTOU ENTENDENDO ALGUMAS
PALAVRAS QUE A PROFESSORA DIZ.

QUANDO VOCÊ NÃO
ENTENDER ALGUMA
PALAVRA, PODE
ME PERGUNTAR!

EU TE AJUDO! APOIE-SE NO MEU OMBRO.
As situações que vemos nas imagens são exemplos de empatia.
• Roda de conversa. Conversem, reflitam e criem um cartaz ilustrado com o título +Empatia na escola, propondo atitudes que mostrem empatia no convívio escolar.
TEXTO DE APOIO
A empatia nos dias atuais
A empatia refere-se a um tipo de resposta com componentes cognitivos e afetivos que permite aos seres humanos acessar os estados internos (cognições e afetos) de seus pares, ao mesmo tempo em que experimentam respostas afetivas congruentes com as informações obtidas a respeito do outro. [...]
[...] o termo empatia é empregado nos dias atuais com, pelo menos, oito tipos
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diferentes de significados: 1) forma de se conhecer os estados internos do outro; 2) tipo de imitação interna; 3) processo de sentir, vicariamente, com o outro; 4) tipo de intuição; 5) processo de projeção do self ou tomada de perspectiva da situação dos outros; 6) capacidade representativa que permite imaginar os estados internos do outro ou imaginar-se no lugar do outro; 7) tipo de sentimento de ansiedade provocado diante do sofrimento alheio; e 8) compaixão provocada pelo sofrimento ou infortúnio de outrem.
Apesar dessa pluralidade teórico-conceitual, o avanço nesse campo de estudos faz-se necessário, pois muitas evidências empíricas indicam que a empatia tem um importante papel para a vida em sociedade. [...]
SAMPAIO, Leonardo Rodrigues et al. Sentimentos empáticos em crianças, adolescentes e adultos. Psicologia: Teoria e Pesquisa, v. 29, n. 4, p. 393-401, out./dez. 2013. p. 393-394. Disponível em: http://www. scielo.br/pdf/ptp/v29n4/ v29n4a05.pdf. Acesso em: 28 out. 2025.
• EF02HI01
• EF02GE02
• EF02GE05
ENCAMINHAMENTO
Para despertar o interesse dos estudantes pelo assunto, pode-se perguntar:
• Por que será que cada bairro tem um nome?
• Como será que esses nomes foram escolhidos?
• Qual é o nome do seu bairro?
• Sabia que cada bairro tem uma história?
• Você sabe a história do seu bairro?
• Sabe quem eram os antigos moradores do seu bairro?
Informar que os nomes de ruas e de bairros de uma cidade são um importante meio de identificação. Sem os nomes seria muito complicado para uma pessoa situar-se ou locomover-se em uma cidade. Para entendermos isso, basta chegar a uma cidade diferente da nossa em busca de um ponto turístico.
| PARA O ESTUDANTE
LIVRO. OBEID, César. Meu bairro é assim . Ilustrações de Jana Glatt. São Paulo: Moderna, 2016.
Os bairros são formados por casas, edifícios, ruas, quadras, avenidas e praças. São compostos também do agrupamento de pessoas que ali vivem, ou seja, da comunidade.
Leia o texto a seguir com atenção.
TODO BAIRRO TEM UM NOME
[...]
Bairros com nomes de santos Ou de flores com encantos.
Com os nomes de animais, Minerais ou vegetais.
Bairros com nomes de gente, Do passado ou do presente.
[…]
E o seu bairro como é?
Tem um lindo igarapé? É bairro comercial,
Rural, residencial?
[…]
Tem escolas de inglês, De espanhol e de francês?
Hospital, papelaria, Banco e sorveteria? […]
Tem coleta seletiva?
Tem criança bem ativa?
Tem montanhas ou tem mar?
Tem espaço pra brincar?

Reprodução da capa.
Igarapé: curso de água de pouca profundidade, navegável por pequenas embarcações.
César Obeid. Meu bairro é assim. São
1. Orientar os estudantes a fazer, no caderno, um desenho que represente o nome do bairro ou quadra onde moram, caso a localidade não corresponda a nenhuma das opções apresentadas.
1. O seu bairro tem nome de: Resposta pessoal.



santo. flor. pessoas.
2. No seu bairro tem: Resposta pessoal. hospital. papelaria. sorveteria.
3. No seu bairro dá para ver: Resposta pessoal. montanha. mar.
nem montanha nem mar.
4. O seu bairro tem espaços para brincar? Quais?
5. O texto cita um serviço responsável por recolher resíduos recicláveis. Sublinhe no texto o nome desse serviço.
Os estudantes devem sublinhar “coleta seletiva”.
6. Qual é a importância desse serviço?
Melhorar a produção de alimentos na horta comunitária.
Facilitar a circulação de veículos na rua.
X Reduzir a quantidade de resíduos no ambiente e contribuir para o reaproveitamento de materiais.
4. O estudante poderá citar espaços públicos, como parques e praças, e espaços privados, como clubes e shopping centers. Comentar que muitas praças, parques e shopping estão aparelhados com brinquedos destinados à crianças.
BNCC
• EF02HI10
• EF02HI11
| PARA O ESTUDANTE
LIVRO. ROCHA, Ruth. O bairro do Marcelo. São Paulo: Salamandra, 2012.

TEXTO DE APOIO
Mas afinal, o que é um bairro?
[...] a discussão acerca do entendimento do conceito de bairro é vasta e [...] bastante instigante.
Pesquisadores, autores ou mesmo literários de diversas áreas do saber relatam a problemática ao longo de sua definição. [...]
Em um dos dicionários mais conhecidos da língua portuguesa, [...] [conceitua-se] bairro como sendo “Cada uma das partes em que se costuma dividir uma cidade ou vila, para mais precisa orientação das pessoas e mais fácil controle administrativo dos serviços públicos” [...].
[...] o vocábulo bairro, que vem do latim barrium ou do árabe barri (de fora, exterior, separado), é encontrado de forma bastante comum nestes documentos organizados alfabeticamente. Entretanto, em alguns casos, podemos encontrar uma discussão que passa pela análise de características particulares a uma localidade que, costumeiramente, é identificada pela denominação. [...]
Nesta situação, podemos observar que o entendimento de bairro passa muito próximo do que os estudos da Geografia entendem por território, este dotado de elementos de dominação e pertencimento.
[...]
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BEZERRA, Josué Alencar. Como definir o bairro? uma breve revisão. GEOTemas, Pau dos Ferros, v. 1, n. 1, p. 21-31, jan./jun. 2011. Disponível em: https:// periodicos.apps.uern.br/ index.php/GEOTemas/ article/view/310/241. Acesso em: 23 out. 2025.
ENCAMINHAMENTO
Pode-se iniciar a aula perguntando aos estudantes:
• Vocês gostam do bairro em que moram?
• O bairro da escola tem muitas lojas? Tem parque, praça, fábricas, hospitais?
• Quais pessoas participaram de sua construção?
• Quem vive nele atualmente?
• Você mora no mesmo bairro da escola?
• Seu bairro fica longe ou perto da escola?
• Em qual bairro a escola se localiza?
• Já aconteceu de vocês estarem em uma loja, um mercado ou shopping próximo de casa e encontrarem um amigo?
• Por que será que vocês estavam frequentando o mesmo local?
• Como é o convívio entre as pessoas no seu bairro?
• Há festas que envolvem toda a comunidade? (Festa junina, Dia das Crianças etc.) Todos os moradores se conhecem? Os moradores fazem ações para melhorar o bairro?
A seguir, sugere-se:
• Explicar que bairro é um lugar de vivência de seus habitantes e cada uma das partes em que se divide a cidade.
• Existem bairros populosos, bairros que são chamados de periferia, bairros agitados, como os centrais, e aqueles mais calmos, onde só existem moradias.
Os bairros são diferentes entre si. Alguns bairros são rurais. Outros têm muitas indústrias. Outros ainda têm muitas lojas comerciais. Há também bairros que atraem pessoas de vários lugares por sua importância cultural e histórica.




Bairro histórico e cultural. Pelourinho, Salvador, Bahia, 2025.
1. Qual desses bairros é mais parecido com o o seu? Resposta pessoal.
2. O seu bairro é: Resposta pessoal. comercial. rural. residencial. cultural. outro:
• Comentar que casas, prédios, praças, parques, lojas, supermercados, feiras de rua, hospitais, igrejas, escolas, postos de saúde, postos de gasolina, shoppings, casas de festa, entre outras construções, podem compor um bairro.
• Conversar sobre os bairros mostrados nas imagens e comparar com o bairro da escola.
Professor, comentar que é assim que se constrói uma história: pesquisando, vendo fotos e textos de tempos
antigos e, também, dos atuais.
• A atividade 2 tem como objetivo ajudar os estudantes a reconhecer os diferentes tipos de bairros, construir com eles a noção de bairro e prepará-los para descrever a história das migrações no bairro e comparar os costumes e as tradições de diferentes populações inseridas no bairro.
Há bairros novos e antigos; grandes e pequenos; centrais ou afastados do centro. Mas todos os bairros têm uma história.
Para estudar a história de um bairro, usamos imagens, textos e as lembranças de antigos moradores.

A paisagem pode apresentar elementos da natureza, como montanhas, rios e matas, e também elementos construídos pelos seres humanos, como casas, ruas e fábricas.
Os seres humanos transformam as paisagens conforme suas necessidades.
não eram asfaltadas e somente aquelas consideradas mais importantes tinham calçamento. Em alguns lugares, as ruas eram revestidas de pedra. Em outros, era comum o uso de seixos rolados (pedras arredondadas). A escolha do calçamento dependia muito do material disponível nas proximidades.
O conceito de rugosidade da paisagem, proposto por Milton Santos, ajuda a compreender que, mesmo quando uma paisagem se transforma, ela conserva marcas e vestígios do passado. As rugosidades são os elementos herdados de outras épocas como construções antigas, caminhos, muros, praças, ou formas de ocupação, que permanecem no presente, convivendo com o novo. Elas revelam que o espaço é resultado de acúmulos de tempos diferentes, expressando a continuidade e a transformação da vida social.
• EF02GE05
ENCAMINHAMENTO
O trabalho com o conteúdo Os bairros mudam ajuda na construção do bloco conceitual mudanças e permanências, que é decisivo para a educação histórica.
Iniciar uma aula dialogada informando que as fotografias com menção de data e local são fontes históricas.
Informar que os seres humanos constroem lugares que contam histórias. Quem nasceu e viveu na mesma rua desde criança pode notar as mudanças ocorridas nesse intervalo de tempo. Por exemplo, pode perceber se alguns prédios, a iluminação ou o calçamento da rua foram construídos ou modificados. O estudante também pode observar isso em ruas, praças ou avenidas por onde passa ao ir para a escola ou ao voltar dela.
Comentar que, há 100 anos, as ruas
Ao trabalhar a temática desta página, recomenda-se convidar os estudantes a observar na rua da escola ou no bairro onde vivem quais são os elementos que mostram mudanças recentes e quais permanecem há mais tempo, ajudando-os a perceber que toda paisagem conta uma história, feita de permanências e transformações.
|
LIVRO. SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Hucitec, 1996.
Solicitar aos estudantes que observem a primeira fotografia do túnel em construção, em seguida, perguntar:
• No trajeto para a escola, há alguma construção sendo feita?
• O que isso irá causar na paisagem do local onde está a construção?
Explicar que as construções mudam as paisagens, que estão em constante transformação.
[...] Cada tipo de paisagem é a reprodução de níveis diferentes de forças produtivas; a paisagem atende a funções sociais diferentes, por isso ela é sempre heterogênea; uma paisagem é uma escrita sobre a outra, é um conjunto de objetos que têm idades diferentes, é uma herança de muitos momentos; ela não é dada para sempre, é objeto de mudança, é resultado de adições e subtrações sucessivas, é uma espécie de marca da história do trabalho, das técnicas; ela não mostra todos os dados, que nem sempre são visíveis, a paisagem é um palimpsesto, um mosaico.
[...]
CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia, escola e construção de conhecimentos. Campinas: Papirus, 2004. p. 99.
TEXTO DE APOIO
“Princesinha do Mar” O apelido “Princesinha do Mar” está relacionado à famosa canção brasileira chamada Copacabana, composta por Braguinha (também conhecido como João de Barro) e Alberto Ribeiro. A música foi escrita
Há cerca de 300 anos, comerciantes de prata, vindos da Bolívia e do Peru, estiveram no Rio de Janeiro e trouxeram uma estátua de Nossa Senhora de Copacabana.
A estátua, que deu nome ao bairro, foi colocada em uma capela erguida em um lugar alto.
Durante muito tempo, viviam em Copacabana apenas alguns pescadores, e existiam ali algumas chácaras e sítios. Em 1892, foi inaugurado o túnel, hoje chamado de túnel Alaor Prata, que permitia o acesso do bairro de Copacabana ao restante da cidade do Rio de Janeiro. Foram criadas também linhas de bondes, o que favoreceu a circulação no bairro e o seu crescimento.


em 1934 e desde então se tornou um dos hinos não oficiais do bairro.
[...] existe uma lenda popular sobre uma sereia que teria originado o nome.
De acordo com o mito, há muitos anos, uma sereia era conhecida por sua beleza e seu canto hipnotizante, que atraía pescadores e navegantes para as profundezas do mar. Os que a ouviram foram irresistivelmente atraídos e nunca mais foram vistos novamente.
A lenda da sereia de Copacabana é uma maneira folclórica e romântica de explicar a beleza e o fascínio
que a praia exerce sobre as pessoas. Ela contribui para o charme e o mistério. Por fim, é importante ressaltar que não tem base histórica ou científica, sendo simplesmente uma narrativa popular que faz parte do imaginário cultural.
TELES, Samara. Por que Copacabana é chamada de Princesinha do Mar? Orla Rio, Rio de Janeiro, 26 set. 2023. Disponível em: https://www.orlario.com.br/cultura/ porque-copacabana-e-chamada -de-princesinha-do-mar. Acesso em: 23 out. 2025.
Em 1905, foi iniciada a obra da Avenida Atlântica. Nessa mesma época, começou a ser construído o calçadão de Copacabana, com pedras trazidas de Portugal.
O bairro Copacabana tem os serviços de saúde, educação, segurança e lazer próximos uns dos outros. Tem também cinemas, teatros, museus e, por isso, atrai um grande número de pessoas idosas.

Calçadão de Copacabana. Rio de Janeiro, estado do Rio de Janeiro, 2022.
1. Leia o que o militar João Souza disse sobre o bairro de Copacabana.
— […] Aqui não preciso usar carro para nada; tenho banco, farmácia, supermercado, cinema, até hospital, tudo ao meu alcance — enumera Souza, cujas filhas […] e netos […] também moram no bairro.
E ASSIM se passaram gerações em Copacabana. O globo, Rio de Janeiro, 5 jul. 2012. Disponível em: https://oglobo.globo.com/rio/bairros/e-assim-se-passaram-geracoes-em-copacabana-5390257. Acesso em: 27 ago. 2025.
• Por que o senhor João Souza gosta de morar em Copacabana?
Porque ele pode ir a pé ao banco, à farmácia, ao supermercado, ao cinema e até mesmo ao hospital.
57
BNCC
• EF02GE02
ENCAMINHAMENTO
Na atividade 1, ao identificar os motivos que levam uma pessoa a gostar do bairro onde vive, os estudantes podem comparar costumes de diferentes pessoas de uma comunidade, reconhecendo a importância do respeito às diferenças.
ATIVIDADES
1. Monumento a Carlos Drummond de Andrade. Apresentar aos estudan-
2. Leia o texto a seguir com atenção.
[...] Tenho orgulho de dizer que foi no Bairro do Limão que passei minha infância, adolescência e parte da minha fase adulta. [...]
Perto de casa havia uma pracinha chamada Canaã onde, de vez em quando, eu e minha irmã brincávamos. [...].
[...] Na rua onde morava, metade dos residentes havia chegado da Itália fazia pouco tempo [...].
[...] Enfim, sou o que sou hoje por ter tido esta convivência [...] num bairro com nome [...] de fruta azeda sim, contudo me deixou doces lembranças.
BUSS, Etel. Bairro com nome de fruta azeda, mas doces lembranças. Museu da pessoa, out. 2008.
Disponível em: https:// museudapessoa.org/histo ria-de-vida/bairro-com -nome-de-fruta-azeda-mas -doces-lembran-as. Acesso em: 23 out. 2025.
a) A autora do texto morou no bairro do Limão por muito tempo? Explique.
b) O que havia perto da casa dela?
c) Com que povo estrangeiro ela conviveu?
d) Quais espaços de sociabilidade são citados no texto?
e) Sublinhe o trecho em que a autora demonstra satisfação em pertencer ao bairro onde se criou.
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tes uma imagem do monumento ao escritor mineiro Carlos Drummond de Andrade na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ) e solicitar a eles que:
• Pesquisem a vida do escritor.
• Expliquem aos colegas por que Drummond é tão importante e querido pelos brasileiros.
Sites para pesquisa:
E AGORA, Drummond? Plenarinho, Brasília, DF, 7 ago. 2018. Disponível em: https://plenarinho. leg.br/index.php/2018/08/e-agora -drummond/. Acesso em: 17 set. 2025.
Respostas:
a) Sim; ela passou a infância, a adolescência e parte da fase adulta no bairro.
b) Uma praça chamada Canaã.
c) Ela conviveu com italianos.
d) Bairro, praça e rua. e) Os estudantes deverão sublinhar trechos do primeiro e do último parágrafos citados.
Pode-se iniciar o trabalho com a página perguntando aos estudantes:
• Vocês já visitaram a cidade do Recife, em Pernambuco?
• Sabiam que nessa cidade foi construída a primeira ponte de grande porte do Brasil?
• Sabiam que o bairro onde foi construída essa ponte é cenário de uma grande festa de Carnaval atualmente?
• Conhecem o bloco carnavalesco Galo da Madrugada?
• Imaginam o porquê desse nome?
Em seguida, sugere-se:
• Pedir aos estudantes que leiam atentamente o texto da página.
• Apresentar para a turma o bairro de Santo
Antônio, chamando a atenção para a imagem da página e destacando os edifícios identificados por cotas.
• Explicar que a ponte foi construída por Maurício de Nassau, em um período em que os holandeses ocuparam a região.
• Frisar que os edifícios destacados na imagem são prédios históricos: o Palácio da Justiça, inaugurado em 1930; o Teatro Santa Isabel, em 1850 (reconhecido como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional desde 1949); o Palácio do Campo das Princesas, entre 1841-1843, sede do governo pernambucano à época.
O bairro de Santo Antônio é muito antigo e fica em uma ilha, porção de terra rodeada de água.

Há mais de 400 anos, quando Pernambuco foi ocupado pelos holandeses, o governador holandês João Maurício de Nassau morou no bairro e lá mandou construir o palácio de Friburgo, conhecido como Palácio das Torres, que não existe mais.
Para ligar a ilha ao continente, Nassau mandou construir uma ponte de madeira. Anos depois, ela foi reconstruída e hoje liga o bairro de Santo Antônio ao bairro do Recife Antigo. Muito tempo depois, foi construída no Recife outra importante ponte: a Duarte Coelho, que liga o bairro de Santo Antônio ao bairro Boa Vista.
Ajudar a turma a formar a ideia de continente a partir do que já sabem ou imaginam saber.
• Comentar que, desde que se tornou cidade, Recife sofreu modificações em suas paisagens, como se pode notar inclusive no bairro de Santo Antônio, que apresenta construções antigas ao lado de outras muito atuais.
| PARA O PROFESSOR
VÍDEO. DOCUMENTÁRIO Palácio do Campo das Princesas. 2014. Vídeo (13min26s). Publicado pelo canal
Governo de Pernambuco. Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=BvDrw-XXsBQ. Acesso em: 23 out. 2025.
Pela ponte Duarte Coelho, passa, todos os anos, o Galo da Madrugada, um dos maiores blocos de Carnaval do mundo.

da Madrugada. Recife, Pernambuco, 2023.
1. O bairro de Santo Antônio é: pequeno.
X antigo.
X grande. recente.
2. Marque as construções que o bairro de Santo Antônio tem:
X teatro. autódromo.
X ponte. aeroporto.
3. A construção da Ponte Duarte coelho é um exemplo de:
X mudança. permanência.
4. Por que as pontes são importantes para os moradores do bairro de Santo Antônio?
Espera-se que os estudantes respondam que o bairro de Santo Antônio fica em uma ilha e, para sair ou chegar ao bairro e transportar mercadorias, precisam utilizar as pontes. 59
BNCC
• EF02GE05
ENCAMINHAMENTO
Professor, chamar a atenção para o fato de que a magnitude e a história do Galo da Madrugada ajudam a conhecer aspectos importantes da cultura popular brasileira em geral – e da pernambucana em particular.
A atividade 3 colabora para o desenvolvimento da competência específica 6 de História.
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TEXTO DE APOIO
Desde 1994, o Galo da Madrugada é reconhecido pelo Guinness Book (o livro dos recordes) como o maior bloco de Carnaval do mundo. Leia mais informações a respeito da origem do seu nome no texto a seguir. O Galo da Madrugada “[...] O nome surgiu porque o Galo deveria sair no sábado de Carnaval, de madrugada, antes da abertura do comércio no centro da cidade. Seu primeiro desfile ocorreu no sábado, dia 23 de janeiro de 1978, às 5h da manhã, saindo da sua sede na Rua Padre Floriano, 43, no bairro de São José. Reunindo 75 foliões fantasiados de alma, o Galo desfilou pelas ruas dos bairros de São José e Santo Antônio, no centro do Recife.”
BARBOSA, Virgínia. Galo da Madrugada. Pesquisa Escolar. Fundação Joaquim Nabuco, Recife, 2009.
VÍDEO. GALO da Madrugada arrasta multidão em Recife (PE). 2023. Vídeo (2min12s). Publicado pelo canal SBT News. Disponível em: https:// www.youtube.com/wat ch?v=T-DJ9u-rv4I. Acesso em: 23 out. 2025.

LIVRO. GOMES, Lenice; FERREIRA, Hugo Monteiro. Recife : cidade das pontes, dos rios, dos poetas e dos carnavais. Ilustrações de Tati Móes. São Paulo: Cortez, 2016. (Coleção Nossa Capital).
• EF02GE08
• EF02GE09
• EF02GE10
Mapa mental é uma representação que expressa a forma como cada estudante percebe, sente e organiza o espaço de vivência, revelando os lugares mais significativos e os trajetos cotidianos. Assim, é importante orientar e discutir sobre as escolhas feitas em cada mapa mental e promover comparações entre percepções individuais e coletivas, fortalecendo o entendimento de que os mapas são também formas de comunicar e interpretar o espaço vivido.
• O trabalho com a dupla de páginas contribui para o desenvolvimento da competência específica 4 de Geografia.
• Procurar, em aplicativo de pesquisa e visualização de mapas e imagens de satélite, uma fotografia de satélite do bairro da escola e traçar o trajeto de um estudante que more no mesmo bairro da escola até sua casa.
• Pode-se pedir ao estudante, também, que trace o trajeto de uma determinada construção até a escola. Importante que essa construção esteja localizada nos arredores da escola.
1. Vocês vão realizar uma pesquisa sobre o bairro onde moram. Respondam por escrito a estas perguntas e depois tra-
Para representar os elementos da paisagem podemos fazer um mapa mental de um caminho. Pedro se mudou para o bairro de Tatiana e mora na mesma rua que ela. Para ensinar a Pedro o caminho que ela faz para ir à escola, onde ele também vai estudar, Tatiana desenhou um mapa mental.
Observe-o.

Para ensinar alguém como ir de um lugar a outro podemos fazer um mapa mental. E, no mapa, indicar pontos de referência. No caminho até a escola, quais são os pontos de referência desenhados por Tatiana:
• à direita? Uma árvore, uma igreja e um escorregador.
• à esquerda? Um farol (ou semáforo), uma sorveteria e um carrinho de pipoca.
gam para a sala suas anotações: Em qual bairro você mora?
– Como é o seu bairro: residencial, comercial, industrial?
– Tem muitas lojas comerciais?
– Como é viver nesse bairro?
– Tem segurança?
– As ruas são tranquilas ou movimentadas?
– Seu bairro tem lojas ou casas antigas?
– Perguntem a um adulto da comuni-
dade como ele era. Tinha as mesmas ruas, praças e parques?
Procure imagens do lugar, antes e agora, e apresente à turma.
Com a mediação do professor, e, a partir das imagens trazidas pela turma, conversem sobre as mudanças ocorridas no bairro ou quadra onde você mora.
Professor, é importante que as imagens contenham menção de local e data.
Agora Pedro vai usar o mesmo mapa mental e os mesmos pontos de referência para voltar da escola. Lembre-se de que ele mora na mesma rua que Tatiana. Observe-o.

Responda:
• O que Pedro vê à direita no caminho de volta para casa?
Ele vê um carrinho de pipoca, uma sorveteria e um farol (ou semáforo).
• O que Pedro vê à esquerda?
Ele vê um escorregador, uma igreja e uma árvore.
Professora, o trabalho com este mapa mental ajuda o estudante a formar a noção de ponto de referência e, ao mesmo tempo, a retomar e consolidar a noção de lateralidade.
BNCC
• EF02GE08 • EF02GE09 • EF02GE10
ENCAMINHAMENTO
O uso de pontos de referência é fundamental para que os estudantes compreendam o espaço em que vivem. Destacar que pontos de referência podem ser elementos visíveis e fixos, como árvores, muros, bancos, portões e prédios, que ajudam a localizar outros objetos e trajetos na paisagem.
ferência até a escola, por exemplo, uma igreja, um hospital, uma praça ou um parque. Comentar sobre a importância dos mapas na vida cotidiana das pessoas.
TEXTO DE APOIO
Os mapas vivenciais das crianças
As múltiplas linguagens infantis são reduzidas a sua capacidade de produzir desenhos [...], pouco – ou quase nada - são percebidos como documentos históricos e geográficos, marcadores de existências e capacidades de deixar rastros.
61
30/10/25 05:37
Ao trabalhar com esses elementos, incentivar os estudantes a identificar relações de posição, distância e direção, desenvolvendo noções de frente e atrás, esquerda e direita, dentro e fora.
Professor, pesquisar no Google Maps uma imagem de satélite do bairro da escola e traçar o trajeto de um estudante que more no mesmo bairro da escola até sua casa. Uma outra opção é traçar o trajeto de um ponto de re-
[...] Tomar a história e a geografia como obras de coragens amorosas [...] nos interessa, inclusive em suas expressões nos espaços escolares. [...] [Em] uma geo-cartografia onde os mapas vivenciais constituem uma produção didática [...], os significados produzidos pelas crianças, as lógicas representativas que elas desenvolvem na tentativa de encontrar respostas são de máxima importância, revelando, de maneira vigorosa, como elas vivenciam, questionam, interpretam e representam a realidade e seus relacionamentos com ela. São mapas das crianças. LOPES, Jader Janer Moreira; COSTA, Bruno Muniz Figueiredo; AMORIM, Cassiano Caon. Mapas vivenciais: possibilidades para a cartografia escolar com as crianças dos anos iniciais. Revista Brasileira de Educação em Geografia, Campinas, v. 6, n. 11, p. 248-250, jan./jun. 2016. Disponível em: https://re vistaedugeo.com.br/revis taedugeo/article/view/381. Acesso em: 23 out. 2025.
ENCAMINHAMENTO
Ao iniciar a aula, sugere-se organizar os estudantes em uma grande roda e fazer algumas perguntas para despertar o interesse deles pela temática proposta, como:
• Vocês já observaram que tipos de seres vivos podem ser encontrados no bairro onde moram?
• Que animais vocês conhecem que vivem no bairro de vocês?
• Há muitas ou poucas plantas no seu bairro?
Na sequência, é possível:
• Explicar que, nas cidades, podem existir áreas mais arborizadas (como parques, praças e jardins) e outras menos. Já no campo, no geral, a presença de plantas e árvores costuma ser mais abundante.
• Explicar que a presença de vegetação pode atrair diferentes animais, que podem encontrar alimento, abrigo ou locais para reprodução, como ocorre com muitas aves, borboletas, abelhas, entre outros animais.
• Conversar sobre outros tipos de animais que podem ser encontrados em ambientes urbanos, como animais de estimação — entre eles, cachorros e gatos — que dependem dos cuidados e da atenção de seus donos.
Se considerado adequado, é possível promo-
Existem bairros com mais plantas nas ruas do que outros. As plantas oferecem sombra e absorvem a água das chuvas, o que ajuda a proteger o solo. Elas também podem servir de alimento e de abrigo para diferentes animais.
Bairros mais arborizados, ou seja, com mais plantas, são mais frescos e têm menos barulho do que bairros com poucas plantas.

com muitas árvores. Curitiba, Paraná, 2025.
Bairro com poucas árvores. Jequié, Bahia, 2025.

ver uma conversa sobre animais que vivem próximos aos seres humanos e que podem apresentar riscos à saúde, caso não haja higiene e cuidados com o lixo (os chamados animais sinantrópicos). São exemplos: pombos, ratos, baratas e mosquitos. Abordar também cuidados importantes para evitar a presença desses animais, como: manter lixeiras sempre fechadas; descartar corretamente o lixo; não deixar água parada; evitar restos de comida expostos etc.
SITE. SÃO PAULO (Município). Fauna sinantrópica: série educativa. São Paulo: SMS, 2025. Disponível em: https:// prefeitura.sp.gov.br/web/saude/w/ vigilancia_em_saude/controle_de_zoo noses/animais_sinantropicos/44952. Acesso em: 22 out. 2025.
1. Com a orientação da professora, reúna-se com um colega. Comparem as fotografias e respondam:
a) Qual bairro é provavelmente mais fresco e silencioso?
X Bairro 1
Bairro 2.
b) Explique o motivo de sua resposta.
As plantas ajudam a deixar o bairro mais fresco e com menos barulho.
2. Com um adulto, observe uma planta existente em seu bairro e responda às questões. Respostas pessoais.
a) A planta tem flores?
Sim. Não.
b) Qual é o tamanho da planta?
Menor que você.
Maior que você.
Do seu tamanho.
c) Em que local do bairro você observou essa planta?
Perto de onde você mora.
Perto da escola onde você estuda.
Outro local: 63
BNCC
• EF02CI04
• EF02GE09
ENCAMINHAMENTO
As atividades desta página e da seguinte possibilitam o desenvolvimento inicial da habilidade EF02CI04, ao propor aos estudantes a exploração de características de plantas e animais que fazem parte de seu cotidiano.
• Orientar os estudantes a realizar as observações propostas sempre na presença de um adulto responsável.
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Na atividade 2, é importante destacar que nem todas as plantas têm flores, e que mesmo aquelas que florescem podem não apresentar flores durante o ano todo.
Ainda nessa atividade, explicar que a comparação do tamanho da planta é relativa ao referencial sugerido (o estudante), mas que outros referenciais podem ser utilizados pelos estudantes, caso necessário.
Nesta seção, sugere-se abordar a adoção de animais:
• Apresentar o trabalho de abrigos e Organizações Não Governamentais (ONGs). Explicar que esses locais cuidam de animais abandonados ou em situação de risco, oferecendo alimentação, cuidados de saúde e abrigo seguro, e que dependem da colaboração da sociedade, por meio de doações e voluntariado, para manter os animais protegidos.
• Ressaltar a importância da adoção, explicando que adotar um animal é oferecer um lar, cuidado e carinho a um ser vivo que precisa, contribuindo para reduzir o número de animais abandonados nas ruas e promovendo responsabilidade e empatia.
Essa temática colabora para o desenvolvimento da competência específica 8 de Ciências da Natureza.
Para o desenho da atividade 3, orientar que, caso haja folhas caídas no chão, o estudante pode coletá-las e colar ao lado do desenho no caderno, mas não deve retirar folhas da planta.
Na atividade 4, orientar os estudantes a observar o máximo possível de animais. Foram sugeridos cães, gatos e aves no gráfico, mas é possível que outros ani-
3. Desenhe a seguir a planta que você observou. Produção pessoal.
4. Seu bairro tem muitos animais? Escolha um dia para contar quantos animais você consegue observar no caminho de sua casa até a escola. Em seguida, pinte a quantidade de quadrados que indica quais e quantos animais você observou.

mais sejam considerados na atividade, como formigas, borboletas, joaninhas, sapos, lagartixas etc. Esses animais podem ser agrupados na categoria “outros” ou organizados em categorias específicas.
O registro das respostas em um gráfico simples é uma oportunidade para desenvolver a competência específica 6 de Ciências da Natureza.
LIVRO. PAPP, Lisa. Madeline Finn e os cães do abrigo. São Paulo: Salamandra. 2019.


Em alguns bairros, é comum ver cachorros e gatos sem casa, abandonados. Assim, eles ficam sem um local seguro para dormir e sem os cuidados de que precisam para viver bem.
Existem locais que recolhem animais abandonados e dão abrigo e cuidados para que eles possam ser adotados.

Se uma pessoa quiser adotar um animal, ela pode procurar esses abrigos. Muitos animais estão aguardando a adoção para ter um lar para viver.
Adotar um animal é um gesto de amor, pois ele passa a ter um lar, carinho e atenção. Mas, ao adotar, também surgem responsabilidades: dar comida, água, cuidados de higiene e momentos de brincadeira todos os dias.
• Cachorros e gatos são exemplos de animais de estimação. Um dos cuidados com animais de estimação é levá-los ao veterinário. Pense em outros três cuidados necessários que se deve ter com um animal de estimação.
Resposta pessoal. Os estudantes podem citar: fornecer alimentos adequados e água limpa, levar para passear todos os dias, cuidar da higiene, entre outros.
• Evelise Telles; Maurício Silva Candido. Totó em: uma família para chamar de sua. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2023.
Reprodução da capa.

O livro está disponível gratuitamente em formato digital e online no seguinte endereço eletrônico: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1080/986/3632. Acesso em: 19 set. 2025.
BNCC
• EF02CI04
VOCÊ CIDADÃO!
Para iniciar o trabalho com a seção, sugere-se perguntar:
• Quem tem um animal de estimação em casa?
• Que tipo de animal?
• Qual o nome dele?
• Como vocês cuidam dele?
Na sequência, sugere-se:
• Propor aos estudantes a elaboração coletiva de uma lista de atitudes para cuidar bem de um animal de estimação. A lista pode ser registrada na lousa à medida que os estudantes citam exemplos de cuidados. Posteriormente, incentivá-los a copiar a lista no caderno, incentivando a prática da escrita.
• Conversar sobre a importância do respeito e da responsabilidade ao cuidar de animais, enfatizando que abandono, negligência e maus-tratos configuram crime.
Se considerar adequado, é possível propor uma reflexão sobre a importância dos animais na vida das pessoas, destacando aspectos como amizade, companheirismo, empatia e aprendizado de cuidado com outros seres vivos. A temática da seção favorece o desenvolvimento da competência específica 7 de Geografia.
| PARA O ESTUDANTE LIVRO. CHILD, Lauren. Quero um bicho de estimação. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2011.
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• Realizar a leitura do texto, incentivando a participação e comentários dos estudantes sobre suas experiências.
• Explicar que os animais de estimação têm necessidades básicas, como alimentação adequada, água limpa, abrigo seguro, carinho, higiene e cuidados de saúde. Ressaltar que esses cuidados são responsabilidade dos tutores, garantindo o bem-estar físico e emocional dos animais.

• EF02GE08
• EF02GE09
• EF02GE10
ENCAMINHAMENTO
Ao trabalhar a representação de um bairro, explorar com os estudantes as diferentes formas de olhar e registrar o espaço. A partir da imagem em visão oblíqua, que mostra o bairro em perspectiva, os estudantes conseguem perceber formas, volumes e relações de proximidade entre os elementos.
Orientar os estudantes a identificar os elementos mais visíveis e significativos, incentivando a observação atenta e a escolha de pontos de referência para compreender a localização de outros elementos quando eles observarem o bairro em visão vertical.
| PARA O PROFESSOR
LIVRO . CAVALCANTI.
Lucas Costa de Souza. Cartografia de Paisagens : fundamentos. 2. ed. São Paulo: Oficina de Textos, 2018.
| PARA O ESTUDANTE
Existem várias maneiras de representar um bairro ou parte dele. Uma delas é observar uma imagem e desenhar o que aparece nela, a partir de um ponto de vista. Observe o bairro representado a seguir.

Estacionamento
1. O bairro foi representado a partir de qual ponto de vista?
De frente.
De cima.
X De cima e de lado.
2. Gabriel é novo no bairro e vai visitar seu amigo Vinícius. Com base na imagem, faça um mapa mental em uma folha avulsa que ajude Gabriel a chegar até a casa de Vinícius. Produção pessoal.
VÍDEO. 06/08 - GEOGRAFIA. O caminho/trajeto de casa à escola. 2020. Vídeo (4min10s). Publicado pelo canal Facilite com Biases. Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=4aSyaKIs8T4. Acesso em: 23 out. 2025. TEXTO DE APOIO
Geografia para além dos mapas
A Geografia como uma ciência que passou por diversas transformações teórico-metodológicas ao longo de sua construção deixou marcas que ainda podem ser identificadas e que no âmbito da escola ainda definem o significado de espaço geográfico.
Mas deve deixar para trás essa tradição de decorar temas e aspectos do espaço para tornar-se uma Geografia Escolar Renovada, trazendo para o ensino-aprendizagem um método capaz de inserir os
alunos em situações verdadeiras, ou numa leitura do espaço a partir de ferramentas mais eficazes como os mapas, as imagens, e/ou outros recursos didáticos, no caso o jogo como meio de propiciar, por exemplo, a alfabetização cartográfica. Para isto é preciso que se acesse a linguagem cartográfica [...] desde as séries iniciais esta linguagem vem sendo foco de discussões, uma vez que é vista como contribuição essencial para a realização da alfabetização cartográfica.
Isto porque a Cartografia não se limita apenas à leitura ou à feitura de mapas,
Agora observe a planta de um bairro.

1. O bairro foi representado a partir de qual ponto de vista?
De frente.
X De cima.
De cima e de lado.
2. Compare essa representação do bairro com a da página anterior. O bairro representado nessa imagem é o mesmo da imagem da página anterior?
Sim, porque ele possui os mesmos elementos da imagem anterior, nas mesmas posições.
A diferença é que ele está sendo visto de cima para baixo e, na página anterior, de cima e de lado.
3. Na imagem dessa página, complete os nomes dos espaços, usando como referência a padaria e a casa de Gabriel.
antes de tudo é uma forma de comunicar a realidade através da representação, de modo que o aluno que a compreende desenvolve a capacidade de mediar esse processo, incluindo a sua experiência diária: Se os conhecimentos cartográficos, necessários à vida cotidiana, fossem adquiridos somente no interior da sala de aula, tal questão deixaria de existir. No entanto, como ocorrem no contexto histórico do espaço geográfico (espaço-tempo), há necessidade de representar esse processo de maneira que essa reprodução possibilite a produção de conhecimento para a
vida social (FRANCISCHETT, 2001, p. 6). [...] SILVA, Christian Nunes da; CAETANO, Vivianne Nunes da Silva; OLIVEIRA NETO, Adolfo da Costa (orgs.). Ensino de geografia e representação do espaço geográfico. 1. ed. Belém: GAPTA/UFPA, 2013. 344 p. Disponível em: https://livroaberto.ufpa.br/ server/api/core/bitstreams/27ca3bd6-20ff -4fe4-b5ba-b42493ee7c8b/content. Acesso em: 30 out. 2025.
• EF02GE08
• EF02GE09 • EF02GE10
A imagem em visão vertical oferece outro tipo de percepção: a disposição espacial de ruas, quarteirões e construções, permitindo compreender localização, posição e proporção. Ao comparar a visão vertical com a oblíqua, os estudantes percebem que o mesmo espaço pode ser representado de formas diferentes, dependendo do ponto de vista. Essa abordagem contribui para que eles desenvolvam a alfabetização cartográfica, compreendendo que o espaço é organizado e que pode ser representado de formas variadas.
A partir da observação das imagens do bairro em visão oblíqua e vertical, solicitar aos estudantes que componham um croqui da padaria que aparece no centro da imagem.
Explicar que, o croqui não precisa ser uma cópia exata das imagens, assim, os estudantes podem usar a imaginação para incluir elementos que não estejam claramente visíveis, desde que mantenham semelhança e coerência com o que observaram.
Incentivar os estudantes a transferir informações de uma visão para outra, trabalha referenciais espaciais (frente, atrás, dentro, fora, esquerda, direita) e desenvolve a percepção de proximidade e distância entre os elementos.
• EF02GE08
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• EF02GE10
MAIS UM PASSO
Professor, para a realização desta atividade, sugerimos produzir a ilustração da maquete da sala de aula.
• A base da sala de aula é feita com uma caixa de sapatos (sem tampa, recortada).
• As carteiras dos estudantes são feitas com caixinhas de fósforo vazias.
• Os outros elementos (mesa da professora) e lousa podem ser feitos com papelão pintado com tinta.
• Orientar os estudantes a separar os materiais da maquete corretamente para descarte após a atividade – caso queiram descartá-la.
TEXTO DE APOIO
Uso de maquete na construção do conhecimento geográfico
A visão que se tem no dia-a-dia é lateral, isto é, oblíqua, mas dificilmente há condição de se analisar um determinado espaço, por exemplo, o espaço de uma cidade, de um bairro ou até da sala de aula, na visão vertical. Essa é uma visão abstrata ou temos que nela chegar a partir de uma abstração.
Para se ver na visão vertical uma área maior, temos que utilizar métodos mais sofisticados, que são o avião fotogramétrico, o helicóptero ou eventualmente praticarmos o paraquedismo, balonismo ou asa-delta, que permitem situações em que se consegue ver esse espaço maior, na forma vertical. [...]
Para desenhar na bidimensão o que o observador enxerga na terceira dimensão é necessário ter compreensão da visão vertical
As maquetes nos ajudam a visualizar melhor lugares e paisagens. Com a ajuda da professora, reúnam-sem em grupos. Cada grupo vai fazer uma maquete da sala de aula.
MATERIAIS
• caixa de sapato;
• materiais que possam ser reutilizados (embalagens de papelão, tampinhas de garrafa, botões, caixinhas de fósforo);
• folha de sulfite;
• tesoura com pontas arredondadas;
• cola;
• lápis de cor.

1. A professora vai cortar a tampa da caixa de sapatos. O restante da caixa irá representar o espaço da sala de aula.
(comprimento, largura e altura) sempre de cima para baixo, como a que aparece nos mapas de relevo. [...]
O plano real é tridimensional, ou seja, possui altura, largura e comprimento, e o mapa, por ser bidimensional, acaba suprimindo a altura.
[...] Com o uso de maquete [...] vamos ter um importantíssimo instrumento para trabalhar a correlação [...] porque a maquete em si, sendo um produto tridimensional, estará dando a possibilidade de o aluno ver diferentes formas topográficas, as diferentes altitudes de um determinado espaço e, em função disso, poderá trabalhar várias
outras informações correlacionando com estas formas topográficas. [...]
Ao se trabalhar a imagem tridimensional e imagem bidimensional, será trabalhado a passagem do espaço concreto, da realidade em que se vive, para o espaço do papel. SILVA, Simone Aparecida. Alfabetização Cartográfica para Alunos do Curso de Formação de Docentes da Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Orientadora: Rosely Sampaio Archela. Londrina: Universidade Estadual de Londrina/PDE, 2008. Disponível em: https:// www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/ arquivos/1481-6.pdf. Acesso em: 23 out. 2025.
2. Com a ajuda da professora, planejem como representar os móveis e os objetos da sala, definindo os materiais que serão utilizados.
3. Construam cada móvel e objeto e coloquem dentro da caixa. É importante os organizar de acordo com a posição que ocupam na sala.
4. Escrevam nos objetos que representam as carteiras os nomes dos colegas e no que representa a mesa o nome da professora.
1. Observe a maquete e escreva o que se pede a seguir.
a) O nome do colega que se senta ao seu lado direito:
b) O nome do colega que se senta ao seu lado esquerdo:
c) O nome do colega que se senta atrás de você:
d) O nome do colega que se senta na sua frente:
2. Marque a posição da porta da sua sala em relação a sua carteira.
À direita.
À esquerda.
3. Marque a posição da janela em relação a sua carteira.
À direita.
À esquerda.
Respostas pessoais. 69
BNCC
• EF02GE08
• EF02GE09
• EF02GE10
Professor, o texto a seguir descreve uma atividade para o trabalho com lateralidade.
Tempestade
Material: giz.
Formação: círculo. [...]
Desenvolvimento: desenham-se círculos no chão. O número de círculos deve ser um a menos que o total de participantes. Todos devem ficar dentro dos círculos, com exceção de um integrante. O integrante do centro deve dizer: direita –todos devem dar um passo para a direita (trocando de lugar). Esquerda – todos devem dar um passo para esquerda (trocando de lugar). Quando o integrante do centro disser TEMPESTADE, todos devem trocar de lugar, sendo que um integrante ficará de fora. E assim sucessivamente.
ATIVIDADES que desenvolvem lateralidade. Blog
Portal Educação, [s.d.]. Disponível em: https://blog. portaleducacao.com.br/ati vidades-que-desenvolvem -lateralidade. Acesso em: 23 out. 2025.
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RETOMANDO
Professor, as atividades da seção visam consolidar o conhecimento adquirido no trabalho com a unidade, com base em uma avaliação formativa, permitindo verificar a aprendizagem e a fixação dos conteúdos, bem como o desenvolvimento das habilidades sugeridas.
• Orientar a resolução das atividades.
• Atentar para dificuldades durante a resolução das atividades.
• Observar a progressão das aprendizagens da turma, verificando se o ritmo de desenvolvimento atendeu ao conjunto dos estudantes.
• Verificar quais estudantes tiveram mais dificuldade com o conteúdo da unidade, visando perceber as possíveis defasagens no desenvolvimento das habilidades sugeridas, para, assim, aplicar estratégias de remediação.
TEXTO DE APOIO
Propósitos da avaliação em sala de aula Os professores fazem avaliações com muitos propósitos, já que devem tomar decisões ao longo de todo o dia escolar. [...] Esses propósitos incluem estabelecer o equilíbrio em sala de aula, planejar e conduzir as aulas, organizar os alunos, dar feedbacks e incentivos, diagnosticar problemas e deficiências dos estudantes e julgar e dar nota ao seu progresso e desenvolvimento acadêmico. [...]
A avaliação em sala de aula ocorre por três domínios principais. O domínio cognitivo engloba atividades intelectuais, como
1 Complete as frases usando os termos a seguir. clubes • sociabilidade • pessoas parques • ruas • espaços
a) Espaços de sociabilidade são lugares onde as pessoas se encontram para conversar, caminhar, brincar e estar entre amigos.
b) As ruas são espaços de sociabilidade.
c) Os parques e os clubes também são exemplos de espaços de sociabilidade.
2 Cada figura corresponde a uma letra. Decifre o enigma e encontre um importante espaço de sociabilidade.



memorizar, interpretar, aplicar conhecimento, solucionar problemas e pensar criticamente. O domínio afetivo envolve sentimentos, atitudes, valores, interesses e emoções. O domínio psicomotor inclui atividades físicas e ações em que os alunos manipulam objetos como uma caneta, um teclado ou um zíper. [...] Apesar de o domínio cognitivo geralmente receber mais atenção, os professores tomam decisões de avaliação para todos os três domínios ao longo do ano letivo. [...]
Um propósito da avaliação é estabelecer e manter um ambiente de sala de aula que apoie a aprendizagem dos alunos. [...] As


informações da avaliação são usadas para organizar os alunos em uma sociedade funcional de sala de aula, planejar e executar instruções e monitorar a aprendizagem dos estudantes. A avaliação é muito mais do que dar provas formais de papel e caneta para os alunos.
RUSSELL, Michael K.; AIRASIAN, Peter W. Avaliação em sala de aula: conceitos e aplicações. Porto Alegre: AMGH, 2014. p. 15-16.
Observe a imagem a seguir.

Praça da República, mais conhecida como Praça das Flores. Nova Petrópolis, Rio Grande do Sul, 2018.
a) Qual é o nome da praça mostrada na imagem?
Praça da República.
b) A praça é mais conhecida por qual nome?
Praça das Flores.
c) Em sua opinião, por que a praça é conhecida por esse nome?
Resposta pessoal. Sugestão de resposta: porque a praça tem muitas flores.
d) A praça da imagem pode ser considerada um espaço de sociabilidade?
X Sim. Não.
e) Marque um X nas atividades que as pessoas podem fazer na praça mostrada na fotografia.
X Conversar.
X Brincar. Nadar.
X Fazer amigos.
ATIVIDADES
Leia o texto a seguir: Espaço de lazer e encontros, a praça será revitalizada
Local de encontros, convívio […], a praça da Jabuticaba [em Contagem, Minas Gerais], um dos espaços públicos mais utilizados e queridos da população contagense, será revitalizada. […] Moradora da região, Ronilda Inácio Torres Lopes […] utiliza o espaço para fazer passeios com os netos […].
“É emocionante ver que a praça, que possui um grande significado para nós moradores, será reformada. Ganhamos um espaço para fazer passeios com a família, onde nossas crianças podem brincar. Ver que esse local ficará mais bonito, mais organizado […] é emocionante”, destacou.
SILVA, Milla. Espaço de lazer e encontros, praça da Jabuticaba será revitalizada seguindo projeto original Contagem, 28 fev. 2023. Disponível em: https://portal.contagem.mg.gov.br/portal/ noticias/0/3/77194/espaco-de-lazer-e-encon tros-praca-da-jabuticaba-sera-revitalizada -seguindo-projeto-original. Acesso em: 27 mar. 2023.
a) Qual é a fruta que
nome à praça?



b) Escreva o nome da praça sobre a qual fala o texto.
c) Procure e escreva o significado da palavra revitalizada. Respostas:
a) Jabuticaba.
b) Praça da Jabuticaba.
c) Recuperada, revigorada. Professor, revitalizar significa uma série de ações planejadas para dar nova vida a um lugar.
• EF02HI02
• EF02GE05
A atividade 4 promove a retomada e a consolidação dos conceitos de migração e imigração, mobilizando o Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Cidadania e civismo (Educação em Direitos Humanos).
TEXTO DE APOIO
Cozinha de herança
Assim como a linguagem, a cozinha é um meio pelo qual um grupo pode expressar sua cultura, sua identidade e suas tradições [...]. No ato de cozinhar ou de comer, preservamos a memória de um povo e cultivamos um elo com nossos antepassados.
Foi dessa ideia que surgiu a expressão “cozinha de herança”. [...] Os imigrantes italianos, por exemplo, usaram a culinária como forma de se fixar em São Paulo: “encontraram na cozinha uma maneira de serem aceitos em uma sociedade diferente da sua de origem”. [...] Quando chegaram ao Brasil, muitos italianos trabalhavam em lavouras. Alguns abriram restaurantes não para conquistar clientes paulistanos, mas sim para criar espaços onde pudessem relembrar seus pratos típicos. Os brasileiros, porém, começaram a frequentar esses restaurantes e, como todos os negócios precisam de lucro, os imigrantes procuraram entender o paladar do Brasil.
É nessa interação que a cozinha de herança se desenvolve. [...]
TOQUETTI, Gabriela Ferrari. Restaurantes preservaram cultura e memórias de imigrantes italianos, indica pesquisa São Paulo: Faculdade de
a) Espera-se que os estudantes consigam inferir que ela veio para o Brasil em busca de tratamento médico para o seu filho Santiago. Comentar que vários bairros atuais têm recebido imigrantes, pessoas que vieram para o Brasil em busca de uma vida melhor e para permanecer nele. Vários bairros brasileiros têm recebido venezuelanos, angolanos, bolivianos, haitianos, congoleses, entre outros.
4 Leia o trecho da história de uma menina que veio da Venezuela para morar no Brasil.
A vida de Maribel Rodrigues e sua família poderia, facilmente, servir de inspiração para um filme. Em 2016, a venezuelana decidiu vir com o seu filho Santiago, de 7 anos, para o Brasil. Cadeirante, o garoto não conseguia tratamento médico adequado em seu país e, por isso, estava com a saúde bem debilitada.
Maria Clara Cabral. Mudança forçada. Qualé, São Paulo, ed. 34, p. 6, 2021.

Coral de crianças e adultos venezuelanos. Pacaraima, Roraima, 2019.
a) Por qual motivo Maribel veio para o Brasil?
b) Entre os pais ou avós de seus colegas de sala de aula há algum que veio de outro país? Se sim, peça-lhe que conte como foi sua adaptação ao lugar onde vocês vivem agora.
b) Resposta pessoal. A intenção pedagógica dessa atividade foi trazer a realidade do estudante para ser pensada em sala de aula e oportunizar a ele contar sua história, que está estreitamente ligada a de seus familiares. Ao mesmo tempo, ajuda o estudante a construir o conceito de imigração.
Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, 29 abr. 2024. Disponível em: https://www.fflch.usp. br/169923. Acesso em: 24 set. 2025.
A intenção dessas atividades é retomar e consolidar a noção de lateralidade e, ao mesmo tempo, estimular o estudante a inferir, a partir de um marcador temporal – relógio – e da claridade que entra pela janela, que o alunado mostrado na imagem estuda pela manhã.
5
Observe esta sala de aula e as palavras na frente, atrás, esquerda e direita.

a) A lousa está na frente dos estudantes.
b) Lúcia está à esquerda de Carlos.
c) A professora está à direita de Carla.
d) Dandara está atrás de Carlos.
e) Os estudantes estão estudando pela manhã ou à tarde?
Os estudantes estão estudando pela manhã.
f) Como você chegou a essa conclusão?
Espera-se que os estudantes indiquem que o relógio está marcando nove horas. Através da janela vemos claridade e na lousa está escrito “Bom dia”. Professora, caso seja necessário, ajude os estudantes a reconhecerem o horário marcado no relógio da imagem.
BNCC
• EF02GE10
| PARA O PROFESSOR
VÍDEO. COMO TRABALHAR a lateralidade: 5 top brincadeiras. 2022. Vídeo (11min33s). Publicado pelo canal Aline Marius. Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=kBtrUgiCBrI. Acesso em: 23 out. 2025.
73
30/10/25 05:37
RECURSO ELETRÔNICO. LOCALIZAÇÃO direita e esquerda. 2021. Atividade digital. Publicado por Wordwall. Disponível em: https:// wordwall.net/pt/resource/16173626/ localiza%C3%A7%C3%A3o-direita-e -esquerda. Acesso em: 23 out. 2025. VÍDEO. PONTOS de vista. 2014. Vídeo (2min26s). Publicado pelo canal Eureka mídia. Disponível em: https://www.youtube.com/watch? v=RkRhGR1fjCs. Acesso em: 23 out. 2025.
Iniciamos a unidade trabalhando a noção de tempo e suas dimensões a partir da ideia de que a nossa percepção da passagem do tempo varia de acordo com a situação em que nos encontramos.
Ao apresentar os períodos do dia (manhã, tarde e noite), também trabalhamos a posição do Sol no céu nesses períodos, relacionando-a ao tamanho e à posição da sombra projetada por diferentes objetos. Além disso, exploramos o efeito da radiação solar em diferentes tipos de superfície, considerando seu aquecimento e a reflexão dos raios solares ao incidirem sobre elas.
Ainda, introduzimos a noção de calendário e de relógio, marcadores de tempo presentes na comunidade, e facilitamos a percepção de que o calendário é uma construção cultural.
Nesse contexto, trabalhamos as habilidades EF02GE05 e EF02GE06, ao problematizar as atividades desenvolvidas durante o dia e à noite.
Desenvolvemos o trabalho com os calendários – modos de contar e dividir o tempo – e com o relógio, instrumentalizando os estudantes para que possam usá-los em seu favor.
No passo seguinte, ajudamos os estudantes a identificar e a organizar ilustrações do dia a dia usando as noções de antes, durante e depois, contribuindo, assim, para o desenvolvimento das habilidades EF02HI06 e EF02HI07.
UNIDADE
O tempo é algo que não se pode ver nem pegar, mas tem muita importância no nosso dia a dia.
Para compreender melhor a passagem do tempo, vamos comparar esta imagem às da página ao lado. CAPÍTULO

Exploramos os materiais utilizados na confecção de objetos no presente e no passado, explorando as habilidades EF02CI01 e EF02CI02; algumas características dos objetos, relacionando-as à sua função no cotidiano; e os cuidados com acidentes domésticos que podem ser ocasionados pelo uso indevido de alguns objetos, trabalhando a habilidade EF02CI03.
Por fim, desenvolvemos a habilidade EF02HI09, trabalhando o importante conceito de fontes históricas, que
será retomado e aprofundado ao longo de todo o ensino básico.
BNCC
• EF02HI03
• EF02HI04
• EF02HI05
• EF02HI06
• EF02HI07
• EF02HI08
• EF02HI09
• EF02CI01
• EF02CI02
• EF02CI03
• EF02CI07
• EF02CI08
• EF02GE02
• EF02GE04
• EF02GE05
• EF02GE06
• EF02GE08
• Competências gerais: 1, 3, 9 e 10.
• Em qual das situações mostradas nas imagens o tempo parece passar mais rápido para a criança? Em quais delas o tempo parece passar mais devagar?


• Introduzir o conceito de tempo.
• Apresentar diferentes tipos de instrumentos de medição do tempo.
• Evidenciar que o calendário é um modo de dividir e contar o tempo. Destacar a importância das datas comemorativas.
• Construir com os estudantes a ideia de que o calendário é uma construção cultural.
• Relacionar as diferentes posições
do Sol no céu ao tamanho e à posição da sombra projetada por diferentes objetos.
• Trabalhar as noções de anterioridade, simultaneidade e posterioridade.
• Relacionar as ideias de antes, durante e depois às de passado, presente e futuro em relação às atividades cotidianas.
• Construir o conceito de simultaneidade.
• Descrever a função de objetos do cotidiano e identificar os materiais usados em sua confecção no presente e no passado.
• Refletir sobre as características dos materiais de que são feitos os objetos e relacioná-las às funções que desempenham.
• Reconhecer situações que possam ocasionar acidentes domésticos e propor atitudes para evitá-los.
• Descrever e comparar o aquecimento e a reflexão de diferentes objetos expostos ao Sol.
As perguntas feitas nas páginas de abertura têm por finalidade ajudar os estudantes a inferir que percebemos o tempo passar conforme a situação em que nos encontramos.
Levar em conta que as perguntas feitas na página dupla de abertura têm por finalidade ajudar os estudantes a formar a noção de tempo psicológico e a perceber que o passar do tempo varia conforme a situação em que nos encontramos. O tempo é uma categoria central da História. As principais dimensões do tempo são duração, sucessão e simultaneidade, assuntos desta unidade.
Comentar com o estudante que, quando fazemos algo prazeroso (imagem 1), o tempo parece voar; e que, quando estamos fazendo algo por obrigação, o tempo parece passar bem devagar.
Iniciar a aula propondo aos estudantes: vamos brincar de “Quanto tempo dura”?
A brincadeira é a seguinte: eu falo uma ação e vocês falam quanto tempo ela dura.
Vamos começar. Quanto tempo dura...
• Uma aula?
• Um piscar de olhos?
• A volta da escola para casa?
• A viagem do Brasil ao Japão?
• Se hoje é meu aniversário, quanto tempo falta para meu próximo aniversário?
Pode-se separar a turma em equipes e escrever na lousa as possibilidades de duração de cada ação. É interessante usar uma ampulheta, dessas que vêm em jogos, para que cada equipe tenha determinado tempo para responder, trabalhando, assim, com a passagem do tempo. Essa proposta favorece o desenvolvimento introdutório da competência específica 2 de História.
ATIVIDADES
O tempo das corridas
A atleta que ficou em primeiro lugar na Corrida Internacional de São Silvestre, em 2023, foi Catherine Reline, vencedora por causa de sua rapidez.
O instrumento usado pelos juízes para marcar a rapidez do atleta e definir o vencedor de uma prova é o cronômetro. Que tal fazermos uma
Os grupos humanos têm diferentes maneiras de contar e dividir o tempo. Nós dividimos o tempo em segundos, minutos, horas, dias, meses, anos etc.
• 1 segundo passa voando;
• 60 segundos são um minuto;
• 60 minutos compõem uma hora;
• 24 horas equivalem a um dia.
É comum as pessoas dizerem: “Um segundinho só!”, mas, em uma corrida, um segundo pode valer o primeiro lugar e um troféu.
O atleta baiano Isaquias Queiroz conquistou a medalha de ouro nas Olimpíadas de Tóquio, Japão, em 2021, como mostra a imagem.
Três anos depois, em 2024, nas Olimpíadas de Paris, ele conquistou para o Brasil a
medalha de prata na modalidade canoagem, por uma diferença de poucos segundos.
Isaquias Queiroz mostrando a medalha de ouro conquistada nas Olimpíadas de Tóquio.

competição de corrida da turma com a ajuda do professor de Educação Física?
Ele vai dizer os tempos dos competidores e vocês vão anotar no caderno. Observem os dados: quem foi o estudante mais rápido da turma e em quanto tempo ele fez o percurso?
O segundo colocado ficou quanto tempo atrás do primeiro?
Esse tempo é pouco ou muito? Agora, vamos elaborar uma tabela com o tempo de cada estudante na corrida.
Respostas pessoais.
| PARA A FAMÍLIA
VÍDEO. A MÚSICA do tempo. 2019. Vídeo (15min40s). Publicado pelo canal Quintal da Cultura. Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=8kbYupR1s4o. Acesso em: 20 set. 2025.
No parque de diversões, você compra um ingresso para 8 minutos de carrossel.


Algumas competições esportivas duram mais tempo do que outras. Uma partida oficial de basquete, por exemplo, dura 4 tempos de 10 minutos, portanto, 40 minutos.
Geralmente, passamos 5 horas por dia na escola.

BNCC
• EF02HI06
• EF02HI07
Pode-se propor aos estudantes uma vivência em três passos:
• Passo 1. Fazer um relógio de papel e marcar a hora do início da aula.
30/10/25 05:49
• Passo 2. Pedir aos estudantes que acompanhem no relógio da sala o passar do tempo, ou seja, o movimento dos ponteiros.
• Passo 3. Quando os ponteiros do relógio da sala chegarem à mesma posição que a dos ponteiros do relógio de papel, pedir aos estudantes que levantem a mão.
| PARA O ESTUDANTE
LIVRO. REYES, Yolanda. A pior hora do dia. São Paulo: FTD, 2020.

VÍDEO. VAMBORA, Tá na Hora. 2013. Vídeo (3min20s). Publicado pelo canal Palavra Cantada. Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=NuD fmKPLwfU. Acesso em: 20 set. 2025.
Horas, segundos e minutos
Use as palavras hora(s), segundo(s) e minuto(s) para completar as frases. a) O coração bate uma ou mais vezes por . b) É comum escovar os dentes em alguns . c) É comum as crianças brincarem durante d) É comum as crianças jogarem videogame durante . e) Quanto tempo você brinca por dia? . Respostas: a) Segundo. b) Minutos. c) Horas. d) Horas. e) Resposta pessoal. Professor, a intenção é levar os estudantes a refletir sobre como usar melhor o tempo que têm com as pessoas do seu convívio e em diferentes espaços (familiar, escolar, comunitário).
• EF02HI06
• EF02HI07
Professor, a atividade desta página visa desenvolver a percepção do estudante sobre a contagem do tempo em segundos, minutos e horas, relacionando situações do cotidiano ao seu tempo de duração. Como afirma a BNCC: “Aprender a identificar códigos variados é tarefa necessária para o desenvolvimento da cognição, comunicação e socialização, competências essenciais para o viver em sociedade”. (BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. p. 404).
VÍDEO. TEM hora pra tudo. 2016. Vídeo (2min1s). Publicado pelo canal A Turma do Seu Lobato. Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=oHkd1EC -BPE. Acesso em: 20 set. 2025.
1. Complete as frases a seguir.
a) O beija-flor bate as asas muitas vezes por segundo .
b) Como um lanche em 20 minutos .
c) Eu faço a lição em 1 hora .



LIVRO . BORGES, Bill. O tempo . São Paulo: Paulus, 2021. BNCC
VÍDEO. QUE HORAS são? 2016. Vídeo (6min14s). Publicado pelo canal Quintal da Cultura. Disponível em: https://www. youtube.com/watch? v=kW8i5o-0R6M. Acesso em: 14 abr. 2025.
Contando o tempo no relógio
Providenciar um relógio para a sala de aula (caso já não tenha) para que
os estudantes consigam perceber a passagem do tempo.
Esperar o relógio marcar uma hora exata e pedir aos estudantes que contem até 60 observando o movimento do ponteiro que marca os segundos.
Comentar que um dia tem 24 horas. Mas, no relógio, tanto as horas do dia quanto as horas da noite são marcadas da mesma forma.

2. Complete as lacunas com as palavras. cinco minutos uma hora um dia
a) Em um dia Juninho levanta, toma café, vai para a escola, volta para casa, almoça, brinca, faz a lição, janta e dorme.
b) Hoje precisei tomar banho em cinco minutos .
c) João Carlos teve aula de basquete durante uma hora
3. Dê um exemplo de atividade que você faz em: a) minutos.
Respostas possíveis: escovar os dentes; tomar café da manhã. b) horas.
Respostas possíveis: estudar; praticar um esporte.
4. Agora que você já sabe como dividimos o tempo, contorne as palavras que correspondem a essa divisão.
S E G U N D O
K L D G F H I
D I A P Q R S
X H G E X W P
A B Y D H A G
L M I N U T O
M N O P Q R S
H O R A V A H
BNCC
• EF02HI06
• EF02HI07
ENCAMINHAMENTO
Professor, as atividades 2 e 3 estimulam o trabalho com minuto, hora e dia, importantes medidas de tempo, a partir do dia a dia do estudante.
ATIVIDADES
Adivinhe!
Descubra a resposta das adivinhas:

nho, cada ninho trinta pássaros.
Respostas: a) O relógio. b) O sapato. c) A cama. d) Os minutos (filhos) e as horas (mães). e) O ano, os meses e os dias. Na minha época Leia a tirinha.



Tirinha de Ryot.
30/10/25 05:49
a) O que é, o que é? Trabalha tempo dobrado, sempre de noite e de dia. Se teima em ficar parado, só com uma corda andaria.
b) O que é, o que é? Fica cheio durante o dia e vazio durante a noite.
c) O que é, o que é? De dia tem quatro pés e de noite tem seis.
d) O que é, o que é: nascem os filhos primeiro que as mães?
e) O que é, o que é: uma árvore com doze ramos, cada ramo tem seu ni-
a) Ouvir nossos familiares contarem histórias é uma boa maneira de aproveitar bem o tempo? Resposta pessoal. Professor, chamar atenção dos estudantes para o fato de que as pessoas idosas são importantes fontes de informação sobre outros tempos e espaços. Daí a importância de escutá-los atentamente.
b) O que podemos aprender com eles?
Podemos aprender muitas lições de vida, seja do passado, seja do presente.
ENCAMINHAMENTO
Pedir aos estudantes que observem as ilustrações desta página e leiam as legendas.
A seguir, perguntar:
• Como os seres humanos faziam para medir o tempo antes de inventarem o relógio que usamos hoje? As hipóteses dos estudantes podem alavancar uma aula dialogada.
Em seguida, sugere-se:
• Informar que, ao longo da História, os seres humanos se preocuparam em criar relógios, isto é, instrumentos que medem a passagem do tempo.
• Esclarecer que um deles foi a clepsidra, que marca o tempo pela passagem da água do recipiente de cima para o de baixo.
• Relatar que outro relógio inventado pelos seres humanos é a ampulheta, que marca o tempo da passagem da areia do recipiente de cima para o de baixo. E que só bem mais tarde inventaram o relógio mecânico, um dos que usamos hoje em dia.
A leitura de legendas possibilita a articulação com a habilidade EF12LP08 de Língua Portuguesa, ao ler e compreender legendas, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor. A abordagem favorece, ainda, o desenvolvimento da competência geral 1. Explorar as informações das legendas, en-
O relógio mede a passagem das horas, dos minutos e dos segundos. Com ele, organizamos o nosso dia.
Você sabia que existiram vários tipos de relógio antes desses que conhecemos hoje?
Entre os relógios criados ao longo do tempo, estão a ampulheta, o relógio mecânico e o relógio digital.

A ampulheta é um tipo de relógio que marca o tempo pela passagem da areia do recipiente de cima para o de baixo.


fatizando a função desse tipo de texto que acompanha imagens. Questionar se seria possível saber os nomes dos objetos, a função e/ou o funcionamento sem as informações escritas. Explorar as marcações temporais estudadas, questionando quais ilustrações representam relógios mais utilizados no presente e quais representam relógios utilizados no passado. Incentivar os estudantes a falar sobre como imaginam que serão os relógios do futuro.
Confecção de ampulheta
• Materiais: garrafas PET, areia, cartolina, canetas coloridas.
Para um passo a passo de confecção de ampulheta, ver sugestão na seção Para o estudante na página a seguir. Que tal construir uma ampulheta usando duas garrafas PET?
A passagem do tempo vai ser contada observando a areia deslizar de um lado para o outro.

1. Você sabe que horas são em cada um dos três relógios a seguir? a) ATIVIDADES b) c)

10:30


2. Observe o relógio mais próximo de você e responda: que horas são?
Resposta pessoal.
BNCC • EF02HI07
ENCAMINHAMENTO
Professor, as atividades 1 e 2 retomam o trabalho com o relógio, importante marcador de tempo.
Pode acontecer de alguns estudantes não conseguirem ler as horas.
Aproveitar a ocasião para estimular esse aprendizado propondo novas perguntas à turma.
Outra possibilidade é organizar a sala em duplas produtivas, facilitando as trocas de conhecimentos sobre como consultar o relógio entre os próprios estudantes.
Enfatizar que, no nosso calendário, o dia tem 24 horas e tanto as horas do dia quanto as da noite são marcadas do mesmo jeito.
SITE. COMO fazer uma ampulheta com garrafas plásticas recicladas. WikiHow. Disponível em: https://pt.wikihow.com/ Fazer-uma-Ampulheta -Com-Garrafas-Pl% C3%A1sticas-Recicladas. Acesso em: 14 abr. 2025.
TEXTO DE APOIO Ampulheta
A ampulheta é uma espécie de relógio inventado por volta do século XIV, no norte da Europa. Para saber a hora, media-se a quantidade de areia que passava da parte de cima para a parte de baixo por um pequeno orifício.
A ampulheta funcionava pelo mesmo princípio da clepsidra (relógio de água): um recipiente onde entra ou de onde sai água constantemente (dependendo do tipo de relógio) e no qual as horas são identificadas pelo nível da água. A ampulheta foi muito utilizada durante as Grandes Navegações no século XV. Com ela media-se, por exemplo, o horário de trabalho dos pilotos e vigias, que se revezavam constantemente.
Com o tempo foram inventados instrumentos muito mais eficientes para medir o tempo. A ampulheta foi se tornando objeto de museu ou de decoração. Até que, com o desenvolvimento da informática a partir de meados do século XX, ela voltou a ganhar popularidade: quando aparece na tela do computador, significa que devemos esperar o fim de uma determinada operação para continuar trabalhando. Elaborado pelos autores.
• EF02HI07
ENCAMINHAMENTO
Trazer um calendário anual para a sala de aula e, em uma roda de conversa, pedir aos estudantes que o explorem. A seguir, perguntar:
• Vocês já consultaram um calendário ou viram um adulto consultá-lo?
• Sabem para que serve?
• E antes do surgimento do calendário, como nossos antepassados marcavam o tempo?
Professor, o calendário é uma convenção, uma construção cultural. Assim, ele varia com a cultura de cada povo.
Isso explica a existência de vários calendários ao redor do mundo: o chinês, o judeu e o muçulmano, os indígenas, os africanos, entre outros.
VÍDEO. BLOG do Geninho – Calendário. 2014. Vídeo (5min). Publicado pelo canal TV Rá Tim Bum. Disponível em: htt ps://www.youtube.com/ watch?v=vJK2cfAtFiA. Acesso em: 20 set. 2025.
ATIVIDADES
Aniversário do Bernardo
Leia o texto a seguir e depois responda. A casa acordou feliz! [...] É o aniversário do Bernardo!
Mamãe botou a toalha mais bonita na mesa [...]. A festa já vai começar. [...]
ROSA, Sonia. É o aniversário do Bernardo. São Paulo: DCL, 2015. p. 4-6; 11.
O calendário é um modo de contar e dividir o tempo. O calendário mais usado no Brasil conta o tempo a partir do nascimento de Jesus Cristo. Usamos o calendário para marcar um acontecimento importante, como a data em que as férias começam, a data da volta às aulas, o dia em que vamos a um passeio com a escola, o dia do aniversário, o Dia das Crianças, o dia da festa do Ano-Novo, e assim por diante. 82

1. Qual é o assunto do texto?
2. Além de Bernardo, qual é o outro personagem da história?
3. Escreva no caderno o nome de um doce que é servido em festas de aniversário e que começa com a letra B.
4. Em que mês você faz aniversário?
Respostas: 1. O aniversário de Bernardo. 2. Mamãe. 3. Bolo, brigadeiro ou beijinho. 4. Resposta pessoal.
LIVRO. O livro dos porquês: O tempo e as horas. Londres: Ed. Usborne, 2016.

• Observe a imagem a seguir e responda.

a) Qual é o mês representado no calendário? Maio .
b) Quantos dias tem esse mês? Tem 31 dias .
c) Você conhece alguém que faz aniversário em maio? Se sim, escreva o nome dessa pessoa. Resposta pessoal .
d) Maio é também o mês do Dia da Família. Pesquise e contorne essa data no calendário desta página.
e) Vamos aprender mais sobre os meses do ano? Complete as frases com palavras que rimam com as palavras em destaque. Sugestões de resposta:
Dou vivas a janeiro! Diversão o mês
inteiro
Em fevereiro, a alegria é geral! É o mês do Carnaval
BNCC
• EF02HI07
TEXTO DE APOIO
Noções de tempo
A datação [...] é importante para situar os acontecimentos no tempo, e os historiadores necessitam dessa localização temporal para analisar e interpretar os fatos recolhidos nos documentos. No caso escolar, ela também é importante, sobretudo porque vivemos em um mundo cujas referências são datadas (ano de nascimento, maioridade, morte, casamento
etc.). Mas apenas conhecer datas e memorizá-las, como se sabe, não constitui um aprendizado significativo, a não ser que se entenda o sentido das datações. Não é suficiente o aluno conhecer os calendários ou indicar os acontecimentos nos séculos.
A aquisição dessas informações e habilidades é, sem dúvida, necessária, mas deve ser acompanhada de uma reflexão sobre o significado da datação. O uso das datas precisa estar vinculado a uma busca de explicação sobre o que vem antes ou depois, sobre o que é simultâneo ou ainda sobre o tempo de separação de diversos
fatos históricos. Deve-se, em suma, dar um sentido às datações, para que o aluno domine as datas como pontos referenciais para o entendimento dos acontecimentos históricos. [...] BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de história: fundamentos e métodos. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2011. p. 211-212. (Docência em formação: ensino fundamental).
LIVRO. FERNANDES, Carol. Fevereiro. São Paulo: Caixote, 2023.

VÍDEO . PASSADO e futuro. 2016. Vídeo (8min16s). Publicado pelo canal Quintal da Cultura. Disponível em: https://youtu.be/hV6 RdADuY80. Acesso em: 1o out. 2025.
VÍDEO. MESES do ano. 2016. Vídeo (2min4s). Publicado pelo canal Crianças Inteligentes. Disponível em: https://www. youtube.com/watch? v=SVhC0_9M05I. Acesso em: 14 abr. 2025. Clipe musical sobre os meses do ano.
ENCAMINHAMENTO
Pode-se iniciar o trabalho com a página perguntando aos estudantes:
• Vocês sabem quantos são os meses do ano?
Quais são eles?
• Sabem em que mês vocês nasceram?
• E em que mês se comemora o Dia das Crianças?
• Tem algum mês que é especial para vocês?
Por quê?
Em seguida, sugere-se:
• Propor a leitura do texto em voz alta, entre pares, de forma a desenvolver a fluência em leitura oral. Organizar os estudantes em duplas e combinar que cada integrante lerá um parágrafo para o outro.
• Chamar a atenção para a organização em parágrafos e para a presença de palavras que rimam. Se considerar válido, propor a avaliação entre pares, estabelecendo os critérios que serão observados (tom de voz, reconhecimento das palavras, entre outros). Essa avaliação entre pares pode ser registrada em fichas. Pode-se propor que, após esse primeiro momento de leitura, e conhecendo os aspectos que precisam ser melhorados nela, os estudantes se preparem para uma leitura posterior.
• Evidenciar a existência de rimas no poema.
O ano tem geralmente 365 dias reunidos em 12 meses. O primeiro dia do nosso calendário é 1o de janeiro, e o último dia, 31 de dezembro. Os meses têm 28, 29, 30 ou 31 dias. Leia o poema com atenção.
Se janeiro é quem começa, muita coisa ele traz. A seguir vem fevereiro, e vem março logo atrás!
É abril quem vem chegando, maio vem logo a seguir.
Quando junho acabar, o semestre vai partir!
Julho vem trazendo férias, mas se eu noto que acabou, passo logo por agosto e é setembro que chegou!
Outubro é o mês da criança, e o ano está no fim.
Vem novembro, vem dezembro, e o Natal está pra mim!

• Solicitar aos estudantes que identifiquem aquilo de que mais gostaram no poema.
• Destacar quantos dias têm os meses; qual mês tem número menor de dias; quantos dias tem uma semana e qual é o primeiro dia da semana.
A leitura da prosa poética possibilita a articulação com a habilidade EF12LP18 de Língua Portuguesa e a competência geral 3.
TEXTO DE APOIO
Meses coloridos: conheça as campanhas de conscientização
No calendário de datas comemorativas existem campanhas de conscientização que trazem visibilidade para algumas causas importantes da área da saúde.
Elas são representadas por meses coloridos temáticos.
Janeiro branco: Promoção da saúde mental Fevereiro roxo: O mês de fevereiro é importante para informar as pessoas sobre a fibromialgia, endometriose e Alzheimer.
1. Complete:
a) O ano tem, geralmente, 365 dias .
b) O ano é formado por 12 meses .
c) Nós estamos no mês de Resposta pessoal.
2. Vamos brincar de qual é o mês?
a) É o primeiro mês do ano e tem 31 dias.
Janeiro.
b) É o mês que, de quatro em quatro anos, tem 29 dias.
Fevereiro.
c) É o mês que fica entre os meses de março e maio.
Abril.
d) É o mês das festas juninas.
Junho.
e) É o mês em que a primavera começa e que tem 30 dias.
Setembro.
f) É o mês que tem 31 dias e é o último do ano.
Dezembro.
Março azul-marinho: prevenção ao câncer colorretal.
Abril verde/azul: Conscientizando sobre a importância da segurança e da saúde no ambiente de trabalho. […]
Maio amarelo: Em maio, a conscientização é sobre a conduta no trânsito. […]
Junho vermelho: Doar sangue é uma necessidade! Por isso, em junho, é feita uma campanha para reforçar a importância de doar.
Julho amarelo: Hepatites são doenças que precisam de atenção. Por isso, o julho amarelo é importante.
Agosto dourado: Amamentar é um direito de toda mãe. No agosto dourado, as organizações de saúde reforçam a necessidade e a importância de realizar a amamentação pelo menos até o 6o mês de vida da criança e, se possível, até os dois anos ou mais, segundo orientações da OMS (Organização Mundial de Saúde).
Setembro amarelo: Sendo um dos meses coloridos mais conhecidos, o setembro amarelo é o mês da prevenção ao suicídio.
Outubro rosa: Mais um mês colorido conhecido pelas pessoas, o outubro rosa
é o mês de conscientização e prevenção ao câncer de mama […].
Novembro azul: Voltado para a saúde masculina, este mês é dedicado ao combate e à conscientização do câncer de próstata, Dezembro laranja: [...] esta é a época na qual mais se registra casos de câncer de pele, o câncer mais comum entre os brasileiros. O dezembro laranja conscientiza sobre os sintomas e as formas de se manter protegido da doença.
CENTRAL DA SAÚDE. Meses coloridos: conheça as campanhas de conscientização na área da saúde. [S. l.]: Central da Saúde, c2025. Disponível em: https:// centraldasaude.com.br/blog/ meses-coloridos-conheca -as-campanhas-de -conscientizacao-na-area-da -saude/. Acesso em: 2 out. 2025.
BNCC • EF02HI07
Vamos brincar de “Qual é o mês?”
Sou o mês que fica entre os meses de março e maio.
Resposta: Abril.
Tenho 31 dias e sou o último mês do ano.
Resposta: Dezembro.
Sou o primeiro mês do ano e tenho 31 dias.
Resposta: Janeiro.
Sou o mês que, de quatro em quatro anos, tem 29 dias.
Resposta: Fevereiro.
Sou o mês em que começa a primavera e tenho 30 dias.
Resposta: Setembro.
Sou o mês das festas juninas.
Resposta: Junho.
Pode-se iniciar o trabalho com a página perguntando aos estudantes:
• Qual é a rotina de vocês durante a semana?
• Antes ou depois das aulas, fazem algum curso ou praticam algum esporte?
• Em que dia da semana?
• O que vocês mais gostam de fazer nos fins de semana?
• Tem algum dia da semana que é especial para vocês? Por quê? Em seguida, sugere-se:
• Estimular os estudantes a conversar sobre a ilustração da página.
• Comentar as atividades da próxima página e oportunizar a fala dos estudantes sobre a rotina deles durante a semana.
• Pedir aos estudantes que comparem sua rotina com a dos colegas, atentos às semelhanças.
TEXTO
A semana
A semana é a grande invenção humana no calendário; a descoberta de um ritmo que tem peso cada vez maior nas sociedades contemporâneas desenvolvidas. Poucos povos ignoram a semana.
Na Antiguidade, os egípcios, os chineses, os gregos contaram primeiro por décadas. A semana parece ter sido uma invenção dos hebreus [...]. A grande virtude da semana é introduzir no calendário uma interrupção regular do trabalho e da vida cotidiana, um período fixo de repouso e
Os dias da semana são sete: domingo, segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira e sábado.

tempo livre. A sua periodicidade pareceu adaptar-se muito bem ao ritmo biológico dos indivíduos e também às necessidades econômicas das sociedades.
LE GOFF, Jacques. História e memória Campinas: Editora da Unicamp, 2003. p. 506.
| PARA
LIVRO. GÓES, Lúcia Pimentel; MELLO, Roger; LIMA, Graça. Quem faz os dias da semana? São Paulo: Larousse; Escala, 2005.
LIVRO. MACHADO, Ana Maria. Fim de semana. São Paulo: Moderna Literatura, 2013.

1. Descubra os dias da semana com base nas dicas a seguir.
a) Começa com a letra S e tem seis letras.
Sábado.
b) Dia da semana reservado a descanso e lazer.
Domingo.
c) Terceiro dia da semana.
Terça-feira.
d) Começa com a letra S e é o sexto dia da semana.
Sexta-feira.
2. Você pode marcar mais de uma alternativa. No domingo passado, você: Resposta pessoal. descansou.
estudou. se divertiu.
visitou familiares. visitou um amigo.
3. Responda. Respostas pessoais.
a) Que dia da semana é hoje?
b) Que dia foi ontem?
c) Que dia será amanhã?
d) E depois de amanhã, que dia será?
e) O que você vai fazer no fim de semana?
ENCAMINHAMENTO
Na atividade 1, a identificação de letras iniciais, da quantidade de letras, das sílabas e da formação de palavras a partir desses elementos favorece a articulação com a habilidade EF02LP04 de Língua Portuguesa.
Ler e escrever corretamente palavras com sílabas CV, V, CVC, CCV, identificando que existem vogais em todas as sílabas.
Explorar, nas atividades 1 e 3, a formação das palavras, chamando a atenção dos estudantes para as palavras compostas (separadas por hífen). Questionar se sabem qual é a função do hífen e se conhecem palavras ou expressões em que ele é utilizado.
87 30/10/25 05:49
a) Montem, com a ajuda do professor, uma tabela simples para ajudá-los a conhecer os dias da semana. Nessa tabela, poderão ser marcados os componentes curriculares que vocês estudam em cada dia. Professor, podem-se incentivar as crianças a organizar uma rotina de estudo com base no exemplo de quadro da semana a seguir.
Domingo 2a feira 3a feira 4a feira 5a feira 6a feira Sábado
| PARA O ESTUDANTE
VÍDEO. PERSONAGEM
André ajuda a entender o autismo e descobrir sintomas (ep. 1 de 6). 2019. Vídeo (26s). Publicado pelo canal MSP – Mauricio de Sousa Produções. Disponível em: https:// www.youtube.com/ watch?v=KZfkphIBH j8&list=PLiWDtUL5RzU mAX9sJLE11wb_aieH-A 0FM. Acesso em: 14 abr. 2025.
VOCÊ CIDADÃO!
O conteúdo desta página e da seguinte se conecta aos Temas Contemporâneos Transversais (TCTs) Saúde e Cidadania e civismo.
TEXTO DE APOIO
André
O André é um garotinho fofo e gentil – o exemplo em pessoa do que é felicidade! Suas particularidades únicas em se comunicar e interagir com os amiguinhos (pelo seu diagnóstico do espectro autista) não define[m] a personalidade mais do que grandiosa do menininho, que encanta todos a sua volta com suas atividades especiais e mágicas que qualquer criança ama realizar! André têm aproximadamente quatro aninhos de idade.
Leia com atenção a história em quadrinhos a seguir.

André é uma criança mais do que especial, de olhos pequenos e rosto arredondado. Em termos de personalidade, ele é pouquinho quieto e tímido. Na sua historinha de estreia, André usa uma camiseta laranja (ocasionalmente vermelha), com shorts verdes e sapato da mesma cor, com detalhes brancos. Como descrito na edição promocional, Um Amiguinho Diferente, André não costuma olhar nos olhos das pessoas, também não fala “oi” ou “tchau” [...] não aponta para coisas interessantes, costuma falar pouco, e quando fala, fala o essencial ou palavras ouvidas há segundos ou dias.
e boa, cheia de carinho e afeto por todos que se apaixonam pelo seu jeito amoroso de ser.
Não imita outras crianças e não brinca de faz de conta, mas costuma se entreter com coisas mais diversificadas, como gangorra ou carrinhos: ele faz coisas melhores do que as crianças de sua idade (como tocar piano, sim... com quatro anos, acredita?!). Tem interesses específicos e interessantes, como montar incríveis quebra-cabeças, e vive uma vida tranquila
ANDRÉ. Turma da Mônica Wiki, 2024. Disponível em: https://turmadamonica. fandom.com/pt-br/wiki/Andr%C3%A9. Acesso em: 14 jan. 2025.
1. Quem está conversando com o Cebolinha?
A menina Dorinha.
2. Por que André está pulando sem parar?
Porque ele está muito feliz.
3. E por qual motivo André está tão feliz?
Porque 2 de abril é o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, e André é autista e se sente
valorizado por essa data.
4. Observem o cartaz.
• Com a ajuda da professora, pesquisem e respondam: por que essa data foi criada?

Resposta pessoal. Incentivar o levantamento de hipóteses e conduzir o diálogo de modo a sensibilizar os estudantes para a necessidade de combater o preconceito contra pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). É importante convidá-los a refletir sobre o assunto e a agir de modo solidário com pessoas/colegas com TEA.
BNCC
• EF02HI07
ENCAMINHAMENTO
A abordagem desta página e da página anterior possibilita o desenvolvimento da competências gerais 9 e 10 e da competência específica 7 de História
| PARA O ESTUDANTE
VÍDEO. DIA Mundial da Conscientização do Autismo. 2023. Vídeo (1min). Publicado pelo canal Governo da
TEXTO DE APOIO
2 de abril é o Dia da Conscientização sobre o Autismo Criado em 2007 pela ONU e instituído no Brasil pela Lei 13.652/2018, o Dia Mundial e o Dia Nacional de Conscientização sobre o Autismo são celebrados em 2 de abril. O objetivo da data é promover conhecimento sobre o espectro autista, bem como sobre as necessidades e os direitos das pessoas autistas.
O autismo é uma condição relacionada ao desenvolvimento do cérebro e afeta aspectos da comunicação, linguagem, comportamento e interação social. Dada a larga variação de características e os diferentes graus de necessidade de suporte, o autismo foi classificado como um espectro em 2013, pela American Psychiatric Association –Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – 5ª edição. […]
A Lei 12.764/2012 institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista e determina que a pessoa autista seja considerada pessoa com deficiência, para todos os efeitos legais. A Lei também define que os estabelecimentos públicos e privados poderão utilizar o símbolo mundial da conscientização sobre o espectro autista – a fita quebra-cabeça, para identificar a prioridade devida às pessoas autistas. […]
30/10/25 05:49
Bahia. Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=oYGojJqJIVU. Acesso em: 14 abr. 2025.
LIVRO. MESCHIATTI, Natasha. Uma mente diferente. Rio de Janeiro: Tudo! Editora, 2022.

MORAGAS, Vicente Junqueira. 2 de abril é o Dia da Conscientização sobre o Autismo. Brasília, DF: TJDFT, 8 abr. 2022. Disponível em: https://www.tjdft. jus.br/acessibilidade/publi cacoes/sementes-da -inclusao/2-de-abril-e-o-dia -da-conscientizacao-sobre -o-autismo. Acesso em: 14 jan. 2025.
ENCAMINHAMENTO
A abordagem desta página favorece o desenvolvimento introdutório da competência específica 1 de História
VÍDEO. CONSTRUTORES do Brasil – Maria Quitéria. O jeito criança de ser cidadão. 2015. Vídeo (5min3s). Disponível em: http:// youtube.com/watch?v=M 4m075ePH0s&t=4s. Acesso em: 16 out. 2025.
Maria Quitéria de Jesus nasceu no dia 27 de julho de 1792, no sertão da Bahia (onde hoje fica Feira de Santana). E sempre teve um espírito livre e independente.
Como muitas meninas de seu tempo, ela não pôde frequentar a escola. Em compensação, aprendeu a montar, caçar e manejar armas de fogo como ninguém.
Em 1822, depois do famoso Grito do Ipiranga, começaram as lutas em apoio à independência do Brasil. Em todo o País, soldados eram recrutados para integrar o Batalhão de Voluntários de D. Pedro I. Maria Quitéria logo quis se alistar, mas seu pai não deixou. Ela não se deu por vencida: com o apoio da irmã e do cunhado, que lhe emprestou as fardas e o sobrenome, ela se tornou o soldado Medeiros.
Sob o comando do major José Antônio da Silva Castro, Maria Quitéria demonstrou grande coragem, disciplina militar e habilidade com armas. E, mesmo quando sua identidade foi revelada, ela foi mantida na linha de frente das bata-
Durante muito tempo, o Brasil foi governado pelo rei ou pela rainha de Portugal. Em 7 de setembro de 1822 Dom Pedro I proclamou a independência do Brasil. Mas a independência não foi aceita no país todo. Em várias províncias brasileiras, como Bahia, Piauí, Grão-Pará, Ceará e Maranhão, o povo pegou em armas para combater militares fiéis a Portugal. Na Bahia, o povo baiano venceu os portugueses na Batalha de Pirajá em 2 de julho de 1823. Por isso, todos os anos, em 2 de julho, a Bahia festeja sua independência.
Nas lutas da independência na Bahia se destacaram duas mulheres: Maria Quitéria de Jesus Medeiros e Maria Felipa de Oliveira
Mulher, negra, de origem iorubá e pobre, Maria Felipa é considerada hoje uma heroína da Independência da Bahia. Na ilha de Itaparica, ela liderou um grupo de mulheres. Juntas, elas enfrentaram os soldados portugueses com galhos de cansanção e atearam fogo em seus barcos.

lhas! A diferença é que ela passou a usar um saiote sobre a farda e um penacho no capacete.
Vencidas as lutas em apoio à Independência, em 1823, Maria Quitéria foi condecorada pelo próprio Dom Pedro como “Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro do Sul”. Foi a primeira mulher brasileira a integrar uma unidade militar, tornando-se símbolo do movimento de emancipação feminina.
Maria Quitéria morreu em 1853, aos 61 anos. Mas sua imagem permanece viva e
Domenico Failutti. Retrato de Maria Quitéria 1920. Óleo sobre tela.

presente nos quartéis e repartições militares do Brasil, como patrona do quadro complementar do Exército Brasileiro.
MARIA QUITÉRIA. Plenarinho, 2 jan. 2018. Disponível em: https://plenarinho. leg.br/index.php/2018/01/maria-quiteria/. Acesso em: 16 out. 2025.
No Piauí também ocorreu uma guerra pela independência contra as forças do general português Cunha Fidié. Enquanto isso, no Ceará, forças populares comandadas por José Pereira Filgueiras tomaram Fortaleza e formaram um governo favorável à independência. Daí, cearenses, maranhenses e baianos juntaram-se aos piauienses e resistiram aos portugueses na cidade de Campo Maior, interior do Piauí, na Batalha do Jenipapo

Muitas mulheres participaram dessa luta. A luta contra os portugueses continuou em Caxias, no Maranhão. Lá, a independência foi aclamada pela população local. No Pará, populares também lutaram pela independência.
Hoje, há um Projeto de Lei propondo a transformação do 2 de Julho, data da Independência da Bahia, em Dia Nacional da Consolidação da Independência do Brasil.
• Roda de conversa. Com a orientação da professora, debatam a importância de valorizar a história da participação de mulheres, como Maria Quitéria e Maria Felipa, nas lutas pela Independência do Brasil. Resposta pessoal.
BNCC
• EF02HI08
| PARA O PROFESSOR
E-BOOK. BRASILEIRAS Inspiradoras. Disponível em: https://plenarinho. leg.br/wp-content/uploads/2020/04/ Brasileiras-inspiradoras-FINAL.pdf. Acesso em: 16 out. 2025.
VÍDEO . BATALHA do Jenipapo. 2023. Vídeo. Publicado pelo canal Band Jornalismo. Disponível em:
TEXTO DE APOIO
Maria Felipa de Oliveira (séc. XIX) foi mulher negra, marisqueira e liderança quilombola na Ilha de Itaparica, na Bahia, durante o processo de independência do Brasil. Atuou com firmeza contra tropas portuguesas, liderando um grupo de mulheres que, com ousadia e táticas de guerrilha, sabotava embarcações e combatia o domínio colonial. Sua ação articulava saberes populares, resistência afro-indígena e estratégia militar, em defesa da autonomia do território. Tornou-se figura histórica central na luta pela libertação baiana, muitas vezes apagada da narrativa oficial. Inspirou movimentos de mulheres negras e comunidades tradicionais. É reverenciada como símbolo de coragem, insubmissão e soberania popular.
MARIA FELIPA DE OLIVEIRA. Fundação Palmares, 22 ago. 2025. Disponível em: https://www.gov.br/ palmares/pt-br/assuntos/ noticias/maria-felipa-de -oliveira. Acesso em: 16 out. 2025.
30/10/25 05:49
https://www.youtube.com/watch?v= GZWYC_ANnNU. Acesso em: 24 out. 2025.
VÍDEO. MARIA Felipa | Passagens da Independência. 2024. Vídeo (1min07s). Publicado pelo canal Futura. Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=ZEMEtv6ZPk0. Acesso em: 16 out. 2025.
LIVRO. VALLE, Cassia. Maria Felipa. São Paulo: Mostarda, 2023.
• EF02HI07
• EF02GE02
• EF02GE04
Professor, a temática dos calendários e dos modos de contar e dividir o tempo, com abordagem do calendário do povo Suyá, propicia a comparação de costumes de diferentes populações com relação à natureza, reconhecendo a importância do respeito às diferenças e contribuindo para o desenvolvimento do Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Multiculturalismo. Professor , pode-se propor a comparação dos modos de marcar o tempo em diferentes calendários, o que vai propiciar ao estudante formar a ideia de que o calendário é uma construção cultural, ou seja, criação de determinada cultura. A atividade também contribui para o estudante desenvolver a habilidade de comparar, muito importante em História.
TEXTO DE APOIO
Janeiro, mês que as matas ficam bem crescidas. As árvores ficam todas com as folhas bem verdes. Os capins ficam grandes. As plantas crescidas na roça ficam no ponto de colher como: o milho, que as mulheres colhem para fazer cozido, mingau, beiju, torrado ou assado. É o mês que chove muito. Fevereiro, mês que tem muita chuva ainda. Mês que dá mais mosquito. Os rios continuam cheios e as frutas estão caindo. Nesse mês comemos muito matrinchã.
Nem todos os povos usam o calendário que acabamos de estudar. Há povos que organizam sua vida com base na observação da natureza: a sucessão dos dias e das noites, do surgimento e da queda das folhas, e assim por diante. Por isso, dizemos que eles se guiam pelo tempo da natureza. É este o caso do povo Suyá, que vive no Parque Indígena do Xingu, em Mato Grosso.
Calendário Suyá

Janeiro Milho. Fevereiro Peixes.
Março Abacaxi.
Abril Pescaria.
Maio Derrubada da mata.
Junho Tempo de gaivota.
Março, os homens começam a preparar as foices e machados para dar início à roçada.
Abril, as orquídeas estão em flores. Os rios começam baixar e a chuva já começa a parar.
Maio, as praias estão bem grandes, têm muitas gaivotas e os peixes são fáceis de serem pescados.
Junho, tem muita arara comendo os cocos, que nesse mês dá muito.
Julho, é onde realizamos o curso dos monitores de saúde no PI [Posto Indígena]
Julho Tracajá bota ovo. Agosto Festa Kuarup.
Setembro Plantio de mandioca.
Outubro Pequi.
Novembro Verão.
Dezembro Melancia.
Diauarum. Mês de brincar nas praias e de comer muito ovo de tracajá.
Agosto é mês de plantar a roça.
Outubro, época de pequi.
Novembro, mês que as plantas já estão brotando.
Dezembro, mês que dá muita melancia. SUYÁ, Thiayu. Geografia indígena: Parque Indígena do Xingu. Brasília, DF: MEC/SEF/DPEF: Instituto Socioambiental, 1988. p. 57.
1. Segundo o calendário do povo Suyá:
a) Em qual mês ocorre o plantio da mandioca? Setembro.
b) Em qual mês o tracajá, que é uma tartaruga, bota ovo? Julho.
c) Em que mês os Suyá costumam colher o pequi? Outubro.
2. Observe como outro povo indígena, o Pankará, entende o tempo.
O tempo para Pankará é o espírito que nos orienta a conviver com a natureza. Guia através dos sinais da lua, do sol, das estrelas [...].
O tempo nos ensina que é preciso: Esperar a terra descansar para o solo preparar, A chuva chegar para a semente plantar E o fruto amadurecer para o homem colher. [...]
Professoras e professores indígenas em Pernambuco. Caderno do tempo. Belo Horizonte: Centro de Cultura Luiz Freire, 2006. p. 75. Disponível em: https://cclf. org.br/wp-content/uploads/publicacoes/ caderno-do-tempo.pdf. Acesso em: 18 set. 2025.

a) Marque um X nos elementos que o povo Pankará usa para marcar o tempo.
X Lua
X Sol
X Estrelas
Relógio
b) O que o povo Pankará faz após a chuva chegar?
Planta sementes.
BNCC
• EF02HI07 • EF02GE02 • EF02GE04
ENCAMINHAMENTO
A temática da página possibilita o trabalho com o Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Multiculturalismo.
Ao iniciar a aula, sugere-se propor a seguinte pergunta, que, além de permitir que os estudantes apresentem seus conhecimentos prévios sobre a temática, pode despertar a curiosidade deles sobre a temática:
30/10/25 05:49
• Como podemos perceber a passagem do tempo sem olhar no relógio?
A partir de suas respostas, é possível:
• Conversar com os estudantes sobre outros exemplos de fenômenos que ocorrem na natureza que ajudam a perceber a passagem do tempo.
• Apresentar alguns exemplos, como: o “nascer” e o “pôr” do Sol, a mudança do aspecto da Lua no céu, o amadurecimento de frutos, entre outros fenômenos.
Sugere-se, então:
• Realizar a leitura do texto presente na página e orientar a resolução das atividades, que possibilitam avaliar a competência leitora dos estudantes.
• Finalizar o trabalho com a página reforçando que, antes da invenção dos relógios, a passagem do tempo era marcada pela observação da natureza. Destacar que esse conhecimento, transmitido ao longo das gerações, ainda é utilizado por muitos povos em suas práticas e tradições. Além dos Pankará, outros povos indígenas orientam suas atividades a partir do tempo da natureza. Caso queira aprofundar o assunto, ver os materiais indicados a seguir.
LIVRO. Livro dos Marcadores do Tempo – pesquisas indígenas sobre percepções ambientais e mudanças do clima. Oiapoque; São Paulo: Iepé, 2023. Disponível em: https://instituto iepe.org.br/wp-content/ uploads/2023/09/Livro -dos-Marcadores-do -Tempo-1.pdf. Acesso em: 3 out. 2025.
SITE. AZOUBEL, Helena. Joseca Yanomami: desenho MASP – a imagem dos povos originários. Belo Horizonte: Espaço do Conhecimento UFMG, 6 fev. 2023. Disponível em: https:// www.ufmg.br/espacodo conhecimento/a-imagem -dos-povos-originarios/jo seca-yanomami-desenho -masp-a-imagem-dos-po vos-originarios-artistas-in digenas-para-conhecer/. Acesso em: 2 out. 2025.
• EF02HI07
• EF02CI07
ENCAMINHAMENTO
Antes de iniciar o trabalho com a página, sugere-se explorar a imagem. É possível perguntar:
• O que o menino está fazendo na imagem?
• O que precisa acontecer para a sombra do menino ficar ainda maior ou mais longa?
• O que precisa acontecer para a sombra do menino ficar menor ou mais curta?
Na sequência, realizar a leitura do texto e propor a resolução das atividades.
Como complemento, sugere-se explicar que a sombra é projetada por objetos que impedem a passagem da luz. Se considerar adequado à faixa etária, comentar que esses objetos são chamados de opacos.
Destacar que a posição e o tamanho da sombra dos objetos variam de acordo com a posição da fonte de luz, como o Sol em diferentes horários do dia.
Com relação à mudança da posição do Sol no céu, enfatizar que esse movimento é aparente; na realidade, é a Terra que gira em torno de seu próprio eixo, fazendo com que o Sol pareça se deslocar da direção leste à direção oeste ao longo do dia. Esse movimento aparente explica a mudança no tamanho, dire-
O Sol também pode ser usado para medir o tempo. Você já percebeu que o Sol parece se movimentar no céu ao longo do dia? Pela manhã ele está em uma posição e à tarde, em outra. Dependendo da posição em que o Sol está, a sombra também se altera. Ela pode ficar curta ou comprida, por exemplo. Observe a imagem.

Menino observando sua sombra.
1. Em que posição você acha que o Sol está em relação ao menino?
Do lado direito.
Do lado esquerdo.
2. A sombra do menino está: curta.
Na frente.
X Atrás do menino.
X comprida.
3. Pelo tamanho da sombra do menino, é mais provável que seja: por volta de 12 horas, próximo da hora do almoço.
X próximo das 7 horas, no começo da manhã.
ção e posição das sombras dos objetos observadas em diferentes horários.
Sempre que tratar de assuntos relacionados ao Sol, é importante ressaltar os cuidados necessários, como: não olhar diretamente para o Sol, pois isso pode causar danos sérios à visão; utilizar proteção adequada (como
chapéus, bonés ou óculos de sol com filtro UV); e aplicar protetor solar para proteger a pele contra queimaduras e outros problemas de saúde.
4. Observe atentamente as imagens a seguir.



Agora leia as informações e escreva no espaço o horário correspondente a cada imagem.
• A sombra da árvore formada pelo Sol às 5:00 da tarde é comprida e voltada para o lado direito.
• A sombra da árvore formada pelo Sol às 9:00 da manhã é comprida e voltada para o lado direito.
• A sombra da árvore formada pelo Sol às 12:00 é curta.
5. Que tal realizar a atividade que Pedro fez?

Nunca olhe diretamente para o Sol.
Menino Pedro usando a luz solar para desenhar sombras.
• Pela manhã, coloque um objeto sobre uma folha de papel, sob a luz do Sol, e desenhe a sombra. Marque a hora.
• Mantenha o papel e o objeto na mesma posição e, no fim da tarde, desenhe a sombra de novo e marque a hora.
• Compare: a sombra ficou do mesmo tamanho?
Resposta pessoal. Espera-se que as sombras desenhadas não sejam do mesmo tamanho.
BNCC
• EF02HI07
• EF02CI07
ATIVIDADES
Nesta atividade prática, propõe-se a criação de um teatro de sombras, como forma de explorar as sombras de maneira lúdica e criativa.
Materiais:
• Caixa grande de papelão
• Papel-manteiga ou folha de papel
05:49
sulfite branca (para a tela do teatro)
• Tesoura com pontas arredondadas
• Fita adesiva
• Palitos de churrasco ou canudos (para segurar as silhuetas que serão confeccionadas)
• Cartolina (para confeccionar as silhuetas de pessoas, objetos e outros elementos)
• Lanterna ou luminária portátil (fonte de luz)
Procedimentos:
• Preparar a caixa de papelão: o professor deve recortar um retângulo em um dos lados maiores e cobri-lo com papel-manteiga ou folha de papel sulfite, fixando com fita adesiva (este será o “palco” do teatro de sombras).
• Confeccionar as silhuetas: em cartolina, o professor deve desenhar e recortar silhuetas diversas (animais, pessoas, objetos etc.). Depois, deve fixá-los em palitos ou canudos.
• Montar o cenário: posicionar a lanterna ou luminária atrás da caixa, de modo a iluminar as silhuetas construídas contra a tela.
• Realizar a apresentação: os estudantes podem formar grupos e criar pequenas histórias.
Atividade para reflexão: Se as silhuetas fossem construídas com um plástico transparente, em vez de cartolina, seria possível fazer o teatro de sombras?
• EF02HI07
• EF02CI07
ENCAMINHAMENTO
Com base na imagem, relacionar as mudanças na posição do Sol no céu ao longo de um dia e as mudanças no tamanho e na posição das sombras projetadas pelos objetos.
Destacar que isso ocorre com regularidade: o Sol “nasce” e se “põe” todos os dias, assim como as sombras projetadas por um objeto mudam de posição, e isso ajuda a medir o tempo.
Apresentar que esse é o princípio de funcionamento de um relógio de Sol.
Destacar que os relógios de Sol marcam as horas enquanto o Sol está no céu. Hoje em dia, esse tipo de relógio não é mais usado no cotidiano, mas ainda pode ser visto em alguns parques e museus.
Se considerar oportuno, comentar com os estudantes que o relógio de Sol presente na página marca 9:00 da manhã.
A abordagem da temática favorece o desenvolvimento, de modo introdutório, da competência específica 3 de Ciências da Natureza.
TEXTO DE APOIO
Relógios solares são compostos basicamente de uma “mesa”, onde fica o mostrador do relógio, e um estilete, também chamado de “gnômon”, cuja sombra projetada sobre o mostrador marca a passagem das horas. Existem diferentes montagens de relógios solares: “horizontais” e “verticais” e “equatoriais”. Nos
Alguns povos se utilizavam da posição da sombra formada para contar o tempo. Um exemplo é o relógio de sol, construído por diferentes povos no passado.
O relógio de sol tem uma haste no centro, cercada por números que indicam as horas do dia. À medida que o Sol ocupa diferentes posições no céu, a sombra da haste muda de lugar e aponta para um número diferente. Observando essa sombra, é possível perceber como o tempo vai passando.
Comentar com os estudantes que o relógio de sol da imagem marca 9:00.

• Na falta de relógios, o ser humano pode se utilizar do Sol para marcar o tempo. Marque um X nas alternativas que explicam esse fato.
X Pela posição do Sol no céu.
X Pelo tamanho e pela posição da sombra projetada por objetos.
Pela quantidade de sombras.
relógios de montagem horizontal, a mesa é paralela ao horizonte do lugar, enquanto nos de montagem vertical a mesa é perpendicular ao plano do horizonte. Nos relógios de montagem equatorial, a mesa é paralela ao equador terrestre. [...]
CONSTRUÇÃO de um relógio solar. Disponível em: https://ppgenfis.if.ufrgs.br/ mef008/arquivos/relsol.html. Acesso em: 16 out. 2025.
A luz solar interage de diferentes maneiras com os objetos. Alguns objetos impedem que a luz do Sol os atravesse, e ocorre a formação de sombras. Outros objetos são transparentes, e a luz pode os atravessar, sem formar sombras.
Objetos transparentes são utilizados para diversas finalidades. Um exemplo são as janelas de vidro, que permitem a luz passar e iluminar o interior de um ambiente. Elas também permitem enxergar a paisagem do lado de fora.


Outro exemplo é o vidro do relógio. Além de proteger o relógio, ele nos permite enxergar os ponteiros para saber as horas.
• Você acha útil o fogão ter vidro na porta do forno? Por quê?
Resposta pessoal. Espera-se que o estudante diga que sim, pois ajuda a verificar se o alimento está assado no interior do forno, sem precisar abrir.
BNCC
• EF02CI02
• EF02CI07
• EF02CI08
ENCAMINHAMENTO
Para iniciar o trabalho com a página, sugere-se retomar a temática sombras, destacando que elas são projetadas por objetos que impedem a passagem da luz. Em seguida, comentar que alguns objetos permitem
a passagem da luz e, portanto, não projetam sombras. Esses objetos são chamados de transparentes. Como exemplificado no livro, o vidro é um objeto transparente e muito utilizado em janelas, permitindo a iluminação natural do interior dos ambientes, o que contribui para a economia de energia elétrica. Essa discussão é uma oportunidade para o desenvolvimento da habilidade EF02CI02, ao relacionar as características dos materiais em
diferentes objetos do cotidiano. Para ampliá-la, pode-se perguntar aos estudantes qual seria o efeito de janelas de madeira. Espera-se que eles percebam que, por serem opacas, as janelas de madeira não permitem a passagem da luz, deixando o ambiente mais escuro e exigindo iluminação artificial. O conceito de reflexão da luz não foi apresentado aos estudantes em detalhes, em respeito à faixa etária. No entanto, destaca-se que ela diz respeito à forma como a luz incide em uma superfície e é refletida para o ambiente. Em alguns tipos de superfícies (planas e polidas), a reflexão pode ocorrer de forma regular, de modo que os raios luminosos são refletidos organizadamente, sendo possível enxergar imagens nítidas. Esse é o caso de espelhos.
As vitrines das lojas geralmente são feitas de vidro, um material que nos permite ver através dele.
Essa característica está relacionada a qual propriedade do vidro?
a) ( ) Transparência. b) ( ) Reflexão.
c) ( ) Elasticidade. Resposta: a).
A atividade proposta na página oportuniza a mobilização da habilidade EF02CI08. Se for viável, pode-se realizá-la em sala. Caso seja possível fazê-la:
• Organizar os materiais necessários previamente (uma colher de metal e uma de madeira).
• Colocar as duas colheres expostas ao Sol por aproximadamente 30 minutos.
• Pedir aos estudantes que encostem a ponta dos dedos nas duas colheres e comparem as sensações de temperatura.
Antes de permitir que os estudantes as toquem, é fundamental verificar se a colher de metal não está quente demais, garantindo a segurança de todos.
Se desejar, nesse momento também pode ser realizada a atividade prática proposta na seção Mais um passo.
A luz do Sol tem outras interações com os objetos. Por exemplo, quando a luz solar atinge algumas superfícies, elas podem brilhar mais do que outras, ou refletir imagens bem definidas.
A água parada na superfície de um lago é um exemplo.
Água reflete as imagens do céu e da ponte. Brasília, 2016.

• Considere que as duas colheres das imagens a seguir foram deixadas sob a luz solar durante duas horas.
a) Contorne a colher que ficará mais quente após esse tempo.
b) Faça um X na colher que mais brilha sob a luz solar.

SHUTTERSTOCK.COM

A reflexão da luz pode ser explorada na construção de um forno solar, que é um dispositivo capaz de aproveitar a luz do Sol para aquecer e cozinhar alimentos. Para obter os materiais necessários e seguir os procedimentos de construção, sugere-se consultar a cartilha indicada a seguir:
ACAATINGA. Cartilha Forno Solar. Disponível em: https://www.acaatinga.org. br/wp-content/uploads/cartilha-forno -solar.pdf. Acesso em: 2 out. 2025.
Leia o texto com atenção.
Quem sou eu
Olá! Meu nome é Lucila e tenho 8 anos. Tenho dois irmãos e gosto muito de ler.
Nasci em outra cidade, mas logo meus pais se mudaram para cá. Eu era bem pequena quando isso aconteceu. Aqui nasceram meus dois irmãos, Gustavo e Guilherme. Meus irmãos querem ser advogados. Eu serei veterinária, pois gosto muito de animais!
Elaborado pelos autores.

1. Sublinhe de azul o trecho em que Lucila se apresenta.
2. Os irmãos de Lucila nasceram antes ou depois dela? Depois dela.
3. Lucila é mais nova ou mais velha do que seus irmãos?
Ela é mais velha do que seus irmãos.
4. Sublinhe de vermelho o trecho em que Lucila fala sobre o futuro dela e de seus irmãos.
5. Quantas sílabas tem a palavra Lucila?
2 sílabas. X 3 sílabas. 4 sílabas.
6. Faça as contas.
• Quantos anos se passaram desde que você nasceu até entrar no 2o ano?
BNCC
• EF02HI06
05:49
Atividade 6. Esta atividade trabalha estratégias de cálculo da subtração. A resposta corresponde à idade do estudante ao entrar no 2º ano. Ela é aproximada e depende das informações pessoais da turma. Orientar a turma a fazer as contas apenas com as duas últimas casas decimais de cada ano.
Valorização das experiências individuais nos anos iniciais
No Ensino Fundamental –Anos Iniciais, é importante valorizar e problematizar as vivências e experiências individuais e familiares trazidas pelos alunos, por meio do lúdico, de trocas, da escuta e de falas sensíveis, nos diversos ambientes educativos (bibliotecas, pátio, praças, parques, museus, arquivos, entre outros).
Essa abordagem privilegia o trabalho de campo, as entrevistas, a observação, o desenvolvimento de análises e de argumentações, de modo a potencializar descobertas e estimular o pensamento criativo e crítico. [...] BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. p. 355. História oral
[...] O trabalho com a história oral pode mostrar como a constituição da memória é objeto de contínua negociação. A memória é essencial a um grupo porque está atrelada à construção de sua identidade. Ela [a memória] é resultado de um trabalho de organização e de seleção do que é importante para o sentimento de unidade, de continuidade e de coerência – isto é, de identidade. E porque a memória é mutante, é possível falar de uma história das memórias de pessoas ou de grupos, passível de ser estudada por meio de entrevista de história oral. As disputas em torno das memórias que prevalecerão em grupo, em uma comunidade, ou até em uma nação, são importantes para se compreender esse mesmo grupo, ou a sociedade como um todo. PINSKY, Carla Bassanezi (org.). Fontes históricas. São Paulo: Contexto, 2008. p. 167.
Leia o texto a seguir e responda às atividades. Fazia tempo que a menina tentava entender o que era o tempo. [...] Então, pegou a sua agenda e resolveu perguntar às pessoas: o que você sabe sobre o tempo? O rapaz de óculos, que andava apressado, estranhando, respondeu: — O que sei é bem pouco, porque o tempo é muito comprido e não dá para alcançar o seu tamanho. [...] A menina continuou a pesquisa e anotou cada resposta: — Tempo, menina, é aquela velhinha que vai passando, com cabelo de nuvem em dia de sol quente [...] e olhar sábio, desses de quem já viu muita coisa na vida. Disse o vendedor de algodão-doce. [...] Ora, ora... o tempo é aquela montanha ao longe, que abriga gerações de bichos e plantas e permanece, lá, sem descer das alturas — falou uma moça bonita, dessas que o sorriso vive enfeitando o rosto. [...] ALVES, Efigênia. O tempo que o tempo tem. 2. ed. São Paulo: Editora Escritus, 2021.
1. Qual é o assunto do texto?
2. Os personagens enxergam o tempo da mesma forma?
3. De qual das três respostas sobre o tempo encontradas no texto você gostou mais? Por quê?
4. E para você, o que é o tempo?
5. Pesquise. Há diferentes provérbios populares sobre o tempo. Com a ajuda de um adulto, pesquise, anote-os no caderno e traga para a sala de aula.
O tempo
O tempo é um bicho teimoso
Que nunca obedece a gente.
Se a gente quer que ele corra, Ele avança lentamente. Mas, se quer que ele vá lento, É ligeiro como o vento
Ou uma estrela cadente.
[...]
No jogo de futebol, É a mesma situação:
Se seu time está vencendo O tempo é só lentidão.
Mas, se o time está perdendo, Lá vai o tempo correndo Sem olhar nossa aflição.
Marcos Mairton. O tempo. Mundo Cordel, 6 jan. 2011. Disponível em: http://mundocordel.blogspot. com/2011/01/cordel-sobre-o-tempo.html. Acesso em: 22 out. 2025.

1. Interprete. O autor compara o tempo a um:
bicho teimoso
2. Você concorda com o autor do poema? Resposta pessoal.
Respostas:
1. O tempo.
2. Não.
3. Resposta pessoal.
4. Resposta pessoal.
5. Exemplo de resposta: O tempo é o senhor da razão.
A maioria dos brasileiros se guia pelo calendário cristão e a partir dele define o ontem, o hoje e o amanhã.
Usamos ontem para o dia anterior (passado).
Usamos hoje para o dia em que estamos (presente). Usamos amanhã para o dia seguinte (futuro).
1. Use as palavras ontem, hoje e amanhã para completar as frases.

a) Laís e Thayla estão lanchando hoje .
b) Pedro está se lembrando do jogo de futebol que ocorreu ontem .


c) Carla está se preparando para o trabalho que vai apresentar amanhã
BNCC
• EF02HI06
ENCAMINHAMENTO
Uma porta de entrada para esta aula pode ser brincar com os estudantes de passado, presente e futuro, possibilitando desenvolver a competência específica 2 de História
O professor fala uma ação e a turma responde em que tempo aconteceu, acontece ou acontecerá:
• Ele dormiu. (Passado)
• Ele lerá um livro. (Futuro)
• Ela comeu. (Passado)
• Ele acordará. (Futuro)
• Ela fez o dever de casa. (Passado)
• Ela está prestando atenção. (Presente)
• Ele está desenhando. (Presente)
Em seguida, sugere-se:
• Ampliar a reflexão sobre o tema debatendo com os estudantes sobre o uso do celular.
• Perguntar em que período do dia eles usam mais o celular: manhã, tarde ou noite?
• Ouvir e comentar as respostas dos estudantes às atividades. Socializar o conhecimento produzido.
30/10/25 05:49
• Estimular cada estudante a contar para a turma o que aconteceu com ele ou ela no dia de ontem, o que está acontecendo hoje e o que ele espera que aconteça amanhã.
Professor, a atividade 1 busca estimular a compreensão de texto e o trabalho com noções temporais.
LIVRO. ALVES, Efigênia. O tempo que o tempo
tem. 2. ed. São Paulo: Editora Escritus, 2021. 32 p.

Professor, o texto a seguir é um trecho da letra de música “Oração ao Tempo” de Caetano Veloso.
És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo, tempo, tempo, tempo
Vou te fazer um pedido
[…]
Compositor de destinos
Tambor de todos os ritmos
Tempo, tempo, tempo, tempo
Ouve bem o que te digo
[…]
Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo, tempo, tempo, tempo
És um dos deuses mais lindos
[…]
Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo, tempo, tempo, tempo
Ouve bem o que te digo
[…]
2. O dia do seu aniversário já passou, é hoje ou ainda vai chegar?
Resposta pessoal.
3. Pinte os quadradinhos de: O MEU ANIVERSÁRIO SERÁ AMANHÃ.
4. Observe a imagem. Vermelho.

O MEU ANIVERSÁRIO FOI ONTEM. o que for passado. o que for futuro.


NESTE MÊS, QUATRO ESTUDANTES FAZEM ANIVERSÁRIO: JOÃO, ANTÔNIA, PEDRO E VALÉRIA.
102
• Escreva o nome dos aniversariantes em ordem alfabética:
Antônia, João, Pedro, Valéria.
Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo, tempo, tempo, tempo
Quando o tempo for propício
[…]
E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo, tempo, tempo, tempo
Não serei nem terás sido
[...]
VELOSO, Caetano (compositor). Oração ao Tempo [registro musical ou gravação]. Interpretação por Caetano Veloso (violão e voz), Moreno Veloso (pandeiro e voz), Zeca Veloso (teclado), Tom Veloso (baixo elétrico e voz). Arranjos de Caetano Veloso, Moreno Veloso, Zeca Veloso e Tom Veloso. Disponível em: VELOSO, Caetano. Oração ao Tempo (Ao Vivo). 2018. Vídeo (3min37s). Publicado pelo canal de Caetano Veloso. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=HQap2igIhxA&list=RDHQap2i gIhxA&start_radio=1. Acesso em: 2 out. 2025.
Para ordenar as atividades que fazemos em um dia, usamos antes, durante e depois. Exemplos:
• Escovo os dentes antes de ir para a escola.
• Eu e meu colega escrevemos durante a aula.
• Almoço depois das aulas.
1. Observe as imagens a seguir. Complete as frases sobre cada uma delas usando antes, durante e depois.



Na imagem 1, a moça está pensando nos ingredientes antes de preparar o prato.
Na imagem 2, a moça está cortando um legume durante a preparação do prato.
Na imagem 3, a moça está orgulhosa do seu prato depois de pronto.
BNCC
• EF02HI06
| PARA O ESTUDANTE
VÍDEO. SR. AMANHÃ da Silva Ontem. 2013. Vídeo (5min57s). Publicado pelo canal Quintal da Cultura. 2013. Disponível em: https://youtu.be/kedlN-zT CSQ. Acesso em: 20 set. 2025.
Como ensinar a noção do tempo?
Na escola:
• Estabelecer uma rotina diária na turma, na qual o professor deve indicar qual é a hora de entrada, das aulas, do lanche e da saída. [...]
[…]
• Narrar as atividades, realizadas na escola, no dia anterior;
• Pedir às crianças para contarem as atividades que realizaram, depois da escola;
• Construir com os alunos os instrumentos de tempo, como os relógios;
• Atribuir cada tarefa a uma hora específica;
• Planejar o dia de aulas, com exercícios diferentes, para que os alunos percebam a duração de um dia e a quantidade de atividades que podem fazer;
• Criar atividades sobre as estações e meses do ano, épocas festivas e os dias da semana;
• Ter ferramentas lúdicas, na sala de aula, que façam lembrar o tempo, como os relógios [...] e temporizadores de areia. Esses instrumentos ajudam à assimilação dos conceitos.
COMO trabalhar a noção de tempo na educação infantil? Abecedário da Educação, 31 mar. 2022. Disponível em: https:// www.abecedariodaeduca cao.pt/2022/03/31/nocao-de -tempo/. Acesso em: 20 set. 2025.
Iniciar o trabalho com o assunto perguntando: que atividades podemos fazer ao mesmo tempo? Como exemplos de atividades que fazemos juntos e simultaneamente, podem-se citar:
• assistir a um filme;
• gritar gol para comemorar uma conquista do nosso time com os colegas;
• jogar vôlei de praia, e assim por diante.
Em seguida, sugere-se:
• Retomar com os estudantes a ideia de duração (uma hora, um dia, um mês); sucessão (ontem, hoje, amanhã) e introduzir a de simultaneidade. Construir a ideia de simultaneidade pedindo aos estudantes para refletirem sobre as frases a seguir:
• Vocês ouvem enquanto eu falo.
• Eu ouço enquanto vocês perguntam.
• Vocês copiam no caderno enquanto eu escrevo na lousa.
• Chamar a atenção para o fato de que em todos os casos os estudantes estão realizando uma ação enquanto o professor faz outra, ou seja, estão todos fazendo atividades diferentes ao mesmo tempo.
Professor, simultaneidade é uma importante dimensão do tempo, categoria central da História. Trabalhar a noção de simultaneidade é fundamental para que o estu-
Observe a imagem.

1. As aulas de Música e de Língua Portuguesa estão acontecendo: uma antes da outra. uma depois da outra. X uma ao mesmo tempo que a outra.
2. Acima vemos a representação de uma escola. Imagine que a professora de Música queira ensaiar o coral no jardim da escola. Na imagem, trace o caminho que ela deve fazer da sala dela até o jardim.
dante compreenda que a história do Brasil ocorre ao mesmo tempo que as histórias do restante do mundo.
• EF02HI06
• EF02GE08
Professor, as atividades desta dupla de páginas buscam trabalhar as noções de anterioridade, posterioridade e sincronia, relacionando-as ao cotidiano do estudante, desenvolvendo as habilidades EF02HI06 e EF02GE08.
Informar que na nossa escola e em outros lugares da cidade ou do mundo
3. Escreva o que está acontecendo em cada uma das cenas.
Cena 1: Estudantes estão na aula de Arte.
Cena 2: Estudantes estão na aula de Língua Portuguesa.
Cena 3: Uma estudante pede um livro na biblioteca.
Cena 4: A jardineira está cuidando do jardim.
Cena 5: As merendeiras estão cozinhando.
Cena 6: Estudantes estão na aula de Educação Física.
4. Vamos usar enquanto e ao mesmo tempo para contar o que vemos na imagem. Descreva a cena.

a) Enquanto as crianças escutam a música tocada pela professora, o menino observa a joaninha sobre as folhas de uma planta.
b) A menina brinca com o cachorro enquanto sua colega pinta um quadro.
c) Tudo o que vemos está acontecendo ao mesmo tempo .
há muitos acontecimentos ocorrendo ao mesmo tempo. Organizá-los em grupos e solicitar a cada um deles que ocupem um canto da sala:
• o canto das brincadeiras tradicionais como as adivinhas;
• o canto das revistinhas;
• o canto do desenho;
• o canto dos cantores e cantoras. A seguir, dizer a eles: vocês podem se dedicar à atividade que escolheram por 15 minutos.
1. Passeio pela escola com o professor Enquanto estamos aqui conversando, o que será que as outras crianças da nossa escola estão fazendo?
Deem uma volta pela escola e anotem o que está acontecendo ao mesmo tempo no espaço escolar.
2. Vamos contar o que vemos na imagem com a ajuda das expressões “enquanto” e “ao mesmo tempo”?
Descreva a cena:
a) Enquanto algumas crianças estão na quadra, outras crianças estão na sala de aula.
b) Uma pessoa rega as plantas do jardim enquanto uma menina pega um livro na biblioteca.
c) Tudo isso está acontecendo ao mesmo tempo.
LIVRO. CORDEROY, Tracey; WARNES, Tim. Agora! São Paulo: Ciranda Cultural, 2017.
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Depois, pedir aos estudantes que voltem aos seus lugares e registrem as ações feitas nos cantos das salas simultaneamente.
Destacar as ações concluídas ao mesmo tempo. Pedir aos estudantes que falem sobre essa vivência. Fazer uma comparação entre essas vivências intercalando as falas.

VÍDEO . PASSADO e futuro. 2016. Vídeo (8min16s). Publicado pelo canal Quintal da Cultura. Disponível em: https://youtu.be/hV6R dADuY80. Acesso em: 2 out. 2025.
No caso do ensino do tempo cronológico para alunos das séries iniciais, é interessante vinculá-lo à noção de geração. Pais, avós, os vestígios do passado de pessoas familiares mais velhas mostram um momento diferente do atual, revelando uma história e as transformações sociais possíveis de ser percebidas nas relações com o tempo vivido da criança. Essas sucessões e transformações podem ser sistematizadas por meio de linhas do tempo, chegando-se à visualização de um tempo cronológico que é apreendido progressivamente. Posteriormente, nas séries escolares sequenciais, essa etapa é acrescida de linhas do tempo de uma genealogia mais extensa e com associações de outros tempos e lugares.
[…]
BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de História: fundamentos e métodos. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2011. p. 212. (Docência em formação: ensino fundamental).
Sucessão e duração
Sucessão é o que permite estabelecer a ordem com a qual os fenômenos são verificados. Duração é a linha temporal que transcorre do início até o final de uma experiência. A duração denota a extensão temporal de um fenômeno.
Na História, a extensão temporal pode incluir mais de um acontecimento. Para compreender a sucessão de acontecimentos e sua duração, é preciso utilizar recursos cognitivos construídos desde os primeiros anos de vida. Sabe-se que a criança, baseada em suas vivências, antes mesmo de entrar na escola, é capaz de sequenciar acontecimentos de sua vida e repetir certas
Hoje é amanhã?
Era hora de Carol deitar.
[…] Mas antes de a mãe sair do quarto, Carol perguntou:
— Mãe, ontem eu vou brincar na casa da Marina?
— Ontem não filha, amanhã. […]
Carol ainda é pequena. Vive trocando ontem, hoje e amanhã. Era um tal de: amanhã eu fui na praia, ontem eu vou passear. […]. Esse negócio de tempo é mesmo difícil de entender.

Anna Claudia Ramos. Hoje é amanhã? São Paulo: Nova Fronteira, 2014. p. 8-9. Reprodução da capa.
a) O que Carol perguntou para a sua mãe?
“Mãe, ontem eu vou brincar na casa da Marina?”
b) Corrija o erro cometido por Carol na frase anterior.
Mãe, amanhã eu vou brincar na casa da Marina?
c) Como Carol deveria dizer “amanhã eu fui à praia”?
Ela deveria dizer “ontem eu fui à praia” ou “amanhã irei à praia”.
narrativas em sequência cronológica [...].
Com o passar das aulas, a criança vivencia um processo de aprendizado das noções temporais: as vividas, que dizem respeito ao seu cotidiano; as percebidas e as concebidas, quando o tempo medido por convenção social passa a fazer parte do seu cotidiano e ela passa a esboçar as primeiras compreensões a esse respeito [...].
FERMIANO, Maria Belintane; SANTOS, Adriane Santarosa dos. Ensino de História para o Fundamental I: teoria e prática. São Paulo: Contexto, 2014. p. 37.
BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de História: fundamentos e métodos. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2011. (Docência em formação: ensino fundamental).
Leia a história em quadrinhos.
• Complete as frases com antes, depois ou ao mesmo tempo.

a) Magali e Mônica brincaram de rocambole antes de brincar de comidinha.
b) Elas fizeram comidinha ao mesmo tempo .
c) As meninas brincaram de batata quente depois de brincar de comidinha. 107
BNCC
• EF02HI06
VOCÊ LEITOR!
Pedir aos estudantes que leiam a história em quadrinhos com atenção.
Perguntar:
• Quem são as personagens?
• O que elas estão fazendo?
• O que as brincadeiras citadas nessa história em quadrinhos têm em comum?
Professor, “blem” é uma onomatopeia, figura de linguagem por meio da qual se imita ou reproduz um som com um fonema ou palavra, ruídos, gritos, canto de animais, sons da natureza, barulho de máquinas etc.
Professor, a leitura da história em quadrinhos possibilita o desenvolvimento da habilidade EF15LP14 de Língua Portuguesa.
TEXTO DE APOIO
A função básica da onomatopeia numa HQ é sonorizar a história, pois, ao ver um quadrinho totalmente preto com apenas a onomatopeia Bang desenhada, imediatamente, pode-se deduzir que um tiro de revólver foi disparado, por exemplo.
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Os desafios da escola pública paranaense na perspectiva do professor PDE. Cadernos PDE, v. II, 2014. Disponível em: http://www.diaadia educacao.pr.gov.br/portals/ cadernospde/pdebusca/ producoes_pde/2014/2014 _uenp_port_pdp_elissan dra_eliza_calixto_dutra.pdf. Acesso em: 21 out. 2025.
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• O que significa “blem-blem-blem”?
• As meninas brincaram até que momento do dia?
Em seguida, sugere-se:
• Informar que a história em quadrinhos mostra Magali e Mônica brincando de diferentes brincadeiras.
• Comentar que todas as brincadeiras estão relacionadas à comida.
• Explicar que “blem-blem-blem” tem a intenção de reproduzir o som do sino da igrejinha tocando.
• EF02GE05
• EF02GE06
ENCAMINHAMENTO
Professor, comentar que, geralmente, é durante o dia, com a luz do sol, que muitas atividades acontecem.
As pessoas saem para trabalhar, ir para a escola, fazer compras e passear. A maioria das lojas, fábricas e parques abre durante o dia, período em que os lugares costumam ser mais movimentados.
O Observar o Céu é uma das atividades primordiais para o [...] o aluno [...] perceber as mudanças que ocorrem no nosso cotidiano, inclusive o Dia e a Noite, dois momentos bem distintos que podem ser vistos a olho nu. Neste sentido [...] “o ensino [...] deve ter um objetivo bem claro que é o de desenvolver uma consciência cósmica buscando o significado e o sentido das relações do indivíduo com o meio em que vive”.
“A compreensão de que há uma relação entre os fenômenos naturais e a vida humana é um importante aprendizado para a criança. A partir de questionamentos sobre tais fenômenos, as crianças poderão refletir sobre o funcionamento da natureza, seus ciclos e ritmos de tempo e sobre a relação que o homem estabelece com ela, o que lhes possibilitará, entre outras coisas, ampliar seus conhecimentos rever e reformular as explicações que possuem sobre ela. [...]”
[…]
O conhecimento científico pode ser inserido
Geralmente, é durante o dia, com a luz do Sol, que muitas atividades acontecem. As pessoas saem para trabalhar, ir para a escola, fazer compras e passear. A maioria das lojas, fábricas e parques abrem durante o dia.

Durante o dia os lugares costumam ser mais movimentados. Observe a imagem desta página.
• Depois, complete as frases:
a) A escola está aberta (aberta ou fechada).
b) A praça está movimentada (movimentada ou vazia).
c) O cinema está fechado (aberto ou fechado).
d) O restaurante está fechado (aberto ou fechado).
no ambiente escolar desde os primeiros anos, pois, as crianças[,] sendo muito interessadas por fenômenos naturais e pelo ambiente em que vivem[,] precisam compreender os conceitos científicos de maneira lúdica, divertida, por diálogo e por investigação.
SOUZA, Vivian Pereira. O dia e a noite. Disponível em: https://dspace.unila.edu.br/ server/api/core/bitstreams/d751e7ba-7 e53-4f54-ac76-6f080b369777/content. Acesso em: 16 out. 2025
A imagem a seguir mostra o mesmo lugar da página anterior, visto à noite. Observe-a.

1. Observe a imagem desta página e complete as frases:
a) A escola está fechada (aberta ou fechada).
b) A praça está vazia (movimentada ou vazia).
c) O cinema está aberto (aberto ou fechado).
d) O restaurante está aberto (aberto ou fechado).
2. O que podemos concluir ao comparar essas duas imagens? Podemos concluir que a sucessão de dias e noites orienta o ritmo de atividades diárias de seres humanos. Com esta dupla de páginas queremos contribuir para o desenvolvimento da habilidade EF02GE06 de Geografia.
BNCC
• EF02GE06
ENCAMINHAMENTO
Professor, comentar que podemos concluir que a sucessão de dias e noites orienta o ritmo de atividades diárias de seres humanos.
TEXTO DE APOIO
A leitura do texto a seguir contribui para a percepção da relação entre dia e noite e as atividades predominantes
no período noturno e fornece subsídios para trabalhar com os estudantes a importância dos trabalhadores da noite para o bom funcionamento de uma cidade.
Enquanto a maior parte da população descansa, outro grupo trabalha para manter a cidade funcionando nas áreas da saúde, segurança, limpeza e outras atividades que não podem parar. A rotina de quem troca o dia pela noite exige cuidados especiais, como alimentação programada e descanso mental. […]
Enquanto duplas de garis se revezam para recolher todo tipo de lixo na Avenida Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, caminhões de limpeza fazem duas viagens por madrugada para lavar as ruas e calçadas do centro da cidade. [...]
Para garantir que o trânsito não fique complicado nesse período de limpeza das vias, a Autarquia de Trânsito e Transporte (CTTU) mantém o mesmo monitoramento usado nos horários de pico. São 149 câmeras fiscalizando a cidade, mesmo com o fluxo de veículos 70% menor. A atividade continua para acompanhar os serviços realizados na madrugada e flagrar acidentes.
“Serviços como manutenção e aplicação de sinalização, manutenção de luminárias, iluminação pública, içamento de equipamentos de grande porte, recapeamento de via, árvores que caem... Há uma série de atividades que acontecem à noite enquanto as pessoas estão dormindo”, conta o supervisor da central de operações da CTTU Eliel Rodrigues.
BURGOS, Léo. Madrugadores: profissionais que trocam o dia pela noite revelam desafios da rotina.
G1 Pernambuco, 28 ago. 2019. Disponível em: https:// g1.globo.com/pe/pernam buco/noticia/2019/08/20/ madrugadores-conheca-a -rotina-dos-profissionais -que-trocam-o-dia-pela-noi te.ghtml. Acesso em: 18 out. 2025.
ENCAMINHAMENTO
Pode-se despertar o interesse dos estudantes pelo assunto perguntando:
• Você tem algum familiar que trabalha como auxiliar de enfermagem, enfermeiro ou médico?
• Sabe como é o dia a dia desses trabalhadores da saúde?
A seguir, sugere-se ouvir o relato de um estudante sobre o assunto e conversar sobre as características dessas profissões, os plantões noturnos e o impacto dessa rotina sobre a alimentação e o sono desses trabalhadores.
• Evidenciar o grau de dedicação de quem trabalha cuidando da saúde física, emocional e mental das pessoas.
TEXTO DE APOIO
[…]
Mesmo quando estamos dormindo, a cidade não para. Vários profissionais trabalham durante a madrugada para garantir que a cidade continue funcionando e que a população tenha acesso aos serviços necessários. Em outros países, o dia já começou e as pessoas estão em plena atividade.
[…]
O jornalista é um profissional que pode acabar trocando o dia pela noite. Isso acontece porque as informações não dormem e os sites, por exemplo, precisam ser alimentados o tempo todo. Aí, muitos jornalistas que trabalham nessa área passam a noite e a madrugada trabalhando para que, no início do dia, as notícias estejam prontas.
A maioria das pessoas trabalha durante o dia. Porém, existem profissões em que os trabalhos precisam ser feitos durante a noite.
Nos hospitais, por exemplo, muitos médicos, socorristas, assistentes sociais, motoristas de ambulância, trabalhadores da limpeza e da recepção trabalham à noite para atender as pessoas que estão doentes ou sofreram algum tipo de acidente.



[…]
A segurança na cidade deve existir 24 horas por dia. Por isso, os policiais, seguranças de estabelecimentos comerciais, vigias de rua e porteiros muitas vezes trabalham de acordo com turnos e plantões. Enquanto dormimos, eles trabalham para garantir a segurança da nossa cidade, rua ou condomínio.
[…]
Para quem trabalha na área da saúde, como médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem, pode não haver outra opção a não ser trabalhar durante a noi-
Socorristas atendendo a um chamado.
te. Esses profissionais enfrentam turnos e plantões nos hospitais para atender a população que precisa de atendimento médico quando a maioria das pessoas ainda está dormindo.
YASBEK, Letícia. Enquanto estamos dormindo, o que acontece na cidade? Recreio, 12 fev. 2021. Disponível em: https://recreio. com.br/noticias/mapa-mundi/o-que-acon tece-na-cidade-enquanto-dormimos.phtml. Acesso em: 16 out. 2025.
Outros exemplos de profissionais que também atuam à noite são policiais, pescadores, bombeiros, feirantes, alguns pesquisadores de plantas e de animais.


Bombeiros combatem um incêndio na mata. São Carlos, São Paulo, 2024.

1. O que faz o bombeiro?
2. E o feirante, o que faz?
Pesquisadora analisa amostra de planta durante a noite. Santa Isabel do Rio Negro, Amazonas, 2022.
O bombeiro é o profissional que trabalha para evitar e apagar incêndios e ajudar em situações de emergência. O feirante vende produtos (geralmente cultivados, como verduras, frutas e legumes, ou feitos de modo artesanal) na feira.
3. Roda de conversa. Conversem sobre os desafios dos trabalhadores que atuam à noite. Depois, escrevam no caderno, duas frases sobre esses desafios.
Os profissionais que atuam de noite podem ter dificuldade para dormir, irritação, mau humor. 111
BNCC
• EF02GE06
ENCAMINHAMENTO
O tópico Trabalhadores do dia e da noite mobiliza o Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Economia (Trabalho).
O ritmo circadiano é o ciclo biológico de aproximadamente 24 horas que regula diversas funções do corpo humano, como sono, vigília etc. Em
TEXTO DE APOIO
O ritmo circadiano humano é controlado por um “relógio-mestre” localizado no cérebro, [...]. Cada célula do corpo possui também seus próprios “relógios periféricos”, que seguem o compasso estabelecido pelo relógio central.
Esse sistema age como um maestro regendo uma orquestra, emitindo batidas temporais regulares que permitem às células sincronizarem suas atividades ao ciclo de 24 horas da Terra. Uma vantagem adaptativa desse mecanismo é permitir que o organismo antecipe eventos previsíveis, como sono, vigília e alimentação.
Ao anoitecer, o corpo começa a produzir melatonina, hormônio do sono. Ao amanhecer, libera cortisol, substância que ajuda no despertar. [...]
BBC NEWS BRASIL. Ritmo circadiano: o que é e como funciona. BBC News Brasil, São Paulo, 1o jun. 2022. Disponível em: https://www.bbc.com/ portuguese/geral-61548390. Acesso em: 20 set. 2025.
SITE. RTP. Profissões noturnas. RTP Ensina, 2020. Disponível em: https:// ensina.rtp.pt/artigo/ profissoes-noturnas/. Acesso em: 13 set. 2025.
30/10/25 05:50
condições naturais, o corpo tende a se manter ativo durante o dia e a descansar à noite. No entanto, nem todas as pessoas seguem esse padrão. Trabalhadores noturnos, profissionais de saúde, motoristas ou outros que exercem atividades à noite precisam adaptar seus hábitos, o que pode gerar alterações no sono, na atenção e até no metabolismo. Por isso, é importante criar condições adequadas para o descanso, mesmo fora do horário convencional.
Uma porta de entrada para o trabalho com esta página é perguntar:
• A que horas vocês acordam?
• O que vocês costumam fazer no período da manhã?
• E à tarde?
• Vocês dormem cedo?
• Em que período do dia vocês costumam fazer a lição de casa?
• De que refeição vocês mais gostam? Café da manhã, almoço ou jantar? Por quê?
Em seguida, sugere-se:
• Solicitar aos estudantes que contem o que fazem em cada período do dia.
• Pedir para registrarem sua rotina diária em uma cartolina usando canetinhas coloridas. E, em duplas produtivas, solicitar que cada estudante compare sua rotina à do colega.
• Propor uma roda de conversa para que os estudantes se expressem sobre as atividades realizadas e as diferenças que perceberam entre a sua rotina e a dos colegas.
Professor, sugerimos expor os trabalhos realizados em sala de aula.
A escola como espaço de exploração de temporalidades e a construção do Tempo.
[…]
Explicar para os jovens as múltiplas concepções e experiências de tempo é uma tarefa complexa, uma vez que pressupõe trabalhar com percepções de tempo que se ancoram em experiências subjetivas.
4. Faça um desenho para representar uma atividade que você faz em cada período do dia.
MANHÃ
5. Preencha o quadro com ações que você e uma pessoa de sua família fazem ao mesmo tempo. Resposta pessoal.
Em que período Ação que eu faço Ação que um familiar faz
Manhã
Tarde
Noite
112
[…] O tempo, e, mais especificamente, a maneira simplificada de encarar o tempo de forma unívoca, são frequentemente vistos pelas crianças e adolescentes como algo natural ou universal – difíceis, portanto, de problematizar. É verdade, então, que o docente, nas aulas de História, precisa também ressaltar o caráter convencional e construído do(s) tempo(s); por exemplo, o modo como o dia terrestre é dividido em horas, minutos e segundos é puramente convencional. Assim, também, a decisão de que um dado dia começa na aurora, ao nascer do sol, o meio-dia, e o pôr do sol ou à meia-noite é uma questão de escolha ar-
bitrária ou de conveniência social, ou seja, trata-se de uma construção cultural humana [...]. Essa é a percepção cronológica do tempo, que faz parte do universo escolar e que também precisa ser aprendida, uma vez que não é natural.
[...]
FORNECK, Mara Betina. Ensino de História, tempo e temporalidades: uma experiência de formação continuada com professores de História de Arroio do Meio/RS. 2017. 94 f. Dissertação (Mestrado em Ensino de História) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2017. p. 22-23.
6. Com um adulto, recorte e cole diferentes momentos do dia.
Se souber o nome do local, escreva abaixo da imagem.
Produção pessoal.
• o Sol nascendo
• o Sol no ponto mais alto do céu • o Sol se pondo
à noite
Analise a imagem a seguir.

30/10/25 05:50
Qual é a posição do Sol em relação ao menino? Marque X na resposta correta.
a) ( ) à esquerda dele.
b) ( ) à direita dele.
c) ( ) na frente dele.
Resposta: b).
A atividade 6 possibilita a mobilização da habilidade EF02CI07, com enfoque nas posições do Sol no céu ao longo de um dia.
Para aprofundá-la, propor que os estudantes desenhem uma mesma paisagem — que pode ser a vista de sua moradia, da escola ou de outro local conhecido — em quatro momentos diferentes: ao amanhecer, quando o Sol está em seu ponto mais alto no céu, no entardecer e à noite. Orientá-los a representar a posição do Sol em cada um desses momentos, destacando que, ao “nascer” e ao “se pôr”, o astro deve ser desenhado próximo à linha do horizonte.
Reforçar a importância de não olhar diretamente para o Sol, pois isso pode causar sérios danos à visão.
No caso da situação noturna, os estudantes podem desenhar outras estrelas e a Lua no céu. Caso considere pertinente e adequado à realidade da turma, conversar sobre os fatos de que a Lua nem sempre é visível à noite e de que pode ser observada também durante o dia. Isso ocorre devido às suas diferentes fases e posições em relação à Terra e ao Sol.
• EF02HI04
• EF02HI05
• EF02HI08
• EF02HI09
ENCAMINHAMENTO
O trabalho com a dupla de páginas contribui para o desenvolvimento da competência específica 6 de História. Uma porta de entrada para o trabalho com o tema é partir das respostas dos estudantes às perguntas feitas nesta dupla de páginas e dar início a uma aula dialogada.
A seguir, recomenda-se acrescentar:
• Se vocês fossem contar a sua história de vida, que objetos reuniriam para falar sobre o seu passado?
• A quais pessoas perguntariam sobre vocês?
Em seguida, sugere-se:
• Incentivar os estudantes a lembrar de tudo aquilo que pode ser usado para conhecer suas histórias: fotografias, vídeos, álbuns, documentos escritos, objetos, memória dos mais velhos etc.
• Destacar o fato de que todos os indícios são importantes para resgatar uma história; ou seja, uma fotografia com menção de data e local pode ser tão importante quanto uma certidão de batismo ou de casamento.
Professor, se considerar pertinente, trazer para a sala parte de seus arquivos pessoais para ajudar os estudantes a se apropriarem do con-
Imagine a seguinte situação: a professora pediu a cada estudante da turma que contasse sua história com base em textos, fotografias e objetos pessoais que tivesse em casa. Veja o que Aninha reuniu para contar sua história.



1. Que documentos pessoais e objetos você reuniria para contar sua história? Resposta pessoal.
2. Por que será que a mãe de Aninha guardou os brinquedos que ela ganhou na infância? Porque os objetos têm um valor especial para a mãe de Aninha e ajudam a contar a história da filha.
ceito de registros históricos: pode ser um álbum de família, o vídeo do seu casamento ou de uma festa de seu aniversário e até mesmo de festas ocorridas na escola. Todos os indícios são importantes para resgatar uma história, seja ela pessoal, seja familiar, escolar ou da comunidade.
1. Quem somos nós. Organizados em grupos, promover uma exposição com registros históricos da turma.
2. A quem pertence isto? Pedir aos estudantes que tragam objetos, cartas, boletins, fotografias antigas, álbuns e vídeos de que eles participem e produzam dicas sobre cada um desses materiais. A seguir, os estudantes sorteados têm de observar esses registros históricos e descobrir a quem pertence cada um deles.
Se alguém pedir para você contar sua história, por onde começaria?
Sua certidão de nascimento, por exemplo, ajuda a contar sua história?
Sim, pois contém informações importantes sobre você, como o dia e o ano de seu nascimento.
As histórias contadas sobre você por uma pessoa da sua família ou um vizinho ajudam a contar sua história?
Sim, também; com certeza!
E as fotografias ou vídeos de quando você era bem pequeno?
Também, não é mesmo?
Concluindo, um documento pessoal, um álbum de fotografias ou um vídeo, registros de lembranças de pessoas queridas são fontes históricas que nos ajudam a saber sobre a nossa história.


BNCC
• EF02HI04
• EF02HI05
• EF02HI08
• EF02HI09
ENCAMINHAMENTO
Pode-se gerar nos estudantes interesse pelo assunto pedindo para escolherem um artista, esportista ou cientista e em seguida perguntar-lhes: O que vocês fariam para estudar a história da personagem que vocês escolheram?
• E o historiador, o que faz para estudar uma personagem?
Pai, filha e mãe observam um álbum de família, 2018.
• Quais fontes ele utiliza?
Em seguida, sugere-se encaminhar a leitura compartilhada do texto, com o objetivo de identificar:
• o que são fontes históricas;
• os diferentes tipos de fontes históricas.
Apresentar de forma resumida o conceito de fontes históricas: vestígios deixados por um povo, um grupo ou uma pessoa na passagem pela Terra. Evidenciar para os estudantes que a
escolha e o cruzamento das fontes históricas fazem parte do ofício do historiador.
Fornecer exemplos de fontes históricas escritas. Evidenciar a importância social de um documento oficial, como o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Solicitar a leitura do significado da palavra estatuto. Promover o levantamento dos direitos das crianças e dos adolescentes e atuar como escriba das hipóteses dos estudantes. No papel de escriba, sugerimos registrar exatamente o que eles ditarem; questioná-los sobre letras a serem utilizadas para escrever as palavras e frases que consideram importantes; a segmentação das palavras; o uso de sinais de pontuação. Ao final do registro coletivo, pode-se pedir aos estudantes que o copiem no caderno e ilustrem um desses direitos.
Informar que, durante muito tempo, os historiadores consideraram o documento escrito oficial como o único efetivamente confiável.
Professor, a partir do final dos anos 1920, com a renovação dos estudos de História levada adiante pela Escola dos Annales, outras fontes históricas, como a imagem, a entrevista e a cultura material, passaram a ser consideradas como fontes igualmente importantes.
1. Tirinha
Observe a tirinha a seguir com atenção.

a) No primeiro quadrinho, Pedro está triste porque os amigos riram dele. Por qual motivo eles riram?
Resposta: Porque a mãe de Pedro colocou um bilhete surpresa na lancheira dele.
b) Interprete. O que os amigos quiseram dizer com a pergunta “O que a tua mãe tem na cabeça, hein?”? e marque X na alternativa correta.
( ) Eles queriam saber se a mãe de Pedro usa chapéu.
( X ) Eles queriam saber no que a mãe de Pedro estava pensando.
Para conhecer e escrever História, o historiador utiliza as fontes históricas, isto é, os vestígios deixados por um povo, um grupo ou uma pessoa.
As fontes históricas podem ser escritas, visuais, orais ou materiais
Vestígios: marcas, registros.
São exemplos de fontes históricas escritas: um documento oficial, como a certidão de nascimento; a letra de uma música; um boletim escolar; uma carta; um diário; um estatuto, isto é, um conjunto de leis ou regras, como o da criança e do adolescente.
Estatuto da Criança e do Adolescente
Lei n. 8.069, de 13 de julho 1990 Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: […] III – crença e culto religioso; IV – brincar, praticar esportes e divertir-se […]
Brasil. Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, [1990]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8069.htm. Acesso em: 3 abr. 2025.

Reprodução da capa.
1. Diversão é um direito de toda criança. Como vocês se divertem? Resposta pessoal.
2. Reflitam e respondam oralmente:
a) Toda criança brinca, pratica esporte e se diverte?
Não, nem toda criança consegue ter tempo para brincar, praticar esporte e se divertir.
b) Por quê?
Há crianças que trabalham para ajudar os responsáveis a complementar a renda familiar.
c) O que Pedro respondeu aos amigos?
Resposta: Amor.
d) Escreva um bilhete surpresa para alguém da sua família que você ama.
Produção pessoal.
2. Vamos montar um diário?
A professora vai distribuir um bloquinho com folhas brancas para cada estudante. Vocês farão anotações por uma semana nesse diário, contando sobre o dia na escola, o que aprenderam, como foi o recreio, quais aulas
tiveram, se aconteceu algo de inusitado durante o dia na escola. Vocês podem fazer desenhos e colagens para expressar seus sentimentos.
Não se esqueçam de fazer uma capa para o seu diário.
Professor, a atividade quer contribuir com a fixação da noção de fonte escrita. Além disso, visa trabalhar a leitura e a escrita por meio do gênero textual diário.
Fotografias, desenhos, gravuras, pinturas, imagens de histórias em quadrinhos e charges são exemplos de fontes visuais.
Observe a imagem a seguir.

1. O que vemos na imagem?
Vemos três homens jogando lixo nas ruas, que já estão sujas, e um jogando lixo na lixeira.
Comentar que, enquanto um está fazendo o certo, ou seja, jogando o lixo no lugar correto, os outros estão jogando lixo no lugar errado.
2. Interprete. O que o autor da imagem está criticando?
Está criticando pessoas que sujam o ambiente no qual vivem. Comentar que a sujeira prejudica a qualidade de vida das pessoas, atrai animais que transmitem doenças, entope bueiros e facilita a ocorrência de enchentes.
BNCC
• EF02HI08
ENCAMINHAMENTO
Pedir aos estudantes para observarem a charge e, a seguir, perguntar a eles:
• Vocês gostaram da charge?
• Sabem o significado da palavra charge?
• O que vocês pensam sobre a atitude de quem joga latas, garrafas e outros “lixos” na rua?
tância, sobretudo, em uma civilização como a que vivemos, em que grande quantidade de mensagens é transmitida por imagens acompanhadas ou não de texto.
• Trabalhar as habilidades de ler e interpretar tomando a charge como matéria-prima.
• Explorar os recursos utilizados pelo autor da charge, questionando os estudantes de que forma recebem a ausência de escrita. Perguntar se a escrita é fundamental para a compreensão de mensagens, em todas as situações.
Pode-se registrar o significado das palavras ler, descrever e interpretar em um cartaz ou em um mural na sala para serem consultadas em atividades futuras.
Explorar os enunciados das questões propostas, de forma que percebam que a atividade 1 solicita uma descrição, enquanto as atividades 2 e 3 solicitam interpretação e ampliação de informações.
30/10/25 05:50
• Vocês têm o cuidado de sempre jogar o lixo em recipientes adequados?
Em seguida, sugere-se:
• Chamar a atenção dos estudantes para o movimento das personagens da imagem.
• Perguntar: os personagens são do campo ou da cidade? Como vocês chegaram a essa conclusão?
• Ressaltar que o trabalho com fontes visuais ganha especial impor-
A leitura de charge possibilita o desenvolvimento da habilidade EF12LP09 de Língua Portuguesa, ao “ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, [...] gêneros do campo publicitário, considerando a situação comunicativa e o tema/ assunto do texto”.
Professor , a seção visa dar continuidade ao trabalho de preparar os estudantes para o exercício da cidadania e incentivá-los a serem protagonistas.
Mostrar a eles algumas campanhas publicitárias, de forma que percebam as principais características (promover questionamentos aos estudantes, durante a observação, para que essas características se tornem perceptíveis): frase de efeito, pouca escrita, letras grandes e visíveis a distância, imagem de impacto.
A produção de cartaz possibilita o desenvolvimento da habilidade EF12LP12 de Língua Portuguesa, ao “escrever, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, [...] anúncios publicitários e textos de campanhas de conscientização destinados ao público infantil [...] considerando a situação comunicativa e o tema/ assunto/finalidade do texto”.
3. A charge pode ser considerada registro de um problema atual? Por quê?
Sim, porque registra a preocupação de um artista com a sujeira das ruas. O problema do lixo tem sido recorrente em cidades brasileiras, sejam elas grandes, sejam pequenas.
4. Vocês já viram pessoas jogando lixo nas ruas? O que vocês pensam sobre isso? Respostas pessoais.
• Criem a campanha “Não jogue lixo na rua”. Para isso, com a ajuda de um adulto, sigam três passos.
1. Façam uma pesquisa sobre o assunto.
2. Elaborem um cartaz com imagens e frases sobre o assunto.
3. Criem um lema para a campanha. Depois, postem o trabalho no site da escola e comuniquem a postagem à comunidade escolar. Produção pessoal.
Lema: frase que resume o tema da campanha.


Imagine que você está sentado comendo um lanche na praça acompanhado de um suco em latinha. Em qual das lixeiras você vai jogar a embalagem
de papel, a latinha vazia e o copo de plástico?
Resposta: Latinha na lixeira amarela, embalagem de papel na lixeira azul e copo de plástico na lixeira vermelha.
Depoimentos, parlendas e entrevistas são exemplos de fontes orais.
Leia a seguir a entrevista que dona Helena concedeu à menina Karen, amiga de sua filha.
Dona Helena, o que você queria ser quando tinha a minha idade?
Desde criança, eu sonhava em ser jornalista. Vivia com uma escova de cabelos fazendo de conta que era um microfone.
No que você trabalha hoje?
Sou jornalista.
Puxa, então você realizou o seu sonho?
Sim! Eu acho superbacana contar para as pessoas o que está acontecendo.
Que conselho você daria para eu conseguir realizar o meu sonho?
Estudar bastante e nunca desistir.
Elaborado pelos autores.
Parlendas: versos recitados em brincadeiras de criança. Exemplo: “Um, dois, feijão com arroz”.

Conte para os colegas a profissão que você quer ter quando crescer.
Explique por que escolheu essa profissão. Fale de modo a ser ouvido por todos e use gestos adequados. Resposta pessoal.
Os colegas conseguiram escutar o que eu disse?
Pronunciei as palavras corretamente?
Fiz gestos adequados?
BNCC
• EF02HI08 • EF02HI09
ENCAMINHAMENTO
• O trabalho com a dupla de páginas contribui para o desenvolvimento da competência específica 6 de História. Perguntar aos estudantes:
• Vocês já aprenderam coisas por meio de relatos de vida de outras pessoas?
• Ressaltar que o conhecimento acumulado pelos mais velhos é uma importante fonte histórica. Pode-se ter acesso a ele por meio de um depoimento, uma entrevista, entre outros.
Professor, comentar que a entrevista é uma fonte oral muito usada pelos profissionais de História do presente para investigar fatos, episódios ou vidas de pessoas dos dias atuais. Comentar que o gênero biografia é caro aos historiadores.
Lembrar que História estuda o passado e também o presente, bem como as relações entre eles.
| PARA
VÍDEO. NARRATIVA histórica e memória oral. 2012. Vídeo (14min49s). Publicado pelo canal UNIVESP. Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=nxf0rU
• Vocês se lembram do que foi?
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• Gostaram de ter aprendido? A seguir, sugere-se:
• Propor a leitura da entrevista concedida pela dona Helena à menina Karen.
• Destacar a importância de ouvir os mais velhos e de aprender com eles.
• Expor os estudantes ao contato com uma fonte oral a fim de que percebam que é possível construir conhecimento a partir dela.
QSkJk. Acesso em: 20 set. 2025.
ENCAMINHAMENTO
Introduzir uma aula dialogada dizendo aos estudantes:
• Olhem para as roupas que vocês estão vestindo.
• Agora reparem no seu calçado. Esses objetos podem ser considerados fontes históricas?
• Que tipo de fonte são eles?
Esclarecer que as roupas, o calçado e outros elementos palpáveis, como relógio, boné, bicho de pelúcia, são fontes materiais que podem e devem ser consultadas caso se queira conhecer o que usavam as crianças de determinada época ou sociedade.
Facilitar aos estudantes a percepção de como o historiador opera para construir uma versão da história que escolheu estudar.
Todo livro de História deve, em algum momento, mostrar para o leitor qual foi o percurso feito para se concluir o que está sendo afirmado em suas páginas.
Uma panela, um tijolo, uma pá, uma enxada, um brinquedo dos tempos de nossos pais ou avós são exemplos de fontes materiais usadas para conhecer o passado.
As fontes materiais são feitas de madeira, pedra, ferro, papel, plástico, alumínio ou outros materiais.
Se daqui a 100 anos, por exemplo, um historiador quiser conhecer os materiais escolares utilizados pelos estudantes de hoje, ele vai usar várias fontes, entre elas, as fontes históricas materiais.
Conheça alguns exemplos.




Introduzir os estudantes na pesquisa histórica propondo a análise de outros temas, tais como: moda, esporte, informática, entre outros.
| PARA O ESTUDANTE
VÍDEO . A VIDA antigamente. 2014. Vídeo (4min27s). Publicado pelo canal Willian Graff. Disponível em: youtube. com/watch?v=uAtOWN Ru2N4&feature=youtu. be. Acesso em: 20 set. 2025.
• Dê exemplos de fontes materiais que você usaria para contar a história de sua escola.
Resposta esperada: prédio da escola, sala de aula, carteiras, lousas, torneiras, lâmpadas, portas, janelas, entre outros.
Diego é um menino de 7 anos. Estes são objetos que a mãe dele guardou. Observe-os com atenção. a) b)


1. Escreva uma pequena legenda identificando cada um deles.
a) Resposta possível: Brinquedo com o qual Diego brincava quando era um bebê.
b) Resposta possível: Primeiro sapatinho de Diego.
2. Por que a mãe de Diego guardou esses objetos?
Resposta: Porque esses objetos têm valor especial para ela; para ela se lembrar da infância do filho.
É comum familiares guardarem objetos nossos, como a primeira pulseirinha; a roupinha com a qual saímos da maternidade; o primeiro sapatinho; convites de aniversário; a boneca que foi da avó; o carrinho de um tio apaixonado por carros. Os nossos familiares guardam esses objetos porque têm especial valor para eles.




1. Converse com seus familiares e peça para trazer para a sala de aula um objeto que conte um pouco da sua história: um brinquedo do qual você não se separava, por exemplo, ou a fotografia desse objeto.
BNCC
2. Roda de conversa. Conte para os colegas a sua relação com o objeto que você trouxe para a sala. Ensaie para a apresentação. A professora vai sortear ou escolher quem começa. Respostas pessoais. 121 30/10/25 05:50
• EF02HI04 • EF02HI08 • EF02HI09
ENCAMINHAMENTO
Pode-se iniciar o trabalho com a página perguntando aos estudantes:
• Na história de sua família, há algum objeto que tenha um valor especial? Qual?
• Seus familiares guardam alguma recordação do seu nascimento? Roupa? Sapatinho?
• Quem possuir objeto de estimação, levante a mão.
• Agora, ordenadamente, cada um vai nos contar:
• Por qual motivo esse objeto tem especial valor para você?
• De quem você ganhou esse objeto? Em que situação?
Ouvir com atenção e valorizar os relatos dos estudantes sobre os objetos de suas famílias.
Comentar que cada objeto tem sua história e nos faz lembrar de momentos e pessoas importantes.
Explicar que, por meio de objetos, contamos a história de uma pessoa, família, cidade ou país.
Diferenciar um objeto carregado de valor afetivo e simbólico de um objeto qualquer.
Produzir um registro das narrativas das crianças.
Retomar o aprendizado sobre fontes materiais e a importância delas para contar a história de uma época, uma comunidade etc.
Explicar que os museus armazenam grande quantidade de fontes históricas e seus acervos têm valor inestimável para a humanidade.
• EF02HI08
• EF02HI09
• EF02CI01
• EF02GE02
• EF02GE04
| PARA O PROFESSOR
VÍDEO . CONHEÇA os personagens do Mamulengo – Mestra Titinha. 2021. Vídeo (16min44s). Publicado pelo canal Mamulengo Arteiro. Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v= TX1ND3FNPek. Acesso em: 2 out. 2025.
| PARA O ESTUDANTE
VÍDEO. CONHECENDO Museus – Episódio 49: Museu do Mamulengo. 2013. Vídeo (26min). Publicado pelo canal Conhecendo Museus. Disponível em: https://www. youtube.com/watch? v=AE1iksEcA0I. Acesso em: 2 out. 2025.
TEXTO DE APOIO
O Mamulengo
O Mamulengo é a forma popular e tradicional do teatro de bonecos no Brasil. Nasceu nos interiores do Nordeste e, de lá, migrou para grandes centros e outras regiões. É chamado de Mamulengo, em Pernambuco e no Distrito Federal, mas também recebe diversos nomes pelo Brasil. É Babau, na Paraíba; João Redondo ou Calunga, no Rio Grande do Norte; e Cassimiro Coco, no Ceará, Piauí e Maranhão.
A brincadeira, como é chamada a apresentação de Mamulengo, é um ofício repassado oralmente, por convívio familiar ou de mestre para aprendiz. Em 2015, foi reconhecido como patrimônio cultural imaterial brasileiro, pelo Instituto do Patrimônio
Vamos conhecer um pouco da história do menino Manu e de seu avô.
O maior desejo de Manu, desde pequeno, era ter um baú cheio de bonecos como o do avô. Mestre Perfumado tratava os mamulengos, todos talhados à faca com esmero por ele mesmo, como se fossem filhos:
— Não dou, não vendo nem troco! — resmungava.
Analfabeto, sabia apenas assinar o nome. Era dono de uma grande sabedoria e dominava os segredos da arte de esculpir os bonecos como ninguém:

Reprodução da capa.
Talhados: esculpidos. Esmero: capricho, cuidado. Mulungu: árvore de madeira macia usada para fazer brinquedos, entre outros objetos.
— A madeira, de preferência do mulungu, deve ser tirada da árvore só nas noites bem escuras.
— Por quê, vô? — perguntava o neto.
— Se a Lua estiver brilhando no céu, não presta. Dá bicho — aconselhava o velho artesão.
Rogério Andrade Barbosa. O rei do mamulengo. São Paulo: FTD, 2003. p. 12.
1. Como o avô de Manu é chamado na história?
É chamado de Mestre Perfumado.
2. O que ele fazia?
Fazia mamulengos, isto é, bonecos de madeira.
Histórico e Artístico Nacional (Iphan), sendo batizado de forma unificada como Teatro de Bonecos Popular do Nordeste. MAMULENGO FUZUÊ. O mamulengo. [Brasília, DF]: Mamulengo Fuzuê, [20--]. Disponível em: https://www.mamulengo fuzue.com.br/?page_id=7. Acesso em: 15 jan. 2025.
3. Quando o avô diz “Não dou, não vendo nem troco!”, ele está se referindo: ao neto.
X aos bonecos.
4. De que material os bonecos eram feitos?
Os bonecos eram feitos de madeira, preferencialmente de madeira do mulungu.
5. Os bonecos esculpidos pelo avô de Manu ajudam a contar a história do lugar em que eles viviam?
Sim, os bonecos são objetos que ajudam a contar a história de Manu e de seu avô, bem como
do lugar em que eles viviam.
Bonecos do Museu do Mamulengo. Glória do Goitá, Pernambuco, 2019.

BNCC
• EF02HI09
• EF02CI01
• EF02GE02
• EF02GE04
TEXTO DE APOIO
Teatro de mamulengos
Ao chegar ao Brasil o teatro de bonecos tinha vários nomes e formas distintas [...] e, embora não possamos comprovar documentalmente por onde ou como ele chegou, é certo que foi no Nordeste que ele
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mais se desenvolveu como arte popular, recebendo logo diversos nomes e particularidades de acordo com a região: Mané Gostoso, na Bahia, que se vestia e falava como o povo do lugar; Babau na Paraíba e em outras localidades da zona da Mata de Pernambuco; João Redondo ou Calunga no Rio Grande do Norte e Cassimiro Coco nos estados do Ceará, Piauí, Maranhão e interior de Alagoas; Mamulengo em Alagoas e no estado de Pernambuco (o único Estado em que se pode acompanhar com mais precisão uma história do seu desenvolvimento até os dias de hoje). [...]
Em outras regiões brasileiras também encontramos o mamulengo denominado de acordo com seus personagens tipo, como: Briguela ou João-Minhoca em Minas Gerais e interior de São Paulo; João-Minhoca também no Rio, em São Paulo e no Espírito Santo. [...] As histórias contadas pelos mamulengos são dramáticas e populares, onde tudo é permitido e as fronteiras são abolidas; por isso o riso vem fácil nessas apresentações e nelas também são aceitas as situações mais escabrosas. O personagem principal é o que chamamos de herói; ele pode variar de brinquedo para brinquedo e assumir nomes e características diferentes de acordo com o mestre que brinca. […]
OLIVEIRA, Ana Beatriz Pereira. Teatro de mamulengos: o processo criativo da técnica de acoplagem com garrafa PET. 2021. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciada em Teatro) – Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes, Universidade Federal de Alagoas, 2021. Disponível em: https:// www.repositorio.ufal.br/ handle/123456789/9289. Acesso em: 15 jan. 2025.
• EF02HI05
• EF02HI09
• EF02GE02
• EF02GE04
• EF02CI01
Pode-se iniciar o trabalho com a página perguntando aos estudantes:
• Vocês sabem em que estado fica a cidade de Vitória?
• Conhecem essa cidade ou já viram pela televisão?
• Já ouviram falar na comunidade das paneleiras de Goiabeiras?
• Sabiam que o ofício das paneleiras de Goiabeiras é muito importante para a cidade de Vitória?
• Já experimentaram moqueca de peixe capixaba?
Em seguida, sugere-se:
• Ler com os estudantes o texto da página.
• Explicar que as paneleiras de Goiabeiras produzem artesanalmente panelas de barros.
• Comentar que esse conhecimento é transmitido de geração a geração.
• Destacar que, além de atrair turistas para a região, a venda dessas panelas é a fonte de sobrevivência de diversas famílias locais.
| PARA O ESTUDANTE
VÍDEO. BRASILIDADE –Paneleiras de Goiabeiras. 2015. Vídeo (5min54s). Publicado pelo canal André Uesato. Disponível em: https://www.youtu be.com/watch?v=uyr99K 73r8U. Acesso em: 2 out. 2025.
O texto a seguir é um registro das lembranças de uma senhora da comunidade de Goiabeiras, no Espírito Santo. Lá vivem e trabalham as paneleiras, artesãs que fazem panelas de barro para servir a famosa moqueca de peixe capixaba.
“Minha mãe trabalhava com isso, minha avó, minha bisavó, minhas tias… hoje trabalho eu, minha irmã e meus dois irmãos. Muita gente lá dentro da associação vem de grupos familiares” […], relata Berenícia Corrêa, presidente da Associação das Paneleiras de Goiabeiras. […].

Produção artesanal de panelas de barro. Vitória, Espírito Santo, 2011.
“Desde que eu me entendo por gente as paneleiras trabalhavam em casa. E eram poucas. Minha mãe, minha tia e nós que éramos mais novas íamos para a casa delas ajudar a fazer.” […]
Ela relata que a maioria dos que produzem panelas de barro sobrevivem das vendas dessas peças […].
O material para a confecção das panelas é retirado do Vale do Mulembá, no bairro Joana D’Arc, na Capital. […]
O processo de confecção da panela demora até quatro dias, segundo Berenícia. […]
Patrimônio Nacional, paneleiras de Goiabeiras têm apoio da Prefeitura. G1, Vitória, 19 set. 2019. Disponível em: https://g1.globo.com/es/espirito-santo/especial-publicitario/prefeitura-municipal-de -vitoria/viradao-vitoria/noticia/2019/09/19/patrimonio-nacional-paneleiras-de-goiabeiras-tem-apoio-da -prefeitura.ghtml. Acesso em: 1o set. 2025.
Essa é a capital do Espírito Santo Pedacinho do Brasil. Essa é a Vitória da panela de barro Terra de gente ser feliz.
[...]
Cultura na memória. Preservação da nossa história
COELHO, Cecitônio. Pedacinho do Brasil. Disponível em: https://www.letras.mus.br/ cecitonio-coelho/1451635/. Acesso em: 9 out. 2025.
a) Qual é o título da música?
b) Quem é o autor da música?
c) Segundo o autor, qual é o símbolo da cidade de Vitória?
Respostas:
a) O título da música é “Pedacinho do Brasil”.
b) O autor da música é Cecitônio Coelho.
c) O símbolo da cidade de Vitória é a panela de barro.
1. Como dona Berenícia aprendeu o trabalho que faz?
Ela aprendeu com seus familiares, mãe e tia.
2. As mulheres que fazem as panelas na comunidade de Goiabeiras trabalham: em uma fábrica.

X na casa onde moram. Reprodução da capa.
3. Escreva o nome do material usado na produção das panelas.
Barro, um tanino do mangue.
4. Que fontes históricas usamos para conhecer a história de dona Berenícia e de sua comunidade?
As lembranças de dona Berenícia e imagens das panelas de barro feitas pelas paneleiras.
5. Pesquise e encontre diferenças entre a moqueca do Espírito Santo (capixaba) e a moqueca baiana.
A moqueca baiana contém dendê, e a moqueca capixaba não. Além disso, a moqueca capixaba
é servida em panelas de barro feitas artesanalmente, o que dá a ela um sabor diferenciado.
BNCC
• EF02HI05
• EF02HI08
• EF02HI09
• EF02CI01
• EF02GE02
• EF02GE04
neleiras, praticantes desse saber há várias gerações. A técnica cerâmica utilizada é reconhecida por estudos arqueológicos como legado cultural Tupi-guarani e Una, com maior número de elementos identificados com os desse último. O saber foi apropriado dos índios por colonos e descendentes de [...] africanos que vieram a ocupar a margem do manguezal, território historicamente identificado como um local onde se produziam panelas de barro.
IPHAN. Estudo de revalidação do registro do ofício das paneleiras de Goiabeiras é apresentado. Portal IPHAN, 22 abr. 2015. Disponível em: http:// portal.iphan.gov.br/ noticias/detalhes/3543/ estudo-de-revalidacao-do -registro-do-oficio-das-pa neleiras-de-goiabeiras-e -apresentado-no-es. Acesso em: 20 set. 2025. Atividade 5. Comentar que, durante sua investigação, os historiadores selecionam fontes históricas variadas. Após crivá-las, fazem perguntas a elas e, apoiados no método histórico, vão construindo uma versão daquilo que querem compreender.
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Professor, ler o que diz o Iphan sobre o assunto:
As panelas continuam sendo modeladas manualmente, com argila sempre da mesma procedência e com o auxílio de ferramentas rudimentares. Depois de secas ao sol, são polidas, queimadas a céu aberto e impermeabilizadas com tintura de tanino, quando ainda quentes. Sua simetria, a qualidade de seu acabamento e sua eficiência como artefato devem-se às peculiaridades do barro utilizado e ao conhecimento técnico e habilidade das pa-
VÍDEO. OFÍCIO das Paneleiras em Goiabeiras. Vídeo (19min54s). Publicado pelo canal Iphan. Disponível em: https:// www.youtube.com/wa tch?v=ZAVid8v7mF4. Acesso em: 2 out. 2025.
• EF02CI01
• EF02CI02
Para iniciar a aula, recomenda-se orientar a análise das imagens, propondo questões como:
• Que objeto está representado nas imagens?
• Qual é a função desse objeto?
• Apesar de as imagens representarem o mesmo objeto, quais diferenças podem ser observadas entre eles?
A partir das respostas dos estudantes, pode-se:
• Introduzir a temática da aula: os materiais de que são feitos os objetos do cotidiano.
• Destacar exemplos de materiais comumente utilizados, como madeira, metal, plástico, vidro e barro, apresentando objetos fabricados com cada um deles.
Sempre que possível, é interessante explorar objetos que podem ser feitos de mais de um material, como as panelas apresentadas. Outros exemplos: colher de madeira e colher de metal; copos de vidro, de plástico e de metal etc.
Ressaltar que a escolha do material utilizado na fabricação de um objeto está diretamente relacionada às propriedades desse material. No caso das panelas, por exemplo, o material deve resistir ao calor sem queimar, mas, ao mesmo tempo, precisa aquecer para possibilitar o cozimento dos alimentos. Esse é o motivo pelo
Os objetos podem ser feitos de madeira, pedra, papel, plástico, metal ou outros materiais. Um mesmo objeto pode ser feito de diferentes materiais. As panelas, por exemplo, servem para preparar alimentos sobre o fogo. Para isso, devem ser feitas com materiais resistentes ao fogo e que aqueçam, para cozinhar os alimentos. Observe as imagens.



Panela de vidro.

• Por que não existem panelas feitas de madeira?
Porque a madeira não é resistente ao fogo e queima em contato com a chama.
qual as panelas não podem ser feitas de madeira, por exemplo.
utilizado; atualmente, as flautas mais comuns são de metal e plástico.
Os objetos são criados para cumprir uma função, como facilitar tarefas ou atender necessidades do dia a dia. Ao longo do tempo, alguns passaram a ser produzidos com materiais diferentes. Essa mudança pode alterar o peso, a resistência ou a aparência do objeto.
A flauta, por exemplo, serve para produzir sons e músicas. Ela acompanha cantos, danças e festas, e até hoje é usada em diferentes lugares do mundo. As primeiras flautas foram feitas de ossos de animais e madeira. Atualmente, existem flautas de metal e plástico. Observe as imagens.

Flauta de osso.

Flauta de metal.


Flauta de plástico.
1. Escreva o nome de um objeto que você conhece que pode ser feito de, pelo menos, dois materiais diferentes.
Resposta pessoal. Utensílios de cozinha e brinquedos são exemplos.
BNCC
• EF02CI01 • EF02CI02
ENCAMINHAMENTO
Para o trabalho com a página, sugere-se:
• Perguntar aos estudantes se reconhecem o objeto representado nas imagens.
• Explicar que a flauta é um instrumento musical, ou seja, um objeto construído para produzir música.
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• Explorar as imagens, que mostram os diferentes materiais usados na produção de flautas: osso, metal, bambu e plástico.
• Destacar que, ao longo da história, o ser humano aprendeu a usar diferentes materiais para confeccionar objetos, de acordo com a disponibilidade deles na natureza e com o avanço tecnológico.
• Relacionar essa informação à flauta: as primeiras flautas eram feitas de ossos, material que hoje é pouco usado; o bambu também é antigo, mas ainda é
• Retomar a ideia de que os materiais são escolhidos na confecção de um objeto com base em suas características. Por exemplo, o metal oferece maior resistência, enquanto o plástico pode ser produzido em larga escala.
• Finalizar reforçando que a escolha do material depende do uso do objeto, da época e das possibilidades tecnológicas disponíveis.
1. Complete as frases indicando os materiais usados na fabricação das flautas ao longo do tempo.
a) Antigamente, as flautas eram feitas de e .
b) Hoje também existem flautas feitas de e .
2. Marque um X nas afirmativas corretas.
a) ( ) Todos os objetos sempre foram feitos do mesmo material.
b) ( ) Atualmente, flautas de plástico e metal são mais comuns.
c) ( ) A escolha do material a ser usado na fabricação de um objeto está relacionada a sua finalidade.
Respostas:
1. a) ossos, bambu.
b) metal, plástico.
2. São corretas as afirmativas b e c.
• EF02CI01
• EF02CI02
A atividade 2 oportuniza a mobilização da habilidade EF02CI01, ao discorrer sobre os materiais utilizados na fabricação do martelo no passado e no presente, e de parte da habilidade EF02CI02, ao relacionar as propriedades desses materiais ao uso do martelo.
Nesta atividade, é interessante citar que existem martelos feitos de outros materiais, como a borracha. O martelo de borracha é uma ferramenta bastante utilizada em situações em que é necessário bater em uma superfície sem danificá-la (diferentemente dos martelos comuns de ferro ou aço, que podem amassar, riscar ou quebrar o material). O martelo de borracha é utilizado em diversas atividades, incluindo:
• Em borracharias: para assentar pneus nos aros das rodas sem danificá-los.
• Na construção civil: para ajustar pisos e azulejos sem quebrá-los.
• No artesanato: quando é preciso moldar ou ajustar materiais sem rachaduras.
1. O arquiteto é o profissional que planeja e projeta os espaços onde vivemos. Imagine que você é um arquiteto e vai construir uma casa que precisa aproveitar a iluminação natural do Sol.
2. Leia o texto a seguir e responda às questões. Muito tempo se passou desde que fui criado.
Antes, eu era feito de pedra, e bem trabalhado Rachava madeira e pedra, batia de todo lado. Tempo passou e mudaram meu material
Então fiquei mais duro, agora sou feito de metal. Leve eu não sou, e com isso não me importo.
Ouça o que eu digo: até prego desentorto.
Elaborado pelos autores.
a) Contorne a primeira letra de cada frase. Em seguida, escreva a palavra que se formou.
Martelo.
b) Segundo o texto, de quais materiais esse objeto já foi feito?
Pedra e metal.
c) Conforme o texto, qual era a principal diferença entre esses materiais?
Um era mais claro do que outro.
X Um era mais duro do que outro.
Um era mais transparente do que o outro.
3. Complete o nome do material que compõe cada objeto a seguir.


a) Qual material você escolheria para fazer as janelas?
( ) Vidro
( ) Metal
( ) Madeira
b) Marque com X a propriedade desse material que possibilita o aproveitamento da iluminação natural do Sol.
( ) É resistente.
( ) Pode ser dobrado com facilidade.
( ) É transparente.

Respostas:
1. a) Vidro.
b) É transparente.

Em nossa casa existem diversos objetos. Alguns podem causar ferimentos caso não sejam utilizados com cuidado ou sob a orientação de um adulto. Observe a imagem e leia os textos.

Muitos produtos de limpeza são feitos de substâncias tóxicas, que podem prejudicar a saúde de pessoas e animais.
A chama do fogão, as panelas quentes ou seu conteúdo (água, óleo) podem causar queimaduras.
As tomadas e aparelhos elétricos ligados a elas podem causar choque se não usados corretamente.
Facas, raladores e descascadores podem perfurar ou causar cortes na pele. O mesmo pode acontecer com objetos de vidro, caso se quebrem.
A cozinha é um dos lugares da casa onde é preciso ter mais atenção para evitar acidentes.
BNCC
• EF02CI03
ENCAMINHAMENTO
O tópico Cuidados com os objetos em casa oportuniza o desenvolvimento da habilidade EF02CI03, além das competências específicas 7 e 8 de Ciências da Natureza
Também se integra aos Temas Contemporâneos Transversais (TCTs) Saúde e Cidadania e civismo.
Janelas em locais altos, como apartamentos, devem ter telas ou grades de segurança, para evitar quedas. 129
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Para trabalhá-lo, sugere-se organizar os estudantes em um grande círculo e promover uma conversa sobre os cuidados que devemos ter em casa com objetos. Muitos objetos presentes nas residências podem ocasionar acidentes domésticos, como representado na imagem. Explorá-la alertando sobre os perigos que cada situação oferece.
Durante a conversa, é importante destacar que a maioria dos objetos apresentados na página não deve ser
manipulada por crianças sob nenhuma circunstância, pois oferecem riscos à saúde e à segurança. Alguns, no entanto, podem ser utilizados, mas sempre com supervisão de um adulto — por exemplo, tesoura com pontas arredondadas para recortar papéis. Para finalizar a atividade, recomenda-se explorar com a turma algumas situações práticas de prevenção de acidentes domésticos, como:
• Não brincar com fogo nem acender fósforos.
• Não mexer em tomadas ou fios desencapados.
• Não cheirar ou misturar produtos de limpeza e medicamentos. Por fim, sugere-se registrar coletivamente no quadro uma lista de “Regras de Segurança em Casa”, elaborada com a participação dos estudantes.
BRASIL. Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. Prevenção aos acidentes domésticos & guia rápido de primeiros socorros. Brasília, DF: MMFDH, 2020. Disponível em: https://www. gov.br/mdh/pt-br/as suntos/noticias/2020-2/ abril/ministerio-publica -guia-de-prevencao-a -acidentes-domesticos -e-primeiros-socorros/ SNDCA_PREVENCAO_ ACIDENTES_A402.pdf. Acesso em: 23 set. 2025.
Outros cuidados importantes que podem ser trabalhados com os estudantes são:
• Brinquedos: alertar para os cuidados com peças pequenas, que podem ser engolidas acidentalmente, provocando engasgamento ou asfixia. Explicar aos estudantes que não devem colocar brinquedos ou partes deles na boca e que os responsáveis precisam verificar a faixa etária indicada nas embalagens antes da compra.
• Escadas: podem oferecer risco de quedas, especialmente quando não possuem proteção adequada. Orientar os estudantes a sempre utilizar o corrimão, não correr e pedir ajuda a um adulto ao subir ou descer.
• Piscinas: orientar sobre a importância da supervisão constante de um adulto ao brincar próximo ou dentro da piscina. As crianças nunca devem nadar sozinhas. O uso de boias ou coletes salva-vidas pode ajudar, mas não substitui o cuidado de um responsável. Ressaltar também que cercar a piscina ou mantê-la coberta quando não está em uso reduz os riscos de afogamento.
• Pisos lisos e escorregadios: explicar que correr em pisos molhados pode provocar quedas e ferimentos. É
1. Agora que você conhece algumas situações que podem causar acidentes, relacione cada imagem ao cuidado que se deve ter com o que ela apresenta.





Em locais em que não exista essa segurança, deve-se manter distância para evitar quedas.
Devem ser utilizados somente por adultos, pois possuem substâncias tóxicas.
Deve ser manuseada com a ajuda de um adulto para evitar cortes na pele.
Somente adultos devem utilizar, pois pode causar queimaduras.
Deve ser usada corretamente por adultos, pois pode causar choques elétricos.
importante discutir a necessidade de manter o chão seco e usar calçados adequados.
• Ferro de passar roupa e utensílios de cabelo que esquentam (chapinha, secador, modelador): destacar que esses aparelhos ficam muito quentes e podem causar queimaduras graves. Devem ser utilizados apenas por adultos e nunca tocados quando ligados ou recém-desligados.
VÍDEO. COMO prevenir acidentes domésticos. 2022. Vídeo (4 min6s). Publicado pelo canal Alfabrinca. Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=yhvHsg8Epso. Acesso em: 22 set. 2025.
2. Existem produtos em nossas casas que podem causar prejuízos à nossa saúde. Por isso, eles não devem ser manipulados por crianças. Alguns produtos possuem símbolos que indicam o tipo de perigo envolvido. Observe dois exemplos:


• Associe cada rótulo a uma das descrições abaixo, indicando I para inflamável e C para corrosivo.
C Pode destruir superfícies e causar queimaduras na pele.
I Pega fogo com facilidade em algumas condições, como em contato com a chama.
3. Leia o título da reportagem a seguir.
Medicamento é a principal causa de intoxicação de crianças, alerta Secretaria da Saúde
Medicamento é a principal causa de intoxicação de crianças, alerta Secretaria da Saúde. Governo do estado do Paraná, 13 out. 2023. Disponível em: https://www.parana.pr.gov.br/aen/Noticia/ Medicamento-e-principal-causa-de-intoxicacao-de-criancas-alerta-Secretaria-da-Saude. Acesso em: 21 set. 2025.
a) No dicionário, procure o significado da palavra intoxicação
A intoxicação acontece quando uma pessoa toma, respira ou toca em alguma substância
que faz mal ao corpo.
b) Contorne a principal causa de intoxicação de crianças.
c) Como esse tipo de intoxicação pode ser evitada?
2. Espera-se que os estudantes considerem que os produtos inflamáveis não devem ser utilizados próximo ao fogo/fogão e que os produtos corrosivos não podem entrar em contato com a pele.
BNCC • EF02CI03
ENCAMINHAMENTO
Na atividade 3, é fundamental explorar com os estudantes os perigos relacionados ao uso inadequado de medicamentos. Deve-se destacar que a automedicação nunca deve ser praticada, pois somente médicos podem indicar o uso correto de remédios. Ressaltar ainda que apenas adultos ou responsáveis devem fornecer medica-
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mentos às crianças, sempre seguindo a orientação médica e a dosagem correta. Os medicamentos precisam ser guardados em locais seguros, de acesso restrito a adultos, de modo a prevenir ingestões acidentais.
1. Marque com X os cuidados necessários para prevenir acidentes domésticos envolvendo crianças.
a) ( ) Não manipular produtos de limpeza.
b) ( ) Não brincar com fósforos e velas.
c) ( ) Somente utilizar facas sem pontas, sempre com a ajuda de um adulto.
d) ( ) Não manipular fios elétricos ou encostar o dedo na tomada.
2. Analise as afirmativas a seguir e escreva V para aquelas que são verdadeiras e F para aquelas que são falsas.
( ) Brincar com fogo pode causar acidentes.
( ) Os medicamentos devem ser guardados em locais a que somente os adultos tenham acesso.
( ) Objetos cortantes, como raladores e facas, não precisam de cuidados ao serem manipulados.
3. Desenhe um objeto da sua casa e escreva uma frase curta sobre o cuidado que devemos ter com ele.
4. Escreva um cuidado que precisamos ter para evitar acidentes ao fazer uso do fogão da cozinha de nossa casa.
Respostas:
1. Todos os itens estão corretos.
2. Em ordem, de cima para baixo: V, V e F.
3. Resposta pessoal. Ajudar os estudantes na elaboração da frase.
4. Possíveis respostas: Crianças não devem manipular o fogão; é preciso ter cuidado com a chama das bocas, bem como com panelas e alimentos quentes, pois podem causar queimaduras.
• EF02HI08
• EF02CI02
VOCÊ
• EF02GE02
• EF02GE04
Pode-se iniciar o trabalho com a página perguntando aos estudantes:
• Você tem um brinquedo, ursinho, carrinho ou outro objeto que ainda é especial para você?
• Todas as bonecas são iguais?
• Que diferenças você percebe entre uma boneca e outra?
• Por que guardamos um brinquedo ou um jogo por toda a vida? Em seguida, sugere-se:
• Escutar os estudantes sobre os objetos com especial valor para eles.
• Aguçar a curiosidade deles criando um suspense sobre o texto a ser lido.
| PARA O ESTUDANTE
E-BOOK. DUARTE, Mel. As bonecas da vó Maria. São Paulo: Itaú, 2021. Disponível em: https:// www.angatuba.sp.gov. br/public/admin/globa larq/uploads/files/As%20 Bonecas%20da%20V% C3%B3%20Maria.pdf. Acesso em 20 set. 2025. AUDIOLIVRO. DUARTE, Mel. As bonecas da vó Maria. 2020. Audiolivro (3min40s). Publicado pelo canal Bisnagas Kids. Disponível em: https: //www.youtube.com/ watch?v=DY6sTWwIVq0. Acesso em: 2 out. 2025.
| PARA O PROFESSOR
ARTIGO. TORRES, Maria Nayara Oliveira; OLIVEIRA, Kelly Almeida de. As bonecas de vó Maria no ensino de matemática. In: CONGRESSO NACIONAL
Leia o texto a seguir.
Areta, Badu e Fayola são 3 irmãs que não se desgrudam.
Elas […] adoram passar as férias na casa da vó Maria, que cheira à canela e tem uma risada gostosa […].
Um certo dia, vó Maria pegou um cesto com meias velhas e tecidos coloridos, chamou todas para a sala e começou a dizer:
— Agora vou contar uma história sobre 3 princesas de um reino encantado […].

Reprodução da capa.
Enquanto falava, vó Maria tirava algumas peças do cesto e bonecas pretinhas criava.
Ao final da história, as meninas ficaram encantadas [...].
Quando voltaram às aulas, as irmãs levaram suas bonecas para a escola e as outras crianças começaram a se interessar.
— Onde achamos mais dessas para brincar?
As bonecas eram únicas e foram tantos pedidos que, sozinha, a vovó não daria conta. [...]
Hoje, Areta, Badu e Fayola ajudam na loja de bonecas que a família montou.
1. Quais são os nomes das personagens principais da história?
Vó Maria, Areta, Badu e Fayola.
2. Como você interpreta a frase “Vó Maria cheira à canela”?
Resposta pessoal. Uma interpretação possível é que canela é o condimento que vó Maria usa nos doces e salgados que faz.
DE EDUCAÇÃO, 9., 2023, João Pessoa. Anais [...]. João Pessoa: Conedu, 2023. Disponível em: https://editorarealize. com.br/editora/anais/conedu/2023/ TRABALHO_COMPLETO_EV185_MD1_ ID2508_TB3606_12112023163104.pdf. Acesso em: 2 out. 2025.
Objetos antigos
Na casa de vocês, existe um objeto antigo que foi de bisavós, avós, tios
ou outro familiar? Perguntem aos seus responsáveis.
Na sala de aula, contem para os colegas o que descobriram.
Que objeto é? De quem foi o objeto? Quem o usou? Para que servia? Para que serve atualmente? Respostas pessoais.
3. Pinte os quadrados conforme a legenda a seguir.
Vó Maria compra pano para fazer o vestido das bonecas.
Areta, Badu e Fayola ajudam vó Maria na loja de bonecas que a família delas montou.
Verde.


4. Debatam e respondam. Por que é importante haver bonecas pretinhas em um país como o Brasil?
Porque a maioria da população brasileira descende de africanos negros.
A porcentagem de afrodescendentes na população brasileira é 55,5%, de acordo com o Censo feito pelo IBGE em 2022. Esse número corresponde à soma de pardos e pretos na população.
• EF02HI08
• EF02CI02
• EF02GE02
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TEXTOS DE APOIO
Ensino de História e cultura material
[...] O nosso próprio cotidiano apresenta a importância da cultura material para as sociedades.
30/10/25 05:50
Os objetos que compõem nossa casa, nosso vestuário, os meios de transporte que utilizamos, os diferentes instrumentos usados para a higiene, comunicação, trabalho, registro e proteção, entre tantos outros, dão mostras não só da dinâmica individual de nossas vidas como também dos meio sociais nos quais transitamos cotidianamente.
Os artefatos concebidos e utilizados pelos seres humanos constituem importante meio de preservar a memória, reconstruir a História e proporcionar às gerações que se sucedem a possibilidade de construir
consciência da trajetória histórica de sua sociedade.
ABUD, Kátia Maria et al Ensino de História São Paulo: Cengage, 2010. p. 111.
Cultura material de origem africana
[…] A cultura material de origem africana está representada por objetos inspirados nas manifestações da África tradicional: são esculturas, máscaras, tecidos, cerâmicas, adornos, trajes, instrumentos musicais, jogos e tapeçarias […].
Tecelagem
Na África tradicional, a tecelagem é atividade profissional realizada basicamente por homens, mas a produção da matéria-prima (plantio e tratamento dos fios) é reservada às mulheres. Alguns trabalham de forma fixa, outros deslocam-se de aldeia em aldeia. Da produção de tecidos encontrados na África, destacam-se o pano da costa, o adirê e as tapeçarias ideográficas.
MUSEU AFRO-BRASILEIRO UFBA. Coleção Africana. [Salvador]: MAFRO, [20--]. Disponível em: https://mafro.ceao.ufba.br/ pt-br/colecao-africana/ colecao-tecelagem. Acesso em: 2 out. 2025.
• EF02HI08
• EF02GE02
Pode-se iniciar o trabalho perguntando aos estudantes:
• Na sua família, há um objeto que passou de uma geração para outra? Se sim, qual?
• Esse objeto ainda está com vocês?
Professor, propor a leitura coletiva do texto. Chamar atenção para as palavras em destaque, tirando as dúvidas sobre os seus significados.
Destacar que a máquina de costura da Vó Landa é um objeto com valor sentimental para a família, uma fonte de memória.
Comentar que objetos como a máquina da Vó Landa geralmente perdem a sua função original e são preservados por guardarem uma memória familiar.
Leia o texto a seguir. O baú secreto da vovó
Na noite em que descobri o baú de minha avó, eu estava em Santos. [...] Foi quando minha avó me chamou e disse.
– Minha neta, você sabia que eu tenho um baú cheio de segredos?
– Como assim? Onde?
– Lá no fundo da garagem.
[...] Na garagem, vovó o abriu [...].
– Olhe... meu dedal preferido. Foi com ele que eu costurei esta roupa - e ela me mostrou um vestidinho com uma espécie de short por baixo.
Você já reparou que há objetos – relógios, ferramentas, joias, pilão, máquinas – em posse da nossa família há muito tempo?
Tente se lembrar: tem algum objeto na sua casa que foi passando de uma pessoa de sua família para outra?
Leia o texto a seguir com atenção.
A máquina de costura da Vó Landa
Longos anos se passaram mas as cenas ainda vêm como um filme em minha memória... Minha avó sentada de frente à máquina de costura, [...] remendando as roupas de trabalho do meu avô Joaquim. Mãos e pés sincronizados na tarefa, talento de sobra. [...]
A máquina de costura enfim chegou às minhas mãos. Permaneceu com minha mãe, foi para uma tia, retornou para minha irmã e agora jaz comigo. [...]
A máquina não será mais usada em sua função de costura. Décadas de trabalho renderam-lhe hoje um lugar de destaque na minha casa, com direito a [...] recordação constante. [...]
De cantinho da saudade a cantinho do pensamento, [...] a máquina repousa imponente [...], carregada de histórias que ouvia, enquanto [minha avó costurava].
A máquina de costura da Vó Landa. Escritos em Tempos, 9 mar. 2014. Disponível em: http://escritosemtempos.blogspot. com/2014/03/a-maquina-de-costura-da-vo -landa.html. Acesso em: 13 jul. 2025.
Sincronizados: trabalhando ao mesmo tempo.
Jaz: está.
Imponente: majestosa.

[...] foi assim que conquistei seu avô.
– E logo me casei. Guardei o dedal pra lembrar que a gente precisa tecer a felicidade [...].
PRIETO, Heloísa. O baú secreto da vovó.
Nova Escola, 31 maio 2023. Disponível em: https://novaescola.org.br/conteu do/3159/o-bau-secreto-da-vovo. Acesso em: 20 set. 2025.
1. O que a avó quis dizer com um “baú cheio de segredos”?
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que o baú
continha coisas valiosas para a avó, objetos com valor sentimental etc.
2. Pesquisem. O que é um dedal? É um objeto, geralmente de metal, feito de acordo com a medida dos dedos, para protegê-los durante a costura.
3. A roupa da avó a faz lembrar de um momento especial da vida dela. Qual? O momento em que conheceu o seu esposo, o avô da menina.
1. Qual é o assunto do texto?
A máquina de costura da Vó Landa.

2. Ligue a máquina de costura às pessoas que a utilizaram: avó prima tia primo autor do texto
3. Assinale V para o que for verdadeiro e F para o que for falso.
A máquina era usada pela Vó Landa para:
F costurar roupas para os clientes.
V remendar roupas do avô Joaquim.
F costurar roupas para casamentos.
4. A autora do texto também usa a máquina como a Vó Landa?
Não. Ela a usa para lembrar-se de sua avó, das histórias que contava.
5. Por que será que a autora do texto não jogou fora a máquina de costura de sua avó?
Resposta pessoal.
BNCC
• EF02HI08
• EF02HI09
• EF02CI02
• EF02GE02
• EF02GE04
ENCAMINHAMENTO
Professor, a máquina de costura é um objeto que remete à experiência do autor no âmbito familiar. Comentar que um mesmo objeto pode ter dife-
rentes usos ao longo do tempo, aspecto que o historiador leva em conta na sua pesquisa sobre pessoas, famílias e/ou comunidades. A máquina, por exemplo, servia para costurar; depois passou a ter um lugar de destaque na casa do autor e ser uma fonte de recordação constante.
Atividade 5. Acatar as mais diferentes respostas dos estudantes: porque ela o faz lembrar de sua avó, de sua infância, das histórias que ouvia, de sua família,
ou seja, é uma fonte de memória. Reforçar junto aos estudantes que, como afirmou o autor, a máquina é “carregada de histórias que ouvia” quando criança. Isso nos ajuda a explicar a decisão do autor de permanecer com a máquina e colocá-la em um lugar de destaque.
LIVRO. BOVY, Jacqueline. O Avô conta… 365 Histórias. Porto: Civilização, 2007.

ENCAMINHAMENTO
Assistir com as crianças ao curta Toda criança tem direito a registro civil de nascimento gratuito (disponível em: ht tps://www.youtube.com/ watch?v=fDRYHgoaPA4; acesso em: 2 out. 2025), que aborda a importância da certidão de nascimento. Em seguida, ouvir as impressões das crianças sobre ele.
Dizer para os estudantes em uma roda de conversa que cada um é um ser único, que tem um nome e um sobrenome que o identifica.
Informar que esse nome é registrado em um cartório (explicar para as crianças o que é um cartório).
Comentar que a certidão de Nascimento ou Registro Civil contém dados importantes sobre a vida de cada pessoa, como nome, dia, hora e local do nascimento, nomes dos pais e dos avós.
O trabalho com a dupla de páginas mobiliza o Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Cidadania e civismo.
• Materiais: uma certidão de nascimento sem os dados, ou uma folha de papel sulfite, e lápis.
Vamos fazer a certidão de nascimento de uma personagem histórica?
Precisamos escolher quem será essa personagem.
Depois, vamos pesquisar dados da sua vida e preencher a certidão.
Ao nascer, toda criança tem direito a ser registrada e a ter uma certidão de nascimento. Esses direitos são garantidos por lei.
A certidão de nascimento é um documento pessoal com informações importantes, como nome completo, dia, mês, ano, hora e local de nascimento, além dos nomes dos pais e dos avós.

• Com a ajuda de um adulto, consulte sua certidão de nascimento e complete os espaços a seguir. Resposta pessoal.
Eu, , nasci no dia
no mês de
do ano de
às
em (local)
A Caderneta de Saúde da Criança
A Caderneta de Saúde da Criança é um documento importante para acompanhar a saúde, o crescimento e o desenvolvimento da criança, do nascimento até os 9 anos. A partir dos 10 anos, a caderneta a ser utilizada é a Caderneta de Saúde do Adolescente.
É um documento único para cada criança.
A primeira parte é dedicada a quem
cuida da criança. Contém informações e orientações para ajudar a cuidar melhor da saúde da criança. Apresenta os direitos da criança e dos pais, orientações sobre o registro de nascimento, amamentação e alimentação saudável, vacinação, crescimento e desenvolvimento, sinais de perigo de doenças graves, prevenção de acidentes e violências, entre outros.
A segunda parte é destinada aos profissionais de saúde, com espaço para registro de informações importantes relacionadas à saúde da criança. Contém, também, os
A caderneta de vacinação é um documento pessoal para o acompanhamento das doses de vacinas aplicadas. É importante levar a caderneta de vacinação ao posto de saúde quando for se vacinar, pois, assim, o profissional fica sabendo das vacinas que você já recebeu anteriormente, anota a que ele aplicou e indica quais ainda precisam ser tomadas.
1. Veja o comprovante de vacinação de uma menina de 8 anos.

Complete as informações:
a) O nome da menina é Laura.

b) A data em que ela tomou a primeira dose da vacina foi
27 de janeiro de 2022.
2. Para que serve a caderneta de vacinação?
Para o profissional de saúde saber quais foram as vacinas aplicadas anteriormente, anotar a que ele aplicou e indicar quais ainda precisam ser tomadas.
gráficos de crescimento, instrumento de vigilância do desenvolvimento e tabelas para registros das vacinas aplicadas. [...] BRASIL. Ministério da Saúde. Caderneta de Saúde da Criança. Brasília, DF, 2015. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/ bvs/publicacoes/caderneta_saude_crianca_ menino_10ed.pdf. Acesso em: 2 out. 2025.
• EF02HI05
ENCAMINHAMENTO
Uma porta de entrada para o trabalho com esta página é formar uma roda de conversa e perguntar:
• Vocês já foram a alguma unidade básica de saúde para se vacinar?
• Que documento precisaram levar?
• Já viram algum cartaz sobre campanhas de vacinação?
• Que personagem aparece sempre nessas campanhas?
Professor , pode-se, também, conversar sobre a necessidade e a importância dessa campanha para os moradores da comunidade.
Em seguida, sugere-se:
• Apresentar para a turma uma caderneta de vacinação (o professor poderá solicitar no dia anterior uma cópia da caderneta de vacinação para um trabalho em sala de aula).
• Analisar a caderneta de vacinação, destacando as vacinas que foram tomadas e alertando os estudantes a respeito das datas das próximas.
• Propor um debate sobre as seguintes questões: Qual é a importância da caderneta de vacinação para uma criança? Que informações uma caderneta de vacinação contém?
• EF02HI05
Pode-se iniciar o trabalho com a página perguntando aos estudantes:
• Sabiam que o dia 17 de outubro é o Dia Nacional da Vacinação?
• Sabiam que as campanhas de vacinação no Brasil contribuíram para imunizar a população de várias doenças?
• Vamos ler uma história em quadrinhos sobre a importância da vacinação na vida de uma criança?
Pedir aos estudantes para lerem a história em quadrinhos da Turma da Mônica com atenção.
Comentar que as vacinas foram muito importantes na história da humanidade, sobretudo na contenção de pandemias de gripe, sarampo, catapora, entre outras.
O Estatuto da Criança e do Adolescente, em seu art. 14, parágrafo 1 o, estabelece que “É obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias. (Renumerado do parágrafo único pela Lei nº 13.257, de 2016)”.
Questionar os estudantes sobre os diferentes balões presentes na história em quadrinhos (balões de fala e balões de locução). Incentivá-los a descobrir quem está transmitindo as informações (Franjinha); que informações estão sendo transmitidas; qual é a função social desse texto
Com a ajuda da professora, leia estes quadrinhos.

Mauricio de Sousa; Organização Pan-Americana da Saúde. A Turma da Mônica: vacinação é um gesto de amor. São Paulo: Mauricio de Sousa Editora, [2004]. Disponível em: https://sobep.org.br/wp-content/uploads/2019/07/monica_ vacina-1.pdf. Acesso em: 1o set. 2025. 138
(que não apenas diverte, mas propaga informações importantes para o público infantil).
A leitura da história em quadrinhos ajuda no desenvolvimento da habilidade EF15LP14 de Língua Portuguesa, ao “construir o sentido de histórias em quadrinhos e tirinhas, relacionando imagens e palavras e interpretando recursos gráficos [...]”.
O trabalho com a dupla de páginas mobiliza o Tema Contemporâneo
VÍDEO . CIÊNCIA Explica – Como funcionam as vacinas? 2017. Vídeo. (1min17s). Publicado pelo canal ClickCiência UFSCar. Disponível em: https:// www.youtube.com/watch?v=6qs9_BFk gps. Acesso em: 2 out. 2025.
1. O que Franjinha diz às crianças que estão sentadas em frente a ele?
Ele diz que a vacina evita uma porção de doenças.
2. Complete as frases.
a) No terceiro quadrinho, Maria Cebolinha está tomando vacina em gotas , e, no quarto quadrinho, Mônica vai tomar a vacina em injeção .
b) Nos dois últimos quadrinhos, aprendemos que quem não toma vacina pode contrair uma doença simples
ou uma doença grave .
3. Desenhe o que pode acontecer com quem não toma vacina.
Produção pessoal.
139
BNCC • EF02HI05
1. Fazer uma enquete com as crianças da turma, questionando:
• Que vacinas vocês se lembram de ter tomado?
As informações podem ser registradas em uma tabela e, posteriormente, reorganizadas em forma de gráfico, visando contribuir para o desenvolvimento da habilidade EF02MA22 de Matemática, ao “comparar informações de pesquisas apresentadas por meio de tabelas [...] e em gráficos de colunas simples ou barras, para melhor compreender aspectos da realidade próxima”.
Promover a discussão das informações presentes no gráfico e as conclusões que se podem obter (vacina mais citada, vacina menos citada, entre outras).
Pode-se propor o registro das conclusões no caderno.
ATIVIDADES
Leia a tirinha a seguir.



30/10/25 05:50
a) Como Dudu está se sentindo? Dudu está se sentindo forte, invencível.
b) Por que Dudu está se sentindo assim?
Porque ele tomou vacina contra várias doenças.
c) Procure e escreva o significado da frase: “Ele está imune a um monte de doenças”.
A frase quer dizer que ele está protegido contra várias doenças.
Em uma aula dialogada, perguntar:
• Quantos documentos vocês têm? Quais são eles?
• Todos vocês têm carteira de identidade?
• Vocês já pararam para ler os dados de uma carteira de identidade? Quais são eles?
Em seguida, sugere-se:
• Projetar o slide de uma carteira de identidade e ler com a turma, passo a passo, as informações nela contidas.
• Comentar que os documentos pessoais são uma fonte de informação rica que permite a investigação do passado e da história das pessoas.
• Ler o texto sobre a carteira de identidade. Fazer o levantamento das informações nela contidas: dia em que a pessoa nasceu, a cidade, o país, a filiação, a fotografia.
• Estimular os estudantes que ainda não têm carteira de identidade a tirar esse importante documento pessoal.
A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) está disponível em formato físico e digital e possui número único nacional, o CPF. O texto a seguir ajuda-nos a compreender melhor este documento.
A CIN tem número único nacional de identificação do cidadão em todo o país,
A carteira de identidade traz várias informações importantes, por exemplo, o nome completo, a filiação (nomes dos pais) e a data e o local (cidade e estado) de nascimento de uma pessoa.
Título de eleitor
Aos 16 anos, você poderá obter outro documento importante: o título de eleitor, que habilita o cidadão ou a cidadã a votar nas eleições para cargos como os de vereador, prefeito, presidente, entre outros.
Aos 18 anos, você pode tirar a carteira de motorista, que habilita um cidadão a conduzir um veículo motorizado.
Além desses documentos, há o passaporte, que permite viajar para outros países e pode ser tirado em qualquer momento da vida.
o Cadastro de Pessoa Física (CPF). O número único exclui a possibilidade de uma pessoa emitir diversas carteiras de identidade em diferentes unidades da Federação, com diferentes números.
O secretário de Governo Digital do Ministério da Gestão, Rogério Mascarenhas, explica que [...] a nova carteira [...] “É um instrumento importante que, além de reduzir fraudes, ajuda muito na simplificação do acesso do serviço público à população.”
Uma inovação é o QR Code na parte de trás da carteira digital, que funciona como mais um elemento de segurança para permitir a verificação da autenticidade. ALMEIDA, Daniella. Vinte milhões de brasileiros já têm carteira de identidade nacional. Agência Brasil, 11 fev. 2025. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com. br/geral/noticia/2025-02/vinte-milhoes -de-brasileiros-ja-tem-carteira-de-iden tidade-nacional. Acesso em: 10 out. 2025.
• Leia as falas das personagens. Depois, escreva o nome dos documentos de que estão falando.

ESTE É O PRIMEIRO DOCUMENTO OFICIAL DO MEU FILHO QUE ACABOU DE NASCER.

COM ESTE DOCUMENTO POSSO DIRIGIR UM CARRO.
COM ESTE DOCUMENTO EU CONSIGO VIAJAR PARA O EXTERIOR.

Certidãode nascimento. Carteira de motorista.
USO ESTE DOCUMENTO PARA PROTEGER MEU FILHO DAS DOENÇAS!

Caderneta de vacinação. Passaporte.

USO ESTE DOCUMENTO PARA VOTAR NAS ELEIÇÕES.
CLAUDIA MARIANNO
BNCC
• EF02HI05
ENCAMINHAMENTO
Introduzir o assunto desta página com as seguintes perguntas norteadoras:
• Você já teve curiosidade de ler os documentos dos adultos que moram com você?
• Sabe para que serve o título de eleitor?
141
• E a carteira de motorista?
30/10/25 05:50
• Sabe por que uma pessoa tira passaporte?
Em uma roda de conversa, socializar as informações sobre a importância e a utilidade de tais documentos. Sortear três estudantes e pedir a cada um deles para dizer o nome do documento a que cada personagem está se referindo.
• Informar que os documentos pessoais são uma fonte de informação
rica que auxilia o historiador a investigar histórias de pessoas.
• Perguntar aos estudantes: Como será que as pessoas faziam para guardar e transmitir suas histórias antes de existirem documentos escritos?
Muitas sociedades, do passado e do presente, transmitiram, e ainda transmitem, histórias importantes para seu grupo por meio da oralidade, dos mais velhos para os mais novos. Nessas sociedades, a oralidade costuma ser bem desenvolvida.
• Sortear três estudantes e pedir a cada um deles para explicar a função dos documentos trabalhados nesta página. Professor, ao levar os estudantes a extrair informações contidas em documentos pessoais e ajudá-los a compreender sua função, objetivou-se o desenvolvimento da habilidade EF02HI05.
Responda usando os documentos indicados nas imagens.
1. Quais documentos você tem e um adulto também?
Certidão de nascimento e caderneta de vacinação.
2. Quais você não tem e um adulto tem?
Carteira de motorista e título de eleitor.
3. Pesquise e responda: Qual é a importância do título de eleitor na vida de um cidadão?
O título de eleitor permite ao cidadão exercer seu direito político de votar e ser votado.
• EF02HI04
• EF02HI05
• EF02HI09
DIALOGANDO COM LÍNGUA PORTUGUESA
Professor, ao propor a leitura do texto, exploramos a fluência leitora oral dos estudantes.
Solicitar que:
• acompanhem a leitura, feita em voz alta pelo professor;
• recontem o texto uns para os outros;
• leiam o texto para colegas de outros anos, em horário e espaço combinados previamente (pode-se organizar um momento de contação de história, na biblioteca).
LIVRO. MILLER, Arthur. O cobertor de Jane. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2011.
O cobertor de Jane era seu companheiro inseparável. Mas Jane foi crescendo, e o cobertor foi perdendo o seu espaço. Como deixar uma coisa que fez parte da sua vida para trás?
Leia o texto a seguir com atenção.
Era uma vez uma menina. Seu nome era Jane. Ela era um bebezinho. E tinha um cobertor. Era um cobertor pequeno. Era cor-de-rosa, macio e quentinho.
De manhã, ela acordava. E a primeira coisa que fazia era tocar o cobertor. Quando ela passava os dedos nele, sentia como era macio e quentinho. Jane adorava seu cobertor cor-de-rosa. […]
Quando vinha a tarde, era hora da soneca. Jane dormia abraçada com seu cobertor cor-de-rosa. Ela punha uma ponta dele debaixo do rosto e sentia como era quentinho e macio. […]
Depois, anoitecia. Sua mãe lhe dava o jantar, que era bem gostoso. Depois do jantar, Jane ficava com sono.
A mãe pegava a filha no colo e levava para o berço.
Jane ficava deitada no berço, envolvida pelo cobertor. Ela ficava um pouquinho com os olhos abertos e via o escuro do outro lado da janela. Tocava o cobertor cor-de-rosa e sentia o cobertor tocar seu rosto. E então dormia.
Arthur Miller. O cobertor de Jane. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2011. p. 6-14. AGNES KANTARUK/SHUTTERSTOCK.COM

1. Destacamos, no texto, a palavra cobertor. Em sua opinião, por que essa palavra aparece tantas vezes no texto?
Resposta pessoal. Comentar que a palavra cobertor aparece muitas vezes pois o texto quer mostrar como este objeto é especial para a menina Jane. 142
2. No caderno, copie do texto três momentos do dia em que Jane estava perto do seu cobertor cor-de-rosa.
De manhã, à tarde e quando anoitecia.
3. Faça um desenho para cada um dos três momentos que você registrou na atividade anterior. Escreva uma legenda para cada desenho. Produções pessoais.
EF02HI04 • EF02HI05 • EF02HI09
ENCAMINHAMENTO
Professor, nas atividades 1 a 3 exploramos a leitura e a compreensão de texto e a fluência leitora oral, contribuindo para a articulação com a habilidade EF02LP26 de Língua Portuguesa.
Propor a releitura do texto para a localização das informações necessárias para responder às questões e para a escrita de legendas das ilustrações.
Certamente, você também tem ou já teve um objeto de afeto. Fale para os colegas da turma sobre esse objeto e explique por que ele é ou foi tão importante para você. Se possível, leve o objeto para a sala de aula. Resposta pessoal.
Os colegas conseguiram escutar o que eu disse?
Pronunciei as palavras corretamente?
Fiz gestos adequados? Relembrar os estudantes
Na atividade 1 da página anterior, espera-se que os estudantes percebam que a palavra se repete para mostrar a importância do cobertor para a menina; daí, ela estar com o cobertor durante quase o dia todo.
Na atividade 2, exploramos parcialmente a produção escrita, desenvolvendo a habilidade EF02LP07 de Língua Portuguesa.
Na seção Escutar e falar, explorar, oralmente, as lembranças dos estudantes sobre seus objetos de afeto e valorizá-las por meio da escuta coletiva.
Além disso, reservar um momento para que os estudantes conversem, entre pares ou em pequenos grupos, sobre os objetos de afeto da infância, valorizando essa fonte de memória e de história.
Esta seção oportuniza a mobilização da competência específica 2 de Ciências da Natureza. Para sua realização, sugere-se:
Separar previamente os materiais: quatro copos plásticos; água; tinta guache nas cores branca e preta; um pincel; areia e terra da escola (suficiente para encher um copo cada); termômetros digitais (se disponíveis).
Caso seja de interesse, podem ser disponibilizados materiais em quantidade suficiente para a realização do experimento em grupos.
Ressalta-se que a coleta de amostras de solo na escola deve ser realizada exclusivamente pelo professor, que deve se certificar de que o local esteja livre de possíveis contaminantes.
Dividir a realização da prática em dois dias.
• No primeiro dia, orientar os estudantes a pintar dois copos: um com tinta guache branca e outro com tinta guache preta. Após a pintura, os copos devem ser deixados em repouso por aproximadamente 24 horas para que a tinta seque completamente.
• No segundo dia, os estudantes deverão encher os copos pintados (branco e preto) com a mesma quantidade de água (passo 1) e encher os copos não pintados: um com areia e o outro com
Realize a atividade a seguir. A professora vai providenciar os materiais necessários.

Passo 1:
• Pinte a parte externa de um copo descartável com tinta guache branca.
• Pinte a parte externa de outro copo com tinta guache preta.
• Encha os dois copos com a mesma quantidade de água.
• Deixe os dois copos no Sol por duas horas.
• Após esse tempo, mergulhe a ponta do dedo na água de cada copo para sentir a temperatura.
144
terra (passo 2). Todos os copos devem ser posicionados em um local aberto, como o pátio da escola, de modo que fiquem expostos diretamente à luz solar durante o período proposto para o experimento. Ao final da exposição, orientar os estudantes a comparar a temperatura das amostras. Essa comparação pode ser feita utilizando o tato (sensação térmica ao toque) ou com o auxílio de termômetros digitais, caso estejam disponíveis.

Passo 2:
• Encha um copo com areia.
• Encha outro copo com terra da escola.
• Deixe os dois copos no Sol por duas horas.
• Após esse tempo, afunde a ponta do dedo na areia e na terra dos copos para sentir a temperatura desses materiais.
Agora responda:
a) No passo 1, qual das águas estava mais quente?

A água do copo pintado de branco.
X A água do copo pintado de preto.
b) No passo 2, que material estava mais quente?
X A areia.
O solo da escola.
c) Roda de conversa. Com a ajuda da professora, explique as conclusões que você pode tirar dessa atividade em relação à luz do Sol e às superfícies.
Verificar se os estudantes compreendem que superfícies mais escuras aquecem mais do que superfícies claras e que o solo pode ter temperaturas diferentes, conforme sua composição.
BNCC
• EF02CI08
ENCAMINHAMENTO
Durante a análise dos resultados, se considerar pertinente, é possível explicar que superfícies escuras absorvem mais luz solar e, por isso, aquecem mais rapidamente que superfícies claras, que refletem mais luz solar.
Aproveitar esse momento para relacionar o conteúdo com situações do
cotidiano, destacando que, em dias quentes, é recomendado o uso de roupas claras, pois elas ajudam a refletir a luz solar e, consequentemente, reduzem o desconforto térmico. Da mesma forma, pode-se comentar que as roupas escuras tendem a absorver mais calor, tornando a sensação térmica mais elevada.
Em relação ao aquecimento da areia, é possível conversar sobre alguns cuidados a serem adotados com esse ma-
terial, especialmente em ambientes como praias ou quadras de esportes de areia (como o vôlei de praia). No caso, destacar a importância de usar chinelos, sandálias ou outros calçados adequados para evitar queimaduras ou desconforto nos pés.
Reforçar, mais uma vez, os cuidados que devem ser adotados com relação à exposição ao Sol, tais como o uso de protetor solar para proteger a pele, além de bonés, chapéus e óculos escuros com proteção solar, para proteger os olhos. Ressaltar também que a exposição direta ao Sol deve ser evitada nos horários de maior intensidade de radiação solar, que costumam ocorrer entre 10 h e 16 h. Essa discussão se articula ao Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Saúde
• EF02HI06
• EF02HI07
RETOMANDO
Professor, as atividades da seção visam consolidar o conhecimento adquirido no trabalho com a unidade, com base em uma avaliação formativa, permitindo verificar a aprendizagem e a fixação dos conteúdos, bem como o desenvolvimento das habilidades sugeridas.
• Orientar a resolução das atividades.
• Atentar para dificuldades diante da resolução das atividades.
• Observar a progressão das aprendizagens da turma, verificando se o ritmo de desenvolvimento atendeu ao conjunto dos estudantes. Verificar quais tiveram mais dificuldade com o conteúdo da unidade, visando identificar possíveis defasagens no desenvolvimento das habilidades sugeridas, para, assim, pensar em estratégias de remediação das lacunas e dificuldades.
Dois ratinhos travessos
Leia um trecho do conto infantil “A história de dois ratinhos travessos” e preencha os espaços vazios com as palavras do quadro.
A história de dois ratinhos travessos Essa é a história de dois ratinhos travessos. Mas, afinal das contas, eles não eram tão malvados assim, porque Zé Pequeno pagou por tudo que quebrou. Ele encontrou uma moeda
1 Em qual período do dia as pessoas que moram com você trabalham?
Resposta pessoal.
2 Complete as frases com as palavras a seguir.
minutos dias horas segundos
a) Juliana está lendo um livro.
• Ela leu o título do livro em segundos
• Ela leu duas páginas do livro em minutos .
b) O senhor Carlos está pintando as paredes do quarto de Juliana.
• Ele pintou as paredes do quarto de Juliana em 4 horas .
• Ele terminará de pintar a casa toda de Juliana em 8 dias
3 Leia e escreva a hora nos relógios a seguir.



7
meio torta escondida embaixo do tapete e, na véspera de Natal, ele e Rata Rita a colocaram em uma das meias de Lucinda e Jane. E até _________, toda _________, bem cedinho, _________ de todos despertarem, Rata Rita pega sua pá e sua vassoura e limpa a casa das bonequinhas.
POTTER, Beatrix. A história de dois ratinhos travessos. In: ANASTÁCIO, Sílvia Maria Guerra; HOLZHAUSEN, Marlene (org.). Soltando a imaginação: lendas e contos infantis. Salvador: Edufba, 2015. p. 50.
Resposta: hoje; manhã; antes.
4 Observe as imagens.
A atividade visa, entre outras coisas, estimular a competência escritora e contribuir para o processo de aquisição do sistema de escrita alfabética.
a) Numere as imagens na ordem em que os fatos ocorreram.
b) No caderno, escreva uma frase para cada imagem, contando o que está acontecendo.
5 Leia a tirinha a seguir.
1. O aquário está vazio.
2. Dentro do aquário tem um peixe vivo e plantas.
3. O menino está alimentando o peixinho.

a) O que está acontecendo nas três cenas?
As mães estão lendo para seus filhos antes de eles dormirem.
b) Você sabe dizer o nome do livro que cada mãe está lendo? Descubra e complete os espaços:
• Mãe do Cascão: Os três porquinhos .
• Mãe da Mônica: Chapeuzinho Vermelho .
• Mãe da Magali: Livro de receitas .
c) A contação de histórias infantis é uma fonte histórica: escrita. X oral. visual. material.
TEXTO DE APOIO
O que é mesmo o ato de avaliar a aprendizagem?
A avaliação da aprendizagem escolar se faz presente na vida de todos nós que, de alguma forma, estamos comprometidos com atos e práticas educativas. [...] O ato de avaliar não é um ato impositivo, mas sim um ato dialógico, amoroso e construtivo. Desse modo, a avaliação é uma
30/10/25 05:50
auxiliar de uma vida melhor, mais rica e mais plena, em qualquer de seus setores, desde que constata, qualifica e orienta possibilidades novas e, certamente, mais adequadas, porque assentadas nos dados do presente.
Vamos transpor esse conceito da avaliação para a compreensão da avaliação da aprendizagem escolar [...].
Iniciemos pela disposição de acolher. Para se processar a avaliação da aprendizagem, o educador necessita dispor-se a acolher o que está acontecendo [...].
Mais: no caso da aprendizagem, como estamos trabalhando com uma pessoa – o educando –, importa acolhê-lo como ser humano, na sua totalidade e não só na aprendizagem específica que estejamos avaliando, tais como língua portuguesa, matemática, geografia.
Acolher o educando, eis o ponto básico para proceder atividades da avaliação, assim como para proceder toda e qualquer prática educativa. Sem acolhimento, temos a recusa. E a recusa significa a impossibilidade de estabelecer um vínculo de trabalho educativo com quem está sendo recusado. [...]
Assentados no acolhimento do nosso educando, podemos praticar todos os atos educativos, inclusive a avaliação. E, para avaliar, o primeiro ato básico é o de diagnosticar, que implica, como seu primeiro passo, coletar dados relevantes, que configurem o estado de aprendizagem do educando ou dos educandos [...].
LUCKESI, Cipriano Carlos. O que é mesmo o ato de avaliar a aprendizagem? Pátio, Porto Alegre, Artmed, ano 3, n. 12 fev./ abr. 2000. Disponível em: https://www.nescon. medicina.ufmg.br/biblio teca/imagem/2511.pdf. Acesso em: 28 out. 2025.
LIVRO. RANDO, Silvana. A carta do Gildo. São Paulo: Brinque-Book, 2018.

• EF02HI03
• EF02HI04
• EF02CI01
ENCAMINHAMENTO
O item b da atividade auxilia a retomada dos conceitos que mobilizam a habilidade EF02CI01. Ao trabalhar o item c, promove-se o desenvolvimento da competência geral 9.
Aproveitar para conversar com os estudantes sobre o que pensam sobre ações solidárias.
TEXTO DE APOIO [...]
O termo solidariedade remete ao conceito francês solidariete e se refere à ideia de cuidado mútuo, de proteção de cada um para o bem de todos, de responsabilidade recíproca, denominada como solidariedade social. [...]
[...] Como a solidariedade envolve buscar compreender o problema e participar da solução de forma consciente junto à comunidade, ela reforça a aprendizagem mútua. Essas experiências caracterizam propostas de prendizagem solidária. [...]
MORI, Katia Gonçalves. Aprendizagem solidária e a responsabilidade social para outro mundo possível. Revista ComSertões, Juazeiro, v. 8, n. 1, jan./jun. 2020. Disponível em: https://www.revistas. uneb.br/index.php/comser toes/article/view/7867. Acesso em: 29 out. 2025. Visita técnica ao museu
Alguns pontos fundamentais que devem ser levados em conta no planejamento de uma visita ao museu:
– Definir os objetivos da visita:
– Selecionar o museu mais apropriado para o
6 Leia com atenção a conversa entre duas crianças.
GANHEI UMA
BONECA DE TECIDO QUE FOI DA MINHA AVÓ. VOU GUARDAR PARA O RESTO DA VIDA!

GANHEI ESTE URSINHO DE PELÚCIA EM UM SORTEIO. VOU DAR A UMA MENINA QUE NÃO TEM BRINQUEDOS.
a) Dos objetos que você tem, qual gostaria de guardar para sempre? Por quê?
Respostas pessoais.
b) De que materiais é feito esse objeto?
Respostas pessoais.
c) Quais objetos seus (roupa, calçado, brinquedo) você doaria a alguém que deles necessitasse? Por quê?
Respostas pessoais.
tema a ser trabalhado; ou uma das exposições apresentadas, ou parte de uma exposição, ou ainda um conjunto de museus;
– Visitar a instituição antecipadamente até alcançar uma familiaridade com o espaço de trabalho;
– Verificar as atividades educativas oferecidas pelo museu e se elas se adequam aos objetivos propostos e, neste caso, adaptá–las aos próprios interesses;
– Preparar os alunos para a visita através de exercícios de observação, estudo de conteúdos e conceitos;
– Coordenar a visita de acordo com os
objetivos propostos ou participar de visita monitorada, coordenada por educadores do museu;
– Elaborar formas de dar continuidade à visita quando voltar à sala de aula;
– Avaliar o processo educativo que envolveu a atividade, a fim de aperfeiçoar o planejamento das novas visitas, em seus objetivos e escolhas.
ALMEIDA, Adriana M.; VASCONCELLOS, Camilo de Mello. Por que visitar museus. In: BITTENCOURT, Circe (org.).
O saber histórico na sala de aula. São Paulo: Contexto, 1998. p. 114.
Obeserve a imagem.

a) O que está acontecendo na imagem?
7. a) As mães e o pai estão na fila para seus filhos serem vacinados. No interior do posto, vemos uma menina tomando vacina.
b) A catapora é uma das doenças que pode ser evitada com vacina. Você conhece alguém que já teve catapora? Pesquise e escreva um sintoma comum da catapora que aparece na pele.
Respostas pessoais. Sintoma comum da catapora: manchas vermelhas na pele que se transformam em bolhas cheias de líquido que causam coceira.
• EF02HI05
TEXTO DE APOIO
Dois séculos de vacina no Brasil
1804 – Introdução da vacina no Brasil.
1832 – Primeira legislação de obrigatoriedade da vacina no Brasil.
1887 – Epidemia de varíola no Rio de Janeiro.
1889 – Obrigatoriedade da vacina para crianças de até seis meses de idade.
1904 – Epidemia de Varíola assola a capital. Aprovada a lei da obrigatoriedade
da vacinação.
1907 – Febre Amarela é erradicada no Rio de Janeiro.
1908 – Epidemia de Varíola leva a população em massa aos postos de vacinação.
1925 – Introduzida a BCG no Brasil.
1937 – Início da produção e utilização da vacina contra a febre amarela fabricada no Brasil.
1962 – Instituída a Campanha Nacional contra a Varíola.
1971 – Implantado o Plano Nacional de Controle da Poliomielite. Últimos casos de varíola no Brasil.
1972 – Início do Programa de Vacinação Antissarampo.
1986 – Criado o Zé Gotinha, personagem símbolo da campanha pela erradicação da Poliomielite no Brasil.
1989 – Registrado o último caso de poliomielite no Brasil.
2006 – Instituído o “Dia Nacional de Prevenção da Catapora”, celebrado anualmente no dia 5 de agosto, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da vacinação contra a doença. BRASIL. Ministério da Saúde. Centro Cultural da Saúde. Revista da Vacina: dois séculos de vacina no Brasil. Rio de Janeiro: MS, [entre 2006 e 2025]. Disponível em: http://www. ccms.saude.gov.br/revolta/ ltempo.html. Acesso em: 2 out. 2025.
1. Leia o texto a seguir. Antigamente, doenças contagiosas, como o sarampo e a poliomielite, deixavam sequelas nas pessoas e chegavam até a matar. […] É por isso que toda criança nascida no Brasil tem a sua caderneta de vacinação. Esse documento serve para acompanhar o desenvolvimento da meninada, para registrar as vacinas já tomadas […].
A ORDEM é se vacinar! Plenarinho. Disponível em: https://plenarinho. leg.br/index.php/2018/08/ ordem-e-se-vacinar/. Acesso em: 9 out. 2025. Antes das vacinas, havia várias doenças que chegavam a matar as pessoas. Entre essas doenças estavam:
a) o sarampo
b) a poliomielite
c) a hipertensão
d) a bronquite
Resposta: sarampo e poliomielite.
Nesta unidade, propomos o estudo dos diferentes ambientes, de modo que os estudantes reconheçam que neles existem seres vivos e elementos não vivos. Entre os seres vivos, serão estudadas as plantas, identificando suas partes e funções, além de aspectos de seu desenvolvimento. Também serão estudados os animais, reconhecendo os silvestres, domésticos e de estimação, e aspectos de seu ciclo de vida. Com relação aos elementos não vivos, como o solo, a luz e a água, será apresentada sua importância para a sobrevivência e o desenvolvimento dos seres vivos, bem como as relações que se estabelecem entre eles.
Incentivamos também os estudantes a reconhecer semelhanças e diferenças nos modos de viver e de se relacionar com a natureza de pessoas de diferentes lugares do Brasil, com base em trechos de histórias de crianças.
Em seguida, buscamos facilitar a comparação entre os diferentes meios de transporte e de comunicação, seu papel, os riscos que podem representar para as nossas vidas e para o ambiente e a importância de usá-los com responsabilidade.

• EF02HI02
• EF02HI03
• EF02HI06
• EF02HI07
• EF02HI08
• EF02HI10
• EF02HI11
• EF02CI01
• EF02CI04
• EF02CI05
• EF02CI06
• EF02GE02
• EF02GE03
• EF02GE04
• EF02GE06
• EF02GE07
• EF02GE11
• Competências gerais: 1, 2, 3, 4, 5.
A imagem mostra um lugar onde diversas crianças se encontram para aprender e compartilhar suas experiências.
1. Que lugar é esse?
Uma escola. Chamar a atenção para a figura da professora, na porta da escola, recebendo as crianças.
2. Como as crianças estão chegando a esse lugar?
A pé, de bicicleta, a cavalo.
3. Como é o lugar das crianças mostradas na imagem?
É um lugar com muitas plantas e plantações, ruas de terra e uma escola, à porta da qual está uma professora.
4. Na imagem chama atenção uma mangueira.
O que as crianças estão fazendo em volta dessa mangueira?

OBJETIVOS
• Reconhecer seres vivos e elementos não vivos que existem nos ambientes e compreender as relações que estabelecem entre si.
• Descrever características de animais e plantas e relacioná-las ao ambiente em que vivem.
• Identificar as partes das plantas e explicar suas funções.
• Investigar, de forma prática, a importância da luz e da água no desenvolvimento das plantas.
• Compreender o modo de vida de pessoas de diferentes lugares.
• Comparar diferentes meios de transporte e de comunicação.
• Analisar o modo como as atividades humanas modificam o ambiente.
Promover uma roda de conversa com a turma organizada em roda e explorar a imagem desta dupla de abertura, bem como as respostas das crianças às perguntas ali presentes. O objetivo dessa estratégia é propiciar um ambiente favorável para que os estudantes se apropriem do conhecimento de maneira significativa, utilizando a imagem como fonte.
Em seguida, pode-se solicitar a eles que façam a leitura coletiva do texto em voz alta, aproveitando para verificar o desenvolvimento da leitura oral. Por fim, sugere-se conduzir a resolução oral das atividades, trazendo para a sala de aula as vivências da turma. Essa abordagem visa contribuir para a construção de conhecimentos pelos estudantes de maneira autônoma.
• EF02CI04
• EF02CI06
O capítulo favorece o desenvolvimento das competências específicas 2 e 3 de Ciências da Natureza
Orientar a análise da imagem presente na dupla de páginas, fazendo perguntas como:
• Vocês já visitaram locais parecidos com os ambientes representados?
• Que elementos vocês identificam na imagem?
Explicar que os ambientes têm seres vivos (plantas e animais, incluindo seres humanos) e elementos não vivos (água, solo, ar, luz solar, construções).
Para ampliar a exploração da temática, pode-se perguntar aos estudantes de que maneira os seres vivos da imagem se relacionam aos elementos não vivos representados. Mesmo que ainda não saibam responder a essa pergunta, a discussão é importante para estimulá-los a pensar e compartilhar seus conhecimentos prévios sobre o assunto. Essa conversa pode ser guiada por perguntas como:
• Qual é a relação estabelecida entre as plantas e o solo?
• Entre a borboleta e as flores?
• Entre os cavalos e a água?
Outra possibilidade de ampliação é comentar que os componentes dos
Nos ambientes podemos encontrar seres vivos e elementos não vivos.
Entre os seres vivos estão os animais e as plantas.
Os elementos não vivos podem ser naturais, como a água, o solo, o ar e a luz do Sol, ou construídos pelo ser humano, como casas, prédios e ruas. Observe a imagem.

ambientes variam, mas ainda assim se fazem presentes. Por exemplo, no oceano não encontramos árvores ou borboletas, mas, ainda assim, são encontrados seres vivos (peixes, tubarões, baleias etc.), além de elementos não vivos (água, solo, rochas etc.).
É importante destacar que o fato de o ar não poder ser visto não significa que ele não exista no ambiente. Sua presença pode ser percebida por diferentes indícios, como o vento, que movimenta as folhas das plantas.
Além disso, em respeito à faixa etária dos estudantes, privilegiamos os animais e as plantas. No entanto, também são exemplos de seres vivos os fungos (como os cogumelos e os bolores), as bactérias, as algas, entre outros.
1. Contorne de azul os seres vivos vistos na imagem.
2. Escreva na primeira coluna da tabela os elementos não vivos naturais e na segunda coluna os construídos pelo ser humano representados na imagem.
Elementos não vivos
Naturais
Sol Ar Nuvem Montanha
Rio Lago
Construídos pelo ser humano
Professora, considerar também os seres humanos na resposta, pois, embora não estejam visivelmente representados na cena, é possível que os estudantes associem sua presença, por exemplo, à condução dos veículos. 153
Indústria
Avião
Trator
Irrigador
Estrada
Carro
Casa
Cidade

BNCC
• EF02CI04
• EF02CI06
• Materiais: caderno, lápis e borracha Nesta atividade prática, propõe-se uma visita a um parque para identificação de componentes do ambiente. Caso não seja possível organizar a visita, sugere-se visitar o pátio da escola.
Procedimentos:
• Formar grupos de estudantes e investigar o que existe no ambiente visitado.
• Andar pelo local, observando ao redor com atenção.
• Registrar no caderno os nomes dos componentes observados.
• De volta à sala de aula, classificar os componentes em: seres vivos; elementos não vivos naturais; elemen-
tos não vivos construídos pelo ser humano.
• Como finalização da atividade, cada estudante deve desenhar o ambiente visitado, representando os componentes observados. Sugerir o uso de cores diferentes ou legendas para diferenciar os elementos vivos e não vivos.
Atividade para casa
Com adultos da família, visitar um ambiente e observar exemplos de cada tipo de componente. Registrar o nome dos componentes no caderno, classificá-los e trazer o registro à sala de aula para compartilhá-lo com a turma.
• Alertas de segurança: não tocar em nenhum ser vivo; nunca olhar diretamente para o Sol, pois isso pode prejudicar a visão.
• EF02CI04
• EF02CI06 • EF02GE11
O tópico Seres vivos: as plantas contribui para o desenvolvimento das habilidades EF02CI04, EF02CI06 e EF02GE11 ao abordar as partes das plantas, suas funções e suas relações com outros seres vivos e com os componentes não vivos do ambiente. Além disso, oferece subsídios teóricos para o trabalho com a habilidade EF02CI05, que será desenvolvida de forma mais aprofundada na seção Mais um passo.
Para iniciar a aula, sugere-se propor algumas perguntas aos estudantes, como:
• Vocês têm plantas em casa?
• Se sim, sabem o nome delas?
• Que outras plantas vocês conhecem?
• Vocês sabem o nome das principais partes de uma planta?
A partir das respostas dos estudantes, é possível:
• Explorar a imagem da planta apresentada, auxiliando-os a reconhecer suas principais partes (raiz, caule, folhas, flores e frutos).
• Estimular a explicação das funções de cada uma dessas partes. Mesmo que os estudantes ainda não saibam responder corretamente, esse momento é importante para que expressem suas ideias e construam conhecimento por meio da troca de informações.
As plantas podem ser encontradas em diversos ambientes. Elas estão presentes no solo, na água ou sobre outras plantas. As plantas são de diferentes formatos, cores e tamanhos, mas possuem algumas partes em comum. Observe a ilustração.

1. Use as palavras do quadro a seguir para completar os espaços da ilustração anterior.
raiz • caule • folha • fruto • flor
2. Desenhe no caderno uma planta que você conheça e identifique as partes dela. Produção pessoal.
Se considerar oportuno, distribua folhas avulsas para a realização da atividade 2, orientando os estudantes a resolvê-la com a ajuda de um adulto de sua família utilizando como base uma planta de seu bairro (o adulto da família pode acompanhar o estudante até a planta para que faça o desenho). O registro da atividade poderá ser utilizado como parte da avaliação do aprendizado dos estudantes.
Destaca-se que nem todas as plantas possuem as partes apresentadas
no livro do estudante. Por exemplo, as samambaias apresentam raiz, caule e folhas, mas não apresentam sementes, flores ou frutos. Os pinheiros apresentam raiz, caule e folhas e sementes, mas não apresentam flores e frutos.
Outro ponto importante é que a presença de flores e frutos em um indivíduo pode não ocorrer ao mesmo tempo, uma vez que os frutos se desenvolvem a partir de partes específicas da flor.
As folhas da maioria das plantas são verdes. Elas apresentam tamanho e forma variados. As folhas estão relacionadas com a respiração e a produção dos nutrientes que a planta precisa.





Da esquerda para a direita, folhas de goiabeira, costela-de-adão e eucalipto.
Nutrientes: elementos necessários para que os seres vivos tenham energia para crescer e se desenvolver.
O caule sustenta a planta e liga as raízes às outras partes. Ele leva a água e os nutrientes para toda a planta. Alguns caules também são reservas de nutrientes.


oxigênio é liberado para a atmosfera.
De modo geral, os caules sustentam as plantas e ligam as folhas às raízes, permitindo o transporte de água e nutrientes por todo o corpo vegetal. Alguns caules, porém, possuem funções especiais, como os tubérculos, que são caules subterrâneos e armazenam nutrientes em suas extremidades. Um exemplo é a batata-inglesa.
Para explorar os tipos de folhas e caules, sugere-se organizar uma observação no pátio da escola. Alertar os estudantes a não tocar nas plantas, para manter sua segurança e não as danificar. Ao final, propor o registro da observação a partir da resolução dos itens a seguir.
1. Folhas
a) No caderno, desenhe uma folha que foi observada.
b) Escreva suas principais características:
• Cor:
• Forma:
• Tamanho:
2. Caule
Para explorar a página, sugere-se apresentar aos estudantes imagens de diferentes tipos de folhas e caules, que variem em formato, cor, textura e espessura. As imagens podem ser impressas com antecedência ou projetadas, caso a escola disponha de projetor e tela. Durante a explicação, é importante destacar as funções de cada uma dessas partes da planta.
Considerando a etapa escolar, algumas informações foram simplificadas. Contudo, ressalta-se que as folhas da maioria das plantas são verdes devido à presença da clorofila, um pigmento que lhes confere essa coloração característica. A clorofila capta a luz solar, essencial para a fotossíntese — processo em que a planta transforma água e gás carbônico em açúcar e gás oxigênio. O açúcar serve de alimento para a planta, fornecendo energia para suas funções vitais, enquanto o
a) No caderno, desenhe um caule que foi observado.
b) Escreva suas principais características:
• Espessura:
• Cor:
• Tamanho:
ENCAMINHAMENTO
Para explorar a página, sugere-se apresentar aos estudantes imagens de diferentes tipos de raízes e flores.
Com relação às raízes, é importante destacar que elas fixam a planta no solo e absorvem água e nutrientes, mas também podem desempenhar outras funções importantes. As raízes tuberosas, por exemplo, têm a função de armazenar nutrientes, servindo como reserva de alimento para a planta. Exemplos desse tipo de raiz são a mandioca e a cenoura. Há ainda as raízes respiratórias, chamadas de pneumatóforos, que auxiliam na troca de gases com o ar. O mangue-preto é um exemplo de planta que possui esse tipo de raiz, o que lhe permite sobreviver em solos encharcados e com pouco oxigênio, como os dos manguezais.
Quanto às flores, é importante destacar que nem todas as plantas as possuem. As flores são estruturas responsáveis pela reprodução das plantas. Elas costumam ter pétalas coloridas, que ajudam a atrair insetos e outros animais polinizadores.
1. Analise as flores das imagens e preencha as fichas que descrevem suas características.
As raízes absorvem água e nutrientes do solo necessários para o desenvolvimento das plantas. Elas também ajudam a sustentar a planta.




À esquerda, raízes de mandioca e, à direita, raízes de milho.
As flores são estruturas relacionadas à reprodução das plantas. Elas podem ser coloridas e ter tamanhos e formatos diferentes. Delas podem se originar os frutos.

Flores de ipê-amarelo.




Número de pétalas: Cor: Número de pétalas: Cor: Número de pétalas: Cor:
Respostas:
a) Cor: rosa. Número de pétalas: 5.
b) Cor: branca. Número de pétalas: 5.
c) Cor: amarela. Número de pétalas: 4.
Os frutos contêm as sementes. É a partir das sementes que uma nova planta se desenvolve.

semente
O abacate possui apenas uma semente por fruto.

sementes
Os frutos de cupuaçu têm várias sementes cobertas por uma parte macia e branca, que é usada para alimentação.
A parte branca no interior de frutos como o cupuaçu e o abacate é chamada de polpa. Alguns frutos não possuem polpa. A vagem do feijão e da ervilha são exemplos.
vagem (fruto)

Vagens e ervilhas.
ervilha (semente)
BNCC
• EF02CI04
• EF02CI06
ENCAMINHAMENTO
Para finalizar o estudo das partes das plantas, sugere-se apresentar aos estudantes imagens de diferentes tipos de frutos (inteiros e partidos ao meio), evidenciando a diversidade de cores, formas, texturas e tamanhos. Também é possível explorar a diversidade de sementes, que podem ser numerosas ou únicas.
30/10/25 05:53
Os frutos protegem as sementes. Estas são formadas pelo embrião (que se desenvolverá em uma nova planta), um tecido nutritivo (que fornece nutrientes ao embrião) e um envoltório.
Uma curiosidade sobre o cupuaçu é que se trata de uma espécie domesticada, ou seja, foi modificada com o tempo pela ação humana (o que quer dizer que as pessoas escolheram e cultivaram as plantas com características desejáveis, como frutos maiores e mais saborosos, até que elas se tornassem
diferentes das plantas originais). Segundo uma pesquisa publicada recentemente, o cupuaçu foi domesticado por povos indígenas do médio-alto Rio Negro há mais de 5 mil anos. Ao analisar o DNA das plantas, os cientistas concluíram que o cupuaçu é uma variante do cupuí, uma espécie da mesma família do cacau, nativa da Amazônia.
Uma observação importante a ser feita é que, no cotidiano, existe uma confusão entre os termos fruto e fruta. Os frutos se formam a partir do ovário da flor, geralmente após a fecundação (evento em que ocorre a união dos gametas feminino e masculino). Já o termo “fruta” é usado no dia a dia para se referir às partes comestíveis das plantas que geralmente têm sabor adocicado. Isso significa que nem tudo o que chamamos de fruta é, do ponto de vista científico, um fruto.
Por exemplo, o morango não é um fruto verdadeiro, pois a parte comestível avermelhada não se forma a partir do ovário da flor. Os verdadeiros frutos do morango são os pequenos pontinhos amarelados em sua superfície, que muitas pessoas chamam de “sementes”. Na verdade, as sementes estão dentro dessas estruturas.
Após a realização das atividades, se considerar oportuno, conduzir uma conversa com a turma sobre alimentação saudável. Destacar a importância de ingerir alimentos naturais, como arroz, feijão, frutas, legumes, verduras, carnes magras e ovos, evitando alimentos industrializados. Essa temática pode ser ampliada em +Atividades.
Uma alimentação saudável é feita com diferentes alimentos, em quantidades equilibradas. Leia o texto a seguir com sugestões para um almoço e um jantar saudáveis. Já no almoço e no jantar, o Guia Alimentar para a População Brasileira incentiva que a combinação de arroz e feijão esteja sempre presente. Os legumes e as verduras podem ser inseridos no cardápio na maior variedade possível, incluindo a preparação de diversas formas [de] aumentar e diversificar o consumo desses alimentos (crus em saladas ou em preparações cozidas ou refogadas) e as frutas podem entrar nas saladas ou como sobremesa. [...]
ALIMENTAÇÃO adequada e saudável faz bem pra você, pra sociedade e pro planeta. Ministério da Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/saude/ pt-br/assuntos/saude-brasil/ eu-quero-me-alimentar -melhor/noticias/2022/ alimentacao-adequada -e-saudavel-faz-bem-pra -voce-pra-sociedade-e -pro-planeta. Acesso em: 23 out. 2025.
1. Os seres humanos e os outros animais podem se alimentar das plantas. Observe as imagens.

Menina comendo pêssego, que é um fruto.

Preguiça se alimentando das folhas de uma planta.
a) Contorne, nas legendas das imagens, as palavras que indicam a parte da planta que é consumida em cada caso.
Os estudantes devem contornar fruto e folhas.
b) Escreva no caderno o nome de uma planta que você gosta de comer. Indique se a parte que você come é semente, raiz, folha ou fruto. Se necessário, faça uma pesquisa com a ajuda de um adulto responsável.
Resposta pessoal. Exemplo: banana – fruto.
2. Leia a tirinha a seguir. Em seguida, responda às perguntas no caderno.

a) O que vemos no primeiro quadrinho?
Vemos o Chico Bento lendo em uma tabuleta: proibido subir na goiabeira.
b) O que o Chico Bento disse ao Nhô Lau quando este se aproximou? Que ele não subiu na goiabeira; subiu no amigo para pegar goiaba.
c) Qual é a árvore mostrada na tirinha? Goiabeira.
d) Quais partes dessa árvore você consegue identificar na tirinha? Caule, folhas e frutos.
Agora analise a imagem e responda:

a) O prato mostrado está de acordo com as recomendações do texto?
b) Identifique os alimentos de origem vegetal presentes no prato e indique a parte das plantas à qual eles correspondem.
Respostas:
a) Sim, porque inclui arroz e feijão, além de legumes e verduras, conforme apontado no texto.
b) Arroz e feijão: sementes; alface: folha; tomate: fruto.
Os seres vivos nascem, se desenvolvem, podem se reproduzir e morrem. Esse processo é chamado de ciclo de vida. Observe a seguir o ciclo de vida de uma planta.
A semente germina (nasce) quando tem água e luz disponíveis.
Em determinado momento, a planta produz flores, que podem gerar frutos. Aos poucos a planta se desenvolve; o caule e as folhas crescem.
3








Os frutos abrigam as sementes, que poderão dar origem a novas plantas.
• Com a orientação da professora, converse com um colega sobre o que vocês imaginam que as plantas precisam para crescer e escreva a seguir.
Os estudantes podem indicar que as plantas precisam de solo (terra), água, luz/Sol, adubo (nutrientes).
Destacar que os seres vivos apresentam um ciclo de vida, constituído pelas etapas: nascimento, desenvolvimento, reprodução e morte.
Explicar que a reprodução ocorre quando os seres se tornam aptos a se reproduzir, o que geralmente ocorre na fase adulta. Entretanto, nem sempre a reprodução acontece.
Comentar que os eventos que ocorrem durante o desenvolvimento va-
riam entre os diferentes tipos de seres vivos.
Apresentar os eventos que ocorrem no ciclo de vida das plantas, utilizando o feijoeiro como exemplo.
Destaca-se que a observação de parte desses eventos é proposta na atividade prática da seção Mais um passo, localizada ao final dessa unidade. Ela pode ser iniciada neste momento. Alternativamente, é possível organizar-se para realizá-la no início
da unidade, para que, ao trabalhar esta página, já seja possível explorar alguns resultados.
As sementes germinam apenas em condições favoráveis (como temperatura adequada, disponibilidade de água, entre outras). A germinação da semente é o processo em que o embrião retoma seu desenvolvimento, dando origem a uma nova planta. Após a germinação, a nova planta desenvolve raízes, caule e folhas.
A atividade tem como objetivo incentivar os estudantes a elaborarem hipóteses, ou seja, explicações fundamentadas, sobre os fatores necessários para o desenvolvimento das plantas. É importante permitir um breve momento de conversa entre as duplas, seguido do compartilhamento das hipóteses com toda a turma. Orientar os estudantes a registrar suas respostas no caderno, que poderão ser retomadas na seção Mais um passo.
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VÍDEO. GERMINAÇÃO do feijão. 2020. Vídeo (1min47s). Publicado pelo canal Natureza em movimento. Disponível em: https:// www.youtube.com/ watch?v=gvSGsZS0A2A. Acesso em: 4 out. 2025.
O trabalho com a página mobiliza o Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Meio ambiente.
Organizar a turma em um grande círculo.
Realizar a leitura do texto de forma pausada, perguntando aos estudantes o que compreenderam de cada trecho. Neste momento, avaliar a competência leitora dos estudantes. Para isso, propor perguntas como:
• Onde foi criada a horta citada no texto?
• Quem participa do projeto, além das crianças?
• Como o projeto contribui para a adoção de hábitos alimentares saudáveis?
• Como o projeto mostra que “é possível cuidar da natureza de forma simples e prática”? Para finalizar o trabalho com o texto, orientar os estudantes a escrever no caderno as palavras cujo significado ainda não conhecem e incentivá-los a procurar o significado delas no dicionário. Auxiliá-los nessa tarefa ou recomendar que a façam com um adulto responsável.
VÍDEO. Agricultura urbana: hortas pedagógicas – Laboratório Arq. Futuro de Cidades do Insper. 2024. Vídeo (4min53s). Publicado pelo canal Insper. Disponível em: https://www.you tube.com/watch?v=_1 jXcFN-On8. Acesso em: 23 out. 2025.
No Núcleo de Creches Senador Hélio Campos, o aprendizado vai além da sala de aula. É entre folhas de alface, coentro e cebolinha que as crianças exploram o mundo natural [...]. A proposta sensibiliza os pequenos sobre o cultivo da terra, o cuidado com as hortaliças e a importância de hábitos alimentares saudáveis. [...]
A experiência é coletiva: envolve educadores, famílias — que doam pneus e sementes [...]
Os alimentos colhidos são incorporados à merenda escolar [...].
A gestora [...], Lourdes Santos, explica [...]:

Hortaliças: plantas cultivadas em horta que servem de alimento.
“A horta é um espaço de descobertas. As crianças colocam a mão na terra, observam o crescimento das sementes e aprendem que o cuidado diário gera resultado. Isso forma valores importantes, como responsabilidade, cooperação e respeito ao meio ambiente”, destacou.
[...] “O envolvimento das famílias e da equipe escolar mostra que todos estão empenhados em ensinar para nossas crianças, desde cedo, que é possível cuidar da natureza de forma simples e prática. [...]”, completou.
Marcus Miranda. Horta escolar – crianças aprendem sobre cultivo, alimentação saudável e sustentabilidade em escola de Boa Vista. Prefeitura Municipal de Boa Vista, 5 maio 2025. Disponível em: https://boavista. rr.gov.br/noticias/2025/5/horta-escolar-criancas-aprendem-sobre-cultivo-alimentacao-saudavel-e -sustentabilidade-em-escola-de-boa-vista?f=2548833444557752285. Acesso em: 23 out. 2025.
1. Releia a frase: “É entre folhas de alface, coentro e cebolinha que as crianças exploram o mundo natural”. Essa frase quer dizer que:
As crianças vivem o tempo todo na horta.
X As crianças aprendem também cultivando a horta da escola.
2. Como os alimentos da horta são aproveitados?
Os alimentos da horta são colhidos e usados no preparo da merenda escolar.
3. Contorne os valores que a horta escolar ajuda as crianças a desenvolverem.
responsabilidade respeito amizade
justiça sinceridade cooperação
4. Hortaliças são conhecidas como verduras e legumes. Observe alguns exemplos nas imagens a seguir.

Alface.


Cebolinha.
a) Contorne as hortaliças que são citadas no texto.
Alface, coentro, cebolinha.
b) As partes mais comestíveis da alface e da cebolinha são as folhas. Já a beterraba é uma raiz. Escreva em seu caderno a importância dessas partes para as plantas.
As folhas estão relacionadas à respiração e à produção de alimentos. Já as raízes absorvem água e nutrientes do solo para as plantas.
BNCC • EF02CI04 • EF02CI06 • EF02GE11
TEXTO DE APOIO
Hortas pedagógicas
A horta pode ser um laboratório vivo para diferentes atividades didáticas. Além disso, o seu preparo oferece várias vantagens para a comunidade. [...]
Há várias atividades que podem ser utilizadas na escola com o auxílio de uma horta onde o professor relaciona diferentes conteúdos e coloca em prática
a interdisciplinaridade com os seus alunos. A matemática pode ser um exemplo com o estudo das diferentes formas dos alimentos cultivados, além disso, o estudo do crescimento e desenvolvimento dos vegetais pode ser associado com o próprio desenvolvimento. Isto é, a importância da terra ter todos os nutrientes para que a semente se desenvolva em todo o seu potencial, livre de qualquer doença. Essas atividades também asseguram que a criança e a escola resgatem a cultura alimentar brasileira e, consequentemente, estilos de vida mais saudáveis.
Ainda em relação à cultura alimentar, destaca-se que no Brasil, cada região apresenta uma cultura com características diferentes e isso está diretamente relacionado com seus hábitos alimentares. A vasta quantidade de frutas e hortaliças garante uma variedade de cores, formas, cheiros e nutrientes importantes para a qualidade da alimentação. Por exemplo, na Região Norte, há consumo de chicória, coentro e mandioca, enquanto que na Região Centro-oeste, o consumo é de tubérculos como cará e guariroba (Ministério da Saúde, 2000). Assim, a horta também assume um papel importante no resgate da cultura alimentar de cada região. [...]
IRALA, Clarissa Hoffman; FERNANDEZ, Patrícia Martins. Manual para escolas: a escola promovendo hábitos alimentares saudáveis. Brasília: Universidade de Brasília, 2001. Disponível em: https:// bvsms.saude.gov.br/bvs/ publicacoes/horta.pdf. Acesso em: 23 out. 2025.
BNCC
• EF02HI02
• EF02HI10
• EF02HI11
• EF02CI04
• EF02CI06
• EF02GE02
• EF02GE04
Essa seção apresenta aspectos do modo de vida de uma comunidade tradicional brasileira: a das quebradeiras de coco-babaçu. Elas contribuem para a proteção do ambiente, pois realizam a coleta do coco de forma sustentável, sem derrubar os coqueiros ou destruir a vegetação ao redor.
TEXTO DE APOIO
Quebradeiras de coco-babaçu
São comunidades constituídas majoritariamente por mulheres, presentes principalmente no Maranhão. Somam cerca de 300 mil trabalhadoras rurais que vivem da extração do babaçu, espécie vegetal comumente encontrada nos Estados do Maranhão, Piauí, Tocantins e Pará. A palmeira é típica de zonas de transição entre florestas úmidas da bacia amazônica, do cerrado e da caatinga. Esses grupos são considerados tradicionais por terem um modo de vida fortemente conectado ao território onde vivem e preservarem conhecimentos, práticas de manejo e usos do coco-babaçu, transmitidos de geração em geração. Sua rotina consiste em acordar de madrugada, ir para os babaçuais mais próximos e passar o dia trabalhando pelo sustento da família. A palmeira de babaçu produz o coco, entre diversos outros produtos, e da castanha se extrai o óleo de babaçu. Ele é usado para a fabricação de sabonetes, cosméticos, gorduras especiais e a farinha do mesocarpo do babaçu, que pode ser usada em receitas. Além disso, com o endo-
As quebradeiras de coco-babaçu são guardiãs da floresta e de conhecimentos de seus antepassados. Muitas delas pertencem a comunidades quilombolas. Leia o texto com atenção.
As quebradeiras de coco-babaçu são mulheres que desempenham, de forma artesanal [...], todas as etapas da coleta e quebra do coco-babaçu — uma das palmeiras mais importantes do país. O trabalho é passado de geração em geração [...].
As mulheres se posicionam no chão, agachadas ou curvadas, segurando firmemente a machadinha [...] Um erro, seja um golpe muito forte ou fraco demais, pode causar acidentes. Cicatrizes nas mãos e dedos são marcas comuns desse ofício duro, porém vital. [...]

Criança filha de quebradeira de coco-babaçu acompanha a família no trabalho em sistema de mutirão. Monções, Maranhão, 2023.
[...] a amêndoa do babaçu é [...] utilizada especialmente para a produção de óleo cru. Cada fruto pode conter de três a cinco amêndoas, extraídas manualmente por meio de um sistema [...] artesanal. Para muitas famílias essa é uma das poucas fontes de renda [...].
Thais Peniche. Agora é lei! Saberes das quebradeiras de coco-babaçu são reconhecidos como Patrimônio Imaterial do Pará. Assembleia Legislativa do Estado do Pará, 14 abr. 2025. Disponível em: https://www.alepa.pa.gov.br/Comunicacao/Noticia/10869/agora-e-lei-saberes-das-quebradeiras -de-coco-babacu-sao-reconhecidos-como-patrimonio-imaterial-do-para. Acesso em: 7 out. 2025.
carpo pode-se fazer carvão. Importante observar que o babaçu também rende peças artesanais como brincos, colares, pulseiras, cestos, peças de decoração e outros ornamentos. A relação com o território, e principalmente com a matéria-prima, é essencial para as pessoas que integram essas comunidades. Para elas, a terra torna-se um bem coletivo. [...]
POVOS e Comunidades Tradicionais. Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Disponível em: https://www. gov.br/mma/pt-br/assuntos/povos-e -comunidades-tradicionais. Acesso em: 5 out. 2025.
1. A frase “O trabalho é passado de geração em geração” é o mesmo que:
X É passado dos mais velhos para os mais novos.
É passado dos mais novos para os mais velhos.
É passado em escolas para idosos.
2. Assinale V para as frases verdadeiras e F para as falsas.
V As comunidades das quebradeiras de coco-babaçu são lideradas por mulheres.
F As quebradeiras trabalham em pé.
V As quebradeiras de coco-babaçu trabalham curvadas ou agachadas.
V É comum as quebradeiras se machucarem no trabalho.
3. Na imagem ao lado, vemos uma quebradeira segurando com a mão esquerda uma parte do coco-babaçu que dará origem a uma nova planta. Que parte é essa?
Raiz.
Fruto.
X Semente (amêndoa).

VÍDEO. O COCO-BABAÇU e os mercados da sociobiodiversidade. 2025. Vídeo (6min33s). Publicado pelo canal WWF-Brasil. Disponível em: https:// www.youtube.com/ watch?v=U8uVLfpYBR8. Acesso em: 24 out. 2025.
TEXTO. SILVA, Elisa Marie Sette; NAPOLITANO, Juliana Elisa; BASTOS, Silvana (orgs.). Pequenos Projetos Ecossociais de quebradeiras de coco-babaçu: reflexões e aprendizados. Brasília: ISPN, 2016. Disponível em: https://www. campanhacerrado.org.br/ biblioteca/14-biblioteca/ publicacoes/74-cartilha -pequenos-projetos -ecossociais-de -quebradeiras-de-coco -babacu-reflexoes-e -aprendizados-ispn. Acesso em: 28 out. 2025.
BNCC
• EF02HI10
• EF02CI04
• EF02CI06
• EF02GE02
• EF02GE04
ENCAMINHAMENTO
Ressaltar aos estudantes as partes das plantas envolvidas na coleta do coco-babaçu: o fruto e a semente. O fruto do babaçu é o coco em si, que apresenta uma casca muito resistente, protegendo as sementes em seu interior. As quebradeiras coletam e quebram o fruto manualmente para
retirar as sementes, também chamadas de amêndoas, que são utilizadas na produção de óleo, sabão, cosméticos e outros produtos.
VÍDEO. QUEBRADEIRAS de coco-babaçu do interior do Maranhão. 2017. Vídeo (7min7s). Publicado pelo canal Repórter Eco. Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=GMPiFb96pVw. Acesso em: 24 out. 2025.
• EF02HI10
• EF02CI04
Nesta página, apresentam-se as definições de animais domésticos, de estimação e silvestres. Destaca-se que tais definições foram simplificadas em adequação à etapa escolar dos estudantes. A simplificação foi feita com base nas determinações do Conselho Nacional do Meio Ambiente.
É importante enfatizar que os animais domésticos são aqueles que passaram por um processo de domesticação ao longo do tempo, convivendo com os seres humanos — como o cachorro, o gato, a galinha e o cavalo.
Já os animais silvestres são aqueles que pertencem à fauna nativa ou exótica e vivem livres na natureza, como a onça, o tucano, a tartaruga e o macaco.
Já os animais de estimação correspondem a uma categoria cultural, e não científica. Eles podem ser domésticos (como o cachorro e o gato) ou silvestres (como o jabuti e o papagaio), desde que haja autorização legal do IBAMA para sua criação.
Outro ponto importante é que um animal doméstico pode ou não ser de estimação — por exemplo, a galinha pode ser criada com finalidade alimentar, e não para companhia.
Os animais podem ser encontrados nos mais diversos ambientes. Alguns dependem dos cuidados do ser humano, e são chamados de animais domésticos. O cavalo, a vaca, o porco e a galinha são exemplos de animais domésticos.


Existem animais que precisam de cuidados e fazem companhia ao ser humano. Eles são chamados de animais de estimação. O cachorro e o gato são alguns exemplos.
Os gatos estão entre os animais de estimação mais adotados do Brasil.
Outros animais vivem diretamente na natureza, e não dependem dos cuidados do ser humano para viver. Eles são chamados de animais silvestres. São exemplos a onça-pintada, a capivara, o tamanduá e a arara.
Arara, um animal silvestre, em ambiente natural.
Peão conduzindo o gado. Aquidauana, Mato Grosso do Sul, 2021.

Para explorar essa classificação, sugere-se a seguinte atividade:
• Imprimir previamente cartões com imagens de diferentes animais.
• Organizar os estudantes em grupos.
• Distribuir os cartões aleatoriamente entre os grupos.
• Montar um quadro na lousa com três colunas: animais domésticos, animais silvestres e animais de estimação.
• Solicitar a um estudante de cada grupo, por vez, que se dirija à lousa com um dos cartões e escreva o nome do animal na coluna correspondente, justificando sua escolha.
A avaliação da atividade deve considerar não apenas a classificação correta, mas também a justificativa apresentada, já que diferentes animais podem ser considerados de estimação dependendo do contexto.
1. Artur e sua família moram em um sítio com muitos animais.
Observe as imagens.
a) Circule de vermelho os animais domésticos, de azul os animais de estimação e de verde os animais silvestres. Vermelho: porco (2) e galinha (4); azul: gato (3) e cachorro (6); verde: coruja (1) e macaco (5).
b) Agora, preencha o diagrama a seguir com o nome desses animais.
BNCC • EF02CI04
TEXTO DE APOIO
Resolução sobre o uso e o controle da fauna no Brasil
Art. 3o Para os efeitos desta Resolução, adotam-se as seguintes definições:
I – animal de estimação: espécime proveniente de espécie da fauna silvestre ou fauna exótica adquirido em criadouros ou empreendimentos comerciais legalmente autorizados ou mediante importação autorizada, com finalidade de companhia;
VI – fauna exótica: espécies cuja distribuição geográfica original não inclui o território brasileiro e suas águas jurisdicionais, ainda que introduzidas, pelo homem ou espontaneamente, em ambiente natural, inclusive as espécies asselvajadas e excetuadas as migratórias; VII – fauna silvestre: espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres, que tenham todo ou parte de seu ciclo de vida ocorrendo dentro dos limites do território brasileiro, ou águas jurisdicionais brasileiras;
VIII – fauna doméstica: espécies cujas características biológicas, comportamentais e fenotípicas foram alteradas por meio de processos tradicionais e sistematizados de manejo e melhoramento zootécnico, tornando-as em estreita dependência do homem, podendo apresentar fenótipo variável e diferente da espécie que os originou. BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Resolução no 489, de 19 de outubro de 2018. Dispõe sobre o uso e o controle da fauna doméstica e da fauna silvestre em território nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF: seção 1, n. 204, p. 107, 22 out. 2018. Disponível em: https://conama.mma. gov.br/?option=com_ sisconama&task=arquivo. download&id=802. Acesso em: 23 out. 2025.
1. Escreva se o animal pode ser considerado doméstico, silvestre ou de estimação:
a) Baleia:
b) Galinha:
c) Cachorro:
d) Gato:
e) Arara:
f) Cavalo:
Respostas:
1. a) Silvestre.
b) Doméstico.
c) De estimação.
d) De estimação.
e) Silvestre. f) Doméstico.
EF02CI04
Para a abordagem dessa página, sugere-se:
• Retomar as etapas do ciclo de vida dos seres vivos (nascimento, desenvolvimento, reprodução e morte) apresentadas anteriormente.
• Orientar os estudantes a analisar as imagens do ciclo de vida do gato, pedindo que descrevam o que observam em cada uma delas.
• Propor a realização da atividade.
Como sugestão de aprofundamento da temática sobre o ciclo de vida dos animais, caso seja pertinente, pode-se apresentar o ciclo de vida de diferentes espécies, destacando suas etapas de desenvolvimento. Por exemplo:
• Borboleta – ovo lagarta pupa adulto
• Sapo – ovo girino adulto
Essa abordagem permite aos estudantes que compreendam as transformações que ocorrem ao longo da vida dos animais.
1. Leia as frases a seguir e identifique a qual etapa do ciclo de vida da tartaruga-marinha cada uma delas se relaciona. Para isso, complete as lacunas com as palavras a seguir: nascimento, desenvolvimento e reprodução.
Os animais passam por diferentes fases ao longo de sua vida. Eles nascem, crescem, podem se reproduzir e morrem.
• Observe as imagens a seguir e identifique a etapa do ciclo de vida do gato à qual elas pertencem. Use as palavras corretas do quadro a seguir.
nascimento • desenvolvimento reprodução • morte

nascimento


desenvolvimento
reprodução

a) As tartarugas-marinhas podem depositar centenas de ovos na praia:
b) Ao saírem dos ovos, os filhotes de tartaruga-marinha se locomovem em direção ao mar:
c) Os filhotes de tartarugas-marinhas levam cerca de 30 anos para se tornarem adultos: . Respostas:
1. a) Reprodução. b) Nascimento. c) Desenvolvimento.

Nos mais variados ambientes, os seres vivos interagem com os elementos não vivos de diferentes maneiras.

O ar é uma mistura de gases. Entre eles está o gás oxigênio, que é utilizado na respiração da maioria dos seres vivos.
A luz solar é utilizada pelas plantas para produzir alimento. Ela também é importante para aquecer os ambientes.
A água é fundamental para a vida dos seres vivos. Nela também existe gás oxigênio, usado na respiração dos seres vivos que vivem na água.
O solo oferece nutrientes e água para diversos seres vivos, principalmente para as plantas. É nele onde a maioria das plantas fixa suas raízes. O solo também é abrigo para diversos animais, como a minhoca e o tatu.
Rio Araguaia, na região da Lagoa da Confusão, Tocantins, 2024.
BNCC
• EF02CI05 • EF02GE11
ENCAMINHAMENTO
Para o trabalho com a página, sugere-se:
• Retomar os elementos não vivos do ambiente, estudados no início do capítulo.
• Perguntar por que esses elementos são importantes para a vida das pessoas, promovendo uma aproximação do conteúdo ao cotidiano dos estudantes.
30/10/25 05:54
• Ampliar a reflexão, questionando também a importância desses elementos para outros animais e para as plantas, de modo que os estudantes compreendam as relações entre os seres vivos e o ambiente em que vivem.
• Explorar a imagem da página, identificando e nomeando os elementos presentes (vivos e não vivos).
Destaca-se novamente que, embora o ar não seja visível, pode ser percebido por meio de indícios. Um deles é explorado na atividade prática descrita
em +Atividades.
Em respeito à faixa etária dos estudantes, os componentes do ar não foram detalhados. No entanto, é importante destacar que o ar é formado por uma mistura de gases, vapor de água e pequenas partículas sólidas e líquidas em suspensão.
• Materiais: 1 copo plástico resistente; 1 bacia ou recipiente grande com água; toalha ou pano para forrar a carteira (para evitar que seja molhada).
Nessa atividade prática, propõe-se a investigação da existência do ar.
Procedimentos:
• Mostre aos estudantes o copo vazio e pergunte o que há dentro dele (possivelmente responderão que não há nada).
• Virar o copo de cabeça para baixo e o mergulhar na água, sem incliná-lo.
• Oriente a observação dos resultados (a água não entra no copo).
• Repetir o procedimento inicial e, depois, inclinar lentamente o copo dentro da água.
• Oriente a observação dos resultados (haverá a formação de bolhas, que irão subir até a superfície da água).
Atividades para reflexão:
• O que havia dentro do copo antes de colocá-lo na água?
• Por que a água não entrou no copo quando ele foi mergulhado no primeiro momento?
• Por que houve a formação de bolhas no segundo momento?
• EF02CI04
• EF02CI06
• EF02GE11
Ao iniciar a aula, sugere-se perguntar aos estudantes sobre suas experiências com ambientes aquáticos, de modo a despertar seu interesse pela aula. Propor perguntas como:
• Quem já visitou um rio ou lago? Quem já foi ao mar?
• Com quem vocês estavam? Como foi essa experiência?
Explicar que os ambientes aquáticos podem ser classificados em ambientes de água salgada (mares e oceanos) e ambientes de água doce (rios, lagos, aquíferos e geleiras).
É importante reforçar que a expressão “água doce” não significa que essa água tem sabor doce. O termo é utilizado apenas para indicar que ela possui uma quantidade muito menor de sais dissolvidos que a água dos mares e oceanos.
Destacar que os seres vivos encontrados em cada tipo de ambiente são diferentes. Alguns exemplos de animais:
• Água doce – peixes de rio (pacu, tilápia), sapos, jacarés, cágados.
• Água salgada – peixes marinhos (sardinha, atum), baleias, golfinhos, tartarugas-marinhas.
A atividade propõe uma pesquisa sobre a vitória-régia, que pode ser realizada na internet com a supervisão de um
Em alguns ambientes, a água está presente em maior quantidade, formando rios, lagos, mares e oceanos. Eles são chamados de ambientes aquáticos. Os rios e lagos são formados por água doce, e os mares e oceanos por água salgada.
Nesses ambientes vivem muitos seres vivos, como plantas, peixes e outros animais.

• Algumas plantas vivem na superfície da água, como a vitória amazônica, também chamada de vitória-régia. Com a ajuda de um adulto, pesquise imagens, o tamanho e curiosidades sobre essa planta. Depois, desenhe-a no caderno e escreva o que você descobriu. Resposta pessoal.
adulto responsável. O uso responsável da internet para essa finalidade é uma oportunidade para o desenvolvimento da competência geral 5 e da competência específica 6 de Ciências da Natureza.
Uma das curiosidades sobre a vitória-régia é que, após a abertura, suas flores — inicialmente brancas — mudam de cor para o roxo. Alguns autores propõem que essa mudança ocorre devido à produção de antocianina, um
pigmento de coloração arroxeada, resultante de reações químicas que elevam a temperatura da flor.
A vitória-régia inspirou a criação de lendas indígenas, que explicam de forma simbólica o surgimento dessa planta. Esse assunto oportuniza a valorização da diversidade cultural brasileira, o que contribui para o desenvolvimento da competência geral 3.
Existem ambientes terrestres, em que a maior parte da superfície é coberta por solo ou rochas. São exemplos as florestas, os campos e os desertos.
Alguns ambientes terrestres podem ser mais frios e neles pode chover com mais frequência. Outros já são mais quentes e neles chove pouco. Essas são algumas condições que podem influenciar nos seres vivos que vivem em cada lugar.

Em ambientes secos, como na Caatinga, existem plantas, como os cactos, que armazenam água no seu caule, permitindo que vivam nesse tipo de ambiente.
Mandacaru, um tipo de cacto. Coronel José Dias, Piauí, 2025.
Em florestas úmidas, como a Amazônica, é comum encontrar árvores altas.
aérea da Floresta Amazônica. Altamira, Pará, 2025.

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ENCAMINHAMENTO
Explorar as imagens da página que mostram diferentes ambientes terrestres (uma floresta tropical e uma área na Caatinga), destacando as características de cada um desses ambientes. Em florestas tropicais, o clima é quente e úmido, com chuvas frequentes ao longo do ano. Nesses
ambientes, é comum observar alta densidade de vegetação, com árvores muito próximas umas das outras, além de grande diversidade de plantas e animais, incluindo aves, mamíferos, insetos e répteis.
Já na Caatinga, o clima é quente e seco, com períodos longos de estiagem e chuvas irregulares. Nesse tipo de ambiente, é comum encontrar vegetação adaptada à seca, como os cactos, que apresentam folhas trans-
formadas em espinhos, reduzindo a perda de água; os cactos também acumulam água em seu interior. Também são encontrados animais adaptados à escassez de água, como o sapo-da-caatinga, que se enterra no solo durante os períodos de seca. Quando chegam as chuvas, ele sai do solo para se alimentar e se reproduzir.
Destacar outros exemplos de ambientes terrestres, como: desertos, campos, montanhas etc. Se possível, apresentar fotografias desses ambientes.
VÍDEO. AMAZÔNIA: riqueza da natureza selvagem: nossos biomas. 2022. Vídeo (26min27s). Publicado pelo canal TV Brasil. Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=_MyLk4vOj0. Acesso em: 23 out. 2025.
VÍDEO. CAATINGA: coração do sertão nordestino: nossos biomas. 2022. Vídeo (24min41s). Publicado pelo canal TV Brasil. Disponível em: https:// www.youtube.com/ watch?v=xjRWPFhxzlA. Acesso em: 21 out. 2025.
As atividades 1 e 2 oportunizam a mobilização da habilidade EF02CI04, ao propor aos estudantes que relacionem alguns animais ao ambiente em que vivem.
A condução da atividade 1 pode ser iniciada a partir da interpretação das imagens, solicitando aos estudantes que descrevam o ambiente ao redor dos animais representados. Nesse momento, se considerar oportuno, é possível fornecer mais informações sobre esses animais, como:
• O sagui-de-tufo-preto é endêmico do Brasil, o que significa que ocorre exclusivamente em nosso país. Vive em árvores e alimenta-se de frutos, flores e secreções produzidas pelas plantas, além de animais como artrópodes, moluscos, filhotes de aves e de mamíferos e pequenos lagartos.
• A capivara é o maior roedor do mundo e é encontrada em diversos países da América do Sul, inclusive no Brasil. Vive próximo a rios, lagos e áreas alagadas. Embora seja terrestre, utiliza os corpos-d’água para se refrescar e buscar alimentos. Alimenta-se de plantas, como gramíneas, frutos e sementes.
• O surubim é um peixe de água doce comum em rios e lagos da América do Sul, especialmente na Bacia
1. Responda usando os números das imagens.




a) Quais animais vivem em ambientes terrestres e quais vivem em ambientes aquáticos?
Os animais 1 e 2 vivem em ambientes terrestres e os animais 3 e 4, em ambientes aquáticos.
b) Um dos animais não pertence ao ambiente da imagem a seguir. Qual é ele? O tubarão.
Amazônica e na Bacia do Paraná. Alimenta-se de outros peixes, insetos aquáticos e pequenos crustáceos.
• O tubarão é um peixe encontrado principalmente em oceanos de todo o mundo, embora algumas espécies vivam em águas costeiras e até em rios. É um predador que se alimenta de peixes, moluscos, crustáceos e até mamíferos marinhos.
Após essa contextualização, os itens da atividade podem ser resolvidos pe-
los estudantes. Destaca-se que, apesar de existirem espécies de tubarões que vivem em água doce, a atividade considera uma espécie de água salgada. Por isso, ela não poderia ser encontrada no ambiente representado na atividade 2 (um rio).
2. Desenhe um animal que pode viver em cada um dos espaços da imagem.
Produção pessoal.

Para conduzir a realização da atividade 2, sugere-se:
• Retomar com a turma exemplos de animais terrestres e aquáticos.
• Fazer um quadro na lousa dividido em três colunas: animais terrestres, animais de água doce e animais de água salgada.
• Solicitar que, um por vez, os estudantes citem animais para preencher cada uma das colunas, aprovei-
• Um animal terrestre que viva próximo a ambientes aquáticos, como a capivara, o jacaré ou o sapo;
• Um animal de água doce, como alguns peixes ou o boto-cor-de-rosa.
LIVRO. OLIVEIRA, Leonardo. Passarinhos: quem pousou naquele ninho? Curitiba: InVerso, 2023.
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tando o momento para avaliar suas respostas.
• Propor que escolham um dos animais listados para desenhar em cada um dos espaços da imagem da atividade.
É interessante orientar os estudantes para que escolham:
• Um animal terrestre com hábitos arborícolas, ou seja, que vive em árvores, como os macacos e a maioria das aves;
Ao iniciar a aula, sugere-se fazer algumas perguntas aos estudantes:
• O que significa o termo “litoral”?
• Que tipos de ambientes são encontrados no litoral?
A partir das respostas dos estudantes, explicar que o litoral corresponde à faixa de terra localizada junto ao mar, onde ocorre a interação entre o ambiente terrestre e o ambiente marinho.
Na sequência, orientar a análise das imagens e a resolução da atividade.
A zona costeira é uma unidade territorial de transição entre a porção terrestre continental e o mar. No Brasil, a delimitação da zona costeira está presente em documentos oficiais, que consideram os aspectos políticos e os ambientais.
O Decreto no 5.300/2004, define a zona costeira como:
Art. 3o A zona costeira brasileira, considerada patrimônio nacional pela Constituição de 1988, corresponde ao espaço geográfico de interação do ar, do mar e da terra, incluindo seus recursos renováveis ou não, abrangendo uma faixa marítima e uma faixa terrestre [...]
[...]
Toda essa diversidade de fatores faz com que a zona costeira e marinha apresente também ampla variedade de ecossistemas, que incluem dunas, restingas, praias arenosas, costões rochosos, lagunas, estuários, marismas, manguezais e recifes de corais, cada um
As áreas que estão próximas ao mar são chamadas de litoral. Nos ambientes litorâneos há grande diversidade de animais e plantas.
O Brasil possui uma área de litoral bastante extensa. E as paisagens do litoral brasileiro são muito diversas. Observe as imagens.

Praia de Camburi, Ubatuba, São Paulo, 2025.

• No caderno, escreva um pequeno texto que mostre as principais diferenças e semelhanças dos dois ambientes mostrados nesta página. Em seu texto, cite os elementos vivos e não vivos naturais e construídos pelo ser humano. vivos naturais como solo (areia), luz solar, nuvens, água. Diferenças: no primeiro ambiente, existem diversos seres humanos e elementos não vivos construídos, como prédios e postes. Isso não está presente no ambiente da segunda imagem.
[...] abrigando inúmeras espécies de flora e fauna, muitas das quais só ocorrem em nossas águas e algumas ameaçadas de extinção.
[...]
ZONA Costeira e Marinha. Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima
Disponível em: https://www.gov.br/mma/ pt-br/assuntos/biodiversidade-e-biomas/ biomas-e-ecossistemas/ecossistemas -costeiros-e-marinhos. Acesso em: 21 out. 2025.
LIVRO. KNAPMAN, Timothy. Um mergulho no oceano. São Paulo: VR Editora, 2024.

Os manguezais são ambientes litorâneos localizados onde o rio encontra o mar. O solo é lamacento e fica parte do tempo coberto pela água.
O manguezal serve de abrigo e local de reprodução para muitos animais.
Muitas comunidades vivem da pesca e da coleta desses animais para sua sobrevivência.

Manguezal, Florianópolis, Santa Catarina, 2023.
Caranguejo-uçá.

• O caranguejo-uçá é um dos animais presentes nos manguezais. Ele é chamado de “jardineiro do manguezal”. Com um adulto, faça uma pesquisa e descubra o motivo desse nome. O caranguejo -uçá leva as folhas que caem no solo para se alimentar em sua toca. Após se alimentar, ele deposita fezes, que se transformam em nutrientes para as
plantas. Quando a maré recua, ele limpa sua toca e coloca a lama com nutrientes para fora, o que ajuda as árvores a crescerem mais saudáveis. O site a seguir pode ser usado como fonte para a pesquisa: https://chc.org.br/jardineiro-do-manguezal/. Acesso em: 18 out. 2025.
BNCC
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ENCAMINHAMENTO
A temática da página são os manguezais. Sobre esse assunto, é importante diferenciar os termos “manguezal” e “mangue”, pois podem ser confundidos:
• O manguezal é o ecossistema costeiro formado pela interação entre o ambiente terrestre e o marinho, presente em áreas alagadas e in-
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fluenciadas pelas marés. Nesse ecossistema vivem diversos seres vivos, como caranguejos, peixes, aves e moluscos, que dependem das condições específicas desse ambiente para sobreviver.
• Já o mangue refere-se à vegetação típica do manguezal, composta de árvores adaptadas à salinidade e ao solo encharcado, como o mangue-vermelho, o mangue-branco e o mangue-preto.
Destaca-se que os manguezais são conhecidos como “berçários da vida marinha”, pois abrigam e protegem diversas espécies durante as fases iniciais de seu desenvolvimento. Nesses ambientes, muitos peixes, crustáceos e moluscos encontram abrigo, alimento e condições seguras para crescer antes de migrarem para o mar aberto.
Os manguezais também atuam na proteção do litoral, ajudando a reduzir a erosão das margens e a filtrar impurezas trazidas pelas águas dos rios.
LIVRO. CABRAL, Lia. Bichos do Mangue. Natal: Timbú, 2021.

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Podemos compreender os lugares de vivência como os ambientes onde as pessoas vivem, desenvolvem-se e constroem suas relações. A abordagem dessa temática favorece o desenvolvimento das competências gerais 1 e 6 e das competências específicas 1, 2 e 3 de Geografia.
TEXTO DE APOIO
[...] o lugar é um espaço marcado pela percepção, experiência vivida e valores humanos, sendo construído no elo entre eu e o meio; entre eu e o outro; e entre o eu e o mundo. [...]
[…]
É esse espaço produzido, vivido, experienciado e enriquecido pelas atividades humanas, a partir de suas dimensões objetivas e subjetivas, das quais englobam elementos culturais, econômicos, ambientais, políticos, sociais, simbólicos, que nos interessa na Geografia Escolar. A experiência geográfica do aluno, o seu lugar ou, simplesmente, o seu cotidiano, por fundamentos já mencionados e por constituir-se o mundo vivo do indivíduo, são elementos que defendemos como base para a construção da aprendizagem significativa em Geografia. [...]
[…]
[…] A Geografia Escolar, além de ser uma oportunidade para compreender a nós mesmos e o mundo em que vivemos, possui a função primordial de [...] “contribuir para a formação do conceito de identi-
Os lugares nos quais passamos mais tempo, como a casa, a quadra, o bairro e a escola, são nossos lugares de vivência. Conhecer os lugares onde convivemos com a família, colegas e pessoas da comunidade nos ajuda a compreender o nosso modo de ser e de viver. Além disso, é importante conhecer também modos de viver e de se relacionar com a natureza de pessoas de outros lugares. É o que vamos apresentar a você a seguir.
Bento é um menino de 9 anos e mora com a família na cidade de Manaus. Essa cidade possui muitos prédios, indústrias e lojas comerciais, mas fica no meio da Floresta Amazônica. Por isso, Bento se sente também como um habitante da floresta. Conheça um pouco da diversão predileta de Bento.

Bento adora passar os finais de semana nadando no rio.
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Não raro, [Bento] passa os finais de semana em Novo Airão, uma área vizinha a Manaus, onde nada nos rios, vê os botos, macacos, onças e diz “gostar desse ambiente bonito, legal e relaxante”.
Chris Reis. Curumins de Manaus contam como é viver no quintal da Amazônia. Lunetas, 8 abr. 2021. Disponível em: https:// lunetas.com.br/curumins-criancas-manaus -amazonia/. Acesso em: 27 set. 2025.
• E você, como se diverte durante o fim de semana? Resposta pessoal.
dade, expresso de diferentes formas: na compreensão perceptiva da paisagem, que ganha significado à medida que, ao observá-la, nota-se a vivência dos indivíduos e da coletividade; nas relações com os lugares vividos; nos costumes que resgatam a nossa memória social; na identidade cultural; e na consciência de que somos sujeitos da história, distintos uns dos outros e, por isso, convictos das nossas diferenças [...]”.
SILVA, Alcinéia de Souza; SUESS, Rodrigo Capelle. O lugar e a vida cotidiana como vias para a construção do conhecimento geográfico escolar. Revista NEPEG, Formosa-GO: Secretaria Municipal de Educação de Formosa, 2022. Disponível em: https://nepeg.com/newnepeg/wp-content/ uploads/2017/02/3-201008-O-LUGAR-E-A -VIDA-COTIDIANA-COMO-VIAS-PARA-A -CONSTRU%C3%87%C3%83O.pdf. Acesso em: 24 out. 2025.
Mayane tem 10 anos, mora no bairro de Mauazinho e diz ver o rio Amazonas de sua janela. Leia este pequeno texto sobre ela.
"Pela manhã, vejo da minha janela os passarinhos cantando. Vejo também o encontro das águas, com sua beleza natural”, diz. A menina [...] aconselha as pessoas a preservarem a natureza, não jogar lixo nos rios e lagoas, não promover queimadas e não matar as árvores.
Chris Reis. Curumins de Manaus contam como é viver no quintal da Amazônia. Lunetas, 8 abr. 2021. Disponível em: https://lunetas.com.br/curumins -criancas-manaus-amazonia/. Acesso em: 27 set. 2025.
Preservar a natureza é algo que todos nós devemos fazer.

1. Releia o texto com atenção e marque um X nos conselhos dados por Mayane.
Andar de bicicleta em vez de carro.
X Não jogar lixo nos rios e lagoas.
X Não queimar a mata.
Replantar árvores.
2. Identifique uma semelhança e uma diferença no modo de viver e na relação de Bento e de Mayane com a natureza. Semelhança: Tanto Bento quanto Mayane têm uma relação de amor e de respeito com a natureza. Diferença: Bento mora em uma cidade com muitos prédios, indústrias e lojas, enquanto Mayane mora à beira do rio Amazonas.
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Ler com os estudantes os textos sobre o menino Bento e a menina Mayane. Comparar os lugares de vivência de Mayane e Bento: Bento mora na cidade, Mayane mora na área rural. Ambos têm contato com a natureza: Bento passa os finais de semana numa
Ando com ela pra lá e pra cá e sou capaz de me equilibrar e fazer as manobras mais radicais. Nada me derruba. Fico na proa, em pé, e até de cabeça pra baixo, sem nunca cair.
Com meu casquinho vou desviando das árvores do igarapé “Vai quem quer” até chegar no rio Negro e navegar como um navio.
Todo dia faço a mesma coisa: remo, remo, remo bem cedinho, por uma meia hora, até chegar à escola, na comunidade Renascer.
Uma das primeiras coisas que escuto quando saio de casa são os gritos dos bugios pulando nas árvores. Eles fazem a maior algazarra! E também tem o canto alegre da passarinhada que adora o sol.
No caminho, sem sair do casquinho, consigo catar até goiaba pra complementar a tapioca com ovo e mugunzá que minha mãe sempre faz, quando acordo.
Às vezes, pelo caminho, começo a escutar um barulho estranho com borbulhas na água. Aí já sei que é só esperar, que vai vir esguicho.
São os botos-cor-de-rosa. Sempre aparecem três, que imagino que sejam irmãos. Dei a eles os nomes de Huguinho, Zezinho e Luisinho. Eles sempre me acompanham, apostando corrida, brincando na minha dianteira.
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região de mata e Mayane consegue ver o rio Amazonas da sua janela. O trabalho com a página mobiliza o Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Meio Ambiente e as competências específicas 1 e 7 de Geografia
TEXTO DE APOIO Infâncias amazônicas
Minha canoa é o meu skate. Também é chamada “casquinho”, porque foi feita com um pedacinho de tronco, pra uma pessoa só.
KACHANI, Morris. Amazônia das crianças de Araquém Alcântara. São Paulo: TerraBrasil, 2023.
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ENCAMINHAMENTO
No Texto de apoio, há mais informações sobre comunidades tradicionais brasileiras que vivem na floresta.
VÍDEO. COMO é a vida de ribeirinhos na Amazônia. 2022. Vídeo (3min9s). Publicado pelo canal CNN Pop. Disponível em: htt ps://www.youtube.com/ watch?v=CX8XZt99luY.
Acesso em: 24 out. 2025.
LIVRO . DREGUER, Ricardo. O skatista e a ribeirinha: Encontro da cidade com a Floresta Amazônica. São Paulo: Moderna, 2020.

• Babaçueiros – Extrativistas que têm como base da subsistência a exploração do babaçu, uma espécie de palmeira oriunda do Norte do Brasil.
[...]
• Seringueiros – A principal atividade é a extração do látex, matéria-prima da borracha, embora possam também praticar alguma agricultura e criação de gado. As primeiras Reservas Extrativistas criadas no País foram em grande parte resultantes das ações dos seringueiros.
Os habitantes tradicionais da Floresta Amazônica: ribeirinhos, seringueiros, quilombolas, castanheiros e indígenas são conhecidos também como povos da floresta.
Os ribeirinhos estão espalhados por todo o território brasileiro, com destaque para a Amazônia. Eles recebem esse nome porque vivem nas margens de rios, igarapés e lagoas, e seu modo de vida é estreitamente ligado à natureza. Sobrevivem de coleta de frutos, cultivo de roça, caça e pesca, que é sua principal atividade econômica.
Os ribeirinhos possuem forte ligação com os rios e usam as águas para pescar, molhar as plantações e ir de um lugar a outro. São bons conhecedores da mata, onde colhem alimentos, ervas medicinais e materiais para a construção de suas casas. E é de barco que vão às vilas e às cidades mais próximas.
Os ribeirinhos, assim como outros povos da floresta, conhecem os ritmos da natureza.

• Quebradeiras de Coco – Mulheres de comunidades extrativistas do Maranhão, Tocantins, Pará e Piauí que coletam e quebram o coco da palmeira de babaçu, utilizado para a produção de óleo e sabonete de coco, por exemplo.
• Quilombolas – Comunidades rurais [...] formadas por [...] remanescentes dos quilombos. […]
• Ribeirinhos – Pequenos produtores que moram na beira de rios ou em regiões de várzea, ou seja, nas áreas de floresta que são periodicamente alagadas pela água de rios, e praticam ati-
vidades de coleta, caça, pesca e alguma agricultura.
INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL. Almanaque Brasil Socioambiental. São Paulo: ISA, 2007. p. 224. Disponível em: https://almanaque.socioambiental.org. Acesso em: 24 out. 2025.
As plantas da floresta também são muito importantes para os ribeirinhos. Eles conhecem as plantas que podem ser usadas como alimentação e as que servem para cuidar da saúde.

O açaí é um fruto coletado pelos ribeirinhos.
• Encontre no diagrama duas palavras escondidas que completam o texto. Depois escreva essas palavras nos espaços em branco.
F R U T O S
R E A L I R
F N U T O E
T D G R U N
R A S U A O
Os ribeirinhos colhem o açaí manualmente. Depois os frutos são selecionados, lavados e vendidos.
Isso gera renda , ou seja, dinheiro para o sustento das famílias da comunidade.
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ENCAMINHAMENTO
Muitas comunidades tradicionais possuem uma gama de conhecimentos sobre plantas e seus usos. Esses saberes são transmitidos de geração em geração, garantindo a preservação de práticas que muitas vezes se baseiam em observações da natureza e em experiências acumuladas ao longo do tempo.
Além do uso próprio, muitas dessas comunidades também extraem produtos das plantas para venda, obtendo uma fonte de renda importante. Um exemplo é o açaí, fruto típico da região amazônica. O açaí é utilizado de maneiras diferentes em várias regiões do Brasil.
No Norte, o açaí é tradicionalmente consumido em preparações salgadas, sendo a polpa batida com água, acompanhando peixes, farinha ou outros alimentos típicos da região. Em outras
regiões, o açaí ganhou popularidade principalmente em preparações doces, servido como sobremesa, geralmente com frutas, granola, mel ou açúcar.
No entanto, é importante destacar que essa forma de consumo deve ser evitada quando envolve adição de xaropes industrializados, tornando o alimento altamente calórico. Uma alternativa mais saudável é optar por preparações sem adição de xarope, mantendo os benefícios do açaí de forma natural.
TEXTO DE APOIO
O fruto pequeno e redondo é colhido em palmeiras, conhecidas como açaizeiros, que podem chegar a 30 metros de altura. A espécie é nativa de regiões que alagam diariamente, por causa das marés ou da proximidade de rios e igarapés. Com o aumento do consumo, suas raízes passaram a ser manejadas, na década de 1990, e hoje a planta é cultivada em áreas não alagadas.
Só no território paraense, a cultura do açaí emprega, direta e indiretamente, cerca de 250 mil pessoas [...].
AÇAÍ, o sabor da Amazônia que se espalha pelo mundo. Ministério da Agricultura e Pecuária Disponível em: https:// www.gov.br/agricultura/pt -br/assuntos/noticias/acai -o-sabor-da-amazonia-que -se-espalha-pelo-mundo. Acesso em: 21 out. 2025.
EF02CI04
EF02GE11
ENCAMINHAMENTO
O trabalho com a dupla de páginas contribui para o desenvolvimento da competência específica 5 de História.
LIVRO. KREBS, Laurie. Um passeio na floresta amazônica. São Paulo: Editora SM, 2015.

TEXTO DE APOIO
Professor, segue sugestão de texto para o trabalho em sala de aula.
Leia a história de Franciele, uma menina de 10 anos que mora em uma reserva extrativista no estado do Acre.
Se tem uma coisa que me faz feliz é andar pela mata com meu pai.
A gente sai pra caçar, pra pescar, pra cortar seringa, para plantar milho e macaxeira no roçado. [...]
[…]
Meu pai me contou que a seringueira é a mãe do Acre. E o látex é o leite dela. Depois vira borracha, vira pneu, sola de tênis e um monte de outras coisas.
[…]
Pra cortar seringa precisa ter talento de artista. Tem que fazer vários cortezinhos em diagonal no tronco da árvore, que é pra poder sangrar certinho, sem que ela fique machucada.
Entre os povos da floresta, estão também os seringueiros. Eles também são conhecedores da floresta e seu modo de vida é adaptado a esse ambiente. Os seringueiros recebem esse nome porque a sua principal atividade econômica é extrair o látex de árvores nativas da Amazônia chamadas seringueiras.
Látex: matéria-prima usada para fazer a borracha.
Há cerca de 120 anos, surgiu na Europa a indústria de automóveis, a de pneus e a de bicicletas. Então, o Brasil passou a vender para a Europa o látex para fazer a borracha usada em pneus.
Muitas pessoas de onde hoje é o Nordeste, então, foram à Amazônia para trabalhar nos seringais. Grande parte delas era cearense e fugia da seca.
Os seringueiros acordavam antes de o sol nascer e começavam o trabalho de “sangrar seringueira”, isto é, fazer cortes no tronco da árvore para extrair o látex. Eles prendiam a poronga à cabeça e andavam quilômetros por dia. De manhã, com facas bem afiadas, iam sangrando as seringueiras.
À tarde, voltavam recolhendo o látex das tigelinhas que deixavam presas às árvores.

Seringueiro. Xapuri, Acre, 2009.
Chegando em casa, os seringueiros acendiam a fogueira. Depois, girando um bastão, iam endurecendo no fogo o líquido recolhido das árvores, até formar as bolas de borracha, que eram vendidas ao exterior.
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Daí ela logo começa a pingar, como uma bica, sobre o segepê, que é o potinho amarrado na parte de baixo do corte. Em duas ou três horas, o segepê fica bem cheinho.
Meu pai diz que os seringueiros aprenderam essa técnica com os indígenas daqui, há muitos e muitos anos.
Todas as vezes que uso uma borracha pra apagar algum erro no meu caderno, eu fico pensando de onde ela pode ter vindo. Quem sabe não veio de uma seringueira cortada por mim?
Poronga: lamparina que o seringueiro usa presa à cabeça para iluminar o trabalho na floresta.
ALCÂNTARA, Araquém. Amazônia das crianças. São Paulo: TerraBrasil Editora, 2023. Disponível em: https://cdn.c6bank. com.br/c6-site-docs/am-criancas-completo -port.pdf. Acesso em: 24 out. 2025.
1. Localize no texto sobre os seringueiros as palavras que completam as frases e escreva-as.
a) Na Europa, a borracha brasileira era usada para fabricar pneus de automóveis e de bicicletas .
b) O látex é extraído da seringueira . Depois, é colocado ao fogo até endurecer e formar bolas de borracha, que são exportadas.
2. Encontre no texto sobre os seringueiros uma palavra monossílaba, uma dissílaba e uma trissílaba.
Respostas possíveis: sol (monossílaba); casa (dissílaba); árvore (trissílaba).
3. Separe a palavra borracha em sílabas.
Bor-ra-cha.
4. De que parte da seringueira é retirado o látex?
Folhas. Raízes. Frutos. X Caule.
5. Marque um X no item que é feito a partir do látex.

Balão de festa.

Cadeira.
BNCC
• EF02CI01
• EF02CI06
ENCAMINHAMENTO
A atividade 4 possibilita a mobilização da habilidade EF02CI06, ao explorar as partes das plantas. Avaliar se os estudantes compreenderam como é feita a extração do látex, que, no caso, envolve cortes no tronco (o caule) das seringueiras.
A atividade 5 possibilita a mobilização da habilidade EF02CI01, ao explorar os materiais de que são feitos objetos do cotidiano. Nesse caso, os estudantes devem reconhecer que a bexiga é feita de látex.
Se considerar oportuno, é possível comentar que o látex é utilizado para fabricar a borracha natural. No entanto, existem também outros tipos de borracha, chamadas de borrachas sintéticas, que são produzidas em indústrias a partir do petróleo e de outros compostos.
A borracha produzida a partir do látex exibe diversas características vantajosas, como apresentado no Texto de apoio.
A borracha da seringueira ainda é imbatível. Está presente na composição dos pneus de carros e caminhões numa proporção entre 16% e 40% e até em 100% nos aviões, além de ser usada para produção de um variado número de utensílios [...]. Ela traz níveis de maciez, flexibilidade, resistência, impermeabilidade e capacidade de isolamento elétrico não encontrados nas borrachas sintéticas. [...]
OLIVEIRA, Marcos de. Madeira da borracha. Pesquisa Fapesp, ed. 170, abr. 2010. Disponível em: https://revistapesquisa. fapesp.br/madeira-da-bo rracha/. Acesso em: 21 out. 2025.
VÍDEO. MUSEU reproduz seringal da época do ciclo da borracha, no Amazonas. 2024. Vídeo (5min35s). Publicado pelo canal Record Interior SP. Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=IUEa GH0WMQM. Acesso em: 21 out. 2025.
BNCC
• EF02HI02
• EF02GE04
• EF02GE07
ENCAMINHAMENTO
O trabalho com a dupla de páginas mobiliza o Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Multiculturalismo e contribui para o desenvolvimento das habilidades
EF02GE04 e EF02HI02, e das competências específicas 1 de Geografia e 1 de História
| PARA O PROFESSOR
E O ESTUDANTE
VÍDEO . A INFÂNCIA na aldeia. 2015. Vídeo (2min4s). Publicado pelo canal Crescer. Disponível em: https://www.you tube.com/watch?v=Ha DhPYi5QwQ. Acesso em: 24 out. 2025.
LIVRO. OBEID, César. Sou indígena e sou criança. São Paulo: Moderna, 2014.

TEXTO DE APOIO
Povos indígenas do Brasil
Os [...] Krenak eram chamados por eles próprios de “Borun” que significa “essência do ser”. Já os portugueses os apelidaram de “botocudos” da palavra “botoque”, que significa rolha de fechar barril, por causa dos adornos usados nas orelhas e nos lábios. Como as outras nações indígenas, a nação Krenak
Meu nome é Raoni. Mas é melhor me chamar de Homem de Ferro, que é meu super-herói favorito. [...]
[...] Vivo no Parque Indígena do Xingu, na aldeia Kamayurá. [...] minha casa é uma oca [...]
A vida começa bem cedo na aldeia, assim que o sol acorda. Nessa hora eu já pulo da rede e me mando pra fora da oca. Um assobio e Kaory já aparece. Ele é meu melhor amigo. [...]
A lagoa Ipavu é a nossa lagoa sagrada [...]. É lá que todo mundo toma banho. Esse é um dos momentos de que mais gosto na vida, sabe? Olhar pro céu todo vermelho, com os peixes pulando aqui e ali. É bonito... [...]
Morris Kachani. Amazônia das crianças de Araquém Alcântara São Paulo: TerraBrasil, 2023.
1. Complete o quadro e descubra as diferenças entre o modo de viver de Raoni e o seu. Resposta pessoal.
Dorme em... rede
Acorda com... o sol
Mora em... uma oca
2. Desenhe em uma folha avulsa a relação de Raoni com a lagoa Ipavu.
Raoni tem respeito e amor pela lagoa Ipavu; ele a considera sagrada e gosta muito de se banhar nela.
Criança indígena da etnia Kamaiurá da aldeia Ipavú. Parque Indígena do Xingu, Gaúcha do Norte, Mato Grosso, 2021.
180
tem um jeito muito diferente de se relacionar com a natureza [...].
Para eles, o rio Doce, chamado de Watú, é seu avô. E a montanha da região por eles chamada de Takruk-Krakk, é a avó do povo. Para eles, a natureza fica alegre e triste, tem humor como os seres humanos.
SANTOS, José. Crianças do Brasil: suas histórias, seus brinquedos, seus sonhos. Ilustrações de Cláudio Martins. São Paulo: Editora Peirópolis, 2009. p. 50.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2022, existiam no Brasil 305 povos indígenas. Assim como outros povos, os indígenas modificam o ambiente e extraem dele o que precisam para sobreviver. Mas os indígenas retiram do ambiente apenas aquilo que vão usar. Só cortam uma árvore para erguer casas, construir canoas, fazer flechas. Só matam um animal para servir de alimento. Só colhem uma fruta quando vão comer.
Os povos indígenas se entendem como parte da natureza e uma semelhança entre eles é que seus modos de vida são estreitamente ligados a ela.

Os povos indígenas dedicam grande parte do seu tempo em atividades relacionadas à alimentação. Isso porque é preciso obter ou produzir os alimentos: criar animais, como galinhas e porcos; realizar expedições de caça e de pesca; coletar frutos no mato; preparar a roça e colher seus produtos.
Além de produzir o alimento, também é preciso construir as ferramentas e os utensílios como armadilhas, canoas, cestos, arcos e flechas, zarabatanas, entre outros, necessários para realizar as tarefas.
Para realizar cada uma das atividades, as pessoas devem conhecer muito bem a região onde vivem: quais são as épocas de chuva e de seca; como é o comportamento de cada animal; qual é a época em que os frutos amadurecem; qual é o melhor período para preparar, plantar e colher os produtos da roça etc. […]
Para ter sucesso e voltar para casa com muita comida, é importante conhecer os hábitos dos animais: se são noturnos ou diurnos; o que gostam de comer; se andam sozinhos ou em bando; como
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ENCAMINHAMENTO
Pode-se iniciar o trabalho com a página perguntando aos estudantes:
• Os povos indígenas têm a mesma relação com a natureza que os povos não indígenas? Quais atitudes os diferenciam?
• Os povos indígenas também dependem da natureza para sua sobrevivência?
• Como eles fazem para extrair seu sustento do ambiente?
Evidenciar o respeito dos povos indígenas pela natureza. Comentar que os povos indígenas possuem importantes saberes e técnicas herdadas de seus ancestrais. Explicar que os povos indígenas revezam as áreas cultivadas para não esgotar o solo.
Destacar que os indígenas se veem como parte da natureza e extraem dela tudo o que precisam para sobreviver, sem destruí-la.
são os rastros que deixam no chão; onde costumam se esconder; que cheiros têm. [...]
Povos Indígenas do Brasil Mirim. Disponível em: https://mirim.org/pt-br/ como-vivem/alimentação. Acesso em: 26 out. 2025.
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LIVRO. LIMA, Nei Clara de; LEITÃO, Rosani Moreira. Iny Tkylysinamy Rybèna: arte iny karajá – Patrimônio cultural do Brasil. Goiânia: IPHAN-GO, 2019. Disponível em: http://portal.iphan. gov.br/uploads/publi cacao/livro_arte_iny_ka raja_patrimonio_cultu ral_do_brasil.pdf. Acesso em: 24 out. 2025.

Entre os Estados do Tocantins, Pará, Mato Grosso e Goiás, uma etnia indígena preserva suas heranças culturais e suas línguas [...]. Eles são os Karajá [...] se autodenominando também Iny (“Nós”), que vivem às margens do Rio Araguaia.
[...]
Historicamente, os Karajá compreendem três subgrupos que compartilham a mesma matriz cultural e linguística: os Karajá, propriamente ditos (Iny mahãdu), os Javaé (Ixãju mahãdu) e os Xambioá (Ixãbiòwa). A língua karajá é a Inyrybe (“A fala dos Iny”) [...].
[…]
Cada aldeia estabelece um território específico de pesca, caça e práticas rituais demarcando internamente espaços culturais conhecidos por todo o grupo. A confecção de objetos de cerâmica e madeira, a pin-
Muitos povos indígenas organizam sua vida com base no tempo da natureza. Os Karajá Xambioá que vivem no Tocantins, por exemplo, se guiam pelos movimentos das águas do rio Araguaia.
O verão tem início entre os meses de maio e junho, quando as chuvas cessam e o rio permite aos Karajá se alimentarem de variados tipos de peixes e tartarugas. O verão é chamado de “tempo da fartura”; a base da alimentação é a mandioca, da qual se extrai a farinha, que acompanha pratos feitos com carne de tartaruga, de peixe e de outros animais.
O inverno é o período das chuvas. Nesse período, a alimentação dos Karajá muda, pois diminui a oferta de peixes e eles passam a se alimentar à base de milho, banana e frutos silvestres.

aérea
1. Sua comunidade também se guia pelo tempo da natureza ou organiza suas atividades com base no calendário que divide o ano de 365 dias em 12 meses? Resposta pessoal.
2. A variação do tempo atmosférico também influencia a alimentação de vocês?
Resposta pessoal. Professora, retomar e consolidar o trabalho com a relação entre tempo atmosférico, alimentação e vestimentas. 182
tura corporal, a arte plumária e as bonecas Ritxokò são tradicionais da cultura Karajá, assim como as festas e os rituais.
As mais conhecidas e preservadas são: os rituais do Hetohoky (que significa Casa Grande) e Aruanã, a Festa do Mel, o Itxeo (Homenagem aos Mortos) e Maarasi (Festa da Alegria).
LEIROS, Marcela. Quem são os Iny Karajá, etnia que preserva tradição às margens do Rio Araguaia. Agência Cenarium, 28 abr. 2025. Disponível em: https://agenciace narium.com.br/quem-sao-os-iny-karaja-et nia-que-preserva-tradicao-as-margens-do -rio-araguaia. Acesso em: 24 out. 2025.
3. Com base no calendário do povo Karajá, responda às perguntas.
a) Quando começa o verão?
Entre maio e junho.
b) Por que o verão é chamado de “tempo da fartura”?
Porque no verão as chuvas cessam e o rio permite aos Karajá se alimentarem de variados tipos de peixe e tartarugas.
c) No inverno, a alimentação dos Karajá muda. Qual é o motivo dessa mudança?
A cheia dos rios aumenta a oferta de alimentos.
A chegada das chuvas faz com que eles não saiam de casa para pescar.
X Com as chuvas, diminui a oferta de peixes e eles passam a viver do que plantam e colhem.
4. Releia o texto, imagine e desenhe o “tempo da fartura” para os Karajá. 183
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| PARA O ESTUDANTE
VÍDEO. A CASA de Cultura Karajá – povos indígenas e sociobiodiversidade. 2024. Vídeo (3min9s). Publicado pelo canal WWF. Disponível em: https:// www.youtube.com/watch?v=Kty3Z4li dro. Acesso em: 26 out. 2025.
| PARA O PROFESSOR
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VÍDEO. OFICINA “Ritxõkò/Ritxòò: As Bonecas de Barro do Povo Indígena Iny\Karajá”. 2021. Vídeo (10min56s). Publicado pelo canal Museu de História Natural de Mato Grosso. Disponível em: https://www.youtube.com/wat ch?v=OqhtIUYimO4. Acesso em: 26 out. 2025.
TEXTO DE APOIO
Entre as inúmeras expressões culturais materiais da etnia Karajá, as Ritxòkò, além
de obra artística primorosa originada das mãos leves das ceramistas, constituem uma referência significativa do grupo. Confeccionadas em cerâmica, pintadas com uma grande diversidade de grafismos e representando tanto as formas humanas como as da fauna regional, são artefatos que singularizam o Povo Karajá diante dos demais grupos indígenas brasileiros e sul-americanos.
Enquanto brincam ou observam a sua feitura das bonecas, as meninas Karajá recebem importantes ensinamentos sobre a sua cultura e também aprendem as técnicas e saberes associados à sua confecção e usos. Por representarem cenas do cotidiano e dos ciclos rituais, elas portam e articulam sistemas de significação da sua cultura e, dessa forma, são também lócus de produção e comunicação dos seus valores, além de importantes instrumentos de socialização das crianças que, brincando, se veem nesses objetos e aprendem a ser Karajá. As Ritxòkò integram o acervo de vários museus no Brasil, são procuradas como objetos de decoração e comercializadas junto a turistas e lojas de artesanato locais, regionais e nacionais, convertendo-se em fontes importantes de sobrevivência econômica deste grupo indígena. Entretanto, devem ser compreendidas além da sua expressão puramente material, visto que, desde a sua confecção, elas desempenham um papel importante na reprodução cultural do Povo Karajá. AS BONECAS Karajá. IPHAN. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/ pagina/detalhes/793/. Acesso em: 26 out. 2025.
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Como Maria da Penha, muitos nordestinos saíram de sua cidade natal em busca de melhores condições de vida. Esse movimento é chamado de “migração”.
Durante as décadas de 1950 a 1980, o desenvolvimento industrial do Sudeste encorajou aqueles que viviam em lugares castigados pela seca e pela política dos “coronéis” a virem para o “Sul Maravilha”. Enfrentando preconceitos contra sua aparência, seu sotaque e sua origem, eles formaram a mão de obra que fez crescer as capitais do Sudeste brasileiro.
Da década de 1990 em diante, porém, com o inchamento dessas cidades e o aumento do desemprego e da violência, muitas famílias têm retornado aos seus locais de origem.
SANTOS, José. Crianças do Brasil: suas histórias, seus brinquedos, seus sonhos. São Paulo: Peirópolis, 2008. p. 56.
| PARA O PROFESSOR
VÍDEO. MARI/PB – imagens aéreas. 2022. Vídeo (2min9s). Publicado pelo canal Takeshi Kobayashi. Disponível em: https://www.you tube.com/watch?v= fHH2yxKM5dg. Acesso em: 24 out. 2025.
VÍDEO. Palavra Cantada | Pomar [vídeo]. YouTube, publicado por Palavra Cantada Oficial, 29 ago. 2013. Clipe musical do canal Palavra Cantada. Duração: 3m04s. Dispo-
Antes de falar de mim, quero apresentar meus pais, seu Severino e dona Glaucina. Ela é costureira. Faz roupas para a gente e para o pessoal da cidade. [...]
Papai trabalha na roça e, com a ajuda da família, planta aipim, abacaxi, laranja, banana, coco, caju, jaca, manga; muita coisa! E as bananas? As bananas daqui são maravilhosas! [...]
Eu ainda gosto de boneca, mas já brinquei mais. Mamãe fazia as bonecas todinhas de pano, e eu mesma costurava os vestidinhos delas [...]
Eu gosto muito daqui de Mari, da nossa terra. Mas a vida é muito dura; tem a seca, essa dificuldade toda. [...]
José Santos. Crianças do Brasil: suas histórias, seus brinquedos, seus sonhos. São Paulo: Peirópolis, 2009. p. 85.
1. Qual é o nome do lugar onde Maria da Penha mora?
2. Marque um X nas frutas que o pai de Maria planta.




Se necessário, comentar que Mari é o lugar de
as pessoas e os ambientes lhe são familiares.
nível em: https://www.youtube.com/ watch?v=kfinwr3A9fg. Acesso em: 24 out. 2025.
| PARA O ESTUDANTE
LIVRO. VASCONCELLOS, Patrícia; ASSE, Roberta; ARRAIS, Roberto (org.). O sertão e o mar. São Paulo: Pó de Estrelas, 2024.
O livro aborda a dualidade mar-sertão para as crianças. Premiado com o Selo Seleção da Cátedra PUC-RJ/UNESCO.

4. Contorne no texto o nome do brinquedo feito pela mãe de Maria da Penha. Bonecas todinhas de pano.
5. Marque o material que a mãe de Maria da Penha utiliza para fazer o brinquedo.




6. Marque as principais características do material usado pela mãe de Maria da Penha para fazer o brinquedo. duro
X macio
X leve pesado
7. Sobre o lugar onde Maria da Penha vive, responda:
a) É um ambiente em que chove o ano todo?
Não.
b) Sublinhe no texto o trecho que justifica sua resposta. “Mas a vida é muito dura; tem a seca, essa dificuldade toda."
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ENCAMINHAMENTO
A atividade 5 possibilita a mobilização da habilidade EF02CI01, ao explorar os materiais de que são feitos os objetos do cotidiano. Nesse caso, utiliza-se como contexto a boneca de Maria da Penha.
A partir desse tema, é possível promover uma reflexão sobre a relevância
do trabalho artesanal na produção de brinquedos, sobretudo como forma de geração de renda para muitas famílias. Essa discussão também pode englobar o consumo consciente e a reutilização de materiais, contribuindo para a sustentabilidade.
Se considerar oportuno, é possível propor uma atividade prática, na qual seja feita a construção de um brinquedo artesanal utilizando materiais de fácil acesso. Essa atividade está descrita em +Atividades.
Materiais necessários:
• Tubo de papelão (pode ser de papel-toalha ou de papel higiênico) — cada estudante pode trazer o seu;
• Barbante colorido;
• Canetinhas hidrocor;
• Tesoura com pontas arredondadas.
Procedimentos:
• O professor deve fazer pequenos furos em uma das extremidades do tubo de papelão.
• O professor deve ajudar os estudantes a passar o barbante (da cor que preferirem) pelos furos, formando o cabelo do boneco.
• Em seguida, os estudantes podem decorar o boneco com as canetinhas, desenhando olhos, boca, roupas e outros detalhes de acordo com sua criatividade.
• Ao final, pode-se organizar uma exposição dos bonecos na sala de aula, valorizando a criatividade e o empenho de cada estudante.
Basear-se na imagem a seguir.

Essa atividade favorece o desenvolvimento da coordenação motora, da expressão artística e da consciência sobre o reaproveitamento de materiais.
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| PARA O ESTUDANTE
VÍDEO. O QUE é manguezal? #DiaDoMangue. 2021. Vídeo (2min8s). Publicado pelo canal Mangue na mídia, 26 jul. 2021. Disponível em: htt ps://www.youtube.com/ watch?v=Yj5U0YBhO6k. Acesso em: 24 out. 2025.
| PARA O PROFESSOR
VÍDEO. POR QUE é importante preservar os manguezais? 2023. Vídeo (5min59s). Publicado pelo canal Filmes no Ensino de Biologia USP. Disponível em: https:// www.youtube.com/wat ch?v=RssUG2Mj52s. Acesso em: 24 out. 2025.
TEXTO DE APOIO
A infância na pesca e a construção dos saberes ambientais
As crianças aprendem com a pesca desde pequenas, seja na ida à maré com seus pais e parentes, seja nas brincadeiras ou nas conversas compartilhadas pelos familiares. [...] Percebe-se a íntima relação que eles estabelecem com a natureza, especialmente quando falam da ida à maré [ato de aproveitar a maré baixar para pescar]. [...].
O trabalho na pesca é algo que se aprende cedo, através de uma aprendizagem prática, que se transmite através da oralidade e das vivências familiares e de vizinhança. As formas de aprendizagem do trabalho na pesca não seguem as idades cronológicas do processo de escolarização formal. As crianças podem aprender a pescar, antes de estarem alfabetizadas, de acordo com o seu lugar na família
Agora vamos conhecer um pouco sobre o modo de viver e a relação com a natureza de pessoas de outro lugar.

Reprodução da capa.
Pedro morava na Vila da Praia, uma colônia de pescadores, desde que ele era pequeno. O pai, pescador, lhe ensinou a gostar das coisas do mar. O menino, aos seis anos, aprendeu a nadar. Gostava de cheiro de maresia e de vento no rosto. Todos os dias, ele se divertia a brincar nos manguezais. Aproveitava o Sol da manhã, enquanto a mãe apanhava caranguejos, ostras e siris para vender no mercado.
Rosa Morena. Pedro, o menino do mar. Fortaleza: SEDUC, 2018. p. 5. Disponível em: https://domainpublic.wordpress.com/wp-content/ uploads/2022/03/pedro-o-menino-do-mar.pdf. Acesso em: 27 set. 2025.
1. Observe a capa do livro, leia o que está escrito nela e tente responder:
a) Por que será que o título é Pedro, o menino do mar?
b) Qual é a profissão do pai de Pedro? E a mãe dele, o que faz?
c) Compare a sua relação com o mar à relação que o menino Pedro tem com o mar. Resposta pessoal.
Pedro Você
Ambiente onde brinca Manguezais
Atividade que faz para se exercitar Nadar
Relação com o mar Forte, intensa
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a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes falem, à sua maneira, que é por causa da estreita relação com o mar, desde muito cedo.
b) O pai de Pedro é pescador e a mãe apanha frutos do mar para vender no mercado.
ou das necessidades de sobrevivência do grupo familiar.
CUNHA, Camila; ARAÚJO, Elis Regina Nunes Mota; MARTINS, Maria Cristina. A infância na pesca e a construção dos saberes ambientais. In: COLÓQUIO INTERNACIONAL: EDUCAÇÃO E CONTEMPORANEIDADE. 6., 2012, São Cristovão. Anais [...]. São Cristovão, 2012. Disponível em: https:// ri.ufs.br/bitstream/riufs/10175/12/11.pdf. Acesso em: 24 out. 2025.
Leia o texto com atenção.
Pescador artesanal há 37 anos [...] no Ceará, Raimundo Nonato aprendeu a pescar aos 9 anos com o seu pai, Manoel. “A minha família vem de família de pescadores, do meu avô passou pro meu pai que passou pra mim” [...]. [...] “A gente [...] tira para consumo e o que sobra a gente vende na rua, de porta em porta. [...] [...] Os equipamentos utilizados por esses pescadores são [...] linhas, anzóis, varas de pesca, pequenas canoas ou botes, tarrafas e redes. [...] eles não sabem qual peixe vão pescar no dia, pode ser tilápia, curimatã [...].
Os pescadores artesanais possuem [...] conhecimentos [...] importantes sobre os ambientes em que trabalham, sendo estes, normalmente, nas proximidades da costa, nos rios, lagos e açudes. Com esse conhecimento e experiência, eles conseguem saber a melhor época para realizar pescas maiores. “Nessa época [...] do tempo mais frio, os peixes voltam para água funda e a pesca não é boa, a época boa é de agosto pra frente” [...].
Brasil. Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. Pescadores artesanais: conheça o trabalho desses profissionais que vivem da pesca e mantêm uma relação de carinho com a natureza. Gov.br, 27 jul. 2022. Disponível em: https://www. gov.br/dnocs/pt-br/assuntos/noticias/pescadores-artesanais-conheca-o-trabalho-desses-profissionaisque-vivem-da-pesca-e-mantem-uma-relacao-de-carinho-com-a-natureza. Acesso em: 7 out. 2025.
Açudes: reservatórios de água feitos pelo ser humano para serem usados na pesca, na criação de animais e nas plantações.
Há pescadores artesanais em muitos lugares do Brasil. Fernando de Noronha, Pernambuco, 2018.
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O tópico possibilita o trabalho com os Temas Contemporâneos Transversais Multiculturalismo e Meio ambiente. Além disso, contribui para o desenvolvimento da competência específica 3 de Ciências da Natureza. Os pescadores artesanais dependem diretamente dos recursos na-
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turais, como rios, lagos e oceanos, para obter alimento e sustento, praticando técnicas que geralmente respeitam os ciclos naturais e a reprodução dos peixes. Ou seja, costumam aproveitar os recursos de forma consciente, sem comprometer a sobrevivência das espécies. Além da época de reprodução, os pescadores artesanais possuem conhecimentos sobre as fases da Lua e os movimentos das marés, o que auxilia suas atividades.
TEXTO DE APOIO
Os pescadores artesanais sabem ler as marés
[...]
Os movimentos de subida e descida do nível do mar – as conhecidas marés – recebem a influência da força de atração da lua, já que as superfícies dos oceanos são fluidas e têm grande liberdade de movimento.
Nas marés mais altas, aumenta o fluxo de animais marinhos – peixes, raias, tubarões – que aproveitam esse movimento, seja para buscar suas presas ou para aproveitar o movimento das correntes marítimas para se deslocar.
É por isso que nas marés altas, é maior a probabilidade de encontro dos humanos com animais marinhos. [...]
VIANA, Palloma. Conheça mais sobre a influência das marés na biodiversidade marinha. Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha. Disponível em: https://semas.pe.gov.br/ saiba-mais-sobre-a-influen cia-das-mares-na-bio diversidade-marinha. Acesso em: 5 out. 2025.
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Um dos peixes exemplificados na atividade 3 é a tilápia, um peixe de água doce que não é nativo do Brasil, mas é amplamente cultivado na piscicultura nacional. A criação da tilápia se expandiu devido à facilidade de adaptação a diferentes ambientes aquáticos e ao rápido crescimento, o que a torna uma das espécies mais exploradas economicamente.
É importante destacar que, embora a tilápia tenha grande importância econômica, sua introdução em diferentes ambientes pode gerar impactos. Entre eles estão a competição com espécies nativas, o que acaba alterando o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos. Além disso, em locais com práticas inadequadas de criação, pode ocorrer poluição da água e disseminação de doenças.
TEXTO DE APOIO
O aparecimento de centenas de tilápias – peixes naturais de água doce – na costa marítima brasileira tem provocado preocupação entre especialistas em biologia marinha.
O fenômeno – registrado no litoral de Santa Catarina, Rio de Janeiro e Maranhão – virou alvo de pesquisa entre estudiosos de onze instituições brasileiras, que constataram que a espécie tilápia-do-nilo (Oreochromis niloticus) tem se adaptado ao ambiente marinho.
1. Os pescadores artesanais entendem o comportamento dos peixes. Marque as alternativas que mostram esse conhecimento.
X Os peixes voltam para a água funda durante o tempo frio.
A época boa para pesca é quando os peixes estão na parte funda da água.
X De agosto para a frente é uma época boa para pescar.
2. Escreva o nome dos dois peixes citados no texto da página 187.
3. Agora, observe as fichas com informações dos peixes citados no texto.


NOME: TILÁ PIA ORIGEM: África.
ONDE VIVE: açudes, represas, tanques e viveiros.
COMPORTAMENTO: prefere águas paradas ou lentas e nada próximo à superfície.
ALIMENTAÇÃO: come plantas aquáticas, algas e restos de animais pequenos.
Sem precedentes, o surgimento da espécie nos oceanos pode provocar uma série de impactos ambientais negativos [...].
Alguns dos riscos são:
• Geração de novas doenças;
• Extinção de animais marinhos;
• Surgimento excessivo de algas;
• Tornar a água do mar imprópria para banho;
• Intoxicação através do consumo da carne.
ZEM, Rafaela. De água doce, tilápias encontradas no mar podem causar doenças e mortalidade de peixes; entenda riscos. G1. 1o nov. 2023. Disponível em: https://g1.globo.com/economia/ agronegocios/noticia/2023/11/01/de-agua -doce-tilapias-encontradas-no-mar-podem -causar-doencas-e-mortalidade-de-peixes -entenda-riscos.ghtml. Acesso em: 24 out. 2025.


NOME: CURI MATÃ
ORIGEM: Brasil.
ONDE VIVE: rios e lagos.
COMPORTAMENTO: prefere águas correntes e nada mais abaixo da superfície.
ALIMENTAÇÃO: come restos que ficam no fundo dos rios, como plantas aquáticas.
a) Complete o nome de cada peixe nas fichas.
b) Nas frases a seguir, coloque T para as informações relacionadas à tilápia e C para o curimatã.
T Nada na superfície.
C Prefere águas correntes.
C Não nada na superfície.
T Prefere águas paradas ou lentas.
4. O defeso é um período em que a pesca de alguns peixes é proibida. Ele acontece principalmente para proteger peixes que estão no período de reprodução. Marque a alternativa que melhor explica o período do defeso.
O defeso é um período que os pescadores se organizam em grupos para limpar os rios e lagos.
X O defeso é o período em que a pesca é proibida para permitir a reprodução dos peixes.
O defeso é o tempo reservado para que os pescadores consertem seus barcos e redes.
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ENCAMINHAMENTO
A atividade 4 trata do período de defeso, que corresponde à paralisação temporária da pesca de determinados animais aquáticos. Essa interrupção pode ocorrer por dois motivos principais: para proteger o período de reprodução dos animais aquáticos, permitin-
do que se reproduzam e garantam a continuidade das espécies, ou devido a fenômenos naturais e acidentes ambientais que prejudiquem a vida aquática, como derramamentos de óleo, secas prolongadas ou enchentes.
O defeso é uma importante medida de conservação ambiental, pois permite o restabelecimento das populações de peixes e outros organismos aquáticos nos rios, lagos e mares. Durante esse tempo, os animais podem crescer
e se reproduzir, evitando a escassez de recursos pesqueiros e garantindo a sustentabilidade da pesca a longo prazo.
O período de defeso não é igual para todas as espécies, sendo definido por órgãos ambientais, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), de acordo com o ciclo reprodutivo de cada grupo de animais.
Além dos peixes, o defeso também se aplica a crustáceos e moluscos, como o caranguejo-uçá, os camarões, as ostras e os mexilhões. Cada um desses organismos possui um período específico em que a captura é proibida, para que possam reproduzir-se em segurança.
Durante o defeso, os pescadores profissionais que dependem da atividade para sobreviver recebem o seguro-defeso, um benefício que ajuda a garantir sua renda enquanto respeitam a paralisação.
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ENCAMINHAMENTO
Orientar os estudantes a ler com atenção a rotina do menino Antônio.
Incentivar os estudantes a perceber a diferença entre a rotina de Antônio e a de Sofia (indicada na página seguinte).
Ressaltar que não há rotina melhor ou pior, mas apenas diferente.
Perguntar:
• Sua rotina se parece com a de Antônio ou é diferente da dele?
Essa atividade quer contribuir para que os estudantes da cidade percebam as diferenças e semelhanças entre a rotina deles e a do menino Antônio, do campo.
O texto a seguir é uma sugestão para o trabalho em sala de aula.
Menino da roça com fome de leitura
[...] Meu vovô, Mestre José, mora há muito tempo em Aquidabã. Ele ajuda minha mãe, Zelita, a criar a gente, pois não moramos com o nosso pai. Nós ficamos três dias na roça, plantando, limpando e cuidando das vacas com o vovô. Os outros quatro dias, passamos na cidade. Somos quatro irmãos, dois meninos e duas meninas. E brincamos de tudo quanto é jeito: pular fogueira, cantar cantigas de roda, fazer bois, cavalos e casinhas de barro. Jogamos muita bola no campo do Ipiranga e tomamos banho de tanque. Como meu avô tem esse sitiozinho, a gente vai para lá e brinca com os bois, leva as vacas para
No lugar onde vive Antônio, o dia começa mais cedo e a vida tem um ritmo mais lento. Nesse lugar é comum encontrar muitos elementos da natureza, como rios, montanhas, plantações e animais. As casas são mais afastadas umas das outras e há menos pessoas.
Antônio acorda às 05:30 com o canto do galo.
Ajuda o pai a tirar leite de vaca às 06:00.
MANHÃ
TARDE
Toma café da manhã às 06:30.
Vai para a escola a pé às 07:00.
Entra na escola às 07:30 e estuda até 11:30.
Almoça na casa da avó às 12:00. Ajuda a mãe na horta às 14:00.
Faz lição de casa às 15:00. Brinca com os amigos às 16:30.
Janta às 18:00.
NOITE
Assiste à televisão às 19:00. Dorme às 20:00.

Antônio, um menino do campo.
beber água, fica montando no burro, são muitas as aventuras na roça. [...]
De vez em quando vou pra feira, ouvir os romances de cordel. Ah, como é bonito! Acho que já tenho uns 300 cordéis [...].
SANTOS, José. Crianças do Brasil: suas histórias, seus brinquedos, seus sonhos. São Paulo: Peirópolis, 2008. p. 70.
No lugar onde Sofia vive, há muitas construções, veículos e comércios. É o lugar onde vive a maior parte das pessoas e onde há muitos serviços. O ritmo de vida costuma ser mais rápido e movimentado.
Leia sobre o dia a dia de Sofia.
MANHÃ
TARDE NOITE
Sofia acorda às 6:00.
Toma café às 6:30.
Pega a van para ir à escola às 7:00.
Entra na escola às 7:30.
Estuda até 12:30.
Participa do “Projeto de inglês para todos” às 15:00.
Participa da oficina de dança na escola às 17:00.
Conversa com as amigas às 17:30.
Janta às 18:30.
Faz lição de casa das 19:00h às 20:30.
Dorme às 21:30.

Sofia, uma menina da cidade.
a) Responda no caderno: Quais são as diferenças entre a rotina de Antônio e a de Sofia?
b) Compare Antônio e Sofia em relação ao contato com a natureza em suas rotinas.
Os estudantes podem responder que, no dia a dia, Antônio tem mais contato com a natureza que Sofia. Por exemplo, ele ajuda a sua mãe na horta.
c) Roda de conversa. Com a ajuda da professora, conversem sobre os modos de vida e a relação de vocês com a natureza. Eles se parecem com os de Antônio, de Sofia ou de nenhum dos dois? Resposta pessoal.
a) Resposta pessoal. Os estudantes podem mencionar, por exemplo, que a rotina de Antônio é mais tranquila e a de Sofia é mais agitada. E também que Antônio acorda e dorme mais cedo que Sofia.
BNCC
• EF02HI08
• EF02GE02
• EF02GE04
• EF02GE06
• EF02GE07
• EF02GE11
ENCAMINHAMENTO
• Ler o texto e estimular os estudantes a perceber as semelhanças e diferenças entre a rotina delas e a de Sofia.
• Orientar os estudantes a responder à questão proposta e partilhar suas respostas com a turma.
191
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• Conversar com os estudantes sobre a rotina de Sofia.
• Refletir com elas sobre o motivo por que uma criança tem tantas atividades em um só dia.
Professor, considerar diferentes respostas. O que se quer aqui é estimular o estudante a argumentar em defesa de um ponto de vista e escutar respeitosamente quem pensa diferente dele. Pode acontecer também de estudantes terem opiniões divergentes.
Isto enriquece o debate. O importante é desenvolver a fala em público e a escuta respeitosa, mesmo porque não há verdade única e definitiva em História. Essa atividade pode contribuir para o estudante pensar em algumas características dos modos de viver no campo e na cidade e, com isso, contribuir para o desenvolvimento das habilidades EF02HI08 e EF02GE04.
O desenvolvimento do conteúdo deste capítulo favorece a mobilização da competência específica 5 de História e 2 de Geografia.
Sugere-se iniciar uma aula dialogada perguntando:
• Quais meios de transporte veem na imagem?
• Quais as diferenças entre eles?
• Qual meio de transporte gostariam de ter utilizado e não utilizaram? (Muitas crianças nunca utilizaram balsa ou avião, por exemplo, e gostariam de conhecer esses meios.)
• Os meios de transporte mudaram? Como as pessoas iam de um país a outro antigamente? E hoje, como elas podem ir?
Agora, pedir aos estudantes que olhem para as pessoas mostradas na imagem e tentem responder:
• Quais usam um meio de comunicação?
• Que meios de comunicação estão utilizando: jornal, celular ou outro meio?
Sugere-se proceder, em seguida, à leitura compartilhada do texto principal, com o objetivo de identificar a importância dos meios de transporte e de comunicação na conexão de lugares e pessoas em diferentes tempos e espaços. Facilitar a percepção de que os meios de transporte e de comunicação podem ser mais bem compreendidos se abordados em uma perspectiva temporal e espacial.
Como você vai de sua moradia para a escola? E para outros locais, como mercados, parques ou casa de familiares?
Geralmente, usando os meios de transporte. Usamos esses meios para chegar a lugares próximos ou distantes, para ir a escola e para nos divertir.
Os meios de comunicação, por sua vez, nos permitem conversar com pessoas próximas ou de diferentes partes do mundo.
Na imagem a seguir, vemos pessoas fazendo uso de meios de transporte e de comunicação.

Lugar: espaço vivido [...] lugar é um conceito recorrente nos estudos da Geografia, mas não apenas nessa disciplina, como em outras áreas também. [...] É um conceito ligado a outro conceito, que acolhe as nossas bases teóricas de espaço, objeto central da análise geográfica.
A análise geográfica é uma forma de estudar, observar e compreender o mundo pela dimensão espacial, isto é, pelas formas que as relações humanas assumem concretamente expressas. [De acordo com
Milton Santos] “[...] O que caracteriza, particularmente, a abordagem da sociedade através da categoria espaço? [...] O que caracteriza a análise do espaço?”.
Se na Geografia são esses os questionamentos que se fazem, avançamos afirmando que uma educação geográfica tem a seu favor o reconhecimento dos elementos do espaço em nome de compreender o mundo. Essa meta de compreender o mundo traz junto a contribuição na formação do pensamento dos alunos, de modo a estabelecer os parâmetros de identidade e pertencimento, para se situarem nos
Meios de transporte são meios usados para levar e trazer pessoas e mercadorias de um lugar para outro.
Para atender nossas necessidades de conviver com as pessoas, viajar, passear, trabalhar, estudar e de sobreviver, usamos diversos meios de transporte. Eles podem ser:
• Terrestres: circulam por ruas, estradas e ferrovias, como bicicleta, carro, ônibus, caminhão e trem.
• Aquáticos: circulam por rios, mares e oceanos, como jangada, barco e navio.
• Aéreos: circulam pelo ar, como avião e helicóptero. Observe a imagem.
1. Quantos meios de transporte você identifica na imagem?
Seis.
2. Quais são esses meios?
Bicicleta, ônibus, caminhão, carro, avião e helicóptero.

3. Contorne de verde os meios de transporte aéreos e de vermelho os meios de transporte terrestre.
Vermelho: bicicleta, ônibus, caminhão e carro. Verde: avião e helicóptero.
espaços em que vivem e se reconhecerem como sujeitos cidadãos. [...]
[...] As dimensões do vivido, percebido e concebido são modos de representações do espaço. O primeiro modo compreende os espaços próprios a cada sentido, do olfato à palavra – os gestos e os símbolos [...]. O segundo modo diz respeito ao sabido pelo sujeito, [...] [e] o terceiro modo, por sua vez, envolve as práticas corporais cotidianas [...]. Essas dimensões não estão separadas no modo de o sujeito representar o espaço, mas são maneiras que ajudam a pensar [...] na representação realizada.
ANDREIS, A. M.; CALLAI, H. C. As crianças e o lugar: conceito e espaço de vivência. Revista da ANPEGE, v. 20, n. 42, 2024. Disponível em: https://ojs.ufgd.edu.br/ anpege/article/view/17927. Acesso em: 29 out. 2025.
ENCAMINHAMENTO
Pode-se abrir o diálogo com os estudantes perguntando:
• Que meios de transporte você conhece?
• Quais você já usou?
• Quais meios de transporte os adultos da sua família usam?
Com base nas falas dos estudantes, podemos ajudá-los a formar a noção de meios de transporte e seu papel na conexão de lugares. No passo seguinte, apresentar a divisão clássica que agrupa os meios de transporte em terrestres, aquáticos e aéreos.
Nesta página, usamos uma vez mais a imagem como fonte para a construção dos conhecimentos histórico e geográfico escolares, iniciando por pedir aos estudantes que reconheçam e diferenciem os meios terrestres dos meios aéreos.
Classificar os meios de transporte em terrestres, aquáticos e aéreos.
Identificar os meios de transporte representados na imagem.
Em seguida, perguntar: • Você já usou algum deles? Se sim, qual?
| PARA O PROFESSOR VÍDEO. VOLTA & Meios, o documentário [eng sub]. 2015. Vídeo (27min56s). Publicado pelo canal Volta & Meios, o documentário. Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=5qwW3qI-kXk. Acesso em: 24 out. 2025.
| PARA O ESTUDANTE LIVRO. OLIVEIRA, Alan. Palavra de bicicleta. São Paulo: Saraiva, 2004.
A proposta desta página é alargar a compreensão das crianças sobre a lancha escolar, usada por muitos estudantes, inclusive os das comunidades ribeirinhas. Organizar a turma em uma roda de conversa e propor um diálogo sobre as diferentes maneiras de chegar à escola.
Durante a conversa, valorizar as diversas formas de locomoção — seja a pé seja usando um meio de transporte, como bicicleta, ônibus, carro ou barco. O objetivo não é apontar qual forma é “melhor” ou “pior”, mas promover o respeito e a valorização das diferentes realidades vividas pelos estudantes.
Se possível, apresentar à turma os vídeos indicados na seção Para o estudante (ou alguns trechos deles), que mostram a rotina de crianças que vão à escola de barco, em trajetos que podem levar várias horas.
Chamar a atenção para os equipamentos de segurança utilizados, como o colete salva-vidas, e para os depoimentos dos estudantes, que revelam o reconhecimento da importância da escola em suas vidas.
Você usa um destes meios de transporte para ir à escola? Se sim, qual? Resposta pessoal.

Perua escolar. Pirenópolis, Goiás, 2018.

Lancha escolar. Jandaíra, Bahia, 2024.

Mãe levando filha para a escola com carro próprio.

Ônibus escolar. Nossa Senhora do Livramento, Mato Grosso, 2025.
• Se você não vai de perua, de carro, de lancha nem de ônibus, como você vai à escola? Escreva a seguir.
Resposta pessoal. O estudante poderá responder que vai a pé, de bicicleta, de balsa, de metrô, de trem, entre outros.
VÍDEO. PANTANAL: desafios da educação série#3. 2023. Vídeo (5min58s). Publicado pelo canal Débora Alves Jornalista. Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=BmimARBuZAg. Acesso em: 24 out. 2025.
VÍDEO. UMA ESCOLA ribeirinha na Amazônia. 2012. Vídeo (3min3s). Publicado pelo canal Piá na Web. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v= s1Btdt70HyY. Acesso em: 24 out. 2025.
A sala de Caio possui 20 estudantes. Desses, 8 vão à escola de perua; 6, de ônibus; 4, de carro, e 2 usam outro meio. Pinte no gráfico a seguir os quadrados correspondentes ao número de crianças que utiliza cada um dos meios de transporte citados de acordo com as cores da legenda.
Quantidade de estudantes
azul
azul
azul amarelo
azul amarelo
azul amarelo vermelho
azul amarelo vermelho
azul amarelo vermelho verde
azul amarelo vermelho verde

BNCC
• EF02GE03
ENCAMINHAMENTO
A atividade propõe uma integração com a Matemática, além de favorecer o desenvolvimento da competência geral 4. Nessa atividade, trabalha-se a organização de informações em um gráfico de colunas. Esse conceito compõe o campo de Estatística. É importante, ao final da atividade, que os estudantes comparem as represen-
tações das informações no texto e no gráfico.
1. Debater e registrar com os estudantes as contribuições necessárias a uma boa convivência no interior dos meios de transporte.
2. Você sabia que 22 de setembro é o Dia Mundial Sem Carro? É um dia para refletir sobre a importância de se locomover a pé, de bicicleta ou de patinete, por exemplo.
3. Observe a imagem a seguir.

a) O que as pessoas estão fazendo?
b) Qual é o significado da placa que vemos no alto e ao centro?
Respostas:
3. a) Caminhando e andando de bicicleta, de skate e de patinete.
b) Significa que é proibida a circulação de carro. O traço diagonal cortando o desenho indica proibição.
A roda de conversa desta página favorece a mobilização da competência geral 7 e da competência específica 7 de Geografia.
Pode-se introduzir o estudo do tema pedindo aos estudantes que observem a imagem desta página. Em seguida, perguntar:
• Que relação existe entre o trânsito intenso e a poluição do ar?
• Como a poluição do ar afeta a saúde das pessoas?
• Vocês já tossiram por causa da fumaça no trânsito?
Ao final, pode-se propor a reflexão sobre a importância da mudança de hábitos para uma vida melhor em sociedade.
Divulgar a ideia de que, se cada um fizer sua parte, todos ganharão em qualidade de vida.
TEXTO DE APOIO
Dê preferência aos transportes coletivos
Os meios de transporte têm um papel fundamental em nossa sociedade. [...] O problema é que boa parte dos transportes que utilizamos atualmente se move a partir da queima de combustíveis fósseis, como a gasolina e o óleo diesel, lançando grandes quantidades de gases tóxicos na atmosfera. [...]
Todos podemos contribuir para melhorar a qualidade do ar em nossa cidade. Veja as dicas a seguir:
• Evite usar o carro nos horários e locais de maior congestionamento.
Em vários lugares do Brasil, principalmente nas cidades, a grande quantidade de carros, ônibus e caminhões e o trânsito intenso têm prejudicado o ambiente.
Parte dos ônibus, das motocicletas e dos carros lança fumaça pelo escapamento e polui o ar que respiramos.
O contato com o ar poluído pode provocar irritações nos olhos e na garganta e coceira no nariz. Além disso, a poluição do ar pode causar doenças, como asma, rinite e sinusite.

Entre os sintomas da asma estão: tosse seca; dificuldade para respirar; rinite; barulho ao respirar; respiração curta e rápida. A rinite pode ter sintomas como: nariz entupido, nariz escorrendo, espirros, coceira. Os sintomas da sinusite podem ser: nariz entupido, dor de cabeça, grande quantidade de secreção amarela ou esverdeada (catarro), febre, tosse. Orientar a realização da pesquisa em sites confiáveis, como https:// www.gov.br/saude/pt-br/ assuntos/saude-de-a-a-z/a/ asma e https://bvsms.saude. gov.br/sinusite (acesso em: 8 out. 2025).
Criança com problemas respiratórios e febre sendo atendida em hospital.
• Roda de conversa. Com a ajuda da professora, pesquisem informações sobre os sintomas dessas três doenças respiratórias e conversem sobre elas.
• Evite usar o automóvel para trajetos curtos – dê preferência ao transporte coletivo ou vá a pé ou de bicicleta.
• Procure sempre que possível compartilhar o carro com outras pessoas. [...]
• Abasteça o carro somente à noite ou no início da manhã. Isso evita que os vapores emanados do tanque se transformem em ozônio pela ação dos raios do sol.
• Dê preferência aos transportes coletivos que não emitam gases tóxicos, como o trem e o metrô. [...]
BRASIL. Consumo sustentável: manual de educação. Brasília, DF: Consumers International; Ministério do Meio Ambiente; Ministério da Educação; Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, 2005. Disponível em: https://portal.mec.gov.br/ dmdocuments/publicacao8.pdf. Acesso em: 30 set. 2025.
Observe a imagem com atenção.

1. O que vemos na imagem?
Vemos fumaça saindo pelo escapamento do carro e formando a imagem de um monstro que está prestes a engolir uma planta.
2. O que o autor da imagem quis criticar?
Ele quis criticar a poluição do ar causada pela fumaça lançada através do escapamento do carro.
Lembrar que, nesse caso, a poluição representada na imagem está sendo causada pela queima de combustível, que é o que faz funcionar o motor do carro.
3. Na imagem, o motorista está desrespeitando uma importante regra de trânsito. Qual é ela?
Ele está avançando o sinal vermelho. Embora ainda não tenhamos tratado este conteúdo, a pergunta favorece a sondagem dos conhecimentos prévios dos estudantes sobre regras de trânsito, além de estimular a capacidade de observação, contribuindo assim para a educação do olhar.
BNCC
• EF02HI11
• EF02GE03
VOCÊ ESCRITOR!
| PARA O PROFESSOR
VÍDEO. ALTO número de carros em São Paulo agrava poluição. 2018. Vídeo (2min24s). Publicado pelo canal TV Brasil. Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=U6SdJJfPZnA. Acesso em 22 out. 2025.
A charge como ferramenta pedagógica
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A atração provocada pela charge, se explorada em sala de aula nos Anos Iniciais, além de favorecer o contato dos alunos com esse gênero, ainda, quiçá, provocará o gosto pela leitura em geral. [...]
Inicialmente, o professor apresentará a charge. O objetivo é identificar o conhecimento prévio dos educandos a respeito do tema. Por meio de diálogo/interação com os alunos, o professor intencionalmente se valerá de questionamentos para perceber
o nível de compreensão dos alunos acerca da charge. [...]
Se o intuito da inserção da charge no processo ensino-aprendizagem consiste no diálogo com a possibilidade do favorecimento crítico, o aluno deverá compreender a contradição entre seu conhecimento prévio e o conhecimento sistematizado, ou seja, a leitura inicial do aluno sobre a charge será problematizada pela mediação docente, favorecendo uma interpretação de todos os implícitos/explícitos necessários para a compreensão. [...]
A seguir, temos [...] a sistematização. Realizado o contraponto entre o conhecimento imediato e mediato por meio da problematização, há a necessidade de que o aluno supere o conhecimento imediato por incorporação, não exclusão, e elabore o conhecimento mediato. Na leitura da charge, o mediato compreende o aprendizado da crítica imersa na tessitura do gênero, dos elementos que extrapolam o que imediatamente se percebeu no gênero verbovisual. [...].
PAULA, Carla Ramos de. O gênero discursivo charge: uma proposta pedagógica para os anos iniciais do Ensino Fundamental. 2013. Dissertação (Mestrado em Educação) – Centro de Educação, Comunicação e Artes, Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Cascavel, PR, 2013. Disponível em: https://tede.unioeste.br/bitstream/tede/861/1/Carla%20 Ramos%20de%20Paula%20 II.pdf. Acesso em: 26 out. 2025.
1. Proponham a criação de uma campanha que estimule a carona solidária, com o lema “Ajude o ambiente adotando a carona solidária”.
2. Criem, com a ajuda do professor, um folder dando dicas sobre os prejuízos da poluição do ar para a saúde humana. Professor, pedir aos estudantes que produzam ilustrações e slogans para a campanha. As ilustrações podem ser fixadas nos espaços da escola, de forma a conscientizar a comunidade escolar.
Mais ônibus, menos engarrafamentos
O transporte público coletivo – como metrôs, ônibus e trens de superfície – possui uma série de vantagens se comparado ao transporte baseado no automóvel. Sua primeira e mais evidente característica é a capacidade imensamente superior de transporte de passageiros.
Um ônibus pode transportar até 72 pessoas, ocupando 30 m2. A mesma quantidade de pessoas é transportada (com uma taxa média de ocupação de 1,2 pessoas por carro) em 60 carros, ocupando 1.000 m2. Assim, o ganho em termos de espaço e energia é muito elevado, sendo que, em uma estimativa modesta, um ônibus responde à capacidade de, no mínimo, 35 carros.
Com o ganho de espaço, há menos engarrafamentos nas ruas e maior ganho de tempo de deslocamento. Mesmo que um trajeto dure menos tempo se realizado por meio do
Os meios de transporte podem ser individuais ou coletivos.
O carro de passeio e a bicicleta são exemplos de meios de transporte individuais, pois levam uma ou poucas pessoas.

Motorista indo sozinho para o trabalho.
O ônibus, o metrô e o trem são meios de transporte coletivos, pois levam muitas pessoas.

Adulto e pessoa idosa conversando em um ônibus.
1. Que meio de transporte contribui para diminuir o trânsito: o carro ou o ônibus? Por quê?
O ônibus. Espera-se que os estudantes infiram que ao levar mais pessoas, o ônibus contribui para que menos veículos, como carros e motos, transitem pelas ruas.
2. Todos nós podemos ajudar a diminuir o trânsito e a melhorar a qualidade do ar. Marque um X nas ações que contribuem para isso.
X Usar o transporte coletivo (ônibus, trem, metrô).
Preferir sempre o carro de passeio.
X Compartilhar o carro com outras pessoas.
X Ir a pé ou de bicicleta.
automóvel em horários sem engarrafamentos, nada garante uma estabilidade ao longo do dia e do mês neste tipo de transporte. Com menos engarrafamentos, há maior pontualidade e regularidade de horários, o que permite a uma pessoa planejar suas atividades diárias com relativa precisão.
BERTUCCI, Jonas de Oliveira. Os benefícios do transporte coletivo. Ipea: Boletim Regional, Urbano e Ambiental, n. 5, jun. 2011. Disponível em: https://repositorio. ipea.gov.br/server/api/core/bitstreams/ b16be6a8-aedc-4463-a7dd-b879ebe4109e/ content. Acesso em: 22 out. 2025.
1. Entreviste um adulto seguindo o roteiro a seguir.
a) O senhor ou a senhora trabalha longe de sua casa?
Resposta pessoal.

b) Usa um veículo (carro, perua, ônibus) para ir ao trabalho (serviço)?
Resposta pessoal.
c) Quanto tempo o senhor ou a senhora gasta no percurso?
Resposta pessoal.
d) Como é o percurso da sua casa até o trabalho?
Resposta pessoal.
e) O que sugere para melhorar o trânsito?
Resposta pessoal.
2. Troque a sua entrevista com a do colega. Ele lê a sua e você a dele; depois, conversem sobre o assunto e proponham por escrito ideias para melhorar o trânsito nas cidades.
Resposta pessoal.
BNCC
• EF02HI11
• EF02GE03
VOCÊ CIDADÃO!
As atividades da seção colaboram para o desenvolvimento das competências de leitura e de escrita, bem como para a reflexão sobre solidariedade e cooperação.
Atividade 2. Professor, nesta atividade, a intenção é incentivar a troca de
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ideias e de propostas para desafogar o trânsito, bem como abrir as possibilidades de um estudante aprender com o outro.
Os meios de transporte podem ser públicos ou privados.
O transporte público é de responsabilidade do governo. Já o transporte privado é de responsabilidade dos donos dos veículos.
• A existência de corredores onde só podem circular ônibus é uma medida favorável ao transporte público ou privado? Por quê?
Resposta: É favorável ao transporte público, pois os corredores de ônibus diminuem o tempo para ir de um lugar a outro e, com isso, ajudam as pessoas que fazem uso deles a ir para o trabalho e a voltar para casa.
LIVRO. MACHADO, Ana Maria. A grande aventura de Maria Fumaça. São Paulo: Global, 2003.

ENCAMINHAMENTO
Professor, o trabalho com esta página favorece o desenvolvimento do Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Cidadania e civismo.
No trânsito, os cidadãos devem ser conscientes, cuidadosos e responsáveis, além de valorizar a vida. Você ainda não dirige, porque não tem carteira de habilitação, mas pode ajudar a melhorar a educação no trânsito. Cite duas maneiras de colaborar.
Respostas possíveis: atravessar na faixa de pedestre; lembrar os adultos da importância de respeitar as regras de trânsito.
| PARA O PROFESSOR
VÍDEO . MOBILIDADE
urbana: soluções para o transporte público no Brasil. 2013. Vídeo (3min53s). Publicado pelo canal Apollo1 Consultoria e Treinamento. Disponível em: https:// www.youtube.com/wat ch?v=dfVsJmSQ5nY. Acesso em: 24 out. 2025.
| PARA O ESTUDANTE
LIVRO. BELLINGHAUSEN, Ingrid Biesemeyer. O trânsito no mundinho . São Paulo: DCL, 2006.

Para se movimentar com segurança, é importante que todos respeitem as regras de trânsito. Conheça algumas delas.
Quando estão a pé, as pessoas são chamadas de pedestres. Os pedestres devem andar sempre nas calçadas, afastados da rua, para evitar acidentes.

É importante sempre olhar para os dois lados antes de atravessar a rua.

No trânsito, todos devem respeitar a faixa de pedestre, as placas e a sinalização dos semáforos.


Motoristas e passageiros devem sempre usar o cinto de segurança. Crianças de 4 a 7 anos devem se sentar no banco traseiro e usar assento de elevação com cinto de segurança. Ele protege a vida em casos de freadas fortes ou acidentes.
Os semáforos para veículos possuem três cores: verde, amarela e vermelha.
Semáforos: postes com sinalização automática que serve para regular o tráfego nas ruas e estradas.
Cada uma delas tem um significado.
1. Observe, agora, as imagens dos semáforos de pedestre. Depois, marque a alternativa correta.
O semáforo A mostra aos pedestres que eles podem atravessar a rua.
X O semáforo B mostra aos pedestres que eles podem atravessar a rua.
Mesmo com o semáforo de pedestres aberto, olhe sempre para os dois lados antes de atravessar a rua.
Qual a importância de educar as crianças para o trânsito
Incentivar a autonomia das crianças e orientá-las para que exerçam-na de forma segura é muito importante quando falamos de trânsito.
Crianças que são educadas para o trânsito não somente tem menor probabilidade de sofrer algum tipo de sinistro, como também poderão se tornar adultos responsáveis e respeitadores das leis.
Segundo dados do Ministério da Saúde, sinistros de trânsito são a principal causa
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de morte entre crianças de até 14 anos, sendo que 36% desses óbitos acontecem quando elas estão na condição de pedestre ou ciclista, ou seja, em vias públicas.
Mas de quem é a responsabilidade por preparar as nossas crianças para a locomoção segura nas cidades?
Tanto pais e responsáveis quanto educadores devem incentivar, orientar e educar as crianças para que elas possam praticar comportamento responsável no trânsito e com isso desenvolverem também atitudes cidadãs de respeito às regras e ao outro com quem compartilham o espaço urbano.
ENCAMINHAMENTO
Professor, o trabalho com estas páginas favorece o desenvolvimento do Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Cidadania e civismo (Educação para o trânsito).
BRASIL. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Qual a importância de educar as crianças para o trânsito? Brasília, DF: Conexão DNIT, 3 maio 2024. Disponível em: https://servicos.dnit. gov.br/conexao/projetos/ 5/170. Acesso em: 31 out. 2025.
O uso da imagem como fonte para construção do conhecimento, consolidação do conceito e incentivo ao desenvolvimento da competência leitora é um recurso recorrente na nossa proposta de ensino e aprendizagem.
Nesta seção usamos a charge para trabalhar a educação do olhar, solicitando aos estudantes que identifiquem as cenas nas quais os motoristas estão desrespeitando as regras de trânsito, e, ao mesmo tempo, incentivamos a turma a propor modos de melhorar o trânsito nas cidades. Espera-se que eles mencionem o uso de meios de transporte coletivo, a exemplo do trem e do metrô, bem como da bicicleta. Lembrando que esses três meios de transporte ajudam também a diminuir a poluição do ar.
TEXTO DE APOIO
Transporte e sustentabilidade
O setor de transportes é considerado um dos maiores responsáveis pela emissão de gases poluentes na atmosfera.
[...] A sustentabilidade, quando inserida na mobilidade urbana, é essencial para a redução de impactos climáticos. “Assim contribuímos com a mitigação de mudanças climáticas, melhorando a qualidade do ar, melhorando a qualidade de vida nos ambientes urbanos ao diminuir congestionamentos e poluição sonora, por exemplo.” [...]
Como medidas de resolução, Ermínia [professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanis-
Observe a charge a seguir com atenção.

1. A charge mostra vários motoristas de carro agindo de forma errada. Cite três exemplos.
Exemplo 1 : Um motorista de carro andando na ciclovia (espaço reservado às bicicletas) e, ao mesmo tempo, falando ao celular.
Exemplo 2: Um carro invadindo a faixa para pedestres. Note que há um pedestre reclamando com ele.
Exemplo 3: Motorista gritando com motorista do carro da frente.
2. Debatam, reflitam e opinem. O que podemos fazer para diminuir o trânsito nas grandes cidades? Resposta pessoal.
mo e de Design (FAU) da USP] defende o incentivo às políticas públicas e ao transporte coletivo como as melhores opções para o avanço das condições de mobilidade e sustentabilidade urbana paulista. “O aspecto principal é uma política que seja pública, que tenha uma consonância com uso e ocupação do solo, com o crescimento da cidade, que dê maior prioridade ao transporte coletivo, especialmente transporte de Metrô, ferroviário e ônibus por corredores.”
TEIXEIRA, Yasmin. Mobilidade sustentável reduz poluição e atua contra a mudan-
ça climática. Jornal da USP, 12 jun. 2025. Disponível em: https://jornal.usp.br/radio -usp/mobilidade-sustentavel-reduz-polui cao-e-atua-contra-a-mudanca-climatica/. Acesso em: 10 out. 2025.
• Interprete os bilhetes a seguir.
Através dos meios de comunicação conversarmos, pesquisamos, recebemos e enviamos notícias, entre outras coisas.
Hoje em dia é possível conversar, vendo e ouvindo a pessoa com a qual estamos falando, mesmo que ela esteja muito longe de nós.
Também podemos saber de um fato no exato momento em que ele está acontecendo, mesmo que seja em um país muito distante do nosso.
Mas antigos meios de comunicação, como o bilhete, continuam sendo usados nos dias de hoje. Leia o bilhete que Faiolá escreveu para sua mãe.

A Laura me convidou para o aniversário dela no sábado.
A senhora pode me levar?
amo.
Faiolá usou um bilhete como meio de comunicação.
1. E você, quais meios usa para se comunicar?
2. E as pessoas da sua família, que meios usam para se comunicar no dia a dia?
Respostas pessoais.
BNCC
• EF02GE03
ENCAMINHAMENTO
O trabalho com a página contribui para o desenvolvimento da habilidade EF02LP16 de Língua Portuguesa.
Levantar o conhecimento prévio das crianças sobre o tema comunicação. Para isso, pode-se introduzir o assunto por meio das seguintes perguntas.
• Os meios de comunicação mudaram?
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Como as pessoas se comunicavam com alguém que estava longe?
• O que vocês sabem sobre os meios de comunicação de antigamente? E sobre os meios de comunicação atuais?
A partir das contribuições dos estudantes, mediar o diálogo sobre o tema. Facilitar a percepção de que os meios de comunicação podem ser mais bem compreendidos se abordados em uma perspectiva temporal e espacial.
Bilhete 1
Mariana, Traga sua boneca para a escola amanhã. Eu vou trazer a minha. Um beijo. Carol.
a) Para quem o bilhete foi escrito?
b) Quem escreveu o bilhete?
c) Do que ela quer brincar?
d) Quantas palavras tem o bilhete?
Bilhete 2
Jorge, Amanhã é 28 de fevereiro. Mamãe faz aniversário. Você pode comprar rosas amarelas para ela, por favor? Te amo!
Rita.
a) Para quem o bilhete foi escrito?
b) Quem escreveu o bilhete?
c) Como ela se despede no bilhete?
d) Quantas palavras tem o bilhete?
Respostas:
Bilhete 1
a) Mariana.
b) Carol.
c) Boneca. d) 14. Bilhete 2
a) Jorge.
b) Rita.
c) Te amo! d) 19.
ENCAMINHAMENTO
O trabalho com a temática da internet favorece a mobilização da competência geral 5 e das competências específicas 7 de História e 6 de Ciências da Natureza.
Pode-se iniciar a aula perguntando:
• Sabiam que o significado de internet em língua inglesa é “na rede”?
• Vocês usam muito a internet?
Comentar que “internet” (net quer dizer “rede” em inglês) é uma rede de informação que une a tecnologia dos computadores com a de telecomunicações. Ela ultrapassa fronteiras e não tem dono. Por meio dela, podemos ler jornais, revistas e livros, enviar currículo para empresas de todo o mundo, visitar bibliotecas e museus de diferentes países, fazer pesquisa sobre diversos assuntos, além de conversar e jogar.
Conduzir a conversa de modo a auxiliar os estudantes a formarem a noção/conceito de internet. Espera-se que, ao ampliarem a compreensão do significado dessa palavra tão familiar a elas, possam utilizar essa rede que interliga pessoas do mundo todo de modo mais consciente e eficiente.
Professor, a visita virtual a exposições é uma importante ferramenta educativa possibilitada pelo acesso à internet
Resposta pessoal. Identificar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre as novas tecnologias de comunicação e informação, com destaque para a internet, que permite o uso das redes sociais como o WhatsApp, Facebook, Instagram, entre outros. Vale perguntar se os familiares se comunicam com parentes ou amigos por meio de mensagem de áudio ou vídeo. E também, que dispositivos usam (celular, tablet, computador ou notebook.)
Durante muito tempo, as pessoas se comunicaram por meio de bilhetes, cartas, telefone fixo, entre outros.
Há cerca de 35 anos, porém, a invenção da internet revolucionou os meios de comunicação: informações transmitidas em alta velocidade passaram a ligar pessoas de diferentes lugares do mundo todo.
A internet é uma rede de informação. Por meio dela, podemos:
• ler jornais, revistas e livros;
• visitar bibliotecas e museus de diferentes países;
• fazer pesquisa sobre diversos assuntos;
• comprar ou vender produtos;
• baixar jogos que divertem e podem também instruir;
• estudar, nos comunicar e nos divertir.

e permite conhecer acervos sem as barreiras do tempo e da distância.
Um exemplo é a exposição virtual “Os Céus dos Povos Originários”, disponibilizada pelo Museu de Astronomia e Ciências Afins (disponível em: http:// www.mast.br/museu/exposicao-virtu al-os-ceus-dos-povos-originarios/; acesso em: 18 out. 2025), que apresenta representações do céu elaboradas por crianças e adolescentes de diferentes povos indígenas do Brasil. Essa mostra
permite aos estudantes que conheçam aspectos das visões de mundo dos povos originários e ampliem o entendimento sobre outras formas de ver e compreender o mundo.
Pela internet podemos também pedir a uma autoridade que faça uma melhoria no bairro onde a escola está localizada ou no nosso bairro.
• Roda de conversa. Com a orientação da professora, vamos conversar sobre os problemas existentes no bairro. No final da conversa criem um texto coletivo; a professora escreverá esse texto na lousa.
Vocês podem pedir a uma autoridade local para:
• asfaltar uma rua;
• criar uma linha de ônibus;
• criar uma Unidade Básica de Saúde;
• outro problema que vocês considerarem importante.
• podar árvores, para evitar que galhos causem acidentes;
• tapar buracos;
Podar: cortar galhos ou folhas de uma planta.
Depois, copiem o texto que a professora escreveu na lousa e peçam ajuda de um adulto para enviá-lo por e-mail a uma autoridade.
Professora e crianças em uma roda de conversa.

A importância da roda de conversa
Um dos principais motivos para realização das rodas de conversa é o aprendizado do diálogo entre todos, sabendo respeitar o outro, realizar acordos e combinados, fazer com que as trocas de ideias contribuam para o desenvolvimento social das crianças, beneficiando assim, a qualidade das relações entre as crianças e na qual consigam expor seus sentimentos, vontades e pensamentos por meio da conversa. É indispensável que as crianças tenham
um momento de liberdade para conversar e que desta maneira tenham a certeza que são ouvidas e que merecem atenção, por isso, é muito importante que os professores vejam seus alunos como um ser humano de pouca idade, que também tem suas opiniões próprias.
Por meio da roda de conversa temos a oportunidade de conhecer melhor nossos próprios alunos, sendo assim, ensinamos e aprendemos juntos, conhecendo as diferenças e semelhanças existentes na turma. [...] Esse instrumento pedagógico, [...] além de contribuir para a construção do
conhecimento, valoriza a relação dialógica entre os diferentes sujeitos, fazendo assim uma construção coletiva de saberes, respeitando as diferenças de cada um [e também] é de suma importância para o desenvolvimento da fala e da escuta, bem como do respeito para com o outro, pois é preciso respeitar as diferenças e o ponto de vista do outro. Neste ponto também se constrói e reconstrói novos conhecimentos entre os envolvidos na roda de conversa.
PEDROSO, P. A.; LINHARES, A. M. A importância da roda de conversa na Educação Infantil. Anuário Pesquisa e Extensão Unoesc Joaçaba, v. 4, e23134, 2019. Disponível em: https://periodicos.uno esc.edu.br/apeuj/article/ view/23134. Acesso em: 18 out. 2025.
ENCAMINHAMENTO
O trabalho com a temática do uso responsável da internet favorece a mobilização da competência específica 8 de Ciências da Natureza.
Debater questões envolvendo o uso da internet (bullying, segurança, publicidade infantil, conversas com desconhecidos, entre outras).
Durante a conversa, retomar o que os estudantes já sabem sobre o uso de aparelhos eletrônicos e incentivá-los a compartilhar situações do cotidiano. Em seguida, conduzir uma reflexão destacando que clicar em links desconhecidos pode trazer riscos, como acessar conteúdos impróprios ou permitir que informações pessoais sejam compartilhadas sem autorização. É importante reforçar que o estudante deve acessar a internet sempre sob a supervisão de um adulto de confiança. Estimular os estudantes a explicar seus cartazes para os colegas, promovendo a troca de experiências e a consolidação dos cuidados necessários no uso dos meios de comunicação.
Organizados em grupos, proponham e listem medidas de segurança para o uso adequado da internet. Depois, elaborem cartazes para divulgar essas medidas na escola.
O uso dos meios de comunicação, principalmente da internet, exige de nós alguns cuidados. São eles:
• Nome, endereço e telefone seu, de seus familiares ou da escola não devem ser publicados na internet.
• Não converse com pessoas desconhecidas. Caso receba uma mensagem ou ligação de alguém que não conhece, mostre a um adulto.
• Não acredite em tudo que você lê na internet. Para saber se uma informação é verdadeira, pesquise sobre o assunto com a ajuda de um adulto.
• Não clique em links enviados por pessoas que você não conhece.
Links: elementos clicáveis que levam a outra página da internet.

Mãe orientando a pesquisa escolar de seu filho para garantir o uso seguro da internet.
1. Em grupo. Com a ajuda da professora, conversem sobre por que não devemos clicar em links ou mensagens de pessoas que não conhecemos. Depois, elaborem cartazes ilustrados com o título “CUIDADO COM A SUA SEGURANÇA. USE A INTERNET COM RESPONSABILIDADE”. Em um dia combinado com a professora, apresentem os cartazes para os familiares. Resposta pessoal.
Atualmente é comum as pessoas usarem o celular conectado à internet para conversar por chamada de vídeo, aprender e se divertir. Mas isso envolve o uso de tela e pode trazer riscos à nossa saúde.
Ficar muito tempo na frente das telas pode atrapalhar o sono, a atenção e causar irritação.

Brincar ao ar livre faz bem a saúde, enquanto o uso de telas pode prejudicá-la.
Os médicos aconselham, por exemplo, a desligar a TV uma hora antes de dormir. E aconselham as crianças a usar o seu tempo para brincar ao ar livre, não fazer refeições em frente às telas e só usar a internet acompanhadas dos pais ou responsáveis.
1. Use as palavras do quadro para completar as frases. sono • internet • atenção • refeição
a) Usar celular ou assistir à TV antes de dormir pode atrapalhar o sono .
b) Ficar muito tempo em frente às telas atrapalha a atenção .
c) A refeição deve ser feita sem o uso de telas.
d) É preciso usar a internet com a supervisão dos pais ou responsáveis.
207
Riscos para a vida!
Viver em um ambiente multitela, por exemplo, televisão, tablet, computadores, smartphones, pode incentivar o uso da tela precocemente na primeira infância.
O tempo de exposição à tela é considerado um fator de risco para o comportamento sedentário, para doenças cardiovasculares e metabólicas em adultos. Já em crianças pode causar obesidade, maior pressão arterial e problemas relacionados à saúde mental além de reduzir o tempo de interação social e familiar e favorecer exposição a conteúdos impróprios. Alguns autores associam a alta exposição à tela a atrasos nos domínios de linguagem e habilidade motora fina. No entanto, o tempo de tela na televisão é amplamente abordado na literatura enquanto estudos que dizem respeito às mídias interativas (p. ex., smartphones, tablets, videogames) começaram emergir, consoante e uso dos dispositivos móveis por crianças. [...]
NOBRE, Juliana Nogueira Pontes et al. Fatores determinantes no tempo de tela de crianças na primeira infância. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 26, n. 3, p. 1147-1156, 2021. Disponível em: https:// www.scielo.br/j/csc /a/GmStpKgyqGTtLwg CdQx8NMR/?lang=pt. Acesso em: 24 out. 2025.
BNCC • EF02GE03
ENCAMINHAMENTO
O trabalho com a temática dos riscos para a vida favorece o desenvolvimento da competência específica 7 de Ciências da Natureza. Ler com os estudantes o texto da página.
Propor um debate sobre o tema, perguntando aos estudantes se costumam seguir as recomendações lidas no texto.
PARA O ESTUDANTE
LIVRO. TAM, Bui Phuong. Larga esse celular! São Paulo: Caminho Suave, 2024.
30/10/25 05:55

• EF02HI03
• EF02HI06
• EF02GE03
Pode-se começar perguntando:
• O telefone é importante na sua vida? Vocês sabem há quanto tempo ele existe?
• Que mudanças ocorreram nesse meio de comunicação ao longo do tempo?
• Efetuar a leitura compartilhada desta página, com o objetivo de conhecer o desenvolvimento do telefone.
• Destacar que o italiano Antonio Meucci – o verdadeiro inventor do telefone – adoeceu e sua esposa vendeu a patente para o escocês Graham Bell, que a registrou como sua e divulgou-a, tornando-se conhecido como “pai do telefone”.
• Comentar que o telefone celular, tão usado hoje em dia por muitos, resultou do esforço de pesquisa que tem suas raízes na invenção de Antonio Meucci, feita há cerca de 150 anos.
TEXTO DE APOIO
A [...] Lei Federal 15.100, sancionada no início de janeiro deste ano, e que procura limitar o uso de dispositivos eletrônicos portáteis nas escolas públicas e privadas, tanto nas salas de aula quanto no recreio e intervalos, mas permite o uso pedagógico, ou seja, quando autorizado pelos professores. [...]
Segundo o Ministério da Educação, a medida foi tomada diante das fartas evi-
A invenção do telefone resultou do esforço de muitos cientistas de diversas partes do mundo ao mesmo tempo. Criado há cerca de 150 anos pelo italiano Antonio Meucci, o telefone conectou pessoas e empresas de diferentes lugares do mundo todo. A linha do tempo a seguir registra mudanças do telefone no tempo.

Invenção do telefone.

• Reflita e escreva a solução para a mesma situação-problema em diferentes tempos.
Marta tem 14 anos e se machucou jogando futebol em um campo. O que ela faria para avisar à família?



dências sobre o impacto negativo dos dispositivos no aprendizado, na concentração e na saúde mental dos jovens. O objetivo é permitir que os alunos participem das atividades e interajam. Estudos avaliados pelo MEC apontam que o uso excessivo de telas prejudica o desempenho acadêmico, reduz a interação social e aumenta as chances de depressão e ansiedade entre os jovens. [...]
“Sabemos que o mundo digital é importante e o quanto a educação digital é também uma dimensão fundamental”, disse, em nota, a secretária de Educação
Básica do MEC, Kátia Schweickardt. “Queremos otimizar o uso [dos dispositivos] e potencializar os benefícios, mas mitigando os efeitos nocivos”, completou.
VIEIRA, Isabela. Volta às aulas sem celular: saiba como vai funcionar a nova lei. Agência Brasil. Disponível em: https:// agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia /2025-02/volta-aulas-sem-celular-saiba -como-vai-funcionar-nova-lei. Acesso em: 24 out. 2025.
Os primeiros celulares eram grandes e pesados. Hoje são mais finos e leves. A cientista brasileira Sônia Guimarães foi uma das mulheres que contribuiu para essa transformação.

Sônia enfrentou muitos desafios por ser mulher e negra estudando ciência, mas nunca desistiu. Em abril de 2025, foi eleita por uma revista de destaque como uma das Mulheres Mais Poderosas do Brasil.
Sônia é a primeira mulher negra doutora em Física no Brasil. Hoje, além de continuar pesquisando, ela é professora do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), uma instituição muito respeitada, mas que, durante muito tempo, não aceitava mulheres nem como alunas, nem como professoras.
• Roda de conversa. Com a orientação da professora, conversem sobre o que podemos aprender lendo a respeito da vida de pessoas como a cientista brasileira Sônia Guimarães. Resposta pessoal.
BNCC
• EF02HI10 • EF02GE03
ENCAMINHAMENTO
A temática da página valoriza a participação das mulheres na Ciência, tomando como exemplo o trabalho da física Sônia Guimarães. Essa é uma oportunidade para destacar junto à turma que a Ciência é um empreendimento humano, que pode ser feita por todas as pessoas. Essa discussão favorece o desenvolvimento da competência específica 1 de Ciências da Natureza.
Os Textos de apoio apresentam mais detalhes sobre a trajetória de Sônia Guimarães e de outra cientista negra, Jaqueline Goes.
Sônia Guimarães
É especialista em física aplicada, com pesquisas sobre semicondutores e desenvolvimento de sensores de calor. Além de cientista, tem registro como inventora ao descobrir a técnica de produção sensores de radiação infravermelha para cabeça de mísseis. Foi vencedora do prêmio Pro-
fessora Emérita Guerreira da Educação Ruy Mesquita, organizado pelo Ciee e pelo Jornal Estado De São Paulo. Em 23 anos de premiação, Sonia foi a primeira negra a receber o título.
É também ativista na luta contra o racismo e discriminação de gênero. Na causa, é envolvida em comissões e projetos que tratem sobre a inclusão de negros na ciência e na academia. Além de fazer parte de ações de promoção pela presença feminina nesses espaços.
Sonia Guimarães. Disponível em: https://iric.com.br/ conheca/sonia-guimaraes/. Acesso em: 21 out. 2025.
Nascida na Bahia, [...] Jaqueline Goes de Jesus, 31 anos, é uma biomédica e pesquisadora. Ela distinguiu-se por ser uma entre muitas mulheres cientistas que fizeram parte da equipe responsável pela sequenciação do primeiro genoma do vírus SARS-CoV-2 apenas 48 horas após a confirmação do primeiro caso de COVID-19 no Brasil.
A baiana é graduada em biomedicina e doutora em patologia humana e experimental pela Universidade Federal da Bahia UFBA em associação com a Fiocruz. [...]
A pesquisadora baiana recebeu vários prêmios e foi homenageada em diversas ocasiões pelo trabalho desenvolvido na luta contra o coronavírus.
BIOMEDICINA na História: conheça o trabalho de Jaqueline Goes de Jesus. Conselho Regional de Biomedicina da 2a Região, 24 mar. 2021. Disponível em: https://crbm2.gov.br/ informativo/biomedicina -na-historia-conheca-o -trabalho-de-jaqueline -goes-de-jesus/. Acesso em: 26 out. 2025.
ENCAMINHAMENTO
O trabalho com a temática desta página favorece a mobilização da competência específica 1 de História
Uma sugestão é levar um rádio para a sala de aula e colocar em um noticiário para os estudantes ouvirem uns poucos minutos.
Em seguida, podem-se lançar perguntas como:
• Algum adulto da sua família ouve noticiário no rádio todos os dias?
• Em que situações as pessoas ouvem rádio hoje?
• E, no passado, quando e como ouviam rádio?
Em seguida, sugere-se conversar com os estudantes sobre o impacto causado pelo advento do rádio: pessoas de lugares distantes, que nunca se conheceram, passaram a compartilhar sentimentos, notícias e preocupações; passaram a rir e a franzir a testa de preocupação ao mesmo tempo!
Organizar a turma em grupos e produzir um noticiário radiofônico. Um estudante faz o papel de redator; outro, de locutor; dois outros criam a propaganda que irá entrar entre os blocos de notícias.
A pauta do jornal radiofônico pode ser preenchida com notícias do Brasil e/ou do mundo. Estimular os estudantes a exercitar suas habilidades, atuando nas áreas
1. Diferença: Os programas de antigamente eram transmitidos ao vivo. Já hoje muitos programas são gravados e só vão ao ar dias depois. Semelhança: O público continua querendo saber o que seus ídolos gostam, onde moram, onde irão se apresentar, entre outros.
A invenção do rádio há cerca de 130 anos resultou do trabalho de diferentes cientistas. Um dos que mais contribuiu para essa invenção foi o italiano G. Marconi. Com o rádio, pessoas que moravam distantes umas das outras passaram a debater os mesmos assuntos e a se sentir próximas.
No Brasil, a primeira emissora de rádio foi criada em 1923, na cidade do Rio de Janeiro, por Roquete Pinto.


e assistindo a programa de entretenimento no tablet em 2023.
Os programas eram transmitidos ao vivo, isto é, no exato momento em que estavam acontecendo. Hoje muitos programas são gravados e só vão ao ar dias depois. O público acompanhava a vida pessoal dos astros e das estrelas; queria saber como se vestiam, do que gostavam, onde moravam.
1. Aponte uma diferença e uma semelhança entre os programas de rádio de antigamente e os de hoje.
2. Você ouve música? Se sim, através de qual meio de comunicação? O estudante vai responder provavelmente que ouve pelo celular por meio de plataformas de streaming
com as quais têm mais afinidade; por exemplo, escrever uma pauta, cantar músicas, contar piadas, narrar um jogo de futebol etc.
VÍDEO. HISTÓRIAS do Brasil – a era do rádio. 2023. Vídeo (3min1s). Publicado pelo canal TV Senado. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v= fAuE5ytWa6Q. Acesso em: 9 out. 2025.
Chamar a atenção para o fato de que, desde o começo, a televisão tinha programas musicais, de humor, esportivos e continua tendo. Ou seja, há diferenças, mas também semelhanças.
A TV resultou do esforço de vários cientistas. No Brasil, a televisão estreou em 1950. A primeira emissora de televisão brasileira foi a TV Tupi de São Paulo. Um menino indígena era o símbolo da TV Tupi de São Paulo. Cartazes feitos à mão e apresentados ao vivo mostravam diferentes imagens desse menino: dizendo boa noite, anunciando a próxima atração e assim por diante.

da TV Tupi.
Os primeiros profissionais da TV brasileira vinham do rádio; por isso, os primeiros programas da televisão se pareciam bastante com os do rádio. Havia programas musicais, de humor, esportivos e telejornais.
1. Leia as frases comparando a televisão de antigamente com a de hoje. Marque a letra P nas frases sobre a televisão no passado; a letra A nas frases sobre a televisão atualmente.
P A transmissão era em preto e branco.
A A maioria das pessoas tem televisão em casa.
P Os programas eram todos ao vivo.
A Muitos programas são gravados e transmitidos dias depois.
P Só as pessoas muito ricas podiam ter um televisor em casa.
2. Quando a televisão entrou no Brasil, muitas pessoas diziam que o rádio ia ser “coisa do passado”. Pesquisem e escrevam um pequeno texto sobre o que de fato aconteceu. Comentar que o rádio renovou sua programação, ampliou seu alcance e se fortaleceu. E continua presente na vida de muitas pessoas e grupos profissionais, como os caminhoneiros. Com a adaptação e a fixação do rádio nos veículos motorizados, tornou-se um companheiro inseparável dos motoristas. Resposta pessoal.
BNCC
• EF02GE03
ENCAMINHAMENTO
O trabalho com a temática desta página favorece a mobilização das competências específicas 2 e 3 de História.
O advento da TV é uma oportunidade para trabalhar com os estudantes a ideia de que um invento nem sempre substitui o outro. Na época, muitos diziam que, com a chegada da tele-
visão, o rádio iria desaparecer, o que não aconteceu.
O rádio e a TV, dois poderosos meios de comunicação, coexistem no Brasil desde 1940. Esse assunto pode introduzir o trabalho com a noção de simultaneidade, dimensão importante do tempo, categoria central da História. Refletir sobre a força da TV na formação da opinião pública. Esse conceito é complexo para essa faixa etária, mas pode ser apresentado de forma a ajudar o estudante a ter uma noção de
que a TV influencia as pessoas, por exemplo, a consumir aquilo de que não necessitam, a assistir a um determinado filme ou a viajar para um destino porque é lucrativo para a empresa que patrocina a propaganda veiculada.
TEXTO DE APOIO
[...] a relevância da televisão na sociedade brasileira ganhou a concorrência, nos últimos anos, da internet e de plataformas de streaming de vídeo. Os programas da TV aberta competem com conteúdo produzido em diversas partes do mundo e o próprio televisor encontra um substituto no aparelho celular. [...]
[…]
“No Brasil, a audiência está caindo, mas a TV aberta ainda domina. Ela é um dos únicos meios de comunicação que conseguem falar massivamente com a população de mais de 200 milhões de habitantes”, considera a pesquisadora da área de comunicação Melina Meimaridis, em estágio de pós-doutorado na Universidade Federal Fluminense. Ela prevê que a televisão na sala continuará existindo ao lado do celular e do monitor de computador. “Não é um versus o outro, o espectador não vai ficar preso a uma única experiência.”
TUNES, Suzel. 100 anos de TV: das válvulas às smart TV. Pesquisa Fapesp, dez. 2024. Disponível em: https://revistapesquisa. fapesp.br/100-anos-de-tv -das-valvulas-a-smart-tv/. Acesso em: 23 out. 2025.
DIALOGANDO COM LÍNGUA
PORTUGUESA
Atividade 1. Explicar que as definições que interessam são aquelas que se referem ao meio de transporte. Estas são definições possíveis, a depender do dicionário em que os estudantes pesquisarão.
• Explicar que as palavras no dicionário seguem a ordem alfabética.
• Às vezes, é indicada a divisão silábica das palavras, com o uso de pontos. Se considerar conveniente, explicar o significado de algumas abreviaturas presentes nos verbetes: s.m. e s.f. (substantivo masculino e substantivo feminino); adj. (adjetivo); num. (numeral); v. (verbo); prep. (preposição). Também se encontram a forma plural (trens-balas e trens-bala) e a etimologia das palavras, indicando sua procedência (forma antiga, língua de que se originou) e sua formação (união dos substantivos “trem” e “bala”, em termos técnicos, composição por justaposição, nomenclatura que não será explorada agora).
TEXTO DE APOIO
A evolução do trem
A primeira locomotiva a vapor, construída na Inglaterra em 1814, recebeu o nome de “foguete” (rocket em inglês) por desenvolver até 45 quilômetros por hora, velocidade considerada alta na época!
1. Você e seus colegas vão utilizar o dicionário para procurar o significado dos seguintes verbetes:



a) avião-correio:
Verbetes: nos dicionários, são as palavras em negrito e seus significados.
avião utilizado para o transporte de malas de correspondências e outros tipos de envios postais.
b) navio-tanque:
navio que transporta qualquer carga líquida, geralmente petróleo,
combustivel ou água.
c) trem-bala:
trem de passageiros de alta velocidade.
2. Observe a página do dicionário onde está a palavra “trem-bala”. O que há em comum em todos os verbetes dessa página?
Eles começam com a letra T.
3. Assinale um X nos meios de transporte que também se deslocam em alta velocidade. Charrete.
X Automóvel.
X Avião. Bicicleta. Barco a remo.
X Barco a motor.
3. Sugere-se fazer comparações de deslocamentos entre cidades ou lugares próximos aos estudantes. Por exemplo, explicar que determinado trajeto feito por um ciclista em uma hora poderia ser feito em poucos minutos por um avião ou por um trem-bala.
Viagens que demoravam 12 dias passaram a ser feitas em apenas 4. A locomotiva à eletricidade, criação do engenheiro Werner Von Siemens, fez sua estreia em 1879, na Exposição Industrial de Berlim, Alemanha. No Brasil, foi empregada pela primeira vez no Rio de Janeiro, em 1892. O passo seguinte foi o desenvolvimento do TGV, um trem francês que começou operando a uma velocidade de 320 km/h.
Atualmente, o trem mais rápido do mundo é o Maglev – que fez sua estreia
em 2003 no Japão. Esse trem chega a desenvolver 580 km/h; é mais rápido que um carro de Fórmula 1.
Elaborado pelos autores.
4. Complete as frases e preencha o diagrama. Observe o exemplo.
a) Eletrodoméstico que utilizamos para assistir a filmes e programas de vários tipos: televisão .
b) Telefone móvel de uso individual: celular .
c) Aparelho que utilizamos para ouvir músicas e notícias: rádio .
d) Rede de comunicação e informação que conecta pessoas de todo o mundo: internet .
e) Feita a partir do fogo, era utilizada muito antigamente para enviar sinais: fumaça .
f) Comunicação escrita que enviamos dentro de um envelope: carta .
g) Publicação diária que traz notícias, quadrinhos, anúncios e reportagens. E comprado em bancas de revistas ou lido na internet: jornal .
Uso de telas e dispositivos digitais por crianças
Os hábitos de uso de telas são formados na primeira infância, e é importante atentar para o fato de que, pensando no desenvolvimento das crianças, o uso das mídias digitais pode interferir na qualidade da interação entre elas e as pessoas que delas cuidam.
As crianças aprendem enquanto exploram o mundo à sua volta, ao mesmo tempo que estabelecem relações seguras e afetivas com adultos e outras crianças.
[…]
No Brasil, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) orienta que crianças com menos de 2 anos não sejam expostas às telas. Entre 2 e 5 anos, recomenda-se que o tempo de tela não ultrapasse uma hora por dia, de preferência interagindo com adultos; para a faixa etária entre 6 e 10 anos, uma hora a mais que a faixa anterior; e até três horas para o grupo entre 11 e 17 anos. Essa orientação é a que consta atualmente na Caderneta da Criança, entregue às famílias brasileiras, e é importante considerar os diferentes contextos e como essas recomendações são implementadas.
CRIANÇAS, adolescentes e telas: guia sobre usos de dispositivos digitais. Brasília-DF: Secon/PR, 2025. Disponível em: https:// www.gov.br/secom/pt-br/ assuntos/uso-de-telas-por -criancas-e-adolescentes/ guia/guia-de-telas_sobre -usos-de-dispositivos -digitais_versaoweb.pdf. Acesso em: 18 out. 2025.
O objetivo dessa atividade é investigar a importância da luz solar e da água no desenvolvimento das plantas. A seção oportuniza o desenvolvimento da competência geral 2 e das competências específicas 2 de Ciências da Natureza e 5 de Geografia, ao envolver os estudantes com práticas e procedimentos científicos.
Para realizar essa atividade, é fundamental organizar previamente os materiais necessários e definir um local adequado para acomodar os vasos ao longo de todo o período da atividade. A escolha do local deve considerar fatores como incidência de luz solar e facilidade de acesso para rega e observação.
No início da atividade, recomenda-se retomar as respostas dos estudantes às atividades apresentadas na página 161. Propor uma conversa em grupo ou dupla sobre as respostas permite que os estudantes reflitam sobre suas percepções iniciais, avaliando se alterariam suas respostas ou não, considerando tudo o que estudaram ao longo da unidade.
Após essa conversa inicial, orientar o preparo da etapa 1 do experimento. Essa etapa visa oportunizar o estudo e a observação da germinação das sementes de feijão.
As plantas cultivadas em residências, jardins e hortas recebem cuidados para se manterem saudáveis e bonitas. Você sabe quais são os principais cuidados com as plantas? Do que elas precisam? Vamos investigar.
• 4 fundos de garrafa plástica (elas serão os vasos);
• pedras pequenas;
• solo para encher os vasos;
• caixa de papelão grande que caiba uma planta de feijão;
1. Em grupos, numerem os vasos com as etiquetas: 1, 2, 3 e 4.
2. Coloquem pedrinhas no fundo dos vasos e os preencham com o solo.
3. Em cada vaso, façam um pequeno buraco no solo e depositem 3 sementes. Cubram as sementes com o solo.
4. Coloquem os vasos em local iluminado, que não atrapalhe o trânsito das pessoas. Eles vão ficar lá por uma semana.
5. Com o regador, reguem os vasos com um pouco de água diariamente.
No procedimento 3, é importante destacar que as sementes devem ser envolvidas por uma fina camada de terra, ou seja, devem ser “enterradas” de forma superficial. Esse cuidado garante que as sementes recebam a umidade necessária sem ficarem totalmente soterradas, facilitando a germinação e a posterior observação do desenvolvimento inicial.
No procedimento 5, recomenda-se alternar os responsáveis pela rega.
• 4 etiquetas;
• 12 sementes de feijão;
• água;
• regador;
• lápis.
Dessa forma, pelo menos um estudante por dia deve regar um dos vasos, garantindo que todos participem ativamente.
1. Após quantos dias a semente germinou em cada vaso?
Resposta variável. Estima-se entre 2 e 3 dias para a semente de feijão germinar.
2. Quais transformações você observou?
Da semente marrom enterrada, emergiram duas folhas e um caule de cor verde-clara.
Etapa 2
1. Coloque o vaso 1 dentro da caixa de papelão e a mantenha fechada.
2. Continue regando as plantas por mais cinco dias, menos as plantas do vaso 2.
Ao regar as plantas do vaso 1, abra e feche a tampa da caixa rapidamente.
OBSERVAR
1. Copie o quadro a seguir no caderno. Preencha-o todos os dias de sua observação, conforme o exemplo.
Dia Vaso 1 Vaso 2 Vaso 3 Vaso 4
1 de abril
Folhas verdes e grandes. Caule reto. Parece uma planta sadia.
1. Espera-se que os estudantes identifiquem que a privação de água e luz fez com que as plantas não
se desenvolvessem adequadamente, concluindo que as plantas necessitam desses elementos para se desenvolver.
1. Com base nas observações diárias, o que você diria que as plantas precisam para viver? Explique.
2. Qual outro cuidado importante foi verificado nessa atividade? Explique com base em suas observações.
A rega, pois a planta do vaso 2, que não foi regada nenhuma vez, não se desenvolveu.
3. No caderno, faça um desenho das plantas de cada vaso.
BNCC
• EF02CI05
• EF02GE11
ENCAMINHAMENTO
As atividades propostas mobilizam o desenvolvimento das competências específicas 6 de Geografia e 5 de Ciências da Natureza. Orientar o preparo da etapa 2 do experimento. Essa etapa visa oportunizar a investigação da importância da luz
a observação, evitando a entrada de luz solar que possa interferir nos resultados.
• Vaso 2: não receberá água durante o experimento, mas terá acesso à luz solar normalmente. Essa condição permite avaliar o efeito da falta de água sobre o crescimento da planta.
• Vasos 3 e 4: receberão água e luz solar normalmente, funcionando como vasos de controle, permitindo comparar os efeitos das diferentes condições experimentais sobre o desenvolvimento das plantas.
| PARA O ESTUDANTE
LIVRO. ROCHA, Ruth. João e o pé de feijão São Paulo: Salamandra, 2010.

| PARA O PROFESSOR
215
30/10/25 05:55
solar e da água para o desenvolvimento das plantas.
Com relação aos vasos, é importante destacar que:
• Vaso 1: deve ser colocado no interior de uma caixa de papelão, de forma que não receba luz solar durante todo o experimento. Apesar de estar protegido da luz, o vaso deve ser regado diariamente. É importante que a abertura da caixa seja feita de forma rápida, apenas para a rega e
SITE. FEIJÃO. Embrapa Disponível em: https:// www.embrapa.br/agen cia -de-informacao-tec nologica/cultivos/feijao/ pre-producao/fenologia. Acesso em: 22 out. 2025.
A seção tem por objetivo retomar e verificar os conteúdos estudados ao longo da unidade. Para os estudantes, ela pode auxiliar nos momentos de estudo. Para os docentes, a seção facilita a avaliação somativa. Os resultados obtidos podem guiar o professor na recuperação de aprendizagens.
As atividades 1 e 2 mobilizam o desenvolvimento da competência geral 4.
Leia o texto a seguir.
Os frutos estão no cardápio de diferentes [...] animais [...]! Mas as aves se destacam, porque representam um dos grupos mais numerosos e diversificados de animais frugívoros, que é como são conhecidos os animais que gostam de comer frutos.
[...]
AVES que semeiam.
Ciência Hoje das Crianças, 31 jan. 2024. Disponível em: https:// chc.org.br/artigo/aves-que -semeiam. Acesso em: 22 out. 2025.
a) Que parte das plantas é citada no texto?
b) Segundo o texto, como são chamados os animais que se alimentam dessa parte das plantas? Escreva-o no caderno.
Respostas:
a) Frutos.
b) Frugívoros.
1 O sanhaço-cinzento gosta de comer frutos. Ao comê-los, ele engole algumas sementes. Após algum tempo, o pássaro solta a semente em outro lugar, e dela uma nova planta pode se desenvolver.


Sanhaço-cinzento se alimentando em um mamoeiro.
a) De que parte do mamoeiro o sanhaço-cinzento está se alimentando?
Do fruto.
b) O que acontece com a semente do mamão de que o sanhaço-cinzento está se alimentando?
Ela é engolida por ele e, depois, solta em outro lugar, gerando uma nova planta.
c) Do que uma planta precisa para se desenvolver?
Ela precisa do solo, da água e da luz.
2 Os seres humanos também se alimentam de diversas partes das plantas.
a) Observe as imagens a seguir e escreva o nome da parte da planta que é consumida.



Alface. Goiabas. Feijões.
b) Com a ajuda de um colega, relembre o que vocês comeram na merenda escolar. Em seguida, escreva no espaço abaixo o nome de dois alimentos e da parte das plantas que foram consumidas.
Nome do alimento
Respostas possíveis: arroz, feijão, salada de tomate, mandioca, palmito.
Parte da planta
Respostas possíveis: semente, fruto, raiz, caule.
Como forma de ampliação da atividade 2, sugere-se convidar um dos funcionários da escola que atuam no preparo da merenda escolar para apresentar o cardápio da semana à turma. Essa é uma oportunidade para valorizar o trabalho desses profissionais e aproximar os estudantes da realidade alimentar da comunidade escolar.
Após a apresentação, os estudantes podem elaborar um quadro semanal com os alimentos servidos em cada
dia, identificando os alimentos de origem vegetal presentes em cada refeição e indicando a parte da planta a que pertencem.
Se considerar oportuno, propor que construam, em grupo, cartazes ilustrativos mostrando a diversidade das partes das plantas utilizadas na alimentação. Ao final, podem organizar uma exposição ou mural na escola, compartilhando o que aprenderam com outras turmas.
Protegendo a floresta a favor de todos
Segundo [Lourenço] Krikati [responsável geral pela Coordenação das Organizações e Articulações dos Povos Indígenas do Maranhão – COAPIMA] [...] “O que as pessoas não entendem é que não só dependemos da terra para sobreviver, como também conhecemos e cuidamos dela. Durante anos éramos nós nesta terra e mesmo caçando e explorando nunca a destruímos. Então, quando defendemos o nosso espaço, defendemos também a natureza em favor de todos” – destaca o indígena.
POVOS da floresta. Neo mondo, 16 jan. 2009. Disponível em: https://neomon do.org.br/meio-ambiente /povos-da-floresta. Acesso em: 18 out. 2025.
Socioambiental. Geografia indígena. São Paulo: Instituto Socioambiental, ago. 1996. Disponível em: https://acervo. socioambiental.org/ sites/default/files/pub lications/0pd00054.pdf. Acesso em: 18 out. 2025.
3
Leia o texto a seguir com atenção.
O lugar de Kabá Darebu
Meu nome é Kabá Darebu.
Tenho 7 anos e sou do povo Munduruku.
Meu povo vive na Floresta Amazônica e gosta muito da natureza.
Meu avô me disse que ela é a nossa grande mãe.
[...] Meu povo vive em casas feitas de barro, cobertas com folhas de palmeiras.

Reprodução da capa.
É gostoso morar nesta casa porque de dia fica bem ventilada e à noite ela é bem fresquinha.
Na nossa língua nós a chamamos UKA’A.
Assim é minha casa... [...]
Quando existe um monte de casas juntas nós chamamos de aldeia.
Assim é minha aldeia...
Perto da aldeia tem sempre umrio onde a gente brinca. [...]
Daniel Munduruku. Kabá Darebu. São Paulo: Brinque-Book, 2002. p. 3.
a) Como é o nome do povo do menino Kabá e onde ele vive?
O nome do povo é Munduruku e ele vive na Floresta Amazônica.
b) Como o avô do menino Kabá vê a Floresta Amazônica?
Ele vê como uma “grande mãe”.
c) Como é a casa de Kabá Darebu?
Ele diz que de dia é bem ventilada e à noite é bem fresquinha. Professora, relacionar os materiais usados na feitura da casa com o fato de ela ser bem ventilada de dia e fresquinha à noite. Comentar sobre a relação entre material de que uma casa é feita e o modo como os moradores se sentem dentro dela.
d) Como o menino Kabá se relaciona com a natureza do lugar onde vive?
Ele gosta muito da natureza, pois aprendeu com o avô que ela é nossa grande mãe e brinca no rio.
4 Leia a tirinha com atenção.

a) Complete a frase, de acordo com a tirinha que você leu.
• A criança da história vai para a aula de francês às duas horas , para o futebol às quatro horas , para a aula de música às seis horas e para a aula de reforço às oito horas .
b) Interprete. O que o autor da tirinha está criticando?
O excesso de atividades e a falta de tempo para ser criança, o que inclui o tempo de brincar.
c) O seu dia a dia é parecido ou diferente do dia a dia da criança da tirinha? Explique.
Resposta pessoal.
ENCAMINHAMENTO
Professor, recomenda-se promover uma reflexão acerca do excesso de atividades na rotina de algumas crianças com base na tirinha. Em seguida, orientar os estudantes a responder às questões propostas. Por fim, comentar as respostas dadas por eles.
TEXTO DE APOIO
Infância para viver Uma criança com agenda preenchida, com horário para tudo. Rotina definida
219
30/10/25 05:55
para alcançar sonhos planejados antes mesmo do nascimento. Aula de dança, música, idiomas e a prática de um esporte, pelo menos. A receita vem sendo vendida cada vez mais cedo como um ativo para o sucesso. A produtividade virou uma palavra do cotidiano infantil, deixando a agenda cada vez mais lotada de atividades e a criança invadida por pressão, competitividade e ansiedade. Por isso, especialistas em educação, a escola e a família discutem os limites e as possibilidades em busca do “futuro dos sonhos”.
[...] Na visão do psicólogo [...] Alexandre Coimbra, essa cultura nos impede de parar e é muitas vezes baseada em conquistas inatingíveis, ligadas à insaciabilidade, o que faz com que busquemos a todo tempo a próxima meta.
“A gente está o tempo todo se cobrando por desempenho, mas essa métrica é ligada à aceleração. [...]”
Essa lógica tem atingido adultos e cada vez mais a infância, batendo de frente com um dos grandes pontos fortes dessa fase da vida: desenvolver a subjetividade e a criatividade, por meio da liberdade e do tempo livre.
“A subjetividade humana é marcada pelo desejo de ser único, eu preciso descobrir quem sou, do que gosto, o que quero fazer da vida. Uma infância bem vivida deveria ser um espaço de exploração de descobertas e de abertura para a criatividade”, acrescenta [...].
[...] Quando os pequenos passam a ter uma rotina produtivista, podem chegar à exaustão e à cobrança desmedida sobre si mesmos, sobretudo porque tudo o que não funciona sob essa ótica da excelência costuma ser mal visto. É como se a pessoa não tivesse ambição, fosse preguiçosa, não tivesse foco.
SOUZA, Alice de. Agenda lotada e os riscos da busca pela produtividade infantil. Lunetas, 6 fev. 2023. Disponível em: https:// lunetas.com.br/agenda -lotada-produtividade -infantil-riscos/. Acesso em: 18 out. 2025.
O transporte cotidiano das crianças ribeirinhas
Acordar antes do Sol nascer, caminhar até a beira de um rio agitado, entrar em um bote ou em uma lancha de pequeno porte para, em meio à chuva característica da região Norte, ir à escola. Essa é a rotina de muitas crianças ribeirinhas.
Dependendo da época do ano, é comum que o embarque e desembarque sejam feitos na lama, devido às mudanças causadas nas margens, pela correnteza e pelas variações entre períodos de seca e de cheia nos rios.
“É muito arriscado usar o bote em situações de chuva forte. A lancha [...] tem melhores condições para ir a lugares com correnteza e marolas mais fortes”, disse [a professora].
PEDUZZI, P. Para chegar à escola, muitas crianças enfrentam embarcações. Agência Brasil, 17 abr. 2014. Disponível em: https://agenciabrasil. ebc.com.br/geral/ noticia/2014-04/para -chegar-escola-criancas -enfrentam-embarcacoes -precarias-e-rios.
Acesso em: 22 out. 2025.
VÍDEO. PARA as escolas ribeirinhas o calendário de aulas acompanha o período de cheia, já que os barcos são o principal meio de transporte para chegar às escolas. 2025. Vídeo (1min34s). Publicado pelo canal Band Jornalismo. Disponível em: https:// www.youtube.com/ watch?v=ag1vWc0QQyA. Acesso em: 18 out. 2025.
5
Conheça um pouco sobre as comunidades ribeirinhas. Povos ribeirinhos [...] são aqueles que residem nas proximidades dos rios e têm a pesca artesanal como principal atividade de sobrevivência. Cultivam pequenos roçados para consumo próprio e também podem praticar atividades extrativistas e de subsistência. [...]
[...] Por conta dos aspectos geográficos do país, é na Amazônia que está a maior parte dessa população. Além das populações nativas, somam-se a esta categoria descendentes de migrantes do Nordeste do país.
COMUNIDADES tradicionais: ribeirinhos. Instituto EcoBrasil, c2025. Disponível em: http://www.ecobrasil.eco.br/site_content/30-categoria -conceitos/1195-comunidades-tradicionais-ribeirinhos. Acesso em: 28 out. 2025.
a) Do que as comunidades ribeirinhas sobrevivem?

Transporte escolar de estudantes ribeirinhos. Santarém, Pará, 2019.
A principal atividade das comunidades ribeirinhas é a pesca artesanal. Além disso, cultivam roças e extraem frutos da mata.
b) Na imagem, vemos como as crianças dessas comunidades vão à escola. Qual é o transporte utilizado por elas?
Elas vão à escola de barco.
c) E você, usa algum meio de transporte para ir à escola? Se sim, qual?
Respostas pessoais.
d) Que dificuldades você imagina que uma comunidade ribeirinha pode enfrentar no seu dia a dia?
Resposta pessoal. Comentar que os períodos de seca prolongada são prejudicais ao transporte pelo rio e à pesca.

Leia o texto a seguir.
[...]
A bicicleta
Sou eu que te faço companhia por aí, Entre ruas, avenidas, na beira do mar.
Eu vou com você comprar e te ajudo a curtir Picolés, chicletes, figurinhas e gibis.
[...]
B – i – c – i – c – l – e – t – a
Sou sua amiga bicicleta
Faz bem pouco tempo entrei na moda pra valer, Os executivos me procuram sem parar.
Todo mundo vive preocupado em emagrecer, Até mesmo teus pais resolveram me adotar. Muita gente ultimamente vem me pedalar

Mas de um jeito estranho que eu não saio do lugar.
Antônio Pecci Filho (Toquinho); Lupicínio Morais Rodrigues (Mutinho) (compositores). A bicicleta. In: Toquinho. Toquinho no mundo da criança. Universal Music, 2004.
a) O assunto dos dois primeiros versos é: trabalho. X passeio. esporte.
b) Qual imagem está relacionada aos dois últimos versos da canção?


Professor, sugere-se iniciar uma conversa inicial sobre esta página perguntando aos estudantes:
• Vocês sabem andar de bicicleta? Se sim, com ou sem rodinhas?
• Atualmente, as pessoas usam bicicleta apenas para se divertir? Que outras serventias ela tem?
Os benefícios de pedalar
Os benefícios de pedalar incluem aumento da força muscular, melhora da qualidade do sono e do condicionamento e redução do colesterol e triglicérides, além de elevação do bem-estar e de ganhos para a saúde mental.
Começar uma atividade pode ser um desafio, mas a criação do hábito é um dos primeiros passos dessa jornada. Por ser uma atividade de menor impacto, o ciclismo pode ser a prática ideal
para quem deseja sair do sedentarismo. […] pedalar é uma atividade aeróbica, por isso apresenta potencial para melhorar o condicionamento físico e prevenir doenças crônico-degenerativas.
[…]
O ciclismo trabalha os membros inferiores, mas também contribui para o fortalecimento dos membros superiores, que contribuem para a estabilização e postura em cima da bicicleta.
Com isso, o exercício traz fortalecimento muscular, o que também auxilia no preparo do corpo para a prática de outras atividades físicas.
[…]
Entre os benefícios da pedalada, também é possível citar o auxílio na saúde intestinal [...] melhora para a coordenação motora, [...] perda de peso de forma saudável [...] [além de] regular o humor e reduzir o estresse.
[...] pedalar todos os dias também é uma maneira de contribuir para a preservação do meio ambiente.
O Guia de Atividade Física para População Brasileira, do Ministério da Saúde, reforça que é possível inserir as práticas na rotina de diferentes maneiras, seja no tempo livre, nas tarefas domésticas ou no deslocamento.
No caso das atividades físicas no deslocamento, é possível encaixar o hábito de pedalar enquanto resolve tarefas cotidianas, como ir ao banco, ao trabalho ou ao supermercado.
VEJA os benefícios de pedalar para a saúde e como começar. CNN Brasil, 25 jul. 2023. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com. br/saude/dia-nacional-do -ciclista-conheca-beneficios -para-saude-e-cuidados -para-pedalar/#google _vignette. Acesso em: 30 set. 2025.
Trabalhamos, geralmente, para atender às nossas necessidades de subsistência e de autorrealização, ou seja, para satisfazer nossas necessidades de moradia, saúde, alimentação, vestuário, entre outras. Além disso, é por meio do trabalho que criamos vínculos, formamos grupos sociais e transformamos a sociedade em que vivemos.
Ao longo da unidade, buscamos ajudar os estudantes a identificar diferentes formas de trabalho existentes na comunidade em que vivem, suas características e sua importância (EF02HI10). Ao mesmo tempo, salientamos que todas elas são importantes para a vida de uma comunidade.
Posteriormente, apresentamos exemplos de impactos no ambiente causados por diferentes formas de trabalho e desafiamos os estudantes a descobrir na sua comunidade trabalhos que têm impactado no ambiente.
Nesse momento em que colocamos os estudantes no papel de investigadores e na centralidade do processo do ensino e aprendizagem, sugerimos aproveitar os exemplos trazidos por eles do meio onde vivem (por exemplo, a quantidade de CO2 que os ônibus emitem) e compartilhar esses relatos com a turma.
Com isso, esperamos que os estudantes consigam tomar conhecimen-

to da questão ambiental e suas diversas dimensões. Esperamos também estimular neles o pensamento crítico, a autonomia e as atitudes cidadãs em relação ao outro e ao meio ambiente.
(EF02GE07).
BNCC
• EF02HI10
• EF02HI11
• EF02GE07
• EF02GE11
• EF02CI06
• EF02CI04
• EF02CI05
• Competências gerais: 2, 4, 5, 6, 9, 10.
• Vincular o trabalho à sobrevivência humana.
• Apresentar as diferentes formas de trabalho desempenhadas pelas pessoas da comunidade.
• Destacar que cada pessoa tem direito à escolha de sua profissão.
• Promover a valorização de todos os profissionais.
• Demonstrar como o trabalho realizado por diversos setores afeta nosso cotidiano.
2. Se necessário, comentar que a recepcionista recebe e orienta os convidados; o pipoqueiro faz e serve pipoca; os cozinheiros preparam alimentos para a festa; os garçons servem doces, salgados e bebidas aos convidados; a maquiadora maquia os convidados; o DJ escolhe músicas e as toca durante a festa, que ele também anima.
1. O que se vê na imagem destas duas páginas?
Uma festa de aniversário com pessoas trabalhando e se divertindo.
2. Quais trabalhadores aparecem nas imagens numeradas?
3. A pipoca servida vem do milho. Quem cultiva o milho?
O agricultor.
4. Aconteceria festa sem o trabalho desses profissionais? Por quê?
Não, porque não teria música nem alimentação, decoração, animação.

• Refletir sobre a importância de todos os profissionais da escola para o bom funcionamento da instituição.
• Evidenciar o fato de que todo tipo de trabalho deve ser feito com dedicação, pois é importante para o “outro”.
• Descrever as atividades extrativas (minerais, agropecuárias e industriais).
• Reconhecer os impactos ambientais causados por algumas dessas atividades.
06:06
• Explicar como cada um de nós pode colaborar com o uso sustentável do ambiente.
• Conhecer, de modo introdutório, as principais atividades econômicas.
• Identificar os impactos ambientais causados pela ação humana e refletir sobre maneiras de evitá-los.
O conteúdo dessas páginas mobiliza o Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Economia (Trabalho).
Como encaminhamento, sugere-se estimular os estudantes a ler a imagem desta página dupla de abertura.
Chamar atenção para o cenário e as personagens representadas na imagem.
Pedir aos estudantes que imaginem a festa sem as pessoas que estão trabalhando. Haveria comida? Decoração? Música?
Solicitar aos estudantes que respondam às questões desta página oralmente.
Uma porta de entrada para o trabalho com esta página é perguntar aos estudantes:
• Por que é necessário trabalhar? Para ter mais qualidade de vida? Para juntar riqueza? Para ter moradia e alimentação?
• Como as pessoas escolhem o seu trabalho?
Por prazer ou por necessidade?
Em seguida, como encaminhamento, sugere-se:
• Pedir aos estudantes que observem a imagem da página.
• Solicitar que falem, um de cada vez, quais atividades estão sendo feitas pelas pessoas representadas da imagem.
• Perguntar: em qual ambiente se passa essa cena?
• Destacar que o trabalho no campo apresenta algumas características próprias.
• Comentar que a agricultura e a pecuária geralmente são importantes fontes de sustento das comunidades rurais.
| PARA O ESTUDANTE
VÍDEO . O DIÁRIO de Mika | O trabalho do papai. 2015. Vídeo (7min22s). Publicado pelo canal O Diário de Mika. Disponível em: htt ps://www.youtube.com/ watch?v=ZwSPw2sjNqE. Acesso em: 26 out. 2025.
LIVRO. NOVELLO, Anderson. Doze profissões para o futuro que começou ontem. Jandira: Ciranda na Escola, 2023. REPRODUÇÃO/CIRANDA CULTURAL

Trabalho é a atividade humana de produzir bens, como brinquedos, sapatos, roupas; realizar serviços, como limpar, arrumar, atender; ou criar, como pintar quadros, esculpir, grafitar. Por meio do trabalho, conseguimos nosso sustento. No campo, as pessoas plantam e colhem cereais, legumes, verduras e frutas. Criam animais, como galinhas, porcos, ovelhas, bodes, cabras e cabritos. E extraem frutos, como pequi, e sementes, como castanha e pinhão.

Trabalho e profissão Quando eu crescer, posso ser marceneiro, pedreiro ou lanterneiro, engenheiro ou enfermeiro. Mas trabalhar nas alturas... Nem pensar! Não quero, não! Quando eu crescer, posso ser jornalista, cientista ou esportista, dentista ou até artista. Mas trabalhar nas alturas... Nem pensar! Não quero, não! Minha mãe já não me aguenta mais falar em profissão. No teste vocacional que eu fiz com um psicólogo deu que eu levo muito jeito pra piloto de avião... Nem
pensar! Não quero, não! Quem quer isso é o meu irmão!
SORRENTI, Neusa. Poemas empoleirados no fio do tempo. Belo Horizonte: Autêntica, 2013. p. 34.
Já na cidade é comum as pessoas trabalharem na indústria, no comércio ou prestando serviços, como os de garçom, médico, advogado, encanador, eletricista, cantor, músico, entregador, entre outros.

• Qual dos trabalhos mostrados nesta dupla de páginas é mais importante para uma comunidade? Por quê?
Todos os trabalhos são importantes para uma comunidade, pois ela necessita tanto dos grãos, das verduras e das frutas que vêm do campo quanto dos produtos industrializados, produzidos geralmente na cidade.
Pode-se iniciar o trabalho com esta página perguntando aos estudantes:
• Quando vocês caminham pelas ruas da cidade, prestam atenção no comércio e nos serviços oferecidos à população? Supermercado, banca de jornal, ponto de táxi, floricultura, farmácia, hospital?
• Já leram algum anúncio em placas, jornais ou panfletos oferecendo serviços de eletricista, encanador, pintor?
• Esses serviços são importantes para a comunidade?
• Ressaltar com os estudantes que o trabalho de diversas pessoas possibilita nosso acesso a mercadorias e serviços essenciais à nossa sobrevivência.
Em seguida, sugere-se:
• Observar com os estudantes atentamente a imagem da página.
• Salientar as diversas formas de trabalho presentes na imagem.
• Estimular os estudantes a comentar a imagem, associando-a ao que já viram ou conhecem.
• Perguntar: vocês já utilizaram algum desses serviços? Se sim, quais?
• Incentivar cada estudante a escutar o outro com atenção e a falar quando for a sua vez.
Escrevam, em tiras de papel, uma legenda para cada ilustração dessa dupla de páginas. Após a escrita, troquem suas tiras com as de um colega para realizar a leitura e identifiquem a qual imagem cada tira corresponde.
Professor, pode-se, ainda, colocar as tiras em uma caixa, solicitar que cada estudante retire duas tiras e produza ilustrações para as legendas lidas.
Esta atividade possibilita a articulação com Língua Portuguesa e o desenvolvimento da habilidade EF12LP08.
SITE. FNPETI – Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil. Disponível em: https://fnpeti.org.br. Acesso em: 26 out. 2025.
O trabalho com a dupla de páginas contribui para o desenvolvimento da competência específica 1 de História. Professor, de acordo com a ONU, mais de 80% dos alimentos produzidos no mundo tem origem em propriedades familiares. A agricultura familiar foi reconhecida como profissão no Brasil em 2006, pela lei 11.326. Leia o Texto de apoio para conhecer mais sobre a importância da agricultura familiar.
LIVRO. LIENERT, Rafaela Siviero Caron; COSTA, Caroline Abud Drumond; MARTINS, Anna Carolina Duarte. A horta de Mariana. Porto Alegre: EdiPUCRS, 2021.
TEXTO DE APOIO
A importância da agricultura familiar [A] agricultura familiar [...] é uma das principais engrenagens que movem o setor agrícola brasileiro, [...] responsável por boa parte dos alimentos consumidos no país. Produtores familiares garantem o abastecimento de produtos essenciais, como arroz, feijão, frutas e hortaliças, garantindo segurança alimentar para milhões de brasileiros.
A diversidade de cultivos e a proximidade com o consumidor final permitem que esses alimentos cheguem de forma mais rápida e acessível, fortalecendo as economias locais e reduzindo a dependência de grandes produtores. Esse setor gera mais de 10,1 milhões de postos de trabalho, ocupando um papel
A família de Élia sempre pertenceu ao campo […].
Horticultura: cultivo de verduras, legumes e frutas em hortas e jardins.
[…] Élia trabalha com a horticultura e no cuidado com as vacas. […].
Os animais cumprem diferentes funções [...], como a de ser um auxílio em momentos de necessidade. […] “Quando alguém adoece, a gente vende o gado para poder cuidar do tratamento”, relata.
Além disso, quando uma família abate um animal, é comum compartilhá-lo com algum vizinho para fins de alimentação.
Hoje, Élia trabalha a maior parte do tempo em sua horta, que fornece alimentos tanto para a subsistência de sua família, como para a venda em feiras da agricultura familiar e […] merenda escolar.
“Eu que produzo a minha alimentação. Aqui, eu planto feijão, arroz, milho, mandioca, tudo orgânico, nada de agrotóxico”, conta.
É da própria terra que essas comunidades retiram até mesmo o “remédio” para combater pragas na plantação, como o timbó, que Élia usa para matar insetos.
[…] “Nós não desmatamos nada. Coletamos os frutos e as plantas na época certa”, diz.
Paula Salati. Gente do campo: conheça as comunidades tradicionais de fundo e fecho de pasto. G1, 30 abr. 2022. Disponível em: https://g1.globo.com/ economia/agronegocios/agro-a-industria -riqueza-do-brasil/noticia/2022/04/30/ gente-do-campo-conheca-as -comunidades-tradicionais-de-fundo-e -fecho-de-pasto.ghtml. Acesso em: 2 set. 2025.

central no desenvolvimento econômico de 90% dos municípios brasileiros com até 20 mil habitantes, conforme dados da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG).
Além de ser um motor econômico e social, a agricultura familiar é a principal fonte de geração de emprego no campo, representando 67% das ocupações rurais.
Aproximadamente 77% dos estabelecimentos agrícolas no Brasil são familiares, e esses agricultores contribuem para frear o êxodo rural ao manter as populações no campo.
Ao contrário das grandes monoculturas voltadas para exportação e altamente mecanizadas, a agricultura familiar é responsável por equilibrar a produção agrícola com a sustentabilidade ambiental, promovendo práticas diversificadas e sustentáveis.
BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. O Brasil que alimenta: uma celebração à agricultura familiar. Brasília, DF, 17 out. 2024. Disponível em: https://www.gov.br/mda/pt -br/noticias/2024/10/o-brasil-que-alimenta -uma-celebracao-a-agricultura-familiar. Acesso em: 21 out. 2025.
1. No que Élia trabalha?
2. A comunidade de Élia cria animais para:
X sustento próprio.
X dividir a carne com algum vizinho.
1. Ela trabalha cultivando feijão, arroz, milho e mandioca e criando vacas.
X vender e pagar tratamento de saúde.
3. Ela quis dizer que não usa agrotóxico, ou seja, aditivos químicos na plantação. Ressaltar que a utilização desses produtos em concentrações além do permitido pode fazer mal à saúde.
3. O que Élia quis dizer com: “Aqui, eu planto feijão, arroz, milho, mandioca, tudo orgânico, nada de agrotóxico”?
4. Complete a frase usando as palavras do quadro.
cidade pessoas campo dependem As pessoas do campo dependem do trabalho feito na cidade , assim como as pessoas da cidade dependem do trabalho do campo .
5. Onde as pessoas da sua comunidade conseguem as frutas, os legumes e as verduras que consomem? Resposta pessoal.


| PARA O ESTUDANTE
LIVRO. JACKIEVICIUS, Mônica. Vida no campo. São Paulo: DCL, 2004.



1. Há vários profissionais, como o agricultor, o pintor, o bombeiro, o médico, entre outros. Mas você considera que existe uma profissão mais importante do que a outra? Por quê?
Resposta: Pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que não, porque todos os trabalhadores são importantes para a vida em comunidade. Por exemplo, se houver falta de energia na escola, vamos precisar de um eletricista.
2. Leia o poema com atenção.
Se a fartura chega a nossa mesa
[...] você querido agricultor
[...] merece o nosso respeito [...]
Quem se dedica com tanto amor.
RODRIGUES, Irá. Homenagem ao Dia do Agricultor. Recanto das Letras, 28 jul. 2018. Disponível em: https://www.recantodasle tras.com.br/cordel/6402822. Acesso em: 26 out. 2025.
a) Interprete: o poema é sobre o trabalho de quem?
b) A palavra fartura pode ser substituída por: riqueza, pobreza ou respeito?
c) Defina com suas palavras a importância do trabalho do agricultor.
Respostas: 2. a) Agricultor.
b) Riqueza.
c) Resposta pessoal. A atividade visa estimular nos estudantes a oralidade, bem como a capacidade de mostrar que compreenderam um conceito com suas palavras.
Professor, valorizar os profissionais da escola dando visibilidade a eles pode estimular atitudes de reconhecimento e de retribuição que contribuem para o bom funcionamento da instituição escolar.
Em grupo, tirem fotografias dos trabalhadores da escola e montem um mural com elas. Abaixo de cada foto, escrevam uma legenda com o nome e a função de cada trabalhador.
Escolham com a turma um nome bem significativo para o mural como: Pessoas que fazem a diferença!
O seu trabalho ajuda a nossa escola!
Sem você, nossa escola não seria a mesma!
LIVRO . JORGE, Carla; MELO, Irina. A minha mãe é professora. Lisboa: Máquina de Voar, 2014.

A merendeira
As merendeiras são responsáveis pelo preparo e distribuição da alimentação escolar. Porém, o papel que desempenham dentro da escola não se limita ao preparo dos alimentos e à
Toda comunidade depende do trabalho de muitos profissionais. Entre os profissionais necessários a toda comunidade estão a enfermeira, o policial, o eletricista, a professora, entre outros.
A escola só funciona por causa dos profissionais que nela trabalham. São as pessoas que movimentam a escola e dão vida a ela.
• Escreva o nome da profissão de cada pessoa e o que ela faz.

Resposta possível: Professora verifica atividade do estudante em sala de aula.
Resposta possível: Merendeira entrega alimento no refeitório da escola.


Resposta possível: Bibliotecária atende estudante na biblioteca da escola.
higienização das áreas físicas em que são manipuladas e servidas as refeições. [...]
As merendeiras mantêm contato diário e direto com os estudantes, exercendo um papel fundamental na educação alimentar e nutricional e na formação de hábitos alimentares saudáveis dos escolares. Esse papel, aliado ao contato com os estudantes dentro da escola, cria um vínculo afetivo [...] que coloca a merendeira em uma função primordial de educadora. [...]
A merendeira não é apenas cozinheira ou manipuladora de alimentos, uma vez que sua função vai além de preparar as
refeições. [...] A merendeira pode incentivar o estudante a se alimentar e orientá-lo na formação de bons hábitos alimentares. MELGAÇO, Mariana Belloni; MATOS-DE-SOUZA, Rodrigo. Produzindo a subalternidade: as merendeiras nos documentos e iniciativas da gestão federal do PNAE. Educação em Revista, Belo Horizonte, v. 38, e34023, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0102-469834023. Acesso em: 26 out. 2025.
Leia o poema a seguir com atenção.
Ser professor
Ser professor é um dom
Dado pelo criador
É profissão valiosa
Que requer muito amor
Para transmitir saberes
Mostrando o seu valor.
[…]
Ser professor é ser base
Para qualquer profissão
Todo profissional
Passa pela sua mão
Cuidando de cada aluno
Com muita dedicação.

Luciene Torres de Albuquerque. Ser professor. Em: Cordel encastelado #18 – o papel do professor. 2020. Disponível em: https://rl.art.br/arquivos/7092344.pdf. Acesso em: 3 set. 2025.
1. Escreva o nome da profissão que a autora do poema diz ser valiosa.
Professor.
2. “Todo profissional passa pela sua mão” significa: todo profissional tem a mão de um padrinho.
X todo profissional teve um professor.
3. Escreva as sílabas da palavra professora nos quadrados.
p o r o s s f e
| PARA O ESTUDANTE
LIVRO. MURRAY, Roseana. Artes e ofícios. São Paulo: FTD, 2007.

| PARA O PROFESSOR
SITE. SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO. Você sabe a origem do Dia do Professor? Conheça a história por trás do 15 de outubro. Disponível em: https:// www.educacao.sp.gov.br/voce-sabe-a -origem-do-dia-do-professor-conheca -a-historia-por-tras-do-15-de-outubro. Acesso em: 26 out. 2025.
Leia o texto a seguir. – Bom dia! – Bom dia, professora! – A classe respondeu. – Eu me chamo Catarina. E estou muito contente por estar aqui com vocês! Quero que sejamos amigos! Para uma amizade dar certo é preciso confiança. Vocês podem confiar em mim e eu quero poder confiar em cada um de vocês, está bem? Se todos fizerem a sua parte, vamos fazer um bom trabalho, não é mesmo?
BARROS, Sônia. Pode ser depois? São Paulo: FTD, 2012. p. 10.
1. Contorne a palavra que diz como Catarina se sentiu diante de seus estudantes.
2. Para Catarina, o que é preciso para uma amizade dar certo?
3. Vocês concordam com a professora Catarina? Respostas:
1. Contente.
2. Confiança.
3. Pessoal. Professor, aproveitar a oportunidade para reforçar este importante valor.
O trabalho com as próximas duas páginas mobiliza o Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Cidadania e civismo (Educação em Direitos Humanos).
Professor , é importante explicar que há pessoas com deficiências intelectual, sensorial, motora e física. Elas têm direito a frequentar escolas, desempenhar suas funções na sociedade e trabalhar.
VÍDEO. CONVIVENDO com as diferenças ‒ Cegos. 2011. Vídeo (51 s). Publicado pela TV Câmara. Disponível em: https://www.camara.leg. br/tv/226138-conviven do-com-as-diferencas-ce gos. Acesso em: 26 out. 2025.
VÍDEO. CONVIVENDO com as diferenças ‒ Surdos. 2011. Vídeo (55 s). Publicado pela TV Câmara. Disponível em: https://www.camara. leg.br/tv/institucional/ 226288-convivendo-com -as-diferencas-surdos/. Acesso em: 29 out. 2025.
TEXTO DE APOIO Capacitismo, preconceito que precisamos combater Setembro é celebrado como o Mês da Inclusão, um período destinado a refletir e promover ações voltadas para a inclusão social e profissional de pessoas com deficiência. [...]
Garantir que pessoas com deficiência tenham acesso igualitário a oportunidades de emprego é fundamental para construir uma sociedade mais justa e equitativa. A inclusão no ambiente de trabalho não apenas respeita os direitos humanos, mas também enriquece as organizações
Você sabia que há uma lei brasileira que garante às pessoas com deficiência o direito de trabalhar e receber o mesmo salário que as demais pessoas?
1. Associe o texto à imagem.
Trabalhadora com síndrome de Down no escritório da empresa.

Nadador Victor dos Santos Almeida nos Jogos Paralímpicos de Paris, 2024.

Trabalhadora cadeirante na sala de reuniões da empresa.

com a diversidade de perspectivas e habilidades.
[...] De acordo com dados do eSocial, o Brasil conta com cerca de 545.940 pessoas com deficiência inseridas no mercado formal, representando apenas uma pequena fração da população total com deficiência no país.
Entre os principais desafios enfrentados pelas pessoas com deficiência neste âmbito está o capacitismo, uma forma de preconceito que subestima suas capacidades e competências. [...]
Além do capacitismo, as barreiras arquitetônicas e metodológicas nas em-
presas são obstáculos significativos para a inclusão efetiva. Muitas organizações ainda não oferecem as condições mínimas de acessibilidade física, como rampas de acesso, elevadores adaptados e sinalização tátil, o que dificulta a contratação e a permanência de pessoas com deficiência no ambiente de trabalho.
PÊGO, Beatriz Ferraz. Trabalho e inclusão: desafios e perspectivas de acessibilidade para pessoas com deficiência. Espaço do Conhecimento UFMG, 24 set. 2024. Disponível em: https://www.ufmg.br/espa codoconhecimento/trabalho-e-inclusao. Acesso em: 26 out. 2025.
2. Leia o texto a seguir.
Jovem com síndrome de Down é aprovado em Direito, no Ceará
Um jovem com síndrome de Down emocionou sua família ao passar no vestibular para cursar a faculdade de Direito, em Sobral, no Ceará. William Vasconcelos, aos 21 anos, sempre sonhou em ser advogado e garante que, independente de suas limitações, vai exercer sua futura profissão com maestria:
— Sempre gostei de estudar e agora vou realizar um dos meus dois sonhos, que é ser advogado. Admiro essa profissão e vou fazer Direito. […] Estou ansioso para o início das aulas, no fim de julho.

Símbolo do Dia Mundial da Síndrome de Down, 21 de março.
Mas William não pretende só ajudar as pessoas no meio jurídico. O jovem, que adora ler, também quer ser ator de novela. [...]
Rodrigo Bertolucci. Jovem com síndrome de Down emociona família ao ser aprovado em Direito, no Ceará. Extra, 29 jun. 2017. Disponível em: https://extra.globo.com/noticias/brasil/jovem-com-sindrome -de-down-emociona-familia-ao-ser-aprovado-em-direito-no-ceara-21535538.html. Acesso em: 3 set. 2025. a) Complete a frase.
William vai estudar Direito para ser advogado . b) Qual é o significado de exercer a profissão com maestria?
Exercer a profissão muito bem, com excelência.
c) Que outra profissão William quer ter? X



VÍDEO. BAILARINA que sofreu acidente de carro volta a ficar na ponta dos pés com ajuda de prótese. 2016. Vídeo (2min48s). Publicado pelo Portal G1. Disponível em: https://g1.globo.com/ bom-dia-brasil/video/bailarina-que -sofreu-acidente-de-carro-volta-a-fi car-na-ponta-dos-pes-com-ajuda-de -protese-4881733.ghtml. Acesso em: 26 out. 2025.
LIVRO. TOMAZ, Aline Fávaro. A bailarina especial. São Paulo: Panda Books, 2012.

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Pode-se despertar o interesse pelo assunto, perguntando:
• Você gosta de flores?
• Tem alguma flor de que você gosta mais?
• No seu caminho de casa até a escola há muitas flores?
• Você já notou se no seu bairro há uma floricultura?
• Você sabe o nome que damos ao profissional que lida com flores?
A seguir, sugere-se apresentar o que faz a florista e suas ferramentas de trabalho.
1. Vamos fazer um jogo das profissões?
O professor vai distribuir um pedaço de cartolina branca em formato de cartões para cada estudante. Você desenha um profissional e o colega tem de acertar o que ele faz.
TEXTO DE APOIO
Palavras de um homem florista
Eu [...] sempre fui uma criança emotiva, sensível, expressiva e com uma veia artística bem clara. [...] Fui fazer um curso de florista. Desde o primeiro momento, foi maravilhoso sentir as flores, a energia e a conexão com a natureza que elas proporcionam.
Tive a certeza de que esse era o caminho: tornar-me florista.
Ao iniciar nessa nova profissão, percebi que não conseguia me entregar totalmente, aceitar e mostrar ao mundo que eu, homem, advogado e ex-militar, tinha me descoberto florista.
Sentia internamente [...] pressões sociais por ser
Ela faz arranjos para casamentos, decora salões para festas de formatura e para comemorações, a exemplo do Dia da Família.
Trabalhando com flores, a profissional pode se machucar por conta dos espinhos das flores ou ao cortar galhos para fazer um arranjo.
No trabalho, precisa de:
• balcão para fazer arranjos;

A florista seleciona, prepara, rega e cuida das flores.
• armário para guardar ferramentas;
• baldes para colocar as flores.
As ferramentas de trabalho de uma florista são:




uma profissão tida como feminina. Apeguei-me ao medo, à vergonha, à insegurança e ao julgamento.
[...] Dei-me conta de como nós, homens, não estamos acostumados a lidar e a falar sobre sentimentos, emoções e sensibilidades.
[...] Hoje [...] participo de rodas de conversa, cursos, eventos, palestras, documentários e entrevistas sobre masculinidades. [...]
Acredito que o caminho de evolução e justiça social, que passa pela cura do
masculino distorcido, não é somente individual, é um processo coletivo.
RIOS, Rafa. Um homem florista. Revista Vida Simples, 2019. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/um -homem-florista. Acesso em: 26 out. 2025.
Leia o poema com atenção.
A florista
Na loja de flores orquídeas, margaridas, cravos, rosas e camélias. Azuis, vermelhas, amarelas, varrem para longe o tédio da tarde. [...] Para a florista as flores são como beijos, são como filhas, são como fadas disfarçadas.



1. Com a ajuda de um adulto, pesquise e escreva os nomes de quatro flores citadas no poema.




2. De acordo com o poema, para a florista, as flores são como: margaridas. rosas. X filhas. cravos.
BNCC
• EF02CI04
ENCAMINHAMENTO
O trabalho com a página contribui para o desenvolvimento da habilidade EF02LP29 de Língua Portuguesa.
Ao explorar a atividade 1, aproveitar para propor comparações entre os diferentes tipos de flores representados nas imagens, de modo a mobilizar a habilidade EF02CI04.
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Destacar que nem tudo que chamamos de “flores” no cotidiano diz respeito a uma única flor. Enquanto algumas flores de fato são “isoladas”, outras se agrupam formando conjuntos chamativos, chamados inflorescências. Um bom exemplo é o girassol, que não é uma única flor, mas uma inflorescência. O centro do girassol é formado por um conjunto de flores pequenas e férteis (que participam da reprodução da planta); e ao redor do centro, há flores estéreis (que não participam da
reprodução) que lembram pétalas amarelas, as quais, no geral, são mais atrativas para os polinizadores.


Flores férteis localizadas no disco central do girassol.
| PARA O ESTUDANTE
VÍDEO. A FLORISTA (feat. Geisa Santos, Coro Infantil Banda 12 de Março & Robem Costa). 2023. Vídeo (2min3s). Publicado por Jorge Nelson ‒ Tema. Disponível em: https:// www.youtube.com/wa tch?v=hCbLBpOYEPk. Acesso em: 26 out. 2025.
ENCAMINHAMENTO
Esta página contribui para o desenvolvimento da habilidade EF02CI06, ao explorar relações entre plantas e animais.
Uma dessas relações é a alimentação: muitos animais se alimentam do néctar produzido pelas flores. É possível retomar, nesse momento, que os animais também podem se alimentar de outras partes das plantas, como raízes, caules, folhas e frutos, conforme estudado na unidade anterior.
Outra relação importante é a polinização, processo em que ocorre o transporte de grãos de pólen — estruturas que contêm as células reprodutivas masculinas — entre flores. Esse transporte pode ser realizado por animais polinizadores (como abelhas, beija-flores e borboletas) ou pelo vento.
Ao visitarem as flores em busca de néctar, os polinizadores acabam levando grãos de pólen presos em seus corpos. Esses grãos podem se desprender e alcançar as estruturas femininas de outras flores. Quando há a união entre as células reprodutivas masculinas e femininas (fecundação), forma-se um embrião, que dará origem a uma nova planta.
Se julgar adequado, é possível retomar as flores diurnas e noturnas, estudadas durante a
Muitas flores são coloridas e possuem formatos e cheiros diferentes. Algumas também produzem néctar, um líquido doce que serve de alimento para certos animais. Essas características atraem animais como os beija-flores e as abelhas.

Beija-flor se alimentando de néctar produzido pela flor da planta.
Ao entrar em contato com a flor, esses animais levam grudado no corpo o pólen para outra flor. O pólen é um pequeno grão que ajuda na formação dos frutos e das sementes.

abordagem da habilidade EF01CI06. Como ampliação, sugere-se explicar que o período de abertura das flores pode estar relacionado aos polinizadores que as visitam. As flores que se abrem durante o dia costumam atrair polinizadores diurnos, como abelhas e borboletas, enquanto as flores noturnas se abrem à noite e atraem animais noturnos, como mariposas e morcegos.
LIVRO. LARA, Caroline. O segredo das abelhas. Campinas: Saber e Ler Editora, 2018.

1. Use as palavras do quadro para completar as frases. néctar animais p��en co�es
a) As flores podem ter cores diferentes, que ajudam a atrair alguns animais .
b) Algumas flores produzem néctar , um líquido doce.
c) Ao visitar a flor, os animais podem levar o pólen para outra flor.
2. Alguns profissionais utilizam as flores como inspiração para seu trabalho. Observe a imagem a seguir.

a) Escreva o que você identifica na imagem.
É possível que os estudantes identifiquem flores, folhas e o Sol.
Beatriz Milhazes. Summer Love –Gamboa Seasons 2010. Acrílica sobre tela, 300 cm × 500 cm.
b) A imagem apresenta o trabalho de qual profissional?
Agricultor. Jardineiro.
A atividade 2 explora a profissão artista plástico, que envolve a criação de obras visuais por meio de diferentes materiais, técnicas e suportes, como pintura, escultura, desenho, colagem e gravura. Essa atividade possibilita que os estudantes reconheçam a arte como uma forma de expressão, sensibilidade e observação do mundo natural, como as flores, tema explorado neste capítulo.
X Pintor de quadros. Florista.
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Se possível, apresentar artistas plásticos brasileiros que representaram flores em suas obras, mostrando imagens e promovendo conversas sobre cores, formas e estilos utilizados. Alguns exemplos incluem:
• Agostinho da Motta (1824-1878), conhecido por suas representações detalhadas de natureza-morta e de paisagem.
• Cândido Portinari (1903-1962), que retratou a natureza e o cotidiano
brasileiro em diversas obras (ver algumas de suas obras que representam flores, disponíveis em: https:// www.portinari.org.br/ acervo/obras/@sear ch/flores/@orderBy/@ relevance/@orderDir/ desc (acesso em: 16 out. 2025).
Distribuir uma folha avulsa para cada estudante e disponibilizar materiais para pintura, como tinta guache e pincéis. Também podem ser utilizados lápis de cor e canetinhas, de acordo com os recursos disponíveis.
Solicitar que os estudantes reproduzam um quadro com flores diversas, inspirando-se nas obras de diferentes artistas ou em suas observações da natureza. Incentivar a criatividade e a liberdade de expressão durante o processo.
Ao final, organizar um mural na sala de aula para expor as produções, valorizando o trabalho de todos.
O trabalho com a dupla de páginas contribui para o desenvolvimento da habilidade EF02LP29 de Língua Portuguesa.
Desde cedo, as crianças demonstram curiosidade sobre o mundo ao seu redor, e as profissões dos adultos são um dos temas que mais despertam seu interesse. “O que você faz?”, “Onde você trabalha?” são perguntas frequentes e se engana quem acha que é apenas uma curiosidade boba das crianças. Muito pelo contrário: essas perguntas mostram o desejo das crianças de compreenderem como a sociedade funciona e quais papéis as pessoas desempenham nela. [...]
Conversar sobre profissões com as crianças desde cedo, então, traz muitos benefícios e é indicado até mesmo pela Base Nacional Comum Curricular. A BNCC sugere que, logo no primeiro ano do Ensino Fundamental, as crianças já tenham contato com atividades de trabalho relacionadas com o dia a dia da sua comunidade.
Sendo assim, conversar sobre profissões com as crianças é importante para: Estimular a curiosidade e o conhecimento sobre o mundo;
Desenvolver o respeito pelo trabalho dos outros; Ampliar o vocabulário e a compreensão de diferentes contextos sociais; Incentivar a imaginação e a criatividade; Ajudar a construir uma visão mais inclusiva e diversa da sociedade.
RODRIGUES, Karoline. Como falar sobre profissões com as crianças? Blog Leiturinha, 1 maio 2025. Disponível em: https://leitu rinha.com.br/blog/como-fa lar-sobre-profissoes-com -as-criancas/?srsltid=A fmBOor_nQPRVy1TmUL Tuw5e-PVPOFmjW7Fg_ uF7woMhmR1XdsoM4Z0S. Acesso em 10 out. 2025.
Quando eu crescer...
Quando eu crescer
O que é que eu vou ser? [...]
Renato gosta de bicho. Sonha ser veterinário
Ou vai virar cineasta
E fazer documentário. [...]


Inês quer ser arquiteta, Já sabe desde menina.
O Guido, eu sei, é poeta. Quer ser enfermeira, a Nina. [...]
Pedro pode ser bombeiro,
Rafa quer ser delegado.
Tudo que Henrique deseja É ser professor respeitado.
Ana Maria Machado. Quando eu crescer... São Paulo: Moderna, 2013. p. 7, 12, 15, 18, 19.
1. Complete as frases indicando o que as personagens do poema querem ser quando crescerem.
a) Renato quer ser veterinário ou cineasta .
b) Inês quer ser arquiteta .
c) Nina quer ser enfermeira .
d) Rafa quer ser delegado .
e) Henrique deseja ser professor .
2. Pesquise e escreva no caderno: O que faz um veterinário?
3. E você, o que quer ser quando crescer?
Resposta pessoal.
2. O médico veterinário é o profissional responsável por cuidar da saúde e do bem-estar dos animais. Ele também contribui para a saúde das pessoas e o cuidado com o ambiente.
| PARA O ESTUDANTE
LIVRO. ANDRADE, Paula. A formiga que queria ser confeiteira. Brasília, DF: Mais Ativos, 2023.

Leia o texto a seguir com atenção. Cabeleireira cega que é especialista em cachos surpreende clientes
Marlene Mello é uma cabeleireira de Fortaleza (CE) e é especialista em cortes para cachos. O que surpreende muita gente que passa pelo seu salão é descobrir que Marlene é cega desde os 17 anos.
Ela perdeu a visão [...], mas não desistiu do sonho de se tornar cabeleireira. [...]
GOMES, Tamiris. Cabeleireira cega que é especialista em cachos surpreende clientes. Catraca Livre, 12 nov. 2015. Disponível em: https://catracalivre. com.br/carreira/cabeleirei ra-cega-especialista-em-ca chos-surpreende-clientes. Acesso em 16 out. 2025.
1. Qual é o trabalho de Marlene Mello?
2. O trabalho de Marlene é voluntário ou é feito por necessidade, como forma de sustento?
3. O fato de Marlene ter perdido a visão a impediu de realizar seu sonho?
4. O que podemos aprender com o exemplo de Marlene?
a) ( ) Podemos aprender que, quando temos uma limitação, devemos desistir de nossos sonhos.
b) ( ) Podemos aprender que, mesmo com dificuldades, não devemos desistir de nossos sonhos.
Respostas:
1. Ela corta cabelos.
2. É um trabalho feito para sobreviver.
3. Não.
4. Alternativa b.
Professor, na atividade 3, muitos entrevistados vão dizer que não foi escolha, foi necessidade. Outros dirão que descobriram aquilo que podiam fazer melhor mais tarde, depois de terem experienciado outras atividades e profissões; e outros, ainda, que fazem atualmente o que sonharam fazer há muito tempo. Também favorece o desenvolvimento da competência geral 6
Compartilhar essa diversidade de respostas com os estudantes pode ajudá-los a começar a compreender o mundo do trabalho, das profissões com seus significados e especificidades.
Propor, no retorno, a troca de entrevistas entre pares, para leitura. Questionar as semelhanças e as diferenças entre as respostas obtidas. Solicitar que essas descobertas sejam registradas no caderno e, posteriormente, compartilhadas com o grupo.
A realização de uma entrevista com adultos da comunidade do estudante possibilita a articulação com Língua Portuguesa e o desenvolvimento das habilidades EF02LP22 e EF02LP25.
[...] Mesmo em sociedades que vivem sob o império da escrita, as entrevistas e a coleta de depoimentos têm sido muito utilizadas como fonte de pesquisa
Faça uma entrevista com um profissional de sua comunidade. Utilize o roteiro a seguir.
1. Qual é o seu nome?
Resposta pessoal.

2. Qual é a sua profissão atual?
Resposta pessoal.
3. Por que você escolheu essa profissão?
Resposta pessoal.
4. Você gosta do trabalho que faz? Por quê?
Respostas pessoais.
5. Cite uma característica do seu trabalho. Por exemplo: arriscado, repetitivo, criativo, solidário, cansativo, voltado à cidadania.
Resposta pessoal.
6. Qual é a importância do seu trabalho para a comunidade?
Resposta pessoal.
histórica, pois proporcionam o acesso a testemunhos únicos, ampliando as possibilidades de interpretação do passado. [...] A confecção de entrevistas que servem de base para esse tipo de História costuma provocar um grande envolvimento das crianças com o ensino-aprendizagem. Elas ficam entusiasmadas com o contato com as pessoas mais velhas e seus relatos sobre acontecimentos passados e o cotidiano em outros tempos. São infinitas as possibilidades de trabalhos de História que podem ser feitos a partir de entrevistas nos primeiros anos do ensino fundamental.
Há, por exemplo, os que tratam do cotidiano com base em um tema específico (“Como era trabalhar na fábrica de tecidos Santa Maria nos anos de 1940?”; “Como as crianças se divertiam em 1970?”; “Como era a vida no tempo em que não existia televisão? O que mudou com a chegada da TV nas casas?”). [...]
FERMIANO, Maria Belintane; SANTOS, Adriane Santarosa dos. Ensino de História para o Fundamental 1: teoria e prática. São Paulo: Contexto, 2014. p. 99-101.
Para realizar diferentes tipos de trabalho, o ser humano utiliza vários elementos da natureza. Observe os exemplos a seguir.

Pipoqueiro. Brasília, Distrito Federal, 2016.

Pedreiro carregando tijolos em uma construção. Recife, Pernambuco, 2025.
• Agora, complete as frases com as palavras a seguir.
argila milho solo
O pipoqueiro usa o milho que foi plantado pelo agricultor para fazer pipoca.
O pedreiro usa o tijolo feito pelo oleiro para construir. O
tijolo é feito com argila retirada do solo
As plantas, os animais, o solo e a água podem ser usados pelo ser humano em atividades como produzir alimentos, construir moradias e fazer produtos.
Quando usados dessa forma, esses elementos são chamados de recursos naturais.
BNCC
• EF02HI10
• EF02CI05
• EF02GE07
• EF02GE11
ENCAMINHAMENTO
A temática desta página se integra ao Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Economia (Trabalho).
TEXTO DE APOIO
O que são recursos naturais?
A definição de recursos naturais abarca um amplo espectro de componentes
homem ou renovados pelo próprio ambiente após sua exploração (OECD, 1997), como por exemplo o petróleo, os minerais (carvão de pedra, xisto, ferro, manganês, cobre, pedras preciosas), a matéria-prima do vidro (sílica, soda cáustica e cal), entre outros.
Recursos naturais renováveis são recursos naturais que, depois de sua exploração, podem voltar para seus níveis de estoque anteriores por um processo natural de crescimento ou reabastecimento (OECD, 1997), como por exemplo a energia solar, o ar, a água e os vegetais. Para este artigo, consideraremos apenas os recursos naturais que são fontes de produção de energia.
[...]
BARBOSA, Gabriela Gonçalves. Recursos naturais renováveis e produção de energia. Revista Política Hoje, 1. ed., v. 23, p. 193215, 2015. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/ revistas/politicahoje/article/ view/3760/3064. Acesso em: 26 out. 2025.
Oleiro: trabalhador que usa a argila retirada do solo para fazer objetos.
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como recursos minerais (minérios), recursos biológicos (fauna e flora), recursos ambientais (ar, água e solo), recursos incidentais (radiação solar, ventos e correntes oceânicas) (FONSECA, 1992). Todo recurso natural é um bem que provém da natureza e que o homem pode utilizar para satisfazer suas necessidades, sendo classificado em recurso natural renovável ou não renovável em função da capacidade de esgotamento (SENHORAS, MOREIRA e VITTE, 2009, p. 3).
Os recursos naturais não renováveis são os que não podem ser recolocados pelo
• EF02GE11
• EF02CI05
ENCAMINHAMENTO
O tópico O uso da água e sua importância para a vida contribui para o desenvolvimento das competências específicas 1 e 2 de Geografia. Retomar a importância da água para o desenvolvimento das plantas, abordada na unidade anterior durante o estudo da habilidade EF02CI05. A partir desse exemplo, reforçar a ideia de que todos os seres vivos dependem da água para sobreviver.
Se considerar adequado à realidade da turma, destacar que, especificamente no caso dos seres humanos, a água desempenha funções vitais, como transportar nutrientes por todo o corpo, regular a temperatura corporal, eliminar resíduos, entre outras funções.
Apresentar os diferentes usos da água nas atividades humanas.
Nesta página, são apresentados os usos na agricultura e na pecuária (termos que serão introduzidos adiante no capítulo).
No Brasil, a agricultura é responsável por uma parcela significativa do consumo de água doce, e muitas vezes ocorrem desperdícios. Esse consumo elevado pode levar ao esgotamento de mananciais, impactando a disponibilidade de água para outros setores e para as populações locais.
TEXTO DE APOIO
Segundo o Fundo de Nações Unidas para a Agricul-
A água é um recurso essencial para todos os seres vivos. Ela é usada pelas plantas em seu desenvolvimento, junto com os nutrientes que absorvem do solo e a luz do Sol.
Os animais necessitam de água para que seu corpo funcione de maneira adequada. No caso dos seres humanos, a água também é usada na realização de diversas atividades. Por exemplo, no cultivo de plantas e na criação de animais.

Água sendo consumida por animais em uma propriedade rural. Mato Grosso do Sul, 2021.
Água sendo utilizada no cultivo de plantas em uma propriedade rural. São Paulo, 2022.

tura e Alimentos (FAO), a agricultura é o setor que mais consome água, chegando ao valor de quase 70% de toda a água usada. No Brasil, esse valor chega a 72%. A irrigação de culturas é a principal forma de utilização desta água, representando 40% de toda a produção. A grande vantagem da utilização da irrigação na agricultura está em alcançar produtividades maiores e, principalmente, garantir estabilidade produtiva. [...]
Nesse sentido, é importante identificar algumas práticas que possam ser importantes para reduzir o consumo de água na agricultura em geral:
• construir terraços e reservatórios, favorecendo a infiltração de água no solo e seu armazenamento; [...]
• preservar matas ciliares de nascentes de água;
• utilizar variedades que sejam mais resistentes ao déficit hídrico;
• se possível utilizar sistemas de irrigação mais localizados, tornando o uso da água mais eficiente; [...]
LEAL, Augusto Monteiro. O uso da água na agricultura. PET Agronomia, 23 ago. 2022. Disponível em: https://www.ufsm.br/ pet/agronomia/2022/08/23/o-uso-da-agua-na -agricultura. Acesso em: 26 out. 2025.
A água é utilizada na fabrição de produtos como alimentos, bebidas, medicamentos, roupas e papéis. Além disso é usada na higienização dos locais e dos produtos.
Outro uso importante da água está relacionado à navegação. Barcos e navios utilizam os rios, lagos e mares como via de transporte de pessoas e de produtos, entre diferentes regiões do mundo.

Maçãs sendo lavadas em uma indústria. Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, 2024.

transportando
Ao abordar o uso da água na indústria, é importante propor uma reflexão sobre a quantidade de água utilizada para fabricar um produto (a qual muitas vezes não percebemos, pois não a sentimos ou vemos). Por exemplo, para produzir 1 kg de carne bovina, são usados mais de 15 mil litros de água (durante o crescimento do animal, na irrigação das pastagens e na produção de ração, por exemplo).
Compreender a água virtual é importante para perceber a necessidade de usar esse recurso de forma consciente, escolhendo produtos que demandam menos água e evitando desperdícios, contribuindo assim para a proteção dos recursos hídricos no mundo. Essa discussão oportuniza a integração com o Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Meio ambiente (Educação ambiental).
Outro uso da água que não foi explorado no capítulo, mas se faz de grande importância para o Brasil, é a geração de energia elétrica. A maior parte da energia elétrica produzida no país vem de usinas hidrelétricas, que utilizam a força da água para movimentar turbinas e gerar eletricidade.
SITE. AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS E SANEAMENTO BÁSICO. Uso de Água na Indústria. Disponível em: http://por tal1.snirh.gov.br/ana/ apps/webappviewer/ index.html?id=724ace 05a4bf41be8c2edf1 e76f66a38. Acesso em: 26 out. 2025.
30/10/25 06:07
Isso corresponde à água virtual, que representa toda a água necessária para produzir bens e alimentos antes de chegarem até nós. A seguir, apresentamos a quantidade de água utilizada na produção de alguns alimentos:
• Um ovo: 196 litros.
• Um copo de leite (250 ml): 255 litros.
• Um kg de banana: 790 litros.
• Um kg de maçã: 822 litros.
• Um kg de carne de frango: 4 325 litros.
• Um kg de carne de porco: 5 988 litros.
A atividade 1 oportuniza ao estudante mobilizar a habilidade EF02GE11, destacando alguns usos da água, utilizando como contexto a importância das águas dos rios. É importante promover uma reflexão que contemple duas perspectivas: os usos das águas dos rios e os impactos provocados pelas atividades humanas sobre elas. O Texto de apoio fornece subsídios para essa discussão, utilizando como exemplo o rio São Francisco.
TEXTO DE APOIO
O Velho Chico
O Rio São Francisco, carinhosamente conhecido como Velho Chico, é um dos recursos naturais brasileiros mais importantes, tanto na economia quanto na cultura. Com 168 afluentes e 2700 quilômetros de extensão, o São Francisco é o maior rio inteiramente brasileiro. Banhando cinco estados, das regiões Sudeste e Nordeste, o curso d’água é fonte de renda para muitos brasileiros e abriga cinco importantes usinas hidrelétricas, além de influenciar o imaginário popular e a produção musical e de artesanato. [...]
Atualmente, cerca de 20 milhões de pessoas moram na região da Bacia do São Francisco, que abrange mais de 500 municípios e cerca de 9% da extensão territorial do país. Dessa quantidade, muitas pessoas tiram seu sustento do rio, como pescadores e barqueiros. Além disso, o rio também funciona como meio de transporte de cargas e alimenta o turismo.
O São Francisco também
1. Os rios têm uma grande importância na vida das pessoas. Utilize as palavras dos quadros a seguir e escreva o uso da água dos rios em cada imagem.

Agricultor do povo Truká em meio a mandiocas irrigadas com água do rio São Francisco. Cabrobó, Pernambuco, 2017.

Captura artesanal de peixes. Laguna, Santa Catarina, 2024.

Meninos Sateré-Mawé brincando nas águas do rio Uaicurapá. Parintins, Amazonas, 2024.
plantio lazer pesca

Rio São Francisco. Santa Maria da Boa Vista, Pernambuco, 2023.
abriga as usinas hidrelétricas de Três Marias, Sobradinho, Paulo Afonso, Itaparica e Xingó, que geram energia elétrica para abastecer todo o Nordeste e parte de Minas Gerais. A agricultura também é um ponto forte: são mais de 150 hectares irrigados pelo Rio São Francisco. Por outro lado, as atividades econômicas realizadas na bacia do rio, em especial o agronegócio e o transporte de carga, acabam trazendo prejuízos ambientais. A agricultura, assim como a mineração (que também acontece na área), provocam o desmatamento de áreas do cerra-
do e da caatinga, o que contribui para o aquecimento global e para a poluição e o assoreamento do rio. [...]
RIO São Francisco tem grande importância econômica e cultural. Centro Universitário Tiradentes, 16 maio 2025. Disponível em: https://pe.unit.br/blog/noticias/ rio-sao-francisco-tem-grande-importancia -economica-e-cultural. Acesso em: 26 out. 2025.
2. Leia os textos a seguir.
a) A maior parte da água do planeta Terra é salgada e está nos mares e oceanos. Esse tipo de água não pode ser usado para consumo humano.
b) A menor parte da água do planeta Terra é doce e está na forma de gelo, rios, lagos e águas subterrâneas.
c) Entre as fontes de água doce, apenas rios, lagos e águas subterrâneas podem ser utilizados para consumo humano, desde que passem por tratamento.
• As quantidades de água mostradas nas imagens a seguir representam a distribuição da água no planeta Terra.
Escreva no quadrado ao lado de cada imagem a letra da frase correspondente.
O trabalho com a página contribui para o desenvolvimento das competências específicas 1 e 5 de Geografia.
Na atividade 2, a distribuição da água no planeta é abordada de forma lúdica, utilizando medidas caseiras para facilitar a compreensão dos estudantes.
É importante destacar que aproximadamente 97,5% de toda a água existente no planeta é salgada, res-
tando apenas 2,5% de água doce. Dessa pequena fração, cerca de 1% encontra-se em rios e lagos — o que representa, em relação ao total de água do planeta, cerca de 0,025%.
De modo a aproximar esses números da faixa etária dos estudantes, é possível considerar a seguinte representação: se 20 litros (um galão de água) representassem toda a água salgada, então a água doce corresponderia a aproximadamente
500 mL (um grande copo de água). Desses, apenas 5 mL (uma colher de chá) estariam disponíveis em rios e lagos.
Se possível, sugere-se levar para a sala um galão de 20 litros (vazio), um copo de 500 mL (ou dois copos de 250 mL) e uma colher de chá. Essa representação evidencia a pequena quantidade de água doce realmente disponível para uso humano, reforçando a importância da proteção dos recursos hídricos. Ao promover essa reflexão, é possível explorar o Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Meio ambiente.
SITE. AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS E SANEAMENTO BÁSICO. Água no mundo. Disponível em: https://www.gov.br/ ana/pt-br/acesso-a-infor macao/acoes-e-progra mas/cooperacao-interna cional/agua-no-mundo. Acesso em: 26 out. 2025.
SITE. BILENKI, Mai. Sem desperdício: quantos litros de água você usa por dia? ND Mais, 18 ago. 2023. Disponível em: https://ndmais.com. br/educacao/sem-des perdicio-quantos-litros -de-agua-voce-usa-por -dia. Acesso em: 26 out. 2025.
ENCAMINHAMENTO
O tratamento de água é uma parte essencial dos serviços de saneamento básico, assim como a coleta e o tratamento de esgoto e a gestão de resíduos sólidos. Esses serviços são fundamentais para a saúde pública, pois reduzem significativamente o risco de doenças, melhoram a qualidade de vida e protegem os recursos naturais.
Objetivos de Desenvolvimento
Sustentável
[...] se os países-membros das Nações Unidas conseguirem cumprir as metas propostas pelo ODS 6 da ONU – Água Potável e Saneamento, também estarão dando um grande passo para a promoção da saúde e do bem-estar da população mundial. Confira quais são as metas até 2030:
6.1 Alcançar o acesso universal e equitativo à água potável e segura para todos.
6.2 Alcançar o acesso a saneamento e higiene adequados e equitativos para todos [...]. 6.3 Melhorar a qualidade da água, reduzindo a poluição, eliminando despejo e minimizando a liberação de produtos químicos e materiais perigosos, reduzindo à metade a proporção de águas residuais não tratadas e aumentando substancialmente a reciclagem e reutilização segura globalmente.
6.4 Aumentar substancialmente a eficiência do uso da água em todos os setores e assegurar retiradas ODS sustentáveis e o abastecimento de água doce para enfrentar a escassez de água, e reduzir substancialmente o núme-
A água é essencial para as atividades do dia a dia, como tomar banho, escovar os dentes, lavar roupas, preparar alimentos e, principalmente, para beber. No entanto, para ser consumida com segurança, a água precisa passar por um processo de tratamento. Geralmente, a água é captada dos rios e levada para as estações de tratamento, onde passa por várias etapas que eliminam sujeiras e seres vivos que podem causar doenças em humanos.
Depois de tratada, a água é considerada potável, ou seja, adequada ao consumo. A água potável é então distribuída por um sistema de tubos até as casas, indústrias, escolas e hospitais.

ro de pessoas que sofrem com a escassez de água.
6.5 Implementar a gestão integrada dos recursos hídricos em todos os níveis, inclusive via cooperação transfronteiriça, conforme apropriado.
6.6 Proteger e restaurar ecossistemas relacionados com a água, incluindo
montanhas, florestas, zonas úmidas, rios, aquíferos e lagos.
SORICE, Gabriela. Água potável e Saneamento. Espaço do conhecimento UFMG. Disponível em: https://www.ufmg.br/ espacodoconhecimento/agua-potavel-e -saneamento. Acesso em: 26 out. 2025.
1. b) Espera-se que os estudantes respondam que a água é um recurso essencial à vida, sendo utilizada em diversas atividades cotidianas, como a hidratação, a higiene e a alimentação. Também é usada em outras atividades humanas, como plantio, criação de animais e navegação.
1. Reflita sobre o uso da água no seu dia a dia. Respostas pessoais.
a) Pense em tudo o que você fez ao longo do dia até agora. Em quais atividades você usou água?
b) Compare suas respostas às dos colegas. Depois, reflitam e respondam: Vocês consideram a água um recurso natural importante? Por quê?
2. O cartaz a seguir foi feito em homenagem ao Dia da Água, comemorado em 22 de março.

a) Marque um X na alternativa que indica o objetivo do cartaz.
Explicar a distribuição de água no planeta Terra.
Incentivar o consumo de água no cotidiano.
X Conscientizar sobre a importância de evitar o desperdício e a poluição da água.
b) Escreva no caderno duas atitudes que podemos ter para economizar água em nossa casa e na escola.
2. b) Resposta pessoal. Possíveis respostas: tomar banhos curtos e manter a torneira fechada enquanto escovamos os dentes e ensaboamos a louça, entre outras.


2. Analise as afirmativas a seguir e marque com um X aquelas que contribuem para economizar o consumo de água no cotidiano.
a) ( ) Tomar banhos mais curtos.
b) ( ) Fechar a torneira enquanto escova os dentes.
c) ( ) Deixar a torneira aberta enquanto lava a louça.
d) ( ) Lavar as calçadas com mangueira.
Respostas:
1. Espera-se que os estudantes criem legendas que considerem os usos da água: lavar as mãos, cultivo de plantas, prática de esportes, transporte.
2. Estão corretas apenas a e b
30/10/25 06:07 BNCC
• EF02GE11
ENCAMINHAMENTO
A atividade 2 possibilita o trabalho do Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Meio ambiente.
1. Observe cada imagem e crie uma legenda que descreva o uso da água representado.


LIVRO. OBEID, César. Meu planeta rima com água. São Paulo: Moderna, 2016.

• EF02GE06
• EF02GE11
• EF02CI06
Retomar a relação das plantas com o solo, abordada na unidade anterior durante o estudo da habilidade EF02CI06. Nessa retomada, destacar que a maioria das plantas utiliza o solo como suporte para o crescimento, além de ser dele que extraem água e nutrientes essenciais para seu desenvolvimento.
Apresentar a importância do solo para os animais, destacando que o usam como abrigo, citando exemplos de animais, como os cupins, as toupeiras e os tatus.
Apresentar os diferentes usos do solo nas atividades humanas.
Com relação à agricultura, é importante destacar que se trata de uma das principais atividades econômicas do país. Por outro lado, tem provocado inúmeros impactos ambientais (os quais serão explorados adiante na unidade).
TEXTO DE APOIO
Brasil: avanços e desafios
Nos últimos 40 anos, o Brasil saiu da condição de importador de alimentos para se tornar um grande provedor para o mundo. Foram conquistados aumentos significativos na produção e na produtividade agropecuárias. O preço da cesta básica, no Brasil, reduziu-se consideravelmente e o país se tornou um dos principais players do agronegócio mundial. Hoje, se produz mais em cada hectare de terra, as-
Você já parou para pensar sobre o que está embaixo de seus pés? Quando estamos na escola ou em nossas casas, é muito provável que estejamos pisando em algum tipo de piso, como concreto ou azulejo. Mas, e abaixo desse piso?
Abaixo do piso está o solo, um recurso da natureza que é essencial para a vida. Muitas plantas se desenvolvem no solo e dele extraem água e nutrientes.
Alguns animais usam o solo como abrigo, para o descanso ou para obter alimentos.

Tamanduá buscando formigas para se alimentar. As formigas são animais que se abrigam no solo.
Os seres humanos utilizam o solo em diversas atividades. Uma delas é a agricultura, na qual se cultivam plantas que podem ser usadas na alimentação ou na fabricação de produtos, como roupas e medicamentos.
O solo também é importante para a pecuária, atividade que envolve a criação de animais para serem utilizados na alimentação ou na obtenção de leite, couro, lã e outros produtos.
pecto importantíssimo para a preservação dos recursos naturais.
[...]
Práticas inadequadas geram também severas consequências nos solos. No Brasil, estima-se que há entre 60 e 100 milhões de hectares de solos em diferentes níveis de degradação [...]. Estudos indicam que mais da metade das pastagens brasileiras estão degradadas, o que é considerado um grave problema para o setor, causando prejuízos econômicos e ambientais.
Para muitos destes problemas e desafios já existem soluções. Para outros, serão necessários novos investimentos em pesquisa. Políticas públicas terão papel importante em muitos casos. [...]
TRAJETÓRIA da agricultura brasileira. Embrapa. Disponível em: https://www. embrapa.br/visao/trajetoria-da-agricultura -brasileira. Acesso em: 26 out. 2025.
Sobre o solo, construímos nossas moradias. E é do solo que extraímos minérios, argila, entre outros materiais usados na fabricação de produtos.

Moradia do povo Kalapalo em aldeia. Querência, Mato Grosso, 2024.
Minérios: materiais retirados do solo, das rochas, que são úteis ao ser humano.

Panelas de barro produzidas por comunidade quilombola. São João da Varjota, Piauí, 2022.
1. Dentro do solo vive um animal comprido e mole, que cava pequenos túneis. Assim, o solo fica mais fofo e cheio de ar. As fezes desse animal, chamadas de húmus, deixam o solo mais fértil. Isso ajuda no crescimento das plantas. Você sabe que animal é esse? Desenhe-o no espaço a seguir.
Espera-se que os estudantes desenhem uma minhoca.
Ao explorar a construção de moradias sobre o solo, sugere-se retomar os tipos de moradia estudados durante o trabalho visando desenvolver a habilidade EF01GE06
Destaca-se que a definição de minérios foi apresentada de forma simplificada aos estudantes, considerando sua faixa etária. No entanto, uma explicação mais precisa pode ser encontrada no Texto de
apoio, que também traz a definição de mineral.
Ao realizar a atividade 1, verificar se os estudantes identificam que o texto trata da minhoca. Caso eles não consigam reconhecer esse animal a partir das dicas fornecidas, é possível oferecer novas pistas, como:
• não tem patas;
• não possui olhos;
• geralmente é marrom ou rosada;
• pode ser encontrada em canteiros, hortas, jardins e quintais.
TEXTO DE APOIO
Substância mineral, ou simplesmente mineral, é todo corpo inorgânico de composição química e de propriedades físicas definidas, encontrado na crosta terrestre. Minério é toda rocha constituída de um mineral ou agregado de minerais contendo um ou mais minerais valiosos, que podem ser aproveitados economicamente. [...] LUZ, Adão Benvindo da; LINS, Fernando A. Freitas. Introdução ao tratamento de minérios. Disponível em: http://mineralis. cetem.gov.br/bitstream/ce tem/712/3/CCL00220010.pdf. Acesso em: 26 out. 2025.
|
LIVRO. BARBIERI, Stela; VILELA, Fernando. A casa do tatu. São Paulo: Ciranda na Escola, 2022.

O exemplo explorado nesta página considera o extrativismo vegetal, exemplificado pela extração de castanha-do-pará. Essa atividade tem importância econômica para diversas famílias brasileiras, como evidenciado no Texto de apoio
Castanheiros atuam como guardiões da floresta amazônica no Amapá
A vila de São Francisco do Iratapuru, ao redor da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do rio Iratapuru, no sul do estado do Amapá, tem a sua rotina completamente alterada todos os anos entre os meses de março e julho. Nesse período, a maior parte dos aproximadamente 300 habitantes que compõem as 68 famílias do local lançam-se ao chamado ciclo de coleta e extração da castanha-do-brasil. Ao embarcarem em canoas e batelões (embarcações maiores, voltadas ao transporte de pessoas, mantimentos, equipamentos e também das sacas de castanha no final da safra) rio acima, rumo às regiões de castanhais, iniciam a movimentação de uma complexa engrenagem. Ponto reconhecido como inerente ao trabalho: manter a floresta em pé, utilizando de forma consciente e responsável os seus recursos [...]. De geração em geração são transmitidas as técnicas e saberes necessários para a coleta nos castanhais
Os seres humanos utilizam os recursos da natureza de diferentes formas. Na agricultura e na pecuária, esses recursos são obtidos pelo cultivo das plantas e pela criação dos animais. No extrativismo, os recursos são retirados diretamente da natureza já prontos, sem cultivo ou criação.
A retirada de madeira e a coleta de frutos para alimentação ou extração de óleos são exemplos de extrativismo vegetal
Ouriços, frutos da castanheira onde ficam armazenadas as sementes, conhecidas como castanhas-do-pará, produto do extrativismo vegetal.


da castanha-do-pará sem casca.
e, também, o senso de afeto e respeito como modo de interação com a mata. [...]
PINTO, Débora; PAIVA, Maurício de. Castanheiros atuam como guardiões da floresta amazônica no Amapá. O eco, 11 jun. 2019. Disponível em: https://oeco.org. br/reportagens/castanheiros-atuam-como -guardioes-da-floresta-amazonica-no -amapa. Acesso em: 26 out. 2025.

da castanha-do-pará com casca.
VÍDEO. CASTANHA é modelo de exploração sustentável da Amazônia, mas mercado sofre com instabilidade. 2023. Vídeo (7min14s). Publicado pelo canal Mongabay Brasil. Disponível em: https://www.youtube.com/watch? v=xBssjwNg4nQ. Acesso em: 26 out. 2025.
A retirada de recursos presentes no solo, como o minério de ferro, e a retirada de sal da água do mar são exemplos de extrativismo mineral.

Tanques de extração de sal da água do mar. Galinhos, Rio Grande do Norte, 2017.
A retirada de animais da natureza por meio da pesca e da caça é chamada de extrativismo animal.

Indígenas Waurá pescando com rede. Paranatinga, Mato Grosso, 2024.
BNCC
• EF02GE11
• EF02HI10
ENCAMINHAMENTO
O trabalho com a página contribui para o desenvolvimento das competências específicas 1 e 2 de Geografia e 1 de História.
Com relação ao sal marinho, destaca-se que ele é obtido por meio da evaporação da água do mar em tanques
A adição de iodo ao sal é regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Ministério da Saúde, que estabelecem a quantidade adequada de iodo a ser incluída durante o processo de produção. Essa prática é uma ação de saúde pública importante, que contribui para a melhoria da qualidade de vida da população brasileira.
Com relação à pesca, destaca-se que ela deve ser realizada em períodos e em quantidades adequados, respeitando os ciclos reprodutivos dos peixes e demais seres vivos aquáticos. Já a caça é uma prática que só pode ocorrer mediante autorização dos órgãos ambientais competentes, em situações específicas previstas em lei, como para controle populacional de determinadas espécies.
30/10/25 06:07
chamados salinas. Nesses locais, a água é conduzida por canais e deixada sob a ação do sol e do vento até que evapore, restando apenas os cristais de sal, que depois são recolhidos, lavados e preparados para o consumo. No Brasil, existe uma legislação que determina a adição de iodo ao sal de cozinha destinado ao consumo humano. Essa medida foi criada como uma forma de prevenção contra doenças ou problemas de saúde causados pela deficiência de iodo.
• EF02HI10
• EF02GE07
Avaliar se os estudantes conseguem reconhecer as diferenças entre extrativismo, pecuária e agricultura. Enfatizar que o extrativismo consiste na retirada direta de recursos da natureza, enquanto a agricultura e a pecuária envolvem o cultivo e a criação planejada de seres vivos para a produção de alimentos e outros produtos.
Leia o texto a seguir. Os povos andirobeiros do Marajó são compostos, em sua maioria, por mulheres que moram em ilhas distantes das cidades. As andirobeiras extraem a andiroba de maneira artesanal [...].
A andiroba [...] é uma árvore de grande porte [...] cujos frutos, sementes e óleo podem ser encontrados em lojas de produtos naturais.
O fruto da andiroba, quando cai no chão, abre e libera de 4 a 6 sementes, em que há a extração do óleo de andiroba, que é muito utilizado em produtos cosméticos, devido à sua capacidade de hidratação, além de alguns medicamentos, já que é capaz de auxiliar no controle do colesterol e da pressão arterial. [...]
BRASIL. Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Vida das Andirobeiras é tema de transmissão nesta sexta-feira (22). Disponível em: https:// www.gov.br/mdh/pt-br/as suntos/noticias/2021/janei ro/vida-das-andirobei ras-e-tema-de-transmissao -nesta-sexta-feira-22.
Acesso em: 26 out. 2025.
1. Observe as imagens a seguir.

Mulheres coletando coco-babaçu. Viana, Maranhão, 2019.

Trabalhador procurando diamantes à beira de um rio. Amajari, Roraima, 2021.

Criador alimentando porcos. Cristino Castro, Piauí, 2022.

Indígena trabalhando em plantação. Paranatinga, Mato Grosso, 2024.
a) Contorne apenas as imagens que representam atividades extrativistas.
b) Escreva EV na imagem que mostra extrativismo vegetal e EM na imagem que mostra extrativismo mineral.
c) Quais recursos estavam sendo retirados nas atividades extrativistas?
Coco-babaçu e diamantes.
2. Com a orientação da professora, converse com os colegas sobre as questões a seguir.
a) Na pecuária, os animais são criados. Já no
extrativismo não há criação de animais, eles são capturados por meio da caça ou da pesca.
a) Qual é a diferença entre pecuária e extrativismo animal?
b) Qual é a diferença entre agricultura e extrativismo vegetal?
Na agricultura, as plantas são cultivadas, enquanto no extrativismo vegetal elas são coletadas diretamente da natureza, de plantas que não foram cultivadas pelo ser humano.
1. Marque com um X a atividade descrita no texto.
a) ( ) Extrativismo
b) ( ) Agricultura
c) ( ) Pecuária
2. Sublinhe no texto o trecho que justifica sua resposta.
Respostas:
1. Alternativa a.
2. Os estudantes podem sublinhar o seguinte trecho: “As andirobeiras extraem a andiroba de maneira artesanal”.
Observe o esquema. Com base nas imagens, escreva no espaço a seguir o material do qual a camiseta foi produzida.

algodão




Esquema mostrando a origem do material do qual a camiseta da imagem é feita.
Os produtos que utilizamos em nosso dia a dia são feitos de diferentes materiais. Muitos são produzidos a partir de processos industriais, como as roupas.
Ao iniciar a aula, propor que os estudantes observem atentamente as imagens apresentadas na página. Em um primeiro momento, conduzir uma conversa para que descrevam o que veem em cada imagem separadamente, estimulando a leitura. Em seguida, pedir que estabeleçam relações entre as imagens, identificando o que elas têm em comum. Espera-se que percebam a sequência que vai desde o plantio de algodão até o produto final
(a camiseta), compreendendo que a sequência faz parte de um mesmo processo produtivo.
As etapas envolvidas na produção de tecidos de algodão são apresentadas no Texto de apoio.
Se considerar oportuno, citar outros produtos feitos de algodão, presentes no cotidiano: toalhas, lençóis, cortinas, discos de algodão, hastes flexíveis com pontas de algodão, gazes, sacolas, entre outros.
TEXTO DE APOIO
O processo produtivo de têxteis de algodão no caso brasileiro envolve sete etapas fundamentais: cotonicultura, algodoeira, fiação, tecelagem, tinturaria e acabamento, indústria de vestuário e distribuição varejista. Nesse processo, o algodão em caroço produzido nas propriedades rurais transforma-se em algodão em pluma nas algodoeiras, em fio de algodão de várias especificações na fiação, em tecido cru na tecelagem, em tecido estampado na tinturaria e acabamento, em roupas e outros produtos na indústria de confecções e, por fim, são distribuídos pela estrutura varejista, que em grande medida é especializada em confecções de vários tipos [...].
URBAN, Maria Lucia de Paula et al. Desenvolvimento da produção de têxteis de algodão no Brasil. Informações Econômicas, São Paulo, v. 25, n. 12, dez. 1995. Disponível em: http:// www.iea.sp.gov.br/ftpiea/ tec1-1295.pdf. Acesso em: 26 out. 2025.
Com relação à extração do látex, destaca-se que essa atividade é tradicionalmente realizada pelos seringueiros, trabalhadores que retiram o látex do tronco da seringueira, árvore típica da Floresta Amazônica. Há alguns anos, esses trabalhadores enfrentaram grandes dificuldades econômicas devido à concorrência com monoculturas e à redução da demanda, o que comprometeu a renda de muitas famílias que dependiam dessa atividade. Contudo, recentemente, tem havido uma valorização crescente do trabalho dos seringueiros, especialmente por causa da importância ambiental da produção sustentável do látex. Aprofundar em Para o professor (indicado na página seguinte).
Além das matérias-primas de origem vegetal e mineral citadas na página, também existem matérias-primas de origem animal (como o leite, os ovos, o mel, a lã, entre outros).
1. Liste ao menos um produto que você pode estar usando que seja feito de borracha.
Resposta: Os estudantes podem citar tênis, mochila, borracha escolar, entre outros.
Matéria-prima é o nome dado aos materiais utilizados para fabricar diferentes produtos. A borracha usada na escola, por exemplo, é feita de látex, material retirado da seringueira. Dizemos, então, que o látex é a matéria-prima da borracha. E como a seringueira é um vegetal, dizemos que o látex é uma matéria-prima de origem vegetal.

As carteiras escolares são feitas a partir de diferentes materiais, como a madeira e o aço. A madeira é retirada da árvore, ou seja, é uma matéria-prima de origem vegetal. O aço é feito com minério de ferro, uma matéria-prima de origem mineral.
Látex escorrendo da seringueira. Carauari, Amazonas, 2025.
Carteiras escolares em escola indígena xavante. Barra do Garças, Mato Grosso, 2025.
Os seringueiros são trabalhadores que vivem da extração de látex das seringueiras, árvores com ocorrência principalmente na floresta amazônica.
Possuem um modo de vida integrado à natureza, dependendo dela não apenas para exercício de sua atividade produtiva, mas para sua subsistência como um todo. Sendo assim, valorizam e respeitam as matas, tentando preservá-la e se integrar a ela em equilíbrio. Possuem técnicas e

ferramentas para exercício de seu ofício que levam anos para serem plenamente dominadas.
CUNHA, Manuela Carneiro da; MAGALHÃES, Sônia Barbosa; ADAMS, Cristina (orgs.). Povos tradicionais e biodiversidade no Brasil: contribuições dos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais para a biodiversidade, políticas e ameaças. São Paulo: SBPC, 2021. Disponível em: https://acervo.socioambiental.org/ sites/default/files/documents/h2l00009.pdf. Acesso em: 7 out. 2025.
1. Observe as cartas. A primeira fileira mostra produtos e a segunda mostra matérias-primas. Forme pares, pintando com a mesma cor o produto e sua matéria-prima. Siga o exemplo do copo.
Os estudantes deverão formar os seguintes pares: camiseta – algodão; pão – trigo; cadeira – madeira; colher de metal – minério de ferro; bola de borracha – látex.





pão camiseta cadeira copo de vidro colher de metal bola de borracha






algodão látex minério de ferro madeira trigo areia
2. Escolha um produto usado por você ao longo do dia. Com a ajuda de um adulto, pesquise qual é a principal matéria-prima de que esse produto é feito. Escreva o nome dela.
Resposta pessoal.
REPORTAGEM. CARNEIRO, Júlia Dias. ‘O seringueiro é o melhor guarda-florestal’: o novo ciclo de borracha nativa que está ajudando a preservar a Amazônia. BBC News Brasil, 7 mar. 2024. Disponível em: https://www.bbc.com/ portuguese/articles/c25qlrk5vgqo. Acesso em: 26 out. 2025.
Se considerar pertinente, a atividade 1 pode ser transformada em um jogo da memória, tornando o momento mais dinâmico e colaborativo. Para isso:
• Preparar com antecedência cartões de cartolina cortados em tamanho uniforme. Organizar os estudantes em grupos pequenos e distribuir os materiais necessários: cartolina, tesoura, lápis de cor, régua e canetinhas.
• Orientar cada grupo a desenhar, em pares de cartões, um produto e
a respectiva matéria-prima usada em sua fabricação (podem ser usados os materiais da atividade 1 ou outros exemplos).
• Após concluírem os desenhos, eles devem misturar as cartas e mantê-las viradas para baixo sobre a mesa. Então, por turnos, os grupos devem virar dois cartões por vez, tentando encontrar os pares corretos (produto e matéria-prima).
1. Classifique as matérias-primas representadas nas imagens e cite um produto que é fabricado a partir delas.
a)

( ) Matéria-prima vegetal
( ) Matéria-prima animal
( ) Matéria-prima mineral
Produto:
b)

( ) Matéria-prima vegetal
( ) Matéria-prima animal
( ) Matéria-prima mineral
Produto:
c)

( ) Matéria-prima vegetal
( ) Matéria-prima animal
( ) Matéria-prima mineral
Produto:
Respostas:
a) Matéria-prima animal. Produtos: bolachas, bolos, cosméticos, medicamentos.
b) Matéria-prima mineral. Produtos: vidro, cimento.
c) Matéria-prima vegetal. Produtos: cadeiras, mesas, portas, vigas.
A atividade 2 mobiliza a competência geral 10.
Ao apresentar os conceitos de produção artesanal e industrial, é importante destacar que nenhuma delas é “melhor” ou “pior”, mas sim diferentes formas de produção, com características e finalidades distintas. Enquanto a produção industrial se baseia no uso de máquinas e na fabricação em grande escala, o artesanato valoriza o trabalho manual e o cuidado individual em cada peça.
Ao explorar o artesanato, destacar que o trabalho dos artesãos carrega grande valor cultural, social e econômico. Pode-se exemplificar citando as comunidades tradicionais, como indígenas e quilombolas, para as quais o artesanato é mais do que uma fonte de renda: ele é um símbolo de identidade e resistência cultural. Cada peça produzida guarda saberes transmitidos de geração em geração, preservando técnicas antigas e modos de vida.
Além de gerar trabalho e sustento para muitas famílias, o artesanato contribui para o fortalecimento da economia local, principalmente em locais onde há poucas oportunidades de emprego formal. Em muitos casos, a venda dessas peças — em feiras, cooperativas ou por meio do turismo — ajuda a manter as famílias em suas comunidades de origem.
A maior parte das matérias-primas passa por transformações até se tornar os produtos que usamos no dia a dia. Essas transformações podem acontecer de maneira artesanal ou industrial.
Na produção artesanal, ou artesanato, o trabalhador transforma as matérias-primas em produto.
1. Resposta pessoal. Nesse momento, espera-se que os estudantes identifiquem os produtos artesanais que têm em casa. Em momento posterior eles serão convidados a diferenciar produtos artesanais de industriais.

Artesão talhando madeira para construir violão. Brasil, 2019.
Esse trabalhador, o artesão, sabe fazer o produto do começo ao fim e costuma utilizar suas próprias ferramentas de trabalho. Os produtos artesanais são únicos, pois cada artesão coloca suas ideias e características no que produz.
1. Com a ajuda de um adulto, desenhe, em uma folha avulsa, um produto artesanal existente em sua casa ou na escola. Escreva o nome do produto e a principal matéria-prima de que é feito. Caso não exista, pesquise sobre um produto artesanal.
2. Agora, ainda com a ajuda de um adulto, pesquise sobre o trabalho de um artesão ou artesã. Escreva o nome dessa pessoa, do lugar onde mora, o que ela produz e qual é a matéria-prima que mais utiliza.
Resposta pessoal. Professora, caso julgue adequado, peça que os estudantes entrevistem um artesão da comunidade local.
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1. Numere as imagens de acordo com a ordem das etapas da produção artesanal do vaso de argila.




Resposta: Extração de argila: 1; bloco moldável de argila: 2; artesão moldando o vaso de argila: 3; vaso de argila: 4.
|
Nas indústrias, as matérias-primas são transformadas em produtos industrializados. Nelas, há trabalhadores especializados em apenas uma etapa da produção e há uso de máquinas que permitem fabricar muitos produtos em um tempo bem menor do que o dos produtos artesanais.
Diversos profissionais trabalham nas indústrias, produzindo livros, roupas, brinquedos, alimentos, celulares e muitos outros produtos.

• EF02HI10 • EF02GE11
ENCAMINHAMENTO
O trabalho com a dupla de páginas contribui para o desenvolvimento das competências específicas 1 e 2 de Geografia e 1 de História.
Pode-se iniciar a aula com as seguintes perguntas norteadoras:
• Qual é a importância dos trabalhadores da indústria?
30/10/25 06:08
• Quais benefícios o trabalho deles traz para a sociedade?
• Observe a sua sala de aula: qual produto nela contido foi produzido pela indústria?
• Sua roupa e seu sapato foram produzidos com ou sem a ajuda de máquinas industriais?
• Tem algum profissional de sua família que trabalha em uma indústria? Se sim, o que ele ajuda a fabricar?
VÍDEO. DE ONDE Vem o Papel? #Episódio 15. 2015. Vídeo (4min52s). Publicado pelo canal De Onde Vem?. Disponível em: https://www.youtu be.com/watch?v=rjUa QW0VG0k. Acesso em: 26 out. 2025.
A indústria [...] é responsável pela produção de bens materiais, enquanto a economia abrange a produção, distribuição e consumo desses bens, juntamente com outros serviços. [...] Envolve diversos setores, como manufatura, tecnologia, automobilístico, energia, farmacêutico, alimentício, entre outros.
Esses setores contribuem para a criação de empregos [e] o crescimento econômico.
A economia refere-se à maneira como os recursos limitados de uma sociedade são alocados para satisfazer as necessidades e desejos das pessoas.
Ela abrange vários elementos, como oferta e demanda, produção, consumo, investimento, inflação, políticas governamentais, comércio internacional, entre outros. A economia estuda como esses fatores interagem e influenciam o funcionamento de um sistema econômico.
Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais. FIEMG Lab. Impacto da indústria na economia brasileira. Disponível em: https://fiemglab.com.br/ industria-na-economia -brasileira. Acesso em: 26 out. 2025.
Nesta atividade prática, os estudantes vão realizar uma tarefa primeiro de forma individual e depois em grupo, de modo a auxiliá-los na compreensão sobre produção artesanal e produção industrial. A atividade também contribui para o desenvolvimento de habilidades manuais, organização e trabalho em equipe.
• Materiais: Contorno de uma flor impresso ou desenhado pelo professor; EVA colorido; tesoura com pontas arredondadas; cola em bastão; cronômetro.
Procedimentos:
Etapa 1 – Produção individual
Cada estudante recebe um contorno de flor e pedaços de EVA. O estudante deve recortar todas as pétalas e colar no contorno sozinho.
O professor inicia o cronômetro e dá o sinal para todos os estudantes começarem juntos, anotando o tempo de cada um conforme forem terminando.
Etapa 2 – Produção em grupo
Organizar os estudantes em grupos de 10.
Dividir as tarefas:
• Subgrupo A (5 estudantes): cada estudante recorta uma pétala e entrega a um dos colegas do subgrupo B.
• Subgrupo B (5 estudantes): cada estudante cola uma pétala por vez no contorno e passa para o próximo colega. (A colagem só pode ser iniciada após todos os integrantes do
b) Espera-se que os estudantes concluam que a imagem da produção industrial mostra máquinas e uma trabalhadora especializada. Já a imagem da produção artesanal mostra uma trabalhadora em um ambiente caseiro.
• Observe com atenção as imagens a seguir.
a) Escreva A no quadrado da imagem que mostra a produção artesanal de chocolate e I na imagem que mostra a produção industrial.

Trabalhadora de fábrica de chocolate. Pomerode, Santa Catarina, 2023.

Produtora de chocolate de comunidade quilombola e ribeirinha. Mocajuba, Pará, 2025.
b) Como você chegou a essa conclusão?
c) A matéria-prima usada na produção do chocolate é a semente de um fruto. Contorne a imagem desse fruto a seguir. Pesquise caso não saiba a resposta.


subgrupo A terem recortado todas as pétalas.)
O professor inicia o cronômetro e dá o sinal para os grupos começarem juntos, anotando o tempo de cada grupo conforme forem terminando. Atividades para reflexão:
• O que foi mais difícil na etapa 1 (produção individual)? E na etapa 2 (produção em grupo)?

• Qual das etapas levou menos tempo para ser concluída?
• Em qual das etapas você teve mais controle sobre todo o processo?
Como você estudou, os seres humanos retiram da natureza aquilo de que necessitam para viver por meio de atividades como agricultura, pecuária, extrativismo e indústria. Ao realizar essas atividades de maneira inadequada, os seres humanos têm causado danos ao ambiente, seja no campo ou na cidade.
Se a natureza não for respeitada, os recursos naturais podem ficar cada vez mais raros e até desaparecer.
Conheça o exemplo do peixe mero. Para isso, complete corretamente o texto com as palavras do quadro.


desaparecer • pesca • peixe • mar
O mero, também chamado de garoupa, é um
peixe grande que vive no mar do
Brasil. A poluição e a pesca ilegal fizeram com que hoje o mero corra o risco de desaparecer
A seguir, conheça alguns danos causados ao ambiente pela ação humana no campo e na cidade.
BNCC
• EF02HI11 • EF02GE07 • EF02GE11
ENCAMINHAMENTO
Neste capítulo, serão apresentados os impactos decorrentes do uso da água e do solo em diferentes atividades humanas, dando continuidade ao desenvolvimento da habilidade
EF02GE11. Também são apresentados impactos decorrentes de atividades extrativistas, conforme a habilidade
EF02GE07. Ao tratar das relações que
na obtenção de matérias-primas, utilizadas na fabricação de diversos produtos do nosso dia a dia.
Na sequência, é possível propor algumas perguntas que incentivem o diálogo e a reflexão na turma, tais como:
• É possível extrair os recursos da natureza indefinidamente?
• Esses recursos correm o risco de se esgotar?
• Quais problemas podem surgir caso um recurso se esgote?
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se estabelecem entre mundo natural e social, também é possível desenvolver a competência específica 3 de Ciências da Natureza.
A temática pode se integrar ao Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Meio ambiente (Educação ambiental).
Ao iniciar a aula, sugere-se:
• Retomar o tema do extrativismo abordado no capítulo anterior.
• Relembrar que o extrativismo desempenha um papel fundamental
Então, explicar que o extrativismo deve ser realizado de forma responsável e consciente, de modo que os recursos naturais não se esgotem. Caso contrário, a extração excessiva de um recurso pode culminar em seu desaparecimento. O exemplo do peixe mero ilustra essa questão. Esse peixe (espécie Epinephelus itajara) tem sido muito pescado e hoje se encontra ameaçado de extinção, alocado na categoria criticamente em perigo (CR) – as categorias são explicadas com mais detalhes nas orientações da página 265 deste Livro do Professor. Além da pesca excessiva, o peixe mero sofre com outros impactos, como a poluição e a contaminação dos mares.
Com base no exemplo do peixe mero, que evidencia alguns dos impactos ocasionados pelo extrativismo, o capítulo seguirá apresentando outros impactos, incluindo aqueles causados por atividades humanas não relacionadas ao extrativismo, tanto no campo quanto na cidade.
Sensibilizar as crianças para o estudo deste tema pedindo a elas para lerem as imagens e as legendas desta página com atenção. A seguir, pode-se perguntar:
• Vocês costumam assistir aos noticiários?
• Lembram-se de terem visto alguma reportagem sobre queimadas?
• Sabiam que isso tem ocorrido com certa frequência?
• Vocês conseguem pensar no motivo de tantas queimadas?
• Quem são os trabalhadores responsáveis por combater as chamas dessas queimadas?
Em seguida, sugere-se:
• Ouvir os relatos das crianças e comentá-los.
Destacar que as queimadas podem ocorrer de forma natural ou resultar de atividades humanas. Neste capítulo, vamos considerar as queimadas provocadas pelas pessoas.
Segundo a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, que dispõe sobre sanções penais e administrativas por condutas lesivas ao meio ambiente, provocar incêndio em floresta ou em qualquer forma de vegetação é considerado crime (redação dada pela Lei nº 14.944, de 2024).
Explicar que as queimadas são controladas por equipes de bombeiros que se mobilizam para apagar o fogo, evitando que ele se alastre e destrua maiores porções das matas.
No campo, as queimadas são usadas para abrir espaço para novas plantações e para a criação de animais. Elas destroem a vegetação e podem matar os animais. Além disso, as queimadas destroem os nutrientes e os seres vivos que vivem no solo.

A fumaça gerada pelas queimadas também polui o ar, dificultando a respiração dos seres vivos, incluindo o ser humano.
Solo queimado para plantação de arroz. Cavalcante, Goiás, 2024.
Incêndio em área florestal. Mato Grosso, 2020.

Nas cidades, algumas pessoas queimam o lixo em vez de descartá-lo corretamente. E também colocam fogo em terrenos para destruir a vegetação. Essas práticas causam risco e danos à saúde.
Destacar que o trabalho dos bombeiros é muito importante, pois esses profissionais colocam a vida em risco para salvar pessoas, animais e florestas.
As Queimadas podem ser causadas por fatores naturais, como raios (denominados tecnicamente incêndios florestais), ou por atividades humanas, como queimas controladas que saem do controle, fogueiras mal apagadas e até mesmo atos criminosos. Com o aumento das temperaturas globais e a ocorrência de secas
prolongadas, a frequência e a intensidade dos incêndios florestais e das queimadas têm crescido, afetando significativamente o meio ambiente e a saúde pública.
QUEIMADAS. Ministério da Saúde Disponível em: https://www.gov.br/saude/ pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/q/queimadas. Acesso em: 26 out. 2025.
1. Observe a imagem do cartaz.

a) Descreva no caderno o que você vê na imagem.
b) Esse cartaz é uma campanha criada com o objetivo de: promover o plantio de árvores.
X combater as queimadas.
e) Muitos animais precisam fugir da área afetada e podem ficar sem água e alimento. Além disso, podem não sobreviver ao fogo e à fumaça.
c) Complete a frase com as palavras do cartaz.
Não coloque fogo na mata .
d) Quem as queimadas prejudicam?
A mata, os animais, os bombeiros e outras pessoas.
e) Como as queimadas afetam os animais?
f) Agora é com vocês! Em grupo, criem um cartaz para incentivar o cuidado com o ambiente e o combate às queimadas. Vocês podem criar desenhos, usar recortes de revistas e jornais, fazer colagens. Depois exponham os cartazes na escola. Produção em grupo.
259
Ao propor a realização da atividade 1, recomenda-se orientar os estudantes a analisarem os elementos verbais e não verbais do cartaz, de modo a contribuir para o desenvolvimento de sua competência leitora.
No item e, explorar os impactos das queimadas sobre as pessoas, citando, por exemplo, problemas respiratórios causados pela fumaça, além de perda de moradias, risco à vida e desloca-
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mento forçado, mostrando como esses eventos afetam a população.
Somente em agosto de 2024, mais de 5,5 milhões de hectares foram queimados no Brasil, contemplando áreas nativas de diferentes biomas, áreas agrícolas e urbanas. A seca prolongada, associada à baixa umidade e ondas de calor, criou um ambiente favorável para a propagação do fogo, o que tem mudado a paisagem de centenas de municípios do Brasil. No campo da saúde, os efeitos estão sendo
percebidos no dia a dia de brasileiros e brasileiras de vários estados do Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Em São Paulo, há registros de óbitos acima do esperado por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), em consequência da intensificação dos incêndios recentes. Outras capitais brasileiras registram aumento de internações por problemas respiratórios nas unidades de emergência. Este cenário é indicativo do impacto que a poluição do ar está exercendo, principalmente sobre as populações mais vulneráveis, como crianças, idosos e indivíduos com condições respiratórias preexistentes.
RIBEIRO, Renato Janine; BUSTAMANTE, Mercedes. Impactos ambientais e na saúde causados pelas queimadas no Brasil. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Ciências, 2024. Disponível em: https:// www.abc.org.br/2024/10/01/ impactos-ambientais-e-na -saude-causados-pelas -queimadas-no-brasil. Acesso em: 26 out. 2025.
Crie uma manchete de jornal alertando a sociedade para a necessidade urgente de mudança de atitude ante os usos que o ser humano faz do ambiente. Essa atividade contribui para o desenvolvimento da habilidade EF12LP11 de Língua Portuguesa.
A atividade 2 explora os impactos das queimadas nas cidades. Normalmente, na cidade, as queimadas costumam envolver a queima de lixo, entulho ou restos de poda. Essas práticas representam sérios perigos para a população e para a infraestrutura urbana.
A fumaça produzida pelas queimadas pode causar problemas de saúde. Além disso, o fogo pode se espalhar rapidamente, atingindo casas, veículos e estabelecimentos comerciais, provocando danos materiais e riscos à vida. Outro ponto é que as queimadas próximas a postes e cabos podem causar curtos-circuitos, interrupções de energia e até acidentes.
Nesse contexto, é possível destacar a importância do trabalho dos bombeiros, que atuam no combate a incêndios urbanos, prevenindo danos e salvando vidas.
TEXTO DE APOIO
Não faça fogueiras e não jogue bitucas de cigarro ou fósforos em rodovias e áreas de mata.
Não queime mato ou lixo. Faça o descarte adequado dos resíduos sólidos.
Não solte balões. Essa prática constitui crime.
Se você visualizar focos de incêndio, ligue o mais rápido possível para a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros ou a Polícia e informe a localização precisa da ocorrência, indicando referências e dicas de como encontrar o local. [...]
O combate ao incêndio deve ser feito apenas por pessoa capacitada e com equipamentos adequados.
2. Observe as imagens. Escreva o resultado da adição no espaço indicado. Depois, escreva esse resultado no espaço abaixo da frase que corresponde à imagem.



Nas áreas rurais, se perceber que os focos de incêndio estão avançando na direção da sua propriedade, não se arrisque, saia de casa e chame as autoridades responsáveis.
Nas propriedades rurais, construa e mantenha aceiros [faixas de terra sem vegetação] limpos para evitar a propagação do fogo, principalmente próximo às estradas e rodovias e às áreas florestais. [...]
SCABIN, Denise. O que podemos fazer para ajudar no combate aos incêndios florestais? Portal de Educação Ambiental – SEMIL, 16 set. 2024. Disponível em:
A fumaça gerada pelas queimadas contamina o ar e prejudica a saúde das pessoas, mesmo nas cidades.
678
As queimadas espalham cinzas e deixam sujeira nas casas.
589
As queimadas nas cidades podem causar incêndios.
278
https://semil.sp.gov.br/educacaoambien tal/2024/09/o-que-podemos-fazer-para-aju dar-no-combate-aos-incendios-florestais. Acesso em: 26 out. 2025.
O desmatamento é a retirada da vegetação original de um ambiente.
Geralmente, no campo, ele é praticado para dar espaço para as plantações e para a criação de animais. A exploração de madeira é outra causa de desmatamento de áreas com vegetação original.
Na cidade, o desmatamento pode acontecer, por exemplo, para a construção de moradias.
A retirada da vegetação faz com que os animais percam seu abrigo e alimento, levando à falta de condições adequadas para sua sobrevivência.
Vista aérea de desmatamento em floresta para formar pasto. Altamira, Pará, 2025.


A araucária é uma planta que corre o risco de desaparecer do ambiente, devido à intensa exploração de sua madeira.
• EF02HI11
• EF02GE07
ENCAMINHAMENTO



O grimpeiro é uma ave que se abriga entre os galhos das araucárias. O desaparecimento da araucária afetaria a sobrevivência dessa ave.
O trabalho com a página contribui para o desenvolvimento das competências específicas 1 e 6 de Geografia e 1 de História.
Ao abordar o desmatamento, é importante explicar aos estudantes que a derrubada de árvores para obtenção
de madeira pode ou não configurar desmatamento, dependendo do contexto. Quando ocorre de forma ilegal, em áreas de vegetação nativa, caracteriza desmatamento. Por outro lado, quando ocorre em plantios destinados à produção de madeira, como em florestas de eucalipto, a atividade é planejada e manejada, não sendo considerada desmatamento. Destacar que o desmatamento causa impactos significativos sobre os ani-
mais. Quando as árvores são derrubadas, muitos animais perdem abrigo e locais de reprodução, como ninhos e tocas (um exemplo é o grimpeiro, ave apresentada na página). Além disso, a disponibilidade de alimento diminui, já que muitas espécies dependem de frutos, folhas, sementes, ou de outros animais que se alimentam de plantas.
O grimpeiro é uma ave que habita os galhos da araucária (ou pinheiro-do-paraná). Embora não se alimente de pinhão, sua dieta inclui insetos que vivem entre as folhas da araucária, tornando a preservação dessa árvore essencial para sua sobrevivência. A araucária está atualmente ameaçada de extinção. Segundo dados do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o grimpeiro não está ameaçado de extinção. No entanto, considerando a relação da ave com as araucárias, o desaparecimento dessa planta poderia comprometer a sobrevivência da espécie.
Nesta página, explora-se a importância da cobertura vegetal para a proteção do solo e a prevenção à erosão. Destacar que plantas, árvores e arbustos ajudam a segurar o solo com suas raízes, evitando que ele seja facilmente carregado pela água da chuva ou pelo vento. Além disso, a vegetação ajuda a absorver o impacto das gotas de chuva, evitando a formação de sulcos no solo.
Solos descobertos ficam mais expostos à erosão, o que pode levar à degradação da terra, à diminuição da fertilidade e ao assoreamento de rios (sobre este último, há mais informações no Texto de apoio). Em regiões de morros, pode provocar deslizamentos.
É importante destacar que outros fatores podem provocar deslizamentos de terra, como o tipo de solo do local e a ocorrência de terremotos.
Assoreamento é o acúmulo de terra, lixo e matéria orgânica no fundo de um rio. O fenômeno geralmente acontece quando o curso d’água não possui matas ciliares (vegetação nas margens do rio). Sem a flora natural, o vento e a chuva levam a camada superficial do solo em direção aos rios, o que resulta em danos ambientais, como a dificuldade de navegação pelo curso d’água.
O fenômeno pode acontecer de maneira natural, mas as ações humanas têm intensificado o processo de assoreamento dos rios brasileiros. O desmatamento é um dos maiores
As plantas protegem o solo. Elas formam uma cobertura sobre ele e reduzem o impacto das gotas de chuva. Suas raízes ajudam a manter o solo firme, o que impede que a água da chuva desgaste o solo ou provoque deslizamentos.
1. Observe as imagens.


a) Indique qual das imagens mostra uma possibilidade maior de deslizamento de terra.
b) Marque um X na alternativa que explica o motivo da sua escolha.
A presença de vegetação segura o solo, o que provoca deslizamentos em morros.
X
A falta de vegetação facilita a ação da água da chuva no solo, aumentando o risco de deslizamentos.
agravantes desse processo. Sem árvores, arbustos ou até mesmo grama, o solo fica mais solto e menos resistente, ou seja, mais propício para ser arrastado pela chuva ou pelo vento. A falta de matas ciliares também ocasiona a erosão da encosta dos rios.
Além da dificuldade de navegação, o assoreamento pode causar outros danos sociais e ambientais. Devido aos sedimentos acumulados no fundo do leito, a água vai procurar atalhos para seguir seu caminho. Muitas vezes esses desvios acabam chegando em áreas com ruas e casas, o que ocasiona as enchentes urbanas.
O QUE é assoreamento? Associação Caatinga. Disponível em: https://www. acaatinga.org.br/o-que-e-assoreamento. Acesso em: 26 out. 2025.
Leia o texto e a tirinha. Depois, responda às questões.
A tintura extraída do pau-brasil era usada para colorir roupas. Além disso, sua madeira, dura e resistente, era utilizada para construir navios e violinos.
Atualmente o pau-brasil é uma árvore ameaçada de extinção. Isso quer dizer que ela corre o risco de desaparecer da natureza se ela e o ambiente em que vive não forem cuidados e protegidos.

a) Qual é a origem do nome Brasil?
O nome Brasil veio de uma árvore chamada pau-brasil.
b) Para que o pau-brasil era usado?
O pau-brasil era usado para tingir tecidos e construir navios e violinos.
c) A tirinha confirma ou nega o que o texto diz sobre o perigo de o pau-brasil desaparecer?
Espera-se que os estudantes percebam que tanto o texto como a tirinha falam que o pau-brasil corre risco de desaparecer, de ser extinto.
d) Em grupo. Conversem e escrevam um texto com propostas do que podemos fazer para evitar a extinção do pau-brasil.
Produção pessoal. Espera-se que os estudantes percebam a necessidade de proteger os recursos do ambiente para evitar que eles acabem, como no caso do pau-brasil. 263
O trabalho com a página contribui para o desenvolvimento da competência geral 9 e das competências 1 e 5 de História.
Pode-se dar início a uma aula dialogada pedindo aos estudantes para observarem a tirinha desta página. E, a seguir, perguntar:
• Qual é o tema da tirinha? Quem são os personagens?
• Vocês já ouviram falar de uma árvore chamada pau-brasil?
tente e, principalmente, ao corante avermelhado extraído do tronco, utilizado na tinturaria de tecidos na Europa. Essa exploração excessiva levou à redução drástica de suas populações e contribuiu para a degradação da Mata Atlântica. Atualmente, o pau-brasil está ameaçado de extinção (categoria em perigo). É protegido por lei, e sua exploração é proibida.
O caso do pau-brasil pode ser utilizado para ilustrar os impactos da retirada descontrolada de recursos naturais e a importância de proteger as espécies nativas do país.
Trazer o diálogo para os dias atuais, perguntando:
• Por que será que as árvores são tão cobiçadas?
• Que usos são feitos da madeira extraída?
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• Sabiam que essa árvore teve grande importância na história do Brasil?
Ao explorar a página, sugere-se apresentar mais informações sobre o pau-brasil e sua exploração no passado.
O pau-brasil (Paubrasilia echinata) é uma árvore nativa da Mata Atlântica, especialmente encontrada no litoral do Nordeste e do Sudeste do Brasil.
No período colonial, essa espécie foi intensamente explorada pelos portugueses devido à sua madeira resis-
Estabelecer relações entre as necessidades dos seres humanos, os recursos naturais e as ações, visando ao desenvolvimento sustentável. Retomar discussões anteriores sobre as consequências do desmatamento. Destacar que a retirada de árvores pode ameaçá-las de extinção, além de afetar a sobrevivência de outros animais.
A temática da seção possibilita a integração com os Temas Contemporâneos Transversais (TCTs) Meio ambiente (Educação ambiental) e Cidadania e civismo (Educação em Direitos Humanos).
A roda de conversa proposta na seção possibilita uma reflexão sobre a importância do reflorestamento para a recuperação de áreas degradadas. Pode-se destacar como o plantio de árvores contribui para proteger o solo, além de melhorar a qualidade do ar e da água de corpos d’água. Também possibilita que animais se estabeleçam naquele ambiente, encontrando abrigo e alimento.
TEXTO DE APOIO
O Movimento Cinturão Verde (MCV) foi fundado pela Professora Wangari Maathai em 1977 [...] para atender às necessidades das mulheres rurais quenianas que relatavam que seus riachos estavam secando, seu suprimento de alimentos estava menos seguro e elas tinham que caminhar cada vez mais para conseguir lenha para combustível e cercas. O MCV incentivou as mulheres a trabalharem juntas no cultivo de mudas e no plantio de árvores para fixar o solo, armazenar água da chuva, fornecer alimentos e lenha e receber uma pequena quantia em dinheiro por seu trabalho.
Logo após iniciar este trabalho, a Professora Maathai percebeu que, por trás das dificuldades cotidianas dos pobres — degradação ambiental, desmatamento e insegurança alimentar —, havia questões mais profundas de [...] privação
Wangari Muta Maathai nasceu em 1940, em uma aldeia chamada Tetu, nas montanas do Quênia, um país africano. Maathai começou a explicar às comunidades a importância de plantar árvores para combater o desmatamento.
Assim, no ano de 1977 nasceu o Movimento Cinturão Verde (MCV), que trabalha a favor da conservação ambiental e para o fortalecimento das mulheres no campo. O MCV já plantou mais de 51 milhões de árvores no Quênia.
Graças a seu importante trabalho, Wangari ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2004. Atualmente, sua filha Wanjira Maathai dá continuidade ao seu legado.


• Roda de conversa. Áreas desmatadas podem ser recuperadas por meio do plantio de árvores e outras plantas, o que é chamado de reflorestamento. Por que essa ação é importante? Com a orientação da professora, converse com os colegas. Depois, elabore um cartaz para incentivar o plantio de novas árvores. Espera-se que os estudantes considerem que o reflorestamento é importante para recuperar a vegetação de áreas desmatadas. As árvores ajudam a proteger o solo, além de servir de abrigo e alimento para os animais.
de direitos e perda dos valores tradicionais que antes permitiam às comunidades proteger seu meio ambiente, trabalhar em conjunto para benefício mútuo e agir de forma altruísta e honesta. [...]
Após receber o Prêmio Nobel da Paz em 2004, a Professora Maathai e o Movimento Cinturão Verde ganharam destaque mundial. [...]
The Green Belt Movement. Our history. Disponível em: https://www.greenbeltmo vement.org/who-we-are/our-history. Acesso em: 28 out. 2025. (Tradução dos autores).
VÍDEO. MULHERES Fantásticas #10 | Wangari Maathai. 2020. Vídeo (1min08s). Publicado pelo canal TV Globo. Disponível em https://www. youtube.com/watch?v=pu5uSL5w7WA. Acesso em: 26 out. 2025.
O tráfico de animais silvestres é a retirada de animais do ambiente em que vivem para serem vendidos de forma ilegal. Já a caça predatória é a prática de prender ou matar animais sem autorização. Essas práticas podem levar à extinção dos animais. Conheça alguns exemplos de animais que correm o risco de extinção.


NOME: TATU-BOLA
HÁBITO: se abriga em tocas no solo feitas por outros animais.
CURIOSIDADE: se enrola no formato de uma bola quando sente que pode ser atacado.
AMEAÇAS: caça e perda de abrigo devido ao desmatamento.
NOME: ARARA-AZUL
HÁBITO: se abriga em aberturas existentes no caule de grandes árvores.
CURIOSIDADE: costuma viver com o mesmo parceiro por toda sua vida.
AMEAÇAS: perda de abrigo devido ao desmatamento e captura ilegal para o tráfico.
Refletir sobre a importância de proteger o ambiente, destacando as relações que se estabelecem entre seres vivos (incluindo os seres humanos) e elementos não vivos do ambiente. Enfatizar que o desaparecimento de um desses elementos pode afetar a existência de outros.
Em alguns momentos da unidade, foi mencionado que certos seres vivos estão ameaçados de extinção. De forma geral, isso significa que essas espécies
correm o risco de desaparecer do ambiente em que vivem. No entanto, esse risco pode variar em intensidade. Por isso, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) criou uma classificação de categorias de ameaça, que ajuda a entender o grau de vulnerabilidade de cada espécie e a definir medidas de proteção adequadas.
As principais categorias são indicadas a seguir:
• Pouco preocupante (LC, na sigla em inglês): espécie considerada fora de
perigo imediato, pois suas populações são estáveis ou numerosas.
• Quase ameaçada (NT, na sigla em inglês): espécie que pode se tornar ameaçada em um futuro próximo.
• Vulnerável (VU): espécie que enfrenta um risco alto de extinção na natureza, a menos que os fatores que ameaçam a sua sobrevivência e reprodução melhorem.
• Em perigo (EN, na sigla em inglês): espécie com risco alto de extinção em um futuro próximo.
• Criticamente em perigo (CR, na sigla em inglês): espécie em risco extremamente alto de desaparecer da natureza.
• Extinta na natureza (EW, na sigla em inglês): espécie que sobrevive apenas em cativeiro ou fora de seu habitat natural.
• Extinta (EX): espécie que não existe mais em nenhuma parte do planeta.
Entre as categorias, apenas VU, EN e CR significam que estão ameaçadas. EW e EX já indicam extinção.
Essa classificação é utilizada mundialmente e também serve de base para os levantamentos oficiais brasileiros, realizados por órgãos como o ICMBio.
O tatu-bola (Tolypeutes tricinctus), por exemplo, encontra-se em perigo (EN). Essa espécie é endêmica do Brasil, ocorrendo principalmente na Caatinga.
A arara-azul ( Anodorhynchus hyacinthinus), indicada na página anterior, é considerada vulnerável (VU). Embora o tráfico de animais silvestres tenha sido uma grande preocupação no passado, atualmente a principal ameaça à espécie é a perda de seu habitat natural, provocada pelo desmatamento e pela degradação ambiental das regiões onde vive.
O boto-cor-de-rosa (Inia geoffrensis) é considerado em perigo (EN). Entre suas principais ameaças estão a caça para uso como isca na pesca do bagre piracatinga, a poluição dos rios e a construção de hidrelétricas, que dividem as populações desse animal.
Para o seminário, organizar os estudantes em quatro grupos, para que cada um pesquise informações sobre um dos animais listados a seguir. Ressaltamos a importância de considerar o nome científico das espécies, já que o nome popular pode se referir a mais de uma espécie. Na listagem abaixo, indicamos a categoria de ameaça de cada um até o momento de produção deste material. A atividade mobiliza as competências gerais 4 e 5.
• Calanguinho (Kentropyx viridistriga): VU
• Baleia-azul (Balaenoptera musculus): CR
• Pica-pau-amarelo (Celeus flavus subflavus): CR
• Rã-de-cachoeira (Cycloramphus diringshofeni): CR

NOME: BOTO-COR-DE-ROSA
HÁBITO: vive nos rios amazônicos.
CURIOSIDADE: seu nome está relacionado à sua coloração rosa na vida adulta. Mas os botos-cor-de-rosa jovens são cinza.
AMEAÇAS: caça e poluição dos rios.
• Seminário. Com a ajuda da professora, organizem-se em grupos para fazer um seminário. Cada grupo irá pesquisar e apresentar informações sobre um animal ameaçado de extinção. Entre as informações devem estar:
• Nome do animal.
• Lugar onde vive.
Produção coletiva.
• Principal motivo de ameaça de extinção.
• Imagens do animal.
Vocês também podem buscar outras informações, como curiosidades, número de filhotes, entre outras.
A divisão dos grupos é a seguinte:
• Grupo 1: calanguinho
• Grupo 2: baleia-azul
• Grupo 3: pica-pau-amarelo
• Grupo 4: rã-de-cachoeira
A pesquisa pode ser realizada com o apoio da internet, sob a supervisão de um adulto da família. Como os estudantes podem ter dificuldade em localizar informações sobre determinadas espécies, recomenda-se imprimir materiais textuais sobre os animais e distribuí-los aos grupos, para que possam ler, discutir e preparar o seminário durante a aula.
Como estrutura para o seminário, é possível sugerir que os estudantes sigam os tópicos propostos para
Criança apresentando seminário.
pesquisa. Orientá-los a escrever as informações de cada tópico no caderno, facilitando a consulta durante as apresentações, caso seja preciso. O seminário colabora para o desenvolvimento das competências específicas 3 e 6 de Ciências da Natureza.
A extração de materiais do solo impacta o ambiente, já que, muitas vezes, há desmatamento de uma área e o solo é cavado.

Além disso, alguns produtos usados no extrativismo mineral contaminam o ambiente. Um exemplo é o mercúrio, usado para separar o ouro de outros materiais, sem valor comercial.
O mercúrio pode contaminar o solo e a água. Ele é tóxico para os seres vivos e pode causar doenças nos garimpeiros, profissionais que trabalham em busca de ouro, prata e pedras preciosas.

BNCC
• EF02HI11 • EF02GE07
ENCAMINHAMENTO
O trabalho com a página contribui para o desenvolvimento das competências específicas 1 e 6 de Geografia.
Pedir aos estudantes que observem as imagens da página.
Perguntar: como essas duas imagens se relacionam?
Explicar que a primeira imagem mostra as consequências do uso de uma
causar sérios danos à saúde e ao ambiente. Quando lançado na natureza, especialmente em rios e lagos, ele pode ser transformado por microrganismos em uma forma ainda mais perigosa — o metilmercúrio. Esse composto é facilmente absorvido pelos seres vivos aquáticos e tende a se acumular em seu organismo, num processo chamado bioacumulação.
Com o passar do tempo, o mercúrio vai se concentrando cada vez mais nos organismos situados nos níveis mais altos da cadeia alimentar, processo conhecido como biomagnificação. Assim, animais que se alimentam de peixes contaminados — como aves, mamíferos aquáticos e até os seres humanos — acabam recebendo altas concentrações.
Trabalhador procurando ouro na beira de um rio. Poconé, Mato Grosso, 2018.
área de mata para o extrativismo. Já a segunda mostra um garimpeiro em plena atividade de extração de ouro.
• Você sabe o que é o mercúrio e para que ele serve?
O mercúrio é um metal que se encontra no estado líquido à temperatura ambiente. Ele é utilizado em diversas atividades humanas, como na mineração do ouro, em alguns tipos de termômetros e em processos industriais. Apesar de ser amplamente utilizado, o mercúrio é altamente tóxico e pode
Devido à biomagnificação, os seres humanos podem se contaminar principalmente pelo consumo de peixes e frutos do mar contaminados. A intoxicação por mercúrio pode provocar diversos efeitos no organismo, como problemas neurológicos, além de danos ao fígado e aos rins. Portanto, é fundamental que o uso e o descarte de mercúrio sejam rigorosamente controlados e que sejam adotadas práticas de mineração mais seguras.
• EF02HI11
• EF02GE07
• EF02GE11
O trabalho com a dupla de páginas contribui para o desenvolvimento das competências específicas 1 e 6 de Geografia.
Se considerar pertinente, é possível explicar aos estudantes que a liberação de gases poluentes na atmosfera não ocorre apenas nas indústrias, mas também em outras atividades humanas, como nas usinas termelétricas, responsáveis pela geração de energia elétrica, e no funcionamento de alguns tipos de veículos. Nesses casos, a liberação de gases poluentes acontece devido à queima de combustíveis fósseis, como o petróleo, o carvão mineral e o gás natural, ou ainda de derivados do petróleo, como a gasolina e o óleo diesel
Além dos impactos já destacados no Livro do Estudante, é importante mencionar que a emissão de poluentes atmosféricos também pode intensificar o efeito estufa. Esse fenômeno é natural e essencial para manter a temperatura média da Terra em um intervalo adequado à vida. No entanto, o aumento da concentração atmosférica de gases estufa intensifica esse efeito, o que contribui para o aquecimento global. Outro impacto a ser destacado é a chuva ácida. A água da chuva é ligeiramente ácida, mas pode tornar-se ainda mais ácida devido à presença de gases poluen-
No campo e na cidade, há algumas indústrias que despejam resíduos de suas produções diretamente no ambiente, sem tratamento.
O descarte inadequado é proibido porque polui o solo, a água e causa danos à saúde dos seres vivos.
Além disso, durante o funcionamento de alguns tipos de indústria, pode ocorrer a liberação de fumaça, que polui o ar.
A poluição do ar prejudica os seres vivos e pode causar doenças nos seres humanos.

Despejo de resíduos industriais sem tratamento no ambiente.

tes, liberados principalmente pela queima de combustíveis. A chuva ácida pode corroer construções e monumentos, além de prejudicar o solo e corpos d’água, afetando os seres vivos.
TEXTO DE APOIO
25.2.2 Entendem-se como resíduos industriais aqueles provenientes dos processos industriais, na forma sólida, líquida ou gasosa ou combinação dessas, e que por suas características físicas, químicas ou microbiológicas não se assemelham aos resíduos domésticos, como cinzas, lodos,
óleos, materiais alcalinos ou ácidos, escórias, poeiras, borras, substâncias lixiviadas e aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como demais efluentes líquidos e emissões gasosas contaminantes atmosféricos.
NR 25 – Resíduos industriais. Ministério do Trabalho e Emprego. Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/ pt-br/acesso-a-informacao/participacao -social/conselhos-e-orgaos-colegiados/ comissao-tripartite-partitaria-permanente/ arquivos/normas-regulamentadoras/nr -25-atualizada-2022-1.pdf. Acesso em: 8 out. 2025.
1. Observe a imagem e marque um X nas frases que apresentam os impactos ambientais provocados pela fábrica.

X A liberação de fumaça causa a poluição do ar.
X O despejo de resíduos não tratados provoca a poluição das águas do rio.
A queimada da vegetação ocasiona a fuga de animais.
2. Leia o texto a seguir.
Um dos rios mais importantes de São Paulo é tomado por [...] peixes mortos
[...] Análises da Companhia Ambiental de São Paulo, a Cetesb, indicaram que o problema foi causado pelo despejo irregular de resíduo industrial [...].
Jornal Nacional. G1, 16 jul. 2024. Disponível em: https://g1.globo.com/jornal-nacional/ noticia/2024/07/16/um-dos-rios-mais-importantes-de-sao-paulo-e-tomado-por-toneladas-de-peixes -mortos.ghml. Acesso em: 10 out. 2025.
a) Contorne no texto a causa da morte dos peixes encontrados no rio.
b) O que deve ser feito para evitar esse impacto? Com a orientação da professora, converse com os colegas. Resposta pessoal. Durante a conversa, espera-se que os estudantes comentem que é preciso tratar os resíduos antes de descartá-los no ambiente.
BNCC
• EF02HI11
• EF02GE11
ENCAMINHAMENTO
Aproveitar o potencial pedagógico da imagem para estimular a leitura, a interpretação e a escrita em sala de aula. Questioná-los sobre a imagem.
• O que está sendo liberado pela indústria no rio? Quais podem ser os impactos dessa ação para o ambiente aquático?
rio Piracicaba. Segundo análises da Companhia Ambiental de São Paulo, os resíduos que ocasionaram a morte de peixes foram despejados irregularmente por uma usina de açúcar.
1. Escrevam uma legenda para a imagem da atividade 1. A legenda pode ser informativa ou explicativa ou conter uma crítica.
2. Criem uma tirinha (composta de três quadrinhos) em que as crianças da ilustração conscientizem um adulto sobre a importância da conservação do ambiente.
Professor, cada estudante deverá criar a sua tirinha, com ilustrações e balões de fala. Se possível, expor as produções da turma no mural da sala, para que sejam apreciadas por outros leitores.
VÍDEO . O QUE causa o aquecimento global. 2015. Vídeo (3min45s). Publicado pelo canal Senado Federal. Disponível em: https://youtu. be/Oe0npq64-LI. Acesso em: 26 out. 2025.
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• O que está sendo liberado pela indústria no ar? Que consequências isso pode gerar para o ambiente e para a saúde das pessoas?
• O solo ao redor da indústria parece saudável? Que elementos visuais indicam essa condição?
Aprofundar a reflexão sobre a relação entre indústria e ambiente buscando outros exemplos.
A atividade 2 diz respeito a um evento que ocorreu em meados de 2024 no
Além do que foi apresentado no Livro do Estudante, os agrotóxicos podem infiltrar-se no solo e alcançar os lençóis freáticos, contaminando as águas subterrâneas utilizadas por muitas comunidades para consumo e irrigação. Com as chuvas, os agrotóxicos podem ser carregados para rios, lagos e córregos, poluindo a água e prejudicando os organismos aquáticos.
O uso de agrotóxicos também pode contaminar seres vivos terrestres (que não as pragas agrícolas), como insetos polinizadores, ou mesmo os seres humanos. Neste caso, a contaminação pode ocorrer diretamente, a exemplo de trabalhadores rurais que manuseiam ou aplicam os produtos sem a proteção adequada, o que pode causar intoxicações, irritações e dificuldades respiratórias, entre outros problemas. O problema pode ocorrer, ainda, por meio do consumo de água ou alimentos contaminados com resíduos de agrotóxicos, que podem se acumular no organismo ao longo do tempo e prejudicar a saúde a longo prazo.
Sobre este último, visando reduzir os possíveis danos à saúde, o governo brasileiro criou o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para).
O Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) foi criado no ano de 2001
Para proteger as plantações de seres vivos que danificam as plantas são utilizados produtos, como os agrotóxicos.
No entanto, muitos desses produtos podem causar a contaminação do solo e da água.
Agrotóxico sendo lançado em produção de laranja. Prata, Minas Gerais, 2025.

Além disso, há o risco de contaminação de outros seres vivos, incluindo os trabalhadores do campo e as pessoas que vivem próximas a essas plantações.
1. As frases a seguir indicam impactos provocados pelo uso de agrotóxicos. Pinte os quadrados das frases de acordo com a legenda a seguir.
impacto ao ambiente impacto à saúde
Contaminação da água dos rios. Amarelo.
Feridas na pele. Vermelho.
Problemas na respiração. Vermelho.
Contaminação do solo. Amarelo.
como Projeto, e a partir do ano de 2003 foi institucionalizado como Programa [...].
O PARA é uma ação do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), coordenado pela Anvisa em conjunto com órgãos estaduais e municipais de vigilância sanitária e laboratórios estaduais de saúde pública.
O Programa tem como principal objetivo monitorar resíduos de agrotóxicos em alimentos de origem vegetal, visando mitigar o risco à saúde decorrente da exposição a essas substâncias pela dieta, mediante avaliação do cenário de irregularidades e
risco à saúde, a partir dos resultados das análises das amostras coletadas.
PROGRAMA de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos – PARA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa. Disponível em: https://www. gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/agrotoxicos/ programa-de-analise-de-residuos-em -alimentos. Acesso em: 26 out. 2025.
2. Leia atentamente o texto a seguir e observe as imagens.
A mineração retira o calcário das rochas. Esse material ajuda a preparar o solo para a agricultura. Com o solo preparado, crescem grãos que servem de alimento para os porcos na pecuária. Depois, a carne dos porcos vai para a indústria, onde é transformada em alimentos, como a linguiça que chega até a nossa mesa.



sendo alimentados com grãos em granja.

Frigorífico fabricando linguiça com carne de porco.
a) Onde as atividades vistas nas imagens podem ser realizadas? Pinte os quadrados de acordo com a legenda a seguir.
b) Roda de conversa. Com a orientação da professora, conversem sobre os possíveis problemas que a pecuária pode gerar. Depois proponham possíveis soluções para esses problemas.
ENCAMINHAMENTO
Na atividade 2, é citado o uso do calcário para o preparo do solo, melhorando as condições para o crescimento das plantas. Por reduzir a acidez, o calcário favorece a atividade dos microrganismos do solo, que decompõem a matéria orgânica e liberam nutrientes. Outro ponto importante é que o calcário fornece cálcio e magnésio, dois elementos essenciais para o crescimento das plantas.
Ao orientar esta atividade, é importante retomar que agricultura e pecuária não são atividades extrativistas, pois envolvem o cultivo de plantas e a criação de animais.
No item b, durante a roda de conversa, abordar impactos decorrentes da pecuária. Pode-se citar que o excesso de animais em uma mesma área pode degradar o solo, deixando-o compactado e pobre em nutrientes. O desmatamento para formar pastagens também aumenta o risco de erosão e reduz a infiltração da água no solo.
É importante destacar aos estudantes que o esgoto corresponde às águas residuais de atividades humanas.
Assim como o tratamento de água, a coleta e o tratamento de esgoto fazem parte dos serviços de saneamento básico. O acesso a esses serviços é fundamental para a saúde pública, pois muitas doenças podem ser transmitidas pela água contaminada.
No caso do esgoto, agentes patogênicos (como vírus e microrganismos causadores de doenças) podem ser eliminados junto às fezes e à urina de pessoas contaminadas. Por isso, o contato com esgoto sem tratamento — seja pela água, pelo solo, seja por alimentos contaminados — representa um grave risco à saúde. Além dos riscos sanitários, o esgoto lançado diretamente em rios e córregos provoca a poluição da água, prejudicando os ambientes aquáticos e dificultando o abastecimento das populações.
De acordo com dados do Painel do Saneamento, pouco mais da metade da população brasileira tinha acesso à coleta de esgoto em 2023. No entanto, o país ainda enfrenta grandes desigualdades regionais no acesso a esse serviço essencial.
A água dos rios é usada nas moradias, nos comércios, nas indústrias, entre outras atividades humanas. Após ser usada, a água vira esgoto.
O esgoto possui impurezas e, por isso, precisa passar por tratamento antes de ser despejado no ambiente. Geralmente, ele é coletado e encaminhado para estações de tratamento. Após ser tratado, o esgoto pode ser devolvido com segurança ao ambiente.

Estação de tratamento de esgoto. Natal, Rio Grande do Norte, 2024.
Em muitos locais não existe tratamento de esgoto. Nessas situações, ele é despejado diretamente nos rios, nos mares ou no solo, contaminando esses ambientes.
Se não for tratada, a água contaminada pelos esgotos aumenta o risco de transmissão de doenças.
Parcela da população com coleta de esgoto (% da população)
Fonte: Painel Saneamento Brasil. Disponível em: https://www.painelsaneamento.org.br/explore/indicador?SE%5Bg%5D= 1&SE%5Bs%5D=11&SE%5Bid%5D=POP_COM_ES%25. Acesso em: 26 out. 2025.
1. Observe as imagens. Depois, marque um X na frase que descreve a relação entre as duas imagens.


O despejo de esgoto não tratado no ambiente pode poluir apenas o solo.
X O contato com as águas de um rio que recebeu esgoto não tratado pode ocasionar doenças.
O esgoto sem tratamento não polui o ambiente nem apresenta riscos à saúde humana.
2. Leia o texto a seguir.
Rios da Costa dos Corais estão contaminados com mercúrio, esgoto e agrotóxicos
Esgotos das cidades do entorno, uso de agrotóxico no cultivo de cana-de-açúcar e resíduos da produção das usinas presentes na região estão entre as causas da contaminação, que já afeta a renda de pescadores.
[...]
Adriana Amâncio. Rios da Costa dos Corais estão contaminados com mercúrio, esgoto e agrotóxicos. Mongabay, 3 ago. 2023. Disponível em: https://brasil.mongabay.com/2023/08/rios-da -costa-dos-corais-estao-contaminados-com-mercurio-esgoto-e-agrotoxicos/. Acesso em: 28 out. 2025. Quais atividades são responsáveis pela contaminação dos rios citados no texto?
X Uso de agrotóxicos. Desmatamento.
X Despejo de esgoto não tratado.
X Despejo de resíduos industriais.
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2. Leia as afirmativas e assinale a correta.
a) ( ) O esgoto pode ser despejado diretamente no ambiente, sem precisar de tratamento.
b) ( ) O tratamento de esgoto serve para eliminar restos de alimentos das águas.
Comentar que nem todo resíduo industrial compreende esgoto industrial.
SITE. Saneamento – ANA. Disponível em: https://www.ana.gov.br/sanea mento. Acesso em: 26 out. 2025.
SITE. Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA). Ministério da Saúde. Disponível em: https://www.gov. br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a -a-z/d/dtha. Acesso em: 26 out. 2025.
1. Observe as imagens e marque com X aquelas que representam atividades que produzem esgoto doméstico.
c) ( ) Pessoas que vivem em locais sem coleta e tratamento de esgoto podem ter problemas de saúde causados pelo contato com água contaminada.
Respostas:
1. Corretas: a) e b).
2. Correta: c).
Para explorar a temática da página, sugere-se apresentar mais informações sobre o petróleo. Explicar, por exemplo, que o petróleo é um recurso natural encontrado em rochas localizadas abaixo da superfície terrestre ou no fundo do mar. Ele foi formado há milhões de anos a partir da decomposição de restos de plantas e animais marinhos.
Para ser aproveitado, o petróleo precisa passar por um processo chamado destilação fracionada, que acontece nas refinarias. Nesse processo, o petróleo é aquecido e seus componentes são separados conforme o ponto de ebulição (ou seja, a temperatura na qual as substâncias passam do estado líquido para o gasoso).
Comentar que, como resultado dessa separação, é possível obter diversos produtos, como gasolina, óleo diesel , querosene, parafina e asfalto. Esses produtos são muito usados no dia a dia, principalmente como combustíveis e matérias-primas para a fabricação de plásticos e outros materiais.
Apesar de sua importância econômica, o uso do petróleo também traz impactos ambientais, como a emissão de gases poluentes e o risco de contaminação em casos de vazamentos –como exemplificado no texto da página.
Após a contextualização inicial, pode-se realizar a leitura do texto
O petróleo é um recurso natural [...] encontrado em grandes depósitos subterrâneos [...]. Depois de perfurar e bombear o petróleo dessas camadas muito abaixo do solo ou do oceano, as empresas o transportam por navios, caminhões ou trens para refinarias, que é o lugar onde o petróleo é transformado em diversos produtos como gasolina, asfalto, plásticos e muitos outros. Algumas vezes, o petróleo é acidentalmente derramado no oceano e pode causar muitos danos. O [...] óleo pode cobrir grandes áreas [...] e [...] colocar em risco a saúde e a vida de [...] seres marinhos. Até nós, humanos, podemos ficar doentes pelo consumo de peixes [...] contaminados.
Tássia Biazon; Marcia Caruso Bícego. Você e o petróleo. Ciência hoje das crianças, 31 jan. 2025. Disponível em: https://chc.org.br/artigo/voce-e-o-petroleo/. Acesso em: 3 out. 2025.

Subterrâneos: localizados debaixo da terra.
Praia contaminada por petróleo.
1. Sublinhe no texto os impactos ocasionados pelo derramamento de petróleo nos oceanos.
2. Como o derramamento de petróleo pode afetar a saúde das pessoas? Com a orientação da professora, converse com os colegas.
2. Espera-se que os estudantes considerem que o derramamento de petróleo pode contaminar a água dos oceanos e dos seres marinhos, como peixes. Ao consumi-los, as pessoas também se contaminam.
com os estudantes. Sugere-se fazer pausas entre os trechos, permitindo que eles exponham oralmente o que compreenderam. Também é interessante pedir que registrem no caderno as palavras desconhecidas e, em seguida, pesquisem seus significados no dicionário, contribuindo para ampliar o vocabulário e a compreensão do conteúdo.
VÍDEO. “VIDAS Sob o Mar de Petróleo”: retrospectiva e visão geral. 2021. Vídeo (3min32s). Publicado pelo canal WWFBrasil. Disponível em https://www. youtube.com/watch?v=tN_8RuX2IaQ. Acesso em: 26 out. 2025.
3. Observe as imagens.


a) O que vemos na imagem 1?
Ao fundo, vemos uma faixa de areia e, no mar, um golfinho.
b) E na imagem 2, o que vemos ?
Vemos uma grande quantidade de lixo na faixa de areia e no mar (sacola plástica, garrafa PET, pneu etc.).
c) Complete a frase com base nas imagens anteriores.
• A poluição nas praias prejudica a vida no mar .
A atividade 3 apresenta outro impacto importante decorrente das atividades humanas: o descarte inadequado de lixo. É importante destacar que esse problema não ocorre apenas nas praias, mas também no campo e na cidade. Quando o lixo não é descartado de forma adequada, ele pode se acumular no solo ou em rios e córregos e, eventualmente, ser levado até o oceano, poluindo a água e prejudicando a vida
ticas de cuidados com os resíduos, como:
• separar o lixo em recicláveis, orgânicos e rejeitos;
• reutilizar materiais sempre que possível, evitando descartes desnecessários;
• reduzir o consumo de plásticos e embalagens descartáveis;
• depositar o lixo nos locais adequados, como lixeiras e pontos de coleta.
Essa temática se integra ao Tema Contemporâneo Transversal (TCT) Meio ambiente
| PARA O ESTUDANTE HQ. REVISTA EM QUADRINHOS. Turma da Mônica – Cuidando do mundo. Disponível em: https://institutocasavi va.com.br/wp-content/ uploads/2022/08/Turma -da-Monica-Cuidando -do-Mundo.pdf. Acesso em: 26 out. 2025.
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marinha. Plásticos, metais e outros materiais podem permanecer por vários anos na natureza, acarretando a morte de animais que os confundem com alimento.
Um exemplo desse problema é a Grande Ilha de Lixo no Oceano Pacífico, formada pelo acúmulo de resíduos que foram carregados pelas correntes marítimas.
Diante desse contexto, é importante retomar com os estudantes boas prá-

VÍDEO. AS IMAGENS que mostram o gigantesco mar de lixo no Caribe. 2017. Vídeo (1min08s). Publicado pelo canal BBC News Brasil. Disponível em: https://www.you tube.com/watch?v=snH n5HQxweo. Acesso em: 26 out. 2025.
A leitura do poema Um riozinho qualquer pode ser compartilhada ou feita no estilo jogral para que os estudantes participem e compreendam melhor o texto.
Em seguida, pode-se fazer a leitura em voz alta, para instigar os estudantes a desenvolver a concentração, a memória, o raciocínio e a compreensão.
Ao realizar a leitura do poema, sugere-se promover uma reflexão com os estudantes sobre a importância dos rios para todos os seres vivos, incluindo os seres humanos. Os rios abrigam diversos seres vivos, que deles obtêm recursos para sua sobrevivência. Além disso, fornecem água para beber, abastecer cidades, irrigar plantações e gerar energia. Esses aspectos evidenciam a importância de protegê-los.
A proteção dos rios pode ser feita de diversas formas, desde pequenas ações no cotidiano, como não jogar lixo no chão e economizar água, até iniciativas maiores, como projetos de reflorestamento das áreas próximas, proteção das nascentes e implementação de políticas públicas voltadas à conservação ambiental.
Ele começa lá atrás do morro, bem pequenininho.
Vai crescendo e ficando grande durante o caminho.
Enquanto passa pela floresta, é belo e formoso. Depois do campo e da cidade fica sujo e malcheiroso.
O engraçado é que todo mundo dele precisa.
Mas parece que ninguém se importa ou valoriza.
Vem sujeira do campo, da cidade, de todo lugar.
Será que esse rio sobrevive até chegar ao mar?
Poema elaborado pelos autores.

A conservação de um rio começa pela preservação de sua nascente, pois é a sua origem. É importante preservar as matas ciliares presentes nas margens dos rios, são elas que garantem a qualidade da água, evitam o assoreamento e que os restos de detritos de esgotos cheguem até o rio. Além disso, reduzem a erosão, filtram a poluição e proporcionam sombra e proteção à fauna aquática. É necessário, também, denunciar vazamentos, lixo e poluição. Ações rápidas podem minimizar as consequências causadas à água.
A IMPORTÂNCIA de preservar rios e nascentes (SEMA-MA). Abema, 17 nov. 2021. Disponível em: https://abema.org.br/noticias/687-a-importancia-de-preservar-rios-e -nascentes. Acesso em: 26 out. 2025.
5. Os estudantes deverão contornar “riozinho” (no título do poema) e “pequenininho” (no primeiro verso da primeira estrofe do poema).
1. Quantos versos tem o poema?
Dois. X Oito. Quatro. Dez.
2. De acordo com o poema, depois de passar pelo campo e pela cidade, o rio fica: belo e cheiroso. X sujo e malcheiroso.
3. Sublinhe no poema o verso que contém uma pergunta.
Os estudantes devem sublinhar “Será que esse rio sobrevive até chegar ao mar?”.
4. Releia a primeira estrofe do poema e represente o lugar descrito em forma de desenho no caderno. Dê um título ao seu desenho. Produção pessoal.
5. Contorne no poema as palavras no diminutivo.
6. Complete o quadro de acordo com o exemplo.
casa casinha casarão
janela janelinha janelão gato gatinho gatão
cachorro cachorrinho cachorrão
campo campinho campão amigo amiguinho amigão rio riozinho riozão
Na atividade 1, é importante retomar o conceito de verso e o de estrofe. Na atividade 4, a proposta é que os estudantes se expressem com criatividade, dando ênfase à interpretação do poema no registro ilustrativo. Na composição do desenho, vão explicitar o entendimento de ambiente e do espaço relatado no texto, bem como das características apresentadas.
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Na atividade 5, o objetivo é consolidar o conceito gramatical de grau do substantivo pela representação da palavra riozinho. Caso os estudantes apresentem alguma dificuldade, é importante retomar os conceitos e usar o bloco de explicação para elucidar as dúvidas. Explicar que as palavras servem para nomear seres (animais) e objetos (coisas) e que expressam graus diferentes: normal, diminu-
tivo e aumentativo. É relevante esclarecer que essas formas atribuem aos nomes as ideias de diminuição e grandiosidade. Para acrescentar ludicidade, podem-se utilizar os objetos da sala de aula como referência para exemplos.
Sugerimos fazer uma lista de palavras na lousa ou no blocão em forma de quadro tal qual na atividade 6 e registrar as contribuições da turma.
Forme um grupo com seus colegas e elaborem um cartaz que mostre a importância de proteger os rios. Use desenhos, frases de impacto e dados sobre os cuidados que devemos ter com a água e o ambiente. Depois, exponham os cartazes na sala ou em algum espaço da escola.
LIVRO. MACHADO, Ana Maria. Palavras, palavrinhas e palavrões. São Paulo: FTD, 2009.

O objetivo desta atividade prática é investigar a importância da cobertura vegetal para a proteção dos solos. A atividade mobiliza a competência geral 2. Para realizar a atividade, sugere-se organizar os estudantes em grupos de três a cinco integrantes e separar materiais suficientes para cada grupo (se for possível). É importante ressaltar que o professor deve ser responsável por coletar o solo, certificando-se de que ele não apresente contaminantes. Assim, garante-se a segurança dos estudantes.
Reservar um momento inicial para refletir sobre a importância das plantas na proteção do solo. Retomar o que foi estudado anteriormente na unidade, destacando que a cobertura vegetal protege o solo do impacto direto das gotas de água da chuva e que as raízes das plantas mantêm o solo firme. Diante dessa retomada, perguntar aos estudantes como seria possível investigar isso, de forma prática. A partir desse questionamento, não se espera que eles planejem um experimento, mas que pensem sobre o assunto, exercitando o pensamento científico. Assim, pode-se desenvolver a competência específica 2 de Ciências da Natureza
Na sequência, orientar cada grupo a seguir os procedimentos indica-
Para começar, responda:
As plantas ajudam a proteger o solo?
X Sim. Não.
Em grupo e com a ajuda da professora, realize a atividade a seguir. Depois, observe se o resultado confirma ou não a resposta que você marcou.
• Duas formas de bolo na forma de retângulo.
• Solo para cobrir as duas formas.
• Sementes de alpiste.
• Regador.
• Dois tijolos ou duas caixas para servir de apoio.


1. Coloquem o solo no interior das formas de bolo, de maneira que formem uma camada grossa.
2. Espalhem as sementes de alpiste sobre o solo de apenas uma das formas e as cubram com mais solo. A outra forma deve ficar sem sementes.
3. Deixem a forma com alpiste no Sol e reguem essa forma com água durante uma semana.
dos. Auxiliá-los na montagem dos aparatos: ambas as formas devem receber quantidades semelhantes de solo, mas em apenas uma delas será plantado o alpiste. Sugere-se que as formas sejam preenchidas a uma altura de cerca de 5 centímetros.
A forma que recebeu as sementes de alpiste não precisa ficar exposta diretamente ao sol, em ambiente aberto. Ela
pode ser mantida em um local fechado, próximo a uma janela, desde que receba iluminação natural suficiente. Organize as regas diárias ao longo de uma semana. Sugere-se que, a cada rega, dois estudantes sejam responsáveis pela tarefa, de modo a incentivar a participação de todos. É importante que o professor acompanhe o processo.
2. Resposta pessoal. Na forma sem alpiste, espera-se que os estudantes observem o solo ser arrastado junto com a água para a parte mais baixa da forma. Já na forma com o alpiste, espera-se que a água não arraste o solo, ou o arraste pouco, em comparação com a forma sem alpiste.
Após uma semana, apoiem as duas formas sobre os tijolos, de modo que fiquem inclinadas.
1. Reguem com o regador o solo da forma sem alpiste e observem.
2. Reguem com o regador o solo da forma com alpiste e observem.
Representação da atividade montada.

1. Como estava a forma com o alpiste após uma semana?
Espera-se que os estudantes digam que o alpiste cresceu e cobriu o solo.
2. O que aconteceu com o solo de cada uma das formas ao jogar a água com o regador sobre elas quando estavam inclinadas?
3. Explique o motivo do resultado que vocês obtiveram.
Resposta esperada: O alpiste evitou que as gotas de água do regador atingissem diretamente o solo, mantendo-o compacto. Já o solo da forma sem alpiste sofreu o impacto direto da água do regador e, sem as raízes do alpiste para proteger o solo, ele foi arrastado junto com a água.
4. A resposta que você deu no início desta seção foi confirmada?
X Sim.
BNCC
• EF02GE11
ENCAMINHAMENTO
Não é necessário que o apoio das formas seja o tijolo. Qualquer objeto que forneça suporte adequado pode ser utilizado, como potes plásticos virados ou caixas. O importante é que a forma fique levemente inclinada, permitindo que a água escorra.
Não.
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Ao jogar a água, é fundamental fazer isso com cuidado, mantendo um fluxo contínuo.
Recomenda-se iniciar pela forma que não possui sementes de alpiste. Nesse caso, a água promoverá o deslocamento do solo, representando o processo de erosão. É interessante destacar que essa situação simula um deslizamento de terra, causado pela ação da água sobre o solo desprotegido.
Em seguida, deve-se jogar água na forma que contém as sementes de alpiste. Nesse caso, a presença da vegetação impedirá o deslocamento do solo, demonstrando a importância das plantas na contenção da erosão.
Promover uma reflexão final sobre a importância das plantas na proteção do solo e orientar a resolução das atividades propostas. Como sugestão para mobilizar a habilidade EF02GE11, sugere-se realizar a atividade proposta em +Atividades
De que forma os resultados do experimento se relacionam com os impactos causados pelo desmatamento?
Resposta: Os resultados mostram que, quando não há vegetação, a água da chuva provoca o deslocamento do solo, representando a erosão. Isso se relaciona com os impactos do desmatamento, pois, nas áreas onde a vegetação é retirada, o solo fica desprotegido e sujeito à erosão, à ocorrência de deslizamentos e à perda de nutrientes.
Conversar sobre profissões que surgiram em virtude do desenvolvimento da informática, como a de web designer, e sobre o desaparecimento de outras, como a de datilógrafo, pelo mesmo motivo.
VÍDEO . DIA do Trabalho. 2012. Vídeo (9min10s). Publicado pelo canal Quintal da Cultura. Disponível em: https://youtu.be/2Dqz SUwXBrw. Acesso em: 22 out. 2025.
1. Vamos fazer um jogo sobre as profissões? O professor vai distribuir um pedaço de cartolina branca em formato de cartões para cada estudante. Você desenha um profissional e o colega tem de acertar o que ele faz.
2. Leia o poema a seguir. O Motorista
O comandante do transporte é responsável pela vida.
Conduz com sua mão forte, a sua missão é de vida.
Lhe exige criatividade, paciência, energia e amor. Contribui com a coletividade, Motorista o Trabalhador.
A sociedade avançando, e ele ajuda conduzindo.
Com importância atuando, no vital contribuindo.
É decisivo pro ir e vir, ele é o nosso bom condutor. Com consciência no seguir, Motorista o Trabalhador.
MIRANDA, Azuir de Rocha. O motorista. Overmundo, 25 abr. 2008. Disponível
1
Descubra e escreva o nome da profissão preenchendo o quadro a seguir.
O que faz
Característica
Realiza instalação elétrica e faz reparos.
Risco de choque elétrico e de queimaduras.
Aplica medicações, injeções, afere a pressão e a glicemia, entre outros. Trabalho em regime de plantão de 12 por 36 horas ou de 40 horas semanais.
Realiza salvamentos em terra, na água e em altura e presta primeiros socorros.
Monta e faz manutenção em computadores pessoais e de empresas.
Exposição a fogo, a altura e a produtos químicos.
Importância para a comunidade
Garante instalações seguras e faz reparos nas residências das comunidades.
Cuida da saúde das pessoas da comunidade.
Ajuda a comunidade em caso de incêndio, alagamento, acidentes de trânsito.
Exigência de aperfeiçoamento constante.
em: http://www.overmundo.com.br/banco/ o-motorista. Acesso em: 26 out. 2025.
a) Faça um desenho bem bonito do motorista exercendo sua profissão.
b) Agora, crie uma estrofe (formada por um determinado número de versos sobre uma profissão). Não se esqueça das rimas. (Respostas pessoais.)
Ajuda a comunidade a acessar a internet e as redes sociais para estudar, trabalhar e se divertir.
Profissão
Eletricista
2
O berimbau é um instrumento musical muito usado na capoeira, dança e luta ao mesmo tempo. Observe do que é feito o berimbau.

Assinale as alternativas corretas.
feito com
X O arame do berimbau é feito do minério de ferro.
X O minério de ferro é obtido por meio da mineração.
X A madeira é a matéria-prima usada para fazer o arco.
A madeira é obtida das folhas das árvores.
X A cabaça é obtida por meio de extrativismo vegetal.
| PARA O PROFESSOR
VÍDEO. BERIMBAU: saiba como é feito. 2015. Vídeo (5min20s). Publicado pelo canal TRT5 - Bahia. Disponível em: https://www.youtube.com/watch? v=D1_bZ-rNym8. Acesso em: 22 out. 2025.
| PARA O ESTUDANTE
LIVRO. BANDEIRA, Manuel. Berimbau e outros poemas. São Paulo: Global, 2013.
Cabaça, fruto com casca dura. 281

TEXTO DE APOIO
O artesão e percussionista paraense Alexandre Paulemy, residente no município de Oeiras, no Pará, tem se destacado por sua abordagem inovadora e sustentável na fabricação de instrumentos musicais. Com uma trajetória marcada pela pesquisa e a busca constante por novas inspirações, ele transforma a matéria-prima local em obras únicas que refletem a cultura amazônica. “Utilizo materiais reaproveitados vindos da floresta, como madeira, bambu, ouriço de castanha e sementes”, conta.
“O bambu é uma matéria-prima reutilizável que encontramos em abundância. Ele nos permite criar sons autênticos e naturais”, explica. Além disso, ele desenvolveu um agogô com três tons, superando os tradicionais de dois tons, e o macaquinho, que é um tipo de instrumento que imita o som do macaco. Ele detalha que todo agogô natural tem apenas dois tons, um grave e um agudo. “Com a nossa pesquisa, conseguimos desenvolver esse de três tons, com um grave, outro médio e, por fim, agudo.”
30/10/25 06:09
ARTESÃO paraense produz instrumentos musicais de forma sustentável com materiais reaproveitados da floresta. Agência Sebrae de Notícias, 15 nov. 2024. Disponível em: https://agenciasebrae.com. br/cultura-empreendedora/ artesao-paraense-produz -instrumentos-musicais-de -forma-sustentavel-com -materiais-reaproveitados -da-floresta. Acesso em: 26 out. 2025.
LIVRO. GREEN, Jen; GORDON, Mike. Por que proteger a natureza? Aprendendo sobre meio ambiente. São Paulo: Scipione, 2019.

Com o professor, assistam ao vídeo a seguir.
VÍDEO. PERÍODO proibitivo de queima controlada no Pantanal. Vídeo (31s). Publicado pelo canal Ibama. Disponível em: https://www.youtu be.com/watch?v=eT dpE6KhoBA. Acesso em: 22 out. 2025.
Em dupla, apoiando-se no que viram, criem um slogan para uma campanha contra as queimadas.
O que é um slogan é [...] uma frase curta e marcante [...].
Alguns aspectos básicos para um bom slogan são: chamar a atenção; ser atrativo; fácil de memorizar; ter uma boa sonoridade; passar a mensagem do produto.
3
Você já viu pela televisão, em revistas, em livros ou na internet alguma reportagem sobre a queimada de matas para a formação de fazendas de gado? Observe a imagem.

a) O que você observa na imagem?
O fogo queimando árvores e os animais correndo.
b) Quais animais, da esquerda para a direita, você nota na imagem?
Porco-do-mato, tatu, cobra, onça-pintada, macaco e tucano.
c) Cite um prejuízo das queimadas para a floresta e um para os animais.
A floresta diminui de tamanho, e os animais perdem abrigo e fonte de alimento.
O QUE é um slogan e para que serve? Instituto Dom. Disponível em: https://www.institutodom. org.br/o-que-e-um-slogan-e -para-que-serve. Acesso em: 22 out. 2025. A proposta da seção +Atividades contribui para o desenvolvimento da habilidade EF12LP13 de Língua Portuguesa.
4 Observe a tirinha a seguir.

a) Qual é o tema do primeiro quadrinho?
O desmatamento.
b) E o tema do segundo quadrinho, qual é?
A poluição do ar.
c) E o tema do terceiro quadrinho, qual é?
O esgoto e o lixo lançados nas águas do rio.
d) E no último quadrinho, o que cada criança está fazendo?
Chico Bento está empurrando os quadrinhos que mostram prejuízos ao meio ambiente; Zé
da Roça está recolhendo as latas; Zé Lelé está levando papéis para as lixeiras de reciclagem; e
Rosinha está plantando uma muda.
e) Em dupla. Vocês concordam com o que Chico Bento diz no último quadrinho? Resposta pessoal.
Monte seu portfólio – reúna trabalhos que você fez durante o ano: desenhos, respostas às perguntas feitas no livro, provas, atividades da seção Retomando, registros de participação em seminários, pesquisas e bilhetes da professora dizendo “parabéns!” ou o que você tem de melhorar, autoavaliações da seção Escutar e falar e outras produções que você fez.
TEXTO DE APOIO
ONU declara que meio ambiente saudável é um direito humano
A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução declarando que todas as pessoas no planeta têm direito a um meio ambiente limpo e saudável.
A declaração chega em um momento em que o mundo enfrenta uma tripla crise planetária: da mudança climática, da perda da natureza e da biodiversidade e da poluição e dos resíduos.
A nova resolução não é juridicamente vinculativa, mas os defensores estão
30/10/25 06:09
esperançosos de que ela levará os países a consolidar o direito a um meio ambiente saudável nas constituições nacionais e em tratados regionais.
Praticamente todos os países têm leis nacionais destinadas a limitar a poluição, proteger as plantas e os animais e combater a mudança climática. Mas essas regras nem sempre são totalmente implementadas e quando são violadas, os cidadãos muitas vezes lutam para responsabilizar governos e empresas.
Em nível nacional, declarar o meio ambiente saudável como um direito humano permitiria que as pessoas desafiassem po-
líticas destrutivas ao meio ambiente sob a legislação de direitos humanos, que é bem definida em muitos países. [...]
“A resolução desencadeará ações ambientais e fornecerá as salvaguardas necessárias às pessoas em todo o mundo. Ela ajudará as pessoas a defenderem seu direito de respirar ar puro, de acessar água segura e suficiente, alimentos saudáveis, ecossistemas saudáveis e ambientes não tóxicos para viver, trabalhar, estudar e brincar.”
ONU declara que meio ambiente saudável é um direito humano. Organização das Nações Unidas no Brasil, 29 jul. 2022. Disponível em: https://brasil. un.org/pt-br/192608-onu -declara-que-meio-ambiente -saud%C3%A1vel-%C3% A9-um-direito-humano. Acesso em: 26 out. 2025.
• EF02HI01
• EF02HI03
A atividade 1 contribui para o desenvolvimento da habilidade EF02HI01. A proposta do item b visa uma escuta atenta das crianças a respeito do que gostam no bairro em que vivem ou do que gostariam que tivesse nesse lugar.
Nesse contexto, consideramos oportuno compartilhar uma iniciativa interessante, ocorrida em Sobral, município do estado do Ceará, que levou em conta as visões e os interesses das crianças. O trabalho com o texto a seguir contribui para o desenvolvimento da habilidade EF02HI03.
Brasil ganha primeiro plano de bairro voltado a crianças
O Brasil tem cerca de 35,5 milhões de crianças, de acordo com o Censo Demográfico do IBGE de 2022 [...]. Com [isso] em mente, o Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB entregou o primeiro Plano de Bairro Amigável à Primeira Infância (P.BAPI) do país na cidade de Sobral, no Ceará.
[…] [A] Secretária Geral do Departamento Nacional do IAB [...] conta que foram realizadas 15 oficinas durante os dois anos do projeto, garantindo que as crianças participassem ativamente dessa construção. “Fizemos atividades para que eles contassem o que viam no trajeto de casa para a escola, o que gostavam e o que não gostavam em seu bairro, e vimos diferentes cenários, como
1 É comum as pessoas de um mesmo bairro se encontrarem nas ruas, praças e lojas comerciais, e fazerem amizade umas com as outras.
Mulheres de um mesmo bairro encontram-se em loja.

a) Você tem amizade com alguém do seu bairro? Com quem?
Resposta pessoal.
b) O que não tem no seu bairro que você gostaria que tivesse?
Resposta pessoal.
c) Sabendo que cada figura corresponde a uma letra, encontre a palavra.





= A = R = B = I = O






B A I R R O
a janela da casa e a fachada da sorveteria onde elas costumam ir”, apontou Izabela. As crianças desenharam e construíram com massinha de modelar o que gostariam de ter no bairro, como balançadores, escorregadores e pula-pula e destas algumas saíram do papel. “Até conseguimos realizar intervenções temporárias como o fechamento de uma rua, ao lado da areninha, para crianças menores brincarem e isso foi realizado. Nossos protagonistas foram as crianças”, complementou Izabela. DINO. Brasil ganha primeiro plano de bairro voltado a crianças. Valor Econômi-
co, 23 maio 2024. Disponível em: https:// valor.globo.com/patrocinado/dino/noticia/ 2024/05/23/brasil-ganha-primeiro -plano-de-bairro-voltado-a-criancas.ghtml. Acesso em: 29 out. 2025.
| PARA O ESTUDANTE
LIVRO. BUCHWEITZ, Donaldo. O passeio no bairro. São Paulo: Ciranda Cultural, 2022.
2 Podemos perceber a passagem do tempo observando o crescimento de uma árvore. Esta árvore, por exemplo, já foi pequeninha, de tamanho médio e agora está em sua plenitude!
[...]
A árvore é fonte de abrigo
Dela, somos todos amigos É uma fonte alimentar Que todos devem preservar.
[...]
Reginaldo Francisco de Oliveira; Gilson João de Lima. Árvore é vida. Recanto das Letras. Disponível em: https://www.recantodasletras.com.br/poesias-de -natureza/6434559. Acesso em: 28 out. 2025.
a) No terceiro verso do poema sobre a árvore, “fonte alimentar” quer dizer que: todo alimento nasce em árvores.

Os versos do poema “Árvore é vida” podem servir para refletir sobre a importância das árvores na nossa vida e dar continuidade ao trabalho com leitura e interpretação de um texto de gênero literário.
O uso do tempo nas atividades cotidianas
As crianças, assim como adultos, organizam seu cotidiano por meio de seu envolvimento em atividades comuns do dia a dia, tais como sono, atividades de vida diária, escola, lazer e descanso [...].
X a árvore possui folhas e frutos que servem de alimento.
b) Por que as árvores são importantes?
Porque alimentam e abrigam as pessoas.
c) Muitas frutas nascem em árvores. Diga aos seus colegas de qual fruta você mais gosta. Resposta pessoal.
BNCC
• EF02HI06
ENCAMINHAMENTO
Para a realização da atividade 2, pode-se propor os seguintes questionamentos:
• Vocês já ajudaram a plantar uma árvore? Já comeram uma fruta que acabou de ser colhida?
• Já acompanharam seu crescimento? Do que ela precisa para sobreviver?
• Repararam que também podemos perceber a passagem do tempo acompanhando o crescimento de uma árvore?
A atividade tem como objetivo facilitar a percepção da passagem do tempo por meio do crescimento das pessoas, dos animais, de uma árvore e/ou a evolução de um mesmo objeto, contribuindo para o desenvolvimento da habilidade EF02HI06.
A capacidade de se orientar temporalmente é desenvolvida de forma gradual e iniciada a partir das estruturas que regem o tempo dos [adultos]. Tais capacidades são aguçadas com o início do papel ocupacional de estudante, que ocorre com o ingresso na pré-escola, e se tornam mais elaboradas à medida que a criança é solicitada a exercitá-las em seu dia a dia. Nesse sentido, as ocupações cotidianas auxiliam o processo de estruturação temporal na criança. Os tempos de aniversários, os feriados, os horários de entrada e saída da escola, os eventos e férias escolares, os finais de semanas em casas de amigos e parentes e os programas preferidos de televisão são exemplos dessas ocupações que auxiliam a contagem do tempo em crianças.
NUNES, Ana Célia; EMMEL, Maria Luísa G. O uso do tempo nas atividades cotidianas de crianças de classe popular de 9 a 12 anos. Revista de terapia ocupacional da Universidade de São Paulo. 2015. maio/ago. Disponível em: https://revistas.usp.br/rto/ article/view/89617/101713. Acesso em: 29 out. 2025.
• EF02CI05
• EF02CI06
A atividade 3 propõe a retomada dos conteúdos relacionados às partes das plantas e suas funções, temas trabalhados durante o desenvolvimento da habilidade EF02CI06. O objetivo é avaliar se os estudantes se recordam desses conceitos. Para favorecer essa retomada, o professor pode desenhar na lousa uma árvore com todas as partes (raízes, caule, folhas, flores e frutos), e convidar a turma a nomear e comentar as funções de cada parte. Como forma de ampliar a retomada, é possível propor uma conversa sobre os alimentos de origem vegetal que fazem parte do cotidiano dos estudantes. Peça que citem exemplos de partes das plantas que costumam consumir, como mandioca, cenoura e batata-doce (raízes); batata-inglesa (caule); alface (folha); pêssego (fruto); e feijão ou milho (sementes).
A atividade 3 também retoma a importância da água e da luz solar para o desenvolvimento das plantas, conteúdos abordados anteriormente durante o estudo da habilidade EF02CI05. Ao conduzir essa atividade, recomenda-se relembrar o experimento com os feijões, realizado na seção Mais um passo da unidade 3 , refor -
3 Identifique e escreva o nome das partes das plantas que se relacionam às informações descritas a seguir.
a) Relacionada à produção de nutrientes: folha .
b) Contém as sementes em seu interior: fruto .
c) Absorve água e nutrientes do solo: raiz .
d) Relacionada à reprodução das plantas: flor .
e) Ajuda a sustentar a planta: caule .
f) Agora encontre as partes das plantas que você escreveu nas atividades anteriores.
A S D R A I Z K L
Q W E R T Y U I O
L J K G D S C A C
M N B V C X A Z W
F R U T O N U E I
O Q G H F O L H A
M N B C L Z E Y U
A S D F O H J K L
L J K G R S Z A C
g) Marque um X nos elementos não vivos necessários ao desenvolvimento de uma planta.
animais X rocha X luz X água
çando a observação de como esses elementos influenciam o crescimento das plantas.
Se considerar pertinente, esta atividade também oferece a oportunidade de retomar a classificação dos elementos de um ambiente em vivos e não vivos. Nesse caso, pode-se solicitar que os estudantes citem exemplos de cada categoria, observando se conseguem realizar a classificação corretamente. Se desejar, é possível
relacionar o conteúdo ao ambiente da sala de aula, pedindo que identifiquem elementos vivos e não vivos presentes nesse espaço.
4 Escreva no caderno dois exemplos de uso da água pelos seres humanos.
Resposta pessoal. Os estudantes podem citar o uso da água na agricultura, na pecuária, na indústria, na higiene pessoal, no cozimento de alimentos, entre outros.
5 Leia o texto a seguir e responda às questões.
A agricultura é sem dúvidas uma atividade econômica de grande importância, pois a partir dela são produzidos alimentos [...].
[...] mas a agricultura não traz somente benefícios, consigo há uma série de problemas que podem impactar o meio ambiente [...].
Bruna Soldera. Instituto Água Sustentável, 19 ago. 2022. Disponível em: www.aguasustentavel.org. br/conteudo/blog/188-agricultura-e-impactos-ambientais. Acesso em: 22 out. 2025.
a) Marque um X na alternativa que descreve as informações do texto.
X
O texto destaca a importância da agricultura, mas reconhece que essa atividade causa impactos ambientais.
O texto afirma que a agricultura não é uma atividade importante, pois causa muitos impactos ambientais.
O texto cita que a agricultura é importante para a produção de alimentos e não causa impactos ao ambiente.
b) Observe as imagens e contorne aquela que mostra um impacto ambiental que pode ser provocado pela agricultura.


BNCC
• EF02GE07
• EF02GE11
A atividade 4 tem como objetivo retomar os conteúdos relacionados aos usos da água nas atividades humanas, tema trabalhado durante o desenvolvimento da habilidade EF02GE11. Para aprofundar essa retomada, o professor pode organizar uma con-
versa com os estudantes sobre os momentos do dia em que utilizam água, enfatizando como esse recurso está presente em diversas situações cotidianas — como no banho, na higiene, na alimentação e na limpeza. Em seguida, é interessante promover uma reflexão sobre o consumo consciente, destacando a importância da água para a vida e a necessidade de evitar desperdícios. Pode-se, por exemplo, retomar as discussões sobre
atitudes que contribuem para a conservação desse recurso, como fechar a torneira ao escovar os dentes, reaproveitar a água da chuva ou não lavar calçadas com mangueira.
A atividade 5 propõe a exploração da agricultura e de seus impactos ambientais, conteúdo estudado durante o desenvolvimento da habilidade EF02GE07. Para realizá-la, recomenda-se a leitura compartilhada do texto com a turma, feita em voz alta, pausando em cada trecho para questionar o que está sendo dito e verificar a compreensão leitora dos estudantes. Essa estratégia favorece a identificação das principais ideias do texto, auxiliando a resolução do item a
Após a leitura, pode-se orientar a análise das fotografias apresentadas, solicitando que os estudantes descrevam os impactos observados e relacionem um deles à agricultura, realizando assim o item b da atividade.
Se pertinente, retomar outros impactos decorrentes da agricultura, como a contaminação do solo, da água e de seres vivos devido ao uso de agrotóxicos.
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Resíduos sólidos: cuidar da gente e do meio ambiente. Brasília, DF: MTE, 2025. Disponível em: https://segurancaesaudenasescolas.trabalho.gov.br/ storage/publications/110/68bb12d8105d8.pdf. Acesso em: 20 out. 2025.
Cartilha com orientações sobre tipos de resíduo sólido e formas corretas de descarte. Também há sugestões para o uso consciente dos materiais.
FUNDAÇÃO CULTURAL PALMARES. Dados abertos. Gov.br, [s. l.], 3 nov. 2022. Disponível em: https://www. gov.br/palmares/pt-br/acesso-a-informacao/dadosabertos. Acesso em: 7 set. 2025. Site com informações sobre as comunidades remanescentes de quilombos.
FUNDAÇÃO NACIONAL DOS POVOS INDÍGENAS. Terras Indígenas: dados geoespaciais e mapas. Gov.br, [s. l.], 11 nov. 2020. Disponível em: https:// www.gov.br/funai/pt-br/atuacao/terras-indigenas/ geoprocessamento-e-mapas. Acesso em: 7 set. 2025. Site com informações e dados sobre as Terras Indígenas do Brasil.
HICKMAN, Cleveland P. et al Princípios integrados de zoologia. 16. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019.
Livro que apresenta as características anatômicas, fisiológicas e comportamentais dos animais, incluindo hábitos diurnos e noturnos de alguns deles.
IBGE. Atlas geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023.
Atlas com diversos mapas do Brasil e do mundo.
MUNDURUKU, Daniel. Histórias de índio. Ilustrações de Laurabeatriz. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2016. Livro com diversas informações sobre os povos indígenas.
MURRAY, Roseana. Colo de avó. Ilustrações de Elisabeth Teixeira. São Paulo: Brinque-Book, 2017.
Livro com diversas histórias divertidas que acontecem na casa das avós.
REECE, Jane B. et al. Biologia de Campbell. 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2015.
Livro que traz uma síntese abrangente e detalhada dos principais ramos da Biologia, incluindo a Anatomia e Fisiologia Humana e a Zoologia.
ROMEU, Gabriela; PERET, Marlene. Lá no meu quintal: o brincar de meninas e meninos de norte a sul. Fotografias de Samuel Macedo. Ilustrações de Kammal João. São Paulo: Peirópolis, 2019. Livro sobre brincadeiras de meninas e meninos de diversas regiões do Brasil.
ROSS, Jurandyr L. Sanches (org.). Geografia do Brasil 5. ed. São Paulo: Edusp, 2005. Obra de diversos autores sobre aspectos físico-naturais, da população, da industrialização e do espaço rural brasileiros.
SANTOS, José. Crianças do Brasil: suas histórias, seus brinquedos, seus sonhos. Ilustrações de Cláudio Martins. São Paulo: Peirópolis, 2009.
Livro que reúne a história de vinte e sete crianças de diferentes lugares do Brasil, com diferentes modos de vida.
SANTOS, Tiago Moreira dos. Terras Indígenas protegem a floresta. Terras Indígenas no Brasil, São Paulo, [2024?]. Disponível em: https://terrasindigenas. org.br/pt-br/faq/tis-e-meio-ambiente. Acesso em: 7 set. 2025.
Artigo sobre a proteção do meio ambiente por diferentes povos indígenas no Brasil.
TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Princípios de anatomia e fisiologia. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.
Livro que apresenta detalhes anatômicos e fisiológicos do corpo humano.
ZAKZUK, Maísa. Eu estou aqui: crianças que deixaram seus países para começar uma nova vida no Brasil.
Ilustrações de Daiane da Mata. São Paulo: Panda Books, 2019.
Livro sobre crianças de diversos lugares do mundo que, por diferentes motivos, imigraram para o Brasil.
Esta coleção interdisciplinar para o 1o e o 2o ano do Ensino Fundamental tem alguns pilares de sustentação, que listamos a seguir.
O desenvolvimento da competência leitora e escritora é responsabilidade de todas as áreas de conhecimento, e não somente do componente curricular de Língua Portuguesa. Sabendo-se que a leitura possibilita o acesso a conteúdos e conceitos de todas as áreas, a tarefa de ensinar a ler e a escrever deve ser vista como parte integrante de um curso interdisciplinar de Ciências da Natureza, História e Geografia para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Ao receberem um tratamento adequado, os textos e as imagens deixam de servir só para ilustrar ou exemplificar determinado tema e passam a ser materiais a serem interrogados, confrontados, comparados e contextualizados.
Ao escrever os dois volumes desta coleção, procuramos oportunidades de desenvolver habilidades de leitura e de escrita nos estudantes, por meio de um trabalho planejado com diferentes tipos de texto e com uma diversidade de linguagens (a fotográfica, a pictórica, a dos quadrinhos, a da charge, a da literatura, a dos jornais, entre outras).
Boa parte do que os estudantes aprendem nas aulas é resultado da leitura (de textos e imagens), daí a importância de familiarizá-los também com os procedimentos de leitura, específicos, diferenciados e adequados a cada um desses registros. Sem adentrarmos na discussão teórica sobre o assunto, é importante lembrar que imagem e texto possuem estatutos diferentes e demandam tratamentos e abordagens diferenciados.
Com esse objetivo, estimulamos a leitura de diferentes gêneros de texto e exploramos de forma sistemática a leitura e a interpretação de imagens fixas. Além disso, incentivamos a escrita, inclusive porque ler e escrever são competências interdependentes e complementares. Daí termos usado, nesta coleção, diferentes tipos de textos, como históricos, de divulgação científica, literários, biográficos, depoimentos, entrevistas, notícias, obras de arte, fotografias, desenhos, charges, tiras de quadrinhos, tabelas, cartazes de propaganda, entre outros.
É esse trabalho sistemático e planejado que permitirá aos estudantes, leitores e escritores, com a mediação do professor, conquistar autonomia para ler e contextualizar textos e imagens. Nesta coleção, além da importância dada à leitura e à interpretação, buscamos estimular o desenvolvimento da competência escritora.
Esta coleção foi elaborada com o propósito de promover a articulação dos saberes já apropriados pelos estudantes ao desenvolvimento das competências e habilidades definidas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Esse documento define as aprendizagens essenciais ‒ sendo elas de ordem cognitiva, socioemocional e ética ‒ a que todos os estudantes devem ter direito ao longo da Educação Básica.
A BNCC está respaldada em um conjunto de marcos legais. Um deles é a Constituição de 1988, que, em seu Artigo 210, já determinava: “serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais” (Brasil, 1988).
Outro marco é a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei no 9.394/96), que, no inciso IV de seu Artigo 9o, afirma que caberá à União:
[...] estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, competências e diretrizes para a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio, que nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos, de modo a assegurar formação básica comum.
BRASIL. Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, DF: Presidência da República, [2009]. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm. Acesso em: 29 ago. 2025.
A LDB determina também que as competências e diretrizes são comuns, e os currículos são diversos. Essa relação entre o básico-comum e o que é diverso está presente no Artigo 26 da LDB, que diz:
[...] Os currículos da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio devem ter base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e dos educandos.
BRASIL. Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, DF: Presidência da República, [2025]. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm. Acesso em: 30 jul. 2025.
Disso decorre que o currículo a ser construído deve, então, ser contextualizado. Entende-se por contextualização: a inclusão e a valorização das diferenças regionais, ou mesmo locais, e o atendimento à diversidade cultural. Esses são os fundamentos das Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica, de 2010, que estabeleceram marcos comuns para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental e demais níveis do Ensino Básico tendo por base a LDB.
Outro marco legal em que a BNCC se apoia é a Lei n o 13.005, de 2014, que promulgou o Plano Nacional de Educação (disponível em: http://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2014/lei-13005-25-junho -2014-778970-publicacaooriginal-144468-pl.html; acesso em: 29 ago. 2025). Isso é coerente com o fato de que o foco da BNCC não é o ensino, mas a aprendizagem como estratégia para impulsionar a qualidade da educação básica em todas as etapas e modalidades.
A busca por equidade na educação demanda currículos diferenciados e afinados com as inúmeras realidades existentes no país. A equidade leva em conta também a variedade de culturas constitutivas da identidade brasileira. Além disso, reconhece a diversidade de experiências que os estudantes trazem para a escola e as diferentes maneiras que eles têm de aprender.
A busca por equidade visa também incluir grupos minoritários, como indígenas, ciganos, quilombolas e o das pessoas que não tiveram a oportunidade de frequentar uma escola. Também se compromete com estudantes com algum tipo de deficiência, reconhecendo a necessidade de práticas pedagógicas inclusivas, conforme estabelecido na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei no 13.146/15).
A BNCC e os currículos estão afinados com os marcos legais citados nesta apresentação e têm papéis complementares. Para cumprir tais papéis, o texto introdutório da BNCC propõe as seguintes ações:
• contextualizar os conteúdos dos componentes curriculares [...];
• decidir sobre formas de organização interdisciplinar dos componentes curriculares [...];
• selecionar e aplicar metodologias e estratégias didático-pedagógicas [...];
• conceber e pôr em prática situações e procedimentos para motivar e engajar os alunos nas aprendizagens;
• construir e aplicar procedimentos de avaliação formativa de processo ou de resultado [...];
• selecionar, produzir, aplicar e avaliar recursos didáticos e tecnológicos [...];
• criar e disponibilizar materiais de orientação para os professores [...];
• manter processos contínuos de aprendizagem sobre gestão pedagógica e curricular [...].
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. p. 16-17. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 24 out. 2025.
A implementação da BNCC deve levar em conta, então, os currículos elaborados por estados e municípios, bem como por escolas. No aspecto pedagógico, os conteúdos curriculares deverão estar a serviço do desenvolvimento de competências. Competência pode ser definida como possibilidade de utilizar o conhecimento em situações que requerem sua aplicação para tomar decisões pertinentes.
Não é demais lembrar que a elaboração de currículos com base em competências está presente em grande parte das reformas curriculares de diversos países do mundo. Essa é também a abordagem adotada nas avaliações internacionais da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que coordena o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês).
Alinhados à preocupação com o desenvolvimento global do estudante, as dez competências gerais presentes na BNCC subsidiaram a produção desta coleção interdisciplinar de Ciências da Natureza, História e Geografia. Além delas, a coleção foi elaborada a fim de cumprir com as competências específicas de cada área do conhecimento.
Os Temas Contemporâneos Transversais (TCTs) presentes na BNCC desafiam os estudantes a se posicionarem diante de questões urgentes e decisivas para seu desenvolvimento socioemocional, intelectual e como cidadãos. Os TCTs se interligam às competências gerais e específicas e, ao mesmo tempo, estimulam a reflexão e o debate sobre desafios do dia a dia dos estudantes, contribuindo para que desenvolvam seu projeto de vida e preparando-os para que atuem com consciência e autonomia na comunidade em que vivem. Os TCTs incentivam os estudantes a refletir e a agir para melhorar o meio ambiente, a adotar o consumo consciente, a lidar com o próprio dinheiro, a cuidar de sua saúde, com atenção à alimentação, a respeitar as regras de trânsito, a reconhecer e valorizar a diversidade cultural existente no Brasil, e a usar a ciência e a tecnologia para solucionar problemas e em defesa da humanidade. Assim, eles se relacionam com importantes direitos e normas da legislação brasileira, com destaque para:
• Direitos das crianças e adolescentes (Lei no 8.069/90);
• Educação para o trânsito (Lei no 9.503/97);
• Estatuto da Pessoa Idosa (Lei no 10.741/03);
• Preservação do meio ambiente (Lei no 9.795/99);
• Educação alimentar e nutricional (Lei no 11.947/09);
• Educação em direitos humanos (Decreto no 7.037/09).
Vale dizer também que, no atual contexto, o enfrentamento desses temas por todos é necessário e urgente, daí serem chamados de contemporâneos; além disso, os TCTs podem e devem ser trabalhados por diferentes componentes curriculares, daí serem chamados de transversais. Os TCTs não integram nenhuma área de conhecimento em especial, mas atravessam todas elas e se conectam à realidade dos estudantes. Os TCTs são 15 e estão agrupados em seis macroáreas temáticas (meio ambiente, economia, saúde, cidadania e civismo, multiculturalismo, ciência e tecnologia), como pode ser observado no organograma a seguir.
Meio ambiente
Ciência e tecnologia
Ciência e tecnologia
Multiculturalismo
Diversidade cultural
Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras
Educação ambiental Educação para o consumo
Temas
Contemporâneos
Transversais na BNCC
Cidadania e civismo
Vida familiar e social Educação para o trânsito
Educação em direitos humanos
Direitos da criança e do adolescente
Processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso
Economia
Trabalho
Educação financeira
Educação fiscal
Saúde Saúde
Educação alimentar e nutricional
EDITORIA DE ARTE
Fonte: BRASIL. Ministério da Educação. Temas Contemporâneos Transversais na BNCC. Brasília, DF: MEC, 2019. p. 7.
A alfabetização pode ser entendida como um processo que abarca desde a aquisição do código alfabético até o uso social da língua e das diferentes linguagens, nas mais diversas práticas sociais cotidianas. Dispostos a participar do processo de formação de leitores/escritores e do debate teórico que embasa esse esforço, fazemos nossas as palavras inscritas em um documento oficial:
O ensino tradicional de alfabetização em que primeiro se aprende a “decifrar um código” a partir de uma sequência de passos/etapas, para só depois se ler efetivamente, não garante a formação de leitores/ escritores.
[...]
Por outro lado, é importante destacar que apenas o convívio intenso com textos que circulam na sociedade não garante que os alunos se apropriem da escrita alfabética, uma vez que essa aprendizagem não é espontânea e requer que o aluno reflita sobre as características do nosso sistema de escrita. [...]
SANTOS, Carmi Ferraz; MENDONÇA, Márcia (org.). Alfabetização e letramento: conceitos e relações. Belo Horizonte: Autêntica, 2007. p. 18.
Por isso, decidimos nesta coleção contribuir tanto com a alfabetização do estudante quanto com sua inserção em práticas multiletradas, pois sabemos que é isso que vai ajudá-lo a se comunicar, refletir, propor, opinar e se posicionar diante de situações desafiadoras, preparando-se para o exercício da cidadania. Daí a nossa decisão de inserir uma seção, ao longo de toda a coleção, denominada Dialogando com Língua Portuguesa, cujo objetivo é ajudar o estudante na aquisição do sistema de escrita alfabética e a desenvolver-se no que diz respeito ao letramento e ao multiletramento.
Textos de diferentes gêneros e formatos (escritos, visuais, híbridos), bem como propostas de escrita com diferentes propósitos, contribuem para a formação do leitor e do produtor textual competente. Entende-se por leitor competente aquele que é capaz de realizar leituras com diferentes propósitos (para estudar, para buscar informações, para se divertir, para seguir instruções, entre outros) e compreendê-las; e por escritor competente aquele que consegue se comunicar (verbalmente ou por escrito), fazer-se compreender. Vale ressaltar que a produção oral também precisa ser considerada produção textual e que rodas de conversa, saraus, seminários, entre outros, precisam ser ensinados no espaço escolar.
Articulado ao que determina a BNCC, o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada estabelece como objetivo “Garantir que 100% das crianças brasileiras estejam alfabetizadas ao final do 2 o ano do ensino fundamental (meta 5 do PNE)” (Brasil, 2023, p. 7). É com esse compromisso que esta coleção foi concebida.
Partindo do reconhecimento da alfabetização como processo discursivo, que atribui sentido e significado ao que se lê e escreve, sempre em diálogo com a realidade da criança, e respeitando o compromisso de apoiar o professor na alfabetização dos estudantes, os livros desta coleção oferecem, também, suporte para o avanço nos conhecimentos linguísticos relativos à escrita alfabética e atividades articuladas em torno da problematização dos objetos de conhecimento das Ciências da Natureza e Ciências Humanas.
A alfabetização e o letramento são compreendidos como processos interligados e progressivos, sendo fundamental garantir experiências significativas que favoreçam a interação da criança com a linguagem escrita, ampliando gradativamente sua compreensão do sistema alfabético e o desenvolvimento da fluência leitora e da autonomia na produção escrita. Esse processo ocorre de forma integrada ao fortalecimento da oralidade, da escuta atenta e da produção textual, favorecendo a compreensão e a expressão de ideias.
Alinhados ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, assumimos a compreensão da multidimensionalidade do processo de alfabetização, organizando o material de forma progressiva e adequada às etapas de desenvolvimento. Assim, no 1o e no 2o ano, as propostas incluem desde atividades de leitura apoiadas por indícios visuais e contextuais até experiências de escrita autônoma, garantindo suportes ajustados às necessidades da fase inicial da alfabetização.
Fizemos também um esforço para adotar práticas lúdicas, contextualizadas e culturalmente significativas, levando em conta a enorme extensão do território brasileiro e a diversidade cultural de nossa população. Buscamos, ainda, incorporar trechos da história dos povos indígenas e dos afro-brasileiros contadas por eles próprios e mostrar aos estudantes imagens positivas desses povos e nas mais variadas situações.
Sobretudo, esta coleção reafirma o princípio de que toda criança é capaz de aprender e que a alfabetização é um direito humano fundamental, constituindo-se como base para a formação crítica, ética e cidadã. Afinal, ler, interpretar e escrever são condição para o exercício da cidadania.
O Pisa é um exame que busca medir o conhecimento e a habilidade em leitura, matemática e ciências de estudantes com 15 anos de idade. Ele é organizado pela OCDE e ocorre a cada três anos.
Na primeira edição do Pisa, em 2000, o Brasil obteve 396 pontos em leitura; na sexta, ocorrida em 2015, atingiu a casa dos 407 pontos. Na edição de 2018, a média dos estudantes brasileiros foi a 413 pontos, um pequeno avanço em relação ao exame de 2015. Depois, em 2022, a média dos estudantes brasileiros foi a de 410 pontos em leitura. É certo que houve uma melhoria desse indicador em relação à primeira edição, quando o resultado do Brasil foi de 396 pontos, mas essa elevação, segundo critérios da OCDE, não é estatisticamente relevante. Portanto, a situação de dificuldade com a competência leitora entre nossos estudantes tem permanecido estável por muito tempo, por isso o assunto merece atenção.
Sabendo que o Pisa constrói as questões das provas de leitura com o objetivo de medir a compreensão e a interpretação de textos e imagens e o grau de autonomia dos estudantes para compreender a realidade e reconhecê-la por meio da representação gráfica, conclui-se que nossos estudantes precisam muito desenvolver tanto a competência leitora quanto a escritora. Daí a ênfase que demos a esse trabalho desde os Anos Iniciais do Ensino Fundamental.
Nesta coleção, o estudante é visto como protagonista na construção do saber científico, histórico e geográfico escolar. Daí a nossa decisão de escutar a voz do estudante, valorizar suas falas e suas produções. O estudante não é um vaso em que se plantam as flores desejadas, mas um sujeito ativo que, desde cedo, entra em contato com diferentes linguagens e tem de responder a diferentes estímulos: textuais, imagéticos, sonoros, gestuais, entre outros.
Podemos distinguir três competências fundamentais nos seguintes níveis:
• Nível básico: se desenvolvem por meio de atividades como ler, identificar, observar, localizar, descrever, nomear, perceber, entre outras.
• Nível operacional: se desenvolvem por meio de atividades como associar, relacionar, comparar, compreender, interpretar, justificar, representar, entre outras.
• Nível global: se desenvolvem por meio de atividades como avaliar, analisar, aplicar, construir, concluir, deduzir, explicar, inferir, julgar, resolver, solucionar, entre outras.
A articulação entre esses três níveis de competências é decisiva no processo de ensino-aprendizagem e está no cerne da nossa proposta didático-pedagógica. Em uma postura ativa, os estudantes experimentam novas formas de se relacionar com a aprendizagem, desenvolvendo autonomia e responsabilidade a partir do entendimento da aplicabilidade social do que se aprende.
Dentre as diversas práticas pedagógicas na escola que favorecem o protagonismo dos estudantes, destacamos também a diversificação do ambiente de aprendizagem. A organização dos estudantes de diferentes formas na sala de aula ou fora dela, privilegiando espaços diversificados (como a biblioteca, o jardim, o pátio, o entorno da escola, um museu etc.), deve ser feita sempre de acordo com a intencionalidade pedagógica e de modo a contemplar as especificidades da turma e o protagonismo estudantil, tendo o professor como mediador do conhecimento, e não como seu exclusivo detentor:
[…]
Para escolher entre os arranjos possíveis, é preciso estar atento ao tipo de característica que cada um deles pode atribuir ao momento da atividade:
Em fileiras: a organização, mais comumente utilizada, atende às propostas pedagógicas centradas no professor. Andrea, por exemplo, descarta esse modelo em sua condução. “Ela impede o contato com o outro, interdita o olhar e condena a uma relação solitária com o conhecimento”, coloca.
Em U: a dinâmica pode ser utilizada quando a interação do professor ainda se faz necessária; aos estudantes, por outro lado, permite mais interação e possibilidades de trocas durante a aprendizagem. Pode ser utilizada na condução de atividades individuais, que prezam por contextos coletivos.
Em roda ou círculo: essa organização se aproxima mais das propostas educativas dialógicas, sobretudo as que entendem o professor como mediador da aprendizagem. Nela, o docente deixa seu lugar de destaque e passa a compor com o grupo dos estudantes. Outra alternativa é organizar a roda ou o círculo no chão da sala de aula ou qualquer outro espaço para que os estudantes vivenciem outras dinâmicas corporais.
Em grupos: As carteiras podem ser agrupadas quando a atividade se centra no debate e produção coletiva. Na sala de aula, essa organização permite ao professor ter um olhar mais atento do todo e inclusive caminhar entre os grupos, fazendo interferências ou orientações durante a atividade.
BASÍLIO, Ana Luiza. Organização de estudantes na sala de aula não deve ser fixa, mas mudar conforme intenção pedagógica. Centro de Referências em Educação Integral, 8 fev. 2017. Disponível em: https://educacaointegral.org.br/ reportagens/organizacao-de-estudantes-na-sala-de-aula-nao-deve-ser-fixa-mas-mudar-conforme-intencao-pedagogica/. Acesso em: 21 ago. 2025.
A seguir, é apresentada uma sugestão de matriz de planejamento de rotina. Ela é um recurso importante para a organização da aula, pois cria uma rotina previsível, otimiza o tempo e os recursos, além de facilitar o atendimento de estudantes com diferentes ritmos de aprendizagem. Cabe destacar que essa é uma sugestão, a qual deve ser adaptada de acordo com a realidade de cada escola e turma.
Momento
Acolhida Variável Recepção dos estudantes Criar um ambiente acolhedor. Roda de conversa, música etc.
Ativação de saberes
Variável Correção de tarefa, revisão de conteúdo etc. Identificar conhecimento prévio e defasagens.
Avaliação diagnóstica, jogos etc.
Desenvolvimento de conteúdo Variável Apresentação e discussão do conteúdo
Prática Variável Realização de atividades ou seções
Socialização Variável Correção das atividades e compartilhamento dos resultados
Encaminhamento Variável Retrospectiva da aula e revisão de estudo
Introduzir ou ampliar o estudo de conceitos.
Desenvolver habilidades e competências.
Lousa, atividades dinâmicas, vídeos etc.
Atividades individuais ou em grupo, jogos, brincadeiras etc.
Estimular a reflexão e a troca de ideias. Lousa, roda de conversa, correção cruzada etc.
Avaliar se os objetivos da aula foram alcançados.
Avaliação formativa ou de resultado, questionário, debate etc.
O planejamento detalhado de uma sequência didática busca garantir a coerência no processo de ensino e aprendizagem e a efetividade dos objetivos definidos. Além disso, é recomendado assegurar que os estudantes sejam os protagonistas da ação.
A seguir, é apresentada uma sugestão de matriz de planejamento de sequência didática, que deve ser adaptada de acordo com cada turma e conteúdo a ser desenvolvido.
Etapa Objetivo
Definições preliminares
Seleção e organização dos conteúdos
Recursos didáticos
Cronograma
Planejamento das aulas
Execução e monitoramento
Socialização e avaliação
Escolher o tema e os objetivos.
Definir os conteúdos abordados.
Elencar os recursos didáticos a serem utilizados.
Estabelecer um cronograma.
Definir o que será realizado em cada aula.
Assegurar o alinhamento ao tema e aos objetivos definidos.
Verificar se os objetivos definidos foram atingidos.
Descrição
Definir um tema central e detalhar os objetivos a serem atingidos, indicando as competências e habilidades da BNCC a serem desenvolvidas.
Delimitar os conteúdos, indicando os capítulos do Livro do Estudante e outros materiais a serem estudados.
Listar e providenciar os recursos didáticos necessários em cada etapa, como materiais manipuláveis, instrumentos, jogos etc.
Detalhar o cronograma de acordo com cada etapa a ser realizada, incluindo a quantidade de aulas necessárias.
Descrever de maneira detalhada o trabalho previsto em cada aula, incluindo atividades e outras práticas dos estudantes.
No desenvolvimento das aulas, fazer os ajustes necessários ao ritmo da turma e realizar os registros sobre a participação individual e coletiva dos estudantes.
Avaliar a realização da sequência didática, a participação dos estudantes e o desenvolvimento da aprendizagem.
Sabe-se que o processo de construção do conhecimento é dinâmico e não linear; portanto, avaliar a aprendizagem implica avaliar também o ensino oferecido. É importante que toda a avaliação esteja relacionada aos objetivos propostos e, para atingi-los, é indispensável que os estudantes aprendam mais e melhor. Assim, os resultados de uma avaliação devem servir para reorientar a prática educacional, e nunca como um meio de estigmatizar os estudantes.
Para pensar a avaliação, cuja importância é decisiva no processo de ensino-aprendizagem, lançamos mão das reflexões de César Coll e dos PCNs (entre 1995 e 1997). Para César Coll, a avaliação pode ser definida como uma série de atuações que devem cumprir duas funções básicas: diagnosticar necessidades dos estudantes e verificar se os objetivos foram alcançados.
Para tanto, César Coll recomenda o uso de três tipos de avaliação: diagnóstica, formativa e somativa.
A avaliação diagnóstica busca verificar os conhecimentos prévios dos estudantes e possibilita a eles a tomada de consciência de suas limitações (imprecisões e contradições dos seus esquemas de conhecimento) e da necessidade de superá-las. A seção O que sabemos? busca oferecer subsídios para esse tipo de avaliação no início do ano letivo.
A avaliação formativa visa avaliar o processo de aprendizagem. Pode ser feita por meio da observação sistemática do estudante, com a ajuda de planilhas de acompanhamento (ficha ou instrumento equivalente em que se registram informações úteis ao acompanhamento do processo). Cada professor deve adequar a planilha de acompanhamento às suas necessidades. A seção Retomando busca oferecer subsídios para esse tipo de avaliação ao final das unidades. Ao longo deste Livro do Professor, as sugestões da seção +Atividades também podem servir ao propósito da avaliação formativa.
A avaliação somativa procura medir os resultados da aprendizagem dos estudantes confrontando-os com os objetivos que estão na origem da intervenção pedagógica, a fim de verificar se estes foram ou não alcançados ou até que ponto o foram. Ao final do Livro do Estudante, há a seção O que aprendemos, na qual você encontrará atividades que contribuem para essa avaliação.
Note que os três tipos de avaliação estão interligados e são complementares, podendo se desdobrar em processos com diferentes propostas. Nesta coleção, há atividades variadas, e cada uma delas pode servir a um desses propósitos avaliativos. Por meio deles, o professor colhe elementos para planejar; o estudante toma consciência de suas conquistas, dificuldades e possibilidades; a escola identifica os aspectos das ações educacionais que necessitam de maior apoio.
A avaliação deve visar ao processo educativo como um todo, e não ao êxito ou fracasso dos estudantes. Recomendamos que se empreguem na avaliação:
a) observação sistemática: visa trabalhar as atitudes dos estudantes. Para isso, pode-se utilizar o diário de classe ou instrumento semelhante para fazer anotações. Exemplo: você pediu que os estudantes trouxessem material sobre a questão do meio ambiente, e um estudante, cujo rendimento na prova escrita não havia sido satisfatório, teve grande participação na execução dessa tarefa; isso deverá ser levado em consideração na avaliação daquele bimestre. A observação sistemática será fundamental, por exemplo, nas atividades distribuídas ao longo dos capítulos, nas seções Você cidadão! e Escutar e falar, por exigirem dos estudantes espírito associativo e realização de produções variadas.
b) análise das produções: busca estimular a competência do estudante na produção, leitura e interpretação de textos e imagens. Sugerimos levar em conta toda a produção, e não apenas o resultado de uma prova, e avaliar o desempenho em todos os trabalhos (pesquisa, relatório, história em quadrinhos, releitura de obras clássicas, prova etc.). Note que, para o estudante escrever ou desenhar bem, é necessário que ele desenvolva o hábito.
c) atividades específicas: visam estimular, sobretudo, a objetividade do estudante ao responder a um questionário ou expor um tema. Exemplo de pergunta: Pode-se dizer que, no dia 22 de abril de 1500, o Brasil foi descoberto? Resposta: Não, pois as terras que hoje formam o Brasil já eram habitadas por milhões de indígenas quando a esquadra de Cabral aqui chegou. Complemento da resposta: 22 de abril foi o dia em que Cabral tomou posse das terras que viriam a formar o Brasil para o rei de Portugal.
d) autoavaliação: visa ajudar o estudante a ganhar autonomia e a desenvolver a autocrítica. O estudante avalia suas produções e a recepção de seu trabalho entre os outros estudantes, bem como a comunicação de seus argumentos e resultados de trabalho.
Confira a seguir diferentes estratégias de avaliação que podem ser adaptadas à sua realidade escolar e às necessidades dos estudantes.
a) Portfólio: é uma mostra de exemplos de produções de estudantes em determinado período. Pode ser entendida como coletânea de trabalhos (produção escrita, oral, visual, apresentação em slides, quadrinhos, entre outros) que contribuem para o desenvolvimento de habilidades, atitudes e conhecimentos. O texto a seguir é de Carolina de Castro Nadaf Leal, doutora em Educação e psicopedagoga.
Sousa C. (1994, p. 89) ressalta que “a avaliação deve ser utilizada com o apoio de múltiplos instrumentos de coleta de informações”. É nesse contexto que se inclui o portfólio como instrumento capaz de superar uma avaliação excludente, classificatória e seletiva, permitindo ao aluno e professor se apropriarem de uma avaliação formativa, com vistas a orientar e organizar o processo de ensino-aprendizagem.
[…] De acordo com [as educadoras Shores e Grace (2001, p. 43)], dois portfólios nunca podem ser iguais, porque os alunos são diferentes e suas atividades também devem ser diferentes. Acrescentam ainda que uma avaliação realizada por meio de portfólio encoraja a reflexão e a comunicação por todos os envolvidos no processo educativo: professores, alunos, famílias e outros.
Ao individualizar as experiências da aprendizagem, o portfólio permite que cada criança possa crescer no seu próprio potencial máximo; possibilita a cada professor determinar do seu próprio ritmo, encorajando seu desenvolvimento profissional; e acompanha o trabalho da criança através de diferentes domínios das aprendizagens.
LEAL, Carolina de Castro Nadaf. Avaliar por portfólio nos anos iniciais do ensino fundamental. In: COLÓQUIO INTERNACIONAL EDUCAÇÃO, CIDADANIA E EXCLUSÃO – DIDÁTICA E AVALIAÇÃO, 4., 2015, Rio de Janeiro. Anais [...]. Rio de Janeiro, 2015. p. 4-5. Disponível em: https://editorarealize.com.br/editora/anais/ceduce/2015/TRABALHO_EV047 _MD1_SA4_ID1816_06062015204218.pdf. Acesso em: 12 ago. 2025.
b) Seminário: é um gênero oral, com o objetivo de expor conhecimentos sobre determinado assunto. Ajuda no desenvolvimento da competência discursiva.
Em um seminário, os estudantes, sob orientação do professor, investigam um tema e o expõem oralmente (Bezerra, 2003).
c) Sarau: no início, os saraus eram eventos que ocorriam no entardecer, promovidos pela nobreza no século XIX. Atualmente, os saraus são eventos populares nas periferias das cidades brasileiras e contam histórias e vivências dos habitantes dessas periferias. O texto a seguir é da professora Mara Mansani. Em 2014, ela recebeu o Prêmio Educador Nota 10, da Fundação Victor Civita, na área de Alfabetização.
Como organizar um sarau
O primeiro passo é apresentá-lo para os alunos. Explique o que é, como pode ser feito, apresente algumas experiências em vídeo e conversem sobre as impressões. Depois, faça um convite para que façam um sarau.
Coletivamente, definam quais serão as apresentações, o local e a duração. Também combinem como irá funcionar, se haverá convidados, quando serão os ensaios e tudo que for necessário para se preparar para o grande dia.
[...]
Em sala de aula, mesmo quando as crianças não leem e escrevem convencionalmente, pode começar propondo que apresentem textos que sabem de memória, tradicionais da cultura oral, como parlendas, trava-línguas, versinhos, poemas, entre outros.
Para as próximas vezes que levar a proposta, pode ampliar as possibilidades e explorar diferentes manifestações artísticas de diferentes culturas, como uma dança, uma declamação, uma performance teatral, entre outras. O sarau também pode ser temático. Já pensou que incrível pode ser a experiência de um sarau que explore a arte e cultura africana?
Esse evento pode acontecer só com sua turma, com todos os alunos do ciclo de alfabetização, com toda a escola ou com a participação das famílias. Não há um único formato para o sarau. O que não podemos perder de vista é o caráter democrático da expressão popular de todos e para todos.
SOUSA, Mara Mansani. Como organizar saraus na alfabetização. Nova Escola, 4 jul. 2022. Disponível em: https:// novaescola.org.br/conteudo/21288/como-organizar-saraus-na-alfabetizacao. Acesso em: 19 ago. 2025.
d) Roda de conversa: um recurso bastante comum no ensino escolar nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental é a roda de conversa. Além de fomentar a criticidade e a autonomia dos estudantes, as rodas de conversa favorecem o desenvolvimento das habilidades socioemocionais, a construção de vínculos interpessoais e a construção de uma cultura de paz. O texto a seguir discute a importância dessa prática no desenvolvimento cognitivo, ético e socioemocional dos estudantes.
Outro aspecto relevante da roda de conversa é sua contribuição para o clima escolar e para a cultura de paz. Ao permitir que os conflitos sejam abordados de forma aberta, respeitosa e construtiva, essa metodologia ajuda a prevenir situações de violência, bullying e discriminação. A escuta ativa e o reconhecimento das emoções e necessidades do outro criam um ambiente de empatia, solidariedade e cooperação. A roda torna-se, assim, um instrumento potente para a promoção de relações saudáveis, para o fortalecimento do senso de pertencimento e para a valorização da diversidade no espaço escolar.
[...]
A roda de conversa, como estratégia pedagógica, emerge em um cenário educacional que demanda práticas mais dialógicas, humanizadoras e centradas no estudante. [...] Ela valoriza o diálogo como instrumento de aprendizagem e promove a participação ativa dos estudantes no processo educativo, oferecendo um espaço seguro para a expressão de ideias, sentimentos, dúvidas e conhecimentos. Esse espaço, quando bem conduzido, é capaz de fomentar o pensamento crítico, a empatia e a construção coletiva do saber, aspectos essenciais para uma formação cidadã e integral.
MANTOVANI, Girlene Nascimento da Silva. Roda de conversa. Revista Evolução Brasil-Angola, ano VI, n. 59, p. 99-106, jun. 2025. Disponível em: https://primeiraevolucao.com.br/index.php/R1E/article/download/725/753. Acesso em: 15 set. 2025.
e) O trabalho com entrevistas: o texto a seguir aborda o trabalho com entrevistas, relacionado especialmente ao tratamento de fontes orais em sala de aula.
A oficina de entrevistas visa lidar com a produção e tratamento de fontes orais em sala de aula, com o intuito de sensibilizar o olhar do aluno para com a preservação da memória de grupos locais, ausentes nas grandes narrativas históricas. [...]
Um dos objetivos da História e da educação patrimonial é levar o aluno a construir a noção de identidade; para tanto, é necessário estabelecer relações entre identidades individuais (quem sou eu, como sou) e identidades sociais (quem somos nós, o que caracteriza nossa sociedade, e que papel representamos nessa sociedade). [...]
SILVA, Taiane Vanessa da; OLIVEIRA, Felipe Augusto Leme de; ALEGRO, Regina Célia. Oficina de entrevistas: memórias na sala de aula. In: SEMINÁRIO DE PESQUISA DO PPGHS – XIII SEMANA DE HISTÓRIA – I ENCONTRO DAS ESPECIALIZAÇÕES EM HISTÓRIA. 1., 2012, Londrina. Anais […]. Londrina: UEL, 2012.
Sabemos que os Anos Iniciais têm papel central na formação dos estudantes, sendo esperada dessa fase da escolarização não apenas a alfabetização como também a manutenção e o desenvolvimento do gosto e da curiosidade por aprender, tão presentes na infância.
Nesse contexto, a perspectiva interdisciplinar apresenta-se como uma possibilidade de potencializar o cumprimento desses objetivos, uma vez que ela oferece uma visão integrada e holística dos conhecimentos, propiciando sua aquisição de forma mais ampla e significativa e estimulando a curiosidade dos estudantes.
Embora seja amplamente aceita a ideia da importância da interdisciplinaridade, ainda são grandes os desafios para sua efetiva e eficiente implementação, exigindo de cada um de nós, educadores: abertura permanente ao diálogo, disposição para pesquisar saberes com os quais não estamos familiarizados e atitude reflexiva a respeito de nossas práticas pedagógicas cotidianas.
A interdisciplinaridade nos Anos Iniciais
Quais são os desafios e possibilidades que existem ao se trabalhar em sala de aula de forma interdisciplinar nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental? [...] O educador pode despertar nos seus alunos a transformação do olhar deles sobre si, sobre sua condição e o contexto em que vivem. [...] São bastante oportunas as colocações [...] sobre o tipo de ensino que de fato impulsiona o desenvolvimento das capacidades dos alunos. [...]
“Para além dos modismos, ultimamente a interdisciplinaridade tem sido vinculada como um dos aspectos fundamentais de uma educação de qualidade”. [...] A interdisciplinaridade é um importante desafio para a didática, pois requer um estabelecimento de diálogos entre as diversas áreas do conhecimento promovendo um ensino que integre diferentes conteúdos com caráter interdisciplinar, superando a disciplinaridade, que agrega apenas conteúdo.
Com a intenção de utilizar conhecimentos distintos de outras disciplinas, a interdisciplinaridade na perspectiva escolar não tem a presunção de criar novas disciplinas isoladas, mas utilizar dos conhecimentos para resolver problemas concretos ou perceber um determinado fenômeno sob um ponto de vista com outra concepção. [...] A interdisciplinaridade como aquela que resolverá todos os problemas inerentes à educação, mas sim, ela apresenta características e possibilidades que podem transformar o ensinar e o aprender através de um ensino planejado, reflexivo e colaborativo.
OLIVEIRA, Bianca Érica et al. A interdisciplinaridade nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental: discussões sobre desafios e possibilidades. In: KOCHHANN, A.; SOUZA, J. O.; OLIVEIRA, H. M. (org.). Ensino e Educação: práticas, desafios e tendências. Campina Grande: Licuri, 2023. p. 140-173. Em nossa coleção, buscamos propiciar oportunidades de conexão entre os diferentes componentes curriculares que compõem as áreas do conhecimento, com a integração dos saberes como parte fundamental do processo de aprendizagem, trabalho evidenciado na seção Dialogando com…. Sem perder os conceitos, conteúdos e objetivos próprios de cada componente curricular, partimos de temáticas relevantes aos estudantes dos Anos Iniciais para desenvolver as competências e habilidades propostas pela BNCC para as áreas de conhecimento de Ciências da Natureza e de Ciências Humanas. Assim, buscamos oferecer caminhos para que o professor possa desenvolver nos estudantes capacidades intelectuais que lhes possibilitem pensar e elaborar conhecimentos para serem aplicados ao longo de sua vida.
Vivemos em uma civilização da imagem. Uma grande quantidade de imagens é posta, diariamente, diante dos olhos dos nossos estudantes em velocidade crescente; sua transformação em fonte para o conhecimento da História pode, com certeza, ajudar na formação de um leitor atento, autônomo e crítico. Um leitor capaz de perceber que a imagem não reproduz o real; ela congela um instante do real “organizando-o” de acordo com determinada estética e visão de mundo. Um leitor capaz de receber criticamente os meios de comunicação; capaz, enfim, de perceber que a imagem efêmera que a mídia está veiculando como verdadeira pode ser – e quase sempre é – a imagem preferida, a que se escolheu mostrar!
Esse fato não passou despercebido pelos professores que, reconhecendo o potencial pedagógico das imagens, começaram a utilizá-las com frequência no ensino dos diferentes componentes curriculares. Elencamos a seguir alguns cuidados necessários ao trabalhar com elas.
Ao se decidir pelo uso de imagens fixas na sala de aula, o professor deve levar em conta que essa prática pedagógica requer vários cuidados, alguns dos quais listamos a seguir.

Misto de arte e ciência, técnica e cultura, a imagem é polissêmica; até um simples retrato admite várias interpretações. Exemplo disso é ver um álbum de fotografias em família: uma mesma fotografia que desperta alegria ou satisfação nos avós poderá ser causa de inibição ou vergonha para os netos.
Outro exemplo: Mona Lisa, certamente o quadro mais conhecido do mundo, pode ser tomado como exemplo dessa característica da imagem. Já se afirmou que, se estivermos melancólicos, tendemos a ver melancolia no sorriso enigmático da personagem retratada; se estivermos alegres, ela nos parecerá contente; ou seja, ela expressa os nossos sentimentos no momento em que a vemos.
O que torna mais escorregadio o terreno para quem se decide pelo uso de imagens na sala de aula é justamente o fato de a imagem possuir um efeito de realidade, ou seja, a capacidade de se parecer com a própria realidade.
Se apresentarmos ao estudante a imagem de Dom Pedro I e a de Dom Pedro II e perguntarmos qual deles é o pai e qual é o filho, muitos dirão, provavelmente, que Dom Pedro I é filho de Dom Pedro II. Sobre a construção das imagens de Dom Pedro I, como jovem, e de Dom Pedro II, como velho, observou uma estudiosa:
[...] A ilustração do pai jovem e do filho velho tem causado certa perplexidade aos jovens leitores e falta a explicação do aparente paradoxo. A imagem de um D. Pedro II velho foi construída no período pós-monárquico e demonstra a intenção dos republicanos em explicar a queda de uma monarquia envelhecida que não teria continuidade. É interessante destacar a permanência dessas ilustrações na produção atual dos manuais, reforçando uma interpretação utilizada pelos republicanos no início do século XX, mesmo depois de variadas pesquisas e publicações historiográficas sobre os conflitos e tensões do período.
BITTENCOURT, Circe (org.). O saber histórico na sala de aula. 12. ed. São Paulo: Contexto, 2017. p. 80. (Repensando o Ensino).
SÁ, Simplício Rodrigues de. Retrato de Dom Pedro I 1826. Óleo sobre tela, 76 cm × 60 cm.


AMÉRICO, Pedro. Dom Pedro II na abertura da Assembleia Geral. 1872. Óleo sobre tela, 288 cm × 205 cm.
Vivemos um tempo em que se busca reduzir o acontecimento à sua imagem em vez de explicá-lo e contextualizá-lo historicamente, isto é, uma época em que querem nos fazer crer que ver é sinônimo de conhecer. No entanto, é preciso que se repita à exaustão: “eu vi” não significa “eu conheço”. Assim, ver no noticiário televisivo um episódio de conflito no Oriente Médio não significa conhecer aquele conflito, seus motivos, seu contexto, o teatro de operações etc.
Um equívoco recorrente quando o assunto é imagem é a afirmação de que ela fala por si mesma. Como lembrou uma ensaísta:
É ilusório pensar-se que as imagens se comuniquem imediata e diretamente ao observador, levando sempre vantagem à palavra, pela imposição clara de um conteúdo explícito. Na maioria das vezes, ao contrário, se calam em segredo, após a manifestação do mais óbvio: por vezes, [...] em seu isolamento, se retraem à comunicação, exigindo a contextualização, única via de acesso seguro ao que possam significar. Por outro lado, são difíceis de se deixarem traduzir num código diverso como o da linguagem verbal.
LEITE, Miriam Moreira. Retratos de família: leitura da fotografia histórica. São Paulo: Edusp, 1993. v. 9. p. 12. (Texto e Arte).
De fato, a imagem é captada pelo olho, mas traduzida pela palavra. Tomá-la como fonte para o conhecimento da História envolve vê-la como uma representação, uma estratégia, uma linguagem com sintaxe própria. Para obter as informações a partir dela, é indispensável desnaturalizá-la e contextualizá-la, interrogando-a com perguntas, como: por que, por quem, em que contexto foi produzida. É indispensável, enfim, perceber que a imagem não reproduz o real. Ela congela um instante do real, “organizando-o” de acordo com determinada estética e visão de mundo.
O trabalho com imagens pode ajudar no desenvolvimento de uma condução pedagógica interdisciplinar e, também, da competência de ler e escrever a partir do registro visual, bem como estimular as habilidades de observar, descrever, sintetizar, relacionar e contextualizar. Além disso, contribui decisivamente para a “educação do olhar”, para usar uma expressão cunhada por Circe Bittencourt.
Com base nas reflexões de alguns estudiosos e na nossa experiência didática, e cientes de que essa tarefa não é das mais fáceis, propomos a seguir alguns procedimentos para introduzir a leitura de imagens fixas na sala de aula:
Passo número 1. Apresentar ao estudante uma imagem (fotografia, pintura, gravura, caricatura etc.) sem qualquer legenda ou crédito. Em seguida, pedir a ele que observe a imagem e, antes de qualquer coisa, descreva livremente o que está vendo. A intenção é permitir que o estudante associe o que está vendo às informações que já possui, levando em conta, portanto, seus conhecimentos prévios. Nessa leitura inicial, o estudante é incentivado a identificar o tema, as personagens, suas ações, posturas, vestimentas, calçados e adornos, os objetos presentes na cena e suas características, o que está em primeiro plano e ao fundo, se é uma cena cotidiana ou rara. Enfim, estimular no estudante o senso de observação e a capacidade de levantar hipóteses e traçar comparações.
Passo número 2. Buscar juntamente com os estudantes o máximo de informações internas e externas à imagem.
Para obter as informações internas (quando o destaque forem as pessoas), fazer perguntas como: Quem são? Como estão vestidas? O que estão fazendo? Quem está em primeiro plano? E ao fundo? etc. Já quando o destaque for um objeto, perguntar: O que é isto? Do que é feito? Para que serve ou servia? Onde se encontra?
Quanto às informações externas, perguntar: Quem fez? Quando fez? Para que fez? Em que contexto fez?
Passo número 3. De posse das informações obtidas na pesquisa, pedir ao estudante que, ele mesmo, produza uma legenda para a imagem. A legenda pode ser predominantemente descritiva, explicativa, analítica e/ou ainda conter uma crítica.
Professor, na produção da legenda pelo estudante, trabalharemos principalmente as habilidades de observar, descrever, associar, relacionar, sintetizar e, por fim, contextualizar; levar os estudantes a contextualizar o oceano de imagens que seus olhos absorvem a todo instante numa velocidade crescente talvez seja um dos maiores desafios dos professores da Educação Básica.
Por fim, uma pergunta: por que trabalhar com imagens em sala de aula?
Trabalhamos com imagens em sala de aula com três propósitos:
a) educar o olhar;
b) contribuir para a formação ou consolidação de conceitos;
c) estimular a competência escritora.
Na nossa prática docente, nós, professores, habitualmente propomos um texto, o interrogamos e, assim, incentivamos o alunado a escrever a partir dele. O que estamos propondo é continuar estimulando a escrita a partir de um texto, mas, ao mesmo tempo, levar o alunado a escrever também a partir da imagem (um texto para ela, sobre ela, a partir dela).
A seguir, tratamos de alguns conhecimentos específicos dos componentes de Ciências da Natureza, História e Geografia. Oferecemos, também, uma espécie de glossário com conceitos-chave dos componentes curriculares integrantes desta coleção. Eles podem ser úteis ao trabalho do professor na preparação de suas aulas.
Os objetivos do ensino de Ciências no século XXI não se restringem ao aprendizado de conceitos científicos. Eles abrangem também a capacidade de compreender, interpretar, aplicar e avaliar informações científicas em diferentes contextos do cotidiano, preparando os estudantes para lidar com situações complexas e tomar decisões fundamentadas.
[…] Como refere Chassot (2000) a Educação em Ciência deve dar prioridade à formação de cidadãos cientificamente cultos, capazes de participar ativamente e responsavelmente em sociedades que se querem abertas e democráticas. [...] Esclareça-se desde já que o sentido que aqui se dá a “cientificamente culto” vai ao encontro do expresso por Hodson (1998) ou seja, um conceito multidimensional envolvendo simultaneamente três dimensões: aprender Ciência (aquisição e desenvolvimento de conhecimento conceitual); aprender sobre Ciência (compreensão da natureza e métodos da Ciência, evolução e história do seu desenvolvimento bem como uma atitude de abertura e interesse pelas relações complexas entre Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente); aprender a fazer Ciência (competências para desenvolver percursos de pesquisa e resolução de problemas). [...]
CACHAPUZ, António; PRAIA, João; JORGE, Manuela. Da educação em ciência às orientações para o ensino das ciências: um repensar epistemológico. Ciência & Educação, v. 10, n. 3, p. 363-381, 2004. Disponível em: https://www.scielo.br /j/ciedu/a/dJV3LpQrsL7LZXykPX3xrwj/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 1 set. 2025.
Essa abordagem favorece o letramento científico, um dos compromissos da área de Ciências da Natureza determinados pela BNCC.
[...] ao longo do Ensino Fundamental, a área de Ciências da Natureza tem um compromisso com o desenvolvimento do letramento científico, que envolve a capacidade de compreender e interpretar o mundo (natural, social e tecnológico), mas também de transformá-lo com base nos aportes teóricos e processuais das ciências.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. p. 321. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 24 out. 2025.
Dessa forma, entende-se que o letramento científico não se limita à acumulação de informações, mas envolve a articulação entre conhecimento, habilidades e atitudes que permitem aos estudantes atuar de forma crítica, ética e consciente. Ele promove a capacidade de interpretar dados, avaliar evidências, resolver problemas complexos e participar de forma ativa na sociedade, integrando teoria e prática em um processo contínuo de investigação e reflexão. Desse modo, o ensino de Ciências da Natureza assume um papel importante na formação de cidadãos capazes de compreender o mundo em suas múltiplas dimensões e de intervir nele de maneira responsável.
Nesse cenário, o papel do professor se configura como mediador do conhecimento. Mais do que transmitir conteúdos, ele deve criar oportunidades que integrem teoria e prática, valorizem os saberes prévios dos estudantes e estimulem a investigação e o pensamento crítico. Isso exige planejamento intencional, observação constante, reflexão sobre a própria prática e capacidade de ajustar estratégias pedagógicas às necessidades e potencialidades de cada turma.
Assim, dá-se ênfase ao protagonismo estudantil, incentivando a participação ativa, a autonomia e a responsabilidade de cada estudante na construção de seu aprendizado. Contudo, é importante ressaltar que essa valorização não diminui a importância do papel do professor; ao contrário, transforma-o, conferindo ao professor uma função central como mediador e orientador do processo de ensino-aprendizagem.
Na visão positivista da História, o documento era visto, sobretudo, como prova do real. Aplicada ao livro escolar, essa forma de ver o documento assumia um caráter teleológico – o documento cumpria uma função bem específica: ressaltar, exemplificar e, sobretudo, dar credibilidade à argumentação desenvolvida pelo autor. Na sala de aula, isso se reproduzia: o documento servia para exemplificar, destacar e, principalmente, confirmar a fala do professor durante a exposição.
Com a Escola dos Annales, fundada pelos historiadores franceses Lucien Fèbvre e Marc Bloch, adveio uma nova concepção de documento que nasceu da certeza de que o passado não pode ser recuperado tal como aconteceu, e que a sua investigação só pode ser feita a partir de problemas colocados pelo presente. Essa nova corrente historiográfica, que se formou a partir da crítica ao positivismo, propôs um número tão grande e significativo de inovações que o historiador Peter Burke referiu-se a essa corrente como “a Revolução Francesa da historiografia”.
Contrapondo-se à escola positivista, tributária do pensamento do filósofo alemão Leopold von Ranke, que via o documento como prova do real e capaz de falar por si mesmo, a Escola dos Annales propunha uma ampliação e um novo tratamento a ser dado ao documento. Eis o que diz Jacques Le Goff, um dos teóricos da nova história:
[...] A História Nova ampliou o campo do documento histórico; ela substituiu a história de Langlois e Seignobos [historiadores franceses, por meio dos quais a história metódica, mais conhecida como positivista, chegou ao seu auge na segunda metade do século XIX], fundada essencialmente nos textos, no documento escrito, por uma história baseada numa multiplicidade de documentos: [...] figurados, produtos de escavações arqueológicas, documentos orais, etc. Uma estatística, uma curva de preços, uma fotografia, um filme, ou para um passado mais distante, um pólen fóssil, uma ferramenta, um ex-voto são, para a história nova, documentos de primeira ordem. [...]
LE GOFF, Jacques. A História Nova. São Paulo: Martins Fontes, 1990. p. 28-29.
Porém, se por um lado é consensual entre os historiadores que estamos vivendo uma “revolução documental”, a reflexão sobre o uso de documentos em sala de aula merece, a nosso ver, uma maior atenção. Com base nas reflexões daqueles que pensaram o assunto e na nossa experiência docente, recomendamos que, ao trabalhar com documentos na sala de aula, o professor procure:
a) evitar ver o documento como “prova do real”, procurando situá-lo como ponto de partida para construir aproximações em torno do episódio focalizado;
b) ultrapassar a descrição pura e simples do documento e apresentá-lo aos estudantes como matéria-prima de que se servem os historiadores na sua incessante pesquisa;
c) considerar que um documento não fala por si mesmo. É necessário levantar questões sobre ele e a partir dele. Um documento sobre o qual não se sabe por quem, para quê e quando foi escrito é como uma fotografia sem crédito ou legenda: tem pouca serventia para o historiador;
d) levar em conta que todo documento é um objeto material e, ao mesmo tempo, portador de um conteúdo;
e) considerar que não há conhecimento neutro: um documento tem sempre um ou mais autores, e ele(s) tem (têm) uma posição que é necessário saber identificar.
Visto por esse ângulo, o trabalho com documentos tem pelo menos três utilidades:
• facilita ao professor o desempenho de seu papel de mediador. A sala de aula deixa de ser o espaço onde se ouvem apenas as vozes do professor ou a do autor do livro didático (tido muitas vezes como narrador onisciente que tudo sabe e tudo vê) para ser o lugar onde ecoam múltiplas vozes, incluindo as vozes de pessoas que presenciaram os fatos focalizados;
• possibilita ao estudante desenvolver um olhar crítico e aperfeiçoar-se como leitor e produtor de textos históricos;
• diminui a distância entre o conhecimento acadêmico e o saber escolar, uma vez que o estudante é convidado a se iniciar na crítica e na contextualização dos documentos, procedimento importante para a educação histórica.
As representações do espaço geográfico e do território, entre as quais se destacam os mapas, constituem-se recursos comunicativos de conteúdos espaciais dotados de simbologia, métodos de elaboração e
linguagem próprios. Cabe ao componente curricular de Geografia oferecer as oportunidades e os meios didático-pedagógicos para que os estudantes se apropriem dessa linguagem e saibam se comunicar por ela.
Em 1986, Simielli defendeu, em sua Tese de Doutorado, que esse processo de aquisição de conhecimentos específicos da Cartografia no contexto escolar seria denominado alfabetização cartográfica. A aprendizagem em torno do desenvolvimento das habilidades que versam sobre a linguagem cartográfica é a finalidade primeira desse processo, que compreende desde saber ler, interpretar e interferir em um documento cartográfico até elaborar algumas representações espaciais com base na observação e na interpretação do espaço vivido, concebido ou percebido.
A autora também explica que a formação de leitores críticos e mapeadores conscientes envolve habilidades do raciocínio geográfico, como localizar, analisar, correlacionar e sintetizar, distribuídas, ampliadas e aprofundadas ao longo de toda a escolarização básica.
Os conhecimentos conceituais envolvidos na alfabetização cartográfica consistem em:
• tipos de visão/ponto de vista (horizontal ou frontal, oblíqua e vertical);
• imagem bidimensional e tridimensional;
• alfabeto cartográfico (pontos, linhas e áreas) e legenda;
• proporção e escala (gráfica e numérica);
• orientação espacial;
• projeções cartográficas.
Esses conceitos começam a ser abordados nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental por meio de atividades vinculadas à representação dos lugares de vivência e das paisagens próximas à experiência de mundo dos estudantes. Com o avanço em direção ao Ensino Médio, tornam-se mais amplas e mais abstratas. Portanto, o trabalho realizado nas aulas desde os primeiros anos da vida escolar é essencial para que, ao final da Educação Básica, os estudantes sejam proficientes nessa linguagem.
Para isso, esta coleção favorece a construção do conhecimento geográfico por meio da linguagem cartográfica, sendo ela um elemento estruturador que permite relacionar conteúdos, conceitos, localidades e fatos. O objetivo, considerando a faixa etária dos estudantes, é favorecer o entendimento não apenas de parte, mas também da totalidade do território, de modo a compreender as relações espaçotemporais que caracterizam a organização e a produção do espaço geográfico. Como vimos, é partindo do espaço vivido, incluindo o repertório cultural dos estudantes, que trabalhamos a representação espacial por meio do desenho para, paulatinamente, alfabetizar os estudantes cartograficamente.
Natureza, ambiente e meio ambiente: esses conceitos acabam sendo, muitas vezes, utilizados como sinônimos. No entanto, apresentam diferenças, que podem variar conforme a referência consultada.
De modo geral, entende-se que a natureza se refere ao mundo natural em seu sentido mais amplo, englobando os organismos e o espaço em que vivem. Frequentemente, associa-se à natureza aquilo que é natural, ou seja, livre da interferência humana.
O meio ambiente pode ser entendido como o conjunto de condições que cercam e influenciam uma espécie. No caso dos seres humanos, corresponde ao meio ambiente humano, formado pelas relações entre as pessoas e o espaço em que vivem. Cada espécie possui seu próprio meio ambiente, e a soma desses diferentes meios ambientes constitui o que chamamos de ambiente.
O ambiente pode assumir diferentes significados, dependendo do contexto no qual é utilizado. Ele é um termo mais abrangente. Dentro da Ecologia, ele corresponde ao conjunto de condições físicas, químicas e biológicas que sustentam os seres vivos, como clima, solo, água e outros organismos. Em um sentido mais amplo, o ambiente representa a totalidade das relações entre os elementos naturais e sociais, incluindo as interações humanas com a natureza e as transformações resultantes dessas relações.
Biodiversidade: frequentemente, a biodiversidade é confundida com a simples diversidade de espécies em determinada região. No entanto, esse conceito é mais abrangente, correspondendo à variedade da vida em todas as suas formas, níveis e combinações, englobando desde os genes até os ecossistemas.
Pode-se compreender a biodiversidade em três níveis: genética (variação genética entre indivíduos ou populações e dentro de uma mesma espécie); de espécies (variedade de espécies existentes em uma região ou um ecossistema); e de ecossistemas (variedade de hábitats, comunidades biológicas e as interações ocorridas nos ecossistemas).
Conservação e preservação: a proteção do ambiente pode ser entendida por meio de duas correntes teóricas: o conservacionismo e o preservacionismo. O conservacionismo defende o uso sustentável
dos recursos naturais, buscando equilibrar as necessidades humanas com a manutenção dos ecossistemas, de modo que a exploração ocorra sem comprometer a disponibilidade para as gerações futuras. Já o preservacionismo preconiza a proteção integral da natureza, mantendo determinadas áreas livres da ação humana.
A dicotomização dessas correntes ganhou força quando os debates ambientais passaram a ocupar espaço nas políticas públicas e nas discussões acadêmicas, sobretudo a partir do século XIX, com o avanço da industrialização e seus impactos. Esse embate conceitual refletiu na criação de diferentes modelos de áreas protegidas: de um lado, unidades voltadas à conservação, assumindo uso controlado dos recursos; e de outro, áreas destinadas à preservação absoluta, longe da interferência humana. Até hoje, tais visões influenciam diretamente a formulação de legislações ambientais e a gestão de espaços naturais.
Sustentabilidade: a sustentabilidade consiste na integração equilibrada das dimensões ambiental, social e econômica, visando atender às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das futuras gerações. Esse conceito está alinhado a um modelo de desenvolvimento que busca conciliar a conservação dos recursos naturais (dimensão ambiental), a promoção da justiça social (dimensão social) e o crescimento econômico (dimensão econômica).
Saúde: por muito tempo, a saúde foi concebida apenas em termos físicos, isto é, como a ausência de doenças. No entanto, desde 1946, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a incluir também aspectos mentais e sociais na definição do conceito.
História: Marc Bloch define a História como estudo das sociedades humanas no tempo. Para ele:
O historiador nunca sai do tempo..., ele considera ora as grandes ondas de fenômenos aparentados que atravessem, longitudinalmente, a duração, ora o momento humano em que essas correntes se apertam no nó poderoso das consciências.
BLOCH, Marc. Apologia da História ou O ofício de historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001. p. 135.
Seguindo a trilha aberta por Bloch, o historiador Holien Bezerra afirma que a História busca desvendar “as relações que se estabelecem entre os grupos humanos em diferentes tempos e espaços”.
BEZERRA, Holien Gonçalves. Ensino de História: conteúdos e conceitos básicos. In: KARNAL, Leandro (org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. São Paulo: Contexto, 2007. p. 42.
Tempo: conceito-chave em História, o tempo é uma construção humana, e a percepção da passagem do tempo é uma construção cultural ‒ varia de uma cultura a outra. As principais dimensões do tempo são: duração, sucessão e simultaneidade. Isso pode ser trabalhado em aula apresentando-se as diferentes maneiras de vivenciar e apreender o tempo e de registrar a duração, sucessão e simultaneidade dos eventos – tais conteúdos tornam-se, portanto, objetos de estudos históricos. O tempo que interessa ao historiador é o tempo histórico, o tempo das transformações e das permanências; o tempo histórico não obedece a um ritmo preciso e idêntico como o do relógio e/ou dos calendários; por isso, o historiador considera diferentes temporalidades/durações: a longa, a média e a curta duração.
Cronologia: sistema de marcação e datação com base nas regras estabelecidas pela ciência astronômica, que tenta organizar os acontecimentos numa sequência regular e contínua.
Cultura:
Entende-se por cultura todas as ações por meio das quais os povos expressam suas “formas de criar, fazer e viver” (Constituição Federal de 1988, art. 216). A cultura engloba tanto a linguagem com que as pessoas se comunicam, contam suas histórias, fazem seus poemas, quanto à forma como constroem suas casas, preparam seus alimentos, rezam, fazem festas. Enfim, suas crenças, suas visões de mundo, seus saberes e fazeres. Trata-se, portanto, de um processo dinâmico de transmissão, de geração a geração, de práticas, sentidos e valores, que se criam e recriam (ou são criados e recriados) no presente, na busca de soluções para os pequenos e grandes problemas que cada sociedade ou indivíduo enfrentam ao longo da existência.
INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL (Brasil). Patrimônio Cultural Imaterial: para saber mais. 3. ed. Brasília, DF: Iphan, 2012. p. 7. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/cartilha_1__parasabermais_web.pdf. Acesso em: 15 set. 2025.
Patrimônio cultural:
Constituem patrimônio histórico brasileiro os bens de natureza material e imaterial [...] nos quais se incluem: I – as formas de expressão; II – os modos de criar, fazer e viver; III – as criações científicas, artísticas e tecnológicas; IV – as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais; V – os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, ecológico e científico.
ORIÁ, Ricardo. Memória e ensino de História. In: BITTENCOURT, Circe (org.). O saber histórico na sala de aula. 2. ed. São Paulo: Contexto, 1998. p. 134. (Repensando o Ensino).
Identidade: pode ser definida como a construção do “eu” e do “outro” e a construção do “eu” e do “nós”, que tem lugar nos diferentes contextos da vida humana e nos diferentes espaços de convívio social. Essa construção baseia-se no reconhecimento de semelhanças/diferenças e de mudanças/permanências. Sobre o assunto, disse uma ensaísta:
Um dos objetivos centrais do ensino de História, na atualidade, relaciona-se à sua contribuição na constituição de identidades. A identidade nacional, nessa perspectiva, é uma das identidades a serem constituídas pela História escolar, mas, por outro lado, enfrenta ainda o desafio de ser entendida em suas relações com o local e o mundial.
A constituição de identidades associa-se à formação da cidadania, problema essencial na atualidade, ao se levar em conta as finalidades educacionais mais amplas e o papel da escola em particular.
BITTENCOURT, Circe. Ensino de História: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2012. p. 121.
A construção de identidades está relacionada também à memória.
Memória: Segundo Pedro Paulo Funari, em Antiguidade clássica (Campinas: Editora da Unicamp, 2013. p. 16.): “A memória [...] é uma recriação constante no presente, do passado enquanto representação, enquanto imagem impressa na mente”. Memória pode ser definida, então, como o modo pelo qual os seres humanos se lembram ou se esquecem do passado; já a História pode ser vista como a crítica da memória. Em sociedades complexas, como a que vivemos, a memória coletiva cede lugar aos lugares de memória, como museus, bibliotecas, espaços culturais, galerias, arquivos ou a uma “grande” história, a história da nação. A memória nos remete à questão do tempo.
Cidadania: o conceito de cidadania – chave na nossa proposta de ensino de Ciências Humanas e Ciências da Natureza – tem como base as reflexões dos historiadores Carla Bassanezi Pinsky e Jaime Pinsky:
Afinal, o que é ser cidadão?
Ser cidadão é ter direito à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade perante a lei: é, em resumo, ter direitos civis. É também participar no destino da sociedade, votar, ser votado, ter direitos políticos. Os direitos civis e políticos não asseguram a democracia sem os direitos sociais, aqueles que garantem a participação do indivíduo na riqueza coletiva: o direito à educação, ao trabalho, ao salário justo, à saúde, a uma velhice tranquila. Exercer a cidadania plena é ter direitos civis, políticos e sociais. [...]
PINSKY, Jaime; PINSKY, Carla Bassanezi. História da cidadania. São Paulo: Contexto, 2010. p. 9.
A compreensão da cidadania numa perspectiva histórica de lutas, confrontos e negociações, e constituída por intermédio de conquistas sociais de direitos, pode servir como referência para a organização dos conteúdos de História desta coleção. Vale lembrar ainda que os conceitos possuem uma história, e que esta variou no tempo e no espaço. Cientes disso, evitamos visões anacrônicas, a-históricas ou carregadas de subjetividade.
Espaço: é o conceito mais importante da Geografia e também o mais debatido. Entre as múltiplas visões sobre o conceito, a principal discussão recai sobre o espaço como palco, no qual fenômenos sociais se desenvolvem e fenômenos naturais são observados; o espaço como resultado de uma série de interações entre tempo, natureza e sociedade; e o espaço como meio interativo, como agente no processo de transformação da realidade em que vivemos. Para o geógrafo baiano Milton Santos (1926-2001), o espaço consiste em um “conjunto indissociável de sistemas de objetos e sistemas de ações” (2002, p. 64). Objetos e ações são categorias que não podem ser analisadas de forma isolada para a compreensão do espaço geográfico, pois somente em conjunto é possível vincular a intercambialidade da materialidade existente e das relações sociais desenvolvidas.
Território: remete ao espaço apropriado e controlado por agentes sociais, políticos, Estados nacionais e intranacionais, e a como as relações de poder se desenvolvem. Segundo Milton Santos, o território não pode ser compreendido apenas como um recorte físico, mas sobretudo como “território usado”. Nessa perspectiva, os estudantes dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental podem perceber o território, ainda que de maneira introdutória, como um campo de disputas e pelas relações de poder, isto é, o local onde são evidenciadas as desigualdades sociais e as estratégias de sobrevivência que condicionam o cotidiano dos lugares.
Já para o geógrafo franco-estadunidense Michael Storper (1954-), o território é “um espaço de coordenação econômica”, no qual instituições, convenções sociais e práticas produtivas se entrelaçam, gerando arranjos específicos de organização espacial. Essa abordagem é necessária, sobretudo no Ensino Fundamental, pois indica que o território não é fruto apenas de conflitos, mas também de cooperações e inovações diante das pressões exercidas por agentes globais. Vale notar que os territórios não são estáticos, mas produzidos e transformados de acordo com os interesses dos poderes hegemônicos e das resistências locais.
O conceito de território, portanto, mobilizado com base em diferentes autores, oferece ao professor instrumentos para trabalhar temas como cidadania, desigualdades socioespaciais, poder político e desenvolvimento regional, todos conectados com a realidade vivida pelos estudantes.
Paisagem: esse conceito, bastante desenvolvido ao longo dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, é elemento-chave para os estudos geográficos, alimentado diretamente pela percepção do horizonte dos estudantes. A principal tradição vem da escola francesa, em que o conceito foi historicamente concebido como expressão visível da superfície terrestre, conforme os estudos de Paul Vidal de la Blache (1845-1918), nos séculos XIX e XX. Nos debates mais recentes, o conceito foi ampliado por novas abordagens que ultrapassam a visão apenas descritiva ou naturalista.
Na Geografia brasileira, Milton Santos elevou a paisagem como “expressão material das formas espaciais em constante transformação”, sempre integrada ao espaço geográfico e às práticas sociais. Os trabalhos de Dirce Suertegaray (1951-) e Álvaro Heidrich, por sua vez, ressaltam a paisagem como categoria crítica, capaz de revelar desigualdades e contradições do espaço geográfico. Essas leituras contemporâneas permitem ampliar a compreensão dos estudantes, ao destacar que a paisagem é, ao mesmo tempo, material, simbólica e política.
Região: esse conceito é comumente utilizado como instrumento de diferenciação de partes de um território, passíveis de classificações e hierarquizações, para ajudar a entender a diversidade do espaço geográfico. Na França, Paul Vidal de la Blache entendia região como expressão da relação entre o meio natural e os gêneros de vida. Já no século XX, o conceito foi marcado pela “diferenciação de áreas”, interpretação elaborada pelo estadunidense Richard Hartshorne (1899-1992).
No Brasil, o conceito foi influenciado pela tradição francesa e pela lógica do planejamento estatal, sobretudo, nos estudos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos anos 1940. Posteriormente, autores como Antonio Carlos Robert Moraes (1954-2015) e Manuel Correia de Andrade (1922-2007) problematizaram a ideia de região como construção histórica, política e social. Milton Santos trouxe contribuições centrais ao associar região ao conceito de “meio técnico-científico-informacional”, destacando como o processo de globalização redefine constantemente as regionalizações. Atualmente, o conceito de região é compreendido de forma mais fluida e relacional, e pode ser analisado diante dos variados contextos. Autores como Rogério Haesbaert (1958-) discutem o fenômeno da multiterritorialidade, apontando que as regiões não são apenas espaços homogêneos ou recortes administrativos, mas articulações de fluxos, redes e poderes, em constante redefinição.
Essas abordagens contemporâneas mostram que a região deve ser compreendida não apenas como recorte ou delimitação cartográfica, mas como categoria crítica que ajuda a entender dinâmicas de integração, desigualdade e identidade que atravessam as unidades temáticas do Ensino Fundamental. Lugar: com a ascensão da globalização e do neoliberalismo, o conceito de lugar foi alçado a uma das mais altas categorias de análise. Nos Estados Unidos, Edward Soja (1940-2015) relacionou lugar às noções de espacialidade e justiça espacial. David Harvey (1935-), em sua crítica à globalização, reforçou a importância do lugar como espaço de resistência frente às dinâmicas hegemônicas do capital.
No Brasil, o lugar tem sido amplamente discutido como categoria de análise ligada à vivência, identidade e resistência. Autores como Marcelo Lopes de Souza (1963-) têm enfatizado o lugar como espaço de ação política e insurgência cidadã, relacionando-o aos movimentos sociais urbanos. Em Por uma outra globalização (2001), Milton Santos descreve o lugar como um ponto de encontro entre sistemas de objetos, como as infraestruturas urbanas, e sistemas de ações, como as práticas sociais. Dessa forma, o lugar pode ser identificado simultaneamente pela sua característica singular, por meio das identidades e vivências, mas também por sua universalidade, pois está conectado a processos que são globais.
Trabalhar o conceito de lugar facilita a aproximação dos estudantes com o cotidiano e o pertencimento, pois é onde o global se territorializa. A BNCC valoriza esse ponto ao indicar que a Geografia deve desenvolver a identidade e a vivência dos estudantes, mostrando como eles participam ativamente do espaço em que vivem.
Natureza: o conceito foi ressignificado conforme os paradigmas científicos e as transformações sociais. Na tradição europeia clássica, autores como Alexander von Humboldt (1769-1859) e Carl Ritter (1779-1859), no século XIX, viam a natureza como objeto de descrição e contemplação, numa perspectiva marcada pelo determinismo. Posteriormente, a Geografia francesa propôs uma leitura possibilista, reconhecendo que a ação humana tem papel fundamental na organização do espaço.
No debate contemporâneo europeu, autores como o escocês Neil Smith (1954-2012) criticaram a separação moderna entre sociedade e natureza, defendendo que a natureza é socialmente produzida. Essa leitura ajuda a compreender a natureza tanto como condição material quanto como resultado de relações de poder, incluindo desigualdades ambientais, exploração de recursos e impactos das mudanças climáticas.
Na Geografia brasileira, Milton Santos coloca a natureza como parte constitutiva do espaço geográfico, articulada aos sistemas técnicos e às práticas sociais (2002). Outros geógrafos, como Antonio Carlos Robert Moraes, problematizaram a ideia de “natureza natural” e mostraram que, na modernidade, ela é sempre mediada pela ação social, política e econômica, especialmente pelo modo de produção capitalista.
É essencial considerar as contribuições dos povos originários, que oferecem uma visão distinta da relação com a natureza, não sendo esta um objeto externo, mas parte de um cosmos integrado em que humanos, animais, plantas, rios e montanhas possuem agência e espiritualidade. Pesquisadores como Ailton Krenak (1953-) e Eduardo Viveiros de Castro (1951-) trazem essas perspectivas para o diálogo acadêmico, mostrando como a natureza pode ser entendida como sujeito, e não como recurso. Essas perspectivas favorecem ao ensino de Geografia tratar a natureza como uma dimensão viva, cultural e política.
Desde 1981, o mais destacado dos movimentos sociais de defesa dos direitos das populações negras no Brasil já reivindicava a inserção da História da África e dos afro-brasileiros nos currículos escolares, o que, por si só, evidencia sua importância nas conquistas posteriores envolvendo legislação e Estado. Nas décadas seguintes, o Movimento Negro manteve-se ativo e, juntamente com seus aliados da sociedade civil, conseguiu uma grande conquista em 2003, quando, coroando uma luta de décadas, foi promulgada a Lei no 10.639/2003, que tornou obrigatório o estudo da história e da cultura afro-brasileiras.
A Lei no 11.645/2008 modificou a Lei no 10.639/2003 e acrescentou a obrigatoriedade de também estudar história e cultura dos povos indígenas no Ensino Fundamental e no Ensino Médio das escolas públicas e particulares.
Então, perguntamos: é por obediência à lei que se deve estudar a temática afro e a temática indígena?
Não só, pois, além de obedecer à lei, há outras razões para se trabalharem a temática afro e a indígena na escola que contribuem para a construção da cidadania e que merecem ser explicitadas:
a) o estudo da matriz afro e indígena é fundamental à construção de identidades;
b) esse trabalho atende a uma antiga reivindicação dos movimentos indígenas e dos movimentos negros: “o direito à história”;
c) o estudo dessas temáticas contribui para a educação voltada à tolerância e ao respeito ao “outro” e, assim sendo, é indispensável a toda a população brasileira, seja ela indígena, seja afro-brasileira ou não.
Cabe lembrar também que a população indígena (1 693 535 mil pessoas, segundo o Censo do IBGE 2022) vem crescendo e continua lutando em defesa de seu direito à cidadania plena. Já os afro-brasileiros (pardos e pretos, segundo o IBGE) constituem cerca de metade da população brasileira. Além disso, todos os brasileiros, independentemente da cor ou da origem, têm o direito e a necessidade de conhecer a diversidade étnico-cultural existente no território nacional. Sobre esse assunto, o historiador Itamar Freitas disse:
Em síntese, nossos filhos e alunos têm o direito de saber que as pessoas são diferentes. Que o mundo é plural e a cultura é diversa. Que essa diversidade deve ser conhecida, respeitada e valorizada. E mais, que a diferença e a diversidade são benéficas para a convivência das pessoas, a manutenção da democracia, e a sobrevivência da espécie. [...]
FREITAS, Itamar apud OLIVEIRA, Margarida Maria Dias de (coord.). História: ensino fundamental. Brasília: Ministério da Educação: Secretaria de Educação Básica, 2010. p. 161. (Explorando o Ensino, v. 21).
Apresentamos a seguir uma ação pedagógica implementada no âmbito do Festival Afro-Arte, realizado anualmente desde 2010 nas escolas do município de Maracanaú (CE). A proposta desse festival é colaborar para um projeto pedagógico que promova o respeito à diversidade e à diferença, em perspectiva interdisciplinar.
O Álbum Cultura, Memória e Identidade é um mostruário da expressão cultural escolhida pelo grupo mobilizador da escola para representá-la nas próximas etapas de seleção e participação da culminância do IX Festival Afro-Arte: Expressões Culturais Afro-brasileiras no Ambiente Escolar. No álbum pode conter todos e quaisquer materiais complementares úteis para uma avaliação detalhada do trabalho realizado na escola. Referimo-nos a tudo aquilo que pode ilustrar e acrescentar informações à experiência; tais como: as atividades desenvolvidas pelos alunos, registros escritos, fotográficos, registros em vídeos, áudio e outras formas de registro que demonstrem como é a expressão e o que a constitui, como cores, sons, figurino, instrumentos, objetos utilizados, o envolvimento dos alunos e comunidade escolar.
Considerando a diversidade de expressões culturais possíveis, não há um modelo padrão para a confecção do álbum. Cada escola irá definir a melhor forma de documentar a expressão cultural selecionada, usando sua criatividade, mas informando de modo bastante preciso como ela é e como se apresenta na região. A ficha de identificação da expressão cultural será anexada ao álbum.
Para a construção do álbum (Portfólio), os passos são:
• Fotografar, filmar e gravar a expressão cultural selecionada.
• Arquivar, separadamente, as fotos, produções textuais de diversos gêneros (dissertação, cordel, poesias...) e gravação.
• Selecionar o material que fará parte do álbum.
• Definir a forma de apresentação dos registros.
• Organizar o álbum de forma ordenada e lógica.
• Preencher e anexar a ficha de identidade da expressão cultural.
Monitorando e avaliando
Durante todo o processo, as ações desenvolvidas serão monitoradas e avaliadas pelos/as participantes, podendo ser redirecionadas, sempre que necessário. No final, uma avaliação geral também pode ser feita, para dimensionar os resultados alcançados, as dificuldades, as ações futuras, os ganhos relacionados ao trabalho desenvolvido em torno da valorização dos conhecimentos e da cultura afro-brasileira na comunidade escolar do município.
A mobilização cultural pode se transformar em uma ação forte e poderosa de educação das relações étnico-raciais, bem como as atividades do IX Festival Afro-Arte no Ambiente Escolar no município de Maracanaú. É muito importante que esta mobilização contribua para o desenvolvimento de políticas públicas que afirme direitos historicamente negados, ao mesmo tempo em que desmobilizem preconceitos, desigualdades e discriminação de toda ordem. Por isso, é fundamental que todo o processo seja documentado e o material produzido colocado à disposição da comunidade escolar em feiras culturais nas escolas, bibliotecas e demais lugares públicos no município, inclusive na internet.
É preciso também monitorar os efeitos gerados e dar continuidade à mobilização cultural nesta proposta. Essas medidas pretendem estabelecer uma cultura de respeito à diversidade de afirmação dos direitos de todas as pessoas no Brasil, independente da etnia ou cor da pele.
GRANGEIRO, Ilza (coord.); BRAGA, Marigel; LIMA, Glaudia de; MIRANDA, Marcos; MURILO, Sérgio. Guia metodológico para preparação do IX Festival Afro-Arte: expressões culturais afro-brasileiras no ambiente escolar. Maracanaú: Secretaria Municipal de Educação; Diretoria de Educação; Coordenadoria de desenvolvimento curricular, 2018. p. 9-10.

DE SOUZA BRAGA
Detalhe do cartaz de divulgação do Projeto Saias que Contam, que é parte do Festival Afro-Arte, da EMEIEF Construindo o Saber, em Maracanaú, (CE). A ilustração, do artista Marigel Braga, apresenta personagens sem traços faciais definidos. Essa escolha convida a criança a se ver representada na cena, esboçando sua própria identidade nos personagens, que celebram a ancestralidade africana e a união por meio da arte, da dança e da música.
O objetivo desta seção é apoiar o professor em sua prática cotidiana, além de fornecer subsídios para a reflexão sobre questões atuais que competem à escola e às infâncias.
O Pensamento Espacial (Spatial Thinking) é um conceito interdisciplinar que perpassa por várias áreas do conhecimento como Matemática, Geografia, Psicologia Cognitiva, Engenharia, Medicina, Artes Visuais e pela Arquitetura (NRC, 2006). O relatório do NRC (2006) tornou-se referência para pesquisadores estadunidenses e ganhou notoriedade mundial ao apresentar textos desenvolvidos por investigadores de diversos campos científicos, com a finalidade de identificar as bases constituintes do Pensamento Espacial.
O relatório define Pensamento Espacial como aquele constituído por três elementos principais: “conceitos espaciais, formas de representação e processos de raciocínio, atuantes em sistema amálgama” (NRC, 2006, ix; tradução nossa). Pensamos espacialmente quando operamos com um ou mais conceitos espaciais, como posição, dist â ncia, localização, direção. As formas de representação do espaço podem ser internas, aquelas que constituem na capacidade de criação e manipulação de imagens mentais, como também externas, ou seja, as representações físicas como fotografias, mapas, maquetes, blocos-diagramas e gráficos. Os processos cognitivos definem a cognição envolta na mobilização de conceitos e representações espaciais, como também possibilitam o avanço da informação espacial para o conhecimento espacial (Duarte, 2017).
[...] Perceber e locomover-se no espaço, reorganizar móveis em um cômodo, percorrer um trajeto baseando-se em informações fornecidas por outra pessoa, se configuram ações espaciais, as quais demandam um pensamento que considere localização, distância, direção, proporção. Contudo, tal pensamento não se constitui, em nossa concepção, um Raciocínio Geográfico. Este último [...] pressupõe e exige ações que articulem outros componentes para além da mera localização, distância, direção e proporção.
O mesmo podemos afirmar em relação à criação de imagens mentais, que são formadas sobre locais, figuras, objetos, sistemas biológicos (respiração, digestão, circulação). Não há aqui, pois, uma especificidade geográfica, mas, reconhecemos que tudo isso envolve um Pensamento Espacial. A localização cotidiana de pessoas, espaços e objetos é uma ação do senso comum, que não exige a operação com instrumentos de trabalho, conceitos, competências e aptidões específicas da Geografia (Gomes, 2017). Há nessas ações deslocamentos e movimentos, ou seja, substantivos que constituem o fazer geográfico caso estejam associados a uma ordem de pensamento decorrente de um conhecimento científico – a ciência geográfica.
SILVA, Patrícia Assis. Pensamento espacial e raciocínio geográfico: aproximações e distanciamentos. Signos Geográficos, Goiânia, v. 4, p. 5-6, 2022. Disponível em: https://revistas.ufg.br/signos/article/download/73869/39044. Acesso em: 16 set. 2025.
[...] A inclusão escolar possibilitou que a pessoa com deficiência tivesse seu direito à educação como qualquer pessoa, com convívio social com alunos da mesma faixa etária e adquirissem conhecimentos de maneira acessível a sua individualidade.
[...] [para promover essa inclusão,] pode ser necessária a utilização tanto de atividades adaptadas às originalmente propostas, como de atividades complementares. [...] entretanto, deverão ser adequadas às necessidades individuais dos alunos e o professor deve estar atento às peculiaridades que cada um apresenta.
[…]
1. Tipos de mudanças:
a) Procedimentos de avaliação (provas orais, escritas, observação, caderno...);
b) Organização, ou disposição física da sala (em U, V, em círculo...), assim como no uso de outros espaços (biblioteca, audiovisuais, contexto da escola...);
c) Temporalidade (dedicar mais tempo a um conteúdo, facilitar tempo extra em uma prova...);
d) Agrupamentos (trabalho individual, pequeno grupo, em duplas, grupos flexíveis);
e) Metodologia didática (apresentação de conteúdos, exposição do professor, trabalhos dos alunos...), assim como a realização de atividades alternativas (com diferentes níveis de profundidade), ou complementares (para praticar conteúdos não dominados);
f) Uso de materiais (recursos extras, xerocópias);
2. A avaliação deve propor:
g) A seleção de conteúdos adequados aos interesses e características dos alunos, necessários para seu desenvolvimento no mercado de trabalho; realistas, já que poderão contextualizá-los de forma mais imediata e próxima possível em seu meio;
h) O desenho das atividades de ensino-aprendizagem, partindo dos conhecimentos prévios de cada aluno; [...]
3. Outros tipos de mudanças:
i) Conteúdos (prioridades, modificação, ou incorporação de outros novos);
j) Os objetivos (prioridades, modificação, ou incorporação de outros novos);
k) Os critérios de avaliação (prioridades, modificação, ou incorporação de outros novos).
[...] existem inúmeras possibilidades para utilizar a adaptação de atividade como metodologia de ensino de modo a contribuir com o processo de ensino-aprendizagem dos alunos com deficiência, de forma a garantir um ensino de qualidade a todos, respeitando suas especificidades e potencializando suas habilidades.
LIMA, Daísa Milaine Rezende; LAMONIER, Elisângela Leles. A importância da adaptação de atividades no ambiente escolar para estudantes com deficiência. Instituto Federal Goiano, p. 2-13, 3 nov. 2022. Disponível em: https://repositorio.ifgoiano.edu.br/handle/prefix/3193. Acesso em: 16 set. 2025.
O texto a seguir é da doutora em Educação e vencedora do Prêmio Jabuti de Educação, Bárbara Carine. Leia-o com atenção.
A velhice em uma cultura de respeito
[...] Outro lugar de reflexão importante para compreendermos o que vem a ser a cosmopercepção ocidental e sabermos que ela não é o único modo de ser e estar no mundo como crescemos acreditando é o entendimento da velhice. Lembro de uma vez em que o Ailton Krenak contou, no programa Roda Viva, uma experiência de diálogo com um taxista de São Paulo, que ficou chocado com o fato de ele não ter aposentadoria. O taxista ficou inconformado, preocupado, revoltado com o fato de Krenak não ter se aposentado. Entretanto, o próprio Krenak respondeu: “Fique tranquilo, isso não é um problema para mim e para o meu povo. O meu povo nunca me deixaria passar necessidade”.
A fala do Ailton Krenak envolve duas questões. Uma já sinalizamos aqui, que é a do senso de coletividade; e a outra é a que me proponho a explanar um pouco agora: a do ancião. No ocidente criou-se a cultura da desimportância da velhice, bem como da sua infantilização. Não é pouco comum encontrarmos pessoas se referindo a idosos dizendo que têm uma criança em casa; isso expressa não só a ideia de tutelamento do idoso como a noção de que idoso não informa/não ensina (como o ocidente também lê suas crianças: elas serão algo um dia; enquanto crianças, elas não são).
Nesse sentido, precisamos de lugares para idosos nos transportes públicos, de filas de prioridade em bancos, precisamos criar a obrigatoriedade e o constrangimento do cuidado, caso contrário o idoso no ocidente é um embuste social, um problema, é visto como um peso para a sociedade, essa população economicamente inativa.
Não há relatos de comunidades indígenas ou povos africanos que tenham desenvolvido asilos. Seria um grande absurdo para esses povos pegar o seu ancião/sua anciã e colocá-lo/a distante, num lugar de ausência cotidiana de acesso comunitário. Isso porque, nessas culturas, o ancião é o sujeito mais importante do grupamento social; trata-se do sábio, um livro vivo diante dos olhos da comunidade. Então, não faria sentido criar um asilo e isolar essa pessoa de tamanha sabedoria, com um conhecimento tão fundamental para o crescimento dos seus.
Reside aqui também a tranquilidade do Ailton Krenak: enquanto ancião de uma comunidade, ele sabe da sua relevância e tem consciência de que nada faltaria para ele no seu contexto vivencial, pois o que as pessoas ali querem e necessitam é que ele viva o máximo possível.
Eu poderia trazer outros exemplos para explicar o que é cosmopercepção, poderia falar do nosso entendimento de infância, da nossa relação com a natureza, da nossa noção de tempo, da nossa relação com o dinheiro, poderia explicitar uma série de entendimentos ocidentais limitados e limitadores acerca desses aspectos. Contudo, julgo que as explicações sobre a cultura do individualismo e da desimportância da velhice já são suficientes para você compreender que o ocidente produz um modo de produção e reprodução da existência que não é o único possível no mundo; existem outros modos de ser, estar e se relacionar.
Nessa perspectiva, as práticas pedagógicas da Escola Afro-brasileira Maria Felipa buscam seguir majoritariamente a ordem das agências africanas e indígenas, situando-se nas cosmo-percepções desses povos. É por isso que as práticas antirracistas, que são aquelas que orbitam em torno de um problema de agência ocidental, acabam não sendo o eixo central da nossa escola, mas elas estão presentes.
CARINE, Bárbara. Como ser um educador antirracista. São Paulo: Planeta Brasil, 2023. p. 94-96.
Trabalhos de campo e saídas pedagógicas consistem em metodologias ou estratégias de ensino que remetem à ideia da educação integral, uma vez que sua estrutura está assentada na complexidade e na amplitude de olhares sobre um fenômeno ou área de estudo por meio da articulação de saberes e da interdisciplinaridade. Trata-se, efetivamente, de buscar a superação provocada pelo isolamento e pela verticalização do currículo escolar.
Os trabalhos de campo e as saídas pedagógicas favorecem o desenvolvimento das habilidades de observação e descrição, por exemplo, que favorecem a elaboração de propostas para alterar o espaço.
Esse tipo de atividade mobiliza um amplo espectro de conteúdos procedimentais e atitudinais que, somados aos conteúdos conceituais, propiciam aos estudantes o movimento integral em busca da construção do conhecimento que tanto a educação formal persegue.
Embora tais estratégias costumem despertar interesse e resultar na aprendizagem significativa, porque promovem a aprendizagem in loco, é necessário ter antecipação, planejamento, organização e disponibilidade para a resolução de problemas.
Considerando sua natureza interdisciplinar, trabalhar em equipe é fundamental. Portanto, é importante garantir as etapas descritas a seguir para a colocar esse tipo de proposta em prática.
• Estruturar os objetivos de aprendizagem (gerais e específicos dos componentes envolvidos).
• Organizar previamente o roteiro de estudo e a estrutura necessária para a saída, incluindo as autorizações dos responsáveis e da escola.
• Planejar as atividades que serão realizadas e os tipos de registro que os estudantes farão em campo.
• Organizar e trabalhar regras e combinados com os estudantes.
• Preparar os estudantes para atuar em campo.
• Estruturar o produto final do estudo, verificando se a proposta inicial o contempla.
• Realizar avaliações diagnósticas e formativas durante o processo.
É igualmente importante pensar e planejar o trabalho com estudantes que tenham qualquer tipo de necessidade específica quanto à acessibilidade, à adaptação ou que demandem algum ajuste na proposta, na perspectiva da equidade e da educação inclusiva.
Um relatório global da Unesco (2023) apontou que a tecnologia pode ter um impacto negativo se for usada de modo inadequado e excessivo. A presença de dispositivos, como celulares, em sala de aula, pode ser um elemento de distração, dificultando a gestão da sala de aula e impactando negativamente o foco e a produtividade dos alunos. Além disso, aponta que o uso intensivo de tecnologia tende a reduzir as oportunidades de interação social entre estudantes, o que é crucial para o desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais. O documento também destaca que o tempo excessivo em frente às telas tem sido associado a impactos negativos na saúde física e mental dos estudantes [...].
[...]
A limitação do uso de celulares em escolas passou a se estender a todos os estabelecimentos públicos e privados de ensino da educação básica brasileira, a partir da aprovação da Lei Federal no 15.100/2025, que “dispõe sobre a utilização, por estudantes, de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais nos estabelecimentos públicos e privados de ensino da educação básica”.
[…]
Apesar das inúmeras possibilidades de utilização das tecnologias no apoio à aprendizagem, é importante estabelecer os limites, para que não haja prejuízos ao estímulo de outras competências e habilidades essenciais para o pleno desenvolvimento do estudante.
[...]
O convívio no ambiente escolar tem um papel relevante no desenvolvimento de habilidades como empatia, diálogo, resolução de conflitos de forma cooperativa e o respeito ao outro e aos direitos humanos. Por isso, há que se cuidar para que um uso intensivo das tecnologias, de forma individual pelo estudante e sem um propósito pedagógico, não venha a prejudicar o convívio com os demais colegas, professores e a comunidade escolar como um todo.
BRASIL. Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Crianças, adolescentes e telas: guia sobre usos de dispositivos digitais. Brasília, DF: SECOM/PR, 2024. E-book. Disponível em: https://www.gov.br/secom/pt-br/assuntos/uso-de-telas-por-criancas-e-adolescentes /guia/guia-de-telas_sobre-usos-de-dispositivos-digitais_versaoweb.pdf. Acesso em: 24 out. 2025.
Cada um dos dois livros desta coleção possui as seguintes seções:
As atividades desta seção visam contribuir para a avaliação diagnóstica.
Imagens lúdicas de situações cotidianas para a maioria das crianças, acompanhadas de questões, animam os estudantes a falar o que sabem ou imaginam saber. Com esse diálogo inicial, busca-se motivá-los para o estudo do tema da unidade, incentivando-os a observar, identificar, associar, comparar, relacionar, entre outras habilidades.
No corpo do capítulo, buscamos adotar uma linguagem e um tamanho de letra e de entrelinhamento adequados aos Anos Iniciais do Ensino Fundamental.
Preocupados com a distância entre o conhecimento produzido na universidade e o que chega à sala de aula, por meio do livro escolar, buscamos também fundamentar o texto didático com produções e pesquisas qualificadas das áreas de Ciências Humanas e Ciências da Natureza.
Seção que busca incentivar a expressão oral e a competência argumentativa dos estudantes, bem como trabalhar a escuta como elemento básico do diálogo. Assim, além do desenvolvimento de novas competências linguísticas, as propostas promovem uma postura inclusiva e tolerante com perspectivas divergentes.
Sabe-se que as atividades são vertebrais no trabalho de construção do saber escolar. Sabe-se também que aprender Ciências da Natureza, História e Geografia, bem como qualquer componente curricular, depende da leitura e da escrita. Por isso, oferecemos à leitura textos jornalísticos, literários, jurídicos, historiográficos, testemunhais etc., além de diversos tipos de imagem: ilustrações, fotografias, charges, pinturas, tirinhas, quadrinhos etc.
As atividades desta coleção visam, sobretudo, auxiliar o estudante a pensar, a contextualizar o que vê e ouve, a capacitar-se para o exercício da cidadania, e também a desenvolver a leitura e a escrita, competências complementares e interdependentes.
VOCÊ
A seção visa alargar a capacidade de ler e interpretar, bem como ampliar o repertório da criança no tocante a termos e conceitos importantes no estudo das Ciências da Natureza e das Ciências Humanas.
VOCÊ ESCRITOR!
A escrita é uma prática e se aprende a escrever, escrevendo. Com o propósito de estimular a produção escrita, propomos a escrita de diferentes textos ao longo da coleção. Assim, ajudamos na formação de estudantes capazes de criar, interpretar e escrever pequenos textos, além de ler e interpretar imagens, com o objetivo de educar o olhar, construir ou consolidar conceitos e desenvolver a competência escritora.
VOCÊ
Busca incentivar o estudante a estabelecer relações entre passado e presente, a debater questões atuais e urgentes, e a se posicionar, preparando-o para o exercício da cidadania.
Esforçamo-nos para adotar uma perspectiva interdisciplinar. Para ajudar nessa tarefa, criamos a seção Dialogando com…. As atividades dessa seção incentivam o estudante a desenvolver habilidades e competências em interface com Língua Portuguesa e com Matemática.
A seção oferece atividades para revisão dos temas da unidade. Elas dão subsídios para a avaliação formativa e para o monitoramento da aprendizagem.
Ao final do ano letivo, as atividades da seção encerram o livro e oferecem subsídios para a avaliação somativa.
Os quadros a seguir podem subsidiar o seu planejamento, a depender do cronograma da escola, por meio de uma sugestão de organização dos conteúdos em propostas bimestrais, trimestrais e semestrais a serem desenvolvidas no ano letivo.
B – Bimestre T – Trimestre S – Semestre Capítulo
1.
Eu e a minha comunidade
2. Espaços de sociabilidade
• Retomar e aprofundar o conceito de comunidade.
• Reconhecer os motivos que aproximam e separam pessoas.
• Comparar costumes e tradições de diferentes populações inseridas no bairro ou na comunidade.
• Reconhecer semelhanças e diferenças no modo de viver de pessoas de diferentes lugares.
• Evidenciar que ruas, quadras, praças e parques são espaços de sociabilidade.
• Compreender as práticas e os papéis sociais dos indivíduos em diferentes comunidades.
• Esclarecer o que são regras de convivência e a importância dessas regras no dia a dia.
• Trabalhar com os estudantes as noções de mudança, pertencimento e memória.
• Refletir sobre ações voltadas ao cuidado das ruas e espaços públicos do bairro.
• Reconhecer e diferenciar resíduos (recicláveis e orgânicos) e rejeitos.
• Identificar e elaborar diferentes formas de representação para representar paisagens dos lugares de vivência.
• Aplicar princípios de localização e posição de objetos por meio de representações espaciais da sala de aula e da escola.
3.
Os bairros e suas paisagens
1.
Medir e dividir o tempo
• Identificar mudanças e permanências, comparando imagens de paisagens.
• Identificar animais e plantas presentes no bairro em que vive.
• Identificar e elaborar diferentes formas de representação para representar paisagens dos lugares de vivência.
• Descrever histórias das migrações no bairro ou na comunidade.
• Introduzir o conceito de tempo.
• Apresentar diferentes tipos de instrumentos de medição do tempo.
• Evidenciar que o calendário é um modo de dividir e contar o tempo.
• Destacar a importância das datas comemorativas.
• Construir com os estudantes a ideia de que o calendário é uma construção cultural.
• Relacionar as diferentes posições do Sol no céu ao tamanho e à posição da sombra projetada por diferentes objetos.
• Descrever e comparar o aquecimento e a reflexão de diferentes objetos expostos ao Sol.
Gerais: 1 e 3
Específica de História: 5
Específicas de Geografia: 1 e 6
Gerais: 2 e 7
Específica de História: 6
Específicas de Ciências da Natureza: 4 e 8
EF02HI01
EF02HI02
EF02HI03
EF02GE01
EF02GE02
EF02GE04
EF02HI01
EF02HI02
EF02HI10
EF02GE02
EF02GE04
EF02GE05
EF02GE06
EF02GE08
EF02GE09
EF02GE10
Multiculturalismo
Específica de História: 6
Específicas de Ciências da Natureza: 6 e 8
Específicas de Geografia: 4 e 7
Gerais: 1, 3, 9 e 10
Específicas de História: 1, 2 e 7
Específica de Ciências da Natureza: 3
EF02HI01
EF02HI02
EF02HI10
EF02HI11
EF02CI04
EF02GE02
EF02GE05
EF02GE08
EF02GE09
EF02GE10
EF02HI06
EF02HI07
EF02HI08
EF02CI01
EF02CI02
EF02CI07
EF02CI08
EF02GE02
EF02GE04
Cidadania e civismo
Cidadania e civismo
Multiculturalismo Saúde
2.
O tempo e o dia a dia
3. Os objetos contam uma história
• Trabalhar as noções de anterioridade, simultaneidade e posterioridade.
• Relacionar as ideias de antes, durante e depois às de passado, presente e futuro em relação às atividades cotidianas.
• Construir o conceito de simultaneidade.
• Descrever a função de objetos do cotidiano e identificar os materiais usados em sua confecção no presente e no passado.
• Refletir sobre as características dos materiais de que são feitos os objetos e relacioná-las às funções que desempenham.
• Reconhecer situações que possam ocasionar acidentes domésticos e propor atitudes para evitá-los.
• Descrever e comparar o aquecimento e a reflexão de diferentes objetos expostos ao Sol.
Específica de História: 2
EF02HI06
EF02CI07
EF02GE05
EF02GE06
EF02GE08 Economia
Específica de História: 6
Específicas de Ciências da Natureza: 2, 7 e 8
1. Os ambientes
2. Lugares de vivência
• Reconhecer seres vivos e elementos não vivos que existem nos ambientes e compreender as relações que estabelecem entre si.
• Descrever características de animais e plantas e relacioná-las ao ambiente em que vivem.
• Identificar as partes das plantas e explicar suas funções.
• Investigar, de forma prática, a importância da luz e da água no desenvolvimento das plantas.
• Compreender o modo de vida de pessoas de diferentes lugares.
• Analisar o modo como as atividades humanas modificam o ambiente.
• Descrever características de animais e plantas e relacioná-las ao ambiente em que vivem.
Gerais: 3 e 5
Específicas de Ciências da Natureza: 2, 3 e 6
EF02HI03
EF02HI04
EF02HI05
EF02HI06
EF02HI07
EF02HI08
EF02HI09
EF02CI01
EF02CI02
EF02CI03
EF02CI08
EF02GE02
EF02GE04
EF02HI02
EF02HI10
EF02HI11
EF02CI04
EF02CI05
EF02CI06
EF02GE02
EF02GE04
EF02GE11
Cidadania e civismo Saúde
3. Conectando lugares e pessoas
• Comparar diferentes meios de transporte e de comunicação.
• Analisar o modo como as atividades humanas modificam o ambiente.
• Descrever características de animais e plantas e relacioná-las ao ambiente em que vivem.
• Investigar, de forma prática, a importância da luz e da água no desenvolvimento das plantas.
Gerais: 1 e 6
Específicas de História: 1 e 5
Específica de Ciências da Natureza: 3
Específicas de Geografia: 1, 2, 3 e 7
EF02HI02
EF02HI06
EF02HI07
EF02HI08
EF02HI10
EF02CI01
EF02CI04
EF02CI06
EF02GE02
EF02GE04
EF02GE06
EF02GE07
EF02GE11
Gerais: 2, 4, 5 e 7
Específicas de História: 1, 2, 3, 5 e 7
Específicas de Ciências da Natureza: 1, 2, 5, 6, 7 e 8
Específicas de Geografia: 2, 5, 6 e 7
EF02HI03
EF02HI06
EF02HI10
EF02HI11
EF02CI04
EF02CI05
EF02GE03
EF02GE11
Meio ambiente
Meio ambiente Multiculturalismo
Cidadania e civismo
1.
Trabalho e comunidade
• Vincular o trabalho à sobrevivência humana.
• Apresentar as diferentes formas de trabalho desempenhadas pelas pessoas da comunidade.
• Destacar que cada pessoa tem direito à escolha de sua profissão.
• Promover a valorização de todos os profissionais.
• Demonstrar como o trabalho realizado por diversos setores afeta nosso cotidiano.
• Refletir sobre a importância de todos os profissionais da escola para o bom funcionamento da instituição.
• Evidenciar o fato de que todo tipo de trabalho deve ser feito com dedicação pois é importante para o “outro”.
Geral: 6
Específica de História: 1
2.
Os recursos da natureza
3.
O campo, a cidade e o ambiente
• Descrever as atividades extrativas (minerais, agropecuárias e industriais).
• Reconhecer os impactos ambientais causados por algumas dessas atividades.
• Explicar como cada um de nós pode colaborar com o uso sustentável do ambiente.
• Conhecer, de modo introdutório, as principais atividades econômicas.
• Identificar os impactos ambientais causados pela ação humana e refletir sobre maneiras de evitá-los.
Geral: 10
Específica de História: 1
Específicas de Geografia: 1, 2 e 5
EF02HI10
EF02CI04
EF02CI06
Cidadania e civismo Economia
Gerais: 2, 4, 5 e 9.
Específicas de História: 1 e 5
Específicas de Ciências da Natureza: 2, 3 e 6
Específicas de Geografia: 1 e 6
EF02HI10
EF02CI05
EF02CI06
EF02GE06
EF02GE07
EF02GE11 Economia Meio ambiente
EF02HI01
EF02HI03
EF02HI06
EF02HI11
EF02CI05
EF02CI06
EF02GE07
EF02GE11
Cidadania e civismo Meio ambiente
ABUD, Kátia Maria; SILVA, André Chaves de Melo; ALVES, Ronaldo Cardoso. Ensino de História. São Paulo: Cengage Learning, 2010. (Coleção Ideias em Ação).
Livro-texto com propostas de atividades didáticas e miniprojetos baseados no uso de documentos históricos como recursos educacionais.
A FORMAÇÃO de representações mentais na condição da cegueira. Instituto Federal da Paraíba, 10 jun. 2019. Disponível em: https:// www.ifpb.edu.br/assuntos/fique-por-dentro/a-formacao-derepresentacoes-mentais-na-condicao-da-cegueira. Acesso em: 20 ago. 2025.
Descreve o modo como pessoas com deficiência visual criam representações mentais.
AMARANTE, Dirce Waltrick do. Pequena biblioteca para crianças: um guia de leitura para pais e professores. São Paulo: Iluminuras, 2013. A autora comenta na obra uma eclética biblioteca de livros infantis –como a adaptação de Poe por Clarice Lispector, mitos indígenas e a iniciação em Shakespeare por Charles e Mary Lamb.
ARAMIAN, C. Budakian; MOURA, M. Felix; SILVA, L. Goulart. Evolução da concepção de natureza e relação homem/meio: análise de unidades de conservação na América Latina. Revista Geográfica de América Central, v. 2, p. 1-15, jul./dez. 2011. Disponível em: https://www.redalyc.org/pdf/4517/451744820499.pdf. Acesso em: 23 out. 2025.
Discute diferentes formas de manejo das unidades de conservação, articulando essas práticas a reflexões teóricas sobre as correntes conservacionista e preservacionista.
BACICH, Lilian; MORAN, José (org.). Metodologias ativas para uma aprendizagem inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2017.
Apresenta fundamentos e aplicações de metodologias ativas no ensino.
BITTENCOURT, Circe. Ensino de História: fundamentos e métodos 4. ed. São Paulo: Cortez, 2014.
A obra aborda o ensino de História e convida o docente para a reflexão sobre seu papel na formação básica.
BITTENCOURT, Circe (org.). O saber histórico na sala de aula São Paulo: Contexto, 2017. (Repensando o Ensino).
O livro convida à reflexão sobre os conteúdos e métodos no ensino de História.
BLACHE, Paul Vidal de la. Princípios de geografia humana. Lisboa: Cosmos, 1954.
Aborda os princípios fundamentais da geografia humana.
BRASIL. Ministério da Educação. Guia da Avaliação Contínua da Aprendizagem: do que é avaliado aos resultados alcançados. Brasília, DF: MEC, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/mec/ pt-br/crianca-alfabetizada/pdf/CNCAGuiadaAvaliaoContnua.pdf. Acesso em: 20 out. 2025. Material do Ministério da Educação sobre a Avaliação Contínua da Aprendizagem.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: https:// basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_ versaofinal_site.pdf. Acesso em: 24 out. 2025. Base Nacional Comum Curricular para consulta. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Saberes e práticas da inclusão: avaliação para identificação das necessidades educacionais especiais. 2. ed. Brasília, DF: SEESP/MEC, 2006. (Série Saberes e Práticas da Inclusão). Disponível em: http://portal. mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/avaliacao.pdf. Acesso em: 27 abr. 2017. Livro desenvolvido pelo Ministério da Educação e pela Unesco que aborda práticas de educação voltadas aos estudantes com deficiência. BRASIL. Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Biodiversidade e áreas protegidas. Gov.br, [202-?]. Disponível em: https://www.gov.br/mma/pt-br/acesso-a-informacao/perguntasfrequentes/biodiversidade-e-areas-protegidas. Acesso em: 23 out. 2025. Apresenta a definição e a origem do conceito de biodiversidade, acompanhadas de reflexões sobre as formas de protegê-la.
CACHAPUZ, António; PRAIA, João; JORGE, Manuela. Da educação em ciência às orientações para o ensino das ciências: um
repensar epistemológico. Ciência & Educação, v. 10, n. 3, p. 363-381, 2004. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ciedu/a/ dJV3LpQrsL7LZXykPX3xrwj/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 1 set. 2025.
Artigo que promove discussões epistemológicas sobre o ensino de Ciências.
CAMPOS, Helena Guimarães. A história e a formação para a cidadania: nos anos iniciais do Ensino Fundamental São Paulo: Livraria Saraiva, 2012.
A obra aprofunda o debate sobre o papel do ensino de História para a construção da cidadania.
CASTELLAR, Sônia; VILHENA, Jerusa. Trabalhando com um projeto educativo sobre a cidade. Ensino de Geografia. São Paulo: Cengage Learning, 2012. (Coleção Ideias em Ação).
O capítulo desenvolve estratégias para realização de um projeto educativo sobre a cidade para desenvolver o ensino de Geografia.
CORRÊA, Roberto Lobato. O espaço: ensaio sobre a construção do espaço geográfico. São Paulo: Ática, 1986.
Discute a construção do espaço geográfico por meio de diferentes abordagens teóricas.
CURRIE, Karen et al. Meio ambiente: interdisciplinaridade na prática. Campinas: Papirus, 2002.
O livro aborda a temática meio ambiente e auxilia no desenvolvimento dos Temas Contemporâneos Transversais Educação Ambiental e Educação para o Consumo.
DULLEY, Richard Domingues. Noção de natureza, ambiente, meio ambiente, recursos ambientais e recursos naturais. Agric. São Paulo, São Paulo, v. 51, n. 2, p. 15-26, jul./dez. 2004. Disponível em: https://www.academia.edu/38178641/No%C3%A7%C3%B5es_de_ natureza_meio_ambiente?. Acesso em: 23 out. 2025.
O artigo apresenta a visão de diferentes autores sobre os conceitos de natureza, ambiente, meio ambiente, recursos ambientais e recursos naturais.
FERREIRA, Martins. Como usar a música na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2002.
Elaborado para ser utilizado por todos os componentes curriculares, a obra orienta o educador sobre a inserção da música como ferramenta pedagógica na sala de aula.
FONSECA, Selva Guimarães. Fazer e ensinar História: anos iniciais do Ensino Fundamental. Belo Horizonte: Dimensão, 2015. Livro que analisa o papel da História nos anos iniciais do Ensino Fundamental.
HAESBAERT, Rogério. O mito da desterritorialização: do “fim dos territórios” à multiterritorialidade. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2004. Discute o conceito de desterritorialização e a multiterritorialidade no contexto contemporâneo.
HARTSHORNE, Richard. The Nature of Geography. Ithaca: The Association of American Geographers, 1939. Examina os fundamentos da Geografia como ciência.
HARVEY, David. A produção capitalista do espaço. São Paulo: Annablume, 2005.
Aborda a produção capitalista e suas consequências sociais.
HOFFMANN, Jussara. Avaliação mediadora: uma prática em construção da pré-escola à universidade. 33. ed. Porto Alegre: Mediação, 2014.
O livro aborda propostas de educação mediadora e acompanhamento individualizado dos estudantes adequadas à realidade da sala de aula.
HUMBOLDT, Alexander von. Cosmos : sketch of a physical description of the universe. Baltimore: Johns Hopkins University Press, 1997 [1850].
Oferece uma descrição física do universo, integrando diferentes saberes científicos.
LENCIONE, Sandra. Região e Geografia. São Paulo: Edusp, 2014. Explora a história do pensamento geográfico do conceito de região. LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. 22. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2018.
A obra aborda a avaliação do ponto de vista teórico e faz uma reflexão crítica sobre as práticas avaliativas.
MORAES, Antonio Carlos Robert. Geografia: pequena história crítica. 21. ed. São Paulo: Annablume, 2007. Faz uma abordagem crítica da história do pensamento geográfico. NEVES, Iara Conceição Bitencourt et al. (org.). Ler e escrever: compromisso de todas as áreas Porto Alegre: UFRGS, 2011. O livro defende a tese de que ler e escrever é um compromisso de todos os componentes curriculares e não somente de Língua Portuguesa.
QUEIROZ, Ricardo Moreira de et al. A caracterização dos espaços não formais de educação científica para o ensino de Ciências. Areté: Revista Amazônica de Ensino de Ciências, Manaus, v. 4, n. 7, p. 12-23, ago./dez. 2011. Disponível em: https://periodicos.uea.edu. br/index.php/arete/article/view/20/17. Acesso em: 1 set. 2025. Artigo que discorre sobre espaços não formais de aprendizagem.
SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. 4. ed. São Paulo: Edusp, 2006. Discute as relações entre técnica, tempo, razão e emoção na produção do espaço geográfico.
SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. 10. ed. Rio de Janeiro: Record, 2003. Analisa impactos sociais, econômicos e culturais da globalização.
SILVA, Rondineli Ribeiro; VALADARES, Juarez Melgaço; MOURÃO, Raquel Pacheco. O uso de imagens como ferramenta educacional nas aulas de Ciências. Revista Multidisciplinar de Educação e Meio Ambiente, v. 4, n. 3, 2023. Disponível em: https://ime.events/ coneamb2023/pdf/29280. Acesso em: 1 set. 2025.
Apresenta discussões sobre o uso de imagens no ensino de Ciências.
SIMIELLI, Maria Elena Ramos. O mapa como meio de comunicação: implicações no ensino de Geografia do primeiro grau. 1986. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 1986. Discute implicações didáticas e metodológicas para o ensino da cartografia escolar.
SOUZA, Marcelo Lopes de. Mudar a cidade: uma introdução crítica ao planejamento e à gestão urbanos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003. Apresenta uma análise crítica dos processos de planejamento e gestão urbanos.
SUERTEGARAY, Dirce Maria Antunes; HEIDRICH, Álvaro Luiz (org.). Paisagem e ambiente no pensamento geográfico. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2009. Reúne reflexões sobre paisagem e ambiente no pensamento geográfico.
TORRESI, Susana I. Córdoba; PARDINI, Vera L.; FERREIRA, Vitor F. O que é sustentabilidade? Química Nova, São Paulo, v. 33, n. 1, p. 1, 2010. Editorial. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S010040422010000100001. Acesso em: 23 out. 2025.
Apresenta reflexões que embasam a definição de sustentabilidade.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Constitution of the World Health Organization. Geneva: WHO, 1946. Disponível em: https:// apps.who.int/gb/bd/PDF/bd47/EN/constitution-en.pdf?ua=1. Acesso em: 23 out. 2025.
Apresenta a constituição da OMS e traz a definição de saúde. VIGOTSKI, L. S. A formação social da mente. 7. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
Seleção dos ensaios de Vigotski, editada por pesquisadores da obra dele.
CASTRO, Eduardo Viveiros de. Metafísicas canibais. São Paulo: Cosac Naify, 2015.
Obra que propõe a decolonização do pensamento, introduzindo o perspectivismo e o multinaturalismo ameríndios para afirmar a diversidade de visões de mundo.
COELHO, Luciano Silveira. Aprendizagem pelos “fazeres-sentidos”: as práticas cotidianas das crianças Pataxó. Curitiba: Appris Editora, 2024. O livro nos leva ao universo das crianças Pataxó, seus afazeres cotidianos, papéis da aldeia e aprendizados. Escrito por Luciano Silveira da UFMG em pesquisa realizada na Terra Indígena Fazenda Guarani. DORRICO, Trudruá; NEGRO, Mauricio (org.). Originárias: uma antologia feminina de literatura indígena. Ilustrações de Mauricio Negro. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2023. Antologia que apresenta textos de doze mulheres indígenas. GOMES, Mércio Pereira. Os índios e o Brasil: passado, presente e futuro. São Paulo: Contexto, 2012. Panorama da questão indígena no Brasil, da colonização até o presente.
KAMBEBA, Márcia Wayna. O lugar do saber ancestral. São Paulo: Uk’a Editorial, 2021. Obra da liderança indígena Márcia Wayna Kambeba que traz aos leitores os saberes de seu povo pela poesia.
KOPENAWA, Davi; ALBERT, Bruce. A queda do céu: palavras de um xamã yanomami. Tradução de Beatriz Perrone-Moisés. Prefácio de Eduardo Viveiros de Castro. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. Meditações e testemunhos sobre a destruição da floresta amazônica – e o que é necessário para parar esse processo.
KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2020. Ensaio sobre a concepção ocidental de “humanidade”, sua relação com a natureza e como os povos originários são importantes interlocutores para discutir (a existência) do futuro do planeta.
MUNDURUKU, Daniel. Histórias de índio . Ilustrações de Laurabeatriz. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2013. A narrativa entrelaça um conto da cultura Munduruku com experiências pessoais do autor no “mundo dos brancos”. Além disso, traz desenhos produzidos por crianças indígenas e fotografias de aldeias Munduruku. SILVA, Aracy Lopes da; GRUPIONI, Luís Donisete Benzi (org.). A temática indígena na escola: novos subsídios para professores de 1o e 2o graus. São Paulo: Global, 2004. Reflexão crítica sobre a necessidade de questionar estereótipos, promover o respeito à alteridade e apontar caminhos para a educação plural. WITTMANN, Luisa Tombini (org.). Ensino (d)e história indígena. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2015. (Coleção Práticas Docentes). Reunião de pesquisas acadêmicas sobre a temática indígena, o livro é um aliado para a implementação da Lei no 11.645/08.
CARNEIRO, Sueli. Escritos de uma vida São Paulo: Pólen Livros, 2019. No livro, Sueli Carneiro aborda a experiência da mulher negra enquanto síntese de duas opressões: raça e gênero.
GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Organização de Flavia Rios e Márcia Lima. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.
Coletânea de ensaios da intelectual brasileira Lélia Gonzalez.
HERNANDEZ, Leila Leite. A África na sala de aula: visita à história contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005.
O livro aborda a história contemporânea da África com o intuito de orientar o trabalho em sala de aula desconstruindo estereótipos.
LOPES, Nei. Dicionário da antiguidade africana. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011.
Em verbetes, o intelectual Nei Lopes apresenta importantes conceitos a partir de uma perspectiva afro-orientada.
MACEDO, José Rivair. História da África São Paulo: Contexto, 2013. O livro oferece uma visão ampla e respeitosa da história e cultura africana, superando estereótipos e abordagens eurocêntricas.
PINHEIRO, Bárbara Carine Soares. Como ser um educador antirracista. São Paulo: Planeta do Brasil, 2023.
A pesquisadora Bárbara Carine apresenta, define e discute importantes conceitos como pacto da branquitude, racismo estrutural, cotas raciais e educação emancipatória.
REIS, João José. Rebelião escrava no Brasil: a história do Levante dos Malês em 1835. São Paulo: Companhia das Letras, 2003. Importante pesquisa historiográfica sobre a Revolta dos Malês. REIS, João José; GOMES, Flávio dos Santos. Liberdade por um fio: história dos quilombos no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. O livro aborda importantes narrativas historiográficas sobre diversos quilombos brasileiros.
RIBEIRO, Djamila. Pequeno manual antirracista. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. No livro, a filósofa brasileira Djamila Ribeiro evidencia que a luta contra o racismo é um dever de todos e todas.
SCHWARCZ, Lilia M.; GOMES, Flávio dos S. (org.). Dicionário da escravidão e liberdade: 50 textos críticos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.
Na obra, organizada em textos curtos cujos títulos estão em ordem alfabética, os pesquisadores abordam como a escravidão – abolida há mais de 130 anos – marca, tristemente, nosso cotidiano ainda hoje.
SILVA, Alberto da Costa e. A África explicada aos meus filhos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2016.
O livro aborda ditos, histórias e canções do continente africano.
