Direção de conteúdo e performance educacional Cintia Cristina Bagatin Lapa
Direção editorial adjunta Luiz Tonolli
Gerência editorial Natalia Taccetti, Nubia de Cassia de M. Andrade e Silva
Edição João Carlos Ribeiro Junior (coord.), Beatriz Montagnolli, Mayara Ribeiro de Souza, Pedro Henrique Fandi
Preparação e revisão Viviam Moreira (coord.), Adriana Périco, Anna Júlia Danjó, Elaine Pires, Fernanda Marcelino, Fernando Cardoso, Giovana Moutinho, Paulo José Andrade, Rita de Cássia Sam
Produção de conteúdo digital Deborah D'Almeida Leanza (coord.), Fabio Bonna Moreirão
Gerência de produção e arte Ricardo Borges
Design Andréa Dellamagna (coord.), Ana Carolina Orsolin (criação)
Projeto de capa Andréa Dellamagna e Sergio Cândido (logo)
Ilustração de capa Marcos de Mello
Arte e produção Vinícius Fernandes dos Santos (coord.), Camila Ferreira Leite, Jacqueline Ortolan, Sidnei Moura
Diagramação Nany Produções Gráficas
Coordenação de imagens e textos Elaine Cristina Bueno Koga
Licenciamento de textos Amandha Rossette, Erica Brambilla
Iconografia Danielle Farias, Leticia dos Santos Domingos (trat. imagens)
Ilustrações Alex Rodrigues, Bentinho, Bruna Ishihara, Caca França, Daniel Bogni, Julio Dian, Lislley Gomes, Marciano Palacio, Tel Coelho/Giz de Cera
Cartografia Sonia Vaz
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Furquim Junior, Laercio
A conquista : geografia : 5º ano : ensino fundamental : anos iniciais / Laercio Furquim Junior, Edilson Adão Cândido da Silva -- 2. ed. -São Paulo : FTD, 2025.
Componente curricular: Geografia.
ISBN 978-85-96-06278-7 (livro do estudante)
ISBN 978-85-96-06279-4 (livro do professor)
ISBN 978-85-96-06280-0 (livro do estudante HTML5)
ISBN 978-85-96-06281-7 (livro do professor HTML5)
1. Geografia (Ensino fundamental) I. Silva, Edilson Adão Cândido da. II. Título.
25-297187.0
CDD-372.891
Índices para catálogo sistemático:
1. Geografia: Ensino fundamental 372.891
Maria Alice Ferreira - Bibliotecária - CRB-8/7964
Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA FTD
Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300
Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br
Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.
Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33
Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375
APRESENTAÇÃO
Prezado professor,
É com muita alegria que apresentamos nossa obra. Esperamos que ela possa auxiliá-lo na empreitada de sua magnífica profissão. Nós, os autores e a equipe editorial, nos dedicamos muito para levar até você uma obra completa de Geografia. Esperamos que, com ela, você e seus estudantes viajem por lugares, paisagens, regiões e territórios do Brasil e do mundo.
Criada para três importantes anos iniciais do ensino fundamental, esta obra foi idealizada pensando nesta importante etapa em que as crianças passam a viver mudanças decisivas em sua formação e na relação com o mundo. Este Livro do professor circunscreve-se como um auxílio no uso da coleção, permitindo-lhe explorar todas as possibilidades contidas no Livro do estudante. O referencial teórico da obra, que está em sintonia com as categorias analíticas abordadas na BNCC (lugar, paisagem, território, região, natureza), e apoia-se em uma premissa básica: o espaço geográfico como objeto maior de estudo da Geografia.
Não temos dúvidas de que, pelos caminhos da Geografia, será possível melhor entender o mundo e, assim, contribuir para que formemos cidadãos conscientes que ajudarão a construir uma sociedade mais justa.
Com carinho, Os autores.
ORGANIZAÇÃO GERAL DA COLEÇÃO
A coleção é composta de Livro do estudante e Livro do professor, nas versões impressa e digital.
Livros impressos
LIVRO DO ESTUDANTE
O livro é organizado em quatro unidades. Cada unidade apresenta capítulos que desenvolvem os conteúdos a serem trabalhados.
Livros digitais
LIVRO DO PROFESSOR
Contém orientações específicas, acompanhadas da reprodução do Livro do estudante na íntegra, em miniatura, com respostas em magenta, e orientações gerais, em que há subsídios sobre teoria e prática docente.
O Livro do estudante e o Livro do professor também são disponibilizados no formato digital.
OBJETOS DIGITAIS
Ao longo do volume, ícones indicam objetos digitais que podem ser acessados pelo professor e pelos estudantes para enriquecer a aprendizagem de maneira dinâmica e promover o uso de ferramentas digitais presentes no dia a dia.
Os objetos digitais são indicados por estes ícones:
CONHEÇA SEU LIVRO DO PROFESSOR
Este Livro do professor apresenta orientações didáticas que visam apoiar a prática pedagógica. Elas estão organizadas em duas partes.
Orientações específicas, acompanhando a reprodução das páginas do Livro do estudante.
As orientações específicas estão divididas em:
INTRODUÇÃO À
UNIDADE
Apresenta o conteúdo, os objetivos pedagógicos e os pré-requisitos pedagógicos para o aprendizado.
dade
urbano também são abordados. Objetivos da unidade • Conhecer diferentes funções urbanas de acordo com características de diversas cidades brasileiras.
• Identificar elementos que caracterizam as formas de organização espacial das cidades. • Conhecer os processos que definem e formam uma metrópole. • Reconhecer as interações que formam uma região metropolitana. • Analisar as transformações espaciais urbanas ao longo do tempo. Pré-requisitos pedagógicos Espera-se que os estudantes tenham conquistado e consolidado até aqui pré-requisitos como reconhecer e caracterizar paisagens urbanas, identificar as atividades econômicas típicas do meio urbano, conhecer a circulação de produtos nas cidades e reconhecer a cidade como lugar de encontro de culturas diversas. Isso habilita os estudantes a reconhecer características próprias da organização espacial das cidades, como construções voltadas para o funcionamento de estabelecimentos comerciais, industriais, de mobilidade e de concentração de pessoas.
Também permite que identifiquem a função das cidades de acordo com essas características. É desejável, também, que os estudantes tenham consolidado habilidades básicas de leitura e interpretação de diferentes tipos de mapa. Dessa maneira, terão bases para compreender os diferentes tipos de relação entre as cidades.
Para iniciar o tema, fazer a seguinte questão: • Observem com atenção a imagem de Olinda. O que mais chama a atenção de vocês? Espera-se que os estudantes iniciem a exploração da imagem apontando os elementos que mais chamam a atenção deles. Eles podem mencionar o fato de ser uma cidade que se localiza no litoral, por exemplo.
Chamar a atenção para o adensamento das construções como ponto de partida para as discussões posteriores sobre o meio urbano. As habilidades EF05GE03 e EF05GE04 são abordadas ao iniciar o trabalho introdutório sobre formas e características de cidades por meio da identificação de elementos espaciais, como suas construções.
BNCC (EF05GE03) Identificar as formas e funções das cidades e analisar as mudanças sociais, econômicas e ambientais provocadas pelo seu crescimento. (EF05GE04) Reconhecer as características da cidade e analisar as interações entre a cidade e o campo e entre cidades na rede urbana.
Organize-se Mapa político do Brasil com a localização das principais cidades.
Atividades 1. Questionar se algum estudante conhece as cidades de Olinda e Recife ou o estado de Pernambuco. Caso os estudantes sejam de Pernambuco, questionar se conhecem as cidades; e aos estudantes que são de Olinda ou Recife, perguntar do que eles mais gostam nas cidades. 2. Espera-se que os estudantes identifiquem ruas, igreja, residências e demais prédios, construções comuns às cidades brasileiras. Nos anos anteriores, é possível que tenham exercitado a identificação de construções urbanas em atividades de leitura de paisagem. Aos estudantes de Olinda, perguntar se identificam algumas das construções retratadas e se sabem qual uso é feito delas. 3. Incentivar os estudantes a descrever e comparar as construções do lugar onde vivem com as construções retratadas na fotografia. Aqui se espera que exercitem a comparação por meio da analogia e da diferenciação, princípios do raciocínio geográfico elencados na BNCC. 11/10/25
BNCC
Indica as habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) trabalhadas nas páginas.
SUGESTÕES
Recomenda sites, livros, vídeos e outros recursos para ampliar o trabalho.
ALFABETIZAÇÃO CARTOGRÁFICA
Indica os conteúdos de Cartografia.
TEXTO DE APOIO
Apresenta textos que aprofundam o tema estudado.
ATIVIDADE COMPLEMENTAR
Sugere atividades extras para reforçar ou aprofundar o conteúdo.
TCT
ENCAMINHAMENTO
Traz orientações e sugestões para o desenvolvimento do conteúdo, incluindo dicas para planejar a rotina, dinâmicas de aula e a mobilização dos conhecimentos prévios dos estudantes.
Indica os Temas
Contemporâneos
Transversais
ORGANIZE-SE
Lista os materiais necessários para as atividades.
CONCLUSÃO DA UNIDADE
Seção com orientações sobre as atividades da seção Para rever o que aprendi, incluindo retomada de aprendizagem para os estudantes.
O QUE E COMO AVALIAR
Oferece sugestões de avaliações formativas e estratégias de remediação.
Orientações gerais, ao final do volume.
Reflexões, pressupostos teórico-metodológicos da obra, considerações sobre o papel do professor, textos para reflexão e apoio pedagógico e muito mais.
ENCAMINHAMENTO
SUMÁRIO
UNIDADE 1: POPULAÇÃO NO MUNDO E NO BRASIL
UNIDADE 2: TRABALHO E CONDIÇÃO
UNIDADE 3: REDE URBANA
UNIDADE 4: ENERGIA, TRANSPORTE E COMUNICAÇÃO
ORIENTAÇÕES GERAIS
A EDUCAÇÃO BRASILEIRA E AS REGRAS NORMATIVAS
O ENSINO FUNDAMENTAL E O CONTATO COM A GEOGRAFIA
E GEOGRAFIA
EDUCAÇÃO INCLUSIVA: CONCEITO E CARACTERÍSTICAS
TEXTO 1 — RACIOCÍNIO GEOGRÁFICO
TEXTO 2 — DEFINIR O LUGAR
TEXTO 3 — A LINGUAGEM CARTOGRÁFICA NA FORMAÇÃO DO PENSAMENTO
GEOGRÁFICO
TEXTO 4 — O CONCEITO DE TERRITÓRIO
TEXTO 5 — O TRABALHO DE CAMPO COMO PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO:
DE PLANEJAMENTO DE ROTINA
DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA
QUADRO PROGRAMÁTICO
SUGESTÃO DE CRONOGRAMA – 5o ANO
MONITORAMENTO DA APRENDIZAGEM
GEOGRAFIA
COMPONENTE CURRICULAR: GEOGRAFIA
Edilson Adão Cândido da Silva
Doutor em Geografia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-SP).
Mestre em Ciências (área de concentração: Geografia Humana) pela Universidade de São Paulo (USP).
Bacharel e Licenciado em Geografia pela USP.
Professor de Geografia.
Laercio Furquim Junior
Mestre em Ciências (área de concentração: Geografia Humana) pela Universidade de São Paulo (USP).
Bacharel e Licenciado em Geografia pela USP. Professor de Geografia.
Direção de conteúdo e performance educacional Cintia Cristina Bagatin Lapa
Direção editorial adjunta Luiz Tonolli
Gerência editorial Natalia Taccetti, Nubia de Cassia de M. Andrade e Silva
Edição João Carlos Ribeiro Junior (coord.), Beatriz Montagnolli, Mayara Ribeiro de Souza, Pedro Henrique Fandi
Preparação e revisão Viviam Moreira (coord.), Adriana Périco, Anna Júlia Danjó, Elaine Pires, Fernanda Marcelino, Fernando Cardoso, Giovana Moutinho, Paulo José Andrade, Rita de Cássia Sam
Produção de conteúdo digital Deborah D'Almeida Leanza (coord.), Fabio Bonna Moreirão
Gerência de produção e arte Ricardo Borges
Design Andréa Dellamagna (coord.), Ana Carolina Orsolin (criação)
Projeto de capa Andréa Dellamagna e Sergio Cândido (logo)
Ilustração de capa Marcos de Mello
Arte e produção Vinícius Fernandes dos Santos (coord.), Camila Ferreira Leite, Jacqueline Ortolan, Sidnei Moura
Diagramação Nany Produções Gráficas
Coordenação de imagens e textos Elaine Cristina Bueno Koga
Licenciamento de textos Amandha Rossette, Erica Brambilla
Iconografia Danielle Farias, Leticia dos Santos Domingos (trat. imagens)
Ilustrações Alex Rodrigues, Bentinho, Bruna Ishihara, Caca França, Daniel Bogni, Julio Dian, Lislley Gomes, Marciano Palacio, Tel Coelho/Giz de Cera
Cartografia Sonia Vaz
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Furquim Junior, Laercio
A conquista : geografia : 5º ano : ensino fundamental : anos iniciais / Laercio Furquim Junior, Edilson Adão Cândido da Silva -- 2. ed. -São Paulo : FTD, 2025.
Componente curricular: Geografia.
ISBN 978-85-96-06278-7 (livro do estudante)
ISBN 978-85-96-06279-4 (livro do professor)
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ISBN 978-85-96-06281-7 (livro do professor HTML5)
1. Geografia (Ensino fundamental) I. Silva, Edilson Adão Cândido da. II. Título.
25-297187.0
CDD-372.891
Índices para catálogo sistemático:
1. Geografia: Ensino fundamental 372.891
Maria Alice Ferreira - Bibliotecária - CRB-8/7964
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APRESENTAÇÃO
Olá!
É com grande alegria e satisfação que escrevemos este livro para você e esperamos que ele seja um bom companheiro pelos caminhos da Geografia e da sua vida de estudante!
Você conhecerá novas pessoas, novos lugares, novas paisagens e entenderá melhor o espaço geográfico. Esperamos que este livro auxilie você e sua família a reconhecerem, juntos, os lugares onde vivem.
Nós, os autores, e toda a equipe editorial nos dedicamos ao máximo para oferecer bons estudos da Geografia, para que você, seus colegas e seus familiares participem da melhor maneira possível da vida em sociedade: em casa, na escola, no bairro, na cidade, no país... no mundo!
Desejamos que este caminho seja de muitos conhecimentos e amizades!
Com carinho, Os autores.
CONHEÇA SEU LIVRO
ABERTURA DE UNIDADE
Apresenta uma imagem e perguntas sobre o tema que será desenvolvido, visando levantar os conhecimentos prévios e estimular a reflexão.
DIÁLOGOS
Esta seção propõe o desenvolvimento da interdisciplinaridade, mostrando a relação da Geografia com outras áreas do conhecimento.
Produção de veículos no Brasil No Brasil, a rede de transportes predominante é a rodoviária. Veja na tabela o que aconteceu na produção de veículos no país entre 2001 e 2020.
Fonte: CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPORTE. Anuário CNT do Transporte 2022 Estatísticas consolidadas. Brasília, DF: CNT, 2022. Disponível em: https://anuariodotransporte.cnt.org.br/2022/ Rodoviario/1-4-1-1-/Produ%C3%A7%C3%A3o-de-ve%C3%ADculos. Acesso em: 30 jul. 2025. Brasil: quantidade de veículos produzidos (2001 e
CONCEITO
Os principais conceitos trabalhados são apresentados em destaque para facilitar o estudo e a retomada durante a realização das atividades.
VAMOS LER
Aprendendo a ser cidadão
entre as pessoas. Você já sabe que todos somos iguais perante a lei. Mas, muitas vezes, encontramos pessoas que se acham mais importantes somente porque são mais ricas. Todo mundo é igual: é tudo gente. Tem meninos e tem meninas. Ricos e pobres. Gordos e magros. Jovens e idosos. Tem gente branca, gente negra, gente amarela e gente marrom. Japonês, chinês, índio e indiano, brasileiro, português, americano, argentino, angolano… E muito mais! SIQUEIRA, Célia. Aprendendo a ser cidadão São Paulo: Nobel, 2010. p. 24. No caderno, responda às seguintes questões.
1 Qual é o assunto tratado no texto? Qual é a mensagem da autora do texto?
Como são as pessoas em sua sala de aula? Converse
• São todas da mesma cor?
• Todas moram no mesmo bairro?
• Todas são parecidas fisicamente?
• Todo mundo gosta da mesma coisa?
• Todos torcem para o mesmo time de futebol?
3 Você concorda com a autora quando ela diz que “todos somos iguais perante a lei”? Explique
1. O texto trata da igualdade entre as pessoas, mesmo que elas tenham condições econômicas, aparência física e origens distintas. 2. Que todos somos iguais independentemente de condição social, tipo físico, idade, etnia e nacionalidade. 3. Resposta pessoal.
4 Pelo que você estudou no capítulo, o Brasil é um país de iguais? Se sim, explique o porquê; se não, diga o que poderia ser feito para melhorar essa situação.
caminhos é
índices
5 Em sua opinião, qual seria a razão desta fala da autora?
“Mas, muitas vezes, encontramos pessoas que se acham mais importantes somente porque são mais ricas.” SIQUEIRA, Célia. Aprendendo a ser cidadão São Paulo: Nobel, 2010. p. 24.
• Todo mundo gosta da mesma cor, do mesmo esporte, da mesma brincadeira?
Imagine se a resposta para todas essas questões fosse ″sim″. Seria
o que permite que as pessoas tenham acesso a rendas maiores e melhor qualidade de vida. 3. Produção pessoal. Ver orientações no Encaminhamento Diferenças e semelhanças
Esta seção proporciona o contato com diversos tipos de texto e imagens, com o objetivo de apresentar temas da Geografia por meio de diferentes linguagens e formas de expressão.
VAMOS ESCREVER
Esta seção aparece logo em seguida à seção Vamos ler e a temática de ambas apresenta correlação. O foco é a prática da escrita de textos.
TECNOLOGIA NO DIA A DIA
Seção que trabalha com mídias e tecnologias digitais, possibilitando a utilização desses recursos de maneira crítica e ética.
Acessibilidade
DE OLHO NO MAPA!
A seção visa estimular a percepção do espaço geográfico pela linguagem cartográfica. A Cartografia é gradativamente apresentada por meio da leitura e da elaboração de representações espaciais, croquis, plantas e mapas.
acham isso? Escrevam no caderno
3 Ainda de acordo com o mapa, respondam às questões.
a) Quais regiões do país têm a maior malha ferroviária?
b)
c)
4 Comparem no mapa as categorias “Em obra” e ”Em estudo/Em planejamento”. O que é possível perceber?
5 Localizem no mapa o estado onde vocês vivem. Descrevam a malha ferroviária de seu
DICA
Informações que orientam alguma situação descrita no livro.
ATENÇÃO!
Boxe com aviso de situações de riscos físicos.
CIDADANIA
Esta seção trabalha valores que envolvem a cidadania e a convivência, com temas contemporâneos que trazem informações que estimulam a refletir e a interagir, permitindo a cooperação e a socialização.
GLOSSÁRIO
Traz o significado de palavras que podem ser desconhecidas.
PARA REVER O QUE APRENDI
A seção é uma recapitulação que permite a revisão e a autoavaliação dos conteúdos e conceitos trabalhados ao longo de cada unidade.
DESCUBRA MAIS
Apresenta indicações de livros, sites, vídeos, músicas, entre outras, acompanhadas de uma breve sinopse.
VOCÊ DETETIVE
SAIBA QUE
Curiosidades e informações sobre diversos temas são apresentadas neste boxe, complementando o que está sendo estudado.
Boxe que promove a introdução ao universo das pesquisas. Há propostas de pesquisa individual ou coletiva, além de solicitar o auxílio de familiares e outros membros da comunidade.
Estes ícones indicam a forma como você vai realizar as propostas de atividades.
Objetos digitais
Oralmente
QUEM É?
Apresenta pequena biografia de artistas, autores, pesquisadores, entre outras pessoas importantes.
MEU VOCABULÁRIO
Trabalha termos específicos que podem ser novos, visando ao enriquecimento do vocabulário.
Em grupo Para casa
Em dupla
Os ícones a seguir identificam os objetos digitais presentes neste volume. Esses objetos digitais apresentam assuntos complementares ao conteúdo do livro, ampliando sua aprendizagem.
Infográfico
Faça no caderno
clicável Mapa clicável
TRABALHO E CONDIÇÃO
ENERGIA, TRANSPORTE E COMUNICAÇÃO
1 ENERGIA
Fontes de energia .........................................................
Infográfico clicável: As pessoas idosas no mercado de trabalho 58
Infográfico clicável: São Caetano do Sul 65
Mapa clicável: Brasil: Índice de Desenvolvimento Humano (2021) ..................... . 65
Infográfico clicável: Planejada para administrar o Brasil .............................
Infográfico clicável: Angra dos Reis
Infográfico clicável: Ligando de norte a sul
INTRODUÇÃO DA UNIDADE
Nesta unidade estudaremos aspectos da população brasileira e mundial. Os estudantes tomarão contato com noções conceituais da dinâmica populacional, com assuntos como mobilidade demográfica e envelhecimento da população. Em seguida, a formação do povo brasileiro é abordada com ênfase nos principais grupos que contribuíram para a construção cultural do nosso país: os indígenas, os africanos e os europeus.
Os conteúdos dispostos nesta unidade permitem proporcionar aos estudantes a compreensão dos diferentes processos que produzem o espaço geográfico, criando condições para que identifiquem e interpretem os variados aspectos sociais que estão presentes em seu cotidiano, produzindo analogias sobre como são resultado, também, de acontecimentos produzidos em outros lugares.
Objetivos da unidade
• Conhecer a dinâmica populacional brasileira.
• Ter uma noção geral da população mundial e conhecer os países mais populosos.
• Conhecer conceitos demográficos.
• Identificar povos que contribuíram para nossa formação cultural.
• Compreender a noção de envelhecimento da população.
Pré-requisitos pedagógicos
Para uma boa compreensão dos estudos da população brasileira, é necessário que os estudantes já tenham uma noção das dimensões territoriais do Brasil, do conjunto de sua população e de que essa relação território-sociedade
UNIDADE
POPULAÇÃO NO
MUNDO E NO BRASIL
é organizada por um governo que, por sua vez, está distribuído nas esferas municipal, estadual e federal.
Todos esses pré-requisitos foram desenvolvidos ao longo do 4o ano e agora serão retomados e ampliados. No 5o ano, os estudantes já ouviram falar do IBGE, que é o principal órgão oficial responsável pelos estudos da população brasileira. Igualmente, as diferenças étnico-raciais existentes em nossa sociedade são um atributo necessário para a introdução no tema, assunto já mencionado anteriormente.
ENCAMINHAMENTO
Explorar a imagem com o grupo, chamando a atenção para a quantidade de pessoas representadas. Apresentar as questões e organizar um debate possibilitando que todos expressem suas opiniões.
Anotar os aspectos principais das observações e orientar os estudantes a registrar o que considerarem mais importante. Durante o 5o ano, é importante preparar os estudantes para um processo de estudo autônomo. Resumos e anotações compõem um conjunto de
1 Os habitantes do planeta vivem em harmonia?
1. Resposta pessoal.
2 A quantidade de pessoas que vive no Brasil é grande ou pequena? Por que você acha isso?
2. Respostas pessoais.
3 A quantidade de pessoas que vive no Brasil está crescendo ou diminuindo?
3. Ver orientações no Encaminhamento
registros valorosos para as aprendizagens individuais, colaborando para o prosseguimento dos estudos na próxima etapa do ensino fundamental.
Atividades
1. Lançar inicialmente uma visão geral da população e acompanhar a noção genérica dos estudantes sobre a convivência entre as pessoas.
2. O intuito da questão é mobilizar os estudantes sobre o tema que será tratado ao longo da unidade. Os estudantes podem debater
20/09/25 11:31
se acham a população do Brasil grande ou pequena, fornecendo argumentos para suas opiniões. Explicar-lhes que o Brasil está entre os países mais populosos, ou seja, uma parte considerável da população do planeta vive em nosso país.
3. A questão suscita conhecimentos prévios e levantamento de hipóteses sobre a questão da dinâmica populacional brasileira, tema que será visto ao longo da unidade. É importante explicar aos estudantes que a população está aumentando, porém o ritmo desse crescimento vem diminuindo.
Texto de apoio
Nós achávamos que conhecíamos a Geografia: antigamente ela ligava os estados e suas capitais.
Hoje ela fala de população e de paisagens, se interessa pelos oceanos, pelas montanhas, pelos ambientes extremos, mas também pelas áreas rurais, pelas cidades, pelas grandes metrópoles e pelos espaços cada vez maiores de urbanização difusa. Entre as duas grandes guerras mundiais, a Geografia enumerava a produção de carvão, do petróleo e do aço de cada país; passava em revista as grandes potências que dominavam o mundo pela força de sua economia e por seus impérios.
No pós-guerra, a Geografia se apaixonou pelo Terceiro Mundo[*], pelos obstáculos ao seu desenvolvimento, bem como pelos meios de remediar isso. […]
Ao lado das obras didáticas e das enciclopédias que chamam a atenção, a Geografia está presente nas práticas, nas habilidades e nos conhecimentos que todos sempre mobilizamos em nossa vida diária […].
CLAVAL, Paul. Terra dos Homens: a Geografia. São Paulo: Contexto, 2010. p. 8-9.
*Atenção: Apesar de não estar equivocada, a expressão “terceiro mundo” caiu em desuso nos últimos anos. À época em que o autor escreveu o texto, a expressão ainda era utilizada para se referir aos países periféricos e fora do eixo central do capitalismo, mais apropriadamente países africanos, latino-americanos e asiáticos.
Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si.
BNCC
(EF05GE01) Descrever e analisar dinâmicas populacionais na Unidade da Federação em que vive, estabelecendo relações entre migrações e condições de infraestrutura.
Organize-se
• Mapa-múndi político, com a indicação dos continentes.
Alfabetização cartográfica
• Proporcionalidade, comparação e localização.
ENCAMINHAMENTO
Iniciar a abordagem do tema com o questionamento:
• Vocês sabem quais países têm o maior número de habitantes?
Conversar com o grupo para identificar os conhecimentos prévios sobre a população mundial. Os estudantes já tiveram contato com algumas informações sobre países populosos, aspectos relacionados ao deslocamento urbano, condições de moradia, entre outras. Auxiliá-los a organizar as informações apresentadas e a relacioná-las com a temática deste capítulo.
Explorar o mapa desta página com os estudantes. Chamar a atenção deles para alguns elementos importantes, como o título e a legenda. Informar que, atualmente (2025), a ONU reconhece 193 países. No entanto, esse número pode variar, pois há outras nações que se consideram independentes e soberanas e são reconhecidas por alguns países, ainda que não sejam reconhecidas pela ONU, como é o caso da Palestina e de Taiwan. Com os estudantes, localizar os dez países mais populosos
POPULAÇÃO
Em 2024, a população do planeta ultrapassou a marca de 8 bilhões de habitantes. Esse grande contingente humano está distribuído pelo mundo de maneira desigual. Entre os 193 países existentes, alguns têm uma população muito grande, enquanto outros, nem tanto.
Observe no mapa os países mais populosos do mundo.
Mundo: dez países mais populosos (2024*)
OCEANO GLACIAL ÁRTICO
Círculo Polar Ártico
RÚSSIA (145 milhões
(345 milhões) ALASCA (EUA) CHINA (1,41 bilhão)
OCEANO ATLÂNTICO
de Câncer
OCEANO PACÍFICO
de Capricórnio Círculo Polar Antártico
* Estimativa
de Greenwich BRASIL (212 milhões)
(233 milhões)
(251 milhões)
ÍNDIA (1,45 bilhão) ETIÓPIA (132 milhões) INDONÉSIA (283 milhões)
OCEANO ÍNDICO
OCEANO GLACIAL ANTÁRTICO
Fonte: UNITED NATIONS. Department of Economic and Social Affairs. Population Division. World population prospects 2024. Nova York: UN, 2024. p. 53-64.
Ver orientações no Encaminhamento
OCEANO PACÍFICO
(174 milhões)
Estimativa: número aproximado daquilo que se projeta, uma aproximação.
Chamamos de população o conjunto de pessoas de determinado local, como um país ou uma região.
A população absoluta é o número total de habitantes de um lugar, região ou país. Quando um país possui uma população absoluta elevada, dizemos que ele é populoso.
O Brasil é um dos países mais populosos do mundo, pois apresenta elevada população absoluta.
12
destacados no mapa. Pedir que identifiquem o país mais populoso e o menos populoso. A habilidade EF05GE01 é atendida ao discutir a dinâmica populacional mundial.
No Livro do professor, o talão da escala gráfica dos mapas não aparecerá com 1 centímetro, pois a página do Livro do estudante foi reduzida. No entanto, a escala continuará correta, pois os mapas foram reduzidos proporcionalmente. Importantes conceitos da Geografia são destacados e explicados em boxes ao longo dos capítulos. Dessa maneira, os estudantes têm a oportunidade de desenvolver seu vocabulário, enriquecendo seu repertório, base im-
portante para a compreensão de textos mais específicos da disciplina à medida que eles avançam na vida escolar. Aproveitar a oportunidade para explorar esse vocabulário, pedindo aos estudantes que utilizem as palavras ou expressões destacadas em outras situações. Antes de propor a realização das atividades, explicar ao grupo o conceito de continente como uma grande massa de terra cercada por água. Evidenciar que a Terra tem seis continentes: África, América, Antártida, Ásia, Europa e Oceania. Apresentar um mapa ao grupo com a divisão dos continentes e solicitar-lhes a localização de cada um deles.
De acordo com o mapa da página anterior, responda às questões no caderno.
1 Cite dois países mais populosos que o Brasil em 2024.
1. Com base no mapa, os estudantes podem citar Índia, China, Estados Unidos, Indonésia, Paquistão e Nigéria como países mais populosos que o Brasil.
2 Agora, escreva o nome de dois países menos populosos que o Brasil em 2024.
2. Os estudantes podem citar Bangladesh, Rússia e Etiópia como países menos populosos que o Brasil.
3 Qual é o continente que apresenta o maior número de países populosos? Quais são esses países?
3. O continente que apresenta o maior número de países populosos é a Ásia. São cinco países: China, Índia, Indonésia, Paquistão e Bangladesh.
4 Quais são os continentes que não têm representantes na lista dos dez países mais populosos?
4. Europa, Antártida e Oceania.
RAVI_SHARMA1030/SHUTTERSTOCK.COM
Atividades
4. Se achar conveniente, comentar com os estudantes que, entre os países da Europa, apenas a Rússia se destaca (um país transcontinental, já que tem terras na Europa e na Ásia). Lembre-os de que a Antártida é um continente, mas que não é dividido em países.
Sugestão para o professor
WORLD POPULATION PROSPECTS. Nova York, c2025. Disponível em: http:// population.un.org/wpp/. Acesso em: 9 ago. 2025. O site em inglês da Divisão de População da Organização das Nações Unidas disponibiliza dados interativos, mapas e gráficos sobre a população mundial e projeções de seu crescimento. As informações apresentadas podem ser utilizadas para ampliar a abordagem sobre as características da população mundial e as diferenças nas condições de vida entre os países mais populosos, como as taxas de mortalidade infantil e expectativa de vida.
FUNDO
DE POPULAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Brasília, DF, c2025. Disponível em: https://brazil.unfpa.org/ pt-br. Acesso em: 5 set. 2025. O site em português do Fundo das Nações Unidas aborda assuntos demográficos, especialmente os relacionados à reprodução. A missão da agência é proporcionar informações sobre gravidez e saúde sexual.
Pessoas circulam em rua de Nova Délhi, na Índia, em 2024.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
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(EF05GE01) Descrever e analisar dinâmicas populacionais na Unidade da Federação em que vive, estabelecendo relações entre migrações e condições de infraestrutura.
TCT
Cidadania e civismo (Educação em Direitos Humanos)
ENCAMINHAMENTO
Questionar os estudantes: • Na opinião de vocês, o que acontecerá com a população mundial nos próximos 20 anos?
A intenção é verificar se eles percebem que o crescimento da população mundial é uma tendência, ou seja, que o número de habitantes vem aumentando ano a ano. Perguntar aos estudantes se já ouviram falar da Organização das Nações Unidas (ONU). Explicar à turma que essa organização foi fundada em 1945 e tem como fundamental objetivo colaborar para a manutenção da paz e para o desenvolvimento mundial, sendo constituída de órgãos e agências especializados.
Expor à turma que, diante do crescimento populacional, o grande desafio para evitar o agravamento de problemas sociais e melhorar a qualidade de vida da população é promover a distribuição de renda e diminuir as desigualdades sociais. Ao tratar do crescimento demográfico mais acentuado nos países pobres, é necessária uma abordagem cuidadosa que evite estereótipos em relação a esses países.
Se possível, acessar com os estudantes o site indicado
População mundial
A Organização das Nações Unidas (ONU) é uma entidade composta de 193 países. Ela foi criada em 1945 com o objetivo de evitar guerras e manter a paz mundial. Desde então, surgiram diversas agências e entidades que fazem parte da ONU com o propósito de construir um mundo melhor.
Muitas dessas agências e entidades realizam estudos sobre o crescimento da população mundial. Recentemente, estudos da ONU apontaram que a população mundial cresce, em média, 83 milhões de pessoas ao ano e que, nos próximos 50 anos, atingirá aproximadamente 10,3 bilhões de habitantes no planeta.
Isso traz grandes desafios, pois é preciso garantir boas condições para que tantas pessoas convivam em harmonia. Entre esses desafios estão oferecer alimento e trabalho para todos, manter uma boa relação com o meio ambiente e garantir o acesso aos cuidados com a saúde.
Enquanto a população tem crescido de maneira lenta em algumas partes do mundo, em outros países o crescimento é acelerado.
Segundo a ONU, a população mundial deverá crescer principalmente em alguns países da África, como Nigéria, República Democrática do Congo, Etiópia e Uganda.
no boxe Descubra mais para obter informações sobre os dez países mais populosos do mundo, identificando aspectos de sua história, população, economia, indicadores sociais, meio ambiente, entre outros. A visita a esse site pode ser orientada por meio de uma atividade de pesquisa sobre aspectos populacionais e econômicos dos países mais populosos e posterior comparação e análise dos dados obtidos.
Escritório da ONU em Genebra, na Suíça, em 2023.
É nos países pobres que a população cresce de maneira mais acelerada. Isso ocorre, entre outros motivos, pelas melhorias nas áreas da saúde e do saneamento básico, e isso contribui para a redução da mortalidade, enquanto o número de nascimentos continua alto.
Melhorar a distribuição de renda mundial e investir em infraestrutura são possibilidades de atuação para diminuir os problemas decorrentes do aumento da população.
Crianças usando o computador em escola na cidade de Onitsha, na Nigéria, em 2023.
1 Qual era a população mundial em 2024?
1. Mais de 8 bilhões de habitantes.
2 A previsão para os próximos anos é de redução ou de crescimento da população mundial?
2. A previsão é de crescimento.
3 Por que essa situação é preocupante? Converse com os colegas e o professor sobre isso.
3. Ver orientações no Encaminhamento
DESCUBRA MAIS
Os sites indicados nesta obra podem apresentar imagens e eventuais textos publicitários junto ao conteúdo de referência, os quais não condizem com o objetivo didático da coleção. Não há controle sobre esses conteúdos, pois eles estão estritamente relacionados ao histórico de pesquisa de cada usuário e à dinâmica dos meios digitais.
• INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Países . Rio de Janeiro: IBGE, c2025. Disponível em: https://paises.ibge.gov.br/. Acesso em: 14 jul. 2025.
No site Países, do IBGE, você encontra informações básicas de várias fontes oficiais sobre os países do mundo.
Atividades
3. Explicar aos estudantes que o aumento demográfico se dará especialmente em países pobres. A preocupação se dá pela demanda gerada por essa enorme população, como maior exigência e cuidados na área da saúde, e pelos aspectos ambientais: escassez de água em muitos pontos do planeta, maior risco de desmatamento, segurança alimentar (equação produção × consumo) etc.
Texto de apoio
O texto da ONU traz informações sobre a projeção da população mundial para os próximos anos, entre elas a informação de que, recentemente e pela primeira vez na história, a Índia superou a China na condição de país mais populoso do mundo.
O novo relatório Estado da População Mundial 2025 assinala que taxas globais de fertilidade da população tiveram uma transformação numa escala e ritmo impressionantes. A pesquisa “Verdadeira
Crise de Fertilidade” acompanha o Dia Mundial da População […].
A análise realizada em 14 países aponta haver “proporções alarmantes e altas de adultos”, tanto homens quanto mulheres, incapazes de realizar suas intenções de reprodução. No total, o grupo de países estudados abriga cerca de 37% da população global.
[…]
A publicação anual confirma a Índia como a nação mais populosa do mundo, com quase 1,5 bilhão de pessoas. O número deverá crescer para cerca de 1,7 bilhão antes de começar a cair, daqui a 40 anos.
De acordo com o Unfpa, cerca de 20% dos adultos em idade reprodutiva acreditam que não conseguirão ter o número de filhos que desejam.
[…]
O relatório realça ainda a projeção de que a população humana deverá atingir seu pico dentro de um século e, em seguida cair. Um quarto das pessoas vive em um país onde se estima que o tamanho da população já tenha atingido o auge.
Como resultado disso, o Unfpa revela que vem se observando pela primeira vez em sociedades que as comunidades têm maiores números de idosos, menos jovens e, possivelmente, reduz a força de trabalho.
Numa realidade de “mudanças populacionais tectônicas” essa tendência altera o futuro da humanidade para as novas gerações seguindo a mudança demográfica que culminou com o pico no ritmo de crescimento populacional iniciado no século 20.
GUEVANE, Eleutério. Relatório da população mundial 2025 alerta sobre “verdadeira crise de fertilidade”. Nações Unidas, 11 jul. 2025. Disponível em: https://news.un.org/pt/ story/2025/07/1850422. Acesso em: 5 set. 2025.
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(EF05GE01) Descrever e analisar dinâmicas populacionais na Unidade da Federação em que vive, estabelecendo relações entre migrações e condições de infraestrutura.
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com os seguintes questionamentos.
1. Vocês conhecem alguém que nasceu em um lugar diferente do que mora atualmente?
2. Alguém da família de vocês nasceu em outro país, estado ou município?
Com base nas respostas do grupo, explicar que é comum as pessoas nascerem em um local e se mudarem para outro, iniciando a conversa sobre a migração e as motivações que levam as pessoas a mudar do lugar onde nasceram.
Explorar os conceitos apresentados (migração interna, migração externa, migração internacional, emigrante e imigrante) para que os estudantes se apropriem deles, enriquecendo seu vocabulário. Desenvolver na lousa esquemas que ilustrem esses conceitos, auxiliando a compreensão dos estudantes.
Ler com o grupo o texto apresentado e conversar sobre quais são as motivações que levam as pessoas a migrar, retomando o que foi discutido inicialmente. Essa discussão colabora para o desenvolvimento da habilidade EF05GE01 ao tocar na temática das dinâmicas populacionais na Unidade da Federação.
Comentar que uma das consequências dos movimentos migratórios é a convivência na diversidade, já que o vaivém faz com que convivam, no mesmo terri-
População em movimento
Faz muito tempo que o ser humano se movimenta pelo mundo. As pessoas podem se deslocar de um bairro para outro ou, até mesmo, atravessar países e oceanos. É comum que as pessoas deixem de viver em um município para morar em outro. Além disso, muitas pessoas deixam seu país de origem para viver em outro país. Esse fenômeno é denominado migração.
As migrações podem ser internas ou externas.
A migração interna ocorre dentro do mesmo país, entre municípios, estados ou regiões.
A migração externa acontece entre países diferentes e também pode ser chamada migração internacional
Diferentes motivos levam as pessoas a migrar. Em geral, os migrantes buscam melhores condições de vida nos locais de destino, como oportunidades de trabalho, de estudo e de tratamento de saúde. No entanto, também existem migrações motivadas por situações adversas no seu lugar de origem, como guerras e desastres naturais.
Emigrante é aquele que sai de seu lugar de origem para viver em outro. Imigrante é aquele que chega ao lugar de destino.
tório, pessoas de regiões ou países distintos. Propor essa reflexão e incentivar os estudantes a enxergar a diversidade como algo enriquecedor.
Se os estudantes questionarem a diferença entre imigrante e refugiado, explicar que o refugiado, por diversos motivos, não tem o livre-arbítrio de optar pelo retorno ao seu lugar de origem, diferentemente do imigrante. Sugere-se não desenvolver uma explicação detalhada para essa faixa etária.
Se achar conveniente, comentar com os estudantes sobre alguns movimentos migra-
tórios expressivos na história. Vale citar, por exemplo, a imigração de europeus e asiáticos para o Brasil nos séculos XIX e XX.
Analisar com os estudantes o gráfico com o número de migrantes no mundo. Observar que, no último quarto de século, houve um crescimento considerável do número absoluto de migrantes, assim como sua participação no percentual do conjunto da população mundial. Explorar essas informações de modo que eles reconheçam o aumento do número de migrantes ao longo do período representado, confirmando as informações
LISLLEY GOMES
Responda às questões a seguir no caderno.
1 O que é um migrante?
1. Migrante é a pessoa que deixa seu lugar de origem para viver em outro lugar.
2 Quais são os motivos que levam uma pessoa a migrar?
2. Ver orientações no Encaminhamento
3 Como são chamados os deslocamentos de pessoas que ocorrem dentro do mesmo país?
3. Migrações internas.
4 Como são denominadas as migrações que ocorrem entre diferentes países?
4. Migrações externas (ou internacionais).
5 Qual é a diferença entre emigrante e imigrante?
5. Espera-se que os estudantes expliquem que emigrante é aquele que sai de seu lugar de origem, enquanto imigrante é aquele que chega ao lugar de destino.
Movimentos migratórios ocorreram ao longo de toda a história da humanidade. Segundo o relatório das Nações Unidas, em 2024 havia 304 milhões de pessoas vivendo fora de seu país de origem, o que correspondia a 3,7% da população mundial.
Mundo: número de migrantes (1990-2024)
Migrantes (em milhões)
Ano
Fonte: UNITED NATIONS. Department of Economic and Social Affairs. Population Division. International migrant stock 2024. Nova York: UN, 2025. p. 2. Disponível em: https://www.un.org/development/desa/pd/sites/www.un.org.development.desa.pd/ files/undesa_pd_2025_intlmigstock_2024_key_facts_and_figures_advance-unedited.pdf. Acesso em: 10 jul. 2025.
6 Com base nesse gráfico, responda à questão.
• O que aconteceu com a migração internacional entre 1990 e 2024?
6. Espera-se que os estudantes percebam que o número praticamente dobrou, passando de aproximadamente 150 milhões para 300 milhões de migrantes.
do texto. Ao abordar os movimentos migratórios ao longo da história, é possível relacionar os conhecimentos históricos com os geográficos.
Solicitar aos estudantes que façam a leitura das atividades individualmente. Oportunizar um momento para que tirem as dúvidas. A correção pode ser feita oralmente de forma coletiva. Pedir a alguns estudantes que leiam suas respostas em voz alta. Esse pode ser um bom momento para verificar como eles estão em relação à compreensão de textos e fluência em leitura independente.
Atividades
2. Os estudantes podem mencionar que os migrantes buscam melhores condições de vida no lugar de destino, como oportunidades de trabalho e de estudo e tratamento médico. É possível também que os migrantes estejam fugindo de condições adversas em seus lugares de origem, como secas prolongadas e enchentes.
Sugestão para o professor
ABDALA, Vitor. Venezuelanos são maior grupo de imigrantes no Brasil. Agência Brasil, 27 jun. 2025. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com. br/geral/noticia/2025-06/ venezuelanos-sao-maior-gru po-de-imigrantes-do-bra sil. Acesso em: 5 set. 2025.
A agência oficial do governo brasileiro reproduz na matéria as conclusões da publicação de 2025 do IBGE, que acusou a transformação no perfil do imigrante brasileiro.
BRITTO, Vinícius. Censo 2022: número de imigrantes volta a crescer pela primeira vez desde 1960. Agência IBGE Notícias, 27 jun. 2025. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge. gov.br/agencia-noticias/2012 -agencia-de-noticias/ noticias/43816-censo-2022 -numero-de-imigrantes-volta -a-crescer-pela-primeira-vez -desde-1960. Acesso em: 10 ago. 2025.
A agência de notícias do IBGE traz matéria sobre a publicação em 2025 de dados tabulados do Censo 2022, que acusou um aumento da imigração no Brasil pela primeira vez desde os anos 1960.
Sugestão para os estudantes
MUSEU DA IMIGRAÇÃO. São Paulo, c2025. Disponível em: https://museudaimigracao. org.br. Acesso em: 10 jul. 2025.
O site do museu traz muitas informações sobre a imigração no Brasil, além de fornecer um grande acervo digital com fotografias, jornais e documentos.
BUITRAGO, Jairo. Para onde vamos. Ilustrações: Rafael Yockteng. São Paulo: Pulo do Gato, 2016. Esse livro conta a história de uma menina e seu pai em uma longa caminhada para atravessar a fronteira do México com os Estados Unidos.
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VAZ
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ENCAMINHAMENTO
Explicar que a contagem da população brasileira é realizada pelo Censo Demográfico, organizado pelo IBGE. Considerar que essa contagem é realizada a cada dez anos, com os recenseadores visitando as residências e fazendo questões definidas em um questionário.
Esclarecer ao grupo que, para realizar o Censo Demográfico, é necessário organizar uma grande estrutura, pois essa é uma pesquisa que tem o objetivo de obter dados sobre toda a população brasileira, o que não é uma tarefa simples para um país de proporções continentais. Mencionar que o último censo brasileiro, que deveria ter ocorrido em 2020, foi transferido para 2022 devido à pandemia da covid-19 e também por questões orçamentárias e de planejamento. Essa discussão insere-se na habilidade EF05GE01 ao tratar das dinâmicas populacionais no país.
É interessante informar aos estudantes que o Censo Demográfico 2022 do IBGE acusou uma população de 203 milhões de habitantes, mas a estimativa intercensitária dois anos depois já acusou uma projeção para 212 milhões.
Texto de apoio
Censo Demográfico
A palavra censo, que vem do latim census, quer dizer “conjunto dos dados estatísticos dos habitantes de uma cidade, província, estado, nação”. O Censo Demográfico, realizado no Brasil pelo IBGE decenalmente, tem por objetivo contar os habitantes do
Quantos somos
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é responsável por informar o tamanho e a quantidade da população e como são os brasileiros. Esse órgão do governo brasileiro faz seus estudos por meio do recenseamento, também conhecido como Censo Demográfico, que é uma contagem da população de um país feita de tempos em tempos. No Brasil, normalmente ele ocorre de dez em dez anos. O último Censo Demográfico realizado no Brasil foi em 2022 (em virtude da pandemia de covid-19) e registrou que no Brasil existiam 203080756 habitantes.
Além do Censo, a cada dois anos, o IBGE realiza as estimativas intercensitárias. Na estimativa de 2024, a primeira após o Censo de 2022, o IBGE contabilizou uma população de 212 milhões de habitantes.
Veja na tabela a população absoluta registrada nos censos realizados no Brasil, desde o primeiro, em 1872, até o de 2022.
Brasil: população (1872-2022)
Ano Habitantes (em milhões)
1872 9930478
1890 14343915
1900 17438434
1920 30635605
1940 41165289
1950 51941767
1960 70070457
1970 93139037
1980 119002706
1991 146825475
2000 169799170
2010 190756799
2022 203080756
Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo demográfico 2022 Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 31.
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Território Nacional e identificar suas características, uma vez que conhecer, em detalhes, como é e como vive a população é de extrema importância para o governo e para a sociedade.
A obrigatoriedade de realização dos Censos Demográficos encontra-se definida na Lei n. 8.184, de 10.05.1991, que estabelece que a periodicidade dessas operações não pode exceder a 10 anos. O último censo foi realizado em 2010 e, desde então, o IBGE se planejou para a execução do Censo Demográfico 2020, tal como definido por lei. Entretanto, em virtude da crise sanitária no
1 O que aconteceu com a população brasileira no período mostrado na tabela?
1. A população brasileira aumentou no período de 1872 a 2022.
2 De acordo com o texto e a tabela, a partir de 1940, qual foi o intervalo de tempo para a realização de cada censo brasileiro? Quais foram as exceções ?
2. De dez em dez anos, exceto nos anos de 1991 e 2022, em que o censo foi adiado.
País provocada pela pandemia de COVID-19, iniciada em princípios de 2020, e acatando as recomendações do Ministério da Saúde, o IBGE adiou a operação censitária. Isso porque pandemias enquadram-se como situações de caso fortuito ou força maior, já devidamente positivadas nos planos jurídicos doméstico e internacional. Em 2021, o censo também não pôde ser realizado, em razão de profundo corte orçamentário, sendo então replanejado para o ano de 2022.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo Demográfico 2022: população e domicílios. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 2.
Agentes do Censo Demográfico 2022 coletam dados de moradora em Taquaritinga (SP), em 2022.
Como somos
O censo realizado pelo IBGE contabiliza muitas informações sobre a população brasileira. Uma delas é a cor ou raça das pessoas. Essa informação é autodeclarada, ou seja, cada pessoa entrevistada pelos agentes do IBGE informa se é branca, preta, parda, amarela ou indígena.
O gráfico a seguir mostra a população brasileira em 2022, de acordo com a cor ou raça, conforme os critérios estabelecidos pelo instituto.
Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Panorama do Censo 2022. Rio de Janeiro: IBGE, c2025. Disponível em: https://censo2022.ibge.gov.br/panorama/. Acesso em: 11 jul. 2025. Com base nos dados do gráfico fornecido pelo IBGE, responda às questões.
1 Se cada bloco corresponde a 0,5%, quanto representa o total de blocos no gráfico?
1. 100%.
Dica: você pode utilizar uma calculadora para realizar as atividades.
2 De acordo com o gráfico, qual é a porcentagem da população do Brasil que se declara branca?
2. Os estudantes devem multiplicar o total de blocos referentes à população branca (87) pelo seu valor (0,5%), chegando ao total de 43,5%.
3 Qual é o grupo predominante no conjunto da população brasileira?
3. Parda.
4 Sabemos que o grupo denominado negro no Brasil corresponde à soma entre pretos e pardos. Assim, qual é a porcentagem da população que se autodeclara negra no Brasil?
DESCUBRA MAIS
4. Os estudantes devem, primeiramente, contar o blocos no gráfico para calcular a porcentagem das populações parda (45,5%) e preta (10%). Depois, devem somar esses valores para chegar à porcentagem da população negra, que é 55,5%.
• INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. IBGEeduca: crianças. Rio de Janeiro: IBGE, c2025. Disponível em: https://educa.ibge.gov.br/criancas. Acesso em: 14 jul. 2025. O site do IBGE traz uma série de informações sobre o Brasil voltadas para o público infantil.
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com o seguinte questionamento:
• Na opinião de vocês, além do número de habitantes do país, que outras informações são pesquisadas no Censo Demográfico?
Ouvir as opiniões dos estudantes e citar algumas informações sobre a população que são coletadas em uma pesquisa desse porte, como o tipo de domicílio (casa, apartamento, cortiço, alojamento etc.), formas de abastecimento de água, local de nascimento e composição em relação à cor e à raça (tema desenvolvido nesta página). Esclarecer ao
grupo que os dados obtidos são importantes para identificar a situação de vida da população, compreender as características e as transformações da sociedade brasileira e orientar as políticas públicas em saúde, educação, habitação, entre outros.
Analisar o gráfico com o grupo. Comentar com os estudantes que o termo “pardo” se refere a uma pessoa gerada a partir de alguma miscigenação (mistura) aparente, enquanto o termo “amarelo” se refere a indivíduos com origem asiática, como japonesa, chinesa e coreana.
BNCC
(EF05GE02) Identificar diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais entre grupos em diferentes territórios.
O IBGE não considera em seus critérios o grupo “negro”, mas o Estatuto da Igualdade Racial, criado pela Lei n. 12.288 de 2010, no inciso IV do parágrafo único do artigo 1o, afirma que os negros são “o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas, conforme o quesito cor ou raça usado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)”. Portanto, é possível que os estudantes façam questionamentos sobre a diferença entre preto e negro no Brasil. Desse modo, é possível responder que preto é a cor ou raça reconhecida pelo IBGE, tal qual pardo ou branco, enquanto negro é o termo reconhecido pelo Estatuto da Igualdade Racial. É importante estabelecer uma relação entre os dados apresentados e a população da sala de aula; conversar sobre o reconhecimento das origens culturais. Sensibilizar os estudantes a valorizar a cultura afrodescendente e a indígena. Esse estudo sobre a composição da população brasileira, relacionado à cor e à raça, contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05GE02.
Atividades
1. A atividade proporciona uma ação interdisciplinar entre os componentes curriculares Geografia e Matemática ao promover a reflexão socioespacial associada a cálculos matemáticos. São apresentados 200 quadradinhos, cada um equivalendo a 0,5%, o que totaliza 100%. Para realizar as demais atividades, os estudantes devem multiplicar o número de quadradinhos de cada grupo por 0,5.
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EDIÇÃO DE ARTE
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(EF05GE01) Descrever e analisar dinâmicas populacionais na Unidade da Federação em que vive, estabelecendo relações entre migrações e condições de infraestrutura.
ENCAMINHAMENTO
Pode-se iniciar a abordagem de tema com as seguintes questões:
1. Vocês têm irmãos? Quantos?
2. Conhecem famílias com mais pessoas que a de vocês? E com menos pessoas?
Espera-se que os estudantes considerem que há famílias com um número maior ou menor de filhos. Comentar que antigamente era muito comum famílias com três filhos ou mais, mas que essa situação vem se modificando com a redução do número de filhos por mulher. Questionar por que vem ocorrendo essa diminuição. A proposta é levantar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre os temas abordados nestas páginas.
Ao trabalhar com os estudantes os conceitos apresentados na página, esclarecer que a diferença entre as taxas de natalidade e mortalidade corresponde à taxa de crescimento vegetativo da população.
Solicitar aos estudantes a leitura, interpretação e análise dos dados do gráfico sobre natalidade e mortalidade e pedir que identifiquem se as taxas aumentaram ou diminuíram ao longo dos anos representados.
Explorar os aspectos que influenciaram a diminuição da natalidade, como o êxodo rural e a urbanização, a melhoria no nível educacional, a inserção da mulher no
Crescimento da população brasileira
O número de pessoas que nascem a cada mil habitantes em um país, no período de um ano, é chamado taxa de natalidade. Já o número de pessoas que morrem a cada mil habitantes, no mesmo período, é chamado taxa de mortalidade.
No Brasil, sempre nasceram mais pessoas do que morreram e, dessa maneira, a população foi crescendo ao longo dos anos.
Observe o gráfico que retrata o ritmo de crescimento da população brasileira.
População (em
Brasil: crescimento populacional (1872-2022)
Ano Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Panorama do Censo 2022 Rio de Janeiro: IBGE, c2025. Disponível em: https://censo2022.ibge.gov.br/panorama/. Acesso em: 14 jul. 2025.
1 O que podemos constatar observando o gráfico?
1. Podemos constatar que a população brasileira apresenta crescimento constante desde o primeiro censo, realizado em 1872.
A população absoluta do Brasil continuará crescendo por, aproximadamente, mais 15 anos. De acordo com os estudos do IBGE, esse crescimento deve ocorrer até 2041, quando o país deve atingir o pico de 220 milhões de habitantes. Depois disso, começará a diminuir.
A mortalidade no Brasil caiu de maneira abrupta a partir dos anos 1930, devido às melhorias nas condições de vida e na infraestrutura e aos avanços da medicina.
Já a natalidade apresentou queda desde o fim do século 19 até meados dos anos 1950, mas passou a registrar queda mais expressiva a partir dos anos 1990.
20
mercado de trabalho, entre outros. Considerar que, apesar da diminuição da taxa de natalidade, houve um crescimento da população brasileira por causa da queda da mortalidade, ou seja, o número de nascimentos foi maior que o de óbitos. A habilidade EF05GE01 é atendida ao discutir o crescimento demográfico brasileiro e a taxa de fecundidade.
A taxa de fecundidade é uma estimativa da média de filhos que cada mulher tem ao longo da vida fértil em determinado local. Nos anos 1940, no Brasil, essa taxa era de 6,16 filhos por mulher. Em 2025, passou a ser de 1,55.
A taxa de reposição da população é o número de filhos que uma mulher precisaria ter para que o número de pessoas na população não seja alterado, uma vez que os filhos substituirão seus pais nessa contagem.
Quando a taxa de reposição de um país é inferior a 2,1, significa que a tendência é de diminuição da população. Essa é a estimativa para o Brasil nos próximos anos.
Na época de nossos avós e bisavós, era mais comum ter famílias grandes, com muitos filhos. Mas isso foi se modificando ao longo do tempo e, atualmente, as famílias são cada vez menores, uma tendência não só mundial, mas também brasileira.
Segundo o IBGE, em 2024, nasceram no Brasil 2446186 pessoas e morreram 1495128. Ou seja, o país apresenta um saldo anual de aproximadamente 1 milhão de pessoas, o que confirma nosso crescimento populacional.
No entanto, essa realidade vai mudar com o aumento da expectativa de vida e do número de pessoas idosas no país, como veremos a seguir. Em breve, a mortalidade deve aumentar e superar a natalidade, confirmando os resultados dos estudos do IBGE sobre a diminuição da população brasileira para os próximos anos.
VOCÊ DETETIVE
Respostas pessoais.
1. Quantos irmãos você tem?
2. Pergunte a um adulto de seu convívio e anote no caderno.
a) Quantos irmãos seus pais ou os adultos que cuidam de você têm?
b) Quantos irmãos suas avós e seus avôs têm?
3. No dia combinado com o professor, compartilhe as respostas com a turma.
Você detetive
Auxiliar os estudantes a identificar a tendência de diminuição do tamanho das famílias. Espera-se que eles identifiquem que seus avós tinham mais irmãos do que seus pais ou responsáveis e que atualmente muitas crianças têm poucos irmãos ou nenhum irmão. A ideia é demonstrar que o número de irmãos por geração vem diminuindo, um reflexo da queda das taxas de natalidade e fecundidade.
Atividade complementar
• Tabular dados e montar quadro
20/09/25 11:31
Se considerar pertinente, dar continuidade ao Você detetive, propondo uma atividade de tabulação e construção de gráfico com base nos dados obtidos pelo grupo.
1. Pedir aos estudantes que organizem um quadro como o do modelo a seguir e o preencham com os dados obtidos por todo o grupo.
2. Orientá-los e auxiliá-los no cálculo da média de cada item.
3. Propor a construção de um gráfico de colunas para representar os resultados obtidos. A elaboração do gráfico pode ser realizada em pequenos grupos e em uma folha de papel quadriculado. É importante auxiliar os estudantes nessa etapa, circulando entre os grupos e fazendo as devidas correções.
4. Depois de pronto, fazer a leitura coletiva do gráfico: qual coluna é a mais alta? E a mais baixa? O que isso pode indicar?
Sugestão para o professor
GOMES, Irene. Em 2021, número de óbitos bate recorde de 2020 e número de nascimentos é o menor da série. Agência IBGE Notícias, 16 fev. 2023. Disponível em: https://agenciadenoticias. ibge.gov.br/agencia-no ticias/2012-agencia-de-noti cias/noticias/36308-em-2021 -numero-de-obitos-bate-reco rde-de-2020-e-numero-de-na scimentos-e-o-menor-da-se rie. Acesso em: 10 ago. 2025. A reportagem sobre divulgação de dados do IBGE que confirma a tendência de aumento da mortalidade potencializado pela pandemia da covid-19 e queda da natalidade.
Do estudante
Quantidade de irmãos
Dos pais ou responsáveis do estudante
Dos avós do estudante
TAXA de fecundidade. Publicado por: Conexão Futura. 2016. 1 vídeo (ca 9 min). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=FXlYmswm74A. Acesso em: 8 ago. 2025. O Programa Conexão Futura apresenta uma entrevista com Leila Veratti, demógrafa do IBGE, discutindo a queda da taxa de fecundidade entre as mulheres brasileiras, os fatores que vêm levando a essa diminuição e como essa situação pode afetar a elaboração de políticas públicas no Brasil.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
BNCC
(EF05GE05) Identificar e comparar as mudanças dos tipos de trabalho e desenvolvimento tecnológico na agropecuária, na indústria, no comércio e nos serviços.
TCT
Cidadania e civismo (Processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso)
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com o questionamento:
• Na opinião de vocês, qual é o principal fator que está possibilitando às pessoas viver mais?
Conversar com o grupo sobre os fatores que levaram ao aumento da expectativa de vida da população brasileira. Explorar os aspectos citados nas páginas anteriores, como o avanço da medicina, a melhoria nas condições sanitárias e o maior acesso aos serviços públicos. Apesar dos desafios que o envelhecimento da população representa para a sociedade, tratar esse tema em uma abordagem positiva, pois ele está relacionado à melhoria nas condições de vida da população.
Conversar com os estudantes sobre a situação representada na fotografia. Verificar se eles reconhecem que a imagem apresenta pessoas idosas durante atividade física. Questioná-los se conhecem o Estatuto da pessoa idosa (Lei no 10.741/2003) e sua importância para o reconhecimento dos direitos das pessoas idosas pela sociedade. Aproveitar para questionar se conhecem pessoas idosas que continuam ativas no mercado de trabalho e qual é a opinião do grupo sobre esse assunto.
A habilidade EF05GE05 é atendida com a discussão sobre o aumento do número de pessoas idosas e a inserção delas em novos tipos de trabalhos.
Envelhecimento da população brasileira
O grupo de brasileiros considerados jovens está diminuindo, enquanto o número de pessoas idosas está aumentando. O Censo de 2022 mostrou que a população acima de 60 anos é maior que a de 0 a 4 anos de idade. Isso significa que o Brasil está “envelhecendo”. Esse fenômeno não é exclusivo do Brasil, é uma tendência em diversos países.
O envelhecimento da população consiste no aumento do número de pessoas idosas em relação ao número de pessoas jovens em um país.
Nos últimos anos, graças aos avanços da medicina e às melhorias nas condições de infraestrutura, houve melhora na qualidade de vida. Isso permitiu que as pessoas vivessem mais tempo, ou seja, ocorreu um aumento da expectativa de vida e, consequentemente, um crescimento no número de pessoas idosas.
A expectativa de vida consiste na quantidade de anos que se espera que uma pessoa viva ao nascer. Também é chamada esperança de vida.
Orientar os estudantes na análise dos dados da tabela para que percebam que a expectativa de vida da população brasileira aumentou significativamente; observar que a diferença da esperança de vida ao nascer entre os anos 1940 e 2023 é de 30,9 anos. Abordar novamente os fatores que levaram ao aumento da esperança de vida dos brasileiros e perguntar aos estudantes se eles têm acesso a serviços de saúde, água potável, alimentação adequada, entre outros.
Atividades
1. Pode-se discutir com os estudantes que
se observa no Brasil e no mundo certa reinserção das pessoas idosas no mercado de trabalho.
Sugestão para o professor UM SENHOR estagiário. Direção: Nancy Meyers. Produção: Celia Costas. Estados Unidos: Warner, 2015. 1 vídeo (121 min). Filme em que Robert De Niro encena um aposentado que retorna ao mercado de trabalho inicialmente como estagiário, mas surpreende sua gerente com excelente desempenho.
Pessoas idosas nos Jogos da Integração do idoso (Jiido) em Maringá (PR), em 2024.
Observe, na tabela a seguir, a evolução da expectativa de vida no Brasil.
Brasil: expectativa de vida ao nascer, em anos (1940-2023)
Ano Total Homem Mulher Diferencial entre os sexos
Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Tábuas completas de mortalidade para o Brasil 2023: breve análise da evolução da mortalidade no Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 2024. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/3097/tcmb_2023.pdf. Acesso em: 14 jul. 2025.
Assim, nos próximos anos, o Brasil deverá apresentar uma população com menos jovens e mais pessoas idosas, o que exigirá uma mudança de comportamento em nossa sociedade.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
1. Espera-se que os estudantes percebam a necessidade de oferecer às pessoas idosas
1 Discuta com os colegas: na opinião de vocês, quais mudanças são necessárias para se preparar para a nova realidade da população brasileira?
2 Leia em voz alta os dados da tabela com os colegas e o professor. Converse sobre o que mudou para que a expectativa de vida do brasileiro tenha aumentado entre 1940 e 2023.
2. Espera-se que os estudantes relacionem o aumento da expectativa de vida aos avanços da medicina, às melhorias nas condições de saúde, ao processo de urbanização e à melhoria da infraestrutura, entre outros fatores.
serviços de saúde, lazer, assistência social e trabalho. 23
37,8% da população do país, ou 75,3 milhões de pessoas idosas. [...] De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil já é a sexta nação com o maior número de idosos no mundo.
[…]
O IBGE mostrou que, pela primeira vez, há mais idosos que jovens no Brasil. Essa mudança foi registrada pelo instituto em 2023, quando o percentual da população idosa de 15,6% ultrapassou os 14,8% dos que têm entre 15 e 24 anos. No período de 2000 a 2023, a proporção de idosos (60 anos ou mais) na população brasileira quase duplicou, subindo de 8,7% para 15,6%. Em pouco mais de duas décadas, a população com 60 anos ou mais passou de 15,2 milhões para 33 milhões de pessoas.
Atividade complementar
• Direitos da pessoa idosa
Primeiro, questionar aos estudantes sobre que pessoas são consideradas idosas no Brasil (pessoas com idade igual ou superior a 60 anos) e se eles convivem com pessoas dessa faixa etária. Depois, selecionar alguns parágrafos ou um dos artigos do Estatuto da Pessoa Idosa para discussão: BRASIL. Lei n. 10.741, de 1º de outubro de 2003. Dispõe sobre o Estatuto da Pessoa Idosa. DOU, Brasília, DF, 3 out. 2003. Disponível em: http:// www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/ l10.741.htm. Acesso em: 8 ago. 2025.
20/09/25 11:31 23
Fazer questões como: vocês acham esse direito importante? Por quê? Como vocês podem contribuir para que esse direito seja realidade para as pessoas idosas com quem vocês convivem? Esse direito da pessoa idosa é parecido com alguns dos direitos do Estatuto da Criança e do Adolescente? Por fim, propor a confecção de um mural com as ideias discutidas que pode ser exposto em local acessível para os demais grupos da escola.
Texto de apoio
Daqui a 45 anos, os brasileiros com mais de 60 anos deverão corresponder a cerca de
Outro indicador que ilustra a mudança no padrão etário do país é a idade média da população, que era de 28,3 anos em 2000 e subiu para 35,5 anos em 2023. Para 2070, a idade média projetada da população brasileira é 48,4 anos. De acordo com o IBGE, a esperança de vida ao nascer subiu de 71,1 anos em 2000 para 76,4 anos em 2023, e deve chegar aos 83,9 anos em 2070. Muitos fatores contribuíram para essas alterações na composição etária do Brasil, desde o processo de industrialização com a atração de trabalhadores para as cidades, a inclusão da mulher no mercado de trabalho que colaborou para a queda na fecundidade, até a melhora nas condições de nutrição e saneamento básico, a ampliação do acesso a serviços de saúde e medicamentos, os avanços na ciência e a redução da mortalidade. ENVELHECIMENTO da população impulsiona novas ações em defesa dos idosos. Agência Senado, 18 jun. 2025. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/ noticias/infomaterias/2025/06/ envelhecimento-da-populacao -impulsiona-novas-acoes-em -defesa-dos-idosos. Acesso em: 10 ago. 2025.
BNCC
(EF05GE01) Descrever e analisar dinâmicas populacionais na Unidade da Federação em que vive, estabelecendo relações entre migrações e condições de infraestrutura.
(EF05GE02) Identificar diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais entre grupos em diferentes territórios.
TCT
Multiculturalismo
(Diversidade cultural; Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras)
ENCAMINHAMENTO
Orientar os estudantes a relacionar o fenômeno de migração, trabalhado nas páginas 16 e 17, ao crescimento ou à diminuição da população de determinado local. Caso eles não consigam estabelecer essa conexão, pedir que leiam o primeiro parágrafo do texto e retomar a questão. Retomar com os estudantes as motivações que levam as pessoas a migrar, explorando aspectos sociais, econômicos e ambientais. De acordo com o Censo Demográfico 2022, o total de migrantes internos que viviam fora de sua região de nascimento era de aproximadamente 19 milhões de pessoas, sendo a maioria, 10,4 milhões, nordestina, representando 54% do total. Destacar para os estudantes as condições climáticas do Nordeste como um dos fatores que influenciaram a migração da população nordestina para outras regiões do Brasil, principalmente na segunda metade do século XX. É importante considerar que esse processo migrató-
Migração no Brasil
Você aprendeu que a população de um país ou lugar cresce quando nascem mais pessoas do que morrem em determinado período. Outro fenômeno importante que faz parte do crescimento ou da diminuição da população de um município, estado ou país é a quantidade de migrantes que chegam para morar ou que saem à procura de um novo local de moradia. Os dois fenômenos podem ocorrer simultaneamente.
Os dados do Censo Demográfico realizado em 2022 mostraram que 37% da população brasileira vive em um município diferente daquele em que nasceu.
1 Você vive no mesmo município onde nasceu? E seus colegas? Existe alguém na turma que nasceu em outro estado ou país? Reúna-se em grupos e discuta sobre isso.
Migrações internas
Os migrantes nordestinos foram, tradicionalmente, os que mais migraram ao longo da história do Brasil, fugindo das precárias condições sociais da época, da ausência de infraestrutura e dos longos períodos de seca, que resultam em escassez de água. Essa característica climática dificultava a produção agropecuária, atividade da qual muitas famílias da região dependiam. Os migrantes foram atraídos principalmente para as cidades de São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ), devido à oferta de empregos e à esperança de uma vida melhor. Isso fez com que as populações desses estados crescessem muito a partir da década de 1960, sobretudo nas capitais. Além de São Paulo e Rio de Janeiro, um grande contingente de pessoas da região Nordeste migrou para outras partes do Brasil, como Brasília (DF), Rio Branco (AC) e Manaus (AM).
rio também foi motivado por aspectos sociais e econômicos, como a concentração de terras no Nordeste, a economia pouco desenvolvida nessa região e o desenvolvimento da indústria no Sudeste com grande atração de mão de obra. Também pode-se citar a migração de nordestinos para a região Norte, no período da exploração da borracha, e para o Centro-Oeste, na época da construção de Brasília. Comentar com a turma que esses migrantes nordestinos ficaram conhecidos como “retirantes”, como o título da xilogravura reproduzida na página 25.
em
Paulo (SP), em 2025. Muitos migrantes nordestinos trabalharam na construção dos altos edifícios da capital paulista.
A abordagem sobre a situação da população que vive em áreas sujeitas a longos períodos de seca leva os estudantes a refletir sobre os fatores que provocam a migração dessas pessoas para outras regiões do Brasil em busca de melhores condições de vida, contribuindo para o desenvolvimento das habilidades EF05GE01 e EF05GE02, porém as razões dessa condição não estão dissociadas do quadro social e político da região.
Apresentar a temática da obra de Patativa do Assaré, que retrata a vida do povo do sertão nordestino. Comentar com eles que
1. Respostas pessoais.
Avenida Paulista
São
O texto de Patativa do Assaré e a xilogravura do artista João Miguel narram um período de intensa migração no Brasil. Leia o trecho em voz alta com os colegas.
A triste partida [...]
E vende o seu burro, o jumento e o cavalo,
Inté mêrmo o galo
Vendêro também, Pois logo aparece feliz fazendêro, Por pôco dinhêro
Lhe compra o que tem.
Em riba do carro se junta a famia;
Chegou o triste dia, Já vai viajá.
A seca terrive, que tudo devora, Lhe bota pra fora
Da terra natá.
ASSARÉ, Patativa do. Cante lá que eu canto cá: filosofia de um trovador nordestino. Petrópolis: Vozes, 1980. p. 90.
Os retirantes, de J. Miguel, 2004. Xilogravura, 48 cm × 66 cm.
2 Em sua opinião, de onde saíam e para onde iam os migrantes retratados na xilogravura e no texto?
2. Ver orientações no Encaminhamento
3 Reúna-se com os colegas e explique o sentido do trecho: “A seca terrive, que tudo devora, / Lhe bota pra fora / Da terra natá”.
3. Ver orientações no Encaminhamento
4 Converse com os adultos que moram com você e anote as respostas no caderno
4. Respostas pessoais.
a) Entre os adultos que moram com você, existem migrantes?
b) Se houver, de onde eles vieram?
c) O que os motivou a migrar?
d) Agora, compartilhe as informações com os colegas.
esse é o pseudônimo de Antônio Gonçalves da Silva, poeta que nasceu em 1909 no município de Assaré, no Ceará. Além de poeta, foi violeiro e repentista. Ele foi apelidado de Patativa em alusão a um pássaro amazônico de canto incomparável e adotou Assaré em homenagem à sua cidade de origem.
Orientar os estudantes a fazer a leitura em voz alta, com entonação, dos versos do texto de Patativa do Assaré e explicar que as palavras foram escritas de maneira a reproduzir a variedade linguística da população que vive no sertão nordestino.
Texto de apoio
Por que as pessoas migram?
Vários são os motivos que obrigam as pessoas a saírem de seus lugares de origem. […] Entretanto, o motivo que gera o maior número de migrações no mundo todo, é, sem dúvida, o econômico — as pessoas saindo à procura de seu sustento e sua melhoria de vida. […] migrações de populações empobrecidas, que apostam na sobrevivência em outras regiões, iludidas com o sonho do emprego, do bom salário, da terra fértil para o plantio, da dignidade de viver! Percebe-se, então, que as
migrações seguem a mesma trilha do capital, ou seja, orientam-se para aquelas regiões onde o capital está mais concentrado.
MARTINS, Dora; VANALLI, Sônia. Migrantes. 2. ed. São Paulo: Contexto, 1996. (Coleção repensando a Geografia). p. 34-35.
Atividades
2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam, com base na interpretação do texto, da xilogravura e do que já estudaram sobre a migração no Brasil, que os migrantes saem dos estados da região Nordeste para os da região Sudeste.
3. Espera-se que os estudantes expliquem que, por causa da seca, as pessoas tiveram de migrar do lugar onde nasceram. O trecho se refere ao processo migratório que teve seu auge na segunda metade do século XX. Ele retrata a situação do nordestino que vivia em uma região da Caatinga e, por causa da seca, deixou a terra onde nasceu. Explicar aos estudantes que os versos retratam um movimento de emigração que não ocorreu de forma espontânea, mas pressionado por circunstâncias sociais e econômicas.
O que e como avaliar Organizar os estudantes em duplas ou grupos de até quatro integrantes e solicitar que pesquisem informações sobre a obra Os retirantes, de Candido Portinari. RETIRANTES, 1944. Disponível em: https://www.portinari.org.br/ acervo/obras/18087/retirantes. Acesso em: 8 ago. 2025. Solicitar a elaboração de um texto articulando as informações coletadas sobre a obra, os elementos que observaram na pintura e o que estudaram sobre a migração dos nordestinos que viviam na região do Semiárido. Aproveitar esta atividade para avaliar os conceitos assimilados sobre migração e o desenvolvimento da produção de escrita dos estudantes.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
J. MIGUEL
BNCC
(EF05GE01) Descrever e analisar dinâmicas populacionais na Unidade da Federação em que vive, estabelecendo relações entre migrações e condições de infraestrutura.
Alfabetização cartográfica
• Escala e localização
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com o questionamento:
• Alguma pessoa que mora com vocês trabalha ou estuda em outro município? Ela volta para casa todos os dias?
Conversar sobre situações de deslocamentos de pessoas que saem do município onde residem para trabalhar ou estudar. Discutir com os estudantes as razões dos deslocamentos diários. Muitas vezes, no município onde vivem não há universidades ou há poucas oportunidades de trabalho. Solicitar aos estudantes que identifiquem dificuldades enfrentadas por essas pessoas, como um longo período no transporte e pouco tempo para realizar outras atividades. Solicitar aos estudantes que leiam a história em quadrinhos. Uma estratégia pode ser organizá-los em duplas e pedir que escrevam um texto informativo a partir da leitura e análise dos quadrinhos, estimulando a escrita independente. Pedir que abordem os motivos do deslocamento diário da personagem, o meio de transporte utilizado, os municípios de residência e de trabalho, os períodos do dia em que ela sai e volta para casa. Explorar os mapas, localizando os municípios mencionados. Verificar se eles identificam que os mapas têm escalas diferentes
Migrações temporárias e permanentes
Acompanhe a situação de Helena na história a seguir.
Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 174.
(um dos mapas apresenta a localização dos municípios de residência e trabalho, o outro mapa contextualiza no estado).
Conversar com o grupo sobre a qualidade de vida das pessoas que residem distante do local onde trabalham e sobre as razões desse movimento pendular, por exemplo: oportunidades de emprego, condições de estudo e serviços públicos.
Orientar os estudantes a ler o texto destacando os conceitos principais. É importante que eles aprendam a identificar o que é essencial nas leituras que realizam.
Explicar ao grupo que as migrações temporárias podem ocorrer por diferentes motivações, como para trabalhar no período da colheita em grandes plantações, para tratamentos de saúde e para estudar. Observar que a história em quadrinhos representa a migração pendular, que se caracteriza por ser realizada diariamente por trabalhadores que percorrem longos trajetos entre a moradia e o local de trabalho, e vice-versa. Explicar que as migrações também podem ser temporárias no caso de pessoas que se deslocam para fugir de fenômenos naturais,
Bahia
Esse tipo de migração ocorre com frequência nas grandes cidades. São muitas as pessoas que trabalham em um município próximo ao que residem. Nesses casos, esses trabalhadores migram todos os dias de um município a outro: na ida ao trabalho e na volta para casa.
Quando se leva em consideração o tempo durante o qual o migrante permanece em um lugar, as migrações podem ser classificadas em temporárias ou permanentes.
Migrações temporárias são aquelas em que o migrante, após passar pouco tempo em uma outra localidade, volta para seu lugar de origem.
Migrações permanentes são aquelas em que o migrante passa a residir por tempo indeterminado no local para onde migrou.
Agora, responda às questões no caderno.
1 Qual é o nome do município onde Helena mora?
1. Helena mora em Simões Filho.
2 Em que município ela trabalha?
2. Helena trabalha no município de Salvador.
3 Que tipo de migração ocorre com Helena: a temporária ou a permanente?
3. Com Helena ocorre a migração temporária.
4 Você conhece pessoas como Helena, que trabalham ou estudam em outros municípios e com frequência transitam entre um município e outro? Se sim, conte para os colegas e o professor o que você sabe sobre o cotidiano dessas pessoas.
4. Respostas pessoais.
5 No caderno, copie o quadro a seguir e preencha-o com a informação solicitada.
5. Migração temporária: o migrante passa pouco tempo na outra localidade. Migração permanente: o migrante passa a residir permanentemente no local para onde migrou.
Principais diferenças entre migração temporária e migração permanente
Migração temporária
Migração permanente
6 No caso de Helena, a migração ocorreu dentro da mesma Unidade da Federação ou de um estado para outro?
6. Ver orientações no Encaminhamento
como terremotos, secas ou enchentes. Quando a situação se normaliza ou melhora, muitas pessoas voltam para suas moradias.
A reflexão sobre o deslocamento diário de pessoas entre municípios e a apresentação dos conceitos de migração temporária e permanente contribuem para o desenvolvimento da habilidade EF05GE01.
Texto de apoio
[...]
Os dados do Censo Demográfico 2022 indicam que 36,9% da população brasileira
vivia em um município diferente daquele em que nasceu e 14,3% da população vivia em uma Unidade da Federação também distinta daquela onde nasceu. No Censo 2010, esses percentuais foram de 37,2% e 14,5%, respectivamente.
O total de migrantes que vivem fora de sua região de nascimento somava, aproximadamente, 19,2 milhões de pessoas. Desses, 10,4 milhões nasceram na Região Nordeste, representando 54,0% do total, o que indica que mais da metade dos moradores não naturais da Grande Região de residência, no total, tinham o Nordeste como local
de nascimento. Além disso, destaca-se que 65,5% (ou os 6,8 milhões) de nordestinos que viviam fora da sua Região de nascimento residiam na Região Sudeste, refletindo a forte atração histórica da região Sudeste sobre a população Nordestina.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo Demográfico 2022: resultados preliminares da amostra. Rio de Janeiro: IBGE, 2025. p. 56-57.
Atividades
6. No caso de Helena, a migração ocorre dentro da mesma Unidade da Federação, pois se dá dentro do estado da Bahia. No entanto, existem casos de migração temporária que envolvem mais de uma Unidade Federativa, quando as localidades estão próximo às fronteiras, por exemplo.
Sugestão para o professor
OLIVEIRA, Elzira L.; GIVISIEZ, Gustavo Henrique N. Trabalho e migração pendular nas cidades médias brasileiras. Brazilian Geographical Journal: Geosciences and Humanities research medium, v. 13, n. 2, jul./dez. 2022. Disponível em: https://dialnet.unirioja.es/ descarga/articulo/10111930. pdf. Acesso em: 8 ago. 2025. O estudo trata dos movimentos pendulares que ocorrem fora das regiões metropolitanas.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
BNCC
(EF05GE01) Descrever e analisar dinâmicas populacionais na Unidade da Federação em que vive, estabelecendo relações entre migrações e condições de infraestrutura.
(EF05GE02) Identificar diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais entre grupos em diferentes territórios.
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com os seguintes questionamentos:
1. Vocês conhecem pessoalmente algum estrangeiro que reside no Brasil? Qual é a nacionalidade dessa pessoa?
2. Na opinião de vocês, por que as pessoas migram para o Brasil?
Explicar que o Brasil historicamente recebe muitos imigrantes e em alguns períodos o fluxo migratório foi muito grande, como no fim do século XIX, início do século XX e após as guerras mundiais. Considerar que o país continua recebendo pessoas de outras partes do mundo, como os latino-americanos, os asiáticos e os africanos. Conversar com o grupo sobre os motivos que levaram e ainda mobilizam estrangeiros a terem o Brasil como destino para recomeçar suas vidas. Aproveitar a discussão para questionar os estudantes sobre o que leva os brasileiros a emigrar. Explicar as dificuldades enfrentadas pelos imigrantes, como a diferença na língua, a adaptação aos novos costumes, os preconceitos e a falta de assistência. Ao abordar a temática dos movimentos migratórios internacionais, a habilidade EF05GE01 é contemplada.
Vindo para o Brasil, indo para o exterior
Ao longo da história, muitos povos migraram para o Brasil. No passado, europeus e japoneses foram os principais grupos a chegar ao país. Nas últimas décadas, predominou a imigração de venezuelanos e de outros povos da América do Sul e do Caribe. Quanto à emigração, havia aproximadamente 5 milhões de brasileiros vivendo no exterior em 2023.
Veja os dados do contingente brasileiro no exterior.
Brasileiros no exterior (2023)
Por região Número de brasileiros Por país Número de brasileiros
América do Norte 2 261 284
Estados Unidos 2 085 000
Europa 1 677 241 Portugal 513 000
América do Sul 663 926 Paraguai 263 200
Ásia 227 257
Reino Unido 230 000
Oriente Médio 63 685 Japão 210 471
Oceania 56 692 Alemanha 170 400
África 37 918 Espanha 161 944
América Central e Caribe 8 948 Itália 159 000
BRASIL. Departamento de Migração. Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Boletim da migração no Brasil. 8. ed. Brasília, DF: MJSP, fev. 2025. Disponível em: https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/secretaria-nacional-de-justica -senajus/boletim-migracao-8.pdf. Acesso em: 14 jul. 2025.
1 Quais são os países com o maior número de brasileiros na América do Norte e na Europa?
1. Estados Unidos e Portugal.
2 Qual país da América do Sul apresenta o maior número de brasileiros?
2. Paraguai.
3 Imagine que você chegue com seus familiares a um país na condição de imigrante. Como você gostaria de ser recebido pelas pessoas que vivem no país? Anote as ideias no caderno.
PB
3. Espera-se que os estudantes respondam que gostariam de ser bem recebidos pelos nativos do país de destino.
Sugestão para o professor
ZUBEN, Catarina von; COUTINHO FILHO, Gabriel Lopes (coord.). Atlas temático: proteção à trabalhadora e ao trabalhador migrantes. Campinas: Unicamp, 2021. Disponível em: https://www.nepo.unicamp.br/wp-content/ uploads/2025/01/AtlasTematico-Protecao -a-trabalhadora-e-ao-trabalhador-migrantes -OPoderJudiciarioTrabalhista-como-agente -transformador-da-sociedade.pdf. Acesso em: 5 out. 2025.
Trata-se de amplo trabalho conjunto realizado entre o Tribunal Regional do Trabalho e o Observatório das Migrações em São Paulo do Núcleo de Estudos de População Elza Berquó da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que, entre outras informações, traz um apanhado das precárias condições proporcionadas pela migração internacional, com especial destaque àquelas ocorridas para o Brasil.
TECNOLOGIA
Crianças e pessoas idosas no Brasil
Você já ouviu falar no IBGEeduca: crianças ? É o portal do IBGE voltado para crianças e jovens. Ele traz muitas informações sobre o território e a população brasileira, como mostra o gráfico a seguir. Com base nele, é possível visualizar a composição etária da nossa população.
A pirâmide etária é um gráfico em formato de pirâmide que permite analisar a distribuição da população de um país ou lugar de acordo com as faixas etárias.
Observe a pirâmide etária do Brasil.
Brasil: pirâmide etária (2010-2022)
do
Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. IBGEeduca: crianças. Rio de Janeiro: IBGE, c2025. Disponível em: https://educa.ibge.gov.br/criancas/brasil/nosso-povo/19623-idade-da-populacao.html. Acesso em: 25 jul. 2025.
1 Com a orientação do professor, acesse o site do IBGEeduca, cujo link está na fonte de gráfico, e observe primeiro as faixas etárias das crianças de 0 a 14 anos e depois as faixas etárias das pessoas idosas acima de 60 anos.
a) O que aconteceu com esses grupos entre o Censo Demográfico de 2010 e o de 2022?
b) Após sua observação, veja se sua constatação coincide com a explicação que o próprio IBGE fornece logo depois da pirâmide no site 1. Ver orientações no Encaminhamento
Atividades
1. a) Espera-se que os estudantes notem que houve uma diminuição no número de pessoas jovens, especialmente nas faixas etárias abaixo de 25 anos, enquanto aumentou a população acima de 60 anos.
1. b) O texto no site do IBGE confirma a interpretação correta do gráfico, indicando que houve um aumento de 57,4% na população acima de 65 anos de idade, enquanto a população abaixo de 14 anos caiu 12,6%.
O que e como avaliar
Propor a cada estudante que elabore duas questões sobre assuntos estudados no capítulo 1. Sortear dez questões aleatoriamente e organizar uma roda de conversa em que os estudantes possam debater e responder às perguntas apresentadas. Perguntas sorteadas com temas semelhantes deverão ser substituídas.
Este é um momento para analisar se os conteúdos trabalhados foram compreendidos e para traçar estratégias de remediação, como a retomada de conteúdos ainda não assimilados satisfatoriamente.
BNCC
(EF05GE01) Descrever e analisar dinâmicas populacionais na Unidade da Federação em que vive, estabelecendo relações entre migrações e condições de infraestrutura.
ENCAMINHAMENTO
Orientar os estudantes na leitura das pirâmides etárias e pedir que comparem as informações para que percebam o que mudou de 2010 para 2022 em relação à composição da população até 19 anos de idade. É importante que eles reconheçam que houve uma diminuição do número de crianças e adolescentes. Em seguida, comparar a variação que houve entre as pirâmides de 2010 e 2022 para a população acima de 60 anos. Após a observação dos estudantes, orientar aqueles que não perceberam que houve um aumento desse grupo etário.
Para auxiliar os estudantes que possam ter dificuldades na interpretação do gráfico, explicar-lhes que cada faixa etária é representada por duas barras para homens e duas para mulheres; as barras em tons mais claros se referem aos resultados de 2010, e as mais escuras, aos resultados de 2022. Depois, instruí-los a observar como, nas faixas etárias abaixo de 25 anos, as barras em tons mais claros são bem mais extensas do que as barras escuras; essa diferença indica a diminuição das pessoas naquela faixa etária entre um censo e outro.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
BNCC
(EF05GE02) Identificar diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais entre grupos em diferentes territórios.
TCT
Multiculturalismo
(Diversidade cultural, Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras)
Organize-se
• Fotografia de cada estudante.
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com o seguinte questionamento:
• O que vocês observam nas fotografias que compõem a abertura deste capítulo? O que mais chama a atenção de vocês?
Essa introdução busca retratar adequadamente a diversidade étnica da população brasileira, assim como a pluralidade social e cultural do país, priorizando fotografias reais, de fontes fidedignas. Espera-se que os estudantes considerem que as fotografias apresentam crianças e que elas são diferentes. É possível que eles reconheçam que as imagens representam a grande diversidade cultural da população do Brasil, de origem indígena, africana, europeia e asiática. Aproveitar para conversar sobre a importância do respeito às diferenças.
Organizar uma grande roda de conversa com o grupo e solicitar aos estudantes que observem uns aos outros. Questionar se todos têm as mesmas características físicas e possibilitar que eles conversem sobre as diferenças.
POVO BRASILEIRO 2
Desde o início do processo de colonização do Brasil, a mistura de povos foi intensa.
A formação do povo brasileiro ocorreu sobretudo por meio da miscigenação. Somos descendentes de indígenas, europeus, africanos e asiáticos, povos que contribuíram para a formação da cultura do Brasil e participaram dela. Por isso, dizemos que nosso país é marcado por uma forte diversidade cultural.
Em seguida, pedir-lhes que leiam o texto. Dar atenção especial ao termo do glossário desta página (miscigenação). Esse é um momento oportuno para enriquecer o vocabulário dos estudantes, base importante para a compreensão de textos. Ao longo do volume, também aparecerão diversas palavras novas em glossários.
Após a leitura, possibilitar que apresentem suas opiniões e discutam sobre a diversidade cultural brasileira.
É importante desconstruir opiniões preconceituosas e estereotipadas e valorizar todos os
Miscigenação: processo de mistura de indivíduos de etnias diferentes.
povos que contribuíram para a formação da população do Brasil. Procurar abordar temas como respeito, solidariedade e tolerância, falando da importância de uma convivência harmoniosa e saudável entre as pessoas. Esse estudo sobre as diferenças étnicas contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05GE02.
A seguir estão as legendas das fotografias destas páginas.
Na página 30, da esquerda para a direita: Fotografia 1: Menina da etnia Kamaiurá no Parque Indígena do Xingu, em Gaúcha do Norte (MT), 2021.
1 Você sabe o que todas essas crianças têm em comum?
1. São crianças brasileiras.
2 No caderno, cole uma fotografia sua. Depois, indique a cor ou raça pela qual você se autodeclararia, caso fosse entrevistado pelo IBGE.
2. Produção e resposta pessoais.
No Brasil, nem sempre é fácil responder a cor ou raça pela qual nos autodeclararíamos. Essa dificuldade é, em parte, resultado da intensa miscigenação e da diversidade da população brasileira.
Observe neste gráfico o que os censos demográficos apontaram sobre esse assunto.
Brasil: proporção da população residente, por raça ou cor (1991-2022)
Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo Demográfico 2022: identificação étnico-racial da população, por sexo e idade. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 42.
3 Mencione ao menos uma constatação de sua observação do gráfico.
3. Espera-se que os estudantes mencionem que, até 2010, a população branca era predominante, que indígenas e amarelos formam uma nítida minoria, que a soma entre pardos e pretos totaliza mais de 50% da população brasileira e que a população preta sempre apresentou um ritmo constante de crescimento.
Fotografia 2: Menino de origem oriental, 2018.
Fotografia 3: Menino na comunidade quilombola Mata Cavalo, em Nossa Senhora do Livramento (MT), 2025.
Fotografia 4: Menino morador de São Paulo (SP), 2019.
Na página 31, da esquerda para a direita:
Fotografia 5: Menina na cidade de Salvador (BA), 2024.
Fotografia 6: Menina do município de Santa Maria (RS), em 2018.
20/09/25 11:42
Ao trabalhar a leitura do gráfico com os estudantes, comentar que, de acordo com o Estatuto da Igualdade Racial, criado pela Lei n. 12.288, de 2010, considera-se negro a soma dos grupos preto e pardo. Verificar se eles identificam que a maioria da população brasileira é negra (55,5%).
Se achar interessante, retomar o gráfico da página 19 e compará-lo com o gráfico desta página, para que os estudantes verifiquem duas maneiras diferentes de representar a mesma informação.
Atividades
1. Como os estudantes não têm acesso à legenda das imagens, eles não sabem que todas são crianças brasileiras, portanto eles podem indicar outras respostas. Se achar conveniente, ler as legendas e fazer a questão novamente.
2. Destinar um momento da aula para que os estudantes compartilhem suas fotografias e sua autodeclaração de cor ou raça. É importante que eles percebam que as pessoas podem se autodeclarar de maneiras diferentes.
Texto de apoio […] Surgimos da confluência, do entrechoque e do caldeamento do invasor português com índios silvícolas e campineiros e com negros africanos, uns e outros aliciados como escravos. Nessa confluência, que se dá sob a regência dos portugueses, matrizes raciais díspares, tradições culturais distintas, formações sociais defasadas se enfrentam e se fundem para dar lugar a um povo novo [...], num novo modelo de estruturação societária. Novo porque surge como etnia nacional, diferenciada culturalmente de suas matrizes formadoras, fortemente mestiçada, dinamizada por uma cultura sincrética e singularizada pela redefinição de traços culturais delas oriundos. Também novo porque se vê a si mesmo e é visto como uma gente nova, um novo gênero humano diferente de quantos existiam. Povo novo, ainda, porque é um novo modelo de estruturação societária, que inaugura uma forma singular de organização socioeconômica, fundada num tipo renovado de escravismo e numa servidão continuada ao mercado mundial.
RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: evolução e sentido do Brasil. 3. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. p. 19.
Indígena
SONIA VAZ
NÃO ESCREVA
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Multiculturalismo (Diversidade cultural, Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras)
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com os questionamentos a seguir:
1. O que vocês sabem sobre a população indígena no Brasil?
2. Como vocês imaginam que vivem os povos indígenas nos dias de hoje?
A proposta dessas questões é identificar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre os povos indígenas no Brasil. Essa conversa tem como objetivo desconstruir concepções equivocadas e reconhecer quais temas podem ser abordados para valorizar a cultura indígena. Se os estudantes residem em uma região com a presença significativa de povos indígenas, aproveitar para aproximar os estudantes da cultura e convidar um representante indígena para conversar com o grupo, por exemplo. Enfatizar que diversos descendentes de povos indígenas vivem nas cidades.
Conversar sobre os diferentes modos de vida dos indígenas, desmitificando a ideia de que todos vivem de forma isolada e que não utilizam as novas tecnologias. Discutir sobre o processo de colonização no Brasil, no qual os povos indígenas foram expulsos de suas terras e dizimados.
Nossas raízes indígenas
Os povos indígenas são os primeiros habitantes das terras que viriam a formar o Brasil.
Estima-se que, quando os portugueses chegaram, havia aproximadamente 5 milhões de indígenas de 1440 povos diferentes.
Com a chegada dos portugueses, o território que pertencia aos indígenas foi sendo reduzido. Suas terras foram expropriadas , e muitos desses povos foram dizimados.
Expropriado: que teve a posse retirada.
Dizimado: eliminado, executado, exterminado.
De acordo com o Censo Demográfico realizado pelo IBGE, a população indígena no Brasil em 2022 era de aproximadamente 1,7 milhão de pessoas, sendo que mais da metade dessa população (53,9%) vivia em cidades. Entretanto, boa parte vive em terras indígenas, que são os territórios tradicionalmente habitados pelos povos originários.
Ainda segundo o Censo, em 2022 havia 305 povos indígenas que falavam 275 línguas diferentes.
DESCUBRA MAIS
Estudantes indígenas da etnia kalapalo em sala de aula em Querência (MS), em 2023.
• POVOS INDÍGENAS NO BRASIL MIRIM. Brasília, DF: ISA, c2025. Disponível em: http://mirim.org. Acesso em: 15 jul. 2025. No site , é possível encontrar informações que podem ser utilizadas para pesquisa escolar e jogos on-line que apresentam a diversidade dos povos indígenas no Brasil.
Atividade complementar
• Modo de vida indígena
Organizar os estudantes em grupos e propor a realização de uma pesquisa no site indicado no boxe Descubra mais. Selecionar temas apresentados na página e indicar para cada grupo uma temática de pesquisa, por exemplo: a alimentação, a divisão de tarefas, onde vivem e como aprendem os indígenas que moram em aldeias.
Pedir a cada grupo que realize a pesquisa e organizar uma apresentação para compartilhar as informações com todos os estu-
dantes. Os meios de exposição podem ser variados, como: cartaz, reprodução de vídeo, história em quadrinhos, entre outros. Se possível, convidar outros grupos da escola para assistir às apresentações.
Sugestão para os estudantes
MUNDURUKU, Daniel. Vozes ancestrais São Paulo: FTD, 2016.
Nessa obra são reunidos dez contos de povos indígenas que vivem no Brasil, acompanhados por fotografias e informações que revelam aspectos culturais de cada povo.
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DE OLHO NO MAPA!
Cartografia indígena
Os povos indígenas têm encontrado diversos meios de manifestar a maneira como percebem a própria história e a própria cultura, seja por meio da arte, seja pela literatura ou pela cartografia.
Veja no mapa e no texto a seguir como um grupo de indígenas do Acre, no norte do Brasil, expressam essa percepção.
Nosso povo vivia nessas terras antes de ser Brasil
Nosso povo, tempos atrás, vivia nessas terras antes de ser Brasil, antes de ser Acre. Todos libertos, tranquilos. Nossa função era só trabalhar na agricultura, na caça, na pesca, na coleta de frutas e festejar a vida.
Acre: invasão dos territórios indígenas
1 Como você interpreta o mapa apresentado? O que chamou a sua atenção nesse mapa?
1. Respostas pessoais. Os estudantes podem interpretar vários aspectos e refletir sobre como produzir um mapa com base em sua própria percepção.
2 Qual é a mensagem no trecho “nessas terras antes de ser Brasil”?
2. Os autores indígenas manifestam indignação pelo que aconteceu às suas terras e aos seus povos, já que são os povos originários da região em questão.
Sugestão para o professor
URQUIZA, Antonio Aguilera (org.). Antropologia e história dos povos indígenas em Mato Grosso do Sul. Campo Grande: Editora da UFMS, 2016.
Esse livro reúne textos que abordam a temática indígena nos aspectos históricos, antropológicos, educacionais e linguísticos, trazendo temas e dados sobre a realidade dos povos indígenas em Mato Grosso do Sul.
20/09/25 11:43
ENCONTRO com Milton Santos ou O mundo global visto do lado de cá. Direção: Silvio Tendler. Rio de Janeiro: Caliban Produções Cinematográficas, 2006. 1 vídeo (90 min).
O documentário aborda o processo de globalização com comentários do geógrafo Milton Santos. O trecho 44min50s até 47min20s mostra como o povo Krenak, que habita o interior de Minas Gerais, utiliza a internet para integrar povos indígenas e mostrar sua realidade para o mundo todo.
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Multiculturalismo (Diversidade cultural, Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras)
Alfabetização cartográfica
• Leitura e análise de mapa
ENCAMINHAMENTO
O recurso utilizado na seção De olho no mapa! chama-se etnocartografia, uma forma de representação espacial pautada nas culturas minoritárias. O mapa em questão foi produzido por indígenas do Acre a partir de sua percepção espacial e de representação, sua forma autêntica de ler cartograficamente seu território.
Associado ao mapa, há um breve texto que demonstra a afirmação da identidade indígena com seu território “antes de ser Brasil”.
Informar aos estudantes que essa representação cartográfica nasce da própria visão dos indígenas do Acre que o produziram. Atentar para qual é a observação dos estudantes em relação ao mapa. É possível que eles o achem diferente, mas entendam que se trata da representatividade local, da interpretação indígena de seu senso espacial. Com os estudantes, ler o texto que acompanha o mapa e, juntos, constatar o senso de liberdade implícita na expressão “festejar a vida.”
GAVAZZI, Renato Antônio; RESENDE, Marcia Spyer. Atlas geográfico indígena do Acre. Rio Branco: Comissão Pró-Índio do Acre, 1998. p. 18.
Fonte: KAXINAWÁ, Francisco Dasu. Acre: invasão dos territórios indígenas. In: GAVAZZI, Renato Antônio; RESENDE, Marcia Spyer. Atlas geográfico indígena do Acre. Rio Branco: Comissão Pró-Índio do Acre, 1998. p. 19.
REPRODUÇÃO/MINISTÉRIO
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Multiculturalismo
(Diversidade cultural, Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras)
ENCAMINHAMENTO
Iniciar perguntando aos estudantes:
• Onde vocês imaginam que vivem mais pessoas indígenas: nas cidades ou no campo?
A depender da vivência dos estudantes é possível que afirmem que a maioria dos indígenas vivem “nas florestas”, “nas matas” ou “no campo”, o que corresponde, em parte, a uma visão estereotipada da realidade indígena no Brasil. Vivemos atualmente um momento de transição dessa compreensão, particularmente no âmbito do componente curricular de Geografia, pois o Censo 2022 demonstrou que, nos últimos anos, a maior parte da população autodeclarada indígena vive nas cidades. É hora de iniciar o esclarecimento dessa realidade brasileira que poucos conhecem e por meio da Geografia contribuir para a renovação do conhecimento. É muito importante valorizar os direitos dos povos originários na luta pela demarcação de territórios indígenas, porém, simultaneamente, reconhecer a existência dessa realidade indígena no meio urbano.
Para isso, é fundamental reforçar com os estudantes o fato de que as vivências
VAMOS
VAMOS LER
Indígenas nas cidades
Leia o texto a seguir e depois responda às questões no caderno.
A ideia usual que a maior parte da população indígena vive em áreas rurais remotas não corresponde à realidade. Dados da Organização das Nações Unidas indicam que em alguns países, como Austrália, Canadá, Estados Unidos e Chile, a maior parte da população indígena vive em cidades [...]. Em 2000, a população indígena na América Latina era de 30 milhões de pessoas, sendo que 12 milhões viviam em áreas urbanas. No Brasil, os dados do Censo de 2022 indicavam que 53,97% da população indígena residia na área urbana e 46,03% na rural. No Estado de São Paulo, os dados do Censo de 2022 apontavam uma população indígena de 48418 indígenas vivendo em cidades.
A existência de indígenas nas cidades decorre de duas razões principais: do movimento de migração das terras de origem para as cidades ou do crescimento das cidades que acabam alcançando as terras indígenas que passam a integrar a área urbana. Em São Paulo encontramos os dois tipos de situação: duas Terras Indígenas Guarani localizadas na zona sul e oeste (Terras Indígenas Jaraguá e Tenondé Porã). E uma grande população indígena distribuída por diversos bairros da Grande São Paulo constituída por famílias que migraram de suas terras de origem de diversas regiões do país, mas principalmente do nordeste. [...]
COMISSÃO PRÓ-ÍNDIO DE SÃO PAULO. Indígenas na cidade. São Paulo, c2025. Disponível em: https://cpisp. org.br/povos-indigenas-em-sao-paulo/terras-indigenas/indigenas-na-cidade/. Acesso em: 15 jul. 2025.
2. A migração e a expansão das cidades nas proximidades das áreas indígenas.
1 De acordo com o texto, onde vive a maior parte dos indígenas no Brasil?
1. Na área urbana, ou seja, nas cidades.
2 O que explica essa nova realidade indígena brasileira?
3 Essa é uma realidade exclusivamente brasileira?
3. Não.
Ritual feminino durante encontro na aldeia urbana multiétnica Maracanã ou Marakana, instalada no antigo Museu do Índio no Rio de Janeiro (RJ), em 2024.
indígenas são diversas, e que o fato de morar na cidade ou usar tecnologia não faz com que as pessoas percam sua identidade, sua ancestralidade, sua cultura e suas crenças.
Sugestão para o professor
LIEBGOTT, Roberto Antonio. Migrações indígenas para as cidades: características e consequências. Conselho Indigenista Missionário, 7 fev. 2024. Disponível em: https://cimi.org.br/2024/02/migracoes-indi genas-para-as-cidades-caracteristicas -e-consequencias/. Acesso em: 24 set. 2025.
A matéria aborda os contextos das migrações indígenas para as cidades e as dificuldades enfrentadas por esses povos no ambiente urbano, onde geralmente estão desassistidos pelas políticas públicas.
VAMOS ESCREVER
Indígenas nas aldeias
Observe a imagem do grupo indígena yawalapiti, que vive no Parque Indígena do Xingu, no estado de Mato Grosso.
Indígenas yawalapitis durante a Tapanawana, ou festa do peixe, no Parque Indígena do Xingu, em Gaúcha do Norte (MT), 2017.
1 O que os indígenas retratados na fotografia estão fazendo? Descreva a cena retratada.
2 Faça uma pesquisa sobre os Yawalapiti.
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes percebam que os indígenas estão realizando uma dança no centro da aldeia, usando ornamentos coloridos na cabeça e no corpo, além de pintura corporal.
a) Procure descobrir:
• onde esse grupo vive;
• quais são seus costumes;
• que tipo de moradia habitam.
b) Produza, no caderno, um pequeno texto com as informações que você descobriu. 2. Produção pessoal, de acordo com as características pesquisadas do grupo yawalapiti.
Atividades
1. Promover um momento de conversa em sala de aula para desenvolver essa atividade. Os estudantes poderão levantar hipóteses sobre essa festa (o que os indígenas comemoram e quais os rituais envolvidos, por exemplo).
2. Orientar os estudantes na pesquisa e na organização das informações obtidas para a produção do texto. Essa é uma oportunidade para avaliar como eles estão em relação à escrita.
Sugestão para o professor
KUARUP: o ritual sagrado do Alto Xingu. Publicado por: Segue na História. 2024. 1 vídeo (ca. 7 min). Disponível em: https:// www.youtube.com/watch?v=anDLIEbWICA. Acesso em: 8 ago. 2025.
O documentário gravado no Alto Xingu, próximo à cidade de Canarana (MT), retrata a festa do kuarup. Ele descreve algumas etapas do ritual que celebra os mortos, a passagem das meninas para a vida adulta e a festa realizada pelas aldeias kuikuro e visitantes de outras aldeias e regiões.
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Multiculturalismo (Diversidade cultural, Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras)
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com os seguintes questionamentos:
• Vocês conhecem alguma manifestação cultural indígena? Se sim, qual?
Caso os estudantes não conheçam manifestações culturais de origem indígena, pode ser interessante apresentar a eles trechos do vídeo indicado na Sugestão para o professor. Pedir a eles que observem os instrumentos utilizados, as pinturas e os adornos corporais feitos especialmente para a festa e a importância do Kuarup para os povos indígenas, expressa nas falas dos entrevistados. Perguntar a eles se em sua cidade ou região existe alguma festa que exige uma preparação especial, como uso de roupas e adornos, preparação de alimentos e músicas típicas.
Localizar, em um mapa do Brasil, o Alto Xingu. Explicar que essa região está inserida no Parque Indígena do Xingu, criado para proteger a população indígena. Para obter informações sobre o parque, visitar o site Povos Indígenas no Brasil (disponível em: https://pib.socioambiental. org/pt/Povo:Xingu; acesso em: 8 ago. 2025).
Explicar que cada povo indígena tem aspectos culturais próprios, evidenciando a diversidade linguística e cultural desses grupos humanos.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
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Multiculturalismo
(Diversidade cultural, Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras)
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com o questionamento:
• Quais são as contribuições dos africanos para a cultura brasileira?
Discutir com o grupo o fato de que a cultura brasileira foi muito influenciada pela matriz africana em diversos aspectos, como: culinária, idioma, música e religião. Os africanos também trouxeram muitos conhecimentos em relação a métodos de cultivo, a modos de construir e fabricar produtos diversos.
Mas, além dos aspectos culturais e materiais, é importante destacar a grande participação dos afrodescendentes na composição da população brasileira. Retomar os dados do gráfico Brasil: proporção da população residente, por raça ou cor (1991-2022), da página 31. Relembrar com os estudantes que, em 2022, mais da metade da população (55,5%) se declarou negra (soma das pessoas que se autodeclararam pretas e pardas). Mesmo na classificação específica do IBGE que não considera a população negra, os pardos superaram pela primeira vez a população branca. Nessa sensibilização, promover a valorização da cultura afro-brasileira e conversar com os estudantes sobre a importância de reconhecer a ancestralidade.
Nossas raízes africanas
O Brasil é um dos países com a maior população negra do mundo. Isso ocorre porque a presença dos povos africanos foi muito importante no processo de formação do povo brasileiro.
Os primeiros africanos chegaram ao Brasil ainda no século 16. Nessa época, eles eram trazidos à força de suas terras, escravizados e forçados a trabalhar principalmente nas lavouras e na mineração.
O Brasil foi um dos últimos países do mundo a proibir o trabalho escravo; isso ocorreu em 1888.
Os descendentes dos africanos escravizados ainda enfrentam as consequências desse período como:
• o analfabetismo entre os afrodescendentes é maior do que entre a população branca;
• os rendimentos financeiros da população branca são superiores aos da população negra;
• a maior parte da população que chega às universidades é branca.
Apresentação da Orquestra Alagoana Didática de Berimbau na Semana da Consciência Negra, em União dos Palmares (AL), em 2022.
20a Caminhada pelo fim da Violência e do Ódio Religioso e pela Paz, realizada em Salvador (BA), em 2024. Salvador é considerada a maior cidade negra fora da África, com oito a cada dez habitantes autodeclarados pretos e pardos.
1 Com a ajuda do professor, forme uma dupla com um colega para resolver a atividade. No caderno, façam uma lista das manifestações culturais de origem afro-brasileira presentes no dia a dia de vocês.
1. Resposta pessoal.
Conversar com os estudantes sobre a participação dos africanos no processo de formação da sociedade brasileira, abordando o tráfico atlântico de escravizados. Considerar que o tráfico abrangeu um período de cerca de 350 anos (entre os séculos XV e XIX) e que mais de 5 milhões de africanos negros foram trazidos à força para o Brasil e submetidos à escravidão.
Se possível, considerar a diversidade cultural dos povos africanos trazidos para o Brasil enfatizando que a África é um continente composto de muitos povos, distribuídos em dezenas de países.
Dar atenção especial ao trecho que aponta fatores (analfabetismo, rendimento e acesso à universidade) que demonstram a desigualdade social presente na sociedade brasileira atualmente. O trabalho com esse conteúdo contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05GE02.
Atividades
1. Pedir aos estudantes que compartilhem com o grupo as listas produzidas. Se possível, fazer na lousa uma lista das manifestações culturais apontadas pelo grupo todo e instruir os estudantes a complementar a lista já produzida com um colega no caderno.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
2. A escola leva o nome de Milton Santos, um dos maiores intelectuais brasileiros e referência para a resistência negra, o que motiva a identidade entre a comunidade quilombola e o geógrafo. Outro fator é que ambos são baianos: Milton Santos e a comunidade.
Comunidades remanescentes de quilombo
As comunidades remanescentes de quilombo são aquelas localizadas em áreas onde grupos raciais se autodeclaram descendentes históricos dos povos escravizados no passado, com uma trajetória histórica comprovada e com forte identidade com aquele território específico. Ou seja, existe uma ancestralidade negra relacionada à resistência contra a opressão sofrida no passado.
Ao longo da história, esses povos preservaram suas tradições, mantendo uma relação harmoniosa com a natureza da qual tiravam seu sustento. Normalmente, são camponeses, pescadores, seringueiros e extrativistas.
A maior parte das comunidades é rural, mas também existem algumas urbanas, como a do Quilombo Barro Preto em Jequié (BA).
Homenagem ao geógrafo baiano Milton Santos na escola da comunidade Quilombo Barro Preto em Jequié (BA), em 2017.
QUEM É?
Milton Santos foi um geógrafo brasileiro que, no fim do século passado, inovou com importante contribuição para o ensino de Geografia no Brasil.
S
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ENCAMINHAMENTO
1 Leia o texto e depois responda: o que são comunidades remanescentes de quilombo?
2 Com base no texto e na imagem, qual é a relação existente entre o colégio estadual da comunidade quilombola e o homenageado que dá nome à escola?
3 Existem comunidades quilombolas na Unidade da Federação onde você vive? Se sim, qual?
1. De acordo com o texto, são grupos raciais que se autodeclaram descendentes históricos dos povos escravizados no passado, com uma trajetória histórica comprovada e com forte identidade com aquele território. 3. Respostas pessoais.
Sugestão para o professor
SOUZA, Marina de Mello e. África e Brasil africano. 3. ed. São Paulo: Ática, 2012. O livro, rico em recursos iconográficos, apresenta um panorama do continente africano e pode ser utilizado como uma referência para o trabalho em sala de aula sobre a diversidade cultural dos povos africanos e a importância da matriz africana para a cultura brasileira, promovendo a reflexão sobre a discriminação racial e a valorização da diversidade étnica.
Esse vídeo discorre sobre a produção do conhecimento brasileiro com matriz cultural africana, apresentando imagens que evidenciam o protagonismo de afrodescendentes.
Perguntar aos estudantes se já ouviram a expressão “comunidade remanescente de quilombo” ou “povo quilombola”. Em seguida, encaminhar a aula a partir do texto-guia. É interessante ler em voz alta o texto com os estudantes e gradativamente ir construindo com eles a ideia de “povo quilombola”, esclarecendo que se trata de descendentes históricos dos povos escravizados e que, por lei, eles têm direito àquele território onde seus antepassados viveram e foram escravizados. Há uma trajetória histórica comprovada por esses povos que reivindicam seus direitos à terra dos antepassados. Analisar com os estudantes a fotografia da escola quilombola localizada no município de Jequié, na Bahia, que homenageia o geógrafo Milton Santos, um dos mais importantes intelectuais brasileiros, que lecionou no Brasil e em algumas universidades do mundo, na Europa e no Canadá.
STELAALVES/FOLHAPRES
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
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Multiculturalismo
(Diversidade cultural, Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras)
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Iniciar com os seguintes questionamentos:
1. Vocês já se sentiram discriminados em alguma situação?
2. Já presenciaram alguma situação de preconceito? Verificar o que os estudantes entendem por discriminação e preconceito. Conversar com o grupo sobre situações variadas de discriminação e preconceito por causa da cor da pele, condição socioeconômica, religião, sexo, idade e deficiência física. Abordar as perdas que o não reconhecimento da igualdade entre as pessoas traz para a sociedade e a importância do respeito à diversidade. Solicitar aos estudantes que leiam o texto. Em seguida, fazer questões direcionando a discussão, como: o que é preconceito e discriminação? Qual grupo da sociedade que sofre com a discriminação é tratado no texto? O que precisamos fazer para acabar com a discriminação? Para complementar, retomar a abordagem sobre a exclusão histórica da população afrodescendente no Brasil iniciada nas páginas anteriores. Se possível, reproduzir a canção interpretada pela sambista Dona Ivone Lara. Promover a interpretação coletiva dos versos apresentados.
CIDADANIA
Abaixo o preconceito!
Abaixo o preconceito!
No Brasil, ainda existem muitas situações de discriminação racial, ou seja, exclusão, diferenciação ou até perseguição de pessoas por causa de suas origens. Nunca devemos destratar uma pessoa por sua origem, religião, gênero, situação econômica e social ou orientação sexual. Isso não é justo, e o mundo se torna melhor quando todos respeitam e são respeitados.
As dificuldades desses grupos são históricas, e os dados mostram que a parcela negra da sociedade brasileira não teve, e ainda não tem, as mesmas oportunidades que a parcela branca. Por exemplo, estudos feitos em 2024 pelo Ministério do Trabalho e Emprego comprovam que a taxa de desemprego no Brasil é maior entre a população negra, particularmente entre as mulheres negras, que apresentam uma taxa de desemprego mais de duas vezes maior do que a de homens não negros.
Por isso, surgiram políticas de reparação, denominadas ações afirmativas . Além disso, os movimentos negros organizados buscam a igualdade racial, combatendo as situações de preconceito ou discriminação sofridas por pessoas negras.
Sobre o tema, leia em voz alta um trecho da canção “Sorriso negro”, interpretada pela sambista brasileira Dona Ivone Lara.
Sorriso negro
Um sorriso negro, um abraço negro Traz felicidade Negro sem emprego fica sem sossego Negro é a raiz da liberdade [...] Negro que já foi escravo Negro é a voz da verdade.
SORRISO negro. Intérprete: Dona Ivone Lara. Compositores: Adilson Barbado, Jair Carvalho e Jorge Portela. In: BODAS de ouro. Brasil: Colúmbia, 1998. 1 CD, faixa 8.
Os estudantes desenvolvem a habilidade EF05GE02 por meio da discussão sobre a discriminação e desigualdade social sofrida pelos afrodescendentes e a ação de movimentos que reivindicam a igualdade na sociedade.
O que e como avaliar
Aproveitar as discussões desenvolvidas até aqui para avaliar se os estudantes compreenderam a necessidade de desenvolver ações individuais e coletivas para combater situações de discriminação racial.
Pedir aos estudantes que retomem a resposta da atividade 1 do Livro do estudante
sobre situações de discriminação que eles tenham presenciado e proponham medidas que podem ser tomadas no dia a dia para evitar situações como essa. Caso os estudantes não tenham presenciado situações assim, é possível buscar casos divulgados pela mídia para que eles usem como cenário a ser combatido.
Avaliar as respostas e identificar se há necessidade de ampliar as discussões e atividades sobre essa temática.
QUEM É?
Enfermeira e cantora, Dona Ivone Lara foi a primeira mulher a fazer parte do grupo de compositores de uma escola de samba. Em 1965, colaborou com o samba-enredo “Os cinco bailes da História do Rio”, da escola de samba Império Serrano. Como enfermeira, utilizou-se da música para o cuidado humanizado de pacientes psiquiátricos.
1. Respostas pessoais. Ver orientações no Encaminhamento.
1 Com os colegas e o professor, discuta as seguintes questões:
a) Você já viu algum caso de preconceito ou de discriminação divulgado em jornais, revistas, na internet ou na televisão? Se sim, qual?
b) O que seria possível fazer para mudar esse cenário?
2 Algum trecho da canção chamou a sua atenção? Comente com os colegas e o professor.
2. Resposta pessoal.
3 Qual relação você enxerga entre a informação no texto sobre a empregabilidade da população negra no Brasil e este trecho da canção? Negro sem emprego fica sem sossego
3. Os estudantes devem perceber que a letra da canção faz referência indireta à desigualdade racial no mundo do trabalho brasileiro, comprovada pelo levantamento realizado pelo governo brasileiro.
4 Qual é a importância dos movimentos negros para a redução da desigualdade que atinge a população negra no Brasil? Converse com os colegas e o professor.
4. Resposta pessoal. Explicar aos estudantes que os movimentos negros organizados lutam pela igualdade racial, denunciando casos de discriminação e cobrando ações afirmativas.
5 Com a ajuda de um familiar, pesquise em casa canções que abordam a questão racial no Brasil e que clamam pela resistência, como acontece, por exemplo, em muitos sambas-enredos de escolas de samba. Anote no caderno.
5. Algumas sugestões: Soweto, de Djavan; Raízes, de Negra Li; Liberdade, liberdade, abra as asas sobre nós dos compositores Jurandir, Niltinho Tristeza,
a) Na aula seguinte, reúna-se em grupo com os colegas para discutir o que acharam das músicas.
Preto Joia e Vicentinho; e Heróis da liberdade, de Silas de Oliveira.
b) Depois, indiquem também os cantores e compositores dessas músicas.
c) Ao final, compartilhem com os colegas e o professor o que mais gostaram da canção escolhida, citando os cantores e os compositores dessa música.
Atividades
1. Incentivar a reflexão crítica sobre a discriminação racial. Esse é o momento em que os estudantes dessa faixa etária podem refletir e debater o preconceito e a questão racial brasileira, desenvolvendo um pensamento crítico e a sua formação cidadã no combate à discriminação racial e social. Em relação ao apontamento de ações, o grupo pode citar: políticas afirmativas e de inclusão; conscientização e combate à discriminação e racismo; garantia de acesso à educação de qualidade a todos.
22/09/25 14:00
3. Na comparação do trecho “Negro sem emprego fica sem sossego” com a realidade social contemporânea, considerar que o Ministério do Trabalho tem estudos comprovando que a empregabilidade da população negra no Brasil é inferior à da população branca. Explicar aos estudantes que isso é um sintoma da desigualdade racial presente no Brasil e que, para o país ser mais justo e solidário, essa realidade precisa ser combatida. A letra da canção faz referência indireta à desigualdade racial no mundo do trabalho brasileiro, comprovada
pelo levantamento do Ministério do Trabalho e que é informada no texto.
5. Selecionar algumas letras de canção pesquisadas em casa pelos estudantes para reproduzir em sala de aula. Se possível, escrever na lousa alguns trechos das letras para conversar com eles sobre como a questão racial aparece em cada uma.
Atividade
complementar
• Interpretar canção
1. Apresentar aos estudantes a canção Identidade, de Jorge Aragão: IDENTIDADE. Intérprete: Jorge Aragão. In: CHORANDO estrelas. Rio de Janeiro: Som Livre, 1992. Faixa 10. Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=Ej7wAVoYGgQ. Acesso em: 8 ago. 2025.
2. Questionar o grupo sobre o significado da primeira estrofe, em especial a frase “Elevador é quase um templo”.
3. Promover uma discussão, solicitando aos estudantes que relacionem a letra da canção com o que estudaram sobre a contribuição dos africanos para a formação da população brasileira e o racismo em nossa sociedade. Espera-se que os estudantes apontem que a canção trata da discriminação racial existente no Brasil, em uma abordagem que exalta a resistência e a luta contra esse problema, bem como o resgate e a valorização da identidade e da cultura afro-brasileira, e que, após a discussão, compreendam que o elevador é empregado na canção como uma das formas de segregação racial.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
BNCC
(EF05GE01) Descrever e analisar dinâmicas populacionais na Unidade da Federação em que vive, estabelecendo relações entre migrações e condições de infraestrutura.
(EF05GE02) Identificar diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais entre grupos em diferentes territórios.
TCT
Multiculturalismo
(Diversidade cultural, Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras)
ENCAMINHAMENTO
Conversar com os estudantes sobre a contribuição dos imigrantes na composição da população brasileira. Ressaltar a participação dos portugueses e de outros europeus na formação cultural brasileira, além da importância da participação dos povos de origem asiática, como japoneses, sírios e libaneses.
Explicar que a migração de povos europeus e asiáticos esteve associada a aspectos mundiais como guerras e crises econômicas. Fatores de atração também foram importantes para a vinda desses imigrantes, como a perspectiva de melhores condições de vida, a força da economia cafeeira e políticas brasileiras de incentivo à imigração nos séculos XIX e XX. É interessante pontuar que essas políticas tinham como objetivo o branqueamento da população.
Explorar com os estudantes o gráfico com os principais grupos de imigrantes que vieram para o Brasil entre 1884-1940.
Contribuições europeia e asiática
Na história da chegada dos europeus ao Brasil, destacam-se dois momentos:
• a colonização portuguesa, desde o início do século 16;
• a imigração no fim do século 19 e início do século 20.
Depois da segunda metade do século 19, houve no Brasil a entrada maciça de imigrantes, como italianos, portugueses e espanhóis. Em relação aos povos de origem asiática, destacou-se a vinda ao país de japoneses e árabes, como sírios e libaneses.
Observe no gráfico os principais grupos imigrantes no Brasil.
. Buenos Aires: Casco; Rio de Janeiro: EdUERJ, 2014. p. 25. Agora, responda às questões no caderno.
1 De acordo com o gráfico, quais são os três maiores grupos de imigrantes que entraram no Brasil nesse período?
1. Italianos, portugueses e espanhóis.
2 Qual é o continente de origem dos três maiores grupos de imigrantes?
2. Europa.
3 De qual nacionalidade é o maior grupo de imigrantes vindos da Ásia?
3. Japonesa.
VOCÊ DETETIVE
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Em 2028, celebra-se 120 anos do início da imigração japonesa no Brasil. Com um adulto de seu convívio, faça uma pesquisa para descobrir as informações solicitadas.
1. A migração japonesa para o Brasil foi temporária ou permanente? Anote no caderno como você chegou a essa conclusão.
2. Em que região os japoneses mais se fixaram no Brasil?
1. Ver orientações no Encaminhamento 2. Na região Sudeste.
3. Em que tipo de atividade os japoneses trabalharam quando chegaram ao Brasil?
3. Na agricultura.
40
No gráfico original, os turcos aparecem como uma das nacionalidades de imigrantes. No entanto, trata-se da imigração árabe para o Brasil, composta essencialmente de sírios e libaneses. Como muitos povos árabes estavam sob domínio do Império Turco-Otomano, foram então denominados “turcos”. Essa substituição foi feita no gráfico no Livro do estudante. Já os sírios foram representados separadamente, apesar de pertencerem aos povos árabes, pois o gráfico diz respeito a um segundo momento da imigração.
Você detetive
1. Se necessário, retomar com os estudantes o significado de migração temporária e migração permanente. Espera-se que eles reconheçam que a migração japonesa para o Brasil foi permanente, porque os japoneses se fixaram no Brasil e formaram aqui a maior comunidade japonesa fora do Japão.
Nacionalidade
Fonte: MILANI, Carlos R. S.
al Atlas da política externa brasileira
SONIA VAZ
DIÁLOGOS
História
Quilombo dos Palmares
Em 1597, quarenta africanos escravizados fugiram de um engenho em Alagoas e formaram o Quilombo dos Palmares, localizado na Serra da Barriga, no atual município de União dos Palmares (AL). O nome desse quilombo se refere à existência de muitas palmeiras no local onde foi construído.
Engenho: propriedade que transformava o melaço da cana-de-açúcar em açúcar durante o período colonial.
Palmares teve uma longa existência e foi símbolo da resistência dos africanos. Leia em voz alta um texto que narra um breve trecho dessa história.
Nos quilombos a terra era comum; cada pessoa plantava e cultivava uma pequena parte. [...]
O Quilombo expandiu-se tanto que tornou-se um reino. [...] [...] Como as forças do governo não conseguiam destruir o reino negro, em 1678 Pedro de Almeida, governador da capitania de Pernambuco, ofereceu liberdade a todos os nascidos em Palmares que aceitassem se mudar para Cucaú, no sul de Pernambuco. [...]
O pacto de paz era uma armadilha: Ganga Zumba foi morto e Zumbi assumiu o posto de rei e a luta para defender a conquista de seu povo. Para combatê-lo, o governo enviou um bando de soldados comandados pelo bandeirante Domingos Jorge Velho, um mercenário, homem pago para lutar. [...]
Ganga Zumba: primeiro rei de Palmares.
Zumbi: substituiu Ganga Zumba na liderança do quilombo, sendo considerado o último rei de Palmares.
Preso numa emboscada, o último rei de Palmares foi morto em 20 de novembro de 1695. Em sua homenagem, essa data tornou-se o Dia Nacional da Consciência Negra.
SALERNO, Silvana. Viagem pelo Brasil em 52 histórias São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2010. p. 76-77.
1 Quanto tempo durou o reino do Quilombo dos Palmares?
1. De 1597 a 1695, ou seja, 98 anos.
2 Qual era a condição do Brasil nesse período em relação a Portugal?
2. O Brasil era uma colônia portuguesa e permaneceu nessa condição de 1500 a 1822.
ENCAMINHAMENTO
Fazer o seguinte questionamento:
• Vocês já ouviram falar sobre o Quilombo dos Palmares?
Explicar que 20 de novembro é o Dia Nacional da Consciência Negra e que essa data serve para a reflexão sobre a discriminação racial na sociedade brasileira. Após uma conversa com o grupo, considerar que essa data corresponde ao dia da morte de Zumbi, guerreiro, Rei do Quilombo dos Palmares e um dos maiores símbolos da resistência negra no Brasil.
Explicar aos estudantes que esse foi o maior quilombo que existiu no Brasil, perdurando cerca de cem anos. Estima-se que chegou a abrigar 15 mil habitantes, em uma área do interior do atual estado de Alagoas.
Incentivar os estudantes a fazer a leitura em voz alta do texto que narra um pouco da história do Quilombo dos Palmares. Escolher alguns estudantes e pedir que façam cada um a leitura de um trecho. Depois, pedir a outros estudantes que recontem a história.
Retomar o conceito de comunidade remanescente de quilombo, explicando que muitos quilombos foram destruídos, como o de Palma-
BNCC
(EF05GE02) Identificar diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais entre grupos em diferentes territórios.
TCT
Multiculturalismo (Diversidade cultural, Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras)
res, mas muitos resistiram e se transformaram em agrupamentos denominados também comunidades quilombolas. A abordagem sobre a vida dos africanos e afrodescendentes em comunidades remanescentes de quilombo e a reflexão sobre as desigualdades sociais relacionadas a questões históricas contribuem para o desenvolvimento da habilidade EF05GE02.
O que e como avaliar Organizar um debate com os estudantes com o tema “Valorização da cultura nacional”.
Pedir a cada estudante que escreva um texto com o que aprendeu sobre os elementos de distintas culturas (indígenas, afro-brasileiras, de outras regiões do país etc.) em seus lugares de vivência.
Em seguida, organizar a classe em grupos de quatro ou cinco estudantes e solicitar a cada um deles que leia seus textos individuais e que todos conversem sobre as ideias expostas.
Os estudantes do 5o ano estão desenvolvendo suas habilidades de argumentação, portanto é fundamental que o professor atue na mediação das discussões.
Aproveitar a produção do debate para avaliar as aprendizagens de cada estudante.
BNCC
(EF05GE01) Descrever e analisar dinâmicas populacionais na Unidade da Federação em que vive, estabelecendo relações entre migrações e condições de infraestrutura.
(EF05GE02) Identificar diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais entre grupos em diferentes territórios.
TCT
Multiculturalismo
(Diversidade cultural, Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras)
Alfabetização cartográfica
• Leitura e análise de mapa
ENCAMINHAMENTO
Acompanhar a produção circulando pela sala de aula. Depois do tempo estipulado, verificar as respostas das atividades e solicitar aos estudantes que as exponham oralmente, de forma alternada. Anotar na lousa as respostas para cada atividade.
Atividades
1. Os estudantes podem explicar que migração é o movimento de pessoas que deixam seus lugares de origem para viver em um novo lugar. Eles podem citar os italianos e os japoneses, por exemplo, que vieram para o Brasil. 6. b) Os estudantes podem explicar o envelhecimento da população brasileira analisando dois indicadores: a taxa de natalidade e a expectativa de vida. A taxa de natalidade do Brasil está diminuindo, o que significa que estão nas-
PARA REVER O QUE APRENDI
1 Com suas palavras, explique o que é migração. Dê exemplos.
1. Ver orientações no Encaminhamento
ESCREVA
2 O mapa a seguir retrata a diversidade do povo brasileiro. Observe-o e depois faça o que se pede.
Brasil: cor ou raça predominante por municípios (2022)
VENEZUELA
COLÔMBIA
Equador
Boa Vista dos Ramos (AM) 92,7% parda
PACÍFICO
Trópico de Capricórnio
CHILE
ARGENTINA
PARAGUAI
Uiramutã (RR) 96,6% indígena
GUIANA FRANCESA (FRA)
Serrano do Maranhão (MA) 58,5% preta
do Sul (RS)
branca
URUGUAI
Fonte: BELANDI, Caio; GOMES, Irene. Censo 2022: pela primeira vez, desde 1991, a maior parte da população do Brasil se declara parda. Rio de Janeiro: IBGE, 22 dez. 2023. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/38719-censo -2022-pela-primeira-vez-desde-1991-a-maior-parte-da-populacao-do-brasil-se-declara-parda. Acesso em: 20 jul. 2025.
cendo menos pessoas no país. Ao mesmo tempo, a expectativa de vida do brasileiro está aumentando, ou seja, as pessoas estão vivendo cada vez mais. Isso ocorre porque houve melhoria das condições sanitárias, surgimento de medicamentos para doenças que antes eram fatais, avanço da medicina e urbanização.
9. Sobre o legado indígena em nossa cultura, os estudantes podem mencionar o hábito de tomar banhos diários, as palavras incorporadas ao português falado no Brasil e alimentos como a mandioca. Os portu-
gueses nos legaram o idioma, as festas típicas, os costumes religiosos. Os africanos também influenciaram incorporando, ao nosso cotidiano, a capoeira, os ritmos musicais, a religiosidade de matriz africana e os pratos típicos, como a cocada.
10.Migração temporária é aquela em que o migrante, após passar pouco tempo em outra localidade, volta para seu lugar de origem. Por sua vez, as migrações permanentes são aquelas em que o migrante passa a residir por tempo indeterminado no local para onde migrou.
SONIA VAZ
a) Qual é o grupo predominante da população brasileira?
2. a) O grupo pardo (população parda).
b) Em que parte do Brasil a população branca é predominante? Cite exemplos.
2. b) Nos estados localizados ao sul do Brasil, como RS, SC, PR e SP.
c) Qual é a cor ou raça predominante em sua Unidade da Federação?
2. c) Resposta pessoal.
3 O mapa a seguir mostra os dez países mais populosos do mundo. Com base nesse mapa, responda às questões.
Mundo: dez países mais populosos (2024*)
OCEANO GLACIAL ÁRTICO
OCEANO ATLÂNTICO
OCEANO PACÍFICO
OCEANO PACÍFICO
OCEANO ÍNDICO
OCEANO GLACIAL ANTÁRTICO
* Estimativa
Fonte: UNITED NATIONS. Department of Economic and Social Affairs. Population Division. World population prospects 2024. Nova York: UN, 2024. p. 53-64.
a) O que significa dizer que um país é populoso?
3. a) Significa que a população absoluta desse país é elevada.
b) Registre os dez países mais populosos do mundo.
3. b) China, Índia, Estados Unidos, Indonésia, Paquistão, Nigéria, Brasil, Bangladesh, Rússia e México.
4 Leia a frase a seguir.
A desigualdade vivida pela população negra no Brasil tem raízes históricas.
• Explique o significado da frase.
4. Os estudantes devem indicar que, no passado, a população negra foi escravizada, e que mesmo após o fim da escravidão, seus direitos não foram garantidos.
CONCLUSÃO DA UNIDADE
Monitoramento da aprendizagem
Duas habilidades guiaram a maior parte desta unidade: EF05GE01 e EF05GE02. Ambas estão indissociavelmente ligadas ao assunto da dinâmica populacional brasileira, assim como a temática étnico-racial e social. Na atividade 1, espera-se que os estudantes tenham entendido o importante conceito de migração. Avaliar as respostas e identificar quais estudantes não se apropriaram do conceito de forma satisfatória. Para esses ca-
sos, retomar o conteúdo das páginas 16 e 17 do Livro do estudante e pedir que organizem um quadro no caderno com a definição dos conceitos de migração, migração interna, migração externa, emigrante e imigrante.
O mapa da atividade 2 apresenta a distribuição espacial de acordo com cores e raças. Espera-se que os estudantes interpretem essa distribuição com uma clara presença do grupo pardo na maior parte do país, assim como o predomínio do grupo branco
no sul do país. Igualmente o grupo indígena é mais nitidamente notado na região Norte.
Na atividade 3, é avaliado o entendimento do conceito de país populoso. Avaliar as respostas dos estudantes e, caso seja necessária a remediação, retomar os conteúdos de população e população absoluta e explicar que os países destacados no planisfério têm grande número de habitantes, o que caracteriza um país populoso.
Na atividade 4, os estudantes devem ter compreendido o papel do passado escravista do Brasil como uma das origens da desigualdade vivida pela população negra no Brasil. Caso algum estudante tenha dificuldade para elaborar a resposta, vale retomar os textos das páginas 36, 37 e 38, bem como dialogar com o que os estudantes já aprenderam no componente curricular de História sobre o tema.
Trópico de Câncer
Equador
Trópico de Capricórnio
SONIA VAZ
Na atividade 5, é avaliada a aprendizagem do conceito de população absoluta. Avaliar as respostas e identificar os estudantes que tiveram dificuldade para compreender as informações do quadro.
Nas atividades 6 e 7, o entendimento do fenômeno do envelhecimento da população e do conceito de expectativa de vida é avaliado. Identificar se os estudantes reconhecem os fatores envolvidos no envelhecimento da população e o relacionam com o aumento da expectativa de vida. Caso haja defasagens, retomar os conteúdos das páginas 22 e 23, explicar novamente o que é expectativa de vida e ler com eles a tabela para demonstrar como a expectativa de vida aumentou nas últimas décadas.
5 Veja os dados do quadro a seguir.
Brasil Nigéria
População 212 milhões de habitantes 233 milhões de habitantes
Área territorial 8509379 km2 923770 Km2
Densidade demográfica 25 hab./km² 252 hab./km²
Fonte: UNITED NATIONS. Department of Economic and Social Affairs. Population Division. World population prospects 2024. Nova York: UN, 2024. p. 53-64.
a) Qual dos países indicados no quadro apresenta maior população absoluta? Por quê?
5. a) A Nigéria. Sua população é de 233 milhões de habitantes contra 212 milhões do Brasil. População absoluta é o número total de habitantes de um país.
b)Qual dos países indicados no quadro tem o maior território?
5. b) O Brasil.
c) A densidade demográfica é calculada dividindo o número de habitantes pela área territorial. Com essa informação, indique qual dos países tem a maior densidade demográfica.
5. c) A Nigéria.
6 Leia o trecho de notícia a seguir.
6. a) Espera-se que os estudantes respondam que o envelhecimento da população de um país significa o aumento da participação de pessoas idosas no total da população.
Censo: número de idosos no Brasil cresceu 57,4% em 12 anos
Em 2022, o total de pessoas com 65 anos ou mais no país (22 169 101) chegou a 10,9% da população, com alta de 57,4% frente a 2010, quando esse contingente era de 14 081 477, ou 7,4% da população. [...]
O aumento da população de 65 anos ou mais em conjunto com a diminuição da parcela da população de até 14 anos no mesmo período, que passou de 24,1% para 19,8%, evidenciam o franco envelhecimento da população brasileira. [...]
BRASIL. Secretaria de Comunicação Social. Censo: número de idosos no Brasil cresceu 57,4% em 12 anos. Brasília, DF, 27 out. 2023. Disponível em: https://www.gov.br/secom/ pt-br/assuntos/noticias/2023/10/censo-2022-numero-de-idosos-na-populacao -do-pais-cresceu-57-4-em-12-anos. Acesso em: 13 set. 2025.
a) O que significa dizer que a população de um país está envelhecendo?
b) Quais são os motivos de a população brasileira estar envelhecendo? 6. b) Ver orientações no Encaminhamento. 44
06/10/25
7 Observe a tabela a seguir e depois responda às questões.
Brasil: expectativa de vida ao nascer, em anos (1940-2023)
(1940-2023)
Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Tábuas completas de mortalidade para o Brasil 2023: breve análise da evolução da mortalidade no Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 2024. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/3097/tcmb_2023.pdf. Acesso em: 14 jul. 2025.
a) O que é expectativa de vida?
7. a) É a quantidade de anos que se espera que uma pessoa viva ao nascer.
b) De acordo com a tabela, em qual ano o Brasil registrou a menor expectativa de vida? E a maior?
7. b) De acordo com a tabela, a menor expectativa de vida foi registrada em 1940, com 45,5 anos, enquanto a maior foi registrada em 2023, com 76,4 anos.
c) Qual é o fenômeno observado entre 2020 e 2022? Por que isso ocorreu?
7. c) Houve uma redução da expectativa de vida em relação a 2019. Isso ocorreu devido à pandemia de covid-19, que elevou a mortalidade no país.
8 Quais foram os principais povos que contribuíram para a formação do povo brasileiro?
8. Indígenas, europeus (portugueses, italianos, alemães e espanhóis) e africanos.
9 Indique pelo menos uma influência que cada um desses povos deixou na cultura brasileira.
9. Ver orientações no Encaminhamento.
10 Qual é a diferença entre migração temporária e migração permanente?
10. Ver orientações no Encaminhamento
Nas atividades 8 e 9, os estudantes devem reconhecer a multiplicidade de povos que formam a população brasileira e o legado cultural deixado por eles. Avaliar se os estudantes reconhecem indígenas, africanos e europeus como os principais povos formadores da nossa população, bem como se conseguem indicar o legado desses povos. Caso seja necessário, é possível retomar como cada um desses povos chegou ao território brasileiro e seu legado cultural utilizando como exemplo aspectos da realidade do local onde a escola está situada.
A atividade 10 tem como objetivo retomar o conhecimento de conceitos demográficos por parte dos estudantes. Caso eles não tenham compreendido o conceito de migração temporária, retomar o conteúdo das páginas 26 e 27 e utilizar exemplos para caracterizar a migração temporária e a permanente.
INTRODUÇÃO DA UNIDADE
A unidade 2 do 5o ano traz dois capítulos que se complementam: o primeiro apresenta o mundo do trabalho e o segundo aborda a realidade social brasileira. As habilidades e os objetos de conhecimento são contemplados e mencionados gradativamente ao longo da discussão dos assuntos.
No primeiro capítulo, são estudados os três setores de atividades (primário, secundário e terciário) e o impacto da tecnologia neles e consequentemente no mundo do trabalho. Essa temática se mostra importante na medida em que é exatamente nesse contexto de mundo, marcado pela transformação tecnológica, que os estudantes vivem.
A temática social do mundo do trabalho é tratada ao abordar a questão do trabalho infantil e suas implicações negativas, assim como a desigual realidade entre homens e mulheres no mercado de trabalho. A crescente participação da mulher no mundo do trabalho e seu novo papel na sociedade brasileira são outras importantes questões contempladas.
As desigualdades sociais são apresentadas por meio de dados de indicadores buscando destacar a importância de os estudantes se posicionarem criticamente perante as desigualdades socioespaciais que caracterizam a formação espacial do Brasil. A partir dessa contextualização, são discutidas, por meio de atividades, as razões dessas desigualdades no Brasil. Assim, a temática social da desigualdade aborda indicadores de educação, saúde e demografia, por exemplo, sempre respeitando a faixa etária dos estudantes e o nível de complexidade dessa etapa.
TRABALHO E CONDIÇÃO SOCIAL 2
Objetivos da unidade
• Compreender o mundo do trabalho e o impacto na renda.
• Compreender e reconhecer os setores de atividades da economia.
• Analisar a realidade socioespacial brasileira.
• Compreender a cidadania por meio do combate à discriminação e ao preconceito.
Pré-requisitos pedagógicos
Para compreensão e desenvolvimento da temática social que percorre a unidade,
espera-se que os estudantes tenham fixado bem os assuntos relacionados à população brasileira que foram amplamente abordados na unidade anterior, como: natalidade, mortalidade, envelhecimento, tamanho da população brasileira.
Aspectos que proporcionaram o crescimento e a distribuição da população brasileira, assim como mecanismos que estão por trás do processo de envelhecimento no país e que foram estudados na unidade anterior, subsidiam a compreensão desta unidade.
1 A atividade industrial é uma das atividades econômicas mais importantes que existem e já passou por diversos momentos e características. As imagens mostram situações da indústria no passado e no presente. Cite diferenças e semelhanças entre elas.
1. Ver orientações no Encaminhamento
2 Além da indústria, quais outras atividades econômicas você conhece?
2. Resposta pessoal.
Atividades
1. Os estudantes poderão mencionar observações espontâneas, apontando por exemplo a diferença nas vestimentas ou a presença de mulheres apenas na imagem que retrata a indústria no presente. Contudo, eles devem perceber que as máquinas substituíram a mão de obra na segunda imagem.
2. Os estudantes poderão citar a agricultura, a pecuária, o setor de serviços, como bancos, escolas, consultórios médicos etc.
ENCAMINHAMENTO
Para iniciar o tema da aula, perguntar à turma: • Vocês já viram em fotografias, na televisão ou pessoalmente um robô trabalhando na indústria? Será que essa tecnologia sempre foi utilizada na atividade industrial?
Possibilitar que os estudantes narrem suas experiências, problematizando a utilização de mão de obra no setor industrial. Aproveitar para expor a importância da indústria na atualidade, tendo em vista que grande parte do que consumimos atualmente passou por algum processo industrial. Solicitar aos estudantes que observem as imagens da abertura da unidade e pedir que descrevam elementos presentes nas ilustrações, como o ambiente, os objetos e as pessoas, levando-os a perceber que as imagens mostram cenas da indústria em momentos distintos, representando o passado e o presente.
Em seguida, pedir a um estudante que leia em voz alta as questões propostas na problematização e organizar o grupo para que conversem sobre elas. Este é um momento importante de socialização dos conhecimentos prévios e experiências pessoais. Garantir que todos sejam ouvidos.
BNCC
(EF05GE05) Identificar e comparar as mudanças dos tipos de trabalho e desenvolvimento tecnológico na agropecuária, na indústria, no comércio e nos serviços.
TCT
Economia (Trabalho)
ENCAMINHAMENTO
Iniciar a abordagem do tema com o questionamento:
• Qual é o tipo de trabalho realizado pelas pessoas da família de vocês? Como é o local de trabalho de cada uma delas? Por exemplo, trabalham em casa, no escritório, na fábrica, no campo, em outros lugares?
Relacionar as respostas dadas pelos estudantes com as informações desta página, utilizando-as como ponto de partida para os estudos sobre o trabalho e os setores da economia. Por se tratar de questões que aludem à realidade familiar dos estudantes, existe a possibilidade de haver momentos delicados, como a menção a casos de desemprego. Se isso ocorrer, recomenda-se uma abordagem diligente para evitar estigmatizar uma situação ou uma pessoa. Uma possibilidade é conversar com os estudantes sobre a crise na economia brasileira, que apresenta como um dos seus reflexos o aumento da taxa de desemprego.
Ler as definições dos três setores da economia e orientar os estudantes na realização da atividade com as fotografias. Ao apresentar os tipos de trabalho que constituem cada setor da economia, o conteúdo dessas páginas contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05GE05.
TRABALHO E SETORES DA ECONOMIA
As pessoas adultas precisam ter um trabalho para garantir seu sustento e o de suas famílias. O trabalho assalariado, por exemplo, acontece quando uma pessoa é contratada por uma empresa ou por alguém para realizar determinadas atividades e recebe um salário.
Chamamos salário o pagamento que alguém recebe ao realizar um trabalho, utilizando técnicas e ferramentas de acordo com suas habilidades.
Os trabalhadores estão envolvidos com as mais distintas atividades econômicas, que podem ser classificadas em três setores.
• Primário: atividades de cultivo, de extração ou de modificação de recursos naturais.
• Secundário: atividades de transformação de matérias-primas em produtos de consumo ou em outras matérias-primas e máquinas a serem utilizadas no próprio setor secundário.
• Terciário : atividades de comércio, de administração pública e de prestação de serviços.
1 Com um colega, indique o setor da economia correspondente às atividades mostradas nas imagens.
Atividade complementar
• Desenhando os setores da economia
Para ampliar a atividade, solicitar aos estudantes que elaborem, em folhas de papel avulsas, três desenhos representando atividades de trabalho de cada um dos setores da economia diferentes das imagens que aparecem no livro. Os estudantes podem apresentar seus desenhos para os colegas identificarem os setores da economia ao qual cada um se relaciona.
Cozinheiro prepara um prato para um cliente em Magelang, na Indonésia, em 2025.
Agricultores colhem folhas de chá nos Açores, em Portugal, em 2024.
1. c) Setor primário. 1. b) Setor terciário. 1. a) Setor secundário.
Trabalhador monta trator em linha de produção em Luoyang, na China, em 2025.
Setor primário
As atividades do setor primário estão envolvidas diretamente com a retirada de recursos da natureza.
Muitos recursos são utilizados como matéria-prima e levados às indústrias. São importantes atividades do setor primário: a agricultura, a pecuária, a pesca, a caça, o extrativismo vegetal e a mineração.
Agora, veja exemplos de profissionais do setor primário.
Agricultor durante colheita mecanizada de milho, em Formosa do Rio Preto (BA), em 2022.
VOCÊ DETETIVE
2024.
1 Quais são as pessoas que garantem a renda de sua família? Em que setor de atividade elas trabalham? Para descobrir, entreviste algum familiar adulto que trabalha e faça as anotações no caderno. Depois, compartilhe com os colegas em sala de aula.
Uma retrospectiva da agricultura brasileira nos últimos 40 anos analisando a condição do Brasil de importador de alimentos no passado a provedor mundial.
Você detetive
Pedir aos estudantes que compartilhem as informações levantadas. Organizar em um quadro, na lousa, as informações coletadas por eles e elaborar um gráfico sobre as atividades econômicas dos familiares, por setor da economia. Depois, analisar com eles as informações, por exemplo: é provável que nenhum dos familiares trabalhe em atividades do setor primário se forem moradores da cidade; explore esse tipo de informação, relacionando ao local onde vivem.
BNCC
(EF05GE05) Identificar e comparar as mudanças dos tipos de trabalho e desenvolvimento tecnológico na agropecuária, na indústria, no comércio e nos serviços.
TCT
Economia (Trabalho)
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com os seguintes questionamentos:
1. Vocês conhecem alguém que trabalha com atividades relacionadas à terra?
2. Na opinião de vocês, qual é a importância desse tipo de trabalho?
Conversar com os estudantes sobre a importância da produção de alimentos, por exemplo. Aproveitar para questionar sobre o que sabem do transporte de mercadorias do campo para as indústrias e os centros de consumo.
Fazer a leitura do texto e das fotografias coletivamente e solicitar aos estudantes que mencionem como cada uma se relaciona com a matéria-prima e a natureza. Na página seguinte, há os conceitos de agricultura e de pecuária; é possível pedir aos estudantes que os relacionem com as fotografias.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Coletora de mariscos em Santo Amaro do Maranhão (MA), em
BNCC
(EF05GE05) Identificar e comparar as mudanças dos tipos de trabalho e desenvolvimento tecnológico na agropecuária, na indústria, no comércio e nos serviços.
TCT
Economia (Trabalho)
Alfabetização
cartográfica
• Leitura de mapa
ENCAMINHAMENTO
Para realizar as atividades, explorar previamente o mapa com os estudantes. Questioná-los por que acham que o mapa foi representado dessa maneira e onde percebem maior concentração de rebanho bovino no Brasil.
Texto de apoio
O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo, produzindo para atender à demanda interna e externa. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) atua no fomento a uma agricultura mais sustentável e eficiente.
[...]
Segundo a Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Mapa, as Boas Práticas Agrícolas (BPAs) são um conjunto de princípios, normas e recomendações técnicas que visam garantir a produção de alimentos de forma segura, sustentável e responsável.
Agricultura e pecuária
Agricultura é a atividade econômica de cultivo de vegetais úteis ao ser humano.
Pecuária é a atividade econômica de criação de animais úteis ao ser humano.
Em todo o mundo, há pessoas que trabalham no campo. A agricultura e a pecuária são atividades muito antigas e importantes economicamente, inclusive para o Brasil. O rebanho bovino brasileiro, por exemplo, é um dos maiores do mundo.
Observe o mapa sobre o rebanho bovino no Brasil.
Brasil: rebanho bovino (2023)
Equador
Rebanho bovino (cabeças)
Mais de 20 milhões
De 10 milhões a 20 milhões
De 4 milhões a 10 milhões
De 2 milhões a 4 milhões
De 1 milhão a 2 milhões
Até 1 milhão
Limite estadual
Fronteira internacional
OCEANO ATLÂNTICO
Trópico de Capricórnio
1. Espera-se que os estudantes apontem Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Pará como importantes estados na criação de rebanhos bovinos no país.
Elaborado com base em: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Rebanho de bovinos (bois e vacas). Rio de Janeiro: IBGE, c2025. Disponível em: https://www.ibge.gov. br/explica/producao -agropecuaria/ bovinos/br. Acesso em: 17 jul. 2025.
1 Com um colega, escreva no caderno quais são as quatro Unidades da Federação com os maiores rebanhos de gado bovino.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
2 De acordo com o mapa, qual é o tamanho do rebanho bovino na Unidade da Federação onde vocês vivem? Comentem no caderno.
2. Respostas de acordo com a Unidade da Federação em que o estudantes vivem.
50
A adesão às boas práticas contribui para a preservação ambiental e uso responsável dos recursos naturais, melhora a segurança e qualidade dos alimentos, permitem aos produtores acessarem mercados que exigem padrões de qualidade e sustentabilidade e pode [reduzir] custos operacionais e redução de insumos por meio de práticas eficientes.
A agricultura de precisão, que consiste em conjunto de técnicas que permitem o gerenciamento localizado dos cultivos,
Fazem parte do conjunto de princípios das BPAs: a segurança alimentar visando garantir que os produtos sejam seguros para o consumo humano; sustentabilidade ambiental para minimizar os impactos ambientais da produção agrícola; responsabilidade social para promover condições de trabalho justas e respeitar os direitos dos trabalhadores; e eficiência econômica objetivando o aumento da produtividade e a rentabilidade das atividades agrícolas.
pode ser considerada uma BPA, pois utiliza tecnologias para otimizar o uso de insumos, melhora a eficiência e reduz impactos ambientais. Outro exemplo é a agricultura irrigada, que pode usar técnicas que conservem água e evitem a salinização do solo. BRASIL. Ministério da Agricultura e Pecuária. Conheça as boas práticas agrícolas que geram sustentabilidade e oportunidades na agricultura Brasília, DF: Mapa, 20 mar. 2025. Disponível em: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/ noticias/conheca-as-boas-praticas-agricolas -que-geram-sustentabilidade-e-oportunidades-na -agricultura. Acesso em: 11 ago. 2025.
BOLÍVIA
URUGUAI PARAGUAI
ARGENTINA
GUIANA FRANCESA (FRA)
SONIA VAZ
Extrativismo
Além da agricultura e pecuária, o extrativismo é outra atividade econômica que faz parte do setor primário da economia. Ele consiste na extração de recursos da natureza, que podem ser de origem animal, vegetal e mineral. O Brasil é um país muito rico não apenas em recursos vegetais, mas também em recursos minerais e energéticos. Veja no mapa onde alguns recursos minerais são extraídos.
Brasil: recursos minerais (2019)
VENEZUELA GUIANA
SURINAME GUIANA FRANCESA (FRA)
COLÔMBIA
Minerais metálicos
Alumínio Chumbo Cobre
Níquel
Ouro
Terras raras
Titânio
Tungstênio Zinco
Limite estadual
Minerais não metálicos
Amianto Calcário Diamante Fosfato Quartzo
Sal marinho
Minerais energéticos
Carvão Petróleo e gás Tório
Urânio Xisto betuminoso
Fronteira internacional
Trópico de Capricórnio
Fonte: SIMIELLI, Maria Elena. Geoatlas. São Paulo: Ática, 2019. p. 117.
1 Indique dois recursos minerais que se destacam em cada uma das regiões brasileiras
1. Norte: ouro e estanho; Nordeste: petróleo, gás e amianto; Centro-Oeste: ouro e diamante; Sudeste: ferro e zinco; Sul: carvão e cobre.
2 Qual recurso mineral se destaca na região onde você vive?
2. Resposta de acordo com a região em que o estudante vive.
3 Observe o mapa, leia a legenda e aponte quais são os recursos minerais mais presentes no Brasil e em quais Unidades da Federação eles estão encontrados.
3. Os estudantes podem mencionar o ouro, que está presente em quase todas as Unidades da Federação, exceto AC, DF, PI, PE, AL e SE.
Atividades
1. Se achar importante, retomar com os estudantes as regiões brasileiras segundo o IBGE e as unidades federativas que compõem cada uma (Norte: AM, PA, AC, AP, RR, RO e TO; Nordeste: MA, PI, CE, RN, PB, PE, AL, SE e BA; Centro-Oeste: MT, MS, GO e DF; Sudeste: MG, ES, RJ e SP; Sul: PR, SC e RS). Para organizar as informações, fazer um levantamento dos recursos minerais cartografados, organizando as in-
formações por região em um quadro. Depois, oriente-os a verificar quais minerais se destacam em cada uma.
2. Auxiliar os estudantes a localizar no mapa a região onde vivem. Depois, pedir a eles que anotem quais jazidas minerais ocorrem nela e qual ou quais delas são predominantes.
3. Auxiliar os estudantes a perceber a forte distribuição de ouro pelo território brasileiro.
BNCC
(EF05GE05) Identificar e comparar as mudanças dos tipos de trabalho e desenvolvimento tecnológico na agropecuária, na indústria, no comércio e nos serviços.
TCT (Economia (Trabalho)
Alfabetização cartográfica
• Leitura de mapa
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com os seguintes questionamentos:
1. Vocês sabem dar um exemplo de recursos naturais de origem animal e de origem vegetal? E de origem mineral?
2. Vocês sabem o que é um minério?
Se achar interessante, elaborar na lousa um quadro com os exemplos dos estudantes, organizando os recursos de acordo com a origem. Nesse momento, não é necessário o rigor do conceito de minério ou que a definição fornecida se aproxime da utilizada pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM): “minério é um mineral ou uma associação de minerais (rocha) que pode ser explorado economicamente” (BRANCO, Pércio de Moraes. Minério. Glossário geológico. Recife: Agência Nacional de Mineração, c2025. Disponível em: https: //www.dnpm-pe.gov.br/De talhes/Minerio.htm. Acesso em: 11 ago. 2025).
Ao analisar o mapa com os estudantes, auxiliá-los a perceber o significado dos símbolos indicado na legenda. Em seguida, incentivá-los a localizar os recursos minerais.
OCEANO ATLÂNTICO
SONIA VAZ
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
BNCC
(EF05GE05) Identificar e comparar as mudanças dos tipos de trabalho e desenvolvimento tecnológico na agropecuária, na indústria, no comércio e nos serviços.
TCT
Economia (Trabalho)
Alfabetização
cartográfica
• Leitura de mapa
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com o seguinte questionamento:
• Há indústrias na região onde vocês vivem? O que elas produzem?
Aproveitar esse momento para perceber se os estudantes relacionam o que aprenderam com a realidade em que vivem e se começam a identificar, em escala local, a presença de elementos produtivos, como a indústria.
Analisar com os estudantes as imagens que acompanham o texto sobre o setor secundário. Questioná-los:
1. O que cada trabalhador está fazendo?
De cima para baixo: trabalhadora em indústria alimentícia, em Pomerode (SC); trabalhador em indústria metalúrgica, em Cambé (PR); trabalhador em indústria têxtil, em Toritama (PE).
2. Qual ou quais deles operam máquinas?
Os trabalhadores da indústria metalúrgica e da indústria têxtil.
3. Quais usam uniforme ou equipamentos de segurança?
Todos eles. Não é possível ver o corpo todo dos operários, mas é possível ver em todos eles alguns equipamentos: a trabalhadora da indústria ali-
Setor secundário
As atividades econômicas responsáveis pela transformação da matéria-prima em um bem industrializado fazem parte do setor secundário. É nesse setor que encontramos atividades relacionadas aos mais variados tipos de indústria.
Trabalhadora em indústria alimentícia, em Pomerode (SC), em 2023.
em indústria metalúrgica, em Cambé (PR), em 2023.
em indústria têxtil, em Toritama (PE), em 2025.
mentícia usa uma roupa de proteção que cobre o corpo todo; o trabalhador da indústria metalúrgica usa botas de segurança, luvas, avental, capacete e máscara; o trabalhador da indústria têxtil usa protetores auriculares.
4. Por que eles precisam usar esses equipamentos?
Para não se machucar durante o trabalho. Instruir os estudantes a compreender que a expressão protetores auriculares diz respeito à proteção dos ouvidos nas atividades fabris.
Trabalhador
Trabalhador
A pessoa que trabalha em uma fábrica em troca de um salário é também denominada operária.
Dependendo do que é produzido, o empregador deve fornecer equipamentos de segurança aos trabalhadores, como capacetes, protetores auriculares, máscaras, luvas, botas, entre outros. Também é dever do operário trabalhar conforme as normas de segurança.
Observe o mapa a seguir, que mostra a distribuição das indústrias entre as Unidades da Federação brasileiras.
Brasil: indústria (2019)
COLÔMBIA
Equador
VENEZUELA GUIANA SURINAME
GUIANA FRANCESA (FRA)
Auricular: relativo à orelha.
PERU
OCEANO PACÍFICO
Empresas industriais (número)
Mais de 500
De 101 a 500
De 51 a 100
De 26 a 50
Até 25
BOLÍVIA
ARGENTINA CHILE
Fronteira internacional
OCEANO ATLÂNTICO Trópico de Capricórnio
Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 143.
1 Onde está concentrada a maior parte das indústrias do país?
2. Resposta de acordo com a Unidade da Federação em que o estudante vive.
2 De acordo com o mapa, qual é a quantidade de indústrias na Unidade da Federação onde você vive? Comente com os colegas e o professor.
1. Auxiliar os estudantes na leitura das informações do mapa. Espera-se que eles reconheçam que a maior parte das indústrias está localizada no Sudeste brasileiro, particularmente nos estados de São Paulo e Minas Gerais.
12:21
Atividades
2. Orientar os estudantes a observar a legenda do mapa para chegar à resposta da atividade. É importante esclarecer que o mapa não traz o número exato de indústrias por estado, mas os classifica em categorias. Assim, o estado de Mato Grosso, por exemplo, tem entre 51 e 100 indústrias instaladas em seu território.
Sugestão para o professor
WORLD ECONOMIC FORUM. Relatório sobre o futuro dos empregos 2025. Genebra: WEF, 2025. Disponível em: https://reports.weforum. org/docs/WEF_Future_of_ Jobs_2025_Press_Release_ PTBR.pdf. Acesso em: 11 ago. 2025.
O boletim do Fórum Econômico Mundial apresenta as tendências futuras no mundo do trabalho com forte destaque para as áreas ligadas às tecnologias.
Sugestão para os estudantes
OLIVEIRA, Dinah Sales de. O que você vai ser quando crescer? São Paulo: Moderna, 2012.
Voltado para o público jovem, o livro tem como objetivo apresentar possibilidades de trabalho e carreiras. É um livro que ajudará o professor a ampliar o repertório sobre o tema.
BNCC
(EF05GE05) Identificar e comparar as mudanças dos tipos de trabalho e desenvolvimento tecnológico na agropecuária, na indústria, no comércio e nos serviços.
TCT
Economia (Trabalho)
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com o questionamento:
• Vocês têm familiares que trabalham no setor terciário? Se sim, em quais profissões?
Ao trabalhar essa questão, atentar-se a possíveis situações em que os estudantes se sintam constrangidos ao falar sobre o trabalho de seus familiares. Conduzir a discussão buscando demonstrar a importância de todos os tipos de serviço para a sociedade.
Explorar as fotografias, pedindo aos estudantes que classifiquem as atividades retratadas em comércio ou prestação de serviço; esse processo ajuda a verificar se eles compreenderam essa distinção. É possível pedir que listem outras profissões relacionadas ao comércio e à prestação de serviços. Informar a eles que o setor terciário é responsável pela maior parte das ocupações no país.
Explicar que o tipo de trabalho desenvolvido por grande parte dos profissionais do setor terciário possibilita a existência de duas modalidades: autônomo e assalariado. Dependendo da situação e da conveniência, o profissional pode transitar de uma para outra. O conhecimento da palavra autônomo contribui para o aumento do vocabulário dos estudantes.
Setor terciário
As atividades do setor terciário estão concentradas principalmente nas cidades e empregam a maior parte dos trabalhadores no Brasil. Esse setor abrange o comércio e a prestação de serviços.
Conheça algumas profissões desse setor por meio das fotografias a seguir.
Texto de apoio
Origem do dinheiro
A história da civilização nos conta que o homem primitivo procurava defender-se do frio e da fome, abrigando-se em cavernas e alimentando-se de frutos silvestres, ou do que conseguia obter da caça e da pesca. Ao longo dos séculos, com o desenvolvimento da inteligência, passou a espécie humana a sentir a necessidade de maior conforto e a reparar no seu semelhante. Assim, como decorrência das necessidades individuais, surgiram as trocas.
Esse sistema de troca direta, que durou por vários séculos, deu origem ao surgimento de vocábulos como “salário”, o pagamento feito através de certa quantidade de sal; “pecúnia”, do latim “pecus”, que significa rebanho (gado) ou “peculium”, relativo ao gado miúdo (ovelha ou cabrito). As primeiras moedas, tal como conhecemos hoje, peças representando valores, geralmente em metal, surgiram na Lídia (atual Turquia), no século VII A. C. As características que se desejava ressaltar eram transportadas para as peças através da pancada de um objeto pesado (martelo),
Gari faz limpeza em praça de Belém (PA), em 2025.
Trabalhador repõe estoque de frutas em supermercado em Ilhéus (BA), em 2025.
Professora em escola em Bequimão (MA), em 2024.
Entre os profissionais do setor terciário, também existem aqueles denominados autônomos.
Os profissionais autônomos exercem seu trabalho por conta própria, ou seja, não são assalariados, como alguns advogados, escritores, psicólogos, contadores, vendedores, entre outros.
Trabalhador ambulante em Manaus (AM), em 2022. Esse é um exemplo de trabalhador autônomo informal, isto é, sem regulamentação e sem a proteção da lei trabalhista.
VOCÊ DETETIVE
Chamamos desemprego a situação em que o indivíduo não está trabalhando e está em busca de emprego. Por isso, essa situação é considerada transitória, provisória.
Um alto índice de desemprego em um país é sinal de que sua economia vai mal. 1. Você sabe como está o desemprego no Brasil atualmente? Faça uma pesquisa para descobrir e anote as principais informações no caderno. Depois, apresente os resultados de sua pesquisa para os colegas e converse com eles e o professor. 1. Ver orientações no Encaminhamento
em primitivos cunhos. Foi o surgimento da cunhagem a martelo, onde os signos monetários eram valorizados também pela nobreza dos metais empregados, como o ouro e a prata.
Embora a evolução dos tempos tenha levado à substituição do ouro e da prata por metais menos raros ou suas ligas, preservou-se, com o passar dos séculos, a associação dos atributos de beleza e expressão cultural ao valor monetário das moedas, que quase sempre, na atualidade, apresentam figuras representativas da história, da cultura, das riquezas e do poder das sociedades.
A necessidade de guardar as moedas em segurança deu surgimento aos bancos. Os negociantes de ouro e prata, por terem cofres e guardas a seu serviço, passaram a aceitar a responsabilidade de cuidar do dinheiro de seus clientes e a dar recibos escritos das quantias guardadas. […]
ORIGEM do dinheiro. Rio de Janeiro: Casa da Moeda do Brasil, c2025. Disponível em: https://www. casadamoeda.gov.br/portal/socioambiental/cultural/ origem-do-dinheiro.html. Acesso em: 11 ago. 2025.
Você detetive
O objetivo da atividade é familiarizar os estudantes com índices econômicos, nesse caso, o número de desempregados no Brasil. O IBGE divulga dados sobre a economia a cada trimestre e os disponibiliza no site da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. Ao realizar a atividade, orientar os estudantes sobre como encontrar os dados solicitados. De acordo com o IBGE, o número de desempregados no Brasil até junho de 2025 era de 6,3 milhões de pessoas (que corresponde a 5,8% da população total) (Fonte: PESQUISA Nacional por Amostra de Domicílios Contínua. Brasília, DF: PNAD Contínua, c2025. Disponível em: https://www.ibge. gov.br/estatisticas/sociais/ trabalho/9171-pesquisa-nacio nal-por-amostra-de-domici lios-continua-mensal.html? t=resultados. Acesso em: 9 ago. 2025).
Abordar com sensibilidade o tema, já que o desemprego costuma provocar sofrimento no meio familiar. Conduzir uma conversa em que os estudantes devem ouvir e respeitar o relato do colega.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
(EF05GE05) Identificar e comparar as mudanças dos tipos de trabalho e desenvolvimento tecnológico na agropecuária, na indústria, no comércio e nos serviços.
TCT
Cidadania e civismo (Direitos da criança e do adolescente)
ENCAMINHAMENTO
Iniciar a abordagem de tema com o seguinte questionamento:
• Vocês sabiam que existem crianças que trabalham em vez de ir à escola?
Ouvir o que os estudantes têm a dizer e conversar com eles sobre a importância de os direitos das crianças serem respeitados. Espera-se que os estudantes se mostrem sensibilizados com a condição de vulnerabilidade em que vivem as crianças obrigadas a trabalhar e que reconheçam a importância de estudar.
Esclarecer aos estudantes que trabalho infantil e pequenos serviços domésticos são atividades diferentes. O que está sendo abordado é a prática ilegal do trabalho infantil, que se caracteriza pelo trabalho realizado por crianças e adolescentes que estão abaixo da idade mínima permitida por lei. Geralmente, as condições de trabalho são insalubres, o salário é mais baixo do que o pago a adultos e as horas destinadas ao trabalho e o cansaço físico e mental acabam impedindo a continuidade nos estudos. Essa temática corrobora o desenvolvimento da habilidade EF05GE05.
Reforçar com os estudantes que atividades domésticas, como arrumar a cama, cuidar do animal de estimação e guardar os brinquedos, não configuram trabalho in-
TECNOLOGIA NO DIA A DIA
Trabalho infantil não é legal
Trabalho infantil é o trabalho realizado por menores de 16 anos. As leis brasileiras permitem que adolescentes a partir dos 14 anos iniciem o aprendizado sobre uma profissão para seu futuro. Mas, para ser um aprendiz, o adolescente deve estar, obrigatoriamente, frequentando a escola.
Veja, a seguir, alguns dos motivos pelos quais as crianças não devem trabalhar.
• A estrutura física da criança (ossos e músculos) ainda não está preparada para realizar esforços no trabalho.
• O corpo da criança se desidrata mais facilmente.
• Ao trabalhar na infância, a criança deixa de brincar e estudar.
Vamos todos combater o trabalho infantil. Entre nessa você também!
1 Com a orientação do professor, forme um grupo com os colegas. Acessem o portal do Tribunal Regional do Trabalho da 12a Região e leiam o documento Trabalho infantil não é brinquedo!, disponível em: https://portal.trt12.jus. br/sites/default/files/2019-11/Cartilha%20Combate%20ao%20Trabalho%20 Infantil.pdf (acesso em: 17 jul. 2025).
1. Ver orientações no Encaminhamento
2 Após a leitura do documento, elaborem juntos um texto sobre a impressão que tiveram. Compartilhem o texto com o restante da turma.
2. Produção coletiva.
3 Você já viu alguma criança trabalhando? O que achou disso? Converse com os colegas e o professor.
3. Respostas pessoais.
DESCUBRA MAIS
• MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL. Conceitos e regras sobre o trabalho infantil Brasília, DF: MPF, c2025. Disponível em: http://turminha.mpf.mp.br/explore/ direitos-das-criancas/trabalho-infantil/conceitos-e-regras-sobre-o-trabalho -infantil. Acesso em: 17 jul. 2025.
O site da Turminha do MPF traz informações sobre trabalho infantil e outros assuntos, como cultura, ambiente, direitos da criança, além de jogos para sua idade.
fantil. No entanto, preparar a alimentação da família ou passar roupa para todos que vivem na casa são atividades consideradas trabalho infantil e, portanto, ilegais.
O Decreto no 6.481, de 2008, em comum acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), lista as 89 piores formas de trabalho infantil (Fonte: BRASIL. Decreto n. 6.481, de 12 de junho de 2008. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 12 jun. 2008. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Decreto/ D6481.htm. Acesso em: 9 ago. 2025).
Atividades
1. Essa é uma oportunidade de os estudantes exercitarem a compreensão de textos. Propiciar um momento para uma conversa sobre o que foi lido, incentivando os estudantes a expressar sua compreensão do texto.
2. Essa atividade propicia o desenvolvimento da produção de escrita dos estudantes. Se achar conveniente, orientar a produção do texto, sugerindo questões. Ajudar os estudantes a transformar as respostas em um texto.
Trabalho ao longo do tempo
As atividades econômicas e o trabalho passaram por diversas mudanças ao longo do tempo. O desenvolvimento tecnológico possibilitou novas formas de produzir e isso impactou todos os setores da economia: a agropecuária, a indústria, o comércio e a prestação de serviços.
Veja exemplos dessa nova realidade do mundo do trabalho contemporâneo.
Na indústria, em muitos casos, o operário e a tradicional linha de produção cederam espaço às modernas tecnologias computadorizadas e a robôs nas fábricas.
Fileira de braços de robôs montando uma bateria para automóveis.
Na agropecuária, as ferramentas utilizadas e as maneiras de cultivar mudaram: a enxada e outras ferramentas manuais deram lugar a tecnologias modernas, como tratores, máquinas agrícolas e, mais recentemente, drones.
Drone aplicando fertilizantes em campos de arroz.
No comércio e setor terciário, a automação também tem crescido. É cada vez mais comum lidarmos com máquinas que operam funções que até há algum tempo eram desempenhadas por pessoas.
Cliente comprando roupa em loja por meio de uma tela.
BNCC
(EF05GE05) Identificar e comparar as mudanças dos tipos de trabalho e desenvolvimento tecnológico na agropecuária, na indústria, no comércio e nos serviços.
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com os seguintes questionamentos:
1. Os instrumentos de trabalho no campo foram sempre os mesmos ou eles mudaram ao longo do tempo?
2. O trabalho nas fábricas também sofreu transformações ao longo do tempo como o trabalho na agropecuária?
3. Na opinião de vocês, por que as empresas optam por utilizar máquinas para realizar serviços que antes eram feitos pelas pessoas? Nesse momento, não se espera respostas aprofundadas sobre o processo de automação, mas que seja uma oportunidade para que os estudantes reflitam sobre a presença cada vez maior de máquinas nos diferentes setores da economia.
Explorar com os estudantes as transformações do trabalho ocorridas ao longo do tempo, proporcionadas, sobretudo, pelo avanço da tecnologia que adentrou os três setores de atividades abordados na unidade: primário, secundário e terciário. Questionar quais tipos de inovação tecnológica eles percebem no dia a dia.
BNCC
(EF05GE02) Identificar diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais entre grupos em diferentes territórios.
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com o questionamento:
• Na opinião de vocês, existem profissões destinadas só para homens e outras só para mulheres? Por quê?
Se algum estudante responder que sim, ouvir os motivos que o levam a acreditar nessa diferença, mas explicar que, assim como não há brincadeiras só para meninos e outras só para meninas e que ambos podem brincar do que gostam, homens e mulheres têm o direito de escolher a profissão que querem exercer.
Aproveitar a oportunidade e conversar com eles sobre a importância da divisão justa do trabalho doméstico entre os moradores da residência, pois os cuidados de higiene, alimentação e limpeza são fundamentais para todos.
Promover uma leitura coletiva do texto e explicar as mudanças ocorridas ao longo do tempo em relação à participação da mulher no mercado de trabalho.
Informar aos estudantes que, há algumas décadas, poucas mulheres trabalhavam fora de casa. A maioria dedicava-se ao trabalho doméstico e ao cuidado dos filhos. No entanto, em decorrência da luta das mulheres por emancipação e por igualdade de direitos, essa situação vem mudando, e atualmente a maioria das mulheres está no mercado de trabalho.
Comentar ainda com os estudantes que, durante muito tempo, as mulheres
Mulheres no mercado de trabalho
O papel da mulher na sociedade brasileira vem mudando ao longo do tempo. Já foi muito comum os homens trabalharem fora de casa e as mulheres ficarem com o trabalho doméstico, cuidando da casa e dos familiares. Atualmente, embora ainda existam muitas mulheres que trabalham cuidando da família, a maioria das mulheres está no mercado de trabalho.
Estudos de diversos órgãos mostram que as mulheres estão cada vez mais inseridas no mercado de trabalho e participam do orçamento familiar com seus salários. Esses estudos mostram também que muitas mulheres são chefes de família, ou seja, são elas que garantem a renda da casa.
Observe as fotografias a seguir.
Agricultora colhendo morangos em Agudo (RS), em 2024.
Médica veterinária cuidando de animal em Guarani (MG), em 2024.
Operárias cortando madeira em serraria em Itaituba (PA), em 2024.
1 A que setores da economia pertencem as atividades exercidas pelas mulheres nas fotografias?
A palavra orçamento representa os ganhos e as despesas previstas. Pode ser para tratar do orçamento de uma família, de uma empresa e até do poder público, como o orçamento dos governos federal, estadual e municipal.
Em casa, converse com um familiar adulto para entender o planejamento do orçamento da sua família.
foram impedidas de trabalhar em profissões consideradas masculinas, mas que elas têm quebrado essas barreiras também. Atualmente, as mulheres atuam nas mais diversas áreas antes restritas aos homens, como mostram as fotografias da página. Ao trabalhar as desigualdades entre homens e mulheres no mercado de trabalho, o conteúdo desta página contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05GE02.
Ler com os estudantes o texto do Meu vocabulário. Solicitar a eles que conversem com o familiar responsável pelo orçamento
da casa para verificarem como é feito o planejamento dos gastos em função dos rendimentos. Esse trabalho contribui para a ampliação e o desenvolvimento do vocabulário dos estudantes.
Sugestão para os estudantes
FAVILLI, Elena; CAVALLO, Francesca. Histórias de ninar para garotas rebeldes. São Paulo: V&R, 2017. No livro, há cem histórias de mulheres que são inspiradoras.
DE OLHO NO MAPA!
Ocupação das mulheres
As mulheres ainda enfrentam diversas dificuldades no mercado de trabalho, como o preconceito em determinadas profissões e a diferença de salário em relação aos homens. Além disso, mesmo representando mais da metade da população brasileira, elas estão menos presentes no mercado de trabalho. Observe o mapa.
Brasil: mulheres na população ocupada (2019)
GUIANA FRANCESA (FRA)
Equador
VAZ
OCEANO PACÍFICO
Mulheres na população ocupada (%)
De 44,1 a 46,0
De 42,1 a 44,0
De 40,1 a 42,0
De 37,0 a 40,0
Limite estadual
Fronteira internacional
ARGENTINA
URUGUAI PARAGUAI
ATLÂNTICO
Trópico de Capricórnio
0 406
Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 130.
1 O que é possível concluir a partir da leitura do mapa?
1. Espera-se que os estudantes constatem que a participação feminina na ocupação de postos de trabalho é inferior a 50% em todo o país.
2 Em quais Unidades da Federação a presença da mulher na ocupação é maior? E menor?
2. Maior: SP, RS e SC. Menor: AM, PA, RO, PB e AL.
3 Como é em sua família? As mulheres e os homens exercem atividades remuneradas?
3. Respostas pessoais.
15/09/25 09:24
BNCC
(EF05GE02) Identificar diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais entre grupos em diferentes territórios.
Alfabetização cartográfica
• Leitura e análise de mapa
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com o questionamento:
• Vocês acham que as mulheres têm as mesmas oportunidades de emprego que os homens?
Aguardar as respostas espontâneas. Caso a resposta seja negativa, perguntar se acham justo, uma vez que as mulheres no Brasil formam a maioria da população. Em seguida, iniciar a explanação direcionando que devemos lutar por uma sociedade mais igualitária.
Instruir os estudantes a associar a leitura do mapa por meio da legenda: quanto mais forte o tom, mais intenso é o fenômeno representado, coincidindo o tom mais forte com maior percentual.
Sugestão para o professor
OBSERVATÓRIO DE IGUALDADE DE GÊNERO DA AMÉRICA LATINA E DO CARIBE. c2025. Disponível em: https: //oig.cepal.org/pt. Acesso em: 9 ago. 2025.
O Observatório é uma organização que divulga informações sobre as desigualdades entre homens e mulheres e acompanha indicadores de autonomia política, física e econômica das mulheres. Tem como objetivo disponibilizar indicadores e ferramentas para auxiliar a formulação de políticas públicas.
OCEANO
BNCC
(EF05GE02) Identificar diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais entre grupos em diferentes territórios.
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com o questionamento:
• Vocês sabem o que é desigualdade social?
Iniciar um debate sobre as expressivas diferenças das condições de vida e de rendimento entre ricos e pobres no Brasil. Levar os estudantes a refletir sobre as causas dessa desigualdade e se algo pode ser feito para melhorar a situação. Ouvir o que eles têm a dizer antes de sugerir algo. Esse é um tema que a BNCC aborda intensamente destacando a importância de os estudantes se posicionarem criticamente em relação às desigualdades socioespaciais que marcam a formação espacial brasileira.
Os sinais da desigualdade social no Brasil são tão presentes no dia a dia que podem passar despercebidos pelos estudantes. Por isso, ao observarem as fotografias, chame a atenção para o fato de frequentar estabelecimentos como hotel e barcos de luxo estar restrito a uma pequena parcela da população. Em contrapartida, grande parte da população passa por muitas dificuldades. A leitura e a análise de fotografias que retratam as desigualdades sociais no Brasil contribuem para o desenvolvimento da habilidade EF05GE02, temática importante para que a criança capte a leitura do mundo e, dessa forma, o professor contemple de maneira bastante satisfatória uma das unidades temáticas referentes ao 5o ano: o sujeito e seu lugar no mundo.
NO BRASIL 2
DESIGUALDADES
A desigualdade social no Brasil é uma das maiores do mundo. Nas fotografias a seguir, você vai ver que essa desigualdade pode ser percebida nas paisagens brasileiras.
Hotéis à beira-mar em Natal (RN), em 2024.
Praia artificial em parque em Rio Quente (GO), em 2024.
Orla de Balneário Camboriú (SC), em 2023.
Pessoas em situação de rua em Porto Alegre (RS), em 2023.
Lixo acumulado em córrego em São Paulo (SP), em 2023.
Moradias precárias em Recife (PE), em 2023.
1 Observe as fotografias. Você consegue ver nelas uma relação de desigualdade? Explique
1. Resposta pessoal. Orientar os estudantes a refletir sobre a existência de lugares com riqueza e outros com pobreza.
2 Com um colega, citem elementos da paisagem do lugar onde vocês vivem que evidenciam a desigualdade social.
2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes apontem elementos como moradias precárias e luxuosas, veículos automotivos de alto valor, presença de pessoas em situação de rua etc.
Sugestão para o professor
WOLFFENBÜTTEL, Andréa. O que é?: índice de Gini. Ipea: desafios do desenvolvimento, ano 1, ed. 4, nov. 2004. Disponível em: www. ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_ content&id=2048:catid=28&Itemid=23. Acesso em: 9 ago. 2025.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre o índice de Gini.
Texto de apoio O Brasil registrou, em 2024, a menor diferença entre os maiores e os menores rendimentos desde 2012. De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (8), os 10% da população brasileira com os maiores rendimentos recebem 13,4 vezes o que ganham os 40% da população com os menores rendimentos.
Apesar do país ainda ser bastante desigual, essa é a menor razão registrada desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012. Em 2024, os 10% da população que ganham mais recebiam, em média, R$ 8.034. Já os 40% da população que recebem menos, ganhavam, em média, R$ 601. Em 2018, foi registrada a maior diferença, os 10% mais ricos recebiam 17,8 vezes o que ganhavam os 40% mais pobres. Considerados os 1% com os maiores rendimentos, a diferença aumenta. O rendimento médio dessa parcela da população chegava, em 2024, a R$ 21.767, 36,2 vezes o rendimento dos 40% de menor renda. Essa razão reduziu em relação a 2023, quando era 39,2 vezes.
A Pnad investiga, regularmente, informações sobre os rendimentos das pessoas residentes no Brasil. A pesquisa considera os rendimentos do trabalho, de programas sociais, aposentadoria, pensões ou outras fontes, como alugueis, aplicações financeiras e bolsas de estudo.
TOKARNIA, Mariana. Renda dos 10% mais ricos é 13,4 vezes maior que dos 40% mais pobres. Agência Brasil, 8 maio 2025. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/ economia/noticia/2025-05/renda -dos-10-mais-ricos-e-134-vezes -maior-que-dos-40-mais-pobres. Acesso em: 11 ago. 2025.
BNCC
(EF05GE02) Identificar diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais entre grupos em diferentes territórios.
Alfabetização
cartográfica
• Leitura e análise de mapa
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com o questionamento:
• O que lhes vem à cabeça quando pensam em pobreza?
Os estudantes podem citar a carência de recursos básicos para uma vida plena e digna. Uma situação de pobreza geralmente impõe condições precárias de moradia e de saneamento básico, grande dificuldade para encontrar educação e atendimento de saúde de qualidade, pouco ou nenhum acesso a bens culturais, entre outros. Se possível, relacionar a pobreza no Brasil com os altos índices de desigualdade social. Ler com os estudantes o trecho em que a pobreza é definida como a condição em que “a renda de uma pessoa pobre não é o suficiente para satisfazer suas necessidades mínimas”.
Pedir aos estudantes que façam a leitura do texto individualmente e em silêncio. Em seguida, solicitar a eles que escrevam individualmente uma definição para a expressão distribuição de renda, com base nas informações do texto. Depois, possibilitar que compartilhem os registros. Conduzir uma discussão de modo que os estudantes percebam que a desigualdade social constitui um grave problema para um país. Explorar a fotografia que retrata uma paisagem de Recife (PE) de modo que os estudantes percebam que a desigualdade social se materializa na paisagem.
Riqueza e pobreza
A riqueza produzida em um país pode ser bem distribuída ou mal distribuída entre a população, o que afeta diretamente a vida das pessoas.
A riqueza de um país é tudo aquilo que é produzido nas mais variadas atividades dos setores econômicos.
A renda de uma pessoa, ou de uma família, é a soma do quanto ela ganha em dinheiro. Essa renda pode ter diversas origens: salário, aluguel de imóveis e outros bens, lucro, entre outras.
O Brasil é um dos países com maior desigualdade social do mundo. Isso significa que no país existe grande concentração de renda, ou seja, grande parte da riqueza produzida está nas mãos de poucas pessoas, enquanto a maior parte da população é pobre, tem renda muito baixa ou muitas vezes não tem renda alguma.
Lucro: ganho conseguido por meio de alguma atividade econômica, como o comércio.
A renda de uma pessoa pobre não é o suficiente para satisfazer suas necessidades mínimas ou as necessidades de sua família, como alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, entre outras.
No mundo todo, pesquisadores e o poder público estão há muito tempo pensando em várias maneiras de combater a pobreza e reduzir a desigualdade social, que é a diferença econômica entre grupos de pessoas dentro de uma mesma sociedade.
Contraste entre palafitas e prédios modernos em Recife (PE), em 2023.
Ao abordar algumas razões históricas que nos ajudam a entender a desigualdade social no Brasil atual, é possível relacionar os conhecimentos históricos com os geográficos.
Produzir uma síntese coletiva das ideias principais levantadas durante a discussão e instruir os estudantes a fazer anotações no caderno. Como já mencionado na unidade anterior, é importante que os estudantes do 5o ano aprendam a fazer sínteses do conteúdo estudado para serem mais autônomos.
Ao abordar a distribuição de renda no Brasil, apresentando informações por Unidades
da Federação, revelando uma situação de desigualdade social, o texto e as atividades contribuem para o desenvolvimento da habilidade EF05GE02.
Orientar os estudantes na leitura cartográfica, explicando que a gradação das cores vai do amarelo-claro (menor rendimento) ao verde-escuro (maior rendimento). Nesse contexto, é possível interpretar que os estados das regiões Norte e Nordeste estão entre aqueles com menores rendimentos, enquanto o Distrito Federal tem o maior rendimento médio mensal do país.
A desigualdade social brasileira tem muitas razões, e uma delas tem mais de 300 anos, a exploração de pessoas escravizadas. Após a abolição da escravidão, a população escravizada foi libertada, mas teve negados seus direitos para garantir sua sobrevivência. A exploração, o preconceito e a discriminação persistem até os dias de hoje, mesmo depois de mais de 130 anos do fim da escravidão.
Observe no mapa o rendimento domiciliar brasileiro.
Brasil: rendimento domiciliar mensal per capita (2024)
VENEZUELA
COLÔMBIA
Equador
EQUADOR
OCEANO PACÍFICO
PERU
BOLÍVIA
CHILE
Rendimento médio mensal per capita nos domicílios (em R$)
Acima de 3.000,00
Mais de 2.500,00 até 3.000,00
Mais de 2.000,00 até 2.500,00
Mais de 1.500,00 até 2.000,00
Até 1.500,00
Limite estadual Fronteira internacional
PARAGUAI
ARGENTINA
URUGUAI
GUIANA FRANCESA (FRA)
OCEANO ATLÂNTICO
Trópico de Capricórnio
Elaborado com base em: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. IBGE divulga o rendimento domiciliar per capita. Rio de Janeiro: IBGE, 2025. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/3100/rdpc_2024.pdf. Acesso em: 18 jul. 2025.
1 Indique duas Unidades da Federação com alto rendimento
1. Os estudantes podem indicar DF, SP, SC ou RS.
2 Quais são as Unidades da Federação que apresentam os mais baixos rendimentos?
2. AC, AM, PA, MA, PI, CE, PB, PE, AL, SE e BA.
3 Em que parte do Brasil estão situadas as Unidades da Federação com rendimento mais alto?
3. Espera-se que os estudantes percebam que Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Distrito Federal têm os maiores rendimentos, portanto, as maiores rendas estão concentradas na porção Centro-Sul do país.
15/09/25 11:13
O que e como avaliar Organizar os estudantes em grupos para produzirem um panfleto sobre a má distribuição de renda no Brasil. Aproveitar a oportunidade para desenvolver uma atividade em conjunto com o componente curricular de Língua Portuguesa, explorando a produção de escrita. Os panfletos foram meios de comunicação política muito populares entre os séculos XVII e XIX e se caracterizavam por ser uma produção barata e de circulação rápida. Nessa atividade, os panfletos podem ser feitos manualmente ou utilizando o computador; organizar as etapas de acordo com a sua realidade escolar. Pedir aos grupos que escrevam frases curtas e de grande apelo para o leitor e, se possível, conectando o texto a imagens impactantes. O panfleto deverá ter, em destaque, um título chamativo sobre a questão da desigualdade brasileira e a má distribuição de renda.
Após o término do material, os grupos podem trocar os panfletos entre si para depois iniciarem um debate sobre as ideias contidas neles. Posteriormente, os panfletos podem ser fixados nos murais da escola para apreciação da comunidade. Essa atividade pode ser utilizada como uma avaliação do que foi estudado até o momento. Além da correção das informações e da escrita, não deixe de incluir na avaliação critérios relacionados ao procedimento de trabalho e ao relacionamento dos estudantes com os colegas durante o trabalho coletivo.
SONIA VAZ
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
BNCC
(EF05GE02) Identificar diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais entre grupos em diferentes territórios.
TCT
Cidadania e civismo (Direitos da criança e do adolescente)
ENCAMINHAMENTO
Iniciar a aula esclarecendo que analfabetos são aqueles que não sabem ler e escrever. Acrescentar que, apesar de vir caindo o índice de analfabetismo no Brasil, ele é ainda é considerado alto.
Explorar a tabela que demonstra um grave problema no Brasil: a desigualdade regional, que evidencia que as oportunidades de acesso à educação não são igualitárias entre as diferentes regiões brasileiras. Acompanhar com cuidado as visões e versões estereotipadas e relacionar essa condição ao que foi discutido anteriormente sobre desigualdade e percurso histórico no Brasil na página 63 e questionar se eles observam alguma ligação entre os dados da tabela e as informações do mapa. É possível que eles identifiquem que as regiões com menor rendimento médio são as mesmas com os níveis mais elevados de analfabetismo. Com essa correlação, é possível explicar que uma das principais causas da pobreza é justamente a falta de oportunidades na educação.
CIDADANIA
Acesso à educação
Lutar por uma educação melhor é uma questão de cidadania. Por meio dela, é possível melhorar as condições de vida da população. Por isso, é justo que todas as pessoas tenham acesso a uma educação de qualidade.
Em 2024, o IBGE divulgou que havia no Brasil 9,1 milhões de pessoas com mais de 15 anos que não conseguiam ler um simples bilhete: são os analfabetos. Eles representam 5,3% da população brasileira.
Apesar de ainda ser um número elevado, houve clara redução do analfabetismo em comparação a 1940, quando 56% da população não sabia ler, ou seja, mais da metade. Apesar da melhora, o Brasil tem muito ainda a avançar em relação à educação.
Observe os dados a seguir.
Brasil: taxa de analfabetismo da população com 15 ou mais anos de idade, por Grande Região (2016-2024)
Grande Região 2016 2024 Norte
Nordeste
Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Educação 2024. Rio de Janeiro: IBGE, 2025.
1 De acordo com a tabela, é possível dizer que o analfabetismo atinge a todas as regiões de forma igual?
1. Não, pois a tabela indica taxas de analfabetismo diferentes entre as regiões.
2 Qual era a região brasileira com a maior taxa de analfabetismo em 2024?
2. A região Nordeste.
3 Qual região teve a maior queda na taxa de analfabetismo entre 2016 e 2024?
3. A região Nordeste, com uma queda de 2,8% nos níveis de analfabetismo.
4 Qual é a importância da educação para a população de um país? Converse com os colegas e o professor.
4. Resposta pessoal.
Por fim, ao aplicar as atividades, chamar a atenção dos estudantes para o fato de que as regiões onde as taxas de analfabetismo são mais altas também são aquelas onde essa taxa vem reduzindo de maneira mais acelerada, como é o caso da região Nordeste.
Desenvolvimento humano
O Índice de Desenvolvimento Humano, elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU), mede a qualidade de vida das pessoas levando em conta três aspectos: renda, acesso à educação e à saúde. O índice é um número que varia de 0 a 1: quanto mais alto, maior o desenvolvimento humano.
Quando a população de um local apresenta alta expectativa de vida, muitos anos de estudo e alta renda familiar, dizemos que nesse local o IDH é alto, ou seja, as condições de vida são melhores.
Nos locais onde a renda e a expectativa de vida são baixas e a população não tem acesso à educação, o IDH é baixo, ou seja, as condições de vida são piores segundo esse índice.
Observe, no mapa, os IDHs das Unidades da Federação.
Brasil: Índice de Desenvolvimento Humano (2021)
Equador
OCEANO PACÍFICO
Índice de Desenvolvimento
Humano (IDH)
Muito baixo (até 0,499)
Baixo (De 0,500 a 0,599)
Elaborado com base em: ATLAS do desenvolvimento humano no Brasil. Pnud Brasil, Ipea e FJP, 2022. Disponível em: http://www. atlasbrasil.org.br/ranking. Acesso em: 19 jul. 2025.
Médio (0,600-0,699)
Alto (0,700-0,799)
Muito alto (acima de 0,800)
Limite estadual Fronteira internacional
OCEANO ATLÂNTICO
de Capricórnio
1 De acordo com o mapa, quais Unidades da Federação apresentam os mais altos IDHs?
1. SP e DF.
2 Quais são as Unidades da Federação que apresentam médios IDHs?
2. RR, PA, AP, MA, PI, BA, PB e AL.
3 Em qual intervalo está o IDH da Unidade da Federação onde você mora?
3. Resposta de acordo com o estado dos estudantes.
4 Quais regiões brasileiras apresentam os menores índices de IDH?
4. Nordeste e Norte.
Atividade complementar
• Debate
1. Ler para os estudantes a citação a seguir e anotar na lousa.
O que é muito difícil é você vencer a injustiça secular, que dilacera o Brasil em dois países distintos: o país dos privilegiados e o país dos despossuídos.
SUASSUNA, Ariano apud O HOMEM da esperança. Revista Pesquisa Fapesp, jan. 2008. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/o-homem-da -esperanca. Acesso em: 9 ago. 2025.
2. Questionar o grupo sobre qual compreensão tiveram da afirmação de Suassuna, abrindo espaço para um debate sobre concordâncias ou discordâncias em relação às expressões privilegiados e despossuídos O propósito é ouvir a impressão dos estudantes e estimular a inquietação sobre o tema desigualdade.
BNCC
(EF05GE02) Identificar diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais entre grupos em diferentes territórios.
Alfabetização cartográfica
• Leitura e análise de mapa
ENCAMINHAMENTO
Retomar o que foi estudado até aqui em relação à expectativa de vida, à educação e à renda para que eles reconheçam a relevância do IDH para avaliar as condições de vida das pessoas. Se necessário, auxiliar os estudantes a compreender as informações do mapa. Depois, pedir que identifiquem qual é o nível de desenvolvimento humano da Unidade da Federação em que vivem. O IDH oscila de zero a um. Considerar que um é a melhor condição possível e zero, a pior. Quanto mais próximo de um, mais alto o desenvolvimento humano e quanto mais distante, pior.
Ao abordar as diferentes condições de vida presentes nas Unidades da Federação, reveladas pelos níveis de desenvolvimento humano, o conteúdo desta página contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05GE02.
Sugestão para o professor
UNITED NATIONS DEVELOPMENT PROGRAMME. Human development index (HDI). c2025. Disponível em: https://hdr.undp.org/data -center/human-development -index#/indicies/HDI. Acesso em: 11 ago. 2025. No portal do PNUD, há uma breve explanação de como foi construído o conceito de IDH, com exposição de gráficos interativos interessantes.
GUIANA FRANCESA (FRA)
BNCC
(EF05GE02) Identificar diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais entre grupos em diferentes territórios.
TCT
Saúde (Educação alimentar e nutricional)
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com os questionamentos:
1. Qual é a pessoa mais velha da família de vocês? Quantos anos ela tem?
2. Será que uma alimentação saudável também é um fator que contribui para as pessoas viverem mais?
Ouvir as respostas dos estudantes e retomar o conceito de expectativa de vida. Problematizar a importância de ingerir alimentos saudáveis e verificar se os estudantes associam a alimentação saudável à qualidade de vida e à maior expectativa de vida.
Após retomar o conceito de expectativa de vida, ler as informações do texto com os estudantes. Fazer questões aos estudantes para relacionar o conteúdo trabalhado aos hábitos deles: que tipos de alimento vocês costumam consumir? Esses alimentos estão in natura ou são processados? Explicar aos estudantes que os alimentos in natura são aqueles que não passam por processamentos industriais. Orientar a leitura do texto e trabalhar a fluência em leitura oral pedindo a alguns estudantes que façam a leitura de trechos em voz alta. Depois, explorar as informações coletivamente, conversando sobre a importância de hábitos
Saúde, alimentação e expectativa de vida
Embora o Brasil ainda enfrente muitos desafios, o IDH do país vem aumentando nos últimos anos. Uma das causas desse fenômeno é o aumento da expectativa de vida, ou seja, o fato de que os brasileiros estão vivendo mais, como você já estudou. Isso acontece por alguns fatores como:
• Erradicação de algumas doenças que no passado eram fatais por meio de campanhas de vacinação.
• Melhoria das condições higiênicas e sanitárias, como o acesso ao saneamento básico e à coleta de lixo.
• Evolução da medicina, com a descoberta de novos tratamentos e medicamentos.
Outro fator que pode contribuir para a melhora da saúde dos brasileiros é a promoção de uma alimentação mais saudável. Atualmente, considera-se que uma alimentação de qualidade deve ser composta, em sua maioria, de alimentos in natura , ou seja, aqueles que consumimos da maneira como vêm da natureza, como frutas, legumes, ovos e leite.
Também devemos evitar o consumo de alimentos ultraprocessados, que são produtos feitos na indústria com muitos ingredientes não naturais, como corantes, conservantes e sabores ar tificiais. Alguns exemplos de alimentos ultraprocessados são biscoitos recheados, salsichas e macarrão instantâneo.
Uma refeição saudável deve ser composta principalmente de alimentos in natura
saudáveis que envolvam cuidados com a alimentação e a prática de atividade física. As atividades sobre o texto de alimentos ultraprocessados contribuem para o desenvolvimento da compreensão de texto e da produção de escrita.
Sugestão para os estudantes
O QUE é um alimento ultraprocessado? Publicado por: Drauzio Varella. 2023. 1 vídeo (ca. 3 min). Disponível em: https:// www.youtube.com/watch?v=5gyTL7vqwMA. Acesso em: 11 ago. 2025.
Vídeo do médico Drauzio Varella sobre a importância de evitar o consumo de alimentos ultraprocessados, substituindo-os por alimentos naturais. Conforme Drauzio Varella, a consulta ao Guia Alimentar pode auxiliar nessa escolha.
A conscientização sobre a alimentação deve ser uma preocupação na escola e em casa, pois hábitos alimentares mais saudáveis significam melhor qualidade de vida.
Leia em voz alta o texto a seguir, que trata sobre alguns dos impactos envolvidos no consumo de ultraprocessados.
[...] Favorecem o surgimento de doenças
De acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira, produzido pelo Ministério da Saúde, o consumo elevado de alimentos ultraprocessados […] favorece a incidência de doenças do coração, diabetes e vários tipos de câncer, além de contribuir para aumentar o risco de deficiências nutricionais.
[...]
[...] Prejudicam o meio ambiente
A produção, distribuição e comercialização dos ultraprocessados são potencialmente danosas para o ambiente […]. Começando pelas embalagens que, na grande maioria dos casos, não são biodegradáveis, aumentando o descarte de resíduos na natureza e, consequentemente, a poluição.
Além disso, a demanda por açúcar, óleos vegetais e outras matérias-primas comuns na fabricação de alimentos ultraprocessados estimula produções que envolvem o uso de agrotóxicos, de fertilizantes químicos e de água, que em contrapartida reduz a diversificação da agricultura.
[…]
BRASIL. Ministério da Saúde. Cinco fatos para entender o impacto do consumo de ultraprocessados. Brasília, DF: MS, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/ assuntos/saude-brasil/eu-quero-me-alimentar-melhor/noticias/2022/cinco-fatos-para -entender-o-impacto-do-consumo-de-ultraprocessados. Acesso em: 28 jul. 2025.
1 Por que os alimentos ultraprocessados são prejudiciais à saúde e ao ambiente?
1. Espera-se que os estudantes expliquem que a composição nutricional dos alimentos ultraprocessados favorece a incidência de diversas doenças. Além disso, o consumo de ultraprocessados aumenta a geração de lixo e o uso de agrotóxicos.
2 Você costuma consumir alimentos ultraprocessados em seu dia a dia?
2. Resposta pessoal.
3 Com os colegas, elaborem uma campanha de conscientização sobre hábitos alimentares. Façam um cartaz com dicas que as pessoas devem seguir para se alimentar melhor. Com a ajuda do professor, exponham os cartazes onde todos da escola possam ver.
3. Ver orientações no Encaminhamento
Atividades
3. Ler as informações do texto coletivamente e promover uma reflexão com os estudantes sobre hábitos alimentares e quais atitudes podem ser tomadas para que se alimentem de forma mais saudável, como o consumo de alimentos in natura e pouco processados. Em seguida, ajudar os estudantes a se organizar em pequenos grupos para resolver as atividades.
Sugestão para o professor
DADOS sobre gastos da Saúde mostram uma forte estratificação da sociedade brasileira. Saúde Amanhã, Fiocruz, 21 abr. 2024. Disponível em: https://homologacao-saud eamanha.icict.fiocruz.br/da dos-sobre-gastos-da-saude -mostram-uma-forte-estrati ficacao-da-sociedade-brasi leira/noticias/. Acesso em: 11 ago. 2025. O artigo trata dos investimentos públicos na saúde, que em 2021 alcançaram 9,7% do PIB brasileiro, e realiza uma comparação com outros países que também apresentam um programa nacional de saúde pública, como o Reino Unido. Ainda, aponta que, no montante, esse percentual brasileiro de 9,7% não é baixo, mas a situação muda quando convertido em investimento per capita, já que o Brasil é um dos países mais populosos do mundo.
Sugestão para os estudantes
POR QUE temos de comer? Ciência Hoje das Crianças, nov. 2005. Disponível em: http://chc.org.br/acervo/ por-que-temos-de-comer/. Acesso em: 9 ago. 2025. Esse artigo é uma sugestão de leitura para os estudantes compreenderem melhor a importância dos alimentos.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
(EF05GE02) Identificar diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais entre grupos em diferentes territórios.
TCT
Cidadania e civismo (Vida familiar e social; Educação em Direitos Humanos)
Multiculturalismo (Diversidade cultural)
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com o questionamento:
• Como você gosta de ser tratado pelas pessoas?
A ideia é possibilitar uma reflexão para que cada estudante perceba que é importante respeitar as diferenças entre as pessoas.
Durante a leitura do texto de Célia Siqueira, aproveitar para verificar como está a fluência em leitura oral dos estudantes e diagnosticar quais estudantes necessitam de maior supervisão.
Problematizar o conceito de igualdade apresentado pela autora do texto. Explicar ao grupo que ser igual perante a lei não significa que todos devemos ter as mesmas características, mas que precisamos ter os mesmos direitos e deveres.
Atividades
1. e 2. Estas atividades contribuem para que os estudantes desenvolvam habilidades importantes para a compreensão do texto, ao solicitar que apontem o assunto tratado e a mensagem da autora.
3. Solicitar aos estudantes que leiam suas respostas. Promover uma conversa em sala para que todos expressem suas opiniões e avaliar os argumentos utilizados pelos estudantes.
VAMOS
VAMOS LER
Aprendendo a ser cidadão
Construir um mundo mais justo e menos desigual é uma tarefa que exige esforços.
Leia em voz alta o texto a seguir e analise a proposta da autora sobre como deve ser o relacionamento entre as pessoas.
Você já sabe que todos somos iguais perante a lei. Mas, muitas vezes, encontramos pessoas que se acham mais importantes somente porque são mais ricas.
Todo mundo é igual: é tudo gente.
Tem meninos e tem meninas. Ricos e pobres. Gordos e magros. Jovens e idosos.
Tem gente branca, gente negra, gente amarela e gente marrom. Japonês, chinês, índio e indiano, brasileiro, português, americano, argentino, angolano… E muito mais!
SIQUEIRA, Célia. Aprendendo a ser cidadão. São Paulo: Nobel, 2010. p. 24. No caderno, responda às seguintes questões.
1 Qual é o assunto tratado no texto?
1. O texto trata da igualdade entre as pessoas, mesmo que elas tenham condições econômicas, aparência física e origens distintas.
2 Qual é a mensagem da autora do texto?
2. Que todos somos iguais independentemente de condição social, tipo físico, idade, etnia e nacionalidade.
3 Você concorda com a autora quando ela diz que “todos somos iguais perante a lei”? Explique
3. Resposta pessoal.
4. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes concluam que não somos um país de iguais e que, por isso, devemos combater a desigualdade. Um dos
4 Pelo que você estudou no capítulo, o Brasil é um país de iguais? Se sim, explique o porquê; se não, diga o que poderia ser feito para melhorar essa situação.
caminhos é a melhora dos índices de educação, o que permite que as pessoas tenham acesso a rendas maiores e melhor qualidade de vida.
5 Em sua opinião, qual seria a razão desta fala da autora?
“Mas, muitas vezes, encontramos pessoas que se acham mais importantes somente porque são mais ricas.”
SIQUEIRA, Célia. Aprendendo a ser cidadão São Paulo: Nobel, 2010. p. 24.
5. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reflitam sobre a condição socioeconômica ser baseada em prestígio social. Contudo, convém lembrar que essa não é a regra, ou seja, uma pessoa pode ter princípios éticos e valores humanistas independentemente de sua origem social.
Sugestão para os estudantes
BANYAI, Istvan. Zoom. São Paulo: Brinque-Book, 1995.
Esse livro foi indicado como leitura complementar no volume 3 da coleção; no entanto, pode ser trabalhado com estudantes de todas as idades. Nesse momento, ampliar a leitura da obra para a ideia de que não há apenas uma maneira de olhar o mundo.
Apresentar a história para os estudantes e depois solicitar uma reflexão sobre o que a leitura possibilitou.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
VAMOS ESCREVER
Diferenças e semelhanças
1 Como são as pessoas em sua sala de aula? Converse com os colegas e o professor sobre as questões a seguir 1. Respostas pessoais.
• São todas da mesma cor?
• Todas moram no mesmo bairro?
• Todas são parecidas fisicamente?
• Todo mundo gosta da mesma coisa?
• Todo mundo gosta da mesma cor, do mesmo esporte, da mesma brincadeira?
• Todos torcem para o mesmo time de futebol?
2 Imagine se a resposta para todas essas questões fosse ″sim″. Seria muito chato, não é mesmo? Observe as diferenças entre vocês e reflita sobre isso com os colegas e o professor.
3 Agora, escreva no caderno um pequeno texto sobre as diferenças e as semelhanças entre os colegas. Depois, leia o seu texto para os colegas e o professor e ouça os demais textos produzidos pela turma.
3. Produção pessoal. Ver orientações no Encaminhamento.
2. Resposta pessoal.
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com o seguinte questionamento:
• Há no grupo dois estudantes parecidos fisicamente? Ou com o mesmo jeito de ser?
Ao ouvir as respostas dos estudantes, destacar tanto as características físicas quanto a personalidade de cada um e alertar que cada pessoa tem as próprias características. Atentar para que não ocorra nenhum tipo de preconceito.
Uma sala de aula ou uma escola são compostas de pessoas das mais variadas características físicas e comportamentais.
Ao observar e escrever sobre as características dos colegas, os estudantes podem reproduzir ideias preconceituosas e discriminatórias. Por isso, ficar atento a esse tipo de atitude e reforçar com eles os princípios de respeito e cidadania que devem permear o convívio social.
BNCC
(EF05GE02) Identificar diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais entre grupos em diferentes territórios.
TCT
Cidadania e civismo (Vida familiar e social; Educação em Direitos Humanos)
Multiculturalismo (Diversidade cultural)
Atividades
2. A intenção da atividade é explorar a ideia da autora do texto da página anterior de que, essencialmente, “todo mundo é igual”. As diferenças físicas e sociais não devem alimentar desigualdades, preconceitos e discriminações. Devemos conviver com as diferenças e respeitá-las.
3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reflitam sobre a questão para contextualizar o tema e apresentar reflexões sobre a diversidade em sala de aula. Isso contribui para firmar o respeito às diferenças e um bom convívio social entre os colegas. A atividade é uma oportunidade para verificar se os estudantes se expressam claramente por meio da escrita.
Atividade complementar
• Descrever a si Pedir aos estudantes que escrevam um pequeno texto sobre si para, depois, apresentá-lo ao grupo. O objetivo da atividade é estimular a compreensão do outro e de si e do respeito mútuo, além da percepção de que toda pessoa tem suas características e, por isso, é especial. A atividade deve ser conduzida de modo a incentivar a autoestima e a autoconfiança dos estudantes.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
BNCC
(EF05GE02) Identificar diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais entre grupos em diferentes territórios.
TCT
Economia (Trabalho)
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com o questionamento:
• Vocês se recordam do significado de salário?
Se os estudantes não se lembrarem do significado de salário, retomar o que foi estudado na página 53, pois esse conhecimento será importante para a leitura do gráfico.
Ao abordar a desigualdade salarial por gênero e raça e a importância do acesso à educação como forma de diminuir a desigualdade de rendimentos, essa seção contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05GE02.
O que e como avaliar
Solicitar aos estudantes que elaborem coletivamente uma carta-denúncia com o objetivo de chamar a atenção das autoridades e da população para a desigualdade social no Brasil. Aproveitar a oportunidade para estabelecer uma conexão com o componente curricular de Língua Portuguesa e destacar as principais características desse gênero textual. Os estudantes podem ter dificuldade com a linguagem mais formal requerida para a elaboração da carta-denúncia, por isso participar da confecção do texto.
Matemática DIÁLOGOS
Educação, trabalho, gênero e renda no Brasil
Observe o gráfico a seguir, divulgado em 2024 pelo Ministério do Trabalho e Emprego do governo brasileiro.
Brasil: remuneração média (2022)
Mulheres negras
Mulheres não negras
Homens negros
Homens não negros
Fonte: BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Mulheres recebem 19,4% a menos que os homens, aponta 1o Relatório de Transparência Salarial. Brasília, DF: MTE, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias-e-conteudo/2024/Marco/mulheres -recebem-19-4-a-menos-que-os-homens-aponta-1o-relatorio-de-transparencia-salarial. Acesso em: 19 jul. 2025.
1 Com um colega, analise os dados mostrados no gráfico. O que eles mostram sobre a diferença de salários entre homens e mulheres no Brasil?
1. O gráfico indica que não há igualdade salarial entre homens e mulheres. Espera-se que os estudantes constatem a desigualdade de rendimento entre gêneros e se posicionem contrariamente a isso.
2 E em relação à cor ou raça, existe igualdade salarial?
2. O gráfico indica que há desigualdade salarial entre raças.
3 De acordo com o gráfico, qual é o grupo mais discriminado? E o mais privilegiado?
3. O grupo mais discriminado é o de mulheres negras, enquanto o mais privilegiado é o de homens brancos.
4 Calcule a diferença entre a remuneração média do grupo mais privilegiado e a do grupo mais discriminado.
4. Os estudantes deverão subtrair o salário médio das mulheres negras do salário médio dos homens brancos e chegar ao resultado: R$ 2.677,00.
70
Como a atividade envolve temas que foram trabalhados ao longo da unidade, torna-se uma ótima ferramenta de avaliação. Além do domínio dos conteúdos de Geografia e de Língua Portuguesa, utilizar critérios que tratam do modo como os estudantes se envolvem com os colegas, tendo uma participação colaborativa, e se seguem o procedimento estabelecido. Os resultados também podem ser utilizados para reavaliar a condução do processo de ensino-aprendizagem, alterando os procedimentos, se necessário.
NÃO ESCREVA NO LIVRO. SONIA VAZ
Como você já sabe, pessoas que tiveram a oportunidade de estudar por mais tempo podem ter acesso a salários mais altos.
No entanto, o acesso à educação de qualidade ainda é bastante desigual entre diferentes grupos no Brasil.
Observe o gráfico a seguir, que leva em consideração o gênero, a cor ou raça e o nível de escolaridade.
Brasil: nível de instrução (2022)
Sexo e raça
Sem instrução e ensino fundamental incompleto
Ensino médio completo e ensino superior incompleto
Ensino fundamental completo e ensino médio incompleto
Ensino superior completo
Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Estatísticas de gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil. 3. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2024. p. 6.
5 De acordo com o gráfico, quem apresenta os melhores níveis de escolaridade, homens ou mulheres?
5. As mulheres.
6 Dentro do grupo mais instruído, qual é o subgrupo com os melhores níveis de escolaridade?
6. As mulheres brancas.
7 Qual é o grupo menos instruído?
7. Homens pretos ou pardos.
8 Dentro do grupo mais instruído, qual é o percentual daqueles que concluíram o ensino fundamental?
8. 72,4% das mulheres brancas.
Texto de apoio
O IBGE tem uma série de estudos denominada Síntese dos Indicadores Sociais (SIS), que traz um panorama anual das condições sociais e do padrão de vida do brasileiro. É uma das fontes de consulta desta coleção para atender ao tema abordado nesta unidade. A seguir, uma breve sinopse do último estudo. O estudo completo pode ser encontrado na indicação da fonte ao término do texto.
Rendimentos do trabalho
15/09/25 11:13
Reconhecidamente, o rendimento do trabalho é um dos mais importantes indicadores objetivos de qualidade da inserção do trabalhador no mercado laboral, ainda que não seja exclusivamente determinante. Neste quesito, a desagregação por cor ou raça, assim como o recorte por sexo, são também fundamentais para o reconhecimento das desigualdades no Brasil. Em 2023, a população ocupada de cor ou raça branca ganhava, em média, 69,9% mais do que a de cor ou raça preta ou parda e os homens,
26,4% mais que as mulheres. Os resultados indicam a existência de desigualdade estrutural, dado que esses diferenciais, salvo pequenas oscilações, foram encontrados em todos os anos de 2012 a 2023. Desponta que atividades econômicas que, historicamente, apresentam os menores rendimentos médios — Serviços domésticos (R$ 1 143), Agropecuária (R$ 1 814) e Construção (R$ 2376) (Tabela 1.9) – são as que possuem, proporcionalmente, mais pessoas ocupadas de cor ou raça preta ou parda.
A investigação da desigualdade de rendimentos do trabalho torna-se mais detalhada quando adicionados os recortes por número de horas trabalhadas e nível de instrução. Em 2023, a população ocupada de cor ou raça branca recebia rendimento-hora superior à população de cor ou raça preta ou parda qualquer que fosse o nível de instrução, sendo a maior diferença na categoria Superior completo, quer dizer, R$ 40,24 para brancos contra R$ 28,11 para pretos ou pardos. Considerando o valor total médio, a diferença foi de 67,7% favoravelmente à população branca (R$ 23,02) em relação à preta ou parda (R$ 13,73). O mesmo indicador segundo sexo mostra que o rendimento-hora dos homens (R$ 18,81) foi superior em 12,6% ao das mulheres (R$ 16,70). Da mesma forma que na comparação por cor ou raça, a maior diferenciação ocorreu entre pessoas com nível superior completo, pois o rendimento médio dos homens (R$ 42,60) superou o das mulheres (R$ 30,03) em 41,8%.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira 2024. Rio de Janeiro: IBGE, 2024. p. 20-21.
BNCC
(EF05GE02) Identificar diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais entre grupos em diferentes territórios.
(EF05GE05) Identificar e comparar as mudanças dos tipos de trabalho e desenvolvimento tecnológico na agropecuária, na indústria, no comércio e nos serviços.
Alfabetização cartográfica
• Leitura e análise de mapa
ENCAMINHAMENTO
Acompanhar a produção circulando pela sala de aula. Depois do tempo estipulado, verificar as respostas das atividades e solicitar aos estudantes que as exponham oralmente, de forma alternada. Anotar na lousa as respostas para cada atividade.
Atividades
2. Resposta pessoal. Exemplos: Primário: mecanização da lavoura e utilização de drones na produção. Secundário: presença de robôs na linha de produção. Terciário: automação no setor de serviços, como bancos, ou caixas de grandes magazines e grandes redes de varejo.
Atividade complementar
• Exposição de conhecimentos
Organizar os estudantes em grupos para que realizem um breve seminário.
1. Dividir os estudantes em quatro grupos e distribuir um dos temas a seguir para cada grupo.
• Alimentação saudável
• Saúde e a expectativa de vida
PARA REVER O QUE APRENDI
1 Reproduza o quadro no caderno ou na folha de papel avulsa. Depois, complete o quadro escrevendo os nomes das profissões listadas a seguir nas colunas correspondentes a cada setor.
Setor primário: garimpeiro, motorista de colheitadeira, agricultor
Setor secundário: operário, operador de máquina em fábrica
eletricista • operário • garimpeiro • professor • operador de máquina em fábrica •
Setor terciário: eletricista, professor, dentista
dentista • motorista de colheitadeira • agricultor
2 Escolha um dos três setores da economia e aponte como a tecnologia impactou na forma de produzir cada um deles.
2. Ver orientações no Encaminhamento.
3 O Brasil é um país com justa distribuição de renda ou existe forte concentração de renda? Justifique sua resposta.
3. O Brasil é um país marcado pela elevada desigualdade na distribuição de renda.
4 Leia o trecho da canção a seguir que retrata a realidade brasileira.
Brasil é o que tem talher de prata
Ou aquele que só come com a mão?
Ou será que o Brasil é o que não come
O Brasil gordo na contradição?
A CARA do Brasil. Intérprete: Ney Matogrosso. Compositores: Celso Viáfora e Vicente Barreto.
In: OLHOS de farol. São Paulo: Polygram, 1998. 1 CD, faixa 13.
• Que relação você faz entre o trecho da canção e o que aprendeu nesta unidade? O que seria possível fazer para mudar esse quadro no Brasil?
4. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes enxerguem na canção uma narrativa sobre a desigualdade brasileira. Em relação às mudanças, os estudantes podem citar as políticas de distribuição de renda, os investimentos em educação, entre outras.
• Desigualdades sociais no Brasil
• Mulheres no mercado de trabalho
2. Instruir os grupos a preparar uma exposição com base nos conhecimentos aprendidos sobre o tema recebido.
3. Solicitar que elaborem uma exposição curta, dividida entre os seus integrantes, e combinar o tempo que cada grupo terá. Eles podem preparar cartazes e outros recursos que os auxiliem.
4. Após as apresentações, reunir os estudan-
tes em uma roda de conversa e perguntar a eles: do que mais gostaram na atividade? Quais foram as dificuldades encontradas para elaborar a exposição e comunicar o conteúdo aos colegas? É possível que os estudantes mencionem a dificuldade em trabalhar em grupo, o planejamento do tempo, a vergonha de falar em público, a dificuldade em manter a atenção dos ouvintes etc. Discutir com o grupo como a atividade se assemelha ao trabalho diário do professor em sala de aula.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Setor primário Setor secundário Setor terciário
5
No mapa a seguir, quanto mais forte for o tom de azul, menor é a diferença salarial entre homens e mulheres, e quanto mais claro, maior é a diferença.
Brasil: diferença salarial entre homens e mulheres (2022)
COLÔMBIA
GUIANA FRANCESA (FRA)
ATLÂNTICO
OCEANO PACÍFICO Trópico de Capricórnio
Diferença
PARAGUAI
ARGENTINA CHILE
Limite
URUGUAI
Fonte: BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Mulheres recebem 19,4% a menos que os homens, aponta 1o Relatório de Transparência Salarial. Brasília, DF: MTE, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias -e-conteudo/2024/Marco/mulheres-recebem-19-4-a-menos-que-os-homens -aponta-1o-relatorio-de-transparencia-salarial. Acesso em: 19 jul. 2025.
Considerando o mapa, responda:
a) Qual Unidade da Federação apresenta a menor diferença salarial entre homens e mulheres?
b) Indique dois estados que apresentam grande diferença salarial entre os gêneros. 5. a) Amapá. 5. b) Minas Gerais, Tocantins e Mato Grosso.
CONCLUSÃO DA UNIDADE
Monitoramento da aprendizagem
Com o acompanhamento da aprendizagem, é possível identificar conhecimentos individuais conquistados nos estudos ao longo da unidade, retomar e avaliar habilidades e conteúdos estudados, identificar possíveis dificuldades e propor remediações.
Nesta unidade, duas habilidades guiaram a maior parte da explanação: EF05GE02 e EF05GE05, embora outras a tenham composto subsidiariamente. Os objetivos esta-
belecidos inicialmente na unidade são aqui retomados e contemplados na íntegra.
O mundo do trabalho e os respectivos setores de atividades da economia são abordados nas duas primeiras atividades em que o professor pode aferir o processo de aprendizagem dessa temática.
Na atividade 1, é avaliado se os estudantes identificam as profissões e, consequentemente, as atividades pertencentes a cada setor da economia. Na atividade 2,
os estudantes devem, além de identificar as atividades envolvidas em cada setor, explicar como o desenvolvimento tecnológico as transformou. Caso os estudantes não consigam associar as profissões ao respectivo setor ou explicar como a tecnologia o impactou, retomar o conteúdo visto ao longo do capítulo 1. Explicar novamente as características de cada setor da economia.
Na atividade 3, é avaliado o entendimento dos estudantes a respeito da distribuição de renda no Brasil. Caso algum estudante afirme que o Brasil apresenta boa distribuição de renda, retomar os conteúdos vistos nas páginas 62 e 63. Explicar que o Brasil é um país marcado por forte concentração de renda e discorrer sobre as razões para essa atual situação e as consequências dela para a sociedade brasileira.
Na atividade 4, os estudantes devem relacionar o trecho da canção à desigualdade social brasileira. Caso alguns estudantes não consigam relacionar a letra à realidade brasileira ou não consigam propor ações para mudar esse quadro, reler com eles o trecho da música e retomar os conteúdos vistos nas páginas 66 e 67. Essa atividade permite avaliar a compreensão de textos dos estudantes, componente de literacia.
Na atividade 5, os estudantes devem ler o mapa e apontar a disparidade nos rendimentos por gênero. Caso haja defasagens, fazer a leitura do mapa em conjunto com os estudantes, apontar diferenças entre o rendimento médio de homens e mulheres e explicar os motivos que levam a essa disparidade.
OCEANO
SONIA VAZ
INTRODUÇÃO DA UNIDADE
Nesta unidade ampliaremos os estudos sobre a cidade, explorando aspectos e características como suas funções, crescimento e transformação urbana e considerando que cada cidade tem as próprias especificidades, história e organização urbana. Também estudaremos metrópoles brasileiras e mundiais. Temas importantes como questões de acessibilidade, mobilidade e o ambiente urbano também são abordados.
Objetivos da unidade
• Conhecer diferentes funções urbanas de acordo com características de diversas cidades brasileiras.
• Identificar elementos que caracterizam as formas de organização espacial das cidades.
• Conhecer os processos que definem e formam uma metrópole.
• Reconhecer as interações que formam uma região metropolitana.
• Analisar as transformações espaciais urbanas ao longo do tempo.
Pré-requisitos
pedagógicos
Espera-se que os estudantes tenham conquistado e consolidado até aqui pré-requisitos como reconhecer e caracterizar paisagens urbanas, identificar as atividades econômicas típicas do meio urbano, conhecer a circulação de produtos nas cidades e reconhecer a cidade como lugar de encontro de culturas diversas. Isso habilita os estudantes a reconhecer características próprias da organização espacial das cidades, como construções voltadas para o funcionamento de estabelecimentos comerciais, industriais, de mobilidade e de concentração de pessoas.
UNIDADE
REDE URBANA 3
Também permite que identifiquem a função das cidades de acordo com essas características. É desejável, também, que os estudantes tenham consolidado habilidades básicas de leitura e interpretação de diferentes tipos de mapa. Dessa maneira, terão bases para compreender os diferentes tipos de relação entre as cidades.
1 A fotografia mostra parte das cidades de Olinda e Recife. Você sabe onde elas se localizam?
1. Ver orientações no Encaminhamento
2 Que tipos de construção você consegue observar na fotografia?
2. Resposta pessoal.
3 Onde você mora existem construções parecidas?
3. Resposta pessoal.
ENCAMINHAMENTO
Para iniciar o tema, fazer a seguinte questão:
• Observem com atenção a imagem de Olinda. O que mais chama a atenção de vocês?
Espera-se que os estudantes iniciem a exploração da imagem apontando os elementos que mais chamam a atenção deles. Eles podem mencionar o fato de ser uma cidade que se localiza no litoral, por exemplo.
BNCC
(EF05GE03) Identificar as formas e funções das cidades e analisar as mudanças sociais, econômicas e ambientais provocadas pelo seu crescimento.
(EF05GE04) Reconhecer as características da cidade e analisar as interações entre a cidade e o campo e entre cidades na rede urbana.
Organize-se
• Mapa político do Brasil com a localização das principais cidades.
Atividades
1. Questionar se algum estudante conhece as cidades de Olinda e Recife ou o estado de Pernambuco. Caso os estudantes sejam de Pernambuco, questionar se conhecem as cidades; e aos estudantes que são de Olinda ou Recife, perguntar do que eles mais gostam nas cidades.
75
15/09/25 13:19
Chamar a atenção para o adensamento das construções como ponto de partida para as discussões posteriores sobre o meio urbano.
As habilidades EF05GE03 e EF05GE04 são abordadas ao iniciar o trabalho introdutório sobre formas e características de cidades por meio da identificação de elementos espaciais, como suas construções.
2. Espera-se que os estudantes identifiquem ruas, igreja, residências e demais prédios, construções comuns às cidades brasileiras. Nos anos anteriores, é possível que tenham exercitado a identificação de construções urbanas em atividades de leitura de paisagem. Aos estudantes de Olinda, perguntar se identificam algumas das construções retratadas e se sabem qual uso é feito delas.
3. Incentivar os estudantes a descrever e comparar as construções do lugar onde vivem com as construções retratadas na fotografia. Aqui se espera que exercitem a comparação por meio da analogia e da diferenciação, princípios do raciocínio geográfico elencados na BNCC.
Vista aérea de Olinda (PE), com destaque para o Mosteiro de São Bento, em 2024. Ao fundo está Recife, capital de Pernambuco.
(EF05GE03) Identificar as formas e funções das cidades e analisar as mudanças sociais, econômicas e ambientais provocadas pelo seu crescimento.
ENCAMINHAMENTO
Para iniciar o tema, fazer as seguintes questões:
1. Para vocês, o que há de mais importante na cidade onde a escola está localizada?
2. Vocês acham que ela é parecida com outras cidades ou ela é muito diferente?
Se a escola estiver localizada no meio rural, questionar os estudantes sobre a área urbana do município. É possível fazer a leitura do texto e das imagens coletivamente, pois o que um estudante entende e observa pode colaborar para ampliar o olhar de outros. As cidades apresentadas foram classificadas quanto à sua função, mas elas podem ser classificadas com base em outros critérios, como suas formas. Explicar aos estudantes que, além das funções descritas no texto, podemos classificar as cidades com base em outros tipos de funções, como:
• Cidades universitárias: cidades onde a presença de universidades importantes tem grande influência na dinâmica cotidiana e na economia local, atraindo estudantes de outras localidades. Exemplos: São Carlos (SP) e Santa Maria (RS).
• Cidades administrativas: capitais de estados e países que concentram diversos órgãos responsáveis pela administração pública. Exemplo: Brasília (DF).
• Cidades religiosas: cidades onde estão localizados templos religiosos de grande importância e que, por isso,
CIDADES
No Brasil existem muitas cidades. Elas apresentam paisagens, tamanhos, populações e histórias diferentes. Também podem ter características específicas marcantes, como a presença de indústrias ou de monumentos que contam sua história. De acordo com essas características, as cidades podem apresentar uma função principal.
Cidades turísticas: onde a atividade turística é muito importante, como Cabo de Santo Agostinho (PE), com suas praias, e Caxambu (MG), que apresenta fontes de água mineral e piscinas naturais.
Vista da praia Pedra do Xaréu no Cabo de Santo Agostinho (PE), em 2023.
Cidades históricas: apresentam construções e monumentos de grande valor histórico, como igrejas, estátuas e museus. Cidades como Paraty (RJ), Mariana (MG), Ouro Preto (MG), Cidade de Goiás (GO) e Olinda (PE) têm ricos acervos do período colonial.
Casario colonial no centro histórico de Paraty (RJ), em 2023.
atraem grande fluxo de pessoas. Exemplo: Aparecida (SP).
Depois, explicar aos estudantes quais elementos em cada uma das fotografias permitem reconhecer a função daquela cidade. Se algum estudante não conseguiu reconhecer as características retratadas nas fotografias ou não conseguiu relacionar a característica à função da cidade, utilizar exemplos mais próximos de sua realidade, como uma cidade turística próxima ao município onde está localizada a escola e as características que fazem com que essa cidade tenha essa função.
Aproveitar a oportunidade e comentar com os estudantes que muitas cidades históricas brasileiras, como Paraty (RJ), foram declaradas patrimônio histórico por seu conjunto arquitetônico. Verificar se eles conhecem o significado dessa expressão.
Ao apresentar uma cidade cuja função principal é a turística devido à presença de patrimônios históricos, é possível fazer uma articulação com o componente curricular de História ao relacioná-los à memória e à história de um povo (além de chamar a atenção para a importância de sua preservação),
Cidades portuárias: têm portos importantes. São exemplos as cidades de Itajaí (SC), Santos (SP), que abriga o maior porto da América Latina, e Paranaguá (PR).
Ao fundo, navio cargueiro com contêineres atracado no Complexo Portuário de Itajaí (SC), em 2025. À frente, navio de cruzeiro ancorado no Rio Itajaí-Açu.
Cidades industriais: têm grande concentração de indústrias, atividade que ocupa posição de destaque na economia local. São exemplos de cidades com função industrial: Volta Redonda (RJ), Ipojuca (PE), Camaçari (BA), Manaus (AM) e Cubatão (SP).
Vista de indústria petroquímica, em Camaçari (BA), em 2025.
Uma cidade pode concentrar diferentes atividades ao mesmo tempo. Por exemplo, Campinas (SP), que é uma cidade com intensa atividade industrial e universitária, ou o Rio de Janeiro (RJ), que é uma cidade turística, industrial, portuária e apresenta valioso acervo histórico.
1 No município onde você mora, a cidade apresenta alguma das características mostradas anteriormente? Se sim, quais?
1. Respostas pessoais.
2 Em casa, leia em voz alta os textos das páginas 76 e 77 para os adultos com quem você mora. Depois, pergunte se eles conhecem alguma cidade próxima que apresente alguma dessas atividades. Anote as informações no caderno e depois mostre aos colegas.
2. Resposta pessoal.
associando os conhecimentos históricos aos geográficos.
Mostrar para os estudantes as funções de outras importantes cidades brasileiras, além das apresentadas. Alguns exemplos são: na região Norte, Santarém é portuária e Manaus, industrial; na região Nordeste, Porto Seguro é histórica e São Luís, portuária; na região Sudeste, Sabará é histórica e Resende, militar; na região Centro-Oeste, Trindade é religiosa e Pirenópolis, histórica e, na região Sul, Nova Trento é religiosa e Londrina, universitária. Vale lembrar que as cidades
20/09/25 13:16
podem assumir diferentes funções, como São Luís, que, além de portuária, é histórica.
Atividades
1. Espera-se que os estudantes, após a discussão proposta, consigam reconhecer na cidade do município onde moram alguma das características apresentadas. Se necessário, retomar brevemente as funções das cidades retratadas. É possível que a cidade não apresente nenhuma das caraterísticas mostradas. Nesse caso, exemplificar com alguma cidade da região, ilus-
trá-la com imagens que justifiquem suas funções e localizá-la em um mapa regional em que também seja possível localizar o município onde moram.
2. Nesta atividade os estudantes têm a oportunidade de treinar a leitura oral ou o reconto do que foi lido, além de desenvolver o vocabulário indiretamente. De volta à sala de aula, instruir os estudantes a compartilhar as informações com os colegas para verificarem as semelhanças e diferenças entre as respostas dos familiares.
Atividade complementar
• Painel das cidades Organizar os estudantes em cinco grupos, delegando a cada um a responsabilidade de representar uma grande região do Brasil (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul). Cada grupo vai elaborar um painel de sua respectiva região com um mapa indicando a localização das capitais e de outras cidades que considerarem importantes. As localidades devem trazer suas diversas funções urbanas; se possível, ilustradas com fotografias. Auxiliar os estudantes na escolha dos locais e na pesquisa das informações. Por fim, pedir aos grupos que reúnam as cinco regiões para formarem o Brasil. Se possível, expor o painel no mural da sala de aula.
Sugestão para o professor
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Regiões de influência das cidades 2018. Rio de Janeiro: IBGE, 2020. Disponível em: https://biblioteca.ibge. gov.br/visualizacao/livros/ liv101728.pdf. Acesso em: 11 ago. 2025.
O documento traz muitas informações sobre as cidades brasileiras.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
BNCC
(EF05GE03) Identificar as formas e funções das cidades e analisar as mudanças sociais, econômicas e ambientais provocadas pelo seu crescimento.
ENCAMINHAMENTO
Fazer as seguintes questões:
1. Qual é a diferença entre planejar e improvisar?
2. A rotina de vocês é planejada? Por quê?
Ao planejar, são analisadas as diversas situações que podem ocorrer e, a partir disso, elaboram-se soluções. Explicar aos estudantes que planejar não garante o sucesso da ação, mas permite que os riscos sejam minimizados. A improvisação requer grande capacidade de resolução de problemas no momento em que ocorrem. Como não há uma organização prévia das ações, percebe-se um arranjo menos organizado dos recursos e dos resultados.
Para melhor compreensão, fazer associações com a rotina dos estudantes, geralmente organizada por adultos com horários determinados para acordar, almoçar, ir à escola, brincar, dormir etc.
O importante é que eles compreendam o significado de planejar para que isso posteriormente seja aplicado no estudo e na análise das cidades brasileiras.
Após a leitura do texto, evidenciar aos estudantes que a cidade é produto da ação humana na natureza; portanto, é uma intervenção social no ambiente, constituindo, assim, o espaço geográfico. Conversar sobre a atuação humana no espaço natural e as transformações realizadas nele.
Cidades espontâneas e planejadas
A cidade é a parte urbana do município. Estudamos que nela está a sede administrativa do município, ou seja, a prefeitura. As paisagens de uma cidade se modificam ao longo da história, com a transformação da arquitetura, das atividades econômicas, das vias de circulação, entre outras.
Em geral, as cidades podem surgir de duas maneiras.
• Algumas cidades são chamadas espontâneas. Foi assim que surgiu a maioria das cidades no Brasil e em outros países. Essas cidades se originaram de um aglomerado de moradias que cresceu ao longo do tempo sem projeto prévio. É o caso de São Paulo (SP) e Fortaleza (CE), no Brasil, e de Nova York, nos Estados Unidos.
• Outras cidades são planejadas . Isso acontece quando existe um planejamento antes de a cidade existir, ou seja, a cidade é pensada e planejada previamente. Geralmente, são cidades que apresentam o traçado das ruas e dos quarteirões bem definido e setores destinados previamente para comércio, hospedagem, moradia, hospitais. São exemplos de cidades planejadas: Belo Horizonte (MG), Brasília (DF) e Goiânia (GO), no Brasil, e Buenos Aires, na Argentina. Observe as fotografias das cidades.
1
Propor aos estudantes que observem e comparem as fotografias do Rio de Janeiro e de Palmas, e retomar a diferença entre cidade espontânea e cidade planejada, enfatizando as cidades dadas como exemplo. Explicar que, frequentemente, cidades planejadas apresentam maior uniformidade urbana, com traçados viários retilíneos e disposição organizada, enquanto, geralmente, cidades espontâneas apresentam irregularidades em sua organização espacial. Outros exemplos de cidades planejadas são Brasília (DF) e Belo Horizonte (MG).
Ao abordar as diferentes formas que as cidades podem apresentar, esse conteúdo contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05GE03.
Vista aérea da Lagoa Rodrigo de Freitas, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), em 2025.
Responda às questões no caderno.
1 A fotografia 1 mostra a área urbana ou a área rural do município do Rio de Janeiro?
1. A área urbana.
2 O que é uma cidade espontânea?
2. É a cidade que surge sem planejamento, de forma espontânea.
3 O que é uma cidade planejada?
3. É a cidade que é pensada e projetada antes de surgir, ou seja, planejada.
4 Observe as fotografias 1 e 2 e responda:
a) Qual é a cidade espontânea?
4. c) Espera-se que os estudantes reconheçam o traçado retilíneo e definido das ruas e dos quarteirões da cidade de Palmas como uma característica de cidades planejadas, enquanto a disposição mais irregular das ruas e dos quarteirões do Rio de Janeiro aponta o seu surgimento espontâneo.
4. a) A cidade do Rio de Janeiro, representada na fotografia 1, é espontânea.
b) Qual é a cidade planejada?
4. b) A cidade de Palmas, representada na fotografia 2, é planejada.
c) Explique como você identificou a forma como essas cidades surgiram.
Atividade complementar
• Pesquisa sobre cidades planejadas
Organizar os estudantes em grupos e pedir a eles que realizem uma pesquisa sobre uma cidade planejada no Brasil. Seguem alguns exemplos e seu ano de fundação: Salvador (1549), Teresina (1852), Aracaju (1855), Boa Vista (1890), Belo Horizonte (1897), Goiânia (1933), Maringá (1947) e Brasília (1960).
Solicitar aos estudantes que procurem imagens que evidenciem o fato de a cidade ter sido planejada. Podem ser, por exemplo, croquis e plantas do projeto de construção da
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cidade, fotografias de maquete, fotografias aéreas antigas ou atuais mostrando as ruas e as quadras organizadas e planejadas etc.
A pesquisa pode ser feita em livros ou na internet. Auxiliá-los a acessar os portais oficiais do município ou o site dedicado do IBGE, que agrega os dados sobre os municípios do Brasil (disponível em: https://cidades.ibge.gov. br; acesso em: 11 ago. 2025). Ao escolher um município, vá até a seção “História & Fotos”, em que estão disponibilizadas imagens do acervo fotográfico da biblioteca do instituto. Se considerar conveniente, pedir aos grupos
que apresentem o resultado da pesquisa aos colegas.
Sugestão para o professor
HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. O capítulo “O semeador e o ladrilhador” do livro, escrito pelo historiador Sérgio Buarque de Holanda, é um clássico no que se refere à análise das diferentes maneiras de ocupar o território americano empreendidas por portugueses e espanhóis. O semeador é usado como uma metáfora para caracterizar o colonizador português, que, em busca de riqueza fácil, tinha como objetivo explorar a terra, encarada apenas como um lugar de passagem. Essa característica deu origem a vilarejos espontâneos e, posteriormente, a cidades desordenadas no Brasil, frutos da falta de planejamento no momento de sua criação.
Vista aérea do município de Palmas (TO), em 2025.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
(EF05GE03) Identificar as formas e funções das cidades e analisar as mudanças sociais, econômicas e ambientais provocadas pelo seu crescimento.
ENCAMINHAMENTO
Fazer a seguinte questão:
• Vocês conhecem a história da cidade de São Paulo?
Se a escola estiver localizada na capital paulista, é possível trabalhar monumentos que representam parte da história da cidade, como o Pátio do Colégio, o Monumento às Bandeiras e a Catedral da Sé. É provável que os estudantes já os conheçam; por isso, utilizá-los como motivadores. Se a escola não estiver em São Paulo, mostrar fotografias dos monumentos e trabalhar com os estudantes o que eles já viram na mídia sobre a cidade.
Promover uma leitura oral coletiva do texto e pedir a alguns estudantes que façam a leitura de um trecho cada um. Orientá-los durante a leitura a prestar atenção à entonação e às pausas. Essa é uma oportunidade de observar a fluência em leitura oral dos estudantes. Após a leitura, conversar com os estudantes sobre o que foi lido e destacar a importância tanto do meio natural como da interferência humana no processo de urbanização de São Paulo.
Ao abordar o processo de transformação espacial de São Paulo, é possível relacionar os conhecimentos históricos com os geográficos, atendendo à habilidade EF05GE03.
VAMOS LER
VAMOS LER
São Paulo: como virei uma cidade
O texto a seguir aborda o processo de transformação espacial da maior cidade brasileira: São Paulo. Leia o trecho do texto, responda às atividades e compartilhe o que você entendeu com os colegas e o professor.
Não! Eu não fui sempre deste tamanho: ruas largas, bairros grandes, fábricas, milhões de pessoas, carros, escolas, metrô, túneis, parques, altos prédios. Tudo o que você vê!
Antes que existisse como cidade, eu era uma colina com muitas árvores, rios limpos, animais selvagens, pássaros de várias cores. Ah, que sossego! O único barulho eram os sons da natureza. E, claro, dos habitantes da região, os índios, que viviam em harmonia com o ambiente.
Um dia, vindos da Europa, chegaram os portugueses, homens e mulheres que desejavam conquistar a terra, e também os padres jesuítas, para catequizar, converter os índios e cuidar da educação. Ficaram no litoral, construíram fortes e casas e começaram a explorar o território. Mesmo sendo poucos, fundaram vilas; a primeira delas foi a Vila de São Vicente, em 1532.
Depois de algum tempo, os portugueses decidiram subir a serra. [...] Depois de muita caminhada, chegaram a um planalto, local mais elevado, situado entre dois rios: o rio Tamanduateí [...] e rio Anhangabaú. [...]
Observaram minha colina plana e verdejante cercada de rios e águas limpas. Ali, os jesuítas, cumprindo ordens do padre Manoel da Nóbrega, fundaram um colégio para dar educação aos indígenas e aos colonos. Era o dia 25 de janeiro de 1554, dia da conversão de São Paulo ao Cristianismo.
PIEDADE, Amir; VETILLO, Eduardo. São Paulo: de colina a cidade. São Paulo: Cortez, 2004. Não paginado.
1 Quem é o narrador do texto?
1. A cidade de São Paulo.
2. “Era uma colina com muitas árvores, rios limpos, animais selvagens, pássaros de várias cores” e habitada pelos indígenas.
2 Como era o lugar onde mais tarde surgiria a cidade de São Paulo?
3 De acordo com o texto, como é a cidade de São Paulo atualmente?
3. A cidade tem “ruas largas, bairros grandes, fábricas, milhões de pessoas, carros, escolas, metrô, túneis, parques, altos prédios”.
Texto de apoio
A cidade é uma realização humana, uma criação que vai se constituindo ao longo do processo histórico e que ganha materialização concreta, diferenciada, em função de determinações históricas específicas. Hoje muitos autores afirmam que o mundo se torna urbano devido ao rápido crescimento das cidades modernas e às transformações de vastas áreas em aglomerados urbanos, um mundo que se torna em muitos aspectos práticos uma cidade. A cidade, em cada uma das diferentes etapas do processo histórico, assume for-
mas características e funções distintas. Ela seria assim em cada época o produto da divisão, do tipo e dos objetos do trabalho, bem como do poder nela centralizado. Por outro lado, é necessário considerar que a cidade só pode ser pensada na sua articulação com a sociedade global, levando-se em conta a organização política, a estrutura do poder da sociedade, a natureza e a repartição das atividades econômicas, as classes sociais.
CARLOS, Ana Fani Alessandri. A cidade São Paulo: Contexto, 2001. (Coleção repensando a Geografia). p. 57.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
VAMOS ESCREVER
História da minha cidade
Você leu sobre o surgimento da cidade de São Paulo. Agora, você vai escrever um texto sobre a cidade de seu município.
1 Em casa, com a ajuda de um familiar, faça uma pesquisa no site do seu município ou no IBGE Cidades (disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/; acesso em: 22 jul. 2025) para obter informações a respeito.
1. Ver orientações no Encaminhamento
a) Quando a cidade foi fundada e quantos anos ela tem atualmente.
b) Quem foi o fundador ou grupo fundador.
c) Se a cidade surgiu espontaneamente ou se foi planejada.
d) Como é a festa de celebração do aniversário da cidade.
e) Monumentos na cidade que homenageiam sua fundação.
f) Se a cidade tem um centro histórico com prédios antigos preservados.
g) Outros registros que julgue relevantes sobre a história da cidade.
2 Após a pesquisa, organize as informações coletadas e escreva um pequeno texto explicando a história de como a cidade surgiu e cresceu. Você pode ilustrar sua pesquisa com fotografias antigas e atuais do centro da cidade.
2. Produção pessoal.
3 Depois de reunir todas as informações e elaborar o texto, leve para a sala de aula e compartilhe com os colegas o que você descobriu e veja o que eles descobriram.
3. Resposta pessoal.
Vista do centro da cidade de Belo Horizonte (MG), em 2025. Na imagem, é possível identificarmos prédios antigos preservados e outros mais novos.
O que e como avaliar
A proposta a seguir pode ser utilizada para diagnosticar se há alguma dificuldade de entendimento por parte dos estudantes e oferecer estratégias para remediá-las.
Propor aos estudantes que criem, em grupo, uma cidade e definam juntos a função principal dela: se será portuária, religiosa, administrativa ou histórica, entre outras. A cidade pode ter mais de uma função. Pedir que definam os elementos que ela deverá conter, por exemplo, ruas, prédios, indústria, atrações turísticas, templos religiosos, monumentos históricos e portos,
entre outros. Em seguida, solicitar que desenhem um mapa da cidade. Orientá-los a colocar os elementos do mapa já aprendidos (título, legenda, rosa dos ventos e indicação de mapa pictórico, sem escala). Avaliar se os elementos escolhidos são característicos da função urbana previamente combinada. Pedir a cada grupo que exemplifique a função urbana da cidade e a relacione com os elementos desenhados. Caso os estudantes tenham dificuldades, retomar o conteúdo sobre funções urbanas e as características das cidades evidenciando a relação entre as formas e as funções urbanas.
BNCC
(EF05GE03) Identificar as formas e funções das cidades e analisar as mudanças sociais, econômicas e ambientais provocadas pelo seu crescimento.
(EF05GE04) Reconhecer as características da cidade e analisar as interações entre a cidade e o campo e entre cidades na rede urbana.
ENCAMINHAMENTO
Alguns estudantes podem já ter pesquisado dados relativos à história e fundação da cidade onde moram. Nesse caso, solicitar que localizem suas pesquisas e as utilizem como fonte secundária como forma de auxílio nessa investigação. Em sua pesquisa anterior, eles poderão identificar a fonte primária e utilizá-la, atualizando-a de maneira a aproveitá-la aqui. Assim, os estudantes também podem reconhecer seus trabalhos como fonte para novas pesquisas.
Atividades
1. Compartilhar com os familiares algumas orientações sobre essa atividade. É importante mencionar que eles devem ajudar os estudantes a realizar a pesquisa e não fazê-la por eles. Para compartilhar essas orientações com os familiares, utilizar os canais de comunicação estabelecidos pela escola (agenda, e-mail, aplicativos de mensagens).
BNCC
(EF05GE03) Identificar as formas e funções das cidades e analisar as mudanças sociais, econômicas e ambientais provocadas pelo seu crescimento.
(EF05GE04) Reconhecer as características da cidade e analisar as interações entre a cidade e o campo e entre cidades na rede urbana.
(EF05GE08) Analisar transformações de paisagens nas cidades, comparando sequência de fotografias, fotografias aéreas e imagens de satélite de épocas diferentes.
Alfabetização cartográfica
• Imagens de satélite
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com as seguintes questões:
1. Quais são os motivos que levam as cidades a crescer?
2. O que é mancha urbana?
Auxiliar os estudantes a refletir sobre o crescimento das cidades, utilizando os conhecimentos adquiridos até aqui. É importante que eles percebam a relação da expansão do meio urbano com o aumento populacional em virtude principalmente das migrações e da redução da taxa de mortalidade. Também é importante que percebam o aumento da relevância das atividades produtivas próprias dos centros urbanos, como as de serviços e de tecnologia.
Após o estudo do texto, promover a leitura coletiva das imagens de satélite e retomar com os estudantes o conceito de visão vertical (do alto, exatamente de cima para baixo).
Verificar se os estudantes são capazes de identificar
Crescimento das cidades
O crescimento das cidades está diretamente relacionado à diminuição da área rural do município.
Observe as imagens de satélite da cidade de Cuiabá, no estado de Mato Grosso. Por meio delas, é possível perceber o processo de urbanização da cidade.
Urbanização é o processo de crescimento das cidades com aumento da população que vive nas cidades em relação ao campo. Isso faz com que áreas rurais se transformem em áreas urbanas.
Observe que nas imagens de satélite podemos enxergar os limites da área urbana, o que na Geografia chamamos mancha urbana
Mancha urbana é a área onde a concentração das construções da cidade se destaca.
os elementos da paisagem nas imagens de satélite. Comentar que eles podem ser diferenciados por suas cores, texturas e formas. As áreas mais claras (em bege e marrom), por exemplo, representam o solo descoberto e as áreas ocupadas com construções (que definem a área urbana, a cidade). Já as áreas em verde representam plantações e as áreas cobertas por vegetação natural. A linha sinuosa que corta a cidade é um rio (o rio Cuiabá).
Após a análise das imagens, ler com eles a definição de mancha urbana e o boxe Meu vocabulário da página 83 para discorrer
sobre essa nova expressão que os estudantes agregaram ao vocabulário. Retomar a leitura das imagens analisando o crescimento da mancha urbana.
As imagens de satélite mostram a mancha urbana de Cuiabá (MT) em 1996, 2006, 2016 e 2025.
É nos limites da mancha urbana que o espaço rural dá lugar ao crescimento urbano. Quanto mais moradores há, mais áreas são ocupadas e construídas. Então, quanto maior for a população urbana, maior será a mancha urbana. Além disso, a circulação de pessoas e o transporte de bens e de mercadorias são mais intensos na mancha urbana.
MEU VOCABULÁRIO
Você aprendeu o significado de mancha urbana. Por que você acha que foi escolhido esse termo? Pesquise em um dicionário o significado das palavras, observe as imagens da página 82 e explique qual relação você percebe.
No Brasil, houve grande crescimento das cidades nos últimos 70 anos. Esse crescimento ocorreu, entre outros motivos, por conta da intensa migração de pessoas que moravam em áreas rurais para as áreas urbanas. Essas pessoas buscavam, sobretudo, melhores oportunidades de trabalho. Outro fator para o crescimento das cidades foi a diminuição da mortalidade infantil nas áreas urbanas.
Algumas cidades, como São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ), receberam a maioria desses migrantes e cresceram rapidamente entre os anos de 1960 e 2000. Mas, além delas, outras cidades brasileiras têm crescido rapidamente nas últimas décadas, como é o caso de Cuiabá.
1 Reúnam-se em grupos e observem atentamente as imagens de satélite de Cuiabá. Depois, respondam às questões.
a) Vocês conseguem visualizar a mancha urbana de Cuiabá nas imagens de satélite?
1. a) Orientar os estudantes na identificação e na delimitação da mancha urbana e do espaço rural. Mostrar a eles que essa mancha se expandiu ao longo dos anos.
b) Em qual direção é possível perceber maior crescimento da mancha urbana? E o menor?
1. b) O maior crescimento urbano se deu na direção sul; e o menor, na direção oeste.
c) Houve transformação da natureza ao longo do tempo em Cuiabá? Expliquem
1. c) Sim, pois a cidade cresce e ocupa áreas onde predominavam a vegetação nativa ou as atividades rurais.
2 Quais são os dois motivos citados no texto que levam as cidades a crescer no Brasil? Responda no caderno.
2. O aumento da migração rural-urbana e a diminuição da taxa de mortalidade infantil. O meio urbano cresce em relação ao meio rural com o passar dos anos principalmente em razão do desenvolvimento das cidades, do aumento das construções urbanas, da migração de pessoas do campo para a cidade e do crescimento de atividades relacionadas ao meio urbano.
Atividades
1. Ao solicitar a leitura, interpretação e comparação de imagens de satélite que representam o mesmo local (Cuiabá) em épocas diferentes, os estudantes farão a análise da transformação do espaço pelo processo de urbanização. Assim, essa atividade contribui para o desenvolvimento das habilidades EF05GE03, EF05GE04 e EF05GE08. Se achar pertinente, ler o texto Olhares sobre a paisagem: a utilização de imagens de satélite e fotografias aéreas no ensino de Geografia, indicado na seção Sugestão para o professor. Com ele, é possível refle-
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tir possibilidades didáticas a respeito de leitura e interpretação de imagens de satélites com os estudantes.
Meu vocabulário Espera-se que os estudantes identifiquem que mancha é definida como um espaço ou uma área de cor distinta do conjunto de cor uniforme do entorno; e urbano, no dicionário, pode ser definido como pertencente, próprio, relativo à cidade. A partir disso, os estudantes devem perceber o predomínio da cor cinza nas manchas urbanas, distinguindo-as do verde predominante nas áreas rurais.
Sugestão para o professor
SANTORO, Paula Freire. Planejar a expansão urbana: dilemas e perspectivas. 2012. Tese (Doutorado) — Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012. Disponível em: https://teses. usp.br/teses/disponive is/16/16137/tde-06062012 -143119/publico/Tese_all_ menor.pdf. Acesso em: 11 ago. 2025.
A tese de doutorado, defendida em 2012 na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, mostra como a expansão urbana no Brasil foi realizada de maneira desordenada e vinculada aos interesses do mercado imobiliário e do agronegócio. Os resultados da pesquisa são uma oportunidade de reflexão sobre como planejar uma expansão urbana social e ambientalmente mais responsável e justa.
HOLGADO, Flávio Lopes; ROSA, Kátia Kellem da. Olhares sobre a paisagem: a utilização de imagens de satélite e fotografias aéreas no ensino de Geografia. Geografia ensino & pesquisa, v. 15, n. 3, set./dez. 2011. Disponível em: https:// periodicos.ufsm.br/geografia/ article/view/7350. Acesso em: 11 ago. 2025.
O artigo, escrito em 2011, continua atual em suas proposições didáticas. Há informações sobre o trabalho com imagens de satélite em sala de aula para que os estudantes compreendam as transformações na paisagem. Os autores relatam uma atividade desenvolvida em uma escola do município de São Leopoldo (RS). Apesar de serem estudantes dos anos finais do ensino fundamental, a leitura do artigo se torna interessante pois a atividade pode ser adaptada para sua realidade escolar.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
BNCC
(EF05GE04) Reconhecer as características da cidade e analisar as interações entre a cidade e o campo e entre cidades na rede urbana.
ENCAMINHAMENTO
Iniciar o tema com as seguintes questões:
1. Onde a família de vocês costuma fazer compras?
2. Vocês identificam uma área mais central na cidade onde moram?
Explicar que, dentro de uma cidade, há diversas centralidades comerciais, mas, nitidamente, nas áreas centrais há maior densidade de comércio. A lógica urbana das últimas décadas nas metrópoles, cidades médias e grandes proporcionou uma expansão urbana, produzindo áreas periféricas, também chamadas “franjas urbanas”. Isso levou a uma fragmentação e diversificação do tecido urbano que mexe diretamente com as condições de vida da população. Essa dinâmica social-urbana redefiniu as relações sociais a partir da segunda metade do século passado nos aglomerados urbanos, popularizando a noção de periferia, comumente interpretada como territorialização social daquela parcela dos despossuídos. No entanto, levar em conta as exceções dessa abordagem: por exemplo, na cidade do Rio de Janeiro, as populações de baixa renda e aquelas de bairros mais nobres convivem muito próximas umas das outras. Merece destaque também o fato de que existem bairros nobres localizados longe do centro, em regiões ditas periféricas, em diversos municípios. Contudo, como encaminhamento didático, deve ser priorizada a regra em relação à exceção: na maioria das metrópoles e cidades médias e grandes, é muito clara a relação centro-periferia com-
Partes da cidade
Geralmente, o centro de uma cidade é caracterizado pela maior concentração de estabelecimentos comerciais, como lojas, padarias e restaurantes; de serviços de saúde, como hospitais, maternidades e unidades de pronto atendimento; de educação, como colégios e universidades; e de transportes, como metrô e terminais de ônibus. Essa grande quantidade de equipamentos urbanos favorece uma intensa circulação de pessoas, sobretudo durante o dia.
Também é muito comum que o centro das cidades apresente elementos de outros tempos na paisagem, como prédios antigos, igrejas, praças e monumentos históricos. Observe a fotografia.
do Cruzeiro, no centro histórico de Salvador (BA), em 2025.
1 Quais elementos citados no texto você identifica na imagem?
1. Espera-se que os estudantes percebam que o centro histórico de Salvador apresenta edifícios em arquitetura colonial, como o casario e a igreja, e monumentos históricos.
2 Você já ouviu as expressões “hoje vou à cidade” ou “hoje vou ao centro”? Comente sua resposta
2. Resposta pessoal.
3 Você sabe onde fica o centro de sua cidade? Converse com os colegas e o professor sobre os elementos presentes nele.
3. Resposta pessoal.
pondo o espaço geográfico. Sobre o assunto, recomendamos a leitura de dois textos bem interessantes e com diferentes visões, indicados na seção Sugestão para o professor. No Brasil, o rápido processo de urbanização não foi acompanhado por uma boa organização e planejamento. O crescimento urbano do país ocorreu ao lado da forte desigualdade social, estudada na unidade 2. Tudo isso gerou aquilo que chamamos de segregação socioespacial, ou seja, extensas áreas urbanas ocupadas pela população carente, sujeitas a problemas sociais, como a falta de saneamento básico, o risco de deslizamento
de terras e a ausência de serviços públicos e transportes adequados. Outro grave problema de ordem social diretamente ligado à expansão urbana inadequada e descontrolada é o déficit habitacional vigente no Brasil.
Diante dessas condições, nota-se uma urbanização desigual em várias cidades do país. Chamar a atenção do grupo para as diferenças nas condições de vida a depender da região de cada município.
Ao reconhecer algumas características comuns às cidades brasileiras, esse conteúdo contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05GE04.
Largo
Além do centro, existe a periferia, área que, em algumas cidades, fica distante do centro, mais próxima aos limites da mancha urbana.
As periferias são áreas urbanizadas ou em processo de urbanização. Nelas reside grande parte das pessoas de baixa renda de uma cidade, apesar de também poder existir nessas áreas condomínios de alto padrão. Nas periferias, também existem estabelecimentos de comércio e de serviços, além de manifestações culturais e eventos, muitas vezes promovidos pela comunidade que vive nessas áreas.
Veja a ação artística ocorrida na periferia da cidade de Belo Horizonte (MG), cujo objetivo foi estimular a integração dos moradores por meio da arte.
Grafites no Morro do Papagaio em Belo Horizonte (MG), em 2024. A obra faz parte do Projeto MAMU (Morro Arte Mural), que cria arte urbana nas fachadas de casas em vilas e comunidades periféricas.
4 O que é periferia?
4. Espera-se que os estudantes respondam que periferia é uma área da cidade que está distante do centro e, por vezes, próxima ao limite da mancha urbana.
5 Em sua opinião, qual foi o objetivo da ação artística destacada na imagem?
6 Com a ajuda do professor, reúna-se com os colegas para pensar em uma ação artística
5. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes percebam que a pintura colorida das casas foi uma ação realizada por moradores locais, incentivados por um coletivo de grafiteiros da cidade, com o objetivo de integrar os moradores e promover a arte no local.
6. Respostas pessoais.
a) Vocês conhecem a periferia do município onde vivem?
b) Vocês já viram alguma ação artística na área urbana do município onde moram? De que tipo?
c) De que ação artística vocês gostariam de participar no local onde vivem? De música, dança, poesia, grafite, esportes ou outra?
d) Como uma ação desse tipo pode impactar o espaço das cidades?
Atividades
6. a) Se os estudantes vivem no campo, adaptar a questão para a área urbana do município.
c) Essa atividade pode ser desenvolvida em conjunto com o componente curricular de Arte. O rap, o hip-hop, o samba, assim como o grafite e alguns tipos de dança, são manifestações que podem suscitar maior integração da comunidade, assim como força de mobilização para reivindicação de seus direitos. Informar aos estudantes que o termo rap vem da expressão em inglês rhythm and poetry, ritmo e poesia.
Sugestão para o professor
TESSARI, Leandro Marcos. Dinâmica centro-periferia e estrutura urbana no contexto das aglomerações não metropolitanas no interior do estado de São Paulo: o caso de Araraquara/Américo Brasiliense. Revista Eletrônica de Geografia, n. 20, p. 33, jan./jun. 2013. Disponível em: https://www.revistas.ufg. br/geoambiente/article/ view/26088/15036. Acesso em: 11 ago. 2025.
O texto apresenta discussões metodológicas para o entendimento da relação centro-periferia no processo de urbanização do Brasil. RITTER, Carlos; FIRKOWSKI, Olga Lúcia. Novo conceitual para as periferias urbanas. Revista Geografar, edição especial, p. 22-23, 2009. Disponível em: https://revistas. ufpr.br/geografar/article/ view/14334/9644. Acesso em: 11 ago. 2025.
O texto mostra outra visão e aponta critérios não geométricos para definir centro e periferia urbanos.
ROGÉRIO ARGOLO
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
(EF05GE10) Reconhecer e comparar atributos da qualidade ambiental e algumas formas de poluição dos cursos de água e dos oceanos (esgotos, efluentes industriais, marés negras etc.).
(EF05GE11) Identificar e descrever problemas ambientais que ocorrem no entorno da escola e da residência (lixões, indústrias poluentes, destruição do patrimônio histórico etc.), propondo soluções (inclusive tecnológicas) para esses problemas.
(EF05GE12) Identificar órgãos do poder público e canais de participação popular responsáveis por buscar soluções para a melhoria da qualidade de vida (em áreas como meio ambiente, mobilidade, moradia e direito à cidade) e discutir as propostas implementadas por esses órgãos que afetam a comunidade em que vive.
TCT
Meio ambiente (Educação ambiental)
ENCAMINHAMENTO
Retomar com os estudantes o que são recursos naturais e conversar com o grupo sobre a conservação dos recursos naturais e a responsabilidade de cada um nesse processo. Verificar o que os estudantes sabem sobre áreas legalmente protegidas nas áreas urbanas, como os parques urbanos. Ler coletivamente o texto e explicar que o Código Florestal se refere à Lei no 12.651, de 2012, que trata, entre outros assuntos, das Áreas de Preservação Permanente, cuja proteção em áreas urbanas é um desdobramento.
Em geral, as leis sobre o meio ambiente são fundamentais para a proteção e
Áreas verdes urbanas
No Brasil, existe um documento denominado Código Florestal. Nele consta uma lei sobre a Área de Preservação Permanente (APP). As APPs foram criadas para proteger áreas cujo ambiente é vulnerável, independentemente de estarem em áreas públicas ou áreas privadas. Em áreas urbanas também existem APPs que visam garantir a qualidade urbano-ambiental, quase sempre ameaçada pela expansão desenfreada das cidades. Nessas áreas ocorrem:
• a preservação do solo, diante da ocupação inadequada de encostas e morros;
• a preservação dos cursos de água, como riachos e ribeirões, que sofrem com o assoreamento e a poluição;
• a preservação das áreas verdes, diminuindo as enchentes e as ameaças ao abastecimento de água;
• bons níveis de umidade do ar, melhorando a qualidade dele no meio urbano.
o uso consciente dos recursos naturais, mas, muitas vezes, elas não são respeitadas.
Sugestão para o professor BRASIL. Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Agenda ambiental urbana. c2025. Disponível em: https://www.gov.br/ mma/pt-br/assuntos/agendaambientalurbana. Acesso em: 11 ago. 2025.
No site do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima é possível conhecer o programa federal Agenda Ambiental Urbana, que tem o objetivo de melhorar a qualidade
Frequentemente, a expansão urbana avança sobre as áreas verdes no entorno das cidades. Por isso, é preciso que o poder público estabeleça limites, proponha leis para conter ou minimizar a degradação do ambiente e promova a valorização do patrimônio natural.
Público: que pertence ao Estado, ao povo.
Privado: que tem um proprietário particular.
Poder público: diz respeito à ação do governo sobre a sociedade.
Áreas verdes às margens do rio Cuiabá na divisa entre Cuiabá (MT) e Várzea Grande (MT), em 2023.
de vida nas cidades, que concentram 85% dos brasileiros.
SZEREMETA, Bani; ZANNIN, Paulo Henrique Trombetta. A importância dos parques urbanos e áreas verdes na promoção da qualidade de vida em cidades. Ra’e Ga, Curitiba, v. 29, p. 177-193, 2013. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/raega/article/ view/30747/21483. Acesso em: 11 ago. 2025.
No artigo, os pesquisadores definem os parques urbanos como áreas que podem trazer qualidade de vida à população urbana.
Você já viu que, geralmente, a população das cidades cresce. No Brasil, por exemplo, a população urbana é maior que a população rural. Por isso, é muito importante que haja qualidade ambiental nos centros urbanos. Os parques urbanos são áreas muito apreciadas e frequentadas pelos habitantes das cidades.
Parques urbanos são espaços verdes localizados em cidades para uso da população. Além de possibilitar o contato com a natureza, em muitos parques existem também ciclovias, museus, quadras esportivas, centros educativos e culturais.
Ao centro, vista aérea do Bosque Rodrigues Alves em Belém (PA), em 2025.
1 O que significa APP e qual é a sua importância?
1. Área de Preservação Permanente. Essas áreas são importantes para preservar o ambiente e estabelecer limites à degradação da natureza.
2 No município onde você mora, existem parques urbanos? Você já os visitou?
2. Respostas pessoais.
3 Com a ajuda do professor, forme um grupo com os colegas para resolver as atividades.
3. Respostas pessoais.
a) Indiquem e descrevam algum problema ambiental que vocês percebem no entorno da escola onde estudam.
b) Conversem sobre o que a população do bairro pode fazer para reduzir esse problema.
c) E o que os governantes podem e devem fazer? Como o poder público deve intervir nas questões ambientais?
d) Anotem as conclusões do grupo no caderno. Depois, leiam para outros grupos para que todos conheçam as ideias de vocês.
Atividades
3. a) Ao propor aos estudantes que identifiquem os problemas ambientais no entorno da escola, essa atividade contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05GE11.
3. b) Orientar as discussões para que os estudantes percebam que a atuação da população local é fundamental para que se alcancem resultados mais profícuos e duradouros: além da participação da população em conselhos de cunho ambiental, há a responsabilidade individual por ações em relação ao meio ambiente.
3. c) O poder público deve criar leis que protejam o meio ambiente, fiscalizar o cumprimento delas e punir os responsáveis por transgredi-las, além de criar e colocar em prática propostas de uso sustentável dos recursos. No entorno da escola, pode haver áreas verdes, uma mata galeria de algum rio próximo, encostas protegidas, todas elas passíveis de proteção no âmbito da Lei no 12.651/2012, que prevê a Área de Proteção Permanente Urbana. A habilidade EF05GE12 é trabalhada na medida em que se propõe uma reflexão sobre o processo de urbanização desorganizado e como a população e os governos podem atuar na proteção do ambiente.
3. d) Essa atividade exige que os estudantes elaborem um texto com as conclusões sobre o que discutiram em relação aos problemas ambientais que identificam no entorno da escola e como a população e o poder público podem atuar, contribuindo para o desenvolvimento da escrita dos estudantes.
BNCC
(EF05GE04) Reconhecer as características da cidade e analisar as interações entre a cidade e o campo e entre cidades na rede urbana.
(EF05GE09) Estabelecer conexões e hierarquias entre diferentes cidades, utilizando mapas temáticos e representações gráficas.
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com as seguintes questões:
1. Você considera a cidade em que vive pequena, média, grande ou muito grande? Por quê?
2. Quais cidades ficam próximas à cidade onde você mora?
As atividades têm o objetivo de sensibilizar os estudantes a respeito da cidade onde vivem e de como eles a veem. Se os estudantes morarem no meio rural, questionar sobre a área urbana do município. O tema central do capítulo é o conceito de metrópole, que, de acordo com o Estatuto da metrópole (Lei Federal no 13.089, de 2015), trata-se do espaço urbano com continuidade territorial e que, em razão da população que apresenta e da relevância política e socioeconômica que tem, exerce influência nacional ou sobre uma região que configure a área de influência de uma capital regional, segundo critérios adotados pelo IBGE. O estudo do conceito de metrópole contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05GE09, pois, por meio dele, inicia-se o estudo sobre a hierarquia entre as cidades.
Após a leitura coletiva do texto e análise das imagens com os estudantes, destacar que as fotografias apresentam grandes cidades de diferentes partes do mundo. Considerar que, apesar das
METRÓPOLE 2
As cidades são diferentes em suas origens e funções, além de terem distintas relações entre si e influência sobre outras cidades à sua volta e sobre cidades distantes na rede urbana.
Rede urbana é um conjunto de cidades que possuem interações e conexões.
Na rede urbana, as metrópoles atraem parte da população de cidades que estão sob a sua influência para trabalhar, estudar, receber atendimento médico, entre outras atividades.
Metrópole é uma cidade de grande porte e se caracteriza por ser um importante centro urbano, já que apresenta alto poder de atração, principalmente sobre as populações de cidades próximas.
Muitas das grandes cidades no mundo são consideradas metrópoles. Observe estas fotografias de metrópoles em diferentes países.
em 2025.
diferenças culturais e econômicas dos países, há semelhanças entre essas cidades, por exemplo: a alta quantidade de pessoas circulando nas ruas e a presença de estabelecimentos comerciais e tráfego intenso, características comuns entre as metrópoles. Essa discussão sobre as características das cidades a partir da análise das imagens de metrópoles mundiais contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05GE04.
Atividades
2. e 3. Se os estudantes morarem em uma área rural, pedir que citem características
da cidade mais próxima, aquela por onde geralmente eles circulam.
4. Nas imagens desta dupla de páginas, aparecem modos de locomoção em cidades em diferentes países. Espera-se, com essa atividade, que os estudantes se voltem à identificação de meios de transporte que utilizam com seus familiares no município onde moram, como ônibus, barco, carro, motocicleta, metrô, trem e bicicleta. É possível que os estudantes mencionem que também se locomovem a pé pela cidade.
Vista da cidade de Mumbai, na Índia,
Terminal de ônibus em Lagos, na Nigéria, em 2024.
1 Como são chamadas as principais e maiores cidades que atraem a população de outras cidades?
1. Metrópoles.
2 Sua cidade se parece com alguma das cidades representadas nas fotografias?
2. Resposta pessoal.
3 A cidade onde você mora apresenta fluxo intenso de pessoas? Comente.
3. Resposta pessoal.
4 Como você se locomove pela sua cidade? Cite dois meios de transporte que você mais utiliza no seu dia a dia.
4. Respostas pessoais.
Texto de apoio
O texto a seguir analisa dados de uma pesquisa global publicada em 2018 e compara dados atuais com dados projetados das maiores cidades do mundo para o ano de 2030. Em 2030, […], as 750 maiores concentrações urbanas terão ampliado sua participação no PIB mundial em cerca de 7%, enquanto a população, nesse período, terá aumentado pouco mais de 5%. [...] Cerca de um quarto de todo o incremento em riqueza no período de 2012-2030 será concentrado em apenas 20 das maiores cidades. Ou seja, 8,7 trilhões de dólares a mais no PIB
das cidades mais ricas do mundo. Isso revela um drama nessas imensas máquinas urbanas de produção de riqueza, pois, mesmo com a industrialização assustadora das cidades chinesas, a expansão econômica na Índia e uma presença cada vez maior de centros urbanos do Oriente Médio e América Latina nas primeiras posições, permanece uma forte concentração da riqueza nas economias centrais. Nos termos facilmente criticáveis da projeção estatística, o cidadão médio de Pequim deverá levar ainda 24 anos para atingir o padrão de consumo comparável ao de Nova York (mantidas as taxas de crescimento atuais).
Um morador de Nova Déli, por sua vez, levará 50 anos para chegar a esse mesmo padrão. Lagos, uma das cidades de fratura social mais grave em todo o mundo hoje, terá que percorrer 150 anos para atingir esse nível de consumo. […] em 2030, as 750 maiores cidades do mundo terão 30% dos empregos do planeta, um índice proporcionalmente inferior à população que apresentarão (35%), assim como muito abaixo da riqueza mundial nelas concentrada (61%). Isto é um indício claro de que […] a produção econômica não é necessariamente acompanhada de uma criação de oportunidades de trabalho […] Por último, é preciso ressaltar que, diferentemente de um passado em que o êxodo rural-urbano representava quase sempre elevação do nível de vida para os indivíduos implicados, o processo de “urbanização planetária”, hoje, significa desafios incalculáveis para os novos moradores das cidades: não apenas o problema de desemprego e informalidade crescente ou a violência e militarização dos espaços urbanos, mas principalmente uma exposição a problemas ambientais que só agora começam a ser tematizados. […] No Brasil, essa situação é evidente, hoje, com as metrópoles mais ricas do País apresentando taxas de desocupação acima da média nacional. Assim, as regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo apresentaram taxas respectivas de desocupação de 15,4%, 13,1%, 14,9% e 14,6%, diante de uma média de 12,7% no País em 2017. […] No resto do mundo, a situação repete-se nas grandes aglomerações urbanas de diversos e importantes países. BOTELHO, Maurilio Lima. A metrópole para além da nação: globalização e crise urbana. Cadernos Metrópole, 20 (43), set./dez. 2018. Disponível em: https://www.scielo.br/j/cm/a/jBxjRH CXNxkb9RVtJWkzhfG/?lang=pt. Acesso em: 11 ago. 2025.
Vista da cidade de Xangai, na China, em 2024.
Vista do centro da cidade de Buenos Aires, na Argentina, em 2024.
BNCC
(EF05GE09) Estabelecer conexões e hierarquias entre diferentes cidades, utilizando mapas temáticos e representações gráficas.
Alfabetização
cartográfica
• Leitura de mapa
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com a seguinte questão:
• Na opinião de vocês, por que milhões de pessoas vivem em metrópoles?
Espera-se que os estudantes identifiquem características das metrópoles que promovem a atração de pessoas, como: concentração de empregos, comércio, serviços, infraestrutura de comunicação e transporte, universidades e escolas técnicas.
A leitura do mapa sobre as metrópoles brasileiras, considerando a classificação de hierarquia da rede urbana do IBGE, contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05GE09. Esse mapa é o que está na publicação mais recente do IBGE sobre as regiões de influência das cidades até agosto de 2025. Em 2024, houve uma publicação que compara metodologicamente as Regic de 1966 e 2018 que pode ser encontrada em: https://biblioteca.ibge.gov.br/ visualizacao/livros/liv102151. pdf. Acesso em: 14 ago. 2025. De acordo com o IBGE, o órgão competente para estudar e classificar as cidades brasileiras, até 2018 os cinco níveis de hierarquia urbana se constituíam da seguinte maneira:
1. Metrópoles: são os principais núcleos urbanos do país. Atualmente, existem 15 metrópoles no Brasil. As metrópoles brasileiras são divididas em:
• Grande metrópole nacional – São Paulo (SP);
Metrópoles brasileiras
Você já viu que as grandes cidades apresentam intenso fluxo de pessoas, veículos e de informações, além de concentrarem diversos tipos de serviço e de comércio.
No Brasil, existem 15 centros urbanos que recebem a denominação de metrópole, com diferentes graus de importância, de acordo com suas áreas de influência. São Paulo é considerada a grande metrópole nacional por ser o maior centro urbano do Brasil e exercer influência sobre todo o país. Observe o mapa.
Brasil: metrópoles (2018)
VENEZUELA
COLÔMBIA
Equador
PERU
OCEANO PACÍFICO
BOLÍVIA
Manaus
SURINAME
CHILE GUIANA PARAGUAI
Trópico de Capricórnio
Hierarquia urbana
Grande metrópole nacional
Metrópole Metrópole nacional
Limite estadual Fronteira internacional
ARGENTINA
URUGUAI
GUIANA FRANCESA (FRA)
Belém
Campinas
Fortaleza
Recife
Salvador Rio de Janeiro São Paulo Curitiba
Florianópolis
Porto Alegre Belo Horizonte Goiânia
OCEANO ATLÂNTICO
Vitória 0 365
Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Regiões de influência das cidades 2018. Rio de Janeiro: IBGE, 2020. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/apps/regic/. Acesso em: 5 ago. 2025.
1 Por qual motivo São Paulo é considerada a grande metrópole nacional?
1. São Paulo é considerada a grande metrópole nacional por ser o maior e mais influente centro urbano brasileiro.
2 Quais são as metrópoles nacionais?
2. Brasília e Rio de Janeiro.
3 Quais são as metrópoles?
90
3. Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Campinas, Vitória, Belo Horizonte, Goiânia, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém e Manaus.
• Metrópoles nacionais – Brasília (DF) e Rio de Janeiro (RJ);
• Metrópoles – Manaus (AM), Belém (PA), Campinas (SP), Goiânia (GO), Fortaleza (CE), Florianópolis (SC), Recife (PE), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e Vitória (ES).
2. Capitais regionais: são 97 centros urbanos importantes que guardam esse título. Essas cidades têm grande poder de influência, porém com poder inferior ao da metrópole. Exemplos: Feira de Santana (BA) e João Pessoa (PB).
3. Centros sub-regionais: são 352 centros com menor grau de complexidade do que as capitais regionais. Exemplos: Patos (PB) e Erechim (RS).
4. Centros de zona: são 398 cidades de menor porte e com influência restrita à sua área. Exemplos: Itaporanga (PB) e Abaeté (MG).
5. Centros locais: são 4 037 cidades cuja influência não extrapola o próprio município ao qual cada uma está circunscrita, servindo apenas aos seus habitantes. A população média dos municípios desse nível hierárquico é de 12 mil habitantes. Exemplos: Barra do Turvo (SP) e Pedra Branca (PB).
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Regiões metropolitanas
O crescimento das cidades faz com que, muitas vezes, a área urbana de um município avance em direção a áreas urbanas de outros. Juntos, esses municípios formam uma região metropolitana.
A região metropolitana é formada por um conjunto de municípios vizinhos que tem ligações socioeconômicas com um centro urbano principal.
As áreas urbanas desses municípios são integradas por intensos fluxos de pessoas e de mercadorias, por meio de uma rede de transportes, com suas vias de circulação, como rodovias, ferrovias, ruas e avenidas.
Brasil: população das maiores regiões metropolitanas (2024)
Região metropolitana Habitantes Região metropolitana Habitantes
Belo Horizonte (MG) 5997565 Manaus (AM) 2783002
Campinas (SP) 3305102 Porto Alegre (RS) 4167025
Curitiba (PR) 3697928 Recife (PE) 3954323
Distrito Federal e entorno* 4732087 Rio de Janeiro (RJ) 12936629
Fortaleza (CE) 4137255 Salvador (BA) 3623647
Goiânia (GO) 2724808 São Paulo (SP) 21518955
* Região Integrada de Desenvolvimento (Ride) Distrito Federal e Entorno.
Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. População estimada do país chega a 212,6 milhões de habitantes em 2024. Rio de Janeiro: IBGE, 2024. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/41111-populacaoestimada-do-pais-chega-a-212-6-milhoes-de-habitantes-em-2024. Acesso em: 4 jun. 2025.
1 De acordo com a tabela, alguma das regiões metropolitanas listadas tem menos de 2 milhões de habitantes? Se tiver, qual?
1. Não. A região metropolitana com menor população listada na tabela é Goiânia (GO), com 2,72 milhões de habitantes.
2 Alguma delas se localiza na Unidade da Federação onde você vive?
2. Resposta pessoal.
3 Na tabela que você acabou de ver, as regiões metropolitanas estão organizadas em ordem alfabética. Em seu caderno, coloque as regiões metropolitanas em ordem decrescente de acordo com o número de habitantes.
3. Ver orientações no Encaminhamento
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com a seguinte questão:
• Vocês acham que a população das metrópoles tende a aumentar ou a diminuir? Por quê?
É possível que os estudantes respondam que a população tende a aumentar. Os motivos que podem ser citados para tal aumento é a migração provocada pela concentração de serviços que ocorre nas metrópoles, tanto para uso como para oportunidades de trabalho, além da diminuição da taxa de mortalidade.
15/09/25 12:06
Explicar que, em alguns casos, as áreas urbanas da metrópole e das cidades vizinhas se integram, formando uma mancha urbana contínua, na qual não é possível identificar os limites entre um município e outro. O estudo das interações entre áreas urbanas ajuda no desenvolvimento da habilidade EF05GE04.
Atividades
3. Os estudantes deverão organizar as regiões metropolitanas na seguinte ordem:
BNCC
(EF05GE04) Reconhecer as características da cidade e analisar as interações entre a cidade e o campo e entre cidades na rede urbana.
São Paulo (SP); Rio de Janeiro (RJ); Belo Horizonte (MG); Distrito Federal e entorno; Porto Alegre (RS); Fortaleza (CE); Recife (PE); Curitiba (PR); Salvador (BA); Campinas (SP); Manaus (AM); Goiânia (GO).
Texto de apoio
A base de recortes territoriais referentes a Municípios em Regiões Metropolitanas (RM) […] foi revisada. Com a atualização, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi constatado o aumento considerável de Municípios incluídos em Regiões Metropolitanas, totalizando 74.
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) lembra que a criação de regiões metropolitanas cabe aos Estados, por meio da aprovação de lei complementar na respectiva Assembleia Legislativa do Estado. […]
BASE de Municípios que integram Regiões Metropolitanas é atualizada. Confederação Nacional de Municípios, 17 nov. 2020. Disponível em: https:// www.cnm.org.br/comunicacao/ noticias/base-de-municipios -que-integram-regioes -metropolitanas-e-atualizada. Acesso em: 11 ago. 2025.
BNCC
(EF05GE09) Estabelecer conexões e hierarquias entre diferentes cidades, utilizando mapas temáticos e representações gráficas.
Alfabetização cartográfica
• Leitura de mapa
• Imagem de satélite
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com a seguinte questão:
• Como podemos comparar um mapa com uma imagem de satélite?
Os estudantes já realizaram atividades em que desenvolveram a habilidade de comparação, inclusive entre mapa e imagem de satélite. Com essa questão, eles podem retomar e citar aprendizagens que servirão para iniciar os estudos da seção que tem como centro a educação cartográfica.
Analisar com os estudantes o mapa da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Observar que o município de Belo Horizonte está inserido no centro dessa região, representando a interação dessa grande cidade com os outros municípios e a sua concentração de fluxos. Destacar a grande quantidade de municípios que estão inseridos na região metropolitana e conversar sobre a capacidade de influência dessa metrópole. Se possível, mostrar um mapa grande do Brasil para o grupo e localizar a Região Metropolitana de Belo Horizonte, comparando com o mapa desta página.
Na imagem de satélite, chamar a atenção deles para os elementos que podem ser identificados: arruamentos, construções, áreas com cobertura verde, áreas com solo exposto etc.
DE OLHO NO MAPA!
Região metropolitana em mapa e imagem de satélite
Agora que você sabe o que é uma região metropolitana, observe o mapa de uma região metropolitana do Brasil e responda às questões no caderno.
Belo Horizonte: região metropolitana (2025)
Funilândia
Sete Lagoas Prudente de Morais Inhaúma
Fortuna de Minas São
Rio Manso
Fonte: PLANO METROPOLITANO RMBH. Região metropolitana de Belo Horizonte. Brasil, c2025. Disponível em: http://www.rmbh.org.br/mapa-rmbh.php. Acesso em: 1o ago. 2025.
1 Anote no caderno os nomes dos municípios que fazem limite com a capital de Minas Gerais, Belo Horizonte:
a) Ao norte
b) A oeste
1. a) Ribeirão das Neves, Vespasiano e Santa Luzia. 1. b) Contagem.
Instruir os estudantes a localizar, mesmo que aproximadamente, a área representada na imagem de satélite no mapa da região metropolitana de Belo Horizonte, para que compreendam que as imagens estão em escalas diferentes. Aproveitar para comparar as duas formas de representação.
O trabalho de análise e interpretação do mapa da Região Metropolitana de Belo Horizonte e da imagem de satélite, que possibilita a reflexão sobre as conexões e relações hierárquicas entre as cidades, contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05GE09.
c) A leste d) Ao sul
1. c) Sabará.
1. d) Ibirité, Brumadinho e Nova Lima.
Em alguns casos, é muito difícil distinguir onde acaba e onde começa um município em uma região metropolitana. Observe na imagem de satélite o limite municipal de Belo Horizonte e Contagem.
em 2025.
2 No mapa, é possível observar alguma rede de interação entre os municípios? Se sim, qual?
2. Sim, a rede de transportes, com rua, avenida, rodovias e ferrovias.
3 Por que é difícil distinguir onde acaba um município e onde começa outro em uma região metropolitana?
3. Ver orientações no Encaminhamento
4 O que é possível perceber na imagem de satélite a respeito da integração entre os municípios?
4. Espera-se que os estudantes percebam que muitas ruas e avenidas cruzam o território dos dois municípios, propiciando grande integração.
DESCUBRA MAIS
• SOUSA, Sérgio Augusto Dâmaso de. Belo Horizonte : de arraial a capital.
3. ed. São Paulo: Cortez, 2016.
Esse livro conta a história da cidade de Belo Horizonte, a capital de Minas Gerais, desde quando era um pequeno arraial até se tornar a grande metrópole que é hoje em dia.
Atividades
3. Espera-se que os estudantes percebam que é comum que as áreas urbanas de dois municípios se estendam e se juntem em uma região metropolitana, o que torna difícil determinar o limite entre eles.
O que e como avaliar
Para realizar esta avaliação, organizar os estudantes em grupos heterogêneos de forma a garantir que estudantes que apresentaram dificuldades na aprendizagem sobre os temas estudados no capítulo componham
grupo com estudantes que não tenham apresentado dificuldades. Assim, promove-se a troca de experiências entre eles. Essa pode ser uma boa estratégia de remediação, ao mesmo tempo que possibilita a ampliação das estratégias didáticas.
Solicitar a cada grupo que elabore quatro questões sobre os conteúdos estudados na unidade até o momento. É importante que cada grupo saiba as respostas das questões que elaborou.
Em uma segunda etapa, cada grupo entrega uma das suas questões para outro grupo.
Cada grupo deve elaborar as respostas mais completas que conseguir, sem consultar o livro.
Em seguida, todos os grupos leem as questões e respostas, e os grupos responsáveis pela autoria das questões vão indicar se as respostas estão corretas ou se precisam ser completadas.
É possível fazer esse procedimento algumas vezes, considerando as quatro questões que foram produzidas inicialmente.
Aproveitar esse momento para analisar a participação dos estudantes e avaliar se os conceitos trabalhados foram efetivamente apreendidos. Fazer os ajustes que considerar necessários no planejamento.
O Observatório das Metrópoles é um instituto virtual que reúne pesquisadores e diversas instituições, coordenado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que desenvolve estudos sobre metrópoles e aglomerações urbanas no Brasil. No site indicado, estão disponíveis artigos, relatórios, livros e revistas com estudos sobre as metrópoles brasileiras.
Imagem de satélite com o limite entre os municípios de Contagem (MG) e de Belo Horizonte (MG) na região metropolitana de Belo Horizonte (MG),
Belo Horizonte
Contagem
BNCC
(EF05GE11) Identificar e descrever problemas ambientais que ocorrem no entorno da escola e da residência (lixões, indústrias poluentes, destruição do patrimônio histórico etc.), propondo soluções (inclusive tecnológicas) para esses problemas.
(EF05GE12) Identificar órgãos do poder público e canais de participação social responsáveis por buscar soluções para a melhoria da qualidade de vida (em áreas como meio ambiente, mobilidade, moradia e direito à cidade) e discutir as propostas implementadas por esses órgãos que afetam a comunidade em que vive.
TCT
Meio ambiente (Educação ambiental)
ENCAMINHAMENTO
Conversar com o grupo sobre os problemas vividos pela população que reside em metrópoles, mesmo que eles residam em uma pequena cidade (eles poderão levantar hipóteses com base no que já estudaram ou no que viram pela televisão, por exemplo).
Ressaltar aspectos relacionados à mobilidade urbana e identificar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre esse tema.
Conversar com os estudantes sobre alguns motivos que levam as pessoas a utilizar o carro como meio de transporte nas metrópoles brasileiras e apresentar exemplos, como: o transporte público precário, malhas de trem e metrô que não atendem toda a cidade, sistema de circulação viária e políticas públicas que priorizam o transporte individual. Verificar se eles identificam
Mobilidade urbana
As metrópoles apresentam intenso fluxo de pessoas, de produtos e de serviços. Esse fluxo se dá pelos meios de transporte, em vias expressas, avenidas e rodovias.
Em muitas metrópoles brasileiras, o carro é o principal meio de locomoção. Isso acontece por alguns motivos, como a deficiência do sistema de transporte público e as políticas públicas que incentivam o aumento do número de carros nas ruas. A construção de grandes vias expressas em detrimento do investimento em trens, metrôs e outros meios de transporte é exemplo disso. Como resultado, vemos longos congestionamentos tão característicos das grandes cidades, que, além de dificultar o deslocamento das pessoas, poluem o ambiente com a emissão excessiva de gases nocivos pelo escapamento de veículos parados.
As condições de deslocamento são chamadas mobilidade. Quando nos referimos às cidades, chamamos esse deslocamento de mobilidade urbana
São Paulo: tempo médio de viagem dentro da cidade, por meio de transporte (2017 e 2023)
a mobilidade urbana como política pública, como o poder público pode melhorá-la e também como o excesso de carros particulares nos grandes centros urbanos prejudica a vida dos habitantes, pela dificuldade de locomoção e pela poluição do ar. Essa condução contribui para o desenvolvimento das habilidades EF05GE11 e EF05GE12.
Ao explorar o gráfico com a turma, ressaltar que, ao mesmo tempo que aumentou o tempo de deslocamento em veículos individuais, houve diminuição no tempo de deslocamento por transporte coletivo, o que é resultado da expansão de linhas de metrô e
trem e de corredores de ônibus. Já o transporte a pé ou de bicicleta segue no mesmo nível entre 2017 e 2023.
Fonte:
PAULO. Pesquisa de origem e destino 2023. São Paulo, fev. 2025. p. 61. Disponível em: https://transparencia.metrosp.com.br/sites/default/files/MetroSP_
Observe o gráfico da página anterior e a fotografia desta página. Depois, responda às questões no caderno.
1 Entre 2017 e 2023, o que aconteceu com o tempo médio que as pessoas levaram para se deslocar dentro da cidade em transportes coletivos? E em transportes individuais?
1. O tempo de deslocamento em transportes coletivos diminuiu, enquanto o tempo de deslocamento em transportes individuais aumentou.
2 Quais meios de transporte contribuem para que haja menos congestionamentos, os individuais ou os coletivos? Explique no caderno.
2. Ver orientações no Encaminhamento
3 Com a orientação do professor, forme um grupo com os colegas para resolver as próximas atividades no caderno.
a) Por qual motivo vocês acham que as pessoas preferem utilizar o carro nas metrópoles brasileiras?
b) Se mais pessoas utilizassem ônibus, vocês acham que a poluição nas grandes cidades diminuiria? Por quê?
3. Ver orientações no Encaminhamento
Atividades
2. Espera-se que os estudantes indiquem que os transportes individuais, particularmente os automóveis, contribuem para ocasionar congestionamentos. Os coletivos e os não motorizados gastam menos tempo de deslocamento nas viagens dentro da cidade paulistana. Eles também podem indicar que os transportes coletivos transportam mais pessoas do que os individuais. Portanto, se houver mais pessoas se deslocando em transportes coletivos, pode-se reduzir o número de veículos in-
dividuais e, consequentemente, diminuir os congestionamentos.
3. a) Os estudantes podem indicar que o transporte público (barcos, ônibus, trem e metrô), muitas vezes precário e ineficaz, não atende toda a população que vive nas metrópoles brasileiras, levando as pessoas que têm possibilidades financeiras a optar pelo transporte individual.
Atividade complementar
• Pesquisa sobre meios de transporte
Propor aos estudantes uma pesquisa sobre
o meio de locomoção que seus parentes utilizam para realizar as tarefas diárias, como ir ao trabalho ou à escola, e as dificuldades que enfrentam ao longo do seu deslocamento, como ônibus cheio, tráfego intenso, longas distâncias, falta de ciclovias, calçadas esburacadas e pouca segurança no trânsito para o pedestre. Se considerar necessário, elaborar com o grupo um questionário com as principais informações que devem ser coletadas.
Com base nas informações pesquisadas, elaborar tabelas ou gráficos para representar os dados coletados. Explorar com o grupo os resultados da pesquisa, analisando os meios de transporte mais utilizados e as condições de mobilidade urbana das famílias na cidade onde moram.
Sugestão para o professor
CADERNOS Metrópole: mobilidade urbana nas metrópoles contemporâneas. Cadernos Metrópoles, v. 15, n. 30, 2013. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/ index.php/metropole/issue/ view/1139/showToc. Acesso em: 11 ago. 2025.
O artigo discute o domínio do automóvel como meio de transporte e analisa as políticas públicas de mobilidade em países emergentes, considerando experiências da Europa e dos Estados Unidos.
PAINEL brasileiro da mobilidade. Instituto Cordial, c2025. Disponível em: https:// institutocordial.com.br/ painelmobilidade/. Acesso em: 14 ago. 2025.
O portal do Instituto Cordial oferece dados e indicadores atualizados, vídeos e lives com foco em estudos voltados ao auxílio no desenvolvimento de políticas públicas pela mobilidade segura e sustentável.
Congestionamento de veículos na Avenida Paulista em São Paulo (SP), em 2024.
EDU LYRA/PULSAR IMAGENS
BNCC
(EF05GE12) Identificar órgãos do poder público e canais de participação social responsáveis por buscar soluções para a melhoria da qualidade de vida (em áreas como meio ambiente, mobilidade, moradia e direito à cidade) e discutir as propostas implementadas por esses órgãos que afetam a comunidade em que vive.
TCT
Cidadania e civismo (Educação para o trânsito)
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com a seguinte questão:
• Na opinião de vocês, quais são as dificuldades que as pessoas com deficiência física enfrentam para se locomoverem em uma cidade? Espera-se que os estudantes apontem a falta de estrutura e de equipamentos adequados para as pessoas com deficiência física se locomoverem nas cidades, tais como: rampas de acesso nas ruas e edifícios, pisos táteis, elevadores em terminais de transporte urbano, ônibus adaptados e aviso sonoro nas faixas de pedestres para pessoas com deficiência visual.
Explicar aos estudantes que a adaptação dos equipamentos urbanos é essencial para a inclusão das pessoas com deficiência física à sociedade. Ao tratar da necessidade de implementar estruturas e equipamentos adequados para promover a acessibilidade das pessoas com deficiência física na cidade, essa seção contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05GE12.
CIDADANIA
Acessibilidade
Em diversas metrópoles e em cidades menos populosas, existe uma crescente preocupação para incluir as pessoas com mobilidade reduzida no deslocamento urbano e nos serviços oferecidos pela cidade. Assim, pode-se reservar vagas para pessoas em cadeira de rodas, pessoas idosas e mulheres grávidas em estacionamentos e em espaços coletivos e, também, sinalizar diferentes lugares da cidade com linguagens apropriadas para pessoas com deficiência visual para que elas aproveitem melhor e com mais autonomia os serviços urbanos.
Leia o texto sobre acessibilidade e observe as fotografias.
Acessibilidade é um atributo essencial do ambiente que garante a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Deve estar presente nos espaços, no meio físico, no transporte, na informação e comunicação, inclusive nos sistemas e tecnologias da informação e comunicação, bem como em outros serviços e instalações abertos ao público ou de uso público, tanto na cidade como no campo.
• Cartaz sobre a acessibilidade de pessoas com deficiência física
Solicitar aos estudantes uma pesquisa de imagens sobre equipamentos que permitem a acessibilidade de pessoas com deficiência física ao espaço urbano, como rampas de acesso nas ruas e edifícios, pisos táteis nas calçadas e outros locais públicos, elevadores em terminais de transporte urbano, ônibus adaptados e aviso sonoro nas faixas de pedestres para pessoas com deficiência visual. Pedir aos estudantes que organizem cartazes
com as imagens pesquisadas e elaborem legendas explicando como os equipamentos representados promovem a acessibilidade.
Sugestão para o professor ACESSIBILIDADE digital. c2025. Disponível em: https://www.gov.br/governodigital/pt-br/ acessibilidade-e-usuario/acessibilidade-digital. Acesso em: 14 ago. 2025.
Nesse site, há diversas informações sobre acessibilidade e inclusão digital com modelos de acessibilidade, material de apoio e tutoriais, recursos de acessibilidade, entre outros.
Pessoa com deficiência visual lendo o mapa tátil do Museu da Cidade
Lugares exclusivos para pessoas em cadeira de rodas no Estádio Municipal Jacy Scaff, em Londrina (PR), em 2022.
1 Converse com um colega sobre o que vocês entenderam a respeito do texto. Depois, registrem no caderno, com suas palavras, o que entenderam por acessibilidade.
1. Resposta pessoal.
2 Em casa, com a ajuda de familiares, faça uma pesquisa para descobrir se no seu município existem práticas inclusivas de mobilidade e de acessibilidade. Consulte a prefeitura ou sites de fontes confiáveis na internet. Investigue:
2. Respostas pessoais.
a) Qual é o transporte público mais utilizado pelas pessoas com deficiência física?
b) Existem projetos inclusivos de mobilidade urbana que consideram as necessidades de deficientes físicos como as indicadas nas fotografias?
c) Existem outras formas de acessibilidade em seu município? Indique-as no caderno.
Atividades
2. Essa atividade estimula a vivência com familiares. Instruir os estudantes a organizar no caderno, com a ajuda dos familiares, as informações pesquisadas para que compartilhem com os colegas em sala de aula.
Texto de apoio
[…] O que é acessibilidade?
[…] Definição de acessibilidade urbana
Acessibilidade é a facilidade com que as pessoas conseguem alcançar lugares e oportunidades — ou, inversamente, uma
característica de lugares e oportunidades em termos do quão facilmente eles podem ser alcançados pela população […]. As condições de acessibilidade são influenciadas tanto pela codistribuição espacial da população e de atividades econômicas e serviços públicos quanto pela configuração e desempenho da rede de transportes. Nesse sentido, a acessibilidade urbana tem papel fundamental na capacidade das pessoas de se deslocarem para acessar oportunidades, como empregos, escolas etc. Os níveis de acessibilidade urbana são estabelecidos, portanto, por três compo-
nentes distintos, conforme a seguir descrito.
1) Infraestrutura: a facilidade de acessar atividades depende da infraestrutura e dos serviços de transporte existentes. Isso inclui, por exemplo, a capilaridade da rede de transporte público, a conectividade da rede viária, a existência de corredores de transporte de alta capacidade, como trens e metrôs etc. Aqui, tanto a eficiência quanto a conectividade espacial e temporal da rede de transportes são de extrema importância.
2) Uso do solo: o quão facilmente atividades podem ser acessadas também depende da codistribuição espacial de pessoas e atividades, como escolas, serviços de saúde, áreas de lazer etc. Esse componente diz respeito à proximidade geográfica entre pessoas e oportunidades: quanto mais longe, mais difícil é o acesso às atividades.
3) Pessoas: por fim, é importante ressaltar que a facilidade de acesso a atividades também é afetada pelas características individuais de cada pessoa. Fatores como dificuldades motoras e cognitivas, idade, gênero, cor e renda, por exemplo, podem influenciar de maneira importante a capacidade das pessoas de se locomoverem, de utilizarem determinados modos de transporte e de circularem pela cidade sem medo de algum tipo de violência ou discriminação. Este último componente traz importantes informações para análises de equidade e inclusão social. PEREIRA, Rafael H. M.; HERSZENHUT, Daniel. O que é acessibilidade In: INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA. Introdução à acessibilidade urbana: um guia prático em R. Rio de Janeiro: Ipea, 2023. Disponível em: https://repositorio. ipea.gov.br/server/api/core/ bitstreams/3f66c593-7bf5-443f -b392-8b4362f80d1e/content. Acesso em: 15 set. 2025.
BNCC
(EF05GE04) Reconhecer as características da cidade e analisar as interações entre a cidade e o campo e entre cidades na rede urbana.
(EF05GE09) Estabelecer conexões e hierarquias entre diferentes cidades, utilizando mapas temáticos e representações gráficas.
Organize-se
• Mapa-múndi político
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com a seguinte questão:
• Vocês conhecem alguma metrópole em outro país?
Se sim, qual?
Lembrar os estudantes do que foi estudado sobre metrópoles e pedir que revejam, nas páginas 88 e 89, as metrópoles mundiais retratadas (Mumbai, Índia; Lagos, Nigéria; Xangai, China; Buenos Aires, Argentina), retomando o que caracteriza uma metrópole (cidade de grande porte que se caracteriza por ser um importante centro urbano, já que apresenta alto poder de atração, principalmente sobre as populações de cidades próximas). A recuperação do estudo do conceito de metrópole contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05GE09, pois, por meio dele, podem-se estabelecer relações e pode-se comparar o ritmo de crescimento das maiores metrópoles do mundo, fazendo, assim, conexões e analogias entre elas.
Conversar com os estudantes sobre a formação de metrópoles que abrigam, em média, mais de 20 milhões de habitantes, considerando o êxodo rural e o processo de urbanização da população mundial. Nessa aborda-
Metrópoles mundiais
Assim como o Brasil, outros países apresentaram intenso processo de urbanização nos últimos anos. Esse ritmo intenso de crescimento da rede urbana acarreta a formação de metrópoles e de aglomerados urbanos, que se formam quando as cidades crescem a ponto de se unirem às cidades vizinhas, tornando difícil saber onde começa uma e termina outra.
Nos países considerados ricos, também chamados países desenvolvidos, esse processo é mais antigo e mais lento, enquanto nos demais países, que também tiveram a formação de metrópoles, o processo é mais recente e mais rápido.
Veja na tabela quais são os dez maiores aglomerados urbanos do mundo.
Mundo: população dos dez maiores aglomerados urbanos (2018)
Fonte: UNITED NATIONS. Department of Economic and Social Affairs. World Urbanization Prospects The 2018 Revision. New York: UN, 2018. p. 77. Disponível em: https://population.un.org/wup/assets/WUP2018-Report.pdf. Acesso em: 7 ago. 2025.
1 Qual metrópole representa o Brasil nessa tabela?
1. São Paulo.
2 Quais países têm mais de uma metrópole entre as dez maiores?
2. China, Índia e Japão.
gem, retomar os fatores que atraem as pessoas para uma metrópole e os municípios no seu entorno. Ressaltar que esses municípios do entorno são integrados à metrópole por meio da contiguidade da mancha urbana e em razão dos intensos fluxos de mercadorias, pessoas e informações.
Apresentar um planisfério, localizando as metrópoles citadas na tabela, e, se possível, exibir fotografias para que os estudantes reconheçam semelhanças entres essas grandes cidades. Destacar que os dados de cada país são apurados em diferentes momentos. Os
dados quantitativos reais mais atualizados, até a escrita desse livro (2025), sobre a população que vive nos mais populosos aglomerados do mundo foram publicados em 2018.
Orientar os estudantes na leitura do gráfico, apontando que as linhas azul e vermelha representam o total da população rural e urbana no mundo, respectivamente, e destacar que os dados a partir de 2020 correspondem a estimativas. Se achar conveniente, fazer primeiro a leitura de cada linha para posteriormente analisar as duas juntas. Chamar a atenção dos estudantes para o ponto em que
Atualmente, a maior parte da população mundial vive nas cidades. Essa virada ocorreu no ano de 2007, quando a população vivendo na área urbana tornou-se maior que a população da área rural. O gráfico mostra esse processo.
Mundo: população rural e urbana (1950-2050*)
Fonte: UNITED NATIONS HUMAN SETTLEMENTS PROGRAMME. World cities report 2022: envisaging the future of cities. Nairóbi: UN-Habitat, 2022. p. 5.
3 Onde vivia a maior parte da população mundial na segunda metade do século 20?
3. No campo.
4 Observe as curvas do gráfico e responda: qual é a tendência para os próximos anos?
4. A tendência é cada vez mais pessoas vivendo nas áreas urbanas.
as linhas se encontram (que corresponde ao ano 2007, apontado no texto como o ano em que a população urbana se tornou maior que a população rural).
Conversar sobre os grandes desafios do futuro relacionados às necessidades da crescente população urbana, tais como: habitação, transporte, energia, saneamento básico, alimentação e sustentabilidade.
Ao trabalhar as características do processo de urbanização e o crescimento da população urbana mundial, esse conteúdo contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05GE04.
Texto de apoio
As cidades são vítimas das mudanças climáticas e estão entre as suas piores agressoras: embora desproporcionalmente expostas aos seus impactos, também são responsáveis por gerar uma parcela significativa das emissões globais de gases com efeito de estufa. [...]
As mudanças climáticas estão, de muitas maneiras, exacerbando as desigualdades existentes, à medida que os pobres urbanos e outros grupos e comunidades marginalizados se veem enfrentando seus impactos mais extremos com menos recursos.[...] Mas, embora os desafios sobrepostos do estresse ambiental e da rápida urbanização sejam singularmente assustadores, é precisamente essa intersecção que torna a ação climática urbana tão oportuna. A ação climática pode trazer uma série de benefícios adicionais para cidades e moradores, desde a redução da pobreza, emprego, infraestrutura resiliente, melhoria da saúde pública e bem-estar até a restauração de ecossistemas frágeis.
ONU HABITAT. Relatório Mundial das Cidades 2024. Cidades e Ação climática. c2025. Disponível em: https://unhabitat. org/world-cities-report-2024 -cities-and-climate-action. Acesso em: 14 ago. 2025. Tradução nossa.
Vista da metrópole de Tóquio, no Japão, em 2024. Tóquio é o aglomerado urbano mais populoso do mundo.
(EF05GE10) Reconhecer e comparar atributos da qualidade ambiental e algumas formas de poluição dos cursos de água e dos oceanos (esgotos, efluentes industriais, marés negras etc.).
(EF05GE12) Identificar órgãos do poder público e canais de participação social responsáveis por buscar soluções para a melhoria da qualidade de vida (em áreas como meio ambiente, mobilidade, moradia e direito à cidade) e discutir as propostas implementadas por esses órgãos que afetam a comunidade em que vive.
TCT
Meio ambiente (Educação ambiental)
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com a seguinte questão:
• Como o crescimento desordenado das cidades pode prejudicar o ambiente? Conversar com os estudantes sobre os impactos negativos ao ambiente causados pelo crescimento desordenado das cidades, como o desmatamento de áreas que devem ser conservadas, o aterramento ou a canalização de rios, a contaminação dos recursos hídricos e a ocupação de áreas de risco.
Solicitar que levantem hipóteses sobre quais ações promoveram a degradação do rio Passa Vaca. Explicar a eles que a ocupação das margens do rio, a degradação do manguezal e a poluição dos recursos hídricos foram os principais causadores. Explicar ao grupo que o crescimento urbano pode ocorrer de maneira planejada e com medidas que
Ciências da Natureza DIÁLOGOS
Ambiente urbano
Boa parte da metrópole de Salvador (BA) localiza-se em uma planície litorânea. Nela, o crescimento urbano desordenado produziu sérios problemas ambientais, como a poluição de vários rios em seus trechos de ambiente costeiro. Veja na fotografia um exemplo desse processo.
Outro local do município de Salvador que sofre com a degradação ambiental causada pela expansão urbana desordenada e sem planejamento é o manguezal do rio Passa Vaca. Sobre isso, leia o texto.
[...] moradores de Jaguaribe participaram de um mutirão de limpeza no Parque Manguezal Passa Vaca, em Salvador, como parte das atividades do Clean Up Day, ou Dia Mundial da Limpeza. O evento, que mobiliza voluntários em 191 países, busca conscientizar a população sobre a importância da preservação ambiental e a redução de resíduos sólidos. Em Salvador, a ação foi concentrada no único manguezal da cidade, considerado Área de Proteção Permanente (APP).
AUGUSTO, Carlos. Comunidade realiza ação de limpeza no Parque Manguezal Passa Vaca em Salvador. Jornal Grande Bahia, 23 set. 2024. Disponível em: https://jornalgrandebahia.com.br/2024/09/ comunidade-realiza-acao-de-limpeza-no-parque-manguezal-passa-vaca-em-salvador/. Acesso em: 5 ago. 2025.
100
promovam a melhor qualidade ambiental da cidade e citar alguns exemplos, como a preservação das matas ciliares, a conservação dos rios e córregos, a presença de áreas verdes, a coleta e o tratamento do esgoto.
Ao abordar a relação entre o crescimento urbano desordenado, suas consequências ambientais e a falta de controle dos órgãos ambientais, utilizando como exemplo a degradação do rio Passa Vaca, esse conteúdo contribui para o desenvolvimento das habilidades EF05GE10 e EF05GE12.
O que e como avaliar
De acordo com seu acompanhamento sobre a aprendizagem da turma, essa atividade pode ser utilizada como estratégia de remediação aos estudantes que venham apresentando dificuldades nos estudos sobre os temas relacionados à metrópole.
Sugerir a elaboração de um texto contendo os seguintes itens sobre metrópoles:
• O que é uma metrópole?
• No Brasil, há muitas ou poucas metrópoles? Cite algumas.
Leito do Rio Camarajipe em Salvador (BA), com resíduos e esgotos, em 2023.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Com a ajuda do professor, reúna-se com os colegas para resolver as atividades no caderno.
1 A fotografia de Salvador mostra um aspecto do processo de ocupação urbana do município. Analisem a fotografia, leiam a legenda e destaquem dois aspectos desse processo.
1. Ver orientações no Encaminhamento
2 De acordo com o texto, o Parque Manguezal Passa Vaca é uma Área de Proteção Permanente. Vocês acham que ele está sendo devidamente protegido? Converse com os colegas sobre isso e explique seu entendimento.
2. Ver orientações no Encaminhamento
3 Que tipo de poluição ocorre com o crescimento desordenado das cidades? O que poderia ter sido feito para evitar essa situação?
3. Ver orientações no Encaminhamento
4 Observem a imagem de um manguezal. Depois, pesquisem e anotem no caderno:
a) O que é um manguezal?
b) Qual é a importância ambiental do manguezal?
4. b) O manguezal é considerado um berçário da vida marinha e nele está a base da cadeia alimentar marinha.
Vista aérea de manguezal no encontro do Rio Maracaípe com o mar no município de Ipojuca (PE), em 2025.
4. a) O manguezal é um ecossistema de transição entre o mar e a terra, na foz de rios, onde as águas doces dos rios entram em contato com as águas salgadas dos mares.
VOCÊ DETETIVE
Ver orientações no Encaminhamento NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Com a ajuda de um adulto que mora com você, realize a atividade proposta.
1. Em casa, pesquise se no entorno de sua escola existe algum rio degradado por conta da expansão urbana.
2. Anote no caderno as principais informações que você conseguir.
3. Na próxima aula, reúna-se em grupo com os colegas e discuta as informações que cada um trouxe. Depois, juntos, escrevam um pequeno texto sobre o que descobriram.
• Por que as metrópoles atraem pessoas de outros lugares?
• Como é o fluxo de pessoas e de informações nas metrópoles?
• Quais são os desafios enfrentados pelas pessoas que vivem nessas grandes cidades?
Para a construção do texto, organizar os estudantes em grupos. Cada grupo deve se reunir e elaborar um texto coletivo.
Deixá-los definir a melhor estratégia para desenvolver o trabalho: dividindo os itens entre os componentes do grupo, iniciando com uma discussão em grupo para,
depois, redigir as ideias individualmente etc.
Além do conteúdo produzido, avaliar a participação de cada estudante, bem como as estratégias encontradas pelos grupos durante a discussão.
Espera-se que eles apontem aspectos sobre a grande população, concentração de serviços e comércio, atração de pessoas e capacidade de influência, além de questões relacionadas à falta de habitação e de transporte adequado e à sustentabilidade, por exemplo, temáticas abordadas ao longo do capítulo.
Atividades
1. Os estudantes podem citar dois aspectos: a construção de prédios às margens muito próximas ao Rio Camarajipe, o que limita o acesso ao rio, e a poluição do rio, que pode ser percebida por meio da leitura da legenda, que indica que o rio recebe resíduos e esgotos.
2. Espera-se que os estudantes percebam que, embora o Parque Manguezal Passa Vaca seja uma APP, o rio não está protegido da poluição. É importante esclarecer que, embora o estabelecimento da APP seja importante para a proteção local, ainda há o despejo de lixo e esgoto em outras partes do rio, fora dos limites da Unidade de Conservação.
3. Os estudantes podem citar a poluição dos recursos hídricos, com o lançamento de esgoto não tratado nos rios e córregos. Para evitar essa situação, o crescimento das cidades deveria ter sido planejado, com a instalação de serviço de saneamento básico como rede de coleta de esgoto e a proteção de áreas como os manguezais.
Você detetive Orientar os estudantes na produção do texto com as descobertas que fizeram. Propor que elaborem um cartaz com os textos produzidos e as imagens e exponham o trabalho no mural da escola, para compartilhar com estudantes e funcionários.
BNCC
(EF05GE03) Identificar as formas e funções das cidades e analisar as mudanças sociais, econômicas e ambientais provocadas pelo seu crescimento.
(EF05GE04) Reconhecer as características da cidade e analisar as interações entre a cidade e o campo e entre cidades na rede urbana.
(EF05GE08) Analisar transformações de paisagens nas cidades, comparando sequência de fotografias, fotografias aéreas e imagens de satélite de épocas diferentes.
(EF05GE09) Estabelecer conexões e hierarquias entre diferentes cidades, utilizando mapas temáticos e representações gráficas.
Alfabetização cartográfica
• Leitura e análise de mapa
ENCAMINHAMENTO
Acompanhar a produção circulando pela sala de aula. Depois do tempo estipulado, verificar as respostas das atividades e solicitar aos estudantes que as exponham oralmente, de forma alternada. Anotar na lousa as respostas para cada atividade.
CONCLUSÃO DA UNIDADE
Monitoramento da aprendizagem
Verificar os objetivos pedagógicos considerados na elaboração de cada atividade e possibilidades de avaliação de desempenho. Com o acompanhamento da aprendizagem, é possível identificar conhecimentos individuais conquistados nos estudos ao longo da unidade, retomar e avaliar habilidades e conteú-
PARA REVER O QUE APRENDI
2. As cidades planejadas costumam apresentar o traçado de ruas e de quarteirões bem definido e têm áreas destinadas previamente para diferentes atividades, como comércio, hospedagem, moradia, serviços médicos, de lazer etc.
1 Observe estas fotografias e identifique a função da cidade de acordo com as características retratadas.
A B
da
C: Cidade turística e histórica.
Terminal de navios cargueiros atracados no porto de Paranaguá (PR), em 2025.
D: Cidade portuária.
2 Quais são as características de uma cidade planejada?
3 O que é uma metrópole? 3. Metrópole é uma cidade de grande porte que exerce influência sobre a população de municípios próximos.
dos estudados, identificar possíveis dificuldades e propor remediações.
Na atividade 1, o objetivo pedagógico proposto é identificar as diferentes funções urbanas que caracterizam cada cidade retratada nas imagens. Os estudantes deverão ler e interpretar as imagens identificando as atividades fundamentais que se realizam em cada cidade. Se os estudantes apresentarem dificuldades, instruí-los a observar elementos que se destacam, como as casas de estilo colonial ou o porto. Questionar qual é a função desses elementos. Persistindo as di-
ficuldades, pedir que listem os elementos de cada fotografia e os comparem.
Na atividade 2, os estudantes deverão identificar corretamente as características principais de uma cidade planejada. Conforme indicado na resposta da questão, eles podem citar o traçado bem definido de ruas e de quarteirões e áreas reservadas previamente para a realização de atividades, como lazer, comércio, hospedagem, moradia e serviços, entre outras. Para os estudantes que apresentarem dificuldades, sugerir que retomem atividades de pesqui-
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Vista de refinaria em Cubatão (SP), em 2024. A: Cidade industrial.
Vista
cidade histórica de Tiradentes (MG), em 2024.
Imagem aérea de chafariz no centro de Águas de São Pedro (SP), em 2024. B: Cidade turística.
4
Observe o mapa e depois responda às questões.
Salvador: região metropolitana (2015)
Fonte: GIRARDI, Gisele; ROSA, Jussara Vaz. Atlas geográfico do estudante. São Paulo: FTD, 2016. p. 104.
5. b) Espera-se que os estudantes apontem que o crescimento da cidade e o desenvolvimento tecnológico propiciaram as mudanças.
a) Quais são os transportes que interligam os municípios da região metropolitana de Salvador?
4. a) Rodoviário, ferroviário e por meio de balsas.
b) Quais ligações há entre os municípios de Pojuca e Salvador?
4. b) Os estudantes devem identificar no mapa que há uma estrada de ferro, a Estrada de Ferro Nordeste, e as rodovias BR-324 e BA-093, ligando os dois municípios.
5 Observe as fotografias e responda às questões.
a) Quais diferenças são possíveis perceber entre as duas fotografias?
b) O que explica a diferença entre as imagens?
5. a) Na fotografia de 1959, é possível observar que há muitas obras e pouca ocupação efetiva. Já na fotografia de 2025, há maior ocupação do espaço por ruas e edifícios.
sa sobre cidades espontâneas e planejadas que realizaram ao longo da unidade. Pedir que destaquem as diferenças entre esses dois tipos de cidade.
A atividade 3 é uma questão objetiva que remete ao tema central de toda a unidade. Espera-se que os estudantes tenham consolidado a aprendizagem sobre o conceito de metrópole, pois ele permeou toda a unidade com diversas estratégias de abordagem, mas de maneira mais objetiva do ponto de vista conceitual no capítulo 2. Se algum estudante apresentar dificuldades na definição do con-
ceito, retomar o conteúdo visto nas páginas 88 e 89 do Livro do estudante.
A atividade 4 envolve a habilidade de leitura e interpretação de mapa. A leitura da legenda é de fundamental importância para a realização da atividade. Observar se os estudantes reconhecem as representações das rodovias, ferrovias e áreas portuárias e identificam os diferentes municípios da região metropolitana. Eles deverão reconhecer que os transportes hidroviários, ferroviários e rodoviários são importantes elementos de interligação de municípios na rede urbana
da região metropolitana de Salvador.
Se algum estudante apresentar dificuldades ao responder às questões, verificar se ela ocorre por motivos ligados à educação cartográfica ou ao entendimento do conceito de região metropolitana.
Na atividade 5, é importante que os estudantes identifiquem as transformações ocorridas ao compararem as imagens. Trata-se de um mesmo local, que passou por grandes transformações ao longo do tempo. Esse tipo de procedimento de observação e análise comparativa já é realizado com estudantes desde quando iniciaram os estudos de paisagens nos anos anteriores. Nesse momento, a dimensão de análise é a da cidade e suas dinâmicas de transformação ao longo da história por meio de análise de fotografias. Se algum estudante demonstrar dificuldades, considerar diversificar a estratégia didática sugerindo atividades de comparação de uma sequência maior de fotografias, imagens de satélite e fotografias aéreas.
Vista da construção do Congresso Nacional em Brasília (DF), em 1959.
Vista do Congresso Nacional em Brasília (DF), em 2025.
INTRODUÇÃO DA UNIDADE
Esta unidade está pautada em habilidades e conteúdos relacionados às fontes de energia e às redes de circulação, elementos básicos e fundamentais na viabilização da vida contemporânea em suas mais variadas dimensões. Eles são agentes da dinâmica, da transformação e da organização espacial e interligam desde lugares próximos até os mais distantes.
Serão estudadas as principais fontes energéticas, seus potenciais naturais e tecnológicos, usos e consequências socioambientais. Os estudantes também entrarão em contato com os principais meios de circulação, com destaque para um estudo mais aprofundado da matriz de transportes no Brasil, comparando-a à de outros países. Também serão estudadas as principais transformações tecnológicas nos meios de comunicação.
Objetivos da unidade
• Identificar diferentes tipos de fontes energéticas.
• Diferenciar conceitualmente as fontes energéticas renováveis das não renováveis.
• Conhecer fontes fósseis de energia.
• Relacionar os diferentes tipos de energia (limpas, poluidoras, renováveis, não renováveis).
• Conhecer meios de circulação no Brasil e identificar as características gerais da matriz de transportes do país.
• Conhecer importantes transformações tecnológicas nos meios de comunicação.
UNIDADE ENERGIA, TRANSPORTE E COMUNICAÇÃO 4
Pré-requisitos pedagógicos Espera-se que os estudantes tenham conquistado e consolidado até o momento pré-requisitos que os habilitem a reconhecer que os lugares são interligados e interdependentes e que já entendam e caracterizem os diferentes tipos de trabalho ligados a cada setor da economia.
É desejável, também, que eles entendam que as cidades, sobretudo as grandes cidades e metrópoles, são concentradoras de imensa população e diversas atividades
econômicas e sociais, que são interligadas em uma rede urbana que demanda e viabiliza grandes e variados fluxos de pessoas, informações, ideias e que possibilitam as interações entre diferentes áreas e regiões geográficas. Também se espera que compreendam que tais demandas existem no campo brasileiro, sobretudo no processo de modernização. Espera-se que os estudantes identifiquem como as redes de circulação integram as diferentes áreas rurais e urbanas no território brasileiro.
Trem na Estação da Luz, em São Paulo (SP), em 2024.
3. Espera-se que os estudantes percebam que há presença de cabos de energia elétrica e que eles alimentam o trem mostrado na fotografia.
1 Você consegue identificar o meio de transporte nesta fotografia?
1. Espera-se que os estudantes identifiquem o trem.
2 Você utiliza esse tipo de transporte no seu dia a dia?
2. Resposta pessoal.
3 Os meios de transporte e de comunicação precisam de energia para funcionar. Você consegue imaginar quais fontes de energia são necessárias para que o meio de transporte que aparece na imagem possa ser utilizado?
Para iniciar o tema da aula, questionar a turma:
• O que vocês observam na imagem?
Os estudantes podem mencionar o trem, trilhos, estação, cabos de energia, passageiros. Anotar na lousa os principais elementos citados pelo grupo e, em seguida, apresentar o tema estudado na unidade.
Após a análise da imagem de abertura, ler as atividades e organizar uma roda de conversa com os estudantes.
Atividades
2. Se os estudantes utilizarem esse meio de transporte, aproveitar a oportunidade e explorar o assunto, questionando com qual finalidade e frequência.
3. Os estudantes podem indicar também a gasolina, o etanol, o petróleo e a biomassa como fontes de energia. Essa é uma maneira de levantar os conhecimentos prévios deles sobre os temas que serão estudados na unidade. Ampliar a discussão e incentivar os estudantes a refletir sobre a energia que consomem nas atividades do dia a dia e de onde ela vem. Em um primeiro momento, a questão pode parecer difícil, mas a espontaneidade e criatividade podem fazer com que surjam ideias.
BNCC
(EF05GE07) Identificar os diferentes tipos de energia utilizados na produção industrial, agrícola e extrativa e no cotidiano das populações.
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com os questionamentos:
1. Qual atividade vocês mais gostam de fazer quando estão em casa? Ela precisa de energia elétrica?
2. Vocês conhecem alguém que não tem energia elétrica em casa?
Ouvir as respostas do grupo e problematizar a questão mencionando que atualmente necessitamos da energia para grande parte das atividades que executamos diariamente e esclarecendo que há pessoas no Brasil que ainda não contam com o serviço público de distribuição de energia elétrica.
Conversar com os estudantes sobre o significado de blecaute. Pedir a um deles que leia em voz alta a definição no texto da página 106. Em seguida, questionar se já presenciaram um blecaute no bairro onde moram e, em caso positivo, pedir que relatem essa experiência aos colegas. Assim, eles ampliam o vocabulário de maneira contextualizada. Verificar se o grupo tem conhecimento de que a energia elétrica nos dias de hoje é fundamental para grande parte das atividades humanas. Ao analisarem as imagens, lerem o texto e resolverem as atividades, contribui-se para o desenvolvimento da habilidade EF05GE07.
ENERGIA
“Acabou a energia!”, disse Caetano à amiga Marina enquanto jogavam videogame
Alguns motivos podem ter gerado a queda de energia elétrica na casa onde estavam as crianças. O problema pode estar relacionado à transmissão ou à geração de energia. Chamamos blecaute quando a energia elétrica é interrompida repentinamente. Um blecaute pode ser de curta ou de longa duração. Quanto mais longa for a duração, mais transtornos ele provoca.
1 Você já ficou um dia todo sem energia elétrica? Copie o quadro no caderno e complete-o com o que se pede.
Atividades que pratico em casa para me divertir e que... necessitam do uso de energia elétrica não necessitam do uso de energia elétrica
1. Respostas pessoais.
Atividades
1. Pedir aos estudantes que compartilhem suas respostas com o grupo e verificar se indicaram mais atividades que necessitam de energia ou que não necessitam de energia. Levá-los a refletir também sobre a importância da energia para outras atividades que se relacionam diretamente com suas vidas, como atividades de produção de bens que eles utilizam no dia a dia.
3. Na tabela, a média das porcentagens corresponde a 99,68. A diferença com o total indicado se dá devido a arredondamentos.
Vista de São Paulo (SP) durante blecaute que atingiu partes da cidade em 2024.
2 Observe esta ilustração, que retrata parte de um bairro.
2. Não haveria iluminação nos postes das ruas e nos prédios residenciais nem transportes elétricos, como trens. Também não haveria aparelhos eletrônicos funcionando, a não ser que estivessem com a bateria carregada. É possível que a indústria que aparece na ilustração também tivesse a produção interrompida caso não tivesse geradores de energia.
• Imagine esse bairro sem energia elétrica. Que tipos de problema poderiam acontecer nesse local se, de repente, houvesse um blecaute? Responda no caderno.
3 De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua de 2023, o Brasil está perto de conseguir abastecer toda a população do país com energia elétrica. Observe a tabela e responda às questões no caderno.
Brasil: moradores de domicílios com energia elétrica (2023)
Grandes regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Porcentagem da população
98,9
99,7
100,0
99,9
99,9
Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Pesquisa nacional por amostra de domicílios contínua 2023. Rio de Janeiro: IBGE, c2025. Disponível em: https://sidra.ibge.gov.br/tabela/6737#resultado. Acesso em: 4 jun. 2025.
a) Em qual região havia a maior porcentagem de pessoas vivendo em domicílios com energia elétrica?
3. a) Sudeste.
b) Em qual região o acesso a esse serviço era menor?
3. b) Norte.
Texto de apoio
Em 2024, o consumo de energia elétrica da classe residencial registrou incremento de 7,2% em comparação a 2023, totalizando aproximadamente 176,5 TWh. Esse aumento está associado à influência do fenômeno climático El Niño de alta intensidade, que resultou em temperaturas acima da média e condições de estiagem, especialmente no primeiro semestre do ano. Tais fatores climáticos elevaram significativamente a demanda por energia destinada à climatização dos ambientes residenciais. (EPE, 2025b)
A base de consumidores residenciais apresentou crescimento de 2,1%, o que equivale à conexão de 1 702 017 novas unidades residenciais à rede elétrica. A melhora nas condições macroeconômicas do país — com expansão do emprego, da renda e do acesso a eletrodomésticos — impulsionou o consumo das famílias ao longo do ano, conforme mencionado em EPE (2025b). Como resultado, o consumo residencial médio anual per capita apresentou crescimento de 6,7%. Nos Sistemas Isolados, o número de consumidores residenciais diminuiu 4,5% em relação a 2023, um decréscimo de
mais de 27 mil unidades consumidoras. Tal redução está associada às interligações de Sistemas Isolados ao SIN [Sistema Integrado Nacional] em 2024.
Todas as regiões do país registraram alta no consumo de energia elétrica da classe residencial em 2024, com destaque para a Região Norte (+11,1%), seguida pelo Centro-Oeste (+8,7%), Sul (+8,3%), Nordeste (+7,1%) e Sudeste (+5,8%).
BRASIL. Ministério de Minas e Energia. Anuário estatístico de energia elétrica 2025: ano base 2024. Rio de Janeiro: EPE, 2025. Disponível em: https://dashboard. epe.gov.br/apps/anuario -livro/#Destaques. Acesso em: 15 ago. 2025.
Sugestão para o professor
RELATÓRIO estima que 8% da população não terá acesso à energia em 2030. Nações Unidas Brasil, 2 jun. 2002. Disponível em: https: //brasil.un.org/pt-br/184580 -relat%C3%B3rio-estima-qu e-8-da-popula%C3%A7% C3%A3o-n%C3%A3o-ter% C3%A1-acesso-%C3%A0-en ergia-em-2030. Acesso em: 15 ago. 2025.
De acordo com o relatório divulgado em junho de 2022, 8% da população mundial permanecerá sem acesso à eletricidade em 2030.
O texto da ONU, que traz destaques do relatório, aponta que naquele ano 773 milhões de pessoas no mundo ainda não tinham acesso à eletricidade. São apresentados alguns dos motivos desse quadro, alguns dados sobre América Latina e África e, ainda, destaque para a necessidade de alcançar os objetivos da ODS 7 — Energia acessível e limpa.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
BNCC
(EF05GE07) Identificar os diferentes tipos de energia utilizados na produção industrial, agrícola e extrativa e no cotidiano das populações.
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com o questionamento:
• O que vocês sabem sobre as fontes energéticas?
Possibilitar aos estudantes que expressem suas ideias e opiniões e verificar se compreendem que, para gerar energia, é necessário um recurso para produzi-la. Esse recurso é chamado fonte, podendo ser a força da água na geração de hidreletricidade, a queima de derivados de petróleo, do carvão mineral ou do gás natural nas termelétricas, a energia em forma de calor gerada pela quebra do urânio na usina nuclear, entre outras.
Após a leitura do texto, certificar-se de que os estudantes compreenderam que as fontes renováveis de energia têm esse nome porque se renovam na natureza em um tempo relativamente curto. Já as fontes não renováveis demoram milhares ou milhões de anos para se formar na natureza. Questionar se já conheciam as expressões fontes renováveis e não renováveis e ler com eles as definições.
Chamar a atenção dos estudantes para o fato de que a água, mesmo sendo um recurso renovável, deve ser utilizada sem desperdício, porque sua escassez pode comprometer o abastecimento dos reservatórios e, consequentemente, a geração de energia.
O estudo das fontes de energia contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05GE07.
Fontes de energia
As fontes energéticas, ou fontes de energia, podem ser classificadas como renováveis e não renováveis.
Fontes renováveis de energia são aquelas em que o tempo de recomposição natural dos recursos, ou seja, de renovação, é considerado curto.
São exemplos de fontes energéticas renováveis a força das águas e a força dos ventos, além dos raios solares. Há ainda a energia obtida da biomassa, em que se usam vegetais como matéria-prima para a produção de combustíveis. A cana-de-açúcar é empregada na produção de etanol, utilizado como combustível em automóveis. Já a lenha e o carvão vegetal são queimados para gerar calor e energia elétrica.
Fontes não renováveis de energia são aquelas que não se renovam rapidamente na natureza. Isso significa que esses recursos energéticos, se utilizados em excesso, podem esgotar-se totalmente.
Exemplos de fontes não renováveis de energia são o petróleo, o carvão mineral, o gás natural e o urânio.
Com um colega, responda às questões no caderno.
1 Por que as fontes de energia podem ser classificadas como renováveis e não renováveis?
1. Ver orientações no Encaminhamento
2 Cite dois exemplos de cada tipo de fonte de energia.
a) Renováveis.
b) Não renováveis
2. a) Sol, água, vento e biomassa, por exemplo.
2. b) Petróleo, carvão mineral, gás natural e urânio, por exemplo.
Plataforma de petróleo no Rio de Janeiro (RJ), em 2023.
Atividades 1. Espera-se que os estudantes apontem, em linguagem característica à faixa etária, que essas denominações se referem ao tempo de renovação dos recursos na natureza. No entanto, é importante que reconheçam que recursos como a água podem se tornar escassos para o consumo humano, dependendo do uso que fazemos dela.
Atividade complementar • Pesquisa sobre fontes de energia
Propor aos estudantes uma pesquisa sobre as fontes de energia existentes no município onde moram. Organizá-los em grupos e instruí-los a buscar em jornais, livros e na internet imagens que ilustrem a fonte de energia pesquisada. Pedir que produzam uma legenda localizando a imagem e explicando se é uma fonte de energia renovável ou não renovável. Se preferir, organizar o material coletado em um mural coletivo.
Fontes de energia não renováveis
Algumas fontes de energia são formadas pela decomposição de material orgânico soterrado ao longo de milhares ou milhões de anos. Esse material é chamado fóssil.
A palavra fóssil diz respeito a resíduos de diversos tipos de plantas e animais que estão soterrados no subsolo desde um passado distante.
Essas fontes de energia são consideradas não renováveis porque demoraram milhares ou milhões de anos para se formar na natureza. São exemplos de fontes de energia fóssil o carvão mineral, o petróleo e o gás natural.
A mineração de carvão mineral ocorre por meio de grandes buracos feitos com o uso de maquinários sobre as jazidas do mineral.
A extração de petróleo e a de gás natural costumam ocorrer em conjunto. Esse processo pode acontecer sob terras continentais ou sob leitos de oceanos. Quando ocorre sob o leito oceânico, os recursos energéticos explorados são transportados em grandes navios denominados petroleiros. Em terra, geralmente são construídos oleodutos e gasodutos para transportar esses combustíveis.
ENCAMINHAMENTO
Ler o texto com os estudantes. É importante que eles compreendam que as fontes fósseis de energia demoram milhões de anos para se formar e que, por isso, são consideradas não renováveis. Mesmo que abundantes no subsolo terrestre, a superexploração desses recursos pode provocar seu esgotamento.
Aproveitar para mencionar que o Brasil é muito rico em fontes não renováveis de energia, principalmente petróleo e gás natural, e
que ambos são explorados em águas profundas. O carvão mineral, por outro lado, é um recurso mais limitado no país e explorado na região Sul.
A partir das ilustrações de exploração de carvão mineral e petróleo, explicar que o carvão mineral é obtido por meio de grandes aberturas feitas no solo; o petróleo e o gás natural, por meio de perfuração do solo continental e do solo oceânico.
BNCC
(EF05GE07) Identificar os diferentes tipos de energia utilizados na produção industrial, agrícola e extrativa e no cotidiano das populações.
Texto de apoio
Para iniciar-se a formação do carvão são necessárias várias condições conjugadas, a saber: a) desenvolvimento de uma vegetação continental que permita um acúmulo de substância vegetal; b) condições de proteção contra a decomposição total, fato que ocorre quando houver cobertura imediata pela água; c) após o acúmulo subaquoso deve ocorrer o sepultamento contínuo e prolongado por sedimentos. Como estas condições geológicas ocorrem atualmente, devemos admitir que o mesmo aconteceu nas regiões de pântanos e turfeiras do passado. […] Outro processo geológico de grande importância na formação de jazidas de carvão é a instabilidade tectônica, ocasionando repetidas vezes as condições para a formação de turfeiras. Infelizmente, este processo não se verificou em nosso país, razão pela qual a espessura dos nossos carvões é em geral pequena […]. A instabilidade tectônica deve ser de tal forma que a região onde as turfeiras se estejam formando deve estar sujeita a um contínuo, intermitente e lento abaixamento, conjugado a falhamentos que determinem uma configuração topográfica tal que permita a formação de turfeiras e seu soterramento subsequente.
[...]
LEINZ, Viktor; AMARAL, Sérgio Estanislau do. Geologia geral 9. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1985. p. 213.
Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.
JULIO DIAN
JULIO DIAN
BNCC
(EF05GE07) Identificar os diferentes tipos de energia utilizados na produção industrial, agrícola e extrativa e no cotidiano das populações.
(EF05GE10) Reconhecer e comparar atributos da qualidade ambiental e algumas formas de poluição dos cursos de água e dos oceanos (esgotos, efluentes industriais, marés negras etc.).
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com o seguinte questionamento:
• Que produtos utilizamos no dia a dia que levam em sua fabricação algum derivado do petróleo?
Alguns produtos que levam derivados de petróleo em sua composição são: os objetos feitos de plástico, como sacolas, brinquedos, garrafas, partes de automóveis, utensílios de cozinha, pneus de automóveis, medicamentos; produtos de limpeza; maquiagem; asfalto; corantes alimentícios; adubos químicos; tintas; combustíveis etc.
Ao fazer a leitura do texto sobre o petróleo com o grupo, esclarecer que, além de seus derivados serem empregados na fabricação de combustíveis utilizados para mover máquinas e automóveis, eles são utilizados como fonte de energia elétrica em usinas. O petróleo também está presente, como matéria-prima, em muitos produtos que consumimos. Esses dados são importantes e seu estudo ajuda no desenvolvimento da habilidade EF05GE07. O reconhecimento da maré negra como uma forma de poluição dos oceanos contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05GE10.
Petróleo
O petróleo é uma das fontes energéticas mais utilizadas atualmente no mundo. Ele é matéria-prima para a produção de combustíveis como a gasolina e o óleo diesel. Esses derivados do petróleo são empregados em diversos meios de transporte utilizados diariamente, como carros e ônibus.
Além do uso automotivo, a queima desses derivados em usinas térmicas (ou termelétricas) gera energia elétrica para uso da população. O petróleo também é matéria-prima de muitos produtos utilizados no nosso dia a dia, como o isopor e o plástico
Embora o funcionamento das usinas térmicas gere energia elétrica, que será útil para a população, a queima de derivados de petróleo, como o óleo diesel e a gasolina, é nociva ao ambiente, pois emite poluentes na atmosfera. Além disso, a exploração do petróleo pode gerar a maré negra.
Maré negra é o nome dado ao derramamento de petróleo de grandes navios-petroleiros nos oceanos, seja por acidente, seja por despejo. Ela acaba causando poluição das águas e danos aos animais e plantas que vivem no ambiente marinho.
1 O que poderia ser feito para evitar os problemas ambientais causados pelo petróleo, como a maré negra? Converse com os colegas e o professor. 1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes considerem a redução do consumo de derivados de petróleo, como plástico, isopor e combustíveis.
110
Texto de apoio
[…] durante o século XVIII já eram cavados poços a profundidades de até 50 metros que buscavam petróleo. A vantagem desse procedimento era que o petróleo assim produzido era mais “leve” do que o aflorante naturalmente, ou seja, com os constituintes mais voláteis ainda presentes. […] No início do século XIX, as primei-
Trabalhadores fazem limpeza de praia após vazamento de petróleo em Rayong, na Tailândia, em 2022.
ras destilarias foram construídas, visando à separação dos constituintes do petróleo. […] Na primeira metade do século XIX, foram construídas também as primeiras refinarias, que processavam o petróleo extraído dos poços cavados manualmente.
TEIXEIRA, Wilson (org.). Decifrando a Terra. São Paulo: Oficina de Textos, 2003. p. 475.
Refinaria de petróleo em Betim (MG), em 2025. Nas refinarias, o petróleo é transformado em outros produtos, como gasolina, diesel e asfalto.
Gás natural
Apesar de também ser um combustível fóssil, o gás natural é considerado uma fonte de energia limpa, pois polui menos a atmosfera. Por isso, seu uso tem sido cada vez mais incentivado no mundo todo. Ele pode ser utilizado em indústrias, comércios, residências e veículos.
Observe, na fotografia 1, tanques de armazenamento de gás natural no litoral brasileiro. Desses tanques o gás segue em tubulações, denominadas gasodutos, mostradas na fotografia 2 , aos pontos de venda, como empresas distribuidoras de gás e postos de combustíveis.
1 Por que o gás natural é considerado uma fonte de energia limpa?
1. Porque emite poucos poluentes na atmosfera.
2 Onde o gás natural pode ser utilizado?
2. Em indústrias, comércios, residências e veículos.
VOCÊ DETETIVE
Produção pessoal.
1. Com a ajuda de um familiar, pesquise e selecione imagens que mostrem usos do gás natural no cotidiano das pessoas.
2. Depois, cole essas imagens no caderno.
3. Produza legendas para as imagens. Indique a fonte de cada uma, inserindo a data, o local e o autor delas.
4. Na data previamente combinada com o professor, compartilhe com a turma o resultado de sua pesquisa.
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com o questionamento:
• O que é uma fonte de energia limpa?
Após o levantamento do conhecimento prévio dos estudantes, explicar que as fontes de energia consideradas limpas não poluem tanto o ambiente como as demais, ou seja, elas não emitem ou emitem poucos poluentes na atmosfera.
Explicar também que toda fonte de energia impacta a natureza, mas que algumas, como a queima de petróleo e de carvão
mineral, impactam mais intensamente, especialmente a atmosfera do planeta. Já a hidráulica, considerada limpa, causa impactos ambientais locais. A queima do gás natural é considerada limpa, pois emite poucos gases tóxicos na atmosfera; sua exploração, no entanto, também impacta o ambiente.
Depois da leitura do texto, explorar as imagens sobre o gás natural com os estudantes. Chamar a atenção para as instalações necessárias para o armazenamento e transporte
BNCC
(EF05GE07) Identificar os diferentes tipos de energia utilizados na produção industrial, agrícola e extrativa e no cotidiano das populações.
desse recurso. Comentar com os estudantes que o gás de cozinha das moradias pode ser o gás liquefeito de petróleo (GLP, um derivado do petróleo) ou o gás natural, e pode ser utilizado tanto para cozinhar como para aquecer água e ambientes.
O gás que chega à nossa casa é transportado por meio de botijões ou por tubulações (gás encanado). O gás natural é chamado de combustível do futuro justamente por emitir poucos poluentes na atmosfera; no entanto, é igualmente fóssil, ou seja, apresenta estoque mundial limitado.
Ao apresentar o uso do gás natural como fonte de energia utilizada em indústrias, comércios, residências e em veículos, esse conteúdo contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05GE07.
Você detetive
Orientar os estudantes para a realização da pesquisa em casa com a ajuda de familiares. Ler com eles os procedimentos e questionar sobre o que entenderam. O entendimento das etapas da pesquisa requer a compreensão do texto orientador por parte dos estudantes. Se achar pertinente, fazer um modelo na lousa aplicando informações e orientando a disposição de imagens e elaboração das legendas.
Tanques de armazenamento de gás natural, em Salvador (BA), em 2025.
Gasoduto no estado do Rio de Janeiro, em 2024.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
BNCC
(EF05GE07) Identificar os diferentes tipos de energia utilizados na produção industrial, agrícola e extrativa e no cotidiano das populações.
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com o questionamento:
• Você sabe a diferença entre carvão mineral e carvão vegetal?
Após conhecer as hipóteses dos estudantes sobre as diferenças entre carvão vegetal e mineral, explicar que o carvão vegetal é originário da queima ou da carbonização de madeira (lenha); já o carvão mineral é uma fonte de energia fóssil encontrada no subsolo, formada por meio da decomposição de matéria orgânica, como restos de plantas e de árvores, durante centenas de milhares de anos, em condições determinadas de pressão e de temperatura. O uso doméstico do carvão vegetal é bastante comum em churrasqueiras, aquecedores e lareiras; mas tanto o carvão vegetal como o carvão mineral podem ser usados nas indústrias como combustíveis de usinas termelétricas e siderúrgicas.
Comentar com os estudantes que, como mostram as fotografias, por ser um recurso sólido, o carvão mineral é transportado de maneira diferente do transporte de petróleo e gás natural, necessitando vias de circulação como ferrovias. Com auxílio da ilustração, explicar que, nas usinas termelétricas, a pressão do vapor de água é transformada em energia elétrica. Depois, fazer uma leitura coletiva do glossário da página 113 e questioná-los se já conheciam esse termo, identificando a turbina na ilustração e conversando sobre seu funcionamento.
Carvão mineral
Outro recurso energético fóssil é o carvão mineral. É um tipo de rocha que tem origem na decomposição de vegetais soterrados por sedimentos há milhões de anos.
O carvão mineral é o combustível fóssil mais abundante no subsolo, especialmente no Hemisfério Norte. É uma fonte de energia relativamente barata se comparada a outras fontes, o que justifica sua exploração.
Geralmente, o carvão mineral é transportado por ferrovias e hidrovias das minas de exploração até as indústrias de transformação e as usinas termelétricas.
O petróleo e o carvão mineral são as fontes de energia mais utilizadas no mundo. O carvão mineral apresenta alto teor calorífico, ou seja, um calor que se transforma em energia de grande eficiência.
O carvão é transformado em energia principalmente nas usinas térmicas. Assim como ocorre com o óleo diesel , um dos maiores problemas dessa fonte de energia é a poluição do ar provocada por sua queima.
Nas usinas siderúrgicas, os minérios são transformados em ferro fundido e aço. Nesse processo, os combustíveis utilizados para o aquecimento dos minérios são os mesmos das usinas termelétricas.
Explicar aos estudantes que essa fonte energética é uma das mais agressivas ao ambiente. Para sua extração, são ocupadas extensas áreas, que geram grande desmatamento. Além disso, pode gerar poluição dos rios, perda de solo e provocar barulho e poeira. No entanto, o maior efeito negativo do uso de carvão mineral é a poluição proveniente de sua queima: esti-
ma-se que 30% a 35% do total de emissão de gás carbônico na atmosfera tenha origem na queima desse recurso energético.
No Brasil, as maiores reservas encontram-se nos estados do Paraná e do Rio Grande do Sul. A maior parte do carvão mineral extraído é utilizada nas siderúrgicas da própria região Sul e não tem grande expressão na matriz energética do país.
Ao apresentar o uso do carvão mineral como fonte de energia, principalmente nas usinas termelétricas, o conteúdo contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05GE07.
Vagões de trem carregados com carvão mineral, em Siderópolis (SC), em 2025.
Usina termelétrica em São Gonçalo do Amarante (CE), em 2022.
Observe o esquema de geração de energia elétrica a partir do carvão em uma usina termelétrica.
Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si. As cores não correspondem aos tons reais.
Fonte: AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA. Atlas de energia elétrica do Brasil. Brasília, DF: Aneel, 2008. Disponível em: www2.aneel.gov.br/arquivos/pdf/atlas_par3_cap9.pdf. Acesso em: 23 jul. 2025.
Após o carvão ser extraído do solo e armazenado, ele é transportado até a usina termelétrica. Em seguida, é colocado nas fornalhas para queima. O calor liberado pela queima entra em contato com a água que circula por tubos ao redor da fornalha, transformando a água em vapor. Esse vapor movimenta a turbina, que faz o gerador funcionar e produzir a energia elétrica. A energia é transmitida para os consumidores finais pelas linhas de transmissão.
1 Onde é encontrado o carvão mineral na natureza?
1. No subsolo.
Turbina: mecanismo composto de um conjunto de pás que giram quando algo passa por elas de forma contínua, como água, vapor de água e gases provenientes da queima de algum combustível.
2 Por que o carvão mineral é um recurso energético fóssil?
2. Porque ele é um tipo de rocha que se origina a partir da decomposição de vegetais soterrados por sedimentos há milhões de anos.
3 Como o carvão mineral pode ser transportado para as indústrias de transformação e usinas termelétricas?
3. Por meio de ferrovias e hidrovias.
Atividade complementar
• Carvão mineral
1. Além do petróleo, qual recurso energético é o mais utilizado no mundo? O carvão mineral.
2. Como a exploração do carvão mineral pode comprometer o ambiente? Por meio da poluição do ar que a sua queima provoca.
3. Sobre o carvão mineral, verifique quais afirmativas a seguir são verdadeiras (V) e quais são falsas (F).
a) (V) O carvão mineral apresenta-se abundante no subsolo.
b) (F) O carvão mineral apresenta baixo “teor calorífico”.
c) (V) O carvão mineral é transformado em energia, principalmente em usinas termelétricas.
4. Reescreva a afirmativa falsa, tornando-a verdadeira.
b) O carvão mineral apresenta alto “teor calorífico”.
Sugestão para o professor
AGÊNCIA NACIONAL DE MINERAÇÃO. Sumário mineral brasileiro 2024. Brasília, DF: ANM, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/anm/pt -br/assuntos/economia-mi neral/publicacoes/sumario -mineral/sumario-mineral -brasileiro-2024. Acesso em: 15 ago. 2025.
A publicação traz o comportamento do carvão mineral no mercado, além de outros bens minerais, apresentando informações como a oferta mundial, a produção interna, a importação, a exportação e o consumo interno.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
BNCC
(EF05GE07) Identificar os diferentes tipos de energia utilizados na produção industrial, agrícola e extrativa e no cotidiano das populações.
(EF05GE10) Reconhecer e comparar atributos da qualidade ambiental e algumas formas de poluição dos cursos de água e dos oceanos (esgotos, efluentes industriais, marés negras etc.).
ENCAMINHAMENTO
Pode-se iniciar a abordagem do tema com o seguinte questionamento:
• Vocês já ouviram falar em energia nuclear? O que sabem sobre esse tipo de energia?
É possível que os estudantes não tenham informações concretas sobre esse tipo de energia, a não ser que vivam no Rio de Janeiro, onde se localiza a única central nuclear brasileira. No Brasil, essa fonte de energia não é muito expressiva, no entanto, em diversos países, é uma fonte importante de energia elétrica.
Promover a leitura coletiva do texto e das fotografias sobre as usinas nucleares, com pausas e para questioná-los sobre a compreensão do texto, solicitando que indiquem uma síntese oral do que fora lido.
Explicar aos estudantes que, para o urânio ser utilizado na produção de energia, deve passar por processos industriais. Os átomos de urânio, plutônio e tório, por exemplo, têm a propriedade de transformar massa em energia, por meio de reações nucleares. A fissão do átomo de urânio é a principal técnica utilizada atualmente.
Comentar que existem muitas vantagens ambientais e econômicas na geração
Urânio e energia nuclear
O urânio não é um combustível fóssil, porém é uma fonte de energia não renovável. Ele é um metal extraído de rochas. A mineração de urânio também ocorre com a utilização de maquinário e altera fortemente o ambiente. Observe a imagem de uma mina de urânio e o impacto que essa atividade causa na paisagem.
O urânio é a principal matéria-prima usada como combustível na geração de energia nuclear. Além dele, são utilizados o plutônio e o tório, por exemplo. Todos são materiais radioativos, que podem afetar a saúde humana em caso de exposição sem o equipamento adequado de proteção.
Na usina, o urânio é partido em diversos fragmentos, e a cada quebra desse elemento ocorre a liberação de energia em forma de calor. Esse calor é usado para aquecer a água, que passa para o estado gasoso e movimenta turbinas, produzindo, assim, grande quantidade de eletricidade.
de energia nuclear, que não emite CO2. Além disso, o urânio é um recurso abundante e de baixo custo; não depende de fatores climáticos, como luz do Sol, chuvas ou ventos; e as usinas podem ser instaladas próximo aos centros consumidores, pois não ocupam grandes áreas.
No entanto, relembre-os de que o ambiente é bastante alterado para extração de recursos como o urânio e de que qualquer acidente põe em risco a saúde das pessoas e a qualidade do ambiente.
Apesar disso, o maior problema dessa fonte de energia elétrica é a produção de
rejeitos radioativos (lixo atômico), que não podem ser descartados na natureza. Eles recebem tratamentos para descontaminação, ou seja, para a redução da radioatividade, são prensados, colocados em embalagens isolantes e armazenados em depósitos monitorados. Essa etapa da produção de energia termonuclear é importante, pois materiais radioativos, quando entram em contato com seres vivos, causam anomalias, como a má-formação das células.
Alguns exemplos de países que utilizam amplamente a energia nuclear são: Estados
Mina de urânio em Caetité (BA), em 2019.
Usinas nucleares Angra 1 e Angra 2, em Angra dos Reis (RJ), em 2022.
A energia nuclear é considerada limpa, pois não emite poluentes na atmosfera. Ao mesmo tempo, é considerada de alto risco, já que qualquer acidente em uma usina nuclear pode ser prejudicial ao ambiente e às pessoas. Como vimos anteriormente, os materiais radioativos utilizados em uma usina nuclear são altamente tóxicos para a saúde humana. Além disso, a geração de energia nuclear produz resíduos chamados lixo nuclear. O descarte adequado desse material é um dos grandes desafios para as usinas que utilizam esse tipo de energia.
O lixo nuclear geralmente é alocado em depósitos dentro das próprias usinas, mas há denúncias de que muitas vezes é despejado clandestinamente nos oceanos. É, de fato, uma séria ameaça ao ambiente.
1. Nas usinas nucleares.
1 O urânio é utilizado em que tipo de usina?
Atividade complementar
• Pesquisa sobre usinas nucleares e acidentes radiológicos
Solicitar aos estudantes uma pesquisa em grupo sobre usinas nucleares. Instruí-los a pesquisar em livros e sites. Cada grupo deve pesquisar sobre um dos temas a seguir.
a) Onde se localizam as usinas nucleares brasileiras?
b) Em que áreas as usinas nucleares são preferencialmente instaladas?
2 Esse tipo de energia é considerado renovável ou não renovável? Explique.
2. O urânio é considerado uma fonte não renovável, pois é um metal extraído de rochas, que demoram milhares de anos para se formar.
3 Por que o urânio é partido em fragmentos na usina?
3. A quebra do urânio gera calor, usado para aquecer água que, no estado gasoso, movimenta as turbinas da usina.
4 Com um colega, escrevam no caderno uma vantagem e uma desvantagem da utilização da energia nuclear.
• Apresentem e expliquem em voz alta suas respostas para os colegas da turma e fiquem atentos às explicações deles.
4. Respostas pessoais. Placa com o símbolo internacional da radiação, na Ucrânia, em 2023. Em 1986 aconteceu um acidente nuclear na usina de Chernobil, localizada no norte da Ucrânia, que lançou material radioativo na atmosfera. Milhares de pessoas que viviam próximas à usina tiveram que deixar suas casas. Até hoje, há altos índices de radiação na região.
115
c) Como aconteceu o acidente de Fukushima, em 2011?
d) Como aconteceu o acidente com césio-137 em Goiânia, em 1987?
Quais foram as suas consequências?
• Urânio e a energia nuclear 1. De onde é extraído o urânio?
O urânio é um metal extraído de rochas.
2. A energia nuclear é considerada limpa? Por quê? É considerada uma energia limpa, pois não emite poluentes na atmosfera.
Sugestão para o professor
Unidos, França, Japão, Rússia e Coreia do Sul. No Brasil, há poucas usinas nucleares, pois nosso país é muito rico em rios com potencial hidrelétrico e em petróleo. Ao apresentar o uso do urânio como principal fonte para a produção de energia nuclear, geradora de energia elétrica e apresentar desafios e riscos à saúde e ao ambiente, esse conteúdo contribui para o desenvolvimento das habilidades EF05GE07 e EF05GE10.
Atividades
17/09/25 22:45 115
4. Os estudantes, por meio de linguagem característica da faixa etária, podem indicar como uma das vantagens o fato de a energia nuclear ser considerada limpa, pouco poluente. Como uma desvantagem, o alto risco de contaminação em caso de vazamentos de lixo tóxico. Orientá-los na produção da escrita em dupla, solicitando que conversem sobre a resposta. Cada estudante deve escrever a resposta a que chegaram no próprio caderno.
INDÚSTRIAS NUCLEARES DO BRASIL. Urânio. c2025. Disponível em: https://www. inb.gov.br/pt-br/Nossas-Ativi dades/Uranio. Acesso em: 15 ago. 2025.
No site das Indústrias Nucleares do Brasil é possível acessar mais informações sobre o uso do urânio na produção de energia.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
BNCC
(EF05GE07) Identificar os diferentes tipos de energia utilizados na produção industrial, agrícola e extrativa e no cotidiano das populações.
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com o questionamento:
• Alguma vez, no bairro de vocês, houve racionamento de energia elétrica?
Verificar previamente se é comum o racionamento de energia elétrica no município onde se localiza a escola. Esse tipo de medida pública ocorre em ocasiões de crise hídrica, ou seja, em épocas de estiagem, em que as hidrelétricas apresentam baixo nível de água e geram menos energia.
Se julgar adequado, solicitar aos estudantes que formem duplas para ler o texto da página e anotar no caderno as informações mais importantes. Esses procedimentos de identificação e destaque de trechos auxiliarão na compreensão do texto e os registros, na produção organizada de escrita.
Propor a análise das imagens de satélite na página 117. É importante que percebam que se trata do mesmo local, em datas diferentes. Pedir aos estudantes que identifiquem a área alagada na segunda imagem; os corpos de água aparecem nessas imagens em tons de azul-escuro, enquanto as áreas emersas aparecem em tons de verde e de bege. Instruí-los a identificar na primeira imagem a área que foi, mais tarde, alagada e a levantar hipóteses sobre o que ficou submerso. Informar que a Usina de Belo Monte começou a ser construída em 2011 e sua última turbina foi acionada em novembro de 2019.
Fontes de energia renováveis
Existem outras fontes energéticas e, entre elas, as que são renováveis. Por não se esgotarem na natureza, também são chamadas fontes alternativas de energia. Vamos conhecer algumas delas?
Força da água
A energia hidrelétrica é aquela obtida de fontes hidráulicas, ou seja, por meio do aproveitamento do movimento das águas dos rios.
Um rio tem bom aproveitamento hidrelétrico quando apresenta um alto volume de água e percorre áreas com desníveis no relevo. Nessas áreas, são construídas barragens para represar a água e aumentar a sua força. A água é conduzida por meio de tubulações até as turbinas, que giram e produzem a energia elétrica.
A energia hidrelétrica é considerada uma energia limpa, pois não emite poluentes, ao contrário de outras fontes, como o petróleo e o carvão mineral. Também é renovável, uma vez que o ciclo da água é constante.
Existem diversas usinas hidrelétricas no Brasil, e elas são responsáveis pela geração da maior parte da energia elétrica usada no país. Portanto, são de extrema importância para a população e para as atividades econômicas.
Essa abordagem aprofunda e amplia o desenvolvimento da habilidade EF05GE07 ao identificar impactos socioambientais relacionados à geração de energia hidrelétrica.
Sugestão para o professor
MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO (MASP). Mulheres atingidas por barragens: bordando direitos. São Paulo, 2025. Disponível em: https://masp.org.br/exposicoes/mulheres -atingidas-por-barragens-bordando-direitos. Acesso em: 15 ago. 2025.
Vista da Hidrelétrica de Itaipu em Foz do Iguaçu (PR), em 2021.
As arpilleras são peças de bordado feitas de linhas e retalhos de tecidos que retratam cenas do cotidiano. No Brasil, elas são utilizadas por mulheres atingidas direta e indiretamente por projetos hidrelétricos para comunicar situações de abuso e violações de direitos humanos. Acesse o site da exposição, ocorrida em 2025, no Museu de Arte de São Paulo (Masp), em São Paulo (SP), que reuniu 34 arpilleras de diferentes regiões do Brasil, produzidas entre 2014 e 2024.
No entanto, a construção das usinas hidrelétricas costuma gerar grandes impactos ambientais, além dos sociais, relacionados às populações que moram no entorno delas.
Uma questão ambiental importante está relacionada ao desvio da água dos rios e à área de alagamento. Observe, nestas imagens de satélite, a diferença de áreas cobertas por água entre 2000 e 2017. Perceba que algumas áreas foram alagadas, enquanto outras tiveram o volume de água reduzido.
2017, depois da construção da barragem.
O lago que se forma com o represamento dos rios muitas vezes atinge florestas e vilas com residências, terras indígenas, entre outros locais. Com isso, a população que habita esses locais é desalojada, isto é, tem de sair de suas moradias para viver em outros lugares.
Além disso, a mudança no volume de água dos rios pode afetar a reprodução de espécies vegetais e animais, alterando o equilíbrio do ambiente e afetando o modo de vida das populações locais.
1 Por que a água é considerada uma fonte renovável de energia?
1. Porque a água se renova na natureza, por meio de seu ciclo.
2 A energia hidrelétrica é considerada limpa? Explique
2. Sim, pois não emite poluentes na atmosfera.
Para a construção de uma usina hidrelétrica é preciso construir uma barragem.
c) Quais são as principais usinas hidrelétricas do Brasil?
Os estudantes podem mencionar: Itaipu, Belo Monte e Tucuruí.
O que e como avaliar Solicitar aos estudantes que produzam um texto com informações sobre as fontes de energia não renováveis e as fontes de energia renováveis estudadas até aqui. Esta é uma oportunidade para remediar defasagens e corrigir rumos sobre a aprendizagem relacionada ao tema. No texto, os estudantes devem comentar que fontes renováveis são aquelas que não se esgotam na natureza; é interessante que citem exemplos, como energias solar, eólica ou hidráulica. Ao comentar as fontes não renováveis, os estudantes devem citar que se trata daquelas que apresentam possibilidade de esgotamento, como carvão mineral e petróleo.
3 Quais condições naturais são adequadas para a construção de usinas hidrelétricas?
Atividades
3. Áreas onde há rios com grande volume de água e relevo em desnível.
2. Com base na compreensão do texto, espera-se que os estudantes escrevam suas respostas considerando que se trata de energia limpa, contudo convém explicar aos estudantes que, na realidade, os lagos formados pelas barragens emitem metano na atmosfera por causa da decomposição da matéria orgânica inundada.
Atividade complementar
• Pesquisa sobre usinas hidrelétricas
Solicitar aos estudantes uma pesquisa
sobre usinas hidrelétricas. Instruí-los a pesquisar em livros e sites. Para a realização da pesquisa, pedir que busquem informações que possam responder aos questionamentos a seguir.
a) Por que o Brasil tem diversas usinas hidrelétricas?
Porque o Brasil apresenta muitos rios com potencial hidrelétrico, ou seja, rios caudalosos e com quedas-d’água.
b) O que é necessário para a construção de uma hidrelétrica?
Imagens de satélite mostrando o Rio Xingu, no município de Vitória do Xingu (PA), em 2000, antes da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, e em
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Rio Xingu
Usina Hidrelétrica de Belo Monte
Usina Hidrelétrica de Pimentel
BNCC
(EF05GE07) Identificar os diferentes tipos de energia utilizados na produção industrial, agrícola e extrativa e no cotidiano das populações.
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com os questionamentos:
1. Vocês se lembram do que já conversamos sobre o carvão vegetal? Esse é um exemplo de biomassa. 2. Vocês conhecem outros exemplos?
Relembrar os estudantes de que o carvão vegetal é uma fonte de energia que tem origem na madeira, matéria orgânica. Mais exemplos são a lenha, o etanol, o biodiesel, entre outros. O etanol é um tipo de álcool produzido com alguns vegetais, como a cana-de-açúcar, o milho, a soja e a beterraba. O biodiesel é um tipo de óleo extraído de vegetais, como o amendoim, a mamona, o dendê e o girassol. Ler o título e questionar se já tinham ouvido esse termo antes da aula. Ler as informações do texto e das imagens com os estudantes, contextualizando a explicação e os exemplos de biomassa. Explicar a eles que os biocombustíveis como o etanol e o biodiesel podem substituir totalmente ou parcialmente os combustíveis fósseis, derivados do petróleo, como a gasolina e o óleo diesel. A grande vantagem é que, além de serem menos poluentes, são renováveis, ou seja, os vegetais utilizados na produção dos combustíveis podem ser plantados novamente. Os combustíveis de biomassa podem ser utilizados em caminhões, automóveis, tratores e em máquinas nas indústrias.
Biomassa
Toda matéria orgânica que pode ser convertida em energia, especialmente a massa vegetal, é denominada biomassa. É uma forma de produção de energia relativamente barata. Contudo, seu uso pode ser bastante poluente. A lenha, o carvão vegetal e a cana-de-açúcar são as fontes de biomassa mais usadas na geração de energia elétrica.
Usina produtora de álcool e açúcar que também gera energia elétrica a partir da biomassa da cana-de-açúcar, em Ivinhema (MS), em 2024.
A cana-de-açúcar é uma biomassa bastante utilizada no Brasil como fonte de energia. Dela, tanto o bagaço como o caldo da cana são aproveitados em usinas termelétricas para a produção de etanol, o álcool combustível. Entre os biocombustíveis, existe também o óleo extraído de algumas plantas, como a mamona. É o chamado biodiesel.
1 O que é biomassa?
1. É toda matéria orgânica que pode ser convertida em energia.
2 Você sabe em que o etanol é utilizado? Pergunte a um familiar adulto e depois escreva no caderno.
118
2. O etanol, também chamado álcool combustível, é bastante utilizado em veículos automotores no Brasil.
O estudo desse conteúdo contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05GE07.
Atividades
2. Oriente os estudantes sobre a possibilidade de resposta negativa. Nesse caso, instruí-los a pesquisar junto à família e, em seguida, registrar sua descoberta no caderno.
Atividade complementar
• Levantamento de hipóteses
Pedir aos estudantes que observem em um mapa-múndi as linhas pontilhadas que
representam o Trópico de Câncer e o Trópico de Capricórnio e a área compreendida entre eles. Em seguida, levantar a questão: a expressão o poder dos trópicos está relacionada ao grande potencial de biomassa como fonte energética. Por que o mundo tropical é rico em biomassa? De início, deixar que os estudantes levantem hipóteses livremente. Depois, conduzir a discussão até que o grupo conclua que o mundo tropical é rico em biomassa, pois nele se concentram as principais florestas do planeta, que têm alto potencial energético.
Energia solar
O sol é uma das mais importantes fontes de energia. Juntamente com a água, é o responsável pela existência de vida no planeta Terra.
Existem muitas maneiras de aproveitar a energia gerada pelo sol. As imagens mostram painéis utilizados para captar o calor solar.
Vista de usina fotovoltaica em Oliveira dos Brejinhos (BA), em 2023.
BNCC
(EF05GE07) Identificar os diferentes tipos de energia utilizados na produção industrial, agrícola e extrativa e no cotidiano das populações.
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com o questionamento:
• Por que dizemos que o Sol é uma importante fonte de energia?
Casa com painel fotovoltaico e boiler (armazenador térmico para aquecimento solar de água), em Passo Fundo (RS), em 2025.
A luz e o calor do sol são captados por painéis, que os transformam em energia térmica ou energia elétrica. Espelhos podem ser utilizados para refletir os raios solares e, com isso, melhorar o aproveitamento da luz e do calor.
A energia solar é uma forma de obtenção de energia com comprometimento ambiental relativamente baixo.
1 Quais são as vantagens da utilização da energia solar? Converse com os colegas e o professor.
1. Ver orientações no Encaminhamento
2 Você já viu no seu município alguma construção que utiliza a captação da energia solar? Se sim, onde?
2. Respostas pessoais.
Atividades
1. Espera-se que os estudantes indiquem que se trata de fonte limpa e renovável, além de ser abundante, sobretudo em regiões tropicais, por suas condições climáticas. Aproveitar a oportunidade e questionar sobre desvantagens: há que se armazenar a energia; não é possível captar o calor solar à noite nem enquanto chove ou neva; as condições de captação pioram quando há muita nebulosidade. Conforme os estudantes forem citando as vantagens do uso da energia solar, anotá-las na lousa. Essa atividade contribui para
17/09/25 22:45 119
o desenvolvimento da linguagem oral e do vocabulário dos estudantes.
2. Utilizar a fotografia da página (que retrata casa em Passo Fundo (RS) com placas de captação de energia solar utilizada para aquecer a água em um boiler) como uma referência visual para os estudantes. Eles também podem ter visto em telhados de residências apenas as placas sem a presença de boiler. Se eles nunca tiverem visto o uso de energia solar no município, pedir que façam uma pesquisa para saber onde a energia solar é mais utilizada na região onde vivem.
Retomar com os estudantes os assuntos já trabalhados em Ciências a respeito do Sol como fonte de luz e calor, imprescindível para a vida no planeta. Explicar aos estudantes que a energia solar pode ser captada, armazenada e utilizada para o aquecimento de ambientes e de água, além de ser transformada em energia elétrica.
Após o estudo do texto sobre a energia solar, orientar a leitura das fotografias. A energia solar pode ser captada tanto domesticamente (em pequena escala) como de maneira extensiva (em larga escala). Ao abordar o Sol como fonte de energia, responsável pela vida no planeta Terra, é possível relacionar os conhecimentos de Ciências com os de Geografia.
Sugestão para o professor
KOBAYASHI, Eliza. Como funciona a energia solar? Nova Escola, 6 mar. 2018. Disponível em: https://novaescola. org.br/conteudo/334/como -funciona-a-energia-solar. Acesso em: 11 ago. 2025. Esse texto traz informações sobre a energia solar, seu uso doméstico e o conceito de célula fotovoltaica.
BNCC
(EF05GE07) Identificar os diferentes tipos de energia utilizados na produção industrial, agrícola e extrativa e no cotidiano das populações.
Organize-se
• Revistas e jornais para recorte, tesoura, cola e folha de papel avulsa
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com o questionamento:
• Você já sentiu a força do vento no seu corpo?
Não é possível ver o vento, pois o vento é o ar em movimento. No entanto, podemos senti-lo e perceber seus efeitos. Pode-se propor uma brincadeira na quadra ou no pátio da escola com birutas ou cata-ventos, de modo que os estudantes percebam o vento e como ele segue determinadas direções. Essa força do vento pode ser transformada em energia elétrica.
A captação de energia eólica tem crescido bastante no Brasil; os principais parques eólicos se localizam, sobretudo, nas regiões Nordeste e Sul do país. O estudo desse tipo de energia contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05GE07.
Força dos ventos
A energia dos ventos, chamada energia eólica , pode ser transformada em energia elétrica. Para tanto, é necessária a instalação de aerogeradores, que são grandes geradores dotados de hélices. O vento movimenta essas hélices, que convertem a energia mecânica em energia elétrica.
Eólica: que se relaciona aos ventos.
A energia eólica é uma fonte energética limpa, pois não gera poluentes. Contudo, para instalar um parque eólico, como é chamado o conjunto de aerogeradores, é necessário encontrar áreas que, por sua localização geográfica e por suas condições atmosféricas, recebam bastante vento em boa parte do ano.
No Brasil, há diversas áreas propícias à instalação desses aerogeradores. Nas regiões Nordeste e Sul existem muitos parques eólicos. Observe a fotografia de um parque eólico.
1 Com a orientação do professor, você e os colegas vão formar grupos. Pesquisem em sites , jornais e revistas informações sobre um parque eólico no Brasil.
1. Ver orientações no Encaminhamento
a) Na pesquisa, selecionem imagens do parque eólico escolhido.
b) Escrevam legendas para as imagens com informações sobre a localização desse parque eólico e outros dados que conseguirem descobrir.
c) Na data combinada, escolham alguém do grupo para ler as informações pesquisadas em voz alta e compartilhar as descobertas com todos da turma. Depois, entreguem a pesquisa ao professor.
Atividades
1. O documento a seguir pode auxiliar na pesquisa dos estudantes: AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA. Atlas de energia elétrica do Brasil. 2. ed. Brasília, DF: Aneel, 2005. Disponível em: http:// www2.aneel.gov.br/aplicacoes/atlas/pdf/ 06-energia_eolica(3).pdf. Acesso em: 11 ago. 2025. Verificar a necessidade da leitura coletiva de informações apresentadas no documento e da apresentação delas de forma resumida na lousa.
Sugestão para o professor
GUTIERREZ, Felipe. “Bom de vento”, Nordeste concentra 93% de toda energia eólica do Brasil. Ecoa UOL, 9 ago. 2024. Disponível em: https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas -noticias/2024/08/09/bom-de-vento-nordeste -concentra-93-de-toda-energia-eolica-do -brasil.htm. Acesso em: 15 ago. 2025. Essa reportagem traz informações sobre a energia eólica no Nordeste.
Parque eólico em Barreirinhas (MA), em 2024.
Energia elétrica no Brasil
Pode-se considerar que o Brasil é privilegiado quando o assunto é produção de energia elétrica. O país tem uma grande diversidade de recursos energéticos, tanto de fontes consideradas limpas e renováveis como de fontes poluentes e não renováveis.
No Brasil, existem grandes rios em terrenos ondulados que servem para a produção de energia hidrelétrica; há também extensas plantações de vegetais, bem como petróleo e gás natural em abundância.
O governo brasileiro divulga, todos os anos, a oferta de energia de acordo com cada fonte. Observe neste gráfico que, em 2024, o país tinha disponíveis mais fontes renováveis que não renováveis para a geração de energia elétrica.
Brasil: oferta de energia elétrica por fonte (2024)
Fonte energética
Fonte: BRASIL. Ministério de Minas e Energia. Empresa de Pesquisa Energética. Balanço energético nacional, 2025: relatório completo: ano-base 2024. Rio de Janeiro: EPE, 2025. p. 12. Disponível em: https://www.epe.gov.br/pt/publicacoes-dados-abertos/publicacoes/balanco-energetico-nacional-2025. Acesso em: 28 jul. 2025.
1 Leia e interprete o gráfico Brasil: oferta de energia elétrica por fonte (2024) para responder às questões.
a) Qual é a fonte energética com maior oferta no Brasil?
b) Qual é a fonte energética com a menor oferta?
BNCC
(EF05GE07) Identificar os diferentes tipos de energia utilizados na produção industrial, agrícola e extrativa e no cotidiano das populações.
ENCAMINHAMENTO
Com os estudantes, analisar as relações percentuais no gráfico da oferta de energia no Brasil por fonte. Caso algum estudante apresente dificuldade, auxiliá-lo a notar que, quanto maior é a barra, maior a oferta dessa fonte de energia no Brasil, em 2024. Se necessário, especificar que importação se refere à compra da energia produzida pela binacional Itaipu e que o carvão vapor é uma forma de carvão mineral usada especificamente em termelétricas. Vale destacar que a soma das percentagens passa de 100% em virtude de arredondamentos feitos no documento original.
2 Em sua opinião, o predomínio de fontes de energia renováveis no Brasil é algo positivo? Converse com os colegas e o professor sobre isso, explicando seu ponto de vista.
Texto de apoio
1. a) Hidráulica. 1. b) Óleo diesel 2. Resposta pessoal.
Energia eólica enfrenta desafios socioambientais no Nordeste [...]
O Brasil, e mais especificamente o Nordeste, experimentou um aumento significativo na instalação de parques eólicos. A região, que possui condições climáticas ideais para essa forma de geração de energia, lidera a produção eólica com cerca de 90% da capacidade instalada do País. [...]
Contudo, a instalação desses parques eólicos não está isenta de controvérsias. Os impactos sobre a biodiversidade e as comuni-
dades locais têm sido pontos de preocupação crescente. A necessidade de grandes áreas para a instalação das turbinas eólicas acarreta transformações significativas na paisagem e no ecossistema local, podendo causar desmatamento, fragmentação de habitats e até mesmo a extinção de espécies. Há também o risco de problemas sociais e de saúde para as comunidades próximas aos parques.
ENERGIA eólica enfrenta desafios socioambientais no Nordeste. Jornal da USP, 23 fev. 2024. Disponível em: https://jornal.usp.br/noticias/serie-energia-energia -eolica-enfrenta-desafios-socio-ambientais-no -nordeste/. Acesso em: 18 ago. 2025.
Com a ajuda dos estudantes, listar na lousa as fontes de energia elétrica no Brasil e separá-las em duas colunas: renováveis (hidráulica, biomassa, eólica e solar) e não renováveis (gás natural, diesel, carvão e nuclear). Em seguida, fazer uma nova organização, separando as fontes de energia em limpas (hidráulica, gás natural, nuclear, eólica e solar) e poluentes (biomassa, óleo diesel e carvão). É importante que os estudantes consigam classificar as fontes de energia; sempre que ficarem em dúvida, explicar novamente por que cada fonte é classificada daquela maneira.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
BNCC
(EF05GE07) Identificar os diferentes tipos de energia utilizados na produção industrial, agrícola e extrativa e no cotidiano das populações.
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com o questionamento:
• Qual setor da economia vocês acham que mais consome energia no Brasil: o setor primário (agropecuária e extrativismo), o setor secundário (indústria) ou o terciário (comércio e serviços — transporte, construção, entre outros)? Conforme os estudantes forem levantando hipóteses, pedir que expliquem o motivo da escolha.
Atividades
10. Espera-se que os estudantes mencionem que a utilização excessiva e sem planejamento de determinados recursos energéticos pode causar graves impactos sobre a natureza. Nessa atividade, eles desenvolvem a produção de escrita, ao produzir um texto com as informações que apreenderam no estudo do capítulo, e a fluência em leitura oral, ao lê-lo para os colegas.
O consumo de energia elétrica varia entre os setores da economia. As fábricas, o comércio, a agropecuária e as residências não consomem energia igualmente.
Observe este gráfico que mostra o consumo de energia elétrica no Brasil no ano de 2024.
Brasil: uso de energia elétrica por setor (2024)
Os elementos não foram representados em proporção de tamanho entre si.
Elaborado com base em: BRASIL. Ministério de Minas e Energia, Empresa de Pesquisa Energética. Balanço energético nacional, 2025: relatório completo: ano-base 2024. Rio de Janeiro: EPE, 2025. p. 14. Disponível em: https://www.epe.gov.br/pt/publicacoes-dados-abertos/publicacoes/balancoenergetico-nacional-2025. Acesso em: 28 jul. 2025.
3 Quais são os dois setores que se destacam no consumo de energia elétrica no Brasil?
3. Os setores industrial e residencial. 4. Os setores agropecuário e de transportes.
4 E quais são os dois setores que menos consomem energia elétrica no Brasil?
122
O que e como avaliar
A correção das atividades propostas no Livro do estudante ajudará a avaliar o que os estudantes aprenderam sobre o que foi estudado até o momento em relação às fontes de energia. Assim, organizar um tempo para corrigir as questões individualmente e analisar a produção de cada um deles.
Sugestão para o professor
EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA. Matriz energética e elétrica. c2025. Disponível em: https://www.epe.gov.br/pt/abcdenergia/ matriz-energetica-e-eletrica. Acesso em: 15 ago. 2025.
Nessa página do site da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), uma empresa pública federal, é possível acessar texto explicativo e gráficos sobre fontes da matriz energética e elétrica no mundo em 2022 e no Brasil em 2024, e dados sobre fontes renováveis e não renováveis de energia.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
SONIA VAZ
No caderno, realize as atividades solicitadas.
5 Copie o quadro e escreva o tipo de usina onde cada fonte energética da lista é utilizada.
Fonte energética
Força das águas
Petróleo
Carvão mineral
Urânio
Usina onde é produzida a energia elétrica
Hidrelétrica
Termelétrica
Termelétrica
Nuclear
6 Agora, copie este outro quadro e complete-o informando se as fontes de energia listadas são renováveis ou não renováveis.
Fonte energética
Força das águas
Petróleo
Carvão mineral
Urânio
Renovável ou não renovável
Renovável
Não renovável
Não renovável
Não renovável
7 O que é energia limpa? Converse com os colegas e o professor, depois escreva a resposta no caderno.
7. Energia limpa é aquela que, durante seu processo de produção ou consumo, não libera (ou libera poucos) gases poluentes na atmosfera.
8 Quais das fontes citadas nas atividades 5 e 6 são consideradas limpas?
8. A força das águas e o urânio.
9 Quais das fontes citadas nas atividades 5 e 6 são consideradas fósseis?
9. O petróleo e o carvão mineral.
10 Utilizando as informações disponíveis no capítulo, escreva um pequeno texto a respeito da importância das fontes de energia na questão ambiental. Depois, leia seu texto para os colegas para compartilhar as suas conclusões.
10. Ver orientações no Encaminhamento
Texto de apoio
O consumo de eletricidade aumentou 2,1% no primeiro trimestre de 2025, em comparação ao primeiro trimestre de 2024. A classe residencial foi a que apresentou maior expansão com taxa de 3,4%. A classe industrial cresceu na ordem de 2,6%, enquanto a classe comercial se manteve estável, com uma leve variação positiva de 0,1%.
Nesse primeiro trimestre, o PIB brasileiro expandiu 2,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. […] O crescimento de 3,4% no consumo de eletricidade da
17/09/25 22:45
classe residencial está em consonância com o aumento do consumo das famílias (+2,6%). Cabe destacar outros indicadores relevantes que podem influenciar na expansão desse consumo que estão relacionados ao mercado de trabalho, tais como: 1) redução da taxa de desocupação (de 7,9% para 7,0%); 2) elevação de 4,0% dos rendimentos médios reais e 3) aumento da ordem de 1,64 milhão nas contratações quando se compara o estoque de abril de 2025 com o mesmo mês do ano anterior. A estabilidade do consumo de eletricidade da classe comercial com uma pequena va-
riação positiva de 0,1% se contrapõe à expansão do setor de serviços (+2,1%). […]
O aumento de 2,6% no consumo da classe industrial se alinha com o crescimento observado do setor industrial (+2,4%). De acordo com os dados da PIM/IBGE, o índice da indústria geral cresceu em torno de 1,9%, puxado pelo crescimento da indústria de transformação (+2,5%). A indústria extrativa (-0,9%) teve retração. Entre os segmentos da transformação, a tecelagem, exceto malhas (+37,1%), os defensivos agrícolas e desinfetantes domissanitários (+38,7%) e os componentes eletrônicos (41,4%) foram as atividades que apresentaram as maiores taxas de crescimento.
BOLETIM trimestral de consumo de eletricidade. Rio de Janeiro: EPE, ano VI, n. 21, 1o trim. 2025. Disponível em: https://www. epe.gov.br/sites-pt/publicacoes -dados-abertos/publicacoes/ PublicacoesArquivos/ publicacao-483/topico-769/ Boletim%20Trimestral%20 de%20Consumo%20de%20 Eletricidade%20ANO%20VI%20 -%20N%C2%BA21.pdf. Acesso em: 18 ago. 2025.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
BNCC
(EF05GE07) Identificar os diferentes tipos de energia utilizados na produção industrial, agrícola e extrativa e no cotidiano das populações.
TCT
Meio ambiente (Educação ambiental; Educação para o consumo)
ENCAMINHAMENTO
Iniciar questionando a turma:
• É possível economizar energia elétrica?
Depois de ouvir as respostas dos estudantes, conversar sobre a importância da economia de energia, desde a perspectiva econômica, com menor gasto com a conta de luz, até a perspectiva ambiental, com a noção de conservação dos recursos energéticos.
Os desdobramentos de reflexões e estudos sobre o uso de energia sob a perspectiva do consumo consciente aprofundam e ampliam os estudos que contribuem para o desenvolvimento da habilidade EF05GE07.
Atividades
1. A leitura em voz alta do texto pode ser feita com o revezamento de alguns estudantes ou do grupo todo. Nesse momento, os estudantes poderão exercitar a leitura oral, habilidade importante para a compreensão de textos. 2. Espera-se que os estudantes identifiquem dicas presentes na campanha publicitária, como aproveitar a luz natural e desligar os eletrônicos da tomada quando não estiverem em uso.
VAMOS LER
VAMOS LER
Economizando energia elétrica
1 Leia o texto em voz alta e diga o que você achou das dicas.
UFPI lança campanha para estimular consumo consciente e sustentável de energia elétrica
A proposta [da Universidade Federal do Piauí] é engajar toda a comunidade acadêmica a mudar rotinas e ter novos hábitos para evitar o desperdício de energia elétrica.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ. UFPI lança campanha para estimular consumo consciente e sustentável de energia elétrica. Teresina: UFPI, 15 jul. 2022. Disponível em: https://ufpi.br/ultimas-noticias -ufpi/46925-ufpi-lanca-campanha-para-estimular-consumo-consciente-e-sustentavel-de-energia-eletrica. Acesso em: 29 jul. 2025.
2 Como o texto da campanha sugere a economia de energia?
2. Ver orientações no Encaminhamento
3 E na escola, as pessoas costumam economizar usando a energia elétrica de maneira sustentável? Converse com os colegas e o professor sobre isso.
3. Resposta pessoal.
3. Algumas sugestões para economizar energia elétrica são: evitar ligar lâmpadas externas durante o dia, usar ar-condicionado (nas escolas que dispõem dele) apenas quando necessário, usar aparelhos eletrônicos da escola quando necessário e desligá-los quando não estiverem em uso.
A animação traz reflexões sobre o consumo de energia nas atividades do dia a dia, fontes de energia, impactos ambientais e estilo de vida. Pode ser apresentada para os estudantes como sensibilização para o desenvolvimento das atividades propostas nas páginas.
ESCREVA NO LIVRO.
VAMOS ESCREVER
Para evitar o desperdício de energia
Vamos colocar em prática algumas das dicas dadas no texto da página 124? Observe nas imagens algumas atitudes que podemos tomar para evitar o desperdício de energia elétrica.
1 Em pedaços de papel, escreva bilhetes para seus familiares com lembretes e dicas a respeito do desperdício de energia elétrica em casa. Você pode fixá-los nos diferentes cômodos da sua moradia, para que todos aprendam as dicas que você leu no texto da página 124.
1. Produção pessoal.
2 Depois, com a orientação do professor, compartilhe as dicas dos seus bilhetes lendo em voz alta para os colegas. Conte também como foi a experiência na sua casa e como as pessoas reagiram aos bilhetes.
2. Resposta pessoal.
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com o questionamento:
• Quais são as características de um bilhete? Ver o que os estudantes sabem sobre esse gênero textual. O bilhete é utilizado para comunicar uma mensagem cotidiana e breve, escrita em primeira pessoa, com linguagem coloquial e simples. Muitas vezes contém saudação, mensagem principal, despedida e data.
A seção propõe aos estudantes que escrevam bilhetes para os familiares com mensagens que incentivem a economia de energia.
Se julgar adequado, organizá-los em pequenos grupos para que levantem os desperdícios que podem ser evitados em nossas moradias, a partir das situações representadas nas imagens.
Depois de levantar as ideias, pedir aos estudantes que confeccionem os bilhetes de maneira individual. Essa atividade pode ser utilizada para avaliar a participação dos estudantes no grupo, o entendimento do conteúdo, a capacidade de síntese de informação,
BNCC
(EF05GE07) Identificar os diferentes tipos de energia utilizados na produção industrial, agrícola e extrativa e no cotidiano das populações.
a habilidade de produção de escrita e, por conseguinte, o desenvolvimento de vocabulário. Os estudantes ainda estão em processo de desenvolvimento dessas habilidades; portanto, auxiliá-los sempre que necessário a realizar todas as tarefas. Os desdobramentos de reflexões e estudos sobre o uso de energia sob a perspectiva do consumo consciente aprofundam e ampliam os estudos que contribuem para o desenvolvimento da habilidade EF05GE07.
Atividade complementar • Uso consciente de energia Organizar os estudantes em grupos e solicitar que pesquisem o que pode ser feito para que ocorra o uso consciente da energia elétrica em casa. Cada grupo deverá ser responsável por listar cuidados importantes no uso de eletrodomésticos para evitar o desperdício de energia. Os eletrodomésticos podem ser sorteados, de modo que cada grupo seja responsável por um, como chuveiro, ferro elétrico, ar-condicionado, televisão, geladeira, lâmpada e máquina de lavar roupas. Por fim, pedir aos grupos que façam revistas, cartazes ou conteúdo de outro gênero textual de caráter informativo com as informações pesquisadas.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
BNCC
(EF05GE06) Identificar e comparar transformações dos meios de transporte e de comunicação.
(EF05GE08) Analisar transformações de paisagens nas cidades, comparando sequência de fotografias, fotografias aéreas e imagens de satélite de épocas diferentes.
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com os questionamentos:
1. Como as matérias-primas do campo chegam à cidade, para serem transformadas nas indústrias?
2. E como os produtos das indústrias chegam até as lojas, onde são comercializados?
O objetivo desse momento é retomar com os estudantes os processos de produção, já estudados anteriormente e com mais profundidade no 4o ano, e relacioná-los aos meios de transporte. Retomar com os estudantes que as matérias-primas estão ligadas ao setor primário da economia, com as atividades extrativas, agrícolas e pecuárias. O processo de transformação está ligado ao setor secundário, com a transformação das matérias-primas nas fábricas. Os produtos chegam até nós por meio do comércio.
Espera-se que os estudantes reconheçam que a circulação de matérias-primas e produtos industrializados só é possível graças aos meios de transporte. Comente que os meios de transporte fazem parte do setor terciário da economia.
TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES 2
No capítulo anterior, você estudou sobre a importância da energia para a humanidade. Agora, verá dois setores que dependem dos recursos energéticos para funcionar: os meios de transporte e os meios de comunicação.
Você já aprendeu que os artigos e as mercadorias são produzidos nos setores primário e secundário da economia. Para que eles cheguem até nós, é muito importante uma rede de transporte rápida e eficiente. As redes de transporte e as vias de circulação servem para viabilizar o deslocamento de pessoas e de cargas.
Corredor de ônibus e tráfego de automóveis em Belo Horizonte (MG), em 2025.
Sugestão para o professor
BRASIL. Ministério dos Transportes. Transportes no Brasil: síntese histórica. 2020. Disponível em: https://www.gov.br/transportes/ pt-br/assuntos/transportes-no-brasil-sintese -historica. Acesso em: 15 jun. 2025.
Nessa página do site do Ministério dos Transportes, é possível ter acesso a informações sobre o panorama histórico das transformações e das políticas públicas relacionadas à rede de transportes no Brasil, do período colonial aos dias atuais.
Texto de apoio
O Rio de Janeiro foi a primeira cidade da América do Sul a organizar um serviço de transportes coletivos sobre trilhos de ferro. A introdução desse tipo de veículo na cidade transformou de tal maneira o modo de vida e a estrutura urbana que alguns autores dividem a história do Rio em antes e depois da “revolução” dos transportes coletivos. Para Maurício Abreu, o marco temporal seria o ano de 1870, quando a Estrada de Ferro D. Pedro II aumentou o número de seus trens suburbanos, e o serviço de bondes, iniciado
Veículo leve sobre trilhos (VLT) trafegando no Rio de Janeiro (RJ), em 2022.
Transportes ontem e hoje
As vias de circulação sofreram mudanças com o avanço da tecnologia ao longo do tempo. Os tipos de veículo e suas formas também se modernizaram. Muitos deles são equipados com controles computadorizados e são cada vez mais rápidos e confortáveis.
Mas os meios de transporte nem sempre foram assim como conhecemos hoje em dia. Observe estas fotografias históricas, com alguns exemplos de transportes utilizados no passado.
Automóveis transitam pelo centro da cidade de Porto Alegre (RS), em 1935.
DESCUBRA MAIS
Bonde com passageiros em Recife (PE), em 1914.
• MUSEU DO AUTOMÓVEL DE CURITIBA. Curitiba, c2025. Disponível em: http://www.museuautomovel.com.br/. Acesso em: 29 jul. 2025.
A página eletrônica do Museu do Automóvel de Curitiba apresenta diversas fotografias de vários tipos de automóveis antigos nacionais e estrangeiros.
1 Compare as fotografias dos meios de transporte atuais, na página anterior, com as dos antigos, nesta página. Em seguida, escreva no caderno o que mais chamou sua atenção nas diferenças entre eles.
BNCC
(EF05GE06) Identificar e comparar transformações dos meios de transporte e de comunicação.
(EF05GE08) Analisar transformações de paisagens nas cidades, comparando sequência de fotografias, fotografias aéreas e imagens de satélite de épocas diferentes.
ENCAMINHAMENTO
Após o estudo do texto da página, ler coletivamente as imagens. É importante que os estudantes notem as características das paisagens atuais e as das paisagens antigas, representadas nas fotografias. Esse encaminhamento contribui para o desenvolvimento das habilidades EF05GE06 e EF05GE08.
Atividades
2. Espera-se que os estudantes reconheçam que os meios de transporte e de comunicação são mais velozes atualmente do que no passado.
Sugestão para o professor
1. Resposta pessoal. 2. Ver orientações no Encaminhamento
2 Com base nas fotografias, como você imagina que era a velocidade do transporte e da comunicação nas épocas retratadas? Compartilhe com a turma e o professor
em 1868, começou a se consolidar, através da implantação de inúmeras companhias que concorriam no uso do espaço urbano. A partir daquele ano, os dois elementos responsáveis pela expansão da cidade passaram a ter uma atuação conjunta. O transporte de massa permitiu o desafogo do centro, onde se concentravam tanto os ricos quanto os pobres, por falta de transportes rápidos e regulares. As companhias de carris ampliaram a malha urbana muito além do antigo centro e mesmo da Cidade Nova que começava a se formar em meados do século
passado. A forma como se deu esse processo levou a uma nova estruturação social na divisão do espaço da capital. Na verdade, o bonde foi um elemento essencial para a expansão e organização do espaço urbano no Rio de Janeiro.
WEID, Elisabeth von der. O bonde como elemento de expansão urbana no Rio de Janeiro. Fundação Casa de Rui Barbosa, 1997. Disponível em: http://rubi.casaruibarbosa.gov.br/ bitstream/20.500.11997/890/1/WEID%2c%20E.%20 -%20O%20bonde%20como%20elemento%20 de%20expans%c3%a3o%20urbana.pdf. Acesso em: 12 ago. 2025.
ANDRADE, Maria do Carmo. Bonde elétrico no Recife. Pesquisa escolar on-line, Recife: Fundação Joaquim Nabuco, 24 ago. 2024. Disponível em: https://pesquisa escolar.fundaj.gov.br/pt-br/ artigo/o-bonde-eletrico-no -recife/. Acesso em: 12 ago. 2025.
O texto descreve e analisa a implantação dos bondes em Recife (PE) e sua importância como meio de transporte encurtador de distâncias e produtor de sociabilidades e contato entre diferentes grupos sociais. As informações do texto podem contribuir para a discussão sobre os meios de transporte do passado.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
HENRIQUE MARTINS/CDOC/FUNDAÇÃO JOAQUIM NABUCO
(EF05GE06) Identificar e comparar transformações dos meios de transporte e de comunicação.
Alfabetização cartográfica
• Leitura e análise de mapas
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com os questionamentos:
1. Vocês já viajaram de carro ou de ônibus? Se sim, como foi essa viagem?
2. Durante a viagem, vocês viram caminhões trafegando pelas rodovias?
3. O que será que eles levavam em suas caçambas e carrocerias?
Após ouvir os relatos dos estudantes, explicar que o transporte rodoviário não transporta apenas pessoas, mas também cargas. O objetivo desse momento é relacionar os assuntos que serão estudados nas próximas páginas ao cotidiano dos estudantes, além de instigar a reflexão e hipóteses sobre as cargas transportadas nos meios rodoviários.
Após a leitura do texto, sugerir aos estudantes que se organizem em pequenos grupos para analisar os mapas. Orientá-los a ler os títulos e as legendas e pedir que comparem os mapas, citando semelhanças e diferenças entre eles. A informação que pode ser levantada por eles na comparação dos mapas é o aumento das vias de circulação rodoviárias ao longo dos anos no Brasil e a consequente expansão das áreas do território atendidas por essa infraestrutura. Essa é uma identificação importante na leitura do mapa, pois ajuda os estudantes no desenvolvimento da percepção de espacialidade mapeada dos fenômenos.
Transporte rodoviário
Tanto os veículos como as redes de transporte no Brasil passaram por intensas transformações nas últimas décadas. Uma delas diz respeito ao transporte rodoviário.
Depois da metade do século 20, as políticas públicas de transporte no Brasil começaram a incentivar cada vez mais o uso de veículos automotores. Nesse período, o uso de carros, caminhões e ônibus teve destaque no transporte de passageiros e de cargas.
As primeiras empresas do setor automobilístico se instalaram no Brasil, e a produção aumentou ano a ano, passando a ter muita importância na economia brasileira. Cresceu também o número de trabalhadores empregados nesse setor.
Hoje em dia, a rede de transporte mais extensa do Brasil é a rodoviária. Observe os mapas que mostram a evolução dessa rede pelo território nacional.
Brasil: rodovias (1960)
COLÔMBIA
OCEANO PACÍFICO Equador
PERU
VENEZUELA SURINAME
GUIANA FRANCESA (FRA)
Texto de apoio
Rede rodoviária pavimentada
Limite estadual Fronteira internacional
BOLÍVIA
PARAGUAI
OCEANO ATLÂNTICO
Trópico de Capricórnio
Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 148.
[…] o rodoviarismo precisa ser enquadrado na ótica da economia política e, mais além, envolvida por um conjunto simbólico e ideológico que remete à típica modernidade da 2ª Revolução Industrial — o entrelaçamento da indústria do petróleo com os valores ligados à velocidade e capilaridade territorial (transporte porta a porta). […]
O período de quase 11 anos compreendido entre a queda do Estado Novo e a posse do presidente Juscelino Kubitschek, em 1956, representa um ponto
de inflexão para o sistema de transportes brasileiro, pois é exatamente quando o modal rodoviário se impõe na matriz de transportes do país. Em 1950, a composição da matriz de transporte de carga do país já evidenciava o fato, com 38% do total movimentado pelo modal rodoviário, 32% pela cabotagem e 29% pelo ferroviário (Silva Jr., 2004). Nesse sentido, o TRC [Transporte Rodoviário de Carga], e o caminhão por excelência, tiveram um significado que extrapola as questões técnicas, pois havia uma ampla demanda reprimida para este tipo
Brasil: rodovias (2021)
VENEZUELA
COLÔMBIA
GUIANA FRANCESA (FRA)
SURINAME
GUIANA
Equador 0°
PERU
OCEANO PACÍFICO
CHILE
Rede rodoviária pavimentada Limite estadual Fronteira internacional
OCEANO ATLÂNTICO
Trópico de Capricórnio
ARGENTINA
URUGUAI
Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 148.
1 Compare os mapas para resolver as atividades no caderno.
a) Identifique as mudanças ocorridas nas rodovias do Brasil de 1960 a 2021.
1. a) Percebe-se a expansão da malha rodoviária.
b) Em qual dos mapas há mais rodovias integrando diferentes áreas do Brasil?
1. b) No mapa de 2021.
c) Como foi a expansão das rodovias no estado onde você mora?
1. c) Resposta pessoal.
2 Por que houve a expansão da rede rodoviária no Brasil?
3 No município onde você mora, é mais comum a presença de rodovias, ferrovias ou hidrovias? Converse sobre isso com os colegas e o professor.
3. Resposta pessoal.
Rodovia em Ingá (PB), em 2025.
2. Porque, depois da metade do século 20, houve grandes incentivos das políticas públicas de transportes no setor rodoviário.
de veículo, e muita quilometragem para rodar em um país de dimensões continentais e ainda carente de capilaridade territorial, em todas as escalas. Dessa forma, a alavancagem empreendida pelos agentes do TRC a partir dos anos 1930, no plano organizacional e político, precisa ser compreendida como um fato nevrálgico para a supracitada alteração da matriz de transportes do país, que acabaria consolidando o modal rodoviário, tanto para carga quanto para passageiros, como o seu dínamo mais relevante.
HUERTAS, Daniel Monteiro. Gênese e expansão dos agentes do transporte rodoviário de carga no Brasil. Economia e Sociedade, 34 (1), 2025. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ecos/a/ HQNZkj3qdfj4FdJrzRSfFZC/?format =html&lang=pt. Acesso em: 18 ago. 2025.
Atividades
1. c) Promover a leitura dos mapas novamente, mas desta vez com foco na Unidade Federativa em que vivem os estudantes. Primeiro, auxiliá-los a identificar a Unidade Federativa. Em seguida, pedir que notem se a Unidade Federativa já existia em 1960 ou se surgiu
posteriormente. Se surgiu posteriormente, ajudar o grupo a identificar a que Unidade Federativa aquele território pertencia. Repetir a atividade no mapa de 2021. Depois, pedir ao grupo que explique, em roda de conversa, como era a rede rodoviária em 1960 e 2021 nesse estado. Por fim, pedir aos estudantes que elaborem no caderno a resposta com base no que foi conversado.
Atividade
complementar
• História do automóvel Organizar os estudantes em pequenos grupos e pedir que realizem uma pesquisa, em livros e sites, sobre a história do automóvel. Orientá-los a procurar informações sobre a invenção de veículos motorizados e as modificações que foram feitas até chegar aos carros que conhecemos. Solicitar que pesquisem imagens que ilustrem cada passagem da história. Se preferir, fazer uma pesquisa prévia e apresentar fontes de informação confiáveis para o grupo.
Sugestão para os estudantes
SAMPAIO, Diana. A evolução dos transportes. Mobilize Brasil. c2025. Disponível em: http://www.mobilize.org.br/ videos/83/a-evolucao-dos -transportes.html. Acesso em: 12 ago. 2025.
A animação trata das modificações históricas nos meios de locomoção, com base em São Paulo. O vídeo propõe uma reflexão sobre o uso de transportes individuais em detrimento dos transportes coletivos e as vantagens que esses últimos podem oferecer para a população urbana.
LEO CALDAS/PULSAR IMAGENS
SONIA VAZ
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
BNCC
(EF05GE06) Identificar e comparar transformações dos meios de transporte e de comunicação.
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com o questionamento:
• Qual meio de transporte vocês acham que é mais antigo: o automóvel ou o barco? Por quê?
Após ouvir o levantamento de hipóteses dos estudantes, explicar que o transporte aquático é muito antigo e existe há mais tempo do que os outros tipos de transporte. Se julgar conveniente, citar como exemplo as grandes navegações.
Após a leitura do texto, promover uma roda de conversa sobre as imagens da página. Aproximar o assunto do cotidiano dos estudantes, questionando se é comum o uso de meios de transportes hidroviários no transporte onde moram e explicar que em muitos locais é comum o uso de barcos ou balsas para se locomover pelo município. Se nenhum estudante do grupo tiver experiência de navegar, podem-se mostrar imagens de uso cotidiano desse meio de transporte.
Comentar com eles que, com o avanço da tecnologia, os meios de transporte hidroviários passaram por modernizações, como o aumento da capacidade de transporte de passageiros e cargas, da velocidade, da segurança e do conforto para os funcionários e passageiros.
Ao apresentar, com o auxílio de imagens, as transformações que o transporte hidroviário sofreu ao longo do tempo com o avanço da tecnologia, esse conteúdo contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05GE06.
Transporte hidroviário
O transporte hidroviário é utilizado há muito mais tempo que o ferroviário e o rodoviário. Enquanto o transporte ferroviário se desenvolveu no século 19 e o rodoviário no século 20, o hidroviário acompanha a história da humanidade há muitos séculos.
Com o passar do tempo e do avanço da tecnologia, novas embarcações foram surgindo.
Observe as imagens.
S. Salvador, Baía de Todos os Santos, de Hessel Gerritsz e Claes Janszoon Visscher, c. 1624. Gravura em metal. A gravura representa um ataque de caravelas à Baia de Todos os Santos, em Salvador (BA), no século 17.
Barco de transporte de passageiros em Breves (PA), em 2024.
1 Compare as imagens desta página e indique diferenças entre as embarcações antigas e a embarcação atual.
130
1. As embarcações da primeira imagem têm velas; a atual não, indicando que é movida por um motor. Os formatos das embarcações e os materiais usados nelas também são bem diferentes.
Esse vídeo produzido pelo canal Terra Negra aborda as vantagens e as desvantagens da navegação fluvial no Brasil. Apresenta imagens do terminal hidroviário de Belém e da navegação em rios da bacia amazônica. Assista previamente ao vídeo e selecione tre-
chos para mostrar ao grupo, de modo a suscitar o interesse e a curiosidade sobre o tema. NOVA Amazônia: Estradas de rios. Publicado por: TV Encontro das Águas. 2023. 1 vídeo (ca. 25 min). Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v=Hgux77FFBvI. Acesso em: 18 jun. 2025.
Episódio do programa Nova Amazônia sobre o transporte fluvial pelos rios da bacia amazônica, que somam mais de 25 mil quilômetros de vias navegáveis.
Transporte ferroviário
As ferrovias começaram a ser construídas no século 19 em diferentes países, inclusive no Brasil. Como as demais vias e meios de transporte, as ferrovias e os trens passaram por diferentes estágios de desenvolvimento tecnológico em todo o mundo.
Estas imagens mostram ferrovias e trens com características diferentes, utilizados em períodos distintos.
Trem de carga em Rondonópolis (MT), em 2025.
No Brasil, o transporte ferroviário ocupou lugar de grande importância até meados do século 20. Depois disso, deixou de ser destaque nos transportes de carga e de pessoas no Brasil. Entretanto, em alguns países, os trens são o principal meio de transporte, sobretudo para o fluxo de cargas pelo território.
Os trens levam maiores quantidades de carga quando comparados com os caminhões. Além disso, as composições podem ser movidas a eletricidade, óleo diesel e carvão mineral.
Composição: conjunto de vagões e locomotivas que forma um trem.
O maior problema desse meio de transporte é que as rotas são fixas e, no Brasil, há poucas ferrovias espalhadas pelo território, quando comparadas às rodovias.
1 Quais são as vantagens e as desvantagens do transporte ferroviário em relação ao rodoviário? Responda no caderno 1. O transporte ferroviário tem maior capacidade de transporte de carga. Em contrapartida, ele depende de rotas fixas, que são escassas no Brasil em comparação às rotas rodoviárias.
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com o questionamento:
• Vocês já andaram de trem? Se sim, contem como foi.
Em alguns municípios é comum o uso de trem e metrô. Em outros, não existem esses meios de transporte, pois a rede ferroviária do Brasil é pouco extensa se comparada às redes de países com áreas parecidas com a do Brasil. Portanto, se nenhum estudante do grupo tiver tido essa experiência, mostrar imagens do uso cotidiano desse meio de transporte.
Promover a leitura coletiva do texto para auxiliar o grupo a entender o contexto histórico do surgimento das ferrovias em diversos países, assim como para promover o desenvolvimento de vocabulário.
Explicar por que o transporte ferroviário deixou de ser um dos mais importantes do Brasil em meados do século XX. O declínio do transporte ferroviário se deu justamente com a ampliação das vias de circulação rodoviárias. Foram elas que integraram as mais
BNCC
(EF05GE06) Identificar e comparar transformações dos meios de transporte e de comunicação.
longínquas partes do Brasil, mesmo sendo um meio de transporte caro e com capacidade de carga limitada. Ao tratar das transformações do sistema ferroviário ao longo do tempo no Brasil, esse conteúdo contribui para atingir a habilidade EF05GE06.
Atividade complementar
• Ferrovias: vantagens e desvantagens
Solicitar aos estudantes que pesquisem as vantagens e as desvantagens do transporte ferroviário em relação ao rodoviário no Brasil. Pedir que pesquisem o uso de fontes energéticas, a emissão de poluentes, a capacidade de transporte etc. O site do Ministério dos Transportes pode ser explorado para levantar dados. Disponível em: https://www. gov.br/transportes/pt-br/as suntos/dados-de-transpo rtes/bit. Acesso em: 12 ago. 2025.
• Memória das ferrovias
Desenvolver uma atividade sobre memória, com base nos relatos presentes em: COLEÇÃO Trilho-palavra: histórias de ferroviários brasileiros. c2025. Disponível em: https://museudapessoa. org/colecao/trilho-palavrahist-rias-de-ferrovi-rios -brasileiros/. Acesso em: 12 ago. 2025. Selecionar previamente trechos interessantes dos relatos, ler para a turma ou distribuir cópias. Se preferir, organizar os estudantes em grupos e atribuir um relato para cada um.
Locomotiva no estado da Bahia, em 1859.
BNCC
(EF05GE06) Identificar e comparar transformações dos meios de transporte e de comunicação.
Alfabetização cartográfica
• Leitura e análise de mapa
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com o questionamento:
• Tendo em vista que, no Brasil, as ferrovias perderam muito espaço no conjunto da malha viária brasileira, o que vocês acham que pode ocorrer com esse meio de transporte no futuro?
Depois de ouvir as opiniões dos estudantes, explicar que o setor público é responsável por desenvolver políticas que favoreçam as condições de infraestrutura para o país, inclusive no que diz respeito aos meios de transporte.
Ler o mapa da expansão ferroviária no Brasil com os estudantes e orientá-los a ler o título do mapa, a fonte e a legenda. Pedir que identifiquem na legenda e no mapa: o fio contínuo com traços, que identifica a malha ferroviária existente em 2024: o preto tracejado, que indica a malha ferroviária em construção naquele ano; o fio roxo tracejado, que mostra a malha ferroviária em projeto/em avaliação também naquele ano.
Depois da leitura do mapa, pode-se montar um quadro na lousa com as seguintes informações, solicitadas ao grupo: uma Unidade Federativa com pequena ou sem malha ferroviária (AP); uma com grande malha ferroviária (SP); uma com ferrovia em construção (BA) e uma
DE OLHO NO MAPA! Expansão ferroviária
Este mapa retrata a malha ferroviária existente no Brasil e os projetos de expansão pretendidos pelo Ministério dos Transportes (2024), órgão do poder público responsável pelo setor no país.
Brasil: malha ferroviária (2024)
Elaborado com base em: BRASIL. Ministério dos Transportes. Mapa Ferroviário 2024 Brasília, DF: MT, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/transportes/pt-br/assuntos/ dados-de-transportes/bit/mapas/Ferroviario.pdf/view. Acesso em: 29 jul. 2025.
1 Junte-se a um colega e observem o mapa para resolver as atividades.
a) O que o mapa mostra?
1. a) O mapa mostra a expansão da rede ferroviária no Brasil em 2024.
b) O que as diferentes linhas no mapa estão representando sobre as ferrovias?
1. b) As linhas no mapa representam as ferrovias em operação, as desativadas, as que estão em obras e as que ainda estão em fase de estudo ou planejamento.
com ferrovias em projeto/em avaliação (MT). Depois de anotar as siglas das Unidades Federativas, pode-se pedir aos estudantes que citem os nomes completos de cada uma, conforme se completa o quadro. Este encaminhamento pode referenciar os estudantes na resolução da atividade 3. São procedimentos que contribuem para o desenvolvimento da noção de espacialidade de fenômenos representados cartograficamente.
SONIA VAZ
2 De acordo com o mapa, a tendência é a malha ferroviária aumentar ou diminuir nos próximos anos? Por que vocês acham isso? Escrevam no caderno
2. A tendência é de aumento da malha ferroviária, pois a legenda indica que há ferrovias em construção, além daquelas que estão sendo planejadas e serão construídas no futuro.
3 Ainda de acordo com o mapa, respondam às questões.
a) Quais regiões do país têm a maior malha ferroviária?
3. a) Espera-se que os estudantes percebam que as regiões Sul e Sudeste têm mais ferrovias.
b) Em qual região do país há menos acesso a ferrovias?
3. b) Espera-se que os estudantes percebam que a região Norte do país tem poucas ferrovias.
c) Em quais regiões do país havia estradas de ferro em construção em 2024?
3. c) Nordeste e Centro-Oeste.
4 Comparem no mapa as categorias “Em obra” e ”Em estudo/Em planejamento”. O que é possível perceber?
4. É possível perceber que havia muito mais projetos e estudos de construção de ferrovias do que obras em andamento.
5 Localizem no mapa o estado onde vocês vivem. Descrevam a malha ferroviária de seu estado comparando-a com a de outros estados do Brasil.
5. Resposta pessoal.
Atividades
Se achar interessante, organizar os estudantes em duplas para a realização das atividades. Para a correção, sugere-se que as duplas troquem os cadernos entre si, para que os estudantes corrijam as atividades dos colegas.
3. Se necessário, disponibilizar um mapa do Brasil com essas informações.
5. Se necessário, auxiliá-los a encontrar no mapa a Unidade Federativa onde vivem. Pode-se também realizar essa atividade oralmente, em roda de conversa, antes de
pedir aos estudantes que registrem as respostas no caderno.
O que e como avaliar Solicitar aos estudantes que produzam, em duplas, um pequeno texto com informações sobre um dos meios de transporte estudados (rodoviário, ferroviário e hidroviário), com informações sobre as vantagens e desvantagens de seu uso e a sua situação atual no Brasil. Se possível, solicitar que ilustrem com desenhos e colagens e que compartilhem com os colegas. Ao analisar o texto
produzido pelos estudantes, será possível verificar se os conceitos trabalhados estão sendo assimilados. O trabalho em duplas favorece que se dirimam dificuldades dos estudantes com os temas até aqui estudados.
Texto de apoio
A ferrovia foi no Brasil o grande elo de ligação entre a urbanização do litoral e do interior. Apesar de as grandes cidades brasileiras estarem localizadas no litoral ou em sua proximidade, o transporte marítimo teve pouca importância para a integração desses centros urbanos litorâneos. Isso se explica pela origem agroexportadora da economia brasileira. Os portos sempre representaram uma forma de ligação com o exterior e as ferrovias que se implantaram a partir deles representaram verdadeiros corredores de exportação. Daí a pouca importância representada pelo comércio de cabotagem para a integração entre centros litorâneos. […] É importante dizer que os portos e as ferrovias não somente favoreceram a expansão urbana no Brasil. Esse binômio teve enorme influência no desenho de algumas cidades brasileiras. Quando analisadas as relações entre a presença do porto e da ferrovia com morfologia urbana, percebe-se que os dois representam importantes fatores de concentração de funções secundárias e terciárias ao seu redor. Santos, Rio de Janeiro e Salvador ainda guardam na paisagem a importância que os portos detinham no início da urbanização. Aí estão localizados os antigos prédios da alfândega, os armazéns e as antigas instalações de muitas indústrias de primeiro beneficiamento.
SCARLATO, Francisco Capuano. População e urbanização brasileira. In: ROSS, Jurandyr L. Sanches (org.). Geografia do Brasil. São Paulo: Edusp, 2011. p. 429-430.
BNCC
(EF05GE06) Identificar e comparar transformações dos meios de transporte e de comunicação.
Alfabetização cartográfica
• Leitura de mapa e proporcionalidade
ENCAMINHAMENTO
Fazer a seguinte questão:
• Na opinião de vocês, quais são as diferenças entre viajar de avião ou de outro meio de transporte, como de barco, de trem ou de ônibus?
Mesmo que os estudantes nunca tenham viajado de avião, é possível realizar esse levantamento de hipóteses com base no imaginário deles ou nos referenciais que possam ter, por meio de filmes, livros e outros tipos de mídia. Os estudantes podem mencionar a rapidez e o conforto oferecidos pelo transporte aéreo. Aproveitar as respostas dos estudantes para fazer outras questões, como: por que vocês acham que o avião é mais veloz? Por que pensam que é mais confortável? Explicar que nem sempre o transporte aéreo é interessante para curtas distâncias, mas que, para chegar a alguns lugares do mundo, é o meio mais viável. Contar a eles também que todos os meios de transporte podem oferecer conforto, mas os preços para os usuários podem variar bastante.
Após a leitura do texto, promover a análise do mapa de decolagens no Brasil em 2021. Dentro de cada grande região há um número e uma figura parecida com o quadrado (tem cantos arredondados) de tamanhos diferentes. Cada número informa a quantidade de decolagens naquele ano, em milhares. Por exemplo, na região Norte, em 2021, houve 40,9 mil decolagens. O recurso visual
Transporte aéreo
A maior parte do transporte de cargas no Brasil é realizada por meio de rodovias e ferrovias. O tráfego aéreo de cargas apresenta algumas limitações em relação à quantidade e ao tamanho de produtos. Mas, ainda assim, é eficiente no transporte de produtos frágeis, caros ou com curto prazo de validade.
No Brasil, o tráfego aéreo é mais utilizado para transporte de passageiros. Neste mapa, é apresentada a quantidade de voos que decolaram para viagens dentro do país, saindo de cada região, em 2021.
Brasil: decolagens, em milhares (2021)
Trópico de Capricórnio
Aeronave durante embarque e desembarque de passageiros no aeroporto de Maceió (AL), em 2025.
Elaborado com base em: CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPORTE. Anuário CNT do Transporte 2022 Brasília, DF: CNT, 2022. Disponível em: https:// anuariodotransporte. cnt.org.br/2022/ Aeroviario/4-5-1-3-/ Decolagens. Acesso em: 30 jul. 2025.
da figura com cantos arredondados, apresentada em tamanhos variados em cada região, permite uma visualização mais rápida da informação: basta olhar o mapa para ver que a região Sudeste tem muito mais decolagens do que o restante do país.
No mapa que representa a quantidade de passageiros embarcados (p. 135), foram empregados os mesmos recursos do mapa anterior; no entanto, chamar a atenção dos estudantes para o fato de que nesse mapa o número representa a quantidade de passageiros em milhões. No mesmo mapa é possível perceber, pelo tamanho das figuras, que
a região Sudeste também teve destaque, em 2020, com relação ao número de passageiros embarcados. Em agosto de 2025, no site da CNT ainda não havia dados relativos ao ano de 2021 para passageiros embarcados por região no Brasil.
Os dados e conteúdos estudados contribuem para o desenvolvimento da habilidade EF05GE06 na medida em que fornecem elementos e informações para base de comparação do transporte aéreo com demais meios.
OCEANO
Já neste mapa podemos ver a quantidade de passageiros embarcados em cada uma das regiões do Brasil para viagens dentro do território nacional em 2020. Note que a maior parte dos passageiros está concentrada na região Sudeste.
Brasil: passageiros embarcados, em milhões (2020)
Equador
OCEANO PACÍFICO
Trópico de Capricórnio
1. Não. O transporte aéreo de mercadorias no Brasil é pouco representativo em relação aos demais meios de transporte, principalmente por causa dos custos, considerados altos.
2. Os mapas mostram o número de decolagens por regiões do Brasil em 2021 e a quantidade de passageiros embarcados em 2020.
Elaborado com base em: CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPORTE. Anuário CNT do Transporte 2022. Brasília, DF: CNT, 2022. Disponível em: https://anuariodotransporte.cnt.org.br/2022/Aeroviario/4-5-2-2-/ Embarques. Acesso em: 30 jul. 2025.
1 O transporte aéreo de mercadorias é bastante representativo no Brasil? Explique no caderno.
2 O que mostram o mapa desta página e o da página anterior?
3 Localize, nos mapas, a região onde você mora. Depois, responda às questões no caderno.
a) Qual é a quantidade de decolagens, em 2021, da região onde você mora?
Sugestão para os estudantes
DE ONDE vem o avião? #Episódio 6. Publicado por: De onde vem? 2015. 1 vídeo (ca. 4 min). Disponível em: http://www.youtube.com/ watch?v=qhZAx7q_45Q. Acesso em: 12 ago. 2025. Episódio da série De onde vem? que mostra a invenção do avião por Santos Dumont e explica como funcionam os motores das aeronaves.
Sugestão para o professor
INTERNATIONAL AIR TRANSPORT ASSOCIATION. O valor do transporte aéreo para o Brasil. c2025. Disponível em: https://www.iata. org/contentassets/bc041f5 b6b96476a80db109f220 f8904/voa-translations /o-valor-do-transporte -aereo-para-o-brasil---pt.pdf. Acesso em: 18 ago. 2025. Relatório sobre a importância do transporte aéreo para a economia brasileira. Traz informações sobre exportações, passageiros e infraestrutura.
b) Qual é a quantidade de passageiros embarcados, em 2020, na sua região?
3. a) Resposta pessoal. 3. b) Resposta pessoal.
Atividade complementar
• O perfil do passageiro
Assistir com os estudantes à animação: O BRASIL que voa: o perfil do passageiro. Publicado por: Ministério dos Transportes, 2017. 1 vídeo (ca. 2 min). Disponível em: http:// www.youtube.com/watch?v=jrbT967OPhE. Acesso em: 12 ago. 2025.
Conversar com o grupo sobre os três perfis de passageiros do transporte aéreo apresentados no vídeo. Problematizar as razões de o perfil de “Antônio”, o viajante mais comum, não ser representativo da população
brasileira. Se possível, fazer uma comparação entre os dados de renda divulgados pelo Censo 2022 e os dados de renda familiar dos passageiros entrevistados na pesquisa O Brasil que voa, da Secretaria de Aviação Civil (disponíveis em: https://censo2022.ibge. gov.br/panorama/; http://antigo.infraestru tura.gov.br/obrasilquevoa; acessos em: 12 ago. 2025).
Explicar ao grupo que o transporte aéreo brasileiro ainda não é acessível para boa parte da população, por causa de seus altos custos.
AGÊNCIA NACIONAL DE AVIAÇÃO CIVIL. Anuário do transporte aéreo. c2025. Disponível em: https://www. gov.br/anac/pt-br/assuntos/ dados-e-estatisticas/merca do-do-transporte-aereo/pa norama-do-mercado/anua rio-transporte-aereo. Acesso em: 18 ago. 2025.
No site há várias edições do anuário da Anac, com dados estatísticos sobre viagens aéreas nacionais e internacionais, relacionadas ao fluxo de passageiros e cargas, frotas de aeronaves, receitas, tarifas, entre outros. Consultar o link para verificar a atualização de informações em relatórios mais recentes.
OCEANO ATLÂNTICO
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
SONIA VAZ
BNCC
(EF05GE06) Identificar e comparar transformações dos meios de transporte e de comunicação.
Organize-se
• Calculadora
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com os questionamentos:
1. Que tipo de transporte rodoviário predomina no Brasil: automóveis, caminhões ou ônibus?
2. Predomina o transporte individual ou coletivo?
Espera-se que respondam que o automóvel e o transporte individual predominam no Brasil. Pedir aos estudantes que justifiquem suas ideias e, com isso, promover um debate.
Possibilitar a cada estudante que tenha em mãos uma calculadora para realizar a atividade proposta. Se não for possível, organizá-los em grupos para fazer as contas de subtração na lousa.
Atividades
1. O objetivo é que os estudantes percebam que é grande a quantidade de carros produzida tanto no ano de 2001 como de 2020, é muito superior à de ônibus e de caminhões.
3. Se os estudantes ainda não dominarem o conceito de porcentagem, provavelmente não perceberão que, em termos percentuais, a produção de carros foi bastante alta e aumentou cerca de 16%, enquanto a produção de ônibus (que é um transporte coletivo) reduziu cerca de 7%.
Portanto, é inegável que o aumento da produção de automóveis particulares é um caso de incentivo ao transporte individual.
DIÁLOGOS
Matemática
Produção de veículos no Brasil
No Brasil, a rede de transportes predominante é a rodoviária. Veja na tabela o que aconteceu na produção de veículos no país entre 2001 e 2020.
Brasil: quantidade de veículos produzidos (2001 e 2020)
Tipo de veículo
Automóveis 1384368 1607335
Comerciais leves 190957 297539
Caminhões 77251 94809
Ônibus
Total 1647522 2020229
Fonte: CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPORTE. Anuário CNT do Transporte 2022. Estatísticas consolidadas. Brasília, DF: CNT, 2022. Disponível em: https://anuariodotransporte.cnt.org.br/2022/ Rodoviario/1-4-1-1-/Produ%C3%A7%C3%A3o-de-ve%C3%ADculos. Acesso em: 30 jul. 2025.
1 Com a ajuda do professor, forme um grupo com os colegas. Conversem sobre o que vocês observaram a respeito da produção de veículos no período de 2001 a 2020.
2 Utilize uma calculadora para determinar o aumento ou a diminuição da produção entre 2001 e 2020 de: a) automóveis. b) ônibus.
1. Ver orientações no Encaminhamento 2. a) Aumento de 222967. 2. b) Diminuição de 1400.
3 Você acha que o transporte individual foi incentivado ou desestimulado no período observado? Comente com os colegas e o professor.
3. Incentivado. O crescimento da produção de veículos torna isso claro; sobretudo se comparado à diminuição verificada na produção da frota de ônibus. Esses dados mostram a grande diferença entre a produção de automóveis e a de ônibus.
O que e como avaliar
Recuperar os conteúdos relacionados aos meios de transporte e meios de comunicação estudados, organizar os estudantes em grupos e solicitar que escolham um tema para aprofundamento.
Orientá-los a buscar informações, vídeos e imagens sobre o tema para compartilhar com o grupo e complementar o estudo realizado. Se preferir, solicitar que produzam um pequeno texto ou uma colagem contando qual é a relação desses conteúdos com o cotidiano deles.
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Comunicação ontem e hoje
Os meios de transporte e as vias de circulação conectam as pessoas e os lugares. Outra forma de realizar essa conexão é pelos meios de comunicação.
Atualmente, pessoas que estão a quilômetros de distância podem se comunicar de inúmeras maneiras. O desenvolvimento da tecnologia permitiu isso e ajudou a dinamizar as formas de comunicação.
Veja nesta imagem um exemplo de como os aparelhos celulares mudaram ao longo do tempo.
Os aparelhos de comunicação, em geral, eram maiores, mais pesados, mais lentos e tinham capacidade de fazer menos operações.
O uso da internet nas residências também é um exemplo do avanço das tecnologias de comunicação, mas não foi sempre assim. Observe neste mapa a porcentagem de moradias com acesso à internet em 2009.
Brasil: domicílios com acesso à internet (2009)
Ilustração representando a evolução dos telefones celulares ao longo do tempo.
BNCC
(EF05GE06) Identificar e comparar transformações dos meios de transporte e de comunicação.
Alfabetização cartográfica
• Escala cromática
ENCAMINHAMENTO
OCEANO PACÍFICO
Domicílios com acesso à internet (%)
0 a 29,9
30 a 49,9
50 a 69,9
Limite estadual Fronteira internacional
Trópico de Capricórnio
Elaborado com base em: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2005 a 2009. Rio de Janeiro: IBGE, c2025. Disponível em: https:// seriesestatisticas.ibge.gov.br/ series.aspx?vcodigo=IU46&t =acesso-internet. Acesso em: 30 jul. 2025.
20/09/25 18:42
Explorar com os estudantes as imagens de telefones celulares. Pedir que imaginem, por exemplo, se sempre foi possível transportar o celular no bolso, como fazemos atualmente, ou se com um celular antigo era possível tirar fotografias. É importante que eles reconheçam as transformações geradas pelo desenvolvimento tecnológico. Promover a leitura do mapa coletivamente. Pode-se primeiro propor a leitura do título. Depois, explorar com eles as legendas, especificando que o verde mais claro é o que mostra o mais baixo número de domicílios com acesso à internet. O verde mais escuro, o maior número de domicílios com acesso à internet.
Os valores do mapa estão em percentual; se os estudantes dominarem esse conceito, pode-se explicar a eles a relação dos valores; se não, basta promover a leitura visual das cores do mapa.
Ao tratar das transformações nos meios de comunicação com o avanço da tecnologia, esse conteúdo contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05GE06.
SONIA VAZ
(EF05GE06) Identificar e comparar transformações dos meios de transporte e de comunicação.
Alfabetização cartográfica
• Escala cromática
ENCAMINHAMENTO
Dar continuidade ao trabalho da página anterior promovendo a comparação entre os mapas das páginas 137 e 138. Assim, os estudantes deverão notar que os dois mapas mostram o mesmo fenômeno em épocas diferentes — domicílios (moradias) com acesso à internet no Brasil, em 2009 e em 2022.
Diversos estados, como Amapá, Rondônia e Alagoas, passaram da faixa mais baixa de domicílios com acesso à internet à faixa de 2o lugar em domicílios com acesso. Embora em 2022 haja mais Unidades da Federação com acesso à internet do que em 2009, Acre, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará e Alagoas apresentavam as menores taxas de domicílios com acesso à internet naquele ano. De maneira geral, em apenas 13 anos, o acesso à internet aumentou bastante em quase todo o país.
Ao fim da aula, pode-se propor aos estudantes que façam, em casa, a entrevista apresentada na página 139, para que, na aula seguinte, eles já tenham as respostas para trabalhar em sala de aula.
Agora, observe no mapa a porcentagem de domicílios com acesso à internet em 2022.
Brasil: domicílios com acesso à internet (2022)
PACÍFICO
GUIANA FRANCESA (FRA) ARGENTINA
de Capricórnio
Elaborado com base em: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo Demográfico 2022. Rio de Janeiro: IBGE, c2025. Disponível em: https://censo2022.ibge.gov.br/panorama/indicadores.html. Acesso em: 30 jul. 2025.
1 Compare os mapas sobre os domicílios com acesso à internet em 2009, na página 137, e em 2022, nesta página. Depois, responda às questões no caderno.
a) Houve aumento ou diminuição no número de domicílios com acesso à internet no Brasil no período de 2009 a 2022?
c) No estado onde você mora houve aumento no número de domicílios com acesso à internet? Em qual faixa percentual ele está? 1. a) Aumento.
b) Qual foi a região que mais apresentou aumento de domicílios com acesso à internet?
1. b) A região Centro-Oeste. 1. c) Respostas pessoais.
138
Sugestão para o professor
GRUPO de trabalho saúde na era digital (gestão 2022-2024). Manual de orientação #Menos telas #mais saúde: atualização 2024, Sociedade Brasileira de Pediatria, n. 163, 2024. n. 163, Sociedade Brasileira de Pediatria, 2024. Disponível em: https://www.sbp.com. br/fileadmin/user_upload/24604c-MO__ MenosTelas__MaisSaude-Atualizacao.pdf. Acesso em: 18 jun. 2025.
Esse manual, publicado pela Sociedade Brasileira de Pediatria em 2024, atualiza o documento Saúde de crianças e adolescentes na era digital, lançado em 2016. Ele apresenta orientações que visam promover usos benéficos da internet por crianças e adolescentes e evitar problemas de saúde que possam ser desencadeados pelo seu uso intensivo e sem acompanhamento. Trata-se de um documento que pode ser lido por todos na escola.
OCEANO ATLÂNTICO
PARAGUAI
BOLÍVIA
URUGUAI
SONIA VAZ NÃO ESCREVA NO LIVRO.
VOCÊ DETETIVE
Uma maneira de saber um pouco mais sobre como eram os meios de comunicação no passado é conversar sobre isso com seus familiares ou amigos idosos.
1. Como era a comunicação a distância quando os seus pais, avós ou outros familiares tinham a sua idade? Para descobrir, escolha uma pessoa idosa do seu convívio, faça as perguntas e anote as respostas no caderno.
1. Respostas pessoais.
a) Qual é o seu nome e a sua idade?
b) Qual era o meio de comunicação que você mais utilizava quando era mais novo, para falar ou trocar informações com outras pessoas?
• telefone fixo
• telefone celular
• carta
• e-mail
• outro meio. Qual?
c) Qual era o meio de comunicação que você mais utilizava quando era mais novo para se divertir ou acessar informações?
• videogame
• televisão
• jornais, revistas ou livros
• internet
• outro meio. Qual?
2. Você conhece estes aparelhos? Como eles funcionam? Caso não conheça, faça uma pesquisa e anote, no caderno, as principais informações levantadas.
2. Respostas pessoais.
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com os questionamentos:
1. Será que os aparelhos usados para comunicação mudaram muito ao longo dos anos?
2. Como vocês acreditam que seja possível saber como era o uso da tecnologia no passado?
As atividades têm o objetivo de propor uma reflexão acerca da tecnologia em um passado recente, assunto a ser trabalhado nesta página. Após o levantamento de hipóteses, expli-
car aos estudantes que conversar com adultos da família sobre o uso de tecnologia pode auxiliá-los a conhecer como era esse uso em um passado recente e que muita coisa, dentro do universo da tecnologia, muda bastante ao longo de um curto período de tempo. O avanço da tecnologia tende a ser mais profundo e mais rápido ao longo do tempo.
(EF05GE06) Identificar e comparar transformações dos meios de transporte e de comunicação.
Ao abordar as transformações nos meios de comunicação, por meio de entrevistas com pessoas mais velhas, é possível relacionar os conhecimentos históricos com os geográficos.
Sugestão para o professor
BRASIL. Ministério da Educação. Saberes digitais docentes. Brasília, DF: MEC, 2024. Disponível em: https:// www.gov.br/mec/pt-br/escolas-conectadas/20240 822MatrizSaberesDigitais. pdf. Acesso em: 18 ago. 2025. Nesse documento, elaborado pelo Ministério da Educação, há discussões que visam auxiliar os professores no uso de tecnologias digitais em suas práticas docentes.
As respostas da entrevista deverão ser anotadas no caderno; no entanto, pode-se propor aos estudantes que gravem o áudio da pesquisa para compartilhar com o grupo. Combinar com os estudantes uma data para que tragam suas anotações e compartilhem com os colegas. Organizar, com os estudantes, as informações coletadas, em um quadro na lousa. Depois, propor a confecção de gráficos para auxiliar na análise das informações. Fazer na lousa e instruir os estudantes a registrar no caderno. Explorar os resultados obtidos, fazendo questões como: qual era o meio de comunicação mais utilizado para falar ou trocar informações com outras pessoas, de acordo com a pesquisa feita? Qual era o meio de comunicação mais utilizado para a diversão e obter informações? Lembre-os de que esse resultado diz respeito ao universo da pesquisa (pessoas idosas entrevistadas).
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
(EF05GE06) Identificar e comparar transformações dos meios de transporte e de comunicação.
ENCAMINHAMENTO
Perguntar aos estudantes se recebem orientações sobre uso da internet, seja na comunidade em que vivem, seja com a família, seja na escola. Oportunizar que o máximo possível de estudantes possa dar o seu relato e anotar na lousa. Isso é importante, pois, ao expressarem tais orientações de cuidados perante os colegas, é possível que eles reforcem a compreensão de tal necessidade e da importância de estarem atentos a formas de navegação digital segura. Se achar pertinente, listar na lousa as orientações de cuidados, como definição de horas diárias para navegar na internet, uso da internet na presença de adultos responsáveis, não conversar com estranhos na rede, chamar os pais em caso de tentativas de contato por parte de usuários desconhecidos, entre outros. Conversar com eles sobre a importância de tais ações e, em seguida, orientá-los na leitura oral do texto. Sugestão: ler o título em voz alta. Depois, indicar alguns estudantes e pedir a cada um que leia um parágrafo.
Após a leitura, comparar com eles os itens listados na lousa com os destacados no texto. Questionar se mais alguém destacaria mais algum cuidado e conversar com eles sobre o que acham da importância de tais ações.
Ao refletirem e conversarem sobre uso seguro da internet, esse conteúdo contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05GE06.
TECNOLOGIA NO DIA A DIA Uso seguro da internet
Com os colegas e o professor, leiam este texto em voz alta.
A internet pode ser muito divertida, mas a sua segurança é coisa séria
[...] Não é difícil usar a internet com segurança. Para encontrar as coisas boas que ela oferece, basta seguir algumas dicas que iremos apresentar. [...]
Cuidado com pessoas estranhas ou que você conhece apenas pela internet Você já deve ter escutado para não falar com estranhos. Na internet é a mesma coisa, você deve falar com quem você realmente conhece.
[...]
Proteja a sua privacidade Escolha bem com quem você compartilha as suas coisas na internet, pois basta um clique para uma mensagem no Brasil ir parar no Japão!
[...]
Respeite os limites de idade Assim como os desenhos, filmes e seriados que você assiste na televisão têm faixa etária recomendada, os sites na internet também têm. Os limites de idade existem para a sua proteção. [...]
Não acredite em tudo que você lê Não dá pra acreditar em tudo que você recebe e lê na internet. Tem coisa que você recebe sem nunca ter pedido e muitas vezes com conteúdo falso e distorcido. [...]
INTERNET segura: divirta-se e aprenda a usar a internet de forma segura! 2. ed. São Paulo: Cert: Nic: CGI, 2022. Disponível em: https://internetsegura.br/pdf/guia-internet-segura.pdf. Acesso em: 31 jul. 2025.
1 Reúnam-se em duplas e conversem sobre as questões.
a) Em casa, você e seus familiares usam a internet para se comunicar?
b) Que cuidados você e sua família tomam para o uso seguro da internet?
2 Além dos cuidados para o uso da internet listados no texto, que outras atitudes podem ser tomadas para garantir a segurança na internet? Com sua dupla, elaborem uma lista no caderno. Depois, compartilhem com os colegas e o professor.
1. Respostas pessoais. 2. Resposta pessoal.
Atividades 1. b) Parte da resposta pode ser aproveitada ao listarem na lousa os cuidados que cada estudante recebe em sua comunidade para uma navegação segura na internet. Contudo, destacar que nessa atividade eles podem também indicar cuidados que demais membros de sua família têm ao navegar na internet, ou, ainda, podem se lembrar de mais alguma recomendação, ação ou orientação de seus pais ou responsáveis para uso seguro da internet.
Sugestão para o professor
COMO proteger crianças e adolescentes na internet: guia para um ambiente digital seguro. Fundação Abrinq, 7 mar. 2025. Disponível em: https://www.fadc.org.br/ noticias/proteger-criancas-internet. Acesso em: 18 ago. 2025.
Nessa página é possível encontrar nove dicas que podem auxiliar nas orientações de cuidados para que as crianças possam navegar com segurança na internet.
CIDADANIA
Jornal: um importante meio
de comunicação
O jornal impresso é um dos meios de comunicação mais antigos. Ainda hoje, ele é utilizado para obter informações de diferentes lugares do país ou mesmo do mundo.
Além dos jornais impressos, outros canais de mídia surgiram ao longo do tempo. Assim, o jornalismo também começou a se expandir para o rádio, para a televisão e, cada vez mais, na internet, em formato digital.
Rapaz lendo jornal impresso em Nova York, nos Estados Unidos, em 2023.
1 Agora, vamos imaginar que você é um jornalista e escreve para um importante meio de comunicação, como um grande jornal.
1. Produção pessoal.
a) Com a ajuda do professor, selecione um assunto interessante do seu dia a dia. Pode ser sobre o que foi oferecido na merenda ou o que tinha na cantina, a atividade do recreio ou algo que aprendeu nas aulas.
b) Escreva um pequeno texto sobre esse assunto.
c) Se achar interessante, passe a limpo sua notícia para um arquivo de edição de texto no computador e insira imagens para ilustrá-la, como podemos ver em uma reportagem real. Pesquise em jornais e na internet exemplos de notícias para ajudá-lo nesta etapa.
ENCAMINHAMENTO
Iniciar com o questionamento:
• Na casa de vocês, o que é mais comum: ler jornal em papel, na internet ou assistir a jornais na televisão?
Ouvir as informações trazidas pelos estudantes e explicar que o jornal circula notícias ocorridas em um tempo breve, ou seja, no dia anterior ou no mesmo dia da publicação.
Explicar ao grupo que os jornais são fontes importantes de informação sobre as notícias de escala nacional e local, ou seja, do
cotidiano das comunidades. Esclarecer que há notícias que circulam em jornais locais, apenas na região onde ocorrem, porque são importantes para aquela comunidade, mas não são de abrangência nacional ou internacional, e há notícias que, pelo impacto que causam, são veiculadas em jornais de circulação nacional.
Após a leitura, verificar se os estudantes compreenderam que os jornais também sofreram transformações ao longo do tempo,
BNCC
(EF05GE06) Identificar e comparar transformações dos meios de transporte e de comunicação.
Organize-se
• Jornais impressos de circulação local e nacional
com o advento da tecnologia. Ao abordar essas transformações, principalmente em função do surgimento da internet, esse conteúdo contribui para o desenvolvimento da habilidade EF05GE06.
Atividades
1. Para a atividade, disponibilizar jornais para que os estudantes possam ler diferentes notícias e reportagens, a fim de analisar as características desse gênero textual. Isso ajudará a compor o texto com maior propriedade. Explicar que, no texto jornalístico, a principal característica é a escrita de uma narrativa sem opinião pessoal, ou seja, narrar o que aconteceu e seus detalhes sem se posicionar. É importante esclarecer que a notícia tem a função de comunicar e deve oferecer informações para que o interlocutor tenha como opinar sobre o fato sem ser influenciado pelo jornalista que escreveu o ocorrido. Essa atividade contribui para o desenvolvimento de vocabulário e para a produção de escrita dos estudantes.
Ao tratar do jornal impresso como importante meio de comunicação e solicitar aos estudantes que produzam um texto do gênero notícia, é possível relacionar os conhecimentos de Língua Portuguesa com os de Geografia.
BNCC
(EF05GE06) Identificar e comparar transformações dos meios de transporte e de comunicação.
(EF05GE07) Identificar os diferentes tipos de energia utilizados na produção industrial, agrícola e extrativa e no cotidiano das populações.
ENCAMINHAMENTO
Acompanhar a produção circulando pela sala de aula. Depois do tempo estipulado, verificar as respostas das atividades e solicitar aos estudantes que as exponham oralmente, de forma alternada. Anotar na lousa as respostas para cada atividade.
CONCLUSÃO DA UNIDADE
Monitoramento da aprendizagem
Com o acompanhamento da aprendizagem, é possível identificar conhecimentos individuais conquistados nos estudos ao longo da unidade, retomar e avaliar habilidades e conteúdos estudados, identificar possíveis dificuldades e propor remediações.
Duas habilidades guiaram a maior parte dos estudos na unidade: EF05GE07, referente ao trabalho com as fontes de energia no Brasil e no mundo, e EF05GE06, por meio de conteúdos voltados às redes de circulação (transporte e comunicação).
Na atividade 1, é avaliado se os estudantes conseguem classificar as fontes de energia como renováveis ou não renováveis. Se verificar que os estudantes não conseguem resgatar esses conhecimentos e fazer as devidas associações, retomar com eles os conteúdos
PARA REVER O QUE APRENDI
1. Fontes renováveis de energia são aquelas que se renovam, ou seja, se recompõem em um tempo considerado curto para a utilização humana. Já fontes não renováveis de energia são aquelas que podem se esgotar, pois não se renovam rapidamente na natureza.
1 O que são fontes energéticas renováveis e fontes energéticas não renováveis?
2 Analise as imagens desta página e, no caderno, escreva se elas são fontes energéticas renováveis ou não renováveis. 2. 1. Eólica: renovável; 2. Petróleo (fóssil): não renovável; 3. Solar: renovável; 4. Carvão mineral (fóssil): não renovável.
3 É possível que uma fonte energética fóssil seja considerada uma fonte limpa, ou seja, pouco poluidora?
142
3. Sim, o gás natural é uma fonte energética fóssil considerada menos poluente que as demais (como o carvão mineral e o petróleo).
da página 108. Depois, instruí-los a construir um quadro de duas colunas contendo, em cada uma, as fontes de energia renováveis e as não renováveis estudadas. Caso ainda apresentem dúvidas sobre alguma das fontes de energia, pedir que releiam o conteúdo específico acerca dessa fonte energética no capítulo 1.
Na atividade 2, espera-se que os estudantes tenham compreendido os conceitos de fontes renováveis e não renováveis. Se alguém apresentar dúvidas sobre eles, mesmo após terem feito a atividade 1, solicitar que
releiam a página 108 e, depois, tentem novamente redigir a resposta. Se mesmo assim os estudantes não conseguirem realizar a atividade, escolher uma fonte de energia e construir juntos os conhecimentos trabalhados acerca dela, a partir de questões disparadoras: onde ela é encontrada? Como a energia é obtida? Quais são os impactos no ambiente? Você acha que ela é uma fonte renovável ou não renovável? Por quê?
Na atividade 3, serão avaliados os conhecimentos acerca de fontes energéticas fósseis e de fontes limpas e poluidoras. Caso
NÃO ESCREVA NO LIVRO.
Aerogerador na costa oeste de Taiwan, em 2023.
Painéis solares na província de Matanzas, em Cuba, em 2024.
Plataforma de petróleo em Invergordon, na Escócia, em 2022.
Mineração de carvão na Indonésia, em 2024.
Cite duas fontes energéticas limpas: uma que seja de origem fóssil e outra que não seja de origem fóssil.
4. Os estudantes podem citar como fontes limpas de origem fóssil gás natural; e não fóssil, por exemplo, hidroelétrica, eólica, solar, biomassa.
5 Observe os mapas e depois responda às questões no caderno.
Brasil: rodovias (2021)
COLÔMBIA
Equador
Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 148.
OCEANO
Brasil: malha ferroviária (2024)
ARGENTINA
Elaborado com base em: BRASIL. Ministério dos Transportes. Mapa Ferroviário 2024. Brasília, DF: MT, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/ transportes/pt-br/assuntos/ dados-de-transportes/bit/ mapas/Ferroviario.pdf/view. Acesso em: 29 jul. 2025.
a) Qual dos mapas apresenta a maior rede de transportes?
5. a) O mapa da rede rodoviária.
b) Qual região do Brasil apresenta a maior quantidade de rodovias e ferrovias?
5. b) A região Sudeste.
seja necessária a remediação, pedir aos estudantes que releiam os conteúdos das páginas 109 a 111 e sistematizar oralmente o que são fontes energéticas fósseis, qual delas é considerada limpa e por quê.
Na atividade 4, os estudantes devem sistematizar os conhecimentos sobre fontes energéticas limpas. Caso algum deles apresente dúvidas, retomar com ele uma das fontes de energia aprendidas, dizer se ela é limpa ou poluente e justificar. Nas próximas, citar a fonte e perguntar ao estudante se é limpa ou poluente e pedir que justifique.
Construir na lousa um esquema para sintetizar os dados da discussão. Ajudá-lo nesse processo, caso necessário, verificando se a dificuldade, por exemplo, reside na compreensão do porquê é considerada limpa ou poluente, ou em se lembrar do nome das fontes. Se o caso for o último, pedir que volte às páginas correspondentes ao conteúdo, relê-las e copiar no caderno as respostas de que precisa.
Na atividade 5, os estudantes devem mobilizar os conhecimentos consolidados de leitura e interpretação dos mapas que repre-
sentam a rede rodoviária e a rede ferroviária do Brasil. Se alguns estudantes apresentarem dificuldades, recorrer a atividades correlatas trabalhadas ao longo da unidade.
Rede rodoviária pavimentada
Limite estadual
Fronteira internacional
Referências bibliográficas comentadas
ASSARÉ, Patativa do. Cante lá que eu canto cá Petrópolis: Vozes, 1980.
Livro com poesias que refletem a vida no sertão do Nordeste do Brasil. Antônio Gonçalves da Silva, conhecido como Patativa do Assaré, traduz em poesia aspectos da vida cotidiana, utilizando as palavras conforme são pronunciadas na região.
BRASIL. Ministério dos Transportes. Brasília, DF, c2025. Disponível em: https://www.gov.br/transportes/ pt-br. Acesso em: 6 ago. 2025.
No site do Ministério dos Transportes, há informações sobre as condições de uso e extensão das malhas de vias de transporte com dados estatísticos, tabelas e mapas.
EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA. Balanço Energético Nacional 2025 : relatório completo, ano-base 2024. Rio de Janeiro: EPE, 2025.
Relatório importante que atualiza diversos dados sobre a produção e o consumo de energia no Brasil. O documento é rico em informações, mapas, gráficos e tabelas.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Atlas geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023.
O IBGE mapeia e atualiza periodicamente diversas informações geográficas nesse atlas.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo demográfico 2022: alfabetização, registros de nascimentos e características dos domicílios, segundo recortes territoriais específicos: resultados do universo. Rio de Janeiro: IBGE, 2024.
Extenso estudo do IBGE sobre o conhecimento da população indígena brasileira a partir dos dados compilados do Censo de 2022.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo demográfico 2022 : população e domicílios. Rio de Janeiro: IBGE, 2023.
Série de dados estatísticos do último recenseamento realizado no Brasil, que ocorreu em 2022.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Cidades e estados do Brasil . Rio de Janeiro: IBGE, c2025. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/. Acesso em: 6 ago. 2025.
Nesse ambiente virtual do IBGE, é possível acessar informações e dados de todos os estados e municípios do Brasil.
INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA. Retrato dos rendimentos do trabalho: resultados da PNAD Contínua do primeiro trimestre de 2025, Carta de Conjuntura, Rio de Janeiro: IPEA, n. 67, nota de conjuntura n. 21, 2025. Disponível em: https:// www.ipea.gov.br/cartadeconjuntura/wp-content/ uploads/2025/06/250625_cc_67_nota_21_rendimentos. pdf. Acesso em: 21 ago. 2025.
O IPEA realiza estudos periódicos sobre a questão da renda no Brasil. Nesse estudo de 2025, os dados da distribuição de renda brasileira foram analisados a partir dos resultados obtidos da PNAD Contínua do primeiro trimestre de 2025.
MACEDO, Valéria; MASSARANI, Mariana. Aldeias, palavras e mundos indígenas . São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2015.
O livro apresenta palavras indígenas e seus significados, que convidam o leitor a viajar pela cultura dos povos indígenas.
PIEDADE, Amir; VETILLO, Eduardo. São Paulo : de colina a cidade. São Paulo: Cortez, 2004.
Livro que aborda diferentes paisagens de diversos momentos da história da cidade de São Paulo.
SALERNO, Silvana. Viagem pelo Brasil em 52 histórias . São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2010.
O livro traz 52 histórias regionais, perpassando cada uma das cinco regiões brasileiras.
UNITED NATIONS. Department of Economic and Social Affairs. Population Division. International Migrant Stock 2024: Key facts and figures. New York: UN, 2025.
Anuário divulgado pela ONU sobre o estágio das condições das migrações internacionais.
UNITED NATIONS. Department of Economic and Social Affairs. Population Division. World population prospects 2024 . New York: UN, 2024.
Estudo estatístico anual realizado pelas Nações Unidas que traz as mais recentes atualizações sobre a população mundial, abrangendo temas como crescimento demográfico, envelhecimento, migrações internacionais e urbanização.
Leituras complementares para o professor
CARLOS, Ana Fani Alessandri; CRUZ, Rita de Cássia Ariza da (org.). A necessidade da Geografia . São Paulo: Contexto, 2019.
Livro que reúne artigos sobre temas fundamentais em que a ótica geográfica contribui para a compreensão contemporânea do território brasileiro.
HUERTAS, Daniel Monteiro. Território e circulação : transporte rodoviário de carga no Brasil. São Paulo: Unifesp, 2018.
Livro que aborda as relações entre a expansão da malha rodoviária brasileira e a expansão da rede urbana com os circuitos espaciais da produção desigualmente desenvolvidos no Brasil.
SANTOS, Milton. O espaço do cidadão . 7. ed. São Paulo: Edusp, 2007.
Esse livro apresenta múltiplas dimensões que incidem na formação da cidadania no Brasil sob a ótica da organização socioespacial. O autor trata das relações entre território e cidadania, cidadania e individualidade, localização na rede urbana, lugar e valor do indivíduo, consumo e cidadania.
ORIENTAÇÕES GERAIS
A EDUCAÇÃO BRASILEIRA E AS REGRAS NORMATIVAS
A história da educação e da alfabetização brasileira é permeada por avanços e transformações que vêm se aprimorando desde a década de 1930, momento em que uma ruptura política pautada pela queda da oligarquia cafeeira e pela ascensão de uma emergente burguesia industrial reconfigurou o cenário da educação escolar brasileira. Desde então, um conjunto de normas e condutas educacionais foi se alternando.
Ao longo desse período que se constitui de quase um século, uma normatização oficial configurou-se e compôs-se frequentemente em busca do aprimoramento escolar. Assim, nesta terceira década do século XXI, uma nova geração de livros didáticos chega ao professor com as normas e regras que regem a educação brasileira e que lastreia esta coleção. Portanto, esta obra está ancorada em documentos oficiais balizadores que normatizam nossa educação, como a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Sabemos que a educação brasileira se divide em educação básica e educação superior. A educação básica, por sua vez, divide-se em educação infantil, ensino fundamental (anos iniciais e finais) e ensino médio. Desde 2006, a Lei Federal no 11.274 incidiu em nossa seara mais específica, o ensino fundamental, convertendo-o de oito para nove anos. Aqui apresentamos, de maneira genérica, uma ideia da estruturação oficial do ensino brasileiro e como o ensino fundamental (anos iniciais) se insere nesse conjunto da educação (BRASIL. Ministério da Educação. Lei no 11.274, de 6 de fevereiro de 2006. Dispõe sobre a duração de 9 anos para o ensino fundamental, com matrícula obrigatória a partir dos 6 anos de idade. DOU, Brasília, DF, 7 fev. 2006).
Faz-se necessário termos ao menos alguma dimensão das regras normativas da educação brasileira para, na condição de professores, estarmos cientes da condução adequada de nosso trabalho pedagógico. A normatização incide nas práticas pedagógicas. A recente regulamentação oficial pautada pela BNCC, somada às já consolidadas Diretrizes Curriculares Nacionais, assim como à nossa lei maior da educação, a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), determina, na prática, boa parte do ensino brasileiro e o cotidiano da sala de aula.
O ENSINO FUNDAMENTAL E O CONTATO COM A GEOGRAFIA
Dos cinco anos que compõem os anos iniciais do ensino fundamental, os dois primeiros referem-se à consolidação do processo de alfabetização da criança. O primeiro ano, em especial, configura-se como uma transição da Educação Infantil ao ensino fundamental. Os anos iniciais do ensino fundamental são impactantes para as crianças, pois elas estão vivenciando uma fase de transição, com importantes transformações em seu processo de desenvolvimento cognitivo. Esse é um dos momentos em que se ampliam experiências para o aprimoramento da oralidade, dos processos de percepção, de compreensão e de visão do mundo à sua volta, como também a apropriação da linguagem e referenciais de aprendizagem nessa etapa da educação básica. Assim, esta coleção apresenta especial preocupação durante esse processo de aprendizagem, enfatizando estratégias avaliativas e compreendendo o processo diagnóstico e monitoramento dos avanços.
No ensino fundamental, durante o processo de alfabetização, os componentes curriculares são apresentados aos estudantes de modo mais sistemático. A Geografia é um componente que pode contribuir para a apresentação do mundo aos estudantes. É nessa etapa do aprendizado que novas relações com o mundo e com a sociedade são desenvolvidas. Uma diversidade de situações e conceitos proporciona argumentações mais elaboradas, entre outras descobertas aos estudantes. O convívio com esse mundo de descobertas deve estimular o pensamento e fortalecer as habilidades de questionamento, de produções culturais e do uso consciente e supervisionado da tecnologia, ampliando o horizonte de conhecimento e o discernimento de si mesmos, da natureza e da sociedade. A Geografia é peça-chave nessa fase do universo infantil. As ciências humanas, em geral, e o ensino de Geografia, em particular, têm muito a contribuir para o desenvolvimento dos estudantes, principalmente no que diz respeito à apreensão das noções de espaço e tempo (relacionadas às dinâmicas e às transformações espaciais), à construção da identidade, à compreensão de suas vivências cotidianas etc.
No texto a seguir, Callai destaca, em linhas gerais, os objetivos da Geografia na escola e, também, no processo de alfabetização.
Ler o mundo da vida, ler o espaço e compreender que as paisagens que podemos ver são resultado da vida em sociedade, dos homens na busca da sua sobrevivência e da satisfação das suas necessidades. Em linhas gerais, esse é o papel da geografia na escola. Refletir sobre as possibilidades que representa, no processo de alfabetização, o ensino de geografia passa a ser importante para quem quer pensar, entender e propor a geografia como um componente curricular significativo. Presente em toda a educação básica, mais do que a definição dos conteúdos com que trabalha, é fundamental que se tenha clareza do que se pretende com o ensino de geografia, de quais objetivos lhe cabem.
CALLAI, Helena Copetti. Aprendendo a ler o mundo: a Geografia nos anos iniciais do ensino fundamental. Cedes, Campinas, v. 25, n. 66, p. 228-229, 2005.
Entendemos que será na composição com outros saberes que a Geografia contribuirá de maneira decisiva, já que a responsabilidade nesse percurso se deve a um conjunto de componentes, em especial à Língua Portuguesa. Por meio de vivências, atividades e diferentes recursos didáticos, a Geografia tem a meta de instrumentalizar os estudantes para que compreendam, gradativamente, a dinâmica entre sociedade e natureza e a aprendizagem espacial. Além disso, todo o percurso no ensino fundamental contribui para o enriquecimento do vocabulário dos estudantes.
A percepção do lugar, a observação da paisagem, da natureza, os primeiros mapeamentos e outros elementos são ferramentas que ajudam no processo de aproximação e de compreensão gradativa do espaço geográfico. Nesse percurso, considera-se o conhecimento adquirido pelos estudantes até então, em que são enfatizados os lugares de vivência e a ideia de pertencimento, a localização espacial, a educação cartográfica e a convivência social nas mais variadas situações.
Gradativamente, amplia-se o processo de ensino e aprendizagem e abordam-se os conceitos de lugar, paisagem, território, região e natureza, assim como o estudo de urbano e rural, e a interligação entre campo e cidade, conjuntos espaciais distintos, mas cada vez mais integrados. Por fim, nessa escala, os estudantes adquirem subsídios para o entendimento de como se organizam as cidades, inclusive as metrópoles, e seu contingente populacional. Além disso, são desenvolvidos tópicos que destacam o trabalho e a desigualdade social na Geografia. Trata-se de um caminho a ser percorrido em direção ao domínio dos conhecimentos geográficos e de seus conceitos basilares.
Os diversos documentos oficiais produzidos ao longo dos últimos anos enfatizam, em vários momentos, os procedimentos de análise geográfica no ensino fundamental. O que percebemos é que, no processo de desenvolvimento da formação normativa da educação brasileira, os documentos, em muitos pontos, se justapõem; não são excludentes entre si.
Novos parâmetros, diretrizes e documentos alternaram-se nas últimas décadas, e a linha teórico-metodológica da ciência geográfica e sua aplicação ao ensino foram aprofundadas ou atualizadas, porém nunca excludentes com a história do pensamento geográfico, e sim muitas vezes incorporando novas matizes metodológicas. E a Geografia escolar aproveita dessa contribuição teórica e histórica, incorporando novas perspectivas para que os estudantes aprendam a raciocinar geograficamente e a pensar espacialmente, possibilitando criar condições para iniciar o processo de compreensão do espaço geográfico.
Mais recentemente, tal procedimento geográfico buscou estabelecer “uma cognição espacial, a qual destacamos a terminologia raciocínio geográfico, e na didática pautada na investigação da espacialidade dos fenômenos [...]” (CALAFATE, Pedro C.; SCALERCIO, Vitor. A Geografia na BNCC do ensino fundamental e o raciocínio geográfico: contribuições da Base para o ensino de Geografia. Giramundo, Rio de Janeiro, v. 9, n. 18, p. 90, 2022).
A Geografia escolar contemporânea revigora uma abordagem do conhecimento espacial por meio de um raciocínio geográfico, uma perspectiva pedagógica fundamentada na investigação da espacialidade dos fenômenos. Essa linha da Geografia escolar ganhou, inescapavelmente, bastante força a partir da proposta da BNCC, como ressalta Marques:
Uma nova onda vem percorrendo os debates sobre a Geografia Escolar, tornando-se cada vez mais frequente, sobretudo na área que conhecemos como “Ensino de Geografia”. Refiro-me ao conceito ou ideia do raciocínio geográfico, apresentado ao mesmo tempo como substrato teórico e como finalidade da disciplina Geografia, no currículo padronizado nacional. As discussões em torno desse raciocínio têm acontecido de forma bastante circunscritas ao campo da Geografia — indo desde a sua problematização como conceito, até a sua validade no trabalho com a disciplina escolar, nas salas de aula.
MARQUES, Roberto. Raciocínio geográfico, Base Nacional Comum Curricular e docência. Giramundo, Rio de Janeiro, v. 9, n. 18, p. 38, 2022.
Nessa perspectiva traçada por Marques, documentos normativos oficiais contemporâneos passaram a orientar o ensino da Geografia pautado na busca de uma compreensão autônoma e crítica perante os antagônicos processos que produzem o espaço geográfico, nunca produto de uma composição linear. É nessa linha metodológica que se assentam alguns dos pilares desta coleção: ao estímulo dos estudantes para uma postura inquietante perante os processos que envolvem a sociedade e a natureza, agentes que compõem o espaço geográfico, distante de uma postura passiva perante os processos.
Não obstante essas premissas, os diversos documentos oficiais, em especial a BNCC, esclarecem que uma obra didática deve propiciar condições para a busca de uma formação cidadã, estimulando os estudantes a se posicionarem criticamente frente aos dilemas da sociedade, das novas tecnologias e do ambiente. Este é o propósito central desta obra: apresentar conceitos e temas da Geografia em uma linguagem acessível à compreensão, buscando oferecer aos estudantes os elementos necessários para a construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva. Esse é o papel da Geografia.
BNCC E GEOGRAFIA
Em 2018, foi homologado o documento que rege a educação básica brasileira: a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O documento normativo vem no esteio da renovação de normas educacionais brasileiras e está previsto na Lei de Diretrizes e Bases, a lei maior da educação brasileira, assim como nas Diretrizes Curriculares Nacionais. A BNCC tem um propósito bem específico:
Define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica [...] que visam à formação humana integral e à construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva [...] BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 7. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 12 ago. 2025. E lembramos: esta coleção foi essencialmente balizada pela BNCC, somada a outros documentos normativos. De acordo com o documento oficial, a BNCC é “referência nacional para a formulação dos currículos dos sistemas e das redes escolares dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e das propostas pedagógicas das instituições escolares” (BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 8. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 12 ago. 2025), na perspectiva de garantir um currículo mínimo nacional e garantir o direito à educação de todas as crianças e jovens do país. Convém lembrar que a BNCC surge em consonância com os propósitos defendidos e preconizados pelo Plano Nacional de Educação (PNE).
A BNCC faz uma referência direta à desigualdade brasileira e vê a educação como uma ferramenta para intervir nessa realidade por meio daquilo que designou chamar de equidade na educação, sem, no entanto, considerar a ideia de currículo único como caminho para guiar a educação, visto o Brasil se tratar de um país com grande diversidade regional. Logo, a BNCC não é o estabelecimento de um currículo oficial nacional, mas sim uma fonte indicativa de conhecimentos, competências e habilidades que se espera que os estudantes desenvolvam.
A busca por uma sociedade mais justa e o combate à desigualdade devem levar em consideração a equidade na educação, e isso certamente passa por decisões curriculares e pedagógicas em âmbito local e regional. Tais iniciativas devem considerar necessidades e interesses dos estudantes. Nesse sentido, a função da BNCC seria o intercâmbio entre uma proposta curricular genérica e os currículos de caráter específico, observadas as especificidades locais e regionais. Em que pese considerarmos intensamente em nossa obra as diretrizes da BNCC, e mesmo neste Livro do professor, faz-se necessário salientar, como lembra o sociólogo Michael Young, que não é possível considerar uma reflexão sobre currículo dissociada de uma teoria do conhecimento (YOUNG, Michael. Teoria do currículo: o que é e por que é importante. Cadernos de Pesquisa da Faculdade de Educação da USP, São Paulo, v. 4, n. 151, p. 192-193, 2014). Assim, uma política pública para a educação definidora de uma estrutura curricular nacional deve levar em conta toda uma “teoria do currículo” e ponderar quais as implicações de uma regulamentação oficial, em nosso caso, sobretudo nas ciências humanas e mais precisamente no componente de Geografia.
Estrutura da BNCC
A BNCC determina competências e habilidades para expressar as aprendizagens essenciais que devem ser asseguradas ao estudante na Educação básica, e define “competência” como “a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho” (BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 8. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 12 ago. 2025).
O desenvolvimento das competências específicas é garantido pelas habilidades de cada componente curricular. As habilidades são as capacidades a serem desenvolvidas pelos estudantes para desenvolver as competências específicas. É por meio delas que o professor articula conhecimentos específicos da área com verbos que expressam processos cognitivos selecionados para cada objetivo a ser alcançado. As habilidades estão relacionadas aos objetos de conhecimento e, por essa razão, são elas que usualmente estruturam os currículos de cada ano escolar.
A leitura e a interpretação das habilidades precisam ser feitas por meio de sua composição, isto é, do verbo + complemento do verbo + modificadores:
• verbo: expressa o processo cognitivo;
• complemento do verbo: explicita o objeto do conhecimento mobilizado na habilidade;
• modificadores do verbo ou do complemento do verbo: explicitam o contexto e/ou uma maior especificação da aprendizagem esperada. Os modificadores também explicitam a situação ou condição em que a habilidade deve ser desenvolvida.
Os Temas Contemporâneos Transversais
Integrados à BNCC também há os Temas Contemporâneos Transversais (TCT), que buscam conectar diferentes componentes curriculares com a realidade do estudante, trazendo mais contextualização para o ensino. Os TCTs têm como base marcos legais assegurados na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
São 15 temas contemporâneos transversais, divididos em 6 eixos principais:
Meio Ambiente
Ciência e tecnologia
Ciência e tecnologia
Multiculturalismo
Diversidade cultural
Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras
Educação ambiental
Educação para o consumo
Temas contemporâneos transversais BNCC
Cidadania e civismo
Vida familiar e social Educação para o trânsito Educação em direitos humanos Direitos da criança e do adolescente Processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso
Economia
Trabalho
Educação financeira
Educação fiscal
Saúde
Saúde
Educação alimentar e nutricional
A incorporação dos TCT no trabalho docente pode ter como base quatro pilares:
Problematização da realidade e das situações de aprendizagem
Superação da concepção fragmentada do conhecimento para uma visão sistêmica
Temas contemporâneos transversais
Integração das habilidades e competências curriculares à resolução de problemas
Promoção de um processo educativo continuado e do conhecimento como uma construção coletiva
BRASIL. Ministério da Educação. Temas transversais contemporâneos na BNCC: contexto histórico e pressupostos pedagógicos. Brasília, DF: SEB, 2019. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov. br/images/implementacao/contextualizacao_temas_contemporaneos.pdf. Acesso em: 13 ago. 2025.
Além de valorizar a diversidade cultural, o trabalho com diferentes contextos permite o desenvolvimento de propostas interdisciplinares e que abordem os temas contemporâneos transversais. Ao longo da obra, é possível encontrar propostas de atividades com possibilidade de trabalho interdisciplinar. As seções Diálogos também permitem esses trabalhos, além de tratarem de assuntos que possibilitam o trabalho com diferentes TCTs.
PRESSUPOSTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS
A Geografia tem no espaço geográfico seu objeto de estudo. Essa é a perspectiva teórica que orienta esta coleção. Contudo, o que parece ser uma simples afirmação requer na realidade maior atenção, pois não é simples a tarefa de definir espaço geográfico.
É reconhecido o esforço de ilustres geógrafos acadêmicos nessa seara e em levar adiante um forte empenho no campo da teorização do tema. Cumpre à Geografia escolar traduzir para os anos iniciais do ensino fundamental essa profundidade teórica, adaptando-a à realidade dessa esfera do ensino e obedecendo às respectivas escalas do conhecimento: do acolhimento de seu lugar para a dimensão do mundo, sempre numa gradação escalar e cautelosa, respeitando-se as respectivas faixas etárias. Esse desígnio exige forte pluralismo e ecletismo do conhecimento e, por isso mesmo, exige do professor generalista mais contato com certas categorias do espaço geográfico que apresentaremos a seguir.
Um dos caminhos para compreender o conceito de espaço geográfico é trabalhar com a inseparabilidade, nos dizeres do geógrafo Milton Santos, entre sistemas de objetos e sistemas de ações ou, em uma analogia mais direta, a inseparabilidade entre natureza e sociedade. A compreensão do espaço só será possível considerando a integração desses dois elementos que requerem uma explicação conjunta. Nessa concepção, a não ser de maneira analítica, não se separa o natural do artificial ou o natural do político. No atual estágio em que vivemos, o ritmo de transformação da natureza é cada vez mais intenso. Portanto, as ações humanas vão adquirindo cada vez mais importância e amplitude na constante dinâmica de construção, organização e produção do espaço geográfico (SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Hucitec, 1996).
Para Milton Santos:
O espaço é, hoje, um sistema de objetos cada vez mais artificiais, povoados por sistemas de ações igualmente imbuídos de artificialidade, e cada vez mais tendentes a fins estranhos ao lugar e a seus habitantes. Neste nosso mundo se estabelece, por isso mesmo, um novo sistema da natureza uma natureza que, graças exatamente ao movimento ecológico, conhece o ápice de sua desnaturalização.
SANTOS, Milton. Técnica, espaço, tempo: globalização e meio técnico-científico-informacional. São Paulo: Hucitec, 1994. p. 90.
Assim, no transcorrer da obra, gradativa e cotidianamente os estudantes serão orientados pelo professor em seu processo de construção do conhecimento a aprender sobre o espaço geográfico dentro de uma perspectiva da totalidade e da integração. Isso porque vivemos em um mundo em que não mais se distingue claramente aquilo que foi construído pela natureza das obras da sociedade ou “onde termina o puramente técnico e onde começa o puramente social” (SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Hucitec, 1996. p. 81).
Categorias de análise do espaço geográfico igualmente são motivos de discussão teórica. São conceitos da Geografia que aparecem frequentemente no transcorrer de nossa obra. Portanto, o professor precisa ter claro que os conceitos de paisagem, lugar, território, região e natureza , destacados pela BNCC, não são em si propriamente o espaço geográfico, mas a ele se circunscrevem.
Concebido como uma totalidade dinâmica, em permanente mutação, determinada pelas interações entre a sociedade e a natureza, mediada pelo trabalho social, o espaço geográfico requer que a compreensão por parte dos estudantes seja realizada por meio da construção de conceitos, como os de lugar, paisagem, território, região e natureza.
A aprendizagem dos conceitos envolve operar com símbolos, ideias, imagens e princípios que permitirão aos estudantes desenvolver o pensamento espacial e uma nova perspectiva do pensamento espacial, o raciocínio geográfico, que pressupõe:
[...] um sistema de pensamento que põe em movimento articulado os conceitos e princípios da Ciência Geográfica em conexão à capacidade de pensar espacialmente, notadamente com o apoio da linguagem cartográfica. O raciocínio geográfico é mobilizado por perguntas geográficas e estas, por sua vez, estão contextualizadas por situações geográficas selecionadas ou construídas pelos professores. A Cartografia Escolar é, nesse sistema, simultaneamente um conteúdo e uma metodologia e o pensamento espacial é um conteúdo procedimental que compõe o raciocínio geográfico.
CASTELAR, Sônia M. V.; DUARTE, Ronaldo G. Raciocínio geográfico, pensamento espacial e cartografia na educação geográfica brasileira. GiramundoI, Rio de Janeiro, v. 9, n. 18, p. 7, 2022. É esse “olhar geográfico” que subsidia a construção de explicações sobre a espacialidade dos fenômenos. Segundo Lana de Souza Cavalcanti, na teoria da Geografia, alguns autores focam em categorias como paisagem, lugar ou território, que têm sido, ao longo da história dessa ciência, consideradas categorias básicas de seu pensamento (CAVALCANTI, Lana de Souza. O ensino de geografia na escola. Campinas: Papirus, 2012. p. 138).
Ressaltamos que o trabalho com os conceitos destacados, como os mencionados acrescidos ainda de outros como Região e Natureza, acontece no transcorrer da coleção e de modo integrado e por aproximações sucessivas no decorrer dos encaminhamentos didáticos. Conteúdos, seções, exercícios e demais elementos dos livros são os álibis que viabilizam a construção dos conceitos que destacamos a seguir.
LUGAR
A dimensão teórica lugar perpassa por toda a obra. É crucial que o professor entenda que o conceito de lugar está indissociavelmente atrelado à identidade, à singularidade e ao sincronismo do indivíduo com seu “pedaço” do território. Em uma reflexão teórica acerca desse sincronismo entre o lugar e a vida, a geógrafa Doreen Massey elucida:
Reserve alguns minutos para evocar um lugar que seja, ou tenha sido, particularmente significativo para você de alguma forma. Descreva-o para si mesmo e pense em por que ele é tão importante para você. Tome algumas notas, ou talvez colete algumas fotografias que o façam lembrar, ou peça a si mesmo uma peça musical que lhe traz à mente. [...]
MASSEY, Doreen. The conceptualization of place. In: MASSEY, D.; JESS, P. A place in the world. New York: The Open University, 1995. p. 88. Tradução nossa.
É essa identidade retratada por Massey que conduz à compreensão do conceito na ciência geográfica, àquele fragmento do território em que o indivíduo se identifica e se sente acolhido que buscamos atender ao discutir o lugar. É tal percepção que a obra busca transmitir ao explorar momentos especiais do aprendizado em que os estudantes se deparam perceptivamente com momentos que constituem seu acolhimento na moradia, no lar, na rua, no bairro e na escola, entre outros. Essa foi uma preocupação central e constante em nossa obra.
Desse modo, o lugar corresponde a uma forte apropriação do espaço vivido, o espaço onde a vida e as relações acontecem; a vivência se configura no lugar. Os estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental certamente se identificarão com seu lugar, principalmente por meio de encaminhamentos lúdicos.
Contudo, se é no lugar onde as relações acontecem, vale ressaltar que, com isso, não afirmamos que o conceito de lugar seja entendido de maneira que o isole do mundo. Também é nas relações com outras escalas geográficas, outros lugares, que ele pode ser definido. Segundo Milton Santos e outros:
[...] define-se o lugar como a extensão do acontecer solidário e [...] É pelo lugar que revemos o mundo e ajustamos nossa interpretação, pois nele o recôndito, o permanente, o real triunfam, afinal, sobre o movimento, o passageiro, o imposto de fora.
SANTOS, Milton. A aceleração contemporânea: tempo mundo e espaço mundo. In: SANTOS, Milton et al. (org.). Fim de século e globalização: o novo mapa do mundo. São Paulo: Hucitec-Anpur, 1993. p. 20.
Em nossa obra, buscamos incluir objetos de conhecimento (conteúdos, conceitos e processos) que propiciem aos estudantes a construção do conceito de lugar.
PAISAGEM
Entre os pilares essenciais de sustentação teórico-metodológica da Geografia considerada nesta coleção, a paisagem é outro conceito-chave. Trata-se, igualmente, de uma dimensão do espaço geográfico, circunscrita àquilo que a visão e os outros sentidos alcançam. Conceito indissociavelmente ligado à Geografia cultural e que explora a dimensão da percepção sensitiva espacial, a paisagem não é uma categoria exclusiva da Geografia, mas a ela pertence. Assim, o conceito de paisagem é tratado nesta obra sob diferentes prismas.
Ao entendermos que a paisagem é abarcada pelo campo da visão, compreendemos que, do ponto de vista didático voltado à educação geográfica, podemos estender seus estudos ao campo das percepções. Assim, pessoas sem o pleno sentido da visão também podem ter condições de se apropriar de uma etapa da aprendizagem do espaço geográfico por meio dessa dimensão. Pelos sentidos da percepção, essas pessoas podem identificar elementos que as levem a ter condições de, no campo da imaginação, da emoção, de funções espaciais, identificar sinais da materialidade e, assim, aprender sobre paisagem.
Milton Santos afirma que paisagem e espaço geográfico não são a mesma coisa, pois a paisagem representa a forma e as heranças ao longo do tempo, aquilo que surge aos nossos olhos e que se cristaliza no espaço geográfico. Já o espaço é a soma disso com a vida, com a ação humana (SANTOS, Milton. Metamorfoses do espaço habitado. São Paulo: Hucitec, 1988).
Ao tratarmos da paisagem no transcorrer da obra, consideramos frequentemente que ela não se explica por um momento exato, mas sim como produto de uma acumulação de tempos passados que se cristaliza no presente. A paisagem é formada por um conjunto de objetos que têm idades diferentes, momentos diferentes.
Outra importante referência teórica na concepção de paisagem é Carl Sauer, para quem esse conceito é o resultado da ação cultural sobre a paisagem originalmente natural ou uma área composta de uma associação distinta de formas, ao mesmo tempo físicas e culturais. Para ele:
[...] a paisagem não é simplesmente uma cena real vista por um observador. A paisagem geográfica é uma generalização derivada da observação de cenas individuais. [...] O geógrafo pode descrever a paisagem individual como um tipo ou provavelmente uma variante de um tipo, mas ele tem sempre em mente o genérico e procede por comparação.
SAUER, Carl. O. A morfologia da paisagem. In: CORRÊA, Roberto Lobato; ROSENDAHL, Zeny (org.). Paisagem, tempo e cultura. Rio de Janeiro: Eduerj, 1998. p. 24.
É dessa maneira que se aborda o conceito de paisagem para identificá-la no espaço urbano. Contudo, propomos o estudo da paisagem também como método inicial de percepção de elementos constituintes e configuradores do espaço geográfico. Desse modo, estudamos a paisagem em situações que refletem organizações espaciais tanto na cidade quanto no campo, aplicando métodos de identificação e, em um movimento processual crescente e inter-relacionado, de seus elementos artificiais e naturais.
Concluímos, portanto, que o conceito apresenta forte diversidade, mas em comum o aspecto da sensação genérica que busca o caráter perceptivo daquele fragmento de território e sua individualidade, embora indissociavelmente atrelada a outras “paisagens”.
TERRITÓRIO
Para a Geografia, o conceito de território vai bem além de algo puramente físico ou meramente econômico; ele é uma categoria analítica dessa ciência, com forte conotação política e atrelado à ideia de poder. Isso é traduzido ao universo infantil por meio de uma linguagem apropriadamente atenta, como ao discutir a extensão e os limites territoriais do Brasil no 4o e no 5o anos.
O território é construído socialmente: seu uso é o que o faz um conceito das ciências humanas, e não ele em si mesmo ou, nos dizeres do geógrafo francês Claude Raffestin, o território é vivido (RAFFESTIN, Claude. A produção das estruturas territoriais e sua representação. In : SAQUET, Marcos A.; SPOSITO, Eliseu S. Territórios e territorialidades : teorias, processos e conflitos. São Paulo: Expressão Popular: Unesp, 2008).
Realizar a leitura inteligente do mundo é pensar o território, a conexão entre as sociedades, a política, as nações, as relações de poder e, por isso mesmo, se faz indispensável ponderar a grandeza escalar da dimensão espacial em foco. Isso porque todo território é delimitado pelas relações de poder, seja ele um pequeno vilarejo ou um Estado de grandes dimensões. No ensino fundamental, entendemos que é na transição do 4 o para o 5o ano que, gradativamente, os estudantes vão tomando contato com essa realidade didática.
Tal qual os dois conceitos geográficos abordados anteriormente, o território é um termo polissêmico, porém, ao assumir a conotação de apropriação política de uma parte do espaço, afasta-se imediatamente do senso comum de algo puramente físico para assumir uma percepção imediatamente cultural, geográfica, política.
Dominar uma área é exercer o poder, e o território se trata do amálgama dessa ocorrência entre o poder e a sociedade. Guardadas as devidas proporções e considerando a faixa etária que ora focamos, igualmente perpassa pela noção de território e territorialidade a ideia de poder e de posse, tarefa essa que se verificará nos dois últimos volumes da coleção. Quando as crianças estudam o Brasil, identificam suas fronteiras, suas Unidades da Federação, suas divisas e seus limites, deparam-se com relações de poder, de apropriação do território que está definido e delimitado; são os agentes sociais e políticos que interferem no espaço geográfico e determinam o uso do território.
Sobre o consenso estabelecido na comunidade geográfica a respeito da indissociável relação com o poder, afirma o geógrafo Rogério Haesbaert:
Território, assim, em qualquer acepção, tem a ver com poder, mas não apenas ao tradicional “poder político”. Ele diz respeito ao poder no sentido mais explícito, de dominação, quanto ao poder no sentido mais implícito ou simbólico. Lefebvre distingue apropriação de dominação (“possessão”, “propriedade”), o primeiro sendo um processo muito mais simbólico, carregado das marcas do “vivido”, do valor de uso, o segundo mais concreto, funcional e vinculado ao valor de troca.
HAESBAERT, Rogério Costa. Território e multiterritorialidade: um debate. Geographia, Rio de Janeiro, ano IX, n. 17, p. 21, 2007.
Em relação ao tema, o geógrafo Jean Gottmann destaque que:
Território é uma porção do espaço geográfico que coincide com a extensão espacial da jurisdição de um governo. Ele é o recipiente físico e o suporte do corpo político organizado sob uma estrutura de governo. Descreve a arena espacial do sistema político desenvolvido em um Estado nacional ou uma parte deste que é dotada de certa autonomia. Ele também serve para descrever as posições no espaço das várias unidades participantes de qualquer sistema de relações internacionais. Podemos, portanto, considerar o território como uma conexão ideal entre espaço e política. Uma vez que a distribuição territorial das várias formas de poder político se transformou profundamente ao longo da história, o território também serve como uma expressão dos relacionamentos entre tempo e política.
GOTTMANN, Jean. A evolução do conceito de território. Boletim Campineiro de Geografia, Campinas, v. 2, n. 3, p. 526, 2012.
Logo, o território torna-se uma concepção eminentemente geográfica quando assume uma conotação social e/ou política. Esse conceito da Geografia deve compor o arcabouço didático-pedagógico do aprendizado, afastando os estudantes da visão mecanicista e equivocada do território como objeto estático e ensimesmado. Assim, gradativamente, eles reconstroem as maneiras de localização e apropriação do espaço geográfico, respeitando as adaptações necessárias para seu uso no curso escolar e com linguagem geográfica acessível à respectiva faixa etária.
REGIÃO
Para a Geografia, a expressão região assume grande importância. O conceito acompanha o componente desde os primórdios de sua sistematização no século XIX e, mais que isso, a Geografia Regional sempre foi empregada como a forma mais representativa da Geografia. Isso não implica dizer que o conceito permaneceu estático ou que haja unanimidade sobre ele; ao contrário, a região renova-se constantemente. Como se renova, igualmente, o território é remodelado, pois regionalizar é recortar, criteriosamente, o território em partes. Em síntese, a região é a parte de um todo geográfico ou, nos dizeres de Pierre George, regionalizar é buscar a personalidade de um fragmento do espaço (GEORGE, Pierre. Os métodos da Geografia. São Paulo: Difel, 1972).
Assim como a paisagem difere de espaço geográfico, o mesmo ocorre com região. Contudo, a renovação teórica ocorrida no corpo da ciência geográfica corrigiu esse desvio conceitual. Foi Pierre George quem afirmou ser a Geografia Regional a forma mais representativa da ciência geográfica, concentrando todo o poder de síntese e o entendimento de escala na explicação de todo um sistema de relações (GEORGE, Pierre. Os métodos da Geografia. São Paulo: Difel, 1972). A região deriva do espaço geográfico; é a parte de um todo. Criar regiões é criar subespaços considerando a proporção escalar do espaço.
As várias escolas do pensamento geográfico abordaram intensamente a temática regional. No Brasil, um dos principais estudiosos do assunto é Roberto Lobato Corrêa, para quem:
[...] a região é considerada uma entidade concreta, resultado de múltiplas determinações, ou seja, da efetivação dos mecanismos de regionalização sobre um quadro territorial já previamente ocupado, caracterizado por uma natureza já transformada, heranças culturais e materiais e determinada estrutura social e seus conflitos. [...]
CORRÊA, Roberto Lobato. Região e organização espacial. São Paulo: Ática, 1990. p. 45-46.
Delimitar uma região, no entanto, nem sempre é tarefa fácil, pois implica estabelecer critérios de regionalização, nem sempre consensuais. Nada é tão difícil na Geografia como delimitar uma região, estabelecer critérios, impor-lhe limites, buscar a “personalidade” do território (GEORGE, Pierre. Os métodos da Geografia. São Paulo: Difel, 1972).
Para a abordagem regional nos anos iniciais do ensino fundamental, no entanto, não é exigido dos estudantes o conhecimento técnico dos critérios de regionalização, mas sim o reconhecimento de uma região estabelecida, a parte de um todo. Um exemplo comum é a própria abordagem de regionalização brasileira, que, em nossa obra, ocorre no volume 4. Contudo, a noção regional de um fragmento do espaço é trabalhada ao longo dos anos escolares, obedecendo à evolução gradual do conhecimento e ao respectivo aumento do grau de dificuldade.
NATUREZA
O conceito de natureza está atrelado à Geografia desde sua constituição. Podemos identificá-lo em Alexander von Humboldt, o pioneiro nos estudos da natureza na Geografia. Tal qual ocorreu com todas as Ciências da Natureza, Humboldt foi notadamente influenciado pela Filosofia naturalista de Imannuel Kant (naturephilosophie). A formação naturalista do geógrafo alemão teve efeito decisivo na sistematização da Geografia como ciência e componente, pois Humboldt entendia a Geografia como uma ciência de síntese sobre o conhecimento da Terra (MORAES, Antonio Carlos Robert de. Geografia : pequena história crítica. 7. ed. São Paulo: Hucitec, 1987. p. 47).
Na observação e na percepção da paisagem à qual nossa obra dedica boa parte de seu escopo, o conceito de natureza aparece como retaguarda da percepção da paisagem natural, aquela que propomos introduzir na formação dos estudantes. Esse é um ensinamento que vem desde os tempos de Humboldt, que acreditava ser a observação da paisagem uma ferramenta de absorção do conhecimento e da educação, aquilo que designava “natureza-paisagem”. Nessa premissa consideramos, portanto, que a natureza é um componente indispensável para a compreensão do objeto máximo da Geografia: o espaço geográfico . Assim como não há espaço geográfico sem a sociedade, também não o há sem a natureza. É exatamente a combinação epistemológica desses dois conceitos que compõem a Geografia como ciência, o que, de resto, se confirma na BNCC:
Do mesmo modo, os tempos da natureza não podem ser ignorados, pois marcam a memória da Terra e as transformações naturais que explicam as atuais condições do meio físico natural. Assim, pensar a temporalidade das ações humanas e das sociedades por meio da relação tempo-espaço representa um importante e desafiador processo na aprendizagem de Geografia.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 361. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 7 set. 2025. Nesse diapasão, nossa obra construiu uma interação baseada nessa inseparabilidade entre sociedade e natureza, o amálgama da Geografia. Visamos conduzir o processo cognitivo nessa faixa etária de modo que os estudantes possam perceber como a sociedade intervém na natureza e a transforma, assim como as diversas possibilidades de seu uso, e pesar com responsabilidade os eventuais impactos ambientais das ações humanas na vida cotidiana e na exploração dos recursos naturais.
Grosso modo, para a Geografia não há natureza sem sociedade ou, segundo Milton Santos, “se um lugar não é fisicamente tocado pela força do ser humano, ele, todavia, é objeto de preocupações e de intenções econômicas ou políticas. Tudo hoje se situa no campo de interesse da história, sendo, desse modo, social” (SANTOS, Milton. Metamorfoses do espaço habitado São Paulo: Hucitec, 1988. p. 21).
PROPOSTA PEDAGÓGICA
Partindo do pressuposto de que o espaço geográfico é o objeto máximo de estudo da Geografia traduzida para o universo escolar, esta obra pautou-se por certa diversidade de escolas e pensamentos didático-pedagógicos que a caracterizaram por ampla pluralidade em sua proposta. Assim, ela permeia desde recursos tradicionais da relação ensino e aprendizagem até os mais atuais, que apostam essencialmente na autonomia dos estudantes, enaltecendo sempre a busca pela compreensão da interrelação entre os temas propostos e as aulas.
Em diversos momentos, há indicações no Livro do professor em U para que o professor aguarde a iniciativa dos estudantes durante uma atividade para, depois, encaminhar explicações e uma inserção mais assertiva no processo, como a observação prévia de uma paisagem em uma imagem do livro. Qual é a percepção dos estudantes diante de um quadro que contempla a natureza e a ação humana em um acontecimento simultâneo? Como eles sentem a priori os elementos da paisagem natural? E cultural?
Destarte, a descrença na rigidez de uma linha teórica única, esta obra foi inicialmente concebida considerando especialmente fontes, as quais, como sabemos, reorientaram as formas de ver e fazer educação, em que os estudantes deixam de ser passivos e mero receptores de conteúdos. Por suas características internas, os encaminhamentos desenvolvidos na obra que ora apresentamos dificilmente poderiam pressupor estudantes passivos.
Lançamos mão de vários recursos, como a apresentação de atividades de conhecimento prévio e questões disparadoras, em grupo, de pesquisa e de estímulo ao pensamento crítico; e do professor como mediador e planejador do processo de condução do conhecimento, considerando os aspectos culturais e os lugares de vivência dos estudantes.
No entanto, vale a ressalva de que dificilmente um único método guia uma obra didática, como já apontado anteriormente. Assim, esta obra considera o desenvolvimento ativo do conhecimento, e isso transparece no percurso das atividades, que ora são mais orientadas, ora estimulam mais a autonomia e a construção individual dos estudantes.
O protagonismo professor-estudantes-escola permeia toda nossa coleção, uma vez que essa interação deve sempre ser uma preocupação central na sala de aula e na escola. A busca de estratégias de aprendizagem precisa estar articulada ao processo cognitivo, e o livro didático é parte dessa interação comandada pelo professor.
A metodologia utilizada na obra não considera o conhecimento como algo predeterminado, embora estudiosos afirmem que 50% do aprendizado advenha da hereditariedade, os outros 50% provêm do convívio e do processo pedagógico (McGUINNESS, Diane. Cultivando um leitor desde o berço. Rio de Janeiro: Record, 2004).
Assim, o encaminhamento de uma construção gradual que respeita as etapas cognitivas dos estudantes e os considera sujeitos de sua aprendizagem é fundamental na relação ensino e aprendizagem. A organização da obra, das seções e das atividades buscou respeitar esses princípios metodológicos e apresentar encaminhamentos que valorizam a busca do conhecimento por parte dos estudantes a partir de vivências e interação.
Nos volumes que compõem esta obra, há encaminhamentos voltados para a ampliação gradual das escalas de análise e a inclusão de propostas de desenvolvimento de aprendizagem dos conceitos de paisagem, região, território, lugar e natureza. Essa evolução acompanha o processo de alfabetização do estudante. Um exemplo é a seção Meu vocabulário, que aparece regularmente.
Os volumes também propõem comparações dos fenômenos espaciais considerando a analogia e a assimetria dos lugares. Propostas direcionadas à localização e à orientação espacial permeiam todos os volumes. Dessa maneira, optamos por não explorar a Cartografia isoladamente, mas sim integrada a atividades e textos de forma que a linguagem cartográfica seja abordada em múltiplas formas, como croquis, plantas, cartas, mapas e, igualmente, no formato digital.
O professor perceberá que não só a alfabetização cartográfica é encaminhada, mas eventualmente há seções que abordam a própria história da cartografia, ou outras perspectivas de leitura cartográfica, como a etnocartografia, ou ainda a exploração de uma cartografia indígena com outras percepções de mapear e representar.
A nosso ver, o ensino de Cartografia de modo mais detalhado e técnico deve ser abordado nos anos finais do ensino fundamental. A alfabetização cartográfica foi prioritariamente expressa por meio de interações espaciais em que se propuseram atividades que visavam colocar os estudantes em contato com técnicas básicas, desde as primeiras representações espaciais, passando por mapas mentais, elaboração de desenhos de mapas, itinerários, leitura de fotografias aéreas, de imagens de satélites, de plantas, de croquis e de mapas temáticos, sempre buscando estabelecer uma gradação na complexidade cartográfica.
Em todos os volumes, há encaminhamentos voltados para o desenvolvimento das competências e habilidades pertinentes ao ensino da Geografia. Também há fidelidade aos principais temas e conceitos do componente, bem como aos diferentes níveis de complexidade.
O rigor didático presente em toda a obra pode ser visto nas páginas de abertura das unidades e dos capítulos. O trabalho com essas páginas estimula a participação dos estudantes por meio de imagens e questionamentos especialmente inseridos para ajudar o professor a conhecer o campo de experiência do grupo. Somente depois desse momento inicial, os livros abordam a temática conceitual envolvida no respectivo tema por meio de propostas de atividades, imagens e textos.
Em grande parte, o encaminhamento metodológico é fruto de uma vivência acadêmica e pedagógica dos autores, que absorveram e participaram da renovação do pensamento geográfico no Brasil nos anos 1990 e do próprio processo de reforma da educação em um híbrido com as determinações da BNCC, de 2018. No que diz respeito à Geografia, em muito as orientações do documento da BNCC coincidem com aquilo que pensamos, exemplificado nesta passagem da BNCC:
Nessa direção, a BNCC está organizada com base nos principais conceitos da Geografia contemporânea, diferenciados por níveis de complexidade. Embora o espaço seja o conceito mais amplo e complexo da Geografia, é necessário que os alunos dominem outros conceitos mais operacionais e que expressam aspectos diferentes do espaço geográfico: território, lugar, região, natureza e paisagem. O conceito de espaço é inseparável do conceito de tempo e ambos precisam ser pensados articuladamente como um processo. Assim como para a História, o tempo é para a Geografia uma construção social, que se associa à memória e às identidades sociais dos sujeitos.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 361. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 7 set. 2025.
AVALIAÇÕES
Consideramos a avaliação um processo, ou seja, um ato contínuo. Essa é a premissa que orienta as atividades da obra, levando em conta que o processo de avaliação é uma ferramenta de desenvolvimento do aprendizado, que auxilia os estudantes a avançarem no processo cognitivo. Por muito tempo, a avaliação foi entendida como sinônimo de prova. Entretanto, atualmente, sabemos que a prova é apenas um dos instrumentos avaliativos, mas não o único.
Olhar para a avaliação por esse viés nos permite considerá-la como ações didáticas que ocorrem em dimensões associadas, que se complementam ao longo do processo de ensino e aprendizagem que pode ser composto de diferentes durações. De maneira criteriosa, diagnósticas (aplicáveis para avaliar o conhecimento prévio dos estudantes); formativas , ou de processo (aplicadas no centro do processo com propostas de correções de rumos e remediações); e somativas , ou de resultados (recomendadas para o fim do processo da aprendizagem), configurando-se como caminho para o desenvolvimento cognitivo. Assim, contemplamos tanto o processo de aprendizagem como o do ensino.
Nesse contexto, esta coleção dedicou especial atenção ao processo avaliativo. O trabalho com a avaliação diagnóstica, por exemplo, pode ser desenvolvido por meio dos questionamentos propostos nas aberturas das unidades e dos capítulos. Sugerimos que, sempre que possível, o professor encaminhe variados instrumentos de avaliação com a perspectiva de orientar e reorientar a relação ensino e aprendizagem. Nela, o professor terá a oportunidade de aferir o conhecimento de seus estudantes diagnosticando o estágio do aprendizado de cada um no desenvolvimento esperado para aquele determinado ano do ensino.
Obviamente, o processo não se encerra aí e tampouco ficará restrito às avaliações mensais, bimestrais ou trimestrais. O professor poderá lançar mão de outras possibilidades de acordo com seu planejamento, tais como seminários, saraus, debates orais, provas, testes, ditados etc.
O professor contará, ao longo do volume e das práticas pedagógicas, com uma constante avaliação formativa e de processo de aprendizagem em relação aos conteúdos tratados por meio de momentos pedagógicos. Um exemplo é a seção Para rever o que aprendi ao final de cada unidade, configurando-se como uma avaliação somativa. Já a avaliação formativa vincula-se à seção O que e como avaliar no formato em U deste Livro do professor, em que as respectivas páginas poderão ser utilizadas para uma avaliação dos estudantes durante o processo de aprendizagem. Assim a coleção conta com estratégias de avaliação constantes, que visam monitorar o desempenho dos estudantes ao longo de todo o ano, e não apenas em momentos estanques. Por meio desses momentos avaliativos, distribuídos ao longo do processo de aprendizagem, constituindo um portfólio, é possível dar conta de praticamente todo o conteúdo abordado. Temos, portanto, diversos momentos intercalados de uma contínua avaliação processual, distribuídos ao longo do ano. Convém ressaltar, igualmente, que são sugeridas, ao longo desses momentos, estratégias de remediação e de retomada daquilo que, eventualmente, o professor percebeu que não foi bem consolidado, como forma de intervenção precoce.
Finalizando esse amplo leque de opções avaliativas gradativas, ao longo das páginas deste Livro do professor também são oferecidos momentos de ponderação e observação por meio de atividades.
A avaliação da aprendizagem deve estar coerente com toda a proposta pedagógica, com seu planejamento e com os objetivos pedagógicos. Essa preocupação didático-pedagógica insere-se em um contexto de educação que foge à visão dos estudantes como meros receptores de conteúdo.
Estudiosos do assunto, baseados em fundamentação científica, já mergulharam nele. Para Charles Hadji, por exemplo, uma avaliação deve ser definida por critérios claros, ou seja, deve ser criteriada para que se perceba mais evidentemente se os estudantes conseguiram atingir o objetivo com êxito. Hadji designa avaliação criteriada como “uma avaliação que aprecia um comportamento, situando-o [o estudante] em relação a um alvo (o critério, que corresponde ao objetivo a ser atingido)” (HADJI, Charles. Avaliação desmistificada. Porto Alegre: Artmed, 2001. p. 18).
Cipriano Luckesi também destaca a importância dos critérios para a avaliação da aprendizagem. Ele os define da seguinte maneira:
Critérios são os padrões de expectativa com os quais comparamos a realidade descrita no processo metodológico da prática da avaliação. Os critérios para o exercício da avaliação são definidos praticamente no seu planejamento, no qual se configuram os resultados que serão buscados com o investimento na sua execução. Os critérios que definem o que ensinar e o que aprender e a sua qualidade desejada determina o que e como avaliar na aprendizagem escolar.
LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem: componente do ato pedagógico. São Paulo: Cortez, 2011. p. 411.
Considerando tais aspectos e referenciais teórico-metodológicos, nossa obra oferece ao professor diversas possibilidades para avaliar os estudantes por meio de inúmeras atividades e exercícios distribuídos ao longo das unidades de todos os volumes. A intenção do professor é o que define sua função formativa. Contudo, nosso propósito é oferecer possibilidades para que tais atividades cumpram a função avaliativa ao longo do processo. O professor poderá escolher o momento e de que maneira aplicar tais instrumentos avaliativos.
EDUCAÇÃO INCLUSIVA: CONCEITO E CARACTERÍSTICAS
A educação inclusiva é uma abordagem educacional que busca garantir que todos os estudantes, independentemente de suas condições físicas, sensoriais, intelectuais, sociais ou culturais, tenham acesso à educação de qualidade no mesmo espaço escolar.
De acordo com a Política nacional de educação especial na perspectiva da educação inclusiva, publicada em 2008, trata-se de uma modalidade que perpassa todos os níveis e as etapas de ensino, assegurando a matrícula e a participação de todos os estudantes nos sistemas educacionais. Nessa perspectiva, “a educação inclusiva assume espaço central no debate acerca da sociedade contemporânea e do papel da escola na superação da lógica da exclusão” (BRASIL, Ministério da Educação. Política nacional de educação especial na perspectiva da educação inclusiva. Brasília, DF: Seesp, 2008. p. 1. Disponível em: https://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/ politicaeducespecial.pdf. Acesso em: 27 ago. 2025).
A política nacional abrange pessoas com deficiência, transtorno do espectro autista e altas habilidades/superdotação, com atendimento voltado às suas necessidades específicas.
Suas principais características incluem:
1) Acesso garantido: assegurar que todos frequentem a escola regular, evitando segregação ou atendimento isolado.
2) Participação efetiva : promover a interação e a cooperação entre todos os estudantes, inclusive na tomada de decisões sobre atividades e projetos.
3) Aprendizagem significativa: oferecer oportunidades reais de desenvolvimento cognitivo, social e emocional, respeitando ritmos e estilos de aprendizagem.
4) Flexibilidade pedagógica: adaptar métodos, conteúdos, tempos e recursos, para que os estudantes aprendam de diferentes maneiras.
5) Valorização da diversidade : reconhecer as diferenças como parte natural e positiva do ambiente escolar.
Esses princípios estão alinhados à Lei n o 13.146, de 2015, que instituiu a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), na qual se afirma que é “dever do Estado, da família, da comunidade escolar e da sociedade assegurar educação de qualidade à pessoa com deficiência, colocando-a a salvo de toda forma de violência, negligência e discriminação” (BRASIL. Lei n o 13.146, de 6 de julho de 2015. DOU , Brasília, DF, 7 jul. 2015. Disponível em: https://legislacao.presidencia.gov.br/ atos/?tipo=LEI&numero=13146&ano=2015&ato=c4aUTW65UNVpWT495. Acesso em: 27 ago. 2025).
Educação especial inclusiva e a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF)
A educação especial, quando integrada à perspectiva inclusiva, atua como suporte, e não como substituição do ensino regular. O Atendimento Educacional Especializado (AEE) é um recurso fundamental para complementar o trabalho realizado em sala de aula, garantindo que barreiras à aprendizagem sejam identificadas e superadas.
A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), da Organização Mundial da Saúde (OMS), oferece uma visão ampla dos estudantes, considerando não apenas diagnósticos médicos, mas também suas capacidades, limitações e o impacto do ambiente. Com a CIF, observa-se:
• o que os estudantes conseguem realizar de forma autônoma;
• o que os estudantes conseguem realizar com apoio do professor;
• o que os estudantes ainda não conseguem realizar.
Além disso, são identificadas barreiras (físicas, atitudinais e pedagógicas) e facilitadores (recursos, adaptações e apoio humano) que influenciam diretamente sua participação.
Essa abordagem evita rótulos e permite que as adaptações sugeridas nos materiais didáticos sejam direcionadas ao perfil de cada turma. Assim, o professor pode planejar atividades que realmente dialoguem com a realidade de cada estudante, evitando propostas genéricas que não respondem às necessidades do grupo.
Para que uma adaptação seja realmente eficaz, é fundamental que o professor reconheça em qual momento da aprendizagem os estudantes da educação especial se encontram. Isso significa observar não apenas o conteúdo que eles já dominam, mas também as habilidades que ainda estão desenvolvendo e aquelas que exigem mais apoio.
Em relação aos estudantes com deficiência intelectual, por exemplo, é necessário considerar possíveis defasagens e ajustar o planejamento para consolidar etapas anteriores da aprendizagem. Já para estudantes com altas habilidades/superdotação que apresentem avanços significativos em determinadas áreas, a sugestão é propor novos desafios com atividades extras que estimulem o raciocínio, a criatividade e a autonomia, evitando uma possível estagnação. Esse olhar individualizado possibilita adaptações que ampliam o potencial de cada estudante, garantindo que todos tenham oportunidades reais de progredir.
A importância da inclusão
A inclusão escolar é um direito garantido por tratados internacionais, como a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aderida pelo Brasil em 2008, e pela legislação brasileira, como a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, em 2015; no entanto, mais do que cumprir uma obrigação legal, incluir é um compromisso ético e social que transforma a escola em um espaço mais democrático e humano.
Escolas inclusivas preparam cidadãos capazes de conviver com a diversidade, respeitar diferentes formas de ser e aprender e contribuir para uma sociedade mais justa. Ao conviverem com colegas que têm necessidades educacionais especiais (NEE), os estudantes sem deficiência desenvolvem empatia, cooperação e habilidades de resolução de conflitos. Já os estudantes que são o público-alvo da educação especial inclusiva se beneficiam de relações sociais mais amplas e de expectativas de aprendizagem elevadas, que estimulam seu potencial.
A inclusão não é um ato pontual, mas um processo contínuo de transformação da cultura escolar, que exige reflexão, planejamento e abertura para mudanças.
Adaptações dos espaços de ensino e aprendizagem
Independentemente da infraestrutura disponível, é possível promover melhorias no ambiente físico para favorecer a inclusão:
• Mobiliário acessível: mesas e cadeiras adaptadas para diferentes necessidades, que podem ser confeccionadas ou ajustadas com o apoio da comunidade.
• Circulação livre : retirar obstáculos, facilitar o acesso a todos os espaços e prever áreas de apoio.
• Recursos visuais e táteis : mapas táteis, sinalização em braile, pictogramas e cores contrastantes para facilitar a orientação.
• Controle de estímulos: uso de cortinas, painéis acústicos ou espaços tranquilos para estudantes com sensibilidade sensorial.
• Áreas multifuncionais: espaços que permitam trabalho individual e em grupo, com flexibilidade para diferentes atividades.
Mesmo pequenas mudanças, como reorganizar a sala de aula para melhorar a circulação ou criar cantos temáticos de aprendizagem, podem gerar grande impacto na participação e no conforto dos estudantes.
Preparando o professor e a turma para o acolhimento
Para que a inclusão seja efetiva, é necessário preparar não apenas o espaço, mas também as pessoas. O professor, por estar em contato direto com a turma, precisa conhecer o histórico e as características de cada um, ouvindo a família e o próprio estudante. Ou seja:
• adaptar o planejamento considerando diferentes formas de acesso ao conteúdo;
• utilizar metodologias ativas que permitam múltiplas formas de participação e expressão;
• estimular a colaboração entre os colegas, criando um clima de apoio mútuo;
• promover rodas de conversa, atividades de sensibilização e trabalhos cooperativos com a turma, construindo uma cultura de respeito mútuo.
A preparação prévia reduz barreiras atitudinais e favorece relações mais positivas.
Envolvendo toda a comunidade escolar
A inclusão só é sustentável quando envolve toda a comunidade escolar: gestores, professores, estudantes, famílias e parceiros externos.
• Gestores: garantem formações, articulam recursos e lideram o processo de mudança.
• Famílias: compartilham informações sobre os estudantes e fortalecem a parceria escola-casa.
• Estudantes: aprendem a valorizar a diversidade e a colaborar com os colegas.
• Comunidade: pode apoiar com recursos, voluntariado e parcerias, como doações de materiais ou adequações físicas simples.
Essa rede de apoio amplia o alcance das ações inclusivas e fortalece o sentimento de pertencimento, essencial para que todos participem plenamente da vida escolar.
Adaptações como inspiração
As orientações e adaptações sugeridas neste Livro do professor foram elaboradas para inspirar, não para impor modelos fechados.
Cada estudante e cada escola têm realidades próprias, e é natural que uma sugestão tenha que ser modificada ou substituída por outra mais adequada ao contexto escolar. O mais importante é que o professor se sinta livre para criar e experimentar estratégias, buscando sempre ampliar a participação e a aprendizagem de todos. Mesmo quando não há recursos físicos ou tecnológicos disponíveis, a criatividade e o trabalho colaborativo entre docentes e a equipe escolar podem gerar soluções significativas.
TEXTOS PARA REFLEXÃO
TEXTO 1 — RACIOCÍNIO GEOGRÁFICO
Uma nova onda vem percorrendo os debates sobre a Geografia Escolar, tornando-se cada vez mais frequente, sobretudo na área que conhecemos como “Ensino de Geografia”. Refiro-me ao conceito ou ideia do raciocínio geográfico, apresentado ao mesmo tempo como substrato teórico e como finalidade da disciplina Geografia, no currículo padronizado nacional. As discussões em torno desse raciocínio têm acontecido de forma bastante circunscritas ao campo da Geografia — indo desde a sua problematização como conceito, até a sua validade no trabalho com a disciplina escolar, nas salas de aula.
Porém, se deslocarmos o ponto de observação, saindo dos debates teóricos da Geografia, para partirmos da análise das condições históricas e políticas da emergência do raciocínio geográfico como elemento central da proposta institucional para o trabalho de professores nas escolas, os termos do debate mudam. E essa mudança pode revelar aspectos importantes sobre as relações entre as políticas de educação, os projetos de sociedade e a inserção da Geografia nessas tensões.
[...]
Podemos começar a descrição pelo ano de 2017. Poderíamos voltar um pouco mais, seja para 1996, quando foi instituída a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB, Lei 9394/96), ou 2014, ano do Plano Nacional de Educação (PNE). A escolha por 2017 é porque dois fatos acontecidos nesse ano são emblemáticos para observarmos as transformações pelas quais vem passando a educação brasileira. No dia 08 de fevereiro daquele ano foi aprovada a Lei 13.415/17, de Reforma do Ensino Médio, no Congresso Nacional. Dois meses depois, no dia 06 de abril, foi entregue a proposta da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), ao Conselho Nacional de Educação, pelo Ministério da Educação. A partir desta data, foram realizadas audiências públicas sobre o tema e a versão final foi homologada em 14 de dezembro de 2018, pelo ministro da educação à época, Rossieli Soares.
Os dois textos normativos são visceralmente articulados, mas têm funções diferentes na composição no novo ordenamento da educação. A Reforma do Ensino Médio é uma Lei. Ela se insere no corpo da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB 9394/96), alterando, excluindo e inserindo novas regras nos sistemas educacionais do país. Financiamento público, organização curricular e trabalho docente, são alguns dos temas que as letras da Lei 13.415/17 redefinem. Por sua vez, a BNCC não é uma Lei, mas ganhou status de algo próximo a isto, uma vez que foi estabelecida nos termos da LDB.
[...]
[...] Essa é uma das razões pelas quais a confecção dos conteúdos de uma BNCC é sedutora para quem a realiza ou mesmo para quem dela simplesmente participa tangencialmente. No caso das disciplinas presentes na Base, como é o caso da Geografia, a inserção de uma temática ou de um conceito — como o raciocínio geográfico — no texto da disciplina, nesse documento curricular, tem incidência ao mesmo tempo sobre a educação básica e sobre as universidades.
A questão é que quando observamos as ações, as disputas e os agentes que têm habitado o campo educacional, percebemos que estamos em um contexto no qual o ordenamen-
to da educação brasileira, sobretudo a educação pública, vem sendo feito por instrumentos reguladores de diferentes formatos e alcances. Esses instrumentos se articulam com o objetivo de produzir um determinado formato de funcionamento dos sistemas, das escolas e... dos sujeitos. [...]
A noção de raciocínio geográfico, então, se afina perfeitamente a essas concepções, uma vez que o raciocínio é algo individual, e o seu desenvolvimento é uma questão operacional. A emergência de sujeitos capazes de operar essa forma “geográfica” de “raciocinar” funciona, então, como uma maneira de inserir a Geografia no contexto das novas demandas por subjetividades, por um lado. Por outro, posiciona a Geografia, como ciência, em uma modalidade com base em aspectos cognitivos, onde o conhecimento passa a ser entendido como um objeto ou como fenômenos inerentes aos sujeitos e não como algo produzido socialmente e de forma relacional.
[...]
O fato de o raciocínio geográfico estar presente em uma base curricular nacional é algo que deve ser levado em conta quando o analisamos, ou quando produzimos debates acerca do conceito. De alguma forma, assim como os conceitos anteriormente discutidos, ele passa a funcionar de alguma forma como ideologia e como linguagem. Não é exagero afirmar esse viés. Afinal, estamos falando de um conceito que está sendo proposto como central na produção de visões de mundo e formas de ver o mundo e de se ver.
Além disso, no jogo do arranjo das disciplinas que são apresentadas dentro de uma perspectiva não disciplinar, mas por áreas, o destaque para um conceito operacional tende a esvaziar de sentidos a Geografia como ciência no sentido amplo, conferindo a ela um caráter acessório aos pressupostos e finalidades da Base.
[...]
O destaque ao raciocínio geográfico, no texto da BNCC, não diz respeito apenas a uma escolha do conteúdo a ser ensinado. Envolve questões como a relação entre a Geografia escolar e Geografia acadêmica-universitária, assim como incide sobre os contornos da docência como profissão e a formação desse profissional.
[...]
[...] A emergência de um conceito que se impõe primeiro como operacional, ainda que envolva dimensões teóricas com a ciência geográfica, reconfigura as atribuições da docência em Geografia, produzindo desdobramentos não só no trabalho, como na formação docente [...].
[...]
O raciocínio geográfico, nesse contexto, assume um papel de definição da docência, articulada às demandas dos agentes que produzem e imprimem tais reformas. Discutir o conceito à luz da Geografia, em suas raízes ou implicações epistemológicas e metodológicas, por exemplo, é um caminho importante. Porém, talvez seja necessário, no momento, analisar os seus significados para além da Geografia, a partir das escolas e dos profissionais que nelas produzem Geografias.
MARQUES, Roberto. Raciocínio geográfico, Base Nacional Comum Curricular e docência. Giramundo, Rio de Janeiro, v. 9, n. 18, p. 37-46, 2022.
TEXTO 2 — DEFINIR O LUGAR
Nas Ciências Humanas e na geografia, em particular, o problema da redefinição do lugar emerge como uma necessidade diante do esmagador processo de globalização, que se realiza, hoje, de forma mais acelerada do que em outros momentos da história. Nesse contexto, é possível ainda pensar o lugar enquanto singularidade? O lugar é uma noção que e se desfaz e se despersonaliza diante da massacrante tendência ao homogêneo, num mundo globalizado? Ou lugar ganha uma outra dimensão explicativa da realidade como, por exemplo, “enquanto densidade comunicacional, informacional e técnica”, como afirma Milton Santos?
Há hoje um debate muito profícuo sobre o sentido da noção de lugar. Podemos iniciar com a reflexão com Milton Santos que afirma que existe uma dupla questão no debate sobre o lugar. O lugar visto “de fora” a partir de sua redefinição, resultado do acontecer histórico e o lugar visto de “dentro”, o que implicaria a necessidade de redefinir seu sentido. Para o Autor o lugar poderia ser definido a partir da densidade técnica (que tipo de técnica está presente na configuração atual do território), a densidade informacional (que chega ao lugar tecnicamente estabelecido), a ideia da densidade comunicacional (as pessoas interagindo) e também em função de uma densidade normativa (o papel das normas em cada lugar como definitório). A esta definição seria preciso acrescentar a dimensão do tempo em cada lugar que poderia ser visto através do evento no presente e no passado. Acredito, no entanto, que podemos acrescentar ao que foi dito pelo professor o fato de que há também a dimensão da história que entra e se realiza na prática cotidiana (estabelecendo um vínculo entre o “de fora” e o “de dentro”), instala-se no plano do vivido e que produziria o conhecido reconhecido, isto é, é no lugar que se desenvolve a vida em todas as suas dimensões. Também significa pensar a história particular de cada lugar se desenvolvendo ou melhor se realizando em função de uma cultura/tradição/língua/hábitos que lhe são próprios, construídos ao longo da história e o que vem de fora, isto é o que se vai construindo e se impondo como consequência do processo de constituição do mundial. Mas o que ligaria o mundo e o lugar?
O lugar é a base da reprodução da vida e pode ser analisado pela tríade habitante — identidade — lugar. A cidade, por exemplo, produz-se e revela-se no plano da vida e do indivíduo. Este plano é aquele do local. As relações que os indivíduos mantêm com os espaços habitados se exprimem todos os dias nos modos do uso, nas condições mais banais, no secundário, no acidental. É o espaço passível de ser sentido, pensado, apropriado e vivido através do corpo.
Como o homem percebe o mundo? É através de seu corpo, de seus sentidos que ele constrói e se apropria do espaço e do mundo. O lugar é a porção do espaço apropriável para a vida — apropriada através do corpo — dos sentidos — dos passos de seus moradores, é o bairro, é a praça, é a rua, e nesse sentido poderíamos afirmar que não seria jamais a metrópole ou mesmo a cidade latu sensu a menos que seja a pequena vila ou cidade — vivida/conhecida/reconhecida em todos os cantos. [...]
A tríade cidadão-identidade-lugar aponta a necessidade de considerar o corpo, pois é através dele que o homem habita se apropria do espaço. A nossa existência tem uma corporeidade pois agimos através do corpo. Ele nos dá acesso ao mundo [...] é o nó vital, imediato visto, pela sociedade como fonte e suporte de toda cultura. Modos de aproximação da realidade, produto modificado pela experiência do meio, da relação com o mundo, relação múltipla de sensação e de ação, mas também de desejo e, por consequência, de XXVII
identificação com a projeção sobre o outro. Abre-se aqui, a perspectiva da análise do vivido através do uso, pelo corpo.
Por outro lado, a metrópole não é “lugar”, ela só pode ser vivida parcialmente, o que nos remeteria à discussão do bairro como o espaço imediato da vida das relações cotidianas mais finas — as relações de vizinhança, o ir às compras, o caminhar, o encontro dos conhecidos, o jogo de bola, as brincadeiras, o percurso reconhecido de uma prática vivida/ reconhecida em pequenos atos corriqueiros, e aparentemente sem sentido que criam laços profundos de identidade, habitante-habitante, habitante-lugar. São os lugares que o homem habita dentro da cidade que dizem respeito a seu cotidiano e a seu modo de vida, onde se locomove, trabalha, passeia, flana, isto é, pelas formas através das quais o homem se apropria e que vão ganhando o significado dado pelo uso. Trata-se de um espaço palpável — a extensão exterior, o que é exterior a nós, no meio do qual nos deslocamos. Nada também de espaços infinitos. São a rua, a praça, o bairro — espaços do vivido, apropriados através do corpo — espaços públicos, divididos entre zonas de veículos e a calçada de pedestres dizem respeito ao passo e a um ritmo que é humano e que pode fugir aquele do tempo da técnica (ou que pode revelá-la em sua amplitude). É também o espaço da casa e dos circuitos de compras dos passeios etc.
Os percursos realizados pelos habitantes ligam o lugar de domicílio aos lugares de lazer, de comunicação, mas o importante é que essas mediações espaciais são ordenadas segundo as propriedades do tempo vivido. Um mesmo trajeto convoca o privado e o público, o individual e o coletivo, o necessário e o gratuito. Enfim o ato de caminhar é intermediário e parece banal — é uma prática preciosa porque pouco ocultada pelas representações abstratas; ela deixa ver como a vida do habitante é petrificada de sensações muito imediatas e de ações interrompidas. São as relações que criam o sentido dos “lugares” da metrópole. Isto porque o lugar só pode ser compreendido em suas referências, que não são específicas de uma função ou de uma forma, mas produzidos por um conjunto de sentidos, impressos pelo uso.
CARLOS, Ana F. A. O lugar no/do mundo. São Paulo: FFLCH, 2007. p. 17-18.
TEXTO 3 — A LINGUAGEM CARTOGRÁFICA NA FORMAÇÃO DO PENSAMENTO GEOGRÁFICO
A realização, pelo professor, de um trabalho sistemático voltado ao ensino de Geografia é uma tarefa urgente e complexa. Há, atualmente, entre os teóricos um esforço em demonstrar a especificidade da Geografia, uma forma própria de ver e compreender o mundo (Gomes, 2017), além de orientar o professor a agir de modo a evidenciar o papel da Geografia para a compreensão da realidade e para o exercício da cidadania.
No ensino da Geografia, Cavalcanti (2019, 2021) destaca a importância da formação do Pensamento Geográfico, uma forma de pensar o espaço geográfico fundamentada em conceitos, raciocínios, e métodos, expressos por meio da linguagem e destinada ao público escolar. Trata-se da capacidade de apreender os fatos, fenômenos e acontecimentos em sua espacialidade (espaços absoluto, relativo e relacional); ou seja, responder às perguntas onde? por que aí? como é esse lugar? por meio de um trabalho sistemático com conceitos, raciocínios e linguagem, efetivando-se análises e sínteses geográficas.
Há, portanto, uma gama de variáveis a serem consideradas nos processos de ensino e
aprendizagem que demandam conhecimentos de diferentes campos do saber, tais como de Geografia e sua linguagem fundamental (a Cartografia) e a Didática de Geografia.
Para Cavalcanti (2019), o espaço geográfico é o conceito chave da Geografia e os conceitos estruturantes são, entre outros, paisagem, lugar, território, escala e natureza. Já os conceitos analíticos incluem as práticas espaciais passíveis de ser apreendidas, por exemplo, por meio de rugosidades, de suas funções, de sua estrutura e dos processos que as criaram. Esse processo de apreensão ocorre mediante o exercício de raciocínios geográficos, formulados em estreita correlação com princípios básicos da Geografia tais como os de localização, distribuição, extensão, analogia, causalidade e conectividade, etc.; os quais podem ser operados por meio da observação, da descrição, da explicação, da representação, etc. (Moraes, 2018; Cavalcanti, 2019).
Mediante o uso da linguagem gráfica, notadamente dos mapas temáticos, cartogramas, cartas topográficas, modelos tridimensionais, mapas mentais, globos, entre outros, acredita-se que é possível fomentar a formação do pensamento geográfico. Porém, como todos os campos de conhecimento, este também está eivado de questionamentos, especialmente considerando a efetividade da Cartografia como uma linguagem para ensinar Geografia.
[...]
Sendo o mapa uma representação, ele apresenta o espaço apenas sob alguns aspectos, visto que é impossível fazê-lo em sua totalidade. Trata-se de um elemento de mediação entre o que poderíamos chamar de realidade e uma mente consciente que demanda compreensão. O mapa pode desencadear processos cognitivos e intelectivos que desenvolverão o pensamento, ou caso não seja compreendido, seja pela ausência de capacidade perceptiva ou interpretativa do leitor, ou pela falta de habilidade de quem o elaborou, ou ambas; é bem provável que nesses casos o mapa se torne um mero sinal sem sentido. Ou seja, a depender de como o mapa foi construído e das possibilidades de leitura e interpretação, ele poderia promover a formação do pensamento geográfico. Assim, o mapa, um signo que expressa uma mensagem em potencial, não pode ser encarado como mero veículo de informação, uma vez que não apenas o produtor, mas também o leitor do mapa possui papel ativo na construção de significados.
Conforme uma das classificações adotadas por Peirce (1999), o mapa pode ser entendido como um diagrama; ou seja, um signo do tipo ícone, dada sua similaridade com o objeto representado, que pressupõe algumas possibilidades de uso. O diagrama pode também ser considerado como uma imagem visual similar ao objeto representado (o espaço), composta por linhas, por uma sequência de signos, ou ainda de natureza mista, que pode ser associada à descoberta de relações e que tem o poder de revelar informação através de algum procedimento acompanhado de observação.
CAVALCANTI, Lana de Souza; MORAES, Loçandra Borges de. A linguagem cartográfica na formação do pensamento geográfico: proposições teórico-metodológicas e práticas fundamentadas na teoria do ensino desenvolvimental. Revista Brasileira de Educação em Geografia, v. 13, n. 23, p. 7-11, 2023.
TEXTO 4 — O CONCEITO DE TERRITÓRIO
Território é uma porção do espaço geográfico que coincide com a extensão espacial da jurisdição de um governo. Ele é o recipiente físico e o suporte do corpo político organizado sob uma estrutura de governo. Descreve a arena espacial do sistema político desenvolvido
em um Estado nacional ou uma parte deste que é dotada de certa autonomia. Ele também serve para descrever as posições no espaço das várias unidades participantes de qualquer sistema de relações internacionais. Podemos, portanto, considerar o território como uma conexão ideal entre espaço e política. Uma vez que a distribuição territorial das várias formas de poder político se transformou profundamente ao longo da história, o território também serve como uma expressão dos relacionamentos entre tempo e política.
[...]
O território consiste, é claro, de componentes materiais ordenados no espaço geográfico de acordo com certas leis da natureza. Entretanto, seria ilusório considerar o território como uma dádiva divina e como um fenômeno puramente físico. Os componentes naturais de qualquer território dado foram delimitados pela ação humana e são usados por um certo número de pessoas por razões específicas, sendo tais usos e intenções determinados por e pertencentes a um processo político. Território é um conceito gerado por indivíduos organizando o espaço segundo seus próprios objetivos.
Na teoria política, o território parece ter sido um termo utilizado nas línguas europeias desde o século XIV para definir primeiramente a jurisdição ou até mesmo a órbita econômica de unidades governamentais, tais como cidades livres, feudos ou reinos. O papel do conceito de território alterou-se ao longo dos séculos. De certa forma, pode-se afirmar que o conceito existiu desde muito antes do século XIV e adquiriu mais significado desde então. No tempo em que vivemos, esse conceito está passando por uma modificação substancial que deve expressar alterações mais profundas que vêm ocorrendo nas questões da política. Cientistas políticos e geógrafos ainda despenderam pouco tempo analisando esse conceito: o território foi presumido como um atributo por si só evidente das instituições governamentais estabelecidas. Uma vez que nossas disciplinas estão se tornando cada vez mais preocupadas com a teoria geral e com o significado abstrato das noções com as quais estivemos mexendo brincando, o momento parece oportuno para examinar o que esse conceito significou. Entretanto, vale apontar que a pesquisa sobre a natureza do conceito de território tem preocupado os juristas, particularmente aqueles especializados em Direito Internacional e Constitucional. De fato, a noção moderna de soberania dificilmente pode ser compreendida e aplicada sem a definição de seu sustentáculo territorial. Os juristas têm considerado o território como um conceito conveniente, apesar da difícil definição. Advogados internacionais normalmente concordam que o exercício de um direito tal como o da soberania territorial não pode ser presumido “sem manifestações concretas” (Huber, 1928), e que estas devem acontecer no espaço geográfico [...].
[...]
Território é um conceito político e geográfico, porque o espaço geográfico é tanto compartimentado quanto organizado através de processos políticos. Uma teoria política que ignora as características e a diferenciação do espaço geográfico opera no vácuo. Se as ideias não são necessariamente enraizadas ou situadas no espaço, o fenômeno material e a ação política aos quais essas ideias concernem devem ser localizados em algum lugar do espaço geográfico. Somos lembrados da observação de Aristóteles, em sua obra “Física”, que “o que não está em nenhum lugar não existe”. Essa alegação é amplamente apoiada pela história do conceito territorial. Para os propósitos dessa discussão, proponho que a definição de território oferecida no primeiro parágrafo deste artigo possa ser aceita, desde que o espaço geográfico seja descrito conforme sugerido. Muita história política evoluiu em torno da interpretação de qual deveria ser o melhor uso e extensão de território possível atribuído aos vários povos.
GOTTMANN, Jean. A evolução do conceito de território. Boletim Campineiro de Geografia, Campinas, v. 2, n. 3, p. 523-526, 2012.
TEXTO 5 — O TRABALHO DE CAMPO COMO PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO: CONTRIBUIÇÕES METODOLÓGICAS À PRÁXIS
GEOGRÁFICA
Não é nenhuma novidade afirmar que a Geografia utiliza-se de diferentes estratégias para produzir conhecimento, que expressam distintos métodos e leituras de mundo, conformando um corpo teórico diverso, por vezes contraditório e de difícil apreensão (problemático). Os trabalhos de campo têm um papel de destaque e são práticas presentes desde perspectivas tradicionais da Geografia, revigoradas por novas influências.
Os trabalhos de campo são heranças do fazer da Geografia Clássica. Como destaca Claval (2013), com o advento da Geografia moderna (séc. XIX), passou-se a valorizar a experiência direta do pesquisador e, assim, a contrapor uma Geografia mais antiga sustentada, essencialmente, nos arquivos de viagem e dos documentos deles provenientes (mapas, entre outros). Parte essencial do que constitui o corpo teórico da Geografia Clássica e suas respectivas inovações advém da apreensão direta do mundo propiciada pelos trabalhos de campo.
Para além desse ponto de partida, podemos destacar que os trabalhos de campo se mantêm como uma continuidade no modo de produzir conhecimentos, ou seja, uma estratégia necessária para o desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa e extensão. Assim, os métodos positivistas, neopositivista, dialético, fenomenológico e hermenêutico valorizam os trabalhos de campo, a seus modos e com diferentes intensidades (Silva, 2011; Suertegaray, 2002). Por distintas apropriações, é recorrente identificarmos os trabalhos de campo como estratégias para elaboração de conhecimentos, de produção e de comprovação de teorias.
Eles são, portanto, continuidades na trajetória da Geografia, que crescem em complexidade e diversidade na medida em que a sociedade se transforma. A referida continuidade não significa exclusividade. Ou seja, única forma possível de conhecer, uma vez que a realidade acadêmica e escolar, os currículos universitários e da Educação Básica indicam que é possível desenvolver práticas e estudos sem a interação direta com o mundo, valorizando documentações (estatísticas, cartográficas, etc.), estudos bibliográficos, livros didáticos, recursos audiovisuais, entre outros recursos e estratégias.
Contudo, abdicar completamente dos campos nos processos de produção de conhecimento geográfico pode gerar distanciamentos com a multidimensionalidade das relações espaciais. Como afirma Suertegaray (2002, p. 03), “[...] ir ao campo (mundo) é necessário”, especialmente, em tempos em que reconhecer a realidade torna-se fundamental, frente à intensificação de embates acerca das representações, por vezes visões ingênuas, evocadas do espaço e da aceleração das inter-relações da socionatureza.
[...]
Em nossa leitura, o trabalho de campo constitui-se como uma atividade individual ou em grupo que (1) visa à construção de um determinado conhecimento ou experiência, fazendo parte de (2) uma etapa em um processo mais abrangente de pesquisa, ensino e/ ou extensão. Trata-se de uma práxis (3) orientada por referenciais filosóficos/epistemológicos que necessita da delimitação de um (4) objeto de conhecimento. Tem como (5) locus de realização o mundo, promovendo a (6) interação com sujeitos e fenômenos espaciais. Os trabalhos de campo efetivam-se por meio de (7) estratégias de mediação e métodos e demandam (8) sistematização, reflexão e avaliação. [...]
[...]
O trabalho de campo deve questionar o observador e o observado. Sair dele indiferente significa que a atividade foi realizada de maneira muito distante de seu objetivo. O percurso que apresentamos reafirma a importância dos trabalhos de campo [...].
[...]
Quadro 1: Síntese para organização e efetivação do trabalho de campo
TRABALHO DE CAMPO: TRÊS DIMENSÕES DA PRÁXIS
a) A produção de conhecimento
• A prática que propomos está orientada a partir de quais referenciais filosóficos/ epistemológicos?
• Como determinada proposta de trabalho de campo está articulada a outras etapas da produção de conhecimento? (trabalho exploratório; pesquisa-ação; constatação de ideias; acompanhamento de fenômenos etc.)
• Qual é a caracterização e a relação entre sujeitos-objetos na pesquisa, ensino e/ou extensão?
b) A concepção do campo
• O que se pretende descobrir, verificar e/ou constatar?
• Quais “coisas”, fenômenos, instituições, sujeitos e/ou grupos sociais se pretende conhecer, identificar, observar e/ou interagir?
• Quais são as teorias e/ou conceitos que serão mobilizados?
• Quais são os recursos (transporte, alimentação, hospedagem, etc.) que dispomos?
• Onde ir? Por que essa escolha? Qual conhecimento prévio eu tenho da área?
• Como e quando ir?
• O trabalho de campo promoverá interações com o que ou com quem?
• Disponho de intermediários para alcançar o público-alvo ou área de estudos?
• Quem serão os sujeitos com os quais iremos interagir?
• Quem podemos convidar para contribuir com o trabalho de campo?
• Quais são os riscos envolvidos aos participantes na prática de campo? E como podemos solucioná-los?
c) O campo na prática
• Quais são os métodos, técnicas e procedimentos que pretendo utilizar?
• Tenho domínio dessa técnica?
• O planejamento foi feito prevendo detalhes e imprevistos?
• O que levar? Quais são os instrumentos/equipamentos necessários?
• Disponho de todos os materiais de apoio (cartas, mapas, GPS etc.)?
• Como serão realizados os registros? De que modo podemos realizar a sistematização/“tratamento” daquilo que registramos?
• Quais serão os “produtos” do campo?
• O que pode ser diferente em outra edição do trabalho de campo?
• Como avaliar os processos de ensino e se houve aprendizagem?
• Quais são as devolutivas para os sujeitos e/ou grupos que colaboraram com o trabalho de campo?
[...]
O trabalho de campo deve questionar o observador e o observado. Sair dele indiferente significa que a atividade foi realizada de maneira muito distante de seu objetivo. O percurso que apresentamos reafirma a importância dos trabalhos de campo na trajetória dos estudos geográficos e a construção de propostas crítico-transformadoras diante dos desafios impostos pela falta de fomento. Essa prática não é um mero ato de aproximação com a realidade. A concepção e sua efetivação são desenvolvidas à luz de uma série de princípios e compromissos.
O campo exige posicionamentos de seus proponentes, pois se trata de uma estratégia intencional, que revela aquilo que é a Geografia e para que ela serve. Assim, não pode ser concebido como uma atividade meramente lúdica. Ele está vinculado a uma concepção de ciência, de ensino, pesquisa e extensão. Conceber essa prática é fazer escolhas em meio uma ampla diversidade de possibilidades.
Os campos têm significativa importância para a produção de conhecimentos geográficos. Contribuem para uma interação particular entre teoria e prática, garantindo autenticidade às observações e experiências, possibilitando novas teorias e descobertas, colocando-as à prova. Tais práticas são produtos e produtoras do conhecimento, uma vez que envolvem uma atitude investigativa com reflexão e intervenção da/na realidade estudada. Por isso, defendemos que trabalho de campo é práxis.
Por meio dos trabalhos de campo podemos evidenciar a complexidade do espaço, sendo importante artifício na superação das ambiguidades e dicotomias da Geografia. Trata-se de uma ação reveladora das desigualdades espaciais (e sociais), portanto, potencializadora da formação do cidadão ao proporcionar leituras mais críticas do mundo.
KOZENIESKI, Éverton de M.; LINDO, Paula V. de F.; SOUZA, Reginaldo J. de. O trabalho de campo como produção de conhecimento: contribuições metodológicas à práxis geográfica. Revista Brasileira de Educação em Geografia, Campinas, v. 11, n. 21, p. 6-20, jan./dez. 2021.
PLANEJAMENTO
O planejamento é parte fundamental da transformação do currículo em práticas significativas. Por meio dele é possível garantir a intencionalidade pedagógica em cada momento, desde a gestão do tempo diário (rotina) até a construção progressiva do conhecimento (sequência didática). Um planejamento eficaz permite ao educador organizar os conteúdos e prever os recursos necessários. Essas providências otimizam o tempo e facilitam a avaliação, além de conferir previsibilidade e segurança ao ambiente de aprendizagem, potencializando o engajamento e a reflexão crítica dos estudantes.
A seguir, apresentamos dois modelos de matrizes de planejamento. O primeiro é focado na rotina diária; o segundo estrutura sequências didáticas.
MATRIZ DE PLANEJAMENTO DE ROTINA
Planejamento de rotina
diária
Acolhida Receber os estudantes; registrar a data e a rotina do dia; conversar brevemente sobre novidades, acontecimentos ou combinados.
Discussão inicial
Desenvolvimento das aulas
Propor uma questão instigante relacionada ao tema da aula ou a acontecimentos do cotidiano. Estimular argumentação, escuta e respeito às opiniões. Pode ser em roda ou em pequenos grupos.
Desenvolvimento do conteúdo planejado, das propostas interdisciplinares, lúdicas e complementares.
Intervalo/lanche Pausa para alimentação e recreação.
Desenvolvimento das aulas
Fechamento
Desenvolvimento do conteúdo planejado, das propostas interdisciplinares, lúdicas e complementares.
Síntese das aprendizagens: o que foi descoberto, quais dúvidas surgiram, como aplicar no cotidiano. Espaço para reflexão crítica e registro final.
Planejamento de rotina de aula
Modelo de rotina considerando dois períodos de aula (90 minutos).
Momento inicial, buscando o engajamento do estudante por meio de uma proposta afetiva.
Aquecimento (5 min)
Apresentação (20 min)
Possibilidade de recursos: cartaz, imagem, vídeo curto, podcast, contação de história, execução de atividade manual (dobradura, desenho), resolução de problema, jogo, brincadeira, passeio pela escola, reflexão.
Início da aula. Apresentação da temática/conteúdo a ser desenvolvida. Recursos
Para aprendizagem ativada pelo estímulo auditivo: conversa, música, leitura oral, sons. Para aprendizagem ativada pelo estímulo visual: vídeo, cartaz, mapa visual, imagens, brinquedo, livro, leitura silenciosa, uso de gestos.
Para aprendizagem ativada pelo estímulo cinestésico: massa de modelar, colagem, escrita, maquetes, desenhos, práticas em outros espaços, uso do corpo.
Desenvolvimento (20 a 30 min)
Propostas orais e escritas, com sistematização das aprendizagens de modo individual, em dupla ou coletivo.
Sistematização (15 min) Registro das aprendizagens.
Encerramento (10 min)
Autoavaliação (10 min)
Revisão do conteúdo com perguntas, debates ou atividades criativas (diário de bordo, quiz, dramatização, jogo etc.).
Reflexão acerca das atitudes e aprendizagens do dia.
MATRIZ DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA
Identificação
Título da sequência didática. Turma em que será aplicada.
Conteúdo principal a ser explorado. Pode ser, também, um objeto de conhecimento da BNCC ou um capítulo/parte do livro didático.
Objetivo geral e objetivos específicos (por aula), bem como justificativa pedagógica.
Competências, habilidades, Temas Contemporâneos Transversais (TCTs).
Materiais e recursos utilizados em toda a sequência, como as páginas do livro didático, itens de papelaria, equipamentos digitais, autorizações dos familiares, entre outros.
Também é importante considerar possíveis adaptações para estudantes com diferentes necessidades de aprendizagem.
Pré-requisitos Conhecimentos prévios esperados dos estudantes.
Apresentação Sensibilização para o tema.
Aulas
Desenvolvimento da sequência didática. A quantidade varia de acordo com a proposta.
Conclusão Discussão entre os estudantes e apresentação dos resultados.
Avaliação
Observações gerais
Verificação da aprendizagem e dos objetivos de aprendizagem atingidos.
Espaço para o registro do professor.
QUADRO PROGRAMÁTICO
UNIDADE 1 – O QUE É PAISAGEM?
CAPÍTULO 1 –DIFERENTES
PAISAGENS
Paisagens naturais e seus elementos
Paisagens humanizadas e seus elementos
Vamos ler
Memórias de um caminho
Vamos escrever
Memórias do meu caminho
Cidadania
Paisagens e os nossos hábitos
Planos da paisagem
Paisagem de perto e de longe
CAPÍTULO 2 – VER E REPRESENTAR
PAISAGENS
Paisagens e pontos de vista
Tecnologia no dia a dia
Imagens aéreas
De olho no mapa!
Maquete, uma representação da paisagem
Diálogos •
Matemática
Da maquete ao croqui
UNIDADE 1 – CAMPO E CIDADE
CAPÍTULO 1 – INTERAÇÃO
CAMPO-CIDADE
Caminhos da produção
Tecnologia no dia a dia
Comunicação
Cidadania
Consumo consciente
CAPÍTULO 2 –MAPEAMENTO DOS LUGARES
Linguagem dos mapas
Vamos ler
Lendo um mapa
Vamos escrever
Elaborando um mapa
Direções cardeais
De olho no mapa!
Localizar elementos com as direções cardeais
Elementos do mapa
Escala
Diálogos • História
Terras indígenas e comunidades remanescentes de quilombos
UNIDADE 1 – POPULAÇÃO NO MUNDO E NO BRASIL
CAPÍTULO 1 –POPULAÇÃO
População mundial
População em movimento
Quantos somos
Crescimento da população brasileira
Migração no Brasil
Tecnologia no dia a dia
Crianças e pessoas idosas no Brasil
CAPÍTULO 2 – POVO
BRASILEIRO
Nossas raízes indígenas
De olho no mapa!
Cartografia indígena
Vamos ler
Indígenas nas cidades
Vamos escrever
Indígenas nas aldeias
Nossas raízes africanas
Cidadania
Abaixo o preconceito!
Contribuições europeia e asiática
Diálogos • História
Quilombo dos Palmares
UNIDADE 2 – TRANSFORMAÇÕES
NAS PAISAGENS
CAPÍTULO 1 –SER HUMANO E PAISAGENS
Mudanças nas paisagens
Vamos ler
Mudanças ao longo do tempo
Vamos escrever
Paisagens que se transformam
Exploração dos recursos naturais
De olho no mapa!
Uma represa vista do alto
Cidadania
Recuperação de florestas
Diálogos • Ciências da Natureza
Efeitos do reflorestamento no ambiente
CAPÍTULO 2 –NATUREZA E PAISAGENS
Ação das águas nas paisagens
Ação da luz solar nas paisagens
Tecnologia no dia a dia
Registro de mudanças na paisagem
Ação do vento nas paisagens
Diálogos • Arte
Uma imagem, duas paisagens
UNIDADE 2 - MUNICÍPIO
CAPÍTULO 1 – O QUE É MUNICÍPIO
Divisão administrativa
De olho no mapa!
Da imagem de satélite para o mapa
Municípios brasileiros
Diálogos • História
Fundação de um município
CAPÍTULO 2 –POPULAÇÃO DO MUNICÍPIO
Viver em outro lugar
Vamos ler
História de uma cidade
Vamos escrever
Contando histórias
Gestão do município
Cidadania
Conselhos Municipais
Tecnologia no dia a dia
Áreas de atuação dos Conselhos Municipais
UNIDADE 2 – TRABALHO E CONDIÇÃO SOCIAL
CAPÍTULO 1 –TRABALHO E SETORES DA ECONOMIA
Setor primário
Setor secundário
Setor terciário
Tecnologia no dia a dia
Trabalho infantil não é legal
Trabalho ao longo do tempo
Mulheres no mercado de trabalho
De olho no mapa!
Ocupação das mulheres
CAPÍTULO 2 – DESIGUALDADES NO BRASIL
Riqueza e pobreza
Cidadania
Acesso à educação
Desenvolvimento humano
Vamos ler
Aprendendo a ser cidadão
Vamos escrever
Diferenças e semelhanças
Diálogos • Matemática
Educação, trabalho, gênero e renda no Brasil
UNIDADE 3 – PAISAGENS DO CAMPO E DA CIDADE
CAPÍTULO 1 –PAISAGENS DO CAMPO
De olho no mapa!
Paisagens do campo vistas do alto
Transformações nas paisagens do campo
O que é produzido no campo
Vamos ler
Brincadeiras de um povo indígena
Vamos escrever
Minhas brincadeiras
CAPÍTULO 2 –PAISAGENS DA CIDADE
Cidade e diversidade cultural
Cidadania
Espaços de convivência
Tecnologia no dia a dia
Comércio virtual
Diálogos • História
Transformação da tecnologia no campo
UNIDADE 3 – BRASIL E SUAS REGIÕES
CAPÍTULO 1 – TERRITÓRIO BRASILEIRO
Um país continental
Tecnologia no dia a dia
Crescimento da população
República
Federativa do Brasil
Quem governa o Brasil?
Unidades Federativas
Cidadania
Brasília, patrimônio cultural da humanidade
Formação do território brasileiro
De olho no mapa!
Tesouro dos mapas
UNIDADE 4 – IMPACTOS NO AMBIENTE UNIDADE 4 – A
CAPÍTULO
1 – IMPACTOS
AMBIENTAIS NO CAMPO
Desmatamento
Degradação dos solos
Tecnologia no dia a dia
Agricultura de precisão
Importância da água
Evitando o desperdício de água
Extrativismo predatório
Orgânicos: opção de baixo impacto
CAPÍTULO
2 – IMPACTOS
AMBIENTAIS NA CIDADE
Poluição de rios na cidade
Emissão de gases
De olho no mapa!
Planta cartográfica
O que é jogado fora
Cidadania
Compostagem
Vamos ler
Recados da Terra
Vamos escrever
Meu recado para a Terra
Diálogos • Língua
Portuguesa
Receita sem desperdício
CAPÍTULO
1 – RELEVO E HIDROGRAFIA
Relevo terrestre
Relevo do Brasil
Águas do planeta
Vamos ler
Dois rios do Brasil
Vamos escrever
Um rio do meu município
CAPÍTULO 2 – DIVISÃO REGIONAL DO BRASIL
Outra regionalização
Região Norte
Região
Nordeste
Vamos ler
Cordel nordestino
Vamos escrever
Meu cordel
Região Centro-Oeste
Região Sudeste
Região Sul
Diálogos
• Língua Portuguesa
Regiões literárias
NATUREZA
CAPÍTULO
2 – CLIMA E VEGETAÇÃO
Tempo
Tecnologia no dia a dia
Previsão do tempo
Clima
Vegetação do Brasil
De olho no mapa!
Vegetação e ação humana
Cidadania
Unidades de Conservação: proteger o ambiente
Diálogos • Ciências da Natureza e Arte
Flora e fauna do Brasil
UNIDADE 3 – REDE URBANA
CAPÍTULO 1 –CIDADES
Cidades espontâneas e planejadas
Vamos ler
São Paulo: como virei uma cidade
Vamos escrever
História da minha cidade
Crescimento das cidades
Partes da cidade
CAPÍTULO 2 –METRÓPOLE
Metrópoles
brasileiras
De olho no mapa!
Região metropolitana em mapa e imagem de satélite
Mobilidade urbana
Cidadania
Acessibilidade
Metrópoles mundiais
Diálogos • Ciências da Natureza
Ambiente urbano
UNIDADE 4 – ENERGIA, TRANSPORTE E COMUNICAÇÃO
CAPÍTULO 1 –ENERGIA
Fontes de energia
Fontes de energia não renováveis
Fontes de energia
renováveis
Energia elétrica no Brasil
Vamos ler
Economizando energia elétrica
Vamos escrever
Para evitar o desperdício de energia
CAPÍTULO 2 –TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES
Transportes ontem e hoje
De olho no mapa!
Expansão ferroviária
Diálogos • Matemática
Produção de veículos no Brasil
Comunicação ontem e hoje
Tecnologia no dia a dia
Uso seguro da internet
Cidadania
Jornal: um importante meio de comunicação
SUGESTÃO DE CRONOGRAMA – 5o ANO
SEMANAS UNIDADES
1a 1
2a 1
3a 1
4a 1
5a 1
• Avaliação diagnóstica
CONTEÚDOS
• Unidade 1 • População no mundo e no Brasil
• Capítulo 1 • População
• População mundial
• População em movimento
• Quantos somos
• Como somos
• Crescimento da população brasileira
• Envelhecimento da população brasileira
• Migração no Brasil*
1 o TRIMESTRE
1 o SEMESTRE
1 o BIMESTRE
2 o TRIMESTRE
2 o BIMESTRE
6a 1
7a 1
8a 1
9a 1
10a 1
• Migrações internas
• Migrações temporárias e permanentes
• Vindo para o Brasil, indo para o exterior
• Tecnologia no dia a dia • Crianças e pessoas idosas no Brasil*
• Capítulo 2 • Povo brasileiro
• Nossas raízes indígenas
• De olho no mapa! • Cartografia indígena
• Vamos ler • Indígenas nas cidades
• Vamos escrever • Indígenas nas aldeias
• Nossas raízes africanas
• Comunidades remanescentes de quilombo
• Cidadania • Abaixo o preconceito!*
• Contribuições europeia e asiática
• Diálogos | História • Quilombo dos Palmares*
11a 1 Para rever o que aprendi
12a 2
13a 2
14a 2
15a 2
16a 2
17a 2
18a 2
19a 2
20a 2
• Unidade 2 • Trabalho e condição social
• Capítulo 1 • Trabalho e setores da economia
• Setor primário
• Agricultura e pecuária
• Extrativismo
• Setor secundário
• Setor terciário
• Tecnologia no dia a dia • Trabalho infantil não é legal
• Trabalho ao longo do tempo
• Mulheres no mercado de trabalho
• De olho no mapa! • Ocupação das mulheres
• Capítulo 2 • Desigualdades no Brasil
• Riqueza e pobreza*
• Cidadania • Acesso à educação
• Desenvolvimento humano
• Saúde, alimentação e expectativa de vida
• Vamos ler • Aprendendo a ser cidadão
• Vamos escrever • Diferenças e semelhanças
• Diálogos | Matemática • Educação, trabalho, gênero e renda no Brasil*
• Para rever o que aprendi
2 o SEMESTRE
2 o TRIMESTRE
3 o BIMESTRE
21a 3
22a 3
23a 3
24a 3
25a 3
26a 3
27a 3
28a 3
29a 3
• Unidade 3 - Rede urbana
• Cidades
• Cidades espontâneas e planejadas
• Vamos ler • São Paulo: como virei uma cidade
• Vamos escrever • História da minha cidade*
• Crescimento das cidades
• Partes da cidade
• Áreas verdes urbanas
• Capítulo 2 • Metrópole
• Metrópoles brasileiras
• Regiões metropolitanas
• De olho no mapa! • Região metropolitana em mapa e imagem de satélite*
• Mobilidade urbana
• Cidadania • Acessibilidade
• Metrópoles mundiais
• Diálogos | Ciências da Natureza • Ambiente urbano*
30a 3 Para rever o que aprendi
• Unidade 4 • Energia, transporte e comunicação
31a 4
32a 4
33a 4
3 o TRIMESTRE
4 o BIMESTRE
34a 4
35a 4
• Capítulo 1 • Energia
• Fontes de energia
• Fontes de energia não renováveis
• Petróleo
• Gás natural
• Carvão mineral
• Urânio e energia nuclear
• Fontes de energia renováveis*
• Força da água
• Biomassa
• Energia solar
• Força dos ventos
• Energia elétrica no Brasil*
• Vamos ler • Economizando energia elétrica
• Vamos escrever • Para evitar o desperdício de energia
• Capítulo 2 • Transportes e comunicações
• Transportes ontem e hoje
36a 4
• Transporte rodoviário
• Transporte hidroviário
• Transporte ferroviário
37a 4
38a 4
39a 4
• De olho no mapa! • Expansão ferroviária*
• Transporte aéreo
• Diálogos | Matemática • Produção de veículos no Brasil*
• Comunicação ontem e hoje
• Tecnologia no dia a dia • Uso seguro da internet
• Cidadania • Jornal: um importante meio de comunicação
40a 4 Para rever o que aprendi
* Neste momento, na seção O que e como avaliar no formato em U deste Livro do professor, há sugestões de avaliação formativa nas respectivas páginas que poderão ser realizadas com os estudantes.
MONITORAMENTO DA APRENDIZAGEM
PARA REVER O QUE APRENDI
UNIDADE 1 – POPULAÇÃO NO MUNDO E NO BRASIL
Nome:
Turma:
A = Atende AP = Atende parcialmente
Data: ____ / ____ / ______
NA = Não atende Atividade
1 Conhecer a dinâmica populacional brasileira.
2 Reconhecer a diversidade étnica do povo brasileiro.
3 Ter ciência da população mundial e conhecer os países mais populosos.
4 Reconhecer as raízes históricas do racismo mesmo depois da proibição do trabalho escravo.
5 Conhecer conceitos demográficos.
6 e 7
8 e 9
10
Compreender a noção de envelhecimento da população e expectativa de vida.
Identificar povos que contribuíram para nossa formação cultural.
Definir os conceitos de migração temporária e de migração permanente.
A Sabe definir o conceito de migração e relacionar com a mobilidade.
AP Relaciona à mobilidade, mas não consegue definir plenamente.
NA Não consegue definir o conceito nem relacionar à mobilidade.
A Identifica no mapa os grupos que compõem a população brasileira.
AP Identifica no mapa alguns grupos que compõem a população brasileira.
NA Não identifica no mapa os grupos que compõem a população brasileira.
A Lê corretamente o mapa demográfico e consegue definir o conceito de populoso.
AP Não consegue ler o mapa nem definir o conceito.
NA Não explica o conceito de populoso.
A Reconhece a falta de garantia dos direitos das populações negras mesmo depois do fim da escravidão.
AP Reconhece parcialmente a falta de garantia dos direitos das populações negras mesmo depois do fim da escravidão.
NA Não reconhece a falta de garantia dos direitos das populações negras mesmo depois do fim da escravidão.
A Compreende os conceitos de população absoluta, população relativa e densidade demográfica.
AP Compreende parcialmente os conceitos de população absoluta, população relativa e densidade demográfica.
NA Não compreende os conceitos de população absoluta, população relativa e densidade demográfica.
A Compreende o fenômeno do envelhecimento da população e sabe os motivos.
AP Compreende o fenômeno do envelhecimento da população, mas não sabe apontar os motivos.
NA Não compreende o fenômeno do envelhecimento da população.
A Reconhece os povos que contribuíram para a formação do povo brasileiro.
AP Reconhece um povo que contribuiu para a formação do povo brasileiro.
NA Não reconhece os povos que contribuíram para a formação do povo brasileiro.
A Define os conceitos de migração temporária e de migração permanente.
AP Define parcialmente os conceitos de migração temporária e de migração permanente.
NA Não define os conceitos de migração temporária e de migração permanente.
A = Atende AP = Atende parcialmente NA = Não atende
Atividade Objetivo pedagógico Conceito Desempenho
A
1 e 2
Identificar diferentes tipos de fontes energéticas.
3 Conhecer fontes fósseis de energia.
AP
Define corretamente os conceitos de fontes energéticas renováveis e de fontes energéticas não renováveis.
Define parcialmente os conceitos de fontes energéticas renováveis e de fontes energéticas não renováveis.
NA Não define os conceitos de fontes energéticas renováveis e de fontes energéticas não renováveis.
A Identifica que fontes fósseis podem ser fontes limpas de energia.
AP
4 Relacionar os diferentes tipos de energia (limpas, poluidoras, renováveis, não renováveis).
5 Conhecer meios de circulação no Brasil e identificar as características gerais da matriz de transportes do país.
Identifica fontes de origem fóssil, mas não fontes fósseis consideradas limpas.
NA Não relaciona fontes fósseis e fontes limpas de energia.
A Relaciona fontes limpas de energia a fontes de origens fósseis e não fósseis.
AP Identifica fontes de energia limpa, mas não as relaciona com origens fósseis ou não fósseis.
NA Não relaciona as diferentes fontes limpas com os diferentes tipos de energia.
A Identifica corretamente no mapa a rede de rodovias e ferrovias por regiões do Brasil.
AP Identifica parcialmente no mapa a rede de rodovias e ferrovias por regiões do Brasil.
NA Não identifica a rede de rodovias e ferrovias por regiões do Brasil.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS
ALMEIDA, Rosângela Doin de (org.). Cartografia escolar São Paulo: Contexto, 2010.
Organizado por uma cartógrafa da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), o livro, voltado a professores, traz uma coletânea de textos sobre o uso da cartografia escolar em um momento em que a tecnologia adentra a sala de aula.
ARAÚJO, Gilvan C. C. de et al Metodologias ativas e o ensino de Geografia . Santa Maria: Arco, 2021.
Esse livro traz textos sobre Geografia e educação e as transformações recentes no processo de ensino e aprendizagem, com enfoque nas metodologias ativas, apresentando-se como um novo caminho de exploração dos estudos educacionais e, em particular, da Geografia.
ARREGUY, Cintia; RIBEIRO, Raphael (coord.). Histórias de bairros de Belo Horizonte : regional centro-sul. Belo Horizonte: APCBH: ACAP-BH, 2008.
Livro sobre os bairros de Belo Horizonte que traz uma definição do difícil conceito de “bairro”, que, na versão dos autores, “uma divisão oficial da cidade, mas também um meio de identificar as pessoas”. Aproxima o bairro da noção de “lugar”.
ARROYO, Miguel. Imagens quebradas : trajetórias e tempos de alunos e mestres. Petrópolis: Vozes, 2001.
Livro que aborda as tensões nas relações professor-estudantes diante das transformações da sociedade contemporânea com foco na forma como os professores têm interpretado essas transformações.
BIBLIOTECA NACIONAL DIGITAL. A Cartografia histórica : do século XVI ao XVIII: terra Brasilis. c2025. Disponível em: https://bndigital.bn.gov.br/dossies/biblioteca-virtual-da -cartografia-historica-do-seculo-xvi-ao-xviii/artigos/terra -brasilis/. Acesso em: 7 set. 2025.
Portal que traz a cartografia histórica do século XVI ao século XVIII, com destaque para o mapa português do século XVI, e que ilustra por meio de desenhos a população indígena do Brasil colonial, animais típicos e a rica vegetação, com realce para o pau-brasil da Mata Atlântica, além da costa Atlântica.
CALAFATE, Pedro C.; SCALERCIO, Vitor. A Geografia na BNCC do ensino fundamental e o raciocínio geográfico: contribuições da Base para o ensino de Geografia. Giramundo, Rio de Janeiro, v. 9, n. 18, p. 85-96, 2022. Artigo que compõe um dossiê teórico sobre a o Raciocínio geográfico, uma nova perspectiva espacial na geografia escolar.
CALLAI, Helena Copetti. Aprendendo a ler o mundo: a Geografia nos anos iniciais do ensino fundamental. Cedes , Campinas, v. 25, n. 66, p. 227-247, 2005. Artigo em que a professora Helena Callai retrata o papel e a importância do ensino de Geografia nos anos iniciais, destacando a participação do componente no processo de alfabetização dos estudantes, assim como a iniciação de seu senso de orientação cartográfica ao aprender a pensar o espaço.
CARLOS, Ana Fani A. O lugar no/do mundo . São Paulo: FFLCH, 2007.
O livro baseia-se na teoria da autora sobre o papel da categoria “lugar” nas ciências humanas como espaço da singularidade do indivíduo e como oposição à massacrante tendência da homogeneização do mundo globalizado.
CARLOS, Ana Fani A.; SOUZA, Marcelo L.; SPOSITO, Maria E. (org.). A produção do espaço urbano: agentes e processos, escalas e desafios. São Paulo: Contexto, 2017. Partindo do pressuposto de que o espaço é produzido e não dado, um conjunto de pesquisadores do espaço urbano apresenta reflexões sobre os dilemas da cidade e suas implicações sociais no mundo contemporâneo.
CASTELAR, Sônia M. V.; DUARTE, Ronaldo G. Raciocínio geográfico, pensamento espacial e cartografia na educação geográfica brasileira. Giramundo, Rio de Janeiro, v. 9, n. 18, p. 7-24, 2022.
Artigo que compõe um dossiê teórico sobre a o raciocínio geográfico, uma nova perspectiva espacial na Geografia escolar.
CAVALCANTI, Lana de Souza (org.). Temas da Geografia na escola básica . Campinas: Papirus, 2013.
Coletânea de textos voltada para o ensino de Geografia, cujo enfoque principal é a abordagem de conteúdos do componente e sua aplicação na sala de aula, assim como as propostas metodológicas para esse fim.
COLL, César. Psicologia e currículo. São Paulo: Ática, 1999. No livro, o pesquisador espanhol apresenta reflexões sobre os fundamentos e os componentes do currículo com o apoio teórico centrado nos pensadores clássicos da educação. O autor tem larga experiência na teoria do currículo e foi um dos articuladores da reforma curricular na Espanha. No Brasil, atuou como consultor do MEC para assuntos curriculares.
CORRÊA, Roberto Lobato. Região e organização espacial São Paulo: Ática, 1990.
Tradicional obra sobre o conceito de região, apresentando várias visões dessa categoria analítica geográfica de múltiplas interpretações.
CORRÊA, Roberto Lobato; PINTAUDI, Silvana M.; VASCONCELOS, Pedro A. (org.). A cidade contemporânea : segregação espacial. São Paulo: Contexto, 2016.
Livro que tem como foco a cidade e a desigualdade produzida no espaço urbano. Temas variados da desigualdade socioespacial urbana são levantados, como o resgate do “direito à cidade” de Henri Lefebvre e a segregação via condomínios residenciais, entre outros.
DEWEY, John. Escola e a sociedade e a criança e o currículo . Lisboa: Relógio D’água, 2002.
Nessa obra clássica, Dewey, pensador estadunidense, elabora uma filosofia da educação enquanto prática inovadora e centrada na criança. Ele lançou as bases da educação democrática e das habilidades socioemocionais, enaltecendo a iniciativa e a liberdade de pensamento dos estudantes contra práticas impositivas.
GEORGE, Pierre. Os métodos da Geografia . São Paulo: Difel, 1972.
O clássico autor, um dos ícones da escola da Geografia Ativa francesa, elucida nessa obra o conceito de região,
partindo do pressuposto de que dado conjunto do espaço apresenta uma personalidade própria.
GOTTMANN, Jean. A evolução do conceito de território. Boletim Campineiro de Geografia , Campinas, v. 2, n. 3, p. 29-47, 2012.
Um dos mais importantes teóricos da Geografia, Jeann Gottmann produz uma clara definição do conceito de território nesse texto, atrelando o conceito à ideia de poder.
GUERRA, Antonio Teixeira. Novo dicionário geológico-geomorfológico . Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001. Trata-se de um dicionário com verbetes sobre Geologia e Geografia Física, com subsídio para amparar professores e pesquisadores da área.
HADJI, Charles. Avaliação desmistificada . Porto Alegre: Artmed, 2001.
Livro sobre a teoria da avaliação do educador francês, que considera que os critérios sobre a avaliação devem ser claros e objetivos e fornecer informações sobre o processo de ensino e aprendizagem.
HAESBAERT, Rogério Costa. O mito da desterritorialização . Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2004.
Teórico do território, Haesbaert desmistifica a ideia de que esteja em curso uma desterritorialização, ou seja, uma pulverização do território pela lógica neoliberal. Segundo ele, sempre haverá uma força cultural que reterritorializa aquilo que o capital tenta destruir.
HAESBAERT, Rogério Costa. Território e multiterritorialidade: um debate. Geographia , Rio de Janeiro, ano IX, n. 17, p. 19-46, 2007.
Nesse texto em que o geógrafo dá continuidade a trabalhos anteriores e que derivaram do conceito de território, como territorialidade e multiterritorialidade, o autor ratifica a tese recorrente de que o território é uma categoria analítica atrelada à ideia de poder.
LEINZ, Viktor; AMARAL, Sérgio Estanislau do. Geologia geral . São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2005. Clássico manual de Geologia que orientou gerações nos estudos das ciências da natureza. Com visão ampla e didática, os autores trazem os princípios básicos para a compreensão da estrutura da Terra.
LIBÂNEO, José Carlos. Didática . São Paulo: Cortez, 2006. No livro, o educador elabora uma visão da Didática como componente que integra saberes da Sociologia, da Psicologia e da Teoria da Educação.
LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem : componente do ato pedagógico. São Paulo: Cortez, 2011. Esse livro aborda o processo de avaliação como uma estratégia satisfatória e produtiva, ou seja, desmistifica a ideia de que a avaliação deve ser feita de modo separado do processo de ensinar e aprender. O autor defende que o ato de avaliar requer um planejamento prévio.
MARQUES, Roberto. Raciocínio geográfico, Base Nacional Comum Curricular e docência. Giramundo, Rio de Janeiro, v. 9, n. 18, p. 37-46, 2022. Artigo que compõe um dossiê teórico sobre a o raciocínio geográfico, uma nova perspectiva espacial na geografia escolar.
MASSEY, D. The conceptualization of place. In : MASSEY, D.; JESS, P. A place in the world . New York: The Open University, 1995. p. 146-156.
A geógrafa britânica é uma das principais expoentes na concepção teórica do “lugar”. Para ela, que escreveu no pós-
-Guerra Fria, a fragmentação territorial tornou-se cotidianamente dramática e agravada por acirramentos nacionais. O paradoxo entre o global e o local tornou os espaços cada vez menores, alimentado por nacionalismos extremados.
McGUINNESS, Diane. Cultivando um leitor desde o berço Rio de Janeiro: Record, 2004.
A psicopedagoga esclarece nesse livro que o entendimento da linguagem no processo da aprendizagem da leitura vai além do significado das palavras. Está vinculado ao conhecimento, ao tempo, à compreensão, à empatia e aos demais processos mentais que auxiliam na interpretação do mundo.
MORAES, Antonio Carlos Robert de. Geografia : pequena história crítica. 7. ed. São Paulo: Hucitec, 1987.
Clássico manual teórico da Geografia que retrata a evolução e o processo de sistematização dessa ciência a partir da metade do século XIX até o final do século XX.
OLIVEIRA, Cynthia B. E. de; MOREIRA, Paula C. B. P. (org.). Docência na socioeducação. Brasília, DF: Universidade de Brasília, 2014.
Livro composto de vários textos em que são desenvolvidas reflexões sobre temas como as competências dos docentes, a função social da escola e as metodologias ativas de ensino e aprendizagem.
PERRENOUD, P. Construir as competências desde a escola . Porto Alegre: Artmed, 1999.
Livro do educador francês que busca desmistificar o conceito de “competência”. Para ele, é preciso desfazer um mal-entendido entre os conceitos de “competência” e “conhecimento”, já que, segundo ele, ambos caminham juntos, e é a escola que está na vanguarda dessa discussão.
RAFFESTIN, Claude. A produção das estruturas territoriais e sua representação. In : SAQUET, Marcos A.; SPOSITO, Eliseu S. Territórios e territorialidades : teorias, processos e conflitos. São Paulo: Expressão Popular: Unesp, 2008. p. 273-302.
Texto sobre a teoria do território do geógrafo francês, para quem essa categoria analítica da Geografia é produzida socialmente e parte de um conceito mais amplo: o espaço. Para Raffestin, o território é vivido, e não apenas um conceito físico.
RAFFESTIN, Claude. Por uma geografia do poder. São Paulo: Ática, 1993.
Claude Raffestin vincula o território à noção de poder. Como produto de atores sociais, o território mostra-se produzido socialmente partindo de algo que lhe é mais amplo, o espaço.
RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro : a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
Trata-se da ampla e sólida análise do antropólogo Darcy Ribeiro sobre o povo brasileiro, suas raízes, sua cultura a partir daquilo que denominou como “povo multiétnico”. É uma obra de referência para entender a formação do nosso povo e sua diversidade.
RICOTTA, Lúcia. Natureza, ciência e estética em Alexander von Humboldt . Rio de Janeiro: Mauad, 2003.
Livro que aborda o conceito de natureza em Alexander von Humboldt, geógrafo alemão da primeira metade do século XIX e considerado o sistematizador da Geografia como ciência. Humboldt também é considerado uma referência para o amadurecimento do conceito de paisagem em Geografia a partir da perspectiva natural.
ROSS, Jurandyr L. Sanches (org.). Geografia do Brasil . São Paulo: Edusp, 2005.
O manual de Geografia escrito por professores da Universidade de São Paulo aborda os mais variados temas utilizados na Geografia escolar, como clima, relevo e estrutura geológica, vegetação, temática ambiental, agricultura e indústria, entre outros, sempre com ênfase no Brasil.
SANTOS, Milton. A aceleração contemporânea: tempo mundo e espaço mundo. In : SANTOS, Milton et al. (org.). Fim de século e globalização : o novo mapa do mundo. São Paulo: Hucitec-Anpur, 1993. 342 p.
Esse artigo de Milton Santos surge numa coletânea de textos que, por sua vez, foi produto de um evento organizado na Universidade de São Paulo na década de 1990, cujo tema foi a globalização. No texto, o geógrafo apresenta mais uma vez sua leitura da globalização e alguns de seus neologismos que se tornaram conceitos como tecnoesfera e psicoesfera.
SANTOS, Milton. A natureza do espaço : técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Hucitec, 1996.
Clássica obra escrita no auge das discussões sobre a globalização em que o geógrafo brasileiro Milton Santos coloca o objeto maior da Geografia, o espaço geográfico, como produto da inseparabilidade entre o natural e o cultural. Referência indispensável para todos aqueles que se voltam ao estudo da Geografia.
SANTOS, Milton. Metamorfoses do espaço habitado . São Paulo: Hucitec, 1988.
Livro basilar de Milton Santos a respeito dos conceitos clássicos da Geografia, como paisagem, território e região, entre outros, além da própria discussão sobre a natureza do componente.
SANTOS, Milton. Técnica, espaço, tempo: globalização e meio técnico-científico-informacional. São Paulo: Hucitec, 1994. O autor esclarece seu conceito de meio técnico-científico informacional e a difusão da técnica no espaço geográfico em meio ao processo de globalização, a constante e crescente artificialização do meio ambiente, aquilo que chamou de “tecnoesfera”.
SAUER, Carl. O. A morfologia da paisagem. In : CORRÊA, Roberto Lobato; ROSENDAHL, Zeny (org.). Paisagem, tempo e cultura . Rio de Janeiro: Eduerj, 1998. Carl Sauer é o teórico pioneiro na definição e na difusão do conceito de paisagem. Nesse texto, ele demonstra que a paisagem é o resultado da ação cultural sobre a paisagem originalmente natural.
TEIXEIRA, Wilson et al. (org.). Decifrando a Terra . São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009. Esse clássico livro repleto de artigos de acadêmicos e cientistas é considerado um manual de consulta para assuntos relacionados à categoria “natureza” e consta como uma das cinco obras classificadas como básicas da Geografia pela BNCC.
THOMAS, Gary; PRING, Richard. Educação baseada em evidências : a utilização dos achados científicos para a qualificação da prática pedagógica. Porto Alegre: Artmed, 2007. Obra que traz novas perspectivas sobre o papel da ciência na educação a partir de experiências britânicas e que se baseia solidamente na eficácia das intervenções sociais e na orientação dos formuladores de políticas públicas em tomar decisões na área da Educação.
TUAN, Yi-Fu. Topofilia : um estudo da percepção, atitudes e valores do meio ambiente. Londrina: Eduel, 2012.
Nesse livro, o geógrafo sino-estadunidense estuda as relações entre os sentimentos humanos e o espaço, entre memória, cultura e paisagem.
URQUIZA, Antônio Aguilera (org.). Antropologia e história dos povos indígenas em Mato Grosso do Sul . Campo Grande: UFMS, 2016.
Esse livro está focado na temática dos povos indígenas e sob a perspectiva da Antropologia. Embora aborde prioritariamente os povos indígenas do estado de Mato Grosso do Sul, a obra também perpassa por diversos outros povos do país.
YOUNG, Michael. Teoria do currículo: o que é e por que é importante. Cadernos de Pesquisa da Faculdade de Educação da USP, São Paulo, v. 4, n. 151, p. 190-202, 2014.
Texto do sociólogo inglês que aborda a importância e os cuidados na constituição do currículo escolar.
RELATÓRIOS, ANUÁRIOS E DOCUMENTOS NORMATIVOS
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 13 ago. 2025.
Mais importante documento para a orientação curricular da educação básica brasileira, a BNCC é composta de dez competências gerais para toda a educação básica e sete competências específicas de Geografia para o ensino fundamental. BRASIL. [Constituição Federal (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil . Brasília, DF: Centro Gráfico, 1988. Documento oficial mais importante do país e lei máxima que normatiza e orienta todas as demais e que assegura o caráter de Estado democrático brasileiro.
BRASIL. Ministério da Educação. Temas transversais contemporâneos na BNCC : contexto histórico e pressupostos pedagógicos. Brasília, DF: SEB, 2019. Disponível em: http:// basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/ contextualizacao_temas_contemporaneos.pdf. Acesso em: 13 ago. 2025.
Nesse documento, encontram-se a contextualização e a fundamentação pedagógica dos temas transversais da Base Nacional Comum Curricular.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Áreas territoriais . Rio de Janeiro: IBGE, 2021. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/geociencias/organizacao-do -territorio/estrutura-territorial/15761-areas-dos-municipios. html?=&t=o-que-e. Acesso em: 7 set. 2025.
As novas aferições do território brasileiro incorporando as mais avançadas técnicas de medição geotecnológicas vêm sendo empregadas pelo IBGE e, em decorrência disso, o redimensionamento oficial do território foi atualizado em março de 2021, acusando uma extensão territorial do país de 8 510 345 km2
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo demográfico 2022 : panorama. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. Disponível em: https://censo2022.ibge.gov.br/ panorama/. Acesso em: 2 out. 2025.
Censo demográfico brasileiro com dados e informações indispensáveis para as políticas públicas do país.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Estimativa da população residente para os municípios e para as Unidades da Federação com data de referência
em 1o de julho de 2020 . Rio de Janeiro: IBGE, 2020. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/ liv101747.pdf. Acesso em: 13 ago. 2025.
Entre os censos demográficos decenais, o IBGE divulga as estimativas da população brasileira.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Síntese dos indicadores sociais : uma análise das condições de vida da população brasileira 2020. Rio de Janeiro: IBGE, 2022. Disponível em: https://biblioteca.ibge. gov.br/visualizacao/livros/liv101760.pdf. Acesso em: 4 out. 2025.
Estudo anual do IBGE sobre as condições sociais da população brasileira a partir de resultados de dados tabulados dos levantamentos do instituto.
INTERNATIONAL LABOUR ORGANIZATION. World Employment and Social Oulook : Trends 2020. Genebra: ILO, 2020.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT), ligada às Nações Unidas, traz relatórios anuais que balizam a situação do emprego e do trabalho em todo o mundo.
NAÇÕES UNIDAS. Declaração universal dos direitos humanos . Rio de Janeiro: Unic, 2009.
Documento declarado pela Assembleia Geral da ONU em 1948 que recomenda sua divulgação nas escolas de todo o mundo. Muitos dos temas desse documento são abordados nessa obra, como o direito à moradia e à educação.
OECD. Schoolling Disrupted Schooling Rethought : How the Covid-19 Pandemic is Changing Education. Paris: OECD, 2020.
A Organização para Cooperação de Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulga anualmente o relatório “Education at Glance”, que traz dados sobre o estágio da educação no mundo todo. Em 2020, a organização divulgou esse estudo sobre o impacto da pandemia na educação mundial.
PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO (PNUD). Relatório do Desenvolvimento Humano 2019 : além do rendimento, além das médias, além do presente: as desigualdades no desenvolvimento humano no século XXI. Tradução: Instituto Camões. Nova York: Nações Unidas, 2019.
Relatório anual do PNUD que enfatiza nesse ano a desigualdade mundial. O Relatório do PNUD traz anualmente a classificação do IDH dos países que utilizamos em alguns momentos na coleção.
UNITED NATIONS. Department of Economic and Social Affairs. Population Division. International Migration Report 2019 . New York: United Nations, 2019. Disponível em: https:www.un.org/en/development/desa/ population/migration/publications/migrationreport/docs/ InternationalMigration2019_Report.pdf. Acesso em: 13 ago. 2025.
Relatório das Nações Unidas sobre o impacto das migrações internacionais e nos respectivos países imigratórios e emigratórios. O estudo considera uma iniciativa recente da organização para um pacto global de uma migração segura.
UNITED NATIONS. Departament of Economic and Social Affairs. Population Division. World Population Prospects 2024 . Disponível em: https://population.un.org/wpp/. Acesso em: 13 ago. 2025.
Anuário das Nações Unidas sobre dados gerais da população mundial, como crescimento da população mundial, onde estão as maiores concentrações, envelhecimento, mortalidade, migração internacional etc.
SUGESTÕES DE LEITURA PARA O PROFESSOR
AMATO, Cibelle A. de la H.; BRUNONI, Decio; BOGGIO, Paulo Sérgio (org.). Distúrbios do desenvolvimento : estudos interdisciplinares. São Paulo: Memnon, 2018. E-book. Disponível em: https://www.mackenzie.br/fileadmin/ ARQUIVOS/Public/6-pos-graduacao/upm-higienopolis/ mestrado-doutorado/disturbios_desenvolvimento/2019/ DISTU%CC%81RBIOS-DO-DESENVOLVIMENTO-eBOOK-1. pdf. Acesso em: 27 ago. 2025.
Livro que reúne artigos de diferentes áreas do conhecimento sobre distúrbios do desenvolvimento, incluindo aspectos médicos, psicológicos e pedagógicos. A obra contribui para ampliar a compreensão sobre condições como transtorno do espectro autista, deficiência intelectual e transtornos de aprendizagem, apoiando práticas escolares fundamentadas em conhecimentos interdisciplinares.
BIROLI, Flávia. Gênero e desigualdades : limites na democracia no Brasil. São Paulo: Boitempo, 2018.
No livro, a cientista política Flávia Biroli apresenta as transformações nas relações de gênero e traz para o debate as desigualdades que ainda persistem entre homens e mulheres, como divisão sexual do trabalho, família e maternidade, mostrando-se como impasses para a construção de uma sociedade justa.
BRASIL. Ministério da Educação. Política nacional de educação especial na perspectiva da educação inclusiva . Brasília, DF: Seesp, 2008. Disponível em: https://portal.mec. gov.br/arquivos/pdf/politicaeducespecial.pdf. Acesso em: 27 ago. 2025.
Documento orientador do Ministério da Educação que estabelece princípios, diretrizes e ações para a inclusão de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento (transtornos do espectro autista) e altas habilidades/superdotação na rede regular de ensino. Apresenta fundamentos legais, conceituais e operacionais que orientam a prática pedagógica e a organização do Atendimento Educacional Especializado (AEE).
CASTELLS, Manuel. O poder da identidade . São Paulo: Paz e Terra, 2001.
O sociólogo espanhol afirma, em sua obra, que todo processo identitário e de pertencimento se constrói a partir de uma base cultural e territorial. Segundo ele, toda e qualquer identidade é construída a partir da matéria-prima fornecida pela História e pela Geografia comuns.
CASTRO, Iná E.; GOMES, Paulo Cesar C.; CORRÊA, Roberto L. (org.). Geografia : conceitos e temas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1995.
Livro que traz alguns dos principais conceitos e categorias analíticas da Geografia, como região, território, escala e geopolítica, discutidos por pesquisadores e estudiosos da área.
FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir : nascimento da prisão. Rio de Janeiro: Vozes, 2010.
A consagrada obra do filósofo francês aborda a punição, a disciplina e a repressão das instituições, um impeditivo à liberdade plena. O livro está dividido em quatro grandes partes — Suplício, Punição, Disciplina e Prisão —, em que explana sua visão de mundo. Uma teoria sobre as relações de poder inseridas nas várias dimensões da existência humana.
GOMES, Paulo Cesar da Costa. O conceito de região e sua discussão. In : CASTRO, Iná E. et al . (org.). Geografia : conceitos e temas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1995.
O autor aborda didaticamente o conceito de região a partir da identificação do termo polissêmico, porém atrelado a uma dimensão política de um fragmento do território e dos possíveis recortes regionais múltiplos e complexos.
HARVEY, David. A condição pós-moderna . São Paulo: Loyola, 2007.
Nessa clássica obra, o geógrafo britânico apresenta o sincronismo da relação espaço-tempo na sociedade contemporânea e a ideia de aniquilamento do espaço pelo tempo. A cultura atual da pós-modernidade e a hegemonia do capitalismo, ambos criticados pelo autor, dão o tom da obra.
LEFEBVRE, Henri. O direito à cidade . São Paulo: Centauro, 2010.
O clássico do filósofo e sociólogo francês aborda a função social do espaço urbano e o direito do indivíduo em lutar por ele, analisando detidamente a evolução da cidade desde a Revolução Industrial.
LOPES, Alice Casimiro; MACEDO, Elizabeth. Teorias de currículo . São Paulo: Cortez, 2011.
As professoras do programa de pós-graduação em Educação da Uerj trazem nessa obra uma profunda discussão sobre o campo do currículo, seus critérios e dilemas de encaminhamentos para a organização do conhecimento.
MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. Portal MEC , c2025. Disponível em: https://portal. mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/EdgarMorin.pdf. Acesso em: 13 ago. 2025.
Texto disponibilizado no portal do MEC para que o professor possa ter acesso a esse clássico pensador da educação. No texto, Morin defende a necessidade de se extrapolarem os limites das barreiras disciplinares em busca de uma educação cidadã. O pensador propõe superar sete problemas cruciais (“buracos negros”) da educação, que devem ser colocados no centro das preocupações.
OLIVEIRA, Mariângela C. U. de. Avaliação de alunos com síndrome de down da rede municipal de ensino regular do fundamental I pelo Protocolo para Avaliação de Escolares com Deficiência Intelectual (Paedi) . 2019. Dissertação (Mestrado em Distúrbios do Desenvolvimento) – Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2019. Disponível em: https://adelpha -api.mackenzie.br/server/api/core/bitstreams/70c6e284-aef2 -4572-bfdf-8c98f6f98b25/content. Acesso em: 27 ago. 2025. Dissertação que investiga o desempenho de estudantes com síndrome de Down utilizando o Paedi como instrumento avaliativo. O estudo apresenta indicadores sobre habilidades cognitivas, motoras e sociais, oferecendo referências para o planejamento de intervenções pedagógicas mais efetivas e personalizadas.
OLIVEIRA, Mariângela C. U. de et al. O uso da CIF no contexto escolar inclusivo: um mapeamento bibliográfico. Revista Educação Especial, 34, p. 1-20, 2021. Disponível em: https:// doi.org/10.5902/1984686X42725. Acesso em: 27 ago. 2025. Artigo acadêmico que analisa a produção científica sobre a aplicação da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) na educação inclusiva. Aponta potencialidades e desafios de sua utilização, mostrando como o modelo favorece um olhar funcional e contextual sobre os estudantes, subsidiando a elaboração de estratégias pedagógicas mais adequadas.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Measuring health and disability : manual for WHO Disability Assessment Schedule: WHODAS 2.0. Genebra: OMS, 2010. Disponível em:
A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), ferramenta da OMS, é uma ação facilitadora para descrever e medir a funcionalidade humana, considerando fatores corporais, atividades, participação e contexto. Diferente da abordagem centrada apenas no diagnóstico, a CIF permite ao professor avaliar barreiras e facilitadores no ambiente escolar, oferecendo suporte para adaptações pedagógicas mais precisas e individualizadas.
SANTOS, Milton. Por uma outra globalização . Rio de Janeiro: Record, 2000.
Livro acessível e menos acadêmico do geógrafo brasileiro que mais se dedicou a estudar a globalização. Milton propõe “uma reflexão independente” do momento presente e uma contraposição ao pensamento único da globalização neoliberal que se apresentava no começo do século XX.
SANTOS, Milton; SILVEIRA, Maria Laura. O Brasil: território e sociedade no início do século XX. Rio de Janeiro: Record, 2001.
Último livro escrito em vida por Milton Santos que traz uma perspectiva do território brasileiro a partir de seus conceitos teóricos elaborados durante sua trajetória acadêmica.
SCHÄFFER, Neiva Otero. Ler a paisagem, o mapa, o livro...: escrever nas linguagens da Geografia. In : NEVES, Iara Conceição B. et al Ler e escrever : compromisso de todas as áreas. Porto Alegre: UFRGS, 2011.
O livro parte do pressuposto de que o compromisso de ensinar a ler e a escrever é tarefa de todas as áreas do conhecimento, e não apenas do professor de Língua Portuguesa: é uma tarefa da escola. Mostra-se recomendável, portanto, a todos os professores.
SEBASTIÁN-HEREDERO, E.; PRAIS, J. L. de S.; VITALIANO, C. R. Desenho universal para a aprendizagem (DUA) : uma abordagem curricular inclusiva. São Carlos: Castro, 2022. Obra que apresenta o conceito e os princípios do DUA, por meio de um currículo planejado desde o início para atender a todos os estudantes, sem a necessidade de adaptações posteriores. Oferece estratégias práticas para diversificar objetivos, métodos, recursos e formas de avaliação, fortalecendo o ensino inclusivo.
SILVA, Armando Corrêa da Silva. De quem é o pedaço? : espaço e cultura. São Paulo: Hucitec, 1986. Nesse livro, Armando Corrêa da Silva, autor conhecido como o “filósofo da Geografia”, discute-a como uma ciência interdisciplinar e trata das dimensões do território. Sob uma perspectiva geográfico-sociológica, questiona se a totalidade do território, na verdade, não se apresenta como fragmentos em mosaico, pequenos “pedaços” de um todo. De forte cunho teórico, é importante para entender as categorias utilizadas nesta coleção.
STEINKE, Ercília Torres. Climatologia fácil . São Paulo: Oficina de Textos, 2012.
Livro com linguagem didática que traz os principais fundamentos da climatologia. Há explicações sobre os fenômenos climáticos e atmosféricos, como definição de vento, diferença entre furacão e tornado, a origem dos desertos, os movimentos de rotação e translação e de onde vem a chuva, entre outros fenômenos climáticos que subsidiam o professor a abordar esses assuntos com seus estudantes.
VENTURI, Luis Antonio Bittar. Geografia : práticas de campo, laboratório e sala de aula. São Paulo: Sarandi, 2011. Trata-se de um manual de referência que reúne informações conceituais, técnicas e pedagógicas da pesquisa produzida por 35 professores da área reconhecidos pela atuação acadêmica e docente.