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PNLD 2027 Anos Iniciais - A Conquista - Ciências da Natureza - Volume 5

Page 1


LIVRO DO PROFESSOR

CIÊNCIAS DA NATUREZA

COMPONENTE CURRICULAR: CIÊNCIAS DA NATUREZA

Geslie Coelho Carvalho da Cruz

Licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo (USP).

Professora e assessora de Ciências da Natureza no ensino fundamental.

Anos Iniciais do Ensino Fundamental

Copyright © Geslie Coelho Carvalho da Cruz, 2025

Direção-geral Ricardo Tavares de Oliveira

Direção de conteúdo e performance educacional Cintia Cristina Bagatin Lapa

Direção editorial adjunta Luiz Tonolli

Gerência editorial Natalia Taccetti, Nubia de Cassia de M. Andrade e Silva

Edição Patricia Maria Tierno Fuin (coord.), Aline Tiemi Matsumura, Flávia Milão Silva,

Juliana Bardi, Tiago Jonas de Almeida, Vitor Hugo Rodrigues

Assessoria Mariângela Castilho Uchoa de Oliveira

Preparação e revisão Viviam Moreira (coord.), Adriana Périco, Anna Júlia Danjó, Elaine Pires, Fernanda Marcelino, Fernando Cardoso, Giovana Moutinho, Paulo José Andrade, Rita de Cássia Sam

Produção de conteúdo digital João Paulo Bortoluci (coord.), Rafael Braga de Almeida, Sandra Del Carlo

Gerência de produção e arte Ricardo Borges

Design Andréa Dellamagna (coord.), Ana Carolina Orsolin (criação)

Projeto de capa Andréa Dellamagna e Sergio Cândido (logo)

Imagem de capa Marcos de Mello

Arte e produção Isabel Cristina Corandin Marques (coord.), Jorge Katsumata, Rodrigo Bastos Marchini, Maria Paula Santo Siqueira (assist.)

Diagramação Victor Slovac Avila

Coordenação de imagens e textos Elaine Cristina Bueno Koga

Licenciamento de textos Erica Brambilla

Iconografia Karine Ribeiro de Oliveira, Leticia dos Santos Domingos (trat. imagens)

Ilustrações Alan Carvalho, Alex Silva, Bentinho, Camila de Godoy, Estúdio Ampla Arena, Estúdio Ornitorrinco, Estudiomil, Fabio Eugenio, Luis Moura, Manzi, Marcos Aurélio, Michel Ramalho, Rodrigo Figueiro/Yancom, Ronaldo Barata, Sandra Lavandeira, Sandro Castelli, Studio Dez Sextos

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Cruz, Geslie Coelho Carvalho da A conquista : ciências da natureza : 5º ano : ensino fundamental : anos iniciais / Geslie Coelho Carvalho da Cruz. -- 2. ed. -- São Paulo : FTD, 2025.

Componente curricular: Ciências da natureza.

ISBN 978-85-96-06244-2 (livro do estudante)

ISBN 978-85-96-06245-9 (livro do professor)

ISBN 978-85-96-06246-6 (livro do estudante HTML5)

ISBN 978-85-96-06247-3 (livro do professor HTML5)

1. Ciências da natureza (Ensino fundamental)

I. Título.

25-295394.0

Índices para catálogo sistemático:

CDD-372.35

1. Ciências da natureza : Ensino fundamental 372.35

Eliete Marques da Silva - Bibliotecária - CRB-8/9380

Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA FTD

Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300

Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br

Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.

Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33

Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

APRESENTAÇÃO

Olá, professor!

Apresento a você uma obra comprometida com o processo de ensino e aprendizagem dos estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental, por meio do desenvolvimento de conteúdos da área de Ciências da Natureza que colaboram para que se fomente o processo de argumentação tendo em vista a alfabetização científica.

É fundamental que os estudantes desta etapa escolar ampliem sua compreensão de mundo, de si mesmos, dos espaços que ocupam e dos espaços mais distantes, como o céu que observam. Também é importante considerar que a consolidação do processo de alfabetização dará aos estudantes, de modo progressivo, a condição autônoma de expressão oral e compreensão leitora e escrita, condições que contribuem para uma aproximação entre os estudantes e os conceitos científicos desenvolvidos nesta obra.

Para desenvolver esta proposta, serão oferecidos materiais para os seguintes anos escolares: os livros do estudante, de 3o a 5o anos, e seus livros do professor correspondentes, nas versões impressas e digitais. Os livros do professor têm como questão central explicitar a intencionalidade pedagógica de cada etapa do processo de ensino e aprendizagem, discutindo conceitos, procedimentos e atitudes, com base em conteúdos organizados no documento da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) elaborado para os anos iniciais do ensino fundamental. Espero que esta proposta possa ampliar seus conhecimentos e fortalecer seu papel como mediador em um processo contínuo entre estudantes e professor em cada sala de aula.

Bom trabalho!

ORGANIZAÇÃO GERAL DA COLEÇÃO

Esta coleção é composta de três volumes destinados aos 3o, 4o e 5o anos do ensino fundamental. Para cada ano escolar, os volumes são constituídos de Livro do estudante e Livro do professor, nas versões impressa e digital.

Livros impressos

LIVRO DO ESTUDANTE

O livro é organizado em quatro unidades. Cada unidade apresenta capítulos que desenvolvem os conteúdos a serem trabalhados.

LIVRO DO PROFESSOR

Com orientações específicas, em que reproduz o Livro do estudante na íntegra, em miniatura, com respostas em magenta, e com orientações gerais, em que há subsídios sobre teoria e prática docente.

Livros digitais

O Livro do estudante e o Livro do professor também são disponibilizados no formato digital, em HTML, o que oportuniza o acesso ao material em diferentes aparelhos digitais: smartphones, notebooks e tablets, por exemplo.

Objetos digitais

Ao longo do volume, ícones indicam objetos digitais que podem ser acessados pelo professor e pelos estudantes para enriquecer a aprendizagem de maneira dinâmica e promover o uso de ferramentas digitais presentes no dia a dia.

Os objetos digitais são indicados por este ícone:

CONHEÇA SEU LIVRO DO PROFESSOR

Este Livro do professor apresenta orientações didáticas que visam apoiar a prática pedagógica.

As orientações estão organizadas em duas partes.

Orientações específicas, acompanhando a miniatura do livro do estudante.

As orientações específicas estão divididas em:

• Introdução à unidade : principais conteúdos desenvolvidos na unidade, com um pequeno resumo de cada capítulo.

• Objetivos da unidade : principais objetivos de aprendizagem a serem alcançados ao final do estudo de cada unidade.

• Objetivos: objetivos específicos de capítulos e seções do Livro do estudante.

• BNCC: competências e habilidades da Base Nacional Comum Curricular desenvolvidas ao longo da unidade, com indicação no início de cada capítulo e seção, além de menções aos temas contemporâneos transversais (TCTs).

• Encaminhamento: comentários e orientações didáticas para o desenvolvimento dos conteúdos abordados nas páginas do Livro do estudante. Há dicas, sugestões de análise, complemento de atividades e de respostas e outras informações para o encaminhamento do trabalho docente. Destacam-se, também, as sugestões de adaptação de algumas atividades para as diferentes necessidades de aprendizagem em uma mesma turma.

• Organize-se: relação de materiais que devem ser providenciados com antecedência ou algum preparo de sala de aula, pedido para casa etc., com indicação no início de cada capítulo.

• Ponto de atenção: avisos relacionados a cuidados que os estudantes devem ter com os materiais apresentados no livro ou em algumas propostas de atividade, especialmente as experimentais, com o objetivo de garantir a integridade física dos estudantes e dos funcionários da escola, bem como a conservação dos espaços escolares e do ambiente.

• Atividade complementar: para auxiliar ou ampliar as propostas do Livro do estudante.

• O que e como avaliar: propostas de atividades variadas que avaliam, além do conhecimento teórico, a aplicação de métodos, valores e comportamentos dos estudantes. São voltadas para os momentos de avaliação formativa e indicadas perto do final de cada capítulo.

• Texto de apoio: trechos de textos de fontes diversas para ampliar o conhecimento sobre o assunto estudado ou sobre práticas pedagógicas.

• Sugestão para os estudantes: sugestões comentadas de livros, sites, vídeos etc. para os estudantes desenvolverem e aplicarem os conhecimentos.

• Sugestão para o professor : indicações comentadas de livros, sites , revistas, vídeos etc. para o professor se aprofundar a respeito dos temas trabalhados.

Orientações gerais, ao final do volume.

Reflexões sobre pressupostos teórico-metodológicos da obra, considerações sobre o papel do professor, textos para o aprimoramento do professor e muito mais.

ORIENTAÇÕES GERAIS

ORIENTAÇÕES ESPECÍFICAS

UNIDADE 1: OBSERVANDO OS ASTROS DO CÉU

UNIDADE 2: A ÁGUA NO AMBIENTE

UNIDADE 3: MATERIAIS: USOS E MANEIRAS DE DESCARTE

UNIDADE 4: A NUTRIÇÃO DO CORPO HUMANO

O ENSINO DE CIÊNCIAS DA NATUREZA

ENSINO DE CIÊNCIAS DA NATUREZA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

CIÊNCIAS DA NATUREZA NA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC)

COMPETÊNCIAS E HABILIDADES

OS TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS

PRESSUPOSTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS DA COLEÇÃO

ORGANIZAÇÃO DA COLEÇÃO

METODOLOGIAS

O PAPEL DO PROFESSOR XXIII

DIFERENTES CONFIGURAÇÕES PARA A SALA DE AULA XXIV

UTILIZANDO ESPAÇOS FORA DA SALA DE AULA XXV

EDUCAÇÃO INCLUSIVA

ACOMPANHAMENTO DA APRENDIZAGEM XXIX

AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA, FORMATIVA E SOMÁTICA XXX AUTOAVALIAÇÃO XXXII

UMA PROPOSTA DE REGISTRO DE AVALIAÇÃO DOS ESTUDANTES

SUGESTÕES DE PLANEJAMENTO

QUADRO PROGRAMÁTICO

SUGESTÕES DE CRONOGRAMA — 5O ANO

SUGESTÕES DE MATRIZES DE PLANEJAMENTO DE ROTINA E DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA .

TEXTOS PARA REFLEXÃO

REFERÊNCIAS

SUGESTÕES DE LEITURA PARA O PROFESSOR

LIVRO DO PROFESSOR

CIÊNCIAS DA NATUREZA

COMPONENTE CURRICULAR: CIÊNCIAS DA NATUREZA

Geslie Coelho Carvalho da Cruz

Licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo (USP).

Professora e assessora de Ciências da Natureza no ensino fundamental.

Anos Iniciais do Ensino Fundamental

Copyright © Geslie Coelho Carvalho da Cruz, 2025

Direção-geral Ricardo Tavares de Oliveira

Direção de conteúdo e performance educacional Cintia Cristina Bagatin Lapa

Direção editorial adjunta Luiz Tonolli

Gerência editorial Natalia Taccetti, Nubia de Cassia de M. Andrade e Silva

Edição Patricia Maria Tierno Fuin (coord.), Aline Tiemi Matsumura, Flávia Milão Silva,

Juliana Bardi, Tiago Jonas de Almeida, Vitor Hugo Rodrigues

Assessoria Mariângela Castilho Uchoa de Oliveira

Preparação e revisão Viviam Moreira (coord.), Adriana Périco, Anna Júlia Danjó, Elaine Pires, Fernanda Marcelino, Fernando Cardoso, Giovana Moutinho, Paulo José Andrade, Rita de Cássia Sam

Produção de conteúdo digital João Paulo Bortoluci (coord.), Rafael Braga de Almeida, Sandra Del Carlo

Gerência de produção e arte Ricardo Borges

Design Andréa Dellamagna (coord.), Ana Carolina Orsolin (criação)

Projeto de capa Andréa Dellamagna e Sergio Cândido (logo)

Imagem de capa Marcos de Mello

Arte e produção Isabel Cristina Corandin Marques (coord.), Jorge Katsumata, Rodrigo Bastos Marchini, Maria Paula Santo Siqueira (assist.)

Diagramação Victor Slovac Avila

Coordenação de imagens e textos Elaine Cristina Bueno Koga

Licenciamento de textos Erica Brambilla

Iconografia Karine Ribeiro de Oliveira, Leticia dos Santos Domingos (trat. imagens)

Ilustrações Alan Carvalho, Alex Silva, Bentinho, Camila de Godoy, Estúdio Ampla Arena, Estúdio Ornitorrinco, Estudiomil, Fabio Eugenio, Luis Moura, Manzi, Marcos Aurélio, Michel Ramalho, Rodrigo Figueiro/Yancom, Ronaldo Barata, Sandra Lavandeira, Sandro Castelli, Studio Dez Sextos

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Cruz, Geslie Coelho Carvalho da A conquista : ciências da natureza : 5º ano : ensino fundamental : anos iniciais / Geslie Coelho Carvalho da Cruz. -- 2. ed. -- São Paulo : FTD, 2025.

Componente curricular: Ciências da natureza.

ISBN 978-85-96-06244-2 (livro do estudante)

ISBN 978-85-96-06245-9 (livro do professor)

ISBN 978-85-96-06246-6 (livro do estudante HTML5)

ISBN 978-85-96-06247-3 (livro do professor HTML5)

1. Ciências da natureza (Ensino fundamental)

I. Título.

25-295394.0

Índices para catálogo sistemático:

CDD-372.35

1. Ciências da natureza : Ensino fundamental 372.35

Eliete Marques da Silva - Bibliotecária - CRB-8/9380

Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA FTD

Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300

Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br

Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.

Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33

Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

APRESENTAÇÃO

Olá!

Convido você a explorar todas as atividades apresentadas nas páginas deste livro. Elas foram pensadas para estimular sua curiosidade e desenvolver seu prazer por investigar e fazer descobertas.

Espero que as atividades incentivem o diálogo em sala de aula, permitindo que você e seus colegas troquem muitas ideias e percebam o valor de construírem, juntos, novos conhecimentos sobre as Ciências da Natureza.

Convido também seus familiares a colocar a mão na massa, participando de diferentes momentos com você para partilhar experiências, buscar respostas e aprender coisas novas.

Será assim, reunindo saberes, que uma nova jornada se iniciará, levando você a desvendar, dia após dia, o mundo em que vivemos.

Vamos começar?

DAYANE RAVEN

CONHEÇA SEU LIVRO

O livro está organizado em 4 unidades, divididas em capítulos. Nas aberturas de unidade, imagens e atividades buscam despertar sua curiosidade para o que vai ser estudado.

Dentro das unidades, você vai encontrar seções e boxes para facilitar seu aprendizado.

UNIDADE

o uso de lupas por outras civilizações, como a romana e a chinesa. O primeiro telescópio registrado foi feito com uma combinação de lentes por Hans Lippershey (1570-1619), um fabricante de lentes holandês, em 1608. No ano seguinte, Galileu Galilei (1564-1642) fez seu próprio telescópio, encaixando duas lentes nas pontas de um tubo de madeira, que tinha uma junção de cobre e era coberto com papel. Com esse equipamento, Galileu fez descobertas muito importantes sobre a Lua, as estrelas e diversos planetas.

Retrato de Galileu Galilei, da enciclopédia alemã Meyers Konversations-Lexikon (Léxico de Conversação de Meyers), publicada entre 1905 e 1909.

Galileu Galilei nasceu na Itália, e seus estudos influenciaram muitas áreas do conhecimento, como a Matemática, a Física e a Astronomia. QUEM É?

Telescópio de Galileu Galilei exposto no Museu Galileu, na Itália.

Os principais conceitos estudados são apresentados em destaque, para você encontrá-los no texto com facilidade. No Glossário , você vai descobrir o significado de termos e expressões.

Em Quem é?, você vai encontrar curiosidades e informações sobre profissionais, como cientistas e artistas, que se destacam em suas áreas de atuação.

Os materiais têm uma combinação de diferentes características que são específicas deles. Chamamos algumas das características de propriedades físicas Antes de decidir qual material usar na fabricação de um objeto, é importante conhecer suas propriedades. Por exemplo, é recomendável o uso de madeira para objetos que precisam ser resistentes. Em certas temperaturas e condições ambientais, a água pode mudar de estado físico. Consideramos que as temperaturas de fusão e ebulição da água, assim como as de outros materiais, são exemplos de propriedades físicas desses materiais. A densidade outra propriedade física, determina se um material flutua ou afunda em líquidos. O ferro, por exemplo, é mais denso que a água e afunda, enquanto a cortiça é menos densa

Em Saiba que , são apresentadas curiosidades e informações sobre diversos temas.

Em Dica , você vai encontrar informações que orientam alguma situação descrita ou ajudam a lembrar um assunto que você estudou ou que está sendo estudado.

Em Descubra mais, são apresentadas sugestões de livros, sites , vídeos, artigos e outras fontes para enriquecer e ampliar os assuntos estudados.

Na seção Diálogos , há ampliação de conceitos e discussão de assuntos que dialogam com temas contemporâneos, como meio ambiente, manifestações culturais brasileiras, tecnologia, saúde, trabalho e cidadania.

Na seção Ciências em ação, você e seus colegas vão encontrar atividades de investigação e experimentação, construção de modelos e observação de fenômenos fora da sala de aula.

Em Atenção, há orientações sobre cuidados necessários para a sua segurança, inclusive na realização de determinadas atividades práticas.

Respostas pessoais.

3 Desconsiderando o ano, compare a conta de sua residência com a conta fictícia apresentada anteriormente, observando as semelhanças e as diferenças entre elas. Depois, responda às questões no caderno.

a) Qual das residências consumiu mais energia elétrica?

b) É possível que seus hábitos do cotidiano influenciem o valor da conta de energia elétrica?

4 Em sua avaliação, há desperdício de energia elétrica em sua residência? Caso haja, como você poderia evitá-lo? Converse com os colegas.

5 Para realizar esta atividade, sigam as orientações do professor e depois façam o que se pede.

a) Separem os seguintes materiais: uma folha de cartolina; lápis de cor ou canetinhas coloridas; uma régua; lápis grafite e borracha.

b) Com esses materiais, elaborem cartazes com desenhos e frases

As atividades de pesquisa, individuais ou em grupo, geralmente estão no Você detetive Para realizá-las, você pode precisar da ajuda de seus familiares ou de outros adultos que fazem parte de seu dia a dia.

A seção Para rever o que aprendi , ao final das unidades, vai ajudar a identificar o que você aprendeu e aquilo que precisa ser retomado.

como fertilizante para as mudas, depois de passar por dois processos especiais: compostagem e vermicompostagem. O primeiro é uma forma de transformar lixo em adubo com a ajuda de microrganismos. Já o segundo faz a mesma coisa, só que com a ajuda de minhocas. O resultado é um material rico em nutrientes de que as plantas precisam para crescer fortes e saudáveis. ESGOTO para plantar. Ciência Hoje das Crianças Rio de Janeiro, c2025. Disponível em: https://chc.org.br/esgoto-para-plantar/. Acesso em: 30

Estes ícones indicam a forma como você vai realizar as propostas de atividades:

Objetos digitais

Este ícone identifica os objetos digitais presentes no livro. Os materiais digitais apresentam assuntos complementares ao conteúdo trabalhado na obra, ampliando ainda mais sua aprendizagem. Infográfico clicável

NÃO SE ESQUEÇA DE QUE SEU LIVRO VAI SER USADO POR OUTRO COLEGA NO PRÓXIMO ANO. POR ISSO, CUIDE BEM DO SEU LIVRO E NÃO ESCREVA NELE.

Em dupla
Oralmente Em grupo

A ÁGUA NO AMBIENTE

1 OS MATERIAIS E SUAS CARACTERÍSTICAS

2 A PRODUÇÃO DIÁRIA DE RESÍDUOS

UNIDADE 4

A NUTRIÇÃO DO CORPO HUMANO

1 ALIMENTAÇÃO E SAÚDE

Alimentação equilibrada

Alimentos naturais e processados

Diálogos • Construção da culinária brasileira

O consumo e a conservação dos alimentos

Diálogos • Frutas da estação

Distúrbios nutricionais

Diálogos • O combate à fome

2 SISTEMAS DE NUTRIÇÃO

digestão

Diálogos • A água que ingerimos

Ciências em ação • Representação dos movimentos respiratórios

Objetos digitais – infográficos clicáveis

A noite, a Lua e os animais  12

Cada gota é importante!

muita água!

Materiais isolantes e condutores

Cercados de resíduos

Cuidado com as notícias falsas!  113 Referências bibliográficas comentadas

INTRODUÇÃO À UNIDADE

Nesta unidade, espera-se que os estudantes compreendam como ocorrem as fases da Lua, associem os movimentos da Terra com o movimento aparente de astros como estrelas e reconheçam algumas constelações. Além disso, espera-se que eles identifiquem alguns instrumentos para observação ou registro de imagens e seus usos.

No capítulo 1, os estudantes vão acompanhar na prática a posição no céu e o formato da Lua na seção Ciências em ação. Eles vão associar as fases da Lua com o movimento de revolução e os movimentos de estrelas no céu com os movimentos da Terra. Além disso, vão identificar algumas constelações e a função do mapa celeste. As constelações indígenas e sua importância serão apresentadas na seção Diálogos.

No capítulo 2, serão apresentados aos estudantes os diferentes instrumentos de ampliação e para observação de objetos distantes, comparando diferentes modelos de telescópios e sua função no estudo dos astros. Na seção Diálogos, eles vão reconhecer a importância dos cientistas brasileiros na área da Astronomia e, na seção Ciências em ação, vão construir um dispositivo que permite projetar imagens. Por fim, serão apresentados à função de satélites como instrumentos para registro de imagens. Ao propor observações do céu e a construção de uma câmara escura, são desenvolvidas a competência geral 2 e as competências específicas 2 e 3. Ao apresentar a função de um mapa celeste com exemplo de aplicativo digital e ao discutir os usos da tecnologia em instrumentos de observação e registro de imagens, de-

UNIDADE

OBSERVANDO OS ASTROS DO CÉU

senvolvem-se as competências gerais 4 e 5 e as competências específicas 4 e 6. Ao valorizar o conhecimento histórico sobre os telescópios e o conhecimento de povos indígenas sobre o céu e ao apresentar diferentes astrônomos brasileiros e suas contribuições para a pesquisa, desenvolvem-se as competências gerais 1, 3, 4 e 6 e as competências específicas 1, 3 e 4.

Objetivos da unidade

• Relacionar os movimentos da Lua às suas fases no céu.

• Associar a posição de estrelas e constelações no céu com os movimentos da Terra.

• Identificar constelações em um mapa celeste.

• Conhecer instrumentos para observação de objetos distantes ou pequenos e a função das lentes nesses instrumentos.

• Comparar telescópios antigos e modernos.

• Discutir os usos de instrumentos para observação e registros de imagens.

Céu estrelado no Parque Nacional do Pico da Neblina (AM), em 2023.

1 Compare o céu noturno apresentado na imagem com o que você consegue observar no local onde mora. Depois, descreva as semelhanças e as diferenças entre as observações.

1. Resposta pessoal. Ver mais orientações no Encaminhamento

2 Como é possível observar o céu com mais detalhes?

2. Espera-se que os estudantes mencionem o uso de telescópios.

Competências gerais: 1, 2, 3, 4, 5 e 6.

Competências específicas: 1, 2, 3, 4 e 6.

Habilidades: EF05CI10, EF05CI11, EF05CI12 e EF05CI13.

TCTs: Meio ambiente: Educação ambiental; Economia: Trabalho; Multiculturalismo: Diversidade cultural e Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras; Ciência e tecnologia: Ciência e tecnologia. ENCAMINHAMENTO

Pedir aos estudantes que observem a imagem do céu estrelado. É interessante solicitar a um deles que explique a imagem e, então, verificar se todos na turma compreendem que os pontinhos brancos são estrelas, reforçando que a grande quantidade de estrelas visíveis na imagem se deve à baixa interferência luminosa. Na atividade 1, orientar os estudantes a descrever o que costumam observar no céu de noite. Em grandes centros urbanos, é possível que não observem muitos astros além da Lua no céu; já em zonas rurais ou com menos iluminação noturna, é mais provável que tenham observado um céu como o da imagem. Explicar que a quantidade de estrelas visíveis pode ser influenciada por fatores como a iluminação artificial das cidades, as condições climáticas e a poluição atmosférica. Além disso, a fase de Lua cheia pode interferir na observação de estrelas, assim como a presença de nuvens. Caso eles não consigam se recordar do céu, pedir que façam essa observação e compartilhem no dia seguinte suas impressões. Questionar a turma se alguém já teve a oportunidade de viajar e observar o céu de um local com características diferentes das apresentadas no local onde mora.

Na atividade 2, verificar o que os estudantes conhecem sobre lunetas e telescópios. Se houver estudantes que já tiveram contato com esses instrumentos, pedir a eles que compartilhem as experiências com os colegas.

Objetivos

• Relacionar os movimentos da Lua às suas fases no céu.

• Associar a posição de estrelas e constelações no céu com os movimentos da Terra.

• Identificar constelações em um mapa celeste.

BNCC

Competências gerais: 1, 2, 3, 4, 5 e 6.

Competências específicas: 1, 2, 3, 4 e 6.

Habilidades:

(EF05CI10) Identificar algumas constelações no céu, com o apoio de recursos (como mapas celestes e aplicativos digitais, entre outros), e os períodos do ano em que elas são visíveis no início da noite.

(EF05CI11) Associar o movimento diário do Sol e das demais estrelas no céu ao movimento de rotação da Terra.

(EF05CI12) Concluir sobre a periodicidade das fases da Lua, com base na observação e no registro das formas aparentes da Lua no céu ao longo de, pelo menos, dois meses.

TCTs: Multiculturalismo: Diversidade cultural; Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras; Ciência e tecnologia: Ciência e tecnologia.

Organize-se

• Página 13: Ciências em ação – Observando a Lua. Para a efetividade dessa atividade, é imprescindível que os familiares e a coordenação da escola estejam cientes dos procedimentos a serem seguidos. Por isso, recomenda-se enviar com antecedência uma notificação aos pais ou responsáveis dos estudantes.

O CÉU NOTURNO

1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que os formatos da Lua são diferentes ou que as fotografias mostram duas fases diferentes da Lua.

Ao observar o céu de dia e à noite, podemos identificar nele diferentes corpos celestes.

1 Compare as duas fotografias que mostram o céu noturno. O que chama mais a sua atenção nessas imagens? Responda no caderno.

As fases da Lua

Analisar a Lua no céu nos permite fazer muitas descobertas sobre esse corpo celeste. É possível notar, por exemplo, que a aparência da Lua muda à medida que o tempo passa, pois ela nem sempre aparece com o formato redondo no céu. Essas mudanças podem ser percebidas mais facilmente quando analisamos a Lua em intervalos aproximados de uma semana.

A Lua pode apresentar quatro formatos principais, chamados fases da Lua: a lua cheia, a lua quarto minguante, a lua nova e a lua quarto crescente. Essas fases ocorrem de maneira cíclica, uma após a outra, ou seja, elas se repetem em certo intervalo de tempo.

Chamamos de mês lunar o intervalo de tempo no qual ocorre um ciclo completo contendo as quatro fases da Lua. Esse ciclo tem duração aproximada de 29,5 dias e é uma referência para a elaboração de alguns calendários, como o calendário chinês.

12 12

ENCAMINHAMENTO

Dica: Existem vários tipos de calendário que usam como referência o movimento de astros como o Sol e a Lua.

Aproveitar um primeiro momento para verificar o que os estudantes recordam sobre os movimentos da Terra e da Lua.

Na atividade 1, fornecer alguns minutos para que a turma faça a observação e a comparação das imagens. Em seguida, pedir a alguns estudantes que compartilhem as respostas deles oralmente com o restante da turma. Questionar se já viram a Lua com tais aspectos no céu e se sabem dizer quais fases estão representadas. Reforçar que a Lua não tem luz própria, pois ela é iluminada pelo Sol. Se julgar adequado, explicar à turma que as formas aparentes da Lua mudam, dependendo do hemisfério em que se está. Apesar de as fases da Lua serem as mesmas, independentemente de onde se esteja na Terra, o formato aparente da Lua pode ser diferente quando visto daqui da Terra, ao mesmo tempo, por dois observadores, estando um no Hemisfério Norte e o outro no Hemisfério Sul ou próximo da linha do equador.

As informações em Dica permitem uma retomada sobre a relação de diferentes calendários com os movimentos cíclicos da Lua e da Terra.

Céu em Santo Antônio do Pinhal (SP), nos dias 8 de maio (fotografia 1) e 20 de maio (fotografia 2), em 2020.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

CIÊNCIAS EM AÇÃO

CIÊNCIAS EM AÇÃO

Observando a Lua

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reconheçam que a Lua muda de aspecto ao longo dos dias, mas talvez eles não considerem que ela muda de posição.

Esta atividade propõe uma reflexão sobre a posição e a aparência da Lua.

Primeiras ideias

• Em sua opinião, a posição e a aparência da Lua são iguais ou diferentes com o passar dos dias? Registre suas ideias no caderno.

Vamos fazer diferentes observações da Lua para descobrir a resposta a essa questão. Na companhia de um adulto de seu convívio, prepare-se para fazer as observações ao longo de oito semanas.

MATERIAIS

• Folhas de papel avulsas ou caderno • Lápis coloridos

COMO FAZER

1. Sob a orientação do professor, você vai escolher um local de fácil acesso em determinada data e hora da noite para levar os materiais indicados nesta atividade, sempre acompanhado de um adulto. O objetivo é fazer uma observação, a olho nu, da posição da Lua no céu.

2. Anote nas folhas de papel ou no caderno o horário, o dia da semana e a data do mês da observação. Depois, descreva o aspecto do céu: se está limpo ou nublado.

3. Por meio de desenhos, represente a forma aparente da Lua no céu. Para isso, use as imagens a seguir como referência para os desenhos.

As cores não correspondem aos tons reais.

Representação de alguns aspectos da Lua em oito momentos diferentes que podem ser observados a olho nu.

A atividade vai ter duração de 8 semanas; por isso, é importante orientar os responsáveis dos estudantes para que eles consigam se preparar para a atividade. A seguir há um modelo de recado que pode ser enviado via rede social ou escrito em um bilhete:

Objetivos

• Investigar a posição da Lua no céu e seu formato em horários, dias e semanas diferentes.

• Propor hipóteses e comparar com os resultados obtidos.

BNCC

Competência geral: 2.

Competências específicas: 2 e 3.

Habilidade:

(EF05CI12) Concluir sobre a periodicidade das fases da Lua, com base na observação e no registro das formas aparentes da Lua no céu ao longo de, pelo menos, dois meses.

“Prezado(a) responsável: Durante as próximas 8 semanas os estudantes deverão ser acompanhados para a realização de uma atividade de observação e registro do céu noturno, conforme descrito nas páginas 13 e 14 do livro. Caso não haja quintal em sua residência, será necessário acompanhar a criança até uma área ao ar livre mais ampla, onde seja possível observar o céu, atentando-se para que o local seja iluminado e seguro. Além disso, é importante que o local seja próximo de sua residência, já que, no segundo dia de observação, deverão ser feitos dois registros com um intervalo de 50 minutos entre eles. Ao escolher o dia e o horário de início, é importante garantir que haverá disponibilidade de acompanhamento da criança para todas as observações. Ao sair para a atividade, certificar-se de que a criança está levando os materiais descritos e uma prancheta para apoio se for necessário. Caso as condições climáticas do dia escolhido não permitam a observação, como em caso de chuva, registrar no quadro o aspecto do céu e pular a observação daquele dia.”

TCT: Ciência e Tecnologia: Ciência e tecnologia. Atentar-se para que as observações se iniciem em um período que não seja de lua nova. Organizar uma leitura inicial e coletiva dos textos, destacando o que se pede em cada etapa.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

ENCAMINHAMENTO

Reproduzir na lousa um quadro para os estudantes copiarem indicando os espaços para cada horário e dia de observação. Verificar se eles conseguem desenhar o quadro no caderno. As observações serão diárias no início e semanais depois, por pelo menos dois meses. Manter-se atento ao acompanhamento feito pelos responsáveis dos estudantes e, se necessário, notificar a coordenação da escola se notar alguma dificuldade ou interrupção do processo de observação. Espera-se que durante as observações alguns estudantes percebam que, de um dia para o outro, a Lua não é vista no mesmo lugar, à mesma hora. Ela deve ocupar a mesma posição da véspera, cerca de 50 minutos mais tarde.

Durante a atividade 1, espera-se que os estudantes respondam que a Lua parece ter mudado de posição quando foram feitos dois registros na mesma noite. Além disso, a Lua mudou de fase de uma semana para a outra e, depois de um mês, ela voltou a ter um aspecto bem próximo do observado na data em que foi feito o primeiro registro. Pedir aos estudantes que registrem outras características que eventualmente observaram, como mudanças na coloração da Lua. Observar se eles relacionam o fato de a Lua voltar a apresentar a mesma forma aparente em um mês com a duração deste período no calendário.

Na atividade 2, é possível que haja diferenças entre os registros e os desenhos dos estudantes, como cor, formato e pontos de referência, mas espera-se que todos levem às mesmas conclusões.

4. No desenho, registre também prédios, casas e árvores. Eles vão servir como pontos de referência para sua observação. Lembre-se de que os registros devem ter os mesmos pontos de referência.

5. Na noite seguinte, repita os registros da Lua: no mesmo local do dia anterior, na mesma hora e, depois, cerca de 50 minutos mais tarde. Caso observe alguma diferença entre os registros, anote-a nas folhas de papel ou no caderno.

6. Por mais duas semanas, você repetirá as observações em um horário e local fixo, todas as noites. Lembre-se de organizar as informações nas folhas de papel ou no caderno, anotando a data de registro e dos desenhos.

7. Depois de duas semanas, as observações e os registros passam a ser semanais, no mesmo local e horário e com dia da semana fixo. O período total de observação será de oito semanas.

Aspecto do céu

Horário:

Data (dia/mês):

Dia da semana:

Semana:

Proposta de organização dos desenhos.

Observando e discutindo os resultados

da Lua

1 Com base na análise dos registros feitos por vocês, em grupos, troquem ideias com os colegas e respondam no caderno: quais características da posição aparente e do aspecto da Lua chamaram a atenção de vocês?

Por quê?

1. Respostas pessoais.

2 Comparem os registros com os dos colegas e anotem no caderno as semelhanças e as diferenças. Depois, conversem sobre a importância desses registros como fontes de informação.

2. Espera-se que os estudantes percebam a importância dos registros durante a observação do céu.

3 Retomem as anotações que fizeram nas Primeiras ideias. Vocês observaram o que realmente esperavam? Houve algo inesperado? Registrem no caderno.

3. Respostas pessoais.

4. Resposta pessoal. Ver mais orientações no Encaminhamento

4 Elaborem um texto coletivo de conclusão sobre os resultados obtidos. Depois, copiem o texto no caderno.

Na atividade 4, incentivar os estudantes a descrever tudo o que lembrarem, como os dias e os horários envolvidos, o tempo que se passou entre uma observação e outra e os diferentes locais dos quais foram feitas as observações. Auxiliar os grupos na escrita, verificando se eles conseguem expressar de forma clara as ideias discutidas por cada grupo nos textos. Verificar e registrar, ao longo da atividade, a precisão dos desenhos, a clareza das anotações feitas por escrito, a disponibilidade e a condição de troca de informações com os colegas, além da participação na elaboração do texto coletivo. Dar um retorno para a turma a respeito de suas observações, destacando a importância da construção de um conhecimento coletivo.

Para ampliar a proposta, os estudantes podem organizar seus desenhos das fases da Lua em um calendário.

Na atividade 3 , ajudar os estudantes a comparar as hipóteses deles com a experiência prática de observação, permitindo que reconheçam o que aprenderam de novo ou o que precisaram revisar.

Desenho
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Os movimentos da Lua

A Lua gira em torno de si mesma, fazendo um movimento de rotação . Ela também gira em torno do planeta Terra, em um movimento denominado revolução. Por fazer esse movimento em torno da Terra, a Lua é considerada um satélite natural do planeta. Além disso, a Lua gira em torno do Sol, fazendo um movimento de translação

Como os movimentos de rotação e de revolução da Lua têm a mesma duração, só uma face da Lua pode ser observada da Terra.

Analise a imagem a seguir. Ela ilustra os movimentos e as principais fases da Lua representadas como se ela fosse vista da Terra por um observador posicionado no Hemisfério Sul.

A face iluminada da Lua é aquela que está voltada para o Sol e que nesta imagem aparece com cor cinza-claro. A face não iluminada tem a tonalidade preta.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais. A escala de distância também não é real.

Representação dos movimentos da Lua.

Elaborado com base em: FASES da Lua. Porto Alegre: UFRGS, c2025. Disponível em: http://astro.if.ufrgs.br/lua/lua.htm. Acesso em: 8 jul. 2025.

2 Com base nesse esquema, responda às questões no caderno.

a) Qual é a posição da Lua na fase nova?

2. a) Entre a Terra e o Sol.

b) Procure no dicionário o significado do termo minguante . Por que a fase quarto minguante tem esse nome?

c) De acordo com o esquema, o que se pode concluir sobre a face iluminada da Lua?

2. b) Minguante é um adjetivo que significa “aquele que sofre diminuição, redução; aquele que míngua” (substantivo masculino). Por isso, chamamos de lua quarto minguante a fase em que a parte iluminada da Lua diminui progressivamente. 2. c) Espera-se que os estudantes respondam que a face iluminada é aquela voltada para o Sol.

ENCAMINHAMENTO

Retomar com os estudantes informações sobre os movimentos da Lua e auxiliar na interpretação do esquema. Quando a metade iluminada está totalmente voltada para um observador na Terra, esse observador vê a lua cheia. A lua nova ocorre quando a metade não iluminada está totalmente voltada para o observador. A lua crescente e a lua minguante ocorrem quando a metade iluminada está parcialmente voltada para nosso planeta. Caso os estudantes apresentem dificuldade em compreender a representação, explicar cada fase da Lua separadamente, se possível utilizando modelos tridimensionais, como proposto na Atividade complementar. Na atividade 2, solicitar a alguns estudantes que compartilhem suas respostas. Assim, será possível verificar se compreenderam o movimento de revolução da Lua.

Atividade complementar

Organizar uma representação visual do sistema Sol-Terra-Lua de maneira simplificada. Utilizar um globo terrestre pequeno, uma lanterna acesa (representando o Sol) e quatro esferas

de plástico (representando a Lua). Pintar metade de cada esfera que representa a Lua. O tampo de uma mesa representará o plano da órbita da Lua nesse sistema.

Comentar que, assim como acontece na Terra, a Lua recebe luz do Sol. Explicar que vemos sempre a mesma face da Lua por causa do sincronismo dos movimentos de rotação e revolução. Com a ajuda dos estudantes, organizar a representação do modelo do Sistema Solar mostrado na imagem desta página.

Como fazer

a) Quatro estudantes seguram uma das esferas que representam a Lua. Cada estudante, identificado por A, B, C ou D, se posiciona, como na ilustração da página do Livro do estudante.

b) A Terra, representada pelo globo, poderá ficar sobre o tampo da mesa.

c) Outro estudante, a certa distância, segura a lanterna, cuja luz deve iluminar a representação Terra-Lua. Explicar que as quatro esferas representam uma única Lua, que gira em torno da Terra, e que as quatro posições, A, B, C e D, mostram apenas quatro momentos de muitos que a Lua apresenta ao girar em volta dela e da Terra. Reforçar que esse cenário simplificado não explica todo o complexo movimento entre os astros desse sistema.

Sugestão para os estudantes

STUTZ, Victor Louis. O emprego da Lua. 5. ed. São Paulo: Saraiva, 2001. Esse livro conta a história da Lua, que decide conhecer o Sol. Órion, o gerente do céu, tenta impedir a Lua de encontrar o Sol, mas o encontro acontece e acaba por afetar a Terra.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

ENCAMINHAMENTO

Questionar os estudantes se têm o costume de observar o céu noturno e quais seriam os melhores lugares para visualizar as estrelas. Espera-se que eles relacionem a melhor visualização com locais que tenham menor presença de luzes artificiais, como em uma praia ou um local mais afastado da cidade. Para isso, é possível pedir aos estudantes que comparem a imagem do céu noturno desta página com a imagem de abertura da unidade. Outra discussão que pode ser proposta nesse momento é como a presença de nuvens atrapalha a visibilidade das estrelas.

Se julgar interessante, propor questões como: o que são estrelas? Todas elas têm o mesmo tamanho? Onde elas ficam durante o dia? Elas duram para sempre? Contar à turma que, apesar da aparência, as estrelas não estão perto da Terra. A maioria está a dezenas de trilhões de quilômetros do nosso planeta. A estrela mais próxima do Sol está a mais de 250 mil vezes a distância entre a Terra e o Sol. Explicar aos estudantes que, mesmo durante o dia, as estrelas estão no céu; só não conseguimos vê-las por causa da presença da luz do Sol, que, por ser muito intensa, ofusca a luz dos outros astros. Verificar se eles reconhecem que o Sol também é uma estrela.

As estrelas podem acabar aos poucos, isto é, ao longo de milhões de anos, ou explodir repentinamente no final da vida — as chamadas “supernovas”.

Relembrar o movimento de translação e explicar que, a cada época do ano, estamos em uma posição relativa ao redor do Sol e, por isso, temos pontos de vista diferentes das estrelas. Mostrar, na representação dos movimentos da Terra, que a inclinação do eixo da Terra

As estrelas no céu

Você já reparou como estão as estrelas no céu em duas noites diferentes?

Dependendo das condições climáticas e do local, podemos notar muitas estrelas no céu, como apareceu na abertura da Unidade, poucas ou nenhuma, como mostra esta fotografia. Uma das razões para isso acontecer é a presença de luzes artificiais, como aquelas utilizadas para iluminar ruas e casas. Quanto mais luzes artificiais houver, mais difícil será perceber as estrelas.

O céu noturno pode se apresentar de maneira diferente, de acordo com a posição do observador na Terra. Além disso, em um mesmo local, as estrelas parecem mudar de lugar no céu ao longo da noite.

Como esse movimento aparente das estrelas acontece durante um período de 24 horas, aproximadamente, ele é conhecido como movimento diurno, apesar de não percebermos as estrelas durante o dia.

Se analisarmos o céu todas as noites, sempre à mesma hora e no mesmo local, poderemos perceber que a posição de muitas estrelas também varia ao longo dos dias. Com o passar do tempo, algumas estrelas deixam de ser visíveis no céu noturno desse local, enquanto outras surgem apenas em determinadas épocas do ano.

Se fizermos a análise no mesmo local, três meses depois, essa mudança no céu será ainda mais perceptível. E, seis meses depois, algumas estrelas visíveis no céu serão diferentes daquelas que foram percebidas na primeira observação.

Isso acontece porque, assim como ocorre com o Sol, o movimento aparente das estrelas ao longo de um dia é influenciado pelo movimento de rotação da Terra. Já as variações que ocorrem ao longo de um ano no céu são influenciadas pelo movimento de translação da Terra ao redor do Sol.

Dica: Rotação é o movimento que a Terra faz ao redor do próprio eixo, enquanto translação é o movimento que ela faz em torno do Sol.

permite que o Sol ilumine os diferentes hemisférios em períodos diferentes do movimento de translação, levando a diferenças nas estações do ano entre os hemisférios. Por exemplo, quando é inverno no Hemisfério Norte, é verão no Hemisfério Sul.

Ao abordar a definição de constelações, reforçar que elas são áreas no céu, contendo um grupamento de estrelas. Ainda é muito comum definirem constelações como apenas um grupamento de estrelas, o que é uma definição incompleta. Desenvolver com os estudantes a ideia de que as constelações foram muito importantes como referências para que os seres humanos se orientassem para saber em que direção seguir durante as viagens. Além disso, permitiam ter uma noção da passagem do tempo e, consequentemente, de previsão de quando mudavam as estações do ano e assim programar algumas atividades, como é o caso do plantio.

Caso haja estudantes na turma com baixa visão ou deficiência visual, representar uma constelação com pontos em relevo no papel (com tinta ou cola) e depois colar fios de barbante conectando-os, para que eles percebam com o tato a figura formada. Enfatizar que os fios representam linhas imaginárias.

Vista do céu em Belo Horizonte (MG), em 2022.

Observe a representação desses movimentos na imagem.

movimento de rotação

movimento de translação

reais. A escala de distância também não é real.

Sugestões para o professor

com base

Duarte Nuno; CORREIA, Eliana do Carmo. Físico-química 7o ano: resumos teóricos, exercícios diversificados, testes de avaliação. Porto: Porto Editora, 2016. p. 18. (Coleção sucesso escolar).

As constelações

Analisando um céu cheio de estrelas visíveis à noite, é possível notar que esses corpos celestes parecem estar bem próximos uns dos outros, chegando até a formar desenhos no céu.

Chamamos de constelações as áreas do céu onde agrupamentos de estrelas parecem formar imagens.

Esse padrão de formas foi uma técnica desenvolvida por nós, seres humanos, para mapear e ter uma referência em meio a tantas estrelas no céu. Apesar de as estrelas parecerem estar próximas pela nossa perspectiva aqui da Terra, na realidade elas estão extremamente distantes umas das outras no espaço.

Há milhares de anos, os seres humanos já analisavam as estrelas. Eles imaginavam figuras reais ou mitológicas e criavam histórias sobre elas. As constelações são áreas do céu estabelecidas por acordo internacional, embora algumas delas ainda conservem seus nomes antigos.

Sugestões para os estudantes

Mitológico: que se refere a deuses, a heróis e a outras personagens.

CASTRO, Antonio Carlos de; SCHIEL, Dietrich. O céu e a Terra. In: SCHIEL, Dietrich; ORLANDI, Angelina Sofia (org.). Ensino de Ciências por investigação. São Paulo: Centro de Divulgação Científica e Cultural da USP, 2009. Disponível em: https://sites.usp.br/cdcc/ wp-content/uploads/si tes/512/2019/06/2009-Ensi noCienciasInvestigacao.pdf. Acesso em: 13 set. 2025. Nesse texto, os autores elucidam vários aspectos importantes dos estudos envolvendo conhecimentos sobre o céu e a Terra, com sugestões de questões e de atividades, esquemas explicativos e orientações de encaminhamento.

22/09/2025 10:36

RISCOLL, Michael. Céu noturno: uma introdução para crianças. São Paulo: Panda Books, 2010. Esse livro explica com linguagem acessível a história das estrelas e das constelações. GATER, Will. Os mistérios do Universo. Rio de Janeiro: Sextante, 2024. Por meio de uma viagem pelo Sistema Solar, ilustrada com fotografias, os estudantes vão saber mais sobre corpos e fenômenos celestes e descobertas científicas, entre outras informações.

ESTRELAS que contam histórias. Ciência Hoje das Crianças, Rio de Janeiro, c2025. Disponível em: https://chc.org.br/estrelas-que-contam-historias/. Acesso em: 13 set. 2025. Essa publicação apresenta a importância histórica e cultural de constelações como Órion, Cão Maior e Cruzeiro do Sul, mostrando como diferentes povos as usaram para a navegação, a marcação do tempo e a criação de mitos.

OLIVEIRA, Marina Dêisedely Damasceno dos Santos; CORRÊA JUNIOR, Reginaldo de Oliveira; VENTURIERI, Bianca. Ensino de Astronomia para estudantes com deficiência visual: um guia formativo para professores da educação básica. Belém: PPGEECA: Uepa, 2024. Disponível em: https://www.uepa.br/ sites/default/files/PRODUTO %20EDUCACIONAL.pdf. Acesso em: 16 set. 2025. Produto educacional para formação continuada de professores do ensino básico, esse livro apresenta uma rica contextualização sobre a inclusão escolar, assim como muitas referências sobre inclusão de pessoas com deficiência visual e algumas ferramentas para o trabalho com elas em sala de aula.

Representação dos movimentos de translação ao redor do Sol e de rotação da Terra.
Elaborado
em: JANUÁRIO,
Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons
Sol
Terra

ENCAMINHAMENTO

Pedir à turma que observe a imagem em que se vê o cinturão de Órion e as três estrelas conhecidas como três Marias. Questionar se já as viram no céu e se sabem reconhecê-las. Contar que a constelação de Órion é uma das constelações mais conhecidas por ser visível em praticamente todas as regiões da Terra. Explicar que sua denominação se refere ao personagem da mitologia grega Órion, o caçador, que teria sido morto por um escorpião. Dessa maneira, a constelação de Órion apenas é vista no céu quando a constelação de Escorpião se põe e vice-versa. Esclarecer aos estudantes que, ao olharmos para o céu, de determinado ponto da Terra e em determinado horário, conseguimos enxergar apenas uma parte dele, a parte que está acima de nosso horizonte. Uma pessoa que está no Hemisfério Norte não vê o mesmo céu que uma pessoa que está no Hemisfério Sul no mesmo dia. À medida que a Terra gira em torno de seu próprio eixo, de oeste para leste, um observador percebe as estrelas se movimentando, de leste para oeste, em trajetórias paralelas à linha do equador. Desse modo, enquanto algumas estrelas se põem no horizonte, outras nascem. Com o decorrer dos dias do ano, a Terra muda de posição em relação ao Sol. Assim, com o passar dos dias, as estrelas são vistas no céu em posições levemente diferentes, até que deixam de ser vistas enquanto outras se tornam visíveis.

Se algum estudante não puder realizar a atividade proposta no Você detetive, disponibilizar fotografias do céu noturno estrelado, de preferência da região dele, e sugerir aos estudantes que façam essa atividade na imagem impressa. Após a realização dos desenhos, separar um momento para apresentação dos desenhos para o restante da turma.

De acordo com a União Astronômica Internacional, o céu é dividido em 88 constelações oficiais, com nomes e limites definidos. Todas as estrelas dentro dos limites de uma constelação são consideradas pertencentes a ela, independentemente de fazerem parte ou não da figura que ela forma.

Na constelação de Orion, as três estrelas apontadas pela seta correspondem ao cinturão de Orion, também conhecidas como Três Marias, e servem como uma referência para localizar outras constelações no céu.

Fotografia da constelação de Orion no céu, com representação de linhas imaginárias indicando a imagem formada.

VOCÊ DETETIVE

Resposta pessoal. Incentivar os estudantes a criar suas próprias constelações, se possível, incluindo um registro fotográfico com data, hora e local.

• Que tal imaginar uma constelação só sua? Em uma noite de céu limpo, observe as estrelas com um adulto que mora com você.

a) Escolha algumas estrelas e imagine que elas formam um desenho no céu.

b) No caderno, faça um desenho da imagem formada e dê um nome criativo para ela.

3 A constelação Cruzeiro do Sul está representada na bandeira do Brasil. Vocês conseguem identificá-la?

• Busquem uma cruz e indiquem com o dedo na imagem o que cada um achou.

SAIBA QUE

O desenho das constelações e das estrelas na bandeira do Brasil representa a posição desses corpos celestes no céu exatamente no momento da Proclamação da República, um importante evento na história brasileira, que ocorreu na manhã de 15 de novembro de 1889.

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3. Orientar os estudantes a procurar quatro estrelas formando uma cruz na parte central da bandeira. Há uma quinta estrela, conhecida como intrusa ou intrometida, no centro da cruz.

A atividade 3 é uma boa oportunidade para explicar, a partir do Saiba que, que o desenho das constelações na bandeira representa o céu no momento exato da Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889.

Sugestão para os estudantes

BRASIL. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Semana Espacial 100 anos de Independência: as constelações da bandeira. Agência Espacial Brasileira, 2 fev. 2023. Disponível em: https://www.gov.br/aeb/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/instagram-do-periodo-de -defeso-eleitoral-2022/semana-espacial-100-anos-de-independencia-as-constelacoes-da-ban deira. Acesso em: 13 set. 2025.

Essa publicação apresenta todas as constelações da bandeira do Brasil e o significado de cada estrela.

Bandeira do Brasil.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

4. Espera-se que os estudantes percebam que as constelações mudaram de lugar, algumas apareceram no recorte do céu, como a da Lebre e a do Cão maior, e outras saíram do recorte, como a da Baleia.

Os mapas celestes

As cartas ou os mapas celestes são registros gráficos do céu. Eles mostram com boa precisão o posicionamento de estrelas e constelações no céu noturno, entre outros corpos celestes. A apresentação de uma carta celeste muda conforme a hora do dia, a data e a posição na Terra. Existem cartas celestes elaboradas para diferentes locais em diferentes períodos, mas elas também podem ser geradas por aplicativos digitais. Eles permitem simular a busca de um astro ou uma constelação no local e tempo reais ou indicados. Observe a seguir dois exemplos gerados por aplicativo digital do mesmo recorte do céu, em dois períodos do ano, no mesmo local e horário.

Perseu

Touro Eridano Órion

Cocheiro Órion

Gêmeos

Pomba

Constelações com linhas imaginárias em São Luís (MA) em 25 de novembro de 2025, às 19 horas.

Constelações com linhas imaginárias em São Luís (MA) em 25 de dezembro de 2025, às 19 horas.

4 O que você percebe de diferente nas duas imagens do céu de novembro para dezembro? Converse com os colegas.

DESCUBRA MAIS

• STELLARIUM, c2025. Disponível em: https://stellarium.org/pt_BR/. Acesso em: 11 jul. 2025.

O Stellarium é um programa que permite a observação de um céu em três dimensões. Ele tem ferramentas de uso gratuito e pode ser consultado on-line ou por meio de download em dispositivos com acesso à internet. Os sites indicados nesta obra podem apresentar imagens e eventuais textos publicitários junto ao conteúdo de referência, os quais não condizem com o objetivo didático da coleção. Não há controle sobre esses conteúdos, pois eles estão estritamente relacionados ao histórico de pesquisa de cada usuário e à dinâmica dos meios digitais.

ENCAMINHAMENTO

Explicar aos estudantes que o fato de a posição das estrelas no céu se repetir periodicamente permitia que as pessoas pudessem utilizar esse conhecimento para se guiar. Pode-se retomar também a função de instrumentos como a bússola e o gnômon.

Explicar aos estudantes que o mapa ou planisfério celeste é um mapa do céu noturno que pode representar a intensidade do brilho das estrelas, os padrões de figuras formadas por elas e os limites de cada constelação.

Explicar que o planisfério celeste é um instrumento que combina as cartas celestes de um ano inteiro para um mesmo local. Isso é possível, pois o mapa do céu inteiro é coberto por uma máscara que pode ser movimentada, deixando visível apenas o céu de determinado horário e data. Se possível, levar um planisfério para que a turma conheça.

Atividade complementar Caso seja possível, solicitar aos estudantes que se organizem em grupos e utilizem o programa Stellarium, indicado no Descubra mais

Explicar que esse aplicativo permite observar o céu de maneira simulada, como se estivessem usando um telescópio virtual. Pedir aos estudantes que produzam um mapa celeste do céu do local onde moram, comparando a visão do aplicativo com a do céu observado. Para observação do céu ou do aplicativo em casa, um adulto responsável deve acompanhar o estudante. Utilizar um tempo da aula para auxiliar a turma a utilizar o aplicativo.

Sugestões

para o professor

APRENDA a usar o Stellarium. Vitória: Ufes, c2025. Disponível em: https://astro. ufes.br/sites/default/files/ TC%201%20-%20Stellarium. pdf. Acesso em 13 set. 2025. Esse guia ensina a usar o aplicativo Stellarium.

MONTAGEM do planisfério. Porto Alegre: UFRGS, c2025. Disponível em: https://www. if.ufrgs.br/~fatima/planisferio/ celeste/planisf_montagem. pdf. Acesso em: 13 set. 2025. Esse material apresenta instruções de como montar um planisfério a partir de arquivos para impressão, como recurso didático.

MELO, Alain Prost Silva de; GUEDES, Leandro Ferreira. Astronomia tátil e audível: guia didático do professor para o ensino da Astronomia para alunos com deficiência visual. Recife: UFRPE, 2022. Disponível em: https://aran du.ufrpe.br/server/api/core/ bitstreams/e6eb3845-1dda -4759-9c7a-ce5e05bd6b28/ content. Acesso em: 16 set. 2025.

Esse guia ajuda na construção de maquetes táteis do sistema Sol-Terra-Lua e do Sistema Solar e pode ser utilizado como material para a inclusão de estudantes com deficiência visual.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Baleia
Touro
Lebre Cão maior

Objetivos

• Associar a posição de estrelas e constelações no céu com os movimentos da Terra.

• Associar constelações indígenas à passagem do tempo.

• Valorizar o conhecimento de povos indígenas sobre Astronomia.

BNCC

Competências gerais: 1, 3, 4 e 6.

Competências específicas: 1, 3 e 4.

Habilidade:

(EF05CI10) Identificar algumas constelações no céu, com o apoio de recursos (como mapas celestes e aplicativos digitais, entre outros), e os períodos do ano em que elas são visíveis no início da noite.

TCT: Multiculturalismo: Diversidade cultural e Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras.

ENCAMINHAMENTO

Explicar que, para muitos povos tradicionais, observar as fases da Lua, a posição das estrelas e o surgimento de certas constelações era uma forma prática de orientar viagens, definir épocas de plantio e colheita e marcar as estações do ano. Relacionar esse conhecimento às condições geográficas e climáticas de cada região, destacando que diferentes povos interpretam o céu de maneiras próprias e criam lendas que fortalecem sua cultura. Atualmente, existem mais de 305 etnias indígenas vivendo em território brasileiro, com culturas, línguas e crenças distintas.

DIÁLOGOS

Constelações indígenas

Diferentes povos indígenas brasileiros também identificaram constelações relacionadas a diversos aspectos de suas culturas. Para esses povos, a análise das fases da Lua e da posição das estrelas e outros astros no céu noturno serve como referência para realizar atividades como: marcar a passagem do tempo, orientar a localização, determinar as épocas de plantio e de colheita e definir as estações do ano.

1. A constelação da Ema é comum a quase todos os povos indígenas do Brasil. Sua aparição completa no céu indica o início do inverno para os povos indígenas do Hemisfério Sul do país e a chegada do período de seca para os povos indígenas mais ao norte do país. Algumas estrelas das constelações conhecidas como Cruzeiro do Sul, Escorpião e Centauro são parte do desenho que forma a constelação da Ema. De acordo com uma das lendas relacionada a ela, o Cruzeiro do Sul segura a cabeça da Ema para evitar que ela beba toda a água da Terra.

2. O surgimento no céu da constelação do Homem Velho indica a chegada do verão para os povos do Hemisfério Sul ou da estação chuvosa para os povos mais ao norte do Brasil. Algumas estrelas das constelações conhecidas como Órion e Touro fazem parte do desenho que forma a constelação do Homem Velho.

Representação da constelação da Ema (1) e fotografia da constelação do Homem Velho (2) com linhas imaginárias.

Esta seção permite um diálogo interdisciplinar com os componentes curriculares de História e de Geografia, ao mostrar aos estudantes como o estudo do céu fez e ainda faz parte da vida e da organização social de povos indígenas no Brasil.

A Astronomia tem assumido vários papéis importantes no panorama do desenvolvimento científico e tecnológico […] e quando é abordada no campo da educação, vai além de ensinar conceitos, identificar conhecimentos sobre os corpos celestes ou explicar a razão de seus movimentos, ela também aborda a história da humanidade […].

SANTOS, Gabriel Igor Aparecido dos; MOURÃO, Gabriela Ribeiro; FERNANDES, Geraldo W. Rocha. As percepções dos professores e alunos do ensino fundamental sobre o papel da Astronomia indígena no ensino de Ciências. REPPE: Revista Produtos Educacionais e Pesquisas em Ensino, Cornélio Procópio, v. 4, n. 1, p. 176-205, 2020. Disponível em: https://periodicos.uenp.edu.br/index.php/reppe/article/ view/959/925. Acesso em: 18 set. 2025.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

1 Que movimento da Terra explica o surgimento de certas constelações no céu que permitem marcar as estações do ano? Responda no caderno.

1. É o movimento de translação da Terra.

2 Observe mais dois exemplos de constelações indígenas.

3. A constelação do Veado indica uma estação de transição para os povos do Hemisfério Sul, pois marca o início do outono. Embora indique o período de estação seca para os povos mais ao norte do país, é pouco visível nessa região, por estar mais próxima da linha do horizonte.

2. a) As constelações da Ema e do Veado estão associadas à estação seca e as constelações da Anta do Norte e do Homem Velho estão associadas à estação chuvosa.

4. A constelação da Anta do Norte indica a estação chuvosa para os povos mais ao norte do país e da primavera para os povos do Hemisfério Sul. Ela é pouco visível para os povos desta região, por estar mais próxima da linha do horizonte.

Representação das constelações do Veado (3) e da Anta do Norte (4) com linhas imaginárias. Elaboradas com base em: RODRIGUES, Izabela; OLIVEIRA, Bruno; BOHRER, Renata. Constelações indígenas: o céu tupi-guarani. Invivo, 9 ago. 2023. Disponível em: https://www.invivo.fiocruz.br/cienciaetecnologia/ceu-tupi-guarani/. Acesso em: 1o ago. 2025.

a) Quais das constelações apresentadas estão associadas à estação seca e à estação chuvosa? Responda no caderno.

b) Busque imagens dos animais apresentados e compare com as imagens das constelações. Anote no caderno as semelhanças e as diferenças observadas.

2. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes encontrem semelhanças com as imagens reais dos animais.

3 Por que é importante respeitar e preservar o conhecimento dos povos indígenas brasileiros? Escreva um pequeno texto no caderno sobre o assunto.

3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reconheçam a importância de valorizar e transmitir conhecimento dos povos indígenas sobre assuntos como as constelações apresentadas nesta seção.

Na atividade 1, retomar com os estudantes como a translação está relacionada às estações do ano e certificar-se de que eles compreendam a relação entre o surgimento das constelações e a chegada de novas estações.

Na atividade 2b, reforçar os cuidados com pesquisa na internet para essa faixa etária. Caso a atividade seja feita em casa, pedir a um adulto responsável que monitore o acesso.

Na atividade 3, destacar que respeitar e preservar a cultura dos povos indígenas brasileiros é fundamental para garantir seus direitos, proteger a diversidade cultural do

que encontrou e elaborar um texto contando a lenda com suas palavras, acompanhado de desenhos, para apresentar para a turma em uma roda de conversa. Aproveitar a oportunidade para avaliar a postura dos estudantes com os colegas de grupo durante o trabalho e as apresentações.

Sugestão para os estudantes

CALENDÁRIO Astronômico 2018-2019: um Cruzeiro do Sul ou uma Ema? Publicado por: Espaço do Conhecimento UFMG. 2019. 1 vídeo (ca. 2 min). Disponível em: https:// www.youtube.com/watch? v=3vuMxosUgng. Acesso em: 13 ago. 2025.

Esse vídeo explica a importância da constelação da Ema para o povo Guarani.

Sugestões para o professor

RIBEIRO, Bruna Schons. História das constelações. Porto Alegre: UFRGS, 2021. Disponível em: https://www.ufrgs. br/observastro/website/wp -content/uploads/2023/03/ Historia-das-Constelacoes.pdf. Acesso em: 13 set. 2025.

Essa publicação apresenta os mitos por trás de algumas constelações.

AFONSO, Germano Bruno. As constelações indígenas brasileiras. Telescópios na Escola, c2025. Disponível em: http://www.telescopios naescola.pro.br/indigenas.pdf. Acesso em: 13 set. 2025.

Esse artigo aborda o resgate e a descrição das constelações indígenas brasileiras.

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país, reconhecer e aprender com seus saberes ancestrais, que contribuem para a preservação da biodiversidade e para o uso sustentável dos recursos naturais.

O que e como avaliar

Propor aos estudantes que, em grupos, pesquisem lendas relacionadas às constelações indígenas apresentadas ou de outras culturas. Eles devem fazer as pesquisas com o monitoramento do professor ou de um adulto responsável em suas residências. Em sala de aula, cada grupo deve reunir as informações

SILVA, Vanessa Almeida da. A importância de manter vivas as culturas dos povos originários. Conexão UFRJ, 9 ago. 2022. Disponível em: https:// conexao.ufrj.br/2022/08/a-im portancia-de-manter-vivas-as -culturas-dos-povos-origina rios/. Acesso em: 13 set. 2025. Esse artigo destaca a importância de preservar e valorizar as culturas, as línguas e os conhecimentos dos povos indígenas.

CAMILA DE GODOY
ALEX SILVA 3

Objetivos

• Conhecer instrumentos para observação de objetos distantes ou pequenos e a função das lentes nesses instrumentos.

• Comparar telescópios antigos e modernos.

• Discutir os usos de instrumentos para observação e registros de imagens.

BNCC

Competências gerais: 1, 2, 4 e 5.

Competências específicas: 1, 2, 3, 4 e 6.

Habilidade:

(EF05CI13) Projetar e construir dispositivos para observação à distância (luneta, periscópio etc.), para observação ampliada de objetos (lupas, microscópios) ou para registro de imagens (máquinas fotográficas) e discutir usos sociais desses dispositivos.

TCTs: Meio ambiente: Educação ambiental; Economia: Trabalho; Multiculturalismo: Diversidade cultural; Ciência e tecnologia: Ciência e tecnologia.

Organize-se

• Página 23: atividade 1 Providenciar lupas de mão para os estudantes (uma para cada estudante ou por duplas).

• Página 28: Diálogos –Astronomia brasileira. Reservar a sala de informática da escola ou um dispositivo para que os estudantes possam fazer a pesquisa proposta.

• Página 31: Ciências em ação – Como ocorre o registro de imagens? Providenciar os materiais para a atividade e planejar um momento para a proposta de sequências de desenhos.

AMPLIANDO NOSSA CAPACIDADE DE VISÃO 2

Para conhecer o espaço e o que há ao nosso redor, os seres humanos desenvolveram instrumentos que ampliam nossa visão tanto de longe quanto de perto, como óculos, câmeras fotográficas, binóculos, microscópios, telescópios, entre outros. Esses instrumentos têm algo em comum: a presença de lentes, que são objetos que apresentam superfícies curvas e polidas.

As lentes, geralmente, são feitas de vidro ou de material gelatinoso. Alguns tipos de lente ampliam a imagem dos objetos, enquanto outros tipos reduzem sua imagem, dependendo da distância do objeto e do observador.

ENCAMINHAMENTO

Em geral, os óculos de grau são utilizados

Verificar, inicialmente, o conhecimento prévio que cada estudante traz sobre os equipamentos trabalhados: conhecem alguém que usa lentes de contato? Sabem o motivo desse uso? Conhecem outros equipamentos que têm lentes? Sabem como eles são utilizados? O que mais gostariam de saber sobre esses equipamentos? Espera-se que os estudantes se recordem de conteúdos anteriores envolvendo o microscópio e o telescópio. Explicar que as lentes são sistemas ópticos transparentes que têm pelo menos uma de suas superfícies curvas. Elas são utilizadas sozinhas ou em conjunto em equipamentos que alteram as dimensões das imagens de um objeto. Por serem constituídas por material transparente, os raios de luz atravessam as lentes para formar a imagem do objeto. As lentes convergentes têm o centro mais espesso que as bordas e concentram o feixe de luz em um foco. Já as lentes divergentes, que têm o centro mais fino e as bordas espessas, dispersam os raios incidentes.

obtida por outro tipo de lente curva. obtida por um tipo de lente curva.

Os microscópios, como o que está retratado na fotografia a seguir, têm conjuntos de lentes que podem ampliar a imagem de componentes não vivos, como partes de rochas, e de seres vivos microscópicos, como as bactérias.

1. Espera-se que os estudantes percebam que, ao examinarem as imagens dos objetos por meio de uma lupa, elas foram ampliadas, mostrando-se maiores do que realmente são.

Imagem de fragmento de granito observada ao microscópio óptico, com aumento aproximado de sete vezes.

O aumento de um objeto também ocorre quando o observamos com uma lupa, instrumento que aumenta o tamanho de objetos que são posicionados na frente dela. Vamos fazer um teste?

1 O professor vai mostrar uma lupa para a turma.

• Analise diferentes imagens e textos com esse instrumento e converse com os colegas sobre as vantagens de usar uma lupa.

A lupa é utilizada para observar objetos próximos. Para objetos distantes, é preciso utilizar outros equipamentos especializados, como as lunetas, os binóculos e os telescópios.

Esclarecer que as lentes de contato modernas funcionam como as de óculos regulares, mas são mantidas em contato com o olho, movendo-se naturalmente com ele.

O espelho que amplia imagens, esférico, é classificado como espelho côncavo. Ele confere às imagens que ele produz muita nitidez e boa capacidade de visualização das características do objeto a ser observado. Esse é o tipo de espelho usado pelos dentistas ao fazer o tratamento bucal de pacientes e pelas pessoas ao fazer maquiagem.

O espelho plano tem como característica a superfície plana, polida e sem curvatura, que produz imagens do mesmo tamanho do objeto observado.

Na atividade 1, dividir a turma em duplas, fornecendo as lupas e pedindo aos estudantes que as posicionem um pouco acima do livro, observando trechos escritos ou outros objetos da sala de aula.

Atividade complementar Explicar que as lentes podem ser feitas de diferentes materiais, como vidro, acrílico, plástico, resina ou materiais gelatinosos. Uma forma de tornar o tema mais concreto é mostrar lentes de diferentes materiais e permitir que os estudantes observem a transparência, o peso e como cada uma muda a trajetória da luz. É interessante propor comparações simples, como perceber qual lente é mais pesada, mais frágil ou mais fácil de riscar, relacionando essas observações com os usos de cada tipo de lente. Por exemplo, o vidro é resistente a riscos, já o plástico é leve e seguro para crianças. Além disso, é possível conectar o conteúdo ao cotidiano, mostrando objetos que dispõem de lentes de diferentes materiais, como óculos, lupas de brinquedo ou câmeras de celular. Se houver na escola um espaço de laboratório, organizar uma aula para mostrar aos estudantes como funciona um microscópio e suas lentes. Pode-se usar uma lâmina com material vivo ou com corante para que eles o observem ampliado. Apontar as lentes oculares e as lentes objetivas, citando quais são as suas funções.

Sugestão para o professor

ENDLER, Eduarda. Do que são feitas as lentes de contato? Galileu, 3 jul. 2017. Disponível em: https://revistagali leu.globo.com/Revista/noti cia/2017/07/do-que-sao-fei tas-lentes-de-contato.html. Acesso em: 13 set. 2025. Essa reportagem conta a história e a evolução das lentes de contato, explicando seus materiais e como eles permitem maior conforto e oxigenação ocular.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Menino usando binóculos para observar o horizonte.

ENCAMINHAMENTO

Iniciar a aula pedindo aos estudantes que observem a imagem do telescópio de Galileu e pensem a respeito de quantos astrônomos vieram posteriormente e trabalharam para aperfeiçoar esse equipamento.

A abordagem desta dupla de páginas, relacionada ao desenvolvimento e às descobertas que envolvem os primeiros telescópios, permite a articulação com o componente curricular de História.

Explicar que a lupa é formada por uma lente capaz de ampliar a imagem dos objetos observados. Embora o tamanho real do objeto não se altere, ele parece maior aos nossos olhos. É fundamental que os estudantes compreendam que a lupa não modifica o objeto em si, mas sim a forma como o enxergamos. Explicar aos estudantes que, apesar de contestada por alguns historiadores, a invenção e a construção da primeira luneta astronômica, um tubo simples de 1,50 m de comprimento, é atribuída ao astrônomo Galileu Galilei, em 1609. Esse equipamento era capaz de ampliar em cerca de 30 vezes a imagem do objeto observado. É interessante comentar que alguns textos históricos se referem a um aumento de 10 ou 20 vezes. Ressaltar que as lunetas deram origem aos telescópios atuais.

Explicar à turma sobre o Telescópio Espacial Hubble, que é o satélite artificial mais conhecido do mundo. Ele foi lançado pela Agência Espacial Norte-americana (Nasa) em 1990 e transporta um grande telescópio, que permitiu um salto de conhecimento do Universo comparável à invenção da luneta.

Os primeiros telescópios

O uso de lentes para ampliar objetos é feito há muitos séculos pelos seres humanos. Acredita-se que a lupa foi inventada por volta de 1250 pelo filósofo inglês Roger Bacon (1214-1292), na Inglaterra, apesar de ter registros mais antigos que já indicavam o uso de lupas por outras civilizações, como a romana e a chinesa.

O primeiro telescópio registrado foi feito com uma combinação de lentes por Hans Lippershey (1570-1619), um fabricante de lentes holandês, em 1608.

No ano seguinte, Galileu Galilei (1564-1642) fez seu próprio telescópio, encaixando duas lentes nas pontas de um tubo de madeira, que tinha uma junção de cobre e era coberto com papel. Com esse equipamento, Galileu fez descobertas muito importantes sobre a Lua, as estrelas e diversos planetas.

Retrato de Galileu Galilei, da enciclopédia alemã Meyers Konversations-Lexikon (Léxico de Conversação de Meyers), publicada entre 1905 e 1909.

QUEM É?

Galileu Galilei nasceu na Itália, e seus estudos influenciaram muitas áreas do conhecimento, como a Matemática, a Física e a Astronomia.

Telescópio de Galileu Galilei exposto no Museu Galileu, na Itália.

Ele está em órbita, captando as imagens do Universo e enviando-as para a Terra. Desde que foi lançado, diversas viagens espaciais foram necessárias para fazer manutenções nele. Em 2021, um telescópio mais moderno foi lançado no espaço, o James Webb, com o objetivo de buscar imagens mais nítidas e outros dados que permitem conhecer mais sobre a origem do Universo.

Questionar os estudantes se conhecem os telescópios e se sabem como eles funcionam. Explicar que existem diversos tipos de telescópio e que, além desses, os binóculos e as lunetas podem ser utilizados para observarmos detalhes da Lua ou ver estrelas e planetas, que, a olho nu, dificilmente seriam observados.

A atividade 2 resgata os conhecimentos abordados no material. Verificar se os estudantes localizam a resposta no texto. Para estudantes não verbais, pedir que indiquem com o dedo a resposta nas páginas. Ao final, apontar para eles que a resposta está no último parágrafo desta página no Livro do estudante, logo acima da fotografia do telescópio de Galileu.

Retrato de Isaac Newton, da enciclopédia alemã Meyers Konversations-Lexikon (Léxico de Conversação de Meyers), publicada entre 1905 e 1909.

QUEM É?

Em 1668, ainda no século 17, Isaac Newton (1642-1727) construiu o primeiro telescópio refletor. O telescópio ganhou esse nome porque usou a combinação de dois espelhos e uma lente em vez de usar apenas lentes.

Isaac Newton foi um físico e matemático inglês e um dos responsáveis por estruturar padrões de comportamento da natureza em linguagem matemática.

Desde então, novos modelos de telescópios foram desenvolvidos, com uma capacidade de ampliação cada vez maior. Os telescópios se tornaram uma ferramenta fundamental para o estudo dos astros, o que contribuiu para a descoberta de planetas e estrelas, por exemplo.

2 Galileu Galilei fez algumas das primeiras observações do espaço por meio de um telescópio que ele mesmo construiu. De que esse telescópio era feito? Responda no caderno.

2. O telescópio era composto de duas lentes encaixadas nas pontas de um tubo de madeira, com uma junta de cobre e coberto com papel.

SAIBA QUE

O Grande Telescópio Sinóptico de Pesquisa é um supertelescópio que mapeará o céu do Hemisfério Sul. Ele recebeu o nome de Vera Rubin (1928-2016), uma cientista estadunidense que realizou estudos na área de Astronomia. Ela concorreu a prêmios internacionais e, ao longo da vida, lutou para garantir o reconhecimento de mulheres na comunidade científica.

Sugestões para os estudantes

SILVA, Fabiana Sena da. Lupa. Mulheres e Educação no Século XIX. Rio de Janeiro: Uerj, c2025. Disponível em: https://www. mulhereseeducacao.uerj.br/ exposicao/38. Acesso em: 15 set. 2025.

Essa publicação conta a história, a evolução e o funcionamento da lupa como instrumento para ampliar imagens e melhorar a nitidez da visão.

ENTENDA como funciona uma lente de aumento. Publicado por: Manual do Mundo. 2015. 1 vídeo (ca. 4 min). Disponível em: https:// www.youtube.com/watch? v=nmC8E30wViw. Acesso em: 15 set. 2025.

Esse vídeo explica de forma didática a física por trás das lentes de aumento.

ESTRELAS além do tempo. Direção: Theodore Melfi. Estados Unidos: 20th Century Fox, 2016.

Esse filme conta a história de Katherine Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson, três cientistas negras que trabalharam na Nasa e foram fundamentais no lançamento do primeiro voo tripulado em órbita da Terra, realizado pela agência espacial dos Estados Unidos.

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O Saiba que apresenta o Grande Telescópio Sinóptico de Pesquisa e a pesquisadora homenageada que empresta seu nome a ele, Vera Rubin. Mostrar para os estudantes um trecho da reportagem sobre as contribuições da cientista estadunidense, que chegou a ser candidata ao Prêmio Nobel de Física. Na seção Sugestões para os estudantes, são indicados mais exemplos de mulheres que foram fundamentais no desenvolvimento da Astronomia.

Atividade complementar Pedir aos estudantes que façam uma pesquisa sobre a vida de Galileu Galilei e de Isaac Newton, a importância dos seus trabalhos, as descobertas para a Ciência e curiosidades. O professor pode dividir a turma em grupos e o produto final pode ser um trabalho escrito e uma apresentação das informações pesquisadas. Não esquecer de orientá-los quanto à indicação das fontes utilizadas e ao uso de fontes confiáveis.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Vera Rubin.

ENCAMINHAMENTO

O avanço da Ciência está atrelado ao desenvolvimento de novas tecnologias. Na Astronomia, essa associação é mais evidente, já que os fenômenos estudados vão além da percepção dos sentidos humanos. A pesquisa nessa área é possível por causa dos equipamentos que são desenvolvidos. Explicar que os instrumentos ópticos são aqueles que se baseiam nos princípios da Física relacionados à luz. Nas últimas décadas, o conhecimento sobre a composição e o funcionamento do Universo sofreu grande expansão. A previsão é que esse conhecimento aumente ainda mais, já que alguns supertelescópios estão sendo instalados. O Telescópio Gigante Magalhães (GMT), por exemplo, utilizará uma composição de sete dos maiores espelhos ópticos já desenvolvidos, com 25,4 metros de diâmetro. Esse equipamento gigante, que está sendo desenvolvido pela Universidade do Arizona, ficará localizado no Observatório Las Campanas, nos Andes chilenos. Os astrônomos brasileiros terão acesso às imagens obtidas por esse telescópio, já que a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil vão investir 40 milhões de dólares no projeto. Outro telescópio gigante em desenvolvimento, o European Extremely Large Telescope (ELT), vai buscar planetas semelhantes à Terra, com condições propícias para a vida.

Ressaltar que, apesar da complexidade dos telescópios atuais, esses aparelhos ainda seguem os mesmos princípios básicos dos instrumentos antigos, como as lunetas. Explicar aos estudantes as vantagens proporciona-

Telescópios modernos

Existem telescópios capazes de registrar locais do espaço extremamente distantes da Terra. Podemos destacar alguns tipos de telescópio, como:

• Telescópios terrestres : instalados na Terra, as imagens são captadas por grandes espelhos que podem ser controlados pelo observador. Por não estarem no espaço, seu reparo é mais simples que o do telescópio espacial.

• Telescópios espaciais : funcionam fora da Terra, permitindo a captação de imagens sem interferências, como a gerada pelo ar. Os reparos geralmente necessitam de viagens espaciais.

Os telescópios terrestres e espaciais permitiram a observação de astros para além do Sistema Solar. Com o uso desses equipamentos, as galáxias , aglomerados de estrelas que se deslocam juntas, puderam ser observadas regularmente.

O Sol é uma das estrelas da Via Láctea, a galáxia onde se localiza o Sistema Solar. Muitas galáxias já foram descobertas e identificadas no Universo.

Galáxia de Andrômeda, em forma de espiral, é maior que a Via Láctea.

das por esses instrumentos. Sem eles, não teríamos acesso a detalhes do céu, não seria possível investigar o Universo com profundidade nem compreender fenômenos como a formação das estrelas. Destacar que a atmosfera terrestre impõe limites à observação astronômica, fato que motivou a criação de telescópios espaciais, como o Hubble e o James Webb, posicionados fora da Terra — seja em órbita, seja em pontos estratégicos no espaço. Esses equipamentos capturam imagens muito mais nítidas e de regiões mais distantes do que os telescópios instalados em solo.

Mencionar também que o Brasil participa de projetos astronômicos de relevância, como o telescópio SOAR, localizado nos Andes chilenos, e o telescópio Perkin-Elmer, em Minas Gerais.

Explicar que o Universo conhecido é formado por um conjunto de bilhões de galáxias. Estas, por sua vez, são compostas de bilhões de estrelas, planetas, gases e poeira, que giram ao redor de um centro comum por atração. Cada uma dessas estrelas pode formar um sistema planetário, como nosso caso: o Sol é a estrela no centro do Sistema Solar, em torno da qual orbitam os planetas.

Observatório Astronômico do Alto da Sé em Olinda (PE), em 2024.
Telescópio espacial Chandra, lançado pela Nasa (agência espacial do governo estadunidense) em 1999.

Outra maneira de observar astros do Universo é visitar planetários, locais com telescópios e outros equipamentos de observação e que têm como objetivo pesquisar e divulgar a Astronomia.

Os planetários costumam promover seções nas quais projetam em uma cúpula imagens ou vídeos, que podem ser simulações ou registros reais obtidos por telescópios. Os temas podem variar, como a apresentação de corpos celestes visíveis daqui da Terra, a reprodução dos principais movimentos da Terra e até simulações de viagens pelo tempo, para conhecer mais sobre o passado e o futuro do Universo.

Cúpula: construção com o formato de metade de uma esfera, domo.

Projetor do Planetário Espaço do Conhecimento UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) em Belo Horizonte (MG), em 2017.

3 Para analisar estrelas e galáxias muito distantes com maior precisão, é preciso que não haja interferência da luz (poluição luminosa) nem da atmosfera da Terra. Assim, qual telescópio pode ser mais adequado para essas observações? Por quê? Converse sobre isso com os colegas.

3. O telescópio espacial, já que as imagens que ele obtém não têm interferência da atmosfera terrestre.

DESCUBRA MAIS

• PARQUE CIENTEC. São Paulo: USP, c2025. Disponível em: https://www. parquecientec.usp.br/passeio-virtual/astronomia. Acesso em: 31 jul. 2025. Essa página disponibiliza um passeio virtual com o tema Astronomia. Nela, podem ser encontrados vídeos sobre o planetário, os planetas do Sistema Solar e as imagens captadas por lunetas.

Comentar que cada uma das estrelas da Via Láctea pode ter planetas que a orbitam, assim como ocorre no Sistema Solar.

A atividade 3 possibilita verificar se os estudantes compreenderam a diferença entre os telescópios terrestres e espaciais.

Se houver possibilidade, organizar uma visita a um planetário com a turma. Caso não seja possível, pode-se propor visitas virtuais para diversos planetários mundo afora.

Atividade complementar

Pedir aos estudantes que se organizem em duplas e distribuir para cada uma delas um nome de corpo celeste. Algumas sugestões: Sol; Lua; Júpiter; Marte; Mercúrio; Netuno; Saturno; Terra; Urano; Vênus; diferentes constelações; cometas; meteoros. Eles devem pesquisar informações, imagens e vídeos da internet e de aplicativos sobre o corpo celeste que

lhes foi designado. Cada dupla deve montar um painel com as imagens e as informações encontradas. Caso não seja viável utilizar computadores da escola, pedir que a pesquisa seja feita em casa com o monitoramento de um adulto responsável. A atividade deve ser realizada por meio do uso da internet para a busca de informações e a apreciação dos corpos celestes e da exploração de aplicativos para a observação do céu, além do compartilhamento do que os estudantes sabem com outras pessoas.

Sugestão para os estudantes

STOTT, Carole. O mais sensacional guia intergaláctico do espaço. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2019. De maneira divertida, esse livro conta a origem do Universo, como são formadas as estrelas e os planetas e muito mais curiosidades sobre o espaço.

Sugestão para o professor

TOUR virtual no Planetário do Parque do Carmo. Publicado por: Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo. 2020. 1 vídeo (ca. 46 min). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=f1zpSAjgtb8. Acesso em: 15 set. 2025. Esse vídeo apresenta um passeio virtual pelo planetário do Parque do Carmo.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Planetário Rubens de Azevedo em Fortaleza (CE), em 2024.
MICAEL FERREIRA/FOTOARENA
cúpula

Objetivos

• Valorizar a participação de cientistas brasileiros na Astronomia.

• Compreender a profissão do astrônomo e sua contribuição para a sociedade.

BNCC

Competências gerais: 1, 3, 4 e 6.

Competências específicas: 1, 3 e 4.

TCTs: Economia: Trabalho; Ciência e tecnologia: Ciência e tecnologia.

ENCAMINHAMENTO

Iniciar a seção questionando os estudantes: vocês conhecem algum cientista brasileiro que estuda o espaço? Vocês acham que para trabalhar com Astronomia é preciso morar fora do Brasil? Incentivá-los a compartilhar as ideias deles, mesmo que não conheçam nomes específicos. Explicar que o Brasil tem profissionais reconhecidos internacionalmente e que muitos deles atuam em áreas como construção de satélites, estudo de astros e outros fenômenos, como o que fez surgir o Universo. Mostrar as imagens e ler os perfis biográficos, comentando sobre as diferentes regiões do país onde esses cientistas nasceram e como é a contribuição de cada um para a Astronomia.

Ao apresentar os exemplos, incentivar a percepção de que a Ciência é feita por pessoas com diferentes histórias e formações e que a profissão de astrônomo envolve tanto pesquisa teórica quanto observações.

Astronomia brasileira DIÁLOGOS

No Brasil, o primeiro observatório foi criado em 1827, chamado Observatório Nacional, e o primeiro curso de Astronomia foi criado em 1958, ambos no município do Rio de Janeiro (RJ). Desde então, mais universidades passaram a desenvolver pesquisas na área. Atualmente, o país tem se destacado na Astronomia, participando em projetos internacionais e na construção de novos equipamentos, como satélites e observatórios. Conheça alguns astrônomos brasileiros e suas contribuições para a Astronomia.

Lélio Gama (1892-1981): nasceu no Rio de Janeiro (RJ) e foi matemático e astrônomo, com grande contribuição para as duas áreas. Foi diretor do Observatório Nacional.

Rubens de Azevedo.

Rubens de Azevedo (1921-2008): nasceu em Fortaleza (CE) e foi astrônomo, escritor e divulgador científico. Foi responsável por fundar sociedades astronômicas, pelo primeiro mapa brasileiro da Lua e por relatar fenômenos observados na Lua. Seu legado inclui o planetário que leva seu nome em Fortaleza e um asteroide batizado em sua homenagem.

Duília Fernandes de Mello (1963-): nasceu em Jundiaí (SP) e é astrônoma e pesquisadora. É reconhecida por suas contribuições ao estudo de galáxias e por seu trabalho com imagens do telescópio espacial Hubble. Também se destaca pelo incentivo à participação de meninas e mulheres nas ciências.

Na escola, organizar um momento para que os estudantes possam usar livros da biblioteca, revistas de divulgação científica ou recursos digitais supervisionados para coletar informações. Caso façam em casa, pedir a um adulto responsável que o acompanhe na pesquisa.

Durante a atividade, se surgirem dúvidas, incentivar os estudantes a pensar: onde posso encontrar essa informação? Posso questionar um professor? Posso comparar com o que já sei sobre outras profissões científicas?

Na atividade 1, orientar os estudantes a realizar a pesquisa de modo organizado, explicando que devem buscar informações como: quais cursos universitários formam astrônomos, em quais locais eles podem trabalhar e curiosidades sobre o dia a dia desse profissional. Explicar depois que, para seguir a carreira de astrônomo, é comum cursar Física ou Astronomia. Um astrônomo pode trabalhar em observatórios, universidades, institutos de pesquisa, agências espaciais e de divulgação científica. Além de observações e cálculos, muitos atuam com simulações e dados de satélites. A profissão exige curiosidade, dedicação e interesse por ciências exatas.

Duília Fernandes de Mello.

Beatriz Barbuy (1950-): nasceu em São Paulo (SP) e é professora e pesquisadora em Astronomia. É reconhecida internacionalmente por seus estudos sobre a composição das estrelas.

Rita de Cássia dos Anjos (1983-): nasceu em Olímpia (SP) e é astrofísica e pesquisadora. É especializada no estudo de partículas com alta energia encontradas no espaço. Já participou de projetos internacionais e ganhou prêmios em reconhecimento às suas pesquisas.

Kepler de Souza Oliveira Filho (1956-): nasceu em Salvador (BA) e é físico especializado em Astronomia, reconhecido por suas pesquisas sobre estrelas. Já foi presidente da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB).

Vivian Miranda (1986-): nasceu na cidade do Rio de Janeiro (RJ) e é professora e pesquisadora especializada em Astrofísica.

Atua no desenvolvimento de satélites artificiais e já ganhou prêmios internacionais em reconhecimento ao seu trabalho.

1 Na escola, com o auxílio do professor, ou em casa, com a ajuda de um adulto de seu convívio, pesquise a profissão de astrônomo e escreva um pequeno texto no caderno com informações sobre a faculdade, a profissão, o local onde pode atuar e outras informações que julgar interessantes.

Sugestões para o professor

NUNES, Ryan. Cientistas negras brasileiras são homenageadas em exposição virtual. Porvir, 28 fev. 2025. Disponível em: https://porvir.org/ cientistas-negras-brasileiras -homenageadas-exposicao/. Acesso em: 15 set. 2025. Direcionada a estudantes e entusiastas da exploração espacial, a mostra interativa “Astrofísica dos corpos negros” aborda a relação entre os fenômenos cósmicos e os desafios da promoção da inclusão racial e de gênero na Ciência.

FRANCIOLLE, Marcello. Duilia de Mello: quem é a mulher das estrelas? Gaia Ciência, 11 maio 2022. Disponível em: https://gaiaciencia.com. br/duilia-de-mello-quem -e-a-mulher-das-estrelas. Acesso em: 15 set. 2025. Esse texto conta a história da astrônoma Duília Fernandes de Mello.

TRAVNIK, Nelson Alberto Soares. Acervo astronômico: Rubens de Azevedo. [S. l.], c2025. Disponível em: https://acervoastronomico. org/acervo/ASTRONOMOS/ rubensazevedo.html. Acesso em: 16 set. 2025.

Esse texto conta a história do astrônomo Rubens de Azevedo.

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Os textos elaborados podem ser acompanhados de um desenho representando um astrônomo em ação — observando o céu com telescópio, analisando imagens ou explicando descobertas para outras pessoas.

Ao final, pedir aos voluntários que leiam trechos de suas produções, valorizando a diversidade de informações e as diferentes formas de expressão escolhidas pelos estudantes. A pesquisa deve ser conduzida de modo a evitar informações incorretas. Sempre que possível, orientar os estudantes a confirmar os dados em mais de uma fonte.

Se julgar conveniente, abrir o espaço para apresentar outras carreiras que envolvem pesquisa.

MATSUURA, Oscar T. (org.). História da astronomia no Brasil (2013). Recife: Cepe, 2014. v. 1. Disponível em: https://www.gov.br/mast/ pt-br/imagens/publicacoes/ 2013/historia_astronomia_1. pdf. Acesso em: 9 set. 2025. Esse livro detalha a história da Astronomia brasileira, incluindo a influência da astronomia indígena.

Rita de Cássia dos Anjos.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Vivian Miranda.
1. Resposta pessoal. Ver mais orientações no Encaminhamento

ENCAMINHAMENTO

Questionar os estudantes se eles já tiraram ou acompanharam outras pessoas tirando fotografias do céu e, em caso afirmativo, o que acharam da experiência.

Ressaltar a importância de registrar as imagens obtidas por telescópios, em equipamentos fotográficos. Citar o exemplo dos telescópios espaciais, que enviam as imagens para a Terra, possibilitando as pesquisas e o avanço do conhecimento científico.

Com o desenvolvimento da tecnologia, detalhes de fotografias coloridas, utilizadas nos estudos e nas pesquisas em diferentes áreas do conhecimento, podem ser manipulados no computador, permitindo o ajuste do brilho, do equilíbrio de cores e dos contrastes das imagens.

Explicar que em 1997 foi assinado um acordo entre 15 países para a construção da primeira Estação Espacial Internacional (EEI), um local destinado à realização de pesquisas que seriam compartilhadas entre os países que fizeram o acordo. O Brasil realizou sua primeira missão espacial com o astronauta Marcos Pontes em 2006. A energia elétrica necessária para abastecer a EEI é obtida pela captação da energia solar por meio de painéis solares externos.

Na atividade 4, caso algum estudante tenha dificuldade de levar a fotografia para a aula, pedir que ele descreva a imagem e escreva o texto solicitado. Ressaltar a importância do registro de momentos a partir da fotografia e, se considerar relevante, explicar a profissão do fotógrafo.

Atividade complementar

Apresentar aos estudantes uma fotografia da Lua tirada com um celular e uma tirada do espaço, de dentro da

O registro de imagens

A fotografia permite a retomada de uma mesma infor mação repetidas vezes. Para fotografias do céu noturno, antigamente eram necessárias câmeras profissionais de grande porte. Hoje em dia, equipamentos comuns, como câmeras de dispositivos eletrônicos, podem captar ima gens com boa nitidez.

Para fotografar astros como a Lua, é preciso conside rar locais mais afastados das luzes das cidades, com céu aberto e sem nuvens. Se o objetivo for observar estrelas, a fase de lua cheia é a menos adequada, devido ao brilho mais intenso da Lua.

4 Escolha alguma fotografia que você tirou ou em que você aparece. Depois, escreva no caderno um pequeno texto, em letra cursiva, contando a história dessa fotografia.

Máquinas fotográficas ou filmadoras podem ser acopladas a equipamentos de ampliação, como microscópios e telescópios, para registrar mais detalhes. Esse tipo de registro pode ser usado por cientistas em missões espaciais, por exemplo, para obter informações e desenvolver estudos sobre o planeta Terra. Pessoa tirando fotografia da Lua com o celular.

SAIBA QUE

A Estação Espacial Internacional (ISS, do inglês International Space Station) é um laboratório científico no espaço. Ela funciona como laboratório em órbita para pesquisas científicas em áreas como Medicina, Física, Biologia e Engenharia, entre outras. Também testa equipamentos para futuras missões espaciais e promove a cooperação internacional na exploração do espaço.

Fotografia

Estação Espacial Internacional (ISS). Pedir a eles que observem atentamente e descrevam as diferenças entre elas, considerando aspectos como nitidez, cores, detalhes e enquadramento. Solicitar que expliquem, com suas palavras, como a posição e a tecnologia influenciam o modo como vemos os astros.

Sugestões para o professor

FONTES, Ivana. Como tirar uma boa foto da Lua só com seu celular ou câmera. Terra, 19 set. 2022. Disponível em: https://www.terra.com.br/byte/como-tirar-uma-boa-foto-da-lua-so-com-seu-celu lar-ou-camera,6f2c25ad07ff67e94c459a820b34864besk2frks.html. Acesso em: 15 set. 2025.

Essa matéria dá sugestões de como tirar uma boa foto da Lua utilizando um celular.

NASA. The moon from ISS. Nasa Scientific Visualization Studio, 18 jul. 2016. Disponível em: https://svs.gsfc.nasa.gov/4534. Acesso em: 15 set. 2025.

Essa página disponibiliza algumas fotografias da Lua tiradas da Estação Espacial Internacional.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Estação Espacial Internacional, em 2021.
da Lua capturada a partir da Estação Espacial Internacional, em 2016.
4. Resposta pessoal.

CIÊNCIAS EM AÇÃO

CIÊNCIAS

AÇÃO

Como ocorre o registro de imagens?

No cinema, quando o operador liga o aparelho de projeção, é possível observar o feixe de luz que atravessa toda a sala escura até se projetar na tela, do outro lado. Isso ocorre porque a luz se propaga em linha reta. Para estudar esse fenômeno, vamos construir, em duplas, uma câmara escura, ou seja, uma caixa fechada que pode projetar imagens. Ela utiliza o mesmo princípio do projetor de cinema e da máquina fotográfica analógica (não digi tal), que registra as imagens em filmes sensíveis à luz.

Máquina fotográfica analógica.

Sala de cinema com projetor ligado.

MATERIAIS

• 1 lata vazia (de leite em pó, por exemplo)

• 1 pedaço de papel de alumínio (com cerca de 10 cm por 10 cm)

• Metade de uma folha de cartolina ou papel-cartão na cor preta

• 1 pano preto (com cerca de 50 cm por 70 cm)

• 1 folha de papel vegetal

• Fita isolante ou adesiva

• 1 pedaço de barbante (com cerca de 50 cm)

• 1 prego e 1 alfinete (para o professor)

Objetivos

Ponto de atenção

Os estudantes não devem mexer no prego nem no alfinete. Verificar a borda das latas usadas previamente, para garantir que não há pontas que podem causar ferimentos nos estudantes. Se for possível, limpar com um pano umedecido com álcool ou trocar a folha de papel vegetal quando a câmara escura passar de um estudante para o outro. Ao final, orientar os estudantes a guardar todos os materiais utilizados e a jogar fora os resíduos em locais adequados.

ENCAMINHAMENTO

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

Representação dos materiais da atividade.

Atenção!

Não manuseie o prego nem o alfinete. O professor fará essa etapa para você.

• Propor hipóteses e comparar com os resultados obtidos.

• Discutir os usos de instrumentos para observação e registros de imagens.

• Construir um modelo de câmara escura.

• Relacionar a explicação da câmara escura com o trajeto percorrido pela luz na máquina fotográfica e no globo ocular humano.

BNCC

Competências gerais: 1, 2 e 4. Competências específicas: 2 e 3.

Habilidade: (EF05CI13) Projetar e construir dispositivos para observação à distância (luneta, periscópio etc.), para observação ampliada de objetos (lupas, microscópios) ou para registro de imagens (máquinas fotográficas) e discutir usos sociais desses dispositivos.

TCT: Ciência e tecnologia: Ciência e tecnologia.

Preparar a sala de aula unindo as carteiras em duplas. Caso não seja possível providenciar latas, pode-se fazer as câmaras com caixas de papelão pintadas de preto. Caso haja na turma estudantes com algum tipo de deficiência física que impossibilite a execução das etapas, eles podem contribuir dando orientações ao colega. Nesse caso, organizar trios para que um dos estudantes consiga segurar a câmara escura para que seu colega consiga enxergar por ela. Para estudantes com deficiência visual, permitir que eles participem da montagem e um colega pode fazer as descrições do que enxerga. Essa atividade tem como objetivo ampliar a compreensão sobre os fenômenos luminosos. Explorar e avaliar com a turma tanto os contratempos na montagem do experimento como as descobertas que podem advir desse procedimento (por exemplo, a inversão de posição da imagem dentro da câmara escura).

A compreensão dos estudantes sobre a função de cada objeto usado nessa montagem deve ser verificada passo a passo, para que eles possam ampliar os conhecimentos sobre a função dos objetos ópticos utilizados. Verificar o processo de aquisição e aplicação dos termos científicos novos e o desenvolvimento de leitura e interpretação de textos.

ENCAMINHAMENTO

Pedir aos estudantes que observem a ilustração da menina utilizando uma câmara escura e digam o que imaginam que ela esteja fazendo. Contar que as primeiras câmeras fotográficas surgiram a partir das câmaras escuras.

Demonstrar como deve ficar o resultado, utilizando um modelo feito previamente. Em seguida, pedir a todas as duplas que realizem as etapas uma a uma, orientando que passem para a fase seguinte apenas após todos terem completado sua execução. Antes de passar para a etapa seguinte, certificar-se, então, de que todas as duplas conseguiram finalizá-la corretamente. Caso alguma das duplas não consiga visualizar as imagens ao final, verificar se algum ajuste deve ser feito.

Em seguida, pedir a todos que retornem a seus lugares e respondam às atividades no caderno.

A resposta da atividade 1a é pessoal e dependerá dos objetos observados por cada dupla. Verificar se elas foram representadas invertidas. Na atividade 1b, as hipóteses levantadas pelos estudantes serão discutidas pela turma e, na medida do possível, deve-se chegar a uma explicação coletiva. É importante que eles reconheçam o que aprenderam de novo ou o que precisaram revisar. Na atividade 1c, pedir a eles que observem o esquema representado e explicar que a imagem é projetada do lado oposto ao furo. Na atividade 1d, explicar que a luz entra na câmara pelo pequeno orifício e que isso faz com que ela não se disperse, sendo projetada de maneira invertida. Explicar que, quanto menor o furo, mais nítida é a imagem, apesar de mais escura.

COMO FAZER Primeiras ideias

• Em sua opinião, como uma caixa escura projeta uma imagem? E como deve ser essa imagem? Anote suas ideias no caderno.

Respostas pessoais. Os estudantes devem, com base na observação dos materiais, propor meios de projetar uma imagem.

1. Retirem a tampa da lata.

2. O professor vai utilizar um prego para fazer um furo no fundo da lata.

3. Forrem a parte interna da lata com um pedaço de papel preto. O objetivo é deixar o interior da lata bem escuro, sem tampar o furo da lata.

4. Colem o papel de alumínio na parte externa da lata, cobrindo o furo.

5. O professor vai utilizar um alfinete para fazer um furo bem pequeno no papel de alumínio. A luz deve entrar na lata (câmara escura) apenas por esse orifício.

6. Com a fita adesiva, fixem a folha de papel vegetal no lugar da tampa que foi retirada.

7. Usando o barbante, amarrem uma das pontas do pano preto por fora da lata, deixando o restante solto. Esse pedaço vai servir para vocês cobrirem o rosto.

8. Agora, aproximem o rosto no lado da lata que está coberto pelo papel vegetal.

9. Cubram o rosto com o pano preto e comecem a localizar objetos, escolhendo objetos bem iluminados.

10. Fiquem atentos às imagens que vão se formando.

Representação do uso da câmara escura durante a etapa 9.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

Representação da câmara escura após a etapa 3.

Representação da câmara escura após a etapa 7.

Na atividade 2, verificar e esclarecer possíveis dúvidas que os estudantes possam apresentar durante a análise da imagem e antes que respondam à questão. Projetar ou desenhar na lousa um esquema da formação de imagem no olho humano. Comparar o furo da câmara escura com a pupila, por onde entra a luz. Conduzir a discussão para que os estudantes percebam que a luz viaja em linha reta e que os raios que vêm da parte superior do objeto entram pelo orifício e chegam à parte inferior da tela e vice-versa. O olho humano é formado por: córnea (parte transparente da frente), íris (parte que controla a entrada de luz), pupila, cristalino (lente ajustável) e retina (parte que fica no fundo do olho). O cristalino focaliza os raios luminosos para a retina, onde a imagem se projeta invertida, assim como no papel vegetal da câmara escura. Contar que não vemos “ao contrário” porque, ao ser enviada ao cérebro, a imagem é novamente invertida e lá é interpretada.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Observando e discutindo os resultados

1 Com base nas observações feitas por vocês através da câmara escura, respondam às questões no caderno.

1. a) A resposta vai depender dos objetos escolhidos pela dupla de estudantes.

a) Representem, por meio de desenhos, as imagens que vocês observaram.

b) As imagens estão do jeito que vocês imaginaram nas Primeiras ideias ?

1. b) Resposta pessoal.

c) Em que parte da câmara escura as imagens são projetadas?

1. c) Na tela de papel vegetal.

d) De onde vêm os raios de luz que penetram nessa câmara?

1. d) A luz que passa pelo orifício da câmara escura vem do ambiente ou do entorno.

2 O esquema a seguir mostra o caminho que alguns raios de luz percorrem ao projetar a imagem na câmara escura.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores

A luz visível, depois de passar pela córnea e pela pupila, é desviada do seu caminho original pelo cristalino e chega até a retina. O cristalino, que é uma lente modificável, regula sua espessura para focar os raios de luz na retina, e o cérebro analisa e converte esses impulsos elétricos em imagem que precisa ser invertida. […] […] Feito isso, tal imagem é enviada ao cérebro pelo nervo óptico e, após várias trocas nervosas, ele decodifica a informação recebida e reinverte a imagem.

JULLY, Samantha. Como o olho funciona? Espaço do Conhecimento. Belo Horizonte: UFMG, c2025. Disponível em: https://www.ufmg.br/ espacodoconhecimento/como -o-olho-funciona/. Acesso em: 19 set. 2025.

• Respondam no caderno: existe algo em comum entre o processo de entrada da luz no olho e o funcionamento do modelo? Se sim, qual?

3 Agora que você já sabe como funciona uma câmara escura, siga estes procedimentos. Representação de como funciona a montagem realizada, usando a árvore como exemplo.

3. Resposta pessoal. Ver mais orientações no Encaminhamento

1. Usando uma folha de cartolina branca dividida em partes menores, elabore uma sequência numerada de desenhos coloridos, formando uma história (sem título e sem legendas). Represente os detalhes de cada desenho.

2. Sob a orientação do professor, fique diante de um colega que estará com a câmara escura voltada para você. Mostre a ele sua sequência numerada de desenhos em uma posição que facilite a visualização dele. Se necessário, repita essa exposição mais de uma vez.

3. Com base na sua sequência de desenhos, solicite ao colega que escreva uma história a partir do que observou.

4. Com a turma toda organizada em uma roda, cada estudante vai mostrar primeiro sua sequência de desenhos. Depois, o colega de dupla vai ler a história que escreveu.

2. Nos dois casos, a luz se propaga em linha reta e há formação de imagens. Ver mais orientações no Encaminhamento.

Sugestão para o professor

CÂMERA fotográfica. Juiz de Fora: UFJF, c2025. Disponível em: https://www2.ufjf.br/ fisicaecidadania/conteudo/ camera-fotografica/. Acesso em: 19 set. 2025. Esse texto explica o funcionamento da máquina fotográfica analógica e digital.

22/09/2025 10:36

Na atividade 3, em vez de desenhos em cartolinas, os estudantes podem utilizar imagens de recortes de revistas para a criação da história. Organizar espaços na sala de aula ou no pátio da escola para que os estudantes apresentem a sequência de desenhos e, depois, juntar toda a turma em uma roda de conversa. Após a apresentação das histórias, incentivar os estudantes a pensar sobre como as imagens transmitem informações. Pedir que compartilhem exemplos de quando a imagem facilitou a compreensão e de quando gerou dúvidas. Incentivá-los a perceber que cada pessoa pode interpretar de maneira diferente o que vê, dependendo dos detalhes que observa ou do que imagina.

Texto de apoio

Quando há luminosidade no ambiente e alguma imagem é percebida, a íris regula a quantidade de luz que entra no olho através do tamanho da pupila. Assim, ela tem suas dimensões alteradas conforme a quantidade de luminosidade presente, variando de um tamanho grande, em condições mais escuras, a pequeno, em condições mais claras. […]

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

ENCAMINHAMENTO

Questionar os estudantes se eles já buscaram saber a previsão do tempo, em quais fontes buscaram e em quais ocasiões (antes de viagens, por exemplo). Indicar o site do CPTEC-Inpe (indicado em Sugestão para os estudantes) para que possam efetuar suas pesquisas.

Na atividade 5, pedir aos estudantes que compartilhem as experiências deles com a turma. A atividade pode ser aprofundada discutindo termos populares para descrever certas condições meteorológicas, como friagem, nevoeiro etc.

Comentar que a prática de prever o tempo pelo conhecimento popular faz parte de uma área da Ciência denominada Antropologia do clima, ou Etnoclimatologia, em que se estuda a capacidade de percepção das mudanças climáticas como um conhecimento desenvolvido por comunidades tradicionais. As pesquisas sobre esse tema nos trazem informações importantes para que se possa entender melhor a visão que essas populações têm do céu e suas mudanças no cotidiano. Por meio de exemplos concretos, essas pesquisas nos ajudam a compreender qual é a contribuição dessas populações para a manutenção do lugar onde vivem.

Comentar com os estudantes que os meteorologistas utilizam equipamentos que captam a temperatura e a direção dos ventos, entre outras informações. Esse processo gera projeções, gráficos e mapas, que devem ser interpretados e transformados nos boletins diários que conhecemos.

Pedir aos estudantes que observem a imagem do ciclone e digam o que veem.

Em seguida, explicar como ele se forma e comentar que são eventos raros no Brasil.

Mostrar as imagens de satélite que indicam a área

Outro uso das imagens

As imagens são muito utilizadas em estudos sobre o Universo, os seres vivos e os registros do passado. Em alguns casos, o registro de imagens permite antecipar ou prevenir problemas, como acontece com a previsão do tempo. As pessoas costumam se informar sobre a previsão do tempo assistindo aos noticiários da televisão ou acessando sites ou aplicativos.

5 Leia o texto e depois converse com os colegas sobre as questões a seguir. 5. Respostas pessoais. NÃO ESCREVA NO LIVRO.

No sertão do Ceará, há um vento chamado aracati. Ele se forma no mar e chega ao sertão pelo Rio Jaguaribe.
De acordo com os moradores da região, o aracati é um vento que arrepia, faz barulho, embaraça o cabelo, mexe a poeira, refresca e tem hora marcada, ou seja, se ele se atrasar, as chuvas também

a) Você já leu ou ouviu previsões do tempo como a apresentada?

b) Você conhece outra maneira de fazer a previsão do tempo? Se sim, conte aos colegas.

Nesse contexto, o termo tempo se refere às condições do ar em determinado lugar e momento. As informações sobre o tempo são geradas por satélites artificiais que orbitam a Terra.

Representação artística do vento aracati no sertão cearense.

desmatada, exemplificando como essas imagens podem ser úteis para que órgãos competentes tomem as devidas atitudes no combate aos crimes ambientais. Se possível, buscar notícias com os estudantes sobre os dados gerados pelo Inpe sobre o avanço do desmatamento nos últimos anos.

Na atividade 6, pedir a alguns estudantes que compartilhem as respostas deles para, em seguida, corrigir se necessário.

O que e como avaliar

Verificar se os estudantes compreenderam o que são satélites e para que servem esses equipamentos. Caso perceba que ficaram dúvidas, pedir que realizem uma pesquisa na internet sobre esse assunto com acompanhamento de um adulto responsável, fazendo um resumo no caderno. Em seguida, pedir a alguns estudantes que exponham o que descobriram para o restante da turma. Avaliar a autonomia dos estudantes durante as pesquisas e se conseguem encontrar fontes confiáveis de informação.

As informações são transformadas em mapas, imagens, gráficos e outros dados detalhados analisados por meteorologistas. Esses especialistas estudam os fenômenos da atmosfera para elaborar a previsão do tempo, por exemplo. Os dados são organizados em boletins meteorológicos, que são registros contendo informações sobre o tempo e que serão divulgadas à população. Além de informações meteorológicas, os satélites artificiais podem captar imagens como as apresentadas a seguir.

Composição fotográfica de satélite artificial meteorológico próximo ao planeta Terra, captando a ocorrência de um ciclone

Ciclone: tempestade com ventos em alta velocidade.

Imagens de satélite comparando uma mesma região com desmatamento em Rondônia em 1984 (1) e em 2022 (2).

Por meio dessas imagens, é possível mapear as áreas naturais de uma região e monitorar o que acontece com elas. No caso retratado pelas fotografias, foi possível detectar a intensidade do desmatamento de uma região entre 1984 e 2022. As áreas verdes são áreas com vegetação e as áreas em tons mais claros de verde ou marrom indicam que a vegetação foi removida.

6 Observe novamente as imagens de satélites apresentadas nesta página. Depois, faça o que se pede no caderno.

6. a) Eles podem detectar fenômenos como ciclones, prevenindo acidentes.

a) Explique como os satélites artificiais podem prevenir acidentes.

b) Explique como os satélites artificiais contribuem para a conservação do ambiente.

6. b) Eles podem detectar áreas desmatadas ao comparar imagens atuais com imagens antigas, contribuindo para o monitoramento delas.

Sugestão para os estudantes

BRASIL. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Previsão numérica de tempo. Brasília, DF: CPTEC, c2025. Disponível em: https:// www.cptec.inpe.br/. Acesso em: 15 set. 2025. Nesse site, os estudantes terão acesso a previsões de tempo em diferentes cidades.

Sugestões para o professor JARDIM, Arison. Cosmologia indígena e mudanças climáticas em debate. Agência de Notícias do Acre, 26 set. 2013. Disponível

em: https://agencia.ac.gov.br/cosmologia-in digena-e-mudancas-climaticas-em-debate/. Acesso em: 19 set. 2025.

Essa notícia apresenta um evento que discutiu as percepções de etnias indígenas sobre o aquecimento global.

GRINBERG, Keila. Meteorologia, história e tempestades imprevistas. Ciência Hoje, c2025. Disponível em: https://cienciahoje.org. br/coluna/meteorologia-historia-e-tempesta des-imprevistas/. Acesso em: 15 ago. 2025.

Esse artigo apresenta uma pesquisa que revela um pouco da história da meteorologia no Brasil.

THAN, Ker. Tufão, furacão, ciclone: qual é a diferença?

National Geographic, c2025. Disponível em: https://www. nationalgeographicbrasil. com/meio-ambiente/tufao -furacao-ciclone-qual-e-di ferenca. Acesso em: 18 set. 2025.

Esse artigo diferencia os termos tufão , furacão e ciclone .

Texto de apoio O sensoriamento remoto é a técnica de obtenção de informações de um objeto, área ou fenômeno localizado na Terra, sem que haja contato físico com o mesmo. Essas informações podem ser obtidas por meio de radiação eletromagnética gerada por fontes naturais (sensor passivo), como o Sol, ou por fontes artificiais (sensor ativo), como o radar. As informações são apresentadas sob a forma de imagens, sendo mais utilizadas, atualmente, aquelas captadas por sensores óticos orbitais carregados por satélites. Os sensores imageadores são as “máquinas fotográficas” dos satélites. Os satélites, girando numa órbita em torno da Terra, levam consigo um sensor capaz de emitir e/ou receber a energia eletromagnética refletida da Terra. As imagens orbitais possibilitam muitas aplicações, como o mapeamento e a atualização de dados cartográficos e temáticos, a produção de dados meteorológicos e a avaliação de impactos ambientais.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Introdução à cartografia: sensoriamento remoto. Atlas geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. Disponível em: https://atlasescolar.ibge. gov.br/cartografia/21735sensoriamento-remoto.html. Acesso em: 19 set. 2025.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Objetivos

• Revisar os conteúdos trabalhados na unidade.

• Relacionar os movimentos da Lua às suas fases no céu.

• Associar a posição de estrelas e constelações no céu com os movimentos da Terra.

• Identificar constelações em um mapa celeste.

• Conhecer instrumentos para observação de objetos distantes ou pequenos e a função das lentes nesses instrumentos.

• Discutir os usos de instrumentos para observação e registros de imagens.

BNCC

Habilidades:

(EF05CI10) Identificar algumas constelações no céu, com o apoio de recursos (como mapas celestes e aplicativos digitais, entre outros), e os períodos do ano em que elas são visíveis no início da noite.

(EF05CI11) Associar o movimento diário do Sol e das demais estrelas no céu ao movimento de rotação da Terra.

PARA REVER O QUE APRENDI

1 Analise o esquema a seguir e depois faça o que se pede no caderno.

órbita da Lua

não é real.

(EF05CI12) Concluir sobre a periodicidade das fases da Lua, com base na observação e no registro das formas aparentes da Lua no céu ao longo de, pelo menos, dois meses.

(EF05CI13) Projetar e construir dispositivos para observação à distância (luneta, periscópio etc.), para observação ampliada de objetos (lupas, microscópios) ou para registro de imagens (máquinas fotográficas) e discutir usos sociais desses dispositivos.

Representação de posições da Lua. As distâncias entre Sol, Terra e Lua não estão proporcionais. A órbita da Lua é quase circular, o que pode não ser visível na representação devido à perspectiva utilizada.

Elaborado com base em: LAGO, Teresa (coord.). Descobrir o Universo Lisboa: Gradiva, 2006. p. 17-18. (Coleção ciência aberta).

a) Descreva e anote no caderno o nome do movimento da Lua que está representado nessa imagem.

1. a) De acordo com a imagem, a Lua descreve o movimento de revolução, realizado ao redor da Terra.

b) Qual é a posição da Lua que representa a fase de lua nova? E a de lua cheia?

1. b) A lua nova está representada pelo número 1, e a lua cheia está representada pelo número 3

c) Além do movimento apresentado, que outros movimentos a Lua realiza?

2 Como algumas constelações podem ser usadas para identificar as estações do ano? Anote a resposta no caderno.

1. c) A Lua realiza o movimento de rotação, isto é, em torno de seu próprio eixo, e o de translação, isto é, ao redor do Sol. 2. Com o movimento de translação da Terra, algumas constelações podem ser visíveis no céu somente em determinados momentos do ano quando acompanhadas de um mesmo lugar na Terra.

ENCAMINHAMENTO

Os estudantes podem ser avaliados de maneira contínua ao longo das atividades propostas nesta unidade, com alguns momentos indicados neste Livro do professor, por meio de sugestões feitas na seção O que e como avaliar. Ao final, utilizar esta seção do Livro do estudante para que haja um registro formal de avaliação do que os estudantes aprenderam na unidade.

Antes de iniciar as atividades desta seção, verificar se os estudantes ainda têm alguma dúvida ou dificuldade sobre os conteúdos da unidade. Se julgar necessário, fazer uma retomada dos pontos principais.

Realizar a leitura das atividades com a turma. Caso haja um ou mais estudantes com necessidades educacionais especiais, adequar a avaliação para que eles possam realizá-la de maneira personalizada, que pode ser oralmente, indicando as respostas com o dedo ou de outro modo.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais. A escala de distância também
LUIS MOURA
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

3 Identifique a única alternativa que apresenta informações incorretas sobre as estrelas. Reescreva essa alternativa no caderno, fazendo as correções necessárias.

3. Alternativa b. Analisando o céu, todas as noites e sempre à mesma hora, a posição das estrelas pode mudar.

a) As estrelas podem ser representadas em cartas ou mapas celestes que mostram, entre outras informações, a posição delas no céu em determinado local, data e hora.

b) Analisando o céu, todas as noites e sempre à mesma hora, a posição de cada estrela não muda.

c) As 88 constelações oficiais são áreas do céu, estabelecidas por acordo internacional.

4. 1 – microscópio; 2 – telescópio; 3 – máquina fotográfica; 4 –lupa; 5 – satélite artificial.

d) Um dos motivos do movimento aparente das estrelas no céu é o movimento de rotação que a Terra faz em torno de seu eixo.

1 2 3 4 5

Atividade complementar Ao final, para avaliar a aprendizagem e enriquecer o vocabulário técnico dos estudantes, propor a elaboração de um mapa mental de Ciências. Essa atividade deve ser realizada de modo colaborativo pela turma, organizando os principais conceitos e termos estudados, como: movimentos e fases da Lua, constelações e mapas celestes, instrumentos ópticos e satélites.

satélite artificial • máquina fotográfica • telescópio • lupa • microscópio

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

• Agora, escreva no caderno o nome do equipamento mais adequado a cada uma das situações apresentadas.

4. a) Lupa ou microscópio.

a) Identificação de minerais que compõem as rochas.

4. b) Microscópio.

b) Estudo da estrutura de microrganismos, como protozoários e bactérias.

c) Monitoramento de regiões desmatadas.

4. c) Satélite artificial e máquina fotográfica.

d) Registro de imagens de estrelas e planetas.

4. d) Máquina fotográfica, telescópio e satélite artificial.

e) Seleção de grãos que compõem amostras de areia.

4. e) Lupa ou microscópio.

f) Observação de fora da Terra de ciclone se aproximando de uma região.

g) Registro de plantas que crescem em um jardim.

4. g) Máquina fotográfica.

h) Observação da superfície do Sol e da Lua.

4 Analise a representação de alguns equipamentos que você estudou nesta Unidade. Eles são utilizados para observar, obter imagens, estudar ou monitorar informações. Associe as imagens à legenda correta no caderno. 4. h) Telescópio e satélite artificial.

Utilizar ferramentas digitais para facilitar a criação do mapa mental, permitindo que cada estudante ou grupo contribua com palavras-chave e as conecte a ideias relacionadas. Isso favorece a visualização das relações entre os conceitos estudados e torna o material mais claro e acessível para consulta. Além de reforçar o conteúdo aprendido, essa atividade promove o desenvolvimento de habilidades como organização, síntese de informações e comunicação científica.

4. f) Satélite artificial.

Na atividade 1, os estudantes devem interpretar a imagem e se recordar dos conteúdos aprendidos sobre os movimentos da Lua e a mudança de sua aparência no céu.

22/09/2025 10:36

Na atividade 2, os estudantes devem retomar o movimento de translação da Terra e como ela influencia o que vemos no céu ao longo do ano.

Na atividade 3, os estudantes devem selecionar a alternativa incorreta perante três alternativas com distratores relacionados às estrelas, aos mapas celestes e às constelações.

Já na atividade 4, os estudantes deverão relacionar os instrumentos ópticos estudados com a sua função.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

INTRODUÇÃO À UNIDADE

Nesta unidade, os estudantes estudarão o ciclo da água, os diferentes usos da água e os impactos ambientais causados pela ação humana, analisando como essas interferências afetam o equilíbrio do meio ambiente.

No capítulo 1, os estudantes serão apresentados às diferentes fontes de água na natureza e ao ciclo da água. Na seção Diálogos, a importância da água doce será trabalhada por meio de um cordel. Também serão introduzidas algumas propriedades físicas da água, como a solubilidade e a densidade.

Na seção Ciências em ação, investigarão a densidade de objetos flutuantes e não flutuantes em comparação com a densidade da água.

No capítulo 2, serão incentivados a reconhecer a importância da água nas atividades cotidianas e a refletir sobre práticas de consumo consciente, reconhecendo a necessidade de preservação dos recursos naturais. Na seção Diálogos, a análise da conta de energia elétrica será o ponto de partida para investigar o consumo doméstico e propor estratégias de economia de energia.

No capítulo 3, serão apresentadas atividades humanas que impactam negativamente o ciclo da água e o meio ambiente, além de algumas atitudes que podem mitigá-las.

Ao relacionar situações e objetos do cotidiano com dados gráficos e conceitos científicos sobre o ciclo da água e os usos e a conservação da água, além de incentivar a investigação de fenômenos naturais, promove-se

Os terrários são recipientes nos quais são incluídas plantas e, em alguns casos, pequenos animais. Por reproduzirem um ecossistema fechado, os terrários permitem que as plantas sobrevivam por longos períodos sem manutenção.

A ÁGUA NO AMBIENTE

Terrários feitos com garrafas plásticas reutilizadas.

o desenvolvimento das competências gerais 1, 2 e 4 e das competências específicas 2 e 3. Ao trabalhar a conservação ambiental por meio da análise de um cordel, assim como reconhecer usos da água por comunidades tradicionais, é possível desenvolver as competências gerais 3 e 6 e a competência específica 6. Ao promover a discussão sobre a importância do tratamento da água e do

esgoto, são desenvolvidas a competência geral 8 e a competência específica 7. Ao discutir a importância de economizar energia e água e de conservar a cobertura vegetal e ao propor formas de viabilizar essas atitudes, promove-se o desenvolvimento das competências gerais 7 e 10 e das competências específicas 5 e 8.

1. Respostas pessoais.

1 Você já viu um terrário? Se sim, gostaria de ter um em casa?

2. Resposta pessoal. Ver mais orientações no Encaminhamento.

2 Dentro dos terrários representados nesta imagem, a água passa por algumas mudanças. Você sabe quais são elas?

Objetivos da unidade

• Compreender como a água circula na natureza.

• Conhecer algumas propriedades da água.

• Compreender de onde vem a água usada para consumo humano.

• Identificar diferentes usos da água pelo ser humano.

• Reconhecer a importância do tratamento da água e do esgoto.

• Compreender como ocorre a geração de energia elétrica nas usinas hidrelétricas e seus impactos ambientais.

• Propor hábitos para a conservação de água e seu consumo racional e sustentável.

• Justificar a importância da cobertura vegetal para o ciclo da água e para a conservação do ambiente.

• Conhecer atitudes que promovem a conservação ambiental.

BNCC

Competências gerais: 1, 2, 3, 4, 6, 7, 8 e 10.

Competências específicas: 2, 3, 5, 6, 7 e 8.

Habilidades: EF05CI01, EF05CI02, EF05CI03 e EF05CI04.

TCTs: Meio ambiente: Educação ambiental e Educação para o consumo; Saúde: Saúde; Economia: Educação financeira; Multiculturalismo: Diversidade cultural.

ENCAMINHAMENTO

O terrário é um modelo que simula um ambiente fechado. Muitas crianças já observaram esses modelos, mesmo que de modo rápido; por isso, vale a pena iniciar esta unidade solicitando à turma que conte o que sabe sobre o assunto.

Na atividade 1, explicar que o terrário é um modelo do que ocorre na natureza, isto é, dentro dele a água percorre um ciclo semelhante ao natural. Se possível, levar um terrário para que os estudantes possam observá-lo.

Para a atividade 2, comentar que, ao ser montado, o solo do terrário é regado com água líquida que, com o passar do tempo, evapora e, ao tocar na superfície mais fria do frasco do terrário, se condensa, formando gotas de água que retornam para o solo. As raízes das plantas do terrário absorvem a água líquida e a eliminam na forma de vapor por meio da transpiração.

Objetivos

• Compreender como a água circula na natureza.

• Conhecer algumas propriedades da água.

BNCC

Competências gerais: 1, 2, 3, 4 e 6.

Competências específicas: 2 e 3.

Habilidades:

(EF05CI01) Explorar fenômenos da vida cotidiana que evidenciem propriedades físicas dos materiais – como densidade, condutibilidade térmica e elétrica, respostas a forças magnéticas, solubilidade, respostas a forças mecânicas (dureza, elasticidade etc.), entre outras.

(EF05CI02) Aplicar os conhecimentos sobre as mudanças de estado físico da água para explicar o ciclo hidrológico e analisar suas implicações na agricultura, no clima, na geração de energia elétrica, no provimento de água potável e no equilíbrio dos ecossistemas regionais (ou locais).

TCTs: Meio ambiente: Educação ambiental; Multiculturalismo: Diversidade cultural.

Organize-se

• Página 47: Ciências em ação — Objetos flutuantes e não flutuantes. Providenciar os materiais necessários para cada grupo desenvolver a atividade.

ENCAMINHAMENTO

A ÁGUA CIRCULA

NA NATUREZA

A água pode ser encontrada em três estados físicos diferentes: sólido , líquido e vapor

A superfície do planeta Terra é coberta por uma grande quantidade de água no estado sólido e, principalmente, no estado líquido. A água na forma de vapor é invisível e faz parte do ar que está à nossa volta. Pensando nisso, observe os dados apresentados nos esquemas a seguir.

Esquema 1

Esquema 2

Água

Esquema 1: proporção da superfície da Terra coberta por água. Esquema 2: proporção de água doce e água salgada que existe no planeta. Esquemas elaborados com base em: CEARÁ. Superintendência Estadual do Meio Ambiente. Você sabia? Que o nosso planeta é coberto por 70% de água. Fortaleza: Semace, 12 nov. 2010. Disponível em: https://www.semace.ce.gov.br/2010/11/12/ que-o-nosso-planeta-esta-coberto-por-70-de-agua/. Acesso em: 7 jul. 2025.

O esquema 1 mostra que mais da metade da superfície da Terra é coberta por água (oceanos, lagos, rios e mares) e o restante corresponde aos continentes e às ilhas.

Já de acordo com os dados apresentados no esquema 2, de toda a água presente no planeta, apenas uma pequena parte é formada por água doce, sendo a maior parte composta de água salgada.

A água salgada tem muitos sais dissolvidos. Já a água doce tem menos sais. Ao contrário do que o nome sugere, ela não é doce.

Os mares e oceanos são formados, principalmente, de água salgada.

Praia Quatro Ilhas em Bombinhas (SC), em 2024. Praia com faixa de areia e mar formado por água salgada.

Se possível, mostrar à turma um globo terrestre e pedir aos estudantes que observem a cor azul predominante no planeta Terra. Registrar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre a água na natureza e

seus diferentes estados físicos. Reforçar com eles que o vapor de água é a água na forma de gás e que é invisível. Se necessário, retomar com os estudantes as mudanças de estado físico da água, explicadas em Dica

É possível desenvolver um trabalho interdisciplinar com o componente curricular de Matemática ao apresentar as proporções dos tipos de água presentes no planeta Terra. As representações também podem ser utilizadas para o estudo de frações.

Incentivar os estudantes a interpretar a representação da proporção das reservas de água na natureza. Caso eles demonstrem dificuldade em compreender as proporções entre os tipos de água, realizar uma atividade de separação de partes de um conjunto. Por exemplo, utilizando grãos de feijão para compor as porcentagens.

A água doce representa cerca de 3% de toda a água presente na Terra. Desses 3%, a maior parte está armazenada em geleiras e calotas polares. Assim, apenas cerca de 1% de toda a água do planeta está disponível para consumo humano. Os estudantes

salgada Água doce
Continentes e ilhas
Regiões cobertas por água

Já os lagos, os rios e as reservas de águas subterrâneas são compostos, principalmente, de água doce.

No entanto, a maior parte da água doce do planeta Terra está no estado sólido. Com temperatura média abaixo de 0 grau Celsius, a Antártida é considerada o lugar mais gelado da Terra. Nessa região está a maior parte do gelo encontrado no nosso planeta.

Nos oceanos, mares, rios e lagos, uma parte da água passa constantemente para o estado de vapor, contribuindo para a formação das chuvas. As chuvas são responsáveis por abastecer parcialmente essas fontes de água. Parte da água que se infiltra no solo pode abastecer as águas subterrâneas.

Dica: A passagem da água do estado líquido para o gasoso é a evaporação, enquanto a do estado gasoso para o líquido é a condensação. A passagem da água do estado líquido para o sólido é a solidificação, enquanto a do estado sólido para o líquido é a fusão.

1 A água que bebemos é considerada doce. Podemos dizer que ela é predominante e de fácil acesso na Terra? Justifique sua resposta.

2. Resposta variável. Ver orientações no Encaminhamento

2 Sob a orientação do professor, consultem livros, revistas e sites para observar imagens de locais do planeta Terra onde há água no estado sólido. Depois, anotem no caderno os nomes dos locais encontrados.

1. Espera-se que os estudantes respondam que não, pois a água doce representa uma parcela muito pequena de toda a água do planeta e, além disso, a maior parte dela está no estado sólido.

devem compreender que, apesar de o planeta ter mais regiões cobertas de água do que de terra, pouca água está disponível para consumo.

Pedir aos estudantes que citem exemplos de rios, córregos e lagos que existem na região onde vivem ou próximos à escola. Caso seja possível, organizar uma visita a parques com rios ou lagos próximos da cidade onde os estudantes vivem.

Para a atividade 1, certificar-se de que os estudantes compreendem a expressão fácil acesso. Explicar que a maior parte da água

doce que está no estado líquido encontra-se em reservatórios subterrâneos.

Na atividade 2, incentivar os estudantes a citar locais onde acreditam existir água no estado sólido, justificando suas ideias. Espera-se que eles consigam relacionar o fato com as baixas temperaturas. Em seguida, organizar a pesquisa de imagens, que deve ser feita na escola, em sala de informática ou em equipamentos com acesso à internet. Caso não seja possível, levar para a sala de aula as imagens. Contar à turma que as geleiras e as calotas polares representam o segundo maior reservatório de água do planeta — a Antártida

contém cerca de 85% de todo o gelo existente no mundo. O restante pode ser encontrado no oceano Glacial Ártico e na Groenlândia. Também pode-se encontrar neve em regiões próximas dos polos ou muito altas, como o topo de grandes montanhas e vulcões. Se necessário, localizar em um mapa-múndi ou globo terrestre.

Atividade complementar

Apresentar o seguinte dado aos estudantes:

• Se considerarmos 100 partes de água doce no planeta, cerca de 70 partes, ou 70% da água, estão no estado sólido e 30 partes, ou 30% da água, estão no estado líquido.

Depois, orientar os estudantes a construir uma representação gráfica com base nessa informação. Mostrar a eles a importância da legenda em representações desse tipo, pois sem ela não seria possível fazer a leitura dos dados apresentados.

Sugestões para o professor

BRASIL. Ministério da Integração Nacional e do Desenvolvimento Regional. Água no mundo. Brasília, DF: ANA, c2025. Disponível em: https:// www.gov.br/ana/pt-br/acesso -a-informacao/acoes-e-pro gramas/cooperacao-interna cional/agua-no-mundo. Acesso em: 17 set. 2015.

Esse texto trata dos projetos de cooperação do Brasil e outros países do mundo em relação à água.

BRASIL. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Dia Mundial da Água. Brasília, DF: Inpe, 23 mar. 2024. Disponível em: https://www.gov.br/inpe/ pt-br/assuntos/ultimas-noti cias/dia-mundial-da-agua-1. Acesso em: 15 set. 2025.

Lançado no Dia Mundial da Água, esse texto trata da situação dos recursos hídricos no planeta.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Blocos de gelo na baía Paraíso, na Antártida, em 2025.
Encontro das águas do Rio Anauá e do Rio Branco em Caracaraí (RR), em 2024.

ENCAMINHAMENTO

O estudo do ciclo da água reforça a compreensão sobre os estados físicos da água e suas mudanças.

Pedir aos estudantes que fechem os olhos e imaginem o planeta Terra há milhões de anos, no período em que os dinossauros existiam. Pedir que visualizem mentalmente um dinossauro bebendo água em um lago. Essa água passa a fazer parte de seu corpo, e parte é eliminada com a urina. A água molha o solo e é absorvida pelas raízes de plantas. Parte dessa água é eliminada do corpo da planta por transpiração, indo para a atmosfera e formando nuvens que podem originar chuvas sobre o oceano. A água pode ser transferida para dentro do corpo de seres vivos ou ser armazenada em reservatórios naturais, até que, milhões de anos depois, chega ao bebedouro da escola. Pedir aos estudantes que imaginem, então, que a água que bebem hoje já passou por muitos seres vivos e lugares da Terra. Orientá-los na leitura da imagem e das legendas da representação do ciclo da água. Solicitar a eles que leiam as informações correspondentes a cada etapa do ciclo. Se julgar interessante, propor que reproduzam o ciclo da água em uma folha de papel avulsa de tamanho grande. Para isso, eles podem elaborar desenhos ou utilizar figuras de revistas e jornais, legendadas com informações selecionadas pela turma.

Após a leitura do esquema apresentado, avaliar a necessidade de selecionar e buscar termos novos em um dicionário e compor um glossário com a turma.

O ciclo da água

Ciclo da água é o processo natural que mantém a água disponível na natureza.

Acompanhe algumas etapas desse ciclo a seguir.

subterrâneo para o mar

oceano

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

camadas de rochas profundas

1  Aquecida pela luz do Sol, a água da superfície dos oceanos, mares, lagos e rios, além da água do solo e eliminada pelos seres vivos, evapora constantemente e passa para a atmosfera.

2  O vapor de água, em regiões mais frias da atmosfera, pode se condensar em pequenas gotas de água líquida e formar as nuvens. Nelas também podem se formar pequenos cristais de gelo.

3  A água das nuvens pode voltar à superfície da Terra na forma de chuva, neve ou granizo (chuva de pedras de gelo).

4  A água que volta à superfície da Terra pode retornar em parte aos oceanos, mares, rios e lagos.

5  Parte da água pode penetrar no solo e ser absorvida pelas plantas ou alcançar camadas mais profundas.

6  Ao alcançar camadas de rochas mais profundas, a água pode formar ou abastecer as reservas de água subterrânea.

Elaborado com base em: RAVEN, Peter H. Biologia vegetal. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. p. 706.

Permitir que a atividade 3 seja respondida pelos estudantes com o auxílio de pesquisas complementares, caso necessário. Enfatizar o papel do Sol no aquecimento da água que evapora para a atmosfera.

A atividade 4 permite verificar se os estudantes identificam e compreendem as mudanças de estado físico no ciclo da água. Contar a eles que o vapor de água presente no ar pode se condensar durante a noite, momento do dia em que a temperatura do ar geralmente é mais baixa, formando gotas muito pequenas chamadas de orvalho. Essas gotas podem ser encontradas pela manhã sobre as plantas, nos vidros e nas latarias de carros. Em noites muito frias, o orvalho pode congelar, formando a geada. Com o aumento da temperatura ao longo do dia, a água no estado sólido que forma a geada começa a derreter, passando para o estado líquido.

22/09/2025 11:50

Representação do ciclo da água na natureza. Os números representam diferentes etapas do ciclo.

As nuvens são formadas principalmente por água líquida.

A água muda de estado físico várias vezes ao longo do seu ciclo. Quando ela evapora pode retornar como chuva, neve ou granizo.

Os seres vivos perdem água na forma de vapor pela respiração ou pela transpiração. As plantas podem absorver a água líquida do solo pelas raízes e os animais podem consumir água diretamente de rios ou lagos ou indiretamente, ao consumir plantas e outros animais.

Transpiração: perda de água por evaporação que ocorre em plantas e alguns animais.

3 Com a orientação do professor, leia com atenção todas as etapas descritas no esquema do ciclo da água. Depois, responda às questões no caderno.

a) Qual é a importância do Sol no processo de evaporação da água na natureza?

3. a) O Sol contribui para a mudança de estado físico da água de líquido para vapor.

b) Como se formam as chuvas, a neve e o granizo?

3. d) É por meio da respiração e da transpiração que os

seres vivos liberam água na forma de vapor para a atmosfera.

c) O que acontece com a água que fica acumulada no solo, mais próxima à superfície? E em camadas mais profundas?

3. b) A água da chuva, neve e granizo vem das nuvens, que se formam pela condensação do vapor de água na

d) Qual é a importância da respiração e da transpiração dos seres vivos para a manutenção desse ciclo da natureza?

atmosfera. Elas também podem conter cristais de gelo.

4 Com base nas informações do esquema, anote no caderno:

4. a) Oceano, rio, lago e reserva de água subterrânea.

a) os tipos de reserva natural de água representados;

b) os nomes das mudanças de estado físico da água que estão acontecendo e a relação entre a temperatura e a ocorrência dessas mudanças.

DESCUBRA MAIS

• KLINK, Laura; KLINK, Tamara; KLINK, Marininha. Férias na Antártica. São Paulo: Peirópolis, 2014.

Esse livro apresenta os relatos de três irmãs em cinco expedições para a Antártica. Filhas do navegador Amyr Klink, as autoras entendem desde pequenas que é preciso cuidar do planeta Terra e preservar as águas e as espécies.

3. c) Na superfície, a água pode ser absorvida por raízes de plantas ou evaporar. Nas camadas mais profundas, ela pode compor as reservas de águas subterrâneas.

4. b) Com o aumento da temperatura, a água líquida evapora. A formação de nuvens envolve a redução de temperatura, que provoca a condensação do vapor e, se a redução for acentuada, ocorre a solidificação da água líquida. A neve e o granizo podem retornar ao estado líquido pela fusão com o aumento de temperatura. 43

22/09/2025 17:39 43

Explicar que uma das etapas essenciais do ciclo hidrológico ocorre no subsolo, pois parte da água infiltra-se no solo e é armazenada nos aquíferos. Alertar que as reservas de águas subterrâneas merecem total cuidado e atenção, pois podem ser contaminadas por substâncias como agrotóxicos ou chorume, provenientes da decomposição de resíduos em lixões e cemitérios. No Brasil, mais de 55% dos municípios são abastecidos por água subterrânea, sendo alguns abastecidos exclusivamente por essa fonte de água.

Atividade complementar

Organizar os estudantes em grupos de 5 ou 6 integrantes e orientá-los a montar um esquete que represente o ciclo da água. Não será necessário fornecer materiais, já que a representação será corporal, sem falas, sendo permitido apenas onomatopeias (como “plin, plin plin” ou “chuáaa”). Eles terão aproximadamente 15 minutos para elaborar uma representação e ensaiar. Em seguida, cada grupo se apresentará para o restante da turma.

Sugestões para os estudantes

O CICLO da água (ciclo hidrológico). Publicado por: Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). 2014. 1 vídeo (ca. 3 min). Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=vW 5-xrV3Bq4. Acesso em: 12 set. 2025.

Essa animação ilustra, de maneira didática, como a água circula no planeta. Ela pode ser sugerida para que os estudantes assistam com a família.

ROCHA, Ruth. Azul e lindo: planeta Terra, nossa casa. São Paulo: Salamandra, 2015. Esse livro mostra a importância de cuidar do planeta Terra, evitando a degradação dos solos, a poluição das águas e a devastação das florestas para garantir qualidade de vida para as futuras gerações.

JATOBÁ, Rosana; JARDIM, Arminda. Água por todo lado. Cotia: Ateliê da Escrita, 2018. Nesse livro, é possível conhecer a história de Lara e Benjamin, que fazem um passeio ao local de onde vem toda a água que abastece a cidade onde vivem. Durante o passeio, eles compreendem por que é preciso valorizar e economizar água e preservar as áreas que ficam no entorno de rios e lagos.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Objetivos

• Reconhecer a importância da água para o ser humano e outros seres vivos.

• Conhecer e apreciar uma obra de cordel.

BNCC

Competências gerais: 3 e 4.

Competência específica: 6.

TCTs: Meio ambiente:

Educação ambiental; Multiculturalismo: Diversidade cultural.

ENCAMINHAMENTO

Se julgar interessante, esta seção pode ser trabalhada de modo interdisciplinar com o componente curricular de Língua Portuguesa, principalmente no que se refere ao campo artístico literário, no qual estão relacionados diferentes gêneros representativos da diversidade cultural.

Explorar a organização do texto em versos e as rimas, destacando que são algumas características de um poema. É interessante comentar a origem da literatura de cordel e suas características. Sugerimos como fonte de consulta o artigo indicado na Sugestão para o professor. Propor uma primeira leitura compartilhada do cordel e verificar possíveis dúvidas.

Fazer a leitura do mapa com os estudantes e, se necessário, mostrar um mapa do Brasil para indicar onde se localiza o estado de Pernambuco.

Explicar que todos os rios, córregos e demais corpos de água superficiais pertencem a unidades chamadas bacias hidrográficas. Esse nome se refere ao fato de determinado território fun-

A importância da água doce DIÁLOGOS

O texto a seguir é um cordel, tipo de poema que pode ser transmitido de forma narrada ou cantada e que é originário das regiões Norte e Nordeste do Brasil. Ele aborda a importância de preservar os componentes da natureza, entre eles as reservas naturais de água doce.

Rio Capibaribe

São trinta e duas cidades

Que o Capibaribe banha, Entre elas Toritama, Limoeiro também ganha

Paudalho e Salgadinho, São Lourenço, o seu caminho, No Recife ele se entranha.

[...]

Preservar a fauna, a flora

E os nossos mananciais

É um sagrado dever

De todos nós, os mortais

A natureza agradece, Pois tudo se fortalece

E viveremos bem mais.

[...]

O rio pede bem pouco

Pra nos ofertar bem mais

Que não derrubemos árvores, Protetoras naturais

[...]

Quer voltar a ser potável, Piscoso e navegável

Mas se encontra doente.

[...]

O “Rio das Capivaras”, Que em tupi é o nome seu, O nosso Capibaribe, Que saudável já viveu, Agora pede “clemência”, Resiste com paciência

A tudo que já sofreu.

São os peixes que mais sofrem

Com a intensa poluição, Vêm à superfície d’água.

Buscar oxigenação

Não resistem aos sofrimentos, Têm seus últimos momentos, Certamente morrerão.

PAIVA, Euclides; QUEIROZ, Pedro. Rio Capibaribe: renascer para sobreviver (sua história, sua vida). Recife, 2003. Literatura de cordel. Folheto idealizado por professores e estudantes do SESI Casa Amarela/Vasco da Gama.

Piscoso: com grande quantidade de peixes.

Clemência: disposição para perdoar.

Oxigenação: processo de obtenção do gás oxigênio, que é o gás que absorvemos do ar na respiração.

cionar como uma bacia, na qual as partes mais altas são os divisores de água e nas partes mais baixas (vales) flui a água. Dessa maneira, toda a água que cai em porções mais elevadas escoa para regiões mais baixas, chegando a córregos e rios. Comentar que os limites políticos de um território nem sempre seguem a divisão natural e, assim, um mesmo município pode pertencer a duas ou mais bacias hidrográficas. Para otimizar o gerenciamento das atividades econômicas e ambientais de um território, as bacias hidrográficas podem ser utilizadas como unidades de gestão.

Verificar se os estudantes compreendem o significado do termo manancial. Ele não entra como glossário porque será explicado na página 48. Nessa atividade, o foco é na rima das palavras, mas é possível sondar conhecimentos prévios dos estudantes.

A atividade 1 deve ser feita individualmente, para que os estudantes tenham tempo suficiente para realizá-la. Se eles sentirem dificuldade, pedir que leiam as palavras finais de cada linha para que percebam as semelhanças e as diferenças nos sons. Auxiliá-los na composição

Observe a fotografia e o mapa a seguir. A fotografia mostra o Rio Capibaribe, no centro histórico de Recife, enquanto o mapa indica a localização desse rio no estado de Pernambuco.

Rio Capibaribe em Recife (PE), em 2024.

Localização do Rio Capibaribe

1. Rimas presentes: banha/ganha/entranha; salgadinho/caminho; mananciais/mortais/mais; agradece/fortalece;

Elaborado com base em: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar. 6. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2012. p. 167.

1 Leia o texto de cordel e anote no caderno os trechos que apresentam rimas. Em seguida, componha um poema com base em um rio que você conhece.

mais/naturais; potável/navegável; seu/viveu/sofreu; clemência/paciência; poluição/oxigenação; sofrimentos/momentos. Os estudantes podem aproveitar essas rimas para compor seu poema.

2 Releia, interprete e comente com os colegas o trecho final do cordel, que relata o efeito da poluição do rio sobre os peixes.

2. Espera-se que os estudantes comentem que os peixes morrem por falta de oxigênio na água ocasionada pela poluição.

3 Quais atitudes os seres humanos podem adotar para preservar a natureza e garantir a vida? Discuta sua resposta com os colegas.

3. Espera-se que os estudantes se refiram a atitudes de preservação dos diferentes ambientes, como os rios.

do poema. Eles podem definir um tema, anotar algumas palavras relacionadas e buscar palavras que rimam para compor seu poema.

Para a atividade 2, explicar o que significa poluição das águas. Trata-se de qualquer ação que mude a composição natural das águas, causando danos aos seres vivos que dependem dela. Os estudantes devem compreender esse conceito para relacioná-lo com as informações do texto.

Na atividade 3, com base nas ideias expostas no poema, os estudantes devem apontar soluções para os problemas que costumamos observar nos rios, que precisam ser mantidos limpos e tratados como espaços de vida para peixes e outros animais aquáticos, além de ser fonte de água potável para a população. Entre essas soluções, eles podem citar: manter a vegetação próxima aos rios e evitar a poluição, entre outras. Esclarecer de que, além da consciência e das atitudes individuais, é essencial que a legislação que rege um território (município, estado ou país) garanta a preservação e a conservação dos elementos naturais em detrimento de interesses pessoais, já que a água é um bem de todos.

Atividade complementar Orientar os estudantes a pesquisar sobre a bacia hidrográfica da região onde vivem, destacando os nomes dos principais rios. Outra proposta de atividade é sugerir aos estudantes que pesquisem o significado do nome Capibaribe, que vem da língua tupi e significa “rio das capivaras” ou “rio dos porcos selvagens”. Essa informação pode dar origem a uma pesquisa sobre nomes de rios brasileiros de origem indígena, como:

• Uberaba (MG): y’beraba: água + brilhante, cintilante = água brilhante, cintilante.

• Piracicaba (SP): pirá: peixe + scykab: fim, chegada = lugar onde chegam os peixes.

• Piracanjuba (GO): pirá: peixe + acanja: cabeça + yuba: amarelo = peixe de cabeça amarela, o dourado.

• Manhuaçu (MG): mandi + yuba: mandi amarelo (peixe) + açu: grande = grande mandi amarelo.

• Iguatemi (MS): yguá: lagoa, enseada + temi: esverdeada = lago ou lagoa verde.

• Guaporé (MT): guá: vale, enseada + por’é: onde existe, onde se forma = onde se forma o vale.

• Guajará-mirim (PA): guajará: árvore da Amazônia + mirim: pequeno = pequena árvore da Amazônia.

Sugestão para o professor

LITERATURA de Cordel agora é Patrimônio Cultural do Brasil. Brasília, DF: Iphan, 13 set. 2018. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/no ticias/detalhes/4819. Acesso em: 11 ago. 2025. Esse artigo trata da origem, da distribuição geográfica e da importância da literatura de cordel no Brasil.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

ENCAMINHAMENTO

Se possível, iniciar o assunto pedindo aos estudantes que observem, cheirem e bebam um pouco de água potável. Em seguida, solicitar que descrevam suas características. Explicar que a água potável deve ser transparente, sem cheiro e sem sabor. A água é uma substância essencial à vida e que tem propriedades químicas e físicas que contribuem para isso.

Sobre a solubilidade, explicar que soluto é o nome dado à substância que pode ser dissolvida e que solvente é o nome da substância presente em maior quantidade, que dissolve as demais substâncias. Fornecer exemplos de soluções à base de água presentes no dia a dia, como a água mineral: água (solvente) e sais minerais (soluto).

Mencionar que, no caso da água doce, a quantidade de sais dissolvidos é menor que na água salgada.

Explicar que, de maneira geral e ao contrário da água, uma substância em estado gasoso é menos densa que no estado líquido, que é menos densa que no estado sólido.

Texto de apoio

No estado líquido, muitas moléculas de água se ligam, por interação eletrostática: um lado de carga parcial positiva de uma molécula se liga a um lado de carga parcial negativa de outra — uma ligação denominada ligação hidrogênio ou ponte de hidrogênio. […] […] as moléculas de água estão em contínuo movimento no estado líquido, e as ligações de hidrogênio constantemente se formam e rapidamente se quebram.

[…]

Algumas propriedades da água

A água tem algumas propriedades que explicam sua importância para a vida dos seres humanos e de outros seres vivos.

Uma dessas propriedades é relacionada à solubilidade, ou seja, à capacidade que um líquido tem de dissolver componentes, como o sal e o açúcar.

Tanto a água de rios e lagos quanto a de mares e oceanos apresentam sais dissolvidos.

A água também tem a capacidade de reter ou perder calor de maneira mais lenta do que outros materiais, como a areia. Como foi apresentado no início desta Unidade, grande parte da superfície do planeta é coberta por água. Desse modo, a água ameniza alterações muito bruscas da temperatura ambiente.

Outra propriedade, chamada densidade, explica por que, em certos locais, é possível observar uma camada de água congelada flutuando sobre água líquida.

Densidade é a relação entre a quantidade de matéria (massa) de um corpo e a quantidade de espaço (volume) que este mesmo corpo ocupa.

Objetos com densidade maior que a da água líquida (mais densos) afundam, enquanto objetos com densidade menor (menos densos) flutuam.

Ao contrário do que ocorre com outros materiais, a água no estado sólido é menos densa que a água no estado líquido, o que permite que seres vivos permaneçam vivos abaixo da camada de gelo em locais muito frios.

[...] No gelo, contudo, cada molécula de água está fixa, e estabelece pontes de hidrogênio com 4 outras, produzindo uma estrutura regular em forma de gaiola, o que provoca uma expansão ou aumento de volume, quando a água líquida se congela ou passa para o estado sólido […]. A menor densidade do gelo […] faz com que lagos e oceanos se congelem do topo para baixo, o que é de extrema relevância para os ciclos de vida dos organismos aquáticos que vivem em regiões frias do planeta. A camada de gelo no topo separa o ar gelado da água de lagos e oceanos, impedindo que essas soluções aquosas e os seres vivos nelas presente se congelem.

CARMONA, Eleonora Cano et al. Importância da água e suas propriedades para a vida. Conexão Água Brasília, DF: MPF, 2016. Disponível em: https://conexaoagua.mpf.mp.br/arquivos/artigos-cientificos/2016/09 -importancia-da-agua-e-suas-propriedades-para-a-vida-1.pdf. Acesso em: 15 set. 2025.

Superfície congelada de lago vista de cima. Abaixo da camada de gelo há carpas nadando.

CIÊNCIAS EM AÇÃO

CIÊNCIAS EM AÇÃO

Objetos flutuantes e não flutuantes

Agora, em grupos, vocês vão testar alguns objetos que podem afundar ou flutuar na água.

MATERIAIS

• Bacia ou balde bem grande e alto com água até cerca de três dedos da borda

• Objetos de vários tipos e tamanhos

Primeiras ideias

• Com base nos objetos esco lhidos, escreva no caderno se você acha que esses objetos afundam ou flutuam na água.

caso, propor tarefas adaptadas para cada um. Caso haja estudantes cegos ou com baixa visão, incentivá-los a manipular os objetos que serão testados e pedir aos colegas do grupo que descrevam oralmente o que ocorre com cada objeto, permitindo a participação de todos.

Representação artística da atividade.

Espera-se que os estudantes comparem a massa e o volume dos objetos para saber se eles afundam ou flutuam. COMO FAZER

1. Coloquem os objetos na água, um de cada vez, e observem o que acontece.

2. Copiem o quadro a seguir no caderno, incluindo uma linha em branco para cada objeto, e depois marquem um X indicando, para cada objeto, se ele flutua ou afunda.

Objeto Flutua Afunda

Observações

Observando e discutindo os resultados

1 Discutam os resultados e, com base nas informações do quadro, separem os objetos testados em dois grupos:

a) os mais densos do que a água; b) os menos densos do que a água.

1. Os estudantes devem associar os objetos que flutuam aos menos densos que a água e os objetos que afundam aos mais densos que a água.

2 Comparem os resultados obtidos com aquele que vocês anotaram nas Primeiras ideias. O que mudou nas suas respostas?

2. Espera-se que os estudantes percebam que sem fazer o teste na água ou sem os dados de densidade de cada objeto pode não ser possível indicar com precisão qual dos objetos afunda ou flutua na água.

Objetivos

• Conhecer algumas propriedades da água.

• Relacionar a flutuabilidade de objetos na água a diferenças de densidade.

• Propor hipóteses e comparar com os resultados obtidos.

BNCC

Competências gerais: 1 e 2.

Competências específicas: 2 e 3.

Habilidade:

22/09/2025 11:50 47

(EF05CI01) Explorar fenômenos da vida cotidiana que evidenciem propriedades físicas dos materiais – como densidade, condutibilidade térmica e elétrica, respostas a forças magnéticas, solubilidade, respostas a forças mecânicas (dureza, elasticidade etc.), entre outras.

ENCAMINHAMENTO

Como se trata de uma atividade em grupo, é importante observar se há estudantes com algum tipo de deficiência ou transtorno e, nesse

A atividade proposta incentiva o teste de hipótese e a elaboração de conclusão com base nos resultados obtidos. Se julgar pertinente, esclarecer que a densidade é uma propriedade dos materiais que representa a quantidade de massa que existe em certo volume, que pode variar com a temperatura. Contar para os estudantes que muitas empresas de reciclagem separam diferentes tipos de plástico com base na densidade — colocados dentro de um vasilhame com líquido de densidade intermediária, alguns plásticos vão boiar e outros, afundar. Orientar os estudantes na construção do quadro e a realizar a atividade 1 com um exemplo de cada grupo (mais e menos denso que a água). Incentivar os grupos a anotar as respostas na lousa. Para auxiliar na condução da atividade 2, propor a construção de um quadro em que os grupos devem comparar, para cada objeto testado, sua ideia inicial e o que foi observado nos resultados. É possível que tenham previsto corretamente o que aconteceria com alguns objetos baseando-se em experiências cotidianas.

O que e como avaliar Questionar os estudantes se a água no planeta pode acabar. Pedir a eles que exponham suas opiniões e as justifiquem. Ao final, propor uma pesquisa coletiva para que todos busquem uma resposta, concluindo que a água viável para consumo corre o risco de acabar. Avaliar nesse momento a postura dos estudantes ao expor seus pontos de vista e ao ouvir os dos colegas.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Objetivos

• Compreender de onde vem a água usada para consumo humano.

• Identificar diferentes usos da água pelo ser humano.

• Reconhecer a importância do tratamento da água e do esgoto.

• Compreender como ocorre a geração de energia elétrica nas usinas hidrelétricas e seus impactos ambientais.

• Propor hábitos para a conservação de água e seu consumo racional e sustentável.

BNCC

Competências gerais: 6, 7, 8 e 10.

Competências específicas: 5, 7 e 8.

Habilidades:

(EF05CI02) Aplicar os conhecimentos sobre as mudanças de estado físico da água para explicar o ciclo hidrológico e analisar suas implicações na agricultura, no clima, na geração de energia elétrica, no provimento de água potável e no equilíbrio dos ecossistemas regionais (ou locais).

(EF05CI04) Identificar os principais usos da água e de outros materiais nas atividades cotidianas para discutir e propor formas sustentáveis de utilização desses recursos.

USO DA ÁGUA PELO SER HUMANO 2

A água que abastece as cidades e que você consome em sua moradia e na escola, por exemplo, vem de uma fonte de água doce.

Mananciais são todas as reservas de água superficiais ou subterrâneas que são utilizadas para uso humano.

A água é vital para o ser humano e é usada tanto para o consumo quanto para diferentes atividades diárias. Há muito tempo, o ser humano utiliza as reservas naturais de água provenientes de rios e lagos ou de águas subterrâneas, acessadas por meio de poços, por exemplo. Os poços são construções em que há uma perfuração profunda no solo para acessar as fontes de águas subterrâneas.

O acúmulo de água nas reservas subterrâneas depende de diversos fatores, como o relevo do local, os tipos de rocha que formam as camadas mais profundas do solo, a frequência de chuva na região, os tipos de solo e o tipo de vegetação que recobre os terrenos.

Em relação ao solo, por exemplo, a permeabilidade dele afeta a capacidade de infiltração da água da chuva e, consequentemente, a reserva de água subterrânea. Devido ao contato com as rochas, as águas subterrâneas apresentam concentrações de sais minerais maiores que as das águas superficiais.

TCTs: Meio ambiente: Educação ambiental e Educação para o consumo; Saúde: Saúde; Economia: Educação financeira; Multiculturalismo: Diversidade cultural. Organize-se

• Página 58: Diálogos — O gasto mensal de energia elétrica. Os estudantes precisarão de uma conta de luz e os materiais para confeccionar os cartazes.

• Página 61: Você detetive. Combinar um momento para entrevistar funcionários da escola.

Quilombola pegando água de poço no Quilombo Conceição em Bequimão (MA), em 2024.

Dica: A permeabilidade do solo é a capacidade de permitir a passagem de líquidos e gases. Há diferentes tipos de solo, que podem ser mais ou menos permeáveis.

ENCAMINHAMENTO

Questionar os estudantes se eles sabem de onde vem a água que sai das torneiras da escola e quais caminhos ela percorreu até chegar lá. Contar de qual ou quais fontes de água deve vir a água que abastece o município onde se localiza a escola.

Identificar a origem e reconhecer a importância da água no dia a dia são os primeiros passos para valorizar o consumo consciente desse recurso natural.

Compreender o que são águas subterrâneas pode ser muito abstrato para os estudantes

2. O relevo do local, os tipos de rocha que formam as camadas mais profundas do solo, a frequência de chuva na região, os tipos de solo e o tipo de vegetação que recobre os terrenos, entre outros.

A represa e o açude são mananciais construídos pelo ser humano. Estas estruturas represam com barreiras a água de fontes naturais e podem formar grandes lagos. Por essa razão, não são considerados fontes naturais de água doce.

A água dos mananciais pode conter microrganismos e substâncias tóxicas, que são prejudiciais à saúde. Por isso, para que a água se torne potável, isto é, própria para o consumo do ser humano, é preciso tratá-la, usando técnicas adequadas.

1. Manancial é uma fonte de água doce que serve para o consumo humano ou para o desenvolvimento de atividades variadas.

1 Explique no caderno o que é manancial.

2 Que fatores podem afetar o acúmulo de água em uma reserva subterrânea? Anote a resposta no caderno.

3 Por que os mananciais subterrâneos apresentam concentrações maiores de sais minerais do que os mananciais superficiais? Responda no caderno.

3. A água de mananciais subterrâneos tem contato maior com rochas, o que favorece maior dissolução de sais minerais.

dessa faixa etária. Explicar que elas não são rios subterrâneos, pois a água preenche espaços entre as rochas e os grãos que compõem o solo. Explicar que, em um solo permeável, a água, por ação da gravidade, se infiltra e pode atingir níveis mais profundos do solo. Nesse caminho, muitas das impurezas da água são naturalmente filtradas. Os poços são perfurados até acessar os reservatórios de água. Quando o reservatório subterrâneo está bem próximo da superfície, pode ocorrer o afloramento, ou seja, a saída de água, formando brejos ou dando origem às nascentes.

orientando-os a reescrever as informações com base no próprio vocabulário.

Atividade complementar

Pedir aos estudantes que façam uma pesquisa sobre quais mananciais abastecem a cidade onde vivem. Orientá-los a registrar informações como: nome dos mananciais, onde se localizam e qual é o tipo (subterrâneo ou superficial). Após a pesquisa, promover uma conversa em sala de aula, discutindo as informações levantadas pelos estudantes. Para complementar a discussão, pedir a eles que avaliem se a água desses mananciais está conservada e se falta água na região.

Sugestão para o professor

IRITANI, Mara Akie; EZAKI, Sibele. As águas subterrâneas do Estado de São Paulo. 3. ed. São Paulo: SMA, 2012. Disponível em: https:// arquivo.ambiente.sp.gov.br/ cea/2014/11/01-aguas-subter raneas-estado-sao-paulo.pdf. Acesso em: 12 set. 2025. Esse material é voltado ao público em geral, para a disseminação do conhecimento acerca da água subterrânea, que é comumente desconhecida pela população.

Sugestões para os estudantes

GARCEZ, Lucília; GARCEZ, Cristina. Água. São Paulo: Callis, 2012.

Esse livro explica o que é a água, como é a distribuição dela na Terra e seu uso pelo ser humano.

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De acordo com as características das rochas, a água pode ser armazenada em seus poros ou fissuras. Assim, nem todos os locais podem ser perfurados para a captação de água subterrânea. Inúmeros fatores influenciam essa capacidade.

Aproveitar para retomar conteúdos relacionados a algumas características do solo, como a permeabilidade, e destacar que existem muitos tipos de solo.

As atividades 1, 2 e 3 exigem o resgate de conteúdos do texto. Caso seja necessário, auxiliar os estudantes a localizar as respostas,

STRAUSS, Rochelle. Uma fonte: a história da água na Terra. São Paulo: Melhoramentos, 2007.

Esse livro trata da história da água no planeta Terra e da importância de preservarmos esse bem tão valioso.

Vista da represa Usina da Pedra no Rio de Contas em Jequié (BA), em 2025.
Vista aérea de açude em São João do Polêsine (RS), em 2024.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

ENCAMINHAMENTO

Mostrar para os estudantes um copo com água ou uma imagem dele e pedir que digam como é possível verificar se a água não está contaminada com microrganismos. Espera-se que eles percebam que não é possível detectar essa contaminação apenas observando a água.

Por isso, toda a água que for consumida deve vir de fontes confiáveis e ser tratada, apesar de não ser uma realidade para toda a população.

No Brasil, em 2025, 16,9% da população não tinham acesso à água potável e 44,8% não tinham coleta de esgoto, de acordo com o Ranking do Saneamento 2025, do Instituto Trata Brasil. Conforme explicitado na portaria indicada em Sugestões para o professor, os responsáveis pela operação do sistema de abastecimento de água têm obrigação de: realizar a gestão de recursos hídricos e proteção de mananciais; avaliar continuamente os sistemas de abastecimento de água; monitorar a qualidade da água, em que se verificam os chamados padrões de potabilidade; realizar a manutenção de registros; e fornecer informações às autoridades de saúde pública.

A testagem da qualidade da água é feita por meio de alguns parâmetros como cor da água; turbidez ou grau de transparência; quantidade de cloro; presença de coliformes fecais e presença da bactéria Escherichia coli.

Para responder à atividade 4, os estudantes deverão resgatar dados do texto e da representação desta página. Reforçar a importância desses procedimentos para evitar a contaminação por doenças veiculadas pela água.

Tratamento da água

A água que usamos em nossas atividades cotidianas pode ser armazenada em caixas-d’água ou cisternas, tipo de reservatório que recolhe e armazena a água das chuvas. A água para consumo deve ser tratada com fervura ou produtos químicos e filtrada ou passar por uma estação de tratamento, como mostra a representação a seguir.

Ao final, são adicionados cloro, a fim de eliminar microrganismos, e flúor, que auxilia na prevenção de cáries.

A água segue do manancial para a estação de tratamento.

A água tratada segue para outro reservatório e é distribuída para os bairros da cidade.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

Em seguida, passa por etapas de adição de substâncias e uso de filtros que retêm as impurezas.

Representação de captação, tratamento e distribuição da água em uma cidade.

Elaborado com base em: COMO a água é tratada? Brasília, DF: Caesb, c2025. Disponível em: https://www.caesb.df.gov.br/como-a-agua-e-tratada/. Acesso em: 10 jul. 2025.

Após o tratamento, a água é considerada potável. No entanto, ao passar pelos encanamentos para chegar até as residências, ela pode receber impurezas. Por essa razão, a água tratada que sai das torneiras ainda deve ser filtrada ou fervida antes de ser consumida.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

4 Com base no esquema, responda às questões no caderno.

a) Que métodos são utilizados para reter as impurezas da água?

b) Por que é importante ferver ou filtrar a água da torneira antes de beber? 4. a) As impurezas são retidas pela adição de substâncias e pelo uso de filtros.

4. b) É importante ferver ou filtrar a água porque, ao passar pelos encanamentos que vão levá-la até as residências, a água pode novamente receber e acumular impurezas.

Sugestões para o professor

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n. 2.914, de 12 de dezembro de 2011. Dispõe sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 14 dez. 2011. Disponível em: https:// bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/prt2914_12_12_2011.html. Acesso em: 19 set. 2025. Essa portaria dispõe sobre os procedimentos relacionados à água para consumo. BRASIL. Ministério da Saúde. Curso básico de vigilância da qualidade da água para consumo humano: módulo III: aula 3. Brasília, DF: MS, 2011. Disponível em: https://bvsms.saude. gov.br/bvs/publicacoes/curso_basiso_vigiliancia_qualidade_agua_modulo_III_aula_3.pdf. Acesso em: 19 set. 2025.

Esse documento traz informações sobre parâmetros básicos relacionados à qualidade da água para consumo humano.

LUIS MOURA

Água em atividades humanas

Além do consumo direto, os seres humanos utilizam a água em diversas atividades. A seguir são apresentados alguns exemplos que mostram como a água é usada em atividades humanas.

Transporte

Com o objetivo de transportar passageiros e cargas ou como meio de lazer, grandes navios atravessam oceanos e mares de um país para outro ou mesmo de um continente para outro. Barcos menores, como as balsas e as canoas, percorrem rios, lagos e canais menores.

O Rio Tapajós, por exemplo, nasce no estado do Mato Grosso e deságua no Rio Amazonas. Ele liga o centro ao norte do Brasil e é importante para o transporte de produtos e pessoas.

Entre as cargas transportadas estão produtos da agricultura, areia, carvão, petróleo e minérios de ferro.

5 Quais são as vias utilizadas pelo transporte realizado em água?

6 Até onde pode chegar um navio de grande porte? Para isso, ele utiliza quais vias?

5. As vias utilizadas são oceanos, mares, rios, lagos e canais.

SAIBA QUE

O Rio Amazonas tem extensão de aproximadamente 6 400 km. Grande parte dos rios brasileiros navegáveis se localiza na região amazônica. Por isso, nessa região, o transporte fluvial, ou seja, feito através de rios e canais, é bastante comum. Barcos, balsas e canoas são os principais meios de transporte, em especial na época de chuvas.

Embarcações no Rio Tapajós em Santarém (PA), em 2024. Ao fundo, porto especializado em transportar cargas como grãos e minérios.

Navio cargueiro sendo carregado com soja para exportação no porto de Paranaguá (PR), em 2023.

2025.

6. Os navios de grande porte podem chegar a outros países e, até mesmo, a outros continentes, utilizando principalmente mares e oceanos como vias.

ENCAMINHAMENTO

Sobre os meios de transporte fluvial comuns aos povos das águas — denominação dada aos povos que moram nas margens dos rios —, contar aos estudantes que, na Amazônia, há pessoas que aprendem a manobrar canoas ainda crianças e as usam como meio de transporte para a escola, por exemplo. As famílias que habitam a várzea vivem em função do ciclo das águas. Por isso, na época do ano em que há mais chuvas e os níveis dos rios sobem, até mesmo bois, vacas e cavalos são transportados de barco para regiões que não alagam. Nessas regiões, é comum ver crianças brincando com barquinhos que eles mesmos talham em partes de plantas.

As atividades 5 e 6 exigem o resgate do conteúdo no livro e evidenciarão se os estudantes compreenderam o que é o transporte hidroviário e sua importância econômica em todo o mundo. O transporte hidroviário também causa desequilíbrios ambientais, já que muitas vezes os rios e os estuários precisam sofrer modificações em seu curso, aprofundamento do leito ou passar por construção de eclusas. Ainda pode haver poluição das águas ou transporte passivo de espécies exóticas, que podem se tornar invasoras.

Sugestão para o professor

22/09/2025 11:50

Questionar quais estudantes já se deslocaram em algum tipo de transporte sobre as águas. Se achar conveniente, comentar que esse tipo de transporte recebe o nome de transporte hidroviário. Os caminhos que esses veículos percorrem são chamados de hidrovias. Mencionar que uma das vantagens dessa forma de transporte é o baixo nível de queima de combustível, quando comparado com o transporte rodoviário. Uma desvantagem, em contrapartida, é que as embarcações são muito dependentes das condições climáticas, como as chuvas e os ventos. Sabe-se que as hidrovias têm importância para a humanidade desde as primeiras civilizações. Em tempos remotos, o Rio Nilo era essencial ao povo egípcio, não somente pela fertilidade que proporcionava às suas terras, mas para a comunicação e o escoamento de mercadorias. Assim, os egípcios dominavam diversas técnicas para a construção de embarcações, desde canoas de junco até barcos de tamanhos variados, movidos a remo ou a velas.

QUAL é o papel do transporte hidroviário no Brasil?

Summit Mobilidade, 9 jun. 2022. Disponível em: https:// summitmobilidade.estadao. com.br/ir-e-vir-no-mundo/ qual-e-o-papel-do-trans porte-hidroviario-no-brasil/. Acesso em: 12 ago. 2025. Esse texto discute os desafios do transporte hidroviário no Brasil.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Transporte no Rio Amazonas durante a cheia em Parintins (AM), em
TARCÍSIO SCHNAIDER/PULSAR IMAGENS
RODOLFO BUHRER/LA IMAGEM/FOTOARENA

ENCAMINHAMENTO

Iniciar explicando que existem no Brasil diversos povos e comunidades tradicionais, que são definidos como:

grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição.

BRASIL. Decreto n. 6.040, de 7 de fevereiro de 2007. Institui a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 7 fev. 2007. Disponível em: https://www. planalto.gov.br/ccivil_03/_ ato2007-2010/2007/ Decreto/D6040.htm. Acesso em: 19 set. 2025.

Alguns exemplos são os povos caiçaras, os jangadeiros, os pescadores e os ribeirinhos, que têm atividades relacionadas à pesca totalmente atreladas a seu modo de vida. Para mais informações sobre esse assunto, ver indicações em Sugestões para o professor.

Ressaltar que todos os tipos de pesca, como a artesanal, a esportiva, a científica e a industrial, podem causar desequilíbrios ao ambiente, caso sejam realizados de maneira indiscriminada. No Brasil, a legislação define algumas práticas como proibidas, visando à conservação ambiental. É o caso das malhas de rede muito finas, que podem capturar peixes jovens, que ainda não passaram pela idade reprodutiva.

Explicar que, diferentemente da pesca artesanal, que é realizada em embar-

Pesca e aquicultura

A água é importante para o ser humano não só pelo seu consumo direto, mas também porque se retira dela uma grande variedade de alimentos. A pesca, por exemplo, é uma atividade importante para muitas comunidades tradicionais, como ribeirinhas e indígenas, que dependem dela para consumo próprio e vendas locais.

Em geral, essas comunidades utilizam técnicas artesanais de pesca que envolvem pequenas embarcações e ferramentas como redes e arco e flecha.

Outra atividade comum em comunidades tradicionais no Brasil é a coleta de animais, como a de caranguejos em áreas de manguezais. Os manguezais são ambientes de transição entre as águas do rio, do mar e do ambiente terrestre e são locais de reprodução para muitos animais. A coleta não deve ser feita nos períodos de reprodução.

Os pescadores artesanais e os catadores geralmente vivem próximos das áreas de onde são retirados os animais e em geral têm bom conhecimento do seu ciclo de vida e melhor época para a atividade.

Além das técnicas apresentadas, existem outras possibilidades de obter alimentos da água. Chamamos de aquicultura o conjunto de técnicas utilizadas no cultivo de algas e na criação e reprodução de ani mais aquáticos que vivem no mar, em ambientes de água doce ou em manguezais. Entre esses animais estão peixes, caranguejos, camarões, mariscos, lulas, ostras e rãs.

para

em Cairu (BA), em 2021. A seta indica um dos caranguejos capturados.

cações pequenas e visa à subsistência, a pesca industrial é realizada em grandes navios, equipados até mesmo com sistema de refrigeração do pescado, visando à comercialização em grande escala. O aumento da pesca industrial, de maneira geral, prejudica as populações tradicionais que dependem da presença dos peixes nos mares, já que a competição é muito desigual.

Ao abordar os manguezais, explicar também que, nesse ambiente de transição, as águas são salobras, ou seja, têm uma quantidade de sais dissolvidos intermediária entre a água doce e a água salgada. Essas regiões são essenciais para o equilíbrio da vida marinha, pois funcionam como berçários naturais, nos quais muitas espécies animais, entre elas muitos peixes, realizam a desova e onde os juvenis dessas espécies iniciam seu desenvolvimento. Mostrar para os estudantes imagens de alguns animais mencionados nestas páginas, como a tilápia, as ostras, os caranguejos e os camarões. Aproveitar para retomar conteúdos sobre características dos animais, comparando algumas delas com o modo de vida de cada animal.

Pesca com arco e flecha feita por indígena da etnia Waurá, na aldeia Piyulaga do Parque Estadual do Xingu, em Gaúcha do Norte (MT), em 2024.
Armadilha
coleta de caranguejo que vive no manguezal na Ilha de Boipeba,

Na aquicultura, os animais são criados em viveiros , espaços reservados para que eles se desenvolvam e que são mantidos na água do rio, do lago ou do mar onde vivem. Esses animais também podem ser mantidos em reservatórios escavados no solo ou em tanques, em condições adequadas para sua criação.

Observe nestas fotografias exemplos de viveiros de aquicultura.

Apesar de ser uma atividade economicamente importante, a aquicultura pode causar impactos ambientais quando feita sem planejamento. Um possível impacto é causado pelo descarte incorreto de resíduos produzidos nos viveiros. Resíduos como animais mortos, excesso de alimento e dejetos podem provocar aumento de matéria orgânica na água e causar contaminação do ambiente. Por isso, é importante o descarte correto dos resíduos produzidos, além do monitoramento constante das condições ambientais do local.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

7. O objetivo da técnica é cultivar algas e criar e reproduzir animais aquáticos para a alimentação, em ambientes de água salgada, água doce ou reservatórios escavados no solo e tanques.

7 Qual é o objetivo da técnica de aquicultura? Em que ambientes essa técnica é desenvolvida? Anote as respostas no caderno.

8 Escreva no caderno os nomes de três seres vivos que podem ser cultivados ou criados por meio da técnica de aquicultura.

8. Os estudantes podem apontar como seres vivos as algas, as lulas, as rãs, os peixes, os mariscos, as ostras, os caranguejos, entre outros animais.

Para as atividades 7 e 8, os estudantes devem resgatar no texto informações sobre a aquicultura. Complementar explicando que, atualmente, a aquicultura é considerada uma alternativa bastante viável à pesca devido à diminuição na quantidade de peixes nos rios e mares. Para mais informações sobre aquicultura, ver Sugestões para o professor

Atividade complementar

Pedir aos estudantes que realizem uma entrevista com os familiares sobre quais organismos aquáticos, como peixes, mexilhões e camarões, a família tem o hábito de consumir. Em sala de aula, pesquisar com eles se esses produtos, em geral, vêm da pesca artesanal, industrial ou da aquicultura. Promover uma discussão sobre os diferentes impactos ambientais do cultivo e dos diferentes tipos de pesca dos organismos mencionados pelos estudantes, incentivando a reflexão sobre como nossos hábitos de consumo, inclusive os alimentares, podem impactar a natureza.

Sugestões para o professor

PESCA artesanal. Publicado por: TV Brasil. 2012. 1 vídeo (ca. 25 min). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=QO9Q2BtxN3w& t=23s. Acesso em: 13 set. 2025.

Esse vídeo ilustra a realidade da pesca artesanal no Brasil e os desafios enfrentados pelos pescadores tradicionais perante a pesca industrial e a degradação dos ambientes naturais.

BRASIL. Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. Pescadores artesanais: conheça o trabalho desses profissionais que vivem da pesca e mantêm uma relação de carinho com a natureza. Brasília, DF: DNOCS, 27 jul. 2022. Disponível em: https://www.gov. br/dnocs/pt-br/assuntos/ noticias/pescadores-arte sanais-conheca-o-trabalho -desses-profissionais-que -vivem-da-pesca-e-mantem -uma-relacao-de-carinho -com-a-natureza. Acesso em: 12 set. 2025. Esse texto conta como é o trabalho dos pescadores artesanais e sua relação com a natureza.

QUEIROZ, Julio Ferraz. Boas práticas de manejo (BPM) para a aquicultura em viveiros escavados e em reservatórios. Circular Técnica 25, Jaguariúna, nov. 2016. Disponível em: https://www. infoteca.cnptia.embrapa. br/infoteca/bitstream/do c/1056919/1/2016CT02.pdf. Acesso em: 12 set. 2025.

Esse documento apresenta boas práticas de manejo recomendadas para reduzir impactos ambientais negativos dos sistemas de produção de peixes, camarões e outros organismos aquáticos.

Fazenda marinha de criação de ostras da Associação dos Ostreiros de Itapissuma (PE), em 2025.
Indígenas da etnia Guarani Mbya da aldeia Nhanderekoa alimentando tilápias criadas em tanques em Itanhaém (SP), em 2025. No detalhe, imagem de tilápia.

ENCAMINHAMENTO

Dependemos de água de qualidade para nos hidratar e para produzir alimentos — tanto vegetais quanto animais. Contar aos estudantes que, no Brasil, aproximadamente 70% do consumo de água é destinado à agropecuária. Ou seja, quando nos alimentamos, estamos utilizando água indiretamente; por isso, o desperdício de alimentos se reflete em desperdício de água.

Algumas técnicas de irrigação, quando realizadas indiscriminadamente e em horários inadequados, podem ser muito ineficientes, já que grande parte da água escoa na superfície do solo, podendo causar erosão, além da perda por evaporação. Nesse sentido, a irrigação por gotejamento é muito interessante, devido à economia de água que proporciona. Algumas técnicas de utilização de água de reúso para irrigação também podem evitar o desperdício.

Na atividade 9, complementar dizendo que a irrigação permitiu controlar um dos fatores externos que influenciam a agricultura, a disponibilidade de água no solo.

Agricultura

A água é essencial para a agricultura.

Em uma área de cultivo a céu aberto, o desenvolvimento de cada tipo de planta depende de fatores externos, como a intensidade da luz solar, o tipo de solo, a temperatura, a umidade do ar e a ocorrência de chuvas e ventos.

Dica: As plantas precisam do ar, da luz solar e da água para fazer a fotossíntese.

Em geral, as chuvas não são regulares ao longo do ano ou podem ser mais escassas, dependendo da região. Para contornar isso, foram desenvolvidas técnicas para irrigação

A irrigação é praticada pelos seres humanos na agricultura há milhares de anos e é feita através de diversos métodos que podem ser mais ou menos adequados para cada situação.

A irrigação por aspersão ocorre por meio de um dispositivo que espalha a água como se fosse uma chuva. Observe um exemplo na fotografia a seguir.

Aspersão: ato de espirrar ou borrifar um líquido como a água.

Na atividade 10, comentar que o Brasil é um dos países que mais utiliza agrotóxicos como pesticidas e herbicidas, muitos dos quais com potencial cancerígeno comprovado, que são proibidos em muitos países desenvolvidos. O processo de escoamento e drenagem da água em contato com o solo pode levar esses produtos para os rios, ameaçando a qualidade da água e a vida aquática.

Na atividade 11, contrapor que, assim como em outros setores produtivos, o uso da tecnologia pode provocar a redução de postos de trabalho no campo. Já na atividade 12, complementar que existem alternativas à agricultura em larga escala convencional, como a agricultura orgânica e a agroecológica.

A irrigação por gotejamento é outro exemplo de técnica de irrigação, na qual canais com pequenos furos distribuem a água em pequenas quantidades direto na superfície do solo. É considerado um sistema eficiente, pois a água é aplicada apenas nos locais necessários.

por gotejamento em plantação de café em Águia Branca (ES), em 2024.

Para conhecer opções ao modelo de agricultura convencional, ver Sugestões para o professor sobre o potencial agroecológico da agricultura familiar de comunidades ribeirinhas. Se julgar oportuno, também é valido mencionar que a hidroponia é uma técnica de plantio em uma solução que contém água e os nutrientes necessários ao desenvolvimento das plantas. Com a ausência de solo, são utilizados outros substratos como areia, serragem, fibra de coco e casca de árvore. Comparada às outras técnicas de cultivo, a hidroponia é considerada vantajosa porque, quando aplicada corretamente, permite, entre outras características:

• ocupar menos espaço físico e consumir menos água do que o cultivo em terra;

• proteger as plantas das variações do clima;

• evitar as doenças transmitidas por seres vivos que habitam o solo;

• controlar os insetos e as ervas daninhas com mais facilidade;

• cultivar as plantas em qualquer época do ano e até mesmo em regiões desérticas ou rochosas, onde o solo geralmente não é produtivo.

Irrigação
canal de distribuição de água
Plantação de cenoura irrigada por aspersão em Caconde (SP), em 2024. 50 cm

10. Espera-se que os estudantes respondam que o excesso de água pode causar desgaste do solo, fazendo com que ele seja carregado para rios. Além de afetar a passagem da água, os rios podem ser contaminados com fertilizantes e inseticidas, afetando a saúde de todos que consomem essa água.

Quando feita sem controle, a irrigação pode afetar o ambiente. O excesso de água escorre pela superfície, podendo arrastar partículas do solo para rios próximos. Isso provoca redução da profundidade dos rios, afetando a passagem da água. A água também pode carregar fertilizantes e inseticidas para rios e lagos. A contaminação dessas fontes de água pode afetar a saúde das pessoas e de outros seres vivos que dependem da água.

9. A agricultura é influenciada pela ocorrência de chuvas e ventos, a intensidade da luz solar, o tipo de solo, a temperatura e a umidade do ar.

9 Quais são os fatores externos que influenciam a agricultura? Responda no caderno.

10 Localize no texto e explique com suas palavras um possível impacto ambiental que pode ser causado pela irrigação.

Com o avanço das tecnologias e das pesquisas científicas na área, houve melhorias na agricultura. Entre os avanços estão: aumento na produção de alimentos, menor esforço e maior eficiência no plantio e na colheita e meios mais eficazes de estocar e armazenar os alimentos.

Um exemplo são as máquinas usadas para a distribuição de sementes e para a colheita. No entanto, o cultivo em grande escala requer atenção, pois pode causar desmatamento e contaminação de solos, rios e águas subterrâneas se feito sem os devidos cuidados

Colheita mecanizada em plantação de cana-de-açúcar em Ivinhema (MS), em 2024.

Ao final, organizar as respostas na lousa e orientar os estudantes a elaborar um glossário coletivo no caderno

Sugestões para o professor

ANDRADE, Camilo de Lelis Teixeira de; BRITO, Ricardo Augusto Lopes. Métodos de irrigação e quimigação. Circular Técnica 86, Sete Lagoas, dez 2006. Disponível em: https://www.in foteca.cnptia.embrapa.br/ bitstream/doc/490418/1/ Circ86.pdf. Acesso em: 12 set. 2025.

Essa publicação apresenta os principais métodos e sistemas de irrigação utilizados no Brasil.

11 Como o desenvolvimento tecnológico trouxe melhorias para a agricultura? Responda no caderno.

11. O desenvolvimento de novas tecnologias permitiu aumento na produção de alimentos, menor esforço e maior eficiência no plantio e na colheita e meios mais eficazes de estocar e armazenar os alimentos.

12 Quando a agricultura é feita em grande escala, quais impactos ambientais podem acontecer? Anote a resposta no caderno.

12. A agricultura em grande escala, quando feita sem os devidos cuidados, pode causar desmatamento e contaminação de solos, rios e águas subterrâneas.

Muitas das hortaliças encontradas nos supermercados e nas feiras têm origem no cultivo hidropônico.

Atividade complementar

Explicar o tema do artigo “Sistemas agroflorestais biodiversos conservam e melhoram a qualidade do solo”, indicado em Sugestões para o professor, e selecionar trechos dele para tirar cópias para os estudantes. Orientar os estudantes a formar grupos de até quatro integrantes, a ler o texto e a buscar no dicionário as palavras que não conhecem. Pedir que elaborem, em uma folha de papel avulsa, três questões sobre o texto. Explicar que as atividades devem avaliar o entendimento de aspectos da agrofloresta como sistema produtivo de alimentos que também regenera o ambiente, promovendo a reflexão sobre a restauração do solo e de nascentes. Com as atividades prontas, pedir aos estudantes que troquem as questões com outro grupo e respondam àquelas que receberam. Na sequência, é possível promover uma discussão coletiva das respostas.

FRARE, Julio Cesar Vieira; OLIVEIRA, Ivanildo Amorim de; FREITAS, Ludmila de. Potencial agroecológico da agricultura familiar de comunidades ribeirinhas agroextrativistas do Marajó, Amazônia Oriental. Revista Unimar Ciências, v. 26, n. 1-2, 2017. Disponível em: https:// ojs.unimar.br/index.php/cien cias/article/view/513. Acesso em: 13 ago. 2025.

Esse artigo relata pesquisa que buscou identificar o potencial agroecológico em comunidades agroextrativistas. PADOVAN, Milton Parron. Sistemas agroflorestais biodiversos conservam e melhoram a qualidade do solo. Brasília, DF: Embrapa, 15 abr. 2021. Disponível em: https://www.embrapa. br/busca-de-noticias/-/noti cia/60691759/artigo---sis temas-agroflorestais-biodi versos-conservam-e-melho ram-a-qualidade-do-solo. Acesso em: 16 set. 2025.

Esse artigo trata da importância dos sistemas agroflorestais.

ENCAMINHAMENTO

Antes de iniciar a leitura do texto, questionar os estudantes se já viram, em jornais, revistas, noticiários ou documentários da TV, imagens ou textos que se refiram à instalação ou ao funcionamento de uma usina hidrelétrica. Questionar também se na região onde vivem existem usinas hidrelétricas em atividade. Caso haja, questionar se alguém já visitou o local. Em caso positivo, pedir aos estudantes que contem aos colegas suas observações. Orientá-los a conversar com adultos para obter informações — se estes souberem — sobre o histórico da usina, desde sua inauguração.

Se julgar pertinente, utilizar um esquema em corte de uma usina hidrelétrica para visualizar o que são e como estão relacionados: barragem, turbina, gerador, transformador e rede de transmissão.

Mencionar que, para garantir o movimento das turbinas das usinas hidrelétricas, é preciso que o reservatório de água da usina tenha armazenado um grande volume de água, para que as pás das turbinas girem com velocidade suficiente para o funcionamento dos geradores.

Na entrada das cidades, há outros transformadores. Eles têm a função de adequar a intensidade da energia elétrica que percorre as redes de transmissão para que ela possa ser consumida por máquinas e equipamentos, tanto nas cidades quanto na área rural. As torres e os fios das redes de transmissão são responsáveis pelo transporte da energia elétrica a longas distâncias.

Na atividade 13, comentar que, em casos como esse, é necessário recorrer a outras formas de gerar energia elétrica.

Geração de energia elétrica

Além dos usos já apresentados, a água pode ser utilizada para gerar energia elétrica. As usinas hidrelétricas são as responsáveis por transformar o movimento da água em energia elétrica.

Para que uma usina hidrelétrica funcione, é preciso represar a água de um rio e armazená-la em grande quantidade. Essa água fica retida por um muro grande denominado barragem, como mostra a fotografia.

Usina hidrelétrica de Belo Monte em Vitória do Xingu (PA), em 2025.

A água represada é conduzida por tubulações e move grandes turbinas, que são ligadas a geradores , equipamentos que transformam o movimento das turbinas em energia elétrica. A energia elétrica produzida passa por transformadores e destes para as redes de transmissão, que levam a energia elétrica a diferentes locais da cidade por fios suspensos nos postes das ruas e por cabos que ficam embaixo da terra.

No Brasil, são as usinas hidrelétricas que geram a maior parte da energia que usamos para acender as luzes das casas e conectar os aparelhos que funcionam ligados na tomada.

Para que a energia elétrica gerada seja suficiente e atenda a população à qual se destina, é preciso que o volume anual de chuvas, tanto na região do reservatório de água da usina quanto em toda a extensão dos rios que o abastecem, seja suficiente para garantir o armazenamento adequado de água.

Quando a matriz energética de determinada população é baseada em apenas um tipo principal de fonte, isso pode ser considerado uma fragilidade do sistema, o que torna a geração de energia pouco sustentável. No Brasil, as termoelétricas, que usam combustíveis fósseis, são acionadas apenas em períodos de seca. Porém, muitos países ainda dependem dos combustíveis fósseis para gerar energia. Os combustíveis fósseis são recursos não renováveis e se formaram a partir da decomposição da matéria orgânica ao longo de milhões de anos; incluem o petróleo (e seus derivados), o gás natural e o carvão mineral. A queima de combustíveis fósseis libera gases poluentes que intensificam o efeito estufa. Por isso, a cada ano, os países estão investindo mais em fontes alternativas de energia, baseadas em recursos renováveis, como a energia solar e a eólica.

Em relação aos impactos ambientais causados pela implantação de usinas hidrelétricas, comentar que peixes de água corrente, por exemplo, podem não se adaptar a ambientes represados. A presença da barragem pode dificultar ou impedir a subida de certas espécies de peixes pelos rios durante a piracema, que é o período de reprodução desses animais.

represa
barragem

13. Espera-se que os estudantes respondam que, possivelmente, o que pode causar situações como essa é o volume menor de chuvas na região onde ficam os reservatórios dessas usinas e nos rios que abastecem essas represas.

Quando chove menos que o necessário, é preciso acionar outros tipos de usina para manter o fornecimento de energia elétrica para a população. Essas usinas utilizam outros recursos naturais como fonte de energia, como o carvão e o petróleo, que são combustíveis fósseis. A queima deles polui o ar.

13 Em determinadas épocas do ano, os reservatórios de água de usinas hidrelétricas podem atingir um nível muito baixo de armazenamento de água. O que pode causar situações como essa? Converse com os colegas sobre isso.

Apesar de seu funcionamento não gerar tantos poluentes, a construção de uma usina hidrelétrica provoca impactos no ambiente. O represamento da água provoca inundação em grandes áreas, causando a morte de plantas. A decomposição das plantas submersas gera gases poluentes. Alguns animais podem ser resgatados, outros fogem para áreas próximas e alguns também acabam morrendo. Os animais que vivem no rio represado também são impactados com a alteração no ambiente onde vivem. Além disso, comunidades humanas podem ser retiradas de suas moradias e deslocadas para outras regiões, o que pode afetar seus modos de vida.

Árvores mortas e pescadores em área inundada pela construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte em Vitória do Xingu (PA), em 2017.

14 Com um colega, elabore no caderno um texto com suas palavras para explicar por que, apesar da sua importância, a implantação de uma usina hidrelétrica pode causar impactos na região.

14. Resposta pessoal. Ver orientações no Encaminhamento.

15 Em sala de aula, leia seu texto para a turma e depois ouça o que as outras duplas escreveram.

15. Resposta pessoal.

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entre outros. Ressaltar a importância da exigência do licenciamento ambiental como forma de regular as atividades que afetam o meio ambiente.

Explicar aos estudantes que é comum, em muitos países do mundo, a busca por diferentes fontes de energia elétrica.

A atividade 14 exige a interpretação e a produção de texto, com base no resgate de conteúdos abordados. Antes que os estudantes realizem essa atividade, certificar-se de que eles compreenderam as consequências da construção de uma barragem em um rio para a construção de uma usina hidrelétrica. É possível pedir a eles que façam, além do texto, um desenho, que pode ser exposto com a leitura a ser realizada na atividade 15. Nesse momento, convidar os estudantes que se sentirem mais à vontade para compartilhar as respostas deles primeiro. Orientá-los a ouvir os colegas com atenção e a sugerir, com respeito, complementos para as respostas, se acharem necessário.

22/09/2025 17:42

As plantas também são prejudicadas, pois o terreno é alagado. A construção da barragem também pode afetar a qualidade da água, já que ocorre um aumento da decomposição dos seres vivos na área que foi inundada. Além disso, muitas vezes surge a necessidade de deslocar diversas famílias para locais distantes e até mesmo outras cidades, o que pode provocar mudanças nas comunidades e impactos sociais. Nesse caso, é fundamental que seja feito um trabalho prévio de orientação dessas famílias que moravam na região onde a usina foi construída.

Antes da construção de grandes empreendimentos, como é o caso de hidrelétricas, a legislação exige que haja um processo de licenciamento ambiental. Nesse processo, os órgãos fiscalizadores exigem uma série de estudos que mensuram os impactos ambientais que serão gerados. Ao final, caso o empreendimento seja aprovado, o empreendedor deve realizar uma série de ações para a compensação ou minimização dos impactos, como reflorestamentos, realocação da população afetada, resgate de fauna, programas de educação ambiental,

Objetivos

• Compreender como ocorre a geração de energia elétrica nas usinas hidrelétricas e seus impactos ambientais.

• Compreender as informações presentes em uma conta de luz.

• Reconhecer hábitos que geram desperdício de energia elétrica nas residências.

• Propor formas de reduzir o consumo de energia elétrica em casa, evitando o desperdício.

BNCC

Competências gerais: 7 e 10.

Competências específicas: 5 e 8.

Habilidades:

(EF05CI02) Aplicar os conhecimentos sobre as mudanças de estado físico da água para explicar o ciclo hidrológico e analisar suas implicações na agricultura, no clima, na geração de energia elétrica, no provimento de água potável e no equilíbrio dos ecossistemas regionais (ou locais).

(EF05CI04) Identificar os principais usos da água e de outros materiais nas atividades cotidianas para discutir e propor formas sustentáveis de utilização desses recursos.

TCTs: Meio ambiente: Educação ambiental e Educação para o consumo; Economia: Educação financeira.

ENCAMINHAMENTO

O gasto mensal de energia elétrica

É preciso pagar pela energia elétrica consumida em uma residência ao acender lâmpadas e ligar os diversos aparelhos elétricos. Por isso, todo mês as empresas que comercializam energia elétrica enviam uma conta para os imóveis que têm um relógio de luz, que é, basicamente, um medidor do consumo de eletricidade.

Valores muito altos na conta podem ser um indicativo de que é preciso mudar alguns hábitos de consumo de energia elétrica. Você estudou que a produção de energia elétrica pode causar impactos ambientais, como os mencionados no caso das hidrelétricas, o que reforça a necessidade de um consumo consciente de energia elétrica.

Acompanhe um modelo genérico de conta de luz de uma residência. Modelo de relógio de luz residencial.

1 Dados pessoais.

3 Data de vencimento da conta e valor total a ser pago.

2 Data em que foi feita a leitura do relógio de luz.

4 Histórico do consumo (a quantidade de energia usada nos 12 meses anteriores).

5 Quantidade mensal de energia elétrica consumida.

Conta de luz de uma residência fictícia. Nos destaques, observe algumas informações importantes.

Esta seção aborda assuntos relacionados à educação financeira e, por isso, é interessante que ela seja trabalhada com o componente curricular de Matemática: É nesse ponto que o ensino de Educação Financeira se torna essencial […], por meio das atividades propostas em seu produto educacional, aposta que a escola pode ser um ambiente adequado para o aprendizado de Educação Financeira, já que a disciplina é uma demanda da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O objetivo é desenvolver competências socioambientais, socioemocionais, socioeconômicas, assim como habilidades matemáticas.

MARINHO, Fabio Cardoso; PINTO, Gisela Maria da Fonseca. A Educação Financeira Crítica no contexto interdisciplinar nos estudos de Ciências e Matemática. Educação Matemática Debate , Montes Claros, v. 8, n. 15, ago. 2024. Disponível em: http://educa.fcc.org.br/scielo.php?pid=S2526-61362024000200103&script=sci_arttext. Acesso em: 19 set. 2025.

1 Analise a conta de luz da página anterior. Entre as informações registradas nela, indique no caderno:

a) o campo da conta que você deve consultar para descobrir o mês e o ano a que a conta se refere e o consumo de energia elétrica em kWh (quilowatt-hora, unidade de medida que indica a quantidade de energia elétrica consumida).

1. a) Campo 2 e campo 5

b) o campo da conta que você deve consultar para descobrir os meses de maior e de menor consumo.

1. b) Campo 4.

2 Você acha que aproveitar a luz natural do dia é uma maneira de economizar energia elétrica? Por quê?

2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes concordem que aproveitar a luz natural do dia economiza energia porque evita o gasto de energia elétrica com luz artificial.

VOCÊ DETETIVE

• Em casa, peça a um adulto de seu convívio que empreste uma conta de energia elétrica do ano atual. Consultando a conta com ele, localize e anote no caderno os dados solicitados a seguir.

Respostas pessoais.

a) O mês e o ano a que a conta se refere e o consumo de energia elétrica em kWh.

b) O valor total a ser pago

3 Desconsiderando o ano, compare a conta de sua residência com a conta fictícia apresentada anteriormente, observando as semelhanças e as diferenças entre elas. Depois, responda às questões no caderno.

a) Qual das residências consumiu mais energia elétrica?

b) É possível que seus hábitos do cotidiano influenciem o valor da conta de energia elétrica?

3. Respostas pessoais.

4 Em sua avaliação, há desperdício de energia elétrica em sua residência?

Caso haja, como você poderia evitá-lo? Converse com os colegas.

4. Respostas pessoais. Ver orientações no Encaminhamento.

5 Para realizar esta atividade, sigam as orientações do professor e depois façam o que se pede.

a) Separem os seguintes materiais: uma folha de cartolina; lápis de cor ou canetinhas coloridas; uma régua; lápis grafite e borracha.

b) Com esses materiais, elaborem cartazes com desenhos e frases mostrando como economizar energia em casa.

5. Espera-se que os estudantes incluam nos cartazes situações que envolvam algumas das ações citadas na atividade 4

Na atividade 1, auxiliar os estudantes a localizar os campos com cada informação. Na atividade 2, comentar que algumas casas e outros imóveis são projetados para aproveitar ao máximo a luminosidade natural vinda de portas e janelas.

Orientar os estudantes sobre a investigação no Você detetive . Garantir que eles compreenderam as questões que devem ser respondidas em casa, com um adulto, e que devem trazer a conta ou os valores dela para a sala de aula, para as outras atividades. Comentar que, hoje em dia, muitas pessoas escolhem receber suas contas

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Na atividade 4, os estudantes podem citar ações que evitam o desperdício e permitem economizar energia, como tomar banhos curtos; não deixar a televisão ou o computador ligados; evitar abrir a geladeira muitas vezes; apagar a luz quando sair de um cômodo; não acender as luzes dos cômodos enquanto o dia estiver claro; não abrir portas e janelas de um cômodo se houver aparelho de ar-condicionado funcionando; só ligar a máquina de lavar roupa ou louça quando houver bastante roupa ou louça suja; entre outras ações.

Na atividade 5, após os cartazes estarem prontos, organizar uma exposição com os estudantes.

Se achar oportuno, comentar que, além dos hábitos de consumo, épocas de escassez hídrica podem aumentar o valor da conta, pois há necessidade de acionamento das usinas termoelétricas. Para saber como funcionam as bandeiras tarifárias na conta de energia elétrica, ver texto em Sugestão para o professor Comentar que, em residências, a instalação de painéis solares para aquecimento da água é viável, já que o retorno financeiro do investimento se dá em alguns anos. Já a instalação de sistemas para a geração de energia elétrica fotovoltaica ainda é bastante onerosa para a realidade da população brasileira.

Sugestão para o professor

22/09/2025 11:50

no formato digital, evitando uso de papel para impressão. Explicar que, além das casas, outros imóveis, como lojas comerciais, hospitais, fábricas e escritórios, pagam conta de luz.

Na atividade 3, é importante que os estudantes reconheçam que seus hábitos podem influenciar na economia de energia elétrica. Eles podem justificar diferenças com base, por exemplo, no clima da região onde moram. Caso morem em regiões quentes do Brasil, provavelmente recorrem bastante a ventiladores e aparelhos de ar-condicionado, o que encarece a conta de luz.

NASCIMENTO, Luciano. Conta de luz terá bandeira tarifária vermelha patamar 2 em agosto. Agência Brasil, 25 jul. 2025. Disponível em: https:// agenciabrasil.ebc.com.br/eco nomia/noticia/2025-07/agos to-tera-bandeira-tarifaria-ver melha-patamar-2-decide-ane el. Acesso em: 16 set. 2025. Esse artigo explica o acionamento da bandeira tarifária vermelha, em agosto de 2025, em função das chuvas abaixo da média no país.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

ENCAMINHAMENTO

Explicar aos estudantes que muitas substâncias lançadas no esgoto não são biodegradáveis, ou seja, não sofrem decomposição por microrganismos. Além disso, dejetos como fezes humanas e restos de alimentos, apesar de serem biodegradáveis, são considerados poluidores ao serem lançados na água, pois comprometem sua qualidade e, em consequência, a saúde das pessoas.

Um mesmo rio pode passar por diversos municípios e, caso um dos municípios despeje esgoto não tratado, isso vai comprometer a qualidade da água que chegará ao município seguinte. Ressaltar que o tratamento de esgoto não torna a água potável, mas a torna apta para ser devolvida à natureza.

Estimular a leitura compartilhada e atenta do esquema de destino do esgoto (tratado e não tratado). Contar que, em locais sem sistema de coleta de esgoto, como ocorre em algumas áreas rurais (chácaras, sítios, fazendas), uma alternativa é o uso de fossas sépticas, sistema de tratamento de esgoto formado por tanques com paredes impermeáveis que ficam enterrados no solo. O esgoto é lançado nesses tanques, que devem ser limpos uma vez por ano. Isso evita a contaminação do solo e dos reservatórios de água subterrânea.

No Você detetive, a atividade 1 estimula os estudantes e suas famílias a se informar sobre as condições sanitárias do bairro onde vivem. Na atividade 2, orientar os estudantes para que verifiquem se os funcionários escolhidos aceitam participar das entrevistas. Organizar a turma em trios. Cada trio fará as mesmas questões para três funcio-

O que fazer com a água que descartamos?

Após o consumo, a água descartada de residências, escolas, escritórios, hospitais, lojas comerciais e fábricas recebe o nome de água servida ou esgoto O esgoto contém materiais como fezes, urina, fios de cabelo, restos de sabão, detergentes, desinfetantes, restos de alimentos, entre outros.

Para que não transmita doenças ou atraia animais transmissores de doenças, o esgoto deve ser coletado e tratado antes de ser lançado em reservas de água da natureza, como mares, rios, lagos e represas.

Observe a seguir como funciona o tratamento do esgoto.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

ligações irregulares redes coletoras de esgoto córrego contaminado por esgotos irregulares deságua no rio

1 O esgoto sai dos imóveis por meio das redes coletoras e chega à estação de tratamento.

2 Antes de ser tratado, o esgoto passa por grades que retêm pedaços maiores de resíduos, como embalagens plásticas.

3 4 5 e 6 Ao longo dessas etapas, a maior parte dos resíduos que sobraram é separada da água.

7 Após o tratamento do esgoto, a água resultante não pode ser bebida, mas pode ser utilizada para lavar ruas e regar jardins. A água não aproveitada é lançada em um rio.

Representação mostrando o destino do esgoto tratado e não tratado. Os números indicam algumas etapas em uma estação de tratamento de esgoto.

Elaborado com base em: O PROCESSO de tratamento. São Paulo: Sabesp, c2025. Disponível em: https://www.sabesp.com.br/o-que-fazemos/solucoes-para-esgotos/ tratamento-esgotos/o-processo-tratamento. Acesso em: 12 jul. 2025.

nários da escola. Caso os estudantes tenham dificuldade de encontrar as informações com familiares e membros da comunidade escolar, é possível propor uma pesquisa sobre a geração, a coleta e o tratamento de esgoto no município. Sobre o assunto, consultar os materiais indicados em Sugestões para o professor Caso os estudantes identifiquem, na cidade onde vivem, bairros onde não há rede de coleta e tratamento de esgoto, orientar a turma a escrever no caderno uma carta coletiva que poderá ser enviada à Administração Regional, Subprefeitura ou Prefeitura do município a que o bairro pertence. Pedir aos estudantes que não se esqueçam de solicitar informações sobre a possível instalação de uma rede coletora e de tratamento de dejetos nesse local. Auxiliar na escrita e no envio dessa carta. Essa abordagem tem como objetivo estimular a participação social nas questões relativas à qualidade de vida da população de sua cidade, percebendo que essa conduta é tanto um direito como um dever do cidadão. Caso seja escrita uma carta

Em muitas cidades brasileiras, o esgoto não passa pela rede de tratamento e é lançado, por meio de ligações irregulares, em canais ou em córregos que desembocam em rios maiores ou diretamente no mar. Esse tipo de situação causa impacto ambiental pela contaminação da água. Por consequência, gera danos à vida das plantas e dos animais, incluindo os seres humanos, que dependem dessa água.

Esgoto doméstico sem tratamento lançado no Rio São Bartolomeu no centro da cidade de Viçosa (MG), em 2025.

Para ampliar seu conhecimento sobre as informações descritas anteriormente, realize as atividades do boxe Você detetive apresentado a seguir.

VOCÊ DETETIVE

1. Converse com um adulto que more com você sobre as questões a seguir. Caso ele não saiba as respostas, pesquisem juntos. Anote as respostas no caderno. 1. Respostas pessoais. Ver orientações no Encaminhamento.

a) No bairro onde você mora, há rede de coleta de esgoto?

b) O esgoto é enviado para uma estação de tratamento?

c) Caso não haja esse serviço, como o esgoto é descartado?

2. Com dois colegas, entrevistem três funcionários da escola para descobrir qual é a situação do tratamento de esgoto nos bairros onde eles moram. Repitam as questões da atividade 1 e anotem as respostas dos funcionários no caderno. Depois, compartilhem as informações com os colegas.

2. Resposta pessoal. 61

Sugestões para o professor

ATLAS Esgotos: despoluição de bacias hidrográficas. Brasília, DF: ANA, c2025. Disponível em: https://www.ana. gov.br/atlasesgotos/. Acesso em: 16 set. 2025.

Esse site traz informações sobre geração, coleta e tratamento de esgoto no Brasil. É possível acessar os dados por estado e por município.

CONHEÇA o SNIS. Brasília, DF: SNSA, c2025. Disponível em: https://app4.cidades.gov. br/serieHistorica/. Acesso em: 14 set. 2025.

Essa página traz informações sobre a atuação da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental. Pode ser também indicada aos responsáveis pelos estudantes para que tenham conhecimento sobre saneamento básico.

INSTITUTO TRATA BRASIL. São Paulo, c2025. Disponível em: https://tratabrasil.org.br/. Acesso em: 14 ago. 2025.

O Instituto Trata Brasil é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), formada por empresas com interesse nos avanços do saneamento básico e na proteção dos recursos hídricos do país. Também pode ser indicado aos responsáveis dos estudantes para que ampliem seus conhecimentos sobre saneamento básico.

22/09/2025 17:43

coletiva, ela poderá ser entregue na Prefeitura por um responsável designado pela escola ou enviada por e-mail. Muitas prefeituras mantêm uma ouvidoria em seus sites e esse fato pode ser explorado, indicando aos estudantes as formas adequadas de se dirigir aos seus representantes e incentivando-os a agir dessa maneira sempre que necessário.

Atividade complementar

Realizar um jogo no qual os estudantes deverão julgar afirmações sobre o saneamento básico como verdadeiras ou falsas. Para isso, levar a turma a uma área ampla, como o pátio ou a quadra da escola, e riscar com giz uma linha no chão. Selecionar um lado para representar a verdade e outro lado para representar a mentira. Após ler cada afirmação, pedir aos estudantes que se posicionem em um lado ou outro, de acordo com o julgamento pessoal. Quando os estudantes estiverem posicionados, apresentar as respostas.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

ENCAMINHAMENTO

Propor a realização de uma brincadeira. Convidar cinco estudantes para ficarem de pé, de frente para a turma. Pedir a eles que citem atividades do dia a dia em que utilizam água. Eles devem dizer, um de cada vez, sem repetir as atividades, em rodadas. O estudante que, em sua vez, não se lembrar de nenhuma atividade, volta para seu lugar, até que restará apenas um à frente, o vencedor do jogo. À medida que os estudantes falarem, construir uma lista na lousa. Ao final, questionar em quais das atividades elencadas é possível economizar água e como é possível fazer isso. Sabemos que as preocupações que envolvem o consumo de água são reais e urgentes em todo o planeta. Órgãos internacionais alertam para crises hídricas previstas para as próximas décadas e também destacam problemas atuais de escassez de água, frequentemente relacionados à poluição da água e aos outros impactos ambientais. O uso racional de água deve ser meta de todos, especialmente dos setores agrícola e industrial, atividades em que o consumo é maior. Porém, há outros setores que podem fazer um uso mais consciente da água. Por exemplo, o desperdício, que pode ocorrer na captação, na distribuição e no uso da água, chega a quase 40% do total de água tratada no país. Os vazamentos nas antigas tubulações e as ligações clandestinas são responsáveis por grande parte do desperdício. Cabe aos gestores dos municípios a fiscalização das empresas concessionárias para a manutenção das tubulações. Aos cidadãos, cabe o dever de comunicar aos órgãos gestores a ocorrência de vazamentos e cobrar soluções.

Evitando o desperdício

Acreditar que há muita água disponível na natureza pode ser uma das razões que levam algumas pessoas a desperdiçá-la nas atividades diárias em suas casas ou mesmo em indústrias e atividades agrícolas.

A água de boa qualidade é fundamental para a saúde e para o bem-estar do ser humano. Por isso, é preciso que cada um de nós repense em como utiliza e conserva esse recurso natural.

Pensando nessas ideias, leia as informações a seguir com algumas dicas sobre como evitar o desperdício de água em determinadas partes de uma residência.

1. No jardim, no quintal e na calçada.

• Regar as plantas com regador ou mangueira com esguicho dosador (que controla o fluxo da água). Fazer isso de manhã cedo ou à noite, quando a perda de água por evaporação é menor que nos horários de sol muito forte.

• Usar a vassoura para varrer a calçada ou a área comum de prédios, e não a mangueira. Caso seja muito necessário lavar esses espaços, utilizar água de reúso , isto é, a água reaproveitada do enxágue da máquina de lavar, usada na piscina ou captada da chuva, por exemplo.

Representação artística de atitudes que evitam o desperdício de água na área externa de uma casa.

Se achar conveniente, comentar com os estudantes que, em todas as residências, são instalados aparelhos chamados hidrômetros, nos quais são feitas leituras mensais para medir o volume de água consumido. Depois, paga-se uma conta que corresponde a esse gasto. Explicar aos estudantes que, além do consumo direto da água, como a que bebemos e usamos na higiene pessoal, é possível estimar o consumo indireto desse recurso. Consumo indireto é a quantidade total de água utilizada para fabricar os produtos que consumimos. Uma organização chamada Water footprint (em português, “pegada hídrica”) calculou as médias globais do gasto de água na fabricação de vários produtos que consumimos, principalmente comidas e bebidas. Contar aos estudantes que o consumo de água para produzir 1 kg de carne bovina, por exemplo, é estimado em 15 mil litros; para produzir 1 kg de carne de frango são necessários 3 900 litros. Explicar que a pegada hídrica varia de acordo com a cultura e a economia dos países, já que ela depende, entre outros fatores, da capacidade econômica de consumo de determinada sociedade. Nos Estados Unidos, a pegada hídrica de cada habitante é calculada

2. Na lavanderia.

• Manter a torneira do tanque fechada enquanto ensaboa e esfrega a roupa.

• Usar a máquina de lavar somente quando ela estiver completamente cheia, de acordo com sua capacidade; por isso, recomenda-se deixar a roupa acumular e lavar tudo de uma só vez.

3. No banheiro.

Representação artística de atitudes que evitam o desperdício de água na lavanderia.

• Não tomar banhos demorados; cinco minutos são suficientes para fazer uma boa higiene. Fechar o chuveiro enquanto estiver se ensaboando.

• Manter a torneira fechada enquanto estiver escovando os dentes. Deve-se usar a quantidade de um copo de água para enxaguar a boca.

• Não usar o vaso sanitário como lixeira e não apertar a descarga por mais tempo que o necessário, pois isso consome muita água. Além disso, é preciso manter a válvula regulada e consertar vazamentos.

Representação artística de atitudes que evitam o desperdício de água no banheiro.

16 Existe algum hábito apresentado que é praticado em sua casa? Se sim, qual? Dos hábitos que ainda não são adotados em sua casa, quais você e sua família poderiam adotar? Com a ajuda de um adulto que more com você, anote as respostas no caderno. 16. Respostas pessoais.

DESCUBRA MAIS

• A GOTINHA nossa de cada água. Publicado por: Secretaria de Recursos Hídricos do Ceará: SRH. 2025. 1 vídeo ( ca . 14 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=iMOUxc-HbdA. Acesso em: 12 jul. 2025. Esse vídeo mostra a jornada de uma gota de água por todo o ciclo natural e ressalta a importância do uso consciente da água.

em 7 786 L de água por dia. Já na China, cada habitante consome 2 934 L de água por dia. No Brasil, em média, cada habitante utiliza 5 600 litros de água por dia.

22/09/2025 11:50

A atividade 16 permitirá que os estudantes expliquem a seus familiares o que aprenderam e os ajudem a pensar em formas de economizar água, incentivando o uso consciente da água para todos os membros da casa. Reservar um momento para discutir coletivamente as respostas dos estudantes. A atividade também pode ser feita em sala de aula. Caso haja estudantes não verbais, mostrar imagens que correspondem a cada um dos hábitos e pedir a eles que indiquem, com o polegar para cima, se praticam o hábito e, com o polegar para baixo, se não o praticam. Isso pode ser feito para que eles indiquem quais hábitos poderiam ou não ser adotados nas casas deles.

O que e como avaliar Organizar os estudantes em grupos. Solicitar a cada grupo que reflita e discuta sobre propostas que podem ser adotadas na escola para que o consumo de água ocorra de modo mais sustentável. Explicar que eles podem propor desde mudanças estruturais (como a captação de água da chuva para regar o jardim, por exemplo) até mudanças de hábito, como fechar a torneira enquanto ensaboa as mãos. Para ter uma visão mais ampla, eles podem entrevistar os funcionários da limpeza e da cozinha, por exemplo. Depois de elaborar as propostas, orientar os grupos na criação de um podcast. Auxiliar na construção do roteiro e na gravação. Ao final, o material produzido deve ser disponibilizado no site ou na rede social da escola. Caso a criação do podcast não seja possível, solicitar aos estudantes que planejem a elaboração e a exposição de cartazes informativos que possam mobilizar a comunidade escolar a refletir sobre o consumo de água no cotidiano. Eles poderão se mobilizar em torno da multiplicação dos conhecimentos para a comunidade escolar. Caso haja estudantes com algum tipo de deficiência ou transtorno, propor tarefas adaptadas para cada um, permitindo que todos participem da atividade. Essa atividade permite avaliar as habilidades dos estudantes relacionadas à busca de informações e à elaboração de soluções com base nos conhecimentos adquiridos, além da participação no trabalho em grupo.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Objetivos

• Justificar a importância da cobertura vegetal para o ciclo da água e para a conservação do ambiente.

• Conhecer atitudes que promovem a conservação ambiental.

BNCC

Competências gerais: 7 e 10.

Competências específicas: 5 e 8.

Habilidades:

(EF05CI02) Aplicar os conhecimentos sobre as mudanças de estado físico da água para explicar o ciclo hidrológico e analisar suas implicações na agricultura, no clima, na geração de energia elétrica, no provimento de água potável e no equilíbrio dos ecossistemas regionais (ou locais).

(EF05CI03) Selecionar argumentos que justifiquem a importância da cobertura vegetal para a manutenção do ciclo da água, a conservação dos solos, dos cursos de água e da qualidade do ar atmosférico.

TCT: Meio ambiente: Educação ambiental e Educação para o consumo.

Organize-se

• Página 69: atividade 10. É necessário separar materiais para desenho e colagens.

O CICLO DA ÁGUA E A COBERTURA VEGETAL

As plantas transpiram constantemente, principalmente pelas folhas. Isso ocorre porque, em geral, as plantas absorvem a água pelas raízes e eliminam parte dessa água como vapor pelas folhas. Em regiões de florestas, onde existem muitas árvores, o vapor de água liberado pela transpiração de todas elas pode formar massas de umidade na atmosfera, influenciando diretamente as chuvas. Em grandes extensões de florestas, como a Floresta Amazônica, essas massas de umidade são tão grandes que podem ser transportadas para regiões bem distantes, como o Sul, o Sudeste e o Centro-Oeste do Brasil, e até para outros países da América do Sul, influenciando os regimes de chuva. As massas de ar úmido que são formadas na Amazônia são chamadas rios voadores

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

Representação mostrando a água entrando pelas raízes da planta e subindo até folhas, por onde a planta transpira.

Portanto, quando grandes extensões de floresta são desmatadas, além dos impactos gerados para os seres vivos que dependem dela, os efeitos podem ser observados no ciclo da água da região do seu entorno e de regiões bem distantes.

1 Por que é correto dizer que as chuvas que caem no Sul, no Sudeste e no Centro-Oeste do Brasil podem vir de muito longe?

DESCUBRA MAIS

• RIOS voadores: entenda o fenômeno que ajuda sistema de chuvas no Brasil. Publicado por: Jornal Hoje. 2024. 1 vídeo (ca. 2 min). Disponível em: https:// globoplay.globo.com/v/13086559/. Acesso em: 14 jul. 2025. Esse vídeo apresenta a importância dos rios voadores para a regulação do clima do Brasil.

1. Espera-se que os estudantes respondam que essas chuvas podem se originar de grandes massas de ar úmido que se formam na Amazônia a partir do processo de transpiração das árvores e que se deslocam como se fossem “rios voadores”.

ENCAMINHAMENTO

Pedir aos estudantes que observem a imagem da planta e questionar como ela ilustra a relação existente entre o ciclo da água e a cobertura vegetal. Após ouvir as respostas deles, complementar dizendo que as plantas fazem parte do ciclo da água, uma vez que a água é absorvida pelas raízes e é liberada para a atmosfera pelas folhas.

Se julgar adequado, contar a história do pesquisador suíço Ernst Götsch, cujo livro está indicado em Sugestões para o professor. Götsch migrou para o Brasil no início dos anos 1980 e viu o que a regeneração florestal e ecológica pode fazer pelo clima e pela recuperação de nascentes de água. Ele se mudou para uma fazenda degradada de 480 hectares no sul da Bahia e, ao longo dos anos, transformou a fazenda em uma floresta rica e diversificada por meio da prática agroflorestal (plantio em consórcio de espécies comestíveis e árvores nativas). Götsch observou que voltou a chover com regularidade na região da fazenda. Isso

água
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Consequências do desmatamento

A retirada da vegetação pode prejudicar rios e lagos próximos, especialmente durante as chuvas. Isso acontece porque, sem as raízes das plantas que seguram o solo, partículas de solo e matéria orgânica são arrastadas para os rios e lagos. O excesso de matéria orgânica polui a água, e o rios podem ter o fluxo de água reduzido pelo acúmulo de partículas de solo no fundo.

Observe a seguir como isso pode ocorrer.

As margens de um rio precisam de vegetação. As raízes seguram o solo, e ele é recoberto por uma camada de restos de plantas onde ocorre decomposição da matéria orgânica. A água da chuva escoa mais lentamente.

Uma parte da água que chega ao solo escorre para o rio, contribuindo para sua manutenção. Outra é absorvida pelas raízes das plantas e retorna em parte para a atmosfera.

Parte da água é absorvida pelo solo. A matéria orgânica incorporada a ele facilita esse processo.

Na época de estiagem, sem chuvas, a falta de cobertura vegetal pode deixar o rio seco.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

Parte da água absorvida pelo solo pode alcançar camadas mais profundas e alimentar as reservas subterrâneas de água.

Sem a vegetação, a infiltração da água da chuva e a incorporação de matéria orgânica no solo é menor. O escoamento da água é mais intenso, carregando matéria orgânica e partículas do solo para o rio, o que pode fazer com que seu nível aumente, provocando inundações.

Representação mostrando a importância da vegetação nas margens de rios.

Elaborado com base em: PESQUISAS comprovam a importância da vegetação na produção de água com qualidade. São Paulo: Cetesb, 21 fev. 2018. Disponível em: https://cetesb.sp.gov.br/blog/2018/02/21/pesquisas -comprovam-a-importancia-da-vegetacao-na-producao-de-agua-com-qualidade/. Acesso em: 9 ago. 2025.

o acúmulo de sedimentos no leito do rio na imagem que representa o ambiente após a retirada da vegetação. Esse acúmulo ocorre devido ao processo de erosão do solo próximo às margens do rio, que diminui a profundidade do rio e pode levar ao transbordamento no caso de chuvas intensas. Para facilitar o aprendizado de todos, é possível utilizar algumas estratégias lúdicas e multissensoriais, como elaborar com os estudantes um cartaz com duas colunas, uma com a importância da manutenção da vegetação e uma com as consequências da retirada da vegetação. Dividir os estudantes em grupos e pedir a eles que escrevam uma frase para cada coluna em tiras de papel. Depois de todos terem escrito as frases, elas devem ser apresentadas para os outros grupos e coladas no cartaz. Manter o cartaz exposto no mural da sala de aula.

Sugestões para o professor

GÖTSCH, Ernst. O renascer da agricultura. 2. ed. Rio de Janeiro: AS-PTA, 1996. Disponível em: https://repo sitorio.ufsc.br/handle/1234 56789/204349. Acesso em: 14 set. 2025.

Esse livro descreve um projeto que busca aproximar a agricultura do ecossistema natural do local.

aconteceu porque a presença da floresta envia para a atmosfera milhares de litros de água diariamente na forma de vapor.

Além disso, as copas das árvores amortecem o impacto das gotas de chuva no solo e mantêm sua permeabilidade e o abastecimento dos reservatórios subterrâneos. Os mananciais subterrâneos abastecidos contribuem na formação de nascentes, que alimentam os córregos e riachos. Já em uma área desmatada, a força da chuva compacta lentamente os grãos de solo, tornando-o menos permeável.

Para que os estudantes construam a resposta solicitada na atividade 1, retomar a explicação da formação dos chamados “rios voadores”. Esse é um bom momento para assistir ao vídeo indicado no Descubra mais da página 64 sobre os rios voadores com a turma.

Auxiliar os estudantes na interpretação da representação mostrando a importância da vegetação nas margens dos rios e as consequências da retirada dessa vegetação. Promover uma leitura coletiva e avaliar se todos compreenderam as informações. Chamar atenção para

VICENTE, João Paulo. Como os rios voadores da Amazônia levam água para o resto do Brasil. National Geographic, 14 abr. 2021. Disponível em: https://www.national geographicbrasil.com/cien cia/2021/03/posso-explicar -rios-voadores-da-amazonia -brasil-deserto. Acesso em: 14 ago. 2025.

Essa reportagem explica como os “rios voadores” são formados na região amazônica.

ENCAMINHAMENTO

Se achar conveniente, comentar com a turma que, em épocas de estiagem, o fogo se alastra com mais facilidade, pois o solo e a camada de folhas e galhos que o recobre estão mais secos. Mencionar também que, em cidades muito urbanizadas, a falta de vegetação, associada à poluição do ar e ao excesso de áreas asfaltadas nas cidades, entre outros aspectos, pode levar a aumentos significativos da temperatura local, dando origem às chamadas ilhas de calor. Esse fenômeno acontece quando a temperatura dentro da cidade é mais elevada que a temperatura das regiões rurais do entorno.

Se julgar oportuno, complementar que o planeta passa por um processo de mudanças climáticas que vem se intensificando nas últimas décadas. A maior parte das causas das mudanças climáticas está relacionada às ações humanas, como emissão de gases de efeito estufa que resultam principalmente da queima de combustíveis fósseis e das queimadas florestais.

Ao realizar a atividade 2, vale ressaltar que a vegetação evita a erosão do solo e o assoreamento dos rios, além de formar uma barreira de proteção contra a queda de resíduos nos corpos de água.

Na atividade 3, verificar se os estudantes compreenderam que o fogo afeta a camada superficial do solo, que é rica em matéria orgânica. Complementar dizendo que essa camada é viva, pois apresenta pequenos animais, fungos e bactérias, que garantem um solo adequado à vegetação da floresta.

Na atividade 4, espera-se que os estudantes associem a presença da vegetação com a proteção do solo e também do rio.

Como foi apresentado na página anterior, em muitas situações, a vegetação acaba sendo quase totalmente retirada quando casas, edifícios, imóveis comerciais e indústrias são construídos, quando áreas agrícolas e de pastagem são expandidas e quando atividades de extração de minérios e de madeira são desenvolvidas, por exemplo.

A retirada da vegetação pode provocar a redução do volume de chuva e da infiltração da água no solo, o que pode fazer com que algumas regiões se tornem desertos ao longo do tempo.

recém-desmatada da

Muitas vezes, o solo é exposto por meio de queimadas, que liberam gases que poluem o ar que respiramos.

Esse e outros processos causam o desgaste e o empobrecimento do solo, além da morte de plantas, animais e microrganismos decompositores. A morte desses seres vivos e a fuga de animais para outras regiões provocam impactos nas cadeias alimentares das quais eles fazem parte.

Em grandes centros urbanos, a maior parte do solo é coberta por asfalto ou concreto, o que impede que a água da chuva infiltre o solo. Por isso, os locais arborizados nas cidades, como parques e praças, são importantes tanto para permitir que a água das chuvas seja absorvida pelo solo quanto para amenizar os efeitos da poluição do ar, causada por queimadas e pelo uso de combustíveis fósseis em veículos e indústrias, por exemplo.

Na atividade 5, pedir a alguns estudantes que compartilhem as anotações deles com os demais colegas. Complementar, se necessário, auxiliando-os a relacionar a manutenção da vegetação à conservação do solo, da água, do ar e da vida de diversos organismos.

Sugestão para os estudantes

ADELLE, Giovanna. Engenheiro viraliza ao mostrar importância da mata ciliar para evitar enchentes e secas. G1, 19 jun. 2024. Disponível em: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/ terra-da-gente/noticia/2024/06/19/engenheiro-viraliza-ao-mostrar-importancia-da-mata -ciliar-para-evitar-enchentes-e-secas.ghtml. Acesso em: 17 set. 2025.

Essa reportagem traz um vídeo em que o engenheiro agrônomo e educador ambiental José Carlos Perdigão mostra, usando uma maquete interativa, os efeitos da chuva em duas áreas, uma com cobertura vegetal e outra que foi desmatada.

11:50

Área
Floresta Amazônica sendo queimada para o plantio de grãos em Caracaraí (RR), em 2024.
Parque Doutor Fernando Costa, conhecido como Parque da Água Branca, em São Paulo (SP), em 2025.
22/09/2025

3. As queimadas provocam o empobrecimento do solo, a morte de seres vivos e a fuga de animais, afetando as cadeias alimentares.

2 Interprete as imagens e os textos da página 65 e depois faça o que se pede.

• Por que é preciso manter a cobertura vegetal que cresce nas margens dos rios? Responda no caderno.

3 Justifique a afirmação a seguir no caderno. NÃO ESCREVA NO LIVRO.

4 Observe e compare as condições do ambiente nas ilustrações representadas a seguir. As queimadas destroem o solo e podem causar o desequilíbrio das cadeias alimentares de uma região.

4. a) A ilustração B, pois ela mostra um terreno desmatado com o solo desprotegido.

Área pouco desmatada.

Área muito desmatada.

2. A cobertura vegetal segura o solo e garante a infiltração da água das chuvas, permitindo o abastecimento das reservas de água subterrânea e o abastecimento da água dos rios, mas evitando a cheia excessiva deles.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

a) Qual das ilustrações mostra o terreno que, possivelmente, terá o solo mais danificado pelas chuvas? Por quê?

4. b) Os estudantes podem sugerir o reflorestamento do local, especialmente da vegetação nas margens do rio.

b) Com os colegas, discuta atitudes que poderiam solucionar ou amenizar o problema dos danos causados a esse solo.

5 Ao remover a vegetação às margens de um rio, como a água da chuva afeta o curso de água? E quais são as consequências para os moradores ao redor do rio? Anote as respostas no caderno.

5. Sem a vegetação, a água da chuva pode escorrer em grande quantidade para dentro do rio. Ele pode ficar cheio e transbordar, inundando as residências mais próximas.

Atividade complementar

1a Etapa: Ao som do apito, os jogadores chutam as bolinhas, visando ultrapassar a área da barreira. Outro apito e todos param de chutar para a contagem das bolinhas que ficaram na área do gol.

2a Etapa: Contaremos que a mata ciliar está sendo reduzida. Isso significa que devemos diminuir o número de árvores na barreira, intercalando a retirada de alguns participantes. Repetiremos a 1ª etapa, comparando o resultado com a primeira situação. A barreira será diminuída aos poucos, até que a entrada das bolinhas se torne muito fácil.

3a Etapa: Discutiremos as sensações que os participantes tiveram durante a atividade, comparando com a realidade da relação água e florestas: a mata ciliar é representada pela barreira e as bolinhas representam o lixo e os sedimentos, como a terra carregada pela erosão. Quanto maior a barreira, menos sedimentos e lixo conseguirão penetrar nas águas pela ação do vento e das chuvas. Assim como os cílios protegem nossos olhos contra a entrada de partículas de poeira, a mata ciliar protege os rios contra a erosão e algumas formas de poluição.

VIEIRA, André de Ridder. Água para vida, água para todos: guia de atividades. Brasília, DF: WWF-Brasil, 2006. p. 16.

23/09/2025 16:56

Realizar a seguinte atividade, chamada Ecofutebol, providenciando um apito; bolinhas de meia ou de papel; desenhos de árvores; barbante; sacos de lixo azuis (ou outro material azul, que simule a água); fita adesiva e tesoura com pontas arredondadas. Também é preciso reservar uma área livre para as seguintes etapas:

[…] De um lado, formaremos uma área de gol, fixando o barbante no chão da área escolhida. Esta linha representará a margem do rio, cujo interior pode ser decorado com sacos de lixo ou papéis azuis para ficar com aparência de água. Em frente à área do gol, distribuiremos as bolinhas pelo chão.

[…] Alguns participantes […] deverão ficar enfileirados na linha da margem do rio, representando as árvores da mata ciliar. Eles podem segurar folhas de papel com desenhos de árvores. É importante que a barreira fique bem fechada, dificultando a entrada das bolinhas. Os demais participantes serão os jogadores, posicionados a uma certa distância do gol.

ENCAMINHAMENTO

Estas páginas buscam retomar alguns dos conteúdos abordados na unidade, trazendo para a realidade o que pode ser feito pelos cidadãos. Orientar a leitura coletiva de cada item, discutindo-os. Se considerar interessante, seguir as etapas de compreensão do problema e de concepção de estratégias para a resolução, a discussão ou a apresentação das soluções.

Explicar que vegetação nativa é a vegetação composta de espécies típicas do local ou bioma no qual se encontra.

Apresentar para a turma o líder indígena Ailton Krenak, questionando o que os estudantes sabem sobre ele. É possível conhecer mais a respeito desse líder indígena por meio dos livros que ele escreveu e também por meio do livro que conta a história dele.

Na atividade 6, pedir aos estudantes que anotem o que se lembram de ter visto ou sentido ao passar próximo ao local, como alterações na temperatura do ambiente, já que áreas com vegetação geralmente têm temperatura menor. Permitir que eles compartilhem suas respostas, verificando se há semelhanças entre elas, especialmente entre os estudantes que fazem o mesmo percurso. Caso eles não tenham identificado áreas com vegetação conservada, pedir a eles que identifiquem oportunidades de melhorias ambientais. É possível pedir que retratem em desenhos posteriormente, tanto as ações de conservação observadas quanto as oportunidades de melhorias.

Na atividade 7, verificar se os estudantes compreenderam a importância da vegetação nativa para o ambiente usando informações

Como conservar o meio ambiente

Ao construir moradias, é importante evitar a retirada da vegetação original do local ou a vegetação ao redor de rios e córregos, por exemplo. No caso de áreas usadas para agricultura, há diversas técnicas que permitem menor impacto no ambiente, como manter áreas de vegetação original intercalada com as plantas cultivadas e aproveitar os restos da produção anterior como cobertura para o solo, em vez de limpar o terreno com queimadas. Há também algumas atitudes que pessoas e empresas podem incorporar para contribuir com a conservação do meio ambiente como:

• incentivar o plantio de árvores em áreas públicas e privadas, dando preferência às espécies nativas da região e estimulando a criação de parques e áreas de conservação em locais urbanos;

• não desmatar áreas naturais nem fazer podas ilegais;

• não promover queimadas;

• não utilizar produtos de madeira de origem ilegal;

• não remover a mata que fica em torno de cursos de água como rios e córregos;

• reduzir o consumo de água e, se possível, instalar equipamentos que coletem a água da chuva;

• diminuir o consumo de energia elétrica, revendo os hábitos do dia a dia;

• não jogar nenhum tipo de óleo ou gordura nas redes de esgoto;

• reduzir o consumo de materiais e objetos, comprando apenas o necessário; assim, evita-se a exploração excessiva de recursos da natureza;

O plantio de mudas na região onde vivemos pode contribuir para garantir melhor qualidade de vida para o ser humano.

Cisterna para captação da água da chuva ao lado de estrutura com painéis para captação de energia solar em Bom Jesus (PI), em 2024.

estudadas. A atividade 8 permite retomar o conteúdo sobre geração de energia elétrica, a importância de economizar energia e conservar os cursos de água.

Na atividade 9, espera-se que os estudantes mencionem que os cursos de água fazem parte do ciclo da água, do qual depende a sobrevivência dos seres vivos, e garantem, por exemplo, o abastecimento de água potável, a preservação de ecossistemas, a manutenção de atividades econômicas e a regulação do clima.

Na atividade 10, auxiliar os estudantes a organizar as ideias, montando um rascunho do que colocarão de fato no painel. Orientá-los a utilizar imagens e textos curtos, tornando o painel convidativo para os leitores. Caso seja viável, o painel também pode ser exposto em um mural fora da sala de aula, como uma maneira de levar informação e conscientizar toda a comunidade escolar. Caso haja estudantes com algum tipo de deficiência ou transtorno, propor tarefas adaptadas para cada um, permitindo que todos participem da atividade.

9. Resposta pessoal. Ver orientações no Encaminhamento

• descartar os resíduos em locais adequados;

• preferir transportes públicos e bicicletas ao uso de veículos particulares;

• não pescar nem consumir itens pescados em época de reprodução dos peixes e obedecer às regras que indicam a quantidade de pescado permitida.

Caminhão carregado com garrafas PET prensadas para reciclagem em Santos (SP), em 2025.

6. Respostas pessoais.

6 Durante o trajeto de sua casa até a escola, existem áreas onde a vegetação local é conservada? Se sim, onde?

7 Converse com os colegas sobre as vantagens que a conservação da vegetação pode trazer para o ambiente.

e acessível), 13 (Ação contra a mudança global do clima), 14 (Vida na água) e 15 (Vida terrestre).

Auxiliar os grupos a acessar e a obter as informações. Orientar os estudantes a fazer uma apresentação sobre os ODS para os demais grupos. Promover uma discussão sobre o papel de cada um, dos governos e da sociedade como um todo, para que as metas sejam atingidas. Essa atividade permite avaliar as habilidades dos estudantes relacionadas à busca e interpretação de informações, além das atitudes relacionadas ao trabalho em grupo, como proatividade, empatia, entre outras.

Sugestão para os estudantes

7. Espera-se que os estudantes mencionem a importância da vegetação no regime de chuvas, na manutenção de rios e reservas de água subterrâneas e na conservação dos solos, entre outras vantagens.

8 Por que é preciso controlar o consumo de energia elétrica? Anote a resposta no caderno.

9 Elabore um pequeno texto no caderno explicando por que os cursos de água precisam ser conservados. Para isso, utilize letra cursiva.

10 Em grupos, organizem um painel coletivo sobre Como conservar o meio ambiente . Ilustrem esse painel com colagens e desenhos. Com a ajuda do professor, exponham esse material no mural da sala de aula.

10. Resposta pessoal.

QUEM É?

Ailton Krenak (1953-) nasceu na região do Vale do Rio Doce, em Minas Gerais. É um importante líder indígena, pertencente à etnia Krenak. Desde os anos 1980, tem se dedicado à luta pelos direitos dos povos indígenas e pela preservação do meio ambiente. É autor de livros que defendem uma relação mais harmônica entre a humanidade e a natureza.

8. A economia de energia elétrica, quando tem adesão de toda a população, pode evitar a construção de novas usinas hidrelétricas e reduzir o funcionamento de outros tipos de usinas que emitem poluentes, por exemplo.

GRUPO DE TRABALHO DA SOCIEDADE CIVIL PARA A AGENDA 2030 DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. Recife: GTSC, c2025. Disponível em: https://gtagenda2030.org. br/. Acesso em: 14 set. 2025. Esse site traz informações, dados e notícias sobre a Agenda 2030 e sobre os ODS, além de projetos e iniciativas que ajudam a cumprir as metas estabelecidas para o país.

Sugestões para o professor

22/09/2025 11:50

Verificar se os estudantes conheceram formas de conservar a vegetação nativa e se as associam com a economia no consumo de água e energia elétrica ao avaliar as respostas das atividades propostas, bem como o conteúdo do painel. Se perceber que algum tópico não ficou claro aos estudantes, retomar os conteúdos.

O que e como avaliar

Acessar com os estudantes o site do Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para a Agenda 2030 do Desenvolvimento Sustentável indicado na Sugestão para os estudantes.

Explicar aos estudantes que a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, adotada em 2015, é um acordo internacional que visa, entre outras ações, à redução das emissões de gases de efeito estufa e à contenção do aquecimento global.

Organizar os estudantes em cinco grupos. Cada grupo deve ficar responsável por pesquisar e levantar informações e as metas brasileiras para um dos cinco ODS mais relacionados às temáticas abordadas nesta unidade, como: 6 (Água potável e saneamento), 7 (Energia limpa

KRENAK, Ailton. Futuro ancestral. São Paulo: Companhia das Letras, 2022. Nesse livro, o autor nos traz um novo modo de olhar sobre a realidade que está à nossa volta, demovendo-nos das ilusões e do senso comum e trazendo maravilhamento.

LIMA NETO, Francisco. Ailton Krenak. Sumaré: Mostarda, 2022.

Essa obra conta a história de Ailton Krenak, nascido em território do povo krenak, um líder indígena que se tornou símbolo de luta por um mundo mais justo e digno.

Ailton Krenak.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Objetivos

• Revisar os conteúdos trabalhados na unidade.

• Compreender como a água circula na natureza.

• Conhecer algumas propriedades da água.

• Compreender de onde vem a água usada para consumo humano.

• Identificar diferentes usos da água pelo ser humano.

• Reconhecer a importância do tratamento da água e do esgoto.

• Compreender como ocorre a geração de energia elétrica nas usinas hidrelétricas e seus impactos ambientais.

• Propor hábitos para a conservação de água e seu consumo racional e sustentável.

• Justificar a importância da cobertura vegetal para o ciclo da água e para a conservação do ambiente.

• Conhecer atitudes que promovem a conservação ambiental.

BNCC

Habilidades:

(EF05CI02) Aplicar os conhecimentos sobre as mudanças de estado físico da água para explicar o ciclo hidrológico e analisar suas implicações na agricultura, no clima, na geração de energia elétrica, no provimento de água potável e no equilíbrio dos ecossistemas regionais (ou locais).

(EF05CI03) Selecionar argumentos que justifiquem a importância da cobertura vegetal para a manutenção do ciclo da água, a conservação dos solos, dos cursos de água e da qualidade do ar atmosférico.

(EF05CI04) Identificar os principais usos da água e de outros materiais nas atividades cotidianas para discutir e propor formas sustentáveis de utilização desses recursos.

PARA REVER O QUE APRENDI

1 Sobre o ciclo da água, analise a representação e depois faça o que se pede no caderno.

2. O tratamento da água garante a retirada de impurezas e a eliminação de microrganismos. A água que chega às moradias deve ser fervida ou filtrada, pois ela pode ser contaminada no trajeto pelas tubulações até lá.

1. b) As mudanças de estado físico são: 3. condensação: de vapor para líquido; 4. solidificação: de líquido para sólido; 5. evaporação: de líquido para vapor.

água subterrânea

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

respiração e transpiração

a) Escreva os nomes dos componentes indicados em 1 e 2.

b) Escreva os nomes das mudanças de estado físico da água nos locais indicados em 3, 4 e 5, explicando cada uma delas.

c) Quais componentes da representação realizam os processos de respiração e transpiração?

1. c) Os seres vivos, nesse caso representados por plantas e animais, realizam os processos de respiração e transpiração.

2 Por que a água de um manancial precisa passar por uma estação de tratamento de água antes de ser consumida? É preciso outra forma de purificação dessa água quando ela chega às moradias? Responda no caderno.

3 Que vantagens a técnica de irrigação pode oferecer ao agricultor? Qual é a importância dessa técnica para o desenvolvimento das plantas? Responda no caderno.

3. A irrigação garante a umidade do solo, propiciando o desenvolvimento das plantas mesmo em épocas secas. Para as plantas, a técnica fornece a água necessária para a fotossíntese.

ENCAMINHAMENTO

Os estudantes podem ser avaliados de maneira contínua ao longo das atividades propostas nesta unidade, com alguns momentos indicados neste Livro do professor, por meio de sugestões feitas na seção O que e como avaliar. Ao final, utilizar esta seção do Livro do estudante para que haja um registro formal de avaliação do que os estudantes aprenderam na unidade.

Antes de iniciar as atividades desta seção, verificar se os estudantes ainda têm alguma dúvida ou dificuldade sobre os conteúdos da unidade. Se julgar necessário, fazer uma retomada dos pontos principais.

Realizar a leitura das atividades com a turma. Caso haja um ou mais estudantes com necessidades educacionais especiais, adequar a avaliação para que eles possam realizá-la de maneira personalizada, que pode ser oralmente, indicando as respostas com o dedo ou de outro modo.

A atividade 1 permite verificar se os estudantes compreenderam o ciclo da água e as mudanças de estado físico da água envolvidas nesse processo.

oceano
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Elaborado com base em: RAVEN, Peter H. Biologia vegetal. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. p. 706.
1. a) 1: rio; 2: solo.
Representação do ciclo da água.

Atividade complementar

4 Qual é a função de uma usina hidrelétrica? Anote a resposta no caderno.

4. Na usina hidrelétrica ocorre a transformação da energia da água em movimento em energia elétrica.

5 Leia o trecho de uma notícia apresentada a seguir. Antes de despejar o esgoto em um rio, por exemplo, ele precisa ser tratado [...]. Durante o tratamento, a sujeira sólida é retirada, com aspecto escuro e pegajoso – o lodo. [...] Rico em matéria orgânica (restos de comida, por exemplo), é ele quem vai ser usado como fertilizante para as mudas, depois de passar por dois processos especiais: compostagem e vermicompostagem. O primeiro é uma forma de transformar lixo em adubo com a ajuda de microrganismos. Já o segundo faz a mesma coisa, só que com a ajuda de minhocas. O resultado é um material rico em nutrientes de que as plantas precisam para crescer fortes e saudáveis.

ESGOTO para plantar. Ciência Hoje das Crianças, Rio de Janeiro, c2025. Disponível em: https://chc.org.br/esgoto-para-plantar/. Acesso em: 30 jul. 2025.

• Com base nas informações do texto, responda às questões no caderno.

5. a) O esgoto é a água descartada após o uso pelas pessoas. Ele pode poluir

a) O que é o esgoto? Que problemas ele pode causar na natureza?

o ambiente e atrair animais transmissores de doenças.

b) Qual é a maneira apresentada pelo texto para aproveitar o lodo do esgoto? Quais processos são usados com essa função?

5. b) O uso do lodo do esgoto como fertilizante após os processos de compostagem e vermicompostagem.

6. a) Lavar a calçada com a mangueira ligada. Deve-se varrer a calçada ou usar água de reúso. Escovar os dentes com a torneira aberta. Deve-se manter a torneira fechada enquanto não usa a água.

a) Indique duas atitudes inadequadas quanto ao consumo de água e explique como elas podem ser modificadas.

b) Indique duas atitudes positivas quanto ao consumo de água e justifique. Representação artística de uma família consumindo água na residência.

6. b) A mulher está juntando as roupas para lavar todas de uma só vez, o que evita desperdício de água. O menino está regando plantas com um regador em vez de usar a mangueira.

Na atividade 2, será possível verificar se os estudantes compreenderam e conseguem construir argumentos sobre a importância do tratamento da água para torná-la segura para o consumo humano.

Já a atividade 3 permite avaliar se os estudantes reconhecem a importância da técnica de irrigação para os agricultores e também para o desenvolvimento das plantas.

Na atividade 4, é possível verificar se os estudantes relacionam a energia da queda da água à geração da energia elétrica e reconhecem o uso da água para a produção de energia elétrica.

A atividade 5 permite avaliar o conhecimento dos estudantes sobre a importância do tratamento do esgoto e a capacidade de interpretação e localização de informações no texto da atividade.

Para a atividade 6, os estudantes devem observar e interpretar a imagem e identificar atitudes positivas e negativas em relação ao consumo de água.

Reunir os estudantes em grupos e orientar que pesquisem na internet informações sobre a montagem de um terrário, que foi apresentado na abertura da unidade. Na internet, há uma série de sites e blogues que ensinam como fazer. Orientar os estudantes na escolha das fontes de informação, dando preferência àquelas voltadas para crianças e para a montagem de terrários em espaço escolar. Se for possível, selecionar previamente as fontes e realizar uma atividade prática de montagem desses modelos de ambientes. Os terrários montados podem ficar expostos na sala de aula. Ver em Sugestão para o professor indicação de recursos que podem ser utilizados na atividade. Outra proposta de atividade pode ser a elaboração de um folheto com roteiro turístico de uma região, uma cidade ou um estado brasileiro onde a atração principal seja o uso da água para o lazer. Do registro devem fazer parte: um mapa da região, indicando os locais a serem visitados, fotografias legendadas para a observação de seus pontos turísticos e pequenos textos que expliquem por que esses locais devem ser visitados.

Sugestão para o professor

CONSTRUÇÃO de um terrário. Juiz de Fora: UFJF, 1º jan. 2020. Disponível em: https://www2. ufjf.br/ciensinar/2020/01/01/ construcao-de-um-terrario/. Acesso em: 15 set. 2025. Essa página traz orientações para construir um terrário, desenvolvidas pelo Grupo de Estudos e Pesquisas Ciensinar da Universidade Federal de Juiz de Fora.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
BENTINHO

INTRODUÇÃO À UNIDADE

Nesta unidade, serão desenvolvidos conhecimentos sobre os objetos, os materiais que os constituem e suas propriedades. Também serão apresentados os problemas provocados pelo acúmulo de resíduos e as maneiras corretas de descarte e destinação deles.

No capítulo 1, os estudantes vão reconhecer alguns materiais, suas características e algumas propriedades físicas relevantes para a produção de objetos. Nas seções Ciências em ação, eles vão realizar alguns testes que envolvem eletricidade estática e vão construir um circuito elétrico para testar a condução de eletricidade dos materiais. A eles também serão apresentados os conceitos de magnetismo, calor e materiais condutores e isolantes térmicos. Na seção Diálogos, será analisada uma obra de arte que representa o vento.

No capítulo 2, os estudantes vão explorar formas de separar e destinar corretamente os resíduos sólidos, com ênfase nos princípios dos 5 Rs. Em diversas atividades, os estudantes serão instigados a refletir sobre suas atitudes e as da sociedade em relação à preservação do ambiente. Em Ciências em ação, eles vão ser convidados a montar o Jogo dos mergulhadores utilizando objetos e materiais que seriam descartados. Na seção Diálogos, eles vão planejar e elaborar uma história em quadrinhos sobre atitudes sustentáveis.

Ao investigar as propriedades dos materiais e testá-las em alguns experimentos, é possível desenvolver as competências gerais 1 e 2 e as competências específicas 2 e 3. Ao interpretar uma obra de arte e realizar um trabalho com arte e qua-

MATERIAIS: USOS E MANEIRAS DE DESCARTE

Na animação brasileira O menino e o mundo , um menino sai de sua aldeia e descobre um mundo em que o ambiente foi dominado por máquinas e indústrias.

drinhos, promove-se o desenvolvimento das competências gerais 3 e 4 e da competência específica 6. Além disso, ao explorar o tema da separação e da destinação correta de resíduos, com propostas de busca ativa de informações, inclusive por meios digitais, é possível desenvolver as competências gerais 5, 7, 9 e 10 e as competências específicas 4, 5, 6 e 8.

Objetivos da unidade

• Conhecer algumas características e propriedades físicas dos materiais.

• Classificar os materiais em relação à condução de eletricidade e de calor.

• Compreender o que são resíduos sólidos e os problemas relacionados ao seu acúmulo.

• Compreender o significado e a importância dos princípios dos 5 Rs para um consumo mais consciente.

• Compreender os impactos provocados pelos resíduos no ambiente.

• Compreender como deve ser a destinação correta dos resíduos sólidos.

Cena da animação O menino e o mundo, de Alê Abreu, Brasil, 2013.

1 Analise esta cena. Quais são os objetos que você consegue reconhecer nela? O que aconteceu com eles?

1. Há um carro, partes de computadores, pneus e papelão descartados.

2 De que maneira esses objetos poderiam ser reaproveitados?

2. Em geral, eles podem ser usados com outras funções.

3 Como você se sentiria em um lugar como este? De que maneira essa situação poderia ser evitada? 3. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes discutam maneiras de reaproveitar os resíduos ou reduzir sua produção.

Competências gerais: 1, 2, 3, 4, 5, 7, 9 e 10.

Competências específicas: 2, 3, 4, 5, 6 e 8.

Habilidades: EF05CI01, EF05CI04 e EF05CI05.

TCTs: Meio ambiente: Educação ambiental e Educação para o consumo; Multiculturalismo: Diversidade cultural; Economia: Trabalho; Ciência e tecnologia: Ciência e tecnologia.

ENCAMINHAMENTO

Antes de iniciar a discussão sobre as questões propostas, mencionar que O menino e o mundo foi lançado em 2013 e é uma animação brasileira bastante aclamada pela crítica. Ela narra a história de um menino que, após a partida do pai em busca de trabalho, decide sair em uma jornada pelo mundo à procura dele. Ao longo dessa jornada, o menino descobre diferentes realidades da vida no campo e na cidade, confrontando-se com as desigualdades sociais e os impactos da industrialização e do consumismo.

Na atividade 1, verificar se os estudantes reconhecem na cena os objetos descartados.

A atividade 2 pode ser retomada ao final da unidade e servir como um diagnóstico da compreensão desse assunto. Os estudantes podem indicar as peças do carro como exemplo para reaproveitamento ou reciclagem.

A atividade 3 convida os estudantes a refletir sobre os sentimentos despertados por um cenário que combina beleza e destruição. Incentivar a troca de ideias sobre ações preventivas que evitem o acúmulo de resíduos. Espera-se que eles reconheçam o excesso de resíduos como um problema e mencionem alternativas mais sustentáveis.

Atividade complementar

Organizar uma sessão de cinema para que os estudantes possam conhecer e refletir sobre a história de O menino e o mundo. Após a sessão, conduzir um debate, com algumas questões: qual é o tema principal do filme? Que diferenças o menino encontra entre o campo e a cidade? Como o filme nos faz pensar sobre o futuro das crianças e da sociedade?

Objetivos

• Conhecer algumas características e propriedades físicas dos materiais.

• Classificar os materiais em relação à condução de eletricidade e calor.

BNCC

Competências gerais: 1, 2, 3 e 4.

Competências específicas: 2, 3 e 6.

Habilidade:

(EF05CI01) Explorar fenômenos da vida cotidiana que evidenciem propriedades físicas dos materiais – como densidade, condutibilidade térmica e elétrica, respostas a forças magnéticas, solubilidade, respostas a forças mecânicas (dureza, elasticidade etc.), entre outras.

TCTs: Multiculturalismo: Diversidade cultural; Ciência e tecnologia: Ciência e tecnologia.

Organize-se

• Páginas 82 e 84: Ciências em ação – Parte 1 – Testando balões de festa e Parte 2 – Construindo e testando um circuito elétrico. É necessário preparar os materiais com antecedência para essas atividades práticas.

ENCAMINHAMENTO

Se possível, levar para a sala de aula objetos feitos de materiais citados no texto ou apontar objetos de mesma origem e que estejam disponíveis na sala de aula. Associar as funções de cada objeto às propriedades dos materiais de que são feitos. Por exemplo, se alguém estiver com uma blusa de lã, relacioná-la ao fato de ser um material isolante térmico. Essa introdução também permite a retomada de con-

OS MATERIAIS E SUAS CARACTERÍSTICAS

Os materiais têm diferentes origens e podem ter várias aplicações na produção de objetos.

Conheça alguns exemplos de materiais e as características de cada um.

• A madeira é obtida a partir do tronco de diferentes árvores. Por ter estrutura firme, é muito comum em móveis e peças de artesanato. Também pode ser usada como combustível, pois queima fácil e rapidamente. Na indústria, ela serve como matéria-prima para a fabricação do papel, um material que pode ser cortado ou rasgado com mais facilidade que a madeira. O papel pode ser usado na produção de guardanapos, cadernos e embalagens para diver sas mercadorias.

A madeira de uso comercial deve ser retirada de cultivos controlados.

• O ferro é um metal extraído de rochas que pode ser manipulado quando submetido a altas temperaturas. Por sua resistência e durabilidade, é muito usado em ferramentas, peças de veículos e na estrutura de construções. A partir do ferro pode-se fabricar o aço, que é considerado um material metálico mais resistente que o ferro. O ferro e o aço também são considerados bons condutores de calor e energia elétrica.

O aço é produzido a partir do ferro e pode ser transportado e armazenado na forma de bobinas.

• A lã natural é obtida do pelo de alguns animais, como a ovelha. Quando esticada ou pressionada, ela pode retornar ao seu estado original. Por isso, é usada na fabricação de roupas, especialmente as utilizadas durante os dias frios. Também apresenta outras características como: resistência dos fios, alta capacidade de absorção da umidade do ambiente e do suor e baixa inflamabilidade, o que significa que demora mais para pegar fogo em comparação com outros tecidos.

A lã pode ser obtida de animais como a ovelha.

teúdos relacionados às origens e às características dos materiais. É importante que os estudantes percebam que tudo o que o ser humano utiliza tem origem direta ou indiretamente de recursos naturais.

Se achar conveniente, retomar as transformações reversíveis e irreversíveis dos materiais, para destacar que os materiais podem passar por diferentes transformações, como o derretimento do vidro (transformação reversível) e a transformação do ferro em aço (irreversível). Relembrar que as transformações irreversíveis alteram a composição do material. Apresentar a madeira como um material que tem boa resistência, mas que pode ser cortada com relativa facilidade por lâminas feitas de metal, por exemplo.

A ovinocultura tem se consolidado no Brasil como uma atividade de grande importância econômica e social, especialmente em regiões do Sul, onde o clima e as pastagens favorecem a criação de raças exóticas. Além da carne, a lã é um dos principais produtos dessa cultura, utilizada na indústria têxtil para confecção de roupas, peças de artesanato e produtos

• A borracha é um material originado da árvore seringueira, mas também pode ser produzida artificialmente. Assim como a lã, ela pode retornar ao estado original quando esticada, como ocorre com os elásticos de prender cabelo. A borracha também absorve bem impactos, por isso é usada em pneus de veículos e solados de calçados.

• O vidro é obtido por meio do aquecimento da areia e de outros componentes a altas temperaturas. Antes de ser resfriado, ele é moldado no formato desejado. O vidro é um material transparente, ou seja, ele permite a passagem da luz, por isso é muito usado em portas e janelas. Alguns tipos de vidro são mais resistentes, mas em geral podem quebrar ao sofrer impactos.

vidro

1 Com base nas informações apresentadas no texto, responda às questões no caderno.

a) Qual dos materiais apresentados costuma ser usado como combustível?

problemas com pragas e a necessidade de maior investimento em tecnologia e manejo sustentável.

Na atividade 1, relacionar os materiais a algumas funções considerando suas características. A madeira queima fácil e rapidamente, liberando energia e por isso é utilizada como combustível. O ferro é um metal versátil, resistente e durável e por isso é usado em estruturas de construção. A borracha é um material elástico que absorve bem impactos e, por isso, é usada em solas de sapatos.

Sugestões para os estudantes

SÃO PAULO. Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística. Museu tem acervo inteiro feito de madeira. São Paulo: Semil, 7 fev. 2017. Disponível em: https:// semil.sp.gov.br/2017/02/mu seu-tem-acervo-inteiro-feito -de-madeira/. Acesso em: 11 set. 2025.

b) Por que o ferro é um dos materiais utilizados para fabricar estruturas de construções?

c) Qual característica da borracha justifica seu uso na fabricação de solas de sapatos? 1. c) A borracha absorve bem impactos. 1. a) A madeira. 1. b) Porque o ferro é um metal com alta resistência e durabilidade.

DESCUBRA MAIS

• CIÊNCIA explica: "Como o vidro é feito?". Publicado por: ClickCiência UFSCar. 2017. 1 vídeo (ca. 1 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=MW4 ZqnMbwuM. Acesso em: 2 set. 2025. Nesse vídeo, é possível descobrir como o vidro é fabricado.

de cama e decoração. No entanto, a produção de lã brasileira enfrenta desafios, como a concorrência com produtos feitos de fibras sintéticas, a necessidade de maior padronização, a qualidade do produto e a falta de valorização dele no mercado. Ainda assim, iniciativas de incentivo para agregação de valor à lã, como o reconhecimento da moda sustentável, vêm fortalecendo o setor.

A produção de látex no Brasil é uma atividade estratégica, concentrada principalmente na região Norte, onde as condições climáticas favorecem o cultivo da seringueira (Hevea brasiliensis), árvore nativa da Amazônia. O país tem tradição histórica nesse setor, marcada pelo ciclo da borracha, e ainda hoje o látex natural é utilizado como matéria-prima essencial para a fabricação de produtos como luvas cirúrgicas, calçados e diversos itens industriais. Apesar do potencial, a produção nacional enfrenta desafios, como a baixa competitividade,

O Museu Florestal Octávio Vecchi tem todo o seu acervo feito de madeira, desde seu mobiliário até detalhes e partes da construção.

EXTRAÇÃO do látex é importante fonte de renda para moradores da Amazônia. Publicado por: Globo Rural. 2017. 1 vídeo (ca. 6 min). Disponível em: https://globo play.globo.com/v/2375113/. Acesso em: 11 set. 2025.

Esse vídeo apresenta a importância da extração do látex para comunidades da Amazônia.

Borracha em molde durante a fabricação de um pneu.
O
pode ser moldado para compor janelas e portas..
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

ENCAMINHAMENTO

Incentivar os estudantes a refletir sobre como cada objeto é planejado para cumprir uma função específica e como a escolha do material do qual ele é feito está diretamente ligada a isso. Uma forma de conduzir a abordagem desse assunto é propor questões como: por que o ferro é muito utilizado na confecção de estruturas usadas em construções?

Esses questionamentos podem despertar a curiosidade dos estudantes e estimular o raciocínio lógico.

É importante reforçar que as propriedades dos materiais — como rigidez, resistência ao impacto, durabilidade ou capacidade de conduzir calor — influenciam diretamente o modo como eles são utilizados.

Estimular a percepção de que objetos com a mesma finalidade, como pratos ou copos, podem ser feitos de materiais diferentes. Comparar objetos com a mesma função, mas feitos de materiais diferentes, pode ajudar os estudantes a perceber as semelhanças e as diferenças entre as propriedades dos materiais e mostrar como essas características se refletem no uso cotidiano.

Por fim, incentivar os estudantes a compartilhar exemplos práticos do dia a dia em que as propriedades dos materiais influenciam a escolha de determinado objeto — como usar luvas para manusear uma fôrma quente ou optar por uma garrafa térmica para conservar a temperatura de uma bebida. A atividade 2 é uma oportunidade para verificar o aprendizado das caracte -

Objetos do cotidiano

Ao produzir um objeto, é importante considerar os materiais utilizados. Por exemplo, brinquedos para bebês devem ser feitos de materiais como alguns tipos de plástico, que são mais leves e resistentes a impactos. Os objetos também podem combinar mais de um material dependendo de sua finalidade. Observe alguns exemplos de objetos do cotidiano e seus materiais.

As embalagens de produtos e alimentos em geral são feitas de materiais que podem ser rasgados, como papel e alguns tipos de plástico.

em produtos eletrônicos.

Janelas e portas de vidro permitem a passagem da luz ao mesmo tempo que protegem o local de vento e chuva, por exemplo.

As roupas são feitas de tecidos flexíveis, como algodão e lã. Agasalhos de lã mantêm o corpo aquecido e protegido em baixas temperaturas.

Materiais para corte, como tesouras e facas, em geral, são feitos de diferentes tipos de metal que podem ser afiados, como o aço.

Tesouras são usadas para cortar diversos materiais, entre eles os tecidos.

rísticas gerais do vidro e dos metais, mas também para sondar conhecimentos prévios sobre as propriedades físicas dos materiais. No item c , é possível que alguns estudantes comentem que uma caneca de metal aquece mais rapidamente que uma caneca de vidro ou de cerâmica quando contém líquidos quentes, por exemplo. Se considerar pertinente, comentar que no metal a transferência de calor ocorre mais rapidamente que no vidro ou na cerâmica. As propriedades físicas dos materiais serão abordadas nas próximas páginas.

Embalagens de papelão e plástico são comuns
Criança observando o ambiente externo através de uma janela de vidro.
Criança vestida com roupa de lã, comum quando as temperaturas estão mais baixas.

Ferramentas como a chave de fenda servem para fixar ou tirar parafusos das paredes e de objetos. É uma ferramenta de metal que, em geral, tem um cabo de plástico para facilitar o manuseio.

Chaves de fenda são usadas para fixar parafuso em um móvel.

As cadeiras de rodas geralmente são feitas de um material leve e resistente, como o alumínio, além de contar com tecidos para o assento e borracha para os pneus. A rampa de acesso, mostrada na imagem, é feita de cimento e permite o acesso de pessoas em cadeiras de rodas ou de pessoas com dificuldade de locomoção.

O carrinho de mão pode ser usado para transportar cimento, tijolos, areia e pedras nas construções. A caçamba e a estrutura são resistentes e geralmente são feitas de materiais metálicos, enquanto o pneu é feito de borracha.

Carrinhos de mão são usados para transportar materiais de construção.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

2 Analise os objetos apresentados e depois anote as respostas no caderno.

Copo de vidro.

a) O que existe em comum entre os objetos?

b) O que diferencia os objetos?

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si.

Caneca de metal.

2. a) Os dois objetos são usados como recipientes para o consumo de líquidos.

2. b) Eles são feitos de materiais diferentes.

c) Pensando no uso diário, aponte uma vantagem e uma desvantagem de cada um.

2. c) O copo de vidro é transparente e por isso dá para ver o líquido que tem em seu interior. Se cair, a caneca de metal não quebra, mas o copo de vidro pode quebrar. Por ter uma alça, a caneca de alumínio é muito usada por crianças.

Atividade complementar

Incentivar os estudantes a refletir sobre possíveis motivos que levam à substituição de um material por outro na fabricação de um objeto. Por exemplo, questioná-los por que, em geral, os brinquedos deixaram de ser feitos de madeira para serem feitos de plástico. Explicar que essas substituições podem estar ligadas a fatores como avanços tecnológicos, redução de custos, maior durabilidade dos materiais ou até necessidade de energia elétrica para o funcionamento do objeto. Propor um debate levantando questões como: um brinquedo de plástico é, de fato, melhor que um de madeira? Orientar os estudantes a considerar aspectos como resistência, impacto ambiental, segurança física das crianças e sustentabilidade. Ampliar a discussão convidando-os a analisar de que maneira essas escolhas afetam o ambiente, levando em conta a durabilidade e a possibilidade de reciclagem dos materiais.

Sugestão para os estudantes

DIFERENTES objetos, diferentes materiais. Publicado por: Nina Resolve. 2023. 1 vídeo (ca. 7 min). Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=_ZJBwhUf2Tc. Acesso em: 11 set. 2025. Esse vídeo explora diferentes materiais que constituem os objetos usados no dia a dia.

Sugestões para o professor

MIRANDA, Carlos Alberto Silva de. Pesquisa de novos materiais impulsiona a evolução humana. O Tempo, 28 set. 2022. Disponível em: https://www.otempo.com. br/opiniao/artigos/pesqui sa-de-novos-materiais-im pulsiona-a-evolucao-huma na-1.2740488. Acesso em: 11 set. 2025.

Esse artigo aborda como a pesquisa de novos materiais impulsiona a inovação tecnológica, atendendo a demandas de mercado, sustentabilidade e performance em diversas áreas da indústria e do cotidiano.

DEMETRIO, Amanda. Veja o que mudou na tecnologia dos brinquedos desde a década de 1960. G1, 12 out. 2011. Disponível em: https:// g1.globo.com/dia-das-crian cas/2011/noticia/2011/10/ve ja-o-que-mudou-na-tecnolo gia-dos-brinquedos-desde -decada-de-1960.html. Acesso em: 11 set. 2025. Esse artigo apresenta a evolução de bonecas, bolas, carrinhos e outros brinquedos com base no desenvolvimento de novas técnicas e materiais.

Pessoa em cadeira de rodas usando rampa de acesso.

ENCAMINHAMENTO

Explicar que os materiais têm características que podem ser medidas sem alterar sua composição e por isso são consideradas propriedades físicas. Algumas propriedades são gerais, pois não permitem determinar qual é o material, já outras podem ser usadas para determinar de qual material se trata. Compreender como diferentes materiais se comportam nos ajuda a fazer escolhas mais seguras, eficientes e sustentáveis na produção, no consumo e no descarte de objetos feitos desses materiais.

Se julgar adequado, comentar que o diamante é o material sólido natural mais duro que se conhece. Ele pode riscar qualquer outro material; no entanto, um diamante só pode ser riscado por outro diamante. Ele também é muito denso e tem um brilho intenso.

Ao comentar sobre magnetismo, se for possível, levar um ímã para a sala de aula para demonstração. Na atividade 3, verificar se os estudantes conseguem associar o magnetismo com os exemplos mencionados. Na atividade 4, é interessante levar objetos feitos com os materiais indicados na lista para testar com o ímã.

Caso haja na turma estudantes com deficiência visual, incentivar o uso do tato para a percepção de algumas propriedades apresentadas, como a elasticidade de um elástico e a atração entre um ímã e um metal.

Propriedades físicas dos materiais

Os materiais têm uma combinação de diferentes características que são específicas deles. Chamamos algumas das características de propriedades físicas

Antes de decidir qual material usar na fabricação de um objeto, é importante conhecer suas propriedades. Por exemplo, é recomendável o uso de madeira para objetos que precisam ser resistentes.

Em certas temperaturas e condições ambientais, a água pode mudar de estado físico. Consideramos que as temperaturas de fusão e ebulição da água, assim como as de outros materiais, são exemplos de propriedades físicas desses materiais.

A densidade, outra propriedade física, determina se um material flutua ou afunda em líquidos. O ferro, por exemplo, é mais denso que a água e afunda, enquanto a cortiça é menos densa que a água e flutua. Já a dureza é a resistência que um material oferece a corte, risco ou pressão.

A elasticidade é a capacidade que um material tem de retornar à sua forma original após sofrer uma deformação, como a borracha. Elásticos e luvas de borracha podem ser esticadas, adequando-se ao tamanho das mãos.

Dica: A fusão é a passagem do estado sólido para o líquido, enquanto a ebulição é a passagem do estado líquido para o gasoso.

um copo com água.

Atividade complementar

Realizar experimentos demonstrativos, explorando cada uma das propriedades físicas apresentadas.

• Temperatura de fusão e de ebulição: se possível, com um termômetro, demonstrar a temperatura de fusão do gelo e a temperatura de ebulição da água, apresentando aos estudantes a relação entre as mudanças de estado físico e a temperatura. Levar um copo com gelo para a sala de aula, inserir o termômetro e permitir que o gelo derreta à temperatura ambiente. No momento da fusão, em que há uma mistura de água nos estados sólido e líquido, espera-se que os estudantes verifiquem uma temperatura aproximada de 0 °C. Em paralelo, aquecer um recipiente com água até que ela comece a borbulhar. Medir a temperatura da água nesse momento, que deve ser 100 °C se a escola estiver ao nível do mar.

Peça de ferro e cortiça em
Elásticos em formato original.
Elástico esticado.
Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si.

Os materiais e o magnetismo

Alguns materiais têm a capacidade de atrair ou repelir outros materiais, um fenômeno associado ao magnetismo. Nesses casos, dizemos que esses materiais têm propriedades magnéticas. O ferro é um exemplo desse tipo de material. Muitos materiais magnéticos são metálicos, mas nem todos os metais são magnéticos e há alguns materiais não metálicos que podem ser magnéticos. Os materiais com propriedades magnéticas permanentes são chamados de ímãs e podem ser encontrados na natureza ou produzidos artificialmente. Observe como ocorre a atração entre um ímã artificial e um prego de ferro.

Ao aproximar lentamente um prego da extremidade de um ímã, observamos que a atração é cada vez maior.

Mas, quando afastamos o prego do ímã, percebemos que a atração diminui.

Representação do fenômeno de atração com um ímã.

Se continuamos afastando pouco a pouco o prego, chega um momento em que já não notamos a atração do ímã.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

3 No caderno, cite exemplos de ímãs que estão presentes em seu cotidiano.

4 Analise a lista de objetos que um estudante encontrou em sua casa e anote no caderno quais materiais são atraídos por ímãs.

Régua de madeira Panela de aço

SAIBA QUE

Copo de vidro Colher de ferro

4. Apenas a panela de aço e a colher de ferro são atraídas pelo ímã.

Desde a Antiguidade, os seres humanos conhecem um mineral que tem a propriedade de atrair determinados materiais, como o ferro, o aço e o níquel. Por ter sido encontrado em uma região da Grécia chamada Magnésia, esse mineral recebeu o nome de magnetita e, posteriormente, descobriu-se que ele tem propriedades magnéticas.

Pedaço de rocha que contém magnetita.

3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes citem ímãs de geladeira ou de quadros para recados e fotografias, além de aparelhos eletrônicos, como televisores e computadores, que podem ter ímãs em sua composição.

Sugestões para o professor

5 PLANOS de aula sobre propriedades físicas dos materiais. Nova Escola, c2025. Disponível em: https://nova escola.org.br/planos-de-aula/ fundamental/5ano/ciencias/ sequencia/propriedades-fisi casdos-materiais/313. Acesso em: 12 set. 2025.

Essa página apresenta propostas de experiências envolvendo algumas propriedades físicas dos materiais.

ÍMÃ e bússola. PhET: Universidade do Colorado, c2025. Disponível em: https://phet. colorado.edu/pt_BR/simula tions/magnet-and-compass. Acesso em: 12 set. 2025.

Essa página apresenta um simulador de interações magnéticas entre ímã e bússola.

MIRANDA, Lucas Mascarenhas de. Magneto: o supervilão que não estudou física. Ciência Hoje, ed. 362, jan./ fev. 2020. Disponível em: https://cienciahoje.org.br/ artigo/magneto-o-supervi lao-que-nao-estudou-fisica/. Acesso em: 12 set. 2025.

Esse artigo mostra, com base em conceitos de Física, como os poderes de Magneto poderiam ir muito além do que aparece nas histórias em quadrinhos e nos filmes.

• Densidade: levar um copo com água, uma rolha de cortiça e um objeto de metal, para que os estudantes observem que acontecerá a mesma situação da imagem apresentada na página 78.

18/09/2025 11:35

• Dureza: mostrar aos estudantes um risco na lousa feito com um giz e questionar: qual objeto riscou e qual foi riscado? A resposta correta é: a lousa riscou o giz, pois a dureza da lousa é maior. Ou seja, a lousa provocou o desgaste no giz, o que pode ser percebido pelo pó gerado e pela diminuição do tamanho do giz. Comentar que o termo riscar é usado popularmente para outros propósitos.

• Elasticidade: levar diferentes elásticos para a sala de aula e demonstrar as diferentes capacidades que eles têm de retornar à sua forma original após sofrer uma deformação.

ENCAMINHAMENTO

Iniciar a aula conversando com os estudantes sobre os cuidados que eles devem ter ao manusear equipamentos eletroeletrônicos, pois uma descarga elétrica pode causar lesões graves e até levar à morte, a depender da intensidade, da duração e da trajetória.

Se achar conveniente, mencionar que nos organismos dos seres vivos há os chamados impulsos elétricos, que podem ser gerados tanto no cérebro quanto nos músculos. No cérebro, esses impulsos surgem da atividade dos neurônios, que transmitem informações pelas sinapses e possibilitam desde funções como a respiração e os reflexos até processos como o pensamento, a memória e as emoções. Já nos músculos, os impulsos elétricos são responsáveis por desencadear a contração das fibras musculares, permitindo a execução de movimentos voluntários, como caminhar ou escrever, e involuntários, como o batimento cardíaco.

A atividade 5 possibilita a avaliação do entendimento dos estudantes sobre materiais condutores e isolantes de eletricidade. Espera-se que eles indiquem que a passagem de corrente elétrica só ocorre quando o material é condutor e que os cabos e as tomadas são revestidos de materiais isolantes, como o plástico. Reforçar que equipamentos elétricos, de modo geral, só devem ser utilizados sob a supervisão de um adulto. Retomar o conteúdo da unidade anterior sobre geração de energia elétrica. Para chegar às residências e a outros imóveis das cidades, a energia elétrica percorre um longo caminho. Ela é transmitida por fios condutores apoiados em grandes postes até chegar aos postes de rua nas cidades.

Os materiais e a eletricidade

A eletricidade é uma forma de energia que pode ser gerada artificialmente pelo ser humano. Ela também ocorre naturalmente em certos fenômenos da natureza, como os raios, e em alguns seres vivos, como as enguias elétricas.

Alguns materiais conduzem bem a eletricidade, enquanto outros nem tanto. O corpo humano, por exemplo, é um bom condutor de eletricidade. Em construções com acesso à rede elétrica, a energia é disponibilizada por meio de pontos de acesso, as tomadas. É possível perceber que a parte dos aparelhos elétricos que se conecta às tomadas, chamada plugue, é metálica, assim como os fios ligados a ela. Isso ocorre porque metais, de modo geral, são considerados materiais condutores de eletricidade

e revestido com

Atenção!

Não toque na parte interna da tomada nem nas partes metálicas de um plugue. Peça sempre a ajuda de um adulto quando precisar conectar ou desconectar um aparelho da tomada.

A parte externa do cabo de equipamentos é, em geral, revestida de materiais como plásticos e borrachas. Isso ocorre porque materiais como a borracha, o vidro, o algodão e o plástico dificultam a passagem de corrente elétrica. Por essa razão, são denominados materiais isolantes de eletricidade

5 Analise a imagem da tomada e responda no caderno: por que é possível tirar o plugue da tomada ou encostar nos cabos de um equipamento elétrico sem tomar choque?

5. Porque eles são revestidos com borracha, um material isolante. Se encostarmos no metal do plugue enquanto ele estiver conectado à tomada, provavelmente tomaremos um choque.

Questionar os estudantes se já viram, em suas residências ou em outro local, um relógio de luz ou um quadro de disjuntores. Chamar a atenção da turma para o fato de que esses equipamentos devem ser manipulados somente por adultos, de preferência por um eletricista, que é o profissional especializado na instalação e na manutenção desses e de outros equipamentos por onde a energia elétrica é transmitida.

Explorar a imagem dos eletrodomésticos com os estudantes, questionando-os sobre quais aparelhos eles reconhecem e se sabem para que servem.

Com relação ao Saiba que, explicar que as pilhas têm substâncias químicas que passam por certas transformações, resultando na geração de energia para os aparelhos. Se possível, levar pilhas novas e pilhas descarregadas (sem vazamento) e testá-las em algum aparelho para mostrar a diferença entre elas (uma lanterna, por exemplo). Reforçar, mais uma vez, a ideia de segurança: sempre chamar um adulto quando a pilha estiver com vazamento.

Plugue de tomada feito de metal
borracha.
Fios metálicos de cobre revestidos com borracha.

Funcionamento dos equipamentos elétricos

Nas residências, muitos equipamentos funcionam com energia elétrica. Podemos encontrar equipamentos elétricos em quase todas as casas.

Além de ser fornecida para os aparelhos por meio das tomadas, a energia elétrica pode ser fornecida por baterias e pilhas para dispositivos portáteis, como aparelhos celulares, controles remotos e brinquedos eletrônicos.

Esses equipamentos contêm materiais condutores de energia elétrica que permitem transmitir a energia a partir de tomadas, baterias ou pilhas. Além disso, é importante que os materiais que recobrem as partes condutoras sejam isolantes, para evitar acidentes como choques.

Atenção!

Não mexa em um aparelho celular sem a autorização e o acompanhamento de um adulto.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si.

SAIBA QUE

Eletrodomésticos que podem ser encontrados em residências.

Aparelho celular.

Você já observou uma pilha vazando dentro de um aparelho eletrônico? Aquela substância esbranquiçada indica que há um vazamento que pode danificar o aparelho e ainda representar riscos à saúde. Isso acontece quando a pilha fica muito tempo sem uso ou é armazenada de modo incorreto. Se perceber que isso aconteceu, avise um adulto para que ele possa limpar o aparelho e descartar as pilhas adequadamente.

Atividade complementar

Sugestões para os estudantes

FERRAZ JR. “Série Energia”: o choque é a principal causa de mortes em acidentes com energia elétrica. Jornal da USP, 2 set. 2022. Disponível em: https://jornal.usp.br/cam pus-ribeirao-preto/serie-e nergia-o-choque-e-a-princi pal-causa-de-mortes-em-aci dente-com-energia-eletrica/. Acesso em: 12 set. 2025. Esse artigo destaca os efeitos do choque elétrico no corpo humano.

Controle remoto.

Pilha com vazamento, sem condição de uso.

18/09/2025 11:35

Organizar uma excursão com os estudantes para visitar um museu local que tenha uma seção sobre eletricidade ou buscar programas de visitação de universidades que tenham projetos de pesquisa envolvendo eletricidade. Caso nenhuma dessas alternativas seja viável, buscar na internet museus que ofereçam a possibilidade de visita virtual.

MUSEU DE CIÊNCIAS: seção Engenho. São Paulo: Museu Catavento, c2025. Disponível em: https://museucatavento. org.br/engenho. Acesso em: 12 set. 2025.

Essa seção do museu pode ser visitada pelos estudantes e suas famílias para vivenciar experimentos sobre engenhosidades criadas pelos seres humanos..

Carrinho com controle remoto.

Objetivos

• Propor hipóteses e comparar com os resultados obtidos.

• Identificar fenômenos relacionados à eletricidade.

BNCC

Competência geral: 2.

Competências específicas: 2 e 3.

Habilidade:

(EF05CI01) Explorar fenômenos da vida cotidiana que evidenciem propriedades físicas dos materiais – como densidade, condutibilidade térmica e elétrica, respostas a forças magnéticas, solubilidade, respostas a forças mecânicas (dureza, elasticidade etc.), entre outras.

Ponto de atenção

Alguns estudantes podem ter maior sensibilidade ao contato com os balões de festa e com o barulho deles caso estourem. Atentar para que esses estudantes participem da atividade sem precisar manipular os balões e monitorar os outros estudantes para que tomem cuidado e não estourem os balões.

ENCAMINHAMENTO

Antes de iniciar os experimentos, fazer com os estudantes a leitura dos materiais e dos procedimentos. Assim, eles podem apresentar possíveis dúvidas relacionadas às etapas a serem seguidas. Sugere-se um olhar atento para a capacidade dos estudantes de cumprir as etapas do experimento. Caso haja na turma estudantes com algum tipo de deficiência física que impossibilite o manuseio dos materiais, permitir que eles participem narrando as etapas para os outros colegas.

CIÊNCIAS EM AÇÃO

Parte 1 – Testando balões de festa

Nesta atividade, vamos estudar um fenômeno relacionado à eletricidade. Em pequenos grupos, respondam à questão proposta e depois organizem os materiais necessários para a atividade.

Primeiras ideias

Resposta pessoal.

• O que vocês imaginam que pode acontecer com balões de festa se forem esfregados contra uma blusa de lã? Registrem a resposta no caderno.

MATERIAIS

• 1 blusa de lã

• 1 cabo de vassoura

• 1 folha de papel usada

• 2 pedaços de barbante de 40 cm

• 2 balões de festa por grupo

proporção de tamanho entre si.

COMO FAZER

1. Encham os balões de ar e deem um nó na abertura deles. Com eles, vocês vão realizar quatro testes diferentes.

2. Para o teste 1, recortem a folha de papel em pedacinhos e coloquem os pedacinhos sobre uma mesa.

3. Esfreguem 20 vezes os balões na blusa de lã. Em seguida, aproximem os balões dos pedacinhos de papel.

Eles também podem sentir pelo tato os materiais antes de responderem à questão das Primeiras ideias. Essa mesma estratégia também pode ser feita para estudantes com baixa visão ou deficiência visual.

O fenômeno apresentado nessa proposta envolve a atração elétrica, ou a atração eletrostática. Ela ocorre quando os objetos são eletrizados e adquirem carga elétrica, podendo atrair ou repelir outros objetos.

É possível que muitos estudantes não saibam o que responder nas Primeiras ideias. Incluir alguns encaminhamentos para auxiliá-los, se for o caso, como pedir que se recordem de situações em que brincaram com balões e questioná-los se notaram, em algum momento, os balões grudando no cabelo.

Comentar com a turma que situações semelhantes às observadas nesse experimento ocorrem no dia a dia. Em um dia seco, por exemplo, ao tocar a maçaneta de uma porta após caminhar sobre um tapete de lã, é possível perceber uma pequena faísca e sentir um pequeno

Os elementos não foram representados em
Materiais usados na atividade.
DOTTA2/ACERVODAEDITORA
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

4. Para o teste 2 , retirem qualquer pedaço de papel que ficou grudado nos balões. Esfreguem 20 vezes os balões na blusa de lã. Segurem os balões, suavemente, contra uma parede e solte-os em seguida.

5. Para o teste 3 , esfreguem 20 vezes o balão no cabelo de um voluntário entre os integrantes do grupo. Depois, segurem o balão cerca de 5 cm acima da cabeça.

Crianças fazendo experimento com balões.

6. Para o teste 4, amarrem um pedaço de barbante na abertura de cada um dos dois balões cheios de ar.

7. Prendam as duas pontas soltas dos fios de barbante no mesmo ponto do cabo de vassoura, como mostra a imagem a seguir. Assim, os dois balões vão ficar bem próximos um do outro.

8. Depois, esfreguem bastante cada balão na blusa de lã.

9. Por fim, soltem os balões.

cabo de vassoura

Balões pendurados em um cabo de vassoura.

balões suspensos

Observando e discutindo os resultados

2. Resposta pessoal. Espera-se que o cabelo do estudante tenha ficado arrepiado. É possível também que alguns estudantes digam que os fios de cabelo são atraídos pelo balão.

1 Escrevam no caderno o que aconteceu com os balões nos testes 1 e 2.

1. No teste 1, os balões devem atrair os pedacinhos de papel e, no 2, eles devem ficar grudados na parede por alguns instantes, sem que ninguém precise segurá-los.

2 Desenhem no caderno o que aconteceu com o cabelo do integrante voluntário do grupo no teste 3

3 Desenhem no caderno o que aconteceu com os balões no teste 4

3. Resposta pessoal. Os balões devem se repelir, isto é, se afastar um do outro.

4 Comparem os resultados observados com o que o grupo pensou e registrou nas Primeiras ideias.

4. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comprovem ou refutem as ideias iniciais ao compará-las com os resultados observados por eles.

estudantes a comparar suas hipóteses com a experiência prática realizada, permitindo que reconheçam o que aprenderam de novo ou o que precisaram revisar. É importante que, ao completar a atividade, haja um tempo para verificar o entendimento dos estudantes acerca do fenômeno da atração eletrostática. Se achar pertinente, pedir a eles que expliquem novamente o fenômeno observado.

Atividade

complementar É possível propor mais algumas atividades envolvendo a eletrização dos materiais, como a apresentada a seguir.

Materiais

• Blusa de lã ou tecido sintético

• Régua de plástico

• Folha de papel usada

• Pente de plástico

Como fazer

1. Piquem a folha de papel em pedaços bem pequenos.

2. Aproximem a régua, sem tê-la esfregado na blusa, dos pedacinhos de papel, sem tocá-los.

3. Esfreguem 20 vezes a régua na blusa de lã.

4. Aproximem a régua dos pedacinhos de papel, novamente sem tocá-los.

5. Repitam os mesmos procedimentos usando o pente de plástico no lugar da régua.

22/09/25 12:46

choque. Também em dias secos, pode-se levar um choque ao sair de um automóvel, dependendo do tecido do banco dele e da roupa.

Na atividade 1, os estudantes devem descrever os fenômenos observados ao esfregar o balão na blusa de lã.

Na atividade 2 , os estudantes devem desenhar o que observaram ao esfregar o balão no cabelo. Se houver muita umidade no ar e produtos no cabelo, como cremes e gel, pode haver interferência no resultado da atividade, reduzindo ou impedindo o fenômeno de eletrização.

Na atividade 3, os estudantes devem desenhar o que observaram ao soltar dois balões após esfregar na blusa de lã. Incentivá-los a fazer os desenhos com o máximo de detalhes, a fim de enriquecer a atividade e exercitar a capacidade de observação e descrição.

Na atividade 4, as hipóteses levantadas pelos estudantes devem ser discutidas pelo grupo. Na medida do possível, espera-se que eles cheguem a uma explicação coletiva. Ajudar os

Espera-se que os estudantes constatem que objetos de plástico, depois de esfregados em tecido de lã, adquirem uma capacidade que não tinham antes, isto é, a de atrair pedacinhos de papel.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Objetivos

• Propor hipóteses e comparar com os resultados obtidos.

• Compreender como funciona um circuito elétrico.

• Classificar os materiais em relação à condução de eletricidade e de calor.

BNCC

Competência geral: 2. Competências específicas: 2 e 3.

Habilidade:

(EF05CI01) Explorar fenômenos da vida cotidiana que evidenciem propriedades físicas dos materiais – como densidade, condutibilidade térmica e elétrica, respostas a forças magnéticas, solubilidade, respostas a forças mecânicas (dureza, elasticidade etc.), entre outras.

Ponto de atenção

Os estudantes não devem manipular os fios elétricos sozinhos (pois as pontas dos fios de cobre podem furar as mãos) ou aproximar os fios de tomadas. A lâmpada também não deve ser manipulada por eles, pois ela pode quebrar.

ENCAMINHAMENTO

Antes de iniciar o experimento, fazer com os estudantes a leitura dos materiais e dos procedimentos. Os itens a e b das Primeiras ideias podem ser respondidos com base no que os estudantes aprenderam sobre materiais condutores e isolantes de energia elétrica e sobre o funcionamento dos equipamentos elétricos.

Incentivar a realização atenta das etapas do experimento e a utilização das imagens como referência

AÇÃO

Parte 2 – Construindo e testando um circuito elétrico

Um circuito elétrico é um conjunto de elementos conectados de modo que a eletricidade possa circular por eles.

O professor vai organizar a turma em grupos para que vocês construam um circuito elétrico simples.

MATERIAIS

• 1 colher de madeira

• 1 clipe de metal médio ou grande

• 1 rolha de cortiça

• 1 pilha média de 1,5 volt

• Fita isolante

• 3 pedaços de 20 centímetros de fio elétrico fino com as pontas desencapadas

• 1 lâmpada de lanterna de bolso com soquete (suporte da lâmpada)

• 1 peça de dominó de plástico

• 1 borracha

• 2 tachinhas de metal

• Base de madeira ou papelão grosso

Atenção!

Apenas o professor vai manusear as tachinhas.

Materiais usados na atividade.

Primeiras ideias

• Observem novamente os materiais necessários para construir o circuito elétrico. Troquem ideias com os colegas sobre as questões e depois anotem as respostas no caderno.

a) Por que é necessário incluir a pilha no circuito?

a) Espera-se que os estudantes associem a pilha à fonte de energia elétrica do circuito.

b) Para que servem os fios elétricos no circuito? Por que eles são feitos de metal?

b) Espera-se que os estudantes associem os fios elétricos à condução de energia elétrica e considerem que eles são de metal porque esse material é um bom condutor de energia elétrica.

para a montagem do circuito elétrico. Após montá-lo, os estudantes vão realizar a classificação dos materiais em condutores e isolantes.

Se achar pertinente, reforçar a importância dos metais como materiais condutores de energia elétrica e comentar que o plástico, a borracha, a madeira e a cortiça são exemplos de materiais isolantes.

Antes de testar o funcionamento dos circuitos, explicar aos estudantes que a lâmpada só acenderá se o circuito se fechar, isto é, se a corrente elétrica puder percorrer todo o sistema sem nenhuma interrupção. Por isso, há a necessidade de ligar as duas tachinhas, o que ocorrerá com a utilização de um material condutor de eletricidade — no caso, o clipe. Usando diferentes materiais para conectar as tachinhas e fechar o circuito, os estudantes terão a oportunidade de verificar a propriedade de diversos materiais na condução de energia elétrica.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si.

1. O professor vai espetar as tachinhas na base de madeira ou no papelão, deixando-as próximas uma da outra (cerca de dois dedos de distância), como mostra a imagem.

2. Em cada tachinha, ele vai enrolar a ponta desencapada de um fio. Etapa 2.

3. Agora, na base da pilha, prendam com fita isolante a ponta desencapada de um dos fios presos na tachinha. No soquete da lâmpada, prendam a ponta do outro fio.

4. Na parte saliente da pilha, prendam com fita isolante uma ponta do terceiro fio e, no soquete da lâmpada, enrolem a outra ponta.

5. Testem o funcionamento do circuito encostando nas tachinhas a borracha, a rolha de cortiça, o clipe, a peça de dominó de plástico e a colher de madeira. Para cada material, procedam como mostra a fotografia.

Observando e discutindo os resultados

1 Depois do experimento, façam o que se pede no caderno.

a) Quais materiais permitiram que a lâmpada acendesse? E quais não permitiram?

b) Justifiquem os resultados obtidos.

1. a) Espera-se que somente o clipe tenha permitido acender a lâmpada. 1. b) Apenas o clipe é feito de material considerado bom condutor de eletricidade.

2 Retomem suas anotações das Primeiras ideias e digam se elas foram comprovadas com a construção do circuito elétrico.

2. Resposta pessoal. Ver orientações no Encaminhamento.

18/09/2025 11:35 85

Durante o experimento, orientá-los sobre os cuidados no manuseio de materiais elétricos, deixando claro que experimentos como esse só devem ser realizados com a supervisão de um adulto. Ao discutir os resultados da atividade prática, auxiliar os estudantes a identificar as partes principais do circuito: a fonte de energia (a pilha), o sistema de transmissão ou condução de energia (os fios de metal e o clipe) e o receptor elétrico (a lâmpada).

Na atividade 1, verificar se os estudantes compreenderam como ocorre a passagem de energia elétrica em um circuito e se diferenciam materiais isolantes dos condutores de energia elétrica. Uma observação atenta dos fenômenos é fundamental para o desenvolvimento do pensamento científico.

Na atividade 2, espera-se que os estudantes reflitam sobre a função das pilhas e dos fios elétricos ao observar o circuito elétrico fechado, ou seja, em funcionamento, particularmente

quando as tachinhas estão em contato com o clipe. Eles podem corroborar ou refutar as hipóteses iniciais, conforme o que foi verificado no experimento. Se achar conveniente, testar o circuito removendo a pilha e prendendo as pontas soltas dos fios para mostrar que a lâmpada não acende, mesmo com o circuito fechado. É uma maneira simples de colocar em prática o método científico para o entendimento dos estudantes.

Havendo as condições adequadas, parte da turma pode trabalhar com a massinha condutiva, conforme referência indicada nas Sugestões para o professor, e os resultados obtidos nas duas propostas podem ser comparados.

Sugestões para o professor

PADILHA, Andrea da Silva Castagini; RODRIGUES, Roberto Carlos. Robótica: primeiros passos: módulo 3: massinha condutiva. Paraná: Secretaria da Educação, 2024. Disponível em: https://aluno.escoladigital. pr.gov.br/sites/alunos/arqui vos_restritos/files/documen to/2024-03/aula01_massi nha_condutiva_ef2_m3.pdf. Acesso em: 12 set. 2025. Essa aula trata da massinha condutiva, que pode facilitar a construção do circuito elétrico.

KIT PARA montar um circuito DC: laboratório virtual. PhET: Universidade do Colorado, c2025. Disponível em: https://phet.colorado.edu/ pt_BR/simulations/circuit -construction-kit-dc-virtual -lab. Acesso em: 12 set. 2025. Essa página apresenta uma simulação que permite a construção de um circuito elétrico virtual.

Etapa 1.
Etapa 5.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Etapa 3.

ENCAMINHAMENTO

Nesta dupla de páginas, são sistematizados conhecimentos sobre a transferência de energia entre materiais com diferença de temperatura.

Há uma tendência, no senso comum, de dizer que materiais frios esfriam materiais quentes e que materiais quentes aquecem materiais frios. Por essa razão, é necessário destacar que o calor é a energia em trânsito do material mais quente para o mais frio. Assim, nesse processo, a temperatura do material mais quente cai e a do mais frio sobe até que se chegue a um equilíbrio.

Os textos e as atividades deste tópico introduzem a noção de que a condução de energia ocorre de maneira diferente nos materiais, característica levada em consideração na produção de eletrodomésticos, como ferro de passar roupa, e de utensílios de cozinha, como panelas.

Se achar pertinente, mencionar um exemplo de aplicação desse conhecimento. Comentar que as panelas de cerâmica, um material de baixa condução térmica, têm um núcleo de metal, que conduz o calor da fonte de calor pela panela, e um revestimento de cerâmica, que isola o calor dentro da panela. Elas demoram um pouco mais para esquentar, o que é uma desvantagem no preparo rápido de alimentos, mas mantêm a temperatura por mais tempo, o que é uma vantagem caso o alimento seja servido dentro da própria panela.

A atividade 6 é uma oportunidade para que os familiares participem ativamente do processo de ensino e aprendizagem dos estudantes, permitindo a eles contar o que aprenderam

Os materiais e o calor

O calor se refere à transferência de energia de um material mais quente, de maior temperatura, para outro material mais frio, de menor temperatura.

Portanto, se colocarmos um material mais quente em contato com outro mais frio, haverá transferência de calor do material mais quente para o mais frio até que ambos atinjam a mesma temperatura.

Por exemplo, ao colocar pedras de gelo em um copo de chá quente, o chá, por ser mais quente, transfere calor para o gelo, mais frio, que derrete.

Copo de chá quente com pedras de gelo.

Quando um material é aquecido, há transferência de calor da parte aquecida para as outras partes dele. Essa transferência pode ser mais fácil ou mais difícil de acordo com o tipo do material.

Os materiais que são bons condutores térmicos aquecem ou esfriam rapidamente, porque a energia se propaga por eles com facilidade. Materiais como o ferro, o zinco, o aço e o cobre são considerados bons condutores térmicos. É por isso que as bases das panelas e dos ferros de passar, que devem ter boa condução térmica, são, em geral, feitas de metal.

Os materiais isolantes térmicos são maus condutores térmicos e, por isso, aquecem ou esfriam lentamente, já que a energia se propaga por eles com dificuldade.

nas aulas. Ao observar o ferro de passar roupa ou uma panela e analisar seus materiais, os estudantes têm a oportunidade de aplicar em casa os conhecimentos adquiridos em sala de aula.

A atividade 7 compara materiais com diferentes propriedades e aplicações em situações cotidianas. As atividades desse tipo são úteis para verificar se os estudantes estão desenvolvendo habilidades para a resolução de problemas. No caso do item b, é importante frisar que, ao colocar o copo de alumínio com suco dentro de uma caixa com gelo, haverá transferência de energia do suco para o copo e deste para o gelo e por isso a temperatura do suco diminui.

A atividade 8 solicita aos estudantes que coloquem em contraposição uma fala do cotidiano e os conceitos de calor e condução térmica que estudaram. Verificar se eles não confundem afirmações de uso popular com os conceitos científicos. Em um primeiro momento, talvez ainda

Panela de alumínio.
Ferro de passar roupa.
Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si.

6. b) A base é feita de metal porque esse material aquece rapidamente. O cabo é feito de um tipo de plástico ou borracha para impedir que haja transferência de calor para a mão da pessoa que está manipulando o objeto, para evitar queimaduras.

A madeira, a argila, alguns tipos de plástico, a borracha, o vidro e a lã são exemplos de isolantes térmicos. Isso explica as luvas térmicas, em geral, serem feitas de borracha ou de tecidos mais espessos e com ar entre suas fibras, para dificultar que haja transferência de calor do objeto manipulado para as nossas mãos.

6 Conte para um adulto de seu convívio o que você está estudando sobre os materiais condutores térmicos e os isolantes térmicos. Depois, siga as orientações e responda às questões no caderno.

• Peça a essa pessoa que pegue o ferro de passar roupa ou uma panela com o cabo revestido.

• Juntos, descubram qual material compõe a base e o cabo por onde se segura esses objetos.

6. a) Espera-se que os estudantes tenham identificado metal na base e um tipo de plástico ou borracha no cabo.

a) Que materiais você identificou?

b) Por que esses materiais são usados para a confecção desse objeto?

7 Observe os objetos e leia as situações descritas. No caderno, indique o melhor objeto para cada situação, considerando o material de que cada um é feito, e depois justifique a resposta.

Copo de alumínio.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si.

Descanso de panela de madeira.

a) Fabiano queria colocar a panela com comida quente sobre a mesa de vidro sem correr o risco de aquecer demais a mesa.

7. a) Ele deve usar o descanso de panela de madeira, que é um bom material isolante.

b) Alice queria resfriar seu suco colocando-o dentro de uma caixa com gelo.

7. b) Ela deve usar o copo de alumínio, que é um bom condutor térmico.

8 As pessoas costumam dizer que agasalhos e cobertores de lã esquentam nosso corpo. Você concorda com essa afirmação? Por quê? Responda no caderno.

8. Espera-se que os estudantes percebam que não, porque as roupas de lã não produzem calor, mas, sim, dificultam a transferência de calor do nosso corpo para o ambiente.

Sugestões para o professor

FENÔMENOS de transporte. Aula 8: introdução ao transporte de calor e condução em regime. Publicado por: Univesp. 2016. 1 vídeo (ca. 22 min). Disponível em: https:// www.youtube.com/watch? v=GeauLi_-ySw. Acesso em: 12 set. 2025.

Esse vídeo apresenta uma aula na qual são explicados conceitos introdutórios da termodinâmica.

SILVA, Osmar Henrique Moura da; LABURÚ, Carlos Eduardo. Reflexões para subsidiar discussões sobre o conceito de calor na sala de aula. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, v. 25, n. 3, p. 383-396, dez. 2008. Disponível em: https://periodicos. ufsc.br/index.php/fisica/ar ticle/view/2175-7941.2008v 25n3p383/8458. Acesso em: 12 set. 2025.

Esse artigo discute o conceito de calor.

17:48

faça sentido para a turma imaginar que blusas de lã aquecem o corpo, fornecendo calor a ele, mas é preciso esclarecer que o material que compõe a blusa atua como isolante térmico, e não como fonte de calor. Ou seja, é importante deixar claro que, quando o ambiente está a uma temperatura menor que a do corpo, há uma transferência de energia do corpo para o ambiente e por isso temos a sensação de frio.

Atividade complementar

Propor uma atividade em que os estudantes identifiquem e classifiquem materiais do cotidiano como condutores ou isolantes térmicos. Questionar, por exemplo, quais materiais são ideais para cabos de panela ou alças de chaleiras. Explicar que o metal, embora aqueça rápido, não é adequado para o cabo da panela, pois pode causar queimaduras. Materiais como madeira e certos plásticos são melhores, pois isolam o calor.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Luvas térmicas.

ENCAMINHAMENTO

É possível iniciar o assunto com alguma demonstração que evidencie a existência do ar. Um experimento simples pode ser feito: pressionar o êmbolo de uma seringa sem agulha, tampando o bico com o dedo. Os estudantes podem perceber que, por existir ar dentro da seringa, haverá certa resistência à força aplicada sobre o êmbolo.

Pedir aos estudantes que observem as imagens da página e apontem qual é a relação de cada uma delas com o ar. Em seguida, ler o texto com eles.

Sobre o fenômeno de formação do vento, observa-se a tendência de massas de ar quente, por serem menos densas, se deslocarem para camadas mais altas da atmosfera e de massas de ar frio ocuparem o espaço deixado por elas, em um ciclo contínuo. Além disso, quando a radiação do Sol aquece a atmosfera, ocorrem processos de expansão do ar. Em algumas situações, essa expansão faz com que grandes massas de ar se movimentem, podendo chegar a lugares bem distantes.

A atividade 9 solicita aos estudantes que trabalhem em duplas, o que possibilita que um estudante ajude o outro caso ele tenha dificuldade na leitura das imagens.

Se achar pertinente, comentar que certas plantas têm sementes que são minúsculos grãos que se espalham como se fossem poeira com o vento. Em algumas espécies, as sementes ou os frutos podem ter estruturas aladas ou plumosas, o que facilita seu transporte pelo vento.

Sugestão para os estudantes

NESSMANN, Phillipe. Ar. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2006.

Esse livro apresenta o que é o ar, como os balões voam e como os astronautas podem respirar na Lua.

O ar é considerado um bom isolante térmico, por isso é muito usado em objetos como roupas e compartimentos térmicos.

Muitos casacos são feitos de tecidos que retêm ar entre suas camadas, permitindo melhor isolamento térmico. O mesmo ocorre com alguns tipos de bolsas térmicas.

O ar, apesar de não ser visível, ocupa lugar no espaço e é uma mistura de gases. Nessa mistura, cada componente apresenta propriedades específicas. Podemos perceber a presença do ar ao respirarmos, por exemplo, e ao sentirmos o vento, que é o ar em movimento.

Exemplo de casaco que utiliza ar como isolante térmico.

9 Em duplas, observem a sequência de imagens e depois façam o que se pede no caderno.

Sequência de fotografias de sementes da planta dente-de-leão.

a) Com base na observação das imagens, tentem explicar o que aconteceu.

b) A situação das imagens é causada por qual fenômeno? Ele é feito de que material?

9. b) O fenômeno observado é causado pelo vento, que é o ar em movimento.

c) Que propriedade desse material é importante para o desenvolvimento de utensílios como casacos térmicos? 9. a) Espera-se que os estudantes respondam que as sementes se soltaram da planta e se espalharam pelo ar por causa do vento.

9. c) O ar é um isolante térmico.

DESCUBRA MAIS

• BRANCO, Samuel Murgel. Carolina e o vento. São Paulo: Moderna, 2019. Nesse livro, você vai descobrir a importância do vento com a personagem Carolina.

O que e como avaliar

Propor aos estudantes que classifiquem materiais e/ou objetos do cotidiano como condutores ou isolantes térmicos e condutores ou isolantes de eletricidade. Pedir a eles que organizem as informações em um quadro de três colunas, uma indicando o material ou o objeto, outra indicando se o material ou objeto é condutor ou isolante térmico e uma terceira indicando se o material ou objeto é condutor ou isolante de eletricidade.

Solicitar aos estudantes que os quadros sejam entregues em folhas de papel avulsas, podendo servir como uma avaliação em formato de prova para verificar a capacidade de organizar informações e a compreensão dos conceitos estudados.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

DIÁLOGOS

A arte registra o vento

A imagem a seguir representa uma xilogravura, um tipo de arte em que a imagem é produzida a partir de um molde entalhado em madeira e impresso no papel, de maneira semelhante a um carimbo. Ela foi feita pelo artista João Pedro do Juazeiro.

Soltando pipas, de João Pedro do Juazeiro, 2010. Xilogravura, 50 cm × 70 cm.

QUEM É?

João Pedro de Carvalho Neto (1964-) nasceu em Ipaumirim (CE) e é um artista que assina como João Pedro do Juazeiro . Ainda criança, mudou-se com a família para Juazeiro do Norte (CE), onde começou a exercer sua arte como poeta de cordel. Seu trabalho com xilogravura começou em 1998 e, em 1999, se mudou para Fortaleza para sua primeira exposição.

João Pedro do Juazeiro.

1 Como é possível perceber o vento no quadro? O vento tem cor? Converse com os colegas sobre o assunto.

1. O vento pode ser percebido pelas pipas se movimentando ou mesmo pelos traços coloridos. O vento não tem cor porque o ar não é visível.

Objetivos

• Conhecer algumas características e propriedades físicas dos materiais.

• Reconhecer formas de representação do ar em obras de arte.

BNCC

Competências gerais: 3 e 4.

Competência específica: 6.

ENCAMINHAMENTO

O trabalho com esta seção pode ser feito em conjunto com o componente curricular de Arte. Considerar a seção um espaço para apresentação da xilogravura, uma técnica de representação de palavras e imagens culturalmente significativa.

Observar a obra de arte com os estudantes, permitindo que eles manifestem suas impressões livremente, sem direcionamentos. Verificar se eles associam, na atividade 1, que o vento, apesar de não ser visível, pode ser representado em obras de arte. Se julgar adequado, ampliar a discussão questionando os estudantes sobre outras formas de representar o ar ou o vento em obras de arte.

Após ouvir a opinião dos estudantes, apresentar vídeos das obras do artista Daniel Wurtzel (1962-), que criou uma técnica artística usando ventiladores e programação de computadores para dar ideia de movimento em diferentes materiais. Apresentar também algumas obras do pintor inglês Joseph Mallord William Turner (1775-1851), conhecido por representar fenômenos da natureza.

Atividade complementar Pedir aos estudantes que usem a obra de João Pedro de Carvalho Neto como inspiração para fazer sua própria manifestação artística. Sugere-se realizar essa atividade de forma interdisciplinar com o componente curricular de Arte.

22/09/25 12:46

Habilidade: (EF05CI01) Explorar fenômenos da vida cotidiana que evidenciem propriedades físicas dos materiais – como densidade, condutibilidade térmica e elétrica, respostas a forças magnéticas, solubilidade, respostas a forças mecânicas (dureza, elasticidade etc.), entre outras.

TCT: Multiculturalismo: Diversidade cultural.

Sugestão para os estudantes

MESTRE João Pedro do Juazeiro. Mestres da Cultura, 26 fev. 2019. Disponível em: https:// www.mestresdacultura.com. br/mestre-joao-pedro-do-jua zeiro/. Acesso em: 15 set. 2025. Esse artigo conta a história do mestre em xilogravura e literatura de cordel João Pedro de Carvalho Neto.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Objetivos

• Compreender o que são resíduos sólidos e os problemas relacionados ao seu acúmulo.

• Compreender o significado e a importância dos princípios dos 5 Rs para um consumo mais consciente.

• Compreender os impactos provocados pelos resíduos no ambiente.

• Compreender como deve ser a destinação correta dos resíduos sólidos.

BNCC

Competências gerais: 3, 4, 5, 7, 9 e 10.

Competências específicas: 2, 4, 5, 6 e 8.

Habilidades:

(EF05CI04) Identificar os principais usos da água e de outros materiais nas atividades cotidianas para discutir e propor formas sustentáveis de utilização desses recursos.

(EF05CI05) Construir propostas coletivas para um consumo mais consciente e criar soluções tecnológicas para o descarte adequado e a reutilização ou reciclagem de materiais consumidos na escola e/ou na vida cotidiana.

TCTs: Meio ambiente: Educação ambiental e Educação para o consumo, Economia: Trabalho; Ciência e tecnologia: Ciência e tecnologia.

A PRODUÇÃO DIÁRIA DE RESÍDUOS 2

A palavra resíduo é associada a tudo que não serve mais e, por isso, é descartado. Mas será que essa definição vale para qualquer tipo de resíduo?

1 Observe a imagem a seguir, que mostra resíduos descartados após o lanche em uma escola.

de lixo com resíduos. 1. Papel de jornal, papel de alumínio, restos de alimento e embalagens de metal, de papel e de plástico.

• O que foi descartado na lixeira? Nomeie os itens no caderno.

2 Será que tudo o que está na lixeira deveria estar nela? Escreva no caderno os nomes de:

2. a) Espera-se que os estudantes indiquem restos de alimento e papéis sujos.

a) resíduos que, em sua opinião, não podem mais ser aproveitados; b) resíduos que podem ser reaproveitados.

2. b) Praticamente todos os itens restantes.

3 Em duplas, conversem sobre os resíduos que não podem mais ser aproveitados.

3. Espera-se que os estudantes mencionem o aspecto de sujeira, contaminação ou mistura de diversas substâncias.

• Existe alguma característica comum entre eles? Se sim, qual?

4 Em uma folha de papel grande, elaborem um cartaz coletivo com sugestões de como reaproveitar os resíduos citados na resposta do item b da atividade 2. Ilustrem suas sugestões com desenhos e colagens.

4. Resposta pessoal. Ver orientações no Encaminhamento.

90

Organize-se

• Página 91: atividade 5 Separar dicionários para consulta.

• Página 96: Ciências em ação – Jogo dos mergulhadores.

É necessário preparar os materiais com antecedência ou, se julgar pertinente, solicitar aos estudantes que busquem em suas residências alguns dos materiais indicados ou similares.

ENCAMINHAMENTO

Observar com os estudantes uma lixeira da sala de aula ou do pátio da escola. Identificar, com cuidado e sem tocar em seu conteúdo, alguns dos resíduos descartados, verificando se há possibilidade de melhorar a separação e a destinação deles.

A questão inicial permite aos estudantes fazer suposições sobre o significado do termo resíduo e expor os conhecimentos prévios deles sobre o descarte de materiais e objetos no dia a dia.

Na atividade 1, comparar a lixeira da imagem com a da sala de aula ou outra da escola.

Na atividade 2, solicitar aos estudantes que façam uma categorização dos resíduos observados. É possível que haja alguma discordância em relação ao descarte de guardanapos e papéis que embalam alimentos, mas a recomendação é não reaproveitar esses resíduos.

A atividade 3 verifica a percepção de que alguns resíduos não têm mais função ou utilidade. Aproveitar para destacar a importância do descarte correto para não contaminar resíduos que poderiam ser aproveitados.

Cesto
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Os princípios dos 5 Rs

O Brasil produz milhares de toneladas de resíduos sólidos por dia, e estima-se que essa quantidade equivale a cerca de 1 quilograma diário por pessoa. Diante desse número, fica evidente que é preciso investir em ações, individuais e coletivas, para resolver o problema do acúmulo de resíduos. Para isso, existem cinco atitudes principais que podem ser adotadas, todas começando com a letra R. São os “princípios dos 5 Rs”.

Reciclar: transformar resíduos ou recuperar seus materiais para que eles possam virar novos produtos. Para isso, é importante descartar papel, plástico, vidro e metal nos espaços destinados à reciclagem.

Reutilizar: usar de novo objetos ou embalagens que seriam descartadas, prolongando sua vida útil. Aproveitar potes plásticos para fazer vasos ou organizar lápis e canetas é um exemplo desse princípio.

Reduzir: evitar o desperdício e usar só o necessário. Levar uma sacola de tecido para fazer compras ou usar copos reutilizáveis para beber líquidos são exemplos desse princípio.

Repensar: buscar informações sobre a origem e o destino dos produtos e refletir bem antes de comprar algo ou jogar alguma coisa fora. Para isso, é importante se perguntar: "Será que eu preciso mesmo disso?" ou "Para onde vai esse resíduo?".

Recusar: dizer “não” para coisas que são rapidamente descartadas ou que poluem. Recusar canudos plásticos, sacolas plásticas ou brinquedos descartáveis são exemplos desse princípio.

DESCUBRA MAIS

Representação artística da aplicação de alguns dos princípios dos 5 Rs.

• ANDRADE, Gisele Gama. Sara vai à praia. Ilustrações: Ronaldo Santana. Brasília, DF: Abaquar, 2016. Esse livro conta a história de Sara, uma menina que não vê a hora de brincar na praia. Ao chegar à praia e encontrar vários objetos boiando no mar, Sara e a família dela percebem que há algo muito errado.

5 Procure no dicionário o significado das palavras reduzir , reutilizar e reciclar. Anote no caderno o que você descobrir.

5. Reduzir: diminuir, tornar menor, limitar; reutilizar: usar de novo; reciclar: transformar para ser utilizado novamente.

A atividade 5 incentiva os estudantes a procurar palavras desconhecidas no dicionário. Auxiliá-los caso apresentem dificuldade.

Atividade complementar

Propor aos estudantes que assistam em casa, com seus familiares, a alguns vídeos do Instituto Akatu (ver seção Sugestões para o professor) que tratam, de forma lúdica, da questão da geração, da separação e da destinação apropriada de resíduos sólidos.

Em sala de aula, pedir aos estudantes que escrevam um texto resumindo o que aprenderam assistindo aos vídeos que escolheram.

Sugestões para o professor

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE RESÍDUOS E MEIO AMBIENTE. Panorama dos resíduos sólidos no Brasil 2024 São Paulo: Abrema, dez. 2024. Disponível em: https://www. abrema.org.br/panorama/. Acesso em: 15 set. 2025.

Essa publicação apresenta um diagnóstico nacional sobre a geração, a coleta, a reciclagem, o tratamento e a disposição de resíduos.

BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Brasília, DF: MMA, 2022. Disponível em: https://portal-api.si nir.gov.br/wp-content/uplo ads/2022/07/Planares-B.pdf. Acesso em: 15 set. 2025.

18/09/2025 11:35

Na atividade 4, avaliar a participação dos estudantes nos grupos, para que todos contribuam para a criação do cartaz indicando as maneiras de reutilizar alguns dos itens observados na imagem. Espera-se que os estudantes representem aplicações práticas como: fazer dobraduras e papel machê com folhas de jornal e papel de embrulho; porta-lápis, vasos de plantas ou brinquedos com embalagens de plástico; entre outras possibilidades.

Analisar com os estudantes o significado dos “Rs”, entendidos como princípios fundamentais para enfrentar o desafio de destinar adequadamente os resíduos sólidos. Comentar que a maior dificuldade em relação à aplicação dos 5 Rs está nos hábitos da população e deixar clara a importância de incorporar esses princípios às ações do cotidiano, compartilhando com outras pessoas da comunidade escolar.

Algumas informações presentes neste capítulo se baseiam no Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PLANARES), apresentado em Sugestões para o professor.

Essa publicação apresenta o Plano Nacional de Resíduos Sólidos.

INSTITUTO AKATU. São Paulo, c2025. Disponível em: https://www.youtube.com/ user/institutoakatu. Acesso em: 15 set. 2025.

Essa página apresenta uma coleção de vídeos produzida pelo Instituto Akatu.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

ENCAMINHAMENTO

Analisar coletivamente as situações apresentadas nas atividades 6 e 7, que permitem uma reflexão sobre as atitudes apresentadas.

Conversar com os estudantes para conhecer alguns de seus hábitos de consumo e as práticas de descarte adotadas em suas residências. Essa é uma oportunidade para solicitar a eles que reflitam sobre suas atitudes e avaliem se elas favorecem a redução de consumo e o hábito de reutilização de produtos. Com base nessa conversa, planejar situações para incentivar mudanças de atitude em relação ao descarte de resíduos.

Demonstrar, por meio da análise de situações do cotidiano, como podemos aplicar no dia a dia a política dos 5 Rs.

Na atividade 8a, incentivar os estudantes a trocar ideias com os colegas e a ouvir uns aos outros. Organizar a discussão em grupos, orientando-os para que todos tenham oportunidade de expor suas ideias e opiniões sobre o assunto.

Na atividade 8b, sugerir aos estudantes que pensem em etapas para organizar a feira de trocas, que podem ser:

1. definição de objetos que podem ser trocados, com a autorização dos familiares; 2. definição do local da feira; 3. organização da feira (disposição de mesas e cadeiras, decoração etc.).

6. a) Ana poderia repensar e reduzir. Assim, ela poderia avaliar se a compra é, de fato, necessária e produzir menos resíduos.

6 Avalie as situações apresentadas e converse com os colegas sobre quais princípios dos 5 Rs poderiam ser adotados em cada caso.

a) Ana pede ao pai, com frequência, que compre determinados alimentos apenas porque eles têm embalagens plásticas atraentes ou são consumidos pelos colegas, mesmo quando ela já tem alimentos semelhantes em casa.

b) A família de André não separa os resíduos de sua casa.

Representação artística dos 5 Rs.

6. b) A família de André poderia repensar e reciclar. Assim, os resíduos poderiam ser transformados em novos produtos.

7 Agora, leia o relato de João e converse com os colegas sobre como essa atitude contribui para a redução de resíduos.

Uma vez por ano eu junto todas as roupas, livros, brinquedos e jogos que não uso mais e que estão em boas condições. Depois, com meus pais, eu levo para doar para outras crianças.

8 Leia o texto a seguir e depois faça o que se pede.

Em sua quinta edição, a Feira de Trocas conta com mais de 400 peças, desde roupas, sapatos e brinquedos até aparelho de ginástica e piscina infantil, favorecendo o consumo consciente e a sustentabilidade. [...] [...]

7. Ao doar os objetos que não vai mais usar, João evita o descarte e permite que eles sejam reutilizados por outras pessoas.

Os servidores levam as peças que desejam trocar nas semanas que antecedem a feira e recebem créditos em uma moeda própria do evento inspirada em Curitiba, o pinhão. [...]

FEIRA de Trocas favorece o consumo consciente e a sustentabilidade. Curitiba: Prefeitura Municipal, 15 maio 2025. Disponível em: https://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/ feira-de-trocas-favorece-o-consumo-consciente-e-a-sustentabilidade/77368. Acesso em: 8 ago. 2025.

a) Troque ideias com os colegas sobre como essa atitude se relaciona com os 5 Rs.

8. a) Ao trocar objetos com outras pessoas, elas não descartam o que não querem mais e deixam de comprar novos objetos.

b) Em grupos, planejem como poderiam criar uma feira de trocas na sua escola. Anotem suas ideias no caderno.

8. b) Resposta pessoal. Ver orientações no Encaminhamento

Durante a atividade, é essencial acompanhar os grupos, ajudando-os quando houver dúvidas ou incentivando-os a detalhar mais suas ideias. É importante sempre valorizar a cooperação e o respeito mútuo no trabalho coletivo. Se possível, realizar a feira de trocas na sala de aula, entre os estudantes, ou em um espaço externo, como um projeto da escola.

Ao iniciar o tema da reciclagem, levar para a sala de aula alguns materiais recicláveis que façam parte do dia a dia dos estudantes. Verificar nesses materiais a indicação do símbolo da reciclagem. Propor aos estudantes que desenhem alguns desses símbolos no caderno. Mencionar a importância da leitura de rótulos para obter informações: com quais materiais as embalagens são confeccionadas, qual é a padronização do símbolo de descarte de resíduos que vão para reciclagem e o motivo pelo qual é necessário separar os resíduos orgânicos dos recicláveis. Além dos materiais citados no livro, há outros que podem ser reciclados, como: • Entulho da construção civil (gerado em obras): boa parte dele pode ser transformada em blocos de concreto, ladrilhos, argamassa, contrapiso e, principalmente, base para rodovias.

SONIA VAZ

A reciclagem

Por meio da reciclagem, materiais usados são transformados em novos produtos, que podem ser comercializados. Com o uso da tecnologia, é possível transformar garrafas plásticas em tecidos e fabricar solas de sapatos e asfalto com pneus velhos, por exemplo.

Você sabe o que pode ser reciclado? Leia alguns exemplos:

• revistas, jornais, caixas de papelão, folhas de caderno, embalagens longa vida;

• latas de óleo, de suco ou de alimentos em conserva;

• copos e garrafas de vidro;

• garrafas plásticas, tampas plásticas, sacos plásticos e potes de manteiga, margarina, iogurte, entre outros.

Ao ler os rótulos de alguns produtos, é possível saber, por exemplo, se suas embalagens são recicláveis ou não.

Embalagem longa vida: embalagem composta de várias camadas de materiais (papel, plástico, alumínio, entre outros) que conservam e prolongam a validade do produto.

É preciso separar e limpar os materiais recicláveis e enviá-los para as indústrias de reciclagem, locais que reciclam os materiais para que eles sejam usados em outros produtos.

Para isso, caminhões coletores ou catadores, isto é, pessoas que trabalham com reciclagem, recolhem esses materiais descartados nas residências, nas empresas públicas e comerciais e nas construções. Esses trabalhadores têm um papel muito importante para reduzir o acúmulo de resíduos descartados.

Trabalhadoras separando material reciclável em uma cooperativa em Ubatuba (SP), em 2024.

Rótulo com símbolo indicando que a embalagem pode ser reciclada.

Aproveitar essa discussão para construir com os estudantes uma lista das vantagens da reciclagem para o ambiente. É possível citar a conservação de recursos naturais, a redução dos resíduos descartados e a redução do consumo de energia elétrica, uma vez que os processos de reciclagem, de modo geral, exigem menos energia do que a necessária para extrair o recurso da natureza.

Sugestão para os estudantes

LEONARD, Annie. A história das coisas: da natureza ao lixo, o que acontece com tudo que consumimos. Rio de Janeiro: Zahar, 2011. Esse livro descreve o que acontece nos cinco estágios da economia: extração, produção, distribuição, consumo e descarte.

Atividade complementar

Propor aos estudantes uma pesquisa de tirinhas, vídeos e reportagens que, de alguma maneira, discutem a aplicação do princípio dos 5 Rs. Eles devem organizar e apresentar aos colegas o material encontrado, justificando a relação que cada um deles estabelece com o princípio dos 5 Rs.

22/09/25 12:47

• Pneus usados: depois de reciclados, podem ser usados na fabricação de solado de sandálias e tapetes de automóveis ou transformados em pavimento para estradas, conferindo maior elasticidade e durabilidade ao asfalto.

• Restos de lona usada, couro e ferragens: podem ser utilizados na produção de calçados e bolsas.

Questionar os estudantes se nos bairros onde moram há coleta seletiva e se ela é regularmente realizada pela prefeitura, por empresas privadas ou por associações de catadores de resíduos recicláveis. As associações de catadores desempenham um papel fundamental na destinação adequada dos resíduos, e a coleta pode ser uma importante fonte de renda para as pessoas que a realizam.

ENCAMINHAMENTO

Levar a turma até o ecoponto da escola ou a algum local do entorno que tenha ecoponto. Se não houver um ecoponto na escola, é possível realizar um projeto com os estudantes para a instalação de um (ver referências na seção Sugestões para o professor).

Na atividade 9, verificar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre locais para onde se pode destinar corretamente os resíduos.

Na atividade 10, verificar se há na escola a preocupação em separar resíduos. É comum o uso de cinco recipientes: azul para papel e papelão, vermelho para plásticos, verde para vidro, amarelo para metais e marrom para resíduos orgânicos. Mencionar que é possível também usar apenas dois recipientes: um para resíduos orgânicos e outro para os resíduos recicláveis.

Na atividade 11, espera-se que os estudantes reconheçam a importância de manter os materiais recicláveis separados.

Na atividade 12, os estudantes podem concluir que algumas pessoas não têm as informações necessárias a respeito da separação de resíduos sólidos ou não se importam com essa questão. Outros motivos apontados podem ser: falta de coleta seletiva no bairro ou na cidade onde as pessoas moram, falta de lixeiras apropriadas, dificuldade de acesso a pontos de reciclagem e falta de incentivo por parte do poder público. É importante destacar que é responsabilidade de fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes dos produtos custear a coleta seletiva e a triagem de materiais. Para tratar da reciclagem do alumínio, se possível, levar para a sala de aula algum objeto de alumínio para

É importante que os órgãos públicos também incentivem a população a separar os resíduos recicláveis e disponibilizem meios para coletar esses resíduos, como os caminhões de coleta seletiva. Em muitos municípios, também podem ser encontrados recipientes com a identificação do que deve ser depositado em cada um deles: material reciclável ou material orgânico

Outros locais importantes para o descarte de resíduos são os ecopontos, que são locais de entrega voluntária de diferentes tipos de resíduo. Apesar da importância desses locais, nem todos os municípios dispõem deles e muitas pessoas não têm o hábito de utilizá-los.

9 Observe novamente as imagens desta página e converse com os colegas sobre as questões a seguir.

a) Você já encontrou recipientes como os mostrados nas fotografias? Descreva onde estavam.

b) Eles estavam sendo utilizados corretamente?

11. É importante para não sujar ou contaminar os materiais recicláveis ou para facilitar a separação e o destino adequado dos resíduos.

10 Além dos espaços públicos, no ambiente escolar também é importante pensar em como os resíduos são descartados.

10. Respostas pessoais.

a) Na escola onde você estuda, há recipientes para separação de resíduos? Se sim, onde?

b) Você recebeu informações sobre a função e o uso adequado desses recipientes? Se sim, quais?

11 Por que é importante separar o material orgânico do material reciclável? Troque ideias com os colegas.

12. Resposta pessoal. Ver orientações em Encaminhamento

12 Em muitos municípios brasileiros, ainda se observa baixa adesão da população à atividade de separação de resíduos sólidos.

• Por que isso acontece? Troque ideias com os colegas a esse respeito. 94

9. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes reconheçam lixeiras como as mostradas nas fotografias e compartilhem experiências pessoais sobre o uso desses pontos de descarte.

verificar os conhecimentos prévios da turma e questionar os estudantes se eles sabem como esse material é obtido. Destacar que a reciclagem é um processo que tem seu custo, por isso é importante reduzir a produção de resíduos e reutilizar os objetos sempre que possível.

Na atividade 13, explicar que, no processo de reciclagem, o alumínio não perde suas características, como pode acontecer com outros materiais. No entanto, pode haver perdas no processo; portanto, é importante evitar o consumo indiscriminado de objetos de alumínio. Salientar que, por ser um recurso natural não renovável, ele pode se esgotar um dia. Se achar conveniente, ressaltar que o Brasil é destaque mundial em reciclagem de latas de alumínio.

Na atividade 14, como ampliação, lembrar aos estudantes que grande parte da coleta dos itens para a reciclagem é feita por catadores cooperados ou não cooperados, que muitas vezes estão submetidos a condições de trabalho insalubres e perigosas. Utilizar a atividade para desconstruir preconceitos em relação a esses trabalhadores.

Recipientes utilizados para fazer a separação dos materiais orgânicos e recicláveis em São Paulo (SP), em 2024.
Ecoponto em Fortaleza (CE), em 2022.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Originado da extração do minério bauxita, o alumínio é um dos materiais mais reciclados no Brasil. Latas usadas, como as de sucos e conservas de alimentos, podem se tornar novos objetos, como janelas. Além de evitar a extração de mais recursos do ambiente e possíveis impactos ambientais como o desmatamento, a reciclagem do alumínio gasta menos energia elétrica e gera empregos. Acompanhe como ocorre o processo de reciclagem.

Nos centros de coleta, as latas são limpas e prensadas em grandes fardos para facilitar o transporte. Esses fardos são encaminhados para indústrias que fazem a reciclagem.

Nas indústrias, as latas são picadas, resultando em pequenos pedaços chamados aparas. Elas seguem para os fornos, onde são derretidas. Assim, é possível distribuir o alumínio líquido em grandes formas para ser resfriado e moldado.

O alumínio é transformado em chapas e enrolado em bobinas, que são empilhadas. Elas serão usadas na produção de novos objetos.

Esse processo pode ser repetido muitas vezes, sem perda significativa de qualidade. Porém, ele depende de condições industriais adequadas.

13 Explique no caderno o que significa dizer que uma lata de alumínio usada pode se transformar em uma nova lata muitas vezes.

13. O alumínio pode ser reciclado sem que haja perda de suas qualidades e do seu valor para a indústria.

14 Quais são as vantagens ambientais e econômicas da reciclagem do alumínio? Responda no caderno.

14. Redução do desmatamento causado pela extração do minério bauxita; redução do acúmulo de resíduos nas cidades; economia de energia elétrica; e geração de empregos.

Atividade complementar

Convidar um catador de recicláveis para realizar uma palestra para os estudantes sobre o trabalho dele. Em seguida, realizar uma roda de conversa para que a turma possa conhecer os desafios dessa profissão e reconhecer os catadores como importantes agentes de educação ambiental.

Sugestão para os estudantes

ENTENDA como é feita a extração de bauxita, matéria-prima do alumínio. Publicado por: Globo Rural. 2017. 1 vídeo (ca. 8 min). Disponível em: https://globoplay.globo.com/v/6233617/. Acesso em: 15 set. 2025. Esse vídeo mostra como é feita a extração de bauxita, matéria-prima do alumínio.

Sugestões para o professor

SILVA, Lidiane de Oliveira; MOTTA, Andreia Cristina; ALCALDE, Thielle Rita Vera de Moura. Implementação de um ecoponto em uma escola estadual de Mato Grosso como instrumento de educação ambiental. In: SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO, 32., 2024, Cuiabá. Anais [...]. Cuiabá: UFMT, 2024. Disponível em: https://sol.sbc.org. br/index.php/semiedu_es tendido/article/view/32490. Acesso em: 15 set. 2025.

Esse artigo trata da implementação de um ecoponto na Escola Estadual José Leite de Moraes, em Várzea Grande (MT), em março de 2024.

PROJETO Ecoponto na Escola: Instituto Idahra. Publicado por: Instituto de Desenvolvimento Ambiental e Humano da Região Amazônica (Idahra). 2013. 1 vídeo (ca. 3 min). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=ZUqrlmgSgCA. Acesso em: 15 set. 2025. Esse vídeo apresenta o projeto Ecoponto na escola.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Fardos de latas de alumínio.
Alumínio em bobinas.

Objetivos

• Compreender o significado e a importância dos princípios dos 5 Rs para um consumo mais consciente.

• Construir um jogo que utiliza objetos usados.

• Perceber novas utilidades para materiais que seriam descartados.

BNCC

Competências gerais: 4 e 10.

Competência específica: 8.

Habilidade:

(EF05CI05) Construir propostas coletivas para um consumo mais consciente e criar soluções tecnológicas para o descarte adequado e a reutilização ou reciclagem de materiais consumidos na escola e/ou na vida cotidiana.

TCT: Meio ambiente: Educação ambiental e Educação para o consumo.

ENCAMINHAMENTO

Explicar aos estudantes que, além de aplicar conteúdos trabalhados, a proposta de atividade permite que eles vivenciem um momento agradável de brincadeira coletiva em sala de aula.

O jogo que será montado pelos estudantes nesta seção permite uma articulação com o componente curricular de Arte e deve ser considerado um exemplo de modo de reaproveitamento de materiais.

Incentivar a montagem cuidadosa dos componentes do jogo e dar oportunidade para que os estudantes joguem em sala de aula mais de uma vez. Propor, se possível, situações em que eles usem o jogo para brincar com estudantes de outras turmas.

CIÊNCIAS EM AÇÃO

Jogo dos mergulhadores

Você sabia que objetos e materiais que seriam descartados são ideais para montar jogos bem legais e coloridos?

Reúna-se com três colegas. Com os materiais sugeridos na lista a seguir, vocês vão montar o Jogo dos mergulhadores.

MATERIAIS

• Pratos de plástico usados

• Jornal usado

• Canetas hidrográficas

• Tesoura com pontas arredondadas

• Tintas acrílicas

• Pincéis

• Régua

• Cola branca em tubo

• Lápis grafite

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si.

• Caneta corretiva branca

• 4 escovas de dente usadas

• Cartolina

• Bandeja de ovos

• 20 rolhas

• 16 bolinhas de isopor

• Pedaços de papel colorido

• Papel sulfite

• Papelão

Materiais usados na atividade.

Dica: Antes de iniciar a atividade, forrem a mesa com jornal. Para fazer as pinturas, separem pequenas quantidades de tinta sobre os pratos de plástico e, após a pintura, lavem os pincéis com água e sabão.

Se não houver tempo hábil para sua confecção em sala de aula, pedir aos estudantes que terminem a montagem em casa e levem o jogo montado para a escola no dia combinado. Antes de iniciar a primeira partida, pedir aos estudantes que observem o tabuleiro e as peças e façam uma primeira leitura das regras do jogo.

Enquanto jogam, verificar como os estudantes lidam uns com os outros e avaliar o desenvolvimento de habilidades socioemocionais relacionadas ao trabalho em grupo, como cooperação e respeito ao espaço coletivo. Esse tipo de atividade possibilita observar também como eles se comportam diante de tarefas que exigem organização, autonomia e responsabilidade. Ao longo do processo, é possível identificar se os estudantes prestam atenção às orientações dadas pelo professor, procuram executar as atividades de maneira assertiva e seguem corretamente as regras do jogo.

A montagem será organizada em três etapas: montagem da piscina, do trampolim e dos mergulhadores.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

Representação da montagem da piscina, do trampolim e dos mergulhadores.

A piscina

1. Se a bandeja de ovos tiver 24 casinhas, recortem as bordas, com a ajuda do professor, de modo que fiquem somente 20 casinhas.

2. Na cartolina, desenhem tiras com ondas na parte superior. Elas devem ter a mesma medida de comprimento dos lados e a mesma medida de altura da bandeja de ovos.

3. Recortem e colem as tiras em volta da bandeja, deixando secar bem.

4. Pintem a bandeja de azul para representar a piscina. Deixem secar. Com as escovas de dente, espalhem gotas de tinta branca diluída, dando batidinhas na superfície da piscina.

5. Desenhem e recortem pequenos desenhos (peixes, estrelas-do-mar, entre outros) na cartolina. Pintem, deixem secar e colem os desenhos ao redor de toda a piscina.

6. Cortem 20 pedaços pequenos de papel em branco, escrevam em cada um deles os números 1, 2, 3, 4 e 5, quatro vezes, e distribuam um papel em cada casinha da piscina.

O trampolim

1. Cada jogador deve fazer um trampolim recortando uma tira de papelão de 3 cm × 15 cm. Pintem um dos lados da tira e a rolha. Deixem secar bem.

2. Colem a rolha no lado da tira que não foi pintado, a cerca de 3 cm da extremidade. Deixem secar bem a cola antes de virar o trampolim.

Sugestões para o professor

APRENDA a fazer brinquedos para crianças utilizando materiais recicláveis. Movimento Lixo Cidadão. São Paulo, c2025. Disponível em: https://movimentolixocidadao.com.br/aprenda -a-fazer-brinquedos-para-criancas-utilizando-materiais-reciclaveis/. Acesso em: 15 set. 2025.

TUDO é brinquedo: 7 materiais para reciclar com as crianças. Lunetas, São Paulo, 31 maio 2021. Disponível em: https://lunetas.com.br/brincadeiras-para-estimular-reciclagem/. Acesso em: 15 set. 2025.

DIAS, Nicole. Brinquedos reciclados: inspirações e tutoriais para você criar em casa. Tua Casa , 8 jul. 2025. Disponível em: https://tuacasa.uol.com.br/brinquedos-reciclados/. Acesso em: 15 set. 2025.

Esses artigos apresentam várias ideias de brinquedos feitos com materiais recicláveis e objetos reutilizáveis.

Atividade complementar

Realizar a montagem de outros tipos de brinquedo e jogos com materiais recicláveis e objetos reutilizáveis. Na internet, é possível encontrar projetos de como montar esses brinquedos e jogos e, assim, adaptar a atividade à realidade de cada local, de acordo com a disponibilidade de materiais.

Nas Sugestões para o professor, há algumas propostas de brinquedos feitos com materiais recicláveis e objetos reutilizáveis. Se julgar pertinente, incentivar os estudantes a planejar seu próprio brinquedo ou jogo e a montá-lo com seus familiares.

Texto de apoio

[…] a política dos “5 Rs” pode representar um incremento ao futuro sustentável […]. Porém, a mudança de hábitos só é possível ao se reconhecer costumes que podem ser aprimorados, ou seja, identificar as atitudes individuais e coletivas, a favor e contra o meio ambiente.

Portanto, se faz necessário que em todos os níveis de ensino haja uma ótica que inclua a Educação Ambiental, [...] conhecendo as ciências naturais, integrando-se na natureza e na humanidade, e reconhecendo-se como parte da sociedade, inicia a constituição da sua condição humana […]. A educação ambiental contínua da população é uma necessidade para garantir a adequada separação e o preparo dos recicláveis na fonte geradora […].

SANTOS, Arantxa Carla da Silva; PONTES, Altem Nascimento. Educação ambiental e gestão dos resíduos sólidos: os 5 Rs da sustentabilidade. Revista científica E-Locução, v1, n. 20, 2021.

ENCAMINHAMENTO

Caso haja na turma estudantes com deficiência visual, propor a um colega que o auxilie na manipulação do trampolim e diga a ele quantos pontos ganhou. Caso haja estudantes com dificuldade em compreender as regras do jogo, participar em uma rodada com eles, orientando cada passo e a contagem dos pontos. É importante que todos se sintam incluídos na brincadeira.

A atividade 1 promove a reflexão dos estudantes sobre possibilidades de reúso de materiais, aumentando sua vida útil. Caso surjam dúvidas sobre a substituição de algum material, convidar a turma a pensar coletivamente em alternativas viáveis, destacando que o mais importante é a intenção de reutilizar objetos e experimentar soluções criativas.

Na atividade 2, incentivar a troca de opiniões e evitar respostas únicas, mas ajudar os estudantes a refletir sobre como o reaproveitamento de objetos e materiais pode contribuir para o cuidado com o ambiente.

Atividade complementar

Para estabelecer uma articulação com Língua Portuguesa e Geografia, orientar os estudantes na condução de uma atividade de pesquisa sobre o envolvimento de diferentes setores sociais — os cidadãos em geral, as empresas, o poder público e os cientistas — com a questão da reciclagem de materiais.

Os mergulhadores

1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes percebam que outros materiais poderiam ter sido usados para o jogo, como embalagens de papelão e tampinhas de plástico para o trampolim e os mergulhadores, respectivamente.

1. Cada jogador deve fazer quatro mergulhadores. Colem uma bolinha de isopor sobre uma rolha. Deixem a cola secar bem.

2. Pintem as personagens. Depois, decorem as roupas com um pincel fino, desenhem os olhos com a caneta hidrográfica preta e a caneta corretiva e, para os outros detalhes do rosto, usem as canetas coloridas.

3. Colem tirinhas de papel colorido de diferentes tamanhos para fazer os cabelos. Se quiserem, dobrem ou enrolem as tirinhas.

REGRAS DO JOGO

• Um jogador de cada vez deve fazer o mergulhador saltar do trampolim. Se o mergulhador cair em uma casinha, o jogador ganha o número de pontos que está escrito no papel daquela casinha. Se não cair, ele passa a vez e perde um ponto.

• No fim da partida, quando os 16 mergulhadores estiverem ocupando casinhas da piscina, somam-se os pontos para definir o vencedor da partida.

Observando e discutindo os resultados

Representação artística de crianças brincando com o Jogo dos mergulhadores.

Elaborado com base em: LEBAILLY, Vanessa. Material reciclado. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2005. p. 28-31. (Coleção brincar com arte).

1 Após o jogo, discutam com os colegas: o que acharam do jogo? Seria possível usar outros materiais para as peças? Escrevam no caderno o que vocês discutiram.

2 Qual é a importância de criar brinquedos com produtos como esses? Escrevam no caderno o que vocês discutiram.

2. Resposta pessoal. Reutilizar objetos e materiais para fazer brinquedos é uma maneira de reduzir a produção de resíduos sólidos e de repensar sobre a compra de brinquedos novos. 98

Organizar a turma em dois grupos e propor a cada um deles a leitura e a interpretação compartilhada de dois textos referentes à reciclagem de resíduos. Os textos devem ter sido publicados em fontes confiáveis de informação, em meio digital ou impresso. Pedir aos estudantes que utilizem o dicionário para consultar o significado dos termos desconhecidos.

Os grupos deverão registrar suas descobertas em um cartaz composto de frases e ilustrações com legendas. Nesses cartazes, devem aparecer, em destaque e de acordo com a interpretação de cada grupo, as possíveis vantagens e/ou desvantagens para os setores da sociedade envolvidos no assunto apresentado: os cidadãos, as empresas, o poder público e os cientistas.

Com a ajuda dos estudantes, organizar na lousa uma lista com informações sobre os temas discutidos. Aproveitar esse momento para responder às dúvidas individuais referentes à compreensão dos conteúdos desenvolvidos nessa atividade. Solicitar aos estudantes que registrem essa lista no caderno.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

O descarte de resíduos especiais

Você aprendeu a maneira correta de separar os resíduos orgânicos dos recicláveis. No entanto, alguns resíduos exigem cuidados especiais para evitar a contaminação do ambiente e problemas à saúde das pessoas. Acompanhe alguns exemplos.

Descarte adequado de máscara descartável.

Após o uso, máscaras descartáveis podem estar contaminadas por microrganismos causadores de doenças. Por isso, para descartar máscaras, é importante seguir estas orientações: lavar bem as mãos; retirar a máscara pelas alças; colocá-la em um pequeno saco plástico bem fechado; descartar o saco plástico na lixeira comum; lavar as mãos novamente.

As seringas e as agulhas usadas devem ser colocadas em recipientes resistentes, de boca larga e com tampa e devem ser encaminhados às Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Remédios vencidos ou sem uso devem ser entregues em farmácias ou em uma UBS. As bulas e as caixas de papelão podem ser descartados nesses locais ou enviadas para a reciclagem de papel.

16. Não é correto porque a máscara pode estar contaminada por microrganismos.

15 Observe a situação representada na fotografia. Depois, responda à questão no caderno.

• Que risco correm trabalhadores, como o representado na fotografia, caso o descarte de seringas e agulhas não tenha sido feito de maneira adequada?

Agente de limpeza recolhendo resíduos em Curitiba (PR), em 2025.

Recipiente apropriado para o descarte de seringas e agulhas.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

16 Por que não é correto tocar a superfície externa da máscara no momento de tirá-la do rosto? Responda no caderno.

15. Esses trabalhadores correm o risco de serem feridos pelas agulhas ou entrarem em contato com líquidos residuais ou secreções contaminadas que esses objetos podem conter.

ENCAMINHAMENTO

plástico. É importante destacar que, em ambientes hospitalares, o procedimento deve ser outro, pois há mais risco de contaminação.

A atividade 15 ressalta a importância dos cuidados necessários para a proteção dos profissionais que trabalham na coleta de resíduos e na limpeza de locais públicos. Ao descartar qualquer tipo de resíduo cortante ou perfurante, é importante embrulhá-lo em recipiente resistente antes do descarte.

A atividade 16 ressalta a importância do descarte correto da máscara para evitar contaminação.

Reforçar para os estudantes que a manipulação de resíduos especiais deve ser sempre feita por adultos, com o devido cuidado.

Sugestão para o professor

NUH, Gustavo Salin. O descarte incorreto de máscaras provoca poluição ambiental. Revista Arco, Santa Maria, 22 jun. 2022. Disponível em: https://www.ufsm.br/midias/ arco/descarte-incorreto-mas caras-poluicao-ambiental. Acesso em: 15 set. 2025. Esse artigo discute o descarte incorreto de máscaras.

12:47

Apresentar fotografias de alguns itens usados no dia a dia que, quando descartados, são considerados resíduos especiais, como pilhas e baterias usadas, remédios vencidos, peças e acessórios de computadores e smartphones. Comentar sobre os perigos da manipulação e da destinação indevida de cada um deles, ressaltando que podem oferecer riscos à saúde.

Destacar que as seringas e as agulhas normalmente são utilizadas por pessoas que trabalham na área da saúde ou que fazem uso de medicamento injetável de uso contínuo (como os anticoagulantes). Ressaltar a importância de nunca tocar nesses objetos se forem encontrados em algum local inapropriado, como nas ruas, pois são fontes de contaminação e podem ferir pessoas.

Mencionar que, durante a pandemia de covid-19, que teve início em 2019, foi grande o volume de máscaras descartadas, muitas vezes de maneira inadequada. O descarte correto das máscaras, inclusive as de tecido, deve ser feita com o material embalado em um saco

ENCAMINHAMENTO

Mencionar que, segundo o relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2019, foram produzidas no mundo cerca de 53,6 milhões de toneladas de resíduo eletrônico. O mesmo relatório prevê que, em 2030, um total de 74,7 milhões de toneladas serão produzidas. O Brasil é o quinto país que mais produz resíduos eletrônicos.

No desenvolvimento deste tópico, dois aspectos merecem ser destacados: a necessidade de redução do consumo de produtos eletroeletrônicos e a importância de, ao consumi-los, fazer seu descarte adequado. Assim, incentivar os estudantes a pesquisar locais de coleta desses produtos. Muitas dessas informações podem estar disponíveis na embalagem desses produtos.

Se possível, levar para a sala de aula algum equipamento eletroeletrônico que será descartado pela escola, por exemplo, um monitor de computador. Mostrar aos estudantes o interior desse equipamento, sem permitir que eles toquem em qualquer um dos componentes.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), de 2010, estabelece a responsabilidade compartilhada dos geradores de resíduos (fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, cidadãos e titulares da gestão municipal de resíduos sólidos) pelo ciclo de vida dos produtos e pela logística reversa.

A atividade 17 destaca o cuidado necessário com o descarte de pilhas e baterias. Se descartadas em locais inapropriados, elas podem se tornar fonte de contaminação do ambiente.

Se julgar conveniente, apresentar aos estudantes o

Outro resíduo que precisa de cuidados específicos para ser descartado é o chamado resíduo eletrônico (ou lixo eletrônico), que são principalmente os dispositivos eletrônicos, como televisores, computadores, celulares, carregadores e baterias. Os problemas ambientais causados pelo descarte inadequado desses produtos são considerados graves, porque eles contêm quantidades significativas de substâncias tóxicas que, se liberadas no solo e em reservas naturais de água, podem contaminar os seres vivos.

Nos seres humanos, essas substâncias podem afetar, a longo prazo, o funcionamento de diversos órgãos do corpo, além do olfato, da audição, da visão, da coordenação motora e da memória, entre outros problemas.

Uma maneira de reduzir os descartes é reaproveitar componentes de produtos eletrônicos que ainda podem ser usados para outras finalidades.

QUEM É?

Garofalo (1979-) nasceu em São Paulo (SP) e é uma professora que enxergou nos resíduos uma oportunidade de transformação. Com seus estudantes, transformou sucatas recolhidas nas ruas em protótipos de coisas que eles imaginaram, projetaram e construíram. Inicialmente, 2 mil estudantes participaram do projeto conhecido como “Robótica com sucata”, que propôs soluções reais para a comunidade, como a reciclagem e o reaproveitamento de materiais. A ideia influenciou outras escolas do Brasil.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) determina que equipamentos eletrônicos, lâmpadas, pilhas, baterias, óleo de cozinha, pneus, entre outros produtos, devem ser recolhidos por meio da logística reversa Trata-se de um programa de coleta, reaproveitamento, descarte e retorno a quem fabricou cada resíduo. Assim, eles podem ser desmontados, enquanto seus componentes podem ser reaproveitados na montagem de outros equipamentos, descartados corretamente ou vendidos para outras empresas.

Representação artística de local para descarte correto de materiais eletrônicos.

conceito de obsolescência programada. Esse termo refere-se à prática de projetar produtos com uma vida útil limitada, o que pode levar ao descarte precoce, mesmo quando ainda funcionam. É possível incentivar o pensamento crítico sobre os padrões de consumo, a busca por alternativas mais sustentáveis e a reflexão sobre os impactos ambientais que essa prática pode acarretar, como maior extração de recursos naturais, maior consumo de energia, maior emissão de poluentes com a fabricação de novos produtos e aumento do descarte de resíduo eletrônico.

A proposta do Você detetive é uma oportunidade para que os familiares participem do processo de aprendizagem dos estudantes. No item b, reforçar os cuidados para a pesquisa na internet, orientando a busca em sites confiáveis, como os indicados nas Sugestões para os estudantes. Para complementar, é possível organizar também a leitura de alguns manuais de equipamentos eletroeletrônicos em sala de aula que contenham informações sobre a destinação deles após sua vida útil.

Débora
Débora Garofalo.

Uma das etapas da logística reversa é a implantação de postos de coleta de eletrodomésticos e eletroeletrônicos que não têm mais vida útil.

Além disso, existem postos especializados para recolher pilhas usadas ou danificadas, incluindo as pilhas recarregáveis e seus carregadores, que podem liberar substâncias tóxicas e contaminar o solo e a água.

17 Por que é preciso ter essa precaução com as pilhas usadas e vencidas? Responda no caderno.

17. Com o tempo, as pilhas usadas e vencidas eliminam substâncias tóxicas.

VOCÊ DETETIVE

Vida útil: tempo médio de duração de um objeto, um equipamento, entre outros.

Ponto de logística reversa em Uberaba

2025.

Posto de coleta de pilhas e baterias em Campo

• Vamos descobrir como descartar o resíduo eletrônico? Com a orientação e o acompanhamento de um adulto de seu convívio, investigue as embalagens de produtos eletrônicos, lâmpadas, pilhas e baterias que encontrarem em casa. Para isso, siga estas etapas.

a) Respostas de acordo com as embalagens selecionadas.

a) Nas embalagens investigadas, existem orientações sobre o modo de descarte dos produtos? Se sim, anote essas orientações no caderno.

Sugestões para o professor

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. China e Estados Unidos lideram lista de países que mais geram lixo eletrônico. ONU News, 6 jul. 2020. Disponível em: https://news.un.org/ pt/story/2020/07/1719142. Acesso em: 15 set. 2025.

Essa reportagem apresenta dados do relatório da ONU de 2019 sobre lixo eletrônico no mundo.

BRASIL é o 5º país que mais produz resíduos eletrônicos, mas descarte correto ainda é pequeno. G1, 27 abr. 2024. Disponível em: https://g1.glo bo.com/jornal-nacional/noti cia/2024/04/27/brasil-e-o-5o -pais-que-mais-produz-resi duos-eletronicos-mas-descart e-correto-ainda-e-pequeno. ghtml. Acesso em: 15 set. 2025. Essa reportagem aborda o problema da geração de resíduos eletrônicos no Brasil.

SAIBA como funciona o descarte adequado de pilhas e baterias portáteis. São Paulo: FecomercioSP, 15 abr. 2024. Disponível em: https:// www.fecomercio.com.br/ noticia/saiba-como-funcio na-o-descarte-adequado-de -pilhas-e-baterias-portateis. Acesso em: 15 set. 2025.

b) Pesquisem se há pontos de logística reversa em seu município. Para isso, vocês podem consultar os manuais que acompanham esses produtos e o site oficial do fabricante. De pois, escreva no caderno e conte aos colegas o qu e você descobriu.

Sugestões para os estudantes

b) Resposta pessoal. Ver orientações no Encaminhamento

18/09/2025 11:35

MANUAL de reciclagem de eletrônicos e eletrodomésticos. São Paulo: Abree, c2025. Disponível em: https://abree.org.br/uploads/tinymce/uploads/ABREE-EDUCACAO-CARTILHA.pdf. Acesso em: 15 set. 2025.

Destinada à educação ambiental, essa cartilha orienta crianças e adolescentes quanto ao descarte de eletroeletrônicos e eletrodomésticos.

PONTOS de recebimento. São Paulo: Abree, c2025. Disponível em: https://abree.org.br/pontos -de-recebimento. Acesso em: 15 set. 2025.

Esse site permite a busca dos pontos de recebimento de resíduos eletroeletrônicos e eletrodomésticos de acordo com o CEP.

Esse artigo explica a importância da logística reversa de pilhas e baterias portáteis.

Mourão (PR), em 2019.
(MG), em
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

ENCAMINHAMENTO

É fundamental mostrar aos estudantes que, quando dizemos que estamos “jogando o lixo fora”, na verdade estamos apenas mudando o resíduo de lugar — ele não desaparece só porque o descartamos. Essa reflexão ajuda a desenvolver a consciência de que cada pessoa tem responsabilidade pelo destino dos resíduos sólidos. É importante reforçar também que, quando não é descartado corretamente, há consequências negativas para o solo, a água e o ar e para a saúde das pessoas e dos animais.

Chamar a atenção dos estudantes para o processo de separação de resíduos, no qual os resíduos orgânicos são separados dos resíduos secos (recicláveis) e dos rejeitos (tudo aquilo que não puder ser reciclado ou destinado às usinas de compostagem). Os resíduos secos devem seguir para as indústrias de reciclagem e os rejeitos, para aterros sanitários.

Em seguida, direcionar os estudantes para a representação da usina de compostagem. Explicar aos estudantes a importância desse processo, pois os resíduos orgânicos representam metade dos resíduos sólidos urbanos gerados no Brasil. Alguns exemplos desse tipo de resíduo: bagaço de cana-de-açúcar, serragem, restos de capina, aparas de grama, restos de folhas de jardim, palhadas de milho e restos de alimentos, como cascas de frutas e de vegetais. Incentivar os estudantes a observar atentamente as etapas que levam à produção de adubo. Destacar o fato de que a produção de adubo pelo processo de compostagem permite reúso da matéria orgânica no ambiente. Após a triagem, os resíduos orgânicos são triturados e podem ser de-

O destino dos resíduos sólidos

Após o descarte em lixeiras apropriadas, os materiais recicláveis são direcionados para as indústrias de reciclagem. O material orgânico é um tipo de resíduo que sofre decomposição mais rapidamente que outros tipos de material e não pode ser reciclado. O ideal é que seu processamento seja feito de maneira diferenciada.

Observe na representação uma solução que já pode ser aplicada no Brasil.

positados no interior de equipamentos conhecidos como biodigestores, onde os resíduos são decompostos pela ação de microrganismos, transformando-se em adubo e biogás.

Para complementar o assunto, explicar aos estudantes que os biodigestores representam um avanço tecnológico que permitiu reaproveitar resíduos que poderiam contaminar o ambiente. Muitas pesquisas buscam o desenvolvimento de novos materiais ou objetos que podem aproveitar resíduos que seriam descartados. Os vidros das telas de computadores e televisores, por exemplo, podem ser transformados em um pó que pode revestir produtos de cerâmica (ver Sugestão para o professor). Já as placas de computadores podem ser recicladas no Brasil ou levadas para outros países, podendo ser usadas para fazer concreto para construção.

A decomposição da matéria orgânica é um assunto com que os estudantes já tiveram contato. É importante retomar esses conhecimentos para associá-los às transformações que ocorrem em uma composteira.

O composto orgânico, ou adubo, é transportado para áreas de cultivo, onde se torna fonte de nutrientes para as plantas.
Indústria de reciclagem.
Chegada do caminhão de resíduos.

Na estação de triagem, funcionários fazem a separação entre material orgânico e produtos feitos de plástico, vidro, metal, papel, borracha, isopor e tecido. Os resíduos que não podem ser reciclados devem ser encaminhados para outros destinos.

Atividade complementar

O processo de compostagem, em uma escala reduzida, pode ser reproduzido em sala de aula ou espaço externo da escola. Para isso, seguir estes passos:

1. Separar alguns restos orgânicos, como cascas de frutas e legumes.

2. Picá-los em pedaços pequenos.

3. Separar alguns restos vegetais secos, como podas de grama ou folhas.

4. Em um recipiente, como um pote reaproveitado de sorvete, fazer uma mistura entre os restos de alimentos e os restos vegetais, na proporção de 1 para 3, respectivamente.

O material reciclável empacotado é enviado para as indústrias de reciclagem.

Um destino adequado ao material orgânico são as usinas de compostagem, nas quais ele pode ser decomposto. Esse material pode ser transformado em adubo nessas usinas.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

Representação mostrando como os resíduos podem ser separados.

Elaborado com base em: TEIXEIRA, Leopoldo Brito et al. Processo de compostagem, a partir de lixo orgânico urbano, em leira estática com ventilação natural. Circular Técnica 33, Belém, out. 2004. Disponível em: https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/407137/1/Circ.tec.33.pdf. Acesso em: 17 jul. 2025.

Sugestão para o professor

18/09/2025 11:35

VIDRO de TVs e computadores antigos é usado na produção de esmalte para revestimento ce râmico. Agência Fapesp, 28 abr. 2021. Disponível em: https://agencia.fapesp.br/vidro-de-tvs-e -computadores-antigos-e-usado-na-producao-de-esmalte-para-revestimento-ceramico/35730. Acesso em: 16 set. 2025.

Esse artigo apresenta o desenvolvimento de um tipo de esmalte para revestimento cerâmico a partir de vidro de telas de computadores e televisores.

Sugestão para os estudantes

MATTOS, Neide Simões de; GRANATO, Suzana Facchini. Lixo: problema nosso de cada dia. São Paulo: Saraiva, 2014.

Repleto de informações sobre o tratamento de resíduos, esse livro traz dicas práticas para reduzir a geração de resíduos no dia a dia.

5. Manter a mistura sempre úmida (não deixar secar demais, mas não molhar demasiadamente).

6. Revirar a mistura a cada 3 dias.

7. O processo de compostagem pode ser concluído após 2 meses ou quando a mistura ficar com aspecto homogêneo (como uma “terra preta” e sem cheiro de resíduos).

8. Utilizar o composto produzido para adubar vasos e canteiros da escola.

LUIS MOURA

ENCAMINHAMENTO

Pedir aos estudantes que observem a imagem de um aterro sanitário, solicitando que a descrevam em detalhes. Se possível, contactar a prefeitura ou a empresa responsável pela gestão do aterro municipal e agendar uma visita ao aterro sanitário do munícipio. Muitos aterros têm programas de educação ambiental que incluem a recepção de grupos de estudantes.

Na atividade 18, orientar a turma a formar duplas para discutir cada questão, incentivando os estudantes a trocar ideias e a registrar no caderno suas conclusões. Ajudá-los a relacionar as questões com situações do dia a dia, como o uso de materiais na escola, em casa ou na comunidade. Ao final, abrir um momento coletivo para que as duplas leiam suas respostas, promovendo uma troca de ideias e mostrando que há diferentes maneiras de contribuir para a redução e o reaproveitamento de resíduos.

Atividade complementar

Pedir aos estudantes que pensem em maneiras criativas e tecnológicas para incentivar o descarte correto e o reaproveitamento de resíduos na escola. É importante que esse processo seja supervisionado por um ou mais professores.

Os estudantes podem criar meios digitais como blogues e podcasts ou mesmo projetos para aplicativos de celular. Destacar que o meio de comunicação escolhido será uma ferramenta que tornará possível, por exemplo, divulgar informações sobre o descarte correto de resíduos, sugerir ideias de como aproveitar resíduos para objetos de uso na escola ou em suas

18. a) Sugestão de resposta: Uso de garrafas de plástico como vasos ou para guardar acessórios, uso do verso de folhas de papel que seriam descartadas, uso de diferentes embalagens para montar brinquedos, entre outros exemplos.

O material que não pode ser reciclado ou encaminhado para as usinas de compostagem é chamado rejeito e deve ser descartado em grandes terrenos, os aterros sanitários. Esses locais passam por um processo para o solo ficar impermeável, para que não haja contato dos resíduos ou produtos de sua decomposição com águas subterrâneas.

18 Sobre o problema do acúmulo de resíduos no ambiente, reúna-se com um colega e façam o que se pede no caderno.

a) Reaproveitar os resíduos sólidos é uma medida importante para evitar esse acúmulo. Anotem dois exemplos de reaproveitamento.

b) Anotem três exemplos de resíduos eletrônicos e como eles devem ser descartados.

18. c) Os produtos de plástico, assim como os de metal, vidro e papel, devem ser encaminhados para a reciclagem.

c) Os produtos feitos de plástico devem ter qual destino depois de serem descartados? Quais outros materiais devem ter o mesmo destino?

d) O que se produz em uma usina de compostagem? Que utilidade terá o que for produzido?

18. d) Em uma usina de compostagem, o composto orgânico é processado e transformado em adubo para o cultivo de plantas.

DESCUBRA MAIS

• O PRESENTE de Cecília. Direção: Bruno Bask. Brasil: Ministério da Cultura e Grupo Marquise, 2024. 1 vídeo (ca. 23 min).

O filme apresenta Cecília e sua jornada contra a degradação ambiental.

• BIENAL DO LIXO. São Paulo, c2025. Disponível em: https://www.bienaldolixo. com.br/#. Acesso em: 31 jul. 2025. Celebrando a arte e a sustentabilidade no Brasil, esse site apresenta trabalhos que transformam resíduos em criatividade, inovação e consciência ambiental.

18. b) Os estudantes podem mencionar produtos como televisores, computadores, aparelhos celulares e seus carregadores, que podem ser descartados em pontos de logística reversa e, então, destinados às empresas que lhes deram origem, para que suas peças possam ser usadas na produção de novos equipamentos.

moradias ou organizar mutirões para recolher os resíduos em áreas públicas, como um parque próximo da escola.

Sugestão para o professor

ATERRO sanitário. Portal de Educação Ambiental, 4 jul. 2023. Disponível em: https:// semil.sp.gov.br/educacaoambiental/pratelei ra-ambiental/aterro-sanitario/. Acesso em: 16 set. 2025.

Esse texto apresenta informações sobre aterros sanitários.

Sugestão para os estudantes

O PRESENTE de Cecília. Housecultura. Brasília, DF: Ministério da Cultura, c2025. Disponível em: https://www.housecultura.com/ o-presente-de-cecilia/. Acesso em: 16 set. 2025. O filme indicado no Descubra mais pode ser complementado com o jogo on-line, no qual os estudantes assumem o papel da menina Cecília no desafio de mudar comportamentos prejudiciais ao ambiente.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Aterro sanitário de Brasília (DF), em 2025.

DIÁLOGOS

História em quadrinhos

Organizem-se em pequenos grupos e criem uma história em quadrinhos com base no que foi estudado neste capítulo. A história deve mostrar como atitudes individuais podem contribuir para o descarte correto de resíduos sólidos nas residências e comunidades.

Usem textos e imagens para contar uma história de maneira divertida e fácil de entender. Assim, os leitores de sua história poderão compreender como lidar com os resíduos e que atitudes tomar para cuidar melhor do ambiente.

Para se inspirar, observem um exemplo de tirinha que transmite esse tipo de mensagem.

Etapa 1 – Planejar a história

Troquem ideias sobre a história que gostariam de contar. Para isso, sigam estas orientações.

• Pensem em situações do dia a dia e em ideias simples que todos podem adotar. Decidam e anotem no caderno como serão as personagens.

• Criem personagens com nomes, aparência e jeitos diferentes.

• Escrevam balões de fala e desenhem expressões faciais para enriquecer a história. Se possível, desenhem os rascunhos no verso de folhas usadas.

• Escolham os cenários, isto é, os lugares onde a história vai acontecer e façam rascunhos desses locais.

Etapa 2 – Escrever a história

Façam os quadrinhos definitivos em uma folha de cartolina e sigam estas orientações.

• Comecem desenhando o primeiro quadrinho, com o título da história (em letras grandes) e os nomes dos autores e dos ilustradores.

• Nos espaços seguintes, desenhem os quadrinhos nos tamanhos e formatos que desejarem, com base nas ideias e no planejamento desenvolvidos na etapa 1.

Objetivos

• Compreender como deve ser a destinação correta dos resíduos sólidos.

• Construir uma história em quadrinhos com propostas para um consumo mais consciente.

BNCC

Competências gerais: 3, 4 e 7.

Competências específicas: 4, 6 e 8.

Habilidade:

(EF05CI05) Construir propostas coletivas para um consumo mais consciente e criar soluções

tecnológicas para o descarte adequado e a reutilização ou reciclagem de materiais consumidos na escola e/ou na vida cotidiana.

TCT: Meio ambiente: Educação ambiental e Educação para o consumo.

ENCAMINHAMENTO

Ler com os estudantes as instruções da atividade. Para o planejamento da história, incentivar os estudantes a propor ideias simples, como: a reutilização de resíduos, como solicitar o serviço de catadores, buscar

locais de coleta seletiva do bairro em sites e aplicativos, a criação de lixeiras para coleta seletiva na escola, entre outras.

O uso de histórias em quadrinhos no ensino de Ciências da Natureza é interessante porque: […] além de auxiliar na compreensão de diferentes conteúdos/ conceitos da disciplina, também proporciona intertextualidade pela relação com outras disciplinas como a língua portuguesa, por exemplo; […] pois os quadrinhos fazem parte de conceitos de linguagem e comunicação. Outra disciplina que auxilia neste tipo de atividade é a de Artes, devido à necessidade de elaboração de elementos como cenário, desenho dos personagens, animações, entre outros fatores […].

IANESKO, Felipe et al Elaboração e aplicação de histórias em quadrinhos no ensino de Ciências. Experiências em Ensino de Ciências, v. 12, n. 5, 2017. Disponível em: https://fisica. ufmt.br/eenciojs/index.php/ eenci/article/view/642/612. Acesso em: 22 set. 2025.

O que e como avaliar Montar, em um espaço de grande circulação da escola, um mural coletivo com desenhos ou colagens acompanhados de pequenos textos que informem outras pessoas e dê a elas a condição de refletir sobre o problema do descarte e da destinação de resíduos sólidos nas cidades. Se julgar conveniente, possibilitar aos estudantes que, em vez de um mural coletivo, realizem vídeos de curta duração. Essa atividade permite avaliar as habilidades dos estudantes relacionadas à organização de informações, à utilização de diferentes linguagens para compartilhar essas informações e ao trabalho em grupo.

BECK, Alexandre. Armandinho. Florianópolis: Edição do autor, 2018. p. 54.

Objetivos

• Revisar os conteúdos trabalhados na unidade.

• Conhecer algumas características e propriedades físicas dos materiais.

• Classificar os materiais em relação à condução de eletricidade e de calor.

• Compreender o que são resíduos sólidos e os problemas relacionados ao seu acúmulo.

• Compreender o significado e a importância dos princípios dos 5 Rs para um consumo mais consciente.

• Compreender os impactos provocados pelos resíduos no ambiente.

• Compreender como deve ser a destinação correta dos resíduos sólidos.

BNCC

Habilidades:

(EF05CI01) Explorar fenômenos da vida cotidiana que evidenciem propriedades físicas dos materiais – como densidade, condutibilidade térmica e elétrica, respostas a forças magnéticas, solubilidade, respostas a forças mecânicas (dureza, elasticidade etc.), entre outras.

(EF05CI04) Identificar os principais usos da água e de outros materiais nas atividades cotidianas para discutir e propor formas sustentáveis de utilização desses recursos.

(EF05CI05) Construir propostas coletivas para um consumo mais consciente e criar soluções tecnológicas para o descarte adequado e a reutilização ou reciclagem de materiais consumidos na escola e/ou na vida cotidiana.

ENCAMINHAMENTO

Os estudantes podem ser avaliados de maneira contínua ao longo das atividades propostas nesta unidade, com alguns momentos indicados neste Livro do profes-

PARA REVER O QUE APRENDI

1 Observe e compare as imagens.

1. a) O óleo flutua na água, enquanto as moedas de metal afundam nela.

Copo com óleo e água.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si.

1. b) Densidade, pois essa propriedade é evidenciada pelas posições do óleo e das moedas em relação à água.

Moedas de metal na água.

a) Descreva no caderno a posição de cada material na água.

b) Qual é a propriedade dos materiais que essas imagens evidenciam: elasticidade, densidade ou dureza? Explique no caderno.

2 Analise a situação representada e depois responda às questões no caderno.

3. Porque a lã dificulta a transferência de calor do nosso corpo para o ambiente.

Criança prendendo uma camiseta para tingir.

2. a) A elasticidade.

a) Que propriedade da borracha está representada nessa imagem?

b) O que é preciso fazer para evidenciar essa propriedade da borracha?

2. b) Os elásticos podem ser esticados e retornar ao estado original quando soltos.

3 Pensando nas propriedades da lã, explique no caderno: por que a lã é muito usada na confecção das roupas que vestimos na época de frio?

4 Em um restaurante, duas panelas foram usadas para preparar arroz: uma é inteira de metal e a outra tem metal na base e um cabo de madeira. Qual das panelas precisará ser manuseada com luva de proteção? Explique por que no caderno.

sor, por meio de sugestões feitas na seção O que e como avaliar. Ao final, utilizar esta seção do Livro do estudante para que haja um registro formal de avaliação do que os estudantes aprenderam na unidade.

Antes de iniciar as atividades desta seção, verificar se os estudantes ainda têm alguma dúvida ou dificuldade sobre os conteúdos da unidade. Se julgar necessário, fazer uma retomada dos pontos principais.

Realizar a leitura das atividades com a turma. Caso haja um ou mais estudantes com necessidades educacionais especiais, adequar a avaliação para que eles possam realizá-la de maneira personalizada, que pode ser oralmente, indicando as respostas com o dedo ou de outro modo.

Na atividade 1, os estudantes têm a oportunidade de verificar seu entendimento sobre a propriedade da densidade.

Na atividade 2, os estudantes têm a oportunidade de verificar seu entendimento sobre a propriedade da elasticidade.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
4. A panela que tem o cabo de metal, que é um bom condutor térmico.

5. Resposta variável. Ver orientação no Encaminhamento

5 Como é possível reduzir o acúmulo de resíduos sólidos no ambiente por meio da reutilização? Cite, no caderno, exemplos em sua resposta.

6

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

a) Agora, anote no caderno um exemplo de resíduo que poderia ser descartado em cada lixeira.

6. a) Espera-se que os estudantes mencionem exemplos de resíduos orgânicos (2) e de objetos de vidro (1), de plástico (3), de papel (4) e de metal (5).

b) Em uma etapa seguinte, anote no caderno uma opção ambientalmente adequada de destino de um material descartado no recipiente marrom.

6. b) Uma boa opção é a usina de compostagem.

7 Leia e interprete as informações apresentadas no texto. Depois, com base nessas informações, responda às questões no caderno.

Uma questão crítica para a saúde e o ambiente

A presença de produtos eletroeletrônicos vem crescendo de forma acelerada no mundo. Telefones celulares, computadores, televisores, sistemas de som e vários outros produtos, inclusive equipamentos médicos e brinquedos, fazem parte da vida cotidiana de grande parte da população do planeta, e são a todo momento trocados por versões mais recentes.

Os aparelhos substituídos vão, quase sempre, para o lixo, gerando um problema que começa a assumir proporções dramáticas: eles contêm elementos tóxicos, e a liberação destes no ambiente ameaça os ecossistemas e a saúde humana. [...]

7. b) Telefones celulares, computadores, televisores, sistemas de som, equipamentos médicos e brinquedos.

AFONSO, Júlio Carlos. Lixo eletrônico. Ciência Hoje, n. 314, v. 53, p. 37, maio 2014. Disponível em: https://cienciahoje.periodicos.capes.gov.br/storage/acervo/ch/ch_314.pdf/. Acesso em: 17 jul. 2025.

a) A qual “questão crítica” o texto se refere?

b) Quais são os produtos eletrônicos citados no texto?

7. c) Esses produtos contêm substâncias tóxicas que podem ser liberadas no ambiente e contaminar a água e o solo, afetando também os seres vivos.

c) Que problema o descarte inadequado desses produtos pode trazer ao ambiente e aos seres vivos?

7. a) O texto se refere ao aumento do consumo, à substituição contínua dos modelos e ao descarte de produtos eletrônicos no ambiente.

citar garrafas de suco, copos quebrados, potes de conserva e frascos de perfume. Para os resíduos orgânicos, podem citar restos de comida, cascas de frutas e legumes, restos de pão, borra de café, sachês de chá, entre outros. Para os de plástico, podem citar garrafas PET, sacolas plásticas, copos descartáveis e embalagens de produtos de limpeza. No caso do papel, podem citar jornais, cadernos usados, caixas de papelão e revistas. Por fim, para os resíduos de metal, podem citar latas de refrigerante ou cerveja, latas de conserva, papel-alumínio e tampinhas de garrafa.

Na atividade 7, os estudantes devem verificar seu entendimento sobre os resíduos especiais, com ênfase nos resíduos eletrônicos. Como complementação, pedir a eles que mencionem atitudes que podem contribuir para que situações como a relatada no texto não ocorram, por exemplo, repensar a compra de novos equipamentos, fazendo isso somente quando não houver mais possibilidade de conserto, e procurar locais de descarte adequado.

22/09/25 12:47

Na atividade 3, os estudantes têm a oportunidade de verificar seu entendimento sobre a condução térmica.

Na atividade 4, os estudantes devem refletir sobre a capacidade de condução e de isolamento térmico de alguns tipos de material.

Na atividade 5, espera-se que os estudantes indiquem que os produtos são reutilizados quando passam a ter novas funções e, portanto, não são descartados, o que reduz o acúmulo de resíduos no ambiente. Por exemplo, um balde de plástico furado pode virar um vaso; uma lata de leite em pó vazia pode ser usada para guardar linhas, agulhas e botões; e retalhos de tecido de cores diversas podem ser usados na confecção de bonecas de pano. Nesse momento, verificar se eles não confundem reutilização com reciclagem.

Na atividade 6, os estudantes devem refletir sobre a importância da separação de resíduos sólidos. É também uma oportunidade para que eles verifiquem se conhecem a correta destinação em cada uma das lixeiras apresentadas. Entre os resíduos de vidro, eles podem

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
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INTRODUÇÃO À UNIDADE

Nesta unidade, espera-se que os estudantes reconheçam a importância de uma alimentação equilibrada e compreendam a ação integrada de vários sistemas do corpo humano no processo de nutrição.

A NUTRIÇÃO DO CORPO HUMANO 4

No capítulo 1, serão abordados os principais tipos de nutrientes, os diferentes graus de processamento dos alimentos e alguns distúrbios nutricionais recorrentes. Nas seções Diálogos, os estudantes serão convidados a refletir sobre a influência africana na culinária brasileira, os benefícios do consumo de frutas da estação e a importância dos órgãos governamentais e da sociedade civil na redução da insegurança alimentar.

No capítulo 2, os estudantes vão conhecer os órgãos e os sistemas envolvidos no processo de nutrição do organismo: sistemas digestório, respiratório, cardiovascular e urinário. Na seção Diálogos, eles reconhecerão a importância da ingestão de água. Nas seções Ciência em ação, eles construirão modelos que representam os movimentos respiratórios e os sistemas de nutrição.

Objetivos da unidade

Ademilson dos Santos, da comunidade quilombola Kalunga de Vão de Almas, em Cavalcante (GO), em 2018.

• Conhecer os principais tipos de nutrientes dos alimentos e suas funções no corpo humano.

• Classificar os alimentos em in natura, minimamente processados, processados e ultraprocessados.

• Compreender o que é uma refeição equilibrada e elaborar cardápios equilibrados.

• Reconhecer a relação entre alguns hábitos de vida e a possível ocorrência de distúrbios nutricionais.

• Conhecer os órgãos e os sistemas relacionados à nutrição do corpo humano.

• Compreender como os sistemas digestório, respiratório, cardiovascular e urinário contribuem para a nutrição do corpo.

Ao propor aos estudantes que compreendam a nutrição do corpo e a importância de fazer escolhas alimentares mais saudáveis, desenvolvem-se a competência geral 1 e a competência específica 3. Ao testar um modelo que simula o funcionamento do sistema respiratório e ao representar órgãos do corpo com massa de modelar, desenvolvem-se a competência geral 2 e as competências específicas 2 e 3. Ao utilizar a linguagem matemática e modelos na interpretação e representação de dados, mobiliza-se a competência geral 4. Ao refletir sobre a influência da cultura africana na culinária brasileira, são desenvolvidas as competências gerais 3 e 6. Ao discutir maneiras de se manter saudável, desenvolvem-se as competências gerais 7 e 8 e as competências específicas 5 e 7. Ao discutir a segurança alimentar como um direito de todos, desenvolvem-se as competências gerais 9 e 10 e a competência específica 8.

Kaira Mbodji, de Dacar, no Senegal, em 2017.

Estas imagens mostram o que cada criança consome em uma semana.

1. Existem diferenças na quantidade e na variedade de alimentos.

1 Que diferenças você percebe entre os alimentos de cada fotografia?

2. Resposta pessoal.

2 Em uma folha de papel avulsa, represente você e os alimentos que apareceriam em sua fotografia.

3. Resposta pessoal. Ver orientações no Encaminhamento

3 O que você acha que acontece com o alimento dentro de seu corpo depois de comer?

Competências gerais: 1, 2, 3, 4, 6, 7, 8, 9 e 10. Competências específicas: 2, 3, 5, 7 e 8.

Habilidades: EF05CI06, EF05CI07, EF05CI08 e EF05CI09.

TCTs: Saúde: Saúde e Educação alimentar e nutricional; Meio ambiente: Educação para o consumo; Economia: Educação financeira; Multiculturalismo: Diversidade cultural e Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e

ENCAMINHAMENTO

Mostrar as imagens de abertura da unidade e pedir aos estudantes que leiam as legendas e observem os alimentos que cercam cada criança. Explicar que as crianças mostradas fazem parte de um projeto de fotografia criado e realizado por Gregg Segal,

fotógrafo, ator e músico estadunidense. Segal viajou pelo mundo durante três anos e colheu um material a partir do qual escreveu o livro Daily bread: what kids eat around the world (em tradução livre: “Pão diário: o que as crianças comem ao redor do mundo”). Essa obra contém informações sobre os hábitos alimentares de crianças de nove países: Alemanha, Brasil, Emirados Árabes, Estados Unidos, França, Índia, Itália, Malásia e Senegal.

Na atividade 1, questionar quais alimentos os estudantes conhecem das imagens. Verificar se eles reconhecem que na fotografia da menina há mais alimentos industrializados.

Antes da atividade 2, pedir aos estudantes que construam uma lista prévia dos principais alimentos que compõem sua alimentação semanal antes de fazer os desenhos, para depois compará-los com as imagens das crianças da abertura.

Na atividade 3, espera-se que os estudantes mencionem que os alimentos são digeridos ou transformados para serem aproveitados pelo corpo. Pedir a alguns estudantes que compartilhem suas respostas; assim, será possível levantar os conhecimentos prévios sobre a digestão dos alimentos.

Sugestão para o professor

DAILY bread. Gregg Segal. c2025. Disponível em: https:// greggsegal.com/P-Projects/ Daily-Bread/thumbs. Acesso em: 20 ago. 2025. Nesse site oficial do artista (em inglês), é possível visualizar o projeto fotográfico completo de Gregg Segal.

culturais brasileiras; Cidadania e civismo: Vida familiar e social e Educação em direitos humanos.

Objetivos

• Conhecer os principais tipos de nutrientes dos alimentos e suas funções no corpo humano.

• Classificar os alimentos em in natura, minimamente processados, processados e ultraprocessados.

• Compreender o que é uma refeição equilibrada e elaborar cardápios equilibrados.

• Reconhecer a relação entre alguns hábitos de vida e a possível ocorrência de distúrbios nutricionais.

BNCC

Competências gerais: 1, 3, 4, 6, 7, 8, 9 e 10.

Competências específicas: 3, 5, 7 e 8.

Habilidades:

(EF05CI08) Organizar um cardápio equilibrado com base nas características dos grupos alimentares (nutrientes e calorias) e nas necessidades individuais (atividades realizadas, idade, sexo etc.) para a manutenção da saúde do organismo.

(EF05CI09) Discutir a ocorrência de distúrbios nutricionais (como obesidade, subnutrição, etc.) entre crianças e jovens a partir da análise de seus hábitos (tipos e quantidade de alimento ingerido, prática de atividade física etc.).

TCTs: Saúde: Saúde e Educação alimentar e nutricional; Meio ambiente: Educação para o consumo; Economia: Educação financeira; Multiculturalismo: Diversidade cultural e Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras; Cidadania e civismo: Vida familiar e social e Educação em direitos humanos.

ALIMENTAÇÃO E SAÚDE

Os alimentos são importantes fontes de energia para a manutenção e o crescimento do corpo e para as atividades do dia a dia. Como isso ocorre? Será que todos os alimentos fornecem energia da mesma maneira?

Os nutrientes

A maioria dos alimentos que ingerimos contém água e diferentes tipos de substância.

Os nutrientes são substâncias presentes nos alimentos que são essenciais para o bom funcionamento do organismo.

Os alimentos que ingerimos contêm nutrientes diferentes. Conheça a seguir quais são os principais tipos de nutrientes presentes nos alimentos.

• Proteínas: são importantes na formação de ossos, músculos e outros órgãos, como a pele, e possibilitam o crescimento do corpo como um todo. Carnes, peixes, ovos, leite e derivados, além de vegetais como feijão, soja e lentilhas, são exemplos de alimentos ricos em proteínas.

Exemplos de alimentos ricos em proteínas.

• Carboidratos: fornecem energia para que nosso corpo se mantenha ativo e realize as atividades diárias. Frutas, mel, massas, pães, batata e arroz são exemplos de alimentos ricos em carboidratos.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si.

Exemplos de alimentos ricos em carboidratos.

ENCAMINHAMENTO

Verificar qual é, para os estudantes, o significado do termo nutrientes, questionando se já ouviram esse termo e em qual situação, para que compartilhem o que sabem com os colegas. Retomar assuntos estudados sobre o fluxo de energia nas cadeias alimentares e aproveitar para verificar se os estudantes reconhecem que o ser humano, assim como outros animais, obtém a energia por meio da alimentação e depende dos produtores, de forma direta, ao se alimentar de plantas e algas, ou indireta, ao se alimentar de animais que se alimentam de plantas, algas ou outros animais.

Ao ler os textos, é importante que os estudantes reconheçam que a maioria dos alimentos é composta de vários tipos de nutrientes.

• Gorduras : desempenham funções importantes, como a manutenção da temperatura corporal, e funcionam como reserva de energia para nosso corpo. Óleos, castanhas, abacate, algumas carnes e alguns pei xes, como o salmão, são exemplos de alimentos ricos em gorduras.

Exemplos de alimentos ricos em gorduras.

• Vitaminas e sais minerais : são essenciais para várias funções do organismo, como o crescimento e a capacidade de defesa do corpo contra doenças. Peixes, carnes, ovos, frutas e legumes são alimentos ricos em vitaminas e sais minerais.

derivados. Em caso afirmativo, explicar que existem opções de leite sem lactose ou à base de vegetais que podem suprir as vitaminas e os minerais presentes nesses alimentos. Enfatizar, porém, a importância da consulta com um profissional da saúde, como o nutricionista, que pode indicar os alimentos recomendados em casos de intolerâncias e alergias alimentares.

Exemplos de alimentos ricos em vitaminas e sais minerais.

Além de nutrientes e água, alguns alimentos, como verduras e frutas, contêm fibras, componentes dos vegetais que não são nutrientes, mas são importantes para o funcionamento do intestino.

1 Observe mais uma vez os alimentos representados nesta página e na página anterior.

1. a) Peixes, ovos, carnes e frutas são exemplos de alimentos que aparecem em mais de um grupo.

a) Algum alimento aparece em mais de um grupo? Se sim, qual?

b) Por que você acha que isso aconteceu?

1. b) Espera-se que os estudantes respondam que esses alimentos são ricos em mais de um tipo de nutriente.

Para facilitar o aprendizado de todos, é possível elaborar com os estudantes um cartaz com quatro colunas: uma para carboidratos, uma para proteínas, uma para gorduras e uma para vitaminas e sais minerais; depois, pedir a eles que completem com imagens de alimentos que contenham esses nutrientes. Fornecer recortes com as imagens de alimentos ou pedir aos estudantes que façam desenhos coloridos em folhas de papel avulsas, recortem e colem no cartaz. Também é possível pedir que elaborem ou procurem por figuras de alimentos em casa e as tragam já recortadas e prontas para a colagem.

Comentar com os estudantes que, apesar de não terem a proteína como nutriente principal de sua composição, leite, queijo, iogurte, feijão, lentilha e grão-de-bico são importantes fontes de proteína. Questionar se algum estudante é intolerante ou alérgico a leite e seus

Na atividade 1, orientar os estudantes a observar as imagens e os textos. Para estudantes não verbais, é possível adaptar a atividade pedindo a eles que apontem, no próprio livro, as imagens dos alimentos que aparecem em mais de um grupo de nutrientes. Enfatizar que a maioria dos alimentos contém mais de um tipo de nutriente. Por exemplo, a carne de boi contém proteínas, gorduras, vitaminas e sais minerais.

Atividade complementar Pedir aos estudantes que façam um desenho dos três alimentos de que mais gostam e digam para a turma quais nutrientes esses alimentos contêm com base no que aprenderam até o momento.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

ENCAMINHAMENTO

Levantar os conhecimentos prévios dos estudantes, perguntando o que entendem por alimentação equilibrada. O conceito de alimentação equilibrada está relacionado à composição das refeições diárias, que devem incluir todos os grupos de nutrientes por meio de alimentos variados e em quantidades adequadas para cada indivíduo.

Escrever um bilhete para os adultos responsáveis por cada estudante, explicando os objetivos das atividades 2 e 3 e convidando-os a acompanhar os estudantes na sua realização. Em sala de aula, ler os enunciados, esclarecendo quaisquer dúvidas que possam surgir.

Ao longo do período de preenchimento do quadro da atividade 2, acompanhar diariamente os registros feitos pelos estudantes, lendo o que escreveram, verificando se há dúvidas ou se necessitam de alguma orientação. É possível que alguns estudantes tenham dificuldade em expor sua alimentação, seja por questões de saúde, seja pela imagem corporal ou por limitações financeiras. Assim, é aconselhável deixá-los à vontade para que somente aqueles que estiverem confortáveis mostrem suas anotações.

Para a atividade 3, se necessário, relembrar exemplos de alimentos ricos em proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e sais minerais e associá-los às imagens das páginas anteriores. Para estudantes não verbais, pedir que indiquem com o polegar para cima se consideram que ingeriram todos os nutrientes nos dias analisados ou com o polegar para baixo caso julguem que não consumiram todos os nutrientes.

2 Mostre a seus familiares ou adultos responsáveis o que você está estudando sobre os nutrientes dos alimentos. Releia com eles os textos e mostre os exemplos de alimentos que aparecem nas imagens. Depois, faça o que se pede.

2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes utilizem as informações presentes nas páginas anteriores para fazer essa análise.

a) Copie no caderno o quadro a seguir.

Dia da semana Café da manhã Almoço

Segunda-feira

Terça-feira

Quarta-feira

Quinta-feira

Sexta-feira

b) Durante cinco dias, de segunda a sexta-feira, anote no quadro os nomes dos alimentos que você consumiu no café da manhã e no almoço.

c) Depois de cinco dias, analise o que você anotou. Dos alimentos citados, anote no caderno os que são ricos em:

• proteínas;

• carboidratos;

• gorduras;

• vitaminas e sais minerais.

3 Com base em suas anotações, você ingeriu todos os tipos de nutrientes durante os dias analisados? Compartilhe o que você descobriu com os colegas.

3. Resposta pessoal. Ver orientações no Encaminhamento.

DESCUBRA MAIS

• DOCTORS, Ariela; ZAKZUK, Maísa. O que vai ter para comer? São Paulo: Panda Books, 2023.

Com atividades para realizar em casa ou na escola, esse livro discute a relação entre alimentação e saúde, além de mostrar os impactos na natureza do desperdício de alimentos e do descarte incorreto de embalagens.

• OBEID, César. Rimas saborosas . Ilustrações: Luna Vicente. São Paulo: Moderna, 2019.

Nesse livro, você vai descobrir curiosidades sobre as plantas comestíveis, informações nutricionais e receitas contadas em poemas.

• NUTRI Ventures: primeira temporada. Publicado por: Nutri Ventures Brasil. 2015. 33 vídeos (ca. 240 min). Disponível em: https://www.youtube.com/playlis t?list=PLOwUFWxz-5aKgoDQhoVwzs0yw1C_esOb6. Acesso em: 28 jul. 2025. Essa série de desenhos animados ensina a importância de adotar uma alimentação saudável, evitando o excesso de refrigerantes, salgadinhos e doces.

Texto de apoio […] Há […] evidências de que circunstâncias que envolvem o consumo de alimentos — por exemplo, comer sozinho, sentado no sofá e diante da televisão ou compartilhar uma refeição, sentado à mesa com familiares ou amigos — são importantes para determinar quais serão consumidos e, mais importante, em que quantidades. Finalmente, alimentos específicos, preparações culinárias que resultam da combinação e preparo desses alimentos e modos de comer particulares constituem parte importante da cultura de uma sociedade e, como tal, estão fortemente relacionados com a identidade e o sentimento de pertencimento social das pessoas, com a sensação de autonomia, com o prazer propiciado pela alimentação e, consequentemente, com o seu estado de bem-estar.

BRASIL. Ministério da Saúde. Guia alimentar para a população brasileira 2. ed. Brasília, DF: MS, 2014. p. 15 e 16. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/publicacoes-para -promocao-a-saude/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf. Acesso em: 19 set. 2025.

Alimentação equilibrada

Uma alimentação equilibrada é composta de refeições que fornecem a quantidade de energia apropriada e as proporções adequadas dos diferentes nutrientes para uma pessoa.

A quantidade de energia presente nos alimentos pode ser indicada em calorias (cal) ou quilocalorias (kcal). Uma quilocaloria corresponde a 1 000 calorias. A quantidade de calorias varia de um alimento para outro, pois eles têm composições diferentes. De maneira geral, alimentos compostos principalmente de água e fibras, como o morango, têm menos calorias quando comparados a alimentos ricos em carboidratos e gorduras, como o chocolate.

As necessidades de quantidade de energia e de nutrientes são individuais e variam de acordo com diversos fatores, entre eles: sexo, idade, estado geral de saúde, frequência de prática de atividades físicas e clima do local onde se vive.

Ler as informações sobre os nutrientes e as calorias presentes nas embalagens dos alimentos é importante para avaliar o que será consumido. Assim, é possível planejar refeições mais equilibradas.

De modo geral, pessoas que praticam atividade física regularmente gastam mais calorias que pessoas de mesma idade e sexo que não praticam.

Em 100 g de morangos, há cerca de 30 kcal, enquanto em 100 g de chocolate, há aproximadamente 530 kcal.

4 Com base no quadro que você preencheu na atividade 2 , converse com os colegas e responda às questões.

a) Os alimentos que você mais consome são ricos em quais nutrientes?

b) E os menos consumidos são ricos em quais nutrientes?

c) Com base no que já estudou, você considera que as refeições do almoço e do café da manhã, durante a semana analisada, foram equilibradas? Por quê?

4. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes avaliem a composição de nutrientes e a quantidade dos alimentos apresentados, considerando, no conjunto, a presença de todos os tipos de nutrientes.

ENCAMINHAMENTO

Comentar com a turma que o corpo gasta energia em todas as atividades que realiza, inclusive durante o sono. De modo geral, as atividades físicas aumentam o gasto de energia e, por isso, as pessoas que as praticam têm necessidade de ingerir mais calorias por dia. Explicar também que as diferentes práticas físicas envolvem diferentes níveis de gasto calórico e que esse gasto depende de fatores como massa corporal, condicionamento físico, clima do local onde a atividade é praticada, entre outros.

Se julgar oportuno, comparar os nutrientes presentes no morango e no chocolate, assim como em outros alimentos que os estudantes tenham curiosidade, utilizando a Tabela brasileira de composição de alimentos, indicada em Sugestões para o professor.

Incentivar a discussão proposta na atividade 4, permitindo que todos os estudantes expressem suas ideias ao ler seus registros. Nesse momento, é importante retomar os conhecimentos

desenvolvidos sobre a composição nutricional dos alimentos e destacar a importância do consumo de frutas e legumes.

Atividade complementar

Utilizar o diagrama Como montar um prato saudável indicado em Sugestões para o professor. Desenhar na lousa um círculo que represente um prato e explicar aos estudantes que o diagrama busca indicar a proporção adequada entre os grupos de alimentos. Com os estudantes, montar no prato uma refeição equilibrada, incluindo todos os grupos alimentares indicados no diagrama. Pedir a eles que indiquem exemplos de cada categoria de alimentos.

Ao final, pedir aos estudantes que comparem o prato que montaram com aqueles que eles costumam ingerir no dia a dia e mencionem se precisam fazer ajustes para tornar a alimentação mais saudável.

Sugestões para o professor

COMO montar um prato saudável. Blumenau: Furb, c2025. Disponível em: https: //www.furb.br/web/upl/ar quivos/201411170923170.Pra to_Saudavel.pdf?2021071 8004853. Acesso em: 19 set. 2025.

O diagrama fornece alguns direcionamentos a respeito da proporção entre os alimentos para o consumo de uma refeição saudável.

TABELA Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA). São Paulo: USP: FoRC, 2023. Disponível em: https://www. tbca.net.br/base-dados/ composicao_alimentos.php. Acesso em: 19 set. 2025.

Nesse site, é possível encontrar informações nutricionais de diversos alimentos.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si.

ENCAMINHAMENTO

Apresentar aos estudantes as quatro categorias de alimentos de acordo com o grau de processamento pelo qual eles passam antes de serem consumidos. De acordo com o Guia alimentar para a população brasileira, indicado em Sugestões para o professor, óleos, gorduras, sal e açúcar são utilizados para temperar e cozinhar alimentos in natura ou minimamente processados, criando preparações culinárias diversas e agradáveis ao paladar.

Comentar com os estudantes que muitos alimentos ultraprocessados contêm realçadores de sabor e aromatizantes, substâncias que estimulam o consumo excessivo desses alimentos.

Na atividade 5, pedir aos estudantes que compartilhem com os colegas os alimentos in natura e minimamente processados que costumam consumir. Pedir a eles que expliquem por que devem basear sua alimentação nesses alimentos. Espera-se que eles reconheçam que as combinações entre esses alimentos fornecem variedade de nutrientes em quantidades equilibradas.

Na atividade 6, é importante que os estudantes sejam capazes de avaliar sua própria alimentação. No item a, auxiliá-los a identificar o grau de processamento dos alimentos listados no quadro da atividade 2. No item b, espera-se eles avaliem a qualidade da própria alimentação e proponham mudanças que possam ser feitas, como consumir mais verduras e substituir bebidas açucaradas por água, por exemplo.

Na atividade 7, incentivar os estudantes a avaliar as refeições elaboradas pelos colegas e a sugerir melhorias de forma respeitosa e empática.

Alimentos naturais e processados

Para fazer escolhas alimentares saudáveis, além de conhecer os nutrientes e a quantidade de energia, é importante reconhecer o grau de processamento dos alimentos. Os alimentos podem passar por diferentes processos ao longo de sua produção antes de serem consumidos. De acordo com o grau de processamento, eles podem ser classificados em: in natura , minimamente processados, processados e ultraprocessados.

Os alimentos in natura ou naturais são obtidos diretamente da natureza e não passam por nenhum processamento. São exemplos desses alimentos as frutas, os legumes, as verduras e os ovos.

Os alimentos minimamente processados são alimentos in natura que passam por pequenas alterações antes de serem adquiridos para o consumo, como resfriamento, no caso das carnes, moagem, no caso das farinhas de trigo e milho, ou secagem, no caso do feijão. Os alimentos in natura e os minimamente processados devem compor a maioria das refeições, pois suas combinações fornecem nutrientes variados e em quantidades equilibradas, contribuindo para uma alimentação saudável.

Os alimentos processados são fabricados com a adição de sal, açúcar, óleo ou vinagre. São exem plos desses alimentos as conservas de legumes, as compotas de frutas, as carnes secas e as conservas de peixe como sardinha e atum. Esse tipo de alimento deve ser consumido com moderação, pois a adição de ingredientes pode fazer com que fiquem com excesso de algum nutriente, como carboidrato e gordura. O consumo excessivo desses nutrientes pode ser prejudicial à saúde.

Texto de apoio

O milho de pipoca sem adição de outros ingredientes é um exemplo de alimento minimamente processado.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si.

A conserva de milho é um exemplo de alimento processado.

Recomendações sobre alimentação devem levar em conta o impacto das formas de produção e distribuição dos alimentos sobre a justiça social e a integridade do ambiente.

A depender de suas características, o sistema de produção e distribuição dos alimentos pode promover justiça social e proteger o ambiente; ou, ao contrário, gerar desigualdades sociais e ameaças aos recursos naturais e à biodiversidade.

[…]

Recentemente, na maior parte do mundo, as formas de produzir e distribuir ali-

mentos vêm se modificando de forma desfavorável para a distribuição social das riquezas, assim como para a autonomia dos agricultores, a geração de oportunidades de trabalho e renda, a proteção dos recursos naturais e da biodiversidade e a produção de alimentos seguros e saudáveis. Estão perdendo força sistemas alimentares centrados na agricultura familiar, em técnicas tradicionais e eficazes de cultivo e manejo do solo, no uso intenso de mão de obra, no cultivo consorciado de vários alimentos combinado à criação de animais, no processamento mínimo dos alimentos

Espigas de milho são exemplos de alimentos in natura
PICTURE

Já os alimentos ultraprocessados passam por vários processos na produção e contêm diversos ingredientes, entre eles substâncias usadas para conservação, para alterar a cor e para tornar esses alimentos mais saborosos. São exemplos desses alimentos os biscoitos recheados, os salgadinhos de pacote, os pães de forma, os embutidos como a salsicha, entre outros.

Sugestões para o professor

BRASIL. Ministério da Saúde. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed. Brasília, DF: MS, 2014. Disponível em: https://bvsms.sau de.gov.br/bvs/publicacoes/ guia_alimentar_populacao_ brasileira_2ed.pdf. Acesso em: 18 set. 2025.

O salgadinho de milho é um alimento ultraprocessado.

Esse tipo de alimento deve ser evitado, pois pode conter excesso de gordura, açúcar e sal. Geralmente, esses alimentos têm alto valor calórico, muitas gorduras e carboidratos e poucas fibras, vitaminas e sais minerais. Quando consumidos com frequência, podem ser prejudiciais à saúde.

5 Quais são os tipos de alimento que devem estar presentes com maior frequência na alimentação saudável? Anote no caderno exemplos desses tipos de alimento que você consome.

5. Alimentos in natura e minimamente processados. Os estudantes podem citar frutas, legumes e verduras, ovos, carnes e farinha.

6 Retome o quadro que você preencheu na atividade 2 e responda às questões.

6. Respostas pessoais. Ver orientações no Encaminhamento.

a) Considerando o grau de processamento, quais são os tipos de alimento mais comuns em suas refeições?

b) De acordo com as recomendações sobre o processamento dos alimentos, você considera que sua alimentação é saudável? Explique.

7 Com um colega, elabore no caderno um cardápio equilibrado para o café da manhã e o almoço. Considere a variedade de nutrientes e o grau de processamento dos alimentos nas escolhas. Depois, compartilhe as refeições elaboradas com o restante da turma. 7. Espera-se que os estudantes

elaborem refeições em que predominam alimentos in natura e minimamente processados e que incluam todos os grupos de nutrientes.

DESCUBRA MAIS

• BELINKY, Tatiana. A cesta de dona Maricota. São Paulo: Paulinas, 1998. Nesse livro, por meio de versos e rimas, os alimentos da cesta de Dona Maricota explicam a importância de consumir frutas, verduras e legumes.

• ROCHA, Ruth. No tempo em que a televisão mandava no Carlinhos... Ilustrações: Mariana Massarani. São Paulo: Salamandra, 2012. Esse livro apresenta a história de Carlinhos, um menino que passava o dia comendo alimentos que apareciam em propagandas na televisão.

Esse guia é um documento oficial que aborda os princípios e as recomendações de uma alimentação adequada e saudável para a população brasileira.

MUITO além do peso. Direção: Estela Renner. Brasil: Maria Farinha Filmes, 2012 (84 min).

Esse documentário discute problemas alimentares em crianças do Brasil e do mundo, mostrando como a má alimentação tem aumentado a obesidade infantil e a incidência de doenças graves.

Sugestão para os estudantes

IACOCCA, Liliana; IACOCCA, Michele. Eu como assim ou assado? São Paulo: Ática, 2007.

Esse livro conta, por meio de textos, ilustrações e cartuns, a história da alimentação no Brasil e no mundo e as propriedades dos alimentos. Além disso, apresenta dicas para uma alimentação saudável.

22/09/25 13:57

realizado pelos próprios agricultores ou por indústrias locais e em uma rede de distribuição de grande capilaridade integrada por mercados, feiras e pequenos comerciantes. No lugar, surgem sistemas alimentares que operam baseados em monoculturas que fornecem matérias-primas para a produção de alimentos ultraprocessados ou para rações usadas na criação intensiva de animais. Esses sistemas dependem de grandes extensões de terra, do uso intenso de mecanização, do alto consumo de água e de combustíveis, do emprego de fertilizantes químicos, sementes transgênicas, agrotóxicos e antibióticos e, ainda, do transporte por longas distâncias. […]

BRASIL. Ministério da Saúde. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed. Brasília, DF: MS, 2014. p. 18, 19 e 20. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_ brasileira_2ed.pdf. Acesso em: 22 ago. 2025.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Objetivo

• Reconhecer e valorizar as influências africana, portuguesa e indígena na construção cultural da culinária brasileira.

BNCC

Competências gerais: 3 e 6.

TCT: Multiculturalismo: Diversidade cultural e Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras.

ENCAMINHAMENTO

Esta seção permite o trabalho conjunto com o componente curricular de História, contextualizando o texto no período da colonização do Brasil. Ele promove a reflexão a respeito das contribuições principalmente de povos africanos e indígenas para a formação da culinária brasileira. É importante aproveitar o assunto para promover uma reflexão sobre as condições às quais os africanos escravizados foram submetidos durante o período colonial e como essas condições impactam a sociedade no presente. Essa abordagem promove a valorização da diversidade e o combate ao racismo.

Explicar que, em alguns estados do Brasil, como a Bahia, a influência da culinária africana é especialmente marcante, devido à significativa presença de africanos escravizados durante o período colonial, o que contribuiu para a formação da identidade cultural local. Pratos como acarajé, vatapá, moqueca, caruru e abará têm origem direta em tradições africanas, adaptadas aos ingredientes locais.

Construção da culinária brasileira DIÁLOGOS

A culinária brasileira está relacionada à história do país. Muitas receitas têm influência dos diferentes povos indígenas que já ocupavam o território antes da chegada dos portugueses. Além da influência portuguesa, existe forte influência dos africanos, que foram trazidos à força para o país e escravizados.

O texto que você vai ler foi extraído do livro Culinária afro-brasileira Nessa obra, os autores mostram algumas receitas que fazem parte de nossos hábitos alimentares e suas possíveis origens.

Quando os africanos chegaram ao Brasil, não tinham a fartura que existia em suas terras de origem. Lá, eles se alimentavam de carne de caça, como de antílopes, gazelas e búfalos. Aqui, tiveram que [...] improvisar para poder se alimentar.

Então, sabe o que eles faziam? Usavam as especiarias que os comerciantes traziam de outros lugares, como a Índia, e também aquelas que encontravam aqui para deixar seus pratos mais saborosos. Talvez por isso os pratos afro-brasileiros sejam tão condimentados. O uso de diversos tipos de pimentas e do azeite extraído do dendezeiro, palmeira de origem africana, é fundamental no preparo de pratos como o acarajé, o caruru e o vatapá. [...]

caruru.

Destacar também que diversos pratos, como a paçoca e a tapioca, são adaptações de pratos indígenas. Se considerar interessante, sugerir uma pesquisa sobre outros exemplos de pratos indígenas que fazem parte do cotidiano dos estudantes. Questioná-los se já provaram algum dos pratos citados no texto e pedir a eles que compartilhem suas experiências com os colegas.

Estimular a elaboração do glossário solicitado na atividade 1 e, se julgar adequado, propor que ele seja ilustrado. O significado das palavras selecionadas pelos estudantes pode ser obtido tanto por consulta ao dicionário como em conversas com adultos.

Para a atividade 2, promover a reflexão sobre as condições de vida dos africanos escravizados, como isso influenciava sua alimentação e as contribuições que deixaram na culinária brasileira. Ver indicação de leitura em Sugestões para o professor

Para a atividade 3, caso seja possível, levar um pilão para a sala de aula com algum alimento, como amendoim torrado, para que os estudantes possam manuseá-lo.

Acarajé recheado com camarões, vatapá e

[...] A união das culinárias portuguesa e africana, aliadas ao cultivo do milho e ao uso de especiarias como o cravo e canela, também deram origem a pratos doces, como o mingau, a pamonha e a canjica. Hummm! [...]

[...] O cuscuz já era conhecido na África antes da chegada dos africanos no Brasil. Tem origem na região Norte daquele continente e é feito a partir da farinha de milho.

No Brasil, o cuscuz é consumido de três formas: doce, feito com leite de vaca e leite de coco, na maior parte do país; preparado à base de farinha de milho, no Nordeste; e feito com ovos cozidos, cebola, alho, cheiro-verde e outros legumes, em São Paulo, recebendo o nome de cuscuz paulista.

[...] Com o pilão é possível preparar muitas receitas, como a paçoca, que é uma adaptação brasileira das culinárias africana e indígena feita a partir dos seguintes ingredientes: carne de sol (carne de boi salgada e colocada para secar ao sol), farinha de mandio ca, manteiga, cebola, pimenta-do-reino e alho.

são os temperos, mas sem dizer os nomes. Ao final, pedir que digam os nomes dos temperos que acreditam ter reconhecido.

Explicar que as ervas aromáticas geralmente são utilizadas frescas nas preparações culinárias e adicionadas ao final, já com a panela desligada. Contar que muitas dessas plantas, além de fornecer aroma e sabor aos pratos, têm propriedades medicinais.

Existe outra versão da paçoca, típica do Sudeste e do Nordeste, feita com amendoim torrado, açúcar e sal, com influência africana e portuguesa [...].

Já as especiarias, em geral, são utilizadas secas durante as preparações e podem apresentar propriedades conservantes. Por isso, elas eram muito valiosas no passado e são muito exploradas na gastronomia mundial.

Sugestões para o professor

1 Com a ajuda de um dicionário e do professor, elaborem no caderno um glossário com as palavras do texto que vocês não conhecem.

1. Resposta pessoal.

2 Por que os africanos escravizados precisavam improvisar na alimentação?

3. Respostas pessoais.

3 O pilão é um instrumento usado para bater, triturar, amassar e moer alimentos. Vocês já viram adultos usando o pilão? Se sim, quais alimentos eram moídos?

2. Eles precisavam improvisar na alimentação porque não tinham quantidade e variedade de

4 Das receitas de origem africana citadas no texto, quais delas fazem parte dos hábitos alimentares da região onde vocês moram? Anotem a resposta no caderno.

4. Resposta pessoal.

alimentos disponíveis devido à sua condição de escravizados.

Na atividade 4, os estudantes podem buscar as informações solicitadas com os familiares ou pesquisar em livros ou sites. Pedir a eles que compartilhem as respostas com os colegas.

Atividade complementar

Antes de aplicar esta atividade, verificar se os estudantes têm alergia ou outra restrição a ervas e especiarias. Questionar os responsáveis com antecedência se decidir desenvolver essa atividade.

Se possível, preparar uma vivência sensorial para que os estudantes entrem em contato com algumas ervas aromáticas e especiarias que são utilizadas como temperos, como cravo, canela em pau, noz-moscada inteira, gengibre, manjericão, louro, hortelã, salsa, entre outras. Levar os temperos em pequenos potes com tampas.

Os estudantes deverão se sentar em roda e ficar com os olhos vendados. Passar os potes de mão em mão e pedir a eles que sintam o aroma e a textura e tentem descobrir quais

ORLANDI, Ana Paula. “A história da culinária a partir do ponto de vista do colonizador”. São Paulo: Instituto Goethe, dez. 2016. Disponível em: https://www.goethe.de/ prj/hum/pt/col/20878300. html. Acesso em: 19 set. 2025. Esse site traz informações sobre a influência da culinária indígena na gastronomia brasileira.

HERANÇAS africanas na cozinha brasileira. Blog Ciência, Cultura e Comida. São Paulo: Universidade de São Paulo, 15 dez. 2022. Disponível em: https://fsp.usp.br/ eccco/index.php/2022/12/15/ herancas-africanas-na-cozi nha-brasileira/. Acesso em: 19 set. 2025.

Esse artigo mostra que pensar na culinária afro-brasileira é uma tarefa de revisitar o passado e questionar o presente.

DIAS FILHO, Antonio Jonas; HONORA, Márcia. Culinária afro-brasileira. Jandira: Ciranda Cultural, 2010. p. 7, 8, 10, 22, 23, 25, 26. (Coleção africanidades).
Cuscuz típico da região Nordeste.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

ENCAMINHAMENTO

É interessante comentar com os estudantes que as embalagens dos alimentos têm diferentes funções, como: facilitar o transporte, aumentar a durabilidade do alimento até ele ser consumido, evitar a contaminação por agentes externos e informar ao consumidor o que o alimento contém.

Mencionar que, de modo geral, alimentos in natura têm durabilidade menor que os alimentos processados. Por exemplo, uma goiaba in natura se mantém menos tempo adequada para o consumo que a goiabada. Alimentos industrializados e aqueles que são embalados nos mercados devem ter informações sobre o período e o modo de conservação.

É importante dar atenção às informações das embalagens, principalmente aos prazos de validade dos produtos, antes e após a abertura das embalagens. Além disso, deve-se consultar as recomendações de temperatura ideal ou os limites de variação aceitáveis para garantir sua conservação.

Explicar que a conservação dos alimentos em baixas temperaturas reduz ou impede a ação de microrganismos que poderiam decompor o alimento. O freezer ou congelador é um aparelho eletrodoméstico onde se conserva os produtos em temperaturas ainda mais baixas que o refrigerador ou a geladeira. Muitas geladeiras contêm um compartimento destinado ao freezer. Mencionar que há técnicas industriais de congelamento, como o congelamento ultrarrápido, cuja aplicação tem como objetivo preservar nutrientes de verduras, legumes e frutas por um tempo maior que o do congelamento feito em casa.

O consumo e a conservação dos alimentos

Para ter uma alimentação saudável, é importante verificar se os alimentos estão em boas condições de consumo. Em geral, os alimentos in natura têm uma durabilidade menor que os alimentos que passam por algum processamento. Uma maneira de avaliar a qualidade dos alimentos in natura é prestar atenção na aparência e no cheiro que eles têm.

As condições das embalagens também devem ser observadas: se elas estiverem abertas, amassadas, enferrujadas ou estufadas, devemos descartar o alimento, pois ele pode estar estragado e fazer mal à saúde. É necessário também ficar atento ao prazo de validade do produto.

Observe as informações em destaque sobre a data de validade de um produto processado e de um produto in natura

Os elementos não foram representados em proporção

DESCUBRA MAIS

Data de validade em embalagens de alimentos.

• CARDOSO, Leonardo Mendes. Amanda no país das vitaminas . São Paulo: Editora do Brasil, 2016.

Esse livro conta a história de Amanda, uma menina que não gostava de comer frutas e legumes, mas adorava alimentos cheios de corante e gordura. Um dia, ela descobriu a importância das vitaminas e como elas ajudam a manter a saúde do corpo humano.

Explicar aos estudantes que aditivos são substâncias naturais ou industrializadas que, adicionadas aos alimentos, alteram algumas características, como sabor, cheiro, aparência ou estado de conservação. Neste último caso, o alimento pode manter o aspecto de “recém-preparado”. Além dos aditivos listados no Livro do estudante, existem aqueles que permitem que os alimentos fiquem mais secos e crocantes por mais tempo, como os antiumectantes; que melhoram a textura e a consistência, como é o caso dos espessantes; e que promovem e intensificam os odores e os sabores, evitando que fiquem rançosos, como os flavorizantes. Os alimentos que contêm aditivos devem ser consumidos com moderação.

Na atividade 8, ressaltar que, antes de consumir qualquer alimento, é importante utilizar os órgãos de sentidos como a visão, o olfato e o tato para perceber alterações nos alimentos. Se os alimentos apresentarem fungos ou cheiro e textura fora do normal, é recomendável não consumi-los mesmo se estiverem dentro da data de validade.

de tamanho entre si.

Outra informação que deve constar nas embalagens dos alimentos é o tempo que o alimento fica adequado para o consumo depois de a embalagem ser aberta. Esse tempo varia conforme o alimento, o ambiente e a embalagem em que eles são conservados.

Hortaliças, leites, queijos, iogurtes, manteigas, alimentos cozidos e alimentos embutidos, como salsicha, presunto, linguiça, entre outros, devem ser mantidos na geladeira. O armazenamento no congelador é eficiente para conservar carnes cruas e outros alimentos por períodos mais longos e em temperaturas ainda mais baixas que as da geladeira.

As baixas temperaturas dificultam a reprodução de microrganismos que podem estragar os alimentos. Porém, apesar de prolongar sua validade, a refrigeração ou o congelamento não conservam os alimentos para sempre. Por isso, é importante mantê-los na geladeira ou no congelador por períodos limitados.

Além da data de validade e das informações de conservação, as embalagens devem trazer o nome do produto, a tabela de nutrientes e a lista de ingredientes. Nessa lista, é possível encontrar produtos chamados aditivos, como:

• corantes: intensificam ou modificam a cor;

• antioxidantes: atrasam a descoloração e a deterioração;

• conservantes ou conservadores: garantem que os alimentos durem mais tempo sem estragar.

Alimentos que contêm aditivos são considerados ultraprocessados. Para evitar problemas para a saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabeleceu um valor máximo de aditivos que podem ser acrescentados a cada tipo de alimento. Porém, o ideal é priorizar o consumo de alimentos in natura

Rótulo da embalagem de um pão de forma.

8 Além do prazo de validade, o que podemos observar nos alimentos in natura que indica se eles estão adequados para o consumo? E para os alimentos industrializados, quais são as condições que devemos observar nas embalagens? Converse com os colegas e anote suas conclusões no caderno.

8. Nos produtos in natura, devemos observar a aparência e o cheiro. Nos produtos industrializados, devemos observar a condição de fechamento e do aspecto das embalagens. Se amassadas, enferrujadas ou estufadas, elas devem ser descartadas.

Atividade complementar

Organizar a turma em grupos e disponibilizar a cada grupo um conjunto de alimentos, sendo pelo menos um de cada categoria alimentar indicada nas páginas 114 e 115 do Livro do estudante. Orientar os estudantes a manusear os alimentos e suas embalagens com cuidado, evitando desperdícios. Pedir a eles que conversem entre si e separem os alimentos nas diferentes categorias. É interessante que haja variedade de alimentos entre os grupos e alguns que exijam a leitura de rótulos para que os estudantes descubram a qual categoria pertencem.

Ao final, pedir a cada grupo que compartilhe com o restante da turma as categorias identificadas. Nesse momento, fazer as correções necessárias e indicar que a quantidade de ingredientes no rótulo das embalagens dos alimentos ultraprocessados é, geralmente, extensa.

Sugestões para o professor

LONGUINHO, Daniella. Estudo da UFMG quer saber o custo da alimentação saudável no Brasil. Rádio Agência, 18 ago. 2025. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc. com.br/radioagencia-nacio nal/saude/audio/2025-08/ estudo-da-ufmg-quer-saber -o-custo-da-alimentacao -saudavel-no-brasil. Acesso em: 22 ago. 2025.

Esse artigo apresenta uma pesquisa que procura entender o que torna uma dieta saudável e sustentável e qual é o custo dessa alimentação no Brasil.

FRANÇA, Luíza. Aplicativo escaneia produtos de supermercados para fornecer informações nutricionais. Belo Horizonte: UFMG, 7 fev. 2022. Disponível em: https://ufmg. br/comunicacao/noticias/ aplicativo-escaneia-produtos -de-supermercados-para-for necer-informacoes-nutricio nais. Acesso em: 19 set. 2025.

Esse texto apresenta um aplicativo criado por pesquisadores da UFMG que, ao escanear os códigos de barra de alimentos processados e ultraprocessados, informa a presença de nutrientes em excesso, como açúcares, gordura saturada e sódio.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

ENCAMINHAMENTO

Na atividade 9, relembrar que os conservantes são aditivos que permitem que o alimento se mantenha mais tempo disponível para o consumo. Enfatizar que eles podem ser prejudiciais à saúde se consumidos em excesso. Perguntar aos estudantes qual dos sucos é mais recomendável. Espera-se que eles indiquem que é o suco de manga, por não conter conservantes.

Na atividade 10, auxiliar os estudantes a identificar os aditivos na embalagem, ressaltando que a ordem dos ingredientes está relacionada à quantidade deles no produto: os primeiros que aparecem são os presentes em maior quantidade.

Para as atividades 11 e 12, explicar que os alimentos estragam principalmente pela ação de organismos decompositores, como bactérias e fungos, e que uma maneira de inibir a atividade e a reprodução desses microrganismos é armazenar em temperatura baixa, como em geladeiras e congeladores.

Sugestão para o professor

ALTO em atenção: ficar de olho no rótulo é receita de saúde. São Paulo: Idec, c2025. Disponível em: https://idec. org.br/de-olho-nos-rotulos.

Acesso em: 19 set. 2025.

Essa página traz informações a respeito da rotulagem dos alimentos e das mudanças que têm ocorrido desde 2022 para deixar as informações nutricionais dos alimentos mais acessíveis para os consumidores, facilitando escolhas mais conscientes.

Texto de apoio

Você já ouviu falar em botulismo? Apesar de ser uma doença rara, o risco que ela representa é tão grande que qualquer suspeita deve ser tratada como uma emergência médica e

9. a) O leite em pó pode ser mantido em temperatura ambiente mesmo depois que a embalagem foi aberta. Os sucos devem ser mantidos refrigerados após a embalagem ser aberta. A manteiga deve ser conservada na geladeira mesmo antes de abrir a embalagem.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

9 Leia as informações que constam nos rótulos dos alimentos representados a seguir e depois faça o que se pede no caderno.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si.

SUCO DE GOIABA

• CONTÉM

CONSERVANTES • Após abrir, conservar na geladeira até 7 dias.

SUCO DE MANGA

• SEM CONSERVANTES NEM CORANTES • Depois de aberto, conservar refrigerado por até 2 dias.

NEW AFRICA/SHUTTERSTOCK.COM

LEITE EM PÓ

• INTEGRAL •

Guardar a lata em lugar fresco e seco. Após a abertura da lata, o produto conserva-se bom no prazo máximo de 30 dias.

Representação artística de rótulos de diferentes produtos.

MANTEIGA EXTRA

SEM SAL

• CONSERVAR EM GELADEIRA • Após aberta, consumir em 5 dias.

9. b) Diferente do suco de manga, o suco de goiaba contém conservantes, por

a) Indique quais são as orientações de conservação de cada um dos alimentos representados na imagem.

isso pode ser conservado em geladeira por um número maior de dias.

b) Po r que ex iste diferença no tempo em que os dois sucos podem ser consumidos?

10 Um estudante copiou os ingredientes que apareceram na embalagem de pão de forma apresentado na página anterior. Escreva no caderno os nomes dos aditivos utilizados.

Ingredientes: farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido fólico, açúcar, óleo de soja, sal, leite em pó desnatado, conservadores propionato de cálcio e ácido sórbico, melhorador de farinha ácido ascórbico

e aromatizante.

10. Conservadores (propionato de cálcio e ácido sórbico), melhorador de farinha (ácido ascórbico) e aromatizante.

11 Por que parte dos alimentos que consumimos fica guardada na geladeira ou no congelador? Anote a resposta no caderno.

11. Porque as baixas temperaturas dificultam a reprodução de microrganismos que podem estragar os alimentos.

12 Para que uma carne de frango crua dure mais tempo, ela deve ser armazenada na geladeira ou no congelador? Justifique a resposta no caderno.

12. A carne de frango deve ser armazenada no congelador, onde a temperatura é bem mais baixa que a da geladeira e o período de armazenagem é mais longo.

notificada imediatamente às autoridades de saúde. […]

Tratamento e prevenção […]

Algumas medidas fundamentais são:

1. Não consumir alimentos em conserva que estejam em latas estufadas, vidros embaçados, embalagens danificadas, vencidas ou com alterações no cheiro e no aspecto.

2. Lavar sempre as mãos, especialmente antes de manipular alimentos.

3. Preparar conservas caseiras com máxima higiene e armazenamento adequado, seguindo as recomendações sanitárias.

4. Verificar se estabelecimentos e vendedores também seguem essas orientações no preparo dos alimentos comercializados.

5. Evitar oferecer mel a crianças menores de um ano de idade, pois esse alimento pode conter esporos da bactéria do botulismo. […]

6. Aqueça bem os alimentos antes do consumo: o cozimento por 10 minutos a temperaturas acima de 80 ºC é capaz de eliminar as toxinas, embora não destrua os esporos da bactéria.

SILVA, Michel. Botulismo: é raro, mas acontece Rio de Janeiro: Invivo, 5 set. 2025. Disponível em: https://www.invivo.fiocruz.br/saude/botulismo/. Acesso em: 22 set. 2025.

22/09/2025 17:54

DIÁLOGOS

Frutas da estação

As frutas são alimentos essenciais para a manutenção da saúde, pois são alimentos in natura, ricos em vitaminas, sais minerais, água e fibras. No Brasil, existe uma grande variedade de frutas. Algumas delas são mais fáceis de serem encontradas em determinadas épocas do ano, quando a produção é maior. Nesse período, é possível comprá-las por preços mais baixos, o que gera economia e saúde.

As frutas [...] passam por seus próprios processos de amadurecimento. E estes processos estão ligados a condições do solo e do clima, como temperatura e volume de chuvas. Há frutas que se dão melhor em estações mais frias e com pouco Sol, por exemplo, enquanto outras precisam de temperaturas mais altas. São as chamadas “frutas da época” ou “frutas da estação”, e é natural que se desenvolvam melhor e captem mais nutrientes do solo em condições favoráveis. Além de serem mais saborosas, seus valores nutricionais também são maiores.

Outro fato importante é que o combate a pragas costuma ser mais intenso em plantações fora de época. Assim, as frutas cultivadas em suas épocas específicas necessitam muito pouco ou nenhum agrotóxico. Viu só? O consumo de frutas da estação é uma maneira saudável e consciente de garantir a sustentabilidade da produção e torná-la mais segura para o planeta!

Agrotóxico: produto usado na prevenção ou no combate de pragas e doenças das culturas agrícolas.

FARIA, Ana Paula Gelli de. Mundo de curiosidades: época das frutas. Ciência Hoje das Crianças, 30 abr. 2024. Disponível em: https://chc.org.br/artigo/mundo-de-curiosidades-354/. Acesso em: 29 jul. 2025.

1. Elas são mais saborosas e nutritivas e geralmente têm menos agrotóxicos que as produzidas fora da estação.

1 De acordo com o texto, quais são as vantagens de consumir frutas da estação? Anote a resposta no caderno.

2 Quais são os possíveis motivos para as frutas da estação serem mais baratas? Responda no caderno.

3 Com a ajuda do professor, faça uma pesquisa e descubra quais são as frutas da estação atual que são produzidas na região onde você mora. Anote a resposta no caderno.

3. Resposta pessoal. Ver orientações no Encaminhamento.

2. Elas se desenvolvem melhor e captam mais nutrientes do solo na época favorável, o que aumenta a produção e quase não se usam agrotóxicos para produzi-las.

Objetivo

• Reconhecer que comprar frutas da estação é uma escolha de consumo saudável, consciente e econômica.

BNCC

Competências gerais: 7 e 8.

Competência específica: 7.

TCTs: Saúde: Saúde e Educação alimentar e nutricional; Meio ambiente: Educação para o consumo; Economia: Educação financeira.

ENCAMINHAMENTO

22/09/25 13:57

Antes de orientar a leitura do texto, perguntar aos estudantes se eles percebem as mudanças que vão acontecendo, ao longo do ano, na disponibilidade, no aspecto e no preço das frutas em mercados e feiras de sua cidade ou de seu bairro.

Retomar os conhecimentos dos estudantes sobre os conteúdos da unidade 1 e de anos anteriores sobre os movimentos da Terra, trazendo à discussão o tema das estações do ano. Se necessário, esclarecer dúvidas que surgirem sobre esse assunto.

Na atividade 1, para ampliar a discussão, pedir aos estudantes que expliquem cada uma das vantagens. O fato de as plantas serem cultivadas com pouco ou nenhum agrotóxico também é uma vantagem para o meio ambiente. Como vantagem financeira, as frutas da estação costumam ser mais baratas. Na atividade 2, explicar que, com o aumento da disponibilidade de frutos no mercado e a redução de uso de produtos para controle de doenças e pragas, os preços tendem a diminuir. Na atividade 3, perguntar aos estudantes qual é a estação do ano nesse momento. Antes de auxiliá-los com a pesquisa, perguntar a eles quais são as frutas mais comuns nessa época nos mercados e nas feiras da cidade e se essas frutas estão presentes em outras estações do ano. Para conferir os alimentos de cada estação do ano no Brasil, ver indicação em Sugestão para os estudantes. Considerar também se na região onde os estudantes vivem há frutas típicas que não estão listadas nessa indicação.

Sugestão para os estudantes

DESCUBRA quais são os alimentos de cada estação. São Paulo: Idec, 15 fev. 2022. Disponível em: https://idec. org.br/dicas-e-direitos/des cubra-quais-sao-os-alimen tos-de-cada-estacao. Acesso em: 20 set. 2025.

Esse artigo disponibiliza informações sobre alimentos mais produzidos em cada estação do ano no Brasil.

No Brasil, a manga é uma fruta que se desenvolve melhor nas estações mais quentes.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

ENCAMINHAMENTO

Pedir aos estudantes que respondam quais são as consequências de ingerir grandes quantidades de doces. Anotar as principais respostas na lousa. Espera-se que eles respondam que o consumo excessivo de doces pode causar danos à saúde, como cáries ou excesso de peso.

Ao abordar distúrbios nutricionais, é necessário tomar cuidado para não reforçar preconceitos e estereótipos. Evitar estigmatizar pessoas que estejam acima ou abaixo do “peso ideal” e tratar com naturalidade o fato de elas, independentemente da idade, terem corpos diferentes. Explicar que cada ser humano apresenta características únicas, incluindo o aspecto físico, o que nos torna diferentes uns dos outros. Organizar a turma em roda ajuda a criar um ambiente mais acolhedor e a facilitar as trocas entre os estudantes. Lembrar que o termo peso, comumente adotado em pesquisas, como aquelas usadas como referência para os gráficos presentes na página 123, refere-se à massa corporal.

Pedir aos estudantes que leiam com atenção os itens sobre maneiras de prevenir a obesidade, perguntando se eles já praticam alguma daquelas atitudes e, em caso afirmativo, solicitar que compartilhem as experiências com os colegas.

Com relação ao sono e ao repouso, vale destacar que são diferentes e que o repouso acontece em períodos mais curtos do dia, com o objetivo de descansar o corpo. Para garantir um metabolismo saudável, é recomendado que crianças de 6 a 12 anos de idade durmam de 9 a 12 horas por noite.

13. A obesidade infantil é caracterizada pelo excesso de gordura no corpo de crianças de até 12 anos. Alimentação não equilibrada e consumo excessivo de alimentos ricos em calorias, falta de atividade física e outros fatores podem causar obesidade.

Distúrbios nutricionais

Distúrbio: mau funcionamento de órgãos ou de funções do corpo.

Os distúrbios de nutrição são aqueles relacionados ao excesso ou à falta de nutrientes no organismo. Um quadro de obesidade pode começar a se desenvolver quando a quantidade de alimentos consumida é maior do que o corpo necessita. Isso pode acontecer pelo consumo excessivo, na dieta, de alimentos muito calóricos, como aqueles ricos em gorduras e carboidratos e pela falta de atividades físicas, por exemplo.

A obesidade depende também de outros fatores. Por exemplo, com o mesmo tipo de alimentação, existem pessoas que têm mais chance de desenvolver obesidade que outras.

A obesidade infantil é caracterizada pelo excesso de gordura no corpo em crianças de até 12 anos de idade.

A infância é uma etapa da vida muito importante, em que a criança se desenvolve fisicamente. Por essa razão, nessa fase da vida, a obesidade pode resultar em distúrbios no corpo e na personalidade e ter consequências graves na vida adulta.

Atividades físicas como o futebol, além de movimentar o corpo, permitem maior interação entre as pessoas.

Para prevenir e controlar a obesidade infantil, algumas atitudes são importantes, por exemplo:

• ter uma alimentação equilibrada e rica em alimentos in natura, como frutas e verduras, e evitar alimentos processados e ultraprocessados;

• praticar atividade física regularmente;

• optar por brincadeiras que movimentam o corpo;

• reduzir o tempo de televisão, aparelho celular e videogame;

• ter qualidade de sono e repousar.

13 O que é obesidade infantil? O que pode causar esse distúrbio alimentar? Anote as respostas no caderno.

Se considerar pertinente, comentar que o aleitamento materno é importante na nutrição do bebê. Pesquisas indicam que ele reduz o risco de obesidade infantil, além de estar relacionado ao aumento da imunidade, ao aumento dos laços afetivos com a mãe e ao fortalecimento dos músculos faciais, entre outros benefícios.

De acordo com a legislação brasileira, a licença-maternidade, período em que as mães podem ficar afastadas do trabalho após o nascimento do bebê, é de 120 dias. No entanto, recomenda-se que os bebês sejam alimentados exclusivamente com leite materno até os 6 meses e, depois de inseridos outros alimentos ao bebê, a amamentação pode ser prorrogada até os 2 anos ou mais.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

14. Sim, pois, entre as crianças estudadas, das duas faixas etárias, 80% (8 em cada 10 crianças) e mais de 90% (9 em cada 10 crianças) consumiam alimentos ultraprocessados.

14 Em grupos, observem o gráfico. Ele mostra a porcentagem de crianças de diferentes faixas etárias que consomem alimentos ultraprocessados, de acordo com uma pesquisa realizada em 2019.

Crianças que consomem ultraprocessados no Brasil (2019)

Porcentagem de crianças

a 23

a 59

15. a) O excesso de peso é mais frequente na faixa etária de 5 a 9 anos de idade.

15. b) A obesidade é mais frequente na faixa etária de 5 a 9 anos de idade.

Elaborado com base em: ALIMENTAÇÃO infantil I: prevalência de indicadores de alimentação de crianças menores de 5 anos: Enani-2019. Rio de Janeiro: UFRJ, 2021. Disponível em: https://enani. nutricao.ufrj.br/wp-content/ uploads/2023/10/Relatorio-5 -ENANI-2019-Alimentacao-Infantil. pdf. Acesso em: 17 jul. 2025.

• De acordo com a pesquisa, é possível concluir que, entre as crianças estudadas, a maioria consome alimentos ultraprocessados? Expliquem.

15 Analisem o gráfico obtido em 2020 sobre o excesso de peso e obesidade em crianças e depois façam o que se pede no caderno.

Crianças com excesso de peso e obesidade no Brasil (2020)

Porcentagem de crianças

Explicar que os hábitos alimentares praticados nos três primeiros anos de vida podem influenciar atividades metabólicas que vão acompanhar a pessoa pelo resto da vida, bem como a predileção por determinados alimentos em detrimento de outros.

Sugestão para o professor

BRASIL. Ministério da Saúde. IMC: você sabe calcular seu peso adequado? Brasília, DF: MS, 19 jun. 2017. Disponível em: https://www.gov.br/ saude/pt-br/assuntos/sau de-brasil/eu-quero-ter-pe so-saudavel/noticias/2017/ imc-voce-sabe-calcular-seu -peso-adequado. Acesso em: 24 set. 2025.

Nessa página, há informações sobre o que é o IMC e como verificar se ele está adequado.

5 a 9 Idade (em anos)

Excesso de peso

Obesidade

Elaborado com base em: BRASIL. Ministério da Saúde. Excesso de peso e obesidade. Brasília, DF: MS, 2021. 7 jun. 2021. Disponível em: https://www.gov.br/saude/ pt-br/composicao/saps/ promocao-da-saude/excesso -de-peso-e-obesidade. Acesso em: 17 jul. 2025.

a) De acordo com o gráfico, em que faixa etária o excesso de peso é mais frequente?

b) Em que faixa etária a obesidade é mais frequente?

c) Explique uma possível relação entre o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados e o problema do excesso de peso e da obesidade até os 5 anos de idade.

15. c) Espera-se que os estudantes respondam que o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados pode aumentar a frequência de crianças com excesso de peso ou obesidade, pois, geralmente, são alimentos muito calóricos.

Na atividade 13, é necessário que os estudantes resgatem e interpretem as informações do texto.

22/09/25 14:01

As atividades 14 e 15 permitem o trabalho com o componente curricular de Matemática no que se refere à interpretação dos gráficos de coluna e à compreensão das porcentagens de crianças que consomem alimentos ultraprocessados e de crianças com excesso de peso e obesidade.

Fazer uma leitura coletiva com os estudantes, auxiliando-os na interpretação dos gráficos. Para estudantes com baixa visão, é possível representar os gráficos usando materiais de papelaria com diferentes texturas para que eles reconheçam o tamanho das diferentes colunas. Para isso, é importante manter a proporção entre o tamanho dos eixos do gráfico e o das colunas.

Idade (em meses)
24
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes o que entendem por subnutrição e anotar na lousa as respostas. É possível que relacionem a subnutrição à falta de alimento. As causas da subnutrição no Brasil estão relacionadas, principalmente, a três fatores: quantidade insuficiente de alimentos, má qualidade dos alimentos e pobreza e insalubridade das moradias, o que aumenta a frequência das infecções e fragiliza o organismo, impedindo a absorção de certos nutrientes.

Chamar a atenção para o fato de que há muito desperdício durante as etapas da cadeia produtiva, desde a colheita, passando pelo transporte, pela distribuição, pela venda e pelas compras, até o preparo. Nas residências, o motivo mais comum de desperdício é a má gestão das compras ou, por hábitos culturais, o descarte de partes comestíveis não convencionais, como cascas e talos, que muitas vezes são bastante nutritivos.

Destacar que, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar às crianças o direito à vida, à saúde e à alimentação.

Com relação ao Saiba que sobre síndrome metabólica, há mais informações na publicação indicada em Sugestões para o professor.

Para a resolução da atividade 16, é necessário que os estudantes resgatem as informações contidas no texto e as interpretem. Ressaltar que o excesso de produtos ultraprocessados pode levar tanto à subnutrição quanto à obesidade.

Atividade complementar

Preparar uma receita com os estudantes utilizando

16. a) A falta de um ou mais nutrientes na alimentação ou a ingestão de quantidade insuficiente de calorias.

A falta de um ou mais nutrientes ou o consumo de baixa quantidade de calorias podem causar outro distúrbio alimentar: a subnutrição.

A subnutrição é causada pela insuficiência tanto na quantidade quanto na qualidade dos alimentos ingeridos.

No caso da quantidade, significa que as calorias ingeridas não são suficientes para o funcionamento adequado do corpo e, portanto, elas não são capazes de repor a energia gasta nas atividades realizadas no dia a dia.

A subnutrição também pode ocorrer associada à obesidade, quando a qualidade dos nutrientes ingeridos na alimentação não é adequada e faltam vitaminas e sais minerais, por exemplo.

Nas crianças, a falta prolongada de qualquer tipo de nutriente na alimentação pode levar, em um primeiro momento, à perda de peso, ao atraso no crescimento e à apatia. Em casos mais severos, a subnutrição infantil pode facilitar o surgimento de diversas doenças.

É importante que as crianças tenham acesso a refeições com todos os tipos de nutrientes.

SAIBA QUE

A falta de alguns nutrientes e o excesso de outros na alimentação também podem contribuir para a chamada síndrome metabólica. Ela pode ser considerada um conjunto de condições em que uma pessoa tem mais riscos de desenvolver problemas em órgãos como o coração e o cérebro. Isso ocorre porque no organismo dessas pessoas há maior dificuldade de ação de uma substância chamada insulina, responsável por controlar a quantidade de carboidratos absorvidos pelo corpo.

16 Em relação à subnutrição, responda às questões no caderno.

a) O que pode causar subnutrição em uma criança?

b) O que pode acontecer a uma criança diante da falta prolongada de qualquer tipo de nutriente?

16. b) Perda de peso, atraso no crescimento e

apatia e, em casos mais graves, pode facilitar o surgimento de diversas doenças.

c) É correto afirmar que a subnutrição não tem relação com a obesidade?

16. c) Não, pois a subnutrição pode estar associada à qualidade da alimentação. A pessoa pode deixar de ingerir nutrientes como vitaminas e sais minerais, mas continuar ingerindo calorias em excesso.

partes comestíveis não convencionais dos alimentos. Escolher uma receita que possa ser realizada na escola.

Sugestões para o professor BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Síndrome metabólica. Brasília, DF: Biblioteca Virtual em Saúde, c2025. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/sindrome-metabolica/. Acesso em: 20 set. 2025.

Essa página descreve a síndrome metabólica e apresenta formas de tratamento e prevenção. SABOR sem desperdício: receitas com aproveitamento integral dos alimentos. São Paulo: Sesc, 2016. Disponível em: https://sescmesabrasil.sescsp.org.br/media/1572/mesa-brasil -sabor-sem-desperdicio-aproveitamento-integral.pdf. Acesso em: 23 ago. 2025.

Essa publicação oferece dicas e receitas para aproveitar os alimentos integralmente.

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DIÁLOGOS

O combate à fome

A segurança alimentar, ou seja, o acesso a alimentos de qualidade em quantidades adequadas, é um direito de todos. A falta desse acesso, condição conhecida como insegurança alimentar, é um problema no Brasil e no mundo.

Uma das maneiras de combater a insegurança alimentar é propor políticas públicas que facilitem o acesso a alimentos de qualidade e em quantidade adequada. Para isso, é essencial monitorar a quantidade de pessoas no país em situação de insegurança alimentar, como apresenta o texto a seguir.

O Brasil saiu novamente do Mapa da Fome, de acordo com relatório divulgado [...] pela Organização das Nações Unidas (ONU). [...]

O Brasil já havia saído da lista de países com fome em 2014. No entanto, após a análise dos dados de 2018 a 2020, a ONU recolocou o país na categoria, apontando um aumento da insegurança alimentar no período. Agora, com base na média de dados de 2022 a 2024, o novo relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2025” concluiu que o índice de risco caiu novamente [...], considerado o critério para saída do Mapa. [...]

Mesmo fora do Mapa da Fome, o Brasil ainda tem 35 milhões de pessoas com dificuldade para se alimentar. É o que a ONU chama de insegurança alimentar [...].

O acesso a alimentos saudáveis e em quantidade adequada é um direito de todos.

RESENDE, Thiago. Brasil sai novamente do Mapa da Fome, segundo relatório da ONU. G1, 28 jul. 2025. Disponível em: https://g1.globo.com/politica/noticia/2025/07/28/ brasil-sai-novamente-do-mapa-da-fome-segundo-relatorio-da-onu.ghtml. Acesso em: 30 jul. 2025.

1 De acordo com o texto, o que significa dizer que o Brasil saiu do Mapa da Fome?

1. Significa que o índice de pessoas em risco de insegurança alimentar caiu para patamares abaixo do critério para entrar no Mapa da Fome.

2 Apesar de ter saído do Mapa da Fome, ainda há 35 milhões de pessoas com dificuldade para se alimentar no Brasil. Por isso, além das políticas públicas, há projetos sociais que auxiliam pessoas em situação de insegurança alimentar.

• Em grupos na sala de aula ou com o auxílio de um adulto responsável em casa, pesquise um projeto como esse na sua cidade, reúna informações sobre a atuação dele e apresente o resultado da pesquisa para os colegas.

2. Resposta pessoal. Ver orientações no Encaminhamento

Objetivos

• Reconhecer a relação entre alguns hábitos de vida e a possível ocorrência de distúrbios nutricionais.

• Conhecer o estado da segurança alimentar no país.

• Reconhecer a segurança alimentar como um direito de todos.

BNCC

Competências gerais: 9 e 10. Competência específica: 8. Habilidade: (EF05CI09) Discutir a ocorrência de distúrbios nutricionais (como obesidade, subnutrição etc.) entre crianças e jovens a partir da análise de seus hábitos (tipos e quantidade de alimento ingerido, prática de atividade física etc.).

TCTs: Saúde: Saúde e Educação alimentar e nutricional; Cidadania e civismo: Vida familiar e social e Educação em direitos humanos. ENCAMINHAMENTO

Ressaltar a relevância do assunto. Para a atividade 1, os estudantes devem resgatar as informações no texto. Para a atividade 2, é importante que os estudantes reconheçam que as políticas públicas de combate à insegurança alimentar são essenciais, mas que ações sociais muitas vezes auxiliam de maneira mais imediata. Há indicações para pesquisa em Sugestão para os estudantes.

O que e como avaliar Organizar a turma em três grupos e propor a cada um que pesquise sobre um assunto: o desperdício de alimentos, o problema da fome no país e o problema da obesidade em crianças. Os estudantes devem usar uma ferramenta digital para apresentar um seminário, que pode ser animado, em slides ou desenhos. Avaliar o desempenho e a participação dos estudantes no trabalho em grupo.

Sugestão para o professor

BRASIL. Ministério da Saúde. Insegurança alimentar e nutricional. Glossário Saúde Brasil. Brasília, DF: MS, 14 dez. 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/ pt-br/assuntos/saude-brasil/ glossario/inseguranca-ali mentar-e-nutricional. Acesso em: 20 set. 2025. Esse site trata dos tipos de insegurança alimentar.

Sugestão para os estudantes

INSTITUTO FOME ZERO. São Paulo, SP, c2025. Disponível em: https://ifz.org.br/. Acesso em: 23 ago. 2025. Esse instituto apoia as políticas de combate à fome e a todas as formas de má nutrição.

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Objetivos

• Conhecer os órgãos e os sistemas relacionados à nutrição do corpo humano.

• Compreender como os sistemas digestório, respiratório, cardiovascular e urinário contribuem para a nutrição do corpo.

BNCC

Competências gerais: 1, 2, 4, 7 e 8.

Competências específicas: 2, 3, 5, 7 e 8.

Habilidades:

(EF05CI06) Selecionar argumentos que justifiquem por que os sistemas digestório e respiratório são considerados corresponsáveis pelo processo de nutrição do organismo, com base na identificação das funções desses sistemas.

(EF05CI07) Justificar a relação entre o funcionamento do sistema circulatório, a distribuição dos nutrientes pelo organismo e a eliminação dos resíduos produzidos.

TCT: Saúde: Saúde.

Organize-se

• Página 130: Diálogos –A água que ingerimos. Providenciar uma régua grande de madeira para elaborar o gráfico na lousa e metade de uma folha de papel quadriculado para cada estudante.

• Página 134: Ciências em ação – Representação dos movimentos respiratórios. Providenciar os materiais previstos e preparar o ambiente da sala de aula para que os estudantes trabalhem em grupos.

• Página 140: Ciências em ação – Integrando os sistemas de nutrição. Separar um conjunto de materiais para cada grupo. Depois, organizar a sala de modo que os grupos possam trabalhar juntos.

SISTEMAS DE NUTRIÇÃO 2

Para que os nutrientes dos alimentos sejam absorvidos e aproveitados pelo organismo, é preciso ocorrer um conjunto de processos chamado nutrição , que acontece com o auxílio de alguns dos sistemas do corpo. Um sistema é um conjunto de órgãos que realizam determinada função no organismo.

A digestão

O processo da digestão ocorre no sistema digestório

Observe nesta representação como são e onde ficam os órgãos do sistema digestório no corpo humano.

glândulas salivares

vesícula biliar fígado

intestino delgado

esôfago

estômago pâncreas

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

LUIS MOURA

intestino grosso ânus reto

Representação esquemática das estruturas que formam o sistema digestório.

Elaborado com base em: SOBOTTA, Johannes. Atlas de anatomia humana. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. v. 1. p. 13.

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes se eles conhecem os órgãos ou as partes do corpo humano que estão relacionados à nutrição. Orientar a turma a respeito da necessidade de leitura e interpretação atentas de cada representação deste capítulo. É importante esclarecer que a nutrição não se restringe à digestão dos alimentos. Na verdade, ela é um conjunto de transformações de substâncias que envolve, ao mesmo tempo, a digestão, a respiração, a circulação do sangue e a eliminação de urina e fezes. Nesse processo, o organismo é capaz de obter energia e matéria para sua manutenção e seu funcionamento.

Para iniciar a apresentação do conteúdo, incentivar os estudantes a observar com atenção cada detalhe da representação desta página. Apontar a posição dos órgãos e das estruturas auxiliares e a acomodação que ocorre entre eles.

Sobre o sistema digestório propriamente dito, destacar a função que ele desempenha no processo de nutrição, isto é, a de transformação dos alimentos ingeridos em nutrientes que

Na digestão, os alimentos são quebrados em substâncias menores, os nutrientes, que podem ser absorvidos e aproveitados pelo organismo.

Para que esse processo aconteça, as estruturas do sistema digestório trabalham de maneira conjunta.

A boca é o órgão onde se inicia a digestão. Os dentes têm funções diferentes: eles podem cortar, amassar ou perfurar, quebrando os alimentos em pedaços menores. A língua mistura a saliva aos alimentos e empurra esses alimentos, já mastigados e amolecidos, em direção ao esôfago.

Representação esquemática de boca com arcada dentária de uma criança com 9 anos.

Elaborado com base em: ATLAS de anatomia. São Paulo: FTD, 2006. p. 31.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

1. c) A língua ajuda a misturar o alimento com a saliva e auxilia a empurrar os alimentos mastigados e amolecidos para o esôfago.

1 Observe mais uma vez a representação da arcada dentária de uma criança. Depois, responda às questões no caderno.

a) Quais são as estruturas da boca representadas na imagem que auxiliam na digestão?

1. a) De acordo com a imagem, estão representados todos os dentes e a língua.

b) Para que servem os dentes? Todos eles têm a mesma função?

c) Qual é o papel da língua na digestão?

1. b) Os dentes são responsáveis pela mastigação dos alimentos. Eles têm funções diferentes: alguns amassam, outros furam e outros, ainda, cortam os alimentos.

podem ser absorvidos pelas células. Quanto à boca, vale destacar a importância dos dentes na redução do tamanho dos alimentos, assim como a da saliva no seu umedecimento. É importante lembrar que, quanto melhor é a mastigação dos alimentos, mais fácil é o processo da digestão.

Comentar com os estudantes que a arcada dentária de uma criança de 9 anos pode apresentar 24 dentes: 12 estão na arcada superior e 12 na arcada inferior. Se julgar oportuno, explicar a eles que os seres humanos têm dois tipos de dentição: a decídua (popularmente conhecidos como dentes de leite) e a permanente. Os dentes decíduos começam a ser substituídos pelos dentes permanentes por volta dos 6 anos de idade, dando lugar aos 32 dentes permanentes (16 superiores e 16 inferiores).

Destacar a necessidade de manter a higiene dos dentes. Para ilustrar essa questão, apresentar exemplos de produtos que complementam a escovação e o modo correto de usá-los. Por exemplo, o fio dental facilita a retirada dos resíduos que se alojam entre os

dentes, o que colabora para a manutenção da saúde da gengiva. O assunto permite a recomposição de aprendizados associados ao corpo humano e à importância de alguns hábitos de cuidados com a saúde.

Caso haja estudantes com deficiência visual, é importante que tenham acesso a materiais de audiodescrição e a modelos tridimensionais.

Na atividade 1, pedir aos estudantes que observem a representação da boca e observem o interior da própria boca em um espelho, comparando os dentes representados na imagem com os próprios dentes. Comentar que a saliva também é muito importante para a digestão, mas ela não está representada na imagem. Explicar que a produção de saliva aumenta quando começamos a mastigar ou mesmo quando vemos ou sentimos o aroma de algum alimento.

Atividade complementar

Disponibilizar alguns modelos tridimensionais ou atlas de anatomia humana para os estudantes. Organizar a turma em grupos e fornecer os materiais para que cada grupo localize o sistema digestório humano. Dessa maneira, é possível a observação bidimensional ou tridimensional de fontes diversas para que os estudantes comparem com os esquemas ilustrativos do Livro do estudante.

LUIS MOURA

ENCAMINHAMENTO

Pedir aos estudantes que imaginem o trato digestório como um longo tubo, que tem início na boca e termina no ânus. Os alimentos passam no interior desse tubo e, durante o trajeto, recebem substâncias produzidas por glândulas anexas, que auxiliam na quebra dos alimentos. Durante a apresentação do trajeto do bolo alimentar no tubo digestório, chamar a atenção dos estudantes para a função dos sucos digestivos de maneira geral. Comentar que a saliva contém uma enzima que age sobre os alimentos que apresentam amido em sua composição, como arroz, batata e milho.

Explicar que o contato dos sucos digestivos com o alimento é facilitado pelos movimentos musculares de órgãos que compõem o tubo digestório. Comentar que o líquido produzido no estômago é conhecido como suco gástrico, que age sobre os alimentos que contêm proteínas em sua composição. Mencionar que o estômago é um órgão muito importante para a digestão de alimentos ricos em proteínas. No intestino, a bile tem a função de facilitar a ação dos sucos intestinais na gordura, como faz um detergente. Se julgar pertinente, pedir aos estudantes que retomem as informações das páginas 110 e 111 para que relembrem exemplos de alimentos ricos em proteínas e de alimentos ricos em gorduras, relacionando-os ao trajeto no sistema digestório e reforçando a relevância de cada órgão para a digestão.

Sobre a representação da página 129, comentar que os órgãos foram dispostos mais distantes uns dos outros para permitir uma observação melhor do

A saliva é produzida pelas glândulas salivares e contém substâncias que iniciam a digestão de alguns alimentos na boca. A mastigação e a língua ajudam a misturar os alimentos com a saliva formando uma pasta que recebe o nome de bolo alimentar.

Depois de engolido com o auxílio da língua, o bolo alimentar é empurrado por músculos da faringe e do esôfago em direção ao estômago. Tanto no estômago quanto no intestino delgado, o alimento é misturado a outros líquidos que colaboram para a digestão.

elementos

representados em

Bolo alimentar sendo empurrado em direção ao estômago. boca

faringe

esôfago

estômago

intestino delgado intestino grosso

Representação esquemática do trajeto do bolo alimentar ao longo do esôfago em direção ao estômago.

Elaborado com base em: ATLAS de anatomia. São Paulo: FTD, 2006. p. 32. O estômago produz um líquido que ajuda na digestão de alguns alimentos. Já no intestino delgado, atuam líquidos produzidos por ele mesmo, pelo fígado e pelo pâncreas . A vesícula biliar é uma pequena bolsa em que fica armazenada a bile, um líquido produzido pelo fígado. A bile é liberada no início do intestino delgado e participa da digestão das gorduras. O pâncreas produz líquidos que participam da digestão de proteínas, carboidratos e gorduras.

fígado, da vesícula biliar, do pâncreas e dos canais que os ligam ao intestino delgado. Também é possível fornecer imagens dos órgãos estudados ao longo das aulas deste capítulo, impressas em folhas de papel avulsas para colorir ou uma versão digital como a proposta em Sugestão para os estudantes . Destacar o papel do intestino delgado como órgão de absorção das substâncias resultantes da digestão. Explicar aos estudantes que o intestino delgado é longo, medindo cerca de 6 metros de comprimento nos adultos, e apresenta-se com inúmeras voltas em nosso abdome. Na parede interna do intestino, há dobras com vasos sanguíneos muito finos, chamadas vilosidades, que contêm células com dobras, chamadas microvilosidades. Essas dobras aumentam muito a superfície interna responsável pela absorção. Vasos chamados capilares recolhem e iniciam o transporte das substâncias absorvidas na digestão. Comentar que o líquido produzido pelo intestino delgado é conhecido como suco entérico e age na etapa final da digestão de carboidratos, proteínas e gorduras.

Os
não foram
proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

2. O fígado e o pâncreas produzem líquidos que agem no intestino delgado, participando da digestão de nutrientes. Pode-se mencionar que a vesícula biliar armazena o líquido produzido no fígado.

Assim como as glândulas salivares, o fígado e o pâncreas são considerados órgãos auxiliares da digestão, pois o alimento não passa diretamente por eles.

fígado

vesícula biliar

Sugestão para o professor

estômago

pâncreas

parte inicial do intestino delgado

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

Representação esquemática do estômago, do fígado, de parte do intestino delgado e do pâncreas, visto em corte. As estruturas foram afastadas umas das outras para facilitar a observação.

Elaborado com base em: DIDIO, Liberato João Afonso. Tratado de anatomia aplicada. São Paulo: Póluss, 1999. v. 2. p. 465; SOBOTTA, Johannes. Atlas de anatomia humana. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. v. 1. p. 13.

Durante o trajeto dos alimentos digeridos pelo intestino delgado, parte da água e dos nutrientes resultantes da digestão é absorvida e transferida para o sangue.

A etapa final da digestão ocorre no intestino grosso. Nesse órgão, mais uma parte da água é absorvida, enquanto o que não foi digerido ou absorvido pelo corpo fica acumulado, formando o bolo fecal , que será eliminado em forma de fezes pelo ânus.

2 Anote no caderno a função do pâncreas e do fígado na digestão.

DESCUBRA MAIS

• A QUÍMICA da digestão. Ciências Hoje das Crianças, Rio de Janeiro, 22 ago. 2000. Disponível em: https://chc.org.br/a-quimica-da-digestao/. Acesso em: 16 ago. 2025.

Esse artigo ajuda a entender melhor a importância da digestão para nosso organismo.

• O QUE é feito com a comida que vai para o estômago? Belo Horizonte: Universidade das Crianças: Faculdade de Educação da UFMG, 2017. Disponível em: https://www.universidadedascriancas.fae.ufmg.br/perguntas/o-que-e -feito-com-a-comida-que-vai-para-o-estomago/. Acesso em: 16 ago. 2025. Esse texto trata da digestão dos alimentos e mostra o caminho que eles percorrem desde que entram na nossa boca, como ocorre a absorção dos nutrientes e o que acontece com o que o corpo não absorve.

ROBSON, David. Como seu intestino pode ajudar seu cérebro. BBC News Brasil, 30 mar. 2019. Disponível em: https://www.bbc.com/por tuguese/vert-fut-47464664. Acesso em: 24 ago. 2025. Essa reportagem trata da relação entre a microbiota intestinal e a saúde mental.

Sugestão para os estudantes

MUSEU DA PATOLOGIA. Colorindo com as patologistas. Rio de Janeiro: Instituto Oswaldo Cruz, c2025. Disponível em: https://mu seudapatologia.ioc.fiocruz.br/ apps/interatividade/colorin do/. Acesso em: 21 set. 2025. Essa atividade interativa apresenta ilustrações de alguns órgãos do corpo humano para colorir digitalmente. É possível variar a cor do traço, apagar, desfazer marcações e registrar o resultado.

22/09/25 13:57

Na atividade 2, auxiliar os estudantes a compreender a origem dos líquidos produzidos no pâncreas (suco pancreático) e da bile, produzida no fígado e armazenada na vesícula biliar. Incentivar a interpretação do esquema e explicar que existem canais que conduzem o suco pancreático e a bile para o intestino delgado.

Atividade complementar

Questionar os estudantes se eles já ouviram os termos prebióticos e probióticos. Solicitar que realizem uma pesquisa sobre a relação desses termos com a saúde alimentar. Ao final da pesquisa, espera-se que eles compreendam que alimentos prebióticos são tipos específicos de fibras alimentares não digeríveis pelos seres humanos, mas que são importantes para a movimentação do bolo alimentar e para fornecer nutrientes para microrganismos da flora intestinal, os probióticos. Os organismos probióticos (como bactérias e leveduras) estão presentes em alimentos fermentados e suplementos e são benéficos para o corpo humano.

LUIS MOURA
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Objetivos

• Compreender a importância da ingestão de água para a nutrição do corpo humano.

• Reconhecer diferentes formas de ingerir água por meio da construção de gráficos.

BNCC

Competências gerais: 2, 4 e 8.

Competências específicas: 2, 5 e 7.

Habilidade:

(EF05CI07) Justificar a relação entre o funcionamento do sistema circulatório, a distribuição dos nutrientes pelo organismo e a eliminação dos resíduos produzidos.

TCT: Saúde: Saúde.

ENCAMINHAMENTO

É possível trabalhar de modo interdisciplinar com o componente curricular de Matemática para a análise dos dados coletados e a construção do gráfico de barras.

Explicar à turma que o texto destaca a importância de se hidratar várias vezes ao dia. Mencionar que muitas substâncias fundamentais para nossa sobrevivência, como alguns sais e açúcares, estão misturadas à água do nosso corpo. Essa é uma das razões da necessidade de beber água potável várias vezes ao dia, além de consumir frutas, verduras e legumes que contêm água, ação que deve ser frequente.

Ressaltar que os adultos costumam ter dificuldade de convencer as crianças tanto a ingerir mais água regularmente quanto a consumir alimentos ricos em água. Com base nessa informação, propor aos estudantes uma reflexão sobre o assunto.

DIÁLOGOS

A água que ingerimos

A água é muito importante para nós, pois está presente em todas as partes do corpo humano, como a pele, os músculos e os ossos, e atua em diversos processos que ocorrem no organismo. Os líquidos que o corpo humano produz, como o sangue, a urina, a saliva, a lágrima e o suor, contêm muita água. Alguns desses líquidos circulam pelo corpo enquanto outros são eliminados.

A água é eliminada todos os dias por meio da urina, das fezes e da transpiração, por exemplo. A ingestão de água potável é a forma mais direta de repor esse líquido diariamente em nosso organismo. Parte dessa reposição também pode vir do consumo de sucos, leites e vegetais, crus ou cozidos. A quantidade de água que deve ser consumida diariamente varia de uma pessoa para outra de acordo com a massa corporal, a atividade física que pratica e a temperatura do ambiente em que se encontra, entre outros fatores.

Ingerir água potável é essencial para a manutenção da saúde.

Em algumas situações, como no caso de doenças que provocam diarreias, o intestino grosso deixa de absorver a quantidade de água que deveria e o corpo pode perder água de maneira mais intensa, o que pode levar à desidratação . Nesse quadro, a pessoa pode sentir sede, cansaço e tontura.

Uma das formas de evitar esse quadro é a ingestão do soro de reidratação oral, uma solução que repõe a água e os sais minerais perdidos pelo organismo por desidratação. O soro de reidratação oral é distribuído gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou pode ser comprado em farmácias.

O soro de reidratação oral pode ser encontrado na forma de pó, como mostra a fotografia, ou estar diluído em água.

Explicar que a diarreia costuma ser um sintoma de doenças provocadas por vírus, bactérias, protozoários ou mesmo vermes ingeridos por meio de água ou alimentos contaminados. Ressaltar a importância do tratamento da água antes do consumo e verificar os conhecimentos dos estudantes sobre essas doenças.

Mencionar que, para recuperar o organismo após grande perda de líquidos, é importante o consumo do soro de reidratação oral. Para preparar o soro caseiro, misturar uma colher pequena (café) de sal e uma colher grande (sopa) de açúcar em um litro de água mineral, de água filtrada ou de água fervida (mas já fria). Misturar bem e oferecer ao longo do dia ao doente, em pequenas colheradas.

Após a atividade 1, pedir aos estudantes que compartilhem suas respostas. Enquanto respondem, montar uma lista na lousa.

Na atividade 2, esclarecer que o gráfico informa o comportamento do grupo em relação à ingestão diária de água. Essa discussão é importante para que os estudantes possam

1. Resposta pessoal. A água pode ser reposta pela ingestão de água potável, pelo consumo de produtos vegetais e pela ingestão de sucos e outros líquidos.

1 Como você repõe, diariamente, a água perdida pelo seu corpo?

2 Em uma aula de Ciências, foi realizada uma pesquisa com os estudantes sobre como cada um ingere água. Os dados foram inseridos no gráfico de barras a seguir.

Opções de consumo de água diário pelos estudantes

Número de estudantes

0 Verduras e legumes

Opções de consumo de água

Gráfico elaborado para esta atividade em 2025. Os dados não são reais.

a) Qual foi a maneira de repor água mais citada pela turma? 2. a) O leite.

b) Agora, em grupos, construam um gráfico de barras no caderno que represente as opções de consumo diário de água que vocês citaram na atividade 1 2. b) Resposta pessoal. Ver orientações no Encaminhamento

• Orientados pelo professor, construam esse gráfico em uma folha de papel quadriculado.

• Para cada opção de consumo de água, pintem, com a mesma cor, o número necessário de quadrados em cada coluna.

Dica: Antes de desenhar o gráfico no papel quadriculado, definam quantos estudantes correspondem a 1 quadrado.

3 Em seguida, observem o gráfico que vocês construíram e respondam no caderno:

a) Qual foi a principal forma de consumo de água citada pelos estudantes?

b) Há alguma forma de consumo de água que foi menos citada pela turma? Se sim, qual?

3. Respostas variáveis.

4 Anotem no caderno: vocês conseguem estimar a quantidade de água em copos ou em litros que consomem em um dia? Essa quantidade varia quando está mais quente ou quando praticam atividade física?

4. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comentem que em dias mais quentes ou quando praticam atividade física há aumento da ingestão de água.

o eixo y vai representar o número de estudantes que ingerem cada forma de consumo de água. Ler com eles a Dica e definir o número de estudantes para cada quadrado.

Na atividade 3, pedir aos estudantes que comparem seus resultados com os dos outros grupos. No item a, pedir que discutam as principais formas de consumo de água em cada grupo. No item b, questionar qual foi a forma menos consumida e verificar se essa resposta foi comum entre os estudantes. Incentivar a turma a analisar o gráfico do ponto de vista coletivo.

Na atividade 4, pedir aos estudantes que reflitam se precisam rever seus hábitos em relação ao consumo de água.

Ao fim da atividade, verificar se os estudantes compreendem a importância da ingestão de água para o corpo e que essa água tem fontes diversas. Verificar se eles fazem corretamente os registros sobre a ingestão diária de água, com base nos dados apresentados por eles e aplicados no gráfico desta página.

22/09/25 13:57

perceber que a ingestão de água ocorre não apenas pela ingestão direta do líquido, mas também por meio dos alimentos. No item a, comentar que, em um gráfico como esse, a barra mais alta (ingestão de leite) corresponde à forma de consumo de água mais comum entre as pessoas que seriam entrevistadas nessa situação imaginada. No item b, orientar os estudantes a elaborar um gráfico semelhante ao exposto anteriormente, levando em consideração as categorias de ingestão da amostra de população que eles representam. Após distribuir papel quadriculado aos grupos, auxiliar na construção dos gráficos, desenhando um exemplo na lousa, com o auxílio de uma régua de madeira. Fazer os eixos x e y e, entre eles, uma área quadriculada, formada por 100 quadrados de 5 por 5 centímetros (10 quadrados na vertical e 10 na horizontal).

Retomar a lista feita na atividade 1 e dizer que as formas de consumo de água mencionadas vão representar as categorias, dispostas no eixo x . Em seguida, explicar que

Caso haja estudantes com necessidades especiais, planejar formas alternativas de participação. Estudantes com baixa visão podem interagir por meio de um registro gráfico em relevo ou contar com o apoio dos colegas para desenhar e interpretar os dados. Se houver estudantes não verbais, é possível usar cartões com opções visuais para que apontem ou sinalizem suas escolhas. Também é possível construir um único gráfico com os dados de toda a turma, colando um papel quadriculado em uma folha de cartolina para expor esse gráfico na sala de aula.

Leite Frutas Água Sucos
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

ENCAMINHAMENTO

Este tópico permite aos estudantes ampliar seus conhecimentos sobre os sistemas de nutrição, com base em informações sobre a transformação de substâncias por meio de processos que ocorrem na respiração.

Ao iniciar o assunto, pedir aos estudantes que fechem os olhos e respirem algumas vezes lentamente, sentindo o percurso do ar que entra pelas narinas e atinge os pulmões. Orientá-los a não pensar em mais nada, a não ser nesse trajeto do ar, nas sensações que ele desencadeia e nas partes do corpo envolvidas nesse movimento.

Após esse momento, incentivar a troca de informações entre eles. Essa conversa pode contribuir para revisar e ampliar os conhecimentos prévios sobre o assunto. Se julgar interessante, propor uma conversa voltada à descrição oral e coletiva do que ocorre nas etapas da respiração.

Chamar a atenção dos estudantes para a representação das estruturas do sistema respiratório em comparação com a estrutura do sistema digestório apresentado na página 126. Verificar se percebem que a faringe é um órgão que faz parte de ambos os sistemas.

Explicar que, no início da laringe, há uma estrutura cartilaginosa, mais flexível que os ossos, denominada epiglote. Essa estrutura protege os órgãos do sistema respiratório. Quando engolimos, a epiglote fecha a entrada da laringe, impedindo que os alimentos passem por ela e evitando, na maioria dos casos, o engasgo.

Conversar com os estudantes sobre o que eles percebem ou já ouviram sobre a poluição do ar, principalmente nas grandes cidades.

A respiração

Os alimentos que ingerimos passam pelo sistema digestório, onde ocorre a digestão deles e a absorção dos nutrientes para o corpo. Entretanto, para que esses nutrientes forneçam energia para nosso corpo, o processo da respiração é fundamental.

O ar que respiramos contém o gás oxigênio e o gás carbônico, entre outros gases. É por meio dos pulmões, órgãos principais do sistema respiratório, que o gás oxigênio é absorvido e levado para o sangue, que o distribui por todo o organismo.

O gás oxigênio e os nutrientes são usados pelo corpo para a produção de energia, participando, assim, do processo de nutrição. Nesse processo de produção de energia, o organismo também produz gás carbônico, que é transportado pelo sangue até os pulmões e eliminado para o ambiente.

Observe na representação a seguir a localização dos órgãos do sistema respiratório.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

ramificações dos brônquios

Representação esquemática das estruturas do sistema respiratório. Elaborado com base em: NETTER, Frank H. Atlas de anatomia humana Porto Alegre: Artmed, 1996. Lâminas 57, 186, 191 e 194.

Ao entrar pelo nariz , o ar é filtrado por pelos e cílios. Os cílios são estruturas que só podem ser observadas com a ajuda de um microscópio. Na região interna do nariz, é produzido um líquido viscoso, o muco, que também auxilia a filtrar e a reter boa parte das partículas que podem ser prejudiciais à saúde e que estão misturadas ao ar.

Da parte interna do nariz, o ar passa pela faringe , pela laringe e pela traqueia e, depois, para os brônquios , que possuem muitas ramificações. Na traqueia e nos brônquios, também há cílios e produção de muco.

Destacar a função dos cílios e do muco das vias respiratórias na retenção de resíduos. Relacionar esses resíduos aos poluentes emitidos por caminhões e indústrias que nem sempre tomam os devidos cuidados para preservar a qualidade do ar.

Explicar que os pulmões não têm músculos e, portanto, não se movem sozinhos. Os músculos que ficam entre as costelas se distendem e se contraem, permitindo a expansão ou a contração dos pulmões. Além deles, os movimentos do diafragma estimulam a entrada e a saída de ar dos pulmões.

Na atividade 3, solicitar aos estudantes que inspirem novamente, colocando uma de suas mãos na parte alta do tórax, próximo à garganta, e a outra na parte mais baixa, sobre o diafragma e, dessa vez, pedir que tentem se concentrar na parte baixa dos pulmões, empurrando o abdome para fora conforme o ar entra, enchendo os pulmões como um balão: primeiro a parte inferior e depois a superior. Ao expirar, propor que soltem o ar da parte superior e por último que esvaziem o abdome.

Quando o ar chega aos pulmões, o gás oxigênio é transportado para o sangue através dos vasos sanguíneos que estão em contato com as pequenas estruturas que formam os pulmões. A partir daí, o sangue distribui o gás oxigênio por todo o corpo. Já o gás carbônico produzido pelo corpo é transportado pelo sangue até os pulmões para ser eliminado.

Na respiração, ocorrem dois movimentos: um de entrada e outro de saída do ar. O movimento de entrada é chamado inspiração, e o de saída é a expiração. Esses movimentos acontecem com a ajuda de um músculo, o diafragma.

3. Espera-se que os estudantes comentem que, na inspiração, o tamanho do peito parece aumentar, enquanto, na expiração, o tamanho do peito parece diminuir.

3 Coloque as mãos sobre o peito e perceba os movimentos que ele faz durante a inspiração e a expiração. Converse com os colegas sobre o que você sentiu.

Os movimentos respiratórios acontecem porque o diafragma pode contrair e relaxar, assim como outros músculos que ficam dispostos entre as costelas.

Agora, observe as representações dos movimentos respiratórios. As setas vermelhas indicam a direção do movimento do diafragma e as setas azuis indicam o movimento do ar. Na inspiração, o diafragma se contrai, desce e o ar entra nos pulmões. Na expiração, o diafragma relaxa, sobe e o ar sai dos pulmões.

Contrair: encolher, diminuir de tamanho. Relaxar: o contrário de contrair, ou seja, depois de uma contração, a estrutura volta ao tamanho e estado originais.

Sugestão para os estudantes

ARNOLD, Nick. Digestão nojenta. Ilustrações: Tony de Saulles. 2. ed. São Paulo: Melhoramentos, 2021. (Coleção saber horrível).

Esse livro apresenta o funcionamento do sistema digestório e inclui diversas curiosidades e abordagens inusitadas que tornam o aprendizado divertido.

costela ar nariz ar

pulmão pulmões diafragma

pulmão pulmões

costela ar nariz diafragma ar

Representação esquemática dos movimentos de inspiração (1) e de expiração (2).

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

Elaborado com base em: TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Princípios de anatomia e fisiologia. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016. Não paginado.

É possível pedir aos estudantes que se deitem para perceber melhor os movimentos que os corpos realizam durante a troca gasosa. Caso haja estudantes com necessidades especiais, como mobilidade reduzida, planejar adaptações que garantam a participação de todos na atividade. Explorar os termos novos e as representações esquemáticas. Nelas, a inspiração e a expiração podem ser observadas em vista lateral, dentro da silhueta, mas também em vista frontal, com destaque para as alterações nos pulmões e no diafragma.

17:54

Esse momento pode ser propício para a elaboração e a aplicação de uma avaliação mais ampla, em que sejam incorporadas as funções dos dois sistemas que participam do processo de nutrição já estudados até o momento. Priorizar as atividades de leitura e interpretação de textos e imagens, com o objetivo de aplicação da linguagem científica utilizada no desenvolvimento dos conteúdos estudados. Tal sugestão não significa a exigência da aquisição de todos os termos científicos apresentados até o momento, mas permite selecionar aqueles que a turma demonstra compreender e aplicar em situações novas.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Objetivos

• Propor hipóteses e comparar com os resultados obtidos.

• Conhecer os órgãos e os sistemas relacionados à nutrição do corpo humano.

• Relacionar, por meio de um modelo, as estruturas do sistema respiratório aos movimentos de inspiração e expiração.

BNCC

Competências gerais: 1 e 2.

Competências específicas: 2 e 3.

Habilidade:

(EF05CI06) Selecionar argumentos que justifiquem por que os sistemas digestório e respiratório são considerados corresponsáveis pelo processo de nutrição do organismo, com base na identificação das funções desses sistemas.

Ponto de atenção

Os estudantes não devem manusear objetos pontiagudos ou cortantes. Por isso, preparar antecipadamente as rolhas com furos e os cortes no fundo das garrafas PET. Verificar a borda das garrafas após o corte para garantir que não há pontas que possam causar ferimentos nos estudantes. Ao final, orientá-los a guardar todos os materiais utilizados e a descartar os resíduos em locais adequados.

ENCAMINHAMENTO

Por meio da construção de um modelo, os estudantes vão representar e testar os movimentos respiratórios, além de comparar suas observações com as informações da página 133 e com as experiências vivenciadas na atividade 3 da mesma página. Ao construir o modelo, é

CIÊNCIAS EM AÇÃO

Representação dos movimentos respiratórios

Os modelos são utilizados nas ciências para representar, de maneira simplificada, estruturas ou eventos complexos para facilitar o entendimento. Para a construção de modelos, é importante, por exemplo, conhecer as estruturas que se quer representar e selecionar materiais que tenham características semelhantes a elas.

Em grupos, vocês vão construir um modelo para representar algumas estruturas do sistema respiratório e os movimentos de inspiração e expiração. Para isso, separem os materiais indicados.

MATERIAIS

• 1 balão de festa inteiro

• 1 balão de festa com a entrada de ar cortada

• Fita adesiva

• Tesoura com pontas arredondadas

• 1 canudo reutilizável

• 1 garrafa plástica de 2 litros com o fundo cortado

Atenção!

O professor vai acompanhar vocês nesta atividade, remover o fundo da garrafa e fazer o furo no centro da rolha.

• 1 rolha de cortiça (que encaixe na boca da garrafa) com furo no centro

COMO FAZER

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

Representação dos materiais usados na atividade.

1. Passem o canudo pela rolha e, em uma das extremidades dele, prendam o bico do balão de festa. Fixem o balão ao canudo com fita adesiva, de modo que o ar passe apenas por dentro do canudo.

2. Coloquem essa montagem na garrafa, com o balão na parte de dentro. Encaixem a rolha na boca da garrafa.

importante que a rolha de cortiça vede bem a garrafa, assim como seu furo deve ser estreito o suficiente para que o ar passe apenas pelo canudo após a montagem. Se não for possível, utilizar a fita adesiva para vedar a boca da garrafa e a rolha.

Caso não seja viável a construção de muitos modelos, pode-se montar apenas um de forma coletiva com a turma.

Retomar as observações feitas sobre os movimentos respiratórios no próprio corpo (inspiração e expiração) a partir da questão proposta nas Primeiras ideias. Dessa maneira, é possível que os estudantes registrem suas hipóteses iniciais que serão testadas a partir da montagem do modelo de simulação da respiração.

Antes que realizem a atividade 1, verificar se todos os modelos estão funcionando e fazer os ajustes necessários. Depois, pedir aos estudantes que descrevam o que observaram. A análise dos resultados e a conclusão são importantes subsídios para as comparações esperadas na atividade 2.

3. Com o balão cortado, cubram o fundo da garrafa e fixem com a fita adesiva, deixando-o esticado. É importante que a garrafa fique bem vedada, ou seja, sem nenhuma abertura.

do modelo pronto.

4. Antes de puxar o balão que cobre o fundo da garrafa, discutam a questão das Primeiras ideias.

Primeiras ideias

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que o balão de dentro da garrafa vai inflar devido à entrada de ar.

• O que vocês esperam que vai acontecer com o balão que está preso ao canudo? Anotem a resposta no caderno.

Observando e discutindo os resultados

1 Observem e descrevam no caderno o que acontece com o balão preso ao canudo ao puxar o balão que cobre o fundo da garrafa.

2 O resultado estava de acordo com o que vocês anotaram nas Primeiras ideias? Anotem a resposta no caderno. 2. Resposta pessoal.

3 Considerando que se trata de um modelo que simula alguns movimentos respiratórios, anotem no caderno qual estrutura do corpo vocês acham que corresponde:

a) ao balão preso ao canudo?

3. a) Pulmão.

b) ao balão cortado?

3. b) Diafragma.

c) à garrafa plástica?

3. c) Costelas.

d) ao canudo?

3. d) Traqueia ou brônquios.

4. Espera-se que os estudantes se aproximem da seguinte explicação: o balão cortado (que representa o diafragma), ao ser puxado, provoca a entrada de ar no canudo, simulando a contração do diafragma e a entrada de ar através da traqueia e dos brônquios. Com isso, o balão preso ao canudo infla, simulando o que acontece com os pulmões na inspiração.

4 Com os outros grupos da turma, relacionem os movimentos respiratórios com o que vocês observaram no modelo.

5 Modelos são representações simplificadas, por isso, é comum que eles apresentem algumas limitações. Conversem com os colegas e indiquem:

a) as limitações do modelo construído por vocês.

5. Respostas pessoais. Ver orientações no Encaminhamento

b) as alterações que poderiam ser feitas para que o modelo represente de maneira mais fiel os movimentos respiratórios e as estruturas envolvidas nesse processo.

1. Espera-se que os estudantes observem os movimentos de inflar e murchar do balão preso ao canudo ao puxar para baixo e soltar o balão que cobre o fundo da garrafa.

22/09/25 13:57 135

Na atividade 3, auxiliar os estudantes a fazer as associações correspondentes para, assim, relacionar os componentes do modelo com os órgãos reais (pulmão, diafragma e traqueia). Destacar a relação entre os objetos e os materiais utilizados na construção do modelo e as características dos órgãos que se quer representar, como a elasticidade dos balões e a capacidade de aumento de volume dos pulmões.

Na atividade 4, auxiliar a turma a relacionar a movimentação do diafragma à entrada de ar nos pulmões. Explicar que, além desse músculo, os músculos intercostais são acionados para permitir a respiração.

A atividade 5 trata de uma etapa importante do método científico: discutir limitações e possíveis melhorias de um modelo. Incentivar a reflexão sobre as limitações do modelo e pedir críticas construtivas sobre como poderia ser melhorado. No item a, os estudantes podem apontar, por exemplo, o fato de o canudo não se ramificar como a traqueia, que forma os brônquios direito e esquerdo, e de apenas um pulmão ter sido representado. No item b,

eles podem sugerir a inclusão de uma ramificação no canudo para representar os brônquios direito e esquerdo e incluir mais uma bexiga na extremidade de um dos brônquios (canudos) para representar os dois pulmões. Destacar que, para compreender melhor as características de cada sistema, o estudo deles é feito separadamente. No entanto, em nosso corpo, esses conjuntos de órgãos atuam de maneira integrada.

O acompanhamento e o registro de como os estudantes realizam a construção dos modelos são boas oportunidades de avaliação, por meio das quais será possível verificar se eles desenvolvem a compreensão da importância do modelo para o estudo da função dos órgãos. Verificar também se os estudantes são capazes de relacionar os movimentos realizados pelo modelo com os esquemas da página 133.

Caso haja estudantes com sensibilidade sensorial, é importante antecipar que a atividade pode gerar ruídos ou agitação. Oferecer um espaço mais tranquilo ou permitir que eles participem em outro momento.

Caso haja estudantes com deficiência visual, eles podem explorar os modelos por meio do tato e ouvir descrições de cada etapa feitas pelos colegas. Estudantes com mobilidade reduzida podem participar orientando os colegas ou manipulando os materiais com suporte de um colega ou do professor.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Representação
fita adesiva
balão cortado
MANZI

ENCAMINHAMENTO

O objetivo deste tópico é apresentar as relações entre o sistema cardiovascular e a circulação de substâncias, importante processo que auxilia na nutrição do organismo. Por meio da observação da representação, os estudantes vão expor seus conhecimentos prévios sobre a anatomia e o funcionamento do coração e dos vasos sanguíneos.

Explicar aos estudantes que todo o sangue que circula pelo corpo é bombeado pelo coração. Mostrar as setas que indicam a direção desse movimento. Em seguida, utilizando a representação da página 137, mostrar que o coração está conectado a uma complexa rede de vasos responsáveis por transportar sangue, nutrientes, gases e outros componentes para todo o corpo.

Na atividade 4 , se julgar pertinente, apresentar mais detalhes sobre o coração. Por exemplo, mencionar que esse órgão é oco, dividido em quatro cavidades: dois átrios na parte superior (sendo um do lado direito e um do lado esquerdo) e dois ventrículos na parte inferior (direito e esquerdo). O sangue que entra no coração vem dos demais órgãos do corpo (ar rico em gás carbônico), passando do átrio direito ao ventrículo direito, sendo enviado daí para os pulmões, onde recebe oxigênio e libera o excesso de gás carbônico. Saindo dos pulmões, o sangue volta ao coração pelo átrio esquerdo e é encaminhado deste para o ventrículo esquerdo, de onde é bombeado ao restante do corpo.

A circulação do sangue

O sangue é um líquido de cor vermelha que circula dentro dos vasos sanguíneos. Ele é responsável por transportar gases da respiração, nutrientes da digestão, água e outras substâncias por todo o corpo humano. Para que o sangue possa circular e atingir todo o corpo, ele precisa ser bombeado. O órgão responsável por manter o sangue em movimento é o coração.

O coração é um órgão formado por um tipo de músculo forte que faz movimentos de contração e relaxamento, de forma alternada e contínua, durante toda a vida. Ao fazer esses movimentos, ele impulsiona o sangue para dentro dos vasos sanguíneos, que o transportam para todas as regiões do corpo.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

Representação esquemática do coração e alguns vasos sanguíneos. As setas azuis representam o sangue que chega ao coração e as setas vermelhas representam o sangue que sai do coração.

Elaborado com base em: TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Princípios de anatomia e fisiologia 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016. Não paginado.

Percebemos os movimentos do coração por meio de suas batidas. Quando o coração bate, ele impulsiona o sangue, que pressiona as paredes dos vasos sanguíneos. Em alguns locais do corpo, como no punho e no pescoço, é possível sentir essa pressão que é chamada pulsação

O movimento que o sangue faz para transportar substâncias pelo corpo inteiro, bombeado pelo coração, é chamado circulação do sangue.

NÃO ESCREVA NO

4 O coração é formado por um músculo muito forte. Anote no caderno qual é a relação da estrutura desse órgão com sua função no corpo humano.

4. A musculatura forte está relacionada à capacidade que o coração tem de contrair e relaxar sem parar e fazer o sangue circular para todo o corpo.

Para a elaboração das respostas das atividades 5 e 6, incentivar a observação atenta dos detalhes da representação da página 137. Espera-se que, na atividade 5, os estudantes percebam que os vasos sanguíneos estão distribuídos pelo corpo inteiro, já que fazem o transporte do sangue e participam da nutrição do corpo.

Ressaltar a diferença de cores, azul e vermelho, nas representações e explicar aos estudantes que o corpo humano tem três tipos de vasos sanguíneos. Nas regiões mais profundas do corpo ficam as artérias (coloridas em vermelho), vasos sanguíneos com paredes mais musculosas, que transportam o sangue que sai do coração, com alta pressão, e é distribuído para todos os tecidos do corpo.

As veias (coloridas em azul) são os vasos sanguíneos que percebemos melhor em nossos braços e pernas; de modo geral, elas são mais superficiais e transportam o sangue em direção ao coração. Existem, ainda, vasos de calibre menor: os capilares, que são finos como fios de cabelo e estão distribuídos por todo o corpo.

LIVRO.

5. Espera-se que os estudantes percebam que o coração fica próximo ao centro do peito (entre os pulmões) e que os vasos sanguíneos se distribuem por todas as partes do corpo humano.

Alguns vasos sanguíneos têm a parede formada por músculos que auxiliam na circulação do sangue pelo corpo. O conjunto formado pelo sangue, pelo coração e pelos vasos sanguíneos é chamado sistema cardiovascular. Observe o coração e os vasos sanguíneos representados no esquema.

coração

vasos sanguíneos

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

Representação esquemática do sistema cardiovascular.

Elaborado com base em: TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Princípios de anatomia e fisiologia. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016. Não paginado.

5 Descreva no caderno a localização do coração e dos vasos sanguíneos representados no esquema.

6 Em duplas e com a ajuda do professor, procurem sentir a pulsação do colega, pressionando levemente o pulso dele e contando quantas vezes ela ocorre dentro de um minuto. Comparem os resultados com as outras duplas. 6. Resposta pessoal. Ver orientações no Encaminhamento

Na atividade 6, orientar os estudantes a ficar em repouso antes de fazer a contagem da pulsação. Pedir a eles que toquem, sem apertar, o pulso do colega com os dedos indicador e médio. É possível estabelecer a duração de um minuto para que todos os estudantes realizem a atividade juntos. Pode-se, também, levar a turma para um ambiente amplo e tranquilo fora da sala de aula e pedir aos estudantes que sintam a própria pulsação, marcando seu ritmo por um minuto. Apesar de a pulsação ser gerada pelo bombeamento de sangue do coração, é importante esclarecer que ela não corresponde ao batimento cardíaco. Caso haja estudantes com necessidades educacionais especiais, propor tarefas adaptadas. Avaliar, por exemplo, a necessidade de aplicação de atividade individual para estudantes com sensibilidade sensorial.

Ao final, organizar as informações sobre o sistema cardiovascular, chamando a atenção dos estudantes para a relação que se estabelece entre os sistemas digestório e cardiovascular. Retomar o papel do sangue como via de circulação das substâncias obtidas na digestão dos alimentos.

Atividade complementar

É possível trabalhar de modo interdisciplinar com o componente curricular de Educação Física para ampliar a discussão sobre o papel da atividade física no funcionamento dos sistemas do corpo humano.

Questionar os estudantes se eles acham que o número de batimentos por minuto aumenta ou diminui quando praticamos atividade física. Organizar a turma em duplas e orientar um dos integrantes a realizar polichinelos por 30 segundos. O outro integrante deve contar o número de batimentos do colega após o exercício e comparar com o resultado em repouso. É esperado que o número de batimentos seja maior após o exercício. Questionar os estudantes por que eles acham que isso ocorre e, depois, explicar que, quando fazemos atividades físicas, precisamos de mais energia e, para entregar ao corpo nutrientes e oxigênio que são usados para produção de energia, o batimento cardíaco aumenta.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
LUIS MOURA

ENCAMINHAMENTO

Fazer o levantamento de conhecimentos prévios dos estudantes sobre os rins. Verificar se eles associam a produção de urina com a função dos rins, aproximando-se da ideia de que a urina é uma forma de excreção e, por isso, colabora para a manutenção do equilíbrio do corpo humano. Verificar também se eles reconhecem a importância de ingerir água para o funcionamento dos rins. Questionar se conhecem alguém que já teve problemas renais e informar que, em caso de mau funcionamento desses órgãos, é comum que as pessoas sintam dores nas costas. Nesse momento, mostrar a posição aproximada dos rins no corpo humano.

Explicar aos estudantes que os raios X consistem em uma técnica usada na medicina que permite a observação das estruturas internas do corpo humano. Para a produção dessa imagem, foi necessária a aplicação de um fluido pelo sistema circulatório para destacar os órgãos de interesse, nesse caso, o sistema urinário via pielografia intravenosa (PIV) ou urografia excretora.

Solicitar a observação atenta da representação lateral do sistema urinário e orientar os estudantes a identificar a posição dos ureteres e da bexiga.

Caso haja a possibilidade de observação de uma radiografia ou até mesmo de uma tomografia, mostrá-la aos estudantes para que tentem descobrir algumas estruturas do corpo representadas.

A filtração do sangue

O sangue que circula pelo corpo transporta água, gases, nutrientes e outros tipos de substância. Entre essas substâncias existem algumas que são produzidas pelo próprio corpo e que, se ficarem acumuladas no organismo, podem ser prejudiciais. Por isso, elas precisam ser eliminadas para manter o corpo saudável.

A eliminação dessas substâncias do corpo é feita pelo sistema urinário . Algumas estruturas desse sistema são mostradas na fotografia e na representação.

Fotografia colorida artificialmente, obtida por exame de raio X dos órgãos do sistema urinário, de alguns ossos e da coluna vertebral.

ureter bexiga

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

Elaborado com base em: TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Princípios de anatomia e fisiologia 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016. Livro digital não paginado.

Representação esquemática da vista lateral do sistema urinário.

Os rins são órgãos em forma de grãos de feijão, ligados a vasos sanguíneos que levam até eles o sangue que deve ser filtrado. No corpo, os rins ficam atrás do fígado e do estômago, um de cada lado da coluna vertebral. Eles são conectados à bexiga por meio de dois tubos muito estreitos, os ureteres

Com base no texto e na representação da página 139, destacar a presença de vasos sanguíneos associados ao sistema urinário e a localização da uretra. Esclarecer que diversas substâncias indesejáveis são produzidas em nosso corpo e eliminadas pela urina por meio da filtragem do sangue. Diariamente, os rins filtram um volume de aproximadamente 150 litros de sangue por dia. A maior parte do líquido é reabsorvida, evitando a desidratação, e somente cerca de 1 a 2 litros de urina são produzidos por dia. A observação da coloração da urina pode ser útil para indicar se a hidratação do corpo está adequada. A eliminação de urina de tom amarelo mais forte pode indicar um consumo de água insuficiente para o organismo.

Nas atividades 7 a 10, é necessário que os estudantes resgatem as informações do texto e compreendam as imagens. Ao final, pedir a eles que compartilhem as respostas e verificar se é necessário realizar alguma complementação ou correção.

rins
coluna vertebral

Para eliminar as substâncias que podem ser prejudiciais ao organismo, o sangue é constantemente filtrado pelos rins. O líquido produzido nesse processo, a urina, é composto de sais, resíduos e principalmente água. Neste contexto, resíduo é qualquer substância que pode ter sido produzida em processos do corpo e que pode ser prejudicial caso se acumule.

Depois de formada, a urina segue pelos ureteres até a bexiga, onde fica acumulada até o momento de ser eliminada pela uretra.

rim em corte rim

ureter vasos sanguíneos

ureter

indiquem como os sistemas se complementam. Caso haja estudantes com dificuldade de fala, disponibilizar apoio visual (cartazes, pictogramas, tablets com áudio). Fornecer objetos concretos (como modelos de órgãos ou brinquedos) para facilitar as argumentações.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

bexiga em corte uretra em corte

Representação esquemática do sistema urinário.

Elaborado com base em: TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Princípios de anatomia e fisiologia. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016. Não paginado.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

7 Com base nas informações apresentadas, responda no caderno: qual é a posição dos rins no interior do corpo humano?

7. Os rins se alojam um de cada lado da coluna vertebral e atrás do fígado e do estômago.

8 Do que é composta a urina que é produzida nos rins? Responda no caderno.

8. A urina é composta de água, sais e resíduos que, caso se acumulem, podem fazer mal para o organismo.

9 É correto dizer que a urina é um produto da filtração do sangue? Por quê? Justifique a resposta no caderno.

9. Sim, a urina é o resultado da filtração do sangue pelos rins que retiram do sangue substâncias que podem fazer mal ao organismo e que são eliminadas na urina.

10 Responda às questões com um colega e anote as respostas no caderno.

a) Por que o sangue precisa ser filtrado pelos rins?

b) Por que a urina produzida pelos rins precisa ser eliminada do nosso corpo?

10. a) Os rins filtram o sangue para retirar as substâncias que não fazem bem para nosso corpo. 10. b) A urina deve ser eliminada porque contém substâncias que, se acumuladas, prejudicam o organismo.

Atividade complementar

22/09/2025 17:56

Questionar os estudantes se eles conhecem alguma doença que acomete os rins e se sabem algo sobre os tratamentos disponíveis. Solicitar a eles que realizem uma pesquisa sobre a hemodiálise, levantando informações sobre como esse procedimento é realizado e sua importância para a medicina.

O que e como avaliar

Organizar os estudantes em um debate oral para que argumentem sobre qual é o sistema mais importante do corpo.

Dividir os estudantes em quatro grupos para que defendam a importância de um dos sistemas (digestório, respiratório, circulatório ou urinário). Planejar um momento de preparação e pesquisa para que os grupos elaborem argumentos. Acompanhar a preparação e guiar o debate. Ao final, promover uma integração entre os argumentos para que os estudantes

As questões a seguir podem servir como referência para a etapa de avaliação e ser adaptadas para respostas dissertativas ou alternativas, atendendo estudantes com diferentes necessidades:

• Por que o sistema digestório sozinho não consegue nutrir o corpo?

• O que aconteceria se o sistema respiratório parasse de funcionar? Os nutrientes ainda seriam aproveitados?

• Se os nutrientes não fossem distribuídos corretamente, o que poderia acontecer com o corpo?

• A urina é formada a partir da água que ingerimos? Se sim, como isso acontece?

• O que acontece se o corpo não conseguir eliminar os resíduos?

Avaliar os argumentos apresentados e a capacidade de justificar a importância e as relações entre os sistemas. Espera-se que os estudantes sejam capazes de reconhecer a interdependência dos sistemas no processo de nutrição e eliminação de resíduos. Caso tenham dificuldade em justificar a importância da integração dos sistemas, retomar os órgãos listados por sistema e explicar mais uma vez a função de cada um, levando em conta seu papel no funcionamento do sistema. É fundamental avaliar também a escuta ativa e o respeito aos argumentos dos colegas.

LUIS MOURA

Objetivos

• Conhecer os órgãos e os sistemas relacionados à nutrição do corpo humano.

• Compreender como os sistemas digestório, respiratório, cardiovascular e urinário contribuem para a nutrição do corpo.

• Construir modelos tridimensionais de órgãos do corpo humano.

BNCC

Competências gerais: 1, 2 e 4.

Competências específicas: 2 e 3.

Habilidades:

(EF05CI06) Selecionar argumentos que justifiquem por que os sistemas digestório e respiratório são considerados corresponsáveis pelo processo de nutrição do organismo, com base na identificação das funções desses sistemas.

(EF05CI07) Justificar a relação entre o funcionamento do sistema circulatório, a distribuição dos nutrientes pelo organismo e a eliminação dos resíduos produzidos.

ENCAMINHAMENTO

Ao integrar os sistemas de nutrição por meio de um modelo, os estudantes poderão retomar e sistematizar os conhecimentos desenvolvidos em uma representação mais ampla do corpo humano. Essa vivência também os ajudará a melhorar a compreensão de como os sistemas de nutrição estão posicionados dentro do corpo e de que modo essa posição pode ser representada.

Caso haja algum estudante com necessidades especiais, propor tarefas adaptadas para cada um, permitindo que todos participem da atividade. Antes de iniciar as atividades propostas, auxiliar

CIÊNCIAS EM AÇÃO

Integrando os sistemas de nutrição

Os sistemas que você estudou atuam de forma integrada, ou seja, em conjunto, para fornecer energia para a sobrevivência e o bom funcionamento do corpo.

O sistema digestório fornece os nutrientes e o sistema respiratório fornece o gás oxigênio, que são distribuídos para todo o corpo por meio do sistema cardiovascular. Esse sistema também transporta o gás carbônico, eliminado na respiração, e resíduos produzidos pelo corpo, que podem ser tóxicos em altas concentrações e são eliminados pelo sistema urinário.

Agora, vamos fazer uma representação integrada desses sistemas.

MATERIAIS

• Lápis e canetas hidrocor coloridas

• Massa de modelar de cores diversas

• Folha de papel-cartão com cerca de 20 cm de largura e 30 cm de comprimento

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não são reais.

1. Organizem-se em grupos. Usando massa de modelar, modelem os órgãos que formam os sistemas digestório, cardiovascular, respiratório e urinário, usando como referência as imagens do próprio livro.

2. É possível determinar uma cor para cada sistema ou deixar todos os órgãos de cores diferentes.

os estudantes na retomada dos esquemas apresentados ao longo da unidade, solicitando que releiam os nomes das estruturas indicadas e as legendas. Reforçar a necessidade de representar cuidadosamente cada órgão, levando sempre em consideração sua função. Incentivar a troca de informações entre os estudantes nos momentos de consulta ao Livro do estudante, elaboração do desenho e construção do modelo.

Na folha de papel-cartão, os estudantes devem realizar a integração dos sistemas. Indicar também a imagem da página 143 como fonte de consulta de uma representação mais integrada de diversos órgãos do corpo humano. Pedir a eles que comparem com a proporção dos modelos que criaram e realizem os ajustes necessários.

Na atividade 1, espera-se que os estudantes representem no modelo: o coração; os vasos sanguíneos distribuídos por todo o corpo; os rins, os ureteres, a bexiga e a uretra; as estruturas do sistema digestório (boca, faringe, esôfago, estômago, intestinos grosso e delgado, reto, ânus, glândulas salivares, pâncreas e fígado); e o nariz, a laringe, a faringe, a traqueia, os brônquios e os pulmões do sistema respiratório.

Representação dos materiais usados na atividade. COMO FAZER

3. Na folha de papel-cartão, façam um contorno do corpo humano e encaixem os órgãos feitos com a massa de modelar nele.

4. Para estruturas mais finas, como os vasos sanguíneos, vocês podem usar as canetas hidrocor no lugar da massa de modelar se preferirem.

5. Usando os lápis ou canetas hidrocor, indiquem com setas e escrevam os nomes dos órgãos que compõem os sistemas representados.

Representação artística de estudantes realizando a atividade.

Observando e discutindo os resultados

1 Com a ajuda do professor, montem uma exposição dos modelos na sala de aula.

1. Ver orientações no Encaminhamento

2 Depois, reúnam os grupos para organizar apresentações dos modelos para a turma. Ao mostrar os modelos para os colegas, lembrem-se de:

• apontar nos esquemas o caminho percorrido pelos alimentos e também pelo ar dentro do corpo, mencionando todos os órgãos pelos quais eles passam;

2. Ver orientações no Encaminhamento

• explicar como os nutrientes e o gás oxigênio chegam a todas as partes do corpo;

• comentar como ocorre a eliminação dos resíduos produzidos pelo corpo e qual é o papel dos rins nesse processo.

Na atividade 2, organizar a exposição em um espaço que permita a circulação de visitantes para que seja possível convidar outras turmas e professores, funcionários e familiares. É esperado que os estudantes comparem seus desenhos com os dos demais grupos. Nesse momento, é possível perceber se esqueceram de algum detalhe e se compreenderam a relação entre os sistemas para a nutrição do corpo. Espera-se que eles apontem a sequência de órgãos que compõem os sistemas digestório e respiratório e que mencionem os vasos sanguíneos como responsáveis pelo transporte de nutrientes e gases. A respeito da eliminação dos resíduos, eles podem citar que o sangue é filtrado pelos rins e os resíduos são eliminados através da urina.

Para verificar se os estudantes reconhecem a importância das diferentes formas de representação do corpo humano, pedir a eles que justifiquem, em grupos, a importância de representar o corpo humano usando modelos.

Texto de apoio

Desenhos de anatomia de Leonardo da Vinci, desconhecidos por séculos, revelam tentativa de unir arte e ciência

[…] Mais do que um pintor que se “aventurava” em questões científicas, Leonardo desejava a criação de uma “ciência visual”. […]

Entre 1490 e 1513, o pintor dissecou mais de 30 corpos e retratou o que viu com precisão, um verdadeiro tratado que, se publicado, teria transformado o estudo da anatomia na Europa muito antes e melhor do que em De humanis corporis fabrica (1543), de Vesalius. […] [...]

[…] após dissecar um homem centenário ele fez as primeiras observações da história da medicina sobre a oclusão coronária e a arteriosclerose. Sua descrição detalhada da cirrose do fígado só seria refeita no século XIX. […] [...]

Leonardo ousou a operação que outros artífices não haviam feito e tentou superar a distância que havia entre artes e ciências. Trazendo para a pintura conhecimentos da filosofia natural, modificou o significado da pintura, pois esta passou a representar um número maior de conhecimentos, num contexto de cultura que não permitia que houvesse uma ciência cujos resultados dispensavam o discurso. […]

HAAG, Carlos. Entre a cátedra e o ateliê. Pesquisa Fapesp, São Paulo, ed. 198, ago. 2012. Disponível em: https:// revistapesquisa.fapesp.br/ entre-a-c%C3%A1tedra-e-o -ateli%C3%AA/. Acesso em: 20 set. 2025.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Objetivos

• Revisar os conteúdos trabalhados na unidade.

• Conhecer os principais tipos de nutrientes dos alimentos e suas funções no corpo humano.

• Compreender o que é uma refeição equilibrada e elaborar cardápios equilibrados.

• Reconhecer a relação entre alguns hábitos de vida e a possível ocorrência de distúrbios nutricionais.

• Conhecer os órgãos e os sistemas relacionados à nutrição do corpo humano.

• Compreender como os sistemas digestório, respiratório, cardiovascular e urinário contribuem para a nutrição do corpo.

BNCC

Habilidades:

(EF05CI06) Selecionar argumentos que justifiquem por que os sistemas digestório e respiratório são considerados corresponsáveis pelo processo de nutrição do organismo, com base na identificação das funções desses sistemas.

(EF05CI07) Justificar a relação entre o funcionamento do sistema circulatório, a distribuição dos nutrientes pelo organismo e a eliminação dos resíduos produzidos.

(EF05CI08) Organizar um cardápio equilibrado com base nas características dos grupos alimentares (nutrientes e calorias) e nas necessidades individuais (atividades realizadas, idade, sexo etc.) para a manutenção da saúde do organismo.

(EF05CI09) Discutir a ocorrência de distúrbios nutricionais (como obesidade, subnutrição etc.) entre crianças e jovens a partir da análise de seus hábitos (tipos e quantidade de alimento ingerido, prática de atividade física etc.).

PARA REVER O QUE APRENDI

1. b) As proteínas são os nutrientes essenciais para a formação dos músculos, dos ossos e do crescimento do corpo.

1 Sobre a composição dos alimentos, responda no caderno.

a) Quais são os tipos de nutrientes que os alimentos podem conter?

1. a) Proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e sais minerais.

b) Qual deles colabora para a formação de músculos e ossos e possibilita o crescimento do corpo como um todo?

2 Do conjunto de refeições representadas nas fotografias, qual pode ser considerada a mais equilibrada? Elabore uma justificativa no caderno.

1

2. A refeição 3, pois apresenta todos os nutrientes e não contém alimentos com excesso de carboidratos e gorduras.

3

2

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si.

3 Copie no caderno a definição mais adequada para refeição equilibrada e depois justifique as alternativas incorretas. 3. Alternativa d está correta.

a) São refeições compostas de alimentos ricos em carboidratos, nutrientes que fornecem energia para o organismo.

3. a) Uma refeição equilibrada não deve ter só carboidratos.

b) São refeições compostas de grãos, ricos em proteínas, que são alimentos responsáveis pelo desenvolvimento dos ossos e dos músculos do corpo.

3. b) Uma refeição equilibrada não deve ter só proteínas, deve ter uma variedade de alimentos que forneçam outros nutrientes ao organismo.

c) São refeições consideradas as únicas responsáveis por evitar o surgimento de distúrbios alimentares, como a desnutrição e a obesidade infantil.

3. c) Apesar da alimentação equilibrada ser importante para evitar o surgimento de distúrbios alimentares, há outros fatores envolvidos.

d) São refeições compostas de alimentos que, juntos, contêm todos os grupos de nutrientes, isto é, proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e sais minerais em porções adequadas.

ENCAMINHAMENTO

Os estudantes podem ser avaliados de maneira contínua ao longo das atividades propostas nesta unidade, com alguns momentos indicados neste Livro do professor, por meio de sugestões feitas na seção O que e como avaliar. Ao final, utilizar esta seção do Livro do estudante para que haja um registro formal de avaliação do que os estudantes aprenderam na unidade.

Antes de iniciar as atividades desta seção, verificar se os estudantes ainda têm alguma dúvida ou dificuldade sobre os conteúdos da

unidade. Se julgar necessário, fazer uma retomada dos pontos principais.

Realizar a leitura das atividades com a turma. Caso haja um ou mais estudantes com necessidades educacionais especiais, adequar a avaliação para que eles possam realizá-la de maneira personalizada, que pode ser oralmente, indicando as respostas com o dedo ou de outro modo.

Nas atividades 1 e 2, os estudantes devem demonstrar se conhecem os tipos de nutrientes e suas funções e se reconhecem quais alimentos podem compor uma refeição equilibrada.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
refeição
refeição
refeição

4 Você comeu uma fatia de pão. Descreva no caderno as transformações que ocorrem nesse alimento ao longo de sua passagem pelas estruturas que compõem o sistema digestório.

5 A representação mostra órgãos de diferentes sistemas do corpo humano.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

4. A digestão começa na boca com a mastigação e a ação da saliva. Após ser engolido, passa pelo esôfago e chega ao estômago, onde a digestão continua até o intestino delgado, onde ocorre absorção de água e nutrientes. No intestino grosso, ocorre mais absorção de água e formação das fezes.

5. a) (2) Pulmão: realiza a troca de gases entre o corpo e o ambiente; (4) Intestino delgado: onde ocorre a digestão e a absorção de grande parte dos nutrientes e de parte da água; (5) Rim: filtra o sangue que circula pelo corpo, produzindo a urina.

5. b) Espera-se que os estudantes respondam que as substâncias absorvidas pelo intestino delgado (4) são transferidas para o sangue, que circula nos vasos sanguíneos (1) e é bombeado pelo coração (3). O sangue também recebe o gás oxigênio nos pulmões (2).

Representação esquemática de diferentes órgãos do corpo humano.

Elaborado com base em: SOBOTTA, Johannes. Atlas de anatomia humana. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. v. 1. p. 12-13, 16-17; v. 2. p. 189, 209.

a) Quais são os nomes e as funções dos órgãos indicados pelos números 2, 4 e 5? Anote a resposta no caderno.

b) Escreva no caderno um pequeno texto relacionando as estruturas indicadas com os números 1 , 2 , 3 e 4

A atividade 3 permite reconhecer se os estudantes compreenderam a importância da alimentação equilibrada para a manutenção da saúde.

Na atividade 4, é possível verificar se os estudantes se lembram da sequência dos órgãos do trato digestório e se compreenderam o que ocorre em cada etapa do processo de digestão dos alimentos.

Na atividade 5, os estudantes devem reconhecer os diferentes órgãos estudados e suas funções, bem como sua relação com os demais sistemas e sua importância para a nutrição do organismo.

Atividade complementar

Levar a turma para um ambiente ao ar livre, como o pátio ou a quadra da escola. Desenhar no chão, com giz, uma linha que vai delimitar dois campos nos quais os estudantes vão realizar uma dinâmica de pega-pega. Definir áreas de pique de aproximadamente 7 metros para cada lado da linha. Organizar a turma em duas equipes: o das “Corujas” e o dos “Chopins”, que devem se posicionar uma de frente para a outra, com a linha demarcada entre elas.

Preparar uma lista de afirmações sobre o conteúdo estudado no capítulo. É importante ter o mesmo número de informações verdadeiras e de afirmações falsas.

A seguir estão duas sugestões:

(V) Carboidratos, proteínas e gorduras são tipos de nutrientes.

(F) É saudável comer salgadinhos, biscoitos recheados e refrigerantes todos os dias.

Realizar a leitura de cada afirmação e estabelecer um tempo para que os estudantes avaliem com os respectivos grupos se ela é verdadeira ou falsa. Caso seja verdadeira, as corujas deverão tentar pegar os chopins, invadindo seu campo. Estes deverão se salvar correndo até o pique. Caso a afirmação seja falsa, são os chopins que devem tentar pegar as corujas. O inverso ocorre quando for a vez dos chopins. O estudante pego deve mudar de equipe. Ao final, quando acabarem as afirmações, a equipe com mais estudantes será a vencedora. Atividade adaptada de: CORNELL, Joseph. Vivências com a natureza: guia de atividades para pais e educadores. 3. ed. São Paulo: Aquariana, 2008. p. 96 e 97.

Referências bibliográficas comentadas

ALMEIDA, Mariangela Lima de; RAMOS, Ines de Oliveira (org.). Diálogos sobre práticas pedagógicas inclusivas . Curitiba: Appris, 2012.

Essa obra apresenta os desafios e as possibilidades de construção de práticas pedagógicas de inclusão para estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental.

ATKINS, Peter; JONES, Loretta; LAVERMAN, Leroy. Princípios de Química : questionando a vida moderna e o meio ambiente. Porto Alegre: Bookman, 2018.

Essa obra apresenta conceitos de química de forma clara e precisa, dando ao professor condição de adequar esses conhecimentos aos objetivos específicos de planejamentos de professores de diferentes níveis de escolaridade.

CACHAPUZ, António et al. (org.). A necessária renovação do ensino das Ciências. São Paulo: Cortez, 2005.

Por meio de uma ampla discussão, o autor destaca a importância de desenvolver currículos e métodos de ensino da área de Ciências da Natureza que valorizem a relação entre conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais.

CHIOSSI, Nivaldo José. Destruindo o planeta Terra São Paulo: AM Produções Gráficas, 2010. Essa obra propõe reflexões sobre a ação do ser humano no ambiente, com base em atividades do dia a dia e em situações que podem causar impactos diretos na natureza.

FARIA, Romildo P. (org.). Fundamentos de Astronomia . 7. ed. Campinas: Papirus, 2003.

Essa obra apresenta, por meio de textos e imagens, o desenvolvimento dos conhecimentos tecnológicos aplicados na área da Astronomia.

FAZENDA, Ivani (org.). O que é interdisciplinaridade? 2. ed. São Paulo: Cortez, 2018.

Esse livro apresenta uma visão de aprendizagem cujo objetivo é mostrar como se faz e se articulam diferentes áreas de conhecimento, com a mediação do professor, ao longo de etapas de projetos que nascem e se desenvolvem dentro das salas de aula.

GALVÃO, Jaqueline Fagundes Pereira. Nutrição infantil : os influenciadores no comportamento alimentar seletivo da criança. 1. ed. Belém: Neurus, 2025.

Essa obra destaca o papel essencial das escolas na promoção de hábitos saudáveis de alimentação. Traz também dados importantes para as famílias sobre cuidados com a alimentação das crianças.

LAGO, Teresa (coord.). Descobrir o Universo. Lisboa: Gradiva, 2006.

Com texto acessível, esse livro traz informações que estabelecem relações importantes entre os corpos celestes vistos da Terra, com destaque para os movimentos aparentes do céu.

PIASSI, Luis Paulo de Carvalho; ARAUJO, Paula Teixeira. A literatura infantil no ensino de Ciências: propostas didáticas para os anos iniciais do ensino fundamental. São Paulo: SM, 2012. (Coleção somos mestres).

Essa obra promove nos professores o interesse pela visão dos textos literários como aliados, ao longo do processo de aprendizagem dos mais variados conteúdos científicos.

RIBEIRO, Roziane Marinho. A construção da argumentação oral no contexto de ensino . São Paulo: Cortez, 2009. (Coleção linguagem & linguística).

Essa obra oferece reflexões e orientações sobre o papel do professor no desenvolvimento da habilidade cognitiva de argumentação como instrumento fundamental no processo de aprendizagem e na aquisição de conteúdos de Ciências.

SANTOS, Flávia Maria Teixeira dos; GRECA, Ileana María (org.). Pesquisa em ensino de Ciências no Brasil e suas metodologias . Ijuí: Unijuí, 2006.

Essa obra amplia os conhecimentos sobre os métodos investigativos, suas etapas e adequações em relação a conteúdos estudados, a objetivos a serem alcançados e ao nível de aprendizagem dos estudantes.

SASSERON, Lúcia Helena; MACHADO, Vitor Fabrício. Alfabetização científica na prática : inovando a forma de ensinar Física. 1. ed. São Paulo: Livraria da Física, 2017. (Coleção professor inovador).

Essa obra colabora para as ações e as atitudes do professor nas aulas de Ciências, com propostas de planejamento que valorizam a problematização e o ensino por investigação.

TORTORA, Gerard J.; GRABOWSKI, Sandra R. Corpo humano: fundamentos de anatomia e fisiologia. 6. ed. Tradução: Maria Regina Borges-Osório. Porto Alegre: Artmed, 2006.

Esse livro apresenta aspectos da anatomia e da fisiologia do corpo humano e fornece informações sobre a importância de uma alimentação equilibrada.

Documentos oficiais

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. Disponível em: https://www.gov.br/mec/ pt-br/escola-em-tempo-integral/BNCC_EI_EF_110518_ versaofinal.pdf. Acesso em: 1 ago. 2025.

Esse documento oficial do Ministério da Educação serve de referência para a construção de currículos de todos os segmentos da educação básica.

BRASIL. Ministério da Educação. Temas contemporâneos transversais na BNCC : proposta de práticas de implementação. Brasília, DF: SEB, 2019. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ implementacao/guia_pratico_temas_contempora neos.pdf. Acesso em: 15 ago. 2025.

Esse documento do Ministério da Educação oferece orientações sobre como implementar os Temas Contemporâneos Transversais no currículo escolar.

ORIENTAÇÕES GERAIS

O ENSINO DE CIÊNCIAS DA NATUREZA

A construção do conhecimento científico é uma atividade essencialmente humana, caracterizada pela interação entre pensar, sentir e fazer. Essa construção nunca termina e seus produtos não são definitivos. Embora haja procedimentos próprios da investigação científica, isso não significa afirmar que ela ocorra sempre do mesmo modo, percorrendo sempre os mesmos caminhos, de maneira linear e cumulativa, em uma sequência predefinida de etapas.

A observação do processo de ensino e aprendizagem de estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental mostra que é prioritário dar a eles condições para aquisição, desenvolvimento e fortalecimento de um repertório básico de habilidades de pensamento. Ao mobilizar essas habilidades, abre-se o caminho para a ampliação da capacidade de solucionar situações-problema, característica primordial da investigação científica, e, consequentemente, para o cultivo do pensar bem — definido como o pensar com autonomia, rigor e método —, de maneira abrangente, criativa, reflexiva e com profundidade.

De acordo com Santos e Galletti, a inclusão de conteúdos de Ciências no currículo escolar ocorreu no Brasil em 1800. Por volta de 1950, o país teve uma renovação curricular, com influência de reformas curriculares que ocorreram em países como Estados Unidos. Buscou-se um modelo baseado em experimentos, que enfrentava dificuldade devido ao excesso de rigor conceitual da época. Em 1971, o ensino de Ciências passou a ser obrigatório por lei nas escolas, porém ele era mais voltado à formação técnica (SANTOS, Willian R. S.; GALLETTI, Rebeca C. A. F. História do ensino de Ciências no Brasil: do período colonial aos dias atuais. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências , v 23, 2023. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/rbpec/arti cle/view/39233/37787. Acesso em: 11 set. 2025).

Depois de 1985, com o fim das guerras e uma crescente preocupação do mundo com as questões ambientais, o ensino de Ciências da Natureza passou a ter como finalidade a formação de cidadãos, buscando vincular os conteúdos de Ciências com questões históricas, econômicas, sociais e ambientais (SILVA, Alexandre F.; FERREIRA, José H.; VIEIRA, Carlos A. O ensino de Ciências no ensino fundamental e médio: reflexões e perspectivas sobre a educação transformadora. Revista Exitus, v. 7, n. 2, maio 2019. Disponível em: https://portalde periodicos.ufopa.edu.br/index.php/revistaexitus/ article/view/314/262. Acesso em: 25 set. 2025).

Ainda existem muitos debates em relação a como ensinar Ciências da Natureza nas escolas, com diversas pesquisas e estudos na área da Educação. A ideia de ampliar a educação para além da explicação de conceitos faz parte da alfabetização científica.

Por volta dos anos 2000 foi possível observar uma convergência de pensamentos de diversos autores, de diferentes partes do mundo, para a necessidade de ir além na forma habitual de transmissão de conhecimentos científicos, ao enfatizar as relações ciência-tecnologia-sociedade-ambiente, com o objetivo de embasar e favorecer a participação dos cidadãos na tomada de decisões que envolvem tanto a vida pessoal como a vida em sociedade.

Tendo como base fatos, conceitos e teorias, os estudantes poderiam aplicar, de modo contextualizado, seus conhecimentos em situações, tanto simuladas como reais, resolvendo problemas práticos de cunho social, econômico, político e até mesmo ético e moral. Essas ideias constroem uma visão de que a educação científica e tecnológica pode trazer colaborações importantes para o processo de construção da cidadania. Inicialmente, esse raciocínio foi incorporado a discussões de currículos de disciplinas de cursos de nível su -

perior e como tema de artigos publicados em revistas científicas e de educação. Com passar do tempo, essa visão foi incorporada aos estudos e projetos que atualmente fundamentam a BNCC de Ciências da Natureza para os anos iniciais do ensino fundamental.

Na obra Ensino de Ciências e cidadania, publicada em 2004, as autoras Myriam Krasilchik e Martha Marandino já traziam uma série de elementos que explicam e ampliam o significado do termo alfabetização científica e de outros relacionados a ele, como “ciência, tecnologia e sociedade” e “compreensão pública da ciência”. De acordo com as autoras: “Alfabetização científica”, “ciência, tecnologia e sociedade”, “compreensão pública da ciência” são hoje expressões comuns tanto na literatura especializada, quanto nos meios de comunicação de massa. Cada uma delas tem múltiplos significados e interpretações. No entanto, a sua presença reiterada indica a importância da ciência e da tecnologia em nossa vida diária, nas decisões e nos caminhos que a sociedade pode tomar e na necessidade de uma análise cuidadosa e persistente do que é apresentado ao cidadão.

KRASILCHIK, Myriam; MARANDINO, Martha. Ensino de Ciências e cidadania. São Paulo: Moderna, 2004. p. 15. Na BNCC, por exemplo, utiliza-se o termo letramento científico como “a capacidade de compreender e interpretar o mundo (natural, social e tecnológico), mas também de transformá-lo com base nos aportes teóricos e processuais das ciências” (BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 321. Disponível em: http://basenacionalcomum. mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_ver saofinal_site.pdf. Acesso em: 10 set. 2025).

É comum usar o termo letramento como uma ampliação do termo alfabetização ; no entanto, no caso da alfabetização científica, os dois, junto a outras expressões, como “enculturação científica”, são termos relacionados ao inglês scientific literacy (literacia científica).

De acordo com Silva e Sasseron: […] assumimos que a efetivação da alfabetização científica é decorrente da perspectiva formativa em que os estu-

dantes reconhecem as ciências naturais como área de conhecimento e, portanto, como empreendimento pautado em normas e práticas desenvolvidas e acordadas pelas comunidades científicas, gerando conhecimentos sobre seu objeto de estudo (o mundo natural), sendo influenciada por demandas advindas ou impostas pela sociedade, ao mesmo tempo que influencia comportamentos e modos. A alfabetização científica apenas se concretiza pelas intensas e delicadas simultaneidade e interveniências entre a abordagem de conceitos, de modos de construção de conhecimento e de formas de posicionamento e atuação em situações da vida em sociedade por meio e a partir de características da atividade científica.

SILVA, Maíra B.; SASSERON, Lúcia H. Alfabetização científica e domínios do conhecimento científico: proposições para uma perspectiva formativa comprometida com a transformação social. Ensaio: pesquisa em educação em Ciências, Belo Horizonte, n. 23, 2021. Disponível em: https://doi. org/10.1590/1983-21172021230129. Acesso em: 12 set. 2025.

Ensino de Ciências da Natureza nos anos iniciais do ensino fundamental

É importante que a alfabetização científica tenha início na escola desde os anos iniciais. Para isso, é importante valorizar os conhecimentos que a criança já traz em sua vivência. De acordo com Ferreira, Amaral-Rosa e Lima, em um estudo que entrevista professores de Ciências da Natureza dos anos iniciais do ensino fundamental:

Em relação aos aspectos relevantes para o Ensino de Ciências nos anos iniciais, evidencia-se a investigação científica e a contextualização como elementos centrais de operacionalização, como estratégias de ação que se completam e se relacionam na prática educativa. Ambas buscam incentivar o estudante dos anos iniciais a refletir a partir de situações desafiadoras que partem de problemas do cotidiano do estudante, valorizando suas vivências.

FERREIRA, Valeria Oliveira; AMARAL-ROSA, Marcelo Prado; LIMA, Valderez Marina do Rosário. Ensino de Ciências nos anos iniciais: a percepção de professores com vistas à formação integral dos estudantes. Com a Palavra, o Professor, Vitória da Conquista, v. 7, n. 17, p. 14-18, jan./ abr. 2022. Disponível em: http://revista.geem.mat.br/index. php/CPP/article/view/648. Acesso em: 26 set. 2025.

É nos anos iniciais que os estudantes consolidam formalmente o processo de alfabetização da língua portuguesa. Sobre esse processo de alfabetização, é importante reconhecer que as crianças já têm uma predisposição à fala, mas, para que possam ler e escrever, elas precisam ser ensinadas de maneira sistematizada.

[…] entende-se a alfabetização como o conjunto de experiências e reflexões em longo prazo (e não só nos anos iniciais da escolaridade), com base em diferentes textos, propósitos comunicativos e suportes; um conjunto de práticas significativas, contextualizadas e transformadoras dos modos de se comunicar com o outro e de se relacionar com o mundo. […]

COLELLO, Silvia M. Gasparian. A escola e a produção textual: práticas interativas e tecnológicas. São Paulo: Summus, 2017. p. 21.

Com base na visão exposta nesse texto, pode-se afirmar que o procedimento de leitura de textos de Ciências da Natureza colabora no processo de alfabetização, estimulando os estudantes a refletir e a pensar de modo crítico sobre as questões propostas e a se posicionar quanto aos conteúdos apresentados nesses textos. A leitura contribui ainda para o processo de amadurecimento progressivo dos conhecimentos prévios, considerando que os processos de leitura e interpretação de textos estão relacionados ao pensamento e à cognição.

Apesar de o processo de alfabetização acontecer formalmente no componente curricular de Língua Portuguesa, ele precisa ocorrer também nas outras áreas do conhecimento.

Por essa razão, entre outras, aprender a ler e a escrever deve ser uma responsabilidade a ser assumida também pelo ensino de Ciências da Natureza, colaborando, assim, com o processo contínuo de alfabetização não somente no desenvolvimento de conhecimentos sobre as letras e o modo de decodificá-las — ou associá-las —, mas também na possibilidade de aplicar conhecimentos desenvolvidos no processo de interação social.

No processo de ensino e aprendizagem dos conteúdos de Ciências da Natureza, a leitura, a interpretação e a compreensão de textos são fundamentais para que os estudantes se tornem capazes de elaborar uma diversidade significativa de registros. Esses registros devem ser organizados com base em informações dadas

pelo professor em aula para, posteriormente, serem organizados e comunicados segundo a lógica dos estudantes, seja por meio oral, seja por meio de textos escritos. As duas linguagens são igualmente importantes; no entanto, no caso dos estudantes em processo de alfabetização, o uso da linguagem oral se torna particularmente relevante, já que é preciso que eles participem efetivamente das etapas descritas anteriormente, sejam elas em contextos individuais, em pequenos grupos, sejam coletivas.

Ao ensinar ciências todo professor ou professora pode incentivar seus estudantes a explicitar suas ideias oralmente ou por meio de registros escritos, relatar hipóteses ou explicações, coletar e analisar dados, representar dados usando diferentes códigos, comunicar suas ideias, argumentar. Enfim, falar e escrever ciências. No ensino fundamental isso se justifica com mais vigor, por ampliar os conhecimentos do estudante leitor em formação.

LIMA, Maria Emília Caixeta de Castro; LOUREIRO, Mairy Barbosa. Trilhas para ensinar Ciências para crianças. Belo Horizonte: Fino Traço, 2013. p. 21.

É fundamental considerar ainda a importância dos textos de circulação social no desenvolvimento dos conteúdos de Ciências da Natureza, o que já ocorre nos anos iniciais do ensino fundamental.

Além de reforçar a leitura oral e a escrita, o ensino de Ciências da Natureza contribui com a construção do raciocínio lógico e a capacidade de argumentação e de resolução de problemas, que fazem parte do letramento matemático. Acrescente-se a isso o fato de que, nos anos iniciais do ensino fundamental, a aprendizagem pode ser favorecida por meio da articulação das metodologias de resolução de problemas e de experimentação, com os seguintes objetivos: buscar o aprimoramento dos processos de ensino e aprendizagem, promover melhor compreensão dos conteúdos envolvidos e desenvolver habilidades cognitivas que colaboram para a melhoria da compreensão de determinados conceitos científicos.

É preciso considerar que nos primeiros anos do ensino fundamental espera-se que os estudantes consolidem o processo de alfabetização em leitura e escrita, porém é importante que esse monitoramento continue nos anos seguintes.

CIÊNCIAS DA NATUREZA NA BASE NACIONAL COMUM

CURRICULAR (BNCC)

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento normativo que foi elaborado em sua primeira versão em 2015 e, após consulta pública, passou por reestruturações até sua versão mais atual, homologada em 2018. Ela está prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

A BNCC define as aprendizagens essenciais, ou seja, o conjunto de competências e habilidades que os estudantes devem desenvolver em sua vida escolar ao longo da educação básica. Para atingir esses objetivos, a BNCC determina competências e habilidades para expressar as aprendizagens essenciais que devem ser asseguradas aos estudantes na educação básica e define competência “como a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho” (BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 8. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_ versaofinal_site.pdf. Acesso em: 10 set. 2025).

Para elaborar o planejamento da área de Ciências da Natureza, há necessidade de atenção aos conteúdos propostos da BNCC para essa área, que têm como base as unidades temáticas Na BNCC, há três unidades temáticas previstas para Ciências da Natureza:

• Matéria e energia : está relacionada ao estudo da matéria e suas transformações. Nos anos iniciais do ensino fundamental, tem como foco o reconhecimento dos materiais, seus usos, algumas propriedades e suas interações com formas de energia, além de promover hábitos saudáveis e sustentáveis.

• Vida e evolução: está relacionada ao estudo dos seres vivos, incluindo os seres humanos e suas relações entre si e com o ambiente. Nos anos iniciais do ensino fundamental, tem como foco o estudo dos seres vivos do entorno e das relações alimentares estabelecidas entre eles.

• Terra e Universo: está relacionada ao estudo de características da Terra e de outros corpos celestes. Nos anos iniciais do ensino fundamental, tem como foco o pensamento espacial a partir da observação e do reconhecimento de fenômenos celestes.

Dentro de cada unidade temática, há objetos de conhecimento, que são os conteúdos específicos, conceitos ou processos abordados em cada componente curricular. É por meio deles que se desenvolvem as habilidades previstas na BNCC, pois cada objeto está relacionado a um número variável de habilidades.

As habilidades de Ciências, de acordo com a BNCC, “mobilizam conhecimentos conceituais, linguagens e alguns dos principais processos, práticas e procedimentos de investigação envolvidos na dinâmica da construção de conhecimentos na ciência” (BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 330. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 10 set. 2025).

Assim, por meio das habilidades selecionadas, a abordagem dada ao objeto de conhecimento ficará explicitada. Por essa razão, a leitura e a interpretação das habilidades precisam ser feitas por meio de sua composição, isto é, do verbo + complemento do verbo + modificadores:

• verbo: expressa o processo cognitivo;

• complemento do verbo: explicita o conhecimento mobilizado na habilidade;

• modificadores do verbo ou do complemento do verbo: explicitam o contexto e/ou maior especificação da aprendizagem esperada. Os modificadores também explicitam a situação ou condição em que a habilidade deve ser desenvolvida.

Competências e habilidades

A BNCC apresenta 10 competências gerais para a educação básica, que devem ser desenvolvidas ao longo da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio e buscam orientar decisões pedagógicas.

Competências gerais da educação básica

1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.

2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.

3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.

4.  Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.

5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.

6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.

7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.

8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.

9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.

10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018 p. 9-10. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 10 set. 2025.

Além das competências gerais, o documento prevê competências específicas para cada área do conhecimento e para seus componentes curriculares.

Competências específicas de Ciências da Natureza para o ensino fundamental

1. Compreender as Ciências da Natureza como empreendimento humano, e o conhecimento científico como provisório, cultural e histórico.

2. Compreender conceitos fundamentais e estruturas explicativas das Ciências da Natureza, bem como dominar processos, práticas e procedimentos da investigação científica, de modo a sentir segurança no debate de questões científicas, tecnológicas, socioambientais e do mundo do trabalho, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.

3. Analisar, compreender e explicar características, fenômenos e processos relativos ao mundo natural, social e tecnológico (incluindo o digital), como também as relações que se estabelecem entre eles, exercitando a curiosidade para fazer perguntas, buscar respostas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das Ciências da Natureza.

4. Avaliar aplicações e implicações políticas, socioambientais e culturais da ciência e de suas tecnologias para propor alternativas aos desafios do mundo contemporâneo, incluindo aqueles relativos ao mundo do trabalho.

5. Construir argumentos com base em dados, evidências e informações confiáveis e negociar e defender ideias e pontos de vista que promovam a consciência socioambiental e o respeito a si próprio e ao outro, acolhendo e valorizando a diversidade de indivíduos e de grupos sociais, sem preconceitos de qualquer natureza.

6. Utilizar diferentes linguagens e tecnologias digitais de informação e comunicação para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos e resolver problemas das Ciências da Natureza de forma crítica, significativa, reflexiva e ética.

7. Conhecer, apreciar e cuidar de si, do seu corpo e bem-estar, compreendendo-se na diversidade humana, fazendo-se respeitar e respeitando o outro, recorrendo aos conhecimentos das Ciências da Natureza e às suas tecnologias.

8. Agir pessoal e coletivamente com respeito, autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, recorrendo aos conhecimentos das Ciências da Natureza para tomar decisões frente a questões científico-tecnológicas e socioambientais e a respeito da saúde individual e coletiva, com base em princípios éticos, democráticos, sustentáveis e solidários.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 324. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 10 set. 2025.

Objetos de conhecimento e habilidades

O desenvolvimento das competências específicas é garantido pelas habilidades de cada componente curricular. As habilidades são as capacidades a serem desenvolvidas pelos estudantes para desenvolver as competências específicas. É por meio delas que o professor articula conhecimentos específicos da área de Ciências da Natureza com verbos que expressam processos cognitivos selecionados para cada objetivo a ser alcançado. As habilidades estão relacionadas aos objetos de conhecimento e, por essa razão, são elas que usualmente estruturam os currículos de cada ano escolar.

Unidades temáticas:

Matéria e energia Vida e evolução Terra e Universo

3o ano

Objetos de conhecimento

Produção de som Efeitos da luz nos materiais Saúde auditiva e visual

Características e desenvolvimento dos animais

Características da Terra Observação do céu Usos do solo

Habilidades

(EF03CI01) Produzir diferentes sons a partir da vibração de variados objetos e identificar variáveis que influem nesse fenômeno.

(EF03CI02) Experimentar e relatar o que ocorre com a passagem da luz através de objetos transparentes (copos, janelas de vidro, lentes, prismas, água etc.), no contato com superfícies polidas (espelhos) e na intersecção com objetos opacos (paredes, pratos, pessoas e outros objetos de uso cotidiano).

(EF03CI03) Discutir hábitos necessários para a manutenção da saúde auditiva e visual considerando as condições do ambiente em termos de som e luz.

(EF03CI04) Identificar características sobre o modo de vida (o que comem, como se reproduzem, como se deslocam etc.) dos animais mais comuns no ambiente próximo.

(EF03CI05) Descrever e comunicar as alterações que ocorrem desde o nascimento em animais de diferentes meios terrestres ou aquáticos, inclusive o homem.

(EF03CI06) Comparar alguns animais e organizar grupos com base em características externas comuns (presença de penas, pelos, escamas, bico, garras, antenas, patas etc.).

(EF03CI07) Identificar características da Terra (como seu formato esférico, a presença de água, solo etc.), com base na observação, manipulação e comparação de diferentes formas de representação do planeta (mapas, globos, fotografias etc.).

(EF03CI08) Observar, identificar e registrar os períodos diários (dia e/ou noite) em que o Sol, demais estrelas, Lua e planetas estão visíveis no céu.

(EF03CI09) Comparar diferentes amostras de solo do entorno da escola com base em características como cor, textura, cheiro, tamanho das partículas, permeabilidade etc.

(EF03CI10) Identificar os diferentes usos do solo (plantação e extração de materiais, dentre outras possibilidades), reconhecendo a importância do solo para a agricultura e para a vida.

4o ano

Objetos de conhecimento

Misturas

Transformações reversíveis e não reversíveis

Cadeias alimentares simples

Microrganismos

Habilidades

(EF04CI01) Identificar misturas na vida diária, com base em suas propriedades físicas observáveis, reconhecendo sua composição.

(EF04CI02) Testar e relatar transformações nos materiais do dia a dia quando expostos a diferentes condições (aquecimento, resfriamento, luz e umidade).

(EF04CI03) Concluir que algumas mudanças causadas por aquecimento ou resfriamento são reversíveis (como as mudanças de estado físico da água) e outras não (como o cozimento do ovo, a queima do papel etc.).

(EF04CI04) Analisar e construir cadeias alimentares simples, reconhecendo a posição ocupada pelos seres vivos nessas cadeias e o papel do Sol como fonte primária de energia na produção de alimentos.

(EF04CI05) Descrever e destacar semelhanças e diferenças entre o ciclo da matéria e o fluxo de energia entre os componentes vivos e não vivos de um ecossistema.

(EF04CI06) Relacionar a participação de fungos e bactérias no processo de decomposição, reconhecendo a importância ambiental desse processo.

(EF04CI07) Verificar a participação de microrganismos na produção de alimentos, combustíveis, medicamentos, entre outros.

(EF04CI08) Propor, a partir do conhecimento das formas de transmissão de alguns microrganismos (vírus, bactérias e protozoários), atitudes e medidas adequadas para prevenção de doenças a eles associadas.

Pontos cardeais

Calendários, fenômenos

cíclicos e cultura

5º ano

Objetos de conhecimento

(EF04CI09) Identificar os pontos cardeais, com base no registro de diferentes posições relativas do Sol e da sombra de uma vara (gnômon).

(EF04CI10) Comparar as indicações dos pontos cardeais resultantes da observação das sombras de uma vara (gnômon) com aquelas obtidas por meio de uma bússola.

(EF04CI11) Associar os movimentos cíclicos da Lua e da Terra a períodos de tempo regulares e ao uso desse conhecimento para a construção de calendários em diferentes culturas.

Habilidades

(EF05CI01) Explorar fenômenos da vida cotidiana que evidenciem propriedades físicas dos materiais – como densidade, condutibilidade térmica e elétrica, respostas a forças magnéticas, solubilidade, respostas a forças mecânicas (dureza, elasticidade etc.), entre outras.

Propriedades físicas dos materiais

Ciclo hidrológico

Consumo consciente

Reciclagem

Nutrição do organismo

Hábitos alimentares

Integração entre os sistemas digestório, respiratório e circulatório

(EF05CI02) Aplicar os conhecimentos sobre as mudanças de estado físico da água para explicar o ciclo hidrológico e analisar suas implicações na agricultura, no clima, na geração de energia elétrica, no provimento de água potável e no equilíbrio dos ecossistemas regionais (ou locais).

(EF05CI03) Selecionar argumentos que justifiquem a importância da cobertura vegetal para a manutenção do ciclo da água, a conservação dos solos, dos cursos de água e da qualidade do ar atmosférico.

(EF05CI04) Identificar os principais usos da água e de outros materiais nas atividades cotidianas para discutir e propor formas sustentáveis de utilização desses recursos.

(EF05CI05) Construir propostas coletivas para um consumo mais consciente e criar soluções tecnológicas para o descarte adequado e a reutilização ou reciclagem de materiais consumidos na escola e/ou na vida cotidiana.

(EF05CI06) Selecionar argumentos que justifiquem por que os sistemas digestório e respiratório são considerados corresponsáveis pelo processo de nutrição do organismo, com base na identificação das funções desses sistemas.

(EF05CI07) Justificar a relação entre o funcionamento do sistema circulatório, a distribuição dos nutrientes pelo organismo e a eliminação dos resíduos produzidos.

(EF05CI08) Organizar um cardápio equilibrado com base nas características dos grupos alimentares (nutrientes e calorias) e nas necessidades individuais (atividades realizadas, idade, sexo etc.) para a manutenção da saúde do organismo.

(EF05CI09) Discutir a ocorrência de distúrbios nutricionais (como obesidade, subnutrição etc.) entre crianças e jovens a partir da análise de seus hábitos (tipos e quantidade de alimento ingerido, prática de atividade física etc.).

(EF05CI10) Identificar algumas constelações no céu, com o apoio de recursos (como mapas celestes e aplicativos digitais, entre outros), e os períodos do ano em que elas são visíveis no início da noite.

Constelações e mapas celestes

Movimento de rotação da Terra

Periodicidade das fases da

Lua

Instrumentos óticos

(EF05CI11) Associar o movimento diário do Sol e das demais estrelas no céu ao movimento de rotação da Terra.

(EF05CI12) Concluir sobre a periodicidade das fases da Lua, com base na observação e no registro das formas aparentes da Lua no céu ao longo de, pelo menos, dois meses.

(EF05CI13) Projetar e construir dispositivos para observação à distância (luneta, periscópio etc.), para observação ampliada de objetos (lupas, microscópios) ou para registro de imagens (máquinas fotográficas) e discutir usos sociais desses dispositivos.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 336341. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 10 set. 2025.

Os Temas Contemporâneos Transversais

Integrados à BNCC também há os Temas Contemporâneos Transversais (TCTs), que buscam conectar diferentes componentes curriculares com a realidade dos estudantes, trazendo mais contextualização para o ensino. Os TCTs têm como base marcos legais assegurados na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

São 15 temas contemporâneos transversais, divididos em 6 eixos principais:

BRASIL. Ministério da Educação. Temas contemporâneos transversais na BNCC: proposta de práticas de implementação 2019. Brasília, DF: SEB, 2019. p. 7. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/guia_ pratico_temas_contemporaneos.pdf. Acesso em: 2 out. 2025.

A incorporação dos TCTs no trabalho docente pode ter como base quatro pilares:

BRASIL. Ministério da Educação. Temas contemporâneos transversais na BNCC : proposta de práticas de implementação 2019. Brasília, DF: SEB, 2019. p. 8. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/ images/implementacao/guia_pratico_temas_contemporaneos.pdf. Acesso em: 2 out. 2025.

PRESSUPOSTOS

TEÓRICO-METODOLÓGICOS DA COLEÇÃO

Ao considerar a importância do “pensar bem” no processo educativo, os estudantes passam de mero receptor, sobretudo de conteúdos conceituais, a sujeito consciente de seu processo de aprendizagem, reconhecendo ao longo do tempo que a aquisição de conhecimentos científicos se dá por meio de um processo constante de vaivém de observações, experimentações, discussões e argumentações. É importante frisar que esse processo deve ocorrer, prioritariamente, em grupo, possibilitando que o pensar e a vivência de experiências caminhem juntos e sejam compartilhados em exercício contínuo de cidadania. A ideia central é, por meio do ensino de Ciências da Natureza, contribuir para a formação de pessoas capazes de resolver problemas que lhes sejam apresentados, sejam essas situações pessoais ou de cunho social, procurando entender as consequências imediatas e futuras de suas ações. No âmbito escolar, essa visão está relacionada à escolha da metodologia de ensino na qual as aulas estão embasadas e na seleção de temas e de abordagens a serem apresentados aos estudantes.

Quanto ao ensino dos conteúdos escolares, essa é uma etapa importante, já que não há como pensar na formação humana sem algum conteúdo. O que não se pode fazer é apresentar aos estudantes conteúdos para que eles simplesmente saibam da sua existência. É preciso que eles sejam capazes de observar, comparar, relacionar, analisar, problematizar, reelaborar e saber argumentar sobre esses conteúdos, entre outras habilidades que podem ser desenvolvidas.

Organização da coleção

Tendo como base as reflexões anteriores, o planejamento das aulas deve considerar: 1. Os Eixos estruturantes da alfabetização científica, listados a seguir. Eles não são parâmetros rígidos para a construção de um planejamento, mas sim diretrizes que auxiliam no processo de organização das aulas de Ciências (SASSERON, Lúcia H.; CARVALHO, Anna Maria Pessoa de. Almejando a alfabetização científica no ensino fundamental: a proposição e a procura de indicadores do processo. Investigações em Ensino de Ciências, v. 13 n. 3, p. 333-352, 2008. Disponível em: https://ienci.if.ufrgs.br/index.php/ienci/article/view/445/263. Acesso em: 27 set. 2025).

• Compreensão de termos, conceitos e conhecimentos científicos fundamentais, que está relacionado à compreensão de conceitos científicos que possam ser aplicados de forma adequada em situações do dia a dia.

• Compreensão da natureza das Ciências e dos fatores éticos e políticos que circundam sua prática, que está relacionado à aplicação de processos da investigação científica para analisar problemas do cotidiano relacionados às ciências.

• Entendimento das relações existentes entre Ciência, Tecnologia, Sociedade e Meio Ambiente, que estão voltados para a identificação de que essas esferas de conhecimento influenciam a vida de todos, sendo importante na busca de um futuro sustentável para a sociedade e o planeta.

2. O ensino por investigação que, por meio da linguagem científica, promove a interação entre a problematização do conteúdo e a resolução de problemas. Para alcançar bons resultados, é importante valorizar a argumentação, a interação professor-estudante, estudante-estudante e estudante-objeto, muito comum nas atividades práticas, entre outras interações que surgem, dependendo da maneira como os estudantes realizam suas atividades. O ensino por investigação não se restringe às atividades práticas, pois uma atividade de exposição de conteúdos novos, por exemplo, pode se tornar investigativa à medida que os estudantes passam a fazer perguntas e a buscar soluções (LIMA, Maria Emília Caixeta de Castro; LOUREIRO, Mairy Barbosa. Trilhas para ensinar Ciências para crianças. Belo Horizonte: Fino Traço, 2013). O professor deve estimular intencionalmente essa dinâmica, que pode gerar ideias e conhecimentos novos, além da construção de novas hipóteses que os estudantes criarão para o problema gerado.

Dessa maneira, é importante propor momentos em que os estudantes podem expor suas ideias oralmente ou por escrita ou mesmo momentos de debates (LIMA, Maria Emília Caixeta de Castro; LOUREIRO, Mairy Barbosa. Trilhas para ensinar Ciências para crianças. Belo Horizonte: Fino Traço, 2013), assim como apresentar conteúdos de Ciências da Natureza de modo mais contextualizado e com significado para os estudantes, buscando exemplos próximos de suas vivências (FERREIRA, Valéria Oliveira; AMARAL-ROSA, Marcelo Prado; LIMA, Valderez Marina do Rosário. Ensino de Ciências nos anos iniciais: a percepção de professores com vistas à formação integral dos estudantes. Com a Palavra, o Professor , Vitória da Conquista, v. 7, n. 17, p. 14-18, jan./abr. 2022. Disponível em: http://revista.geem.mat.br/index.php/CPP/article/view/648. Acesso em: 26 set. 2025). Para isso, consideram-se objetivos da coleção:

• Propor a apresentação dos conteúdos em diferentes contextos, que considerem a diversidade cultural e diferentes realidades, para estabelecer um diálogo com saberes do cotidiano.

• Indicar pequenas retomadas de conteúdo que facilitem o desenvolvimento de novos conteúdos nos diferentes anos, em diversos níveis de complexidade, aplicação e significado.

• Reconhecer os conhecimentos prévios como fundamentais para promover reestruturações conceituais progressivas.

• Propor abordagens dos conteúdos adequadas à faixa etária, de modo a garantir o desenvolvimento de habilidades cognitivas.

• Valorizar a convivência entre os estudantes como estratégia para o desenvolvimento de conhecimentos conceituais e de atitudes que estimulem as conquistas de aprendizagem, tanto individuais como coletivas.

• Valorizar pessoas de diferentes etnias, nacionalidades, gênero e idades e propor situações que incentivem o respeito ao próximo e uma postura mais empática entre os estudantes, de modo a combater preconceitos.

• Apresentar e incentivar o uso de termos e conceitos da área de Ciências da Natureza, visando também ao enriquecimento do vocabulário dos estudantes.

• Apresentar textos informativos que estimulem a leitura e a compreensão de textos e reforcem conhecimentos de Ciências da Natureza, para que diferenciem esses conhecimentos da pseudociência.

• Propor atividades experimentais que percorram, de maneira mais simplificada, algumas etapas características de um método científico, como o manuseio de materiais, a leitura e interpretação dos procedimentos, a elaboração de hipóteses e o registro de dados e a discussão dos resultados.

Os conteúdos da obra foram selecionados com base nos objetos de conhecimentos e nas habilidades previstas na BNCC para cada ano, buscando incluir propostas práticas e conexões que permitem desenvolver a interdisciplinaridade e maior conexão com os TCTs. Além disso, eles buscam atingir os objetivos citados anteriormente e, sempre que possível, consideram a relevância dos seguintes temas: conhecer o próprio corpo e valorizar atitudes de respeito pelas diferenças individuais; reconhecer a importância do desenvolvimento científico e tecnológico para a sociedade, incluindo os saberes populares; reconhecer fenômenos no ambiente e as relações que ocorrem entre os componentes não vivos e seres vivos, assim como a influência de ações humanas sobre ele, valorizando ações que buscam a conservação ambiental.

A convivência entre os estudantes é importante para o desenvolvimento de conhecimentos.

Metodologias

As abordagens que serão encontradas na obra consideram a faixa etária na qual os estudantes se encontram e levam em conta que […] as crianças realizam muitas tarefas de nível cognitivo mais elevado, usam o raciocínio lógico, estão se preparando para logo atingir um nível de pensamento mais abstrato, ou seja, passar de uma aprendizagem baseada na observação, na descrição, classificação e experimentação para uma aprendizagem de leis, teorias e princípios científicos.

LIMA, Maria Emília Caixeta de Castro; LOUREIRO, Mairy Barbosa. Trilhas para ensinar Ciências para crianças. Belo Horizonte: Fino Traço, 2013. p. 17.

Com base nessa citação, os tópicos que compõem as unidades das obras desta coleção são trabalhados por meio de textos teóricos, textos de fontes diversificadas e diferentes recursos visuais, que buscam o desenvolvimento de habilidades e de competências previstas na BNCC. O nível de complexidade desses textos aumenta ao longo dos anos, reforçando o processo de construção de conceitos e de evolução do conhecimento.

A cada assunto abordado, questões são apresentadas aos estudantes, dando a eles a oportunidade de retomar a leitura dos textos e dos recursos visuais e verificar a compreensão dos conteúdos desenvolvidos.

Para isso, foram selecionadas algumas estratégias, indicadas a seguir.

Uso do caderno

O uso do caderno estimula a habilidade de registro como etapa importante na aquisição do conhecimento científico e no desenvolvimento do processo de alfabetização. Se julgar adequado, organizar uma conversa com os estudantes para informá-los acerca da importância deste material, orientando-os a datar todos os registros, para que possam retomar as informações e estabelecer comparações, sob sua orientação, entre os conhecimentos adquiridos ao longo do ano.

Os professores devem reservar uma parte de seu tempo em sala de aula para a verificação individual dos cadernos, dando devolutivas pontuais aos estudantes e auxiliando-os na organização deles, para que possam rever, melhorar e ampliar os registros. O caderno também pode ser utilizado para copiar os textos da lousa, elaborar pequenos textos antes de ler para a turma em algumas propostas de atividades, fazer desenhos, listar informações e anotar dúvidas e lembranças de vivências ou curiosidades que o estudante gostaria de compartilhar com a turma. Além disso, o estudante pode usar o caderno para colar folhas de papel avulsas de registros e imagens e recortes extraídos de jornais ou revistas e folhetos informativos que achar interessantes.

Os estudantes também poderão utilizar o caderno para: produzir quadros e esquemas; construir e interpretar gráficos; registrar as etapas de um experimento; fazer esboço de modelos; anotar e organizar textos e imagens que serão utilizados na construção de cartazes e painéis.

O caderno é um importante instrumento de registro e deve ser valorizado.

Trabalhos em grupo e com a família

Ao longo da obra, há propostas de atividades para ser feita em duplas ou em grupos. É importante organizar a turma de diferentes maneiras para não deixar as aulas excessivamente expositivas. Entre as atividades em grupos, há propostas para ações coletivas ou de discussões de problemas da sociedade, algumas envolvendo a confecção de cartazes ou outros materiais para expor no mural da sala de aula ou em outros espaços da escola.

Há também propostas para pesquisa, que podem ser feitas com o acompanhamento do professor em sala de aula ou com membros da família ou outros adultos do convívio dos estudantes, além de entrevistas com esses adultos ou de outros membros da comunidade escolar, que podem ser encontradas no Você detetive.

Algumas atividades pedem aos estudantes que compartilhem o que aprenderam com os adultos de seu convívio ou resolvam as atividades com eles, buscando maior envolvimento deles na rotina escolar dos estudantes.

Para complementar as estratégias citadas, sugere-se manter na sala de aula uma pasta ou uma caixa para guardar e organizar as atividades realizadas pelos estudantes em folhas avulsas ou recortes de jornais, revistas e materiais usados em propostas de pesquisas.

Aproveitar essa estratégia de trabalho para desenvolver conteúdos atitudinais em diferentes espaços de veiculação do conhecimento, valorizando a oportunidade de desenvolver a relação de cada estudante com a construção de bens comuns. Organizar a turma em pequenos grupos para que os estudantes façam um rodízio na organização de materiais guardados na pasta e na caixa ou expostos no mural da sala de aula.

Uso mediado da internet

Algumas propostas de pesquisa, em sala de aula ou com a família, envolvem o uso da internet. No Descubra mais, além da indicação de livros, podem ser encontrados vídeos e outros materiais educativos on-line , que podem ser acessados em sala em aula ou com a família. É importante que os estudantes tenham contato com a internet de modo gradual e controlado, com a mediação do professor em sala de aula e de um adulto responsável em casa, com intencionalidade pedagógica.

Atividades de pesquisa reforçam o protagonismo dos estudantes e incentivam o contato gradual com a internet.

Já se sabe, por exemplo, que o aprendizado e o desenvolvimento estão associados a um uso mediado. É preciso que haja a mediação de um adulto para que o conteúdo, após explicado, faça sentido para a criança.

[…]

É possível que, diante da necessidade de cuidar de tarefas domésticas, ou de descansar, familiares possam recorrer a conteúdos audiovisuais adequados, mesmo para crianças em sua primeira infância, conforme a Classificação Indicativa.

[…]

Outro exemplo de uso possível, mesmo para as crianças na primeira infância, é a realização de videochamadas com familiares. Nesse tipo de uso, é importante explicar quem aparece, repetir o que dizem, traduzir o que for mais difícil e descrever o que acontece para que a criança entenda esse momento.

Conforme as crianças crescem, os processos passam a exigir estratégias diferentes, pois precisam se adaptar a situações mais complexas. Assim, é importante atentar para a qualidade daquilo que é oferecido ao adolescente e aos modos como o seu comportamento reflete esse envolvimento com as mídias e os conteúdos.

BRASIL. Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Crianças, adolescentes e telas: guia sobre usos de dispositivos digitais. Brasília, DF: Secom, 2025. E-book. Disponível em: https://www.gov.br/secom/pt-br/ assuntos/uso-de-telas-por-criancas-e-adolescentes/guia/guia-de-telas_sobre-usos-de-dispositivos-digitais_versaoweb. pdf#page=1.00&gsr=0. Acesso em: 20 set. 2025.

Trabalhos com diferentes contextos

Para que haja mais interesse dos estudantes pelo estudo das Ciências da Natureza, é importante considerar diferentes contextos, como aquele em que a escola está inserida. Essa abordagem ajuda a evidenciar como os conhecimentos se relacionam e podem ser aplicados em diferentes situações.

[…] o ensino expositivo não é de fato um problema, mas é preciso que as exposições sejam efetivas considerando a lógica da disciplina e a lógica dos alunos, para que o aprendizado de ciências além do significado lógico tenha significado psicológico para o educando […]. Neste sentido algumas condições podem ser utilizadas, como: estabelecer conexões entre variados pontos dos conteúdos, realizar estudos de casos a partir da proposição de problemas cotidianos, apresentar textos jornalísticos e propor a discussão entre os estudantes, explorar conhecimentos prévios dos educandos para que estes proponham problemas e discutam as alternativas de soluções. […]

A cultura humana e o desenrolar da história vão além da visão apenas racional da ciência e o entendimento de como o mundo é constituído na contemporaneidade e suas complexidades.

SILVA, Alexandre F.; FERREIRA, José H.; VIEIRA, Carlos A. O ensino de Ciências no ensino fundamental e médio: reflexões e perspectivas sobre a educação transformadora. Revista Exitus, v. 7, n. 2, maio 2019. Disponível em: http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2237-94602017000200283. Acesso em: 30 ago. 2025. Ao apresentar diferentes realidades, é importante considerar comunidades tradicionais, como as indígenas e as remanescentes dos quilombolas, que fazem parte da construção histórica do país e enriquecem o conhecimento com seus saberes tradicionais.

Sobre os saberes tradicionais, é preciso reconhecê-los como fontes históricas de conhecimentos e que compõem a cultura do país onde vivemos, cultura essa que está presente em nosso cotidiano e intimamente relacionada à disponibilidade e aos modos de usos de recursos da natureza que podem ser encontrados nos mais diferentes biomas brasileiros.

Ao falar sobre a cultura e tradição de determinado território, estamos resgatando a memória coletiva de um povo, reconhecendo e valorizando as suas raízes. É por meio do conhecimento das tradições e costumes locais que podemos entender melhor a história e a formação de uma comunidade, compreendendo as influências que moldam a cultura local. Além disso, estamos proporcionando uma oportunidade para que as novas gerações

conheçam e se orgulhem da sua herança cultural. Ao transmitir esses conhecimentos aos mais jovens, estamos garantindo a preservação de memórias que podem refletir na construção de uma nova realidade.

CUNHA, Maria. A importância de se falar da cultura e tradição dos territórios. Manaus: Instituto Juruá, 29 maio 2024. Disponível em: https://institutojurua.org.br/a-importancia-de-se-falar-da-cultura-e-tradicao-dos-territorios/. Acesso em: 30 ago. 2025. Nesta coleção, há momentos que buscam aproximar o conteúdo à realidade dos estudantes em algumas aberturas de unidade, em diversos textos acompanhados de imagens e em atividades, o que torna a aprendizagem mais significativa. Busca-se também uma valorização de exemplos regionais. Ao apresentar a descrição de cientistas, artistas ou outros profissionais de relevância para o assunto estudado no Quem é?, esta coleção também busca reforçar a valorização da diversidade étnica, etária e de gênero. Ao apresentar como diferentes pessoas contribuem e contribuíram para a construção do conhecimento, espera-se também combater diferentes tipos de estereótipos e preconceitos.

A importância das imagens

A quantidade de imagens veiculadas diariamente na televisão, nos livros, nos jornais, nas revistas e na internet mostra a importância das representações visuais em nosso cotidiano, o que também é válido para as atividades pedagógicas.

A leitura e a interpretação de imagens podem ajudar os estudantes a compreender e a dar mais sentido ao mundo onde vivem, aproximando-os da realidade. O estudo de objetos, por exemplo, pode ser fonte de uma série de informações e estabelecer relações entre povos, lugares e tempos. Nos conteúdos de Ciências, há um destaque para diferentes representações visuais, como fotografias, representações artísticas, obras de arte, representações esquemáticas, mapas, gráficos e dados organizados em tabelas e quadros. Além disso, em diversos momentos os estudantes são incentivados a buscar imagens em outros livros, revistas e jornais, vídeos ou páginas da internet. Também são muito importantes os registros visuais elaborados com base nas observações em experimentos e visitas, nas etapas de projeto e na construção de modelos, na montagem e exposição de painéis ilustrados, entre outras situações de aprendizagem. Ao longo dos conteúdos, as imagens fornecem referências para os estudantes sobre o que está sendo apresentado no texto escrito. É preciso, portanto, treinar o olhar dos estudantes para que desenvolvam as habilidades de observação atenta das imagens e a capacidade de identificar e analisar informações por meio delas.

Para facilitar a compreensão de escalas e proporção de tamanho, as imagens de seres vivos são apresentadas com uma miniatura acompanhada da medida de comprimento, altura ou diâmetro, e as imagens de microscopia têm a indicação de ampliação aproximada.

O trabalho interdisciplinar

Além de valorizar a diversidade cultural, o trabalho com diferentes contextos permite o desenvolvimento de propostas interdisciplinares e que abordem os temas contemporâneos transversais. O trabalho com diferentes tipos de textos e recursos visuais também incentiva essa abordagem. Ressalta-se a importância de uma visão crítica sobre a necessidade de desenvolver ações interdisciplinares, através do diálogo entre as disciplinas; que promovam um ensino contextualizado, com a problematização das condições sociais, históricas e políticas; e uma postura flexível, aberta às mudanças para que a Educação Básica contribua para formação de cidadãos críticos, reflexivos e éticos. Em linhas gerais, destaca-se que […] a contextualização é um elemento sinalizado na BNCC fortemente no tocante ao ensino fundamental.

MACEDO, Buena B.; MACEDO, Julie I. A. Flexibilidade curricular e contextualização de saberes: a interdisciplinaridade na BNCC (2018). In: CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, 10., 2024, Campina Grande. Anais […]. Campina Grande: Realize, 2024. Disponível em: https://editorarealize.com.br/editora/anais/conedu/2024/TRABALHO_ COMPLETO_EV200_MD1_ID12725_TB4125_22102024125509.pdf. Acesso em: 26 set. 2025.

Ao longo da obra, é possível encontrar propostas de atividades com possibilidade de trabalho interdisciplinar, indicadas neste Livro do professor. Algumas propostas da seção Diálogos também permitem esses trabalhos, além de tratar de assuntos que possibilitam o trabalho com diferentes TCTs.

As práticas investigativas

As práticas investigativas são uma ferramenta importante para despertar a curiosidade sobre diversos assuntos e permitir que os estudantes se sintam protagonistas na construção de seus conhecimentos.

Existem diversos métodos para fazer ciência, sendo que, em geral, ele pode ser dividido em etapas: observação, reconhecimento do problema, elaboração de hipótese, teste de hipótese, construção de uma explicação para os resultados obtidos e divulgação das conclusões finais. É importante destacar que nem todas as descobertas científicas passam por todas essas etapas ou seguem essa ordem.

Apesar de não se esperar nesse momento que os estudantes tenham uma compreensão formal do método científico, é importante que eles vivenciem diferentes tipos de propostas experimentais, que podem envolver: construção de modelos; atividades demonstrativas, em que os estudantes podem acompanhar ou participar da construção dessa demonstração; atividades em laboratório, quando for possível; e atividades investigativas, nas quais os estudantes buscam respostas a uma pergunta inicial e depois comparam essas respostas com os resultados observados (LIMA, Kênio Erithon Cavalcante; TEIXEIRA, Francimar Martins. A epistemologia e a história do conceito experimento/experimentação e seu uso em artigos científicos sobre ensino das Ciências. In : ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS, v. 8, 2011, Campinas. Anais […]. Campinas: Abrapec, 2011. Disponível em: https://abrapec.com/ atas_enpec/viiienpec/resumos/R0355-1.pdf. Acesso em: 20 set. 2025).

Essas abordagens permitem que os estudantes vivenciem etapas do processo científico e da construção do conhecimento científico.

Para o ensino, os experimentos constituem-se proposta da criação de situações que discutam com o sujeito aprendiz a apropriação de conhecimentos já existentes para as ciências, mas novos para o sujeito […].

[…] Cotidianamente, as pessoas antes de fazer algo procuram compreender como se faz, experimentam, construindo assim pressupostos que orientam ações […], o que as faz únicas na subjetividade de suas perspectivas e experiências de vida […].

[…]

A obtenção do conhecimento científico, como de qualquer outro conhecimento em espaços e momentos de ensino, demanda etapas e procedimentos didático-metodológicos que determinam mudanças cognitivas na construção mental do indivíduo em aprendizagem. Nisso, torna-se importante que o professor se utilize de situações problematizadoras que discutam e dialoguem com conhecimentos prévios para compreender e interferir em suas representações cognitivas, significativas em contextos específicos. […]

LIMA, Kênio E. C.; TEIXEIRA, Francimar M. A epistemologia e a história do conceito experimento/experimentação e seu uso em artigos científicos sobre ensino das Ciências. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS, v. 8, 2011, Campinas. Anais […]. Campinas: Abrapec, 2011. Disponível em: https://abrapec.com/atas_ enpec/viiienpec/resumos/R0355-1.pdf. Acesso em: 26 set. 2025; Nesta coleção, denominamos atividades práticas as situações de aprendizagem que envolvem a manipulação de materiais e objetos, para a elaboração de representações e de experimentos. Para a realização dessas atividades, buscou-se, na medida do possível, propor materiais e objetos de fácil acesso, tanto ao professor quanto aos estudantes.

As atividades práticas são estratégias importantes no processo de desenvolvimento de procedimentos científicos, pois estimulam, entre outras habilidades, a capacidade de elaborar hi-

póteses, observar e comparar dados, analisar e discutir resultados. Esse tipo de atividade contribui para que os estudantes desenvolvam também a capacidade de se expressar por escrito e oralmente, questionar, tomar decisões, organizar a troca de conhecimentos e até mesmo reconhecer que a atividade científica é falível e que o erro faz parte desse processo. Nesta obra, há diferentes tipos de atividades práticas experimentais propostas na seção Ciências em ação. Além disso, é possível encontrar em algumas atividades e em algumas seções Diálogos textos de divulgação científica ou relacionados ao trabalho de cientistas.

Caso haja laboratório na escola, é interessante aproveitá-lo para propostas de atividades práticas.

O PAPEL DO PROFESSOR

Além dos subsídios fornecidos pelo livro didático, a participação do professor é fundamental para que os objetivos desta coleção sejam desenvolvidos em consonância com os princípios pedagógicos da escola. A estrutura de uma obra didática pode ser utilizada como forma de organização de conteúdos pensada e elaborada por autores e proposta a professores e estudantes. No entanto, é no exercício diário e sob sua mediação que essas perspectivas tomam corpo e, efetivamente, tornam-se ações pedagógicas. Lembrar-se de que, a cada ano, as turmas são diferentes: novos componentes, diversas formas de estabelecer relações, além das diferentes necessidades pessoais, sociais e de aprendizagem de cada estudante. Diante disso, as mudanças devem e precisam acontecer, e a adequação a cada novo grupo que se apresenta somente pode ser feita pelo professor, dando vida às ideias, percebendo os momentos mais adequados para interferir ou dar espaço aos estudantes, fazendo novas leituras das propostas apresentadas na obra. Pensando nesse processo, pode ser adequada a revisão semestral do planejamento. Ao final do primeiro semestre, o professor já terá uma boa quantidade de informações sobre a dinâmica da turma, em relação às questões cognitivas e de relacionamento social, o que lhe permitirá fazer inclusões e mudanças no encaminhamento de atividades, além de retomadas eventuais de alguns conteúdos que tenham se mostrado, nas avaliações contínuas, mais complexos para os estudantes. Considerando que ainda haverá pela frente um semestre de trabalho, esse também é um bom momento para consultar a bibliografia proposta nesta coleção, em busca de referências que possam ajudar na compreensão teórica necessária à continuidade desse processo pedagógico. Esse também é um bom momento para uma troca coletiva com o grupo de professores do mesmo ano, tendo como foco as particularidades de suas turmas e o encaminhamento do processo de ensino e aprendizagem.

A ampliação de conteúdos por meio de atividades sugeridas neste Livro do professor somente fará sentido se colocada em prática com base em suas reflexões. Sempre que possível, fazer as adequações necessárias entre as propostas da obra e a realidade vivida no local onde está a escola, a fim de tornar os conhecimentos efetivamente significativos. Para buscar estratégias mais voltadas à cada turma de estudantes, é muito importante mapear as habilidades de cada um, para ter conhecimento das desigualdades existentes.

LUCIANA WHITAKER/PULSAR IMAGENS

Isso pode ser feito por meio de avaliações diagnósticas formais e não formais e conversa com os familiares ou responsáveis de cada estudante. Uma vez mapeada a turma, é preciso considerar estratégias que permitam reduzir as dificuldades, como agrupar estudantes com diferentes habilidades ao realizar as atividades propostas, incentivando o auxílio mútuo e a aprendizagem entre os pares.

O papel do professor é especialmente importante em turmas grandes e heterogêneas. O modo como os estudantes são agrupados podem influenciar a aprendizagem deles.

De acordo com estudo em turmas dos anos iniciais do ensino fundamental: […] o argumento organizacional a favor da diferenciação apoia-se na capacidade de adaptação dos recursos tecnológicos na atividade docente. Como sabemos, esta atividade, principalmente a instrução, varia de acordo com os diferentes níveis de desempenho das turmas. As pesquisas apontam que mais importante que os recursos escolares, são as dimensões interativas do processo ensino-aprendizagem. Esclarecendo, a qualidade da aprendizagem não depende unicamente dos recursos pedagógicos, mas das interações entre os alunos e entre os professores e seus alunos e são essas interações que vão impactar, ou melhor, ter efeito na aprendizagem dos alunos, principalmente no aprendizado dos alunos dos anos iniciais do ensino fundamental.

BERNARDO, Elisangela da Silva. Organização de turmas: uma prática de gestão escolar em busca de uma escola eficaz. Revista Educação & Cultura Contemporânea, v. 10, n. 21, 2013. Disponível em: https://mestradoedoutoradoestacio. periodicoscientificos.com.br/index.php/reeduc/article/view/634/377. Acesso em: 26 set. 2025.

Diferentes configurações para a sala de aula

O livro didático apresenta diferentes propostas de organização dos estudantes para a realização das atividades, que pode ser individual, em duplas, em grupos ou com a turma inteira. No entanto, cabe ao professor avaliar qual é a melhor maneira de estruturar os estudantes para cada situação, o que não impede que haja momentos em que será oferecida aos estudantes a oportunidade de escolha de seus parceiros de trabalho. Seguem algumas sugestões de organização em sala de aula para cada configuração.

• Organização em duplas: exige maior sintonia entre os estudantes, já que os dois precisam interagir entre si o tempo todo. É preciso verificar se eles estão se relacionando bem e se há trocas entre eles. Uma proposta é juntar perfis mais extrovertidos com os mais introvertidos para que haja equilíbrio na participação da atividade. Em assuntos que exijam um debate mais consistente, ao final de um período predeterminado de discussão, duas duplas podem ser reunidas, formando um grupo maior. O desafio, proposto agora, é o de ouvir as ideias da outra dupla, analisar e avaliar e, se for o caso, incorporar e reorganizar as ideias das duplas iniciais. Esses momentos de trocas entre pares podem ser enriquecedores, pois permitem que os estudantes desenvolvam a capacidade de argumentação e percebam que não precisam concordar, mas devem considerar opiniões e posições distintas com atenção e respeito.

• Organização em grupos: exige maior organização interna entre os estudantes; por isso, é importante propor e auxiliar na divisão de tarefas, verificando se há participação de todos os envolvidos. Dentro da mesma atividade ou para realizar uma outra proposta, o mesmo grupo pode ser mantido; no entanto, será necessário um rodízio das tarefas. O registro das ideias expostas pelo grupo pode ser feito por dois estudantes, considerando a complexidade da escrita de um texto final, ou mesmo de anotações, que componham as sugestões individuais. Nessa proposta e na proposta que encerra o tópico anterior, é interessante organizar as carteiras em roda para que todos do grupo possam se observar durante a atividade.

• Organização em roda de conversa: permite que todos os estudantes possam participar de maneira mais descontraída. Para que todos possam participar, é importante conduzir a conversa com perguntas e pedir aos estudantes que querem falar que levantem a mão e aguardem seu momento. Caso haja estudantes mais introvertidos, abrir espaço para que eles participem da conversa, pouco a pouco. Pode ser interessante propor a todos que se sentem no chão em roda para essa proposta.

Utilizando espaços fora da sala de aula

Caso a escola tenha sala de informática ou laboratório disponível, é interessante reservar esses espaços para propostas de pesquisas ou atividades experimentais. Caso não haja, é possível adequar algumas propostas com o uso de um computador coletivo, no caso das pesquisas, e adequar o espaço da sala de aula para as práticas experimentais. Algumas dessas propostas exigem o uso de espaços externos à sala de aula ou mesmo de espaços fora da escola. Nesse último caso, é importante comunicar os adultos responsáveis pelos estudantes sobre essa atividade, além da diretoria da escola, e obter informações antecipadas e consistentes sobre as condições espaciais do local de visita.

É fundamental saber se existem adaptações adequadas para a circulação, caso haja na turma um ou mais estudantes com necessidades educacionais especiais. No caso de saídas, um cuidado importante, ainda no espaço escolar, é estabelecer regras claras para a realização dessas atividades. Essas regras devem ser elaboradas antecipadamente pelos estudantes, com a ajuda do professor e da direção da escola, e registradas por meio de tópicos, em um cartaz que pode ser pendurado no mural da sala de aula. Essas regras representam o compromisso dos estudantes com os colegas, o professor, a escola e os adultos responsáveis. Utilizar espaços fora da sala de aula permite aos estudantes sair da rotina, ampliar seu repertório social e cultural, além de despertar sua curiosidade sobre a atividade que será realizada. Caso seja possível, é importante reservar e planejar antecipadamente alguns dias do ano para visitas a parques, museus ou centros culturais ou mesmo para assistir a filmes ou peças de teatro, relacionados aos assuntos estudados Na impossibilidade dessas saídas, outras propostas podem ser feitas, como: apresentar aos estudantes visitas virtuais a museus; solicitar a visita de museus itinerantes de Ciências da Natureza na escola; apresentar um filme ou vídeo educacional em sala de aula; convidar profissionais da área de Ciências da Natureza que, individualmente ou em pequenos grupos, possam dar palestras presenciais ou on-line ; ou organizar rodas de conversa na escola sobre temas que estejam em evidência na comunidade escolar.

Indicações de museus, parques e instituições de Ciências

BIOPARQUE PANTANAL. Campo Grande, c2025. Disponível em: https://bioparquepantanal.ms.gov.br/. Acesso em: 20 set. 2025.

Nesse espaço interativo, há aquários de água doce e ele abriga também o Museu Interativo da Biodiversidade (MiBio), que apresenta a biodiversidade do Pantanal.

CATAVENTO: Museu de Ciências. São Paulo, c2025. Disponível em: https://www.museucatavento.org.br/. Acesso em: 20 set. 2025.

Inaugurado em 2009, esse museu possui 250 instalações, divididas em quatro grandes seções: Universo, Vida, Engenho e Sociedade, que apresentam variados temas nessas áreas do saber.

ESPAÇO CIÊNCIA. Olinda, c2025. Disponível em: https://www.espacociencia.pe.gov.br/. Acesso em: 20 set. 2025. Esse centro de divulgação científica oferece exposições ao ar livre e sedia eventos como o Ciência Jovem (Feira de Ciências).

ESPAÇO CIÊNCIA VIVA. Rio de Janeiro, c2025. Disponível em: https://cienciaviva.org.br/. Acesso em: 20 set. 2025. Fundado por um grupo de pesquisadores, cientistas e educadores, esse espaço busca tornar a Ciência mais próxima do cotidiano das pessoas.

INSTITUTO BUTANTAN: Museu de Microbiologia. São Paulo, c2025. Disponível em: https://parquedaciencia.butantan.gov. br/programacao/atracoes/museu-de-microbiologia. Acesso em: 20 set. 2025. Inaugurado em 2002, esse museu faz parte do Instituto Butantan. Apresenta a ciência ao público por meio de exposições e ações educativas.

INSTITUTO INHOTIM. Brumadinho, c2025. Disponível em: https://www.inhotim.org.br/institucional/sobre/. Acesso em: 20 set. 2025.

É um museu de arte contemporânea e Jardim Botânico. Criado em 2006, é um dos maiores museus abertos do mundo e abriga um acervo artístico com mais de 1 800 obras, expostas a céu aberto ou em galerias temporárias e permanentes.

MUSEU DE GEMAS DO PARÁ. Jurunas, c2025. Disponível em: https://museus.pa.gov.br/museus/2/museu-de-gemas. Acesso em: 20 set. 2025.

Situado em local histórico, o acervo revela a riqueza mineral desse estado: minérios (de ouro, cobre e ferro), gemas, tronco fóssil, entre outros recursos.

MUSEU DE PALEONTOLOGIA PLÁCIDO CIDADE NUVENS. Santana do Cariri, c2025. Disponível em: https://museudepa leontologiaplacidocidadenuvens.urca.br/. Acesso em: 20 set. 2025.

Ligado à Universidade Regional do Cariri (Urca), esse museu armazena fósseis da Bacia do Araripe. Conta com quatro espaços de exposições, com exposição de diferentes fósseis e esculturas de dinossauros.

MUSEU DE ZOOLOGIA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. São Paulo, c2025. Disponível em: https://mz.usp.br/pt/pagina-inicial/. Acesso em: 20 set. 2025.

As exposições do museu apresentam animais e seus ambientes, a história dos animais na Terra, conceitos da biogeografia e da evolução, o trabalho dos zoólogos em atividades de pesquisa e alguns animais extintos, como os dinossauros.

MUSEU NACIONAL DOS POVOS INDÍGENAS. Rio de Janeiro, c2025. Disponível em: https://www.gov.br/museudoindio/ pt-br/assuntos/visitacao. Acesso em: 20 set. 2025.

Órgão científico-cultural da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), esse museu traz jardins abertos ao público.

MUSEU PARANAENSE EMÍLIO GOELDI. Belém, c2025. Disponível em: https://www.gov.br/museugoeldi/pt-br. Acesso em: 20 set. 2025.

Essa instituição de pesquisa apresenta atividades que se concentram no estudo científico dos sistemas naturais e socioculturais da Amazônia, bem como na divulgação de conhecimentos e acervos relativos à região.

PLANETÁRIO PROFESSOR JOSÉ BAPTISTA PEREIRA (UFRGS). Porto Alegre, c2025. Disponível em: https://www.ufrgs.br/ planetario/. Acesso em: 20 set. 2025.

Inaugurado em 1972, esse planetário oferece atividades de divulgação científica e educação na área da Astronomia.

Para buscar mais informações sobre locais para visitação, são indicados os seguintes guias:

ALMEIDA, Carla et al. (coord.). Centros e museus de Ciência do Brasil 2015 . Rio de Janeiro: ABCMC, 2015. Disponível em: http://abcmc.org.br/abcmc/wp-content/uploads/2020/09/Guia-Centros-e-Museus-2015-baixa -resolução-divulgação.pdf. Acesso em: 25 set. 2025.

Esse guia traz indicação de 268 espaços no Brasil voltados para a divulgação e a popularização da ciência.

BRASIL. Instituto Brasileiro de Museus. Guia dos museus brasileiros . Brasília, DF: Ibram, 2011. Disponível em: https://www.gov.br/museus/pt-br/assuntos/noticias/guia-dos-museus-brasileiros. Acesso em: 25 set. 2025.

Esse guia traz informações de mais de 3 mil museus do Brasil, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/ Ministério da Cultura).

MASSARANI, Luisa et al (org.). Guia de centros e museus de Ciência da América Latina e do Caribe 2023 . Rio de Janeiro: Fiocruz, 2023. Disponível em: https://museudavida.fiocruz.br/images/Publicacoes_Educacao/PDFs/ GuiaAmericaLatinaPortugues.pdf. Acesso em: 25 set. 2025.

Esse guia apresenta centros e museus de Ciência na América Latina e Caribe, atualizado após a pandemia da covid-19.

Educação inclusiva

A educação inclusiva é uma abordagem educacional que busca garantir que todos os estudantes tenham acesso à educação de qualidade, independentemente de suas condições físicas, sensoriais, intelectuais, sociais ou culturais. De acordo com a Política Nacional de Educação Especial, trata-se de uma modalidade que perpassa todos os níveis e etapas de ensino, assegurando a matrícula e a participação do público-alvo da educação especial, que contempla (BRASIL. Ministério da Educação. Política Nacional de Educação Especial: equitativa, inclusiva e com aprendizado ao longo da vida. Brasília, DF: Semesp, 2020):

• estudantes no Transtorno do Espectro Autista (TEA): transtorno do neurodesenvolvimento que pode trazer dificuldades nas áreas de comunicação, socialização e/ou comportamento;

• estudantes com altas habilidades ou superdotação: transtorno do neurodesenvolvimento em que o indivíduo manifesta elevado potencial, seja em uma área específica ou de forma combinada (intelectual, acadêmica, liderança, psicomotora, artes e criatividade);

• estudantes com deficiências: dificuldades e/ou impedimentos em diferentes esferas, que podem ser físico, intelectual, mental ou sensorial.

A Política Nacional de Educação Especial (PNEE) também está alinhada ao Estatuto da Pessoa com Deficiência, que garante o direito à educação em igualdade de condições e oportunidades, assegurando um “sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a vida” (BRASIL. Estatuto da pessoa com deficiência. 3. ed. Brasília, DF: Senado Federal, 2019. Disponível em: https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/554329. Acesso em: 26 set. 2025).

Mais do que cumprir uma obrigação legal, incluir é um compromisso ético e social que transforma a escola em um espaço mais democrático e humano. Escolas inclusivas preparam cidadãos capazes de conviver com a diversidade, respeitar diferentes formas de ser e aprender e contribuir para uma sociedade mais justa. Ao conviver com colegas que têm necessidades educacionais especiais (NEE), os estudantes neurotípicos e sem deficiência desenvolvem empatia, cooperação e habilidades de resolução de conflitos. Já os estudantes com NEE se beneficiam de relações sociais mais amplas e de expectativas de aprendizagem elevadas, que estimulam seu potencial. A inclusão não é um ato pontual, mas um processo contínuo de transformação da cultura escolar, que exige reflexão, planejamento e abertura para mudanças.

Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF)

A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), proposta pela Organização Mundial da Saúde, pode ser instrumento de auxílio para o professor, pois oferece uma visão ampla dos estudantes, considerando suas capacidades, suas limitações e o impacto do ambiente em sua formação (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF). Lisboa, 2004. Disponível em: http://www. crpsp.org.br/arquivos/CIF.pdf. Acesso em: 31 ago. 2025).

Com a CIF, observa-se:

• o que o estudante consegue realizar de forma independente;

• o que realiza com apoio;

• o que ainda não consegue realizar.

Para que as adaptações das aulas sejam realmente eficazes, é fundamental que o professor reconheça em qual momento da aprendizagem os estudantes se encontram. Isso significa observar não apenas o conteúdo que eles já dominam, mas também as habilidades que ainda estão desenvolvendo e aquelas que exigem apoio mais intenso. No caso de estudantes com deficiência intelectual, por exemplo, é necessário considerar possíveis defasagens e ajustar o planejamento para consolidar etapas anteriores da aprendizagem. Já para estudantes com altas habilidades, a sugestão é propor novos desafios com atividades extras que estimulem o raciocínio, a criatividade e a autonomia, evitando a estagnação.

Esse olhar individualizado possibilita adaptações que ampliam o potencial de cada estudante, garantindo que todos tenham oportunidades reais de progredir.

Adaptações dos espaços de aprendizagem

Independentemente da infraestrutura escolar disponível, é possível promover melhorias no ambiente para favorecer a inclusão, como as sugestões a seguir.

• Mobiliário acessível: mesas e cadeiras adaptadas para diferentes necessidades, que podem ser confeccionadas ou ajustadas com o apoio da comunidade.

• Circulação livre: retirar obstáculos, facilitar acesso a todos os espaços e prever áreas de apoio.

• Recursos visuais e táteis: mapas táteis, sinalização em braile, pictogramas e cores contrastantes para facilitar a orientação pela escola.

• Controle de estímulos: uso de cortinas, painéis acústicos ou espaços tranquilos para estudantes com sensibilidade sensorial.

• Áreas multifuncionais: espaços que permitam o trabalho individual e em grupo, com flexibilidade para diferentes atividades.

Mesmo pequenas mudanças, como reorganizar a sala de aula para melhorar a circulação das pessoas ou criar espaços temáticos de aprendizagem, podem gerar grande impacto na participação e no conforto dos estudantes.

Preparação para o acolhimento

Para que a inclusão seja efetiva, é necessário preparar não apenas o espaço, mas também as pessoas, conforme as sugestões a seguir.

• Conhecer o histórico e as características dos estudantes, ouvindo a família e, sempre que possível, eles próprios.

• Adaptar o planejamento, considerando diferentes formas de acesso ao conteúdo.

• Utilizar metodologias que permitam múltiplas formas de participação e expressão.

• Estimular a colaboração entre os colegas, criando um clima de apoio mútuo. Com a turma, é importante promover rodas de conversa, atividades de sensibilização e trabalhos cooperativos, construindo uma cultura de respeito. A preparação prévia reduz barreiras e favorece relações mais positivas.

Envolvimento de toda a comunidade escolar

Para que seja sustentável, a inclusão precisa da participação de toda a comunidade escolar.

• Gestores: garantem formações, articulam recursos e lideram o processo de mudança.

• Famílias: compartilham informações sobre os estudantes e fortalecem a parceria escola-casa.

• Estudantes: aprendem a valorizar a diversidade e a colaborar com os colegas.

• Comunidade: pode apoiar com recursos, voluntariado e parcerias, como doações de materiais ou adequações físicas simples.

Essa rede de apoio amplia o alcance das ações inclusivas e fortalece o sentimento de pertencimento, essencial para que todos participem plenamente da vida escolar.

Inclusão de outros públicos

Além dos estudantes amparados na NEE, muitos outros podem ser públicos de um olhar inclusivo e atento por parte da escola. Crianças estrangeiras, estudantes LGBTQIAP+ e estudantes em situação de vulnerabilidade social, cultural e econômica são alguns exemplos. A escola deve ser o espaço de acolhimento da diversidade que compõe a sociedade atual e local de afirmação de habilidades socioemocionais, como autoconsciência, autogestão, autocrítica, autoestima, responsabilidade, resiliência, consciência social, empatia, respeito, colaboração e comunicação.

Adaptações como inspiração

As orientações e as adaptações sugeridas neste Livro do professor, ao longo das Orientações específicas, foram elaboradas para inspirar, e não para impor modelos fechados. Cada estudante e cada comunidade escolar têm características e realidades próprias, e é natural que uma sugestão precise ser modificada ou substituída por outra mais adequada ao contexto. O mais importante é que o professor se sinta livre para criar e experimentar estratégias, buscando sempre ampliar a participação e a aprendizagem de todos.

Mesmo quando não há recursos físicos ou tecnológicos disponíveis, a criatividade e o trabalho colaborativo entre docentes e equipe escolar podem gerar soluções significativas.

Indicações de leitura

BARKLEY, Russell A. Tratando TDAH em crianças e adolescentes: o que todo clínico deve saber. Porto Alegre: Artmed, 2023. Essa obra colabora com pais e profissionais que convivem com crianças neurodiversas, com base em estudos sobre os princípios e as práticas para o tratamento de TDAH.

BRASIL. Ministério da Educação. Política Nacional de Educação Especial : equitativa, inclusiva e com aprendizado ao longo da vida. Brasília, DF: Semesp, 2020.

Esse documento orientador estabelece princípios, diretrizes e ações para a inclusão. Essencial para compreender a base normativa da inclusão no Brasil.

GAIATO, Mayra. Cérebro singular : como estimular crianças no espectro autista ou com atrasos no desenvolvimento.

São Paulo: nVersos, 2023.

Após anos de estudos e pesquisas, esse livro apresenta as terapias baseadas na Análise Aplicada de Comportamento que se mostram eficazes na ampliação do repertório e na independência das crianças no TEA e com atrasos no desenvolvimento.

LIBERALESSO, Paulo; LACERDA, Lucelmo. Autismo : compreensão e práticas baseadas em evidências. Curitiba: Marcos Valentin de Souza, 2020.

Esse livro apresenta evidências científicas que podem ampliar as possibilidades de manejo e organização das aulas.

MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Inclusão escolar : o que é? Por quê? Como fazer? São Paulo: Summus, 2015.

Esse livro aborda a educação inclusiva, discutindo os passos necessários para implantá-la e ressaltando suas vantagens.

ACOMPANHAMENTO DA APRENDIZAGEM

Falar em avaliação na escola de hoje não significa mais estabelecer uma relação exclusiva com a prova. A análise dos processos de aprendizagem, tanto individuais como coletivos, e as aquisições pessoais são exemplos de outra dimensão da avaliação que a escola está procurando conhecer e valorizar.

A avaliação deve ser um processo contínuo e sistemático, podendo ser utilizada como um recurso para a orientação do trabalho do professor em sala de aula, pois indica como o aluno está progredindo em sua trajetória de aprendizagem, quais suas dificuldades, seus avanços; estas impressões também colaboram para nortear a prática educativa, pois com seus registros e observações é possível replanejar seu trabalho se necessário.

[…] O que podemos acompanhar é que as mudanças estão acontecendo aos poucos, com a conscientização dos educadores sobre a importância da avaliação da aprendizagem e desenvolvimento de todos os alunos dentro de seu contexto, onde erros e acertos contribuem para a construção do conhecimento e não apenas como mecanismo de seleção e exclusão dos alunos do processo de ensino e aprendizagem. […]

A escola também tem um papel fundamental, deve orientar seus professores sobre a avaliação e promover discussões sobre o tema para a melhoria do trabalho do professor na prática educativa. […]

JORGE, Ivana Clélia Bahia; PACHECO, Maria das Graças. O processo de avaliação da aprendizagem: descritores das práticas nos anos iniciais do ensino fundamental. 2015. Trabalho de conclusão de curso (Licenciatura Plena em Pedagogia) - Universidade Federal Rural da Amazônia, Gurupá, 2015. Disponível em: https://bdta.ufra.edu.br/jspui/handle/123456789/705. Acesso em: 26 set. 2025.

A avaliação deve permitir um ajuste da atuação do professor em relação às especificidades de cada estudante e verificar quanto um projeto atingiu seus objetivos. Uma característica individual importante a ser mapeada é o conhecimento prévio dos estudantes, isto é, o conjunto de conhecimentos que cada um possui ao iniciar cada nova etapa de aprendizagem. Ao corrigir os estudantes, é interessante não se restringir à classificação de certo ou errado e à atribuição de nota. Algumas alternativas podem ser:

• Comentar, sempre que possível, sobre as respostas dadas pelos estudantes nas tarefas e as soluções propostas por eles nas situações (ou problematizações). Assim, o professor pode ajudar os estudantes a localizar as dificuldades e a procurar soluções mais adequadas.

• Proporcionar o maior número possível de situações que valorizem a expressão e a discussão de ideias. Situações em que os estudantes façam comentários, lancem hipóteses, tragam dúvidas, defendam suas ideias e deem sugestões, tanto em atividades orais como escritas, devem ser consideradas momentos de avaliação. Dependendo dos objetivos do professor, essas atividades serão individuais ou em grupo. No caso do trabalho em grupo, podem, inclusive, ser boas referências para a avaliação de conteúdos atitudinais.

• Propor tarefas, menores e constantes, que possam ajudar na compreensão dos tipos de respostas dadas pelos estudantes e variar os tipos de pergunta e de problema proposto, além de alternar as linguagens. É importante, por exemplo, que os estudantes elaborem textos e façam desenhos tanto de observação como de hipóteses. Assim, será possível perceber e acompanhar o raciocínio dos estudantes e o caminho percorrido por eles para elaborar diferentes tipos de resposta. Ações como essas valorizam a necessidade de fazer registros, que, por levar em conta a existência de um leitor, seguem alguns princípios de organização na maneira como são elaborados.

• Fazer registros de acompanhamento dos estudantes, avaliando a aquisição dos conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais propostos. Esses registros dão a dimensão do progresso pessoal e coletivo.

Avaliação diagnóstica, formativa e somativa

Existem diferentes momentos para avaliar o desempenho dos estudantes ao longo do ano letivo, que variam conforme o objetivo, indicados no modelo a seguir.

Objetivos

Diagnóstica

Formativa

Somativa

Verificar os pré-requisitos para novas aprendizagens, que podem estar ausentes ou presentes, e identificar causas e dificuldades específicas de aprendizagem.

Objetivos

Verificar se os objetivos foram alcançados e obter dados para melhorar o processo de ensino e aprendizagem.

Objetivos

Usar um critério estabelecido para classificar os resultados alcançados pelos estudantes.

Quando aplicar

No começo de cada unidade ou no início de um período letivo (como semestre).

Quando aplicar

Ao longo do processo de ensino e aprendizagem.

Quando aplicar

Ao final do estudo de uma unidade ou ao final de um período letivo (como semestre).

Esquema elaborado com base em: HAYDT, Regina Cazaux. Avaliação do processo ensino-aprendizagem 6. ed. São Paulo: Ática, 1997. p. 19.

Nesta obra, há momentos para aplicação das avaliações diagnóstica, formativa e somativa, indicados a seguir.

Avaliação diagnóstica, inicial ou de entrada

Essa etapa de avaliação tem dimensão pedagógica. Ela pode ser feita por meio de atividades relacionadas a conteúdos desenvolvidos pelos estudantes em percursos anteriores, como no ano escolar anterior ou em determinados momentos do ano letivo, ou mesmo a vivências pessoais dos estudantes. Ela tem o objetivo de verificar o desenvolvimento individual dos estudantes e deve estar prevista no planejamento para levantar os conhecimentos prévios deles sobre os assuntos a serem estudados no ano atual. Tem uma função importante, que é o de mostrar o que os estudantes aprenderam e dar ao professor a possibilidade de identificar dificuldades de aprendizagem que precisam ser superadas.

Com base nesses dados, o professor retoma seu planejamento, pensando em estratégias que levem à superação de defasagens (SIMÕES, Adelson Cheibel; NEVES, Camila Oliveira. Uma análise sobre as avaliações diagnóstica, formativa e somativa na escola: um olhar sobre a percepção docente. Políticas Públicas de Educação, v. 3, 2024. Disponível em: https://editorarealize.com.br/editora/ebooks/conedu/2024/GT21/TRABALHO_COMPLETO_EV200_MD5_ID5487_ TB489_20102024165430.pdf. Acesso em: 10 set. 2025).

A avaliação diagnóstica não indica notas, classificações ou hierarquias dentro da turma, mas traz elementos para que o professor saiba quais habilidades e competências cada estudante já domina. Ela pode ocorrer na Abertura de cada unidade, na qual é apresentada uma situação com perguntas que avaliam os conhecimentos prévios dos estudantes, e em alguns momentos indicados como Dica , que retoma alguns conteúdos de anos anteriores necessários para a compreensão do assunto atual.

Avaliação formativa

Esse tipo de avaliação pode ocorrer ao longo do estudo das unidades, nos momentos que o professor julgar mais adequados, para verificar conhecimentos adquiridos e possíveis dúvidas a serem retomadas e sanadas ou para que os estudantes possam acompanhar, de maneira adequada, seu próprio processo de ensino e aprendizagem. Assim como a avaliação diagnóstica, a avaliação formativa pode ser usada como uma estratégia para remediar defasagens a fim de permitir a avaliação do processo de desenvolvimento de cada estudante, ampliando suas condições de acompanhamento de conteúdos ao longo do ano.

Nesse contexto, a devolutiva do professor é essencial e é entendida como informação contínua, planejada e elaborada por escrito. Ela deve ser entregue aos estudantes, de modo que compreendam o próprio desempenho em relação ao que era esperado e possíveis aquisições de conhecimentos além do que foi aprendido e o que foi ensinado (HATTIE, John. Aprendizagem visível para professores : como maximizar o impacto da aprendizagem. Porto Alegre: Penso, 2017).

Ter como referências as avaliações diagnósticas e formativas, as orientações e as devolutivas do professor permite que os estudantes conheçam as pretensões do professor e da condição real deles em relação ao grupo ao qual pertencem. Diferentes instrumentos de avaliação podem ser utilizados nas avaliações formativas, como momentos informais para perguntas e respostas, a participação em debates, seminários, montagem de portfólios, correção de atividades feitas na sala de aula ou como lição de casa, além da participação em trabalhos em grupo — como no caso das atividades práticas. Nesta coleção, a avaliação formativa pode ser feita ao longo das atividades propostas nas unidades e em momentos indicados em O que e como avaliar neste Livro do professor.

Avaliação somativa

Pode ser feita ao final do estudo de cada unidade por meio da seção Para rever o que aprendi , estabelecendo um critério de aproveitamento para cada atividade. É considerada a forma mais comum de avaliação encontrada nas escolas. Costuma ser aplicada no final de um ciclo de aprendizagem (bimestre, trimestre, semestre ou fim do ano letivo). Tem como característica principal a classificação do desempenho dos estudantes, gerando uma nota ou conceito (SIMÕES, Adelson Cheibel; NEVES, Camila Oliveira. Uma análise sobre as avaliações diagnóstica, formativa e somativa na escola: um olhar sobre a percepção docente. Políticas Públicas de Educação , v. 3, 2024. Disponível em: https://editorarealize.com.br/editora/ebooks/ conedu/2024/GT21/TRABALHO_COMPLETO_EV200_MD5_ID5487_TB489_20102024165430.pdf. Acesso em: 10 set. 2025).

Com base nos objetivos de aprendizagem estabelecidos no início do ano, é possível verificar se os estudantes podem passar para o próximo nível. Pode-se verificar também se eles desenvolveram as competências solicitadas para o ano letivo. Por meio dos resultados da avaliação somativa, eles podem saber qual é o histórico de aprendizagem deles, identificando os momentos de dificuldade e progresso. Por ser eficaz na medição de resultados, a avaliação somativa tem uma dimensão social.

Autoavaliação

Os objetivos da autoavaliação pressupõem o desenvolvimento da percepção dos estudantes quanto ao cumprimento dos deveres deles; o desenvolvimento da autonomia, do autoconhecimento e da capacidade de gestão em sala de aula e em momentos de estudo em casa (MORAIS, Alessandra de et al. Aprendizagem cooperativa: fundamentos, pesquisas e experiências educacionais brasileiras. Marília: Cultura Acadêmica, 2021).

Para ilustrar essa estratégia de avaliação, observe o exemplo a seguir. Ele mostra alguns tópicos que podem ser apresentados aos estudantes e respondidos individualmente por eles ou com a ajuda do professor. Nos anos iniciais, depois de respondidos, esses tópicos podem ser discutidos pela turma. Veja um exemplo de modelo que pode ser usado para a autoavaliação.

Muito Mais ou menos Pouco

Estive presente nas aulas e participei das atividades?

Estudei no mesmo dia os conteúdos trabalhados em sala de aula?

Realizei as atividades propostas pelo professor, em sala de aula e na minha casa?

Participei das atividades práticas e fiz todos os registros necessários no caderno?

Meu material está organizado?

Consegui aplicar em atividades novas os conteúdos que aprendi?

Participei das discussões orais na sala de aula?

Participei das atividades em grupo?

Me preparei para fazer as provas?

Acompanhei e entendi as explicações dadas pelo professor?

As atividades que o professor ofereceu foram suficientes para entender os assuntos estudados?

Ainda necessito de informações complementares?

As fichas de autoavaliação, assim como outros registros feitos pelos estudantes, incluindo produções artísticas, podem compor um portifólio pessoal do estudante, que ele pode organizar ao longo do ano letivo e apresentar para o professor no final.

Uma proposta de registro de avaliação dos estudantes

A ficha de avaliação é um documento que pode ser preparado para determinadas atividades ou para ter uma visão mais geral do bimestre ou trimestre. Para isso, é importante ter no documento:

• os objetivos pedagógicos gerais: dependendo dos assuntos trabalhados, existe a possibilidade de esses objetivos serem mais factuais/conceituais, procedimentais ou atitudinais;

• os tipos de avaliação propostos para os estudantes: diálogos, exercícios, provas, experimentos, entrevistas, cartazes, painéis, estudos do meio, projetos, debates orais, seminários, ditados, leituras e análises de textos de jornal, por exemplo;

• a atribuição: avaliação dos itens de cada conteúdo, tendo como base os objetivos gerais. Para a atribuição, podem ser usados níveis de desempenho, e são caracterizados por termos como: “em processo; básico; adequado; avançado”. “Em processo” significa um desempenho que ainda não atingiu o nível de suficiência; “Básico” caracteriza o que se considera suficiência mínima”; “Adequado” se refere a um desempenho ou produto que satisfaz plenamente os objetivos estabelecidos; e “Avançado” se refere aos desempenhos que vão além das expectativas. A forma de designar esses níveis vai depender das metas a serem atingidas pelo professor, do componente curricular a ser avaliado e do tipo de avaliação a ser aplicada (RAVELA, Pedro; PICARONI, Beatriz; LOUREIRO, Graciela. ¿Como mejorar la evaluación en el aula?: reflexiones y propuestas de trabajo para docentes. Cidade do México: Grupo Magro, 2017). Como sugestão, podemos considerar níveis de desempenho: “consolidado” (C), “em processo de consolidação” (PC) e “necessita de novas oportunidades” (NC).

No exemplo a seguir, é apresentado como organizar a atribuição para um objetivo pedagógico.

Nome do estudante:

= necessita de novas oportunidades

Relaciona parcialmente animais aos seus ambientes.

relaciona animais aos seus ambientes.

A proposta de avaliação que esta obra propõe deve considerar, de maneira interligada, as reflexões apresentadas adaptadas, tanto à etapa de alfabetização em que os estudantes se encontram como à busca pelo desenvolvimento de habilidades e competências, específicas e gerais, organizadas e propostas pela BNCC.

SUGESTÕES DE PLANEJAMENTO

Para ter melhor compreensão do que será apresentado ao longo dos três volumes desta coleção, a seguir encontram-se os conteúdos principais de cada unidade. Depois, será apresentada uma sugestão para distribuição desses conteúdos em aulas ao longo do ano letivo.

aos seus ambientes.
Relaciona animais aos seus ambientes.

Quadro programático

Este quadro mostra a distribuição dos conteúdos ao longo das unidades e dos capítulos dos três volumes desta coleção.

Unidade 1

3 4 5

OS SONS E A LUZ NO AMBIENTE

1. De onde vem esse som?

Ciências em ação • Explorando diferentes sons

O som

2. O corpo humano produz e percebe sons

Diálogos • Você conhece a língua brasileira de sinais?

Poluição sonora e saúde

3. A luz

Diálogos • De onde vem a luz?

A luz atinge os objetos

Ciências em ação • Testar papéis

Diálogos • Teatro de sombras

4. Como enxergamos com a luz

Ciências em ação • A decomposição da luz do Sol

Espelhos e objetos polidos

Cuidando da saúde dos olhos

Diálogos • O uso das telas pelas crianças

Unidade 1

TRANSFORMAÇÕES DA MATÉRIA E DA ENERGIA

1. Alimentação dos seres vivos

A produção de alimentos nas plantas

A alimentação dos animais

A ação dos microrganismos

Ciências em ação • Testar e analisar a decomposição

2. As relações alimentares

As cadeias alimentares

Exemplos de cadeias alimentares em ambientes brasileiros

3. Uma questão de equilíbrio

E se o ambiente mudar?

Diálogos • Consumo consciente de pescados

4. O ser humano e a energia

Fontes e transformações da energia

Unidade 1

OBSERVANDO OS ASTROS DO CÉU

1. O céu noturno

As fases da Lua

Ciências em ação • Observando a Lua

As estrelas no céu

Diálogos • Constelações indígenas

2. Ampliando nossa capacidade de visão

Os primeiros telescópios

Telescópios modernos

Diálogos • Astronomia brasileira

O registro de imagens

Ciências em ação • Como ocorre o registro de imagens?

Outro uso das imagens

Unidade 2

ANIMAIS: CARACTERÍSTICAS E HÁBITOS DE VIDA

1. Os hábitos de vida dos animais

Viver nos rios, mares e lagos

Um berçário marinho

Diálogos • O que fazer com o lixo plástico?

Viver em ambientes terrestres

2. Agrupando os animais

Animais invertebrados e vertebrados

Animais vertebrados

Diálogos • O que é a herpetologia?

Ciências em ação • Capturando alimentos

Diálogos • J. Borges, um artista popular

3. O desenvolvimento dos animais

Desenvolvimento dentro de ovos

Desenvolvimento dentro do corpo da mãe

Unidade 2

PROTEGENDO O CORPO HUMANO

1. Microrganismos: diversidade e usos pelo ser humano

Conhecendo alguns microrganismos

Usos dos microrganismos pelo ser humano

Ciências em ação • Conhecer mais sobre o fermento biológico

Diálogos • O estudo dos microrganismos

2. Microrganismos causadores de doenças

Doenças causadas por vírus

Diálogos • A importância da pesquisa científica na prevenção de doenças

Doenças causadas por bactérias

Doenças causadas por protozoários

3. Prevenção de doenças

Cuidados com a água

A vacinação

Ciências em ação • Minhas mãos estão limpas. Será?

Unidade 2

A ÁGUA NO AMBIENTE

1. A água circula na natureza

O ciclo da água

Diálogos • A importância da água doce

Algumas propriedades da água

Ciências em ação • Objetos flutuantes e não flutuantes

2. Uso da água pelo ser humano

Tratamento da água

Água em atividades humanas

Diálogos • O gasto mensal de energia elétrica

O que fazer com a água que descartamos?

Evitando o desperdício

3. O ciclo da água e a cobertura vegetal

Consequências do desmatamento

Como conservar o meio ambiente

Unidade 3

O SOLO E SEUS RECURSOS

1. Os componentes do solo

Ciências em ação • Investigando o solo

Tipos de solo

Ciências em ação • Investigando a permeabilidade de amostras de solo

2. O cultivo dos alimentos

Cuidados com o solo

Diálogos • Horta na escola

3. Outros recursos do solo

Extrativismo animal e vegetal

Diálogos • Exploração consciente dos recursos naturais

Extrativismo mineral

Ciências em ação • Preparo de tinta ecológica

Impactos ambientais causados por atividades extrativistas

Diálogos • Acidentes ambientais

Unidade 3

IDENTIFICANDO MUDANÇAS NO AMBIENTE

1. As misturas

Ciências em ação • Fazendo misturas

Tipos de mistura

Separando misturas

2. A água em suas várias formas

A água na natureza

Ciências em ação • Separando o sal da água

Diálogos • Os aquíferos

3. As transformações da matéria

As transformações dos alimentos

Unidade 3

MATERIAIS: USOS E MANEIRAS DE DESCARTE

1. Os materiais e suas características

Objetos do cotidiano

Propriedades físicas dos materiais

Ciências em ação • Parte 1 — Testando balões de festa

Ciências em ação • Parte 2 — Construindo e testando um circuito elétrico

Diálogos • A arte registra o vento

2. A produção diária de resíduos

Os princípios dos 5 Rs

Ciências em ação • Jogo dos mergulhadores

O descarte de resíduos especiais

O destino dos resíduos sólidos

Diálogos • História em quadrinhos

Unidade 4

DA TERRA AO UNIVERSO

1. A Terra

Fenômenos da natureza

Diálogos • Arte feita com pedra-sabão

2. Representações da Terra

Mapas e globos terrestres

Diálogos • Mapas e globos terrestres antigos

3. Observar corpos celestes

As estrelas são corpos celestes

Observando a Lua

Sistema Solar

Ciências em ação • Observar o céu diurno e o céu noturno

Diálogos • O estudo dos astros

Unidade 4

PERCEBENDO MOVIMENTOS DO UNIVERSO

1. O Sol no céu

Diálogos • Lenda sobre o Sol

Pontos cardeais

Ciências em ação • Construindo um gnômon

2. A geolocalização

Localização por GPS

Localização pela bússola

Ciências em ação • Construindo um modelo de bússola

Diálogos • Rastreamento de tartarugas por satélite

3. Mudanças ao nosso redor

O movimento diário da Terra

Ciências em ação • Do outro lado da tela

Diálogos • A importância de dormir à noite

O movimento anual da Terra

O movimento da Lua ao redor da Terra

Diálogos • O impacto das fases da Lua na agricultura e na pesca

A origem dos calendários

Unidade 4

A NUTRIÇÃO DO CORPO HUMANO

1. Alimentação e saúde

Os nutrientes

Alimentação equilibrada

Alimentos naturais e processados

Diálogos • Construção da culinária brasileira

O consumo e a conservação dos alimentos

Diálogos • Frutas da estação

Distúrbios nutricionais

Diálogos • O combate à fome

2. Sistemas de nutrição

A digestão

Diálogos • A água que ingerimos

A respiração

Ciências em ação • Representação dos movimentos respiratórios

A circulação do sangue

A filtração do sangue

Ciências em ação • Integrando os sistemas de nutrição

Sugestões de cronograma – 5° ano

Os registros feitos a seguir permitem avaliar o conjunto de conteúdos que serão apresentados aos estudantes ao longo do 5º ano, considerando duas aulas semanais. Há uma proposta de divisão por bimestre, trimestre ou semestre, que pode ser adequada pelo professor de acordo com as necessidades de cada turma.

1

2

3

4

5

6

Unidade 1

Abertura de unidade

1 – O céu noturno

As fases da Lua

1 – O céu noturno

Ciências em ação • Observando a Lua

Os movimentos da Lua

1 – O céu noturno

As estrelas no céu

As constelações

1 – O céu noturno

Os mapas celestes

Diálogos • Constelações indígenas

2 – Ampliando nossa capacidade de visão

Os primeiros telescópios Telescópios modernos 7

2 – Ampliando nossa capacidade de visão

Diálogos • Astronomia brasileira O registro de imagens

2 – Ampliando nossa capacidade de visão

8

9

10

Ciências em ação • Como ocorre o registro de imagens?

2 – Ampliando nossa capacidade de visão

Outro uso das imagens

Para rever o que aprendi

Abertura da unidade

1 – A água circula na natureza

1 – A água circula na natureza

O ciclo da água

Diálogos • A importância da água doce 13

Unidade 2

1 – A água circula na natureza

Algumas propriedades da água

Ciências em ação • Objetos flutuantes e não flutuantes

2 – Uso da água pelo ser humano Tratamento da água

2 – Uso da água pelo ser humano Água em atividades humanas

Transporte

Pesca e aquicultura

2 – Uso da água pelo ser humano Agricultura

Geração de energia elétrica

Diálogos • O gasto mensal de energia elétrica

18

19

2 – Uso da água pelo ser humano

O que fazer com a água que descartamos?

Evitando o desperdício

3 – O ciclo da água e a cobertura vegetal

Consequências do desmatamento

3 – O ciclo da água e a cobertura vegetal

Como conservar o meio ambiente

20 Para rever o que aprendi

21

22

23

24

Abertura da unidade

1 – Os materiais e suas características

Objetos do cotidiano

1 – Os materiais e suas características

Propriedades físicas dos materiais

Os materiais e o magnetismo

Os materiais e a eletricidade

Funcionamento dos equipamentos elétricos

1 – Os materiais e suas características

Ciências em ação • Parte 1 – Testando balões de festa

Ciências em ação • Parte 2 – Construindo e testando um circuito elétrico

25 1 – Os materiais e suas características

Unidade 3

Os materiais e o calor

Diálogos • A arte registra o vento

26 2 – A produção diária de resíduos

Os princípios dos 5 Rs

A reciclagem

27 2 – A produção diária de resíduos

Ciências em ação • Jogo dos mergulhadores

28 2 – A produção diária de resíduos

O descarte de resíduos especiais

29 2 – A produção diária de resíduos

O destino dos resíduos sólidos

Diálogos • História em quadrinhos

30 Para rever o que aprendi

31

Abertura da unidade

1 – Alimentação e saúde

Os nutrientes

32 1 – Alimentação e saúde

Alimentação equilibrada

Alimentos naturais e processados

33 1 – Alimentação e saúde

Diálogos • Construção da culinária brasileira

34 1 – Alimentação e saúde

O consumo e a conservação dos alimentos

Diálogos • Frutas da estação

35 1 – Alimentação e saúde

Unidade 4

Distúrbios nutricionais

Diálogos • O combate à fome

36 2 – Sistemas de nutrição

A digestão

Diálogos • A água que ingerimos

37 2 – Sistemas de nutrição

A respiração

Ciências em ação • Representação dos movimentos respiratórios

38 2 – Sistemas de nutrição

A circulação do sangue

A filtração do sangue

39 2 – Sistemas de nutrição

Ciências em ação • Integrando os sistemas de nutrição

40 Para rever o que aprendi

Sugestões de matrizes de planejamento de rotina e de sequência didática

A matriz de planejamento de rotina permite uma organização do seu dia a dia. Os momentos que compõem esse registro podem ser compartilhados com os estudantes, para que eles compreendam que o tempo na escola é distribuído de modo a garantir que diferentes atividades sejam realizadas.

Matriz de planejamento de rotina

Planejamento de rotina diária

Acolhida Receber os estudantes; registrar a data e a rotina do dia; conversar brevemente sobre as novidades, os acontecimentos ou os combinados.

Discussão inicial

Desenvolvimento das aulas

Propor uma questão instigante relacionada ao tema da aula ou aos acontecimentos do cotidiano. Estimular a argumentação, a escuta e o respeito às opiniões. Pode ser em roda ou em pequenos grupos.

Desenvolvimento do conteúdo planejado e das propostas interdisciplinares, lúdicas e complementares.

Intervalo/lanche Pausa para alimentação e recreação.

Desenvolvimento das aulas

Fechamento

Desenvolvimento do conteúdo planejado e das propostas interdisciplinares, lúdicas e complementares.

Síntese das aprendizagens: o que foi descoberto, quais dúvidas surgiram e como aplicar no cotidiano. Espaço para reflexão crítica e registro final.

Planejamento de rotina de aula

O modelo de matriz para planejamento de rotina de aula considera 90 minutos, ou seja, dois períodos de aula de 45 minutos.

Momento inicial, buscando o engajamento dos estudantes por meio de uma proposta afetiva.

Aquecimento (5 min)

Apresentação (20 min)

Desenvolvimento (20 a 30 min)

Possibilidade de recursos: cartaz, imagem, vídeo curto, podcast, contação de história, execução de atividade manual (dobradura, desenho), resolução de problema, jogo, brincadeira, passeio pela escola, reflexão.

Início da aula. Apresentação da temática/conteúdo a ser desenvolvida.

Recursos

Para aprendizagem ativada pelo estímulo auditivo: conversa, música, leitura oral, sons. Para aprendizagem ativada pelo estímulo visual: vídeo, cartaz, mapa visual, imagens, brinquedo, livro, leitura silenciosa, uso de gestos.

Para aprendizagem ativada pelo estímulo cenestésico: massa de modelar, colagem, escrita, maquetes, desenhos, práticas em outros espaços, uso do corpo.

Propostas orais e escritas, com sistematização das aprendizagens de modo individual, em duplas ou coletivo.

Sistematização (15 min) Registro das aprendizagens.

Encerramento (10 min)

Autoavaliação (10 min)

Revisão do conteúdo com perguntas, debates ou atividades criativas (diário de bordo, quiz, dramatização, jogo etc.)

Reflexão acerca das atitudes e das aprendizagens do dia.

Matriz de sequência didática

Este modelo de matriz de sequência didática organiza todas as etapas de trabalho do professor.

Identificação

Componente

Período de duração

Tema

Objetivos de aprendizagem

BNCC

Preparação

Encaminhamento

Título da sequência didática. Turma em que será aplicada.

Componente(s) curricular(es) envolvidos.

Número de aulas previstas.

Conteúdo principal a ser explorado. Pode ser, também, um objeto de conhecimento da BNCC ou um capítulo/parte do livro didático.

Objetivo geral e objetivos específicos (por aula), bem como justificativa pedagógica.

Competências, habilidades e temas contemporâneos transversais (TCTs).

Materiais e recursos utilizados em toda a sequência, como as páginas do livro didático, os itens de papelaria, os equipamentos digitais, as autorizações dos familiares, entre outros.

Também é importante considerar possíveis adaptações para estudantes com diferentes necessidades de aprendizagem.

Pré-requisitos Conhecimentos prévios esperados dos estudantes.

Apresentação Sensibilização para o tema.

Aulas Desenvolvimento da sequência didática. A quantidade varia de acordo com a proposta.

Conclusão

Avaliação

Discussão entre os estudantes e apresentação dos resultados.

Verificação da aprendizagem e dos objetivos de aprendizagem atingidos.

Observações gerais Espaço para o registro do professor.

TEXTOS PARA REFLEXÃO

Texto 1

O texto a seguir discute a importância da investigação e da experimentação para as crianças. Investigação e a experimentação

[…] Aqui estamos chamando de investigação aquelas atividades em que uma situação-problema é apresentada pela professora para desafiar as crianças na busca de uma solução e mesmo trazida pela sala de aula pela criança. Além disso, tem como pressuposto o engajamento dos sujeitos na construção e verificação de hipóteses, visando solucionar o problema apresentado. […]

Desenvolver atividades investigativas com as crianças permite que elas comecem desde cedo a vivenciar situações próximas daquelas que a ciência realiza […].

[…] o levantamento e o registro escrito de hipóteses e de previsões sobre o que deverá ocorrer é uma tarefa conduzida pelo professor ou professora. Contudo, é essencial nessa etapa a colaboração de todos os estudantes, considerando as contribuições individuais, ainda que se mostrem muito diferentes e estranhas das demais ou mesmo repetitivas. Cada criança tem a necessidade de dizer, organizar seu pensamento e ter sua ideia apreciada por todos.

LIMA, Maria Emília Caixeta de Castro; LOUREIRO, Mairy Barbosa. Trilhas para ensinar Ciências para crianças Belo Horizonte: Fino Traço, 2013. p. 26-27.

Texto 2

O texto a seguir mostra a importância de discutir educação ambiental no ambiente escolar.

Durante muitos séculos, a produção, o consumo, a extração e o descarte de materiais e resíduos avançaram de modo desordenado, sem políticas para a redução dos impactos ao meio ambiente causados pela ação humana. […]

[…] a educação ambiental (EA) é cada vez mais necessária em todos os âmbitos sociais. […]

No Brasil, a EA foi regulamentada com a Lei n. 9.795/99, da Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), que prioriza sua prática como um processo educacional mais amplo: “um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não formal” […].

Ao conciliar as demandas globais e as locais referentes ao meio ambiente com a PNEA, emergem várias questões a serem trabalhadas no ambiente escolar e difundidas à sociedade em geral, a exemplo da arborização, da coleta seletiva, das áreas de lazer que integram o sujeito ao meio, da redução do consumo desnecessário, entre outras.

SANTOS, Márcia Maria. Educação ambiental para o ensino básico. São Paulo: Contexto, 2023. p. 11-12.

Texto 3

O texto a seguir explica algumas dificuldades que podem ocorrer com os estudantes na transição dos anos iniciais para os anos finais do ensino fundamental.

[…] as explicações para as dificuldades escolares apresentadas pelos estudantes no 6º ano não são simples e nem lineares. Ao contrário, há múltiplos e complexos elementos que se associam e influenciam o baixo rendimento dos discentes nessa etapa de ensino. […] são várias as situações que dificultam o processo de transição no ensino fundamental, e é justamente a associação desses diferentes fatores no cotidiano da vida escolar que produz os maiores efeitos sobre o desempenho dos estudantes.

[…] o processo de transição escolar demanda tempo por parte dos alunos que precisam, além de vivenciar e superar as dificuldades de adaptação a uma nova realidade educacional, demonstrar suas aprendizagens em diferentes formas de avaliação. […] Elementos como a nova organização da rotina escolar, que inclui temporalidades diferentes das aulas em relação aos anos anteriores, a organização institucional, a quantidade de professores e disciplinas, as metodologias diversificadas, as relações interpessoais e os vínculos afetivos entre professores e alunos menos intensos daqueles experienciados nos anos iniciais, são as principais mudanças enfrentadas pelos discentes.

REIS, Ludimila Maria da Silva; NOGUEIRA, Marlice de Oliveira e. Transição para o ensino fundamental II: o que dizem as pesquisas brasileiras. Linhas Críticas, v. 27, 2021. Disponível em: http://educa.fcc.org.br/pdf/lc/ v27/1981-0431-LC-27-e37594.pdf. Acesso em: 30 ago. 2025.

Texto 4

O texto a seguir destaca a importância da aprendizagem socioemocional nas escolas.

O debate sobre como fomentar a aprendizagem socioemocional em ambientes escolares não é novo, mas ganhou maior evidência no meio educacional brasileiro quando o tema foi contemplado na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), publicada em 2018. […]

Ao verificar com cuidado a lista de competências gerais da BNCC, fica evidente que algumas são de cunho mais cognitivo, como Conhecimento e Argumentação. Mas também

encontramos quatro competências de cunho socioemocional, como Autoconhecimento e Autocuidado, Empatia e Cooperação, Responsabilidade e Cidadania e Trabalho e Projeto de Vida. O documento destaca que, na escola, os estudantes precisam aprender a serem agentes de sua própria aprendizagem. […]

Imagine que um professor […] propõe que, em uma sequência de aulas, as crianças de oito anos sejam convidadas a:

1. discutir, em sala de aula, como gostam de se comunicar com seus familiares e amigos e, em seguida, organizar as principais ideias coletadas em um mural digital colaborativo;

2. conversar com alguns familiares […], como tarefa de casa, sobre de que forma se comunicavam e se relacionavam com outras pessoas antes de terem um smartphone, e como isso ocorre agora;

3. compartilhar, na aula seguinte, as descobertas realizadas e discutir sobre as facilidades e os desafios que as tecnologias trouxeram para a comunicação e as relações entre as pessoas; e

4. produzir, em trios, um “meme” sobre o uso consciente das tecnologias, ao ser apresentado no final da aula para toda a turma.

Nesse exemplo simples, que propôs um conteúdo curricular, podemos identificar o protagonismo dos alunos em todo o processo, que envolveu atividades que fomentam o desenvolvimento do autoconhecimento, a empatia, o pensamento crítico, a argumentação, dentre outras competências fundamentais apontadas pela BNCC. Essa abordagem é bastante diferente da mera “entrega” de conteúdos sobre o impacto das tecnologias na comunicação e relações humanas.

CAVALCANTI, Carolina Costa. Aprendizagem socioemocional com metodologias ativas: um guia para educadores. São Paulo: SaraivaUni, 2022. p. 45-47.

Texto 5

O texto a seguir discute desafios enfrentados no processo de avaliação.

A avaliação é um processo contínuo de pesquisa que visa interpretar os conhecimentos, habilidades e atitudes dos alunos, tendo em vista mudanças esperadas no comportamento em função dos objetivos, a fim de que haja condições de decidir sobre alternativas do planejamento do trabalho, do professor e da escola como um todo […].

[…]

Não são recentes, porém, as teorias que incluem o erro como parte fundamental deste processo, uma vez que, ao analisarmos a falha do educando em determinada etapa do desenvolvimento escolar é possível detectar e localizar as causas que o levaram a errar, sendo que estas podem ser de natureza didática pedagógica, física, emocional, cultural ou ambiental.

Dentro de uma perspectiva sociointeracionista, a observação do “erro” tanto quanto do “acerto” em um conjunto de ações específicas, servem como diagnóstico para compreensão da zona de desenvolvimento real e proximal do educando. Embora a passagem de um nível para o outro seja rápida e dinâmica, o erro ou as hipóteses levantadas pelos alunos em testes ou atividades propostas, podem ser interpretados de uma maneira que favoreça a aprendizagem […]. Desta forma, é preciso que o avaliador, no caso, o professor, tenha um bom entendimento de que modalidade de avaliação se adéqua à perspectiva pedagógica adotada tanto pelo professor, quanto pela instituição de ensino.

[…] a avaliação da aprendizagem tem sido associada à execução de provas bimestrais, que tem como objetivo apenas medir o conhecimento adquirido pelo aluno em um tempo determinado, os resultados das provas tornam-se mais relevantes do que a aprendizagem concreta do mesmo. […] historicamente a avaliação sempre esteve associada à pedagogia do exame. Professores quando questionados sobre o que é avaliar, recorrem a respostas

como: fazer provas, trabalhos, comportamento, etc. Estas respostas muitas vezes, são ligadas a instrumentos de avaliação e não ao ato de avaliar o aluno como um pressuposto à melhoria da qualidade da aprendizagem. […]

Diante destas perspectivas percebe-se a avaliação como um mero instrumento, onde a aprendizagem é vista como algo secundário, quando se ignora a função avaliativa durante este processo. […]

[…] Não se leva em consideração as especificidades de cada criança […].

Quando falamos em avaliação da aprendizagem do aluno temos que nos atentar, para a avaliação do trabalho do professor, pois estão interligadas. Se o aluno conseguiu ser avaliado de forma positiva, conclui-se que os objetivos do professor foram alcançados, este avaliará o que conseguiu ensinar, a avaliação funciona como mediadora da prática educativa do professor, que ao rever sua prática, visando à aprendizagem, deve estar aberto a novas metodologias e observar as características individuais de seus alunos, que não são padronizados, não aprendem da mesma maneira.

JORGE, Ivana Clélia Bahia; PACHECO, Maria das Graças. O processo de avaliação da aprendizagem: descritores das práticas nos anos iniciais do ensino fundamental. 2015. Trabalho de conclusão de curso (Licenciatura Plena em Pedagogia) – Universidade Federal Rural da Amazônia, Gurupá, 2015. Disponível em: https://bdta.ufra.edu.br/jspui/ handle/123456789/705. Acesso em: 26 set. 2025.

Texto 6

O texto a seguir discute as etapas do desenvolvimento da criança em relação à aquisição de vocabulário e outras habilidades linguísticas.

Como está organizado o cérebro da criança antes da aprendizagem da leitura? A compreensão da língua falada e o reconhecimento visual invariante, as duas faculdades essenciais, que a leitura vai reciclar e interconectar, estão já posicionados.

Desde os primeiros meses de vida, a criança demonstra uma competência excepcional para a discriminação dos sons da fala. Desde há uma trintena de anos, sabíamos que, com poucos dias de vida, o bebê discrimina os contrastes linguísticos dos sons de qualquer língua e manifesta uma atenção especial para a prosódia de sua língua materna.

[…] Ao final do segundo ano, o vocabulário da criança explode, enquanto a gramática se instala. No momento em que ela começa a ler, estima-se que a criança de 5 ou 6 anos possua uma representação detalhada da fonologia de sua língua, um vocabulário de vários milhares de palavras e um domínio das principais estruturas gramaticais e da forma pela qual elas veiculam o significado.

[…] Em paralelo, o sistema visual da criança se estrutura. […] Por volta dos 5 ou 6 anos, no momento em que a criança aprende a ler, apesar de os grandes processos de reconhecimento visual e de invariância estarem instalados, é provável que o sistema visual ventral esteja ainda num período intenso de plasticidade quando a especialização funcional está longe de estar fixada - um período particularmente propício para a aprendizagem de novos objetos visuais tais como as letras e as palavras escritas.

DEHAENE, Stanilas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Tradução: Leonor Scliar-Cabral. Porto Alegre: Penso, 2012. p. 214-216.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

COMENTADAS

ACADEMIA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS. Aprendizagem infantil : uma abordagem da neurociência, economia e psicologia cognitiva. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Ciências, 2011.

Para ampliar os conhecimentos sobre o papel do cérebro como órgão do corpo humano, que recebe estímulos do ambiente e sua relação com o processo de desenvolvimento de habilidades cognitivas.

ALLAN, Luciana. Escola.com : como as novas tecnologias estão transformando a educação na prática. Barueri: Figurati, 2015.

Essa obra discute o papel da tecnologia no processo de ensino e aprendizagem e oferece opções de aplicação de atividades a serem implementadas nas propostas de ensino a distância.

ALMEIDA, Maria José P. M. de; SILVA, Henrique Cesar (org.). Linguagens, leituras e ensino da Ciência . Campinas: Mercado de Letras, 1998.

Para estimular o uso, nas aulas de Ciências da Natureza, de obras infantis que apresentam diferentes linguagens quanto ao texto e uso de imagens.

AMORIM, Célia Maria Araújo de; ALVES, Maria Glicélia. A criança cega vai à escola : preparando para a alfabetização. São Paulo: Fundação Dorina Nowill para Cegos, 2008. Escrita por profissionais especializados que desenvolvem projetos nessa Fundação, essa obra permite a reflexão das instituições em relação às propostas, oferecidas em sala de aula, aos estudantes que apresentam deficiências.

AOUAR, Flávia. Educação cognitiva positiva : conexões entre educação cognitiva e psicologia positiva. Curitiba: Appris, 2023.

Obra de compilação de estudos e pesquisas direcionadas à compreensão dos processos cognitivos e dos aspectos afetivos que, relacionados, garantem melhores condições ao desenvolvimento humano. Muitas das técnicas descritas nessa obra foram aplicadas pela autora nas mediações de aprendizagem direcionadas a estudantes de diferentes faixas etárias.

ASSMANN, Hugo (org.). Redes digitais e metamorfose do aprender. Petrópolis: Vozes, 2005. Para entender como esse tema chega às escolas e pode ser incorporado às rotinas dos estudantes, considerando hábitos já incorporados à vida deles fora desse ambiente.

BARBIERI, Stela. Interações : onde está a arte na infância?

São Paulo: Blucher, 2012.

As propostas de caráter interdisciplinar dessa obra fazem dela uma leitura importante, como resgate da cultura na vida das crianças.

BATISTA, Cristina Abranches Mota et al . Atendimento educacional especializado : orientações gerais e educação a distância. Brasília, DF: MEC, 2007. Essa leitura traz informações que colaboram para ampliar o significado da avaliação formativa, no que se refere à diversidade de possibilidades que os estudantes apresentam em relação à capacidade de aprender.

BERNARDO, Elisangela da Silva. Organização de turmas: uma prática de gestão escolar em busca de uma escola eficaz. Revista Educação & Cultura Contemporânea , v. 10, n. 21, 2013. Disponível em: https://mestradoedoutora doestacio.periodicoscientificos.com.br/index.php/reeduc/ article/view/634/377. Acesso em: 26 set. 2025.

Esse artigo busca investigar a influência de políticas escolares na promoção da equidade escolar.

BERKHOUT, Frans. Simples : mudança climática. Tradução: Maíra Meier. Rio de Janeiro: Globo Livros, 2023.

Essa obra é um guia que discute os fatos mais significativos sobre o fenômeno das mudanças climáticas no mundo. Todos os temas são apresentados por meio de textos ilustrados com esquemas.

BRANDÃO, Ana Carolina Perrusi; ROSA, Ester Calland de Sousa (org.). Leitura e produção de textos na alfabetização . Belo Horizonte: Autêntica, 2005.

Obra que auxilia a pensar e a efetivar propostas de atividades que envolvem leitura e escrita em uma etapa escolar, muito particular, que é a dos estudantes que estão chegando da educação infantil.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_ EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 10 set. 2025. Documento oficial do Ministério da Educação que serve de referência para a construção de currículos para todos os segmentos da educação básica.

BRASIL. Ministério da Educação. Política Nacional de Educação Especial : equitativa, inclusiva e com aprendizado ao longo da vida. Brasília, DF: Semesp, 2020. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/descontinuado/pnee.pdf. Acesso em: 26 set. 2025.

Documento voltado aos direitos e à valorização dos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação.

BRASIL. Ministério da Educação. Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da educação inclusiva . Brasília, DF: Secadi, 2008.

Documento elaborado pelo Ministério da Educação que apresenta os marcos históricos e visa à construção de políticas públicas relacionadas à educação inclusiva.

BRASIL. Estatuto da pessoa com deficiência . 3. ed. Brasília, DF: Senado Federal, 2019. Disponível em: https://www2.se nado.leg.br/bdsf/handle/id/554329. Acesso em: 26 set. 2025.

Lei brasileira que assegura os direitos e promove a igualdade para as pessoas com deficiência.

BRASIL. Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Crianças, adolescentes e telas : guia sobre usos de dispositivos digitais. Brasília, DF: Secom, 2025. E-book . Disponível em: https://www.gov.br/secom/pt-br/ assuntos/uso-de-telas-por-criancas-e-adolescentes/guia/ guia-de-telas_sobre-usos-de-dispositivos-digitais_ver saoweb.pdf#page=1.00&gsr=0. Acesso em: 20 set. 2025.

Documento oficial que analisa e fornece recomendações sobre o uso de dispositivos digitais por crianças e adolescentes.

BRINCAR é para todos: 8 atividades inclusivas para as crianças. Lunetas , 30 ago. 2022. Disponível em: https://lu netas.com.br/atividades-inclusivas-para-criancas/. Acesso em: 8 ago. 2025.

O texto traz algumas brincadeiras adaptadas para garantir que as crianças com deficiência também possam brincar.

CACHAPUZ, Antonio Carrelhas et al . (org.). A necessária renovação do ensino das Ciências . São Paulo: Cortez, 2005.

Essa obra tem como objetivo reelaborar e atualizar trabalhos publicados que fundamentam uma proposta de reorientação de estratégias pedagógicas e destacam o papel social da educação científica.

CARVALHO, Anna Maria Pessoa de (org.). Ensino de Ciências por investigação: condições para implementação em sala de aula. São Paulo: Cengage Learning, 2014. Essa obra discute aspectos importantes do ensino e da aprendizagem dos conteúdos científicos no ensino fundamental, com base em pesquisas realizadas pelas autoras, em salas de aula de escolas oficiais.

CAVALCANTI, Carolina Costa. Aprendizagem socioemocional com metodologias ativas : um guia para educadores. São Paulo: SaraivaUni, 2023.

Essa obra ensina os educadores a desenvolver em sala de aula, por meio de temas relevantes e atuais, experiências de aprendizagem socioemocional com base em uma perspectiva multidisciplinar e centrada no uso de metodologias ativas.

COLELLO, Silvia M. Gasparian. Alfabetização : o quê, por quê e como. São Paulo: Summus, 2021.

Obra que traz temas relacionados à complexidade da alfabetização como: concepções de linguagem, leitura e escrita; considerações sobre os processos de aprendizagem, as diretrizes e as práticas de ensino, os desafios docentes, a necessidade de reversão dos quadros atuais de analfabetismo, o analfabetismo funcional e o baixo letramento.

COLELLO, Silvia M. Gasparian. A escola e a produção textual : práticas interativas e tecnológicas. São Paulo: Summus, 2017.

Nessa obra, a autora discute como o trabalho desenvolvido na escola pode interferir na produção textual, favorecendo a aprendizagem da língua. Esse projeto educativo é apresentado por meio de exemplos de práticas tecnológicas e interativas.

CUNHA, Maria. A importância de se falar da cultura e tradição dos territórios . Manaus: Instituto Juruá, 29 maio 2024. Disponível em: https://institutojurua.org.br/a-impor tancia-de-se-falar-da-cultura-e-tradicao-dos-territorios/. Acesso em: 10 set. 2025.

Esse artigo trata da importância de abordar a cultura e as tradições dos territórios brasileiros como forma de preservação e valorização da identidade dos povos.

DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura : como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Tradução: Leonor Scliar-Cabral. Porto Alegre: Penso, 2012. Obra importante para compreender o funcionamento do cérebro e seu papel no processo de leitura ao longo das etapas de alfabetização.

DINIZ, Margareth. Inclusão de pessoas com deficiência e/ou necessidades específicas : avanços e desafios. Belo Horizonte: Autêntica, 2012.

Esse livro trata os principais desafios e avanços da educação inclusiva e sugere atividades que viabilizam a aplicação dos princípios e dos eixos dessa educação no cotidiano escolar.

ESPINOZA, Ana. Ciências na escola : novas perspectivas para a formação dos alunos. São Paulo: Ática, 2010.

Essa obra auxilia a pensar em Ciências da Natureza como fonte de conteúdos reflexivos e espaço de estratégias dinâmicas em sala de aula.

FERREIRA, Valéria Oliveira; AMARAL-ROSA, Marcelo Prado; LIMA, Valderez Marina do Rosário. Ensino de Ciências nos anos iniciais: a percepção de professores com vistas à formação integral dos estudantes. Com a Palavra, o Professor, Vitória da Conquista, v. 7, n. 17, p. 14-18, jan./abr. 2022. Disponível em: http://revista.geem.mat.br/index.php/ CPP/article/view/648. Acesso em: 26 set. 2025.

Esse estudo qualitativo apresenta a percepção de professores de Ciências da Natureza dos anos iniciais do ensino fundamental sobre o trabalho que realizam.

FRIEDMANN, Adriana. O brincar no cotidiano da criança São Paulo: Moderna, 2006.

Obra que estimula o professor a incorporar as brincadeiras entre as atividades propostas em sala de aula.

GIANI, Kellen. A experimentação no ensino de Ciências : possibilidades e limites na busca de uma aprendizagem significativa. 2010. Dissertação (Mestrado) – Instituto de Ciências Biológicas, de Física e de Química, Universidade de Brasília, Brasília, DF, 2010.

Esse texto apresenta o espaço de reflexão sobre a prática de laboratório no ambiente escolar, suas possibilidades reais e estratégias mais adequadas.

HATTIE, John. Aprendizagem visível para professores : como maximizar o impacto da aprendizagem. Porto Alegre: Penso, 2017.

Essa obra é resultado de pesquisas que mostram os efeitos positivos na aprendizagem realizada por meio do uso constante da avaliação formativa, com destaque para a discussão de tarefas nos momentos de devolutiva.

HAYDT, Regina Cazaux. Avaliação do processo ensino-aprendizagem . 6. ed. São Paulo: Ática, 1997.

Esse livro explica o que é, os objetivos e quando aplicar as avaliações diagnóstica, formativa e somativa.

IBARROLA, Begoña. Aprendizaje emocionante: neurociencia para el aula. Madri: SM, 2013.

Por meio de atividades práticas, esse livro propõe reflexões e fundamentação científica na neurociência sobre a aplicação, em sala de aula, de conhecimentos sobre a inteligência e a educação emocional.

INTERDISCIPLINARIDADE. São Paulo: PUC, v. 1, n. 6, abr. 2015. Disponível em: https://www5.pucsp.br/gepi/downloads/ revistas/revista-6-gepi-abril15.pdf#page=5.00. Acesso em: 10 set. 2025.

Essa revista apresenta diversos artigos sobre interdisciplinaridade no ensino de várias áreas do conhecimento.

JOBIM E SOUZA, Solange. Infância e linguagem : Bakhtin, Vygotsky e Benjamin. 5. ed. Campinas: Papirus, 2000.

Esse livro é considerado referência para compreender como as crianças adquirem a linguagem oral organizada e se preparam para adquirir a linguagem escrita na escola.

JORGE, Ivana Clélia Bahia; PACHECO, Maria das Graças. O processo de avaliação da aprendizagem: descritores das práticas nos anos iniciais do ensino fundamental 2015. Trabalho de conclusão de curso (Licenciatura Plena em Pedagogia) – Universidade Federal Rural da Amazônia, Gurupá, 2015. Disponível em: https://bdta.ufra.edu.br/jspui/ handle/123456789/705. Acesso em: 26 set. 2025. Esse estudo busca uma reflexão sobre a avaliação da aprendizagem nos anos iniciais do ensino fundamental.

KLISYS, Adriana. Ciência, arte e jogo: projetos e atividades lúdicas na educação infantil. São Paulo: Peirópolis, 2010. Com vistas à transição das crianças da educação infantil para os anos iniciais do ensino fundamental, essa obra traz uma referência muito forte da importância da ludicidade nas estratégias selecionadas pelo professor.

KRASILCHIK, Myriam; MARANDINO, Martha. Ensino de Ciências e cidadania . São Paulo: Moderna, 2004. Essa obra discute a importância da aquisição de conhecimentos científicos pela população não somente para a ampliação de conhecimentos específicos de Ciências da Natureza, mas também como caminho para a compreensão da relação que se estabelece entre saúde, economia, tecnologia e sociedade, além do desenvolvimento da capacidade de tomar decisões em situações do cotidiano relativas à cidadania.

KIYOMURA, Leila. União de arte e ciência é essencial para o saber, dizem pesquisadores. Jornal da USP, 26 jul. 2019. Disponível em: https://jornal.usp.br/cultura/uniao-de-arte-e-ciencia-e-essencial-para-o-saber-dizem-pesquisadores/. Acesso em: 10 set. 2025. Esse artigo mostra como a arte é essencial para o desenvolvimento de outros componentes curriculares.

LIMA, Kênio E. C.; TEIXEIRA, Francimar M. A epistemologia e a história do conceito experimento/experimentação e seu uso em artigos científicos sobre ensino das Ciências. In : ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS, 8., 2011, Campinas. Anais […]. Campinas: Abrapec, 2011. Disponível em: https://abrapec.com/atas_enpec/ viiienpec/resumos/R0355-1.pdf. Acesso em: 20 set. 2025. Esse artigo discute as diferentes definições para experimento e sua importância para o ensino de Ciências.

LIMA, Maria Emília Caixeta de Castro; LOUREIRO, Mairy Barbosa. Trilhas para ensinar Ciências para crianças Belo Horizonte: Fino Traço, 2013.

Segundo as autoras dessa obra, existe um consenso de que a abordagem de temas e tópicos relativos às Ciências da Natureza apresenta potencial para que os estudantes desenvolvam conhecimentos para aprender a resolver problemas, analisar informações, tomar decisões e se preparar para a vida.

MACEDO, Buena B.; MACEDO, Julie I. A. Flexibilidade curricular e contextualização de saberes: a interdisciplinaridade na BNCC (2018). In : CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, 10., 2024, Campina Grande. Anais […]. Campina Grande: Realize, 2024. Disponível em: https://editorarealize. com.br/editora/anais/conedu/2024/TRABALHO_COMPLE TO_EV200_MD1_ID12725_TB4125_22102024125509.pdf. Acesso em: 26 set. 2025. Artigo que busca levantar discussões sobre a interdisciplinaridade presente na BNCC.

MASCELANI, Angela. O mundo da arte popular brasileira . 3. ed. Rio de Janeiro: Mauad: Museu Casa do Pontal, 2009. Essa obra propõe uma reflexão sobre a arte de origem popular que surge como forma alternativa de aprendizagem, levando-nos à ampliação de conhecimentos sobre a cultura brasileira.

MATURANA, Humberto; VERDEN-ZÖLLER, Gerda. Amar e brincar : fundamentos esquecidos do humano. São Paulo: Palas Athena, 2014.

Nessa obra, os autores examinam detalhes dos fundamentos da condição humana que permeiam o afetivo e o lúdico. Nesse contexto, o brincar é analisado na relação materno-infantil e na criança em crescimento, como fundamento biológico da consciência de si mesmo, da consciência social e de mundo.

MILARÉ, Tathiane et al. (org.). Alfabetização científica e tecnológica na educação em Ciências : fundamentos e práticas. São Paulo: Livraria da Física, 2021.

Esse livro contribui para um panorama sobre a educação em Ciências, tanto na pesquisa quanto nos processos de ensino e aprendizagem, a partir da educação básica.

MORAIS, Alessandra de et al Aprendizagem cooperativa : fundamentos, pesquisas e experiências educacionais brasileiras. Marília: Cultura Acadêmica, 2021.

Esse livro trata de uma experiência de aprendizagem cooperativa coletiva que ilustra um momento de devolutiva compartilhada, dentro de um processo de avaliação formativa, em que se desenvolvem as habilidades de cooperação e comunicação e, consequentemente, a cidadania.

MORAN, José Manuel; MASETTO, Marcos T.; BEHRENS, Marilda Aparecida. Novas tecnologias e mediação pedagógica . Campinas: Papirus, 2013.

Esse livro traz reflexões sobre a introdução da tecnologia na escola, permitindo ampliar o conceito de aula, de espaço e de tempo e revendo o papel da mediação pedagógica como elemento fundamental para a melhoria do processo de aprendizagem.

MORIN, Edgar. A cabeça bem-feita . Tradução: Eloá Jacobina. Rio de Janeiro: Brtrand Brasil, 2022.

Na linha da reforma do pensamento, o autor dessa obra propõe ir além do conhecimento fragmentado, em direção à união do pensamento científico e o pensamento humanista, o que pode levar os estudantes a se tornar cidadãos.

OLIVEIRA, Rosane Machado de. Diversidade cultural: a importância das diversas culturas no ensino-aprendizagem, no desenvolvimento da cidadania e na preservação de valores éticos e morais. Núcleo do Conhecimento, ano 2, v. 1, abr. 2017. Disponível em: https://www.nucleodoco nhecimento.com.br/educacao/diversidade-cultural. Acesso em: 10 set. 2025.

Esse artigo faz uma síntese da obra A primeira missa no Brasil, do pintor Victor Meirelles, e analisa diversas culturas no ensino-aprendizagem e no processo de construção da cidadania.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) . Lisboa, 2004. Disponível em: http://www.crpsp.org. br/arquivos/CIF.pdf. Acesso em: 31 ago. 2025.

Esse documento da Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica e descreve as capacidades e as limitações para diferentes tipos de deficiência.

PENA-VEGA, Alfredo. Os sete saberes necessários à educação sobre as mudanças climáticas . Tradução: Marcelo Mori. São Paulo: Cortez, 2023.

Essa obra nos ajuda a pensar como podemos ensinar e conscientizar os estudantes, além de promover mudanças sociais necessárias para a compreensão dos impactos causados pelas mudanças climáticas que afeta, em grande escala, povos diferentes em todos os cantos do mundo.

POKER, Rosimar Bortolini et al Plano de desenvolvimento individual para o atendimento educacional especializado . Marília: Cultura Acadêmica, 2013.

Essa obra trata do plano de desenvolvimento individual (PDI) e traz exemplos de aplicação com casos reais de estudantes com deficiências e com transtornos globais do desenvolvimento, subsidiando a ação pedagógica do professor especializado. POPHAM, W. James. Transformative assessment . Alexandria: ASCD, 2008.

Nessa obra, com base em evidências empíricas obtidas na realização de tarefas avaliativas, Popham orienta os professores e os estudantes na identificação da necessidade de mudanças nos processos de ensino e aprendizagem, que, com o tempo, podem se traduzir na melhora dos resultados de avaliação.

RAVELA, Pedro; PICARONI, Beatriz; LOUREIRO, Graciela. ¿Como mejorar la evaluación en el aula? : reflexiones y propuestas de trabajo para docentes. Cidade do México: Grupo Magro, 2017.

Essa obra aprofunda a discussão sobre a avaliação formativa, com destaque para a organização de quadros de registros de resultados, isto é, dos produtos dos trabalhos dos estudantes e de devolutivas individuais e coletivas.

REIS, Ludimila Maria da Silva; NOGUEIRA, Marlice de Oliveira e. Transição para o ensino fundamental II: o que dizem as pesquisas brasileiras. Linhas Críticas , v. 27, 2021. Disponível em: http://educa.fcc.org.br/pdf/lc/v27/1981-0431-L C-27-e37594.pdf. Acesso em: 30 ago. 2025.

Pesquisa que analisou o desempenho de estudantes na transição do 5º para o 6º ano do ensino fundamental

SANTOS, Márcia Maria. Educação ambiental para o ensino básico . São Paulo: Contexto, 2023.

Esse livro ensina a entender a importância da educação ambiental, na compreensão da relação que os seres humanos estabelecem com o ambiente e como caminho de valorização de ações sustentáveis no cotidiano.

SANTOS, Willian R. S.; GALLETTI, Rebeca, C. A. F. História do ensino de Ciências no Brasil: do período colonial aos dias atuais. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências , v 23, 2023. Disponível em: https://periodicos. ufmg.br/index.php/rbpec/article/view/39233/37787. Acesso em: 11 set. 2025.

Esse artigo apresenta o processo de desenvolvimento da Ciência e do ensino de Ciências desde o período colonial até os dias atuais.

SASSERON, Lúcia H.; CARVALHO, Anna Maria Pessoa de. Almejando a alfabetização científica no ensino fundamental: a proposição e a procura de indicadores do processo. Investigações em Ensino de Ciências , v. 13 n. 3, p. 333352, 2008. Disponível em: https://ienci.if.ufrgs.br/index. php/ienci/article/view/445/263. Acesso em: 27 set. 2025. Esse artigo propõe um ensino de Ciências que incentive os estudantes a discutir as implicações desse conhecimento para a sociedade e para o ambiente.

SASSERON, Lúcia H.; MACHADO, Vitor Fabrício; PIETROCOLA, Maurício (coord.). Alfabetização científica na prática : inovando a forma de ensinar Física. São Paulo: Livraria da Física, 2017. (Coleção professor inovador).

Essa obra colabora para a mudança de paradigma e das ações e atitudes do professor nas aulas de Ciências, com propostas de planejamento que valorizam a problematização e o ensino por investigação.

SCHAPPO, Marcelo Girardi. Astronomia : os astros, a ciência, a vida cotidiana. São Paulo: Contexto, 2024.

Com apresentação simples e acessível, essa obra ajuda a entender melhor o céu e sua relação com o dia a dia na Terra.

SILVA, Adilson Florentino da et al . A inclusão escolar de alunos com necessidades educacionais especiais : deficiência física. Brasília, DF: MEC, 2006.

Esse documento traz orientações e informações que permitem que as escolas se organizem para atender os estudantes com deficiência física, contribuindo para a construção de espaços educacionais mais inclusivos.

SILVA, Alexandre F.; FERREIRA, José H.; VIEIRA, Carlos A. O ensino de Ciências no ensino fundamental e médio: reflexões e perspectivas sobre a educação transformadora. Revista Exitus , v. 7, n. 2, maio 2019. Disponível em: https:// portaldeperiodicos.ufopa.edu.br/index.php/revistaexitus/ article/view/314/262. Acesso em: 25 set. 2025.

Esse texto discute o ensino de Ciências da Natureza na educação básica e sua importância na formação de cidadãos e no desenvolvimento do país, trazendo aspectos históricos e atuais do ensino de Ciências.

SILVA, Maíra B.; SASSERON, Lúcia H. Alfabetização científica e domínios do conhecimento científico: proposições para uma perspectiva formativa comprometida com a transformação social. Ensaio : Pesquisa em Educação em Ciências. Belo Horizonte, v. 23, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1983-21172021230129. Acesso em: 12 set. 2025.

Esse artigo discute o termo alfabetização científica considerando diferentes abordagens.

SIMÕES, Adelson Cheibel; NEVES, Camila Oliveira. Uma análise sobre as avaliações diagnóstica, formativa e somativa na escola: um olhar sobre a percepção docente. Políticas Públicas de Educação , v. 3, 2024. Disponível em: https://editorarealize.com.br/editora/ebooks/cone du/2024/GT21/TRABALHO_COMPLETO_EV200_MD5_ ID5487_TB489_20102024165430.pdf. Acesso em: 10 set. 2025.

Esse artigo analisa, problematiza e destaca a importância das modalidades de avaliação diagnóstica, formativa e somativa.

UEBEL, Mariana Pedrini. O cérebro na infância : um guia para pais e educadores empenhados em formar crianças felizes e realizadas. São Paulo: Contexto, 2023.

Esse livro mostra conhecimentos da neurociência, relacionados à plasticidade do cérebro infantil, em um período da vida em que são muitas as possibilidades de se desenvolver habilidades associadas às experiências vividas no dia a dia.

VALLE, Mariana Guelero do; SOARES, Karla Jeane Coqueiro Bezerra; SÁ-SILVA, Jackson Ronie (org.). A alfabetização científica na formação cidadã : perspectivas e desafios no ensino de Ciências. Curitiba: Appris, 2020.

Essa obra tem como objetivo preparar os estudantes para a cidadania plena, cumprindo seus deveres como sujeitos sociais. Para isso, oferece novas perspectivas para o ensino de Ciências.

VILLAS BOAS, Benigna Maria de Freitas (org.). Compreendendo a avaliação formativa. In : VILLAS BOAS, Benigna Maria de Freitas (org.). Avaliação formativa : práticas inovadoras. Campinas: Papirus, 2011.

Esse estudo trata de processos educativos, com apresentação de algumas práticas de avaliação formativa para o trabalho docente.

SUGESTÕES DE LEITURA PARA O PROFESSOR

ADELSIN. Barangandão arco-íris : 36 brinquedos inventados por meninos e meninas. São Paulo: Peirópolis, 2008. Essa obra colabora no processo de desenvolvimento de habilidades manuais, por meio da construção de brinquedos que podem ser construídos com objetos e materiais reutilizados.

ALLUÉ, Josep Maria. O grande livro dos jogos : 250 jogos do mundo inteiro para todas as idades. Belo Horizonte: Leitura, 1998.

Os jogos são opções importantes para o trabalho de sala de aula, pois permitem manter o aspecto lúdico da aprendizagem e estimulam o desenvolvimento das habilidades cognitivas.

BENTO, Claudia Regina Spolador. Avaliação da aprendizagem : aspectos relevantes da avaliação diagnóstica, formativa e somativa na aprendizagem escolar. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização em Coordenação Pedagógica) – Setor de Educação, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2014. Disponível em: https://acervodigital.ufpr.br/xmlui/bitstream/ handle/1884/47186/R%20-%20E%20-%20CLAUDIA%20REGINA%20SPOLADOR%20BENTO.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 10 set. 2015.

Esse trabalho trata do entendimento que a comunidade escolar tem sobre a avaliação da aprendizagem e auxilia os professores na compreensão das funções da avaliação e dos instrumentos avaliativos como um mecanismo de reflexão da prática pedagógica.

BRASIL. Ministério da Saúde. Manual das cantinas escolares saudáveis : promovendo a alimentação saudável. Brasília, DF: MS, 2010.

Esse material é rico em informações que podem ser apresentadas e aplicadas nos espaços de preparo de refeições nas escolas.

CARINE, Bárbara. Educando crianças antirracistas . São Paulo: Planeta do Brasil, 2024.

Esse manual antirracista é voltado para a primeira infância que, por meio de uma linguagem simples, pode ajudar o professor a enfrentar diferentes situações de racismo nas escolas.

FARIA, Maria Alice. Como usar a literatura infantil em sala de aula . São Paulo: Contexto, 2008.

Essa obra apresenta diferentes opções de atividades que mostram a literatura como caminho importante para o desenvolvimento de estratégias de alfabetização científica.

FISHER, Len. A ciência no cotidiano : como aproveitar a Ciência nas atividades do dia a dia. Tradução: Helena Londres. Rio de Janeiro: Zahar, 2004.

Esse livro é uma referência importante para pensar em atividades acessíveis aos estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental, de modo a fazê-los perceber que a Ciência faz parte do cotidiano.

LIRA, Tatiane Hilário de; FIREMAN, Elton Casado. Ensino de Ciências para os anos iniciais : teorias e práticas. Maceió: Olyver, 2021. E-book . Disponível em: https://www.repositorio.ufal.br/jspui/handle/123456789/9738. Acesso em: 8 set. 2025.

Com base no documento da BNCC para Ciências da Natureza nos anos iniciais do ensino fundamental, essa obra apresenta propostas de atividades investigativas, sob a ótica da alfabetização científica, referentes a temas como água, plantas, eletricidade e magnetismo.

LOPES, Nei Braz. Dicionário escolar afro-brasileiro . São Paulo: Selo Negro, 2015. Essa obra é dedicada aos estudantes brasileiros, traz biografias de personalidades negras que se destacaram e se destacam em diferentes esferas da vida cotidiana brasileira e apresenta o significado de uma diversidade de termos relacionados à cultura afro-brasileira.

MACEDO, Leonarda Carvalho de. Incluir, ensinar e transformar : sequências didáticas para crianças atípicas e neurodivergentes. São Paulo: Casa Editorial Setentrional, 2025. Com base no Plano Nacional Individualizado, essa obra ensina como transformar desafios educacionais em oportunidades de vida.

PEVIRGULADEZ, Allan. Manual prático de educação antirracista . São Paulo: Cortez, 2024. Essa obra visa auxiliar educadores, familiares e responsáveis pelos estudantes a promover uma educação antirracista, com um ambiente escolar saudável e inclusivo.

ROCHA, Gladys. Avaliação diagnóstica. In : FRADE, Isabel Cristina Alves da Silva; VAL, Maria da Graça Costa; BREGUNCI, Maria das Graças de Castro. Glossário Ceale . Belo Horizonte, 2014. Disponível em: https://ceale.fae.ufmg.br/glossario ceale/verbetes/avaliacao-diagnostica. Acesso em: 10 de set. 2025. Esse texto trata dos objetivos e das características da avaliação diagnóstica.

SASSERON, Lúcia H. Alfabetização científica no ensino fundamental : estrutura e indicadores deste processo em sala de aula. 2008. Tese (Doutorado) – Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, 2008. Essa tese apresenta formas de aplicação dos pressupostos da alfabetização científica em sala de aula.

INDICAÇÕES DE PÁGINAS DA INTERNET E REVISTAS

ACADEMIA BRASILEIRA DE LITERATURA DE CORDEL. Rio de Janeiro: ABLC, c2025. Disponível em: https://ablc9. wordpress.com/. Acesso em: 11 set. 2025.

Essa página da Associação Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC) contém um extenso conteúdo sobre a produção desse gênero.

BRASIL. Ministério da Educação. Banco internacional de objetos educacionais . Brasília, DF, c2025. Disponível em: https:// objetosdeaprendizagem.com.br/banco-internacional-de-objetos-de-aprendizagem/. Acesso em: 11 set. 2025.

Esse repositório de recursos digitais tem cunho pedagógico-educacional e contempla todos os níveis de ensino. Entre os recursos disponíveis estão: animações, simulações, áudios, experimentos práticos e vídeos. Para acessar o conteúdo, clique em “ensino fundamental” e, depois, em “séries iniciais” e “Ciências Naturais”.

BRASIL. Ministério da Educação. Portal do professor. Brasília, DF, 2008. Disponível em: http://portaldoprofessor.mec. gov.br/index.html. Acesso em: 11 set. 2025.

Esse portal é ligado ao MEC e objetiva apoiar os processos de formação de professores e enriquecer a prática pedagógica. Entre os materiais disponíveis, há conteúdos multimídia e jornal do professor.

COMITÊ PARA DEMOCRATIZAÇÃO DA INFORMÁTICA. Florianópolis, c2025. Disponível em: https://cpdi.org.br/. Acesso em: 11 set. 2025.

Essa plataforma visa à inclusão digital e é possível ver onde o comitê atua dentro e fora do país. Apresenta links para o boletim informativo, o mapa da exclusão digital, o terceiro setor, entre outros.

CONSTRUINDO um mundo melhor. Publicado por: Discovery Brasil. 2016. 8 vídeos ( ca 10 min). Disponível em: https:// www.youtube.com/playlist?list=PLQtKWvsWFC-BbhqK-XJZ0BUhP5JNGcvLg. Acesso em: 11 set. 2025.

Esse canal disponibiliza vídeos que permitem a discussão sobre ações que colaboram com a conservação do ambiente.

E-AULAS: portal de videoaulas. São Paulo: Universidade de São Paulo, c2025. Disponível em: https://eaulas.usp.br/portal/ video?idItem=3875. Acesso em: 11 set. 2025.

Essa página apresenta aulas com a professora Karina Soledad Maldonado Molina Pagnez, nas quais são abordados temas referentes à educação especial, como: bases legais da educação especial; fundamentos e conceitos; panorama nacional e internacional; a relação entre educação e saúde; educação bilíngue para surdos; a prática pedagógica em sala de aula; o atendimento educacional especializado; entre outros.

NOVA ESCOLA. São Paulo, c2025. Disponível em: https://novaescola.org.br/. Acesso em: 25 set. 2025.

Essa revista é voltada para a educação, com sugestões de práticas em sala de aula. Para assistir às produções em vídeo, acesse o site e acompanhe os seguintes passos: 1. Digite o tema da busca; 2. Refine o resultado clicando em “Vídeo”.

PESQUISA FAPESP. São Paulo, c2025. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/. Acesso em: 11 set. 2025. Essa revista de divulgação científica institucional publica reportagens sobre programas de pesquisa e resultados de projetos de pesquisa científica ou tecnológica.

SOCIEDADE BRASILEIRA PARA O PROGRESSO DA CIÊNCIA. São Paulo, c2025. Disponível em: http://portal.sbpcnet.org. br/. Acesso em: 11 set. 2025.

Essa página apresenta conteúdos diversos de divulgação científica.

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