Skip to main content

PNLD 2027 Anos Iniciais - A Conquista - Geografia - Volume 4

Page 1


GEOGRAFIA

COMPONENTE CURRICULAR: GEOGRAFIA

Edilson Adão Cândido da Silva

Doutor em Geografia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-SP).

Mestre em Ciências (área de concentração: Geografia Humana) pela Universidade de São Paulo (USP).

Bacharel e Licenciado em Geografia pela USP.

Professor de Geografia.

Laercio Furquim Junior

Mestre em Ciências (área de concentração: Geografia Humana) pela Universidade de São Paulo (USP).

Bacharel e Licenciado em Geografia pela USP. Professor de Geografia.

Anos Iniciais do Ensino Fundamental
2a edição
São Paulo ∙ 2025
LIVRO DO PROFESSOR

Copyright © Edilson Adão Cândido da Silva, Laercio Furquim Jr., 2025

Direção-geral Ricardo Tavares de Oliveira

Direção de conteúdo e performance educacional Cintia Cristina Bagatin Lapa

Direção editorial adjunta Luiz Tonolli

Gerência editorial Natalia Taccetti, Nubia de Cassia de M. Andrade e Silva

Edição João Carlos Ribeiro Junior (coord.), Beatriz Montagnolli, Mayara Ribeiro de Souza, Pedro Henrique Fandi

Preparação e revisão Viviam Moreira (coord.), Adriana Périco, Anna Júlia Danjó, Elaine Pires, Fernanda Marcelino, Fernando Cardoso, Giovana Moutinho, Paulo José Andrade, Rita de Cássia Sam

Produção de conteúdo digital Deborah D'Almeida Leanza (coord.), Fabio Bonna Moreirão

Gerência de produção e arte Ricardo Borges

Design Andréa Dellamagna (coord.), Ana Carolina Orsolin (criação)

Projeto de capa Andréa Dellamagna e Sergio Cândido (logo)

Ilustração de capa Marcos de Mello

Arte e produção Vinícius Fernandes dos Santos (coord.), Camila Ferreira Leite, Jacqueline Ortolan, Sidnei Moura

Diagramação Nany Produções Gráficas

Coordenação de imagens e textos Elaine Cristina Bueno Koga

Licenciamento de textos Amandha Rossette, Erica Brambilla

Iconografia Danielle Farias, Leticia dos Santos Domingos (trat. imagens)

Ilustrações Alex Rodrigues, Anna Anjos, Artur Fujita, Caco Bressane, Claudia Marianno, Dayane Raven, Edson Faria, Estúdio Lab307, Estúdio Ornitorrinco, Héctor Gómez, Ideário Lab – Reinaldo Rosa, Ilustra Cartoon (José Luís Juhas), Leninha Lacerda, Marciano Palacio, Roberto Weigand, Rodrigo Figueiredo/Yan Comunicação, Tel Coelho/Giz de Cera, Thiago Bento, Vanessa Alexandre

Cartografia Alessandro Passos da Costa, Mário Yoshida, Sonia Vaz

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Furquim Junior, Laercio

A conquista : geografia : 4º ano : ensino fundamental : anos iniciais / Laercio Furquim Junior, Edilson Adão Cândido da Silva -- 2. ed. -São Paulo : FTD, 2025.

Componente curricular: Geografia.

ISBN 978-85-96-06274-9 (livro do estudante)

ISBN 978-85-96-06275-6 (livro do professor)

ISBN 978-85-96-06276-3 (livro do estudante HTML5)

ISBN 978-85-96-06277-0 (livro do professor HTML5)

1. Geografia (Ensino fundamental) I. Silva, Edilson Adão Cândido da. II. Título.

25-297182.0

CDD-372.891 Índices para catálogo sistemático:

1. Geografia: Ensino fundamental 372.891

Maria Alice Ferreira - Bibliotecária - CRB-8/7964

Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA FTD

Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300

Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br

Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.

Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33

Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

APRESENTAÇÃO

Prezado professor,

É com muita alegria que apresentamos nossa obra. Esperamos que ela possa auxiliá-lo na empreitada de sua magnífica profissão. Nós, os autores e a equipe editorial, nos dedicamos muito para levar até você uma obra completa de Geografia. Esperamos que, com ela, você e seus estudantes viajem por lugares, paisagens, regiões e territórios do Brasil e do mundo.

Criada para três importantes anos iniciais do ensino fundamental, esta obra foi idealizada pensando nesta importante etapa em que as crianças passam a viver mudanças decisivas em sua formação e na relação com o mundo. Este Livro do professor circunscreve-se como um auxílio no uso da coleção, permitindo-lhe explorar todas as possibilidades contidas no Livro do estudante. O referencial teórico da obra, que está em sintonia com as categorias analíticas abordadas na BNCC (lugar, paisagem, território, região, natureza), e apoia-se em uma premissa básica: o espaço geográfico como objeto maior de estudo da Geografia.

Não temos dúvidas de que, pelos caminhos da Geografia, será possível melhor entender o mundo e, assim, contribuir para que formemos cidadãos conscientes que ajudarão a construir uma sociedade mais justa.

Com carinho, Os autores.

ORGANIZAÇÃO GERAL DA COLEÇÃO

A coleção é composta de Livro do estudante e Livro do professor, nas versões impressa e digital.

Livros impressos

LIVRO DO ESTUDANTE

O livro é organizado em quatro unidades. Cada unidade apresenta capítulos que desenvolvem os conteúdos a serem trabalhados.

de leitura e interpretação dessas representações que permeiam a unidade e o volume como um todo.

Livros digitais

ENCAMINHAMENTO Para iniciar o tema, fazer as seguintes questões aos estudantes: 1. Vocês sabem o que é um município? 2. Vocês acham que a imagem dessa abertura de unidade pode representar um município? Por quê? As questões visam levantar os conhecimentos prévios dos estudantes e aproximá-los do tema que será desenvolvido na unidade. Ao pedir que observem a imagem de abertura, certificar-se de que os estudantes compreenderam que se trata de um lugar hipotético. É importante que percebam que os municípios podem ter muitas paisagens diferentes. Antes de propor que respondam às questões de abertura da unidade, explorar com os estudantes a imagem pedindo que descrevam, oralmente, o que observam. Verificar se eles identificam duas porções do espaço distintas na imagem (a cidade à esquerda, o campo à direita), já que estudaram esse assunto na unidade anterior. Atividades

LIVRO DO PROFESSOR

Contém orientações específicas, acompanhadas da reprodução do Livro do estudante na íntegra, em miniatura, com respostas em magenta, e orientações gerais, em que há subsídios sobre teoria e prática docente.

O Livro do estudante e o Livro do professor também são disponibilizados no formato digital.

OBJETOS DIGITAIS

Ao longo do volume, ícones indicam objetos digitais que podem ser acessados pelo professor e pelos estudantes para enriquecer a aprendizagem de maneira dinâmica e promover o uso de ferramentas digitais presentes no dia a dia.

Os objetos digitais são indicados por estes ícones:

CONHEÇA SEU LIVRO DO PROFESSOR

Este Livro do professor apresenta orientações didáticas que visam apoiar a prática pedagógica. Elas estão organizadas em duas partes.

Orientações específicas, acompanhando a reprodução das páginas do Livro do estudante.

As orientações específicas estão divididas em:

ENCAMINHAMENTO

Traz orientações e sugestões para o desenvolvimento do conteúdo, incluindo dicas para planejar a rotina, dinâmicas de aula e a mobilização dos conhecimentos prévios dos estudantes.

Comparar tipos variados de mapas, identificando suas características, elaboradores, finalidades, diferenças e semelhanças. Alfabetização cartográfica • Leitura de mapa pictórico

ENCAMINHAMENTO Fazer a seguinte questão: • Para que serve um mapa? O grupo pode trazer respostas, como: o mapa serve para saber onde estamos, para conhecermos o mundo etc. Acrescentar novos conteúdos progressivamente, conforme forem trabalhados. Neste capítulo, trabalharemos com representações cartográficas e abordaremos a escala cartográfica apenas em sua forma gráfica, mais adequada à faixa etária e em consonância com as habilidades trabalhadas em Matemática nesta etapa, segundo a BNCC. O Parque Superlegal que consta da ilustração é fictício (ele não existe), caso os estudantes perguntem. Optamos por começar o estudo dos mapas e da identificação de seus elementos apresentando um mapa pictórico por ser uma representação lúdica. A proposta do capítulo é apresentar e explorar diversos tipos de mapas para que os estudantes sejam capazes de compará-los. Atividades 2. É possível observar: montanha-russa, barco viking elevador, carrossel, castelo, roda-gigante e tobogã, além da entrada e da área verde. Chamar a atenção dos estudantes para o modo como foram representados os elementos, característica que define essa representação como pictórica.

Texto de apoio Ser leitor de mapas significa, a nosso ver, que o sujeito é capaz de ler esse material tal como um texto escrito. Em outras palavras, significa que o leitor de mapas deve extrair significados do texto cartográfico que nele está representado. Por isso, não se pode chamar de leitura de mapas o ato de decodificar o que está representado no mapa por meio da legenda.

A leitura de mapa é um processo muito mais complexo, implica decodificação de símbolos e elaboração de significados a partir de representações que foram previamente elaboradas. KATUTA, Ângela Massumi; SOUZA, José Gilberto de. Geografia e conhecimentos cartográficos a cartografia no movimento de renovação da geografia brasileira e a importância do uso de mapas. São Paulo: Unesp, 2001. p. 133.

TEXTO DE APOIO

Apresenta textos que aprofundam o tema estudado.

SUGESTÕES

Recomenda sites, livros, vídeos e outros recursos para ampliar o trabalho.

INTRODUÇÃO À UNIDADE

Apresenta o conteúdo, os objetivos pedagógicos e os pré-requisitos pedagógicos para o aprendizado.

TCT

Indica os Temas Contemporâneos Transversais

Atividade complementar • Para comparar mapas Martin Waldseemüller (1475-1522) foi um cartógrafo alemão que em 1507 elaborou o primeiro mapa em que aparece a palavra América para designar o Novo Continente. Explicar que os mapas atuais podem ser mais precisos do que os antigos, já que hoje temos mais informações sobre os territórios.

1. Organizar os estudantes em pequenos grupos e pedir que comparem o mapa de Waldseemüller com um mapa-múndi atual. Para isso, fornecer um atlas para consulta ou providenciar uma cópia de um mapa-múndi para distribuir aos estudantes. 2. Pedir a cada grupo que observe os detalhes de cada mapa e

BNCC (EF04GE10) Comparar tipos variados de mapas, identificando suas características, elaboradores, finalidades, diferenças e semelhanças. Alfabetização cartográfica • Leitura e comparação de mapas

ENCAMINHAMENTO

Este capítulo explora componentes importantes no processo de alfabetização cartográfica. Portanto, considerar a estratégia de iniciar solicitando a um estudante que leia em voz alta a definição de Cartografia e fazer as seguintes questões: 1. Que tipo de mapa é esse? 2. Vocês já viram algum mapa semelhante a esse? 3. O que ele está representando? As questões provocam a observação e a identificação do mapa e convocam os estudantes a rememorar suas possíveis referências de mapas antigos. Atividades 2. Auxiliar a turma a compreender que o mapa do parque de diversões é mais atual, é pictórico e é apresentado em uma tela de celular. Já o mapa do mundo é antigo. O mapa pictórico representa apenas uma pequena área da superfície terrestre (um parque), diferentemente do mapa de 1507, que representa toda a superfície terrestre conhecida naquela época. Orientá-los ainda a identificar em qual dos mapas é possível indicar em detalhes a localização e a distribuição espacial dos elementos da paisagem. Essa atividade contribui para o desenvolvimento da habilidade EF04GE10.

ATIVIDADE COMPLEMENTAR

Sugere atividades extras para reforçar ou aprofundar o conteúdo.

ORGANIZE-SE

Lista os materiais necessários para as atividades.

CONCLUSÃO DA UNIDADE

Seção com orientações sobre as atividades da seção

Para rever o que aprendi, incluindo retomada de aprendizagem para os estudantes.

BNCC

Indica as habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) trabalhadas nas páginas.

ALFABETIZAÇÃO CARTOGRÁFICA

Indica os conteúdos de Cartografia.

O QUE E COMO AVALIAR

Oferece sugestões de avaliações formativas e estratégias de remediação.

Orientações gerais, ao final do volume.

Reflexões, pressupostos teórico-metodológicos da obra, considerações sobre o papel do professor, textos para reflexão e apoio pedagógico e muito mais.

UNIDADE 1: CAMPO E CIDADE

UNIDADE 2: MUNICÍPIO

UNIDADE 3: BRASIL E SUAS REGIÕES

UNIDADE 4: A NATUREZA

EDUCAÇÃO INCLUSIVA: CONCEITO E CARACTERÍSTICAS

TEXTO 1 — RACIOCÍNIO GEOGRÁFICO

TEXTO 2 — DEFINIR O LUGAR

TEXTO 3 — A LINGUAGEM CARTOGRÁFICA NA FORMAÇÃO DO PENSAMENTO GEOGRÁFICO

TEXTO 4 — O CONCEITO DE TERRITÓRIO

TEXTO 5 — O TRABALHO DE CAMPO COMO PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO:

CONTRIBUIÇÕES METODOLÓGICAS À PRÁXIS GEOGRÁFICA

MATRIZ DE PLANEJAMENTO DE ROTINA

MATRIZ DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA

QUADRO PROGRAMÁTICO

SUGESTÃO DE CRONOGRAMA – 4o ANO

MONITORAMENTO DA APRENDIZAGEM

GEOGRAFIA

COMPONENTE CURRICULAR: GEOGRAFIA

Edilson Adão Cândido da Silva

Doutor em Geografia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-SP).

Mestre em Ciências (área de concentração: Geografia Humana) pela Universidade de São Paulo (USP).

Bacharel e Licenciado em Geografia pela USP.

Professor de Geografia.

Laercio Furquim Junior

Mestre em Ciências (área de concentração: Geografia Humana) pela Universidade de São Paulo (USP).

Bacharel e Licenciado em Geografia pela USP. Professor de Geografia.

Anos Iniciais do Ensino Fundamental
2a edição
São Paulo ∙ 2025
LIVRO DO PROFESSOR

Copyright © Edilson Adão Cândido da Silva, Laercio Furquim Jr., 2025

Direção-geral Ricardo Tavares de Oliveira

Direção de conteúdo e performance educacional Cintia Cristina Bagatin Lapa

Direção editorial adjunta Luiz Tonolli

Gerência editorial Natalia Taccetti, Nubia de Cassia de M. Andrade e Silva

Edição João Carlos Ribeiro Junior (coord.), Beatriz Montagnolli, Mayara Ribeiro de Souza, Pedro Henrique Fandi

Preparação e revisão Viviam Moreira (coord.), Adriana Périco, Anna Júlia Danjó, Elaine Pires, Fernanda Marcelino, Fernando Cardoso, Giovana Moutinho, Paulo José Andrade, Rita de Cássia Sam

Produção de conteúdo digital Deborah D'Almeida Leanza (coord.), Fabio Bonna Moreirão

Gerência de produção e arte Ricardo Borges

Design Andréa Dellamagna (coord.), Ana Carolina Orsolin (criação)

Projeto de capa Andréa Dellamagna e Sergio Cândido (logo)

Ilustração de capa Marcos de Mello

Arte e produção Vinícius Fernandes dos Santos (coord.), Camila Ferreira Leite, Jacqueline Ortolan, Sidnei Moura

Diagramação Nany Produções Gráficas

Coordenação de imagens e textos Elaine Cristina Bueno Koga

Licenciamento de textos Amandha Rossette, Erica Brambilla

Iconografia Danielle Farias, Leticia dos Santos Domingos (trat. imagens)

Ilustrações Alex Rodrigues, Anna Anjos, Artur Fujita, Caco Bressane, Claudia Marianno, Dayane Raven, Edson Faria, Estúdio Lab307, Estúdio Ornitorrinco, Héctor Gómez, Ideário Lab – Reinaldo Rosa, Ilustra Cartoon (José Luís Juhas), Leninha Lacerda, Marciano Palacio, Roberto Weigand, Rodrigo Figueiredo/Yan Comunicação, Tel Coelho/Giz de Cera, Thiago Bento, Vanessa Alexandre

Cartografia Alessandro Passos da Costa, Mário Yoshida, Sonia Vaz

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Furquim Junior, Laercio

A conquista : geografia : 4º ano : ensino fundamental : anos iniciais / Laercio Furquim Junior, Edilson Adão Cândido da Silva -- 2. ed. -São Paulo : FTD, 2025.

Componente curricular: Geografia.

ISBN 978-85-96-06274-9 (livro do estudante)

ISBN 978-85-96-06275-6 (livro do professor)

ISBN 978-85-96-06276-3 (livro do estudante HTML5)

ISBN 978-85-96-06277-0 (livro do professor HTML5)

1. Geografia (Ensino fundamental) I. Silva, Edilson Adão Cândido da. II. Título.

25-297182.0

CDD-372.891 Índices para catálogo sistemático:

1. Geografia: Ensino fundamental 372.891

Maria Alice Ferreira - Bibliotecária - CRB-8/7964

Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA FTD

Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300

Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br

Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.

Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33

Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

APRESENTAÇÃO

Olá!

É com grande alegria e satisfação que escrevemos este livro para você e esperamos que ele seja um bom companheiro pelos caminhos da Geografia e da sua vida de estudante!

Você conhecerá novas pessoas, novos lugares, novas paisagens e entenderá melhor o espaço geográfico. Esperamos que este livro auxilie você e sua família a reconhecerem, juntos, os lugares onde vivem.

Nós, os autores, e toda a equipe editorial nos dedicamos ao máximo para oferecer bons estudos da Geografia, para que você, seus colegas e seus familiares participem da melhor maneira possível da vida em sociedade: em casa, na escola, no bairro, na cidade, no país... no mundo!

Desejamos que este caminho seja de muitos conhecimentos e amizades!

Com carinho, Os autores.

DAYANE RAVEN

CONHEÇA SEU LIVRO

ABERTURA DE UNIDADE

Apresenta uma imagem e perguntas sobre o tema que será desenvolvido, visando levantar os conhecimentos prévios e estimular a reflexão.

DIÁLOGOS

Esta seção propõe o desenvolvimento da interdisciplinaridade, mostrando a relação da Geografia com outras áreas do conhecimento.

CONCEITO

Os principais conceitos trabalhados são apresentados em destaque para facilitar o estudo e a retomada durante a realização das atividades.

VAMOS LER

a maior noitada. Frevo, xote e xaxado Violeiro, canturia O martelo agalopado O cordel e a poesia O cantador de viola Fazendo versos na hora Pra nos trazer alegria. Nossa

Esta seção proporciona o contato com diversos tipos de texto e imagens, com o objetivo de apresentar temas da Geografia por meio de diferentes linguagens e formas de expressão.

VAMOS ESCREVER

Esta seção aparece logo em seguida à seção Vamos ler e a temática de ambas apresenta correlação. O foco é a prática da escrita de textos.

TECNOLOGIA NO DIA A DIA

Seção que trabalha com mídias e tecnologias digitais, possibilitando a utilização desses recursos de maneira crítica e ética.

DICA

Informações que orientam alguma situação descrita no livro.

ATENÇÃO!

Boxe com aviso de situações de riscos físicos.

DE OLHO NO MAPA!

A seção visa estimular a percepção do espaço geográfico pela linguagem cartográfica. A Cartografia é gradativamente apresentada por meio da leitura e da elaboração de representações espaciais, croquis, plantas e mapas.

CIDADANIA

Esta seção trabalha valores que envolvem a cidadania e a convivência, com temas contemporâneos que trazem informações que estimulam a refletir e a interagir, permitindo a cooperação e a socialização.

GLOSSÁRIO

Traz o significado de palavras que podem ser desconhecidas.

4.

3.

Em alguns municípios, a área rural é predominante. Em outros, prevalece a área urbana. No município de Barueri, no estado de São Paulo, por exemplo, não existe área rural, e toda a população mora em área urbana. Observe a imagem de satélite.

Em Barueri, município localizado no estado de São Paulo, há uma Unidade de Conservação e outros tipos de áreas verdes, que podem ser observadas nas imagens, mas são áreas de uso urbano. 1 No município de Paraisópolis, qual é a maior área:

PARA REVER O QUE APRENDI

A seção é uma recapitulação que permite a revisão e a autoavaliação dos conteúdos e conceitos trabalhados ao longo de cada unidade.

DESCUBRA MAIS

Apresenta indicações de livros, sites, vídeos, músicas, entre outras, acompanhadas de uma breve sinopse.

VOCÊ DETETIVE

SAIBA QUE

Curiosidades e informações sobre diversos temas são apresentadas neste boxe, complementando o que está sendo estudado.

Boxe que promove a introdução ao universo das pesquisas. Há propostas de pesquisa individual ou coletiva, além de solicitar o auxílio de familiares e outros membros da comunidade.

Estes ícones indicam a forma como você vai realizar as propostas de atividades.

Objetos digitais

Oralmente

QUEM É?

Apresenta pequena biografia de artistas, autores, pesquisadores, entre outras pessoas importantes.

MEU VOCABULÁRIO

Trabalha termos específicos que podem ser novos, visando ao enriquecimento do vocabulário.

Em grupo

Em dupla

Os ícones a seguir identificam os objetos digitais presentes neste volume. Esses objetos digitais apresentam assuntos complementares ao conteúdo do livro, ampliando sua aprendizagem.

Para casa

Infográfico clicável Mapa

Faça no caderno
clicável

SUMÁRIO

UNIDADE 2 UNIDADE 2

Caminhos da produção

Matérias-primas

Como os produtos chegam até mim

Comércio

Tecnologia no dia a dia • Comunicação

dos mapas

ler • Lendo um mapa

Vamos escrever • Elaborando um mapa

cardeais

De olho no mapa! • Localizar elementos com as direções cardeais

1 O QUE É MUNICÍPIO

Divisão administrativa

Áreas rural e urbana do município

De olho no mapa! • Da imagem de satélite para o mapa

Limites do município

Municípios brasileiros

Diálogos • História

2 POPULAÇÃO DO MUNICÍPIO

Viver em outro lugar

Vamos ler • História de uma cidade

Vamos escrever • Contando histórias

Gestão do município

Cidadania • Conselhos Municipais

Tecnologia no dia a dia • Áreas de atuação dos Conselhos Municipais

3 UNIDADE 3

BRASIL E SUAS REGIÕES

1 TERRITÓRIO BRASILEIRO

Um país continental

Tecnologia no dia a dia • Crescimento da população .

República Federativa do Brasil

Quem governa o Brasil?

Os três poderes

Presidente da República

Unidades Federativas

Cidadania • Brasília, patrimônio cultural da humanidade

Formação do território brasileiro

De olho no mapa! • Tesouro dos mapas

2 DIVISÃO REGIONAL DO BRASIL

Outra regionalização

Região Norte

Paisagens naturais do Norte

Um pouco da cultura do Norte

Região Nordeste

Paisagens naturais do Nordeste  97

Vamos ler • Cordel nordestino

Vamos escrever • Meu cordel

Região Centro-Oeste

Paisagens naturais do Centro-Oeste

Um pouco da cultura do Centro-Oeste

Região Sudeste  103

Paisagens naturais do Sudeste

Um pouco da cultura do Sudeste

Região Sul

Paisagens naturais do Sul

Um pouco da cultura do Sul  108

Diálogos • Língua Portuguesa

UNIDADE 4 UNIDADE 4

A NATUREZA

1 RELEVO E HIDROGRAFIA

Relevo terrestre

Principais formas de relevo

Formação e transformação

Relevo do Brasil

Deslizamentos

Águas do planeta

Rios do Brasil

Vamos ler • Dois rios do Brasil

Vamos escrever • Um rio do meu município

2 CLIMA E VEGETAÇÃO

Tempo

Tecnologia no dia a dia • Previsão do tempo

Clima

Climas do Brasil

Vegetação do Brasil

De olho no mapa! • Vegetação e ação humana

Cidadania • Unidades de Conservação: proteger o ambiente 140

Diálogos • Ciências da Natureza e Arte

PARA REVER O QUE APRENDI

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS

Objetos digitais

Infográfico clicável: Que atividades existem aqui?

Mapa clicável: Terra Brasilis, de 1519

Infográfico clicável: Petrolina

Infográfico clicável: Holambra

Mapa clicável: Mundo: países mais extensos (2025)

Infográfico clicável: Macapá

Infográfico clicável: Cataratas do Iguaçu

Mapa clicável: Brasil: regiões hidrográficas (2025)

Infográfico clicável: Chapada dos Veadeiros

INTRODUÇÃO À UNIDADE

Esta unidade está estruturada em dois capítulos que abordam a interação entre campo e cidade e a linguagem dos mapas. No capítulo 1, a relação campo-cidade é apresentada por meio das etapas do processo de produção, estabelecendo-se a relação entre matéria-prima, produto e consumo final, e da circulação de pessoas e produtos. Destacam-se ainda a importância dos sujeitos do processo produtivo (trabalhadores e consumidores) e a oportunidade de reflexão sobre impactos ambientais referentes ao processo de produção.

No segundo capítulo, a linguagem cartográfica é trabalhada abordando-se a localização espacial e a leitura e interpretação de elementos dos mapas, com destaque para o estudo da escala e a cartografia temática ao estudarmos mapeamentos de temas sobre povos e comunidades tradicionais. Dessa maneira, procura-se atender aos objetivos pedagógicos da unidade.

Objetivos da unidade

• Reconhecer a interação entre campo e cidade por meio das etapas do processo de produção.

• Identificar e distinguir elementos que caracterizam a circulação de pessoas e de mercadorias.

• Aprofundar o processo de aprendizagem relacionado à localização espacial.

• Ler e interpretar mapas por meio da identificação de seus elementos centrais.

Pré-requisitos pedagógicos

Para que a aprendizagem dos conteúdos indicados na introdução da unidade e os objetivos pedagógicos se realizem a contento, espera-se que os estudantes tenham conquistado e consolida-

UNIDADE

Oi,

Quero mostrar um lugar incrível da minha cidade para você!

CAMPO E CIDADE

do pré-requisitos como reconhecer elementos naturais e humanizados de paisagens do campo e da cidade; identificar aspectos do trabalho característicos do campo e da cidade; reconhecer que as paisagens se transformam em ritmos distintos, por causas naturais e pela ação dos seres humanos. Essas habilidades serão essenciais para o estudo dos temas relação campo-cidade, processo de produção e impactos ambientais decorrentes.

O pré-requisito de saber interpretar imagens, identificando diferentes pontos de vista e comparando a composição de elementos

gráficos para realizar a leitura de mapas, será essencial para o estudo da linguagem cartográfica.

Luiza! Venha me visitar.

1 Acompanhe a leitura da conversa entre Bia e Luiza, de acordo com as orientações do professor.

1. Escolha dois estudantes para realizar a leitura em voz alta: um lerá a fala de Bia, e o outro, a de Luiza.

2 Após ler e analisar as imagens, conte para os colegas da turma:

2. Respostas pessoais. Ver orientações no Encaminhamento

a) Qual lugar da cidade você imagina que Bia quer mostrar a Luiza?

b) E qual lugar do campo Luiza pode apresentar a Bia?

Atividade complementar

• Mural coletivo: paisagem do campo e da cidade

Oi, Bia! Vou, sim! Venha me visitar também. Minha mãe e eu vamos adorar te receber aqui em casa.

1. Dividir os estudantes em dois grupos; um grupo fará um mural representando uma paisagem urbana e o outro, uma paisagem rural.

2. Solicitar a cada grupo que discuta quais são as características da paisagem e o que é fundamental ser representado para caracterizá-la. Orientá-los a fazer uma lista dos elementos que foram discutidos.

3. Auxiliar cada grupo a organizar como será o mural, quais materiais serão necessários, se terá colagem ou apenas desenhos etc.

4. Organizar com o grupo o suporte do mural e o local da escola em que poderá ser exposto.

Iniciar o estudo pela análise das imagens com os estudantes. Solicitar que observem e descrevam o local em que cada personagem mora, identificando os elementos das paisagens e sua distribuição espacial e apontando as diferenças entre elas.

Certificar-se de que eles compreenderam a situação descrita na cena, ou seja, que cada personagem quer receber a outra no ambiente onde vive.

Encaminhar as atividades propostas e, de acordo com as características da turma, avaliar um convite a três estudantes para ler as mensagens em voz alta. Convidar outros trios para repetir os procedimentos, de modo que todos tenham a oportunidade de realizar a leitura oral. Se os estudantes forem moradores da cidade, eles podem apresentar alguma dificuldade para indicar lugares do campo que Luiza poderia apresentar a Bia. Fazer uma lista na lousa com as sugestões dos estudantes e pedir que indiquem as atividades que as meninas podem realizar em cada lugar. Se perceber que algum estudante ainda demonstra dificuldades, recorrer à Atividade complementar proposta.

Atividades

2. a) Incentivar os estudantes a citar lugares interessantes que já visitaram em alguma cidade ou a imaginar um lugar. Verificar se os locais citados expressam a paisagem urbana.

2. b) Incentivar os estudantes a citar lugares interessantes que já visitaram no campo ou a imaginar um lugar. Verificar se os locais citados expressam a paisagem rural.

MARCIANO PALACIO

BNCC

(EF04GE04) Reconhecer especificidades e analisar a interdependência do campo e da cidade, considerando fluxos econômicos, de informações, de ideias e de pessoas.

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, questionar os estudantes:

1. Qual é a diferença de se viver no campo ou na cidade?

2. Quais são as atividades de uma criança que mora no campo? E as de uma criança que mora na cidade?

As questões introduzem as atividades propostas nas páginas, aproximando-as do repertório e das experiências dos estudantes. Eles podem levantar hipóteses sobre essas diferenças e compartilhar algo que já tenham vivenciado. Aproveitar e partilhar também experiências pessoais, referências de livros, músicas ou filmes sobre a vida no campo e na cidade e suas diferenças.

Para verificar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre o assunto e estimular o compartilhamento de experiências, questioná-los: vocês já acompanharam a produção de algum objeto ou alimento? O que foi produzido? Quais foram as etapas? Ocorreu na cidade ou no campo? Quem estava envolvido no trabalho? É provável que poucos estudantes tenham vivenciado alguma produção em grande escala. Considerar, portanto, a produção de baixa complexidade, como a de um alimento produzido em casa ou no sítio, uma produção artesanal, uma horta na escola etc. Valorizar as informações que os estudantes possam lembrar desses pro-

INTERAÇÃO CAMPO-CIDADE

Apesar de apresentar paisagens e atividades diferentes, campo e cidade integram-se

As matérias-primas utilizadas na fabricação de diferentes materiais geralmente são produzidas ou extraídas no campo.

Integrar: complementar, relacionar.

Extração de produtos naturais de origem vegetal, animal ou mineral.

cessos para trabalhá-las com a leitura das imagens destas páginas.

Ao abordar as atividades do campo e da cidade e como elas se relacionam, essa abertura de capítulo contribui para o desenvolvimento da habilidade EF04GE04. Fazer uma leitura coletiva dos textos e das imagens e verificar eventuais dúvidas que possam surgir, inclusive sobre o significado de algumas palavras. Aproveitar esse momento e questionar os estudantes se conheceram alguma palavra nova e entenderam o seu significado. Destacar e reler com

eles o glossário que explica o significado de etanol e procurar contextualizar seu uso no dia a dia.

Texto de apoio

A unidade (contraditória) cidade/campo

O processo de industrialização da agricultura tem eliminado gradativamente a separação entre a cidade e o campo, entre o rural e o urbano, unificando-os dialeticamente. Isto quer dizer que campo e cidade formam uma unidade contraditória. Uma unidade onde a diferença entre os setores

Cultivo de grãos, verduras, legumes e frutas.
Criação de animais para a obtenção de carnes, ovos, leite, couro e lã.

Já as transformações da matéria-prima podem ocorrer tanto no campo como na cidade.

A maior parte das fábricas está localizada nas cidades.

Para que cheguem ao consumidor, os produtos podem ser transportados para locais bem distantes de onde foram fabricados.

1 No caderno, responda às questões.

Mas algumas fábricas estão localizadas no campo. O açúcar e o etanol, por exemplo, são produzidos nas agroindústrias.

Etanol: substância extraída de vegetais que, entre outras funções, é utilizada como combustível para automóveis.

No campo e na cidade, os produtos são consumidos pelas pessoas.

a) Quais são as principais atividades econômicas do campo?

1. a) Agricultura, pecuária e extrativismo.

b) Quais são as principais atividades econômicas da cidade?

1. b) Indústria, comércio e prestação de serviços.

da atividade econômica (agricultura, pecuária e outros, em um; indústria, o comércio etc., em outro) vai sendo soldada de um lado pela presença, na cidade, do trabalhador assalariado (“boia-fria”) do campo. Aliás, as greves dos trabalhadores do campo são feitas nas cidades. De outro lado, pode-se constatar que a industrialização dos produtos agrícolas pode ser feita no campo com os trabalhadores das cidades.

Tudo indica que o desenvolvimento do capitalismo está soldando a união contraditória da agricultura e da indústria, do campo e da cidade, que ele mesmo sepa-

08/09/25 10:34

rou no início de sua expansão. Entretanto, agora essa soldagem está sendo feita num patamar social muito mais avançado, pois a separação na transição feudalismo/ capitalismo envolveu trabalhadores individuais (camponeses, servos e artesãos), aqueles que com o trabalho da família quase tudo produziam.

Agora, entretanto, a soldagem está sendo feita num processo avançado de cooperação no trabalho. Portanto, a solução para a produção, quer do produto agrícola, quer do industrial, passa a requerer necessariamente o trabalho coletivo, e a questão central desta

transfere-se para a distribuição dos frutos da produção (salário e lucro). […] Essa solução passa também pela luta, igualmente na cidade, do camponês procurando obter um preço melhor para seus produtos, ou ainda para buscar condições e vantagens creditícias e/ou técnicas de modo a poder continuar camponês, ou seja, continuar produzindo com sua família na terra.

OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino. Agricultura brasileira: transformações recentes. In: ROSS, Jurandyr S. (org.). Geografia do Brasil. 6. ed. São Paulo: Edusp, 2011. p. 474-475.

Sugestão para o professor

A DIVERSIDADE visual do campo e da cidade: caçadores da alma. Publicado por: TV Brasil. [S. l.: s. n.], 2012. 1 vídeo (ca. 25 min). Disponível em: http://tvbrasil.ebc. com.br/cacadoresdaalma/ episodio/a-diversidade-vi sual-do-campo-e-da-cida de. Acesso em: 4 ago. 2025. A série “Caçadores da Alma” entrevista fotógrafos atuantes em todo o Brasil sobre sua prática como criadores de imagens a partir da interação com as paisagens e as pessoas dos lugares. Neste episódio, aborda a diversidade visual do campo e da cidade elaborando imagens que dizem muito sobre a realidade brasileira, mostrando a vida das pessoas nas grandes cidades e das comunidades do campo, como os sem-terra, indígenas e quilombolas, e seus desafios de sobrevivência. Pode-se mostrar o vídeo aos estudantes e relacioná-lo com a atividade da página ao estimular a observação e a imaginação sobre quais seriam paisagens incríveis, tanto no campo como na cidade.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
ILUSTRAÇÕES:

BNCC

(EF04GE04) Reconhecer especificidades e analisar interdependência do campo e da cidade, considerando fluxos econômicos, de informações, de ideias e de pessoas.

(EF04GE07) Comparar as características do trabalho no campo e na cidade.

(EF04GE08) Descrever e discutir o processo de produção (transformação de matérias-primas), circulação e consumo de diferentes produtos.

ENCAMINHAMENTO

Fazer as seguintes questões:

1. Vocês sabem quais são as etapas da produção do suco de frutas vendido no supermercado?

2. Qual parte da produção ocorre no campo? E na cidade?

3. Quais profissionais estão envolvidos no trabalho?

Os estudantes podem responder às questões em pequenos grupos. Algumas questões podem ter caráter avaliativo, e as respostas podem ser entregues em folhas de papel avulsas. Desse modo, é possível acompanhar o andamento do processo de ensino-aprendizagem.

Considerar que as habilidades EF04GE04 e EF04GE08 são trabalhadas ao abordar a inter-relação entre campo e cidade no estudo das etapas do processo de produção do suco de maçã, desde a colheita da fruta até a comercialização do suco. Já a habilidade EF04GE07 é trabalhada ao destacar nas imagens os trabalhadores em cada etapa de produção.

Sugerir aos estudantes que formem duplas para lerem juntos, trocando impressões e partilhando pequenas dúvidas. Depois desse primeiro contato, pode-se fazer uma leitura coletiva com a

Caminhos da produção

Quando vemos um produto, não imaginamos tudo o que foi necessário para produzi-lo e o caminho que ele percorreu para chegar às nossas mãos. Observe a sequência de imagens e acompanhe os textos. Eles mostram os caminhos de uma produção.

Plantio e colheita de maçãs

As maçãs, usadas na indústria alimentícia de muitas maneiras, são cultivadas no campo.

Indústria de suco de maçã

Na indústria, as maçãs são lavadas e processadas em suco. O suco é embalado.

orientação do professor para esclarecer eventuais dúvidas que possam surgir. Evidenciar o que acontece em cada etapa do processo produtivo do suco de maçã, chamando a atenção dos estudantes para a identificação dos profissionais que aparecem em cada uma.

Propor aos estudantes que escolham um objeto na sala de aula e imaginem como ele chegou até ali. Incentivar a curiosidade e a imaginação deles para investigar os percursos e o trabalho envolvidos na produção e distribuição dos objetos cotidianos, aproximando a realidade deles ao tema das inter-relações entre campo e cidade.

Transporte de maçãs

Depois de colhidas, as maçãs são transportadas até uma fábrica. No Brasil, grande parte dessas fábricas se localiza nas cidades. 2

Fabricação da garrafa

A garrafa de vidro é fabricada em outra indústria. Depois, é levada para a indústria de suco de maçã, onde será usada para embalar o suco. 4

Se julgar pertinente, comentar que o encadeamento das diversas etapas da produção recebe o nome de cadeia produtiva. Contextualizar o uso do termo cadeia com a preocupação de distingui-lo de outro uso dado a esse termo: prisão.

Aproveitar a oportunidade e conversar com os estudantes sobre o fato de que o processo produtivo não se encerra com a venda do produto, visto que a reciclagem de materiais dá continuidade ao processo. Isso será trabalhado, de forma mais aprofundada, na seção Cidadania (página 23).

Sugestão para o professor

Transporte de suco de maçã

O suco é transportado para diferentes pontos de venda, que podem estar muito distantes de onde ele foi fabricado. 5

Comercialização e consumo do suco de maçã

O suco é vendido em mercados, mercearias, lanchonetes, entre outros locais, pronto para ser consumido. 6

1 Observe as ilustrações e responda às questões no caderno.

a) As etapas de produção se referem a qual produto?

1. a) Suco de maçã.

b) Qual é a matéria-prima necessária para fazer esse produto? Onde ela é produzida?

1. b) Maçã. Ela é produzida em plantações no campo.

c) Onde e como o suco de maçã é produzido?

1. c) Em uma fábrica, com a utilização de máquinas e o trabalho de pessoas.

d) Qual profissional tipicamente do campo aparece nesse processo produtivo?

1. d) Agricultor.

e) Quais profissionais tipicamente da cidade aparecem nesse processo produtivo?

RAMOS, Jaqueline B. Os impactos da alimentação para o meio ambiente. Akatu, 11 jan. 2011. Disponível em: https://www.akatu.org.br/ noticia/os-impactos-da-ali mentacao-para-o-meio-am biente. Acesso em: 4 ago. 2025. O texto trata de como o ato de consumir alimentos pode ter grande importância com relação à sustentabilidade, tanto relacionado às etapas de produção quanto às relações de trabalho, transporte e comércio.

f) Como essas etapas de produção do suco de maçã relacionam o campo à cidade?

1. e) Operário da fábrica de suco, operário da fábrica de vidro e vendedor de suco. 1. f) A matéria-prima (maçã) é cultivada no campo. Na cidade, a maçã é transformada em suco e engarrafada. Tanto as pessoas do campo como as da cidade consomem o suco de maçã.

DESCUBRA MAIS

Os sites indicados nesta obra podem apresentar imagens e eventuais textos publicitários junto ao conteúdo de referência,

• DE ONDE vem? Para onde vai?: sacolas plásticas. Publicado por: Instituto Akatu. 2011. 1 vídeo (3 min). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=AXrIWrJL0bw. Acesso em: 28 maio 2025.

O vídeo explica como são produzidas as sacolas plásticas descartáveis e alguns dos problemas provocados pelo descarte incorreto. Também apresenta propostas de reúso e alternativas para a utilização desse tipo de sacola plástica.

os quais não condizem com o objetivo didático da coleção. Não há controle sobre esses conteúdos, pois eles estão estritamente relacionados ao histórico de pesquisa de cada usuário e à dinâmica dos meios digitais.

Etapas da produção de suco de maçã

Plantação e colheita de maçã

Transporte de maçãs

Fabricação de suco

Transporte para o supermercado

O que e como avaliar Essa atividade pode ser utilizada como estratégia de remediação de dificuldades apresentadas pelos estudantes durante as aulas ou na execução das atividades. Dividir os estudantes em pequenos grupos e pedir que listem todas as etapas do processo de produção, distribuição e consumo do suco de maçã. Depois, criar com os grupos quadros, conforme o modelo a seguir.

Solicitar aos grupos que preencham os quadros das etapas, discernindo qual delas acontece somente no campo ou somente na cidade e as que podem acontecer nos dois ambientes. Ressaltar os elementos de conexão entre campo e cidade no processo produtivo, como as etapas de transporte e comércio dos produtos.

15/09/25 14:42

ILUSTRAÇÕES: SIDNEY MEIRELES/GIZ DE CERA
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

BNCC

(EF04GE04) Reconhecer especificidades e analisar a interdependência do campo e da cidade, considerando fluxos econômicos, de informações, de ideias e de pessoas.

(EF04GE07) Comparar as características do trabalho no campo e na cidade.

(EF04GE08) Descrever e discutir o processo de produção (transformação de matérias-primas), circulação e consumo de diferentes produtos.

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, fazer a seguinte questão:

• Diversas matérias-primas são utilizadas na confecção dos produtos que consumimos. De onde elas são retiradas?

A questão visa verificar se os estudantes compreenderam os conteúdos trabalhados até o momento e se conseguem tecer relações entre os processos produtivos e a transformação das paisagens.

Considerar que as habilidades EF04GE04 e EF04GE08 são trabalhadas ao abordar a inter-relação entre campo e cidade no estudo das etapas do processo produtivo, levando em conta a produção ou a extração de matérias-primas, a transformação na indústria e o consumo final. Além disso, a habilidade EF04GE07 é desenvolvida ao serem apresentados trabalhos no campo e na cidade.

Dando continuidade ao assunto tratado anteriormente, pedir aos estudantes que façam a leitura atenta do texto destas páginas. Ela pode ser feita em pequenos grupos ou coletivamente, em voz alta, solicitando a cada estudante que leia uma frase. Se achar conveniente, pedir a um estudante que comente a frase

Matérias-primas

A sílica é a principal matéria-prima usada no processo de produção do vidro. Ela é retirada da natureza por meio da mineração de areia. O milho, utilizado de várias formas na indústria alimentícia, é cultivado no campo. A madeira, também extraída do campo, é matéria-prima para a produção de diversos itens, como o caderno e o lápis que você usa na escola.

Extração de areia e argila para a construção civil e a fabricação de telhas de cerâmica no município de Boa Vista, no estado de Roraima, em 2022. A extração mineral é muito importante para a indústria, mas causa grandes impactos ambientais.

Na fabricação da borracha, da cadeira onde você está sentado, das roupas que está vestindo e de outros objetos que você usa no dia a dia também são utilizadas matérias-primas vindas do campo.

lida pelo colega. Ao final, organizar uma conversa para sintetizar as principais ideias sobre os caminhos da produção.

Durante a leitura, orientar os estudantes a anotar no caderno as palavras cujo significado eles desconhecem. Pedir que anotem também as palavras novas que conheceram durante a leitura e cujo significado conseguiram compreender pelo contexto em que estão inseridas. Solicitar então aos estudantes que conversem sobre essas palavras e troquem informações sobre seus possíveis significados. Fazer uma lista das palavras selecionadas por eles, aproveitando para comentar sobre seus significados. Se

preferir e achar pertinente, orientar uma pesquisa em dicionários para auxiliar na compreensão das palavras.

Se necessário, antes de iniciar as atividades, orientar os estudantes a ler novamente os textos e as imagens das etapas de produção do suco de maçã.

Atividades

A maior parte das fábricas localiza-se nas cidades, mas muitas delas também fazem parte da paisagem do campo.

As indústrias do campo geralmente são agroindústrias, ou seja, transformam produtos da agricultura e da pecuária.

3. b) Na fabricação dos automóveis são utilizadas muitas matérias-primas, como ferro (minério de ferro), alumínio (bauxita), plásticos (derivados de petróleo), borracha (látex) e vidro (sílica). Para fabricar a camiseta, pode ser citado o algodão. Como matérias-primas das sandálias, plástico e couro. Para a fabricação do iogurte, são utilizados leite e fermento lácteo; no caso da embalagem plástica, petróleo.

Já a fabricação de garrafas de vidro, muitas vezes, é realizada nas cidades. Todos esses produtos são consumidos tanto no campo como na cidade.

Considerando o processo de produção que você viu nas páginas anteriores, responda às questões no caderno.

1 Qual é a matéria-prima necessária na produção da garrafa de vidro?

1. A sílica, extraída da areia.

2 Em sua opinião, quais são as diferenças entre o trabalho das pessoas no campo e o trabalho das pessoas na cidade? Dê exemplos

2. Respostas pessoais.

3 Em casa, com um de seus familiares, observe estes produtos e escolha um para realizar as pesquisas indicadas.

3. d) Automóveis na indústria automobilística; camiseta na indústria têxtil; sandálias na indústria do calçado ou calçadista; e iogurte na indústria alimentícia.

a) Escreva o nome do produto escolhido

3. a) Resposta pessoal.

b) Pesquise algumas das matérias-primas que são utilizadas na fabricação do produto que você escolheu.

3. b) Resposta pessoal. Ver orientações no Encaminhamento

c) Qual é o profissional que extrai ou cultiva essa matéria-prima?

3. c) Resposta de acordo com o material escolhido.

d) Em que tipo de indústria o produto escolhido é fabricado?

e) Essa indústria se localiza no campo ou na cidade?

3. e) Resposta de acordo com o produto escolhido. É possível afirmar que é comum que essas indústrias se localizem em áreas urbanas. Mas parte de sua produção pode ocorrer em áreas rurais, como no caso de indústrias alimentícias.

2. É provável que os estudantes indiquem trabalhos no campo relacionados a agricultura, pecuária, extrativismo, ao ar livre e em espaço aberto. Na cidade, podem indicar trabalhos em locais fechados, como escritórios, lojas, fábricas, entre outros. A reflexão proposta por essa atividade contribui para o desenvolvimento da habilidade EF04GE07.

3. Orientar os estudantes a trazer a pesquisa na data combinada para compartilharem as informações com os colegas.

Sugestão para os estudantes

DE ONDE vem o vidro? Publicado por: De onde vem? [S. l.: s. n.], 2015. 1 vídeo (ca. 4 min). Disponível em: https:// www.youtube.com/watch? v=gj9R3nmB67Q. Acesso em: 4 ago. 2025.

DE ONDE vem o sapato? Publicado por: De Onde Vem? [S. l.: s. n.], 2015. 1 vídeo (ca. 4 min). Disponível em: http://www.youtube. com/watch?v=Kkpje9rXzQ8. Acesso em: 4 ago. 2025. A série “De onde vem?” traz a personagem curiosa Kika, que quer saber como são produzidos elementos que estão presentes em nosso cotidiano.

Assistir aos vídeos com os estudantes para identificar as etapas de produção do vidro e do sapato e como eles chegam até a casa da personagem. Pode-se relacionar esses processos à produção do suco de maçã elucidando seu processo de produção.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

BNCC

(EF04GE04) Reconhecer especificidades e analisar a interdependência do campo e da cidade, considerando fluxos econômicos, de informações, de ideias e de pessoas.

(EF04GE08) Descrever e discutir o processo de produção (transformação de matérias-primas), circulação e consumo de diferentes produtos.

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, questionar os estudantes:

1. Como vocês circulam no bairro onde moram?

2. Quais meios de transporte vocês costumam utilizar?

As questões visam incentivar a participação dos estudantes, verificar o conhecimento prévio sobre o assunto e introduzir o tema que será abordado neste item. Verificar por meio das respostas com quais meios de transporte os estudantes têm maior familiaridade.

As habilidades EF04GE04 e EF04GE08 são trabalhadas ao abordar a relação entre o campo e a cidade a partir da circulação de pessoas e de produtos com a utilização de meios de transporte.

Importantes conceitos da Geografia são destacados e explicados em boxes ao longo dos capítulos. Dessa maneira, os estudantes têm a oportunidade de desenvolver vocabulário enriquecendo seu repertório, base importante para a compreensão de textos mais específicos da disciplina à medida que eles avançam na vida escolar. Aproveitar a oportunidade para explorar esse vocabulário, pedindo aos estudantes que utilizem as palavras ou expressões destacadas em outras situações de aprendizagem.

Como os produtos chegam até mim

A matéria-prima extraída ou produzida no campo tem de ser levada à fábrica. O produto fabricado deve ser transportado até onde será vendido, tanto no campo como na cidade. Para comprar os produtos, as pessoas podem se deslocar até o local de venda.

Existem ainda matérias-primas e produtos que viajam até mesmo para outros países!

Para que toda essa circulação de mercadorias e pessoas aconteça, é preciso que existam meios de transporte e vias de circulação.

Os meios de transporte são veículos utilizados no transporte de pessoas e produtos (mercadorias), como o automóvel, o navio, o trem, a bicicleta e o avião.

Os veículos se movimentam pelas vias de circulação , como as estradas e as ferrovias.

O transporte terrestre é feito por ferrovias (transporte ferroviário) e por ruas, avenidas e rodovias (transporte rodoviário). Os trens circulam sobre os trilhos das ferrovias. Esse meio transporta muito mais pessoas e produtos por viagem.

No Brasil, o principal meio de transporte utilizado é o rodoviário, feito por carros, ônibus e caminhões em rodovias, avenidas e ruas.

Veículos circulam na rodovia BR-153, no município de Campinorte, no estado de Goiás, em 2025.

Para realizar a leitura dos textos e das imagens, sugerimos organizar os estudantes em duplas, para que discutam os conteúdos. Após essa etapa, retomar o conteúdo pedindo a eles que indiquem o meio de transporte e a via de circulação representados em cada imagem. Aproveitar a oportunidade e ampliar a discussão, questionando quais desses meios de transporte se deslocam em longas distâncias e quais se deslocam em curtas distâncias, quais atingem alta velocidade e quais circulam mais devagar. Aproximar a conversa da realidade dos estudantes e pedir que identifiquem quais dos meios

de transporte representados nas fotografias existem no local onde vivem, quais eles costumam utilizar no dia a dia e quais utilizaram raramente ou nenhuma vez.

Texto de apoio [...] Em nosso cotidiano realizamos diferentes tarefas e, na maioria delas, emitimos CO2: no deslocamento ao trabalho, em viagens e no consumo de gás e de energia elétrica. As empresas também emitem um alto índice de CO2 nas suas atividades, tanto na produção quanto no deslocamento dos seus produtos e entrada de matérias-primas.

Trem de carga em operação no estado de São Paulo, em 2022.

Navio de carga no Rio Negro, no município de Manaus, no estado do Amazonas, em 2022.

4

O transporte aéreo é realizado por aviões.

Avião durante embarque de passageiros em aeroporto no município de Guarulhos, no estado de São Paulo, em 2025.

3

O transporte aquático ocorre em hidrovias (vias sobre água). As hidrovias podem ser fluviais, quando o transporte é realizado em rios, ou marítimas, quando ele ocorre em mares e oceanos.

1 No caderno, escreva o número das fotografias que mostram meios de transporte:

1. Terrestre: 1 e 2. Aquático: 3. Aéreo: 4

terrestres • aquáticos • aéreos

2 No caderno, indique os números das fotografias dos meios de transporte que têm como principal objetivo transportar: pessoas • produtos

Atividades

1. Se achar necessário, fazer oralmente uma primeira associação entre o meio de transporte e um número correspondente a uma fotografia. Depois, pedir aos estudantes que indiquem oralmente o número de outra fotografia que represente um meio de transporte terrestre. Solicitar a eles que anotem essas duas associações no caderno e que continuem a atividade, registrando suas respostas.

2. Para essa atividade, espera-se que os estudantes consigam registrar mais facilmente a associação entre os meios de transporte que levam pessoas e os que levam produtos e um número correspondente a uma fotografia.

3. Espera-se que os estudantes respondam com base na sua experiência pessoal e no contexto em que vivem. Eles podem considerar diferentes meios, como bicicletas e motos, carroças, bonde e ônibus elétrico. Orientar os estudantes a incluir no desenho a via de circulação por onde o veículo se movimenta.

Atividade complementar

• Pesquisa: meio de transporte

3 Além daqueles representados nas imagens, que outros meios de transporte você conhece? Quais são os mais utilizados onde você mora? No caderno, escreva o nome de um desses meios de transporte e faça um desenho dele. Depois, mostre aos colegas da sala .

2. Transporte de pessoas: 2 e 4. Transporte de produtos: 1, 2 e 3. 3. Respostas pessoais. Produção pessoal.

Mas o que fazer para diminuir esse impacto? Além das ações de conscientização, as empresas podem optar por diferentes meios para transportar seus produtos, contabilizando as vantagens humano-socioambientais de cada uma delas. Hoje no Brasil, existem cinco tipos de modais de transporte:

– Ferroviário: transportador de longo curso e de baixa velocidade. Muito utilizado no transporte de matérias-primas e produtos manufaturados de baixo custo.

– Rodoviário: trata-se do modal mais utilizado em rotas curtas de produtos acabados ou semiacabados.

– Aeroviário: é o modal mais indicado para o transporte de mercadorias de alto valor e pouco peso/volume (tendências e-commerce, amostras e mercadorias urgentes).

– Dutoviário: consiste no transporte de granéis, por gravidade ou pressão mecânica, por meio de dutos e cilindros.

– Aquaviário: envolve todos os tipos de transporte efetuados sobre as águas.

NOVOS modais de transporte: alternativas para diminuir impactos no meio ambiente. Envolverde, São Paulo, 3 jun. 2015. Disponível em: https:// envolverde.com.br/empresas/novos-modais-de -transporte-alternativas-para-diminuir-impactos-no -meio-ambiente/. Acesso em: 4 ago. 2025.

Organizar os estudantes em pequenos grupos e pedir que pesquisem um meio de transporte de pessoas ou de mercadorias, seguindo o roteiro:

1. O que ele pode transportar?

2. Qual é a importância desse meio de transporte?

3. Como esse meio de transporte pode conectar campo e cidade?

4. Qual é o combustível usado? É muito poluente?

5. Existe esse meio de transporte no município onde você mora?

Promover a apresentação das informações levantadas e uma discussão sobre a importância dos meios de transporte para a conexão entre campo e cidade.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

BNCC

(EF04GE04) Reconhecer especificidades e analisar a interdependência do campo e da cidade, considerando fluxos econômicos, de informações, de ideias e de pessoas.

(EF04GE08) Descrever e discutir o processo de produção (transformação de matérias-primas), circulação e consumo de diferentes produtos.

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, fazer as seguintes questões:

1. O que vocês entendem por comércio?

2. Vocês ou seus familiares já venderam algo?

As questões aproximam o tema desenvolvido ao dia a dia dos estudantes.

Caso tenham alguém na família que trabalhe no comércio, pedir que compartilhem detalhes sobre o que comercializa e em qual lugar.

Considerar que as habilidades EF04GE04 e EF04GE08 são trabalhadas ao abordar o papel do comércio na circulação de produtos entre o campo e a cidade e no consumo de produtos, etapa final do processo de produção.

Questionar os estudantes se eles sabem o que é feira livre e se já foram a uma. Solicitar que leiam na legenda o título da obra e o nome do autor. Perguntar se já ouviram falar dele, se conhecem esta ou outras obras do artista. Se não conhecerem, apresentá-lo por meio da leitura da seção Quem é?.

Ressaltar que há feiras muito maiores do que essa comercializando uma grande variedade de produtos e mobilizando muitos profissionais e diversos consumidores, estes geralmente com predomínio de moradores do bairro onde ocorre a feira. Também destacar o caráter itinerante desse tipo de comércio.

Comércio

Observe a pintura e identifique o que as pessoas estão fazendo.

Algumas pessoas mostradas na pintura estão vendendo produtos em uma feira, outras pessoas estão comprando.

Você já estudou que os alimentos e as matérias-primas utilizados em diferentes produtos têm origem no campo. Estudou também que esses alimentos e materiais podem passar por diferentes processos de transformação em indústrias.

Para que os produtos cheguem até feiras, lojas ou mercados, muitas etapas precisam acontecer. Por exemplo, alguns agricultores vendem seus produtos tanto para casas comerciais quanto para a população local. Outros agricultores vendem sua produção para donos de indústrias, onde os alimentos serão transformados em outros produtos.

QUEM É?

Militão dos Santos, nascido em 1956, é um artista pernambucano que se dedica à pintura desde a infância, quando perdeu totalmente a audição. Suas obras retratam as paisagens e a cultura do Brasil.

20

Pedir aos estudantes que se reúnam em duplas para observar os detalhes da imagem. Auxiliá-los a reconhecer, na imagem, os produtos comercializados. Solicitar que identifiquem quem está vendendo e quem está comprando. Procurar fazer relação com o que eles estudaram anteriormente e pedir que imaginem como aqueles produtos podem ter chegado até ali.

Texto de apoio

A Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP) surgiu em maio de 1969, da fusão de duas empresas

mantidas pelo governo do Estado de São Paulo: o Centro Estadual de Abastecimento (CEASA) e a Companhia de Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (CAGESP). [...]

Entrepostagem

Em 1977, quando a CEAGESP ampliou o Pavilhão Mercado Livre do Produtor (MLP), construído em 1964 no Entreposto Terminal São Paulo (ETSP), na capital paulista, chegou-se ao recorde de 6,2 mil toneladas de produtos vendidos em um só dia. A marca superou o maior mercado do mundo, o Paris-Rungis, na França.

Feira livre, de Militão dos Santos, 2010. Óleo sobre tela, 20 cm × 30 cm.

Observe a fotografia.

Trabalhadores realizando o transporte e a venda de hortaliças, frutas e legumes na Ceagesp, no município de São Paulo, no estado de São Paulo, em 2022.

Na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) ocorre a comercialização de diversos produtos em grandes quantidades. Muitas empresas, comerciantes e a população buscam produtos nesse local para vendê-los em mercados, feiras livres e outros tipos de comércio. A Ceagesp é um dos maiores armazéns gerais do mundo.

VOCÊ DETETIVE

1. Com um familiar, procure na internet ou na prefeitura de seu município algum armazém ou mercado próximo do local onde você vive.

2. Descubra as seguintes informações:

a) Quais tipos de produtos são encontrados nesse estabelecimento.

b) De onde vem a maior parte desses produtos.

c) Como esses produtos chegam a esse armazém ou mercado

d) Onde serão comercializados os produtos que são vendidos nesse lugar

3. Anote no caderno as principais informações que você descobriu. Se quiser, ilustre a pesquisa com fotografias do local e dos produtos negociados. No dia marcado pelo professor, mostre aos colegas as informações que você descobriu. Produção pessoal.

21

15/09/25 14:49

Você detetive

1. Orientar os estudantes a indicar com a maior precisão possível a localização dos estabelecimentos, citando nomes de bairros, municípios e estados. Se possível, ajudá-los a localizar em um mapa alguns desses lugares e a levantar hipótese sobre as vias e os meios de transporte por onde, possivelmente, os produtos possam ter sido transportados.

3. Se os estudantes utilizarem imagens para ilustrar a pesquisa, orientá-los a elaborar legendas indicando o local e a data. Ao fim da atividade, promover uma roda de conversa para socializar as informações levantadas. Informar aos estudantes que os grandes armazéns suprem feiras livres, mercados municipais, frutarias, quitandas etc. e se configuram como importantes centros de distribuição. Atividade complementar

• Trabalho de campo: o comércio local Organizar os estudantes em pequenos grupos e pedir que façam um percurso, com a companhia de um familiar ou de outro adulto responsável, nas proximidades da moradia deles ou da escola, observando o comércio local. Solicitar que:

Armazenagem

A rede de armazenagem também acompanhou o crescimento da Companhia. Em 1970, foram construídos os primeiros silos (grandes depósitos, em forma de cilindro, para guardar produtos agrícolas) horizontais do país, acoplados a graneleiros (locais que recebem ou abrigam mercadorias a granel). Na época, a rede recebia os estoques reguladores do Governo Federal, comprados em vários estados e armazenados em cidades do interior de São Paulo. A partir de 1986, os armazéns da empresa

passaram a acondicionar açúcar ensacado, por conta da expansão da cultura de cana-de-açúcar que, ao lado da laranja, assumiu a liderança da agricultura paulista. Em 1997, a CEAGESP foi federalizada e vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e, em 2019, ao Ministério da Economia. A partir de 1º de janeiro de 2023, com a publicação do Decreto nº 11.338 do Governo Federal, a CEAGESP passou a compor a estrutura do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). HISTÓRICO. São Paulo: Ceagesp, c2025. Disponível em: https://ceagesp.gov.br/acesso-a-informacao/ institucional/historico/. Acesso em: 5 ago. 2025.

1. Registrem o percurso, se possível, com fotografias, filmagem ou mesmo desenhos, mostrando tipos de estabelecimentos comerciais e a circulação de pessoas.

2. Façam ao menos duas entrevistas com comerciantes para entender o que comercializam e de onde vêm os produtos. Pedir a cada grupo que compartilhe a pesquisa, mostrando o registro do percurso. A atividade visa ampliar os espaços de vivência dos estudantes.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

(EF04GE04) Reconhecer especificidades e analisar a interdependência do campo e da cidade, considerando fluxos econômicos, de informações, de ideias e de pessoas.

TCT

Ciência e tecnologia

ENCAMINHAMENTO

Pedir aos estudantes que identifiquem os meios de comunicação ilustrados. Comentar com eles que, além de importantes para a troca de informações, os meios de comunicação são fundamentais para o desenvolvimento das diversas atividades de trabalho. Atualmente, empresas realizam diversas atividades, como a compra e venda de produtos e serviços, principalmente por meio da internet. Explicar aos estudantes que os meios de comunicação também são muito importantes na relação entre o campo e a cidade.

Atividades

3. Se achar conveniente, pedir aos estudantes que compartilhem suas respostas, explicando o uso que fazem dos meios de comunicação mencionados.

4. Orientar os estudantes na elaboração da resposta; essa é uma oportunidade de avaliar a produção de escrita deles, verificando se eles conseguem organizar suas ideias de maneira a responder à questão. Espera-se que os estudantes indiquem que, como Bia e Luiza estão distantes, elas teriam de se deslocar por longas distâncias para se encontrar. Teriam de sair da cidade, ou do campo, utilizando um meio de transporte como o ônibus, o que levaria algum tempo.

TECNOLOGIA NO DIA A DIA Comunicação

Veja alguns exemplos dos meios de comunicação utilizados pelas pessoas.

Os meios de comunicação nos permitem entrar em contato com outras pessoas e ter acesso à informação e ao entretenimento.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

Agora, responda às questões no caderno.

1 Quais dos meios de comunicação mostrados são utilizados para receber informações e entretenimento?

1. Televisão, rádio, jornal, revista, telefone celular, telefone fixo, carta, e-mail e site.

2 Quais dos meios de comunicação são utilizados pelas pessoas para conversar, se conectar ou trocar informações?

2. Carta, e-mail, telefone fixo e telefone celular.

3 Qual é o meio de comunicação que você mais utiliza?

3. Resposta pessoal.

4 Em sua opinião, por que os meios de comunicação facilitam o contato entre pessoas como Bia, que mora na cidade, e Luiza, que mora no campo?

4. Resposta pessoal.

A conexão entre elas por meios como cartas, telefone ou internet facilita a comunicação. Ao abordar a circulação de informações e ideias entre o campo e a cidade com a utilização de meios de comunicação, essa atividade contribui para o desenvolvimento da habilidade EF04GE04.

O que e como avaliar

Caso tenham elaborado os murais que caracterizam as paisagens do campo e da cidade, suas atividades econômicas, modo de vida e atividades de lazer, proposta da Atividade complementar do início da unidade,

retomá-los neste momento. Observar atentamente com o grupo os elementos representados e questionar se algo mudou na forma como percebem as características de ambas as paisagens.

Pedir então que realizem, em pequenos grupos, um complemento para o mural, agora buscando evidenciar como as paisagens do campo e da cidade podem se conectar.

A atividade pode servir como estratégia de remediação ao propor uma retomada que permitirá a observação de evolução e aprofundamento das aprendizagens.

CIDADANIA

O descarte do que compramos e usamos tem impacto na natureza. Ao escolher produtos que vamos comprar, usar e descartar, devemos levar em conta esses impactos. Atitudes como essas fazem de nós agentes voluntários do cuidado com o planeta.

Voluntário: quem age por vontade própria, sem ser obrigado ou controlado.

Consumo consciente

Menino descarta garrafa de suco vazia em lixeira para a coletiva seletiva.

Após observar a imagem, leia este trecho de texto.

5 dicas do CEBDS [Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável] para consumo consciente:

1. Antes de comprar, avalie com cuidado sua necessidade. Evite efetuar a compra só porque a promoção parece atraente;

2. Não compre algo novo se você pode consertar o que já possui. Considere também comprar produtos de segunda mão que estejam em bom estado [...];

3. Evite o desmatamento ilegal: ao comprar móveis, verifique se a madeira é certificada;

4. Pesquise e procure comprar de marcas e empresas que são transparentes em seus processos produtivos e que investem em tecnologias para diminuir impactos ambientais [...].

5. Leve ecobags para as compras e rejeite sempre que possível sacolas de plástico não recicláveis.

Ecobag: termo em inglês que significa “sacola ecológica”.

CONSELHO EMPRESARIAL BRASILEIRO PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. Que tal ser um consumidor consciente? São Paulo: CEBDS, 13 mar. 2020. Disponível em: https://cebds.org/noticia/que-tal-ser-um-consumidor-consciente. Acesso em: 9 jul. 2025.

1 Você e sua família já praticaram alguma das dicas do texto? Converse com os colegas a respeito. 1. Resposta pessoal.

(EF04GE08) Descrever e discutir o processo de produção (transformação de matérias-primas), circulação e consumo de diferentes produtos.

TCT

Meio ambiente (Educação para o consumo)

ENCAMINHAMENTO

Iniciar a abordagem com as seguintes questões:

1. Vocês já ouviram falar em consumo sustentável? E em consumo consciente?

2. Vocês se consideram consumidores conscientes?

3. Na opinião de vocês, há relação entre o consumo e a produção de lixo? Considerar que a habilidade EF04GE08 é trabalhada ao relacionar a produção de resíduos em um processo produtivo, o descarte e o consumo consciente. Solicitar a dois estudantes que leiam a definição de cada um. Depois, ler com eles os textos explicativos e a imagem sobre o descarte da garrafa de vidro e retomar o significado das

palavras do glossário, agora de maneira contextualizada, e verificar se os estudantes as compreenderam melhor. Esclarecer que as ecobags, ou sacolas ecológicas, são sacolas produzidas em tecido ou plástico reforçado, feitas para serem reutilizadas, evitando assim o uso de sacolas plásticas descartáveis.

Comentar que, quando uma garrafa é descartada, ocorre a coleta seletiva: o vidro é separado, limpo e torna-se matéria-prima para a confecção de novas garrafas. Chamar a atenção dos estudantes para o fato de que a reciclagem de materiais dá continuidade ao processo produtivo, alimentando a cadeia produtiva.

Aproveitar para conversar com os estudantes sobre a noção de impacto ambiental causado pelo descarte inadequado de lixo e a poluição dos rios e dos oceanos. Se achar conveniente, retomar a imagem de mineração de areia da página 16 para refletirem também sobre os impactos ambientais na extração de matérias-primas.

Fazer a leitura do texto com as dicas sobre o consumo consciente. Depois, pedir a cinco estudantes que leiam as dicas em voz alta. Cada um deve ler uma dica. Após cada leitura, pedir aos estudantes que comentem o que entenderam e se praticam o que é recomendado.

Atividade complementar

1. Como a utilização de sacolas ecológicas e de sacolas recicláveis pode contribuir para a sustentabilidade?

Resposta esperada: podem contribuir quando são reaproveitadas e não descartadas em lixo comum ou na natureza. 2. Na ilustração, o menino está agindo de acordo com o consumo consciente e sustentável? Como?

Resposta esperada: Sim, pois o descarte correto e a coleta seletiva fazem parte da ideia geral do consumo consciente.

BNCC

(EF04GE10) Comparar tipos variados de mapas, identificando suas características, elaboradores, finalidades, diferenças e semelhanças.

Alfabetização

cartográfica

• Leitura de mapa pictórico

ENCAMINHAMENTO

Fazer a seguinte questão:

• Para que serve um mapa?

O grupo pode trazer respostas, como: o mapa serve para saber onde estamos, para conhecermos o mundo etc. Acrescentar novos conteúdos progressivamente, conforme forem trabalhados.

Neste capítulo, trabalharemos com representações cartográficas e abordaremos a escala cartográfica apenas em sua forma gráfica, mais adequada à faixa etária e em consonância com as habilidades trabalhadas em Matemática nesta etapa, segundo a BNCC.

O Parque Superlegal que consta da ilustração é fictício (ele não existe), caso os estudantes perguntem. Optamos por começar o estudo dos mapas e da identificação de seus elementos apresentando um mapa pictórico por ser uma representação lúdica. A proposta do capítulo é apresentar e explorar diversos tipos de mapas para que os estudantes sejam capazes de compará-los.

Atividades

2. É possível observar: montanha-russa, barco viking, elevador, carrossel, castelo, roda-gigante e tobogã, além da entrada e da área verde. Chamar a atenção dos estudantes para o modo como foram representados os elementos, característica que define essa representação como pictórica.

2 MAPEAMENTO DOS LUGARES

Você se lembra da Bia, que convidou a amiga Luiza para conhecer um lugar incrível na cidade? Bia enviou o link de acesso ao mapa do lugar.

O mapa mostra uma parte do Parque Superlegal. Esse tipo de mapa é chamado pictórico.

O mapa pictórico usa desenhos para representar uma área de forma mais artística.

1 Que lugar Bia quer apresentar para Luiza?

1. Um parque.

2 Quais atrações e locais do parque você pode observar no mapa? 2. Ver orientações no Encaminhamento

Texto de apoio

Ser leitor de mapas significa, a nosso ver, que o sujeito é capaz de ler esse material tal como um texto escrito. Em outras palavras, significa que o leitor de mapas deve extrair significados do texto cartográfico que nele está representado. Por isso, não se pode chamar de leitura de mapas o ato de decodificar o que está representado no mapa por meio da legenda.

A leitura de mapa é um processo muito mais complexo, implica decodificação de símbolos e elaboração de significados a partir de representações que foram previamente elaboradas.

KATUTA, Ângela Massumi; SOUZA, José Gilberto de. Geografia e conhecimentos cartográficos: a cartografia no movimento de renovação da geografia brasileira e a importância do uso de mapas. São Paulo: Unesp, 2001. p. 133.

BNCC

Linguagem dos mapas

Representar os lugares por meio de mapas é um costume que existe há muito tempo. Estudiosos da Cartografia afirmam que mapas já eram confeccionados antes mesmo do surgimento da escrita.

Na história da humanidade, grupos variados, em diversas partes do mundo, representavam caminhos, locais de caça, o que observavam no céu e seus astros, entre outras representações.

Observe o mapa a seguir. Ele foi feito por europeus em 1507 e representa como eles entendiam o mundo naquela época.

Mapa do mundo (1507)

Fonte: WALDSEEMÜLLER, Martin. Universalis Cosmographia Secundum Ptholomaei Traditionem et Americi Vespucii Alioru[m]que Lustrationes. 1507. Disponível em: www.loc.gov/rr/geogmap/waldexh.html. Acesso em: 7 jul. 2025.

A Cartografia é o conjunto de técnicas para criação de mapas geográficos. Devido a essas técnicas inventadas no passado e aperfeiçoadas ao longo do tempo, atualmente podemos representar lugares por meio de um mapa em uma folha de papel ou em um tablet , notebook ou até mesmo em telefones celulares.

1 Quem elaborou esse mapa? Quando ele foi confeccionado?

1. Martin Waldseemüller, em 1507.

2 Quais diferenças você observa entre esse mapa e o da página anterior?

2. Resposta pessoal.

3 Qual informação no mapa de 1507 mais chamou a sua atenção?

3. Resposta pessoal.

Atividade complementar

• Para comparar mapas

Martin Waldseemüller (1475-1522) foi um cartógrafo alemão que em 1507 elaborou o primeiro mapa em que aparece a palavra América para designar o Novo Continente. Explicar que os mapas atuais podem ser mais precisos do que os antigos, já que hoje temos mais informações sobre os territórios.

1. Organizar os estudantes em pequenos grupos e pedir que comparem o mapa de Waldseemüller com um mapa-múndi atual. Para isso, fornecer um atlas para consulta ou providenciar uma cópia de um mapa-múndi para distribuir aos estudantes.

2. Pedir a cada grupo que observe os detalhes de cada mapa e elabore uma lista com as principais diferenças.

(EF04GE10) Comparar tipos variados de mapas, identificando suas características, elaboradores, finalidades, diferenças e semelhanças.

Alfabetização cartográfica

• Leitura e comparação de mapas

ENCAMINHAMENTO

Este capítulo explora componentes importantes no processo de alfabetização cartográfica. Portanto, considerar a estratégia de iniciar solicitando a um estudante que leia em voz alta a definição de Cartografia e fazer as seguintes questões: 1. Que tipo de mapa é esse? 2. Vocês já viram algum mapa semelhante a esse? 3. O que ele está representando?

As questões provocam a observação e a identificação do mapa e convocam os estudantes a rememorar suas possíveis referências de mapas antigos.

Atividades

2. Auxiliar a turma a compreender que o mapa do parque de diversões é mais atual, é pictórico e é apresentado em uma tela de celular. Já o mapa do mundo é antigo. O mapa pictórico representa apenas uma pequena área da superfície terrestre (um parque), diferentemente do mapa de 1507, que representa toda a superfície terrestre conhecida naquela época. Orientá-los ainda a identificar em qual dos mapas é possível indicar em detalhes a localização e a distribuição espacial dos elementos da paisagem. Essa atividade contribui para o desenvolvimento da habilidade EF04GE10.

(EF04GE10) Comparar tipos variados de mapas, identificando suas características, elaboradores, finalidades, diferenças e semelhanças.

Alfabetização

cartográfica

• Leitura de mapa

ENCAMINHAMENTO

Iniciar com os seguintes questionamentos:

1. O que podemos aprender vendo mapas antigos?

2. O que os mapas comunicam sobre o período em que foram feitos?

As questões visam problematizar a importância dos mapas históricos como documentos que representam os conhecimentos sobre o território e o imaginário da época.

Ao apresentar os elementos constitutivos e as características de um mapa antigo, o conteúdo da página contribui para o desenvolvimento da habilidade EF04GE10. O mapa Terra Brasilis apresenta ilustrações que detalham a visão dos cartógrafos sobre as terras que representava. No topo do mapa há uma legenda característica da cartografia portuguesa do século XVI, que diz:

Esta carta é da região do grande Brasil e do lado ocidental alcança as Antilhas do Rei de Castela. Quanto à sua gente, é de cor um tanto escuro. Selvagem e crudelíssima, alimenta-se de carne humana. Este mesmo povo emprega, de modo notável, o arco e as setas. Aqui [há] papagaios multicores e outras inúmeras aves e feras monstruosas. E encontram-se muitos gêneros de macacos e nasce em grande quantidade a árvore que, chamada bra-

VAMOS LER

VAMOS LER

Lendo um mapa

O mapa a seguir foi produzido por cartógrafos portugueses em 1519. Leia e analise o mapa, notando como ele é ricamente decorado com símbolos e imagens.

Terra Brasilis (1519)

1 Converse com um colega sobre a leitura do mapa. Conte a ele o que você descobriu e o que mais chamou a sua atenção no mapa.

1. Resposta pessoal.

2 Observem atentamente o mapa, buscando as informações listadas a seguir:

• Caravelas

• Indígenas

• Árvores pau-brasil

MEU VOCABULÁRIO

• Bandeiras

• Animais silvestres

2. Resposta pessoal.

• Dragão

Como vimos anteriormente, Cartografia é o conjunto de técnicas utilizado na elaboração de mapas. Você já conhecia essa palavra? Converse com os colegas sobre o significado dela e juntos reflitam: como a Cartografia está presente no dia a dia de vocês?

sil, é considerada conveniente para tingir o vestuário com a cor púrpura.

BIBLIOTECA NACIONAL DIGITAL. Terra Brasilis c2025. Disponível em: https://bndigital.bn.gov.br/ dossies/biblioteca-virtual-da-cartografia-historica -do-seculo-xvi-ao-xviii/artigos/terra-brasilis/. Acesso em: 4 ago. 2025. Depois, orientar os estudantes a realizar a atividade proposta no boxe Meu vocabulário. Para isso, retomar o significado da palavra Cartografia, visto na página anterior.

Atividades

1. Propor uma leitura do mapa da página uti-

lizando uma lupa. Estimular os estudantes a comentar os elementos que mais chamaram a atenção deles.

2. Incentivar os estudantes a observar a localização dos elementos no mapa, como as caravelas no oceano; os nomes ao longo do litoral e o dragão no interior do continente, denotando a existência de medos e fantasias em relação às áreas ainda desconhecidas. Verificar se eles identificam que as pessoas retratadas são indígenas e que estão cortando árvores, o pau-brasil. Conferir se eles identificam quais animais silvestres estão representados (aves, onça e macaco).

Fonte: HOMEM, Lopo. Terra Brasilis. [S. l.: s. n.], 1519.

VAMOS ESCREVER

Elaborando um mapa

Quando os portugueses chegaram ao que viria a ser o território brasileiro, não tinham certeza do que iriam encontrar. Talvez, por isso, o mapa apresente seres fantásticos, além das características que mais chamaram a atenção dos navegadores, como os indígenas e as árvores de pau-brasil.

1 Em casa, converse com um familiar sobre o mapa que você leu e analisou na página anterior. Conte sobre suas descobertas e como os cartógrafos representaram o Brasil.

1. Ver orientações no Encaminhamento

2 No caderno, escreva um texto sobre:

a) o que mais chamou sua atenção no mapa.

b) como você contou isso para o seu familiar.

2. Ver orientações no Encaminhamento

3 Compare o mapa da página anterior com o mapa Brasil: regiões (2023), da página 32. Depois, escreva no caderno as diferenças que você encontrou entre eles.

3. Resposta pessoal. A tendência é a de que os estudantes achem muitas diferenças. Pode-se orientá-los a observar o contorno territorial e os elementos do mapa.

4 Agora é a sua vez de elaborar um mapa! Realize a atividade no caderno ou em uma folha de papel avulsa.

4. Ver orientações no Encaminhamento.

a) Quando você pensa no Brasil, que elementos surgem em sua mente? Que curiosidades do país você gostaria de apresentar para alguém que mora muito longe?

b) Desenhe um mapa do Brasil.

c) Insira os elementos e as curiosidades que você pensou.

d) Apresente seu mapa para os colegas e explique-o.

DESCUBRA MAIS

• INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Introdução à cartografia. Rio de Janeiro: IBGE, c2025. Disponível em: https://atlasescolar.ibge. gov.br/cartografia.html. Acesso em: 22 jul. 2025. Essa página contém informações sobre Cartografia e a importância dos mapas para a representação espacial. Nela também são encontradas animações que representam diversos temas ligados à Cartografia.

Texto de apoio

A quantidade de mapas europeus do século XVI e XVII representando o Brasil como um litoral detalhado e um interior oculto ou “não descoberto” evidencia as limitações de conhecimento territorial dos exploradores. Um dos exemplos mais famosos deste exercício de imaginação é o mapa feito por Pedro Reinel e Lopo Homem em 1519 […].

[...] No mapa […], vemos um pequeno dragão no interior do território e um gigante ao sul do continente, que segundo muitos relatos da época eram comuns na região Patagônica. Contrastando com o interior mitológico, o mar aparece repleto de caravelas, brasões e bandeiras, um espaço claramente dominado e riscado pela geometria das linhas de orientação das cartas portulanas. […]

NOVAES, André Reyes. A Terra Brasilis como Terra Incógnita. Revista Carbono, c2025. Disponível em: http://revistacarbono.com/artigos/01a-terra-brasilis-como-terra-incognita/. Acesso em: 4 ago. 2025.

BNCC

(EF04GE10) Comparar tipos variados de mapas, identificando suas características, elaboradores, finalidades, diferenças e semelhanças.

Alfabetização cartográfica

• Elaboração de mapa

ENCAMINHAMENTO

A proposta de realizar atividades de relato e de produção de escrita sobre estudo do mapa contribui para a consolidação das aprendizagens relacionadas à leitura e análise de mapas e ajuda a verificar como os estudantes estão organizando o raciocínio geográfico.

Atividades

1. Ler a proposta dessa atividade com os estudantes, incentivando-os a comentar o que cada um relataria ao familiar. Essa conversa inicial pode ajudar aqueles estudantes que ainda estiverem com dificuldade na leitura e interpretação do mapa Terra Brasilis.

2. Nessa atividade, os estudantes deverão escrever suas impressões em relação ao mapa, além de sua experiência ao compartilhar informações com um familiar.

3. Ao propor a comparação de mapas, essa atividade contribui para o desenvolvimento da habilidade EF04GE10, subsidiando o trabalho proposto na atividade seguinte.

4. a) Estimular os estudantes a citar os elementos do Brasil que surgirem em suas mentes. Orientá-los a escolher aquilo que mais chama a atenção sobre o Brasil, sobre o que mais gostam das paisagens que conhecem ou que já estudaram.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

BNCC

(EF04GE09) Utilizar as direções cardeais na localização de componentes físicos e humanos nas paisagens rurais e urbanas.

Alfabetização

cartográfica

• Localização e orientação

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, fazer a seguinte questão:

• Você conhece as direções cardeais?

Essa questão introduz o tema que será abordado e verifica os conhecimentos prévios dos estudantes sobre o assunto. Conversar com eles sobre a importância de nos localizarmos no espaço.

A habilidade EF04GE09 é trabalhada nessas páginas ao apresentar as direções cardeais para a localização e orientação no espaço e ao identificar topônimos ligados a elas.

Pode-se contextualizar as informações sobre as direções cardeais explicando aos estudantes que, desde a Pré-História, homens e mulheres observavam os astros no céu. Foi assim que diferentes povos antigos perceberam que todos os dias, ao longo do ano, o Sol “aparece” mais ou menos na mesma direção e “desaparece”, ao entardecer, na direção oposta: é o movimento aparente do Sol. Com base nesse conhecimento, foram criados os pontos cardeais. Conversar com os estudantes sobre o significado da expressão rosa dos ventos. Pedir que digam o que imaginam ao ouvir tal expressão. Explicar que, desde a Grécia antiga, a observação dos rumos dos ventos levou pensadores a identificá-los com as localidades mais próximas de onde os ventos

Direções cardeais

Você sabia que uma das formas que os navegadores usaram para se orientar foi por meio da observação de astros, como o Sol?

Isso mesmo! É possível nos orientarmos só conhecendo a direção em que o Sol aparece, pela manhã, no horizonte.

Chamamos de leste a direção cardeal que aponta para o lado onde o Sol aparece no horizonte todas as manhãs. Se você estender o braço direito na direção em que o Sol “nasce”, à sua frente estará o norte e, atrás, o sul. Seu braço esquerdo estendido apontará para o oeste.

Podemos representar as direções cardeais em uma figura chamada rosa dos ventos

Fique atento sempre que for ler um mapa. A rosa dos ventos estará representada nele para dar a orientação.

vinham e para onde sopravam. O desenho dos trajetos dos ventos, tempos depois, designou o nome rosa dos ventos. Explicar que a rosa dos ventos é importante para nos auxiliar na localização e na orientação espacial para que saibamos qual direção seguir ao nos deslocarmos de um lugar para outro, por exemplo. Comentar que atualmente o GPS, presente em celulares e automóveis, nos fornece essa informação, mas que podemos facilmente utilizar uma rosa dos ventos para descobrir as direções cardeais.

Na sequência didática indicada na Sugestão para o professor, na página seguinte, sugere-se que os estudantes realizem uma atividade de campo, na própria escola, para que, usando o próprio corpo, aprendam a encontrar as direções cardeais a partir da posição do Sol no céu.

1

Imagine que você está dentro deste veículo, sentado no banco de trás.

a) Se você levantar o braço direito na direção do Sol nascente, apontará para que direção cardeal?

1. a) Para a direção leste.

b) Do lado oposto ao do Sol nascente será que direção cardeal?

1. b) A direção oeste.

c) O veículo está indo em que direção cardeal?

1. c) Para o norte.

2 Na cidade onde Bia mora, há bairros com nomes muito interessantes: Leste Universitário

Oeste Industrial

• No município onde você vive, há nomes de lugares que apresentam alguma direção cardeal? Cite exemplos

2. Resposta pessoal.

Atividades

1. Notar que os estudantes terão de se projetar para apontar o braço direito em direção ao Sol nascente. Auxiliar aqueles que apresentarem dificuldades nas relações projetivas.

2. Enfatizar para os estudantes como as direções cardeais foram referenciais para a nomeação dos bairros de Goiânia (GO) citados. Se possível, relacionar os referenciais aos bairros do município onde residem os estudantes. Muitas vezes, não é o nome do bairro que leva a direção cardeal, mas do distrito ou da zona. Às vezes, até o nome do município faz referência às direções cardeais, como Iporã do Oeste e Rio do Sul, em Santa Catarina, ou estados como Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte.

Sugestão para o professor

PORTO, Amélia Pereira Batista; RAMOS, Lízia Maria Porto. Usando o Sol para nos localizar. Portal do Professor, 16 nov. 2019. Disponível em: http://portaldoprofessor.mec. gov.br/fichaTecnicaAula. html?aula=10433. Acesso em: 4 ago. 2025.

Nessa sequência didática, os estudantes exercitarão a observação da posição do Sol no céu para se localizar; o reconhecimento das direções norte, sul, leste e oeste; e a localização aproximada dos pontos cardeais, com base no movimento aparente do Sol. A sequência apresenta metodologia detalhada e sugestão de avaliação do processo.

Carro em rodovia em Tenerife, na Espanha, em 2019.

BNCC

(EF04GE09) Utilizar as direções cardeais na localização de componentes físicos e humanos nas paisagens rurais e urbanas.

Alfabetização

cartográfica

• Localização e orientação

Organize-se

Folhas de papel transparente, como papel vegetal ou de seda, clipes de papel, tesoura com pontas arredondadas, régua, lápis de cor.

ENCAMINHAMENTO

Comentar com os estudantes que a elaboração da rosa dos ventos os auxiliará a identificar facilmente as direções cardeais para, assim, terem mais autonomia para se localizarem e se orientarem espacialmente.

Auxiliar os estudantes na fixação do papel sobre o livro para o desenho ficar preciso. Explicar a eles que essa rosa dos ventos deve ser guardada, pois eles poderão usá-la em diferentes atividades. Ao propor a confecção da rosa dos ventos e sua utilização para localizar elementos em uma planta, o conteúdo dessa seção contribui para o desenvolvimento da habilidade EF04GE09.

Acompanhar todo o desenvolvimento da atividade. Verificar as dificuldades apresentadas pelos estudantes e, se achar relevante, compartilhar com o grupo. Depois, promover a correção coletiva das atividades.

DE OLHO NO MAPA!

Localizar elementos com as direções cardeais

Agora você aprenderá a localizar elementos nos mapas usando a rosa dos ventos. Para isso, siga as orientações a seguir.

1. Prepare os materiais. Você precisará de:

• Tesoura com pontas arredondadas

• Lápis de cor

• Folha de papel vegetal

• Dois clipes

Não manuseie objetos cortantes ou pontiagudos. Sempre peça a ajuda de um adulto.

2. Fixe o papel sobre a rosa dos ventos a seguir. Para isso, use os clipes.

3. Trace a rosa dos ventos no papel vegetal. Lembre-se de anotar também as direções cardeais.

4. Pinte sua rosa dos ventos. Quando estiver pronta, recorte-a. Atenção!

Explicar aos estudantes, se julgar adequado, que é uma convenção cartográfica posicionar os mapas com o norte voltado para a parte superior do mapa. No planeta Terra, que é arredondado, não existe “em cima” ou “embaixo”. Por isso, é sempre importante observar como está orientado o mapa, ou seja, observar a rosa dos ventos para identificar onde está o norte. Neste Livro do Professor, o talão da escala gráfica dos mapas não aparecerá com um centímetro, pois a página do Livro do Estudante foi reduzida. No entanto, a escala continuará correta, pois os mapas foram reduzidos proporcionalmente.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

5. Coloque a rosa dos ventos que você acabou de fazer no centro desta planta cartográfica, com o norte voltado para a parte superior da página.

Goiânia: Leste Universitário (2025)

NOVO MUNDO

Biblioteca Estádio Hospital Museu Rodovias Ruas e avenidas Áreas verdes 060

Rua 2

JD. GOIÁS

Elaborado com base em: GOIÂNIA: leste universitário (2025). Brasil: Google Maps, 2025. Disponível em: https://maps.app.goo.gl/SuyWsbDgDcdi5LyBA. Acesso em: 17 jun. 2025.

6. Cite uma via (rua, avenida, rodovia, entre outras) que fica em cada uma destas direções: a) Leste. b) Oeste. c) Norte. d) Sul. 6. a) Rodovia Transbrasiliana. 6. b) Alameda Marginal Botafogo.

6. c) Avenida Anhanguera. 6. d) Rua 2.

Texto de apoio […] muitos alunos não conseguem encontrar as direções cardeais tendo como referência o Sol. Isto se deve ao fato de que alguns alunos nesta faixa etária ainda possuem grande dificuldade na capacidade de descentração corporal e, portanto, de localizar lugares e objetos fora do seu esquema corporal, ou seja, ainda apresentam dificuldade de abstração.

Assim, pensando em minimizar essa dificuldade, os alunos foram levados para o pátio da escola, a fim de encontrar as di-

reções cardeais utilizando o corpo e tendo como referência o Sol. Foi dito a eles que se inverterem a posição dos braços, as direções serão as mesmas. Logo em seguida, desenharam a rosa dos ventos no chão, com giz, indicando as direções conforme feito anteriormente com o corpo, e observaram quais elementos do espaço escolar estão situados nessas direções.

Ao voltar para a sala de aula, cada aluno construiu a sua rosa dos ventos em papel vegetal, identificando os pontos cardeais e colaterais, sendo esta utilizada posteriormente para determinar a orientação em mapas […]

Dando sequência a esta atividade, e com objetivo de os alunos identificarem a bússola, importante instrumento de orientação, eles foram orientados a observar como ela funciona e receberam instruções de como manuseá-la. Assim, em grupos, percorreram os diferentes espaços da escola nomeando elementos desses locais e fazendo sua orientação: a cantina encontra-se na direção...., a quadra encontra-se na direção.... etc.

Esta foi uma atividade que atraiu bastante a participação e a curiosidade dos alunos, pois os mesmos declararam nunca ter manuseado uma bússola antes, e ficaram entusiasmados pela atividade. Isto demonstra o quanto é necessário utilizar metodologias lúdicas nesta faixa etária, pois ainda necessitam do trabalho concreto para compreender e construir a linguagem cartográfica […]

Almeida e Passini (2010, p. 21) afirmam que “iniciando o aluno em sua tarefa de mapear, estamos, portanto, mostrando os caminhos para que se torne um leitor consciente da linguagem cartográfica”.

LIBERATTI, Maria Inês da Silva; ROSOLÉM, Nathália Prado. Os desafios da escola pública paranaense na perspectiva do professor PDE. Cadernos PDE, versão on-line. 2013. Curitiba: Secretaria de Educação do Estado do Paraná, 2013. p. 14-15. Disponível em: http:// www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/ portals/cadernospde/pdebusca/ producoes_pde/2013/2013_uel_ geo_artigo_maria_ines_da_silva_ liberatti.pdf. Acesso em: 4 ago. 2025.

BNCC

(EF04GE09) Utilizar as direções cardeais na localização de componentes físicos e humanos nas paisagens rurais e urbanas.

(EF04GE10) Comparar tipos variados de mapas, identificando suas características, elaboradores, finalidades, diferenças e semelhanças.

Alfabetização cartográfica

• Elementos do mapa

ENCAMINHAMENTO

Fazer as seguintes questões:

1. O que você olha primeiro em um mapa?

2. Por onde podemos começar a entender o que um mapa quer comunicar?

3. Você e seus familiares já usaram mapas em alguma situação? Se sim, qual?

As questões levantam os conhecimentos prévios dos estudantes sobre o tema e quais são suas experiências com mapas.

Ao apresentar os elementos constitutivos dos mapas, o conteúdo dessas páginas contribui para o desenvolvimento das habilidades EF04GE09 e EF04GE10.

Explorar o mapa com os estudantes. Convidar cinco voluntários para que cada um leia em voz alta o número e o texto de um dos elementos destacados no mapa.

Depois da leitura do texto correspondente ao título do mapa, pedir aos estudantes que indiquem qual é o local do mapa (Brasil), o assunto (regiões) e a data (2023). Fazer o mesmo depois da leitura do texto da legenda, questionando os estudantes o que representam as cores (as regiões), as linhas (limite estadual e fronteira internacional) e os demais sím-

Elementos do mapa

Para que todos compreendam as informações de um mapa, foram criadas algumas convenções que aparecem nos mapas do mundo todo. São elementos comuns que podem ser lidos e compreendidos por pessoas de diversos países.

Conheça alguns deles.

Brasil: regiões (2023)

GUIANA VENEZUELA

SURINAME

GUIANA FRANCESA (FRA)

COLÔMBIA

Boa Vista

RORAIMA

Manaus

AMAZONAS

ACRE

Porto Velho Rio Branco

RONDÔNIA

PERU

PARÁ AMAPÁ

Belém Macapá São Luís Fortaleza

CEARÁ MARANHÃO

Teresina

PIAUÍ

MATO GROSSO

Cuiabá

BOLÍVIA

CHILE

Regiões

Norte

Nordeste

Centro-Oeste

Sudeste

Sul

Capital estadual

Capital federal

Limite estadual

Fronteira internacional

TOCANTINS

Palmas

DISTRITO FEDERAL

BRASÍLIA

MATO GROSSO DO SUL

PARAGUAI

ARGENTINA

RIO GRANDE DO NORTE

Campo Grande Natal João Pessoa

PARAÍBA PERNAMBUCO

Recife Maceió Aracaju

BAHIA

Salvador

SERGIPE ALAGOAS

Goiânia

GOIÁS

SÃO PAULO

MINAS GERAIS

Belo

Horizonte

São Paulo

PARANÁ

Curitiba

RIO GRANDE DO SUL

URUGUAI

ESPÍRITO SANTO

Vitória

RIO DE JANEIRO

Rio de Janeiro

SANTA CATARINA

Florianópolis

Porto Alegre

OCEANO ATLÂNTICO 0

Trópico de Capricórnio

Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2024. p. 92.

A fonte indica onde o mapa foi publicado. Ela é um elemento importante, pois nos transmite confiança e credibilidade quanto aos dados do mapa. 32

32

bolos (capital federal e capitais estaduais). Orientá-los a localizar no mapa os elementos indicados na legenda.

Comentar ainda com os estudantes que, por meio da leitura da fonte, é possível descobrir que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é o autor do mapa. Esse órgão é oficial, o que confere confiabilidade aos dados. A fonte também indica que o mapa foi publicado no Atlas geográfico escolar, em 2024.

Por meio da leitura da rosa dos ventos, é possível verificar que o oceano Atlântico

está a leste, e o oceano Pacífico está a oeste. Caso os estudantes tenham dificuldade para visualizar a direção dos elementos, sugerir que utilizem a rosa dos ventos produzida anteriormente, colocando-a no centro do mapa.

Comentar com os estudantes que a escala apresenta um número que representa quantas vezes o tamanho real foi reduzido para caber na folha de papel e que por meio dela podemos saber a distância entre os lugares, por exemplo. Esclarecer que esse elemento será trabalhado em detalhes mais adiante.

1 Qual é o assunto do mapa?

1. As regiões do Brasil.

2 Onde o mapa foi publicado originalmente?

2. No Atlas geográfico escolar, do IBGE.

3 A cor roxa indica que região brasileira?

3. A região Sul.

4 Em sua opinião, por que a região que está com a cor roxa apresenta esse nome?

4. Resposta pessoal. Os estudantes podem indicar que é porque ela se localiza na parte sul do território.

5 Com a ajuda de um familiar, procure um mapa em livros ou na internet. Com base no que você estudou sobre os elementos do mapa, identifique:

a) o assunto do mapa.

b) onde ele foi publicado.

c) o que aparece na legenda.

5. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes consigam localizar os principais elementos do mapa pesquisado no título, na fonte e na legenda.

Brasil: regiões (2023)

O título apresenta o local e o assunto representados no mapa. Alguns títulos também mostram a data da informação.

A rosa dos ventos indica as direções cardeais. Para ler corretamente as direções cardeais, você deve imaginar a rosa dos ventos no centro do mapa.

A escala aponta quantas vezes o espaço representado foi reduzido.

A legenda explica o que aparece no mapa: o que significam as linhas, as cores e os demais símbolos.

O que e como avaliar

Esta atividade pode ajudar a remediar possíveis dificuldades encontradas pelos estudantes no estudo sobre os elementos constitutivos dos mapas. Solicitar que realizem a atividade seguinte em pequenos grupos.

1. Fazer uma pesquisa em jornais, em atlas, na internet ou em guias de rua para escolher um mapa de algum local pelo qual vocês se interessam.

2. Verificar se ele tem os elementos estudados até o momento, como título, legenda, fonte, orientação.

3. Imprimi-lo ou copiá-lo em um papel transparente e, depois, colar o mapa no caderno.

4. Destacar com a cor vermelha o título; com a cor azul a fonte; com a cor verde a orientação; com a cor laranja os símbolos que aparecem na legenda.

5. Anotar abaixo do mapa o significado dos símbolos presentes na legenda.

6. Escrever algumas linhas sobre o que esse mapa comunica.

7. Apresentar a produção de vocês ao restante dos colegas.

Com a atividade, é possível verificar como está o desenvolvimento da habilidade de identificação dos elementos do mapa e sua leitura.

Texto de apoio

[...] Os primeiros [mapas] eram feitos de madeira, esculpidos ou pintados, ou desenhados sobre a pele de animais.

Suas funções incluíam conhecer as áreas dominadas e as possibilidades de ampliação das fronteiras, demarcar territórios de caça e representar a visão de mundo que esses povos tinham. […]

Mais do que uma ferramenta de orientação e localização, os mapas se transformaram num recurso importante para a expansão das civilizações, e o seu desenvolvimento foi colocado a serviço do poder. Eles foram fundamentais para a definição de estratégias militares e para a conquista de outros povos.

Na época das grandes navegações e dos descobrimentos marítimos (entre os séculos 15 e 16), por exemplo, os cartógrafos estavam presentes em cada expedição realizada. Sua função não era exatamente ajudar na localização, mas registrar e tornar pública a descoberta de novos territórios.

A cartografia nunca foi uma ciência neutra, que representa exatamente o espaço ou a realidade. Por trás de todo mapa, há um interesse (político, econômico, pessoal), um objetivo (ampliar o território, melhorar a área agrícola etc.) e um conceito (o direito sobre determinada região, o uso do solo etc.).

MOÇO, Anderson. A história dos mapas e sua função social. Nova Escola, 1o jun. 2011. Disponível em: https://novaescola.org.br/ conteudo/347/a-historia-dos -mapas-e-sua-funcao-social. Acesso em: 4 ago. 2025.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

(EF04GE10) Comparar tipos variados de mapas, identificando suas características, elaboradores, finalidades, diferenças e semelhanças.

Alfabetização

cartográfica

• Leitura de mapa

ENCAMINHAMENTO

Seguimos explorando e ampliando as aprendizagens que contribuem para o desenvolvimento da habilidade EF04GE10. Pedir aos estudantes que indiquem no mapa exemplos de linhas e seus significados, como as que demarcam limites e fronteiras; pontos que localizam as capitais; áreas de turismo em diferentes Unidades da Federação.

Mesmo que não seja o tema principal, caso considere pertinente, pedir aos estudantes que levantem hipóteses sobre a distribuição de áreas de turismo no Brasil. Não é necessário dar uma resposta acabada, mas é interessante que tentem se aprofundar na interpretação de mapas.

Os estudantes terão contato com mapas temáticos ao longo de sua escolaridade básica. Esse procedimento é parte do processo de alfabetização cartográfica, pois auxilia na aprendizagem da cartografia para além da decodificação de símbolos e avança para a construção do entendimento de que em um mapa estão representados fatos sociais, processos históricos e naturais sintetizados na linguagem cartográfica. Para ver mais sobre o assunto, ler o Texto de apoio.

Além dos elementos vistos anteriormente, conheça outros recursos cartográficos necessários para ler e compreender mapas.

Brasil: turismo (2018)

VENEZUELA

COLÔMBIA

Equador

ACRE

Rio Branco

PERU

Boa Vista

RORAIMA

Manaus

AMAZONAS

Porto Velho

RONDÔNIA

BOLÍVIA

Principais funções turísticas

Diversificadas

Praias (marítimas, lagos e rios)

Serranas

Estâncias hidrominerais

Histórico-culturais

Rurais — ecoturismo

Religiosas

Capital federal

Capital estadual

Limite estadual

Fronteira internacional

50° O

SURINAME GUIANA FRANCESA (FRA)

AMAPÁ

Macapá

destacar ponto SONIA VAZ

As linhas são utilizadas para representar rios, vias de circulação, limites de municípios e estados e outras informações.

34

Texto de apoio

PARÁ

MATO GROSSO

Cuiabá

Campo Grande

PARAGUAI

ARGENTINA

MATO GROSSO DO SUL RIO GRANDE DO SUL

URUGUAI

Belém

São Luís

MARANHÃO

Teresina

PIAUÍ CEARÁ

TOCANTINS

DISTRITO FEDERAL

Goiânia

BRASÍLIA

RIO GRANDE DO NORTE

PARAÍBA

Aracaju Palmas

BAHIA

MINAS GERAIS

Belo Horizonte

SÃO PAULO

PARANÁ

SANTA CATARINA GOIÁS

São Paulo

Florianópolis

Porto Alegre

PERNAMBUCO

Salvador Fortaleza

Vitória

RIO DE JANEIRO

Rio de Janeiro Natal

João Pessoa

Curitiba Recife

ALAGOAS

Maceió

SERGIPE

OCEANO ATLÂNTICO

ESPÍRITO SANTO

Trópico de Capricórnio 0°

0 370

Fonte: FERREIRA, Graça Maria Lemos. Atlas geográfico: espaço mundial. São Paulo: Moderna, 2019. p. 142.

MATO GROSSO DO SUL Campo Grande MINAS GERAIS

destacar área

Belo Horizonte Rio de Janeiro

A área representa informações de maiores extensões do que o ponto: áreas de turismo, florestas, áreas poluídas, entre outras.

[…] é interessante distinguirmos dois níveis de leitura de mapas:

• simples: quando apenas decodificamos os símbolos presentes nos mapas;

• complexa: quando, além de decodificar os símbolos, conseguimos elaborar respostas às questões já citadas ou até mesmo raciocínios geográficos. Vale dizer que, nesse nível de leitura, o mapa deve ser lido como se lê um texto escrito.

É importante salientar a necessidade de romper com visões mecânicas de leituras

ESPÍRITO SANTO

Vitória

RIO DE JANEIRO

O ponto representa localidades, como municípios e capitais, ou algum fenômeno específico.

de mapas incorporadas por muitos docentes, que concebem ser possível apenas retirar desse recurso dados ou informações sobre a localização geográfica dos fenômenos. Tal visão é, a nosso ver, fruto de uma formação docente não comprometida com uma dada prática pedagógica que se queira entendedora e transformadora da sociedade.

SOUZA, José Gilberto; KATUTA, Ângela Massumi. Geografia e conhecimentos cartográficos: a cartografia no movimento de renovação da geografia brasileira e a importância do uso de mapas. São Paulo: Unesp, 2001. p. 116-117.

15/09/25

Atividades

6 Agora, observe este mapa.

Brasil: rodovias federais (2021)

GUIANA VENEZUELA

COLÔMBIA

Equador

AMAZONA AMAZONAS

PERU

BOLÍVIA

OCEANO PACÍFICO

CHILE

Rodovia

Pavimentada Em obra de pavimentação

Não pavimentada

Limite estadual

Capital estadual Capital federal Fronteira internacional

ESA (FRA)

PARÁ

MATO GROSSO

T MATTO A MA M

PARAGUAI

ARGENTINA

MARANHÃO

TOCANTINS

DISTRITO FEDERAL

RIO GRANDE O ONNORT O DO NORTE

PARAÍBA

PERNAMBUCO

SERGIPE RIO GROSSO

PARANÁ

SÃO PAULO

CATARINA

RIO GRANDE DO SUL

MINAS GERAIS

O DEEJJANEIRO ANEIRO JANEIRO

OCEANO ATLÂNTICO

ERGIPE ALAGOAS

6. a) Antes de solicitar que realizem a atividade, analisar coletivamente o mapa e pedir aos estudantes que identifiquem os símbolos cartográficos que se relacionam com seu título. Solicitar que identifiquem as rodovias, sigam suas rotas e notem por quais estados passam e quais pontos interligam. Analisar a legenda e orientar os estudantes a identificar no mapa outras informações presentes nela além das rodovias. Isso pode ajudá-los a memorizar informações geralmente encontradas em mapas, como as fronteiras internacionais, os limites estaduais, as capitais estaduais e federal.

Trópico de Capricórnio

0 301

Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2024. p. 149.

a) Com base na leitura do mapa Brasil: rodovias federais (2021), elabore um texto no caderno explicando:

6. a) Ver orientações no Encaminhamento

• o que representam as linhas coloridas.

• o que representam os pontos e

• como você descobriu essas informações.

b) Compartilhe seu texto com os colegas e troque ideias sobre como vocês fizeram as descobertas

6. b) Ver orientações no Encaminhamento.

Orientar os estudantes a seguir os itens pedidos na produção de escrita para garantir que todos sejam contemplados. Pedir a eles que escrevam um parágrafo para cada item. Linhas em vermelho: rodovias pavimentadas, asfaltadas.

Linhas em verde: rodovias não asfaltadas, não pavimentadas.

Linhas roxas: rodovias que estão sendo asfaltadas. O que os pontos representam: capital federal e capital estadual.

Como você descobriu essas informações? Pela legenda.

15/09/25 15:51

Incentivar a troca de informações e cuidar para que todos tenham a oportunidade de se manifestar e para que ouçam com respeito a explanação dos colegas. Se porventura algum estudante apresentar dificuldade, fazer uma correção coletiva retomando cada ponto da legenda.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

BNCC

(EF04GE10) Comparar tipos variados de mapas, identificando suas características, elaboradores, finalidades, diferenças e semelhanças.

Alfabetização

cartográfica

• Escala

ENCAMINHAMENTO

Iniciar com as seguintes questões:

1. O que precisamos fazer para conseguir desenhar a sala de aula em uma folha do caderno?

2. E um mapa do seu bairro?

As questões pretendem verificar os conhecimentos prévios dos estudantes e instigá-los para a temática das próximas páginas. Espera-se que eles reconheçam que precisamos reduzir o tamanho real da sala de aula e do bairro para conseguirmos representá-los em uma folha de papel.

Escala é um elemento fundamental da leitura e análise cartográfica. Aqui, ao propormos a comparação de mapas que representam o mesmo local em diferentes escalas, ampliamos e atribuímos mais um importante elemento de desenvolvimento da habilidade EF04GE10.

A imagem de satélite e os mapas dessas páginas estão em escalas decrescentes. Primeiro é vista a imagem de satélite da Praça Catedral (1); em seguida, a representação cartográfica do mesmo local mostrado na imagem de satélite (2); e, depois, a Praça Catedral no bairro (3) e no município de Sinop, em Mato Grosso (4). Pedir aos estudantes que se organizem em duplas para acompanhar a leitura dos mapas e dos textos. Para que compreendam melhor

Escala

Você sabe o que representa a escala de um mapa?

A escala de um mapa indica quantas vezes o local foi reduzido para ser desenhado no papel, na tela do computador, celular ou tablet.

Observe as imagens a seguir e os textos que as acompanham. Repare como os números da escala mudam de um mapa para outro nessas páginas.

Sinop: Praça Catedral (2025)

1

Imagem de satélite da Praça Catedral.

Vista aérea da Praça Catedral no município de Sinop, no estado de Mato Grosso, em 2025.

R. das Casuarinas

Av. dos Ingás R.dosBarus

R. das Violetas R. das Graviolas

PraçaCatedral

R.dasCastanheiras

R. das Alamandas

R.dasPitangueiras

R.dasCajaranas

R.dasAlpinias

R. das Graviolas

R. das Aroeiras

R. das Grevíleas

R.dasNogueiras

Av. das Itaúbas Av. das Itaúbas

2

Planta do mesmo local, mostrando a Praça Catedral.

Elaborado com base em: SINOP: Praça Catedral (2025). Brasil: Google Maps, 2025. Disponível em: https://maps.app.goo. gl/11R4FoCR6gmAvz9G6. Acesso em: 8 jul. 2025.

1 Que semelhanças e diferenças você observa entre a representação 1 e a representação 2?

36

1. Os estudantes podem observar que a representação 1 se assemelha a uma fotografia e apresenta detalhes da vegetação, tipos de construções, entre outros. A representação 2 é cartográfica. Trata-se de uma planta da Praça Catedral.

a noção de escala, solicitar que identifiquem em cada imagem a Praça Catedral e comparem seu tamanho em cada representação. Além disso, chamar a atenção dos estudantes para que comparem a variação dos detalhes e da abrangência das representações.

De acordo com o desenvolvimento do grupo, chamar a atenção dos estudantes para a unidade de medida aplicada em cada uma das escalas. Se necessário, fazer a conversão das escalas para a mesma unidade de medida entre os mapas para que os estudantes consigam compará-las melhor.

Atividades

1. Pedir aos estudantes que identifiquem as diferenças de cada representação, verificando se localizam os elementos da linguagem cartográfica trabalhados até o momento. Discutir o que é possível observar em cada tipo, analisando o que cada uma permite ver e o que cada uma omite. Pode-se aprofundar a leitura das representações por meio das questões da seção O que e como avaliar da página seguinte.

Sinop: área central e entorno (2025)

Av.dasPalmeiras

R.dosEucaliptos

R.dosAngicos

R.dosCajueiros

R.dosAçaís

R.dosAraçás

R. das Alamandas

R.dasAndirobas

R.dosEucaliptos

R.dosCajueiros

RuadosAriris

11º 50’ S 55º 30’ O RuadosÁlamos

RuaAv.dasFigueirasdasCastanheirasRuadasPitangueiras

Av.dasEmbaúbas Av. das Itaúbas çarP a Catedra

R.dasMagnólias

R. das Hortências

R.dosAmapás

R.dosImbés

R. das Rosas

Av.Gov.JúlioCampos

Acácias

Av. das

R.dasCaviúnas RuadasPitangueiras

RuadasAroeiras

das Orquídeas

Av. das Sibipirunas

R. das Avencas

Av.dosTarumãs

Mapa do município de Sinop. Nesse mapa, já não é mais possível ver a praça, apenas a área central em que ela está localizada. 4

Fonte: SINOP (2022). Prefeitura Municipal de Sinop, 2024. Disponível em: https://irp. cdn-website.com/cf846238/files/uploaded/ CONTEUDOS_CONFERENCIA_11042023. pdf. Acesso em: 16 jul. 2025.

Sinop (2022)

2. Espera-se que os estudantes respondam que no mapa 3 é possível observar mais detalhes, já que a escala é maior. A planta representa a área central e o seu entorno, e possibilita

Planta da área central e do seu entorno, onde fica a Praça Catedral. Perceba que a praça ficou bem menor nesta representação. 3

identificar nomes de algumas avenidas, dos bairros vizinhos, o desenho das quadras e a Praça Catedral. Permite, também, identificar e localizar

Elaborado com base em: SINOP: área central e entorno (2025). Brasil: Google Maps, 2025. Disponível em: https://maps.app.goo.gl/ MJNfZvxFVqkQV3c2A. Acesso em: 16 jul. 2025.

outros elementos da paisagem urbana, como supermercado, hospital etc.

4. O mapa cujo número apresentado na escala é maior apresenta uma área grande ou pequena em relação aos demais? Com poucos ou muitos detalhes? Apresenta uma área grande, mas com poucos detalhes.

5. Em qual dos mapas é possível ver a Praça Catedral com mais detalhes? No mapa Sinop: Praça Catedral (2025).

6. Em qual mapa não é possível ver a Praça Catedral? No mapa Sinop (2022).

Texto de apoio

Como fazer uma representação em que os objetos conservem entre si as mesmas relações de proporção que mantêm na realidade? Usando uma escala. Aparentemente simples, esta resposta aborda uma das questões mais complexas da representação espacial. Sua devida consideração requer que se tenha claro o que é escala e quais as aquisições necessárias à apropriação desse conceito.

Além disso, e aqui está o ponto principal, é necessário inserir o ensino da escala, no contexto de representação espacial por escolares, de maneira que esse conceito torne-se útil e significativo […]

Cidade Campo

Área central e entorno Rodovia Limite municipal

2 É possível observar mais detalhes da área central no mapa 3 ou no mapa 4 ?

O que e como avaliar

Aplicar esta atividade para remediar possíveis dificuldades identificadas durante a realização das duas atividades propostas aos estudantes. Ela também pode auxiliar a consolidar a aprendizagem sobre escala para seguirem com os estudos relacionados à alfabetização cartográfica.

Organizar os estudantes em duplas e pedir que observem detalhadamente a sequência numerada das representações espaciais dessa dupla de páginas. Propor aos estudantes as seguintes atividades no caderno.

1. Anotar o título de cada mapa.

Sinop: Praça Catedral (2025)

Sinop: área central e entorno (2025) Sinop (2022)

2. Abaixo dos títulos, desenhar os talões das escalas gráficas dos mapas, com seus valores. Auxiliar os estudantes a representar os talões com 1 cm cada e a reproduzir os números corretamente.

3. O que esses valores indicam? Indicam quanto equivale cada centímetro no mapa no terreno (real). Ou seja, quantas vezes os locais foram reduzidos para serem representados.

Para os cartógrafos, a escala indica quanto os comprimentos foram reduzidos do terreno para o mapa. [...] Um comprimento D do terreno será representado no mapa por um comprimento menor “d”. A escala de representação será, portanto, E=d/D. E pode ser expressa de maneira numérica e/ou graficamente. É importante notar que a escala não é a mesma em todo o mapa. Nos mapas de “escala grande” (que representam áreas pequenas) essa variação pode não ser muito significativa, mas nos mapas em que houve muita redução, como os regionais ou mesmo continentais, a escala varia bastante ao longo da sua superfície.

ALMEIDA, Rosângela Doin de. Do desenho ao mapa: iniciação cartográfica na escola. 4. ed. São Paulo: Contexto, 2010. p. 91.

Cláudia
SONIA VAZ
SONIA VAZ

BNCC

(EF04GE10) Comparar tipos variados de mapas, identificando suas características, elaboradores, finalidades, diferenças e semelhanças.

Alfabetização

cartográfica

• Escala

ENCAMINHAMENTO

Fazer as seguintes questões:

1. Para que serve a escala?

2. O que ela determina no mapa?

Por meio dessas questões, espera-se propor uma atividade de reflexão sobre a função da escala em um mapa. Retomar o que foi trabalhado anteriormente, lembrando os estudantes que a escala mostra quantas vezes um espaço real foi reduzido para caber em um mapa.

Ao continuar os estudos relacionados à alfabetização cartográfica, com a comparação de mapas em diferentes escalas, esse conteúdo contribui para o desenvolvimento da habilidade EF04GE10.

Após a comparação dos números das escalas gráficas, conforme solicitado no texto, pedir aos estudantes que comparem o tamanho do estado de Mato Grosso nos dois mapas. Para isso, eles devem ser orientados a escolher dois pontos no primeiro mapa e, com uma régua, medir a distância entre eles; depois, a reproduzir no segundo mapa esses pontos e medir a distância entre eles. Com esse exercício, os estudantes devem perceber que no primeiro mapa essa distância, em centímetros, é maior em relação ao segundo. Relacionar essa descoberta à escala de cada mapa.

Verificar quanto os estudantes estão familiarizados

Observe, com base nos mapas desta e da próxima página, que os números da escala aumentam à medida que os detalhes do mapa diminuem.

Mato Grosso: municípios (2024)

AMAZONAS

RONDÔNIA

BOLÍVIA

Limite municipal Município de Sinop

Limite estadual Fronteira internacional

55º O

Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Mato Grosso: municípios (2024). Rio de Janeiro: IBGE, 2024. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/geociencias/organizacao-do-territorio/malhas-territoriais/15774-malhas.html. Acesso em: 7 jul. 2025. SONIA VAZ

MATO GROSSO

com a noção da unidade de medida em centímetros e quilômetros. Uma vantagem da escala gráfica é sua fácil leitura, permitindo a determinação da distância por comparação. Nesse segmento de ensino não é comum o uso de escala numérica, pois ela ainda é complexa para os estudantes dessa faixa etária.

MATO GROSSO DO SUL

Sugestão para o professor

D-22: Complementares: Cartografia: Atlas. Publicado por: UNIVESP. [S. l.: s. n.], 2012. 1 vídeo (ca. 15 min). Disponível em: https:// www.youtube.com/watch?v=6bEs6_GOqWI. Acesso em: 4 ago. 2025.

O programa aborda duas pesquisas que se baseiam em escalas de representação diferentes e, a partir delas, desenvolvem estudos que trazem especificidades relacionadas à escolha da escala: um atlas trabalha a escala do país, e o outro, a escala do município.

A representação da escala tem 1 centímetro. Cada centímetro, na escala do mapa Mato Grosso: municípios (2024) , na página anterior, equivale a 89 quilômetros na realidade.

Sabendo o tamanho real do espaço que foi mapeado, podemos ter informações de distância de percursos e do tamanho das áreas.

Brasil: político (2023)

VENEZUELA

60º O

SURINAME GUIANA

FRANCESA (FRA)

COLÔMBIA

Equador

GUIANA

RORAIMA

AMAZONAS

ACRE

PERU

OCEANO PACÍFICO

CHILE

RONDÔNIA

BOLÍVIA

AMAPÁ

PARÁ

CEARÁ MARANHÃO

PIAUÍ

TOCANTINS

MATO GROSSO DISTRITO FEDERAL

GOIÁS

MATO GROSSO DO SUL

PARAGUAI

ARGENTINA

Mato Grosso

Limite estadual

Fronteira internacional

Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2024. p. 93. SONIA VAZ

RIO GRANDE DO NORTE

PARAÍBA

PERNAMBUCO

SERGIPE ALAGOAS

BAHIA

MINAS

GERAIS

ESPÍRITO

SANTO

SÃO PAULO

PARANÁ

SANTA CATARINA

RIO GRANDE DO SUL

URUGUAI

RIO DE JANEIRO

OCEANO ATLÂNTICO

Trópico de Capricórnio

0 250

Texto de apoio

O que nos interessa, portanto, são as escalas cartográficas que indicam a relação entre uma distância no mapa e sua respectiva distância real. Essa relação é expressa de duas maneiras: através da escala gráfica, aquela linha reta chamada de talão, arbitrariamente dividida em porções iguais que representam determinadas unidades de medida e exercem a função de uma régua, e através da escala numérica composta de um numerador (sempre ‘1’ quando há uma redução) e o denominador que informa o fator de redução. […]

3 Agora, compare os dois mapas e responda no caderno.

a) Qual mapa apresenta o número maior na escala?

3. a) O mapa do Brasil.

b) Qual mapa mostra a maior área e, por isso, menos detalhes?

3. b) O mapa do Brasil.

4 Com os colegas e o professor, discutam a seguinte questão:

• Para que servem mapas com escalas tão diferentes?

4. Ver orientações no Encaminhamento

Atividades

3. Vale a pena reforçar que o mapa em que a realidade foi muito reduzida apresenta uma escala pequena, pois mostra menos detalhes. Os mapas de escala maior apresentam menor redução da realidade mapeada, e por isso mostram mais detalhes.

4. Pode-se dizer que as escalas diferentes evidenciam as diferentes intenções do mapeador, afinal, a partir delas tornam-se visíveis mais ou menos detalhes dos espaços representados. Por exemplo, no mapa de Mato Grosso, é possível identificar a divi-

são de municípios. Já na representação de Sinop (2 e 3), das páginas anteriores, é possível identificar ruas de parte do centro do município de Sinop, o que não é perceptível nos mapas de menor escala, como o do estado de Mato Grosso. No mapa do Brasil, a escala é menor do que a dos demais, pois houve mais diminuição da área da superfície para caber em uma parte da página do livro. Nele, não é possível visualizar os detalhes verificados nos mapas anteriores. A intenção foi cartografar o território brasileiro e a divisão político-administrativa do país.

A escala, portanto, nos transmite uma ideia de dimensão. Atrás da escala numérica de 1 : 100000 (1 para 100000) esconde-se uma relação entre a representação da realidade e a realidade representada. 1 : 100000 significa que a realidade que eu represento no mapa foi reduzida em 100000 vezes. Quando a distância medida no mapa tem um comprimento de um palito, a respectiva distância real seria uma fileira 100000 palitos alinhados um após o outro.

Uma distância de 1 centímetro no mapa corresponde a 100000 centímetros no espaço real, e 100000 centímetros equivalem a 1000 metros ou 1 quilômetro. […] Outro erro comum é a confusão entre escala grande e escala pequena. Muitas pessoas pensam que uma escala de 1 : 100000 é maior do que uma escala de 1 : 1000, porque 100000 é maior do que 1000. A escala cartográfica, portanto, é uma relação (numerador sobre denominador, “1 sobre algum valor”). Assim, “1 sobre 100000” é menor do que “1 sobre 1000”.

SEEMANN, Jorn. Carto-crônicas: uma viagem pelo mundo da cartografia. Fortaleza: Expressão, 2013. p. 67-68.

BNCC

(EF04GE06) Identificar e descrever territórios étnico-culturais existentes no Brasil, tais como terras indígenas e de comunidades remanescentes de quilombos, reconhecendo a legitimidade da demarcação desses territórios.

(EF04GE10) Comparar tipos variados de mapas, identificando suas características, elaboradores, finalidades, diferenças e semelhanças.

TCT

Multiculturalismo (Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras)

Alfabetização cartográfica

• Leitura de mapas

ENCAMINHAMENTO

Iniciar com o seguinte questionamento:

• Você já ouviu falar em terras indígenas? E comunidades quilombolas?

As questões visam aproximar os estudantes do tema que será trabalhado, introduzindo a noção de terras indígenas e comunidades quilombolas.

Ao propor a leitura, interpretação e comparação de mapas que representam a distribuição de terras indígenas no Brasil e a quantidade de comunidades remanescentes de quilombos por estados do Brasil, essa seção contribui para o desenvolvimento das habilidades EF04GE06 e EF04GE10.

DIÁLOGOS

História

Terras indígenas e comunidades remanescentes de quilombos

O mapa a seguir apresenta terras indígenas no Brasil. Nesses espaços, os grupos indígenas podem manter suas culturas e seus modos de vida.

No mapa, as menores terras indígenas foram indicadas com pequenos quadrados. Por serem pequenas, não é possível representar essas áreas nesta escala.

Brasil: terras indígenas (2022)

COLÔMBIA VENEZUELA

RORAIMA

SURINAME GUIANA FRANCESA (FRA)

AMAPÁ

BOLÍVIA PERU

Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Brasil: terras indígenas (2022). Rio de Janeiro: IBGE, 2024. p. 18. Disponível em: https://biblioteca. ibge.gov.br/visualizacao/ periodicos/3111/cd _2022_indigenas _alfabetizacao.pdf. Acesso em: 7 jul. 2025.

OCEANO PACÍFICO

MATO GROSSO

PARAGUAI

ARGENTINA

Áreas não representáveis nesta escala

Situação Jurídica

Identificada (aprovada pela Funai)

Declarada

Regularizada/Homologada

Limite estadual

Fronteira internacional

TOCANTINS

DISTRITO FEDERAL

GOIÁS

MATO GROSSO DO SUL RIO GRANDE DO SUL

SANTA CATARINA

RIO DE JANEIRO

ALAGOAS ESPÍRITO SANTO

OCEANO ATLÂNTICO

Trópico de Capricórnio

1 Quais estados apresentam as maiores terras indígenas?

1. Amazonas, Pará, Mato Grosso, Roraima e Rondônia.

2 No estado onde você mora existem terras indígenas?

2. Resposta pessoal.

Retomar conhecimentos já trabalhados em História, como a colonização do Brasil e a escravização de africanos, para contextualizar o assunto dessa seção.

Para a apreciação dos mapas, sugerir que retomem primeiro os elementos da linguagem cartográfica já trabalhados (título, fonte, legenda, escala e rosa dos ventos).

Pedir aos estudantes que façam uma descrição detalhada de cada legenda. O mapa das terras indígenas apresenta, em cores diferentes, a situação jurídica de cada território

Ler com os estudantes o texto conjuntamente com o mapa correspondente. Verificar se eles compreenderam os conceitos abordados (terras indígenas e comunidades remanescentes de quilombos).

(em qual fase do processo de demarcação determinada área está); é possível identificar a localização, o tamanho e a distribuição espacial de terras indígenas pelo território brasileiro. Já o mapa das comunidades remanescentes de quilombos (na página 41) apresenta as quantidades de comunidades remanescentes de quilombo por Unidade Federativa, utilizando cores para diferenciar cada faixa.

Os estudantes conhecerão o conceito de Unidade Federativa mais adiante. A atividade de identificação dos estados e do Distrito Federal já pode ser iniciada aqui, com sua orientação.

SONIA VAZ

As comunidades remanescentes de quilombos são formadas por populações descendentes de pessoas que foram escravizadas no Brasil. Essas comunidades têm terras reconhecidas pelo governo brasileiro e nelas seus habitantes podem vivenciar seus costumes e suas culturas. A maioria delas está localizada no campo, mas também existem comunidades nas cidades. O mapa mostra a quantidade de comunidades remanescentes de quilombos em cada estado do Brasil e no Distrito Federal.

Brasil: comunidades remanescentes de quilombos (2024)

COLÔMBIA

Equador

VENEZUELA GUIANA SURINAME

FRANCESA (FRA)

RORAIMA AMAPÁ

AMAZONAS ACRE

RONDÔNIA

PERU

OCEANO PACÍFICO

MATO GROSSO PARÁ

BOLÍVIA

ARGENTINA CHILE

Limite estadual Fronteira internacional

MARANHÃO

PIAUÍ

RIO GRANDE DO NORTE CEARÁ

PERNAMBUCO PARAÍBA

ALAGOAS

TOCANTINS

DISTRITO FEDERAL

GOIÁS

MATO GROSSO DO SUL SÃO PAULO

PARAGUAI

BAHIA

RIO

PARANÁ

SANTA CATARINA

RIO GRANDE DO SUL

URUGUAI

SERGIPE

OCEANO ATLÂNTICO

ESPÍRITO SANTO

JANEIRO

Trópico de Capricórnio

Elaborado com base em: FUNDAÇÃO PALMARES. Quadro geral de comunidades remanescentes de quilombos (CRQs) Brasília, DF: 2024. Disponível em: https:// www.gov.br/palmares/ pt-br/midias/arquivos -menu-departamentos/ dpa/comunidades -certificadas/quadro -geral-por-uf-e -regioes-30-04-2024.pdf. Acesso em: 7 jul. 2025.

3 Em quais estados há mais comunidades remanescentes de quilombos?

3. Bahia e Maranhão.

4 Qual é a quantidade de comunidades remanescentes de quilombos no estado onde você mora?

4. Resposta pessoal.

5 Quais diferenças e semelhanças podemos observar na maneira de representar as terras indígenas e as comunidades remanescentes de quilombos?

5. Ver orientações no Encaminhamento

Atividades

5. As terras indígenas estão representadas por áreas que não se limitam às áreas dos estados e do Distrito Federal, já que os povos indígenas já as ocupavam antes da divisão do território brasileiro em Unidades Federativas. Já no caso das comunidades quilombolas, a representação é por quantidade de comunidades por Unidade Federativa. No primeiro mapa, as terras indígenas estão individualizadas e categorizadas em diferentes cores por seu estatuto legal. No segundo mapa, de acordo com a legenda, cada

cor indica que há faixas de quantidades de quilombos por estado e no Distrito Federal; quanto mais escura a cor, maior a quantidade de comunidades.

Atividade complementar

• Pesquisa: terras indígenas

Para aprofundar os conhecimentos, propor aos estudantes que pesquisem terras indígenas no Brasil. O Instituto Socioambiental para crianças é uma boa fonte de pesquisa. Disponível em: https://mirim.org/pt-br/terras -indigenas (acesso em: 4 ago. 2025).

• Pesquisa: comunidades quilombolas

Para aprofundar os conhecimentos, propor aos estudantes que escolham uma comunidade quilombola e pesquisem suas características.

Textos de apoio

A definição de terras tradicionalmente ocupadas pelos índios encontra-se no parágrafo primeiro do artigo 231 da Constituição Federal: são aquelas “por eles habitadas em caráter permanente, as utilizadas para suas atividades produtivas, as imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar e as necessárias a sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições”. INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL. O que são Terras Indígenas?, c2025. Disponível em: https://pib. socioambiental.org/pt/O_ que_s%C3%A3o_Terras_ Ind%C3%ADgenas%3F. Acesso em: 4 ago. 2025.

Os remanescentes de quilombo são definidos como grupos étnico-raciais dotado de relações históricas e territoriais específicas com presunção de ancestralidade negra e sua caracterização é dada segundo critérios de autoatribuição certificada pelas próprias comunidades como adotado pela Convenção da OIT sobre Povos Indígenas e Tribais [...]. Dessa forma, a chamada comunidade remanescente de quilombo é uma categoria social relativamente recente e representa uma força social relevante no meio rural brasileiro, lutando pelo direito de propriedade de suas terras consagrado pela Constituição Federal desde 1988. [...]

MURER, Beatriz Moraes; FUTADA, Silvia de Melo. Unidades de Conservação. Instituto Socioambiental, c2025. Disponível em: https:// uc.socioambiental.org/unidades deconservacao#territorios -quilombolas. Acesso em: 4 ago. 2025.

SONIA VAZ

BNCC

(EF04GE04) Reconhecer especificidades e analisar a interdependência do campo e da cidade, considerando fluxos econômicos, de informações, de ideias e de pessoas.

(EF04GE09) Utilizar as direções cardeais na localização de componentes físicos e humanos nas paisagens rurais e urbanas.

(EF04GE10) Comparar tipos variados de mapas, identificando suas características, elaboradores, finalidades, diferenças e semelhanças.

Alfabetização cartográfica

• Leitura de mapa

ENCAMINHAMENTO

Acompanhar a produção circulando pela sala de aula. Depois do tempo estipulado, verificar as respostas das atividades e solicitar aos estudantes que as exponham oralmente, de forma alternada. Anotar na lousa as respostas para cada atividade.

Atividades

1. Se os estudantes não conseguirem identificar a matéria-prima, dizer que se trata de algodão.

2. Solicitar aos estudantes que analisem uma fotografia por vez, identificando e diferenciando vias de meios de transportes.

3. Se necessário, sugerir aos estudantes que utilizem a rosa dos ventos confeccionada.

PARA REVER O QUE APRENDI

1 O processo de produção com base no algodão envolveu o campo e a cidade. Observe as fotografias e responda.

a) Qual é a matéria-prima?

1. a) Algodão.

b) Qual é o produto industrializado?

1. b) Camiseta.

c) Quais fases de produção ocorrem no campo?

1. c) Cultivo e colheita do algodão.

d) Quais fases de produção ocorrem na cidade?

1. d) A fabricação da camiseta, que terá o algodão transformado em fio para depois passar pelo processo de transformação em tecido e tingimento.

2 As fotografias a seguir mostram meios de transporte de carga ou de pessoas? Cada um deles circula em que tipo de via? a) b)

Veículo leve sobre trilhos (VLT) e passageiros no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, em 2023.

2. a) De pessoas. Em via sobre trilhos.

CONCLUSÃO DA UNIDADE

Monitoramento da aprendizagem

Com o acompanhamento da aprendizagem, é possível identificar conhecimentos individuais conquistados nos estudos ao longo da unidade, retomar e avaliar habilidades e conteúdos estudados, identificar possíveis dificuldades e propor remediações.

As habilidades EF04GE04, EF04GE09 e EF04GE10, trabalhadas ao longo da unidade, são retomadas aqui. Conteúdos como a interação entre cidade e campo mediada pelo

Caminhões em rodovia no município de Morretes, no estado do Paraná, em 2025.

2. b) De carga. Em via rodoviária.

processo de produção, leitura de imagens e de mapa e noções de localização aparecem nas atividades.

Na atividade 1, espera-se que os estudantes tenham compreendido a interação entre campo e cidade por meio das etapas do processo de produção, reconhecendo a matéria-prima e o consequente produto industrializado e quais fases da produção ocorrem na cidade e quais ocorrem no campo. Se não conseguirem identificar corretamente

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

3

Patrícia acabou de acordar, ainda nem tirou o pijama e já foi ver o que aprendeu sobre as direções cardeais. Ela encontrou o leste observando onde o Sol “nasce” e se posicionou para identificar as outras direções. Observe a imagem e responda.

a) Qual direção cardeal está à frente de Patrícia?

3. a) Norte.

b) O escorregador está em qual direção cardeal?

c) O carro amarelo está em qual direção cardeal ?

d) O braço esquerdo de Patrícia está apontado para qual direção cardeal?

3. b) Leste. 3. c) Sul. 3. d) Oeste.

4 Observe o mapa e responda.

Brasil: indústria (2019)

COLÔMBIA

Equador

PERU

OCEANO PACÍFICO

CHILE

BOLÍVIA

Empresas industriais (número)

Mais de 500

De 101 a 500

De 51 a 100

De 26 a 50

Até 25

Limite estadual Fronteira internacional

GUIANA FRANCESA (FRA)

GERAIS

PARAGUAI

ARGENTINA

RIO GRANDE DO SUL

URUGUAI

ESPÍRITO SANTO

RIO DE JANEIRO

Trópico de Capricórnio

a) Qual é o assunto do mapa? E o ano dos dados?

Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2024. p. 143.

4. a) O número de indústrias no Brasil. O ano dos dados é 2019.

b) Qual elemento do mapa você consultou para identificar esses dados?

4. b) O título e a legenda.

c) Onde o mapa foi publicado originalmente?

4. c) No Atlas geográfico escolar, do IBGE.

os itens anteriores, verificar se as dificuldades se relacionam com questões conceituais (cidade, campo, matérias-primas, produtos industrializados, processo de produção) ou se foi por causa de alguma questão relacionada à interpretação das imagens. Retomar com eles o conteúdo das páginas 14 e 15, explicando onde e como ocorrem as etapas de produção do suco de maçã. Depois, solicitar a eles que se baseiem nisso para elaborar as etapas da produção da camiseta de algodão.

Na atividade 2, espera-se que os estudantes tenham conseguido identificar e dis-

tinguir elementos que caracterizam a circulação de pessoas e de mercadorias fazendo corretamente a correlação das fotografias dos meios de transporte com as respectivas vias de circulação. Caso os estudantes apresentem dificuldades, identificar se elas estão relacionadas à definição de meio e via de transporte. Retomar, explicando o significado de cada termo. Eles podem indicar que as vias são estradas de ferro, em vez de ferrovias. Isso pode ser considerado correto.

Na atividade 3, espera-se que os estudantes tenham reconhecido as direções cardeais

e saibam identificar corretamente cada uma delas. Para casos de dificuldades de identificação, retomar atividades de confecção da rosa dos ventos. Caso seja possível, realizar atividades práticas de localização espacial para identificação das direções cardeais.

Na atividade 4, espera-se que os estudantes tenham lido e interpretado o mapa a partir da identificação de alguns de seus elementos. Possíveis erros podem estar associados à dificuldade na comparação entre os ícones, leitura desatenta ou, também, ao não entendimento dos elementos do mapa. Conversar com eles e retome procedimentos de leitura dos elementos de outro mapa que tenha sido trabalhado ao longo da unidade.

EDSON FARIA
SONIA VAZ

INTRODUÇÃO À UNIDADE

Nesta unidade iniciaremos os estudos sobre o município. O capítulo 1 apresenta as divisões político-administrativas do Brasil, a caracterização e representação de áreas urbanas e rurais do município e a definição de limites municipais. Para isso, nos valemos de estudos e procedimentos de retomada e ampliação do processo de leitura e interpretação de gráficos, mapas e imagens de satélite.

No capítulo 2, são apresentados aspectos relacionados à população do município. Entre os conteúdos trabalhados, destacam-se: o conceito de população e sua distribuição em urbana e rural, a contribuição dos movimentos migratórios para a constituição da população de um município e as formas de participação e gestão nessa esfera de governo. Dessa maneira, procura-se atender aos objetivos pedagógicos da unidade.

Vale destacar que, para desenvolver esses conteúdos, os estudantes são convidados a refletir sobre a realidade em que vivem, por meio de pesquisas sobre o município de moradia.

Objetivos da unidade

• Entender aspectos fundamentais que caracterizam o município, como as relações campo-cidade.

• Identificar aspectos político-territoriais na constituição do município, como a definição de seus limites.

• Analisar dados sobre a evolução da migração brasileira entre campo e cidade.

Pré-requisitos pedagógicos

Para que a aprendizagem dos conteúdos indicados na introdução da unidade e os objetivos pedagógicos se realizem a contento, espera-

UNIDADE2 MUNICÍPIO

-se que os estudantes tenham conquistado e consolidado pré-requisitos como reconhecer o que caracteriza uma área como campo ou como cidade; reconhecer a inter-relação entre campo e cidade; e ler e interpretar gráficos, tabelas e mapas temáticos simples nas escalas municipal e nacional. Muitos dados são apresentados em mapas e gráficos, por isso a importância da consolidação de aprendizagens e habilidades de leitura e interpretação dessas representações que permeiam a unidade e o volume como um todo.

1 Cite elementos da paisagem rural retratados nesta imagem

1. Vegetação nativa, produção agrícola, criação de animais e agroindústria.

2 Cite elementos da paisagem urbana retratados na imagem.

2. Grandes construções, ruas pavimentadas, carros e calçadas.

3 As paisagens que você observa na imagem são semelhantes ou diferentes das paisagens do município onde você vive?

3. Resposta pessoal.

15/09/25 16:35

Para iniciar o tema, fazer as seguintes questões aos estudantes:

1. Vocês sabem o que é um município?

2. Vocês acham que a imagem dessa abertura de unidade pode representar um município? Por quê? As questões visam levantar os conhecimentos prévios dos estudantes e aproximá-los do tema que será desenvolvido na unidade. Ao pedir que observem a imagem de abertura, certificar-se de que os estudantes compreenderam que se trata de um lugar hipotético. É importante que percebam que os municípios podem ter muitas paisagens diferentes.

Antes de propor que respondam às questões de abertura da unidade, explorar com os estudantes a imagem pedindo que descrevam, oralmente, o que observam. Verificar se eles identificam duas porções do espaço distintas na imagem (a cidade à esquerda, o campo à direita), já que estudaram esse assunto na unidade anterior.

Atividades

2. Verificar se os estudantes reconhecem que na cidade predominam atividades como comércio, indústria e serviços (diferentemente do que acontece no campo).

3. Pedir aos estudantes que identifiquem na imagem elementos que eles encontram nas paisagens do lugar onde moram, de modo a reconhecer se vivem no campo ou na cidade.

BNCC

(EF04GE05) Distinguir unidades político-administrativas oficiais nacionais (Distrito, Município, Unidade da Federação e grande região), suas fronteiras e sua hierarquia, localizando seus lugares de vivência.

(EF04GE07) Comparar as características do trabalho no campo e na cidade.

ENCAMINHAMENTO

Fazer as seguintes questões:

1. Um município pode ter paisagens diferentes?

2. Vocês sabem a diferença entre município e cidade?

As questões visam instigar a curiosidade dos estudantes; elas serão respondidas ao longo do estudo do capítulo.

As habilidades EF04GE05 e EF04GE07 são trabalhadas, respectivamente, ao abordar o conceito de município e o estudo das características das paisagens rurais e urbanas, a partir dos elementos das paisagens retratadas nas imagens.

Chamar a atenção dos estudantes para a diferença entre município e cidade: o primeiro conceito diz respeito a uma delimitação político-territorial, uma divisão político-administrativa brasileira, legitimada, e engloba tanto a área urbana como a rural; o segundo conceito está relacionado à forma de ocupação humana do espaço, neste caso, à parte urbana do município. Esses são conceitos que serão desenvolvidos ao longo do capítulo. Aproveitar a oportunidade e questioná-los se sabem o nome do município onde moram e de municípios vizinhos.

Ler com os estudantes o glossário e questioná-los se já conheciam essa palavra, se

O QUE É MUNICÍPIO

O campo e a cidade fazem parte do município.

O campo também é chamado área rural. Na área rural, predominam plantações, criações de animais, matas, estradas e algumas construções. A cidade também é chamada área urbana. Nela, tem maior concentração de pessoas e de construções do que na área rural.

Veja as fotografias e leia suas legendas.

Área de cultivo em propriedade rural do município de Paraisópolis, no estado de Minas Gerais, em 2025.

Criação de gado na área rural do município de Paraisópolis, no estado de Minas Gerais, em 2025.

sabem onde fica o prédio do fórum em sua cidade. Explicar para eles que assuntos relacionados ao fórum serão explorados com maior profundidade mais adiante, ainda nesta unidade.

Texto de apoio

Um dos atos de maior importância e mais carregado de símbolos na criação de um município é dar-lhe um nome, e o estudo da toponímia […] revela muito sobre a sociedade brasileira.

Os topônimos mais frequentes são aqueles relacionados com a religião e, em especial, os que se referem aos santos —

[…] computadas separadamente, as palavras “São”, “Santo” e “Santa” possuem a maior frequência, que pode ser explicada pela prática usual dos primeiros ocupantes europeus de dar à nova localidade o nome do santo festejado no dia de sua fundação. […] O grupo seguinte refere-se ao meio natural, o que é igualmente bastante compreensível: […] é normal referir-se aos únicos elementos visíveis naquele momento (campos, rio, lagoa, monte etc.).

A toponímia pode também se referir às riquezas recém-descobertas (em especial o ouro e os diamantes) e que permitem

Fórum Dr. Simões de Almeida, no município de Paraisópolis, no estado de Minas Gerais, em 2025.

Fórum: prédio onde, por meio da aplicação de leis, são julgados e resolvidos conflitos entre pessoas, entre empresas e entre pessoas e empresas.

Vista da área urbana do município de Paraisópolis, no estado de Minas Gerais, em 2025.

Analise e compare as fotografias. Depois, responda às questões no caderno.

1. Todas as fotografias retratam o mesmo município: Paraisópolis, no estado de Minas Gerais, no mesmo ano (2025).

1 O que existe em comum nas fotografias?

2 O que existe de diferente nas fotografias?

2. Ver orientações no Encaminhamento

3 Quais elementos da paisagem se destacam nas imagens? Reproduza o quadro no caderno e preencha-o corretamente.

Fotografia 1 Fotografia 2 Fotografia 3 Fotografia 4

3. Fotografia 1: Área de cultivo (em diferentes estágios). Fotografia 2: Cerca, animais, pasto e açude. Fotografia 3: Igreja, prédios, edifícios térreos e ruas. Fotografia 4: Portão, edifício do fórum e árvores.

grandes esperanças para a futura povoação. Os adjetivos qualificados são outra fonte de inspiração na hora do batismo. Deixando de lado, momentaneamente, os “novos”, constata-se que a dominante é otimista: bom (ou boa), grande, alto, feliz e até gostoso (São Miguel do Gostoso, RN) o que é também bastante natural no momento de criar uma nova localidade. Entre as cores, o verde é a mais popular (24 ocorrências), geralmente em referência à vegetação, seguido pelo branco e o preto (16 e 14), relativos em geral à cor de um rio ou do minério de ouro (como

15/09/25 16:35

em Ouro Preto). Outro grupo merece uma atenção específica, o dos pontos cardeais, que constam frequentemente no nome do município (204 vezes). […] Uma última categoria de topônimos, a dos precedidos de “novo” ou “nova”, merece especial atenção, por seu número (187 municípios) e porque indica uma dinâmica espacial. […] há no Brasil uma “Nova Iorque”, uma “Nova Orleans”, uma “Nova Friburgo” (Rio Grande do Sul), uma “Nova Veneza” (Santa Catarina) e uma “Nova Odessa” (São Paulo). […] Mais interessante ainda são os topônimos que se referem a outro município

brasileiro, porque são uma indicação dos movimentos migratórios.

THÉRY, Hervé; MELLO, Neli Aparecida de. Atlas do Brasil: disparidades e dinâmicas do território. São Paulo: Edusp, 2009. p. 54-58.

Atividades

2. As fotografias 1 e 2 representam a área rural do município de Paraisópolis. A fotografia 1 mostra o cultivo agrícola. A fotografia 2 mostra a criação de gado. Já as fotografias 3 e 4 representam a área urbana do município.

3. Aproveitar para destacar quais elementos compõem as paisagens urbanas e quais compõem as paisagens rurais. Estimular os estudantes a identificar tipos de trabalho realizados nas áreas urbana e rural de Paraisópolis a partir da análise das imagens.

Atividade

complementar

• Nome do município

1. Organizar os estudantes em pequenos grupos e solicitar que pesquisem a origem do nome do município em que vivem. Eles podem fazer pesquisas na internet, na biblioteca da escola, além de pequenas entrevistas com familiares e a comunidade escolar.

2. Na data combinada, pedir que tragam suas pesquisas para discutir com toda a turma. Identificar como foi o processo de pesquisa de cada grupo e se há contrastes nos resultados alcançados, ou seja, a existência de diferentes narrativas sobre o significado e a história do nome do município.

3. Propor que iniciem a confecção de um mural sobre o município onde vivem, partindo do nome; a ideia é que, ao longo do capítulo, eles acrescentem novas informações.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

(EF04GE05) Distinguir unidades político-administrativas oficiais nacionais (Distrito, Município, Unidade da Federação e grande região), suas fronteiras e sua hierarquia, localizando seus lugares de vivência.

(EF04GE10) Comparar tipos variados de mapas, identificando suas características, elaboradores, finalidades, diferenças e semelhanças.

Alfabetização cartográfica

• Leitura e comparação de mapas

ENCAMINHAMENTO

As habilidades EF04GE05 e EF04GE10 são trabalhadas ao abordar, respectivamente, a divisão político-administrativa do Brasil e sua hierarquia e ao propor a comparação de mapas em diferentes escalas das unidades político-administrativas. Esse é um bom momento para interação com os estudos de Matemática. Na unidade seguinte, o estudo sobre a divisão político-administrativa do Brasil será aprofundado.

Pedir aos estudantes que leiam individualmente o boxe Meu vocabulário e, em seguida, orientá-los a compartilhar suas respostas com a turma. Se eles não souberem apontar nenhuma palavra nova, instruí-los a rever as páginas já trabalhadas.

Ler com os estudantes o mapa político-administrativo do Brasil (mapa 1). Pedir que localizem a Unidade da Federação (UF) onde vivem com base nas direções cardeais. Chamar atenção dos estudantes para a relação entre o mapa 1 e os mapas 2 e 3

Divisão administrativa

O Brasil é dividido em 26 estados mais o Distrito Federal. Cada um deles é uma unidade do território que, juntas, formam uma união chamada Federação. Assim, cada estado, bem como o Distrito Federal, é uma Unidade da Federação brasileira. No Distrito Federal, está localizada Brasília, que é a capital do país.

Distrito: tipo de divisão territorial. O Distrito Federal tem governo próprio. O distrito municipal é uma divisão que pode conter um ou mais bairros, mas sua administração geralmente é responsabilidade do prefeito.

Cada estado brasileiro é dividido em municípios. O município é a menor divisão administrativa do Brasil com governo próprio.

Há pessoas que trabalham na administração dos municípios, dos estados e na administração do país como um todo. Há, ainda, pessoas que trabalham para criar e garantir o cumprimento das leis, da justiça e de outras decisões importantes, como o funcionamento dos serviços de educação e de saúde.

Brasil: político (2023)

50º O

RORAIMA

COLÔMBIA VENEZUELA GUIANA SURINAME PERU

ACRE

AMAZONAS

GUIANA FRANCESA (FRA)

RONDÔNIA PARÁ AMAPÁ

CEARÁ MARANHÃO

RIO GRANDE DO NORTE

Minas Gerais: municípios (2023)

DISTRITO FEDERAL BAHIA

OCEANO PACÍFICO

PARAGUAI CHILE

BOLÍVIA URUGUAI

ARGENTINA

MATO GROSSO DO SUL

TOCANTINS

RIO GRANDE DO SUL MATO GROSSO

DISTRITO FEDERAL

GOIÁS MINAS GERAIS

SÃO PAULO

PARANÁ

SANTA CATARINA

PARAÍBA PIAUÍ BAHIA PERNAMBUCO SERGIPE

ALAGOAS

OCEANO ATLÂNTICO

ESPÍRITO SANTO

RIO DE JANEIRO

Trópico de Capricórnio

Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 93.

GOIÁS

MINAS GERAIS

ESPÍRITO SANTO Belo Horizonte

SÃO PAULO RIO DE JANEIRO

Trópico de Capricórnio Paraisópolis

PARANÁ

Limite estadual Fronteira internacional 0 630 0 140

Atividades

1. Para comparar os mapas, orientar os estudantes a ler o título, a legenda e a escala deles. O primeiro mapa representa o território brasileiro, com a divisão em Unidades Federativas; o segundo, o estado de Minas Gerais, com a divisão por municípios; e o terceiro, o município de

Limite municipal

Capital estadual Divisa estadual

OCEANO ATLÂNTICO

Elaborado com base em: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Cidades. Rio de Janeiro: IBGE, c2025. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/mg/paraisopolis/panorama. Acesso em: 24 jun. 2025.

Paraisópolis. Chamar a atenção dos estudantes para a escala dos mapas, que progressivamente aumenta em cada um.

3. Se os estudantes ainda tiverem dificuldade em identificar a Unidade Federativa onde vivem, pedir que observem novamente o mapa político do Brasil.

1 Observe e compare os mapas. Quais são as diferenças e semelhanças entre eles?

1. Orientar os estudantes a ler os títulos dos mapas para descobrir os temas de cada um deles.

2 Qual é o melhor mapa para identificar Paraisópolis e os municípios vizinhos? Por quê? Comente sua resposta.

2. O mapa 3. Espera-se que os estudantes percebam a mudança de escala e o maior nível de detalhamento do mapa 3.

3 Responda às questões no caderno. Se precisar, peça ajuda ao professor.

a) O que é uma Unidade da Federação brasileira?

3. a) Cada um dos 26 estados e o Distrito Federal.

b) O que é o Distrito Federal?

3. b) É a Unidade da Federação onde está localizada Brasília, capital da federação, ou seja, do Brasil.

c) Qual é o nome do município onde você mora?

3. c) Resposta pessoal.

d) Em que estado o seu município está localizado?

3. d) Resposta pessoal.

e) Você mora na área urbana ou na área rural do seu município?

3. e) Resposta pessoal.

MEU VOCABULÁRIO

Você aprendeu palavras novas ao estudar sobre os municípios e a divisão administrativa do Brasil? Reescreva todas elas no caderno com seus respectivos significados Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes escrevam, ao menos, as palavras destacadas nos glossários do capítulo.

Paraisópolis (2023)

Cachoeira de Minas

Cambuí Consolação Estiva

Córrego do Bom Jesus

Camanducaia

Paraisópolis

Brazópolis Gonçalves

SÃO PAULO

O que e como avaliar

Essa atividade pode ser realizada para retomar conteúdos e habilidades já estudados e que são pré-requisitos para o avanço dos estudos nesta unidade. Ela pode ser indicada como estratégia de remediação para auxiliar estudantes com dificuldades em procedimentos e habilidades de leitura, interpretação e comparação de mapas. Se possível, entregar aos estudantes uma folha de papel avulsa com as questões.

1. Qual é a fonte dos mapas das páginas 48 e 49?

Elaborado com base em: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Cidades. Rio de Janeiro: IBGE, c2025. Disponível em: https:// cidades.ibge.gov.br/brasil/mg/ paraisopolis/panorama. Acesso em: 24 jun. 2025.

a) Mapa do Brasil Político.

O Atlas do IBGE.

b) Mapa de Minas Gerais.

O site do IBGE Cidades.

c) Mapa de Paraisópolis.

O site do IBGE Cidades.

2. Oriente-se pela rosa dos ventos para fazer a localização correta.

a) O estado de Minas Gerais está em qual direção cardeal em relação ao Distrito Federal?

A sudeste; ou seja, ao sul e ao leste.

b) Em qual direção cardeal está o estado em que você vive em relação ao Distrito Federal? Resposta pessoal.

c) Em qual direção cardeal está o município de Paraisópolis em relação a Belo Horizonte?

A sudoeste; ou seja, ao sul e ao oeste.

d) Em qual direção cardeal está o município de Cachoeira de Minas em relação ao de Paraisópolis?

Ao norte.

3. Observe a escala dos três mapas e resolva o que se pede.

a) Qual é a melhor escala para identificar um município, seu nome e os municípios vizinhos?

A do terceiro mapa.

b) Qual é a melhor escala para identificar um estado e os estados vizinhos?

A do primeiro e a do segundo mapa.

Atividade complementar

• Mapa da Unidade da Federação

Solicitar aos estudantes que acessem o site do IBGE voltado para crianças, disponível em: https:// educa.ibge.gov.br/criancas/ mapas-5.html (acesso em: 9 ago. 2025). Pedir aos estudantes que imprimam o mapa da UF onde vivem e colem no caderno para melhor acompanhar os estudos. Se os estudantes tiverem dificuldade de acesso à internet, fornecer uma cópia impressa para eles.

• Quebra-cabeça do Brasil

1. Pedir aos estudantes que, com a ajuda de um familiar, imprimam em casa o mapa mudo do Brasil disponível em: https://educa.ibge.gov. br/criancas/mapas-5.html (acesso em: 11 ago. 2025).

2. Em seguida, pedir que identifiquem e pintem cada UF com uma cor diferente.

3. Promover a colagem do mapa realizado pelos estudantes em papel-cartão ou EVA.

4. Solicitar aos estudantes que recortem as UFs, formando as peças do quebra-cabeça.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

BNCC

(EF04GE05) Distinguir unidades político-administrativas oficiais nacionais (Distrito, Município, Unidade da Federação e grande região), suas fronteiras e sua hierarquia, localizando seus lugares de vivência.

Alfabetização

cartográfica

• Leitura de mapa e imagem de satélite

ENCAMINHAMENTO

Perguntar aos estudantes:

• Vocês imaginam como representar em um mapa a área urbana e a área rural de um município?

Se necessário, retomar com os estudantes as características da área urbana e da área rural de um município, como as atividades econômicas e as ocupações humanas. Ouvir as ideias dos estudantes e, se achar interessante, pedir a alguns deles que façam um esboço na lousa.

A habilidade EF04GE05 é trabalhada ao abordar a representação dos limites dos municípios em um mapa e a identificação da área de um município em uma imagem de satélite.

Promover a leitura coletiva do título e da fonte do mapa.

Em seguida, ler com os estudantes a legenda, conversando sobre cada item e identificando no mapa a área correspondente.

Após a leitura do mapa e do texto sobre ele, pedir aos estudantes que leiam o glossário. Questioná-los se já visitaram uma Unidade de Conservação ou se há uma no município onde vivem, aproximando o assunto da realidade dos estudantes.

Pedir que observem a imagem de satélite da página 51 e compartilhem as

Áreas rural e urbana do município

Como você já estudou, um município é constituído pela área rural, também chamada campo, e pela área urbana, a cidade.

É na cidade que se localiza a sede do município, a prefeitura

Veja no mapa a localização dessas áreas no município de Paraisópolis.

Paraisópolis: macrozoneamento municipal (2019)

Cachoeira de Minas

Cambuí Estiva

Consolação

Córrego do Bom Jesus

Camanducaia

Sapucaí-Mirim

Conceição dos Ouros

Paraisópolis

Prefeitura: prédio onde funciona o Poder Executivo municipal, no qual trabalham o prefeito e muitos funcionários que ajudam a cuidar do município.

Área urbana

Área rural Unidade de Conservação Distrito industrial Rodovia Limite municipal Divisa estadual

Fonte: PARAISÓPOLIS. Lei complementar no 124, de 20 de novembro de 2019 Institui o Plano Diretor participativo. Paraisópolis: Prefeitura Municipal, 2019. Disponível em: https://www.paraisopolis.mg.leg.br/docs/legislacao/LC_124.pdf. Acesso em: 24 jun. 2025.

estratégias que utilizaram para a leitura e a compreensão dela. Do ponto de vista da Geografia, pode ser muito produtivo discutir essas estratégias para ajudar os estudantes a distinguir as áreas rurais das áreas urbanas.

Promover uma conversa estimulando os estudantes a comparar as linguagens do mapa e da imagem de satélite. Auxiliá-los a perceber, por exemplo, que no mapa são empregadas cores, escolhidas por quem elaborou a representação, que não correspondem à realidade.

Vale destacar que inserimos as linhas de limites municipais para fins didáticos. Segundo o IBGE: “A parte interna de uma carta-imagem de satélite normalmente não contém qualquer outro tipo de informação que não seja o próprio conteúdo da imagem.” IBGE. Manuais Técnicos em Geociências, n. 8. Noções básicas de cartografia. IBGE: Rio de Janeiro, 1999, p. 68.

15/09/25 16:35

Brazópolis
Gonçalves
SÃO PAULO
SONIA VAZ

A cor laranja no mapa indica a área rural de Paraisópolis. Já a cor roxa demarca sua área urbana. Além dessas informações, o mapa indica onde há uma Unidade de Conservação, destacada em verde, e uma região no município denominada distrito industrial (onde há concentração de indústrias).

Unidade de Conservação: área protegida por lei para conservação da natureza.

Em alguns municípios, a área rural é predominante. Em outros, prevalece a área urbana. No município de Barueri, no estado de São Paulo, por exemplo, não existe área rural, e toda a população mora em área urbana. Observe a imagem de satélite.

Em Barueri, município localizado no estado de São Paulo, há uma Unidade de Conservação e outros tipos de áreas verdes, que podem ser observadas nas imagens, mas são áreas de uso urbano.

1 No município de Paraisópolis, qual é a maior área: a urbana ou a rural?

1. Espera-se que os estudantes indiquem que a área rural ocupa mais espaço territorial do município de Paraisópolis do que a área urbana.

2 Toda a população de Barueri reside na área urbana. Qual é a diferença entre Barueri e a maior parte dos municípios do Brasil?

2. Ao contrário de Barueri, na maior parte dos municípios brasileiros há moradores tanto nas áreas urbanas quanto nas áreas rurais.

Atividade complementar

• Painel para estudo

Orientar os estudantes a fazer a sequência da atividade em pequenos grupos.

1. Façam um levantamento dos termos que já foram trabalhados neste capítulo.

2. Discutam com o grupo o significado desses termos.

3. Pesquisem o significado dos termos em um dicionário. Anotem-no também no caderno.

4. Escolham um dos termos e escreva um pequeno texto com sua explicação em um papel-cartão. Para isso, utilize suas anotações.

5. Procurem imagens que representem esse termo e cole uma no cartão.

6. Façam coletivamente um painel com os cartões.

Ao longo do estudo desta unidade, periodicamente, reunir os estudantes e repetir a atividade, acrescentando novos termos ao painel.

Texto de apoio

O macrozoneamento é o primeiro nível de definição das diretrizes espaciais do Plano Diretor, estabelecendo “um referencial espacial para o uso e a ocupação do solo na cidade, em concordância com as estratégias de política urbana” (BRASIL, 2002, p. 41). Ele é um referencial geral para o município, conferindo uma coerência para sua lógica de desenvolvimento. Por esse motivo, é um instrumento utilizado para superar o caráter de “colcha de retalhos” presente em grande parte dos zoneamentos tradicionais, nos quais era difícil, senão impossível, deduzir a lógica por trás dos índices e demais diretrizes atribuídos a cada uma das zonas. SABOYA, Renato. Macrozoneamento. Urbanidades, 24 fev. 2009. Disponível em: https:// urbanidades.arq.br/2009/02/24/ macrozoneamento/. Acesso em: 28 ago. 2025.

Sugestão para os estudantes

GOOGLE EARTH. Disponível em: https://www.google. com.br/intl/ptBR/earth/. Acesso em: 9 ago. 2025. O Google Earth reúne imagens de satélite que permitem explorar diversos lugares do mundo. Você pode partir da visualização do globo terrestre aumentando a escala gradualmente, permitindo a visualização da América do Sul, do Brasil, da Unidade da Federação onde reside e do município, até encontrar a escola.

Imagem de satélite do município de Barueri, no estado de São Paulo, em 2024. GOOGLE EARTH, 2025
Santana do Parnaíba
Barueri
Itapevi
Jandira
Carapicuíba
Osasco
São Paulo

BNCC

(EF04GE05) Distinguir unidades político-administrativas oficiais nacionais (Distrito, Município, Unidade da Federação e grande região), suas fronteiras e sua hierarquia, localizando seus lugares de vivência.

(EF04GE10) Comparar tipos variados de mapas, identificando suas características, elaboradores, finalidades, diferenças e semelhanças.

Alfabetização cartográfica

• Leitura de imagem de satélite e elaboração de mapa

Organize-se

Folha de papel vegetal, lápis preto, lápis de cor, tesoura de pontas arredondadas e clipes.

ENCAMINHAMENTO

A habilidade EF04GE05 é trabalhada na seção ao solicitar que os estudantes elaborem, a partir de uma imagem de satélite, um mapa do município onde vivem. Dessa maneira, os estudantes são colocados na posição de elaboradores de mapa, contribuindo também para o desenvolvimento da habilidade EF04GE10.

Para iniciar o tema, questionar os estudantes:

1. Vocês já viram uma imagem de satélite do município onde moram?

2. Vocês sabem como um mapa pode ser feito a partir de uma imagem de satélite?

As questões podem aguçar a curiosidade dos estudantes sobre o tema e sobre as atividades que serão desenvolvidas nesta seção.

Anunciar ao grupo que a atividade será a confecção de um mapa do município

DE OLHO NO MAPA!

A imagem de satélite é uma imagem ou um conjunto de imagens feitas do espaço sideral. Elas são obtidas pelos satélites artificiais que estão ao redor da Terra. Com base nelas, é possível conhecer e organizar melhor a superfície terrestre. Também é possível elaborar mapas.

Observe um mapa do município de Piracicaba, no estado de São Paulo, produzido com base em uma imagem de satélite.

Da imagem de satélite para o mapa

Piracicaba: área rural e área urbana (2019)

Fonte: PIRACICABA. Lei complementar no 405, de 18 de dezembro de 2019. Institui o Plano Diretor de Desenvolvimento. Piracicaba: Prefeitura Municipal, 2019. Disponível em: https://piracicaba.sp.gov.br/servicos/ ?eixo=cidadao&assunto=gestao-urbana&competencia=planejamento. Acesso em: 25 jun. 2025.

feito a partir de uma imagem de satélite. Fazer uma leitura coletiva do texto inicial sobre as imagens de satélite e analisar a imagem de Piracicaba junto com os estudantes. Pedir que identifiquem os limites municipais, que tentem localizar a área urbana e diferenciá-la da área rural.

Ler com os estudantes a sequência proposta para a atividade para que eles entendam as etapas. Retomar cada etapa à medida que o trabalho avançar.

Após a leitura das orientações, fazer coletivamente uma leitura da imagem de satélite de Piracicaba com o mapa. Dizer aos estudantes

que esse é um modelo de mapa semelhante ao que eles produzirão. Chamar a atenção deles para verificar na imagem de satélite as áreas classificadas como rural e urbana no mapa, prestando atenção em como os elementos de cada área aparecem (cores, texturas, formas). Orientá-los a ficar atentos a todos os elementos que deverão constar no mapa. Embora a atividade seja individual, os estudantes podem se reunir em grupos para trocar impressões e ajudar uns aos outros.

Se achar pertinente, organizar uma exposição na escola com os mapas produzidos pelos estudantes.

Imagem de satélite do município de Piracicaba, no estado de São Paulo, em 2025.
GOOGLE EARTH, 2025
Santa Gertrudes
Rio das Pedras Saltinho
Anhembi
Conchas
Tietê Laranjal Paulista Mombuca
Ipeúna
Limeira Capivari
Charqueada
Rio Claro
Santa Bárbara d'Oeste

Veja, a seguir, como você pode criar um mapa da área urbana e da área rural do seu município.

1. Primeiro, é preciso encontrar uma imagem de satélite atual do seu município e que apresente os limites municipais. Para isso, consulte o site da prefeitura do seu município ou faça uma pesquisa na internet.

2. Com a imagem de satélite pronta, utilize uma folha de papel vegetal para elaborar o seu mapa.

3. Comece analisando a imagem de satélite e tente identificar a área urbana e a rural. Na área urbana, predominam as cores cinza das construções e marrom dos telhados das casas. Já na área rural, predominam os diferentes tons de verde da vegetação.

4. Depois, faça o contorno do limite do seu município.

5. Em seguida, faça o traçado da área urbana e da área rural.

6. Identifique também rios, lagos, represas e oceano. Nas imagens de satélite, essas superfícies cobertas por água aparecem em tons de azul.

7. Para finalizar, crie uma legenda mostrando o que representa cada cor que você usou para elaborar o seu mapa.

Atividades 1. Aproveitar o momento para estimular a importância de utilizar fontes seguras e confiáveis. Se for necessário, auxiliar os estudantes na obtenção da imagem de satélite.

Texto de apoio

Entendemos que, apesar de importante o uso dos mapas no ensino de Geografia […] é preciso que se tenha claro que ele não deve se resumir ao ensino do mapa. Pelo contrário, o uso desse meio de comunicação deve estar subordinado a um tema de estudo ou ao entendimento de determinado fenômeno, ou seja, é preciso não confundir o ensino do mapa com o ensino de Geografia, priorizando somente o primeiro. O mapa deve ser entendido então como um material que auxilia no entendimento e desvelamento de determinada realidade; caso contrário, o ensino de Geografia poderá se tornar o ensino do mapa pelo mapa.

KATUTA, Ângela Massumi; SOUZA, José Gilberto de. Geografia e conhecimentos cartográficos: a cartografia no movimento de renovação da geografia brasileira e a importância do uso de mapas. São Paulo: Editora Unesp, 2001. p. 131.

DAYANE RAVEN
ARTUR FUJITA

BNCC

(EF04GE05) Distinguir unidades político-administrativas oficiais nacionais (Distrito, Município, Unidade da Federação e grande região), suas fronteiras e sua hierarquia, localizando seus lugares de vivência.

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, questione:

• Você sabe o que é limite municipal?

Embora os estudantes já tenham tido contato com a expressão limite municipal, inclusive na elaboração do mapa de seu município, talvez eles não se deem conta de que, ao sair de um município ou chegar a ele, há marcos que indicam seus limites.

A habilidade EF04GE05 é trabalhada ao abordar o conceito de limite municipal. Solicitar aos estudantes que reconheçam os municípios que fazem limite com o município onde vivem. O conceito de limite é fundamental para a Geografia. Sugerimos promover uma leitura coletiva e atenta do texto da página.

É importante que não se confundam os conceitos de limite e de fronteira. A existência de um território, mesmo que na escala municipal, pressupõe a definição de seus limites, ou seja, até onde o poder público detém direitos jurídico-políticos sobre o território. Os limites territoriais são indicados por marcos territoriais, que podem ser artificiais, ou seja, algum objeto construído com o fim de indicar o limite territorial, ou marcos naturais como linhas de topo de morros, serras, montanhas, centro de leito de rios, entre outros.

Se, por um lado, o limite municipal indica até onde chega o território de um mu-

Limites do município

O município, assim como uma quadra de esportes, também apresenta limites. Os limites de um município indicam o início e o fim de seu território em relação aos municípios vizinhos.

Diferentemente das linhas que demarcam a quadra, os limites de um município com seus vizinhos nem sempre são tão visíveis na paisagem. A brincadeira de queimada geralmente acontece em uma quadra. A quadra é dividida em dois campos. Cada campo é separado em duas partes. As linhas dividem e demarcam o limite de cada campo.

Estrada com placa de indicação de limite dos municípios de Pedras de Fogo e Caaporã, no estado da Paraíba, em 2025.

nicípio; por outro, também indica onde acaba o território dos municípios vizinhos. Indica espacialidade, ou seja, o espaço territorial do município. É, portanto, uma linha divisória de territórios. Essa ideia se aplica também a outras unidades territoriais, como estados e países (a atividade 3 propõe uma atividade prática que exercita essa noção espacial e territorial). As áreas adjacentes à linha divisória que se estende por territórios vizinhos são uma área ou região de fronteira. O conceito de fronteira é, no entanto, mais comumente utilizado na região de contato entre países.

2. Espera-se que o estudante perceba que na fotografia da página 54 não há marcos visíveis, mas na fotografia desta página há uma ponte na estrada, que indica a presença de um rio.

Muitas vezes, rios, morros ou rodovias são escolhidos para demarcar um limite, que pode ser sinalizado por placas ou monumentos.

Os limites de um município são determinados por pessoas, como os governantes.

1 Em alguma estrada ou rodovia, você já viu alguma placa como as azuis mostradas nas fotografias desta página e da anterior?

1. Resposta pessoal.

2 O que você acha que está demarcando o limite desses municípios?

3 Consulte, na imagem de satélite da página 51, os municípios que fazem limite com Barueri. Anote os nomes deles no caderno

3. Santana de Parnaíba, Osasco, Carapicuíba, Jandira, Itapevi e São Paulo.

4 Que tal conhecer os limites do município onde você mora?

4. Respostas pessoais.

a) Em casa, com a ajuda de um adulto, pesquise na internet ou no site da prefeitura um mapa do seu município. Faça uma cópia do mapa e cole-a no caderno.

b) Depois, escreva o nome dos municípios que fazem limite com o seu.

c) Leve o caderno para a sala de aula e mostre aos colegas e ao professor.

Texto de apoio O texto a seguir traz a definição de alguns conceitos ligados à demarcação de limites, segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

Território: elemento essencial do Estado; é a base física do Estado e componente obrigatório de sua existência; sobre ele o governo tem jurisdição e direitos de soberania.

Limites: está ligado a uma concepção precisa, linear e perfeitamente definida no terreno.

Fronteira: é mais abrangente e se refere a uma região.

Delimitação: é a linha negociada e aceita como limite da fronteira, traçada sobre o mapa.

Tratado: é a formalização, em documento descritivo desta linha.

Demarcação: materialização no terreno dos pontos notáveis referidos no Tratado.

BRASIL. Ministério das Relações Exteriores. Primeira Comissão Demarcadora de Limites - PCDL Brasília, DF: MRE, 12 dez. 2022. Disponível em: https://www.gov. br/mre/pt-br/assuntos/ demarcacao-de-limites/ primeira-comissao-demarca dora-de-limites. Acesso em: 13 ago. 2025.

Sugestão para o professor

Atividades

2. Em roda de conversa, explorar a imagem com a turma. Conversar com os estudantes sobre os possíveis elementos humanizados e naturais que possam constituir limites de município. Se possível, utilizar com eles a sala de informática para, por meio de um site de mapas, encontrarem o limite dos municípios citados.

4. Sugerimos pesquisar previamente um mapa adequado para a realização da atividade. Verificar a quantidade de infor-

mações, a escala, o tamanho e a data do mapa. Verificar também as possibilidades de impressão e cópia. Pode-se consultar o site do IBGE Cidades para acessar essas informações sobre o município. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/. Acesso em: 9 ago. 2025. Se achar interessante, orientar os estudantes a incluir o nome dos municípios limítrofes no mapa do município que eles elaboraram para a atividade da seção De olho no mapa! (páginas 52 e 53).

INSTITUTO GEOGRÁFICO E CARTOGRÁFICO. São Paulo, c2025. Disponível em: https://www.igc.sp.gov.br/ habit_igc. Acesso em: 9 ago. 2025.

Navegue no site do IGC para conhecer os mapas e as cartas de precisão do estado de São Paulo, de suas regiões e de seus municípios. O IGC é responsável pela demarcação do limite municipal e pela confecção das certidões de jurisdição territorial.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Placa indicando o limite dos municípios de Coribe e Jaborandi, no estado da Bahia, em 2022.

(EF04GE05) Distinguir unidades político-administrativas oficiais nacionais (Distrito, Município, Unidade da Federação e grande região), suas fronteiras e sua hierarquia, localizando seus lugares de vivência.

(EF04GE10) Comparar tipos variados de mapas, identificando suas características, elaboradores, finalidades, diferenças e semelhanças.

Alfabetização

cartográfica

• Análise de mapa

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, questionar:

• Vocês já viram esse mapa do Brasil? O que as linhas representam?

As questões estimulam a observação do mapa, que apresenta grande complexidade de informações e que impossibilita uma leitura individualizada dos municípios. Explorar com os estudantes as percepções iniciais da leitura e ressaltar a função deste mapa.

As habilidades EF04GE05 e EF04GE10 são trabalhadas, respectivamente, ao abordar a divisão municipal brasileira e ao propor a leitura, interpretação e comparação do mapa da malha municipal do Brasil e dos mapas dos municípios de Altamira (PA) e Santa Cruz de Minas (MG).

Pedir aos estudantes que comparem o tamanho dos municípios de Altamira e Santa Cruz de Minas no mapa do Brasil e nos mapas da página 57. Verificar se eles identificam que nesses mapas a proporção dos municípios foi alterada porque os mapas estão em escalas diferentes.

Municípios brasileiros

Observe no mapa a representação de todos os municípios do Brasil. Eles são tantos que parecem formar uma teia de aranha!

Brasil: municípios (2022)

Equador

OCEANO PACÍFICO

Trópico de Capricórnio

0 299

Elaborado com base em: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo 2022. Rio de Janeiro: IBGE, c2025. Disponível em: https://censo2022.ibge.gov.br/panorama/mapas.html?tema=populacao&recorte=N6. Acesso em: 27 jun. 2025.

O conjunto torna muito difícil identificar e localizar a maior parte dos municípios existentes no Brasil. No entanto, alguns deles têm grandes extensões territoriais e, por isso, se destacam, como o município de Altamira, no Pará, que é o mais extenso do Brasil.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2025, o Brasil contava com 5570 municípios. E você mora em um deles!

Atividade complementar

• Jogo de cartas dos municípios brasileiros Orientar os estudantes a se organizar em grupos. Depois, pedir a cada grupo que:

1. Escolha ao menos 12 municípios no site do IBGE.

2. Anote as seguintes informações no caderno sobre cada município escolhido:

• a extensão territorial;

• a data de fundação;

• a população.

3. Crie cartões com as informações coletadas e uma imagem do município.

O jogo está pronto, agora é só brincar! Explicar aos estudantes as regras do jogo: distribuir as cartas entre os participantes. Um deles inicia escolhendo uma carta da sua mão e uma das suas características; e os outros escolhem uma carta da mão e dizem a informação correspondente para comparar. Para extensão territorial, pode-se ganhar o maior número; para data da fundação, o menor, ou seja, o município mais antigo; para população, o maior. Os estudantes podem acrescentar outras informações a respeito do município para enriquecer o jogo.

Santa Cruz de Minas COLÔMBIA VENEZUELA
URUGUAI
GUIANA FRANCESA (FRA)
Brasília (DF)
SONIA VAZ

Altamira (Pará)

Santa Cruz de Minas (Minas Gerais)

Extensão: maior município do Brasil (159533 km²).

Data de fundação: 1911. População (2022): 126279 habitantes.

Extensão: menor município do Brasil (4 km²).

Data de fundação: 1995.

População (2022): 8109 habitantes.

Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Cidades. Rio de Janeiro: IBGE, c2025. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/. Acesso em: 27 jun. 2025.

1 Em que estado cada um dos municípios representados anteriormente está localizado?

1. Altamira se localiza no estado do Pará. Santa Cruz de Minas fica no estado de Minas Gerais.

2 Analise o mapa da página anterior e responda:

• Em que direção cardeal há mais municípios no Brasil, a leste ou a oeste de Brasília?

2. A leste.

3 Em casa, pesquise com os familiares, no site do IBGE Cidades (disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/, acesso em: 3 set. 2025), e responda às questões.

a) Qual é a extensão territorial do seu município?

3. a) Resposta pessoal.

b) A população do seu município é maior ou menor do que as populações dos municípios de Altamira e Santa Cruz de Minas?

3. b) Resposta pessoal.

c) Em 2025, havia no Brasil 5570 municípios. E, atualmente, esse número mudou?

3. c) A resposta depende do ano em que os estudantes estiverem usando o livro.

Atividades

2. Auxiliar os estudantes na leitura e análise do mapa. Para analisar as informações, pedir aos estudantes que levantem hipóteses sobre essa diferença em relação à quantidade de municípios. Agregar conhecimentos de História e comentar que a maior quantidade de municípios a leste do país remete ao processo histórico de ocupação territorial no período colonial, que teve início nas áreas litorâneas.

3. a) e b) Nessas atividades, os estudantes

farão um exercício de comparação entre números (área e população). Aproveitar para chamar a atenção deles para a unidade de medida utilizada para expressar uma área (km²). Esse é um bom momento para interação com os estudos de Matemática.

c) Para verificar o número de municípios do Brasil, sugerir aos estudantes a consulta ao site do IBGE Cidades, disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/panorama (acesso em: 9 ago. 2025).

O que e como avaliar

Realizar essa atividade avaliativa como estratégia para aprofundar a aprendizagem. No processo aqui proposto, estudantes que apresentaram alguma dificuldade nos conteúdos e nas habilidades trabalhadas até aqui terão a oportunidade de retomar, remediar e avançar em suas aprendizagens.

1. Observe o mapa da página 56 e responda.

a) O que ele está representando?

Os municípios do Brasil. b) Como você descobriu isso?

Por meio do título do mapa.

c) Como os limites dos municípios estão sendo representados?

Por meio de linhas.

2. Com a ajuda do professor, leia as informações da tabela.

Brasil: número de municípios

Em 1940 1574

Em 2025 5570

Fontes: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Tendências demográficas: uma análise da população com base nos resultados dos Censos Demográficos 1940 e 2000. Rio de Janeiro: IBGE, 2007. Disponível em: https://biblioteca. ibge.gov.br/visualizacao/livros/ liv34956.pdf; INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. IBGE Cidades Rio de Janeiro: IBGE, c2025. Disponível em: https://cidades. ibge.gov.br/brasil/panorama. Acessos em: 13 ago. 2025.

• O que você observa com relação ao número de municípios no Brasil no período entre 1940 e 2025?

Um grande aumento do número de municípios.

Santa Cruz de Minas
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

(EF04GE01) Selecionar, em seus lugares de vivência e em suas histórias familiares e/ou da comunidade, elementos de distintas culturas (indígenas, afro-brasileiras, de outras regiões do país, latino-americanas, europeias, asiáticas etc.), valorizando o que é próprio em cada uma delas e sua contribuição para a formação da cultura local, regional e brasileira.

ENCAMINHAMENTO

Iniciar com as seguintes questões:

1. Vocês sabiam que o município também faz aniversário?

2. Quantos anos será que tem o seu município?

Se julgar adequado, explicar a eles que o aniversário do município é comemorado na data de sua fundação.

A habilidade EF04GE01 é trabalhada no estudo da fundação dos municípios e na introdução a dados históricos do município de moradia dos estudantes.

Vale destacar que a divisão territorial por municípios surge no Brasil Império, mas se considera a data de criação do núcleo que deu origem ao município para identificar sua idade, mesmo que tenha surgido ainda no Brasil Colônia.

Caso os estudantes morem em Salvador, pedir a eles mais informações sobre a história de fundação do município. Nas atividades, os estudantes poderão trabalhar noções de operações matemáticas simples, como a subtração.

Sugestão para o professor

SILVA, Jorge Kleber T.; LIMA, Maria Helena P. Evolução do marco legal da criação de municípios no Brasil. In: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA.

DIÁLOGOS

História

Fundação de um município

Os municípios também fazem aniversário. Salvador, no estado da Bahia, por exemplo, comemora aniversário no dia 29 de março. Isso quer dizer que essa é a data da fundação do município.

No dia 29 de março de 1549, o navegador português Tomé de Sousa desembarcou na praia que atualmente é chamada de Porto da Barra. Ele chegou com seis embarcações, trazendo mais de mil pessoas.

De 1549 até 1763, Salvador foi a capital do Brasil. Ela foi a primeira capital do país!

Painel de azulejos que integra o monumento Marco de Fundação de Salvador, feito pelo artesão Eduardo Gomes. Fotografia de 2024.

1 Em casa, com a ajuda de um familiar, pesquise um pouco da história da fundação do município onde você vive. Anote suas descobertas no caderno.

a) Qual é a data de fundação do município onde você vive?

1. a) Resposta pessoal.

b) Quantos anos tem o município? Para calcular, subtraia o ano em que estamos pelo ano de fundação do município.

1. b) Resposta pessoal.

c) Por que essa data foi escolhida?

1. c) Resposta pessoal.

d) Escreva um texto que resuma as informações mais importantes que você encontrou durante a pesquisa. Se quiser, cole fotografias de diferentes lugares do município onde você vive para ilustrar a pesquisa.

1. d) Produção pessoal.

e) No dia marcado pelo professor, compartilhe suas descobertas com os colegas de sala de aula

1. e) Resposta pessoal.

Evolução da divisão territorial do Brasil: 1872-2010. Rio de Janeiro: IBGE, 2011. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visuali zacao/livros/liv55077.pdf. Acesso em: 13 ago. 2025.

Acessar o texto do IBGE para conhecer mais informações sobre a criação de municípios. Atividades

1. Para a elaboração do texto, sugerir que comecem com as informações na ordem dos itens indicados (data de fundação, idade e motivo da escolha dessa data), mas que busquem outras informações para enri-

quecer o texto, como as atividades que eram desenvolvidas na época. Pode-se obter informações sobre a história dos municípios no site do IBGE, disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/?lang= (acesso em: 9 ago. 2025).

5. Conversar com o grupo sobre as comemorações de aniversário que existem no município e sobre que tipo de celebração costuma ocorrer: shows, festas, feiras etc. Pedir que compartilhem possíveis experiências e se há alguma personagem importante na história do município.

Marco de Fundação do município de Salvador, na praia do Porto da Barra, no estado da Bahia, em 2024.
SERGIO PEDREIRA/PULSAR IMAGENS SERGIO PEDREIRA/PULSAR IMAGENS
ESCREVA NO LIVRO.

Para comemorar o aniversário de fundação de Salvador, todos os anos são programadas muitas atividades festivas e culturais em diversos pontos do município.

Observe a comemoração de aniversário de Salvador.

Comemoração do aniversário de 474 anos do município de Salvador, no estado da Bahia, em 2023.

Responda às questões.

2 Qual foi a primeira capital do Brasil?

2. Salvador.

3 Qual é a data de fundação de Salvador?

3. 29 de março de 1549.

4. Para encontrar a resposta, subtrair 1549 (ano de fundação do município de Salvador) do ano atual.

4 Quantos anos o município de Salvador tem? Faça a conta e descubra.

5 Você já foi a algum evento de comemoração do aniversário do município onde vive? Conte como foi essa experiência.

5. Resposta pessoal.

6 Em casa, com a ajuda de um familiar, pesquise imagens de comemoração do aniversário do município onde vive em jornais, revistas ou na internet. Traga as imagens para a sala de aula no dia indicado pelo professor. Conte para os colegas o que você descobriu sobre as comemorações de aniversário de seu município.

6. Resposta pessoal.

Texto de apoio

O início do processo de emancipação municipal no Brasil ocorreu por volta da década de 1930. Esse processo se intensificou nas décadas de 1950 e 1960 e foi restringido pelos governos militares entre 1970 e 1980. Após o término do regime militar, as emancipações se intensificaram novamente.

Com a Constituição Federal de 1988, os municípios passaram a ser considerados entes federativos e a desempenhar um papel mais relevante na administração

pública brasileira. As comunas passaram a integrar expressamente a Federação, juntamente com os estados e o Distrito Federal. Em decorrência, os municípios receberam extenso e detalhado tratamento constitucional, com competências privativas ou em colaboração com o estado e a União.

Nessa linha de autonomia, a Constituição de 1988 atribuiu aos municípios competências tributárias próprias e participações no produto da arrecadação de impostos da União e dos estados. Em contrapartida, foi ampliada a esfera de obri-

gações dos municípios na prestação de serviços públicos essenciais.

Desde 1985, a intensa criação e instalação de municípios no Brasil têm sido parte de um processo mais geral de descentralização. De 1984 a 2000 foram instalados (a instalação corresponde ao início de funcionamento efetivo do município, o que se dá com a eleição do primeiro prefeito) 1 405 municípios no país, sendo as regiões Sul e Nordeste as que mais contribuíram em termos absolutos para esse crescimento. Como, em 1984, existiam 4 102 municípios no Brasil, os novos municípios correspondem a um aumento de 34,3%. […]

É interessante observar que 94,5% dos 1 405 municípios instalados entre 1984 e 2000 têm menos de 20 mil habitantes. Entre os 1 018 municípios instalados entre 1991 e 2000, apenas 40 possuíam mais de 20 mil habitantes. O movimento de emancipação de municípios alterou significativamente a distribuição dos municípios por tamanhos da população e por regiões. Enquanto em 1940 apenas 2% dos municípios possuíam menos de cinco mil habitantes e 54,5% menos de 20 mil habitantes, em 2000 esses números passaram para 24,10% e 72,94%, respectivamente, segundo dados do IBGE. MAGALHÃES, João Carlos. Emancipação político-administrativa de municípios no Brasil. In: CARVALHO, Alexandre X. Y. et al Dinâmica dos municípios. Brasília: Ipea, 2008. p. 13-52. Disponível em: https:// portalantigo.ipea.gov.br/agencia/ images/stories/PDFs/livros/ Capitulo1_30.pdf. Acesso em: 30 set. 2025.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

BNCC

(EF04GE04) Reconhecer especificidades e analisar a interdependência do campo e da cidade, considerando fluxos econômicos, de informações, de ideias e de pessoas.

ENCAMINHAMENTO

Iniciar com as seguintes questões:

1. Quem faz parte da população de um município?

2. No município onde vocês moram, qual é maior: a população rural ou a urbana?

Este é o momento para identificar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre o conceito de população, assunto desenvolvido neste capítulo. Se necessário, retomar os conteúdos do capítulo anterior e explicar que a população urbana é a que vive nas cidades e a população rural é aquela que vive no campo.

Aspectos da habilidade EF04GE04 são trabalhados ao abordar dados da população rural e urbana de um município.

Ler a tabela e o gráfico da página 61 com os estudantes. Chamar a atenção deles para os dados da tabela: pedir que somem a população urbana e a população rural de Paraisópolis e verifiquem que equivale à população total do município. Retomar no texto a definição do conceito de população, apontando que a população de um município, estado ou país é a soma das populações urbana e rural da unidade em questão. Depois, analisar junto com os estudantes os dados do gráfico e procurar estimular a comparação entre as duas maneiras de representar as informações.

2 POPULAÇÃO DO MUNICÍPIO

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é o órgão público responsável pela coleta e pela análise de dados e informações sobre a população brasileira.

População é um conjunto de pessoas que vive em um local, como um município, uma região ou um país.

Os gráficos são muito utilizados na Geografia porque expressam visualmente diferentes informações, dados ou valores numéricos, facilitando a leitura e a compreensão dos temas ou conteúdos apresentados. Existem vários tipos de gráficos, entretanto os mais utilizados nessa faixa etária são os de colunas ou barras, além dos de linhas e de setores. Estudos em interação com Matemática podem ser articulados no trabalho com dados do município em tabelas e gráficos.

Atividade complementar • Para construir gráficos

Esta atividade pode auxiliar aqueles estudantes que apresentarem dificuldades na leitura e interpretação do gráfico de colunas da página.

Para a realização dessa atividade, é possível organizar os estudantes em duplas ou pequenos grupos. Explicar o processo de produção do gráfico, construindo com eles, na lousa, o gráfico de colunas tal como o da

Vista de área urbana do município de Paraisópolis, no estado de Minas Gerais, em 2025.
Vista de área rural do município de Paraisópolis, no estado de Minas Gerais, em 2025.

De acordo com o IBGE, em 2022, a população do município de Paraisópolis, em Minas Gerais, era de 20445 habitantes.

A tabela a seguir apresenta a quantidade de pessoas do município que morava em áreas urbanas e em áreas rurais naquele ano.

Paraisópolis: população (2022)

Área

Urbana (cidade)

Rural (campo)

Total

População (pessoas residentes)

17319

3126

20445

Dados obtidos em: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo 2022: panorama. Rio de Janeiro: IBGE, c2025. Disponível em: https://censo2022.ibge.gov.br/panorama/indicadores. html?localidade=BR. Acesso em: 25 jun. 2025.

Essas mesmas informações podem ser representadas em um gráfico, como mostra o exemplo.

Paraisópolis: população (2022)

Para fazer as atividades, observe na tabela e no gráfico desta página a representação das populações urbana e rural.

5

Elaborado com base em: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo 2022: panorama. Rio de Janeiro: IBGE, c2025. Disponível em: https:// censo2022.ibge.gov.br/panorama/indicadores. html?localidade=BR. Acesso em: 25 jun. 2025.

1 Onde há mais habitantes no município de Paraisópolis: na área urbana ou na área rural?

1. Na área urbana.

2 Onde você achou mais fácil encontrar essa informação: na tabela ou no gráfico? Por quê?

2. Respostas pessoais.

3 De acordo com o mapa da página 50, no município de Paraisópolis, a área urbana é menor do que a rural. No entanto, há mais habitantes na área urbana. Por que isso acontece? Converse com os colegas e o professor.

3. Espera-se que os estudantes considerem, em suas respostas, que uma das características da área urbana é a maior concentração de pessoas em relação à área rural.

página do livro. Responder às possíveis dúvidas dos estudantes e, em seguida, encaminhar a atividade.

Pedir que pesquisem dados sobre a população rural e urbana do município onde moram. Pode-se também pesquisar os dados previamente e fornecê-los aos estudantes. No site do IBGE há o Panorama do Censo 2022, disponível em: https://censo2022.ibge. gov.br (acesso em: 13 ago. 2025). Selecionar o nome do estado e depois o do município desejado para obter as informações sobre a população total e a urbana e rural.

Propor a realização de uma tabela com os dados coletados e posteriormente a elaboração de um gráfico. A tabela e o gráfico devem conter um título que apresente o tema representado e a fonte de onde as informações foram extraídas.

Pedir que apresentem os resultados para todo o grupo e discutam o processo de realização, avaliando coletivamente as escolhas de cada grupo. Montar um mural na classe com as tabelas e os gráficos elaborados.

Atividades

2. É possível que os estudantes mencionem que têm mais facilidade em visualizar essa informação no gráfico, pois a diferença de altura das colunas é grande e denota a diferença populacional entre as áreas rural e urbana.

3. Explicar aos estudantes que a população urbana se encontra mais adensada. Isso significa que os habitantes da área urbana, em geral, moram próximos uns aos outros; já a população rural vive em moradias mais afastadas umas das outras, por causa das atividades agropecuárias desenvolvidas no campo, que requerem maior quantidade de terra. Não é necessário buscar as causas histórico-geográficas que levaram Paraisópolis a ter tal constituição populacional, pois o objetivo da atividade é o de levantamento de hipóteses, com base na observação e na comparação. Explicar aos estudantes que esse é um padrão brasileiro, dado que atualmente a população do país vive majoritariamente em áreas urbanas, fato ocorrido após o período de intenso êxodo rural, tão característico sobretudo da segunda metade do século XX no Brasil.

Sugestão para o professor

CARLETO, Eliana Aparecida. Utilizando gráficos em situações práticas. Portal do Professor, 11 nov. 2010. Disponível em: http://portaldoprofessor. mec.gov.br/fichaTecnicaAula. html?aula=25106. Acesso em: 9 ago. 2025.

Consultar no Portal do Professor uma sequência didática para elaborar gráficos com os estudantes.

Urbana (cidade) Rural (campo)
SONIA VAZ

BNCC

(EF04GE01) Selecionar, em seus lugares de vivência e em suas histórias familiares e/ou da comunidade, elementos de distintas culturas (indígenas, afro-brasileiras, de outras regiões do país, latino-americanas, europeias, asiáticas etc.), valorizando o que é próprio em cada uma delas e sua contribuição para a formação da cultura local, regional e brasileira.

(EF04GE02) Descrever processos migratórios e suas contribuições para a formação da sociedade brasileira.

TCT

Cidadania e civismo (Vida familiar e social)

Multiculturalismo: (Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras)

Organize-se

• Se possível, equipamento para gravar entrevista.

ENCAMINHAMENTO

Iniciar com o questionamento:

• Você e sua família já se mudaram de casa?

Essa questão pode ser seguida da questão que inicia o texto da página 62. Elas introduzem a temática e podem despertar a curiosidade dos estudantes e incentivá-los a seguirem atentos e participativos na aula.

As habilidades EF04GE01 e EF04GE02 são trabalhadas por meio da abordagem introdutória ao estudo sobre migrações, com destaque para a pesquisa que investiga o tema entre familiares dos estudantes, procurando levantar informações que

Viver em outro lugar

Você conhece pessoas que nasceram em um município diferente do que você mora?

Leia a seguir a história dos irmãos Leila e Fernando, que nasceram em municípios diferentes.

Leila é a filha mais velha de Rafaela e Hugo. Ela e seus pais nasceram no município de Torres, no estado do Rio Grande do Sul, ou seja, são torrenses. Esse é o gentílico para as pessoas que nascem em Torres.

Gentílico: indica o local (país, estado, município) onde alguém nasceu.

A morada da família passou a ser o município de São Luís, no estado do Maranhão.

resgatem e demonstrem as diferentes origens culturais da comunidade em que vivem. Solicitar a quatro estudantes que leiam, em voz alta, os textos que contam um pouco da história de migração da família de Leila. Pedir a um quinto estudante que leia, também em voz alta, o significado da palavra gentílico, no glossário. Aproveitar para questionar os estudantes qual é o gentílico para quem nasceu no município onde vivem. Com a ajuda de um mapa, localizar aproximadamente os municípios citados ou ao menos os estados a que pertencem e estimular os estudantes a refletir

Um tempo depois de Leila nascer, Rafaela recebeu uma proposta de emprego para trabalhar em outro município e a família toda migrou.

Fernando é o único membro da família que é são-luisense ou ludovicense, que é quem nasce em São Luís.

sobre as novas situações que a família de Leila possivelmente vivenciou em função da mudança de moradia, considerando, por exemplo, a distância entre o lugar de origem e o de destino da família dela.

Atividade complementar

• Elaboração de gráfico sobre as migrações das famílias

Conduzir uma roda de conversa com a turma sobre a origem dos estudantes e de suas famílias. Orientá-los a descrever os seus processos migratórios.

ILUSTRAÇÕES: IDEÁRIO LAB
Hugo
Leila
Rafaela
Fernando

Muitas pessoas podem, como a família de Leila, se mudar para outro município para estudar, trabalhar, buscar tratamentos médicos ou melhores condições de vida.

Esse movimento de pessoas é chamado movimento migratório ou migração

1 Você e sua família já mudaram de município? Converse sobre isso com os colegas e o professor. 1. Resposta pessoal.

VOCÊ DETETIVE

1. Com a ajuda do professor ou de um familiar, encontre uma pessoa que tenha migrado ou que conheça uma história de migração.

1. Auxiliar os estudantes a encontrar alguém que possa narrar sua experiência migratória.

2. Faça uma entrevista com essa pessoa para conhecer bem a história dela. Para isso, siga o roteiro.

2. Ver orientações no Encaminhamento

a) Qual é o seu nome?

b) Onde você morava antes?

c) Para onde se mudou?

d) Quais foram os motivos da mudança?

e) Do que mais sente saudade do lugar onde você morava?

f) Do que mais gosta do lugar para o qual se mudou?

3. Você pode gravar esse relato para mostrar aos colegas de sala. No caderno, registre as principais descobertas

3. Ver orientações no Encaminhamento

Navio Kasato Maru, que trouxe os primeiros imigrantes japoneses ao Brasil, no porto de Santos, no estado de São Paulo, em 1908.

Com base nas respostas da atividade 1 da página 63, fazer na lousa um levantamento dos lugares de origem dos estudantes. Orientá-los a organizar as informações (estudantes que nasceram no município onde vivem e estudantes que nasceram em outro município, por exemplo) e auxiliá-los a montar um gráfico para que compreendam, na prática, como os dados são levantados e representados. Se necessário, retomar procedimentos necessários para a elaboração de gráficos, consolidando esse aprendizado.

• Feira cultural na escola

15:44

Com base na pesquisa proposta nesta página, fazer um projeto envolvendo outras disciplinas que aborde os povos e etnias que compõem a sociedade brasileira, dando atenção aos migrantes do município onde vivem os estudantes. Podem ser feitos trabalhos sobre danças e canções populares, literatura, culinária etc. Os trabalhos podem ser expostos em tendas onde os estudantes fiquem à disposição para apresentá-las aos convidados.

Atividades

1. Em roda de conversa, organizar um momento em sala para conversar com os estudantes sobre as experiências pessoais deles relacionadas à migração. Aproveitar para compartilhar suas experiências. Para estimulá-los a conversar, fazer questões como: há quanto tempo você mora neste município? Quais são as razões da mudança da sua família? Como foi a sua adaptação e a da sua família? Caso o núcleo familiar não tenha mudado de município, questionar se outras pessoas da família, como os avós ou parentes mais distantes, já mudaram de seu lugar de origem.

Você detetive

1. O ideal é conseguir falar com pessoas que tenham migrado de diferentes estados do Brasil (e até de outro país), para enriquecer a troca de informações com relatos que possam demonstrar as diferenças culturais e suas influências.

2. O roteiro da entrevista pode ser ampliado, de acordo com as necessidades do grupo, com questões como: quantas pessoas migraram com você? Você teve ou ainda tem dificuldades no lugar escolhido para viver? Se sim, quais? O que você encontrou na nova morada? Era o que você esperava? Como você se sente morando fora de seu lugar de origem?

3. É importante estimular outras formas de registro da entrevista além da escrita, como áudio, vídeo e fotografia, mas não deixar de orientar os estudantes a produzir um texto com o relato do entrevistado. Os estudantes podem escrever uma história com as informações coletadas ou até criar uma história em quadrinhos. Proporcionar um momento de compartilhamento das entrevistas entre os estudantes e de partilha da experiência de entrevistar alguém.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
REPRODUÇÃO/AGÊNCIA ESTADO

(EF04GE02) Descrever processos migratórios e suas contribuições para a formação da sociedade brasileira.

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, questionar os estudantes:

1. Você já ouviu falar de Brasília?

2. O que já estudou sobre essa cidade?

As questões pretendem verificar o conhecimento prévio dos estudantes sobre a capital federal do Brasil. Como diferentes aspectos de Brasília já foram estudados, este é um bom momento para sondagens a respeito da aprendizagem dos estudantes.

A habilidade EF04GE02 é trabalhada nesta seção ao propor o estudo de Brasília e das migrações que foram importantes na época de sua construção.

O objetivo de trabalhar esse texto com os estudantes é oferecer um exemplo de processo migratório importante de um período da história do Brasil.

Pedir aos estudantes que se organizem em duplas e orientá-los a fazer a leitura do texto: cada um deve ler um parágrafo, em voz alta, para sua dupla. Informar que a leitura deve ser em voz alta apenas o suficiente para que o colega ouça. Alertá-los de que a leitura em voz alta não deve atrapalhar a leitura e a concentração das demais duplas. Após a leitura, pedir que indiquem possíveis termos desconhecidos ou que tiveram dificuldade de entendimento e partilhem com os colegas do grupo. Solicitar que conversem entre eles para que comentem o que entenderam sobre cada parágrafo. Em seguida, pedir às duplas que compartilhem com a turma seus entendimentos sobre o texto, orientando a organização da conversa.

VAMOS LER

VAMOS LER

História de uma cidade

Leia um trecho do livro em que a autora Ana Miranda narra suas lembranças de infância. Ela descreve como seu pai, que era engenheiro, participou da construção de uma cidade.

Criança não gosta de mudar de casa. Assim, com o meu coração apertado recebi a notícia de que íamos para Brasília. Eu nunca tinha ouvido falar nessa cidade, Brasília, jamais tinha escutado esse nome, e fiquei sabendo que a cidade ainda nem existia. [...]

Brasília ainda não existia, mas ia ser construída, e ia ser construída por meu pai. Achei papai um herói, construir uma cidade de verdade não devia ser nada fácil. Eu imaginava que ia construir Brasília sozinho. Mas ele disse que estava indo muita gente para o centro do Brasil. [...]

MIRANDA, Ana. Flor do cerrado: Brasília. Ilustrações: Maria Eugênia. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2004. p. 9, 11. (Coleção memória e história).

QUEM É?

Ana Maria Nóbrega Miranda é uma premiada escritora e atriz brasileira, nascida em Fortaleza, no estado do Ceará, em 1951. Ela tem dezenas de livros publicados, entre eles poesias, romances e livros infantis.

Quando Brasília foi fundada, em 1960, a população da cidade era composta de migrantes de todo o Brasil, com destaque para os que vieram dos estados de Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Ceará. Por ter recebido pessoas de tantos lugares distintos, a cultura de Brasília é muito diversa, pois recebeu influência de todas as regiões brasileiras!

1 O que o pai de Ana foi fazer em Brasília?

1. Ele foi participar da construção da cidade, que viria a ser a nova capital do Brasil.

2 Pessoas de quais estados migraram para Brasília nessa época?

2. Principalmente de Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Ceará.

3 Brasília é uma cidade importante no Brasil. Por quê?

3. Brasília é a capital federal do Brasil, ou seja, é a sede do governo federal e do governo do Distrito Federal.

Se achar necessário, retomar com os estudantes que Brasília é uma unidade territorial do Distrito Federal que não se enquadra na categoria município.

Sugestão para o professor

ARQUIVO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL. Brasília: uma epopeia de 130 anos. Brasília, DF: 26 fev. 2025. Disponível em: https://www. arquivopublico.df.gov.br/exposicoesvirtuais61. Acesso em: 13 ago. 2025.

A exposição virtual apresenta 4 links por meio dos quais é possível acessar vasta do-

cumentação, fotos e mapas sobre a história de Brasília.

BRASÍLIA: contradições de uma cidade nova. Direção: Joaquim Pedro de Andrade. Brasil, 1967. Documentário (ca. 24 min). Disponível em: https://youtube.com/watch?v=XB24Y41xTHw. Acesso em: 9 ago. 2025.

O documentário trata da construção de Brasília, seu projeto arquitetônico e planejamento, além das migrações para sua construção. O curta denuncia as contradições e desigualdades sociais acentuadas no período.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Contando histórias

Observe a fotografia da construção da cidade de Brasília, no Distrito Federal.

Construção do Congresso Nacional em Brasília, no Distrito Federal, em 1959.

1 Com a orientação do professor, forme um grupo com os colegas para realizar as atividades.

a) Pesquisem em livros ou na internet informações sobre a história dos primeiros anos de existência do município onde vocês vivem.

1. a) Se preferir, orientar os estudantes a fazer a pesquisa individualmente.

b) Descubram se houve movimentos migratórios para essa região. Em seguida, anotem a origem dos migrantes.

1. b) Resposta pessoal.

c) Busquem imagens, como fotografias ou pinturas, que retratem momentos da construção ou construções antigas que ainda existam no município onde vivem.

BNCC

(EF04GE02) Descrever processos migratórios e suas contribuições para a formação da sociedade brasileira.

Organize-se

• Livros para pesquisa, tesoura com pontas arredondadas, cola e lápis de cor.

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar, fazer as seguintes questões:

1. Vocês já viram fotografias antigas do município onde vivem?

2. Como ele era? (Caso tenham visto.)

d) Pesquisem e registrem exemplos de manifestações culturais de moradores antigos de seu município.

1. d) Resposta pessoal.

1. c) Caso não encontrem imagens ou fotografias que retratem a construção do município, podem ser utilizados textos. Nesse caso, pedir aos estudantes que desenhem uma das etapas da história.

2 Na data combinada, apresentem a pesquisa para o professor e os demais grupos.

2. Resposta pessoal.

Atividade complementar

• Fanzine da cidade

Propor ao grupo a criação de um fanzine (pequena publicação com reprodução em fotocópia) sobre a história da cidade do município onde vivem. Para tanto, os estudantes podem aproveitar a pesquisa solicitada na atividade do Livro do Estudante e incrementar com desenhos e pequenos textos.

Sugestão para o professor

A CRIATIVIDADE artística dos fanzines. Publicado por: Instituto Legislativo Paulista. 2021. 1 vídeo (ca. 100 min). Disponível em: https:// www.youtube.com/watch?v=s7rgQuv3Nj8. Acesso em: 13 ago. 2025.

Esse vídeo mostra uma palestra do professor Gazy Andraus na qual ele discorre sobre sua pesquisa, conceitos e história dos fanzines e sua importância nos trabalhos de criatividade na educação.

3. Como vocês imaginam que ele era? (Caso não tenham visto fotografias.) Com essas questões, os estudantes poderão compartilhar se já viram imagens antigas do município e isso pode gerar curiosidade para conhecer histórias relacionadas a elas. Caso não tenham visto, estimulá-los a levantar hipóteses sobre as antigas características do município, com base em relatos que já tenham ouvido de familiares, por exemplo. A habilidade EF04GE02 é trabalhada nesta seção ao solicitar aos estudantes que realizem uma pesquisa sobre a história da cidade do município onde vivem, destacando se houve movimento migratório significativo. Retomar com os estudantes a atividade sobre a fundação do município da página 58, resgatando informações que possam contribuir para essa pesquisa. Nesta seção, o destaque é para a construção da cidade, ou seja, da parte urbana do município. Aproveitar para retomar e reforçar os conceitos de área urbana e área rural. Orientar os estudantes a registrar organizadamente no caderno as informações sobre os movimentos migratórios solicitadas na pesquisa: origem dos migrantes e manifestações culturais.

MILAN/TYBA
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

(EF04GE03) Distinguir funções e papéis dos órgãos do poder público municipal e canais de participação social na gestão do Município, incluindo a Câmara de Vereadores e Conselhos Municipais.

ENCAMINHAMENTO

Iniciar com as seguintes questões:

1. Quem é o responsável pela administração da sua escola?

2. E do seu município, vocês sabem quem é responsável pela administração dele?

As questões buscam suscitar a curiosidade e verificar o conhecimento prévio dos estudantes, aproximando as atribuições do diretor da escola às do prefeito do município. Comentar que há outros funcionários tanto na escola como na Prefeitura que auxiliam na gestão.

A habilidade EF04GE03 é trabalhada ao abordar as funções da Prefeitura e da Câmara de Vereadores na gestão do município.

Ler com os estudantes os textos acompanhando as ilustrações. Se achar pertinente, escolher um ou mais estudantes para fazerem a leitura em voz alta. Questioná-los se reconhecem, na escola onde estudam, o funcionamento representado na ilustração, assim como os profissionais mencionados.

Organizar os estudantes em duplas para realizarem a leitura do texto sobre a gestão municipal. Ler com eles o glossário da página 67 que define serviço público e solicitar que indiquem alguns exemplos em seu município. Explorar as imagens com os estudantes, questionando-os se conhecem o prédio onde está localizada a Prefeitura e a Câmara de Vereadores do município onde vivem.

Gestão do município

Você já estudou que um município geralmente é composto de áreas rurais e urbanas, e que muitas pessoas trabalham na sua gestão. Esses profissionais atuam para atender às necessidades da população, como educação, saúde, limpeza, segurança, transporte, entre outros serviços.

Para compreender como os municípios são administrados, vamos pensar na administração da escola onde você estuda.

Quem administra a escola é o diretor ou a diretora, profissional que é responsável pela boa convivência e que cuida para que todas as atividades escolares sejam realizadas com qualidade. Porém, todo esse trabalho não é feito sozinho!

Outras pessoas, como coordenadores pedagógicos, porteiros, professores e demais funcionários, têm funções que auxiliam a direção na tarefa de garantir a realização das atividades escolares.

Além disso, os estudantes e seus familiares ajudam na conservação, na manutenção e no bom convívio na escola.

1 Por que a escola onde você estuda não funcionaria adequadamente sem todos os profissionais que trabalham nela? Converse com os colegas e o professor. 1. É importante conversar com a turma sobre a importância de cada profissional presente na escola e as diferenças entre as atividades que eles exercem.

Texto de apoio

[O município] é exatamente aquele local do território nacional onde ocorre a maior parte de nossa vida cotidiana, ele é a nossa circunstância básica, o nosso entorno.

Além disso, há municípios como os de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, cujos orçamentos equivalem ou superam os de algumas Unidades Federativas. No caso de São Paulo, por exemplo, o município tem o terceiro maior orçamento do país, abaixo da própria União e do estado de que é a capital.

Portanto, é curioso que, ao se tratar de política, em geral, muita gente esteja mais atenta às questões nacionais, do que às municipais. […]

Em geral, usamos o termo como sinônimo de cidade, mas essa sinonímia não é precisa. O município compreende uma cidade, que é a sua sede, mas inclui também suas vizinhanças rurais. […] embora as questões judiciais não sejam resolvidas por um poder próprio, o município dispõe de leis próprias, que vigoram em seu território e que são feitas de acordo com necessidades específicas.

Na área urbana dos municípios brasileiros, há a prefeitura, que é a sede da administração municipal. Na prefeitura trabalha o prefeito ou a prefeita, pessoa que comanda a administração do município. No Brasil, os prefeitos são escolhidos pelos habitantes maiores de 16 anos com título de eleitor. As eleições municipais acontecem a cada quatro anos.

Além do prefeito, há diversas pessoas que trabalham no serviço municipal, cuidando do município: elas planejam o fornecimento de água e a captação de esgoto, elaboram projetos de construção de parques, entre outros serviços públicos.

Assim como acontece na escolha do prefeito, a cada quatro anos também são eleitos os vereadores e as vereadoras. Essas pessoas são responsáveis por criar as leis que buscam organizar a vida no município e fiscalizar o trabalho do prefeito. Elas trabalham na Câmara Municipal.

Sessão na Câmara dos Vereadores no município do Recife, no estado de Pernambuco, em 2025.

VOCÊ DETETIVE

Serviço público: serviço oferecido à população, executado por pessoas que trabalham em órgãos públicos, como aqueles ligados à prefeitura.

1. Em casa, com o auxílio de um adulto, faça uma pesquisa para descobrir:

1. Respostas pessoais.

a) quem é o prefeito ou a prefeita de seu município;

b) em que ano foi sua eleição;

c) até quando ocupará o cargo;

2. O prefeito é a pessoa que comanda a administração do município. Os vereadores são responsáveis por criar as leis municipais e fiscalizar o trabalho do prefeito.

d) o nome de um vereador ou uma vereadora e de um dos seus projetos na câmara do seu município.

2. Qual é a diferença entre o trabalho do prefeito e o dos vereadores? Anote as informações no caderno e compartilhe com os colegas.

Uma lei que regulamente o trânsito de caminhões no centro da cidade em determinados horários é fundamental nos grandes centros urbanos, mas, na maioria das vezes, é desnecessário em cidades pequenas ou médias. No século 19, em São Paulo […], houve necessidade de se proibir o trânsito de carros de boi na Praça da Sé, o marco zero da cidade. Atualmente, a simples ideia de um carro de boi transitar por ali não faz sentido.

OLIVIERI, Antonio Carlos. Município: a unidade políticoadministrativa onde vivemos. UOL Educação, 7 mar. 2007. Disponível em: https://educacao.uol.com.br/disciplinas/ cidadania/municipio-a-unidade-politico-administrativa -onde-vivemos.htm. Acesso em: 13 ago. 2025.

Você detetive

10/09/25 15:44

Pedir aos estudantes que, na data combinada, tragam o resultado da pesquisa. Aproveitar a oportunidade e retomar o texto, conversando com eles sobre quais são as atribuições de um prefeito. Verificar se eles conhecem quais são as principais propostas do atual prefeito do município. Por causa das propagandas na época de campanha eleitoral, os estudantes podem conhecer os candidatos em seu aspecto midiático e carismático, sem levar em

consideração suas propostas e as responsabilidades do cargo. Levar imagens, textos informativos e elucidar que o prefeito corresponde a uma pessoa que ocupa um cargo no Poder Executivo em determinado município. A Prefeitura é o local onde é desenvolvida boa parte das atividades administrativas do município.

Atividade complementar

• Entrevista com o diretor da escola

1. Organizar com os estudantes uma entrevista com o diretor da escola. Pedir que, em duplas, organizem um roteiro de pesquisa, com questões sobre o papel da direção em uma escola. A seguir estão algumas sugestões:

• Qual é o papel do diretor em uma escola?

• Como é a sua rotina de trabalho?

• Do que mais gosta na escola?

• O que acha mais difícil na sua atividade?

2. Depois da entrevista, em sala de aula, retomar com os estudantes as respostas dadas pelo diretor.

Sugestão para os estudantes

TRIBUNAL SUPEIOR ELEITORAL (TSE). Conheça as principais atribuições do prefeito. Brasília, DF, 13 set. 2016. Disponível em: http:// www.tse.jus.br/imprensa/ noticias-tse/2016/Setembro/ conheca-as-principais-atr ibuicoes-do-prefeito. Acesso em: 9 ago. 2025. Acessar o link com os estudantes para aprofundar os conhecimentos sobre as atribuições do prefeito de um município no Brasil.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

BNCC

(EF04GE03) Distinguir funções e papéis dos órgãos do poder público municipal e canais de participação social na gestão do Município, incluindo a Câmara de Vereadores e Conselhos Municipais.

TCT

Cidadania e civismo (Direitos da criança e do adolescente)

ENCAMINHAMENTO

Iniciar o tema questionando:

• Quem sabe o que é cidadania?

Incentivar os estudantes a refletir sobre o conceito de cidadania. Se necessário, explicar que a cidadania é relativa ao cidadão, o indivíduo que cumpre seus deveres e usufrui de seus direitos em uma sociedade.

A habilidade EF04GE03 é trabalhada ao abordar a administração pública, a atuação dos Conselhos Municipais e a cidadania. Questionar os estudantes se já ouviram falar de Conselho Municipal ou de alguma forma de participação popular na gestão do município. O que eles imaginam ao ouvir a expressão Conselho? Ao que remete? Conversar com eles e permitir que levantem hipóteses.

Explicar aos estudantes que, para facilitar a leitura do texto, vocês iniciarão lendo o significado de três importantes termos. Solicitar a três estudantes que leiam cada um os termos do glossário e conversar com eles sobre cada definição, esclarecendo eventuais dúvidas. Iniciar a leitura coletiva do texto da aula, interrompendo sempre que necessário para explicar, comentar e atender a requisições sobre

CIDADANIA

Conselhos Municipais

Conselhos Municipais

Todo cidadão de um município pode participar dos Conselhos Municipais e, por meio deles, ajudar a criar políticas públicas e exercer a cidadania. Há Conselhos em que os membros podem ser da comunidade, funcionários públicos ou participantes de organizações não governamentais (ONGs). Os Conselhos Municipais podem solicitar a construção de equipamentos públicos, melhorias em escolas e sugerir a criação de leis que melhorem a qualidade de vida da comunidade. Para ser um conselheiro municipal, os moradores devem ser escolhidos por meio de eleições em seus bairros ou distritos. Os conselheiros municipais são responsáveis por levar decisões e ideias dos moradores à Câmara dos Vereadores e ao prefeito para que possam ser avaliadas e, se aprovadas, se tornar leis municipais.

O Conselho Municipal está previsto na Constituição Federal e todos podem participar dele!

Cidadão: aquele que usufrui de direitos e cumpre os deveres no território onde vive.

Cidadania: conhecimento e exercício de direitos e cumprimento de deveres de um cidadão.

Constituição Federal: principal documento do Brasil. Nela, estão escritas as leis que regem a vida de todos os habitantes do território brasileiro. Foi publicada em 1988.

1 Qual é a diferença entre a Câmara Municipal e o Conselho Municipal? Converse com os colegas e o professor. 1. Ver orientações no Encaminhamento

dúvidas. Orientá-los a analisar as ilustrações e levantar hipóteses sobre o que ocorre nas cenas e a relação com o tema estudado.

HÉCTOR GÓMEZ
Ilustração de reunião de conselheiros municipais debatendo sobre melhorias para o bairro onde moram.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Agora que você já conhece o que são e para que servem os Conselhos Municipais, imagine a seguinte situação: os pais de Antônio participam dos Conselhos Municipais e propõem melhorias para a qualidade de vida das pessoas no município onde vivem.

Em uma reunião recente, o Conselho apresentou um importante projeto sobre o direito das crianças e dos adolescentes de terem educação de qualidade. O primeiro objetivo era descobrir se todas as crianças e os adolescentes do município estavam frequentando a escola. Vamos investigar se essa situação ocorre no seu município?

Para isso, com a ajuda do professor, formem grupos com os colegas e pesquisem as seguintes informações.

Respostas pessoais.

1. Todas as crianças e os adolescentes de seu município frequentam a escola?

2. Anotem no caderno as informações que conseguiram.

3. Em seguida, conversem sobre a importância da educação para as pessoas e do direito de todas as crianças e adolescentes de frequentarem a escola.

4. Conversem também sobre propostas para que nenhuma criança ou adolescente em seu município deixe de frequentar a escola.

5. Depois, escrevam uma carta com suas conclusões e enviem ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente ou para a Secretaria de Educação de seu município.

Atividades

1. Orientar os estudantes a retomar o funcionamento da Câmara Municipal, trabalhado na página 67. A Câmara Municipal é onde trabalham os vereadores e as vereadoras, que criam as leis municipais. Os Conselhos Municipais podem ser formados por pessoas do município (comunidade), funcionários públicos e participantes de ONGs. É também por meio dos Conselhos Municipais que a população pode participar da vida política do município, debatendo melhorias para a comunidade como um todo.

Sugestão para o professor

O QUE são políticas públicas? Publicado por: Politize! 2016. 1 vídeo (ca. 2 min). Disponível em: http://www. youtube.com/watch?v=e hLZKqU1QQw. Acesso em: 9 ago. 2025.

Esse vídeo explica brevemente o que são políticas públicas, essenciais para a ação do poder público. Avaliar a possibilidade de assistir ao vídeo junto com os estudantes, procurando relacioná-lo com o tema desenvolvido nessas páginas: mobilidade urbana.

HÉCTOR GOMEZ
Representação de uma reunião dos membros de um Conselho Municipal.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

BNCC

(EF04GE03) Distinguir funções e papéis dos órgãos do poder público municipal e canais de participação social na gestão do Município, incluindo a Câmara de Vereadores e Conselhos Municipais.

ENCAMINHAMENTO

A habilidade EF04GE03 é trabalhada ao abordar o papel dos Conselhos Municipais na gestão do município. Contextualizar e explicar aos estudantes que, desde a Constituição Federal de 1988, houve uma importante participação dos cidadãos em conselhos de diversos municípios do país. Neles, os moradores discutem temas relacionados à educação, à saúde, ao meio ambiente, aos direitos da criança e do adolescente, ao transporte, à habitação, aos direitos da mulher etc.

Atividades

1. Chamar a atenção dos estudantes para o fato de que, ao comparar as informações dos gráficos, não basta avaliar o tamanho da coluna para verificar qual área dos conselhos está presente em mais municípios do Brasil, já que há uma variação na escala do eixo y, que determina o número de municípios.

2. Orientar os estudantes na pesquisa sobre a existência de conselhos no município onde vivem.

Texto de apoio

Muito se fala sobre o papel da escola na formação de cidadãos. O que a disciplina tem a ver com isso?

Cidadania tem a ver com a vida em sociedade, e isso é objeto de estudo da Geografia. A escola tem de ajudar o estudante a entender o espaço público como uma produção social, um direito e uma responsabilidade de todos. O professor forma cidadãos quando dá sub-

TECNOLOGIA NO DIA A DIA Áreas de atuação dos Conselhos Municipais

Os Conselhos Municipais atuam em diversas áreas sociais, voltadas à promoção da Igualdade Racial, dos Direitos da Pessoa Idosa, da Pessoa com Deficiência e dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Observe nos gráficos o aumento do número de Conselhos no Brasil.

Brasil: Conselhos Municipais (2009-2023)

Pessoa com Deficiência

Elaborado com base em: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Pesquisa de informações básicas municipais. Rio de Janeiro: IBGE, c2025. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/educacao/10586-pesquisa-de -informacoesbasicas-municipais.html?=&t=downloads. Acesso em: 26 jun. 2025.

1 Qual área dos Conselhos Municipais representada nos gráficos está presente em mais municípios do Brasil?

1. A área dos Direitos da Criança e do Adolescente.

2 Com a ajuda de um familiar, pesquise na internet e acesse o site da prefeitura para descobrir se:

a) existem Conselhos Municipais em seu município

2. a) Resposta pessoal.

b) existe no seu bairro uma associação ou outra organização da comunidade.

2. b) Resposta pessoal.

sídios para a turma participar conscientemente da vida social. Infelizmente, o termo “cidadania” está desgastado. Não estou dizendo que experimentar práticas cidadãs na escola seja errado. A questão é como fazer isso. A união da instituição com organismos da gestão pública para lutar por determinadas causas, por exemplo, é possível e plenamente desejável. Trata-se de uma prática da cidadania real.

Temas cotidianos, como as questões extraídas do noticiário, vão além do conteúdo previsto no currículo. Como dar conta das duas coisas?

É uma questão de prioridade. Quando o

professor tem clareza de para que serve a Geografia e conhece seu contexto, ele sabe o que é essencial. Além disso, não se deve ter a pretensão de esgotar um assunto. O conhecimento geográfico e seus conteúdos vão e voltam várias vezes ao longo do Ensino Fundamental e do Médio. […]

VICHESSI, Beatriz. Lana de Souza Cavalcanti fala sobre o ensino de Geografia com novas abordagens. Nova Escola, 1o dez. 2010. Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/901/ lana-de-souza-cavalcanti-fala-sobre-o-ensino -de-geografia-com-novas-abordagens. Acesso em: 13 jun. 2021.

10/09/25 15:44

Direitos da Pessoa Idosa
Número de municípios
Direitos da

PARA REVER O QUE APRENDI

1 Observe o mapa do município de Itabaiana, no estado de Sergipe, e responda às questões.

a) Em Itabaiana predomina a área rural ou a área urbana?

1. a) A área rural.

b) Cite dois municípios que fazem limite com Itabaiana.

1. b) Macambira, Frei Paulo, Ribeirópolis, Moita Bonita, Malhador, Areia Branca e Campo do Brito.

Itabaiana (Sergipe): macrozoneamento municipal (2022)

BNCC

(EF04GE02) Descrever processos migratórios e suas contribuições para a formação da sociedade brasileira.

(EF04GE04) Reconhecer especificidades e analisar a interdependência do campo e da cidade, considerando fluxos econômicos, de informações, de ideias e de pessoas.

Elaborado com base em: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA.

Coleção de mapas municipais. Rio de Janeiro: IBGE, 2022. Disponível em: https://geoftp.ibge. gov.br/cartas_e_mapas/mapas_municipais/ colecao_de_mapas_municipais/2022/SE/ itabaiana/A0_2802908_MM.pdf. Acesso em: 14 jul. 2025.

2 Com o professor e os colegas, leia o gráfico.

Brasil: população rural e urbana (1950-2022)

Elaborado com base em: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo demográfico. Rio de Janeiro: IBGE, c2025. Disponível em: https://www.ibge.gov. br/estatisticas/sociais/saude/22827-censodemografico-2022.html?=&t=series-historicas. Acesso em: 27 jun. 2025.

a) Onde morava a maior parte da população brasileira até 1960?

2. a) No campo ou nas áreas rurais.

b) Depois da década de 1960, onde passou a morar a maior parte da população brasileira?

2. b) Na cidade ou nas áreas urbanas.

CONCLUSÃO DA UNIDADE

Monitoramento da aprendizagem

Na atividade 1, espera-se que os estudantes tenham consolidado a aprendizagem sobre leitura de mapas que representam limites municipais e áreas urbanas e rurais, conteúdos trabalhados ao longo da unidade. A identificação de áreas rurais e urbanas já é estudada desde a unidade 1. Se o desempenho de alguns estudantes não for considerado satisfatório, retome os conteúdos das páginas 48 e 49 e faça a leitura do mapa de Paraisópolis com a turma.

Na atividade 2, espera-se que os estudantes tenham compreendido a dinâmica da migração da população do campo para a cidade e que consigam ler e interpretar gráfico de colunas, tendo em vista os conteúdos e as atividades desenvolvidas ao longo do estudo desta unidade. Caso algum estudante apresente dificuldades, avalie se o problema reside na leitura do gráfico ou se ele não entendeu a dinâmica da migração campo-cidade no Brasil.

(EF04GE05) Distinguir unidades políticoadministrativas oficiais nacionais (Distrito, Município, Unidade da Federação e grande região), suas fronteiras e sua hierarquia, localizando seus lugares de vivência.

(EF04GE10) Comparar tipos variados de mapas, identificando suas características, elaboradores, finalidades, diferenças e semelhanças.

ENCAMINHAMENTO

Acompanhar a produção circulando pela sala de aula. Depois do tempo estipulado, verificar as respostas das atividades e solicitar aos estudantes que as exponham oralmente, de forma alternada. Anotar na lousa as respostas para cada atividade.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Itabaiana Moita Bonita
Ribeirópolis
Frei Paulo Macambira
Campo do Brito
Areia Branca Malhador
SONIA VAZ
SONIA VAZ

INTRODUÇÃO À UNIDADE

Nesta unidade, são mobilizados os conceitos de território e região de forma contextualizada em sintonia com a perspectiva do raciocínio geográfico e a distribuição espacial dos fenômenos geográficos. No capítulo 1, o estudo se inicia com a noção de República Federativa do Brasil, o conhecimento do funcionamento da organização política brasileira por meio da compreensão da atuação dos três poderes, e avança para o estudo da formação do território brasileiro. O capítulo 2 aborda a organização regional brasileira, com a apresentação do conceito de região, o conhecimento das diferentes divisões regionais ao longo da história e das características das paisagens naturais e da cultura de cada região brasileira. Os conteúdos são trabalhados com o apoio de mapas políticos atuais e históricos, contribuindo assim para a educação cartográfica, utilizando-a como mediadora da explanação dos conteúdos geográficos para que aos estudantes se manifestem por meio dessa importante ferramenta de aprendizagem da Geografia.

Objetivos da unidade

• Reconhecer o nome oficial do nosso país (República Federativa do Brasil) e compreender o seu significado.

• Compreender a divisão do poder político no Brasil em Legislativo, Executivo e Judiciário.

• Compreender o conceito de território e região, assim como os critérios da regionalização brasileira.

• Ler, interpretar e comparar mapas políticos e da divisão regional do Brasil.

UNIDADE BRASIL E SUAS REGIÕES 3

Pré-requisitos pedagógicos

1 O que mais chamou a sua atenção nesta ilustração?

1. Espera-se que os estudantes respondam que é possível notar a diversidade regional.

2 Qual é o nome da região brasileira onde você vive?

2. Resposta pessoal.

3 Você conhece alguma das manifestações culturais mostradas na imagem? Se sim, conte para os colegas.

3. Ver orientações no Encaminhamento

Para o estudo desta unidade, espera-se que os estudantes já reconheçam a divisão político-administrativa do Brasil em 26 estados e o Distrito Federal e que os estados estão divididos em municípios (a menor unidade administrativa do país). É importante que eles já conheçam como se organiza a gestão municipal, que a maioria dos municípios é constituída de uma área rural (campo) e de uma área urbana (cidade) e que é na cidade que está a sede da administração dessa esfera de governo. Para dar continuidade ao aprendizado, também é importante que os estudantes tenham conhecimentos básicos relacionados à leitura e interpretação de mapas simples, por meio da identificação de seus elementos. Esses conteúdos foram desenvolvidos nas unidades anteriores deste volume.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, fazer a seguinte questão: além da divisão do território brasileiro em Unidades Federativas e municípios, vocês conhecem outros tipos de divisões administrativas do Brasil?

Essa questão permite verificar os conhecimentos prévios dos estudantes e estimular a reflexão sobre o conteúdo que será estudado. Se necessário, retomar as divisões político-administrativas trabalhadas na unidade anterior.

73

11/09/25 17:14

Propor uma leitura da imagem, solicitando aos estudantes que descrevam oralmente o que observam e verificando se eles identificam na ilustração o agrupamento dos estados em regiões e que cada grupo de pessoas se relaciona a uma região. Pedir que observem as pessoas, as roupas, os adereços e os animais envolvidos em cada grupo e identificar com eles cada manifestação cultural.

Atividades

1. É possível que os estudantes não reconheçam, em um primeiro momento, uma diversidade regional. Considerar os apontamentos dos estudantes, respeitando a argumentação deles.

2. Verificar se os estudantes identificam na ilustração de abertura de unidade a região onde vivem.

3. Explicar aos estudantes que a intenção da imagem é ilustrar os elementos culturais característicos das regiões brasileiras: na região Norte, a Festa de Parintins; na região Centro-Oeste, a Cavalhada; na região Nordeste, o Maracatu; na região Sudeste, a Festa do Caboclo Bernardo; e na região Sul, o Boi de Mamão. Se achar oportuno, comentar com os estudantes que o Brasil é marcado por uma grande diversidade cultural e natural.

Atividade complementar

• Pesquisa sobre manifestações culturais

1. Dividir os estudantes em cinco grupos e pedir que cada um escolha uma manifestação cultural representada na ilustração.

2. Pedir que procurem informações e imagens na internet sobre a manifestação escolhida: período do ano em que ocorre, história, como é realizada a festa, quem participa etc.

3. Orientá-los a criar um painel com as imagens e informações pesquisadas e apresentá-lo ao grupo.

ENCAMINHAMENTO

Iniciar o tema com a seguinte questão: vocês sabem contar como foi a chegada dos portugueses ao Brasil?

Propor aos estudantes que façam uma leitura oral coletiva do trecho da carta de Pero Vaz de Caminha. Depois da leitura, conversar com eles sobre as impressões que tiveram sobre o texto e contextualizar o momento, comentando que a carta foi escrita a D. Manoel, rei de Portugal na época, e que esse é considerado o primeiro documento escrito oficial da história do Brasil. Discutir com a turma sobre as intenções de Pero Vaz de Caminha e chamar a atenção para a descrição dos recursos naturais e do potencial da terra para cultivos diversos. A atividade proposta contribuirá para a exploração e a compreensão do texto. Esse assunto insere-se na unidade temática “O sujeito e seu lugar no mundo” e no objeto de conhecimento “Território e diversidade cultural”.

Fazer uma roda de conversa para discutir com os estudantes sobre a expressão descobrimento do Brasil. Aproveitar o momento para desconstruir a ideia de que o Brasil foi “descoberto” naquela ocasião, pois há indícios de que os portugueses já tinham conhecimento de que havia terras nessa região. Além disso, as terras já eram conhecidas e habitadas por diversos povos indígenas.

TERRITÓRIO BRASILEIRO

Em maio de 1500, Pero Vaz de Caminha escreveu uma carta relatando o olhar dos portugueses quando chegaram ao litoral e avistaram parte das terras que viriam a ser o Brasil. Leia um trecho da carta de Caminha.

Chã: área plana de terra. Sertão: interior das terras encontradas.

Esta terra, Senhor, [...] muito chã e muito formosa. Vendo do mar, o sertão nos pareceu muito grande, porque, ao estender os olhos, não podíamos ver senão terra com arvoredos a perder de vista. Até agora não pudemos saber que haja aqui ouro, prata, ou alguma coisa de metal ou ferro; nem o vimos. Porém a terra em si tem ótimo clima frio e temperado [...]. As águas são muitas, infindas. E esta terra é tão graciosa, que, querendo aproveitá-la, tudo dará, em razão das águas que tem. [...]

ASTURIANO, Poliana; MATIAS, Rodval. A carta de Pero Vaz de Caminha: versão ilustrada em linguagem atual. São Paulo: FTD, 1999. p. 75.

Desembarque de Cabral em Porto Seguro, 1922, de Oscar Pereira da Silva. Óleo sobre tela, 190 centímetros × 333 centímetros. MUSEU PAULISTA

1 Escreva no caderno as palavras, os trechos ou os termos que mostram: a) como era a imensidão das novas terras.

1. a) “Nos pareceu muito grande”; “a perder de vista”.

b) como era a paisagem natural.

1. b) “não podíamos ver senão terra com arvoredos”, “Porém a terra em si tem ótimo clima frio e temperado” e “As águas são muitas, infindas. E esta terra é tão graciosa, que, querendo aproveitá-la, tudo dará, em razão das águas que tem“.

c) quais eram as riquezas que os colonizadores buscavam

1. c) “ouro, prata, ou alguma coisa de metal ou ferro”.

Texto de apoio

Cabral chega ao Brasil: descobrimento ou achamento?

O termo Descobrimento do Brasil é usualmente empregado para designar a chegada da armada lusitana, comandada por Pedro Álvares Cabral, a um território já alcançado pelos europeus e povoado amplamente por nativos. Inicialmente definida como acidental, sabe-se que a vinda de Cabral foi intencional, com o objetivo de legitimar a presença portuguesa, oficializar a posse e iniciar a exploração da terra, inicialmente batizada de Vera Cruz.

A visita dos europeus às terras brasileiras já era conhecida e sabe-se que o navegador espanhol Vicente Yáñez Pinzón desembarcou no cabo de Santo Agostinho, litoral sul de Pernambuco, no dia 26 de janeiro de 1500 — esta considerada a mais antiga viagem comprovada ao território brasileiro. Tudo indica que a Espanha não reivindicou a posse devido ao Tratado de Tordesilhas [...]. Coube aos portugueses se apossar do território e iniciar sua exploração e posterior colonização.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Um país continental

O Brasil é um dos maiores países do mundo, com uma área territorial de 8509379 km². Por esse motivo, ele é muitas vezes chamado de “país continental”. Existem poucos países que têm maior extensão que o Brasil. Observe o mapa.

Mundo: seis países mais extensos (2023)

OCEANO GLACIAL ÁRTICO

Círculo Polar Ártico

OCEANO ATLÂNTICO

Trópico de Câncer

OCEANO PACÍFICO

Equador

Trópico de Capricórnio Círculo Polar Antártico

Países mais extensos

Rússia - 17 milhões km²

Canadá - 9,9 milhões km²

Estados Unidos - 9,8 milhões km²

China - 9,6 milhões km²

Brasil - 8,5 milhões km²

Austrália - 7,7 milhões km²

OCEANO PACÍFICO

OCEANO ÍNDICO

OCEANO GLACIAL ANTÁRTICO

Elaborado com base em: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

1 Quais são os seis países mais extensos do mundo?

1. Rússia, Canadá, Estados Unidos, China, Brasil e Austrália.

2 Dos países destacados no mapa, quais são aqueles maiores que o Brasil? E o menor?

2. Rússia, Canadá, Estados Unidos e China. Menor: Austrália.

3 Faça uma pesquisa pela internet e tente descobrir em quais continentes estão esses países

3. Rússia: Europa e Ásia; Canadá: América; Estados Unidos: América; China: Ásia; Brasil: América; Austrália: Oceania.

4 Observe novamente o mapa. Repare que os Estados Unidos apresentam uma particularidade que torna esse país maior que o Brasil e a China. Qual é essa particularidade?

4. A particularidade é o Alasca, que apresenta uma descontinuidade em relação ao território contíguo estadunidense.

17/09/25 11:50

Membro de uma família nobre, Cabral foi um fidalgo, comandante militar, navegador e explorador, que foi nomeado pela Coroa Portuguesa para chefiar uma expedição à Índia em 1500, seguindo a rota recém-inaugurada por Vasco da Gama, contornando a África. [...]. Em meio à viagem sua frota — de 13 naus — se afasta da costa africana e navega cruzando o Atlântico, vindo a aportar na costa do atual estado da Bahia. Ancoraram em frente a um monte, batizado de Pascoal, e ali rezaram uma missa no dia 26 de abril, domingo de Páscoa. [...]

CABRAL Chega ao Brasil: descobrimento ou achamento? Biblioteca Nacional, 22 abr. 2020. Disponível em: https://antigo.bn.gov.br/acontece/noticias/2020/04/cabral-chega-ao-brasil-descobrimento-ou-achamento. Acesso em: 14 ago. 2025.

BNCC

(EF04GE10) Comparar tipos variados de mapas, identificando suas características, elaboradores, finalidades, diferenças e semelhanças.

Alfabetização cartográfica

• Leitura de mapa

ENCAMINHAMENTO

Trabalhar com os estudantes as informações apresentadas no texto e no mapa. Apresentar a eles a extensão territorial dos outros países destacados no mapa para que eles entendam por que o Brasil é o quinto país mais extenso. Liste na lousa, junto com eles, esses países e suas respectivas áreas em ordem decrescente. As informações sobre a extensão territorial dos países podem ser consultadas no site do IBGE, disponível em: https:// paises.ibge.gov.br/#/. Acesso em: 14 ago. 2025.

CANADÁ ALASCA (EUA)
RÚSSIA
CHINA
AUSTRÁLIA
SONIA VAZ

BNCC

(EF04GE05) Distinguir unidades político-administrativas oficiais nacionais (Distrito, Município, Unidade da Federação e grande região), suas fronteiras e sua hierarquia, localizando seus lugares de vivência.

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, fazer as seguintes questões:

1. Vocês têm alguma ideia de quantas pessoas vivem na sua Unidade da Federação? Onde é possível conseguir essa informação?

2. Como vocês acham que a população de um país é contada?

Espera-se que os estudantes formulem hipóteses a partir de seus conhecimentos prévios. Estimule-os a justificar suas respostas. A habilidade EF04GE05 é trabalhada ao solicitar aos estudantes que pesquisem a população da Unidade Federativa em que vivem. Comente que o IBGE é o órgão oficial sobre o acompanhamento estatístico da população brasileira.

Atividades

1. Organizar os estudantes em duplas e orientá-los a acessar o endereço eletrônico do panorama do Censo 2022, que traz rica contribuição ao conhecimento dos dados divulgados pelo IBGE sobre o Censo. É possível acessar as informações sobre a população dos estados e do Distrito Federal clicando nas siglas que aparecem sob a população do Brasil.

Orientá-los a comparar as informações sobre a população do Brasil do Livro do Estudante com as da atualização obtida no site

TECNOLOGIA NO DIA A DIA Crescimento da população

Além de ser um país muito extenso, o Brasil é muito populoso, ou seja, com muitas pessoas. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, é responsável por atualizar as informações sobre a população brasileira, com base nos dados obtidos no censo demográfico e nos registros de nascimentos e óbitos. O último censo realizado no Brasil foi em 2022.

Página do site do IBGE que apresenta os resultados do Censo 2022.

Os dados e as informações produzidos pelo IBGE são utilizados na administração do país e no planejamento de novas ações, para melhor atender às necessidades da população brasileira.

1 Consulte o site do panorama do Censo 2022 e depois responda às questões no caderno (disponível em: https://censo2022.ibge.gov.br/panorama/; acesso em: 11 jun. 2025).

a) Que informação interessante você descobriu?

b) De acordo com o site, é possível descobrir a população de cada estado brasileiro. Qual é a população do estado onde você vive? 1. b) A resposta depende do estado onde os estudantes vivem. 1. a) Resposta pessoal. Os estudantes podem citar a estimativa atual, o crescimento demográfico, a distribuição por raças, entre outros assuntos.

Sugestão para o professor

FERREIRA, Igor. IBGE divulgará novos temas do Censo Demográfico em 2025. Agência IBGE Notícias, 31 mar. 2025. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia -noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/42951-ibge-divulgara-novos-temas-do-censo -demografico-em-2025. Acesso em: 14 ago. 2025.

A agência de notícias do IBGE está constantemente divulgando e atualizando os dados estatísticos do Censo 2022.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

República Federativa do Brasil

O nome oficial do país onde vivemos é República Federativa do Brasil. Nos documentos oficiais de identificação das pessoas, como a certidão de nascimento, o nome do país sempre aparece completo.

BNCC

(EF04GE05) Distinguir unidades político-administrativas oficiais nacionais (Distrito, Município, Unidade da Federação e grande região), suas fronteiras e sua hierarquia, localizando seus lugares de vivência.

TCT

Cidadania e civismo (Vida familiar e social)

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, fazer estas questões:

1. Vocês já viram uma certidão de nascimento?

Garoto segurando sua certidão de nascimento no município de Salvador (BA), em 2021.

A palavra república tem origem na expressão latina res publica, que significa “coisa pública”, ou seja, aquilo que é de todos. Portanto, podemos dizer que o território brasileiro é patrimônio de toda a sua população.

Em uma república, os governantes são eleitos por meio de eleições diretas, em que os cidadãos votam no candidato que melhor os representa para cuidar de tudo que é do interesse da população do país.

O povo brasileiro tem o direito de influenciar as decisões políticas do país. Por isso, o Brasil é uma democracia.

Federativo: tem origem em Federação, que significa “união de estados que formam um país”.

Patrimônio: conjunto de bens que pertencem a uma pessoa, empresa ou instituição.

Povo: conjunto de pessoas que habitam um território, que têm idioma, costumes, história e tradições comuns.

Democracia: regime de governo em que a população tem o direito de participar da vida política de um país.

1 Em sua opinião, existe democracia no Brasil? Converse com os colegas sobre isso. 1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que sim, pois o povo brasileiro tem direito ao voto e a participar das decisões políticas do país. Esclarecer que democracia é o regime em que prevalece a vontade da maioria, especialmente nas eleições, embora haja instâncias democráticas de respeito às minorias.

Texto de apoio

11/09/25 17:14

Somos uma República, ou seja, uma forma de governo onde o chefe de Estado é escolhido pelo povo, normalmente por meio do voto livre e secreto. Em nosso caso, temos o Presidente da República, eleito a cada quatro anos. Somos diferentes, por exemplo, da Monarquia, em que o rei é o chefe e fica no trono até morrer, sendo substituído por um filho e assim por diante (regime hereditário). Também somos uma federação, ou seja, a união política de territórios com governo próprio e certa autonomia. O Brasil tem 26 estados e o Distrito Federal, e mais de cinco mil municípios. Todos eles têm seus governantes e suas leis particulares, mas não podem ultrapassar os limites da Constituição Federal. Essa união é indissolúvel. Nenhum estado pode se separar do país. Ah! E apenas o governo federal tem soberania perante os outros países.

O QUE é a República Federativa do Brasil. Plenarinho, 12 nov. 2018. Disponível em: https://plenarinho.leg.br/index.php/2017/09/01/o-que-e-a-republica-federativa-do-brasil/. Acesso em: 15 ago. 2025.

2. Vocês sabem para que ela serve?

Comentar com os estudantes sobre a função de identificação da certidão de nascimento.

Esta página apresenta muitos termos e conceitos importantes. Conversar com os estudantes e fazer um levantamento do que sabem sobre a noção de república. Se achar conveniente, organizá-los em pequenos grupos para lerem o texto do livro. Para compreender o nome oficial do nosso país, é importante que os estudantes entendam que o termo República se refere à forma de governo do país e o termo Federativa se refere à organização do poder na gestão das diferentes esferas de governo (Estado composto de unidades com governo próprio, mas que estão unidas por um governo federal).

A habilidade EF04GE05 é atendida ao abordar o conceito de República Federativa, que envolve o reconhecimento da divisão político-administrativa do Brasil.

BNCC

(EF04GE05) Distinguir unidades político-administrativas oficiais nacionais (Distrito, Município, Unidade da Federação e grande região), suas fronteiras e sua hierarquia, localizando seus lugares de vivência.

TCT

Cidadania e civismo (Vida familiar e social)

ENCAMINHAMENTO

Iniciar com as seguintes questões:

1. Quem são os governantes do Brasil?

2. Quais deles são escolhidos por meio do voto?

As questões visam levantar o conhecimento prévio dos estudantes sobre a forma de governo do Brasil, para introduzir o conteúdo acerca dos três poderes e suas funções. A habilidade EF04GE05 é trabalhada ao apresentar os três poderes que formam o governo federal (Executivo, Legislativo e Judiciário).

Iniciar a aula explorando com os estudantes as imagens das sedes dos três poderes, em Brasília, e conferir se alguém identifica os lugares retratados antes de fazer a leitura das legendas.

Retomar e ampliar o que já foi trabalhado, explicando aos estudantes que o Brasil é uma república federativa presidencialista. Verificar se os estudantes compreenderam o significado do termo federativa, trabalhado na página anterior. Se necessário, relembre-os do termo e explique que o país é constituído de estados que apresentam autonomia política para governar seus territórios e elaborar leis e regras sem interferência do governo central. Explicar que o país é presidencialista, porque o presidente eleito é chefe de Estado e chefe de governo, comandando o Poder Executivo.

Quem governa o Brasil?

Todo país possui um território, onde a população habita, e um governo, que o administra.

O presidente é a principal autoridade do Poder Executivo, mas não governa sozinho. Além do presidente, diversas pessoas trabalham para administrar o país: criam leis, cuidam da justiça, da educação e da saúde e decidem sobre os projetos e o funcionamento do país.

No Brasil, o Estado é formado por três poderes: o Poder Executivo, o Poder Legislativo e o Poder Judiciário. Conheça um pouco como funciona cada um desses poderes.

Os três poderes

Poder Legislativo

Quem faz parte: deputados federais e senadores. O que fazem: elaboram e revisam as leis de nosso país, sempre seguindo a Constituição brasileira. Como são escolhidos: por meio de eleições diretas.

O que representam: os interesses de suas Unidades da Federação de origem. Onde trabalham: os deputados trabalham na Câmara Deputados. Já os senadores trabalham no Senado Federal. A Câmara dos Deputados e o Senado Federal, juntos, compõem o Congresso Nacional, localizado em Brasília (DF).

Congresso Nacional, sede do Poder Legislativo em Brasília (DF), em 2024. As cúpulas abrigam os plenários do Senado Federal e da Câmara dos Deputados.

Se achar importante, explicar nesse momento aos estudantes que os ministros de Estado do Poder Executivo ocupam pastas específicas (Transportes, Educação etc.) por um período determinado e os ministros dos tribunais superiores do Poder Judiciário têm cargos vitalícios. Nas páginas seguintes, o funcionamento do Poder Executivo será abordado com mais detalhes. Conversar com os estudantes sobre o termo Constituição e pedir que expliquem o que sabem sobre o assunto. Depois, solicitar a um estudante que leia o significado do termo no glossário. Se achar interessante, apresentar esse documento aos estudantes acessando o endereço indicado em Sugestão para o professor

Criada pelo artista mineiro Alfredo Ceschiatti, a escultura A Justiça, de 1961, se encontra diante do prédio do Supremo Tribunal Federal, sede do Poder Judiciário em Brasília (DF), em 2023.

Poder Executivo

Quem faz parte: presidente da República e ministros.

O que fazem: administram o país com base nas normas vigentes.

Como são escolhidos: o presidente é escolhido pela população por meio de eleições diretas e os ministros são indicados pelo presidente da República.

O que representam: os interesses de toda a federação do país.

Onde trabalham: o presidente trabalha no Palácio do Planalto e os ministros trabalham na Esplanada dos Ministérios.

Poder Judiciário

Quem faz parte: juízes, desembargadores, ministros e outros profissionais.

O que fazem: ajudam a resolver conflitos entre pessoas, empresas e governo.

Como fazem: julgam cada caso com base na Constituição e nas leis de nosso país.

Como são escolhidos: por meio de concurso público e de indicações do presidente da República.

O que representam: a justiça com base nas leis de nosso país.

Onde trabalham: nos fóruns, nos tribunais e em instâncias superiores, como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Palácio do Planalto, sede do Poder Executivo Federal, em Brasília (DF), em 2023. Em frente ao palácio está a escultura Os Candangos, de Bruno Giorgi. Criada em 1959, a obra homenageia os trabalhadores da construção de Brasília.

Sugestão para os estudantes

CONSTITUIÇÃO da República Federativa do Brasil. Publicado por: Plenarinho. 2013. 1 vídeo (ca. 3 min). Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=sLrfHmlebUA. Acesso em: 12 ago. 2025. O vídeo apresenta de forma lúdica e divertida a Constituição brasileira criada em 1988. Nessa animação, ela é uma personagem feminina que é convidada a ir ao palco em uma espécie de programa de televisão, que conta um pouco sobre o seu surgimento e sua importância para a democracia. Apresentar aos estudantes para iniciar uma discussão sobre a Constituição e a democracia.

O QUE é a Câmara dos Deputados? Publicado por: Plenarinho. 2016. 1 vídeo (ca. 1 min). Disponível em: https://youtu.be/I53hVfZdgaA?si=8xfU2a075J1A-nJN. Acesso em: 12 ago. 2025. Vídeo produzido pelo portal Plenarinho, página da Câmara dos Deputados dedicada a veicular conteúdo para jovens e crianças. O vídeo explica como são feitas as leis no Brasil.

Sugestão para o professor

BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Presidência da República, 2023. Disponível em: https://www.planalto.gov. br/ccivil_03/constituicao/ constituicao.htm. Acesso em: 11 jan. 2025.

É possível mostrar a Constituição Federal de 1988 para os estudantes. O artigo 5o trata das garantias e dos direitos fundamentais de que cada cidadão dispõe. É considerado um dos artigos mais importantes, e que a faz ser chamada de Constituição Cidadã por ser mais democrática. Ela ampliou os direitos dos indivíduos e permitiu sua proteção em várias situações.

Texto de apoio

No início dos tempos modernos, surgiu a ideia de se retomar a democracia, mas baseada na participação de todos e não de alguns, como na Grécia Antiga. Muitos grupos começaram a se organizar para lutar pelas mudanças necessárias, reformar as leis, superar as discriminações e eliminar privilégios. Para isso, era necessário que o poder do Estado fosse repartido entre o presidente da República (ou o rei), os ministros, governadores, deputados e juízes. Assim, no finalzinho do século 19, criou-se, em alguns países da Europa, o sufrágio universal. Sufrágio universal [masculino] é o direito que todos os homens adultos passaram a ter de votar e tentar eleger seus candidatos, seus representantes, para o governo. Só no século 20 as mulheres também puderam participar totalmente da vida política. […] Ainda não existe uma democracia perfeita, nem um livro capaz de ensinar como ela deve ser. Por isso, os cidadãos precisam […] descobrir como é que as coisas podem funcionar! MUITO além das urnas. Ciência Hoje das Crianças, c2025. Disponível em: http://chc.org.br/ muitoalem-das-urnas/. Acesso em: 15 ago. 2025.

(EF04GE05) Distinguir unidades político-administrativas oficiais nacionais (Distrito, Município, Unidade da Federação e grande região), suas fronteiras e sua hierarquia, localizando seus lugares de vivência.

TCT

Cidadania e civismo (Vida familiar e social)

ENCAMINHAMENTO

Fazer as seguintes questões para iniciar o tema:

1. Vocês sabem quem é o presidente do nosso país?

2. Vocês saberiam dizer qual é a diferença entre um presidente e um rei?

A habilidade EF04GE05 é trabalhada ao apresentar com mais detalhes as funções do presidente da República e o funcionamento do Poder Executivo.

Incentivar os estudantes a formular hipóteses sobre as atribuições de um presidente e a diferença em relação ao papel de um rei, e utilizar essa reflexão para introduzir o conteúdo.

Explicar aos estudantes que, embora o presidente seja a principal autoridade do país, ele também precisa seguir as leis, como todos os demais cidadãos. Se for comprovado que o presidente cometeu algum ato ilegal, senadores e deputados federais votam para decidir se o presidente deve sair.

O que e como avaliar

Reúna os estudantes em pequenos grupos e peça que criem um painel sobre a República Federativa do Brasil de acordo com as instruções a seguir.

1. Pedir que criem um texto introdutório sobre o significado de república democrática.

2. Solicitar que escrevam o

Presidente da República

O presidente da República é o chefe do Poder Executivo brasileiro e é eleito pela população. As eleições acontecem a cada quatro anos, período durante o qual o presidente governa o país, podendo ser reeleito por mais quatro anos.

O presidente de um país desempenha muitas funções, como organizar medidas para cuidar da educação e da saúde da população, garantir a utilização adequada dos recursos naturais e a proteção da natureza e cuidar do patrimônio cultural e histórico do país.

Para exercer todas essas funções, o presidente conta com uma equipe de trabalho, da qual fazem parte os ministros. O ministro da Educação, por exemplo, toma decisões sobre questões que se referem às escolas e às equipes que nelas trabalham. Já o ministro dos Transportes define assuntos relacionados às vias de circulação, como rodovias, ferrovias, hidrovias e aerovias.

Esplanada dos Ministérios na Alameda dos Estados, em Brasília (DF), em 2024.

1 Quem são os principais representantes dos poderes Legislativo, Judiciário e Executivo no Governo Federal?

1. Legislativo: deputados federais e senadores; Judiciário: juízes, desembargadores, ministros e outros profissionais; Executivo: presidente da República e ministros.

2 Descreva as funções dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário no Governo Federal.

VOCÊ DETETIVE

2. Poder Executivo: administrar o Estado, observando as leis vigentes no país. Poder Legislativo: elaborar e revisar as leis de nosso país, sempre seguindo a Constituição brasileira. Poder Judiciário: ajudar a resolver conflitos entre pessoas, empresas e governo. Para isso, este poder julga os casos com base nas leis de nosso país.

1 Você aprendeu que o presidente é a principal autoridade do Poder Executivo no Estado brasileiro. Você sabe quais são as funções e as responsabilidades do presidente do Brasil? Com um colega, faça uma pesquisa e produza uma lista com algumas das funções e responsabilidades do presidente do Brasil. Ver orientações no Encaminhamento

que entendem sobre as funções de cada um dos três poderes.

3. Orientar uma pesquisa na internet para identificar o nome dos atuais presidente e ministros, assim como de um deputado ou senador do seu estado.

4. Sugerir aos estudantes que organizem as informações de maneira criativa e didática, por exemplo, criando um fluxograma para representar a relação entre os três poderes.

5. Propor uma autoavaliação individual e coletiva, considerando o quanto cada um contribuiu com o grupo e participou na realização da atividade.

Você detetive

Auxiliar os estudantes na elaboração da lista. Se preferir, fazer uma lista coletiva na lousa e, depois, solicitar a eles que a registrem no caderno. É possível retomar e ampliar o que já foi trabalhado acrescentando alguns itens à lista das funções do presidente:

• criar políticas públicas e programas governamentais;

• sugerir leis;

• receber autoridades estrangeiras e se responsabilizar por uma boa representação diplomática do país no exterior.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Unidades Federativas

As 27 Unidades Federativas que formam o Brasil e suas respectivas capitais estão representadas no mapa desta página. Observe o mapa e leia os textos presentes nele.

Capital Federal Você já viu algumas fotografias de Brasília neste capítulo. Brasília é a capital do Brasil, onde se localiza a sede do Governo Federal.

Estado O Brasil tem 26 estados.

Capital

Todos os estados do Brasil têm uma capital, município que é a sede do governo estadual. Esses municípios têm também uma prefeitura, que você estudou na unidade anterior.

Sigla

Todas as Unidades da Federação têm uma sigla. Você verá as siglas nas legendas das fotografias.

Brasil: político (2023)

RORAIMA (RR)

AMAZONAS (AM)

ACRE (AC)

AMAPÁ (AP)

PARÁ (PA)

RONDÔNIA (RO)

Distrito Federal É a única Unidade da Federação que não é constituída de municípios, mas de regiões administrativas.

MARANHÃO (MA)

PIAUÍ (PI)

CEARÁ (CE)

RIO GRANDE DO NORTE (RN)

PARAÍBA (PB) PERNAMBUCO (PE)

ALAGOAS (AL)

TOCANTINS (TO)

MATO GROSSO (MT) DISTRITO FEDERAL (DF) BRASÍLIA

GOIÁS (GO) BAHIA (BA)

MATO GROSSO DO SUL (MS)

SÃO PAULO (SP)

PARANÁ (PR)

Capital estadual

federal

estadual

internacional

SERGIPE (SE)

MINAS GERAIS (MG) ESPÍRITO SANTO (ES)

RIO DE JANEIRO (RJ)

SANTA CATARINA (SC)

RIO GRANDE DO SUL (RS)

de Capricórnio

Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 92.

1 Converse com os colegas sobre esse mapa e depois responda às questões no caderno.

a) Qual é o título do mapa?

1. a) Brasil: político (2023).

Para a realização dessa atividade, orientar os estudantes a ler o mapa prestando atenção nas Unidades Federativas e identificando caso eles apresentem alguma dificuldade.

b) Quantas Unidades Federativas existem no Brasil?

1. b) 27 UFs: são 26 estados e um Distrito Federal.

c) Qual é a sigla da Unidade Federativa onde você mora?

1. c) A resposta depende da Unidade Federativa onde os estudantes vivem.

d) Qual é a capital dessa Unidade Federativa?

1. d) A resposta depende da Unidade Federativa onde os estudantes vivem.

Atividade complementar

• Trabalhando o mapa do Brasil

Organizar os estudantes em pequenos grupos e distribuir uma cópia de um mapa mudo do Brasil (disponível em: https://geoftp. ibge.gov.br/produtos_educacionais/mapas_ mudos/mapas_do_brasil/mapas_nacionais/ brasil.pdf. Acesso em: 12 ago. 2025). Pedir-lhes que realizem as seguintes atividades:

1. Localizem, no mapa, a Unidade da Federação em que vivem. Identifiquem e pintem os estados (ou países) vizinhos. Se necessário, orientá-los a consultar em um atlas

um mapa da América do Sul para identificar os países vizinhos ao Brasil e o oceano Atlântico.

2. Com o uso da rosa dos ventos, respondam:

a) Qual estado (ou país) está ao norte da sua Unidade Federativa?

b) Citem um estado (ou país) que se localiza ao sul da sua Unidade Federativa.

c) Anotem também um estado (ou país) a leste e outro a oeste da sua Unidade Federativa.

BNCC

(EF04GE05) Distinguir unidades político-administrativas oficiais nacionais (Distrito, Município, Unidade da Federação e grande região), suas fronteiras e sua hierarquia, localizando seus lugares de vivência.

Alfabetização cartográfica

• Leitura de mapa

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, fazer as seguintes questões:

1. Qual ou quais estados brasileiros vocês conhecem?

2. Qual ou quais estados brasileiros vocês têm vontade de conhecer?

3. Vocês sabem o nome da capital da nossa Unidade Federativa?

Espera-se que os estudantes respondam de acordo com suas vivências pessoais. A habilidade EF04GE05 é atendida ao trabalhar, em um mapa político, as Unidades Federativas do Brasil, com destaque para a Unidade Federativa onde os estudantes vivem.

Explorar o mapa político do Brasil com os estudantes solicitando que iniciem lendo dos seus elementos (título, orientação, escala, legenda e fonte). Chamar a atenção deles para a legenda; pedir que leiam as informações e que as localizem no mapa. Depois, pedir a cinco estudantes que leiam cada um o texto dos quadros no entorno do mapa. Comentar que as capitais estaduais correspondem aos municípios onde estão as sedes dos governos estaduais. Sugerir aos estudantes que façam a leitura do mapa em duplas. Caso seja necessário, auxiliar cada dupla verificando as suas dificuldades.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

BNCC

(EF04GE05) Distinguir unidades político-administrativas oficiais nacionais (Distrito, Município, Unidade da Federação e grande região), suas fronteiras e sua hierarquia, localizando seus lugares de vivência.

ENCAMINHAMENTO

Fazer as seguintes questões:

1. O que vocês sabem sobre Brasília?

2. Por que ela é tão importante para a história e para a atualidade do Brasil?

Incentivar os estudantes a retomar os conhecimentos adquiridos anteriormente sobre a migração de pessoas de outras partes do país para trabalhar na construção de Brasília. Espera-se que os estudantes recordem que Brasília é a capital do Brasil. A habilidade EF04GE05 é trabalhada ao abordar Brasília, capital do Brasil e sede de governo do Distrito Federal.

Fazer a leitura do texto e da imagem com os estudantes. Pedir a um voluntário que faça a leitura do boxe com a definição de Patrimônio Cultural da Humanidade. Retomar o glossário da página 77 e reler com eles o significado do termo patrimônio.

Texto de apoio

Reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, em 1987, Brasília é considerada um marco da arquitetura e do urbanismo modernista do Brasil. Elaborada pelo arquiteto Lúcio Costa e fundada em 21 de abril de 1960, a capital brasileira é a única cidade contemporânea do mundo a receber o título e ter mais de 112 km² em área tombada. [...]

Brasília foi concebida como uma cidade modelo, centrada em um Eixo Monumental, onde se localiza o centro administrativo do país, e duas Asas (Sul e

CIDADANIA

Brasília, patrimônio cultural da humanidade

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Urbanista: profissional especializado na organização e no desenvolvimento de cidades.

A cidade de Brasília foi projetada em 1957 pelo arquiteto e urbanista Lúcio Costa. O projeto apresenta um desenho que o urbanista comparou ao formato de uma borboleta, mas muitos comparam ao de um avião. A cidade também é conhecida pela presença de edifícios e monumentos projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer.

Por ser inovadora e moderna para a época em que foi planejada, Brasília é considerada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), uma organização internacional que pesquisa assuntos sobre educação, ciência e cultura do mundo todo.

Patrimônio Cultural da Humanidade é um local considerado valioso para toda a população por causa de seus monumentos, grupos de edifícios ou sítios arqueológicos que apresentam valor histórico ou científico.

Veja uma imagem de satélite de Brasília.

1 Você consegue perceber algum formato na organização de Brasília?

1. Espera-se que os estudantes percebam o formato de uma borboleta ou de um avião.

2 Você conhece outros lugares do Brasil ou do mundo que sejam considerados Patrimônio Cultural da Humanidade? Converse com os colegas e o professor sobre isso.

2. Resposta pessoal.

PB

Norte), que abrigam a população local. As asas foram subdivididas em superquadras, cuja concepção é de integração entre os espaços privados e públicos. Ou seja, as áreas térreas dos prédios residenciais são abertas e públicas, de modo a permitir a livre circulação de pessoas que transitam pelo local, e não apenas dos moradores.

RAISER, Caroline. A importância de conhecer Brasília, o marco da arquitetura modernista do País. Visite Brasília, 1o maio 2022. Disponível em: https://visitebrasilia.com.br/blog/a-importancia -de-conhecer-brasilia-o-marco-da-arquitetura -modernista-do-pais. Acesso em: 15 ago. 2025.

Atividades

1. Espera-se que os estudantes percebam os eixos nos quais as construções da cidade foram organizadas. Retomar o texto, chamando a atenção deles para o trecho que menciona que o urbanista Lúcio Costa compara o desenho do Plano Piloto ao formato de uma borboleta, mas que outras pessoas o comparam ao formato de um avião. Estimule os estudantes a imaginar outras possibilidades.

Imagem de satélite de Brasília (DF), em 2025.

BNCC

Formação do território brasileiro

Segundo alguns estudiosos, em 1500 existiam mais de mil povos que viviam espalhados pelo interior e ao longo do litoral do território que futuramente seria o Brasil. Atualmente, esses povos são chamados povos indígenas. A partir de 1500, navegadores enviados pelo rei de Portugal começaram a dominar e a colonizar as terras ocupadas por povos indígenas.

(EF04GE02) Descrever processos migratórios e suas contribuições para a formação da sociedade brasileira.

Colonizar: tomar conta, invadir, ocupar, povoar.

Antes de ser conhecido como “Brasil”, nosso país recebeu diversos outros nomes. Por exemplo, Pindorama foi o nome dado por alguns grupos indígenas que habitavam o território brasileiro antes da chegada dos europeus. Em 1503, o nome passou a ser Terra de Santa Cruz e, somente em 1527, o território passou a ser chamado Brasil.

Esse nome tem origem no pau-brasil, uma árvore que existia em abundância no território e foi uma das primeiras espécies vegetais extraídas das matas do litoral pelos portugueses.

Texto de apoio

O chamado achamento do Brasil não provocou nem de longe o entusiasmo despertado pela chegada de Vasco da Gama à Índia. O Brasil aparece como uma terra cujas possibilidades de exploração e contornos geográficos eram desconhecidos. Por vários anos, pensou-se que não passava de uma grande ilha. As atrações exóticas — índios, papagaios, araras — prevaleceram, a ponto de alguns informantes, particularmente italianos, lhe darem o nome de Terra dos Papagaios. O rei Dom Manuel preferiu chamá-la de Vera Cruz e, logo depois, de Santa Cruz. O nome Brasil começou a aparecer em 1503. Ele tem sido associado à principal riqueza da terra em seus primeiros tempos, o pau-brasil. Seu cerne, muito vermelho, era usado como corante e a madeira, de grande resistência, era utilizada na construção de móveis e de navio [...].

FAUSTO, Boris. História concisa do Brasil. 2. ed. São Paulo: Edusp, 2014. p. 16-17.

(EF04GE06) Identificar e descrever territórios étnico-culturais existentes no Brasil, tais como terras indígenas e de comunidades remanescentes de quilombos, reconhecendo a legitimidade da demarcação desses territórios.

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, fazer a seguinte questão: como vocês imaginam que eram as terras do nosso país antes da chegada dos colonizadores portugueses, em 1500?

Ao abordar o processo de formação do território brasileiro a partir da migração dos portugueses e o reconhecimento da existência de povos indígenas vivendo pelo interior e litoral do território, esse conteúdo contribui para o desenvolvimento das habilidades EF04GE02 e EF04GE06. Incentivar os estudantes a realizar um exercício de imaginação a partir da situação proposta. Pedir que compartilhem suas ideias com a turma. O objetivo é formular hipóteses sobre os habitantes originários e seus modos de vida, assim como sobre as paisagens.

Atividade

complementar

• Elaboração de pintura

Propor aos estudantes que façam uma pintura representando a chegada dos portugueses ao Brasil em 1500 e o momento do contato entre eles e os indígenas.

Os estudantes podem utilizar materiais como cartolina ou papel-cartão ou recortes para fazer uma colagem. Se achar conveniente, propor que a atividade seja feita em casa, com a ajuda de um familiar. Na data combinada, organizar uma exposição na escola.

Exemplar de pau-brasil em São Paulo (SP), em 2023.

BNCC

(EF04GE10) Comparar tipos variados de mapas, identificando suas características, elaboradores, finalidades, diferenças e semelhanças.

Alfabetização

cartográfica

• Leitura e comparação de mapas

ENCAMINHAMENTO

Fazer as seguintes questões:

1. Vocês se lembram do mapa antigo do Brasil apresentado na unidade 1?

Como ele era?

2. Vocês conhecem outros mapas antigos do Brasil?

As questões pretendem instigar os estudantes ao estudo dos mapas históricos. Incentivar os estudantes a conversar sobre o mapa já trabalhado na unidade 1 (Terra Brasilis, de 1519) e outros diferentes tipos de mapas com os quais eles já tiveram contato e o que eles representavam.

A habilidade EF04GE10 é trabalhada na análise e comparação de representações cartográficas do Brasil em diferentes períodos históricos.

Promover a leitura compartilhada das representações, pedindo aos estudantes que comentem sobre os elementos que mais chamam a atenção deles e incentivar a interpretação por meio de questões como: o que mostra o mapa do Brasil de 1565? Quais semelhanças e diferenças vocês notam entre o mapa de 1565 e o de 1586? E o de 1849, é diferente em quê?

Ao longo de 300 anos, do início do século 16 ao início do século 19, os colonizadores portugueses exploraram as terras brasileiras, ampliando seus limites e suas fronteiras. Para isso, os portugueses travaram muitas batalhas contra os indígenas e outros povos europeus, como espanhóis e holandeses, que queriam dominar o território onde atualmente se localiza o Brasil.

Partindo do litoral, onde foram estabelecidas as primeiras vilas, os portugueses usaram os caminhos indígenas e os cursos dos rios para adentrar cada vez mais o território, estabelecendo povoamentos no interior do Brasil. Durante esse longo processo histórico, as divisões internas também foram sendo modificadas. Observe atentamente os mapas a seguir, que mostram representações do Brasil em diferentes momentos.

Brasil (1565)

Fonte: GASTALDI, Giacomo; RAMUSIO, Giovanni Battista. Brasil. Biblioteca digital de Cartografia Histórica da USP. São Paulo, c2025. Disponível em: https://cartografiahistorica.usp.br/index. php?option=com_jumi&fileid=14&Itemid=99&idMapa=579. Acesso em: 10 jul. 2025.

Aproveitar para chamar a atenção dos estudantes para as divisões políticas em diferentes momentos do processo de formação territorial do Brasil. No mapa de 1565, comentar sobre a forma como as pessoas estão representadas, quais ações e atividades executam, como são os animais, os objetos, o que está escrito etc.

Alguns estados já têm a forma que permanece até os dias de hoje.

Destacar que o mapa apresenta o litoral de uma perspectiva diferente da que já foi estudada e que no interior se lê “terra non discoperta”, indicando a parte do continente ainda desconhecida. No mapa de 1586, estão instaladas as capitanias hereditárias. Observar as características do modo de representação, a forma do continente, os rios (Amazonas e da Prata), os nomes dos lugares e a rosa dos ventos. O mapa de 1849 está representado a partir de convenções atuais.

Sugestão para o professor BIBLIOTECA DIGITAL DE CARTOGRAFIA HISTÓRICA. c2025. Disponível em: http://www. mapashistoricos.usp.br/. Acesso em: 13 ago. 2025.

O site disponibiliza uma coleção de mapas históricos cedidos pelo Instituto de Estudos Brasileiros (IEB/USP) em alta resolução. Acessar a biblioteca e selecionar materiais para serem analisados com a turma.

Brasil (1586)

Fonte: VICENTINO, Cláudio. Atlas histórico: geral & Brasil. São Paulo: Scipione, 2011. p. 110.

Brasil: divisão política (1849)

PROVÍNCIA DO GRÃO-PARÁ

PROVÍNCIA DE MATO GROSSO

PROVÍNCIA DO MARANHÃO

PROVÍNCIA DO CEARÁ

PROVÍNCIA DO RIO GRANDE DO NORTE

PROVÍNCIA DA PARAÍBA

PROVÍNCIA DE GOIÁS

PROVÍNCIA DO PIAUÍ

PROVÍNCIA DA BAHIA

PROVÍNCIA DE MINAS GERAIS

PROVÍNCIA DE PERNAMBUCO

PROVÍNCIA DE ALAGOAS

PROVÍNCIA DE SERGIPE

OCEANO ATLÂNTICO

PROVÍNCIA DO ESPÍRITO SANTO

PROVÍNCIA DO RIO DE JANEIRO

Trópico de Capricórnio

OCEANO PACÍFICO 0 555

PROVÍNCIA DE SÃO PAULO

PROVÍNCIA DE SANTA CATARINA

PROVÍNCIA DO RIO GRANDE DO SUL

Fonte: VICENTINO, Cláudio. Atlas histórico: geral & Brasil. São Paulo: Scipione, 2011. p. 128.

1 Considerando os três mapas, qual deles é o mais antigo?

1. O mapa de 1565.

2 Qual deles tem o contorno mais parecido com o contorno atual do Brasil?

2. O mapa de 1849.

3 Qual deles apresenta uma divisão interna mais parecida com a atual?

3. O mapa de 1849.

4 Compare as províncias do mapa de 1849 com os estados atuais do mapa da página 81.

a) Quais são as semelhanças que você consegue perceber?

b) E quais são as diferenças?

4. a) Espera-se que os estudantes respondam que em 1849 muitas províncias do país tinham limites e nomes parecidos com os estados atuais, como a província do Rio Grande do Sul e a província da Bahia.

4. b) Espera-se que os estudantes respondam que algumas províncias tinham limites muito diferentes dos estados atuais, como é o caso da província de Mato Grosso e a província do Grão-Pará.

Atividades

1. Nesta atividade os estudantes trabalharão a ordenação temporal das datas dos mapas. Apesar de as representações já terem sido compostas nas páginas levando em consideração a sequência temporal na ordem de leitura, é importante que os estudantes identifiquem e reconheçam essa ordenação pela leitura dos números (na ordem crescente).

O que e como avaliar Trabalhar a música Pindorama, do grupo Palavra Cantada, com os estudantes.

17:14

1. Apresentar o vídeo disponível em: https:// www.youtube.com/watch?v=jZtoNaeqBpw. Acesso em: 13 ago. 2025. Distribuir a letra da música aos estudantes ou pedir que a copiem da lousa.

2. Propor uma conversa sobre a música e sua interpretação e solicitar que discutam sobre como ela se relaciona com o conteúdo estudado.

3. Com base no estudo da unidade e na discussão realizada, pedir que destaquem os elementos que contam a história da chegada dos portugueses ao Brasil. Eles

podem circular na letra da canção, as informações a seguir:

a) Personagens envolvidos e suas ações.

b) Língua falada.

c) Lugares envolvidos.

d) Os diferentes nomes das terras que deram origem ao Brasil.

e) Nome dado ao povo encontrado aqui.

Aproveitar para avaliar o conhecimento dos estudantes sobre a formação do território brasileiro. Se identificar estudantes que não tenham se apropriado do conteúdo trabalhado, é possível sugerir que escrevam uma carta recontando a um conhecido como foi a chegada dos colonizadores portugueses ao Brasil e o encontro com os povos locais.

Texto de apoio

Para haver uma certa consolidação da implantação portuguesa foi necessária a ameaça de novos rivais, os aventureiros franceses, navegadores vindos principalmente da Normandia, que estabeleceram feitorias e concluíram alianças com os indígenas. Essa rivalidade levou a Coroa a empreender uma política de colonização sistemática e foi uma das razões da criação das “capitanias hereditárias”, em 1532. Atribuindo a nobres portugueses vastas porções da nova colônia, o rei esperava que pudessem confirmar até 1559 a sua soberania, cujo alcance era limitado, sobre alguns pontos e povoamento costeiro, entre Itamaracá (ao norte da atual cidade de Recife) e São Vicente (São Paulo). Foi principalmente para proteger o seu flanco ameaçado que os portugueses avançaram para o norte, até atingir Belém, o que permitiria o controle da foz do Amazonas em 1616.

THÉRY, Hervé; MELLO, Neli Aparecida de. Atlas do Brasil: disparidades e dinâmicas do território. São Paulo: Edusp, 2009. p. 32.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

BNCC

(EF04GE10) Comparar tipos variados de mapas, identificando suas características, elaboradores, finalidades, diferenças e semelhanças.

Alfabetização

cartográfica

• História dos mapas

ENCAMINHAMENTO

A habilidade EF04GE10 é trabalhada ao abordar as características dos mapas antigos e suas finalidades. Promover a leitura oral compartilhada do texto e verificar se há dúvidas de entendimento de termos e expressões, além dos que aparecem no glossário. Conversar com os estudantes sobre a importância dos mapas antigos para conhecermos uma dada realidade e contexto histórico. Chamar a atenção para o fato de que eles eram utilizados como instrumentos de localização, mas também traziam elementos imaginados e suposições sobre os territórios. Nesse sentido, em alguns casos, os mapas históricos se aproximam de pinturas e de textos literários pelo seu potencial de criação e invenção. As questões das atividades desta página ajudam a verificar a compreensão dos estudantes sobre a história dos mapas narrada do texto.

DE OLHO NO MAPA!

Tesouro dos mapas

Leia a seguir o texto que narra um pouco da história dos mapas. Se precisar, peça ajuda ao professor.

Os mapas subsistiram à passagem dos séculos, mostrando que sua elaboração, há milênios, acompanha a história da humanidade, como testemunham os trabalhos de primitivos cartógrafos, trazidos à luz pela investigação arqueológica. Ora identificando campos de caça, ora atendendo a fins militares e administrativos, independentemente de quaisquer outros e variados objetivos, os mapas constituem monumentos históricos fundamentais para se conhecer os sistemas com que as civilizações mediram, avaliaram e representaram seu lugar no universo.

Paulo (org.). O tesouro dos mapas: a cartografia na formação do Brasil: exposição da coleção cartográfica.

p. 59.

Subsistir: permanecer, continuar a existir. Investigação arqueológica: coleta e estudo de vestígios materiais de sociedades ao longo do tempo.

1 Sobre o que trata o texto?

1. Trata da importância dos mapas antigos para a humanidade.

2 Copie o trecho do texto que informa sobre a antiguidade dos mapas.

2. “Os mapas subsistiram à passagem dos séculos, mostrando que sua elaboração, há milênios, acompanha a história da humanidade [...]”.

3 Qual é a importância dos mapas para a história da humanidade?

3. Os mapas são fundamentais para se conhecer os sistemas com que as civilizações mediram, avaliaram e representaram seu lugar no Universo.

MICELI,
São Paulo: Instituto Cultural Banco Santos, 2002.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Com a orientação do professor, observe a representação a seguir. É um mapa do século 17 que representa a América, continente onde se localiza o Brasil. Com um colega, observe atentamente o mapa, escreva no caderno o que mais chamou a atenção de vocês e explique o motivo, dando dois exemplos e registrando as respostas. 4. Ver orientações no Encaminhamento

Americae nova tabula (século 17)

Fonte: BLAEU, Willem Janszoon. Americae nova tabula. Amsterdã: J. e H. Blaeu, [1640-1655]. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional Digital, c2025. Disponível em: https://bndigital.bn.gov.br/exposicoes/ historica-cartographica-brasilis-in-biblioteca-nacional/brasil-seculo-xvii/. Acesso em: 10 jul. 2025.

DESCUBRA MAIS

• INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. Disponível em: https://atlasescolar. ibge.gov.br/conceitos-gerais/historia-da-cartografia.html. Acesso em: 12 jun. 2025.

No site do Atlas geográfico escolar do IBGE, você vai encontrar informações sobre a história da Cartografia e a importância dos mapas para a representação espacial, além de animações que representam diversos temas ligados à Cartografia.

Atividade complementar

• Mapa imaginário de uma terra desconhecida

Propor uma atividade imaginativa a partir das instruções a seguir:

Atividades

4. Propor uma leitura do mapa da página utilizando uma lupa e incentivar os estudantes a comentar sobre os elementos que mais chamaram a atenção deles. Comentar que o que conhecemos hoje como Américas do Norte, Central e do Sul foram representadas (verificar se eles reconhecem que o Brasil está na América do Sul). Destacar o teor artístico do mapa chamando a atenção dos estudantes para as caravelas situadas nas regiões litorâneas, configurando defesa e segurança do território sul-americano contra possíveis invasões e monstros marinhos, demostrando o temor sobre o desconhecido. Na parte superior, é possível observar desenhos de cidades coloniais, entre elas Rio de Janeiro e Olinda (à direita). As laterais do mapa são ilustradas com imagens de pessoas que representam os povos que viviam no continente.

Após a conversa coletiva de exploração do mapa, pedir aos estudantes que se organizem em duplas e listem no caderno os elementos que mais chamaram a atenção deles. Orientar as duplas na produção do texto, lembrando-as de justificar suas escolhas.

11/09/25

1. Solicitar a cada estudante que faça uma carta descrevendo um lugar interessante que conheça ou que seja inventado. O objetivo é que usem a imaginação para detalhar a paisagem, as pessoas do lugar, suas roupas, os animais, os objetos e os costumes. Eles devem descrever aspectos curiosos desse lugar e por que vale a pena visitá-lo.

2. Fazer um sorteio com toda a turma das cartas produzidas. Cada estudante deve receber a carta de um colega.

3. Orientar para que cada um produza um mapa ilustrado a partir da carta recebida, representando os elementos descritos nela. Instruí-los a se inspirar nos mapas antigos.

4. Montar uma exposição na escola ou um mural exibindo os mapas imaginários e as cartas produzidas.

BIBLIOTECA

(EF04GE05) Distinguir unidades político-administrativas oficiais nacionais (Distrito, Município, Unidade da Federação e grande região), suas fronteiras e sua hierarquia, localizando seus lugares de vivência.

Alfabetização cartográfica

• Leitura de mapa

ENCAMINHAMENTO

Fazer as seguintes questões:

1. Vocês sabem o que significa a palavra região?

2. Quando vocês usam a palavra região? Deem exemplos de frases. Utilizar as questões para introduzir o tema das grandes regiões e o conceito de região a partir das ideias levantadas pelos estudantes. A habilidade EF04GE05 é trabalhada ao abordar a divisão político-administrativa do Brasil em grandes regiões.

Este capítulo aborda particularmente o conceito de região, que em Geografia assume uma perspectiva especial, já que é uma das mais importantes categorias analíticas dessa disciplina. Saiba que uma regionalização, ou seja, estabelecer regiões, é feita a partir de critérios específicos. Regionalizar significa estabelecer critérios para fragmentar o território em “pedaços.” Solicitar a um estudante que leia o conceito de região, depois, solicitar aos demais que indiquem exemplos daquilo que entendem como região e que expliquem qual característica que a define como tal.

Explicar aos estudantes que a divisão de um território em regiões recebe o nome de regionalização. A

DIVISÃO REGIONAL DO BRASIL 2

Para a Geografia, a palavra região tem um significado muito importante.

Região é um fragmento do território que apresenta um conjunto de características comuns.

O IBGE é o órgão responsável pela regionalização oficial do país.

Brasil: grandes regiões (2023)

(FRA)

Regiões

Norte

Nordeste

Centro-Oeste

Sudeste

Sul

Capital estadual

Capital federal

Limite estadual

Divisão regional

Fronteira internacional

Elaborado com base em: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 92.

atual regionalização oficial do Brasil foi criada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 1970 e posteriormente sofreu modificações pontuais.

Explicar aos estudantes que cada região brasileira foi criada a partir de critérios geográficos e tem características que a diferencia das demais regiões, como: os tipos de vegetação, de clima, de atividades de trabalho, bem como a história e a cultura. Pedir que comentem se eles conseguem distinguir especificidades em algumas das regiões, principalmente na região em que vivem.

Ao explorar o mapa, fazer, entre outras, estas questões aos estudantes que os estimula a analisá-lo: quais regiões são banhadas pelo oceano? Quais regiões fazem fronteira com outros países? Qual região parece ter a maior área? Seria importante ter um mapa semelhante a esse afixado na sala de aula para ser trabalhado no cotidiano. Se não tiverem um material pronto, construir um com o grupo, localizando o município, a Unidade da Federação e a região onde vivem a partir da divisão política do Brasil.

1 Em qual região da divisão oficial do IBGE você mora?

1. Resposta pessoal. Auxilie os estudantes a identificar no mapa a região onde vivem.

2 Quais Unidades da Federação compõem a região onde você mora?

2. Resposta pessoal.

3 Quais regiões fazem limite com a região onde você mora?

3. Resposta pessoal.

4 Em qual das regiões brasileiras está situada a capital federal?

4. Na região Centro-Oeste.

5 Qual região apresenta a maior quantidade de Unidades da Federação? Escreva as siglas delas

5. É a região Nordeste, com nove estados: Maranhão (MA), Piauí (PI), Ceará (CE), Rio Grande do Norte (RN), Paraíba (PB), Pernambuco (PE), Alagoas (AL), Sergipe (SE) e Bahia (BA).

VOCÊ DETETIVE

1 Você conhece algum símbolo de sua região? Com a ajuda de um familiar, pesquise um símbolo natural ou cultural de seu estado ou região. No caderno, elabore um texto descrevendo esse símbolo e explicando por que ele caracteriza o seu estado ou região. Depois, compartilhe suas descobertas com os colegas da turma. Ver orientações no Encaminhamento

É possível regionalizar o espaço de diferentes maneiras. Uma região pode ter em comum determinados elementos naturais, como o predomínio do mesmo tipo de vegetação e de clima, por exemplo. Também podemos considerar aspectos econômicos e culturais para definir uma região. O Brasil é um país com território muito grande, bem diverso culturalmente e que apresenta diferentes características naturais, sociais e econômicas. Por esse motivo, há muitas maneiras de dividi-lo em regiões.

DESCUBRA MAIS

• BENEDICTO, Marcelo; MARLI, Mônica. Dividir para conhecer: as diversas divisões regionais do Brasil. Agência IBGE Notícias , Rio de Janeiro, 9 jan. 2018. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencianoticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/19383-dividir-para-conhecer-asdiversas-divisoes-regionais-do-brasil. Acesso em: 25 ago. 2025. Você sabia que o Brasil já teve diferentes divisões regionais oficiais ao longo de sua história? Com o passar do tempo, o IBGE alterou as divisões regionais do país. A reportagem conta um pouco dessa história.

Atividade complementar

• Quadro das regiões

Solicitar aos estudantes que preencham o quadro a seguir com as siglas das Unidades Federativas das cinco regiões oficiais do Brasil. Para isso, orientá-los a consultar o mapa do Livro do estudante. É possível distribuir o quadro aos estudantes em folhas de papel avulsas ou pedir a eles que o copiem no caderno.

Regiões Siglas das Unidades Federativas

Norte AC, AP, AM, PA, RO, RR, TO

Centro-Oeste DF, GO, MT, MS

Sudeste ES, MG, SP, RJ

Sul PR, RS, SC

Nordeste MA, PI, CE, RN, PB, PE, AL, SE, BA

Atividades

5. Nesta atividade, os estudantes farão a contagem dos estados de cada região para descobrir aquela que tem o maior número de Unidades da Federação. Aproveitar a oportunidade e pedir que indiquem quais têm o menor número (regiões Sul e Centro-Oeste).

Você detetive Orientar os estudantes a variar as imagens pesquisando símbolos que existem em paisagens naturais e humanizadas (rurais e urbanas), como monumentos, elementos da fauna e da flora, construções e atividades econômicas existentes em seu estado ou região. Orientá-los também na produção do texto descritivo e explicativo sobre o símbolo. Providenciar um suporte, como cartolinas, para a composição de um painel coletivo com os textos produzidos e os símbolos pesquisados. Se preferir, utilizar o material para compor uma revista. Por fim, formar uma roda de conversa com os estudantes e discutir com eles sobre as diferenças e as semelhanças encontradas entre as paisagens brasileiras que eles levantaram na pesquisa.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

(EF04GE05) Distinguir unidades político-administrativas oficiais nacionais (Distrito, Município, Unidade da Federação e grande região), suas fronteiras e sua hierarquia, localizando seus lugares de vivência.

Alfabetização cartográfica

• Leitura de mapa

ENCAMINHAMENTO

A habilidade EF04GE05 é trabalhada ao demonstrar aspectos distintos dos oficiais (IBGE) para a regionalização do território brasileiro. Incentivar os estudantes a ler o mapa, começando pelo título. Instigá-los a refletir sobre o possível significado do termo geoeconômicas. Verificar e avaliar as hipóteses levantadas. Em seguida, pedir que leiam a legenda para conhecerem o nome de cada região. Pela diferenciação de cores e pela linha que representa a divisão regional, orientá-los a identificar as regiões no território.

Para aprofundar a análise do mapa e preparar os estudantes para as atividades, questioná-los se reconhecem uma diferença entre essa regionalização e a regionalização oficial do IBGE. Aproveitar para verificar o que eles se lembram dessa regionalização.

Outra regionalização

Um outro exemplo de regionalização do espaço brasileiro é o das regiões geoeconômicas, que divide o país levando em consideração aspectos históricos e econômicos.

Observe o mapa.

Brasil: regiões geoeconômicas (2012)

COLÔMBIA

Equador

VENEZUELA GUIANA SURINAME

PERU

OCEANO PACÍFICO

Regiões

Amazônia Nordeste Centro-Sul

Divisão regional Limite estadual Fronteira internacional

PARAGUAI

ARGENTINA

(FRA)

OCEANO ATLÂNTICO

Trópico de Capricórnio

Fonte: GIRARDI, Gisele; ROSA, Jussara Vaz. Atlas geográfico do estudante. São Paulo: FTD, 2016. p. 47.

Essa proposta de regionalização do Brasil foi idealizada pelo geógrafo Pedro Pinchas Geiger, em 1967, e considerou critérios econômicos e o processo histórico de ocupação do território. Ele notou que na região Centro-Sul havia um claro predomínio das áreas urbanas e das atividades industriais em relação às demais regiões. Na região Nordeste predominavam atividades agropecuárias, enquanto na Amazônia havia ocupação mais recente do território, menores índices de urbanização e forte participação de atividades extrativistas.

90

Sugestão para o professor

FERREIRA, Igor. Ícone da Geografia brasileira, Pedro Geiger completa 100 anos e prepara novo livro. Agência de notícias IBGE, 22 maio 2023. Disponível em: https://agenciadenoticias. ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/36952-icone-da-geografia -brasileira-pedro-geiger-completa-100-anos-e-prepara-novo-livro. Acesso em: 15 ago. 2025. Trata-se de matéria da Agência de Notícias do IBGE pela ocasião da celebração do centenário do geógrafo Pedro Geiger.

BOLÍVIA
URUGUAI

Atividades

2. b) Os estados de Mato Grosso, do Tocantins, do Piauí, de Minas Gerais e do Espírito Santo têm parte de seus territórios em duas regiões geoeconômicas diferentes. Já a Bahia e o Maranhão aparecem em três regiões geoeconômicas distintas.

1 Quais critérios foram levados em consideração para dividir o Brasil em regiões geoeconômicas?

1. Critérios econômicos e o processo histórico de ocupação do território.

2 Com um colega, compare as regiões geoeconômicas do Brasil com a regionalização feita pelo IBGE e responda às questões.

a) A divisão em regiões geoeconômicas coincide com os limites oficiais das Unidades da Federação estabelecidos pelo IBGE? Por quê?

2. a) Não, pois alguns estados têm parte de seus territórios em duas ou mais regiões geoeconômicas.

b) Mencione estados que tenham seus territórios em regiões geoeconômicas distintas.

c) Por qual motivo o território de um estado pode estar em regiões geoeconômicas diferentes?

2. c) Ver orientações no Encaminhamento

3 Forme um grupo com os colegas e escrevam no caderno um texto comparando a divisão regional do IBGE à divisão em regiões geoeconômicas. Destaquem as diferenças e as semelhanças entre as duas regionalizações.

3. Ver orientações no Encaminhamento

QUEM É?

Pedro Pinchas Geiger é um dos mais importantes geógrafos brasileiros. Ele nasceu no Rio de Janeiro, em 1923, e se formou em Geografia em 1943. Trabalhou para o IBGE, e seus estudos sobre o crescimento das cidades e da indústria no Brasil inspiraram a criação do modelo das regiões socioeconômicas.

O município de São Paulo (SP) simboliza a forte presença de áreas urbanas e das atividades industriais no Centro-Sul do Brasil. Fotografia de 2024.

Atividade complementar

• Quebra-cabeça

Como forma de facilitar a comparação entre as diferentes regionalizações possíveis para o território brasileiro, sugerimos refazer a atividade de construção de um quebra-cabeça. O quebra-cabeça deve seguir a regionalização proposta por Pedro Pinchas Geiger. Seguir estas orientações para realização do jogo.

Distribuir cópias de um mapa das regiões geoeconômicas para os estudantes. Em seguida, propor o procedimento seguinte.

• Pintem as áreas de cada região de uma cor.

• Colem o mapa colorido sobre uma folha de papel-cartão, de EVA ou de outro material com superfície dura.

• Recortem o mapa seguindo os limites regionais.

• No verso de cada peça do quebra-cabeça, escrevam o nome de cada região. Agora é só brincar!

2. c) Espera-se que os estudantes expliquem que a porção de um território de uma Unidade da Federação pode pertencer a outra região geoeconômica porque essa parte apresenta características econômicas e aspectos da formação histórica semelhantes ao daquela região, enquanto a outra parte do território da Unidade da Federação tem características econômicas e históricas distintas.

3. Nesta atividade, seria interessante conversar previamente com o grupo para que os estudantes levantem oralmente as semelhanças e as diferenças entre as duas regionalizações. Se possível, fixar na lousa, lado a lado, os mapas do Brasil com a divisão regional do IBGE e com a divisão em regiões geoeconômicas, em tamanho grande, para facilitar a comparação. Listar na lousa as semelhanças e as diferenças apontadas pelos estudantes. Depois, auxiliar os grupos na produção do texto. No texto, é importante que eles apontem os estados que pertencem a regiões diferentes nas duas regionalizações e destaquem os critérios utilizados em cada uma.

BNCC

(EF04GE05) Distinguir unidades político-administrativas oficiais nacionais (Distrito, Município, Unidade da Federação e grande região), suas fronteiras e sua hierarquia, localizando seus lugares de vivência.

Alfabetização cartográfica

• Leitura de mapa

ENCAMINHAMENTO

Fazer as seguintes questões:

1. O que vocês conhecem sobre a região Norte do nosso país?

2. Vocês vivem em algum dos estados dessa região ou já visitaram algum deles? Se não, qual gostariam de conhecer?

Incentivar os estudantes a compartilhar suas experiências e conhecimentos prévios sobre a região Norte do Brasil.

A habilidade EF04GE05 é trabalhada ao abordar a região Norte, suas Unidades Federativas e fronteiras.

Para explorar a informação sobre a extensão territorial da região Norte, sugerir aos estudantes que consultem no site IBGE Cidades a área de cada estado da região. Depois orientá-los a somar as áreas de cada estado para descobrir a área total da região. Sugerir que façam o mesmo para as outras regiões para confirmarem se a região Norte é a mais extensa.

Aproveitar a rosa dos ventos e o mapa de localização da região Norte no Brasil para retomar os pontos cardeais e situar a região Norte no contexto nacional.

Região Norte

A região Norte é a mais extensa de todas. Ela representa 45% de todo o território nacional, ou seja, quase a metade do país. É composta pelos estados do Acre, do Amapá, do Amazonas, do Pará, de Rondônia, de Roraima e do Tocantins.

Observe o mapa.

Região Norte: político (2023)

Elaborado com base em: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 93.

1 Quais estados da região Norte são banhados pelo oceano Atlântico?

1. Amapá e Pará.

2 Com quais países os estados da região Norte fazem fronteira?

2. Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa (Departamento Ultramarino da França).

3 Quais são os dois estados mais extensos da região Norte?

3. Amazonas e Pará.

4 Qual estado possui a maior fronteira com outro país? Qual é o nome desse país?

4. Amazonas, faz fronteira com a Colômbia.

Atividades

3. Os estudantes podem responder à questão com base apenas na observação do mapa. Segundo o IBGE, em 2020, a área territorial do Amazonas correspondia a 1 559 167 km² e a do Pará, a 1 245 870 km².

Atividade complementar

• Quadro de capitais da região Norte Solicitar aos estudantes que preencham o quadro a seguir com as siglas e as capitais das Unidades da Federação. Para isso, orientá-los a consultar o mapa político da região Norte. Se necessário, pedir que consultem o

mapa político do Brasil da página 88 para verificar as siglas das UFs. Distribuir o quadro aos estudantes em folhas de papel avulsas ou pedir que o copiem no caderno.

Região Norte

Unidade da Federação Sigla Capital

Acre AC Rio Branco

Amapá AP Macapá Amazonas AM Manaus

Pará PA Belém Rondônia RO Porto Velho Roraima RR Boa Vista Tocantins TO Palmas

Porto Velho Rio Branco Belém Macapá
Palmas

Paisagens naturais do Norte

É marcante a presença da Floresta Amazônica em todos os estados que compõem a região Norte. A Floresta Amazônica é a maior floresta do mundo e abriga inúmeras espécies animais e vegetais. Ela também se estende por estados de outras regiões e por territórios de outros países. Observe no mapa a extensão territorial da Floresta Amazônica.

Floresta Amazônica: extensão territorial (2023)

NICARÁGUA

COSTA RICA

VENEZUELA PANAMÁ

OCEANO ATLÂNTICO

GUIANA FRANCESA (FRA) SURINAME

Equador

OCEANO PACÍFICO

Trópico de Capricórnio

Floresta Amazônica

Limite estadual

Fronteira internacional

Elaborado com base em: MAPBIOMAS, c2025. Disponível em: https://plataforma.amazonia.mapbiomas.org/. Acesso em: 9 set. 2025.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

1 Além do Brasil, em quais outros países há ocorrência da Floresta Amazônica ?

1. Guiana, Guiana Francesa (Departamento Ultramarino da França), Suriname, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

2 Por quais estados, além da região Norte, a Floresta Amazônica avança?

2. Maranhão e Mato Grosso.

3 A Floresta Amazônica cobre toda a área territorial de todos os estados da região Norte?

3. Não, ela cobre apenas uma pequena área do Tocantins.

Sugestão para o professor

BNCC

(EF04GE11) Identificar as características das paisagens naturais e antrópicas (relevo, cobertura vegetal, rios etc.) no ambiente em que vive, bem como a ação humana na conservação ou degradação dessas áreas.

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, fazer a seguinte questão: “O que vocês imaginam quando pensam na Floresta Amazônica?”. Pode ser interessante escrever na lousa as principais ideias levantadas pelos estudantes. No decorrer da aula sobre essa região, abordar os assuntos que o grupo trouxe durante a reflexão coletiva.

A habilidade EF04GE11 é trabalhada ao abordar as paisagens naturais da região Norte.

Orientar os estudantes na leitura do mapa, chamando a atenção deles para a fronteira internacional do Brasil e para a área ocupada pela Floresta Amazônica.

Comentar sobre a importância dessa floresta, que por ser a maior floresta tropical em extensão, é considerada fundamental para a estabilidade climática do planeta. Destaque a sua riqueza em biodiversidade e sociodiversidade, a presença de inúmeros recursos naturais, a produção agropecuária, hidrelétrica etc.

Atividades

17/09/25 15:22

INSTITUTO DE PESQUISA AMBIENTAL DA AMAZÔNIA. A importância das florestas em pé, c2025. Disponível em: https://ipam.org.br/cartilhas-ipam/a-importancia-das-florestas-em-pe/. Acesso em: 13 ago. 2025.

O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia traz informações importantes sobre o bioma amazônico. Muito útil ao professor como fonte de pesquisa confiável.

Sugestão para os estudantes

POVOS INDÍGENAS NO BRASIL MIRIM. Povos indígenas na Amazônia. Brasília, DF: ISA, c2025. Disponível em: https://mirim.org/pt-br/node/16368. Acesso em: 13 ago. 2025. Nesta página do site há muita informação sobre os povos indígenas que habitam a Amazônia.

1. Comentar com os estudantes que a Guiana Francesa é uma antiga possessão colonial da França, onde as unidades administrativas são denominadas “departamentos”, semelhante a “estado” no Brasil. Assim, a Guiana Francesa é um departamento ultramarino subordinado à França.

BNCC

(EF04GE01) Selecionar, em seus lugares de vivência e em suas histórias familiares e/ou da comunidade, elementos de distintas culturas (indígenas, afro-brasileiras, de outras regiões do país, latino-americanas, europeias, asiáticas etc.), valorizando o que é próprio em cada uma delas e sua contribuição para a formação da cultura local, regional e brasileira.

TCT

Multiculturalismo

(Diversidade Cultural)

ENCAMINHAMENTO

Fazer a seguinte questão: “Vocês conhecem alguma lenda ou mito da região Norte? Contem aos colegas.”. É possível que os estudantes conheçam histórias populares dos povos indígenas ou ribeirinhos da região Norte, mas ainda não as relacionem com a região. Citar algumas personagens famosas do folclore da região, como Iara, Boto ou Mani.

A habilidade EF04GE01 é trabalhada ao abordar elementos das distintas culturas dos povos da região Norte do Brasil e sua influência na cultura do nosso país.

Analisar as imagens com o grupo de modo que percebam que muitos elementos dessas paisagens, característicos da região Norte, estão presentes em diversas partes do país, demonstrando sua influência nos hábitos e costumes em todo o Brasil. Nas imagens, é possível identificar expressões artísticas como o artesanato com capim dourado e o Festival de Parintins, no qual o boi é personagem de destaque; e produtos da Amazônia à venda no mercado.

Se possível, organizar uma discussão em uma roda de

Um pouco da cultura do Norte

A região Norte apresenta uma rica diversidade cultural. Um pouco dessa diversidade pode ser percebido por meio de expressões artísticas, como festas, folclore, além, é claro, da culinária e do jeito como as pessoas vivem em diferentes lugares da região. Observe as fotografias e leia as legendas.

Produtos da Amazônia à venda no mercado Ver-o-Peso, em Belém (PA), em 2024.

Apresentação do Boi Garantido no Festival de Parintins (AM), em 2024.

Produção de artesanato com capim dourado em Mateiros (TO), em 2023.

1 Com os colegas e o professor, converse sobre os elementos das paisagens representadas: esses elementos existem no local onde vocês vivem? 1. Resposta pessoal.

conversa incentivando os estudantes a perceber que a cultura e os costumes de nossos lugares de vivência têm componentes das culturas afro-brasileira, indígena, de migrantes de outras regiões brasileiras ou de outros países. Ler os termos do glossário com os estudantes de modo que reconheçam a diferença entre os povos tradicionais citados. É importante que eles reconheçam que esses povos praticam atividades extrativas e que, portanto, dependem dos produtos da floresta. Vale lembrar que praticam também a caça e a pesca, atividades extrativas de origem animal.

Atividades

1. Verificar se os estudantes identificam os elementos das imagens nos locais onde vivem. É comum, mesmo nas áreas urbanas, o hábito de deitar-se em redes, influência da cultura dos povos indígenas, por exemplo.

Diversos povos tradicionais da região Norte vivem nas áreas de floresta e próximas aos rios. Os seringueiros, castanheiros , camponeses, quilombolas, ribeirinhos e indígenas que habitam o interior da Amazônia são chamados povos da floresta

Esses habitantes tradicionais da floresta têm seu modo de vida intimamente relacionado ao ambiente, vivendo à base da extração sustentável de produtos como látex, castanha e óleos, além da pesca, caça e agricultura.

Seringueiro: trabalhador que extrai o látex da seringueira, árvore típica da Amazônia.

Castanheiro: trabalhador que coleta a castanha.

Ribeirinho: pessoa que vive próximo à margem dos rios.

2 Quem são os povos da floresta? Responda no caderno.

2. São os ribeirinhos, castanheiros, seringueiros, quilombolas, camponeses e indígenas.

3 Quais são as atividades econômicas praticadas pelos povos da floresta?

3. O extrativismo vegetal, a pesca, a caça e a agricultura são as principais atividades econômicas dos povos da floresta.

O que e como avaliar Realizar com o grupo uma atividade coletiva sobre as diferentes regiões do país e orientar as seguintes etapas:

1. Organizar os estudantes em pequenos grupos.

2. Pedir que pesquisem em livros ou na internet aspectos importantes da região Norte.

3. Auxiliá-los a escolher um tema para aprofundar a pesquisa, como a Floresta Amazônica, os povos ribeirinhos, os seringueiros, os diferentes povos indígenas, a biodiversidade, os grandes rios, os meios de transporte, as festas, o artesanato, a indústria etc.

4. Solicitar que escrevam textos curtos com as informações sobre o tema.

5. Orientá-los a incluir mapas e imagens. As imagens podem ser fotografias, desenhos ou pinturas que se relacionem aos temas pesquisados.

6. Organizar os textos e as imagens em cartazes com o título Região Norte. Ao final do estudo da unidade, os estudantes terão um panorama de todas as regiões do Brasil. Acompanhar a pesquisa e a produção dos cartazes de perto, de maneira a identificar se os estudantes se apropriaram dos conteúdos desenvolvidos. Se julgar necessário, organizar um momento em sala de aula para os estudantes apresentarem seus trabalhos e conversarem sobre o que aprenderam, de forma a retomar o conteúdo trabalhado.

Casas de ribeirinhos em Breves (PA), em 2024.
Coleta de açaí em Abaetetuba (PA), em 2023.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

BNCC

(EF04GE05) Distinguir unidades político-administrativas oficiais nacionais (Distrito, Município, Unidade da Federação e grande região), suas fronteiras e sua hierarquia, localizando seus lugares de vivência.

Alfabetização cartográfica

• Leitura de mapa

ENCAMINHAMENTO

Fazer as seguintes questões:

1. O que vocês conhecem sobre a região Nordeste do Brasil?

2. Vocês conhecem algum de seus estados?

Escrever na lousa as principais ideias levantadas pelos estudantes. No decorrer da aula sobre essa região, pontualmente abordar os assuntos que o grupo trouxe durante a reflexão coletiva.

A habilidade EF04GE05 é trabalhada ao abordar a região Nordeste e suas Unidades Federativas.

Analisar o mapa da região Nordeste com o grupo e solicitar que observem a sua configuração territorial, a quantidade de estados, os nomes das capitais e a presença de litoral em todos eles (mais extenso na Bahia e menos extenso no Piauí).

Região Nordeste

A região Nordeste, a segunda mais populosa do Brasil, é composta de nove estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, todos banhados pelo oceano Atlântico. Observe o mapa político da região Nordeste.

Região Nordeste: político (2023)

40º O

Equador

PARÁ

TOCANTINS

GOIÁS

DF

MINAS GERAIS

ESPÍRITO SANTO

Salvador

PARAÍBA

Natal

Arquipélago de Fernando de Noronha (PE)

João Pessoa

Recife

Maceió

Aracaju

OCEANO

Elaborado com base em: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 93.

1 Todos os estados nordestinos são banhados pelo oceano Atlântico, mas em apenas um deles a capital não se localiza no litoral. Qual é esse estado?

1. Piauí, cuja capital é Teresina.

2 Quais estados fazem divisa com a região Nordeste?

2. Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Tocantins e Pará.

Atividade complementar

• Quadro de capitais da região Nordeste

Solicitar aos estudantes que preencham o quadro a seguir com as siglas e as capitais das Unidades da Federação. Para isso, orientá-los a consultar o mapa político da região Nordeste. Se necessário, pedir que consultem o mapa político do Brasil da página 88 para verificar as siglas das UFs. Distribuir o quadro aos estudantes em folhas de papel avulsas ou pedir que o copiem no caderno.

Região Nordeste

Unidade da Federação Sigla Capital

Alagoas

Bahia

Ceará

Maranhão

Paraíba

Pernambuco

AL Maceió

BA Salvador

CE Fortaleza

MA São Luís

PB João Pessoa

PE Recife

Piauí PI Teresina

Rio Grande do Norte

Sergipe

RN Natal

SE Aracaju

BAHIA PIAUÍ
MARANHÃO
Fortaleza
São Luís Teresina

Paisagens naturais do Nordeste

Por causa das variações de características naturais, a região Nordeste se divide em quatro sub-regiões: Zona da Mata, Agreste, Sertão e Meio-Norte.

Veja o mapa e observe as fotografias.

Região Nordeste: sub-regiões

BNCC

(EF04GE11) Identificar as características das paisagens naturais e antrópicas (relevo, cobertura vegetal, rios etc.) no ambiente em que vive, bem como a ação humana na conservação ou degradação dessas áreas.

Alfabetização cartográfica

• Leitura de mapa

ENCAMINHAMENTO

A habilidade EF04GE11 é trabalhada ao abordar as paisagens naturais da região Nordeste.

Elaborado com base em: ANDRADE, Manuel Correia de. A terra e o homem no Nordeste. São Paulo: Livraria Editora Ciências Humanas, 1980. p. 22.

Atividade complementar

• Paisagens do Nordeste

Organizar os estudantes em pequenos grupos e realizar uma atividade a partir das fotografias da página com as seguintes indicações.

1. Pedir que escolham uma das paisagens mostradas na página.

2. Auxiliá-los a pesquisar e entender que tipo de vegetação está representada na imagem escolhida e quais são as suas características.

3. A pesquisa pode ser realizada em sites, revistas especializadas e livros.

4. Orientá-los a elaborar uma legenda explicativa indicando as informações pesquisadas.

Sugestão para os estudantes

NORDESTE Animado: 4 curtas que apresentam o sertão para crianças. Lunetas, 10 fev. 2020. Disponível em: https://lunetas.com.br/ sertao-para-criancas/. Acesso em: 13 ago. 2025. Nesta página é possível ter acesso a quatro curtas sobre o Sertão nordestino, que apresentam a música, a literatura de cordel, a vida do povo sertanejo, a secura do solo, a vegetação repleta de mandacarus, a criação de gado, os cantos dos homens e das mulheres da roça, os sotaques, as comidas etc.

Fazer a leitura do mapa da página com o grupo explicando e identificando as sub-regiões do Nordeste e relacionar as sub-regiões às fotografias da página. Retomar o conceito de região e regionalização e comentar com eles que essa é uma maneira de regionalizar o território da região Nordeste, com base em fatores naturais, como o clima e a vegetação.

Verifique se os estudantes têm familiaridade com as paisagens apresentadas na página, se eles as conhecem por fotografias, se já viram em programas de televisão ou outros meios. Analisar com o grupo todos os elementos das imagens e questioná-los se conhecem algo sobre os animais, a vegetação e os frutos típicos da região.

Paisagem típica do Agreste em Santa Cruz (RN), em 2024.
Mata de Cocais em Monte Alegre do Piauí (PI), em 2022.
Vista aérea do Rio Almada em Ilhéus (BA), em 2025.
Vegetação de Caatinga em Itatim (BA), em 2025.
Agreste
Meio-Norte
Zona da Mata
Sertão

(EF04GE01) Selecionar, em seus lugares de vivência e em suas histórias familiares e/ou da comunidade, elementos de distintas culturas (indígenas, afro-brasileiras, de outras regiões do país, latino-americanas, europeias, asiáticas etc.), valorizando o que é próprio em cada uma delas e sua contribuição para a formação da cultura local, regional e brasileira.

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, fazer a seguinte questão: “Vocês já ouviram falar de cordel?”.

Verificar com os estudantes o que eles já sabem sobre a literatura de cordel e reforçar com eles que essa é uma manifestação característica da região Nordeste. A habilidade EF04GE01 é trabalhada ao abordar o cordel, elemento da cultura da região Nordeste do Brasil, e sua influência no país.

Trabalhar a interdisciplinaridade que a seção propõe com Língua Portuguesa e Arte.

Comentar com os estudantes que os primeiros folhetos de cordel de que se tem notícia no Brasil são de origem portuguesa (o próprio termo cordel é de origem lusitana). Organizar com os estudantes a leitura da letra do cordel em voz alta. Sugerir que cada um leia uma estrofe, orientando-os no ritmo e na entonação. Escrever na lousa a letra, e interromper a leitura a cada estrofe para explicações, destacando o aspecto cultural contido, e para esclarecer dúvidas de vocabulário.

Atividades

1. Se possível, imprimir a letra do cordel em folhas de papel avulsas e distribuir para os estudantes. Pedir

VAMOS LER

VAMOS LER

Cordel nordestino

2. Espera-se que os estudantes citem coco, embolada, aboio, banda de pife, poesia improvisada, axé, repente, baião, forró, frevo, xote, xaxado, violeiro, “canturia”, martelo agalopado, cordel, cantador de viola, ciranda, afoxé, bumba meu boi e capoeira.

Em cada região do Brasil, existe uma rica variedade de manifestações culturais. No Nordeste, a literatura de cordel é uma delas. Vários autores de cordel escrevem textos que retratam aspectos, costumes e detalhes típicos da cultura, da natureza e da vida cotidiana nordestina.

Leia este trecho de um cordel.

Nordeste, aqui é meu lugar!

Meu Nordeste tem riquezas

Só encontradas aqui

Sua música, sua dança

Sua gente que sorri

Nosso povo tem bravura

Tem tradição, tem cultura

Da Bahia ao Piauí.

A nossa música é linda

Temos coco e embolada

Aboio e banda de pife

Poesia improvisada

Axé, repente, baião

O forró do Gonzagão

Que faz a maior noitada.

Frevo, xote e xaxado

Violeiro, canturia

O martelo agalopado

O cordel e a poesia

O cantador de viola

Fazendo versos na hora

Pra nos trazer alegria.

Nossa dança é muito rica

E bastante popular

Tem ciranda, afoxé

Para quem quiser dançar

Bumba meu boi, capoeira

Essa dança brasileira

Querida em todo lugar.

CORDEL, Carlinhos. Nordeste: aqui é meu lugar! 20 mar. 2010. Disponível em: www.recantodasletras.com.br/cordel/2149968. Acesso em: 11 jul. 2025.

1 Leia novamente o cordel em voz alta, identificando as rimas que ele apresenta.

1. Ver orientações no Encaminhamento

2 Com a turma, façam uma lista com as manifestações culturais citadas no texto. Depois, falem em voz alta para o professor anotar na lousa.

que destaquem com lápis de cor as sílabas das palavras que rimam. Orientá-los a numerar os versos de cada estrofe para identificarem a regularidade das rimas: o segundo, o quarto e o sétimo verso de cada estrofe rimam entre si; o quinto e o sexto verso de cada estrofe também rimam entre si.

2. Se os estudantes receberem a letra em folha de papel avulsa, orientá-los a primeiro grifar as manifestações culturais citadas. Espera-se que eles citem coco, embolada, aboio, banda de pife, poesia improvisada, axé, repente, baião, forró, frevo, xote, xaxa-

do, violeiro, cantoria, martelo agalopado, cordel, poesia, cantador de viola, ciranda, afoxé, bumba meu boi e capoeira.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Meu cordel

A literatura de cordel é apresentada na forma de livretos, geralmente ilustrados com xilogravuras.

A xilogravura é uma técnica de impressão muito antiga na qual se produz uma imagem em madeira para que ela seja reproduzida em papel ou outro suporte. É um processo semelhante ao de um carimbo.

BNCC

(EF04GE01) Selecionar, em seus lugares de vivência e em suas histórias familiares e/ou da comunidade, elementos de distintas culturas (indígenas, afro-brasileiras, de outras regiões do país, latino-americanas, europeias, asiáticas etc.), valorizando o que é próprio em cada uma delas e sua contribuição para a formação da cultura local, regional e brasileira.

Observe exemplos na fotografia.

Agora é a sua vez!

1 Pense em uma história que aconteceu com você ou invente uma sobre algo de que você goste, que chame a sua atenção ou que você ache engraçado.

Produção pessoal. Auxiliar os estudantes a compor rimas nos versos do cordel. Eles poderão socializar as produções com os colegas e, se preferir, é possível promover um momento de troca e leitura das histórias escritas entre os estudantes.

2 Conte sua história para os colegas e o professor.

3 Depois, transforme sua história em um cordel! Utilize uma folha de papel avulsa para registrar a história em forma de versos curtos.

4 Não se esqueça de criar um título para a sua história e fazer uma ilustração bem bonita para o seu cordel. Coloque também o seu nome.

5 Por fim, com o professor e os colegas, prenda seu cordel em um varal na sala de aula.

O que e como avaliar

Continuar com o grupo a atividade coletiva sobre as diferentes regiões do país. Orientar as seguintes etapas:

1. Organizar os estudantes em pequenos grupos.

2. Pedir que pesquisem em livros ou na internet aspectos importantes da região Nordeste.

3. Auxiliá-los a escolher um tema para aprofundar a pesquisa, como a Zona da Mata, o Agreste, o Sertão, o Meio-Norte, a literatura de cordel etc.

4. Solicitar que escrevam textos curtos com as informações sobre o tema.

Organize-se • Lápis de cor, folhas de papel sulfite branco ou colorido, grampeador e cordão.

ENCAMINHAMENTO

A habilidade EF04GE01 é trabalhada ao abordar o cordel, elemento da cultura da região Nordeste do Brasil, e sua influência no país. Distribuir aos estudantes folhas de papel sulfite brancas ou coloridas para a produção do cordel. Se possível, preparar os cadernos previamente, cortar as folhas ao meio, dobrá-las e grampeá-las para montar a estrutura do caderno do cordel.

5. Orientá-los a incluir mapas e imagens. As imagens podem ser fotografias, desenhos ou pinturas que se relacionem aos temas pesquisados.

6. Organizar os textos e as imagens em cartazes com o título Região Nordeste

Acompanhar a pesquisa e a produção dos cartazes de perto, de maneira a identificar se os estudantes se apropriaram dos conteúdos desenvolvidos. Se julgar necessário, organizar um momento em sala de aula para os estudantes apresentarem seus trabalhos e conversarem sobre o que aprenderam, de forma a retomar o conteúdo trabalhado.

Livretos de cordel expostos para venda em Juazeiro do Norte (CE), em 2023.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

BNCC

(EF04GE05) Distinguir unidades político-administrativas oficiais nacionais (Distrito, Município, Unidade da Federação e grande região), suas fronteiras e sua hierarquia, localizando seus lugares de vivência.

Alfabetização cartográfica

• Leitura de mapa

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, fazer as seguintes questões:

1. O que vocês conhecem sobre a região Centro-Oeste?

2. Que estados fazem parte dessa região?

Incentivar os estudantes a formular hipóteses baseadas em informações que possam ter visto na mídia e em outros meios caso não conheçam a região Centro-Oeste. É possível que os estudantes mencionem pelo menos um estado dessa região, com base nos estudos anteriores.

A habilidade EF04GE05 é trabalhada ao abordar a região Centro-Oeste, suas Unidades Federativas e fronteiras. Explorar as informações do mapa e conversar com os estudantes. Ajudá-los a identificar as capitais das Unidades Federativas, os países que fazem fronteira com a região e os estados que fazem limites.

Atividades

1. Aproveitar a oportunidade e retomar com os estudantes que o Distrito Federal é a única Unidade da Federação que não é dividida em municípios.

Região Centro-Oeste

A região Centro-Oeste é formada pelo Distrito Federal e pelos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

É considerada uma região de integração, pois seu território faz divisa com as quatro outras regiões do país. Ela também faz fronteira com outros países, e nenhuma de suas Unidades da Federação possui saída para o mar. É a região menos populosa do Brasil.

Observe o mapa da região Centro-Oeste.

Região Centro-Oeste: político (2023)

de Capricórnio

Elaborado com base em: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 93.

1 Alguns estados da região Centro-Oeste fazem divisa com estados da região Norte. Quais são esses estados?

1. Goiás e Mato Grosso. Mato Grosso faz divisa com Rondônia, Amazonas, Pará e Tocantins. Goiás faz divisa com Tocantins.

2 Um estado da região Centro-Oeste faz divisa com um estado da região Nordeste. Quais são esses estados?

2. Na região Centro-Oeste, Goiás; e na região Nordeste, Bahia.

3 Com quais países a região Centro-Oeste faz fronteira?

3. Paraguai e Bolívia.

100

Atividade complementar

• Quadro de capitais da região Centro-Oeste

Solicitar aos estudantes que preencham o quadro a seguir com as siglas e as capitais das Unidades da Federação. Distribuir o quadro aos estudantes em folhas de papel avulsas ou pedir que o copiem no caderno.

Região Centro-Oeste

Unidade da Federação Sigla Capital Goiás GO Goiânia

Mato Grosso MT Cuiabá

Mato Grosso do Sul MS Campo Grande

Distrito Federal DF Brasília

Sugestão para o professor

SENRA, Nelson de Castro (org). Veredas de Brasília: as expedições geográficas em busca de um sonho. Rio de Janeiro: IBGE, 2010.

Livro elaborado pelo IBGE que conta a história da construção de Brasília e das primeiras expedições geográficas para o local onde seria erguida a nova capital do país.

Paisagens naturais do Centro-Oeste

O Cerrado é a vegetação predominante na região Centro-Oeste, caracterizada por campos e árvores baixas de troncos retorcidos. O Cerrado ocupava originalmente uma vasta área dessa região, mas atualmente sua rica biodiversidade de fauna e de flora encontra-se seriamente ameaçada. Nos últimos 40 anos, grande parte dessa vegetação foi destruída.

Paisagem no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Cavalcante (GO), em 2024.

Texto de apoio

Em 2030, a criação de gado no Cerrado pode necessitar de apenas 58% da área que utiliza hoje para produzir a demanda estimada de carne para aquele ano, caso seja feito o manejo adequado da terra [...].

[...]

O objetivo do estudo foi entender a dinâmica do carbono no solo e explorar o potencial do uso de pastagens degradadas para facilitar a produção futura de carne e soja, além de identificar áreas adequadas para restauração ecológica no bioma. Os pesquisadores também analisaram como essa produção futura impactará os estoques de carbono na região.

Com isso, constatou-se que, com a manutenção de pastagens de alta qualidade e aprimoramento via manejo adequado dos pastos de baixa e média qualidade, a parcela do rebanho bovino brasileiro alocada ao Cerrado para o ano de 2030 (estimada em 61 milhões de unidades animais) irá requerer 29 milhões de hectares da área atualmente estimada como sendo de pastagem, que é de 50 milhões de hectares (entre pastagens de baixo, médio e alto vigor).

MAPBIOMAS. Criação de gado no Cerrado precisará de apenas 58% da área que utiliza hoje, 23 jul. 2025. Disponível em: https://brasil. mapbiomas.org/2025/07/23/criacao-de-gado-no -cerrado-precisara-de-apenas-58-da-area-que -utiliza-hoje/. Acesso em: 15 ago. 2025.

BNCC

(EF04GE11) Identificar as características das paisagens naturais e antrópicas (relevo, cobertura vegetal, rios etc.) no ambiente em que vive, bem como a ação humana na conservação ou degradação dessas áreas.

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, fazer a seguinte questão: “Vocês já viram imagens da paisagem do cerrado?”.

A habilidade EF04GE11 é trabalhada ao abordar as características das paisagens naturais da região Centro-Oeste, com destaque para a cobertura vegetal e a sua degradação pelas atividades humanas.

Apresentar imagens da vegetação do Cerrado aos estudantes e informar sobre a importância de sua conservação. Comentar com eles que, além da importância para a sobrevivência das populações que vivem de seus recursos naturais, a conservação da vegetação de cerrado é importante para manter as nascentes de água que alimentam importantes rios brasileiros.

Discutir com os estudantes a intensa degradação dessa vegetação, associando-a às expansões agrícola e pecuária ocorridas no Brasil nas últimas décadas, e a consequente ameaça à fauna e à flora da região.

Gado pastando em área do Pantanal, em Aquidauana (MS), em 2022.

BNCC

(EF04GE01) Selecionar, em seus lugares de vivência e em suas histórias familiares e/ou da comunidade, elementos de distintas culturas (indígenas, afro-brasileiras, de outras regiões do país, latino-americanas, europeias, asiáticas etc.), valorizando o que é próprio em cada uma delas e sua contribuição para a formação da cultura local, regional e brasileira.

TCT

Multiculturalismo

(Diversidade Cultural)

ENCAMINHAMENTO

A habilidade EF04GE01 é trabalhada ao abordar manifestações culturais na região Centro-Oeste, destacando a influência de povos de outros países. Ler com os estudantes, em voz alta, as legendas das fotografias. Analisar cada uma de maneira que eles percebam os elementos que indicam a influência de outros povos e países na formação da sociedade brasileira.

Atividades

1. As rodas de cururu são uma tradição musical do Centro-oeste. Já os rituais indígenas tanto no Centro-Oeste como nas demais regiões do país fazem parte da tradição dos povos originários do Brasil. Provavelmente, estudantes que não são da região desconhecem as festividades mostradas na página, mas talvez conheçam outras mais próximas de si. Incentivá-los a falar sobre aquelas que conhecem. A atividade é espontânea e não oferece somente uma única resposta correta.

Um pouco da cultura do Centro-Oeste

Na região Centro-Oeste, existem diversas manifestações que simbolizam a cultura e a história de sua população. Por fazer fronteira com dois países, Bolívia e Paraguai, muitos costumes e tradições, sobretudo na região do Pantanal, nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, apresentam aspectos das trocas culturais e do convívio de povos dos três países.

de cururu

em 2024. Nessa ocasião, toca-se a viola de cocho, típico instrumento mato-grossense.

Indígenas da etnia kuikuro no ritual de Tawarawana em Gaúcha do Norte (MT), em 2024.

1 Com os colegas e o professor, observe as fotografias e leia as legendas. Na região onde você vive, existe alguma atividade cultural semelhante às manifestações culturais das imagens? 1. Resposta pessoal.

Sugestão para o professor

INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE MATO GROSSO. A dança e a música de Cuiabá têm influências de origem africana, portuguesa, espanhola, indígenas e chiquitana. Cuiabá: IHGMT, 18 out. 2022. Disponível em: https://www.ihgmt.com.br/ noticias/a-danca-e-a-musica-de-cuiaba-tem -influencias-de-origem-africana-portuguesa -espanhola-indigenas-e-chiquitana/254. Acesso em: 15 ago. 2025.

O texto do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso (IHGMT) aborda a diversidade indígena, africana e europeia que estão presentes na tradição cultural da região Centro-Oeste.

Roda
em Cuiabá (MT),

Região Sudeste

A região Sudeste é formada pelos estados do Espírito Santo, de Minas Gerais, do Rio de Janeiro e de São Paulo. Segundo dados do Censo Demográfico de 2022, a região tinha 84847187 habitantes, sendo a mais populosa do Brasil e com os dois municípios mais populosos do país: São Paulo (SP), com 11451999 habitantes, e Rio de Janeiro (RJ), com 6211223 habitantes.

Região Sudeste: político (2023)

Elaborado com base em: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 93.

1 Utilize a rosa dos ventos e responda: qual é a capital estadual localizada mais ao norte da região Sudeste?

1. Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.

2 Quais estados da região Sudeste fazem divisa com os demais estados da região?

2. Minas Gerais e Rio de Janeiro.

3 Qual estado da região Sudeste faz divisa com mais Unidades da Federação de outras regiões? Quais são essas Unidades da Federação?

3. Minas Gerais, que faz divisa com a Bahia (região Nordeste), com Goiás, com o Distrito Federal e com Mato Grosso do Sul (região Centro-Oeste).

Atividade complementar

• Quadro de capitais da região Sudeste

Solicitar aos estudantes que preencham o quadro a seguir com as siglas e as capitais das Unidades da Federação. Para isso, orientá-los a consultar o mapa político da região Sudeste. Distribuir o quadro aos estudantes em folhas de papel avulsas ou pedir que o copiem no caderno.

Região Sudeste

Unidade da Federação Sigla Capital

Espírito Santo ES Vitória

Minas Gerais

Rio de Janeiro

São Paulo

MG Belo Horizonte

RJ Rio de Janeiro

SP São Paulo

BNCC

(EF04GE05) Distinguir unidades político-administrativas oficiais nacionais (Distrito, Município, Unidade da Federação e grande região), suas fronteiras e sua hierarquia, localizando seus lugares de vivência.

(EF04GE09) Utilizar as direções cardeais na localização de componentes físicos e humanos nas paisagens rurais e urbanas.

Alfabetização cartográfica

• Leitura de mapa

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, fazer a seguinte questão: “O que vocês sabem sobre a região Sudeste?”. Escrever na lousa as principais ideias levantadas pelos estudantes. No decorrer da aula sobre essa região, pontualmente abordar os assuntos que o grupo trouxe durante essa reflexão coletiva.

A habilidade EF04GE05 é trabalhada ao abordar a região Sudeste e suas Unidades Federativas. A habilidade EF04GE09 é trabalhada ao solicitar a utilização da rosa dos ventos para identificar uma localidade no mapa da região Sudeste. Explorar o mapa com os estudantes. Chamar a atenção deles para o fato de que apenas um dos estados não tem litoral (Minas Gerais) e de que duas capitais têm os mesmos nomes dos estados do qual fazem parte (Rio de Janeiro e São Paulo).

Para trabalhar as informações referentes à população das capitais, pedir aos estudantes que montem um quadro no caderno e organizar as capitais e respectivas populações em ordem crescente (Vitória, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo).

MINAS GERAIS
SÃO PAULO
RIO DE JANEIRO
ESPÍRITO SANTO
BAHIA
MATO GROSSO DO SUL
Trópico de Capricórn o
OCEANO ATLÂNTICO
Rio de Janeiro
Vitória
Belo Horizonte São Paulo
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

BNCC

(EF04GE11) Identificar as características das paisagens naturais e antrópicas (relevo, cobertura vegetal, rios etc.) no ambiente em que vive, bem como a ação humana na conservação ou degradação dessas áreas.

ENCAMINHAMENTO

A habilidade EF04GE11 é trabalhada ao abordar as características das paisagens naturais da região Sudeste, entre elas o relevo, a hidrografia e a degradação causada pelas atividades humanas afetando sobretudo a vegetação.

Conversar com os estudantes sobre o fato de o território brasileiro não apresentar altitudes muito elevadas em comparação com as maiores do planeta, mas dos sete picos mais elevados do Brasil, quatro se localizam na região Sudeste. Além do Pico da Bandeira, o terceiro mais elevado do Brasil, na região Sudeste também estão o Pico da Pedra da Mina, localizado na Serra da Mantiqueira (SP); o Pico das Agulhas Negras, na Serra do Itatiaia (RJ); e o Pico do Cristal, na Serra do Caparaó (MG). Esclarecer brevemente o conceito de altitude (distância vertical entre um ponto da superfície terrestre e o nível do mar, considerado zero metro), que será explorado na unidade seguinte.

Sugestão para os estudantes

AQUI TEM MATA? c2025. Disponível em: https://www. aquitemmata.org.br/#/. Acesso em: 13 ago. 2025. Esse aplicativo, desenvolvido com a colaboração de várias organizações, como a Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe),

Paisagens naturais do Sudeste

A região Sudeste apresenta algumas das maiores altitudes do país. Destacam-se regiões serranas e escarpadas como a Serra do Mar, a Serra da Mantiqueira e a Serra do Espinhaço.

Escarpada: relativo à escarpa, que é uma formação com inclinação intensa e que aparece nas bordas dos planaltos e serras.

Duas das principais regiões hidrográficas brasileiras abrangem o Sudeste: a do São Francisco, rio que nasce em Minas Gerais, e a do Paraná, cujo principal rio nasce na divisa entre São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

A vegetação da região, principalmente a Mata Atlântica, foi muito alterada por atividades como a agricultura e a pecuária, e por processos de industrialização e urbanização.

Vista do município de São Paulo (SP), em 2020.

O processo de urbanização foi um dos responsáveis por desmatar grandes áreas de vegetação nativa.

Vista do Pico da Bandeira (2891 m) em Alto Caparaó (MG), em 2019. O Pico da Bandeira é o ponto mais alto do Sudeste e fica na Serra da Mantiqueira, localizada entre os quatro estados que compõem a região.

informa sobre a existência de áreas remanescentes de Mata Atlântica no país. Basta inserir, no mecanismo de busca, o nome do município que se quer pesquisar e descobrir se há remanescentes de Mata Atlântica nele, além de outras informações. Sugerir aos estudantes que façam a pesquisa em casa e que depois compartilhem suas descobertas com os colegas.

Sugestão para o professor

MAPBIOMAS. Destaques do Mapeamento Anual de Cobertura e Uso da Terra: Bioma Mata Atlântica, 26 nov. 2024. Disponível em: https://brasil.mapbiomas.org/wp-content/ uploads/sites/4/2024/12/Factsheet-Mata_Atlantica_C9_26.11.pdf. Acesso em: 15 ago. 2025.

O MapBiomas tornou-se uma referência no monitoramento dos biomas brasileiros. Nesse link é possível encontrar uma série de informações interessantes sobre a Mata Atlântica.

Um pouco da cultura do Sudeste

A presença de descendentes de povos variados tem papel muito importante na composição da cultura do Sudeste.

A região Sudeste recebeu muitos imigrantes originários principalmente de Portugal, da Itália, da Alemanha, do Japão, da Síria e do Líbano, que chegaram à região em maior número entre o fim do século 19 e o início do século 20. Atualmente, o Sudeste também recebe imigrantes de países como Haiti, Bolívia, Colômbia, Venezuela, Paraguai, Coreia do Sul, China, Síria, Afeganistão, entre outros. A herança cultural nordestina também é marcante no Sudeste.

Produção de panela de barro por artesã da Associação das Paneleiras de Goiabeiras, em Vitória (ES), em 2023.

no Rio de Janeiro (RJ), em 2024.

Apresentação de dança durante a Festa das Cerejeiras, realizada pela comunidade japonesa em São Paulo (SP), em 2023.

1 Com os colegas e o professor, descreva elementos que indicam a contribuição de povos migrantes para a região Sudeste e para a formação da cultura brasileira 1. Resposta pessoal.

O que e como avaliar

Continuar com o grupo a atividade coletiva sobre as diferentes regiões do país. Orientar as seguintes etapas:

1. Organizar os estudantes em pequenos grupos.

2. Pedir que pesquisem em livros ou na internet aspectos importantes da região Sudeste.

3. Auxiliá-los a escolher um tema para aprofundar a pesquisa, como industrialização, urbanização, mineração, cultura caipira ou caiçara, a presença afrodescendente, os diversos imigrantes etc.

4. Solicitar que escrevam textos curtos com as informações sobre o tema.

BNCC

(EF04GE01) Selecionar, em seus lugares de vivência e em suas histórias familiares e/ou da comunidade, elementos de distintas culturas (indígenas, afro-brasileiras, de outras regiões do país, latino-americanas, europeias, asiáticas etc.), valorizando o que é próprio em cada uma delas e sua contribuição para a formação da cultura local, regional e brasileira.

(EF04GE02) Descrever processos migratórios e suas contribuições para a formação da sociedade brasileira.

TCT

Multiculturalismo (Diversidade Cultural)

ENCAMINHAMENTO

As habilidades EF04GE01 e EF04GE02 são trabalhadas ao abordar as manifestações culturais na região Sudeste, destacando a influência da cultura de povos de outros países. Solicitar aos estudantes que observem as imagens e leiam as legendas. Comentar com eles que a produção de panelas de barro pelas artesãs de Goiabeiras, um bairro do município de Vitória (ES), é considerado patrimônio imaterial brasileiro. Se necessário, retome o conceito de patrimônio estudado no capítulo 1 desta unidade.

5. Orientá-los a incluir mapas e imagens. As imagens podem ser fotografias, desenhos ou pinturas que se relacionem aos temas pesquisados.

6. Organizar os textos e as imagens em cartazes com o título Região Sudeste

Acompanhar a pesquisa e a produção dos cartazes de perto, de maneira a identificar se os estudantes se apropriaram dos conteúdos desenvolvidos. Se julgar necessário, organizar um momento em sala de aula para os estudantes apresentarem seus trabalhos e conversarem sobre o que aprenderam, de forma a retomar o conteúdo trabalhado.

Cortejo da Folia de Reis

(EF04GE05) Distinguir unidades político-administrativas oficiais nacionais (Distrito, Município, Unidade da Federação e grande região), suas fronteiras e sua hierarquia, localizando seus lugares de vivência.

Alfabetização cartográfica

• Leitura de mapa

ENCAMINHAMENTO

Fazer as seguintes questões:

1. O que vocês sabem sobre a região Sul?

2. Vocês conhecem algum de seus estados?

Escrever na lousa as principais ideias levantadas pelos estudantes. No decorrer da aula sobre essa região, pontualmente abordar os assuntos que o grupo trouxe durante a reflexão coletiva.

A habilidade EF04GE05 é trabalhada ao abordar a região Sul e suas Unidades Federativas.

Fazer uma leitura inicial do mapa chamando a atenção dos estudantes para que identifiquem os três estados que compõem a região, assim como seus limites com outros estados brasileiros e fronteiras com outros países. Se achar interessante, usar a rosa dos ventos para auxiliar a localização de elementos cartografados.

Região Sul

A região Sul é composta dos estados do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Ela tem a menor extensão territorial de todas as regiões e apresenta uma extensão de fronteiras com outros países maior que a extensão de fronteiras com estados brasileiros.

Observe o mapa da região Sul.

Região Sul: político (2023)

Trópico de Capricórnio

1 Com quais países a região Sul faz fronteira?

1. Paraguai, Argentina e Uruguai.

ATLÂNTICO

Capital estadual

Limite estadual

Fronteira internacional

Elaborado com base em: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 93.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

2 A capital de qual estado da região Sul se localiza em uma ilha?

2. A capital do estado de Santa Catarina, Florianópolis.

3 Quais estados da região Sul não fazem divisa com estados brasileiros de outras regiões?

3. Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Atividade complementar

• Quadro de capitais da região Sul

Solicitar aos estudantes que preencham o quadro a seguir com as siglas e as capitais das Unidades da Federação. Para isso, orientá-los a consultar o mapa político da região Sul. Se necessário, pedir que consultem o mapa político do Brasil da página 88 para verificar as siglas das UFs. Distribuir o quadro aos estudantes em folhas de papel avulsas ou pedir que o copiem no caderno.

Região Centro-Oeste

Unidade da Federação Sigla Capital

Paraná PR Curitiba

Rio Grande do Sul RS Porto Alegre

Santa Catarina SC Florianópolis

RIO GRANDE DO SUL
OCEANO
SÃO PAULO
MATO GROSSO DO SUL
SANTA CATARINA
PARANÁ
Florianópolis
Curitiba
Porto Alegre
PARAGUAI
ARGENTINA
URUGUAI

Paisagens naturais do Sul

Os planaltos predominam nos estados do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Neste último, também se destaca a extensa Planície Gaúcha, conhecida como Pampas.

A mata de araucárias, principal formação florestal da região Sul, encontra-se extremamente devastada: aproximadamente 97% de sua área original foi destruída.

em Foz do Iguaçu (PR), em 2024.

O Rio Paraná é o maior rio da região, além de ser parte da fronteira do Brasil com o Paraguai. Nesse rio, encontra-se uma das maiores usinas hidrelétricas do mundo, que gera energia para o Brasil e para o Paraguai: a Usina Hidrelétrica de Itaipu.

1 Em casa, com a ajuda de um familiar ou responsável, pesquise em livros ou na internet sobre a importância da Usina Hidrelétrica de Itaipu. Elabore um texto apresentando algumas das principais características dessa usina e ilustre com fotografias, se for possível. Depois, compartilhe as descobertas com os colegas e o professor 1. Produção pessoal. Orientar a pesquisa sobre a Usina Hidrelétrica de Itaipu.

Texto de apoio

A Usina Hidrelétrica de Itaipu é um empreendimento pertencente ao Brasil e ao Paraguai, implantado com base no Tratado celebrado em 26 de abril de 1973, que registra a decisão de realizar o aproveitamento hidrelétrico dos recursos hídricos do Rio Paraná, pertencentes em Condomínio aos dois Países, desde e inclusive o Salto Grande de Sete Quedas ou Salto de Guaíra até a Foz do Rio Iguaçu.

Dentre outras disposições, o Tratado de Itaipu estabelece que a energia produzida pelo aproveitamento seja dividida igualmente entre ambos os países, possuindo cada um o direito de adquirir a energia que não for utilizada pelo outro para seu próprio consumo. A Itaipu Binacional foi constituída em 17 de maio de 1974 com igual participação no capital por parte da Eletrobras e da Ande, sendo esta última a entidade responsável pelos serviços de energia elétrica no Paraguai. As obras de construção da usina foram iniciadas em 1975 e, em maio de 1984, entrou em operação a primeira unidade geradora. ITAIPU. Itaipu Binacional: principais características técnicas, c2025. Disponível em: https://www.itaipu.gov.br/sites/default/files/af_df/2202_023_revista_aspectos_tecnicos_bizuarios_018.pdf. Acesso em: 15 ago. 2025.

BNCC

(EF04GE11) Identificar as características das paisagens naturais e antrópicas (relevo, cobertura vegetal, rios etc.) no ambiente em que vive, bem como a ação humana na conservação ou degradação dessas áreas.

ENCAMINHAMENTO

A habilidade EF04GE11 é trabalhada ao abordar as características das paisagens naturais da região Sul, entre elas o relevo, a hidrografia e a degradação da vegetação original.

Conversar com os estudantes sobre a araucária ser um símbolo da região Sul, apesar de as florestas de araucárias terem sido bastante destruídas. Propor uma análise coletiva da fotografia da vista das cataratas do Parque Nacional do Iguaçu. Se possível, acessar o site Google Maps e localizar uma imagem de satélite da área, disponível em: https://www. google.com.br/maps (acesso em: 13 ago. 2025).

Atividades

1. Avaliar o texto que os estudantes produzirem a partir da pesquisa sobre a Usina Hidrelétrica de Itaipu. Sugerir a consulta ao site Itaipu binacional, disponível em: https://www. itaipu.gov.br/ (acesso em: 13 ago. 2025).

Vista de árvores da mata de araucárias, em Chapecó (SC), em 2025.
Vista das cataratas do Parque Nacional do Iguaçu,
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

BNCC

(EF04GE01) Selecionar, em seus lugares de vivência e em suas histórias familiares e/ou da comunidade, elementos de distintas culturas (indígenas, afro-brasileiras, de outras regiões do país, latino-americanas, europeias, asiáticas etc.), valorizando o que é próprio em cada uma delas e sua contribuição para a formação da cultura local, regional e brasileira.

(EF04GE02) Descrever processos migratórios e suas contribuições para a formação da sociedade brasileira.

TCT

Multiculturalismo

(Diversidade Cultural)

ENCAMINHAMENTO

Fazer a seguinte questão: “Quais são as origens e as heranças culturais da sua família?”.

O objetivo da questão é relacionar a história familiar dos estudantes com o assunto tratado no capítulo.

As habilidades EF04GE01 e EF04GE02 são trabalhadas ao abordar as manifestações culturais na região Sul, destacando a influência da cultura de povos de outros países que migraram para a região. Orientar os estudantes a fazer uma leitura atenta das fotografias. Se possível, apresentar outras imagens com construções com arquitetura de influência alemã em outras cidades da região, além de Blumenau, como Pomerode (SC) e Nova Petrópolis (RS).

O que e como avaliar

Para finalizar a atividade coletiva sobre as diferentes regiões do país, orientar as seguintes etapas:

1. Organizar os estudantes em pequenos grupos.

2. Pedir que pesquisem em livros ou na internet aspectos importantes da região Sul.

Um pouco da cultura do Sul

Uma forte característica cultural dos estados do Sul é a influência de imigrantes vindos da Europa, principalmente da Itália, da Alemanha, da Ucrânia e da Polônia. As marcas dessa influência podem ser observadas na arquitetura, nas expressões artísticas, nas comemorações e em outros aspectos culturais, como mostram as imagens a seguir.

Apresentação de dança folclórica gaúcha em Santa Maria (RS), em 2024.

1 Com a orientação do professor, pesquise a influência dos povos de outros países na região, no estado ou no município onde você mora. Compartilhe o resultado da pesquisa com a turma 1. Resposta pessoal.

3. Auxiliá-los a escolher um tema para aprofundar a pesquisa, como as festas típicas, o artesanato, as diversas influências culturais vindas com os migrantes, a indústria, a agropecuária etc.

4. Solicitar que escrevam textos curtos com as informações sobre o tema.

5. Orientá-los a incluir mapas e imagens. As imagens podem ser fotografias, desenhos ou pinturas que se relacionem aos temas pesquisados.

6. Organizar os textos e as imagens em cartazes com o título Região Sul.

Acompanhar a pesquisa e produção dos cartazes de perto, de maneira a identificar se os estudantes se apropriaram dos conteúdos desenvolvidos. Se julgar necessário, organizar um momento em sala de aula para os estudantes apresentarem seus trabalhos e conversarem sobre o que aprenderam, de forma a retomar o conteúdo trabalhado.

Por fim, reunir as produções do grupo sobre cada grande região brasileira e organizar uma exposição na escola. Pode-se, inclusive, sugerir a visitação dos familiares.

Construção típica da cultura alemã em Blumenau (SC), em 2025.

BNCC

Língua Portuguesa DIÁLOGOS

Regiões literárias

Grandes nomes da literatura brasileira escreveram histórias que se passam em diferentes regiões do Brasil. Nessas histórias, os autores muitas vezes abordam aspectos da cultura, das tradições e do jeito de falar da população local, além de descrever e caracterizar a paisagem da região. Observe o mapa, que mostra algumas das regiões presentes em importantes obras da literatura brasileira.

Brasil: regiões literárias (2016)

COLÔMBIA

Equador

VENEZUELA GUIANA SURINAME

Boa Vista Manaus

Porto Velho Rio Branco

PERU

OCEANO PACÍFICO

Sertão do Cariri

Zona do Cacau

Sertão de Goiás

Gerais

Sertão dos Confins

Campanha Gaúcha

Capital federal

ARGENTINA CHILE GUIANA FRANCESA (FRA)

Capital estadual

Limite estadual

Fronteira internacional

BOLÍVIA

Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar. 7. ed. Rio de Janeiro, 2016. p. 153. NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Teresina

Natal

(EF04GE10) Comparar tipos variados de mapas, identificando suas características, elaboradores, finalidades, diferenças e semelhanças.

TCT

Multiculturalismo (Diversidade Cultural)

Alfabetização cartográfica

• Leitura e análise de mapa

ENCAMINHAMENTO

Cuiabá

Campo Grande

URUGUAI PARAGUAI

CAMPANHA GAÚCHA

Palmas SERTÃODE GO I ÁS

João Pessoa Recife Maceió Aracaju

Salvador

Goiânia BRASÍLIA

Belo Horizonte

Vitória

Rio de Janeiro São Paulo Curitiba

Florianópolis

Porto Alegre

OCEANO ATLÂNTICO

Trópico de Capricórnio

1 No caderno, reproduza o quadro a seguir e complete com as informações das regiões literárias e em quais das grandes regiões classificadas pelo IBGE se localizam . 1. Ver orientações no Encaminhamento

Região literária

Grandes regiões

Atividades

1. Sertão do Cariri — Ariano Suassuna — Nordeste. Zona do Cacau — Jorge Amado — Nordeste. Gerais — João Guimarães Rosa — Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. Sertão dos Confins — Mário Palmério — Sudeste e Centro-Oeste. Sertão de Goiás — Bernardo Elis — Centro-Oeste e Norte. Campanha Gaúcha — Érico Verissimo — Sul.

18:11

Ler o texto com os estudantes e explorar o mapa, pedindo que leiam o título e a legenda, e procurar conversar sobre os termos utilizados para definir os nomes das regiões: sertão, zona etc. Ao apresentar um mapa com a representação de regiões literárias brasileiras, esta seção contribui para o desenvolvimento da habilidade EF04GE10.

O mapa apresenta regiões literárias que estão presentes em duas ou mais das grandes regiões oficiais classificadas pelo IBGE. A região literária Gerais encontra-se na região Sudeste (Minas Gerais), Nordeste (Bahia) e Centro-Oeste (Goiás). Retomar com os estudantes os conceitos de região e de regionalização, trabalhados nas páginas 88 e 90; depois questionar qual é o critério utilizado para determinar as regiões representadas no mapa. Explicar que se trata da percepção espacial presente em tramas de grandes obras da literatura brasileira, geralmente relacionada ao lugar de vivência do autor. Essa corrente da literatura, que destaca determinada região, é chamada regionalismo. Chamar a atenção deles novamente para o mapa e pedir que observem que os limites dessas regiões não obedecem aos limites político-administrativos.

Belém Macapá
São Luís Fortaleza

BNCC

(EF04GE05) Distinguir unidades político-administrativas oficiais nacionais (Distrito, Município, Unidade da Federação e grande região), suas fronteiras e sua hierarquia, localizando seus lugares de vivência.

(EF04GE10) Comparar tipos variados de mapas, identificando suas características, elaboradores, finalidades, diferenças e semelhanças.

Alfabetização

cartográfica

• Leitura e análise de mapa

ENCAMINHAMENTO

Acompanhar a produção circulando pela sala de aula. Depois do tempo estipulado, verificar as respostas das atividades e solicitar aos estudantes que as exponham oralmente, de forma alternada. Anotar na lousa as respostas para cada atividade.

Atividades

4. Se necessário, esclarecer aos estudantes que a expressão desvio de dinheiro se refere a quando algum membro do governo se apropria de dinheiro público, que deveria ser usado para o benefício da população, para uso próprio ou para outras destinações que não sejam os serviços e obras públicas.

PARA REVER O QUE APRENDI

Realize as atividades no caderno ou em uma folha de papel avulsa. Escreva seu nome e a data. Ao final, entregue a folha com as respostas ao professor.

1 Qual é o nome oficial do Brasil?

1. República Federativa do Brasil.

2 O nome de nosso país foi inspirado em uma árvore nativa da Mata Atlântica. Que árvore é essa?

2. Pau-brasil.

3 Identifique em qual poder cada cargo público atua.

4 Imagine que você é um funcionário do governo e deve decidir para quem encaminhar cada uma das demandas a seguir. Responda, no caderno, para qual poder cada demanda deve ser encaminhada.

a) Criar uma lei para proteção das araras-azuis.

4. a) Poder Legislativo.

b) Fazer um acordo com outros países sobre migrantes.

4. b) Poder Executivo.

c) Investigação de suspeita de desvio de dinheiro do governo.

4. c) Poder Judiciário.

CONCLUSÃO DA UNIDADE

Monitoramento da aprendizagem

Com o acompanhamento da aprendizagem, é possível identificar conhecimentos individuais conquistados nos estudos ao longo da unidade, retomar e avaliar habilidades e conteúdos estudados, identificar possíveis dificuldades e propor remediações.

Grande parte do conteúdo desenvolvido na unidade está relacionado à habilidade EF04GE05, que por sua vez contou com apoio de mapas e, dessa maneira, contribui

também para o desenvolvimento da habilidade EF04GE10.

Nas atividades 1 e 2, espera-se que os estudantes reconheçam o nome oficial do nosso país e o que ele significa. Se identificar que os estudantes não compreenderam de maneira satisfatória o significado dos termos República e Federativa do nome oficial do Brasil, retomar o conteúdo da página 77, relendo o glossário e o boxe de conceito. Se o problema estiver relacionado ao reconhecimento

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Deputado federal Poder Legislativo.
Juiz Poder Judiciário.
Presidente Poder Executivo.
ILUSTRAÇÕES: CACO BRESSANE

5 Explique o que é uma região.

5. Região é a parte de um todo, um fragmento do espaço que apresenta características comuns que o diferenciam do restante.

6 Quais critérios podem ser utilizados para definir uma região?

6. A regionalização pode utilizar como critério diferentes elementos naturais, econômicos e culturais, por exemplo.

7 Observe o mapa e responda às questões de acordo com o que você estudou.

Brasil: político (2023)

RORAIMA (RR)

AMAZONAS (AM)

ACRE (AC)

RONDÔNIA (RO)

AMAPÁ (AP)

PARÁ (PA)

MARANHÃO (MA)

PIAUÍ (PI)

CEARÁ (CE)

RIO GRANDE DO NORTE (RN)

PARAÍBA (PB)

PERNAMBUCO (PE)

ALAGOAS (AL)

TOCANTINS (TO)

MATO GROSSO (MT) DISTRITO FEDERAL (DF) BRASÍLIA

GOIÁS (GO)

MATO GROSSO DO SUL (MS)

SÃO PAULO (SP)

PARANÁ (PR)

BAHIA (BA)

SERGIPE (SE)

MINAS GERAIS (MG)

ESPÍRITO SANTO (ES)

RIO DE JANEIRO (RJ)

Trópico de Capricórnio

SANTA CATARINA (SC)

RIO GRANDE DO SUL (RS)

Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 92.

a) Quais são as regiões brasileiras que compõem a regionalização oficial do IBGE?

7. a) Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste.

b) Quais são as Unidades da Federação que compõem a região onde você mora?

7. b) Resposta pessoal.

c) Qual é a única Unidade da Federação que não é constituída de municípios?

7. c) O Distrito Federal.

d) Onde se localiza a sede do governo federal?

7. d) Em Brasília, no Distrito Federal.

da árvore que inspirou o nome do nosso país, retomar o texto e a foto da página 83. Nas atividades 3 e 4, são avaliados os conhecimentos dos estudantes sobre a divisão dos poderes no Brasil, os cargos públicos relacionados e a função de cada um. Avaliar as respostas e verificar se os estudantes não compreenderam algum dos três poderes ou se eles ainda têm dúvidas sobre a função de cada um. Se necessário, retomar esses conteúdos nas páginas 78 e 79 e pedir que organizem no caderno um quadro com as principais informações de cada poder.

18:29

Nas atividades 5 e 6, espera-se que os estudantes tenham compreendido o conceito de região e que é possível regionalizar um território com base em diferentes critérios. Caso o conceito não tenha sido aprendido de maneira satisfatória, orientar os estudantes a reler na página 88 o conceito de região, reescrevê-lo no caderno com as próprias palavras e dar um exemplo de região apresentado no Livro do Estudante, apontando o critério utilizado para defini-la.

Finalmente, na atividade 7, espera-se que os estudantes consigam fazer a leitura do mapa político, reconhecendo seus elementos e identificando as Unidades da Federação, as regiões do IBGE e a capital do Brasil, sede do Governo Federal. Se identificar que os estudantes ainda têm dúvidas, entregar a eles um mapa mudo do Brasil em uma folha de papel avulsa, pedir que identifiquem as Unidades Federativas e que as pintem de acordo com a região a que pertencem, indicando em uma legenda o nome de cada região.

INTRODUÇÃO À UNIDADE

O estudo da natureza é a principal contribuição desta unidade, em que é apresentada a geografia dos processos naturais relacionados ao relevo, ao clima, à hidrografia e à biogeografia. O capítulo 1 se inicia com o estudo do relevo da superfície terrestre e seu processo de formação e transformação, apresentando as especificidades do relevo brasileiro. Segue com o estudo da hidrografia, apresentando os rios, as redes e as bacias hidrográficas brasileiras, discutindo, igualmente, a poluição de suas águas. O clima e a vegetação são os temas que compõem o segundo capítulo. Os aspectos gerais do clima e dos tipos climáticos presentes no território brasileiro e no mundo são apresentados inicialmente. A distribuição da vegetação natural no Brasil e a importância das Unidades de Conservação fecham a unidade. Assim, são proporcionadas, durante a aprendizagem, a problematização e as formas de uso da natureza, exemplificando as causas e consequências do equilíbrio ambiental.

Objetivos da unidade

• Identificar os principais tipos de relevo e suas características.

• Compreender a dinâmica de um rio na paisagem, identificando suas partes.

• Reconhecer os tipos de vegetação do Brasil por meio de suas características.

• Reconhecer os climas do Brasil e suas características.

UNIDADE A NATUREZA 4

Pré-requisitos pedagógicos

Para dar continuidade ao processo de aprendizagem e conhecer de forma introdutória os processos físico-naturais do planeta, é importante que os estudantes tenham consolidado as noções de paisagem natural e de paisagem humanizada, trabalhadas no ano anterior, assim como a ideia de que as paisagens se transformam ao longo do tempo, por agentes naturais e pela ação dos seres humanos.

Também é importante que os estudantes tenham conhecimentos básicos relacionados à leitura e à interpretação de mapas.

Vista aérea do Rio Parnaíba, marcando o limite entre os municípios de Uruçuí (PI), ao fundo, e Benedito Leite (MA), em 2022.

IMAGENS

Texto de apoio

ENCAMINHAMENTO

1 A fotografia mostra uma paisagem natural ou humanizada?

2. É o local onde um rio deságua.

2 Você sabe o que é a foz de um rio?

3 Onde você acha que é a foz do Rio Parnaíba? 1. Paisagem humanizada.

3. Ajudar os estudantes a levantar hipóteses. Depois, informá-los de que o Parnaíba deságua no oceano Atlântico, no município de Parnaíba (PI).

Paisagem, o que é

Tudo aquilo que nós vemos, o que nossa visão alcança, é paisagem. Esta pode ser definida como domínio do visível, aquilo que a vista abarca. Não é formada apenas de volumes, mas também de cores, movimentos, odores, sons etc. [...]

Paisagem natural, paisagem artificial

A paisagem artificial é a paisagem transformada pelo homem, enquanto grosseiramente podemos dizer que a paisagem natural é aquela ainda não mudada pelo

11/09/25 16:11

esforço humano. Se no passado havia a paisagem natural, hoje essa modalidade de paisagem praticamente não existe mais. Se um lugar não é fisicamente tocado pela força do homem, ele, todavia, é objeto de preocupações e de intenções econômicas ou políticas. Tudo hoje se situa no campo de interesse da história, sendo, desse modo, social. A paisagem é um conjunto heterogêneo de formas naturais e artificiais; é formada por frações de ambas.

SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Hucitec, 1996. p. 61-65.

Para iniciar o tema, fazer a seguinte pergunta: • Vocês costumam ter algum contato com a natureza? Onde?

A pergunta pretende aproximar o tema que será abordado ao longo da unidade à realidade dos estudantes, sem introduzir conceitos e categorias.

Pedir aos estudantes que observem a paisagem e identifiquem os elementos naturais e os elementos humanizados dela, retomando conceitos trabalhados em anos anteriores. Chamar a atenção deles para as formas da superfície (relevo), para a presença do rio e da vegetação e para o tempo atmosférico no momento em que a fotografia foi registrada. Esse momento é importante para levantar os conhecimentos prévios dos estudantes e prepará-los para o estudo da unidade.

Atividades

1. Trata-se de uma paisagem humanizada, pois representa um povoado. É importante que os estudantes reconheçam que, apesar de ser considerada uma paisagem humanizada, ela apresenta elementos naturais, como o rio e a vegetação.

2. O objetivo dessa pergunta é propiciar a reflexão dos estudantes para que levantem hipóteses sobre o conceito de foz.

3. Se achar interessante, mostrar a eles um mapa do Brasil com a rede hidrográfica e pedir que identifiquem o rio Parnaíba. Pedir que acompanhem o seu curso para descobrirem onde ele deságua.

BNCC

(EF04GE11) Identificar as características das paisagens naturais e antrópicas (relevo, cobertura vegetal, rios etc.) no ambiente em que vive, bem como a ação humana na conservação ou degradação dessas áreas.

TCT

Meio ambiente (Educação Ambiental)

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, fazer as seguintes perguntas:

1. Como os povos do passado utilizavam os recursos da natureza?

2. E, atualmente, como utilizamos os recursos da natureza?

As perguntas incentivam os estudantes a levantar hipóteses sobre a relação da sociedade com a natureza no passado e na atualidade, com base em seus conhecimentos prévios sobre o tema. O capítulo trata da interação da sociedade com a natureza. Um dos objetivos da Geografia é entender o funcionamento da natureza e de seus elementos para melhor organizar o espaço e planejar as ações dos seres humanos. Entender as formas de relevo, os fenômenos climáticos, as composições sociais e os hábitos humanos nos diferentes lugares é imprescindível para a manutenção da vida em sociedade.

Pedir aos estudantes que identifiquem na imagem as atividades que as pessoas estão executando e os recursos da natureza que elas utilizam. Instruí-los a identificar quais dessas atividades ainda praticamos e a refletir sobre novas atividades e quais recursos da natureza utilizamos.

Texto de apoio

A geografia fala do que nos cerca: ela nos faz descobrir os climas, as formações vegetais, as paisagens

RELEVO E HIDROGRAFIA

Desde tempos remotos, os seres humanos buscam conhecer a natureza para conseguir alimento e abrigo ou para se locomover de um lugar a outro. Conhecer a importância dos recursos naturais sempre foi fundamental para a sobrevivência dos seres humanos.

Neste capítulo e no próximo, você conhecerá algumas características de paisagens naturais brasileiras e de outros países do planeta Terra.

Na fotografia, pintura rupestre, feita entre 6 e 12 mil anos atrás, mostrando cena de caça, na Serra da Capivara (PI), em 2024. Muitos povos do passado eram caçadores e coletores. Eles se deslocavam de um lugar a outro em busca de alimentos e extraíam da natureza tudo aquilo de que precisavam.

desconhecidas, ela nos leva a percorrer os meios ambientes extremos. Mas os quadros que ela pinta e que nos fascinam são aqueles que os moradores dessas terras longínquas têm sob os seus olhos, quiçá aqueles cuja belicosidade desafia há muito suas iniciativas. Uma das maiores novidades introduzidas pela geografia no início do século XX, sob o impulso de Vidal de la Blache (1911), é a análise dos gêneros de vida. Ali no Valais suíço, no vale de Anniviers que Jean Brunhes analisa, os homens no fim do inverno abandonam as aldeias (Brunhes e Girardin, 1906): os pastores seguem com os rebanhos o crescimento das

plantas forrageiras e ganham os prados de altitude na primavera, depois os prados de alta montanha no verão. Enquanto isso, outros adultos colhem gramíneas da terra para alimentar os animais quando o inverno chegar, ou descem até o vale do Ródano para cuidar dos vinhedos. O prazer que essa geografia proporciona não está muito longe daquele oferecido pela etnografia. A diferença reside nisso: os geógrafos se apegam às células rurais ainda vividas no final do século XIX, enquanto os etnógrafos trabalham sobre os primeiros povos.

CLAVAL, Paul. Terra dos homens: a Geografia. São Paulo: Contexto, 2010. p. 10.

Relevo terrestre

Leia o texto e observe a imagem.

A paisagem […] da Chapada Diamantina vai se descortinando aos poucos para os visitantes. A cada ponto turístico visitado a sensação é de espanto com tamanha beleza. […] O sacrifício vale cada metro de sobe e desce.

O Parque Nacional da Chapada Diamantina tem cerca de 155 mil hectares e foi criado em setembro de 1985. Por lá, as caminhadas podem até ser longas, mas para aliviar o cansaço, o legal é ir parando para contemplar a paisagem […].

CAVALCANTE, Cleide; STUANI, Renata. Chapada Diamantina, beleza que encanta. Folha de Londrina, 7 fev. 2000. Disponível em: www.folhadelondrina.com.br/folha-2/chapada -diamantina-beleza-que-encanta-256622.html. Acesso em: 2 jul. 2025.

1 Com a ajuda do professor, explique a frase a seguir: “O sacrifício vale cada metro de sobe e desce”.

1. A frase faz referência ao relevo irregular da Chapada Diamantina, como mostra a fotografia.

Veja que o terreno da paisagem da fotografia é marcado por desníveis. Isso acontece porque a superfície da Terra é irregular: há locais com terrenos planos, locais com terrenos levemente ondulados e outros que apresentam grandes variações de altitude

Altitude: distância vertical entre um ponto da superfície terrestre e o nível do mar (considerado zero metro).

Chamamos de relevo o conjunto de formas irregulares da superfície da Terra.

Atividades

1. Espera-se que os estudantes notem que a paisagem da Chapada Diamantina tem um terreno ondulado, com subidas e descidas, e exige um bom condicionamento físico.

BNCC

(EF04GE11) Identificar as características das paisagens naturais e antrópicas (relevo, cobertura vegetal, rios etc.) no ambiente em que vive, bem como a ação humana na conservação ou degradação dessas áreas.

TCT

Meio ambiente (Educação Ambiental)

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, fazer as seguintes perguntas:

1. Vocês costumam caminhar pelo bairro onde vivem?

2. Ao caminhar, vocês sentem que estão subindo e descendo ou que o terreno é plano?

Essas perguntas visam identificar a percepção dos estudantes do lugar onde vivem, verificando se eles percebem as variações do terreno, para iniciar o trabalho com o conceito de relevo.

A habilidade EF04GE11 é trabalhada ao solicitar aos estudantes que reconheçam, por meio do texto e da fotografia, uma forma do relevo na paisagem da Chapada Diamantina.

Após uma discussão sobre o texto, ler o glossário com os estudantes e verificar se eles reconhecem a diferença entre altitude e altura; é indicado fazer um desenho na lousa para mostrar essa diferença. Explicar que altitude leva em consideração o nível do mar como referência, enquanto altura leva em conta outros referenciais, como a base de determinado objeto ou o solo. Explicar aos estudantes que estudaremos o relevo terrestre, aquele relativo à superfície emersa da Terra, mas que também existe o relevo submarino, que fica submerso.

Parque Nacional da Chapada Diamantina, em Palmeiras (BA), em 2024.

BNCC

(EF04GE11) Identificar as características das paisagens naturais e antrópicas (relevo, cobertura vegetal, rios etc.) no ambiente em que vive, bem como a ação humana na conservação ou degradação dessas áreas.

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, fazer as seguintes perguntas:

1. Quais nomes vocês usam para se referir aos terrenos baixos e aos terrenos altos de uma determinada paisagem?

2. Quais paisagens com relevo marcante vocês já visitaram?

Esta é uma oportunidade de identificar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre o assunto.

A habilidade EF04GE11 é trabalhada ao abordar as características das formas do relevo terrestre.

Organizar os estudantes para lerem em voz alta os boxes sobre as formas de relevo e explorarem conjuntamente as imagens correspondentes, dando destaque para o glossário.

Principais formas de relevo

As formas de relevo que existem na superfície terrestre são planaltos, depressões, montanhas e planícies. Essas formas de relevo levaram milhões de anos para serem formadas.

Planalto

É a superfície mais antiga e, geralmente, plana e com variação de altitude. Normalmente mais elevada do que os terrenos vizinhos, é a forma de relevo mais desgastada pela erosão, ou seja, os planaltos mais perdem do que recebem sedimentos. Os planaltos podem apresentar-se como serras, morros ou chapadas

• As serras são terrenos elevados, ondulados e com fortes desníveis.

• Os morros são montes de elevações suaves.

• As chapadas apresentam o topo plano com uma abrupta queda, lembrando o formato de uma mesa.

em português, se refere à queda abrupta entre a margem e o rio.

Erosão: desgaste da superfície provocado pela ação das águas, dos ventos e do derretimento de geleiras (camada de gelo no topo das montanhas). Sedimento: material que se solta da superfície em processos de erosão, como pedaços pequenos de rocha e solo.

Depressão

Atividade complementar

• Cartões de paisagens

Dividir os estudantes em pequenos grupos e solicitar que:

1. pesquisem imagens de diferentes paisagens, com formas de relevo variadas, lo-

Em 2020, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou uma série de reuniões entre cientistas e pesquisadores da área para a construção de um Sistema Brasileiro de Classificação do Relevo. A partir disso, boa parte dos pesquisadores entendeu que não há montanhas no Brasil, pois elas derivam do encontro de placas tectônicas e dos demais processos orogênicos. No entanto, há quem sustente que é possível utilizar o termo “montanha” mesmo para os chamados “dobramentos antigos” que não se localizam junto às zonas de encontro de placas. Em 2021, a aceitação do termo “montanha” para as terras brasileiras com maiores altitudes ganhou força. Até a produção desta obra, em 2025, o Sistema Brasileiro de Classificação do Relevo ainda não estava consolidado.

É uma área rebaixada em relação às áreas vizinhas (como planaltos e planícies) ou em relação ao nível do mar.

calizadas no município, no estado ou na região onde moram;

2. produzam legendas descrevendo a localização das paisagens apresentadas;

3. levem para a sala de aula na data combinada;

4. criem cartões com as imagens e as legendas, colando-os sobre papéis mais rígidos.

Ao longo do estudo da unidade, propor que acrescentem informações sobre o tipo de relevo de que a paisagem faz parte.

Grand Canyon, no Planalto do Colorado, Estados Unidos, em 2023. A expressão canyon, ou cânion,
Depressão do Mar Morto, em Israel, em 2024.

Planície

É a forma de relevo plana ou com poucas ondulações, formada pelo acúmulo de sedimentos transportados pelo vento e pela água e que se depositam nas superfícies. No Brasil, as planícies localizam-se no litoral e nas margens de grandes rios, como o Rio Paraguai.

É a forma de relevo mais jovem da Terra. Um conjunto de várias montanhas forma uma cordilheira. São nelas que existem os picos mais elevados do planeta. Observe na fotografia o Everest, na cordilheira do Himalaia. Esse é o pico mais elevado do mundo, com mais de 8 mil metros de altitude.

1. Respostas pessoais. Incentivar os estudantes a levantar hipóteses sobre a presença de água e de outros recursos naturais essenciais à vida e sobre as sensações

1 Em sua opinião, em qual das paisagens seria possível viver melhor? E em qual delas você acha que a vida seria mais difícil? Por quê?

térmicas que se pode inferir com base na análise das paisagens.

VOCÊ DETETIVE

1. Com a ajuda de um adulto responsável, produza um álbum com imagens das diferentes formas do relevo terrestre. Para encontrar imagens, pesquise em revistas, jornais, livros impressos e na internet. Escreva legendas para as imagens, com o nome da forma de relevo e a localização. No dia marcado pelo professor, leve sua pesquisa para a sala de aula e compartilhe com os colegas suas descobertas.

1. Orientar os estudantes a imprimir as imagens, a recortar de jornais ou revistas, a tirar cópias ou a fotografar imagens de livros, quando for possível. Solicitar a eles que compartilhem os álbuns com os colegas.

15/09/25 18:32

Você detetive

Orientar os estudantes sobre a possibilidade de fazer o registro de paisagens por meio de desenhos sempre que possível.

Após observarem os trabalhos dos colegas, incentivá-los a rever e ampliar as informações das legendas que produziram.

Sugestão para o professor

GAMA, Esther. Na Semana do Meio Ambiente, IBGE divulga os avanços do Sistema Brasileiro de Classificação do Relevo. Agência IBGE, Brasília, DF, 11 jun. 2024. Disponível https://agenciadenoticias. ibge.gov.br/agencia-notici as/2012-agencia-de-notici as/noticias/40303-na-sema na-do-meio-ambiente-ibge -divulga-os-avancos-do-sis tema-brasileiro-de-classi ficacao-do-relevo. Acesso: 18 ago. 2025.

Matéria sobre a iniciativa do IBGE e da comunidade científica de uniformizar as diferentes maneiras de representar o relevo brasileiro com discussão realizada em encontro de cientistas e professores em 2024.

Sugestão para o professor

BATISTA, Ivone Lopes. Sistema Brasileiro de Classificação de Relevo. In: 2o WORKSHOP SOBRE O SISTEMA BRASILEIRO DE CLASSIFICAÇÃO DE RELEVO. 2024, Rio de Janeiro. Anais [...]. Rio de Janeiro: IBGE, 2024. p. 4.

Texto que retrata o levantamento geográfico sistemático do território brasileiro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Montanha
Planície do Serengueti, na Tanzânia, em 2024.
Vista da cordilheira do Himalaia com o Monte Everest ao centro, no Nepal, em 2025.

BNCC

(EF04GE11) Identificar as características das paisagens naturais e antrópicas (relevo, cobertura vegetal, rios etc.) no ambiente em que vive, bem como a ação humana na conservação ou degradação dessas áreas.

TCT

Meio ambiente (Educação Ambiental)

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, fazer as seguintes perguntas:

1. Vocês acham que as paisagens sempre foram iguais ao que são hoje?

2. Vocês acham que os elementos da natureza podem transformar a paisagem? Deem exemplos.

Incentivar os estudantes a justificar as suas respostas. Se possível, apresentar exemplos de paisagens do município ou da região onde vivem que foram transformadas por ações da natureza.

A habilidade EF04GE11 é trabalhada ao abordar as características das paisagens naturais e humanizadas e seus agentes de formação e transformação.

A natureza é um conceito importante para a Geografia que costuma ser trabalhado com os estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental a partir dos elementos naturais (rios, mares, ventos, chuvas etc.). Dessa maneira, é mais fácil compreender que são esses elementos que possibilitam as mudanças na superfície terrestre, e não a natureza em si, uma vez que ela constitui um conceito mais amplo e complexo.

Retomar o conceito de paisagem sempre que possível nesta unidade, pois é

Formação e transformação

O relevo terrestre está em constante formação e transformação. Os agentes responsáveis por essas mudanças são os elementos da natureza e os seres humanos, ao interferir na paisagem.

Os agentes de transformação do relevo podem ser internos (quando atuam no interior da superfície da Terra) ou externos (quando atuam acima da superfície terrestre). Os principais agentes internos são os terremotos e as erupções vulcânicas. Por sua vez, os principais agentes externos são o vento, a água e as geleiras. Dizemos que os agentes internos estruturam o relevo, já os agentes externos modelam o relevo.

Observe esta ilustração.

Derretimento das geleiras

A ação do vento, da água ou das geleiras lentamente retira sedimentos das rochas e do solo, que vão, aos poucos, se desgastando. Os sedimentos são transportados também pelo vento, pelas águas e pelo derretimento das geleiras para outros lugares, onde se depositam. A ação dos terremotos e vulcões, por exemplo, provoca mudanças rápidas no relevo. Tudo isso forma e transforma o relevo da Terra.

Além da natureza, os seres humanos, ao longo do tempo, transformam o relevo quando constroem cidades, estradas, fábricas, plantações, pontes, entre outras construções.

por meio da análise indireta das paisagens (presentes nas imagens) que os elementos da natureza e a ação antrópica sobre o meio serão estudados.

Organizar os estudantes em duplas para fazerem a observação das imagens da página 119 e a leitura de suas respectivas legendas. Destacar que as imagens retratam exemplos de transformação da paisagem e pedir que identifiquem qual agente é responsável pela situação retratada: falésias na praia em Prado (BA) – ação das ondas

do mar e dos ventos; erupção vulcânica na Indonésia – ação da lava, da poeira e dos gases expelidos pelo vulcão, além dos terremotos; cultivo de arroz na China – ação dos seres humanos. Depois, organizar o grupo para conversar sobre cada imagem. Explicar aos estudantes que a formação na fotografia da praia é chamada de falésia, uma forma de relevo litorânea com desnível grande e abrupto; é formada pela ação erosiva do mar e de elementos do continente. Também pode ser chamada de costão.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.
Vulcanismo/ terremotos
Movimentos dos rios
Ação da chuva Ação humana Movimento dos ventos
Movimentos do mar

Erupção vulcânica no Monte Merapi, na Indonésia, em 2024. No Brasil, não existem vulcões ativos. Nos países onde eles existem, é possível encontrar paisagens transformadas pela ação da lava, da poeira e dos gases expelidos pelos vulcões, e também pelos terremotos que geralmente acompanham as erupções.

Vista da praia de Japara Grande, em Prado (BA), em 2024. As feições das praias geralmente são esculpidas pelos movimentos das ondas do mar e dos ventos.

Vista de cultivo de arroz com técnica de curva de nível na China, em 2025. Para o plantio em áreas onduladas, geralmente o terreno é adaptado.

Atividades

2. Espera-se que os estudantes identifiquem que as ações podem ocorrer lentamente, como no caso das ações do vento e da água em processos de erosão e sedimentação, mas podem agir rapidamente por meio de erupções vulcânicas e terremotos, por exemplo.

Sugestão para o professor

MATÉRIA de Capa: fraturas da Terra. Publicado por: Matéria de Capa. 2014. 1 vídeo (ca. 28 min). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=Fxjitv8oH4s. Acesso em: 16 ago. 2025. Episódio do programa Matéria de Capa, da Fundação Padre Anchieta, que aborda as placas tectônicas e os fenômenos ocorridos em suas áreas de encontro, como tremores, terremotos, tsunâmis e vulcões. O vídeo é bem completo, e alguns trechos podem ser exibidos para os estudantes caso queira aprofundar o assunto da formação e da transformação do relevo.

1 Cite um processo lento e um processo rápido de mudança do relevo provocado por elementos da natureza.

1. Lento: erosão (desgaste das rochas e do solo) ou sedimentação (deposição de sedimentos); rápido: erupções vulcânicas ou terremotos.

2 Como é a ação dos seres humanos na transformação do relevo?

2. Ver orientações no Encaminhamento 3. Resposta pessoal.

3 Você já viu alguma construção que provocou uma mudança no relevo? Conte aos colegas e ao professor.

11/09/25 16:11

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

BNCC

(EF04GE10) Comparar tipos variados de mapas, identificando suas características, elaboradores, finalidades, diferenças e semelhanças.

(EF04GE11) Identificar as características das paisagens naturais e antrópicas (relevo, cobertura vegetal, rios etc.) no ambiente em que vive, bem como a ação humana na conservação ou degradação dessas áreas.

TCT

Meio ambiente (Educação Ambiental)

Alfabetização cartográfica

• Leitura, interpretação e análise de mapa

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, fazer as seguintes perguntas:

1. Em relação ao relevo do local onde vivem, vocês acham que existem mais partes altas ou baixas?

2. Vocês já viajaram para algum lugar com relevo muito diferente daquele de seu município? Se sim, contem como ele era.

Espera-se que os estudantes compartilhem suas observações sobre o relevo das paisagens que conhecem. Utilizar essas percepções para abordar as formas de relevo brasileiras.

As habilidades EF04GE10 e EF04GE11 são trabalhadas ao abordar, por meio de um mapa, as formas de relevo do Brasil e apresentar, em fotografias, paisagens características de cada uma.

Fazer uma leitura do mapa da página com o grupo, analisando as informações da legenda e relacionando as imagens das paisagens de Juazeiro do Norte (CE),

Relevo do Brasil

As formas de relevo existentes no Brasil são os planaltos, as planícies e as depressões. O relevo brasileiro é bastante antigo.

Os planaltos estão presentes em grande parte do país e são, muitas vezes, áreas mais elevadas. As planícies localizam-se, sobretudo, no litoral. Já as depressões estão situadas entre as áreas de planície e planalto.

Observe no mapa as principais formas do relevo brasileiro.

Brasil: relevo

Equador

OCEANO PACÍFICO

ARGENTINA

QUEM É?

de Capricórnio

Fonte: ROSS, Jurandyr L. S. (org.). Geografia do Brasil. 5. ed. São Paulo: Edusp, 2005. p. 53.

Jurandyr Ross é um geógrafo brasileiro. Após trabalhar em um grande projeto de mapeamento do território brasileiro, o Projeto Radam, Jurandyr propôs, nos anos 1980, uma nova leitura do relevo do Brasil.

Aquidauana (MS), São Roque de Minas (MG) (página 121) ao mapa. Instruir os estudantes a fazer pequenos grupos para a leitura do mapa, dos textos e das fotografias. Localizar, com os estudantes, o estado onde vivem e observar qual é a forma de relevo predominante, incentivando-os a relacioná-lo com paisagens do lugar onde vivem.

Retomar com os estudantes as definições das formas de relevo das páginas 116 e 117, procurando reconhecer nas imagens o que está descrito naqueles textos.

Vista da cidade de Juazeiro do Norte (CE), localizada em área de depressão, em 2023. Ao fundo, a Chapada do Araripe.

Vista da planície do Pantanal em Aquidauana (MS), em 2025.

1

Vista da Serra da Canastra, localizada em área de planalto, em São Roque de Minas (MG), em 2024.

Com auxílio do professor, identifique, no mapa da página anterior, a localização aproximada do município onde fica a escola. Ela está em área de planalto, planície ou depressão? 1. Resposta pessoal.

Sugestão para o professor

ROSS, Jurandyr Luciano Sanches. Relevo brasileiro: uma nova proposta de classificação. Revista do Departamento de Geografia, São Paulo, v. 4. p. 25-39, nov. 2011. Disponível em: http:// www.revistas.usp.br/rdg/ article/view/47094/50815. Acesso em: 16 ago. 2025.

Conferir o artigo com a primeira publicação da nova proposta de classificação do relevo brasileiro elaborada pelo professor Jurandyr Ross, do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (apresentada no mapa da página 120), que constitui um marco no estudo geomorfológico no país.

FIORAVANTI, Carlos. Sob a força dos Andes. Pesquisa Fapesp, São Paulo, ed. 246, ago. 2016. Disponível em: http://revistapesquisa. fapesp.br/2016/08/19/sob -a-forca-dos-andes/. Acesso em: 16 ago. 2025.

Publicada na revista Pesquisa Fapesp, essa matéria traz informações do geógrafo Jurandyr Ross sobre uma pesquisa finalizada em 2016 a respeito do relevo da América do Sul. No final da matéria, há um link para acessar o artigo científico resultante dessa pesquisa de Jurandyr Ross publicado na Revista Brasileira de Geografia.

BNCC

(EF04GE11) Identificar as características das paisagens naturais e antrópicas (relevo, cobertura vegetal, rios etc.) no ambiente em que vive, bem como a ação humana na conservação ou degradação dessas áreas.

TCT

Meio ambiente (Educação Ambiental)

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, fazer a seguinte pergunta:

• O que vocês acham que a imagem da página representa?

Espera-se que os estudantes percebam que se trata de uma situação de deslizamento. Aproveitar o momento para verificar o que o grupo já conhece sobre o tema.

A habilidade EF04GE11 é trabalhada ao abordar a relação entre características do relevo e as áreas de risco para ocupações humanas.

Organizar o grupo para fazer a leitura oral do texto relacionando-o com a ilustração. Perguntar aos estudantes se eles sabem se no local onde moram já ocorreram deslizamentos. Complementar as informações do texto explicando que construir habitações em encostas de morros pode acelerar processos erosivos, que levam ao deslizamento de terra. Construções em várzeas de rios também apresentam riscos, pois devastam a mata ciliar e aceleram processos erosivos, levando ao assoreamento do leito do rio e a inundações de uma área por águas fluviais ou pluviais. Retomar o conceito de erosão, apresentado na página 116, acrescentando que as ações humanas podem provocar ou potencializar processos erosivos.

Deslizamentos

Há determinadas formas de relevo que são mais propícias à construção de moradias e de outras necessidades para a sobrevivência das pessoas. A superfície terrestre também apresenta formas que dificultam a ocupação humana, como você verá ao ler o texto a seguir.

O crescimento da população traz a necessidade de construção de novas moradias, o que deve ocorrer de acordo com um planejamento adequado

No entanto, nem sempre isto acontece da melhor forma e uma parte da população acaba construindo suas casas em regiões inadequadas e às vezes perigosas, onde há possibilidade de deslizamentos. Assim, instala-se uma “área de risco”, trazendo a possibilidade de morte à população e danos às residências e à infraestrutura.

Esta situação ocorre principalmente em regiões de morros e em margens de rios e córregos, tornando essas áreas não recomendadas para a habitação.

SANTORO, Jair; SOUZA, Sandra Moni de. Você sabe o que é deslizamento? 3. ed. São Paulo: Instituto Geológico, 2015. p. 7.

1 Após a leitura do texto e considerando o que estudou até aqui, discuta com os colegas o motivo pelo qual algumas áreas são chamadas de “área de risco”. Depois, redija um parágrafo sobre as conclusões de vocês. 1. Espera-se que os estudantes constatem que essas áreas podem oferecer risco de morte à população e danos à infraestrutura, e que são áreas mais vulneráveis aos elementos naturais. da ocupação do território. Deve-se lembrar também que junto com as casas deve ser instalada infraestrutura para a vida urbana (ruas, luz, água, esgoto, escolas, unidades de saúde, comércio etc.).

Atividade complementar

• Painel de áreas de risco do município Orientar os estudantes na investigação e na construção de um painel sobre as áreas de risco do município onde vivem. Para isso, fazer as seguintes perguntas:

1. No município onde você mora há áreas de deslizamentos e outras áreas consideradas de risco? Onde?

2. Será que todos os bairros do município onde você mora dispõem de condições favoráveis de infraestrutura urbana?

Solicitar aos estudantes que pesquisem essas informações na internet, em jornais do município ou conversem com pessoas da família sobre o assunto. Se possível, pedir que tragam imagens e reportagens sobre os casos ocorridos. Organizem todo o material coletado em um mural, identificando as áreas e os problemas encontrados.

Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si.
As cores não correspondem aos tons reais.
CLAUDIA
MARIANO
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Águas do planeta

A maior parte da superfície do planeta Terra é constituída de água. Ela é indispensável para a manutenção da vida e está presente na natureza em oceanos, geleiras, rios, no subsolo e na atmosfera

Quase toda a água existente na Terra é salgada. Veja no esquema a seguir. Subsolo: camada de solo abaixo da superfície da Terra. Atmosfera: camada de gases que envolve a Terra.

Águas do planeta: doce e salgada*

Água doce

Água doce superficial (rios, lagos e atmosfera)

Água doce dos aquíferos

BNCC

(EF04GE11) Identificar as características das paisagens naturais e antrópicas (relevo, cobertura vegetal, rios etc.) no ambiente em que vive, bem como a ação humana na conservação ou degradação dessas áreas.

TCT

Meio ambiente (Educação Ambiental)

* Dados aproximados.

Água doce das geleiras

Total de água no mundo Água doce Água salgada

Elaborado com base em: WATER SCIENCE SCHOOL. The distribution of water on, in and above the Earth. United States Geological Survey, 25 out. 2019. Disponível em: https://www.usgs.gov/media/images/ distribution-water-and-above-earth. Acesso em: 15 jul. 2025.

1. A maior parte da água do planeta é salgada e está nos mares e oceanos.

1 Onde está a maior parte da água do planeta?

2 Observe os dados sobre o consumo de água no mundo e depois responda às questões.

a) Qual é a atividade que mais consome água no mundo?

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, fazer a seguinte pergunta: • Vocês usam água em quais atividades do cotidiano?

A pergunta visa aproximar o grupo do tema do uso e importância das águas, relacionando-o à realidade dos estudantes.

b) A água utilizada para o consumo doméstico representa muito ou pouco do total do consumo?

3 Por que é importante economizar água? Como podemos economizá-la em casa e na escola? Converse com os colegas sobre essa questão. 2. a) Agropecuária. 2. b) Proporcionalmente pouco.

3. Porque a água do planeta é finita. É possível economizar água fechando a torneira ao escovar os dentes, não tomando banhos demorados, evitando lavar quintal de forma desnecessária, entre outros. Porém, é importante ter consciência sobre as atividades que mais consomem a água do planeta.

Elaborado com base em: FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED NATIONS. The State of Food and Agriculture. Roma: FAO, 2020. Disponível em: http://www.fao.org/documents/card/en/c/cb1447en. Acesso em: 7 jul. 2025.

Atividades

2. Orientar a leitura do gráfico para a resolução da atividade. Chamar a atenção para o fato de que, mesmo o uso doméstico sendo o menor entre os apresentados no gráfico, precisamos evitar o desperdício desse recurso.

3. Explicar aos estudantes que a quantidade de água no planeta não se altera. O que sofre alterações é a disponibilidade de água própria para o consumo, limpa e tratada, por isso a necessidade de evitar desperdiçá-la.

Sugestão para o professor

ONDE há água no planeta? Nova Escola, São Paulo, 2 set. 2017. Disponível em: https:// novaescola.org.br/conteudo/6696/onde-a -agua-no-planeta. Acesso em: 16 ago. 2025.

Esse plano de aula sobre a água no planeta Terra traz boas dicas de como trabalhar o tema em sala de aula com os estudantes.

A habilidade EF04GE11 é trabalhada ao abordar as águas do planeta e a importância de conservar esse recurso.

Fazer a leitura do texto com os estudantes. Se achar interessante, listar na lousa onde a água está presente na natureza em nosso planeta (nos oceanos, nas geleiras etc.), chamando a atenção deles para os termos do glossário.

Fazer a leitura do infográfico das águas do planeta e verificar se eles compreendem a relação de proporção das partes com o todo. Se preferir, organizá-los em duplas para a resolução das atividades. Depois, pedir que compartilhem suas respostas com o grupo.

SONIA VAZ
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

BNCC

(EF04GE11) Identificar as características das paisagens naturais e antrópicas (relevo, cobertura vegetal, rios etc.) no ambiente em que vive, bem como a ação humana na conservação ou degradação dessas áreas.

TCT

Meio ambiente (Educação Ambiental)

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, fazer a seguinte pergunta: • Vocês já pararam para pensar em como e onde começa um rio?

Incentivar a troca de conhecimentos que os estudantes já têm sobre o assunto e de hipóteses a respeito das nascentes dos rios.

A habilidade EF04GE11 é trabalhada ao abordar os rios, elementos que podem ser encontrados nas paisagens.

Iniciar a aula conversando com os estudantes sobre o fato de o Brasil possuir alguns dos maiores rios do mundo, além de ser o país com a maior quantidade de água doce e de águas superficiais.

Ao ler a definição de rio, comentar com os estudantes que córregos e riachos são denominações dadas a cursos de água menores que os rios. Explorar a ilustração para explicar as partes de um rio, associando-as às diferentes altitudes de seu curso. Se achar importante, explicar que um afluente pode ser classificado como direito ou esquerdo em relação ao rio principal, tendo como referência a direção em que o rio principal corre (da nascente à foz).

Texto de apoio

O grande “planeta água” está passando sede. [...]

A água como substância está presente em toda parte, mas o recurso hídrico, entendido como um bem

Rios do Brasil

Existem muitos rios no Brasil: Amazonas, Paraná, São Francisco, Tocantins, Araguaia, Paraguai, Doce, Paraíba do Sul, Parnaíba, Tietê, Ribeira de Iguape, Iguaçu, Capibaribe, entre outros. Mas você sabe o que é um rio?

Rio é uma corrente natural de água que percorre a superfície da Terra.

O ponto de origem de um rio é chamado nascente . Um rio pode surgir de diversas maneiras: pelo derretimento de geleiras no topo de montanhas, pelo afloramento de água subterrânea, pela água da chuva.

Os rios nascem em áreas mais elevadas e sempre correm em direção aos terrenos mais baixos. O ponto onde um rio deságua é chamado foz, que pode ser outro rio, um lago, mar ou oceano. O rio que deságua em outro rio (a este segundo dá-se o nome de rio principal) é um afluente

Observe a imagem.

econômico e que pode ser aproveitado pelo ser humano dentro de custos financeiros razoáveis, é mais escasso. O problema da escassez de água está atingindo proporções alarmantes. Em 1972, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente em Estocolmo [Suécia] já prenunciava uma crise mundial da água. Na década de 1990, o Comitê de Recursos Naturais das Nações Unidas confirmou que 80 países, que representavam 40% da população mundial, padeciam de grave carência de água e que em muitos casos esta falta era um fator limitante para o desenvolvimento econômico e so-

cial. A escassez de água atinge hoje mais de 460 milhões de pessoas. Se não for alterado o estilo de vida da sociedade, um quarto da população mundial sofrerá este problema nas próximas décadas.

A contaminação da água vem crescendo assustadoramente, sobretudo nas zonas costeiras e em grandes cidades em todo o mundo. Fornecer água potável para todos é o grande desafio da humanidade para os próximos anos. A água de boa qualidade pode reduzir a taxa de mortalidade e aumentar a expectativa de vida da população.

TEIXEIRA, Wilson et al. (org.). Decifrando a Terra São Paulo: Oficina de Textos, 2000. p. 422.

HÉCTOR
Nascente
Afluente

O

Brasil apresenta uma das maiores concentrações de rios do mundo, por isso se diz que a hidrografia do país é muito rica.

O mapa a seguir mostra os principais rios brasileiros e as regiões hidrográficas, contendo suas bacias hidrográficas.

Hidrografia: ramo da Geografia que estuda as águas de rios, lagos, lagoas, águas subterrâneas, entre outras.

Bacia hidrográfica é uma área do relevo por onde corre um rio principal e seus afluentes.

Já região hidrográfica é uma área compreendida por uma bacia, grupo de bacias ou sub-bacias hidrográficas dentro do território brasileiro.

Brasil: regiões hidrográficas (2023)

Regiões hidrográficas

Atlântico Sul

São Francisco

Tocantins-Araguaia

Capital estadual Capital federal Limite estadual Fronteira internacional

1 Observe o mapa e responda às questões no caderno.

a) Qual é a maior região hidrográfica brasileira?

Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2024. p. 110.

BNCC

(EF04GE10) Comparar tipos variados de mapas, identificando suas características, elaboradores, finalidades, diferenças e semelhanças.

TCT

Meio ambiente (Educação Ambiental)

Alfabetização cartográfica

• Leitura, interpretação e análise de mapa

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, fazer as seguintes perguntas:

1. Vocês já ouviram o termo bacia hidrográfica?

2. Qual é a relação desse termo com o estudo dos rios?

A partir das perguntas, é possível despertar a curiosidade dos estudantes pelo tema. O importante no momento é promover a troca de conhecimentos e hipóteses sobre o tema bacias hidrográficas.

A habilidade EF04GE10 é trabalhada ao abordar, por meio de um mapa, os rios, as redes e as bacias hidrográficas do Brasil, apresentando as características da rede hidrográfica brasileira.

b) Qual região ou regiões hidrográficas abrangem o estado em que você vive?

Atividades

1. a) A do Rio Amazonas. 1. b) Resposta pessoal.

1. b) Auxiliar os estudantes na identificação, no mapa, da Unidade Federativa onde vivem e da rede hidrográfica que está no território.

Sugestão para os estudantes

CUNHA, Leo; NEVES, André. Um dia, um rio

São Paulo: Pulo do Gato, 2016. Neste livro, o narrador é um rio que conta que, após a tragédia de Mariana, perdeu as características que o tornavam um rio vivo.

Em 2003, o Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) delimitou 12 regiões hidrográficas contendo as bacias hidrográficas brasileiras. Essa nova divisão da rede fluvial corresponde à área compreendida por uma bacia, um grupo de bacias ou sub-bacias hidrográficas dentro do território brasileiro.

Comparar esse mapa com o do relevo brasileiro da página 120, identificando correspondências entre as regiões de planícies e depressões e as bacias, como a Amazônica e a do Rio São Francisco.

SONIA VAZ

BNCC

(EF04GE11) Identificar as características das paisagens naturais e antrópicas (relevo, cobertura vegetal, rios etc.) no ambiente em que vive, bem como a ação humana na conservação ou degradação dessas áreas.

TCT

Meio ambiente (Educação Ambiental)

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, fazer as seguintes perguntas:

1. Vocês já ouviram alguma história sobre um rio?

2. Por que vocês acham que em alguns lugares as pessoas moram perto de rios?

Discutir com os estudantes sobre histórias reais e fictícias que contribuem para o imaginário sobre os rios. Em um segundo momento, questioná-los sobre os atrativos econômicos que um rio pode oferecer para uma população, como abastecimento, transporte, mineração etc.

A habilidade EF04GE11 é trabalhada a partir da análise dos textos sobre o rio São Francisco e o rio das Garças e das características das paisagens do entorno.

Organizar os estudantes em duplas para a leitura dos textos. Pedir que façam primeiro a leitura em duplas e, em seguida, uma leitura coletiva. Esse é um momento para avaliar a fluência dos estudantes em leitura oral. Aproveitar o momento para tirar dúvidas e fazer esclarecimentos que julgar necessários.

O texto 1 apresenta o rio como um oásis no deserto. Verificar se os estudantes conhecem o significado de “oásis”, a fim de que compreendam a importância do rio São Francisco para as

VAMOS LER VAMOS LER

Dois rios do Brasil

Os textos a seguir descrevem a importância de dois rios brasileiros. O primeiro texto foi escrito entre 1879 e 1890 e o segundo, em 1920.

O rio São Francisco, como um Oásis no deserto, através dos sertões adustos da Bahia ao Ceará, de Pernambuco ao Piauí, é, na verdade, a terra da promissão e o refúgio daqueles povos assolados pela seca […].

SAMPAIO, Theodoro. O Rio de S. Francisco e a Chapada Diamantina: trechos de um diário de viagem (1879-80). São Paulo: Escolas Profissionais Salesianas, 1905. p. 11.

Adusto: ardente, castigado pelo sol.

João Nariz ouviu falar do rio das Garças e da enorme quantidade de diamantes que existia em seu leito. Leito é o lugar onde o rio corre. Esse rio das Garças fica no estado de Mato Grosso, lá longe. […]

Mas afinal, depois de longos meses de caminhada, chegou ao famoso rio das Garças. Não encontrou garça nenhuma, e sim aventureiros de todos os tipos. Encontrou baianos, australianos, russos, homens da África do Sul e das Guianas. Viviam em casebres de palha armados à beira do rio e só se ocupavam com o serviço de catar diamantes.

LOBATO, Monteiro. O garimpeiro do rio das Garças. São Paulo: Globo, 2012. p. 12-13.

1 Após ler os textos, responda às questões.

a) Qual é o nome do rio do texto 1? Qual é sua localização e por que ele é importante?

1. a) Rio São Francisco. Localizado da Bahia ao Ceará, de Pernambuco ao Piauí. É importante por ser um oásis.

b) Qual é o nome do rio do texto 2? Qual é sua localização e por que ele é importante?

1. b) Rio das Garças. Localizado no estado de Mato Grosso. É importante pela extração de diamantes.

populações que vivem em seu entorno. Ele representa a fertilidade e a riqueza em uma área muito seca e pobre. Evidenciar que a grafia nesse texto era a utilizada na época: “sertão adusto”, quer dizer que a área tinha elevada temperatura, era ardente; “promissão” é promessa.

Sobre o texto 2, comentar que pessoas de diversos lugares foram para o rio em busca das riquezas oferecidas nas áreas de extração de diamantes.

Atividades

1. A atividade propicia aos estudantes que localizem determinadas informações no texto, contribuindo assim para a sua compreensão.

VAMOS

ESCREVER

Um rio do meu município

Agora, que tal conhecer melhor um rio que passa por seu município ou o rio mais próximo do município onde você mora?

1 Com a ajuda do professor e de um colega, escolha um rio. Depois, pesquise e registre as informações a seguir no caderno.

a) O nome do rio.

b) Onde ele nasce.

c) Onde ele deságua.

d) No trecho que vocês conhecem, ou do qual já ouviram falar, o rio é limpo ou poluído?

e) As pessoas depositam lixo no leito desse rio?

f) Há vegetação nas margens desse rio?

g) Qual é a importância do rio para a economia do seu município?

h) E para a população? Qual é a importância do rio para os habitantes do seu município?

1. Respostas pessoais.

2 Faça dois desenhos do rio pesquisado. No primeiro desenho, faça como ele é atualmente; no segundo, como você gostaria que ele fosse

2. Produções pessoais.

DESCUBRA MAIS

• AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS E SANEAMENTO BÁSICO (ANA). As regiões hidrográficas. c2025. Disponível em: https://www.gov.br/ana/pt-br/assuntos/ gestao-das-aguas/panorama-das-aguas/regioes-hidrograficas. Acesso em: 7 jul. 2025.

O portal traz importantes informações sobre as regiões hidrográficas brasileiras.

Atividade complementar

• Trabalho de campo

Organizar, com a supervisão da direção e com a autorização dos pais, um trabalho de campo sobre um rio próximo da escola. Se possível, planejar o percurso desde sua nascente. Organizar um roteiro de investigação para ser utilizado no dia da visita. Identificar, com os estudantes, as condições do rio e do entorno. Se achar interessante, utilizar o roteiro proposto na atividade 1 do Livro do estudante. De acordo com as possibilidades, o trabalho pode ser apresentado em formato de vídeo (semelhante ao indicado na Sugestão para o professor).

Sugestão para o professor

CANALIZAÇÃO de rios: rios encaixotados. Terra Negra 03. Publicado por: BlaBlaLogia. 2017. 1 vídeo (ca. 20 min). Disponível em: https:// www.youtube.com/watch?v=fmSj1fC4KvU. Acesso em: 16 ago. 2025.

Vídeo que expõe os processos de urbanização e os seus impactos sobre os rios urbanos e toda a bacia hidrográfica da qual fazem parte. Ele explora a ocupação das várzeas, as políticas urbanas, a canalização dos rios e os problemas decorrentes do seu “encaixotamento”.

BNCC

(EF04GE11) Identificar as características das paisagens naturais e antrópicas (relevo, cobertura vegetal, rios etc.) no ambiente em que vive, bem como a ação humana na conservação ou degradação dessas áreas.

Organize-se

• Folhas de papel avulsas, lápis de cor ou canetas hidrográficas.

ENCAMINHAMENTO

A habilidade EF04GE11 é trabalhada ao ser proposto o estudo de um rio, a partir do contexto do município onde os estudantes vivem, a investigação de suas condições de conservação e sua importância.

Auxiliar os estudantes na escolha de um rio e, se possível, disponibilizar materiais que possam ajudá-los a encontrar informações sobre ele.

Atividades

1. Avaliar a possibilidade de essa atividade ser feita em casa, com a ajuda de um familiar, e de os estudantes fazerem uma visita para conhecer o rio, ou parte dele. Se não for possível realizar a pesquisa sobre um rio do bairro ou mesmo do município onde vivem os estudantes, uma alternativa é estender a pesquisa para o estado ou para a região.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

BNCC

(EF04GE11) Identificar as características das paisagens naturais e antrópicas (relevo, cobertura vegetal, rios etc.) no ambiente em que vive, bem como a ação humana na conservação ou degradação dessas áreas.

TCT

Meio ambiente (Educação Ambiental)

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, fazer a seguinte pergunta:

• Vocês já conheceram em uma viagem, por fotografia ou em um filme uma paisagem natural que chamou a atenção de vocês? Como ela era?

Iniciar uma conversa com o grupo, de modo a verificar a percepção dos estudantes em relação às paisagens que conheceram pessoalmente ou por meio de fotografias e filmes. Incentivá-los a descrever a vegetação do local e a refletir sobre como poderia ser o clima da região.

A habilidade EF04GE11 é trabalhada ao abordar as características das paisagens a partir da interação dos seus elementos naturais.

Após a leitura do texto, pedir aos estudantes que se organizem em grupos e conversem sobre o que foi lido. Depois, iniciar a discussão e pedir aos grupos que compartilhem as conversas. É importante que os estudantes reconheçam a interação dos elementos naturais na constituição das paisagens. A imagem da página é extremamente didática para iniciar essa aula. Pedir que observem e descrevam os elementos da paisagem retratada: o céu, as nuvens, a chuva e a vegetação.

Texto de apoio

Analisar os diferentes ambientes e paisagens no território brasileiro foi uma das grandes missões de vida

CLIMA E VEGETAÇÃO 2

Quando observamos uma paisagem natural, é interessante prestarmos atenção na harmonia e na interação entre os elementos dessa paisagem: a luz do sol, a vegetação, o solo, o relevo, a chuva, os rios, entre outros.

Vegetação é o conjunto de plantas que cobre a superfície de um lugar ou de uma região.

As características da vegetação mudam entre os lugares. Isso ocorre pela interação com os demais elementos naturais, como o clima.

Assim como a vegetação, o clima muda entre as áreas da superfície terrestre, influenciado, principalmente, pela intensidade dos raios solares.

Na natureza, todos os elementos interagem, ou seja, influenciam e são influenciados pelos demais. A chuva, os rios e os solos, por exemplo, também dependem da vegetação e do clima, assim como interferem neles. Tudo isso compõe a natureza.

Essa interação aparece na paisagem desta fotografia. Observe-a.

2024.

1 O que você observa na paisagem da fotografia? 1. Espera-se que os estudantes citem a vegetação, as nuvens e a chuva e percebam a interação entre elas.

do professor Aziz Nacib Ab’Sáber, um dos maiores geógrafos físicos do país, nacional e internacionalmente reconhecido e premiado. Tendo percorrido numerosos rincões do Brasil, o pesquisador nos ajudou a descobrir diferentes paisagens e a entender os processos dinâmicos e continuados da formação natural e cultural delas.

“A paisagem é sempre uma herança”, dizia o professor. Herança histórica e herança cultural dos povos agindo sobre os diferentes ambientes. Ambientes esses que possuem características distintas de solo, clima, vegetação, relevo e água. Dessa combinação resultam espaços e lugares

os mais diversos, expressivos e originais do Brasil.

[...] Cada domínio [morfoclimático], geralmente associado a determinada região do país, possui feições específicas de relevo, tipos de solos, domínio e a de outro, há faixas de transição e de contato, com mini biomas, formações paisagísticas e condições ecológicas variadas.

MONGELLI, Mônica de Medeiros. Geografia da vida brasileira. Desafios do Desenvolvimento, Brasília, DF, ano 9, ed. 72, 2012. Disponível em: https:// www.ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_ content&view=article&id=2769:catid=28&Itemid=23. Acesso em: 28 jul. 2021.

Ao fundo, chuva sobre área de Cerrado em Cocos (BA), em

Tempo

Muitas vezes, em um mesmo dia, podemos sentir frio pela manhã e calor no horário do almoço. Quando passamos o dia fora de casa, em um passeio, por exemplo, pode acontecer de sairmos em um dia quente e ensolarado, mas levarmos um guarda-chuva ou até uma blusa de frio, não é mesmo?

Isso acontece porque o tempo pode mudar. As mudanças do tempo acontecem na atmosfera, a camada de gases que envolve a Terra. O ar que respiramos faz parte da atmosfera.

Usamos a palavra tempo para expressar um estado momentâneo das condições da atmosfera terrestre.

Parte da Terra vista do espaço, em 2025. As manchas brancas são nuvens, e elas ficam na parte mais baixa da atmosfera terrestre, que pode atingir 10 mil quilômetros de altura.

Texto de apoio

O tempo atmosférico é o estado momentâneo da atmosfera em um dado instante e lugar. Entende-se por estado da atmosfera o conjunto de atributos que a caracterizam naquele momento, tais como radiação [...], temperatura, umidade (precipitação, nebulosidade etc.) e pressão (ventos). [...] O [...] clima é a síntese do tempo num determinado lugar durante um período de 30 a 35 anos. [...] [...]. Entre os principais fatores que determinam os tipos climáticos brasileiros, destacam- se: [...]

• a maritimidade/continentalidade, pois o litoral tem uma considerável extensão e é banhado por águas quentes –particularmente a corrente sul equatorial e a corrente do Brasil – e frias – corrente das Malvinas (ou Falklands). A dis-

BNCC

(EF04GE11) Identificar as características das paisagens naturais e antrópicas (relevo, cobertura vegetal, rios etc.) no ambiente em que vive, bem como a ação humana na conservação ou degradação dessas áreas.

TCT

Meio ambiente (Educação Ambiental)

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, fazer as seguintes perguntas:

1. Quando vocês se preparam para ir à escola, como escolhem as roupas que vão usar?

2. Hoje vocês escolheram roupas mais leves ou agasalhos? Precisaram usar guarda-chuva?

Introduzir a noção de tempo atmosférico com base no cotidiano dos estudantes.

A habilidade EF04GE11 é trabalhada ao abordar o conceito de tempo atmosférico e relacioná-lo às características da paisagem em um dado momento.

Explorar as ilustrações com os estudantes, pedindo que descrevam o tempo atmosférico em cada cena. Apresentar o conceito de tempo atmosférico a eles e conversar sobre como está o tempo no momento da aula.

posição geográfica do “continente Brasil” apresenta [...] uma expressiva extensão de terras que se encontram consideravelmente afastadas da superfície marítima [...];

• as modestas altitudes do relevo, expressas em cotas relativamente baixas e cujos pontos extremos atingem somente cerca de 3.000 m;

• a extensão territorial, que compreende uma área de cerca de 8.511 milhões de km²* [...] disposta em sua grande maioria no hemisfério Sul – o hemisfério das águas.

DANNI-OLIVEIRA, Inês Moresco; MENDONÇA, Francisco. Climatologia: noções básicas e climas do Brasil. São Paulo: Oficina de Textos, 2007. p. 13-14; 149.

* Em 2025, o IBGE atualizou a área territorial brasileira para 8509379,576 km².

BNCC

(EF04GE11) Identificar as características das paisagens naturais e antrópicas (relevo, cobertura vegetal, rios etc.) no ambiente em que vive, bem como a ação humana na conservação ou degradação dessas áreas.

TCT

Ciência e tecnologia

ENCAMINHAMENTO

Retomar a noção de tempo atmosférico com os estudantes. Certificar-se de que não a confundam com a noção de tempo cronológico.

• Como podemos descobrir como será o tempo atmosférico ao longo do dia antes de sair de casa pela manhã?

Dar continuidade à discussão sobre a percepção do tempo atmosférico e verificar o que os estudantes sabem sobre as previsões do tempo.

A habilidade EF04GE11 é trabalhada ao abordar o tempo atmosférico e a previsão do tempo no lugar de vivência dos estudantes.

Atividades

1. Aproveitar para perguntar aos estudantes como foi feita essa consulta: ouvindo rádio, programa de TV, site etc. Comentar que esse é um assunto que interessa a todas as pessoas e que frequentemente é tema de conversas triviais até entre pessoas que não se conhecem.

2. Ao solicitar a atividade, combinar com os estudantes para quais dias eles farão a pesquisa da previsão do tempo no município, para depois conseguirem comparar as informações. Se achar

TECNOLOGIA NO DIA A DIA

Previsão do tempo

Como você viu, em um mesmo lugar, um dia pode estar quente ou frio, nublado e chuvoso. Chamamos essas condições que se alternam de tempo atmosférico, que é o estado da atmosfera naquele momento, naquele local.

Para estudar o tempo atmosférico e prevê-lo, são utilizados aparelhos tecnológicos que fazem imagens e medições da atmosfera terrestre.

As estações meteorológicas coletam dados, como a temperatura do ar, a umidade (quantidade de água) presente no ar, a radiação do sol, a velocidade dos ventos, entre outros.

1 Você ou algum familiar já consultou a previsão do tempo? Se sim, em qual situação?

2 Em casa, com a ajuda de um familiar, faça uma pesquisa na internet sobre a previsão do tempo para o seu município nos próximos dias. Anote as informações solicitadas para cada dia. Leve suas anotações para a sala de aula e compartilhe com os colegas.

a) Temperatura máxima.

b) Temperatura mínima.

c) Se há previsão de chuva. 1. Respostas pessoais. 2. Produção pessoal.

interessante, orientá-los a organizar as informações em um quadro e a anotar o site pesquisado. Verificar no caderno dos estudantes as anotações sobre as temperaturas máximas e mínimas dos dias pesquisados e trabalhar com eles essa noção. Chamar a atenção deles para a escala de temperatura usada (ºC).

Combinar com a turma para que façam a observação diária das condições do tempo atmosférico e a comparem com a previsão.

Sugestão para o professor

INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS. São José dos Campos, c2025. Disponível em: http://www.inpe.br/. Acesso em: 16 ago. 2025.

Um dos principais órgãos sobre estudos do tempo atmosférico, do clima e da meteorologia no Brasil. Sua missão é realizar pesquisas científicas nas áreas do meio ambiente e dos estudos espaciais, entre elas o clima e as variações do tempo.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.

Clima

As variações do tempo atmosférico em determinada área da superfície terrestre ao longo dos anos definem o clima.

Para falar em clima, é preciso pesquisar e registrar como se comportou o tempo atmosférico durante todo o ano e por muitos anos. Onde a pluviosidade é baixa e faz calor, por exemplo, o clima é quente e seco; onde a pluviosidade é alta e faz calor, o clima é quente e úmido.

Assim, clima é a sucessão de muitos estados de tempo atmosférico.

Pluviosidade: índice de chuvas.

Muitas vezes, é possível perceber o clima por meio da observação da paisagem. Veja estas fotografias.

Na fotografia 1, vegetação durante a estação chuvosa em Brejo Santo (CE), em abril de 2022.

Na fotografia 2, vista do mesmo local, em setembro do mesmo ano, em um período de estiagem (seca). Note como, em alguns lugares, as estações secas e úmidas são bem demarcadas, bastante visíveis na paisagem.

BNCC

(EF04GE11) Identificar as características das paisagens naturais e antrópicas (relevo, cobertura vegetal, rios etc.) no ambiente em que vive, bem como a ação humana na conservação ou degradação dessas áreas.

TCT

Meio ambiente (Educação Ambiental)

ENCAMINHAMENTO

Para o estudo de um clima, é preciso observar e analisar o comportamento médio dos elementos climáticos, em determinada localidade, ao longo de um período de 30 a 35 anos. Portanto, a definição de um clima é realizada a longo prazo. Por isso, tempo atmosférico e clima são conceitos diferentes. Enquanto o tempo atmosférico é o estado momentâneo, o clima é a variação dos diversos estados atmosféricos ao longo de décadas. O conceito de clima será aprofundado nos anos finais do ensino fundamental. Por meio da observação das imagens, é possível fazer algumas inferências sobre o clima do lugar retratado.

Destacar com os estudantes as duas imagens que retratam a mesma localidade – Brejo Santo (CE) –, mas em períodos distintos: durante a estação chuvosa e durante o período de seca.

BNCC

(EF04GE10) Comparar tipos variados de mapas, identificando suas características, elaboradores, finalidades, diferenças e semelhanças.

(EF04GE11) Identificar as características das paisagens naturais e antrópicas (relevo, cobertura vegetal, rios etc.) no ambiente em que vive, bem como a ação humana na conservação ou degradação dessas áreas.

Alfabetização cartográfica

• Leitura e análise de mapa

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, fazer a seguinte pergunta:

• De acordo com o que estudaram até aqui, vocês acham que no Brasil os climas são característicos de zonas polares ou tropicais?

Essa questão busca verificar os conhecimentos dos estudantes sobre o que aprenderam para avançarem no estudo sobre os climas no Brasil. Espera-se que eles identifiquem que a maior parte do território brasileiro está na zona tropical.

As habilidades EF04GE10 e EF04GE11 são trabalhadas ao abordar, por meio de um mapa, os climas do Brasil e suas principais características. Orientar a leitura do mapa dos climas do Brasil e pedir, primeiro, que leiam na legenda os tipos climáticos e identifiquem no território brasileiro a ocorrência de cada um; depois, que leiam os textos relacionados a cada tipo, prestando atenção às características de cada um. Destacar diferenças marcantes entre eles, como a ocorrência das mais baixas temperaturas do Brasil (subtropical, na região Sul)

Climas do Brasil

Veja agora a classificação dos climas no Brasil.

Brasil: climas

Elaborado com base em: CONTI, José Bueno; FURLAN, Sueli Angelo. In: ROSS, Jurandyr L. S. (org.). Geografia do Brasil. 5. ed. São Paulo: Edusp, 2005. p. 107.

Ocorre ao norte do Brasil. É um clima quente e úmido: a temperatura do ar é elevada e chove bastante durante o ano todo. Equatorial

Nuvens de chuva sobre o Rio Madeira no município de Manicoré (AM), em 2023.

Ocorre na maior parte do país, com destaque no Brasil Central. Apresenta uma estação quente e chuvosa e outra fria e seca. Tropical

Ocorre, principalmente, nas áreas mais elevadas dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além de parte dos estados de Mato Grosso do Sul, Goiás, Espírito Santo e Rio de Janeiro. É parecido com o clima tropical, mas a temperatura do ar é um pouco mais fria. Tropical de

ou de longos períodos de seca (semiárido, na região Nordeste). Vale destacar que, segundo o IBGE, o semiárido brasileiro se estende até o norte de Minas Gerais, como mostra o mapa do Semiárido brasileiro do IBGE (Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Semiárido brasileiro. Rio de Janeiro: IBGE, 2005. Disponível em: https://geoftp.ibge.gov.br/organizacao_do_ territorio/estrutura_territorial/semiarido_ brasileiro/Situacao_2005a2017/semiarido_ brasileiro.pdf. Acesso em: 16 ago. 2025).

altitude
SONIA VAZ

Semiárido

Ocorre, especialmente, no Sertão nordestino. Caracteriza-se por ser quente e seco: a temperatura do ar é elevada, com muita evaporação, poucas chuvas e longos períodos de seca.

Evaporação: passagem da água do estado líquido para o gasoso, na forma de vapor.

Paisagem típica do clima semiárido em Madalena (CE), em 2023. Na fotografia, é possível observar uma cisterna, um reservatório usado para armazenar a água das chuvas.

Ocorre no sul do Brasil, com temperatura do ar amena e chuvas bem distribuídas ao longo do ano. O inverno é o mais rigoroso do Brasil, podendo ocorrer geadas e temperaturas próximas a zero grau Celsius.

Geada: fenômeno climático de formação de uma camada gelo em uma superfície.

Paisagem com geada em Bento Gonçalves (RS), em 2025.

1 Qual é o clima predominante na Unidade da Federação onde você vive? Como esse clima se caracteriza? 1. Respostas pessoais.

Texto de apoio

Em novembro passado, alguns meios de comunicação divulgaram que, pela primeira vez, havia sido registrada no Brasil uma área com clima de deserto. A região se localiza no vale submédio do rio São Francisco, no centro-norte da Bahia, colada na divisa com Pernambuco. Seu território equivale a quase quatro vezes o da cidade de São Paulo. Abrange um pequeno ponto na fronteira dos dois estados, em torno da pernambucana Petrolina e da baiana Juazeiro, e uma faixa de terra maior, situada entre 200 e 300 quilômetros mais ao norte.

A notícia do avanço de áreas secas era verdadeira em sua essência. Porém, seu tom estava um pouco acima do adequado. A área em questão havia sido, na verdade, elevada da condição histórica de semiárida à atual de árida. A mudança de status é inédita no país e esse trecho do Nordeste, de pouco mais de 5.700 quilômetros quadrados (km2), figura hoje como o mais árido do Brasil. Mas isso não significa que ali se formou um pequeno deserto, um ecossistema classificado como de clima hiperárido, um estágio mais extremo do que o árido, e praticamente desprovido de vegetação.

Exagero midiático à parte, a conclusão central da nota técnica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) que embasou a reclassificação da área nordestina confirma informações produzidas por diferentes estudos, com metodologias distintas, em anos recentes. A maior parte do território nacional, com exceção da região Sul e de setores litorâneos do Sudeste, está ficando menos úmida. A tendência dominante indica que os lugares secos do Brasil (e do mundo) estão se tornando ainda mais secos e os úmidos menos úmidos. No Brasil, a clara exceção a esse movimento são os três estados do Sul, hoje úmidos e que devem permanecer assim no futuro. Essa propensão a um clima menos úmido vale inclusive para parte da Amazônia, o bioma com maior estoque de água no país, onde o desmatamento progressivo da floresta e as mudanças climáticas contribuem para tornar o ambiente mais quente e com períodos de estiagem prolongada.

PIVETTA, Marcos; FONTANETTO, Renata. Aquecimento global faz surgir primeira zona árida e expande clima semiárido e áreas secas no Brasil. Pesquisa Fapesp, São Paulo, ed. 338, 16 jul. 2024. Disponível em: https:// revistapesquisa.fapesp.br/aque cimento-global-faz-surgir-pri meira-zona-arida-e-expande-cli ma-semiarido-e-areas-secas-no -brasil/. Acesso: 18 ago. 2025.

Atividades

1. Auxiliar os estudantes a localizar no mapa a Unidade da Federação onde vivem e a identificar o tipo de clima predominante. Reler com o grupo a descrição das características desse clima. Podem-se comparar essas informações com as percepções dos estudantes sobre o tempo do lugar onde vivem.

BNCC

(EF04GE10) Comparar tipos variados de mapas, identificando suas características, elaboradores, finalidades, diferenças e semelhanças.

(EF04GE11) Identificar as características das paisagens naturais e antrópicas (relevo, cobertura vegetal, rios etc.) no ambiente em que vive, bem como a ação humana na conservação ou degradação dessas áreas.

TCT

Meio ambiente (Educação Ambiental)

Alfabetização

cartográfica

• Leitura e análise de mapa

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, fazer a seguinte pergunta:

• Vocês acham que o Brasil é um país rico em biodiversidade? O que vocês sabem sobre esse assunto?

Questionar os estudantes para verificar o que lembram sobre o termo biodiversidade, trabalhado anteriormente, e incentivá-los a formular hipóteses a respeito da biodiversidade no Brasil.

As habilidades EF04GE10 e EF04GE11 são trabalhadas ao abordar, por meio de um mapa, os tipos de vegetação do Brasil e ao apresentar, em fotografias, paisagens características de cada um.

Propor a leitura do mapa da vegetação do Brasil em pequenos grupos. Instruí-los a ler as características de cada tipo de vegetação e a identificar no mapa a sua área de ocorrência. Pedir que conversem com seus grupos sobre os tipos de vegetação que conhecem, se já viajaram para lugares em que eles predominavam e se

Vegetação do Brasil

O Brasil é um dos países mais ricos do mundo em biodiversidade. Mais de 20% do número total de espécies da Terra pode ser encontrado no território brasileiro. Observe o mapa da vegetação nativa do Brasil e leia os textos sobre cada uma delas.

Brasil: vegetação original

COLÔMBIA

EQUADOR

OCEANO PACÍFICO

PERU

Classificação da vegetação natural

Floresta Amazônica

Campos Amazônicos

Mata Atlântica

Cerrado

Caatinga

Mata das Araucárias

Complexo do Pantanal Campos Mangue e restinga

Limite estadual Fronteira internacional

A maior floresta tropical do planeta é famosa por sua rica biodiversidade e ocorre em um ambiente bastante quente e úmido. Algumas árvores são muito altas, como as castanheiras. A Floresta Amazônica está ameaçada pelo desmatamento, que é motivado pela expansão do extrativismo e da agropecuária.

Vista aérea da Floresta Amazônica, em Altamira (PA), em 2024.

ATLÂNTICO

0 465

Biodiversidade: variedade de espécies entre os seres vivos. Vegetação nativa: vegetação original de um lugar.

Elaborado com base em: CONTI, José Bueno; FURLAN, Sueli A. Geoecologia: o clima, os solos e a biota. In: ROSS, Jurandyr L. S. (org.). Geografia do Brasil 5. ed. São Paulo: Edusp, 2005. p. 204.

acham que algum é semelhante à vegetação que existe em sua região.

Chamar a atenção dos estudantes para o fato de que o mapa apresenta a vegetação natural ou nativa (original) do Brasil, mas que grande parte dela foi destruída, como eles puderam ler. Explicar aos estudantes que o desmatamento da Mata Atlântica, por exemplo, está relacionado à ocupação intensa desde a colonização. Sua cobertura vegetal foi sendo substituída, em grande parte, pela agricultura, pela pecuária e pela intensa construção e instalação de cidades.

Atualmente, restam apenas cerca de 12% da área original de Mata Atlântica e ela está protegida por lei, mas continua ameaçada pela especulação imobiliária, com loteamentos que não respeitam os limites ambientais, e pelas atividades agrícolas, mineradoras e madeireiras. Pedir aos estudantes que identifiquem os outros tipos de vegetação que estão ameaçados no Brasil, de acordo com o que foi lido.

Equador
Trópico de Capricórnio
ARGENTINA
URUGUAI
GUIANA FRANCESA (FRA) SURINAME
GUIANA
VENEZUELA
BOLÍVIA
Floresta Amazônica

Campos Amazônicos

Ocorrem nas planícies amazônicas onde não há presença da floresta e são caracterizados pela existência de espécies rasteiras, como as gramíneas.

ANDRE DIB/PULSAR IMAGENS

Vista de áreas alagáveis da vegetação dos Campos Amazônicos, em Caracaraí (RR), em 2024.

Caatinga

Vegetação típica do clima semiárido. As chuvas irregulares são uma característica desse clima. Mandacaru, facheiro e xiquexique são algumas das plantas típicas da vegetação. Grande parte da vegetação foi destruída por queimadas e desmatamentos.

ADRIANO KIRIHARA/PULSAR IMAGENS

Paisagem da Caatinga em Buíque (PE), em 2022.

DESCUBRA MAIS

Localizada em área de clima tropical, com grande pluviosidade e biodiversidade. Originalmente se estendia desde o litoral do Rio Grande do Norte até o do Rio Grande do Sul. Atualmente, resta pouco de sua área original, pois a maior parte da população brasileira vive em cidades onde antes existia a Mata Atlântica.

Paisagem de Mata Atlântica em São Bernardo do Campo (SP), em 2025.

• NAZARIO, Nina; GEIGER, Luana. Nina na Mata Atlântica . São Paulo: Oficina de Textos, 2009.

Esse livro conta a história da viagem de Nina, que descobre os encantos da fauna e da flora da Mata Atlântica.

Sugestão para os estudantes

Texto de apoio O Brasil é um país de grandes extensões territoriais. São 8,5 milhões de km² submetidos a diferentes condições climáticas, de relevos e solos que permitem o desenvolvimento de uma grande diversidade de ambientes. As formações vegetais que ocupam maior extensão territorial são as florestas. Há uma grande variedade dessas formações na bacia amazônica, na região costeira, no Sul do país e nas regiões subtropicais. Mesmo os cerrados e caatingas possuem dentro de sua área de domínio formações florestais que acompanham as drenagens.

A palavra floresta é, portanto, um termo genérico para designar um tipo de formação no qual o elemento dominante são as árvores, formando um dossel. A organização ou estrutura da floresta, assim como sua composição florística, são características importantes em sua classificação. Outros fatores, como o clima e a geomorfologia, também desempenham um papel na definição de seus tipos. [...] Além das grandes florestas, o Brasil apresenta dois grandes domínios de formações vegetais abertas e semiabertas: as caatingas e os cerrados. No mapa do Brasil, esses dois domínios formam uma diagonal de climas secos que percorre o país do Nordeste ao pantanal mato-grossense, passando pelo Brasil Central.

11/09/25 16:02

#CERRADO vivo: você conhece o Cerrado? Publicado por: WWF-Brasil. 2014. 1 vídeo (ca. 3 min). Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=orGhCBbK4Iw. Acesso em: 16 ago. 2025. Animação que aborda as características desse bioma, sua riqueza, importância e como está ameaçado pelas atividades humanas. Assistir ao vídeo com os estudantes e questioná-los sobre a sua importância também para a conservação das águas do Brasil.

CONTI, José Bueno; FURLAN, Sueli Angelo. Geoecologia: o clima, os solos e a biota.

In: ROSS, Jurandyr L. Sanches. (org.). Geografia do Brasil. 6. ed. São Paulo: Edusp, 2011. p. 155.

RUBENS CHAVES/PULSAR IMAGENS
Mata Atlântica

BNCC

(EF04GE10) Comparar tipos variados de mapas, identificando suas características, elaboradores, finalidades, diferenças e semelhanças.

(EF04GE11) Identificar as características das paisagens naturais e antrópicas (relevo, cobertura vegetal, rios etc.) no ambiente em que vive, bem como a ação humana na conservação ou degradação dessas áreas.

TCT

Meio ambiente (Educação Ambiental)

ENCAMINHAMENTO

As habilidades EF04GE10 e EF04GE11 são trabalhadas ao serem abordados os tipos de vegetação do Brasil e ao apresentar, em fotografias, paisagens características de cada um, relacionadas ao mapa da página 134. Esta página dá continuidade ao estudo da vegetação natural do Brasil. Generalizamos os campos inundáveis e os cerrados do Pantanal como “Complexo do Pantanal” com finalidade didática. Se necessário, trazer outros materiais, como textos, vídeos e imagens, e consultar informações na internet para reforçar o entendimento do grupo sobre algum tipo de vegetação.

Cerrado

Apresenta árvores baixas com troncos retorcidos e galhos sinuosos. Ocorre em área de clima tropical, que alterna períodos chuvosos e longos períodos de seca. Originalmente, ocupava vasta área do Brasil Central, mas vem sofrendo nas últimas décadas intenso impacto ambiental, sobretudo pela expansão da agropecuária.

Sinuoso: tortuoso, que faz curvas.

Vegetação de Cerrado em Almas (TO), em 2025.

Mangue e restinga

A vegetação litorânea tem influência do mar e dos rios que ali deságuam. Podem ocorrer formações de mangue, de restinga ou de jundu, dependendo da localização. Os manguezais se localizam especificamente na foz de rios e se caracterizam por suas raízes submersas durante as cheias dos rios e das marés altas e aparentes nas marés baixas.

Jundu: nome indígena para formação composta de espécies rasteiras, com pequenos arbustos.

Vegetação de mangue em Itapissuma (PE), em 2025.

A planície do Pantanal é uma área periodicamente alagada pelos rios da Bacia do Rio Paraguai. Os pantanais ocorrem em clima tropical.

A vegetação é bastante variada, composta de matas, cerrados e plantas aquáticas. Dessa interação surge o mais rico conjunto de espécies de aves do planeta.

O extrativismo mineral e o uso de agrotóxicos têm prejudicado o ambiente aquático da região.

Vista aérea do Pantanal em Aquidauana (MS), em 2025.

ADRIANO KIRIHARA/PULSAR IMAGENS
Complexo do Pantanal
LEO CALDAS/PULSAR IMAGENS

Campos

Também conhecidos como coxilhas, pradarias ou pampas. São encontrados no Rio Grande do Sul e são formados por gramíneas e ervas. O clima predominante é o subtropical. Nessa formação vegetal é comum a criação de gado.

Conhecida também como Mata dos Pinhais, essa vegetação ocupa parte do sul do país e está associada aos climas subtropical e tropical de altitude. Essa formação vegetal foi bastante explorada por madeireiras e pela agropecuária. Grande parte de sua área original está desmatada.

1 No caderno, escreva o nome do tipo de vegetação de acordo com as características.

a) Apresenta árvores baixas com troncos retorcidos.

1. a) Cerrado.

b) É a maior floresta úmida do mundo.

1. b) Floresta Amazônica.

c) É formada por pinheiros e ocupa parte do sul do país.

1. c) Mata das Araucárias.

d) Vegetação típica do semiárido brasileiro.

1. d) Caatinga.

2 Descreva os tipos de vegetação original que ocorrem na Unidade da Federação onde você vive. Para isso, consulte o mapa da página 134.

2. Resposta pessoal.

MEU VOCABULÁRIO

No caderno, liste as novas palavras que você aprendeu ao estudar sobre relevo, hidrografia, clima e vegetação. Escolha uma delas e escreva um texto explicando seu significado e sua importância.

Resposta pessoal.

Sugestão para os estudantes

OS GUARDIÕES da Biosfera – Episódio Pantanal – Parte 1. Publicado por: magmacultural. 2014. 1 vídeo (ca. 2min30s). Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=p6PHXgDvTfE. Acesso em: 16 ago. 2025.

Na animação, os personagens têm uma missão a cumprir e viajam pelo Brasil conhecendo diferentes ambientes naturais e descobrindo seus segredos e curiosidades. No início do episódio, eles são recebidos por um indígena guató, que pede a ajuda deles para localizar uma planta. Se possível, apresentar as partes seguintes da história e conversar com os estudantes sobre os problemas ocorridos no Pantanal.

Atividades 2. Verificar se os estudantes conseguiram identificar o tipo de vegetação no mapa. Se possível, levar outras referências sobre o tipo de vegetação da região onde vivem. Fornecer exemplos de formações vegetais próximas aos estudantes que possam ser identificadas com facilidade.

O que e como avaliar Organizar os estudantes em pequenos grupos e solicitar que façam uma pesquisa sobre um dos tipos de vegetação do Brasil estudados, procurando descobrir os animais que vivem em cada ambiente.

Depois, instruí-los a inventar um personagem morador da região onde predomina a vegetação escolhida e um personagem visitante. Sugerir que personagem morador seja um dos animais pesquisados. Instruí-los a desenvolver uma pequena história sobre esse encontro, contando algum aspecto interessante que o visitante vai descobrir sobre a vegetação. Destacar que é importante que eles também utilizem em suas histórias as informações a respeito das características climáticas descritas nas páginas 132 e 133. Pedir que apresentem a história para o restante do grupo.

Após avaliar a história dos estudantes e, se achar necessário, retomar os conteúdos trabalhados. Aproveitar para avaliar o desenvolvimento da escrita dos estudantes.

Mata das Araucárias em Cambará do Sul (RS), em 2022. Campos em Rosário do Sul (RS), em 2023.
Mata das Araucárias
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

BNCC

(EF04GE10) Comparar tipos variados de mapas, identificando suas

características, elaboradores, finalidades, diferenças e semelhanças.

(EF04GE11) Identificar as características das paisagens naturais e antrópicas (relevo, cobertura vegetal, rios etc.) no ambiente em que vive, bem como a ação humana na conservação ou degradação dessas áreas.

Alfabetização cartográfica

• Leitura, análise e comparação de mapas

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, fazer a seguinte pergunta:

• Quais ações humanas modificam a vegetação de uma paisagem?

Espera-se que os estudantes retomem os conhecimentos adquiridos nos estudos anteriores sobre transformação da paisagem por atividades humanas.

As habilidades EF04GE10 e EF04GE11 são trabalhadas ao identificar, por meio da comparação de mapas, a ação humana na degradação da vegetação natural ao longo do tempo no Brasil.

Destacar que o mapa retrata o período entre 1950 e 1960; nesse período, a divisão político-administrativa do Brasil era diferente da atual. Chamar a atenção dos estudantes para as áreas de modificação pela ação humana, que se concentravam no litoral e em algumas áreas que coincidiam com os cursos de grandes rios. Resgatar o que foi estudado em História sobre a colonização do país e comentar que essa é uma evidência a respeito do histórico do modo de ocupação do território.

Ao observarem o mapa que retrata o período entre

DE OLHO NO MAPA!

Vegetação e ação humana

Todas as formações vegetais nativas do Brasil foram modificadas pela ação humana.

A construção de cidades e as atividades econômicas, como a indústria, a agropecuária e a mineração, são as principais causadoras do desmatamento, das queimadas e de outras interferências no ambiente.

Observe dois mapas que mostram a vegetação brasileira e as ações humanas em décadas diferentes.

Brasil: vegetação e ação humana (1950-1960)

(FRA)

Trópico de Capricórnio

Campo

Vegetação litorânea Área modificada pela ação humana Limite estadual Fronteira internacional

Elaborado com base em: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA.

1960 e 2016, destacar as áreas de modificação pela ação humana que avançaram em várias direções, sobretudo nas regiões Centro-Oeste e Norte do país, evidências principalmente da expansão das fronteiras agrícolas. Explicar aos estudantes que a divisão atual aparece no mapa, porém ela é diferente de antes de 1988.

Algumas nomenclaturas da classificação vegetal empregada nos mapas foram adaptadas para fins didáticos.

Texto de apoio

O Cerrado, que contém um terço da biodiversidade brasileira, perde 30 mil quilô-

metros por ano, ou 2,6 campos de futebol por minuto de cobertura vegetal – um ritmo de devastação de 1,5% ao ano, superior ao da Amazônia, e que, se mantido, pode acarretar no completo desaparecimento das paisagens naturais do bioma até 2030. Da Mata Atlântica, sobram menos de 8%; na Caatinga, 10% do solo está em processo de desertificação; o Pantanal enfrenta problemas graves; assim como a Zona Costeira (destruição de mangues, poluição da água, espécies pesqueiras ameaçadas etc.); e o Pampa, que sofre pressão com o avanço de monoculturas agrícolas e florestais.

Florestas Campinarana (Campos Amazônicos)

Brasil: vegetação e ação humana (1960-2016)

Limite estadual

Fronteira internacional

Elaborado com base em: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar. 8. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2018. p. 102.

1. 1950-1960: Território do Rio Branco, Território do Amapá, Território do Acre e

1 Compare os dois mapas e responda no caderno: quais Unidades da Federação ou territórios não apresentavam áreas modificadas pela ação humana nos dois períodos?

Território de Rondônia. 1980-2016: Todos apresentaram modificação humana.

2 Ainda comparando os dois mapas, identifique quais foram as Unidades da Federação que mais tiveram alteração na cobertura vegetal no período de 1960 a 2016

2. Os estudantes podem apontar as Unidades da Federação do Centro-Oeste (MT, MS, GO e DF) e algumas da região Norte (PA, RO, AC, TO).

3 Como era a situação da Unidade da Federação onde você vive nos dois períodos mostrados nos mapas? Escreva um pequeno texto sobre a ação humana nesse território. Para isso, pesquise em livros ou na internet quais atividades humanas foram as principais responsáveis pelo desmatamento .

3. Resposta pessoal.

O avanço da degradação, além de comprometer a biodiversidade, afeta também as populações que vivem nesses ambientes. [...] Os povos que dependem de atividades de subsistência ligadas diretamente ao uso de recursos naturais, como pescadores e índios, cada vez mais enfrentam dificuldades para sobreviver de suas atividades tradicionais (em razão, por exemplo, da poluição da água, da mineração ilegal, da invasão de reservas para atividades como exploração madeireira e outras).

INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL. Almanaque Brasil Socioambiental. São Paulo: ISA, 2007. p. 62.

15/09/25 18:40

Os estudos sobre biomas serão vistos apenas nos anos finais do ensino fundamental, mas o texto a seguir define o conceito para o seu conhecimento.

Bioma: Conjunto de vida (vegetal e animal) definida pelo agrupamento de tipos de vegetação contíguos e identificáveis em escala regional, com condições geoclimáticas similares e história compartilhada de mudanças, resultando em uma diversidade biológica própria.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Vocabulário básico de recursos naturais e meio ambiente. 2. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2004.

Atividades

3. Auxiliar os estudantes na identificação da Unidade da Federação onde vivem e de sua situação representada nos dois mapas e também na pesquisa de atividades humanas que foram especialmente importantes. Os estudantes poderão citar, de maneira geral, as indústrias, a construção de cidades, as áreas de agricultura e a criação de animais como os principais causadores do desmatamento. Orientá-los na produção do texto sobre a ação humana na Unidade da Federação onde vivem e aproveitar para fazer uma avaliação do desenvolvimento da escrita dos estudantes.

Atividade complementar

• Pesquisa: vegetação do município

Solicitar uma pesquisa sobre a vegetação do município onde os estudantes vivem. O material coletado pode ser organizado em um painel coletivo.

Instruir os grupos a fazer observações de campo, consultas em livros, na internet, em jornais locais etc. para conseguirem material sobre a vegetação natural do município. Pedir que providenciem desenhos, fotos e informações sobre o tipo de vegetação.

Propor que se baseiem nas perguntas a seguir:

1. Existe vegetação nativa no município? Onde? Em caso afirmativo, quais são as condições dessa vegetação?

2. Existem áreas de desmatamento?

3. Há áreas de queimadas?

4. Há reservas ou parques florestais?

Trópico de Capricórnio
OCEANO ATLÂNTICO
OCEANO PACÍFICO
Florestas
Campinarana (Campos Amazônicos)
Cerrado
Caatinga
Campo
Vegetação litorânea
SONIA VAZ
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

BNCC

(EF04GE11) Identificar as características das paisagens naturais e antrópicas (relevo, cobertura vegetal, rios etc.) no ambiente em que vive, bem como a ação humana na conservação ou degradação dessas áreas.

TCT

Meio ambiente (Educação Ambiental)

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, fazer a seguinte pergunta:

• Como vocês acham que é possível proteger a vegetação brasileira?

Incentivar os estudantes a refletir sobre as ações da população e dos governos para a conservação ambiental.

A habilidade EF04GE11 é trabalhada ao abordar as Unidades de Conservação como forma de conservação das paisagens naturais.

Ler o texto com os estudantes e conversar com eles sobre a importância das Unidades de Conservação. O número de Unidades apontado no Livro do estudante inclui as reservas federais, estaduais e municipais, áreas de proteção integral e de uso sustentável.

No Painel Unidades de Conservação Brasileiras do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, você encontra um mapeamento completo das Unidades de Conservação do país por bioma. Disponível em: https://www.gov.br/icmbio /pt-br/assuntos/biodiversi dade/unidade-de-conservac ao/unidades-de-biomas. Acesso em: 18 ago. 2025.

CIDADANIA

Unidades de Conservação: proteger o ambiente

Para proteger a rica biodiversidade brasileira e diminuir os danos ambientais resultantes das ações humanas, a partir de 2000 foram criadas as Unidades de Conservação, áreas que recebem cuidado e proteção previstos em lei. São os parques nacionais, as reservas biológicas, as reservas extrativistas, entre outras áreas. Em 2025, existiam no Brasil 3185 Unidades de Conservação.

Em algumas áreas, busca-se o uso sustentável dos recursos naturais, ou seja, explorar o ambiente sem destruí-lo, como nas reservas extrativistas. Já nas áreas de proteção integral não é permitido nenhum tipo de exploração.

Uso sustentável: exploração da natureza sem degradá-la.

Uma das Unidades de Conservação é a Área de Proteção Ambiental (APA) da Foz do Rio Doce, no Espírito Santo. Com 45417 hectares, foi criada em 2025 e abrange áreas de Mata Atlântica e vegetação costeira. A Unidade foi criada para reparar os danos causados à população e ao ambiente após o rompimento de uma barragem de minérios em Mariana (MG), em 2015.

1 Com a ajuda do professor, descubra quais são as Unidades de Conservação existentes na Unidade da Federação onde você vive. Selecione uma delas e pesquise suas principais características. Depois, no caderno, escreva um pequeno texto sobre essa Unidade de Conservação. 1. Resposta pessoal.

Atividades

1. Fazer uma pesquisa previamente e, se possível, levar referências sobre a Unidade de Conservação da região, se houver. Caso esteja próximo da escola, planejar uma visita com o grupo para conhecê-la, se for permitido.

Foz do Rio Doce, ao fundo, e vegetação de restinga em Linhares (ES), em 2021.

Ciências da Natureza e Arte DIÁLOGOS

Flora e fauna do Brasil

Os naturalistas são cientistas e estudiosos que se dedicam à pesquisa sobre a fauna e a flora. Muitos costumam registrar suas descobertas por meio de desenhos, gravuras e pinturas.

Entre os séculos 16 e 19, naturalistas de vários países da Europa vieram em expedições ao Brasil para coletar informações sobre a natureza local.

Acompanhados de uma comitiva composta de pesquisadores e artistas, os cientistas alemães

Carl Friedrich Philipp von Martius e Johann Baptist von Spix viajaram pelo Brasil entre 1817 e 1829, retratando e descrevendo as belezas das paisagens brasileiras.

Lagoa dos pássaros junto ao Rio São Francisco, de Carl Friedrich Philipp von Martius e Johann Baptist von Spix, 1828. Litografia sobre papel, 30,9 cm × 47 cm.

1 Imagine sobre o que os cientistas viajantes retratados na imagem estão conversando. Com os colegas, produza um texto no caderno descrevendo qual impressão vocês acham que eles tiveram.

1. Respostas pessoais.

2 Faça como esses cientistas e desenhe no caderno uma paisagem com os elementos naturais de seu município.

2. Produção pessoal.

DESCUBRA MAIS

• SPIX E MARTIUS: uma viagem pelo Brasil: 1817-1820: 2021. Rio de Janeiro, 2021. Disponível em: https://www.expodigitalspixemartius.com.br/intro.html.

Acesso em: 15 jul. 2025.

Exposição virtual sobre a viagem de Martius e Spix pelo Brasil.

Atividades

1. Para ajudar os estudantes na produção do texto, pedir que imaginem as paisagens naturais da Europa a fim de compreenderem por que os naturalistas se impressionavam com as paisagens tropicais.

Sugestão para o professor

ARTISTAS viajantes. In : ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural, c2025. Disponível em: http:// enciclopedia.itaucultural.org.br/termo3778/ artistas-viajantes. Acesso em: 18 ago. 2025.

Site com informações e imagens sobre as expedições artísticas e científicas nas Américas e no Brasil do século XVI ao século XIX.

BNCC

(EF04GE11) Identificar as características das paisagens naturais e antrópicas (relevo, cobertura vegetal, rios etc.) no ambiente em que vive, bem como a ação humana na conservação ou degradação dessas áreas.

TCT

Meio ambiente (Educação Ambiental)

Organize-se

• Lápis de cor, tinta guache, pincéis e canetas hidrográficas.

ENCAMINHAMENTO

Para iniciar o tema, fazer a seguinte pergunta:

• Em uma época em que não havia máquina fotográfica ou celular, como vocês acham que as paisagens eram representadas?

Utilizar a pergunta para instigar a curiosidade dos estudantes sobre o assunto que será abordado na seção. A habilidade EF04GE11 é trabalhada ao analisar representações de paisagens tropicais do século XIX, buscando entender a interpretação que os naturalistas tinham das paisagens naturais do nosso país.

Fazer, com os estudantes, uma observação detalhada da imagem da página. Pode-se fazer a leitura por planos, identificando os diferentes elementos da paisagem representada e a legenda.

Comentar que, nessa época, a fotografia como conhecemos ainda não havia sido inventada e os pintores faziam muitos esboços em campo, que eram desenvolvidos e finalizados nos ateliês. Perguntar aos estudantes: “o que vem à mente de vocês ao observarem as paisagens retratadas na página?”; “Vocês reconhecem alguma vegetação estudada?”.

MUSEU IMPERIAL, PETRÓPOLIS, RIO DE JANEIRO, BRASIL
NÃO ESCREVA NO LIVRO.

BNCC

(EF04GE11) Identificar as características das paisagens naturais e antrópicas (relevo, cobertura vegetal, rios etc.) no ambiente em que vive, bem como a ação humana na conservação ou degradação dessas áreas.

TCT

Meio ambiente (Educação Ambiental)

ENCAMINHAMENTO

Acompanhar a produção circulando pela sala de aula. Depois do tempo estipulado, verificar as respostas das atividades e solicitar aos estudantes que as exponham oralmente, de forma alternada. Anotar na lousa as respostas para cada atividade.

CONCLUSÃO DA UNIDADE

Monitoramento da aprendizagem

A habilidade EF04GE11 norteou os temas discutidos nesta unidade (relevo, hidrografia, clima e vegetação), e os mapas utilizados para apresentar a distribuição dos elementos no território contribuíram para o desenvolvimento da habilidade EF04GE10.

Na atividade 1, os estudantes deverão diferenciar os agentes estruturantes do relevo (fatores internos) e os agentes modeladores (fatores externos). Como fatores internos, poderão citar o tectonismo e o vulcanismo e, como fatores externos, as chuvas, os ventos, as geleiras, os rios.

PARA REVER O QUE APRENDI

Realize as atividades a seguir no caderno ou em uma folha de papel avulsa. Escreva seu nome e a data. Ao final, entregue a folha com as respostas ao professor.

1 Cite dois fatores internos e dois fatores externos de transformação do relevo.

1. Fatores internos: terremotos e atividade vulcânica; fatores externos: água e vento.

2 Identifique os tipos de relevo e escreva as principais características de cada um.

a)

2. a) Planície. É formada pelo acúmulo de sedimentos, pois nas planícies o processo de sedimentação supera o processo de erosão.

b)

2. b)

Montanhas. Os dobramentos modernos são as formações mais jovens da Terra, são resultantes da ação tectônica e quase sempre estão localizadas nas bordas das placas tectônicas.

Na atividade 2, a imagem a) representa uma planície, tipo de relevo marcado pelo processo de sedimentação, e a imagem b) representa uma montanha (ou dobramentos modernos), tipo de relevo resultante da ação tectônica e quase sempre situado junto às bordas das placas tectônicas.

NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Paisagem rural em Noord Holland, na Holanda, em 2020.
Cordilheira Ushiro-Tateyama, no Japão, em 2024.

3 Observe a imagem e explique o que cada número representa.

3. 1: Nascente: ponto de origem, onde um rio nasce.

2: Afluentes: são rios que deságuam no rio principal.

3: Foz: ponto onde um rio deságua.

4. O correto é previsão do tempo, e não do clima. O que muda de um dia para o outro é o estado do tempo atmosférico. O clima envolve a sucessão do tempo atmosférico durante um longo período.

4 Observe a ilustração do personagem lendo um jornal. A fala dele está correta? Explique.

5 Pesquise na internet uma espécie animal que tenha como hábitat natural:

a) Floresta tropical úmida localizada no litoral brasileiro.

5. a) Sugestão de resposta: mico-leão-dourado.

5. b) Sugestão de resposta: lobo-guará ou ema.

b) Formação com árvores de baixo porte e galhos retorcidos.

Vamos ver a previsão do clima para amanhã.

6 Cite dois climas existentes no Brasil e apresente suas características.

6. Os estudantes podem citar dois dos cinco climas brasileiros: equatorial, caracterizado por ser quente e úmido; tropical, com uma estação quente e chuvosa e outra fria e seca; tropical de altitude, úmido e com temperatura, em média, mais baixa que o tropical; semiárido, quente e seco; e subtropical, com inverno rigoroso e chuvas distribuídas ao longo do ano.

7 Leia este título de notícia.

Para marcar Dia Mundial do Meio Ambiente, governo federal cria três novas Unidades de Conservação

BRASIL. Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Para marcar dia mundial do meio ambiente, governo federal cria três novas unidades de conservação. Brasília, DF, 3 jun. 2025. Disponível em: https://www.gov.br/mma/pt-br/noticias/para-marcar-dia-mundial-do-meio-ambiente-governo-federal-cria-tres -novas-unidades-de-conservacao. Acesso em: 8 jul. 2025.

• Explique a função das Unidades de Conservação para o meio ambiente.

7. As Unidades de Conservação têm o objetivo de proteger o meio ambiente das ações humanas, como o desmatamento, as queimadas e outras que prejudiquem a biodiversidade.

Na atividade 3, é avaliada a compreensão das partes de um rio e sua relação com o relevo.

Na atividade 4, espera-se que os estudantes tenham compreendido a diferença entre os conceitos de tempo e de clima.

Na atividade 5, no item a), os estudantes poderão citar a onça-pintada ou aves como o tucano ou arara; no item b), o tamanduá-bandeira ou a jaguatirica.

Na atividade 6, os estudantes poderão citar qualquer um dos tipos climáticos brasileiros que estudaram nas páginas 132 e 133: equatorial, tropical, semiárido, tropical de altitude e subtropical.

Na atividade 7, os estudantes deverão reconhecer a importância das Unidades de Conservação, que foram criadas em 2000. São áreas que recebem proteção prevista em lei. Exemplos: os parques nacionais, as reservas biológicas, as reservas extrativistas.

Caso identifique que alguns dos conteúdos trabalhados não foram apreendidos satisfatoriamente pelos estudantes, selecionar as páginas do Livro do estudante em que esses conteúdos são desenvolvidos e pedir a eles que as releiam e façam um resumo.

HÉCTOR GÓMEZ
VANESSA ALEXANDRE

Referências bibliográficas comentadas

AB’SÁBER, Aziz Nacib. Os domínios de natureza no Brasil : potencialidades paisagísticas. 8. ed. Cotia: Ateliê, 2025.

Clássico da geomorfologia brasileira sobre os domínios morfoclimáticos brasileiros.

ARAGÃO, Maria José. História do clima . Rio de Janeiro: Interciência, 2009.

Obra da climatologista portuguesa sobre uma visão geral do clima mundial.

BRASIL. Ministério do Meio Ambiente e Mudança no Clima. Painel Unidades de Conservação Brasileiras . Brasília, DF: MMA, 2024. Disponível em: https://cnuc. mma.gov.br/powerbi. Acesso em: 1o set. 2025.

O site apresenta o mais completo sistema de acompanhamento e classificação das Unidades de Conservação do Brasil.

CALVINO, Italo. As cidades invisíveis . 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.

Nessa obra, o viajante Marco Polo faz um relato sobre as 55 cidades pelas quais teria passado durante suas viagens, alcançando as mais distantes terras.

CLARK, Robin; KING, Jannet. O atlas da água . São Paulo: Publifolha, 2004.

Atlas rico em gráficos, mapas, tabelas e fotografias que fornecem informações detalhadas sobre a disponibilidade de água no planeta.

CLAVAL, Paul. Terra dos homens : a geografia. São Paulo: Contexto, 2010.

Obra clássica do geógrafo francês sobre princípios metodológicos da geografia do cotidiano e das perspectivas do pensamento geográfico enquanto ciência. O autor demonstra a diferença entre o rigor científico dos estudos geográficos e os simples relatos.

CONTI, José Bueno. Clima e meio ambiente . São Paulo: Atual, 1999.

Livro com linguagem acessível para o conhecimento dos fenômenos climáticos.

GUERRA, Antônio Teixeira; GUERRA, Antônio José Teixeira. Novo dicionário geológico-geomorfológico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001.

Dicionário com milhares de verbetes relacionados à geografia física, indispensável para quem deseja se aprofundar no assunto.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Sistema Brasileiro de Classificação de Relevo: 2o workshop sobre o Sistema Brasileiro de Classificação de Relevo. Rio de Janeiro: IBGE, 2024.

A publicação traz estudos produzidos por diversos cientistas em busca de uma nova classificação do relevo brasileiro, cujas discussões ainda se encontram em curso.

LENCIONI, Sandra. Região e Geografia . São Paulo: Edusp, 1999.

Livro que aborda o conceito de região na Geografia e passa por várias escolas de pensamento regional.

MENDONÇA, Francisco; DANNI-OLIVEIRA, Inês Moresco. Climatologia : noções básicas e climas do Brasil. São Paulo: Oficina de Textos, 2007.

Obra de referência sobre conceitos básicos de climatologia e meteorologia, na qual se enfatiza a dinâmica atmosférica que determina o tempo e o clima.

MORAES, Antonio Carlos Robert. Meio ambiente e Ciências Humanas . São Paulo: Hucitec, 1994.

Essa obra aborda a perspectiva multidisciplinar da temática ambiental e o impacto da sociedade na natureza.

MUNDURUKU, Daniel. Crônicas de São Paulo : um olhar indígena. 2. ed. São Paulo: Callis, 2013.

O olhar indígena sobre a cidade de São Paulo dá o mote desse livro do escritor, professor e ativista das questões indígenas.

WICANDER, Reed; MONROE, James S. Fundamentos de geologia . São Paulo: Cengage Learning, 2009.

Manual de geologia que aborda os princípios básicos e estruturais da formação geológica da Terra, assim como a atuação dos agentes externos do relevo, como a ação da água, das geleiras e dos ventos.

Leituras complementares para o professor

CARLOS, Ana Fani A. A cidade. 9. ed. São Paulo: Contexto, 2018.

Livro que aborda a cidade desde seu conceito mais simples partindo da premissa “o que é a cidade”, passando pela paisagem urbana e resgatando a sua perspectiva histórica desde as origens remotas até os dilemas dos dias atuais. KATUTA, Ângela Massumi; SOUZA, José Gilberto de. Geografia e conhecimentos cartográficos : a cartografia no movimento de renovação da geografia brasileira e a importância do uso de mapas. São Paulo: Unesp, 2001.

Nesse livro, valoriza-se o conhecimento cartográfico como fundamental para o pensamento crítico nos estudos geográficos.

OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino de. Agricultura brasileira: transformações recentes. In : ROSS, Jurandyr (org.). Geografia do Brasil . 5. ed. São Paulo: Edusp, 2005. p. 468-469.

Nesse livro, os capítulos são escritos por geógrafos e pesquisadores que abordam, de maneira aprofundada, temáticas importantes tratadas no ensino da Geografia. No capítulo indicado, o autor apresenta uma reflexão crítica sobre a agricultura e a organização social e territorial no campo brasileiro.

ORIENTAÇÕES GERAIS

A EDUCAÇÃO BRASILEIRA E AS REGRAS NORMATIVAS

A história da educação e da alfabetização brasileira é permeada por avanços e transformações que vêm se aprimorando desde a década de 1930, momento em que uma ruptura política pautada pela queda da oligarquia cafeeira e pela ascensão de uma emergente burguesia industrial reconfigurou o cenário da educação escolar brasileira. Desde então, um conjunto de normas e condutas educacionais foi se alternando.

Ao longo desse período que se constitui de quase um século, uma normatização oficial configurou-se e compôs-se frequentemente em busca do aprimoramento escolar. Assim, nesta terceira década do século XXI, uma nova geração de livros didáticos chega ao professor com as normas e regras que regem a educação brasileira e que lastreia esta coleção. Portanto, esta obra está ancorada em documentos oficiais balizadores que normatizam nossa educação, como a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Sabemos que a educação brasileira se divide em educação básica e educação superior. A educação básica, por sua vez, divide-se em educação infantil, ensino fundamental (anos iniciais e finais) e ensino médio. Desde 2006, a Lei Federal no 11.274 incidiu em nossa seara mais específica, o ensino fundamental, convertendo-o de oito para nove anos. Aqui apresentamos, de maneira genérica, uma ideia da estruturação oficial do ensino brasileiro e como o ensino fundamental (anos iniciais) se insere nesse conjunto da educação (BRASIL. Ministério da Educação. Lei no 11.274, de 6 de fevereiro de 2006. Dispõe sobre a duração de 9 anos para o ensino fundamental, com matrícula obrigatória a partir dos 6 anos de idade. DOU, Brasília, DF, 7 fev. 2006).

Faz-se necessário termos ao menos alguma dimensão das regras normativas da educação brasileira para, na condição de professores, estarmos cientes da condução adequada de nosso trabalho pedagógico. A normatização incide nas práticas pedagógicas. A recente regulamentação oficial pautada pela BNCC, somada às já consolidadas Diretrizes Curriculares Nacionais, assim como à nossa lei maior da educação, a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), determina, na prática, boa parte do ensino brasileiro e o cotidiano da sala de aula.

O ENSINO FUNDAMENTAL E O CONTATO COM A GEOGRAFIA

Dos cinco anos que compõem os anos iniciais do ensino fundamental, os dois primeiros referem-se à consolidação do processo de alfabetização da criança. O primeiro ano, em especial, configura-se como uma transição da Educação Infantil ao ensino fundamental. Os anos iniciais do ensino fundamental são impactantes para as crianças, pois elas estão vivenciando uma fase de transição, com importantes transformações em seu processo de desenvolvimento cognitivo. Esse é um dos momentos em que se ampliam experiências para o aprimoramento da oralidade, dos processos de percepção, de compreensão e de visão do mundo à sua volta, como também a apropriação da linguagem e referenciais de aprendizagem nessa etapa da educação básica. Assim, esta coleção apresenta especial preocupação durante esse processo de aprendizagem, enfatizando estratégias avaliativas e compreendendo o processo diagnóstico e monitoramento dos avanços.

No ensino fundamental, durante o processo de alfabetização, os componentes curriculares são apresentados aos estudantes de modo mais sistemático. A Geografia é um componente que pode contribuir para a apresentação do mundo aos estudantes. É nessa etapa do aprendizado que novas relações com o mundo e com a sociedade são desenvolvidas. Uma diversidade de situações e conceitos proporciona argumentações mais elaboradas, entre outras descobertas aos estudantes. O convívio com esse mundo de descobertas deve estimular o pensamento e fortalecer as habilidades de questionamento, de produções culturais e do uso consciente e supervisionado da tecnologia, ampliando o horizonte de conhecimento e o discernimento de si mesmos, da natureza e da sociedade. A Geografia é peça-chave nessa fase do universo infantil. As ciências humanas, em geral, e o ensino de Geografia, em particular, têm muito a contribuir para o desenvolvimento dos estudantes, principalmente no que diz respeito à apreensão das noções de espaço e tempo (relacionadas às dinâmicas e às transformações espaciais), à construção da identidade, à compreensão de suas vivências cotidianas etc.

No texto a seguir, Callai destaca, em linhas gerais, os objetivos da Geografia na escola e, também, no processo de alfabetização.

Ler o mundo da vida, ler o espaço e compreender que as paisagens que podemos ver são resultado da vida em sociedade, dos homens na busca da sua sobrevivência e da satisfação das suas necessidades. Em linhas gerais, esse é o papel da geografia na escola. Refletir sobre as possibilidades que representa, no processo de alfabetização, o ensino de geografia passa a ser importante para quem quer pensar, entender e propor a geografia como um componente curricular significativo. Presente em toda a educação básica, mais do que a definição dos conteúdos com que trabalha, é fundamental que se tenha clareza do que se pretende com o ensino de geografia, de quais objetivos lhe cabem.

CALLAI, Helena Copetti. Aprendendo a ler o mundo: a Geografia nos anos iniciais do ensino fundamental. Cedes, Campinas, v. 25, n. 66, p. 228-229, 2005.

Entendemos que será na composição com outros saberes que a Geografia contribuirá de maneira decisiva, já que a responsabilidade nesse percurso se deve a um conjunto de componentes, em especial à Língua Portuguesa. Por meio de vivências, atividades e diferentes recursos didáticos, a Geografia tem a meta de instrumentalizar os estudantes para que compreendam, gradativamente, a dinâmica entre sociedade e natureza e a aprendizagem espacial. Além disso, todo o percurso no ensino fundamental contribui para o enriquecimento do vocabulário dos estudantes.

A percepção do lugar, a observação da paisagem, da natureza, os primeiros mapeamentos e outros elementos são ferramentas que ajudam no processo de aproximação e de compreensão gradativa do espaço geográfico. Nesse percurso, considera-se o conhecimento adquirido pelos estudantes até então, em que são enfatizados os lugares de vivência e a ideia de pertencimento, a localização espacial, a educação cartográfica e a convivência social nas mais variadas situações.

Gradativamente, amplia-se o processo de ensino e aprendizagem e abordam-se os conceitos de lugar, paisagem, território, região e natureza, assim como o estudo de urbano e rural, e a interligação entre campo e cidade, conjuntos espaciais distintos, mas cada vez mais integrados. Por fim, nessa escala, os estudantes adquirem subsídios para o entendimento de como se organizam as cidades, inclusive as metrópoles, e seu contingente populacional. Além disso, são desenvolvidos tópicos que destacam o trabalho e a desigualdade social na Geografia. Trata-se de um caminho a ser percorrido em direção ao domínio dos conhecimentos geográficos e de seus conceitos basilares.

Os diversos documentos oficiais produzidos ao longo dos últimos anos enfatizam, em vários momentos, os procedimentos de análise geográfica no ensino fundamental. O que percebemos é que, no processo de desenvolvimento da formação normativa da educação brasileira, os documentos, em muitos pontos, se justapõem; não são excludentes entre si.

Novos parâmetros, diretrizes e documentos alternaram-se nas últimas décadas, e a linha teórico-metodológica da ciência geográfica e sua aplicação ao ensino foram aprofundadas ou atualizadas, porém nunca excludentes com a história do pensamento geográfico, e sim muitas vezes incorporando novas matizes metodológicas. E a Geografia escolar aproveita dessa contribuição teórica e histórica, incorporando novas perspectivas para que os estudantes aprendam a raciocinar geograficamente e a pensar espacialmente, possibilitando criar condições para iniciar o processo de compreensão do espaço geográfico.

Mais recentemente, tal procedimento geográfico buscou estabelecer “uma cognição espacial, a qual destacamos a terminologia raciocínio geográfico, e na didática pautada na investigação da espacialidade dos fenômenos [...]” (CALAFATE, Pedro C.; SCALERCIO, Vitor. A Geografia na BNCC do ensino fundamental e o raciocínio geográfico: contribuições da Base para o ensino de Geografia. Giramundo, Rio de Janeiro, v. 9, n. 18, p. 90, 2022).

A Geografia escolar contemporânea revigora uma abordagem do conhecimento espacial por meio de um raciocínio geográfico, uma perspectiva pedagógica fundamentada na investigação da espacialidade dos fenômenos. Essa linha da Geografia escolar ganhou, inescapavelmente, bastante força a partir da proposta da BNCC, como ressalta Marques:

Uma nova onda vem percorrendo os debates sobre a Geografia Escolar, tornando-se cada vez mais frequente, sobretudo na área que conhecemos como “Ensino de Geografia”. Refiro-me ao conceito ou ideia do raciocínio geográfico, apresentado ao mesmo tempo como substrato teórico e como finalidade da disciplina Geografia, no currículo padronizado nacional. As discussões em torno desse raciocínio têm acontecido de forma bastante circunscritas ao campo da Geografia — indo desde a sua problematização como conceito, até a sua validade no trabalho com a disciplina escolar, nas salas de aula.

MARQUES, Roberto. Raciocínio geográfico, Base Nacional Comum Curricular e docência. Giramundo, Rio de Janeiro, v. 9, n. 18, p. 38, 2022.

Nessa perspectiva traçada por Marques, documentos normativos oficiais contemporâneos passaram a orientar o ensino da Geografia pautado na busca de uma compreensão autônoma e crítica perante os antagônicos processos que produzem o espaço geográfico, nunca produto de uma composição linear. É nessa linha metodológica que se assentam alguns dos pilares desta coleção: ao estímulo dos estudantes para uma postura inquietante perante os processos que envolvem a sociedade e a natureza, agentes que compõem o espaço geográfico, distante de uma postura passiva perante os processos.

Não obstante essas premissas, os diversos documentos oficiais, em especial a BNCC, esclarecem que uma obra didática deve propiciar condições para a busca de uma formação cidadã, estimulando os estudantes a se posicionarem criticamente frente aos dilemas da sociedade, das novas tecnologias e do ambiente. Este é o propósito central desta obra: apresentar conceitos e temas da Geografia em uma linguagem acessível à compreensão, buscando oferecer aos estudantes os elementos necessários para a construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva. Esse é o papel da Geografia.

BNCC E GEOGRAFIA

Em 2018, foi homologado o documento que rege a educação básica brasileira: a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O documento normativo vem no esteio da renovação de normas educacionais brasileiras e está previsto na Lei de Diretrizes e Bases, a lei maior da educação brasileira, assim como nas Diretrizes Curriculares Nacionais. A BNCC tem um propósito bem específico:

Define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica [...] que visam à formação humana integral e à construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva [...] BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 7. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 12 ago. 2025. E lembramos: esta coleção foi essencialmente balizada pela BNCC, somada a outros documentos normativos. De acordo com o documento oficial, a BNCC é “referência nacional para a formulação dos currículos dos sistemas e das redes escolares dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e das propostas pedagógicas das instituições escolares” (BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 8. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 12 ago. 2025), na perspectiva de garantir um currículo mínimo nacional e garantir o direito à educação de todas as crianças e jovens do país. Convém lembrar que a BNCC surge em consonância com os propósitos defendidos e preconizados pelo Plano Nacional de Educação (PNE).

A BNCC faz uma referência direta à desigualdade brasileira e vê a educação como uma ferramenta para intervir nessa realidade por meio daquilo que designou chamar de equidade na educação, sem, no entanto, considerar a ideia de currículo único como caminho para guiar a educação, visto o Brasil se tratar de um país com grande diversidade regional. Logo, a BNCC não é o estabelecimento de um currículo oficial nacional, mas sim uma fonte indicativa de conhecimentos, competências e habilidades que se espera que os estudantes desenvolvam.

A busca por uma sociedade mais justa e o combate à desigualdade devem levar em consideração a equidade na educação, e isso certamente passa por decisões curriculares e pedagógicas em âmbito local e regional. Tais iniciativas devem considerar necessidades e interesses dos estudantes. Nesse sentido, a função da BNCC seria o intercâmbio entre uma proposta curricular genérica e os currículos de caráter específico, observadas as especificidades locais e regionais. Em que pese considerarmos intensamente em nossa obra as diretrizes da BNCC, e mesmo neste Livro do professor, faz-se necessário salientar, como lembra o sociólogo Michael Young, que não é possível considerar uma reflexão sobre currículo dissociada de uma teoria do conhecimento (YOUNG, Michael. Teoria do currículo: o que é e por que é importante. Cadernos de Pesquisa da Faculdade de Educação da USP, São Paulo, v. 4, n. 151, p. 192-193, 2014). Assim, uma política pública para a educação definidora de uma estrutura curricular nacional deve levar em conta toda uma “teoria do currículo” e ponderar quais as implicações de uma regulamentação oficial, em nosso caso, sobretudo nas ciências humanas e mais precisamente no componente de Geografia.

Estrutura da BNCC

A BNCC determina competências e habilidades para expressar as aprendizagens essenciais que devem ser asseguradas ao estudante na Educação básica, e define “competência” como “a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho” (BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 8. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 12 ago. 2025).

O desenvolvimento das competências específicas é garantido pelas habilidades de cada componente curricular. As habilidades são as capacidades a serem desenvolvidas pelos estudantes para desenvolver as competências específicas. É por meio delas que o professor articula conhecimentos específicos da área com verbos que expressam processos cognitivos selecionados para cada objetivo a ser alcançado. As habilidades estão relacionadas aos objetos de conhecimento e, por essa razão, são elas que usualmente estruturam os currículos de cada ano escolar.

A leitura e a interpretação das habilidades precisam ser feitas por meio de sua composição, isto é, do verbo + complemento do verbo + modificadores:

• verbo: expressa o processo cognitivo;

• complemento do verbo: explicita o objeto do conhecimento mobilizado na habilidade;

• modificadores do verbo ou do complemento do verbo: explicitam o contexto e/ou uma maior especificação da aprendizagem esperada. Os modificadores também explicitam a situação ou condição em que a habilidade deve ser desenvolvida.

Os Temas Contemporâneos Transversais

Integrados à BNCC também há os Temas Contemporâneos Transversais (TCT), que buscam conectar diferentes componentes curriculares com a realidade do estudante, trazendo mais contextualização para o ensino. Os TCTs têm como base marcos legais assegurados na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

São 15 temas contemporâneos transversais, divididos em 6 eixos principais:

Meio Ambiente

Ciência e tecnologia

Ciência e tecnologia

Multiculturalismo

Diversidade cultural

Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras

Educação ambiental

Educação para o consumo

Temas contemporâneos transversais BNCC

Cidadania e civismo

Vida familiar e social Educação para o trânsito Educação em direitos humanos Direitos da criança e do adolescente Processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso

Economia

Trabalho

Educação financeira

Educação fiscal

Saúde

Saúde

Educação alimentar e nutricional

A incorporação dos TCT no trabalho docente pode ter como base quatro pilares:

Problematização da realidade e das situações de aprendizagem

Superação da concepção fragmentada do conhecimento para uma visão sistêmica

Temas contemporâneos transversais

Integração das habilidades e competências curriculares à resolução de problemas

Promoção de um processo educativo continuado e do conhecimento como uma construção coletiva

BRASIL. Ministério da Educação. Temas transversais contemporâneos na BNCC: contexto histórico e pressupostos pedagógicos. Brasília, DF: SEB, 2019. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov. br/images/implementacao/contextualizacao_temas_contemporaneos.pdf. Acesso em: 13 ago. 2025.

Além de valorizar a diversidade cultural, o trabalho com diferentes contextos permite o desenvolvimento de propostas interdisciplinares e que abordem os temas contemporâneos transversais. Ao longo da obra, é possível encontrar propostas de atividades com possibilidade de trabalho interdisciplinar. As seções Diálogos também permitem esses trabalhos, além de tratarem de assuntos que possibilitam o trabalho com diferentes TCTs.

PRESSUPOSTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS

A Geografia tem no espaço geográfico seu objeto de estudo. Essa é a perspectiva teórica que orienta esta coleção. Contudo, o que parece ser uma simples afirmação requer na realidade maior atenção, pois não é simples a tarefa de definir espaço geográfico.

É reconhecido o esforço de ilustres geógrafos acadêmicos nessa seara e em levar adiante um forte empenho no campo da teorização do tema. Cumpre à Geografia escolar traduzir para os anos iniciais do ensino fundamental essa profundidade teórica, adaptando-a à realidade dessa esfera do ensino e obedecendo às respectivas escalas do conhecimento: do acolhimento de seu lugar para a dimensão do mundo, sempre numa gradação escalar e cautelosa, respeitando-se as respectivas faixas etárias. Esse desígnio exige forte pluralismo e ecletismo do conhecimento e, por isso mesmo, exige do professor generalista mais contato com certas categorias do espaço geográfico que apresentaremos a seguir.

Um dos caminhos para compreender o conceito de espaço geográfico é trabalhar com a inseparabilidade, nos dizeres do geógrafo Milton Santos, entre sistemas de objetos e sistemas de ações ou, em uma analogia mais direta, a inseparabilidade entre natureza e sociedade. A compreensão do espaço só será possível considerando a integração desses dois elementos que requerem uma explicação conjunta. Nessa concepção, a não ser de maneira analítica, não se separa o natural do artificial ou o natural do político. No atual estágio em que vivemos, o ritmo de transformação da natureza é cada vez mais intenso. Portanto, as ações humanas vão adquirindo cada vez mais importância e amplitude na constante dinâmica de construção, organização e produção do espaço geográfico (SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Hucitec, 1996).

Para Milton Santos:

O espaço é, hoje, um sistema de objetos cada vez mais artificiais, povoados por sistemas de ações igualmente imbuídos de artificialidade, e cada vez mais tendentes a fins estranhos ao lugar e a seus habitantes. Neste nosso mundo se estabelece, por isso mesmo, um novo sistema da natureza uma natureza que, graças exatamente ao movimento ecológico, conhece o ápice de sua desnaturalização.

SANTOS, Milton. Técnica, espaço, tempo: globalização e meio técnico-científico-informacional. São Paulo: Hucitec, 1994. p. 90.

Assim, no transcorrer da obra, gradativa e cotidianamente os estudantes serão orientados pelo professor em seu processo de construção do conhecimento a aprender sobre o espaço geográfico dentro de uma perspectiva da totalidade e da integração. Isso porque vivemos em um mundo em que não mais se distingue claramente aquilo que foi construído pela natureza das obras da sociedade ou “onde termina o puramente técnico e onde começa o puramente social” (SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Hucitec, 1996. p. 81).

Categorias de análise do espaço geográfico igualmente são motivos de discussão teórica. São conceitos da Geografia que aparecem frequentemente no transcorrer de nossa obra. Portanto, o professor precisa ter claro que os conceitos de paisagem, lugar, território, região e natureza , destacados pela BNCC, não são em si propriamente o espaço geográfico, mas a ele se circunscrevem.

Concebido como uma totalidade dinâmica, em permanente mutação, determinada pelas interações entre a sociedade e a natureza, mediada pelo trabalho social, o espaço geográfico requer que a compreensão por parte dos estudantes seja realizada por meio da construção de conceitos, como os de lugar, paisagem, território, região e natureza.

A aprendizagem dos conceitos envolve operar com símbolos, ideias, imagens e princípios que permitirão aos estudantes desenvolver o pensamento espacial e uma nova perspectiva do pensamento espacial, o raciocínio geográfico, que pressupõe:

[...] um sistema de pensamento que põe em movimento articulado os conceitos e princípios da Ciência Geográfica em conexão à capacidade de pensar espacialmente, notadamente com o apoio da linguagem cartográfica. O raciocínio geográfico é mobilizado por perguntas geográficas e estas, por sua vez, estão contextualizadas por situações geográficas selecionadas ou construídas pelos professores. A Cartografia Escolar é, nesse sistema, simultaneamente um conteúdo e uma metodologia e o pensamento espacial é um conteúdo procedimental que compõe o raciocínio geográfico.

CASTELAR, Sônia M. V.; DUARTE, Ronaldo G. Raciocínio geográfico, pensamento espacial e cartografia na educação geográfica brasileira. GiramundoI, Rio de Janeiro, v. 9, n. 18, p. 7, 2022. É esse “olhar geográfico” que subsidia a construção de explicações sobre a espacialidade dos fenômenos. Segundo Lana de Souza Cavalcanti, na teoria da Geografia, alguns autores focam em categorias como paisagem, lugar ou território, que têm sido, ao longo da história dessa ciência, consideradas categorias básicas de seu pensamento (CAVALCANTI, Lana de Souza. O ensino de geografia na escola. Campinas: Papirus, 2012. p. 138).

Ressaltamos que o trabalho com os conceitos destacados, como os mencionados acrescidos ainda de outros como Região e Natureza, acontece no transcorrer da coleção e de modo integrado e por aproximações sucessivas no decorrer dos encaminhamentos didáticos. Conteúdos, seções, exercícios e demais elementos dos livros são os álibis que viabilizam a construção dos conceitos que destacamos a seguir.

LUGAR

A dimensão teórica lugar perpassa por toda a obra. É crucial que o professor entenda que o conceito de lugar está indissociavelmente atrelado à identidade, à singularidade e ao sincronismo do indivíduo com seu “pedaço” do território. Em uma reflexão teórica acerca desse sincronismo entre o lugar e a vida, a geógrafa Doreen Massey elucida:

Reserve alguns minutos para evocar um lugar que seja, ou tenha sido, particularmente significativo para você de alguma forma. Descreva-o para si mesmo e pense em por que ele é tão importante para você. Tome algumas notas, ou talvez colete algumas fotografias que o façam lembrar, ou peça a si mesmo uma peça musical que lhe traz à mente. [...]

MASSEY, Doreen. The conceptualization of place. In: MASSEY, D.; JESS, P. A place in the world. New York: The Open University, 1995. p. 88. Tradução nossa.

É essa identidade retratada por Massey que conduz à compreensão do conceito na ciência geográfica, àquele fragmento do território em que o indivíduo se identifica e se sente acolhido que buscamos atender ao discutir o lugar. É tal percepção que a obra busca transmitir ao explorar momentos especiais do aprendizado em que os estudantes se deparam perceptivamente com momentos que constituem seu acolhimento na moradia, no lar, na rua, no bairro e na escola, entre outros. Essa foi uma preocupação central e constante em nossa obra.

Desse modo, o lugar corresponde a uma forte apropriação do espaço vivido, o espaço onde a vida e as relações acontecem; a vivência se configura no lugar. Os estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental certamente se identificarão com seu lugar, principalmente por meio de encaminhamentos lúdicos.

Contudo, se é no lugar onde as relações acontecem, vale ressaltar que, com isso, não afirmamos que o conceito de lugar seja entendido de maneira que o isole do mundo. Também é nas relações com outras escalas geográficas, outros lugares, que ele pode ser definido. Segundo Milton Santos e outros:

[...] define-se o lugar como a extensão do acontecer solidário e [...] É pelo lugar que revemos o mundo e ajustamos nossa interpretação, pois nele o recôndito, o permanente, o real triunfam, afinal, sobre o movimento, o passageiro, o imposto de fora.

SANTOS, Milton. A aceleração contemporânea: tempo mundo e espaço mundo. In: SANTOS, Milton et al. (org.). Fim de século e globalização: o novo mapa do mundo. São Paulo: Hucitec-Anpur, 1993. p. 20.

Em nossa obra, buscamos incluir objetos de conhecimento (conteúdos, conceitos e processos) que propiciem aos estudantes a construção do conceito de lugar.

PAISAGEM

Entre os pilares essenciais de sustentação teórico-metodológica da Geografia considerada nesta coleção, a paisagem é outro conceito-chave. Trata-se, igualmente, de uma dimensão do espaço geográfico, circunscrita àquilo que a visão e os outros sentidos alcançam. Conceito indissociavelmente ligado à Geografia cultural e que explora a dimensão da percepção sensitiva espacial, a paisagem não é uma categoria exclusiva da Geografia, mas a ela pertence. Assim, o conceito de paisagem é tratado nesta obra sob diferentes prismas.

Ao entendermos que a paisagem é abarcada pelo campo da visão, compreendemos que, do ponto de vista didático voltado à educação geográfica, podemos estender seus estudos ao campo das percepções. Assim, pessoas sem o pleno sentido da visão também podem ter condições de se apropriar de uma etapa da aprendizagem do espaço geográfico por meio dessa dimensão. Pelos sentidos da percepção, essas pessoas podem identificar elementos que as levem a ter condições de, no campo da imaginação, da emoção, de funções espaciais, identificar sinais da materialidade e, assim, aprender sobre paisagem.

Milton Santos afirma que paisagem e espaço geográfico não são a mesma coisa, pois a paisagem representa a forma e as heranças ao longo do tempo, aquilo que surge aos nossos olhos e que se cristaliza no espaço geográfico. Já o espaço é a soma disso com a vida, com a ação humana (SANTOS, Milton. Metamorfoses do espaço habitado. São Paulo: Hucitec, 1988).

Ao tratarmos da paisagem no transcorrer da obra, consideramos frequentemente que ela não se explica por um momento exato, mas sim como produto de uma acumulação de tempos passados que se cristaliza no presente. A paisagem é formada por um conjunto de objetos que têm idades diferentes, momentos diferentes.

Outra importante referência teórica na concepção de paisagem é Carl Sauer, para quem esse conceito é o resultado da ação cultural sobre a paisagem originalmente natural ou uma área composta de uma associação distinta de formas, ao mesmo tempo físicas e culturais. Para ele:

[...] a paisagem não é simplesmente uma cena real vista por um observador. A paisagem geográfica é uma generalização derivada da observação de cenas individuais. [...] O geógrafo pode descrever a paisagem individual como um tipo ou provavelmente uma variante de um tipo, mas ele tem sempre em mente o genérico e procede por comparação.

SAUER, Carl. O. A morfologia da paisagem. In: CORRÊA, Roberto Lobato; ROSENDAHL, Zeny (org.). Paisagem, tempo e cultura. Rio de Janeiro: Eduerj, 1998. p. 24.

É dessa maneira que se aborda o conceito de paisagem para identificá-la no espaço urbano. Contudo, propomos o estudo da paisagem também como método inicial de percepção de elementos constituintes e configuradores do espaço geográfico. Desse modo, estudamos a paisagem em situações que refletem organizações espaciais tanto na cidade quanto no campo, aplicando métodos de identificação e, em um movimento processual crescente e inter-relacionado, de seus elementos artificiais e naturais.

Concluímos, portanto, que o conceito apresenta forte diversidade, mas em comum o aspecto da sensação genérica que busca o caráter perceptivo daquele fragmento de território e sua individualidade, embora indissociavelmente atrelada a outras “paisagens”.

TERRITÓRIO

Para a Geografia, o conceito de território vai bem além de algo puramente físico ou meramente econômico; ele é uma categoria analítica dessa ciência, com forte conotação política e atrelado à ideia de poder. Isso é traduzido ao universo infantil por meio de uma linguagem apropriadamente atenta, como ao discutir a extensão e os limites territoriais do Brasil no 4o e no 5o anos.

O território é construído socialmente: seu uso é o que o faz um conceito das ciências humanas, e não ele em si mesmo ou, nos dizeres do geógrafo francês Claude Raffestin, o território é vivido (RAFFESTIN, Claude. A produção das estruturas territoriais e sua representação. In : SAQUET, Marcos A.; SPOSITO, Eliseu S. Territórios e territorialidades : teorias, processos e conflitos. São Paulo: Expressão Popular: Unesp, 2008).

Realizar a leitura inteligente do mundo é pensar o território, a conexão entre as sociedades, a política, as nações, as relações de poder e, por isso mesmo, se faz indispensável ponderar a grandeza escalar da dimensão espacial em foco. Isso porque todo território é delimitado pelas relações de poder, seja ele um pequeno vilarejo ou um Estado de grandes dimensões. No ensino fundamental, entendemos que é na transição do 4 o para o 5o ano que, gradativamente, os estudantes vão tomando contato com essa realidade didática.

Tal qual os dois conceitos geográficos abordados anteriormente, o território é um termo polissêmico, porém, ao assumir a conotação de apropriação política de uma parte do espaço, afasta-se imediatamente do senso comum de algo puramente físico para assumir uma percepção imediatamente cultural, geográfica, política.

Dominar uma área é exercer o poder, e o território se trata do amálgama dessa ocorrência entre o poder e a sociedade. Guardadas as devidas proporções e considerando a faixa etária que ora focamos, igualmente perpassa pela noção de território e territorialidade a ideia de poder e de posse, tarefa essa que se verificará nos dois últimos volumes da coleção. Quando as crianças estudam o Brasil, identificam suas fronteiras, suas Unidades da Federação, suas divisas e seus limites, deparam-se com relações de poder, de apropriação do território que está definido e delimitado; são os agentes sociais e políticos que interferem no espaço geográfico e determinam o uso do território.

Sobre o consenso estabelecido na comunidade geográfica a respeito da indissociável relação com o poder, afirma o geógrafo Rogério Haesbaert:

Território, assim, em qualquer acepção, tem a ver com poder, mas não apenas ao tradicional “poder político”. Ele diz respeito ao poder no sentido mais explícito, de dominação, quanto ao poder no sentido mais implícito ou simbólico. Lefebvre distingue apropriação de dominação (“possessão”, “propriedade”), o primeiro sendo um processo muito mais simbólico, carregado das marcas do “vivido”, do valor de uso, o segundo mais concreto, funcional e vinculado ao valor de troca.

HAESBAERT, Rogério Costa. Território e multiterritorialidade: um debate. Geographia, Rio de Janeiro, ano IX, n. 17, p. 21, 2007.

Em relação ao tema, o geógrafo Jean Gottmann destaque que:

Território é uma porção do espaço geográfico que coincide com a extensão espacial da jurisdição de um governo. Ele é o recipiente físico e o suporte do corpo político organizado sob uma estrutura de governo. Descreve a arena espacial do sistema político desenvolvido em um Estado nacional ou uma parte deste que é dotada de certa autonomia. Ele também serve para descrever as posições no espaço das várias unidades participantes de qualquer sistema de relações internacionais. Podemos, portanto, considerar o território como uma conexão ideal entre espaço e política. Uma vez que a distribuição territorial das várias formas de poder político se transformou profundamente ao longo da história, o território também serve como uma expressão dos relacionamentos entre tempo e política.

GOTTMANN, Jean. A evolução do conceito de território. Boletim Campineiro de Geografia, Campinas, v. 2, n. 3, p. 526, 2012.

Logo, o território torna-se uma concepção eminentemente geográfica quando assume uma conotação social e/ou política. Esse conceito da Geografia deve compor o arcabouço didático-pedagógico do aprendizado, afastando os estudantes da visão mecanicista e equivocada do território como objeto estático e ensimesmado. Assim, gradativamente, eles reconstroem as maneiras de localização e apropriação do espaço geográfico, respeitando as adaptações necessárias para seu uso no curso escolar e com linguagem geográfica acessível à respectiva faixa etária.

REGIÃO

Para a Geografia, a expressão região assume grande importância. O conceito acompanha o componente desde os primórdios de sua sistematização no século XIX e, mais que isso, a Geografia Regional sempre foi empregada como a forma mais representativa da Geografia. Isso não implica dizer que o conceito permaneceu estático ou que haja unanimidade sobre ele; ao contrário, a região renova-se constantemente. Como se renova, igualmente, o território é remodelado, pois regionalizar é recortar, criteriosamente, o território em partes. Em síntese, a região é a parte de um todo geográfico ou, nos dizeres de Pierre George, regionalizar é buscar a personalidade de um fragmento do espaço (GEORGE, Pierre. Os métodos da Geografia. São Paulo: Difel, 1972).

Assim como a paisagem difere de espaço geográfico, o mesmo ocorre com região. Contudo, a renovação teórica ocorrida no corpo da ciência geográfica corrigiu esse desvio conceitual. Foi Pierre George quem afirmou ser a Geografia Regional a forma mais representativa da ciência geográfica, concentrando todo o poder de síntese e o entendimento de escala na explicação de todo um sistema de relações (GEORGE, Pierre. Os métodos da Geografia. São Paulo: Difel, 1972). A região deriva do espaço geográfico; é a parte de um todo. Criar regiões é criar subespaços considerando a proporção escalar do espaço.

As várias escolas do pensamento geográfico abordaram intensamente a temática regional. No Brasil, um dos principais estudiosos do assunto é Roberto Lobato Corrêa, para quem:

[...] a região é considerada uma entidade concreta, resultado de múltiplas determinações, ou seja, da efetivação dos mecanismos de regionalização sobre um quadro territorial já previamente ocupado, caracterizado por uma natureza já transformada, heranças culturais e materiais e determinada estrutura social e seus conflitos. [...]

CORRÊA, Roberto Lobato. Região e organização espacial. São Paulo: Ática, 1990. p. 45-46.

Delimitar uma região, no entanto, nem sempre é tarefa fácil, pois implica estabelecer critérios de regionalização, nem sempre consensuais. Nada é tão difícil na Geografia como delimitar uma região, estabelecer critérios, impor-lhe limites, buscar a “personalidade” do território (GEORGE, Pierre. Os métodos da Geografia. São Paulo: Difel, 1972).

Para a abordagem regional nos anos iniciais do ensino fundamental, no entanto, não é exigido dos estudantes o conhecimento técnico dos critérios de regionalização, mas sim o reconhecimento de uma região estabelecida, a parte de um todo. Um exemplo comum é a própria abordagem de regionalização brasileira, que, em nossa obra, ocorre no volume 4. Contudo, a noção regional de um fragmento do espaço é trabalhada ao longo dos anos escolares, obedecendo à evolução gradual do conhecimento e ao respectivo aumento do grau de dificuldade.

NATUREZA

O conceito de natureza está atrelado à Geografia desde sua constituição. Podemos identificá-lo em Alexander von Humboldt, o pioneiro nos estudos da natureza na Geografia. Tal qual ocorreu com todas as Ciências da Natureza, Humboldt foi notadamente influenciado pela Filosofia naturalista de Imannuel Kant (naturephilosophie). A formação naturalista do geógrafo alemão teve efeito decisivo na sistematização da Geografia como ciência e componente, pois Humboldt entendia a Geografia como uma ciência de síntese sobre o conhecimento da Terra (MORAES, Antonio Carlos Robert de. Geografia : pequena história crítica. 7. ed. São Paulo: Hucitec, 1987. p. 47).

Na observação e na percepção da paisagem à qual nossa obra dedica boa parte de seu escopo, o conceito de natureza aparece como retaguarda da percepção da paisagem natural, aquela que propomos introduzir na formação dos estudantes. Esse é um ensinamento que vem desde os tempos de Humboldt, que acreditava ser a observação da paisagem uma ferramenta de absorção do conhecimento e da educação, aquilo que designava “natureza-paisagem”. Nessa premissa consideramos, portanto, que a natureza é um componente indispensável para a compreensão do objeto máximo da Geografia: o espaço geográfico . Assim como não há espaço geográfico sem a sociedade, também não o há sem a natureza. É exatamente a combinação epistemológica desses dois conceitos que compõem a Geografia como ciência, o que, de resto, se confirma na BNCC:

Do mesmo modo, os tempos da natureza não podem ser ignorados, pois marcam a memória da Terra e as transformações naturais que explicam as atuais condições do meio físico natural. Assim, pensar a temporalidade das ações humanas e das sociedades por meio da relação tempo-espaço representa um importante e desafiador processo na aprendizagem de Geografia.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 361. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 7 set. 2025. Nesse diapasão, nossa obra construiu uma interação baseada nessa inseparabilidade entre sociedade e natureza, o amálgama da Geografia. Visamos conduzir o processo cognitivo nessa faixa etária de modo que os estudantes possam perceber como a sociedade intervém na natureza e a transforma, assim como as diversas possibilidades de seu uso, e pesar com responsabilidade os eventuais impactos ambientais das ações humanas na vida cotidiana e na exploração dos recursos naturais.

Grosso modo, para a Geografia não há natureza sem sociedade ou, segundo Milton Santos, “se um lugar não é fisicamente tocado pela força do ser humano, ele, todavia, é objeto de preocupações e de intenções econômicas ou políticas. Tudo hoje se situa no campo de interesse da história, sendo, desse modo, social” (SANTOS, Milton. Metamorfoses do espaço habitado São Paulo: Hucitec, 1988. p. 21).

PROPOSTA PEDAGÓGICA

Partindo do pressuposto de que o espaço geográfico é o objeto máximo de estudo da Geografia traduzida para o universo escolar, esta obra pautou-se por certa diversidade de escolas e pensamentos didático-pedagógicos que a caracterizaram por ampla pluralidade em sua proposta. Assim, ela permeia desde recursos tradicionais da relação ensino e aprendizagem até os mais atuais, que apostam essencialmente na autonomia dos estudantes, enaltecendo sempre a busca pela compreensão da interrelação entre os temas propostos e as aulas.

Em diversos momentos, há indicações no Livro do professor em U para que o professor aguarde a iniciativa dos estudantes durante uma atividade para, depois, encaminhar explicações e uma inserção mais assertiva no processo, como a observação prévia de uma paisagem em uma imagem do livro. Qual é a percepção dos estudantes diante de um quadro que contempla a natureza e a ação humana em um acontecimento simultâneo? Como eles sentem a priori os elementos da paisagem natural? E cultural?

Destarte, a descrença na rigidez de uma linha teórica única, esta obra foi inicialmente concebida considerando especialmente fontes, as quais, como sabemos, reorientaram as formas de ver e fazer educação, em que os estudantes deixam de ser passivos e mero receptores de conteúdos. Por suas características internas, os encaminhamentos desenvolvidos na obra que ora apresentamos dificilmente poderiam pressupor estudantes passivos.

Lançamos mão de vários recursos, como a apresentação de atividades de conhecimento prévio e questões disparadoras, em grupo, de pesquisa e de estímulo ao pensamento crítico; e do professor como mediador e planejador do processo de condução do conhecimento, considerando os aspectos culturais e os lugares de vivência dos estudantes.

No entanto, vale a ressalva de que dificilmente um único método guia uma obra didática, como já apontado anteriormente. Assim, esta obra considera o desenvolvimento ativo do conhecimento, e isso transparece no percurso das atividades, que ora são mais orientadas, ora estimulam mais a autonomia e a construção individual dos estudantes.

O protagonismo professor-estudantes-escola permeia toda nossa coleção, uma vez que essa interação deve sempre ser uma preocupação central na sala de aula e na escola. A busca de estratégias de aprendizagem precisa estar articulada ao processo cognitivo, e o livro didático é parte dessa interação comandada pelo professor.

A metodologia utilizada na obra não considera o conhecimento como algo predeterminado, embora estudiosos afirmem que 50% do aprendizado advenha da hereditariedade, os outros 50% provêm do convívio e do processo pedagógico (McGUINNESS, Diane. Cultivando um leitor desde o berço. Rio de Janeiro: Record, 2004).

Assim, o encaminhamento de uma construção gradual que respeita as etapas cognitivas dos estudantes e os considera sujeitos de sua aprendizagem é fundamental na relação ensino e aprendizagem. A organização da obra, das seções e das atividades buscou respeitar esses princípios metodológicos e apresentar encaminhamentos que valorizam a busca do conhecimento por parte dos estudantes a partir de vivências e interação.

Nos volumes que compõem esta obra, há encaminhamentos voltados para a ampliação gradual das escalas de análise e a inclusão de propostas de desenvolvimento de aprendizagem dos conceitos de paisagem, região, território, lugar e natureza. Essa evolução acompanha o processo de alfabetização do estudante. Um exemplo é a seção Meu vocabulário, que aparece regularmente.

Os volumes também propõem comparações dos fenômenos espaciais considerando a analogia e a assimetria dos lugares. Propostas direcionadas à localização e à orientação espacial permeiam todos os volumes. Dessa maneira, optamos por não explorar a Cartografia isoladamente, mas sim integrada a atividades e textos de forma que a linguagem cartográfica seja abordada em múltiplas formas, como croquis, plantas, cartas, mapas e, igualmente, no formato digital.

O professor perceberá que não só a alfabetização cartográfica é encaminhada, mas eventualmente há seções que abordam a própria história da cartografia, ou outras perspectivas de leitura cartográfica, como a etnocartografia, ou ainda a exploração de uma cartografia indígena com outras percepções de mapear e representar.

A nosso ver, o ensino de Cartografia de modo mais detalhado e técnico deve ser abordado nos anos finais do ensino fundamental. A alfabetização cartográfica foi prioritariamente expressa por meio de interações espaciais em que se propuseram atividades que visavam colocar os estudantes em contato com técnicas básicas, desde as primeiras representações espaciais, passando por mapas mentais, elaboração de desenhos de mapas, itinerários, leitura de fotografias aéreas, de imagens de satélites, de plantas, de croquis e de mapas temáticos, sempre buscando estabelecer uma gradação na complexidade cartográfica.

Em todos os volumes, há encaminhamentos voltados para o desenvolvimento das competências e habilidades pertinentes ao ensino da Geografia. Também há fidelidade aos principais temas e conceitos do componente, bem como aos diferentes níveis de complexidade.

O rigor didático presente em toda a obra pode ser visto nas páginas de abertura das unidades e dos capítulos. O trabalho com essas páginas estimula a participação dos estudantes por meio de imagens e questionamentos especialmente inseridos para ajudar o professor a conhecer o campo de experiência do grupo. Somente depois desse momento inicial, os livros abordam a temática conceitual envolvida no respectivo tema por meio de propostas de atividades, imagens e textos.

Em grande parte, o encaminhamento metodológico é fruto de uma vivência acadêmica e pedagógica dos autores, que absorveram e participaram da renovação do pensamento geográfico no Brasil nos anos 1990 e do próprio processo de reforma da educação em um híbrido com as determinações da BNCC, de 2018. No que diz respeito à Geografia, em muito as orientações do documento da BNCC coincidem com aquilo que pensamos, exemplificado nesta passagem da BNCC:

Nessa direção, a BNCC está organizada com base nos principais conceitos da Geografia contemporânea, diferenciados por níveis de complexidade. Embora o espaço seja o conceito mais amplo e complexo da Geografia, é necessário que os alunos dominem outros conceitos mais operacionais e que expressam aspectos diferentes do espaço geográfico: território, lugar, região, natureza e paisagem. O conceito de espaço é inseparável do conceito de tempo e ambos precisam ser pensados articuladamente como um processo. Assim como para a História, o tempo é para a Geografia uma construção social, que se associa à memória e às identidades sociais dos sujeitos.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 361. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 7 set. 2025.

AVALIAÇÕES

Consideramos a avaliação um processo, ou seja, um ato contínuo. Essa é a premissa que orienta as atividades da obra, levando em conta que o processo de avaliação é uma ferramenta de desenvolvimento do aprendizado, que auxilia os estudantes a avançarem no processo cognitivo. Por muito tempo, a avaliação foi entendida como sinônimo de prova. Entretanto, atualmente, sabemos que a prova é apenas um dos instrumentos avaliativos, mas não o único.

Olhar para a avaliação por esse viés nos permite considerá-la como ações didáticas que ocorrem em dimensões associadas, que se complementam ao longo do processo de ensino e aprendizagem que pode ser composto de diferentes durações. De maneira criteriosa, diagnósticas (aplicáveis para avaliar o conhecimento prévio dos estudantes); formativas , ou de processo (aplicadas no centro do processo com propostas de correções de rumos e remediações); e somativas , ou de resultados (recomendadas para o fim do processo da aprendizagem), configurando-se como caminho para o desenvolvimento cognitivo. Assim, contemplamos tanto o processo de aprendizagem como o do ensino.

Nesse contexto, esta coleção dedicou especial atenção ao processo avaliativo. O trabalho com a avaliação diagnóstica, por exemplo, pode ser desenvolvido por meio dos questionamentos propostos nas aberturas das unidades e dos capítulos. Sugerimos que, sempre que possível, o professor encaminhe variados instrumentos de avaliação com a perspectiva de orientar e reorientar a relação ensino e aprendizagem. Nela, o professor terá a oportunidade de aferir o conhecimento de seus estudantes diagnosticando o estágio do aprendizado de cada um no desenvolvimento esperado para aquele determinado ano do ensino.

Obviamente, o processo não se encerra aí e tampouco ficará restrito às avaliações mensais, bimestrais ou trimestrais. O professor poderá lançar mão de outras possibilidades de acordo com seu planejamento, tais como seminários, saraus, debates orais, provas, testes, ditados etc.

O professor contará, ao longo do volume e das práticas pedagógicas, com uma constante avaliação formativa e de processo de aprendizagem em relação aos conteúdos tratados por meio de momentos pedagógicos. Um exemplo é a seção Para rever o que aprendi ao final de cada unidade, configurando-se como uma avaliação somativa. Já a avaliação formativa vincula-se à seção O que e como avaliar no formato em U deste Livro do professor, em que as respectivas páginas poderão ser utilizadas para uma avaliação dos estudantes durante o processo de aprendizagem. Assim a coleção conta com estratégias de avaliação constantes, que visam monitorar o desempenho dos estudantes ao longo de todo o ano, e não apenas em momentos estanques. Por meio desses momentos avaliativos, distribuídos ao longo do processo de aprendizagem, constituindo um portfólio, é possível dar conta de praticamente todo o conteúdo abordado. Temos, portanto, diversos momentos intercalados de uma contínua avaliação processual, distribuídos ao longo do ano. Convém ressaltar, igualmente, que são sugeridas, ao longo desses momentos, estratégias de remediação e de retomada daquilo que, eventualmente, o professor percebeu que não foi bem consolidado, como forma de intervenção precoce.

Finalizando esse amplo leque de opções avaliativas gradativas, ao longo das páginas deste Livro do professor também são oferecidos momentos de ponderação e observação por meio de atividades.

A avaliação da aprendizagem deve estar coerente com toda a proposta pedagógica, com seu planejamento e com os objetivos pedagógicos. Essa preocupação didático-pedagógica insere-se em um contexto de educação que foge à visão dos estudantes como meros receptores de conteúdo.

Estudiosos do assunto, baseados em fundamentação científica, já mergulharam nele. Para Charles Hadji, por exemplo, uma avaliação deve ser definida por critérios claros, ou seja, deve ser criteriada para que se perceba mais evidentemente se os estudantes conseguiram atingir o objetivo com êxito. Hadji designa avaliação criteriada como “uma avaliação que aprecia um comportamento, situando-o [o estudante] em relação a um alvo (o critério, que corresponde ao objetivo a ser atingido)” (HADJI, Charles. Avaliação desmistificada. Porto Alegre: Artmed, 2001. p. 18).

Cipriano Luckesi também destaca a importância dos critérios para a avaliação da aprendizagem. Ele os define da seguinte maneira:

Critérios são os padrões de expectativa com os quais comparamos a realidade descrita no processo metodológico da prática da avaliação. Os critérios para o exercício da avaliação são definidos praticamente no seu planejamento, no qual se configuram os resultados que serão buscados com o investimento na sua execução. Os critérios que definem o que ensinar e o que aprender e a sua qualidade desejada determina o que e como avaliar na aprendizagem escolar.

LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem: componente do ato pedagógico. São Paulo: Cortez, 2011. p. 411.

Considerando tais aspectos e referenciais teórico-metodológicos, nossa obra oferece ao professor diversas possibilidades para avaliar os estudantes por meio de inúmeras atividades e exercícios distribuídos ao longo das unidades de todos os volumes. A intenção do professor é o que define sua função formativa. Contudo, nosso propósito é oferecer possibilidades para que tais atividades cumpram a função avaliativa ao longo do processo. O professor poderá escolher o momento e de que maneira aplicar tais instrumentos avaliativos.

EDUCAÇÃO INCLUSIVA: CONCEITO E CARACTERÍSTICAS

A educação inclusiva é uma abordagem educacional que busca garantir que todos os estudantes, independentemente de suas condições físicas, sensoriais, intelectuais, sociais ou culturais, tenham acesso à educação de qualidade no mesmo espaço escolar.

De acordo com a Política nacional de educação especial na perspectiva da educação inclusiva, publicada em 2008, trata-se de uma modalidade que perpassa todos os níveis e as etapas de ensino, assegurando a matrícula e a participação de todos os estudantes nos sistemas educacionais. Nessa perspectiva, “a educação inclusiva assume espaço central no debate acerca da sociedade contemporânea e do papel da escola na superação da lógica da exclusão” (BRASIL, Ministério da Educação. Política nacional de educação especial na perspectiva da educação inclusiva. Brasília, DF: Seesp, 2008. p. 1. Disponível em: https://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/ politicaeducespecial.pdf. Acesso em: 27 ago. 2025).

A política nacional abrange pessoas com deficiência, transtorno do espectro autista e altas habilidades/superdotação, com atendimento voltado às suas necessidades específicas.

Suas principais características incluem:

1) Acesso garantido: assegurar que todos frequentem a escola regular, evitando segregação ou atendimento isolado.

2) Participação efetiva : promover a interação e a cooperação entre todos os estudantes, inclusive na tomada de decisões sobre atividades e projetos.

3) Aprendizagem significativa: oferecer oportunidades reais de desenvolvimento cognitivo, social e emocional, respeitando ritmos e estilos de aprendizagem.

4) Flexibilidade pedagógica: adaptar métodos, conteúdos, tempos e recursos, para que os estudantes aprendam de diferentes maneiras.

5) Valorização da diversidade : reconhecer as diferenças como parte natural e positiva do ambiente escolar.

Esses princípios estão alinhados à Lei n o 13.146, de 2015, que instituiu a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), na qual se afirma que é “dever do Estado, da família, da comunidade escolar e da sociedade assegurar educação de qualidade à pessoa com deficiência, colocando-a a salvo de toda forma de violência, negligência e discriminação” (BRASIL. Lei n o 13.146, de 6 de julho de 2015. DOU , Brasília, DF, 7 jul. 2015. Disponível em: https://legislacao.presidencia.gov.br/ atos/?tipo=LEI&numero=13146&ano=2015&ato=c4aUTW65UNVpWT495. Acesso em: 27 ago. 2025).

Educação especial inclusiva e a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF)

A educação especial, quando integrada à perspectiva inclusiva, atua como suporte, e não como substituição do ensino regular. O Atendimento Educacional Especializado (AEE) é um recurso fundamental para complementar o trabalho realizado em sala de aula, garantindo que barreiras à aprendizagem sejam identificadas e superadas.

A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), da Organização Mundial da Saúde (OMS), oferece uma visão ampla dos estudantes, considerando não apenas diagnósticos médicos, mas também suas capacidades, limitações e o impacto do ambiente. Com a CIF, observa-se:

• o que os estudantes conseguem realizar de forma autônoma;

• o que os estudantes conseguem realizar com apoio do professor;

• o que os estudantes ainda não conseguem realizar.

Além disso, são identificadas barreiras (físicas, atitudinais e pedagógicas) e facilitadores (recursos, adaptações e apoio humano) que influenciam diretamente sua participação.

Essa abordagem evita rótulos e permite que as adaptações sugeridas nos materiais didáticos sejam direcionadas ao perfil de cada turma. Assim, o professor pode planejar atividades que realmente dialoguem com a realidade de cada estudante, evitando propostas genéricas que não respondem às necessidades do grupo.

Para que uma adaptação seja realmente eficaz, é fundamental que o professor reconheça em qual momento da aprendizagem os estudantes da educação especial se encontram. Isso significa observar não apenas o conteúdo que eles já dominam, mas também as habilidades que ainda estão desenvolvendo e aquelas que exigem mais apoio.

Em relação aos estudantes com deficiência intelectual, por exemplo, é necessário considerar possíveis defasagens e ajustar o planejamento para consolidar etapas anteriores da aprendizagem. Já para estudantes com altas habilidades/superdotação que apresentem avanços significativos em determinadas áreas, a sugestão é propor novos desafios com atividades extras que estimulem o raciocínio, a criatividade e a autonomia, evitando uma possível estagnação. Esse olhar individualizado possibilita adaptações que ampliam o potencial de cada estudante, garantindo que todos tenham oportunidades reais de progredir.

A importância da inclusão

A inclusão escolar é um direito garantido por tratados internacionais, como a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aderida pelo Brasil em 2008, e pela legislação brasileira, como a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, em 2015; no entanto, mais do que cumprir uma obrigação legal, incluir é um compromisso ético e social que transforma a escola em um espaço mais democrático e humano.

Escolas inclusivas preparam cidadãos capazes de conviver com a diversidade, respeitar diferentes formas de ser e aprender e contribuir para uma sociedade mais justa. Ao conviverem com colegas que têm necessidades educacionais especiais (NEE), os estudantes sem deficiência desenvolvem empatia, cooperação e habilidades de resolução de conflitos. Já os estudantes que são o público-alvo da educação especial inclusiva se beneficiam de relações sociais mais amplas e de expectativas de aprendizagem elevadas, que estimulam seu potencial.

A inclusão não é um ato pontual, mas um processo contínuo de transformação da cultura escolar, que exige reflexão, planejamento e abertura para mudanças.

Adaptações dos espaços de ensino e aprendizagem

Independentemente da infraestrutura disponível, é possível promover melhorias no ambiente físico para favorecer a inclusão:

• Mobiliário acessível: mesas e cadeiras adaptadas para diferentes necessidades, que podem ser confeccionadas ou ajustadas com o apoio da comunidade.

• Circulação livre : retirar obstáculos, facilitar o acesso a todos os espaços e prever áreas de apoio.

• Recursos visuais e táteis : mapas táteis, sinalização em braile, pictogramas e cores contrastantes para facilitar a orientação.

• Controle de estímulos: uso de cortinas, painéis acústicos ou espaços tranquilos para estudantes com sensibilidade sensorial.

• Áreas multifuncionais: espaços que permitam trabalho individual e em grupo, com flexibilidade para diferentes atividades.

Mesmo pequenas mudanças, como reorganizar a sala de aula para melhorar a circulação ou criar cantos temáticos de aprendizagem, podem gerar grande impacto na participação e no conforto dos estudantes.

Preparando o professor e a turma para o acolhimento

Para que a inclusão seja efetiva, é necessário preparar não apenas o espaço, mas também as pessoas. O professor, por estar em contato direto com a turma, precisa conhecer o histórico e as características de cada um, ouvindo a família e o próprio estudante. Ou seja:

• adaptar o planejamento considerando diferentes formas de acesso ao conteúdo;

• utilizar metodologias ativas que permitam múltiplas formas de participação e expressão;

• estimular a colaboração entre os colegas, criando um clima de apoio mútuo;

• promover rodas de conversa, atividades de sensibilização e trabalhos cooperativos com a turma, construindo uma cultura de respeito mútuo.

A preparação prévia reduz barreiras atitudinais e favorece relações mais positivas.

Envolvendo toda a comunidade escolar

A inclusão só é sustentável quando envolve toda a comunidade escolar: gestores, professores, estudantes, famílias e parceiros externos.

• Gestores: garantem formações, articulam recursos e lideram o processo de mudança.

• Famílias: compartilham informações sobre os estudantes e fortalecem a parceria escola-casa.

• Estudantes: aprendem a valorizar a diversidade e a colaborar com os colegas.

• Comunidade: pode apoiar com recursos, voluntariado e parcerias, como doações de materiais ou adequações físicas simples.

Essa rede de apoio amplia o alcance das ações inclusivas e fortalece o sentimento de pertencimento, essencial para que todos participem plenamente da vida escolar.

Adaptações como inspiração

As orientações e adaptações sugeridas neste Livro do professor foram elaboradas para inspirar, não para impor modelos fechados.

Cada estudante e cada escola têm realidades próprias, e é natural que uma sugestão tenha que ser modificada ou substituída por outra mais adequada ao contexto escolar. O mais importante é que o professor se sinta livre para criar e experimentar estratégias, buscando sempre ampliar a participação e a aprendizagem de todos. Mesmo quando não há recursos físicos ou tecnológicos disponíveis, a criatividade e o trabalho colaborativo entre docentes e a equipe escolar podem gerar soluções significativas.

TEXTOS PARA REFLEXÃO

TEXTO 1 — RACIOCÍNIO GEOGRÁFICO

Uma nova onda vem percorrendo os debates sobre a Geografia Escolar, tornando-se cada vez mais frequente, sobretudo na área que conhecemos como “Ensino de Geografia”. Refiro-me ao conceito ou ideia do raciocínio geográfico, apresentado ao mesmo tempo como substrato teórico e como finalidade da disciplina Geografia, no currículo padronizado nacional. As discussões em torno desse raciocínio têm acontecido de forma bastante circunscritas ao campo da Geografia — indo desde a sua problematização como conceito, até a sua validade no trabalho com a disciplina escolar, nas salas de aula.

Porém, se deslocarmos o ponto de observação, saindo dos debates teóricos da Geografia, para partirmos da análise das condições históricas e políticas da emergência do raciocínio geográfico como elemento central da proposta institucional para o trabalho de professores nas escolas, os termos do debate mudam. E essa mudança pode revelar aspectos importantes sobre as relações entre as políticas de educação, os projetos de sociedade e a inserção da Geografia nessas tensões.

[...]

Podemos começar a descrição pelo ano de 2017. Poderíamos voltar um pouco mais, seja para 1996, quando foi instituída a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB, Lei 9394/96), ou 2014, ano do Plano Nacional de Educação (PNE). A escolha por 2017 é porque dois fatos acontecidos nesse ano são emblemáticos para observarmos as transformações pelas quais vem passando a educação brasileira. No dia 08 de fevereiro daquele ano foi aprovada a Lei 13.415/17, de Reforma do Ensino Médio, no Congresso Nacional. Dois meses depois, no dia 06 de abril, foi entregue a proposta da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), ao Conselho Nacional de Educação, pelo Ministério da Educação. A partir desta data, foram realizadas audiências públicas sobre o tema e a versão final foi homologada em 14 de dezembro de 2018, pelo ministro da educação à época, Rossieli Soares.

Os dois textos normativos são visceralmente articulados, mas têm funções diferentes na composição no novo ordenamento da educação. A Reforma do Ensino Médio é uma Lei. Ela se insere no corpo da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB 9394/96), alterando, excluindo e inserindo novas regras nos sistemas educacionais do país. Financiamento público, organização curricular e trabalho docente, são alguns dos temas que as letras da Lei 13.415/17 redefinem. Por sua vez, a BNCC não é uma Lei, mas ganhou status de algo próximo a isto, uma vez que foi estabelecida nos termos da LDB.

[...]

[...] Essa é uma das razões pelas quais a confecção dos conteúdos de uma BNCC é sedutora para quem a realiza ou mesmo para quem dela simplesmente participa tangencialmente. No caso das disciplinas presentes na Base, como é o caso da Geografia, a inserção de uma temática ou de um conceito — como o raciocínio geográfico — no texto da disciplina, nesse documento curricular, tem incidência ao mesmo tempo sobre a educação básica e sobre as universidades.

A questão é que quando observamos as ações, as disputas e os agentes que têm habitado o campo educacional, percebemos que estamos em um contexto no qual o ordenamen-

to da educação brasileira, sobretudo a educação pública, vem sendo feito por instrumentos reguladores de diferentes formatos e alcances. Esses instrumentos se articulam com o objetivo de produzir um determinado formato de funcionamento dos sistemas, das escolas e... dos sujeitos. [...]

A noção de raciocínio geográfico, então, se afina perfeitamente a essas concepções, uma vez que o raciocínio é algo individual, e o seu desenvolvimento é uma questão operacional. A emergência de sujeitos capazes de operar essa forma “geográfica” de “raciocinar” funciona, então, como uma maneira de inserir a Geografia no contexto das novas demandas por subjetividades, por um lado. Por outro, posiciona a Geografia, como ciência, em uma modalidade com base em aspectos cognitivos, onde o conhecimento passa a ser entendido como um objeto ou como fenômenos inerentes aos sujeitos e não como algo produzido socialmente e de forma relacional.

[...]

O fato de o raciocínio geográfico estar presente em uma base curricular nacional é algo que deve ser levado em conta quando o analisamos, ou quando produzimos debates acerca do conceito. De alguma forma, assim como os conceitos anteriormente discutidos, ele passa a funcionar de alguma forma como ideologia e como linguagem. Não é exagero afirmar esse viés. Afinal, estamos falando de um conceito que está sendo proposto como central na produção de visões de mundo e formas de ver o mundo e de se ver.

Além disso, no jogo do arranjo das disciplinas que são apresentadas dentro de uma perspectiva não disciplinar, mas por áreas, o destaque para um conceito operacional tende a esvaziar de sentidos a Geografia como ciência no sentido amplo, conferindo a ela um caráter acessório aos pressupostos e finalidades da Base.

[...]

O destaque ao raciocínio geográfico, no texto da BNCC, não diz respeito apenas a uma escolha do conteúdo a ser ensinado. Envolve questões como a relação entre a Geografia escolar e Geografia acadêmica-universitária, assim como incide sobre os contornos da docência como profissão e a formação desse profissional.

[...]

[...] A emergência de um conceito que se impõe primeiro como operacional, ainda que envolva dimensões teóricas com a ciência geográfica, reconfigura as atribuições da docência em Geografia, produzindo desdobramentos não só no trabalho, como na formação docente [...].

[...]

O raciocínio geográfico, nesse contexto, assume um papel de definição da docência, articulada às demandas dos agentes que produzem e imprimem tais reformas. Discutir o conceito à luz da Geografia, em suas raízes ou implicações epistemológicas e metodológicas, por exemplo, é um caminho importante. Porém, talvez seja necessário, no momento, analisar os seus significados para além da Geografia, a partir das escolas e dos profissionais que nelas produzem Geografias.

MARQUES, Roberto. Raciocínio geográfico, Base Nacional Comum Curricular e docência. Giramundo, Rio de Janeiro, v. 9, n. 18, p. 37-46, 2022.

TEXTO 2 — DEFINIR O LUGAR

Nas Ciências Humanas e na geografia, em particular, o problema da redefinição do lugar emerge como uma necessidade diante do esmagador processo de globalização, que se realiza, hoje, de forma mais acelerada do que em outros momentos da história. Nesse contexto, é possível ainda pensar o lugar enquanto singularidade? O lugar é uma noção que e se desfaz e se despersonaliza diante da massacrante tendência ao homogêneo, num mundo globalizado? Ou lugar ganha uma outra dimensão explicativa da realidade como, por exemplo, “enquanto densidade comunicacional, informacional e técnica”, como afirma Milton Santos?

Há hoje um debate muito profícuo sobre o sentido da noção de lugar. Podemos iniciar com a reflexão com Milton Santos que afirma que existe uma dupla questão no debate sobre o lugar. O lugar visto “de fora” a partir de sua redefinição, resultado do acontecer histórico e o lugar visto de “dentro”, o que implicaria a necessidade de redefinir seu sentido. Para o Autor o lugar poderia ser definido a partir da densidade técnica (que tipo de técnica está presente na configuração atual do território), a densidade informacional (que chega ao lugar tecnicamente estabelecido), a ideia da densidade comunicacional (as pessoas interagindo) e também em função de uma densidade normativa (o papel das normas em cada lugar como definitório). A esta definição seria preciso acrescentar a dimensão do tempo em cada lugar que poderia ser visto através do evento no presente e no passado. Acredito, no entanto, que podemos acrescentar ao que foi dito pelo professor o fato de que há também a dimensão da história que entra e se realiza na prática cotidiana (estabelecendo um vínculo entre o “de fora” e o “de dentro”), instala-se no plano do vivido e que produziria o conhecido reconhecido, isto é, é no lugar que se desenvolve a vida em todas as suas dimensões. Também significa pensar a história particular de cada lugar se desenvolvendo ou melhor se realizando em função de uma cultura/tradição/língua/hábitos que lhe são próprios, construídos ao longo da história e o que vem de fora, isto é o que se vai construindo e se impondo como consequência do processo de constituição do mundial. Mas o que ligaria o mundo e o lugar?

O lugar é a base da reprodução da vida e pode ser analisado pela tríade habitante — identidade — lugar. A cidade, por exemplo, produz-se e revela-se no plano da vida e do indivíduo. Este plano é aquele do local. As relações que os indivíduos mantêm com os espaços habitados se exprimem todos os dias nos modos do uso, nas condições mais banais, no secundário, no acidental. É o espaço passível de ser sentido, pensado, apropriado e vivido através do corpo.

Como o homem percebe o mundo? É através de seu corpo, de seus sentidos que ele constrói e se apropria do espaço e do mundo. O lugar é a porção do espaço apropriável para a vida — apropriada através do corpo — dos sentidos — dos passos de seus moradores, é o bairro, é a praça, é a rua, e nesse sentido poderíamos afirmar que não seria jamais a metrópole ou mesmo a cidade latu sensu a menos que seja a pequena vila ou cidade — vivida/conhecida/reconhecida em todos os cantos. [...]

A tríade cidadão-identidade-lugar aponta a necessidade de considerar o corpo, pois é através dele que o homem habita se apropria do espaço. A nossa existência tem uma corporeidade pois agimos através do corpo. Ele nos dá acesso ao mundo [...] é o nó vital, imediato visto, pela sociedade como fonte e suporte de toda cultura. Modos de aproximação da realidade, produto modificado pela experiência do meio, da relação com o mundo, relação múltipla de sensação e de ação, mas também de desejo e, por consequência, de XXVII

identificação com a projeção sobre o outro. Abre-se aqui, a perspectiva da análise do vivido através do uso, pelo corpo.

Por outro lado, a metrópole não é “lugar”, ela só pode ser vivida parcialmente, o que nos remeteria à discussão do bairro como o espaço imediato da vida das relações cotidianas mais finas — as relações de vizinhança, o ir às compras, o caminhar, o encontro dos conhecidos, o jogo de bola, as brincadeiras, o percurso reconhecido de uma prática vivida/ reconhecida em pequenos atos corriqueiros, e aparentemente sem sentido que criam laços profundos de identidade, habitante-habitante, habitante-lugar. São os lugares que o homem habita dentro da cidade que dizem respeito a seu cotidiano e a seu modo de vida, onde se locomove, trabalha, passeia, flana, isto é, pelas formas através das quais o homem se apropria e que vão ganhando o significado dado pelo uso. Trata-se de um espaço palpável — a extensão exterior, o que é exterior a nós, no meio do qual nos deslocamos. Nada também de espaços infinitos. São a rua, a praça, o bairro — espaços do vivido, apropriados através do corpo — espaços públicos, divididos entre zonas de veículos e a calçada de pedestres dizem respeito ao passo e a um ritmo que é humano e que pode fugir aquele do tempo da técnica (ou que pode revelá-la em sua amplitude). É também o espaço da casa e dos circuitos de compras dos passeios etc.

Os percursos realizados pelos habitantes ligam o lugar de domicílio aos lugares de lazer, de comunicação, mas o importante é que essas mediações espaciais são ordenadas segundo as propriedades do tempo vivido. Um mesmo trajeto convoca o privado e o público, o individual e o coletivo, o necessário e o gratuito. Enfim o ato de caminhar é intermediário e parece banal — é uma prática preciosa porque pouco ocultada pelas representações abstratas; ela deixa ver como a vida do habitante é petrificada de sensações muito imediatas e de ações interrompidas. São as relações que criam o sentido dos “lugares” da metrópole. Isto porque o lugar só pode ser compreendido em suas referências, que não são específicas de uma função ou de uma forma, mas produzidos por um conjunto de sentidos, impressos pelo uso.

CARLOS, Ana F. A. O lugar no/do mundo. São Paulo: FFLCH, 2007. p. 17-18.

TEXTO 3 — A LINGUAGEM CARTOGRÁFICA NA FORMAÇÃO DO PENSAMENTO GEOGRÁFICO

A realização, pelo professor, de um trabalho sistemático voltado ao ensino de Geografia é uma tarefa urgente e complexa. Há, atualmente, entre os teóricos um esforço em demonstrar a especificidade da Geografia, uma forma própria de ver e compreender o mundo (Gomes, 2017), além de orientar o professor a agir de modo a evidenciar o papel da Geografia para a compreensão da realidade e para o exercício da cidadania.

No ensino da Geografia, Cavalcanti (2019, 2021) destaca a importância da formação do Pensamento Geográfico, uma forma de pensar o espaço geográfico fundamentada em conceitos, raciocínios, e métodos, expressos por meio da linguagem e destinada ao público escolar. Trata-se da capacidade de apreender os fatos, fenômenos e acontecimentos em sua espacialidade (espaços absoluto, relativo e relacional); ou seja, responder às perguntas onde? por que aí? como é esse lugar? por meio de um trabalho sistemático com conceitos, raciocínios e linguagem, efetivando-se análises e sínteses geográficas.

Há, portanto, uma gama de variáveis a serem consideradas nos processos de ensino e

aprendizagem que demandam conhecimentos de diferentes campos do saber, tais como de Geografia e sua linguagem fundamental (a Cartografia) e a Didática de Geografia.

Para Cavalcanti (2019), o espaço geográfico é o conceito chave da Geografia e os conceitos estruturantes são, entre outros, paisagem, lugar, território, escala e natureza. Já os conceitos analíticos incluem as práticas espaciais passíveis de ser apreendidas, por exemplo, por meio de rugosidades, de suas funções, de sua estrutura e dos processos que as criaram. Esse processo de apreensão ocorre mediante o exercício de raciocínios geográficos, formulados em estreita correlação com princípios básicos da Geografia tais como os de localização, distribuição, extensão, analogia, causalidade e conectividade, etc.; os quais podem ser operados por meio da observação, da descrição, da explicação, da representação, etc. (Moraes, 2018; Cavalcanti, 2019).

Mediante o uso da linguagem gráfica, notadamente dos mapas temáticos, cartogramas, cartas topográficas, modelos tridimensionais, mapas mentais, globos, entre outros, acredita-se que é possível fomentar a formação do pensamento geográfico. Porém, como todos os campos de conhecimento, este também está eivado de questionamentos, especialmente considerando a efetividade da Cartografia como uma linguagem para ensinar Geografia.

[...]

Sendo o mapa uma representação, ele apresenta o espaço apenas sob alguns aspectos, visto que é impossível fazê-lo em sua totalidade. Trata-se de um elemento de mediação entre o que poderíamos chamar de realidade e uma mente consciente que demanda compreensão. O mapa pode desencadear processos cognitivos e intelectivos que desenvolverão o pensamento, ou caso não seja compreendido, seja pela ausência de capacidade perceptiva ou interpretativa do leitor, ou pela falta de habilidade de quem o elaborou, ou ambas; é bem provável que nesses casos o mapa se torne um mero sinal sem sentido. Ou seja, a depender de como o mapa foi construído e das possibilidades de leitura e interpretação, ele poderia promover a formação do pensamento geográfico. Assim, o mapa, um signo que expressa uma mensagem em potencial, não pode ser encarado como mero veículo de informação, uma vez que não apenas o produtor, mas também o leitor do mapa possui papel ativo na construção de significados.

Conforme uma das classificações adotadas por Peirce (1999), o mapa pode ser entendido como um diagrama; ou seja, um signo do tipo ícone, dada sua similaridade com o objeto representado, que pressupõe algumas possibilidades de uso. O diagrama pode também ser considerado como uma imagem visual similar ao objeto representado (o espaço), composta por linhas, por uma sequência de signos, ou ainda de natureza mista, que pode ser associada à descoberta de relações e que tem o poder de revelar informação através de algum procedimento acompanhado de observação.

CAVALCANTI, Lana de Souza; MORAES, Loçandra Borges de. A linguagem cartográfica na formação do pensamento geográfico: proposições teórico-metodológicas e práticas fundamentadas na teoria do ensino desenvolvimental. Revista Brasileira de Educação em Geografia, v. 13, n. 23, p. 7-11, 2023.

TEXTO 4 — O CONCEITO DE TERRITÓRIO

Território é uma porção do espaço geográfico que coincide com a extensão espacial da jurisdição de um governo. Ele é o recipiente físico e o suporte do corpo político organizado sob uma estrutura de governo. Descreve a arena espacial do sistema político desenvolvido

em um Estado nacional ou uma parte deste que é dotada de certa autonomia. Ele também serve para descrever as posições no espaço das várias unidades participantes de qualquer sistema de relações internacionais. Podemos, portanto, considerar o território como uma conexão ideal entre espaço e política. Uma vez que a distribuição territorial das várias formas de poder político se transformou profundamente ao longo da história, o território também serve como uma expressão dos relacionamentos entre tempo e política.

[...]

O território consiste, é claro, de componentes materiais ordenados no espaço geográfico de acordo com certas leis da natureza. Entretanto, seria ilusório considerar o território como uma dádiva divina e como um fenômeno puramente físico. Os componentes naturais de qualquer território dado foram delimitados pela ação humana e são usados por um certo número de pessoas por razões específicas, sendo tais usos e intenções determinados por e pertencentes a um processo político. Território é um conceito gerado por indivíduos organizando o espaço segundo seus próprios objetivos.

Na teoria política, o território parece ter sido um termo utilizado nas línguas europeias desde o século XIV para definir primeiramente a jurisdição ou até mesmo a órbita econômica de unidades governamentais, tais como cidades livres, feudos ou reinos. O papel do conceito de território alterou-se ao longo dos séculos. De certa forma, pode-se afirmar que o conceito existiu desde muito antes do século XIV e adquiriu mais significado desde então. No tempo em que vivemos, esse conceito está passando por uma modificação substancial que deve expressar alterações mais profundas que vêm ocorrendo nas questões da política. Cientistas políticos e geógrafos ainda despenderam pouco tempo analisando esse conceito: o território foi presumido como um atributo por si só evidente das instituições governamentais estabelecidas. Uma vez que nossas disciplinas estão se tornando cada vez mais preocupadas com a teoria geral e com o significado abstrato das noções com as quais estivemos mexendo brincando, o momento parece oportuno para examinar o que esse conceito significou. Entretanto, vale apontar que a pesquisa sobre a natureza do conceito de território tem preocupado os juristas, particularmente aqueles especializados em Direito Internacional e Constitucional. De fato, a noção moderna de soberania dificilmente pode ser compreendida e aplicada sem a definição de seu sustentáculo territorial. Os juristas têm considerado o território como um conceito conveniente, apesar da difícil definição. Advogados internacionais normalmente concordam que o exercício de um direito tal como o da soberania territorial não pode ser presumido “sem manifestações concretas” (Huber, 1928), e que estas devem acontecer no espaço geográfico [...].

[...]

Território é um conceito político e geográfico, porque o espaço geográfico é tanto compartimentado quanto organizado através de processos políticos. Uma teoria política que ignora as características e a diferenciação do espaço geográfico opera no vácuo. Se as ideias não são necessariamente enraizadas ou situadas no espaço, o fenômeno material e a ação política aos quais essas ideias concernem devem ser localizados em algum lugar do espaço geográfico. Somos lembrados da observação de Aristóteles, em sua obra “Física”, que “o que não está em nenhum lugar não existe”. Essa alegação é amplamente apoiada pela história do conceito territorial. Para os propósitos dessa discussão, proponho que a definição de território oferecida no primeiro parágrafo deste artigo possa ser aceita, desde que o espaço geográfico seja descrito conforme sugerido. Muita história política evoluiu em torno da interpretação de qual deveria ser o melhor uso e extensão de território possível atribuído aos vários povos.

GOTTMANN, Jean. A evolução do conceito de território. Boletim Campineiro de Geografia, Campinas, v. 2, n. 3, p. 523-526, 2012.

TEXTO 5 — O TRABALHO DE CAMPO COMO PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO: CONTRIBUIÇÕES METODOLÓGICAS À PRÁXIS

GEOGRÁFICA

Não é nenhuma novidade afirmar que a Geografia utiliza-se de diferentes estratégias para produzir conhecimento, que expressam distintos métodos e leituras de mundo, conformando um corpo teórico diverso, por vezes contraditório e de difícil apreensão (problemático). Os trabalhos de campo têm um papel de destaque e são práticas presentes desde perspectivas tradicionais da Geografia, revigoradas por novas influências.

Os trabalhos de campo são heranças do fazer da Geografia Clássica. Como destaca Claval (2013), com o advento da Geografia moderna (séc. XIX), passou-se a valorizar a experiência direta do pesquisador e, assim, a contrapor uma Geografia mais antiga sustentada, essencialmente, nos arquivos de viagem e dos documentos deles provenientes (mapas, entre outros). Parte essencial do que constitui o corpo teórico da Geografia Clássica e suas respectivas inovações advém da apreensão direta do mundo propiciada pelos trabalhos de campo.

Para além desse ponto de partida, podemos destacar que os trabalhos de campo se mantêm como uma continuidade no modo de produzir conhecimentos, ou seja, uma estratégia necessária para o desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa e extensão. Assim, os métodos positivistas, neopositivista, dialético, fenomenológico e hermenêutico valorizam os trabalhos de campo, a seus modos e com diferentes intensidades (Silva, 2011; Suertegaray, 2002). Por distintas apropriações, é recorrente identificarmos os trabalhos de campo como estratégias para elaboração de conhecimentos, de produção e de comprovação de teorias.

Eles são, portanto, continuidades na trajetória da Geografia, que crescem em complexidade e diversidade na medida em que a sociedade se transforma. A referida continuidade não significa exclusividade. Ou seja, única forma possível de conhecer, uma vez que a realidade acadêmica e escolar, os currículos universitários e da Educação Básica indicam que é possível desenvolver práticas e estudos sem a interação direta com o mundo, valorizando documentações (estatísticas, cartográficas, etc.), estudos bibliográficos, livros didáticos, recursos audiovisuais, entre outros recursos e estratégias.

Contudo, abdicar completamente dos campos nos processos de produção de conhecimento geográfico pode gerar distanciamentos com a multidimensionalidade das relações espaciais. Como afirma Suertegaray (2002, p. 03), “[...] ir ao campo (mundo) é necessário”, especialmente, em tempos em que reconhecer a realidade torna-se fundamental, frente à intensificação de embates acerca das representações, por vezes visões ingênuas, evocadas do espaço e da aceleração das inter-relações da socionatureza.

[...]

Em nossa leitura, o trabalho de campo constitui-se como uma atividade individual ou em grupo que (1) visa à construção de um determinado conhecimento ou experiência, fazendo parte de (2) uma etapa em um processo mais abrangente de pesquisa, ensino e/ ou extensão. Trata-se de uma práxis (3) orientada por referenciais filosóficos/epistemológicos que necessita da delimitação de um (4) objeto de conhecimento. Tem como (5) locus de realização o mundo, promovendo a (6) interação com sujeitos e fenômenos espaciais. Os trabalhos de campo efetivam-se por meio de (7) estratégias de mediação e métodos e demandam (8) sistematização, reflexão e avaliação. [...]

[...]

O trabalho de campo deve questionar o observador e o observado. Sair dele indiferente significa que a atividade foi realizada de maneira muito distante de seu objetivo. O percurso que apresentamos reafirma a importância dos trabalhos de campo [...].

[...]

Quadro 1: Síntese para organização e efetivação do trabalho de campo

TRABALHO DE CAMPO: TRÊS DIMENSÕES DA PRÁXIS

a) A produção de conhecimento

• A prática que propomos está orientada a partir de quais referenciais filosóficos/ epistemológicos?

• Como determinada proposta de trabalho de campo está articulada a outras etapas da produção de conhecimento? (trabalho exploratório; pesquisa-ação; constatação de ideias; acompanhamento de fenômenos etc.)

• Qual é a caracterização e a relação entre sujeitos-objetos na pesquisa, ensino e/ou extensão?

b) A concepção do campo

• O que se pretende descobrir, verificar e/ou constatar?

• Quais “coisas”, fenômenos, instituições, sujeitos e/ou grupos sociais se pretende conhecer, identificar, observar e/ou interagir?

• Quais são as teorias e/ou conceitos que serão mobilizados?

• Quais são os recursos (transporte, alimentação, hospedagem, etc.) que dispomos?

• Onde ir? Por que essa escolha? Qual conhecimento prévio eu tenho da área?

• Como e quando ir?

• O trabalho de campo promoverá interações com o que ou com quem?

• Disponho de intermediários para alcançar o público-alvo ou área de estudos?

• Quem serão os sujeitos com os quais iremos interagir?

• Quem podemos convidar para contribuir com o trabalho de campo?

• Quais são os riscos envolvidos aos participantes na prática de campo? E como podemos solucioná-los?

c) O campo na prática

• Quais são os métodos, técnicas e procedimentos que pretendo utilizar?

• Tenho domínio dessa técnica?

• O planejamento foi feito prevendo detalhes e imprevistos?

• O que levar? Quais são os instrumentos/equipamentos necessários?

• Disponho de todos os materiais de apoio (cartas, mapas, GPS etc.)?

• Como serão realizados os registros? De que modo podemos realizar a sistematização/“tratamento” daquilo que registramos?

• Quais serão os “produtos” do campo?

• O que pode ser diferente em outra edição do trabalho de campo?

• Como avaliar os processos de ensino e se houve aprendizagem?

• Quais são as devolutivas para os sujeitos e/ou grupos que colaboraram com o trabalho de campo?

[...]

O trabalho de campo deve questionar o observador e o observado. Sair dele indiferente significa que a atividade foi realizada de maneira muito distante de seu objetivo. O percurso que apresentamos reafirma a importância dos trabalhos de campo na trajetória dos estudos geográficos e a construção de propostas crítico-transformadoras diante dos desafios impostos pela falta de fomento. Essa prática não é um mero ato de aproximação com a realidade. A concepção e sua efetivação são desenvolvidas à luz de uma série de princípios e compromissos.

O campo exige posicionamentos de seus proponentes, pois se trata de uma estratégia intencional, que revela aquilo que é a Geografia e para que ela serve. Assim, não pode ser concebido como uma atividade meramente lúdica. Ele está vinculado a uma concepção de ciência, de ensino, pesquisa e extensão. Conceber essa prática é fazer escolhas em meio uma ampla diversidade de possibilidades.

Os campos têm significativa importância para a produção de conhecimentos geográficos. Contribuem para uma interação particular entre teoria e prática, garantindo autenticidade às observações e experiências, possibilitando novas teorias e descobertas, colocando-as à prova. Tais práticas são produtos e produtoras do conhecimento, uma vez que envolvem uma atitude investigativa com reflexão e intervenção da/na realidade estudada. Por isso, defendemos que trabalho de campo é práxis.

Por meio dos trabalhos de campo podemos evidenciar a complexidade do espaço, sendo importante artifício na superação das ambiguidades e dicotomias da Geografia. Trata-se de uma ação reveladora das desigualdades espaciais (e sociais), portanto, potencializadora da formação do cidadão ao proporcionar leituras mais críticas do mundo.

KOZENIESKI, Éverton de M.; LINDO, Paula V. de F.; SOUZA, Reginaldo J. de. O trabalho de campo como produção de conhecimento: contribuições metodológicas à práxis geográfica. Revista Brasileira de Educação em Geografia, Campinas, v. 11, n. 21, p. 6-20, jan./dez. 2021.

PLANEJAMENTO

O planejamento é parte fundamental da transformação do currículo em práticas significativas. Por meio dele é possível garantir a intencionalidade pedagógica em cada momento, desde a gestão do tempo diário (rotina) até a construção progressiva do conhecimento (sequência didática). Um planejamento eficaz permite ao educador organizar os conteúdos e prever os recursos necessários. Essas providências otimizam o tempo e facilitam a avaliação, além de conferir previsibilidade e segurança ao ambiente de aprendizagem, potencializando o engajamento e a reflexão crítica dos estudantes.

A seguir, apresentamos dois modelos de matrizes de planejamento. O primeiro é focado na rotina diária; o segundo estrutura sequências didáticas.

MATRIZ DE PLANEJAMENTO DE ROTINA

Planejamento de rotina

diária

Acolhida Receber os estudantes; registrar a data e a rotina do dia; conversar brevemente sobre novidades, acontecimentos ou combinados.

Discussão inicial

Desenvolvimento das aulas

Propor uma questão instigante relacionada ao tema da aula ou a acontecimentos do cotidiano. Estimular argumentação, escuta e respeito às opiniões. Pode ser em roda ou em pequenos grupos.

Desenvolvimento do conteúdo planejado, das propostas interdisciplinares, lúdicas e complementares.

Intervalo/lanche Pausa para alimentação e recreação.

Desenvolvimento das aulas

Fechamento

Desenvolvimento do conteúdo planejado, das propostas interdisciplinares, lúdicas e complementares.

Síntese das aprendizagens: o que foi descoberto, quais dúvidas surgiram, como aplicar no cotidiano. Espaço para reflexão crítica e registro final.

Planejamento de rotina de aula

Modelo de rotina considerando dois períodos de aula (90 minutos).

Momento inicial, buscando o engajamento do estudante por meio de uma proposta afetiva.

Aquecimento (5 min)

Apresentação (20 min)

Possibilidade de recursos: cartaz, imagem, vídeo curto, podcast, contação de história, execução de atividade manual (dobradura, desenho), resolução de problema, jogo, brincadeira, passeio pela escola, reflexão.

Início da aula. Apresentação da temática/conteúdo a ser desenvolvida. Recursos

Para aprendizagem ativada pelo estímulo auditivo: conversa, música, leitura oral, sons. Para aprendizagem ativada pelo estímulo visual: vídeo, cartaz, mapa visual, imagens, brinquedo, livro, leitura silenciosa, uso de gestos.

Para aprendizagem ativada pelo estímulo cinestésico: massa de modelar, colagem, escrita, maquetes, desenhos, práticas em outros espaços, uso do corpo.

Desenvolvimento (20 a 30 min)

Propostas orais e escritas, com sistematização das aprendizagens de modo individual, em dupla ou coletivo.

Sistematização (15 min) Registro das aprendizagens.

Encerramento (10 min)

Autoavaliação (10 min)

Revisão do conteúdo com perguntas, debates ou atividades criativas (diário de bordo, quiz, dramatização, jogo etc.).

Reflexão acerca das atitudes e aprendizagens do dia.

MATRIZ DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA

Identificação

Título da sequência didática. Turma em que será aplicada.

Componente Componente(s) curricular(es) envolvido(s).

Período de duração Número de aulas previstas.

Tema

Objetivos de aprendizagem

BNCC

Preparação

Encaminhamento

Conteúdo principal a ser explorado. Pode ser, também, um objeto de conhecimento da BNCC ou um capítulo/parte do livro didático.

Objetivo geral e objetivos específicos (por aula), bem como justificativa pedagógica.

Competências, habilidades, Temas Contemporâneos Transversais (TCTs).

Materiais e recursos utilizados em toda a sequência, como as páginas do livro didático, itens de papelaria, equipamentos digitais, autorizações dos familiares, entre outros.

Também é importante considerar possíveis adaptações para estudantes com diferentes necessidades de aprendizagem.

Pré-requisitos Conhecimentos prévios esperados dos estudantes.

Apresentação Sensibilização para o tema.

Aulas

Desenvolvimento da sequência didática. A quantidade varia de acordo com a proposta.

Conclusão Discussão entre os estudantes e apresentação dos resultados.

Avaliação

Observações gerais

Verificação da aprendizagem e dos objetivos de aprendizagem atingidos.

Espaço para o registro do professor.

QUADRO PROGRAMÁTICO

UNIDADE 1 – O QUE É PAISAGEM?

CAPÍTULO 1 –DIFERENTES

PAISAGENS

Paisagens naturais e seus elementos

Paisagens humanizadas e seus elementos

Vamos ler

Memórias de um caminho

Vamos escrever

Memórias do meu caminho

Cidadania

Paisagens e os nossos hábitos

Planos da paisagem

Paisagem de perto e de longe

CAPÍTULO 2 – VER E REPRESENTAR

PAISAGENS

Paisagens e pontos de vista

Tecnologia no dia a dia

Imagens aéreas

De olho no mapa!

Maquete, uma representação da paisagem

Diálogos •

Matemática

Da maquete ao croqui

UNIDADE 1 – CAMPO E CIDADE

CAPÍTULO 1 – INTERAÇÃO

CAMPO-CIDADE

Caminhos da produção

Tecnologia no dia a dia

Comunicação

Cidadania

Consumo consciente

CAPÍTULO 2 –MAPEAMENTO DOS LUGARES

Linguagem dos mapas

Vamos ler

Lendo um mapa

Vamos escrever

Elaborando um mapa

Direções cardeais

De olho no mapa!

Localizar elementos com as direções cardeais

Elementos do mapa

Escala

Diálogos • História

Terras indígenas e comunidades remanescentes de quilombos

UNIDADE 1 – POPULAÇÃO NO MUNDO E NO BRASIL

CAPÍTULO 1 –POPULAÇÃO

População mundial

População em movimento

Quantos somos

Crescimento da população brasileira

Migração no Brasil

Tecnologia no dia a dia

Crianças e pessoas idosas no Brasil

CAPÍTULO 2 – POVO

BRASILEIRO

Nossas raízes indígenas

De olho no mapa!

Cartografia indígena

Vamos ler

Indígenas nas cidades

Vamos escrever

Indígenas nas aldeias

Nossas raízes africanas

Cidadania

Abaixo o preconceito!

Contribuições europeia e asiática

Diálogos • História

Quilombo dos Palmares

UNIDADE 2 – TRANSFORMAÇÕES

NAS PAISAGENS

CAPÍTULO 1 –SER HUMANO E PAISAGENS

Mudanças nas paisagens

Vamos ler

Mudanças ao longo do tempo

Vamos escrever

Paisagens que se transformam

Exploração dos recursos naturais

De olho no mapa!

Uma represa vista do alto

Cidadania

Recuperação de florestas

Diálogos • Ciências da Natureza

Efeitos do reflorestamento no ambiente

CAPÍTULO 2 –NATUREZA E PAISAGENS

Ação das águas nas paisagens

Ação da luz solar nas paisagens

Tecnologia no dia a dia

Registro de mudanças na paisagem

Ação do vento nas paisagens

Diálogos • Arte

Uma imagem, duas paisagens

UNIDADE 2 - MUNICÍPIO

CAPÍTULO 1 – O QUE É MUNICÍPIO

Divisão administrativa

De olho no mapa!

Da imagem de satélite para o mapa

Municípios brasileiros

Diálogos • História

Fundação de um município

CAPÍTULO 2 –POPULAÇÃO DO MUNICÍPIO

Viver em outro lugar

Vamos ler

História de uma cidade

Vamos escrever

Contando histórias

Gestão do município

Cidadania

Conselhos Municipais

Tecnologia no dia a dia

Áreas de atuação dos Conselhos Municipais

UNIDADE 2 – TRABALHO E CONDIÇÃO SOCIAL

CAPÍTULO 1 –TRABALHO E SETORES DA ECONOMIA

Setor primário

Setor secundário

Setor terciário

Tecnologia no dia a dia

Trabalho infantil não é legal

Trabalho ao longo do tempo

Mulheres no mercado de trabalho

De olho no mapa!

Ocupação das mulheres

CAPÍTULO 2 – DESIGUALDADES NO BRASIL

Riqueza e pobreza

Cidadania

Acesso à educação

Desenvolvimento humano

Vamos ler

Aprendendo a ser cidadão

Vamos escrever

Diferenças e semelhanças

Diálogos • Matemática

Educação, trabalho, gênero e renda no Brasil

UNIDADE 3 – PAISAGENS DO CAMPO E DA CIDADE

CAPÍTULO 1 –PAISAGENS DO CAMPO

De olho no mapa!

Paisagens do campo vistas do alto

Transformações nas paisagens do campo

O que é produzido no campo

Vamos ler

Brincadeiras de um povo indígena

Vamos escrever

Minhas brincadeiras

CAPÍTULO 2 –PAISAGENS DA CIDADE

Cidade e diversidade cultural

Cidadania

Espaços de convivência

Tecnologia no dia a dia

Comércio virtual

Diálogos • História

Transformação da tecnologia no campo

UNIDADE 3 – BRASIL E SUAS REGIÕES

CAPÍTULO 1 – TERRITÓRIO BRASILEIRO

Um país continental

Tecnologia no dia a dia

Crescimento da população

República

Federativa do Brasil

Quem governa o Brasil?

Unidades Federativas

Cidadania

Brasília, patrimônio cultural da humanidade

Formação do território brasileiro

De olho no mapa!

Tesouro dos mapas

UNIDADE 4 – IMPACTOS NO AMBIENTE UNIDADE 4 – A

CAPÍTULO

1 – IMPACTOS

AMBIENTAIS NO CAMPO

Desmatamento

Degradação dos solos

Tecnologia no dia a dia

Agricultura de precisão

Importância da água

Evitando o desperdício de água

Extrativismo predatório

Orgânicos: opção de baixo impacto

CAPÍTULO

2 – IMPACTOS

AMBIENTAIS NA CIDADE

Poluição de rios na cidade

Emissão de gases

De olho no mapa!

Planta cartográfica

O que é jogado fora

Cidadania

Compostagem

Vamos ler

Recados da Terra

Vamos escrever

Meu recado para a Terra

Diálogos • Língua

Portuguesa

Receita sem desperdício

CAPÍTULO

1 – RELEVO E HIDROGRAFIA

Relevo terrestre

Relevo do Brasil

Águas do planeta

Vamos ler

Dois rios do Brasil

Vamos escrever

Um rio do meu município

CAPÍTULO 2 – DIVISÃO REGIONAL DO BRASIL

Outra regionalização

Região Norte

Região

Nordeste

Vamos ler

Cordel nordestino

Vamos escrever

Meu cordel

Região Centro-Oeste

Região Sudeste

Região Sul

Diálogos

• Língua Portuguesa

Regiões literárias

NATUREZA

CAPÍTULO

2 – CLIMA E VEGETAÇÃO

Tempo

Tecnologia no dia a dia

Previsão do tempo

Clima

Vegetação do Brasil

De olho no mapa!

Vegetação e ação humana

Cidadania

Unidades de Conservação: proteger o ambiente

Diálogos • Ciências da Natureza e Arte

Flora e fauna do Brasil

UNIDADE 3 – REDE URBANA

CAPÍTULO 1 –CIDADES

Cidades espontâneas e planejadas

Vamos ler

São Paulo: como virei uma cidade

Vamos escrever

História da minha cidade

Crescimento das cidades

Partes da cidade

CAPÍTULO 2 –METRÓPOLE

Metrópoles

brasileiras

De olho no mapa!

Região metropolitana em mapa e imagem de satélite

Mobilidade urbana

Cidadania

Acessibilidade

Metrópoles mundiais

Diálogos • Ciências da Natureza

Ambiente urbano

UNIDADE 4 – ENERGIA, TRANSPORTE E COMUNICAÇÃO

CAPÍTULO 1 –ENERGIA

Fontes de energia

Fontes de energia não renováveis

Fontes de energia

renováveis

Energia elétrica no Brasil

Vamos ler

Economizando energia elétrica

Vamos escrever

Para evitar o desperdício de energia

CAPÍTULO 2 –TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES

Transportes ontem e hoje

De olho no mapa!

Expansão ferroviária

Diálogos • Matemática

Produção de veículos no Brasil

Comunicação ontem e hoje

Tecnologia no dia a dia

Uso seguro da internet

Cidadania

Jornal: um importante meio de comunicação

SUGESTÃO DE CRONOGRAMA – 4o ANO

SEMANAS UNIDADES

1a 1

2a 1

3a 1

4a 1

• Avaliação diagnóstica

CONTEÚDOS

• Unidade 1 • Campo e cidade

• Capítulo 1 • Interação campo-cidade

• Caminhos da produção*

• Matérias-primas

• Como os produtos chegam até mim

• Comércio

1 o TRIMESTRE

1 o SEMESTRE

1 o BIMESTRE

2 o TRIMESTRE

2 o BIMESTRE

5a 1

6a 1

7a 1

8a 1

9a 1

10a 1

11a 1

12a 2

13a 2

14a 2

15a 2

16a 2

17a 2

18a 2

19a 2

20a 2

• Tecnologia no dia a dia • Comunicação*

• Cidadania • Consumo consciente

• Capítulo 2 • Mapeamento dos lugares

• Linguagem dos mapas

• Vamos ler • Lendo um mapa

• Vamos escrever • Elaborando um mapa

• Direções cardeais

• De olho no mapa! • Localizar elementos com as direções cardeais

• Elementos do mapa* • Escala*

• Diálogos | História • Terras indígenas e comunidades remanescentes de quilombos

• Para rever o que aprendi

• Unidade 2 • Município

• Capítulo 1 • O que é município

• Divisão administrativa*

• Áreas rural e urbana do município

• De olho no mapa! • Da imagem de satélite para o mapa

• Limites do município

• Municípios brasileiros*

• Diálogos | História • Fundação de um município

• Capítulo 2 • População do município

• Viver em outro lugar

• Vamos ler • História de uma cidade

• Vamos escrever • Contando histórias

• Gestão do município

• Cidadania • Conselhos Municipais

• Tecnologia no dia a dia • Áreas de atuação dos Conselhos Municipais

• Para rever o que aprendi

2 o SEMESTRE

2 o TRIMESTRE

3 o BIMESTRE

21a 3

22a 3

23a 3

24a 3

25a 3

26a 3

27a 3

28a 3

29a 3

30a 3

31a 4

32a 4

• Unidade 3 • Brasil e suas regiões

• Capítulo 1 • Território brasileiro

• Um país continental

• Tecnologia no dia a dia • Crescimento da população

• República Federativa do Brasil • Presidente da República*

• Quem governa o Brasil?

• Os três poderes

• Unidades Federativas

• Cidadania • Brasília, patrimônio cultural da humanidade

• Formação do território brasileiro*

• De olho no mapa! • Tesouro dos mapas

• Capítulo 2 • Divisão regional do Brasil

• Outra regionalização

• Região Norte

• Paisagens naturais do Norte

• Região Nordeste

• Paisagens naturais do Nordeste

• Região Centro-Oeste

• Um pouco da cultura do Norte*

• Vamos ler • Cordel nordestino

• Vamos escrever • Meu cordel*

• Um pouco da cultura do

• Paisagens naturais do Centro-Oeste Centro-Oeste

• Região Sudeste

• Um pouco da cultura do

• Paisagens naturais do Sudeste Sudeste*

• Região Sul

• Paisagens naturais do Sul

• Um pouco da cultura do Sul*

• Diálogos | Língua Portuguesa • Regiões literárias

• Para rever o que aprendi

• Unidade 4 • A natureza

• Capítulo 1 • Relevo e hidrografia

• Formação e transformação

• Relevo do Brasil

• Relevo terrestre

• Principais formas de relevo

3 o TRIMESTRE

4 o BIMESTRE

33a 4

34a 4

35a 4

36a 4

37a 4

38a 4

• Deslizamentos

• Águas do planeta

• Vamos ler • Dois rios do Brasil

• Rios do Brasil

• Vamos escrever • Um rio do meu município

• Capítulo 2 • Clima e vegetação

• Tempo

• Tecnologia no dia a dia • Previsão do tempo

• Clima

• Vegetação do Brasil*

• Climas do Brasil

• De olho no mapa! • Vegetação e ação humana

• Cidadania • Unidades de Conservação: proteger o ambiente

39a 4 Diálogos | Ciências da Natureza e Arte* • Flora e fauna do Brasil

40a 4 Para rever o que aprendi • Avaliação somativa

* Neste momento, na seção O que e como avaliar no formato em U deste Livro do professor, há sugestões de avaliação formativa nas respectivas páginas que poderão ser realizadas com os estudantes.

MONITORAMENTO DA APRENDIZAGEM

PARA REVER O QUE APRENDI

UNIDADE 1 – CAMPO E CIDADE

Nome: ____________________________________________________________________

Turma:

A = Atende AP = Atende parcialmente

Data: ____ / ____ / ______

NA = Não atende

1

Reconhecer interação entre campo e cidade por meio das etapas do processo de produção. A

2 Identificar e distinguir elementos que caracterizam a circulação de pessoas e de mercadorias.

AP

3 Aprofundar o processo de aprendizagem relacionado à localização espacial.

4 Ler e interpretar mapa por meio da identificação de seus elementos centrais.

Diferencia matéria-prima e produto industrializado e identifica as fases de produção ocorridas no campo e na cidade.

Diferencia matéria-prima e produto industrializado, mas não identifica as fases de produção ocorridas no campo e na cidade.

NA Não diferencia matéria-prima e produto industrializado nem identifica as fases de produção ocorridas no campo e na cidade.

A Identifica e distingue diferentes meios de transporte e vias de circulação de pessoas e de mercadorias.

AP Identifica diferentes meios de transporte, mas não distingue as vias de circulação de pessoas e de mercadorias.

NA Não identifica diferentes meios de transporte nem vias de circulação de pessoas e de mercadorias.

A Identifica as direções cardeais.

AP Identifica ao menos duas direções cardeais.

NA Não identifica direções cardeais.

A Reconhece os elementos do mapa e identifica totalmente a função de cada um deles.

AP Reconhece os elementos do mapa e identifica parcialmente a função de cada um deles.

NA Não reconhece os elementos do mapa.

PARA REVER O QUE APRENDI

UNIDADE 2 – MUNICÍPIO

Nome: ____________________________________________________________________

Turma:

A = Atende AP = Atende parcialmente

Data: ____ / ____ / ______

NA = Não atende Atividade

Entender aspectos fundamentais que caracterizam o município, como as relações campo-cidade.

1

2

Identificar aspectos político-territoriais na constituição do município, como a definição de seus limites.

Identifica os limites municipais e distingue a área urbana e a rural do município. AP

Identifica os limites municipais, mas não distingue a área urbana e a rural do município.

NA Não identifica os limites municipais e não distingue a área urbana e a rural do município.

A Identifica os limites municipais e municípios vizinhos no mapa.

AP

Identifica os limites municipais, mas não identifica municípios vizinhos no mapa.

NA Não identifica limites municipais no mapa.

Reconhece a dinâmica da intensa migração do campo em direção à cidade no Brasil nas últimas décadas a partir da interpretação do gráfico.

Analisar dados sobre evolução da migração brasileira entre campo e cidade.

NA

Identifica mudanças na população urbana e rural no Brasil a partir da interpretação do gráfico, mas não reconhece a migração do campo para a cidade.

Não reconhece a dinâmica da intensa migração do campo em direção à cidade no Brasil nas últimas décadas a partir da interpretação do gráfico.

PARA REVER O QUE APRENDI

UNIDADE 3 – BRASIL E SUAS REGIÕES

Nome: ____________________________________________________________________

Turma:

Data: ____ / ____ / ______

A = Atende AP = Atende parcialmente NA = Não atende

Atividade Objetivo pedagógico Conceito

A

1 e 2

3 e 4

Reconhecer o nome oficial do país (República Federativa do Brasil) e compreender o seu significado.

Compreender a divisão do poder político no Brasil em Legislativo, Executivo e Judiciário.

AP

5

6

Desempenho

Reconhece o nome oficial do país (República Federativa do Brasil).

Reconhece que é uma república, mas não sabe que é uma federação.

NA Não reconhece o nome oficial do nosso país (República Federativa do Brasil).

A Identifica em qual poder cada cargo público atua.

AP Identifica apenas um poder relacionado a um cargo público.

NA Não identifica em qual poder cada cargo público atua.

Entender o conceito de região e os critérios da regionalização brasileira. A

Entende que uma região é a parte de um todo, que apresenta características comuns que a diferencia do restante do território.

AP

Entende que uma região é a parte de um todo, mas não reconhece que ela apresenta características que a diferenciam do restante do território.

NA Não entende que uma região é a parte de um todo.

Entender o conceito de região e os critérios da regionalização brasileira. A

7 Ler, interpretar e comparar mapas políticos e da divisão regional do Brasil.

AP

NA

Entende que a regionalização pode utilizar como critérios diferentes elementos naturais, econômicos, culturais, entre outros.

Entende que a regionalização pode utilizar como critérios elementos naturais, mas não reconhece que ela pode utilizar critérios econômicos, culturais, entre outros.

Não entende que a regionalização pode utilizar como critérios diferentes elementos naturais, econômicos, culturais, entre outros.

Reconhece as regiões brasileiras do IBGE, as Unidades Federativas da região em que mora, que o Distrito Federal não é constituído de municípios e que Brasília é a sede do Governo Federal.

Reconhece as regiões brasileiras do IBGE e as Unidades Federativas da região em que mora, mas desconhece que o Distrito Federal não é constituído de municípios e que Brasília é a sede do Governo Federal.

NA

Reconhece apenas algumas regiões do IBGE, não sabe quais Unidades Federativas pertencem à região em que mora, desconhece que o Distrito Federal não é constituído de municípios e que Brasília é a sede do Governo Federal.

PARA REVER O QUE APRENDI

UNIDADE 4 – A NATUREZA

Nome: ____________________________________________________________________

Turma:

Data: ____ / ____ / ______

A = Atende AP = Atende parcialmente NA = Não atende

Atividade Objetivo pedagógico Conceito

1 Identificar fatores internos e fatores externos de transformação do relevo.

2 Identificar os principais tipos de relevo e suas características.

3 Reconhece nascente, afluentes e foz de um rio em uma ilustração.

4 Reconhecer a diferença entre tempo e clima.

5 Relacionar tipos de vegetação do Brasil ao hábitat natural da fauna local.

6 Reconhecer os climas do Brasil e suas características.

7

Reconhecer a função das Unidades de Conservação para a proteção do meio ambiente.

Desempenho

A Identifica dois fatores externos e dois fatores internos de transformação do relevo.

AP Identifica um fator externo e um fator interno de transformação do relevo.

NA Não identifica fatores externos e fatores internos de transformação do relevo.

A Identifica os tipos de relevo e suas características.

AP Identifica apenas alguns tipos de relevo e suas características.

NA Não identifica os tipos de relevo e suas características.

A Reconhece na imagem nascente, afluente e foz de um rio.

AP Reconhece um ou dois dos termos nascente, afluente e foz de um rio.

NA Não reconhece nascente, afluente ou foz de um rio.

A Reconhece a diferença entre tempo e clima.

NA Não reconhece a diferença entre tempo e clima.

A Relaciona, após pesquisa, tipos de vegetação ao hábitat natural da fauna local.

AP Relaciona parcialmente, após pesquisa, tipos de vegetação ao hábitat natural da fauna local.

NA Não relaciona tipos de vegetação ao hábitat natural da fauna local.

A Reconhece os climas do Brasil e suas características.

AP Reconhece apenas um clima do Brasil e suas características.

NA Não reconhece os climas do Brasil e suas características.

A Reconhece a função das Unidades de Conservação para a proteção do meio ambiente.

AP Reconhece parcialmente a função das Unidades de Conservação para a proteção do meio ambiente.

NA Não reconhece a função das Unidades de Conservação para a proteção do meio ambiente.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS

ALMEIDA, Rosângela Doin de (org.). Cartografia escolar São Paulo: Contexto, 2010.

Organizado por uma cartógrafa da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), o livro, voltado a professores, traz uma coletânea de textos sobre o uso da cartografia escolar em um momento em que a tecnologia adentra a sala de aula.

ARAÚJO, Gilvan C. C. de et al Metodologias ativas e o ensino de Geografia . Santa Maria: Arco, 2021.

Esse livro traz textos sobre Geografia e educação e as transformações recentes no processo de ensino e aprendizagem, com enfoque nas metodologias ativas, apresentando-se como um novo caminho de exploração dos estudos educacionais e, em particular, da Geografia.

ARREGUY, Cintia; RIBEIRO, Raphael (coord.). Histórias de bairros de Belo Horizonte : regional centro-sul. Belo Horizonte: APCBH: ACAP-BH, 2008.

Livro sobre os bairros de Belo Horizonte que traz uma definição do difícil conceito de “bairro”, que, na versão dos autores, “uma divisão oficial da cidade, mas também um meio de identificar as pessoas”. Aproxima o bairro da noção de “lugar”.

ARROYO, Miguel. Imagens quebradas : trajetórias e tempos de alunos e mestres. Petrópolis: Vozes, 2001.

Livro que aborda as tensões nas relações professor-estudantes diante das transformações da sociedade contemporânea com foco na forma como os professores têm interpretado essas transformações.

BIBLIOTECA NACIONAL DIGITAL. A Cartografia histórica : do século XVI ao XVIII: terra Brasilis. c2025. Disponível em: https://bndigital.bn.gov.br/dossies/biblioteca-virtual-da -cartografia-historica-do-seculo-xvi-ao-xviii/artigos/terra -brasilis/. Acesso em: 7 set. 2025.

Portal que traz a cartografia histórica do século XVI ao século XVIII, com destaque para o mapa português do século XVI, e que ilustra por meio de desenhos a população indígena do Brasil colonial, animais típicos e a rica vegetação, com realce para o pau-brasil da Mata Atlântica, além da costa Atlântica.

CALAFATE, Pedro C.; SCALERCIO, Vitor. A Geografia na BNCC do ensino fundamental e o raciocínio geográfico: contribuições da Base para o ensino de Geografia. Giramundo, Rio de Janeiro, v. 9, n. 18, p. 85-96, 2022. Artigo que compõe um dossiê teórico sobre a o Raciocínio geográfico, uma nova perspectiva espacial na geografia escolar.

CALLAI, Helena Copetti. Aprendendo a ler o mundo: a Geografia nos anos iniciais do ensino fundamental. Cedes , Campinas, v. 25, n. 66, p. 227-247, 2005. Artigo em que a professora Helena Callai retrata o papel e a importância do ensino de Geografia nos anos iniciais, destacando a participação do componente no processo de alfabetização dos estudantes, assim como a iniciação de seu senso de orientação cartográfica ao aprender a pensar o espaço.

CARLOS, Ana Fani A. O lugar no/do mundo . São Paulo: FFLCH, 2007.

O livro baseia-se na teoria da autora sobre o papel da categoria “lugar” nas ciências humanas como espaço da singularidade do indivíduo e como oposição à massacrante tendência da homogeneização do mundo globalizado.

CARLOS, Ana Fani A.; SOUZA, Marcelo L.; SPOSITO, Maria E. (org.). A produção do espaço urbano: agentes e processos, escalas e desafios. São Paulo: Contexto, 2017. Partindo do pressuposto de que o espaço é produzido e não dado, um conjunto de pesquisadores do espaço urbano apresenta reflexões sobre os dilemas da cidade e suas implicações sociais no mundo contemporâneo.

CASTELAR, Sônia M. V.; DUARTE, Ronaldo G. Raciocínio geográfico, pensamento espacial e cartografia na educação geográfica brasileira. Giramundo, Rio de Janeiro, v. 9, n. 18, p. 7-24, 2022.

Artigo que compõe um dossiê teórico sobre a o raciocínio geográfico, uma nova perspectiva espacial na Geografia escolar.

CAVALCANTI, Lana de Souza (org.). Temas da Geografia na escola básica . Campinas: Papirus, 2013.

Coletânea de textos voltada para o ensino de Geografia, cujo enfoque principal é a abordagem de conteúdos do componente e sua aplicação na sala de aula, assim como as propostas metodológicas para esse fim.

COLL, César. Psicologia e currículo. São Paulo: Ática, 1999. No livro, o pesquisador espanhol apresenta reflexões sobre os fundamentos e os componentes do currículo com o apoio teórico centrado nos pensadores clássicos da educação. O autor tem larga experiência na teoria do currículo e foi um dos articuladores da reforma curricular na Espanha. No Brasil, atuou como consultor do MEC para assuntos curriculares.

CORRÊA, Roberto Lobato. Região e organização espacial São Paulo: Ática, 1990.

Tradicional obra sobre o conceito de região, apresentando várias visões dessa categoria analítica geográfica de múltiplas interpretações.

CORRÊA, Roberto Lobato; PINTAUDI, Silvana M.; VASCONCELOS, Pedro A. (org.). A cidade contemporânea : segregação espacial. São Paulo: Contexto, 2016.

Livro que tem como foco a cidade e a desigualdade produzida no espaço urbano. Temas variados da desigualdade socioespacial urbana são levantados, como o resgate do “direito à cidade” de Henri Lefebvre e a segregação via condomínios residenciais, entre outros.

DEWEY, John. Escola e a sociedade e a criança e o currículo . Lisboa: Relógio D’água, 2002.

Nessa obra clássica, Dewey, pensador estadunidense, elabora uma filosofia da educação enquanto prática inovadora e centrada na criança. Ele lançou as bases da educação democrática e das habilidades socioemocionais, enaltecendo a iniciativa e a liberdade de pensamento dos estudantes contra práticas impositivas.

GEORGE, Pierre. Os métodos da Geografia . São Paulo: Difel, 1972.

O clássico autor, um dos ícones da escola da Geografia Ativa francesa, elucida nessa obra o conceito de região,

partindo do pressuposto de que dado conjunto do espaço apresenta uma personalidade própria.

GOTTMANN, Jean. A evolução do conceito de território. Boletim Campineiro de Geografia , Campinas, v. 2, n. 3, p. 29-47, 2012.

Um dos mais importantes teóricos da Geografia, Jeann Gottmann produz uma clara definição do conceito de território nesse texto, atrelando o conceito à ideia de poder.

GUERRA, Antonio Teixeira. Novo dicionário geológico-geomorfológico . Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001. Trata-se de um dicionário com verbetes sobre Geologia e Geografia Física, com subsídio para amparar professores e pesquisadores da área.

HADJI, Charles. Avaliação desmistificada . Porto Alegre: Artmed, 2001.

Livro sobre a teoria da avaliação do educador francês, que considera que os critérios sobre a avaliação devem ser claros e objetivos e fornecer informações sobre o processo de ensino e aprendizagem.

HAESBAERT, Rogério Costa. O mito da desterritorialização . Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2004.

Teórico do território, Haesbaert desmistifica a ideia de que esteja em curso uma desterritorialização, ou seja, uma pulverização do território pela lógica neoliberal. Segundo ele, sempre haverá uma força cultural que reterritorializa aquilo que o capital tenta destruir.

HAESBAERT, Rogério Costa. Território e multiterritorialidade: um debate. Geographia , Rio de Janeiro, ano IX, n. 17, p. 19-46, 2007.

Nesse texto em que o geógrafo dá continuidade a trabalhos anteriores e que derivaram do conceito de território, como territorialidade e multiterritorialidade, o autor ratifica a tese recorrente de que o território é uma categoria analítica atrelada à ideia de poder.

LEINZ, Viktor; AMARAL, Sérgio Estanislau do. Geologia geral . São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2005. Clássico manual de Geologia que orientou gerações nos estudos das ciências da natureza. Com visão ampla e didática, os autores trazem os princípios básicos para a compreensão da estrutura da Terra.

LIBÂNEO, José Carlos. Didática . São Paulo: Cortez, 2006. No livro, o educador elabora uma visão da Didática como componente que integra saberes da Sociologia, da Psicologia e da Teoria da Educação.

LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem : componente do ato pedagógico. São Paulo: Cortez, 2011. Esse livro aborda o processo de avaliação como uma estratégia satisfatória e produtiva, ou seja, desmistifica a ideia de que a avaliação deve ser feita de modo separado do processo de ensinar e aprender. O autor defende que o ato de avaliar requer um planejamento prévio.

MARQUES, Roberto. Raciocínio geográfico, Base Nacional Comum Curricular e docência. Giramundo, Rio de Janeiro, v. 9, n. 18, p. 37-46, 2022. Artigo que compõe um dossiê teórico sobre a o raciocínio geográfico, uma nova perspectiva espacial na geografia escolar.

MASSEY, D. The conceptualization of place. In : MASSEY, D.; JESS, P. A place in the world . New York: The Open University, 1995. p. 146-156.

A geógrafa britânica é uma das principais expoentes na concepção teórica do “lugar”. Para ela, que escreveu no pós-

-Guerra Fria, a fragmentação territorial tornou-se cotidianamente dramática e agravada por acirramentos nacionais. O paradoxo entre o global e o local tornou os espaços cada vez menores, alimentado por nacionalismos extremados.

McGUINNESS, Diane. Cultivando um leitor desde o berço Rio de Janeiro: Record, 2004.

A psicopedagoga esclarece nesse livro que o entendimento da linguagem no processo da aprendizagem da leitura vai além do significado das palavras. Está vinculado ao conhecimento, ao tempo, à compreensão, à empatia e aos demais processos mentais que auxiliam na interpretação do mundo.

MORAES, Antonio Carlos Robert de. Geografia : pequena história crítica. 7. ed. São Paulo: Hucitec, 1987.

Clássico manual teórico da Geografia que retrata a evolução e o processo de sistematização dessa ciência a partir da metade do século XIX até o final do século XX.

OLIVEIRA, Cynthia B. E. de; MOREIRA, Paula C. B. P. (org.). Docência na socioeducação. Brasília, DF: Universidade de Brasília, 2014.

Livro composto de vários textos em que são desenvolvidas reflexões sobre temas como as competências dos docentes, a função social da escola e as metodologias ativas de ensino e aprendizagem.

PERRENOUD, P. Construir as competências desde a escola . Porto Alegre: Artmed, 1999.

Livro do educador francês que busca desmistificar o conceito de “competência”. Para ele, é preciso desfazer um mal-entendido entre os conceitos de “competência” e “conhecimento”, já que, segundo ele, ambos caminham juntos, e é a escola que está na vanguarda dessa discussão.

RAFFESTIN, Claude. A produção das estruturas territoriais e sua representação. In : SAQUET, Marcos A.; SPOSITO, Eliseu S. Territórios e territorialidades : teorias, processos e conflitos. São Paulo: Expressão Popular: Unesp, 2008. p. 273-302.

Texto sobre a teoria do território do geógrafo francês, para quem essa categoria analítica da Geografia é produzida socialmente e parte de um conceito mais amplo: o espaço. Para Raffestin, o território é vivido, e não apenas um conceito físico.

RAFFESTIN, Claude. Por uma geografia do poder. São Paulo: Ática, 1993.

Claude Raffestin vincula o território à noção de poder. Como produto de atores sociais, o território mostra-se produzido socialmente partindo de algo que lhe é mais amplo, o espaço.

RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro : a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

Trata-se da ampla e sólida análise do antropólogo Darcy Ribeiro sobre o povo brasileiro, suas raízes, sua cultura a partir daquilo que denominou como “povo multiétnico”. É uma obra de referência para entender a formação do nosso povo e sua diversidade.

RICOTTA, Lúcia. Natureza, ciência e estética em Alexander von Humboldt . Rio de Janeiro: Mauad, 2003.

Livro que aborda o conceito de natureza em Alexander von Humboldt, geógrafo alemão da primeira metade do século XIX e considerado o sistematizador da Geografia como ciência. Humboldt também é considerado uma referência para o amadurecimento do conceito de paisagem em Geografia a partir da perspectiva natural.

ROSS, Jurandyr L. Sanches (org.). Geografia do Brasil . São Paulo: Edusp, 2005.

O manual de Geografia escrito por professores da Universidade de São Paulo aborda os mais variados temas utilizados na Geografia escolar, como clima, relevo e estrutura geológica, vegetação, temática ambiental, agricultura e indústria, entre outros, sempre com ênfase no Brasil.

SANTOS, Milton. A aceleração contemporânea: tempo mundo e espaço mundo. In : SANTOS, Milton et al. (org.). Fim de século e globalização : o novo mapa do mundo. São Paulo: Hucitec-Anpur, 1993. 342 p.

Esse artigo de Milton Santos surge numa coletânea de textos que, por sua vez, foi produto de um evento organizado na Universidade de São Paulo na década de 1990, cujo tema foi a globalização. No texto, o geógrafo apresenta mais uma vez sua leitura da globalização e alguns de seus neologismos que se tornaram conceitos como tecnoesfera e psicoesfera.

SANTOS, Milton. A natureza do espaço : técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Hucitec, 1996.

Clássica obra escrita no auge das discussões sobre a globalização em que o geógrafo brasileiro Milton Santos coloca o objeto maior da Geografia, o espaço geográfico, como produto da inseparabilidade entre o natural e o cultural. Referência indispensável para todos aqueles que se voltam ao estudo da Geografia.

SANTOS, Milton. Metamorfoses do espaço habitado . São Paulo: Hucitec, 1988.

Livro basilar de Milton Santos a respeito dos conceitos clássicos da Geografia, como paisagem, território e região, entre outros, além da própria discussão sobre a natureza do componente.

SANTOS, Milton. Técnica, espaço, tempo: globalização e meio técnico-científico-informacional. São Paulo: Hucitec, 1994. O autor esclarece seu conceito de meio técnico-científico informacional e a difusão da técnica no espaço geográfico em meio ao processo de globalização, a constante e crescente artificialização do meio ambiente, aquilo que chamou de “tecnoesfera”.

SAUER, Carl. O. A morfologia da paisagem. In : CORRÊA, Roberto Lobato; ROSENDAHL, Zeny (org.). Paisagem, tempo e cultura . Rio de Janeiro: Eduerj, 1998. Carl Sauer é o teórico pioneiro na definição e na difusão do conceito de paisagem. Nesse texto, ele demonstra que a paisagem é o resultado da ação cultural sobre a paisagem originalmente natural.

TEIXEIRA, Wilson et al. (org.). Decifrando a Terra . São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009. Esse clássico livro repleto de artigos de acadêmicos e cientistas é considerado um manual de consulta para assuntos relacionados à categoria “natureza” e consta como uma das cinco obras classificadas como básicas da Geografia pela BNCC.

THOMAS, Gary; PRING, Richard. Educação baseada em evidências : a utilização dos achados científicos para a qualificação da prática pedagógica. Porto Alegre: Artmed, 2007. Obra que traz novas perspectivas sobre o papel da ciência na educação a partir de experiências britânicas e que se baseia solidamente na eficácia das intervenções sociais e na orientação dos formuladores de políticas públicas em tomar decisões na área da Educação.

TUAN, Yi-Fu. Topofilia : um estudo da percepção, atitudes e valores do meio ambiente. Londrina: Eduel, 2012.

Nesse livro, o geógrafo sino-estadunidense estuda as relações entre os sentimentos humanos e o espaço, entre memória, cultura e paisagem.

URQUIZA, Antônio Aguilera (org.). Antropologia e história dos povos indígenas em Mato Grosso do Sul . Campo Grande: UFMS, 2016.

Esse livro está focado na temática dos povos indígenas e sob a perspectiva da Antropologia. Embora aborde prioritariamente os povos indígenas do estado de Mato Grosso do Sul, a obra também perpassa por diversos outros povos do país.

YOUNG, Michael. Teoria do currículo: o que é e por que é importante. Cadernos de Pesquisa da Faculdade de Educação da USP, São Paulo, v. 4, n. 151, p. 190-202, 2014.

Texto do sociólogo inglês que aborda a importância e os cuidados na constituição do currículo escolar.

RELATÓRIOS, ANUÁRIOS E DOCUMENTOS NORMATIVOS

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 13 ago. 2025.

Mais importante documento para a orientação curricular da educação básica brasileira, a BNCC é composta de dez competências gerais para toda a educação básica e sete competências específicas de Geografia para o ensino fundamental. BRASIL. [Constituição Federal (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil . Brasília, DF: Centro Gráfico, 1988. Documento oficial mais importante do país e lei máxima que normatiza e orienta todas as demais e que assegura o caráter de Estado democrático brasileiro.

BRASIL. Ministério da Educação. Temas transversais contemporâneos na BNCC : contexto histórico e pressupostos pedagógicos. Brasília, DF: SEB, 2019. Disponível em: http:// basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/ contextualizacao_temas_contemporaneos.pdf. Acesso em: 13 ago. 2025.

Nesse documento, encontram-se a contextualização e a fundamentação pedagógica dos temas transversais da Base Nacional Comum Curricular.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Áreas territoriais . Rio de Janeiro: IBGE, 2021. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/geociencias/organizacao-do -territorio/estrutura-territorial/15761-areas-dos-municipios. html?=&t=o-que-e. Acesso em: 7 set. 2025.

As novas aferições do território brasileiro incorporando as mais avançadas técnicas de medição geotecnológicas vêm sendo empregadas pelo IBGE e, em decorrência disso, o redimensionamento oficial do território foi atualizado em março de 2021, acusando uma extensão territorial do país de 8 510 345 km2

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo demográfico 2022 : panorama. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. Disponível em: https://censo2022.ibge.gov.br/ panorama/. Acesso em: 2 out. 2025.

Censo demográfico brasileiro com dados e informações indispensáveis para as políticas públicas do país.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Estimativa da população residente para os municípios e para as Unidades da Federação com data de referência

em 1o de julho de 2020 . Rio de Janeiro: IBGE, 2020. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/ liv101747.pdf. Acesso em: 13 ago. 2025.

Entre os censos demográficos decenais, o IBGE divulga as estimativas da população brasileira.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Síntese dos indicadores sociais : uma análise das condições de vida da população brasileira 2020. Rio de Janeiro: IBGE, 2022. Disponível em: https://biblioteca.ibge. gov.br/visualizacao/livros/liv101760.pdf. Acesso em: 4 out. 2025.

Estudo anual do IBGE sobre as condições sociais da população brasileira a partir de resultados de dados tabulados dos levantamentos do instituto.

INTERNATIONAL LABOUR ORGANIZATION. World Employment and Social Oulook : Trends 2020. Genebra: ILO, 2020.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT), ligada às Nações Unidas, traz relatórios anuais que balizam a situação do emprego e do trabalho em todo o mundo.

NAÇÕES UNIDAS. Declaração universal dos direitos humanos . Rio de Janeiro: Unic, 2009.

Documento declarado pela Assembleia Geral da ONU em 1948 que recomenda sua divulgação nas escolas de todo o mundo. Muitos dos temas desse documento são abordados nessa obra, como o direito à moradia e à educação.

OECD. Schoolling Disrupted Schooling Rethought : How the Covid-19 Pandemic is Changing Education. Paris: OECD, 2020.

A Organização para Cooperação de Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulga anualmente o relatório “Education at Glance”, que traz dados sobre o estágio da educação no mundo todo. Em 2020, a organização divulgou esse estudo sobre o impacto da pandemia na educação mundial.

PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO (PNUD). Relatório do Desenvolvimento Humano 2019 : além do rendimento, além das médias, além do presente: as desigualdades no desenvolvimento humano no século XXI. Tradução: Instituto Camões. Nova York: Nações Unidas, 2019.

Relatório anual do PNUD que enfatiza nesse ano a desigualdade mundial. O Relatório do PNUD traz anualmente a classificação do IDH dos países que utilizamos em alguns momentos na coleção.

UNITED NATIONS. Department of Economic and Social Affairs. Population Division. International Migration Report 2019 . New York: United Nations, 2019. Disponível em: https:www.un.org/en/development/desa/ population/migration/publications/migrationreport/docs/ InternationalMigration2019_Report.pdf. Acesso em: 13 ago. 2025.

Relatório das Nações Unidas sobre o impacto das migrações internacionais e nos respectivos países imigratórios e emigratórios. O estudo considera uma iniciativa recente da organização para um pacto global de uma migração segura.

UNITED NATIONS. Departament of Economic and Social Affairs. Population Division. World Population Prospects 2024 . Disponível em: https://population.un.org/wpp/. Acesso em: 13 ago. 2025.

Anuário das Nações Unidas sobre dados gerais da população mundial, como crescimento da população mundial, onde estão as maiores concentrações, envelhecimento, mortalidade, migração internacional etc.

SUGESTÕES DE LEITURA PARA O PROFESSOR

AMATO, Cibelle A. de la H.; BRUNONI, Decio; BOGGIO, Paulo Sérgio (org.). Distúrbios do desenvolvimento : estudos interdisciplinares. São Paulo: Memnon, 2018. E-book. Disponível em: https://www.mackenzie.br/fileadmin/ ARQUIVOS/Public/6-pos-graduacao/upm-higienopolis/ mestrado-doutorado/disturbios_desenvolvimento/2019/ DISTU%CC%81RBIOS-DO-DESENVOLVIMENTO-eBOOK-1. pdf. Acesso em: 27 ago. 2025.

Livro que reúne artigos de diferentes áreas do conhecimento sobre distúrbios do desenvolvimento, incluindo aspectos médicos, psicológicos e pedagógicos. A obra contribui para ampliar a compreensão sobre condições como transtorno do espectro autista, deficiência intelectual e transtornos de aprendizagem, apoiando práticas escolares fundamentadas em conhecimentos interdisciplinares.

BIROLI, Flávia. Gênero e desigualdades : limites na democracia no Brasil. São Paulo: Boitempo, 2018.

No livro, a cientista política Flávia Biroli apresenta as transformações nas relações de gênero e traz para o debate as desigualdades que ainda persistem entre homens e mulheres, como divisão sexual do trabalho, família e maternidade, mostrando-se como impasses para a construção de uma sociedade justa.

BRASIL. Ministério da Educação. Política nacional de educação especial na perspectiva da educação inclusiva . Brasília, DF: Seesp, 2008. Disponível em: https://portal.mec. gov.br/arquivos/pdf/politicaeducespecial.pdf. Acesso em: 27 ago. 2025.

Documento orientador do Ministério da Educação que estabelece princípios, diretrizes e ações para a inclusão de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento (transtornos do espectro autista) e altas habilidades/superdotação na rede regular de ensino. Apresenta fundamentos legais, conceituais e operacionais que orientam a prática pedagógica e a organização do Atendimento Educacional Especializado (AEE).

CASTELLS, Manuel. O poder da identidade . São Paulo: Paz e Terra, 2001.

O sociólogo espanhol afirma, em sua obra, que todo processo identitário e de pertencimento se constrói a partir de uma base cultural e territorial. Segundo ele, toda e qualquer identidade é construída a partir da matéria-prima fornecida pela História e pela Geografia comuns.

CASTRO, Iná E.; GOMES, Paulo Cesar C.; CORRÊA, Roberto L. (org.). Geografia : conceitos e temas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1995.

Livro que traz alguns dos principais conceitos e categorias analíticas da Geografia, como região, território, escala e geopolítica, discutidos por pesquisadores e estudiosos da área.

FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir : nascimento da prisão. Rio de Janeiro: Vozes, 2010.

A consagrada obra do filósofo francês aborda a punição, a disciplina e a repressão das instituições, um impeditivo à liberdade plena. O livro está dividido em quatro grandes partes — Suplício, Punição, Disciplina e Prisão —, em que explana sua visão de mundo. Uma teoria sobre as relações de poder inseridas nas várias dimensões da existência humana.

GOMES, Paulo Cesar da Costa. O conceito de região e sua discussão. In : CASTRO, Iná E. et al . (org.). Geografia : conceitos e temas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1995.

O autor aborda didaticamente o conceito de região a partir da identificação do termo polissêmico, porém atrelado a uma dimensão política de um fragmento do território e dos possíveis recortes regionais múltiplos e complexos.

HARVEY, David. A condição pós-moderna . São Paulo: Loyola, 2007.

Nessa clássica obra, o geógrafo britânico apresenta o sincronismo da relação espaço-tempo na sociedade contemporânea e a ideia de aniquilamento do espaço pelo tempo. A cultura atual da pós-modernidade e a hegemonia do capitalismo, ambos criticados pelo autor, dão o tom da obra.

LEFEBVRE, Henri. O direito à cidade . São Paulo: Centauro, 2010.

O clássico do filósofo e sociólogo francês aborda a função social do espaço urbano e o direito do indivíduo em lutar por ele, analisando detidamente a evolução da cidade desde a Revolução Industrial.

LOPES, Alice Casimiro; MACEDO, Elizabeth. Teorias de currículo . São Paulo: Cortez, 2011.

As professoras do programa de pós-graduação em Educação da Uerj trazem nessa obra uma profunda discussão sobre o campo do currículo, seus critérios e dilemas de encaminhamentos para a organização do conhecimento.

MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. Portal MEC , c2025. Disponível em: https://portal. mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/EdgarMorin.pdf. Acesso em: 13 ago. 2025.

Texto disponibilizado no portal do MEC para que o professor possa ter acesso a esse clássico pensador da educação. No texto, Morin defende a necessidade de se extrapolarem os limites das barreiras disciplinares em busca de uma educação cidadã. O pensador propõe superar sete problemas cruciais (“buracos negros”) da educação, que devem ser colocados no centro das preocupações.

OLIVEIRA, Mariângela C. U. de. Avaliação de alunos com síndrome de down da rede municipal de ensino regular do fundamental I pelo Protocolo para Avaliação de Escolares com Deficiência Intelectual (Paedi) . 2019. Dissertação (Mestrado em Distúrbios do Desenvolvimento) – Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2019. Disponível em: https://adelpha -api.mackenzie.br/server/api/core/bitstreams/70c6e284-aef2 -4572-bfdf-8c98f6f98b25/content. Acesso em: 27 ago. 2025. Dissertação que investiga o desempenho de estudantes com síndrome de Down utilizando o Paedi como instrumento avaliativo. O estudo apresenta indicadores sobre habilidades cognitivas, motoras e sociais, oferecendo referências para o planejamento de intervenções pedagógicas mais efetivas e personalizadas.

OLIVEIRA, Mariângela C. U. de et al. O uso da CIF no contexto escolar inclusivo: um mapeamento bibliográfico. Revista Educação Especial, 34, p. 1-20, 2021. Disponível em: https:// doi.org/10.5902/1984686X42725. Acesso em: 27 ago. 2025. Artigo acadêmico que analisa a produção científica sobre a aplicação da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) na educação inclusiva. Aponta potencialidades e desafios de sua utilização, mostrando como o modelo favorece um olhar funcional e contextual sobre os estudantes, subsidiando a elaboração de estratégias pedagógicas mais adequadas.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Measuring health and disability : manual for WHO Disability Assessment Schedule: WHODAS 2.0. Genebra: OMS, 2010. Disponível em:

https://www.who.int/publications/i/item/measuring-health -and-disability-manual-for-who-disability-assessment -schedule-(-whodas-2.0). Acesso em: 27 ago. 2025.

A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), ferramenta da OMS, é uma ação facilitadora para descrever e medir a funcionalidade humana, considerando fatores corporais, atividades, participação e contexto. Diferente da abordagem centrada apenas no diagnóstico, a CIF permite ao professor avaliar barreiras e facilitadores no ambiente escolar, oferecendo suporte para adaptações pedagógicas mais precisas e individualizadas.

SANTOS, Milton. Por uma outra globalização . Rio de Janeiro: Record, 2000.

Livro acessível e menos acadêmico do geógrafo brasileiro que mais se dedicou a estudar a globalização. Milton propõe “uma reflexão independente” do momento presente e uma contraposição ao pensamento único da globalização neoliberal que se apresentava no começo do século XX.

SANTOS, Milton; SILVEIRA, Maria Laura. O Brasil: território e sociedade no início do século XX. Rio de Janeiro: Record, 2001.

Último livro escrito em vida por Milton Santos que traz uma perspectiva do território brasileiro a partir de seus conceitos teóricos elaborados durante sua trajetória acadêmica.

SCHÄFFER, Neiva Otero. Ler a paisagem, o mapa, o livro...: escrever nas linguagens da Geografia. In : NEVES, Iara Conceição B. et al Ler e escrever : compromisso de todas as áreas. Porto Alegre: UFRGS, 2011.

O livro parte do pressuposto de que o compromisso de ensinar a ler e a escrever é tarefa de todas as áreas do conhecimento, e não apenas do professor de Língua Portuguesa: é uma tarefa da escola. Mostra-se recomendável, portanto, a todos os professores.

SEBASTIÁN-HEREDERO, E.; PRAIS, J. L. de S.; VITALIANO, C. R. Desenho universal para a aprendizagem (DUA) : uma abordagem curricular inclusiva. São Carlos: Castro, 2022. Obra que apresenta o conceito e os princípios do DUA, por meio de um currículo planejado desde o início para atender a todos os estudantes, sem a necessidade de adaptações posteriores. Oferece estratégias práticas para diversificar objetivos, métodos, recursos e formas de avaliação, fortalecendo o ensino inclusivo.

SILVA, Armando Corrêa da Silva. De quem é o pedaço? : espaço e cultura. São Paulo: Hucitec, 1986. Nesse livro, Armando Corrêa da Silva, autor conhecido como o “filósofo da Geografia”, discute-a como uma ciência interdisciplinar e trata das dimensões do território. Sob uma perspectiva geográfico-sociológica, questiona se a totalidade do território, na verdade, não se apresenta como fragmentos em mosaico, pequenos “pedaços” de um todo. De forte cunho teórico, é importante para entender as categorias utilizadas nesta coleção.

STEINKE, Ercília Torres. Climatologia fácil . São Paulo: Oficina de Textos, 2012.

Livro com linguagem didática que traz os principais fundamentos da climatologia. Há explicações sobre os fenômenos climáticos e atmosféricos, como definição de vento, diferença entre furacão e tornado, a origem dos desertos, os movimentos de rotação e translação e de onde vem a chuva, entre outros fenômenos climáticos que subsidiam o professor a abordar esses assuntos com seus estudantes.

VENTURI, Luis Antonio Bittar. Geografia : práticas de campo, laboratório e sala de aula. São Paulo: Sarandi, 2011. Trata-se de um manual de referência que reúne informações conceituais, técnicas e pedagógicas da pesquisa produzida por 35 professores da área reconhecidos pela atuação acadêmica e docente.

Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook