Autorização de recursos João Henrique Pedrão Feliciano
Iconografia Alessandra Roberta Arias, Vinícius Costa (trat. imagens)
Objetos digitais
Gerência de produção Erick Lopes de Almeida
Roteiros Renan Alves
Edição de imagens Leticia Nakadomari
Desenvolvimento Ohanna Schmitt Bolfe, Tatiana Tissa Kawakami
Elaboração de originais
Natália Figueiredo Cirino de Moura
Licenciada em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Editora e elaboradora de materiais didáticos.
Lino Antonio Batista Lemes
Mestre, licenciado e bacharel em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Especialista em Educação Ambiental pela Faculdade de Educação São Luís (FESL-SP).
Especialista em Ensino de Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Editor e elaborador de materiais didáticos.
Neiva Camargo Torrezani
Mestra, licenciada e bacharela em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Especialista em Análise e Educação Ambiental em Ciências da Terra pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Licenciada em Pedagogia pela Universidade Cesumar (Unicesumar-PR).
Elaboradora e editora de materiais didáticos. 25-299065.0
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Plantar história e geografia : região Sul : 3º, 4º e 5º anos : anos iniciais do ensino fundamental : volume único / organizadoraEditora Novo Rumo ; obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo ; editora responsável Natália Figueiredo Cirino de Moura. -- 1. ed. -Londrina, PR : Editora Novo Rumo, 2025.
Componente curricular: Regionalizado de história e geografia.
ISBN 978-65-5158-026-0(livro do estudante)
ISBN 978-65-5158-027-7(livro do professor)
ISBN 978-65-5158-035-2(livro do estudante HTML5)
ISBN 978-65-5158-059-8(livro do professor HTML5)
1. Geografia (Ensino fundamental) 2. História (Ensino fundamental) I. Moura, Natália Figueiredo Cirino de. II. Série.
Índices para catálogo sistemático:
1. Ensino integrado : Livros-texto : Ensino fundamental 372.19
Eliete Marques da Silva - Bibliotecária - CRB-8/9380
Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA NOVO RUMO.
Avenida Doutor Adhemar Pereira de Barros, 1500, sala 804 - Bela Suíça - Londrina-PR CEP 86047-250 - Tel. (43) 3367-2030 contato@editoranovorumo.com.br
Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.
Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33
Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375
APRESENTAÇÃO
Neste Livro Regionalizado de Geografia e História, tratamos a Região Sul como marco estruturante do material, abordando os processos históricos e geográficos que moldaram os estados do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Desse modo, a proposta contempla a formação do povo, de sua memória, sua história, a construção e a organização do espaço regional ao longo do tempo, suas homogeneidades, suas particularidades internas e sua relação com outros espaços. O livro também favorece a conexão dos estudantes com o lugar onde vivem e incentiva a valorização da cultura e da memória do Brasil, assim como sua relação com os outros povos da América Latina.
A obra foi elaborada para apoiar a formação de estudantes autônomos, críticos e participativos, oferecendo uma abordagem integrada de História e Geografia. O conteúdo dialoga com a vivência dos estudantes, promovendo a construção de novos saberes, tendo você como mediador do aprendizado.
Para apoiar essa jornada, apresentamos este Livro do Professor. Na primeira parte dele, você encontra informações sobre a estrutura da obra e a Reprodução do Livro do Estudante com as orientações ao professor nas laterais e nos rodapés das páginas reproduzidas, com comentários práticos para auxiliar no dia a dia em sala de aula, como orientações sobre os conteúdos das unidades, atividades extras, momentos sugeridos de avaliação, entre outros subsídios. Na segunda parte, apresentamos o Manual do Professor, onde você encontra desde a estrutura da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e fundamentos teórico-metodológicos da obra até recursos práticos, como estratégias de avaliação diversificadas, matrizes de planejamento de rotina e de sequência didática, quadro de distribuição dos conteúdos e sugestões de cronogramas que contribuem para o desenvolvimento docente.
É importante ressaltar que as sugestões podem ser adequadas de acordo com a realidade da turma e da escola. Esperamos que seja uma ferramenta útil e enriquecedora no processo de ensino-aprendizagem, possibilitando a formação de cidadãos críticos e participativos na sociedade.
Esta obra tem o objetivo de auxiliar os estudantes a se reconhecerem como indivíduos pertencentes a um coletivo, valorizando as potencialidades da Região Sul e do Brasil, compreendendo-se de maneira mais significativa como sujeitos atuantes no espaço onde vivem.
Desejamos a você um ótimo ano letivo!
SUMÁRIO
.......................................... VII
AS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS........................ VIII
UNIDADES TEMÁTICAS, OBJETOS DE CONHECIMENTO E HABILIDADES ........................ VIII OS TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS .........................................................IX
INTEGRAÇÃO ENTRE OS COMPONENTES CURRICULARES ................................................... IX
A PRÁTICA INTERDISCIPLINAR E O TRABALHO COM PROJETOS INTERDISCIPLINARES................... X AVALIAÇÃO ........................................................... X
O PAPEL DO PROFESSOR E A PRÁTICA DOCENTE ................................... XIII A PRÁTICA PEDAGÓGICA EM AÇÃO .................... XIII
FUNDAMENTAÇÃO
TEÓRICO-METODOLÓGICA ......................... XVIII
O ENSINO DE GEOGRAFIA .................................. XVIII
O ENSINO DE HISTÓRIA ....................................... XXII
QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO DOS CONTEÚDOS ............................................ XXV
SUGESTÕES DE CRONOGRAMAS ............... XXVII
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES PARA A PRÁTICA DOCENTE ....................... XXVIII
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS – LIVRO DO PROFESSOR .......XXIX
CONHEÇA A OBRA MANUAL DO PROFESSOR
Esta obra é composta por volume único, destinado aos estudantes e professores do 3º, 4º e 5º anos do Ensino Fundamental. O volume é organizado em seis unidades que, por sua vez, são subdivididas em temas e seções que desenvolvem as habilidades relacionadas aos objetos de conhecimento e às competências gerais e específicas propostas pela BNCC. Além disso, durante o desenvolvimento dos conteúdos, a obra aborda os temas contemporâneos transversais, contribuindo para a formação de cidadãos críticos e atuantes na sociedade.
Além do volume impresso, a obra apresenta a versão digital do Livro do Estudante e do Livro do Professor. Esses materiais digitais apresentam recursos acessíveis, favorecendo a utilização por todos os estudantes. Os livros digitais também apresentam alguns recursos, como infográficos e mapas clicáveis, que podem ser acessados, na versão digital, por meio de ícones indicados nas páginas do livro.
O LIVRO DO ESTUDANTE
A seguir, apresentamos a estrutura do Livro do Estudante, explicando as características das seções e de outros elementos que compõem a obra.
PÁGINAS DE ABERTURA
Têm como objetivos marcar o início de cada unidade e despertar a atenção dos estudantes para o que será abordado. Em geral, apresenta imagens como recursos deflagradores e, sempre que possível, sugere uma estratégia que incentiva os estudantes a expressarem seus conhecimentos prévios sobre o assunto a ser estudado, caracterizando uma avaliação diagnóstica
DESENVOLVIMENTO DOS CONTEÚDOS
Os conteúdos estão organizados em unidades e temas e são abordados por meio de textos, imagens, boxes, atividades e seções. Estão estruturados e auxiliam no desenvolvimento das habilidades e das competências da BNCC. Com o objetivo de tornar as aulas mais dinâmicas, sempre que pertinente, questões de condução ou de exploração dos recursos são sugeridas ao longo das páginas.
PÁGINAS
DE ATIVIDADES
Ao longo de cada unidade, são apresentadas páginas de atividades após um bloco de conteúdos, de modo que os estudantes tenham a oportunidade de consolidar conhecimentos, recuperar e progredir nas aprendizagens. Por isso, esse momento pode ser usado por você como um instrumento de avaliação formativa
Ao final de cada unidade, as páginas de atividades apresentam estruturas de síntese sobre conceitos e noções principais, e podem ser utilizadas por você como instrumento de avaliação somativa. Desse modo, as unidades podem ser adaptadas e organizadas em seu planejamento, de acordo com sua necessidade e realidade.
VOCABULÁRIO
Apresenta o significado de termos que os estudantes podem desconhecer e que são importantes para a compreensão do texto.
BOXE COMPLEMENTAR
Apresenta textos e imagens com informações complementares aos conteúdos da unidade.
GENTE DO SUL
Seção que apresenta diferentes personalidades, tanto individuais quanto coletivas, cujas histórias ou ações tenham relação com a Região Sul. O objetivo é valorizar a trajetória desses indivíduos ou grupos, dando visibilidade à sua atuação no lugar onde vivem.
SOU CIDADÃO
Seção que aborda os temas contemporâneos transversais com base em contextos específicos da Região Sul. São propostas atividades que exploram uma problemática, motivando reflexões em relação ao assunto e contribuindo para a tomada de atitude pelos estudantes. Em algumas oportunidades são propostos contextos e atividades interdisciplinares, com dicas sobre essas articulações nas orientações ao professor.
SAIBA MAIS
Apresenta sugestões de recursos extras, como livros, filmes ou sites. Cada sugestão é acompanhada por uma breve sinopse.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
COMENTADAS
Presente ao final do livro, apresenta referências comentadas de livros, artigos ou sites que foram consultadas na elaboração do Livro do Estudante
ÍCONE CARTOGRAFIA
Indica um conteúdo ou atividade que colabora com a alfabetização cartográfica dos estudantes.
ÍCONE
DE RESPOSTA ORAL
Indica que os estudantes devem responder à atividade oralmente.
ÍCONE DE RESPOSTA NO CADERNO
Indica que os estudantes devem registrar as respostas da atividade no caderno.
OBJETO DIGITAL
Indica que há Objeto Educacional Digital relacionado aos temas que estão sendo trabalhados e que pode ser acessado na versão digital do livro.
O LIVRO DO PROFESSOR
Este Livro do Professor é organizado em duas partes. Esta primeira parte apresenta a estrutura da obra e a Reprodução do Livro do Estudante, que se refere à reprodução das páginas do Livro do Estudante em tamanho reduzido, com respostas e possíveis comentários para você. Nas laterais e nos rodapés dessas páginas, as orientações ao professor propõem comentários, sugestões de condução para as atividades e respostas de algumas atividades que não foram apresentadas na reprodução da página do Livro do Estudante. Essas orientações colaboram para a prática docente e seu dia a dia em sala de aula e foram elaboradas de modo a explicitar os procedimentos das aulas de forma prática e ao mesmo tempo detalhada, oferecendo suporte à prática docente.
A segunda parte, apresentada após a Reprodução do Livro do Estudante, é intitulada Manual do Professor. Ela apresenta a estrutura da BNCC, a fundamentação teórico-metodológica da obra e aborda diversos assuntos que contribuem para o desenvolvimento docente e para o dia a dia em sala de aula. Além disso, apresenta um quadro de distribuição dos conteúdos com as habilidades e as competências da BNCC que estão sendo desenvolvidas em cada unidade e sugestões de cronogramas bimestrais, trimestrais e semestrais. Ao final dessa parte, são apresentadas sugestões de referências complementares para a prática docente e as referências bibliográficas comentadas utilizadas como consulta para a produção das orientações ao professor e do Manual do Professor
Observe a seguir como as orientações ao professor, que constam na primeira parte deste Livro do Professor, estão estruturadas.
OBJETIVOS DA UNIDADE
Destaca os objetivos pedagógicos de cada unidade do Livro do Estudante nos comentários relacionados à página de abertura.
AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA
Apresenta os objetivos da página de abertura de cada unidade, além de sugestões de encaminhamento das atividades, servindo como um momento de avaliação diagnóstica dos conhecimentos prévios dos estudantes.
RESPOSTAS
Apresenta as sugestões de respostas de algumas atividades e questões indicadas no Livro do Estudante
BNCC
Apresenta habilidades, competências e temas con-
temporâneos transversais da BNCC que estão sendo desenvolvidos em cada conteúdo, destacando as relações entre esses elementos e o conteúdo.
COMENTÁRIOS DIVERSOS
Os comentários e as explicações de caráter prático referentes às atividades do Livro do Estudante e as considerações pedagógicas a respeito de possíveis dificuldades dos estudantes na resolução das atividades, bem como alternativas para consolidar conhecimentos, são inseridos em tópicos ao longo da unidade.
Nas orientações ao professor das páginas de conteúdo, em momentos propícios, são destacadas as possíveis relações de integração entre componentes curriculares de diferentes áreas do conhecimento.
Nas orientações ao professor das páginas em que são apresentadas a seção Gente do Sul, sempre que possível, são inseridas mais informações sobre a personalidade ou o grupo, com destaque para suas ações na Região Sul.
Nas orientações ao professor da seção Sou cidadão, apresentamos os objetivos pedagógicos e as orientações sobre habilidades, competências e temas contemporâneos transversais da BNCC contemplados. Também destacamos a situação-problema que envolve o tema proposto e apresentamos orientações para a condução do trabalho com a seção. Sempre que possível, são destacadas as relações interdisciplinares entre componentes curriculares de diferentes áreas do conhecimento.
ATIVIDADE EXTRA
Apresenta sugestões de atividades complementares que contribuem para diversificar as estratégias de aprendizagem.
OBJETIVOS
Lista os objetivos pedagógicos de algumas seções do Livro do Estudante
AVALIAÇÃO FORMATIVA
Apresenta os objetivos e as sugestões de encaminhamentos da página de atividades, podendo ser usada por você como momento de acompanhamento da aprendizagem dos estudantes, permitindo a tomada de decisão, como o prosseguimento ou a retomada dos conteúdos por meio de novas estratégias.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
Fornece sugestões de livros, artigos acadêmicos, sites, entre outros recursos, contribuindo para a sua formação.
AVALIAÇÃO SOMATIVA
Apresenta os objetivos da página de atividades localizada ao final de cada unidade. Em geral, são propostos encaminhamentos a respeito das atividades, que podem auxiliar ou respaldar ações, caso necessário, para sanar possíveis dificuldades dos estudantes.
LIVRO DO ESTUDANTE
História e Geografia Região Sul História e Geografia Região Sul
VOLUME ÚNICO
3º, 4º e 5º anos
Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Organizadora:
EDITORA NOVO RUMO
Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo.
Editora responsável:
Natália Figueiredo Cirino de Moura
Licenciada em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR). Editora e elaboradora de materiais didáticos.
Componente curricular: Regionalizado de História e Geografia
1ª edição Londrina, 2025
11/09/2025 12:27:20
Esta parte do Livro do Professor contém a Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido, com respostas das atividades e possíveis comentários para você. Além disso, nas laterais e rodapés há as orientações ao professor que servem como um guia para a prática pedagógica apresentando sugestões sobre como trabalhar as atividades, além de apresentar as respostas que não foram incluídas na reprodução das páginas. Para deixar mais evidente o sentido de leitura, em algumas páginas utilizamos as indicações e .
Autorização de recursos João Henrique Pedrão Feliciano
Iconografia Alessandra Roberta Arias, Vinícius Costa (trat. imagens)
Objetos digitais
Gerência de produção Erick Lopes de Almeida
Roteiros Renan Alves
Edição de imagens Leticia Nakadomari
Desenvolvimento Ohanna Schmitt Bolfe, Tatiana Tissa Kawakami
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Plantar história e geografia : região Sul : 3º, 4º e 5º anos : anos iniciais do ensino fundamental : volume único / organizadoraEditora Novo Rumo ; obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Novo Rumo ; editora responsável Natália Figueiredo Cirino de Moura. -- 1. ed. -Londrina, PR : Editora Novo Rumo, 2025.
Componente curricular: Regionalizado de história e geografia.
ISBN 978-65-5158-026-0(livro do estudante)
ISBN 978-65-5158-027-7(livro do professor)
ISBN 978-65-5158-035-2(livro do estudante HTML5)
ISBN 978-65-5158-059-8(livro do professor HTML5)
1. Geografia (Ensino fundamental) 2. História (Ensino fundamental) I. Moura, Natália Figueiredo Cirino de. II. Série.
CDD-372.19
25-299065.0
Índices para catálogo sistemático:
1. Ensino integrado : Livros-texto : Ensino fundamental 372.19
Eliete Marques da Silva - Bibliotecária - CRB-8/9380
Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA NOVO RUMO.
Avenida Doutor Adhemar Pereira de Barros, 1500, sala 804 - Bela Suíça - Londrina-PR CEP 86047-250 - Tel. (43) 3367-2030 contato@editoranovorumo.com.br
Elaboração de originais
Natália Figueiredo Cirino de Moura
Licenciada em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Editora e elaboradora de materiais didáticos.
Lino Antonio Batista Lemes
Mestre, licenciado e bacharel em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Especialista em Educação Ambiental pela Faculdade de Educação São Luís (FESL-SP).
Especialista em Ensino de Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Editor e elaborador de materiais didáticos.
Neiva Camargo Torrezani
Mestra, licenciada e bacharela em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Especialista em Análise e Educação Ambiental em Ciências da Terra pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Licenciada em Pedagogia pela Universidade Cesumar (Unicesumar-PR).
Elaboradora e editora de materiais didáticos.
Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.
Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33
Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375
05/10/2025 09:12:53
APRESENTAÇÃO
Olá, estudante!
Na vida, a gente aprende e ensina o tempo todo. Provavelmente, você já aprendeu muito com seus professores, amigos e conhecidos.
Neste livro, há momentos tanto para compartilhar o que já viveu quanto para novas descobertas. Você vai ler e produzir textos, conhecer mapas e fontes históricas diversas e entender como funcionam determinados processos naturais, sociais e culturais, especialmente os da Região Sul.
Esperamos que interaja com os colegas e participe das atividades, desenvolvendo o interesse por novas descobertas. E não se esqueça de que sempre poderá tirar as suas dúvidas com o professor.
Aproveite cada momento para tornar esse aprendizado mais rico e divertido.
CONHEÇA SEU LIVRO
A seguir, apresentamos a organização do seu livro e indicamos como isso vai ajudar em seus estudos.
PÁGINAS DE ABERTURA
Nessas páginas, você pode encontrar imagens e um breve texto iniciando a conversa sobre o assunto que será estudado na unidade, além de atividades que exploram o que você já sabe.
Objetos de conhecimento
• Os patrimônios históricos e culturais da cidade e/ou do município em que vive.
Habilidades
(EF03HI04) Identificar os patrimônios históricos e culturais de sua cidade ou região e discutir as razões culturais, sociais e políticas para que assim sejam considerados.
Unidade temática: O lugar em que vive
Objetos de conhecimento
• A produção dos marcos da memória: os lugares de memória (ruas, praças, escolas, monumentos, museus etc.).
Habilidades
(EF03HI05) Identificar os marcos históricos do lugar em que vive e compreender seus significados.
(EF03HI06) Identificar os registros de memória na cidade (nomes de ruas, monumentos, edifícios etc.), discutindo os critérios que explicam a escolha desses nomes.
Objetos de conhecimento
• A produção dos marcos da memória: formação cultural da população.
Habilidades
(EF03HI07) Identificar semelhanças e diferenças existentes entre comunidades
A seguir, apresentamos um conjunto de unidades temáticas, objetos de conhecimento e habilidades de História e Geografia da BNCC desenvolvidos nesta obra. Eles podem ser consultados sempre que necessário, para nortear os planejamentos das aulas ou o trabalho com os conteúdos.
BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC) • 3º ANO
HISTÓRIA
Unidade temática: As pessoas e os grupos que compõem a cidade e o município
Objetos de conhecimento
• O “Eu”, o “Outro” e os diferentes grupos sociais e étnicos que compõem a cidade e os municípios: os desafios sociais, culturais e ambientais do lugar onde vive.
Habilidades
3
05/10/2025 10:22:43
(EF03HI01) Identificar os grupos populacionais que formam a cidade, o município e a região, as relações estabelecidas entre eles e os eventos que marcam a formação da cidade, como fenômenos migratórios (vida rural/vida urbana), desmatamentos, estabelecimento de grandes empresas etc. (EF03HI03) Identificar e comparar pontos de vista em relação a eventos significativos do local em que vive, aspectos relacionados a condições sociais e à presença de diferentes grupos sociais e culturais, com especial destaque para as culturas africanas, indígenas e de migrantes.
de sua cidade ou região, e descrever o papel dos diferentes grupos sociais que as formam.
Unidade temática: A noção de espaço público e privado
Objetos de conhecimento
• A cidade, seus espaços públicos e privados e suas áreas de conservação ambiental.
Habilidades
(EF03HI09) Mapear os espaços públicos no lugar em que vive (ruas, praças, escolas, hospitais, prédios da Prefeitura e da Câmara de Vereadores etc.) e identificar suas funções.
Bom estudo!
GEOGRAFIA
Unidade temática: O sujeito e seu lugar no mundo
Objetos de conhecimento
• A cidade e o campo: aproximações e diferenças
Habilidades
(EF03GE02) Identificar, em seus lugares de vivência, marcas de contribuição cultural e econômica de grupos de diferentes origens.
Unidade temática: Conexões e escalas
Objetos de conhecimento
• Paisagens naturais e antrópicas em transformação
GENTE DO SUL
Nessa seção, você vai conhecer diferentes personalidades, cujas histórias são originárias ou têm alguma relação com a Região Sul.
CONTEÚDO
Nessas páginas, são apresentados textos, imagens e atividades que vão auxiliar em sua aprendizagem sobre a História e a Geografia da Região Sul, envolvendo, principalmente, a sua vivência nos lugares, com as pessoas e com a natureza.
BOXE COMPLEMENTAR
Nas unidades, algumas informações adicionais interessantes são destacadas, complementando o assunto ou o contexto trabalhado.
VOCABULÁRIO
Nesse boxe você encontra o significado de algumas palavras para ajudar na compreensão dos textos. Essas palavras foram destacadas nos textos.
ATIVIDADES
Seção com blocos de atividades relacionadas ao conteúdo estudado.
SOU CIDADÃO
Nessa seção, você vai refletir sobre temas importantes e, com os colegas, pesquisar e pensar nas situações e realidades apresentadas.
Habilidades
(EF03GE04) Explicar como os processos naturais e históricos atuam na produção e na mudança das paisagens naturais e antrópicas nos seus lugares de vivência, comparando-os a outros lugares.
Unidade temática: Mundo do trabalho
Objetos de conhecimento
• Matéria-prima e indústria
Habilidades
(EF03GE05) Identificar alimentos, minerais e outros produtos cultivados e extraídos da natu-
reza, comparando as atividades de trabalho em diferentes lugares.
Unidade temática: Natureza, ambientes e qualidade de vida
Objetos de conhecimento
• Impactos das atividades humanas
Habilidades
(EF03GE09) Investigar os usos dos recursos naturais, com destaque para os usos da água em atividades cotidianas (alimentação, higiene, cultivo de plantas etc.), e discutir os problemas ambientais provocados por esses usos.
SAIBA MAIS
Apresenta sugestões de livros, sites e filmes que estão relacionados com os conteúdos estudados.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS
Essa seção contém as referências de livros, revistas e sites que foram utilizados na elaboração do seu livro.
ÍCONES E DESTAQUES
RESPOSTA ORAL
Indica atividades e questões que você deve responder oralmente.
RESPOSTA CADERNO
Indica atividades e questões que você deve responder no caderno.
CARTOGRAFIA
Conteúdo ou atividade que contempla conceitos, noções ou habilidades de cartografia.
OBJETOS DIGITAIS
Indica que existe, na versão digital deste livro, um infográfico ou mapa clicável relacionado ao conteúdo.
Os sites indicados neste livro podem mostrar imagens e textos diferentes dos que foram pensados para o seu estudo. Isso acontece porque o conteúdo disponível on-line pode ser alterado com o tempo e variar conforme o histórico de pesquisa do usuário. Por isso, não temos como controlar as imagens e os textos que aparecem em tais sites
Habilidades
(EF04GE05) Distinguir unidades político-administrativas oficiais nacionais (Distrito, Município, Unidade da Federação e grande região), suas fronteiras e sua hierarquia, localizando seus lugares de vivência.
Objetos de conhecimento
• Territórios étnico-culturais
Habilidades
(EF04GE06) Identificar e descrever territórios étnico-culturais existentes no Brasil, tais como terras indígenas e de comunidades remanescentes de quilombos,
reconhecendo a legitimidade da demarcação desses territórios.
Unidade temática: Mundo do trabalho Objetos de conhecimento
• Trabalho no campo e na cidade
Habilidades
(EF04GE07) Comparar as características do trabalho no campo e na cidade.
Unidade temática: Formas de representação e pensamento espacial
Objetos de conhecimento
• Sistema de orientação
BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC) • 4º ANO
GEOGRAFIA
Unidade temática: O sujeito e seu lugar no mundo
Objetos de conhecimento
• Território e diversidade cultural
Habilidades
(EF04GE01) Selecionar, em seus lugares de vivência e em suas histórias familiares e/ou da comunidade, elementos de distintas culturas (indígenas, afro-brasileiras, de outras regiões do país, latino-americanas, europeias, asiáticas etc.), valorizando o que é próprio em cada uma delas e sua contribuição para a formação da cultura local, regional e brasileira.
Objetos de conhecimento
• Processos migratórios no Brasil
Habilidades
(EF04GE02) Descrever processos migratórios e suas contribuições para a formação da sociedade brasileira.
Unidade temática: Conexões e escalas
Objetos de conhecimento
• Relação campo e cidade
Habilidades
(EF04GE04) Reconhecer especificidades e analisar a interdependência do campo e da cidade, considerando fluxos econômicos, de informações, de ideias e de pessoas.
Objetos de conhecimento
• Unidades político-administrativas do Brasil
Habilidades
(EF04GE09) Utilizar as direções cardeais na localização de componentes físicos e humanos nas paisagens rurais e urbanas. Objetos de conhecimento
• Elementos constitutivos dos mapas
Habilidades
(EF04GE10) Comparar tipos variados de mapas, identificando suas características, elaboradores, finalidades, diferenças e semelhanças.
BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC) • 5º ANO
GEOGRAFIA
Unidade temática: O sujeito e seu lugar no mundo
Objetos de conhecimento
• Dinâmica populacional Habilidades
(EF05GE01) Descrever e analisar dinâmicas populacionais na Unidade da Federação em que vive, estabelecendo relações entre migrações e condições de infraestrutura.
Objetos de conhecimento
• Diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais
Habilidades
(EF05GE02) Identificar diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais entre grupos em diferentes territórios.
Unidade temática: Formas de representação e pensamento espacial
Objetos de conhecimento
• Mapas e imagens de satélite Habilidades
(EF05GE08) Analisar transformações de paisagens nas cidades, comparando
SUMÁRIO
UNIDADE REGIÃO SUL, ONDE EU VIVO .................. 9 1
TEMA 1 • A IMPORTÂNCIA
DAS REGIÕES 10 AS GRANDES REGIÕES DO BRASIL 10
GENTE DO SUL • Carlão Grafitti 12 ATIVIDADES 13
TEMA 2• A REGIÃO SUL NO MUNDO 14 OS ESTADOS DA REGIÃO SUL 15
ATIVIDADES 17
TEMA 3 • O TERRITÓRIO DA REGIÃO SUL TEM HISTÓRIA 18
TRATADO DE TORDESILHAS 18
TRATADOS DE LIMITES 20
GUERRA DO CONTESTADO 21
GENTE
GENTE DO SUL • Jayme
Braun 25 SOU CIDADÃO • As cidades gêmeas
sequência de fotografias, fotografias aéreas e imagens de satélite de épocas diferentes.
Objetos de conhecimento
• Representação das cidades e do espaço urbano Habilidades
(EF05GE09) Estabelecer conexões e hierarquias entre diferentes cidades, utilizando mapas temáticos e representações gráficas.
Unidade temática: Natureza, ambientes e qualidade de vida Objetos de conhecimento
• Gestão pública da qualidade de vida
UNIDADE NATUREZA E TRANSFORMAÇÕES NA REGIÃO SUL .............. 29 2
Habilidades
(EF05GE12) Identificar órgãos do poder público e canais de participação social responsáveis por buscar soluções para a melhoria da qualidade de vida (em áreas como meio ambiente, mobilidade, moradia e direito à cidade) e discutir as propostas implementadas por esses órgãos que afetam a comunidade em que vive.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 374-379; 410415. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/escola-em -tempo-integral/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal.pdf. Acesso em: 14 set. 2025.
FORMAÇÃO DA POPULAÇÃO DA REGIÃO SUL .................... 49 3
TEMA 1 • UMA DIVERSIDADE DE POVOS 50
OS PRIMEIROS POVOADORES 50 ATIVIDADES 52
TEMA 2 • A CHEGADA DE OUTROS GRUPOS POPULACIONAIS 53
MISSIONÁRIOS JESUÍTAS 53
GENTE DO SUL • Sepé Tiaraju 55
OS TROPEIROS 56 A VINDA DOS AÇORIANOS 57
ATIVIDADES 58
AFRICANOS E AFRO-BRASILEIROS 59
GENTE DO SUL • Antonieta de Barros 59
ATIVIDADES 61
TEMA 3 • REVOLUCIONÁRIOS FARROUPILHAS 62 A IMPORTÂNCIA DOS LANCEIROS NEGROS 63
TEMA 4 • OS IMIGRANTES NA REGIÃO SUL 64 CONFLITOS COM INDÍGENAS 65 CONTRIBUIÇÕES
DOS IMIGRANTES 66
GENTE DO SUL • Haruo Ohara 66
ATIVIDADES 67
TEMA 5 • A DINÂMICA DA POPULAÇÃO DA REGIÃO SUL 68 O CRESCIMENTO DA POPULAÇÃO 68
MOVIMENTOS DA POPULAÇÃO DO SUL 70 ATIVIDADES 73
SOU CIDADÃO • Valorizando as histórias do Sul 74
UNIDADE
FORMAÇÃO CULTURAL E DIVERSIDADE .............. 77 4
TEMA 1 • POVOS E COMUNIDADES DA REGIÃO SUL 78 COMUNIDADES INDÍGENAS 78
GENTE DO SUL • Kronum Kaingang 78 COMUNIDADES QUILOMBOLAS 81 POVOS DE TERREIRO 82 CAIÇARAS 82
83
83
84
TEMA 2 • PATRIMÔNIOS HISTÓRICOS E CULTURAIS DO SUL 85 OS PATRIMÔNIOS MATERIAIS 86 OS PATRIMÔNIOS IMATERIAIS 87
GENTE DO SUL • Movimento Negro Kizumbi 88
ATIVIDADES 89
TEMA 3 • MARCOS HISTÓRICOS DO MEU LUGAR DE VIVÊNCIA 90
GENTE DO SUL • Anita Garibaldi 92 ATIVIDADES 93
SOU CIDADÃO • Todos temos direito à cultura 94
ATIVIDADES 96
ATIVIDADES 76 7
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UNIDADE CIDADE E CAMPO NA REGIÃO SUL .................... 97 5
TEMA 1 • OS MUNICÍPIOS
TÊM HISTÓRIA 98
PRIMEIRAS VILAS E CIDADES DA REGIÃO SUL 98
GENTE DO SUL • Cruz e Sousa 100 ATIVIDADES 102
ESPAÇOS PÚBLICOS DO MUNICÍPIO 103
GENTE DO SUL • Maria Nicolas 103
ESPAÇOS DE LAZER 104 ATIVIDADES 105
TEMA 2 • ORGANIZAÇÃO URBANA NA REGIÃO SUL 106
CRESCIMENTO DAS CIDADES 106 O TRABALHO E AS PAISAGENS DAS CIDADES 109
AS CIDADES E SUA INTERDEPENDÊNCIA 111
ATIVIDADES 112
TEMA 3 • ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO RURAL NA REGIÃO SUL 113
PEQUENAS E MÉDIAS
PROPRIEDADES 114
AS GRANDES PROPRIEDADES 115 TECNOLOGIA E PRODUÇÃO NO CAMPO 116 A RELAÇÃO ENTRE
CAMPO E CIDADE 117
ATIVIDADES 119
SOU CIDADÃO • A agricultura familiar e sua importância 120
ATIVIDADES 122
UNIDADE
MEIO AMBIENTE E CIDADANIA NA REGIÃO SUL ................... 123 6
TEMA 1 • EXPLORAÇÃO DOS RECURSOS E OS PROBLEMAS AMBIENTAIS 124
DESMATAMENTO E BIODIVERSIDADE 125
PERDA DE SOLO CULTIVÁVEL 127 ATIVIDADES 129
TEMA 2 • DESAFIOS URBANOS E COSTEIROS 130
CRESCIMENTO URBANO E MEIO AMBIENTE 130 ATIVIDADES 132
TEMA 3 • USO SUSTENTÁVEL DOS RECURSOS 133
AGROECOLOGIA E EXTRATIVISMO SUSTENTÁVEL 133
OBJETOS DIGITAIS
MAPA CLICÁVEL: REGIÃO SUL E PAÍSES VIZINHOS 24
MAPA CLICÁVEL: SERRAS DO SUL: ATRAÇÕES TURÍSTICAS 33
INFOGRÁFICO CLICÁVEL: USINA DE ITAIPU: FONTE DE ENERGIA LIMPA E SUSTENTÁVEL 38
INFOGRÁFICO CLICÁVEL: PARQUE NACIONAL DE APARADOS DA SERRA 44
INFOGRÁFICO CLICÁVEL: OS SAMBAQUIS 51
INFOGRÁFICO CLICÁVEL: CENTROS HISTÓRICOS TOMBADOS PELO IPHAN 86
INFOGRÁFICO CLICÁVEL: PATRIMÔNIO
IMATERIAL: BARREADO DO LITORAL 88
INFOGRÁFICO CLICÁVEL: PRODUÇÃO DE ALIMENTOS 113
MAPA CLICÁVEL: PRINCIPAIS
PROBLEMAS AMBIENTAIS DA REGIÃO SUL DO BRASIL 124
GENTE DO SUL • Associação Catarinense de Preservação da Natureza (Acaprena) 135 ATIVIDADES 136 SOU CIDADÃO • Solidariedade de perto e de longe 137 ATIVIDADES 139 SAIBA MAIS 140 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS 143 8
1 REGIÃO SUL, ONDE EU VIVO
Estudante apontando para a linha imaginária do Tratado de Tordesilhas em uma cópia de mapa de Juan Lopez de Velasco, de cerca de 1575.
A imagem desta página traz um mapa que apresenta aspectos de História e de Geografia. Quais são esses aspectos?
O mapa mostra a linha do Tratado de Tordesilhas. O que você já sabe sobre esse tratado ou outros tratados de limites que envolvem a Região Sul?
Conte aos colegas uma característica do estado onde vive de que você mais goste.
O que você mais gostaria de aprender sobre a História e a Geografia da Região Sul?
1 a 4. Confira as respostas e sugestões de uso destas atividades como instrumento de avaliação nas orientações ao professor
OBJETIVOS DA UNIDADE
• Compreender o conceito de região.
• Analisar diferentes tipos de regionalização.
• Localizar a Região Sul no Brasil e no mundo por meio dos mapas.
• Reconhecer a divisão estadual da Região Sul e os aspectos naturais e culturais em comum entre os estados.
• Analisar aspectos históricos relacionados à formação territorial dos estados da Região Sul.
• Identificar limites e fronteiras entre os estados da Região Sul e países vizinhos.
• Reconhecer e valorizar as relações culturais entre os povos de fronteira.
AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA
Objetivos
• Identificar informações históricas e geográficas em um mapa.
• Descrever o aspecto de que mais gosta no estado onde vive.
• Refletir sobre aspectos que gostaria de estudar sobre a Região Sul e expressá-los.
Encaminhamentos
• Aproveite a oportunidade para identificar conhecimentos dos estudantes sobre conceitos e noções de História e Geografia no contexto da Região Sul. Conduza a exploração do mapa e auxilie-os a compreender a proposta de estudos integrados entre esses dois componentes.
• Proponha, na atividade 4, a estratégia de metodologia ativa escrita rápida. Depois, eles podem ler as respostas ou compartilhar o resultado em uma conversa. Essa dinâmica pode ser feita com uma ou duas das questões propostas.
Respostas
1. O aspecto da História é que se trata de um mapa histórico do continente ame-
ricano, de cerca de 1575, que mostra a linha imaginária do Tratado de Tordesilhas, acordo firmado entre Portugal e Espanha sobre o domínio dos territórios desse continente. O aspecto da Geografia é a representação do espaço do continente, a localização e abrangência de suas terras, os aspectos naturais registrados, como morros, montanhas ou oceanos.
2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comentem o que já sabem a respeito da formação histórica do território da Região Sul.
3. Resposta pessoal. Oriente-os a pensar
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em diferentes aspectos do estado onde moram, como alguns espaços (bairro, município), a população, os aspectos naturais, os costumes e as festividades. Incentive-os a escolher a forma que mais se sentem motivados a registrar essa resposta: desenhos ou textos.
4. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a pensarem em curiosidades que tenham sobre o estado onde vivem ou outros estados do Sul. Para isso, realize a estratégia de metodologia ativa indicada na avaliação diagnóstica.
• O Tema 1: A importância das regiões, apresentado nas páginas 10 a 13, permite aos estudantes compreenderem o conceito de região e diferentes tipos de regionalização, sobretudo próximo de onde vivem. Eles podem se basear nesse conhecimento para identificarem regiões em diferentes contextos, com destaque para a divisão do território brasileiro em Grandes Regiões, considerando os aspectos sociais e geográficos de diferentes estados, principalmente de onde vivem, o que colabora para o desenvolvimento da habilidade EF04GE01. Ao reconhecerem a Região Sul em mapas, compararem-na a outros estados e regiões e localizarem outros países e o Oceano Atlântico, os estudantes desenvolvem as habilidades EF04GE05, EF04GE09 e EF04GE10
• O estudo sobre regionalização, a compreensão dos critérios que podem ser usados para designar regiões e a identificação das Grandes Regiões brasileiras propostos neste momento auxiliam o desenvolvimento das Competências gerais 1 e 4
• Além disso, a abordagem que valoriza diferentes aspectos culturais da região, seja em regionalizações, seja em expressões artísticas envolvendo pessoas da Região Sul, contempla o trabalho com o tema contemporâneo transversal Diversidade cultural
• O trabalho com os conteúdos do Tema 1 favorece análises sobre diferentes processos geográficos da Região Sul ao possibilitar que os estudantes identifiquem a presença de aspectos naturais, sociais e culturais comuns nesse território, relacionados à localização da região e ao processo histórico de sua formação. Esse estudo contribui para
1 A IMPORTÂNCIA DAS REGIÕES
Se você nasceu ou mora no Sul do Brasil, é necessário conhecer e compreender melhor a região onde estão localizados o município e o estado onde vive.
Vamos começar estudando o que é região. Uma região pode ser delimitada de acordo com algumas características que a tornam diferente de outras áreas, por exemplo, o mesmo tipo de ocupação dos terrenos, aspectos naturais em comum, como vegetação, clima ou relevo, além de atividades econômicas predominantes. Em geral, as regiões são criadas com o intuito de conhecer e administrar melhor os lugares e as necessidades das pessoas.
AS GRANDES REGIÕES DO BRASIL
Quando falamos em regiões, é comum lembrarmos das Grandes Regiões do Brasil. Elas foram criadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para auxiliar na administração do território nacional e são identificadas pelos nomes: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Observe-as no mapa.
Fonte de pesquisa: ATLAS geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 93.
Brasil: Grandes Regiões (2023)
0 480 km
1. Quais das regiões do Brasil fazem divisa com a Região Sul?
1. Resposta: Regiões Sudeste e Centro-Oeste.
2. Quais estados brasileiros fazem divisa com estados da Região Sul?
2. Resposta: São Paulo e Mato Grosso do Sul.
o desenvolvimento do raciocínio geográfico com os estudantes, pois envolve conhecimentos sobre a relação da sociedade com o lugar onde vive e as transformações que promove, resultando em espaços com características próprias.
• A regionalização do Brasil em Grandes Regiões facilita a administração do território nacional, identificando demandas e potencialidades nas regiões. Cite exemplos, como o levantamento e o estudo sobre dados estatísticos de diferentes tipos (crescimento da população, indicadores sociais e naturais e áreas de vegetação nativa ou de desmatamento).
• As atividades 1 e 2 permitem desenvolver noções cartográficas ao promoverem a análise do mapa. Explore a legenda, que privilegia o uso de cores na representação das informações. Incentive uma leitura coletiva do mapa, trabalhando noções de localização e extensão geográfica, assim como relações de ordem. Para isso, utilize as perguntas da página e outras sobre a localização e a extensão das regiões brasileiras, faça comparações com a Região Sul e descreva a localização usando as direções cardeais etc.
OCEANO
co de Capricórnio
Cada uma das cinco regiões do país propostas pelo IBGE é formada por um conjunto de estados. Além da localização geográfica, essa divisão considera características naturais, econômicas, históricas e culturais do território brasileiro.
Desse modo, podemos concluir que os estados da Região Sul têm características em comum, que os diferenciam dos demais estados e regiões do país.
Outras regiões perto de você
Vamos pensar no espaço de um município. Os bairros, por exemplo, são regiões administrativas de um município. Conjuntos de bairros também podem formar regiões maiores, geralmente chamadas de zonas.
Observe o mapa com as regiões do município de Londrina, no Paraná.
Regiões da área urbana do município de Londrina (2025)
Apucarana
0 2 km 0 10 km
Fonte de pesquisa: LONDRINA. Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul). Relatório 2: diagnóstico e proposições. Londrina, 2022. p. 298. (Cadernos Técnicos, v. 2). Disponível em: https://repositorio.londrina. pr.gov.br/index.php/ippul/relatorios-finais-leis-especificas/49609-relatorio-2-cadernos/file. Acesso em: 24 jul. 2025.
Essas regiões foram demarcadas principalmente em função de sua localização, pelas direções Norte, Sul, Leste, Oeste, além do centro. Também se levou em conta elementos da paisagem que pudessem atuar nessa delimitação, como ruas, estradas e rios.
ATIVIDADE EXTRA
• Se possível, leve para a sala de aula um mapa do seu município para realizar uma análise de suas regiões administrativas. Se considerar pertinente, mostre ou desenhe um mapa sem os nomes de bairros, apenas com as divisões, apresentando os nomes dos bairros em uma lista. Incentive os estudantes a interpretarem essa representação e a localizarem esses bairros utilizando conhecimentos prévios sobre direções cardeais. Insira também marcos que possam servir como pontos de refe-
rência (como rios ou espaços públicos conhecidos), facilitando a atividade.
• Para ampliar o conhecimento sobre o conceito de região, indicamos a leitura a seguir.
[...]
A região pode ser vista como um resultado da lei do desenvolvimento desigual e combinado, caracterizada pela sua inserção na divisão nacional e internacional do trabalho e pela associação de relações de produção distintas. [...]
• Ao tratar do tópico Outras regiões perto de você, espera-se que os estudantes compreendam que a definição de uma região, em muitos contextos, serve a propósitos administrativos. Questione-os de forma que reconheçam, por exemplo, por que a divisão de bairros em uma cidade é importante, tanto para a localização geográfica como para a administração municipal.
• Ao promover a leitura do mapa com o intuito de desenvolver e aperfeiçoar noções cartográficas, explore as escalas apresentadas entre os mapas dos bairros, do município com a localização dos bairros e do estado com a localização do município. Faça a leitura coletiva da legenda para que os estudantes se familiarizem com o tipo de símbolo utilizado para representar os diferentes bairros do município de Londrina. Aproveite para exercitar a localização espacial por meio das direções cardeais, conforme a representação permite.
• Apresente exemplos de regionalização por meio de um mapa da região metropolitana da capital de seu estado e converse com a turma sobre as regiões metropolitanas da Região Sul. Aproveite para explorar aspectos relativos à formação dessas regiões, que agregam áreas de diferentes municípios em uma área urbana contígua.
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Tendo isso em vista, pode-se dizer que a região é considerada uma entidade concreta, resultado de múltiplas determinações, ou seja, da efetivação dos mecanismos de regionalização sobre um quadro territorial já previamente ocupado, caracterizado por uma natureza já transformada, heranças culturais e materiais e determinada estrutura social e seus conflitos. [...]
CORRÊA, Roberto L. Região e organização espacial 7. ed. São Paulo: Ática, 2003. p. 45-46. (Série Princípios).
Londrina
Ibiporã
Londrina
Sertanópolis
São Jerônimo da Serra
Cambé Rolândia Arapongas
• Ao desenvolver o trabalho com o texto sobre as regiões turísticas, explore com os estudantes o mapa das regiões abordadas, questionando-os para que identifiquem se estão próximos ou distantes dessas regiões.
• Explore a relação entre elementos da natureza e turismo, estabelecendo relações entre os aspectos naturais da Serra Gaúcha, como o clima, o relevo e a vegetação, com o desenvolvimento da infraestrutura turística nos municípios, como redes hoteleiras, restaurantes e comércios. Destaque também que se trata de uma região conhecida pelo cultivo de uva, ressaltando a produção de suco dessa fruta e a presença de vinícolas que também atraem muitos turistas.
• Aborde a relação do turismo no Vale Europeu com a colonização europeia e a presença de elementos de culturas desses povos nessa região de Santa Catarina. Explore o fato de que os imigrantes e seus descendentes mantiveram esses elementos no decorrer do processo histórico e que, atualmente, isso se reflete em patrimônios materiais e imateriais em cidades e no espaço rural da região. São exemplos desses patrimônios a arquitetura, a culinária, as festas e as tradições locais.
• Explore os aspectos naturais e históricos do Norte Pioneiro que são atrações turísticas nessa região, destacando a presença de atrativos naturais, como cachoeiras e características históricas e culturais de povoamento. Podemos citar a tradição agrícola (especialmente a atividade cafeeira) e a colonização por diferentes grupos de imigrantes.
AS REGIÕES TURÍSTICAS
Algumas áreas com características bem definidas, como os aspectos culturais, a vegetação e as formas do relevo, podem ser atrativas aos turistas.
Na Região Sul, há várias regiões turísticas. Conheça alguns exemplos a seguir, que estão representados no mapa.
Regiões turísticas na Região Sul (2025)
• A Serra Gaúcha, no Rio Grande do Sul, definida principalmente pelo aspecto natural das formas de relevo e do clima, assim como por aspectos culturais da imigração europeia.
• O Vale Europeu, em Santa Catarina, região criada por reunir, principalmente, características culturais dos imigrantes europeus que colonizaram essa área.
• O Norte Pioneiro, no Paraná, uma das regiões de ocupação mais antiga do estado, delimitada por aspectos naturais e culturais atrativos aos turistas.
Fonte de pesquisa: BRASIL. Ministério do Turismo. Mapa do turismo brasileiro. Disponível em: https://www.mapa.turismo. gov.br/mapa/init.html#/home. Acesso em: 24 jul. 2025.
GENTE DO SUL
Carlão Grafitti
Carlos Henrique Floriano (1988-), mais conhecido como Carlão Grafitti, nasceu no município de Cambará, no Norte Pioneiro do Paraná. O artista é instrutor de arte e se destaca pelas pinturas e pelos grafites que produz, tendo seus trabalhos reconhecidos em exposições de arte e museus paranaenses.
• Ao trabalhar com os estudantes o conteúdo da seção Gente do Sul, valorize a expressão artística de Carlos Henrique Floriano (1988-), da região do Norte Pioneiro do Paraná, mais conhecido como Carlão Grafitti. O grafite é uma manifestação artística urbana da expressão popular, da criatividade e da identidade das comunidades onde nasce. Muito além de uma simples pintura em muros, o grafite é uma linguagem visual, de crítica social, de expressão cultural e uma rica forma de arte contemporânea. Explore com os estudantes os grafites que eventualmente existam na cidade onde vivem, por meio de informações ou de fotografias. Aborde mais informações sobre essa expressão cultural, realizando esse trabalho em conjunto com o componente curricular de Arte.
de Capricórnio
Carlão Grafitti, em 2025.
VINÍCIUS COSTA/ARQUIVO
ATIVIDADES
1. Observe os mapas e responda às questões no caderno.
Trópico de Capricórnio
Fonte de pesquisa: ATLAS geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 93.
Fonte de pesquisa: ATLAS geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 93.
a ) Qual dessas regiões abrange mais estados? Quantos estados há nessa região?
1. a) Resposta: A Região Nordeste. É formada por nove estados.
b ) Qual dessas regiões é banhada pelo Oceano Atlântico?
1. b) Resposta: As duas regiões são banhadas pelo Oceano Atlântico.
c ) Qual região faz limite com territórios de outros países? Que países são esses?
1. c) Resposta: A Região Sul faz limite com outros países: Argentina, Paraguai e Uruguai.
2. Junte-se a mais dois ou três colegas e façam uma pesquisa sobre alguma região de seu estado. Definam qual região será pesquisada e escrevam no caderno um resumo com as seguintes informações:
• nome da região;
• principal critério usado em sua definição (natural, econômico, cultural);
• qual área abrange, ou seja, por quais bairros ou municípios ela se estende;
• qual aspecto mais chamou a atenção de vocês sobre essa região. Se possível, acrescentem mapas e fotografias ao resumo. Compartilhem as informações pesquisadas em uma apresentação para a turma.
2. Resposta pessoal. Auxilie os estudantes a
se organizarem em grupos de três ou quatro integrantes. Confira mais informações sobre esta atividade nas orientações ao professor
• A pesquisa direcionada também pode envolver o estado de vivência e outros estados do Sul, caso haja algum interesse especial da turma com relação a essa região. Incentive-os a utilizar mapas do Brasil, da região ou dos estados onde esses municípios estão localizados, favorecendo o desenvolvimento de noções cartográficas na confecção dessas representações. Forneça esses mapas à turma ou trabalhe com eles na sala de informática da escola, se possível, com esse objetivo estritamente pedagógico. Mapas mudos que podem servir para esse trabalho po-
dem ser encontrados no site a seguir: MAPAS. IBGEeduca. Disponível em: https:// educa.ibge.gov.br/criancas/mapas-5. html. Acesso em: 2 set. 2025.
ATIVIDADE EXTRA
• Proponha uma atividade prática com os estudantes na sala de aula, pátio ou quadra. Marque com giz, barbante ou fita adesiva, dois quadros grandes, um indicando SIM e o outro NÃO. Faça perguntas sobre regionalização, Região Sul, importância das regiões, regiões perto de vocês, em
Objetivos
• Analisar e comparar o espaço de regiões brasileiras por meio de mapas.
• Pesquisar e descrever regionalizações próximas de onde vive ou em outras porções do estado.
• Favorecer a consolidação de conhecimentos e a recuperação e a progressão das aprendizagens.
Encaminhamentos
• Na atividade 1, oriente a observação e comparação dos mapas, trabalhando a linguagem dessas representações e destacando a legenda, a fim de decodificar os símbolos utilizados, como as linhas dos limites entre países e divisas estaduais. Esse trabalho favorece o desenvolvimento de noções cartográficas
• Na atividade 2, oriente os estudantes na realização da pesquisa ou cite fontes previamente selecionadas, como sites de municípios (câmara de vereadores) ou dos estados (governo ou câmara dos deputados estaduais). Podem ser usadas como exemplo regiões administrativas, turísticas ou econômicas. Como alternativa e a fim de evitar repetições, selecione previamente regiões de seu estado e designe uma para cada grupo.
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que a resposta seja sim ou não. Os estudantes devem responder entrando em um dos quadros. Essa dinâmica pode ajudar a avaliar a aprendizagem deles e permite que se desloquem no espaço por meio de raciocínios automáticos, contribuindo com o aprimoramento da propriocepção Caso haja estudantes com deficiência física, incentive a atividade de maneira colaborativa, promovendo o apoio entre os colegas de forma solidária e respeitosa, garantindo a participação plena e significativa de todos.
Região Sul (2023)
Região Nordeste (2023)
• No Tema 2: A Região Sul no mundo, apresentado nas páginas 14 a 17, os estudantes reconhecem aspectos que permitem a regionalização da Região Sul e as representações cartográficas dos estados da Região Sul, identificando cada um desses territórios e as divisas entre eles. Também identificam aspectos culturais em comum da Região Sul, reconhecendo o papel do processo histórico na formação desses territórios e de sua identidade, considerando, por exemplo, as contribuições de diferentes povos. Esse estudo mobiliza o tema contemporâneo transversal Diversidade cultural, além de proporcionar o desenvolvimento das habilidades
EF03GE02 , EF04GE01 , EF04GE05 e EF04GE09.
• Ao reconhecerem, por meio de textos e mapas, como os estados da Região Sul apresentam aspectos em comum que permitem essa regionalização, os estudantes desenvolvem aspectos das Competências gerais 1 e 4
• Inicie o tema resgatando os conhecimentos prévios da turma sobre a localização do Brasil no mundo. Leve para a sala de aula um planisfério em tamanho grande para que os estudantes o explorem, encontrando seu estado no Brasil e este no continente americano, assim como o continente como parte do conjunto dos demais continentes do mundo. Essa é uma oportunidade para explicar a eles que o espaço dos municípios, dos estados da Região Sul, do Brasil e do continente fazem parte do mesmo espaço: o planeta Terra. Essas noções auxiliam a desenvolver aos poucos o raciocínio geográfico ao acionarem cognitivamente noções de localização e ordem.
2 A REGIÃO SUL NO MUNDO
O seu município e o estado da Região Sul onde se localiza fazem parte de espaços maiores, como do Brasil e da América. Observe no mapa a localização do Brasil no mundo.
Mundo: continentes (2023)
Círculo Polar Ártico
OCEANO GLACIAL ÁRTICO
OCEANO ATLÂNTICO
Trópico de Câncer
Equador
Trópico de Capricórnio
OCEANO PACÍFICO
OCEANO PACÍFICO
OCEANO ÍNDICO
Círculo Polar Antártico
Fonte de pesquisa: ATLAS geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 38.
OCEANO GLACIAL ANTÁRTICO
África
Agora, observe a localização da Região Sul no território brasileiro.
1. Em qual continente está localizado o Brasil?
2. Descreva a localização da Região Sul no mundo.
1. Resposta: O Brasil está localizado na América, ou seja, no continente americano.
Brasil e Região Sul (2023)
PACÍFICO
Fonte de pesquisa: ATLAS geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 93.
2. Resposta: A Região Sul está
localizada no território brasileiro. O Brasil, por sua vez, fica na porção sul e leste da América do Sul, que faz parte do continente americano, um dos continentes do mundo.
• As atividades 1 e 2 promovem a leitura dos mapas com o intuito de desenvolver e aperfeiçoar noções cartográficas. Explore as escalas diferenciadas entre as representações, iniciando pelo planisfério, localizando o território brasileiro e comparando seu tamanho ao desse mesmo território no mapa seguinte. Explore a divisão política do planisfério e do mapa do Brasil, fazendo a leitura coletiva da legenda para que eles se familiarizem com o tipo de símbolo utilizado para representar as informações nessa representação. Aproveite para exercitar a localização espacial por meio das direções cardeais, conforme a representação permite.
• Durante o trabalho com as páginas 14 a 16, faça a descrição dos mapas pausadamente para que estudantes com necessidades educacionais específicas também interajam em relação a eles.
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OS ESTADOS DA REGIÃO SUL
Algumas características em comum entre os estados conferem uma identidade à Região Sul, como nos exemplos a seguir.
A formação da população dos estados tem características em comum, por isso compartilham vários elementos culturais.
Os hábitos de consumir o pinhão e a erva-mate na forma de chimarrão são compartilhados por parte dos habitantes da Região Sul.
Localizam-se na porção sul do território brasileiro e apresentam alguns elementos naturais em comum, como vegetação e clima. Também são banhados pelo Oceano Atlântico e têm áreas de fronteiras nos limites com países sul-americanos.
Observe essas características no mapa a seguir.
A maneira como o território dos estados foi ocupado e organizado ao longo do tempo tem semelhanças, como as atividades agropecuárias, que em sua maioria, na Região Sul, ocorrem em pequenas e médias propriedades rurais.
Fonte de pesquisa: ATLAS geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 92.
1. Resposta pessoal. Incentive a conversa entre os estudantes e dê informações para esse debate, como hábitos culturais comuns que o município partilha com outras áreas da Região Sul, tipo de ocupação inicial do município ou estado, presença de imigrantes etc. Traga fotografias, se possível.
1. Algumas dessas características são observadas no lugar onde você vive? Converse com os colegas e anote suas percepções no caderno.
• Ao trabalhar o exemplo do plantio e do consumo da erva-mate como aspecto cultural em comum dos estados da Região Sul, enfatize a origem indígena desse cultivo e dessa prática, identificando influências dos habitantes originários desse território na formação da identidade cultural da região. Destaque também que a erva-mate foi reconhecida como patrimônio cultural imaterial do Rio Grande do Sul, onde representa um dos símbolos oficiais do estado.
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• Realize a leitura do texto e a observação da sequência de mapas das páginas 15 e 16, que evidenciam aspectos em comum entre os três estados da Região Sul e, tendo como referência o próprio estado, busque verificar a percepção dos estudantes sobre o ambiente, as principais cidades, a população e a cultura nos demais estados da região, identificando aspectos em comum quando possível.
• A questão 1 faz a relação do estudo com o lugar de vivência dos estudantes. Sempre que possível, ao abordar a identidade cultural ou outras características de estados ou da Região Sul como um todo, explore-as e compare-as com os lugares de vivência deles, buscando a história das famílias e valorizando a contribuição de todos para a formação da cultura local e regional.
• Aproveitando o momento, resgate também conhecimentos sobre a presença de habitantes originários nesse território, conversando sobre povos indígenas que os estudantes possam conhecer. Aborde também, de maneira breve, o que a turma sabe sobre a chegada de imigrantes nesse território, ou acerca dos elementos culturais citados na página (pinhão e erva-mate) e da atividade agropecuária dos estados da Região Sul, destacando o predomínio de pequenas propriedades nesse processo histórico.
Trópico de Capricórnio
Grande do Sul
Região Sul (2023)
• Dando sequência ao desenvolvimento do tema, explore os mapas estaduais e a localização das capitais. Depois, apresente algumas curiosidades sobre esses estados para os estudantes, por exemplo, a origem do nome de cada estado, enfatizando suas diferentes origens. O nome do estado do Paraná deriva do Rio Paraná e sua origem é indígena: em tupi-guarani, Paraná significa “rio que se assemelha ao mar”. O nome do estado de Santa Catarina é provavelmente uma homenagem a Santa Catarina de Alexandria. Essa escolha reflete a influência europeia, especialmente portuguesa, na formação histórica da região. O nome do Rio Grande do Sul foi dado pelos colonizadores portugueses, que, ao chegarem ao local pela primeira vez, acreditaram que a Lagoa dos Patos se tratava de um grande rio.
ATIVIDADE EXTRA
• Apresente aos estudantes as bandeiras de cada estado da Região Sul e oriente-os a realizar uma pesquisa sobre o significado de elementos contidos na bandeira do estado e a escrever as descobertas no caderno.
• Se necessário, forneça informações a eles, como: a bandeira oficial do Paraná traz elementos relacionados à vegetação e à cultura da população, tendo em um dos lados uma araucária e no outro uma erva-mate; a bandeira oficial de Santa Catarina traz uma estrela que representa Santa Catarina, além de ramos de trigo e café para simbolizar a agricultura local; a bandeira oficial do Rio Grande do Sul traz um brasão de armas contendo elementos que remetem a ideais como o de igualdade.
Observe a seguir os mapas dos estados da Região Sul.
Estado do Paraná (2023)
Trópico de Capricórnio
Capital estadual
Limite estadual
Limite internacional
Estado de Santa Catarina (2023)
Fonte de pesquisa: ATLAS geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 92.
Fonte de pesquisa: ATLAS geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 92.
Estado do Rio Grande do Sul (2023)
Fonte de pesquisa: ATLAS geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 92.
Confira nas orientações ao professor sugestões de uso destas atividades como instrumento de avaliação.
ATIVIDADES
Escreva as respostas no caderno.
1. Escreva no caderno o nome do estado onde você vive, a sigla desse estado e a capital estadual.
1. Resposta pessoal. Auxilie e oriente os estudantes a buscarem as respostas nos mapas das páginas anteriores, se necessário.
2. Escreva, no caderno, o nome dos estados e/ou países que fazem divisa com seu estado.
2. Resposta pessoal. Auxilie e oriente os estudantes a
buscarem as respostas nos mapas das páginas anteriores, se necessário.
3. Descreva a localização do estado onde você vive utilizando as direções cardeais (Norte, Sul, Leste e Oeste).
4. As imagens a seguir representam características em comum entre os estados da Região Sul. No caderno, descreva quais são elas.
A.
B.
C.
3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes indiquem a localização do estado onde vivem. Por exemplo, no caso do Paraná, a leste do Paraguai, a oeste do Oceano Atlântico, ao sul de São Paulo, ao norte de Santa Catarina etc.
Propriedade rural no município de Caçador, em Santa Catarina, em 2025.
Objetivos
• Utilizar noções de orientação, localização e extensão para identificar aspectos relativos aos limites e às fronteiras da Região Sul por meio da observação de mapas e do uso das direções cardeais.
• Identificar aspectos comuns aos estados da Região Sul por meio da observação de fotografias.
• Favorecer a consolidação de conhecimentos e a recuperação e progressão das aprendizagens.
Encaminhamentos
Bebidas feitas de erva-mate no município de Ijuí, no Rio Grande do Sul, em 2021.
4. Resposta: Espera-se que os estudantes indiquem: na imagem A, a característica do desenvolvimento de atividades agrícolas em pequenas propriedades; na imagem B, a característica cultural compartilhada por parte dos
Paisagem litorânea do município de Guaratuba, no Paraná, em 2023.
habitantes dos estados do Sul, como tomar chimarrão, bebida feita
com erva-mate; na imagem C, a característica da posição geográfica, sendo os três estados banhados pelo Oceano Atlântico.
ATIVIDADE EXTRA
• Os estados brasileiros têm símbolos naturais, como espécies de animais e árvores que representam, respectivamente, sua fauna e sua flora. Sugira que os estudantes façam uma pesquisa, em grupos, sobre a planta ou o animal símbolo do estado onde vivem. Peça que apresentem o resultado da pesquisa por meio de um cartaz.
• Oriente os estudantes na realização de uma pesquisa. Se considerar pertinente, selecione previamente alguns exemplos, buscando estabelecer relações entre cada elemento da fauna ou da flora com os tipos de vegetação da Região
Sul e identificando ameaças a essas espécies.
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• A pesquisa também pode abranger alguns símbolos culturais do estado. Peça aos estudantes que façam cartazes individualmente ou organize os grupos por tipos de pesquisa.
• Nas atividades 1, 2 e 3, oriente a observação dos mapas apresentados nas páginas anteriores para a resolução das questões. Se necessário, auxilie-os a reconhecer as siglas que identificam os estados da Região Sul e os aspectos da localização dessa região em relação a outros estados e às direções cardeais.
• Na atividade 4, caso os estudantes tenham dificuldades, retome a leitura do texto que discorre sobre aspectos em comum dos estados da Região Sul. Se julgar pertinente, realize a atividade coletivamente, resgatando assuntos apresentados nas páginas anteriores por meio de uma conversa.
BNCC
• O estudo do Tema 3: O território da Região Sul tem história, apresentado nas páginas 18 a 23, desenvolve as habilidades EF03HI01 e EF04GE10, pois a turma identificará os grupos populacionais envolvidos na formação da Região Sul, compreendendo os impactos de fenômenos migratórios e disputas territoriais, além de comparar alguns tipos de mapas históricos, identificando as diferenças e semelhanças entre eles.
• Essas abordagens favorecem o trabalho com a Competência geral 6, pois valorizam os diferentes saberes, identidades e formas de organização social.
• O tema contemporâneo transversal Educação em direitos humanos é mobilizado para promover reflexões sobre o direito à terra, os conflitos sociais e a diversidade cultural dos povos do território sulista.
• Comente com os estudantes que o território da Região Sul, assim como de outras partes do Brasil, passou por um longo processo de disputas coloniais entre os reinos de Portugal e Espanha. Inicie a abordagem do tema promovendo uma roda de conversa para acolher e verbalizar os conhecimentos prévios dos estudantes. Promova a reflexão do pensamento autônomo e crítico com perguntas, como: “Vocês sabem por que falamos a língua portuguesa e nossos vizinhos da América do Sul falam espanhol?” ou “Quem decidiu como seriam definidas as fronteiras dos países da América?”. Incentive-os a refletir sobre mudanças e permanências no território ao longo do tempo.
3 O TERRITÓRIO DA REGIÃO SUL TEM HISTÓRIA
Para compreendermos o processo de formação do território da Região Sul, precisamos estudar o contexto histórico de disputas entre Portugal e Espanha pelas terras indígenas na América do Sul, a partir do século 15.
TRATADO DE TORDESILHAS
Ao longo dos séculos 15 e 16, portugueses e espanhóis fizeram expedições marítimas com o objetivo de ampliar suas atividades comerciais fora da Europa, conquistando terras em outros continentes, entre eles o americano. Em 1494, os reis de Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Tordesilhas, um acordo para dividir entre si os territórios conquistados durante as expedições marítimas.
Observe o mapa histórico a seguir, produzido alguns anos após a assinatura do Tratado de Tordesilhas.
Linha do Tratado de Tordesilhas. 1.
América do Sul. Continente africano. 2. 3. Continente europeu. Continente asiático. 4. 5.
• Ao trabalhar com a representação cartográfica do Tratado de Tordesilhas, comente que esse tratado foi um dos marcos do processo de colonização e divisão da América. Explique que, em 1494, antes mesmo da chegada dos portugueses ao território que hoje é o Brasil, Portugal e Espanha dividiram o “Novo Mundo” sem considerar a presença dos povos que habitavam essas terras. O Tratado de Tordesilhas estabelecia que as terras a leste pertenceriam a Portugal e, a oeste, à Espanha.
• Explique que o Tratado de Tordesilhas foi frequentemente desrespeitado, pois as fronteiras reais acabaram sendo moldadas pelas explorações territoriais, pelos conflitos e pelos interesses econômicos e religiosos dos colonizadores europeus. Ressalte que a configuração atual da
Região Sul é resultado desses embates, além da resistência e da permanência de diversos povos, especialmente os indígenas, que preservaram suas culturas, suas tradições e seus vínculos com o território. Incentive os estudantes a se posicionarem criticamente diante desses processos e a reconhecerem atuais nomes de municípios, marcos históricos e monumentos como maneiras de preservar as memórias dessas disputas.
Planisfério de Cantino. Pergaminho ilustrado, 218 cm × 1 020 cm. 1502.
É importante percebermos que o Planisfério de Cantino foi produzido por volta de 520 anos atrás, e o conhecimento geográfico e cartográfico que se tinha naquela época não era preciso como atualmente.
1. Como parte das terras que formam o atual território do Brasil foi representada no Planisfério de Cantino?
1. Resposta: As terras que fazem parte do território atual do Brasil foram representadas com grandes árvores, rios e aves.
Detalhe do Planisfério de Cantino. Pergaminho ilustrado. 1502. Aumento aproximado de 2,4 vezes no destaque em zoom da imagem.
Agora, observe o mapa a seguir, que mostra os atuais territórios do sul da América do Sul com a linha do Tratado de Tordesilhas.
Distribuição das terras no sul da América do Sul, de acordo com o Tratado de Tordesilhas (1494)
2. De acordo com o Tratado de Tordesilhas, a maior parte do atual território da Região Sul ficou sob domínio de Portugal ou da Espanha?
3. Qual atual estado da Região Sul ficou totalmente sob domínio espanhol, de acordo com esse tratado?
3. Resposta: O estado do Rio Grande do Sul.
Limites atuais
0 150 km
Fonte de pesquisa: MURADÁS, Jones. A geopolítica e a formação territorial do sul do Brasil. 2008. Tese (Doutorado em Geografia) – Programa de Pós-Graduação em Geografia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. p. 55. Disponível em: https://lume.ufrgs. br/handle/10183/15718. Acesso em: 28 maio 2025.
2. Resposta: A maior parte do atual território da Região Sul ficou sob domínio da Espanha.
mínio estabelecido pelo Tratado de Tordesilhas. Atente à leitura da legenda, ressaltando o fato de que os limites dos estados da Região Sul não existiam no momento histórico em que foi definido o Tratado de Tordesilhas. Explore os outros elementos, como título, escala, rosa dos ventos e fonte de informação. Esses exercícios auxiliam a desenvolver e aperfeiçoar noções cartográficas com os estudantes.
• Na atividade 1, explore o Planisfério de Cantino com lupa, projetor ou impressões
ampliadas. Pergunte aos estudantes o que observam no mapa, incentivando-os a verbalizar suas percepções sobre os elementos visuais, como a fauna e a flora. Comente que alguns cartógrafos usavam símbolos para representar aspectos naturais das terras que não conheciam.
• Ao realizar a atividade 2, oriente os estudantes a identificarem os territórios que ficaram designados para Espanha e para Portugal. Caso algum deles tenha dificuldades, comente que tudo o que ficou
• Comente com os estudantes que, apesar das limitações técnicas da época, os mapas eram instrumentos fundamentais de representação do mundo conhecido pelos europeus e revelam tanto os conhecimentos quanto as visões de mundo daqueles que os produziram. Explique que o Planisfério de Cantino, elaborado em 1502, é um dos primeiros registros cartográficos a representar parte da América do Sul e a demarcar a linha imaginária do Tratado de Tordesilhas, o que demonstra o esforço dos reinos europeus em legitimar sua ocupação e exploração dos novos territórios.
• Observe com os estudantes os elementos simbólicos do mapa, destacando como a natureza, representada por árvores, rios e aves, já era percebida como uma característica marcante do território que hoje compõe o Brasil. Reforce que esse tipo de imagem revela como os europeus viam as “novas terras” e que, ao mesmo tempo, ignora a presença dos povos indígenas que já habitavam e conheciam esse espaço. Incentive a turma a refletir criticamente sobre o que há e não há nesse tipo de representação cartográfica.
• O trabalho com os mapas dessa página permite acionar princípios de localização, distribuição e ordem ao representar porções do território brasileiro e o do-
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à oeste da linha fazia parte dos domínios espanhóis e que o que está à leste fazia parte dos territórios portugueses.
• Na atividade 3, comente que, apesar de o Rio Grande do Sul ter sido inicialmente destinado à Espanha, a presença portuguesa foi se consolidando a partir do século XVII por meio da pecuária e de expedições bandeirantes. Com isso, surgiram disputas que contribuíram para o redesenho das fronteiras em tratados posteriores, como o Tratado de Madri (1750).
OCEANO ATLÂNTICO
ARGENTINA
URUGUAI
PARAGUAI Paraná
Santa Catarina
Rio Grande do Sul
Trópico de Capricórnio
São Paulo
Mato Grosso do Sul
Limite do Tratado de Tordesilhas Territórios sob domínio da Espanha
sob domínio de Portugal
• Comente com os estudantes que, após a assinatura do Tratado de Tordesilhas, as disputas entre Portugal e Espanha pela posse de terras na América continuaram por séculos. Ressalte que, à medida que os colonizadores avançavam para o interior do continente, surgiam conflitos nas áreas de fronteira, o que exigiu novos acordos diplomáticos entre as coroas ibéricas.
• Explique que o Tratado de Madri (1750) estabeleceu o direito ao território a quem o ocupava. Isso beneficiou os portugueses, que já ocupavam áreas antes atribuídas à Espanha, como o atual território do Rio Grande do Sul.
• Ao tratar do tema, promova o pensamento crítico e autônomo: pergunte aos estudantes o que esses tratados revelam sobre a visão dos europeus com relação às terras americanas e aos povos que já viviam nelas. Aproveite esse momento para valorizar os saberes e as formas de ocupação territorial dos povos originários, mostrando que, embora tenham sido silenciados nos documentos oficiais, suas histórias continuam vivas na oralidade, na memória local e nas práticas culturais das comunidades. Sempre que possível, relacione com experiências do município ou da região, como marcos históricos, nomes de lugares e rios ou festividades que têm origem indígena.
ATIVIDADE
EXTRA
• Para contextualizar os tratados mencionados no livro, proponha a construção de uma linha do tempo. Organize os estudantes em grupos e distribua os nomes dos tratados (Utrecht, Madri, Santo Ildefonso e Badajoz) para que pesquisem as datas, os mapas, as causas e as consequências de cada um. Oriente os grupos a produzirem cartazes
TRATADOS DE LIMITES
A invasão, a conquista e a colonização da América continuaram nos séculos seguintes. Os espanhóis, após conquistarem parte da América Central, adentraram a América do Sul, formando colônias e cidades na costa do Oceano Pacífico e também no interior do continente, aproximando-se das fronteiras estabelecidas pelo Tratado de Tordesilhas (1494). Do mesmo modo, os portugueses instalaram-se nas regiões de fronteira, e os conflitos entre ibéricos pela posse das terras eram constantes.
Esses conflitos geraram a assinatura de tratados de limites, entre eles o Tratado de Utrecht (1715), o Tratado de Madri (1750), o Tratado de Santo Ildefonso (1777) e o Tratado de Badajoz (1801).
Observe, no mapa a seguir, como esses tratados impactaram a definição de limites na atual Região Sul do Brasil.
Tratados de limites (séculos 18 e 19)
com breves resumos e ilustrações de mapas que representam esses tratados. Após a pesquisa, promova um ambiente acolhedor de escuta ativa para que os grupos verbalizem suas descobertas. Por fim, oriente os estudantes a organizarem cronologicamente cada um dos tratados, colando os cartazes em um local visível. Se houver limitações de acesso à internet, use materiais impressos ou organize uma visita à biblioteca.
Limites atuais
Ibéricos: relativos à Península Ibérica, formada principalmente por Espanha e Portugal.
Tratado de Tordesilhas (1494)
Tratado de Utrecht (1715)
Tratado de Madri (1750)
Tratado de Santo Ildefonso (1777)
Tratado de Badajoz (1801)
Área disputada por Portugal e Espanha
Fonte de pesquisa: BANDEIRAS e expansão territorial. Atlas Histórico do Brasil. Disponível em: https://atlas.fgv.br/marcos/ bandeiras-e-bandeirantes/ mapas/bandeiras-e-entradas. Acesso em: 24 jul. 2025.
OCEANO ATLÂNTICO
São Vicente
Curitiba
Vila do Desterro
Porto Alegre
Vila de São Pedro
Colônia do Sacramento
Trópico de Capricórnio
GUERRA DO CONTESTADO
No início do século 20, os governos dos estados paranaense e catarinense disputavam a posse de um vasto território que compreendia as atuais regiões Sudoeste do Paraná e Oeste de Santa Catarina.
Esse território, que era conhecido como Contestado pelo fato de ser disputado pelos dois estados, foi palco de um violento conflito armado, a Guerra do Contestado (1912-1916).
A origem do conflito armado se deu quando a empresa estadunidense Brazil Railway Company obteve concessão do governo federal para dar continuidade à construção de uma ferrovia ligando os estados de São Paulo e Rio Grande do Sul, a qual passava pelo território do Contestado.
Concessão: nesse caso, refere-se à permissão que um governo dá para uma pessoa ou empresa realizar obras ou explorações consideradas de utilidade pública.
Locomotiva na Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande, em trecho do território paranaense, no início do século 20.
Além do pagamento em dinheiro pela construção da estrada de ferro, o governo brasileiro concedeu à Brazil Railway Company territórios no entorno da ferrovia, para que fossem vendidos principalmente a colonos europeus.
Esses territórios, porém, já eram habitados por pequenos proprietários e trabalhadores rurais, conhecidos como sertanejos, que foram expulsos e ficaram muito insatisfeitos. Somado a isso, essas pessoas estavam revoltadas com a exploração que sofriam dos grandes proprietários de terras e das empresas que obtinham altos lucros com a extração de madeira e a produção de erva-mate.
ATIVIDADE EXTRA
• Organize os estudantes em grupos e solicite que pesquisem alguns grupos sociais que fizeram parte da Guerra do Contestado: sertanejos expulsos, funcionários da empresa ferroviária e mulheres sertanejas.
• Oriente-os a pesquisar relatos, textos, recortes de jornais e fotografias que representam o ponto de vista de cada grupo no conflito. Caso a escola não disponha de internet ou sala de informática, a pesquisa pode ser feita na biblioteca ou com materiais previamente selecionados.
21
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• Promova um sarau cultural, no qual cada grupo pode elaborar uma pequena encenação, dramatização, apresentação de desenhos ou a declamação de poemas produzidos por eles e que representam o ponto de vista do grupo de sujeitos históricos que pesquisaram.
• Caso possível, envolva a comunidade escolar na atividade. Para isso, convide outras turmas, professores e funcionários para assistir às apresentações e a debater sobre a importância de lembrar e valorizar as lutas sociais do passado.
• Essa atividade permite retomar o aprendizado sobre a Guerra do Contestado e a construção da consciência histórica.
• Comente com os estudantes que a Guerra do Contestado foi um dos mais violentos conflitos sociais e territoriais da história do Brasil republicano. Explique que o termo contestado remete ao fato de que o território era disputado entre os estados do Paraná e de Santa Catarina, mas que o conflito vai além da disputa territorial, envolvendo questões sociais profundas, como a expulsão de comunidades locais e a exploração econômica dos trabalhadores rurais da região. Aproveite esse contexto para discutir temas como justiça social, direito à terra e memória dos movimentos populares.
• Para introduzir o tema, promova uma roda de conversa e engaje os estudantes na verbalização de suas opiniões e seus sentimentos, questionando: “Como vocês acham que viviam essas pessoas que foram expulsas de suas terras?” ou “Como vocês se sentiriam se tivessem que sair do lugar onde moram por conta da chegada de uma empresa?”. Acolha diferentes respostas e incentive o pensamento crítico, respeitando as vivências e os contextos dos estudantes. Sempre que possível, relacione com a realidade da comunidade escolar, como em casos de desapropriação, conflitos por terra e mudanças em função de obras públicas.
• Promova a interação dos estudantes com o mapa apresentado nesta página. Peça-lhes que identifiquem a área do conflito e discutam como o traçado da ferrovia influenciava a ocupação e a exploração econômica dos territórios durante a Guerra do Contestado. Se julgar pertinente, pesquise previamente imagens da ferrovia e dos trabalhadores e promova uma análise visual coletiva para refletir sobre a paisagem, o trabalho e os conflitos sociais.
• Ao abordar o conteúdo da seção Gente do Sul, valorize o papel das mulheres no conflito. Leia os nomes de Maria Rosa, Chica Pelega, Nhá Emídia e Teodora e ressalte que, apesar de pouco conhecidas, essas mulheres tiveram papel fundamental na liderança das comunidades e no enfrentamento da violência. Incentive a turma a pesquisar e compartilhar outras personalidades femininas importantes da história local, regional ou familiar, reforçando o papel das mulheres como sujeitos históricos. Se possível, proponha que entrevistem familiares ou lideranças femininas da comunidade para recuperar memórias locais.
• Sobre as mulheres na Guerra do Contestado, leia o trecho a seguir.
[...]
Foi nesse contexto que eclodiu a guerra. De um lado estavam os sertanejos; do outro, as tropas militares dos estados de Santa Catarina e Paraná e também do governo federal. A guerra, que resultou em milhares de mortos, principalmente de sertanejos, teve fim com a assinatura do Acordo de Limites Paraná-Santa Catarina (1917), que definiu a divisa entre esses dois estados.
Observe o mapa a seguir.
Guerra do Contestado (1912-1916)
Mato Grosso do Sul
Rio Paranapanema
Trópico de Capricórnio
ARGENTINA
URUGUAI
GENTE DO SUL
Rio Iguaçu
Rio Canoas
São Paulo
Região disputada entre Paraná e Santa Catarina Região da Guerra do Contestado
Estrada de
Fonte de pesquisa: RODRIGUES, Rogério Rosa et al. (org.). A guerra santa do Contestado tintim por tintim São Paulo: Letra e Voz, 2023. p. 65, 133. 0 140 km
OCEANO ATLÂNTICO
50° O
Mulheres do Contestado
As mulheres sertanejas da região do Contestado participaram ativamente das lutas durante a guerra, atuando nos campos de batalha, no socorro aos feridos e na liderança das tropas sertanejas. Essas mulheres, entre elas Maria Rosa, Chica Pelega, Nhá Emídia e Teodora, representaram o protagonismo feminino na luta por direitos e dignidade.
[...]
FIN, Karoline. As mulheres do Contestado. In: RODRIGUES, Rogério Rosa et al. (org.). A guerra santa do Contestado tintim por tintim. São Paulo: Letra e Voz, 2023. p. 284-285.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
RODRIGUES, Rogério Rosa et al. (org.). A guerra santa do Contestado tintim por tintim. São Paulo: Letra e Voz, 2023.
Estas mulheres, ofuscadas na historiografia e com poucas vozes na literatura, quase sempre passam despercebidas, encobertas pelos acontecimentos, pela luta, pela morte e pelos homens que fizeram a guerra. Elas não necessitam de uma voz, que a bem da verdade nunca lhes foi calada e que permanece em tantas práticas familiares e locais. Necessitam, isso sim, de reconhecimento. Não apenas estas do passado, mas também as do presente, que tão bravamente conduzem suas famílias, cuidam de seus afazeres e de suas terras, que mantêm viva a religião, que curam dores e doenças, que batizam e que zelam pela história.
Para fundamentar seus conhecimentos sobre a Guerra do Contestado, leia o livro indicado, que aborda diversos temas relacionados a esse conflito social.
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Rio Grande do Sul
Porto Alegre
Uruguaiana
Santa Maria
Fundo
Marcelino Ramos Curitibanos
Videira
Palmas Caçador
Porto União
Campos Novos Florianópolis
Curitiba
Itararé
Ponta Grossa
São Paulo
Ferro São Paulo - Rio Grande
Confira nas orientações ao professor sugestões de uso destas atividades como instrumento de avaliação.
ATIVIDADES
Escreva as respostas no caderno.
1. Explique o contexto de eclosão da Guerra do Contestado.
Objetivos
1 e 2. Confira as respostas nas orientações ao professor HOMEM DE MELLO.
2. Observe os mapas históricos a seguir e responda às questões.
Nesse detalhe, aparece a área que forma a atual Região Sul do Brasil, sendo o Rio Grande de São Pedro (atual Rio Grande do Sul) destacado em amarelo; Santa Catarina, no litoral, destacado em vermelho; e o Paraná, que pertencia a São Paulo, com destaque em verde.
Brasil, de John Arrowsmith. Mapa. 1844.
Nesse detalhe, aparece a área que forma a atual Região Sul do Brasil, sendo o estado do Rio Grande do Sul destacado em vermelho; o estado de Santa Catarina destacado em amarelo; e o estado do Paraná, em verde.
Carta Política do Brasil, de Homem de Mello. Mapa. 1923.
a ) Escreva as diferenças que você percebe entre os limites dos estados de Santa Catarina e Paraná ao comparar os mapas históricos A e B
b ) Com base nos conteúdos estudados nesta unidade, o que determinou a formação dos limites do atual estado do Rio Grande do Sul?
sentações, como as linhas dos limites entre países e estados, desenvolvendo, assim, noções cartográficas
• No item b da atividade 2, solicite aos estudantes que retomem os conteúdos abordados na página 20. Se tiverem dificuldade, elabore um quadro com os nomes dos tratados e o que cada um definiu, a fim de organizar as informações visualmente.
Respostas
1. Espera-se que os estudantes expliquem a situação em que viviam os sertanejos na
região do Contestado (disputada por Santa Catarina e Paraná), que foram expulsos de suas terras no contexto da construção da ferrovia que ligava São Paulo ao Rio Grande do Sul e que eram explorados por grandes proprietários de terras e empresas madeireiras e de produção de erva-mate.
2. a) É possível que os estudantes percebam que, no mapa histórico A, o território de Santa Catarina ocupa principalmente o litoral e que, no mapa histórico B, ele se estende até a fronteira com a Argentina. Sobre o Paraná, espera-se que percebam
• Compreender o contexto histórico da Guerra do Contestado e a capacidade dos estudantes de identificar os principais agentes sociais envolvidos.
• Desenvolver a leitura crítica de mapas históricos e identificar diferenças e semelhanças nos territórios da Região Sul ao longo do tempo.
• Favorecer a consolidação de conhecimentos, a recuperação e a progressão das aprendizagens.
Encaminhamentos
• Na atividade 1, solicite aos estudantes que retomem oralmente os fatores que contribuíram para a eclosão da Guerra do Contestado. Caso algum estudante tenha dificuldade, organize um quadro-síntese na lousa com os principais elementos do conflito.
• No item a da atividade 2, incentive os estudantes a observarem os dois mapas apresentados e a compará-los. Pergunte: “Quais diferenças vocês percebem entre os dois mapas?”; “Quais elementos são semelhantes entre os dois mapas”; “O que essas diferenças e essas semelhanças nos mostram sobre a história da Região Sul?”. Oriente a observação e comparação dos mapas, destacando a linguagem dessas repre -
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que, no mapa histórico A, o atual território paranaense pertencia a São Paulo; no mapa histórico B, já era um estado separado de São Paulo.
2. b) Espera-se que os estudantes respondam que a formação dos limites do Rio Grande do Sul foi determinada pelos tratados de limites entre Portugal e Espanha, entre eles o Tratado de Utrecht (1715), o Tratado de Madri (1750), o Tratado de Santo Ildefonso (1777) e o Tratado de Badajoz (1801).
A.
B.
• O Tema 4: Uma área de fronteira, apresentado nas páginas 24 a 27, possibilita aos estudantes identificarem os limites entre a Região Sul e os países vizinhos, os marcos naturais e artificiais dessas delimitações e os fluxos entre países e intercâmbios culturais nas fronteiras. Ao realizarem esse percurso, eles desenvolvem as habilidades EF03GE02 , EF03GE04 , EF04GE02 e EF04GE05
• A abordagem sobre limites e fronteiras, fluxos e intercâmbios culturais e sua expressão artística favorece o desenvolvimento das Competências gerais 1, 4, 3 e 6
• O estudo realizado sobre as cidades gêmeas e sua importância no intercâmbio cultural entre os países favorece o desenvolvimento do tema contemporâneo transversal Diversidade cultural.
• Ao realizar o estudo do tópico, explique que a regra referente à faixa de fronteira citada no texto é a mesma para todos os estados do Brasil. Explore também a importância dos postos de fronteira para controlar fluxos de pessoas e mercadorias entre países.
• Neste momento, apresente aos estudantes definições objetivas dos conceitos de limite e fronteira, diferenciando-os para que possam aplicá-los no estudo do tema.
• O texto a seguir pode ampliar seus conhecimentos com relação à distinção entre as definições de limite e de fronteira.
A identificação entre “limite” e “fronteira internacional” decorre provavelmente da mobilidade e imprecisão cartográfica que na maior parte do tempo acompanhou o desenvolvimento das sociedades. Mas os Estados modernos necessitam de limites
4 UMA ÁREA DE FRONTEIRA
Os estados da Região Sul fazem limite com alguns países sul-americanos: Argentina, Paraguai e Uruguai.
As áreas dos estados da Região Sul que se situam até 150 quilômetros (km) do limite entre o Brasil e outros países são consideradas parte da faixa de fronteira, que são importantes áreas tanto do ponto de vista econômico quanto cultural. Observe o mapa.
Fonte de pesquisa: ATLAS geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 92.
Região Sul e países vizinhos
Região Sul
Demais estados
Países vizinhos
Limite estadual
Limite internacional
Capital estadual
Alguns dos limites entre o Brasil e esses países são marcados por linhas imaginárias, que em alguns locais são indicadas por marcos divisórios construídos, como viadutos e monumentos. Em rodovias, são indicados por placas e pela presença de postos de fronteira. Outros limites são demarcados por elementos naturais, como rios.
Leia alguns exemplos de marcos entre as fronteiras da Região Sul com outros países sul-americanos:
• Brasil e Paraguai: os limites entre o Brasil e o Paraguai, na Região Sul, são estabelecidos pelo Rio Paraná.
precisos onde possam exercer sua soberania, não sendo suficientes as mais ou menos largas faixas de fronteira. Assim, hoje o “limite” é reconhecido como linha, e não pode, portanto, ser habitada, ao contrário da “fronteira” que, ocupando uma faixa, constitui uma zona, muitas vezes bastante povoada onde os habitantes de Estados vizinhos podem desenvolver intenso intercâmbio [...].
[...] Não é demasiado lembrar como se torna distinto o cotidiano vivido de um lado ou de outro do limite. Muitas vezes, embora as características físicas comuns possam haver ensejado estilos de vida semelhantes nos dois lados do limite de uma mesma região fronteiriça, a presença do Estado impõe
distinções marcantes. Obrigações como pagamento de impostos e prestação do serviço militar, e direitos como os serviços públicos serão diferentes, assim como o estabelecimento dos preços, ainda que o obstáculo representado pela moeda possa ser contornado através da atenção à taxa de câmbio. [...] MARTIN, André Roberto. Fronteiras e nações. 3. ed. São Paulo: Contexto, 1998. p. 47.
ARGENTINA
URUGUAI
Santa Catarina
Rio Grande do Sul Porto Alegre
Florianópolis
Curitiba
Trópico de Capricórnio
Vista do posto de fronteira na Ponte Internacional da Amizade entre Foz do Iguaçu, no Paraná, e Ciudad del Este, no Paraguai, em 2024.
MAPA CLICÁVEL: REGIÃO SUL E PAÍSES VIZINHOS
• Brasil e Uruguai: os limites entre esses dois países seguem tanto marcos naturais bem definidos, como o Arroio Chuí, a Lagoa Mirim, o Rio Jaguarão e o Rio Quaraí, como linhas imaginárias que cruzam áreas onde predominam colinas e vegetação de campos.
• Brasil e Argentina: os limites entre o Brasil e a Argentina no estado do Paraná são estabelecidos pelos rios Iguaçu e Santo Antônio; no estado de Santa Catarina, pelo Rio Peperi-Guaçu; e no estado do Rio Grande do Sul, pelo Rio Uruguai.
GENTE DO SUL
Jayme Caetano Braun
Arroio Chuí, rio que define os limites entre Brasil e Uruguai, no município de Chuí, no Rio Grande do Sul, em 2020.
Jayme Caetano Braun (1924-1999) foi um poeta, cantor e radialista do Rio Grande do Sul. Gostava de falar e cantar sobre a vida no campo, os gaúchos e as tradições do sul do Brasil.
Ele era conhecido como payador, um artista que faz versos e canta de improviso. Jayme ficou conhecido tanto no Brasil quanto na Argentina e no Uruguai, países vizinhos que também têm a tradição da payada. Mesmo depois de sua morte, as pessoas lembram com carinho dele e de seus poemas, que ajudaram a contar e a preservar a história e os costumes do Rio Grande do Sul.
Jayme Caetano Braun, em 1994.
A Payada é um bem imaterial – espécie de poesia improvisada predominante em países da América do Sul (Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai) – reconhecido como Patrimônio Cultural do Mercosul, em junho de 2015. Esse reconhecimento se deu a partir dos esforços empreendidos pela Argentina e Uruguai, e contou com o apoio do Brasil, no exercício da presidência pro tempore, durante o primeiro semestre desse ano. O Comitê Técnico da Comissão de Patrimônio Cultural do Mercosul (CPC) considerou suas singularidades, a importância dos versos e da sua musicalidade.
• Ao realizar a leitura do texto que trata de marcos naturais ou artificiais em locais onde ocorrem limites entre países, explique que eles foram constituídos ao longo do tempo, em função de negociações, acordos e até mesmo conflitos. Explore o uso frequente de rios ou outros marcos naturais, como formações do relevo, para representar limites.
• Ao realizar o estudo do tema, utilize a estratégia de metodologia ativa escrita rápida para sondar os conhecimentos dos estudantes sobre os países que fazem limite com os estados da Região Sul. Utilize esses conhecimentos prévios para motivar uma conversa com a turma sobre essas nações e alguns de seus aspectos culturais ou naturais mais marcantes.
• Ao trabalhar a seção Gente do Sul, sobre Jayme Caetano Braun (1924-1999), explore a payada como expressão cultural que atravessa fronteiras, sendo compartilhada entre Brasil (Rio Grande do Sul), Argentina, Paraguai e Uruguai. Explore como o artista em questão transformou a payada, popular nesses países vizinhos, em uma expressão da cultura gaúcha, promovendo um trabalho integrado com o componente curricular de Arte
• Para ampliar seus conhecimentos sobre a payada, leia o texto a seguir.
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Com a proteção desse bem, será possível promover o registro da manifestação em diferentes formatos – escrito, audiovisual e digital – além de realizar inventários para maior compreensão de suas características. [...] O payador é o menestrel e poeta que recita e canta seus versos acompanhado por um violão, quase sempre em lugares públicos. Entre outros temas, a Payada trata do amor e da morte.
• A seção Sou cidadão, nas páginas 26 e 27, tem como objetivo tratar do reconhecimento das cidades gêmeas na Região Sul e de sua importância, com ênfase na prática da cidadania pelos moradores dessas regiões ao conviverem com fluxos de pessoas e intercâmbios culturais.
OBJETIVOS
• Identificar a existência de cidades gêmeas no contexto da Região Sul.
• Valorizar atitudes de cidadania e respeito à diversidade cultural para uma convivência pacífica e respeitosa nas áreas fronteiriças.
• Reconhecer a influência cultural entre países vizinhos em áreas de fronteira.
BNCC
• Esta seção propicia uma reflexão crítica com os estudantes sobre as relações entre diferentes povos e culturas nas regiões de fronteira, destacando a importância da convivência pacífica, do respeito à diversidade e da cooperação entre os países e comunidades. Dessa forma, eles também identificam marcas culturais nessas regiões que são oriundas de diferentes influências, trabalhando, assim, com as habilidades EF03GE02 , EF04GE01 e EF04GE05
• A seção também permite trabalhar valores como empatia, solidariedade e respeito às diferenças, além de combater a xenofobia e o preconceito. Ao tratar dessas questões, contemplam-se as Competências gerais 1, 9 e 10
• O estudo sobre elementos culturais compartilhados entre cidades gêmeas da Região Sul valoriza a convivência entre povos de diferentes culturas e favorece o trabalho com os temas contemporâneos transversais Diversidade cultural e Educação para valorização do
SOU CIDADÃO
As cidades gêmeas e as trocas culturais
Quando uma ou mais cidades de diferentes países fazem limite na faixa de fronteira são chamadas de cidades gêmeas.
Nessas áreas, é comum que as pessoas compartilhem costumes, comidas, músicas e até idiomas. Isso acontece porque os povos vivem bem perto uns dos outros e acabam trocando muitas experiências culturais. Podemos chamar essa relação de trocas culturais. Vamos conhecer alguns exemplos de cidades gêmeas na Região Sul.
• Paraná: Santo Antônio do Sudoeste e San Antonio (Argentina); Foz do Iguaçu, Ciudad del Este (Paraguai) e Puerto Iguazú (Argentina).
• Santa Catarina: Dionísio Cerqueira e Bernardo de Irigoyen (Argentina).
• Rio Grande do Sul: Santana do Livramento e Rivera (Uruguai); Uruguaiana e Paso de los Libres (Argentina).
Nessas áreas de fronteira na Região Sul, podemos observar diferentes exemplos dessas trocas culturais.
Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras
• Resgate conhecimentos prévios dos estudantes sobre cidades fronteiriças no estado onde vivem ou em outros lugares. Destaque os elementos culturais apresentados nos exemplos e questione se eles conhecem outros.
• A leitura do texto e as propostas de atividade permitem aos estudantes que identifiquem cidades gêmeas da Região Sul e reflitam sobre as particularidades dessas cidades, reconhecendo
Em parte dos estados da Região Sul, as pessoas têm o hábito de tomar chimarrão, que também é muito tradicional no Uruguai e na Argentina. A chipa é um biscoito típico da cultura paraguaia que também é apreciado pelos paranaenses da fronteira com esse país.
Nas cidades próximas ao Paraguai, é comum ouvir as pessoas falando espanhol e português, ou até o que se chama localmente de “portunhol”, uma mistura dos dois idiomas.
que existem trocas culturais entre elas e que esse intercâmbio se reflete, principalmente, em costumes e tradições que são compartilhados.
• Esse estudo pode contribuir para a formação cidadã da turma, ampliando sua compreensão sobre a realidade geográfica e social das fronteiras e promovendo atitudes de respeito e cidadania diante das diferenças. É essencial que os estudantes percebam que a diversidade não é uma ameaça, mas sim uma riqueza, e que a convivência pacífica depende de diálogo, respeito e cooperação.
1. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a relerem os textos, caso necessário, pois há exemplos de cada estado. Traga informações sobre outros exemplos que eventualmente sejam mais próximos ou conhecidos dos estudantes.
Algumas danças típicas do Sul, como o chamamé e a dança chacarera, em geral embaladas pelo som de instrumentos como acordeão e violão, são influências dos vizinhos da Argentina e do Uruguai.
Com tantas diferenças, caso não haja uma convivência pacífica e respeitosa, muitos problemas podem surgir entre os povos nas áreas de fronteiras.
Por isso, a convivência entre diferentes culturas deve ocorrer de maneira respeitosa e livre de preconceitos em relação aos costumes de outros povos. Para isso, é importante valorizar a riqueza cultural dessas áreas e a oportunidade de aprender algo novo com os vizinhos de outras nacionalidades. Responda às atividades a seguir no caderno.
1. Anote no caderno exemplos de cidades gêmeas do estado onde você vive.
2. Vimos exemplos de trocas culturais, de costumes compartilhados e também de adaptações criadas pela convivência entre povos de diferentes culturas, como é o caso do “portunhol”. Converse com os colegas sobre como essas trocas podem ser importantes, tanto para a riqueza cultural como para a boa convivência nas áreas de fronteira. Anote as principais ideias resultantes dessa conversa.
2. Resposta pessoal. Confira mais informações nas orientações ao professor
3. Forme grupo com mais dois colegas e façam uma pesquisa a respeito do encontro de povos em cidades fronteiriças ou cidades gêmeas do seu estado. Além dos municípios e países envolvidos, busquem informações sobre as trocas culturais que ocorrem nessa região. Para isso, siga as etapas indicadas.
a ) Escolham a região que será alvo da pesquisa e os nomes dos municípios e dos países envolvidos.
b ) Procurem informações em sites da Prefeitura dos municípios no Brasil, como marcos das fronteiras e pontos turísticos.
c ) Organizem as informações em cartazes e apresentem aos colegas. Se possível, ilustrem o cartaz com mapas, fotografias ou desenhos.
3. Resposta pessoal. Programe este trabalho com os estudantes,
oriente-os nas etapas e auxilie-os em suas dificuldades. Esta atividade pode ser adaptada às necessidades e aos interesses locais mais adequados à realidade da turma.
• A situação-problema destacada na seção aborda as questões fronteiriças que podem envolver dificuldades de convivência. Com base nisso, é possível abordar o conceito de fronteira não apenas como um limite geográfico, mas também como um espaço de encontros, trocas e tensões. Se considerar pertinente, aborde com os estudantes os conflitos históricos e atuais que emergem da intolerância e da disputa por território ou recursos, o que permite desenvolver atitudes de empatia e respeito com o outro, além de valorizar experiências de cooperação e integração entre povos fronteiriços, como ocorre na Região Sul do Brasil.
• Na atividade 1, identifique em um mapa as cidades apresentadas para facilitar o reconhecimento delas em seu estado. Para complementar essa atividade, selecione fotografias dessas cidades e apresente-as aos estudantes.
• Na atividade 2, utilize a estratégia de metodologia ativa debate para que os estudantes possam conversar sobre a importância e os desafios das áreas de fronteira. Explore, por exemplo, a necessidade de controlar os fluxos de fronteiras e as adaptações que as pessoas devem realizar para conviver com culturas diferentes, considerando aspectos como a língua, os costumes e os hábitos. Os estudantes podem ser incentivados a se colocarem no lugar do outro, compreenderem os impactos dos conflitos e refletirem sobre formas de promover o diálogo e a paz.
• Na atividade 3, organize os estudantes em grupos e proponha uma roda de conversa considerando o que é proposto nos itens a, b e c. Caso tenham dificuldades, selecione previamente cidades gêmeas de seu estado e oriente uma pesquisa direcionada sobre elas. Incentive-os a utilizar mapas da região ou dos estados onde esses municípios estão localizados, favorecendo o desenvolvimento de noções
cartográficas na confecção dessas representações. Forneça esses mapas aos estudantes ou trabalhe com eles na sala de informática da escola, se possível, com esse objetivo estritamente pedagógico. Mapas mudos que podem servir para esse trabalho podem ser encontrados no site do IBGE: IBGE educa – crianças – Mapas. Disponível em: https://educa.ibge.gov. br/criancas/mapas-5.html. Acesso em: 2 set. 2025.
05/10/2025 09:48:11
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
MUNICÍPIOS da faixa de fronteira e cidades gêmeas. IBGE. Disponível em: https:// www.ibge.gov.br/geociencias/organizacao-do-territorio/estrutura-territorial/ 24073-municipios-da-faixa-de-fronteira. html. Acesso em: 25 jul. 2025. O material sugerido pode ser usado para identificar as cidades gêmeas de seu estado e da Região Sul.
AVALIAÇÃO SOMATIVA
Objetivos
• Reconhecer o conceito de região e a existência das Grandes Regiões do Brasil.
• Identificar a localização da Região Sul.
• Reconhecer aspectos históricos sobre o território da Região Sul.
• Aplicar conceitos como limites e fronteiras para explicar as cidades gêmeas e sua importância.
• Favorecer a consolidação de conhecimentos, a recuperação e a progressão das aprendizagens.
Encaminhamentos
• Na atividade 1, auxilie os estudantes na leitura de cada item e na identificação das palavras que completam cada lacuna, resgatando conceitos importantes como o de região e a localização da Região Sul. Se tiverem dificuldades, apresente novamente um mapa da região e converse com a turma sobre cada item.
• Na atividade 2, auxilie os estudantes realizando a leitura coletiva das afirmações e conversando sobre cada uma delas, resgatando temas e buscando identificar e corrigir as alternativas falsas. Essa atividade pode ser realizada coletivamente e contribui para a identificação de pontos de retomada.
• Na atividade 3, caso tenham dificuldades, retome os conceitos de limite e fronteira e explore os fluxos e os intercâmbios de pessoas, mercadorias e elementos culturais entre as cidades gêmeas como um dos temas centrais da produção textual. Auxilie-os também a organizar as informações no texto e, após a produção, leia alguns textos em voz alta.
• Para atender estudantes com necessidades educacionais específicas, descreva pausadamente as instruções das atividades e auxilie-os, se necessário.
3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes descrevam as cidades gêmeas. Elas são cidades vizinhas, ou seja, que fazem limite uma com a outra, porém pertencem a
ATIVIDADES
Escreva as respostas no caderno.
com o encontro das expressões culturais dos dois países. Verifique se eles utilizaram os termos em destaque, pois contribuem para a compreensão do conceito.
1. Copie as frases a seguir no caderno e complete as lacunas corretamente.
1. Resposta: a) região; b) IBGE; c) Sul; d) continente; e) Oceano.
continente • Sul • região • Oceano • IBGE
a ) Uma ■ apresenta características semelhantes, como aspectos naturais ou atividades econômicas predominantes.
b ) Para melhor conhecer e administrar o território brasileiro, foram criadas as Grandes Regiões do Brasil pelo ■.
c ) Os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul formam a Região ■
d ) A Região Sul está localizada no ■ americano.
e ) Ter o litoral banhado pelo ■ Atlântico é uma característica em comum dos estados da Região Sul.
2. b) Resposta: Falsa. De acordo com o Tratado de Tordesilhas (1494), a maior parte do atual território da Região Sul ficou sob domínio da Espanha.
2. Copie no caderno as afirmações verdadeiras. Depois, reescreva as frases falsas, tornando-as verdadeiras.
a ) Entre os séculos 15 e 19, Portugal e Espanha disputaram entre si os territórios da atual Região Sul.
2. a) Resposta: Verdadeira.
b ) De acordo com o Tratado de Tordesilhas (1494), a maior parte do atual território da Região Sul ficou sob domínio de Portugal.
c ) O fim da Guerra do Contestado resultou em um acordo de limites territoriais entre os estados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.
2. c) Resposta: Falsa. O fim da Guerra do Contestado resultou em um acordo de limites territoriais entre os países diferentes. Nessas áreas, há uma rica cultura, estados de Santa Catarina e do Paraná.
d ) As mulheres atuaram na Guerra do Contestado defendendo os sertanejos nos campos de batalha, liderando tropas e prestando cuidados aos feridos.
2. d) Resposta: Verdadeira.
3. Escreva um pequeno texto no caderno descrevendo o que são cidades gêmeas. Se possível, dê exemplos de cidades fronteiriças localizadas no estado em que você vive.
Confira nas orientações ao professor sugestões de uso destas atividades como instrumento de avaliação.
UNIDADE
2 NATUREZA E TRANSFORMAÇÕES NA REGIÃO SUL
Paisagem de Mata de Araucária no Parque Estadual do Caracol, no município de Canela, no Rio Grande do Sul, em 2024.
rural no município de Almirante
2. Resposta pessoal. Incentive a produção dos desenhos e promova uma estratégia de apresentação entre a turma. Comentários nas orientações ao professor.
O Pinheiro do Paraná é uma espécie comum em muitas paisagens da Região Sul. Em algumas áreas, é possível observá-lo em matas, e em outras, apenas como árvores esparsas.
Confira nas orientações ao professor sugestões de uso destas atividades como instrumento de avaliação.
1. 2. 3.
Você já observou essa formação como uma mata ou isoladamente em alguma paisagem de seu município ou na região? Você sabe por que esses pinheiros são vistos cada vez em menos quantidade?
1. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor
Faça um desenho dessa paisagem e apresente-o aos colegas.
Quais outros aspectos naturais da Região Sul você conhece?
Conte aos colegas.
3. Resposta pessoal. Solicite aos estudantes que expressem os conhecimentos prévios sobre o que sabem a respeito da natureza na Região Sul, por exemplo, noções sobre clima, relevo, vegetação etc. Comentários nas orientações ao professor
05/10/2025 09:52:59
naturais pelo ser humano no contexto de seu município ou estado.
OBJETIVOS DA UNIDADE
• Reconhecer as características do clima na Região Sul e sua relação com algumas atividades.
• Identificar os principais aspectos das formas de relevo predominantes na Região Sul.
• Compreender a importância dos principais rios e regiões hidrográficas na Região Sul.
• Analisar os principais aspectos da vegetação da Região Sul, identificar as formações vegetais predominantes e valorizar elementos da biodiversidade local.
• Refletir sobre as alterações das formações vegetais nativas da Região Sul e os consequentes problemas ambientais.
• Conhecer e valorizar as áreas de conservação ambiental no contexto da Região Sul e sua importância na manutenção da biodiversidade.
AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA
Objetivos
• Refletir sobre a redução das áreas de Mata de Araucárias nativas, analisando o contexto do lugar onde vivem.
• Expressar conhecimentos prévios sobre aspectos naturais da Região Sul.
Encaminhamentos
• Inicialmente, espera-se que os estudantes utilizem seus conhecimentos prévios para relacionar o pinheiro-do-paraná à Mata de Araucárias, possivelmente no contexto de seu município. Pode ser uma oportunidade interessante para identificar também conhecimentos sobre a relação entre o clima, o relevo e a vegetação na Região Sul.
Respostas
1. A escolha dessa espécie simbólica valoriza a biodiversidade local e também problematiza o desmatamento ao investigar a percepção dos estudantes sobre o tema. Aproveite para promover uma conversa sobre a alteração de paisagens
2. Caso não existam paisagens com essa espécie em seu município, oriente os estudantes a desenharem paisagens com a ocorrência dessa espécie que já tenham visto em outros locais.
3. Caso considere pertinente, proponha aos estudantes uma atividade com a metodologia ativa caminhada na galeria. Peça-lhes que façam uma exposição das representações produzidas para a comunidade escolar. É possível também incentivar a participação da família ou dos responsáveis na apresentação dos resultados do trabalho.
Paisagem
Tamandaré, no Paraná, em 2025.
BNCC
• O Tema 1: Clima e relevo da Região Sul, apresentado nas páginas 30 a 34, propõe o estudo das principais características do clima e das formas de relevo predominantes na Região Sul. A abordagem sugerida permite aos estudantes relacionarem as características desses elementos naturais por meio de representações cartográficas, desenvolvendo a habilidade EF04GE10
• O trabalho com análises de diferentes tipos de imagens, como mapas e fotografias, atividades interativas e diferentes formas de registros propicia o desenvolvimento das Competências gerais 1, 2, 4, e 7
• O estudo dos aspectos naturais da Região Sul, com ênfase na relação do clima e sua influência na vida das pessoas e nas atividades econômicas, oportuniza o trabalho com o tema contemporâneo transversal Educação ambiental
• É importante que os estudantes reconheçam as características do clima da Região Sul, identificando-as em seu lugar de vivência. Eles devem compreender que o clima no norte do Paraná (Tropical) é distinto do clima do restante da região (Subtropical). Explique que há variações, não apresentando características uniformes em toda sua área de abrangência em função de aspectos como o relevo, a proximidade ou distância em relação ao oceano, entre outros fatores. Por isso, algumas especificidades locais podem ser destacadas para os estudantes.
• Utilize as atividades propostas para desenvolver noções cartográficas por meio de leitura e interpretação do mapa. Ao promover a análise dessa representação, explore o uso das cores no reconhecimento das áreas
1. Resposta: Na Região Sul, atuam dois tipos de clima: o clima tropical e o clima subtropical ou temperado.
1 CLIMA E RELEVO DA REGIÃO SUL
2. Resposta: O clima tropical atua principalmente na porção norte do Paraná. No restante da região, que fica ao sul do Trópico de Capricórnio, predomina o clima subtropical ou temperado.
Vamos estudar as principais características das formas de relevo e dos tipos de clima presentes na Região Sul.
POSIÇÃO GEOGRÁFICA E CLIMA DA REGIÃO
Na maior parte do território brasileiro, há climas tropicais, como o tropical típico e o tropical úmido. Contudo, a Região Sul é a única do país onde atua o clima subtropical, porque o clima dessa região é influenciado, entre outros fatores, pela sua localização geográfica.
Observe, no mapa a seguir, que essa região está situada quase que inteiramente ao sul do Trópico de Capricórnio.
1. Quantos tipos de clima atuam na Região Sul? Quais são eles?
2. Com os colegas, descrevam a localização desses climas na Região Sul.
Tipos de clima
Tropical Subtropical ou temperado Cidade Capital estadual
Fonte de pesquisa: ATLAS geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 99.
Região Sul: climas
do clima pelos estados, acionando noções de localização e extensão, assim como relações de ordem, o que desenvolve também o raciocínio geográfico.
• Para complementar o estudo, se achar interessante, mostre um mapa dos tipos de clima atuantes no Brasil. Nele, os estudantes podem reconhecer mais facilmente os aspectos climáticos que são característicos apenas da Região Sul, notadamente a ocorrência do clima subtropical, e comparar com os outros tipos de climas que atuam nas demais regiões do país.
• Se houver estudantes com necessidades educacionais específicas, reproduza o mapa e utilize
100 km
ATLÂNTICO
cola e barbante para demarcar alguns detalhes da representação. Outra opção é usar texturas diferentes para cada tipo de clima.
Curitiba
Pelotas
Uruguaiana
Passo Fundo
Londrina
Cascavel
Criciúma
Chapecó
Trópico de Capricórnio
O clima tropical apresenta características como temperaturas mais elevadas durante a maior parte do ano e a ocorrência de estações secas e chuvosas bem definidas.
O clima subtropical é marcado por estações do ano bem definidas, com invernos frios e verões quentes. As chuvas são bem distribuídas ao longo das estações, porém mais intensas no verão. No inverno, a Região Sul apresenta as temperaturas mais baixas do país. As áreas de serras dos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina são marcadas por temperaturas muito baixas, onde são comuns as geadas e, em alguns casos, a ocorrência de neve.
Geadas: formação de uma camada fina de gelo sobre superfícies expostas.
Paisagem com lago e parte da vegetação congelada no Morro das Torres, em Urupema, em Santa Catarina, em 2021.
CLIMA E ATIVIDADES AGRÍCOLAS NA REGIÃO SUL
Na Região Sul, a presença do clima subtropical favorece alguns cultivos que se adaptam bem a climas mais frios, como trigo, centeio, maçã, pêssego, entre outros. Já na área onde atua o clima tropical, são mais comuns a cana-de-açúcar e o café, por serem cultivos adaptados a climas quentes.
Ramos, no Rio Grande do Sul, em 2023.
1. Descreva o clima no seu município considerando as variações de temperatura e a distribuição das chuvas ao longo das estações do ano.
1. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor
• Dando sequência ao estudo do tema, relacione as temperaturas mais baixas da Região Sul (em comparação a outras regiões brasileiras) à sua posição geográfica. Apresente um planisfério das zonas climáticas para facilitar essa análise, mostrando que a Região Sul é parte da Zona Temperada do planeta, ao contrário das demais regiões brasileiras, que integram a Zona Tropical.
• No trabalho com a atividade 1, promova um momento para que os estudantes expressem suas percepções sobre o clima local, analisando e comparando essa descrição com a ocorrência de condições do tempo atmosférico observado cotidianamente.
• Aproveite para questionar os estudantes sobre contrastes relacionados ao clima que eles já tenham presenciado na Região Sul, considerando as diferentes localidades que eles conheçam. Trabalhe também a percepção da turma sobre características de diferentes estações utilizando tanto a atividade 1 quanto a atividade complementar sugerida a seguir.
ATIVIDADE EXTRA
• Proponha uma observação sistemática das características do clima do seu município por meio da observação das condições do tempo atmosférico ao longo de um período de tempo predeterminado. Esse período pode ser mais curto ou mais longo, a depender do seu planejamento com os estudantes.
• Para tanto, organize a turma em quatro grupos. Cada um deles deve cuidar da observação e do registro das condições do tempo atmosférico por uma semana ao longo de um mês.
• Esse registro pode ser algo simples como dia chuvoso, ensolarado, nublado, de frio ou de calor. Vocês podem estabelecer um tipo de registro, como cartazes, e o uso de símbolos para as características do tempo atmosférico.
• Combinem análises semanais ou mensais e de acordo com as estações do ano para que os estudantes possam inferir a respeito das características padrão da estação e as condições efetivamente observadas no ano da observação.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
WREGE, M. S. et al Atlas climático da Região Sul do Brasil: estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. 2. ed. Brasília, DF: Embrapa, 2012. Disponível
A publicação recomendada disponibiliza um estudo sobre os climas da Região Sul e apresenta muitos mapas relacionados ao clima e seus fatores, alguns dos quais podem ser usados em sala de aula com os estudantes ou mesmo para ampliar seu conhecimento.
Lavoura de trigo em época de colheita em Marcelino
Lavoura de café sendo colhido manualmente em Tomazina, no Paraná, em 2023.
• Nas páginas 32 e 33, os estudantes reconhecem aspectos gerais do relevo da Região Sul, como o predomínio de planaltos, e também suas serras como características relevantes em alguns locais.
• Em complemento a esse estudo, assim como para proporcionar oportunidades para que os estudantes comparem e reflitam sobre semelhanças e diferenças entre a Região Sul e as demais regiões do país, leve para a sala de aula um mapa do Brasil, se possível em tamanho grande, com a distribuição das formas de relevo e a mesma classificação apresentada no livro (planície, planalto e depressão, de Jurandyr Luciano Sanches Ross).
• Ao desenvolver o tema e a observação do mapa, apresente outras imagens das formas de relevo para que os estudantes reconheçam as características de planícies, planaltos e depressões. Aproveite para resgatar conhecimentos prévios sobre o tema.
ATIVIDADE EXTRA
AS FORMAS DE RELEVO NA REGIÃO SUL
Na Região Sul, é possível observar formas de relevo de planaltos, planícies e depressões. Observe, no mapa a seguir, a distribuição dessas formas pela região.
1. Qual forma de relevo ocorre predominantemente em seu estado? Responda no caderno.
1. Resposta pessoal. Auxilie os estudantes a explorarem o mapa e a identificarem a forma do relevo no estado.
Unidades do relevo da Região Sul*
Trópico de Capricórnio
Paranapanema
Ivaí
Rio Iguaçu
Rio Pelotas
Planalto
Planície
Depressão
Rios
Limite internacional
Limite estadual
Fonte de pesquisa: ROSS, Jurandyr L. S. (org.). Geografia do Brasil. São Paulo: Edusp, 2019. p. 53. *Classificação de Jurandyr L. S. Ross.
As planícies são áreas planas e de baixa altitude. Na Região Sul, as planícies estão concentradas no litoral do Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina e no Paraná, as planícies formam estreitas faixas no litoral e, por serem pouco extensas, não são representadas nessa classificação.
Paisagem de planície no Parque Nacional da Lagoa do Peixe, em Tavares, no Rio Grande do Sul, em 2024.
• Esta atividade é uma oportunidade para o registro de paisagens do lugar onde vivem. Proponha aos estudantes que façam desenhos de paisagens locais em que as formas do relevo sejam registradas. Uma opção é promover uma visita guiada (trabalho de campo) para que eles possam fazer observações e registros de uma determinada paisagem em que se destaque alguma forma de relevo reconhecida no lugar onde vivem. Para isso, providencie a autorização dos pais ou responsáveis. É necessário também solicitar o apoio da coordenação e da diretoria da escola, as quais devem providenciar o meio de transporte, assim como o auxílio de outros funcionários para acompanhar as crianças. A depender do lugar a ser visitado, antes de programar a visita guiada, conheça o lugar e certifique-se de que seja adequado e não ofereça riscos aos estudantes, programando um roteiro seguro.
• Caso haja estudantes com baixa visão ou cegos, realize a atividade com auxílio de um profissional específico. Incentive a turma a descrever com detalhes os elementos da paisagem. Além disso, permita que o estudante toque e ouça os elementos do ambiente para percebê-los, quando possível e se não houver qualquer risco.
50° O
Rio Jacuí
RioUruguai
OCEANO ATLÂNTICO
Rio Itajaí
Formas de relevo
A forma de relevo de planalto é a predominante na Região Sul. Essa formação apresenta superfícies mais onduladas, além de áreas de maior altitude. Em áreas de planalto encontram-se formações de serra, como a Serra do Mar e a Serra Geral.
Paisagem de relevo de planalto em Ribeirão Claro, no Paraná, em 2025.
A forma de relevo de depressão apresenta superfícies planas e altitude mais baixa que em seu entorno. Na Região Sul, ocorrem entre áreas de planalto.
Paisagem com forma de relevo de depressão em Faxinal do Soturno, no Rio Grande do Sul, em 2020.
AS SERRAS DA REGIÃO SUL
As serras são conjuntos de morros, com altitudes mais elevadas, que ocorrem, principalmente, nas bordas dos planaltos. As principais serras da Região Sul são:
• a Serra do Mar, que nessa região se estende do Rio Grande do Sul ao Paraná, próximo ao litoral;
• a Serra Geral, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, que engloba formações como a Serra do Rio do Rastro.
da Serra, em Santa Catarina, em 2025.
1. Converse com os colegas sobre as formas de relevo que vocês mais observam no município onde vivem.
1. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor.
05/10/2025 09:53:05
• Durante o trabalho com as páginas 32 e 33 , faça a descrição das imagens pausadamente para que estudantes com necessidades educacionais específicas também possam interagir na discussão com base nelas.
• Dando sequência ao desenvolvimento do tema, mostre aos estudantes imagens previamente selecionadas de bordas de planaltos e áreas de transição entre planaltos e planícies ou depressões, buscando levá-los a compreender melhor os planaltos e suas características. Comente também que a Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul, é a maior lagoa costeira do Brasil e da América do Sul e está localizada em uma depressão.
• Ao trabalhar o conteúdo sobre serras, explique que é comum que as diversas formações de serras dos estados da Região Sul sejam englobadas com nomes genéricos como Serra Gaúcha ou Serra Catarinense, que em geral descrevem regiões turísticas. As regiões serranas citadas podem ser exploradas de diferentes formas, por exemplo, observando a presença de Mata Atlântica e Mata de Araucárias, assim como a ocorrência de temperaturas baixas no inverno (possivelmente até mesmo neve).
• As serras Gaúcha e Catarinense possuem uma história marcada pela forte influência da imigração europeia. Comente que a Serra Gaúcha recebeu, principalmente, imigrantes italianos, poloneses e alemães. Já a Serra Catarinense recebeu portugueses, alemães, italianos e poloneses. Ambas as regiões hoje apresentam influência cultural desses grupos e se destacam em atividades como agropecuária e turismo.
• Explore a atividade 1 com os estudantes solicitando que descrevam as formas de relevo que observam no lugar onde vivem. Utilize recursos que possam exemplificar as descrições, como fotografias disponíveis em sites da Prefeitura ou do governo do estado.
Turista observando paisagem na Serra do Rio do Rastro, em Bom Jardim
MAPA CLICÁVEL: SERRAS DO SUL: ATRAÇÕES TURÍSTICAS
AVALIAÇÃO
Objetivos
• Descrever características dos climas que atuam na Região Sul.
• Reconhecer a influência do clima na produção agrícola na Região Sul.
• Identificar, por meio de fotografias, formas de relevo predominantes na Região Sul.
• Favorecer a consolidação de conhecimentos, a recuperação e a progressão das aprendizagens.
Encaminhamentos
• Nas atividades 1 e 2, oriente os estudantes na leitura coletiva dos enunciados e da manchete. Espera-se que os estudantes reconheçam os principais aspectos dos climas que atuam na Região Sul e os diferencie, reconhecendo sua influência sobre a sociedade, notadamente na agricultura.
• Na atividade 3, promova a observação das fotografias e, se considerar pertinente, utilize a estratégia de metodologia ativa vire e fale, para que os estudantes descrevam a um colega suas percepções sobre as paisagens evidenciadas considerando o que estudaram sobre as formas do relevo
Resposta
2. c) Respostas possíveis: Nas áreas em que atua o clima subtropical, são cultivadas lavouras que se adaptam bem ao clima mais frio, como trigo, maçã e pêssego. Já nas áreas de clima tropical, adaptam-se lavouras de clima quente, como café e cana-de-açúcar.
ATIVIDADE EXTRA
• Proponha aos estudantes uma pesquisa na internet de notícias e reportagens que exemplifiquem a influência do clima sobre as atividades agrícolas nos estados
1. Respostas possíveis: Os estudantes podem citar sobre o clima tropical: temperaturas elevadas; uma estação seca e outra chuvosa. Sobre o clima subtropical: estações do
ATIVIDADES
Escreva as respostas no caderno.
ano bem definidas; chuvas bem distribuídas ao longo do ano; invernos frios e verões quentes.
1. Escreva no caderno duas características do clima tropical e do clima subtropical.
Confira nas orientações ao professor sugestões de uso destas atividades como instrumento de avaliação.
2. Leia a manchete de notícia a seguir e responda às questões no caderno.
2. b) Resposta: Porque apenas na Região Sul atua o clima subtropical, cujas características são de invernos mais frios.
Meteorologia diz que frio será mais intenso no sul do país
NASCIMENTO, Luciano. Meteorologia diz que frio será mais intenso no sul do país. Agência Brasil, São Luís, 24 maio 2025. Disponível em: https:// agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-05/meteorologia-diz-que -frio-sera-mais-intenso-no-sul-do-pais. Acesso em: 28 jul. 2025.
2. a) Resposta: A manchete indica que o frio será mais intenso na porção sul do Brasil.
a ) O que a manchete indica sobre a previsão do tempo?
b ) Por que a Região Sul do Brasil apresenta as temperaturas mais baixas do território brasileiro no inverno?
c ) Como as características dos climas que atuam na Região Sul podem influenciar a prática agrícola? Se possível, cite exemplos de seu município.
2. c) Respostas possíveis nas orientações ao professor
3. Observe as imagens e anote no caderno qual forma de relevo está retratada em cada paisagem. Indique as características que o levaram a essa resposta.
de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, em 2024.
34
3. Resposta: A fotografia A retrata uma área de planalto, com características de relevo ondulado. A fotografia B retrata uma área de planície, com característica de relevo plano.
da Região Sul. Oriente-os a selecionar e registrar dois exemplos de manchetes que explorem impactos diferentes, as quais serão base para problematização em sala de aula.
• Oriente os estudantes na realização da pesquisa utilizando fontes previamente selecionadas e/ou ferramentas de busca orientadas por você. Se considerar pertinente, aproveite o compartilhamento dos resultados da pesquisa para promover uma conversa sobre os impactos do clima nas atividades econômicas, sobretudo em função de eventos climáticos extremos, usando exemplos locais sempre que possível.
Paisagem do município de Tibagi, no Paraná, em 2023.
Paisagem do município
A HIDROGRAFIA E A VEGETAÇÃO NATURAL
DA REGIÃO SUL
Vamos conhecer e analisar os diversos aspectos dos rios, das bacias hidrográficas e das formações vegetais naturais da Região Sul.
IMPORTANTES RIOS NA REGIÃO
Na Região Sul, existem diversos rios importantes, alguns deles formadores de regiões ou bacias hidrográficas. As bacias hidrográficas são áreas da superfície drenadas por um rio principal e seus afluentes.
Observe, no mapa a seguir, algumas bacias hidrográficas que se estendem pela Região Sul.
Região Sul: regiões hidrográficas
Mato Grosso do Sul
Trópico de Capricórnio
Rio Parag u a i
PARAGUAI
ARGENTINA
Rio Paraná RioUruguai
Rio Ibicuí
São Paulo RioParaná
Rio Paranapanema RioTietê
Paraná
Rio Iguaçu
Rio Uruguai
Santa Catarina
Curitiba
São Paulo
Rio Itajaí-Açu RioPelotasRioCanoas RioIvaí
Rio Grande do Sul Porto Alegre Florianópolis
Rio Jacu
URUGUAI
50° O
0 140 km
OCEANO ATLÂNTICO
Regiões hidrográficas
Atlântico Sudeste
Paraguai
Paraná
Uruguai
Atlântico Sul
Rios
Limite internacional
Limite estadual
Capital estadual
Fonte de pesquisa: ATLAS geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 110.
Na Região Sul, destacamos a presença de três principais regiões ou bacias hidrográficas: a bacia do Rio Paraná, a bacia do Rio Uruguai e a bacia Atlântico Sul.
• Retome com os estudantes o conceito de bacia hidrográfica para o estudo do tema e a observação do mapa, recorrendo, se necessário, a ilustrações e/ou desenhos.
• Explore o mapa e as regiões ou bacias hidrográficas da Região Sul destacando seu rio principal e outros rios importantes. Aproveite para explorar como a hidrografia é representada em mapas. Busque desenvolver com os estudantes noções cartográficas ao fazer a leitura atenta da legenda, para que eles se familiarizem com o tipo de símbolo utilizado para representar os rios. Explique que, convencional-
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mente, os cursos de água são representados nos mapas por linhas de cor azul (assim como represas e lagos), que algumas vezes são engrossadas nos trechos de leitos mais largos, conforme a escala permite mostrar. Destaque o uso das cores para delimitar as regiões hidrográficas no Sul. Se possível, apresente um mapa das regiões ou bacias hidrográficas do Brasil como um todo, para que os estudantes percebam que algumas delas estão parcialmente representadas, pois também fazem parte de outras regiões do país. Compare a extensão dessas bacias na Região Sul e em outras regiões do Brasil.
• O Tema 2: A hidrografia e a vegetação natural da Região Sul , apresentado nas páginas 35 a 41, propõe o estudo das principais características dos rios e das formações vegetais naturais ou nativas predominantes na Região Sul. A abordagem sugerida permite aos estudantes relacionarem as características desses elementos naturais por meio de representações cartográficas, desenvolvendo a habilidade EF04GE10
• O estudo dos aspectos naturais da Região Sul, com ênfase na importância e no aproveitamento dos principais rios das bacias hidrográficas, assim como das características que propiciam o desenvolvimento das formações vegetais nativas na região, oportuniza o trabalho com o tema contemporâneo transversal Educação ambiental
• O estudo sobre a hidrografia e a vegetação da Região Sul proposto neste momento inclui atividades nas quais os estudantes aplicam conhecimentos estudados e experiências prévias para descrever os rios e as vegetações de seu município, identificar o aproveitamento de recursos hídricos e a relação entre turismo e áreas conservadas, desenvolvendo, assim, as Competências gerais 1, 2, 4 e 7
• Oriente os estudantes a identificarem no mapa da página 35 a maior bacia hidrográfica da Região Sul, seu rio principal e alguns de seus principais afluentes. Explique que a principal bacia hidrográfica da Região Sul é a bacia do Rio Paraná, formada por ele e seus afluentes, dos quais os mais importantes são os rios Tietê, Paranapanema e Iguaçu.
• Caso seja possível, complemente o assunto com os estudantes explicando que, além de rios importantes, a Região Sul abrange partes do Aquífero Guarani, um imenso reservatório de água subterrâneo que se estende por três países e setes estados brasileiros. Apresente um mapa com a localização desse aquífero a eles e explique que aquíferos são formações rochosas no subsolo capazes de armazenar água, a qual pode ser aproveitada por meio de poços.
• Ao trabalhar as atividades 1 e 2, aproveite para explorar os exemplos citados pelos estudantes e, caso tenham dificuldade, dê exemplos de hidrovias ou usinas hidrelétricas que existam no estado onde vivem. Também podem ser explorados reservatórios para o abastecimento humano e o lazer em represas, além da pesca e do extrativismo.
Resposta
1. Auxilie os estudantes a encontrarem a localização aproximada de seu município no mapa da página 35, identificando a bacia hidrográfica representada no mapa da qual ele faz parte.
ATIVIDADE EXTRA
• Aproveite os conhecimentos prévios dos estudantes, suscitados pelas atividades da página, por meio da estratégia de metodologia ativa pensar, conversar, compartilhar, para explorar tanto os rios de seu município quanto outros rios impor-
Parte da bacia do Paraná ocupa áreas dos estados do Paraná e de Santa Catarina, desempenhando papel importante na economia local e dos países vizinhos.
Além de aproveitados como vias de transporte, os rios dessa bacia são utilizados para a irrigação de cultivos agrícolas e para a geração de energia em usinas hidrelétricas. A construção de reservatórios (represas) em seus cursos desempenha um papel importante no abastecimento da população e das indústrias locais.
Embarcação sendo carregada com grãos no porto em Presidente Franco, no Paraguai, na fronteira com Foz do Iguaçu, no Paraná, em 2024.
Na bacia do Uruguai, destaca-se o Rio Uruguai e, na bacia Atlântico Sul, destacam-se os rios Itajaí-Açu, Capivari e Jacuí. Os rios dessas bacias também são importantes abastecedores das áreas urbanas e industriais, assim como de áreas agrícolas por onde se estendem.
Paisagem da Ponte Getúlio Vargas-Agustín
Pedro Justo sobre Rio Uruguai, limite natural entre Brasil e Argentina (ao fundo), em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, em 2023.
Paisagem de reservatório da Usina Hidrelétrica Dona Francisca, no Rio Jacuí, no Rio Grande do Sul, em 2023.
1. Qual é o nome do principal rio de seu município ou estado? Identifique a qual bacia hidrográfica ele pertence e anote a resposta no caderno.
1. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor
2. Com os colegas, pesquisem e descrevam no caderno os principais usos de um ou mais rios que existem em seu município ou estado.
2. Resposta pessoal. Auxilie os estudantes a encontrarem as informações solicitadas. Comentários nas orientações ao professor
tantes dos estados do Sul que os estudantes conheçam. Incentive o momento de reflexão para a busca do conhecimento existente e permita que se expressem livremente.
• Se considerar pertinente, peça que registrem esses conhecimentos por meio de desenhos. Essas produções podem ser feitas individual ou coletivamente, expressando a vivência dos estudantes em relação aos rios, seja na cidade, seja no campo. Caso os estudantes queiram fazer essa representação como um mapa social, incentive-os, sem obrigatoriedade, a registrar elementos na visão vertical, à medida do possível. Esse tipo de produção transpõe para um regis-
tro cartográfico a relação dos estudantes com o meio, o que podemos considerar como uma representação social. Desse modo, eles podem desenvolver o raciocínio geográfico ao pensarem sobre o espaço e representarem-no acionando noções de localização, conexão, distribuição e ordem.
O Rio Paraná e a Usina Hidrelétrica de Itaipu
Localizada no Rio Paraná, entre os municípios de Foz do Iguaçu, no Paraná, e Hernandarias, no Paraguai, a Usina Hidrelétrica de Itaipu Binacional é uma das maiores usinas hidrelétricas do mundo.
A usina começou a ser construída em 1974 e passou a gerar energia em 1984. Sua barragem criou um grande reservatório, inundando uma área de 1 350 quilômetros quadrados (km²). Embora a geração de energia hidrelétrica seja considerada limpa, a obra de Itaipu gerou impactos negativos, como a remoção de comunidades que habitavam as margens do Rio Paraná, a perda de áreas de vegetação natural e o desaparecimento de atrações turísticas, como as Sete Quedas do Rio Paraná.
Paisagem de trecho do Rio Paraná com ponte para os visitantes das Sete Quedas, em 1961, antes da interdição para a construção da barragem de Itaipu, no Paraná.
A construção de Itaipu interrompeu o fluxo do rio Paraná, numa área antes conhecida como Sete Quedas, um conjunto de cachoeiras que tinha forte apelo turístico na região. Tudo ficou debaixo d’água, com o fechamento da represa erguida entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este. À época, tratava-se da maior represa do mundo, com uma área de 1.350 km², sendo 780 km² do lado brasileiro e 570 km² em território paraguaio.
Essa imensidão de água alterou completamente a região e a vida de milhares de pessoas que, até hoje, sofrem os impactos ambientais e questionam o processo de desapropriação feito pela estatal militar.
Paisagem da construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu, no Paraná, em 1978.
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Dados da época indicam que a construção levou ao deslocamento de aproximadamente 40 mil pessoas, envolvendo diretamente nove municípios do oeste do Paraná. Estima-se que cerca de 8.500 propriedades foram atingidas, mas os dados não são precisos. Uma das populações locais mais atingidas, de acordo com os pesquisadores, foram os indígenas, o povo Avá-Guarani que vive no entorno do rio Paraná, vítima de deslocamentos forçados […].
ITAIPU na ditadura: mais de 100 operários mortos e 43 mil acidentes na construção. Gov.br, 19 jun. 2023. Disponível em: https://www.gov.br/memoriasreveladas/pt-br/itaipu-na -ditadura-mais-de-100-operarios-mortos-e-43-mil-acidentes -na-construcao. Acesso em: 6 ago. 2025.
BNCC
• Nas páginas 37 e 38, a observação das imagens históricas das transformações com a construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu Binacional desenvolve a habilidade EF05GE08. As questões ambientais voltadas para o uso da água tratam da habilidade EF03GE09 e contemplam o tema contemporâneo transversal Educação ambiental
• Explore o aproveitamento das bacias hidrográficas da Região Sul no contexto do Rio Paraná e destaque a hidrovia Tietê-Paraná como uma das mais importantes do Brasil. Comente também que os rios da bacia do Rio Paraná respondem por mais de 60% da capacidade instalada para geração de energia hidrelétrica no país.
• Estabeleça relações com os conteúdos anteriores e comente que a existência de muitos rios de planalto favorece a geração de energia. Explore também o fato de que a ocorrência de secas na região da bacia do Rio Paraná afeta a geração de energia no Brasil.
• Comente que o Rio Paraná é de grande importância para os povos indígenas que habitam a região desde antes da colonização, como os Guarani, os Kaingang e os Xetá.
• O texto a seguir pode ampliar os conhecimentos sobre o impacto da construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu Binacional.
• Ao realizar a leitura do texto, destaque a importância da Usina Hidrelétrica de Itaipu Binacional para o Paraguai e ressalte que ela é historicamente tema central nas discussões políticas e econômicas entre os governos do Brasil e do Paraguai. Explore a administração conjunta dessa usina como exemplo de gestão compartilhada de águas transfronteiriças, resgatando o que os estudantes já aprenderam sobre fronteiras.
• Ao trabalhar as atividades 1 e 2, destaque o aproveitamento humano das bacias hidrográficas considerando vantagens e desvantagens, como a importância da Usina Hidrelétrica de Itaipu Binacional para atender à demanda energética da Região Sul e também os impactos socioambientais que ocorreram durante e após a sua construção, sobretudo em relação à biodiversidade e às comunidades locais que foram deslocadas.
• Ao explorar o boxe Gente do Sul, sobre Enedina Alves Marques (1913-1981), promova a valorização das mulheres afrodescendentes em contexto histórico. O texto a seguir é um auxílio para ampliar seus conhecimentos.
Atualmente, a Usina de Itaipu desempenha um papel fundamental na produção de energia elétrica para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, assim como para o Paraguai. Cerca de 86,3% da energia consumida pelo país vizinho é proveniente da Usina de Itaipu e o restante é encaminhado para o sistema brasileiro de distribuição de energia elétrica.
Devido à sua importância para os dois países, a administração da usina é realizada de forma conjunta entre eles, por meio de um tratado internacional.
Paisagem da Usina Hidrelétrica de Itaipu Binacional e parte da represa, em Foz do Iguaçu, no Paraná, em 2021.
1. Quais foram os impactos negativos da construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu Binacional?
2. Qual é a importância dessa grande obra para a economia e a população da Região Sul?
GENTE DO SUL
1. Resposta: A criação de um grande reservatório resultou na inundação de uma extensa área de vegetação natural, obrigando a remoção de comunidades que viviam às margens do rio e o desaparecimento de atrações turísticas, como as Sete Quedas do Rio Paraná. Comentários nas orientações ao professor
Enedina Alves Marques
Enedina Alves Marques (1913-1981) nasceu em Curitiba, no Paraná. Ela foi professora e formou-se em Engenharia, sendo a primeira engenheira do estado do Paraná. Enedina destacou-se por sua atuação em obras hidrelétricas muito importantes para o estado, como a Usina Capivari-Cachoeira.
2. Resposta: A usina é responsável por gerar energia elétrica que abastece parte da Região Sul e a construção de uma barragem
Enedina Alves Marques, década de 1940.
também formou um grande reservatório, usado para irrigação de cultivos, lazer e abastecimento de municípios. Comentários nas orientações ao professor.
Nascida em 1913, esta neta de escravizados foi a primeira mulher preta a tornar-se engenheira no Brasil. Nascida no Paraná, ela entrou para a Universidade numa época em que a maioria das faculdades nem sequer mantinham banheiros destinados às mulheres. A cultura da época impunha um lugar muito restrito e altamente invisível a elas: o casamento, a maternidade, os afazeres domésticos. Algumas mulheres conseguiam, com dificuldade,
se tornar professoras. Para as mulheres pretas, a situação era ainda mais marginalizada e as oportunidades, áridas. A minoria conseguia, por exemplo, se alfabetizar na idade adequada.
As características do clima e do relevo na Região Sul influenciaram o desenvolvimento de diferentes tipos de formações vegetais naturais.
Observe, no mapa a seguir, a distribuição original dos principais tipos de vegetação natural dessa região.
Região Sul: vegetação natural original
Trópico de Capricórnio
Tipos de vegetação
Mata Atlântica
Mata de Araucárias
Vegetação Litorânea
Campos
Limite internacional
Limite estadual
Fonte de pesquisa: SIMIELLI, Maria Elena Ramos. Atlas geográfico escolar. 37. ed. São Paulo: Ática, 2020. p. 28. 0 110 km
Mata Atlântica
A Mata Atlântica, uma formação de Floresta Tropical Úmida, se desenvolve em áreas de clima que apresentam chuvas regulares ao longo do ano. Trata-se de uma floresta densa, que é composta de uma grande diversidade de espécies vegetais e animais.
Paisagem de vegetação de Mata Atlântica da Reserva Biológica Estadual da Biodiversidade, em Castro, no Paraná, em 2023.
• Durante o trabalho com as páginas 39 e 40, faça a descrição das imagens pausadamente para que estudantes com necessidades educacionais específicas também possam interagir na discussão com base nelas. Os estudantes podem reconhecer aspectos gerais da vegetação natural, ou seja, que se desenvolve naturalmente na Região Sul, de acordo com características como o clima, a altitude do relevo e o solo.
• Ao desenvolver o conteúdo, utilize como estratégia a leitura e a interpretação do mapa, acompanhadas da observação das imagens. Aproveite para resgatar os conhecimentos e as experiências dos estudantes em relação a cada tipo de vegetação e suas áreas de ocorrência. Para complementar, levante também a percepção dos estudantes sobre a biodiversidade dessas formações.
• Durante a atividade da página 40, faça a descrição das imagens para que estudantes com necessidades educacionais específicas também possam interagir na discussão com base nelas. Resgate conhecimentos prévios dos estudantes sobre as vegetações apresentadas e peça também que comentem as experiências pessoais que eventualmente já tiveram em relação a áreas de formações vegetais nativas, seja no espaço rural, seja no espaço urbano, como em parques ou áreas de proteção.
• Explique aos estudantes que, embora a Mata Atlântica seja um tipo de floresta tropical, ela tem características específicas que a distinguem de outras florestas tropicais, como a localização geográfica, ou seja, estar ao longo da costa banhada pelo Oceano Atlântico. Outros aspectos que a diferenciam são tanto o fato de ser influenciada por variações de clima (úmido, subtropical e tropical), dependendo da
altitude e da latitude, quanto de apresentar grande diversidade de fauna e flora, com ecossistemas muito variados.
• Ao trabalhar o tópico sobre a Mata Atlântica, explique o conceito de espécies endêmicas e valorize a biodiversidade dessa vegetação, que abriga mais de 20 mil espécies de plantas e 2 645 espécies de animais, incluindo mamíferos, aves, répteis e anfíbios. Ressalte que muitas dessas espécies são endêmicas.
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REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
REDESCOBRINDO a Mata Atlântica. Últimos Refúgios, 22 maio 2014. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v= TjYAwYJJoy4. Acesso em: 5 ago. 2025. Documentário sobre a Mata Atlântica que tem como personagem principal o muriqui, uma espécie de macaco que é a mais presente na América e que é encontrada no estado do Paraná.
• Ao trabalhar o tópico sobre a Mata de Araucárias, valorize a importância dessa vegetação e seu significado cultural e econômico, explorando o fato de que se trata de uma vegetação ameaçada, pois foi intensamente explorada ao longo do tempo. Comente que a araucária consta na Lista Nacional Oficial de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção, juntamente com outras espécies que ocorrem na Mata de Araucárias, como a imbuia. Explore ainda o fato de que o pinhão (semente da araucária) é de grande importância ecológica para muitas espécies de aves e animais.
• No tópico sobre a vegetação de Campos, explore a significância histórica do Pampa no Rio Grande do Sul. Aproveite para explorar a relação com o relevo e explicar que essa vegetação forma excelentes pastagens naturais, sendo muito aproveitada pela atividade agropecuária na região. Também desmistifique a noção de que o Pampa não apresenta grande biodiversidade, comentando que estimativas apontam para a existência de cerca de 3 000 espécies vegetais e 500 espécies de aves na região dessa vegetação.
• No tópico sobre a vegetação litorânea, explique que o termo mangue se refere unicamente à vegetação característica apresentada na página, ao passo que o termo manguezal é usado para se referir ao ecossistema costeiro onde essa vegetação ocorre. Ao trabalhar este tópico, valorize a importância dos manguezais para o extrativismo de comunidades costeiras e também como berçário dos oceanos, pois são reconhecidos cientifica e ambientalmente como ecossistemas vitais para os oceanos e para a vida marinha.
Mata de Araucárias
Essa formação vegetal natural se desenvolve principalmente em áreas de clima subtropical e de maior altitude. A Mata de Araucárias é marcada pelo predomínio de pinheiros, chamados de pinheiros-do-paraná, que possuem folhas espessas e resistentes ao frio.
Campos
A vegetação de Campos ocorre predominantemente no Rio Grande do Sul e em áreas menores do Paraná e de Santa Catarina. No Rio Grande do Sul, os Campos são tradicionalmente conhecidos como Pampa. São caracterizados pelo predomínio de gramíneas de pastagens naturais, assim como pelo relevo ondulado e relativamente plano.
Vegetação litorânea
A Região Sul apresenta outras formações vegetais importantes, como as restingas e os manguezais. Essas formações se desenvolvem em áreas litorâneas nos três estados da região.
A restinga é composta de plantas rasteiras, adaptadas a terrenos arenosos. A vegetação de mangue ocorre em áreas de encontro das águas dos rios e do mar. A maior parte de suas raízes são aéreas, ou seja, são altas e ficam expostas.
Paisagem de vegetação de Mata de Araucárias em São Joaquim, em Santa Catarina, em 2021.
Paisagem de vegetação de Campos na Área de Proteção Ambiental (APA) do Ibirapuitã, em Sant'Ana do Livramento, no Rio Grande do Sul, em 2024.
Paisagem com vegetação de mangue em Guaratuba, no Paraná, em 2021.
1. Qual vegetação natural é predominante na porção do estado onde o município que você mora está localizado?
1. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Atlas dos manguezais do Brasil. Brasília, DF: MMA: Instituto Chico Mendes, 2018. Disponível em: https://www.gov.br/icmbio/pt-br/centrais-de -conteudo/atlas-dos-manguezais-do-brasil-pdf. Acesso em: 6 ago. 2025.
• Na atividade 1, auxilie os estudantes a localizarem o município onde vivem nos estados da Região Sul. Incentive-os a descrever essa localização utilizando orientação pelas direções cardeais, por exemplo: “na porção norte do estado”, “na fronteira sul do estado” etc., desenvolvendo, assim, raciocínio geográfico e noções cartográficas
Material que pode ser usado para ampliar seus conhecimentos sobre a vegetação de mangue e trabalhar com os estudantes as características dos manguezais
Confira nas orientações ao professor sugestões de uso destas atividades como instrumento de avaliação.
ATIVIDADES
Escreva as respostas no caderno.
1. Anote no caderno o nome de um ou dois rios importantes para o estado onde você vive. Explique por que eles são importantes.
2. Observe a imagem a seguir.
1. Respostas pessoais. Auxilie os estudantes na identificação dos rios ou em uma pesquisa rápida, se necessário. Solicite que façam registros sintéticos sobre as informações obtidas.
Paisagem do Rio Cubatão, no município de Joinville, em Santa Catarina, em 2025.
2. Respostas e comentários nas orientações ao professor
a ) Descreva no caderno a paisagem da fotografia.
b ) Qual é o rio da fotografia e onde ele está localizado?
c ) Onde você obteve a resposta para o item b?
d ) De acordo com a fotografia, as águas desse rio são aproveitadas, provavelmente, em quais tipos de atividades?
3. Procure informações sobre algum ponto turístico do município onde você vive, ou de municípios vizinhos, relacionados aos rios ou a formações vegetais conservadas na região. No caderno, descreva os atrativos do lugar e ilustre com fotografias ou desenhos, se possível. Realize esta atividade em dupla com um colega.
3. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor.
4. Nas paisagens do seu município, você observa algum dos tipos de vegetação natural estudados? Descreva ou desenhe no caderno e, depois, apresente aos colegas.
4. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor
Objetivos
• Reconhecer o uso dos rios e das bacias hidrográficas na Região Sul e sua importância.
• Identificar áreas importantes para a atividade do turismo relacionadas a rios ou a formações vegetais naturais no lugar onde vivem.
• Identificar tipos de vegetação predominantes de seu município e suas características.
• Favorecer a consolidação de conhecimentos, a recuperação e a progressão das aprendizagens.
Encaminhamentos
• Nas atividades 1 e 2, auxilie os estudantes na retomada de conteúdos sobre os rios da Região Sul, explorando seu aproveitamento pela sociedade por meio da navegação e pelo de água para abastecimento, irrigação e geração de energia elétrica.
• Na atividade 3, auxilie os estudantes a pesquisarem na internet a respeito do turismo ecológico. É importante que eles compreendam o fato de que áreas de vegetação conservadas e com beleza natural significativa servem como atrações turísticas, movimentando a economia de cidades e comunidades próximas. Aproveite para promover uma conversa com a turma a esse respeito.
• Na atividade 4, caso tenham dificuldade, oriente os estudantes a pesquisarem fotografias que evidenciem as vegetações estudadas no contexto de seu município ou estado. Nesse caso, eles podem escolher uma paisagem e produzir um desenho com base em sua observação.
Respostas
2. a) Espera-se que os estudantes descrevam o trecho do rio em uma área rural e plantações em suas margens, assim como áreas de mata ciliar no primeiro plano da fotografia e matas ao fundo e nos morros.
2. b) Espera-se que os estudantes identifiquem o trecho do Rio Cubatão, localizado em uma área rural do município de Joinville, no estado de Santa Catarina.
2. c) Espera-se que os estudantes indiquem que essas informações estão na legenda da fotografia.
2. d) Espera-se que os estudantes respondam que esse trecho do rio é aproveitado em atividades como agricultura (irrigação) e pecuária (criação dos animais), assim como para abastecer a população rural.
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3. Auxilie os estudantes na formação das duplas e na pesquisa necessária para a identificação das informações solicitadas. Indique publicações ou sites com o tipo de informação local.
• No Tema 3: Alterações das formações vegetais no Sul, apresentado nas páginas 42 a 47, os estudantes podem reconhecer impactos ambientais que ameaçam as formações vegetais nativas remanescentes e os recursos hídricos da Região Sul, refletindo sobre suas consequências para o ambiente e para a população. Assim, podem valorizar a importância de ações de conservação e de atuação governamental efetiva, desenvolvendo as habilidades EF03GE09 e EF05GE12. Essa abordagem também propõe a comparação de imagens como mapas e fotografias no estudo do tema, o que contempla as habilidades EF04GE10 e EF05GE08
• O estudo proposto possibilita aos estudantes identificarem situações, inclusive no contexto do estado e município onde vivem, que configuram pressões à natureza. Assim, são levados a selecionar e valorizar argumentos que visem a conservação ambiental e a sustentabilidade, proposta que desenvolve as Competências gerais 1, 4, 6 e 7
• O estudo proposto trata da conservação ambiental no contexto da Região Sul, mobilizando o tema contemporâneo transversal Educação ambiental
• Ao realizar a leitura do mapa sobre as vegetações alteradas, aproveite para trabalhar princípios de localização e distribuição por meio da comparação entre os mapas das páginas 42 e 39, desenvolvendo noções cartográficas com os estudantes. Promova uma leitura atenta da legenda dos mapas, a fim de que eles façam inferências a respeito das alterações das formações vegetais nativas na região. Questione-os sobre as formações nativas do estado
3 ALTERAÇÕES DAS FORMAÇÕES VEGETAIS NO SUL
Ao longo do tempo, o desmatamento reduziu muito a cobertura vegetal original da Região Sul, sobretudo da Mata Atlântica e da Mata de Araucárias. Entre as causas desse desmatamento estão o crescimento das cidades e a retirada da vegetação para aproveitamento de madeira, assim como o desenvolvimento de atividades econômicas, como a agropecuária.
Observe, no mapa, as áreas de vegetação remanescentes na região. Compare-o ao mapa da distribuição original dessas formações, na página 39
Além de comprometer o modo de vida de povos tradicionais que dependem das florestas para a sobrevivência, a retirada da vegetação prejudica diversas espécies de animais e plantas, algumas ameaçadas de extinção.
GENTE DO SUL
Os Laklanõ-Xokleng
Região Sul: áreas alteradas da vegetação natural (2020)
As Matas de Araucárias são muito importantes para o povo indígena Laklanõ-Xokleng, que vive no estado de Santa Catarina. Dessas matas, eles retiram alimentos e plantas medicinais para sua subsistência. Os Laklanõ-Xokleng promovem o reflorestamento, ajudando também a proteger os animais dessas áreas.
onde vivem e peça-lhes que a descrevam conforme o mapa da página 42. Este trabalho desenvolve também o raciocínio geográfico, acionando noções como analogia, conexão e extensão.
• Na seção Gente do Sul, explique aos estudantes que os indígenas Laklanõ-Xokleng promovem o reflorestamento de Matas de Araucárias, formando e plantando novas mudas. Ao realizar práticas de reflorestamento, os Laklanõ-Xokleng também ajudam a proteger os animais que a floresta abriga, como o bugio, a anta e o papagaio-charão.
• É importante que os estudantes identifiquem que os recursos dessa vegetação são essenciais
Indígenas Laklanõ-Xokleng plantando araucárias em José Boitex, em Santa Catarina, em 2023.
para muitas comunidades, principalmente as tradicionais, que vivem da agricultura em agroflorestas, praticam o extrativismo ou sobrevivem do turismo, atividades ligadas à floresta em algumas regiões. Dessa forma, a conservação da floresta deve ser vista como de vital interesse pela população.
Trópico de Capricórnio
Fonte de pesquisa: SIMIELLI, Maria Elena Ramos. Atlas geográfico escolar. 37. ed. São Paulo: Ática, 2020. p. 29.
Áreas alteradas
REPRESENTAÇÕES IMPORTANTES
Os povos indígenas são diferentes, mas alguns têm características semelhantes, como a vida junto a matas e florestas. Como os Laklanõ-Xokleng, os Kaingang também valorizam e protegem essas áreas. Em uma representação de sua aldeia, ao registrar os elementos mais importantes para seu povo, Kronum, um indígena Kaingang, destacou a presença de áreas de matas e de araucárias. Observe a representação.
Representação da aldeia Apucaraninha, localizada em Londrina, no Paraná, feita por Kronum em 2018.
1. Que outros elementos importantes para seu povo Kronum registrou em sua representação?
1. Resposta e comentários nas orientações ao professor
AS ÁREAS DE CONSERVAÇÃO
As principais áreas remanescentes de vegetação nativa na Região Sul encontram-se em áreas de conservação ambiental, como Parques Estaduais e Nacionais. Essas áreas têm como principal objetivo conservar a vegetação, os animais e as águas, proibindo ou limitando algumas atividades. Conheça exemplos dessas áreas de conservação nos estados da Região Sul.
• Paraná: o Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, que engloba as Cataratas do Iguaçu e as áreas remanescentes de Mata Atlântica; o Parque Nacional do Superagui, no litoral paranaense, que abrange diversas áreas de mangue;
envolver a apresentação de outros exemplos previamente selecionados, sobretudo no caso de Parques Nacionais ou outros tipos de áreas de conservação que os estudantes possam conhecer.
• Com base no Mapeamento da Cobertura Vegetal do Estado do Paraná, realizado pelo Instituto Água e Terra (IAT), comente que o Paraná é o estado brasileiro que apresenta maior área remanescente da Mata Atlântica, com quase 6 mi-
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lhões de hectares preservados. Por isso, o estado detém uma grande responsabilidade na conservação dessa vegetação, que abriga uma das maiores biodiversidades do Brasil. Desse modo, a expansão urbana e as atividades econômicas geram grandes pressões sobre esse ambiente.
Resposta
1. Resposta possível: Kronum representou também o rio, os caminhos, as aldeias e as moradias.
• Explore a representação desta página, destacando que os povos indígenas valorizam e são protetores das áreas de vegetação, pois estas se ligam diretamente ao modo de vida desses grupos.
• Sempre que possível, é importante apresentar e valorizar as representações espaciais de comunidades tradicionais (indígenas, quilombolas, caiçaras, seringueiros, entre outras) como ferramentas para o estudo do espaço geográfico. Essas representações fazem parte da etnocartografia, mapeamentos que unem conhecimento técnico (não obrigatoriamente) e saberes tradicionais, expressando a forma como os grupos percebem e vivenciam o território. Desse modo, é possível compreender as vivências e transformações promovidas por esses povos e a relação entre território e identidade cultural. Os estudantes passam a ter referenciais da diversidade de visões de mundo e formas de organização territorial e podem comparar com o contexto em que vivem (rural ou urbano) e inferir sobre isso.
• O estudo sobre as áreas de conservação da Região Sul permite aos estudantes compreenderem a importância das Unidades de Conservação, destinadas a proteger os diferentes tipos de vegetação nativa da região. Essa abordagem é feita por estado e pode
• Ao promover o estudo sobre o exemplo de área de conservação no Rio Grande do Sul, destaque que a vegetação de Campos, assim como a Mata de Araucárias, é pouco protegida por unidades de conservação, o que justifica ainda mais ações de conservação na região do Pampa.
• Ao estudar as áreas de conservação de Santa Catarina, busque valorizar ações de conservação que envolvam a Mata de Araucárias, uma vez que se trata de um dos tipos de vegetação mais ameaçados do país.
• Na seção Gente do Sul, sobre José Lutzenberger (1926-2022), ressalte o fato de que esse ambientalista gaúcho atuou não apenas na Região Sul, mas em todo Brasil, destacando-se também na defesa da Floresta Amazônica.
ATIVIDADE EXTRA
• Organize os estudantes em duplas e solicite que pesquisem notícias recentes sobre áreas de conservação das formações vegetais nativas de seu estado. Peça que registrem as informações no caderno, como título da notícia, um pequeno texto explicando a principal informação, nome do autor, fonte de pesquisa (nome do site, revista, jornal) e a data. Essa atividade pode ser feita na escola, no laboratório de informática, ou em casa.
• É possível que os estudantes utilizem tecnologias digitais de forma estritamente pedagógica para pesquisar áreas de conservação no seu município. Se tiverem dificuldade, selecione previamente alguns exemplos. A proposta de registro da fonte também pode suscitar uma conversa sobre como selecionar fontes confiáveis de informação. Oriente os estudantes, caso realizem uma pesquisa em casa pela internet, ain-
• Rio Grande do Sul: a Área de Proteção Ambiental (APA) do Ibirapuitã, que abrange áreas de vegetação de Campos nos municípios de Alegrete, Quaraí, Rosário do Sul e Sant’Ana do Livramento; o Parque Estadual de Itupeva, em Torres, que protege áreas de vegetação de restinga.
• Santa Catarina: o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, que abrange áreas de oito municípios e extensas porções de Mata Atlântica; o Parque Estadual das Araucárias, nos municípios de São Domingos e Galvão, que abrange áreas remanescentes da Mata de Araucárias nativa.
GENTE DO SUL
José Lutzenberger
Área de vegetação de Mata de Araucárias no Parque Estadual das Araucárias, nos municípios de São Domingos e Galvão, em Santa Catarina, em 2022.
José Lutzenberger (1926-2022) nasceu em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. É considerado um dos principais ambientalistas gaúchos, tendo atuado na fundação de uma das primeiras associações de proteção ambiental, a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan). Também criou a Fundação Gaia, ONG que funciona até os dias de hoje promovendo a sustentabilidade e a proteção à natureza. José Lutzenberger, em 1992.
da que com objetivo pedagógico, que o façam acompanhados de um familiar ou responsável. Após a pesquisa, separe um momento para o compartilhamento dos resultados.
A Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural é atualmente conhecida como Fundação Gaia. Para conhecer mais sobre sua atuação, acesse o portal da instituição.
ADRIO
Confira nas orientações ao professor sugestões de uso destas atividades como instrumento de avaliação.
ATIVIDADES
1. Observe as imagens a seguir e responda às questões no caderno.
Vista de Florianópolis, de Eduardo Dias. Óleo sobre tela, 46 cm × 64 cm Cerca de 1900.
Objetivos
• Reconhecer transformações nas paisagens por meio da observação de imagens de diferentes épocas.
• Identificar a expansão urbana como um processo que resultou no desmatamento da vegetação nativa.
• Favorecer a consolidação de conhecimentos, a recuperação e a progressão das aprendizagens.
Encaminhamentos
• Na atividade 1, promova a observação direcionada das imagens com ênfase nas transformações provocadas pelo ser humano na paisagem. Espera-se que os estudantes identifiquem a expansão urbana e o desmatamento de áreas de vegetação nativa nesse processo.
Resposta
Paisagem da cidade de Florianópolis, em Santa Catarina, em 2023.
1. b) Resposta: A imagem mais antiga é uma pintura e a imagem atual é uma fotografia.
a ) Quanto tempo se passou, aproximadamente, entre o registro das duas imagens?
1. a) Resposta: Cerca de 123 anos. Auxilie os estudantes a fazerem o cálculo aproximado com base nas informações das legendas das imagens.
b ) Qual é a diferença entre o tipo das duas imagens apresentadas?
c ) Qual é a principal diferença entre as duas imagens em relação à cidade e às formações vegetais?
1. c) Resposta e comentários nas orientações ao professor
1. c) Espera-se que os estudantes apontem que a imagem antiga apresenta uma ocupação pequena, algumas áreas rurais e vastas áreas de vegetação nativa. Na fotografia atual, por sua vez, a cidade já é grande, as áreas rurais não aparecem mais nessa visão e as áreas de vegetação foram muito reduzidas. Houve um crescimento significativo da cidade, o espaço urbano se expandiu por várias áreas de ilha e, consequentemente, a área de vegetação natural foi retirada, restando poucos trechos na imagem mais atual.
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• A seção Sou cidadão , apresentada nas páginas 46 e 47, tem por objetivo sugerir uma reflexão sobre as ameaças à vegetação de Mata de Araucárias. Para tanto, os estudantes são levados a reconhecerem a importância dessa vegetação e de sua fauna e flora para o ambiente e para diversas comunidades que trabalham com o extrativismo do pinhão, selecionando argumentos para identificarem a criação de áreas de conservação nesse bioma como uma necessidade.
OBJETIVOS
• Reconhecer as pressões ambientais sobre a vegetação de Mata de Araucárias.
• Analisar e refletir sobre a importância da Mata de Araucárias para o meio ambiente e para comunidades tradicionais e/ou extrativistas.
• Selecionar argumentos que justifiquem a conservação da Mata de Araucárias.
BNCC
• A leitura do texto e as propostas de atividade permitem que os estudantes analisem a importância ecológica e cultural da Mata de Araucárias por meio de exemplos mostrados. Nesse estudo, eles podem desenvolver as habilidades EF03GE04 e EF03GE05 e as Competências gerais 1 e 7. O trabalho a respeito de costumes e tradições culturais familiares envolvendo o consumo de pinhão permite explorar a habilidade EF04GE01
• A análise das pressões ambientais sobre a Mata de Araucárias, assim como a reflexão proposta sobre a conservação com base em sua exploração por comunidades extrativistas e o reconhecimento do extrativismo sustentável do pinhão como uma ferramenta de conservação ambiental contemplam os temas con-
SOU CIDADÃO
As Matas de Araucárias ameaçadas de extinção
As Matas de Araucárias são compostas predominantemente de espécies como o pinheiro-do-paraná (Araucária angustifólia). Essa formação vegetal foi muito desmatada ao longo do tempo.
Leia o trecho de notícia a seguir.
[...]
Marcadas para desaparecer nas próximas cinco décadas, as florestas com araucárias resistem em diminutas parcelas em relação ao que um dia ocuparam no país. [...]
BOURSCHEIT, Aldem. Araucárias em rota de extinção são cortadas com aval dos órgãos públicos. Mongabay, 15 mar. 2022. Disponível em: https://brasil.mongabay.com/2022/03/araucarias-em-rota -de-extincao-sao-cortadas-com-aval-dos-orgaos-publicos/. Acesso em: 29 jul. 2025.
O texto trata da extinção das araucárias. Você já pensou sobre as consequências disso?
Muitas espécies de plantas e animais encontram-se ameaçadas de extinção junto das araucárias. Além disso, esse pinheiro é importante para diversas comunidades no Sul, pois as araucárias são fontes de renda para as pessoas que sobrevivem da extração de sua semente, o pinhão.
Imagens sem proporção entre si.
A estrutura que contém as sementes do pinheiro-do-paraná são conhecidas como ouriços ou pinhas.
O pinhão é coletado após a pinha cair da árvore, como pode ser observado na área rural do município de Urubici, em Santa Catarina, em 2021.
O pinhão coletado, em geral, é comercializado localmente e com outras áreas da região. Além disso, é um alimento tradicional e faz parte da alimentação de muitas pessoas na Região Sul.
temporâneos transversais Trabalho e Educação ambiental
• A situação-problema levantada na seção sugere uma reflexão a respeito do desmatamento e da extinção das Matas de Araucárias em nosso país. A valorização dessa formação é explorada nesta seção, sobretudo por meio da importância do pinhão para comunidades extrativistas.
• Para promover esta abordagem, realize a leitura coletiva do texto e resgate os conhecimentos prévios dos estudantes sobre o pinhão.
2. Resposta: Espera-se que os estudantes compreendam que as comunidades que exploram o pinhão e dependem das araucárias para sobreviver ajudam a conservar e proteger essas
E o que é possível fazer para proteger a Mata de Araucárias nos estados da Região Sul?
formações,
incentivando sua expansão e evitando o desmatamento. Comentários nas orientações ao professor.
Uma das maneiras de atingir esse objetivo é cobrar dos governantes a criação de áreas de conservação e o respeito pela limitação da derrubada dessas árvores.
A atividade extrativa também ajuda a manter as Matas de Araucárias, pois essas comunidades conservam e protegem as áreas de coleta.
Responda às atividades a seguir no caderno.
A gralha-azul (Cyanocorax caeruleus) é uma ave nativa do Paraná que contribui para a dispersão das araucárias. Ela enterra os pinhões para guardar o alimento, que muitas vezes são esquecidos e se tornam uma nova planta.
1. Você conhece áreas de Mata de Araucárias em seu município ou estado? Se sim, elas fazem parte de áreas de conservação?
1. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor
2. Qual é a relação entre a exploração do pinhão e a conservação da Mata de Araucárias?
3. Paranaenses, catarinenses e gaúchos têm o costume de comer pinhão cozido, assado ou em diversas outras receitas. Você e seus familiares seguem essa tradição? Anote no caderno as receitas e formas como o pinhão é consumido em suas tradições familiares e, depois, apresente aos colegas e ao professor. Vocês podem criar um livro de receitas para circular entre as famílias ou ficar na biblioteca da escola. Incentivar o consumo do pinhão também ajuda as comunidades coletoras a manterem suas atividades, reforçando a necessidade de proteção das Matas de Araucárias.
3. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor
sobre a percepção deles a respeito de eventuais áreas de conservação em seu município e sua importância.
• Na atividade 2, utilize a estratégia de metodologia ativa debate para que os estudantes possam conversar sobre a importância das comunidades que sobrevivem do pinhão para a conservação da Mata de Araucárias. Esta é uma proposta que explora a possibilidade do manejo sustentável das áreas remanescentes e valoriza o papel das comunidades locais na conservação do ambiente.
• Na atividade 3, peça os estudantes que conversem com seus familiares ou responsáveis, promovendo a participação deles no encami-
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nhamento do trabalho. Solicite que anotem no caderno as receitas com pinhão que são parte de sua cultura familiar. Se optar pela produção do livro, auxilie-os na criação dos textos e eventualmente dos desenhos para cada receita. Viabilize a divulgação da produção à comunidade escolar e entre as famílias. Caso haja algum estudante que apresente dificuldade de se expressar oralmente, oriente-o a realizar sua atividade por meio de desenho.
• É importante que os estudantes identifiquem que essa vegetação se encontra ameaçada, restando apenas 4,3% de sua cobertura original, o que ameaça o modo de vida das comunidades que sobrevivem do extrativismo de pinhão. Explore com os estudantes que as araucárias estão ameaçadas de extinção e, por isso, seu corte é proibido. Destaque com os estudantes que a Lei da Mata Atlântica (11.428/2006) e o Código Florestal (12.651/2012) proíbem o desmatamento das formações das Matas de Araucárias, exceto em casos específicos e com autorização de órgãos ambientais. Explique que o desmatamento ilegal pode gerar multas e obrigações de reflorestamento. Leve os estudantes a compreenderem a função das leis ambientais na proteção e na exploração sustentável das formações vegetais nativas remanescentes. Além disso, frise que existem muitos esforços pela sua conservação. No entanto, a escassez de áreas de conservação ambiental é um problema significativo nesse bioma.
• A atividade 1 pode ser uma oportunidade interessante para promover uma pesquisa na internet, se possível no laboratório de informática da escola, com objetivo estritamente pedagógico. Com base nos conhecimentos dos estudantes ou nos resultados da pesquisa, propicie uma conversa
AVALIAÇÃO SOMATIVA
Objetivos
• Identificar os climas predominantes na Região Sul.
• Identificar as formas de relevo predominantes na Região Sul.
• Reconhecer exemplos de usos dos rios na Região Sul.
• Reconhecer as diferentes vegetações da Região Sul e sua distribuição no estado onde fica seu seu município.
• Favorecer a consolidação de conhecimentos, a recuperação e a progressão das aprendizagens.
Encaminhamentos
• Na atividade 1, auxilie os estudantes na leitura de cada item e na identificação das palavras que completam cada lacuna, resgatando o que eles aprenderam sobre os aspectos naturais da Região Sul. Se tiverem dificuldade, retome pontos específicos do conteúdo em uma conversa.
• Na atividade 2, auxilie os estudantes na observação direcionada das fotografias. Se achar interessante, realize esta atividade coletivamente, incentivando os estudantes que se sentirem confortáveis a descreverem as paisagens e seus elementos, de forma a facilitar a identificação de cada tipo de vegetação. No item b, as próprias fotografias auxiliam nessa identificação, mas pode ser necessário retomar brevemente as características dessas vegetações. Durante a atividade, faça a descrição das fotografias para que estudantes com necessidades educacionais específicas também possam interagir com base nelas.
• Na atividade 3, caso tenham dificuldade, retome a observação do mapa e incentive os estudantes a citarem a distribuição das vegetações em seu estado utilizando como referência as direções cardeais.
Confira nas orientações ao professor sugestões de uso destas atividades como instrumento de avaliação.
ATIVIDADES
Escreva as respostas no caderno.
1. Copie as frases a seguir no caderno, completando-as corretamente.
a ) Os tipos de clima que atuam na Região Sul são ■ e ■.
1. a) Resposta: clima subtropical ou temperado; clima tropical.
b ) A forma de relevo predominante na Região Sul é de ■.
1. b) Resposta: planalto.
c ) Os rios da Região Sul são importantes para os cultivos ■, geração de ■ e abastecimento da ■.
1. c) Resposta: agrícolas; energia; população.
2. Observe as fotografias que mostram diferentes tipos de vegetação nativa da Região Sul e responda às questões no caderno.
Paisagem do município de Morretes, no Paraná, em 2025. B.
2. a) Resposta: A fotografia A retrata uma paisagem de Mata Atlântica; a fotografia B é de uma paisagem de mangue.
Paisagem do município de Paranaguá, no Paraná, em 2024.
a ) Identifique o tipo de vegetação em cada uma das fotografias.
b ) Escreva uma ou mais características de cada tipo de vegetação.
3. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor
3. Descreva no caderno a distribuição das formações vegetais nativas que ocorrem no estado onde você vive, de acordo com o mapa da página 39.
2. b) Resposta: Espera-se que os estudantes descrevam, na fotografia A, as características de floresta densa e úmida; na
fotografia B, as características de vegetação de mangue em área de encontro do rio com o mar e com raízes aéreas, ou seja, expostas.
Resposta 3. Esta é uma oportunidade para que os estudantes localizem e descrevam a espacialização das formações vegetais nativas, conforme o mapa, utilizando orientação pelas direções cardeais, por exemplo: “na porção norte do estado”, “na fronteira sul do estado” etc.
ATIVIDADE EXTRA
• Caso os estudantes demonstrem alguma dificuldade, resgate o tema em questão (clima, relevo, hidrografia, vegetação ou as alterações das formações na Região Sul) e solicite que falem o
que sabem sobre ele. Você pode promover esse momento fazendo uso da estratégia de metodologia ativa vire e fale. Acompanhe a dinâmica, interrompendo, se necessário, para fazer complementos ou correções. Ao fim, peça aos estudantes que escrevam frases abordando o que mais aprenderam sobre o assunto após a dinâmica.
FORMAÇÃO DA POPULAÇÃO DA REGIÃO SUL
do povo Guarani Mbya
Descreva a fotografia desta página, comentando sobre o lugar retratado e o que a mulher está fazendo.
Além dos indígenas, você sabe quais povos formaram a população do estado onde você vive ao longo da história? Comente com os colegas.
1 e 2. Confira as respostas nas orientações ao professor.
Confira nas orientações ao professor sugestões de uso destas atividades como instrumento de avaliação.
metodologia ativa sala de aula invertida
Solicite a eles que, antes de iniciarem o estudo desta unidade, façam uma pesquisa sobre o povoamento da Região Sul e respondam às questões.
1. Quais povos já viviam no atual território da Região Sul muito tempo antes da chegada dos colonizadores espanhóis e portugueses?
Resposta: Os povos que já viviam no atual território da Região Sul eram os indígenas.
2. Quais grupos populacionais vieram de outros países e fizeram parte do povoa-
mento do nosso estado?
Resposta pessoal. É possível que os estudantes citem diferentes grupos populacionais, entre eles espanhóis, açorianos, alemães, italianos e japoneses.
3. Atualmente, nosso estado ou município recebe migrantes de outros lugares do Brasil? Qual é a origem deles?
Resposta pessoal. Incentive os estudantes a comentarem sobre migrantes de outros lugares do Brasil que se deslocaram para o município ou estado onde vivem.
OBJETIVOS DA UNIDADE
• Identificar os principais povos relacionados à formação da população da Região Sul e suas contribuições culturais e econômicas.
• Reconhecer fluxos migratórios relacionados à Região Sul ao longo da história.
• Valorizar a diversidade cultural da Região Sul.
• Analisar o crescimento da população da Região Sul e seus estados.
• Compreender aspectos da dinâmica demográfica da Região Sul, como migração e distribuição pelo território.
AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA
Objetivos
• Reconhecer a diversidade cultural da Região Sul.
• Estudar a participação de diferentes povos na formação da população da Região Sul e de suas culturas. Encaminhamentos
• Utilize as atividades de abertura para realizar esse diagnóstico e, por meio das respostas dos estudantes, investigue o que eles sabem sobre os povos que formaram a população do estado onde vivem, tendo como foco a recuperação e a progressão da aprendizagem.
ATIVIDADE EXTRA
• Caso considere pertinente, proponha aos estudantes uma atividade com a
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Respostas
1. A fotografia retrata uma moradia de pau a pique e chão de terra batida. A mulher está debulhando milho.
2. Resposta pessoal. A depender do estado onde vivem os estudantes, é possível que eles citem, além de indígenas, quilombolas, imigrantes (e seus descendentes), migrantes de outras regiões do Brasil, entre outros.
Mulher
na Aldeia Tekoá Porã, no município de Salto do Jacuí, no Rio Grande do Sul, em 2021.
• No Tema 1: Uma diversidade de povos, apresentado nas páginas 50 a 52, ao identificarem e reconhecerem, em seus lugares de vivência, a presença de grupos indígenas formadores da Região Sul, assim como valorizarem suas culturas e contribuições econômicas, os estudantes desenvolverão as habilidades EF03HI01 , EF03GE02 e EF04GE01
• O estudo sobre os povos originários do território onde se formou a Região Sul contribui para a identificação e a valorização da diversidade de matrizes indígenas na sociedade e culturas sulistas da atualidade, de modo a contemplar aspectos das Competências gerais 3 e 9
• O trabalho com os conteúdos e as atividades do Tema 1 favorece a abordagem da história local e suas relações com o cotidiano dos estudantes e de seus familiares. Ao reconhecerem a experiência histórica dos povos originários e a permanência dos costumes, das tradições e das memórias indígenas no tempo presente, os estudantes são incentivados a atribuírem sentido ao passado e a construírem sua identidade individual e coletiva, desenvolvendo, assim, a consciência histórica e o tema contemporâneo transversal Vida familiar e social
• Esse estudo também favorece o desenvolvimento dos temas contemporâneos transversais Diversidade cultural e Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras
• Na atividade 2, incentive os estudantes a identificarem alguns costumes alimentares praticados por eles e os familiares. Crie uma lista de alimentos na lousa e pergunte-lhes quais eles consomem. Engaje-os
UMA DIVERSIDADE DE POVOS 1
A população da Região Sul é formada por grande diversidade de povos. Ao longo da história, pessoas de diferentes lugares vieram para cá, contribuindo com a formação social, econômica e cultural de nossa região.
OS PRIMEIROS POVOADORES
Os primeiros povoadores do território onde se formou a Região Sul foram os povos indígenas, entre eles sambaquianos (ou sambaquieiros), Kaingang, Laklanõ-Xokleng, povos pampeanos (Charrua e Minuano), Carijó e Guarani. Esses povos tinham costumes diversos, muitos dos quais passaram a fazer parte da cultura sulista como um todo.
Foram os indígenas os primeiros a praticar a caça, a pesca, a coleta, o extrativismo e a agricultura em nossa região. Eles também foram responsáveis pela introdução de costumes alimentares, como o consumo de tereré e chimarrão, pinhão, milho e churrasco em fogo de chão.
Mulher tomando chimarrão enquanto observa preparo de costela em fogo de chão no município de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, em 2019.
Muitos nomes de municípios sulistas são de origem indígena, como Curitiba, Guaíra; e Cambé, no Paraná; Ipuaçu, Biguaçu e Araquari, em Santa Catarina; e Guaíba, Humaitá e Piratini, no Rio Grande do Sul. Há também rios, montanhas, animais, plantas e pontos turísticos da região com nomes que têm origem nesses povos.
1. Quais costumes indígenas estão presentes na fotografia?
1. Resposta: O consumo de chimarrão e o preparo de churrasco em fogo de chão.
2. Alguns dos costumes alimentares indígenas mencionados fazem parte do cotidiano de sua família? Em caso afirmativo, comente quais são esses costumes.
2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comentem os costumes alimentares indígenas presentes em seu cotidiano familiar.
a compartilhar as informações, contribuindo para o desenvolvimento do pensamento autônomo e crítico, uma vez que eles identificarão que algumas práticas cotidianas são apropriadas das tradições dos povos originários.
ATIVIDADE EXTRA
• Se possível, convide uma pessoa indígena idosa da comunidade local para conceder uma entrevista aos estudantes sobre os costumes cotidianos herdados dos antepassados, tais como idioma, hábitos alimentares, danças, músicas, cerimônias, organização social, trabalhos, entre outros.
• Oriente os estudantes a prestarem atenção nas falas do entrevistado, incentivando que eles participem tirando dúvidas de modo organizado e respeitoso.
• Por fim, para promover a recuperação do aprendizado, solicite aos estudantes que produzam desenhos ou pequenos textos sobre o que aprenderam e auxilie-os a organizar uma exposição na escola. Com isso, os estudantes serão incentivados a perceberem a importância da memória e da oralidade na produção do conhecimento histórico, além de desenvolverem o tema contemporâneo transversal Processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso
Os povos dos sambaquis
Os sambaquis são montes formados por vestígios da presença humana, como marcas de fogueiras, conchas de moluscos, restos de alimentos, ossadas de animais e de pessoas, além de artefatos diversos, como os zoólitos e outros objetos e instrumentos de pedra, ossos e conchas. No Sul, os sambaquis foram formados entre cerca de 8 mil e 1 500 anos atrás. Alguns dos mais antigos e maiores em extensão estão localizados no estado de Santa Catarina.
Os sambaquis têm tamanhos variados, podem medir de 2 a cerca de 30 metros de altura. Atualmente, alguns estão cobertos por vegetações.
conversando a respeito desses vestígios e refletindo sobre como foram feitos, como eram utilizados e o que indicam sobre o modo de vida dos povos dos sambaquis. Essa atividade favorece o desenvolvimento da Competência geral 5 da BNCC.
• Caso não seja possível o acesso aos recursos tecnológicos, uma alternativa é organizar uma visita guiada presencial a algum lugar de memória do município que tenha relação com os povos dos sambaquis ou outros povos originários.
Sambaquis: palavra de origem tupi-guarani que significa “monte de conchas”.
Zoólitos: esculturas de pedra com formatos de animais.
Sítio arqueológico Santa Marta III, com sambaquis de cerca de 7 mil anos, em Laguna, em Santa Catarina, em 2024.
INFOGRÁFICO CLICÁVEL: OS SAMBAQUIS
Zoólitos em forma de ave, datados de 8 mil e 2 mil anos atrás, encontrados em sambaquis do estado de Santa Catarina.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
CARDOSO, Jessica Mendes; SILVA, Renata Estevam da; ZAMPARETTI, Bruna Cataneo. Sambaquis: uma história antes do Brasil: guia didático. São Paulo: MAE/ USP, 2019. Disponível em: https://www. livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivros USP/catalog/view/366/322/1326. Acesso em: 23 jul. 2025.
Para fundamentar a discussão sobre a aprendizagem em História nos espaços não formais – neste caso, por meio de
• Ao tratar do tópico Os povos dos sambaquis, comente com os estudantes que, no estado do Paraná, alguns dos principais sambaquis localizam-se no município de Pontal do Paraná (Sambaqui do Guaraguaçu), na Baía de Guaratuba (Sambaqui do Boguaçu) e na Baía de Paranaguá. No Rio Grande do Sul, a presença de sambaquis destaca-se no litoral norte do estado, como os da Barreira da Itapeva e nos municípios de Arroio do Sal (Sambaquis da Marambaia) e Xangri-Lá (Sambaqui Morro dos Índios). Já Santa Catarina é o estado que abriga a maior quantidade de sambaquis, entre eles os maiores do mundo, como o Sambaqui Elefante Branco, no município de Jaguaruna. Existem também sambaquis nos municípios de Garuva, Laguna e São Francisco do Sul.
ATIVIDADE EXTRA
• Se for possível, proponha aos estudantes uma visita guiada a uma exposição virtual sobre a cultura material dos povos dos sambaquis. Acesse com eles o site Entre Conchas , elaborado pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da UFPR. Disponível em: https://mae.ufpr. br/entreconchas/dinamicas.php. Acesso em: 10 fev. 2025.
• Em seguida, acessem o tópico Instrumentos. Leiam os textos e as legendas e analisem os vestígios arqueológicos apresentados,
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um jogo eletrônico que explora o modo de vida dos povos dos sambaquis –, leia o guia e, se possível, promova um momento para os estudantes conhecerem o jogo.
AVALIAÇÃO
Objetivos
• Identificar e valorizar elementos que compõem a identidade cultural da Região Sul e sua importância.
• Incentivar o desenvolvimento da competência leitora dos estudantes.
• Favorecer a consolidação de conhecimentos, a recuperação e a progressão das aprendizagens.
Encaminhamentos
• Na atividade 1, oriente a pesquisa de textos e fotografias que evidenciam os elementos citados e a forma como se integram às tradições e aos costumes nos estados da Região Sul.
• Na atividade 2, engaje os estudantes a fazerem a leitura compartilhada do texto com ênfase em aspectos do modo de vida do povo Charrua e elementos de sua influência cultural evidenciados na fotografia das boleadeiras. Além de monitorar a capacidade de leitura e interpretação de textos, identificando defasagens nos estudantes, aproveite as questões para trabalhar a localização de informações pontuais em textos. A valorização da preservação da memória dessas tradições em museus também pode ser promovida em uma roda de conversa.
REFERÊNCIAS
COMPLEMENTARES
VIDAL, Viviane Margareth Pouey. Os artefatos de arremesso dos campos da América Meridional : um estudo de caso das boleadeiras. 2009. Dissertação (Mestrado em História) –Programa de Pós-Graduação em História, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2009.
ATIVIDADES
Escreva as respostas no caderno.
Confira nas orientações ao professor sugestões de
uso destas atividades como instrumento de avaliação.
1. Em dupla, pesquisem informações sobre a erva-mate e o pinhão.
Para isso, sigam as instruções.
• Investiguem como eles eram utilizados no passado.
• Informem-se sobre quais são seus usos atuais.
• Descubram qual é a importância da erva-mate e do pinhão para a economia da Região Sul.
• Por fim, produzam um texto com as informações que vocês descobriram, comentando como a erva-mate e o pinhão fazem parte dos costumes de seus familiares ou das pessoas da comunidade local.
1. Resposta e comentários nas orientações ao professor
2. Leia no texto a seguir trechos do pronunciamento da cacique Acuab sobre o povo Charrua, habitantes originários do Rio Grande do Sul.
[...] Acuab comenta que seus antigos parentes viviam da caça e da pesca e, por isso, precisavam das boleadeiras para caçar os “avestruzes e depois o gado”.
[...] A cacique afirma que a boleadeira é a prova que o gaúcho adotou a cultura dos Charrua. Para Acuab, foram os seus antigos parentes que usaram as primeiras boleadeiras, “antes eram de pedra com uma cercadura para amarrar o cordão do arremesso. Os Charrua giravam as boleadeiras sobre a cabeça e jogavam nas patas dos animais [...]”.
[...]
VIDAL, Viviane M. Pouey. Etnoarqueologia dos Charrua do Rio Grande do Sul: história, construção e ressignificação étnica. Estudios Históricos, Uruguai, ano VII, n. 15, dez. 2015. p. 12. Disponível em: https://estudioshistoricos.org/ 15/eh%201511.pdf. Acesso em: 14 fev. 2025.
2. c) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reflitam sobre o fato de que as boleadeiras são parte integrante da história e da cultura da Região Sul, são itens do passado e exemplos de instrumentos utilizados por povos mais antigos que contam o modo de vida deles, por isso estão expostas em um museu.
Resposta
Boleadeiras gaúchas expostas no Museu Histórico Farroupilha, em Piratini, no Rio Grande do Sul, em 2020.
a ) De acordo com a cacique Acuab, qual grupo indígena utilizava as boleadeiras?
2. a) Resposta: Os Charrua.
b ) Para que as boleadeiras eram utilizadas? Como você chegou a essa conclusão?
2. b) Resposta: Para caçar avestruzes e gado. Espera-se que os estudantes retomem o texto para responder à questão.
c ) Por que as boleadeiras retratadas na fotografia estão expostas em um museu?
Conheça mais sobre artefatos como as boleadeiras, utilizados por povos originários da Região Sul, por meio da leitura indicada.
1. A erva-mate é uma árvore originária da América do Sul e foram os indígenas Guarani os primeiros a utilizarem suas folhas para o preparo de infusões, como tereré, chimarrão e chá-mate. Até os dias atuais, essas infusões são consumidas na Região Sul e a erva-mate é também utilizada para a fabricação de cosméticos. Atualmente, o cultivo de erva-mate é muito importante para a economia sulista, representando a principal fonte de renda para milhares de agricultores familiares. Já o pinhão é a semente do pinheiro-do-pa-
raná, também conhecido como araucária. Em nossa região, os Kaingang e os Laklãnõ-Xokleng foram os primeiros a utilizarem o pinhão para o consumo, preparando-o assado ou cozido. Atualmente, o pinhão é inserido em receitas de de farofa, arroz de forno, paçoca, entrevero, torta e sopa. A produção e a comercialização de pinhão são muito importantes para a economia do Sul, sendo os municípios de São Francisco de Paula (Rio Grande do Sul), Painel (Santa Catarina) e Guarapuava (Paraná) seus principais produtores. O restante da resposta é pessoal.
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A CHEGADA DE OUTROS GRUPOS POPULACIONAIS
No século 16, portugueses e espanhóis passaram a disputar o domínio das terras da atual Região Sul. Nesse contexto, e também nos séculos seguintes, diferentes grupos populacionais vieram para cá. Vamos conhecer alguns deles.
MISSIONÁRIOS JESUÍTAS
Os missionários jesuítas eram membros da ordem religiosa católica Companhia de Jesus, fundada em 1534 pelo espanhol Inácio de Loyola (1491-1556). Entre os objetivos dos jesuítas estava a catequização dos indígenas.
CATEQUIZAÇÃO
No contexto da colonização, a catequização tinha como objetivo principal converter os indígenas ao Catolicismo. Além disso, por meio do processo de catequização, buscava-se forçar os indígenas a abandonarem seu modo de vida, seus hábitos e costumes tradicionais.
Missões do Guairá
, de Jacques Charles Bar. Gravura colorida à mão. 1845.
A partir de meados do século 16, na Província do Guairá (atual estado do Paraná), os espanhóis fundaram algumas vilas, entre elas Ontiveros e Vila Rica do Espírito Santo. Em Guairá, já viviam indígenas de origem Guarani e Jê, sendo comuns os conflitos entre eles e os colonizadores.
Para tentar mediar os conflitos na província, o governo espanhol enviou os jesuítas em missões para fundarem reduções, que eram aldeamentos de indígenas administrados pelos religiosos. Entre 1610 e 1628, os jesuítas espanhóis fundaram 15 reduções, entre elas Nossa Senhora de Loreto, Santo Inácio Mini, São Francisco Xavier e Santa Maria.
o texto a seguir e, se julgar pertinente, compartilhe as informações com os estudantes.
A decisão da Coroa espanhola de enviar os jesuítas para a região fronteiriça entre o Brasil e o Paraguai carregava mais do que o simples objetivo de disseminar a fé cristã. Além de um projeto religioso, era também uma estratégia de expansão política e territorial. Portanto, as missões jesuíticas se caracterizaram por uma complexa gama de interesses, que iam além do simples propósito colonizador ou
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da mera catequização. A presença jesuítica, influenciada pela situação fronteiriça da região, tinha um forte caráter político, garantindo a livre navegação nos rios, a utilização da força de trabalho indígena e a reivindicação das terras devolutas da região. [...]
AZEVEDO, Suelen Terre de; SERRA, Elpidio. As missões jesuíticas e sua influência na ocupação da fronteira Brasil-Paraguai. Cuadernos de Educación y Desarrollo, Portugal, v. 15, n. 10, p. 10790-10791, 2023. Disponível em: https:// ojs.cuadernoseducacion.com/ojs/index.php/ced/article/ download/1211/1597/4454. Acesso em: 30 mar. 2025.
• No Tema 2: A chegada de outros grupos populacionais , apresentado nas páginas 53 a 61, ao reconhecerem aspectos da história relacionada aos seus lugares de vivência, considerando os povos e as influências culturais que ajudaram a construir uma identidade cultural em seu estado e região, e ao identificarem territórios étnico-culturais relacionados a esses povos, os estudantes desenvolverão as habilidades EF03HI01, EF03GE02, EF04GE01, EF04GE02 e EF04GE06
• A identificação e a valorização da contribuição de diferentes povos, com ênfase em movimentos migratórios e sua importância, favorecem o desenvolvimento das Competências gerais 1, 3 e 9
• Esses conteúdos favorecem o desenvolvimento dos temas contemporâneos transversais Diversidade cultural e Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras
• A abordagem do conteúdo sobre a vinda de missionários jesuítas favorece que os estudantes estabeleçam relações entre acontecimentos históricos gerais sobre as disputas entre Portugal e Espanha e os acontecimentos da Região Sul. Sobre esse assunto, leia
Jesuíta
• Ao tratar dos tópicos Missões do Tape e Organização das reduções, aborde as relações entre indígenas e colonizadores, destacando processos como a catequização. Quando possível e pertinente, resgate conhecimentos prévios sobre o tema e observe se os estudantes reconhecem que o processo de colonização ocorreu por meio da subjugação de povos indígenas, que tiveram seu modo de vida profundamente alterado.
• Explique aos estudantes que os bandeirantes eram os líderes das bandeiras, expedições que partiam principalmente das vilas de São Vicente e de São Paulo para explorar riquezas no interior do território do Brasil e capturar indígenas para serem vendidos como escravizados aos colonos paulistas. Entre os alvos dos ataques dos bandeirantes estavam os indígenas que viviam nas reduções do Guairá e do Tape. Os bandeirantes foram responsáveis pela destruição de várias dessas reduções, porém, sofreram derrotas devido à forte resistência dos Guarani, sobretudo na Batalha de Caaçapaguaçu (1639), no atual Rio Grande do Sul, e na Batalha de M’Bororé (1641), na fronteira entre Argentina e Brasil.
• Comente com os estudantes que os Sete Povos das Missões eram formados pelas reduções de São Francisco de Borja, São Luís Gonzaga, São Nicolau, São Miguel Arcanjo, São Lourenço Mártir, São João Batista e Santo Ângelo Custódio.
• Leia o texto a seguir e, se julgar pertinente, compartilhe as informações com os estudantes.
Missões do Tape
Entre 1626 e 1634, os jesuítas espanhóis fundaram 18 reduções na região do Tape (atual território do Rio Grande do Sul). Após os ataques dos bandeirantes paulistas, muitas dessas primeiras reduções foram destruídas ou abandonadas, porém, entre 1682 e 1706, algumas foram retomadas e outras novas fundadas pelos jesuítas. Entre elas, os chamados Sete Povos das Missões.
Organização das reduções
A organização das reduções jesuíticas do Guairá e do Tape era semelhante. Tinham igreja principal, capelas, colégio e casas dos padres, cemitério, hospital, praça central, casas dos indígenas, avenidas, ruas, celeiros e oficinas de marcenaria, metalurgia, olaria, carpintaria e tecelagem.
Os indígenas eram os responsáveis por todo o trabalho coletivo, cultivando produtos agrícolas, criando gado e produzindo tudo aquilo que era necessário para o sustento das reduções. Os produtos que sobravam eram comercializados. Além disso, os indígenas realizavam trabalhos artísticos, como a produção de esculturas religiosas.
Na imagem, a igreja principal é a construção maior, que aparece no topo da imagem; as capelas aparecem nas laterais e na base da imagem; e a praça é a grande área retangular no centro da redução.
A parte da produção que não era necessária para o povo da redução era vendida fora, trocada por dinheiro. O dinheiro era necessário para pagar os impostos devidos ao rei e à Companhia de Jesus, em Roma, e para comprar materiais que a redução não podia produzir sozinha, sobretudo o ferro para fundir e fabricar ferramentas, armas e outros objetos.
SEPÉ Tiaraju: herói guarani, missioneiro, rio-grandense e, agora, herói brasileiro. Brasília: Edições Câmara, 2010. p. 21-22. (Série obras comemorativas).
Nas reduções, como já era costume dos indígenas, não existia propriedade particular de nenhum dos meios de produção, isto é, das coisas que são necessárias para produzir os bens que precisavam para viver. Terras, gado, plantações, oficinas e ferramentas, tudo pertencia igualmente à comunidade, sem exceção.
Planta da Missão de S. Miguel Manuscrito aquarelado. 1756.
Guerra Guaranítica
Um dos acontecimentos que marcaram a história das reduções dos Tape foi a Guerra Guaranítica (1753-1756). De acordo com as determinações do Tratado de Madri (1750), a Colônia do Sacramento, no atual Uruguai, passou a ser de domínio espanhol, e em troca os Sete Povos das Missões passaram a ser de domínio português. Com isso, cerca de 30 mil indígenas, em sua maioria Guarani, teriam que se deslocar das, reduções para outros territórios espanhóis, abandonando suas casas e lavouras.
Os indígenas não aceitaram as determinações do Tratado de Madri, e, liderados por Sepé Tiaraju, iniciaram uma série de combates contra as tropas portuguesas e espanholas, que se uniram contra as tropas indígenas. Ao longo da guerra, os indígenas venceram alguns conflitos, porém, durante a Batalha de Caiboaté (1756), as tropas luso-hispânicas venceram, matando centenas de indígenas.
Luso-hispânicas: relativos a Portugal e Espanha.
GENTE DO SUL
Sepé Tiaraju
Sepé Tiaraju (1723-1756) nasceu em Rio Pardo, atual município de São Luiz Gonzaga, no Rio Grande do Sul.
Por sua atuação na Guerra Guaranítica, tornou-se uma personalidade histórica muito importante. Ele já foi homenageado na literatura e nas artes plásticas. Também tem seu nome em escolas, praças e ruas. Em 2009, foi inscrito no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria
Fonte de pesquisa: RUBIRA, Luís. Sepé Tiaraju e a Guerra Guaranítica. Ilustrações de Sandro Silva de Andrade. São Paulo: Callis, 2012. (Coleção A Luta de Cada Um).
Ilustração feita na atualidade que representa Sepé Tiaraju.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
A JORNADA de Piatã, de Lallo Bocchino. Brasil, 2025 (20 min 41 s).
Assista a esse curta-metragem que faz uma representação do contexto das invasões espanholas nas terras indígenas da atual Região Sul. PARINDO uma literatura indígena. Entrevista com Olívio Jekupé. Museu da Pessoa, São Paulo, 5 maio 2019. Disponível em: https://museudapessoa.org/historia-de-vida/parindo-uma-literatura-ind-gena/. Acesso em: 28 jul. 2025.
Imagens com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
• Ao tratar do tópico Guerra Guaranítica, destaque a resistência de povos indígenas à colonização e a conquista de seus territórios pelos colonizadores. Reforce que, à época, portugueses e espanhóis assinaram tratados dividindo arbitrariamente a América do Sul, desconsiderando os povos e suas fronteiras. Essa abordagem favorece que os estudantes estabeleçam relações entre acontecimentos históricos gerais sobre as disputas entre Portugal e Espanha aos acontecimentos da Região Sul.
• Sobre Sepé Tiaraju (17231756), comente com os estudantes que, de acordo com a tradição oral guarani, ele foi socorrido pelos Guarani quando era criança, após a aldeia onde ele morava ser atacada por colonizadores. Sepé foi adotado por um casal Guarani e tornou-se muito próximo do avô da família, que era um importante pajé. O menino foi instruído a se tornar um pajé, mas quando cresceu se tornou um guerreiro, recebendo o nome de Djekupé A Djú e de Karaí Djekupé (“Senhor Guardião”). Posteriormente, ele ficou conhecido como Sepé Tiaraju porque foi assim que os jesuítas escreveram o nome dele.
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Para os Guarani, a oralidade e a memória são fundamentais para manterem vivas suas histórias. Outra forma de preservação dessa memória é a literatura. Leia a entrevista concedida por Olívio Jukupé (1965-) e conheça um pouco mais sobre esse escritor Guarani.
• A abordagem do tópico
Os tropeiros favorece que os estudantes estabeleçam relações entre acontecimentos históricos gerais sobre a descoberta de ouro nas atuais regiões Sudeste e Centro-Oeste aos acontecimentos da Região Sul. Destaque a importância desse grupo no desenvolvimento de municípios da Região Sul, enfatizando que a atividade de comércio praticada pelos tropeiros deu origem a diversos povoados que se tornaram municípios e contribuiu para o seu crescimento. Como exemplos, podemos citar os municípios de Viamão e Vacaria, no Rio Grande do Sul; Lages, em Santa Catarina; Rio Negro, Lapa e Balsa Nova, no Paraná, entre outros.
• Aproveite para relacionar a atividade realizada pelos tropeiros às atividades econômicas especializadas da Região Sul, como a criação de gado bovino, de grande importância histórica nos estados da região.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
SALEM, Jorge Antonio. Memórias de um tropeiro. São Paulo: Emó, 2024. Conheça esse livro de memórias do tropeiro João Azevedo (1925-2020), conhecido como João Boiadeiro, que atuou na profissão na década de 1950.
OS TROPEIROS
A descoberta de grandes jazidas de ouro no Brasil, no final do século 17, gerou uma profunda transformação nas atividades econômicas coloniais. Nos atuais estados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, a exploração das minas era intensa, e para abastecer os moradores das áreas de mineração tornou-se necessário o transporte de diversas mercadorias, como alimentos, ferramentas e gado (bois, cavalos e mulas).
Nesse contexto, ao longo dos séculos 18 e 19, destacou-se a atuação dos tropeiros, comerciantes que transportavam tropas de mulas e mercadorias. Eles abasteciam as áreas de mineração, trilhando caminhos que interligavam principalmente as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
O tropeirismo marcou profundamente o modo de vida das populações rurais e urbanas de nossa região. Para dar suporte aos tropeiros, os moradores de sítios e fazendas forneciam alimentos e pouso, além de pastagens para os animais. Já os habitantes das vilas e cidades prestavam serviços diversos, como a troca das ferraduras dos animais, a venda de gêneros alimentícios e a produção de itens de montaria, tais quais selas, arreios, laços, chapéus, botas e lenços.
Repouso de uma caravana, de Johann Moritz Rugendas. Gravura colorida. 1835. Nessa gravura, o artista representa uma caravana de tropeiros descansando em um pouso ou rancho improvisado.
As contribuições econômicas e culturais dos tropeiros se fazem presentes até os dias atuais na culinária, no vestuário e no vocabulário sulista.
[...]
HISTÓRIA da Cidade. Câmara Municipal de Santo Antônio da Patrulha. Disponível em: https://camarasap.rs.gov.br/historia -da-cidade/. Acesso em: 10 jun. 2025.
• Apresente o trecho a seguir aos estudantes, exemplificando o papel das tropas na formação de municípios da Região Sul por meio da história da formação de Santo Antônio da Patrulha, no Rio Grande do Sul. As origens de Santo Antônio da Patrulha remontam à própria história do Estado. Com a fundação da Colônia de Sacramento em 1680, cresce o interesse dos colonizadores portugueses em povoar e defender o território meridional do Brasil. Por volta de 1736 é aberta por Cristóvão Pereira de Abreu a Estrada dos Tropeiros. Devido ao contrabando de gado que passava por essa estrada, surgiu um “Registro” ou “Guarda”, mais tarde chamada patrulha. Esta fiscalizava e cobrava impostos dos rebanhos que passavam por ali e seguiam para Sorocaba e Minas Gerais. Esse aquartelamento é responsável por parte do nome do município, que antes chamava-se Guarda Velha de Viamão.
A VINDA DOS AÇORIANOS
Os açorianos são os habitantes do arquipélago de Açores, colonizado por portugueses no século 15. A partir de meados do século 18, a Coroa portuguesa incentivou a vinda de famílias açorianas para colonizar Santa Catarina e Rio Grande de São Pedro (atual estado do Rio Grande do Sul).
No território catarinense, os açorianos formaram freguesias, entre elas Nossa Senhora do Rosário de Enseada de Brito, Lagoa da Conceição e São Miguel da Terra Firme. Já no território gaúcho, estabeleceram-se nas freguesias de Sant’Ana, Santo Amaro e São Francisco do Porto dos Casais (atual município de Porto Alegre).
Coroa portuguesa: governo de Portugal. Freguesias: neste contexto, pequenos povoados administrados por representantes da Coroa portuguesa.
[...] Estas famílias trouxeram consigo a sua cultura, seu modo de ser e seu saber fazer, sua religiosidade, suas lendas, crenças e mitos.
Aqui, aqueles que vieram, reproduziram em famílias o modo de vida que tinham nos Açores, as formas de trabalhar a terra, construir suas casas, produzir suas roupas e utensílios, preparar seus alimentos, cultuar sua religiosidade e, também, o seu modo de se divertir com as danças e músicas.
[...]
CLETISON, Joi. Núcleo de Estudos Açorianos – 30 anos de história (1984 a 2014). NEA/UFSC, 2015. Disponível em: https://nea.ufsc.br/artigos/artigos-joi-cletison-2/. Acesso em: 25 mar. 2025.
• Comente que a população de Florianópolis, para se distinguir de outros grupos que migravam para o município ao longo do tempo, passou a se identificar pelo termo “manezinho”, em referência ao nome Manuel, de origem portuguesa e muito comum entre a população local.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
CASCAES, Franklin. O fantástico na Ilha de Santa Catarina. Florianópolis: Editora da UFSC, 2012.
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Conheça o livro do estudioso da cultura açoriana Franklin Cascaes (1908-1983), que apresenta narrativas escritas com base em relatos de descendentes dos imigrantes açorianos de Santa Catarina.
• Ao realizar o estudo do tópico A vinda dos açorianos, aproveite para mostrar a localização do arquipélago dos Açores em mapas, destacando a importância desse conjunto de ilhas para o desenvolvimento da colonização portuguesa e as características desse arquipélago como um propulsor de movimentos migratórios.
• Destaca-se que, assim como outros movimentos migratórios que contribuíram para a formação da população da Região Sul, a chegada de açorianos em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul foi incentivada por propagandas governamentais destinadas a atrair novos colonizadores e que ofereciam, além de passagem gratuita, outros benefícios que em sua maioria não eram cumpridos.
• Para valorizar a participação desse povo na formação da identidade cultural da população da Região Sul, utilize o exemplo de Florianópolis, em Santa Catarina, onde as contribuições de açorianos são marcantes. Eles trouxeram consigo tradições e elementos culturais que, ainda que modificados, permanecem na região, a exemplo de tradições culinárias, danças e folguedos e técnicas de artesanato. A imigração açoriana também deixou como legado elementos culturais materiais, como as construções históricas.
Casas e igreja com arquitetura açoriana no distrito de Santo Antônio de Lisboa, no município de Florianópolis, em Santa Catarina, em 2023.
AVALIAÇÃO
Objetivos
• Identificar, por meio da leitura e interpretação de mapa, os caminhos utilizados por tropeiros na Região Sul.
• Reconhecer, por meio de pesquisa, as contribuições culturais de tropeiros e açorianos na Região Sul.
• Favorecer a consolidação de conhecimentos, a recuperação e a progressão das aprendizagens.
Encaminhamentos
• Na atividade 1, destaque os caminhos de tropeiros que partiam da Região Sul enfatizando que a região produzia artigos importantes como o charque e pontue a importância do município paulista de Sorocaba como destino dessas tropas e dos caminhos evidenciados.
• Ao promover a leitura do mapa com o intuito de desenvolver e aperfeiçoar noções cartográficas com os estudantes, explore a legenda, para que os estudantes se familiarizem com o tipo de símbolo utilizado para representar os caminhos dos tropeiros. Destaque o uso das cores e como os fios usados nos limites estaduais e internacionais se diferenciam nessa representação. Faça uma leitura coletiva do mapa e identifique os diferentes trajetos evidenciados, incentivando-os a descrever esses trajetos utilizando direções cardeais, desenvolvendo, assim, a habilidade EF04GE09 da BNCC.
• Durante a realização da atividade, promova um ambiente acolhedor e engaje os estudantes a verbalizarem o raciocínio, explicando como conseguiram encontrar as respostas das atividades. Essa atividade contribui para o desenvolvimento do raciocínio geográfico ao tratar dos deslo-
ATIVIDADES
Escreva as respostas no caderno.
1. Observe o mapa a seguir e responda às questões.
Confira nas orientações
ao professor sugestões de uso destas atividades como instrumento de avaliação.
1. b) Resposta: Rio Grande do Sul:
Viamão e Vacaria. Santa Catarina: Lages, Curitibanos e Mafra.
Paraná: Rio Negro, Lapa, Palmeira, Ponta Grossa e Castro.
Caminhos dos tropeiros (séculos 18 e 19)
de Capricórnio
Fonte de pesquisa: PETUBA, Rosângela Maria Silva. Memória, história e historiografia na construção de uma cidade encruzilhada (Ponta Grossa-PR, 1890-1964). Revista de História Regional n. 28, 2023. p. 14. Disponível em: https://revistas.uepg. br/index.php/rhr/article/ view/21723/209209217859. Acesso em: 31 mar. 2025.
Aires
Colônia do Sacramento
Xanxerê
Chapecó
Sorocaba
Itapetininga
Itapeva
Itararé
Castro
Palmeira
Curitiba
Lapa
Rio Negro
Mafra
Curitibanos
Lages
Florianópolis
VINÍCIUS COSTA/ARQUIVO DA EDITORA
1. a) Resposta: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Espera-se que os estudantes observem o mapa para responder à atividade.
Caminho do Viamão
Caminho da Vacaria dos Pinhais 0 125 km
Caminho das Missões Limite internacional Limite estadual Cidade
Capital estadual Capital do país
a ) Os caminhos dos tropeiros passavam por quais estados brasileiros? Como você chegou a essa conclusão?
b ) O Caminho do Viamão passava por quais cidades do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná?
2. Organizem a turma em dois grupos. Um dos grupos deve pesquisar os tropeiros; o outro grupo, os açorianos. Na pesquisa, procurem informações sobre as contribuições culturais desses grupos na Região Sul: culinária, vestuário, danças, artesanato, hábitos e práticas individuais e coletivas. Depois, divulguem os resultados da pesquisa por meio de desenhos, danças ou apresentações musicais.
2. Resposta pessoal. Confira como conduzir esta pesquisa nas orientações ao professor
camentos históricos por meio de representação.
• Na atividade 2, auxilie os estudantes na identificação de fontes de informações confiáveis sobre elementos das culturas tropeiras e açorianas na Região Sul, assim como na organização das apresentações. Essa atividade favorece o desenvolvimento das Competências gerais 3 e 4 da BNCC.
ATIVIDADE EXTRA
• Incentive os estudantes a explorarem, acompanhados de seus familiares, ambientes que favorecem o aprendizado ativo sobre as culturas
tropeiras e açorianas no município ou na região onde vivem. Existem diversos museus e centros culturais nos três estados da Região Sul. Observe alguns exemplos.
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Paraná: Centro Cultural Tropeiro, em Castro; Museu do Tropeiro, em Lapa.
Santa Catarina: Museu Etnográfico Casa dos Açores, em Biguaçu; Casa da Cultura Açoriana, em Palhoça.
Rio Grande do Sul: Centro Cultural do Tropeirismo, em Bom Jesus; Centro Cultural Açoriano, em Arroio Grande.
Assunção
AFRICANOS E AFRO-BRASILEIROS
A história dos africanos na Região Sul deve ser compreendida no contexto da colonização do Brasil, no qual essas pessoas foram trazidas à força da África e obrigadas a trabalhar como escravizadas.
Nessa região, nos séculos 18 e 19, os africanos e seus descendentes trabalhavam nas atividades do tropeirismo, nas charqueadas e nas estâncias
As contribuições das culturas africanas estão presentes na literatura, no cinema, em ritmos musicais e danças, como vanerão e milonga, em receitas culinárias, como quibebe e mocotó, assim como no vocabulário da língua portuguesa.
Além disso, vários afro-brasileiros da Região Sul se destacaram ao longo da história, como o poeta Cruz e Sousa (1861-1898), a engenheira Enedina Alves Marques (1913-1981) e a professora Antonieta de Barros (1901-1952).
Charqueadas: locais onde era produzido o charque (carne bovina salgada e seca).
Estâncias: grandes propriedades rurais.
GENTE DO SUL
Antonieta de Barros
Antonieta de Barros (1901-1952)
nasceu em Florianópolis, Santa Catarina. Ela fundou a própria escola, atuou como jornalista e foi a primeira mulher negra a ser eleita deputada estadual no Brasil. Em 2023, por conta de sua grande importância histórica, foi registrada no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria
Antonieta de Barros, século 20.
1. Você conhece personalidades afro-brasileiras do município, estado ou da região onde vive? Em caso afirmativo, cite o nome delas e a atividade que praticavam ou praticam.
1. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes
compartilhem com os colegas o nome e as atividades desenvolvidas por personalidades afro-brasileiras da Região Sul. Auxilie-os com as informações sobre esse assunto.
ser divulgados nas redes sociais da escola, incentivando, assim, o desenvolvimento das Competências gerais 4 e 5 da BNCC.
• Leia o texto a seguir, que trata do silenciamento dos negros na história do Rio Grande do Sul. Se considerar pertinente, compartilhe as informações com os estudantes. [...]
Apesar dessas relevantes contribuições, a historiografia oficial do Rio Grande do Sul subestimou a presença de mão de obra negra na área rural, dominada pelas grandes estâncias criadoras de gado, em formação a partir do século XVII. Esta postura representava uma visão preconceituosa e ideologizada do Rio Grande de Sul, que começou a ser contestada nas últimas décadas em estudos de historiadores, sociólogos e antropólogos [...].
• Ao realizar o estudo do tópico Africanos e afro-brasileiros, aproveite para desconstruir a ideia de que a Região Sul não recebeu muitos africanos escravizados. Embora a região tenha recebido uma quantidade menor de escravizados do que outras regiões, como o Nordeste e o Sudeste, dados do censo de 1814 revelam que a população do Rio Grande do Sul era majoritariamente composta de africanos e afrodescendentes na data em questão.
• Ao realizar a leitura do texto sobre Antonieta de Barros (1901-1952), comente que, além de ser a primeira afrodescendente eleita deputada no Brasil, ela ficou conhecida como uma jornalista importante e por defender a igualdade racial e de gênero. Ela também foi a primeira a propor a celebração do Dia do Professor, em 15 de outubro.
ATIVIDADE EXTRA
• Como maneira de recuperar o aprendizado, proponha aos estudantes uma pesquisa on-line sobre outras personalidades afrodescendentes nascidas na Região Sul. Para a divulgação dos resultados, incentive-os a fazer cartazes em grupo com desenhos dessas personalidades e breves textos biográficos, de modo a compartilhar esse conhecimento adquirido com a comunidade escolar. Se for possível, os resultados da pesquisa também podem
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Além disso, a historiografia também não se referenciava aos quilombos existentes no Estado e quando o fazia, era de forma superficial sem maiores explicações, comentários ou detalhamento. Assim, cabe salientar que, a exemplo de outras regiões brasileiras, os negros sul-rio-grandenses também fugiam e se organizavam em quilombos. [...]
GIANEZINI, Kelly. Tradicionalismo e produção do conhecimento: memória, identidade e representações culturais dos afrodescendentes gaúchos. Curitiba: CRV, 2014. p. 27-28.
• Ao realizar o estudo do tópico Territórios quilombolas na Região Sul, enfatize que o direito dos quilombolas aos seus territórios é reconhecido por lei no Brasil, contudo muitas comunidades ainda batalham pelo reconhecimento de suas terras e a maioria dos territórios se encontra ameaçado em função de fatores como a expansão urbana, a realização de obras de infraestrutura, a exploração de recursos naturais e a sobreposição com imóveis particulares.
• Comente com os estudantes que, de acordo com o IBGE, a Região Sul é a unidade da federação com menor número de pessoas autodeclaradas quilombolas. O Rio Grande do Sul é o estado que possui a maior população quilombola da Região Sul, seguido pelo Paraná e por Santa Catarina. Ainda de acordo com a entidade, existem 203 localidades quilombolas no Rio Grande do Sul, distribuídas em 75 municípios.
REFERÊNCIAS
COMPLEMENTARES
MORAES, Daiane dos Santos. Quilombo de São Roque, Arroio do Meio, RS: memórias, histórias e resiliência cultural. 2021. Dissertação (Mestrado em Museologia e Patrimônio) –Programa em Pós-Graduação em Museologia e Patrimônio, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2021. Disponível em: https://lume.ufrgs. br/handle/10183/232749. Acesso em: 24 jul. 2025. Leia essa pesquisa baseada na história oral do Quilombo de São Roque, que apresenta informações sobre a comunidade e uma reflexão sobre a contribuição quilombola na formação do patrimônio cultural do Rio Grande do Sul.
Territórios quilombolas na Região Sul
Durante o período em que foram escravizados, os africanos e afro-brasileiros formaram quilombos na Região Sul. Nos quilombos, praticavam coleta, agricultura e pastoreio. Com o fim da escravidão, em 1888, muitos territórios quilombolas foram mantidos pelos ex-escravizados e seus descendentes.
De acordo com o Censo Demográfico 2022, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil há cerca de 1,3 milhão de pessoas quilombolas, sendo cerca de 29 mil moradoras da Região Sul. A maior parte dessas pessoas vive em comunidades que ainda não têm seus territórios devidamente reconhecidos e demarcados. Por isso, os quilombolas continuam lutando por seus direitos, previstos na Constituição de 1988, a fim de garantir a posse da terra e a preservação de sua cultura. Leia o texto a seguir.
[...]
Art. 68. Aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os títulos respectivos.
[...]
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. 5 out. 1988. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 28 maio 2025. Na Região Sul, existem comunidades quilombolas em áreas rurais e urbanas. Os quilombolas se dedicam a atividades como agricultura, pecuária e artesanato, além de manterem vivas muitas de suas tradições culturais e religiosas.
Produtor rural com verduras colhidas de plantação orgânica na Comunidade Quilombola Macacu, no município de Garopaba, em Santa Catarina, em 2020.
Plantação orgânica: tipo de plantação feita de forma ecológica e sustentável, que conserva o solo e produz alimentos mais saudáveis.
ATIVIDADE EXTRA
• Se possível, organize com os estudantes uma atividade de aprendizagem histórica em espaços não formais; nesse caso, por meio de visitas guiadas em quilombos do município ou da região. Essa atividade incentiva os estudantes a compreenderem a importância da memória e da oralidade na construção do conhecimento histórico. Existem na Região Sul lugares que podem ser visitados. Observe alguns exemplos.
Paraná: Quilombo João Surá, em Adrianópolis; comunidade quilombola Campina dos Morenos, em Turvo.
Santa Catarina: Quilombo do Morro do Fortunato, em Garopaba; Quilombo São Roque, em Praia Grande.
Rio Grande do Sul: Quilombo de Morro Alto, em Osório; Quilombo dos Alpes, em Porto Alegre.
• Para visitar espaços não formais de aprendizagem, geralmente é necessário agendamento prévio. Além disso, é imprescindível solicitar a autorização dos pais ou responsáveis, garantir que a visita seja segura aos estudantes e que sejam oferecidas atividades culturais adequadas ao público infantil.
ATIVIDADES
Escreva as respostas no caderno.
1. Observe o mapa a seguir e responda às questões.
de uso destas atividades como instrumento de avaliação.
Brasil: comunidades quilombolas (2024)
Confira nas orientações ao professor sugestões
Quantidade de comunidades quilombolas no estado
Limite internacional
Limite estadual
450 km
Fonte de pesquisa: BRASIL. Fundação Cultural Palmares. Quadro geral de comunidades remanescentes de quilombos (CRQs) Disponível em: https://www. gov.br/palmares/pt-br/midias/ arquivos-menu -departamentos/dpa/ comunidades-certificadas/ quadro-geral-por-uf-e -regioes-03-06-2024.xlsx/ view. Acesso em: 7 maio 2025.
a ) Em quais estados da Região Sul há comunidades quilombolas?
1. a) Resposta: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
b ) Em qual dos estados de nossa região está concentrada a maior quantidade de comunidades quilombolas?
1. b) Resposta: Rio Grande do Sul.
c ) Em qual estado do Brasil há maior número de comunidades quilombolas?
1. c) No estado da Bahia.
d ) Por que são importantes o reconhecimento e a demarcação dos territórios dos quilombolas?
1. d) Resposta: Porque é uma forma de garantir os direitos constitucionais dos
quilombolas, como o direito à terra e à preservação de sua cultura.
2. Com a ajuda de um adulto da sua família, pesquise alguma comunidade quilombola de seu estado. Procure saber o número de habitantes, suas atividades econômicas e manifestações culturais. Ao final, faça um cartaz sobre essa comunidade. Para escrever o cartaz, escolha tipos de letra com os quais se sinta confortável. Depois, mostre-o aos colegas.
2. Confira como conduzir esta pesquisa nas orientações ao professor
maiores e os com menores números de comunidades quilombolas –, tendo a Região Sul como referência de análise. Destaque que diversos fatores influenciaram esses números ao longo do tempo, por exemplo, a quantidade de pessoas escravizadas transportadas para cada região e os movimentos populacionais que ocorreram durante e após o período da escravidão no Brasil.
• Na atividade 2, auxilie os estudantes na identificação de fontes de informação confiáveis sobre comunidades quilombolas da Região Sul, tendo seu município ou estado como referência. Durante a produção do cartaz, incentive os estudantes a praticarem a escrita de letra cursiva. Amplie a proposta e incentive-os a divulgar os resultados
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da pesquisa com alguma produção visual, como desenhos ou histórias em quadrinhos que ilustrem aspectos da história, da cultura e do modo de vida da comunidade pesquisada, incentivando, assim, o desenvolvimento das Competências gerais 3 e 4 da BNCC. Durante a pesquisa, caso os estudantes optem por fazer a pesquisa na internet, promova o uso pedagógico da tecnologia, orientando-os a pesquisar em sites confiáveis, como o portal do IBGE, e a cruzar as informações com mais de uma fonte de pesquisa.
Objetivos
• Identificar, por meio da leitura e interpretação de mapas, a distribuição da população quilombola no território brasileiro, tendo como referência a Região Sul.
• Identificar, por meio de pesquisa, comunidades quilombolas no contexto de seu município ou estado, reconhecendo aspectos de sua cultura e seu modo de vida.
• Favorecer a consolidação de conhecimentos, a recuperação e a progressão das aprendizagens.
Encaminhamentos
• Na atividade 1, aproveite para trabalhar princípios de localização e distribuição por meio de um mapa quantitativo, atentando à leitura da legenda. Explore os outros elementos, como título, escala, rosa dos ventos e fonte de pesquisa. Solicite aos estudantes que localizem os estados da Região Sul nesse mapa e comparem com a representação da página 58, a fim de perceberem diferenças na escala observando o tamanho em que esses estados foram representados nos dois mapas. Esses exercícios auxiliam a desenvolver e aperfeiçoar noções cartográficas com eles.
• Destaque com os estudantes os estados com
de Capricórnio
BNCC
• O Tema 3: Revolucionários farroupilhas, apresentado nas páginas 62 e 63, favorece o reconhecimento de eventos que marcaram a história da Região Sul, contribuindo com o desenvolvimento de aspectos da habilidade EF03HI01.
• O conteúdo abordado favorece uma análise histórica de eventos ocorridos na Região Sul durante os governos regencial e imperial do Brasil, que influenciaram a formação da população da região e a sua identidade histórica e cultural. Essa proposta contempla as Competências gerais 1 e 3
• Esse tema também favorece o trabalho com os temas contemporâneos transversais Diversidade cultural e Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras.
• Ao desenvolver esse tema, explore o conhecimento prévio dos estudantes acerca da Revolução Farroupilha (1835-1845). Pergunte-lhes quais personalidades costumam ser homenageadas em livros, nomes de ruas, escolas, entre outros, além de eventos cívicos, como a Semana Farroupilha. Durante as perguntas, incentive-os a verbalizar o raciocínio. Para isso, promova um ambiente acolhedor, permitindo que todos compartilhem suas opiniões e seus conhecimentos. Comente que, em geral, são homenageados os líderes da revolução, entre eles Bento Gonçalves da Silva (1788-1847), Antônio de Sousa Neto (1803-1866), David José Martins, mais conhecido como General Canabarro (1796-1867), Giuseppe Garibaldi (18071882), Anita Garibaldi (1821-1849) e Tito Livio Zambeccari (1802-1862). Aproveite para verificar se os estudantes conhecem a história dos Lanceiros
REVOLUCIONÁRIOS FARROUPILHAS
Um grupo de pessoas que marcou a história da Região Sul foi o dos farroupilhas, revoltosos que participaram da Revolução Farroupilha (1835-1845).
Essa revolução, iniciada por estancieiros gaúchos, teve como causas principais as divergências políticas entre os estancieiros e o governo do Império do Brasil, além do descontentamento com os altos impostos cobrados pelo governo imperial sobre a produção de charque.
Durante a revolução, os farroupilhas proclamaram a República Rio-Grandense, também conhecida como República Piratini (no atual estado do Rio Grande do Sul), e a República Catarinense Livre e Independente, conhecida como República Juliana (no atual estado de Santa Catarina).
Essa aquarela mostra símbolos da Revolução Farroupilha, como bandeira e brasão, no qual aparece escrita a data de 20 de setembro de 1835, que marca o início da revolução.
Alegoria Farroupilha Aquarela sobre papel, colado em papelão. Século 19.
Após cerca de 10 anos de conflitos, a revolução terminou por meio de negociações entre o governo imperial e os revoltosos, com os territórios sulistas sendo reincorporados ao Império do Brasil. Por meio do Tratado de Ponche Verde (1845), o governo imperial fez algumas concessões, como o direito de escolha do presidente da província de São Pedro do Rio Grande do Sul pela elite política gaúcha.
Negros e da Traição de Porongos (1844). Caso os estudantes não conheçam esse grupo, motive-os a pesquisar informações na sala de informática ou na biblioteca da escola, possibilitando que conheçam sujeitos históricos que muitas vezes são silenciados no processo histórico. Essa intervenção contribui para a formação do pensamento autônomo e crítico dos estudantes.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
OLIVEIRA, Marcela Silva de. Revolução Farroupilha e histórias não contadas. Arte no Sul, 11 out. 2019. Disponível em: https://wp.ufpel.edu.br/ artenosul/2019/10/11/revolucao-farroupilha-e -historias-nao-contadas/. Acesso em: 25 jul. 2025.
Leia nesse artigo uma reflexão sobre a memória da Revolução Farroupilha no tempo presente, que permanece em grande parte ligada a determinados grupos e que silencia outros.
A IMPORTÂNCIA DOS LANCEIROS NEGROS
Os Lanceiros Negros eram soldados do exército farroupilha que foram protagonistas em diversas batalhas. Muitos deles se alistaram em troca da alforria, porém foram traídos pelos líderes farroupilhas, entre eles David José Martins, mais conhecido como General Canabarro (1796-1867), e atacados por tropas imperiais durante um dos eventos mais trágicos da revolução.
Nesse ataque, conhecido como Traição de Porongos (1844), os Lanceiros Negros estavam desarmados e dormindo em seu acampamento quando foram surpreendidos durante a madrugada. A maioria deles foi morta e os sobreviventes foram levados como escravizados para o Rio de Janeiro.
Por muitos anos, a história dos Lanceiros Negros foi silenciada no Rio Grande do Sul. Porém, nos últimos anos, sua importante contribuição tem sido lembrada em eventos comemorativos. Em 2024, eles foram registrados no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
ELE S COMBINARAM de nos matar, nós combinamos de não morrer. UFRGS, Porto Alegre, 5 nov. 2022. Disponível em: https://www. ufrgs.br/radio/eles-combinaram-de-nos-matar -nos-combinamos-de-nao-morrer/. Acesso em: 25 jul. 2025.
Escute o episódio da série Novembro Negro do programa Muamba, da Rádio da Universidade (UFRGS). Esse episódio destaca o samba-enredo “Eles combinaram de nos matar, nós combinamos de não morrer” (2022), da escola de samba Realeza, de Porto Alegre, que prestou uma homenagem aos Lanceiros Negros.
Alforria: liberdade concedida a uma pessoa escravizada.
Lanceiro Negro, de Vasco Machado. Óleo sobre tela, 50 cm × 60 cm. 2007.
• Ao abordar o tópico A importância dos Lanceiros Negros, comente com os estudantes que, por muito tempo, a história e a contribuição dos Lanceiros Negros na Revolução Farroupilha foram silenciadas pela historiografia. Foram considerados heróis da revolução apenas homens brancos, sendo a maioria deles proprietários de escravizados, e os eventos cívicos, como a Semana Farroupilha, enaltecem esses homens até os dias atuais. Promova também uma reflexão sobre os motivos do apagamento histórico do trágico evento da Traição de Porongos (1844).
• A reflexão sobre homenageados e silenciados na história da Revolução Farroupilha favorece o trabalho com a história local e com o cotidiano dos estudantes e de seus familiares, uma vez que esse evento histórico permanece na memória dos habitantes da Região Sul, sobretudo do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Com base nessa reflexão, os estudantes podem analisar a construção de sua identidade individual e coletiva, atribuindo sentido ao passado e desenvolvendo a consciência histórica e o tema contemporâneo transversal Vida familiar e social.
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BNCC
• No estudo do Tema 4: Os imigrantes na Região Sul, das páginas 64 a 67, ao reconhecerem grupos populacionais e influências que construíram identidades culturais em sua localidade, identificando territórios étnico-culturais, os estudantes desenvolverão as habilidades EF03HI01, EF03GE02, EF04GE01 e EF04GE02
• O estudo dos movimentos migratórios para a Região Sul auxilia os estudantes a compreenderem e valorizarem a diversidade cultural da região, fruto das contribuições de diferentes povos que formaram sua população. Tal estudo contempla aspectos das Competências gerais 1, 3 e 9
• O tema desenvolvido também contempla os temas contemporâneos transversais Diversidade cultural e Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras
• Na atividade 1, com a análise do mapa, identifique a presença de imigrantes em diferentes localidades da Região Sul. A fim de desenvolver e aperfeiçoar noções cartográficas com os estudantes, explore os elementos do mapa, sobretudo a legenda, para que eles se familiarizem cada vez mais com os tipos de ícones e outros símbolos utilizados nas representações.
• Explique aos estudantes que diversos municípios da Região Sul foram criados a partir de colônias de imigrantes. No estado do Rio Grande do Sul, por exemplo, colônias italianas deram origem a municípios como Caxias do Sul, Garibaldi e Bento Gonçalves; e colônias alemãs deram origem a municípios como Novo Hamburgo e Santa Cruz do Sul. No estado de Santa Catarina, por sua vez, colônias italianas originaram municípios como Chapecó e Concórdia; e colônias alemãs deram origem a municípios
OS IMIGRANTES NA REGIÃO SUL 4
Ao longo do século 19 e início do século 20, nossa região recebeu imigrantes de diferentes países. Da Europa vieram imigrantes alemães, italianos, poloneses, portugueses, espanhóis, franceses, holandeses, suíços, ucranianos, entre outros. Da Ásia vieram principalmente japoneses, sírios e libaneses.
Essas pessoas vieram em busca de uma vida melhor, pois enfrentavam problemas, como o desemprego e a fome em seus países de origem. Ao chegarem a nossa região, fundaram colônias que deram origem a vários municípios.
Observe no mapa a seguir a localização de núcleos populacionais formados por imigrantes na Região Sul.
1. Em quais estados da Região Sul os imigrantes formaram núcleos de colonização?
2. Qual é a origem dos imigrantes que formaram núcleos de colonização no estado onde você vive?
2. Resposta pessoal. Oriente os estudantes a identificarem na legenda e no mapa os núcleos de colonização no estado onde vivem e a origem dos imigrantes.
1. Resposta: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
Imigrantes na Região Sul (1820-1950)
Trópico de Capricórnio
Principais núcleos de colonização estrangeira entre 1820 e 1950, por nacionalidade
Italianos Alemães
Espanhóis
Japoneses
Eslavos (povos da Europa central e oriental)
Fonte de pesquisa: GIRARDI, Giseli; ROSA, Jussara Vaz. Atlas geográfico do estudante São Paulo: FTD, 2016. p. 49.
como Joinville, Blumenau e Brusque.
• Na atividade 2, auxilie os estudantes a identificarem a presença de colônias de imigrantes nas proximidades de seu município, utilizando para tanto um mapa político da Região Sul ou de seu estado, evidenciando os principais municípios e outras referências de localização. Amplie a proposta sugerindo uma pesquisa sobre a colonização dessa região por imigrantes e as influências culturais locais a eles relacionadas.
ATIVIDADE EXTRA
• Organize com os estudantes seminários sobre a imigração na Região Sul.
ATLÂNTICO
• Peça-lhes que pesquisem informações sobre os países de origem dos imigrantes, de acordo com o mapa desta página.
• Ajude-os a produzir cartazes ou slides com as informações pesquisadas.
• Agende uma data com a coordenação pedagógica.
• Convide a comunidade escolar e familiares por meio de panfletos e cartazes que podem ser produzidos pelos estudantes.
• Após as apresentações, convide os familiares e a comunidade escolar para uma roda de conversa com os estudantes.
ARGENTINA
URUGUAI
PARAGUAI
CONFLITOS COM INDÍGENAS
Quando chegaram à Região Sul, muitos imigrantes receberam do governo brasileiro lotes de terras para cultivar e fundar colônias.
Casas de imigrantes alemães em lote de terra na Colônia Blumenau, em Santa Catarina, no século 19.
A maioria dessas terras, porém, já era habitada por indígenas, entre eles os Kaingang, Guarani, Laklanõ-Xokleng e Xetá, e essa foi a causa de muitos conflitos, que resultaram na expulsão da maioria dos indígenas das áreas colonizadas. Nesse contexto, atuaram grupos de "bugreiros", homens violentos contratados para atacar e expulsar os indígenas de suas terras. Mesmo diante dessa situação de violência, os diferentes povos indígenas da Região Sul resistiram aos ataques, lutando por sua sobrevivência e permanência no território.
Atualmente, os indígenas continuam lutando para terem seus territórios devidamente reconhecidos e para manterem vivas suas tradições, histórias e memórias.
Indígenas Guarani da aldeia Tekoa Tava'í construindo moradia tradicional de pau a pique no município de Canelinha, em Santa Catarina, em 2021.
ATIVIDADE EXTRA
• Se possível, organize com os estudantes uma atividade de aprendizagem histórica em espaços não formais; neste caso, por meio de visitas guiadas em aldeias indígenas do município ou da região. Observe alguns exemplos de aldeias indígenas da Região Sul que oferecem opções de visitas guiadas.
Paraná: Aldeia Guaviraty, em Pontal do Paraná; Reserva Tekohá Añetete e Reserva Tekoha Itamarã, em Diamante D’Oeste.
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Santa Catarina: Aldeia Ygua Porã, em Biguaçu; Aldeia Guarani Tekoá Vy’a, em Major Gercino. Rio Grande do Sul: Aldeia Teko’a Koenjú, em São Miguel das Missões.
• Para visitar espaços não formais de aprendizagem, geralmente é necessário agendamento prévio. Além disso, é imprescindível solicitar a autorização dos pais ou responsáveis, garantir que a visita seja segura aos estudantes, na qual sejam oferecidas atividades culturais adequadas ao público infantil.
• Ao tratar do tópico Conflitos com indígenas, é importante que os estudantes reconheçam que a colonização da Região Sul por imigrantes não ocorreu de modo pacífico e que essa região não se caracterizava por um “vazio demográfico”. A ideia de “vazio demográfico” predominou em estudos históricos e nos discursos das elites econômicas e políticas do final do século XIX e início do século XX como forma de silenciamento dos indígenas como sujeitos da história local e regional. Portanto, com esse reconhecimento, os estudantes podem construir elementos para se posicionar criticamente diante dos processos de mudanças e permanências no local e na região.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
BOLETIM Museu Histórico de Londrina. Universidade Estadual de Londrina, Londrina, v. 1, n. 1, jul./dez. 2020. Disponível em: https://sites. uel.br/museu/wp-content/ uploads/2023/06/BOLETIM-20.pdf. Acesso em: 25 jul. 2025. Leia nesse boletim como os pesquisadores do Museu Histórico de Londrina, no Paraná, identificaram em uma exposição permanente a ideia do “vazio demográfico”, e como agiram, por meio de protestos indígenas, para incluí-los na narrativa e na memória sobre a fundação do município.
• Aproveite o estudo do tópico Contribuições dos imigrantes para incentivar o trabalho com a história local e o cotidiano dos estudantes e seus familiares. Se considerar interessante, utilize a metodologia ativa sala de aula invertida, propondo aos estudantes que façam pesquisas e entrevistas prévias com os familiares a respeito de aspectos cotidianos que são herança das culturas imigrantes, como modo de falar, costumes alimentares, religiosidade e hábitos e práticas individuais e coletivas. Depois, durante a aula, organize uma roda de conversa para que os estudantes apresentem aos colegas as informações levantadas. Essa atividade favorece que os estudantes desenvolvam consciência histórica e o tema contemporâneo transversal Vida familiar e social por meio da percepção da presença dos imigrantes na formação da identidade individual e coletiva das populações da Região Sul.
• Ao realizar a leitura sobre Haruo Ohara (1909-1999), destaque os fluxos de imigrantes japoneses para municípios da Região Sul, associando esses movimentos populacionais a diferentes períodos históricos e, principalmente, no contexto da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Comente com os estudantes que, atualmente, a Região Sul abriga 11,69% do total da população de origem japonesa no Brasil, sendo o estado do Paraná aquele que concentra a maioria desses indivíduos.
ATIVIDADE EXTRA
• Se considerar pertinente, proponha aos estudantes um tour virtual para conhecer o acervo do Museu do Imigrante, em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul.
CONTRIBUIÇÕES DOS IMIGRANTES
Os imigrantes ajudaram a promover o desenvolvimento econômico e a enriquecer a cultura sulista. Nas colônias, praticaram a agricultura e trabalharam em atividades comerciais, com destaque para a vinicultura Os conhecimentos e as habilidades artesanais desses imigrantes contribuíram, algum tempo depois, para o desenvolvimento de pequenas indústrias, como de calçados, móveis e tecidos.
Ao trazerem hábitos e costumes, eles contribuíram com a diversificação de nosso vocabulário e nos legaram receitas culinárias, danças, músicas, práticas religiosas e técnicas de construção de casas, igrejas e moinhos.
Vinicultura: atividade econômica que envolve o cultivo de uva para a fabricação de vinho e suco, entre outros produtos.
GENTE DO SUL
Haruo Ohara
Haruo Ohara (1909-1999) nasceu em Kochi, no Japão. Em 1927, emigrou com sua família para o Brasil, onde trabalhou como agricultor. Na década de 1930, eles se mudaram para o município de Londrina, no Paraná. Ohara costumava fotografar o dia a dia de seus familiares e de outros membros da comunidade japonesa, retratando o trabalho no campo e as atividades de lazer. Atualmente, suas fotografias são consideradas verdadeiras obras de arte, além de importantes registros sobre o dia a dia dos imigrantes japoneses no Paraná.
• Guie os estudantes durante o tour virtual, que conta com recursos de acessibilidade, como audiodescrição. É possível visitar desde a fachada até as dependências do museu, como a sala de exposições temporárias, a sala das gaitas, a cozinha, o quarto, a sala do trabalho e a sala do vinho. Para finalizar a atividade, solicite aos estudantes que escrevam um relato de sua experiência de contato com esses aspectos da cultura material dos imigrantes. Essa atividade favorece o desenvolvimento da Competência geral 5 da BNCC.
Autorretrato – plantio de milho, de Haruo Ohara. Fotografia em preto e branco. 1943.
• Caso não seja possível o acesso aos recursos tecnológicos, uma alternativa é organizar uma visita guiada presencial a algum lugar de memória do município que tenha relação com as culturas imigrantes.
ATIVIDADES
Escreva as respostas no caderno.
Confira nas orientações ao
professor sugestões de uso destas atividades como instrumento de avaliação.
1. Quem foram os Lanceiros Negros e o que aconteceu com eles durante a Revolução Farroupilha?
1. Confira a resposta nas orientações ao professor
2. Acompanhado de um adulto de sua família, faça um levantamento sobre as contribuições dos imigrantes no município ou estado onde você vive. Para isso, entreviste um familiar ou uma pessoa da comunidade, fazendo as seguintes perguntas.
a ) Qual é o seu nome?
b ) Você é descendente de imigrantes ou conhece alguém que seja? De qual nacionalidade são esses imigrantes?
c ) Cite algumas contribuições desses imigrantes na alimentação, no vocabulário, na arquitetura, nas danças e nos ritmos musicais do nosso município ou estado.
Anote as respostas no caderno e, em sala de aula, apresente aos colegas os resultados da entrevista.
Estudante apresentando os resultados da entrevista.
Imagem em cores fantasia.
3. Em grupo e com a ajuda do professor, realizem a atividade a seguir.
a ) Façam uma pesquisa para descobrir, em seu município, onde se localizam parques, museus, centros de pesquisas, cinemas, teatros, centros culturais ou outros lugares que estejam relacionados à história e à cultura de algum dos povos estudados nesta unidade.
b ) Em seguida, o professor vai entrar em contato com a administração de um desses lugares para agendar uma visita guiada com a turma.
c ) Com a autorização de seus pais ou responsáveis, e acompanhados do professor, visitem o lugar no dia e no horário combinados.
d ) Durante a visita, prestem atenção nas informações do guia, tirem dúvidas e respeitem as regras do lugar visitado.
e ) Por fim, escrevam no caderno um relatório da visita.
2 e 3. Respostas pessoais. Confira como conduzir estas atividades nas orientações ao professor
• Na atividade 3, auxilie os estudantes no levantamento e na escolha do lugar a ser visitado. Priorize um lugar onde seja oferecida visita guiada, de modo que os estudantes possam explorar o ambiente e desenvolver o aprendizado ativo. Com a autorização dos pais e responsáveis, acompanhe os estudantes durante a visita, garantindo que eles desfrutem do ambiente com segurança, interesse e respeito pelas regras locais. Além da autorização dos pais, solicite a eles que utilizem filtro solar, repelente e roupas confortáveis.
Resposta
05/10/2025 10:05:58
1. a) Foram soldados do exército farroupilha que atuaram como protagonistas em diversas batalhas. Os Lanceiros Negros foram traídos pelos líderes farroupilhas e atacados de surpresa pelas tropas imperiais durante o evento que ficou conhecido como Traição de Porongos (1844).
Objetivos
• Retomar o conteúdo sobre os Lanceiros Negros e sua participação na Revolução Farroupilha.
• Fazer uma entrevista para investigar as contribuições dos imigrantes no município ou estado onde vivem os estudantes.
• Explorar a aprendizagem ativa por meio de uma visita guiada.
• Favorecer a consolidação de conhecimentos, a recuperação e a progressão das aprendizagens.
Encaminhamentos
• Na atividade 1, caso tenham dificuldade, oriente os estudantes a retomarem a leitura da página 63
• Na atividade 2 , oriente os estudantes sobre a importância do respeito pelo entrevistado e da demonstração de interesse pelo seu relato. Se considerar pertinente, além da apresentação na sala de aula, proponha a produção de um guia turístico explorando a influência de imigrantes em seu município para ser divulgado na comunidade local, desenvolvendo as Competências gerais 3 e 4 da BNCC.
• No Tema 5: A dinâmica da população da Região Sul, apresentado nas páginas 68 a 73, ao analisarem processos migratórios contemporâneos tendo como referência a Região Sul, reconhecendo a importância desses fluxos na formação da população brasileira em diferentes regiões, os estudantes podem desenvolver as habilidades EF04GE02 e EF05GE01
• O estudo das dinâmicas populacionais da Região Sul permite o trabalho com representações gráficas e cartográficas para análise de fenômenos espaciais, contribuindo para o desenvolvimento do raciocínio geográfico e do pensamento espacial. Essa proposta contempla aspectos das Competências gerais 1 e 4
• Ao tratar de temas como fluxos migratórios contemporâneos, o tema das dinâmicas populacionais da Região Sul também favorece o trabalho com os temas contemporâneos transversais Diversidade cultural e Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras.
5 A DINÂMICA DA POPULAÇÃO DA REGIÃO SUL
Ao longo do tempo, a população da Região Sul cresceu e ocupou diferentes espaços de seu território. Parte dela também se deslocou dentro da região e para outros estados do país.
O CRESCIMENTO DA POPULAÇÃO
A Região Sul tem cerca de 30 milhões de habitantes, de acordo com dados do IBGE de 2022, ela possui a terceira maior população entre as regiões brasileiras.
Entre os anos de 1870 e 1950, o Brasil recebeu cerca de 5 milhões de imigrantes. Parte dessa população dirigiu-se para o Sul, aumentando o total de habitantes da região. Após esse período, sua população continuou a crescer, porém em um ritmo mais lento. Observe o gráfico.
Região Sul e Brasil: crescimento da população (em %)
2. Resposta: A população da Região Sul apresentou crescimento maior do que do total da população brasileira. Espera-se que os estudantes expliquem que, ao comparar os dados do Brasil e da Região Sul, verifica-se a diferença, sendo o valor maior da Região Sul, de 0,8%.
Fonte de pesquisa: IBGE. Censo Demográfico Disponível em: https://sidra. ibge.gov.br/ Tabela/1209. Acesso em: 6 maio 2025.
1. Em qual período representado no gráfico a população da Região Sul apresentou maior crescimento?
1. Resposta: Entre os anos 1940-1950.
2. Entre os anos de 2010 e 2022, a população da Região Sul teve crescimento maior ou menor que o do Brasil? Como você obteve essa resposta?
MARTINELLI, Marcello. Mapas, gráficos e redes: elabore você mesmo. São Paulo: Oficina de Textos, 2014. p. 73.
• Na atividade 1, promova a análise coletiva do gráfico atentando ao eixo que identifica o percentual de crescimento da população e à legenda. Converse com a turma sobre o maior crescimento nas décadas de 1940 e 1950 e problematize o fato de que, no passado, as mulheres tinham, em média, mais filhos do que hoje.
• Destaca-se nesse estudo a representação de informações por meio de gráfico de colunas. Esse trabalho pode ser desenvolvido em consonância com o componente curricular de Matemática , contribuindo com o desenvolvimento do letramento matemático. O trabalho com gráfico de colunas pode ser apresentado aos estudantes do 3º ao 5º anos por ser de fácil compreensão. Sobre esse tópico, leia o texto a seguir. Os gráficos mais simples de elaborar são os de barras (retângulos horizontais) e os de colunas (retângulos verticais). [...] Esses gráficos são indicados para comparar grandezas, e, ao mesmo tempo que evidenciam extremos, permitem avaliar as diferenças, pequenas ou grandes, entre os valores. [...]
• Na atividade 2, oriente a comparação entre o crescimento da população do estado onde o estudante vive, buscando debater as diferenças entre os estados, e o do Brasil, incentivando reflexões a respeito da diversidade regional e do país.
Região Sul Brasil
A população da Região Sul é a segunda que mais cresce no Brasil, atrás apenas da Região Centro-Oeste. A tabela a seguir mostra o crescimento da população em seu três estados.
População da Região Sul (2010-2022)
Estados 2010 2022
Paraná 10 444 526 11 444 380
Rio Grande do Sul10 693 929 10 882 965
Santa Catarina 6 248 436 7 610 361
Fontes de pesquisa: IBGE. Censo Demográfico. Disponível em: https://sidra.ibge. gov.br/tabela/1209; https://sidra.ibge.gov. br/tabela/200. Acessos em: 17 abr. 2025.
1. Houve crescimento da população em todos os estados no período mostrado? Qual cresceu mais? Qual cresceu menos?
2. Anote no caderno como foi o crescimento do estado onde você vive.
2. Resposta pessoal. Auxilie os estudantes na interpretação dos dados, se necessário.
Principais fatores desse crescimento
Entre os motivos que explicam o aumento da população da Região Sul está o crescimento natural, ou vegetativo, que é a diferença entre o número de nascimentos e o número de óbitos.
A Região Sul também apresenta bons indicadores de educação e saúde, o que contribui para o aumento da expectativa de vida da população. Nos últimos anos, a região também tem se destacado pelo desenvolvimento em setores como agricultura e indústria, gerando empregos com melhores salários.
Esses fatores têm incentivado a migração para a região, atraindo pessoas de outros pontos do Brasil e também de outros países. Esse também é um fator de incremento da população do Sul.
Paisagem de indústria têxtil no município de Blumenau, em Santa Catarina, em 2025.
1. Resposta: Sim, a população dos três estados cresceu. O maior crescimento foi do estado de Santa Catarina. O menor crescimento foi do estado do Rio Grande do Sul.
facilita sua adaptação e permanência. No entanto, esses grupos em geral buscam cidades que oferecem oportunidades de trabalho. Mencione, por exemplo, que as três principais cidades da Região Sul que mais empregam imigrantes são Curitiba (PR), Chapecó (SC) e Cascavel (PR) e que todas elas atraem muitos imigrantes ainda na atualidade.
ATIVIDADE EXTRA
• Leve para a sala de aula informações sobre o crescimento da população das demais regiões do Brasil, obtidas nos Cen-
sos demográficos de 2010 e 2022. Faça a leitura das informações numéricas com os estudantes, trabalhando as noções de quais são as maiores e as menores populações e qual o maior e menor crescimento entre elas. Assim, é possível estabelecer comparações e análises inter-regionais, que auxiliam no conceito e na contextualização regional, utilizando saberes integrados com o componente curricular de Matemática. Esse trabalho permite problematizar e fazer reflexões sobre semelhanças e diferenças regionais.
• O estudo realizado nesta página, ao explorar informações representadas em uma tabela, permite a análise do número da população absoluta de cada estado da Região Sul e do crescimento dessas populações entre os censos de 2010 e 2022. Promova a análise coletiva da tabela e oriente os estudantes a realizarem as atividades em duplas após uma breve conversa sobre os dados evidenciados.
• Na atividade 1 , oriente os estudantes a fazerem a subtração necessária para identificarem o estado com maior crescimento.
• Na atividade 2 , oriente os estudantes a fazerem a subtração necessária para obterem o valor absoluto do crescimento da população no estado onde vivem, acionando operações que incentivam o letramento matemático e o uso social desses conhecimentos.
• Ao realizar o estudo do tópico Principais fatores desse crescimento, destaque o papel das migrações na composição da população da Região Sul. Ao realizar esse estudo, busque relacionar o desenvolvimento econômico da região com uma maior oferta de empregos e oportunidades para imigrantes atualmente. Comente com os estudantes que é comum que imigrantes e refugiados procurem viver em cidades onde já existem núcleos de sua nacionalidade, o que
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• Essas informações podem ser obtidas no site do IBGE: Censo demográfico. Disponíveis em: https://sidra.ibge.gov.br/ tabela/200#resultado; https://sidra.ibge. gov.br/tabela/1209#resultado. Acessos em: 2 set. 2025.
• Ao trabalhar o tópico Movimentos da população do Sul, cite aos estudantes alguns exemplos de cidades mais procuradas por migrantes na Região Sul, como Curitiba, Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu e Ponta Grossa, no Paraná; Florianópolis, Joinville, Balneário Camboriú, Blumenau e São Francisco do Sul, em Santa Catarina; Porto Alegre, Caxias do Sul, Canoas e Pelotas, no Rio Grande do Sul. Cite outros municípios que atraem migrantes no estado, que se destaquem nas proximidades de onde vivem.
• Apesar da maior distância em relação à Venezuela, a Região Sul é a que recebeu maior número de imigrantes venezuelanos em função da crise nesse país, registrada nos últimos anos, exemplificando como o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida da região são atrativos aos imigrantes que buscam melhores condições de vida. Além de venezuelanos, argentinos e haitianos são outros grupos de imigrantes que se destacam na Região Sul.
• Comente com os estudantes que a legislação brasileira garante aos imigrantes direitos a saúde, educação e trabalho iguais aos dos cidadãos brasileiros.
• Além disso, o programa Operação Acolhida tem um importante papel em relação à realocação desses imigrantes venezuelanos em território brasileiro.
Operação Acolhida alcança marco de 150 mil venezuelanos interiorizados no Brasil
A Operação Acolhida, resposta humanitária do Governo Federal à crise migratória venezuelana, atingiu em junho [de 2025] a marca de 150 mil refugiados e migrantes interiorizados no Brasil. Desde o início da estratégia, em 2018, mais de 1.100 municípios em todas as regiões do país receberam cidadãos da Venezuela em busca de oportunidades de trabalho e qualidade de vida.
MOVIMENTOS DA POPULAÇÃO DO SUL
Muitas pessoas da Região Sul se mudam de uma cidade para outra do mesmo estado ou de um estado para outro dentro da região. Também há grupos de pessoas que escolhem os estados do Sul para viver, vindos de outros lugares do país ou até mesmo de outros países.
Gente chegando, gente saindo
Muitas pessoas da Região Sul que vivem em cidades menores buscam melhores oportunidades de trabalho, estudo e serviços, geralmente nas capitais ou nas maiores cidades de seu estado ou da região.
Além disso, o Brasil recebe muitos imigrantes anualmente, e parte dessas pessoas vem para a Região Sul em busca de emprego e melhores condições de vida. Entre eles, estão os refugiados, que fogem de problemas em seus países de origem, como crises políticas e econômicas, fome, perseguições, desastres ambientais e guerras.
Os principais grupos de imigrantes que chegaram na região, nos últimos anos, são de venezuelanos, argentinos, paraguaios, haitianos, cubanos, uruguaios e colombianos. Grupos menores são formados por ucranianos, sírios e palestinos.
Em 2022, um grupo de ucranianos refugiou-se no Paraná, fugindo de uma guerra em seu país. Esses refugiados deslocaram-se para a cidade paranaense de Prudentópolis, pois nela vive uma grande comunidade de ucranianos e seus descendentes.
Igreja Matriz de São Josafat, em Prudentópolis, no Paraná, em 2022.
1. Você conhece pessoas que vieram de outro estado ou país para morar em seu município ou estado?
1. Resposta pessoal. Promova um momento para que os
estudantes conversem sobre a questão e expressem suas vivências com relação a migrantes.
2. Como podemos ajudar essas pessoas a se sentirem bem na escola ou no bairro onde vivemos?
2. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a refletirem sobre empatia e como deve se sentir uma pessoa que passa a viver
em um lugar onde o idioma, a alimentação, o vestuário e os costumes são tão diferentes dos seus. Peça-lhes que digam como gostariam de ser tratados em uma situação como essa.
A interiorização é a etapa final do processo de integração dos venezuelanos no Brasil. Coordenada pelo Governo Federal com o apoio de mais de 120 parceiros, dentre eles, ministérios, agências da ONU, entidades da sociedade civil, a Operação Acolhida garante um deslocamento voluntário, seguro e organizado, com foco na autonomia e na inserção socioeconômica dos migrantes e refugiados.
[...]
BRASIL. Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Operação Acolhida alcança marco de 150 mil venezuelanos interiorizados no Brasil, Brasília, DF, 24 jun. 2025. Disponível em: https://www.gov.br/mds/pt-br/ noticias-e-conteudos/desenvolvimento-social/noticias -desenvolvimento-social/operacao-acolhida-alcanca-marco -de-150-mil-venezuelanos-interiorizados-no-brasil. Acesso em: 2 set. 2025.
ADILSON SOCHODOLAK/SHUTTERSTOCK.COM
Do Sul para outras regiões do país
Entre as décadas de 1970 e 1980, ocorreu uma intensa emigração na Região Sul. Aproximadamente 1,5 milhão de pessoas deixaram o Sul em busca de melhores oportunidades.
A maior parte desses migrantes era de famílias de agricultores, que enfrentavam dificuldades em seus estados. Eles aproveitaram oportunidades de adquirir terras em áreas de expansão agropecuária no país, como Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Alguns grupos também foram para o país vizinho, Paraguai.
Observe esses fluxos no mapa a seguir.
Destino dos emigrantes sulistas (1970 a 1980)
VENEZUELA GUIANA SURINAME
Guiana Francesa (FRANÇA)
COLÔMBIA
Emigração: movimento de saída de pessoas de seu município, estado ou país e que passam a viver em outro lugar.
BOLÍVIA
Trópico de Capricórnio
Região Norte
Região Nordeste
Região Centro-Oeste
Região Sudeste Região Sul
Sentido da migração
Limite internacional Limite estadual
Fonte de pesquisa: ROSS, Jurandyr L. S. (org.). Geografia do Brasil. São Paulo: Edusp, 2019. p. 521.
1. De acordo com o mapa, para quais estados das seguintes regiões do Brasil se deslocaram os migrantes da Região Sul?
a ) Sudeste.
1. a) Resposta: São Paulo.
b ) Centro-Oeste.
1. b) Resposta: Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.
c ) Norte.
1. c) Resposta: Rondônia, Amazonas e Pará.
d ) Nordeste.
1. d) Resposta: Maranhão e Bahia.
• Ao realizar o estudo do tópico Do Sul para outras regiões do país, aproveite para destacar a forte presença de migrantes sulistas e seus descendentes em outras regiões do país. É possível citar, por exemplo, a presença desses grupos em estados como Mato Grosso e Rondônia.
• Na atividade 1, promova a análise direcionada do mapa para identificar os fluxos de migrantes da Região Sul para outras regiões do Brasil, atentando à linguagem desse tipo de representação (mapa de fluxos). Se julgar pertinente, providencie uma cópia desse mapa e utilize cola e barbante para demarcar alguns detalhes da representação, como o contorno dos países e as setas, contribuindo para destacar relevos no trabalho e para a inclusão de estudantes com necessidades educacionais específicas.
• No intuito de desenvolver e aperfeiçoar noções cartográficas com os estudantes, explore os elementos do mapa a fim de otimizar a análise dessa representação pelos estudantes. Faça a leitura da legenda, para que eles se familiarizem cada vez mais com os ícones e outros símbolos utilizados nas representações. Destaque com eles o sentido das setas e as regiões de origem e destino mostradas. Destaque as migrações da Região Sul com destino às regiões Centro-Oeste e Norte, por exemplo, relacionando essas migrações à expansão da fronteira agrícola brasileira desde a década de 1970 e à implementação de políticas de integração e desenvolvimento pelo governo nacional.
ATIVIDADE EXTRA
• Proponha aos estudantes uma pesquisa a respeito da migração de sulistas para as regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil. Organize a turma em grupos e especifique diferentes critérios para a pesquisa, por exemplo, municípios ou regiões po-
voadas por paranaenses, catarinenses ou riograndenses que migraram para essa região a partir da década de 1970. Outra opção é determinar a pesquisa por município ocupado ou fundado por grupos de migrantes sulistas, como Ji-Paraná em Rondônia (forte presença de paranaenses, catarinenses e gaúchos).
• Combine o prazo e a apresentação, como cartazes ou outro tipo de registro. Incentive-os a utilizar mapas do Brasil, da região ou dos estados onde esses municípios estão localizados. Forneça esses mapas aos estudantes ou trabalhe com
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eles na sala de informática da escola, se possível, com esse objetivo estritamente pedagógico. Mapas mudos que podem servir para esse trabalho podem ser encontrados no site do IBGE: IBGE educa –crianças – Mapas. Disponível em: https:// educa.ibge.gov.br/criancas/mapas-5. html. Acesso em: 2 set. 2025.
• Para trabalhar o tópico Onde vive a população da Região Sul, a representação cartográfica será um importante mediador na compreensão da distribuição da população ou da densidade demográfica da Região Sul pelos estudantes. Desse modo, explore a legenda, explicando as faixas representadas por cores diferentes e o uso da intensidade dessas cores com o intuito de representar a menor ou a maior quantidade de habitantes nessa espacialização.
• Nas atividades 1 e 2, promova a leitura direcionada do mapa que evidencia a densidade demográfica dos estados da região, atentando à legenda e incentivando os estudantes a identificarem as faixas de densidade relacionadas a cada tonalidade de cor antes de analisar a distribuição dessas cores pelo território.
• Na atividade 3, auxilie os estudantes a identificarem a região do município onde vivem e a faixa de densidade populacional correspondente. Se tiverem dificuldades, utilize um mapa político como referência.
• É importante que os estudantes se familiarizem cada vez mais com os elementos do mapa e façam leituras da representação como um todo, por meio do título, escala, rosa dos ventos etc. Aproveite para identificar as áreas mais ou menos povoadas da região nessa representação, usando pontos de referência ou as direções cardeais, assim como a proximidade ou a distância em relação ao oceano (litoral ou interior).
Onde vive a população da Região Sul
A distribuição da população pela Região Sul não é uniforme. As áreas urbanas, especialmente capitais e maiores cidades, concentram a maior parte da população. Já as cidades do interior e as áreas rurais, incluindo matas e serras, têm uma ocupação populacional menor. Vamos observar no mapa a seguir.
1. Resposta: A cor utilizada para representar as áreas menos ocupadas é o amarelo, que indica de 2 a 10 habitantes por quilômetro quadrado (km 2).
Distribuição da população pela Região Sul (2022)
Habitantes por km2 Mais de 100 De 26 a 100
11 a 25
2 a 10
95 km
As cores mais claras representam áreas com menor concentração de habitantes. 1.
As cores mais escuras representam as áreas com maior concentração de habitantes. 2.
3. Resposta pessoal. Auxilie os estudantes na elaboração da resposta e incentive-os a utilizar as direções cardeais para descrever a distribuição da população no estado –por exemplo, ao norte do estado, na porção leste do estado etc.
Fonte de pesquisa: ATLAS geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 118.
1. Qual cor foi utilizada no mapa para representar as áreas menos ocupadas pela população? Quantos habitantes elas indicam?
2. Qual cor foi utilizada no mapa para representar as áreas mais ocupadas pela população? Quantos habitantes elas indicam?
3. Como está distribuída a população pelo estado onde você vive?
2. Resposta: A cor utilizada para representar as áreas mais ocupadas é o marrom escuro, que indica mais de 100 habitantes por quilômetro quadrado (km 2).
• Se considerar interessante, leve para a sala de aula um mapa da distribuição populacional brasileira de maneira que os estudantes possam identificar semelhanças ou diferenças relacionadas à densidade demográfica do Brasil em diferentes regiões. Explore, por exemplo, a maior concentração populacional próxima ao litoral como uma característica comum a diversos estados e regiões. No entanto, também é possível notar que na Região Sul as áreas interioranas são povoadas e que a população se encontra relativamente bem distribuída ao longo do território.
50° O
25° S
Londrina Maringá
Cascavel Foz do Iguaçu Guarapuava Mafra
Joaçaba
Pelotas
Passo Fundo
Chapecó
Uruguaiana Santa Maria
Caxias do Sul
Ponta Grossa
Joinville Blumenau
Criciúma
Porto Alegre Florianópolis Curitiba
OCEANO ATLÂNTICO
Trópico de Capricórnio
ARGENTINA
URUGUAI
PARAGUAI
Confira nas orientações ao professor sugestões de uso destas atividades como
instrumento de avaliação.
ATIVIDADES
Escreva as respostas no caderno.
1. Confira a resposta nas orientações ao professor.
1. Descreva no caderno como foi o crescimento do estado onde você vive em comparação com os outros estados da região, de acordo com as informações da página 69.
2. Resposta: Crescimento vegetativo,
2. Anote no caderno três principais fatores que impulsionaram o crescimento da população da Região Sul nos últimos anos.
3. Escreva no caderno uma frase sobre como devemos tratar os imigrantes em nosso município.
Objetivos
• Analisar o crescimento da população da Região Sul e do estado onde vive e identificar os fatores relacionados a esse crescimento.
• Identificar e valorizar atitudes de respeito para com imigrantes na Região Sul.
3. Resposta pessoal. Incentive os estudantes
aumento da expectativa de vida da população e migração para a região. a refletirem sobre empatia e como gostariam de ser tratados em uma situação como essa.
4. Observe as paisagens das cidades nas fotografias a seguir. Depois, responda às questões no caderno.
Rio
4. b) A principal semelhança observada entre as paisagens de Uruguaiana e Guarapuava está nos tipos de construções da cidade, com poucos edifícios altos.
Paisagem de Criciúma, em Santa Catarina, em 2025.
4. a) Confira a resposta nas orientações ao professor
a ) Identifique, no mapa da página 72, em qual faixa de distribuição da população cada uma dessas cidades está localizada.
b ) Descreva uma semelhança principal observada entre as paisagens de Uruguaiana (RS) e Guarapuava (PR).
c ) Descreva uma diferença principal observada entre as paisagens de Criciúma (SC) e as demais cidades.
4. c) A principal diferença
observada entre Criciúma e as demais cidades é que essa paisagem da cidade apresenta maior concentração de edifícios elevados em relação às demais.
• Utilizar representação cartográfica para obter informações espaciais e populacionais da Região Sul.
• Reconhecer diferentes níveis de densidade populacional por meio da observação de mapas e fotografias.
• Favorecer a consolidação de conhecimentos, a recuperação e a progressão das aprendizagens.
Encaminhamentos
• Nas atividades 1 e 2, retome com a turma os conteúdos estudados por meio da metodologia ativa escrita rápida, na qual os estudantes dispõem de um tempo determinado (como alguns minutos) para escreverem o que sabem sobre o tema (crescimento da população da Região Sul e fatores envolvidos). Depois, peça que compartilhem o resultado por meio de uma conversa. Após essa dinâmica, observe novamente a tabela com o crescimento da população dos estados da região na página 69. Finalize destacando os fatores associados a esse crescimento, como o crescimento vegetativo e as migrações.
• Na atividade 3, aproveite para propor aos estudantes uma pesquisa sobre o tema, identificando problemas enfrentados pelos imigrantes e questões levantadas por eles acerca de preconceito ou xenofobia. Esse trabalho pode contribuir para o desenvolvimento das Competências gerais 9 e 10
• Na atividade 4, retome a observação do mapa da densidade populacional da Região Sul e ajude-os a associar diferentes faixas de densidade às paisagens mostradas, por exemplo, observando a quantida-
de e os tipos de construções que podem abrigar um maior número de pessoas. Incentive-os a perceber as paisagens que evidenciam maior ou menor concentração populacional durante essa conversa. Para atender estudantes com necessidades educacionais específicas, descreva pausadamente as instruções da atividade e também as imagens apresentadas, ampliando as possibilidades da interação deles.
Respostas
05/10/2025 10:06:05
1. Resposta pessoal. Auxilie os estudantes na interpretação dos dados, se necessário, e na comparação com outros estados da região (se cresceu mais, se cresceu menos, se teve mesmo crescimento).
4. a) A cidade de Guarapuava está localizada na faixa de 26 a 100 habitantes por quilômetro quadrado (km2). A cidade de Uruguaiana está localizada na faixa de 11 a 25 habitantes por quilômetro quadrado (km2). A cidade de Criciúma está localizada na faixa de mais de 100 habitantes por quilômetro quadrado (km2).
Paisagem de Guarapuava, no Paraná, em 2021.
Paisagem de Uruguaiana, no
Grande do Sul, em 2023.
JOSÉ FERNANDO OGURA/AEN
• A seção Sou cidadão permite aos estudantes desenvolverem aspectos da cidadania, valorizando e respeitando diferentes pontos de vista.
OBJETIVOS
• Reconhecer a existência de diferentes pontos de vista relacionados a história, cultura, modo de vida, valores e opiniões de um indivíduo, família ou grupo de pessoas.
• Identificar e valorizar semelhanças e diferenças entre pontos de vista.
BNCC
• O trabalho com essa seção permite desenvolver a comparação de pontos de vista relacionados à história e à cultura do município, considerando a presença de diferentes grupos sociais e culturais, mobilizando assim a habilidade EF03HI03
• A leitura do texto e a proposta de atividade permitem que os estudantes reflitam sobre a existência de diferentes pontos de vista, trabalhando o autoconhecimento e o respeito ao outro e às diferenças. Eles também utilizarão a linguagem verbal para expressar suas opiniões e, por meio da comparação de diferentes pontos de vista relacionados à história do município e suas tradições culturais, construirão conhecimentos para interpretar a realidade e valorizar a diversidade cultural em seus lugares de vivência, desenvolvendo aspectos das Competências gerais 1, 2, 3, 4, 8 e 9
• Essa seção contempla também os temas contemporâneos transversais Diversidade cultural e Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras
SOU CIDADÃO
Valorizando as histórias do Sul
Quando estudamos nossa região, nosso estado ou município, é importante compreendermos que toda pessoa, família ou comunidade tem o próprio ponto de vista sobre os acontecimentos que marcam a história local.
Mesmo assim, é comum que determinados indivíduos ou grupos pensem que seu ponto de vista tenha mais valor do que os dos outros, desconsiderando origens, culturas e modos de vida. Esse é um problema que acontece em todo o Brasil, incluindo a Região Sul.
Leia a charge e o texto a seguir.
Charge de Junião, 2021.
B. [...]
A existência de pontos de vista variados acontece porque as pessoas são parecidas e, ao mesmo tempo, muito diferentes umas das outras. Afinal, cada uma tem sua experiência de vida, sua cultura, sua história, suas crenças, seus desejos, seu estilo e gosto pessoal, sua maneira de ser. Aliás, é uma questão de respeito jamais esquecer disso quando olhamos uma pessoa à nossa frente. [...]
Ricardo. O livro dos pontos de vista. São Paulo: Ática, 2006. p. 64. (Coleção Fuzuê).
• Sobre a situação-problema da seção, comente com os estudantes que, durante muito tempo, ao estudar a história de nosso país, nossa região, nosso estado ou nosso município, conhecíamos apenas um ponto de vista sobre os fatos. Essa perspectiva costumava considerar a versão contada pelos colonizadores europeus, que se estabeleceram na região e dominaram outros povos nas estruturas de poder. Nos últimos tempos, porém, passamos a conhecer outras abordagens, desta vez contadas por povos que não ocupavam o poder, como os indígenas e os afro-brasileiros. Com base nessas outras versões, conseguimos
perceber as contradições que marcam a história dos lugares, entender mais sobre a formação da nossa região e buscar reparações para injustiças históricas. Comente também com os estudantes que conhecer diferentes pontos de vista sobre a história de um lugar não significa dizer que outras versões não sejam verdadeiras ou diminuir a importância cultural de um povo para a região. A compreensão dessa diversidade nos ajuda a perceber que a formação de um território é complexa e que a história pode ser contada de diversas maneiras.
05/10/2025 10:06:06
A.
AZEVEDO,
Responda às atividades a seguir no caderno.
1. Qual mensagem você imagina que o cartunista que produziu a charge A buscou transmitir?
1. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor.
2. No texto B, o autor explica que as pessoas têm diferentes pontos de vista. Por que isso acontece?
2. Resposta: Porque toda pessoa tem uma
experiência própria de vida e uma maneira de ser, incluindo história, cultura e crenças.
3. Por que o autor do texto B afirma que não devemos nos esquecer que há diferentes pontos de vista?
3. Resposta: Porque é uma questão de respeito.
4. Vamos investigar os diferentes pontos de vista sobre o local onde vivemos. Para isso, siga as etapas.
4. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor.
a ) Forme um pequeno grupo com os colegas da turma.
b ) Pergunte a cada membro do grupo qual aspecto da história local ele considera mais importante. Pode ser uma data comemorativa, uma manifestação cultural, uma personalidade local, entre outros aspectos. Anote o nome de cada colega e a resposta dada por ele.
c
) Compare os pontos de vista dos colegas, procurando identificar semelhanças e diferenças sobre o que cada um pensa a respeito da história local. Não se esqueça de comparar também com o seu ponto de vista.
d ) Reúna seu grupo com os demais colegas da turma e, juntos, elaborem uma lista contendo todos os aspectos da história local que foram citados ao longo da investigação.
e ) Depois, cada grupo deve elaborar uma apresentação sobre um aspecto da história local. Pode ser uma exposição oral, um vídeo, uma canção, uma dança ou um desenho.
O importante é usar a criatividade e incentivar a turma a respeitar e valorizar a diversidade de pontos de vista.
Imagem com elementos sem proporção entre si. Cores fantasia.
Estudantes reunidos conversando.
05/10/2025 10:06:06
• Sobre a atividade 1, comente com os estudantes que é possível que o artista tenha buscado transmitir a mensagem de que, durante muito tempo, a história do nosso país foi contada de um único ponto de vista, mas atualmente há diversas vozes que contam essa mesma história de perspectivas diferentes, evidenciando injustiças e desumanidades que, muitas vezes, eram acobertadas ou justificadas na história oficial.
• Nas atividades 2 e 3, converse com os estudantes sobre os fatores que tendem a influenciar os pontos de vista individuais, como a própria cultura ou mesmo a condição social de um indivíduo, além do convívio familiar e escolar, a opinião da mídia, entre outros exemplos. Aproveite para incentivar os estudantes a reconhecerem os próprios pontos de vista como produtos de diferentes influências, promovendo a valorização e o respeito a diferentes opiniões.
• Na atividade 4, organize os estudantes em grupos e proponha uma roda de conversa considerando o que é proposto nos itens b e c Caso tenham dificuldades, cite exemplos de histórias relacionadas ao município, ou de manifestações culturais conhecidas e personalidades locais. No item d, se considerar pertinente, oriente os estudantes a escreverem a lista na lousa e no caderno. Sobre o item e, que favorece a integração com o componente curricular de Arte, verifique a possibilidade de o professor desse componente orientar os estudantes nas produções das apresentações.
AVALIAÇÃO SOMATIVA
Objetivos
• Identificar e valorizar os diferentes grupos e povos responsáveis pela formação da população da Região Sul e seu desenvolvimento.
• Reconhecer características relacionadas ao povoamento e ao desenvolvimento dessa região, considerando as contribuições desses grupos e povos.
• Identificar aspectos relacionados às dinâmicas demográficas e ao desenvolvimento da Região Sul.
• Favorecer a consolidação de conhecimentos, a recuperação e a progressão das aprendizagens.
Encaminhamentos
• Na atividade 1, organize uma conversa para a retomada dos conteúdos estudados, listando os diferentes grupos e povos citados na atividade e incentivando os estudantes a resgatarem conhecimentos sobre cada um deles. Anote na lousa os aspectos principais relacionados a cada grupo e, na sequência, motive os estudantes a realizarem a atividade em dupla ou então promova a realização coletiva da atividade, lendo as frases em voz alta e incentivando os estudantes a reconhecerem os grupos e/ou povos corretos.
• Na atividade 2, auxilie os estudantes na análise de cada afirmativa, retomando, por meio dessa observação, conhecimentos estudados ao longo da unidade. Novamente, realize a atividade em dupla ou coletivamente. Se identificar defasagens sobre o tema, retome brevemente os conteúdos estudados na unidade para tirar as dúvidas da turma.
ATIVIDADES
Escreva as respostas no caderno.
Confira nas orientações ao professor sugestões de uso destas atividades como instrumento de avaliação.
1. Escreva as frases no caderno, substituindo os quadradinhos pelas palavras a seguir.
2. a) Resposta: Falsa. A Região Sul tem a menor extensão territorial e a terceira maior população entre as regiões
a ) Os ■ foram os primeiros habitantes do atual território da Região Sul.
1. a) Resposta: indígenas.
b ) Nas reduções, fundadas por missionários ■, os indígenas eram responsáveis por todo o trabalho coletivo.
1. b) Resposta: jesuítas.
c ) Os ■ eram comerciantes que transportavam tropas de mulas e mercadorias.
1. c) Resposta: tropeiros.
d ) As comunidades ■, formadas principalmente por afro-brasileiros, têm o direito de ter seus territórios reconhecidos e demarcados.
1. d) Resposta: quilombolas.
e ) A partir do século 19, vieram para a Região Sul ■ de diferentes nacionalidades, como alemães, italianos e japoneses.
1. e) Resposta: imigrantes.
2. Copie no caderno as afirmações verdadeiras. Depois, reescreva as frases falsas, tornando-as verdadeiras.
a ) A Região Sul tem a menor extensão territorial e a menor população entre as regiões brasileiras.
b ) Nos últimos anos, a Região Sul tem se destacado na geração de empregos e bons indicadores de educação e saúde.
2. b) Resposta: Verdadeira.
c ) Entre as décadas de 1970 e 1980, migrantes da Região Sul se deslocaram para estados como São Paulo, Mato Grosso do Sul, Amazonas e Maranhão.
2. c) Resposta: Verdadeira.
d ) Entre as décadas de 1970 e 1980, houve uma intensa migração em direção à Região Sul, com pessoas de diversos estados brasileiros em busca de melhores oportunidades.
e ) A distribuição populacional da Região Sul se caracteriza pela concentração nas capitais e nas maiores cidades, como Joinville, Londrina e Caxias do Sul.
2. e) Resposta: Verdadeira.
2. d) Resposta: Falsa. Entre as décadas de brasileiras, depois das populações das regiões Sudeste e Nordeste.
1970 e 1980, houve uma intensa migração de pessoas saindo da Região Sul. Elas deixaram o Sul em busca de melhores oportunidades em outras regiões brasileiras.
4 FORMAÇÃO CULTURAL E DIVERSIDADE
Pessoa preparando chimarrão no município de Farroupilha, no Rio Grande do Sul, em 2022.
Que costume sulista foi retratado na fotografia? Como você chegou a essa conclusão?
Você conhece outras práticas culturais comuns nos estados da Região Sul? Quais? Comente com os colegas.
O chimarrão e o tereré são bebidas tradicionais, que fazem parte da cultura da Região Sul. Você conhece comidas ou bebidas típicas de outras regiões do país? Conte aos colegas e compare as diferenças e semelhanças sobre esse assunto entre as regiões brasileiras.
1 a 3. Confira as respostas e sugestões de uso destas atividades como instrumento de avaliação nas orientações ao professor.
• Acolha as contribuições da turma, registrando-as em um cartaz ou mural temático que poderá ser atualizado ao longo da unidade com novas descobertas culturais.
• Sobre a atividade 3, promova com os estudantes um momento de reflexão sobre semelhanças e diferenças regionais relacionadas ao consumo de comidas típicas e bebidas tradicionais em outras regiões do Brasil. Se possível, faça com eles uma pesquisa sobre o assunto, de modo a incentivá-los a valorizar a diversidade de costumes regionais brasileiros.
• Promova um ambiente acolhedor, possibilitando que todos verbalizem o raciocínio e compartilhem suas experiências. Essas intervenções contribuem para a apropriação efetiva do conhecimento.
Respostas
1. Foi retratado na fotografia o costume de preparar o chimarrão. Espera-se que os estudantes analisem a prática realizada pela pessoa retratada na fotografia para responder à atividade.
OBJETIVOS DA UNIDADE
• Identificar diferentes povos e comunidades que compõem a diversidade cultural da Região Sul.
• Reconhecer formas de preservação e transformação das culturas regionais, considerando suas manifestações, saberes e modos de vida.
• Compreender o conceito de patrimônio cultural, distinguindo patrimônios materiais e imateriais presentes na Região Sul.
• Refletir sobre os marcos históricos e simbólicos no espaço urbano, analisando os sujeitos sociais que são ou não representados.
• Valorizar a memória e a história local por meio da observação, da pesquisa e da participação ativa no território onde se vive.
AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA
Objetivos
• Reconhecer práticas culturais características da Região Sul.
• Identificar manifestações culturais como parte do patrimônio imaterial do território sulista.
Encaminhamentos
• Aproveite as atividades 1 e 2 para engajar os estudantes a conversarem sobre os costumes locais e as práticas culturais que conhecem ou vivenciam, como festas, danças, comidas típicas, modos de vestir ou falar.
05/10/2025 10:10:13
2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comentem os costumes culturais tradicionais do lugar onde vivem. Aproveite essa questão para analisar as ideias prévias deles quanto aos costumes do Sul, tema que será abordado ao longo da unidade.
3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comentem o que sabem a respeito de diferenças regionais no consumo de comidas e bebidas tradicionais.
• No Tema 1: Povos e comunidades da Região Sul, apresentado nas páginas 78 a 84, ao identificar diferentes grupos sociais presentes no território sulista — como povos indígenas, comunidades quilombolas, povos de terreiro, caiçaras, pomeranos e faxinalenses —, os estudantes desenvolvem as habilidades EF03HI07 , EF03GE02 , EF04GE01 e EF04GE06, que abrangem o reconhecimento de diferentes modos de vida, relações com o território, formas de organização e contribuições desses grupos para a formação da diversidade cultural da região.
• A abordagem desse tema promove reflexões sobre identidade, pertencimento e relações sociais, favorecendo o respeito à diferença e a valorização das múltiplas formas de viver e produzir cultura, contemplando aspectos das Competências gerais 3, 6 e 9
• Além disso, ao destacar saberes tradicionais, formas de resistência e expressões culturais historicamente marginalizadas nos processos de formação da Região Sul, o estudo favorece o desenvolvimento dos temas contemporâneos transversais Diversidade cultural e Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras
• O trabalho com os conteúdos e as atividades do Tema 1 favorece a abordagem da história local e suas relações com o cotidiano dos estudantes e de seus familiares. Ao reconhecerem a experiência histórica das comunidades tradicionais e as mudanças e permanências de costumes, tradições e memórias dessas comunidades no tempo presente, os estudantes são incentivados a se posicionarem criticamente sobre os
1 POVOS E COMUNIDADES DA REGIÃO SUL
Ao longo do processo de formação da população da atual Região Sul, além dos indígenas que aqui já habitavam, vieram para cá povos de diversos lugares do Brasil e do mundo. Por isso, essa região tem grande diversidade cultural, e isso a torna muito especial.
Ao longo de nossa história, formaram-se diferentes comunidades, e muitas delas existem até os dias atuais, contribuindo com a preservação e a valorização cultural de nossa região. Vamos conhecer algumas delas?
COMUNIDADES INDÍGENAS
Na atualidade, as comunidades indígenas da Região Sul lutam para ter seus direitos reconhecidos. Os conflitos que enfrentaram ao longo da história causaram a perda da maior parte de suas terras, que foram invadidas e destruídas por outras populações.
GENTE DO SUL
Kronum Kaingang
Kronum Kaingang é estudante de Jornalismo, fotógrafo e cineasta do povo Kaingang da Terra Indígena Apucaraninha, em Tamarana, no Paraná. Por meio de seus estudos e trabalho, Kronum contribui com a preservação da memória de seu povo e com a reivindicação dos direitos indígenas.
Kronum Kaingang, em 2025.
processos históricos locais, a atribuir sentido ao passado e a construir sua identidade individual e coletiva, desenvolvendo, assim, a consciência histórica e o tema contemporâneo transversal
Vida familiar e social.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
CENTRO de Memória e Cultura Kaingang. Os Kaingang do Apucaraninha e suas histórias. Curitiba: Renê Wagner Ramos, 2021.
Conheça nesse livro diversas histórias registradas a partir da memória individual e coletiva dos Kaingang da Terra Indígena Apucaraninha, no Paraná.
O reconhecimento e a demarcação das Terras Indígenas são fundamentais para a sobrevivência e a manutenção das diversas culturas indígenas e para a preservação e conservação dos recursos naturais de todo o país.
De acordo com o Censo do IBGE de 2022, a população indígena do Brasil era de aproximadamente 1,7 milhão de pessoas, sendo cerca de 622 mil residentes em Terras Indígenas.
1. Observe o mapa a seguir.
População indígena residente em Terras Indígenas no Brasil (2022)
1. a) Resposta: Nos estados de Roraima e Amazonas. Espera-se que os estudantes analisem o mapa para responder à atividade.
1. b) Resposta: Estima-se que entre 1 e 15 mil pessoas residam em Terras Indígenas no Paraná e entre 1 e 15 mil em Santa Catarina. No Rio Grande do Sul, essa estimativa é de 15 001 a 35 mil pessoas.
Trópico de Capricórnio
001 - 149 080 Brasil: 622 844 Número de pessoas
001 - 35 000 35 001 - 70 000
Fonte de pesquisa: RIO GRANDE DO SUL. Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão. Atlas Socioeconômico do Rio Grande do Sul. 8. ed. nov. 2024. Disponível em: https:// atlassocioeconomico. rs.gov.br/areas-indigenas. Acesso em: 11 jul. 2025.
a ) Em quais estados do Brasil há maior concentração de pessoas residentes em Terras Indígenas? Como você chegou a essa conclusão?
b ) Qual é a estimativa de pessoas residentes em Terras Indígenas nos estados da Região Sul?
c ) Com base no que você estudou, por que é importante a demarcação das Terras Indígenas?
1. c) Resposta: Porque garante a sobrevivência dos indígenas e suas culturas, além de contribuir com a preservação e conservação do meio ambiente.
Essa leitura atrelada à interpretação da legenda instrumentaliza os estudantes a obterem informações relevantes em uma representação, colaborando com o desenvolvimento de noções cartográficas. Também mobiliza o raciocínio geográfico ao solicitar noções de distribuição, localização e diferenciação.
• O item c da atividade 1 possibilita que os estudantes desenvolvam uma postura inclusiva e empática acerca da demarcação de Terras Indígenas no Brasil, uma vez que eles poderão refletir sobre o quanto as terras são importantes para a sobrevivência e a manutenção das diversas culturas indígenas.
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• Comente com os estudantes que os povos indígenas são parte fundamental da formação histórica, cultural e social da Região Sul. Ressalte que esses povos não estão apenas no passado, mas continuam presentes, com línguas, práticas, territórios e formas de organização próprias.
• Reforce que a presença indígena na região antecede a colonização europeia por milhares de anos. Os povos originários já ocupavam o território, praticavam agricultura, caçavam, pescavam e se relacionavam com a natureza de forma sustentável. No entanto, desde o Período Colonial, vêm enfrentando processos de expulsão, apagamento e resistência.
• Aproveite a atividade 1 para engajar os estudantes na leitura e interpretação do mapa, promovendo um ambiente acolhedor e possibilitando que todos verbalizem o raciocínio e compartilhem suas experiências. O mapa representa a informação da população indígena no Brasil que vive em áreas demarcadas, por estados, usando tonalidades da cor verde. Oriente os estudantes sobre o uso da legenda para identificar as quantidades representadas, relacionando os tons mais claros às menores quantidades de indígenas e os tons mais escuros às maiores quantidades de indígenas nos estados.
VINÍCIUS
• Comente com os estudantes que os povos indígenas da Região Sul têm modos de vida profundamente ligados à natureza e ao território onde vivem. A preservação das florestas, dos rios, das trilhas e dos campos faz parte da sua organização social, das suas práticas culturais, das crenças e dos saberes transmitidos entre gerações.
• Explique que o conceito de território, para os povos indígenas, vai além da ideia de propriedade: ele envolve pertencimento, espiritualidade, memória, coletividade e relação equilibrada com os seres da natureza. Essa compreensão é diferente da lógica da propriedade privada, predominante na sociedade não indígena.
• Valorize os conhecimentos tradicionais indígenas como formas legítimas de ciência, transmitidas oralmente e por meio da vivência com a terra. Saberes sobre sementes, plantas medicinais, agricultura, caça, pesca, construção de moradias e preservação dos biomas fazem parte de um acervo cultural essencial para o equilíbrio ambiental e para a valorização da diversidade cultural brasileira.
• Incentive os estudantes a reconhecerem a presença e a contribuição dos povos indígenas no cotidiano, inclusive na alimentação, na língua, nas expressões e no modo de se relacionar com o meio ambiente. Proponha que apresentem exemplos de palavras de origem indígena presentes em nomes de lugares, frutas ou elementos da natureza em sua região.
• Caso haja estudantes indígenas na turma, promova um espaço seguro e respeitoso para que compartilhem (se desejarem) aspectos de sua cultura.
O Censo do IBGE de 2022 identificou cerca de 88 mil indígenas na Região Sul. Desse total, cerca de 43 mil residem em Terras Indígenas oficialmente demarcadas.
Na atualidade, as principais comunidades indígenas da Região Sul são Kaingang, Guarani Mbya, Guarani Ñandeva, Laklanõ-Xokleng, Xetá e Charrua.
Cada uma dessas comunidades luta constantemente para ter suas terras demarcadas e sua cultura e seu modo de vida respeitados. Porém, elas são constantemente ameaçadas por grupos interessados em invadir e ocupar suas terras.
Cartazes pela demarcação das Terras Indígenas durante protesto de indígenas das etnias Kaingang e Guarani no município de Londrina, no Paraná, em 2023.
A resistência dos Charrua
Um exemplo de tentativa de destruir uma comunidade indígena inteira aconteceu com os Charrua. Eles viviam em diversos territórios do atual estado do Rio Grande do Sul e também de países vizinhos do Brasil, como a Argentina e o Uruguai.
No século 19, os Charrua sofreram tentativas de massacre, sendo a principal o Massacre de Salsipuedes (1831), no qual militares uruguaios armaram uma emboscada e tentaram destruir esse povo. Após esse confronto, os Charrua foram considerados uma etnia extinta.
Porém, um pequeno grupo conseguiu fugir para o Rio Grande do Sul e se manter escondido por diversos anos, até que, em 2007, por meio do movimento liderado pela cacique Acuab, da aldeia Polidoro, em Porto Alegre, foram oficialmente reconhecidos pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
VIDAL, Viviane Margareth Pouey. Etnoarqueologia dos Charrua do Rio Grande do Sul: história, construção e ressignificação étnica. Estudios Históricos, Uruguai, ano VII, n. 15, p. 1-30, dez. 2015. Disponível em: https://estudioshistoricos. org/15/eh%201511.pdf. Acesso em: 1 ago. 2025. Leia nesse artigo informações sobre a trajetória dos Charrua pelo reconhecimento de sua identidade étnica no Rio Grande do Sul.
COMUNIDADES QUILOMBOLAS
Há cerca de 29 mil pessoas quilombolas na Região Sul e a maioria delas vive em comunidades que ainda não foram devidamente reconhecidas.
É no estado do Rio Grande do Sul que se concentra a maioria das comunidades quilombolas de nossa região, sendo Porto Alegre a capital com o maior número de quilombos urbanos do Brasil.
1. Observe o mapa.
a ) Quantos quilombos urbanos estão localizados em Porto Alegre?
b ) Qual quilombo localiza-se na região norte de Porto Alegre? Em qual bairro fica esse quilombo?
c ) Qual é o nome do quilombo cujo território localiza-se em três bairros de Porto Alegre? Quais são os nomes desses bairros?
1. a) Resposta: Localizam-se em Porto Alegre 11 quilombos urbanos.
Quilombos
Quilombo do Areal Luiz Guaranha
Quilombo dos Alpes
Quilombo da Família de Ouro Ylê de Oxum e Ossanha
Quilombo da Família Fidélix
Quilombo da Família Flores
Quilombos urbanos em Porto Alegre (2021)
Cidade Baixa
Menino Deus
Azenha
Glória
Cascata
Lomba do
Lago Guaíba
0 2 km
Quilombo da Família Lemos
Quilombo da Família Machado
Quilombo da Família Silva
Quilombo da MOCAMBO
Quilombo Africano Santa Luzia
Quilombo Caddie (Kédi)
Limite de bairros
Limite de municípios
Bairros com quilombos
Parte do município de Porto Alegre
Demais municípios
Fonte de pesquisa: PIRES, Cláudia Luísa Zeferino; BITENCOURT, Lara Machado. Uma Porto Alegre Quilombola: seus mapas e suas narrativas. In: PIRES, Cláudia Luísa Zeferino; BITENCOURT, Lara Machado. Atlas da Presença Quilombola em Porto Alegre/RS. Porto Alegre: Letra1, 2021. p. 79-81. (Cartografias Contracoloniais, 1).
1. b) Resposta: Quilombo da Família Machado. Bairro Sarandi. 1. c) Resposta: Quilombo dos Alpes. Bairros Teresópolis, Glória e Cascata.
• Aproveite o mapa para abordar noções de território, identidade e direito à terra, explicando que os quilombos urbanos são reconhecidos por sua ancestralidade, laços comunitários e heranças culturais que remontam aos tempos da escravidão. Muitos desses grupos lutam pelo reconhecimento oficial e pela titulação de suas terras, o que também está garantido pela Constituição Brasileira. Leia o texto a seguir e, se julgar pertinente, compartilhe as informações com os estudantes.
[...]
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A proteção das comunidades quilombolas, através do reconhecimento e titulação de suas terras, é muito importante para o território nacional. Primeiro, porque garante a preservação da identidade cultural e étnica desses grupos, e segundo, porque serve para a preservação e a conservação do meio ambiente. [...]
RIO GRANDE DO SUL. Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão. Atlas Socioeconômico do Rio Grande do Sul: Comunidades quilombolas. 8. ed., nov. 2024. Disponível em: https://atlassocioeconomico.rs.gov.br/comunidades -quilombolas. Acesso em: 8 maio 2025.
• O objetivo do mapa desta página é evidenciar a presença de comunidades quilombolas em áreas urbanas de Porto Alegre, ampliando a compreensão dos estudantes sobre a diversidade territorial dessas comunidades. Ele permite mostrar que os quilombos não estão presentes apenas em áreas rurais ou isoladas, mas também fazem parte do espaço urbano e da vida nas cidades, sendo espaços vivos de resistência, cultura e pertencimento.
• Ao promover a leitura do mapa com o intuito de desenvolver e aperfeiçoar noções cartográficas , acompanhe os estudantes na leitura da legenda, para que se familiarizem cada vez mais com os tipos de ícones e outros símbolos utilizados nas representações. Destaque as diferentes maneiras como cada quilombo foi identificado na legenda. Peça que diferenciem as cores que indicam a área dos bairros onde os quilombos urbanos estão localizados, assim como a cor usada para identificar a parte do município de Porto Alegre, enfatizando que todo esse espaço faz parte desse município. As questões propostas para explorar o mapa permitem exercitar a localização espacial por meio das direções cardeais, assim como desenvolve o raciocínio geográfico ao solicitar noções de distribuição, localização e diferenciação.
51° 06’ O
30° S
Sarandi
Boa Vista
Pinheiro
Teresópolis
Santa Tereza
Eldorado do Sul
Canoas
Cachoeirinha
Alvorada
Viamão
Três Figueiras
VINÍCIUS COSTA/ARQUIVO
EDITORA
• Comente com os estudantes que tanto os povos de terreiro quanto os caiçaras fazem parte da rica diversidade cultural da Região Sul, mas historicamente foram marginalizados e invisibilizados nos registros oficiais. Ao estudar esses grupos, ampliamos o conhecimento sobre diferentes formas de viver, de se organizar e de se relacionar com a natureza, o tempo e a espiritualidade.
• Ressalte a importância do combate ao racismo religioso e ao preconceito contra essas manifestações culturais e espirituais. Incentive o respeito à liberdade religiosa, ao diálogo inter-religioso e à valorização dos saberes produzidos nos terreiros, como a música, a dança, a culinária e o uso de ervas medicinais.
• Os caiçaras são comunidades tradicionais formadas por descendentes de indígenas, africanos e europeus que vivem principalmente no litoral sulista, em áreas próximas ao mar e à Mata Atlântica. Seu modo de vida está fortemente ligado à pesca artesanal, ao cultivo de roças e à coleta de frutos. São conhecedores dos ritmos da natureza, das marés, dos ventos e dos ciclos agrícolas.
• A cultura caiçara é marcada pela oralidade, pela solidariedade e pela relação respeitosa com os ecossistemas onde vivem. No entanto, esse modo de vida vem sendo ameaçado por pressões econômicas, turismo predatório e expansão urbana. Valorizar essas comunidades é também defender formas sustentáveis e justas de convivência com o meio ambiente.
ATIVIDADE EXTRA
• Se possível, convide uma pessoa idosa caiçara (ou de outro povo tradicional da região) para conceder uma entrevista aos estudantes sobre seus costumes coti-
POVOS DE TERREIRO
Os povos de terreiro são comunidades religiosas de tradições de matriz africana, como Batuque, Candomblé, Umbanda e Quimbanda. Em nossa região, é no estado do Rio Grande do Sul que se concentra a maioria dos povos de terreiro.
Leia o texto a seguir, que trata dos terreiros.
[...]
Esses espaços congregam comunidades com características em comum. Incluem a manutenção das tradições de matriz africana, o respeito aos ancestrais, os valores de generosidade e solidariedade, um amplo conceito de família e uma relação próxima com o meio ambiente. [...] POVOS e comunidades tradicionais. Gov.br. Disponível em: https://www.gov.br/mma/pt-br/assuntos/ povos-e-comunidades-tradicionais. Acesso em: 4 maio 2025.
CAIÇARAS
Os caiçaras são comunidades tradicionais que habitam regiões litorâneas do Brasil. Na Região Sul, eles vivem principalmente no Paraná e em Santa Catarina. O modo de vida caiçara tem forte relação com o mar, sendo a pesca artesanal uma atividade econômica fundamental.
dianos, como alimentação, trabalho, religiosidade e atividades de lazer.
• Oriente os estudantes a prestarem atenção nas falas do entrevistado, incentivando a todos para participarem tirando dúvidas de modo organizado e respeitoso.
• Por fim, para promover a recuperação do aprendizado, solicite a eles que produzam cartazes sobre o que aprenderam e auxilie-os a organizar uma exposição na escola. Com isso, eles serão incentivados a perceberem a importância da memória e da oralidade na produção do conhecimento histórico, além de desenvolverem
o tema contemporâneo transversal Processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso
Paisagem da comunidade caiçara Vila das Peças, no Parque Nacional do Superagui, no município de Guaraqueçaba, no Paraná, em 2019.
POMERANOS
Os pomeranos são descendentes de imigrantes originários da região da Pomerânia, que vieram para o Brasil a partir de meados do século 19.
[...]
Os pomeranos e seus descendentes dedicaram‑se, majoritariamente, à agricultura como atividade de subsistência, reproduzindo no Brasil suas características originárias. Na Serra dos Tapes, a agricultura familiar ainda é bastante característica, predominando, atualmente, a plantação do fumo. [...]
ROMIG, Karen Laiz Krause; PITANO, Sandro de Castro; NOAL, Rosa Elena. Aspectos geográficos e culturais de uma região cultural pomerana no sul do Rio Grande do Sul. Geosul, Florianópolis, v. 35, n. 75, maio/ago. 2020. p. 307. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/geosul/article/view/ 1982-5153.2020v35n75p300/43429. Acesso em: 13 jul. 2025.
Pomerânia: região europeia, ao norte da Alemanha e da Polônia. Serra dos Tapes: região serrana no sul do estado do Rio Grande do Sul.
FAXINALENSES
O município de Pomerode, em Santa Catarina, é marcado por uma forte tradição pomerana, que envolve culinária, artesanato, arquitetura, dança, entre outros elementos culturais.
Trabalhador de origem pomerana no município de Pomerode, em Santa Catarina, em 2023.
Faxinalenses são membros de pequenas comunidades rurais da Região Sul, principalmente do Paraná, que se organizam no Sistema Faxinal. Esse sistema funciona por meio de cooperação e solidariedade entre os moradores, além de práticas sustentáveis de agricultura e pecuária. Muitos dos faxinalenses são descendentes de colonizadores europeus que mantêm vivas suas tradições, como danças, músicas, religiosidade e festas.
1. Você e sua família fazem parte de alguma das comunidades tradicionais que estudamos nas páginas 78 a 83? Comente com os colegas.
1. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a comentarem com os colegas sua realidade local. Caso não façam parte de nenhuma das comunidades estudadas, oriente-os a mencionar outras das quais eventualmente façam parte.
tradicionais e sua existência a longo prazo está ameaçada. Diante desse cenário de desestruturação progressiva, destacada pelo declínio contínuo de aproximadamente 10% dos faxinais a cada década, é urgente e crucial abordar e propor soluções aos problemas relacionados a esse sistema silvopastoril.
A manutenção puramente tradicional do sistema pode não ser suficiente para enfrentar os desafios atuais. Surge, então, a necessidade de modernizar e integrar os faxinais
à agricultura mecanizada, adotando práticas que permitam a produção de produtos rentáveis como hortaliças, ervas medicinais e criação de animais de alta qualidade, assim como a sua valoração enquanto patrimônio cultural e ambiental comum a todos.
ALMEIDA, Amanda Machado de et al. Sistema Faxinal no estado do Paraná: uma revisão. Sociedade & Natureza, Uberlândia, v. 36, ed. 73119, p. 9, set. 2024. Disponível em: https://www.scielo.br/j/sn/a/ qbstzDkbwk9XJyPrVfDmppQ/. Acesso em: 1 ago. 2025.
• Comente com os estudantes que os pomeranos fazem parte da diversidade cultural da Região Sul e chegaram ao Brasil a partir da década de 1850, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Explique que, embora compartilhem traços da imigração alemã, os pomeranos possuem língua, tradições, vestimentas e festas específicas. Muitos mantêm práticas tradicionais, como o uso do idioma pomerano, culinária típica, celebrações religiosas e danças folclóricas. Essas expressões culturais reforçam o vínculo com a identidade de origem e contribuem para a formação da cultura regional.
• Comente com os estudantes que os faxinalenses constituem comunidades tradicionais cuja forma de organização é baseada no uso coletivo de terras para criação de animais, cultivo de roças e preservação de matas nativas. Esse sistema, conhecido como Sistema Faxinal, combina o uso sustentável dos recursos naturais com práticas socioculturais coletivas.
• Explique que, apesar de sua importância cultural e ambiental, o Sistema Faxinal enfrenta atualmente sérios desafios. Sobre esse tema, leia o texto a seguir. Com a expansão capitalista e o fortalecimento do agronegócio, o Faxinal não está conseguindo sustentar as comunidades rurais nestes moldes
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• Ressalte que garantir a permanência dos faxinais exige políticas públicas, educação ambiental, valorização cultural e apoio técnico às comunidades. A integração entre tradição e inovação pode permitir que os faxinalenses desenvolvam atividades sustentáveis, como o cultivo de hortaliças, ervas medicinais e a criação de animais em pequena escala, com valorização do território como bem comum.
AVALIAÇÃO
Objetivos
• Reconhecer e utilizar corretamente os conceitos e vocabulários relacionados aos povos e às comunidades tradicionais da Região Sul.
• Desenvolver a capacidade de interpretar textos orais e escritos, identificando informações explícitas.
• Investigar e valorizar a presença de comunidades tradicionais no território local.
• Favorecer a consolidação de conhecimentos, a recuperação e a progressão das aprendizagens.
Encaminhamentos
• Na atividade 1, para garantir o aprendizado, oriente os estudantes a transcreverem as frases no caderno substituindo os quadradinhos pelas palavras indicadas. Essa proposta permite verificar a apropriação de vocabulários essenciais ao tema e a compreensão de conteúdos abordados em sala. Para estudantes com necessidades educacionais específicas, ofereça apoio com pistas visuais (como imagens associadas às palavras) ou frases de apoio.
• Aproveite a atividade 2 para engajar os estudantes a fazerem leitura coletiva ou compartilhada do relato indígena apresentado, destacando o ponto de vista dos povos originários sobre a relação com a natureza e promovendo um ambiente acolhedor, de modo que todos verbalizem o raciocínio e compartilhem suas experiências. Incentive a escuta atenta e a interpretação das ideias centrais, promovendo uma conversa sobre os ensinamentos transmitidos pelas pessoas idosas. Essa atividade desenvolve a capacidade de localizar informações explícitas no texto e amplia a compreensão das práticas sustentáveis tradicionais.
Confira nas orientações ao professor sugestões de uso destas atividades como instrumento de avaliação.
ATIVIDADES
Escreva as respostas no caderno.
1. Escreva as frases no caderno, substituindo os quadradinhos pelas palavras a seguir.
Charrua • cooperação • religiosas • imigrantes
a ) Faxinalenses se organizam pelos sistemas de ■ e práticas sustentáveis.
1. a) Resposta: cooperação.
b ) Os ■ sobreviveram a tentativas de massacre e resistem até os dias atuais.
1. b) Resposta: Charrua.
c ) Os pomeranos são descendentes de ■ da Pomerânia.
1. c) Resposta: imigrantes.
d ) Os povos de terreiro são comunidades ■ que seguem as matrizes africanas.
1. d) Resposta: religiosas.
2. Leia o relato a seguir e responda às questões no caderno.
[...]
Nós não temos direito de queimar, temos que preservar a natureza. Sem a natureza não haverá alimentos nem animais para poder caçar.
Antigamente, as queimadas e o desmatamento acabaram com a nossa natureza, com os pássaros e os animais. Hoje nós temos que preservar a nossa natureza.
[...]
2. a) Resposta: A natureza é importante porque sem ela não haverá alimentos nem animais para caçar. Espera-se que os estudantes interpretem o texto para responder à atividade.
NIVYG, Silas. Meu avô me contou de quando ele era criança. In: CENTRO de Memória e Cultura Kaingang. Os Kaingang do Apucaraninha e suas histórias. Curitiba: Renê Wagner Ramos, 2021. p. 54.
a ) Segundo o relato, qual é a importância da natureza? Como você chegou a essa conclusão?
b ) Antigamente, o que teria acabado com a natureza?
2. b) Resposta: As queimadas e o desmatamento.
c ) Qual é o dever das populações indígenas, segundo o texto?
2. c) Resposta: A preservação da natureza.
3. Em grupo, pesquisem alguma comunidade tradicional que se estabeleceu no município onde vocês moram ou perto dele. Façam anotações no caderno sobre o tema, destacando as contribuições culturais dessas comunidades. Depois, organizem um cartaz com os resultados da pesquisa. Para escreverem o cartaz, escolham tipos de letras com os quais se sintam confortáveis. Finalizem apresentando o cartaz para a turma.
3. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes pesquisem as comunidades tradicionais do lugar onde vivem. Durante a escrita do cartaz, incentive-os a praticar a letra cursiva.
• Na atividade 3, organize os grupos para a realização da pesquisa sobre comunidades tradicionais do município ou da região. Oriente os estudantes a buscarem informações sobre origem, práticas culturais, localização e contribuições desses grupos. Para a elaboração dos cartazes, incentive os estudantes a praticarem a escrita de letra cursiva. Essa atividade favorece o trabalho cooperativo e a valorização da cultura local. Caso necessário, além de escreverem os cartazes, os estudantes podem gravar áudios ou vídeos com suas falas para utilizarem durante a apresentação, favorecendo assim o desenvolvimento de aspectos da Competência geral 3.
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PATRIMÔNIOS HISTÓRICOS E CULTURAIS DO SUL 2
A Região Sul tem muitos patrimônios culturais, ou seja, bens cuja importância é fundamental para a cultura e a tradição de determinada população. Esses bens reconhecidos como patrimônios são preservados e podem ser transmitidos às futuras gerações.
O Governo Federal tem uma instituição responsável por identificar, tombar e acompanhar a manutenção desses patrimônios, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Entretanto, os governos estaduais e municipais também têm autonomia nesse processo, podendo fazer a identificação e o tombamento de bens culturais relevantes historicamente.
[...]
O Patrimônio Cultural Brasileiro faz referência à história e identidade de um grupo, à ação desse grupo na construção de sua própria história, à memória desse grupo e aos significados atribuídos às suas manifestações culturais, valores e saberes, podendo ser dividido, pela sua natureza, em material e imaterial.
[...]
NUNES, Izaurina Maria de Azevedo (org.). Aprendendo sobre o nosso patrimônio cultural São Luís: Iphan, 2022. p. 16.
Tombar: ato de reconhecer o valor histórico de determinado bem cultural.
• No Tema 2: Patrimônios históricos e culturais do Sul, apresentado nas páginas 85 a 89, os estudantes são convidados a identificarem, em seus lugares de vivência, bens culturais materiais e imateriais que compõem a história e a cultura da Região Sul, desenvolvendo as habilidades EF03HI04 , EF03GE02 e EF04GE01
• As atividades propostas também contribuem para o desenvolvimento das Competências gerais 3, 6 e 7, ao incentivarem a observação crítica, o respeito às culturas locais e a defesa do patrimônio coletivo.
• Os temas contemporâneos transversais Diversidade cultural e Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras são contemplados ao destacarem o reconhecimento e a valorização de bens culturais de diferentes origens e povos, promovendo atitudes de cuidado, respeito e responsabilidade com a memória e com o patrimônio cultural brasileiro.
• O desenvolvimento dos conteúdos e das atividades do Tema 2, ao reconhecer diferentes manifestações culturais locais e refletir sobre sua preservação, amplia o repertório cultural dos estudantes, fazendo com que valorizem a diversidade de práticas individuais e coletivas, saberes, objetos, memórias e espaços que expressam a identidade de suas comunidades. Esse processo favorece a construção do pertencimento e do respeito à pluralidade. Também favorece a abordagem da história local e suas relações com o cotidiano dos estudantes e de seus familiares, desenvolvendo, assim, a consciência histórica e o tema contemporâneo transversal
Vida familiar e social
• Comente com os estudantes que o Sítio Histórico de São Miguel Arcanjo é considerado Patrimônio Histórico e Artístico Nacional pelo Iphan e Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Além disso, a área correspondente ao sítio, denomina-
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da Tava, Lugar de Referência para o Povo Guarani, é Patrimônio Cultural do Mercosul.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
LUGAR de referência para o povo Guarani é reconhecido como Patrimônio Cultural do Mercosul. Iphan, Brasília, DF, 29 out. 2018. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/4883/lugar-de-referencia-para-o-povo-guarani-pode-se-tronar-patrimonio-cultural-do-mercosul. Acesso em: 30 jul. 2025. Leia nesse texto informações sobre a importância da Tava para os Guarani.
Ruínas da Igreja São Miguel Arcanjo, na antiga redução jesuítica dos indígenas Guarani, no município de São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul, em 2024.
• Sobre o tópico Patrimônios materiais , comente com os estudantes que, no Rio Grande do Sul, há um rico conjunto de bens tombados, como os centros históricos de Jaguarão, Pelotas, Porto Alegre, Antônio Prado e Santa Tereza. A Vila de Santo Amaro do Sul, em General Câmara, preserva um importante conjunto arquitetônico dos séculos XVIII e XIX. Em Porto Alegre, o Largo dos Açorianos é um símbolo da presença dos imigrantes açorianos, e o Museu Afro-Brasil-Sul (MABSul), o Centro de Referência Indígena Afro e o Areal da Baronesa evidenciam o protagonismo das culturas afro e indígena na capital gaúcha.
• No Paraná, os centros históricos de Lapa, Paranaguá, Antonina e Morretes preservam casas, igrejas e praças que remontam à colonização luso-brasileira e à época do ciclo do ouro no século XVIII. O município de Morretes, por exemplo, abriga casarões coloniais e exemplares da arquitetura histórica adaptada ao clima e à geografia da Serra do Mar. Além disso, o estado se destaca pela grande quantidade de sítios arqueológicos: são mais de 1 300 cadastrados, incluindo sambaquis, inscrições rupestres, sítios líticos e cerâmicos de povos originários. As reduções jesuíticas e cidades coloniais espanholas, como Ciudad Real del Guairá e Villa Rica del Espíritu Santo, além dos antigos caminhos como o da Graciosa e o Itupava, completam esse patrimônio. O Projeto Arqueológico Itaipu, iniciado na década de 1970, foi fundamental para resgatar parte desse acervo durante a construção da usina hidrelétrica.
OS PATRIMÔNIOS MATERIAIS
Os patrimônios materiais são bens físicos que têm importância para determinada população. Eles podem ser móveis (como pinturas, esculturas e documentos) ou imóveis (como prédios e sítios arqueológicos).
Embora muitos bens relevantes de nossa região já tenham sido tombados, é importante garantir que todos os grupos populacionais se sintam representados pelo conjunto patrimonial. Por isso, os critérios de escolha devem ser baseados em uma visão democrática e inclusiva. Conheça alguns exemplos de patrimônios materiais de nossa região.
A.
Construções com arquitetura de origem italiana no município de Antônio Prado, no Rio Grande do Sul, em 2021.
C.
Igreja São Benedito, construída no século 18 em homenagem ao santo protetor das pessoas negras, no município de Paranaguá, no Paraná, em 2024.
Peça de cerâmica indígena em exposição no Museu Municipal Doutor José Olavo Machado, no município de Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul, em 2023.
Objetos do acervo do Museu Etnográfico Casa dos Açores, em Balneário São Miguel, no município de Biguaçu, em Santa Catarina, em 2021.
1. Resposta: São considerados patrimônios pelo seu valor histórico e cultural para a região. Incentive os estudantes a refletirem
1. Em sua opinião, por que os bens retratados nas fotografias
A, B, C e D são considerados patrimônios da Região Sul?
sobre os motivos de tais bens históricos e culturais serem importantes para os povos que representam (descendentes de italianos, indígenas, afro-brasileiros e descendentes de açorianos).
• Em Santa Catarina, destacam-se os conjuntos urbanos de Laguna, São Francisco do Sul e Itaiópolis, com construções ligadas à colonização açoriana e à imigração europeia. Na capital, Florianópolis, o Sistema Defensivo da Ilha de Santa Catarina, formado por fortes do século XVIII, foi erguido pelos portugueses para proteger a Costa Atlântica. O estado também abriga sambaquis, que revelam práticas alimentares, rituais e modos de vida dos primeiros grupos humanos que habitaram a região.
B.
D.
OS PATRIMÔNIOS IMATERIAIS
Os patrimônios imateriais envolvem costumes e tradições de um povo, como saberes locais e regionais, danças, festas, mitos, lendas, contos, canções, formas de expressão, comidas típicas, hábitos e práticas individuais e coletivas, assim como modos de vida. Na Região Sul, há uma grande diversidade desses patrimônios. Vamos conhecer alguns exemplos.
Há diversas práticas coletivas que se expressam por meio de danças tradicionais, entre elas fandango caiçara, dança do vilão, balainha, pau de fitas, tirana do lenço, chico sapateado, chimarrita e chote carreirinho.
Dança chote carreirinho apresentada por grupo do Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Piá do Sul no município de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, em 2024.
Entre as práticas coletivas, festas e celebrações típicas da Região Sul estão Boi de Mamão, Congada, Cavalhada, Festa da Uva, Procissão do Senhor dos Passos, Festa de Nossa Senhora dos Navegantes, Romaria de São Gonçalo, Mesada de Anjos e Semana Farroupilha.
Apresentação de grupo de Congada no município de Antonina, no Paraná, em 2017.
Entre as práticas coletivas e os saberes locais e regionais estão o modo de fazer artesanato com palha de butiá, a pesca artesanal com auxílio de botos e a pesca artesanal da tainha.
Pesca artesanal da tainha no município de Florianópolis, em Santa Catarina, em 2023.
com o modo de vida e o cotidiano caiçara. Peça também que procurem identificar os paços da dança e a musicalidade dos instrumentos. A partir da utilização de tecnologias digitais para acessar informações no contexto escolar, essa atividade favorece o desenvolvimento de aspectos da Competência geral 5 da BNCC.
• Caso não seja possível o acesso às tecnologias digitais na escola, uma alternativa é organizar com os estudantes uma apresentação de Fandango Caiçara na escola, promovendo uma integração com o componente curricular de Arte
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Para isso, solicite aos estudantes que façam uma pesquisa prévia sobre as características dessa manifestação cultural, como os passos da dança, as roupas, os instrumentos e as músicas tocadas. Se possível, com o professor de Arte, organizem os ensaios com a turma, providenciando um aparelho para reproduzir as músicas típicas e ensaiar a coreografia. Convide a comunidade local para assistir à apresentação. Essa atividade favorece o desenvolvimento da Competência geral 4 da BNCC.
• Sobre o tópico Patrimônios imateriais, comente com os estudantes a importância da valorização das culturas locais e regionais na formação das identidades individuais e coletivas.
• Comente ainda com eles que os Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) são instituições criadas para preservar e divulgar a cultura regional gaúcha por meio de festas, danças, música, culinária e encontros comunitários. O primeiro CTG foi fundado em 1948, em Porto Alegre, e atualmente eles estão presentes em diversos estados do Brasil. Em 2022, foi sancionado o projeto de lei que reconhece oficialmente a cultura regional gaúcha como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio Grande do Sul. Esse reconhecimento reforça a importância de práticas individuais e coletivas tradicionais e o sentimento de pertencimento dos gaúchos, inclusive fora da Região Sul.
ATIVIDADE EXTRA
• Se for possível, proponha aos estudantes assistirem a um vídeo sobre o Fandango Caiçara. Disponível em: https://bcr.iphan.gov.br/ midias-registro/video-fan dango-caicara/. Acesso em: 1 ago. 2025.
• Antes de acessarem o site, oriente-os a prestar atenção no modo como essa manifestação cultural se relaciona profundamente
• Apresente aos estudantes um resumo das lendas citadas nesta página.
• A lenda da gralha-azul conta a história de como essa ave disseminou sementes de araucária pela floresta. O deus Tupã pediu ajuda às aves para espalhá-las, mas só a gralha, que até então tinha penas pretas, aceitou. Como recompensa, Tupã a presenteou com penas azuis.
• Uma das versões da lenda da araponga conta que, em um duelo de vozes com uma onça, o felino rugiu e assustou os animais da floresta. A araponga, sem se intimidar, soltou um canto tão alto que fez a onça cair da árvore. Essa lenda explica uma das características dessa ave: o canto alto.
• Sobre a lenda da erva-mate, conta a tradição que um indígena Guarani idoso e doente vivia na floresta com sua filha, Yari. Um dia, receberam a visita de um forasteiro e ofereceram-lhe comida e bebida. Ele era, na verdade, um enviado do deus Tupã e, como recompensa, presenteou o indígena com a erva caá e designou Yari como a guardiã dessa planta. Com o passar do tempo, pai e filha foram ensinando a todas as pessoas como plantar e fazer chá com a erva-mate.
ATIVIDADE EXTRA
• Para promover a recuperação do aprendizado, proponha aos estudantes uma atividade de pesquisa sobre manifestações culturais e movimentos de resistência presentes em seu município ou região, especialmente aqueles ligados à valorização da cultura afro-brasileira, indígena ou a lutas antirracistas.
• A pesquisa pode ser feita em grupo, por meio de entrevistas (com apoio da escola e autorização das famílias), consulta a sites locais, reportagens e vídeos. Oriente os estudantes sobre
Gralha azul, ave símbolo do Paraná, em 2020.
Araponga, ave símbolo de Santa Catarina, em 2024.
Cuca artesanal, bolo de origem alemã considerado patrimônio imaterial gaúcho, no município de Rolante, no Rio Grande do Sul, em 2025.
INFOGRÁFICO CLICÁVEL: PATRIMÔNIO IMATERIAL: BARREADO DO LITORAL
GENTE DO SUL
Movimento Negro Kizumbi
Entre as canções populares da nossa região estão “Bicho do Paraná”, de João Lopes (1950‑2020), e “Prenda minha”, de origem popular. Entre as lendas mais conhecidas estão a da erva‑mate, a da araponga e a da gralha‑azul.
Entre as comidas típicas da Região Sul estão churrasco, arroz de carreteiro, entrevero de pinhão, recheio alemão, cuca artesanal, doces de Pelotas, queijo artesanal serrano, cavaquinho, joelho de porco, tainha assada e barreado. Além disso, estão entre as práticas individuais e coletivas o hábito de tomar chimarrão.
Considerado um patrimônio cultural imaterial do município de São Lourenço do Sul, no Rio Grande do Sul, o Movimento Negro Kizumbi foi criado em 1988 pelos irmãos Ernesto, Almerinda e Ana Centeno. O grupo tem como objetivo lutar contra o racismo e defender os direitos da população afro‑brasileira. Seu trabalho envolve ações nas escolas, em igrejas e na imprensa, além de atividades culturais, como artesanato e capoeira.
Símbolo do Movimento Kizumbi.
o cuidado ao lidar com temas sensíveis e a importância da escuta respeitosa.
• Peça aos estudantes que organizem os dados em forma de cartaz, mural ou apresentação oral, destacando nome do movimento, onde acontece, o que defende, quais práticas culturais valoriza e por que é importante para a comunidade.
• Incentive a escuta ativa e o respeito durante a partilha dos resultados. Valorize especialmente a presença de vozes históricas que foram, por muito tempo, invisibilizadas nos currículos escolares.
Confira nas orientações ao professor sugestões de uso destas atividades como instrumento de avaliação.
ATIVIDADES
Escreva as respostas no caderno.
1. Em dupla, pesquisem os patrimônios materiais do seu município, organizando uma lista e explicando os motivos de serem considerados patrimônios. Depois, façam uma apresentação aos colegas da turma.
1. Resposta pessoal. Oriente os estudantes na
realização da pesquisa e na apresentação oral dos resultados.
2. Faça uma pesquisa sobre os patrimônios imateriais da Região Sul, incluindo saberes locais e regionais, danças, comidas, contos, mitos e canções. Depois, copie o quadro a seguir no caderno e preencha‑o com os patrimônios pesquisados.
2. Resposta pessoal. Confira como conduzir esta pesquisa nas orientações ao professor
Patrimônios imateriais da Região Sul
Estados
Paraná
Santa Catarina
Rio Grande do Sul
Patrimônios imateriais
3. Em grupo e com a ajuda do professor, façam a atividade a seguir.
a ) Pesquisem, em seu município, onde se localizam patrimônios materiais e onde são encontradas manifestações de patrimônios imateriais, como centros culturais, museus, parques, cinemas e teatros.
b ) Em seguida, o professor vai entrar em contato com a administração de um desses lugares para agendar uma visita guiada com a turma.
c ) Com a autorização de seus pais ou responsáveis, e acompanhados do professor, visitem o lugar no dia e no horário combinados.
d ) Durante a visita, prestem atenção nas informações do guia, tirem dúvidas e respeitem as regras do lugar visitado.
e ) Por fim, escrevam no caderno um relatório da pesquisa.
Respeitar as regras dos lugares visitados é fundamental durante as visitas.
Placa pede silêncio no Museu de História Natural Mozart de Oliveira Vallim no município de Cornélio Procópio, no Paraná, em 2025.
3. Confira como conduzir esta atividade nas orientações ao professor
tecnologia, engaje a turma organizando os grupos de pesquisa e auxiliando-os a definir as fontes de consulta, como sites da Prefeitura, secretarias de cultura, redes sociais de espaços culturais e relatos da comunidade escolar. Oriente os estudantes a buscarem informações sobre centros culturais, museus, bibliotecas, teatros, praças, feiras, festas tradicionais, grupos artísticos ou outras manifestações locais. Após o levantamento dos lugares, selecione com a turma uma das opções para a qual possam realizar uma
visita guiada. Entre em contato com a administração do espaço para agendar a atividade, explicando os objetivos pedagógicos da proposta. Solicite com antecedência a autorização dos responsáveis e, se necessário, o apoio da gestão escolar para transporte ou logística. Durante a visita, incentive os estudantes a observarem o espaço com atenção, anotarem informações importantes e formularem perguntas. Reforce atitudes de respeito, escuta e responsabilidade durante todo o percurso. Caso seja possível, organize
Objetivos
• Identificar e valorizar patrimônios locais e regionais, reconhecendo suas raízes culturais, sociais e históricas.
• Relacionar manifestações culturais a diferentes grupos sociais e suas contribuições para a formação da identidade regional.
• Incentivar a reflexão sobre o papel da preservação cultural na construção da memória coletiva e do pertencimento.
• Favorecer a consolidação de conhecimentos, a recuperação e a progressão das aprendizagens.
Encaminhamentos
• Na atividade 1, para garantir o aprendizado, incentive os estudantes a pesquisarem patrimônios do município e explicarem por que eles devem ser valorizados e preservados. Peça que justifiquem sua escolha relacionando o bem ao território, à cultura e à história local e regional.
• Na atividade 2, oriente-os a pensar em expressões culturais vivenciadas por suas famílias ou comunidades. Incentive o uso de registros orais, escritos ou imagéticos. Aproveite a atividade para avaliar se os estudantes compreendem o conceito de patrimônio imaterial e reconhecem seu valor no cotidiano.
• Na atividade 3, para promover o uso pedagógico da
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registros por meio de fotografias, vídeos ou áudios, com o devido cuidado ético e autorização prévia. Oriente os estudantes a usarem filtro solar e repelente. De volta à sala de aula, proponha a elaboração de um relatório coletivo ou individual sobre a experiência. Oriente-os quanto à estrutura do texto, que pode incluir: nome e localização do lugar visitado, o que observaram, o que aprenderam com o guia e a importância do patrimônio visitado para a comunidade.
MODELO
BNCC
• No Tema 3: Marcos históricos do meu lugar de vivência, apresentado nas páginas 90 a 93, os estudantes desenvolvem as habilidades EF03HI05 e EF03HI06 ao identificarem marcos históricos de seu município e compreenderem os significados associados a nome de ruas, praças, monumentos, prédios públicos e outros registros materiais e simbólicos da memória coletiva local. A partir da observação do espaço urbano e da investigação sobre os critérios de nomeação e homenagem presentes no território, os estudantes refletem sobre a construção das identidades locais e sobre a presença (ou ausência) de determinados grupos sociais nos espaços públicos.
• O estudo e as atividades deste tema contribuem para o desenvolvimento das Competências gerais 3, 6 e 10, ao promoverem a escuta sensível, o respeito às diferentes memórias e a participação crítica na leitura do espaço onde se vive.
• Os temas contemporâneos transversais Diversidade cultural e Educação em direitos humanos estão contemplados ao fomentarem o reconhecimento da pluralidade de sujeitos históricos, incentivando que os estudantes analisem a quem os marcos homenageiam, quais memórias são valorizadas ou silenciadas, e como diferentes culturas e histórias podem ser representadas nos territórios onde vivem.
• Comente com os estudantes os marcos históricos retratados nesta página. O Museu Ambiência Casa de Pedra foi instalado em uma residência construída por um imigrante italiano no século XIX, em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. O acervo do museu é formado principalmente por objetos
3 MARCOS HISTÓRICOS DO MEU LUGAR DE VIVÊNCIA
Há diferentes tipos de marcos históricos na Região Sul, como sítios arqueológicos, construções, monumentos, praças, parques, escolas, bairros, ruas, museus e lugares onde ocorreram eventos históricos importantes para o nosso povo. Esses marcos históricos também são considerados registros de memória, pois preservam a história e a cultura. Conheça alguns exemplos.
históricos doados pela população local, para ajudar a preservar sua memória. Em Santa Catarina, a Praça Doutor Blumenau foi inaugurada em 1949 em homenagem ao fundador do município de Blumenau, o químico e farmacêutico alemão Hermann Bruno Otto Blumenau (1819-1899). Na praça, costumam acontecer eventos públicos importantes para os moradores locais. O Parque do Japão foi construído em 2006 em Maringá, no Paraná, como forma de homenagear os imigrantes japoneses e seus descendentes que vivem na região. Além de sediar eventos culturais, o parque é um espaço público de conservação ambiental.
Museu Ambiência
Casa de Pedra no município de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, em 2021.
Praça Doutor Blumenau no município de Blumenau, em Santa Catarina, em 2023.
Parque do Japão no município de Maringá, no Paraná, em 2024.
A escolha dos marcos históricos e dos registros de memória não é feita por acaso. Essa escolha costuma determinar eventos históricos e nomes de pessoas que, além de homenageados, serão lembrados no dia a dia da população. Nesse sentido, é comum que tais escolhas privilegiem pessoas de grupos sociais que historicamente ocuparam o poder. Por exemplo, pense nos nomes dos logradouros do seu município. Você consegue se lembrar de logradouros com mais nomes de homens ou de mulheres?
Em nossa região, assim como em todo o Brasil, durante muito tempo, os lugares de memória costumavam receber majoritariamente nomes de homens, geralmente políticos e militares brancos.
Atualmente, várias pessoas têm questionado os critérios de escolha dos nomes dos logradouros, principalmente os que homenageiam indivíduos que estiveram envolvidos com violências contra pessoas indígenas e negras. Além disso, nas últimas décadas foram publicadas leis no país e nos estados proibindo que logradouros recebam nomes de pessoas ligadas à escravidão e à tortura.
Logradouros: nesse caso, espaços públicos do município, como ruas, avenidas, praças e parques.
HOMENAGEM ÀS PROFESSORAS
Entre as mulheres que já foram homenageadas em nomes de ruas de nossa região, estão as professoras Zilah Totta (1917 1997), Antonieta de Barros (1901 1952) e Olga Balster (1893 1955).
• Comente com os estudantes que, no Brasil, existem leis que regulam a escolha do nome de ruas, praças, estátuas, escolas e outros espaços públicos. Essas leis ajudam a garantir que os marcos históricos prestem homenagem a pessoas e acontecimentos que contribuíram de forma positiva para a sociedade e respeitem os direitos humanos e a diversidade.
• Explique que uma das leis mais importantes sobre esse tema é a Lei nº 6.454, de 1977, atualizada pela Lei nº 12.781, de 2013. Essa atualização proibiu, por exemplo, que qualquer bem público receba o nome de pessoas que tenham praticado crimes como os ligados à escravidão.
1. Em sua opinião, por que as pessoas que exercem a profissão de professor são homenageadas em nomes de ruas? Converse com os colegas.
2. Em seu município ou em sua região, há logradouros com nomes de professores ou de professoras? Comente.
2. Resposta pessoal. Incentive
1. Resposta pessoal. Espera se que os estudantes reconheçam a importância dos professores e valorizem essa profissão. os estudantes a citarem logradouros que levam nomes de professores e professoras. Se possível, apresente alguns desses nomes.
ajudam a promover o respeito à memória coletiva e à diversidade cultural, garantindo que os espaços públicos valorizem histórias que defendem a justiça, a liberdade e os direitos de todos. Esse debate é uma excelente oportunidade para promover uma conversa com os estudantes sobre quem são os sujeitos homenageados em seu município e quais memórias ainda precisam ser reconhecidas.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
JULIÃO, Letícia; CUSTÓDIO, Jacqueline. Dopinho e os descaminhos da memória de um centro clandestino de detenção em Porto Alegre.
• Além da legislação federal, estados como Paraná e Santa Catarina criaram leis específicas para impedir homenagens a pessoas condenadas por crimes como tortura, abuso de autoridade e violações aos direitos humanos. No Paraná, a Lei Estadual n º 19.841/2019 estabelece que bens públicos estaduais não podem ter o nome de pessoas condenadas por esses crimes. Em Santa Catarina, a Lei Estadual nº 18.010/2020 tem o mesmo objetivo, impedindo que escolas, estátuas, bibliotecas ou ruas homenageiem pessoas ligadas à tortura, à escravidão ou a outros crimes contra a dignidade humana. Essas leis
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Patrimônio e Memória, Assis, v. 21, n. 1, p. 1-21, 2025. Disponível em: https://pem.assis.unesp.br/ index.php/pem/article/view/2823/3184. Acesso em: 4 ago. 2025. Leia nesse artigo informações sobre a disputa pelo reconhecimento, como espaço de memória, de um centro clandestino de detenção instalado em Porto Alegre durante a ditadura militar.
Rua
CEP 91240-500
Professora Zilah Totta
Rua
CEP 88070-700
Professora Antonieta de Barros
Rua
CEP 82900-070
Professora Olga Balster
Placa de rua de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Placa de rua de Florianópolis, em Santa Catarina.
Placa de rua de Curitiba, no Paraná.
• Ana Maria de Jesus Ribeiro, mais conhecida como Anita Garibaldi (1821-1849), é uma figura histórica importante na Região Sul, sobretudo nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A construção de sua memória como heroína parte dos relatos de seu marido, o italiano Giuseppe Garibaldi (1807-1882), publicados em um livro de memórias do século XIX.
• A abordagem sobre Anita Garibaldi tem como objetivo valorizar histórias de vida de pessoas que fazem parte das diversas culturas que compõem a Região Sul. Neste caso, o destaque é dado a uma figura que representa a memória, os saberes e a identidade cultural de sua comunidade. Esse tipo de abordagem favorece o reconhecimento da diversidade de sujeitos históricos e o protagonismo de diferentes pessoas na construção do patrimônio cultural da região.
• Oriente os estudantes a observarem quem é a pessoa retratada, qual sua origem, o que ela faz e como sua atuação contribui para preservar tradições e modos de vida. Incentive a escuta sensível e o respeito às trajetórias pessoais, promovendo uma conversa sobre a importância de se valorizar os saberes populares, os trabalhos tradicionais, a oralidade e o pertencimento comunitário.
ATIVIDADE EXTRA
• Proponha aos estudantes a realização de uma pesquisa sobre personalidades consideradas importantes para a história e a cultura do município ou da região onde vivem. Oriente-os a buscar informações sobre personalidades que representem diferentes grupo sociais, refletindo sobre a presença (ou a ausência) de um ou mais grupos.
GENTE DO SUL
Anita Garibaldi
Anita Garibaldi (1821 1849) nasceu em Laguna, Santa Catarina. Conhecida como “heroína de dois mundos”, participou da Revolução Farroupilha, no Brasil, e da Batalha de Gianicolo, na Itália.
Por causa de sua importância, Anita Garibaldi tornou se nome de municípios, ruas, avenidas, praças, bairros, pontes, escolas, museus e monumentos. Em 2012, seu nome também foi inscrito no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria
• Após a pesquisa, engaje-os na organização de um projeto cultural voltado para a apresentação de seminários que destaquem personalidades que foram silenciadas no processo histórico do município ou da região. Para isso, junto da coordenação pedagógica, agende uma data para a apresentação dos resultados do projeto e convide familiares e a comunidade escolar para participarem como ouvintes. Em seguida, com base nas informações pesquisadas pelos estudantes, oriente-os na elaboração de cartazes ou slides destacando a história e o papel social desempe-
Museu Casa de Anita no município de Laguna, em Santa Catarina, em 2022.
nhado por personalidades afro-brasileiras, indígenas e mulheres, por exemplo, que fazem parte da região. Se possível, adapte a escolha das personalidades conforme a realidade social do município, incluindo grupos marginalizados no processo histórico. No final das apresentações, promova um ambiente de diálogo, incentivando os familiares e a comunidade escolar a dialogarem com os estudantes.
Ponte Anita Garibaldi no município de Laguna, em Santa Catarina, em 2024.
Retrato de Anita Garibaldi, de Gaetano Gallino. Óleo sobre tela, 81 cm × 57 cm. 1845.
MUSEU
Confira nas orientações ao professor sugestões de uso destas atividades como instrumento de avaliação.
ATIVIDADES
Escreva as respostas no caderno.
1. a) Resposta: O texto A refere‑se a Curitiba, capital
do Paraná, e o texto B refere se a Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul.
1. Leia os textos a seguir e responda às questões no caderno.
A. Hoje, os nomes de mulheres estão presentes em cerca de 14% dos logradouros públicos do Município de Curitiba. Ou seja, [...] elas emprestam o nome a 1.407 dos 9.998 logradouros da capital (a maior parte do total são ruas, com 8.688 ocorrências). [...]
FOGGIATO, Fernanda. Dia da Mulher: menos de 15% das ruas de Curitiba têm nomes femininos. Câmara de Curitiba, 7 mar. 2025. Disponível em: https://www.curitiba.pr.leg.br/informacao/noticias/ dia da mulher menos de 15 das ruas de curitiba tem nomes femininos. Acesso em: 9 jul. 2025.
B. [...] O livro Logradouros públicos em Porto Alegre: presença feminina na denominação, lançado em 2007 pela Câmara Municipal, registra a existência de 9.453 logradouros. Desses, 379 são em homenagem a personalidades femininas. [...]
GOMES, Isabel Linck. Para relembrar aquelas que tiveram a sorte de serem lembradas. Sextante, Porto Alegre, n. 58, maio 2022. Disponível em: https://www.ufrgs.br/sextante/ para relembrar aquelas que tiveram‑a‑sorte de serem lembradas/. Acesso em: 9 jul. 2025.
a ) Os textos A e B referem se às capitais de quais estados?
b ) Os dois textos apresentam informações semelhantes a respeito de qual tema? Como você chegou a essa conclusão?
1. b) e c) Confira as respostas nas orientações ao professor
c ) No município onde você mora, há logradouros públicos com nomes de mulheres? Com a ajuda do professor, faça o mapeamento dos logradouros do bairro onde você mora. Para isso, siga as instruções.
• Pesquise em um mapa impresso do município ou em programas de imagens tiradas de satélite os logradouros do bairro em que mora.
• Em uma folha de papel sulfite, faça a ilustração do mapa, indicando o nome dos logradouros.
• Identifique quais deles têm nome de mulheres.
• Depois, compartilhe o mapa com os colegas.
2. Em grupos, definam cinco mulheres com destaque histórico na região que poderiam receber uma homenagem com seus nomes em ruas de seu município. Em seguida, usando cartolinas, produzam uma exposição de placas com os nomes delas na escola.
2. Resposta pessoal. Oriente os estudantes a produzirem as placas seguindo o modelo do seu município, usando as cartolinas. Na exposição, eles podem inserir pequenos textos explicando a importância das mulheres selecionadas.
em versão impressa como digital. Em seguida, organize uma roda de conversa para que expressem os dados levantados na pesquisa e na elaboração do mapa.
• Na atividade 2, proponha aos estudantes que escolham uma pessoa, grupo ou acontecimento importante de sua comunidade que ainda não tenha sido homenageado publicamente, e representem essa proposta por meio de uma placa ilustrada, combinando texto e imagem. Essa atividade articula-se com o componente curricular de Arte, ao trabalhar a expressão visual, o planejamento gráfico e a escolha
de elementos simbólicos. Incentive o uso de materiais variados e promova uma exposição dos trabalhos na escola. Para estudantes com necessidades educacionais específicas, a criação da placa pode ser feita com relevo, recortes ou descrição oral com apoio do professor.
Respostas
1. b) Os dois textos apresentam informações a respeito da pequena quantidade de logradouros com nome de mulheres. Espera-se que os estudantes interpretem os textos para responderem à atividade.
Objetivos
• Identificar e compreender os significados dos marcos históricos e registros de memória presentes no município ou na comunidade.
• Refletir sobre os critérios de escolha do nome de ruas, praças e edifícios e sua relação com a história e a identidade local.
• Incentivar a criatividade e a expressão artística ao representar novas possibilidades de homenagens públicas.
• Favorecer a consolidação de conhecimentos, a recuperação e a progressão das aprendizagens.
Encaminhamentos
• Na atividade 1, para garantir o aprendizado, incentive os estudantes a pensarem criticamente sobre quem está representado no nome de ruas, monumentos e praças do lugar onde vivem. Questione: Há diversidade? Existem homenagens a mulheres, indígenas, negros, trabalhadores, figuras locais? A atividade pode ser realizada com o apoio de mapas, placas, entrevistas ou visitas no entorno da escola. Esse levantamento permite avaliar a percepção que os estudantes têm da história contada nos espaços públicos. Para a produção cartográfica, oriente-os a identificar o nome dos logradouros em mapas do município, tanto
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1. c) Resposta pessoal. Oriente os estudantes a reproduzirem o mapa, indicando as informações da pesquisa. Para complementar a produção do mapa, eles podem pesquisar as informações em sites oficiais do município ou perguntar para familiares, por exemplo.
• A seção Sou cidadão , apresentada nas páginas 94 e 95, aos estudantes desenvolverem aspectos da cidadania, refletindo sobre a importância do acesso das pessoas aos bens culturais.
OBJETIVOS
• Refletir sobre o acesso aos bens e espaços culturais do município e da região.
• Identificar que o acesso à cultura é um direito de todos.
• Promover a prática da escrita.
• Reivindicar, junto às autoridades, a ampliação da oferta de atividades culturais no município.
BNCC
• Ao propor, a partir de uma situação-problema, a reflexão sobre o direito de participar da vida cultural de sua comunidade, os estudantes são incentivados a agirem com autonomia, responsabilidade e solidariedade, aspectos que favorecem o desenvolvimento da Competência geral 10
• Esta seção também favorece o desenvolvimento dos temas contemporâneos transversais Educação em direitos humanos e Direitos da criança e do adolescente
• A proposta de elaboração de uma carta à Prefeitura, presente na atividade 4 da página 95 , permite uma articulação com o componente curricular de Língua Portuguesa, especialmente no trabalho com os gêneros textuais da esfera da vida pública e cidadã. Essa atividade favorece a aprendizagem da estrutura da carta formal, além de desenvolver a argumentação, a organização das ideias e o uso social da linguagem adequada ao contexto de interlocução com autoridades.
• Oriente os estudantes quanto à estrutura básica da
SOU CIDADÃO
Todos temos direito à cultura
Leia a história em quadrinhos a seguir.
Joca, sabia que vai começar a Feira Cultural?
Uma pena que esse evento não é da Prefeitura...
Ouvi dizer, mas não tenho dinheiro para o ingresso...
Não sabia que tinha de pagar para entrar!
Pois é, e minha mãe disse que o ingresso é caro.
Não vou fazer nada sozinha!
Vamos conversar com a professora Tati e pedir a ajuda dela para escrever uma carta e enviar para a Prefeitura.
Mas bem que poderia ser! Tive uma ideia!
O que você pensa em fazer, Mari? Pois é...
Opa! Vamos, sim!
carta formal, abordando os seguintes elementos: local e data; saudação inicial (vocativo); apresentação do assunto e justificativas; propostas ou reivindicações relacionadas ao acesso à cultura; despedida e assinatura (individual ou em grupo).
• Incentive-os a refletir sobre espaços culturais do município onde vivem, como bibliotecas, centros culturais, museus, teatros ou ambientes onde são celebradas festas populares. Caso não tenham acesso a esses espaços, a carta pode ser um instrumento para expressar esse direito e reivindicar ações que ampliem a oferta de espaços culturais.
• A escrita pode ser coletiva ou em duplas, com
apoio de rascunhos e revisão conjunta. Após a finalização das cartas, é possível realizar uma leitura compartilhada em voz alta, promovendo o reconhecimento das ideias dos colegas e fortalecendo a prática da escuta.
• Para estudantes com necessidades educacionais específicas, ofereça modelos de estrutura textual ou uso de frases de apoio; utilize recursos visuais ou tecnológicos para apoiar a escrita (como ditado por voz ou imagens); ou permita que a carta seja produzida em formatos alternativos, como gravação de áudio ou desenho com legenda.
Responda às atividades a seguir no caderno.
1. Na história em quadrinhos, sobre qual evento do município Mari e Joca estão conversando?
1. Resposta: Mari e Joca estão conversando sobre a Feira Cultural.
2. Qual é o problema que os personagens identificaram sobre esse evento?
2. Resposta: Os personagens identificaram que o ingresso para entrar no evento custa caro.
3. Qual foi a ideia de Mari para tentar resolver o problema?
3. Resposta: Mari teve a ideia de
pedir ajuda à professora Tati para escrever uma carta e enviar para a Prefeitura.
4. Vamos seguir o exemplo de Mari e escrever uma carta para a Prefeitura do nosso município. Para isso, sigam estas etapas.
4. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor
a ) Com a ajuda do professor, dividam a turma em dois grupos.
b ) Um dos grupos deve pesquisar o Artigo 215 da Constituição de 1988. O outro grupo vai pesquisar o Artigo 59 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
c ) Na sala de aula, apresentem os resultados das pesquisas aos colegas e, juntos, analisem o conteúdo dos artigos. Essa análise é importante, pois servirá de base na elaboração dos argumentos na carta para a Prefeitura.
d ) Agora, vocês vão escrever a carta coletivamente e reivindicar seus direitos de acesso aos espaços culturais do município. A carta deve citar os artigos das leis pesquisadas e conter sugestões para promover e incentivar que eventos culturais sejam realizados pelo governo municipal.
e ) Por fim, com o professor, escolham como a carta será enviada: se pelo site da Prefeitura, pelo correio ou se a entregarão pessoalmente.
Ilustração que representa Mari segurando a Constituição de 1988 e Joca segurando o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
• Oriente a leitura coletiva ou em duplas, destacando palavras-chave como “direitos culturais”, “acesso”, “valorização”, “infância” e “juventude”.
• Explique que o Artigo 215 da Constituição Federal afirma que todos os cidadãos têm direito ao acesso e à valorização das manifestações culturais, o que inclui festas populares, artesanato, culinária típica, danças, músicas, modos de viver e se expressar. Esse direito é ainda mais enfatizado no caso de crianças e adolescentes, conforme o Artigo 59 do ECA, que prevê o estímulo
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à criação de espaços e programações culturais, esportivas e de lazer voltadas ao público jovem, com apoio dos municípios, estados e da União.
• Essa reflexão fortalece o desenvolvimento da cidadania desde os primeiros anos escolares, mostrando aos estudantes que a cultura não é privilégio, mas direito, e que eles podem – e devem – participar da vida cultural da comunidade, assim como reivindicar melhorias nesse campo quando necessário.
• Apresente aos estudantes os trechos a seguir.
[...]
Art. 215. O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.
[...]
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. 5 out. 1988. Disponível em: https:// www.planalto.gov.br/ccivil_03/ constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 16 abr. 2025.
[...]
Art. 59. Os municípios, com apoio dos estados e da União, estimularão e facilitarão a destinação de recursos e espaços para programações culturais, esportivas e de lazer voltadas para a infância e a juventude.
[...]
BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente. 13 jul. 1990. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/leis/l8069.htm. Acesso em: 16 abr. 2025.
• Os dois documentos apresentados nesta seção são fundamentais para o entendimento do direito à cultura como um direito garantido por lei no Brasil. A leitura dos trechos selecionados da Constituição Federal de 1988 (Art. 215) e do Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA (Art. 59) contribui para que os estudantes reconheçam que a participação de atividades culturais, o acesso aos bens culturais e a valorização das manifestações culturais locais e nacionais são compromissos assumidos pelo Estado brasileiro.
AVALIAÇÃO SOMATIVA
Objetivos
• Verificar a compreensão dos estudantes sobre a formação e diversidade cultural da Região Sul.
• Avaliar a capacidade de identificar e valorizar patrimônios culturais nos contextos local e regional.
• Analisar se os estudantes reconhecem os marcos históricos e registros de memória em seus territórios.
• Favorecer a consolidação de conhecimentos, a recuperação e a progressão das aprendizagens.
Encaminhamentos
• A atividade 1 propõe um exercício de revisão e sistematização dos conhecimentos trabalhados ao longo do tema sobre os diferentes grupos populacionais que compõem a diversidade da Região Sul. As questões incentivam a retomada de conteúdos essenciais, como a localização geográfica dos grupos, o modo de vida deles, sua origem e os direitos relacionados à terra e à cultura. Oriente a leitura coletiva das perguntas e incentive os estudantes a buscarem respostas com base nas discussões realizadas em sala de aula e nos registros feitos ao longo das aulas. Essa atividade favorece o desenvolvimento da capacidade de síntese e de expressão escrita, além de permitir a verificação de possíveis dúvidas ou lacunas de compreensão.
• Na atividade 2, para garantir a apropriação dos conhecimentos, proponha a leitura coletiva das alternativas e incentive os estudantes a discutirem o que compreendem por patrimônio cultural e quem deve ser contemplado em seu reconhecimento. A atividade visa reforçar o conceito de diversidade cultural e incentivar o pensamento crítico sobre a representatividade das diferentes culturas nos registros patrimoniais.
Confira nas orientações ao professor sugestões de uso destas atividades como instrumento de avaliação.
ATIVIDADES
Escreva as respostas no caderno.
1. Sobre os diversos grupos populacionais que vivem na Região Sul, responda às questões no caderno.
a ) Em qual estado vive a maior parte das comunidades quilombolas da Região Sul?
1. a) Resposta: No estado do Rio Grande do Sul.
b ) Qual é a importância do reconhecimento oficial dos territórios indígenas?
1. b) Resposta: É importante por causa da preservação dos recursos naturais e pela manutenção dos hábitos culturais da etnia em questão.
c ) Como funciona o sistema produtivo dos faxinalenses?
1. c) Resposta: Eles trabalham em cooperação, com atividades
d ) Qual é a origem dos pomeranos?
1. d) Resposta: Os pomeranos têm origem na Pomerânia, no norte da Alemanha e da Polônia. produtivas sustentáveis.
2. Sobre os patrimônios sulistas, leia as frases a seguir e copie no caderno apenas a que for verdadeira.
2. Resposta: Alternativa b.
a ) O reconhecimento patrimonial deve atender apenas a uma parte da população.
b ) Os patrimônios devem contemplar a variedade de povos e culturas de uma região.
c ) É importante que apenas uma cultura seja reconhecida como patrimônio de um município.
d ) O Sul tem pouca riqueza cultural, com apenas patrimônios de origem material.
3. Observe o croqui de um marco histórico de Curitiba. Vamos elaborar um croqui sobre um marco histórico do seu município? Com a ajuda do professor, façam uma votação e escolham o marco histórico. Depois, façam uma pesquisa sobre esse bem cultural, observando inclusive fotografias dele. Por fim, em folhas de papel sulfite, elaborem um croqui desse patrimônio.
Ilustração do Paço da Liberdade, patrimônio material do município de Curitiba, no Paraná.
3. Resposta pessoal. Espera se que os estudantes analisem as características arquitetônicas do bem cultural escolhido. Se julgar pertinente, faça uma exposição dos croquis da turma.
• A atividade 3 incentiva o olhar atento para a paisagem urbana e desenvolve habilidades de observação, expressão visual e valorização do patrimônio local. Inicie com uma votação coletiva para a escolha do bem cultural a ser representado — pode ser uma praça, uma estátua, um prédio histórico, uma ponte, uma igreja ou outro ponto significativo. Oriente uma breve pesquisa sobre o marco escolhido, utilizando imagens, textos informativos ou relatos da comunidade. Em seguida, os estudantes devem elaborar o croqui com base em fotografias ou observação direta (caso o local seja próximo à escola). Durante a atividade, incentive a atenção aos detalhes
arquitetônicos e à identificação de elementos característicos. Ao final, proponha uma exposição na sala de aula ou na escola com os desenhos e as informações coletadas pelos estudantes. Essa partilha amplia o reconhecimento da cultura local e valoriza a produção coletiva. Para estudantes com necessidades educacionais específicas, proponha a confecção de maquetes com materiais táteis ou a descrição oral do marco escolhido.
5 CIDADE E CAMPO NA REGIÃO SUL
Paisagem de parte do município de Criciúma, em Santa Catarina, em 2025.
Confira nas orientações ao professor sugestões de uso destas atividades como instrumento de avaliação.
Descreva com os colegas os elementos do espaço rural na paisagem apresentada na fotografia.
Citem também elementos urbanos do município mostrado nessa paisagem.
1. Resposta: Espera-se que os estudantes indiquem área de plantação ou pastagem, uma moradia e pequena área de mata.
Quais elementos do espaço urbano ou rural dessa paisagem são semelhantes aos do município onde você vive? E quais são diferentes?
Vocês já observaram como o trabalho e os produtos do campo estão presentes nas cidades? E como o trabalho e os produtos da cidade estão presentes no campo? Converse com os colegas e deem exemplos do município onde vocês vivem.
3 e 4. Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor
2. Resposta: Espera-se que os estudantes indiquem construções próximas umas das outras, edifícios próximos uns dos outros.
OBJETIVOS DA UNIDADE
• Analisar a formação do município considerando aspectos históricos, culturais e a contribuição de diferentes grupos.
• Reconhecer os espaços públicos do município e as suas funções.
• Analisar o crescimento das cidades da Região Sul e suas causas e consequências, reconhecendo a desigualdade social como um problema desses espaços urbanos.
• Compreender a interdependência e as relações de hierarquia entre as cidades na Região Sul.
• Reconhecer aspectos relacionados à organização do espaço rural da Região Sul, com ênfase nos diferentes tipos de propriedades e produção.
• Identificar semelhanças e diferenças no espaço rural da Região Sul.
• Compreender a interdependência entre a cidade e o campo e reconhecer a importância das redes de transporte.
AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA
Objetivos
• Reconhecer espaços urbanos e rurais, seus elementos e suas características.
• Comparar características dos espaços mostrados com o lugar onde vive, identificando semelhanças e diferenças.
• Identificar produtos e tipos de trabalho associados aos espaços rural e urbano no dia a dia.
Encaminhamentos
• Recorrendo à paisagem mostrada na fotografia, inicialmente é esperado que os estudantes utilizem os conhecimentos prévios para identificar, nas atividades 1 e 2, elementos rurais e urbanos.
• Na atividade 3, apresente uma fotografia aérea do município onde vivem, pesquisada previamente na internet, para complementar a proposta, realizando uma análise dessa paisagem em comparação à imagem do livro.
• Na atividade 4, recorra à estratégia de
metodologia ativa vire e fale para explorar com os estudantes exemplos de formas de trabalho e produtos associados ao campo e à cidade. Nessa dinâmica, aproveite para explorar de forma inicial a interdependência entre esses espaços.
ATIVIDADE EXTRA
• Proponha uma atividade prática com os estudantes na sala de aula, no pátio ou na quadra. Marque com giz, barbante ou fita adesiva dois quadros grandes: um indicando RURAL e o outro, URBANO. Faça perguntas sobre os elementos desses
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espaços, levando em conta o contexto do lugar onde vivem, cuja resposta seja RURAL ou URBANO. Os estudantes devem responder entrando em um dos quadros. Essa dinâmica pode ajudar a obter informações sobre o conhecimento prévio deles e permite que se desloquem no espaço por meio de raciocínios automáticos, contribuindo com o aprimoramento da propriocepção. Caso haja estudantes com deficiência física, incentive a atividade de maneira colaborativa, promovendo o apoio entre os colegas de forma solidária e respeitosa, garantindo a participação plena e significativa de todos.
• No Tema 1: Os municípios têm história, apresentado nas páginas 98 a 105, ao identificarem grupos populacionais, eventos e migrações que marcam a formação dos municípios, compararem pontos de vista sobre esses eventos, mapearem e identificarem as funções dos espaços públicos do município, os estudantes desenvolvem as habilidades EF03HI01, EF03HI03 e EF03HI09
• O estudo e as atividades deste tema, à medida em que os estudantes utilizam diferentes linguagens para partilharem informações, fazem comparações de pontos de vista e propõem um projeto de espaço público que promova a consciência socioambiental e respeite princípios inclusivos e sustentáveis, contribuem para o desenvolvimento de aspectos das Competências gerais 4, 7 e 10
• Além disso, esse estudo favorece o desenvolvimento dos temas contemporâneos transversais Educação em direitos humanos e Educação ambiental
• Retome com os estudantes conteúdos sobre a fundação das primeiras vilas e cidades no atual território brasileiro pelos portugueses. Verifique se eles se recordam de que a colonização portuguesa teve início no século XVI, no litoral das atuais regiões Nordeste e Sudeste, e que tinha como objetivos principais marcar a posse das terras para a Coroa portuguesa, assim como a geração de riquezas por meio da produção açucareira. A recuperação desse conteúdo é importante para que eles relacionem os acontecimentos da Região Sul, que vamos estudar neste tema, com os acontecimentos históricos gerais.
• Comente com os estudantes que muito tempo
1 OS MUNICÍPIOS TÊM HISTÓRIA
Os indígenas foram os primeiros a formar núcleos populacionais nos territórios que hoje correspondem aos estados da Região Sul. Com a chegada de outros grupos populacionais, entre eles espanhóis e portugueses, formaram-se as primeiras vilas e cidades.
PRIMEIRAS VILAS E CIDADES DA REGIÃO SUL
O atual território do Paraná passou a ser colonizado pelos portugueses após os bandeirantes paulistas encontrarem ouro no litoral. Em 1648, foi fundada a Vila de Nossa Senhora do Rosário de Paranaguá, atual município de Paranaguá. A região litorânea era ponto estratégico para o escoamento de produtos para a Europa.
antes da descoberta de ouro na Baía de Paranaguá, esse território já era habitado por indígenas Guarani (denominados Carijó pelos europeus). A descoberta de ouro atraiu pessoas de Portugal e de outras localidades do Brasil, como do litoral paulista e do Rio de Janeiro. Esse intenso fluxo migratório gerou conflitos entre os invasores e os indígenas, que lutavam para defender suas terras.
• Entre os primeiros povoados fundados pelos portugueses no atual território do Paraná estão Paranaguá, Curitiba, Guaratuba, Antonina e Morretes. Posteriormente, esses territórios se tornaram vilas e cidades.
Escoamento: nesse caso, refere-se ao processo de envio de ouro de Paranaguá por meio de navios para Portugal.
Mapa histórico da Baía de Paranaguá, de Pedro de Souza Pereira, feito em 1653.
Esse mapa histórico mostra a localização das minas de ouro encontradas no litoral do atual estado do Paraná. Nele também foram representadas a Vila de Paranaguá (1) e algumas construções dos chamados “campos de Curitiba” (2).
• Explore com os estudantes o registro histórico apresentado nesta página. Comente que o objetivo desse mapa era, principalmente, indicar à Coroa portuguesa a localização das minas de ouro na Baía de Paranaguá. Sobre a vila de Paranaguá, no litoral, e os “campos de Curitiba”, no planalto, chame a atenção para a cruz, indicando a presença da religião católica nos primórdios da colonização portuguesa no Paraná.
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Em 1693, um núcleo urbano formado a partir da atividade dos bandeirantes foi reconhecido como Vila Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, atual Curitiba. O nome da cidade deriva do termo guarani kur yt yba, que significa “muito pinheiro”.
De acordo com uma lenda, um cacique chamado Tindiquera teria indicado aos colonizadores portugueses onde a vila deveria ser fundada. Nesse local, hoje situase a Praça Tiradentes, no centro da cidade.
Cacique Tindiquera, de Elvo Benito Damo. Escultura em bronze. 2018. Essa escultura fica na Praça Tiradentes, no município de Curitiba, no Paraná. Fotografia de 2018.
Ao longo dos anos, o território paranaense também se desenvolveu por causa dos caminhos dos tropeiros, que passavam pelo Paraná para transportar mercadorias entre Rio Grande do Sul e São Paulo. Nos locais onde costumavam fazer paradas, foram fundados alguns municípios, entre eles Lapa, em 1769, e Castro, em 1778.
Nos séculos 19 e 20, diversos outros municípios foram fundados no Paraná, impulsionados por diferentes atividades econômicas, como produção de erva-mate e criação de gado.
Conheça, a seguir, a lenda de fundação de um município paranaense.
Reza a lenda que um grupo de colonos, ao acampar às margens de um rio, deparou-se com um grande ninho de cobras cascavéis. O encontro, inusitado e perigoso, foi tão impactante que o local passou a ser conhecido por todos como “Cascavel”, uma referência direta às serpentes que ali habitavam. Essa história, passada de geração em geração, tornou-se a explicação mais popular e aceita para o nome do município. [...]
HISTÓRIA. Trilha dos Tropeiros à Capital do Oeste Paranaense. Prefeitura Municipal de Cascavel. Disponível em: https://cascavel.atende.net/cidadao/pagina/a-cidade. Acesso em: 22 ago. 2025.
1. Essa lenda é sobre o nome de qual município paranaense?
1. Resposta: Cascavel.
2. Você conhece algum conto ou lenda sobre o seu município? Converse com os colegas.
2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes
conversem sobre contos do município onde vivem. Se não for possível, incentiveos a comentar um conto ou lenda do estado ou da região.
• A respeito da importância das lendas, dos mitos e dos contos, comente com os estudantes que são narrativas construídas e transmitidas ao longo do tempo, em geral, por meio da oralidade. Muitas das pessoas que as transmitem e as preservam as consideram válidas, mesmo não sendo comprovadas pela historiografia. Explique que essas narrativas são relevantes para a identidade individual e coletiva das pessoas da comunidade, por isso, é muito importante respeitá-las. Em relação à lenda fundadora do município de Curitiba, comente que, enquanto alguns pesquisadores consideram um “erro histórico” ao afirmar a existência do cacique Tindiquera, a tradição popular mantém viva a narrativa, sendo o cacique homenageado em esculturas instaladas em lugares históricos considerados pontos turísticos do município, a exemplo da estátua na Praça Tiradentes.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
RAMOS, Érica Souza. Turismo como Prática Pedagógica no Ensino de História Local nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental: um estudo de caso em uma escola do Rio Grande/RS. 2019. Dissertação (Mestrado Profissional em História) – Programa de Pós-Graduação em História, Universidade Federal do Rio Grande, Rio Grande. Disponível em: https://sistemas.furg.br/sistemas/ sab/arquivos/bdtd/e9545269f249fb 772b3a1ed802cc71ef.pdf. Acesso em: 29 jul. 2025.
Para fundamentar a discussão sobre a aprendizagem em História nos espaços não formais, nesse caso por meio da exploração de pontos turísticos, leia essa dissertação.
ATIVIDADE EXTRA
• Proponha uma atividade de visita guiada a pontos turísticos do município onde
vivem os estudantes. Faça um levantamento prévio de lugares de memória que são considerados pontos turísticos do município. Selecione um ou mais desses lugares identificando o horário de funcionamento e as regras de visitação.
• Com as devidas autorizações da escola e dos pais ou responsáveis, faça a visita com os estudantes. Durante a visita, oriente-os a respeitar as regras da visitação, a observar os elementos que constituem o ponto turístico, tirar fotografias se for permitido e a prestar atenção às informações do guia. Lembre-os de utili-
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zar vestimentas confortáveis e boné e de passar protetor solar e repelente.
• Em sala de aula, oriente os estudantes a compartilharem as informações da atividade por meio de apresentação oral, relato escrito da experiência, desenhos ou exposição virtual, conforme for mais adequado à realidade da turma, incentivando, assim, o desenvolvimento de aspectos das Competências gerais 4 e 5. Durante as apresentações, incentive-os a refletir sobre a relação entre os lugares de memória e os eventos históricos do município.
• Ressalte aos estudantes que a fundação de municípios no estado de Santa Catarina pelos portugueses gerou conflitos com os indígenas que já habitavam o território muito tempo antes, entre eles os Guarani, principalmente no litoral, e os Kaingang e Laklanõ-Xokleng, no interior. Essa percepção é importante para que os estudantes problematizem narrativas históricas “oficiais”, visto que muitas delas ainda tratam as invasões europeias dos séculos XV e XVI como “descobrimento” do Brasil. O objetivo não é reduzir a importância histórica dos primeiros colonizadores europeus na formação das primeiras vilas e cidades, mas promover a pluralização dos pontos de vista da história, possibilitando que sujeitos históricos, como os indígenas, construam a própria narrativa e não sejam silenciados no processo de construção da memória coletiva e individual, bem como na escrita da história da Região Sul.
• Converse com os estudantes sobre a importância da personalidade e da obra de Cruz e Sousa (18611898) para a compreensão do contexto escravista em Santa Catarina. O poeta, que era um homem negro, enfrentou, por meio de seus escritos, o preconceito da sociedade escravocrata catarinense, publicando em vida duas obras, Broquéis (1893) e Missal (1893). A maior parte de suas poesias e seus poemas em prosa foi publicada postumamente, entre eles Evocações (1898), Faróis (1900), Últimos Sonetos (1905) e O livro derradeiro (1961).
REFERÊNCIAS
COMPLEMENTARES
SOUSA, Cruz e. Últimos sonetos. 4. ed. Florianópolis: Editora da UFSC, 2011. (Coleção Repertório).
No atual estado de Santa Catarina, a ocupação portuguesa se desenvolveu principalmente para a defesa estratégica do território. Em 1660, foi fundada a Vila de Nossa Senhora da Graça do Rio São Francisco, atual São Francisco do Sul.
Em 1673, ocorreu a fundação de Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis, capital do estado.
GENTE DO SUL
Cruz e Sousa
O poeta Cruz e Sousa (1861-1898) nasceu em Desterro, Santa Catarina. Ao longo de sua trajetória, seus poemas ricos em musicalidade se destacaram. Publicou várias obras e escreveu em jornais e revistas, sendo um dos poetas mais conhecidos do movimento simbolista
Movimento simbolista: conjunto de produções artísticas marcado pelo uso de símbolos para expressar sentimentos e valores.
19.
ATIVIDADE EXTRA
• Proponha uma atividade integrada entre o tema contemporâneo transversal Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras e o componente curricular de Língua Portuguesa, propondo aos estudantes a leitura de 20 poemas (triolés) de Cruz e Sousa, estruturados com base
Leia nessa coletânea cerca de 90 sonetos de Cruz e Sousa, os quais evidenciam o sofrimento do escritor, que, apesar de sua obra brilhante, não era reconhecido pela sociedade na qual estava inserido.
em repetições sonoras, trava-línguas e jogos rítmicos. Para isso, utilize o livro indicado a seguir. DEBUS, Eliane (org.). Triolé, triolé: poemas de Cruz e Sousa vamos ler. Ilustrações de Anelise Zimmermann. 2. ed. Florianópolis: Cruz e Sousa, 2021.
• Para finalizar, em parceria com o professor de Língua Portuguesa, oriente os estudantes na produção de triolés, assim como na divulgação para a comunidade escolar em um evento cultural, como um sarau de recitação. Essa atividade favorece o desenvolvimento de aspectos da Competência geral 3
Cruz e Sousa em gravura do século
Vista parcial da cidade de Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis), de Victor Meirelles de Lima. Aquarela sobre papel, 35,5 cm × 61,7 cm. 1846.
No atual território do estado do Rio Grande do Sul, os núcleos urbanos se iniciaram com a formação das missões jesuíticas, como São Miguel das Missões, São Borja e Santo Ângelo.
Em 1737, foi fundada a cidade de Rio Grande, com o objetivo de conter o avanço espanhol na região. Já a cidade de Porto Alegre, hoje capital do estado, surgiu a partir de um povoado de açorianos conhecido como Freguesia de São Francisco do Porto dos Casais, em 1772.
Porto Alegre vista do alto da Misericórdia em direção ao sul, de Herrmann Wendroth. Aquarela sobre papel, cerca de 1852.
Observe a seguir alguns eventos históricos que marcaram a formação de Porto Alegre.
História de Porto Alegre
1752: Estabelecimento da colônia de açorianos.
1772: Criação da Freguesia de São Francisco do Porto dos Casais.
1773: Torna-se capital da Província, com o nome Madre de Deus de Porto Alegre.
1822: É elevada por Dom Pedro I à categoria de cidade.
próxima e a valorizar o uso da memória familiar e da oralidade como fontes de conhecimento, uma vez que eles podem recuperar conhecimentos apropriados fora da sala de aula e compartilhá-los com os colegas.
• Na abordagem sobre o município de Porto Alegre, destaque o papel dos açorianos na formação do povoado e, posteriormente, da capital do estado do Rio Grande do Sul. Explore com os estudantes a aquarela apresentada nesta página para desenvolver a análise de uma fonte histórica visual: incentive os estudantes a descreverem o que veem e a compararem a imagem com fotografias atuais do município, identificando ele-
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mentos que permaneceram ou mudaram. Esse exercício incentiva a leitura crítica de fontes iconográficas e pode ser adaptado com o uso de lupa ou imagens ampliadas. Para estudantes com necessidades educacionais específicas, ofereça descrições verbais detalhadas da imagem.
• Antes de iniciar o estudo das primeiras vilas e cidades fundadas por europeus no atual território do estado do Rio Grande do Sul, se considerar necessário, retome com os estudantes conteúdos que tratam das missões jesuíticas. Nessa retomada, é importante que os estudantes percebam as relações entre os acontecimentos históricos gerais e os da Região Sul, situando a colonização dessa região no contexto de disputas entre portugueses e espanhóis pelas terras indígenas.
• O conteúdo desta página permite explorar a formação dos núcleos urbanos no atual território do Rio Grande do Sul, com ênfase nos marcos históricos que contribuíram para o surgimento dos municípios e para a configuração territorial e cultural da região. Por meio da leitura da linha do tempo e da fonte histórica, promova o desenvolvimento da consciência histórica, incentivando os estudantes a compreenderem os processos de permanência e mudança ao longo do tempo.
• Para contextualizar o tema, inicie uma roda de conversa perguntando: “Vocês sabem como foi fundado o município onde vivem?” ou “Quem foram os primeiros habitantes do lugar?”. Esse diálogo inicial ajuda a verificar o conhecimento prévio dos estudantes sobre a fundação do município, a aproximar o conteúdo da realidade
AVALIAÇÃO
Objetivos
• Compreender a história local com base em diferentes fontes, identificando marcos e sujeitos históricos no município.
• Desenvolver a autonomia investigativa e o pensamento crítico, articulando conhecimentos da história, da oralidade, da cultura e do território.
• Incentivar o uso de múltiplas linguagens (verbal, visual, oral e digital) na expressão e partilha de conhecimentos e vivências históricas.
• Valorizar o patrimônio cultural e os grupos sociais que contribuíram para a formação dos municípios da Região Sul.
• Favorecer a consolidação de conhecimentos, a recuperação e a progressão das aprendizagens.
Encaminhamentos
• Na atividade 1, incentive os estudantes a realizarem a pesquisa com o apoio de familiares, estabelecendo vínculos entre história local e memória familiar. Oriente-os a pesquisar as informações em sites oficiais, como os da Prefeitura e da Câmara Municipal, além de portais confiáveis de movimentos sociais e culturais locais. Reforce os cuidados com a navegação segura na internet, a necessidade de supervisão de um adulto e a consulta e o cruzamento das fontes. A elaboração da linha do tempo permite o uso articulado de linguagens verbal, visual e digital. Durante a roda de conversa, oriente os estudantes a compararem os eventos identificados, questionando: “Quais semelhanças e diferenças vocês perceberam nas histórias pesquisadas?” ou “Havia mais de uma versão para um mesmo acontecimento?”. Incentive o desenvolvimento da consciência histórica e do
ATIVIDADES
Escreva as respostas no caderno.
1. Com a ajuda de um adulto da sua família, pesquise informações sobre a história do município onde você vive, como a data de fundação e outros eventos que marcam a formação do município. Siga as orientações.
1. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor
a ) Faça a pesquisa em livros ou em sites oficiais, como o da Prefeitura ou Câmara Municipal, além de sites confiáveis de movimentos sociais do município.
b ) Com as informações pesquisadas, faça no caderno uma linha do tempo com os principais acontecimentos que você pesquisou.
c ) Depois, na sala de aula, apresente aos colegas a sua linha do tempo.
d ) Para finalizar, façam uma roda de conversa e comparem os eventos pesquisados, buscando identificar os pontos de vista sobre a história do município apresentados nas diferentes fontes de pesquisa.
2. Observe a fotografia a seguir e responda às questões no caderno.
a ) Que grupo é homenageado nesse monumento?
Monumento ao Tropeiro, de Poty Lazarotto e Franco Giglio. Mural em mosaico. 1966. Esse monumento é ponto turístico e patrimônio cultural do município de Lapa, no Paraná. Fotografia de 2022.
2. a) Resposta: Os tropeiros.
b ) Qual é o papel desse grupo na formação de vilas e cidades sulistas?
2. b) Resposta: Nos locais que os tropeiros costumavam fazer paradas, surgiram algumas vilas e cidades, como Lapa e Castro.
c ) Em seu município, existem monumentos ou pontos turísticos relacionados aos grupos sociais e eventos que marcam a história do município? Escolha um deles e escreva um parágrafo sobre o tema.
2. c) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes analisem um dos pontos turísticos que eles conhecem em seu município.
pluralismo de ideias, destacando como a memória, a oralidade e os diferentes pontos de vista influenciam a forma como conhecemos o passado.
• Na atividade 2, proponha a análise crítica da fotografia do Monumento ao Tropeiro. Ao responder às questões, os estudantes exercitam a capacidade de identificar sujeitos históricos e de valorizar grupos formadores da cultura local e regional. No item c, os estudantes podem pesquisar ou descrever um monumento ou ponto turístico do município, favorecendo a construção de vínculos com o território e com a história pública e a memória social local.
ESPAÇOS PÚBLICOS DO MUNICÍPIO
Os municípios sulistas possuem diversos espaços públicos, ou seja, locais administrados pelo poder público que podem ser frequentados por toda a população. Esses locais podem prestar serviços importantes ou também representar um lugar de lazer e convivência. Hospitais e postos de saúde, escolas, Prefeitura e Câmara de Vereadores são exemplos de espaços públicos muito importantes, pois oferecem serviços essenciais aos cidadãos.
Hospital público no município de Tubarão, em Santa Catarina, em 2025.
1. Cite alguns espaços públicos do seu município que você já frequentou. Qual é a importância desses locais?
1. Repostas pessoais. Espera-se que os estudantes conversem sobre exemplos de espaços públicos do município deles, comentando suas funções e importância.
GENTE DO SUL
Maria Nicolas
Maria Nicolas (1899-1988) foi uma professora e escritora curitibana. Em 1949, ela se formou em Pedagogia pela Universidade Federal do Paraná, em Curitiba. Além de atuar nas escolas, escreveu peças de teatro, textos em jornais e revistas e atuou como bibliotecária na Assembleia Legislativa do Paraná. Pelo seu papel de destaque, em 1978, recebeu o título de Vulto Emérito de Curitiba.
Certifique-se de que a visita tenha a autorização dos responsáveis, com orientações de segurança, incluindo o uso de protetor solar e repelente, se necessário. A abordagem contribui para o desenvolvimento de uma consciência histórica e cidadã e o fortalecimento dos vínculos entre os estudantes e os espaços públicos do município, uma vez que eles poderão conhecer os profissionais que trabalham nesses espaços e a função dessas instituições para o município.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
SCHUINDT, Silvana Mendes. Maria Nicolas: além do bê-a-bá: a trajetória profissional de
Representação de Maria Nicolas, década de 1940.
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uma normalista negra no Paraná (1906-1938). 2022. Dissertação (Mestrado em Educação) –Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal do Paraná, Curitiba. Disponível em: https://acervodigital.ufpr.br/handle/1884/76470. Acesso em: 11 ago. 2025.
Nessa pesquisa, a autora investiga a trajetória escolar e profissional de Maria Nicolas, refletindo sobre as estruturas e normas de seu espaço de vivência e apontando para a presença do racismo, do sexismo e das questões de classe que perpassaram sua experiência de vida.
• Promova a discussão do tópico Espaços públicos do município com base na realidade local dos estudantes. Pergunte quais espaços públicos eles frequentam no bairro onde vivem. Engaje-os em uma roda de conversa, incentivando a verbalização das experiências pessoais a respeito do que eles costumam fazer nesses locais, como: estudar, receber atendimento médico quando estão doentes, passear ou participar de eventos comunitários com os familiares e amigos. Destaque a importância da preservação e o bom uso desses espaços, explicando que, pelo fato de serem públicos, todas as pessoas têm o direito de usufruir de seus serviços com qualidade. Essa abordagem favorece o reconhecimento do território vivido como espaço de pertencimento e cidadania.
• Para ampliar a discussão, apresente a biografia de Maria Nicolas (1899-1988), professora e escritora curitibana, valorizando a atuação feminina na educação e na cultura local. Incentive os estudantes a pesquisarem outras personalidades femininas importantes do município ou da região onde vivem, reconhecendo agentes históricos que atuaram nos próprios espaços de vivência.
• Considere a possibilidade de organizar uma visita guiada a um espaço público próximo, como a Câmara Municipal ou a Prefeitura.
Escola pública no município de São Francisco de Paula, no Rio Grande do Sul, em 2025.
• O conteúdo desta página tem como objetivo incentivar os estudantes a refletirem sobre os espaços públicos de lazer do município ou da região, reconhecendo a importância desses locais para o bem-estar, a convivência social, a saúde e a conservação ambiental. Ao abordar o exemplo do Parque Barigui, em Curitiba, valoriza-se um dos maiores parques urbanos da Região Sul, promovendo a consciência ambiental e a valorização do patrimônio natural e cultural local.
• Promova o debate entre os estudantes, perguntando se eles frequentam parques, praças, bosques, calçadões ou centros esportivos públicos. Incentive-os a verbalizar experiências e memórias nesses locais, ressaltando os usos possíveis: descanso, prática esportiva, piqueniques, convivência com a família e amigos, entre outros. Aproveite esse momento para destacar que espaços públicos bem cuidados e acessíveis são um direito de todos e refletem políticas públicas de inclusão, sustentabilidade e qualidade de vida.
• Comente que o Parque Barigui foi criado na década de 1970, no antigo território de uma sesmaria. A origem do nome, de etimologia indígena, significa “rio de fruto espinhoso”. Destaque que o lugar é um exemplo de espaço multifuncional, pois, além de ser um local de lazer, sua estrutura colabora com a conservação e a educação ambiental, pois nele habitam vários animais, como capivaras, gambás, sabiás, garças e tico-ticos.
• Esse conteúdo contribui diretamente para o desenvolvimento da consciência cidadã e ambiental dos estudantes ao oferecer informações sobre pontos turísticos regionais e fortalecer os vínculos com o território vivido. Também promove o
ESPAÇOS DE LAZER
Também existem espaços públicos destinados ao lazer e ao bem-estar dos cidadãos. Praças, parques infantis, calçadões e centros esportivos são alguns exemplos.
Calçadão no município de São José, em Santa Catarina, em 2022.
No estado do Paraná, por exemplo, o município de Curitiba possui mais de 30 parques e bosques. Além de serem espaços de lazer e convivência, essas áreas verdes são importantes para conter a água da chuva, evitando inundações, por exemplo.
O maior parque curitibano é o Parque Barigui. Além de ter uma grande diversidade de animais e de vegetação, o parque possui lagos, pistas de caminhada, parquinhos, ciclovias, pistas de skate, academias ao ar livre, lanchonetes, entre outros serviços.
reconhecimento dos saberes locais, da diversidade natural e da história local.
ATIVIDADE EXTRA
• Aproveite a oportunidade e promova uma visita guiada a um parque do município. Para isso, entre em contato com o responsável pelo local e pergunte sobre o horário de funcionamento, as regras de visitação e a acessibilidade do espaço. Agende com a diretoria da escola a data da visita e encaminhe a autorização para os pais, com orientações sobre o uso de protetor solar, repelente e roupas confortáveis. Oriente os estudantes na elaboração de um roteiro de observação.
Capivaras à beira do lago no Parque Barigui, no município de Curitiba, no Paraná, em 2025.
Em sala de aula, após a visita, promova um ambiente acolhedor, possibilitando que todos verbalizem as experiências vividas na atividade.
Confira nas orientações ao professor sugestões de uso destas atividades como instrumento de avaliação.
ATIVIDADES
Escreva as respostas no caderno.
1. Observe a fotografia e responda às questões no caderno.
1. b) Resposta: Entre as funções de uma Prefeitura Municipal estão: arrecadação e aplicação de impostos, cuidados com os espaços públicos do município e prestação de serviços à população, como saneamento básico, assistência médica e educação escolar.
Município de Palhoça, em Santa Catarina, em 2023.
a ) Qual espaço público foi retratado na fotografia?
1. a) Resposta: O prédio de uma Prefeitura Municipal.
b ) Faça uma pesquisa para descobrir quais são as funções de uma Prefeitura Municipal.
2. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes desenvolvam a criatividade, mas também atentem aos elementos importantes listados.
2. Vamos criar um parque ideal para o seu município? Imagine que você vai elaborar o projeto do parque de acordo com suas preferências. Desenhe no caderno como ficaria o seu parque. Não se esqueça dos seguintes itens:
• acessibilidade;
• lazer;
• cuidados com o meio ambiente;
• segurança.
3. Em uma folha de papel sulfite, produza um mapa com os espaços públicos do seu município que você costuma frequentar. Para isso, siga o roteiro.
a ) Faça uma lista com três ou mais lugares públicos que você costuma frequentar.
b ) Com a ajuda de um familiar, pesquise fotografias desses lugares e analise a localização aproximada deles em seu município.
c ) Na folha de papel sulfite, desenhe esses espaços de maneira esquemática.
d ) Use lápis de cor para compor as legendas do mapa, inserindo o nome de cada espaço que você desenhou.
e ) Por fim, crie um título para o mapa e apresente-o para os colegas.
3. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor
ção oral, acolhendo diferentes ideias e promovendo o trabalho coletivo.
• Na atividade 3, auxilie os estudantes listando na lousa de modo coletivo alguns exemplos de espaços públicos de que eles se recordem. Oriente-os a escolher cinco deles e a pesquisar imagens antes de iniciar os desenhos. Se possível, oriente os estudantes a produzirem as próprias representações cartográficas com o uso de ferramentas digitais. Para isso, oriente-os a mapear os espaços públicos que frequentam (escolas, praças, bibliotecas, centros culturais etc.), crian-
Objetivos
• Desenvolver a percepção crítica dos estudantes sobre os espaços públicos do município e sua função social.
• Incentivar a valorização do patrimônio urbano local, relacionando-o ao cotidiano da comunidade.
• Promover a expressão criativa e o pensamento espacial por meio da produção de mapas e desenhos.
• Incentivar o uso de diferentes linguagens para a expressão de ideias, sentimentos e vivências.
• Favorecer a consolidação de conhecimentos, a recuperação e a progressão das aprendizagens.
Encaminhamentos
• Na atividade 1 , caso os estudantes apresentem dificuldades, pergunte quem são as pessoas que trabalham no local representado, qual a função desempenhada por elas e qual a importância desse espaço para a prestação dos serviços públicos do município.
• Na atividade 2, incentive os estudantes a idealizarem um parque público que atenda às necessidades locais. Reforce a importância da acessibilidade, da sustentabilidade ambiental, da segurança e da convivência comunitária. Incentive-os a verbalizar suas escolhas e justificativas na apresenta-
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do mapas afetivos. Para apoiar os estudantes com necessidade educacional específica, adapte a atividade com elementos táteis. Ao final, organize uma exposição dos mapas na escola ou em ambiente virtual, valorizando as produções e fortalecendo o vínculo entre os estudantes e o território. As atividades também podem ser retomadas em propostas de culminância envolvendo a comunidade escolar e os familiares, como uma feira com os mapas e as maquetes produzidos pelos estudantes.
• O Tema 2: Organização urbana na Região Sul , apresentado nas páginas 106 a 112, possibilita que os estudantes compreendam aspectos relacionados ao crescimento das cidades, as transformações ao longo do tempo e a desigualdade social, o trabalho e as paisagens das cidades, a interdependência e a hierarquia urbana nessa região. Por meio dessa proposta, e de uma abordagem diversificada, eles podem desenvolver as habilidades EF03GE04 , EF04GE04 , EF05GE01 , EF05GE02, EF05GE08 e EF05GE09
• O estudo da urbanização da Região Sul inclui uma atividade na qual os estudantes aplicam conhecimentos prévios e estudados para descreverem aspectos urbanos da região e do município, considerando temas como desigualdade, atividades econômicas e hierarquia urbana, proposta que permite desenvolver as Competências gerais 1, 2, 4 e 6
• O estudo com ênfase no trabalho e nas desigualdades sociais das cidades da Região Sul colabora com o desenvolvimento do tema contemporâneo transversal Educação em direitos humanos
• Esse estudo permite aos estudantes compreenderem diferentes aspectos relacionados à urbanização da Região Sul. É importante que eles reconheçam que 88,24% da população da Região Sul vivia em cidades em 2022, o que caracteriza um elevado nível de urbanização.
• Auxilie-os a observar as imagens de satélite nas páginas 106 e 107 e a compará-las, sobretudo, para que percebam o contraste de cores que permite a identificação dos espaços urbano e rural em cada paisagem.
2 ORGANIZAÇÃO URBANA NA REGIÃO SUL
A população urbana da Região Sul passou por um grande aumento nas últimas décadas e continua em crescimento. Atualmente, a cada 100 habitantes dessa região, 88 vivem nas cidades e 12 vivem no campo.
O desenvolvimento das atividades industriais e a intensa migração de pessoas do campo para as áreas urbanas impulsionou, entre outras consequências, esse aumento da população urbana na região.
CRESCIMENTO DAS CIDADES
Desde o século 20, as cidades da Região Sul, sobretudo as capitais estaduais – Curitiba (PR), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS) –, vêm apresentando importante crescimento. No entanto, diversas cidades pequenas (com até 100 mil habitantes) e médias (com população entre 100 mil e 500 mil habitantes) são as que mais cresceram na última década nessa região.
O crescimento das cidades envolve tanto o aumento da população quanto a expansão da área urbana. Observe a seguir o crescimento urbano da cidade de Maringá, no Paraná.
Dessa forma, espera-se que eles reconheçam que as cidades formam uma área urbana, em geral circundada por áreas rurais. Incentive-os a reconhecer nas imagens que o espaço foi transformado por meio da expansão da área urbana, o que envolveu a urbanização de uma área rural.
• Apresente um mapa para que os estudantes verifiquem que o município de Maringá está localizado na porção norte do estado do Paraná. Se possível, apresente informações complementares sobre esse município, como o atual número de habitantes, o rendimento médio da população, atividades econômicas predominantes, e um pouco de sua história. Essas informações po-
Imagem de satélite mostrando a área urbana de Maringá, no Paraná, em 1985.
dem ser obtidas no site do IBGE cidades. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/pr/ maringa/panorama. Acesso em: 7 set. 2025. As informações sobre outros municípios podem ser obtidas nesse mesmo site. Na página principal, é possível inserir o nome do município de interesse e pesquisar informações a respeito dele. Aproveite para fazer comparações com o município onde os estudantes vivem, com a capital do estado etc.
Maringá
Sarandi
Imagem de satélite mostrando a área urbana de Maringá, no Paraná, em 2025.
O crescimento natural da população e o desenvolvimento econômico estão entre as principais razões da expansão das cidades da Região Sul. Essas áreas urbanas concentram atividades industriais e comerciais, além de diversos serviços e mais oportunidades de emprego, atraindo pessoas do campo, de outras regiões do mesmo estado ou de outros estados brasileiros.
Nesta perspectiva, o ensino de Geografia deve buscar ultrapassar os resquícios da Geografia Tradicional, onde ocorria a valorização da memorização de conteúdos e descrições do espaço. Segundo Callai (1999), os conteúdos devem ter relação com a vida e a realidade dos alunos, na qual possam compreender o espaço construído e transformado pela sociedade como resultado da ação dos seres humanos.
[...]
MANTOVANI, João. O uso de imagens de satélite para identificar modificações das paisagens: o caso do lugar dos alunos do 6º ano da Escola de Ensino Fundamental Paquetá. Revista Metodologias e Aprendizado, [S l.], v. 5, 2022. Disponível em: https://publicacoes.ifc.edu.br/index.php/ metapre/article/download/2750/2305/9316.
Acesso em: 13 ago. 2025.
Paisagem de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, em 2022, considerada a segunda maior cidade do estado.
• Ao trabalhar o tema do crescimento populacional, comente que as regiões Sul e Sudeste responderam pelo maior crescimento populacional no Censo Demográfico 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
ATIVIDADE EXTRA
• O trabalho com imagens de satélite pode ser considerado fundamental para a análise de transformações nas paisagens urbanas, sobretudo relativas à expansão da área urbana e urbanização do meio rural ao longo do tempo. Aproveite para propor uma pesquisa de outras imagens de satélite que mostrem áreas urbanas da Região Sul e, se possível, a área urbana do seu município. Trabalhe, por exemplo, imagens de diferentes épocas quando disponíveis, ou recorra à observação de contrastes entre o tamanho das áreas urbanas evidenciadas.
• Utilize o texto a seguir para ampliar seus conhecimentos sobre como trabalhar com imagens de satélite no Ensino Fundamental.
[...]
A Geografia na BNCC, enquanto componente curricular na educação básica, deve contribuir para o uso das geotecnologias no ambiente de sala de aula. As geotecnologias cada vez mais são utilizadas para analisar fenômenos do espaço geográfico. [...]
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Limite de municípios
0 1 km Sarandi
Maringá
• Para trabalhar com a atividade 1, incentive os estudantes a compartilharem a percepção que têm sobre a classificação do município antes de expor dados concretos. Para tanto, oriente-os a justificar a posição com argumentos, que podem envolver a comparação do município com outras áreas urbanas que eles conheçam. Levando em conta apenas o fator populacional, trabalhe com a classificação que considera cidades pequenas aquelas com menos de 100 mil habitantes; cidades médias aquelas com população entre 100 mil e 500 mil habitantes; e cidades grandes aquelas com mais de 500 mil habitantes. Incentive os estudantes a pesquisarem a população do município após a conversa.
• Dando sequência ao tema, é introduzida a questão das desigualdades socioeconômicas nas cidades. É importante que os estudantes relacionem esse problema à desigualdade de renda, mas também ao processo de urbanização desordenado que ocorreu em muitas cidades brasileiras, dando origem a espaços marcados pela segregação socioeconômica.
• Explore o fato de que a desigualdade tende a ser ainda mais evidente nas regiões metropolitanas, que foram as áreas urbanas que cresceram de forma mais desordenada. Comente que, segundo o Boletim Desigualdade nas Metrópoles, baseado em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Região Metropolitana de Porto Alegre é a mais desigual entre as regiões metropolitanas na Região Sul.
BNCC
Paisagem de Joinville, em Santa Catarina, em 2023. É considerada a terceira maior cidade da Região Sul, após Curitiba, no Paraná, e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
1. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor
1. A cidade onde você vive pode ser considerada grande, média ou pequena? Como você chegou a essa conclusão?
Crescimento das cidades e a desigualdade
A expansão urbana, em muitos casos, ocorre de forma não planejada, contribuindo para o surgimento de muitos problemas urbanos. Esse crescimento sem planejamento também torna ainda mais evidente problemas já existentes, como a desigualdade social entre a população.
O crescimento da população e a falta de planejamento urbano provocam a ocupação de áreas mais afastadas, muitas vezes impróprias, como encostas de morros e fundos de vales.
Essas áreas são ocupadas, principalmente, pela população mais pobre, pois têm preços mais baixos para compra ou aluguel de imóveis. No entanto, a carência de moradias adequadas, de infraestrutura e de serviços básicos se torna evidente nas paisagens desses lugares.
Paisagem de parte do município onde a falta de serviços como asfaltamento, iluminação pública e a ocupação com moradias simples são observadas em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, em 2025.
Resposta
1. Incentive os estudantes a recorrerem ao raciocínio que os leva à resposta esperada. Se necessário, auxilie-os a verificar a população do município a fim de identificarem sua característica em comparação às informações da página 106
• Ao identificar e analisar as diferenças e desigualdades expressas na paisagem, referentes às condições de vida de diferentes grupos da sociedade é possível desenvolver a habilidade EF05GE02
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
INSTITUTO Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Cidades e estados do Brasil. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/. Acesso em: 13 ago. 2025.
Utilize o site indicado para descobrir a população de seu município e de municípios vizinhos, complementando o trabalho com a atividade 1
O TRABALHO E AS PAISAGENS DAS CIDADES
As paisagens urbanas apresentam características das atividades econômicas e sociais predominantes em seu espaço: a indústria, o comércio ou a atividade portuária. Os serviços, como educação ou turismo relacionado a aspectos naturais ou culturais também caracterizam as paisagens das cidades. Observe a seguir alguns exemplos.
do Parque Nacional do Iguaçu em Foz do Iguaçu, no Paraná, em 2025.
As capitais estaduais da Região Sul são economicamente diversificadas, pois concentram indústrias, comércios e serviços, universidades e importantes vias de transporte. Oferecem uma diversidade de serviços de saúde, financeiros e opções de lazer.
As cidades turísticas de atrativo natural ou cultural oferecem infraestrutura em hotéis, lojas, restaurantes e manifestações culturais. Esse é o caso das cidades litorâneas de Florianópolis e Balneário Camboriú, em Santa Catarina, além de Foz do Iguaçu, no Paraná, e Cambará do Sul, no Rio Grande do Sul.
1. Faça uma pesquisa sobre cidades ou pontos turísticos no estado onde você vive. Registre o resumo da pesquisa no caderno e compartilhe o resultado com os colegas.
1. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor
o compartilhamento dos resultados em sala de aula e converse com os estudantes sobre os atrativos turísticos de cada área, considerando os aspectos culturais e naturais do território. Oriente os estudantes a pesquisarem os atrativos turísticos e a quantidade de visitantes por ano. Depois, peça que conversem com os colegas e contem sua opinião sobre o lugar, caso já o tenha visitado, ou se gostariam de conhecê-lo.
ATIVIDADE EXTRA
• De acordo com o Ministério do Turismo, Florianópolis (SC), Foz do Iguaçu (PR) e Gramado (RS) são as três cidades mais visitadas da Região Sul.
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Escolha o município que está localizado em seu estado e proponha aos estudantes a produção de um guia turístico sobre essa cidade, contando um pouco a respeito de seus principais aspectos históricos, culturais e naturais e dando dicas a visitantes sobre as atrações locais. A produção pode envolver diferentes formatos, como blog ou podcast, trabalhando assim a Competência geral 5
• O tópico O trabalho e as paisagens das cidades explora as atividades econômicas e seu papel no desenvolvimento das cidades, com ênfase na industrialização, nas cidades que se especializam em determinadas funções e/ou na interdependência entre as cidades.
• Para iniciar, explore a percepção dos estudantes sobre as atividades econômicas da área urbana do município onde vivem.
• Ao trabalhar com as fotografias apresentadas, busque explorar a importância das capitais estaduais, considerando que as atividades que se desenvolvem nessas cidades são importantes para todo o estado, incluindo áreas urbanas e rurais.
• Explore também a importância da conservação do ambiente para a atividade turística em muitas cidades da Região Sul, fazendo uma aproximação com o tema contemporâneo transversal Educação ambiental
• Na proposta da atividade 1, se possível, acompanhe os estudantes ao laboratório de informática para a realização da pesquisa. A busca na internet deve ter objetivo estritamente pedagógico. Auxilie-os na seleção de fontes de pesquisa utilizando ferramentas de busca. Alternativamente, selecione previamente fontes confiáveis com informações sobre regiões turísticas que existam no estado. Reserve um momento para
Paisagem
Paisagem com destaque para o terminal rodoviário e vias de circulação em Florianópolis, em Santa Catarina, em 2024.
• Ao trabalhar o tópico A industrialização e o crescimento urbano, aproveite para explorar a história da atividade industrial em seu município ou em municípios vizinhos, considerando a especialização em determinados setores da indústria e a presença de indústrias importantes, assim como relacionando o desenvolvimento dessas atividades a diferentes grupos de imigrantes, proposta que permite uma aproximação com o tema contemporâneo transversal Diversidade cultural
• Ao realizar a proposta da atividade 1, oriente os estudantes a utilizarem a metodologia ativa debate. Aproveite para explorar a localização de diferentes atividades econômicas na área urbana de seu município e investigar conhecimentos prévios dos estudantes sobre tipos de comércio ou indústria existentes, a localização de portos ou estações rodoviárias e ferroviárias, universidades etc. Caso a economia de seu município seja diversificada e os estudantes tenham dificuldades em identificar atividades econômicas predominantes, explore exemplos de cidades vizinhas que tenham funções mais definidas nesse debate.
ATIVIDADE EXTRA
As cidades também podem se expandir, por exemplo, por atividades portuárias.
É o caso da cidade de Itajaí, em Santa Catarina, que abriga o Porto de Itajaí, por onde são exportados muitos produtos agrícolas e industriais da região.
Paisagem do porto e de parte da cidade de Itajaí, em Santa Catarina, em 2022.
A industrialização e o crescimento urbano
O avanço industrial ocorreu em diferentes setores nos estados da Região Sul. No entanto, de modo geral, o investimento em fábricas e a geração de empregos influenciaram o crescimento das cidades nas quais foram implantadas.
Muitas indústrias se instalaram nas capitais e também em municípios vizinhos a elas. Como exemplos, podemos citar no Rio Grande do Sul, a região industrial do Vale do Rio dos Sinos, em torno de Porto Alegre (indústrias dos setores de vestuário, metalúrgico e farmacêutico) e o Parque Industrial de Caxias do Sul (indústrias de móveis, caminhões e ferramentas); em Santa Catarina, destaca-se o Parque Industrial de Joinville (setor têxtil, motores, máquinas e bicicletas); no Paraná destaca-se a Cidade Industrial de Curitiba e região (indústrias de automóveis e alimentos), além do norte e noroeste com indústrias variadas.
Paisagem da cidade de Novo Hamburgo, onde se destacam os setores coureiro e calçadista na região do Vale do Rio dos Sinos, no Rio Grande do Sul, em 2022.
1. Quais atividades econômicas são observadas predominantemente nas paisagens de seu município? Troque ideias com os colegas sobre isso.
1. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor
• Para isso, providencie a autorização dos pais ou responsáveis. É necessário também solicitar o apoio da coordenação e diretoria da escola, como o meio de transporte e auxílio de outros funcionários para acompanhar as crianças. A depender do lugar a ser visitado, antes de programar a visita guiada, conheça o local e certifique-se de que seja adequado e não ofereça riscos aos estudantes, programando um roteiro seguro.
• Caso entre os estudantes haja crianças com
• Se possível, organize uma visita guiada a um dos lugares onde a atividade econômica predominante do município esteja presente. Para isso, selecione previamente um local que ofereça uma oportunidade de trabalho de campo. Por exemplo, um centro de ciência (aquários, planetários, herbários e observatórios), uma área turística de beleza natural (parque, jardim botânico) ou de expressões culturais (museu, centro cultural, cinema); uma área relacionada a algum tipo de comércio que seja importante na cidade (rua comercial, estabelecimento especializado, como um centro atacadista de roupas); ou uma visita a alguma indústria importante para o município.
baixa visão ou cegas, realize a atividade com o auxílio de um profissional específico. Incentive a turma a descrever com detalhes os elementos da paisagem. Além disso, permita que o estudante toque e ouça os elementos do ambiente para percebê-los, quando possível e se não houver riscos.
• Depois da visita, em sala de aula, organize uma roda de conversa sobre as principais aprendizagens de cada um durante a atividade.
AS CIDADES E SUA INTERDEPENDÊNCIA
Cada cidade tem características próprias, como tamanho, história de formação, população e atividades econômicas. Elas também estabelecem alguns tipos de relações de dependência ou influência entre si, que chamamos de interdependência. Veja um exemplo na Região Sul, entre três cidades localizadas no estado do Paraná.
Corbélia é uma cidade pequena de cerca de 17 mil habitantes. É procurada, em geral, por pessoas de áreas rurais e distritos ao redor. Muitos moradores de Corbélia trabalham na cidade de Cascavel.
Cascavel é uma cidade média, com cerca de 364 mil habitantes. Nela, os moradores de Corbélia buscam opções de comércio especializado, serviços de saúde, educação, entre outros.
Os moradores de Cascavel e Corbélia procuram Curitiba em busca de variados tipos de produtos e serviços de saúde, educação e lazer, assim como muitas oportunidades de trabalho. Curitiba é uma cidade grande com cerca de 1,8 milhão de habitantes. Recebe migrantes de diversos lugares do Brasil e do mundo.
Estado do Paraná (2023)
Trópico de Capricórnio
• Para o trabalho com o tópico As cidades e sua interdependência, é importante que os estudantes já reconheçam que as cidades apresentam contrastes relativos à concentração de atividades econômicas e aos serviços oferecidos. Incentive os estudantes a expressarem os conhecimentos prévios e o interesse pela busca de informações. Incentive a pesquisa, caso necessário.
• Resgate também as especializações de diferentes cidades, como as cidades portuárias ou universitárias, para que eles reconheçam também que algumas áreas urbanas se destacam por oferecer determinados serviços ou concentrar certos tipos de infraestrutura. Com esse reconhecimento, trabalhe, então, a interdependência entre as cidades, que permite desenvolver noções a respeito da hierarquia urbana.
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• Por meio dos exemplos trabalhados, incentive os estudantes a perceberem como determinadas cidades exercem mais influência do que outras. Sempre que possível, dê exemplos do município onde vivem e dos arredores. Aproveite para mostrar aos estudantes a localização das cidades em um mapa e explorar também a relação delas com outras cidades mostradas. Explique aos estudantes que essa relação entre cidades pode ser estabelecida entre cidades vizinhas, como Corbélia e Cascavel, ou entre aquelas localizadas mais distantes, como entre os dois municípios citados e Curitiba. Essa relação também pode ser estabelecida com cidades localizadas em outros estados brasileiros ou até mesmo em outros países, no caso de quem vive em regiões de fronteira, por exemplo.
Paraná SC
Curitiba
Paisagem de Corbélia, em 2025.
Paisagem de Cascavel, em 2022.
Paisagem de Curitiba, em 2024.
Fonte de pesquisa: ATLAS geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 179.
AVALIAÇÃO
Objetivos
• Identificar a desigualdade em paisagens urbanas mostradas e refletir sobre essa questão no município onde vivem.
• Refletir sobre a hierarquia urbana, considerando os exemplos mostrados em comparação com o lugar onde vivem.
• Favorecer a consolidação de conhecimentos, a recuperação e a progressão das aprendizagens.
Encaminhamentos
• Na atividade 1, oriente os estudantes na leitura coletiva das paisagens e de seus elementos, levantando a segregação socioespacial e o acesso a serviços essenciais e como eles não estão disponíveis de modo equânime entre os habitantes de um município.
• Para o item b, organize uma conversa sobre a desigualdade no município e o contraste entre áreas ocupadas por grupos de diferentes grupos sociais, incentivando os estudantes a refletirem sobre a qualidade da infraestrutura urbana e a oferta de serviços essenciais nessas áreas.
• Ao realizar a proposta da atividade 2, oriente os estudantes fazendo questionamentos a respeito da dependência ou influência da cidade onde vivem em relação a outras cidades. Leve as informações necessárias ou providencie um momento de pesquisa em laboratório de informática da escola. Essas informações podem ser obtidas em sites dos municípios envolvidos ou no site do IBGE indicado na página 108
Resposta
Confira nas orientações ao professor sugestões de uso destas atividades como instrumento de avaliação.
ATIVIDADES
Escreva as respostas no caderno.
1. Observe as fotografias e responda às questões a seguir.
A.
Paisagem de parte do município de Londrina, no Paraná, em 2024.
Paisagem de parte do município de Londrina, no Paraná, em 2021.
a ) Como a desigualdade social está expressa nas paisagens?
b ) Você observa paisagens como essas no município onde vive?
Descreva-a para os colegas.
1. a) Resposta nas orientações ao professor a descreverem paisagens que conhecem. Comentários nas orientações ao professor.
1. b) Resposta pessoal. Incentive os estudantes
2. O município onde você vive tem características semelhantes às de Corbélia, de Cascavel ou de Curitiba, mostradas na página 111? Para responder a essa questão, forme dupla com um colega e, no caderno ou em uma folha de papel avulsa, elaborem um texto resumido. Nele, descrevam a interdependência entre a cidade onde vocês vivem em relação a outras cidades. Se necessário, façam uma pesquisa para obter mais informações.
2. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor
ATIVIDADE EXTRA
• Aproveite a análise das imagens da atividade 1 e sugira aos estudantes que façam um desenho de como eles gostariam que fosse a paisagem da imagem B, tornando-o um lugar melhor e menos desigual. Promova um momento para o desenho da paisagem que gostariam de trans-
1. a) Os estudantes podem comentar que a desigualdade socioeconômica está expressa nas paisagens pelas condições de vida distintas em uma mesma cidade. Eles podem citar que na imagem A as moradias são melhores e o bairro é servido de asfaltamento e iluminação pública; e que na imagem B o bairro parece não contar com esses serviços, por exemplo.
formar e deixe-os livres para registrar expressões de empatia e para desenvolver importantes noções críticas a respeito da desigualdade socioespacial.
B.
ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO RURAL NA REGIÃO SUL
A agropecuária é uma das principais atividades econômicas praticadas nos três estados que compõem a Região Sul. Veja alguns exemplos.
INFOGRÁFICO CLICÁVEL: PRODUÇÃO DE ALIMENTOS
O Paraná é o maior produtor de feijão, erva-mate, cevada, aves e suínos do Brasil e se destaca também no cultivo de milho, soja e cana-de-açúcar, que é o principal produto em termos de área plantada no estado.
Cultivo de cana-de-açúcar em Andirá, no Paraná, em 2025.
Santa Catarina é o maior produtor de maçã e cebola e o segundo maior produtor de aves do Brasil. Também são produtos agrícolas de destaque no estado a carne suína, o arroz, o milho e a soja.
Plantação de maçãs em Urubici, em Santa Catarina, em 2020.
O Rio Grande do Sul é o maior produtor de alguns tipos de alimentos como uva, arroz e trigo do Brasil, destacando-se também no cultivo de soja e na produção de carne bovina.
Cultivo de uva em Monte Belo do Sul, no Rio Grande do Sul, em 2024.
1. Com os colegas, conversem sobre as atividades agrícolas que se destacam no município ou no estado onde vocês vivem. Contem o que sabem sobre esse assunto.
1. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor.
Explore os tipos de cultivos ou de criações animais existentes, o tamanho das propriedades rurais e o nível de tecnologia empregado na produção.
• Alguns exemplos de cultivos permitem estabelecer uma relação com as características climáticas locais. Aproveite para retomar o fato de que o clima predominante na região é o subtropical, ideal para cultivos como trigo e uvas. Destaque a atuação do clima tropical na porção norte do Paraná e sua inclinação para o cultivo de café e cana-de-açúcar. Explique aos estudantes que a soja é uma cultura de clima quente, por isso é cultivada nos
três estados da região, nos períodos mais quentes do ano, ou seja, nas estações da primavera e do verão.
Resposta
1. Promova um momento para que os estudantes possam expressar seus conhecimentos a respeito das atividades agropecuárias no município ou no estado. Solicite que descrevam experiências no espaço rural e o que observaram nele. Se necessário, leve notícias ou manchetes de jornais ou revistas como exemplos e mais informações.
• No Tema 3: Organização do espaço rural na Região Sul, apresentado nas páginas 113 a 121, os estudantes reconhecem aspectos do espaço rural da Região Sul, com suas semelhanças e diferenças, com ênfase nos tipos de propriedade e produção, nas relações entre campo e cidade e nas redes de transporte. Com esse trabalho, é possível que os estudantes desenvolvam as habilidades EF03GE05, EF04GE04 e EF04GE07
• O estudo sobre o espaço rural da Região Sul inclui atividades nas quais os estudantes reconhecem contrastes no campo relacionados a tipos de propriedade e tecnologias empregadas na produção, inclusive no contexto de seu município, proposta que pode desenvolver as Competências gerais 1, 4, 6 e 7.
• O estudo proposto permite o reconhecimento de tecnologias empregadas no campo e a importância da agricultura familiar na Região Sul, relacionando-a à produção de alimentos. Além disso, colabora para o desenvolvimento dos temas contemporâneos transversais Trabalho e Educação ambiental
• Por meio da metodologia ativa vire e fale, inicie o tema com um resgaste de conhecimentos prévios dos estudantes sobre o espaço rural do estado onde vivem.
05/10/2025 10:07:50
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
INSTITUTO Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Censo Agropecuário 2017 Disponível em: https://biblioteca.ibge. gov.br/visualizacao/periodicos/3101/ agro_2017_caracteristicas_gerais.pdf. Acesso em: 13 ago. 2025.
Utilize a publicação indicada para ampliar seus conhecimentos sobre a produção rural brasileira e da Região Sul, compartilhando informações relevantes com os estudantes no contexto do tema iniciado nesta página.
• O tema das grandes, médias e pequenas propriedades no campo é abordado neste momento, inicialmente em perspectiva histórica. Destaque a importância dos colonizadores imigrantes na estruturação do espaço rural da Região Sul.
• Explique que, na porção norte do Paraná, essa organização foi impulsionada pela chegada de pessoas de outras regiões do país por meio da expansão da cultura cafeeira.
• Ao abordar os tipos de atividades nas pequenas propriedades, ressalte que também existem pequenas e, principalmente, médias propriedades na Região Sul que se dedicam a apenas dois ou três cultivos diferentes, alternando o plantio desses produtos durante o ano por meio da rotação de cultura.
ATIVIDADE EXTRA
• Proponha aos estudantes uma pesquisa direcionada sobre a história da imigração no contexto de seu município e/ou de municípios vizinhos, especificamente sobre a relação dessa colonização com o desenvolvimento da agricultura e da pecuária. Se possível, façam uma visita guiada a museus, centros culturais ou biblioteca municipal, a fim de fazer um levantamento de informações, conhecer documentos históricos de diferentes origens, como cartas, livros, objetos etc.
• Para isso, providencie a autorização dos pais ou responsáveis. É necessário também solicitar o apoio da coordenação e da diretoria da escola, como o meio de transporte e o auxílio de outros funcionários para acompanhar as crianças. A depender do lugar a ser visitado, antes de programar a visita guiada, conheça o lugar e certifique-se de que seja adequado e não ofereça riscos aos estudantes, programando um roteiro seguro.
PEQUENAS E MÉDIAS PROPRIEDADES
A produção agropecuária realizada em pequenas e médias propriedades é uma característica marcante do espaço rural de parte da Região Sul. No entanto, seu espaço rural é diversificado, e os três estados apresentam semelhanças e diferenças entre si.
A agricultura e a pecuária familiar na região representam grande parte das atividades tradicionais, iniciadas no século 19 por famílias de imigrantes, como alemães e italianos, sobretudo no estado do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e no sul do Paraná.
Os pequenos e médios estabelecimentos rurais da região se dedicam à policultura, que é o cultivo de vários produtos como arroz, soja, milho, erva-mate, frutas e hortaliças. O trabalho nas propriedades familiares, em geral, também envolve a criação de animais para produção de carne, couro, leite e ovos.
• Caso entre os estudantes haja crianças com baixa visão ou cegas, realize a atividade com o auxílio de um profissional específico. Incentive a turma a descrever com detalhes os elementos da paisagem. Além disso, permita que o estudante toque e ouça os elementos do ambiente para percebê-los, quando possível, se não houver riscos.
• Após a saída a campo, em sala de aula, realize um trabalho de síntese com os estudantes, elencando as principais informações obtidas e aspectos interessantes conhecidos. Oriente a turma a registrar as informações resumidas no caderno.
Plantação de várias hortaliças em pequena propriedade no município de União da Vitória, no Paraná, em 2025.
Criação de ovinos em propriedade rural em Itaara, no Rio Grande do Sul, em 2023.
ERVA-MATE
A erva-mate (Ilex paraguariensis) é uma
árvore nativa da Mata Atlântica e da Mata de Araucárias, também conhecida como congonha e erveira. Suas folhas secas e trituradas são usadas para o preparo de infusões quentes, como chimarrão, ou frias, como tereré.
A erva-mate é um produto florestal da Região Sul, que atualmente também é cultivada em pequenas e médias propriedades.
Exemplar de erva-mate em Boa Ventura de São Roque, no Paraná, em 2025.
AS GRANDES PROPRIEDADES
Nas grandes propriedades da Região Sul destacam-se os cultivos comerciais de soja, milho, arroz, além de criações de gado bovino, entre outros exemplos.
Nas propriedades agrícolas comerciais, em geral, pratica-se a monocultura, ou seja, apenas um tipo de cultivo, ou a rotação de culturas, que alterna dois ou três cultivos durante o ano. Muitas delas fazem uso de colheitadeiras, semeadeiras, pulverizadores e sistemas de irrigação modernos.
Há grandes propriedades rurais voltadas à pecuária, em áreas onde o relevo e a vegetação formam naturalmente excelentes pastagens.
• Ao trabalhar o boxe sobre a erva-mate, destaque o fato de que tanto o chimarrão como o tereré e o chá-mate são derivados da mesma espécie (nome científico Ilex paraguariensis). O processo de produção envolve a secagem e, no caso do chá-mate, a tostagem da erva moída e peneirada, porém isso pode gerar produtos de diferentes padrões, como aqueles com moagem grossa e fina, que são adequados às diferentes bebidas consumidas em infusões.
• O chimarrão é uma bebida feita com erva-mate de moagem fina e tomado quente. Já o tereré é uma bebida feita com erva-mate de moagem mais grossa e tomado frio. Valorize as diferentes formas como a erva-mate é consumida, destacando essas tradições como importantes elementos culturais imateriais da cultura da Região Sul. Destaque também a origem indígena do consumo da erva-mate, contemplando o tema contemporâneo transversal Diversidade cultural
• Ao trabalhar o tema das grandes propriedades, ressalte que a definição de agricultura familiar estabelecida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) prioriza a gestão familiar e a mão de obra familiar, podendo, inclusive, envolver o trabalho assalariado de terceiros e não se limitar ao tamanho da propriedade. Portanto, existem também exemplos de médias e grandes propriedades que utilizam trabalho familiar. No entanto, essas propriedades apresentam maior demanda por mão de obra do que as pequenas propriedades, portanto, em geral, empregam trabalhadores assalariados e informais.
• Caso os estudantes questionem qual é o tamanho exato de uma grande propriedade rural, é importante que eles compreen-
dam que não existe uma definição exata, uma vez que, por exemplo, propriedades rurais classificadas como médias no contexto local podem apresentar todas as características de uma grande propriedade no contexto de outra região. Comente que, no Brasil, uma grande propriedade rural é uma propriedade com área superior a 15 módulos fiscais. No entanto, a área de um módulo fiscal estabelecida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) varia entre 5 a 110
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hectares de acordo com a região e o tipo de atividade realizado em cada propriedade. Um hectare, no caso, corresponde a 10 000 metros quadrados, área um pouco maior do que um campo de futebol.
Criação de gado em Alegrete, no Rio Grande do Sul, em 2023.
• Ao realizar o estudo do tópico Tecnologia e produção no campo, explique aos estudantes que, embora exista uma relação entre as grandes propriedades e o uso de tecnologias mais modernas, essa não é uma regra. Existem pequenas e médias propriedades que utilizam tecnologias modernas, assim como também há propriedades que adotam tecnologias tradicionais em determinadas etapas da produção mas empregam técnicas modernas em outras.
• Converse com os estudantes sobre o GPS e observe se estão familiarizados com essa tecnologia. Explique que o GPS (sigla em inglês para Global Positioning System , que, em português, significa Sistema de Posicionamento Global) é um sistema de orientação e localização baseado em informações de localização fornecidas em tempo real por vários satélites que orbitam a Terra. Esse sistema integrado fornece informações de localização (latitude, longitude, altitude e velocidade) em tempo real e na maior parte do planeta. Na agricultura, ele é considerado uma ferramenta muito importante em grandes propriedades, uma vez que reduz o tempo e os gastos na realização de algumas atividades e eleva a produtividade.
TECNOLOGIA E PRODUÇÃO NO CAMPO
Além do tamanho das propriedades e do modo de produção, o nível de tecnologia empregado no campo reflete um contraste marcante entre as paisagens do espaço rural da Região Sul. Observe alguns exemplos. Nas propriedades que empregam técnicas modernas, utilizam-se equipamentos de tecnologia avançada, como máquinas e tarefas auxiliadas por computadores, GPS e drones. Também envolve investimentos em sementes melhoradas, que produzem mais e são resistentes a algumas pragas. Na pecuária, investe-se em melhoramento genético, com seleção de animais mais produtivos.
Na criação intensiva, os animais são confinados e recebem alimentação balanceada, abrigos climatizados, entre outros cuidados.
Colheita de milho com várias máquinas em uma propriedade de Sertanópolis, no Paraná, em 2022.
Já as técnicas tradicionais envolvem o uso reduzido de maquinários que são, em geral, equipamentos simples, e a realização de muitas tarefas manualmente ou com o auxílio de animais.
Aragem do solo manual com auxílio de equipamento simples em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, em 2021.
1. Nas paisagens rurais de seu município ou em municípios próximos, é possível observar contrastes entre técnicas modernas e tradicionais? Se sim, dê um exemplo.
1. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor
Resposta
1. Promova um momento para que os estudantes possam expressar seus conhecimentos a respeito das atividades agropecuárias no município ou no estado. Solicite a eles que descrevam experiências no espaço rural e o que observaram nele. Se necessário, leve notícias ou manchetes de jornais ou revistas com exemplos e mais informações.
• O uso de drones no espaço rural também vem se expandindo rapidamente. Verifique o que os estudantes sabem sobre essa tecnologia e incentive-os a apontar possíveis usos dos drones no espaço rural. Explique que drones são veículos aéreos não tripulados (VANTs) e pilotados remotamente, podendo ser utilizados no espaço rural para obtenção de imagens e inspeção de infraestruturas e mapeamentos, assim como para pulverização e irrigação de áreas específicas. Ressalte que os drones vêm sendo utilizados também em muitas pequenas propriedades.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
FUNDAÇÃO Joaquim Nabuco (Fundaj). Drones agrícolas: tudo sobre essa inovação e como ela pode ser utilizada hoje. 20 ago. 2019. Disponível em: https://www.gov.br/fundaj/pt-br/destaques/ observa-fundaj-itens/observa-fundaj/ tecnologias-de-convivencias-com-as-secas/ drones-agricolas-tudo-sobre-essa-inovacao -e-como-ela-pode-ser-utilizada-hoje-1. Acesso em: 13 ago. 2025.
Leia o conteúdo indicado para ampliar seus conhecimentos sobre o uso de drones na agricultura em diferentes contextos.
A RELAÇÃO ENTRE CAMPO E CIDADE
Diversas atividades que observamos ou das quais participamos em nosso dia a dia envolvem as relações entre o campo e a cidade.
Nas cidades, grande parte dos alimentos presente na mesa das pessoas é produzida no campo, como arroz, feijão, alface, cenoura, ovos e carnes. No espaço rural também são produzidas matérias-primas, como o trigo e o milho para as indústrias de alimentos e o algodão para a indústria de vestuário.
As vias de ligação
O campo, por sua vez, necessita de produtos industrializados, como ferramentas e maquinários, geralmente produzidos e comercializados nas cidades. Vários profissionais das cidades atuam no campo, como agrônomos e veterinários.
No espaço rural da Região Sul, são produzidos alimentos para atender o consumo da população local e para serem vendidos para outros estados. Muitos desses produtos atendem também ao comércio com outros países, ou seja, são exportados.
A região conta com importantes aeroportos, porém, o escoamento dessa produção e o abastecimento dos mercados nacionais e internacionais são feitos predominantemente por uma rede de transportes com hidrovias, ferrovias, rodovias e portos.
• Ao trabalhar o tópico As vias de ligação, mostre aos estudantes um mapa da rede de transportes da Região Sul, evidenciando as rodovias, ferrovias e portos principais. Mostre também um mapa que evidencie a hidrografia da região para identificação de hidrovias relevantes. Explore, então, a relação entre a distribuição das redes de transporte e a concentração de atividades econômicas, relacionando a presença de infraestrutura ao desenvolvimento da agropecuária na Região Sul.
BNCC
• O trabalho com as páginas 117 e 118, por tratar de aspectos que envolvem o trabalho no campo e na cidade, permite desenvolver a habilidade EF04GE07 e o tema contemporâneo transversal Trabalho.
• Ao desenvolver o tópico A relação entre campo e cidade, inicie pedindo aos estudantes que resgatem conhecimentos prévios e citem produtos oriundos do espaço rural que são consumidos nos espaços urbanos e vice-versa. É possível retomar a atividade 4 da página 97, em que esse assunto foi abordado. Incentive os estudantes a contarem, após os estudos realizados até aqui, o que podem acrescentar ou retirar das respostas dadas naquele momento.
• Ao desenvolver o tópico, explore a importância das redes de transporte e comunicação para a relação campo-cidade. Verifique, por exemplo, a percepção dos estudantes sobre a distribuição dos alimentos e das matérias-primas produzidas no campo e sobre os serviços e as oportunidades de trabalho que são oferecidos nos espaços urbanos e que não estão disponíveis no espaço rural, de forma que compreendam os deslocamentos de pessoas e mercadorias entre esses espaços.
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Transporte de carvão mineral por meio de ferrovia em Siderópolis, em Santa Catarina, em 2025.
• Explique o fato de que a Linha Tronco da Estrada de Ferro do Paraná desempenhou grande importância histórica para o estado do Paraná, tendo sido inaugurada em 1885. Essa ferrovia conectou o porto de Paranaguá à capital estadual, Curitiba, servindo ao escoamento da produção agrícola e mineral. Comente que diversas cidades do estado foram fundadas às margens da ferrovia, que hoje também desempenha uma importante função turística.
• Comente que as principais rodovias da Região Sul são federais, como a BR-116, BR-101, BR-376, BR-153, BR-158, BR-277 e BR-392. Para explorar o tema em perspectiva histórica, cite o fato de que muitas das principais rodovias da região coincidem, em alguns locais, com os antigos caminhos dos tropeiros (apresentados na unidade 3) que serviam ao transporte de mercadorias produzidas no Sul, antes da implantação de ferrovias e rodovias.
• Explore também a priorização do modelo rodoviário no Brasil, que faz com que as rodovias sejam as principais vias de transporte de carga no território nacional, em contraposição a outros países onde as ferrovias respondem pela maior parte da carga transportada.
• Trabalhe a importância do Porto de Paranaguá para as atividades agropecuárias na Região Sul e no Brasil, comentando que por esse porto são exportados cerca de 30% de toda a carga de proteína animal no Brasil e que ele representa o local de descarga de 33% dos fertilizantes importados pelo país. Ressalte também que o Porto de Paranaguá é a principal via para a exportação de produtos agrícolas de estados de outras regiões brasileiras, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Aproveite para relacionar a importân-
Desembarque de fertilizantes no porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, em 2025.
1. Forme dupla com um colega e, juntos, façam um desenho representando as informações dos quadros da página 117. Utilizem uma folha de papel avulsa ou, se possível, uma cartolina. Procurem citar exemplos do dia a dia de vocês, do município onde vivem ou dos arredores. Incluam as vias de ligação estudadas, de acordo com a realidade local. Se necessário, façam uma pesquisa para obter mais informações.
1. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor.
cia das redes de transporte que conectam esses estados ao Porto de Paranaguá.
• Na atividade 1, oriente os estudantes a buscarem informações em fontes confiáveis na internet, sempre acompanhados de um adulto responsável, além de pesquisar em mapas, relatos ou documentos de órgãos públicos. Ao término da atividade, organize um momento de apresentação, em que cada dupla compartilhará seu trabalho com os colegas.
Caminhões transportando produtos agropecuários em rodovia no município de Guarapuava, no Paraná, em 2025.
Confira nas orientações ao professor sugestões de uso destas atividades como instrumento de avaliação.
ATIVIDADES
Escreva as respostas no caderno.
1. Observe o mapa que mostra a localização de diferentes cultivos na Região Sul e responda às questões no caderno.
1. Respostas e comentários nas orientações ao professor
Região Sul: agropecuária e extrativismo vegetal (2020)
SP MS
Londrina
Trópico de Capricórnio
Umuarama
Guarapuava
Foz do Iguaçu
Lages
Alegrete
Passo Fundo
Chapecó RS SC PR
Bagé
0 140 km
Curitiba
Florianópolis
Criciúma
Porto Alegre
OCEANO ATLÂNTICO
50° O
a ) Escolha um tipo de produção agropecuária representada no mapa e descreva a sua localização em um dos estados.
b ) Descreva uma prática realizada em seu estado.
Agricultura predominantemente comercial
Pequena lavoura comercial e familiar
Extrativismo vegetal
Pecuária melhorada
Pecuária leiteira
Cidade
Capital estadual
Fonte de pesquisa: SIMIELLI, Maria Elena Ramos. Atlas geográfico escolar. 37. ed. São Paulo: Ática, 2020. p. 32.
c ) Descreva, no caderno, algumas semelhanças e diferenças entre a produção agropecuária dos três estados.
2. Observe as fotografias de diferentes propriedades rurais e escreva no caderno algumas de suas características.
2. Resposta: Os estudantes podem descrever que a fotografia A apresenta uma grande propriedade com a produção de uma única cultura e que a fotografia B apresenta a criação de gado leiteiro com o uso de técnicas modernas.
Respostas
1. a) Espera-se que os estudantes descrevam a espacialização de algum tipo de atividade agropecuária, como “A pecuária leiteira é muito praticada na porção leste do Paraná.”; “A agricultura predominantemente comercial é praticada principalmente no noroeste e no sudoeste do Rio Grande do Sul.”; “O extrativismo vegetal é praticado na porção leste de Santa Catarina.”. Incentive os estudantes a descreverem a espacialização das atividades utilizando noções de direções cardeais, desenvolvendo, assim, a habilidade EF04GE09 da BNCC.
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1. b) Resposta pessoal. Oriente-os a identificar atividades mais comuns no lugar onde vivem.
1. c) Resposta possível: Os estudantes podem descrever, por exemplo, que nos três estados da região são praticadas a agricultura predominantemente comercial, a pequena lavoura comercial e familiar, a pecuária leiteira e assim por diante.
Objetivos
• Analisar o mapa da distribuição espacial das principais atividades agropecuárias e extrativistas da Região Sul.
• Reconhecer paisagens rurais e identificar diferentes tipos de produção no espaço rural.
Encaminhamentos
• Na atividade 1, promova a observação coletiva do mapa temático. No intuito de desenvolver noções cartográficas com os estudantes, explore os elementos do mapa a fim de otimizar a análise dessa representação. Esse mapa exige uma atenciosa leitura da legenda, para que os estudantes se familiarizem com os ícones e outros símbolos utilizados para representar diferentes atividades agrícolas. Auxilie-os a perceber que o mapa apresenta uma generalização, sobrepondo alguns símbolos utilizados na representação das atividades agrícolas. Dessa maneira, eles podem ampliar ou aperfeiçoar sua leitura e interpretação de mapas, ao estarem atentos aos recursos utilizados na legenda. • Na atividade 2, incentive a análise dos elementos nas fotografias e peça aos estudantes que comentem suas percepções, retomando o que foi estudado sobre as características das atividades do espaço rural da região.
Lavoura de soja em Sant'Ana do Livramento, no Rio Grande do Sul, em 2024.
Criação de animais em Palmeira, no Paraná, em 2025.
A.
B.
• A seção Sou cidadão, nas páginas 120 e 121, permite uma reflexão sobre a relevância da agricultura familiar para a produção de alimentos que são consumidos pela população.
OBJETIVOS
• Reconhecer e refletir sobre a importância da agricultura familiar para a produção de alimentos consumidos pela população.
• Identificar e valorizar práticas sustentáveis realizadas em pequenas propriedades familiares.
• Investigar os alimentos da merenda escolar e refletir sobre a importância da agricultura familiar local para a alimentação de crianças e jovens.
BNCC
• As atividades propostas nesta seção levam os estudantes a reconhecerem e valorizarem a importância da agricultura familiar na Região Sul, inclusive para a merenda escolar, divulgando essas informações em cartazes para a comunidade escolar. Essa proposta viabiliza o trabalho com as Competências gerais 1, 4, 7, 9 e 10
• O estudo proposto incentiva o reconhecimento de práticas sustentáveis em pequenas propriedades e da importância dos alimentos produzidos pela agricultura familiar para a merenda escolar, contribuindo para o trabalho com os temas contemporâneos transversais Educação ambiental, Educação alimentar e nutricional e Vida familiar e social A leitura e a interpretação de texto com o gênero história em quadrinhos e a produção dos cartazes permitem um trabalho integrado com o componente curricular de Língua Portuguesa
SOU CIDADÃO
A agricultura familiar e sua importância
A agricultura familiar é um sistema de produção muito comum na Região Sul. Vamos entender como essa produção pode estar relacionada a você na escola.
Oi, Marta! Esses legumes chegaram hoje? Que bonitos!
Oi, Sirlene! Sim, estão frescos e o mais importante: sem agrotóxicos! Com esses produtos, podemos oferecer mais saúde para as crianças.
1. Em sua opinião, a preocupação com a compra de produtos sem agrotóxicos para a merenda escolar é importante? Por quê?
1. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor
Você sabia que boa parte dos alimentos utilizados na merenda das escolas no Brasil é produzida em pequenas propriedades familiares de seu município ou dos arredores?
Os alimentos fornecidos pela agricultura familiar, produzidos no sistema de agricultura orgânica, permitem incluir produtos mais saudáveis nas escolas e o mais importante: livres de agrotóxicos. Isso porque a maioria das pequenas e médias propriedades familiares adotam modos de produção que não agridem o meio ambiente. Muitas também optam pelo sistema agroflorestal, uma forma de plantar que mistura árvores, hortaliças, frutas e às vezes animais no mesmo espaço. Isso ajuda a cuidar do solo, da água e da natureza, produzindo alimentos de forma sustentável.
Resposta
1. Incentive os estudantes a expressarem seus conhecimentos a respeito de uma alimentação mais saudável. Auxilie-os na compreensão de que essa possibilidade está relacionada ao fornecimento de produtos orgânicos provenientes da agricultura familiar.
ATIVIDADE EXTRA
• Explore ainda mais a história em quadrinhos por meio das questões a seguir.
1. O que mais chamou sua atenção nas cenas?
Resposta pessoal. Incentive os estudantes a contarem detalhes do que observaram e a ideia geral das cenas.
2. De qual dos pratos servidos na merenda da escola você mais gosta?
Resposta pessoal. Promova uma conversa sobre os pratos ou alimentos preferidos dos estudantes, refletindo sobre os diferentes gostos de cada um e o respeito por eles, e valorizando as opções saudáveis do cardápio da merenda.
Com certeza!
Chegaram também as frutas, que vamos servir hoje pra garotada!
OBA! HOJE VAI TER SALADA DE FRUTAS!
Existe um programa do governo federal chamado Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que destina 30% dos recursos da merenda escolar para a compra de produtos da agricultura familiar local, ou seja, de produtores do município ou do entorno.
Optar pela compra dos produtos da agricultura familiar local tem outras vantagens. Confira algumas a seguir.
• A preferência pelos produtores locais pode garantir ingredientes frescos, para que a alimentação seja mais saudável e saborosa.
• A maior parte da produção é feita de maneira orgânica, sem agrotóxicos, ou por sistema agroflorestal, ajudando a conservar o meio ambiente.
• Ao promover a agricultura familiar, incentivam-se também o trabalho e a melhoria da renda no espaço rural, mantendo os mais jovens e suas famílias no campo.
Você sabia de tudo isso? Será que todos os estudantes da escola sabem? Essas informações precisam ser divulgadas para que todos percebam a importância da agricultura familiar e como ela faz parte do cotidiano de todos os estudantes.
Responda às atividades no caderno.
1 a 4. Respostas pessoais. Comentários nas orientações ao professor.
1. De onde vêm os alimentos utilizados na merenda da sua escola?
2. Vamos produzir cartazes sobre a importância da agricultura familiar, sobretudo na produção de ingredientes para a merenda escolar. É importante divulgar para a comunidade escolar de que maneira esse programa beneficia:
os estudantes; os agricultores familiares; o meio ambiente.
3. Para isso, organizem-se em grupos e combinem com o professor qual dos três temas cada grupo vai trabalhar. Façam pesquisas para obter as informações necessárias. Vocês podem usar cartolinas para montar os cartazes, canetas coloridas e letras diferenciadas para destacar os textos, imagens impressas ou desenhos feitos pelos integrantes do grupo.
4. Escolham um lugar da escola onde as pessoas possam ler e aprender um pouco mais sobre a agricultura familiar e a merenda escolar.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
BRASIL. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Aquisição de produtos da agricultura familiar para a alimentação escolar 2. ed. Brasília, DF: FNDE, 2016. Disponível em: https://www.fnde.gov.br/phocadownload/ programas/alimentacao_escolar/pnae_ manual_aquisicao-de-produtos-da-agricultura -familiar_2_ed.pdf. Acesso em: 7 set. 2025. Utilize o material sugerido para ampliar seus conhecimentos sobre o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
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• Na atividade 1, incentive os estudantes a refletirem sobre a importância do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), explorando como ele contribui para uma alimentação mais saudável nas escolas, o que tem relação direta com o desenvolvimento dos estudantes e o rendimento escolar. Para descobrir a origem dos alimentos da merenda escolar, faça uma lista do cardápio em diferentes dias da semana e busque informações sobre os fornecedores, sobretudo no caso de envolverem cooperativas rurais de agricultores familiares.
• Nas atividades 2, 3 e 4, organize os estudantes em grupos e oriente-os na escolha do tema e na realização de uma pesquisa em fontes confiáveis. Os cartazes podem contar com colagens ou desenhos, além de textos desenvolvidos pelos estudantes. Se eles tiverem dificuldades, ajude-os a planejar os cartazes e a produzir os textos criando um modelo na lousa. Explore temas como as práticas sustentáveis de agricultura familiar e sua importância na produção de alimentos consumidos pela população, sobretudo no caso das merendas escolares. O local escolhido para a fixação dos cartazes deve ter boa visibilidade e ser frequentado pela comunidade escolar.
AVALIAÇÃO SOMATIVA
Objetivos
• Desenvolver a percepção crítica dos estudantes sobre os espaços públicos do município e sua função social.
• Compreender como o crescimento desordenado das cidades pode gerar desigualdades sociais e espaciais.
• Identificar diferentes características das propriedades rurais da Região Sul do Brasil.
• Reconhecer a importância da agricultura familiar na produção de alimentos saudáveis e na conservação ambiental.
• Favorecer a consolidação de conhecimentos, a recuperação e a progressão das aprendizagens.
Encaminhamentos
• Na atividade 1, oriente os estudantes a analisarem os elementos retratados na fotografia que os ajudem a identificar o espaço público como um parque, entre eles as árvores, os bancos, os monumentos, o lago e a ponte. Incentive-os a refletir sobre qual é a função desse tipo de espaço público para a população, sobretudo relacionada ao lazer individual ou coletivo. Promova uma roda de conversa sobre os parques, as praças, os bosques ou outras áreas de lazer públicas do município onde vivem, refletindo sobre sua importância e seu estado de conservação e destacando que é função do poder municipal cuidar desses espaços, assim como é dever da população não degradá-los.
• Incentive, no trabalho com a atividade 2, a reflexão sobre como o crescimento rápido e desorganizado das cidades pode causar desigualdades, como moradias precárias, falta de serviços essenciais e congestionamentos no trânsito. Comente que o desenho deve representar essas situações
Confira nas orientações ao professor sugestões de uso destas atividades como instrumento de avaliação.
ATIVIDADES
Escreva as respostas no caderno.
1. c) Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes
1. Observe a fotografia e responda às questões no caderno.
1. a) Resposta: A fotografia comparem esse local com algum parque do município onde vivem e o descrevam.
em 2022.
a ) Descreva o espaço público retratado na imagem.
b ) Qual é a função desse espaço?
1. b) Resposta: Esse é um espaço de
convivência, onde a população pode se reunir para atividades de lazer.
c ) Em seu município existem espaços como esse? Quais? Descreva-os.
2. O crescimento desordenado das cidades revela desigualdades sociais e espaciais. Faça um desenho no caderno sobre isso.
2. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor retrata um parque, com vegetação, bancos, lago, ponte e monumentos.
3. Copie no caderno as frases que tratam das diferentes características das propriedades rurais da Região Sul.
a ) Muitas pequenas propriedades dedicam-se à policultura.
b ) As propriedades se diferenciam por tecnologias de produção, sendo algumas modernas e outras tradicionais.
c ) As cidades continuam crescendo nos estados da Região Sul.
d ) Grandes propriedades da região privilegiam a monocultura.
e ) Há propriedades na região que se dedicam à rotação de cultura ao longo do ano.
3. Resposta: Os estudantes devem copiar as frases a, b, d e e.
4. Escreva uma frase sobre agricultura familiar, a produção de alimentos saudáveis e os cuidados com o meio ambiente.
4. Resposta pessoal. Acompanhe a produção
dos estudantes e auxilie-os em caso de dúvida. Se necessário, escreva palavras-chave na lousa, como alimentos, saúde, agrotóxicos, além das palavras destacadas no enunciado.
de forma criativa e crítica. Acompanhe a produção dos estudantes e auxilie-os em caso de dúvida. Sugira a produção de uma paisagem do município ou mesmo que tenham visto em outro lugar. Essa produção pode ser fictícia, desde que coerente.
• Na atividade 3, peça aos estudantes que leiam as frases com atenção. Após escrevê-las no caderno, promova uma conversa rápida para garantir a compreensão das diferenças entre os
tipos de propriedades rurais e suas formas de produção.
• Em caso de dificuldades na atividade 4, retome com os estudantes o que é agricultura familiar e como ela contribui para a alimentação saudável e a conservação ambiental. Depois, oriente os estudantes a elaborarem uma frase com as próprias palavras, valorizando a conscientização ambiental. Peça que formulem a frase oralmente e depois a escrevam no caderno.
Município de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul,
6 MEIO AMBIENTE E CIDADANIA NA REGIÃO SUL
O Jardim Botânico de Curitiba, no Paraná, cumpre diversas funções. É um espaço de lazer, de educação ambiental e centro de pesquisa. Abriga muitas plantas diferentes, nativas e exóticas. É um ponto turístico muito visitado e já se tornou um dos símbolos da cidade de Curitiba. Confira nas orientações ao professor sugestões de uso destas atividades como instrumento de avaliação.
OBJETIVOS DA UNIDADE
• Refletir sobre os principais problemas ambientais existentes na Região Sul.
• Analisar a relação entre algumas atividades humanas e as ameaças ao meio ambiente na Região Sul.
• Reconhecer e valorizar ações sustentáveis de conservação ambiental na Região Sul.
• Identificar áreas de conservação na Região Sul e sua importância na proteção da biodiversidade local.
AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA
Objetivos
• Relacionar a importância de iniciativas de conservação ambiental, como os jardins botânicos existentes em algumas cidades da Região Sul.
• Resgatar conhecimentos e experiências prévias da turma sobre o tema.
O que mais chamou sua atenção na imagem do Jardim Botânico de Curitiba? Você já visitou esse lugar? Conte aos colegas.
Você sabe qual é a importância de um jardim botânico? Escreva sua resposta em um papel e entregue ao professor.
Em seu município ou em um município vizinho há um jardim botânico? Se possível, façam uma visita guiada com o professor e os colegas para conhecer e explorar esse lugar. 1. 2. 3.
1 a 3. Respostas e comentários nas orientações ao professor
Respostas
• Refletir sobre a relação entre esses espaços, a conservação ambiental, a educação ambiental e o lazer. Encaminhamentos
• Explore o assunto deflagrador sobre os jardins botânicos por meio da atividade 1. Na atividade 2 , utilize a estratégia de metodologia ativa escrita rápida para trabalhar as questões propostas. Aproveite as respostas escritas pelos estudantes para relacionar o assunto ao contexto do lugar onde vivem, como sugerido na atividade 3
• Explique, se necessário, que os jardins botânicos se dedicam não somente à coleta e à exposição de plantas (em geral, espécies nativas) em jardins ou estufas, mas também como centros de pesquisa e locais onde a população pode aprender mais sobre a flora local. Além de levantarem conhecimentos prévios sobre o tema, os estudantes devem reconhecer que se tratam de áreas onde se promovem a conservação, a pesquisa científica, a educação ambiental e o lazer.
1. Resposta pessoal. Explore a imagem com os estudantes e incentive a conversa entre aqueles que conhecem e aqueles que nunca visitaram o Jardim Botânico de Curitiba.
2. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a expressarem seu conhecimento prévio sobre jardins botânicos. Explique aos estudantes a função desses lugares em desenvolver pesquisas, conservar espécies e instruir o público por meio de educação ambiental e como exemplo de cidadania ao promover a conservação do meio ambiente.
05/10/2025 10:03:29
3. Resposta pessoal. Se possível, promova uma visita guiada a um jardim botânico. Providencie a autorização dos pais ou responsáveis e sugira a participação deles. Solicite apoio da coordenação e da direção da escola para acompanhar os estudantes. Antes de agendar a visita guiada, conheça o lugar e certifique-se de que não ofereça riscos a eles, programando um roteiro seguro. Caso haja estudantes com necessidades educacionais especiais, assegure-se de que ele receba o apoio adequado, promovendo a cooperação e a inclusão de todos durante a atividade.
Estufa do Jardim Botânico Francisca Maria Garfunkel Rischbieter em Curitiba, no Paraná, em 2025.
• O Tema 1: Exploração dos recursos e os problemas ambientais , apresentado nas páginas 124 a 129, propõe aos estudantes identificar impactos das ações humanas sobre o ambiente. Desse modo, podem refletir sobre as causas e consequências dos problemas descritos, estabelecendo relações entre a exploração de recursos naturais e o crescimento urbano e as ameaças sobre as vegetações e os solos na Região Sul. Ao realizar esse estudo, eles desenvolvem as habilidades EF03GE04 , EF03GE09 , EF04GE10 , EF05GE08 e EF05GE12
• O estudo sobre impactos ambientais na Região Sul propõe o uso de mapas, a leitura de paisagens, as produções escritas e os relatos orais, permitindo aos estudantes reconhecerem e refletirem sobre impactos ambientais no contexto do município, do estado e da região onde moram, além de pensarem e formarem opinião crítica sobre meio ambiente, cidadania e solidariedade, desenvolvendo, assim, um trabalho com as Competências gerais 1, 4, 7, 9 e 10
• O estudo do tema pode promover momentos de formação cidadã e educação ambiental, com o estudo sobre práticas sustentáveis voltadas à conservação do ambiente, desenvolvendo, assim, os temas contemporâneos transversais Educação ambiental e Educação em direitos humanos
• As questões 1, 2 e 3 solicitam observação e análise da legenda do mapa. Faça uma leitura descritiva da legenda antes de conduzir os estudantes à observação do mapa, orientando-os na decodificação dos símbolos (ícones, hachuras e cores) usados na representação.
1 EXPLORAÇÃO DOS RECURSOS E OS PROBLEMAS AMBIENTAIS
A Região Sul é rica em biodiversidade, solos férteis, reservas minerais e rios importantes. Essa riqueza natural é fundamental para o desenvolvimento de atividades econômicas como a agricultura, a pecuária, o extrativismo e a indústria.
No entanto, em muitos casos, o aproveitamento dos recursos da natureza e a expansão urbana sem planejamento, com ocupação de áreas impróprias, falta de tratamento de esgoto e emissão de poluentes por indústrias, geram sérios problemas ambientais. Esse é um dos desafios a serem enfrentados na Região Sul.
O mapa a seguir localiza os principais problemas ambientais decorrentes das atividades humanas nessa região.
1 a 3. Respostas e comentários nas orientações ao professor
1. De acordo com o mapa, quais tipos de problemas ambientais ocorrem na Região Sul?
2. Quais desses problemas ocorrem no estado onde você vive?
3. Quais dos problemas ambientais evidenciados no mapa você observa em seu município?
Poluição da água e do ar por atividades industriais Risco de contaminação do solo e da água pelas atividades de mineração
Contaminação da água e do solo por agrotóxicos
Maior risco de erosão dos solos Processos de arenização Risco de contaminação por derramamento de petróleo e derivados
Uso intensivo de água para irrigação
Cidade
Capital estadual
Região Sul: impactos ambientais
Trópico de Capricórnio Londrina Umuarama
Guarapuava Curitiba
Foz do Iguaçu
Chapecó
Alegrete Passo Fundo
Lages
Florianópolis
Criciúma
Porto Alegre Bagé
OCEANO ATLÂNTICO
50° O
Desse modo, é possível aperfeiçoar noções cartográficas com a turma.
Respostas
1. Poluição da água e do ar por atividades industriais, risco de contaminação de áreas costeiras por derramamento de petróleo, risco de contaminação do solo e da água por mineração e agrotóxicos, maior risco de erosão, processos de arenização, risco de erosão dos solos e uso intensivo de água para irrigação.
2. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a explorarem o mapa para responder a esta questão. Se necessário, cite informações comple-
mentares ou peça que façam uma pesquisa sobre o assunto.
3. Resposta pessoal. Promova um momento para que os estudantes possam expressar seus conhecimentos a respeito de possíveis problemas ambientais no município. Se necessário, cite informações complementares ou peça que façam uma pesquisa sobre o assunto.
• Caso realizem uma pesquisa pela internet em casa, ainda que com objetivo pedagógico, ressalte que eles devem fazê-la acompanhados de um familiar ou responsável.
Fonte de pesquisa: GIRARDI, Gisele; ROSA, Jussara Vaz. Atlas geográfico do estudante. São Paulo: FTD, 2016. p. 80.
110 km
MAPA CLICÁVEL: PRINCIPAIS PROBLEMAS AMBIENTAIS DA REGIÃO SUL DO BRASIL
DESMATAMENTO E BIODIVERSIDADE
O problema do desmatamento afeta a biodiversidade das formações vegetais naturais da região, sobretudo a Mata Atlântica, a Mata de Araucárias e o Pampa, com a perda de espécies vegetais e animais que nelas habitam.
A Mata Atlântica abrangia grande parte da Região Sul. O estado do Paraná ainda abriga uma das maiores áreas preservadas dessa vegetação no país. O crescimento das cidades e das atividades agrícolas, contudo, ameaçam as áreas remanescentes na região.
Plantações próximo à área de vegetação de Mata Atlântica no município de Campo Largo, no Paraná, em 2023.
O Pampa é uma das formações vegetais que vem sendo mais degradadas pelo avanço de algumas práticas agrícolas. Entre 1985 e 2023, estima-se que 28% da vegetação nativa do Pampa tenha sido degradada, sobretudo para cultivo de soja.
Paisagem de lavoura de soja às margens de uma área de vegetação de Pampa em Manoel Viana, no Rio Grande do Sul, em 2020.
A Mata de Araucárias foi quase totalmente devastada na região. Restando ainda poucas áreas de formação nativa, essa vegetação pode estar ameaçada de extinção.
Paisagem com áreas esparsas de pinheiros-do-paraná, principal espécie da Mata de Araucária, em Urubici, em Santa Catarina, em 2020.
• Dando sequência ao tema, o trabalho com o tópico Desmatamento e biodiversidade explora a degradação das vegetações nativas da Região Sul. Inicie retomando o que os estudantes já aprenderam sobre elas. Trate desse tema incentivando-os a identificar as causas e as consequências do desmatamento. Apresente novamente o mapa das vegetações da Região Sul para contribuir com essa proposta.
• Mostre aos estudantes um mapa com a área de abrangência original da Mata Atlântica no território brasileiro. Valorize a biodiversidade da Mata Atlântica e sua importância para a identidade cultural e o modo de vida da população em muitas regiões. Compare sua extensão nativa em outras regiões do país. Espera-se que os estudantes reconheçam que essa vegetação cobria quase que todo território da Região Sul.
• Oriente os estudantes a identificarem a formação de Pampa na fotografia, que aparece em primeiro plano, em um tom de verde mais claro e com a presença de arbustos. A lavoura de soja está em segundo plano na imagem, em um tom de verde mais escuro que o do Pampa.
ATIVIDADE EXTRA
• Para complementar o tema, organize a turma em três grupos. Cada um deverá realizar uma pesquisa de notícias ou reportagens envolvendo o desmatamento dos principais tipos de vegetação da Região Sul. Oriente o registro dos principais conteúdos de cada notícia no caderno e proporcione um momento para compartilhar os resultados. Organize um debate com os estudantes sobre as temáticas evidenciadas.
• O texto a seguir apresenta informações sobre a degradação da vegetação do Pampa na América do Sul. [...]
O país que teve a maior perda proporcional de vegetação campestre foi o Brasil, com 2,9 milhões de hectares – o equivalente a 58 vezes a área do município de Porto Alegre (RS). Trata-se de uma perda de 32% da área existente em 1985 em apenas 38 anos. O principal vetor dessa mudança é a expansão das áreas agrícolas para o plantio de soja. O uso agrícola do solo aumentou 2,1 milhões de hectares entre 1985 e 2022. A silvicultura, por sua vez, expandiu seu território em mais de 720 mil hectares nesse período – um aumento impressionante de 1 667%. Em
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1985, a área total ocupada pelos campos era de 9 milhões de hectares e passou para 6,2 milhões de hectares em 2022.
[...]
As áreas de agricultura e pastagens plantadas somadas cresceram 16%, de 43,2 milhões de hectares para 50,1 milhões de hectares [...].
• Ao trabalhar o tópico Desmatamento e mineração, explore os impactos ambientais causados pela mineração no contexto brasileiro recente e, em seguida, promova a leitura do texto e a análise dos problemas ambientais oriundos da atividade mineradora na Região Sul. Ao realizar essa abordagem, relacione a exploração de recursos naturais às transformações na paisagem, ao desmatamento, à perda de biodiversidade e à poluição dos recursos hídricos por metais pesados e outras substâncias tóxicas, afetando a saúde de comunidades locais e seus modos de vida.
• Ao trabalhar o exemplo da harpia (gavião-real), no tópico Desmatamento e fauna, destaque a biodiversidade ameaçada na Região Sul. Comente que essa espécie é representada no brasão do estado do Paraná, sendo considerada uma espécie símbolo desse estado. Explore também o fato de que a maior parte das espécies criticamente ameaçadas de extinção no Brasil são aves, tanto em função de sua diversidade como do impacto relacionado à perda de seus hábitats naturais e ao tráfico de animais silvestres.
• Na questão 1, se considerar pertinente, utilize com os estudantes a estratégia de metodologia ativa vire e fale. O reconhecimento da redução das áreas de vegetação nativa no contexto dos lugares de vivência da turma pode ser usado para fomentar atitudes de cidadania e de consciência socioambiental. Essa atividade pode ser feita com os estudantes organizados em roda na sala de aula ou em um outro espaço da escola. Solicite que falem ao colega que estiver à esquerda, à direita ou à frente. O fato de se organizarem corporalmente no espaço permite que utilizem a coordenação entre posição e movimento, de-
Desmatamento e mineração
A mineração tem importância econômica na Região Sul, com destaque para a extração de gemas de ametista e ágata no Rio Grande do Sul, carvão mineral em Santa Catarina, talco no Paraná, além de caulim, areia e brita usados em diversas indústrias e na construção civil.
No entanto, a abertura de minas a céu aberto ocasiona o desmatamento de áreas com vegetação nativa, além de gerar rejeitos que podem contaminar o solo e os recursos hídricos. A exploração de carvão mineral em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, por exemplo, tem causado a poluição de rios como o Araranguá e o Tubarão.
O planejamento, a fiscalização e medidas de recuperação ambiental são importantes para o equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a conservação dos recursos naturais.
Paisagem de mina de carvão mineral a céu aberto em Candiota, no Rio Grande do Sul, em 2022.
Desmatamento e fauna
O desmatamento na Região Sul tem ocasionado a redução de áreas habitadas por diferentes espécies da fauna. Somado a atividades ilegais, como a caça e o tráfico de animais silvestres, esse problema tem contribuído para a redução de diversas espécies, como o gato-palheiro ou dos pampas, o caxinguelê (único esquilo do Pampa), o lobo-guará, a onça-pintada, o bugio-ruivo, o gavião-de-penacho e a harpia.
Ave ameaçada de extinção, a harpia ou gavião-real, raramente é vista na natureza, como em matas e florestas. Essa harpia vive no Refúgio Biológico Bela Vista da Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu, no Paraná, em 2024.
1. É possível observar o avanço do desmatamento no seu município ou nos arredores? Converse com os colegas sobre isso.
1. Resposta pessoal. Comentários nas orientações ao professor
senvolvendo, assim, a propriocepção
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
ICMBio. Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade – SALVE. Gov.br, 2025. Disponível em: https://salve.icmbio.gov.br/#/.
Acesso em: 16 ago. 2025.
Para ampliar o tema, acesse o conteúdo do link indicado. É possível conhecer a situação de várias espécies animais por categorias (vulnerável, extinta etc.), biomas (Mata Atlântica, Pampa, Cerrado etc.) e grupos (anfíbios, aves, mamíferos etc.) ou, ainda, fazer uma pesquisa avançada. Se possível, com objetivo estritamente pedagógico, oriente os estudantes no acesso ao link utilizando o laboratório de informática. Permita que eles explorem a página que apresenta as informações de modo muito interessante e interativo, por meio de mapas, gráficos, fotografias e resumos sobre as espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção.
PERDA DE SOLO CULTIVÁVEL
O solo é um recurso que, uma vez degradado, demora vários anos para se recompor. A degradação do solo pode ocorrer, por exemplo, por meio da poluição ou da erosão, problemas ambientais ocasionados, entre outros fatores, pelo desmatamento ou pela prática inadequada de atividades agrícolas. Vamos estudar alguns desses problemas na Região Sul.
Poluição e erosão dos solos
Em diferentes áreas da Região Sul, os fertilizantes e defensivos químicos são usados para combater pragas e melhorar a produção de alimentos.
Quando usados em excesso, eles podem poluir o solo, os rios e os lagos, além de prejudicar a saúde das pessoas e a vida de plantas e animais.
A retirada da vegetação, que protege o solo, o torna mais suscetível à erosão hídrica. Essa erosão ocorre com a perda das camadas superficiais do solo devido à ação da água (das chuvas ou da irrigação excessiva), sendo uma das principais causas de danos aos solos cultiváveis na Região Sul e no Brasil.
Formação de erosão em área rural do município de Quaraí, no Rio Grande do Sul, em 2024.
sobre os impactos de fertilizantes e defensivos químicos no ambiente por meio do texto a seguir. [...]
A utilização de produtos químicos como fertilizantes (ou adubos químicos) e agrotóxicos nas atividades agrícolas e de reflorestamento pode resultar em resíduos que coloquem em risco a saúde humana e os organismos aquáticos e terrestres nos diferentes compartimentos ambientais. [...]
Trator fazendo aplicação de defensivo químico em uma lavoura no município de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, em 2023.
Considerando os processos de transporte entre compartimentos ambientais, com os quais os agrotóxicos estão relacionados depois de aplicados em áreas agrícolas, a lixiviação e o carreamento superficial merecem destaque. A lixiviação dos agrotóxicos através do solo tende a resultar em contaminação das águas subterrâneas e neste caso, as substâncias químicas são levadas em solução juntamente com a água que alimenta os aquíferos. O carreamento superficial favorece a contaminação das águas de superfície,
• O trabalho com o tópico Perda de solo cultivável permite a análise de um dos principais problemas ambientais da atualidade em todo o mundo e que pode ser relacionado à prática de um modelo de desenvolvimento insustentável. Esse reconhecimento é um passo importante para que os estudantes identifiquem e valorizem práticas sustentáveis voltadas à conservação do solo, identificando-o como um recurso natural não renovável, pois sua formação é muito lenta e a degradação provocada pelo ser humano é muito mais rápida do que a sua capacidade de se recompor.
• Ao trabalhar o conteúdo sobre o uso de fertilizantes e defensivos químicos na agricultura, lembre que esses problemas derivam do uso indevido e excessivo desses produtos, e que existem sistemas que não utilizam fertilizantes e defensivos químicos, como a agricultura orgânica. Valorize o modo de produção que não polui o solo e as águas na produção de alimentos.
• Ao realizar o estudo sobre erosão, destaque que esse é um processo natural que, no entanto, é intensificado pela ação humana e pode levar à degradação dos solos. É importante que relacionem o desmatamento à perda de solo por erosão, reconhecendo assim a função da vegetação para a proteção dos solos.
• Amplie seu conhecimento
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com o agrotóxico adsorvido às partículas do solo erodido ou em solução. A permanência dos agrotóxicos no solo agrícola é inversamente dependente da taxa de ocorrência dos processos de transporte. [...]
SPADOTTO, Cláudio Aparecido; GOMES, Marco Antonio Ferreira. Perdas de agrotóxicos. Portal Embrapa, Brasília, DF, 22 dez. 2021. Disponível em: https://www.embrapa.br/agencia-de-informacao -tecnologica/tematicas/agricultura-e-meio-ambiente/ qualidade/residuos/perdas-de-agrotoxicos. Acesso em: 16 ago. 2025.
• Explique que, apesar de apresentarem efeitos parecidos, a arenização e a desertificação são fenômenos diferentes. A arenização ocorre principalmente em solos com alta concentração de areia, situados em regiões úmidas e com elevado índice de chuvas. Já a desertificação é característica de áreas com clima semiárido.
A pesquisadora Dirce Maria Antunes Suertegaray, em seus estudos realizados ao longo de muitos anos, explica a origem da formação de areais, ou a arenização, no sudoeste do Rio Grande do Sul.
[...]
Considera-se que esses estudos corroboram a hipótese inicial sobre a origem dos areais como naturais e, ao mesmo tempo, desconstroem conceitos de que essas áreas seriam espaços degradados. Considera-se ainda que, na origem, estes areais, enquanto naturais, não constituem áreas degradadas, o uso que é feito desses espaços no presente tende a degradá-los.
[...]
SUERTEGARAY, Dirce Maria Antunes. Arenização: transfiguração da paisagem através de imagens. Revista Entre-Lugar, Dourados, MS, v. 9, n. 17, 2018. Disponível em: https:// ojs.ufgd.edu.br/entre-lugar/article/ view/8820/5039. Acesso em: 29 set. 2025.
• Para trabalhar a questão 1 e averiguar a percepção dos estudantes sobre o serviço de tratamento e a distribuição de água em seu município, se considerar interessante, utilize com os estudantes a estratégia de metodologia ativa debate e questione-os sobre as características desses serviços. É importante que utilizem a argumentação para defender sua posição e, no caso de desaprovarem esse serviço, devem apontar os motivos e os pontos de melhoria necessários.
• Ao trabalhar o assunto, valorize políticas públicas direcionadas à conservação dos recursos hídricos, como o exemplo mostrado
1. Resposta pessoal. Promova um momento para que os estudantes possam expressar seus conhecimentos a respeito de possíveis problemas com a qualidade ou o
A arenização
abastecimento de água no município. Se necessário, leve informações complementares sobre o assunto.
Na região sudoeste do Rio Grande do Sul, existem áreas caracterizadas pela ausência de cobertura vegetal, onde se destaca a presença de areais. O processo de arenização, nessa região, ocorre principalmente pela ação das águas das chuvas e dos ventos, que deixa exposto o solo arenoso.
Esse processo de arenização pode ser intensificado por práticas como a retirada da vegetação, o avanço de atividades agrícolas e a extração de areia.
Área em processo de arenização em Manoel Viana, no Rio Grande do Sul, em 2023.
USO DA ÁGUA NA REGIÃO SUL
Na Região Sul do Brasil, o uso descontrolado da água, seja no abastecimento da população, seja em irrigações excessivas, pode levar à diminuição dos níveis dos rios e aquíferos. O uso desenfreado de água e o desmatamento nas nascentes prejudicam a qualidade e a disponibilidade desse recurso na região. Sem o uso consciente da água, o risco de escassez aumenta, comprometendo o abastecimento da população e das produções industriais e agrícolas.
Um exemplo de cuidado na conservação da água é o Programa Estadual de Recuperação de Nascentes do Paraná, que promove o reflorestamento e a proteção das nascentes junto à comunidade, cuidando da água para o futuro.
Nascente recuperada no município de Goioerê, no Paraná, em 2022.
1. O lugar onde você vive na Região Sul passa ou já passou por problemas com a qualidade ou o abastecimento de água? Converse com os colegas e o professor sobre esse assunto.
na página. Esse é um exemplo de projeto que busca a participação de proprietários rurais e comunidades, que são incentivados a adotarem práticas sustentáveis para proteção dos recursos hídricos, evitando impactos ambientais e problemas no abastecimento.
• Acolha estudantes que já passaram por problemas com o abastecimento ou de má qualidade da água, especialmente aqueles que passaram por catástrofes ambientais ou situações de vulnerabilidade.
Confira nas orientações ao professor sugestões de uso destas atividades como instrumento de avaliação. 1. b) e c) Respostas e comentários nas orientações ao professor.
ATIVIDADES
Escreva as respostas no caderno.
1. a) Resposta esperada: A erosão dos solos, que causa a perda de solo cultivável.
1. Observe a fotografia a seguir e responda às questões no caderno.
a ) Qual problema ambiental é mostrado na imagem?
b ) Quais são as causas e consequências desse tipo de problema?
c ) Esse problema ocorre no município ou estado onde você vive?
2. b) Resposta esperada: O trabalho envolve ações de melhoria, preservação, recuperação e reparação ambiental por meio da proteção de nascentes existentes em propriedades rurais.
Paisagem de área rural no município de Ribeirão Claro, no Paraná, em 2025.
2. Leia o texto a seguir e responda às questões no caderno. Emater-RS: Nascentes protegidas garantem abastecimento de água nas propriedades rurais
[...]
2. a) Resposta pessoal. Oriente e auxilie os estudantes a identificarem as palavras e as encontrarem no dicionário, se necessário.
A proteção de nascentes é considerada ação de baixo impacto ambiental, de interesse público, contribuindo para segurança hídrica, buscando quantidade e qualidade da água para a propriedade rural e seu entorno e caminho natural. O trabalho envolve ações de melhoria, preservação, recuperação e reparação ambiental, através da proteção de nascentes existentes em propriedades rurais. [...]
Segundo o extensionista rural do Escritório Municipal de Ijuí [RS], Edevin Bernich, “a proteção de nascentes é uma forma eficiente, com baixo custo, para o acesso à água de forma sustentável, para o atendimento das necessidades básicas das famílias, dessedentação animal, irrigação de hortas e pomares, entre outros”.
[...]
EMATER-RS: nascentes protegidas garantem abastecimento de água nas propriedades rurais. Rede de Notícias ASBRAER, 28 jan. 2025. Disponível em: https://asbraer.org.br/noticia.html?id=5768&img=6489. Acesso em: 12 ago. 2025.
a ) Procure no dicionário o significado das palavras do texto que você não conhece.
b ) Quais ações são realizadas nesse projeto?
c ) Em que essas ações resultam?
2. c) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes citem a melhoria no acesso à água de forma sustentável para o atendimento das necessidades básicas das famílias, cuidado com animais, hortas, pomares, entre outros.
d ) Você conhece alguma nascente perto da sua casa ou escola? Como ela é cuidada?
2. d) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes
expressem suas observações sobre o espaço do entorno e sobre os cuidados com as fontes de água no lugar onde vivem.
A erosão dos solos é provocada pelo desmatamento e pelas práticas agropecuárias inadequadas, pois a retirada da vegetação deixa o solo desprotegido e as águas das chuvas ou da irrigação excessiva carregam as camadas superficiais do solo.
1. c) Resposta pessoal. Oriente os estudantes a expressarem conhecimentos a respeito desse problema no município ou no estado.
ATIVIDADE EXTRA
• Se considerar pertinente, apresente o
texto a seguir para os estudantes e explore-o com a atividade sugerida.
O Paraná tem um programa inovador de proteção dos seus recursos naturais [...].
[...] Um exemplo inspirador vem de uma estância na região rural de São José dos Pinhais, cuidada pelo casal Sonia e Ildérico de Paula. A propriedade já desenvolve, a partir do acompanhamento técnico do IDR-PR [Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná], ações como reflorestamento e proteção de nascentes. Para eles, cuidar da água é também cuidar da vida.
“A água é vida. Quando você protege a natureza e cuida da nascente, a diferença é sen-
Objetivos
• Identificar a erosão do solo por meio da análise de fotografia e descrever suas causas e consequências.
• Reconhecer e valorizar ações de conservação dos recursos hídricos e seus resultados.
• Refletir sobre a erosão do solo e a conservação dos recursos hídricos no espaço do município.
• Favorecer a consolidação de conhecimentos, a recuperação e a progressão das aprendizagens.
Encaminhamentos
• Na atividade 1, oriente os estudantes na leitura coletiva da paisagem e retome conhecimentos sobre a erosão do solo e suas causas. Os estudantes devem reconhecer esse problema em seu município ou estado. Para atender estudantes com necessidades educacionais específicas, descreva pausadamente as instruções da atividade e as imagens apresentadas, ampliando as possibilidades de interação deles.
• Na atividade 2 , faça a leitura coletiva do texto e converse com a turma sobre a conservação da água e sua importância para a segurança hídrica. Valorize ações individuais, coletivas e dos governantes com essa finalidade.
Respostas
1. b) Resposta esperada:
05/10/2025 10:03:32
tida na produção, no sabor da água e até na cidade”, diz Ildérico [...].
PARANÁ tem projeto de proteção de microbacias no campo para garantir segurança hídrica. Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná, Curitiba, 9 jul. 2025. Disponível em: https://www.idrparana.pr.gov.br/ Noticia/Parana-tem-projeto-de-protecao-de -microbacias-no-campo-para-garantir-seguranca -hidrica. Acesso em: 9 ago. 2025. 1. Em sua opinião, o que Ildérico quer dizer com a frase “A água é vida”?
Resposta pessoal. Peça que os estudantes produzam desenhos para responder à questão.
• No Tema 2: Desafios urbanos e costeiros, apresentado nas páginas 130 a 132, os estudantes reconhecem alguns dos principais desafios relacionados aos problemas ambientais urbanos e analisam a situação ambiental de áreas costeiras habitadas por comunidades caiçaras na Região Sul. Ao realizarem esse trabalho, eles desenvolvem as habilidades EF03GE04, EF03GE09 e EF04GE06
• As atividades propostas e as seções complementares abordam o modo de vida de povos tradicionais e a importância da defesa dos direitos desses povos, trabalhando, assim, com as Competências gerais 1, 4, 7 e 10
• O reconhecimento do modo de vida de um povo tradicional (populações caiçaras) e a dependência dessa população com relação ao ambiente e à biodiversidade marinha possibilita uma conscientização sobre a necessidade de conservação de áreas costeiras, colaborando para o desenvolvimento dos temas contemporâneos transversais Diversidade cultural, Educação em direitos humanos e Educação ambiental
• Inicie o tópico Crescimento urbano e meio ambiente resgatando o que os estudantes já sabem sobre o crescimento populacional, a urbanização e a industrialização da Região Sul. Espera-se que reconheçam que o processo de urbanização desordenado e em um ambiente de desigualdade resulta em muitos problemas urbanos que impactam a qualidade ambiental. Da mesma forma, espera-se que reconheçam que muitas das cidades da Região Sul concentram indústrias e que em alguns casos essa atividade está relacionada a problemas como a poluição atmosférica e das águas.
2 DESAFIOS URBANOS E COSTEIROS
Na Região Sul, especialmente nas maiores cidades e nas áreas litorâneas, os problemas ambientais também são um grande desafio a ser enfrentado pela população.
CRESCIMENTO URBANO E MEIO AMBIENTE
A ampliação das áreas urbanas, dos parques industriais e da quantidade de veículos trafegando pelas ruas tem sido causa de alguns problemas ambientais na Região Sul. Vamos estudar alguns deles a seguir.
A emissão de poluentes atmosféricos prejudica a qualidade do ar, principalmente nas capitais dos estados e cidades vizinhas. Além disso, o congestionamento no trânsito tem sido característica comum entre essas maiores cidades da região.
Chaminés de fábrica emitindo fumaça para a atmosfera no município de Caçador, em Santa Catarina, em 2024.
A poluição de rios, córregos, represas e águas costeiras ocorre pelo despejo direto de esgoto residencial, comercial e industrial. Também há casos de resíduos sólidos descartados incorretamente, poluindo o solo e as águas usadas para abastecimento, pesca e lazer da população.
Resíduos sólidos descartados incorretamente no município de Santa Mariana, no Paraná, em 2021.
As águas costeiras e as comunidades caiçaras
A poluição das águas costeiras é uma ameaça à atividade pesqueira na Região Sul. Outros fatores, como atividades portuárias também têm interferido no ambiente marinho.
Algumas empresas que realizam a pesca industrial desrespeitam as leis que definem os períodos corretos, assim como as cotas de pesca na região. Espécies, como a tainha e o camarão vêm diminuindo devido à pesca excessiva.
A Região Sul é uma importante fornecedora de pescados para outras partes do país. Do seu litoral, sai cerca de 29% de todo o pescado brasileiro, como peixes e camarões, pelo extrativismo ou pela aquicultura
Aquicultura: criação de animais e plantas aquáticos, como peixes, camarões e algas. Pode ser feita em tanques, lagos, rios ou no mar.
Paisagem da Baía de Quinta dos Ganchos com cultivo de mariscos e ostras, em Governador Celso Ramos, em Santa Catarina, em 2022.
Diversas comunidades tradicionais caiçaras têm a pesca artesanal como principal fonte de alimento e renda. Para essas comunidades, são essenciais e tradicionais tanto as florestas e os terrenos para a pequena agricultura, como as áreas de rios, mangue e as águas marinhas.
Os caiçaras valorizam a conexão com a natureza, o mar, a agricultura e a pesca artesanal. Assim, as alterações no meio ambiente costeiro interferem diretamente no modo de vida dessas comunidades tradicionais.
Pesca artesanal de anchovas na Praia do Centro, em Garopaba, em Santa Catarina, em 2021.
que é a criação de organismos marinhos como peixes, ostras e/ou mexilhões em áreas confinadas (marinhas ou estuarinas) para a produção de alimentos. Destaque que comunidades caiçaras também praticam a agricultura em pequena escala e se dedicam cada vez mais a atividades do setor terciário, sobretudo baseadas no turismo.
• Caso considere pertinente, apresente aos estudantes a lista de peixes de água doce em ameaça de extinção no Rio Grande do Sul, discutindo com eles a distribuição e as causas dessa ameaça. Disponível em: https://www.ufrgs.br/ peixesrs/especies-ameacadas/. Acesso em: 15 set. 2025.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
05/10/2025 10:03:33
MAFRA, Tiago Vernize; SANTIAGO, André. Mapa das comunidades do litoral norte do Paraná: Grande Reserva Mata Atlântica. Curitiba: Governo do Paraná, 2023. Disponível em: https://www. portosdoparana.pr.gov.br/sites/portos/arquivos_ restritos/files/documento/2023-10/appamapa_ comunidades.pdf. Acesso em: 16 ago. 2025. Para ampliar o estudo sobre as comunidades caiçaras no contexto do estado do Paraná, acesse o link indicado, que apresenta um mapa e informações sobre comunidades do litoral norte do Paraná e seu modo de vida.
• O tópico As águas costeiras e as comunidades caiçaras permite uma abordagem sobre o modo de vida de povos tradicionais e a relação desses povos com o ambiente, além de problematizar a degradação de áreas costeiras na Região Sul. Ao realizar a leitura do texto, resgate conhecimentos e experiências prévias dos estudantes sobre comunidades caiçaras e seu modo de vida. Caso existam comunidades caiçaras no município, explore e valorize as contribuições culturais caiçaras para a identidade cultural do município, incluindo suas atividades e costumes, como festas e tradições alimentares.
• Explique que as comunidades caiçaras têm origem étnica diversa, uma vez que são resultantes da miscigenação entre indígenas, europeus (principalmente portugueses) e africanos. Ao destacar o problema da degradação de águas costeiras como uma ameaça ao modo de vida das comunidades caiçaras, explore também outros problemas que essas comunidades enfrentam, como a especulação imobiliária no litoral brasileiro e os projetos de desenvolvimento urbano que ignoram os seus direitos territoriais.
• Comente que, além de se dedicarem à pesca artesanal, algumas comunidades caiçaras têm adaptado seu modo de vida e realizado atividades como a maricultura,
Objetivos
• Reconhecer o problema da poluição dos recursos hídricos, suas causas e suas consequências.
• Identificar a poluição dos recursos hídricos no contexto de seu município.
• Identificar e memorizar aspectos do modo de vida das populações caiçaras.
• Favorecer a consolidação de conhecimentos, a recuperação e a progressão das aprendizagens.
Encaminhamentos
• Na atividade 1, auxilie os estudantes na retomada de conteúdos sobre a poluição dos recursos hídricos, suas causas e suas consequências, por meio da estratégia de metodologia ativa vire e fale. Aproveite para trabalhar a percepção dos estudantes sobre esse problema no seu município ou estado e explore as responsabilidades dos governantes na conservação dos recursos hídricos.
• Nas atividades 2 e 3, os estudantes podem se organizar em duplas para fazerem uma leitura conjunta e, depois, a escrita no caderno.
Resposta
1. b) O parque visa conservar áreas de Mata Atlântica (no texto, denominada Floresta Atlântica) e Vegetação Litorânea, fauna e águas, além de propiciar ações de recuperação de ecossistemas alterados.
ATIVIDADE EXTRA
• Com base na leitura das frases sobre as populações caiçaras, organize uma atividade de pesquisa com os estudantes sobre as comunidades caiçaras no contexto de seu estado. Priorize nessa busca imagens que retratem atividades cotidianas desse povo tradicional e oriente-os a produzir um
ATIVIDADES
Escreva as respostas no caderno.
1. O texto a seguir trata do Parque Estadual do Rio Vermelho, uma unidade de conservação ambiental situada no município de Florianópolis. Leia o texto e responda às questões no caderno.
[...] o Parque Estadual do Rio Vermelho visa conservar amostras de Floresta Ombrófila Densa (Floresta Atlântica), das Formações Pioneiras (Vegetação de Restinga) e da fauna associada do domínio da Mata Atlântica, manter o equilíbrio do complexo hídrico da região, além de propiciar ações ordenadas de recuperação de seus ecossistemas alterados e proporcionar a realização de pesquisas científicas e a visitação pública com o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambientais, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico.
INSTITUTO do Meio Ambiente de Santa Catarina – IMA. Parque Estadual do Rio Vermelho Disponível em: https://www.ima.sc.gov.br/index.php/biodiversidade/unidades-de-conservacao/ parque-estadual-do-rio-vermelho. Acesso em: 25 ago. 2025.
1. b) Resposta e comentários nas orientações ao professor
a ) Procure em um dicionário o significado das palavras do texto que você não conhece.
1. a) Resposta pessoal. Auxilie os estudantes na seleção e busca das palavras no dicionário, se necessário.
b ) Como o texto descreve que o parque visa proteger o meio ambiente?
1. c) Resposta: Sim. A visitação pública com atividades de educação ambiental, recreação em contato com a natureza e turismo ecológico.
c ) Esse parque pode receber visitação? Explique sua resposta.
2. Leia cada frase com atenção e copie no caderno apenas as afirmações verdadeiras.
2. Resposta: Os estudantes devem copiar as frases verdadeiras: a, b e c
a ) A pesca artesanal é uma das principais fontes de alimento e renda para os caiçaras.
b ) A natureza, ou seja, as florestas, os rios, o mangue e o mar, é muito importante para os caiçaras.
c ) A pesca feita com respeito à natureza ajuda a manter o modo de vida dos caiçaras.
d ) Jogar resíduos sólidos no rio ou no mar não causa nenhum problema para a vida dos peixes.
3. Agora, reescreva a frase falsa no caderno, tornando-a verdadeira.
3. Resposta: Os estudantes devem reescrever a frase d) Jogar resíduos sólidos no rio ou no mar causa problemas para a vida dos peixes.
desenho representando aspectos do modo de vida das populações caiçaras e seus lugares de vivência. Caso realizem alguma pesquisa pela internet em casa, ainda que com objetivo pedagógico, ressalte que eles devem fazê-la acompanhados de um adulto responsável.
• Para finalizar, exponha as produções dos estudantes em um local onde possam ser observadas pela comunidade escolar.
USO SUSTENTÁVEL DOS RECURSOS
Os modelos de produção agropecuária que cuidam do meio ambiente podem auxiliar na conservação dos solos, reduzir o desmatamento e, consequentemente, a erosão e a perda de biodiversidade.
Na Região Sul, podemos destacar práticas que visam a exploração sustentável dos recursos naturais e a conservação ambiental.
AGROECOLOGIA E EXTRATIVISMO SUSTENTÁVEL
As práticas agroecológicas são formas de produzir alimentos e utilizar os recursos naturais equilibrando a produção agrícola, a conservação ambiental e o bem-estar das pessoas envolvidas, tanto produtores como consumidores. Podemos citar:
• o sistema agroflorestal, que combina cultivos agrícolas em meio a área de espécies nativas;
• a agricultura orgânica, que, entre outros cuidados, não utiliza fertilizantes e defensivos químicos;
• a consorciação de culturas, que combina diferentes espécies em um mesmo local, por exemplo, milho e feijão.
No sul do Paraná, o sistema agroflorestal é comumente empregado no cultivo de erva-mate, que se desenvolve bem com árvores frutíferas e espécies nativas. Em Santa Catarina, agricultores familiares praticam esse sistema para recuperar áreas degradadas e aumentar a produção de frutas, ervas medicinais e alimentos diversificados.
Agrofloresta no município de Florianópolis, em Santa Catarina, em 2023.
Sul. Retome, por exemplo, o que os estudantes já sabem a respeito de conservação e tipos de produção sustentáveis, estabelecendo relações, quando pertinente, com os problemas ambientais que podem ser evitados.
• Ao realizar o estudo sobre a Agroecologia, aproveite para mostrar aos estudantes outros exemplos de práticas agroecológicas, entre elas: adubação orgânica: uso de compostagem, esterco animal e outros resíduos na-
turais no lugar de fertilizantes químicos; rotação de culturas: alternar os tipos de plantações para manter a fertilidade do solo e prevenir pragas e doenças; controle biológico de pragas: uso de inimigos naturais das pragas (como joaninhas contra pulgões) em vez de agrotóxicos; captação e conservação da água: técnicas para armazenar e usar a água da chuva de forma eficiente; valorização dos saberes locais: uso do
BNCC
• No Tema 3: Uso sustentável dos recursos, apresentado nas páginas 133 a 136, os estudantes reconhecem ações destinadas à conservação socioambiental e ao desenvolvimento sustentável no contexto da Região Sul.
• O estudo proposto inclui atividades que propiciam à turma reconhecer tipos de produção sustentáveis e ações de conservação do ambiente em diferentes contextos, podendo reconhecer esses modos de trabalho no município e refletir sobre a conservação de formações de vegetação nativas remanescentes da Região Sul, contemplando as habilidades EF03GE04 e EF03GE09. Essa proposta também permite desenvolver as Competências gerais 1, 6 e 7
• Após reconhecerem problemas ambientais nas páginas anteriores, espera-se que os estudantes analisem a exploração dos recursos da natureza e suas consequências, valorizando a importância de ações de conservação que são mostradas ao longo deste conteúdo. O estudo proposto segue mobilizando os temas contemporâneos transversais Trabalho e Educação ambiental
• Inicie o assunto com um resgaste de conhecimentos prévios sobre a conservação do ambiente na Região
05/10/2025 10:00:48
conhecimento tradicional e popular no manejo da terra.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
SISTEMAS agroflorestais em SC. Blog Epagri. Disponível em: https://blog.epagri. sc.gov.br/tag/sistemas-agroflorestais -em-sc/. Acesso em: 16 ago. 2025.
Para ampliar o estudo sobre os sistemas agroflorestais, visite o site indicado que traz exemplos dessa prática no estado de Santa Catarina.
• Converse com os estudantes sobre os Sistemas Agrícolas Tradicionais (SATs), valorizando os conhecimentos de povos tradicionais na exploração dos recursos na natureza e na prática da agricultura.
• No estudo sobre as unidades de conservação, são exemplificadas ações realizadas por governantes, voltadas tanto à conservação das vegetações nativas como à exploração sustentável dos recursos naturais. Aproveite o exemplo das Reservas Extrativistas (Resex) e explore o fato de que os recursos do ambiente são importantes fontes de renda para muitas comunidades e que a exploração sustentável visa ao aproveitamento desses recursos, mas sem que isso resulte em desequilíbrios e problemas ambientais. Se possível, cite exemplos de outras regiões do Brasil, como das regiões Norte e Centro-Oeste. Destaque outros exemplos de Unidades de Conservação de Uso Sustentável, como Áreas de Proteção Ambiental (APAs), Florestas Nacionais (Flonas) e Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS). Se julgar interessante, selecione mais informações sobre cada uma dessas reservas para apresentar aos estudantes.
ATIVIDADE EXTRA
• Ainda com base no assunto Agroecologia, proponha aos estudantes uma pesquisa complementar e posterior produção de cartazes para divulgar os princípios e benefícios dela. Selecione previamente fontes confiáveis sobre o tema para que os estudantes leiam. Depois, converse com a turma sobre a estrutura dos cartazes informativos e outros recursos que eles podem conter, além de textos e desenhos. Em seguida, organize os estudantes em grupos e oriente-os a produzir os
A agroecologia também se beneficia do conhecimento de agricultores familiares e povos tradicionais, como indígenas, quilombolas e caiçaras, que desenvolvem práticas sustentáveis.
Em Adrianópolis, no Paraná, está o maior número de comunidades quilombolas do estado, e a produção orgânica de frutas é uma cultura estabelecida entre essas comunidades.
Plantação de mamão e maracujá na comunidade quilombola
João Surá, em Adrianópolis, no Paraná, em 2024.
Nas Unidades de Conservação de Uso Sustentável, por exemplo, a exploração dos recursos por meio do extrativismo é realizada de forma controlada, levando em consideração a reprodução das espécies vegetais e animais exploradas por atividades como o extrativismo vegetal e a pesca.
As Reservas Extrativistas (Resex) marinhas, por exemplo, buscam reduzir problemas como os causados pela sobrepesca. É o caso da Resex do Pirajubaé, em Florianópolis, que protege áreas de manguezais.
Sobrepesca: ocorre quando a quantidade de peixes retirada de mares, rios e lagos é maior do que a capacidade de reprodução das espécies.
Paisagem da Reserva
Extrativista Marinha do Pirajubaé, no bairro Costeira do Pirajubaé, em Florianópolis, em Santa Catarina, em 2023.
cartazes, disponibilizando os materiais necessários, como papel kraft, canetas hidrográficas e lápis de cor. Auxilie os grupos na organização dos cartazes e na correção dos textos quando necessário. Após a produção, exponha os cartazes em um local onde possam ser observados pela comunidade escolar.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES
UNIDADES de Conservação no Brasil. Disponível em: https://uc.socioambiental.org/pt-br. Acesso em: 16 ago. 2025.
Para ampliar seus conhecimentos sobre os SATs, confira a página indicada, que traz alguns exemplos deles em diferentes locais do Brasil. SISTEMAS Agrícolas Tradicionais (SAT). BNDES, 25 maio 2018. Disponível em: https://www.bndes. gov.br/wps/portal/site/home/conhecimento/ noticias/noticia/sat-sistemas-agricolas -tradicionais. Acesso em: 16 ago. 2025.
Acesse o site indicado para conhecer mais sobre as Unidades de Conservação no Brasil, selecionando materiais complementares para apresentar aos estudantes.
GENTE DO SUL
Unidades de Conservação de Uso Sustentável como as Áreas de Proteção Ambiental (APA) podem ser usadas para proteção da biodiversidade e de recursos hídricos. São exemplos a APA do Guaíba, que protege áreas do Lago Guaíba e matas ciliares, e o Parque Estadual Delta do Jacuí, ambos nos arredores de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Associação Catarinense de Preservação da Natureza (Acaprena)
A Associação Catarinense de Preservação da Natureza (Acaprena) é uma organização sem fins lucrativos que atua principalmente na região do Vale do Itajaí, no nordeste de Santa Catarina, no intuito de combater problemas ambientais, como o desmatamento, a erosão e a poluição de recursos hídricos. Também atua na educação ambiental da população e na reivindicação de ações de governantes.
Caminhada voltada à educação ambiental, com o apoio do Corpo de Bombeiros Voluntários de Indaial, realizada pela Acaprena no Parque Nacional da Serra do Itajaí, em Santa Catarina, em 2025.
da Região Sul. Caso realizem alguma pesquisa pela internet em casa, ainda que com objetivo pedagógico, ressalte que eles devem fazê-la acompanhados de um adulto responsável.
ATIVIDADE
EXTRA
• Se considerar pertinente, trabalhe as questões a seguir com os estudantes a fim de orientar uma conversa. Utilize, se possível, a estratégia de metodologia ativa debate
1. De que forma as OSCs podem auxiliar os governantes na conservação do am-
biente na Região Sul e como isso beneficia a população?
Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes citem que as OSCs podem realizar ações tanto de forma independente como conjunta com o Poder Público que auxiliem na conservação ambiental. Em alguns casos, elas podem atuar de maneira complementar às políticas públicas de conservação com ações pontuais. Elas também podem estabelecer uma relação entre o Poder Público e a sociedade civil, atuando em comunidades ou com povos tradicionais, por exemplo.
• Ao analisarem a imagem de satélite, utilize o mapa de localização para situar os estudantes no recorte do espaço. Explore as informações, como municípios mostrados, a área da unidade indicada pela linha amarela e sua localização em meio a áreas intensamente urbanizadas. Instrumentalizar os estudantes na leitura de imagens de satélite permite aperfeiçoar habilidades de leitura e interpretação de representações para que eles se tornem autônomos em obter informações relevantes desse tipo de linguagem, desenvolvendo, assim, noções cartográficas. Nesse trabalho, eles também acionam noções de localização e extensão, assim como relações de ordem, contemplando também o raciocínio geográfico
• Na seção Gente do Sul, ao realizar o estudo sobre a Associação Catarinense de Preservação da Natureza (Acaprena), levante previamente outros exemplos de Organizações da sociedade civil (OSCs) ambientais que atuam no seu município ou estado para serem apresentados aos estudantes. A fim de complementar essa proposta, oriente-os a pesquisar notícias ou reportagens envolvendo a ação de OSCs ambientais no seu município ou estado, destacando, por exemplo, a ação dessas organizações na conservação das vegetações nativas
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2. Você já presenciou ou participou de alguma ação ambiental realizada por uma OSC em seu município ou estado? Se sim, conte aos colegas como foi essa experiência.
Respostas pessoais. Para problematizar o tema com os estudantes, incentive-os a contar suas experiências. Caso haja estudantes com dificuldade de se expressarem oralmente, oriente-os a realizar a atividade por meio de desenho.
Imagem de satélite de parte do Rio Jacuí, com a delimitação do Parque Estadual Delta do Jacuí, no Rio Grande do Sul, em 2025.
Área do Parque Estadual Delta do Jacuí 0 4 km
AVALIAÇÃO
Objetivos
• Reconhecer as agroflorestas como exemplo de produção sustentável.
• Identificar a existência de áreas de conservação abertas ao público e que promovem a educação ambiental.
• Favorecer a consolidação de conhecimentos e a recuperação e a progressão das aprendizagens.
Encaminhamentos
• Na atividade 1, promova a observação direcionada do texto com ênfase na associação entre matas nativas e espécies cultivadas, retomando as características das agroflorestas como exemplo de produção sustentável, que conserva o solo, a biodiversidade e os recursos hídricos. Essa proposta favorece o trabalho com os temas contemporâneos transversais Trabalho e Educação ambiental
• Na atividade 2, promova a leitura compartilhada do texto e utilize as questões para realizar uma roda de conversa com os estudantes, valorizando as áreas de conservação como locais que promovem a educação ambiental. Questione os estudantes sobre o que gostariam de fazer caso visitassem essa área de conservação e proponha a produção de um desenho de uma cena que represente uma visita à Flona de Canela.
• Na atividade 3, verifique a existência de áreas de conservação, no seu município ou em municípios vizinhos, que recebam visitas guiadas e converse com a direção da escola sobre a possibilidade de realizar um trabalho de campo. Caso seja possível, agende uma visita e organize as providências necessárias com a direção e coordenação, como transporte, alimentação e autorização dos pais ou responsáveis. Antes de agendar a visita guiada, conheça o lugar
Confira nas orientações ao professor sugestões de uso destas atividades como instrumento de avaliação.
ATIVIDADES
Escreva as respostas no caderno.
1. a) Resposta esperada: O texto se refere ao sistema agroflorestal, que
consiste em produção de espécies agrícolas juntamente com espécies florestais.
1. Leia o texto e responda às questões no caderno.
À primeira vista, é apenas uma floresta. Mas um olhar com mais atenção revela que, à sombra de árvores como araucária, imbuia, canela, guamirim e guaraperê, tem produção de erva-mate. Assim é a agrofloresta de 12 hectares que Eurico Rocha conduz em Ponte Serrada, no Oeste Catarinense, em meio à mata nativa, seguindo a tradição iniciada pelo avô. [...]
FREITAS, Cintia Andruchak. Sabor de preservação: Epagri estimula a produção de erva-mate em agroflorestas. Epagri, 25 jun. 2025. Disponível em: https://www.epagri.sc.gov.br/ sabor-de-preservacao-epagri-estimula-a-producao-de-erva-mate-em-agroflorestas/. Acesso em: 9 ago. 2025.
a ) A qual sistema de produção o texto se refere? Em que ele consiste?
b ) Por que esse sistema pode ser considerado sustentável?
1. b) Resposta e comentários nas orientações ao professor
2. Leia o texto sobre a Floresta Nacional (Flona) de Canela, no Rio Grande do Sul. Depois, responda às questões no caderno.
[...] A [Flona] de Canela recebe visitantes em particular ou grupos agendados. Entre estes, alunos de escolas da região ou da grande Porto Alegre, alunos de graduação e pós-graduação de universidades do Estado, pesquisadores, turistas e moradores. [...]
No Centro de Visitantes pode-se agregar conhecimentos sobre a Unidade de Conservação, onde os colaboradores conscientizam os visitantes sobre a importância da conservação da flora, fauna e da biodiversidade em geral. [...]
INFORMAÇÕES Sobre Visitação – FLONA de Canela. Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Disponível em: https://www.gov.br/icmbio/pt-br/assuntos/biodiversidade/ unidade-de-conservacao/unidades-de-biomas/mata-atlantica/lista-de-ucs/flona-de-canela/ informacoes-sobre-visitacao-flona-de-canela. Acesso em: 20 jul. 2025.
2. a) e 3. Respostas e comentários nas orientações ao professor
a ) De acordo com o texto, quem pode visitar a Flona de Canela?
b ) Por que é importante visitar lugares como a Flona? O que podemos aprender?
2. b) Resposta esperada: Espera-se que os estudantes mencionem a importância de aprender sobre natureza.
3. Se possível, com o professor ou seus familiares ou responsáveis, organizem uma visita guiada a algum tipo de unidade de conservação do município onde vivem ou em municípios vizinhos. Preparem antecipadamente uma lista de perguntas sobre o lugar e depois, em sala de aula, conversem sobre as respostas obtidas.
e certifique-se de que seja adequado, acessível e não ofereça riscos aos estudantes, programando um roteiro seguro. Caso haja estudantes cegos ou com baixa visão, solicite que a turma faça a descrição detalhada de cada paisagem. Além disso, permita que eles toquem e ouçam os elementos do ambiente para percebê-los.
Respostas
1. b) Resposta esperada: Porque auxilia na conservação dos solos e evita o desmatamento das áreas utilizadas na produção, reduzindo a erosão, a perda de biodiversidade, e conserva o meio ambiente.
2. a) Pessoas sozinhas ou em grupo, como estudantes de escolas, universitários, pesquisadores, turistas e moradores.
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3. Resposta pessoal. Promova uma visita guiada a algum tipo de Unidade de Conservação existente no município onde vivem ou em municípios vizinhos.
• Após a visita guiada, proporcione um momento para o compartilhamento dos resultados e uma conversa com a turma sobre o que foi observado: os espaços, o tipo de vegetação e os objetivos de conservação, incluindo as dúvidas e percepções dos estudantes.
SOU CIDADÃO
Solidariedade de perto e de longe
Em maio de 2024, uma das maiores enchentes ocorridas no Rio Grande do Sul provocou uma catástrofe ambiental e social. Os danos foram principalmente impactantes na Região Metropolitana de Porto Alegre, onde o nível do lago Guaíba, que recebe água de diversos rios, chegou a 5,37 metros acima do normal. Mais de 600 mil pessoas deixaram suas casas, houve 185 mortes e milhares de pessoas ficaram desabrigadas. Observe nas imagens de satélite a seguir como essa inundação afetou diversas áreas de Porto Alegre e municípios vizinhos.
Parte do Rio Jacuí e sua foz no Lago Guaíba, com volumes de água normais, em janeiro de 2024.
Parte do Rio Jacuí e do Lago Guaíba, com suas águas (vistas em um tom de marrom) em volume muito aumentado, em maio de 2024. 0
Um episódio tão grave como esse ocasionou diversos problemas: perdas irreparáveis, como a vida de muitas pessoas, prejuízos materiais e econômicos.
com os temas contemporâneos transversais Educação em direitos humanos e Vida social e familiar
• Explore as imagens de satélite, descrevendo inicialmente elementos da paisagem de parte do município de Porto Alegre e arredores, parte do Lago Guaíba e a foz do Rio Jacuí, em janeiro de 2024. Essa é a imagem tomada como referência do rio e do lago em seus níveis normais. Depois, explore a imagem de maio de 2024,
chamando a atenção da turma para a área inundada, em que quase não se percebe o leito normal do rio nem a abrangência das águas com seu nível elevado.
• Na análise dessas imagens, explore o uso das cores no reconhecimento das áreas urbanas e rurais, no curso dos rios, entre outros elementos reconhecíveis, acionando noções de localização e extensão, assim como relações de ordem, desenvolvendo, assim, o raciocínio geográfico
• A seção Sou cidadão, nas páginas 137 e 138, tem por objetivo incentivar os estudantes a reconhecerem o papel das redes de solidariedade como instrumento de cidadania, além de proporcionar a oportunidade de promover ações solidárias no contexto de seus lugares de vivência.
OBJETIVOS
• Identificar o problema das enchentes no Rio Grande do Sul em 2024 e suas consequências para a população.
• Analisar e refletir sobre a importância das redes de solidariedade na ajuda às vítimas de eventos extremos.
• Reconhecer campanhas e ações solidárias no contexto de seu município e refletir sobre sua atuação.
BNCC
• A abordagem proposta com a análise comparativa de imagens de satélites em momentos distintos permite que os estudantes desenvolvam a habilidade EF05GE09
• A leitura do texto e as propostas de atividade permitem que os estudantes reflitam sobre ações envolvendo governantes e órgãos públicos em situações de desastres ambientais. Ao argumentarem e reconhecerem a importância da solidariedade para o exercício da cidadania, eles desenvolvem as Competências gerais 1, 7, 9 e 10 e dialogam
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• Permita que os estudantes façam inferências a respeito das diferenças observadas e das alterações ocorridas para que expressem percepções sobre o espaço representado. Assim, eles podem aperfeiçoar habilidades de leitura e interpretação e obter informações relevantes desse tipo de linguagem, desenvolvendo, desse modo, noções cartográficas. Para atender estudantes com necessidades educacionais específicas, descreva pausadamente as instruções da atividade e as imagens apresentadas, ampliando as possibilidades da interação deles.
• Ao trabalhar as atividades 1 e 2, utilize a metodologia ativa debate para resgatar conhecimentos prévios dos estudantes sobre as enchentes que ocorreram no Rio Grande do Sul em 2024, relacionando esse problema à questão ambiental. Explore, por exemplo, o que eles sabem sobre as mudanças climáticas que intensificam eventos climáticos extremos. Explore também o papel do desmatamento nas enchentes, uma vez que esse processo aumenta o escoamento superficial e eleva o risco de inundações. Caso problemas como os relatados sejam parte da realidade de seu município, explore também as consequências de enchentes e alagamentos urbanos no contexto de seus lugares de vivência, retomando experiências prévias dos estudantes. Na sequência, sonde os conhecimentos deles sobre campanhas e ações solidárias das quais eles tenham participado ou ouvido falar e problematize os exemplos levantados.
• Na atividade 3, selecione previamente alguns exemplos de campanhas solidárias no contexto de seu município ou estado para apresentar aos estudantes. Com a ajuda da turma, identifique uma campanha que possa receber doações de produtos como alimentos ou roupas. Convide os familiares ou responsáveis a participarem da campanha, acompanhando o processo e a finalização. As doações podem ser realizadas ou promovidas pelas famílias em seus lugares de vivência. Alternativamente, é possível reunir doações para que a escola realize uma única contribuição. Converse também com a diretoria da escola para divulgar essa ação nas redes sociais, ampliando a campanha.
Resposta
1. Resposta pessoal. Condu-
No entanto, o maior problema foi relativo à vida das pessoas e ao que deveria ser feito para ajudá-las. Governantes tomaram medidas emergenciais de resgate, criação de abrigos temporários e de busca por moradores isolados em áreas afetadas. Foi necessária a ajuda de milhares de voluntários e doações.
A solidariedade ocorreu de forma individual e coletiva. Houve campanhas para doações financeiras, de alimentos, roupas, cobertores e produtos de higiene. Muitos voluntários ajudaram nos procedimentos de resgate, no amparo aos desabrigados e na organização e distribuição dos donativos. Milhares de toneladas de alimentos e os mais variados objetos que pudessem ajudar as pessoas em um recomeço foram enviados de todas as partes do Brasil para o Rio Grande do Sul. Muitos animais de estimação também foram resgatados, receberam acolhimento e carinho.
A solidariedade dos brasileiros foi impressionante!
Resgate de uma pessoa por meio de helicóptero no município de Canoas, no Rio Grande do Sul, em 2024.
Responda às atividades a seguir no caderno.
1. O que você sabe sobre a enchente ocorrida em 2024 no Rio Grande do Sul? Compartilhe com o professor e os colegas.
1. Resposta e comentários nas orientações ao professor.
2. Você ou algum de seus familiares ou responsáveis já participou de alguma atividade de voluntariado? Conte aos colegas.
2. Resposta pessoal.
Promova um momento em que os estudantes possam contar suas experiências.
3. Com a ajuda do professor, verifiquem ações no município ou na região que são promovidas por meio de trabalhos voluntários. Organizem uma campanha para incentivar o voluntariado nessas ações, indicando como ele é igualmente importante para quem o recebe e para quem o faz. Depois, conversem sobre a importância de compreender as necessidades de outras pessoas, promover o desenvolvimento individual e o bem-estar da sociedade.
3. Resposta pessoal. Promova um momento em que os estudantes possam contar suas experiências. Confira mais informações sobre a atividade nas orientações ao professor
za a conversa a respeito do assunto de maneira cuidadosa, pois entre os estudantes pode haver familiares e conhecidos que estiveram envolvidos diretamente com o ocorrido. Incentive a expressão do conhecimento da forma mais adequada.
ATIVIDADE EXTRA
• Complemente o estudo dessa página por meio da questão proposta a seguir.
1. Qual é a sua opinião sobre a formação de redes de solidariedade como as que se formaram no Rio Grande do Sul em 2024? Justifique sua res-
posta por meio de um texto com até cinco linhas. Resposta pessoal. Os estudantes podem comentar a importância desse auxílio para as vítimas que perderam moradias, bens e até mesmo familiares, ou mencionarem os sentimentos das pessoas que recebem doações e de quem doa. É possível também relacionar essas redes ao exercício da cidadania e reconhecer como pequenas ações individuais ou coletivas podem criar grandes redes de solidariedade que fazem a diferença. O trabalho de produção de texto permite um trabalho integrado com o componente curricular de Língua Portuguesa
Confira nas orientações ao professor sugestões de uso destas atividades como instrumento de avaliação.
ATIVIDADES
Objetivos
1. Copie no caderno as frases, completando-as corretamente com as palavras a seguir.
1. Resposta: Os estudantes devem completar as lacunas fazendo a seguinte relação: a) – solo; b) – vegetais; c) ambiental.
Escreva as respostas no caderno. solo • ambiental • vegetais
a ) Na Região Sul, existem diversos tipos de problemas ambientais, entre eles, a poluição das águas, do ■ e a erosão.
b ) O desmatamento afeta a biodiversidade na Região Sul com a perda das espécies ■ e animais das áreas degradadas.
c ) As práticas agroecológicas são formas de produzir alimentos e fazer uso de recursos naturais, equilibrando a produção e a conservação ■
2. Observe e compare os mapas a seguir. Depois, responda às questões no caderno.
Região Sul: vegetação natural
Região Sul: Unidades de Conservação (2020)
Fonte de pesquisa: SIMIELLI, Maria Elena Ramos. Atlas geográfico escolar 37. ed. São Paulo: Ática, 2020. p. 28
Parque nacional
Capital estadual Limite internacional Limite estadual
Fonte de pesquisa: ATLAS geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. p. 114.
a ) Qual tipo de vegetação natural da Região Sul tem mais unidades de conservação? E qual tem menos?
b ) Por que é necessária a criação de áreas de conservação nos estados da Região Sul?
2. b) Resposta nas orientações ao professor
2. a) Resposta: Há mais unidades de conservação nas áreas de Mata Atlântica e menos unidades nas áreas de Campos.
Resposta
2. b) Resposta esperada: A criação de áreas de conservação é necessária para proteger as formações vegetais remanescentes e a biodiversidade em áreas de Mata Atlântica, Mata de Araucárias, Campos, restingas e manguezais, assim como, em alguns casos, para promover a exploração sustentável de recursos naturais.
05/10/2025 10:00:50
• Identificar exemplos de problemas ambientais e práticas sustentáveis na Região Sul.
• Analisar a distribuição das Unidades de Conservação da Região Sul, considerando as áreas de vegetação nativa.
• Favorecer a consolidação de conhecimentos, a recuperação e a progressão das aprendizagens.
Encaminhamentos
• Na atividade 1 , auxilie os estudantes na leitura de cada item e na identificação das palavras que completam cada lacuna, resgatando o que aprenderam sobre os problemas ambientais da Região Sul e as ações voltadas à conservação da biodiversidade. Se tiverem dificuldades, retome pontos específicos do conteúdo da unidade por meio de uma conversa.
• Na atividade 2, auxilie os estudantes na observação direcionada dos mapas. Fomente a comparação dessas representações e auxilie-os a identificar as vegetações que são mais e as que são menos contempladas com Unidades de Conservação. Se julgar interessante, realize essa atividade coletivamente, incentivando os estudantes que se sentirem confortáveis a apresentarem as respostas de cada item.
Trópico de Capricórnio
Trópico de Capr córnio
• A seção Saiba mais oferece sugestões para ampliar os conhecimentos dos estudantes que podem estar relacionadas ao conteúdo ou a contextos trabalhados no volume, além de temas atuais ligados ao convívio social. Verifique se na biblioteca da escola há exemplares dos livros indicados, por exemplo, e disponibilize-os para os estudantes manusearem.
SAIBA MAIS
Analise as sugestões a seguir para você ampliar seus conhecimentos sobre os temas abordados ao longo deste volume. Aproveite a oportunidade para interagir com os seus familiares! Leia com eles os livros, acessem os sites, assistam juntos aos filmes indicados e conversem sobre os novos conhecimentos adquiridos.
Unidade 1 - Região Sul, onde eu vivo
Eu quero frio, eu vou pro Sul!
A Turminha do MPF disponibiliza em seu site uma seção especial sobre as regiões brasileiras, entre elas a Região Sul. Nela, você descobrirá aspectos da cultura regional, além de informações sobre fauna e flora, pontos turísticos e outras curiosidades.
SÉRIE Regiões Brasileiras: Eu quero frio, eu vou pro Sul! Turminha do MPF Disponível em: https://turminha.mpf.mp.br/explore/brasil/serie-regioesbrasileiras/sul. Acesso em: 18 ago. 2025.
Contos populares do Sul
Esse livro apresenta lendas dos estados do Sul, recontadas por nativos da região, com uma linguagem voltada para as crianças. Os contos abordam a tradição de gerações, valorizando elementos do folclore, da imigração e dos costumes locais.
RITER, Caio; BUSATTO, Cléo; LINSINGEN, Luana Von. Contos populares do Sul. São Paulo: Scipione, 2019.
Unidade 2 - Natureza e transformações na Região Sul
Os guardiões das araucárias
Esse livro aborda a importância de preservar as Matas de Araucárias, formação vegetal nativa da Região Sul. Ele apresenta ações que colaboram para a sobrevivência dessa espécie, que é símbolo da região. BRUSCO, Daniela Tartari. Os guardiões das araucárias. Ilustrações de Letícia Losso. Sananduva: Bichinho, 2023.
Unidade 3 - Formação da população da Região Sul
A imigração italiana no Rio Grande do Sul
Esse livro conta parte da história do Rio Grande do Sul, ressaltando as contribuições dos imigrantes italianos para o desenvolvimento do estado. Nele, os personagens visitam o município de Bento Gonçalves e descobrem como os imigrantes foram essenciais para a construção da identidade do povo gaúcho.
LEITE, Pedro. A imigração italiana no Rio Grande do Sul. Ilustrações de Thiago Krening. Porto Alegre: PGL, 2020.
Arrojadas: mulheres paranaenses que reescreveram a história
O livro convida crianças e adolescentes a conhecerem a trajetória de mulheres paranaenses reconhecidas em diversas áreas de atuação ao longo do tempo.
PAMPUCH, Mylle; BARROS, Amanda. Arrojadas: mulheres paranaenses que reescreveram a história.
Curitiba: Edições Tempora, 2023.
Unidade 4 - Formação cultural e diversidade
Histórias de faxinais
Conheça mais o modo de vida dos povos faxinalenses, pertencentes a comunidades tradicionais do meio rural paranaense. A obra valoriza a memória local e reforça a cultura e a identidade dos faxinais.
PORTO, Liliana (org.). Histórias de faxinais. Ilustrações de Felipe Sousa. Curitiba: Editora UFPR, 2019. Disponível em: https://mae.ufpr. br/historiasdefaxinais/media/hdf_ebook.pdf.
Acesso em: 29 set. 2025.
05/10/2025 09:56:54
Unidade 5 - Cidade e campo na Região Sul
Fortalezas da ilha: uma visita ao passado
Conheça as principais fortalezas construídas pelos portugueses na ilha onde atualmente localiza-se Florianópolis, em Santa Catarina. As edificações construídas para proteger o território de invasões espanholas tornaram-se símbolos da história local.
FLOR, Dalânea Cristina. Fortalezas da ilha: uma visita ao passado. Ilustrações de Sonia Trois e Renata Valentini. Florianópolis: SEAD/UFSC, 2019. Disponível em: https://sead.paginas.ufsc.br/ files/2019/12/Livro-Fortalezas-da-Ilha.pdf. Acesso em: 29 set. 2025.
Unidade 6 - Meio ambiente e cidadania na Região Sul
O mistério do Ribeirão Vermelho
O livro conta a história de um pequeno ribeirão que passou a sofrer com ações humanas, o que o deixou contaminado. Preocupados com a situação, três irmãos começam investigar os motivos, e com isso descobrem alternativas para proteger não apenas os recursos hídricos, mas também o solo.
SANTIN, Wilhan. O mistério do Ribeirão Vermelho Londrina: Madrepérola, 2022.
Kuri ha Akae Oyi – A araucária e a gralha azul
O filme é inspirado em uma lenda indígena que descreve a relação entre as araucárias e as gralhas-azuis. A história apresenta dois jovens de povos diferentes e retrata como as gralhas-azuis escondem os pinhões das araucárias no solo, fazendo brotar novas árvores e formando novas florestas.
KURI ha Akae Oyi – A araucária e a gralha azul, de Izabel Tiemi e Giovani T. Viecili. Brasil, 2022 (16 min).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS
ADRIANO, Graciele Alice Carvalho. História de Santa Catarina: organização social e cultural do território. Joinville: Clube de Autores, 2021. Análise histórica e cultural de Santa Catarina, abordando povoamento, povos nômades e sedentários, Guerra do Contestado e patrimônio, com apoio pedagógico para educadores.
ALVEAL, Carmen Margarida Oliveira; FAGUNDES, José Evangelista; ROCHA, Raimundo Nonato Araújo da (org.). Reflexões sobre história local e produção de material didático. Natal: EDUFRN, 2017. A obra reúne artigos que discutem a importância da História Local no ensino, propondo práticas pedagógicas e metodologias para a produção de materiais didáticos.
BARROS, José D’Assunção. História local e história regional – a historiografia do pequeno espaço. Revista Tamoios, v. 18, n. 2, São Gonçalo, jul-dez. 2022. Disponível em: https:// www.e-publicacoes.uerj.br/tamoios/article/ view/57694. Acesso em: 20 ago. 2025. O artigo analisa as distinções e interações entre História Local e Regional, discutindo conceitos geográficos e as motivações para o estudo da história em escalas menores.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. Disponível em: http:// basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_ EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 24 jun. 2025. Documento de referência nacional para a formulação dos currículos que definem o conjunto orgânico e progressivo de competências e habilidades que os estudantes devem desenvolver no decorrer das etapas da Educação Básica.
BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica . Brasília: MEC: SEB: Dicei, 2013. Documento que regulamenta e orienta princípios relacionados às diversas modalidades da Educação Básica nacional.
CALLAI, Helena Copetti (org.). Educação geográfica : reflexão e prática. 2. ed. Ijuí: Unijuí, 2014. (Coleção Ciências Sociais).
A obra discute e convida docentes a pensarem, fazerem e produzirem uma educação geográfica que promova o ensino de Geografia por intermédio da análise espacial.
CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia, escola e construção de conhecimentos
4. ed. Campinas: Papirus, 2003. (Magistério, Formação e Trabalho Pedagógico).
O livro apresenta de que maneira o ensino de Geografia contribui para que os alunos compreendam melhor o mundo onde vivem. A autora defende uma abordagem escolar da Geografia que estimule o pensamento crítico, valorize a vivência dos estudantes e reconheça o papel ativo do professor na construção do saber.
COSTA, Sandro da Silveira. Santa Catarina: história – atualidades – meio ambiente. Belo Horizonte: Dialética, 2024. Guia ilustrado da história, cultura e meio ambiente de Santa Catarina com enfoque escolar em atualidades e na formação identitária do Estado.
DIAS, Genebaldo Freire. Dinâmicas e instrumentação para educação ambiental . 2. ed. São Paulo: Gaia, 2024.
O livro traz sugestões de atividades de Educação Ambiental, uma importante ferramenta importante para a transformação da sociedade. A obra possui a intenção de contribuir para a promoção de práticas inovadoras, dinâmicas e lúdicas capazes de promover a ampliação da percepção sobre a complexidade das questões socioambientais.
DONNER, Sandra Cristina. História local: discutindo conceitos e pensando na prática. O histórico das produções no Brasil. XI
Encontro Estadual de História – história, memória, patrimônio. FURG, 2012. Disponível em: http://eeh2012.anpuh-rs.org.br/ resources/anais/18/1342993293_ARQUIVO_ HistoriaLocalBrasileMundotexto2012.pdf. Acesso em: 20 ago. 2025.
O texto analisa a história local como gênero historiográfico, abordando temáticas, público-alvo e regras próprias a partir de sua produção no Brasil.
IBGE. Atlas geográfico escolar. 9. ed. Rio de Janeiro, 2023.
Publicação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística que contém mapas de diversos assuntos de importância nacional, como biomas, disponibilidade de água, migração e outras características da população. Também traz informações sobre economia e urbanização com base em dados cartográficos, geográficos e estatísticos.
KOBER, José Edmilson Machado. Os povos originários do Rio Grande do Sul: por uma história crítica. 2024. E-book
Analisa criticamente a presença e resistência dos povos Guarani, Kaingang e Pampianos no Rio Grande do Sul, desafiando narrativas históricas estabelecidas. 143
05/10/2025 09:55:53
LENCIONI, Sandra. Região e Geografia . São Paulo: Edusp, 2003.
A autora traz como foco de discussão o conceito de Região. Para isso, realiza um resgate histórico buscando demonstrar que esse conceito continua sendo bastante relevante nas pesquisas e debates da Geografia atual.
LINO, Jaisson Teixeira; BRIGHENTI, Clovis Antonio; WIIK, Flávio Braune (org.). História indígena no Sul do Brasil, século XX : novos estudos nos campos de saberes decoloniais. Naviraí: Aranduká, 2022.
Compilação interdisciplinar que revive saberes indígenas do Sul no século XX, com abordagem decolonial e olhares nativos críticos à colonialidade.
MAESTRI, Mário. Breve história do Rio Grande do Sul: da pré-história aos dias atuais. 2. ed. Joinville: Clube de Autores, 2021.
Síntese histórica do Rio Grande do Sul da pré-história até o presente, com foco nos processos de ocupação e escravização, incluindo a formação identitária do Estado, autonomia regional e conflitos sociais.
MALINOSKI, André; GONZATTO, Marcelo; LOPES, Rodrigo. A enchente de 24: a história da maior tragédia climática de Porto Alegre. Porto Alegre: BesouroBox, 2024.
O livro narra a maior tragédia climática de Porto Alegre, mesclando relatos de resistência, análise das causas e fotos sobre os impactos da cheia de 2024.
PAULA, Andressa; WEBER, Astor. Coletânea
História do Paraná. Curitiba: Editorial Casa, 2021.
A obra reúne pesquisas de pós-graduação sobre História do Paraná, abordando etnia, gênero, religiosidade, sociabilidade e identidade paranaense.
PIRES, Cláudia Luísa Zeferino; BITENCOURT, Lara Machado. Atlas da Presença Quilombola em Porto Alegre/RS. Porto Alegre: Letra1, 2021. v. 1. (Cartografias contracoloniais).
Obra em dois volumes que acompanha e cartografa nove comunidades quilombolas de Porto Alegre, discutindo metodologias e epistemologias próprias dos movimentos sociais.
REIS, Aline; SCHERNER, Maria Carolina. Paraná preto. Curitiba: Íthala, 2015.
O livro apresenta um panorama das organizações e frentes do movimento negro no Paraná, destacando sua história, desafios e conquistas.
RODRIGUES, Rogério Rosa et al. (org.). A guerra santa do Contestado tintim por tintim . São Paulo: Letra e Voz, 2023.
A obra conta com capítulos que recontam a Guerra do Contestado por meio do protagonismo dos sertanejos e suas lutas por justiça.
ROSS, Jurandyr Luciano Sanches (org.). Geografia do Brasil. 6. ed. São Paulo: Edusp, 2019.
Aborda aspectos físicos e sociais do território brasileiro, tornando-se um embasamento importante para o trabalho com clima, hidrografia, formas de relevo, formações vegetais e paisagens regionais e do Brasil.
STOCKMANN, Jaime. Os Kaingang no Paraná : uma análise dos relatórios dos presidentes da província e da assembleia legislativa provincial. São Paulo: Dialética, 2021.
Traça um panorama histórico das políticas da Província do Paraná sobre os Kaingang, mostrando desde os aldeamentos, até a catequese, exploração de trabalho e resistência indígena durante a colonização.
SAINT-HILAIRE, Auguste de. Viagem ao Rio Grande do Sul. Tradução de Adroaldo Mesquita da Costa. Brasília: Senado Federal, 2019. v. 190. (Edições do Senado Federal).
Clássico do século XIX que retrata paisagens, flora e costumes do Sul, descrevendo as relações coloniais no período pré-Independência a partir do olhar de um viajante francês.
SILVA, Janssen Felipe da; HOFFMANN, Jussara; ESTEBAN, Maria Teresa (org.). Práticas avaliativas e aprendizagens significativas: em diferentes áreas do currículo. 11. ed. Porto
Alegre: Mediação, 2012.
Com esse livro, os autores discutem práticas avaliativas em diferentes áreas do currículo, com destaque para a elaboração dessas práticas articuladas ao fazer pedagógico.
SUERTEGARAY, Dirce Maria Antunes.
Arenização: transfiguração da paisagem através de imagens. Revista Entre-Lugar, Dourados, MS, v.9, n.17, 2018. Disponível em: https://ojs. ufgd.edu.br/entre-lugar/article/view/8820/5039. Acesso em: 29 set. 2025.
O artigo resgata o estudo sobre o processo de arenização no sudoeste do Rio Grande do Sul e o complementa com base em análises de imagens fotográficas, ampliando a compreensão sobre o tema. WEISE, Angélica. Um retrato das infâncias rurais no Sul do Brasil. Lunetas – múltiplos olhares sobre as múltiplas infâncias, 21 dez. 2021. Disponível em: https://lunetas.com.br/infancias -rurais-sul-brasil/. Acesso em: 20 ago. 2025.
A reportagem investiga as brincadeiras e vivências de crianças em comunidades rurais, indígenas e quilombolas, destacando a diversidade e as especificidades das infâncias no campo.
05/10/2025 09:55:53
MANUAL DO PROFESSOR
Este Manual do Professor é um complemento à primeira parte do Livro do Professor, oferecendo um suporte para o desenvolvimento docente e para o dia a dia em sala de aula. Neste manual, você encontrará uma série de informações importantes, como a estrutura da BNCC, sugestões para desenvolver um trabalho interdisciplinar, informações sobre conceitos, objetivos e instrumentos de avaliação, reflexões sobre o papel do professor e a prática docente, e a fundamentação teórico-metodológica da obra. Além disso, encontrará um quadro de distribuição
dos conteúdos com as habilidades de cada componente curricular, as competências gerais e os temas contemporâneos transversais da BNCC que estão sendo desenvolvidos em cada unidade, além de sugestões de cronogramas bimestrais, trimestrais e semestrais. Ao final desta parte, são também apresentadas sugestões de referências complementares para a prática docente e as referências bibliográficas comentadas utilizadas como consulta para a produção das orientações ao professor e deste Manual do Professor
A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC)
Em 2018, após um amplo processo de debates e contribuições de educadores e da sociedade, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) foi homologada. Esse documento propõe uma progressão de aprendizagens que visa à formação humana integral dos estudantes e à construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva. O documento estabelece um aprendizado mínimo e comum, orientado por competências e habilidades que devem ser desenvolvidas em cada etapa de ensino.
Na BNCC, as áreas de conhecimento são compostas de componentes curriculares. Por meio de unidades temáticas, objetos de conhecimento e habilidades, esses componentes têm o objetivo de desenvolver as competências gerais e específicas.
AS COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA
A BNCC orienta que, ao longo da Educação Básica, os estudantes desenvolvam dez competências gerais, que envolvem a mobilização de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores. Essas competências são o alicerce, definindo o que se espera que o estudante desenvolva em toda a Educação Básica. Nesta obra, elas são trabalhadas por meio de temas, discussões e atividades que incentivam a reflexão crítica, com sugestões nas orientações ao professor
A seguir, apresentamos as competências gerais da BNCC.
Competências gerais da Educação Básica
1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive
tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.
3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.
4.Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital – bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.
5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.
6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.
7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de
grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.
10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 9-10. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_ EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.
Nesta obra, as competências gerais que são desenvolvidas nos textos, atividades e seções que permeiam os conteúdos são destacadas nas orientações ao professor e são listadas no Quadro de distribuição dos conteúdos
AS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS
Para que as competências gerais se manifestem em cada componente, a BNCC estabelece as competências específicas. A organização dessas competências no Ensino Fundamental varia: em áreas como Matemática, Ciências Naturais, cujas competências específicas são as mesmas para o componente. Em áreas como Linguagens e Ciências Humanas, há competências específicas por área e também para cada componente curricular que as compõem (Língua Portuguesa, Arte, Educação Física, Língua Inglesa, Geografia e História), reconhecendo as particularidades de cada um. Em todos os casos, as competências específicas colaboram com os objetivos de aprendizagem sejam coerentes, do nível mais amplo ao mais específico. A seguir, apresentamos as competências específicas de Geografia e de História propostas na BNCC.
Competências específicas de Geografia
1. Utilizar os conhecimentos geográficos para entender a interação sociedade/natureza e exercitar o interesse e o espírito de investigação e de resolução de problemas.
2. Estabelecer conexões entre diferentes temas do conhecimento geográfico, reconhecendo a importância dos objetos técnicos para a compreensão das formas como os seres humanos fazem uso dos recursos da natureza ao longo da história.
3. Desenvolver autonomia e senso crítico para compreensão e aplicação do raciocínio geográfico na análise da ocupação humana e produção do espaço, envolvendo os princípios de analogia, conexão, diferenciação, distribuição, extensão, localização e ordem.
4. Desenvolver o pensamento espacial, fazendo uso das linguagens cartográficas e iconográficas, de diferentes gêneros textuais e das geotecnologias para a resolução de problemas que envolvam informações geográficas.
5. Desenvolver e utilizar processos, práticas e procedimentos de investigação para compreender o mundo natural, social, econômico, político e o meio técnico-científico e informacional, avaliar ações e propor perguntas e soluções (inclusive tecnológicas) para questões que requerem conhecimentos científicos da Geografia.
6. Construir argumentos com base em informações geográficas, debater e defender ideias e pontos de vista que respeitem e promovam a consciência socioambiental e o
respeito à biodiversidade e ao outro, sem preconceitos de qualquer natureza.
7. Agir pessoal e coletivamente com respeito, autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, propondo ações sobre as questões socioambientais, com base em princípios éticos, democráticos, sustentáveis e solidários.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 366. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_ EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.
Competências específicas de História
1. Compreender acontecimentos históricos, relações de poder e processos e mecanismos de transformação e manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais ao longo do tempo e em diferentes espaços para analisar, posicionar-se e intervir no mundo contemporâneo.
2. Compreender a historicidade no tempo e no espaço, relacionando acontecimentos e processos de transformação e manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais, bem como problematizar os significados das lógicas de organização cronológica.
3. Elaborar questionamentos, hipóteses, argumentos e proposições em relação a documentos, interpretações e contextos históricos específicos, recorrendo a diferentes linguagens e mídias, exercitando a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos, a cooperação e o respeito.
4. Identificar interpretações que expressem visões de diferentes sujeitos, culturas e povos com relação a um mesmo contexto histórico, e posicionar-se criticamente com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
5. Analisar e compreender o movimento de populações e mercadorias no tempo e no espaço e seus significados históricos, levando em conta o respeito e a solidariedade com as diferentes populações.
6. Compreender e problematizar os conceitos e procedimentos norteadores da produção historiográfica.
7. Produzir, avaliar e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação de modo crítico, ético e responsável, compreendendo seus significados para os diferentes grupos ou estratos sociais.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 402. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_ EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.
UNIDADES TEMÁTICAS, OBJETOS DE CONHECIMENTO E HABILIDADES
Para garantir o desenvolvimento das competências gerais e específicas, a BNCC organiza o currículo em três elementos interligados: unidades temáticas, objetos de conhecimento e habilidades.
As unidades temáticas são os grandes blocos de conhecimento que orientam a organização curricular. Elas funcionam como eixos estruturantes que agrupam temas
e conceitos de forma mais ampla, garantindo uma abordagem contextualizada e progressiva ao longo dos anos escolares.
Dentro de cada unidade temática, os objetos de conhecimento são os conteúdos, conceitos e processos que devem ser ensinados.
As habilidades representam o que o estudante deve ser capaz de fazer com o conhecimento. Elas indicam ações, processos e competências a serem desenvolvidos.
Embasado nesses elementos, o processo de ensino-aprendizagem não ocorre como uma mera transmissão de conteúdos. A unidade temática fornece o contexto, o objeto de conhecimento define o tema, e a habilidade define a ação que o estudante precisa executar, garantindo um aprendizado significativo e o desenvolvimento das competências.
Nesta obra, os principais momentos em que as habilidades podem ser desenvolvidas com os estudantes são destacadas nas orientações ao professor e listadas no Quadro de distribuição dos conteúdos
OS TEMAS CONTEMPORÂNEOS
TRANSVERSAIS
Para enriquecer o trabalho com as habilidades e competências da BNCC e contextualizar o ensino, as propostas pedagógicas devem abordar os temas contemporâneos transversais (TCT). Esses temas são assuntos re-
levantes para a formação cidadã dos estudantes e para a construção de uma sociedade mais justa, ética e sustentável. São temas com caráter interdisciplinar, que conectam os conteúdos escolares com o cotidiano dos estudantes e com questões importantes em discussão na sociedade.
De acordo com o documento Temas Contemporâneos Transversais da BNCC, publicado em 2019, esses temas são de relevância local, regional e global e estão organizados em seis macroáreas.
• Meio ambiente: Educação ambiental; Educação para o consumo.
• Cidadania e civismo: Vida familiar e social; Educação para o trânsito; Educação em direitos humanos; Direitos da criança e do adolescente; Processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso.
• Multiculturalismo: Diversidade cultural; Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras.
• Ciência e tecnologia: Ciência e tecnologia. Nesta obra, esses temas são explorados em diferentes momentos no desenvolvimento dos conteúdos e recebem destaque na seção Sou cidadão, contribuindo para a formação cidadã dos estudantes por meio de reflexões e propostas de resoluções para problemas, de modo que eles sejam atuantes na sociedade em que vivem.
INTEGRAÇÃO ENTRE OS COMPONENTES CURRICULARES
Desde a década de 1990, o trabalho interdisciplinar tem ganhado relevância no Brasil, sendo incentivado em todos os níveis da Educação Básica. A interdisciplinaridade é a relação entre dois ou mais componentes curriculares que se unem para obter um conhecimento mais amplo e unificado. Essa abordagem vai além da simples comunicação de ideias; ela integra conceitos, metodologias e terminologias para que o conhecimento se torne mais significativo e conectado à realidade dos estudantes.
Ao integrar os diversos componentes, a interdisciplinaridade amplia a compreensão da realidade e contribui para a formação integral dos estudantes como cidadãos. No ambiente escolar, essa abordagem gera resultados positivos, pois incentiva a colaboração e a contextualização de temas, garantindo que o aprendizado esteja alinhado à vivência dos estudantes.
No desenvolvimento de um trabalho interdisciplinar, tanto o professor quanto os estudantes devem estabelecer conexões entre saberes mais amplos e os conteúdos específicos dos diferentes componentes curriculares. Com base nessa articulação, espera-se que consigam construir uma síntese que amplie sua compreensão, superando o nível de entendimento inicial.
Para que esse processo ocorra de forma efetiva, é imprescindível que o professor assuma um papel mediador nesse percurso, sendo o primeiro a exercitar esse movi-
mento de integração. Nesse contexto, o professor deve mobilizar algumas competências, como:
[...]
• diferenciação, comparação e contraste entre diferentes perspectivas disciplinares, profissionais e interdisciplinares;
• identificação de pontos comuns e esclarecimento de como as diferenças se relacionam com a tarefa a ser cumprida;
• delineamento de um entendimento holístico baseado nos pontos comuns, mas que continua suscetível às diferenças.
[...]
KLEIN, Julie Thompson. Ensino interdisciplinar: didática e teoria. In: FAZENDA, Ivani Catarina Arantes (org.). Didática e interdisciplinaridade 17. ed. Campinas: Papirus, 2017. p. 121. (Coleção Práxis). E-book
Além disso, para realizar um trabalho interdisciplinar de maneira significativa, é essencial que ele esteja pautado nas experiências, no cotidiano e nos interesses dos estudantes. Isso implica aproveitar as situações que emergem naturalmente em sala de aula, por exemplo: perguntas formuladas por eles, projetos em andamento, investigações e demais práticas pedagógicas, como oportunidades para articular diferentes saberes.
Nas propostas interdisciplinares, é comum que os estudantes atuem em grupo, promovendo a interação entre eles. Essa prática fortalece habilidades importantes como a argumentação, a escuta ativa e a organização de ideias. Essa abordagem exige metodologias mais dinâmicas e colaborativas, favorecendo a construção coletiva do saber. Ao promover a articulação entre os conteúdos curriculares, ela amplia as possibilidades de leitura e interpretação do mundo, tanto para os professores quanto para os estudantes, permitindo uma compreensão do conhecimento como algo vivo, em constante transformação.
Nesta obra, os momentos apropriados para os trabalhos de integração entre diferentes componentes curriculares são indicados por meio de comentários nas orientações ao professor, de maneira a contribuir com uma aprendizagem mais significativa e integrada. Sempre que possível, essa integração ocorre no trabalho com a seção Sou cidadão
A PRÁTICA INTERDISCIPLINAR
E O TRABALHO COM PROJETOS
INTERDISCIPLINARES
Para planejar um trabalho interdisciplinar, o ponto de partida é definir os objetivos de aprendizagem. Com base nisso, se for o caso, é importante dialogar com o professor de outros componentes para planejar estratégias conjuntas, considerando os objetivos previamente levantados, os conhecimentos prévios dos estudantes e como os conteúdos podem ser abordados de forma integrada. Quando não for possível contar com a colaboração do professor de outros componentes curriculares, cabe a você orientar os estudantes nas pesquisas, ensinando-os a buscar fontes confiáveis e adequadas à proposta, a fazer registros relevantes, a organizar as informações obtidas e a planejar como os resultados das pesquisas serão entregues.
PROJETOS INTERDISCIPLINARES
Projetos investigativos e pesquisas também são exemplos de atividades que favorecem o trabalho interdisciplinar em sala de aula, pois envolvem tarefas que integram conhecimentos de diferentes áreas, como planejamento, levantamento de hipóteses, coletas de dados, análises, deduções e conclusões.
Os projetos oferecem aos estudantes oportunidades concretas de participação ativa no processo de construção do conhecimento, contribuindo diretamente para o desenvolvimento de diversas competências, como o pensamento crítico e reflexivo, a argumentação, a valorização
do pluralismo de ideias, a criatividade, a cooperação, a autonomia e a comunicação.
Nesse contexto, você continua sendo o mediador, orientando e acompanhando os estudantes para que atuem com autonomia e sejam protagonistas do desenvolvimento do projeto.
É importante ressaltar que a estrutura de um projeto não deve ser encarada como um modelo fixo ou engessado. Os projetos podem assumir diferentes formatos, conforme os objetivos e os contextos de aplicação. Em geral, iniciam-se com uma situação-problema ou uma questão orientadora, que dá origem a um conjunto de etapas organizadas de forma lógica. A seguir, apresentamos um modelo com etapas fundamentais que podem nortear a construção de um projeto interdisciplinar.
Planejamento
• Definição da situação-problema ou da questão norteadora.
• Conversa sobre o tema e levantamento de hipóteses.
• Elaboração de questões norteadoras com base na situação-problema.
• Formação das equipes, distribuição de tarefas e estabelecimento de metas e prazos.
• Consulta de diversas fontes e coleta de informações.
Execução
• Organização, testes e execução do trabalho.
• Realização de ajustes finais.
• Avaliação durante o processo.
• Definição da participação dos integrantes que conduzirão a apresentação.
Divulgação
• Apresentação dos resultados para a comunidade escolar.
• Publicação do trabalho final.
Avaliação
• Avaliação dos resultados do projeto.
• Realização de autoavaliação.
• Verificação do desempenho e do desenvolvimento das aprendizagens dos estudantes.
Fonte de pesquisa: BENDER, William N. Aprendizagem baseada em projetos: educação diferenciada para o século XXI. Tradução de Fernando de Siqueira Rodrigues. Porto Alegre: Penso, 2014. p. 61.
AVALIAÇÃO
A avaliação tem papel fundamental no processo de ensino-aprendizagem, pois é uma oportunidade de investigar, diagnosticar, refletir e intervir sobre o processo e acompanhar o desenvolvimento dos estudantes e sua atuação enquanto docente.
É fundamental compreender que a avaliação não deve ocorrer apenas em situações isoladas. O acompanhamento do percurso de aprendizagem dos estudantes
precisa ser contínuo, tendo como base observações frequentes e diversificadas. Nesse sentido, o processo avaliativo deve fazer parte das práticas pedagógicas do dia a dia, de modo integrado ao planejamento e às atividades desenvolvidas em sala de aula.
A você, a avaliação possibilita observar e refletir sobre sua prática docente e a oportunidade de readequar e reajustar atividades, práticas e estratégias para alcançar
determinados objetivos, com a participação ativa dos estudantes nesse processo. Desse modo, é de grande importância a interpretação dos resultados para que, com base neles, você possa refletir sobre intervenções a serem feitas para sanar possíveis defasagens e, assim, auxiliar no processo de construção do conhecimento, identificando possibilidades de recuperação e progressão do aprendizado. É essencial que a avaliação seja compreendida como uma ferramenta de inclusão e de apoio ao processo de ensino-aprendizagem, evitando que seja usada apenas como forma de analisar a eficiência e classificar os estudantes. Avaliar não deve ser sinônimo de rotular ou excluir, mas sim de compreender os percursos formativos deles.
Para que a avaliação realmente contribua para identificar os progressos, as dificuldades e as possíveis lacunas no desenvolvimento das aprendizagens, é necessário que os critérios sejam previamente compartilhados e discutidos com os estudantes, pois isso favorece a compreensão
Avaliação diagnóstica
dos objetivos da avaliação e promove uma participação mais ativa por parte deles.
O planejamento das avaliações deve estar alinhado aos conteúdos e às atividades efetivamente trabalhados em sala de aula, com uma abordagem reflexiva e contextualizada. É essencial considerar os processos de aprendizagem mais adequados à turma e considerar a diversidade de perfis entre os estudantes. Além disso, é recomendável diversificar os instrumentos utilizados, não se restringindo a provas e testes, e incluir diferentes formas de expressão do conhecimento. Entre as possibilidades, destacam-se atividades em grupo, debates, produções escritas e orais, desenhos, atividades práticas, questões objetivas e dissertativas, entre outros formatos que respeitem as múltiplas formas de aprender e se comunicar dos estudantes.
Nesta obra, a ação avaliativa do processo de ensino-aprendizagem propõe três tipos principais: a avaliação diagnóstica, a avaliação formativa e a avaliação de somativa.
A avaliação diagnóstica é o momento de identificar os conhecimentos que os estudantes trazem consigo, além de suas necessidades e dificuldades.
Essa etapa é fundamental para reajustar as rotas e os objetivos de ensino. É importante ressaltar que a avaliação diagnóstica não exige, obrigatoriamente, um registro formal. A observação de uma atividade em sala de aula, por exemplo, permite que você identifique as habilidades que precisam ser desenvolvidas ou aperfeiçoadas.
Onde ocorre
Nesta obra, a avaliação diagnóstica é apresentada principalmente nas páginas de abertura do Livro do Estudante. Nelas, são propostas atividades que possibilitam, por meio de questões que exploram um recurso deflagrador, obter informações a respeito dos conhecimentos prévios dos estudantes sobre assuntos importantes para a abordagem da unidade. Nas orientações ao professor, você vai encontrar subsídios para o trabalho com as páginas de abertura no boxe Avaliação diagnóstica, que pode conter comentários, propostas e estratégias de metodologia ativa.
Avaliação formativa
A avaliação formativa acontece ao longo do período letivo. São os processos contínuos pelos quais você obtém indicadores a respeito da aprendizagem dos estudantes.
Desse modo, esse tipo de avaliação possibilita que você realize intervenções, propondo novas estratégias e procedimentos que visam à melhoria e/ou ao aprofundamento dos conhecimentos por parte dos estudantes.
A avaliação formativa pode ter um papel fundamental na melhoria das aprendizagens de todos os alunos. A sua utilização sistemática deve permitir que os alunos conheçam bem: a) o que têm de aprender no final de um dado período de tempo; b) a situação em que se encontram quanto às aprendizagens que têm de desenvolver; e c) os esforços que têm de fazer para aprenderem o que está previsto e descrito nos documentos curriculares. Para tal, a comunicação entre professores e alunos é fundamental, pois é através dela que os alunos podem receber orientações que os ajudam a aprender. [...]
FERNANDES, Domingos. Avaliação formativa: folha de apoio à formação: Projeto de Monitorização, Acompanhamento e Investigação em Avaliação Pedagógica (Maia). Ministério da Educação/Direção-Geral da Educação, 2021. p. 3. Onde ocorre
Nesta obra, a avaliação formativa é um processo contínuo e integrado. Destaca-se páginas de atividades sugeridas ao longo de cada unidade do Livro do Estudante. Nas orientações ao professor, você vai encontrar subsídios para o trabalho com as páginas de atividades no boxe Avaliação formativa, que inclui objetivos e estratégias de intervenção, caso seja necessária a retomada de conteúdos e conceitos.
Além disso, procure observar as respostas dos estudantes às práticas propostas ao longo das aulas, e não apenas em um momento específico definido como avaliação. Também é importante circular pela sala de aula e observar os estudantes durante as atividades propostas. Esse acompanhamento mais próximo contribui para que eles se reconheçam como parte do processo de ensino-aprendizagem, desenvolvam sua autonomia e busquem aprimoramento contínuo.
Avaliação somativa
A avaliação somativa é realizada ao final de um período de estudos, em consonância com as práticas pedagógicas da escola. Com base nas respostas a essa avaliação, você poderá refletir sobre ações a serem tomadas para sanar possíveis dificuldades dos estudantes.
Por ser comumente associada a testes e notas que visam classificar o desempenho dos estudantes, é fundamental que ela não seja o único foco do processo avaliativo. A nota é apenas uma das muitas formas de representar os resultados, e essa etapa deve ser considerada como a consequência natural das avaliações diagnóstica e formativa já realizadas.
Ao analisar os resultados, você pode refletir sobre as ações necessárias para sanar possíveis dificuldades, utilizando o desempenho como um indicativo para a retomada de conteúdos e a definição de novas estratégias. Dessa forma, resultados abaixo do esperado não são uma sentença, mas sim um ponto de partida para aprimorar o processo de ensino-aprendizagem.
Onde ocorre
Nesta obra, a avaliação somativa é proposta em uma página de atividades ao final de cada unidade. Nas orientações ao professor, você vai encontrar subsídios para o trabalho com essas páginas no boxe Avaliação somativa. Esse momento permite obter informações sobre os conhecimentos adquiridos pelos estudantes no decorrer do trabalho com a unidade.
Para um sistema de avaliação eficiente, é recomendável a combinação das três modalidades, além de usar diferentes instrumentos que auxiliem a obter informações
Provas e testes
Seminários e debates
Portfólios
sobre o desenvolvimento da aprendizagem dos estudantes. Apresentamos a seguir alguns exemplos.
Instrumentos de avaliação
Podem ser elaborados com questões abertas, análise de situações, questões objetivas e quizzes e realizados de forma regular, abordando conteúdos específicos ou referentes a determinado período.
Possibilitam a você perceber o desenvolvimento de habilidades relacionadas a tarefas como pesquisa, síntese das informações, pensamento crítico e comunicação.
A elaboração de portfólios com base em suas observações e registros em fichas avaliativas contribui não só para analisar o desenvolvimento cognitivo dos estudantes, mas também a maneira como cada um aprende, com atenção especial às habilidades que eles desenvolvem com mais facilidade e as que demandam mais atenção e auxílio para serem desenvolvidas.
Saraus Permite a você verificar o desenvolvimento de habilidades relacionadas a interação social, capacidade de expressão, criatividade, sensibilidade e conhecimento cultural.
Ditados
Autoavaliação
Possibilita que você acompanhe as principais dificuldades dos estudantes com relação à escuta e à escrita.
Incentiva o desenvolvimento da autonomia dos estudantes levando-os a refletir sobre sua participação nas atividades, suas dificuldades e aspectos que devem ser melhorados. Com base nessas informações, você pode debater com eles os caminhos para gerar mudanças no planejamento e melhorias para toda a turma.
Para auxiliar o monitoramento das aprendizagens, sugerimos a utilização de uma ficha de avaliação de acompanhamento individual, como a que apresentamos a seguir. Essa ferramenta permite registrar a trajetória de cada estudante, observando seu desenvolvimento com relação aos objetivos e às habilidades trabalhados.
A ficha usa um sistema de marcação simples para identificar o nível de desenvolvimento do estudante.
• S (Sim): o estudante demonstrou ter alcançado o objetivo.
• P (Parcialmente): o estudante atingiu o objetivo de forma incompleta, necessitando de intervenção para avançar.
• N (Não): o estudante não alcançou o objetivo, sendo necessária uma intervenção imediata.
Quando o objetivo é alcançado e marcado com S, você deve incentivar o estudante a aprofundar seus saberes.
Se a marcação for P ou N, a ficha serve como um diagnóstico evidente, indicando a necessidade de planejar intervenções para que o estudante progrida nos estudos.
Você pode usar esse tipo de ficha para registrar observações feitas durante o trabalho com as páginas de atividades sugeridas como momentos de avaliação.
Ficha de acompanhamento individual das aprendizagens
Objetivos ou habilidades avaliados S P N Observações
Preencher com o objetivo ou a habilidade.
Preencher com o objetivo ou a habilidade.
MODELO
No contexto atual da educação, o papel do professor dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental vai além da transmissão de conteúdo. Ele deve atuar como mediador do conhecimento, incentivando a autonomia dos estudantes e formando leitores e pensadores críticos. Acima de tudo, o professor é um agente essencial na construção da base educacional e emocional dos estudantes.
Essa etapa da escolarização é marcada por profundas transformações no desenvolvimento cognitivo, afetivo e social dos estudantes. Por isso, a prática pedagógica exige sensibilidade e escuta ativa. Você deve estar atento às necessidades individuais dos estudantes, respeitando seus ritmos de aprendizagem e suas realidades. A construção de vínculos afetivos é fundamental para fortalecer a autoestima e a autonomia, pois são eles que criam um ambiente acolhedor, onde o erro é considerado como parte do processo de aprendizagem e todos os estudantes se sentem seguros para se expressarem.
Sua atuação docente envolve uma reflexão constante sobre os conteúdos, as metodologias e, principalmente, sobre como os estudantes aprendem. Ao aproximar o conteúdo escolar dos conhecimentos prévios deles, você torna o aprendizado mais significativo e prazeroso. Essa abordagem, que valoriza a bagagem cultural e as experiências dos estudantes, é fundamental na construção de uma relação positiva deles com o ato de estudar.
O planejamento pedagógico é o ponto de partida, mas a prática em sala de aula é dinâmica e não linear. É no dia a dia que você conhece os perfis, as necessidades e os ritmos da turma, e que a flexibilidade e a capacidade de adaptação se tornam essenciais. O diálogo constante com a equipe pedagógica e a participação em formações continuadas são atitudes que favorecem o desenvolvimento de uma prática docente mais eficaz e alinhada às reais demandas da turma.
Nessa jornada, você é o principal organizador das ações pedagógicas. É quem acolhe, engaja e dá oportunidade para que os estudantes verbalizem seu raciocínio, escrevam e desenvolvam, no coletivo da turma, a compreensão sobre os motivos das atividades e a realização das respostas. O livro didático não é apenas um guia, mas um instrumento cultural que o auxilia em seu trabalho como mediador no processo de construção do conhecimento dos estudantes. Com autonomia, é você quem dá vida a esse material, ajustando-o às necessidades de cada turma para que os estudantes se tornem os protagonistas de sua aprendizagem.
A PRÁTICA PEDAGÓGICA EM AÇÃO
A sala de aula é marcada pela diversidade. Cada estudante traz consigo um conjunto de experiências, saberes e modos de aprender. Essa diversidade se expressa em aspectos comportamentais, cognitivos, afetivos e socioculturais, que influenciam diretamente o modo como cada um constrói o conhecimento. Já as trajetórias individuais são moldadas por fatores como o contexto familiar, as vivências culturais e o ambiente social em que estão inseridos. É seu papel e da equipe escolar acolher essas diferenças.
Nesse sentido, compreender o desenvolvimento dos estudantes exige atenção ao contexto em que vivem, às suas práticas cotidianas e à maneira como atribuem significado às suas experiências. Por isso, uma das grandes questões que se impõe ao trabalho docente é: como planejar intervenções pedagógicas que deem conta da heterogeneidade presente em sala de aula, especialmente em turmas numerosas?
Diante desse desafio, é essencial que você reconheça que não há um único caminho para a aprendizagem. As interações, os ritmos e os interesses variam, e é seu papel estar atento a essas diferenças, promovendo práticas pedagógicas flexíveis e inclusivas. Só assim será possível garantir que todos os estudantes tenham oportunidades reais de desenvolvimento, respeitando suas singularidades sem comprometer a qualidade do processo de ensino-aprendizagem.
A seguir, apresentamos sugestões para auxiliar seu dia a dia, promovendo a adequação de atividades e a progressão do aprendizado, para que os estudantes avancem no próprio ritmo, com o apoio necessário para superar desafios.
A PEGA DO LÁPIS NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO
Como os estudantes dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental estão no processo de alfabetização, é importante que você os auxilie na apropriação do sistema de escrita. Uma das intervenções relevantes nesse processo é a orientação sobre a pega funcional do lápis. A pega de três pontos, também conhecida como pega tripoide ou trípode, é uma técnica considerada funcional, pois favorece movimentos mais precisos, fluidos e controlados, o que é essencial para o desenvolvimento da escrita e evita fadiga muscular. Para orientar os estudantes, incentive-os a:
• posicionar o lápis de forma relaxada, sem forçar os dedos;
• segurar o lápis entre a ponta do polegar e a lateral do dedo indicador;
• apoiar o lápis no dedo médio para dar suporte e estabilidade;
• deixar os outros dedos (anelar e mínimo) levemente dobrados na palma da mão, servindo de apoio.
É fundamental acompanhar o processo individualmente, observando se a pega está firme, mas não tensa. No entanto, trata-se de um desenvolvimento, desse modo, inicialmente não é recomendada a correção direta da pega, mas sim uma observação atenta para compreender como cada estudante está se apropriando desses movimentos e o que pode ser feito para progredir.
O desenvolvimento da pega do lápis não se resume apenas a segurar o instrumento. Ele é resultado de uma coordenação motora fina bem desenvolvida. Para auxiliar nesse processo, é importante incluir atividades lúdicas e variadas na rotina da sala de aula que ajudam a fortalecer a musculatura das mãos e dos dedos, como brincar com massinha de modelar ou argila, rasgar papel com as mãos,
rasgar papel em pedaços pequenos e fazer bolinhas com as pontas dos dedos, cortar com tesoura de pontas arredondadas e colar pedaços de papel pequenos.
O LETRAMENTO MATEMÁTICO
Com relação ao letramento matemático, é fundamental que ele ocorra de forma integrada com todos os componentes curriculares. Para isso, ao abordar os conteúdos, procure criar situações didáticas contextualizadas que incentivem os estudantes a desenvolverem o raciocínio lógico e a aplicarem o conhecimento matemático na busca de soluções para situações-problema do cotidiano. Essa abordagem facilita a compreensão dos conceitos e reforça sua relevância.
Além disso, as atividades a seguir contribuem para o letramento matemático, por exemplo:
• contagem de objetos usando materiais concretos, como tampinhas e lápis;
• uso e escrita de algarismos por meio de jogos e brincadeiras;
• compreensão do conceito de números; realização de operações básicas; reconhecimento de formas geométricas na identificação de quantidades e na ordenação de elementos;
• comparação de medidas com o uso de instrumentos não padronizados, como palmos e passos;
• leitura e interpretação de gráficos e tabelas com dados reais sobre a turma e a escola.
A INCLUSÃO NAS ESCOLAS
Garantir a inclusão de estudantes com deficiência na escola regular não é apenas um dever legal, mas um compromisso ético e pedagógico com a equidade e a justiça social. A legislação brasileira, incluindo a Constituição Federal (1988), a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) (2015) e as Diretrizes da Política Nacional de Educação Especial (2008), reforça o papel da escola em assegurar que todos os estudantes tenham acesso a uma educação de qualidade.
Contudo, a inclusão vai além de permitir o acesso físico à sala de aula. Ela exige a participação ativa dos estudantes no cotidiano escolar, promovendo aprendizagens significativas e respeitando suas particularidades. Para isso, é essencial o envolvimento de toda a comunidade escolar na construção de um ambiente que valorize as diferenças e que favoreça as interações e o respeito à diversidade. Nesse contexto, o papel do professor é central, como mediador e agente de transformação.
O primeiro passo mais importante é levar ao professor o reconhecimento das diversas dificuldades que deverá encontrar, suas especificidades, suas formas de atuação e como identificá-las em seus alunos. Neste processo, ao professor caberá a autonomia de reconhecer as dificuldades e intervencionar, em sala de aula, para a aplicação de novas metodologias e saberes, para a chegada da cognição.
JOIA, Michele. A inclusão de crianças na escola: o papel do educador diante das dificuldades de aprendizagem. 2. ed. Rio de Janeiro: Wak Editora, 2023. p. 41.
A prática pedagógica inclusiva deve reconhecer que todo estudante tem a capacidade de aprender, desde que seja incentivado por vínculos afetivos e em um ambiente
acolhedor. Para isso, as estratégias precisam ser flexíveis e adaptadas às necessidades individuais.
Práticas pedagógicas inclusivas
A seguir, sugerimos algumas ações que podem ser aplicadas em sala de aula para promover a inclusão.
• Materiais concretos e táteis: utilize materiais com diferentes texturas e relevos para que os estudantes possam explorar o conteúdo de forma sensorial. Ao utilizar recursos visuais, sempre descreva as imagens com clareza, indicando posições e características dos objetos.
• Comunicação objetiva: apresente os enunciados das atividades de forma objetiva e direta, evitando ambiguidades, figuras de linguagem ou construções muito complexas. Divida as tarefas em etapas menores e forneça uma instrução por vez. Durante as explicações, posicione-se de frente para os estudantes, facilitando a atenção à sua fala.
• Flexibilização e ritmo: ofereça prazos flexíveis para a entrega de atividades, respeitando o tempo de aprendizagem de cada estudante. Incentive a leitura compartilhada de textos e enunciados para promover a compreensão coletiva e o apoio mútuo.
• Incentivo à expressão: incentive a expressão oral, quando possível, e a organização do pensamento dos estudantes, auxiliando na estruturação das ideias. Ferramentas como alfabeto móvel e banco de palavras são ótimas aliadas para a alfabetização e o fortalecimento da participação dos estudantes no processo de aprendizagem.
• Uso de tecnologia: quando possível, adote recursos tecnológicos que atendem às necessidades específicas dos estudantes, ampliando as possibilidades de acesso ao conteúdo e tornando o aprendizado mais dinâmico e acessível.
• Valorização de estratégias de resolução de problemas: apresente e valorize diferentes estratégias para a resolução de problemas, respeitando a forma única de compreensão e de elaboração de soluções.
O USO DE METODOLOGIAS ATIVAS
O uso de metodologias ativas favorece o engajamento dos estudantes e o desenvolvimento de diversas habilidades. A prática pedagógica exige um planejamento cuidadoso, momentos de discussão em grupo, atividades colaborativas e trocas de saberes, especialmente quando o objetivo é fortalecer competências como leitura, escrita e raciocínio lógico-matemático.
[...]
Metodologias ativas são estratégias de ensino centradas na participação efetiva dos estudantes na construção do processo de aprendizagem, de forma flexível, interligada e híbrida. As metodologias ativas, num mundo conectado e digital, expressam-se por meio de modelos de ensino híbridos, com muitas possíveis combinações. A junção de metodologias ativas com modelos flexíveis e híbridos traz contribuições importantes para o desenho de soluções atuais para os aprendizes de hoje.
[...]
MORAN, José. Metodologias ativas para uma aprendizagem mais profunda. In: BACICH, Lilian; MORAN, José (org.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018. p. 4.
A seguir, apresentamos algumas metodologias ativas que promovem o protagonismo e a autonomia dos estudantes.
Vire e fale
Essa estratégia aumenta a participação dos estudantes e cria um espaço para que eles possam expressar suas ideias, em um formato diferente para perguntas e respostas. A conversa em duplas incentiva-os a organizar suas ideias e a praticar a escuta ativa. Pode ser utilizada várias vezes durante a aula para manter o ritmo dinâmico e interativo. Faça uma pergunta objetiva e direta relacionada ao conteúdo que está sendo trabalhado, que possa ser respondida em cinco minutos. Imediatamente após a pergunta, peça aos estudantes que virem para um dos colegas para conversarem sobre a pergunta, em até cinco minutos. Esse é o momento em que eles devem verbalizar suas ideias uns para os outros, escutando o que o outro tem a dizer e chegando juntos a uma conclusão. Após a conversa em duplas, compartilhem as ideias que surgiram e faça intervenções se julgar necessário.
Caminhada na galeria
A atividade foge da rotina da sala de aula e envolve movimento, o que é indicado para essa faixa etária. Além de aprimorar a comunicação, o raciocínio e a organização de ideias de forma lúdica e prática, aprofunda os conteúdos que aprenderam. Oriente os estudantes, individualmente ou em grupos, a fazerem atividades cuja conclusão seja a produção de desenhos, pinturas ou cartazes, que devem ser expostos como em uma galeria de arte. Depois de prontos, os cartazes devem ser fixados na sala de aula ou em outro local da escola, e cada grupo deve escolher um apresentador que ficará ao lado para explicar o trabalho. O restante da turma, em grupos, começa a caminhada pela galeria, observando e analisando as produções dos colegas. Após todos os grupos visitarem as obras da galeria, reúna a turma e incentive uma conversa sobre o que foi aprendido.
Debate
O debate é uma ferramenta pedagógica que incentiva o diálogo entre diferentes opiniões, promovendo o desenvolvimento da argumentação e do pensamento crítico dos estudantes. Antes de começar, é útil introduzir um tema ou propor pesquisas. A turma pode ser dividida em grupos ou debater individualmente. Você atua como mediador, garantindo uma exposição de ideias respeitosa e coerente com o assunto em questão.
Escrita rápida
Essa técnica propõe que os estudantes escrevam, em até cinco minutos, uma resposta curta sobre um tema estudado. É útil para avaliar o raciocínio e a fluência escrita. Após a escrita, os textos podem ser fixados na lousa para análise coletiva, promovendo a reflexão sobre a compreensão dos conteúdos. Nessa atividade, cada um responde rapidamente, em um minuto, a uma pergunta relacionada ao conteúdo estudado. As respostas são lidas e discutidas em sala, permitindo verificar o nível de compreensão da turma e reforçar o aprendizado.
Sala de aula invertida
A sala de aula invertida propõe que os estudantes pesquisem e fiquem inteirados sobre um tema antes das aulas
presenciais, utilizando diferentes recursos e seus próprios métodos de estudo. Em sala, compartilham suas descobertas, aprofundando o conteúdo com o apoio do professor. Essa abordagem incentiva a autonomia, o engajamento, a troca de conhecimentos e o desenvolvimento da síntese. Permite também um acompanhamento mais próximo das dificuldades individuais e melhora o desempenho dos estudantes.
A ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO
Para a organização do trabalho pedagógico em sala de aula, é essencial considerar a disposição do espaço e promover um ambiente pautado pela empatia, pelo respeito mútuo e pela valorização do coletivo, o que contribui para a construção de uma sala de aula acolhedora, na qual o desenvolvimento da autonomia dos estudantes seja incentivado de forma constante.
A fim de promover um ambiente mais dinâmico, inclusivo e colaborativo, você pode alterar a organização tradicional da sala de aula, que tem carteiras enfileiradas e o professor ocupando o papel central como único detentor do saber. Ao repensar a organização da sala de aula como um recurso pedagógico, você amplia as possibilidades de interação, cooperação e construção coletiva do conhecimento, aproximando a prática docente das demandas reais da turma. A seguir, apresentamos algumas sugestões para organizar a sala de aula de diferentes maneiras. Disposição em grupo: indicada para atividades que exigem colaboração direta e trocas constantes entre os estudantes, como trabalhos em equipe, debates e projetos que precisam de divisão de tarefas, pois a proximidade física facilita a comunicação e o apoio mútuo, incentivando a resolução de problemas de forma coletiva.
Representação de carteiras dispostas em grupo.
Disposição em círculo: indicada para atividades que priorizam a participação de todos, a escuta ativa e a criação de um ambiente de igualdade, como rodas de conversa, discussões sobre temas específicos, contação de histórias e compartilhamento de experiências, permitindo que a construção do conhecimento, a troca de experiências e a comunicação sejam mais diretas e isonômicas entre você e os estudantes.
Representação de carteiras dispostas em círculo. ILUSTRAÇÕES: IVY NUNES/ ARQUIVO DA EDITORA
Disposição em U: indicada para apresentações orais, demonstrações, debates supervisionados ou quando você precisa circular entre as carteiras para dar assistência individual, pois combina sua visibilidade com a possibilidade de interação entre os estudantes, permitindo que todos mantenham o foco na atividade.
Representação de carteiras dispostas em U.
Outra estratégia que ajuda a aproximar o currículo da vida dos estudantes é incentivar a utilização de outros espaços dentro e fora da sala de aula para divulgar o trabalho desenvolvido pela turma, como os murais e as paredes, explorando diferentes recursos e estratégias.
A ORGANIZAÇÃO DO TEMPO
E DA ROTINA ESCOLAR
Além da organização do espaço físico, é fundamental atentar à gestão do tempo e da rotina em sala de aula. Estabelecer uma rotina bem estruturada favorece a execução do planejamento pedagógico, garantindo que os horários e as atividades sejam conduzidos de forma sequencial e coerente, sempre respeitando as particularidades e os diferentes ritmos de aprendizagem dos estudantes.
Planejar a prática pedagógica de acordo com a proposta curricular proporciona um ambiente mais estável e acolhedor, no qual os estudantes sabem o que esperar e se sentem mais seguros diante das estratégias utilizadas no dia a dia. Além de facilitar a condução do trabalho docente, essa organização contribui para equilibrar e diversificar as atividades ao longo da semana, ampliando as possibilidades de aprendizagem.
Além das aulas nas quais os conteúdos e as atividades são abordados, é importante que você inclua atividades diversificadas em seu planejamento de rotina, como as sugeridas a seguir.
• Rodas de conversa: podem ser realizadas no começo ou no final da aula para solicitar aos estudantes que relatem
alguma vivência pessoal (como forma de explorar os conhecimentos prévios) ou exponham o que aprenderam, quais dificuldades tiveram ou o que gostariam de aprender na próxima aula.
• Momentos de leitura: esses momentos podem ser conduzidos tanto por você, por meio da leitura em voz alta, quanto pelos próprios estudantes, com a leitura compartilhada ou um de cada vez. É importante reservar intervalos de tempo específicos na rotina para a leitura de diferentes textos com a intenção de proporcionar momentos de apreciação e, ao mesmo tempo, ampliar o repertório e os conhecimentos dos estudantes.
• Momentos de registro: essa estratégia consiste em reservar, ao final das aulas, alguns minutos para que os estudantes expressem o que aprenderam. Esse registro pode ser feito por meio da escrita, de esquemas visuais, de desenhos ou até pela oralidade, com gravações em áudio ou vídeo. Essa etapa funciona como uma forma de verificação da aprendizagem, permitindo a você identificar o que foi compreendido e o que ainda precisa ser retomado em aulas futuras ou em atividades de reforço. Os registros podem ser realizados individualmente, em duplas ou em pequenos grupos, de acordo com os objetivos da proposta.
• Visitas guiadas a diferentes espaços de aprendizagem: a sala de aula não é o único ambiente para o aprendizado dos estudantes, por isso é importante sugerir atividades em outros espaços na escola, como laboratórios, bibliotecas, pátio, auditório e jardim, e fora da escola, como teatros, museus, espaços públicos, centros de pesquisas, cinema e centros culturais. Em casos de atividades em espaços fora da escola, é necessário que você solicite, com antecedência, as autorizações para a direção e para os pais ou responsáveis dos estudantes, e com o acompanhamento de outros profissionais da escola, bem como a orientação do uso de filtro solar, da ingestão de água e do uso de repelentes e de vestimentas e calçados adequados, visando à segurança, à integridade física e ao bem-estar dos estudantes.
Além dessas atividades, o planejamento de rotina deve incluir atividades lúdicas que incentivem a interação social e momentos que envolvam alimentação e higiene pessoal.
Apresentamos a seguir um exemplo de planejamento de rotina, que pode ser adaptado de acordo com as suas necessidades, as dos estudantes e as da escola.
MODELO
Planejamento de rotina
7h30 – 8h00Sala de aulaAcolhimento e roda de conversa. Promover a socialização e desenvolver a oralidade.
8h00 – 9h30Sala de aula
9h30 – 10h00 Refeitório, banheiro e pátio
Leitura compartilhada de textos e atividades dirigidas de escrita.
Lanche, escovar os dentes, lavar as mãos e recreio.
10h00 – 11h00 Quadra Brincadeiras tradicionais e jogos cooperativos.
Desenvolver habilidades de leitura e de escrita.
Momento de descanso, alimentação, higiene e interação livre.
Desenvolver a expressão corporal e a coordenação motora.
11h00 – 11h30 Sala de aulaRoda de leitura e fechamento. Desenvolver a escuta ativa, retomar as aprendizagens do dia e organizar a sala de aula.
Outro recurso pedagógico que pode auxiliar a gestão do tempo e o planejamento de rotina é a sequência didática. Uma sequência didática é um plano de ensino estruturado, composto de um conjunto de atividades ordenadas e interligadas que são desenvolvidas ao longo de várias aulas. A elaboração de sequências didáticas é um recurso pedagógico que pode tornar o planejamento mais eficaz e alinhado às necessidades dos estudantes. Por meio delas, você consegue organizar o processo de ensino de maneira intencional e progressiva, estruturando atividades e estratégias de forma coerente e articulada.
Ao planejar uma sequência didática, você estabelece etapas encadeadas que favorecem a construção do conhecimento ao longo do tempo, seja em alguns dias, semanas ou até meses. Essa organização permite flexibilizar o percurso, ajustando-o conforme o ritmo de aprendizagem da turma e as particularidades do contexto escolar.
É fundamental que as sequências estejam alinhadas aos objetivos de ensino, considerando também os recursos didáticos disponíveis e a realidade da escola. Outro aspecto essencial é a inclusão de estratégias de avaliação que permitam acompanhar e refletir sobre o avanço dos estudantes ao longo do processo, verificando seu envolvimento e observando as dificuldades que possam surgir. Sempre que julgar necessário, faça intervenções que contribuam para ampliar a compreensão dos conteúdos.
Ao término da sequência didática, registre suas considerações sobre o processo de aprendizagem dos estudantes, destacando avanços e aspectos que ainda precisam ser desenvolvidos.
A seguir, apresentamos uma sugestão de modelo de sequência didática que pode servir como referência. Sinta-se à vontade para adaptá-lo conforme as necessidades da sua turma e os conteúdos que pretende desenvolver.
Planejamento de sequência didática
Escola: preencher com o nome da escola.
Professor(a): preencher com o nome do professor.
Componente curricular: preencher com o nome do componente curricular.
Turma: preencher com a indicação da turma.
Data: preencher com o período estimado para o desenvolvimento da sequência didática.
Assunto/conteúdo: preencher com os assuntos ou conteúdos a serem desenvolvidos.
Quantidade de aulas: preencher com a estimativa da quantidade de aulas necessárias para desenvolver todas as atividades.
1. Objetivos gerais: definir o que se espera que os estudantes sejam capazes de fazer ao final da sequência didática.
2. Competências e habilidades da BNCC: identificar as habilidades da BNCC que serão trabalhadas.
3. Materiais necessários: fazer uma lista detalhada de todos os materiais que serão necessários para desenvolver as atividades.
4. Etapas da sequência didática: detalhar as etapas de cada aula, organizando as atividades em uma ordem lógica e progressiva.
• Aula 1: descrever o início do trabalho com a sequência didática, que pode ser uma atividade para verificar o que os estudantes já sabem sobre o assunto; pode ser uma roda de conversa, uma dinâmica ou uma pergunta deflagradora para despertar a curiosidade deles.
• Aula 2 em diante: descrever as atividades intermediárias que ajudarão os estudantes a construírem o novo conhecimento; podem ser pesquisas, leituras, discussões, atividades práticas, entre outras dinâmicas.
• Aula final: descrever a última aula, a culminância da sequência didática; planejar uma atividade final para que os estudantes coloquem em prática tudo o que aprenderam; pode ser a produção de um texto, a apresentação de um trabalho ou a criação de um projeto.
5. Avaliação: definir os critérios (o que será observado) e os instrumentos (como será registrado) que serão utilizados para avaliar a aprendizagem dos estudantes ao longo da sequência didática; a avaliação deve ser contínua e não apenas ao final.
6. Autoavaliação: após a execução da sequência didática, verificar se ela foi eficaz, se os objetivos foram alcançados, quais desafios surgiram, o que pode ser mudado para a próxima vez e anotar essas reflexões para aprimorar suas práticas pedagógicas.
O USO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS
A presença das tecnologias digitais no cotidiano das pessoas é cada vez mais comum, inclusive entre crianças e adolescentes. No entanto, a maneira como esses recursos, especialmente os dispositivos móveis como os celu-
lares, têm sido utilizados dentro das escolas tem gerado muitos debates. O foco dessas discussões recai, principalmente, sobre os efeitos negativos do uso inadequado desses aparelhos no processo de aprendizagem e no desenvolvimento integral dos estudantes.
MODELO
Estudos recentes reforçam essas preocupações, apontando prejuízos que vão desde a distração em sala de aula até impactos mais sérios, como problemas de saúde física e mental, que incluem aumento da ansiedade, distúrbios do sono, dificuldades de atenção, entre outros. Essas evidências contribuíram para a criação da Lei nº 15.100, de 13 de janeiro de 2025, que estabelece diretrizes para o uso de celulares nas escolas brasileiras. Por isso, torna-se indispensável repensar o papel desses recursos na educação.
Por outro lado, quando inserida de maneira planejada e intencional no cotidiano escolar, a tecnologia pode se tornar uma ferramenta poderosa para o processo de ensino-aprendizagem. Recursos como computadores, tablets e celulares, quando utilizados com orientação pedagógica, promovem o acesso à informação, favorecem o desenvolvimento de habilidades críticas e éticas e ampliam o alcance da educação, especialmente em contextos de vulnerabilidade.
A proposta, portanto, não é excluir a tecnologia do ambiente escolar, mas sim incorporá-la com responsabilidade, sempre pautada em objetivos pedagógicos alinhados às competências e aos conteúdos previstos no currículo.
Você tem um papel fundamental nesse processo. Cabe a você planejar atividades que façam uso significativo da tecnologia, promovendo a aprendizagem ativa e a reflexão crítica por parte dos estudantes. A intencionalidade no uso desses recursos deve estar presente desde o momento da escolha da ferramenta até a avaliação dos resultados. Além disso, é importante lembrar que tecnologias educacionais não se limitam às mais recentes. Televisão, rádio, lousa, projetores e outros dispositivos já fazem parte da rotina escolar há décadas e desempenham papel importante na mediação pedagógica.
Boas práticas no uso de tecnologias na educação
Para que a utilização de ferramentas tecnológicas seja eficaz e enriquecedora, é fundamental adotar algumas práticas pedagógicas intencionais. A seguir, apresentamos algumas dicas.
Planejamento pedagógico do uso de recursos tecnológicos
• Definir com clareza os objetivos de aprendizagem.
• Escolher as ferramentas tecnológicas adequadas para alcançar esses objetivos.
• Garantir que o uso dos recursos esteja articulado aos conteúdos e às competências curriculares.
Desenvolvimento de habilidades críticas
• Propor atividades que incentivem a análise crítica de fontes de informação pelos estudantes.
• Levar os estudantes a refletirem sobre o impacto da tecnologia no cotidiano.
• Incentivar o uso consciente, seguro e responsável da internet.
Integração com outras metodologias
• Combinar o uso de tecnologias com estratégias convencionais, como leitura, escrita e pesquisa de campo.
• Incentivar experiências interativas, como a visita a museus virtuais e o uso de acervos digitais, que ampliam o repertório cultural dos estudantes e fortalecem vínculos com a memória coletiva.
Em resumo, o uso da tecnologia na educação não deve ser encarado como uma solução isolada ou um fim em si mesmo. Ela deve estar a serviço do processo de ensino-aprendizagem e contribuir para a formação crítica, ética e cidadã dos estudantes. Seu olhar pedagógico enquanto docente é essencial para transformar esses recursos em verdadeiros aliados do conhecimento.
Para auxiliar na utilização de recursos digitais em consonância com seu planejamento pedagógico, a fim de complementar e enriquecer o desenvolvimento dos conteúdos, esta obra apresenta alguns objetos educacionais digitais, como infográficos e mapas clicáveis.
A lista com os objetos digitais sugeridos em cada volume encontra-se no sumário. Além disso, os momentos de utilização desses recursos foram indicados nas páginas do Livro do Estudante por meio de ícones. Para acessá-los, basta clicar sobre os ícones indicados nas páginas da versão digital do Livro do Estudante
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICO-METODOLÓGICA
A curiosidade é uma característica marcante da infância, uma fase de intenso desenvolvimento cognitivo, permeada por diversos questionamentos sobre si mesmo e o mundo ao redor.
Nesse contexto, o ensino de Geografia e História, além de promover o letramento científico dos estudantes, contribui para que eles desenvolvam habilidades para interpretar e compreender o mundo ao seu redor, refletir sobre suas ações e compreender as relações entre sociedade, natureza e tempo histórico.
A proposta apresentada neste livro articula os conteúdos desses componentes curriculares por meio de temas comuns, buscando oferecer subsídios para que os estudantes possam interpretar a realidade, fazer perguntas relevantes e propor soluções. Essa atuação deve ocor-
rer de maneira consciente, baseada em princípios éticos e práticas sustentáveis.
A seguir, são apresentadas informações teóricas e metodológicas que podem orientar o trabalho docente na busca pela integração de habilidades e competências de Geografia e História, com o objetivo de promover um ensino mais global e significativo para os estudantes.
O ENSINO DE GEOGRAFIA
A Geografia, no Ensino Fundamental, desempenha papel essencial no desenvolvimento de habilidades e competências cognitivas e socioemocionais, preparando os estudantes para que possam compreender a realidade que os rodeia. Sobretudo quando relacionada aos espa-
ços nos quais os estudantes estão inseridos, a Geografia torna-se indispensável à formação cidadã, uma vez que incentiva os estudantes a se apropriarem de conhecimentos e aplicar o raciocínio geográfico para compreender criticamente o mundo, tornando-se assim sujeitos da produção e da transformação do espaço geográfico.
Para atender a essa proposta, esta obra interdisciplinar busca favorecer a construção conjunta do conhecimento sobre o espaço geográfico da Região Sul, incluindo seus aspectos naturais e sociais, atuais e históricos. Dessa forma, espera-se que os estudantes reconheçam a produção e a transformações do espaço geográfico dessa região em diferentes escalas espaciais e temporais, construindo referenciais que possibilitem uma análise crítica de questões socioculturais e socioambientais, sobretudo locais e regionais, além de nacionais ou globais.
Sob a perspectiva do ensino de Geografia, as relações sociedade-natureza ganham destaque nessa abordagem. Isso inclui analisar o ambiente e reconhecer a importância da biodiversidade, oferecer ao estudante instrumentos que o auxiliem a compreender as transformações do espaço onde vive com base nas atividades humanas. As relações sociais também são abordadas, no intuito de levar os estudantes a valorizarem o patrimônio sociocultural e a importância de espaços públicos; respeitarem a sociodiversidade; identificarem desigualdades sociais e relacioná-las aos direitos humanos; e reconhecerem avanços tecnológicos e as transformações derivadas que influenciam a sociedade, o ambiente e o mundo do trabalho. Para realizar essa abordagem, é necessário recorrer a processos de ensino-aprendizagem que levem os estudantes a trabalharem com as principais categorias de análise geográfica, como paisagem, lugar, espaço geográfico, território e região; desenvolverem o raciocínio geográfico para compreenderem diferentes tipos de fenômenos e analisarem seus lugares de vivência; assim como desenvolverem a alfabetização cartográfica por meio da leitura, interpretação, comparação e análise de diferentes representações. Para tanto, ao longo deste percurso são propostas diversas atividades que envolvem reflexões, pesquisas, análises de mapas e produções com temáticas variadas, tornando mais dinâmico o processo de aprendizagem e instigando os estudantes a participarem da construção do conhecimento.
Nesse percurso, você deve estar atento às transformações tecnológicas que vêm atuando sobre a sociedade e a educação no século XXI. Isso inclui, por exemplo, preparar os estudantes para que possam trabalhar com tecnologias digitais e realizar procedimentos de pesquisa; assim como analisar transformações tecnológicas que influenciam as telecomunicações, o transporte, o trabalho, a vida familiar e social e o meio ambiente no Brasil e na Região Sul. Quando oportuno, também recomendamos contrapor modelos de desenvolvimento, destacando práticas que podem ser consideradas sustentáveis, valorizando povos tradicionais, seus territórios e modos de vida frente àquelas que são associadas a impactos ambientais.
O ensino de Geografia tem o objetivo de desenvolver habilidades que permitam aos estudantes compreender como as sociedades se relacionam entre si e com a natureza ao longo do tempo. Para isso, é importante que se familiarizem e criem bases para compreender os principais conceitos da Geografia: lugar, paisagem, natureza, região, território e
espaço geográfico. Com esses conceitos, é possível estabelecer relações, ainda que elementares, entre as particularidades do local onde vivem e suas ligações com outras partes do mundo. Também se valoriza o ensino de atitudes éticas e de cuidado com o meio ambiente. A proposta visa a contribuir com a formação de sujeitos críticos, capazes de refletir e agir em favor de um mundo melhor.
PRINCIPAIS CONCEITOS E NOÇÕES
A Geografia analisa processos sociais e naturais em diferentes tempos e espaços e que se relacionam entre si. Para trabalhar com esse amplo campo de investigação, que trata de fenômenos em âmbito local, regional, nacional e mundial, recorremos a cinco categorias analíticas principais. Esses conceitos são apresentados desde os Anos Iniciais do Ensino Fundamental, mas para que sejam assimilados pelos estudantes, devem ser adequados e significativos para a faixa etária. Para tanto, é importante que se apropriem do conceito de escala geográfica, de forma que possam estar aptos a analisar o espaço geográfico nas suas diferentes dimensões e considerando a simultaneidade e a interconectividade dos processos e fenômenos analisados. Leia a seguir algumas considerações sobre essas categorias de análise geográfica.
Lugar
O lugar é o espaço vivenciado pelas pessoas, onde elas constroem suas relações mais próximas, como a casa, a rua, a escola e a praça. São lugares com os quais elas acabam por estabelecer algum tipo de afetividade. Embora compartilhem elementos comuns, cada lugar é único, com características físicas, culturais e sociais que o tornam especial. Para a Geografia, o lugar se refere ao locus da existência e da coexistência, que são interconectados e têm estruturas e aspectos que podem ser semelhantes por meio da análise de suas paisagens. Ao estabelecer o lugar de vivência como ponto de referência, o estudante se torna apto a analisar outros espaços e estabelecer comparações.
Paisagem
A paisagem é aquilo que se vê em um lugar, em determinado momento. Na paisagem, enfatize-se também aquilo que se pode perceber por meio de outros sentidos, além da visão. Ela é formada tanto por elementos naturais (como montanhas e rios) quanto por elementos construídos pelo ser humano (como prédios e ruas). A paisagem representa uma forma e estado momentâneo, um conjunto de informações que, no entanto, está relacionado à construção do espaço geográfico em diferentes tempos. A paisagem muda com o tempo e expressa as relações entre as pessoas e a natureza. E embora seja um recorte, toda paisagem está relacionada a processos históricos naturais e humanos responsáveis por sua formação. Ao exercitar a análise e interpretação de paisagens, portanto, os estudantes refletem sobre a construção do espaço geográfico.
Região
A região é uma parte do espaço que se diferencia das outras por um conjunto de características, por exemplo, o clima, a vocação econômica, a cultura ou a organização social. Ou seja, uma região pode ser definida com base em diferentes critérios.
Toda regionalização leva em conta aspectos em comum de determinada área, considerando fenômenos na-
turais e socioeconômicos. Assim, as regiões são essenciais para a análise do espaço geográfico, uma vez em que possibilitam o melhor entendimento de fenômenos locais e sua articulação com fenômenos regionais e mundiais.
Território
O território é uma porção do espaço definida por relações de domínio e poder. Pode ser o espaço controlado por um país, mas também pode estar presente em escalas menores, como uma comunidade, uma rua ou um bairro.
O conceito de território na Geografia é frequentemente associado às relações de poder, porém é importante conceber o território como uma manifestação de influência associada a grupos de indivíduos. A identificação cultural relacionada aos lugares de vivência, portanto, é parte essencial da territorialidade para o ensino de Geografia. Nesse contexto, podemos relacionar, por exemplo, ao reconhecimento e à valorização de povos tradicionais e seus territórios.
Espaço geográfico
O espaço geográfico é o resultado das relações entre sociedade e natureza ao longo do tempo. É onde as ações humanas acontecem e se materializam — como as cidades, as estradas, os campos e as indústrias. Para Santos (2021) o espaço é o cenário onde a história acontece e está sempre sendo transformado.
O conceito de espaço geográfico é, em geral, associado ao espaço transformado ou influenciado pela ação antrópica, ou seja, o espaço produzido pela sociedade ou por ela influenciado. Portanto, engloba a soma de paisagens, lugares, regiões e territórios da Terra, uma vez que a influência humana sobre o planeta, atualmente, implica na existência de poucos ambientes não modificados. Embora seja a categoria de análise mais ampla da Geografia, também pode ser entendido como um primeiro passo para delimitar uma área de análise em função daquilo que se deseja analisar e compreender.
O ESTUDO REGIONAL
A proposta desta obra é contribuir para que os estudantes desenvolvam um olhar crítico e atento sobre o espaço em que vivem, compreendendo que ele está em constante mudança e que elas são resultado das ações humanas. Ao compreender e vivenciar os conceitos da Geografia de forma progressiva e integrada, eles podem se tornar capazes de compreender melhor o mundo e atuar nele de forma consciente, ética e responsável.
O estudo da Geografia Regional trabalha com diferentes escalas e categorias de análise, como lugar, paisagem e território, favorecendo a compreensão do espaço geográfico e das relações entre sociedade e natureza. Partindo das Grandes Regiões brasileiras propostas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os estudantes vão usar esse repertório para mobilizar o raciocínio geográfico, reconhecendo aspectos comuns da Região Sul, diferenciando-os dos de outras regiões e, ao mesmo tempo, estabelecendo comparações entre pro-
cessos naturais e sociais (em diferentes tempos) relativos a essa região com processos semelhantes relativos a outras regiões.
Embora esta obra se dedique prioritariamente ao estudo de fenômenos naturais e sociais no contexto da Região Sul, sob a ótica da Geografia e da História de maneira integrada, em sua relação espaço-temporal, é importante que você estabeleça ligações entre esse e outros territórios. Isso porque uma região se define justamente por assemelhar-se internamente e diferenciar-se de outros espaços. Portanto, uma região deve ser vista com um olhar para dentro de sua realidade, não perdendo de vista o contexto maior em que está inserida.
Dessa forma, os estudantes podem elaborar bases para compreender processos que ocorrem em seus espaços de vivência ou em sua região, e aqueles mais amplos e complexos, que podem ser observados nacionalmente ou globalmente, estabelecendo conexões entre eles.
O RACIOCÍNIO GEOGRÁFICO
E A PROPRIOCEPÇÃO
A Geografia pressupõe a organização do pensamento de forma metódica, considerando tanto a espacialidade como a temporalidade dos fenômenos. Trata-se, portanto, de um raciocínio que estabelece relações entre os lugares, usando determinados princípios para analisar esses fenômenos espacialmente.
Ao analisar as dinâmicas do clima em uma determinada região, por exemplo, recorreremos aos princípios do raciocínio geográfico, estabelecendo analogias e diferenças entre o clima dessa região e o clima em outras regiões, e identificando conexões entre dinâmicas e fatores climáticos. Dando sequência ao desenvolvimento desse pensamento analítico, recorremos aos instrumentos do raciocínio geográfico para identificar a extensão e a localização da área de ocorrência desse tipo climático, usando mapas como referência, assim como para reconhecer a distribuição de diferentes tipos de clima em uma categoria de análise maior do que a região, estabelecendo relações de ordem entre eles.
O raciocínio geográfico refere-se à capacidade de analisar criteriosamente o espaço geográfico por meio da observação, comparação e compreensão das interações entre sociedade. No Ensino Fundamental, seu desenvolvimento é essencial para a formação do pensamento e das noções espaciais dos estudantes, a fim de que sejam capazes de compreender a organização e as dinâmicas do espaço vivido.
De acordo com a BNCC (2018):
O raciocínio geográfico, uma maneira de exercitar o pensamento espacial, aplica determinados princípios (Quadro 1) para compreender aspectos fundamentais da realidade: a localização e a distribuição dos fatos e fenômenos na superfície terrestre, o ordenamento territorial, as conexões existentes entre componentes físico-naturais e as ações antrópicas.
Princípio
Quadro 1 – Descrição dos princípios do raciocínio geográfico
Descrição
Analogia Um fenômeno geográfico sempre é comparável a outros. A identificação das semelhanças entre fenômenos geográficos é o início da compreensão da unidade terrestre.
Conexão Um fenômeno geográfico nunca acontece isoladamente, mas sempre em interação com outros fenômenos próximos ou distantes.
Diferenciação É a variação dos fenômenos de interesse da Geografia pela superfície terrestre (por exemplo, o clima), resultando na diferença entre áreas.
Distribuição Exprime como os objetos se repartem pelo espaço.
Extensão Espaço finito e contínuo delimitado pela ocorrência do fenômeno geográfico.
Localização
Posição particular de um objeto na superfície terrestre. A localização pode ser absoluta (definida por um sistema de coordenadas geográficas) ou relativa (expressa por meio de relações espaciais topológicas ou por interações espaciais).
Ordem Ordem ou arranjo espacial é o princípio geográfico de maior complexidade. Refere-se ao modo de estruturação do espaço de acordo com as regras da própria sociedade que o produziu.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 359-360. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 14 ago. 2025.
O trabalho com o raciocínio geográfico é transversal e interdisciplinar e pode ser mobilizado em diferentes componentes curriculares, como Ciências, História, Matemática e Língua Portuguesa, ao sugerir estratégias que acionem seus princípios.
O raciocínio geográfico é uma operação individual, contudo, demanda do docente uma atenção especial à formação de sujeitos críticos e autônomos capazes de exercitar esse tipo de pensamento para interpretar a realidade. Isso significa auxiliar os estudantes no domínio de subsídios e ferramentas para que possam desenvolver o raciocínio geográfico em diferentes contextos, inclusive por meio de exemplos práticos.
No contexto da Geografia escolar, o raciocínio geográfico promove o desenvolvimento das noções espaciais, além de favorecer a alfabetização cartográfica. Alguns exemplos de situações didáticas que possibilitam o desenvolvimento desse raciocínio, tendo como base os lugares de vivência do estudante, que podemos citar são: a análise do percurso casa-escola, a leitura criteriosa do entorno da escola, a observação de elementos naturais e antrópicos na paisagem e a comparação de diferentes espaços conhecidos.
O trabalho com noções espaciais, como localização, comparação e representação do espaço está relacionado, de modo muito importante, à noção corporal do estudante, ou seja, à percepção que ele tem de seu corpo em relação ao espaço. Essa percepção envolve o sistema da propriocepção, que é a capacidade de perceber sua posição, o espaço que seu corpo ocupa (parado ou em movimento) de orientar um deslocamento, tocar ou pegar algo, usar mais ou menos força para realizar uma ação.
No dia a dia, tanto na escola quanto em casa, essa integração entre corpo e espaço pode ser observada em situações simples. Você pode incorporar no dia a dia escolar algumas atividades práticas que favoreçam o desenvolvimento da propriocepção, como localizar objetos ou lugares no pátio, descrever o caminho para a sala de aula, onde ficam os cômodos da casa, representar o caminho de casa até a escola, atividades relacionadas à lateralidade, como à esquerda, à direita, em cima, embaixo e, até mesmo, ao
brincar de esconde-esconde. Essas são oportunidades interessantes em que os estudantes podem perceber e vivenciar o espaço, assim como, são ferramentas que contribuem com o ensino-aprendizagem em Geografia e de outros componentes. É importante respeitar o ritmo e a forma com que os estudantes percebem, compreenderem e interagem com o espaço, a partir de seus lugares de vivência.
GEOGRAFIA E CARTOGRAFIA
Os estudos de Geografia contam, em muitos momentos, com a linguagem cartográfica como articuladora da formação do conhecimento geográfico dos estudantes. Ler, interpretar, compreender e elaborar representações cartográficas confere a eles habilidades muito importantes para o estudo do espaço, das características físicas, da dinâmica e das transformações que são ocasionadas por agentes naturais ou humanos.
O domínio de noções cartográficas também contribui para a formação de indivíduos autônomos em relação à localização e à orientação, assim como em seu deslocamento no espaço.
Tais noções, nesta obra, são desenvolvidas de maneira elementar e estruturante, preparando os estudantes por meio dos mais diferentes procedimentos, como observação, análise, descrição, síntese, analogia e representação, para que estejam aptos a obter e registrar as mais diferentes informações por meio de representações cartográficas. Em vários momentos também são propostas temáticas e atividades que propiciam o desenvolvimento de noções de lateralidade, proporcionalidade, deslocamento, orientação e localização e pontos de vista. Esse conjunto de habilidades e noções colabora com a alfabetização cartográfica.
No Ensino Fundamental, você pode propor atividades simples, como desenhar o trajeto até a escola, criar mapas afetivos da escola ou do bairro, ouvir histórias de familiares sobre o lugar de vivência e representá-lo em diferentes épocas. Essas práticas, inspiradas também na etnocartografia, ou seja, nos mapas sociais produzidos por indivíduos ou grupos de uma comunidade tradicional, não utilizam obrigatoriamente conhecimento técnico
avançado e ajudam os estudantes a reconhecerem e valorizarem seu lugar no mundo, fortalecendo a relação entre o conteúdo escolar e a vida cotidiana.
Ao conceber a cartografia como linguagem geográfica e, sempre que possível, utilizá-la como mediadora pedagógica, você amplia as possibilidades de ensino de Geografia e de outros componentes, sobretudo História. Ao compreender o espaço, refletir criticamente sobre ele e expressar-se por meio de representações, os estudantes deixam de serem apenas leitores de mapas para serem seus produtores.
A cartografia, assim, torna-se ponte entre o conteúdo escolar e o espaço vivido, contribuindo para formar sujeitos autônomos, críticos e capazes de atuar no mundo, a partir de seus lugares de vivência.
A cartografia como linguagem
A cartografia trabalha com fenômenos espaciais por meio da linguagem visual, utilizando símbolos, cores, formas e outros recursos para representar a superfície terrestre em diferentes escalas espaciais e temporais. Essa linguagem comunica informações relativas a aspectos e fenômenos naturais e socioeconômicos do espaço geográfico. Como qualquer outra forma de linguagem, pressupõe uma alfabetização contínua e cumulativa, que deve ser trabalhada desde os anos iniciais do Ensino Fundamental.
A alfabetização cartográfica pode ser entendida como o processo de ensino-aprendizagem relacionado à linguagem cartográfica. Esse entendimento pressupõe a capacitação a respeito da escala geográfica, de elementos e componentes dos mapas e dos princípios e instrumentos do raciocínio geográfico. Desse modo, o estudante pode se preparar para lidar com a linguagem cartográfica em diferentes contextos espaço-temporais, atendendo às demandas escolares e da vida pessoal.
Compreender a linguagem cartográfica permite aos estudantes lerem, interpretarem e elaborarem representações cartográficas diversas, o que pode ser considerado essencial para o estudo dos fenômenos naturais e sociais que ocorrem no espaço geográfico, locais, regionais e globais, em diferentes tempos. No entanto, essa capacitação também se mostra necessária para o uso de tecnologias digitais em diversas situações cotidianas, assim como para a formação de cidadãos capazes de se localizar e se orientar no espaço geográfico, compreender o mundo a sua volta, analisá-lo de forma crítica e atuar nele.
O desenvolvimento da alfabetização cartográfica passa diretamente pela atuação docente, que, além de preparar os estudantes na identificação da linguagem usada por representações cartográficas, deve incentivá-los a interpretar diferentes tipos de mapas. Esse é um processo fundamental para o reconhecimento das regionalizações e das particularidades naturais, históricas e socioeconômicas da Região Sul.
Essa compreensão exige uma constante articulação entre os temas e as aulas, assim como uma atuação direcionada para que os estudantes comparem diferentes representações cartográficas de um mesmo território, entre diferentes espaços representados, identificando conexões entre elas.
Uma atenção especial se faz necessária aos mapas
temáticos, que vão além da representação espacial da localização de elementos e fenômenos, pois sistematizam informações relacionadas a diversas variáveis temáticas, sejam espaciais ou temporais e, portanto, podem exigir habilidades mais aprofundadas dos estudantes, que estão iniciando o processo de alfabetização cartográfica. Esse processo deve considerar o tipo de fenômeno espacial analisado, incluindo aqueles que são quantitativos (pontuais, lineares ou zonais), qualitativos, ordenados e de fluxos, assim como sua temporalidade. Para tanto, os estudantes precisam estabelecer relações de diversidade, proporcionalidade e ordem entre os elementos e fenômenos representados, que devem ser trabalhadas dentro do contexto de cada representação temática analisada durante o percurso.
O ENSINO DE HISTÓRIA
De acordo com Barros (2022), os conceitos de História Local e História Regional devem ser compreendidos a partir do diálogo entre História e Geografia, sendo os conceitos geográficos de lugar e região fundamentais para a construção da chamada historiografia do pequeno espaço. Em Geografia, o conceito de lugar não é similar à ideia de local. O local refere-se a uma posição no espaço, já o lugar envolve múltiplos aspectos, entre eles a singularidade.
[...] Se o lugar pressupõe uma localização (mesmo o lugar virtual tem um endereço eletrônico), este traço está longe de ser o único relevante quando pensamos nos lugares. Ademais, podemos ter uma localidade – cartografável ou indicável no mapa – mas sem termos ainda um lugar. O local pode ser um mero ponto no mapa definido pelo encontro de um paralelo e um meridiano. Mas um lugar precisa ser nomeado, pressentido por alguém como dotado de uma singularidade. O lugar é o local que adquiriu visibilidade para alguém, porque investido de certos significados. Assim, o lugar é o espaço ao qual foram agregados novos níveis ou camadas de sentidos. [...]
BARROS, José D’Assunção. História local e história regional – a historiografia do pequeno espaço. Revista Tamoios, São Gonçalo, v. 18, n. 2, jul./dez. 2022. p. 24-25. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/tamoios/article/view/57694/42731. Acesso em: 6 ago. 2025.
O lugar pressupõe identidade, atribuição de sentidos e sensação de pertencimento e estabilidade. Por isso, no campo da historiografia, a História Local está mais relacionada ao conceito geográfico de lugar. Barros (2022, p. 26) explica que os historiadores podem ter como objeto de estudo um local, quando este é compreendido como “uma referência a uma cultura ou política local, a uma singularidade regional, a uma prática que só se encontra aqui ou que aqui adquire conotações especiais a serem examinadas em primeiro plano”.
O autor também ressalta que a História Local não se refere a uma análise fragmentada e desconectada de uma totalidade. Ao ter o lugar (no sentido geográfico) como objeto de estudo, a História Local costuma se inserir em análises mais amplas, que fazem a relação dos acontecimentos históricos gerais aos locais e regionais.
[...] Pode-se fazer história local (investigar um lugar ou uma localidade no espaço e no tempo) com vistas a compreender uma totalidade mais ampla, uma questão transversal de largo alcance, ou uma região mais vasta na qual o lugar pode se ver inserido. Para simplificar, vamos assim definir estas três situações de totalidades que podem interagir com o lugar:
(1) um tipo de sociedade (capitalista, feudal, escravista);
(2) um aspecto transversal que atravessa o lugar, ao mesmo tempo em que traspassa inúmeros outros (as relações escravistas que atravessavam as diversas regiões do Brasil oitocentista);
(3) uma região mais vasta que abrange o lugar (país, continente, planeta).
[...]
BARROS, José D’Assunção. História local e história regional – a historiografia do pequeno espaço. Revista Tamoios, São Gonçalo, v. 18, n. 2, jul./dez. 2022. p. 28-29. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/tamoios/article/view/57694/42731. Acesso em: 6 ago. 2025. No caso deste Livro Regionalizado, quando tratamos dos aspectos históricos e geográficos da Região Sul, por exemplo, não perdemos de vista que eles estão inseridos em contextos mais amplos, como o Brasil, o continente americano e o mundo. Tratando da história, especificamente, a formação da Região Sul, enquanto um local e um lugar, se dá no intercâmbio das histórias e fronteiras das colônias hispânicas e da América portuguesa ao longo dos séculos XVI ao XIX, assim como do intercâmbio entre as histórias dos imigrantes, sobretudo a partir do século XIX, com as histórias das sociedades aqui já estabelecidas nos períodos colonial e imperial, compostas de grupos sociais diversos, tais como os povos originários, os africanos e os afro-brasileiros.
Retomando a análise de Barros (2022), o autor explica que existem diferenças entre o que a historiografia compreende por “região” e a região geográfica propriamente dita. Para os historiadores, a região ou a localidade é compreendida como um lugar, “no sentido mais sofisticado desta expressão”. Por isso, o autor aponta desafios para distinguir História Local de História Regional no campo historiográfico brasileiro, uma vez que o conceito de “local” e o de “regional” são tratados quase como sinônimos por muitos historiadores brasileiros, diferentemente do que acontece com outros repertórios historiográficos, como o francês.
Barros (2022, p. 50) ainda explica que, na historiografia brasileira, é comum que a “história local” trate de “cidades, bairros, vizinhanças, aldeias indígenas” e a “história regional” trate de regiões mais amplas, como “o Vale do Paraíba, o sul de Minas, o estado do Piauí, e assim por diante”. O autor atribui essa especificidade pelo fato de o Brasil ser um país de dimensões continentais, sendo integrados o “local” (espaços menores) e o “regional” (espaços maiores) na “dinâmica das expressões História Local / História Regional” (Barros, 2022).
DESENVOLVIMENTO DA CONSCIÊNCIA HISTÓRICA
De acordo com Rüsen (2001, 2015), a consciência histórica é a capacidade humana de atribuir sentido ao tempo por meio da relação entre passado, presente e fu-
turo. Trata-se de um processo que permite aos indivíduos interpretarem experiências passadas, compreenderem o presente e projetarem expectativas para o futuro, orientando sua ação no mundo. Essa competência não se limita à memorização de fatos ou datas; envolve a construção de narrativas que explicam e dão significado às experiências humanas no tempo, permitindo que as pessoas se reconheçam como sujeitos históricos.
No Ensino de História, desenvolver a consciência histórica significa fornecer subsídios para que os estudantes articulem o aprendizado construído em sala de aula com suas trajetórias, heranças culturais e conhecimentos e saberes transmitidos por meio das relações sociais com familiares e a comunidade ao longo do tempo. Nesse sentido, o trabalho com a História Local e Regional é um caminho privilegiado, pois aproxima o conhecimento escolar das vivências concretas dos estudantes, tornando o passado mais tangível e significativo. Ao investigar as histórias dos bairros, das comunidades rurais, os motivos pelos quais festas tradicionais são comemoradas, a escolha dos monumentos que são preservados, as transformações no espaço urbano e rural e os sujeitos históricos que fizeram parte desses eventos, os estudantes estabelecem relações entre a história ensinada e a vida cotidiana, percebendo que a história e a escrita da história também fazem parte da realidade próxima.
De acordo com Saddi (2022), Rüsen distingue diferentes funções da consciência histórica — tradicional, exemplar, crítica e genética — que ajudam a compreender como os sujeitos se relacionam com o passado. Ao incentivar o estudo de mudanças e permanências no espaço local e regional, o professor mobiliza aspectos da função genética da consciência histórica, orientando o presente a partir de uma análise crítica, fundamentada na compreensão do passado e na possibilidade de construir um futuro mais justo e igualitário. Isso contribui para que os estudantes desenvolvam um pensamento autônomo e crítico, compreendendo que a realidade social não é estática, mas resultado de escolhas e ações humanas construídas e praticadas ao longo do tempo.
Dessa maneira, a análise das mudanças e permanências possibilita compreender, por exemplo, rupturas e continuidades nas práticas econômicas, relações de trabalho, usos do solo ou manifestações e práticas culturais ao longo do tempo. A observação das permanências ajuda a compreender elementos culturais e sociais atrelados à preservação dos modos de fazer, às tradições, aos saberes e conhecimentos e na construção da identidade; já o estudo das mudanças permite entender fatores como migrações, avanços tecnológicos, políticas públicas e impactos ambientais. A consciência histórica implica um “domínio intelectual da contingência”, ou seja, a compreensão de que os acontecimentos não são inevitáveis, mas resultado de processos históricos específicos, podendo ser reavaliados e transformados (Pereira, 2022, p. 191).
No contexto da Região Sul, por exemplo, é possível trabalhar com a história da ocupação do território, o papel dos povos originários, a influência das migrações externas e internas, as mudanças econômicas ligadas à agricultura e à industrialização, as festas populares, a culinária e a expressões culturais. Essa abordagem contribui para que o estudante perceba que sua história pessoal está entrelaçada com histórias coletivas mais amplas, situadas tanto no contexto local quanto no regional e nacional.
A construção da consciência histórica pode ser favorecida na execução de atividades que promovam a interação dos estudantes com a História Local, como entrevistas com moradores, análise de fontes históricas da comunidade, comparação entre mapas históricos e atuais, pesquisa em jornais locais e visitas guiadas à espaços de memória, como museus, arquivos e centros culturais do município ou região. Essas estratégias possibilitam que os estudantes confrontem diferentes narrativas e pontos de vista sobre os mesmos acontecimentos históricos, exercitando a análise crítica e aprendendo a lidar com interpretações diversas sobre o mesmo acontecimento.
Nesse processo de aprendizagem, seu papel é mediar as relações entre o conhecimento histórico escolar e as experiências concretas dos estudantes, propondo interações que promovam a reflexão sobre as mudanças e permanências nos espaços sociais pelos quais transita cotidianamente e a percepção de fazer parte dos processos históricos. Ao fomentar essas interações, você possibilita que o Ensino de História cumpra sua função formativa, ajudando os estudantes a se reconhecerem como sujeitos históricos capazes de compreender e intervir na realidade em que vivem.
Assim, o desenvolvimento da consciência histórica, articulado ao estudo da História Local e Regional, promove a compreensão da pluralidade de povos e grupos sociais que fizeram parte da fundação e da história do estado, município e região, a identificação de sujeitos históricos, povos e culturas que foram silenciados ou marginalizados pelo processo histórico, o fortalecimento de vínculos identitários e a ampliação da capacidade crítica dos estudantes de se situar entre o jogo de escalas entre a micro e a macro história. É nesse diálogo entre memória, identidade e mudança social que se constrói a possibilidade de formar cidadãos conscientes, capazes de analisar seu tempo e agir de forma responsável e solidária para transformar o futuro.
FONTES DE PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
HISTÓRICO E GEOGRÁFICO
O Ensino de História e Geografia Regional e Local promove a interação entre os estudantes e diferentes abordagens e tipos de fontes, possibilitando que eles percebam a diversidade de experiências e memórias presentes no território. Nesse processo, o seu papel é oferecer possibilidades de interagir com arquivos públicos e particulares, livros de atas da Câmara de Vereadores, jornais locais, monumentos, fotografias, entrevistas, livros de memorialistas, filmes, músicas, mapas e elementos do cotidiano, de modo a ampliar o repertório de conhecimentos históricos e geográficos.
Um dos desafios apontados nesse sentido é a centralidade das fontes oficiais, muitas vezes relacionadas às elites políticas, o que pode excluir narrativas e experiências de outros grupos sociais. Para superar essa limitação, é necessário valorizar memórias comunitárias, práticas cotidianas, festas, profissões e modos de vida, tornando o conhecimento histórico e geográfico mais próximo da realidade dos estudantes e fortalecendo a noção de pertencimento.
A história oral se apresenta como uma metodologia especialmente relevante nesse processo. Ela é entendida como um conjunto de procedimentos que se inicia com a elaboração de um projeto, a definição de pessoas a se-
rem entrevistadas e a realização dos registros, orais ou escritos, das memórias e experiências narradas (Ramos; Grecco dos Santos, 2024). Ao trabalhar com entrevistas, relatos de vida e memórias familiares, você oferece aos estudantes a oportunidade de identificarem mudanças e permanências no espaço local, aprendendo como manifestações culturais, festividades, celebrações, modos de fazer, atividades laborais e lazer eram praticadas no passado e como ainda são praticadas.
A memória, nesse contexto, atua como elo entre o vivido e o ensinado, sustentando identidades culturais e fortalecendo vínculos com o território. A construção da memória coletiva, que envolve a participação ativa de diferentes membros da comunidade, contribui para que o estudante compreenda a si mesmo como parte de uma história maior, que conecta experiências individuais e coletivas (Fonseca, 2006).
Experiências desenvolvidas na Região Sul demonstram a importância desse trabalho. Pesquisas e projetos registraram memórias dos socialmente desfavorecidos, que comumente não estão presentes nas narrativas oficiais, como trabalhadores rurais, pescadores, povos indígenas, comunidades de imigração e movimentos sociais, revelando a pluralidade de histórias que fazem parte do tecido social e cultural regional (Paula; Fraga, 2022). Essas experiências mostram que a utilização da história oral e de múltiplas fontes amplia as possibilidades de interpretação e aproxima a escola da comunidade.
Para que esse trabalho se concretize na prática, você pode organizar visitas a arquivos públicos e particulares, orientando os estudantes sobre a análise e o registro de documentos; pesquisar e interpretar livros de atas da Câmara de Vereadores para compreender decisões políticas e seus impactos; utilizar jornais como fonte para comparar diferentes versões de um mesmo acontecimento; analisar monumentos e marcos urbanos, debatendo seus significados e disputas de memória; comparar fotografias históricas com imagens atuais que retratam o mesmo local, identificando mudanças na paisagem; incorporar mapas, músicas, filmes e obras de memorialistas como elementos de compreensão e crítica sobre a construção do passado; e fazer entrevistas com moradores antigos, registrando suas memórias sobre transformações sociais, econômicas e culturais no lugar.
O trabalho com múltiplas fontes, especialmente as orais, permite aos estudantes que reconheçam que o conhecimento histórico e geográfico é construído a partir de diferentes perspectivas e que toda narrativa é resultado de escolhas e interpretações.
APRENDIZAGEM EM HISTÓRIA
NOS ESPAÇOS NÃO FORMAIS
A aprendizagem em História não se restringe aos espaços formais de ensino, como as escolas. Experiências realizadas em museus, centro de pesquisas, teatros, parques, cinemas, centros culturais, arquivos, instituições comunitárias e outros espaços de memória constituem oportunidades para o desenvolvimento de habilidades de investigação histórica, pensamento crítico e ampliação da consciência histórica. Conforme destacam Costa e Brito (2022, p. 139), trabalhar com experiências e espaços educativos não formais requer “superar o que Freire (1987) denominou de ‘educação bancária’, [...] em prol de uma
didática que interrelacione as dimensões técnica, humana e política, com contextualizações voltadas para o local/ social, e com o trabalho de problematização de situações concretas da vida”.
Para a efetivação educativa no processo de aprendizagem, é importante distinguir um espaço de educação formal de um espaço não formal. Segundo Costa e Brito:
[...]
As instituições formais de educação são as instituições de ensino ordenadas segundo as normas do sistema educacional instituído pelo Estado, como as escolas, nas quais ocorre a formação organizada em um currículo prescrito, por diretrizes orientadas pela legislação educacional. De outra forma, os ambientes não formais, atados às entidades da sociedade civil como associações, sindicatos, igrejas, organizações não governamentais etc., são ambientes onde também ocorrem formação educacional, na qual suas finalidades não condizem com o currículo e legislação educacional do Estado, mas estão ligadas aos fins e às intenções da atividade que a organização proponente realiza no contexto social na qual atua.
[...]
COSTA, Renato Pinheiro da; BRITO, Adilson Junior Ishihara. Ensino de História em espaços educativos não formais: perspectivas teóricometodológicas na formação docente de licenciatura. História & Ensino, v. 8, n. 2, jul./dez. 2022. p. 131. Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/ index.php/histensino/article/view/43064. Acesso em: 14 ago. 2025. Esses espaços favorecem a conexão entre teoria e prática, permitindo que os estudantes vivenciem a História de maneira mais significativa. Segundo Maria (2019), o museu, enquanto ambiente educativo, possibilita ao visitante vivenciar o patrimônio, criando vínculos com a memória coletiva e individual, o que potencializa a aprendizagem histórica. Essa
aproximação com os objetos que fazem parte do acervo museal possibilita que o visitante compreenda o passado e sua relação com o presente, especialmente quando contextualizada às especificidades locais e regionais.
No campo da História Regional e Local, os espaços não formais desempenham papel central na valorização das memórias comunitárias e na preservação do patrimônio cultural. Santos (2021) observa que a articulação entre espaços formais e não formais de aprendizagem permite que a escola ultrapasse seus limites físicos, dialogando com o município e com as experiências de vida dos sujeitos, construindo saberes a partir do território vivido. Essa abordagem contribui para que o estudante se perceba como sujeito histórico inserido em processos de mudanças e permanências.
Para potencializar o uso pedagógico desses espaços, é fundamental que você planeje cuidadosamente visitas guiadas a museus, centros culturais, arquivos públicos e comunitários e outros espaços de memória. Esse planejamento deve contemplar a definição de objetivos alinhados ao currículo local e à BNCC, bem como a preparação prévia dos estudantes, com contextualização histórica e levantamento de hipóteses sobre o que será observado. Durante a visita, é importante incentivar a observação, o registro e o questionamento crítico e, posteriormente, promover ações como debates orais, elaboração de relatórios, apresentação de seminários, produção de textos ou exposições que sistematizem as aprendizagens.
A integração dos espaços não formais ao Ensino de História também pode envolver parcerias com organizações da sociedade civil, como associações culturais, centros comunitários e coletivos artísticos, que frequentemente desenvolvem projetos de educação patrimonial, história oral e preservação de memórias locais. Essas experiências, quando articuladas ao trabalho escolar, favorecem uma aprendizagem que conecta o conhecimento histórico à vida concreta das comunidades, fortalecendo a cidadania e a valorização das identidades regionais.
QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO DOS CONTEÚDOS
O quadro apresentado a seguir mostra a progressão dos conteúdos deste volume, destacando as habilidades, as competências e os temas contemporâneos transversais da BNCC trabalhados em cada unidade.
Unidade
1 - Região Sul, onde eu vivo
Trata-se de um quadro que pode ser utilizado para ter uma visão geral dos conteúdos das unidades, assim como facilitar a busca por orientações e comentários de práticas pedagógicas sugeridas nas orientações ao professor correspondentes ao Livro do Estudante
Quadro de distribuição dos conteúdos – Volume único
• A importância das regiões
• A Região Sul no mundo
• O território da Região Sul tem história
• Uma área de fronteira
• As grandes regiões do Brasil.
• Os estados da Região Sul.
• Tratado de Tordesilhas.
• Tratados de limites.
• Guerra do contestado.
EF03GE01
EF03GE02
EF03GE04
EF04GE01
EF04GE02
EF04GE05
EF04GE09
EF04GE10
EF03HI01
CG1; CG3; CG4; CG6; CG9; CG10.
Diversidade cultural; Educação em direitos humanos; Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras.
Unidade Tema
2 - Natureza e transformações na Região Sul
3 - Formação da população da Região Sul
• Clima e relevo da Região Sul
• A hidrografia e a vegetação natural da Região Sul
• Alterações das formações vegetais no Sul
• Uma diversidade de povos
• A chegada de outros grupos populacionais
• Revolucionários farroupilhas
• Os imigrantes na Região Sul
• A dinâmica da população da Região Sul
4 - Formação cultural e diversidade
• Povos e comunidades da Região Sul
• Patrimônios históricos e culturais do Sul
• Marcos históricos do meu lugar de vivência
Conteúdos Habilidades da BNCC Competências gerais
• Posição geográfica e clima da região.
• As formas de relevo na Região Sul.
• Importantes rios na região.
• A vegetação natural da Região Sul.
• As áreas de conservação.
• Os primeiros povoadores.
• Missionários jesuítas.
• Os tropeiros.
• A vinda dos açorianos.
• Africanos e afro-brasileiros.
• A importância dos Lanceiros Negros.
• Conflitos com indígenas.
• Contribuições dos imigrantes.
• O crescimento da população.
• Movimentos da população do Sul.
• Comunidades indígenas.
• Comunidades quilombolas.
• Povos de terreiro.
• Caiçaras.
• Pomeranos.
• Faxinalenses.
• Os patrimônios materiais.
• Os patrimônios imateriais.
EF03GE04
EF03GE05
EF03GE09
EF04GE01
EF04GE10
EF05GE08
EF05GE12
EF03GE02
EF04GE01
EF04GE02
EF04GE06
EF04GE09
EF05GE01
EF03HI01
EF03HI03
CG1; CG2; CG4; CG6; CG7.
EF03GE02
EF04GE01
EF04GE06
EF03HI04
EF03HI05
EF03HI06
EF03HI07
CG1; CG2; CG3; CG4; CG5; CG8; CG9; CG10.
Temas contemporâneos transversais
Educação ambiental; Trabalho.
Diversidade cultural; Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras; Processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso; Vida familiar e social.
CG3; CG4; CG5; CG6; CG7; CG9; CG10.
5 - Cidade e campo na Região Sul
• Os municípios têm história
• Organização urbana na Região Sul
• Organização do espaço rural na Região Sul
• Primeiras vilas e cidades da Região Sul.
• Espaços públicos do município.
• Espaços de lazer.
• Crescimento das cidades.
• O trabalho e as paisagens das cidades.
EF03GE04
EF03GE05
EF04GE04
EF04GE07
EF04GE09
EF05GE01
EF05GE02
EF05GE08
EF05GE09
EF03HI01
EF03HI03
EF03HI09
CG1; CG2; CG3; CG4; CG5; CG6; CG7; CG9; CG10.
Direitos da criança e do adolescente; Diversidade cultural; Educação em direitos humanos; Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras; Processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso; Vida familiar e social.
Diversidade cultural; Educação alimentar e nutricional; Educação ambiental; Educação em direitos humanos.
Unidade Tema
Conteúdos
• As cidades e sua interdependência.
• Pequenas e médias propriedades.
• As grandes propriedades.
• Tecnologia e produção no campo.
• A relação entre campo e cidade.
Habilidades da BNCC Competências gerais
Temas contemporâneos transversais
Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras; Trabalho; Vida familiar e social.
6 - Meio ambiente e cidadania na Região Sul
• Exploração dos recursos e os problemas ambientais
• Desafios urbanos e costeiros
• Uso sustentável dos recursos
• Desmatamento e biodiversidade.
• Perda de solo cultivável.
• Crescimento urbano e meio ambiente.
• Agroecologia e extrativismo sustentável.
EF03GE04
EF03GE09
EF04GE06
EF04GE10
EF05GE08
EF05GE09
EF05GE12
CG1; CG4; CG6; CG7; CG9; CG10.
Diversidade cultural; Educação ambiental; Educação em direitos humanos; Trabalho; Vida social e familiar.
SUGESTÕES DE CRONOGRAMAS
As propostas de cronogramas apresentadas a seguir têm como objetivo orientar a distribuição das unidades em planejamentos bimestrais, trimestrais e semestrais, respeitando a organização dos volumes anteriormente mencionada.
Cabe destacar que essas sugestões não contemplam outras atividades que possam surgir ao longo do ano letivo, como projetos, eventos escolares ou avaliações institucionais, e que devem ser incorporadas ao planejamento de forma articulada.
Para elaborar essas sugestões, consideramos 200 dias letivos de aula, ou 40 semanas; no entanto, o cronograma deve ser ajustado conforme as especificidades de cada turma, levando em consideração o contexto, o ritmo de aprendizagem dos estudantes e o uso de diferentes recursos e estratégias pedagógicas, que vão além do livro didático.
Sugestão de planejamento bimestral
Bimestre
1º bimestre
2º bimestre
Unidades e temas
Unidade 1
Tema 1; Tema 2; Tema 3 e Tema 4.
Unidade 2
Tema 1.
Unidade 2
Tema 2 e Tema 3.
Unidade 3
Tema 1; Tema 2; Tema 3 e Tema 4.
3º bimestre
4º bimestre
Unidade 3
Tema 5.
Unidade 4
Tema 1; Tema 2 e Tema 3.
Unidade 5
Tema 1 e Tema 2.
Unidade 5
Tema 3.
Unidade 6
Tema 1; Tema 2 e Tema 3.
Sugestão de planejamento trimestral
Trimestre Unidades e temas
Unidade 1
Tema 1; Tema 2; Tema 3 e Tema 4.
1º trimestre
2º trimestre
3º trimestre
Unidade 2
Tema 1; Tema 2 e Tema 3.
Unidade 3
Tema 1; Tema 2; Tema 3; Tema 4 e Tema 5.
Unidade 4
Tema 1; Tema 2 e Tema 3.
Unidade 5
Tema 1; Tema 2 e Tema 3.
Unidade 6
Tema 1; Tema 2 e Tema 3.
Sugestão de planejamento semestral
Semestre Unidades e temas
Unidade 1
Tema 1; Tema 2; Tema 3 e Tema 4. Unidade 2
1º semestre
2º semestre
Tema 1; Tema 2 e Tema 3. Unidade 3
Tema 1; Tema 2; Tema 3 e Tema 4.
Unidade 3
Tema 5.
Unidade 4
Tema 1; Tema 2 e Tema 3.
Unidade 5
Tema 1; Tema 2 e Tema 3.
Unidade 6
Tema 1; Tema 2 e Tema 3.
REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES PARA A PRÁTICA DOCENTE
BITTENCOURT, Circe (org.). O saber histórico na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2002. (Coleção Repensando o Ensino).
Nessa obra, os autores promovem a reflexão acerca das práticas de ensino de História, discutindo a relevância dos métodos de ensino.
BRASIL. Ministério da Saúde. Proteger e cuidar da saúde de adolescentes na atenção básica. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2018. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/ proteger_cuidar_adolescentes_atencao_ basica_2ed.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.
Documento que visa auxiliar as Equipes de Atenção Básica/Saúde da Família no trabalho com adolescentes nos aspectos relacionados à saúde.
CASTRO, Iná Elias de; GOMES, Paulo Cesar da Costa; CORRÊA, Roberto Lobato (org.). Geografia: conceitos e temas. 2. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2000.
Obra que contempla os conceitos fundamentais sobre a sociedade e o espaço em que vivemos. Podemos destacar conceitos, como território, lugar e região, que ajudam a explicar relações de poder, cultura e identidade.
GRISA, Gregório Durlo et al Neurociência e alfabetização: noções fundamentais. Bento Gonçalves: IFRS, 2022.
Nesse livro, os autores se baseiam nos estudos da Neurociência para explicar os processos de alfabetização.
LESANN, Janine. Geografia no ensino fundamental I. Belo Horizonte: Fino Traço Editora, 2010.
Esse livro aborda diversas atividades práticas e orientações pedagógicas e didáticas para o ensino de Geografia, com o intuito de contribuir para o trabalho dos professores em sala de aula.
LIMA, Aurilia de Brito et al. (org.). Políticas de inclusão na educação básica. Curitiba: Appris, 2024.
Coletânea de textos que abordam os principais marcos das políticas públicas relacionadas à inclusão, desde as temáticas mais amplas até as mais específicas.
MIRANDA, Elaine (coord.). Educação inclusiva e a parceria da família: uma dimensão terapêutica.
São Paulo: Literare Books International, 2021.
Nesse livro, a autora aborda aspectos da inclusão com base em evidências científicas. Além disso, ela busca evidenciar a importância da participação da família na educação inclusiva.
MORAIS, José. Criar leitores: para professores e educadores. Barueri: Manole, 2013.
O livro auxilia professores, pais e profissionais a compreenderem o processo cerebral da criança que está aprendendo a ler, considerando seus processos cognitivos e as dificuldades da faixa etária e sugerindo intervenções e estratégias para facilitar a alfabetização.
SILVA, Janssen Felipe da; HOFFMANN, Jussara; ESTEBAN, Maria Teresa. Práticas avaliativas e aprendizagens significativas: em diferentes áreas do currículo. Porto Alegre: Mediação, 2012.
Os autores discutem as práticas avaliativas em diferentes áreas do currículo, com destaque para a elaboração de práticas de avaliação articuladas ao fazer pedagógico.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS –LIVRO DO
PROFESSOR
ALMEIDA, Rosângela Doin de; PASSINI, Elza Yasuko. O espaço geográfico: ensino e representação. 16. ed. São Paulo: Contexto, 2009. (Coleção Repensando o Ensino).
As autoras abordam nesse livro a importância do trabalho escolar sobre o espaço e sua representação, tendo em vista a construção de espaço pela criança, a importância do aprendizado espacial no contexto sociocultural da sociedade e a escola como sendo o ambiente para desenvolver o domínio espacial, da língua escrita, do raciocínio matemático e do pensamento científico.
BACICH, Lilian; MORAN, José (org.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018.
Esse livro apresenta a importância das estratégias de metodologias ativas para desenvolver a autonomia dos estudantes, valorizando a participação efetiva deles no processo de aprendizado.
BARROS, José D’Assunção. História local e história regional – a historiografia do pequeno espaço. Revista Tamoios, São Gonçalo, v. 18, n. 2, jul./dez. 2022. p. 22-53. Disponível em: https:// www.e-publicacoes.uerj.br/tamoios/article/ view/57694/42731. Acesso em: 6 ago. 2025.
Nesse artigo, o autor propõe uma discussão historiográfica acerca das diferentes modalidades da História Regional e da História Local, buscando dialogar com a Geografia, sobretudo na aplicação do conceito de “lugar”.
BENDER, William N. Aprendizagem baseada em projetos: educação diferenciada para o século XXI. Tradução de Fernando de Siqueira Rodrigues. Porto Alegre: Penso, 2014.
Nesse livro, o autor destaca as diretrizes práticas para o trabalho com projetos em sala de aula, fornecendo subsídios para o professor planejar aulas mais eficazes e motivadoras.
BRASIL. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/leis/l8069.htm. Acesso em: 5 set. 2025.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) visa garantir os direitos fundamentais de crianças e adolescentes, assegurando proteção integral, saúde, educação e dignidade.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC,
Documento que determina as competências gerais e específicas, as habilidades e as aprendizagens que os estudantes brasileiros da Educação Básica precisam desenvolver e colocar em prática ao longo de sua trajetória escolar.
BRASIL. Ministério da Educação. Conscientização para o uso de celulares na escola: por que precisamos falar sobre isso? Brasília: MEC, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/ celular-escola/guia-escolas.pdf. Acesso em: 9 ago. 2025.
Esse documento traz orientações práticas que ajudam o professor na implantação da Lei nº 15.100, de 13 de janeiro de 2025, que regulamenta o uso de dispositivos eletrônicos portáteis pelos estudantes nas escolas.
BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica. Brasília: MEC: SEB: Dicei, 2013. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/media/etnico_ racial/pdf/diretrizes_curriculares_nacionais_para_ educacao_basica_diversidade_e_inclusao_2013.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.
Esse documento traz princípios, fundamentos e procedimentos que norteiam as políticas públicas de educação e auxiliam o professor a elaborar, planejar, executar e avaliar práticas pedagógicas na Educação Básica.
BRASIL. Ministério da Educação. Temas contemporâneos transversais na BNCC: contexto histórico e pressupostos pedagógicos. Brasília: MEC, 2019. Disponível em: http://basenacionalcomum. mec.gov.br/images/implementacao/ contextualizacao_temas_contemporaneos.pdf. Acesso em: 5 set. 2025.
Esse documento apresenta os temas contemporâneos transversais da BNCC e explica a importância de sua utilização no processo de ensino-aprendizagem.
CARDOSO, Leandro Andrade. Interdisciplinaridade entre Geografia e História. Geografia Grapiúna, v. 3, n. 3, p. 50-66, 23 ago. 2023. Disponível em: https://periodicos.uesc.br/index.php/rlahige/ article/view/3745. Acesso em: 14 ago. 2025.
Com base na BNCC, o artigo analisa possíveis
pontos de articulação entre os componentes curriculares de Geografia e História, possibilitando oferecer subsídios para a promoção de trabalhos interdisciplinares em sala de aula.
CARLOS, Ana Fani Alessandri (org.). A geografia na sala de aula. 9. ed. São Paulo: Contexto, 2018.
Essa obra, composta de artigos de vários autores, trabalha abordagens sobre o ensino de Geografia para estudantes da atualidade, contemplando temas diversos, como cidadania, história do pensamento geográfico, cartografia, cinema, televisão, metrópole e responsabilidades sociais para a compreensão do espaço geográfico.
CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia, escola e construção de conhecimentos. 4. ed. Campinas: Papirus, 2003. (Coleção Magistério: Formação e Trabalho Pedagógico).
O livro discute como o ensino de Geografia pode ir além da memorização de mapas e conteúdos, ajudando os estudantes a entenderem a realidade em que vivem. A autora propõe uma Geografia escolar que valoriza o pensamento crítico, o cotidiano dos estudantes e o papel ativo do professor na construção do conhecimento.
CORDEIRO, Claudia Talochinski; OLIVEIRA, Ivanete da Rosa Silva de (org.). Educação e políticas inclusivas: ressignificando a diversidade. Londrina: Syntagma Editores, 2020.
Nessa obra, as autoras discutem a inclusão de estudantes com deficiência na escola regular.
COSTA, Renato Pinheiro da; BRITO, Adilson Junior Ishihara. Ensino de História em espaços educativos não formais: perspectivas teórico-metodológicas na formação docente de licenciatura. História & Ensino, v. 8, n. 2, p. 129 149, jul./dez. 2022. Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index. php/histensino/article/view/43064. Acesso em: 14 ago. 2025.
Buscando alternativas para o ensino de História, os autores discutem a relevância de abordagens que relacionem o componente curricular com o tempo presente, destacando a intervenção dos professores em espaços educativos não formais.
DIAS, Genebaldo Freire. Dinâmicas e instrumentação para educação ambiental. São Paulo: Gaia, 2010.
Estratégias e sugestões de trabalho em sala de aula são apresentadas nesse livro, que apoia o professor em abordagens com noções e conceitos que envolvem a Educação Ambiental.
FAZENDA, Ivani (org.). O que é interdisciplinaridade? 2. ed. São Paulo: Cortez, 2013.
Nesse livro, a autora destaca como são feitas e articuladas diferentes áreas de conhecimento, sob a mediação do professor, ao longo de etapas de projetos que nascem e se desenvolvem dentro das salas de aula.
FAZENDA, Ivani (coord.). Práticas interdisciplinares na escola. 8. ed. São Paulo: Cortez, 2017.
Nessa obra, os organizadores reúnem diversos textos sobre práticas docentes interdisciplinares no espaço escolar.
FERNANDES, Domingos. Avaliação formativa: folha de apoio à formação: Projeto de Monitorização, Acompanhamento e Investigação em Avaliação Pedagógica (Maia). Ministério da Educação: Direção-Geral da Educação, 2021. Disponível em: https://apoioescolas.dge.mec. pt/sites/default/files/2021-02/folha_avaliacao_ formativa.pdf. Acesso em: 6 set. 2025.
Esse material apresenta ações práticas que podem auxiliar o professor no planejamento das estratégias de avaliação.
FONSECA, Selva Guimarães. História local e fontes orais: uma reflexão sobre saberes e práticas de ensino de história. História Oral, v. 9, n. 1, p. 125141, jan./jun. 2006. Disponível em: https://www. revista.historiaoral.org.br/index.php/rho/article/ view/193/197. Acesso em: 8 ago. 2025.
O artigo analisa a interação entre o ensino de História e a História Local na sala de aula, indicando o trabalho com a tradição oral como uma ferramenta para abordar memórias, lembranças e histórias das comunidades do município e da região.
HOFFMANN, Jussara. Avaliar para promover: as setas do caminho. Porto Alegre: Mediação, 2005. Aborda as relações entre uma concepção dialética de avaliação e os caminhos da aprendizagem.
JOIA, Michele. A inclusão de crianças na escola: o papel do educador diante das dificuldades de aprendizagem. 2. ed. Rio de Janeiro: Wak, 2023. Nesse livro, a autora fornece dicas sobre a inclusão na escola com base em conhecimentos que ela construiu com base em sua experiência em sala de aula.
MARIA, Fábio Genésio dos Santos. O Ensino de História em ambientes não formais: o museu como ambiente educativo. 2019. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Docência para a Educação Básica, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Bauru. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/entities/publication/ c1308459-565a-45b9-8b2b-fca332729d18. Acesso em: 14 ago. 2025.
Diante das dificuldades enfrentadas pelo ensino de História no século XXI, sobretudo com o advento das novas tecnologias digitais, o autor propõe a intervenção de práticas educativas em ambientes não formais, privilegiando o museu como espaço de memória.
MARTINELLI, Marcello. Mapas da geografia e cartografia temática. São Paulo: Contexto, 2003.
Nesse livro, o trabalho com gráficos e mapas é desmistificado e orientações práticas são apresentadas por meio de exemplos. Importantes noções elementares e complexas fundamentam o trabalho do professor em sala de aula.
MOREIRA, Antonio Flávio; CANDAU, Vera Maria (org.). Multiculturalismo: diferenças culturais e práticas pedagógicas. Petrópolis: Vozes, 2008.
O termo multiculturalismo envolve distintas instâncias. Na escola, apresenta relação direta com a pluralidade cultural e a realidade cultural contemporânea. A obra tem como objetivo incentivar discussões, estudos e pesquisas que instiguem práticas renovadas em prol de uma sociedade mais justa e solidária.
OLIVEIRA, Maria Marly de. Projetos, relatórios e textos na educação básica: como fazer. Petrópolis: Vozes, 2009.
Obra voltada a professores da Educação Básica no cotidiano das salas de aula.
PAULA, Débora Clasen de; FRAGA, Gérson Wasen. Centro de Documentação e Laboratório de História Oral: criação, papel na comunidade regional, espaço de ensino, pesquisa e extensão. In: SOSSAI, Fernando Cesar; FONTOURA, Arselle de Andrade da; COELHO, Illanil (org.). Espaços de história oral no sul do Brasil: trajetórias, experiências e perspectivas. Joinville: Univille, 2022.
Nesse capítulo, os autores historicizam o surgimento da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), destacando a relevância dessa instituição para o desenvolvimento social e cultural dos jovens da região onde se instala e os resultados do Projeto Aratiba, viabilizando a produção e preservação da história oral.
PEREIRA, Ana Carolina B. O “formalismo teleológico” em Jörn Rüsen: perspectivas sobre a interculturalidade. In: OLIVEIRA, Margarida Maria Dias de; SANTIAGO JÚNIOR, Francisco das Chagas Fernandes; LIMA, Caio Rodrigo Carvalho. Jörn Rüsen: teoria, historiografia, didática. Ananindeua: Cabana, 2022. E-book
Com base nos estudos de Jörn Rüssen, a autora discute os usos e significados do conceito de interculturalidade nas práticas da teoria e do ensino de História.
RAMOS, Érica Souza; GRECCO DOS SANTOS, Rita de Cássia. História oral e ensino de história local: confluências teóricas para uma possível prática pedagógica. Educação & Linguagem, v. 27, n. 27, p. 293-312, 2024. Disponível em: https://revistas. metodista.br/index.php/educacaolinguagem/ article/view/1045/906. Acesso em: 8 ago. 2025.
Visando a aproximação do ensino de História à realidade dos estudantes, sobretudo nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, as autoras promovem a reflexão sobre a confluência entre o ensino de História Local e a tradição oral.
REIS, Ana Valéria Sampaio de Almeida; DAROS, Thuinie; TOMELIN, Karina Nones. Layouts criativos para aulas inovadoras. Maringá: B42, 2023.
Nesse livro, as autoras sugerem diferentes estratégias de layout das salas de aula a fim de envolver e criar experiências marcantes para os estudantes.
ROBERTO, Ana Cristina Faustino; QUEIROZ, Rucenita Leite de; COUTINHO, Diogenes José Gusmão. Descobrindo o universo proprioceptivo na educação. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, São Paulo, v. 7, n. 9, set. 2021. Disponível em: https://periodicorease.pro.br/rease/article/ view/2244/896. Acesso em: 10 set. 2025.
O artigo explora a importância do sistema proprioceptivo no processo educativo, destacando como a percepção corporal influencia a aprendizagem e o desenvolvimento humano. Também aborda estratégias para integrar a propriocepção na prática pedagógica, promovendo mais consciência corporal e bem-estar entre os estudantes.
RÜSEN, Jörn. Razão histórica: teoria da história: os fundamentos da ciência histórica. Tradução de Estevão de Rezende Martins. Brasília: Universidade de Brasília, 2001.
Nessa obra, o autor enfatiza a relevância da teoria da História, destacando a função da teoria, a aplicação do pensamento histórico na vida prática e a constituição dos métodos da ciência histórica. RÜSEN, Jörn. Teoria da história: uma teoria da história como ciência. Tradução de Estevão C. de Rezende Martins. Curitiba: UFPR, 2015.
Buscando articular fundamentos epistemológicos, metodológicos e fenomenológicos, o autor promove a reflexão sobre o papel da teoria da História enquanto ciência aplicada na didática da História e nas ações que orientem as atividades cotidianas.
SADDI, Rafael. Jörn Rüsen e a didática da história. In: OLIVEIRA, Margarida Maria Dias de; SANTIAGO JÚNIOR, Francisco das Chagas Fernandes; LIMA, Caio Rodrigo Carvalho (org.). Jörn Rüsen: teoria, historiografia, didática. Ananindeua: Cabana, 2022. E-book.
O autor analisa a relevância dos trabalhos de Jörn Rüssen para a didática da história no Brasil, desvinculando a didática da área da Pedagogia e a relacionando como uma das áreas da ciência histórica.
SANTOS, Claudiana Ribeiro. Ensino de História e articulação entre espaços formais e não formais de aprendizagem em Ribeira do Pombal, Bahia, Brasil. 2021. Dissertação (Mestrado em Ensino) – Programa de Pós-Graduação em Ensino, Universidade do Vale do Taquari, Lajeado. Disponível em: https://bdtd.ibict.br/vufind/Record/ UVAT_8bae2d7c0b5ca5c30a435a0dc4a6 41ab. Acesso em: 14 ago. 2025.
O trabalho analisa a importância das propostas de práticas pedagógicas no ensino de História em ambientes não formais, identificando nelas a possibilidade da formação cidadã e da emancipação social dos estudantes.
SANTOS, Milton. Metamorfoses do espaço habitado. 6. ed. São Paulo: Hucitec, 2021.
Milton Santos explica que o espaço onde vivemos muda constantemente, pois está sempre sendo transformado pelas ações humanas e pelas relações sociais. Ajuda a pensar o espaço como algo vivo, ligado à vida cotidiana.
SILVA, Eva Aparecida Gomes da. O desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem do aluno com necessidades educacionais especiais. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, São Paulo, v. 9, n. 3, mar. 2023. Disponível em: https://periodicorease.pro.br/rease/ article/view/8972/3542. Acesso em: 14 ago. 2025.
Nesse artigo, a autora destaca a importância das atividades lúdicas no processo de ensino-aprendizagem dos estudantes com necessidades educacionais especiais.
SOARES, Magda. Alfabetização e letramento. 5. ed. São Paulo: Contexto, 2018.
Nesse livro, a autora incentiva a releitura de artigos que discutem as práticas escolares de alfabetização e letramento.
SOSSAI, Fernando Cesar; FONTOURA, Arselle de Andrade da; COELHO, Ilanil. Espaços de história oral no sul do Brasil: trajetórias, experiências e perspectivas. Joinville: Univille, 2022.
A obra reuni diversos textos sobre história oral, destacando o papel de instituições públicas e de pesquisadores da Região Sul na preservação de saberes e conhecimentos e propostas de abordagens de práticas pedagógicas em sala de aula.
SOUTO, Raquel Dezidério; MENEZES, Paulo Márcio Leal de; FERNANDES, Manoel do Couto (org.). Mapeamento participativo e cartografia social: aspectos conceituais e trajetórias de pesquisa. Rio de Janeiro: IVIDES.org, 2021. Disponível em: https://pantheon.ufrj.br/bitstream/11422/19350/3/ MapeamentoPartcipativo.pdf. Acesso em: 13 set. 2025.
Esse material aborda o mapeamento participativo e a cartografia social como ferramentas de ensino e pesquisa, apresentando experiências em que comunidades ajudam a construir mapas do próprio território, o que promove o diálogo entre saberes locais e acadêmicos.
VIEIRA, Martha Victor. Ensino de História e Interdisciplinaridade. Revista Fragmentos de Cultura - Revista Interdisciplinar de Ciências Humanas, Goiânia, v. 32, n. 2, p. 309-321, 2022. Disponível em: https://seer.pucgoias.edu.br/index. php/fragmentos/article/view/12171. Acesso em: 14 ago. 2025.
Nesse artigo, com base na trajetória da disciplina de História, do século XIX à atualidade, a autora analisa a escrita e o ensino de História no Brasil como uma prática interdisciplinar que dialoga com diversas disciplinas, tanto no âmbito escolar como no campo universitário.
VIOLÊNCIA escolar e bullying: relatório sobre a situação mundial. Brasília: Unesco, 2019. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/ pf0000368092/PDF/368092por.pdf.multi. Acesso em: 5 set. 2025.
Nesse relatório, são apresentados dados sobre a violência escolar e o bullying, além de iniciativas que podem contribuir para a redução dessas ocorrências.
ZABALA, Antoni; ARNAU, Laia. Como aprender e ensinar competências. Porto Alegre: Artmed, 2010. “O que fazer” e “como fazer” são capacidades desenvolvidas de modo que os estudantes articulem os conhecimentos que já têm e busquem outros. Essa eficiência é obtida ao trabalhar competências que, nessa obra, são apresentadas como a instrumentalização para um saber autônomo.