Skip to main content

A Conquista_Língua_Portuguesa_Volume 4

Page 1


LÍNGUA PORTUGUESA

COMPONENTE CURRICULAR: LÍNGUA PORTUGUESA

ISABELLA PESSÔA DE MELO CARPANEDA

Pós-graduada em Língua Portuguesa pelo Instituto AVM — Faculdade Integrada. Licenciada em Pedagogia pela Universidade de Brasília e pelo Centro de Educação

Unificado de Brasília, com habilitação em Administração Escolar. Coordenadora pedagógica e elaboradora de material pedagógico para a educação infantil e para o ensino fundamental há mais de 30 anos.

Professora em cursos de formação de professores de educação infantil e ensino fundamental em vários estados desde 1990.

Assessora pedagógica de educação infantil e ensino fundamental em Brasília desde 1984.

Anos Iniciais do Ensino Fundamental
LIVRO DO PROFESSOR

Copyright © Isabella Pessôa de Melo Carpaneda, 2025

Direção-geral Ricardo Tavares de Oliveira

Direção de conteúdo e performance educacional Cintia Cristina Bagatin Lapa

Direção editorial adjunta Luiz Tonolli

Gerência editorial Natalia Taccetti, Nubia de Cassia de M. Andrade e Silva Assessoria Mariângela Castilho Uchoa de Oliveira

Edição Rogerio Eduardo Alves (coord.), Andreia Pereira, Francielle Batista de Carvalho, Juliana Rochetto, Patricia Quero

Preparação e revisão Viviam Moreira (coord.), Adriana Périco, Anna Júlia Danjó, Elaine Pires, Fernanda

Marcelino, Fernando Cardoso, Giovana Moutinho, Paulo José Andrade, Rita de Cássia Sam

Produção de conteúdo digital Ana Luiza Martignoni Spínola (coord.), Sarita Borelli

Gerência de produção e arte Ricardo Borges

Design Andréa Dellamagna (coord.), Ana Carolina Orsolin (criação)

Projeto de capa Andréa Dellamagna e Sergio Cândido (logo)

Ilustração de capa Maike Bispo

Arte e produção Rodrigo Carraro (coord.), Leandro Brito, Matheus Santiago Martins (assist.)

Diagramação Select Editoração

Coordenação de imagens e textos Elaine Bueno Koga

Licenciamento de textos Erica Brambila

Iconografia Erika Neves do Nascimento, Leticia dos Santos Domingos (trat. imagens)

Ilustrações Adilson Farias, Al Stefano, Alex Silva, Alexandre Rampazo, Anna Anjos, Artur Fujita, Beatriz Mayumi, Bruna Assis Brasil, Bruna Ishihara, Cibele Queiroz, Claudia Marianno, Claudio Chiyo, Daniel Bogni, Daniel Cabral, Dayane Raven, Débora Mini, Dnepwu, Edson Farias, Fabio Eugenio, Felipe Camêlo, Giz de cera, Ideário lab, Ilustra cartoon, Ina Carolina, Julia Ponnick, Katharine Frota, Lislley Velani, Luciano Tasso, Luiz Perez Lentini, Marciano Paláci, Marcos de Mello, Marcos Fillipe Martins de Lima, Nicole Santos, Raitan Ohi, Raquel Silva, Romont Willy, Simone Ziasch, Tânia Ricci, Thamires Paredes, Vicente Mendonça, Waldomiro Neto, Wandson Rocha

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Carpaneda, Isabella Pessôa de Melo

A conquista : língua portuguesa : 4º ano : ensino fundamental : anos iniciais / Isabella Pessôa de Melo Carpaneda. -- 2. ed. -- São Paulo : FTD, 2025.

Componente curricular: Língua portuguesa.

ISBN 978-85-96-06092-9 (livro do estudante)

ISBN 978-85-96-06093-6 (livro do professor)

ISBN 978-85-96-06094-3 (livro do estudante HTML5)

ISBN 978-85-96-06095-0 (livro do professor HTML5)

1. Língua portuguesa (Ensino fundamental)

I. Título.

25-291327

Índices para catálogo sistemático:

CDD-372.6

1. Língua portuguesa : Ensino fundamental 372.6

Cibele Maria Dias - Bibliotecária - CRB-8/9427

Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA FTD

Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300

Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br

Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.

Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33

Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

APRESENTAÇÃO

Ao colega professor,

Esta coleção visa permitir o acesso a práticas que desenvolvem conhecimentos, habilidades e atitudes relacionados à leitura e à escrita e contextualizados nas diversas práticas sociais. Aos poucos, é introduzido o trabalho com as capacidades de leitura e produção de textos, escritos e orais, bem como com os aspectos da análise linguística necessários aos atos de ler, escrever, ouvir e falar.

O compromisso com a formação do estudante, visando à sua participação nas mais diversas situações comunicativas, assume, ao longo dos volumes, importância ainda maior. Cabe à escola oferecer aos estudantes oportunidades de vivenciar contextos de uso da linguagem para que eles ampliem seu universo cultural e aprimorem suas capacidades comunicativas. Para isso e por isso, é fundamental que a escola ofereça o contato com a diversidade de temáticas, pontos de vista, gêneros textuais, funções e usos da linguagem.

Nesta coleção, buscou-se apresentar uma seleção textual diversificada (em conteúdo, gênero, autoria, esfera de circulação, finalidade) que propicie aos estudantes o contato com os textos que efetivamente circulam em nossa sociedade, bem como o desenvolvimento e a consolidação da alfabetização.

Os textos são explorados por meio de atividades de leitura e de atividades textuais (escritas e orais) que consideram as condições de produção, de forma a contribuir para que os estudantes construam as capacidades necessárias à sua participação em práticas sociais de oralidade, leitura e escrita.

Seus conhecimentos, sua experiência e sua sensibilidade, professor, farão com que as propostas se tornem um verdadeiro instrumento de aprendizagem significativa para os estudantes.

Por fim, ressalta-se que familiares e escola possuem um propósito comum: a formação integral e harmônica dos estudantes. Assim, os familiares e a escola precisam estar alinhados para que as crianças sejam beneficiadas, estabelecendo uma relação de complementariedade entre o que aprendem em casa e os conhecimentos vivenciados em sala de aula.

Bom trabalho!

ORGANIZAÇÃO GERAL DA COLEÇÃO

Esta coleção, destinada aos estudantes de 3o, 4o e 5o anos do ensino fundamental, é composta de livro do estudante e livro do professor, nas versões impressa e digital.

Livros impressos

LIVRO DO ESTUDANTE

Cada volume está organizado em quatro unidades, divididas em quatro capítulos. Ao longo dos capítulos, são explorados conteúdos voltados para o desenvolvimento e a consolidação da alfabetização em uma estrutura clara e prática para ser trabalhada em sala de aula.

como devemos consultá-lo, a ordem em que os verbetes aparecem, as modalidades de dicionários, os dicionários on-line Leve-os a perceber a importância

LIVRO DO PROFESSOR

Além de oferecer subsídios teóricos ao professor, este livro reproduz o livro do estudante na íntegra, em miniatura, com respostas em magenta. Nas laterais e abaixo da reprodução do livro do estudante, apresenta informações para planejamento e rotina, objetivos, introdução à unidade e planos de aula, que ajudarão a desenvolver as propostas, bem como ampliações e aprofundamentos para enriquecer as abordagens pedagógicas.

Livros digitais

Livro do estudante e livro do professor no formato digital, em HTML, o que permite o acesso ao material em diferentes dispositivos digitais: smartphones, notebooks e tablets, por exemplo.

Objetos digitais

Ao longo do volume, ícones indicam infográficos clicáveis que podem ser acessados pelo professor e pelos estudantes para enriquecer a aprendizagem de maneira dinâmica.

CONHEÇA SEU LIVRO DO PROFESSOR

PLANEJAMENTO E ROTINA

Apresentação dos conteúdos, competências e habilidades trabalhadas na unidade e informações para planejamento e organização das aulas.

INTRODUÇÃO À UNIDADE

Abertura com a apresentação geral da unidade.

PLANO DE AULA

Orientações com o passo a passo para o desenvolvimento das atividades do livro do estudante, com explicações práticas para conduzir o trabalho em sala de aula.

OBJETIVOS

Indicação dos objetivos de aprendizagem relacionados aos conteúdos e atividades de cada seção do livro do estudante.

OBSERVANDO PARA AVANÇAR

Seção com propostas de testes para avaliação diagnóstica, somativa e formativa dos estudantes. Apresenta indicadores e rubricas que auxiliam no monitoramento das habilidades de escrita, leitura e oralidade.

ARTICULAÇÃO COM...

Orientações sobre atividades que permitem a articulação com outros componentes curriculares.

TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS

Indicação do Tema Contemporâneo Transversal (TCT) abordado.

ATIVIDADE COMPLEMENTAR

Sugestões de atividades, brincadeiras e jogos — com adaptações e variações — para ampliar as propostas do livro do estudante.

INCLUSÃO E EQUIDADE

Orientações para adequar atividades e para atuação do professor a fim de contemplar a diversidade de estudantes da turma.

SUGESTÕES PARA O PROFESSOR E SUGESTÕES

PARA OS ESTUDANTES

Duas seções com indicações de livros, artigos científicos, resenhas, vídeos, filmes, sites, entre outros, tanto para o professor como para os estudantes.

TEXTO DE APOIO

Transcrição de passagem de texto teórico para ampliar o repertório do professor.

COMPETÊNCIA SOCIOEMOCIONAL

Indicação de conteúdos que desenvolvem competências socioemocionais.

BNCC — Eixos organizadores comuns de Língua Portuguesa no ensino fundamental

E APRENDIZAGEM DE LÍNGUA PORTUGUESA

Planejamento e sequência didática

Papel do professor e da escola

A neurociência na aprendizagem da leitura e da escrita

Alfabetização

Pega do lápis

Organização para um ambiente alfabetizador

Pontes entre as disciplinas: interdisciplinaridade XIX

Inclusão escolar e valorização da diversidade XIX

Avaliação

Verificação dos níveis de aprendizagem XXI

SUGESTÕES DE PLANEJAMENTO

Conteúdos — 4o ano

Cronograma — 4o ano

Habilidades da BNCC – 4o ano

Matrizes de sequência didática e de rotina

LÍNGUA PORTUGUESA

COMPONENTE CURRICULAR: LÍNGUA PORTUGUESA

ISABELLA PESSÔA DE MELO CARPANEDA

Pós-graduada em Língua Portuguesa pelo Instituto AVM — Faculdade Integrada. Licenciada em Pedagogia pela Universidade de Brasília e pelo Centro de Educação

Unificado de Brasília, com habilitação em Administração Escolar. Coordenadora pedagógica e elaboradora de material pedagógico para a educação infantil e para o ensino fundamental há mais de 30 anos.

Professora em cursos de formação de professores de educação infantil e ensino fundamental em vários estados desde 1990.

Assessora pedagógica de educação infantil e ensino fundamental em Brasília desde 1984.

Anos Iniciais do Ensino Fundamental
LIVRO DO PROFESSOR

Copyright © Isabella Pessôa de Melo Carpaneda, 2025

Direção-geral Ricardo Tavares de Oliveira

Direção de conteúdo e performance educacional Cintia Cristina Bagatin Lapa

Direção editorial adjunta Luiz Tonolli

Gerência editorial Natalia Taccetti, Nubia de Cassia de M. Andrade e Silva Assessoria Mariângela Castilho Uchoa de Oliveira

Edição Rogerio Eduardo Alves (coord.), Andreia Pereira, Francielle Batista de Carvalho, Juliana Rochetto, Patricia Quero

Preparação e revisão Viviam Moreira (coord.), Adriana Périco, Anna Júlia Danjó, Elaine Pires, Fernanda

Marcelino, Fernando Cardoso, Giovana Moutinho, Paulo José Andrade, Rita de Cássia Sam

Produção de conteúdo digital Ana Luiza Martignoni Spínola (coord.), Sarita Borelli

Gerência de produção e arte Ricardo Borges

Design Andréa Dellamagna (coord.), Ana Carolina Orsolin (criação)

Projeto de capa Andréa Dellamagna e Sergio Cândido (logo)

Ilustração de capa Maike Bispo

Arte e produção Rodrigo Carraro (coord.), Leandro Brito, Matheus Santiago Martins (assist.)

Diagramação Select Editoração

Coordenação de imagens e textos Elaine Bueno Koga

Licenciamento de textos Erica Brambila

Iconografia Erika Neves do Nascimento, Leticia dos Santos Domingos (trat. imagens)

Ilustrações Adilson Farias, Al Stefano, Alex Silva, Alexandre Rampazo, Anna Anjos, Artur Fujita, Beatriz Mayumi, Bruna Assis Brasil, Bruna Ishihara, Cibele Queiroz, Claudia Marianno, Claudio Chiyo, Daniel Bogni, Daniel Cabral, Dayane Raven, Débora Mini, Dnepwu, Edson Farias, Fabio Eugenio, Felipe Camêlo, Giz de cera, Ideário lab, Ilustra cartoon, Ina Carolina, Julia Ponnick, Katharine Frota, Lislley Velani, Luciano Tasso, Luiz Perez Lentini, Marciano Paláci, Marcos de Mello, Marcos Fillipe Martins de Lima, Nicole Santos, Raitan Ohi, Raquel Silva, Romont Willy, Simone Ziasch, Tânia Ricci, Thamires Paredes, Vicente Mendonça, Waldomiro Neto, Wandson Rocha

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Carpaneda, Isabella Pessôa de Melo

A conquista : língua portuguesa : 4º ano : ensino fundamental : anos iniciais / Isabella Pessôa de Melo Carpaneda. -- 2. ed. -- São Paulo : FTD, 2025.

Componente curricular: Língua portuguesa.

ISBN 978-85-96-06092-9 (livro do estudante)

ISBN 978-85-96-06093-6 (livro do professor)

ISBN 978-85-96-06094-3 (livro do estudante HTML5)

ISBN 978-85-96-06095-0 (livro do professor HTML5)

1. Língua portuguesa (Ensino fundamental)

I. Título.

25-291327

Índices para catálogo sistemático:

CDD-372.6

1. Língua portuguesa : Ensino fundamental 372.6

Cibele Maria Dias - Bibliotecária - CRB-8/9427

Reprodução proibida: Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados à EDITORA FTD

Rua Rui Barbosa, 156 – Bela Vista – São Paulo – SP CEP 01326-010 – Tel. 0800 772 2300

Caixa Postal 65149 – CEP da Caixa Postal 01390-970 www.ftd.com.br central.relacionamento@ftd.com.br

Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas plantadas, com origem certificada.

Impresso no Parque Gráfico da Editora FTD CNPJ 61.186.490/0016-33

Avenida Antonio Bardella, 300 Guarulhos-SP – CEP 07220-020 Tel. (11) 3545-8600 e Fax (11) 2412-5375

APRESENTAÇÃO

Olá! Que bom ter você por aqui!

Você está começando mais um ano de descobertas e aventuras com as palavras e esta coleção de Língua Portuguesa será sua grande companheira nesta jornada!

Ao longo dos volumes, você vai se divertir com atividades lúdicas, conhecer muitas histórias, curiosidades e receber informações importantes.

Também vai soltar a imaginação e a criatividade com muitas produções de escrita.

Aqui, você encontrará desafios, jogos, imagens interessantes e textos variados para aprender a se comunicar cada vez melhor — lendo, escrevendo, falando e escutando com atenção.

Prepare-se para conquistar novos saberes com alegria!

Desejo que cada página traga entusiasmo e muita vontade de aprender!

Um ótimo ano letivo para você!

DANIEL BOGNI

CONHEÇA SEU LIVRO

ABERTURA DE UNIDADE

Você vai explorar imagens e trocar ideias com a turma.

PARA COMEÇAR

PARA COMEÇAR

Vamos começar o ano descobrindo o que você já sabe.

LEITURA

Hora de ler e aprender tudo o que o texto tem a ensinar.

1 O ENCANTO DA POESIA

TEXTO POR TODA PARTE

Vamos ver como um texto pode estar ligado a outros textos.

GLOSSÁRIO

Boxe que apresenta o significado de palavras que talvez você ainda não conheça.

QUEM É?

Boxe que traz informações sobre o autor.

TEXTOS

Você vai comparar um texto novo com um texto que você já viu.

NOSSA LÍNGUA

Vamos pensar juntos sobre a língua portuguesa.

HORA DA HISTÓRIA

Divirta-se ouvindo e lendo as histórias com atenção.

biscoitos de granola com linhaça que

gosto

nada. Estrelinha nos ensinou a ficar sentados na hora do lanche, a colocar a mão na frente da boca para espirrar e a não comer massinha de modelar (o que a maioria dos meninos achava que era opcional). Até que um dia, ela deu um peixinho dourado para cada um levar para casa. Ela os comprou numa promoção na pet shop Na hora da saída, explicou para nossos pais: — O peixinho vai ensinar sobre o ciclo da vida aos seus filhos. Eles não costumam durar muito. Levei meu peixe para casa e o chamei de Douradinho, como qualquer outra criança no mundo que acha que está sendo original. Mas, no fim das contas, Douradinho era mesmo original. Porque ele não morreu.

1. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que provavelmente

— Ele não durou muito — disse ela. — Como assim? — perguntei. — Ele durou sete anos!

DIVERTIDAMENTE

Aprenda os segredos da língua portuguesa brincando.

CONCEITO

séries em quadrinhos que já venderam mais de 2 milhões de livros.

É? Converse com os colegas sobre suas impressões a respeito da história. Resposta pessoal.

29/09/25 14:38 Mesmo depois de todos os peixes dos meus colegas terem ido para o grande aquário celestial, o meu continuava vivo. Ele ainda estava vivo quando eu entrei no Jardim I. Ainda estava vivo no meu primeiro ano. Ainda estava vivo no segundo, no terceiro e no quarto. Então, finalmente, ano passado, no meu quinto ano, certa manhã, entrei na cozinha e vi meu peixe boiando de cabeça para baixo no aquário. Quando contei para minha mãe, ela suspirou.

RETOMAR E AVANÇAR

Boxe que destaca os principais conceitos estudados.

COM QUE LETRA?

Que tal explorar algumas letras do alfabeto?

desse conto lembra? O que ela significa?

b) Será que essa história de príncipe e princesa vai ter um final como os dos contos tradicionais? O que você acha?

2 Agora, leia o trecho do conto e comente com os colegas e o professor a relação entre o título e os acontecimentos narrados. … E o príncipe foi pro brejo! O príncipe e a princesa se casaram e não foram felizes para sempre… Tudo começou quando o príncipe gritou e a princesa fingiu que nem escutou… Logo depois, à noite, ele roncou…

RONC! RONC! RONC! RONC! RONC! No dia seguinte à mesa, ele arrotou. BUUUUUURP! Certa vez, a princesa colocou seu vestido novo e ele nem notou. […] Saiu, nem a beijou, e até um pum ele soltou! […] Foi assim que tudo acabou. SUPPA, Vivian. … E o príncipe foi pro brejo! São Paulo: Folia de Letras, 2014. Não paginado. Esse príncipe se parece com os dos contos tradicionais? Por quê? 3 Contorne as onomatopeias no trecho e explique o significado de cada uma. RONC representa o som de ronco e BUUUUUURP representa o som de arroto. RETOMAR E AVANÇAR Onomatopeias e marcadores temporais

Lembre-se de alguns pontos já vistos para continuar seus estudos.

DICA

Boxe que traz informações extras sobre o que está sendo estudado.

AS PALAVRAS NO DICIONÁRIO

AS PALAVRAS NO DICIONÁRIO

Que tal aprender como o dicionário é organizado e para que ele serve?

DIÁLOGOS

Vamos ler e pensar sobre assuntos recentes.

SAIBA QUE

Boxe que apresenta curiosidades sobre um tema.

RODA DE LEITURA

Hora de ler e compartilhar suas opiniões.

VOCÊ SOUBE?

Vamos explorar notícias e reportagens que trazem assuntos interessantes.

PRODUÇÃO ORAL

Mostre como você se comunica em diferentes situações.

esperando pela sua visita!

VOCÊ SOUBE? Notícia: Museu de dinossauros em Minas Gerais Nos anos 1940, perto da região de Peirópolis, em Uberaba, no Triângulo Mineiro, começaram a ser encontrados fósseis de diferentes animais. Entre os achados, estavam ossos de dinossauros e até um ovo! As descobertas chamaram a atenção de um dos primeiros cientistas brasileiros que estudou esses materiais, o paleontólogo Llewellyn Ivor Price. Ele trabalhava na Divisão de Geologia e Mineração e enviava os fósseis de Minas Gerais para serem estudados no Rio de Janeiro. Os mo- radores de Peirópolis nem imaginavam o que estava por vir… A estação que virou museu Naquela época, boa parte dos habitantes de Peirópolis trabalhava nas áreas de mineração e agropecuária. Mas, por volta dos anos 1960, essas atividades começaram a diminuir. A Estação de Trem de Peirópolis foi fechada em 1980, e muita gente foi procurar emprego em outros lugares. Outras pessoas, porém, se lembraram dos fósseis descobertos

Você vai completar a história em quadrinhos (HQ) do Príncipe Coelho que está nas páginas de 283 a 286, criando personagens, falas, onomatopeias e alguns cenários. Sua história vai ser compartilhada com a turma. Depois, você pode presen- tear um amigo ou uma pessoa de sua família para que se divirta com sua HQ. Recorte

PRODUÇÃO ESCRITA

Que tal criar seu próprio texto?

DESCUBRA MAIS

Boxe que sugere materiais que podem enriquecer o estudo do conteúdo.

PARA REVER O QUE APRENDI

ATENÇÃO!

Fique atento! Neste boxe você encontra a indicação de momentos em que deve tomar cuidado ou pedir a ajuda de um adulto.

LEMBRETE

Boxe que retoma conceitos ao longo das atividades.

os diferentes significados da palavra, facilitando a consulta. Determinar qual dos significados é mais importante. d) Esse verbete mostra a separação silábica da palavra peralta desta- cando a sílaba tônica isto é, a sílaba pronunciada com mais força. A finalidade de indicar a sílaba pronunciada com mais força é: informar que essa palavra tem três sílabas. X orientar a pronúncia correta da palavra.

6 Por que as palavras peralta e pergunta aparecem em destaque na mar- gem superior da página de dicionário reproduzida?

ATIVIDADE ORAL

As atividades com esse ícone devem ser feitas oralmente. Aproveite para trocar ideias com seus colegas e professores.

Objetos digitais

O ícone ao lado identifica os infográficos clicáveis que são objetos digitais presentes neste volume. Os objetos digitais apresentam assuntos complementares ao conteúdo do livro, ampliando sua aprendizagem. Ícones

ATIVIDADE EM GRUPO

Esse ícone indica que a atividade será feita em conjunto com colegas.

Vamos lembrar tudo o que você aprendeu durante o ano.

REVER O QUE APRENDI Leia a tirinha.

SOUSA, Mauricio de. Almanaque do Cebolinha São Paulo: Panini, n. 82, p. 82, 2008. O que deu humor a essa tirinha? O fato de Cebolinha ter passado a linha demarcatória do quadrinho ao pular do trampolim.

Leia o relato de um gato no trecho a seguir. Moro do lado de fora de um prédio de apartamentos, que se chama Jatobá. Não na rua, como um mendigo, mas também não dentro, como um verdadeiro morador. Lambendo o pé, pensando muito, cheguei à conclusão de que sou um gato comunitário. É como se eu fosse uma praça: pertenço a todo mundo, e ao mesmo tempo não pertenço a ninguém. […] sou um gato bonito, tigrado, com cara de bola e orelhas pontudas, olhos verdes e focinho curto. SUZUKI, Ana. Dancha Tamim São Paulo: Paulinas, 1995. p. 7-9. a) Em que pessoa do discurso é feito esse relato?

Na 1 pessoa do singular: eu.

b) Contorne no trecho os verbos que comprovam sua resposta. 3 Agora, reescreva o trecho no caderno como se dois gatos estivessem fazendo esse relato. Lembre-se de substituir o pronome eu pelo pronome nós. Faça as

ATIVIDADE EM DUPLA

Quando vir esse ícone, é hora de se juntar a um colega da turma para fazer a atividade.

SUMÁRIO

UNIDADE 1

PALAVRAS E MAIS PALAVRAS

1 CONHECENDO NOVOS SIGNIFICADOS

Leitura • Verbete de dicionário

Divertidamente • Verbete de dicionário

Roda de leitura • Combinados para cuidar bem dos livros  29

Retomar e avançar • Substantivos comuns e próprios

Nossa língua • Substantivos primitivos e derivados

2 APRENDER É DIVERTIDO!

Leitura • Verbete poético

Comparando textos • Verbete de dicionário e verbete poético

Produção escrita • Dicionário divertido

Diálogos • Palavras têm história

Nossa língua • Palavras que ligam ideias opostas

Retomar e avançar • Pronomes pessoais retos

Nossa língua • Adjetivos e locuções adjetivas

Texto por toda parte • Anúncio publicitário

Com que letra? • Palavras terminadas em -oso e -osa

UNIDADE 2 UNIDADE 2

Leitura • Indicação literária

Nossa língua • Uso de nós e a gente

Hora da história • Conto

Com que letra? • Palavras com g ou j  67

Nossa língua • Substantivo coletivo

Produção escrita • Resenha crítica de filme

Produção oral • Resenha

Nossa língua • Verbos e concordância

2 ALEGRIA EM QUADRINHOS

Leitura • História em quadrinhos

Comparando textos • Tirinha e história em quadrinhos

Divertidamente • Gíria

Com que letra? • Verbos terminados em u

Produção escrita • Criação de elementos em história em quadrinhos

Diálogos • Finanças em quadrinhos

As palavras no dicionário

UNIDADE 3 UNIDADE 3

3 UM FATO PODE VIRAR NOTÍCIA

Leitura • Notícia

Divertidamente • Título de notícia

Retomar e avançar • Sílaba tônica e classificação das palavras quanto à sílaba tônica

Nossa língua • Acentuação de oxítonas

Roda de leitura • Notícia

Com que letra? • Palavras iniciadas com des- ou dez

4 NO PÓDIO DAS NOTÍCIAS

Leitura • Notícia impressa .

Texto por toda parte • Notícia ficcional

Com que letra? • Palavras com s ou z

As

Produção escrita • Registro de notícia

Produção oral • Apresentação de notícia em telejornal

Com que letra? • Palavras terminadas em -esa ou -eza

Comparando textos • Conto e poema

2 POESIA PARA VER E LER

Leitura • Poema visual .

Diálogos • Valorização dos povos originários

Hora da história • Poema  166

Nossa língua • Acentuação de paroxítonas

Com que letra? • Palavras com lh ou li

Roda de leitura • O Brasil nos versos dos poetas

Produção escrita • Poema visual

3 CIÊNCIA DENTRO DE CASA

Leitura • Texto instrucional

Divertidamente • Linguagem formal e informal .

Com que letra? • Palavras terminadas em -ram ou -rão

Hora da história • Conto  183

Nossa língua • Encontro vocálico e ditongos na oralidade  187

Você soube? • Notícia: Museu de dinossauros em Minas Gerais .

4 MÃO NA MASSA!

Leitura • Texto instrucional

Comparando textos • Texto instrucional

Com que letra? • Palavras terminadas em -agem, -igem ou -ugem  197

Nossa língua • Pronomes pessoais retos e oblíquos

Produção escrita • Receita de slime

PARA REVER O QUE APRENDI

UNIDADE 3 UNIDADE 4

ERA UMA VEZ… INFORMAÇÃO

PARA COMEÇAR

1 PRINCESAS DO BARULHO!

Leitura • Conto

Nossa língua • Vírgula em enumeração e vocativo

Retomar e avançar • Onomatopeias e marcadores temporais .

Com que letra? • Palavras terminadas em -ansa e -ança  226

2

O OUTRO LADO DAS HISTÓRIAS

Leitura • Conto

Roda de leitura • Cordel

As palavras no dicionário

Retomar e avançar • Pontuação em diálogo e pronomes pessoais retos

Nossa língua • Verbos de elocução

Diálogos • Releitura de contos tradicionais

Produção escrita • Final de conto

Leitura • Artigo de divulgação científica

Texto por toda parte • Artigo de divulgação científica .

Nossa língua •  Vírgula em aposto

Com que letra? • Plural de palavras terminadas em -ão

Hora da história • Conto

4 CRIATURAS ARREPIANTES

Leitura • Ficha técnica

Comparando textos • Verbete de enciclopédia e artigo de divulgação científica  264

Você soube? • Notícia: Acidentes com aranhas  266

Retomar e avançar • Parágrafo

Com que letra? • Palavras terminadas em -isar e -izar

Diálogos • Juntos podemos mais!

Produção escrita • Artigo de divulgação científica

Referências bibliográficas comentadas

Objetos digitais – infográficos clicáveis

Descubra o próprio jeito de aprender 43

Em cada lugar um jeito de falar 110

Escritoras brasileiras de poemas 157

Patrimônios culturais do Brasil

PLANEJAMENTO E ROTINA

Conteúdo

• Verbete de dicionário

• Substantivos comuns e próprios

• Substantivos primitivos e derivados

• Verbete poético

• Palavras com ç ou ss

• Produção de dicionário ilustrado

• Expressões populares

• Criação de verbete de palavra de origem africana

• Resenha crítica de filme

• Palavras que ligam ideias opostas

• Pronomes pessoais retos

• Adjetivos e locuções adjetivas

• Anúncio publicitário

• Palavras terminadas em -oso e -osa

• Indicação literária

• Uso de nós e a gente

• Conto

• Palavras com g ou j

• Substantivo coletivo

• Produção de resenha crítica de filme

• Apresentação de crítica de livro

Objetivos

• Indicados no início de cada seção.

BNCC

Competências específicas de Língua Portuguesa: 1, 2, 3, 5, 6, 8 e 9.

Habilidades: EF15LP01, EF15LP02, EF15LP03, EF15LP04, EF15LP05, EF15LP06, EF15LP08, EF15LP09, EF15LP10, EF15LP11, EF15LP13, EF15LP15, EF15LP16, EF15LP18, EF15LP19, EF35LP01, EF35LP02, EF35LP03, EF35LP04, EF35LP05, EF35LP06, EF35LP07, EF35LP08, EF35LP12, EF35LP14, EF35LP26, EF04LP01, EF04LP02, EF04LP03, EF04LP05, EF04LP06, EF04LP07, EF04LP08, EF04LP24, EF04LP27.

UNIDADE

Organize-se

PALAVRAS E MAIS PALAVRAS

• p. 17 – Papel kraft ou cartolina e canetões coloridos.

• p. 18 – Cupons fiscais de supermercado.

• p. 24 – Cartolina cortada ao meio ou folhas de papel canson A3, lápis de cor, canetinhas coloridas.

• p. 31 – Folhas com imagens de lugares, personagens de desenho, objetos, animais.

• p. 42 – Folhas de papel avulsas, cartolina e canetinhas coloridas.

• p. 43 – Cartolina, tesoura com pontas arredondadas, canetões e grampeador.

• p. 68 – Folhas de papel avulsas.

• p. 70 – Folhas de papel avulsas, cartolina, canetinhas coloridas, jornais, revistas, cola, tesoura com pontas arredondadas.

1 Leia a dica e tente adivinhar qual é a palavra.

É algo que usamos para pensar, sonhar e ter ideias. Fica dentro da nossa cabeça e não para de trabalhar!

• Ordene as letras e descubra a resposta!

RECÉBRO

CÉREBRO

• Depois, o professor vai contar como podemos descobrir o significado das palavras usando o dicionário.

Veja orientações na seção Plano de aula

2 Pense em um livro ou filme que você tenha lido ou visto recentemente. Escreva o nome dele.

• Nome do livro ou filme:

Resposta pessoal.

• Marque o emoji que mostra como você se sentiu ao ler esse livro ou ver esse filme.

Resposta pessoal.

INTRODUÇÃO À UNIDADE

Nesta unidade, os estudantes terão contato com gêneros como o verbete de dicionário, o verbete poético, a resenha crítica e o anúncio. O estudo da língua será ampliado com a prática da ordem alfabética, o uso de substantivos comuns, próprios, primitivos e derivados, bem como de adjetivos e locuções adjetivas. Questões ortográficas também serão abordadas, como palavras com ç ou ss e aquelas terminadas em - oso e - osa . O trabalho incluirá ainda a reflexão

sobre pronomes pessoais retos, palavras que estabelecem oposição de ideias e expressões populares. Para enriquecer o processo, atividades com sentimentos e emoções e a proposta do “dicionário divertido” estimularão a criatividade, a criticidade e a autonomia no uso da linguagem.

PLANO DE AULA

Inicie o trabalho com a abertura da unidade incentivando os estudantes a verbalizarem o que veem na cena: crianças em uma biblioteca pesquisando em um dicionário, lendo, assistindo a um vídeo. Explore detalhes da imagem, como livros, dicionário e tablet nas mãos das crianças, expressões faciais, balão de pensamento, frase no quadro.

Atividade 1. Após desembaralharem a palavra proposta, chame a atenção dos estudantes para a personagem que lê um dicionário e pergunte qual a utilidade desse tipo de livro. Espera-se que os estudantes comentem que podemos consultar um dicionário para encontrar o significado das palavras. Traga um dicionário e explique o seu uso, comente sobre como devemos consultá-lo, a ordem em que os verbetes aparecem, as modalidades de dicionários, os dicionários on-line . Leve-os a perceber a importância do uso dessa ferramenta.

Atividade 2. Pergunte aos estudantes qual livro ou filme que viram recentemente. Peça que comentem suas impressões sobre o objeto artístico, se gostaram ou não de ter lido ou assistido, o que não apreciaram, o que mudariam no enredo. Depois, peça que realizem a atividade proposta. Explique os sentimentos que os emojis estão representando: alegria, emoção, surpresa, descontentamento, lembrando que devem utilizá-los para classificar o objeto cultural.

OBJETIVOS

• Verificar os conhecimentos prévios dos estudantes, com base em conteúdos essenciais desenvolvidos no 3o ano, como: ordem alfabética, identificação de classes gramaticais, uso de pontuação e letra maiúscula, compreensão leitora literal e inferencial, reconto oral, ampliação do vocabulário.

PLANO DE AULA

Para começar

As atividades desta seção possibilitam uma avaliação diagnóstica da turma para que você tenha subsídios para intervir e tomar decisões de planejamento.

Sugere-se registrar observações sobre: fluência na leitura oral, capacidade de localizar informações, uso de pontuação e iniciais maiúsculas, estrutura do reconto, vocabulário conhecido. As informações coletadas devem ser consideradas até o final do ano, para que você acompanhe e analise o percurso dos estudantes. É importante coletar esses dados e compará-los com os dados das avaliações continuadas, realizadas ao longo do ano letivo, e com a avaliação de resultados.

Atividade 1. Organize a leitura coletiva do sumário do livro ABCDelas. O objetivo das atividades é promover uma discussão oral que leve os estudantes a refletir criticamente sobre o papel da mulher na sociedade com base na observação do sumário do livro ABCDelas, que apresenta diferentes profissões exercidas por mulheres.

Atividades 2 e 3. Verifique quais profissões os estudantes conhecem, quais já viram sendo exercidas por mulheres, e quais ainda não associam a figuras femininas.

Amplie, pedindo aos estudantes que escolham uma das profissões e imaginem

PARA COMEÇAR

1 Você já pensou em qual profissão gostaria de exercer? O livro ABCDelas é um abecedário de profissões e conta a história de mulheres pioneiras em diversas áreas do conhecimento. Observe o sumário desse livro.

2 Você conhece todas as profissões citadas? Contorne os nomes das que você não conhece.

3 Agora que você já contornou as profissões que não conhecia, escolha cinco delas e procure-as no dicionário.

Dica: No dicionário, as palavras aparecem no masculino.

4 As profissões apresentadas no sumário já foram, durante muito tempo, ocupadas quase só por homens. Mas as mulheres sempre lutaram para conquistar seu espaço.

• Você acha que as mulheres podem exercer qualquer profissão? Por quê?

Resposta pessoal. Respostas pessoais.

como seria uma mulher exercendo essa função (desenho ou texto).

Atividade 4. Organize a turma em uma roda de conversa, dinamizando o espaço de aprendizagem. Destaque que, por muito tempo, diversas profissões foram negadas às mulheres. Incentive os estudantes a refletirem e expressarem suas opiniões sobre a igualdade de oportunidades. Valorize a escuta ativa, o respeito pelas falas dos colegas e a construção coletiva de ideias. Essa atividade contribui para o desenvolvimento da argumentação, da empatia e do respeito à diversidade.

Utilize perguntas auxiliares se necessário: “Você conhece alguma mulher que exerça alguma dessas profissões? Por que você acha que havia mais homens em certas profissões antes? Alguma profissão não deveria ser exercida por mulher? Por quê?”.

Finalize a conversa retomando as ideias centrais e valorizando a importância da igualdade de oportunidades. Registre com a turma, em um cartaz ou mural coletivo, frases importantes ditas durante o debate. Se possível, convide uma profissional da comunidade escolar para conversar com os estudantes sobre sua profissão.

TOKITAKA, Janaina. ABCDelas. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2019.
TOKITAKA, JANAINA. ABCDELAS. SÃO PAULO: COMPANHIA DAS

5 Leia as palavras do quadro. Todas elas são nomes de animais.

harpia • morsa • coruja • jabuti • boto • tucano

• Essas palavras são: X substantivos.  adjetivos.  verbos.

6 Complete a lista de adjetivos e verbos, seguindo os exemplos.

Adjetivos com a letra a animado,

Verbos com a letra c correr,

Sugestões de resposta: cantar, comer, cair.

7 O bilhete a seguir foi escrito sem alguns sinais de pontuação e sem as iniciais maiúsculas no início das frases. Leia. Respostas pessoais. Sugestões de resposta: alegre, aventureiro, agradável.

Adjetivos com a letra b bonito, Respostas pessoais. Sugestões de resposta: barulhento, bravo, brilhante.

Verbos com a letra d dormir,

Sugestões de resposta: deixar, dever, decidir.

Felipe, Lucas e eu vamos dar plantão hoje à tarde em frente à casa dos novos vizinhos para descobrir quem é o dono da bicicleta que veio junto com a mudança ela é radical demais quer ir também

Artur

• Reescreva o bilhete no caderno com a pontuação adequada e as iniciais maiúsculas no início das frases.

Sugestão de resposta: Felipe, Lucas e eu vamos dar plantão hoje à tarde, em frente à casa dos novos vizinhos, para descobrir quem é o dono da bicicleta que veio junto com a mudança. Ela é radical demais! Quer ir também? Artur 17

Inclusão e equidade

Esteja atento a barreiras físicas e comunicacionais que possam dificultar a participação na atividade. Incentive novas formas de participação, abrindo espaço para estudantes mais tímidos.

Atividades 5 e 6. Retome com os estudantes os conceitos de substantivo, adjetivo e verbo e suas funções. Explique que adjetivo é a palavra que modifica o substantivo, dando características a ele. Relembre, também, que verbos são palavras que variam para dar ideia de tempo

Por fim, faça uma leitura dramatizada com a pontuação correta.

Peça que reescrevam o bilhete no caderno, pontuando-o e usando as letras iniciais maiúsculas no início de frases. Aproveite essa atividade inicial para verificar a pega trípode do lápis, pois muitos estudantes podem ter adquirido movimento e postura inadequada para a escrita; busque auxiliá-los para que desenvolvam uma escrita confortável e eficaz.

Sugestão para o professor

• VIDEOCLIPE - Canção do Dicionário. Publicado por: Cocoricó. 2014. 1 vídeo (ca. 3 min). Disponível em: https:// www.youtube.com/watch? v=N_g80q2r9N0. Acesso em: 6 out. 2025.

Neste videoclipe, a Turma do Paiol apresenta, de forma lúdica, uma breve história da formação da nossa língua, além de informar a função dos dicionários. Assista ao vídeo com os estudantes, como uma divertida introdução ao tema.

Atividade complementar

Peça aos estudantes que escolham a profissão de que mais gostam entre as citadas no sumário da atividade 1 (página 16) e façam um desenho, representando-a.

29/09/25 14:38

(presente, passado ou futuro) e indicar pessoas do discurso (eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas) às quais se referem. Após a retomada, peça aos estudantes que realizem a atividade. Depois, abra espaço para que compartilhem suas respostas.

Atividade 7. Peça aos estudantes que façam a leitura silenciosa do bilhete e abra espaço para que comentem. Verifique se percebem que ele foi escrito sem alguns sinais de pontuação e sem o uso de letras iniciais maiúsculas no início de frases. Leia novamente o bilhete em voz alta, sem pausas, para que os estudantes percebam a dificuldade.

Em seguida, obedecendo à ordem alfabética, cada um apresenta seu desenho e fala o motivo de aquela profissão ser a preferida.

Promova a inclusão observando se há algum estudante que não se sente confortável ao ficar em evidência durante a apresentação. Garanta que a atividade seja vista como algo importante, porém lúdica, de participação voluntária.

PLANO DE AULA

Para começar

Atividade 8. Divida a turma em grupos para que façam a leitura oral do poema. Nesse momento, promova a avaliação da fluência e expressividade na leitura. Incentive a expressividade, oriente-os a observar a entonação de acordo com a pontuação.

Explore o vocabulário, relacionando os nomes de alimentos que aparecem no texto. Pergunte para os estudantes quais conhecem, quais já experimentaram, se consideram gostosos ou não.

Pergunte aos estudantes se já fizeram lista de compras de alimentos e se já observaram como os produtos são organizados no mercado. Explique que, normalmente, eles são divididos em seções: matinais, limpeza, hortifrúti, entre outros. Informe que, no poema, eles conhecerão um supermercado com uma organização diferente.

Releia o poema expressivamente e dê ênfase às rimas e à musicalidade. Chame a atenção também para as letras em destaque no início dos versos e pergunte qual é a ordem em que aparecem.

Pergunte aos estudantes por que Dino organiza os produtos dessa forma. Peça que levantem hipóteses sobre como a aplicação de um padrão, por exemplo, a ordem alfabética, pode auxiliar na organização e/ou localização de espaços e listas.

Aproveite a atividade para retomar o alfabeto. Nesse momento, o mais importante não são as respostas corretas, mas sim verificar os conhecimentos prévios dos estudantes acerca do alfabeto.

Converse sobre os alimentos listados no poema e pergunte quais eles costumam consumir e quais nunca provaram. Fale sobre a importância de experimentarmos alimentos diferentes e de termos uma dieta variada.

8. a) Espera-se que os estudantes respondam que, na ordem alfabética, a palavra feijão vem antes de fubá e, por isso, a troca dos elementos não estaria de acordo com a organização feita pelo personagem, que segue a ordem alfabética.

8 Leia o texto a seguir em voz alta. Siga as instruções do professor.

Veja orientações na seção Plano de aula

Dino Mercado

No mercadinho do Dino Dondoco, tudo tem ordem, nada é pouco!

Ele é um dino bem sistemático, organiza tudinho, quase automático!

A de abacate vai lá no começo, B de banana, já tá com preço!

C é cenoura, crocante e querida, D de damasco, fruta bem servida!

Enquanto empilha com muito jeitinho, diz: “Nada de bagunça no meu cantinho!”

E, se alguém troca o feijão com o fubá, ele solta um rugido: “Pode parar já!”

E é de ervilha, toda verdinha, F é farinha, fina e branquinha. G vai o grão-de-bico dourado, H? Hmm… Hoje não foi encontrado!

Atividade complementar

Leve para a sala de aula cupons fiscais de supermercados e converse com os estudantes sobre como a anotação e a cobrança dos produtos é feita. Deixe que observem e manuseiem os cupons.

Permita que narrem seus conhecimentos sobre o processo, desde a escolha do produto na prateleira até a passagem pelo caixa.

Chame a atenção para o funcionamento dos leitores de preço existentes em algumas lojas. Explique o código de barras, utilizando linguagem simples e acessível para a idade.

Entre prateleiras, pula com humor, corrige as placas, ajeita o sabor.

Junta o iogurte ao lado do jiló, Ketchup com K? Ah, ficou só!

Se misturar, Dino fica brabo!

O M é de melancia, o N de nabo. No O tem o óleo, no P põe o pão, Q de queijo bem firme na mão!

Rabanete no R, S de sal, Tamarindo no T, tudo muito legal!

Uva vai aqui, bem docinha Vagem no V, longe da cebolinha!

W? Waffle vem de fora, X de xarope, que delícia agora! Yakisoba é raro, mas ele dá um jeitinho, Z finaliza com o zimbro no cantinho!

E o Dino, feliz, balança o rabão, com orgulho da ordem no seu balcão!

“Quem quiser bagunça vai se perder! Mas aqui no meu DINO MERCADO, vai aprender!”

DINO Mercado. 5 maio 2025. Adaptado. Disponível em: https://brisaseducativas.wordpress.com/2025/05/05/dino -mercado/. Acesso em: 13 ago. 2025. a) Releia este trecho do texto.

E, se alguém troca o feijão com o fubá, ele solta um rugido: “Pode parar já!”

Zimbro: planta que tem pequenas frutas, chamadas bagas, usadas para temperar alimentos.

DINO Mercado. 5 maio 2025. Adaptado. Disponível em: https:/brisaseducativas. wordpress.com/2025/05/05/dino-mercado/. Acesso em: 13 ago. 2025.

• Por que Dino Dondoco não aceita que os dois alimentos em destaque no texto sejam trocados de ordem?

Os sites indicados nesta obra podem apresentar imagens e eventuais textos publicitários junto ao conteúdo de referência, os quais não condizem com o objetivo didático da coleção. Não há controle sobre esses conteúdos, pois eles estão estritamente relacionados ao histórico de pesquisa de cada usuário e à dinâmica dos meios digitais.

Texto de apoio

Para que um projeto de ensino de língua seja bem-sucedido, uma condição deve necessariamente ser preenchida, e com urgência: que haja uma concepção clara do que seja uma criança e do que seja uma língua. A melhor maneira de fazer isso, sem ter que passar por uma vasta literatura de psicologia e linguística, é tornar-se um bom observador do que as crianças fazem diariamente ao nosso redor. Poderemos pensar o que quisermos das crianças, mas provavelmente não estaremos autorizados a dizer que elas, mesmo as menos dotadas do ponto de vista das condições

Chame a atenção para a relação entre o texto escrito e as ilustrações. Faça perguntas como: “O que mais chama a atenção na ilustração do poema?”; “Você consegue relacionar as imagens ao poema lido? Como?”.

Abra espaço para que os estudantes comentem suas impressões sobre o poema e a ilustração. Pergunte: “Quem é o personagem principal?”; “Como ele organiza os produtos?”; “O que acontece quando alguém troca as placas?”.

Conversem sobre o significado das palavras que podem ser desconhecidas, tais como sistemático, automático e zimbro . Consulte um dicionário com a turma, se necessário. Com base nas palavras waffle e yakisoba , fale sobre o uso das letras w e y em nossa língua e seu emprego em palavras estrangeiras que incorporamos ao vocabulário.

Atividade 8. a) Leve os estudantes a perceber que os alimentos estão organizados em ordem alfabética e que feijão tem a letra e depois da letra f, e fubá tem a letra u depois da letra f. Com isso, é importante que percebam que a ordem alfabética estabelecida pelo Dino leva em consideração a posição das outras letras na palavra e que a letra e vem antes da letra u no alfabeto.

19

30/09/25 09:13

materiais, não são boas para aprender línguas. Todos podemos ver diariamente que as crianças são bem-sucedidas no aprendizado das regras necessárias para falar. A evidência é que falam.

Se as línguas são sistemas complexos e as crianças as aprendem, de uma coisa podemos ter certeza: elas não são incapazes.

POSSENTI, Sírio. Sobre o Ensino de Português na escola. In: GERALDI, João Wanderley (org.). O texto na sala de aula. São Paulo: Ática, 2008. p 33-34.

PLANO DE AULA

Para começar

Atividade 8. b) Essa atividade possibilita retomar a noção de ordem alfabética com apoio visual, de maneira lúdica e participativa. Para realizá-la, projete a cena para toda a turma ou organize os estudantes em grupos para que possam observá-la com atenção. Explique que o desafio será encontrar objetos escondidos na bagunça e associá-los às letras do alfabeto indicadas no quadro.

Inicie incentivando os estudantes a procurar os objetos na imagem e a dizer seus nomes em voz alta. Esse momento é importante para favorecer a ampliação do vocabulário e a troca de conhecimentos entre eles. Depois, desafie a turma a organizar as palavras em ordem alfabética.

Incentive a participação coletiva e também valorize o registro individual, observando como cada estudante completa o quadro, registrando corretamente os nomes dos objetos. Caso haja dúvidas ou divergências sobre a identificação de algum item, promova uma discussão breve e mediada, incentivando os estudantes a justificar suas escolhas com base em características visuais do objeto.

Atividade 9. a) Peça aos estudantes que observem as ilustrações e comentem o que imaginam sobre a história que será lida. Sugere-se a leitura da fábula que se encontra na página do programa “Conta pra mim”, do Ministério da Educação (BRASIL. Ministério da Educação. A cegonha e a raposa e outras histórias. Brasília: MEC/Sealf, 2020. Coleção Conta pra mim. Disponível em: https://alfabe tizacao.mec.gov.br/images/ conta-pra-mim/livros/ver sao_digital/a_cegonha_e_a_ raposa_versao_digital.pdf. Acesso em: 6 out. 2025).

b) Organize no quadro os nomes dos elementos seguindo a mesma ordem que Dino Dondoco usou para organizar os itens de seu mercado.

A armário N navio

B bola O óculos

C cama P pião

D dado Q quebra-cabeça

E elefante

F flauta

R relógio

S saia

G gaveta T travesseiro

H helicóptero

I ioiô

U urso

V violão

J janela W webcam

K kimono

L lanterna

M mala

Para verificar o entendimento sobre a progressão temática da fábula, desafie os estudantes a numerar as cenas, de 1 a 4, conforme a ordem dos acontecimentos.

Atividade 9. b) Incentive os estudantes a recontarem oralmente a história. Ofereça marcadores temporais que ajudem a encadear os acontecimentos.

Atividade 9. c) Retome com a turma que as fábulas trazem ensinamentos, muitas vezes, em forma de moral. Essa atividade permitirá avaliar a compreensão global do texto,

X xadrez

Y yoga

Z zebra

pois os estudantes deverão identificar a ideia central da narrativa.

Atividade 9. d) Faça uma nova leitura do texto antes da reescrita. Verifique os conhecimentos dos estudantes acerca do sistema de escrita e da compreensão do texto. Observe se eles respeitam a progressão temática, preservam as ideias e os conteúdos da fábula original e se observam as características da linguagem escrita e do registro literário. Ressalte que, antes de considerarem o texto concluído, devem revisá-lo.

9 Ouça a leitura da fábula.

Veja orientações na seção Plano de aula

a) Numere as imagens de acordo com a ordem dos fatos na história.

b) Reconte oralmente a fábula.

c) Que ensinamento combina com essa fábula?

Devagar se vai ao longe.

ou outros sinais que indicam diálogo). Em seguida, divida os estudantes em grupos, atribuindo a cada um os papéis das personagens e o papel do narrador. Peça que cada grupo ensaie a cena, prestando atenção às rubricas e aos marcadores de fala. Oriente-os a usar a voz, a expressão facial e os gestos para dar vida às falas. Para dar mais ludicidade e dinamismo, disponibilize acessórios simples (um chapéu, um lenço, uma caixa que represente mesa etc.), sem necessidade de figurinos elaborados.

Após a encenação, promova uma conversa coletiva sobre: “Quais foram os marcadores de fala que ajudaram a identificar quem estava falando?”, “Quais rubricas de cena apareceram no texto e como elas foram representadas pelos colegas?”, “De que forma a dramatização ajudou a compreender melhor a história?”.

X Trate os outros como deseja ser tratado.

É preciso tomar cuidado com o excesso de ambição.

d) No caderno, reescreva a fábula.

Resposta pessoal. Resposta pessoal.

Sugestão para o professor

• MURRAY, Roseana. Brinquedos e brincadeiras. São Paulo, FTD, 2021.

Nessa antologia, os poemas descrevem brinquedos e brincadeiras, como corda, bolinha de gude, casa na árvore, amarelinha, bola de meia etc. O leitor vai descobrindo que a palavra também gera brincadeira, com o ritmo, as rimas e as ideias.

Atividade complementar

Apresente para a turma uma versão da fábula que reescreveram em texto teatral, feito para ser encenado (RIBEIRO, Natalia. O texto teatral e o desenvolvimento da fluência leitora. 15 jul. 2025. Disponível em: https://www. educacaoemfoco.net/post/o-texto-teatral-e -o-desenvolvimento-da-flu%C3%AAncia-leitora. Acesso em: 6 out. 2025).

Explique para a turma o que são as rubricas (indicações de como o personagem deve se mover, falar ou agir) e os marcadores de fala (nome do personagem antes da fala, travessão

Na discussão, incentive os estudantes a observar que o texto teatral não traz o narrador explicando tudo, mas indica o que cada personagem deve fazer em cena ou como deve se comportar. Mostre que esse gênero é construído para ser encenado, não apenas lido em silêncio, o que favorece a fluência leitora, a expressividade e a compreensão textual.

OBJETIVOS

• Ler e interpretar conto.

• Praticar a fluência em leitura oral.

• Localizar palavras no dicionário para esclarecer significados.

• Identificar o dicionário como um livro de consulta.

• Reconhecer as diversas funções do dicionário.

• Retomar conteúdos já aprendidos.

• Participar de situações de intercâmbio oral.

• Incentivar a expressão oral durante a reflexão e a retomada de conhecimentos prévios acerca do significado das palavras.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 1. Incentive os estudantes a contar experiências de conversas e leitura em que tenham tido dificuldade em entender o significado de uma palavra. Reflitam sobre as formas mais seguras de encontrar o significado correto. Comente sobre variações de contexto que influenciam no significado de algumas palavras. A palavra “gracinha”, por exemplo, dita de forma carinhosa, significa algo agradável, belo; já quando é dita de forma irônica, significa desagrado com alguma atitude.

Atividade 2. Pergunte aos estudantes se já tiveram a oportunidade de cuidar de um cachorro. Direcione a conversa com perguntas como: “O cachorrinho que esteve com você era adulto ou filhote?”; “Ele gostava de brincar?”; “Quais eram as brincadeiras favoritas dele?”; “Ele fez alguma travessura?”; “Quebrou algum objeto?”.

Atividade 2. a) Peça que analisem as situações apresentadas nas alternativas e assinalem as que correspondem a ações de um cachorro

CONHECENDO NOVOS SIGNIFICADOS

LEITURA

Verbete de dicionário

1. Respostas pessoais. Abra espaço para que os estudantes compartilhem suas experiências. Participe da conversa levando os estudantes a perceber que é possível continuar a leitura e compreender o significado pelo contexto, perguntar a alguém e, para ter certeza do significado, consultar um dicionário.

1 Você já leu algum texto e não entendeu o significado de uma palavra? O que você fez?

2 Você vai ler um conto intitulado Peralta? Eu?, que tem um cachorro como personagem principal.

a) Quais cenas representam atitudes de um cachorro peralta?

b) Pesquise a palavra peralta no dicionário e verifique se as imagens que você marcou correspondem ao significado que a palavra tem. Se necessário, corrija sua resposta. Resposta pessoal. Espera-se que, a partir da pesquisa, os estudantes confirmem que as imagens que representam o vocábulo peralta são as do cachorro rasgando a almofada e roendo o chinelo, pois um dos significados desse vocábulo é “aquele que faz bagunça, traquinagem”.

peralta.

Atividade 2. b) Verifique se todos os estudantes estão com dicionário para fazer a atividade. Caso seja necessário, providencie alguns exemplares antecipadamente. Ressalte a importância da organização do dicionário em ordem alfabética. Peça que leiam o significado da palavra e, se possível, compare-o em diferentes dicionários. Encoraje os estudantes a retomar a questão anterior e a verificar se as ações assinaladas correspondem à definição do dicionário.

3 Leia o conto.

Peralta? Eu?

Estava tudo bem tranquilo e normal naquele dia até ouvir meus donos falando em um tom nada amistoso:

— Esse cachorro está cada dia mais PERALTA!

Fiquei de orelhas em pé! Peralta? Eu?

Olhei para as minhas pernas e pensei:

Amistoso: amigável; que expressa amizade.

“Minhas pernas estão exatamente do mesmo tamanho, nem um milímetro mais altas. De onde tiraram essa ideia?”

Os humanos não têm noção da vida estressante de um animal de estimação! A gente se esforça para agradar, dá um duro danado, corre pra cá, corre pra lá e o que ganhamos em troca? Acusações e palavras estranhas!

Por uns bons petiscos, rolo no chão, dou a patinha, cato aquela bola inquieta e boba que eles jogam achando superdivertido. Já vesti roupas ridículas e até usei aquele cone que impede a gente de dar umas coçadinhas extraordinárias.

Mas, quer saber? Nada foi pior do que ouvir o veterinário dizer:

— Ele está fora do peso.

Fora do peso?! É demais ouvir isso! Eu amo meu corpinho! Mas os humanos de cretaram: dieta! Foi nesse momento que tomei uma decisão revolucionária:

“AQUI NÃO FICO! Vou fugir pra bem longe!”

Na primeira oportunidade que tive, virei a esquina e parti rumo à conquista da liberdade! No início, a vida era incrível: nada de banho, latas de lixo cheias de tesouros e até uns ossinhos pelo chão. Ah, a liberdade tinha um gosto delicioso!

Apareceram amigos desconhecidos, lugares nunca antes visitados, comidas com gosto diferentes, corridas atrás de gatos, caminhos novos para descobrir, becos, ruas, jardins enormes, praças animadas, com muita gente e músicas dançantes... até que veio a chuvarada.

Todo encharcado, vi humanos saindo da praça, levando cuidadosamente seus cachorros para casa. Foi quando senti aquela pontadinha estranha… tive saudades de casa. Pensei no cuidado,

Atividade 3.  Antes da leitura, peça aos estudantes que observem a ilustração e pergunte: “O que aconteceu nessa casa?”; “Quem você acha que fez essa bagunça?”; “O cachorro parece culpado ou inocente?”. Depois, leia o título do conto em voz alta e pergunte: “Quem provavelmente está dizendo essa frase?”.

Abra espaço para que comentem sobre o que imaginam que vai tratar o conto. O momento de pré-leitura é importante para ativar os conhecimentos prévios e levantar hipóteses sobre o texto, além de gerar expectativa e curiosidade quanto à leitura. Informe aos

expliquem por que a decisão do cachorrinho pode assim ser considerada.

Faça pausas para verificar a compreensão leitora. Incentive-os a contar, com as próprias palavras, o que está acontecendo na história e como o personagem está se sentindo. Pergunte: “O que está acontecendo agora?”; “O que o cachorro está pensando?”; “Por que ele decidiu fugir?”.

Essas pausas contribuem para a compreensão global do texto e são uma oportunidade de verificar quais estudantes estão acompanhando o enredo com facilidade e quais precisam de um apoio maior.

Sugestão para o professor

• SELBACH, Simone (org.). Língua portuguesa e didática . Petrópolis: Vozes, 2010. (Coleção Como Bem Ensinar).

Nessa coletânea dedicada à formação de professores de Língua Portuguesa, são propostos vários caminhos para o ensino da língua. A obra mostra como o professor deve propor perguntas intrigantes como desafios à curiosidade e à inteligência dos estudantes. Assim, a apresentação de um tema deve sempre ser iniciada por questionamentos desafiadores.

29/09/25 14:38

estudantes que o conto que será lido traz a história de um cachorrinho que tem dificuldade em entender um comentário dos donos, pois não compreende o significado da palavra “peralta”.

Leia o conto até a seguinte frase: “Foi nesse momento que tomei uma decisão revolucionária”. Instigue a turma a verbalizar o que imaginam que acontecerá com o cachorro. Prossiga com a leitura, capriche na entonação e envolva os estudantes. Converse com os estudantes sobre o significado da expressão “decisão revolucionária”. Peça que

JULIA PONNICK

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 3. a) Auxilie os estudantes a concluir que o cachorro sentiu saudade do cuidado e do carinho de seus donos e que se viu perdido. Releia o texto novamente, fazendo pausas a cada parágrafo e perguntando o que compreenderam em cada passagem.

Atividade 3. c) Converse com os estudantes sobre a sonoridade da palavra “peralta”, que pode ter contribuído para a confusão feita pelo cachorro. Pergunte se eles já conheciam essa palavra e qual outro termo, para eles, é mais comum nesse contexto.

Chame a atenção dos estudantes para as reclamações do cachorro, presentes no sexto e sétimo parágrafos. Pergunte: “Como os cães deveriam ser tratados?”. Aproveite o momento para conversar sobre os riscos de animais abandonados e sobre a adoção responsável. Por fim, abra espaço para que os estudantes compartilhem suas impressões sobre o conto. Pergunte: “De que vocês mais gostaram na história?”; “Já se sentiram como o cachorro da história? Incompreendidos ou acusados injustamente?”; “Por que será que ele decidiu voltar para casa?”.

Essas perguntas ajudam a desenvolver a empatia e a compreensão de que os personagens podem refletir sentimentos humanos. Incentive os estudantes a relacionar a história com suas próprias experiências com animais de estimação, sentimentos de saudade ou situações de arrependimento.

1. Porque sentiu saudades do cuidado e do carinho dos donos, percebeu que estava perdido e encontrou um cartaz de procura com a sua foto, o que lhe deu a ideia de ficar no local para ser encontrado.

no conforto do meu cantinho, no olhar amoroso dos meus humanos. O problema era: como voltar? Eu já tinha perambulado tanto que nem sabia onde estava.

Foi então que avistei um cartaz em um poste com a minha foto e a frase:

“Procura-se nosso querido cãozinho! Recompensa!”

Naquele momento eu tive a melhor ideia da minha vida: fiquei parado bem ali, ao lado do poste, esperando ser reconhecido. Demorou um pouco (talvez porque eu estivesse imundo e com um cheiro, digamos, duvidoso, nada agradável), mas deu certo!

Perambular: andar sem destino certo, caminhar para qualquer direção.

Quando meus humanos me viram, correram e me abraçaram forte, com muito carinho, mesmo eu estando todo sujo. Ganhei coçadinhas na orelha, um banho quente, cuidados, cafuné e carinho, e… bom, a dieta ainda ficou de pé. Mas, agora, podem até deixar a porta aberta. Sei muito bem onde é o meu lugar: no aconchego do meu lar! DAQUI NÃO SAIO MAIS!

DUMONT, Sávia. Peralta? Eu? 17 abr. 2025. Disponível em: https:// saviadumont.wordpress.com/2025/04/17/peralta-eu/. Acesso em: 13 ago. 2025.

a) Por que o cachorro decidiu voltar para casa depois de fugir?

b) O que o cachorro quis dizer com a fala “Ah, a liberdade tinha um gosto delicioso!”?

Que ele estava gostando muito da vida fora de casa, sem regras e comendo o que encontrava.

c) Qual significado o cachorro deu para a palavra peralta ? Sublinhe o trecho que justifica sua resposta.

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que o cachorro entendeu

que a palavra peralta significava “perna alta”.

d) No começo da história, o cachorro fica bravo por ser chamado de peralta . No final, ele pensa diferente sobre sua casa. O que mudou na forma como o cachorro se sente?

No início, ele queria fugir porque não gostou de ser chamado de “peralta” e de ter de fazer dieta. No final, percebeu que gosta de sua casa, do carinho e dos cuidados que recebe, e que esse é o seu lugar.

Atividade complementar

Peça aos estudantes que, em duplas ou trios, produzam um cartaz com o tema “Procura-se”. Eles devem levar em consideração algumas das características do cãozinho mencionadas no texto. O cartaz deve ter um desenho do cachorro, seu nome e algumas características. Depois de prontos, exponha os cartazes em um mural na sala de aula.

JULIA PONNICK

4 Observe a página de um dicionário.

PERALTA. In: SARAIVA Júnior: dicionário da língua portuguesa ilustrado.

São Paulo: Saraiva, 2009. p. 295.

Texto de apoio

Atividade 4. O trabalho proposto nesta unidade tem por objetivo levar os estudantes a perceber que o dicionário reúne palavras de um idioma, define e identifica seus significados comuns e específicos, além de informar a grafia correta das palavras, sua classe gramatical, origem, entre outras informações pertinentes à tradição lexicográfica. Inicie a seção promovendo uma discussão sobre a utilidade do dicionário por meio de questões como: “Quem já consultou um dicionário?”; “Para que ele serve?”; “Ele funciona apenas para indicar o significado das palavras?”. Verifique se os estudantes sabem o significado do termo “verbete”. Peça-lhes que observem a diagramação da página do dicionário e notem que as palavras estão dispostas em colunas, em ordem alfabética. Pergunte: “Qual é a primeira e a última palavra desta página?”; “Por que a palavra ‘peralta’ está escrita na margem superior da página?”. É importante que os estudantes observem que essa palavra indica o primeiro verbete da página e que a palavra “pergunta” indica o último. Informe que essas palavras auxiliam a procura de outras, pois indicam que, naquela página, só poderão ser encontrados verbetes que estão entre elas.

25 29/09/25 14:38

Não há como falar de uso do dicionário em sala de aula sem considerar que a aquisição lexical está em jogo. A leitura e a aquisição de conhecimentos são duas atividades cognitivas interligadas e interativas. Por isso, é preciso que se observem procedimentos básicos para o uso do dicionário, de modo a motivar a consulta frequente, autônoma e voluntária do dicionário pela criança em fase escolar. Para tanto, estratégias para o uso eficiente do dicionário devem ser pensadas em termos de tipo de prática (em oposição à quantidade de prática), de sequência de procedimentos e de propósito de aprendizagem. O dicionário, constituído em seu cerne pela língua em seus aspectos lexicais e gramaticais, funciona como uma obra auxiliar à tarefa da leitura, porém é um gênero textual que requer muito mais do que decodificação: requer aprendizado, experiência, intimidade e destreza. CARVALHO, Orlene Lúcia de Sabóia; BAGNO, Marcos (org.). Dicionários escolares: políticas, formas & usos.

São Paulo: Parábola, 2011. p. 141-142.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 4. a) Antes de contornarem, peça aos estudantes que apontem a palavra e leiam seu significado.

Atividade 5. a e b) Para auxiliar os estudantes na identificação dos elementos estruturais do gênero verbete, é importante retomar com eles que as palavras podem ter mais de um significado. Lexicograficamente, cada significado corresponde a uma acepção. Em geral, quando há mais de uma acepção, cada uma é marcada numericamente como meio de delimitar as fronteiras entre os sentidos.

Atividade 5. c) Comente com os estudantes que alguns dicionários não diferenciam as acepções com número, mas com ponto e vírgula. É interessante questioná-los se, desse modo, a compreensão das fronteiras de sentido fica igualmente facilitada.

Atividade 5. d) Informe aos estudantes que, em alguns verbetes, logo após a palavra de entrada, há uma indicação do modo como devem ser pronunciados alguns vocábulos. Essa indicação refere-se à ortoepia, que, nos dicionários, indica o timbre das vogais tônicas quando estas não foram expressamente acentuadas.

Atividade 6. Chame a atenção dos estudantes para as palavras “peralta” e “pergunta” localizadas no alto da página e reforce a explicação da metodologia para localizar os verbetes no dicionário. Demonstre como essa disposição agiliza as pesquisas e aplica a ordem alfabética.

a) Contorne na página do dicionário o significado da palavra peralta

O conjunto de significados e informações relacionados a uma palavra no dicionário recebe o nome de verbete

b) Quantos verbetes há na página de dicionário reproduzida?

15 verbetes.

5 Releia o verbete.

5. b) Os estudantes devem sublinhar o segundo significado. Leve-os a perceber que o primeiro significado se refere necessariamente a uma criança e, no conto, a palavra se refere a um animal.

peralta (pe.ral.ta) s. 2 gên 1. Criança traquinas (A mãe não sabia o que fazer com mais dois peraltas em sua casa.); adj. 2. Gên 2. que não para quieto; traquinas, que faz travessuras (O menino peralta é um furacão: faz a maior bagunça por onde passa.).

PERALTA. In: SARAIVA Júnior: dicionário da língua portuguesa ilustrado. São Paulo: Saraiva, 2009. p. 295.

a) Quantos significados há nesse verbete? 2

b) Sublinhe no verbete o significado que a palavra peralta tem no conto.

c) Qual é a função dos números nesse verbete?

X Organizar os diferentes significados da palavra, facilitando a consulta.

Determinar qual dos significados é mais importante.

d) Esse verbete mostra a separação silábica da palavra peralta , destacando a sílaba tônica, isto é, a sílaba pronunciada com mais força.

• A finalidade de indicar a sílaba pronunciada com mais força é:

informar que essa palavra tem três sílabas.

X orientar a pronúncia correta da palavra.

6 Por que as palavras peralta e pergunta aparecem em destaque na margem superior da página de dicionário reproduzida?

Para buscar uma palavra no dicionário, é só seguir a ordem alfabética . Se diferentes palavras começarem com a mesma letra, consideramos a ordem alfabética pela segunda letra. Por exemplo: amigo, aranha e avô. Se a primeira e a segunda letras forem iguais, a ordem alfabética ocorrerá pela terceira letra, e assim por diante.

6. É importante que os estudantes observem que essas palavras indicam o primeiro e o último verbete da página e que elas auxiliam na busca de outras palavras.

Sugestão para o professor

• ALDÉ, Lorenzo. Dicionário: convite para jogar. 2005. Disponível em: https://educacaopublica. cecierj.edu.br/artigos/2/1/dicionario-convite-para-jogar. Acesso em: 6 out. 2025.

Nesse artigo, o professor poderá conhecer diversos jogos idealizados com base no uso do dicionário.

8. a) Resposta pessoal. O humor acontece porque se espera que o personagem esteja falando no sentido figurado ao dizer que “‘impossível’ não existe no meu dicionário”, ou seja, no sentido de demonstrar coragem. Mas ele está dizendo a frase ao pé da letra, pois mostra

7 Observe as palavras perfeito , perfume e perfil da página de dicionário reproduzida.

um dicionário de verdade que está sem as páginas da letra i

a) A ordem alfabética nessas palavras ocorre na: terceira letra.  quarta letra. X  quinta letra.

b) Escreva as palavras de cada grupo em ordem alfabética. • Registre qual letra foi considerada para ordenar as palavras.

furacão • fã • figo

Fã, figo, furacão.

Considerei a segunda letra

escova • escrita • escada

Escada, escova, escrita.

Considerei a quarta letra

8 Leia a tirinha.

BECK, Alexandre. Armandinho. c2025. Disponível em: https://www.tumblr.com/ tirasarmandinho/tagged/dicion%C3%A1rio. Acesso em: 13 ago. 2025.

a) O que você acha que deu humor à tirinha?

b) As páginas de qual letra viriam antes das que faltam no dicionário de Armandinho?

X As páginas da letra h.  As páginas da letra j.

c) E as páginas de qual letra viriam depois?

As páginas da letra g. X  As páginas da letra j.

Competência socioemocional

Autoconsciência

Atividade 7. a e b) Desafie os estudantes a organizar as palavras de cada grupo em ordem alfabética. O objetivo da atividade é verificar se os estudantes compreendem que, em palavras começadas com a mesma letra, observa-se a segunda, a terceira e assim por diante.

Informe aos pais ou responsáveis sobre as atividades que as crianças estão desenvolvendo com os dicionários. Ressalte que é fundamental que proponham momentos com elas de consulta ao dicionário, não só como forma de verificar o significado, mas também para consultarem a ortografia das palavras. Deixe claro aos pais ou responsáveis que devem levar as crianças a perceber que dúvidas quanto ao significado e à grafia de palavras também são comuns para adultos.

29/09/25 14:38

O trabalho com a tirinha auxilia na reflexão sobre a importância de cultivar a autoconfiança e a tolerância à frustração e ao estresse. A postura de Armandinho frente ao desafio demonstra autoconfiança, levando-nos a acreditar que o personagem é resiliente nos momentos de frustração, pois tem autoconfiança e acredita que alcançará seus objetivos.

Durante as discussões propostas, é importante construir com os estudantes um ambiente de respeito e confiança, promovendo a inclusão. Para isso, escute-os e valorize suas ideias. É provável que alguns deles sintam dificuldade em se expressar oralmente. Assim, procure diversificar as formas de participação e comunicação, considerando que o engajamento dos estudantes pode se manifestar de diferentes maneiras, por exemplo, por meio de expressões faciais, postura ao sentar-se, entre outras.

Atividade 8. Comente com a turma a mensagem da tirinha. Levante hipóteses sobre os possíveis significados da fala de Armandinho: “Impossível não existe no meu dicionário, Fê!”. Considere o texto verbal e não verbal. Mostre como podemos levar em conta o desafio da parede da escalada, a dificuldade em subi-la e os desafios que nos são impostos, como enfrentar um problema, fazer uma prova, vencer um medo. Leve os estudantes a concluir que, no segundo quadrinho, o fato de Armandinho comentar que a palavra “impossível’ não consta em seu dicionário remete a essa perspectiva otimista e autoconfiante sobre a vida.

OBJETIVOS

• Ler um verbete de dicionário ilustrado.

• Reconhecer a função das imagens em um verbete de dicionário ilustrado.

PLANO DE AULA

Divertidamente

Atividade 1. a e b) Comente que alguns dicionários apresentam imagens em alguns verbetes. Realize as atividades primeiro oralmente. Se achar conveniente, registre a conclusão da turma na lousa.

Atividade 2. Informe que as abreviaturas são reduções de palavras por meio da(s) qual(is) parte(s) da palavra equivale(m) a um todo. Desafie os estudantes a identificar a que palavras cada abreviatura equivale. Se achar conveniente, depois desta atividade, registre com os estudantes algumas abreviaturas mais comuns em uma folha de papel kraft ou cartolina e afixe-a em local visível para servir de consulta.

adj. = adjetivo

pl. =plural

s.f. = substantivo feminino

s.m. = substantivo masculino

v. = verbo

Sinôn. = sinônimo

Antôn. = antônimo

Auxilie os estudantes a realizar a pesquisa nos dicionários, levando-os a estabelecer conexões entre as abreviaturas, que podem aparecer de modo diferente daquele apresentado na atividade.

DIVERTIDAMENTE Verbete de dicionário

1 Leia o verbete a seguir.

a) Qual é o objetivo das imagens nesse verbete?

SÍMBOLO. In: DICIONÁRIO Houaiss ilustrado. São Paulo: Moderna, 2016. p. 448.

Espera-se que os estudantes concluam que as imagens ilustram o primeiro significado da palavra símbolo: desenho, objeto, pessoa etc. que representa ou sugere outra coisa.

b) O que essas imagens indicam?

Espera-se que os estudantes concluam que as imagens indicam assentos preferenciais, neste caso, destinados a gestantes e a pessoas idosas, respectivamente.

2 Escreva os significados das abreviaturas a seguir.

No dicionário, para economizar espaço, são usadas abreviaturas adj. adjetivo pl. plural

s.f. substantivo feminino v. verbo

Texto de apoio

Dica: Se precisar de ajuda, pesquise em dicionários a seção que explica as abreviaturas e símbolos.

De modo geral, há uma regularidade na organização do verbete de dicionário escolar, bem como há indicações formais que funcionam como chaves de leitura para os dados que o dicionário sistematiza. Uma forma de ajudar o aluno a encontrar as respostas a sua consulta é mostrar-lhe como se constitui um verbete e como ele deve ser lido. Dessa forma, o aluno pode perceber melhor tudo o que um dicionário oferece, e aproveitar os ensinamentos que estão relacionados a informações gramaticais e semânticas, além de outros aspectos da palavra em suas múltiplas contextualizações.

Todo verbete tem um padrão de estruturação que corresponde a uma espécie de código lexicográfico de larga tradição. Pode haver pequenas diferenças entre os dicionários, mas o padrão mínimo constitui-se de palavra-entrada, informação gramatical e informação semântica por meio da definição.

KRIEGER, Maria da Graça. Dicionário em sala de aula: guia de estudos e exercícios.  Rio de Janeiro: Lexikon, 2012. p. 28-29.

RODA DE LEITURA

Combinados para cuidar bem dos livros

Você e sua turma vão fazer várias rodas de leitura ao longo do ano. Dessa forma, vão conhecer muitos livros, autores e ilustradores. Além de serem lidos na escola, os livros das rodas poderão ser levados para casa e compartilhados com a família.

Leiam alguns combinados para cuidar bem dos livros.

Manuseiem o livro com as mãos limpas e secas.

risquem ou dobrem as folhas do livro.

Fiquem com o livro durante o tempo combinado. Se precisarem de mais tempo, combinem com o professor. 3

Ao longo do ano, o professor vai abrir espaço para que vocês recomendem, oralmente ou por escrito, livros que tenham lido e dos quais gostaram.

Nesses momentos, é importante destacar o que chamou a atenção de vocês no livro e que possa despertar o interesse de outros leitores.

• O professor vai distribuir uma ficha de leitura para que cada estudante anote nela a data em que leu o livro, o título dele e registre sua apreciação. Nessa ficha, haverá espaço, também, para que registrem os livros que indicaram aos colegas. 1

OBJETIVOS

• Selecionar livros da biblioteca e/ou do cantinho da leitura da sala de aula para leitura individual, na escola ou em casa.

• Recomendar livros aos colegas.

• Ler, de forma autônoma, textos literários de diferentes gêneros e extensões.

• Estabelecer preferências por gêneros textuais, temas e autores.

• Valorizar a leitura como fonte de prazer e entretenimento.

• Manusear livros com cuidado.

exemplo, de indicar uma obra a um colega. Assim, terão a oportunidade de conversar sobre o que leram. Elabore um modelo de ficha de leitura e distribua aos estudantes. A ficha deve conter espaço para anotarem o título do livro, a data em que terminaram a leitura, as opiniões sobre o livro e os livros que indicaram aos colegas. Essa ficha poderá ser colada no caderno e usada durante todo o ano como uma espécie de “memória do leitor”. Ao final de cada bimestre, é interessante retomar a ficha e incentivar cada estudante a ler os títulos dos livros lidos e a comentar quais consideraram mais interessantes, justificando a resposta.

Texto de apoio

Quais são as vantagens para os educadores incentivarem a leitura?

• Com uma única frase o leitor fica um ser mais amável e companheiro (aquele que compartilha o pão) das pessoas e do meio ambiente.

[...]

• O leitor aperfeiçoa o senso crítico.

• O leitor elabora melhor os seus pensamentos, e essa elaboração mental, adquirida pela leitura, acaba repercutindo na fala e na escrita de maneira enriquecedora.

[...]

PLANO DE AULA

Roda de leitura

14:38

A Roda de leitura tem por objetivo desenvolver uma comunidade leitora; assim, deve ser uma ocasião na qual os estudantes tenham a oportunidade de compartilhar momentos de prazer e diversão com os livros que leram. É fundamental, desse modo, organizar atividades em que eles escolham os livros que mais lhes chamaram a atenção para ler na escola ou em casa com a família. Incentive-os a exercitar a leitura com objetivo, por

• O leitor tem seu universo linguístico ampliado, o que, certamente, fará com que pense, escreva e fale com fluência e naturalidade.

[...]

• Além do que o leitor tem a chave do mundo nas mãos e a humildade de saber usá-la nos momentos certos.

RIBEIRO, Jonas. Colcha de leituras: unindo amores, alinhavando leitores. São Paulo: Elementar,  2002. p. 11-12.

Não

OBJETIVOS

• Revisar o conceito de substantivo.

• Reconhecer os conceitos de substantivo comum e próprio.

• Identificar situações em que são usadas letras inicias maiúsculas.

• Interpretar imagem.

PLANO DE AULA

Retomar e avançar

Atividade 1. Oriente os estudantes a ler a tirinha observando o texto verbal e o não verbal. Explore coletivamente a interpretação e as diferentes percepções sobre a tirinha.

Atividade 1. a e b) Sugere-se que os estudantes realizem esta atividade de forma autônoma. No momento da correção, chame a atenção para o fato de que grafamos com inicial minúscula os substantivos comuns que identificam objetos, ideias e seres de uma mesma espécie de forma geral e sentimentos.

Atividade 2. Chame a atenção para o fato de que substantivos próprios serão sempre grafados com inicial maiúscula. Peça aos estudantes que falem nomes de países, cidades e de pessoas da turma. Anote os nomes na lousa, destacando a inicial maiúscula.

Comente que é comum que as histórias em quadrinhos sejam escritas em letra de imprensa maiúscula, por isso não foi feita a diferenciação de minúscula e maiúscula.

Texto complementar Passagem de nomes próprios a comuns – Não nos prendemos apenas à pessoa ou coisa nomeada; observamos-lhes qualidades e defeitos que se podem

RETOMAR E AVANÇAR

1 Leia a tirinha.

Substantivos comuns e próprios

LEITE, Pedro. Sofia e Otto: banco de quadrinhos: diferenças e semelhanças #189. 3 jul. 2022. Disponível em: https://sofiaeotto2.blogspot.com/search?updated -max=2022-09-20T19:59:00-07:00&max-results=17. Acesso em: 14 ago. 2025.

a) Escreva um substantivo:

• feminino que aparece nas falas.

Sugestão de resposta: pele.

• masculino que aparece nas falas.

Sugestão de resposta: óculos.

b) Como são chamados os substantivos que você escreveu?

Espera-se que os estudantes respondam que escreveram substantivos comuns.

2 Releia uma das falas da tirinha.

Eu gosto de azul e você de rosa

• Complete as frases com a palavra em destaque usando letra inicial maiúscula ou minúscula quando necessário.

O nome da minha tia é Rosa

A cor rosa é a minha favorita.

O cobertor de Clarice é rosa

Substantivo próprio é a palavra que usamos para nomear um ser específico dentro de um grupo. São escritos com inicial maiúscula. Substantivo comum é a palavra que nomeia objetos, ideias e seres. São escritos com inicial minúscula.

transferir a um grupo mais numeroso de seres. Os personagens históricos, artísticos e literários pagam o tributo de sua fama com o desgaste do valor individualizante do seu nome próprio que, por isso, passa a comum. Por esta maneira é que aprendemos a ver no Judas não só o nome de um dos doze apóstolos, aquele que traiu Jesus; é também a encarnação mesma do traidor, do amigo falso, em expressões do tipo: Fulano é um judas. [...]

Passam a substantivos comuns os nomes

próprios de fabricantes e de lugares onde se fazem ou se fabricam certos produtos: estradivários (= violino de Stradivárius), guilhotina (de J. Inácio Guilhotin), macadame (do engenheiro Mac Adam), sanduíche (do conde de Sandwich), havana (charuto; em Portugal havano), champanha (da região francesa Champagne), cambraia (da cidade francesa de Cambray).

BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. 39. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2019. p. 114.

5. a) Porque mostra que o Brasil também pode participar e conquistar resultados em esportes diferentes daqueles mais praticados aqui, representando o país em competições internacionais e inspirando outras pessoas.

3 Na escrita, que utilidade tem saber se a palavra é um substantivo próprio ou comum?

4 Leia o trecho da notícia. Espera-se que os estudantes concluam que uma das funções da aquisição desse conteúdo é decidir, no momento da escrita, se determinada palavra é grafada com letra inicial maiúscula ou minúscula.

https://olympics.com/pt/noticias/lucas-braathen-resultados-brasileiro-esqui-alpino

Lucas Pinheiro Braathen: confira os resultados do brasileiro na temporada do esqui alpino

Braathen é o primeiro brasileiro a conquistar uma medalha em competições globais de esportes de inverno. Acompanhe todos os resultados do atleta

Por Fernanda Lucki Zalcman

Atualizado em 27 de março de 2025

O Brasil tem um novo representante na Copa do Mundo de esqui alpino 2024/25. A partir de 27 de outubro, Lucas Pinheiro Braathen passou a competir com as cores verde e amarelo pela primeira vez.

O esquiador brasileiro Lucas Pinheiro Braathen, durante competição em Andorra, em 2023.

O campeonato acontece entre outubro de 2024 e março de 2025, com 21 etapas espalhadas pela Europa e Estados Unidos. Além da Copa do Mundo, Lucas Braathen também competirá no Mundial de esqui alpino em fevereiro [...].

ZALCMAN, Fernanda Lucki. Lucas Braathen: confira os resultados do brasileiro de esqui alpino. 27 mar. 2025. Disponível em: https://olympics.com/pt/noticias/ lucas-braathen-resultados-brasileiro-esqui-alpino. Acesso em: 14 ago. 2025.

a) Por que você acha que é importante para o Brasil ter atletas competindo em esportes de inverno, mesmo que esses esportes não sejam comuns em nosso país?

b) Sublinhe os substantivos próprios que aparecem no trecho da notícia.

c) Além dos substantivos próprios, que outras palavras começam com letra maiúscula nesse texto? Escreva.

O, A, Além.

• Por que essas palavras foram escritas com letra inicial maiúscula?

Porque estão no início das frases.

Observando para avançar

Avaliação formativa

Atividade 3. Incentive a turma a observar a importância da grafia correta do substantivo próprio, empregando a inicial maiúscula para evitar interpretações equivocadas dos textos. Traga outros exemplos de palavras que podem ser substantivos comuns ou próprios. Exemplo: Pedreira — município do estado de São Paulo — e pedreira — lugar ou rocha onde se extraem pedras.

É fundamental que os estudantes reconheçam a importância dessa classe de palavras e a diferenciação entre os substantivos próprios e comuns, tendo em vista, principalmente, o uso das iniciais maiúsculas e minúsculas.

Atividade 4. Ao realizar a leitura da notícia com a turma, destaque que esse gênero apresenta informações essenciais que devem ser observadas com atenção: o que aconteceu, onde ocorreu, quando se passou e quem esteve envolvido. Se possível, pesquise e mostre aos estudantes vídeos da perfomance do atleta em competições disponíveis em plataformas de streaming gratuitas, de modo a aproximar os estudantes de um esporte pouco conhecido no Brasil e enriquecer a compreensão da notícia.

29/09/25 14:38

Prepare folhas com diversas imagens: animais, objetos, personagens de desenhos animados, paisagens de cidades conhecidas. Divida a turma em duplas e peça que escrevam os nomes das imagens, empregando iniciais maiúsculas ou minúsculas, conforme se refiram a substantivos comuns ou próprios. Avalie o desempenho dos estudantes e, se necessário, organize exercícios de reforço.

Atividade 4. b) Peça aos estudantes que nomeiem os substantivos próprios antes de sublinhá-los. Pergunte: “O que nomeiam?”. Espera-se que os estudantes mencionem pessoa, continente, país e jogos.

Atividade 4. c) Retome com os estudantes a importância de organizarem a escrita distinguindo maiúsculas e minúsculas no início das frases.

OBJETIVOS

• Retomar o conceito de substantivo.

• Reconhecer os conceitos de substantivo primitivo e derivado.

• Empregar adequadamente o substantivo primitivo e o derivado.

PLANO DE AULA

Nossa língua

Atividade 1. Verifique os conhecimentos prévios dos estudantes sobre o conceito de substantivo. Explique que existem diferentes formas de classificá-los, entre elas quanto à origem — substantivos primitivos (que não derivam de outra palavra da língua) e substantivos derivados (formados com base em um substantivo primitivo da língua).

Atividade 1. a) Explore a capa do livro. Informe que a obra traz a história da chegada de um irmão mais novo, que causa confusão, pois parece querer roubar tudo do irmão mais velho — espaço, brinquedos e atenção. O irmão mais velho, inicialmente, fica triste com a situação, sentindo-se prejudicado. A história mostra como eles aprendem a conviver, explora a importância da afetividade e da construção de laços fraternais. Se for possível, leve o livro para a Roda de leitura.

Atividade 1. b e c) Desafie os estudantes a responder à atividade. Incentive aqueles com maior dificuldade para que se sintam motivados a ampliar o vocabulário.

Atividade 2. Solicite a leitura oral das palavras. Depois, pergunte: “A que classe gramatical pertencem?”. Espera-se que os estudantes concluam que todas são substantivos. Organize a turma em duplas e peça que agrupem os substantivos da mesma família usando cores diferentes. Peça que justifiquem as escolhas.

NOSSA LÍNGUA

Substantivos primitivos e derivados

1 Observe a capa deste livro, que conta a história de uma menina que aprende uma palavra bem grande.

a) Quais substantivos formam o título do livro?

Espera-se que os estudantes respondam que os substantivos são palavrinha e palavrão.

• Qual substantivo dá origem a eles?

Espera-se que os estudantes respondam que o substantivo é palavra

b) Escreva uma palavra grande que nomeia algo pequeno.

Sugestões de resposta: formiga/pernilongo/libélula/apontador/percevejo.

c) Agora, escreva uma palavra pequena que nomeia algo grande.

Sugestões de resposta: sol/lua/boi/trator/baleia/jato/mar/céu/rio.

2 Ligue os substantivos que pertencem à mesma família.

festa pescaria pedreira pesca festival festança pedrinha pedra pescador

Dica: Para identificar as famílias, observe os substantivos que se parecem.

Os substantivos derivados são formados a partir de outras palavras. Exemplos: porta portaria, porteiro

Os substantivos primitivos não têm origem em outras palavras.

3 Complete o quadro com substantivos derivados.

Substantivo

Primitivo Derivado

flor

jardim

chapéu

dente

4 Leia o trecho do poema a seguir.

floresta, floreira, florzinha

jardineiro, jardineira

chapelaria, chapelão

dentadura, dentista

Palavrinha ou palavrão?

Huummmmmmm...

Tá sentindo um cheiro bom? É o pãozinho com manteiga Que a mamãe faz todo dia, Igual ao da padaria

Só que em vez de pôr na chapa Ela faz na frigideira, Ou então na sanduicheira. Bom demais, brincadeira!

Huummmmmmm

O pão dormido, murchinho, Fica bom, fica fresquinho. Croc-croc, tostadinho.

SÁ REGO, Karin; KONDO, Daniel. Palavrinha ou palavrão?

a) O texto descreve o preparo de um alimento de forma carinhosa e detalhada. Que alimento é esse e como ele é preparado?

b) Sublinhe os substantivos em destaque no poema de acordo com a legenda.

Os estudantes devem sublinhar de vermelho pão e sublinhar de azul pãozinho e padaria.

Substantivo primitivo.     Substantivo derivado 4. a) É o pãozinho com manteiga que a mãe faz. Ele pode ser preparado na frigideira ou na sanduicheira, deixando o pão dormido crocante e fresquinho.

São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2010. Não paginado. 33

Atividade 3. Solicite aos estudantes que façam a leitura oral do quadro e abra a discussão para que formulem a conclusão de forma coletiva. Seja o escriba da turma mediando o que já foi dito. Aquilo que falarem pode ser escrito na sistematização do conteúdo abordado.

Atividade 4. Peça aos estudantes que façam a leitura silenciosa do poema. Depois, faça a leitura oral e pergunte: “Qual o cheirinho que o eu lírico está sentindo?”; “Onde é feito o pão?”; “Por que é melhor que o da padaria?”. Espera-se que os estudantes

manteigueiro, manteigoso. Peça que digam qual é a palavra primitiva de sanduicheira (sanduíche).

Pergunte: “O que significa, no poema, a palavra ‘croc-croc’?”. Espera-se que os estudantes concluam que a palavra procura representar o som de um pão tostado ao ser partido ou mordido. Se achar conveniente, informe aos estudantes que “Huummmmmmm” não é uma onomatopeia, mas sim uma palavra que expressa um estado emocional. Vale ressaltar que se trata de uma interjeição.

Continue explorando o poema com perguntas como: “De acordo com o poema, é possível fazer um pão que não está fresquinho ficar gostoso? Como?”. Espera-se que os estudantes concluam que sim, pois, de acordo com o poema, basta passá-lo na frigideira ou esquentá-lo na sanduicheira para ele ficar tostado e gostoso. Comente que, no poema, a mãe aquece o pão e o reaproveita, ficando mais gostoso que o pão da padaria. Leve os estudantes a refletir sobre ações simples que podem evitar desperdícios.

Aproveite a oportunidade para conversar com os estudantes sobre a importância de reaproveitar alimentos em vez de descartá-los, evitando o desperdício.

29/09/25 14:38

respondam que o cheirinho delicioso é do pãozinho com manteiga, feito com carinho pela mamãe e que sai crocante e fresquinho da frigideira. Depois, peça aos estudantes que leiam as palavras em destaque e pergunte: “Essas palavras são da mesma família?”; “São substantivos?”; “Quais são substantivos primitivos?”; “E quais são derivados?”.

Só então peça que sublinhem as palavras de acordo com a legenda. Amplie a atividade pedindo aos estudantes que falem palavras derivadas da palavra manteiga , como manteiguinha, manteigueira, manteigaria,

PLANO DE AULA

Nossa língua

Atividade 5. a e b) Peça aos estudantes que leiam o texto em voz alta. É importante dirigir o olhar deles para o fato de que ter a imagem mental de algumas palavras primitivas, especialmente aquelas em que o uso de uma ou outra letra não é regrado, auxilia na escrita de palavras que delas sejam derivadas. Por exemplo, se as palavras sujo, lápis e caixa são grafadas, respectivamente, com j, s e x, as palavras derivadas (sujeira, lapiseira e caixote) conservarão essas letras.

Comente que o texto trabalha o humor, fazendo referências a elementos que não estariam presentes em um alimento, o que demonstra que o eu lírico não é uma grande cozinheira na verdade.

Atividade 6. Permita que os estudantes trabalhem o exercício com autonomia, para que possam desenvolver suas habilidades motoras. Aproveite o momento para circular entre as carteiras e analisar o desempenho dos estudantes em relação à postura na hora da escrita e à pega trípode do lápis.

Observando para avançar

Avaliação formativa

Organize os estudantes em grupos e forneça, para cada um deles, cartões com imagens diversas, como pedra, boneca, bola, mesa, flor.

Peça aos estudantes que criem uma lista de palavras derivadas considerando a figura em destaque. Estabeleça um tempo.

Ao término do intervalo, os grupos elegerão um escriba para registrar na lousa o conjunto de palavras encontradas para determinada figura. A cada rodada, vence o grupo com o maior número de palavras grafadas corretamente.

5 Complete as palavras do poema com uma das letras indicadas. Vamos fazer uma caldeirada rimada?

Vou fazer uma comida de primeira, pois sou ótima cozinheira. Essa sopa caseira vai levar: um punhado de su j eira um grafite de lapi s eira e um cai x ote de besteira. Quer provar?

[...]

VAMOS fazer uma caldeirada rimada? 15 fev. 2025. Disponível em: https://brisaseducativas. wordpress.com/2025/02/15/vamos-fazer-uma -caldeirada-rimada/. Acesso em: 20 ago. 2025.

a) Você achou o poema engraçado? Por quê? Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes percebam que há humor porque a receita usa ingredientes absurdos.

b) Os substantivos que você completou são derivados dos substantivos primitivos sujo, lápis e caixa

• Conhecer os substantivos primitivos das palavras que você completou ajuda a decidir com quais letras elas devem ser escritas? Por quê?

Espera-se que os estudantes concluam que, ao conhecer a grafia das palavras sujo, lápis e caixa, é possível perceber que os substantivos derivados conservam as mesmas letras j, s e x, respectivamente.

c) Agora, reescreva as palavras que você completou no poema. Sujeira, lapiseira, caixote.

6 Escreva os substantivos primitivos das palavras a seguir. sapateiro sapato peixaria peixe sorveteria sorvete geladeira gelo

Incentive a troca de escribas e a competição respeitosa.

Lembre-se de que a avaliação formativa pode se dar por meio de jogos, dinâmicas, produção de portfólios, entre outras atividades. Analise o desempenho da turma e, se necessário, proponha atividades extras para fixação do conteúdo.

2 APRENDER É DIVERTIDO!

LEITURA Verbete poético

1 Leia os versos.

Pé e chulé. Combina e rima.

Goiabada com queijo. Combina, mas não rima.

Fantasia e alegria. Combina e rima.

DUMONT, Sávia. Brincar com rimas é uma delícia! 15 jan. 2025. Disponível em: https://saviadumont.wordpress.com/2025/01/15/brincar-com-rimas-e-uma-delicia/. Acesso em: 20 ago. 2025.

a) Copie as palavras que rimam. pé/chulé

fantasia/alegria

b) Por que goiabada combina com queijo?

Incentive os estudantes a escrever o que sabem sobre a combinação goiabada e queijo, se gostam dela e se têm o hábito de consumi-la. Essa combinação também é conhecida como Romeu e Julieta e se popularizou no Brasil no século XX.

OBJETIVOS

• Reconhecer a função de elementos não verbais como produtores de sentido.

• Antecipar informações sobre o texto que vai ler.

• Reconhecer a diferença entre verbetes de um dicionário tradicional e de verbetes poéticos.

• Reconhecer o público-alvo de uma publicação.

PLANO DE AULA

Leitura

alguém já comeu queijo com goiabada e se conseguem pensar em outros alimentos que combinam quando ingeridos juntos.

Destaque a sonoridade das palavras. Chame a atenção para as ilustrações e incentive os estudantes a verbalizar os elementos que se referem ao universo infantojuvenil, percebendo a importância da ilustração como forma de transmitir uma mensagem. Converse com os estudantes sobre o significado das palavras combinar e rimar. Combinar significa ajustar, estabelecer uma regra, e rimar é juntar sons semelhantes. Peça que falem para o grupo coisas que, na opinião deles, combinam, mas não rimam.

Informe então que eles irão produzir combinações como queijo e goiaba, que combinam, mas não rimam. Explique que as combinações não precisam ser necessariamente com alimentos, mas com associação de ideias, sentimentos, objetos etc. Se necessário, ajude-os com exemplos: sol e piscina, chuva e guarda-chuva, frio e cobertor.

Ajude os estudantes a exercitar a atenção. Incentive-os a observar os detalhes nos fenômenos que os cercam. Mostre que é nas práticas sociais, em situações linguisticamente significativas, que se dá a expansão do pensamento, a capacidade do uso da linguagem e a construção ativa de se dominar diferentes padrões da fala e da escrita.

14:38

Atividade 1. Peça aos estudantes que observem as imagens. Antes da leitura das estrofes, combine com os estudantes que eles deverão ouvi-las atentamente. Leia em voz alta, com ritmo e entonação adequados, de modo que os estudantes percebam as rimas pé e chulé e fantasia e alegria. Pergunte: “O que essas duplas têm em comum?”. Depois, pergunte por que queijo e goiabada combinam, mesmo não rimando. Abra espaço para que comentem se

Após a atividade, abra espaço para que compartilhem suas produções.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 2. Peça aos estudantes que façam primeiro uma leitura silenciosa dos verbetes poéticos para depois executarem a leitura em conjunto. Convide os estudantes a realizar a leitura de forma expressiva. Essa atividade auxilia a praticarem a fluência em leitura oral, com velocidade, precisão e prosódia.

Faça desse momento uma atividade envolvente e lúdica. Executem uma primeira leitura em conjunto, conversem sobre os aspectos que podem ser aperfeiçoados, como ritmo, entonação, volume de voz, pausas. Depois, repitam a declamação.

Essa prática é importante, pois permitirá que estudantes mais tímidos participem da leitura oral sem exposições individuais. O exercício fortalece também a valorização do fazer coletivo.

Chame a atenção para a organização do texto e comente a ordem alfabética na disposição dos verbetes. Converse sobre como a autora pretendeu trazer musicalidade compondo rimas.

Pergunte se os estudantes desconhecem alguma palavra, incentive-os a definir o verbete, caso haja dúvidas.

Texto de apoio

O léxico no dicionário [...] Ninguém se depara, no uso cotidiano de uma língua, com todas as suas palavras.

O que de fato testemunhamos, nas diferentes situações de comunicação, é o vocabulário efetivamente empregado por cada usuário com que temos contato. Nesse vocabulário, há termos de uso comum, que todos, em princípio, dominam; outros são usados e/ou conhecidos apenas em determinadas circunstâncias.

c) Escreva duas coisas que combinam, mas não rimam.

Sugestões de resposta: sono e colchão, aniversário e brigadeiro, bola e futebol, praia e sol, flor e jardim, pipoca e cinema, mão e luva, vaca e capim, galinha e milho etc.

2 Leia o poema com os colegas e o professor.

Alfabeto de emoções e encantos

Abraço: abraço apertado, carinho compartilhado.

Bolo: bolo de fubá, delícia de saborear.

Carinho: carinho com cafuné, aconchego da cabeça ao pé.

Dança: dança animada, alegria escancarada.

Estrela: estrela cadente, desejo da gente.

Férias: férias no verão, descanso pro coração.

Gargalhada: gargalhada alta, alegria não falta.

Histórias: histórias contadas, memórias guardadas.

Inverno: inverno com cobertor, abraço que dá calor.

Jujuba: jujuba colorida, doce que encanta a vida.

Ketchup: ketchup na batata, delícia que arrebata.

Livro: livros na estante, sonhos a todo instante.

Música: música favorita, alma que se agita.

Noite: noite estrelada, magia encantada.

Escancarado: algo que está muito exposto.

[...] Assim, nenhum falante é capaz de empregar ou mesmo reconhecer e compreender todas as palavras de sua língua, nem dominar todos os recursos de comunicação e expressão de que elas dispõem. Mas é essa experiência individualmente limitada com os vocábulos que nos permite apreender sua natureza e estrutura e entender de que maneira funcionam, em nossa língua, os mecanismos que nos permitem criar e utilizar palavras. [...]

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Com direito à palavra: dicionários em sala de aula. Brasília: Secretaria de Educação Básica, 2012. p. 11.

Omelete: omelete fofinho, sabor caseirinho.

Pipoca: pipoca estourada, sessão preparada.

Queijo: queijo com goiabada, dupla apaixonada.

Respeito: respeito sem preconceito, cada um tem um jeito.

Sorvete: sorvete colorido, sorriso garantido.

Tarde: tarde preguiçosa, soneca gostosa.

União: união fortalece e tudo acontece.

Vento: vento no rosto, liberdade com gosto.

Wi-fi: wi-fi sem falhar, é alívio no ar.

X-burguer: x-burguer gigante, lanche chocante.

Yoga: yoga pra relaxar, equilíbrio a buscar.

Zzz: zzz… no cochilo, sono tranquilo…

RODRIGUES, João. Alfabeto de emoções e encantos. 19 fev. 2024. Texto alterado para fins didáticos. Disponível em: https://antenados.com.br/bem-vindo-ano-letivo/. Acesso em: 12 ago. 2025.

a) Quantos versos tem o poema que você leu?

O poema tem 26 versos.

• Por que o poema tem essa quantidade de versos?

Incentive os estudantes a perceber que o autor escreve um verso para cada letra do alfabeto com uma palavra que inicia com a letra correspondente.

b) Qual palavra do poema você achou mais interessante? Por quê?

Resposta pessoal.

c) Crie um verbete rimado com a palavra de que você mais gostou.

Produção pessoal.

Sugestão para os estudantes

Aproveite a oportunidade para retomar com os estudantes que as letras k , w e y foram incorporadas ao alfabeto da língua portuguesa e que, em geral, aparecem em abreviaturas, nomes próprios e palavras de origem estrangeira. Esse é um bom momento para lembrar que a língua está em constante transformação, acompanhando mudanças culturais, sociais e tecnológicas. Mostre aos estudantes que essas letras aparecem com frequência em situações atuais, especialmente no contato com outras línguas. Converse sobre as palavras escolhidas para representar essas letras. Explique que a ampliação dos meios de comunicação e o intercâmbio cultural fazem com que novos termos ingressem em nosso idioma. Algumas dessas palavras acabam sendo adaptadas e ganham uma versão abrasileirada, como ocorre com “x-burguer”, enquanto outras se incorporam diretamente ao vocabulário, principalmente quando ligadas à tecnologia e à cultura global, como “wi-fi” e “yoga”. Esse diálogo ajudará os estudantes a perceber como a língua se enriquece e se atualiza continuamente.

Atividade 2. a e b) Conte com os estudantes a quantidade de versos do poema. Em seguida, possibilite uma conversa entre todos os estudantes, para que cada um possa indicar e explicar qual verbete do poema mais gostou.

29/09/25 14:38

• FALCÃO, Adriana. Mania de explicação. Ilustrações de Mariana Massarani. São Paulo: Moderna, 2001. (Coleção Salamandra).

Nesta obra, a autora “explica” algumas palavras que às vezes são de difícil compreensão para aqueles que estão começando a entender o mundo.

Atividade 2. c) Peça a cada estudante que leia o verbete rimado que foi criado com base na palavra que mais gostaram. É importante que se sintam seguros para apresentá-los e que compreendam a estrutura da rima, ou seja, a necessidade de terminações iguais ou bastante similares fonética e graficamente.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 3. Demonstre para os estudantes que o texto tem a estrutura de uma página de dicionário, porém não convencional. Com base nas definições, é possível perceber também que o texto é destinado ao público infantojuvenil e que as palavras e o significado atribuído a elas estão, na maioria, de acordo com esse universo. Destaque a linguagem poética do texto, o uso de rimas, o ritmo.

Atividade 4. O objetivo da questão é fazer com que os estudantes percebam que a autora empregou a estrutura do gênero textual verbete para compor uma obra literária, cujo objetivo é entreter e levar o leitor a ampliar o significado das palavras.

3 O poema Alfabeto de emoções e encantos tem alguma semelhança com um dicionário tradicional de língua portuguesa? Explique.

Espera-se que os estudantes concluam que, no poema, as palavras iniciais de cada verso também estão organizadas em ordem alfabética.

• O que há de diferente entre esse poema e um dicionário tradicional?

Espera-se que os estudantes mencionem que o poema não apresenta verbetes com os seus possíveis significados, como em um dicionário tradicional. O poema faz associações livres, lúdicas e poéticas, empregando letras, palavras, inclusive formando rimas.

4 Leia as alternativas com os colegas e o professor. Todos da turma devem marcar juntos as afirmações verdadeiras sobre o poema Alfabeto de emoções e encantos.

X As palavras aparecem no poema de acordo com a ordem alfabética.

O po ema apresenta palavras e seus significados reais, como os verbetes e suas definições em um dicionário.

X O autor do po ema associa cada palavra a algo que pode trazer uma lembrança, algo que é gostoso de comer, alguma coisa que é legal de fazer, entre outras possibilidades.

O poema apresenta os significados reais das palavras que iniciam cada linha.

• Justifique o que você marcou como verdadeiro. Depois, comente as alternativas que considerou falsas. As justificativas devem estar de acordo com o que o poema apresenta.

5 Releia o verso a seguir.

Vento: vento no rosto, liberdade com gosto.

RODRIGUES, João. Alfabeto de emoções e encantos 19 fev. 2024. Texto alterado para fins didáticos. Disponível em: https://antenados.com.br/bem-vindo-ano-letivo/. Acesso em: 12 ago. 2025.

a) Agora, leia alguns dos significados do verbete gosto.

Gosto [ô] s.m. 1. Característica de alguma coisa que agrada ou desagrada quando se coloca na boca: sabor — Essa fruta tem um gosto bom 2. Sentido pelo qual se percebem as diferenças dos alimentos que se colocam na boca: paladar — É o gosto que indica se uma sopa está insossa ou salgada. 3. Estado de contentamento de quem gosta: agrado, prazer, satisfação — Eu tenho gosto em que eles sejam amigos. […]

GOSTO. In: MATTOS, Geraldo. Dicionário júnior da língua portuguesa. São Paulo: FTD, 2009. p. 377.

b) Sublinhe no verbete o significado que mais combina com o sentido que a palavra gosto tem no verso que você leu.

6 Releia mais um verso.

Abraço: abraço apertado, carinho compartilhado.

RODRIGUES, João. Alfabeto de emoções e encantos. 19 fev. 2024. Texto alterado para fins didáticos.Disponível em: https://antenados.com.br/bem-vindo-ano-letivo/. Acesso em: 12 ago. 2025.

• O que a expressão “abraço apertado” lembra? Você pode marcar mais de uma alternativa.

X amor X  conforto  dor

7 Releia este verso e observe a expressão sublinhada.

Bolo: bolo de fubá, delícia de saborear.

RODRIGUES, João. Alfabeto de emoções e encantos. 19 fev. 2024. Texto alterado para fins didáticos. Disponível em: https://antenados.com.br/bem-vindo-ano-letivo/. Acesso em: 12 ago. 2025.

a) Qual destas expressões poderia substituir a expressão sublinhada?

X bolo de maracujá   pudim de tapioca   torta de maçã

• Por que você escolheu essa resposta?

Espera-se que os estudantes comentem que a primeira palavra da expressão deve iniciar com a letra b

Texto de apoio

Dicionários on-line

Atividade 5. Retome com os estudantes que, para auxiliar na identificação dos recursos formais organizadores de um verbete, é sempre importante lembrar que as palavras podem ter mais de um significado. Lexicograficamente, cada significado corresponde a uma acepção.

Atividade 5. a e b) Em geral, quando há mais de uma acepção, cada uma é marcada numericamente como meio de delimitar as fronteiras entre os sentidos.

Comente com os estudantes que alguns dicionários não diferenciam as acepções com número, mas com ponto e vírgula. É interessante questioná-los se, desse modo, a compreensão das fronteiras de sentido fica igualmente facilitada.

Atividade 6. Aproveite para conversar com os estudantes sobre as emoções e a simbologia de um abraço.

Atividade 7. Comente com os estudantes que o texto trabalha com verbetes poéticos, daí a importância de a substituição manter a rima, responsável pelo ritmo e sonoridade do texto.

Aproveite para relembrar que, como já foi visto em momentos anteriores, na fala, muitas vezes não pronunciamos a letra r final dos verbos no infinitivo, o que nos permite rimar fubá ou maracujá com saborear

29/09/25 14:38

[...] A consulta é extremamente rápida: digitada a palavra o usuário tem acesso imediato ao verbete, sem a necessidade das antigas estratégias de consulta por ordem alfabética. Alguns dicionários inclusive oferecem opções alternativas caso a palavra tenha sido digitada de uma forma incorreta, o que pode às vezes facilitar a localização de palavras cuja ortografia seja desconhecida. Essas facilidades de consulta talvez expliquem por que alguns dos dicionários mais tradicionais já sejam vendidos com a cópia digital acoplada à impressa. [...]

BRAGA, Denise Bértoli. Ambientes digitais: reflexões teóricas e práticas. São Paulo: Cortez, 2013. p. 102.

OBJETIVOS

• Reconhecer a função de elementos não verbais como produtores de sentido.

• Antecipar informações sobre o texto que vai ler.

• Reconhecer a diferença entre verbetes de um dicionário tradicional e de um dicionário informal — verbete poético.

• Reconhecer o público-alvo de uma publicação.

PLANO DE AULA

Comparando textos

Atividade 1. a e b) Retome com seus estudantes as características do verbete em destaque na atividade que mostram que integra um dicionário tradicional. Oriente-os a sublinhar o trecho que explica o significado da palavra, destacando que o verbete é objetivo e tem caráter informativo. Aproveite para conversar com a turma sobre a estrutura do verbete: a palavra em destaque, a abreviação da classe gramatical, a definição e a divisão silábica.

Atividade 2. Peça aos estudantes que releiam o trecho do poema que também aborda a palavra sorvete . Oriente-os a contornar a parte do verso que descreve o sorvete, comentando que, nesse caso, o sorvete é descrito com base em características e sensações experimentadas pelo eu lírico. Portanto, não se trata de um texto informativo, pois seu objetivo é entreter, divertir e até emocionar, uma vez que mexe com nossos sentidos.

COMPARANDO TEXTOS

1 Leia o verbete de dicionário.

Verbete de dicionário e verbete poético

Sorvete sm. Pasta congelada, feita com suco de frutas ou leite e outros ingredientes Sor.ve.te

SORVETE. In: MATTOS, Geraldo. Dicionário júnior da língua portuguesa. São Paulo: FTD, 2009. p. 692.

a) Agora, sublinhe o trecho que explica o significado do verbete.

b) O trecho do verbete que você sublinhou é um texto: X informativo.  poético.  científico.

2 Releia um trecho do poema Alfabeto de emoções e encantos

Sorvete: sorvete colorido, sorriso garantido.

RODRIGUES, João. Alfabeto de emoções e encantos. 19 fev. 2024. Texto alterado para fins didáticos. Disponível em: https://antenados.com.br/ bem-vindo-ano-letivo/. Acesso em: 12 ago. 2025.

a) Contorne no trecho a palavra que aparece logo após a palavra sorvete.

3 Compare o verbete de dicionário com o verbete poético e marque as características de cada um.

Verbete de dicionário Verbete poético

Explica o significado de uma palavra. x

Apresenta rima. x

É um texto informativo. x

Pode ter o objetivo de entreter o leitor. x

Apresenta abreviaturas. x

Começa com uma palavra em destaque. x x

Aborda sensações e sentimentos despertados pela palavra. x

Atividade 3. Organize uma discussão coletiva, comparando o verbete de dicionário e o verbete poético. Proponha aos estudantes que indiquem semelhanças e diferenças entre os textos, observando características como finalidade, estilo, presença de rima, uso de abreviaturas, tratamento da palavra em destaque e abordagem de sentimentos. Utilize a tabela comparativa proposta na atividade para sistematizar essas observações, reforçando a compreensão sobre como diferentes gêneros textuais abordam o mesmo tema de maneiras distintas.

COM QUE LETRA?

Palavras com ç ou ss

1 Leia as palavras a seguir em voz alta.

1. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que, em caso de dúvida, é preciso consultar fontes como dicionários e gramáticas.

a) Qual é o som semelhante em todas essas palavras?

O som /s/ que aparece nas palavras grafadas com ç e ss pressa • miçanga • caçula • profissional

b) O dicionário pode ajudar em caso de dúvidas na escrita de palavras com ss e ç?

2 Leia as palavras primitivas e complete as palavras derivadas com ss ou ç. Palavras primitivas não são formadas por outras palavras e são base para a formação de outras palavras. Já as palavras derivadas são formadas a partir de palavras primitivas. Por exemplo, pedra (palavra primitiva) e pedreiro (palavra derivada), casa e caseiro ou caseira, entre outras.

pássaro   pa ss arada, pa ss arinho, pa ss aredo

açúcar   a ç ucarar, a ç ucareiro, a ç ucarado

grosso   engro ss ar, gro ss eria, gro ss eiro

• O que você observou ao completar os grupos A , B e C?

Espera-se que os estudantes observem que as letras ss ou ç das palavras primitivas permanecem nas palavras derivadas.

3 Complete as frases com palavras derivadas das palavras que estão em destaque.

a) O açúcar do açucareiro já acabou.

b) Coloquei gesso no braço. Ficarei com o braço engessado por um mês.

c) Coloque a calça azul na mala e o calção de banho também, viu?

d) A torta leva 30 minutos para assar . Então já deve esta r assada .

Atividade complementar

Jogo: A letra da vez

OBJETIVOS

• Distinguir a relação entre som e grafia de ç e de ss em diferentes contextos.

• Identificar o uso correto de ç e de ss na escrita.

PLANO DE AULA

Com que letra?

Em nosso sistema de escrita, o som /s/ pode ser notado por vários grafemas: s, ss, c, x, xc, ç, sc, sç, z. A inexistência de uma correspondência única e direta entre sons e letras se justifica pelo fato de que a nossa ortografia não se baseia somente no registro da língua falada, mas também no registro e na etimologia das palavras.

Atividade 1. Ressalte a importância da consulta ao dicionário sempre que houver dúvida na hora de grafar corretamente palavras com o som /s/.

Atividade 2. Mais uma vez, o trabalho com palavras primitivas e palavras derivadas ajuda na hora de decidir que letras usar para representar o som /s/. Será interessante dar outros exemplos de palavras primitivas com ss e ç. Sugestões: assar (assado, assava, assou); agressão (agressivo, agressor, agressividade); laço (lacinho, laçado); caça (caçador, caçada).

29/09/25 14:38

Forme uma roda com todos os estudantes. Escolha uma letra, e cada estudante deve formar uma frase em que ocorra uma palavra com a letra sugerida. É interessante escolher letras em estudo na seção. Caso o estudante não saiba, deve deixar sua posição na roda e o próximo deve dizer uma frase com a letra sugerida ao colega que saiu. As palavras não podem ser repetidas. Vence quem permanecer na roda e conseguir formar a última frase. Os estudantes que forem saindo prosseguem como escribas, anotando as palavras que vão sendo ditas pelos demais.

Atividade 3. Leia as frases em voz alta sem as palavras que as completam. Chame a atenção dos estudantes para a palavra em destaque em cada frase. Incentive que as completem oralmente, assim, no momento da escrita, poderão se ocupar de que letras usar e em que ordem. Amplie a atividade escrevendo na lousa frases com lacuna para que os estudantes completem com palavras derivadas, ou seja, da mesma família das que estão entre parênteses.

OBJETIVOS

• Desenvolver os procedimentos de escrita: planejamento, escrita, revisão, reescrita e edição.

• Produzir verbete de dicionário literário.

• Produzir ilustrações pertinentes ao tema.

PLANO DE AULA

Produção escrita

Retome o poema Alfabeto de emoções e encantos como inspiração e converse sobre o humor e a criatividade presentes nas definições. Informe os estudantes que criarão um dicionário intitulado Palavras para brincar, com significados engraçados e interessantes para palavras escolhidas por eles, destinado à turma do 3o ano. Ressalte que ter um público-alvo dá sentido à produção, que vai além de uma atividade escolar. Combine coletivamente se a produção será manuscrita ou feita no computador e oriente-os a planejar o que escrever e as ilustrações que acompanharão cada texto. As ilustrações podem ser feitas à mão ou em programas de edição, incluindo fotografias ou montagens.

1. e 2. Faça o sorteio das letras e acompanhe a escolha das palavras. Oriente os estudantes a escolher palavras das quais dominem o significado e que possam ilustrar com mais facilidade. Distribua uma letra por estudante. Garanta que todas as letras possíveis estejam contempladas e que os estudantes conheçam palavras iniciadas por ela.

3. Caso a produção seja realizada sem o auxílio do computador, oriente-os a escrever as frases no rascunho em uma folha de papel avulsa e a fazerem o esboço da ilustração.

Veja orientações na seção Plano de aula

PRODUÇÃO ESCRITA Dicionário divertido

Você e os colegas vão elaborar um dicionário muito especial. O título do dicionário será Palavras para brincar! O dicionário elaborado será doado para uma turma do 3o ano.

1. O professor vai sortear uma letra para cada estudante.

2. Escolha uma palavra que comece com a letra que o professor sorteou para você.

3. Em uma folha de papel avulsa, escreva a palavra que você escolheu.

4. Escreva uma definição para essa palavra. Essa definição pode ser divertida ou estar relacionada com uma sensação que a palavra escolhida causa em você.

Dica: Consulte um dicionário para tirar dúvidas de ortografia da palavra que você quer escrever.

5. Com a ajuda do professor, construa um mapa mental para organizar a estrutura do verbete que você vai elaborar.

No mapa, organize:

• o termo de entrada (a palavra que será registrada no verbete);

• a classe gramatical (substantivo, adjetivo, verbo etc.);

• o significado da palavra;

• exemplos de uso;

• outras informações que podem aparecer no verbete (sinônimos, origem da palavra, plural etc.).

Dica: Mapa mental é uma forma de organizar as ideias por meio de palavras-chave ligadas por setas ou ramos. Ele ajuda a visualizar melhor os assuntos e a pensar antes de escrever. Você pode fazer seu mapa em papel ou com uma ferramenta digital. O professor vai explicar como podem fazer.

6. Faça um rascunho do texto em uma folha de papel avulsa. O professor pode dar dicas para melhorar o texto.

7. Ao finalizar a escrita do verbete, destaque a palavra com caneta ou lápis colorido. Escreva a definição ao lado da palavra e faça um desenho para ilustrar seu texto. Observe os exemplos na página a seguir.

4. Abra espaço para que os estudantes comentem o que aprenderam sobre dicionários. Destaque os elementos que aparecem no verbete: o termo de entrada (em negrito ou em destaque), a classe gramatical, a definição (uma ou mais acepções), exemplos de uso da palavra, outras informações que podem aparecer (sinônimos, origem etimológica, plural, pronúncia).

5. Comente com os estudantes que conhecer a estrutura do verbete de dicionário é importante para a construção do verbete poético, pois as informações apresentadas podem

ser fontes de inspiração para a criação do verbete poético. Em seguida, registre o mapa mental na lousa ou em uma cartolina. Incentive os estudantes a verbalizar cada núcleo. Caso necessário, complemente com verbetes do dicionário para ilustrar. Será interessante usar cores diferentes para cada núcleo do mapa mental, pois isso facilita a memorização visual e ajuda a destacar as diferentes partes que compõem o verbete. Por fim, leia o mapa com a turma e verifique se contempla os principais elementos do gênero. Oriente-os a copiar o esquema no caderno.

Birra: o que faz a pessoa parecer chata.

Confiança: é emprestar seu brinquedo preferido.

Dedo: parte do corpo que deve ficar longe do nariz.

Dúvida: o que faz a gente não saber se quer bolo de chocolate ou de morango.

8. Os desenhos podem ser feitos com o auxílio de alguma ferramenta digital.

9. Entregue seu verbete com a ilustração. O professor vai organizar todos os trabalhos em ordem alfabética para compor o dicionário coletivo.

10 . Depois de montar o dicionário impresso, a turma poderá criar um e-book com todos os verbetes e compartilhá-lo com outras turmas da escola.

11 . Combine quem fará a capa do dicionário. A capa deve conter o título do livro, uma ilustração e a identificação da turma que produziu o dicionário.

REFLETIR E AVALIAR

da página 279.

VERBETE DE DICIONÁRIO

TERMO DE ENTRADA CLASSE GRAMATICAL SIGNIFICADO EXEMPLOS

Palavra em destaque Substantivo, adjetivo, verbo etc.

Definição de palavra Frases ou usos com a palavra OUTRAS INFORMAÇÕES

Sinônimos, origem, plural etc.

8. Incentive a produção artística à mão ou com aplicativos simples. A ilustração deve combinar com o conteúdo criado e ser apresentada junto ao texto.

9. Leia os exemplos do texto. Incentive-os a consultar o dicionário para verificar o significado das palavras dos exemplos. Abra espaço para que comentem as diferenças entre o significado dado nos exemplos e o significado dessas mesmas palavras dado no dicionário de língua portuguesa tradicional.

11. Informe aos estudantes que será necessário preparar uma capa com cartolina cortada no tamanho adequado e decidir qual será o título do dicionário. Combine com eles quem fará a ilustração da capa. Deixe claro que ela deve conter o título escolhido e o nome da turma. Mais uma vez, fica a seu critério fazer ou não uso do computador nessa etapa.

Monte coletivamente o sumário do livro, usando como critério a ordem alfabética dos nomes dos estudantes. Reúna as folhas de papel e a capa para grampeá-las e montar o livro. Se for possível, encaderne a produção.

Essa atividade pode ser digitalizada com a ajuda do professor de Informática.

29/09/25 14:38

Refletir e avaliar: quando forem preencher a ficha, abra espaço para que eles comentem, caso a produção tenha sido feita no computador, o que aprenderam com os programas de edição de texto e de imagem. Incentive-os a comentar também se, na opinião deles, o livro agradará aos futuros leitores e por quê.

Oriente os estudantes a registrar como se sentiram ao participar e o que aprenderam com o projeto.

Incentive-os a contar de qual verbete mais gostaram e por quê.

Faça o registro sobre a atividade na ficha

OBJETIVOS

• Compreender o funcionamento do gênero verbete de dicionário.

• Valorizar a diversidade étnico-racial brasileira por meio da linguagem.

• Refletir sobre palavras que representam a cultura afro-brasileira e indígena.

• Produzir verbetes com criatividade e significado pessoal.

• Estimular o reconhecimento da própria identidade e de seus colegas.

Tema Contemporâneo Transversal

• Multiculturalismo — Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras: a seção leva os estudantes a refletir sobre a riqueza linguística brasileira e a importância da presença multicultural.

PLANO DE AULA

Diálogos

Atividade 1. Inicie a aula mostrando que as palavras têm histórias: algumas vêm de línguas indígenas, africanas ou portuguesas, outras foram inventadas no Brasil. Leia alguns verbetes do Dicionário escolar afro-brasileiro e pergunte aos estudantes se conheciam essas palavras e se alguma faz parte da história da família, destacando como essas palavras revelam a diversidade cultural brasileira.

Atividade 2. Proponha que cada estudante escolha ou invente uma palavra que expresse sua identidade, sentimentos ou modos de ser. Oriente-os a criar um verbete completo, incluindo: a palavra, a classe gramatical, o significado oficial ou inventado com criatividade, uma frase contextualizando a palavra e uma ilustração (retrato, símbolo, cena ou colagem).

DIÁLOGOS

Palavras têm história

1 As palavras têm origem e momentos de surgimento e também podem mudar com o passar do tempo. Além disso as palavras podem dizer muito sobre quem nós somos. A língua portuguesa falada no Brasil tem palavras de origem em várias línguas indígenas e africanas.

Leia alguns verbetes do Dicionário escolar afro-brasileiro.

Cuíca — Tambor de fricção da percussão afro-brasileira que, em suas formas mais primitivas, recebe também os nomes de fungador-onça, puíta e tambor-onça.

[...]

Cuscuz — iguaria de origem africana, doce ou salgada, presente, com variações de ingredientes e preparo, em várias regiões brasileiras.

[...]

Quindim — Doce da culinária afro-brasileira feito com gema de ovos, coco e açúcar.

[...]

Samba — Nome genérico de várias antigas danças brasileiras de origem africana e da música que acompanha cada uma dessas danças.

LOPES, Nei. Dicionário escolar afro-brasileiro. 2. ed. São Paulo: Selo Negro, 2015. p. 51, 140, 152.

a) Você conhece alguma dessas palavras? Alguma faz parte da sua história ou da história da sua família?

Resposta pessoal.

b) Você conhece palavras que tenham origem em línguas africanas?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes mencionem palavras como dengo, cafuné, acarajé, caçula, axé, fubá, moleque etc.

2 Pense em palavras que possam dizer quem você é, como são seus amigos e sua família e como é o lugar em que você vive. Faça uma lista com essas palavras.

Escolha uma palavra entre as que você listou e crie um verbete.

• Escreva a palavra que você escolheu.

• Classifique a palavra como substantivo, adjetivo ou verbo. Escreva o nome da classificação ao lado da palavra.

• Escreva um significado para a palavra. O significado deve ser curto e simples e também pode ser real ou inventado, desde que faça sentido para você.

• Escreva uma frase com a palavra em que o significado que você escreveu seja compreendido.

• Agora, faça uma ilustração que represente seu verbete.

3 O professor vai montar o Dicionário palavras com memórias com os verbetes criados por você e pelos colegas.

Incentive o uso de criatividade, afetividade e senso de pertencimento.

Alguns exemplos: trançadiva substantivo feminino (inventado) Pessoa que usa tranças e se sente linda com elas. Pode ser poderosa, confiante e cheia de atitude.

Frase: Minha mãe é uma trançadiva maravilhosa!

A ludicidade está no convite à criação, com liberdade e acolhimento. Os verbetes, ainda que inspirados no formato tradicional, se tornam textos afetivos e significativos.

Atividade 3. Organize a montagem do Dicionário palavras com memórias com todas as produções da turma. Finalize com uma roda de conversa, para que os estudantes compartilhem os significados criados, reflitam sobre a diversidade cultural e apreciem as contribuições dos colegas.

Veja orientações na seção Plano de aula

PLANO DE AULA

Leitura

3 NO ESCURINHO DO CINEMA

2. a) Resposta pessoal. É possível que os estudantes comentem que a imagem mostra uma relação de cumplicidade e confiança entre um humano e um dragão, evidenciada pela postura dos dois personagens. Com base no título, podem inferir que a narrativa do filme provavelmente gira em torno do

LEITURA Resenha crítica

aprendizado de como lidar e treinar um dragão, o que pode envolver superar o medo inicial, aprender sobre o comportamento dele e criar uma parceria com ele.

1 Você já assistiu ao filme Como treinar o seu dragão? Se sim, compartilhe com os colegas

Resposta pessoal. Os estudantes podem mencionar que já assistiram à animação, aos episódios da série ou ao filme live-action

2 Observe a cena a seguir.

a) O que é possível dizer sobre o filme com base no título e na observação desta cena?

COMO treinar o seu dragão. Direção: Dean Deblois. Estados Unidos, 2025. 1 vídeo (ca. 125 min).

b) Você sabe o que é um filme live-action?

3 Leia o trecho de uma resenha crítica do filme Como treinar o seu dragão. Live-action de Como Treinar o Seu Dragão acerta ao jogar no seguro

Novo filme entende que não precisa de grandes mudanças para justificar sua existência

BRUNA NOBREGA

07.06.2025

Poucas semanas depois do lançamento do live-action de Lilo & Stitch, outro filme veio reviver uma criatura fofa dos últimos anos da animação com tecnologia de ponta: Como treinar o seu dragão. E se tem uma

2. b) Resposta pessoal. Se necessário, informe aos estudantes que um filme live-action é produzido com atores reais, diferentemente dos filmes de animação, que são feitos apenas com desenhos ou imagens de computação gráfica.

OBJETIVOS

• Ler e interpretar uma resenha.

• Identificar a finalidade de uma resenha.

• Identificar estratégias argumentativas da resenha.

• Ler textos com autonomia.

• Antecipar sentidos e avaliar conhecimentos prévios relativos ao texto lido.

• Compreender aspectos relacionados ao gênero textual resenha.

45

Atividade 1. Converse sobre o filme Como treinar o seu dragão, incentivando os estudantes a contar suas experiências e percepções sobre a narrativa e a montagem cinematográfica. Promova o respeito aos turnos de fala e faça perguntas que direcionem a conversa para uma análise crítica da obra: “A história é cativante?”, “O que acharam das personagens?”, “O desfecho era o esperado?”, “A técnica empregada no filme chamou a sua atenção?”. Deixe que comentem sobre o filme, trazendo suas impressões, críticas e aprendizados. Ajude-os a organizar os turnos de fala, uma vez que esse é um assunto bastante instigante para eles. Atividade 2. a) Peça que observem a cena. A cena mágica reforça a ideia de um mundo de fantasia, onde dragões coexistem com humanos. Atividade 2. b) Incentive os estudantes a observar a imagem da página e a comentar o que sabem sobre o tipo de filme retratado. Talvez alguns não tenham tido a oportunidade de assistir a um filme live-action. Comente que o termo live-action é comumente usado para se referir a adaptações de obras originalmente animadas que foram regravadas com pessoas reais. Por exemplo: a versão live-action de A Bela e a Fera ou O Rei Leão

Temas

29/09/25 14:38

Contemporâneos

Transversais

• Cidadania e Civismo –Vida familiar e social: explore relações de amizade, respeito, cooperação e empatia a partir da interação entre Soluço e Banguela.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 3. Antes de ler o texto, pergunte se os estudantes já leram ou ouviram falar do gênero resenha crítica. Esse tipo de texto avalia uma produção cultural de forma objetiva apresentando pontos positivos e negativos. Pergunte aos estudantes: “Vocês já leram resenhas críticas de filmes?”, “Foram assistir a algum filme sendo motivados por uma resenha?” Comente que jornais e revistas costumam publicar resenhas dos filmes mais importantes em cartaz.

Leia a resenha em voz alta, chame a atenção para algumas expressões, discuta o significado no contexto, levando os estudantes a aprofundar a compreensão do texto. Use o dicionário, se necessário.

Incentive os estudantes a avaliar se os comentários que fizeram foram observados no texto lido. Essa análise propicia o envolvimento com o gênero e auxilia o reconhecimento de que também são capazes de exercer uma análise crítica.

Peça aos estudantes que identifiquem os trechos em que o autor faz elogios ao filme e aqueles em que ele aponta críticas. Reforce que a opinião do autor está presente ao longo de todo o texto, mas sempre é sustentada por argumentos. Mostre para os estudantes que aspectos positivos e negativos são apresentados no texto, revelando uma análise crítica por parte do resenhista.

COMO treinar o seu dragão.

Direção: Dean Deblois. Estados Unidos. 1 vídeo (ca. 125 min).

coisa que este live-action sabe fazer é transformar os dragões de forma satisfatória — com realismo, mas também toda a fofura da animação de 2010.

Na história, acompanhamos a Ilha de Berk, um lugar populado por vikings, que é alvo frequente de ataques de dragões. Os aldeões ali são criados para matar dragões e sobreviver, uma filosofia que é seguida por todos, com uma exceção notável: Soluço (Mason Thames), filho do chefe dos vikings, Stoico (Gerard Butler).

Viking: povos de navegadores, comerciantes e guerreiros originários da Escandinávia (norte da Europa), que ficaram conhecidos por suas aventuras marítimas e batalhas contra outros povos.

Aldeão: pessoa que vive em aldeia, ou seja, em pequenas comunidades ou povoados, geralmente na zona rural de uma região.

Feição: aspecto ou característica de algo.

Verossímil: que parece ser verdadeiro, possível ou provável.

Tudo muda quando ele acaba encontrando Banguela, um dos dragões mais poderosos do mundo, e os dois formam uma conexão além da rivalidade. Em 2010, a animação cativou por trazer, de forma simples, todas as metáforas e simbolismos de um jovem que sentia que não se encaixava em sua terra natal, e sua jornada para finalmente ser aceito, apesar das diferenças. Quinze anos depois, o diretor Dean Deblois (responsável pelo original e pelo remake) entendeu uma coisa muito bem ao revisitar Berk: Como treinar o seu dragão já era um sucesso do público e da crítica [...]. Então, pra quê criar algo diferente? [...]

Mas é claro que os efeitos visuais realmente são o ponto alto aqui. Os dragões são adaptados da animação com feições ainda amigáveis, mas realistas. Seus movimentos são fluidos e as grandes cenas de voo entre Soluço e Banguela são verossímeis. [...]

Se o filme falha em algum aspecto, talvez seja por não se aprofundar mais. Manter o mesmo enredo faz sentido, mas a nova versão poderia ser a oportunidade perfeita para trazer mais detalhes para a história. E possibilidades existiam. [...]

NOBREGA, Bruna. Live-action de Como treinar o seu dragão acerta ao jogar no seguro. 7 jun. 2025. Disponível em: https://www.omelete.com.br /filmes/criticas/como-treinar-o-seu-dragao-live-action-critica. Acesso em: 15 ago. 2025.

Sugestão para o professor

• MACHADO, Anna Rachel (coord.); LOUSADA, Eliane; ABREU-TARDELLI, Lília Santos. Resenha

São Paulo: Parábola, 2011.

O segundo volume da coleção “Leitura e produção de textos técnicos e acadêmicos” refere-se à leitura e à produção de resenhas, sendo um grande aliado diante da escassez de material sobre o gênero.

4 Qual é o assunto da resenha que você leu?

O filme live-action Como treinar o seu dragão

5 A resenha despertou em você a vontade de assistir ao filme? Se sim, por quê?

Respostas pessoais.

Resenha crítica é um texto em que o autor resume e comenta uma obra, como livro, filme, série, entre outros. A resenha geralmente apresenta a opinião do autor e também informações sobre a obra. Um dos objetivos da resenha é despertar a curiosidade do leitor sobre a obra comentada.

6 Quem escreveu a resenha?

X Bruna Nobrega Gerard Butler Mason Thames

7 A resenha foi publicada em um meio de comunicação impresso ou digital? Explique.

Espera-se que os estudantes concluam que a resenha foi publicada em um meio de comunicação digital, levando em conta a fonte que consta do final da resenha.

8 Qual é o nome dos protagonistas , ou seja, dos personagens principais do filme?

Soluço e Banguela.

9 O problema que o personagem Soluço precisa enfrentar é: encontrar a melhor forma de vencer o dragão e salvar a aldeia.

X ir contra os valores da sua comunidade ao criar afeto e amizade por Banguela. negar a amizade pelo dragão e fazer o que a comunidade espera dele.

O personagem Soluço do filme Como treinar o seu dragão, com direção de Dean Deblois. Estados Unidos, 2025.

Atividade 4. Reforce que os temas das resenhas serão objetos culturais: filmes, livros, peças de teatro, exposições de arte, espetáculos de música, entre outros.

Atividade 5. Abra espaço para que os estudantes compartilhem suas respostas, justificando-as. Reforce a importância de respeitar todas as opiniões dos colegas.

Atividades 6 e 7. Informe aos estudantes que o autor é um pesquisador. Com base na informação, pergunte: “Vocês acham que é preciso ser jornalista para escrever resenhas?”, “E se vocês quisessem escrever uma

Atividade 9. Destaque para os estudantes que toda narrativa é uma história de transformação. O personagem tem um objetivo que irá direcionar toda a trama da história. O resposta a essa questão permitirá verificar se os estudantes identificam a situação-problema (conflito gerador) apresentada na narrativa; além disso, será uma oportunidade de ressaltar elementos característicos de resenhas de filmes, uma vez que, geralmente, a situação-problema é evidenciada na resenha como forma de despertar a curiosidade do espectador ou leitor.

Observando para avançar

Avaliação formativa

A fim de avaliar a compreensão dos estudantes acerca dos termos protagonista, coadjuvante e antagonista, apresente títulos de histórias conhecidas e os estimule a verbalizar que personagens são os protagonistas, secundários e antagonistas dessas narrativas. Por exemplo:  Chapeuzinho Vermelho, Peter Pan, Rei Leão, entre outras. Se possível, projete ou apresente imagens da história com os personagens.

29/09/25 14:38

resenha para o site ou jornal da escola? Poderiam escrever?”. O objetivo é fazer com que percebam que podem escrever resenhas, mesmo não sendo jornalistas.

Atividade 8. O protagonista é o personagem principal de uma narrativa, é o ícone do enredo em questão. Já os personagens coadjuvantes ou secundários são aqueles que colaboram para o desenvolvimento da trama, exercendo uma função que pode, ou não, estar relacionada com a história principal. A aparição desses personagens e sua importância variam de acordo com o enredo.

LANDMARK

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 10. Estimule os estudantes a justificarem suas respostas com base em trechos da resenha. Chame a atenção para o fato de que o objetivo da resenha é instigar as pessoas a assistirem ao filme e que contar o desfecho da história poderia tirar a curiosidade do público.

Atividade 11. Incentive os estudantes a reler o trecho em que a expressão aparece. A expressão “tecnologia de ponta” é utilizada para referir-se ao uso das tecnologias mais avançadas e, no filme, utiliza-se para dar destaque à qualidade dos efeitos visuais.

Atividade 12. O objetivo da atividade é possibilitar aos estudantes confirmar o que já depreenderam acerca do gênero resenha.

Atividade 14. O objetivo da questão é levar os estudantes a diferenciar o que é informação sobre o filme e o que é opinião do resenhista. Combine com os estudantes que você fará a leitura oral da resenha e que eles devem interromper sua leitura sempre que identificarem trechos em que há a opinião do autor da resenha sobre o filme. Explique aos estudantes que nem todas as resenhas são críticas (ou seja, apresentam a opinião do autor sobre a obra que está sendo analisada), pois podem ser também descritivas (quando não há nenhum tipo de julgamento, ou seja, há apenas a descrição da obra).

Atividade 15. Leve-os a perceber que, embora a resenha traga vários elogios ao filme, o trecho “Se o filme falha em algum aspecto, talvez seja por não se aprofundar mais” sugere que, apesar dos aspectos positivos, há uma crítica sobre o filme não explorar certos detalhes com mais profundidade. Isso

10 De acordo com a resenha, o filme live-action é semelhante à animação de 2010? Copie os trechos do texto que confirmam essa afirmação.

Sim, de acordo com a resenha, o filme live-action é bastante semelhante à animação. Os estudantes podem copiar os seguintes trechos do texto que confirmam esta afirmação: “Novo filme entende que não precisa de grandes mudanças para justificar sua existência” (linha fina). “Como treinar o seu dragão já era um sucesso do público e da crítica [...]. Então, pra quê criar algo diferente?” (4o parágrafo); “Manter o mesmo enredo faz sentido” (último parágrafo).

11 No primeiro parágrafo da resenha, é utilizada a expressão “tecnologia de ponta”. Explique com suas palavras o significado dessa expressão.

Espera-se que os estudantes expliquem que a expressão se refere ao uso das tecnologias mais avançadas disponíveis. Na resenha sobre o filme, a expressão foi usada para indicar o uso de recursos tecnológicos avançados para criar os efeitos visuais, como os dragões e as cenas de voo realistas.

12 Marque os objetivos da resenha do filme Como treinar o seu dragão.

Contar toda a história do filme.

Informar a data de estreia do filme.

X Informar do que ele trata.

X Fazer uma análise do filme.

13 Escreva V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

V As resenhas costumam ser ilustradas com imagens do filme de que tratam.

F As imagens das resenhas devem mostrar o final do filme.

V As imagens usadas em resenhas podem contribuir para despertar no leitor a curiosidade em assistir ao filme.

14 Sublinhe na resenha os trechos em que a autora apresenta suas impressões e opiniões sobre o filme.

15 A resenha que você leu traz apenas comentários positivos sobre o filme?

Não. Há um questionamento sobre o enredo.

indica que a resenha não é totalmente positiva, pois aponta uma falha no desenvolvimento da história.

Faça uma enquete sobre quais estudantes manifestaram a vontade de assistir ao filme e quais não. Se achar oportuno, aborde o fato de eles terem opiniões diferentes, ressaltando que cada opinião deve ser respeitada.

Após a análise da resenha, converse com os estudantes sobre a importância de gêneros textuais como esse que influenciam as pessoas a consumirem um objeto cultural.

Comente a importância de uma leitura também crítica, reforçando a ideia da diferença de informação e opinião.

Sugestão para os estudantes

• WAPICHANA, Cristino. O cão e o curumin São Paulo: Melhoramentos, 2018. O livro conta a história de um curumim e seu cão, um amigo inseparável que vive com o garoto, o cotidiano e as tradições da cultura indígena, mostrando a conexão e o respeito entre o ser humano e a natureza.

NOSSA LÍNGUA Palavras que ligam ideias opostas

1 Releia este trecho da resenha do filme Como treinar o seu dragão

VD AM

Se o filme falha em algum aspecto, talvez seja por não se aprofundar mais. Manter o mesmo enredo faz sentido, mas a nova versão poderia ser a oportunidade perfeita para trazer mais detalhes para a história. E possibilidades existiam.

NOBREGA, Bruna. Live-action de Como treinar o seu dragão acerta ao jogar no seguro 7 jun. 2025. Disponível em: https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/como -treinar-o-seu-dragao-live-action-critica. Acesso em: 15 ago. 2025

Cena do filme Como treinar o seu dragão, com direção de Dean Deblois. Estados Unidos, 2025.

a) Qual é a crítica feita pela autora da resenha nesse trecho?

Atividade 1. c) Incentive-os a verbalizar quais palavras são usadas para ideias antagônicas.

Atividade 1. d) Apresente outras conjunções adversativas que podem ser utilizadas em uma resenha: porém, todavia, entretanto, senão. Apresente também locuções: no entanto , ainda assim . Lembre-se de que ainda não é necessário utilizar a nomenclatura conjunção adversativa.

Atividade

complementar

Pergunte aos estudantes se eles têm o costume de assistir a filmes. Depois, solicite a alguns deles que falem sobre qual critério utilizam para escolher um filme.

b) Para justificar sua crítica, a autora faz um comentário positivo sobre o filme e, depois, um comentário negativo. Sublinhe no trecho: o comentário positivo. o comentário negativo.

1. a) A principal crítica feita pela autora é a de que o filme poderia ter se aprofundado mais em relação à animação.

c) Contorne no trecho a palavra usada para ligar essas ideias opostas.

d) Quais palavras ou expressões poderiam substituir a palavra que você contornou sem alterar o sentido do trecho?

X porém afinal mesmo assim finalmente por isso X no entanto

OBJETIVOS

• Atentar ao uso adequado dos pronomes pessoais no texto.

• Substituir substantivos por pronomes pessoais.

• Reconhecer palavras e expressões usadas para dar coesão à resenha.

Dica: Vale marcar mais de uma alternativa.

49

PLANO DE AULA

Nossa língua

29/09/25 14:38

Atividade 1. a e b) Pergunte aos estudantes se eles já viveram uma grande mudança: quais as dificuldades que enfrentaram e o que os ajudou a vencê-las? Leia o trecho da resenha com os estudantes e faça perguntas de compreensão e inferência. Relembre os estudantes que há resenhas que avaliam positivamente o filme, porém há aquelas em que o filme é avaliado negativamente. A crítica da resenha dependerá da interpretação pessoal do autor.

Após essa breve conversa, entregue a cada estudante uma resenha crítica de um filme e peça que a analisem observando: “Do que trata a resenha? Qual é o conflito apresentado no filme? Para que público esse filme é dirigido? Há alguma opinião do autor da resenha em relação ao filme? Pela crítica do filme, você assistiria a ele?”. Corrija a atividade oralmente em sala de aula. Por fim, pergunte aos estudantes se, após a leitura da resenha, é possível saber se foi feita uma crítica positiva ou negativa ao filme.

Competências socioemocionais

Autoconsciência, autogestão e habilidade de relacionamento

O trabalho da seção auxilia a promover a reflexão sobre a importância de saber se relacionar com o grupo em momentos de mudanças, buscando gerenciar os sentimentos e diminuir conflitos nos ajustes de posturas, movimento observado no personagem Leo, citado no exercício.

OBJETIVOS

• Atentar ao uso adequado dos pronomes pessoais no texto.

• Substituir substantivos por pronomes pessoais.

• Perceber palavras e expressões usadas para dar coesão à resenha.

PLANO DE AULA

Retomar e avançar

Atividade 1. Leia o trecho da resenha e deixe que os estudantes comentem o filme e a personagem em destaque. Levante hipóteses com os estudantes: “Por que, ao entrar na puberdade, Riley vive outras emoções, inclusive a ansiedade?”, “De que maneira a ansiedade ‘bate de frente’ com a alegria?”.

Atividade 2. Demonstre como o uso dos pronomes auxilia na produção textual, eliminando a repetição de palavras e estabelecendo a coesão textual. É importante que os estudantes concluam que, ao substituir os pronomes pelos substantivos a que eles se referem, haverá a repetição de palavras, tornando a leitura menos agradável.

Atividade 2. a e b) Oriente os estudantes a verificar as palavras que se relacionam aos pronomes.  50

1. b) Espera-se que, durante a leitura, os estudantes troquem o pronome ela pelo substantivo Ansiedade. Assim, eles conseguem perceber como o pronome pode ser usado para substituir uma palavra.

RETOMAR E AVANÇAR Pronomes pessoais retos

1 Leia um trecho da resenha do filme Divertidamente 2

[...] Alegria ainda é a líder, mas agora entende a importância das outras emoções e dá um maior espaço para elas, inclusive Tristeza. Mas isso muda quando Riley chega à puberdade e, junto disso, surgem outras emoções. A principal delas, a Ansiedade, chega já batendo de frente com Alegria, conquistando espaço [...]. Contudo, com sua forma um pouco diferente de lidar com as coisas, ela acaba prejudicando Riley e cabe às demais emoções salvar o dia.

Cena do filme Divertidamente 2, com direção de Kelsey Mann. Estados Unidos, 2024.

FREDNUNES. Crítica: Divertidamente 2. 16 jun. 2024. Disponível em: https://futaricombii.com/divertidamente-2/. Acesso em: 29 abr. 2025.

a) A palavra em des t aque no texto substitui qual substantivo?

X Ansiedade Alegria

Ele, ela, eles e elas são pronomes pessoais retos e são usados para substituir os substantivos.

b) Com os colegas, releia a resenha em voz alta substituindo o pronome em destaque pelo substantivo correspondente.

2 Observe o quadro de pronomes pessoais retos.

Pronomes pessoais retos

Pessoa Singular Plural Exemplos

1a pessoa (quem fala) eu nós Eu estudei bastante para a prova. Nós fomos ao cinema.

2a pessoa (com quem se fala) tu vós Tu irás à quermesse? Vós ouvistes o barulho do trovão?

3a pessoa (de quem se fala) ele, ela eles, elas Ela faz aula de vôlei aos finais de semana.

Eles são do 5o ano.

Em alguns lugares do Brasil, é comum utilizar o pronome você em vez de tu ao se referir à pessoa com quem se fala.

• Reescreva as frases a seguir substituindo as palavras repetidas por pronomes.

a) Os cães utilizam a boca para transpirar. Os cães não produzem suor e perdem calor pela língua.

Os cães utilizam a boca para transpirar. Eles não produzem suor

e perdem calor pela língua.

b) As plantas carnívoras crescem em todo o mundo. As plantas carnívoras digerem pequenos animais que lhes servem de alimento.

As plantas carnívoras crescem em todo o mundo. Elas digerem pequenos animais que lhes servem de alimento.

3 Leia a tirinha da Turma do Xaxado.

a) Que comportamento do ser humano foi criticado na tirinha?

b) Contorne na tirinha um pronome pessoal.

Atividade 3. c) Retome a explicação sobre tu e você: lembre os estudantes que, na maior parte do Brasil, os pronomes pessoais tu e vós são substituídos pelos pronomes você e vocês . Por exemplo, no Rio Grande do Sul, onde se fala, geralmente, “Tu estiveste?” enquanto em São Paulo seria mais comum “Você esteve?”. Vale ressaltar que o pronome tu é empregado em diversos estados do país. Em alguns estados, ocorre a concordância do verbo com o pronome, conforme previsto na gramática normativa; já em outros, não.

Atividade 3. d) Fale sobre preconceito linguístico, ressalte que essas diferenças linguísticas conferem riqueza à língua e não constituem desvios nem prejudicam a comunicação.

Tema Contemporâneo Transversal

Meio ambiente – Educação ambiental : A atividade 3 permite refletir sobre o descarte correto do lixo e pequenas atitudes que contribuem no combate à poluição ambiental.

c) Na região onde você mora, é mais frequente o uso de tu ou de você?

Resposta pessoal.

d) Em sua opinião, a existência dessas duas formas de tratamento pode prejudicar a comunicação entre pessoas de regiões diferentes? Por quê? Espera-se que os estudantes respondam que a tirinha critica o ato de jogar lixo no chão.

Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes respondam que não, pois são pronomes conhecidos pelos falantes de língua portuguesa e se referem à mesma pessoa do discurso.

Atividade 3. a) Na leitura da tirinha, comente que a menina de óculos se chama Marieta. Ela gosta muito de ler. A outra menina é Marinês, uma garota que protege a natureza.  Explore a tirinha comentando que a chuva leva o lixo descartado incorretamente para os rios, que deságuam no mar. Além da poluição das águas, o lixo pode atrair animais, provocar mau cheiro, entupir bueiros, causar grandes transtornos. Pergunte: “Que atitudes devem ser tomadas para evitar esses problemas?”. Demonstre a importância de jogar

29/09/25 14:38

o lixo na lixeira e respeitar a coleta seletiva, onde houver, separando o lixo orgânico do não orgânico para reciclagem.

Atividade 3. b) O foco é o uso dos pronomes pessoais retos, com o acréscimo de você, pronome originalmente de tratamento, indicando as trocas lexicais tu/vós por você/ vocês, que ocorrem em algumas regiões do país. Substituição semelhante acontece no caso da troca de nós pela expressão a gente. Verifique se a turma reconhece essas trocas. 51

CEDRAZ, Antonio. 1000 tiras em quadrinhos. São Paulo: Martin Claret, 2012. p. 18.

OBJETIVOS

• Identificar a função do adjetivo e da locução adjetiva na construção do texto.

• Compreender que os adjetivos e as locuções adjetivas dão características aos substantivos.

• Aplicar corretamente na escrita adjetivos e locuções adjetivas.

• Perceber palavras e expressões usadas para dar coesão à resenha.

PLANO DE AULA

Nossa língua

Atividade 1. Leia a resenha com os estudantes, sempre relembrando as características do gênero. Converse com eles sobre os personagens que aparecem na imagem. Deixe que aqueles que assistiram ao filme façam seus comentários.

Após grifarem as características apresentadas na resenha, reflita com os estudantes sobre a expectativa de assistir ao filme que as locuções adjetivas ajudam a construir.

Se necessário, estimule-os a consultar o termo “nostálgico” no dicionário.

NOSSA LÍNGUA Adjetivos e locuções adjetivas

1 Você já assistiu ao filme Os incríveis? Ele fez tanto sucesso que teve uma continuação. Leia o trecho de uma resenha crítica de Os incríveis 2

Um dos motivos para eu amar o cinema é que ele proporciona às pessoas uma fuga temporária da realidade, além de fazer se apaixonar por personagens cativantes. Mais do que isso, o cinema nos dá a chance de relembrar momentos marcantes, como a infância e a adolescência, e é exatamente isso que acontece com Os incríveis 2 [...]. Foram 14 anos de espera para ver a continuação da animação de grande sucesso, e posso dizer que a espera valeu a pena, pois a sequência [...] é nostálgica, atual, ágil, divertida e bem desenvolvida

SAVIOLI, Camila. Crítica: Os incríveis 2. 18 jun. 2018. Disponível em: https://pipocanamadrugada.com.br/site/critica-os-incriveis-2/. Acesso em: 20 ago. 2025.

Cena do filme Os incríveis 2, com direção de Brad Bird. Estados Unidos, 2018.

a) Sublinhe na resenha as palavras usadas para caracterizar a sequência do filme Os incríveis 2

b) Agora, complete o trecho do texto substituindo o substantivo sequência por filme.

Dica: Atenção para a mudança em algumas palavras que caracterizam o filme.

Posso dizer que a espera valeu a pena, pois o filme é nostálgico , atual , ágil , divertido e bem desenvolvido

Texto de apoio

O adjetivo é essencialmente um modificador do substantivo. Serve: 1o) para caracterizar os seres, os objetos ou as noções nomeadas pelo substantivo, indicando-lhes:

a) uma qualidade (ou defeito): inteligência lúcida homem perverso

b) o modo de ser: pessoa simples rapaz delicado

c) o aspecto ou aparência: céu azul vidro fosco

d) o estado: casa arruinada laranjeira florida

2o) para estabelecer com o substantivo uma relação de tempo, de espaço, de matéria, de finalidade, de propriedade, de procedência etc. (adjetivo de relação): nota mensal (= nota relativa ao mês) movimento estudantil (= movimento feito por estudantes) casa paterna (= casa onde habitam os pais) vinho português (= vinho proveniente de Portugal).

CINTRA, Lindley; CUNHA, Celso. Nova gramática do português contemporâneo Rio de Janeiro: Lexicon, 2017. p. 259.

2 Leia algumas características que o substantivo filme pode ter.

contagiante aterrorizante divertido interessante

para crianças de suspense sem falas com efeitos especiais

a) As palavras do quadro amarelo expressam as características do substantivo filme e são chamadas adjetivos.

b) As palavras do quadro azul são locuções adjetivas. Qual é a semelhança entre os adjetivos e as locuções adjetivas?

Tanto os adjetivos quanto as locuções adjetivas são usados para caracterizar os substantivos.

c) Qual é a diferença entre os adjetivos e as locuções adjetivas?

Os adjetivos são formados por uma só palavra, enquanto as locuções adjetivas são formadas por mais de uma palavra.

3 Leia um trecho da resenha do filme Trolls

A[…] Tecnicamente impecável, Trolls é uma diversão momentânea, como uma boa música pop, que passa meses tocando por todos os lados, e depois é facilmente substituída por outra boa música pop…

BRIDI, Natália. Trolls: crítica. 28 out. 2016. Disponível em: https:// www.omelete.com.br/filmes/criticas/trolls-critica. Acesso em: 29 abr. 2025.

Cena do filme Trolls, com direção de Mike Mitchell. Estados Unidos, 2016.

a) Sublinhe os adjetivos que aparecem nesse trecho.

29/09/25 14:38

Atividade 2.  Ressalte a importância de apresentar características dos elementos ao descrevê-los, pois isso faz com que as pessoas consigam imaginar o elemento descrito, mesmo sem ter tido contato com ele; no caso, o filme.  Chame a atenção dos estudantes para a concordância nominal em relação ao gênero do substantivo ao qual o adjetivo se refere.

Mostre aos estudantes que mais de uma palavra pode qualificar um substantivo.

Atividade 3. Nesta atividade, espera-se que os estudantes atentem à função dos adjetivos e das locuções adjetivas nas resenhas.

Inicie a atividade perguntando aos estudantes o que sabem sobre o filme Trolls Se necessário, conte que é a história de Poppy, a princesa dos Trolls (criaturas do folclore nórdico que são alegres e musicais), e de Branch, um Troll pessimista. Eles se envolvem em uma aventura para salvar os amigos dos gigantes Bergens que os sequestram para comê-los e se tornarem felizes. A aventura demonstrará que as diferenças não são suficientes para superar a felicidade e harmonia que podem ser cultivadas, e a união é a forma adequada de superar os desafios.

Comente como a escolha de adjetivos e locuções adjetivas revela o ponto de vista do resenhista sobre o objeto cultural analisado.  Demonstre a forma como as palavras podem sugerir significados positivos e/ou negativos.

MARIALEV/ SHUTTERSTOCK.COM

PLANO DE AULA

Nossa língua

Atividade 3. Leia os trechos A e B e convide os estudantes a analisar qual apresenta o filme de maneira mais interessante. Demonstre como a adjetivação pode expressar juízos e valorizar um objeto cultural. Discuta com os estudantes como a escolha das adjetivações revelam nosso ponto de vista sobre pessoas, fatos, objetos.

Conversem sobre os trechos das resenhas lidas e pergunte qual lhes chamou mais atenção. “Entre os filmes apresentados, qual você escolheria para assistir? Justifique sua escolha”.

Atividade 4. Por meio da lista de compras, demonstre como adjetivos e locuções adjetivas facilitam a descrição dos produtos que consumimos e como podem auxiliar restringindo-os com base nas características esperadas para os diferentes usos.

Estimule a turma a verbalizar qual é a função de uma lista de compras. Pergunte se, na opinião dos estudantes, uma lista de compras escrita por quem irá consultá-la precisa conter os mesmos detalhes de uma lista que será consultada por quem não a escreveu. Com isso, espera-se que os estudantes percebam que a ausência de especificações e detalhes pode não esclarecer exatamente qual é o produto que deve ser comprado e gerar confusões, se não for a mesma pessoa quem escreveu e consultou. Já se a pessoa que escreveu a lista for a mesma que realizará a compra, não necessariamente é preciso que ela especifique que o chocolate é granulado, que a azeitona é sem caroço, que a farinha é de mandioca, pois são detalhes que certamente ela não se esquecerá no momento de escolher o produto.

b) Agora, leia o mesmo trecho com algumas modificações.

B • No trecho B aparecem adjetivos?

Tecnicamente, Trolls é uma diversão, como uma música, que passa meses tocando por todos os lados, e depois é facilmente substituída por outra música.

X Não Sim

c) Qual desses trechos descreve melhor o filme e desperta mais a curiosidade do leitor? Justifique

4 Leia a lista de compras.

Leite de coco AZ

Pêssego em calda AZ

Papel higiênico AM

Chocolate granulado AM

Azeitona sem caroço AZ

Farinha de trigo AZ

Banana nanica AM

Biscoito recheado AM

É provável que os estudantes respondam que é o trecho A, porque o autor apresenta sua opinião sobre o filme por meio de adjetivos.

a) Sublinhe na lista os adjetivos e as locuções adjetivas, conforme a legenda.

Adjetivo Locução adjetiva

AM AZ

b) Qual é a função dos adjetivos e das locuções adjetivas em listas de compras?

Em listas de compras, os adjetivos e as locuções adjetivas têm a função de especificar o produto a ser adquirido.

Texto de apoio

Locução adjetiva – é a expressão formada de preposição + substantivo ou equivalente com função de adjetivo:

Homem de coragem = homem corajoso

Livro sem capa = livro desencapado [...]

BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. 39. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2019. p. 144.

5 Com um colega, complete o texto com adjetivos e locuções adjetivas, de acordo com a legenda. As respostas são sugestões. adjetivos

locuções adjetivas

Uma princesa diferente

Era uma vez uma princesa simples/diferente/estranha , nada parecida com as encantadoras, maravilhosas, belas princesas dos contos de fadas .

Ela não gostava de vestir roupas apertadas/luxuosas/rodadas , calçar sapatos de bico fino/de salto/com cadarço/com fivelas e muito menos de tomar banho.

Certo dia, ela deixou seu colar de pérolas/de ouro/de brilhante , presente do rei, cair no lago próximo ao castelo. Como não havia mais ninguém por perto, ela pediu ajuda a um sapo grande/feio/nojento/estranho que estava coaxando por ali.

— Sapinho, o senhor poderia me fazer um favor?

O sapo esperto/malandro/interesseiro avisou que de graça não faria favorzinho nenhum. Mas que poderia mergulhar naquela água gelada/fria/suja em troca de um beijo.

A princesa topou. O sapo demorou, mas conseguiu encontrar o precioso/valioso colar.

Na hora em que o sapo cobrou o esperado/sonhado/desejado beijo, a princesa fez uma careta de arrepiar/ de nojo/ de espanto e se mandou.

UMA PRINCESA diferente. 2025. Texto elaborado especialmente para esta obra.

55

Atividade 5. Auxilie os estudantes a formar as duplas, todos devem ser incluídos. Se necessário, faça trios. Converse sobre as características do texto e sobre a importância de manter a coerência com o gênero. Lembrar que a expressão “Era uma vez” nos remete aos contos de fadas, logo há um conjunto de elementos que podem ser empregados sem prejudicar a verossimilhança.

É importante que a questão seja realizada primeiro oralmente, para só então os estudantes registrarem as respostas.

Peça aos estudantes que leiam o texto todo e pensem quais são os adjetivos e as locuções adjetivas mais adequados para preencher as lacunas. Ressalte que devem observar a concordância de gênero (feminino e masculino) e número (singular e plural) entre adjetivos e locuções com os substantivos a que se referem.

Após completarem os textos, promova um momento de leitura. Organize a sala de aula em uma roda, dinamizando o espaço de aprendizagem. Comente as escolhas e reforce como a adjetivação pode modificar e valorizar um texto.

29/09/25 14:38

OBJETIVO

• Fazer inferências apoiadas em imagens.

• Analisar as características do gênero textual anúncio publicitário.

• Observar a presença de intertextualidade em anúncios publicitários.

PLANO DE AULA

Texto por toda parte

Atividade 1. Comente com os estudantes que, ao sairmos pelas ruas, é comum nos depararmos com anúncios publicitários, em diversos formatos e suportes, que pretendem atrair nossa atenção mediante o ato comunicativo. Informe aos estudantes que o conjunto de anúncios (ou várias peças publicitárias) elaborados pelos profissionais da área de publicidade para divulgar os produtos de seus clientes (como eventos, espetáculos, feiras, promoções etc.) é denominado campanha publicitária.

Atividade 1. c) Converse com os estudantes sobre o que são hortifrútis, quais os produtos que vendem e qual o público consumidor.

Atividade 1. d e e) Explore o processo criativo, demonstrando como a semelhança sonora entre os nomes dos vegetais e dos títulos dos filmes foram empregados para gerar humor.

Ressalte a importância do texto não verbal para compor o apelo ao interlocutor.

56

Ressalta-se que a escolha dos anúncios não tem o objetivo de fazer propaganda dos produtos anunciados, mas sim levar os estudantes a observar e refletir sobre recursos de linguagem verbal e não verbal utilizados em anúncios publicitários.

TEXTO POR TODA PARTE Anúncio publicitário

1 Uma rede de lojas de produtos hortifrúti criou uma série de anúncios inspirados em filmes. Observe o anúncio a seguir.

1. d) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes concluam que foi usada a imagem de uma manga tanto por lembrar a palavra panda quanto por ser um alimento vendido na loja de hortifrúti.

1. e) Espera-se que os estudantes estabeleçam relação entre a imagem em destaque, que traz uma manga com uma faixa, e o texto Kung Fu Manga, que faz referência ao filme Kung Fu Panda Também é possível explorar a palavra luta na frase “A luta pela vida saudável está só começando”, que associa a luta do kung fu à alimentação saudável e ao consumo de frutas, legumes e verduras.

Fonte: KUNG Fu manga. 2016. 1 cartaz.

a) Você conhece o filme no qual esse anúncio foi inspirado? Se sim, conte aos colegas.

b) Nesse anúncio, o que primeiro chamou a sua atenção: a imagem ou o texto escrito? Resposta pessoal.

c) Que produtos costumam ser vendidos em uma loja de hortifrúti?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reconheçam que o anúncio foi inspirado no filme Kung Fu Panda Frutas, legumes e verduras.

d) Em sua opinião, por que foi usada a imagem de uma manga no anúncio publicitário?

e) Qual é a relação entre a imagem da manga e o texto escrito que aparece em destaque no anúncio?

HORTIFRÚTI

2. a) As cores, o formato das letras, a disposição do texto e das imagens, além da semelhança sonora entre a frase em destaque no anúncio e o título do filme.

2 Agora, observe o cartaz do filme no qual esse anúncio foi inspirado.

a) Quais são as semelhanças entre o anúncio da página anterior e o cartaz do filme?

b) As imagens, as cores e o formato das letras utilizadas no anúncio publicitário da loja de ho rtifrúti , provavelmente, foram escolhidos para: dar destaque aos produtos vendidos na loja.

X fazer uma associação com o cartaz do filme em que foi inspirado.

KUNG Fu Panda. Estados Unidos, 2008. 1 cartaz.

3 Observe outro anúncio dessa mesma rede de lojas.

a) Identifique e escreva o slogan desse anúncio.

“Aqui a natureza tem superpoderes”.

Slogan é uma frase curta, criativa e fácil de lembrar, usada em anúncios publicitários e campanhas de conscientização. Tem como objetivo chamar a atenção do público e transmitir uma mensagem de maneira clara e marcante.

Atividade complementar

Peça aos estudantes que façam como os publicitários da rede de hortifrutigranjeiro e utilizem cartazes de filmes famosos para criar um anúncio de um produto que eles escolherem. Lembre a turma de quais são as características importantes que deve haver em um anúncio publicitário:

• texto persuasivo com o objetivo de convencimento;

• verbos no imperativo ou presente do indicativo;

• uso de expressão de chamamento;

57

Pergunte aos estudantes: “Por que vocês acham que os publicitários dessa marca resolveram utilizar filmes famosos para criar anúncios?”. Leve-os a perceber que é uma forma de atingir um público ainda maior, pois é possível chamar a atenção até mesmo de crianças e jovens.

Atividade 2. Comente a questão da aproximação sonora das palavras manga/ panda e da observação do formato da fruta para aproximar o anúncio do cartaz original do filme. Converse com os estudantes sobre a aproximação sonora do nome dos produtos e do nome dos personagens e dos filmes.

Atividade 3. Reforce as características de um bom slogan: frase curta criativa e fácil de memorizar. Peça aos estudantes que citem slogans que conhecem e cumpram esses quesitos. Para ampliar a atividade, promova uma seleção de filmes preferidos da turma; cada estudante escolherá um filme e fará um slogan para ele.

29/09/25 14:38

• linguagem simples, coloquial, dinâmica e acessível;

• presença de criatividade, humor;

• intertextualidade (relação com outros textos). Estimule os estudantes a apresentar os anúncios oralmente e abra espaço para que expliquem a intertextualidade presente no anúncio criado. Depois, exponha os trabalhos pela escola, para que mais pessoas possam apreciá-los.

Fonte:
Fonte: BATATMAN. 2019. 1 cartaz.
HORTIFRÚTI

OBJETIVOS

• Identificar a função do adjetivo na construção do texto.

• Formar adjetivos a partir de substantivos.

• Utilizar corretamente as regras ortográficas que regem o uso de -oso e -osa.

PLANO DE AULA

Com que letra?

O objetivo da seção é levar os estudantes a perceber que algumas terminações que formam novas palavras (sufixos) são regularidades ortográficas. Espera-se que concluam que todos os adjetivos terminados em -oso e -osa são grafados com s.

Atividade 1. Solicite que leiam a resenha crítica. Converse sobre o que compreenderam do trecho apresentado. Pergunte aos estudantes se eles concordam com a avaliação feita pelo autor da resenha.

Atividade 1. b e c) É importante que os estudantes compreendam o uso de palavras que caracterizam o substantivo e que locuções adjetivas podem se transformar em adjetivo, como o exemplo apresentado. Se julgar oportuno, escreva na lousa outras locuções adjetivas e peça aos estudantes que verbalizem adjetivos correspondentes. O contrário também pode ser positivo: escrever adjetivos e pedir que pensem na locução adjetiva mais pertinente.

COM QUE LETRA?

1. a) Espera-se que os estudantes identifiquem que o autor da resenha avalia positivamente o filme, pois afirma que todos os elementos que consagraram o personagem aparecem na obra com bom humor e que o filme agrada tanto a pais quanto a filhos.

Palavras terminadas

em -oso e -osa

1 Leia o trecho de uma resenha crítica do filme Garfield: fora de casa

Consagrado nos quadrinhos desde que foi criado por Jim Davis em 1978, Garfield já estrelou filmes com atores e programas de TV. Mas Garfield: fora de casa, que estreia nesta quarta-feira (1o), é a primeira animação em longa-metragem a chegar aos cinemas.

Felizmente, todos os elementos que consagraram o gato preguiçoso e bom de prato surgem no filme com o bom humor que o tornou mundialmente famoso, mas de um jeito que agrada pais e filhos.

Cena do filme Garfield: fora de casa, com direção de Mark Dindal. Estados Unidos, 2024.

SILVA, Célio. ‘Garfield: fora de casa’ diverte com aventura animada e sentimental. G1, 1o maio 2025. Disponível em: https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2024/05/01/garfield-fora-de-casa-diverte -com-aventura-animada-e-sentimental-g1-ja-viu.ghtml. Acesso em: 18 ago. 2025.

a) Qual é a avaliação do autor da resenha sobre a animação Garfield: fora de casa?

b) Escreva os adjetivos e a locução adjetiva usados no trecho para caracterizar o substantivo gato

preguiçoso bom de prato famoso gato

c) Escreva um adjetivo terminado em -oso para substituir a locução adjetiva, com sentido parecido.

locução adjetiva adjetivo bom de prato guloso

2 Leia.

Hummmm! A pipoca está deliciosa! substantivo adjetivo

58

a) Sublinhe os adjetivos. Depois, contorne as três últimas letras de cada um deles.

jogador habilidoso costureira cuidadosa sorvete gostoso ator famoso comida saborosa aluna curiosa

b) Escreva o que esses adjetivos têm em comum.

Espera-se que os estudantes identifiquem que os adjetivos terminam em -oso ou -osa

3 Escreva adjetivos derivados dos substantivos a seguir, conforme o modelo.

• apetite apetitoso(a)

• capricho caprichoso(a)

Dica: Todos terminam em -oso ou -osa.

• bondade bondoso(a)

• perigo perigoso(a)

a) Leia em voz alta os adjetivos que você escreveu. Que som a letra s representa nessas palavras?

Espera-se que os estudantes percebam que, nesses adjetivos, a letra s representa o som /z/.

b) Existe adjetivo terminado em -ozo ou -oza?

Sim X Não

c) Escreva uma regra que ajude a escrever corretamente adjetivos terminados em -oso ou -osa.

Sugestão de resposta: Todo adjetivo terminado em -oso ou -osa é escrito com s

Atividade 2. O objetivo da questão é levar os estudantes a perceber que o adjetivo se relaciona ao substantivo e o modifica (semanticamente). Apesar de os estudantes ainda não terem o conceito de concordância nominal formado, segundo a norma padrão o substantivo e o adjetivo devem concordar em relação ao gênero e ao número. Relembre que as palavras devem “combinar entre si”, como: carros novos ou princesa feia.

Atividade 3. Peça-lhes que digam outros adjetivos terminados em -oso e -osa Registre-os na lousa. Só então pergunte: “Existem adjetivos terminados em - ozo e - oza ?”. Espera-se que os estudantes concluam que não. Se achar conveniente, amplie a atividade pedindo que copiem os substantivos pedras, perfumes, noite, gata e, ao lado deles, escrevam adjetivos terminados em -oso e -osa 59

29/09/25 14:38

cheiro cheirosa carinho carinhoso

OBJETIVOS

• Utilizar conhecimentos prévios para participar de situações de intercâmbio oral.

• Identificar personagens de livros.

• Opinar sobre livros.

• Ler e interpretar uma indicação literária.

• Identificar a finalidade de uma indicação literária.

• Identificar estratégias de descrição e argumentação de uma indicação literária.

PLANO DE AULA Leitura

Atividades 1 e 2. Antes de iniciar a conversa sobre a observação das capas, lembre-se de que o professor é um modelo para seus estudantes; portanto, comente sobre seus livros favoritos, os temas, os estilos, um(a) autor(a) que lhe impressiona.

Incentive-os a observar que a capa geralmente traz o título da obra, o nome do autor e/ou do ilustrador e da editora. Oriente-os a perceber que o título sempre aparece mais destacado que as demais informações.

Converse com os estudantes sobre a forma como escolhem um livro. Pergunte se costumam frequentar bibliotecas e livrarias e como é o acesso aos livros. Pergunte: “Quais os elementos que influenciam em sua escolha: ilustrações, capa, número de páginas, autor?”.

Atividade 3. A indicação literária é um gênero que apresenta parte da história de um livro, por meio da reescrita ou de um resumo, sem que o desfecho da história seja revelado. As indicações circulam principalmente nos catálogos das editoras, mas também em revistas, na internet, nos sites de editoras, em lojas virtuais, entre outros.

Pergunte: “Como se iniciam as indicações literárias?”.

4 VAMOS LER?

LEITURA Indicação literária

1 Como você escolhe livros para presentear ou ler?

2 Observe as capas destes livros.

• Marque qual destes livros você escolheria para presentear um colega da turma. Explique sua resposta

Respostas pessoais.

Resposta pessoal.

3 Você sabe o que é uma indicação literária? Se sim, já leu alguma? Respostas pessoais.

As indicações literárias apresentam um livro, ressaltando suas características, para despertar a curiosidade do leitor.

• Leia a indicação literária a seguir.

Tuiupé e o maracá mágico Tuiupé é uma menina indígena cheia de alegria, que aprende muito sobre as tradições de seu povo com o pajé Saracura. Em um dia de tempestade, sua vida toma um rumo inesperado. Narrada em cordel, a história convida a mergulhar na cultura dos povos originários e na força dos sonhos, em um tempo em que a natureza e a magia caminham juntas.

ROSSI, Renata. 30 livros sobre meninas inspiradoras para ler com os meninos. 4 abr. 2024. Disponível em: https://lunetas.com.br/30-livros-sobre -meninas-inspiradoras-para-ler-com-os-meninos/. Acesso em: 23 abr. 2025.

Autoras: Paôla Torres e Auritha Tabajara Editora: Companhia das Letrinhas Número de páginas: 40

É importante trazer exemplos de indicações que se iniciam por uma indagação (“O que será que pode acontecer em um castelo mal-assombrado?”).

Atividade complementar

• Leve outras indicações literárias para a sala de aula. Chame a atenção dos estudantes para semelhanças entre as indicações lidas, como: uso de adjetivos; descrição do enredo; apresentação breve dos principais personagens da trama; menção a autor, ilustrador, tradutor, editora, ano de publicação e número de páginas.

• Elabore com eles uma lista de palavras ou expressões utilizadas para despertar o interesse do leitor em uma indicação de leitura. Exemplos: história engraçada, contagiante; personagens cativantes, divertidos etc.

• Incentive os estudantes a criar frases que provoquem a curiosidade sobre o livro, tais como: “Você já imaginou um garoto que mora em outro planeta?”, “Qual seria sua reação se encontrasse um monstro com um livro na mão?”. Esse registro será importante quando os estudantes forem produzir uma indicação literária.

Resposta pessoal. É importante que os estudantes observem que as indicações literárias vêm acompanhadas da imagem da capa do livro, o que facilita a busca da obra nas bibliotecas, nas livrarias e na internet. Além disso, a imagem da capa também pode servir de atrativo para despertar no leitor o desejo de ler a obra.

• Essa indicação despertou sua vontade de ler esse livro? Por quê?

Respostas pessoais.

4 A imagem que aparece ao lado da indicação literária é: uma página do livro. X  a capa do livro.

• Qual você acha que é o motivo de essa imagem aparecer próxima ao texto escrito?

5 Sublinhe os adjetivos e as locuções adjetivas que aparecem na indicação literária.

a) Com os colegas, leia em voz alta a indicação literária, excluindo as palavras e expressões que foram sublinhadas.

b) Qual é a importância dos adjetivos e das locuções adjetivas em indicações literárias?

Espera-se que os estudantes concluam que as características dadas aos substantivos do texto instigam a curiosidade do leitor em ler o livro. Além disso, elas ajudam a criar a imagem dos personagens e do enredo.

6 Em uma indicação literária, o desfecho da história pode ser revelado? Por quê?

Não, pois as indicações literárias têm a finalidade de despertar o interesse e a curiosidade do leitor em ler a obra. Esse objetivo seria prejudicado se elas revelassem o desfecho da história.

DESCUBRA MAIS

• HOLM, Jennifer L. O 14o peixinho dourado: acredite no impossível possível. Rio de Janeiro: Rocco Jovens Leitores, 2018.

Ellie ganhou um peixinho dourado na pré-escola. Ao longo dos anos, ele se tornou parte da rotina dela — até que um segredo revelado por sua mãe muda a forma como Ellie vê o passado e o próprio Douradinho.

Inclusão e equidade

A fim de promover a inclusão, nas atividades orais, identifique possíveis barreiras físicas, de comunicação ou de relação, que possam dificultar a participação de algum estudante. Motive os estudantes que não demonstrarem interesse e disponibilize outros materiais que sejam acessíveis para todo o grupo.

29/09/25 14:38

Atividade 5. Retome com os estudantes a função dos adjetivos e das locuções adjetivas de caracterizar os substantivos. Incentive os estudantes a lhe ditar os substantivos aos quais os adjetivos e as locuções adjetivas se referem na indicação literária lida. Registre os substantivos na lousa e, ao lado, os respectivos adjetivos ou as locuções adjetivas: indígena, cheia de alegria, de seu povo, de tempestade, inesperado, originários.

É importante que os estudantes leiam em voz alta a indicação literária excluindo os adjetivos e as locuções adjetivas, de forma a perceber a importância do uso dessas palavras e expressões em indicações literárias, pois essa classe de palavras caracteriza ou qualifica personagens, enredo, ilustrações e outros aspectos do livro recomendado.

Espera-se que os estudantes observem que um recurso linguístico fundamental do gênero indicação literária é o uso de adjetivos, que qualificam aquilo que se descreve: seja o livro, o tema, os personagens, o cenário, o autor ou as ilustrações.

Atividade 6. Espera-se que os estudantes percebam que o desfecho da história não é revelado para não comprometer a experiência de leitura e instigar o leitor a ler a história indicada.

Leve o livro indicado no boxe Descubra mais para a Roda de leitura da turma. Recomende a leitura aos estudantes comentando o motivo pelo qual achou o livro interessante e por que eles vão gostar. Essa obra explora temas como superação, natureza, relação de crianças com animais de estimação, capacidade de adaptação.

CLAUDIO
CHIYO

OBJETIVO

• Identificar a diferença de uso de nós e a gente.

• Compreender as situações de comunicação que requerem uma construção mais formal.

• Aplicar corretamente as duas formas conforme o contexto de comunicação.

PLANO DE AULA

Nossa língua

Esta seção trará a oportunidade de conversar sobre variações linguísticas e a importância da adequação vocabular de acordo como nossos interlocutores.

Atividade 1. Convide os estudantes a ler o texto. Chame a atenção para a expressividade e a observação da pontuação. Faça perguntas que comprovem a compreensão do texto lido, como: o narrador é observador ou personagem? Quem é o narrador? Como é o apelido de Leocádio?

Atividade 1. a) Espera-se que os estudantes destaquem o fato mais importante do relato. Em seguida, pergunte a eles: “Alguém já teve um animalzinho de estimação que fugiu de casa?”, “Qual foi sua reação?”, “Quem ajudou a procurá-lo?”, “Ele voltou?”.

Atividade 1. b e c) Peça aos estudantes que expliquem como chegaram a essa resposta. O objetivo é fazer com que percebam que a gente e nós podem ter o mesmo sentido, porém é importante a explicação de que “a gente” é uma expressão mais informal.

NOSSA LÍNGUA

Uso de nós e a gente

1 Leia um trecho do livro O diário do Lelê

O diário do Lelê

O meu nome é Leocádio, mas todo mundo me chama de Lelê. Quer dizer, todo mundo, não, porque eu tive uma cachorra que me chamava abanando o rabo.

Mas um dia a Lady fugiu. O meu pai abriu o portão para colocar o carro na garagem, ela aproveitou e saiu. A gente correu atrás, mas acho que ela pensou que a gente estava brincando de pega-pega e correu ainda mais. Aí ela virou algumas esquinas e desapareceu. […]

TORERO, José Roberto. O diário do Lelê São Paulo: Salamandra, 2009. p. 50-52.

a) Nesse trecho, qual é o fato mais importante relatado pelo personagem?

O sumiço da sua cachorrinha Lady.

b) Qual pronome tem o mesmo sentido da expressão em destaque?

Eu X  Nós  Eles

c) Por que o autor optou pela expressão em destaque em lugar do pronome?

Para aproximar o leitor a que o livro se destina.

Competências socioemocionais

Autogestão e habilidades de relacionamento

A leitura do texto leva à reflexão sobre a importância de controlar nossos sentimentos em momentos de tensão e estresse, como perder um animal de estimação. Converse com os estudantes sobre formas de manter a calma e analisar as melhores opções em casos semelhantes e as pessoas que podem auxiliá-los a resolver conflitos.

2. • Na semana do meio ambiente, nós estudamos a importância da água para o planeta e, agora, nós estamos/estamos preocupados com o desperdício de água na cidade, porque, na praça que fica próxima à escola, há um cano vazando água há dias.

d) Nesse trecho, você acha que o uso da expressão foi adequado?

É importante que os estudantes concluam que o uso de a gente foi adequado, pois contribui com o objetivo do autor, que é aproximar o leitor a que o livro se destina, as crianças, do enredo narrado.

2 Leia o trecho de uma carta enviada por estudantes de uma turma de 4o ano ao prefeito de uma cidade.

Na semana do meio ambiente, a gente estudou a importância da água para o planeta e, agora, a gente está preocupado com o desperdício de água na cidade, porque, na praça que fica próxima à escola, há um cano vazando água há dias.

A gente gostaria de pedir providências para solucionar esse grave problema, pois a gente sabe que preservar esse bem é fundamental. Além disso, se o cano continuar vazando, corre o risco de toda a comunidade ficar sem água e, por isso, a gente pode até ficar sem aula, o que poderia prejudicar o ano letivo.

MORAES, Amanda. Atividade para a semana do meio ambiente 15 abr. 2025. Disponível em: https://profamandamoraes.blogspot. com/2025/04/atividade-para-semana-do-meio-ambiente.html. Acesso em: 20 ago. 2025.

Dica: Em situações mais formais de comunicação, é recomendável substituir a expressão a gente pelo pronome nós

• Reescreva a carta no caderno substituindo a expressão em destaque pelo pronome nós. Faça as modificações necessárias.

Nós gostaríamos/Gostaríamos de pedir providências para solucionar esse grave problema, pois

Dica: Em alguns casos é possível eliminar o pronome, mantendo a concordância.

nós sabemos/sabemos que preservar esse bem é fundamental. Além disso, se o cano continuar vazando, corre o risco de toda a comunidade ficar sem água e, por isso, nós podemos/podemos até ficar sem aula, o que poderia prejudicar o ano letivo.

Atividade 1. d) Converse com os estudantes sobre o uso da expressão “a gente” no texto lido e demonstre como essa escolha aproxima o texto do leitor, fazendo com que tenha um caráter mais afetivo. Explique que o público-alvo, as crianças, permite essa construção. Reforce a importância da adequação à situação comunicativa.

Atividade 2. É importante que os estudantes percebam como a mesma escolha vocabular não parece adequada na formulação do

Chame a atenção para a flexão verbal: utilizando a expressão “a gente”, o verbo fica no singular. É importante realizar a atividade primeiro oralmente, para, no momento da escrita, os estudantes se ocuparem mais do que escrever e não do como escrever. Relacione com os estudantes situações em que é importante uma linguagem mais formal. Comente a importância da gramática como fator de inclusão social.

Texto de apoio

É importante ressaltar que atividades de escrita contribuem para a leitura, como preceitua o professor José Morais:

[...] o professor deve introduzir a escrita desde o início da aprendizagem da leitura, como sua parceira de todos os dias, embora haja sessões de leitura e de escrita distintas. Essa parceria implica que o professor articule duas atividades de maneira que ele próprio possa constatar que o treino da escrita produz efeitos positivos na leitura e vice-versa.

MORAIS, José. Criar leitores: para professores e educadores. Barueri, SP: Minha Editora, 2013, p. 107.

Observando para

avançar

29/09/25 14:38

segundo texto, a carta para autoridade. Pergunte aos estudantes: “Na opinião de vocês, essa é uma situação informal ou mais formal de comunicação escrita? Por quê?”. Os estudantes poderão observar que uma carta a uma autoridade é uma situação mais formal de comunicação.

Se necessário, consulte o dicionário com os estudantes para explorar os significados do termo desperdício e ampliar o repertório com novo vocabulário.

Após a reescrita, reserve momentos para que os estudantes realizem a leitura em voz alta do texto. Verifique se realizam a leitura em voz alta com velocidade, precisão e prosódia. A prática de leitura em voz alta favorece a fluência leitora.

BENTINHO
BENTINHO

OBJETIVOS

• Compreender enredo do conto depois da leitura feita pelo professor.

• Levantar hipóteses coerentes com base na leitura do início do conto.

• Compreender a escolha do narrador como recurso para envolver o leitor.

PLANO DE AULA

Hora da história

Atividade 1. Informe aos estudantes que lerão um trecho do livro O 14 o peixinho dourado, que foi mencionado no boxe Descubra mais da seção Leitura . É importante realizar uma leitura com entonação e ritmo adequados, de forma a passar toda a emoção dos personagens e o humor presente no conto. Faça a primeira leitura sem interrupções.

Abra espaço para que os estudantes comentem suas impressões sobre a história. Participe também trazendo suas contribuições.

Após a conversa com a turma, selecione alguns trechos para reler e levar os estudantes a perceber a importância da escolha das palavras para tornar o conto mais divertido e prender a atenção dos leitores. Destaque a descrição da professora em relação às roupas e atitudes. É fundamental que os estudantes notem que, muitas vezes, mais interessante do que o fato em si, é a forma como ele é contado.

Ao dar detalhes sobre a professora, o leitor é levado a imaginar a figura dela e sua personalidade. Releia o trecho: “Estrelinha nos ensinou a ficar sentados na hora do lanche, a colocar a mão na frente da boca para espirrar e a não comer massinha de modelar (o que a maioria dos

1 Leia um trecho do livro O 14o peixinho dourado

HORA DA HISTÓRIA Conto Douradinho

Quando eu estava na pré-escola, tive uma professora chamada Estrelinha. Ela usava vestidos hippies tingidos com as cores do arco-íris e sempre trazia biscoitos de granola com linhaça que não tinham gosto de nada.

Estrelinha nos ensinou a ficar sentados na hora do lanche, a colocar a mão na frente da boca para espirrar e a não comer massinha de modelar (o que a maioria dos meninos achava que era opcional). Até que um dia, ela deu um peixinho dourado para cada um levar para casa. Ela os comprou numa promoção na pet shop. Na hora da saída, explicou para nossos pais:

— O peixinho vai ensinar sobre o ciclo da vida aos seus filhos. Eles não costumam durar muito.

Levei meu peixe para casa e o chamei de Douradinho, como qualquer outra criança no mundo que acha que está sendo original. Mas, no fim das contas, Douradinho era mesmo original.

Porque ele não morreu.

meninos achava que era opcional).” Em seguida, pergunte: “Que pontuação foi usada para inserir uma explicação no trecho?”, “Qual a intenção dessa explicação?”. É importante que os estudantes concluam que os parênteses foram usados para inserir uma interrupção do narrador para dar uma explicação sobre o trecho. Nesse caso, para informar que os colegas de turma achavam que podiam comer massinha de modelar.

Mesmo depois de todos os peixes dos meus colegas terem ido para o grande aquário celestial, o meu continuava vivo. Ele ainda estava vivo quando eu entrei no Jardim I. Ainda estava vivo no meu primeiro ano. Ainda estava vivo no segundo, no terceiro e no quarto. Então, finalmente, ano passado, no meu quinto ano, certa manhã, entrei na cozinha e vi meu peixe boiando de cabeça para baixo no aquário.

Quando contei para minha mãe, ela suspirou.

— Ele não durou muito — disse ela.

— Como assim? — perguntei. — Ele durou sete anos!

Ela sorriu e disse:

— Ellie, este não era o Douradinho original. O primeiro peixe só durou duas semanas. Quando ele morreu, comprei outro e o coloquei no aquário. Nesses anos todos, já tivemos uma porção de peixes.

— Qual era o número deste?

— Décimo terceiro, o azarado — respondeu ela, me olhando de soslaio.

— Todos foram azarados — afirmei.

O Décimo Terceiro Douradinho recebeu um funeral no vaso sanitário, e perguntei a minha mãe se eu podia ter um cachorro.

HOLM, Jennifer L. O 14o peixinho dourado: acredite no impossível possível. Rio de Janeiro: Rocco Jovens Leitores, 2018. p. 11-13.

QUEM É?

Jennifer L. Holm é a autora de livros infantis e campeã de vendas nos Estados Unidos. Ela já recebeu diversos prêmios por suas obras. Jennifer trabalha com o irmão, Matthew Holm, em duas séries em quadrinhos que já venderam mais de 2 milhões de livros.

De soslaio: de lado.

Releia a seguinte frase: “Quando contei para minha mãe, ela suspirou.”. Pergunte: “Faria diferença se a palavra suspirou fosse substituída por falou ?”. É fundamental que os estudantes percebam que a palavra suspirou contribui para que o leitor perceba as emoções dos personagens. Proponha que imaginem as mudanças na cena caso essa palavra fosse substituída por “gritou”, “sorriu” etc. Prossiga perguntando: “Por que a mãe de Ellie chamou o último peixinho de azarado?”. É provável que concluam que o último peixinho ganhou o nome por ser o de número 13, para muitos, considerado um número de azar. Por fim, releia o último parágrafo. Em seguida, dê a mesma informação. Desta vez, substituindo o trecho “recebeu um funeral no vaso sanitário” por “foi jogado no vaso sanitário”. Pergunte se essa mudança altera o humor do trecho. É provável que os estudantes concluam que sim, pois o trecho original contém uma ironia, o que contribui para dar ainda mais humor ao conto.

Competências socioemocionais

• Converse com os colegas sobre suas impressões a respeito da história. Resposta pessoal.

Ao solicitar aos estudantes que compartilhem suas impressões, explore: “Por que Ellie considerava seu peixe original?”, “Ele era, de fato, original?”, “Por que vocês acham que a mãe de Ellie substituía os peixinhos que morriam?”, “O que vocês acharam dessa atitude?”. Discuta a questão com a turma. Aceite as respostas, desde que coerentes e justificadas. Chame a atenção da turma para o fato de que, provavelmente, a mãe de Ellie agia daquela forma para que a filha não se decepcionasse com a perda do peixinho. No entanto, essa atitude ia de encontro ao que a professora pretendia ensinar.

Conversem sobre até que ponto a família deve proteger as crianças de enfrentar os problemas e as decepções do cotidiano. Apresente as informações da autora para os estudantes. Destaque o fato de trabalhar em parceria com o irmão na produção de quadrinhos. Pode ser um elemento motivador para que os estudantes busquem parcerias com seus irmãos.

29/09/25 14:38

Autogestão e habilidade de relacionamento Uma nova leitura do texto pode conduzir à reflexão sobre a importância de manejar nossos sentimentos em momentos de tensão e estresse. A discussão pode ser ampliada para a perda de pessoas queridas, seja por afastamentos ou pela partida.

Pergunte se alguém já teve a experiência de criar peixinhos em aquário. Peça que comentem as dificuldades, a expectativa e a realidade da necessidade de cuidados.

PLANO DE AULA

Hora da história

Atividade 2. Fale sobre o narrador, quem conta a história e apresenta os elementos da narrativa: personagens, ambiente, tempo e outros aspectos. Demonstre que, no texto lido, o narrador também é uma personagem que participa da ação.

Atividade 3. Instigue os estudantes a comentar como seria possível desconfiar que o peixinho dourado fora substituído. Desafie-os a falar o que fariam no lugar da protagonista.

Atividade 4. Incentive os estudantes a apontar índices do texto que mostrem que o peixinho era outro (o fato de a professora ter explicado que os peixinhos não costumam durar muito, o fato de os peixes de todos os colegas de Ellie terem morrido etc.).

Atividade 5. Explique que, às vezes, usamos expressões sutis para falar sobre assuntos sensíveis. Por exemplo, quando alguém morre, podemos dizer que “partiu”, “descansou”. Pergunte se conhecem outras expressões como essas, deixem que falem sobre suas experiências comunicativas, sobretudo da linguagem familiar.

Atividade 6. Popularmente, por superstição, há números que as pessoas acreditam que podem trazer sorte e outros, azar. Leve os estudantes a perceber que as superstições não são baseadas em fatos, embora tenham seu valor por serem fruto da tradição popular.

2 Nesse conto, o narrador:

apenas narra os fatos sem participar da história.

X participa da história como personagem.

3 Por que Ellie considerou que seu peixinho era original?

Porque, em relação ao tempo de vida de outros peixes de aquário, o dela supostamente teria vivido mais do que o esperado.

4 O que fez com que Ellie acreditasse que seu peixinho tinha vivido por muitos anos?

O fato de a mãe dela ter substituído em segredo o peixe que morria por outro semelhante.

5 Nos contos, a escolha das palavras é muito importante. Releia o trecho a seguir.

AMesmo depois de todos os peixes dos meus colegas terem ido para o grande aquário celestial, o meu continuava vivo.

• Esse mesmo trecho poderia ter sido escrito assim:

B

Mesmo depois de todos os peixes dos meus colegas terem morrido, o meu continuava vivo.

• Qual dos trechos você achou mais interessante? Por quê?

6 Quantos peixinhos Ellie teve? 13

É provável que os estudantes respondam que o trecho A é mais interessante, pois a escolha das palavras contribuiu para tornar o trecho mais engraçado.

• Por que a mãe de Ellie chamou o último peixinho de azarado?

É provável que os estudantes concluam que o último peixinho foi chamado de azarado por ser o de número 13, que, para muitos, é considerado um número de azar.

Texto de apoio [..] fica evidente a necessidade da presença do professor/leitor como mediador do processo de iniciação do leitor/criança. Quanto mais evidente ficar para ele a importância da leitura literária como poderosa fonte de formação de sensibilidades e de ampliação de nossa visão de mundo, [...] mais significativas se tornarão as práticas de letramento literário propostas. [...]

CARVALHO, Maria Angélica Freire de; MENDONÇA, Rosa Helena (org.). Práticas de leitura e escrita. Brasília, DF: MEC, 2006. p. 128-129. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/tvescola/grades/ salto_ple.pdf. Acesso em: 2 set. 2025.

COM QUE LETRA?

Palavras com g ou j

1 Leia um anúncio de uma livraria.

REPRODUÇÃO/CRIAÇÃO

• A quem se destina esse anúncio?

Espera-se que os estudantes concluam que se destina aos pais, levando em conta o trecho “Se seu filho ficar sem palavras”.

2 É possível ter dúvida se a palavra jeito é escrita com g ou com j? Por quê?

É importante que os estudantes concluam que a dúvida pode existir porque a letra g antes das vogais e e i representa o mesmo som que a letra j

3 Você já sabe que substantivos primitivos e substantivos derivados formam uma mesma família de palavras. Por terem uma origem em comum, palavras da mesma família têm a escrita sempre parecida.

• Escreva o substantivo, primitivo ou derivado, de cada dupla de palavras.

jeito   jeitoso

agito

agitação agenda agendamento gelo geladeira

loja lojinha/lojista queijeira queijo

OBJETIVOS

• Utilizar corretamente as regras ortográficas que regem o uso de g ou j.

• Reconhecer as famílias de palavras formadas a partir de g ou j.

PLANO DE AULA

Com que letra?

Atividade 1. Observe com os estudantes o anúncio publicitário. Destaque o duplo

Fonte: LOLLO, José Carlos; ZANATTA, Cássio. Dia 12, dê um livro de presente 2025. 1 cartaz. 67

uma oportunidade de compreender os possíveis desafios apresentados pelos estudantes acerca da ortografia. Chame a atenção dos estudantes para o fato de que as letras g e j em ge , gi e je, ji representam o mesmo som, ou seja, são homófonas. Logo, é natural ter dúvida em relação à grafia correta. Lembre os estudantes de sempre considerar a palavra primitiva na hora de escrever as palavras derivadas.

Atividade 3. Relembre os conceitos de substantivo primitivo e substantivo derivado. Chame a atenção para o enunciado, que pede substantivos derivados, para que não escrevam outras classes de palavras.

Inclusão e equidade

A fim de fomentar a inclusão, avalie outras formas de ajudá-los a compreender a ideia do texto, por exemplo, exemplificando com situações do cotidiano em que sentimos dificuldade em expressar nossos sentimentos: um conflito, uma irritação, um sentimento que nos toma de repente, uma euforia.

Sugestão para o professor

• VALLE, Leonardo. 5 jogos para ensinar ortografia de forma lúdica. 8 dez. 2022. Disponível em: https://www. institutoclaro.org.br/educa cao/nossas-novidades/re portagens/5-jogos-para-en sinar-ortografia-de-forma -ludica/. Acesso em: 6 out. 2025.

29/09/25 14:38

sentido da expressão “ficar sem palavras” no contexto comunicativo. Levante hipóteses com a turma: “Por que um livro pode nos ajudar nos momentos em que ficamos sem palavras?”, “A pessoa que cultiva o hábito da leitura possui um vocabulário maior?”. Alguns estudantes podem ter dificuldade em perceber a metáfora presente no texto, por não conseguirem desenvolver um pensamento abstrato.

Atividade 2. Possibilite que os estudantes apresentem suas respostas. Essa atividade é

Se julgar pertinente, acesse o site indicado e escolha uma das brincadeiras propostas como atividade de fixação para o conteúdo.

PLANO DE AULA

Com que letra?

Atividade 4. Verifique se os estudantes compreenderam a relação de semelhança na grafia de palavras da mesma família.

Atividade 5. Comente com os estudantes que muitas palavras grafadas com j são originárias do tupi ou de línguas africanas, como pajé, jiboia , canjica (de origem tupi), jiló , jongo (de origem quimbundo).

Relembre estas regularidades ortográficas com os estudantes: empregamos a letra j em verbos terminados em -jar, como arranjar/ arranje, apedrejar/apedreje ; na terminação - aje : laje, traje. Empregamos g em palavras terminadas em -ágio, - égio , - ígio , - ógio e - úgio : pedágio, privilégio, litígio, relógio, refúgio etc. Geralmente, também empregamos a letra g depois da letra a inicial: ágil, agitar, agenciar etc.

Atividade 6. Antes de os estudantes produzirem a lista, faça com eles um levantamento oral de palavras grafadas com g ou j que são usuais para o grupo. As listas podem ser ilustradas, sempre destacando as letras g e j.

4 Complete as frases a seguir com palavras da mesma família das indicadas entre parênteses.

a) A turma ficou muito agitada depois do intervalo. (agitar)

b) Vi um lindo cajueiro na viagem para o litoral. (caju)

c) A água da cachoeira estava gelada . (gelo)

d) Os alunos derrubaram os potes de tinta e a sala ficou uma sujeira ! (sujo)

5 Copie do quadro de palavras o nome dos produtos a seguir.

jiló • berinjela • vagem • jerimum • manjericão • jenipapo gergelim • gelatina • tangerina • canjica • jabuticaba • geleia

geleia vagem

6 Dividam-se em grupos e façam, em uma folha de papel avulsa, uma lista de palavras com g e j que vocês usam com frequência. Depois, exponham no mural da sala. Sugestões de palavras com ge e gi: gente, gincana, girafa, gibi, ginásio, girar, ginástica, gemido, gelatina, geleia, gentil, gema, gênio, sugestão, viagem; palavras com je e ji: sujeira, jegue, majestade, nojento, jeito, hoje, jejum.

Atividade complementar

• Divida a turma em trios, oriente para que escrevam no caderno uma lista de palavras grafadas com a letra j, conforme o comando do professor — nome próprio de pessoa, palavra indígena, substantivo comum, lugar, animal, vegetal. A cada pedido, conte um tempo. Ao final, vencerá o grupo que tiver conseguido o maior número de palavras. Não considere palavras grafadas de forma incorreta como válidas para pontuação.

NOSSA LÍNGUA

Substantivo coletivo

Respostas pessoais.

1 Você conhece a cidade de Manaus? Converse com os colegas sobre o que você viu, ouviu ou aprendeu sobre essa cidade, que fica no estado do Amazonas e é cercada pela maior floresta tropical do mundo.

• Você já leu indicações literárias. Agora, vai ler uma sinopse. Sinopses apresentam um resumo breve de um livro ou filme. Leia a sinopse do livro Manaus.

Neste livro-cidade, Irena Freitas narra um dia pelas ruas de Manaus, traduzindo em imagens e palavras os sons, cores, cheiros e sabores da deslumbrante capital amazonense, onde vive. Uma cidade cercada pela Floresta Amazônica, em que seus habitantes compartilham o dia a dia em meio a uma cultura singular, moldada por uma natureza poderosa em cada detalhe de sua fauna e flora. Os textos e ilustrações de Manaus não apenas capturam o cotidiano da cidade, como também a arte de viver em uma atmosfera tão cheia de vida.

FREITAS, Irena. Manaus. 2019. Disponível em: https://www.edicoesbarbatana.com.br/pd-696806. Acesso em: 12 ago. 2025.

a) De acordo com a sinopse, o que o livro Manaus apresenta ao leitor?

Um conto de terror sobre uma cidade desconhecida.

X Histórias sobre a vida na cidade de Manaus.

Uma explicação científica sobre a fauna da Amazônia.

b) Sublinhe o trecho da sinopse que evidencia que a cidade de Manaus tem uma cultura própria, ligada à natureza.

c) As palavras fauna e flora foram destacadas no texto. Escreva o que elas significam. Se necessário, consulte o dicionário.

Fauna é o conjunto de animais que vive em uma região. Flora é o conjunto de plantas e vegetação de um lugar.

As palavras fauna e flora são substantivos coletivos e representam o conjunto dos animais e das plantas de uma região. Elas estão no singular, mas indicam um conjunto de seres vivos.

OBJETIVOS

• Observar algumas características do gênero sinopse.

• Identificar a função dos substantivos coletivos.

• Diferenciar substantivos coletivos de substantivos no plural.

PLANO DE AULA

Nossa língua

“Como vocês imaginam esse lugar?”, “O que faz o homem presente na capa?”, “Que outros elementos vocês veem?”. Aproveite a oportunidade para chamar a atenção da turma para aspectos apresentados na capa do livro: título do livro, nome da autora, da editora etc. Explore a composição visual: “Que animais é possível identificar na capa?” (macacos, aves), “Na opinião de vocês, as cores usadas na capa passam a ideia de um ambiente próximo ou distante de elementos da natureza?”.

Texto de apoio COLETIVOS são os substantivos comuns que, no singular, designam um conjunto dos seres ou coisas da mesma espécie. Comparem-se, por exemplo, estas duas afirmações: Cento e vinte milhões de brasileiros pensam assim. O povo brasileiro pensa assim.

29/09/25 14:38

Atividade 1. Pergunte aos estudantes se eles conhecem ou já ouviram falar da cidade de Manaus. Incentive-os a compartilhar os conhecimentos prévios sobre essa cidade. Faça a leitura de imagem da capa do livro Manaus com os estudantes. Antes de ler a sinopse, peça que tentem inferir alguns aspectos para levantar hipóteses sobre a cidade:

Na primeira enuncia-se um número enorme de brasileiros, mas representados como uma quantidade de indivíduos. Na segunda, sem indicação de número, sem indicar gramaticalmente a multiplicidade, isto é, com uma forma de singular, consegue-se agrupar maior número ainda de elementos [...]. Além desses coletivos que exprimem um todo, há na língua outros que designam: a) uma parte organizada de um todo, como, por exemplo, regimento , batalhão , companhia (partes do coletivo geral exército); b) um grupo acidental, como grupo, multidão, bando: bando de andorinhas , bando de salteadores; [...] c) um grupo de seres de determinada espécie: boiada (de bois), ramaria (de ramos). [...]

CINTRA, L.; CUNHA, C. Nova Gramática do Português Contemporâneo. Rio de Janeiro: Lexicon, 2017. p. 192-193.

PLANO DE AULA

Nossa língua

Atividade 2. Nesta atividade, o objetivo é ampliar as possibilidades de pesquisa dos estudantes. Oriente a turma sobre como organizar a lista ilustrada. Forme duplas e desafie os estudantes a encontrar três coletivos cada um no dicionário, pesquisando também imagens que representem os substantivos coletivos. Ao final, montem juntos uma lista ilustrada de coletivos e afixem no mural da sala de aula.

Atividade 3. Peça aos estudantes que leiam o trecho da notícia em voz alta. Em seguida, proponha questões que comprovem a compreensão da leitura realizada, como: “Do que trata a notícia?”, “Quais trabalhos seriam desenvolvidos com os jogadores?”.

Leve o livro indicado no boxe Descubra mais para a roda de leitura. Recomende a obra aos estudantes, comentando por que achou interessante e por que eles vão gostar. O livro, cujo tema principal é a amizade, narra de forma leve e engraçada situações do cotidiano do protagonista no convívio familiar e com amigos.

Retome com a turma o que foi estudado sobre os substantivos, pedindo exemplos já conhecidos deles (cachorro, árvore, livro). Em seguida, apresente a ideia de que alguns substantivos, mesmo estando no singular, indicam um conjunto de seres da mesma espécie. Explique que esses são chamados substantivos coletivos.

Exemplifique com palavras conhecidas dos estudantes: alcateia → conjunto de lobos; cardume → conjunto de peixes; arquipélago → conjunto de ilhas; biblioteca → conjunto de livros.

Proponha a construção de um mapa conceitual de

2 Você e os colegas vão pesquisar outros substantivos coletivos e montar uma lista ilustrada para expor no mural da sala. Essa lista vai servir de consulta para a turma. Produção pessoal.

Dica: Coloque os substantivos coletivos em ordem alfabética para facilitar a consulta à lista.

3 Leia o trecho de uma notícia esportiva.

Neste primeiro dia de trabalhos, o elenco paranista se apresentou ao técnico Tcheco e restante da comissão técnica, e também a alguns membros do Conselho Gestor que estiveram presentes no centro de treinamentos. Depois das boas-vindas, os jogadores que se apresentaram já iniciaram os trabalhos.

PRÉ-TEMPORADA 2024 iniciada. Curitiba, 21 dez. 2023. Disponível em: https://paranaclube.com.br/pre-temporada-2024-iniciada/. Acesso em: 12 ago. 2025.

a) Sublinhe no trecho o substantivo usado para evitar a repetição de jogadores.

b) Como é classificado esse substantivo? Substantivo coletivo.

c) Reescreva a frase em destaque substituindo o substantivo em questão por jogadores. Faça as alterações necessárias.

Neste primeiro dia de trabalhos, os jogadores paranistas se apresentaram ao técnico Tcheco e restante da comissão técnica, e também a alguns membros do Conselho Gestor que estiveram presentes no centro de treinamentos.

DESCUBRA MAIS

• SEMPÉ, Jean-Jacques; GOSCINNY, René. O pequeno Nicolau e seus amigos São Paulo: Martins Fontes, 1998. O livro conta as aventuras de Nicolau, um garotinho muito inteligente.

substantivos coletivos, conforme o modelo ao lado. Registre na lousa o esquema inicial e completem juntos as informações. Anote as contribuições, incentivando a participação de todos e use respostas incompletas como oportunidade de reflexão coletiva.

Após finalizar o mapa, leia-o com os estudantes e confira se a organização reflete o que aprenderam. Incentive-os a copiar o mapa no caderno, reforçando memória visual e autonomia no estudo. Sugira usar cores diferentes para cada núcleo, favorecendo clareza e fixação visual.

SUBSTANTIVOS

COLETIVOS

O QUE

SÃO FUNÇÃO EXEMPLOS

• Substantivos que indicam conjuntos

• Nomeiam um conjunto no singular

• cardume (peixes)

• alcateia (lobos)

• biblioteca (livros)

• arquipélago (ilha)

Veja orientações na seção Plano de aula

PRODUÇÃO ESCRITA

Resenha crítica de filme

Você e os colegas vão assistir a um filme e, depois, vão escrever coletivamente uma resenha crítica sobre ele para ser publicada no site ou no jornal da escola ou ser exposta em um mural.

1. Construam um mapa mental no caderno ou utilizando uma ferramenta digital com as ideias principais sobre o filme. O mapa deve conter:

• o título do filme e o público a que se destina;

• as principais emoções que o filme transmite;

• o que acontece na história (resumo curto);

• o que acham dos personagens;

• pontos positivos e negativos do filme;

• a opinião de vocês sobre o filme.

Dica: Se fizerem o mapa em formato digital, salvem com o nome da dupla e enviem para o professor.

2. Compartilhem os mapas com os colegas e conversem sobre o que registraram.

3. Relembrem a história oralmente com a ajuda do professor. Depois, discutam e construam uma opinião coletiva sobre o filme.

Dica: Ouvir os colegas com atenção, respeitar opiniões diferentes e chegar a um acordo é muito importante para fazer um bom trabalho em grupo!

4. Planejem com o professor os pontos que devem aparecer na resenha coletiva:

• Apresentação do filme (título, público, gênero).

• Trechos resumidos da história.

• Opinião do grupo, com justificativas.

• Avaliação final (pode ser com notas, estrelas ou emojis).

OBJETIVOS

• Desenvolver os procedimentos de escrita: planejamento, escrita, revisão, reescrita e edição.

• Identificar as partes constitutivas de uma resenha crítica.

• Reconhecer, na prática, a importância dos adjetivos.

PLANO DE AULA

Produção escrita

Escolha um filme adequado para a faixa etária dos estudantes e que corresponda aos interesses da turma. Definido o filme, organize a exibição, fornecendo um ambiente confortável. Oriente os estudantes a prestarem atenção aos detalhes importantes da narrativa, como personagens, enredo, mensagens e emoções transmitidas.

1. Organize a turma em duplas para que façam o registro das informações no mapa mental de forma objetiva. Circule pela sala de aula, incentivando a troca de ideias, sanando eventuais dúvidas e incentivando-os a escrever as informações sobre o filme com suas próprias palavras.

2. Abra espaço para que as duplas comentem o que registraram no mapa mental e relembrem os principais acontecimentos do filme. Incentive a participação de todos, reforçando a importância de respeitar os turnos de fala.

3. Reforce a importância da escuta e do respeito às diferentes opiniões, incentivando-os a argumentar suas ideias e a chegar a consensos. Ajude-os a refletir sobre os pontos positivos e negativos da história.

4. Chame a atenção dos estudantes para a necessidade de planejar a escrita, fazendo anotações. Lembre-os de não revelar o final da história na apresentação do filme.

Durante todas as etapas da produção, os estudantes precisam ter claro quem é o interlocutor na atividade e qual é o objetivo da escrita.

5. Reforce que a resenha crítica deve apresentar uma linguagem adequada ao público-alvo selecionado. Explique aos estudantes que, ao optar por uma linguagem informal, devem ter cautela no uso de gírias e algumas expressões coloquiais para não desvalorizar o texto ou limitar sua circulação. No momento da produção, é sempre importante ter em mente para quem escrevemos. A resposta a essa questão conduzirá a escolha da variedade linguística que cumprirá a comunicação de forma mais eficiente.

6. Lembre os estudantes de que, durante a produção, devem ficar atentos às informações que já foram escritas e ao que ainda falta dizer. A leitura do que já foi produzido garante a conferência de que as ideias estão organizadas e coerentes, antes de seguir adiante.

7. A revisão do texto é um momento muito importante. Incentive os estudantes a verificarem se não houve repetições desnecessárias de palavras, se a pontuação está corretamente empregada. Peça que observem se escreveram as palavras corretamente, se iniciaram as frases e os nomes próprios com letra inicial maiúscula e se as frases terminam com sinal de pontuação. É importante que analisem a divisão de parágrafos também. Lembre-se de que não basta indicar o erro dos estudantes: é preciso oferecer sugestões de como deixar o texto mais claro e interessante para o leitor.

8. Após a revisão, cada dupla deve passar o texto a limpo, cuidando para que a escrita fique legível e bem estruturada. Organize com os estudantes a impressão das resenhas para o mural e também a publicação no site ou no blog da escola. Se achar necessário, converse com os estudantes sobre a diferença entre os locais em que as resenhas serão compartilhadas. Refletir e avaliar: para realizar a avaliação, peça aos estudantes que preencham a ficha de avaliação da página 279 . As questões de avaliação podem ser discutidas oralmente para que mais reflexões e questionamentos sobre a produção sejam levantados. Os estudantes terão a oportunidade de analisar a produção considerando os aspectos principais do gênero produzido. Avalie com a turma a importância do planejamento, do rascunho, das revisões e da edição final do texto.

5. Escolham o veículo em que a resenha será publicada: mural, jornal, site ou blog oficial da escola. Isso vai ajudá-los a decidir se a linguagem usada será mais formal ou mais descontraída.

6. Combinem com o professor como será feita a versão digital da resenha. A dupla poderá:

• digitar a resenha no computador ou tablet, usando um editor de texto;

• inserir imagens dos personagens (de revistas, jornais ou pesquisadas com a ajuda do professor);

• criar o título da resenha com letras grandes e criativas;

• adicionar estrelinhas, emojis ou desenhos para mostrar a opinião da turma sobre o filme!

7. Leiam sempre o que já foi escrito. Confiram se a opinião está clara e se quem for ler o texto vai entender bem a história do filme.

8. Combinem quem vai finalizar a digitação ou se o professor fará isso com a ajuda da turma. Depois, o texto será:

• impresso e colado no mural;

• publicado no site ou no blog da escola;

• compartilhado com outras turmas.

Inclusão e equidade

Para propiciar inclusão, considere que o momento de produção textual pode ser extremamente desafiador para os estudantes neurodivergentes. Ler os comandos um a um, sugerir que anotem as respostas, anotar as ideias para o texto em notas adesivas, para depois organizá-las na sequência da escrita, são algumas dinâmicas que podem tornar o momento da produção mais envolvente para esse público. Auxilie os estudantes a gerenciar o tempo da escrita, promovendo intervalos para descansarem e, após, retomarem o foco. Permita diferentes formas de participação. Estudantes com dificuldade na escrita podem contribuir oralmente durante o planejamento e ditado do texto, podem escrever apenas parte do texto ou participar mais ativamente da ilustração e escolha do título.

Faça o seu registro sobre a atividade na ficha da página 279.
REFLETIR E AVALIAR
Veja

orientações na seção Plano de aula

PRODUÇÃO

ORAL

Resenha crítica de livro

Que tal preparar uma resenha crítica de um livro para apresentar para a turma? Caso seja possível gravar um vídeo, siga as orientações do professor. Na resenha crítica, você vai dizer do que gostou, do que não gostou e se indicaria o livro para outras pessoas. A resenha será feita em duplas e apresentada em sala. Se for gravada, poderá ser publicada na página da escola na internet.

1. Com um colega, escolha um livro que leu recentemente e que gostaria de comentar. Pode ser um livro lido em sala de aula ou em casa.

2. Antes de apresentar, escrevam no caderno o que vão dizer. Façam um rascunho com as seguintes partes:

• Título e autor do livro.

• Para quem o livro é indicado.

• Resumo pequeno da história (sem dar spoilers!).

• O que vocês acharam do livro (ele é divertido, triste ou surpreendente?).

• Do que mais gostaram e o que poderia ser melhor.

• Se vocês indicariam esse livro e para quem.

3. Ensaiem a fala antes de apresentar. Leiam o roteiro em voz alta, ajustem o tom da voz e combinem quem vai falar cada parte. Lembrem-se de:

• olhar para a plateia;

• falar com clareza e boa entonação; expressar bem as ideias e emoções.

Observando para avançar Avalie os resultados com os estudantes, incentivando-os a destacar aquilo de que mais gostaram e o que mais aprenderam com essa atividade. Avalie a postura dos estudantes no vídeo, abrindo espaço para que comentem o ritmo e tom de voz empregados durante a gravação e se a apresentação foi clara e envolvente para quem assiste. Considere, ainda, a pertinência dos argumentos utilizados, a capacidade de despertar interesse no leitor e a adequação da linguagem oral ao gênero. Finalize incentivando-os a refletir sobre os aspectos que poderiam melhorar em futuras produções.

OBJETIVOS

• Discutir características das resenhas críticas de livro.

• Explorar a linguagem oral e escrita.

PLANO DE AULA

Produção oral

1. Divida a turma em duplas e peça a cada uma que escolha um livro lido recentemente para gravar uma resenha em vídeo.

Informe os estudantes de que precisarão escolher uma narrativa de cujos detalhes se lembrem bem, como personagens, enredo, mensagens e emoções transmitidas.

2. Cada dupla deverá elaborar seu rascunho com todas as informações necessárias à gravação do vídeo. É importante que escolham uma leitura de que ambos tenham gostado para que o vídeo não fique confuso e para que os futuros leitores tenham informações confiáveis. Caso a opção seja gravar, escolha com os estudantes um lugar silencioso e bem iluminado.

Eles podem incluir no vídeo:

• desenhos dos personagens;

• uma nota para o livro (de 1 a 5 estrelas);

• um cartaz com o título e o nome da dupla.

3. Reforce a importância de ensaiar a apresentação antes de iniciar a filmagem para que as ideias fiquem claras e para que os espectadores compreendam bem tudo o que for dito a respeito do livro lido. Ajude os estudantes a gravar um vídeo de 1 a 2 minutos, escolhendo um ambiente adequado para essas gravações (iluminação, silêncio etc.).

4. Verifique, com cada dupla, se todos os aspectos necessários foram contemplados.

OBJETIVOS

• Fixar o conceito de ordem alfabética.

• Identificar palavras primitivas e derivadas.

• Participar de situações de intercâmbio oral.

• Verificar se compreendem e reconhecem a função de substantivos coletivos.

• Verificar se reconhecem e diferenciam adjetivos e locuções adjetivas.

• Verificar se compreenderam a regra de uso de adjetivos terminados em -oso e -osa.

• Verificar se reconhecem que a letra g, quando seguida das vogais e e i, representa o mesmo som que a letra j.

• Verificar se utilizam palavras da mesma família para apoiar suas escritas.

• Verificar se consolidaram a compreensão de relações entre grafemas e fonemas mais complexas.

Tema contemporâneo transversal

• Ciência e tecnologia: Ao explorar o uso da agenda eletrônica, a atividade 1 contribui para aprofundar os conhecimentos sobre tecnologia.

PLANO DE AULA

Para rever o que aprendi

Esta seção tem como objetivo realizar uma avaliação dos conhecimentos desenvolvidos pelos estudantes ao longo da unidade, com vistas à consolidação e verificação do que foi aprendido, ao mesmo tempo que as atividades buscam fornecer informações diagnósticas sobre avanços e dificuldades individuais, permitindo que o professor oriente intervenções pedagógicas de forma mais precisa.

Atividade 1. Antes de iniciar a atividade, retome as

PARA REVER O QUE APRENDI

1 Observe as agendas dos celulares.

• Complete as frases escrevendo que letra foi considerada em cada caso para que os nomes fossem organizados em ordem alfabética. Gabriel

Foi considerada a segunda letra.

Foi considerada a terceira letra.

Ana

Ana

Foi considerada a primeira letra do segundo nome.

diversas situações em que usamos a ordem alfabética: na lista de chamada dos estudantes, na organização dos livros em uma biblioteca, nos dicionários, nas agendas telefônicas etc. Leve-os a concluir que esse tipo de organização facilita a consulta daquilo que procuramos. Pergunte-lhes como devemos proceder nos casos em que os nomes de uma lista começam com a mesma letra (nos dicionários, por exemplo). É preciso que compreendam que, muitas vezes, é necessário se guiar pela segunda, terceira, quarta e até mesmo pela quinta ou sexta letra de uma palavra.

Chame a atenção dos estudantes para o fato de que a atividade proposta se refere à organização de agendas de celulares de acordo com a ordem alfabética dos nomes. Incentive-os a verbalizar as diferenças entre agendas telefônicas impressas e digitais. Espera-se que reconheçam que, em uma agenda eletrônica, a organização dos nomes em ordem alfabética é automática, ao passo que as agendas impressas são preenchidas na ordem em que as pessoas incluem um novo contato.

Peça aos estudantes que observem as telas das agendas e pergunte: “Por que Gabriel vem

Robson

2 Escreva palavras da mesma família de cada grupo.

3 Complete cada frase com uma palavra derivada da palavra que está em destaque.

a) Fui à peixaria e comprei um peixe fresquinho.

b) O azeite foi produzido com azeitonas de primeira qualidade.

c) Ari vive xeretando a vida dos outros. Que menino xereta!

d) Perdi o chaveiro com todas as chaves da casa. E agora?

e) Fui à livraria e comprei o livro que o Arthur queria.

antes de Geovana?”, “Que letra foi observada para determinar a ordem desses nomes?”, “Na ordem alfabética, que nome iniciado com a letra g poderia vir depois de Gilson?”, “Se Gustavo fosse acrescentado à agenda, poderia ser encontrado depois de qual nome?”, “Onde entraria o nome Gabriela na primeira agenda? E Giulia, na terceira?”.

Atividade 2. Sugere-se que os estudantes trabalhem em duplas para que possam discutir a forma correta de escrever as

palavras. Caso lhes ocorra mais de uma palavra, incentive-os a escrever todas. Isso permite ampliar o repertório de palavras e perceber que muitas são derivadas de outras, mantendo o x ou o ch . Esse conhecimento pode ajudá-los a resolver eventuais dúvidas sobre a maneira de grafar certas palavras. Quando os estudantes terminarem a atividade, peça que ditem todas as palavras derivadas que tiverem registrado e faça uma lista na lousa.

Observando para avançar

No processo de avaliação, é essencial retomar os principais objetivos pedagógicos da unidade. As atividades propostas nesta seção são sugestões para uma avaliação formal desses objetivos, mas não devem ser o único recurso de acompanhamento. É importante também utilizar registros de avaliação informal, observando o interesse dos estudantes, o ritmo de aprendizagem, a adequação dos exemplos, além do nível de compreensão individual e coletivo. A autoavaliação oral pode ser um recurso valioso, ao pedir que os estudantes comentem o que aprenderam, suas dificuldades e facilidades. Assim, o professor reunirá dados para decidir ajustes no ensino e eventuais ações de remediação.

PLANO DE AULA

Para rever o que aprendi

Atividade 4. O objetivo da atividade é verificar se os estudantes compreendem a função dos adjetivos e das locuções adjetivas no texto, além de observar se diferenciam essas classes gramaticais.

Atividade 5. Aproveite este momento para verificar se os estudantes se apoiam em palavras primitivas e/ou famílias de palavras. Caso haja alguma defasagem de aprendizagem, proponha que façam uma lista de palavras primitivas e derivadas com base naquelas que foram usadas nos exercícios da seção Com que letra? desta unidade.

Atividade 6. O objetivo da atividade é avaliar se os estudantes compreendem que substantivos podem originar adjetivos e que adjetivos terminados em -oso e -osa são sempre grafados com s

Atividade 7. A atividade visa verificar se os estudantes compreendem que os substantivos coletivos, apesar de indicarem um conjunto de elementos, são escritos no singular, e o verbo concorda com esse número. Dessa forma, ao completarem o quadro, distinguirão substantivos no singular, no plural e coletivos.

Observando para avançar

Esta proposta de avaliação pode servir como parâmetro de análise para verificar o nível de aprendizagem dos estudantes nos eixos de leitura, escrita, oralidade. Para isso, use as informações a seguir, que estabelecem uma relação entre os indicadores a serem avaliados e os resultados observados, cada um deles indicativo de um nível de aprendizagem (defasagem, intermediário e adequado).

4 Complete o texto com adjetivos e locuções adjetivas de acordo com a legenda. adjetivo  locução adjetiva

As respostas são sugestões.

O dragão enorme/gigantesco/imenso é verde/pegajoso/assustador

Este dragão com asas voa alto e é muito veloz. Sua cauda com espinhos/com escamas/com veneno funciona como uma arma mortal/perigosa/maligna .

Os dentes afiados/pontiagudos e o

longo/pontudo chifre também contribuem que ele seja um dos mais perigosos seres da mi imaginação.

Adjetivos e locuções adjetivas dão características a substantivos.

• Contorne os substantivos para os quais você escreveu adjetivos e locuções adjetivas.

5 Leia o trecho de um diário.

• Saber que gelo se escreve com g ajudaria essa criança a decidir sobre a grafia da palavra em que ela teve dúvida? Por quê?

Os estudantes deverão concluir que sim, pois a palavra congelei é derivada de gelo,

que se escreve com g

Eixo Leitura

Indicador Avaliado: Reconhecimento de palavras em ordem alfabética.

• Defasagem: Não reconhece as palavras em ordem alfabética ou confunde o lugar onde deveriam estar.

• Intermediário: Reconhece as palavras em ordem alfabética apenas com apoio.

• Adequado: Reconhece, com correção e segurança, todas as palavras em ordem alfabética.

Indicador Avaliado: Identificação de adjetivos e locuções adjetivas.

• Defasagem: Não identifica nem diferencia adjetivos e locuções adjetivas.

• Intermediário: Identifica e/ou diferencia adjetivos e locuções adjetivas com apoio.

• Adequado: Identifica e diferencia adequadamente e com segurança adjetivos e locuções adjetivas.

Eixo Escrita

Indicador Avaliado: Escrita de palavras com g e j com mesmo fonema.

6 Complete as frases com adjetivos que podem substituir as expressões em destaque.

Uma casa cheia de silêncio é uma casa silenciosa .

Um restaurante repleto de delícias é um restaurante delicioso

Uma comida com muito sabor é uma comida saborosa

Um lugar repleto de maravilhas é um lugar maravilhoso .

7 Complete o quadro com os substantivos e preencha o nome das colunas.

Substantivo singular

Substantivo plural

• Defasagem: Não identifica se deve escrever a palavra com g ou j.

• Intermediário: Escreve algumas palavras corretamente, mas ainda parece apresentar muitas dúvidas e precisa de apoio.

• Adequado: Escreve corretamente e com segurança palavras com g e j.

Indicador Avaliado: Identificação de palavras derivadas ou de mesma família.

• Defasagem: Não identifica uma palavra derivada.

Substantivo coletivo

• Intermediário: Identifica palavras derivadas apenas com apoio.

• Adequado: Identifica e escreve corretamente palavras derivadas com base no substantivo primitivo.

Indicador Avaliado: Emprego de adjetivos e locuções adjetivas.

• Defasagem: Não emprega adequadamente adjetivos e locuções adjetivas.

• Intermediário: Emprega adjetivos e locuções adjetivas com dúvidas e mediante apoio.

• Adequado: Emprega adequadamente adjetivos e locuções adjetivas.

Indicador Avaliado: Uso correto de substantivos no singular, no plural e coletivos.

• Defasagem: Não utiliza adequadamente os substantivos coletivos, singular e plural.

• Intermediário: Emprega substantivos coletivos apenas com apoio, confundindo o uso de singular e plural.

• Adequado: Utiliza corretamente e com segurança os substantivos no singular, no plural e os coletivos.

Eixo Oralidade

Indicador Avaliado: Participação em atividades orais (leitura em voz alta, roda de conversa, explicação de escolhas).

• Defasagem: Não participa ou lê com muita dificuldade, sem entonação ou ritmo.

• Intermediário: Participa com certa insegurança, lendo ou falando com apoio do professor.

• Adequado: Participa ativamente, lendo ou se expressando com clareza, ritmo e entonação adequados.

Com base no teste de aprendizagem e da identificação do nível de aprendizagem dos estudantes nos eixos de leitura e escrita, é possível elaborar propostas de intervenção pedagógica, conforme as necessidades identificadas e a realidade da turma e da escola, conforme sugestões abaixo.

• Nível adequado: propor desafios com textos mais complexos.

• Nível intermediário: reforçar os conceitos com jogos e atividades lúdicas.

• Defasagem: propor reagrupamento pedagógico com atividades multissensoriais e apoio pedagógico.

A andorinha voa.
As andorinhas voam.
Um bando de andorinhas voa.
O boi pasta.
Os bois pastam. A boiada pasta.
Peguei a chave Peguei as chaves
Peguei o molho de chaves

PLANEJAMENTO E ROTINA

Conteúdo

• História em quadrinhos.

• Sinais de pontuação.

• Verbos e concordância.

• Onomatopeia.

• Tirinha.

• Variedade linguística: gíria.

• Registro formal e informal.

• Verbos terminados em u.

• Produção de HQ.

• Finanças.

• Notícia on-line.

• Sílaba tônica e classificação das palavras quanto à sílaba tônica.

• Acentuação de oxítonas.

• Palavras iniciadas com desou dez-.

• Notícia impressa.

• Sinais de pontuação.

• Palavras com s ou z

• Registro e apresentação de notícia e telejornal.

Objetivos

Contemplados no início de cada seção.

BNCC

Competências específicas de língua portuguesa 2, 3, 5, 10.

Habilidades principais abordadas: (EF04LP01), (EF04LP04), (EF04LP05), (EF04LP06), (EF04LP09), (EF04LP14), (EF04LP15), (EF04LP16), (EF04LP17), (EF04LP18), (EF04LP25), (EF15LP01), (EF15LP02), (EF15LP03), (EF15LP04), (EF15LP05), (EF15LP06), (EF15LP08), (EF15LP09), (EF15LP12), (EF15LP14), (EF15LP15), (EF15LP18), (EF35LP01), (EF35LP03), (EF35LP04), (EF35LP05), (EF35LP12), (EF35LP13), (EF35LP14), (EF35LP15), (EF35LP16), (EF35LP22), (EL35LP25)

UNIDADE ENTRE A IMAGINAÇÃO E A REALIDADE 2

Projeto de leitura

• Projeto Roda de Leitura — Cultura que virou notícia

• Projeto Galeria dos Esportes Brasileiros

Organize-se

• p. 108 — Gibis, cartolina, canetões, cola, tesoura com pontas arredondadas.

• p. 129 — Papel pardo ou cartolina e canetões coloridos.

• p. 137 — Cartolina, cola, tesoura com pontas arredondadas, canetões.

• p. 144 — Papel pardo, canetões, livros paradidáticos.

1 Você já leu uma história em quadrinhos?

Resposta pessoal.

2 Você já leu ou ouviu alguma notícia curiosa ou engraçada?

Resposta pessoal.

3 Compartilhe com a turma a história em quadrinhos ou a notícia mais divertida de que você se lembra.

Resposta pessoal.

4 Leia as frases a seguir e marque se a frase combina mais com uma notícia ou com uma história em quadrinhos

a) Moradora encontra tartaruga no telhado após tempestade.

X notícia  história em quadrinhos

b) Ufa! Ainda bem que eu tinha um paraquedas de guarda-chuva!

notícia X  história em quadrinhos

INTRODUÇÃO À UNIDADE

Nesta unidade, as atividades propostas permitirão aos estudantes retomar e ampliar conteúdos gramaticais, bem como aspectos ortográficos e de relações entre grafemas e fonemas mais complexas, proporcionando a consolidação de habilidades já introduzidas nos volumes anteriores desta coleção. Assim, eles poderão mobilizar, por meio de atividades como leitura e produção de textos orais e escritos, conhecimentos linguísticos e de compreensão e fluência leitora.

Durante as discussões propostas, é importante criar um ambiente de respeito e confiança com os estudantes. Para isso, escute-os e valorize suas ideias. Esteja atento à participação de cada um deles.

Inicie a atividade incentivando os estudantes a verbalizarem o que veem na imagem: um ônibus que funciona como Redação Móvel de um jornal ou gibi. Explore detalhes da ilustração: as cores, chame a atenção para a proximidade com as HQs, as personagens, as ações que executam.

Peça aos estudantes que localizem as onomatopeias presentes na imagem e digam o que representam. Pergunte em que gênero de texto costumamos observar o uso de onomatopeias. Espera-se que os estudantes considerem que estão presentes em grande número nas HQs.

Realce os elementos da cena que fazem referência ao trabalho de repórter: a garota, segurando um lápis e um bloco de notas, está entrevistando um colega. Converse com os estudantes sobre a atuação dos profissionais dessa mídia. Conclua a atividade respondendo às perguntas.

Tema Contemporâneo Transversal

• Cidadania e civismo — Vida familiar e social : a unidade aborda esse tema ao ressaltar o valor da cortesia e do respeito às diferenças, evitando ações agressivas com colegas de escola.

Atividades 1, 2 e 3. Divida a turma em duplas ou trios para que respondam às perguntas e compartilhem suas experiências de leitura de histórias em quadrinhos e de notícias. Essa é uma boa oportunidade para dinamizar o espaço de aprendizagem. Depois, em uma grande roda, compartilhem as descobertas sobre o assunto. Vale lembrar que a administração dos turnos de fala e o incentivo à escuta ativa e respeitosa deve sempre permear esses momentos.

Atividade 4. Leia os enunciados de maneira bem expressiva e peça à turma que indique a alternativa correta. Escolha alguns estudantes entre voluntários para justificar a resposta.

OBJETIVOS

• Diagnosticar e verificar os conhecimentos prévios dos estudantes.

PLANO DE AULA

Para começar

Os dados obtidos permitirão ao professor traçar intervenções mais assertivas e identificar grupos de estudantes que demandam atenção específica. As atividades devem ser aplicadas de forma diagnóstica, preferencialmente antes de iniciar o novo conteúdo. Recomenda-se observar o tempo de leitura e a compreensão das questões, estratégias utilizadas pelos estudantes e ocorrência de dúvidas ou inseguranças.

Atividade 1. a) Promova a leitura do bilhete por um estudante. Peça a voluntários que identifiquem o objetivo do bilhete.

Atividade 1. b e c) Escreva na lousa os substantivos Mãe e Pedro , como figuram no bilhete. Incentive os estudantes a justificarem o uso das iniciais maiúsculas, lembrando que “mãe” foi grafada com maiúscula por ser o vocativo do texto, além de estar no início da oração. Retome com os estudantes o conceito de substantivo próprio e substantivo comum . Solicite que apresentem exemplos dos dois casos. Anote-os na lousa.

Atividade 2. a) A atividade permite a retomada dos conceitos estudados sobre o uso do dicionário e do reconhecimento dos termos nele usados, assim como o reconhecimento de unidades fonológicas.

Atividade 2. b) Após os estudantes determinarem a regra de uso de -oso e -osa , solicite que apresentem outros exemplos de palavras que seguem a mesma

PARA COMEÇAR

1 Leia o bilhete e responda.

Mãe, Fui à casa da vovó.

1. a) Pedro escreveu o bilhete com o objetivo de avisar sua mãe de que ele foi à casa da avó, levou os pães que estavam no armário e que voltaria antes do almoço.

Levei os pães que estavam no armário. Volto antes do almoço. Beijos, Pedro

a) Esse bilhete foi escrito com qual objetivo?

b) Marque a palavra que é um substantivo próprio.

mãe vovó X Pedro

c) No bilhete, a palavra armário indica: um substantivo próprio. X um substantivo comum.

2 Leia o verbete de dicionário.

CHUVOSO. Dicionário Priberam da língua portuguesa. c2025. Disponível em: https://dicionario.priberam.org/ chuvoso. Acesso em: 17 jul. 2025.

a) Contorne os elementos do verbete de acordo com a legenda. divisão da palavra em sílabas AZ classe gramatical AM significados VM

b) Se você não pudesse consultar o dicionário e estivesse em dúvida se a palavra chuvoso é escrita com s ou com z, qual regra lhe ajudaria a escrever corretamente essa palavra?

Resposta pessoal. Sugestão de resposta: Todo adjetivo terminado em -oso ou -osa é escrito com s

regularidade gramatical. Anote-as na lousa e se desejar, peça que copiem no caderno. Essas listas auxiliam na fixação da ortografia das palavras.

Atividade complementar

Diga aos estudantes que a história da pontuação tem acompanhado o desenvolvimento da escrita. Proponha-lhes que leiam o texto indicado e, em seguida, converse com eles sobre quais aspectos consideraram mais interessantes, se eles já sabiam que o uso de pontuação existe há tanto tempo etc.

COMO surgiram os sinais de pontuação. Superinteressante , São Paulo, 18 abr. 2011. Disponível em: https://mundoestranho.abril. com.br/cultura/como-surgiram-os-sinais-de -pontuacao/. Acesso em: 6 out. 2025.

3 Leia a tirinha.

RUAS, Carlos. Cães e gatos: a arte do convívio. São Paulo: Ruas, 2024. p. 121.

a) Comente com os colegas o que você entendeu sobre a tirinha.

b) Na tirinha, a palavra mas foi usada para: unir ideias iguais.

dar uma ordem.

X ligar ideias opostas.

3. a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes expressem a compreensão global da tirinha, indicando a conclusão do cão sobre o comportamento variável dos gatos, uma vez que o gato reagiu de forma diferente à mesma brincadeira que o cachorro tinha feito no dia anterior.

c) Nas palavras assustou e ação, as letras ss e ç representam:

X o mesmo som. sons diferentes.

4 Complete as palavras com ç ou ss

a) O gato ficou muito a ss ustado.

b) Uma boa a ç ão traz satisfa ç ão para quem a pratica.

c) O a ss obio do pá ss aro encheu o quintal de alegria!

PLANO DE AULA

Atividade 3. Comente as características do gênero tirinha: texto narrativo curto, geralmente composto de três ou quatro quadrinhos, emprega linguagem verbal e não verbal, a temática é voltada para o humor e/ou crítica social, a linguagem é acessível, usa os recursos gráficos e expressivos das HQs.

Atividade 3. a) Interprete a tirinha com os estudantes. Comente a falta de previsibilidade em algumas reações. Faça perguntas: “Reagimos sempre da mesma maneira aos

acontecimentos do cotidiano? O que modifica nossas percepções sobre os fatos? O cachorro anota o resultado do experimento em um livro, qual o título? Qual a conclusão a que o cão chega sobre as reações de um gato? Você concorda com essa análise? Ela traz uma visão limitada sobre os felinos?” Aproveite para comentar as preferências entre cães e gatos e peça aos estudantes que tenham os bichinhos que falem sobre seus comportamentos, demonstrando que há uma série de fatores que influenciam também a reação dos animais. 81

Atividade 3. b) Relembre algumas palavras e expressões que podem servir para ligar ideias contrárias: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, de outro modo, de outra forma, entre outras. Liste-as na lousa e peça aos estudantes que as anotem no caderno. Essa atividade é muito importante para o desenvolvimento de produção textual que evidencie coesão e coerência.

Atividades 3. c) e 4. As atividades retomarão a relação grafema-fonema, que já deve estar mais consolidada nessa fase de desenvolvimento dos estudantes. Aproveite a oportunidade para observar possíveis dificuldades e propiciar exercícios de retomada do conteúdo.

Atividade 5. a e b) (página 81) Inicie interpretando a tirinha. Leia-a para a turma e peça aos estudantes que comentem o que gera o humor. Ao destacar o termo “capivárias”, chame a atenção para o neologismo criado pela personagem. Os substantivos coletivos costumam atrair a atenção dos estudantes pelo desafio de memorizá-los, embora, a maioria, seja pouco empregada no cotidiano.

Atividade 5. c) Converse com os estudantes sobre os coletivos que julgam mais curiosos. Realize o exercício de forma bem dinâmica, favorecendo o aspecto lúdico da atividade.

29/09/25 20:23

Atividade 6. Converse sobre a importância do uso dos pronomes pessoais retos para trabalhar a coesão textual, ou seja, evitar repetições desnecessárias.

Observando para avançar

Avaliação diagnóstica

Esta avaliação diagnóstica pode servir como parâmetro de análise para verificar o nível de aprendizagem dos estudantes nos eixos de leitura, escrita, oralidade e conhecimentos linguísticos. Para isso, use as informações a seguir, que estabelecem uma relação entre os indicadores a serem avaliados e os resultados observados, cada um deles indicativo de um nível de aprendizagem (defasagem, intermediário e adequado).

Eixo Leitura e Oralidade

Indicador avaliado: Leitura oral.

• Defasagem: Não reconhece a maioria das palavras; hesita ou omite.

• Intermediário: Reconhece palavras conhecidas, mas com pausas e trocas.

• Adequado: Lê com fluência e entonação, mesmo que lentamente.

Indicador avaliado: Compreensão leitora.

• Defasagem: Responde de forma vaga ou irrelevante.

• Intermediário: Responde parcialmente ou com apoio.

• Adequado: Responde de forma clara e pertinente.

Eixo Escrita

Indicador avaliado: Domínio do uso de ç ou ss.

• Defasagem: Confunde ou não identifica os grafemas e fonemas.

• Intermediário: Identifica grafemas e fonemas com ajuda ou parcialmente.

• Adequado: Identifica e nomeia os grafemas e fonemas com segurança e emprega corretamente ç ou ss

Indicador avaliado: Iniciais maiúsculas

5 Leia a tirinha.

5. a) Espera-se que os estudantes reconheçam que o humor da tirinha é provocado pela diferença entre a resposta que o menino dá para a professora e a resposta que escreveu na prova. A palavra criada pelo menino, “capivárias”, formada pela junção das palavras capivara e várias, também gera um efeito de humor.

AS CRÔNICAS de Wesley. 14 jan. 2021. Instagram: @ascronicasdewesley. Disponível em: https://www.instagram.com/p/CKCMmg0pXq5/. Acesso em: 20 ago. 2025.

a) Comente com os colegas o que provoca humor na tirinha.

b) De acordo com a tirinha, a palavra manada é:

um substantivo próprio, que nomeia uma capivara.

X um substantivo coletivo, ou seja, que indica um conjunto de capivaras.

c) Pinte os quadrinhos fazendo a correspondência entre os animais e seus coletivos.

lobos pássaros

peixes cães

VD matilha

AM cardume

AZ alcateia

VM bando

6 Complete as frases usando pronomes pessoais retos. As expressões entre parênteses podem dar dicas de qual pronome usar.

Ele (o estudante) respondeu que o coletivo de capivaras é manada.

Nós (eu e meus colegas de turma) aprendemos que o coletivo de capivara é manada.

Eles (o menino e os colegas) ficaram em dúvida sobre qual é o coletivo de capivara.

• Defasagem: Confunde os usos das letras maiúsculas e minúsculas.

• Intermediário: Reconhece as letras maiúsculas e minúsculas.

• Adequado: Usa as letras maiúsculas e minúsculas com correção e autonomia.

Eixo Conhecimento linguístico

Indicador avaliado: Substantivos (Primitivos, Derivados, Coletivos).

• Defasagem: Não reconhece os tipos de substantivos ou hesita ao classificá-los e reconhecê-los.

• Intermediário: Reconhece os tipos de substantivos, mas demonstra dificuldade.

• Adequado: Reconhece e consegue aplicar os tipos de substantivos com propriedade. Indicador avaliado: Adjetivos e locuções adjetivas.

• Defasagem: Não reconhece adjetivos e locuções adjetivas ou hesita ao classificá-los e reconhecê-los.

• Intermediário: Reconhece adjetivos e locuções adjetivas, mas demonstra dificuldade.

WESLEY

7 Você costuma passar muito tempo usando dispositivos eletrônicos? Leia a notícia.

Alerta: cuidado com a vista, criançada!!

Usar o celular ou tablet ou ficar muito tempo em frente ao computador pode prejudicar a visão

COLUNA - Espaço infantil 24/10/2019 04:20

Sabe quando seus pais pedem para você sair um pouco do celular, porque isso faz mal “para a vista”? Pois é, eles estão certos. Ficar muito tempo olhando para a tela do celular, ou computadores e tablets pode ser prejudicial à saúde e até mesmo desenvolver miopia nos usuários.

O oftalmologista (médico especialista nos cuidados dos olhos), e retinólogo (que tem especialização em doenças da retina e vítreo, partes específicas do olho humano), Marcussi Palata Rezende, comenta que estudos já comprovam que sim, o uso excessivo desses aparelhos pode causar miopia. [...]

Isso incomoda muita gente

O oftalmologista diz que é possível perceber quando o uso do celular começou a fazer mal. “A vista pode ficar cansada, você pode ter dor de cabeça e também ter irritabilidade, que deixa o olho vermelho e coçando”. Ele ainda diz que esses problemas na vista, decorrentes do uso de aparelhos eletrônicos, já são considerados uma epidemia. [...]

E o brilho?

Marcussi diz que existem estudos em andamento sobre se o brilho das telas dos aparelhos prejudica ainda mais a visão. “Não existe nada comprovado ainda, mas é possível que a luz forte possa fazer ainda mais mal, principalmente o brilho azul”, diz. [...]

ALERTA: cuidado com a vista, criançada!! 24 out. 2019. Disponível em: https://www.imparcial.com.br/ noticias/alerta-cuidado-com-a-vista-criancada,30234. Acesso em: 23 jul. 2025.

a) Discuta a seguinte questão com os colegas e o professor: as crianças têm condições de decidir se podem ou não usar dispositivos eletrônicos por muitas horas? Por quê?

Respostas pessoais. Veja orientações na seção Plano de aula

b) Contorne as palavras e expressões em destaque no texto, de acordo com a legenda.

adjetivo locução adjetiva

Os estudantes devem contornar de azul os adjetivos vermelho, eletrônicos e forte; e de amarelo as locuções adjetivas de cabeça e das telas

c) Escreva as palavras primitivas correspondentes às palavras derivadas a seguir.

criançada criança   prejudicial prejudicar

PLANO DE AULA

A escolha da notícia justifica-se por abordar um tema atual e próximo da realidade infantil: os cuidados com a visão e o uso equilibrado de tecnologias. Embora não se recomende o uso do celular antes dos 12 anos, muitos estudantes têm contato precoce com esses dispositivos em casa. O trabalho pedagógico, portanto, não estimula o uso antecipado, mas promove a conscientização crítica e práticas responsáveis. A leitura possibilita

29/09/25 20:23

discutir informações científicas em linguagem acessível, desenvolver argumentação oral e escrita e valorizar o jornalismo como fonte confiável de conhecimento.

Atividade 7. Inicie a atividade com a leitura atenta do texto, destacando as características do gênero notícia e esclarecendo dúvidas de vocabulário. Enfatize a importância de textos jornalísticos que informam sobre saúde e bem-estar.

Atividade 7. a) Organize uma roda de conversa: os estudantes têm conhecimento suficiente para decidir sozinhos o tempo de uso de telas? Atue como mediador, assegurando turnos de fala, escuta atenta e respeito às opiniões.

Atividade 7. b e c) Ao classificar palavras e expressões, registre na lousa duas colunas com adjetivos e locuções adjetivas, retomando conceitos e verificando dúvidas. Depois, peça a voluntários que expliquem o que são palavras primitivas e derivadas, registrando exemplos na lousa. Amplie a atividade propondo novas palavras e pedindo aos estudantes que identifiquem seus substantivos de origem.

Para aprofundar a discussão, sugira uma leitura de base, como o livro eletrônico Crianças, adolescentes e telas: guia sobre uso de dispositivos digitais (BRASIL. Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Crianças, adolescentes e telas : guia sobre uso de dispositivos digitais. Brasília: Secom, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/secom/ pt-br/assuntos/uso-de-telas -por-criancas-e-adolescentes/ guia/guia-de-telas_sobre -usos-de-dispositivos-digitais _versaoweb.pdf. Acesso em: 7 out. 2025), além de trechos de reportagens ou infográficos sobre tempo de tela recomendado para crianças. Amplie a atividade, propondo que registrem por escrito uma frase curta ou façam uma ilustração sobre o que compreenderam. Construa com a turma um “acordo coletivo” de boas práticas para o uso consciente de telas e registre-o em cartaz. Finalize reforçando que o uso equilibrado da tecnologia contribui para a saúde física, emocional e o desempenho escolar.

OBJETIVOS

• Estabelecer relações entre a HQ e o cotidiano escolar.

• Realizar deduções sobre a HQ.

• Ler histórias em quadrinhos.

• Observar e interpretar imagens, relacionando-as com o texto escrito.

• Ampliar conhecimentos sobre o gênero textual história em quadrinhos e sua finalidade.

• Interpretar diferentes linguagens e recursos gráficos de expressão de histórias em quadrinhos.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 1. Pergunte o que sabem sobre Babymouse. Algumas curiosidades: a personagem foi criada pelos irmãos Jennifer e Matthew Holm. Na infância, Jennifer tinha uma casa de bonecas “habitada” por bonequinhas em forma de ratinhas. Os irmãos criaram HQs em preto e branco, mas fizeram os corações em cor-de-rosa. Depois, perceberam que a vida da ratinha precisava de mais toques nessa cor. Os estudantes perceberão que, quando ela usa a imaginação, os quadrinhos são coloridos com fundo rosa; quando está na vida “real”, em preto e branco. Explore o título da história, perguntando aos estudantes o que eles imaginam que vai acontecer. Incentive hipóteses sobre o enredo, os conflitos e as características da protagonista.

AVENTURAS EM QUADRINHOS

LEITURA História em quadrinhos

1 Você vai ler um trecho da história em quadrinhos Gata da praia , com a ratinha Babymouse. Nos primeiros quadrinhos desta HQ, Babymouse era muito esperada para um concurso de surfe famoso. Observe o quadrinho a seguir e converse com os colegas.

• Qual é a relação entre a personagem e o título da história?

Espera-se que os estudantes identifiquem que há uma relação de oposição entre a palavra gata, presente no título, e o fato de a personagem ser uma ratinha.

Sugestão para o professor

RAMA, A.; VERGUEIRO, W. (org.). Como usar as histórias em quadrinhos na sala de aula 4. ed. São Paulo: Editora Contexto, 2016. Esse livro oferece orientações e sugestões práticas ao professor sobre como utilizar o gênero HQ em sala de aula.

Texto de apoio

PLANO DE AULA

Leitura

A leitura de histórias em quadrinhos no ensino fundamental contribui para despertar o interesse dos estudantes pela leitura de forma lúdica e acessível, tendo em vista que a associação entre linguagem verbal e não verbal facilita a compreensão do enredo, das personagens e das emoções envolvidas na narrativa.

As HQs contribuem para o desenvolvimento da leitura crítica e interpretativa, a ampliação do vocabulário e o estímulo à criatividade. Além disso, ajudam os estudantes a compreender melhor a relação entre a linguagem verbal e a linguagem não verbal, promovendo uma leitura multimodal.

Antes da leitura dos balões, oriente os estudantes a observar as expressões faciais, os cenários e os elementos visuais que ajudam a contar a história. Pergunte: “O que está acontecendo nesta cena? Como a Babymouse está se sentindo?”.

Explore os recursos da narrativa, destacando que a leitura das histórias em quadrinhos exige um olhar para as linguagens verbal e não verbal.

Oriente os estudantes a ler a HQ e, depois, incentive-os a expressar o que compreenderam do texto e suas impressões; promova um debate sobre as atitudes das personagens.

29/09/25 20:23

A imagem gráfica utilizada nas histórias em quadrinhos sempre esteve presente em nossa historicidade e apresenta interesse ao ser humano nas várias etapas de sua vida. As histórias em quadrinhos, ao integrarem figuras e textos, auxiliam as crianças a aprender a ler e a progredir ligeiramente na leitura. [...]

A recomendação de usar histórias em quadrinhos nas escolas consta do volume dos PCN dedicado ao ensino da Língua Portuguesa. Nos gibis, as crianças conseguem deduzir o significado da história, que não são capazes ainda de ler diretamente, observando a imagem.

HAMZE, Amelia. Histórias em quadrinhos e os Parâmetros Curriculares Nacionais. c2025. Disponível em: https://educador.brasilescola.uol.com.br/trabalho-docente/historia-quadrinhos.htm. Acesso em: 7 out. 2025.

Destaque as falas do técnico/professor. Os estudantes devem perceber que ele a estava encorajando.

PLANO DE AULA

Leitura

Realize a leitura conjunta da HQ. Durante a leitura, faça perguntas de compreensão:

• Onde Babymouse estava no início da HQ

• Para onde ela está olhando?

• O que as expressões das personagens na página 85 transmitem?

• Qual era o grande desafio de Babymouse?

• O que a ilustração do quadrinho da página 86 representa?

• Como a ilustração da página 86 nos ajudar a compreender a situação da página 87?

• Que sentimentos a ilustração da página 87 transmite? Se você estivesse no lugar da personagem, o que estaria sentido?

Sugestão para os estudantes

WATTERSON, Bill. Calvin e Haroldo: e foi assim que tudo começou . São Paulo: Conrad, 2010.

Calvin é inteligente, crítico, criativo e esperto, a cara da infância. Suas brincadeiras com o amigo Tigre levam a refletir sobre o mundo dos adultos e a sabedoria das crianças.

Atividade

complementar

Providencie cópias de uma história em quadrinhos curta, retirando os balões de fala ou pensamento. É possível colar um adesivo nos balões, de modo que os estudantes não consigam ler os textos.

Organize a turma em grupos e distribua as cópias da HQ escolhida.

Peça aos estudantes que imaginem e escrevam o que os personagens estão dizendo, sentindo ou pensando.

Depois, incentive os grupos a compartilhar o que escreveram com o restante da turma.

29/09/25 20:23

PLANO DE AULA

Leitura

Durante a leitura, chame a atenção para os cenários onde a história se passa. Oriente-os a observar a cor rosa nos quadrinhos. É fundamental que percebam que esses quadrinhos têm uma cor diferente para evidenciar fatos da imaginação da personagem.

Peça aos estudantes que observem também os retângulos que aparecem em alguns quadrinhos, representando a fala do narrador sobre alguma informação que não está presente na imagem.

Articulação com Educação Física

Promova uma discussão sobre o surfe, suas regras, o espírito esportivo e o respeito aos colegas. Se possível, leve à sala de aula vídeos de campeonatos, para que os estudantes possam visualizar a importância de se respeitar a vez de cada surfista e outras regras que buscam deixar a competição mais justa e equânime.

Sugestão para o professor

OLIVEIRA, Caio Augusto Guimarães de. Como usar as histórias em quadrinhos na sala de aula. 9a Arte, São Paulo, v. 10, n. 1, 2022. Disponível em: https://revistas. usp.br/nonaarte/article/ view/198170/184330. Acesso em: 24 set. 2025.

O artigo discute o potencial pedagógico das histórias em quadrinhos no ambiente escolar. Destaca como esse recurso amplia a compreensão de conteúdos e estimula o pensamento crítico dos estudantes.

Competências socioemocionais

Autoconsciência e autogestão

Aproveite a oportunidade para conversar sobre a importância de identificar e gerenciar as próprias emoções em momentos de entusiasmo.

PLANO DE AULA

Leitura

Promova uma roda de conversa com os estudantes. Questione-os: “Você já se sentiu muito entusiasmado durante a realização de uma atividade? A euforia excessiva lhe ajudou ou atrapalhou durante a realização dessa atividade? O que podemos fazer para manter a concentração em momentos de muito entusiasmo?”. Incentive o compartilhamento de experiências de forma respeitosa. Lembre-os de respeitar os turnos de fala e de valorizar todas as respostas.

Valorize o desenvolvimento das competências socioemocionais durante a leitura. Incentive os estudantes a identificar e refletir sobre emoções como euforia, medo, insegurança, coragem e superação. Promova o autoconhecimento ao permitir que os estudantes reconheçam suas próprias emoções diante de desafios. Trabalhe a autorregulação e a resiliência ao mostrar como a personagem, mesmo diante do medo, enfrenta a situação com criatividade e humor.

Atividade complementar Proponha aos estudantes que criem um quadrinho curto sobre uma situação em que vivenciaram a euforia e o entusiasmo, utilizando balões, expressões e onomatopeias. Incentive a criatividade e o uso do humor.

PLANO DE AULA

Leitura

Peça aos estudantes que as onomatopeias presentes e leiam em voz alta, explorando os sons e associando-os às ações. Pergunte: Como esses sons ajudam a tornar a história mais divertida? Pergunte o que as onomatopeias “CRASH” e “BAM, BAM” representam. Os estudantes devem perceber que a primeira está associada, normalmente, a algo que se parte ou se quebra e a segunda, ao som da batida na porta.

Incentive-os a observar o cenário na casa de Babymouse, indicando o momento em que as cenas se passam. Peça que observem a mudança na expressão da personagem, demonstrando que foi surpreendida.

Incentive os estudantes a fazer inferências a partir da leitura da HQ:

• O que podemos entender sobre a personalidade de Babymouse por meio de suas ações?

• Por que o irmão de Babymouse estava esperando?; Destaque o uso do humor. Mostre como a HQ usa exageros e imaginação para tratar de uma situação comum. Pergunte: “Por que a cena do chuveiro é engraçada?”.

Após a leitura da HQ, abra espaço para que os estudantes compartilhem suas impressões sobre o texto lido. Pergunte sobre o desfecho da história:  “O que vocês acharam de como a história termina? Foi engraçado? Surpreendente? Teve alguma parte que vocês acharam mais engraçada?”.

QUEM É?

Jennifer L. Holm (1968), nascida em San Diego, Califórnia, nos Estados Unidos, é uma autora de literatura infantojuvenil muito prestigiada e premiada por suas produções. Sua série de livros Babymouse foi criada em parceria com seu irmão, o escritor e ilustrador Matthew Holm

INCLUSÃO E EQUIDADE

PLANO DE AULA

Pergunte para os estudantes se consideram que Babymouse é corajosa. Peça que justifiquem suas respostas. Incentive-os a compartilhar suas impressões sobre a mensagem transmitida na história sobre enfrentar desafios.

Para incentivar o respeito, a escuta e o diálogo entre os estudantes, o professor pode atuar como modelo, demonstrando a escuta atenta, a valorização das opiniões divergentes e a interação respeitosa. Para tanto, pode dar feedbacks positivos sobre os comentários dos estudantes, incentivando a escuta ativa e chamando a atenção para o fato que podem existir várias formas de pensar.

Aproveite o debate para chamar a atenção dos estudantes para aspectos relacionados ao gênero textual. Pergunte de que forma as expressões faciais e corporais ajudaram a entender os sentimentos da personagem, quais os efeitos das onomatopeias na leitura da história, o que os balões de pensamento mostram, como as ilustrações ajudam a criar o clima da história.

Durante a leitura, observe se a turma compreendeu a sequência narrativa da HQ, identificou e interpretou elementos visuais e textuais, utilizou a inferência de forma adequada, participou das discussões com empatia e respeito.

29/09/25 20:23

Para proporcionar inclusão, para estudantes com dificuldades específicas de aprendizagem, antecipe as etapas da atividade com apoio visual ou cronograma ilustrado e ofereça suporte individual durante a leitura.

Leia o boxe Quem é e apresente a autora para os estudantes. É sempre oportuno incentivá-los a conhecer bons autores, para aprimorar o consumo cultural.

HOLM, Jennifer L.; HOLM, Matthew. Babymouse: gata da praia. São Paulo: Fundamento Educacional, 2014. p. 8-11, 13-16.
JENNIFER

PLANO DE AULA

Leitura

Atividades 2 e 3. Peça aos estudantes que retomem o primeiro e o último quadrinho para fundamentar suas respostas. Para ampliar a reflexão, questione por que os autores escolheram situar a personagem no banheiro enquanto ela se imaginava na praia. É provável que mencionem a água do chuveiro, mas aproveite para estender a discussão à realidade deles, perguntando se o momento do banho costuma ser uma ocasião em que imaginamos ou criamos situações, justamente por estarmos sozinhos.

Atividade 4. Destaque o fundo rosa dos quadrinhos, lembrando que se referem à imaginação da personagem, contrastando-os com os que estão em preto e branco.

Atividade 5. Após a leitura do trecho, faça perguntas que auxiliem na compreensão da história, especialmente se notar que alguns estudantes apresentam dificuldades. Peça que expliquem, com suas próprias palavras, o contexto e o que está acontecendo. Em seguida, analisem juntos os formatos dos balões de fala e do recordatório, destacando que este último não pertence a nenhum personagem, mas sim à voz do narrador. Por fim, leia o boxe explicativo sobre esse elemento das HQs. 92

3. Na última página, no quadrinho em que aparecem duas cenas: a ratinha no mar e a ratinha tomando banho. As bolinhas que saem da cabeça da personagem indicam que a cena do surfe na praia está em um balão de pensamento.

2 Em que lugar Babymouse imaginou estar?

Babymouse imaginou estar na praia.

• Em que lugar a ratinha realmente estava?

A ratinha estava em sua casa, no banheiro, tomando banho.

3 Em qual quadrinho fica claro que os acontecimentos na praia foram imaginados pela ratinha? Explique sua resposta.

4 Que recurso gráfico é usado na HQ para diferenciar o que é real e o que é apenas a imaginação da ratinha?

5 Releia um trecho da história. Espera-se que os estudantes percebam que é usada a cor rosa no fundo dos quadrinhos para diferenciar as cenas que se referem à imaginação da personagem. Quando as situações são reais, as cores são predominantemente a preta e a branca.

Nas histórias em quadrinhos e nas tirinhas, o texto escrito geralmente é apresentado nos balões, mas também pode aparecer em legendas ou recordatórios, que apresentam a voz do narrador e costumam ter formatos quadrados ou retangulares.

HOLM, Jennifer L.; HOLM, Matthew. Babymouse: gata da praia. São Paulo: Fundamento Educacional, 2014. p. 9.

a) A que momento esperado por todo surfista o recordatório se refere?

Refere-se à chegada da onda perfeita.

b) Que recursos foram usados nesse trecho para representar a alegria dos surfistas?

A alegria dos surfistas é representada pela expressão facial dos personagens na ilustração e pelo conteúdo e formato do balão uníssono de grito (IUPIII!!!).

6 Releia o recordatório da página 15 da HQ.

• O que o narrador quis dizer com essa expressão?

O narrador quis indicar que algo ia dar errado.

7 A quem se refere o pronome você no recordatório a seguir?

Refere-se ao leitor, a quem o narrador se dirige diretamente, supondo que gostaria de ver a cena que havia sido encoberta no quadrinho anterior.

8 Releia estas onomatopeias que aparecem na HQ. Depois, escreva o que cada onomatopeia representa.

Onomatopeias são palavras que representam sons ou ruídos produzidos por objetos, por animais, pela natureza e pelo ser humano.

O som da onda quebrando.

O som da batida na porta do banheiro.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividades 5. a e b) Após a exploração dos quadrinhos, permita que os estudantes realizem as atividades individualmente e que façam a correção entre pares. Neste momento, circule pela sala de aula a fim de auxiliar às duplas. Depois, faça a correção coletiva.

Atividade 6. Leia a onomatopeia, cuidando para que a entonação seja de advertência. Em seguida pergunte aos estudantes em quais momentos você poderia utilizá-la. Na sequência, retorne ao texto. Oriente os estudantes a analisar o quadrinho e responder à pergunta.

Atividade 7. Ainda sobre o conteúdo relacionado aos recordatórios, sugira aos estudantes retornarem ao quadrinho da página 91, pois ele auxilia na compreensão do contexto.

Atividade 8. Recupere a discussão sobre as onomatopeias e peça aos estudantes que realizem individualmente a atividade. Depois, peça a voluntários que compartilhem suas respostas.

Sugestão para o professor

FERREIRA, Cintia. Como lidar com a crise dos 9 anos ou fase do rubicão? , 31 jan. 2024. Disponível em: https://lunetas.com.br/co mo-lidar-com-a-crise-dos -9-anos-ou-fase-do-rubicao/. Acesso em: 9 ago. 2025.

Pouco conhecida, essa fase marca a transição entre a infância e a pré-adolescência, trazendo uma série de mudanças físicas, emocionais e comportamentais. 93

OBJETIVOS

• Identificar os efeitos de sentido causados pelo uso de pontuação.

• Reconhecer e aplicar, em gêneros escritos, regras de uso do ponto-final, ponto de exclamação e ponto de interrogação.

PLANO DE AULA

Retomar e avançar

Atividade 1. Entre os objetivos da atividade, está o de demonstrar a importância da pontuação na transmissão da mensagem. Mostre a importância dos sinais de pontuação nos textos escritos, a partir da compreensão do sentido do texto por meio da leitura em voz alta. Se possível, peça aos estudantes que dramatizem a leitura do balão “Você consegue!”. Na oralidade, outros elementos são importantes para compreendermos o sentido da exclamação, como a expressão facial, o tom de voz, a ênfase em cada palavra pronunciada.

Atividade 2. Recupere com os estudantes o que estudaram sobre frases, orientando-os a observar que, ao nos referirmos às três representações escritas das falas, usamos a palavra frase. Incentive os estudantes a escrever as frases de forma a indicar uma pergunta e uma afirmação. Em seguida, peça que leiam em voz alta, dando a entonação de acordo com os sinais de pontuação.

Convide alguns voluntários a lerem em voz alta o boxe sobre os sinais de pontuação e verifique se toda a turma compreendeu o conteúdo. Em seguida, proponha a reflexão: “Na frase ‘Estou feliz!’, qual sinal de pontuação reforça o sentimento expresso? E que expressão facial corresponderia a esse mesmo sentimento?”

RETOMAR E AVANÇAR Sinais de pontuação

1 Releia um trecho da HQ de Babymouse.

HOLM, Jennifer L.; HOLM, Matthew. Babymouse: gata da praia. São Paulo: Fundamento Educacional, 2014. p. 9.

a) Qual sentimento a fala do treinador de Babymouse expressa?

X entusiasmo tristeza dúvida

b) Que sinal de pontuação contribuiu para expressar esse sentimento?

Ponto de exclamação.

2 Reescreva a fala do treinador de forma que ela indique: a) uma pergunta.

Você consegue?

• Escreva o nome do sinal de pontuação que você usou.

Ponto de interrogação.

b) uma afirmação.

Você consegue.

• Escreva o nome do sinal de pontuação que você usou.

Ponto-final.

Na fala, o tom de voz, as pausas e as expressões do rosto revelam o que queremos dizer. Na escrita, os sinais de pontuação podem contribuir para expressar algumas emoções.

3 Imagine que você foi convidado para o aniversário de Babymouse. Escreva uma resposta à pergunta a seguir, de acordo com o que se pede.

Você vai ao aniversário de Babymouse?

Respostas pessoais.

• Uma pergunta: Sugestões de resposta: Em que dia será a festa? A que horas você vai?

• Uma exclamação:

• Uma negação:

Sugestões de resposta: Claro! Nunca perderia! Vou com certeza! Sugestões de resposta: Não posso ir porque estou gripado. Infelizmente, eu não vou.

4 Pontue as tirinhas, que foram escritas de propósito sem pontuação. a)

Pedro. Sofia e Otto. 20 nov. 2023. Instagram: @sofiaeotto. Disponível em: https://www.instagram.com/p/Cz4AlhvLSiQ/. Acesso em: 25 abr. 2025.

• Escreva o que você entendeu sobre essa tirinha.

Espera-se que os estudantes apresentem a compreensão global do texto, identificando que a tirinha questiona o fato de Otto se referir à “cor de pele” dos lápis de cor como sendo uma única cor, uma vez que há diferentes cores de pele, promovendo uma reflexão sobre a diversidade.

PLANO DE AULA

Atividade 3. Incentive os estudantes a buscarem diferentes possibilidades de respostas atendendo às solicitações da atividade.

Peça aos estudantes que considerem a situação em destaque, ir a uma festa, para redigirem frases coerentes com o tema. Destaque a importância da pontuação para transmitir as emoções adequadas em cada situação.

Atividade 4. Oriente os estudantes a ler as tirinhas e comentar o que entenderam. Depois, peça que pontuem. Como pode haver diferentes formas de pontuar, leve-os a justificar as pontuações escolhidas e chame a atenção para o fato de mais de um sinal poder ser empregado em alguns balões.

b)

? ? ! !

LEITE, Pedro. Sofia e Otto. c2025. Disponível em: https://www.sofiaeotto.com.br/quadrinhos. Acesso em: 7 jan. 2025.

• O que você entendeu por levedelo? Espera-se que os estudantes percebam que a palavra levedelo (sonho bom, "leve") foi usada para fazer um contraponto à palavra pesadelo (sonho ruim, "pesado").

Texto de apoio

29/09/25 20:23

[...] Esses sinais procuram indicar primariamente a melodia com que devemos ler os períodos (por isso são de natureza fonológica) e o sentido geral da frase em que são usados (por isso são, também, de natureza semântica). Alguns desses sinais, como é o caso do versátil ponto final, também acabam assumindo outros usos “menos nobres”, mas não menos importantes [...] Cada um desses sinais, dependendo do que queremos indicar, pode ser usado sozinho ou conjugado com outros sinais [...]. Porém, devemos compreender que eles precisam ser compreendidos em consonância com o conteúdo semântico do que está escrito. Um ponto não indica “sozinho” que se trata de uma pergunta, afirmação ou ironia. [...]

FERRAREZI JR., C. Guia de acentuação e pontuação em português brasileiro São Paulo: Contexto, 2018. p. 57.

LEITE,
PEDRO

OBJETIVOS

• Reconhecer os verbos e as pessoas do discurso.

• Fazer a concordância verbal de forma adequada.

• Compreender o conceito de tempo verbal.

PLANO DE AULA

Nossa língua

É importante que o conceito de verbo não seja trabalhado apenas como palavra que exprime uma ideia de ação. Isso porque conceituar verbo dessa forma pode trazer prejuízos para o aprendizado dessa classe gramatical.

É comum que os estudantes entendam ação como algo que se faz, uma ideia ligada a movimento. Dessa forma, se verbo é ação, verbo é algo que fazemos. Seguindo então esse raciocínio, os estudantes poderiam concluir que na frase “João fez acrobacias”, o verbo seria “acrobacias”, pois a ação de João foi justamente as acrobacias. Ampliando essa lógica, quais seriam os verbos quando se diz que alguém pensou, parou, permaneceu? Os estudantes poderão concluir que, com certeza, não há verbos, pois não há movimento. Assim, para melhor apropriação desse conteúdo pelos estudantes, as atividades devem ter por objetivo chamar a atenção deles para o fato de que os verbos indicam tempo e pessoa. Atividade 1. Peça aos estudantes que leiam a tirinha e comentem suas impressões sobre ela, justificando-as. Abra espaço para os estudantes comentarem o motivo da expressão facial de Garfield. Para isso, converse com eles sobre as características de uma rosa. Caso não o façam, inclua os espinhos para que compreendam a reação da personagem.

NOSSA LÍNGUA

1 Leia a tirinha.

Verbos e concordância

1. a) Espera-se que os estudantes reconheçam que o humor da tirinha é gerado pela quebra de expectativa: Garfield está se divertindo ao brincar no jardim, mas dá um grito quando se machuca ao pular sobre as rosas, que são flores cheias de espinhos.

a) Comente com os colegas o que gera humor nessa tirinha.

b) Agora, leia as frases a seguir.

VD Garfield pula sobre as rosas.

AZ Garfield pulou sobre as rosas.

AM Garfield pulará sobre as rosas.

• Sublinhe as palavras que diferenciam uma frase da outra.

As palavras que você sublinhou indicam ação e são verbos

Atividade complementar

Jogo O que eu fiz?

Em trios, os estudantes deverão listar os verbos que observaram em sua rotina desde o momento de levantar até chegar à escola, indicando a pessoa e o tempo. Oriente-os a relacionar verbos em que outras pessoas desenvolveram ação. Vence a equipe que conseguir reunir o maior número de verbos. O objetivo é verificar como os verbos são importantes para descrever e orientar nossas ações.

DAVIS, Jim. Garfield & seus amigos. Rio de Janeiro: Ediouro, 2015. p. 112.

• Agora, pinte os quadrinhos relacionando as cores à ideia que cada uma das frases transmite.

O fato vai acontecer (tempo futuro). AM

O fato já aconteceu (tempo passado). AZ

O fato está acontecendo (tempo presente). VD

Os verbos não variam em gênero (masculino ou feminino), como acontece com os substantivos e adjetivos, porém a terminação dos verbos muda de acordo com o tempo: passado, presente ou futuro

2 Escreva uma fala no balão do quadrinho a seguir. Use o verbo comer transmitindo a ideia de tempo futuro.

Resposta pessoal. Sugestões de resposta: Minha ração preferida! Vou comer tudo! / Minha ração preferida! Comerei tudo!

3 Imagine que Garfield saiu para brincar com seu amigo Odie. Observe o quadrinho e complete a frase a seguir com um verbo que expresse a ação mostrada.

As respostas a seguir são sugestões.

Garfield e Odie correm/correram/correrão; pulam/pularam/pularão juntos.

Atividade complementar

PLANO DE AULA

Nossa língua

Atividade 1. b) O objetivo da questão é verificar se os estudantes associam cada flexão verbal ao tempo a que se refere. Chame a atenção dos estudantes para o fato de que os acontecimentos podem ocorrer nos tempos presente, passado e futuro. Amplie esta atividade adicionando marcadores temporais para mostrar à turma como há palavras e expressões que dão ênfase ao tempo em que uma frase está escrita: “Garfield pula sobre as rosas agora”; “Garfield pulou sobre as rosas ontem”; “Garfield pulará sobre as rosas amanhã”.

Faça a leitura em voz alta do boxe que traz o conceito de concordância verbal. Se necessário, coloque alguns exemplos na lousa para que eles compreendam adequadamente o conceito.

Atividade 2. Explique que, com verbo no futuro, é possível empregar tanto a forma simples, comerei, quanto a composta, vou comer; destaque que o emprego desta última é mais comum e adequado em situações informais. Aproveite para comentar que, em balões de fala, não é usado o travessão para indicar a fala.

97

29/09/25 20:23

Reproduza frases ou versos em folhas de papel avulsas ou na lousa com verbos no passado e peça aos estudantes que leiam e respondam às perguntas:

• Os verbos indicam algo que: já aconteceu, vai acontecer ou está acontecendo?

• Esses verbos estão no tempo: passado, presente ou futuro?

Depois, peça que reescrevam os mesmos verbos no caderno, indicando algo que vai acontecer (futuro) e algo que está acontecendo (presente). Sugestão de frase: A bela bailarina tomou limonada, fez careta engraçada e dançou na rua iluminada.

Atividade 3. Destaque a importância de reconhecermos a pessoa do discurso à qual o verbo se refere para realizar a concordância verbal, pois, em muitos casos, ela não aparece no texto (sujeito elíptico) e é preciso fazê-los perceber que é possível identificá-la por meio da desinência verbal. O objetivo é verificar se os estudantes reconhecem a concordância verbal em relação às pessoas do discurso.

Pergunte: o que aconteceria se a frase começasse com “Eu e Odie”? E se começasse com “Odie”? Como ficaria o verbo nesses casos?

PLANO DE AULA

Nossa língua

Atividade 4. Peça aos estudantes que leiam a página de diário silenciosamente. Em seguida, faça a leitura em voz alta. Chame a atenção para os marcadores de tempo: “na segunda-feira passada”; “na próxima semana”; “na segunda e na terça-feira que vêm”; “amanhã”. Peça aos estudantes que digam quais marcadores temporais indicam passado e quais indicam futuro. Explique que esses marcadores os auxiliarão a saber qual a forma verbal adequada e a que tempo ela se refere.

Comente com os estudantes que, pelo fato de o diário ser um gênero em que predomina o registro informal, outra possibilidade para os verbos no futuro seria sua forma composta, como irá estudar, irá fazer etc.

• Após completar o texto, os estudantes devem contornar as formas verbais nas cores indicadas para classificar os verbos no tempo passado e no tempo futuro. Novamente, oriente-os a levar em conta os marcadores temporais no momento da análise dos verbos. Atividade 5. Desafie os estudantes a verbalizar em qual tempo os verbos estão e, em seguida, peça-lhes que façam os ajustes necessários para a realização da atividade. Amplie a atividade registrando na lousa os verbos a seguir. Peça aos estudantes que os copiem no caderno e, ao lado deles, escrevam o modo como aparecem no dicionário: saí (sair); acordei (acordar).

4 Leia a página de um diário e complete-a com uma palavra de cada dupla.

fui • irei fomos • iremos vieram • virão

começaram • começarão aproveitei • aproveitarei

estudou • estudará fez • fará

Na segunda-feira passada, fui ao cinema com meus amigos. Depois do filme, fomos a uma lanchonete. Os meus primos também vieram me visitar. Ainda bem que aproveitei !

Na próxima semana, começarão as provas da escola. Por isso, na segunda e na terça-feira que vem, a Gabriela estudará comigo na biblioteca.

Estou tranquilo porque a professora fará uma revisão dos conteúdos amanhã.

• Contorne as palavras que você usou para completar o texto, de acordo com a legenda.

Formas verbais no tempo passado.  Formas verbais no tempo futuro.

Os estudantes deverão contornar as formas verbais na cor azul: fui, fomos, vieram e aproveitei Os estudantes deverão contornar as formas verbais na cor laranja: começarão, estudará e fará

5 Como ficaria a frase abaixo no presente e no futuro?

Durante as férias, eu saí da rotina e acordei mais tarde.

Presente: Durante as férias, eu saio da rotina e acordo mais tarde.

Futuro: Durante as férias, eu sairei/vou sair da rotina e acordarei/vou acordar mais tarde.

Texto de apoio

Verbos simples [...] são aqueles que aparecem na forma de uma só palavra. Verbos em locução, também chamados de verbos compostos, são aqueles que aparecem na forma de duas palavras verbais funcionando como se fossem apenas uma. Nesse caso, apenas a primeira delas (chamada de verbo auxiliar) é que se modifica, se flexiona. A segunda palavra de locução (chamada de verbo principal) está sempre em uma forma fixa. [...] na locução, é o verbo auxiliar que passa mais a ideia de tempo (por isso é chamado de auxiliar, pois tem uma função “mais gramatical”) e o verbo principal passa mais a ideia essencial do verbo (por isso é chamado de principal, pois tem a função mais semântica, mais ligada à essência do sentido da locução).

FERRAREZI JR., C. O estudo dos verbos na educação básica. São Paulo: Contexto, 2014. p. 17-18.

7. a) Sim, porque mudou a pessoa a que o verbo se refere. Espera-se que os estudantes concluam que a forma verbal coleciono sofreu alterações de acordo com as diferentes pessoas do discurso.

6 Leia a frase.

Eu coleciono gibis.

a) Sublinhe o verbo dessa frase.

b) Contorne na frase a palavra que indica a quem o verbo se refere.

Além de indicarem tempo presente, passado ou futuro, os verbos também podem variar para indicar as pessoas às quais se referem: eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas

Ao alterar os verbos de acordo com as pessoas e o tempo que indicam, estamos fazendo a concordância verbal

7 Complete as frases a seguir com o verbo que você sublinhou na atividade anterior, concordando com cada pessoa.

Ele coleciona gibis.

Nós colecionamos gibis.

Eles colecionam gibis.

a) Para completar as frases, você fez alterações na forma verbal coleciono? Se sim, por quê?

PLANO DE AULA

Nossa língua

Atividade 6. Pergunte aos estudantes qual é o verbo da frase e em que tempo ele está. Depois, pergunte: “Se a frase começasse com o pronome nós, como ficaria o verbo? E se começasse com o pronome eles?”. O objetivo é levar os estudantes a perceber que os verbos variam não só para indicar as pessoas do discurso às quais se referem.

b) Agora, imagine que a frase tivesse sido escrita assim: Coleciono gibis.

• A qual pessoa a forma verbal coleciono se refere? Explique.

A forma verbal coleciono refere-se à primeira pessoa do singular: eu. Espera-se que os estudantes identifiquem a pessoa pela terminação do verbo.

8 Escreva a pessoa à qual as formas verbais em destaque se referem.

a) Aprendemos a importância de não desperdiçar água. nós

b) Vesti a blusa que vovó me deu de aniversário. eu

c) Deram uma desculpa e não vieram à festa. eles/elas

Texto de apoio

Atividade 7. Nas formas verbais, as pessoas do discurso também são marcadas formalmente pela flexão. Assim, uma forma verbal que faz referência à primeira pessoa do discurso (quem fala) está na 1 a pessoa; se fizer referência à segunda pessoa do discurso, com quem se fala, a forma verbal está na 2a pessoa; se fizer referência à terceira pessoa do discurso, de quem se fala, o verbo está na 3a pessoa. Na maioria das variedades do português do Brasil, a segunda pessoa do discurso é indicada pelo pronome você(s), e não por tu/vós. A concordância com o pronome você(s) se dá em 3a pessoa, apesar de fazer referência à segunda pessoa do discurso (com quem se fala).

29/09/25 20:23

O verbo na língua portuguesa apresenta três modos verbais: indicativo, subjuntivo e imperativo. [...], o primeiro modo expressa afirmação objetiva. O segundo, desejo, possibilidade, e o tempo imperativo expressa ordem, pedido. No entanto, essas proposições não podem ser levadas ao pé da letra, uma vez que percebemos na fala e na escrita do brasileiro o uso dos modos indicativo e subjuntivo para expressar desejo ou ordem [...]. Quanto ao tempo, o verbo no português apresenta seis tempos: presente, pretérito perfeito, pretérito imperfeito, pretérito mais-que-perfeito, futuro do presente e futuro do pretérito. Esses seis tempos se resumem nos três tempos básicos: o passado, o presente e o futuro. [...]

BORTONI-RICARDO, S. M. et al. Por que a escola não ensina gramática assim? São Paulo: Parábola Editorial, 2014. p. 185-186. 99

Atividade 8. Oriente os estudantes para que identifiquem os sujeitos do verbo. É importante que  consigam concluir que, embora os pronomes que indicam a pessoa do discurso à qual cada verbo se refere tenham sido omitidos, o verbo concorda com o sujeito.

WALDOMIRO NETO

OBJETIVOS

• Ler história em quadrinhos.

• Observar imagens de personagens, relacionando-as com o nome deles.

• Ampliar os conhecimentos sobre o gênero textual história em quadrinhos e compreender sua finalidade.

• Interpretar diferentes linguagens e recursos gráficos de expressão característicos de história em quadrinhos.

• Levantar hipóteses por meio de conhecimentos prévios considerando o título da história em quadrinhos e os personagens.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 1. Incentive os estudantes a observar atentamente todas as imagens da HQ e a relacioná-las com os nomes dos personagens. Explore os nomes, ajudando-os a perceber como nomes e características se conectam, como Tonhão, um elefante cujo nome está no aumentativo, e Bolinha, que se refere ao tatu-bola. Auxilie-os a explorar todas as possibilidades de associação entre personagens e nomes, destacando a coerência e a lógica dessas escolhas e incentivando que expliquem suas observações oralmente.

2 ALEGRIA EM QUADRINHOS

LEITURA História em quadrinhos

1 Estes são os personagens da história em quadrinhos que você vai ler. Observe.

• O título da história em quadrinhos é Pum. O que você imagina que vai acontecer em uma história com esses personagens e esse título? Resposta pessoal.

Em seguida, leia em voz alta o título da HQ, Pum , e abra espaço para que os estudantes comentem livremente suas primeiras impressões sobre o que o título lhes sugere. Incentive a imaginação e o senso de humor, perguntando, por exemplo: “O que vocês acham que pode acontecer em uma história intitulada Pum com esses personagens?”. Valorize todas as hipóteses, mesmo as mais inusitadas, reforçando que não há respostas certas ou erradas neste momento. Encoraje os estudantes a elaborar explicações detalhadas e a ouvir atentamente os colegas, promovendo o diálogo, a escuta ativa e a construção coletiva de sentidos.

Tonhão
Lili Tina Juca
Bolinha Zelda

2 Leia a história em quadrinhos para saber se o que você pensou vai se confirmar.

Atividade 2. Uma história em quadrinhos possui elementos específicos, não perceptíveis em outros textos, pois sua intenção é reproduzir a fala. Por isso, fatores como onomatopeias ou divergências linguísticas em relação à norma padrão podem aparecer. Outro importante aspecto é o significado de cada tipo de balão, que pode indicar: pensamento, cochicho, grito etc.

Nesse gênero, a observação das imagens é fundamental para garantir a compreensão. No

decorrer da leitura, chame a atenção dos estudantes para as expressões faciais dos personagens, para os detalhes dos cenários de cada quadrinho e para outros elementos que possam atraí-los e manter o interesse deles em acompanhar a leitura.

Antes da leitura, relembre com os estudantes as hipóteses feitas na atividade anterior. Retome algumas ideias inusitadas e informe que, com a leitura, descobrirão o que realmente acontece na história.

Inclusão e equidade

Caso haja estudantes com baixa visão na turma, visando à inclusão, faça a leitura e a descrição detalhada das imagens.

Texto de apoio

5 itens para levar em conta na hora de incluir o aluno com baixa visão

Qual a qualidade e a quantidade de luz disponível no ambiente? O cuidado para que a iluminação proporcione mais eficiência e conforto visual faz toda a diferença. O professor, então, deve:

• Observar se os ambientes em sala de aula, escadas, entradas e corredores estão iluminados e se a luz é bem distribuída.

• Posicionar o aluno de forma que a claridade não incida diretamente sobre os seus olhos, cause brilho ou gere sombras que atrapalhem sua leitura e escrita.

• Evitar luz lateral, luz frontal incidindo nos olhos, luz incidindo na superfície que se olha, luz de lâmpadas que geram oscilações como nas fluorescentes.

• Notar se há reflexos na lousa, na tela do computador ou no material de leitura e escrita. Veja se inclinando a tela ou usando plano inclinado melhora.

• Evitar superfícies muito polidas ou brilhantes, que ofuscam facilmente com a incidência da luz. Ou seja, dar preferência ao quadro negro ao branco, e a materiais didáticos em papel fosco àquele utilizado em revistas.

FRANCO, Maria Amélia M. Aluno com baixa visão: lista completa de adaptações para inclusão em sala de aula. 14 fev. 2018. Disponível em: https:// visaonainfancia.com/aluno-com -baixa-visao-adaptacoes/. Acesso em: 9 ago. 2025.

PLANO DE AULA

Leitura

Organize a turma em semicírculo para leitura, propondo aos estudantes que se revezem na leitura das falas de cada personagem. Elimine barreiras físicas ou comunicacionais que possam prejudicar a participação de todos os estudantes, acolha aqueles que demonstrarem constrangimento ou dificuldade de leitura, perguntando individualmente se desejam participar desse momento.

É possível organizar os personagens entre os estudantes para uma dramatização ou leitura encenada da HQ. Pode-se usar chapéus, brinquedos, plaquinhas ou máscaras para caracterizar os personagens.

Antes da leitura coletiva, peça aos estudantes que observem as imagens. Pergunte: “Onde a cena se passa? Como estão os personagens?”. Durante a leitura, incentive os estudantes a usar entonação expressiva e adequada. Oriente-os a observar a pontuação, o formato dos balões, as reações dos personagens e o uso de letras maiúsculas como elementos que indicam a expressividade do texto. Pergunte: “Que sentimentos aparecem nas falas?, Como podemos perceber isso nos balões e nas ilustrações?, Qual personagem você acha mais exagerado? E o mais tranquilo?”.

Texto de apoio [..] entre 1940 e o início da década de 1960 [...] quadrinhos eram relegados aos iletrados. Não é nenhum segredo que essa percepção mudou drasticamente com o passar dos anos. Hoje são parte fundamental da cultura pop, influenciando outros mercados como o cinematográfico, televisivo e jornalístico. As histórias representadas nas histórias em quadrinhos retratam questões profundas e filosóficas, não à toa produções baseadas em seus enredos são sucesso de audiência. Giddens (2015, p. 2), por exemplo, nos diz que os quadrinhos apresentam questões relacionadas ao certo e errado; à moralidade; à vingança; e, a questões filosóficas, como “o que significa ser humano”.

OLIVEIRA, Carlos Augusto Guimarães de. Como usar as histórias em quadrinhos na sala de aula. 9a Arte. São Paulo, SP, v. 10, 2022. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/nonaarte/article/ download/198170/184330/566677. Acesso em: 13 maio 2025.

Sugestão

para os estudantes

• FERREIRA, Cintia. 8 plataformas para criar histórias em quadrinhos com estudantes. 15 jul. 2021. Disponível em: https://lunetas.com.br/plataformas-para-criar-historias-em-quadrinhos/. Acesso em: 9 ago. 2025.

Esse site apresenta ferramentas para criar histórias em quadrinhos com animações, personagens e sequências de cenas criativas.

Competência socioemocional

Habilidades de relacionamento

As atividades desta seção propiciam o desenvolvimento de habilidades de relacionamento ao propor aos estudantes, por meio da história em quadrinhos Pum, que reflitam sobre a necessidade de combater o preconceito e valorizar as diferenças.

Durante a leitura, faça perguntas de compreensão:

• O que Tonhão disse antes de sentir vontade de soltar o pum?

• O que a expressão de Tonhão revela sobre como ele está se sentindo?

• Onde os amigos se esconderam?

• O que a expressão dos amigos de Tonhão revela sobre o medo que sentem do pum do elefante?

• O pum de Tonhão causou o efeito esperado por seus amigos?

• O que os amigos esperavam do pum da formiga Zelda? (quadrinho 18) Foi como eles imaginaram?

Chame a atenção para os elementos gráficos: a expressão dos personagens, a mudança no formato do balão para indicar a expressividade das falas, o formato dos quadrinhos que indicam pensamento (a imaginação do tatu e da tartaruga), o macaco representado fora do quadrinho após o pum da formiga etc. Destaque as onomatopeias. Peça aos estudantes que as reproduzam com criatividade e humor, explorando os sons e associando-os às ações. Proponha que imaginem o som do pum de Tonhão e, depois, o da formiga Zelda.

Aproveite para discutir o papel das onomatopeias na narrativa. Pergunte a eles: “Elas substituem falas? Criam humor?”.

PLANO DE AULA

Leitura

Promova uma conversa sobre os elementos que tornam a história engraçada, incentivando os estudantes a observar os efeitos de humor construídos pelo texto e pelas imagens. Incentive-os a perceber que, apesar de pequena, a formiga teve um grande impacto, mostrando que tamanho ou aparência nem sempre determinam a força de uma ação ou a importância de um personagem.

Aproveite para introduzir uma reflexão sobre diversidade e percepção: destaque que nem tudo o que parece é realmente como se imagina. Muitas vezes, julgamos rapidamente algo ou alguém apenas pela aparência, sem conhecer o contexto ou as características reais. Oriente os estudantes a relacionar essa ideia com situações do cotidiano e com experiências pessoais, reforçando a importância de respeitar diferenças, valorizar a diversidade e não criar preconceitos com base em suposições superficiais.

Ao final da leitura e das discussões, peça aos estudantes que expliquem se as expectativas que tinham antes da história foram confirmadas, de que maneira isso aconteceu e em que aspectos a narrativa os surpreendeu. Incentive-os a detalhar quais elementos foram inesperados, como reagiram às situações cômicas e como compreenderam a relação entre o humor e a construção dos personagens. Essa reflexão contribui para desenvolver a capacidade de observação, interpretação, análise crítica e argumentação, fortalecendo habilidades de leitura, expressão oral e apreciação estética da linguagem utilizada nas histórias em quadrinhos.

Observando para avançar

Avaliação formativa

Organize a turma em grupos, ofereça diversos gibis e peça que recortem e classifiquem diferentes tipos de balões encontrados nas HQs — balões de pensamento, de grito, de cochicho, de pensamento. Verifique se as tesouras utilizadas pelos estudantes estão de acordo com as normas de segurança e se as manuseiam de forma correta. Os estudantes devem produzir um cartaz e apresentá-lo aos colegas da turma em uma roda de conversa. Além de avaliar o conhecimento dos estudantes, a atividade permite a ampliação de possibilidades e estratégias de leitura do texto.

MARTINS, Marcos Fillipe. Pum. 13 jan. 2025. Disponível em: https://brisaseducativas.wordpress.com/2025/01/13/ genero-historias-em-quadrinhos/. Acesso em: 16 ago. 2025.

QUEM É?

Marcos Fillipe Martins foi designer, publicitário e ilustrador. Desde cedo, Marcos encontrou no desenho um propósito de vida. Ele combinava técnicas tradicionais de ilustração com arte digital. Faleceu em setembro de 2025.

Atividade complementar

Durante a leitura e o debate sobre a história em quadrinhos, observe atentamente se os estudantes conseguem relacionar de forma consistente o texto e as imagens na construção do sentido da narrativa. Fique atento à capacidade de perceber os efeitos de humor presentes na HQ, como exageros, situações inusitadas ou onomatopeias, e à forma como eles participam das discussões e dramatizações, valorizando a expressão oral, a criatividade e a escuta dos colegas.

Para aprofundar a compreensão, proponha uma atividade de recontar a história oralmente, incentivando os estudantes a usar as próprias palavras, entonação e gestos, reforçando o entendimento da sequência de eventos, dos personagens e dos elementos cômicos da narrativa. Como alternativa ou complemento, peça que escolham o quadrinho de que mais gostaram, desenhem-no e justifiquem sua escolha, explicando quais elementos chamaram a atenção, quais partes da história consideraram engraçadas ou interessantes e como texto e imagem trabalham juntos para transmitir a ação e o humor. Essa atividade permite que os estudantes consolidem a interpretação, desenvolvam habilidades de síntese e narrativa e fortaleçam a capacidade de expressar ideias e sentimentos de forma criativa e fundamentada.

29/09/25 19:32

Proponha aos estudantes que criem um final alternativo para a história. Incentive a criatividade com as seguintes perguntas:

• E se o pum de Tonhão realmente causasse uma explosão?

• E se os personagens resolvessem usar o pum como energia para um foguete?

Incentive os estudantes a criar ilustrações para os desfechos que imaginaram e a compartilhar com a turma.

MARCOS MARTINS/ACERVO DO ILUSTRADOR

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 3. Oriente os estudantes a numerar os quadrinhos de acordo com a sequência lógica e temporal da narrativa, ajudando-os a perceber a ordem dos acontecimentos e a relação de causa e efeito entre as ações dos personagens.

Atividade 4. Peça aos estudantes que observem atentamente o primeiro quadrinho e identifiquem os elementos que indicam que os animais estão felizes e brincando: a expressão facial, a postura corporal, os objetos utilizados, como a bola, e a interação entre os personagens. Incentive-os a explicar oralmente suas observações, reforçando a importância de relacionar imagens e texto para compreender a narrativa.

Atividade 5. Chame a atenção para o segundo quadrinho e auxilie os estudantes a perceber na expressão de Tonhão os elementos que justificam a pergunta de Juca.

Atividades 5. a e b) Destaque que os detalhes visuais como os olhos arregalados, as gotas de suor no rosto e a postura corporal que indicam desconforto ou surpresa diante da situação ajudam a construir o humor e a emoção da história, tornando evidente a relação entre a narrativa e os recursos gráficos utilizados pelo autor.

Atividade 6. Leve os estudantes a observar como as palavras destacadas nos balões indicam ênfase na pronúncia dos personagens, reforçando aspectos de oralidade e efeito cômico.

Atividade 7. Explore também como o formato dos quadrinhos contribui para a construção do sentido, discutindo que, além do uso tradicional dos balões e

3 Numere os quadrinhos da história.

4 No início da história, como os animais aparentam estar?

5 Um acontecimento interrompe a calmaria inicial da história. Que acontecimento é esse?

O elefante fala que vai soltar um pum e os animais ficam com medo do possível impacto desse fato.

a) Em qual quadrinho a reação dos animais começa a ficar evidente? 4

b) Quais recursos gráficos foram usados para evidenciar o sentimento dos animais nesse quadrinho?

Os animais foram desenhados com olhos arregalados e há traços próximos à cabeça dos animais que evidenciam surpresa e susto.

6 Por que as falas da arara e do tatu nos quadrinhos 5 e 6 foram escritas com letras maiores?

Porque eles são animais grandes e as letras foram escritas de forma a se assemelhar com esse tamanho.

X Porque o autor queria evidenciar que os animais estão gritando, desesperados.

7 Quais quadrinhos representam situações que não estão acontecendo na história?

Quadrinhos 7 e 9

• Qual recurso foi usado para evidenciar isso?

Espera-se que os estudantes respondam que os animais aparentam estar felizes e bem, brincando juntos. Espera-se que os estudantes percebam que os requadros foram feitos como balões de pensamento.

O requadro é a linha ao redor das imagens nas histórias em quadrinhos, que organiza e delimita as cenas. Alguns autores brincam com o formato e o tamanho dos requadros, fazendo com que eles se tornem parte da narrativa de forma criativa.

requadros, é possível observar recursos inovadores, como no penúltimo quadrinho, em que o macaco está sobre o requadro. Espera-se que os estudantes percebam que o uso não é tradicional, pois o personagem aparece fora da demarcação do quadrinho, sugerindo que ele foi tão longe que saiu da história, o que potencializa o efeito humorístico da narrativa e demonstra a criatividade do autor ao brincar com os limites visuais da HQ. Na sequência, leia o boxe para sistematizar o conteúdo relacionado aos requadros.

Observando para avançar

Avaliação formativa

Durante as atividades, observe se os estudantes apresentam leitura crítica e interpretação, percebem a função de recursos gráficos e textuais na construção de sentido, identificam efeitos de humor e compreendem como imagem, texto e formato interagem para enriquecer a narrativa.

8 As histórias em quadrinhos costumam trazer uma surpresa no final. Qual foi a surpresa dessa história? Marque V para as afirmações verdadeiras e F para as falsas.

F O fato de diferentes animais estarem brincando juntos.

V O fato de o pum de uma formiga, um inseto pequeno, ter causado muito estrago, e o do elefante, um animal grande, não ter causado estrago algum.

F O fato de o pum do elefante causar um terremoto.

9 A surpresa do final contribuiu para causar humor na história em quadrinhos? Se sim, por quê?

Sim, porque trouxe um fato inusitado, algo que não era esperado, surpreendendo os personagens e o leitor.

10 Nos quadrinhos 13 e 18 da história em quadrinhos aparecem onomatopeias.

• Escreva o que cada onomatopeia representa.

Pum do elefante

Pum da formiga

11 Identifique na história em quadrinhos os tipos de balão indicados no quadro a seguir e desenhe cada um deles. Produção pessoal.

Indica que um personagem está gritando.

Atividade 8. Oriente os estudantes a retomar o final da HQ antes de marcar as respostas. Incentive-os a justificar oralmente suas escolhas, retomando os acontecimentos da história. Explore o uso do humor baseado na inversão de expectativas, destacando que a surpresa vem justamente do contraste entre o tamanho dos personagens e o impacto dos seus puns.

Atividade 9. Converse com os estudantes sobre o elemento surpresa como estratégia

Indica que dois ou mais personagens falam a mesma coisa ao mesmo tempo.

29/09/25 19:32

de humor. Reforce que a graça está no inesperado. Incentive-os a registrar suas respostas, utilizando conectores explicativos, como porque ou pois.

Atividade 10. Chame a atenção dos estudantes para o fato de que, apesar de as duas onomatopeias representarem barulhos de puns, elas buscam evidenciar que o barulho do pum do elefante seria mais forte do que o do pum da formiga, mas que, na história, acabou acontecendo ao contrário.

A onomatopeia é a imitação do ruído de algo, por meio de um vocábulo. Nas histórias em quadrinhos, as onomatopeias podem situar-se no interior do balão ou independentemente dele. Este último é o caso mais comum, pois, nas histórias em quadrinhos, as onomatopeias nem sempre são pronunciadas pelos personagens, mas localizam-se exatamente no lugar de onde provém o ruído que representam.

Além de sua posição dentro do quadrinho, a onomatopeia também ganha expressividade de acordo com a maneira como é desenhada. Não se trata apenas do fato de que a onomatopeia imita o ruído de algo, mas de que também sugere graficamente o tipo de ruído.

Atividade 11. Mostre os dois tipos de balões destacados (grito e fala em uníssono) e releia os trechos em que aparecem, chamando a atenção para o formato gráfico e o conteúdo das falas. Incentive a observação das pistas visuais e sonoras que diferenciam os balões, explicando que esses elementos ajudam a entender o tom da fala do personagem.

OBJETIVOS

• Analisar textos verbais e não verbais.

• Estabelecer relação entre textos verbais e não verbais.

• Deduzir informações relacionadas ao personagem com base na análise de textos verbais e não verbais.

• Reconhecer características da tirinha.

• Comparar características de HQ e tirinha.

• Usar conhecimentos prévios para inferências.

PLANO DE AULA

Comparando textos

Atividade 1. Peça aos estudantes que façam a leitura, de forma individual, da tirinha. Após esse momento, pergunte a eles o que acontece em cada um dos quadros. Incentive-os a comentar qual seria o motivo que fez Chico Bento mudar de ideia na hora da pescaria. Aproveite a oportunidade para explorar os recursos usados para evidenciar qual o tamanho do peixe que Chico Bento queria pescar quando iniciou a pescaria e no final. Explore outros recursos gráficos com perguntas como: “No segundo quadrinho, o que evidencia que a vara de pescar está se movimentando?”. Chame a atenção dos estudantes para os traços paralelos à vara que indicam que ela está sacudindo.

Então, pergunte: “No terceiro quadrinho, que recursos foram usados para evidenciar o esforço de Chico Bento para puxar o peixe?”. É provável que os estudantes concluam que a expressão facial do personagem, as gotículas

COMPARANDO TEXTOS

Tirinha e história em quadrinhos

1 Você vai ler uma tirinha de Mauricio de Sousa.

a) O que você sabe sobre esse autor?

Resposta pessoal.

b) Você já leu outras tirinhas ou histórias em quadrinhos dele?

Se sim, gostou?

Respostas pessoais.

próximas ao rosto dele, que representam o suor, e o fato de ele se levantar indicam que Chico Bento está fazendo um enorme esforço para tirar o peixe da água.

Abra espaço para que os estudantes comentem o que sabem sobre Mauricio de Sousa e sobre a Turma da Mônica.

SOUSA, Mauricio de. Chico Bento, São Paulo: Panini, n. 22, p. 66, mar. 2011.

Atividade 2. Peça aos estudantes que compartilhem o que sabem sobre Chico Bento.

2 Quem é o personagem dessa tirinha?

O personagem é Chico Bento. Caso os estudantes não se lembrem de seu nome e não

3 Quais são as características desse personagem? Converse com os colegas, depois escreva.

Chico Bento é um personagem que mora no campo, tem um jeito de falar peculiar e está sempre envolvido em confusões e aventuras em meio à natureza.

4 O que você acha que causou humor na tirinha?

O fato de Chico Bento ter planejado pescar um peixe grande, mas, quando o fisgou, se arrependeu, pois preferia ter pegado um peixe pequeno, que daria menos trabalho de ser puxado.

5 Por que você acha que as tirinhas recebem esse nome? Porque são publicadas em livros bem finos, em formato de tiras de papel.

X Porque são publicadas, geralmente, em jornais e revistas e ocupam uma faixa horizontal ou vertical na página.

6 Compare a tirinha de Chico Bento com a história em quadrinhos Pum. • Marque as características de cada uma.

Tirinha História em quadrinhos

Apresenta narrativa curta. X

Apresenta narrativa mais complexa. X

Tem três ou quatro quadros. X

Tem vários quadros e pode ocupar algumas páginas. X

É publicada em jornais ou revistas. X

É publicada em gibis. X X identifiquem na própria fonte da tirinha, é possível levar em consideração as respostas que o descrevam.

Texto de apoio

29/09/25 19:32

[...] Essa estratégia de criar uma situação inesperada é o que leva à produção de humor. É como nas piadas: há uma espécie de armadilha no final da narrativa, que apresenta uma situação até então imprevista, surpreendente, e que gera a comicidade. Essa é também a marca central das tiras cômicas. Elas tendem a criar um cenário para o leitor e, depois, revelam outro. Essa mudança brusca de situações cria o humor. RAMOS, Paulo. Tiras no ensino. São Paulo: Parábola, 2017. p. 64-65.

Atividade 3. Auxilie os estudantes a observar as expressões faciais (primeiro, Chico Bento está na expectativa, imaginando um grande peixe; depois, ele consegue fisgar um peixão, sua expressão facial é de felicidade, mas seu chapéu está fora da cabeça indicando surpresa e um certo esforço; por fim, ele está em pé, com a língua para fora, gotas de suor ao redor dele e a vara de pescar parece bem vergada; ele então passa a desejar um peixe bem menor) e outros sinais presentes na tira (a agitação na água nos dois últimos quadrinhos e o sol brilhando forte e provocando um desgaste ainda maior do personagem) para que infiram qual é o elemento humorístico, que provoca quebra de expectativa.

Atividade 4. Permita que os estudantes compartilhem suas respostas. Em seguida, promova uma discussão sobre a importância do humor nesse gênero textual.

Atividade 5. Oriente os estudantes a observar a disposição dos quadrinhos na página. Leve-os a relacionar o nome tirinha com essa disposição. Se possível, leve gibis ou seções de tirinhas de jornais e revistas para a sala de aula e faça-os circular entre os estudantes, mostrando-lhes tirinhas na horizontal e na vertical para que se familiarizem com o gênero.

Atividade 6. Destaque que, apesar das diferenças entre HQ e tirinha, ambas são histórias completas que pretendem gerar humor e/ou nos trazer reflexões significativas.

OBJETIVOS

• Perceber as diferenças entre registro formal e informal.

• Reconhecer as circunstâncias em que o registro informal é adequado e quando ele não deve ocorrer.

• Reconhecer a influência das diferenças geracionais no uso da língua.

PLANO DE AULA

Divertidamente

Atividade 1. Leia a tirinha com os estudantes. Faça a leitura com entonação adequada, respeitando a pontuação e os elementos que ajudam a marcar o tom de humor. Se possível, convide dois estudantes para representar os personagens durante a leitura.

Depois da leitura, abra espaço para que os estudantes compartilhem suas impressões sobre a tirinha. Comente que a tirinha retrata o cotidiano de pai e filha com humor e leveza. Enfatize o esforço do pai em se conectar com a filha por meio da linguagem usada por jovens.

Atividade 2. Leve os estudantes a perceber que o humor está na tentativa do pai de usar gírias atuais para parecer “descolado”, enquanto a filha recorre a uma expressão comum, que também é uma linguagem informal. Relacione o humor à quebra de expectativa no último quadrinho.

DIVERTIDAMENTE Gíria

1 Você sabe o que é gíria? Se sabe, conte aos colegas e dê exemplos.

Respostas pessoais.

2 A tirinha a seguir mostra uma conversa entre Bocó e Malu, personagens criados pelo cartunista Rafael Marçal. Bocó é um pai que quer sempre estar antenado na rotina e nos gostos de sua filha, Malu. Leia.

MARÇAL, Rafael. Bocós e uma tirinha bacana. 24 set. 2018. Disponível em: https://vacilandia.com/bocos-e-uma-tirinha-bacana/. Acesso em: 15 ago. 2025.

• Em sua opinião, o que causa humor à tirinha?

Gírias são palavras informais usadas por um grupo de pessoas para se comunicar em contextos determinados, geralmente de maneira rápida e descontraída.

2. • Resposta pessoal. O fato de o pai achar que a filha usa uma gíria moderna (“top”) por ser jovem, quando na verdade ela usa uma gíria mais comum (“muito legal”).

Converse com os estudantes sobre as gírias que eles conhecem e pergunte em que situações eles as utilizam. Pergunte se já houve algum momento de mal-entendido ou uma ocorrência engraçada com pessoas mais velhas envolvendo o uso desse tipo de expressão.  Proponha um debate sobre as circunstâncias em que o uso de gírias é adequado e quando deve ser evitado. Ressalte que, assim como não podemos usar qualquer tipo de roupa em toda situação, pois, muitas vezes, é necessário seguir um código de vestimenta, a língua também exige que tenhamos certos cuidados para não nos tornarmos inadequados. Fale também sobre o caráter temporário das gírias. Com o tempo elas podem perder o sentido, tornarem-se pouco usuais, como “patota” (grupo de amigos), “broto” (garota), “esse sujeito é bárbaro” (interessante), entre outros exemplos.

3 Copie as gírias usadas na tirinha.

Daora e top

• Você usa alguma gíria para falar que algo é muito legal? Se usa, registre qual é e conte aos colegas. Respostas pessoais.

Atividade 3. Leia o boxe sobre gírias com os estudantes e peça que copiem as gírias utilizadas na tirinha. Reforce que são expressões de linguagem informal.

Abra espaço então para que compartilhem as gírias que se utilizam para se referir a algo que consideram muito legal.

4 Defina a gíria top usada na tirinha como se fosse um verbete de dicionário.

top adjetivo de dois gêneros e de dois números [Informal]

Sugestão de resposta: Algo excelente, muito bom, de alta qualidade.

5 As gírias podem ser usadas em comunicações por escrito? Se sim, em quais situações de comunicação?

Espera-se que os estudantes percebam que é possível usar gírias em situações informais de comunicação escrita, quando temos intimidade com o interlocutor, como em bilhetes ou mensagens por dispositivos eletrônicos, por exemplo.

A maneira como nos expressamos, por escrito ou oralmente, pode seguir o registro formal ou o registro informal da língua.

• O registro formal é adequado para situações formais de comunicação, como em apresentação de seminários, em textos de jornais, entre outros. Ele é ensinado na escola para que os estudantes aprendam quando e como usá-lo.

• O registro informal aparece em situações descontraídas de comunicação. Por exemplo: na interação com familiares e amigos, em bilhetes, mensagens eletrônicas, recados, entre outros.

Texto de apoio

29/09/25 19:32

A gíria é uma das fontes expressivas da língua e se dissemina não apenas entre as classes menos favorecidas ou entre os falantes jovens. Como vocabulário de grupo ela surge também entre os mais diversos grupos sociais, desde que possa constituir uma marca identificadora desses grupos. Hoje, com a grande divulgação da informação, com a presença social atuante da mídia, a gíria se vulgariza muito rapidamente, assim como rapidamente se extingue e é substituída por novas formas. Essa efemeridade é uma das características mais presentes no vocabulário gírio e, de certa maneira, identifica-o com a grande mobilidade de costumes da 3 época contemporânea. E, talvez por essa constante dinâmica é que a gíria tornou-se tão utilizada em nossos tempos.

PRETI, Dino. O léxico na linguagem popular: a gíria. p. 2-3. Disponível em: https://simelp.fflch.usp.br/sites/ simelp.fflch.usp.br/files/inline-files/S1802.pdf. Acesso em: 8 ago. 2025.

Atividade 4. Chame a atenção dos estudantes para a forma como os dicionários apresentam as definições, ajudando-os a compreender as abreviaturas e outros aspectos necessários à execução da atividade.

Atividade 5. Relembre a discussão sobre a adequação das gírias. Comente que aprenderão em quais situações deve haver maior ou menor monitoramento da língua utilizada e quando o emprego de regras da ortografia e da gramática normativa são indispensáveis. Faça a leitura do quadro explicativo sobre registro formal e registro informal, ressaltando a importância de observarmos como utilizar adequadamente essas formas de expressão.

Leve os estudantes a perceber que no registro informal falamos e escrevemos à vontade.

No ensino-aprendizagem dos diferentes registros, mais ou menos formais, o que se deseja é permitir que os estudantes ampliem o leque de possibilidades comunicativas, de forma que possam adequar os recursos expressivos à variedade de língua e o estilo às diferentes situações comunicativas, levando em conta o contexto e os interlocutores a quem se dirigem.

OBJETIVOS

• Reconhecer o uso dos verbos terminados em u relacionados ao tempo verbal a que se referem: passado.

• Utilizar corretamente os verbos relacionados a esse tempo verbal.

• Prestar atenção na escrita ortográfica correta de verbos terminados em u de acordo com o tempo verbal a que se referem.

• Habituar-se às regularidades/irregularidades ortográficas da língua portuguesa.

PLANO DE AULA

Com que letra?

Atividade 1. Incentive os estudantes a verbalizar a história que leram, pedindo que contem a narrativa com as próprias palavras e descrevam os acontecimentos de forma sequencial. Oriente-os a perceber os detalhes da trama, como o fato de a personagem ter encontrado um poço dos desejos e ter imaginado as frutas que gostaria de ganhar, mostrando a relação entre pensamento, ação e expectativa. Explique que, ao jogar uma moeda no poço, a personagem aguarda ansiosamente que seu desejo se realize, e que essa expectativa faz parte do desenvolvimento da história.

Leve-os a observar a reação da personagem ao receber algo inesperado: em vez das frutas desejadas, o poço lhe devolve o mesmo balão de pensamento que já havia usado. Incentive a turma a refletir sobre as emoções demonstradas, como surpresa, frustração e raiva, destacando como esses sentimentos são expressos por meio das expressões faciais, das posturas corporais e dos elementos gráficos típicos das HQs. Comente que o final inusitado contribui para criar humor, ao subverter expectativas e provocar o efeito cômico da situação.

COM QUE LETRA?

Verbos terminados em u

1 Você sabe qual é a principal característica da personagem Magali? O autor Mauricio de Sousa usa essa característica para causar humor nas histórias dessa personagem

A principal característica da Magali é que ela é comilona.

• Leia esta história em quadrinhos da Magali.

Espera-se que os estudantes concluam que o que causou humor na história foi o fato de o poço dos desejos devolver exatamente o mesmo balão de pensamento de Magali, em vez de realizar o pedido e dar as frutas que ela pensou em ganhar.

• Comente com os colegas o que causou humor na história.

Comente os recursos gráficos expressivos que ajudam a contar a história: no primeiro quadrinho, as linhas acima do poço indicam algo especial; no segundo, Magali fica salivando só de pensar nas frutas que gostaria de ganhar; no terceiro, as linhas pontilhadas mostram o percurso da moeda no ar; no quarto, uma grande “nuvem” e estrelas em volta da onomatopeia evidenciam o caráter mágico do poço; no quinto, a expressão facial e as linhas em espiral acima da cabeça evidenciam que ela está furiosa.

SOUSA, Mauricio de. Almanaque Historinhas de uma página, São Paulo: Panini, n. 8, p. 72, fev. 2013.

2 Copie a onomatopeia que aparece na história e escreva o que ela significa. “PLIM”. Essa onomatopeia representa o som do poço dos desejos realizando a mágica para cumprir o desejo de Magali.

3 Se a história de Magali fosse contada em frases, o início poderia ser assim:

Magali viu um poço dos desejos. Então, ela pensou em frutas que gostaria de ganhar, jogou uma moeda dentro do poço e esperou o desejo se realizar.

a) Observe os verbos em destaque e marque V (verdadeiro) ou F (falso) nas afirmativas a seguir.

F São substantivos.

V Referem-se à palavra Magali e ao pronome ela.

V São verbos.

V Terminam com a letra u

V Indicam ideia de tempo passado.

b) Haveria diferença nos verbos em destaque se o nome Magali foss e substituído pelo nome Cebolinha nas frases?

Sim X  Não

4 Complete o final da história com verbos no passado. Espera-se que os estudantes percebam que os verbos permaneceriam da mesma forma, pois podem se referir aos pronomes ele ou ela e continuarem grafados com a letra u, uma vez que os verbos não variam em gênero.

As respostas são sugestões.

O poço dos desejos deu para Magali o mesmo balão de pensamento com as frutas. Ela ficou furiosa!

• Você escreveu os verbos com l ou com u no final? Por quê? O professor vai registrar a conclusão da turma na lousa. Espera-se que os estudantes respondam que escreveram os verbos com u no final, porque a maioria dos verbos (todos os verbos regulares) que indica tempo passado e se refere aos pronomes ele ou ela termina em u. Ressalte que essa regra não se aplica a verbos irregulares, como fazer, dizer, ir e vir

Sugestão para o professor

Atividade 2. Chame a atenção dos estudantes para a onomatopeia presente na HQ. Se necessário, retome com eles o conceito de onomatopeia: palavra usada para representar um som ou ruído.

Atividade 3. a) Leia o boxe e pergunte aos estudantes a que classe gramatical pertencem as palavras em destaque. Depois, incentive-os a verbalizar o que elas têm em comum. Só então, leia cada uma das afirmativas e solicite que os estudantes marquem V para verdadeiras e F para falsas. É importante que justifiquem suas respostas.

Atividade 3. b) O objetivo da questão é levar os estudantes a perceber que os verbos permaneceriam da mesma forma, pois podem se referir aos pronomes ele e ela e continuar grafados com a letra u, uma vez que os verbos não variam em gênero.

Atividade 4. Saber que a grande maioria dos verbos no passado que se referem aos pronomes ele e ela terminam com u vai ajudar os estudantes a grafar inúmeras palavras.

Neste momento, não é necessário abordar a nomenclatura verbos regulares e irregulares. Os estudantes devem completar a história com os verbos flexionados no passado (pretérito perfeito), a fim de que notem mais uma vez que, nesses casos, utiliza-se a letra u ao final deles.

29/09/25 19:32

• ONOMATOPEIAS. Publicado por: Quintal da Cultura. 2013. 1 vídeo (ca. 9 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=oFUd6Ncn_Yc. Acesso em: 26 maio 2025. Neste vídeo, Doroteia ensina seus estudantes sobre as onomatopeias, comuns em histórias em quadrinhos.

OBJETIVOS

• Criar personagens, falas e onomatopeias de história em quadrinhos.

• Aprimorar a escrita: planejamento, escrita, revisão, reescrita e edição.

• Relembrar o que aprenderam sobre história em quadrinhos.

PLANO DE AULA

Produção escrita

Peça que destaquem as páginas 283 a 286, leiam a história, contem o que perceberam e imaginem o que vai acontecer no final.

Retome com a turma o que já foi estudado sobre o gênero textual História em quadrinhos, perguntando quem costuma ler HQs e em quais suportes elas podem aparecer (revistas, tiras de jornais, livros, sites etc.).

Reforce com os estudantes que uma HQ é um gênero narrativo que combina linguagem verbal (texto escrito) e não verbal (imagens, balões etc.). A história é contada por meio de imagens organizadas em sequência e complementada por balões de fala, pensamento, legendas e onomatopeias.

Construa um mapa como o da referência a seguir e registre-o na lousa ou em cartolina.

PRODUÇÃO ESCRITA

Veja orientações na seção Plano de aula

Criação de elementos em história em quadrinhos

Você vai completar a história em quadrinhos (HQ) do Príncipe Coelho , que está nas páginas de 283 a 286, criando personagens, falas, onomatopeias e alguns cenários.

Sua história vai ser compartilhada com a turma. Depois, você pode presentear um amigo ou uma pessoa de sua família para que se divirta com sua HQ.

Recorte as páginas de 283 a 286 e leia toda a história.

Antes de iniciar sua produção, com os colegas e o professor, crie um mapa conceitual com o que aprenderam sobre HQs.

No mapa, organize:

• o que caracteriza uma HQ;

• os elementos verbais (textos, falas, onomatopeias);

• os elementos não verbais (imagens, balões, cenários);

• a função do gênero;

• exemplos de onde podemos encontrar HQs.

Primeiro, escreva em um rascunho o que você planejou para completar cada página. 1 2

Passe a produção a limpo nas páginas de 283 a 286.

Características

– Narrativa

– Sequência de quadros

HISTÓRIA EM QUADRINHOS (HQ)

Elementos verbais

– Balões de fala/ pensamento

– Legendas

– Onomatopeias

Elementos não verbais

– Imagens

– Cenários

– Expressões faciais

– Gestos

Finalize lendo o mapa com a turma, verificando se contemplaram os principais elementos do gênero. Oriente-os a copiar no caderno, fortalecendo a memória visual e a autonomia.

Função

– Contar histórias de forma divertida e atrativa

Exemplos

Turma da Mônica, Tirinhas, Mafalda etc.

Escreva o título da história na página 283, assine seu nome na página 286 e grampeie as folhas da história na ordem.

Presenteie a pessoa que você escolheu para se divertir com a sua HQ. Peça a ela que diga o que achou da história que você criou.

REFLETIR E AVALIAR

Preencha a avaliação da página 280.

DESCUBRA MAIS

• STOWELL, Louie. Como fazer histórias em quadrinhos. Londres: Usborne, 2015.

Esse livro dá dicas sobre como criar sua própria HQ. Entre no universo dos quadrinhos com ideias cheias de aventura!

1. Em seguida, informe que farão um esboço pensando nas cenas, falas, ilustrações, cores, onomatopeias, sequência dos fatos e um final surpreendente. Faça perguntas para auxiliar no planejamento: Quais as personagens? Que nomes dariam a eles? Por que estão em uma carruagem? Onde as personagens estão? Quais aparecem na cena? Quais estão falando? E pensando? A fada está no baile? Que barulho foi ouvido? Que onomatopeia pode representá-lo? Quem apareceu para salvar o coelho e o sapo? Que histórias

vocês conhecem com fadas? O que geralmente elas falam ao lançar um feitiço? Onde deve ser registrada a onomatopeia referente ao ruído do feitiço? Qual o resultado do feitiço?

Após a elaboração do rascunho, oriente os estudantes a revisar as histórias e fazer os ajustes necessários. Se desejar, leia os textos e faça observações quanto a coerência e aspectos ortográficos e gramaticais e corrija aspectos que os estudantes ainda não alcançam neste momento.

2 e 3. Depois de revisado o texto dos balões e feitas as mudanças indicadas, informe que devem passar a produção a limpo e caprichar nas ilustrações. Sugestão: usar caneta preta para fazer o contorno dos desenhos. Disponibilize grampeadores e peça que deem um título à história e assinem a

Organize a turma para que as produções sejam compartilhadas. Após a socialização das histórias, incentive-os a comentar quais histórias consideraram mais interessantes, justificando a opinião. Lembre-os da importância de respeitar as opiniões dos colegas, falar um de cada vez e em tom de voz que todos possam ouvir.

Reforce a importância de pedirem à pessoa presenteada que comente suas impressões sobre a HQ.

Refletir e avaliar: ao final da atividade, explique aos estudantes que eles vão preencher a ficha de avalia. As questões de avaliação podem ser discutidas oralmente para que mais reflexões e questionamentos sobre a produção sejam levantados.

Será interessante que o livro indicado no Descubra mais faça parte da roda de leitura da turma. Recomende a leitura comentando o motivo pelo qual achou o livro interessante e por que acredita que eles vão gostar. Esta obra oferece dicas práticas para que eles criem histórias em quadrinhos autorais.

OBJETIVOS

• Identificar práticas positivas de educação financeira.

• Participar de situações de intercâmbio oral.

Tema contemporâneo transversal

• Economia – Educação financeira: a seção promove a reflexão sobre a necessidade de um planejamento financeiro adequado.

Competência socioemocional

Autogestão

As atividades desta seção promovem a percepção da importância de conter impulsos em situações de consumo e estabelecer metas financeiras.

PLANO DE AULA

Diálogos

Atividade 1. Proponha aos estudantes a leitura silenciosa da história. Em seguida, pergunte:

• Que informações traz o retângulo do primeiro quadrinho? (Nome, e-mail , logomarca da campanha e nome da empresa participante.)

• No segundo quadrinho, que objeto chama a atenção do pai? (Um smartphone.)

• Que recursos gráficos destacam esse objeto? (Os traços acima do aparelho.)

• O que o pai alegou para não o comprar? (Falta de dinheiro.)

• Que formas de pagamento foram citadas? (Cartão de crédito, cheque especial, cartão da loja.)

• No quinto quadrinho, o que o gesto e a postura do pai indicam? (Está passando um ensinamento.)

Finanças em quadrinhos DIÁLOGOS

1 Leia a história em quadrinhos a seguir. Mauricio de Sousa criou essa história especialmente para uma campanha publicitária.

https://economia.uol.com.br/album/2016/06/17/leia-historias-da-turma-da -monica-sobre-financas.htm?foto=2. Acesso em: 22 ago. 2025.

• No penúltimo quadrinho, o que a onomatopeia indica? (O pai se engasgou porque o filho quer um patinete.)

• Cebolinha entendeu o ensinamento do pai? (Sim.)

• No último quadrinho, o que a expressão do pai indica? (Ficou feliz porque o filho entendeu o ensinamento.)

Comente o recurso que marca a troca do r pelo l.

Atividade 1. a) Se desejar, comente que é comum campanhas de conscientização serem realizadas por meio de histórias em

quadrinhos. Incentive os estudantes a levantar hipóteses sobre por que isso ocorre. Espera-se que percebam que esse gênero, ao relacionar recursos gráficos a uma história, pode auxiliar as pessoas a compreender e a aderir a uma ideia. Além disso, utilizar personagens muito conhecidas pelo público pode conferir credibilidade à campanha.

Atividade 1. b e c) Incentive os estudantes a compartilhar o que sabem sobre cada uma dessas formas de pagamento. Se necessário, explique aos estudantes que: cartão de crédito é um cartão emitido por um banco que

SOUSA, Mauricio de. Turma da Mônica: uso do crédito 2. 2016. Disponível em:

1. a) Os estudantes deverão concluir que essa história, além de divertir, tem uma função educativa: ensinar a crianças e adolescentes como utilizar o dinheiro de forma consciente.

a) Além de divertir, qual é a função dessa história em quadrinhos?

b) Que formas de pagamento Cebolinha sugeriu que o pai utilizasse para comprar o dispositivo?

c) O que você sabe sobre o funcionamento dessas formas de pagamento?

Cartão de crédito, cheque especial e cartão da loja. Resposta pessoal.

2 Observe uma fatura de cartão de crédito e comente que informações você identifica nela. Depois, responda às questões do professor.

REPRODUÇÃO

Veja orientações na seção Plano de aula

juros em caso de pagamento parcelado e aos valores cobrados por atraso. Explique que “crédito rotativo” se refere à prática de parcelamento em que se paga apenas uma parte do valor total da fatura e este, após ser acrescido de juros, junta-se ao que será pago na fatura seguinte. Demonstre-lhes que, com essa prática, a pessoa sempre deverá mais a cada fatura e poderá se envolver em uma dívida difícil de pagar.

Chame a atenção, ainda, para o fato de que algumas dívidas são cobradas em dólares e por isso a cotação utilizada para essa moeda aparece abaixo, à direita. Lembre os estudantes de que, quando o valor está em dólar, a conta poderá ficar mais cara.

Peça que os estudantes relacionem o que aprenderam sobre o uso do cartão de crédito com a HQ lida.

Atividade 3. Defina uma data para que os estudantes apresentem as suas pesquisas de preço. Conversem sobre a importância de gerir com responsabilidade os recursos financeiros e não se deixar levar pelo consumismo.

3 Com a ajuda de um familiar, escolha um produto fácil de ser encontrado em mercados ou supermercados e pesquise o preço dele em três lojas comerciais da comunidade. Na data combinada, compartilhe com os colegas o resultado de sua pesquisa. Resposta pessoal.

permite ao titular realizar compras sem pagar imediatamente o valor devido ao estabelecimento, mas sim no momento do pagamento da fatura; cheque especial é uma forma de crédito que permite ao titular fazer pagamentos mesmo quando o saldo está negativo em conta corrente; e cartão de loja é um tipo de cartão de crédito que pode ser utilizado para compras em um estabelecimento específico.

Atividade 2. Peça aos estudantes que observem a fatura do cartão. Pergunte: “De que modo está estruturada? O que são os itens do campo chamado demonstrativo? O que

significa vencimento? Como pode ser paga?”. Eles devem concluir que a fatura pode ser paga por meio do código de barras localizado na parte inferior. Ressalte a importância de ler todas as informações de faturas como essa antes de quitá-las.

29/09/25 19:32

Solicite aos estudantes que observem a parte superior da fatura. Destaque que ali se encontram informações como as possíveis formas de pagamento, número do cartão e data de vencimento.

Peça-lhes que prestem atenção às informações à direita, reforçando as referências aos

OBJETIVOS

• Consultar o dicionário de forma autônoma.

• Identificar palavras primitivas e derivadas para a escrita como estratégia para a escrita ortográfica.

PLANO DE AULA

As palavras no dicionário

Atividade 1. Dê um tempo para que os estudantes façam a leitura, de forma individual, da tirinha. Depois, pergunte a eles o que acontece em cada um dos quadros. Instigue-os a comentar qual é a diferença entre muros e pontes (os muros separam; as pontes unem).

Peça a eles que, oralmente, elaborem frases com a expressão “de tijolinho em tijolinho”, para verificar se compreenderam a expressão adequadamente.

Destaque também o emprego do ponto de exclamação na tirinha, chamando a atenção para a entonação que ele atribui a cada frase em que é utilizado.

Aproveite a oportunidade para conversar sobre a importância das boas relações entre todos: indivíduos, famílias, países.

Atividades 2 e 3. Nestas atividades, os estudantes serão desafiados a utilizar o dicionário para identificar a grafia das palavras com base na análise de outras que pertencem à mesma família.

AS PALAVRAS NO DICIONÁRIO

1 Leia e comente com os colegas por que Armandinho corrige Fê.

BECK, Alexandre. Florianópolis: [edição do autor], 2014. p. 75.

• Qual é o significado da expressão de tijolinho em tijolinho?

Significa ”de forma lenta e progressiva”, “de pouco em pouco”, ”com um passo de cada vez”, ou seja, descreve em geral processos que se desenvolvem gradualmente.

No dicionário, substantivos e adjetivos são geralmente registrados no singular e no masculino, quando a palavra tem essas formas. Assim, se você quiser procurar o substantivo menina , não vai encontrá-lo, pois o verbete registrado é menino

Os dicionários também não registram os diminutivos e aumentativos mais comuns. Para saber o significado de tijolinho ou tijolão, por exemplo, você deve procurar pelo grau normal dessas palavras: tijolo

2 Escreva como o adjetivo e o substantivo a seguir estão registrados no dicionário.

O dicionário não registra as formas conjugadas dos verbos.

3 Escreva como os verbos a seguir estão registrados no dicionário.

Texto de apoio

Estrutura do verbete

fortão podemos minhoquinha estudarão forte poder minhoca estudar

De modo geral, há uma regularidade na organização do verbete de dicionário escolar, bem como há indicações formais que funcionam como chaves de leitura para os dados que o dicionário sistematiza. Uma forma de ajudar o aluno a encontrar as respostas a sua consulta é mostrar-lhe como se constituiu um verbete e como ele deve ser lido. Dessa forma, o aluno pode perceber melhor tudo o que um dicionário oferece e aproveitar os ensinamentos que estão relacionados a informações gramaticais e semânticas, além de outros aspectos da palavra em suas múltiplas contextualizações.

KRIEGER, M. da G. Dicionário em sala de aula: guia de estudos e exercícios. Rio de Janeiro: Lexikon, 2012. p. 28.

3 UM FATO PODE VIRAR NOTÍCIA

LEITURA Notícia

1 Você já viu um bicho-preguiça? O que sabe sobre ele?

2 Leia o cartaz a seguir. Respostas pessoais.

CAMPANHA de conscientização do dia internacional do bicho-preguiça. [2024], 1 cartaz, color.

• Compartilhe com a turma o que você aprendeu sobre o bicho-preguiça após ler o cartaz. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes elaborem as respostas por meio das informações do cartaz.

OBJETIVOS

• Antecipar conhecimentos prévios relativos ao texto que será lido.

• Identificar o jornal como um dos portadores de diferentes textos.

• Ler e interpretar notícia.

• Identificar elementos do gênero textual notícia.

PLANO DE AULA

Leitura

Se possível, leve um globo terrestre ou um mapa-múndi para a sala de aula e mostre os locais onde é possível encontrar bichos-preguiça.

Atividade 2. Após a leitura do cartaz, converse com a turma sobre o que aprenderam sobre o bicho-preguiça e que informações acharam curiosas ou relevantes.

Texto de apoio

Reflorestamento pode salvar bichos-preguiça de extinção [...] esses animais fazem parte da ordem Xenarthra, que inclui também tamanduás e tatus, e tiveram origem na América do Sul há milhões de anos.

Ao longo do tempo, continua Chiarello, o grupo passou por modificações, sendo reduzido a apenas seis espécies de pequeno porte, todas estritamente arborícolas, ou seja, com características físicas adaptadas para viver em cima de árvores. O professor destaca a importância das preguiças na ecologia e equilíbrio das florestas, atuando na cadeia alimentar e na ciclagem de nutrientes. Em relação à conservação, a situação das preguiças-de-coleira, especialmente as duas espécies encontradas na Mata Atlântica, é preocupante. Segundo Chiarello, elas estão ameaçadas de extinção devido ao desmatamento. [...]

19:33

Atividade 1. Abra espaço para que os estudantes comentem o que sabem sobre o bicho-preguiça e outros animais. Comente que o bicho-preguiça passa grande parte da vida pendurado pelas patas traseiras para alcançar as folhas jovens e tenras que crescem na ponta dos galhos. Comente também que se trata de uma espécie ameaçada de extinção.

FAUSTINO, F. Ambiente é o Meio #119: reflorestamento pode salvar bichos-preguiça de extinção. Jornal da USP, 14 mar. 2024. Disponível em: https:// jornal.usp.br/podcast/ambiente -e-o-meio-119-reflorestamento -pode-salvar-bichos-preguica -de-extincao/. Acesso em: 4 jun. 2025.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 3.  Apresente a manchete da notícia à turma. Leia o título e explore com eles suas primeiras impressões: “O que vocês acham que aconteceu?”, “Por que isso pode ser considerado curioso?”, “Você já viu um bicho-preguiça fora de um zoológico ou parque?”, “Como reagiria ao encontrar um animalzinho como esse?”. Leve-os a perceber que o título já indica a temática geral da notícia que será lida de modo a chamar a atenção do leitor. Explique que o título recebe destaque na notícia, sendo o primeiro foco do leitor ao observar a página.

Em seguida, leia a linha fina, que aparece logo após o título. Faça então a leitura compartilhada do texto com a turma, convidando os estudantes para revezar a leitura em voz alta. Durante a leitura, observe a fluência leitora dos estudantes. Caso perceba que há algum estudante com dificuldades, ofereça suporte individual, fazendo pausas mais frequentes e realizando leituras em conjunto.

Destaque os elementos principais da notícia: o que aconteceu, com quem, onde, quando e como. Explore o conteúdo da notícia com perguntas de compreensão: “Quem é Antônio Luiz?”, “O que ele encontrou?”, “Como o animal foi parar no carro?”, “Quem ajudou a resolver a situação?”. Incentive a retomada dos detalhes do texto e a organização das informações em ordem cronológica.

3 Leia a notícia a seguir.

https://butantan.gov.br/noticias/o-que-fazer-ao-encontrar-um-animal-silvestre-saiba-como-proceder-com-seguranca

Manchete ou título

VÍDEO: Idoso encontra bicho-preguiça ao volante de carro em Manaus

Linha fina

Momento curioso, gravado em vídeo no dia 18 de outubro, viralizou nas redes sociais após ser compartilhado pelo filho, o cantor Bruno Farkas Laghi.

Por Patrick Marques, g1 AM 26/10/2024 14h15  Atualizado há 2 meses

Lide

Antônio Luiz Laghi, de 73 anos, teve uma experiência inusitada na garagem de sua casa no bairro Ponta Negra, em Manaus. Enquanto se preparava para uma consulta médica, ele se deparou com um bicho-preguiça ao volante de seu carro. O momento curioso, gravado em vídeo no dia 18 de outubro, viralizou nas redes sociais após ser compartilhado pelo filho, o cantor Bruno Farkas Laghi. [...] Em entrevista ao g1, o filho do idoso revelou que o pai gravou um vídeo documentando o encontro inusitado com o bicho-preguiça ao volante do carro. Após receber o vídeo, Bruno decidiu compartilhá-lo em suas redes sociais, e logo ele viralizou.

“Olha o que eu achei no meu carro. Estou indo para o médico agora, tinha uma consulta. Abri a porta do carro e olha o que eu encontro”, diz o idoso no registro.

Corpo da notícia

Inusitado: pouco comum, que não é usual, surpreendente.

Idoso abre carro para ir a consulta médica e se depara com bicho-preguiça no volante, no município de Manaus, no estado de Amazonas, em 2024.

Competências socioemocionais

Autogestão e tomada de decisão responsável

Conhecer e compreender como lidar com situações desafiadoras, por exemplo, ao se deparar com um animal silvestre, incentiva a autogestão, além de contribuir para a tomada de decisão responsável ao propor uma reflexão sobre as consequências das próprias ações, positivas ou negativas, para o meio ambiente e para a fauna.

Tema Contemporâneo Transversal

• Meio ambiente – Educação ambiental: a leitura da notícia leva à reflexão sobre a necessidade de cuidar do meio ambiente.

Inclusão e equidade

Para fomentar a inclusão, para estudantes com dificuldades relacionadas à leitura, escrita e oralidade, forneça o trecho de leitura autônoma antecipadamente de modo que eles possam se preparar para essa atividade.

Corpo da notícia

O filho contou que seu pai vive em um condomínio no bairro Ponta Negra, na Zona Oeste da capital do Amazonas. Ele acredita que o bicho-preguiça tenha vindo de uma área de mata que fica no fim do residencial.

“Ele costuma deixar o carro aberto durante a noite por causa do calor. Quando saiu pela manhã, encontrou a preguiça dentro do veículo”, contou Bruno.

Após o encontro com o bicho-preguiça, Antônio Luiz chamou o porteiro do condomínio, que pegou o animal e o devolveu à área de mata no fim da rua onde ele mora.

Fonte da publicação

MARQUES, Patrick. Vídeo: Idoso encontra bicho-preguiça ao volante de carro em Manaus. G1, Manaus, 26 out. 2024. Disponível em: https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2024/10/26/video-idoso-encontra -bicho-preguica-ao-volante-de-carro-em-manaus.ghtml. Acesso em: 17 ago. 2025.

SAIBA QUE

O que fazer ao encontrar um animal silvestre? Saiba como proceder com segurança

[…] Em primeiro lugar, ligue para a Polícia Ambiental, o Centro de Controle de Zoonoses do seu município, o corpo de bombeiros ou a Secretaria Municipal de Saúde. Estes órgãos sabem como proceder garantindo a segurança de todos — tanto da pessoa que encontra quanto do animal em questão. Os órgãos responsáveis vão decidir se devem fazer a soltura em um local apropriado ou trazer ao Instituto Butantan. O instituto não retira os animais nos lugares onde foram encontrados. […]

O QUE fazer ao encontrar um animal silvestre? Saiba como proceder com segurança. São Paulo, 17 jun. 2021. Disponível em: https://butantan.gov.br/noticias/o-que-fazer-ao-encontrar-um -animal-silvestre-saiba-como-proceder-com-seguranca. Acesso em: 17 ago. 2025.

Bicho-preguiça.

Sugestão para os estudantes

Antes de ler as informações em Saiba que, incentive os estudantes a compartilhar algumas ideias sobre o que fariam se encontrassem um animal selvagem em casa. Ouça-os atenta e cuidadosamente, evitando desvalorizar suas ideias e sugerindo, no entanto, ajustes caso perceba essa necessidade.

Apresente o boxe informativo com orientações sobre o que fazer ao encontrar um animal silvestre. Aproveite a leitura para ampliar o conhecimento sobre cidadania, responsabilidade ambiental e segurança.

Após a leitura, promova uma roda de conversa sobre a notícia lida. Pergunte se os estudantes já viram animais silvestres fora da mata ou em áreas urbanas. Incentive-os a refletir sobre o impacto da presença humana no hábitat natural desses animais e a importância de respeitar a fauna.

Peça que pensem em como lidariam com uma situação parecida e elaborem, por exemplo, uma pequena lista de ações seguras a tomar. Amplie a atividade, incentivando os estudantes a pensar perguntas que fariam ao personagem da notícia ou a um especialista em animais silvestres.

29/09/25 19:33

• GEHRMANN, K. O. Bicho-preguiça que desapareceu junto com a árvore. Campinas: Saber e ler, 2018.

Esse livro narra a aventura de um bicho-preguiça que viaja pelas árvores sem se separar de sua árvore.  121

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 4. Comente com os estudantes a razão pela qual provavelmente o bicho-preguiça se instalou no volante do automóvel: redução do número de árvores na região, uma vez que se pendurar nos galhos faz parte de seus hábitos; fez isso onde considerou mais parecido com o que estava acostumado.

Atividade 5. Destaque que o acontecimento é inusitado, inesperado. Isso fez com que o fato tenha se tornado notícia. Oriente-os a refletir sobre como a devastação das florestas pode ter levado o animal a esse comportamento incomum. Chame a atenção para o fato de que a devastação ambiental afeta o comportamento dos animais. Pergunte: “Por que os animais estão se afastando cada vez mais de seus hábitats naturais?”. Leia o boxe sobre o gênero notícia com a turma.

Atividade 6. a) Chame-lhes a atenção para os vários tamanhos de letra. Pergunte: “O que está escrito com letra maior?”. Informe que, em letra maior, aparece a manchete, que, geralmente, é o título principal no alto da primeira página, indicando o fato jornalístico de maior importância entre as notícias contidas na edição, ou o título de maior destaque no alto de cada página.

Atividade 6. b) Comente que o fato se tornou notícia após a viralização de um vídeo feito pelo dono do automóvel.

A notícia comunica fatos ou acontecimentos recentes do cotidiano. Os fatos ou acontecimentos comunicados pela notícia têm importância para uma comunidade ou para um público. A notícia pode ser veiculada em diferentes meios de comunicação, como jornais, revistas, televisão, rádio, internet, entre outros.

4 Qual é o fato comunicado pela notícia que você leu?

Espera-se que os estudantes respondam que o fato abordado na notícia diz respeito a um idoso que encontrou um bicho-preguiça no interior de um automóvel.

5 Em sua opinião, por que esse fato virou notícia?

Resposta pessoal. Incentive os estudantes a perceber que o fato se tornou notícia devido ao seu caráter inusitado, por não ser comum que algo assim aconteça em uma área

urbana e por ter viralizado na internet. Além disso, alerta para a falta de espaço para os animais silvestres, causada pela devastação das florestas.

6 Leia as informações dos boxes e responda às perguntas.

Manchete é o título principal e que recebe maior destaque na notícia. As manchetes são escritas com letras maiores do que as letras do texto da notícia.

a) Copie a manchete da notícia que você leu.

VÍDEO: Idoso encontra bicho-preguiça ao volante de carro em Manaus

b) Por que a manchete dessa notícia inicia com a palavra VÍDEO?

Porque a notícia tem origem na divulgação do vídeo do bicho-preguiça que viralizou na internet. Se julgar necessário, reproduza o vídeo para a turma.

Articulação com Ciências

O gênero notícia oportuniza a discussão sobre aspectos de Ciências que envolvem meio ambiente e ecologia. Além disso, é possível trabalhar questões de zoologia e funcionamento de organismos vivos.

A linha fina é a frase que complementa a manchete e aparece depois dela. A linha fina apresenta mais detalhes sobre o que está sendo noticiado e apresenta mais informações que a manchete.

c) Contorne a linha fina da notícia.

• Qual é a função da linha fina?

A linha fina tem o objetivo de ampliar as informações da manchete/do título contextualizando a notícia de forma breve.

O lide é a parte da notícia que informa o que acontece ou que fato é relatado, quem está envolvido no fato, onde, quando e por que ocorreu. O lide corresponde ao parágrafo introdutório presente nas notícias.

d) Sublinhe o lide da notícia.

7 Preencha o quadro com base nas informações do lide da notícia.

Perguntas

O quê?

Informações

Um idoso encontrou um bicho-preguiça no volante do carro dele.

Com quem? Antônio Luiz Laghi.

Onde? No bairro Ponta Negra, em Manaus.

Quando? 18 de outubro 2024.

Por quê?

Provavelmente porque Antônio mora próximo a uma área de mata da região.

8 Pesquisem no jornal uma manchete de uma notícia que chamou a atenção de vocês. Depois, compartilhem suas considerações com a turma. Produção pessoal.

Atividade 6. c) Peça que os estudantes observem as características da linha fina. Leve-os a perceber que se trata de informações que complementam a manchete. Destaque que a forma como aparece pode variar de um veículo de comunicação para outro, mas sempre haverá como perceber que se trata de linha fina: ou por estar com fonte em itálico, ou centralizada etc. Leia o boxe sobre a linha fina com a turma.

Atividade 6. d) Leia o conceito de lide (ou lead) com os estudantes e peça que sublinhem as informações no parágrafo introdutório da notícia levando-os a perceber que é um resumo da notícia. Leia o boxe sobre lide com a turma.

Atividade 7. Peça que os estudantes leiam o primeiro parágrafo da notícia e encontrem as informações o quê, com quem, onde, quando e por quê. Explique que essas perguntas são a base para a redação de um lide (em geral, o 1o parágrafo de uma notícia).

29/09/25 19:33

Atividade 8. Converse com os estudantes sobre a variedade de notícias encontradas em um jornal. Mostre que os jornais físicos são divididos em cadernos de modo que o leitor pode escolher o tema que mais lhe agrade: esporte, cotidiano, cultura, entre outros. Nos sites , esses temas aparecem em forma de link . Abra espaço na aula para que os estudantes compartilhem os títulos escolhidos com os colegas, justificando o motivo da escolha. Pergunte: “O que mais lhe chamou a atenção no título?”, “O título é claro e objetivo?”. 123

OBJETIVOS

• Compor títulos para notícias.

• Utilizar recursos para composição de gêneros escritos.

• Participar de situações de intercâmbio oral.

PLANO DE AULA

Divertidamente

Atividade 1. Traga um jornal para a sala de aula e mostre aos estudantes diferentes títulos e formas de diagramar as notícias. Leve-os a perceber que em jornais os títulos, muitas vezes, possuem diferentes fontes, tamanhos e cores. Podem aparecer em caixa-alta, em caixa-baixa e em negrito. Apresentar essa variedade de tipos possibilitará que os estudantes percebam a importância da parte gráfica na comunicação escrita. Ressalte também que os títulos devem indicar a temática geral da notícia e apresentar um resumo do acontecimento mais relevante a ser relatado de modo a chamar a atenção do leitor para a leitura na íntegra da notícia. Nesse sentido, é possível afirmar que, com as imagens, o título é o que recebe mais destaque nas páginas dos jornais, pois é ele que será o primeiro foco do leitor, que passa os olhos pela primeira página e “salta” de título em título até que pare em algo que lhe prenda a atenção. Por isso, o fato de o leitor se interessar ou não pela leitura de uma notícia se deve, em boa parte, à escolha de um título claro, atrativo e conciso. Converse sobre desinformação, explicando que, muitas vezes, os títulos das notícias são sensacionalistas ou enganosos com frases exageradas, que buscam causar somente impacto no leitor.

DIVERTIDAMENTE Título de notícia

1 Escreva um título que chame a atenção do leitor para cada um dos assuntos de notícia a seguir.

Título:

Resposta pessoal.

Assunto: A capoeira é uma manifestação cultural que se situa entre a dança e a luta, com origem nos povos africanos trazidos à força para o Brasil.

Título:

Resposta pessoal.

Assunto: O Bumba Meu Boi encantou moradores durante cortejo pelas ruas de São Luís, no Maranhão.

Dica: O título de uma notícia deve chamar a atenção do leitor e despertar a curiosidade e o interesse em ler a notícia.

Título:

Resposta pessoal.

Assunto: A pintura corporal, a cerâmica, os entalhes em madeira e a cestaria são algumas das tradições culturais preservadas pelas comunidades indígenas do Brasil.

Título:

Resposta pessoal.

Assunto: Ipês coloriram as ruas de Brasília e encantaram os moradores com suas flores.

Texto de apoio

A Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) recomenda o uso da palavra desinformação, em vez de fake news ou notícia falsa. Isso porque a palavra notícia pressupõe informações de interesse público que podem ser verificadas, o que não é o caso de informações enganosas. Assim, para divulgação deliberada de dados, fatos ou contextos enganosos para confundir e manipular as pessoas, deve-se empregar o termo desinformação. Para os casos em que o conteúdo enganoso foi divulgado sem a intenção de manipular ou confundir, chamamos informação incorreta.

FAPESP. [Pesquisa FAPESP explica: o que é desinformação?]. 4 fev. 2025. Instagram: pesquisa_fapesp. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DFncDUAzc3j/?igsh= MWI3N2w1dGtlYWgyeA%3D%3D)&img_index=2. Acesso em: 4 jun. 2025.

RETOMAR E AVANÇAR

Sílaba tônica e classificação das palavras quanto à sílaba tônica

1 Leia os títulos das notícias e observe as palavras sublinhadas.

https://www.opovo.com.br/noticias/curiosidad

Sabia que a girafa dorme em pé? Conheça mais sobre o sono dos animais

RODRIGUES, Mirtes. Sabia que a girafa dorme em pé? Conheça mais sobre o sono dos animais. O Povo, Ceará, 20 dez. 2020. Disponível em: https://www.opovo.com.br/noticias/ curiosidades/2020/12/20/sabia-que-a-girafa-dorme -em-pe--conheca-mais-sobre-o-sono-dos-animais. html. Acesso em: 18 ago. 2025.

https://www.portalodia.com/noticias/piaui/sabi

“Sabiá do Piauí”: Menino imita vários pássaros e impressiona

SABIÁ do Piauí: Menino imita vários pássaros e impressiona. Portal O Dia, 23 jun. 2020. Disponível em: https://portalodia.com/noticias/piaui/ sabia-do-piaui-menino-imita-varios-passaros -e-impressiona-377715.html. Acesso em: 14 set. 2025.

a) Você já estudou que toda palavra com mais de uma sílaba tem uma sílaba tônica, ou seja, uma sílaba que é pronunciada com mais força.

• Contorne a sílaba tônica das palavras sublinhadas nos títulos das notícias.

b) A posição da sílaba tônica mudou o sentido das palavras?

X Sim  Não

2 Complete as frases com uma das palavras do quadro.

secretária • secretaria

a) Neste sábado, a secretaria da escola vai funcionar normalmente.

b) A secretária da dentista confirmou meu horário de consulta.

3 Você conhece outras palavras que têm o sentido alterado com a mudança da sílaba tônica? Se sim, quais? Respostas pessoais. Sugestões de resposta: médico/medico; bebe/bebê; pais/país; coco/cocô; baba/babá; Roma/romã; carne/carnê; duvida/dúvida; forró/forro; público/ publico; baía/baia etc.

Texto de apoio

Acento de intensidade e significado da palavra

EDITORIA DE ARTE

OBJETIVOS

• Identificar diferenças entre palavras iguais, mas com sílabas tônicas diferentes.

• Recordar o que são sílabas tônicas.

• Recordar a classificação de palavras quanto à posição de sílabas tônicas.

• Promover situações de ensino e atividades visando ao reconhecimento de unidades fonológicas.

PLANO DE AULA

Retomar e avançar Atividade 1. a e b) Peça aos estudantes que leiam os títulos em voz alta. É importante que percebam que a mudança da posição da sílaba tônica também muda o sentido das palavras sublinhadas. Leve os estudantes a perceber que a palavra sabia é o verbo saber conjugado na 3a pessoa do pretérito imperfeito do indicativo. Já a palavra sabiá é um substantivo que nomeia uma espécie de ave.  Atividade 2. a e b) Promova a leitura oral das palavras do quadro. Peça aos estudantes que identifiquem as sílabas tônicas. Solicite que verbalizem o significado das palavras. Só então oriente que leiam as frases silenciosamente e as completem com a palavra adequada.

29/09/25 19:33

O acento de intensidade desempenha um papel linguístico decisivo para a significação da palavra. Assim, sábia é adjetivo sinônimo de erudita; sabia é forma do pretérito imperfeito do indicativo do verbo saber; sabiá é substantivo designativo de conhecido pássaro.

BECHARA, E. Moderna gramática portuguesa. 39. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2019. p. 87. 125

Atividade 3. Desafie os estudantes a verbalizar outras palavras que tenham o sentido alterado com a mudança da sílaba tônica. Monte uma lista com a turma, destaque a sílaba tônica de cada palavra e exponha a lista no mural da sala de aula. Será interessante contextualizar oralmente essas palavras em frases.

Sugestões de palavras: médico/medico; bebe/bebê; pais/país; coco/cocô; baba/ babá; sábia/sabia/sabiá; Roma/romã; carne/carnê; duvida/dúvida; forró/forro; público/publico; baía/baia.

PLANO DE AULA

Retomar e avançar

Atividade 4. Relembre com os estudantes os conceitos de oxítona, paroxítona e proparoxítona à medida que eles preenchem os espaços.

Atividade 5. Peça aos estudantes que observem as palavras do quadro e contornem a sílaba tônica de cada uma delas, comentando a posição que ocupam: última, penúltima ou antepenúltima. Só então os estudantes devem registrar as palavras no quadro de oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas. Será interessante que os estudantes realizem esta atividade individualmente.

No momento da correção, solicite a eles que registrem os acertos e erros que tiveram no preenchimento do quadro. Utilize esses dados para realizar uma avaliação formativa e orientar uma atividade extra de classificação de palavras acentuadas.

Texto de apoio

Acentos: agudo e circunflexo

[...] na escrita do português só há dois acentos: acento agudo (´) e acento circunflexo (^). O que é um acento, então?

O acento é um diacrítico que tem dupla função nas palavras em que é usado: a. ele define o timbre (aberto ou fechado) das vogais sobre as quais ele é aplicado.

4 Observe as sílabas em destaque nos nomes das frutas e assinale o quadrinho adequado.

Sílaba tônica

Antepenúltima Penúltima Última

maçã x

laranja x

tâmara x

uva x

goiaba x

5 Contorne a sílaba tônica das palavras do quadro.

escada • médico • árabe • abacaxi • açúcar mesa • árvore • anel • boletim

• Copie as palavras de acordo com sua classificação quanto à posição da sílaba tônica.

Oxítonas: a sílaba tônica é a última

Paroxítonas: a sílaba tônica é a penúltima

Proparoxítonas: a sílaba tônica é a antepenúltima anel escada árvore

boletim mesa árabe abacaxi açúcar médico

Assim, em “vovó”, a pronúncia do último “o” é aberta e em “vovô”, é fechada; b. ele indica a sílaba tônica da palavra. Por isso, em português, apenas marcamos com acento a sílaba tônica de uma palavra e nunca a subtônica ou sílabas átonas. Por isso, também, na escrita do português não existem palavras com dois acentos. Mas, “bênção” não tem dois acentos? E “acórdão”? Não, não tem dois acentos [...] Essas palavras e quaisquer outras do português só podem ter um único acento que, nos dois casos, marca a silaba tônica da palavra (“bên” e “cór”, respectivamente) e o timbre das vogais acentuadas (fechado (ê) e aberto (ó), respectivamente).

FERRAREZI JUNIOR, C. Guia de acentuação e pontuação em português brasileiro. São Paulo: Contexto, 2018. p. 32.

1. Os estudantes devem sublinhar de azul as palavras parabéns, mocotó, jiló, cajá, café, trenós, armazém e de vermelho as palavras urubu, sucuri, caqui, tambaqui, chuchu, pequi, bambu

NOSSA LÍNGUA

Acentuação de oxítonas

1 Todas as palavras a seguir são oxítonas, ou seja, sua sílaba tônica é a última. Separe-as em dois grupos, sublinhando-as de acordo com a legenda. oxítonas acentuadas oxítonas não acentuadas

parabéns • urubu • mocotó • sucuri • caqui jiló • cajá • café • tambaqui • chuchu trenós • pequi • bambu • armazém

a) Contorne a última sílaba das palavras oxítonas acentuadas.

b) Conte aos colegas o que você descobriu sobre a acentuação de palavras oxítonas. Espera-se que os estudantes identifiquem a regularidade das terminações das oxítonas acentuadas.

As palavras oxítonas terminadas em a(s), e(s), o(s), em, ens são acentuadas.

2 Leia um cartaz de uma barraca de frutas.

a) Contorne os nomes de frutas que foram acentuados incorretamente.

b) Em sua opinião, por que é comum encontrar em placas, faixas e cardápios palavras acentuadas como essas, ou seja, em desacordo com as regras de acentuação de oxítonas? Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que isso pode ocorrer porque essas palavras terminam com uma sílaba pronunciada com mais força.

OBJETIVOS

• Retomar o estudo da acentuação das palavras.

• Identificar as regras de acentuação das palavras oxítonas.

• Promover situações de ensino e atividades visando ao reconhecimento de unidades fonológicas.

PLANO DE AULA

Nossa língua

Atividade 2. Explore a imagem da barraca de frutas com perguntas como: “O que é vendido nessa banca?”. Os estudantes deverão responder que são vendidas frutas. “Quais frutas são encontradas nessa banca?”, “Das frutas da banca, quais você já provou? De quais gostou? De quais não gostou?”, “Na sua opinião, por que a vendedora está usando avental?”. Espera-se que os estudantes reconheçam o uso avental como medida de higiene. Participe da discussão, informando sobre a importância de observar a higiene do local antes de adquirir algum produto comestível, pois alimentos contaminados podem acarretar doenças. Além disso, chame a atenção para a importância da higienização dos alimentos e das mãos antes de consumi-los.

Atividade 2. a) Pergunte aos estudantes por que essas palavras não são acentuadas. Espera-se que percebam que as oxítonas terminadas em -u(s) não são acentuadas.

Atividade 2. b) Participe da discussão, levando os estudantes a perceber que o fato de a vogal ser pronunciada com mais força nessas palavras leva as pessoas a pensar que elas são acentuadas.

Tema contemporâneo transversal

19:33

Atividade 1. a e b) Retome com os estudantes que oxítonas são as palavras cuja sílaba tônica é a última. Explique que, nas atividades a seguir, eles deverão recordar as regras de acentuação das palavras oxítonas. Peça que organizem as palavras em dois grupos, um de oxítonas acentuadas e outra de oxítonas não acentuadas e, posteriormente, contornem as sílabas tônicas nas cores indicadas.

Saúde – Educação alimentar e nutricional – as atividades dessa seção permitem analisar a importância das frutas para uma alimentação balanceada e dos processos de higiene ao consumi-las.

OBJETIVOS

• Ler uma notícia veiculada em meio virtual.

• Estimular o gosto pela leitura por meio de notícia.

• Desenvolver habilidades de compreensão oral e escrita.

• Identificar elementos principais da notícia.

• Valorizar a cultura brasileira.

• Reconhecer a diversidade cultural brasileira.

PLANO DE AULA

Roda de leitura

Atividade 1. Antes de iniciar a leitura da notícia, proponha uma conversa com os estudantes sobre a diversidade de manifestações culturais presentes em sua região e em outras partes do Brasil. Cite exemplos como festa junina, Bumba Meu Boi, Cavalhadas, Congados, Reisados e outras tradições locais que envolvem música, dança, comidas típicas e rituais populares. Incentive os estudantes a compartilhar suas experiências pessoais nesses eventos, descrevendo como participam, do que mais gostam e quais costumes chamam mais sua atenção.

Em seguida, apresente o tema da leitura: uma notícia sobre alguém que conseguiu unir uma festa popular tradicional com o universo dos videogames. Pergunte à turma: “Como vocês acham que essa união aconteceu?” ou “Que elementos da festa poderiam aparecer em um jogo?”. Escute atentamente as hipóteses dos estudantes, valorizando todas as respostas, e destaque que diferentes pontos de vista enriquecem a compreensão da notícia. Só depois inicie a leitura, convidando-os a perceber como elementos culturais podem ser reinterpretados

RODA DE LEITURA Notícia

1 As notícias podem falar sobre festas, tradições e costumes que fazem parte da cultura brasileira. Leia com atenção a notícia a seguir sobre as Cavalhadas de Pirenópolis.

Cavalhada: celebração de origem portuguesa que acontecia em torneios medievais. Atualmente, as cavalhadas são uma representação teatral que recria batalhas entre mouros e cristãos.

Cavalhadas de Pirenópolis viram game em estilo retrô

Você já imaginou poder viver a emoção das Cavalhadas de Pirenópolis a qualquer hora e em qualquer lugar? Essa é a proposta do game Curucucu Adventure, do desenvolvedor Edivaldo Alves, que, utilizando o estilo plataforma em 2D, conta a história de jovens que ganham poderes especiais ao se transformarem nos curucucus, mascarados que representam a alegria e a brincadeira nos festejos.

[...]

Jogo foi possível devido ao apoio do Governo de Goiás, por meio de recursos da Lei Paulo Gustavo.

1. a) A criação de um game a partir de uma festividade chamada Cavalhadas de Pirenópolis.

Cavalhadas

Apoiadas pelo Governo de Goiás por meio da Secult, as Cavalhadas de Goiás são uma das mais antigas e impressionantes celebrações do estado, mesclando religiosidade, cultura e história em um espetáculo único, que reúne milhares de espectadores para testemunhar as emocionantes batalhas entre cristãos e mouros.

CARNEVALLI, Juliana. Cavalhadas de Pirenópolis viram game em estilo retrô. Goiás, 4 fev. 2025. Disponível em: https://agenciacoradenoticias.go.gov.br/materias-especiais/cavalhadas-de -pirenopolis-viram-game-em-estilo-retro. Acesso em: 18 ago. 2025.

a) Que fato é narrado nessa notícia?

b) Onde esse fato aconteceu?

No estado de Goiás.

Espectador: como é chamado quem assiste a algo.

c) Quais elementos da cultura brasileira são citados na notícia?

As Cavalhadas de Goiás.

d) Essa notícia faz você se lembrar de alguma festa ou tradição de sua cidade ou região? Se sim, qual?

Respostas pessoais.

e adaptados em contextos diversos, como no desenvolvimento de jogos digitais.

Organize a sala de aula em uma roda de conversa para dinamizar o espaço de aprendizagem e desenvolva a resposta das perguntas oralmente.

Explique para os estudantes que o Brasil possui inúmeras festas populares — frevo e maracatu no Carnaval no Recife, Boi-bumbá em Parintins, festas juninas no Nordeste, o

fandango no Sul. Nessas festas, observamos muitas expressões artísticas, como música, trajes, adereços, além da gastronomia típica. Muitas dessas celebrações têm sua origem religiosa como a Festa do Divino ou o Círio de Nazaré. O sentido de pertencimento e o envolvimento da comunidade são traços marcantes nesses eventos. Se possível, apresente um vídeo de alguma apresentação que ocorra em sua cidade. 128

2. a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes mencionem que essas festas fazem parte da cultura brasileira e que são muito importantes para a identidade do povo brasileiro.

2 Agora, leia trechos de outras notícias sobre manifestações culturais do Brasil.

2. c) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comentem a diversidade de manifestações culturais que existem no Brasil.

Sons de resistência e identidade: conheça a história do Bumba Meu Boi do Maranhão e dos sotaques nos folguedos

A tradição secular dos festejos de Bumba Meu Boi marca gerações e encanta milhares de pessoas que vêm ao

Maranhão para conhecer esse traço da cultura, que resistiu ao tempo e às limitações impostas aos brincantes nos séculos passados

Secular: relacionado a século.

BARROSO, Matheus. Sons de resistência e identidade: conheça a história do Bumba Meu Boi do Maranhão e dos sotaques nos folguedos. G1, Maranhão, 22 jun. 2024. Disponível em: https://g1.globo. com/ma/maranhao/saojoao/noticia/2024/06/22/sons-de-resistencia-e-identidade-conheca-a-historia -do-bumba-meu-boi-do-maranhao-e-dos-sotaques-nos-folguedos.ghtml. Acesso em: 18 ago. 2025.

Minas é principal ‘casa’ de Reinados e Congados, novo Patrimônio Cultural do Brasil

Iphan reconheceu os chamados “Saberes do Rosário” nesta terça; MG tem mais de 1.100 grupos tradicionais, mas cidades de SP e GO também abrigam as manifestações

CAMILO, José Vítor. Minas é principal ‘casa’ de Reinados e Congados, novo Patrimônio Cultural do Brasil. O Tempo, Minas Gerais, 17 jun. 2025. Disponível em: https://www.otempo.com.br/ cidades/2025/6/17/minas-e-principal-casa-de-reinados-e-congados-novo-patrimonio -cultural-do-brasil0. Acesso em: 18 ago. 2025.

a) Em sua opinião, por que essas festas viram notícia?

b) O que as festas mencionadas nas notícias têm em comum?

São festas tradicionais da cultura popular brasileira.

c) O que elas mostram sobre a cultura do nosso país?

d) Que festa ou tradição da sua comunidade você acha que poderia virar notícia? Por quê? Respostas pessoais.

3 Com a ajuda de um familiar ou do professor, pesquise na internet uma notícia sobre uma festa, tradição ou costume popular da sua cidade, do seu estado ou de outra região do Brasil.

Na roda de leitura da turma, você vai ler em voz alta a notícia que trouxe. Depois, converse com os colegas sobre o que descobriram, comparando diferentes manifestações culturais e refletindo sobre o que essas tradições revelam a respeito do Brasil.

Veja orientações na seção Plano de aula

4 Com a ajuda do professor, a turma vai montar o mural Cultura é notícia, que vai mostrar a riqueza das culturas locais do Brasil e como elas ganham espaço nos jornais. Veja orientações na seção Plano de aula

Atividade 2. Pesquise na internet vídeos com trechos de apresentações de Bumba Meu Boi e de Congadas ou busque em livros e revistas imagens desses eventos. Apresente aos estudantes e chame a atenção para o colorido, os adereços e os personagens presentes.

Comente que o fato de envolver muitas pessoas faz com que essas festas se tornem famosas em todo o país. Reflita com os estudantes sobre a importância dessas manifestações que celebram nossa diversidade e ancestralidade.

129

compor a colagem das notícias, a escritura dos títulos e a exposição do resultado. Busque incluir todos os estudantes nesse processo.

Retome a organização do projeto:

• Apresentação e comentários do professor sobre as manifestações culturais brasileiras.

• Envio de comunicado para as famílias sobre a pesquisa e o prazo definido para a entrega.

• Decoração e preparação do ambiente de aprendizagem para a apresentação das notícias.

• Apresentação oral pelos estudantes em roda de conversa.

• Produção dos cartazes para o mural Cultura é notícia. Observação: As etapas de apresentação oral da notícia e a exposição final podem ser utilizadas como Avaliação diagnóstica e formativa.

Texto de apoio

29/09/25 19:33

Atividade 3. Incentive a participação da família nesta atividade. Envie um comunicado explicando a pesquisa e sua importância para a formação dos estudantes.

No dia marcado, organize um ambiente festivo para a apresentação das pesquisas. Decore a sala de aula com cartolinas coloridas, forme um círculo com as carteiras, traga adereços relacionados ao tema para que os estudantes os utilizem no momento da apresentação.

Atividade 4. Organize a montagem do mural de forma coletiva. Entregue o papel kraft aos estudantes e divida a turma em equipes para

Silas Nogueira, doutor em Ciências da Comunicação e professor de Teorias da Cultura da Universidade de São Paulo (USP), complementa: “O desconhecimento ou o abandono dessas manifestações, formadas por saberes e conhecimentos da vida, significa o abandono da própria história. Esse processo afeta as identidades, os reconhecimentos da realidade social. Quando são perdidas as identidades e são ignorados os valores culturais próprios, abre-se um vazio, uma lacuna que, normalmente, é preenchida por outros valores, por outra cultura, por outros costumes e formas de vida.

VIEIRA, Ana Luísa. A importância da cultura local na formação das crianças. Educação e território, 25 ago. 2014. Disponível em: https://educacaoeterritorio.org.br/ reportagens/a-importancia-da -cultura-local-na-formacao-das -criancas/. Acesso em: 9 ago. 2025.

OBJETIVOS

• Ler tirinha.

• Reconhecer a formação de palavras com o prefixo des-.

• Identificar antônimos formados com o prefixo des-.

• Reconhecer palavras derivadas formadas com dez

PLANO DE AULA

Com que letra?

Atividade 1. Abra espaço para que os estudantes leiam a tirinha silenciosamente. Depois, incentive-os a verbalizar o que provocou o humor. Se necessário, participe da discussão chamando a atenção para a reação de Armandinho depois de ser repreendido pelo pai. Os estudantes deverão perceber que o menino, em vez de se justificar pelas atitudes inadequadas listadas pelo pai, propõe um abraço, mudando o foco da conversa na tentativa de amenizar a situação.

Atividades 2 e 3. O objetivo dessas atividades é chamar a atenção dos estudantes para o uso do prefixo des- indicando oposição.

Amplie as atividades, registrando na lousa outras palavras para que os estudantes escrevam seus antônimos acrescentando o prefixo des-.

Acrescente que, além do prefixo des- , há outros que sinalizam negação: i- (moral – imoral, mortal – imortal); in(culto – inculto, certo – incerto); im- (paciente – impaciente, previsível – imprevisível).

É importante deixar claro para os estudantes que dez não é prefixo. A comparação com o prefixo des- está sendo feita apenas para efeitos de dificuldades ortográficas.

COM QUE LETRA?

1 Leia a tirinha.

Palavras iniciadas com des- ou dez

• As tirinhas podem apresentar um final inusitado que provoca humor. Isso aconteceu nessa tirinha? Explique.

2 Leia as frases.

1. Espera-se que os estudantes comentem que o efeito de sentido produzido pelo humor na tirinha é o fato de o personagem Armandinho pedir um abraço depois de levar bronca do pai. Esse comportamento do personagem quebra a expectativa do leitor e, por isso, pode provocar humor.

O quarto de Armandinho está todo arrumado.

O quarto de Armandinho está todo desarrumado.

• As palavras arrumado e desarrumado são: sinônimas, ou seja, possuem sentidos semelhantes.

X antônimas, ou seja, possuem sentidos contrários.

3 Complete as frases com antônimos das palavras em destaque.

a) A sala está organizada, mas a biblioteca está desorganizada

b) Disseram que essa cola é ótima. Quando gruda, não desgruda .

c) Paulo está muito animado para sair, mas o cansaço me fez ficar desanimado

Texto de apoio

O prefixo des- pode ter diferentes valores

Pode expressar separação (despedaçar), transformação (desfazer), intensidade (dessangrar), ação contrária (desobedecer), negação ou privação (desumano, desacordo). Serve, também, em alguns casos, para reforço [...]. É bom lembrar que nem toda palavra que começa com des é formada por acréscimo de prefixo.

Em muitos casos, des faz parte do radical, como em desejo, descida, descrever, destilar e outras. Em nenhuma dessas palavras, é possível entender a negação de algo.

CIPRO NETO, P. Nossa língua em letra e música. São Paulo: Publifolha, 2003. p. 18.

BECK, Alexandre. Armandinho dois. Florianópolis: A. C. Beck, 2014. p. 77.

4 Resolva as operações. Depois, escreva os resultados por extenso.

10 + 6 = 16 dezesseis

10 + 7 = 17 dezessete

10 + 8 = 18 dezoito

10 + 9 = 19 dezenove

• Essas palavras têm em comum um numeral. Qual é ele?

O numeral dez

5 Pesquise no dicionário palavras que começam com dez e não são numerais. Registre-as.

Sugestões de resposta: dezena e dezembro.

6 O que você pôde concluir sobre a escrita de palavras que começam com des- e dez?

É importante que os estudantes concluam que são escritas com dez as palavras que possuem em sua composição o numeral dez; as demais são escritas com des-

SAIBA QUE

A palavra dezembro começa com dez porque, antigamente, o ano tinha 304 dias e era dividido em 10 meses, sendo dezembro o 10o mês do ano.

PLANO DE AULA

Com que letra?

Atividade 4. Nesta atividade, os estudantes são desafiados a perceber que os numerais dezesseis, dezessete, dezoito e dezenove são formados pela junção da palavra dez com a conjunção e e outro numeral. Atividades com números pequenos são uma boa oportunidade para exercitar as noções de números e operações com estudantes dessa faixa etária.

Atividade 5. Vale ressaltar que há também as palavras (1) dezembrada e (2)

que contêm o numeral dez . É importante que eles concluam que, nas palavras em que ocorre a junção da conjunção aditiva e e do numeral seis , sete , oito ou nove ao numeral dez, usa-se z , e que as outras são registradas com s.

Se achar conveniente, registre na lousa a seguinte frase e peça aos estudantes que identifiquem a palavra que indica um antônimo e a palavra que indica uma quantidade: “Ela estava desatenta porque tinha que resolver uma dezena de coisas”. Espera-se que percebam que desatenta é antônimo de atenta, e dezena indica quantidade. Leia com os estudantes o boxe Saiba que e permita que comentem a descoberta apresentada.

Observando para avançar

Avaliação formativa

A fim de verificar a compreensão dos estudantes acerca da formação de antônimos com o prefixo des-, registre na lousa outras palavras para que os estudantes escrevam seus antônimos acrescentando o prefixo des-. Sugestões de palavras: leal – desleal, dobrar – desdobrar, amarrar – desamarrar.

Articulação com Matemática

29/09/25 19:33

dezembrino , que significam, respectivamente: (1) série de operações realizadas pelo Exército brasileiro sob o comando de Duque de Caxias durante o mês de dezembro de 1868 na guerra do Paraguai; e (2) referente a ou o próprio mês de dezembro. No entanto, são palavras derivadas de dezembro . A palavra dezena, ainda que exprima ideia de número, é substantivo com sentido coletivo, e não numeral.

Atividade 6. Incentive os estudantes a comentar o que percebem de diferente no uso das palavras em que há o prefixo des- e das

Proponha uma sequência de outras operações matemáticas (envolvendo soma ou subtração) para que os estudantes escrevam os resultados por extenso. Isso os ajudará a consolidar a compreensão do padrão linguístico aplicado aos números. Atividades com números pequenos são uma boa oportunidade para exercitar noções de números e operações com os estudantes dessa faixa etária.

OBJETIVOS

• Identificar atletas que se destacam em sua modalidade atualmente.

• Reconhecer e identificar os elementos do gênero textual notícia.

• Ler e interpretar notícia.

• Identificar verbos, reconhecer o tempo verbal e o efeito de sentido provocado por seu uso.

PLANO DE AULA

Competência socioemocional

Consciência social

A atividade 1, ao incentivar uma pesquisa sobre atletas do esporte brasileiro, os estudantes aprendem a valorizar as diferenças e a respeitar as características de cada um.

Leitura

Atividade 1. Inicie a atividade promovendo uma roda de conversa sobre os atletas apresentados nas imagens. Incentive os estudantes a observar atentamente as fotografias de Hugo Calderano (tênis de mesa), Rayssa Leal ( skate street , skate de rua), Rebeca Andrade (ginástica artística) e Vinicius Júnior (futebol). Dê espaço para que compartilhem o que já sabem, incentivando os estudantes a participar. Valorize o conhecimento prévio da turma e complemente com informações breves, se necessário.

Atividade 2. Antes de iniciar a leitura, pergunte aos estudantes o que eles sabem sobre o skate e sobre Rayssa Leal, a “Fadinha”. Leve para a sala de aula textos informativos sobre esse esporte e sobre a skatista, assim eles poderão conhecer mais sobre essa atleta.

Faça a leitura da notícia em voz alta, fazendo pausas para destacar elementos

4 NO

PÓDIO DAS NOTÍCIAS

1. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a criar algum título para cada um dos atletas, de acordo com as características e o desempenho deles realizado nas últimas competições. Se julgar necessário, peça que levem, antecipadamente, para a sala de aula algumas notícias sobre esses atletas.

LEITURA Notícia impressa

Respostas pessoais.

1 Você conhece estes atletas brasileiros? O que sabe sobre eles?

• Quais títulos de notícias poderiam estar associados a cada um deles?

importantes do texto. Se achar conveniente, convide estudantes para ler pequenos trechos. Explore primeiramente os elementos paratextuais da notícia. Analise, com os estudantes, os efeitos de sentido:

• da manchete. Explore o contexto da palavra bicampeonato, chamando a atenção da turma para o fato de que a atleta já tinha sido campeã mundial. Pergunte aos estudantes se eles sabem o que significa street no contexto. Explique que se trata de uma das modalidades do skate que procura recriar o

ambiente das ruas por meio da reprodução de elementos como corrimãos, escadas e bancos para que se efetuem as manobras na pista de competição.

• do lide. Chame a atenção da turma para o uso das palavras conquistou, sete, dominante e liderou;

• da legenda da fotografia. Leia a legenda e pergunte aos estudantes se ela está descrevendo a cena retratada na fotografia e/ou se, com base na leitura desse elemento, é possível ter mais detalhes sobre o assunto da notícia;

Hugo Calderano.
Rebeca Andrade.
Rayssa Leal.
Vini Júnior.

Desenvolvimento do projeto

Veja orientações na seção Plano de aula

2 Leia este trecho de uma notícia com os colegas e o professor.

FOLHA DE S.PAULO

DOMINGO, 15 DE SETEMBRO DE 2024  A47 esporte

Rayssa Leal bate japonesas e conquista bicampeonato

mundial street em Roma

Brasileira de 16 anos disputou a final contra sete adversárias do Japão e conseguiu uma nota 93,99, a maior do campeonato

SÃO PAULO Rayssa Leal conquistou na tarde deste sábado (14) em Roma, na Itália, seu segundo título mundial de skate street. Em uma final contra sete adversárias do Japão, a brasileira de 16 anos fez uma apresentação dominante. Ela liderou a primeira etapa, em que os skatistas percorrem uma pista manobrando nos obstáculos, com notas 86,44 e 88,43.

Na sequência, na apresentação de manobras, pontuou primeiro com um 88,14, na terceira tentativa, e um 93,99 na quarta, a maior nota do campeonato. Assumiu a liderança com um total de 270,56 pontos.

A prata ficou com Momiji Nishiya (269,14) — ouro em Tóquio-2020, quando Rayssa ficou com a prata —, e o bronze, com Miyu Ito (249,53).

“Estou muito feliz com essa conquista. Eu me senti um pouco desconfortável, mas minha equipe é a melhor de todas e me deu total apoio. Obrigada a todos que me acompanharam e puderam me incentivar. Vocês fazem a diferença”, disse Rayssa após a prova.

A jovem skatista da pequena cidade de Imperatriz, no Maranhão, já havia conquistado o título mundial em 2022, em Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos.

Brasileira Rayssa Leal, 16, durante a disputa do mundial de skate street feminino em Roma, na Itália.

• da fotografia. Analise a fotografia com a turma e pergunte se a consideram um bom registro para dar suporte à divulgação do que está sendo noticiado. Destaque que a fotografia foi feita no exato momento em que a atleta estava no ar durante a manobra, demonstrando sua destreza.

Pergunte aos estudantes se há palavras desconhecidas, incentivando-os a depreender o significado pelo contexto. Incentive-os a consultar o dicionário caso não consigam compreender algum termo após a leitura.

Atividade complementar

29/09/25 19:34

Projeto de leitura: Galeria dos esportes brasileiros

Promover a escuta atenta, o interesse pela leitura e a valorização da diversidade cultural e esportiva brasileira por meio de textos jornalísticos. Incentivar o reconhecimento do esporte como prática cultural e regional e a valorização da representatividade e da diversidade corporal, étnica e geográfica.

Etapa inicial – Leitura motivadora e sensibilização. Apresente a proposta aos estudantes com perguntas como: “Você conhece algum atleta famoso do Brasil?”, “Será que o Brasil tem esportes de que você nunca ouviu falar?”, “Existem esportes praticados só em algumas regiões?”.

Explique que eles vão procurar reportagens sobre atletas brasileiros ou esportes praticados em diferentes partes do país. Incentive a escolha de textos sobre modalidades olímpicas, paralímpicas, indígenas, tradicionais ou pouco conhecidas.

Pesquisa e leitura – Oriente os estudantes a buscar reportagens em jornais, revistas ou sites seguros (com o apoio de familiares, quando necessário). Se possível, leve algumas reportagens impressas para leitura compartilhada em sala de aula.

Compartilhamento e construção coletiva

Solicite que cada estudante traga para a escola:

• A notícia ou reportagem selecionada.

• Um resumo oral sobre o que aprendeu com o texto.

• Um pequeno desenho do esporte ou do atleta.

• Promova rodas de leitura e escuta para que os estudantes compartilhem suas descobertas. Registre as falas e informações trazidas por eles.

Culminância – Galeria dos Esportes Brasileiros

A turma poderá organizar um mural coletivo com trechos das reportagens; textos curtos dos estudantes com o que aprenderam; desenhos e imagens dos esportes ou atletas. O mural pode ser temático por região do país, tipo de esporte ou biografias.

RAYSSA Leal bate japonesas e conquista bicampeonato mundial street em Roma. Folha de S.Paulo, São Paulo, 15 set. 2024. Esportes. p. A47.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 3. É importante que os estudantes compreendam que os fatos do cotidiano que se destacam comumente se tornam notícias.

Atividade 4. Incentive os estudantes a comentar quais são os suportes em que as notícias circulam. É importante levar exemplos de jornais para a sala de aula, assim como os estudantes explorarem sites especializados em notícias para que reconheçam mais aspectos sobre esse gênero. Chame a atenção dos estudantes para a necessidade de verificar a confiabilidade do site para não consumir desinformação.

Atividade 5. Chame a atenção dos estudantes para o fato de que as notícias publicadas em veículos de comunicação responsáveis são, em geral, verdadeiras. Aproveite a oportunidade para comentar com a turma o que é desinformação, as chamadas fake news , e como é possível identificá-la.

Atividade 6. Chame a atenção dos estudantes para a forma como a pontuação está empregada para indicar que é uma fala da atleta.

Atividade 7. Explique que, embora o jornalista deva buscar isenção, a neutralidade completa é impossível. Para se aproximar desse ideal, o jornalista seleciona pontos de vista de diferentes testemunhas, garantindo equilíbrio na notícia. Ressalte que o gênero se caracteriza por linguagem objetiva, evitando termos literários, embora metáforas ocasionais possam aparecer. As informações devem ser transmitidas de forma clara, com frases curtas e registro formal, evitando gírias e opiniões pessoais. O “eu” só surge como observador

a) Qual é o fato apresentado na notícia?

Rayssa Leal conquistou o bicampeonato mundial de street

b) Quando o fato aconteceu?

14 de setembro de 2024.

c) Onde o fato aconteceu?

Em Roma, na Itália.

3 Quais fatos costumam virar notícia publicada em jornal?

4 Onde as notícias escritas costumam ser publicadas?

5 As notícias apresentam fatos ou acontecimentos imaginários?

Em jornais impressos e digitais ou sites. Fatos.

6 Releia o quarto parágrafo da notícia.

a) A quem pertence essa fala?

A fala pertence à skatista brasileira Rayssa Leal.

b) Que sinal de pontuação foi usado para marcar a fala?

As aspas. Geralmente, viram notícias fatos sobre um tema atual e de relevância para o público-alvo.

Nas notícias, as aspas ou o travessão são usados para marcar as falas dos entrevistados.

7 Sobre a notícia, marque a afirmação adequada.

O autor relata os fatos e emite a própria opinião.

X O autor apenas relata os fatos sem emitir opinião.

A impessoalidade é uma das características da notícia, ou seja, quem a escreve não emite opinião sobre o assunto para que o leitor faça o próprio juízo de valor sobre os fatos relatados.

imparcial ou ao reproduzir comentários de testemunhas.

Atividade 8. Retome com os estudantes a manchete da notícia, observando os verbos destacados. Em seguida, conduza a turma na análise do tempo verbal utilizado. Pergunte: “Essas ações estão acontecendo agora?”, “Já aconteceram ou ainda vão acontecer?”. Chame a atenção dos estudantes para o fato de que, mesmo se tratando de eventos já ocorridos, os verbos dos títulos das notícias costumam aparecer no tempo

presente para transmitir a ideia de que são fatos recentes.

Discuta a questão do tempo verbal na notícia. Se possível, distribua jornais aos estudantes e incentive-os a folheá-los, com o objetivo de observar o tempo verbal usado nos títulos. Registre alguns títulos na lousa e desafie os estudantes a identificar os verbos. Selecione um título e reescreva-o usando o verbo no presente e no passado. Pergunte: “Na opinião de vocês, qual dos títulos dá a impressão de que o fato é mais atual?”.

8 Releia o título da notícia e observe as palavras sublinhadas.

Rayssa Leal bate japonesas e conquista bicampeonato mundial street em Roma

a) Os verbos sublinhados nesse título estão no tempo:

X presente.  passado.  futuro.

b) No título da notícia, o verbo bater foi utilizado para expressar que Rayssa: entrou em um embate. X  superou as adversárias.

c) Por que, mesmo se referindo a fatos já ocorridos, os títulos das notícias usam verbos no tempo presente?

Geralmente, os títulos usam os verbos no tempo presente pois isso contribui para aproximar o leitor do acontecimento, já que transmite a ideia de que a notícia é recente.

9 Quais são as funções das imagens nas notícias?

X Contribuir para dar veracidade aos fatos.

Convencer o leitor sobre uma ideia.

X Transmitir informações complementares ao leitor.

X Chamar a atenção do leitor para a leitura da notícia.

10 Qual é a principal diferença entre uma notícia on-line e uma notícia impressa em relação à atualização de informações sobre o fato?

Espera-se que os estudantes percebam que a notícia on-line é atualizada em tempo real, com novas informações sendo adicionadas conforme o evento se desenrola, enquanto a notícia impressa tem um tempo fixo de publicação.

Atividade 9. Pergunte aos estudantes o que lhes chama a atenção primeiro, ao abrir um jornal físico ou uma notícia on-line. Com base nas respostas, demonstre a importância das imagens nesse gênero textual.

Atividade 10. Relembre que, no caso de notícia on-line, é possível fazer alterações a qualquer momento e, portanto, ela tende a ser mais atualizada do que a impressa.

Amplie a atividade perguntando: “Como vocês acham que a constante atualização das notícias on-line influencia a maneira como as pessoas consomem as informações?”.

135

29/09/25 19:34

Os estudantes podem mencionar que a atualização constante das notícias on-line permite que as pessoas se mantenham informadas em tempo real, mas também pode levar à disseminação rápida de informações erradas ou à pressão por resultados rápidos, o que pode gerar informações menos detalhadas ou mal apuradas.

OBJETIVOS

• Participar de situações de intercâmbio oral.

• Ler e interpretar uma notícia inventada.

• Identificar intertextualidade entre gêneros escritos.

PLANO DE AULA

Texto por toda parte

Atividade 1. Solicite a leitura silenciosa dos estudantes e depois faça a leitura oral com expressividade. Leve os estudantes a perceber que se trata de um jornal fictício, que faz parte de um livro de literatura infantil. Ressalte que, além da notícia, a página apresenta um anúncio.

Chame a atenção da turma para as semelhanças entre a estrutura de uma notícia real e a da ficcional apresentada. Pergunte: “Como o texto da notícia foi dividido?”. Espera-se que os estudantes percebam que o texto foi dividido em colunas, assim como em jornais reais impressos. “A notícia e o anúncio citam personagens de contos tradicionais infantis. Quais são eles?”. Espera-se que concluam que estão presentes: o Lobo e a Vovó do conto Chapeuzinho Vermelho, os três porquinhos e a Branca de Neve (assina a notícia).

Apresente a biografia do autor fazendo a leitura do boxe Quem é? e desperte o interesse dos estudantes para a autoria dos textos.

TEXTO

POR

TODA PARTE Notícia ficcional

1 Leia a notícia e o anúncio publicados em O Jornal da Floresta

BARUZZI, Agnese; NATALINI, Sandro. A verdadeira história de Chapeuzinho Vermelho São Paulo: Brinque-Book na Mochila, 2017. Não paginado.

QUEM É?

NATALINI. A VERDADEIRA HISTÓRIA DE CHAPEUZINHO VERMELHO. SÃO PAULO: BRINQUE-BOOK, 2017. PÁGINAS NÃO NUMERADAS.

Agnese Baruzzi é uma autora e ilustradora italiana que já teve mais de 70 livros publicados. Sandro Natalini vive e trabalha em Bolonha, na Itália, onde oferece oficinas para crianças e cursos para professores em escolas e bibliotecas.

Texto de apoio

A questão da intergenericidade: que nomes dar aos gêneros?

Como é que se chega à denominação dos gêneros? Com certeza, as designações que usamos para os gêneros não são uma invenção pessoal, mas uma denominação histórica e socialmente constituída. E cada um de nós já deve ter notado como costumamos com alta frequência designar o gênero que produzimos. Possuímos, para tanto, uma metalinguagem riquíssima, intuitivamente utilizada e, no geral, confiável. Contudo, é difícil determinar o nome de cada gênero de texto. [...] os gêneros se imbricam e interpenetram para constituírem novos gêneros. [...] não é uma boa atitude imaginar que os gêneros têm uma relação biunívoca com formas textuais. E isso fica comprovado no caso de um gênero que tem a função de outro. [...]

MARCUSCHI, L. A. Produção textual, análise de gêneros e compreensão São Paulo: Parábola, 2008. p. 163.

a) Espera-se que os estudantes respondam que apresenta um acontecimento criado pelo autor, portanto imaginário.

a) A notícia apresenta um fato ou um acontecimento imaginário?

b) O objetivo dessa notícia é:

informar o leitor sobre um acontecimento relevante.

X divertir o leitor.

2 De acordo com a notícia, o Lobo do conto Chapeuzinho Vermelho ainda pode ser considerado um vilão? Por quê?

Não, porque o Lobo é descrito na notícia como um personagem bom, amigo, vegetariano (não come carne), que adora crianças e sempre ajuda as pessoas.

3 Releia o trecho da notícia.

Ele faz visitas frequentes à Vovó Vermelho, 82, que nos disse […].

BARUZZI, Agnese; NATALINI, Sandro. A verdadeira história de Chapeuzinho Vermelho. São Paulo: Brinque-Book na Mochila, 2017. Não paginado.

• O que significa o numeral entre vírgulas?

O numeral representa a idade da Vovó Vermelho.

4 Contorne as falas dos entrevistados de acordo com a legenda. Fala do Lobo.  Fala da Vovó Vermelho.

• Qual sinal de pontuação foi utilizado para marcar essas falas?

As aspas.

5 Qual é a relação entre o anúncio do jornal e o conto Os três porquinhos? Justifique.

Espera-se que os estudantes concluam que se trata de um anúncio em que os porquinhos oferecem serviços de construção de casas e, no conto, esses personagens constroem as próprias casas. Além disso, os materiais de construção citados no anúncio são os mesmos que os porquinhos usaram para construir as próprias casas no conto original.

Atividade 1. a) Incentive os estudantes a comentar se essa notícia poderia ser publicada em um jornal como os que são publicados e vendidos nas bancas, ou em um site de notícias. Aproveite o trabalho com essa questão para propor aos estudantes que pesquisem notícias cujos temas sejam inusitados.

Atividade 1. b) Leve os estudantes a comentar o porquê de essa notícia ser publicada em O Jornal da Floresta e observar os elementos que estão na página do jornal (mesmo que seja um jornal fictício).

SANDRO NATALINI. A VERDADEIRA HISTÓRIA DE CHAPEUZINHO VERMELHO. SÃO PAULO: BRINQUE-BOOK, 2017. PÁGINAS NÃO NUMERADAS.

Atividade 3. Ressalte para a turma que, geralmente, em notícias, quando uma pessoa é entrevistada, é comum citar o nome e a idade dela. Comente que esse recurso possivelmente foi usado para imprimir mais características desse gênero textual, contribuindo, também, para dar humor ao texto.

Atividade 4. Peça aos estudantes que releiam a notícia, agora para identificar as falas do Lobo e da Vovó Vermelho. Comente que as aspas são sinais de pontuação que comumente aparecem nesse gênero textual, marcando a fala dos entrevistados. Esse conteúdo será retomado no volume 5 desta coleção.

Atividade 5. Comente que é comum encontrarmos anúncios em geral nas páginas de jornais em meio às notícias.

Texto de apoio

Aspas

SANDRO NATALINI. A VERDADEIRA HISTÓRIA DE CHAPEUZINHO VERMELHO. SÃO PAULO: BRINQUE-BOOK, 2017. PÁGINAS NÃO NUMERADAS. 137

Aspas indicam que o conteúdo que está sendo escrito:

a. deve ser entendido de uma forma diferenciada; b. deve receber uma atenção especial do leitor; c. é uma citação, ou seja, não é de autoria de quem está escrevendo; d. é uma palavra estranha à língua portuguesa.  [...]

FERRAREZI JUNIOR, C. Guia de acentuação e pontuação em português brasileiro. São Paulo: Contexto, 2018. p. 107.

29/09/25 19:34

Atividade 2. Peça aos estudantes que releiam o título da notícia, pois ele deixa claro que o Lobo, nessa notícia fictícia, foi considerado um herói, e não um vilão. Aproveite a oportunidade para chamar a atenção da turma para a ilustração da notícia, que simula uma fotografia do Lobo com a avó da Chapeuzinho Vermelho. Nessa fotografia, os dois estão abraçados, o que evidencia o carinho entre esses personagens, diferente do que ocorre no conto original.

OBJETIVOS

• Compreender palavras que possuem sentidos semelhantes e que pertencem à mesma família.

• Reconhecer as regularidades ortográficas das palavras grafadas com s ou z

• Reconhecer a formação de palavras com os sufixos que compõem o diminutivo.

• Aprimorar a expressão oral.

PLANO DE AULA

Com que letra?

Atividade 1. a e b) Informe à turma que este anúncio foi retirado de O Jornal da Floresta. Incentive-os a ler e comentar o que entenderam e o que acharam desse anúncio. Mais uma vez, o objetivo das questões é abordar as relações de intertextualidade, de modo que os estudantes sejam levados a inferir informações implícitas com base em seus conhecimentos prévios.

Atividade 2. Leia as palavras em voz alta e incentive os estudantes a analisar a posição da letra s e como esse fator está associado ao som que ela representa.

COM QUE LETRA?

Palavras com s ou z

1 Leia outro anúncio de O Jornal da Floresta

a) Espera-se que os estudantes concluam que, no conto Os três porquinhos, o Lobo derruba a casa de dois porquinhos e, no anúncio, ele se oferece para demolir casas.

b) Espera-se que os estudantes reconheçam a onomatopeia que representa o som do sopro do Lobo no momento em que ele vai derrubar as casas de palha e de madeira.

BARUZZI, Agnese; NATALINI, Sandro. A verdadeira história de Chapeuzinho Vermelho. São Paulo: Brinque-Book na Mochila, 2017. Não paginado.

a) Qual é a relação entre o personagem Lobo Mau e o serviço que ele oferece no anúncio?

b) A que momento do conto Os três porquinhos o telefone do anúncio remete?

2 Releia em voz alta duas palavras do anúncio.

casa quase

a) Contorne as letras que vêm imediatamente antes e depois da letra s nessas palavras.

b) Essas letras são:

X vogais.

Atividade 3. Retome com os estudantes que existem substantivos que não se originam de nenhuma palavra da língua portuguesa, chamados substantivos primitivos . Há também os substantivos derivados , que, como o próprio nome já nos revela, derivam de outras palavras que já existem. O conhecimento de palavras primitivas pode ajudar no momento de grafar palavras irregulares, ou seja, que não seguem qualquer princípio explicativo que justifique sua notação. Em caso de dúvida, é preciso consultar o dicionário ou memorizar a escrita das palavras. Por isso, para que os estudantes dominem a ortografia, é preciso propor um trabalho em duas frentes. No caso das regularidades, o foco é a observação e a reflexão sobre elas. Entre as irregularidades, o caminho é a memorização da grafia das palavras de maior uso. Dessa forma, é importante chamar a atenção dos estudantes para o fato de que podem se apoiar em famílias de palavras para definir que letra usar no momento da escrita. Incentive-os a memorizar as palavras de uso frequente.

consoantes.

c) A letra s entre vogais representa o mesmo som:

X que a letra z na palavra zebra  que a letra s na palavra sapo

3 Leia em voz alta as frases a seguir e contorne a palavra primitiva de cada par.

A pisada do elefante deve ser muito pesada.

O piso do apartamento está rangendo.

O azul do mar é muito belo.

O lago está azulado.

a) Nas palavras contornadas, as letras s e z:

X representam o mesmo som.

representam sons diferentes.

b) Justifique o uso das letras s e z nas palavras que pertencem à mesma família.

Espera-se que os estudantes concluam que as letras s e z permanecem nas palavras da mesma família.

4 Complete as frases com as palavras derivadas das palavras primitivas entre parênteses.

O bebê está risonho (riso) como nunca!

a) Os convidados não foram avisados (aviso) do cancelamento da festa.

b) A vizinhança (vizinho) organizou uma feira na praça.

c) Depois da festa, a menina esvaziou (vazio) os balões.

d) O cozinheiro (cozinha) faz uma pamonha deliciosa!

e) Os visitantes (visita) do museu não podem tirar fotografias com flash

• Na escrita das palavras derivadas, qual critério você usou para escrever com as letras s ou z ?

Espera-se que os estudantes respondam que observaram se a palavra primitiva é escrita com s ou z para definir qual dessas letras usar nas palavras derivadas, pois elas conservam a grafia das palavras primitivas.

29/09/25 19:34

Atividade 3. a e b) O objetivo desta atividade é sistematizar as regras de ortografia para palavras derivadas. Atividade 4. Auxilie os estudantes a perceber qual palavra completará cada espaço adequadamente, conforme o sentido dela na sentença. Ainda que os estudantes não tenham consciência formal das classes de palavras, pelas sentenças é possível deduzir qual palavra derivada completa a lacuna. Amplie esta atividade, escrevendo na lousa outras palavras derivadas com base nas primitivas entre parênteses e, depois, escreva frases para que os estudantes possam ver os efeitos de sentido produzidos por cada uma.

A fim de explicitar a regra do uso do s e do z em palavras derivadas, crie uma lista de palavras com a turma. Sugira aos estudantes algumas palavras primitivas nas quais o s e o z aparecem entre vogais. Anote-as em uma folha de papel pardo e peça aos estudantes que digam quais são as derivadas dessas palavras. Sublinhe o s e o z com uma cor diferente, gerando assim um destaque para essas letras nas palavras. Ao final, escreva a regra na folha de papel pardo e afixe o cartaz no mural da sala de aula para que os estudantes possam consultá-lo sempre que tiverem dúvidas. Sugestão de palavras: riso, casa, azar, buzina, beleza, cozinha etc.

PLANO DE AULA

Com que letra?

Atividade 5. a e b) Ajude os estudantes a perceber que, para escrever as palavras com s ou z, terão de observar a palavra de origem. Eles podem compreender que as palavras primitivas que tinham s na última sílaba permanecerão com s. Se as palavras primitivas não tiverem s , o diminutivo será formado com z. Abra espaço para os estudantes falarem e escreverem exemplos de palavras com s e z.

O diminutivo, por vezes, é utilizado para expressar depreciação. Por exemplo: jornalzinho poderia ser sinônimo de jornaleco, jornal de segunda categoria. O mesmo aconteceria com a palavra pobrezinho.

Atividade 6. A fim de explicitar a regra do uso do s e do z no diminutivo, crie com a turma uma lista de palavras. Proponha aos estudantes algumas palavras para que eles formem o diminutivo. Anote-as em uma folha de papel pardo e peça aos estudantes que digam as formas no diminutivo dessas palavras. Sublinhe o s e o z com cores diferentes, gerando assim um destaque para essas letras nas palavras. Ao final, escreva a regra na folha de papel pardo e afixe o cartaz no mural da sala de aula para que os estudantes possam consultá-lo sempre que tiverem dúvidas.

5 Complete o quadro com as palavras que dão origem aos diminutivos indicados.

Diminutivo

mesinha

asinha

lisinha

albunzinho

cafezinho

pezinho

Palavra de origem

mesa

asa

lisa

álbum

café

a) O que as palavras mesa, asa e lisa têm em comum?

Essas palavras são escritas com a letra s

• Essa letra permanece nos diminutivos dessas palavras?

X Sim  Não

b) As palavras álbum, café e pé têm a letra s?

Sim X  Não

• Os diminutivos dessas palavras são escritos com s ou z?

Os diminutivos dessas palavras são escritos com a letra z

6 De acordo com a afirmação a seguir, complete as frases.

Para saber se o diminutivo de uma palavra é escrito com as letras s ou z, é importante observar a palavra primitiva.

• Se a última sílaba da palavra começa com s , o diminutivo se faz com:

-sinho/-sinha

• Se a última sílaba da palavra não começa com s, o diminutivo se faz com:

-zinho/-zinha

Observando para avançar

Avaliação formativa

Organize os estudantes em trios e ofereça um livro para que juntos leiam e destaquem quinze substantivos primitivos grafados com as letras s ou z. Após, devem escrever o diminutivo desses substantivos, separando-os em colunas: grafados com S, grafados com Z. Observe se eliminam a acentuação nos diminutivos de palavras como pé e nó. Revise as listas anotadas no caderno e analise a necessidade de programar mais atividades de fixação.

Federação Internacional de História e Estatística de Futebol (IFFHS), em maio de 2025, a melhor jogadora de futebol feminino da História.

AS PALAVRAS NO DICIONÁRIO

1 Leia um trecho de uma entrevista realizada com a jogadora Marta.

https://revistaraca.com.br/bate-papo-com-a-jogadora-marta/

Bate-papo com a jogadora Marta

Confira trechos da entrevista com a jogadora de futebol Marta

TEXTO: Carolina Rossini | FOTOS: FIFA e Divulgação | Adaptação web: David Pereira

A brasileira Marta já conquistou 5 vezes o prêmio de melhor jogadora de futebol do mundo, oferecido pela FIFA. Veja trechos da entrevista com Marta: [...]

O futebol feminino é um esporte ainda não muito valorizado no país.

O que te manteve firme para seguir na profissão de jogadora?

O sonho de chegar a me tornar uma atleta profissional, jogar pelo meu país, ajudar minha família e ser reconhecida mundialmente. Tudo isso fez com que eu não desistisse diante dos obstáculos. [...]

Por todas suas conquistas, você é um grande exemplo para muitas mulheres. O que diria para aquelas que sofrem preconceito e lutam para conquistar um lugar em um mundo quase predominantemente masculino?

Eu diria que nada é impossível quando se tem um objetivo na vida, quando se tem um sonho.

Como foi a sua infância em Dois Riachos? Sua família te apoiou na decisão de ser jogadora?

Vivia nos campos de futebol da cidade, só parava quando estava no colégio. Minha família não era muito a favor, pois naquela época não havia tantas meninas interessadas em praticar o futebol, eu era a única na cidade.

Marta atuando pela seleção brasileira de futebol.

ROSSINI, Carolina. Bate-papo com a jogadora Marta. Raça, São Paulo, 18 out. 2016. Disponível em: https://revistaraca.com.br/bate-papo-com-a-jogadora-marta/. Acesso em: 17 ago. 2025.

OBJETIVOS

• Usar o dicionário para consultar os diferentes significados das palavras.

• Compreender o contexto do uso dos vocábulos.

• Identificar antônimos de palavras.

PLANO DE AULA

As palavras no dicionário

29/09/25 19:34

Entre os objetivos desta seção, estão o de promover o desenvolvimento do vocabulário dos estudantes, bem como permitir que façam análises sobre o funcionamento da língua.

Atividade 1. Pergunte aos estudantes o que sabem sobre a jogadora Marta. Caso eles não tragam esta informação, acrescente que ela é a maior artilheira do futebol brasileiro (feminino e masculino) e que foi eleita pela

Solicite aos estudantes que leiam silenciosamente o trecho da entrevista com a jogadora Marta. Depois, faça a leitura coletiva das perguntas e respostas.

Após a leitura, abra espaço para que os estudantes apontem o que mais chamou a atenção na entrevista, incentivando uma discussão sobre os desafios e superações da jogadora no mundo do futebol feminino. Pergunte: “O que Marta fala sobre os obstáculos que enfrentou sendo uma mulher no futebol e em razão de sua origem?”, “Quais foram as principais dificuldades que ela mencionou?”.

Para ampliar o debate sobre a igualdade de gênero no esporte, abra espaço para uma discussão sobre quais mudanças são necessárias para que meninas e mulheres tenham as mesmas oportunidades no esporte que meninos e homens. Pergunte aos estudantes: “Quais são as principais barreiras que as mulheres enfrentam ao tentar entrar em esportes tradicionalmente dominados por homens?”, “O que podemos fazer para apoiar a participação feminina em todas as áreas, não só no esporte?”.

Jogadora

PLANO DE AULA

As palavras no dicionário

Atividade 1. a e b) Comente com os estudantes a importância do contexto para o emprego adequado das palavras. Diga que, no dicionário, encontraremos diversos sentidos para o mesmo termo (por isso, há a numeração antes de cada um deles) e precisamos verificar qual combina com as circunstâncias do texto em questão.

Atividade 2. Retome com os estudantes as informações básicas referentes ao prefixo des- , visto anteriormente nesta unidade. Leve-os a perceber que o acréscimo do prefixo des- , nas palavras da atividade, leva ao sentido oposto do original.

Atividade 3. Relembre que os verbos aparecem, nos dicionários, sempre no infinitivo; assim como os substantivos e adjetivos se apresentam na forma masculina singular.

Atividade complementar

Peça aos estudantes que façam uma pesquisa sobre atletas femininas que, a exemplo da Marta, se destacam em esportes predominantemente masculinos. Eles devem identificar quais desafios essas atletas enfrentaram e como elas contribuíram para o empoderamento feminino.

2. a) Respostas pessoais. Os significados dessas palavras mudaram em razão do acréscimo do prefixo des- a cada uma delas. Com esse prefixo, as palavras passam a ter sentido contrário, significando, respectivamente, que a pessoa não é valorizada e que as pessoas não têm interesse por algo.

a) Consulte o dicionário e escreva os sentidos das palavras a seguir.

• valorizado que se dá valor ou é reconhecido por algum feito; que teve seu valor (monetário) aumentado.

• interessadas que têm motivação, curiosidade, vontade; buscam vantagem, interesseiras.

b) Marque o sentido que foi utilizado na entrevista das palavras pesquisadas no dicionário.

O café está muito valorizado.

X A turma do quarto ano foi valorizada pelo ato de doar agasalhos.

X Eu tenho interesse em jogar pingue-pongue.

Ele tem interesse em cancelar o gol realizado.

2 Acrescente des- no início das palavras pesquisadas e escreva as palavras formadas.

As palavras formadas são desvalorizado e desinteressadas

a) O sentido dessas palavras mudou ao se acrescentar des-? Explique.

b) As palavras formadas são: sinônimos das palavras pesquisadas.

X antônimos das palavras pesquisadas.

3 De acordo com o dicionário, registre os verbos relacionados às palavras valorizado e interessadas.

Os verbos relacionados a essas palavras são valorizar e interessar

MARCOS DE MELLO

PRODUÇÃO

ESCRITA

Registro de notícia

A turma vai ser organizada em duplas para pesquisar, selecionar e registrar uma notícia e apresentá-la aos colegas, em forma de telejornal, na data marcada pelo professor.

Veja orientações na seção Plano de aula

1. Na semana anterior às apresentações, você e os colegas deverão assistir a telejornais, discutir os temas e responder às questões que o professor vai apresentar.

2. Cada dupla deverá escolher um tema relevante para a escola ou para a comunidade escolar.

3. Antes de escrever a notícia, você e seu colega de dupla vão montar um mapa mental para organizar as informações mais importantes da notícia.

• No centro do mapa, escrevam O que vamos noticiar? Liguem a essa pergunta estas questões fundamentais:

• O que aconteceu?

• Com quem aconteceu?

• Onde aconteceu?

• Quando aconteceu?

• Por que aconteceu?

• Qual é a importância desse fato para a escola ou para a comunidade escolar?

4. Selecionem imagens relacionadas à notícia escolhida.

5. Leiam a notícia que escreveram para verificar se:

• os fatos foram ordenados de maneira lógica;

• a notícia foi narrada de forma impessoal, sem o uso dos termos eu , para se referir a quem escreveu a notícia, ou você, para se dirigir ao ouvinte;

• evitaram o uso de gírias ou expressões como “né”, “olha”, “e aí”, “e então”.

6. Mostrem a notícia ao professor, que vai avaliar se o texto pode ficar ainda mais compreensível e interessante para o espectador.

7. Revisem e passem o texto a limpo, com as alterações que julgarem necessárias.

OBJETIVOS

• Planejar a produção textual de uma notícia.

• Compor uma notícia por meio dos estruturantes desse gênero textual.

• Desenvolver procedimentos de revisão, edição e reescrita de notícias.

PLANO DE AULA

Produção escrita

Inicie a atividade conversando com a turma sobre o propósito da produção da notícia.

Em uma produção, é importante que os estudantes saibam, além do que escrever, para quem escrever, para que escrever, de que forma o texto vai circular e em que suporte.

1. Ao selecionar as notícias, a dupla deverá refletir sobre as questões a seguir e fazer anotações: “O que aconteceu?”, “Com quem aconteceu?”, “Onde aconteceu?”, “Quando aconteceu?”, “Por que aconteceu?,” “Esse fato importa para a escola ou para a comunidade escolar?”.

2. Oriente a dupla a selecionar um tema e a buscar em outros meios (impressos ou

digitais) informações que possam complementar o texto que será produzido. Para a escrita da notícia, lembre os estudantes de que o texto deverá ser relevante para a comunidade escolar.

3. Oriente os estudantes a organizar um mapa mental com os tópicos mais importantes. Eles podem usar o tema e o lide (o que, com quem, onde, quando, como e por que) na criação das categorias do mapa.

4. Oriente os estudantes a buscar na internet, com a ajuda de um adulto, imagens de boa qualidade relacionadas ao tema da notícia.

Oriente os estudantes a escrever o texto, desenvolvendo o esquema a seguir:

• título;

• lide (o parágrafo curto, introdutório, que apresenta o resumo da notícia);

• corpo (os parágrafos que compõem o desenvolvimento do texto);

• imagem (fotografia relacionada à notícia);

• a autoria (geralmente no início da notícia).

5. Oriente as duplas a revisar o texto para verificar se contém as informações necessárias. Peça-lhes que verifiquem se organizaram o texto em parágrafos; se, após o ponto-final, usaram a letra inicial maiúscula na frase; se é necessário corrigir a ortografia de alguma palavra. Caso tenham dúvida na escrita de palavras, peça-lhes que as pesquisem no dicionário.

6. Verifique as produções e auxilie os estudantes sugerindo adequações de gramática e ortografia e a busca por um texto coeso.

7. Após a revisão e os eventuais ajustes sugeridos, solicite às duplas que redijam ou digitem a versão final, caso a comunidade escolar tenha um espaço para que os estudantes desenvolvam a diagramação da notícia.

OBJETIVOS

• Desenvolver nos estudantes a expressão verbal.

• Desenvolver a escuta ativa.

• Planejar a apresentação de notícia simulando um telejornal.

• Desenvolver a capacidade de comunicar informações com clareza e propósito, com base em textos informativos.

• Simular um telejornal com base na oralização das notícias escritas.

• Promover discussão oral com base em texto produzido pelos estudantes.

PLANO DE AULA

Produção oral

1. As notícias para o telejornal devem ser preparadas com antecedência. O registro escrito vai servir para que os estudantes treinem o que vão falar e, assim, façam uma boa apresentação. Oriente as duplas a decidir que parte da notícia cada um apresentará. Lembre os estudantes da importância de prestar atenção no colega que está falando e identificar o momento certo de tomar a palavra. O revezamento dos apresentadores deve ser combinado antes.

2. Combine com os estudantes os dias em que realizarão os ensaios. Observe-os e oriente-os de acordo com a necessidade individual e coletiva. Ressalte que os apresentadores de telejornais, geralmente, transmitem aos telespectadores as emoções por meio da expressão facial, por isso é necessário usar o olhar, os gestos e os movimentos da cabeça e das mãos durante a apresentação. O tom de voz é outro aspecto importante; a pronúncia de palavras e frases de forma clara também contribui para que a mensagem

PRODUÇÃO ORAL

Apresentação de notícia em telejornal

Agora chegou a hora de apresentar a notícia como se vocês estivessem no ar em um telejornal.

Veja orientações na seção Plano de aula.

1. Decidam quem vai apresentar cada parte da notícia:

• Um pode fazer a abertura e apresentar o fato principal.

• O outro pode detalhar o acontecimento e encerrar com uma conclusão.

Dica: Cada apresentação deve durar até 5 minutos.

2. Treinem bastante o que vão dizer.

• Falem de forma clara.

• Olhem para os espectadores.

• Usem entonação de voz adequada.

• Usem um microfone de brinquedo, um crachá ou construam um cenário.

3. É importante que a turma fique em silêncio para compreender as notícias apresentadas pelos colegas.

4. Ao terminarem as apresentações, conversem sobre as questões a seguir.

• Quais notícias foram mais interessantes?

• O que ajudou a tornar as apresentações mais envolventes?

• Se fossem fazer de novo, o que manteriam e o que fariam diferente?

Façam o registro sobre a atividade na ficha da página 280.

chegue de forma adequada ao público. Oriente para que evitem a leitura literal do texto: o ideal é que usem a notícia como apoio e falem com naturalidade.

3. Prepare o ambiente da apresentação com cadeiras dispostas como auditório e, se possível, um espaço reservado como “palco”. Chame a atenção dos estudantes para a importância de ouvir e respeitar os colegas nos momentos da apresentação, o que fortalece a empatia e a colaboração em grupo.

4. Ao final, conduza a reflexão coletiva com as perguntas propostas. Registre as impressões da turma na lousa.

• Para realizar a avaliação, disponibilize a ficha que está na página 280 aos estudantes.

• Os estudantes terão a oportunidade de analisar a produção considerando os aspectos principais do gênero produzido. Avalie com a turma a importância do planejamento, do treinamento e do respeito aos colegas para a apresentação do telejornal.

PARA REVER O QUE APRENDI

1 Leia a tirinha.

3. Moramos do lado de fora de um prédio de apartamentos, que se chama Jatobá. Não na rua, como mendigos, mas também não dentro, como verdadeiros moradores.

Lambendo os pés, pensando muito, chegamos à conclusão de que somos (dois) gatos comunitários. É como se nós fôssemos uma praça: pertencemos a

• O que deu humor a essa tirinha?

O fato de Cebolinha ter passado a linha demarcatória do quadrinho ao pular do trampolim.

2 Leia o relato de um gato no trecho a seguir.

Moro do lado de fora de um prédio de apartamentos, que se chama Jatobá. Não na rua, como um mendigo, mas também não dentro, como um verdadeiro morador.

Lambendo o pé, pensando muito, cheguei à conclusão de que sou um gato comunitário.

É como se eu fosse uma praça: pertenço a todo mundo, e ao mesmo tempo não pertenço a ninguém.

[…] sou um gato bonito, tigrado, com cara de bola e orelhas pontudas, olhos verdes e focinho curto.

SUZUKI, Ana. Dancha Tamim. São Paulo: Paulinas, 1995. p. 7-9.

a) Em que pessoa do discurso é feito esse relato?

Na 1a pessoa do singular: eu.

atividades buscam fornecer informações diagnósticas sobre avanços e dificuldades individuais, permitindo que o professor faça intervenções pedagógicas de forma mais precisa.

Relembre os estudantes de que a narrativa das histórias em quadrinhos se desenvolve pela estrutura das vinhetas. Linhas contínuas, sólidas, envolvendo as imagens, indicam que a ação ocorre em um momento real, presente. Linhas pontilhadas indicam um fato passado ou sonho. Os sonhos também são representados com contornos ondulados. Além disso, é possível utilizar essa estrutura para formação de sentido, como ocorre na história em quadrinhos da personagem Babymouse, em Leitura.

b) Contorne no trecho os verbos que comprovam sua resposta.

3 Agora, reescreva o trecho no caderno como se dois gatos estivessem fazendo esse relato. Lembre-se de substituir o pronome eu pelo pronome nós. Faça as alterações necessárias.

todo mundo, e ao mesmo tempo não pertencemos a ninguém. [...] somos (dois) gatos bonitos, tigrados, com caras de bola e orelhas pontudas, olhos verdes e focinhos curtos.

OBJETIVOS

• Revisar aspectos gráficos de histórias em quadrinhos, como os diferentes balões e efeitos de sentido e as linhas demarcatórias.

• Identificar as diferenças na conjugação de verbos por meio da mudança da pessoa do discurso.

• Revisar aspectos relacionados à estrutura macrotextual da notícia.

• Revisar aspectos relacionados à ortografia das palavras no diminutivo e aumentativo.

• Identificar sílabas tônicas nas palavras e classificá-las quanto à posição delas.

PLANO DE AULA

Para rever o que aprendi

Esta seção tem como objetivo realizar uma avaliação dos conhecimentos desenvolvidos pelos estudantes ao longo da unidade, com vistas à consolidação e verificação do que foi aprendido, ao mesmo tempo que as

Atividade 1. Comente que o autor surpreende o leitor no final da história, com o rompimento do fio do quadrinho final, como se a personagem fosse cair do lado de fora do quadrinho.

Atividade 2. Como os estudantes ainda não estudaram relato, explique que esse gênero textual consiste em contar experiências vividas por indivíduos ou grupos. Ele costuma apresentar um narrador em 1a pessoa.

O objetivo é levar os estudantes a identificar o sujeito do verbo com base na análise do verbo conjugado.

Atividade 3. Instigue os estudantes primeiramente a conjugar todos os verbos que se referem ao gato na 1 a pessoa do plural e, só depois, reescrever o trecho do relato. Chame a atenção para a escrita dos verbos na 1a pessoa do plural.

SOUSA, Mauricio de. Almanaque do Cebolinha, São Paulo: Panini, n. 82, p. 82, 2008.
WANDSON ROCHA

PLANO DE AULA

Para rever o que aprendi

Atividade 4. Abra espaço para que os estudantes façam a leitura silenciosa da notícia. Em seguida, pergunte: “Na opinião de vocês, por que esse fato virou uma notícia?”, “A notícia foi publicada em um jornal impresso ou digital?”, “Como vocês descobriram?”. Espera-se que os estudantes concluam que o fato virou notícia por ser curioso, incomum, inusitado. É importante que a turma conclua que a notícia foi publicada em um site de notícia (CNN), levando em conta os créditos. Aproveite a oportunidade para retomar que as notícias, em um jornal impresso, são, geralmente, organizadas em mais de uma coluna e que em meios digitais são escritas em apenas uma.

Continue a exploração perguntando: “A fotografia que acompanha a notícia contribui para despertar o interesse em ler a notícia? Por quê?”. É provável que os estudantes concluam que sim, pois é uma imagem inusitada. “A imagem contribui para o entendimento da notícia?”. Espera-se que os estudantes concluam que sim, pois a imagem ajuda a compreender como se deu o “furto” descrito no título. Além disso, a imagem contribui para dar veracidade ao texto verbal.

Peça que os estudantes sublinhem, nas cores solicitadas, os trechos da notícia referentes à manchete, ao lide e à linha fina, relembrando a função de cada um deles.

Atividades 5 e 6. Estas atividades darão oportunidade aos estudantes de retomar a classificação das palavras quanto à posição da sílaba tônica e promoverá situações de ensino visando ao reconhecimento de unidades

4 Leia a notícia.

https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/video-cachorro-furta-bolo-de-padaria-e-viraliza-na-internet/

Vídeo: cachorro “furta” bolo de padaria e viraliza na internet

Situação inusitada foi flagrada por câmeras de segurança

Da CNN

19/10/2024 às 03:34

Cachorro “furta” bolo de padaria e viraliza na internet.

As câmeras de segurança de uma padaria em Goianésia (GO) flagraram uma cena curiosa: um cachorro “furtou” um bolo e saiu tranquilamente do estabelecimento. VD

O caso, que aconteceu na cidade a cerca de 177 km de Goiânia, viralizou nas redes sociais.

No momento do “crime”, havia poucas pessoas na padaria. Apenas uma cliente percebeu o “furto” e caiu na risada ao ver o cachorro deixando o local com o bolo na boca.

VÍDEO: cachorro “furta” bolo de padaria e viraliza na internet. CNN, 19 out. 2024. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/video-cachorro-furta-bolo -de-padaria-e-viraliza-na-internet/. Acesso em: 18 ago. 2025.

• Sublinhe os trechos da notícia de acordo com a legenda.

Título  Lide  Linha fina AZ LR

fonológicas. É importante chamar a atenção dos estudantes mais uma vez para o fato de que toda palavra com mais de uma sílaba possui uma delas pronunciada com mais intensidade. Essa sílaba é chamada sílaba tônica.

Também é fundamental que a turma perceba que só pode haver uma sílaba tônica por palavra e que ela se encontra sempre em uma das três últimas sílabas. Além disso, a posição da sílaba tônica determina se a palavra será oxítona (quando a sílaba tônica é a última), paroxítona (quando a sílaba tônica é a

penúltima) ou proparoxítona (quando a sílaba tônica é a antepenúltima). É importante que os estudantes assimilem este conteúdo, uma vez que é a base para as regras de acentuação gráfica das palavras.

Atividade 7. Aproveite a oportunidade para chamar a atenção dos estudantes para o fato de a palavra nó perder o acento. Leve-os a perceber que a palavra nó é um monossílabo tônico e a palavra nozinho é uma paroxítona. São outros exemplos: pó – pozinho / pé – pezinho.

5 Copie da notícia uma palavra de acordo com cada classificação. Depois, marque a posição da sílaba tônica nas palavras.

a) Paroxítonas:

Resposta pessoal. Sugestão de resposta: cachorro, cena, bolo, padaria.

última X  penúltima  antepenúltima

b) Proparoxítonas: câmeras.

última penúltima X antepenúltima

6 Contorne a sílaba tônica desta palavra: sociais.

• De acordo com a posição da sílaba tônica, essa palavra é: X oxítona. paroxítona. proparoxítona

7 Escreva o diminutivo das palavras indicadas nos quadros. Depois, complete as justificativas para o uso das letras s ou z para a formação dos diminutivos.

Palavra

Diminutivo cão cãozinho

lugar lugarzinho nó nozinho

• O diminutivo é escrito com a letra z porque a última sílaba da palavra primitiva não começa com s

Palavra

Diminutivo

mesa mesinha

vaso vasinho

casa casinha

• O diminutivo é escrito com a letra s porque a última sílaba da palavra primitiva começa com s.

Observando para avançar

Esta proposta de avaliação pode servir como parâmetro de análise para verificar o nível de aprendizagem dos estudantes nos eixos de leitura e escrita. Para isso, use as informações a seguir, que estabelecem uma relação entre os indicadores a serem avaliados e os resultados observados, cada um deles indicativo de um nível de aprendizagem (defasagem, intermediário e adequado).

Indicador avaliado: Gênero notícia – Estrutura textual.

• Defasagem: Não reconhece o gênero notícia e a estrutura do texto.

• Intermediário: Reconhece o gênero notícia e a estrutura do texto com algum apoio.

• Adequado: Identifica corretamente o gênero notícia e a estrutura do texto.

Eixo Escrita

Indicador avaliado: Classificação das palavras quanto à sílaba tônica.

• Defasagem: Não consegue ordenar sílabas e classificar as palavras quanto à tonicidade.

• Intermediário: Ordena algumas sílabas e classifica as palavras quanto à tonicidade com ajuda.

• Adequado: Ordena as sílabas e classifica as palavras corretamente quanto à tonicidade.

Indicador avaliado: Concordância verbal.

• Defasagem: Não relaciona pessoa e verbo, não estabelece a correta concordância verbal.

• Intermediário: Relaciona pessoa e verbo, estabelece concordância verbal com alguns erros.

• Adequado: Relaciona pessoa e verbo, estabelecendo a correta concordância verbal.

Eixo Leitura

Indicador avaliado: Gênero HQ e usos de recursos gráficos expressivos.

• Defasagem: Não reconhece o gênero HQ e os usos de recursos gráficos expressivos.

• Intermediário: Reconhece o gênero HQ e os usos de recursos gráficos expressivos com apoio.

• Adequado: Reconhece com segurança o gênero HQ e os usos de recursos gráficos expressivos. 147

PLANEJAMENTO E ROTINA

Conteúdo

• Poema

• Palavras terminadas em -esa ou -eza

• Conto

• Poema visual

• Valorização dos povos originários

• Acentuação de paroxítonas

• Palavras com lh ou li

• Produção de poema visual

• Texto instrucional

• Linguagem formal e informal

• Palavras terminadas em -ram ou -rão

• Conto

• Encontro vocálico e redução de ditongos na oralidade

• Notícia

• Palavras terminadas em -agem, -igem ou -ugem

• Pronomes pessoais retos e oblíquos

• Criação de receita de slime.

Objetivos

• Indicados no início de cada seção.

BNCC

Competências

específicas de Língua Portuguesa

1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 9

Habilidades:

EF15LP01, EF15LP02, EF15LP03, EF15LP04, EF15LP05, EF15LP06, EF15LP07, EF15LP10, EF15LP12, EF15LP17, EF15LP18, EF35LP03, EF35LP04, EF35LP05, EF35LP06, EF35LP07, EF35LP08, EF35LP14, EF35LP19, EF35LP23, EF35LP27, EF35LP28, EF35LP31, EF04LP02, EF04LP03, EF04LP04, EF04LP05, EF04LP06, EF04LP07, EF04LP08, EF04LP10, EF04LP11, EF04LP12, EF04LP13, EF04LP14, EF04LP19, EF04LP24, EF04LP26

UNIDADE

POESIA NO CORAÇÃO, INSTRUÇÃO NA MÃO 3

Organize-se

• p. 157, 158, 159 – Cartolina ou papel Kraft e canetões coloridos.

• p. 176, 177 – Projetor para reprodução de imagem e vídeo.

• p. 181 – Dicionário.

1 O professor vai falar uma palavra em voz alta e cada estudante deve dizer outra palavra que rime com ela. Se rimar com a palavra que o professor disse, bata palmas duas vezes! Se não rimar, estale os dedos!

2 Junte as sílabas e descubra qual palavra elas formam. Depois, diga se essa palavra combina mais com um poema ou com uma instrução.

RI +  MA = rima

X Poema

PLANO DE AULA

Instrução

RE +  CEI +  TA = receita

Poema

X Instrução

3 Imagine que você vai ensinar alguém a ter um dia incrível na escola. Escreva duas instruções bem divertidas.

Respostas pessoais. As respostas são sugestões.

Comece o dia com um sorriso no rosto.

Nunca se esqueça de espalhar gentileza no recreio!

149

INTRODUÇÃO À UNIDADE

Nesta unidade, os estudantes terão contato com diferentes manifestações do texto poético, incluindo o poema visual, o que possibilitará a apreciação de recursos sonoros, gráficos e visuais que ampliam os efeitos de sentido da linguagem literária. Além disso, serão trabalhados aspectos linguísticos importantes para o avanço na leitura e na escrita, como o uso dos pronomes pessoais retos e oblíquos, a acentuação de palavras paroxítonas, o emprego das terminações –ram e –rão, a ortografia de palavras com lh ou li e de palavras terminadas

29/09/25 19:47

em –esa/–eza e –agem/–igem/–ugem, bem como a observação de encontros vocálicos que sofrem redução de ditongos na oralidade.

A unidade também propõe a leitura e produção de textos instrucionais, favorecendo a compreensão de sua função social e de suas características formais. Assim, integra-se o trabalho com gêneros textuais, práticas de leitura, oralidade e análise linguística, promovendo o desenvolvimento de competências leitoras e escritoras de modo articulado e contextualizado.

Apresente a imagem e incentive a turma a observar personagens, utensílios, letras e cores. Destaque o personagem vestido de chef com nariz de palhaço e as palavras que compõem o cenário ( poema e instrução ). Pergunte: “Qual receita vocês imaginam que essas personagens estão preparando?”; “Quais pistas aparecem na imagem?”; “Dá para usar uma receita para escrever?”. Comente que não existe receita para escrever, mas técnicas que ajudam a expressar ideias com criatividade e fluência.

Atividade 1. Proponha um jogo de rimas conforme o enunciado. Comece com palavras simples (coração, carinho, saudade) e aos poucos aumente a dificuldade, incentivando a participação da turma.

Atividade 2. Defina com a turma o que é poema e instrução, registrando na lousa antes de iniciar o exercício.

Atividade 3. Compartilhe suas instruções para um dia incrível (sorrir, ser gentil, demonstrar respeito). Em seguida, peça que os estudantes sugiram as deles, registre e exponha no mural como compromisso da turma.

Inclusão e equidade

Esteja atento a barreiras físicas ou comunicacionais que possam dificultar a participação de todos os estudantes. Acolha as falas dos mais tímidos, para que sintam que fazem parte desse momento de interação.

OBJETIVOS

• Identificar palavras oxítonas e aplicar regras de acentuação.

• Reconhecer formas verbais no pretérito perfeito do indicativo.

• Diferenciar o uso de prefixos des- e dez-.

• Empregar s e z na grafia de palavras.

• Formar palavras derivadas com base em palavras de origem.

• Diagnosticar conhecimentos prévios.

PLANO DE AULA

Para começar

Esta seção tem caráter diagnóstico e busca verificar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre conteúdos já estudados. Os resultados apoiarão o professor na definição de intervenções e na identificação de grupos que necessitam de maior atenção.

Atividade 1. Inicie a atividade conversando com os estudantes sobre a importância da valorização dos povos indígenas e quilombolas. Leia então o texto em voz alta e pergunte se os estudantes conhecem um apito de taboca. Peça então que reescrevam o texto, observando a concordância verbal. Solicite que um estudante faça a leitura do texto final. Aproveite a oportunidade para circular entre as carteiras e verificar a pega trípode do lápis e a postura na hora da escrita. Nessa fase é comum que tenham adotado vícios de postura e manuseio do lápis que ainda podem ser corrigidos.

Atividade 2. Converse sobre as maneiras mais adequadas de se reportar aos povos indígenas. Destaque a diversidade de etnias

PARA COMEÇAR

Respostas pessoais. A resposta está no texto que os estudantes lerão a seguir.

1 Você sabe o que é taboca? Se sim, comente com os colegas.

• Leia um texto que fala sobre como os povos do Médio Xingu fazem um apito de taboca.

Apito de taboca

[...] Percival, menino quilombola de Porto de Moz, faz apito de taboca, bambu fino e fácil de achar por aquelas bandas. Com o facão sempre em punho, ele corta pouco mais de um palmo de taboca, faz um pequeno furo próximo da junta do bambu, e está pronto o apito. É só soprar ou dedilhar como flauta, assim nos mostrou o menino.

ROMEU, Gabriela. Lá no meu quintal: o brincar de meninas e meninos de Norte a Sul. São Paulo: Peirópolis, 2019. p. 28.

• Agora, reescreva o texto, começando assim:

Percival e seu irmão, meninos quilombolas de Porto de Moz, fazem apito de

taboca, bambu fino e fácil de achar por aquelas bandas. Com o facão sempre em punho, eles cortam pouco mais de um palmo de taboca, fazem um pequeno furo próximo da junta do bambu, e está pronto o apito. É só soprar ou dedilhar como flauta, assim nos mostraram os meninos.

2 Leia este trecho de uma letra de canção, que apresenta nomes de diferentes etnias indígenas.

Chegança

Sou Pataxó, Sou Xavante e Cariri, Yanomami, sou Tupi, Guarani, sou Carajá, Sou Pankararu, Carijó, Tupinajé, Potiguara, sou Caeté, Fulni-ô, Tupinambá.

Indígena potiguara.

NÓBREGA, Antônio. Chegança. Compositores: Antônio Nóbrega e Wilson Freire. In: MADEIRA que cupim não rói. São Paulo: Estúdios Eldorado, 1997. 1 CD, faixa 3.

indígenas no Brasil, evidenciando que nossa cultura é formada por muitos povos, cada um com sua língua, sua história, seus costumes e suas tradições. Ao ler e discutir o poema, é importante valorizar essa pluralidade, mostrando aos estudantes que os povos indígenas não formam um grupo único e homogêneo, mas uma ampla rede de comunidades com modos de vida distintos, que contribuem de maneira significativa para a identidade e a riqueza cultural do país.

Sugestão para os estudantes

CHEGANÇA. Publicado por: Márcio Coelho e Ana Favaretto. 2020. 1 vídeo (ca. 2 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch? v=t4Bp_iQ5Jko. Acesso em: 24 set. 2025. Essa canção recria, em ritmo vibrante, o folguedo popular da chegança — auto dramático brasileiro de origem luso-ibérica que combina canto, dança e encenação de aventuras marítimas.

a) Sublinhe na letra da canção as palavras oxítonas.

b) Essas palavras são oxítonas porque a sílaba tônica é:

X a última.     a penúltima.     a antepenúltima.

c) Na letra da canção, algumas palavras oxítonas receberam acento porque:

X terminam em o(s), a(s), e(s).

terminam em vogal.

todas as palavras oxítonas são acentuadas.

3. b) Com u no final, pois os verbos que expressam tempo passado e se referem a substantivos ou a pronomes no singular terminam com u, e não com l É importante que os estudantes percebam que os verbos usados para completar a fábula devem transmitir a ideia de que os fatos já aconteceram e se referem ao substantivo cão (ele), que está no singular.

d) Explique por que as palavras também e parabéns são acentuadas.

Porque palavras oxítonas terminadas em -em e -ens são acentuadas.

3 Leia a fábula e complete-a com os verbos do quadro, de forma que eles combinem com a história.

perder • ver • abrir • cair • começar

O cão e o osso

Um dia, um cão ia atravessando uma ponte, carregando um osso na boca. Olhando para baixo, viu sua própria imagem refletida na água.

Pensando ver outro cão, desejou logo o osso dele e começou a latir.

Mal, porém, abriu a boca, seu próprio osso caiu na água e se perdeu para sempre

Moral: Mais vale um pássaro na mão que dois voando.

ABREU, Ana Rosa et al Alfabetização: livro do aluno. Brasília, DF: Fundescola: SEF: MEC, 2000. v. 3. n. 2. p. 128.

a) O que você entendeu da moral da fábula?

b) Você escreveu os verbos com l ou u no final? Por quê?

3. a) Espera-se que os estudantes concluam que a fábula ensina que se deve valorizar aquilo que já se tem em vez de querer tudo para si.

Texto de apoio

Atividade 2. a , b e c) As atividades retomam os conceitos de divisão silábica e tonicidade das palavras oxítonas, propiciando situações de ensino e atividades que visam ao reconhecimento de unidades fonológicas. Anote na lousa as palavras oxítonas destacadas pelos estudantes, realce a sílaba tônica e peça que determinem a regra de acentuação para os diferentes casos: palavras oxítonas terminadas em o , a, e; oxítonas terminadas em -em e -ens são acentuadas.

Atividade 3. Essa atividade possibilita avaliar a fluência leitora dos estudantes, a compreensão global do texto e o reconhecimento da forma correta de grafar verbos no passado, na terceira pessoa do singular. Recomenda-se realizar a leitura da fábula de forma compartilhada, convidando estudantes voluntários para lerem trechos em voz alta. Analise aspectos como entonação, ritmo, pontuação e segurança na leitura. Esse momento é valioso para observar quais estudantes já apresentam autonomia e quais ainda necessitam de apoio para avançar em fluência.

Após a leitura, oriente-os a completar a fábula com os verbos do quadro, retomando a atenção para o substantivo cão. Explique que, por se tratar da terceira pessoa do singular e de fatos já ocorridos, os verbos devem terminar em u e não em l

19:47

Em termos gerais, “avaliação” é um substantivo feminino que se refere ao ato de avaliar. Para sua definição, dicionários trazem os verbetes “avaliação” (ato de avaliar, valor determinado por peritos, apreciação; estima) e “avaliar” (determinar o valor de; compreender, apreciar, prezar, conhecer o valor). Quem avalia o faz em relação a “alguma coisa” ou a “alguém” (um verbo transitivo).

Na perspectiva da educação, “avaliação” é um termo que abrange qualquer atividade em que a evidência de aprendizagem é recolhida de forma planejada e sistemática, sendo utilizada para emitir um juízo sobre a aprendizagem. É importante, porém, considerar que este juízo deve servir a alguma finalidade e, no contexto educacional, as várias finalidades possíveis deveriam ter o propósito do incremento do aprendizado e do aperfeiçoamento do processo educacional.

PANÚNCIO-PINTO, Maria Paula; TRONCON, Luiz Ernesto de Almeida. Avaliação do estudante: aspectos gerais. Revista de Medicina de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto, v. 38, n. 1, p. 51-56, jan./mar. 2005. Disponível em: https://revistas.usp.br/rmrp/article/view/86684/89705. Acesso em: 11 ago. 2025.

PLANO DE AULA

Para começar

O objetivo das atividades é avaliar a compreensão dos estudantes sobre a grafia de palavras que têm a letra z ou s , de modo que percebam que, nos casos apresentados, as palavras com z estão relacionadas a numerais que apresentam a grafia do numeral dez em sua composição, enquanto as demais palavras devem ser registradas com s. Avalie, também, se os estudantes percebem que, em algumas palavras, o prefixo des- dá a ideia de negação, oposição.

Atividade 4. Peça que diferentes estudantes leiam as frases completando-as. Observe a fluência oral.

Atividade 5. Leia as alternativas, pergunte quais são as corretas e peça que justifiquem por que uma delas apresenta um conceito errado.

4 Complete as frases com as palavras do quadro.

dezoito • desenho • dezembro • desclassificado

a) Clarissa fez um lindo desenho de flor para sua avó.

b) Caso não chegue a tempo à corrida, o candidato será desclassificado

c) O aniversário de Arnaldo é dia dezoito de maio.

d) Dezembro é o último mês do ano.

5 Sobre o emprego das palavras iniciadas por des- ou dez, assinale as opções corretas.

X Palavras iniciadas por dez têm em sua composição o numeral dez.

Palavras iniciadas por dez expressam o antônimo do numeral dez.

Atividade 6. Em voz alta, leia cada palavra do exercício, fazendo uma pausa estratégica para que os estudantes indiquem se ela deve ser completada com -des ou -dez. Anote as palavras corretamente na lousa à medida que forem sendo identificadas e utilize este momento para promover a autocorreção pelos estudantes, estimulando que percebam e corrijam seus próprios erros. É importante que os estudantes desenvolvam autonomia para correção. Explique a importância de manter as atividades em ordem e corrigidas. Sugestão para o professor

X Palavras iniciadas por des- geralmente expressam o antônimo de outra palavra.

6 Complete as palavras com des- ou dez. des classificado des abafar dez enove des afio des alinhar dez essete des afinar des alojar dez ena des afiar

WEISZ, Isabel Cristina. Desenvolvimento socioemocional: uma abordagem da Psicologia e das neurociências para identificação e manejo das emoções dos educandos. Revista Educação Pública, Rio de Janeiro, v. 23, n. 34, 5 set. 2023. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj. edu.br/artigos/23/34/desenvolvimento-socioemocional-uma-abordagem-da-psicologia-e-das -neurociencias-para-identificacao-e-manejo-das-emocoes-dos-educandos. Acesso em: 24 set. 2025. O artigo apresenta fundamentos da psicologia e das neurociências para compreender o desenvolvimento socioemocional, destacando a importância de identificar e manejar as emoções dos estudantes.

Observando para avançar

7 Copie as palavras dos quadros. Substitua a por s ou z.

aviso avi ado

aviso avisado

azul

miséria miserável

vasilha va ilhame miséria mi erável

vasilha

vasilhame

azul a ulado parafuso parafu ado

Esta proposta de avaliação pode servir como parâmetro de análise para verificar o nível de aprendizagem dos estudantes nos eixos de leitura e escrita. Para isso, use as informações a seguir, que estabelecem uma relação entre os indicadores a serem avaliados e os resultados observados, cada um deles indicativo de um nível de aprendizagem (defasagem, intermediário e adequado).

Eixo Leitura

batizar bati ado

batizar batizado

azulado parafuso parafusado

8 Escreva palavras derivadas.

Palavra de origem

casa

rosa

lápis

As respostas são sugestões.

Palavra derivada

casinha, casebre

roseira, rosado

lapiseira

vizinho vizinhança cozinha cozinheiro

Atividade 7. Leia as palavras e estabeleça um intervalo para que os estudantes as completem. Depois, anote as palavras na lousa destacando a grafia correta. Retome a regra gramatical, demonstrando a regularidade: a palavra derivada mantém o s ou z conforme a palavra primitiva que a originou.

Atividade 8. A atividade funciona como exercício de fixação e ampliação de vocabulário. Anote o quadro na lousa e seja o escriba, registrando as palavras derivadas sugeridas pelos estudantes.

Indicador Avaliado: Leitura oral.

• Defasagem: Não reconhece a maioria das palavras; hesita ou omite.

• Intermediário: Reconhece palavras conhecidas, mas com pausas e trocas.

• Adequado: Lê com fluência e entonação, mesmo que lentamente.

Indicador Avaliado: Compreensão leitora.

• Defasagem: Responde de forma vaga ou irrelevante.

• Intermediário: Responde parcialmente ou com apoio.

• Adequado: Responde de forma clara e pertinente.

Eixo Escrita

153

153

29/09/25 19:47

Indicador Avaliado: Domínio do uso de s ou z

• Defasagem: Confunde ou não identifica os grafemas e fonemas.

• Intermediário: Identifica grafemas e fonemas com ajuda ou parcialmente.

• Adequado: Identifica e nomeia os grafemas e fonemas com segurança e emprega corretamente s ou z.

OBJETIVOS

• Ler e interpretar poemas.

• Identificar as características do gênero textual poema e seus contextos de produção.

• Reconhecer a finalidade do gênero textual poema.

• Compreender os elementos que compõem um poema: versos, estrofes, rimas, disposição gráfica, palavras e expressões, jogos de sentido e eu lírico.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 1. Pergunte aos estudantes se já participaram de um acampamento. Possibilite que descrevam suas experiências. Peça que comentem sobre como a comida era produzida. Provavelmente, alguns tenham participado de acampamentos com instituições ou locais de turismo com infraestrutura mais adequada. Chame a atenção para a ilustração e peça que descrevam o ambiente desse acampamento e o que o personagem parece estar fazendo.

Antes da leitura do poema, peça aos estudantes que leiam o título Cozinhando no acampamento: a sopa de pedra e levantem hipóteses para o tema que será abordado. Deixe uma questão em aberto: “É possível fazer uma sopa de pedras?”. Retome a ideia ao final da leitura.

Leia o poema em voz alta, pedindo que prestem atenção à sonoridade e ao ritmo. Comente que, quanto à estrutura, os poemas geralmente são escritos em versos (suas linhas) e estrofes (o conjunto de versos). Podem se diferenciar quanto à métrica (contagem de sílabas poéticas de cada verso), às rimas e aos temas.

1 O ENCANTO DA POESIA

LEITURA Poema

1 De que você acha que um poema com este título pode tratar? Comente com os colegas.

Resposta pessoal.

• Agora, leia o poema.

Cozinhando no acampamento: a sopa de pedra

A boa sopa de pedra tem receita bem guardada. Pode levar muita coisa, pode conter quase nada.

Não sei se foi Macunaíma ou o Pedro Malasartes quem me ensinou os macetes de fazê-la em qualquer parte.

Precisa de água, panela e uma pedra lavada. Cebola e sal já ajudam pra poder dar a largada.

Durante a leitura, peça aos estudantes que comentem os sentidos gerados pelo uso das palavras nos versos de algumas estrofes. Demonstre que as palavras não foram escolhidas ao acaso, mas para fazer uso da linguagem poética.

• 1a estrofe: destaque a construção da ideia contrária, presente nos versos “levar muita coisa”, “conter quase nada” — comente como a construção colabora com o sentido do texto.

Macete: maneira criativa para alcançar um objetivo ou contornar uma dificuldade.

• 2a estrofe: apresente aos estudantes os personagens Macunaíma e Malasartes, falando sobre a característica de representarem pessoas que conhecem muitos macetes (explore também o significado da palavra).

• 3a estrofe: destaque as rimas, demonstrando como colaboram para o ritmo e a sonoridade do poema.

Se alguém passar por perto, peça um ingrediente Assim todos colaboram e fica o gosto diferente.

Passe barraca a barraca pedindo ajuda, auxílio, de cubinho de tempero até salgadinho de milho.

A sopa vai ficar gostosa, e tudo acabará muito bem. Mas nada de comer a pedra! Guarde pra sopa que vem

SANTOS, José. Poesia na cozinha. São Paulo: Rota Imaginária, 2022. Não paginado.

QUEM É?

José Santos escreve livros para crianças e jovens e já publicou mais de 50 obras. Foi finalista do Prêmio Jabuti três vezes, um dos prêmios literários mais importantes do Brasil. Além disso, ele é coordenador e criador de dois projetos literários, Escolas que se Abraçam e Viajante das Palavras, que ajudam crianças a se apaixonar pela leitura.

a) Conte aos colegas suas impressões sobre o poema.

b) A sopa é feita de pedra? Como é feita essa sopa?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes tenham percebido que a pedra é apenas pretexto para conseguir os outros ingredientes. A sopa é feita com a colaboração das pessoas do acampamento, que levam os ingredientes.

c) Segundo o poema, o que torna a sopa de pedra especial?

É feita apenas com água e sal.

É feita com ingredientes secretos e caros.

X Cada pessoa contribui com um ingrediente, tornando a sopa diferente.

d) Por que o autor diz que a pedra deve ser guardada no final?

Porque será utilizada em outra sopa para atrair as pessoas e conseguir os ingredientes.

• 4a estrofe: explore a ideia de que a sopa terá a colaboração de muitas pessoas e converse com a turma sobre como é possível interpretar os versos: “Assim todos colaboram/ E fica o gosto diferente.” Pergunte: “O que seria o gosto diferente?”; “Se menos pessoas colaborarem haverá prejuízo para a receita?”.

• 5a estrofe: prossiga destacando as rimas e repetições que colaboram para o ritmo — barraca a barraca, milho/auxílio.

• 6a estrofe: incentive os estudantes a perceber qual o humor presente no último verso. Relacione-o ao título do poema. Pergunte: “A sopa sugerida pelo eu lírico é realmente uma sopa de pedra?”. Ouça as respostas e incentive os comentários e as interpretações, sempre buscando fazer a mediação para o aprofundamento da interpretação do texto.

Após a leitura, abra espaço para que os estudantes expressem as sensações que tiveram durante a leitura do poema. Aproveite a correção para verificar a fixação da interpretação feita durante os comentários sobre as estrofes. Neste momento, os estudantes podem ampliar as perspectivas de interpretação do texto de acordo com suas vivências. Peça sempre que justifiquem suas escolhas, exercício importante para avaliar a compreensão do texto. Os poemas permitem uma leitura agradável e lúdica, portanto, explore as possibilidades espontâneas de interação trazidas pela turma. Comente que, embora a história pareça apenas engraçada, pode nos levar a refletir como o trabalho em conjunto é capaz de gerar excelentes resultados para todo o grupo. Cada elemento da sopa dado por alguém contribui para um resultado que pode ser compartilhado.

Competências socioemocionais

Autoconsciência e habilidades de relacionamento

As atividades de compreensão e interpretação do poema permitem a reflexão sobre o trabalho em equipe e a resolução colaborativa de problemas.

29/09/25 19:47

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 2. Oriente a leitura em voz alta de modo que os estudantes consigam identificar que as rimas podem ser internas.

Atividade 3. Trabalhe a definição de eu lírico. Traga exemplos de outros poemas e músicas simples, diferenciando o autor do eu lírico, como textos em que a voz que fala é de uma criança e o autor é adulto. Comente com os estudantes que, ao lermos um poema, imaginamos a voz de quem nos fala. Nos poemas, essa voz é chamada de eu lírico. Ressalte que o eu lírico não é o poeta, uma vez que este é quem produz o poema. O eu lírico expressa sentimentos que nem sempre o poeta sentiu, o que significa que as ideias, as emoções e as sensações presentes nesse gênero literário não são necessariamente do autor. O autor cria uma espécie de “personagem” para expor esses sentimentos. Para estudantes neurodivergentes, esse tipo de abstração pode ser bastante complexo. Apresentar a biografia e a fotografia de diferentes poetas pode auxiliar a tornar mais concreta a informação.

Sugestão para os estudantes

BANDEIRA, Pedro. Malasaventuras. São Paulo: Moderna, 2005.

Pedro Malasartes usa sua inteligência para sair de situações difíceis, muitas vezes pregando peças nos poderosos e vingando injustiças. Em Malasaventuras, o autor Pedro Bandeira conta seis aventuras protagonizadas por esse personagem e por meio de versos divertidos e envolventes.

e) Sublinhe as palavras que rimam nas estrofes do poema. Use uma cor diferente para cada estrofe.

f) Esse poema tem 6 estrofes e 24 versos.

Cada linha do poema é chamada verso . Um conjunto de versos é chamado estrofe

g) As rimas desse poema aparecem:

no meio dos versos. X no final dos versos.

Rima é a repetição de sons idênticos ou semelhantes no final de palavras ou em sílabas poéticas. As rimas aparecem com mais frequência no final de versos e são chamadas rimas externas

2 Agora, leia o poema. A lua

A lua pinta a rua de prata

E na mata a lua parece

Um biscoito de nata.

Quem será que esqueceu

A lua acesa no céu?

MURRAY, Roseana. Poesia fora da estante Porto Alegre: Projeto, 1996. p. 78.

As rimas desse poema aparecem:

X no meio dos versos. no final dos versos.

Em alguns poemas, as rimas aparecem dentro dos versos. São as chamadas rimas internas

3 Ao ler um poema, podemos imaginar a voz de alguém que fala conosco.

Esse alguém é chamado eu lírico.

• Quem aprendeu a receita da sopa: o poeta ou o eu lírico? Justifique.

O eu lírico. Espera-se que os estudantes cheguem à conclusão de que o poeta é quem

escreve o poema e é ele o criador do eu lírico.

Texto de apoio

O poema

Texto literário, geralmente escrito em verso [...], as linhas curtas e os agrupamentos em estrofe dão relevância aos espaços em branco; [...] nos prepara para sermos introduzidos nos misteriosos labirintos da linguagem figurada. Pede uma leitura em voz alta, para captar o ritmo dos versos [...] pretende extrair a significação dos recursos estilísticos empregados pelo poeta, quer seja para expressar seus sentimentos, suas emoções, sua versão da realidade, ou para criar atmosferas de mistério de surrealismo, relatar epopeias (como nos romances tradicionais), ou, ainda, para apresentar ensinamentos morais (como nas fábulas). [...]

KAUFMAN, Ana Maria; RODRIGUEZ, Maria Elena. Escola, leitura e produção de textos Porto Alegre: Artes Médicas, 1995. p. 23.

COM QUE LETRA?

1 Leia o poema. Baticum

EMBAÚBA

BAOBÁ

MANGABEIRA

JATOBÁ

AROEIRA

Palavras

terminadas

em -esa ou -eza

Leve para os estudantes a definição da palavra baticum. Após a leitura da definição, pergunte-lhes se o título tem relação com o significado. baticum substantivo masculino [Brasil] Barulho de palmas e sapateados, como nos batuques. [...]

BATICUM. In: DICIO: dicionário on-line de português. c2025. Disponível em: https://www.dicio. com.br/baticum/. Acesso em: 24 set. 2025.

Resposta pessoal.

Instigue os estudantes a perceber que a sonoridade gerada pelos nomes das árvores lembra um batuque. É provável que o título do poema tenha sido escolhido em razão disso.

TAPIÁ

OLIVEIRA

JERIBÁ

Só o nome dessas árvores dá beleza dá cadência dá leveza dá balanço dá vontade de sambar.

SORRENTI, Neusa. Poemas empoleirados no fio do tempo Belo Horizonte: Autêntica, 2013. p. 53.

• Em sua opinião, existe relação entre o título e a sonoridade do poema? Explique.

2 Escreva duas palavras do poema terminadas em -eza

Beleza e leveza.

• Essas palavras são: X substantivos.  adjetivos.

3 Observe como se formam as palavras que você escreveu.

palavra de origem palavra de origem belo beleza leve leveza

• As palavras belo e leve são adjetivos

OBJETIVOS

• Identificar a regularidade ortográfica referente à escrita de palavras terminadas em -esa ou -eza

• Utilizar corretamente as regras ortográficas para a escrita de palavras terminadas em -esa ou -eza

• Compreender a importância de revisar a escrita de palavras.

PLANO DE AULA

Com que letra?

29/09/25 19:47

Atividade 1. Solicite a leitura silenciosa do poema. Depois, leia-o em voz alta, com entonação e ritmo adequados, de forma a enfatizar a sonoridade provocada pela repetição de palavras que apresentam o som /b/ . Em seguida, organize a leitura em coro. Peça aos estudantes que marquem a cadência com o bater de palmas para que percebam o ritmo do poema.

Atividade 2. Oriente os estudantes a identificar as palavras e explore o sentido delas, de modo que percebam que são palavras que nomeiam características. Atividade 3. Chame a atenção para o fato de as palavras primitivas serem adjetivos e as derivadas serem substantivos, ressaltando que as palavras primitivas estão dentro das palavras derivadas. Elabore com a turma um cartaz com a seguinte regra: substantivos terminados em -eza, derivados de adjetivos, são escritos com z.

Sugestão para o professor

BERRIEL, Suzana de Morais. Poesias musicadas : relato de experiência de musicalização infantil por meio de palavras geradoras. Rio de Janeiro: Educação Pública–CECIERJ, 6 ago. 2025. Disponível em: https://edu cacaopublica.cecierj.edu.br/ artigos/25/29/poesias-mu sicadas-relato-de-experien cia-de-musicalizacao-infan til-por-meio-de-palavras-ge radoras. Acesso em: 24 set. 2025. Relato de experiência que mostra como a musicalização infantil pode ser desenvolvida por meio de palavras geradoras, unindo criação poética e prática musical.

PLANO DE AULA

Com que letra?

Atividade 4. Oriente os estudantes a refletir sobre a grafia dos substantivos formados, principalmente no que diz respeito à palavra gentileza, em que foi necessário adicionar a letra e.

Dê um tempo adequado para que os estudantes componham as frases. Depois, peça-lhes que leiam as frases em voz alta e que compartilhem com o colega que está mais próximo para que verifiquem a grafia das palavras.

Atividade 5. Chame a atenção da turma para o fato de que adicionaram o sufixo -eza, que é escrito com a letra z e não com a letra s

Será interessante redigir a regra ortográfica em uma folha de papel Kraft e afixá-la em um local visível da sala de aula para que os estudantes possam consultá-la.

Atividade 6. Nesta atividade, os estudantes irão identificar e diferenciar, nas palavras terminadas com -esa , aquelas que indicam lugar de origem e as que indicam título de nobreza. O objetivo é oportunizar o contato com o sufixo -esa , chamando a atenção dos estudantes para a diferença entre a grafia entre os sons representados pelos sufixos -esa e -eza, que se pronunciam da mesma forma.

Observando para avançar

A fim de averiguar se os estudantes se recordam do que seja o substantivo e o adjetivo, proponha esta avaliação. Se você perceber que há estudantes com dificuldades de identificar esses conteúdos, sugere-se que sejam aplicadas mais atividades para que as dúvidas sejam sanadas definitivamente.

4 Use adjetivos e substantivos para completar o quadro, fazendo a correspondência. Observe o exemplo.

Adjetivos

Substantivos

belo beleza

gentil gentileza triste tristeza

limpo limpeza

nobre nobreza

• Escolha um adjetivo e um substantivo do quadro e forme uma frase com cada um.

Resposta pessoal. Sugestão de resposta: A beleza está nos olhos de cada um.

Ser gentil é sempre o melhor caminho.

5 O que você acrescentou aos adjetivos para transformá-los em substantivos?

Espera-se que os estudantes respondam que acrescentaram a terminação -eza

• Agora, complete a frase a seguir com s ou z

Substantivos terminados em -eza , derivados de adjetivos, são escritos com Z .

6 Contorne as palavras que indicam lugar de origem e sublinhe as palavras que indicam título de nobreza.

Sonhei que era uma princesa tailandesa. E, para o baile do reino, convidei princesas de várias nacionalidades: holandesa, libanesa, portuguesa, japonesa, chinesa, sudanesa... Cada uma com sua beleza! Dei título de nobreza a todas as minhas amigas, que viraram marquesas, duquesas e baronesas!

Proponha a leitura de um conto conhecido da turma. Peça aos estudantes que, oralmente, deem exemplos de substantivos e adjetivos retirados do conto lido. Individualmente, peça que voltem ao texto lido e que busquem três substantivos e três adjetivos e registrem no caderno. Promova a correção coletiva. Essa é uma excelente maneira de verificar o aprendizado dos estudantes, além de proporcionar a eles uma forma de esclarecer dúvidas sem sentir vergonha ou receio.

7 As palavras que indicam lugar de origem são: verbos.      substantivos.     X  adjetivos.

a) Elas são escritas com:

X -esa -eza

b) Essas palavras estão: no masculino. X no feminino.

• Agora, complete a frase.

Adjetivos no feminino que indicam lugar de origem são escritos com -esa

8 As palavras que indicam título de nobreza são: verbos. substantivos. X adjetivos.

a) Elas são escritas com:

X -esa. -eza.

b) Essas palavras estão: no masculino. X no feminino.

• Agora, complete a frase. 159

Substantivos no feminino que indicam título de nobreza são escritos com -esa

Articulação com Geografia

Atividades 7 e 8. As atividades sistematizam as regularidades ortográficas das palavras terminadas em -esa e -eza. Veja a seguir algumas dicas para facilitar a memorização do uso desses sufixos.

• Escrevem-se com -ês/-esa os adjetivos pátrios: francês – francesa, chinês – chinesa, português – portuguesa.

• Quando temos o feminino de alguns substantivos e adjetivos que indicam pessoas, usamos o sufixo -esa: barão – baronesa, camponês – camponesa, príncipe – princesa

• Escrevemos com -esa alguns substantivos que provêm de verbos que terminam em -der : despender – despesa , defender – defesa.

• Escrevemos com -z os substantivos abstratos derivados de adjetivos: belo – beleza, bravo – braveza, certo – certeza. Transcreva as regras para folhas de papel Kraft e afixe-as em um local visível da sala de aula para que os estudantes possam consultá-las sempre que necessário.

29/09/25 19:47

Peça aos estudantes que realizem uma pesquisa para identificar outros adjetivos pátrios que terminem em -esa, incentivando a participação ativa e a curiosidade linguística. Em seguida, com a turma, relacionem cada adjetivo pátrio às bandeiras das nacionalidades correspondentes, promovendo a construção de uma lista ilustrada que una escrita e representação visual.

Esta atividade permite trabalhar não apenas a ortografia e os padrões de formação de palavras, mas também ampliar o conhecimento cultural e geográfico dos estudantes, tornando a aprendizagem mais significativa.

Ao final, organize o material produzido de forma colaborativa para que seja exposto no mural da sala de aula, valorizando o trabalho coletivo, reforçando o aprendizado e proporcionando que todos os estudantes possam consultar e revisitar os conteúdos aprendidos de maneira visual e lúdica.

OBJETIVO

• Localizar e comparar informações explícitas em textos.

• Inferir informações implícitas em textos.

• Compreender, em textos, o sentido de palavras e expressões.

• Inferir o tema e o assunto, demonstrando compreensão global do texto.

• Comparar informações apresentadas por meio de gráficos e tabelas.

PLANO DE AULA

Comparando textos

Atividade 1. Inicie a atividade conversando com os estudantes sobre o personagem Pedro Malasartes. Pergunte se conhecem algum conto sobre suas aventuras. Explique que Malasartes é um sujeito esperto, criativo e astuto, que nem sempre usa métodos muito adequados para conseguir seus objetivos. Abra espaço para que os estudantes comentem suas hipóteses sobre o que pode acontecer no conto com base no título.

Atividade 1. a) Leia o texto de forma expressiva, envolvendo os estudantes na narrativa. Ao final, converse sobre as impressões e destaque que Pedro usou inteligência e criatividade para que a senhora pão-duro, sem perceber, dividisse seus alimentos e preparasse a sopa. Discuta a importância da solidariedade e do trabalho em grupo para superar dificuldades.

Atividade 1. b) Promova o reconto da história. Organize os estudantes em roda e peça que cada um conte um trecho. Auxilie-os fornecendo elementos de coesão: então, depois de um tempo, porque, mas etc. Oriente-os a trabalhar a expressividade, variando o tom da voz e o ritmo da leitura conforme a emoção que pode ser

COMPARANDO TEXTOS Conto e poema

1 Você conhece o personagem Pedro Malasartes e algum conto dele? Se sim, comente com os colegas.

Respostas pessoais.

a) Leia este conto com o personagem Pedro Malasartes.

Sopa de pedra

Pedro Malasartes, com fome, chegou à casa de uma senhora e pediu ajuda.

Ela, relutante, recusou, mas ele disse que não precisava de comida, apenas de uma panela e água para fazer uma “sopa de pedra”. Ela, desconfiada, concordou e o deixou usar o fogão.

Enquanto a água fervia com a pedra, Pedro provou e comentou que estava boa, mas precisava de sal. A senhora trouxe sal, e ele pediu também cebola, alho, e tempero verde. Quando a sopa ficou um pouco mais saborosa, ele mencionou que faltava carne, e ela trouxe pedaços de carne, paio e linguiça.

Ao provar novamente, Pedro disse que a sopa estava sem cor, e sugeriu adicionar abóbora, cenoura e outras verduras. A senhora correu à horta e trouxe tudo o que ele pediu. Eles prepararam tudo juntos e a sopa foi ficando cada vez mais deliciosa. Quando Pedro finalmente declarou que estava pronta, a senhora, ansiosa, perguntou sobre as pedras.

Pedro, sorrindo, respondeu: “As pedras? Ah, as pedras a gente deixa na panela que vão servir para outra sopa!”.

FENELON, Mariana. Sopa de pedra. c2025. Disponível em: https://www.educacaoemfoco.net/post/sopa-de-pedra. Acesso em: 19 ago. 2025.

b) Reconte oralmente a história comentando o que ela tem em comum com o poema Cozinhando no acampamento: a sopa de pedra , da página 154.

interpretada do texto. Incentive os estudantes a comentar os pontos comuns das duas histórias lidas.

Competência socioemocional

Habilidades de Relacionamento

Praticar trabalho em equipe e resolução colaborativa de problemas — a leitura e interpretação do texto promove a reflexão sobre a capacidade de se comunicar claramente e trabalhar colaborativamente para resolver problemas e negociar conflitos de forma construtiva.

Sugestão para o professor

• MUSEU MAZZAROPI. A origem de Pedro Malasartes : mês do folclore. Taubaté, 9 ago. 2022. Disponível em: https://www. museumazzaropi.org.br/a-origem-de-pedro -malasartes-mes-do-folclore. Acesso em: 10 ago. 2025.

No site do Museu Mazzaropi, é possível encontrar informações sobre a origem do personagem folclórico Pedro Malasartes e sua chegada ao Brasil.

2 O objetivo de Pedro Malasartes era fazer mesmo uma sopa de pedras?

3 Em sua opinião, essa história poderia acontecer na vida real? Por quê?

Resposta pessoal. É provável que os estudantes concluam que não, pois seria difícil uma pessoa acreditar que alguém faria uma sopa de pedras.

4 Marque a frase que define o narrador do conto Sopa de pedra.

X No conto Sopa de pedra, o narrador relata a fala dos personagens com as próprias palavras.

No conto Sopa de pedra, o narrador deixa os personagens falarem livremente, representando exatamente a forma e o conteúdo da fala de cada personagem.

5 Marque a alternativa que evidencia as características de Pedro Malasartes.

Ele é um homem muito generoso e ajuda os outros.

Ele é muito bondoso e quer sempre fazer o bem.

X Ele é astuto e usa sua inteligência para conseguir o que quer.

Ele gosta muito de cozinhar e fazer sopas.

6 Por que Pedro Malasartes disse que as pedras seriam usadas em outra sopa?

Pedro Malasartes deu uma desculpa para não revelar que a sopa foi feita com os ingredientes fornecidos pela dona da casa.

7 Compare o poema Cozinhando no acampamento: sopa de pedra com o conto Sopa de pedra e marque as características de cada um.

Poema Conto

É escrito em versos. X

É escrito em prosa. X

Tem rimas. X

Tem personagens. X X

Ocupa toda a linha da página. X

Organiza as ideias em estrofes. X

Organiza as ideias em parágrafos. X

2. Não. Pedro Malasartes queria chamar a atenção da senhora para conseguir os ingredientes de uma sopa verdadeira. 161

Antes de corrigir as questões, peça aos estudantes que comentem o que acharam do conto e do personagem Pedro Malasartes. Ouça diferentes opiniões e auxilie-os a respeitar os turnos de fala. Explique a origem do nome Malasarte — do espanhol “malas artes”, que significa “artes más” ou “travessuras”.

Atividade 2.  É importante que os estudantes percebam que, desde o início do conto, as pedras eram apenas um pretexto para Malasarte conseguir seu intento.

Atividade 3. Converse com os estudantes sobre como dificilmente as pessoas acreditariam

em uma fala como a do personagem sobre uma sopa de pedra.

29/09/25 19:47

Atividade 4. Relembre-os de que o narrador é quem conta a história.

Explique que o narrador, ao contar a história, pode relatar a fala dos personagens com suas próprias palavras (“ele disse que não precisava”) ou apresentar essas falas exatamente como foram faladas pelos personagens. Relembre que, quando as falas dos personagens são apresentadas diretamente, elas costumam vir depois do travessão ou entre aspas. Por fim, explique que, embora a

fala final esteja entre aspas e seja de Pedro Malasartes, o narrador, na maior parte do conto, apresenta a fala dos personagens com suas próprias palavras.

Atividade 5. Demonstre como as características do personagem são importantes para a ação que ela desenvolverá. Malasartes é esperto, inteligente, criativo, logo consegue fazer as pessoas acreditarem que fará uma sopa de pedras e, assim, recebe os ingredientes necessários para fazer uma sopa de verdade e saciar sua fome.

Atividade 6. É importante que os estudantes percebam que o personagem cria uma desculpa por não ter usado as pedras, fazendo os demais acreditarem que realmente elas poderiam ter sido cozidas, ao dizer que elas seriam guardadas “para outra sopa”. Amplie, pedindo que reflitam sobre o papel simbólico da pedra nos dois textos. No conto, ela é um recurso de esperteza, usado por Malasartes para conseguir comida. No poema, tem função mais simbólica e aparece como uma referência literária ao conto, reforçando a ideia da partilha. Atividade 7. Leia os itens do quadro oralmente e possibilite que os estudantes respondam a que texto se refere. Depois, peça que revisem os itens e completem o quadro. É importante ressaltar os aspectos ligados à prosa e aqueles que são típicos do texto poético, permitindo aos estudantes perceberem que os poemas apresentam uma disposição do texto na página diferente dos textos em prosa. Sugestão para os estudantes

• PEDRO Malasartes. Publicado por: A hora da história. 2020. 1 vídeo (ca. 7 min). Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=G0GL_bA7ztY. Acesso em: 24 set. 2025. O vídeo narra de forma divertida as travessuras de Pedro Malasartes, personagem astuto do folclore brasileiro.

OBJETIVO

• Ler e interpretar poema visual.

• Identificar as características do gênero textual poema visual e seus contextos de produção.

• Reconhecer a finalidade do poema visual.

• Relacionar texto com ilustrações.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 1. Comente com os estudantes que, nos poemas visuais, a construção do sentido ocorre com base na interação entre a linguagem verbal e a linguagem visual, de modo que palavras e imagens se complementam e se enriquecem mutuamente. Explique que, para compreender plenamente um poema visual, é necessário observar não apenas o conteúdo das palavras, mas também a forma como elas estão dispostas, os elementos gráficos e as imagens que as acompanham.

Peça aos estudantes que descrevam cada uma das imagens. Explore a semelhança entre a imagem formada e outro objeto (cocar), realçando os elementos que compõem a forma (palitos de fósforo). Fale sobre o material de que são feitos os palitos (madeira e substância química). Leve os estudantes a relacionar o material aos significados propostos no poema, associando os palitos queimados a árvores e incêndios florestais.

2 POESIA PARA VER E LER

LEITURA Poema visual

1 Observe este poema visual.

Esse poema é para ser lido e visto. É um poema visual.

• Numere as etapas conforme a ordem em que acontecem no poema.

3 Os palitos ficam todos pretos, queimados.

2 Os palitos começam a pegar fogo.

1 Os palitos de fósforo estão inteiros.

4 Aparece uma palavra no lugar dos fósforos.

Texto de apoio O cocar representa, segundo o Pajé Nato Tupinambá, “a força sagrada de um guerreiro, a força sagrada de um pajé... que tu foste enviado com uma missão”. Por isso, ele é utilizado por lideranças da aldeia: caciques – líderes políticos –, pajés – líderes espirituais – e também por qualquer outro membro da aldeia.

TAPAJÓS DE FATO. Cultura indígena: de cantos a objetos e rituais sagrados. Pará, 26 nov. 2021. Disponível em: https://www.tapajosdefato.com.br/ noticia/530/cultura-indigena-de-cantos-a-objetos-e -rituais-sagrados. Acesso em: 24 set. 2025.

Temas contemporâneos transversais

Cidadania e Civismo – Educação em Direitos Humanos; Multiculturalismo – Educação para a valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras: A análise do poema permite o trabalho com o respeito aos direitos humanos, uma vez que trata dos povos originários, sua relação com a floresta e os prejuízos trazidos pelos incêndios florestais. Além disso, traz visibilidade e incentiva a valorização do povo guarani.

MENDONÇA, Julio; MANGIFESTA, Claudio. Poesia visual brasileira e argentina: uma antologia. São Paulo: Laranja Original, 2023. Não paginado.
MÁRIO CASTELLO

2 As imagens do poema lembram um objeto. Qual é esse objeto?

• Desenhe esse objeto. Espera-se que os estudantes reconheçam que se trata de um cocar.

Produção pessoal.

3 O que foi usado para representar o objeto a que as imagens se referem? Fósforos.

4 O poema se refere a que povo indígena? Como você descobriu?

Espera-se que os estudantes concluam que o poema se refere ao povo Guarani e que é possível obter essa informação pela palavra formada na última imagem.

5 O que os fósforos em chamas podem representar? Marque.

Rituais indígenas envolvendo fogo.

X A disputa por terras, o que faz com que muitos povos indígenas percam seus territórios.

6 Pinte os quadrinhos que, em sua opinião, apresentam as possíveis intenções do poema.

Emocionar o leitor. Conscientizar sobre a luta dos povos indígenas.

Instruir. Estimular a imaginação.

Fazer rir. Orientar quanto ao perigo dos fósforos.

Atividade 2. Comente que o cocar pode ter diferentes simbologias para cada povo indígena. Ressalte a existência de diversos povos indígenas no Brasil, com culturas também diversas. De forma geral, o cocar pode representar, por exemplo, status político ou espiritual, proteção, identidade cultural, entre outros significados. Leia o trecho de um texto sugerido em Texto de apoio da página 162 sobre os significados do cocar.

Atividade 3. Chame novamente a atenção para a escolha dos fósforos reforçando o sentido simbólico do poema. Retome as

163

um espaço de reflexão sobre como diferentes povos indígenas contribuem para a riqueza cultural e histórica do Brasil. Ressalte que cada etnia possui modos de vida distintos, com suas próprias crenças, conhecimentos e formas de organização social. Essa diversidade deve ser valorizada e respeitada. Atividade 5. Retome a discussão sobre as mudanças climáticas causadas por incêndios criminosos, pois o palito de fósforo supõe a ação de um humano como agente do incêndio. Retome o tema da proteção às florestas e aos povos indígenas.

Atividade 6. Leve os estudantes a refletir sobre como as imagens, assim como as palavras, constituem textos que podem ser lidos e interpretados, possuindo intencionalidade e contribuindo para a construção de sentido do poema visual.

Sugestão para os estudantes

CORAL Guarani Tenonderã. Nhãnderu Tenonde Guiae (Música Indígena Guarani) 2021. Produzido por: Projeto Garoupa e Gopala Filmes. 1 vídeo ( ca . 4 min). YouTube. Disponível em: https://www. youtube.com/watch?v= DH0Sv-gPwnw. Acesso em: 11 ago. 2025.

28/09/25 12:44

referências levantadas durante a interpretação do poema visual: sendo o cocar um objeto atribuído aos povos indígenas do Brasil, é possível aprofundar a interpretação fazendo uma relação entre as florestas e os povos indígenas que, com seus modos de vida não predatórios, têm agido como guardiões das florestas. Comente a importância das florestas para a manutenção da vida de forma geral.

Atividade 4. Verifique se os estudantes identificam a palavra formada na última imagem, fazendo referência à etnia guarani, uma das várias existentes no Brasil. Proporcione

No vídeo, é possível apreciar algumas músicas indígenas realizadas por jovens guarani mbya, da aldeia Sapukai, em Angra do Reis (RJ). Sugestão para o professor

GUARANI. Povos Indígenas no Brasil . c2025. Disponível em: https://pib.socio ambiental.org/pt/Povo:Gua rani. Acesso em: 11 ago. 2025. No site do Instituto Socioambiental, é possível consultar informações atualizadas sobre os diversos povos indígenas do Brasil e aprofundar os conhecimentos sobre o povo guarani.

OBJETIVOS

• Desenvolver a escuta ativa e o diálogo.

• Analisar criticamente tema de relevância social.

• Desenvolver a expressão oral.

PLANO DE AULA

Diálogos

Atividade 1. Peça aos estudantes que digam o que sabem sobre os povos originários. Oriente-os a empregar os termos “indígenas” ou “povos originários”, explicando que o termo “índio” carrega conotações históricas negativas, pois, além de ter sido cunhado pelos colonizadores que acreditavam ter chegado às Índias, acaba por generalizar a diversidade dos povos que habitavam o território antes da colonização. Cada povo tem sua cultura, tradição, língua e todos devem ser respeitados. Se houver algum estudante indígena, peça que divida com a turma suas experiências culturais e vivências, caso se sinta confortável para compartilhar.

Possibilite a participação de vários estudantes, esteja atento à inclusão e remova barreiras físicas ou comunicacionais que possam dificultar ao estudante participar desse momento de partilha.

Atividade 2. Leve os estudantes a perceber como cada povo indígena tem sua própria forma de construir, escolhendo materiais, formatos e locais de acordo com sua cultura, modo de vida e a região onde vivem. Essa diversidade na arquitetura mostra que os povos indígenas do Brasil têm saberes e tradições que constituem suas identidades. Depois, leia o texto do boxe Saiba que com os estudantes.

Texto de apoio

Ao longo de toda vida as pessoas passam por muitos

Valorização dos povos originários DIÁLOGOS

1 O que você sabe sobre os povos indígenas que vivem no Brasil?

2 Observe estas imagens de diferentes moradias indígenas e leia as legendas. Resposta pessoal.

Moradia mbya guarani, construída com paredes de barro e cobertura que podem ser de folhas ou madeira, materiais retirados da natureza, que garantem conforto térmico e preservam os saberes ancestrais, na Terra Indígena Pindoty, Ilha da Cotinga, em Paranaguá (PR), cerca de 2020.

Aldeia yanomami em formato circular, com uma grande construção comunitária feita de madeira e palha que abriga todas as famílias ao redor de um amplo pátio central, usado para festas, reuniões e atividades coletivas, na Aldeia Watoriki, em Barcelos (AM), 2021.

• Marque a alternativa correta. Todos os povos indígenas constroem suas moradias da mesma maneira.

X Cada povo indígena tem sua própria forma de construir as moradias, escolhendo materiais, formatos e locais de acordo com sua cultura e seu modo de vida.

SAIBA QUE

Os povos indígenas do Brasil não formam um único grupo, mas sim diversas etnias, cada uma com sua língua, sua cultura e suas tradições. São mais de 300 etnias, como os Guaranis, Yanomamis e Kayapós, espalhadas por diferentes regiões. Cada povo indígena é único e contribui para a rica diversidade do Brasil. Os Guaranis são o maior povo indígena do Brasil, com cerca de 57 mil pessoas. Fonte das informações: POVOS INDÍGENAS NO BRASIL. São Paulo: ISA, c2025. Disponível em: https://pib.socioambiental.org/. Acesso em: 26 ago. 2025.

aprendizados. Aprende-se dos mais diferentes jeitos e em vários momentos. O que se aprende e com quem se aprende também é muito diverso em cada lugar.

As crianças indígenas, por exemplo, aprendem muita coisa com seus pais e parentes mais próximos, como os irmãos e os avós. Os conhecimentos podem ser transmitidos durante as atividades do dia a dia ou em momentos especiais, durante os rituais e as festas.

É principalmente na relação com seus parentes que as crianças aprendem. Caminham junto com eles, observam

atentamente aquilo que os mais velhos estão fazendo ou dizendo; acompanham seus pais até a roça; vão pescar com os adultos e brincam muito! Cada brincadeira é um jeito de aprender uma habilidade que será importante no futuro, como saber caçar, pescar, fazer pinturas no corpo, fabricar arcos e flechas, potes, cestos... É por meio destes processos de aprendizagem que as crianças aprimoram as técnicas necessárias para realizar tais atividades.

JEITOS de aprender. Povos Indígenas no Brasil Mirim. c2025. Disponível em: https://mirim.org/pt-br/ como-vivem/aprender. Acesso em: 13 ago. 2025.

3. a) Resposta pessoal. Sugestão de resposta: Alguns dos maiores problemas enfrentados pelos povos indígenas no Brasil são a perda de suas terras, a destruição das florestas, a poluição dos rios, a falta de acesso a serviços de saúde e educação de qualidade, além do desrespeito às suas culturas e tradições.

3 Converse com os colegas e o professor sobre as questões a seguir.

a) O que você considera que sejam os maiores problemas enfrentados pelos povos indígenas no Brasil?

b) Como a destruição das florestas afeta os povos indígenas?

c) É importante conhecer a história dos povos indígenas? Por quê?

4 Discuta com os colegas quais atitudes vocês acreditam que podem ajudar a proteger os povos indígenas. Depois, escreva-as a seguir.

Resposta pessoal.

3. b) A destruição das florestas afeta muito os povos indígenas porque é lá que eles vivem, caçam, pescam, plantam e encontram os remédios naturais que usam. Quando a floresta é derrubada, eles perdem suas casas, sua fonte de alimento e até parte de sua cultura. Por isso, é importante cuidar das florestas e respeitar quem vive nelas.

3. c) Espera-se que os estudantes reconheçam que sim, pois, ao conhecer a história dos povos indígenas, fomenta-se o respeito e a valorização da diversidade cultural brasileira, bem como a compreensão sobre a importância de garantir os direitos desses povos originários.

5 Depois de aprender um pouco mais sobre os povos indígenas, escreva, com os colegas e o professor, uma carta de reclamação coletiva para um parlamentar que represente a sua cidade ou o seu estado sobre o que pode ser feito para proteger a cultura da população indígena.

Produção pessoal. Veja orientações na seção Plano de aula

Atividade 3. a e b) Espera-se que os estudantes considerem que a perda de suas terras, o desmatamento e o preconceito são, provavelmente, os maiores problemas enfrentados pelos indígenas. Comente que hoje os povos originários cumprem um papel muito importante na preservação do meio ambiente, pois as terras indígenas preservam a biodiversidade, têm os menores índices de desmatamento do país e representam cerca de 30% das florestas brasileiras, segundo o Instituto Socioambiental (ISA).

Atividade 3. c) Ressalte a importância do respeito à diversidade cultural, valorização das

Apresente exemplos de cartas de reclamação (adaptadas ao nível da turma), destacando a estrutura composicional do gênero: local e data, saudação, exposição do problema, argumentos, pedido de providências, despedida e assinatura. Organize o planejamento coletivo da carta, fazendo com a turma uma lista das principais reclamações ou solicitações relacionadas à preservação da cultura indígena. Incentive a escrita de uma única carta coletiva, em que todos contribuam com ideias. Você pode atuar como escriba em alguns momentos, registrando as contribuições na lousa para posterior revisão. A revisão deve ser feita de forma colaborativa: leia o rascunho em voz alta e discuta com a turma se a carta contém todos os elementos essenciais (problema, importância de solucionar o problema, argumentos para convencer as autoridades a tomar providências e proposta de solução). Passe a limpo a carta de forma legível e clara. Incentive os estudantes a assinar coletivamente (por exemplo: “Estudantes do 4o ano da Escola …”). Selecione com a turma a autoridade local para a qual a carta será enviada, fortalecendo o sentido social da atividade.

Sugestão para o professor

28/09/25 12:44

práticas e saberes tradicionais e reconhecimento dos direitos indígenas. Reforce que aprender sobre os povos indígenas é também uma forma de conscientização e exercício da cidadania. Atividade 4. Antes do registro, abra espaço para que os estudantes, reunidos em pequenos grupos, discutam e relacionem atitudes cidadãs para a valorização e proteção dos povos originários. Incentive a reflexão sobre ações concretas, como a demarcação das terras indígenas e a preservação das florestas.

Atividade 5. Reforce aspectos que justificam uma reclamação, como a necessidade de proteção e preservação de terras indígenas.

MINISTÉRIO DOS POVOS INDÍGENAS. MPI publica quatro cartilhas digitais para valorizar línguas indígenas. Portal Povos Indígenas, 28 abr. 2025. Disponível em: https://www.gov. br/povosindigenas/pt-br/assun tos/noticias/2025/04/mpi-pu blica-quatro-cartilhas-digitais-pa ra-valorizar-linguas-indigenas. Acesso em: 11 ago. 2025. As cartilhas apresentam materiais sobre a constituição do GT Nacional da Década Internacional das Línguas Indígenas; a co-oficialização de línguas; o BRASLIND (português indígena); e Línguas Indígenas de Sinais (LIS).

Meninas e adolescentes guarani do núcleo Ribeirão Silveira da aldeia Rio Silveira no evento Encontro dos Povos Indígenas, em Bertioga (SP), 2018.

OBJETIVOS

• Ler e interpretar poema.

• Identificar o poema como gênero textual e seus contextos de produção.

• Reconhecer a finalidade do gênero textual poema.

• Compreender os elementos que compõem um poema: versos, estrofes, rimas, disposição gráfica, palavras e expressões, jogos de sentido, eu lírico.

• Relacionar texto com ilustrações.

PLANO DE AULA

Hora da história

Atividade 1. Antes da leitura, peça aos estudantes que sugiram qual é o tema do poema. Destaque o título “Grudado” e peça que digam possíveis situações que se relacionem à palavra e aos significados relacionados a ela.

Comente sobre a linguagem figurada típica dos poemas, com base no verso: “O poema grudou na cabeça da menina”, peça que expliquem os possíveis significados para a palavra grudou e o mais apropriado para o contexto.

Retome os conceitos de verso e estrofe e pergunte: “Quantos versos há no poema?”, “Estão organizados em quantas estrofes?”.

Analise com os estudantes o uso de expressões mais coloquiais, como “pro” e “— Fica aí, ô, seu danado”, e auxilie-os a compreender a adequação verbal de acordo com o público-alvo do poema.

Atividade 1. a) Abra espaço para que os estudantes apreciem o poema e expressem o que acharam, se a leitura foi agradável etc. Continue a interpretação levando-os a analisar as duas imagens do poema — “grudado na cabeça” e “grudado na folhinha”. Peça que interpretem os trechos e demonstrem a diferença entre eles.

HORA DA HISTÓRIA

1 Leia o poema.

Grudado

O poema grudou na cabeça da menina

Como chiclete no sapato

Puxa, raspa, estica

E o poema lá, parado

A menina tomou uma decisão

Arrancá-lo de vez da sua mente

Da cabeça passou pro papel

O poema mais que urgente

— Fica aí, ô, seu danado

Grudado nessa folhinha

Que já posso pensar em outro

Ou pular amarelinha

Poema 1. a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comentem que o poema fala de uma menina que não consegue parar de pensar em um poema, que parece estar “grudado” em sua cabeça, e que ela busca uma maneira de conseguir se livrar dele.

CONTE, Jaqueline. Na casa amarela do vovô: e outros poemas para brincar. São Paulo: Tapioquinha, 2023. p. 33.

a) Conte aos colegas o que você entendeu sobre o poema.

2 Contorne as rimas no poema.

3 Se o poema que a menina pensou fosse visual, como ele seria? Desenhe.

Produção pessoal.

Atividade 2. Retome o conceito de rima, peça que leiam em voz alta as palavras que rimam e digam se são rimas externas ou internas. Essas atividades visam também ao reconhecimento de unidades fonológicas (rimas e sílabas).

Atividade 3 . Incentive os estudantes a elaborar um poema visual com base no que compreenderam do poema.

NOSSA LÍNGUA Acentuação de paroxítonas

1 Observe este poema visual.

a) Que palavra está em destaque no poema?

A palavra sorria

BAHIA, Fábio. Sorria 25 dez. 2023. Instagram: @poema. concreto. Disponível em: https://www. instagram.com/reel/ C1RjkFROBse/. Acesso em: 20 ago. 2025.

b) Pronuncie essa palavra em voz alta. Qual sílaba dessa palavra é pronunciada com mais força? Espera-se que os estudantes percebam que a sílaba pronunciada com mais força é ri

A sílaba pronunciada com mais força em uma palavra é chamada sílaba tônica. De acordo com a posição da sílaba tônica, as palavras são classificadas em oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas.

2 A posição da sílaba tônica da palavra sorria é a: última. X  penúltima.  antepenúltima.

a) Então, essa palavra é: oxítona. X  paroxítona.  proparoxítona.

b) Justifique sua resposta.

A palavra sorria é paroxítona porque a sílaba tônica é a penúltima.

OBJETIVO

• Localizar e classificar a sílaba tônica das palavras.

• Reconhecer que palavras paroxítonas terminadas em l, n, r, x, i/is, ã/ão são acentuadas.

PLANO DE AULA

Nossa língua

Atividade 1. Relembre aos estudantes que os poemas visuais são construídos com base na utilização da linguagem verbal e visual que,

Inclusão e equidade A poesia em língua de sinais é uma importante aliada no empoderamento da cultura surda. O reconhecimento da produção cultural dessa comunidade é um passo importante para que ela ganhe visibilidade, para além de preconceitos e estereótipos. O artigo indicado a seguir aborda, por meio de pesquisa bibliográfica, a construção de uma poesia em língua brasileira de sinais. Mostra também a transformação de um “simples” sinal em um “sinal-arte”. A leitura do artigo possibilita, ainda, a aproximação com o orgulho surdo, sua experiência sensorial de vida e como isso afeta sua produção poética.

AMORIM, Mariana Duarte; DIGIAMPIETRI, Maria Carolina Casati. Entre mãos e sinais, palavras e rimas. Revista Científica do CENSUPEG, no 4, 2014, p. 50-68. Disponível em: https://www. each.usp.br/digiampietri/ca rol/EntreMaosESinais_Pala vrasERimas.pdf. Acesso em: 12 ago. 2025.

Texto de apoio

Poesia: é, na realidade, a qualidade presente em certos artefatos culturais, capaz de despertar o sentimento do belo e provocar o encantamento estético. Dessa forma, a poesia pode estar em um conto, na cena de um filme, ou de uma telenovela; nas artes plásticas, como a pintura, a escultura; ou, como reconhecia Bandeira, nas ruas.

28/09/25 12:44

relacionadas, formam o sentido do poema. Assim, imagens e palavras se complementam. Incentive os estudantes a descrever o poema visual. Pergunte: “Qual imagem/desenho está em destaque?”, “Como os versos estão organizados?”. “As palavras retomam a ideia da imagem?”, “Podemos dizer que há a repetição da imagem de um sorriso formado de palavras?”.

Atividade 2. Retome com os estudantes os conceitos de sílaba tônica e de palavras oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas, relacionando as sílabas tônicas às regras de acentuação.

MORAES, J. V. de. Versificação: definições: poesia ou poema? Uol. c2025. Disponível em: https://educacao.uol. com. br/disciplinas/portugues/ versificacao--- definicoes poesia-ou-poema.htm. Acesso em: 24 set. 2025.

PLANO DE AULA

Nossa língua

Atividade 3. Oriente os estudantes a pronunciar as palavras do quadro em voz alta, destacando a sílaba tônica.

O objetivo das questões é levar os estudantes a perceber que palavras paroxítonas terminadas em o e a não são acentuadas. Explique que algumas palavras paroxítonas não são acentuadas e que, para distingui-las, é importante que conheçam as regras que determinam a acentuação.

É provável que, neste momento, os estudantes não decorem as regras de acentuação de paroxítonas. No entanto, espera-se que, ao acentuá-las e justificarem o motivo do acento, apropriem-se naturalmente dessas regras internalizando-as espontaneamente, ou seja, será um conteúdo que deve ser trabalhado por meio de aproximações sucessivas.

Essas atividades objetivam expandir o trabalho com as unidades fonológicas, para que os estudantes exercitem a segmentação das sílabas e a segmentação oral, percebendo a variação da tonicidade dos fonemas.

Texto de apoio

Regras gerais de acentuação

Recebem acento gráfico:

• Monossílabas tônicas terminadas em a(s): lá; e(s): pés; o(s): pós.

• Oxítonas terminadas em a(s): Paraná; e(s): igarapés; o(s): robô; em(ns): vintém, vinténs.

• Paroxítonas terminadas em l : frágil; i ( s ): oásis; n: hífen; u(s): bônus; r: pôster; x : fênix; ps : fórceps; ão(s): órfão; ã(s): órfã; um/ uns : fórum; ditongo :( +s ): fósseis.

• Proparoxítonas : todas (náufrago, tônico, cibernético, âncora, acadêmico).

FERREIRA, Mauro. 360°: aprender e praticar gramática. São Paulo: FTD, 2015. p. 159.

3 Contorne a sílaba tônica destas palavras.

visível • mochila • caneta • clímax • perfume • caráter

têxtil • ímpar • líder • difícil • abdome • formidável

casa • órgão • canjica • útil • caderno • sensível

tórax

móvel

tênis

livro

bênção

táxi • pulôver

a) Qual é a posição da sílaba tônica nessas palavras?

A sílaba tônica é a penúltima sílaba.

b) Como são classificadas essas palavras quanto à posição da sílaba tônica?

São todas paroxítonas.

c) Todas as palavras paroxítonas são acentuadas?

Sim X  Não

d) Copie do quadro duas palavras:

As respostas são sugestões.

• com acento agudo: clímax caráter

• com acento circunflexo: têxtil tênis

• não acentuadas: mochila perfume

Atividade complementar

Para verificar se os estudantes fixaram tanto o conceito de palavras paroxítonas quanto as regras de acentuação dessas palavras, sugere-se a seguinte atividade:

Peça aos estudantes que selecionem, em jornais impressos ou on-line, reportagens que os interessem e levem para a sala de aula na data combinada.

Solicite que leiam as reportagens em voz alta, justificando os motivos da escolha e indicando onde e quando foi publicada.

Em seguida, peça que encontrem, nessa reportagem, palavras paroxítonas, destacando em azul as acentuadas e em verde as não acentuadas.

Peça que troquem a reportagem com as palavras marcadas com um colega para que verifiquem se elas estão agrupadas de acordo com as regras e se há outras palavras que deveriam ser grifadas. É importante incentivar as trocas entre os estudantes, de modo que percebam como podem aprender uns com os outros.

VACLAV VOLRAB/ SHUTTERSTOCK.COM
STUDIO_G/SHUTTERSTOCK.COM
LUIS

4 Copie as palavras paroxítonas acentuadas, dividindo-as em seis grupos.

túnel • júri • clímax • açúcar • pólen • hífen

órfã • tórax • míssil • caráter • sótão • lápis

Palavras paroxítonas terminadas em:

l túnel míssil

r açúcar caráter

n pólen hífen

x tórax clímax

i/is júri lápis

ã/ão órfã sótão

5 Converse com os colegas e o professor e formule uma regra que explique quando uma palavra paroxítona deve ser acentuada.

6 Complete as frases com adjetivos. Observe o exemplo.

a) O que não é possível é impossível .

b) O que não se pode prever é imprevisível .

c) O que não se pode suportar é insuportável

7 Com os colegas e o professor, crie um mapa conceitual com o que aprenderam sobre a acentuação das palavras paroxítonas.

No mapa, organize:

• o que são paroxítonas;

• quando recebem acento gráfico;

• exemplos de palavras acentuadas;

• exemplos de palavras não acentuadas.

5. A regra pode ser formulada da seguinte maneira: As palavras paroxítonas terminadas em l, n, r, x, i/is, ã/ão são acentuadas. 169

Atividade 4. Peça aos estudantes que leiam as palavras em voz alta. Em seguida, pergunte: “O que essas palavras têm em comum em relação à grafia?”. Espera-se que os estudantes concluam que todas as palavras são acentuadas. Questione: “Essas palavras são oxítonas, paroxítonas ou proparoxítonas?”. É importante que justifiquem suas respostas. Depois, peça que dividam essas palavras de acordo com as letras finais de cada uma. O objetivo da questão é levá-los a perceber que palavras paroxítonas terminadas em -l, -r, -n, -x, -i/is, -ã/ão são sempre acentuadas.

Na data combinada, monte um cartaz com as palavras pesquisadas.

Atividade 7. Auxilie os estudantes a criar um mapa conceitual para as palavras paroxítonas. Retome com a turma o que já foi estudado sobre sílaba tônica, lembrando que paroxítonas são as palavras cuja penúltima sílaba é a mais forte (ex.: lápis, árvore, tênis). Explique que, segundo a norma ortográfica, as paroxítonas recebem acento gráfico quando terminam em:

• i(s) (júri, táxi); u(s) (tônus, vírus); l (fácil, útil); n (hífen); r (caráter, açúcar); x (fênix); ã/ão (órfã, órfão); um/uns (álbum, álbuns); ps (bíceps); ou ditongos (mágoa, séquio).

Faça um mapa conceitual na lousa, como o do exemplo a seguir. Finalize o mapa com a turma, destacando que a maioria das palavras da língua portuguesa é paroxítona e que apenas algumas precisam de acento gráfico. Incentive os estudantes a copiar o mapa conceitual no caderno, usando cores diferentes para cada ramificação.

PAROXÍTONAS

DEFINIÇÃO REGRAS EXEMPLOS

Penúltima sílaba é mais forte

28/09/25 12:44

Atividade 5. Incentive os estudantes a formular uma regra baseada na regularidade gramatical apresentada. Anote a conclusão na lousa: palavras paroxítonas terminadas em -l, -r, -n, -x, -i/is, -ã/ão são acentuadas.

Atividade 6. Trabalhe o significado dos adjetivos criados, exercitando a ampliação de vocabulário e peça aos estudantes que criem frases oralmente empregando os adjetivos. Se achar conveniente, para ampliar o repertório de palavras paroxítonas acentuadas, proponha aos estudantes que realizem uma pesquisa dessas palavras em jornais e revistas.

Acentuam-se as terminadas em: i(s), u(s), l, n, r, x, ã/ão, um/uns/, os, ditongos

Acentuadas: lápis, fácil, hífen, vírus, caráter, álbum

Não acentuadas: mesa, livro, cadeira, escola

OBJETIVO

• Perceber a semelhança de som na pronúncia de palavras grafadas com lh e li.

• Assinalar as diferenças na escrita de palavras com lh e li.

• Consolidar a compreensão de relações mais complexas entre grafemas e fonemas.

PLANO DE AULA

Com que letra?

Atividades 1 e 2. Inicie a atividade pedindo aos estudantes que digam o que aprenderam sobre poema visual — como é composto, como pode ser lido, como provoca o exercício da curiosidade e da imaginação. Em seguida, explore o poema visual com perguntas do tipo: “O que a imagem lembra? Que recursos foram usados para compor esse poema visual? Onde mais é possível encontrar códigos de barras? Por que vocês acham que foram usados códigos de barras para compor o corpo das abelhas?”. Apesar de a resposta ser pessoal, espera-se que os estudantes concluam que o código de barras lembra o corpo da abelha por ser representado com listras e, nesse caso, ter fundo amarelo.

Essa atividade contempla a BNCC da Computação que trata da codificação da informação.

Texto de apoio

A ausência de regras ortográficas para algumas palavras faz com que as crianças (e muitos adultos) tenham dúvidas sobre como escrevê-las. A consulta ao dicionário e a produção de cartazes ajudam [...] a aprender como usar as grafias corretas [...].

COM QUE LETRA?

Palavras com lh ou li

1 Observe o poema visual e comente o que ele lembra.

Espera-se que os estudantes identifiquem que o poema visual lembra abelhas voando.

Miguel de. Poesias visuais. São Paulo: Sesi-SP, 2015. p. 20-21.

• O que foi usado para representar o corpo dos insetos?

Espera-se que os estudantes identifiquem que foi usado um código de barras.

2 Observe a imagem a seguir e escreva por que o corpo dos insetos foi representado dessa forma no poema visual.

Espera-se que os estudantes concluam que foi usado um código de barras para representar o corpo das abelhas porque algumas espécies desses insetos têm listras amarelas e marrons no abdome.

SAIBA QUE

Código de barras é o conjunto de linhas pretas e brancas que existem em todas as embalagens. Funciona assim: as linhas do código representam algarismos que vêm impressos logo abaixo delas. […] É como se fosse um RG: não existem dois produtos diferentes com o mesmo código. Cada cor, sabor ou variação de um produto precisa de um código diferente.

YAZBEK, Letícia. Código de barras: Como ele funciona? Recreio, 17 set. 2021. Disponível em: https:// recreio.uol.com.br/tecnologia/como-funciona-codigo-de-barras.phtml. Acesso em: 26 ago. 2025.

A regularidade existe quando é possível prever a escrita de um termo sem nunca tê-lo visto graças a normas que se aplicam a todos ou a muitos casos [...]. Já os termos irregulares [...] têm sua escrita justificada apenas pela tradição do uso ou pela origem das palavras.

MONROE, Camila. Como ensinar as irregularidades ortográficas. Nova Escola, São Paulo, ed. 240, mar. 2011. Disponível em: https://novaescola.org.br/ conteudo/2566/como-ensinar-as-irregularidades -ortograficas. Acesso em: 23 set. 2025.

FRIAS,

3 Leia as palavras em voz alta.

abelha família

a) Essas palavras terminam com sons semelhantes? Sim .

b) São escritas com as mesmas letras finais? Não .

4 Leia os nomes a seguir.

Cecília Amélia Túlio Célia Hélio

Júlio Marília Anália Rubélio Atílio

• Se você tivesse dúvida entre usar li ou lh ao escrever o nome de uma pessoa, o que faria? Por quê?

5 Escreva os nomes das figuras. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes concluam que, se houver dúvida na grafia de nomes de pessoas em relação às letras li ou lh, devem optar por li, pois dificilmente haverá nomes de pessoas grafados com lh

Dica: Se precisar, consulte o dicionário.

Atividade 3. É importante chamar a atenção dos estudantes para a semelhança de som na pronúncia do final das palavras família e abelha . Ressalte que é comum as pessoas terem dúvidas ao escrever palavras com essa grafia em razão da proximidade na pronúncia do dígrafo lh e da sílaba li.

Atividade 4. Chame a atenção da turma para o uso do dicionário para resolver dúvidas na escrita de palavras. No entanto, para nomes de pessoas, não é possível empregar esse recurso. Ressalte que, embora alguns nomes sejam registrados de forma diferente

28/09/25 12:44

da regra de ortografia, por exemplo, sem o uso de acento, em provas/concursos de redação, valem as regras de acentuação para a grafia de nomes próprios de personagens.

Atividade 5. Incentive os estudantes a utilizar o dicionário. A consulta ao dicionário é uma oportunidade para quem já conhece a ordem das letras no alfabeto compreender como o material é útil para informar a grafia correta das palavras e para aprender a consultá-lo mesmo sem saber como se escreve determinado termo. Se os estudantes buscarem por “sandalha” e não encontrarem,

provavelmente, dirão que a palavra não existe no dicionário. Esse é o momento para perguntar de que forma procuraram o termo e se aquela é a única sugestão de como ele pode ser escrito. O ideal é fazer o mapeamento ortográfico, levantando as palavras grafadas de forma incorreta e pedir à turma que as busque no dicionário. Outra possibilidade é a consulta aos dicionários eletrônicos ou on-line . Eles oferecem sugestões de correção. Essa facilidade não invalida o trabalho em sala de aula. Além disso, muitos dicionários oferecem a origem etimológica dos verbetes pesquisados neles, o que pode ajudar na compreensão da grafia convencional.

Atividade complementar Proponha aos estudantes que elaborem um cartaz. Faça o levantamento de palavras com li ou com o dígrafo lh que podem causar dúvidas na escrita devido a semelhança entre os sons representados por essas letras. Alguns exemplos dessas palavras são: milionário, filial, auxílio, cambalhota, ilha, ovelha, bilhete, ampulheta, atrapalhar, bisbilhotar, brilhante, utensílio. Oriente os estudantes a organizar essas palavras em dois grupos em um cartaz: grupo das palavras com lh e grupo das palavras com li. O cartaz deve ser exposto na sala de aula.

agulha
pilha
sandália(s)
cílios
medalha
rolha

PLANO DE AULA

Com que letra?

Atividade 6. Oriente os estudantes a observar as imagens das bandeiras na página. Peça que leiam juntos e em voz alta os nomes dos países. Eles devem perceber que existe uma semelhança entre os sons de palavras escritas com lh, como toalha, ou com li, como Itália. Essas palavras, no entanto, são grafadas de formas diferentes.

Explique que a combinação lh forma um dígrafo, isso quer dizer que as consoantes l e h , quando combinadas, representam um único som. Dá-se o nome de dígrafo, portanto, à sequência de duas letras que representam, juntas, um som. A combinação ch representa um dos sons representados pela letra x ; a combinação de ss representa um dos sons representados pela letra s ; a combinação de am pode representar o som representado por ã , por exemplo. No caso do dígrafo lh, a unidade sonora nem sempre é percebida com facilidade por conta da semelhança com a sílaba li. Essas atividades retomam o trabalho de consciência fonêmica realizada nos anos iniciais.

Atividade 7. O objetivo de escrever o diminutivo das palavras é levar os estudantes a perceber que elas conservam a mesma grafia que apresentam quando escritas em grau normal.

Atividade 8. Comente com os estudantes que conhecer a grafia das palavras de uso mais frequente contribui para a escrita de variações dessas mesmas palavras.

6 Observe as bandeiras de alguns países.

• Comente com os colegas qual você achou mais interessante. Justifique sua resposta.

Austrália

Itália

Argélia

Somália

a) A última sílaba dos nomes dos países termina com sons semelhantes?

Sim

b) Os nomes desses países são escritos com lh ou li? li

c) Se você tivesse dúvida entre usar li ou lh ao escrever o nome de um país, o que faria? Por quê?

Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes concluam que, se houver dúvida na grafia de nomes de países em relação às letras li ou lh, devem optar por li, pois dificilmente haverá nomes de países grafados com lh

7 Escreva o diminutivo das palavras.

Palavras com l Palavras com lh grau normal diminutivo grau normal diminutivo

mala malinha malha malhinha

bola bolinha bolha bolhinha

galo galinho galho galhinho

8 Com os colegas e o professor, elabore uma conclusão sobre a escrita de palavras com l e com lh no diminutivo.

Os estudantes deverão concluir que palavras com lh conservam o lh no diminutivo e que palavras com l seguido de vogal conservam o l no diminutivo.

Sugestão para o professor ANTUNES, Celso. Jogos para o bem-falar : Homo Sapiens, Homo Loquens. São Paulo: Papirus, 2003.

O livro apresenta propostas lúdicas elaboradas por um educador experiente com o objetivo de desenvolver a expressão oral dos estudantes.

RODA DE LEITURA O Brasil nos versos dos poetas

1 Leia com atenção o poema de Elias José.

O frevo

Quando o frevo chega e ferve, Recife toda entra em festa, em febre, e pula e canta e ri e se entorta.

Só fica de fora do frevo quem já morreu, quem já perdeu as forças nas duas pernas. Ou quem vem de fora e não aguenta aquela dança que faz reviravolta, que vira e revira e volta.

Pelos ares as sombrinhas são marcas de cores e formas, e viram rainhas.

O frevo ferve e vibra em sete notas cheias de calores, de cores e brilhos. Quem cai no frevo não se cansa, leves os corpos se abrem e crescem e se esparramam e trançam e dançam.

JOSÉ, Elias. Ciranda brasileira: poemas inspirados nas xilogravuras. São Paulo: Paulus, 2006. p. 62.

O frevo é uma dança e um gênero musical típico do estado de Pernambuco, principalmente da cidade do Recife. Reconhecido como patrimônio cultural do Brasil , ele é uma das principais expressões do Carnaval de rua, marcado pelas sombrinhas coloridas, pelas roupas vibrantes e pelos passos rápidos.

OBJETIVOS

• Ler um poema.

• Incentivar o gosto pela leitura por meio de poema.

• Desenvolver habilidades de compreensão oral e escrita.

• Identificar elementos principais do poema.

• Valorizar a cultura brasileira.

• Reconhecer a diversidade cultural brasileira.

PLANO DE AULA

Roda de leitura

Sugestão para os estudantes

Atividade 1. Inicie a atividade perguntando aos estudantes se já ouviram falar de uma dança típica brasileira chamada frevo. Possibilite várias intervenções e faça a mediação da conversa incentivando a escuta ativa e respeitosa. Se possível, leve uma sombrinha de frevo e explique as características da dança. O frevo surgiu no Recife, misturando ballet clássico, capoeira, polca, maxixe e marchinhas de carnaval. O nome vem da palavra ferver, pois a movimentação do público sugere algo fervendo, pulando. Em 2012, o frevo foi declarado Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco. Se houver possibilidade, exiba o vídeo listado na sugestão para os estudantes. Em seguida, leia o poema. Lembre-se de treinar a leitura, observando, ritmo, pausas, expressividade. Você é o modelo de leitor para a turma.

28/09/25 12:44

FREVO: origem, características e tipos – uma dança típica brasileira [curiosidades]. Publicado por: Bisnaga Kids. 5 fev. 2023. 1 vídeo (ca. 4 min). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=GU3IeOMqTTg. Acesso em: 7 out. 2025. O vídeo aborda a história do frevo, os tipos de frevo, as vestimentas tipicamente usadas na dança, entre outras informações.

Grupo de passistas de frevo na Ponte Boa Vista, Recife (PE), 2023.

PLANO DE AULA

Roda de leitura

Atividades 2 e 3. Promova um momento para que os estudantes visitem a biblioteca da escola e pesquisem livros com poemas sobre festas, comidas, paisagens ou jeitos de falar do Brasil. Você também pode separar os livros previamente e organizar a roda de leitura na sala de aula.

Os estudantes levarão o livro escolhido para casa. Comunique os responsáveis sobre etapas que podem ser observadas no trabalho com o livro, como a leitura em voz alta e dialogada, permitindo que os responsáveis leiam os poemas para os filhos, incentivando a imaginação e o vocabulário, além de conversar sobre o conteúdo antes, durante e depois da leitura.

O trabalho de seleção do poema, cópia do trecho e desenho podem ser desenvolvidos em família. Agende a data para a apresentação dos trabalhos em uma roda de leitura, dinamizando o espaço de aprendizagem e permitindo a partilha das experiências na execução do projeto.

Texto de apoio

Recursos não ópticos e adaptações ambientais Os recursos não ópticos são mudanças nos materiais que melhorem as condições ambientais da pessoa com deficiência visual. Podem ou não serem associados aos demais recursos e apresentam como principal objetivo adaptar e melhorar as condições visuais. Muito utilizado em ambiente escolares para promoção do acesso as informações do meio, devem ser analisados numa postura reflexiva e de debates com pessoa que utilizara para realmente obter resultados satisfatórios:

Dança durante cerimônia na Festa do Caboclo, em Itapira (SP), em 2024.

Indígena da etnia tuyuka da aldeia utapinopona, em Manaus (AM), em 2016.

Apresentação da quadrilha junina em Caruaru (PE), em 2025.

Baianas no Largo Terreiro de Jesus, em Salvador (BA), em 2025.

Gaúcho tomando chimarrão, São Sepé (RS), em 2017.

2 Agora, que tal pesquisar outros poemas que falem sobre a rica cultura brasileira?

Você vai levar para casa um livro da biblioteca que:

• tenha poemas escritos por autores brasileiros;

• trate sobre festas, comidas, paisagens ou modos de falar do Brasil;

• mostre a alegria, a beleza e a diversidade do povo brasileiro.

Dica: Leve o livro na sacolinha da leitura.

3 Depois da leitura, copie no caderno um trecho do poema de que você mais gostou e ilustre-o. Escreva de qual região do Brasil o poema fala.

Traga seu livro, o trecho escolhido e o desenho para compartilhar com os colegas na próxima Roda de leitura

1. Materiais que associem tato e visão: principalmente para explorar os conteúdos de história, geografia, ciência, matemática, entre outros. São mapas em alto relevo, maquetes, figuram em relevo, maquetes e objetos tridimensionais.

2. Prancha de apoio ou plano elevado: Tornar o uso de apoio de leitura/escrita um hábito, prevenindo problemas posturais significativos no futuro. Entretanto, deve-se deixar o estudante aproximar o material de leitura para perto e permitir que ele movimente sua cabeça dirigindo o olho à posição que permita a utilização do seu melhor campo de visão.

OLIVEIRA, Monica Gonçalves de. Apostila leitura inclusiva em sala de aula à distância. São Paulo: Fundação Dorina Nowill para Cegos, 2022. Disponível em: https://trocandosaberes.com.br/wp-content/ uploads/2022/07/leitura-inclusiva.pdf. Acesso em: 12 ago. 2025.

Veja orientações na seção Plano de aula.

PRODUÇÃO

ESCRITA

Poema visual

Você vai criar um poema visual em que imagem e texto se complementam para criar significados. Os poemas poderão ser publicados no site ou blog da escola ou expostos em um mural fora da sala de aula.

1. Antes de escrever o poema, monte um mapa mental para organizar suas ideias. No centro da folha de caderno, desenhe ou cole uma imagem. Veja algumas sugestões a seguir.

Ao redor da imagem, escreva os itens seguintes, ligando-os com setas à imagem.

a) Palavras que descrevam o objeto

b) Palavras que expressem emoções ou sensações (exemplos: liberdade, saudade, vento).

c) Verbos ligados ao que o objeto faz ou transmite (exemplos: girar, voar, guardar, abrir).

d) Palavras que rimem ou soem bem com as outras.

e) Ideias para o formato do poema: o poema vai seguir o contorno da imagem? Vai ter letras grandes ou pequenas?

Dica: Você pode fazer esse mapa com lápis de cor ou no computador, com a ajuda do professor.

Atividade complementar

Leve alguns objetos que os estudantes possam manusear, como catavento, bicho de pelúcia, um caleidoscópio etc. Peça que, oralmente, façam uma descrição poética de cada um desses elementos, explorando formas, cores, utilidade, espaços de uso, possíveis sons que podem produzir com os objetos etc. A atividade pode ser uma preparação para a produção textual, para exercitar a criatividade, a sensibilidade e as percepções sensoriais e imagéticas dos estudantes.

OBJETIVO

• Produzir um poema de acordo com a função social proposta.

• Compreender os elementos que compõem um poema.

• Relacionar imagens e palavras

• Expressar-se por escrito com eficiência e de forma adequada a diferentes situações comunicativas, interessando-se pela correção ortográfica e gramatical.

• Refletir sobre a sua produção escrita, ampliando o vocabulário.

PLANO DE AULA

Produção escrita 1. Ressalte com a turma a importância do planejamento para a produção de textos. Reforce que devem escolher uma das imagens apresentadas no livro ou outra que acharem interessante como inspiração para a produção. Outras imagens que podem ser apresentadas para os estudantes são: lápis, caneta, frutas, animais, livros, eletrodomésticos, brinquedos, flores, bicicleta etc.

Oriente a criação de um mapa mental, conforme as indicações do livro. Peça que colem a imagem ou façam o desenho no centro da folha de caderno. Em seguida, oriente-os a traçar setas e marcar espaços para anotar as respostas às questões que nortearão a produção. Faça um modelo na lousa e preencha livremente com suas ideias para um poema. Ressalte que o poema é um texto que pode ser composto com muita liberdade.

PLANO DE AULA

Produção escrita

2. Oriente os estudantes para que, durante a produção do rascunho, utilizem as palavras ou frases registradas no mapa mental. É importante analisar o tipo e tamanho da letra que empregarão para escrever o poema. Se possível, apresente outros exemplos de poemas visuais para que observem diferentes possibilidades de dispor as letras no papel e formar imagens. O uso de onomatopeias, em alguns casos, pode ser um recurso expressivo interessante.

3. Organize o momento de troca de textos para análise crítica de maneira a incluir todos os estudantes. Incentive-os a destacar aspectos positivos da composição e aspectos que podem ser melhorados, sempre empregando uma linguagem não violenta, respeitosa e abrindo possibilidades de trocas com os colegas. Alguns estudantes podem sentir dificuldade em compartilhar suas produções ou avaliar a produção de um amigo, nesses casos, interfira promovendo uma integração segura ao demonstrar a importância do olhar de um leitor crítico. Chame a atenção dos estudantes para o fato de que, como autores, eles têm autonomia para acatar ou não as sugestões dos colegas.

4. Analise os poemas produzidos e, se necessário, faça pequenas intervenções para ajustes no texto.

Refletir e avaliar: abra espaço para que os estudantes comentem o que consideraram mais interessante no processo de produção. Instigue-os a verbalizar a importância dos textos que leram na unidade para a produção textual. É interessante proporcionar um momento para que discutam sobre a interação da turma e o sucesso da produção.

2. Com base no seu mapa mental, faça o rascunho do seu poema visual.

• Use palavras e letras para formar contornos, caminhos ou desenhos.

• Pense em como a imagem e as palavras se completam.

• Deixe espaços entre palavras e frases para que os leitores compreendam o texto com facilidade.

3. Troque sua produção com a de um colega para verificar:

• se o poema relaciona imagem e palavras;

• o que você compreendeu sobre o poema.

4. Antes de passar o poema a limpo, mostre-o para o professor. Ele poderá dar dicas para deixar seu trabalho ainda mais interessante.

5. Com o professor e os colegas, decida se vão expor os poemas em um mural fora da sala de aula ou se vão publicá-los no site ou blog da escola.

REFLETIR E AVALIAR

Faça seu registro sobre a atividade na ficha da página 281.

ARQUITETURA, Hauz. [Chocolate]. 22 dez. 2020. Disponível em: https:// profissaoalfabetizacao.blogspot. com/. Acesso em: 12 maio 2025.

Atividade complementar

Como ampliação, proponha aos estudantes que pesquisem poemas visuais e concretos e observem o formato e a distribuição das letras na página. Não é necessário diferenciar os conceitos de poesia concreta e poesia visual, mas pode ser interessante mostrar exemplos dos poemas concretos que romperam com a estrutura poética tradicional em versos e comentar que essa inovação foi proposta pelo movimento concretista na década de 1950 e 1960. Se possível, projete e leia alguns poemas concretos com os estudantes (veja os sites indicados como sugestões a seguir).

Sugestões para os estudantes

• LYGIA CLARK. Acervo. Noigrandes 4 – poesia concreta. c2025. Disponível em: https://por tal.lygiaclark.org.br/acervo/8867/noigandres -4-poesia-concreta. Acesso em: 7 out. 2025.

• NETO, Amador Ribeiro (org.). Poesia concreta: Rever-Visão. João Pessoa: UFPB, 2018. Disponível em: https://www.cchla.ufpb.br/ dlcv/contents/documentos/banco-de-text os/amadorr-netoorg-ant-poesiaconcretare ver-visao.pdf. Acesso em: 25 set. 2025. Essas indicações apresentam diferentes exemplos de poesia visual e concreta. É interessante que os estudantes possam visualizá-los com tempo e orientação.

3 CIÊNCIA DENTRO DE CASA

LEITURA Texto instrucional

Você já viu uma erupção vulcânica? Se sim, sabe como ela acontece?

Vulcão Mauna Loa em erupção, no Havaí, nos Estados Unidos, em 2023.

Há vídeos na internet que ensinam a fazer experiências divertidas e interessantes. O professor vai exibir um vídeo que ensina a fazer uma experiência para simular um vulcão em erupção. Veja orientações na seção Plano de aula

Atenção!

Alguns vídeos de experiências parecem divertidos, mas podem ser perigosos e causar acidentes. Por isso, nunca reproduza experiências vistas na internet sem a supervisão de um adulto responsável.

3 Marque o que você achou da experiência Resposta pessoal.

OBJETIVOS

• Deduzir informações sobre o texto instrucional que será lido.

• Assistir a vídeo que apresenta instruções de um experimento.

• Interpretar informações dadas em vídeo.

• Compreender as características do gênero textual instrucional e instruções de experimento.

• Analisar a linguagem do texto instrucional.

• Realizar experimento científico com base em procedimentos prescritos.

• Identificar a estrutura e a funcionalidade de um texto instrucional.

• Observar e perceber diferenças entre linguagem oral e escrita.

• Perceber que o verbo apresenta valor central na composição e na compreensão de textos instrucionais.

PLANO DE AULA

Tema contemporâneo transversal

Ciência e tecnologia –as atividades desta seção contribuem para despertar, nos estudantes, o interesse pela forma como se dão as descobertas científicas de maneira interessante e divertida, contribuindo para a valorização da Ciência.

Articulação com

Ciências da Natureza

Essa seção permite o desenvolvimento de atividades ligadas a experimentos por meio da elaboração de textos instrucionais.

Leitura

Atividade 1. Comente com os estudantes que uma erupção vulcânica acontece quando a rocha que está derretida no interior da Terra é expelida para a superfície por um vulcão.

Atividade 2. Se possível, apresente aos estudantes o vídeo a seguir:

• VULCÃO de argila muito fácil. Tutorial. Ciência divertida. Publicado por: Criartelivre. 1 vídeo (ca. 5 min). Disponível em: https:// youtu.be/mn7KAnwaI5M? si=2aiHPhL3sHUnD3JS. Acesso em: 25 set. 2025. Depois, conduza uma conversa comparando as duas formas de instrução. Incentive os estudantes a refletir sobre o que ficou mais claro em cada suporte: no texto, as indicações de quantidades e a sequência verbal; no vídeo, a visualização dos movimentos e reações do experimento.

Atividade 3. Mesmo que os estudantes já conheçam e utilizem os emojis, auxilie-os a identificar o que melhor expressa a reação deles ao assistir ao vídeo.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 4. Inicie a atividade incentivando os estudantes a observar o título, a estrutura do texto e a imagem que o acompanha.

Se necessário, peça aos estudantes que consultem o dicionário para verificar o significado da palavra lava . É provável que encontrem algo semelhante a: massa líquida que ferve e se derrama do alto da montanha em que existe um vulcão em atividade.

Relembre a turma que o gênero texto instrucional está presente em nosso cotidiano nos manuais, bulas, guias, tutoriais, regras de jogo. Emprega linguagem clara e objetiva, os verbos indicam ações que devem ser realizadas, é organizado em uma sequência lógica, pode ser escrito em tópicos e trazer listas de materiais necessários quando o objetivo do texto é a produção de algo. Registre as principais características na lousa para, posteriormente, os estudantes checarem se o texto contém esses elementos. Só então abra espaço para que os estudantes leiam o texto silenciosamente.

Explore as instruções com perguntas sobre elas. Pergunte se é importante utilizar a quantidade correta dos materiais e seguir os passos na ordem indicada nas instruções. É esperado que eles percebam que, para que o experimento tenha o resultado esperado, é importante seguir todas as instruções.

4 Leia estas instruções para um experimento de lava de vulcão.

Lava de vulcão

Material

• 5 colheres de sopa de bicarbonato de sódio

• Vinagre

• Corante alimentício laranja ou da cor que desejar

• 2 colheres de sopa de detergente

• Um pote de plástico comprido ou uma garrafa PET cortada ao meio

Modo de preparo

Primeiro, coloque as cinco colheres de sopa de bicarbonato de sódio no fundo do recipiente. Adicione algumas gotas de corante alimentício laranja para que se pareça com a lava de um vulcão. Se preferir, faça sua lava de outra cor usando outras cores de corante. Em seguida, co loque um copo de detergente sobre o bicarbonato. Por fim, despeje o vinagre lentamente e observe a reação efervescente.

LAVA de vulcão: #comofaz?: ep 03. Publicado por: Canal da Bárbara. 2025. 1 vídeo (3 min). Disponível em: https://youtu.be/-z_LmXgpw8I?si=P5Z5nuC0O7VJNF8u. Acesso em: 19 ago. 2025.

Sugestões para os estudantes

• IGGULDEN, Conn; IGGULDEN, Hal. O livro perigoso para garotos. Rio de Janeiro: Galera Record, 2007.

A obra traz brincadeiras antigas, truques, jogos, curiosidades, batalhas famosas e histórias de personagens exemplos de coragem e bravura. Uma mistura de almanaque, enciclopédia e manual de sobrevivência, é uma leitura interessante para esta faixa etária.

• BUCHANAN, Andrea J.; PESKOWITZ, Miriam. O livro das garotas audaciosas. Rio de Janeiro: Galera Record, 2008.

Apresenta textos sobre surfe, moda e histórias de mulheres audaciosas brasileiras, como Anita Garibaldi, Nise da Silveira, Pagu, histórias sobre piratas famosas, mulheres espiãs e garotas que mudaram o mundo. Uma leitura instigante para os estudantes desta faixa etária.

5. Espera-se que os estudantes respondam que o texto tem como objetivo instruir e orientar o leitor a realizar uma experiência.

Qual é o objetivo do texto Lava de vulcão?

Textos que ensinam a fazer experiências, preparar receitas, montar objetos, explicar funcionamento de aparelhos, ensinar regras de jogos, entre outros, são chamados textos instrucionais

Qual é a importância do título em textos como Lava de vulcão?

Observe estas imagens da lava escorrendo de um vulcão em erupção e do resultado do experimento.

Vulcão Kilauea em erupção, no Havaí, nos Estados Unidos, em 2007.

Menina fazendo experimento científico de erupção vulcânica.

• O que há em comum entre as imagens da lava do vulcão e do experimento?

O movimento de saída é parecido: no vulcão, a lava escorre para fora, enquanto no experimento o líquido sobe e borbulha, lembrando a lava fervendo. Além disso, a cor do líquido que forma bolhas no experimento é semelhante à cor da lava.

6. Espera-se que os estudantes percebam a importância do título em textos instrucionais, pois ele indica ao leitor, desde o início, o que está sendo proposto confeccionar, preparar ou realizar.

29/09/25 19:47

Atividade 5. Aproveite a oportunidade para comentar com os estudantes que não são apenas os cientistas que realizam experimentos, leem ou escrevem instruções. Todos nós podemos recorrer a essas anotações quando utilizamos uma receita ou o manual de algum produto ou equipamento (brinquedo, tablet , celular, eletrodomésticos etc.) para saber como funcionam, por exemplo.

Atividade 6. Auxilie os estudantes a estabelecer uma relação de sentido entre o título e o texto instrucional. Incentive-os a comentar que outros textos também têm como título o nome do que será produzido ao final. É possível que citem receitas culinárias, por exemplo.

Atividade 7. Será interessante apresentar imagens (de preferência, vídeo) de vulcões em erupção para que os estudantes possam observar o movimento dos líquidos coloridos e compará-lo com o do resultado da experiência.

Se julgar conveniente, mostre aos estudantes a reportagem sobre a erupção do vulcão Cumbre Vieja, na Espanha, em 2021 (VULCÃO Cumbre Vieja destrói prédios em La Palma, nas Ilhas Canárias. Publicado por: TV Brasil. 2021. 1 vídeo ( ca . 2 min). Disponível em: https:// youtu.be/MIdCOQ8p3KA. Acesso em: 25 jun. 2025).

Comente os riscos que as pessoas correram e os estragos feitos pelo vulcão, contrastando com a beleza da imagem das lavas, mencionada pelas entrevistadas.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 8. Instigue os estudantes a comentar qual é a função das orientações nos textos instrucionais.

Ressalte para a turma que textos instrucionais propõem, aconselham, recomendam ou instruem uma ação. A linguagem deve ser clara e objetiva, com verbos no imperativo ou no infinitivo.

Atividade 9. Auxilie os estudantes a perceber a estrutura desse gênero: peça que observem a descrição dos materiais necessários para a realização do experimento e identifiquem também as etapas realizadas.

Ressalte que, em textos instrucionais, as instruções também podem aparecer numeradas, em vez de usar expressões que marcam a ordem cronológica.

Aproveite a oportunidade para explicar para a turma que um experimento trata de instruções a serem seguidas e que seguir a ordem dessas instruções é fundamental para o êxito da experiência. Desse modo, nenhuma etapa pode ser adiantada ou suprimida.

Se achar conveniente, propicie uma reflexão sobre a importância de haver regras na vida em sociedade e o quão valioso é segui-las. Pergunte que regras eles seguem em casa e que combinados devem seguir na escola.

Atividade 10. Discuta a questão observando se os estudantes conseguem inferir que o corante serve apenas para tornar o líquido colorido.

Atividade 11. a e b) O objetivo da questão é chamar a atenção dos estudantes para o fato de que as instruções

10. Espera-se que os estudantes percebam que o corante não interfere na realização do experimento, apenas faz com que a espuma fique colorida, lembrando ainda mais a cor da lava na erupção de um vulcão.

8 Escreva a função de cada um desses itens no texto que você leu.

a) Material necessário:

Relação de materiais a ser utilizados na experiência.

b) Modo de preparo:

Orientações do passo a passo da experiência.

9 Por que as etapas das instruções não estão numeradas?

Espera-se que os estudantes concluam que os numerais foram substituídos por palavras

ou expressões que evidenciam a sequência das ações: primeiro, em seguida, por fim.

10 Na lista de materiais, qual item poderia ser eliminado sem que causasse prejuízo à experiência? Por quê?

11 As frases a seguir apresentam informações incorretas. Reescreva cada uma fazendo as correções necessárias.

a) É possível fazer a experiência lendo apenas uma parte das instruções.

Sugestão de resposta: Não é possível fazer a experiência lendo apenas uma parte das instruções.

b) Uma pessoa que não conheça a experiência não entenderia as instruções, pois elas não são ilustradas.

Sugestão de resposta: Uma pessoa que não conheça a experiência entenderia as instruções, mesmo elas não sendo ilustradas.

12 As palavras coloque, adicione, misture e despeje indicam: nomes. características.

X ações, orientações a serem seguidas.

Nos textos instrucionais, os verbos indicam ações, ordens e orientações a serem seguidas.

devem ser lidas na íntegra e também de que textos instrucionais podem vir ou não acompanhados de ilustrações, pois muitas vezes elas facilitam a compreensão dos passos a serem seguidos; no entanto, nem sempre são essenciais.

Atividade 12. Explique aos estudantes que a presença de verbos que dão ordens/ instruções é uma das características do texto instrucional.

OBJETIVOS

• Identificar aspectos comuns ao registro informal e formal.

DIVERTIDAMENTE Linguagem formal e informal

1 Leia um trecho de um artigo de divulgação científica.

Limpeza na boca

Olhando os dentes em um microscópio, a gente se assusta com a quantidade de germes que podem grudar neles quando há restos de alimentos na nossa boca. Para se livrar desses visitantes chatos que cau sam doenças e mau cheiro, é preciso escovar bem os dentes.

JÁ PARA o chuveiro! Recreio: corpo humano. São Paulo: Abril, 2011. p. 112-113.

• Esse artigo foi escrito em uma revista para crianças, por isso foi usado o registro informal , com expressões típicas de uma linguagem descontraída. Sublinhe exemplos dessa linguagem.

2 Imaginem que esse artigo será divulgado em outro tipo de publicação, na qual é necessário utilizar um registro mais formal. Reescrevam esse trecho substituindo as palavras ou expressões que vocês sublinharam.

Dica: Quando necessário, usem o dicionário.

Sugestão de resposta: Olhando os dentes em um microscópio, nós nos assustamos com a quantidade de germes que aderem a eles quando há restos de alimentos na nossa boca.

Para eliminar esses germes/micróbios/micro-organismos que causam doenças e mau cheiro, é preciso escovar bem os dentes.

Atividade complementar

29/09/25 19:47

A proposta desta atividade é que os estudantes dramatizem uma situação em que usem o registro linguístico informal e outra em que usem o registro linguístico formal. Para isso, organize-os em grupos. Defina as duas situações (de registro formal e de registro informal) que cada grupo vai dramatizar. Os grupos reunidos devem definir como vão encenar, pensando o contexto, o ambiente, o tema, as falas e o grau de intimidade entre os falantes. Auxilie os estudantes nessa fase. Disponibilize um tempo das aulas para promover os ensaios e agende um dia para que os grupos se apresentem. Se preferir, programe dias diferentes para as apresentações. Ao término de cada dramatização, abra espaço para que os estudantes compartilhem o que foi produzido; aborde principalmente aspectos relacionados ao registro linguístico formal e informal.

• Refletir sobre as situações sociocomunicativas em que se utilizam os registros informal e formal.

• Retomar conteúdos já abordados.

• Remediar eventuais defasagens de aprendizagem.

PLANO DE AULA

Temas

Contemporâneos

Transversais

Saúde – A leitura e interpretação do texto dessa seção propiciam a reflexão sobre a importância de manter hábitos de higiene, como a escovação dos dentes.

Divertidamente

Atividade 1. É importante chamar a atenção dos estudantes para o fato de o registro informal estar adequado a uma revista destinada especialmente ao público infantil, pois o uso desse registro aproxima o leitor do texto. Atividade 2.  Com a reescrita, os estudantes irão observar as mudanças ocorridas ao se fazer a concordância com o pronome nós. Acredita-se que a forma a gente surgiu do substantivo gente, que apresentava, na história da língua, comportamento semelhante aos substantivos grupo , povo , multidão ; ou seja, poderia ser usada não só no singular, mas também no plural — esta gente/estas gentes. O plural, contudo, se perdeu com o tempo. Assim, a forma a gente, que significa um grupo indeterminado de pessoas com a inclusão do pronome eu, passou a ser utilizada apenas no singular, a despeito da interpretação semântica de plural.

Verifique se os estudantes compreenderam que os visitantes chatos são os germes.

OBJETIVOS

• Refletir sobre o uso das terminações -ram ou -rão em verbos.

• Identificar que verbos terminados em -ram se referem ao tempo passado e que aqueles terminados em -rão se referem ao tempo futuro.

• Identificar que a sílaba tônica das palavras auxilia no momento de grafá-las de acordo com a ortografia oficial.

PLANO DE AULA

Com que letra?

Atividade 1. As terminações -am e -ão podem ser facilmente comparadas com verbos terminados em -am que não estejam no passado ( passam , ajudam ) ou com verbos terminados em -ão que não estejam no futuro (são, vão). Essa é uma referência possível, mas a regra para o uso das duas terminações é:

• Usa-se -am se a palavra for verbo e paroxítona (falam, disseram).

• Usa-se -ão se a palavra for verbo e oxítona ou monossílaba tônica (dirão, dão).

• Usa-se -ão se a palavra for um substantivo e oxítona (Simão, corrimão).

• Usa-se -ão se a palavra for substantivo e paroxítona (órgão, Cristóvão).

Atividade 1. a, b, c, d e e) O objetivo da questão é levar os estudantes a perceber que as sílabas tônicas das palavras auxiliam no momento de registrar palavras terminadas em -ram e -rão. Assim, quando a palavra é oxítona (a sílaba tônica é a última), usa-se a terminação -rão e, quando a palavra é paroxítona (a sílaba tônica é a penúltima), usa-se a terminação -ram.

COM QUE LETRA?

Palavras terminadas em -ram ou -rão

1 Leia as frases. Depois, ligue cada frase ao tempo que elas indicam.

Cientistas descobrem vacinas. futuro

Cientistas descobriram vacinas. presente

Cientistas descobrirão vacinas.

a) Separe as sílabas dos verbos nos quadrinhos. descobriram des co bri ram

descobrirão des co bri rão

b) Pinte a sílaba tônica de cada um dos verbos.

c) A sílaba tônica ocupa a mesma posição nesses verbos? Não.

d) A palavra descobriram é: oxítona. X paroxítona. proparoxítona.

e) A palavra descobrirão é: X oxítona. paroxítona. proparoxítona.

2 A frase a seguir está no tempo presente. Reescreva-a mudando a forma verbal para transmitir a ideia de tempo passado e tempo futuro.

Os estudantes pesquisam no computador. passado

Os estudantes pesquisaram no computador (passado)/Os estudantes pesquisarão no computador (futuro).

Atividade 2. O objetivo da atividade é levar os estudantes a perceber que, quando o verbo está no tempo passado, usa-se a terminação -ram, e que, quando o verbo está no futuro, usa-se a terminação -rão. O exercício da reescrita promove a reflexão e o aprimoramento da linguagem.

Sugestão para o professor

Jogo: Passado ou futuro

Entregue aos estudantes fichas com frases para serem completadas com verbos no passado e/ou no futuro, observando as terminações -ram e -rão. As frases devem conter índices para que os estudantes façam a opção correta pelo tempo verbal: “Tiago _____ (viajar) amanhã”. Leia para a turma a frase em voz alta e o verbo no infinitivo, aguarde o tempo da escrita e passe para uma nova frase. Depois da leitura de um bloco de frases, anote na lousa as opções corretas para que os estudantes façam a autocorreção e a soma dos pontos.

HORA DA HISTÓRIA Conto

1 Leia o título do conto e observe as ilustrações. O que você imagina que vai acontecer nessa história?

Resposta pessoal.

• Agora, acompanhe a leitura do conto.

Experiências do primeiro dia de aula

Meu primeiro dia na escola foi bem ruim. Hoje em dia as crianças não sabem direito como é o primeiro dia em que a gente entra na escola. Elas começam muito pequenas, com três anos estão no maternal. Comigo foi diferente. Eu já era meio grande. Tinha seis anos.

Até que chegou o dia de entrar na escola. Eu estava de uniforme. Calça curta azul, camisa branca.

Eu tinha uma camisa branca que me dava sorte. Era uma com uma pintinha no colarinho. Gostava daquela pintinha preta. Mas no primeiro dia de aula justo essa camisa tinha ido lavar. Fui com outra. Que não dava sorte.

Bom, daí a aula começou, teve o recreio, eu não conhecia ninguém. Tirei um sanduíche da lancheira, o lanche sempre ficava com um gosto de plástico por causa da lancheira, mas eu não sabia disso ainda, porque era a primeira vez que eu usava a lancheira, então tocou o sinal e fui de novo para a classe.

OBJETIVOS

• Ler e interpretar um conto.

Até que deu certo no começo. A professora começou a aula dizendo que iria fazer uma experiência bem legal. Pegou uma bacia com água, uma caneca e uma garrafa plástica com tampa, cheia de furinhos embaixo.

Toda entusiasmada, usou a caneca para encher metade da garrafa com a água da bacia. Só aí suspendeu a garrafa. A água passou por cada buraquinho. Então, ela tampou a garrafa e a água parou de cair. A turma fez um barulho de surpresa. Parecia até que a professora tinha se transformado num mágico, daqueles que vêm em festa de aniversário para entreter crianças. Ao mesmo tempo, ela parecia a aniversariante, dona da festa.

• Antecipar sentidos e ativar conhecimentos prévios relativos ao texto.

• Reconhecer e compreender o uso da onomatopeia como recurso para construção de texto.

• Participar de interações orais em sala de aula, questionando, sugerindo, argumentando e respeitando os momentos de fala.

• Desenvolver a fluência leitora.

Incentive os estudantes a identificar as palavras que indicam que o narrador está contando a história como se estivesse conversando com o leitor. Por exemplo: justo essa camisa; bom; bem legal; só aí etc.

Peça que os estudantes comentem qual é o experimento que a professora está fazendo. Pergunte se o narrador achou o experimento interessante. Releia o trecho: “[...] A turma fez um barulho de surpresa. Parecia até que a professora tinha se transformado num mágico, daqueles que vêm em festa de aniversário para entreter crianças. Ao mesmo tempo, ela parecia a aniversariante, dona da festa. [...] O fato é que eu tinha mania de assistir vídeos de experimentos e de truques de sobrevivência, por isso, sabia a resposta [...].”

Com base nesse trecho, mostre aos estudantes que o narrador parece estar um pouco entediado, já que conhecia muitos experimentos.

Competências socioemocionais

Autoconsciência e Autogestão

Aproveite a interpretação do texto para conversar com os estudantes sobre a importância de reconhecer os sentimentos e lidar com situações de estresse.

PLANO DE AULA

Hora da história

29/09/25 19:47

Atividade 1. Peça aos estudantes que comentem o que acham que vão ler com base na análise do título. Registre na lousa as sugestões da turma e, após a leitura, voltem a essas sugestões para verificar se as hipóteses se confirmam.

Chame a atenção dos estudantes para a linguagem que o narrador usa, frases curtas e bastante objetivas.

PLANO DE AULA

Hora da história

Pergunte aos estudantes o que significa a expressão estar boiando . É provável que muitos já saibam que essa expressão significa “não compreender o que está sendo dito”. Comente sobre o uso da linguagem coloquial para caracterizar o personagem, que é um menino.

Pergunte aos estudantes o porquê de o narrador ficar com mais vontade de fazer xixi cada vez que a professora repetia o experimento. Espera-se que eles associem a vontade de fazer xixi ao momento em que se escuta o som de água caindo.

Pergunte qual é a possível razão de a professora pedir ao menino que esperasse um pouco para ir ao banheiro. A turma pode concluir que a professora queria que todos os estudantes ficassem na sala de aula durante o experimento.

Sugestão para o professor

• SOUZA, Alice de. Gênios, não: como acolher crianças superdotadas. Nexo Jornal, 11 ago. 2023. Disponível em: https://www.nexojornal. com.br/externo/2023/08/11/ genios-nao-como-acolher -criancas-superdotadas. Acesso em: 25 set. 2025.

A atenção da família, da escola e da sociedade podem ajudar estudantes que têm altas habilidades a nutrir talentos e superar frustrações.

Foi aí que ela perguntou:

— Alguém sabe por que a água parou de cair quando eu tampei a garrafa?

O fato é que eu tinha mania de assistir vídeos de experimentos e de truques de sobrevivência, por isso, sabia a resposta, e gritei:

— É por causa do ar que entra quando a garrafa está destampada.

A professora me olhou. Naquele momento, as gengivas grandes e cor de rosa desapareceram do rosto dela. Será que eu respondi rápido demais? Dava pra ver que a turma toda estava boiando.

Como se nada tivesse acontecido, a professora continuou naquele abre e fecha da garrafa. Quando abria, lá vinha o chuveirinho.

Mas aí vieram os problemas.

Fui ficando com a maior vontade de fazer xixi.

A professora continuava com a experiência e repetia sem parar que se a gente fosse fazer a experiência em casa, os furos da garrafa tinham que ser feitos por um adulto.

E a vontade de fazer xixi ia aumentando.

Cruzar as pernas não adianta nessa hora.

Olhei para um coleguinha no banco da frente.

Tive inveja dele. Ele estava ali, tranquilo. Sem nenhum aperto. Como é que seria estar no lugar dele?

Pedir pra ser ele, pedir emprestado o corpo dele por algum tempo? Como alguém pode ficar sem vontade de fazer xixi? Sem nem pensar no problema?

Eu estava ficando meio desesperado. Eu era tímido também. Levantei a mão. A professora perguntou o que eu queria.

— Posso ir ao banheiro?

— Espera um pouco, tá?

Ela devia estar achando muito importante aquela história sobre o ar ocupar o espaço da água, fazendo, pressão, e o aguaceiro descer.

Sugestão para os estudantes

• TURMA DO PLENARINHO. Confira como ficou a história: O primeiro dia de aula, o Plenarinho, Brasília, DF, 8 out. 2018. Disponível em: https://plenarinho.leg.br/index.php/2018/10/continue -historia-o-primeiro-dia-de-aula/. Acesso em: 27 maio 2025.

A ferramenta que explica o dia a dia da Câmara dos Deputados para crianças, o Plenarinho, lançou, em 2018, um desafio para que os leitores continuassem uma história escrita pelo escritor mirim Akanni Alves. Muitas respostas vieram de diversos lugares do Brasil, e o próprio Akanni escolheu o resultado. O ganhador foi Gabriel Sanches Diniz. Será interessante mostrar as versões enviadas pelos leitores.

Levantei a mão de novo.

— Preciso ir no banheiro, professora...

Ela nem respondeu. Fez só um gesto com a mão. Para eu esperar mais.

Na certa, ela estava pensando que, no primeiro dia de aula, é importante não facilitar. Não dar moleza. Devia imaginar que todo mundo inventa que quer ir ao banheiro só para passear um pouco e não ficar assistindo aula.

Levantei a mão pela terceira vez.

Eu realmente não aguentava mais.

Só que a professora nem precisou responder.

Tinha tocado o sinal. Fim da aula.

Era só correr até o banheiro.

Levantei da carteira. A gente era obrigado a sair em fila.

Faltava pouco.

Claro que não deu.

Fiz o maior xixi. Dentro da classe. Logo eu, que nunca fui de fazer grandes xixis. Mas aquele foi fenomenal. Coisa de fazer barulho no chão.

CHUÁÁÁ...

A professora chegou perto de mim.

— Você estava apertado? Por que não me avisou?

COELHO, Marcelo. Experiências do primeiro dia de aula. 2025. Texto elaborado especialmente para esta obra.

Marcelo Coelho nasceu em São Paulo, em 1959. É escritor, jornalista, professor universitário e tradutor. Ao longo de sua carreira, publicou livros de ficção, literatura infantil e juvenil, além de obras críticas, incluindo o livro Minhas férias. QUEM É?

Texto de apoio

PLANO DE AULA

Hora da história

Pergunte aos estudantes o que o narrador estava sentindo quando se referiu à possibilidade de os estudantes inventarem que querem ir ao banheiro no primeiro dia de aula.

Os estudantes podem comentar que o narrador ficou incomodado por querer ir ao banheiro e não poder, achando a escola complicada até para fazer xixi. Pergunte por que, mesmo com permissão, não adiantava sair, já que a regra de sair em fila o faria esperar todos passarem.

Destaque o trecho em que o narrador fala do tamanho do xixi e usa a onomatopeia “CHUÁÁÁ...”, mostrando como a palavra escrita com letras maiúsculas reforça o volume. Por fim, proponha que digam como resolveriam o problema e comente que situações assim são comuns em aulas ou reuniões.

Comente, também, que é provável que o menino não tenha ressaltado que estava realmente apertado para ir ao banheiro.

29/09/25 19:47

Uma das posturas fundamentais diante da questão da infância são os processos de escuta: escutar as crianças. Falar de escuta de crianças nos faz assumir, de partida, uma compreensão de crianças não apenas como objetos – alguém que eu cuido, alguém que eu ensino, alguém que eu protejo ou tutelo — para colocá-las também como sujeitos da vida social. Parece uma obviedade, mas é melhor falarmos das coisas mais óbvias. E não tem sido óbvio falar das crianças como sujeitos, como pessoas inteiras, seja dentro de casa, na escola, no isolamento social, nas cidades, na formulação de políticas públicas. Assumir a perspectiva da criança como sujeito — não apenas como objeto da vida social — significa reconhecê-las como capazes, ao seu modo, de pensar, sentir, criar ideias, modos de ser, de conviver.

INSTITUTO ALANA. Base comum sobre infância e educação. São Paulo: Instituto Alana, 2020. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1frz1REQdrTFuo_RyyUeq6nw2jlFnuUYI/view. Acesso em: 25 set. 2025.

FELIPE CAMÊLO

PLANO DE AULA

Hora da história

Atividade 2. Incentive os estudantes a comentar que, durante a experiência com a água, o menino começou a sentir uma enorme vontade de ir ao banheiro e pediu insistentemente à professora permissão para sair da sala de aula. Os estudantes podem também comentar que o menino cruzou as pernas, mas isso não adiantou.

Atividade 3. Os estudantes podem chegar à conclusão de que a professora não permitiria que o menino saísse, porque, na visão dela, ele só queria sair da sala de aula. Contudo, também é provável que os estudantes concluam que a professora estava tão empolgada com a experiência que, na verdade, nem prestou atenção no que o menino estava tentando dizer.

Abra espaço para que os estudantes comentem se já viveram uma situação parecida. Aproveite esse momento para retomar os combinados da turma sobre a permissão para ir ao banheiro, beber água e outras situações em que é necessário sair da sala de aula.

Atividade 4. Chame a atenção dos estudantes para o fato de que as crianças, quando chegam à escola pela primeira vez, ainda estão conhecendo as palavras que compõem o vocabulário. Além disso, é comum que elas repitam as palavras para dar ênfase à informação associada a essa palavra.

Atividade 5. Se necessário, retome o conceito de onomatopeia com a turma. Aproveite a oportunidade para chamar a atenção para o fato de a letra x e o dígrafo ch representarem o mesmo som.

2. O menino ficou com vontade de fazer xixi ao ouvir o barulho de água caindo da garrafa. 3. Não, pois no final do texto a professora pergunta ao menino por que ele não avisou que estava apertado, mostrando que não havia percebido.

2 Qual problema o menino teve durante a explicação da professora?

• O que o menino fez para tentar resolver esse problema?

Ele pediu à professora permissão para ir ao banheiro.

3 A professora percebeu que o menino realmente estava com muita vontade de fazer xixi? Explique.

• Você já passou por alguma situação semelhante? Se sim, conte como você resolveu.

Resposta pessoal.

4 Releia um trecho do conto. Bom, daí a aula começou, teve o recreio, eu não conhecia ninguém. Tirei um sanduíche da lancheira, o lanche sempre ficava com um gosto de plástico por causa da lancheira, mas eu não sabia disso ainda, porque era a primeira vez que eu usava a lancheira, então tocou o sinal e fui de novo para a classe.

Marcelo. Experiências

• Nesse trecho, a repetição da palavra lancheira contribui para:

que o leitor saiba que o sanduíche estava mesmo na lancheira.

Dica: Você pode marcar mais de uma alternativa.

X passar a ideia de que o narrador é uma criança.

X proporcionar mais humor ao conto.

5 Sublinhe no conto a onomatopeia que remete ao barulho do xixi.

• Por que uma letra aparece repetida na onomatopeia?

Para ressaltar que foi um longo xixi.

DESCUBRA MAIS

• COELHO, Marcelo. A professora de desenho e outras histórias. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1995.

Se você se divertiu com o conto Experiências do primeiro dia de aula, vai gostar ainda mais desse livro, que trata de lembranças escolares.

Texto de apoio

Onomatopeia. Figura sonora, modalidade de figura de linguagem, que consiste na formação de palavras que imitam ou sugerem determinados sons ou ruídos. Ex: pingue-pongue, miau, miar, mugir. Recurso muito usado em histórias em quadrinhos com finalidade de sonorizar a tira.

GIACOMOZZI, Gilio. Dicionário de gramática. São Paulo: FTD, 2004. p. 203.

COELHO,
do primeiro dia de aula 2025. Texto elaborado especialmente para esta obra.

OBJETIVOS

• Comparar informações explícitas em textos.

NOSSA LÍNGUA

Encontro vocálico e ditongos na oralidade

1 Releia um trecho do conto Experiências do primeiro dia de aula

Tinha tocado o sinal. Fim da aula.

Era só correr até o banheiro.

Levantei da carteira. A gente era obrigado a sair em fila.

Faltava pouco.

Claro que não deu.

COELHO, Marcelo. Experiências do primeiro dia de aula 2025. Texto elaborado especialmente para esta obra.

a) Copie desse trecho as palavras que possuem dois ou mais sons vocálicos juntos.

As palavras são: aula, banheiro, levantei, carteira, sair, pouco, não, deu.

b) Circule os sons vocálicos que aparecem juntos nas palavras que você copiou.

O encontro vocálico é a junção de dois ou mais sons vocálicos em uma mesma palavra.

2 Ao pronunciarmos algumas palavras com encontros vocálicos, é comum omitirmos os sons de algumas letras.

• Leia em voz alta as palavras a seguir e comente com os colegas que letra pode não ser pronunciada em cada palavra.

besouro • vassoura • caixa carneiro • baixo • peixe mamadeira • tesoura • dinheiro

Texto de apoio

O que é o preconceito linguístico?

Veja orientações na seção Plano de aula

29/09/25 19:47

O preconceito linguístico é a atitude que um indivíduo ou um grupo social assume diante de algum modo de falar que é diferente do seu. Pode ser uma variedade linguística social (usada por determinada classe social) ou regional, mas também pode ser uma outra língua, no caso de sociedades plurilíngues. Como todo preconceito, o linguístico é a manifestação, de fato, de um preconceito social, porque o que está em jogo não é a língua que a pessoa fala, mas a própria pessoa como ser social. Uma vez que a língua é parte fundamental da identidade de um indivíduo e de um grupo social, rejeitar a língua é rejeitar a própria pessoa e a comunidade de que ela faz parte.

SOUZA, Warley. Marcos Bagno: a língua como instrumento de poder. UNE, nov. 2014. Disponível em: https:// www.une.org.br/2014/11/marcos-bagno-a-lingua-como-instrumento-de-poder/. Acesso em: 25 set. 2025.

• Reconhecer encontros vocálicos.

• Identificar o fenômeno da redução de ditongos na oralidade (i, ei e ou).

PLANO DE AULA

Nossa língua

Atividade 1. Certifique-se de que os estudantes compreenderam que devem localizar no trecho palavras que possuem dois ou mais sons vocálicos juntos, não necessariamente na mesma sílaba. Atividade 2. Peça aos estudantes que leiam as palavras em voz alta. Comente que, na oralidade, é comum não pronunciarmos alguma letra nas situações em que acontecem encontros vocálicos. Esse fenômeno é chamado de redução de ditongo. Na escrita, por outro lado, é preciso grafar todas as letras. Na língua portuguesa, no Brasil e em outros países onde a nossa língua também é falada, quase sempre pronunciamos o ditongo /ou/ como /o /. Dizemos: estô em vez de estou; tesoro em vez de tesouro ; otro em vez de outro etc. É preciso ficar bem atento para a grafia dessas palavras, pois os estudantes poderão escrevê-las como as pronunciam, reduzindo o ditongo. Também os ditongos /ei/ e /ai/ tendem a ser reduzidos, mas a supressão do fonema /i/ só ocorre em certas palavras, como caixa , beijo , queixo , ribeirão . Em palavras como peito e seiva , o fonema /i/ tende a se conservar.

PLANO DE AULA

Nossa língua

Atividade 3. Nessa fase de escolaridade, optou-se por não nomear vogal e semivogal para os estudantes. No entanto, se achar conveniente, algumas informações podem ser repassadas para a turma. Selecione, a seguir, as que considerar adequadas aos seus estudantes: Vogal é o som (fonema) que resulta da passagem do ar pela boca e pelas cavidades nasais sem encontrar obstáculos. Esses sons são representados pelas letras a, e, i, o, u. Na formação das sílabas, a vogal é fundamental e não há mais de uma vogal em uma sílaba. As vogais são classificadas quanto à intensidade em tônicas ou átonas. As vogais tônicas são pronunciadas com mais intensidade. Já as vogais átonas são pronunciadas com menos intensidade.

As semivogais, por sua vez, são representadas pelas vogais i e u , cujos fonemas são átonos, e aparecem apoiadas em uma vogal. Com as vogais formam uma só sílaba, por exemplo: mais, mau, ateu, boi.

As vogais e e o podem assumir o valor de semivogais, como em mãe , põe e mão . Assim, a junção de uma vogal e uma semivogal origina um encontro vocálico: ditongo, tritongo e hiato.

Os ditongos são formados pelo encontro de uma vogal mais uma semivogal ou de uma semivogal mais uma vogal em uma mesma sílaba, como em: silêncio , régua , chapéu, lição.

Os tritongos formam-se quando há a junção de uma semivogal mais uma vogal e outra semivogal em uma mesma sílaba, como em: enxaguou, saguão

tes ou ro torn ei ra

lapis ei ra chuv ei ro bebed ou ro b ai larina

4 Luiza colocou no mural do quarto uma lista do que ela não gosta que os outros façam.

• Complete a lista com as palavras do quadro.

3 Complete o nome das figuras com encontros vocálicos. geladeira • roupas • chuveiro • queijo cadeira • inteiro • caixa

• Reclamar o dia inteiro

• Mandar eu sair logo do chuveiro

• Implicar com as roupas que eu deixo na cadeira

• Mexer na minha caixa de itens favoritos.

• Deixar só um restinho de queijo na geladeira

O hiato forma-se na sequência de duas vogais pertencentes a sílabas diferentes, como em: saúde.

Atividade 4. Escreva as palavras na lousa e sublinhe os encontros vocálicos, pedindo aos estudantes que as pronunciem em voz alta. Mostre que, nessas palavras, é comum que algumas letras não sejam pronunciadas.

VOCÊ SOUBE?

Notícia: Museu de dinossauros em Minas

Gerais

1 Você sabia que existe um museu de dinossauros em Minas Gerais? Leia a notícia para conhecer os detalhes.

Peirópolis, em Minas Gerais, tem uma coleção de fósseis esperando pela sua visita!

Complexo em Peirópolis exibe coleção de fósseis descobertos na região, como titanossauros, restos de crocodilomorfos, rãs, tartarugas, ovos fósseis e troncos petrificados de coníferas.

Nos anos 1940, perto da região de Peirópolis, em Uberaba, no Triângulo Mineiro, começaram a ser encontrados fósseis de diferentes animais. Entre os achados, estavam ossos de dinossauros e até um ovo!

As descobertas chamaram a atenção de um dos primeiros cientistas brasileiros que estudou esses materiais, o paleontólogo Llewellyn Ivor Price. Ele trabalhava na Divisão de Geologia e Mineração e enviava os fósseis de Minas Gerais para serem estudados no Rio de Janeiro. Os moradores de Peirópolis nem imaginavam o que estava por vir…

A estação que virou museu

Naquela época, boa parte dos habitantes de Peirópolis trabalhava nas áreas de mineração e agropecuária. Mas, por volta dos anos 1960, essas atividades começaram a diminuir. A Estação de Trem de Peirópolis foi fechada em 1980, e muita gente foi procurar emprego em outros lugares.

Outras pessoas, porém, se lembraram dos fósseis descobertos em Peirópolis e pensaram em criar um museu, para que os achados ficassem lá e não precisassem ser enviados a outras cidades para serem estudados.

OBJETIVOS

• Desenvolver o pensamento crítico e a valorização da cultura local.

• Estimular a reflexão sobre o uso consciente do patrimônio da cidade.

• Propor diálogo oral entre os estudantes, com base em um texto jornalístico real.

• Estabelecer relações entre o conteúdo lido e a realidade da comunidade em que vivem.

PLANO DE AULA

Articulação com Ciências da Natureza e Geografia

29/09/25 19:47

eles. Converse sobre a existência de fósseis de dinossauros no Brasil e revele que lerão um texto sobre um museu que abriga esse acervo. Comente sobre quais foram os achados na região de Peirópolis e sobre Llewellyn Ivor Price (1905-1980), o cientista que se interessou pelo estudo desses materiais. Price foi um dos primeiros paleontólogos brasileiros, reconhecido como o pai da paleontologia de vertebrados no Brasil. Em 1936, descobriu o  Staurikosaurus pricei , primeiro dinossauro encontrado no país. Trabalhou no Departamento Nacional da Produção Mineral, no Rio de Janeiro, contribuindo significativamente para o desenvolvimento da paleontologia no Brasil e no mundo.

Sugestão para os estudantes

• MUSEU DOS DINOSSAUROS — Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). Brasília, DF: Visite museus, c2025. Disponível em: https://visite.museus. gov.br/instituicoes/museu -dos-dinossauros-universi dade-federal-do-triangulo -mineiro-uftm/. Acesso em: 25 set. 2025.

O Museu dos Dinossauros da UFTM preserva e expõe fósseis do Triângulo Mineiro, destacando a paleontologia e a história geológica da região.

As atividades da seção permitem a exploração de temas ligados à origem e evolução das espécies, bem como o estudo sobre sítios arqueológicos do país.

Você soube?

Atividade 1. Antes de iniciar a leitura do texto, pergunte se os estudantes gostam de dinossauros e o que já ouviram falar sobre

PLANO DE AULA

Você soube?

Atividades 2 , 3 e 4. As atividades objetivam avaliar a compreensão e interpretação do texto lido. Aproveite para retomar as características do gênero notícia, já estudado.

Atividades 5. Permita que vários estudantes expressem sua opinião sobre a utilização de espaços públicos abandonados. Inicie o debate perguntando: “Existem espaços antigos abandonados na nossa cidade ou bairro?”; O que vocês acham que poderia ser feito com eles?”.

Destaque a importância do reaproveitamento de espaços como forma de: valorizar a história local; promover acesso à cultura; fortalecer o sentimento de pertencimento.

Registre as ideias da turma na lousa. Depois, peça que escrevam coletivamente uma frase de conclusão com base nas ideias compartilhadas.

Ajude os estudantes a organizar a escrita coletiva respeitando a opinião da maioria, mas incentivando escuta, cooperação e argumentação respeitosa.

Esta atividade:

• estimula o reconhecimento de patrimônios culturais locais e suas múltiplas possibilidades de uso social;

• promove a interpretação crítica do texto jornalístico ao relacioná-lo com a realidade dos estudantes;

• incentiva a prática da oralidade argumentativa, valorizando o debate como parte do processo de aprendizagem;

• fomenta o desenvolvimento da cidadania ativa e do pensamento sustentável, alinhado às competências gerais da educação básica.

2. Espera-se que os estudantes concluam que se trata de um fato. Chame a atenção deles para a presença, na notícia, de informações como o local, a data e os responsáveis pelo museu.

Além de preservar as descobertas locais, esta seria uma chance de trazer as pessoas de volta!

Assim foi criada a Associação dos Amigos do Sítio Paleontológico de Peirópolis (AASPP). E, depois de muitas conversas e negociações, finalmente foram abertos o Museu dos Dinossauros e o Centro de Pesquisas Paleontológicas Llewellyn Ivor Price, bem ali na antiga estação de trem, em 17 de julho de 1992.

NOBRE, Diogo. Peirópolis, em Minas Gerais, tem uma coleção de fósseis esperando pela sua visita! Ciência Hoje das Crianças, 1o dez. 2023. Disponível em: https://chc.org.br/ privado/em-um-museu-de-dinossauros-brasileiros/. Acesso em: 19 ago. 2025.

2 Essa notícia traz um fato ou um acontecimento inventado? Quais elementos da notícia confirmam sua resposta?

3 Qual é a importância cultural do museu de Peirópolis para a região?

É apenas um local turístico.

Guarda brinquedos antigos dos moradores.

X Valoriza os fósseis encontrados ali e mantém a história da cidade viva.

4 Marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

A criação do museu ajudou a cidade porque:

F expulsou os cientistas da região.

F levou os fósseis para outras cidades.

V preservou a história local e trouxe visitantes.

5 Discuta com os colegas e registre a conclusão da turma.

• Você acha que transformar um espaço antigo em um museu, como uma estação de trem, valoriza a cultura local?

• O que poderia ser feito com espaços antigos em sua cidade?

Sugestão de respostas: Sim, transformar espaços antigos em museus valoriza a cultura local porque ajuda a preservar a história e a memória da cidade. Esses espaços podem ser usados para exposições, contação de histórias, oficinas ou como centro cultural para toda a comunidade.

Atividade complementar

Reforce as ideias de reaproveitamento de espaços públicos, preservação da memória e valorização cultural.

Divida a turma em pequenos grupos e proponha a seguinte reflexão oral:

• que espaços antigos existem na nossa cidade ou bairro?

• como esses espaços estão hoje: conservados, abandonados, utilizados?

• como poderiam ser aproveitados de forma criativa e útil para a comunidade?

Anote na lousa algumas ideias de cada grupo e conduza uma conversa final com a turma, mediando os comentários e incentivando a escuta ativa e o respeito às opiniões.

MÃO NA MASSA!

LEITURA Texto instrucional

1. Resposta pessoal. Slime é o nome dado a uma espécie de massa de modelar pegajosa e grudenta, que pode ter diferentes cores, texturas e brilhos.

1 Você sabe o que é slime? Você já brincou com isso?

2 Leia uma das receitas que está no livro Slime: 20 receitas tops para botar a mão na slime.

Slime unicórnio

Ingredientes

100g de cola branca

1 colher de sobremesa de espuma de barbear

1 colher de sobremesa de sabonete líquido

1 colher de sobremesa de talco

1 colher de café de óleo corporal

3 cores de corante alimentício (sugestão: rosa, amarelo e verde)

Ativador

Dica: Escolha as cores com cuidado. Tons pastéis costumam ser uma boa pedida. Nesta slime você pode combinar duas, três ou até quatro cores. Quanto mais, melhor!

“SLIME UNICÓRNIO”, DO LIVRO: SLIME: 20 RECEITAS TOPS PARA BOTAR A MÃO NA SLIME! COTIA: PÉ DA LETRA, 2020. P. 24-25. E P. 40

Atividade 2. Inicie a atividade estimulando os estudantes a observar o título, a estrutura do texto e a imagem que o acompanha. Relembre a turma dos elementos característicos do gênero texto instrucional. Registre-os na lousa para, posteriormente, checarem se o texto contém esses elementos. Só então abra espaço para que os estudantes leiam o texto. Explore as instruções com perguntas e ressalte os recursos gráficos usados na lista de ingredientes. Leve os estudantes a perceber a relação de sentido entre os recursos e as ações de verificação e conferência. É provável que esses recursos tenham sido usados também para tornar o texto mais atraente para o leitor.

Atividade complementar

Com antecedência, selecione uma receita culinária simples que pode ser preparada com os estudantes.

Digite a receita e providencie fotocópias para todos os estudantes ou, se preferir, registre-a na lousa.

Proponha algumas perguntas com o objetivo de averiguar se os estudantes compreenderam as características e os elementos que, geralmente, compõem o gênero textual receita culinária. Seguem algumas sugestões de perguntas que podem ser feitas:

1. Leia com bastante atenção a receita a seguir.

OBJETIVOS

• Deduzir informações sobre o texto instrucional que será lido.

• Realizar leitura multimodal.

• Participar de situações de intercâmbio oral.

PLANO DE AULA

Articulação com Ciências da Natureza

As atividades da seção permitem a interação com Ciências da Natureza no desenvolvimento de experimentos ligados à produção de slime.

Leitura

29/09/25 19:47

Atividade 1. Informe que slime significa algo viscoso ou pegajoso. É também o nome dado a uma espécie de geleca que se assemelha a uma massa de modelar caseira.

Abra espaço para que os estudantes comentem se a imagem ajuda na compreensão do que é uma slime.

A opção por trabalhar com receitas de slime se deu devido ao fato de este ser um tema atrativo para as crianças. Dessa forma, podem associar os gêneros textuais que aprendem na escola a gêneros textuais que encontram socialmente.

2. Em quantas partes essa receita está organizada?

3. O modo de preparo contém todos os alimentos citados na parte de ingredientes?

4. Nessa receita, há a indicação dos utensílios que devemos usar para prepará-la?

5. Localize os verbos no texto. Circule de verde os verbos que apenas dão a ideia de ação e, de azul, os verbos que exprimem a ideia de dar ordem ou fazer pedido.

PLANO DE AULA

Leitura

Leia com os estudantes o passo a passo. Durante a leitura, destaque os verbos no modo imperativo presentes em cada etapa, explicando que eles são utilizados para expressar uma ordem, um comando ou uma instrução clara sobre o que deve ser feito. Nesse primeiro momento, diga apenas que esses verbos indicam ações que precisam ser executadas com precisão, pois são essenciais para que o resultado final da receita seja alcançado com sucesso. Aproveite a oportunidade para ressaltar a importância de seguir a sequência correta das etapas. Explique que, em um texto instrucional como uma receita, a ordem dos passos é planejada com base em uma lógica que visa facilitar a execução e garantir um bom resultado. Pergunte: “O que aconteceria se invertêssemos a ordem da receita? Teríamos o mesmo resultado?”. Transfira a reflexão para outros textos instrucionais presentes no dia a dia, por exemplo uma bula. Pergunte: “Podemos modificar a dosagem de um remédio sem a ordem do médico?”; “O que poderia acontecer?”; “No passo a passo para a instalação de um videogame, podemos alterar as etapas?”. Essa reflexão é importante para que os estudantes considerem que, para compor um texto instrucional, uma lógica é observada tendo em vista o resultado esperado.

1. Despeje a cola em um recipiente.

5. Divida a base em quatro partes iguais. Agora é só colorir. Para isso, coloque apenas duas gotas de corante e manuseie cada parte até a cor ficar uniforme.

Atividade complementar

2. Coloque aos poucos os demais ingredientes, mexendo sempre.

3. Vamos ativar sua base. Goteje o ativador na mistura e mexa bem. Repita esse procedimento até a slime começar a desgrudar do fundo do pote.

4. Quando a slime desgrudar, pegue-a com as mãos e, num movimento de “esticar e unir a massa”, dê o ponto até que ela solte completamente dos dedos.

6. Coloque as partes sobre a mesa, uma ao lado da outra, e comece a misturar todas as cores. Prontinho! Ficou linda!

Desenhe na lousa um jogo da velha e convide estudantes voluntários para jogarem algumas partidas. Depois, organize a turma em trios e peça que escrevam um texto instrucional com as regras do jogo da velha. É importante que detalhem todas as ações necessárias para o desenvolvimento do jogo. Leia os textos produzidos e sugira ajustes. A atividade permitirá a avaliação da escrita e da apropriação da estrutura dos textos instrucionais, bem como a verificação da necessidade ou não de exercícios para a fixação do conteúdo.

SLIME: 20 receitas tops para botar a mão na slime! Cotia: Pé da Letra, 2020. p. 24-25.

3. Espera-se que os estudantes respondam que textos instrucionais geralmente são publicados em livros, revistas e sites

3 Onde, geralmente, são publicados textos instrucionais?

4 Em sua opinião, qual é a relação entre o título da receita e o que ela ensina a preparar? Explique.

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes concluam que a receita ensina a fazer uma slime usando cores que, geralmente, são relacionadas a unicórnios em desenhos animados.

5 Nessa receita, as imagens:

X contribuem para que o leitor compreenda o passo a passo. evidenciam que slime é um brinquedo para crianças.

X contribuem para deixar o texto escrito mais atraente.

X mostram o produto final da receita.

6 Releia os trechos a seguir, observando as palavras em destaque.

1 colher de sobremesa de talco

1 colher de café de óleo corporal

SLIME: 20 receitas tops para botar a mão na slime! Cotia: Pé da Letra, 2020. p. 24.

a) A receita tem café como ingrediente?

Sim X  Não

b) Qual é a função das palavras em destaque?

7 Marque qual destas cores é um tom pastel.

As palavras em destaque indicam o tamanho das colheres que serão usadas para cada ingrediente.

8 Sublinhe na receita os verbos que indicam as ações que devem ser realizadas para fazer a slime

• Agora, escreva como esses verbos são encontrados no dicionário.

Despejar, colocar, gotejar, repetir, pegar, dar, dividir, manusear, começar.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 3. Comente que convivemos com uma infinidade de textos instrucionais, como: regras de jogos, guias de montagem de brinquedos, experimentos, receitas culinárias, bulas de medicamentos, entre outros. Aproveite a oportunidade para levantar com a turma outros suportes em que podem ser encontrados textos instrucionais, como: embalagens de alimentos, rótulos, caixas de remédio, cartazes etc.

que as palavras sobremesa e café são utilizadas para nomear os tipos de colher. Além disso, a questão visa levá-los a interpretar os modos de dimensionar as quantidades dos ingredientes. Informe que é possível encontrar as medidas indicadas por peso (por exemplo: grama, quilograma etc.). Verifique se sabem a diferença entre os tamanhos das colheres. Se necessário, apresente esses utensílios aos estudantes, diferenciando-os.

29/09/25 19:47

Atividade 4. Estimule os estudantes a criar outros títulos para substituir Slime unicórnio, a fim de verificar se compreenderam que o título deve ter relação direta com o produto da receita. Aceite as respostas, desde que coerentes.

Atividade 5. Comente que as imagens funcionam como suporte para a leitura e é fundamental que combinem com o texto escrito e estejam próximas ao item da lista de ingredientes ou aos passos a que se referem.

Atividade 6. O objetivo das questões é verificar se os estudantes compreenderam

Atividade 7. Chame a atenção dos estudantes para as imagens da slime pronta que acompanham o texto. Abra espaço para que comentem quais cores foram usadas na slime de exemplo. Pergunte: “Nessa slime , as cores são vibrantes ou suaves?”. Observe se inferem, com base na análise das imagens, que cores pastel são aquelas mais suaves, com menos saturação e vibração. Atividade 8. Certifique-se de que compreenderam que devem sublinhar os verbos no modo imperativo. O objetivo é levá-los a perceber que o emprego do modo imperativo possibilita chamar a atenção do leitor, envolvendo-o e levando-o a fazer o que o texto propõe. Assim perceberão o uso desse modo verbal como recurso de persuasão. Além de chamar a atenção dos estudantes para a presença de verbos no texto instrucional, a questão também permite que os estudantes retomem um conteúdo abordado em volumes/unidades anteriores: a forma como os verbos são apresentados no dicionário.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 9. a) Chame a atenção da turma para a imagem que acompanha as orientações dessa etapa. Em cada parte é usada uma cor de corante e se deve pingar apenas duas gotas em cada parte.

Atividade 9. b) Instigue-os a relacionar o termo uniforme a outros contextos, levando-os a inferir o significado dessa palavra. Se achar conveniente, peça aos estudantes que procurem o significado no dicionário.

Atividade 10. Peça aos estudantes que leiam novamente a receita e verifique se compreendem que a massa deve ser dividida quando não estiver mais grudando nas mãos.

Atividade 11. Na discussão, comente que esse símbolo é utilizado para confirmar algo, indicar que algo foi visto, verificado etc. Aproveite a oportunidade para comentar que esse símbolo também é utilizado em aplicativos de mensagem para indicar que determinada mensagem foi enviada, entregue e lida.

Texto de apoio

Textos multimodais: a nova tendência na comunicação

Os arcabouços teóricos de Nascimento et al. (2011) defendem que nenhum texto é monomodal e/ou monossemiótico. Pelo contrário, todo texto é multimodal e multissemiótico. Há textos que são materializados unicamente através da escrita. Ainda assim, esses textos trazem consigo marcas e traços multimodais, tais como: cores e fontes diferenciadas em um mesmo texto, o tamanho da fonte, o itálico, o negrito, o sublinhado etc. Para os autores, a predominância da linguagem

9 Releia um dos passos da receita e observe novamente a imagem.

5. Divida a base em quatro partes iguais. Agora é só colorir. Para isso, coloque apenas duas gotas de corante e manuseie cada parte até a cor ficar uniforme.

a) Os corantes devem ser acrescentados em toda a base? Explique.

Não. Primeiro, a base deve ser dividida em quatro partes. Depois, deve-se pingar, em

apenas três delas, duas gotas do corante escolhido para cada parte.

b) O que você entende por cor uniforme?

Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes concluam que cor uniforme significa que a cor tem apenas um tom em toda a massa, ou seja, não há partes mais escuras ou mais claras.

10 Em que momento do preparo é necessário dividir a massa?

No momento em que a massa estiver em um ponto que não gruda nos dedos.

11 Explique o significado do símbolo , usado na lista de ingredientes da receita.

O símbolo indica que o item da lista foi cumprido.

• Agora, leia a lista e indique as ações que você já fez hoje usando esse símbolo.

Resposta pessoal.

Tomei banho.
Escovei os dentes. Brinquei no recreio. Fiz a lição de casa. Arrumei minha cama.

escrita em um dado texto não significa dizer que este é monomodal. Ainda que um dado texto seja marcado pela supremacia da linguagem escrita e, conseguintemente, pelos elementos alfabéticos, ele pode materializar traços multimodais. Isso acontece quando [...] alteramos a cor, a fonte ou o tamanho das letras.

[...]

Nesse sentido, o uso de elementos e recursos multimodais na construção textual enseja a extensão das potencialidades de

produção e, em especial, de compreensão de texto. A compreensão textual não é algo resultante apenas do texto verbal, mas abarca um grande leque de elementos semióticos. Ora, o leitor dá sentido ao texto tendo o respaldo não apenas de signos alfabéticos, mas de elementos imagéticos e visuais. Ou seja, os leitores envolvem-se em uma nova forma de ler marcada por documentos textuais materializados por elementos tanto verbais como visuais. A leitura e a escrita vão, então, adquirir um

SLIME: 20 receitas tops para botar a mão na slime! Cotia: Pé da Letra, 2020. p. 25.

2. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes mencionem, por exemplo, o uso de equipamentos de segurança como óculos, máscara, luvas, avental, além do auxílio e da supervisão de um adulto.

COMPARANDO TEXTOS Texto instrucional

1 Você acredita que experiências científicas podem causar acidentes? Se sim, como?

Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes respondam que sim, pois, dependendo da reação química dos ingredientes a serem manipulados, estes podem causar acidentes, como queimaduras ou inalação de gases tóxicos.

2 Em sua opinião, que cuidados devem ser tomados para evitar acidentes ao realizar uma experiência científica?

3 Agora, leia este trecho que apresenta algumas orientações para a realização de experiências científicas.

Pequeno cientista

Este livro mostra uma série de experiências que serviram para facilitar a vida das pessoas durante toda a história da humanidade. […] Antes de ler este livro, damos alguns conselhos para que você teste suas experiências.

Ponto 1: NÃO SE ESQUEÇA DE USAR UMA ROUPA APROPRIADA. Experiências provocam manchas!

Ponto 2: EM MUITAS DESSAS EXPERIÊNCIAS VOCÊ VAI PRECISAR DA AJUDA DE UM ADULTO. Afinal, usamos alguns produtos que não devem ser manipulados sem conhecimento.

Ponto 3: USE PROTEÇÃO QUANDO FOR NECESSÁRIO. Principalmente óculos e luvas.

Ponto 4: CUIDADO PARA NÃO SE QUEIMAR. Em algu mas das experiências usamos materiais em altas tem peraturas. Não toque neles: chame um adulto.

Ponto 5: USE RECIPIENTES APRO PRIADOS. Não pegue nada sem pe dir permissão. Afinal, nem to dos os recipientes podem ser usados. Pergunte primeiro.

Ponto 6: ABRA SUA MENTE. A ciência não é definitiva, está em constante pesquisa e exige muita observação.

[…]

EQUIPE SUSAETA. Minhas primeiras experiências: transforme-se em um pequeno grande cientista! Tradução: Mônica Alves. Barueri: Girassol, 2018. Não paginado.

novo formato e uma nova moldagem. A escrita, nesses documentos, está imersa entre um amplo contingente de elementos imagéticos. Isso torna o texto multimodal ou multissemiótico.

PORFIRIO, Silvio; SOUZA, Francisco E. B. de; CIPRIANO, Luis Carlos. Textos multimodais: a nova tendência na comunicação. 29 jul. 2015. Disponível em: https://www.observatoriodaimprensa. com.br/diretorio-academico/textos-multimodais-a -nova-tendencia-na-comunicacao/. Acesso em: 12 ago. 2025.

OBJETIVOS

• Ler e interpretar conselhos.

• Verificar a importância de seguir instruções para realizar experimentos.

• Refletir sobre os riscos envolvidos em experiências científicas.

• Desenvolver a habilidade comparativa entre textos.

PLANO DE AULA

Comparando textos

Atividade 1. Incentive os estudantes a compartilhar experiências pessoais, como experiências feitas em sala de aula, em casa ou que tenham visto em vídeos e programas educativos. Abra espaço para que os estudantes comentem o que poderia dar errado em uma experiência. Ouça-os com atenção e peça detalhes. Se necessário, acrescente circunstâncias que possam causar riscos.

Atividade 2. Verifique se as respostas dos estudantes são coerentes com o que listaram na atividade 1 e faça acréscimos, se considerar necessário. Destaque que não há resposta única e que o importante é pensarem em medidas práticas para evitar acidentes.

Atividade 3. Faça a leitura coletiva do texto, destacando os pontos de segurança mencionados. Relacione os itens listados ao que os estudantes escreveram na atividade anterior, apontando as semelhanças e chamando a atenção para os cuidados que não foram lembrados por eles.

Ao final da leitura, retome os principais cuidados: uso de avental, luvas, óculos, presença de um adulto, atenção às instruções e uso de materiais apropriados. Aproveite para reforçar a importância da curiosidade científica aliada à responsabilidade.

Competência socioemocional

Tomada de decisão responsável

As atividades da seção contribuem para o desenvolvimento da observância de regras com o propósito de promover a segurança própria e dos demais.

PLANO DE AULA

Comparando textos

Atividade 4. Retome oralmente com a turma os cuidados citados pelos estudantes, escreva-os na lousa e compare-os com os mencionados no texto, numerados de 1 a 6.

Atividade 5.   Incentive os estudantes a pensar em outros contextos em que listas de cuidados também aparecem, como em receitas culinárias, manuais de instruções, guias de montagem, entre outros. Amplie a discussão destacando que as listas têm a função de organizar informações de forma clara e objetiva, facilitando a compreensão e a execução segura de procedimentos. Peça aos estudantes que levantem hipóteses sobre que tipo de acidente pode ocorrer durante a execução de uma receita de bolo, por exemplo. Comente que, quando lidamos com objetos cortantes ou fogo/forno, é essencial que haja os cuidados necessários para evitar ocorrências indesejáveis.

Atividade 6. Converse sobre a maneira com que os textos instrucionais geralmente combinam diferentes recursos gráficos e visuais (como variação de tipo e tamanho de letra, uso de destaques como negrito e itálico, numeração, ícones etc.) justamente para guiar o leitor e tornar claros os passos e as informações mais importantes. Esses recursos ajudam a organizar visualmente as informações e chamam a atenção para orientações que não podem passar despercebidas.

Atividade 7. Abra espaço para uma discussão sobre o objetivo do texto. Leve-os a perceber que a orientação sobre os cuidados necessários antes de realizar experiências tem a intenção de evitar acidentes e garantir a segurança.

4 Alguns dos cuidados que você indicou na atividade 2 foram mencionados no texto? Quais?

Resposta pessoal.

5 Orientações de cuidados são apresentadas apenas em textos para realização de experiências? Justifique.

Espera-se que os estudantes respondam que não e que esse tipo de orientação pode ser apresentado também em outros textos instrucionais, como receitas, manuais etc.

6 Com que intenção algumas frases do texto foram escritas com todas as letras maiúsculas?

Para destacar informações importantes.

7 Qual é o principal objetivo do texto Pequeno cientista?

Espera-se que os estudantes concluam que o objetivo desse texto é dar orientações sobre

os cuidados que devem ser tomados ao se realizarem experiências científicas.

8 Compare os textos Slime unicórnio e Pequeno cientista e marque as características de cada um.

Slime unicórnio Pequeno cientista

Apresenta práticas importantes para a realização de experiências com segurança. X

Apresenta uma lista de ingredientes necessários para a realização de uma receita. X

Apresenta instruções que indicam as ações a serem realizadas. X X

Tem como objetivo orientar as crianças que realizam experimentos científicos. X

Tem como resultado um produto final. X

Peça aos estudantes que comentem o que eles fazem e o que eles não fazem, de acordo com os conselhos lidos, quando vão realizar algum tipo de experimento. Em seguida, estimule-os a compartilhar com a turma os conselhos que acharam mais interessantes, justificando.

Atividade 8. Esclareça que, embora haja semelhanças entre os dois textos, há também algumas diferenças entre eles. Uma vez que eles já observaram as diferenças com base

na realização da atividade, aponte, dentre as semelhanças, por exemplo, o emprego de verbos no modo imperativo e uma série de itens a serem seguidos/verificados. Aproveite a atividade para reforçar a importância da leitura atenta de instruções, destacando que compreender as orientações e os cuidados antes de realizar um experimento é fundamental para garantir a segurança e os resultados.

1. a) O humor da tirinha decorre do fato de Armandinho ter sugerido que tem bagagem, pois está com uma mala, sendo que o pai usou a palavra bagagem no sentido figurado. Também gera humor Armadinho ter falado em figura de língua (imagem de uma língua) quando o pai explica que é uma figura de linguagem.

COM QUE LETRA?

Palavras terminadas em -agem, -igem ou -ugem

1 Leia esta tirinha do personagem Armandinho.

BECK, Alexandre. Armandinho. c2025. Tirinha elaborada especialmente para esta obra.

a) O que deu humor à tirinha?

b) Sublinhe no verbete a seguir o sentido que a palavra bagagem tem na tirinha.

Bagagem sf. 1. Conjunto de objetos de uso pessoal de um viajante, arrumados para o transporte — A bagagem vai no porta-malas. 2. Conjunto de obras de um autor — a bagagem literária de um escritor. 3 Conjunto de conhecimentos de alguém — É grande a bagagem cultural daquele professor. […] BAGAGEM. In: MATTOS, Geraldo. Dicionário Júnior da língua portuguesa. São Paulo: FTD, 2010. p. 97.

2 Escreva nos quadrinhos as palavras de acordo com as indicações.

Dica: As palavras terminam com -agem, -igem ou -ugem

a) Nome do lugar onde o carro fica guardado.

g a r a g e m

b) O que marca o início de algo; o mesmo que procedência.

o r i g e m

c) Transformação que a umidade provoca no ferro.

f e r r u g e m

29/09/25 19:47

OBJETIVOS

• Ler com autonomia uma história em quadrinhos.

• Praticar a ortografia.

• Consolidar a compreensão de relações entre grafemas e fonemas mais complexas.

• Refletir sobre regularidades morfológicas da ortografia.

• Refletir sobre a grafia de substantivos formados com sufixos -agem , -igem ou -ugem.

• Retomar conteúdos já trabalhados sobre consulta ao dicionário, especialmente polissemia, a fim de consolidar a aprendizagem.

PLANO DE AULA

Com que letra?

Atividade 1. a) Abra espaço para que os estudantes façam a leitura silenciosa da tirinha. Pergunte: “O que o pai de Armandinho quis dizer com ‘é preciso bagagem para entender isso tudo’?”. Espera-se que os estudantes deduzam que ele utilizou a palavra bagagem em sentido figurado, referindo-se a um conjunto de conhecimentos sobre determinado assunto, e não a um conjunto de itens pessoais organizados para uma viagem.

Atividade 1. b) O objetivo da questão é evidenciar que uma palavra pode ter mais de um significado a depender do contexto em que é utilizada (polissemia).

Atividades 2 e 3. É importante que os estudantes tenham oportunidade de realizar a atividade oralmente antes de registrarem as respostas. O objetivo da questão é que percebam que substantivos terminados em -agem , -ugem e -igem são geralmente escritos com g.

PLANO DE AULA

Com que letra?

Atividade 4. Realize a atividade primeiro oralmente, para certificar-se de que os estudantes conseguiram descobrir quais são as palavras que completam as frases. Em seguida, antes de registrarem as palavras, lembre-os de que palavras terminadas em -agem , -igem e -ugem são geralmente escritas com g. Após a atividade, desafie a turma a falar outras palavras com essas terminações. Registre-as na lousa. Sugestões: plumagem , espionagem , massagem , enfermagem , decolagem ,  clonagem , aprendizagem , armazenagem , friagem , corrigem , vertigem, dirigem, fuligem, exigem, mugem, penugem, rugem. Se achar conveniente, peça aos estudantes que montem um diagrama com as palavras da lista para que o colega ao lado as encontre e as contorne.

Atividade 5. Viagem e viajem são palavras homófonas, ou seja, possuem a mesma pronúncia e geralmente causam dúvida quanto ao emprego das letras g e j. Explique-lhes que a palavra viagem com g é um substantivo que indica o ato de viajar; geralmente vem antecedida por um artigo, pronome ou um termo que a defina: a, uma, esta , essa , aquela , boa . Já viajem com j é uma das conjugações do verbo viajar, que indica uma ação. Amplie a questão registrando na lousa outras frases semelhantes:

• A viagem foi muito cansativa.

• É provável que os atletas viajem de avião.

• Mamãe quer que eu e meu irmão viajemos nessas férias.

• Mamãe quer fazer uma viagem de trem nessas férias.

• Como foi a sua viagem?

• Prefiro que vocês viajem durante o dia, é mais seguro!

• Todas as palavras que você usou para completar os quadrinhos são: X substantivos.  verbos.  adjetivos.

3 Observe a terminação das palavras que você escreveu na atividade 2 e complete a frase.

Geralmente, usa-se a letra g nas palavras terminadas em -agem , -igem e -ugem .

4 Descubra quais letras faltam nas palavras entre parênteses e, depois, complete as frases com elas.

a) A paisagem do quadro é linda! (pais )

b) Cinderela foi ao baile em uma carruagem . (carru )

c) A filmagem de A Bela e a Fera foi longa. (film )

d) O leão é um animal selvagem . (selv )

5 Leia os quadros.

Viagem

Substantivo Espero que vocês façam boa viagem

Viajar

Verbo Espero que vocês viajem em segurança.

• Complete as frases com viagem ou viajem.

a) Viajem tranquilos, eu cuidarei do Thor.

b) A viagem que fiz no Ano-Novo foi ótima!

c) Vocês fizeram boa viagem ?

d) É provável que meus primos viajem hoje à noite.

Atividade complementar

Ofereça aos estudantes cópias impressas com a letra da canção “Januária”, de Chico Buarque de Holanda, lançada em 1968, e peça que observem o uso do g e do j.

Pergunte: “Em que palavras o g e o j representam o mesmo som?”; “Que letras vêm depois do g quando ele representa o mesmo som de j?”. Espera-se que os estudantes concluam que a letra g seguida de e e i representa o mesmo som que j

OBJETIVOS

• Recordar os pronomes pessoais.

NOSSA LÍNGUA Pronomes pessoais

1 Releia este passo da receita Slime unicórnio

retos e oblíquos

4. Quando a slime desgrudar, pegue-a com as mãos e, num movimento de “esticar e unir a massa”, dê o ponto até que ela solte completamente dos dedos.

SLIME: 20 receitas tops para botar a mão na slime! Cotia: Pé da Letra, 2020. p. 25.

a) Sublinhe o pronome pessoal reto usado nesse trecho.

b) A que substantivo esse pronome se refere?

Ao substantivo slime. Os estudantes também podem indicar que se refere à massa

c) Em pegue-a, a que se refere o termo a ?

Refere-se ao substantivo slime

Nesse passo da receita, foi usada a palavra a junto com a forma verbal pegue para se referir ao substantivo mencionado anteriormente no texto. Essa palavra é chamada pronome pessoal oblíquo

2 Qual sinal foi usado para acrescentar o pronome oblíquo ao verbo?

O hífen.

3 Conheça a seguir os pronomes pessoais oblíquos.

Pronomes pessoais oblíquos

Pessoas do discurso

Singular Plural

Primeira me, mim, comigo nos, conosco

Segunda te, ti, contigo vos, convosco

Terceira o, a, lhe, se, si, consigo os, as, lhes, se, si, consigo

Os pronomes oblíquos o, a, os, as também podem ter as formas lo, la, los, las/no, na, nos, nas, de acordo com a terminação dos verbos a que se juntam.

Texto de apoio

29/09/25 19:47

O hífen (-) é um diacrítico que serve para indicar ligação entre palavras ou parte de uma palavra (como ocorre na translineação). O hífen, sem dúvida alguma, é o símbolo de uso mais complexo, mais complicado mesmo, que temos em nossa escrita. A quantidade de regras, exceções e recomendações subjetivas que definem sua aplicação é quase impossível de decorar. Aí fica valendo mesmo ter [.] um bom corretor ortográfico digital para saber se o hífen é aplicável ou não.

FERRAREZI JUNIOR, Celso. Guia de acentuação e pontuação em português brasileiro. São Paulo: Contexto, 2018. p. 42.

• Identificar os pronomes pessoais retos e oblíquos.

• Classificar e empregar adequadamente os pronomes pessoais oblíquos.

• Compreender o uso dos pronomes pessoais retos e oblíquos.

• Retomar concordância nominal (com base no uso de pronomes) a fim de consolidar aprendizagens.

PLANO DE AULA

Nossa língua

Atividade 1. c) O objetivo é que os estudantes observem que o pronome a está substituindo o substantivo slime, mas, caso alguém tenha dificuldade de identificar e compreender essa substituição, registre o trecho substituindo o pronome oblíquo a pelo substantivo slime . Então, pergunte: “E agora, vocês percebem qual palavra esse termo está substituindo?”; “Por que o autor optou por substituir o substantivo pelo pronome?”. Espera-se que os estudantes digam que é para evitar a repetição de palavras.

Atividade 2. O objetivo da questão é chamar a atenção dos estudantes para uma das funções do sinal gráfico hífen: fazer a junção entre pronomes oblíquos e verbos. Ressalte que esse sinal possui outras funções, como: ligar palavras compostas, separar sílabas quando há a quebra de linha em um texto, ligar prefixos a palavras, entre outras.

Atividade 3. Promova a leitura do quadro. Se achar conveniente, confeccione coletivamente um cartaz com os pronomes oblíquos e afixe-o em local visível na sala de aula ou peça que os estudantes façam o quadro no caderno.

PLANO DE AULA

Nossa língua

Atividade 4. a) Discuta o significado da palavra textura com a turma, levando-os a perceber que essa palavra se refere ao tato e que é possível inferir que a decoração à qual o texto se refere deve ser feita com materiais como glitter , miçangas, areia, ou seja, materiais que alteram a textura da slime.

Atividade 4. a, b e c) Faça a leitura do trecho substituindo o pronome la pelo termo a que esse ele se refere, tinta. Nessa leitura, os estudantes terão a chance de perceber a importância do uso de pronomes nos textos para retomar elementos, evitando a repetição de palavras.

Atividade 5.  Leia em voz alta a transcrição do trecho, na qual os pronomes foram substituídos pelos substantivos aos quais se referem:

“A decoração, além de deixar sua slime linda demais, acrescenta textura. A slime fica ainda mais gostosa de mexer. Capriche!”

O corante em gel é mais fácil de manusear, mas preste atenção: coloque pouquinho! Algumas gotas costumam ser suficientes. Se exagerar, a tinta sairá nas suas mãos. Para remover a tinta , você pode lavar as mãos com creme dental.”

Garanta que os estudantes percebam que a repetição desnecessária de palavras provoca certo desconforto.

Atividade 6. O objetivo da atividade é verificar se os estudantes realizam a concordância em relação ao número, empregando adequadamente pronomes oblíquos no plural.

5. Espera-se que os estudantes concluam que o uso do pronome pessoal reto ela e do pronome pessoal oblíquo la evita a repetição das palavras slime e tinta, o que contribui para tornar a leitura do texto mais agradável.

4 Leia algumas dicas para tornar a brincadeira com slime ainda mais divertida.

Mais dicas

• A decoração, além de deixar sua slime linda demais, acrescenta textura. Ela fica ainda mais gostosa de mexer. Capriche!

• O corante em gel é mais fácil de manusear, mas preste atenção: coloque pouquinho! Algumas gotas costumam ser suficientes. Se exagerar, a tinta sairá nas suas mãos. Para removê-la, você pode lavar as mãos com creme dental.

SLIME: 20 receitas tops para botar a mão na slime! Cotia: Pé da Letra, 2020. p. 40.

a) O que você entendeu por “acrescenta textura”?

Espera-se que os estudantes concluam que acrescentar textura quer dizer que a slime deixará de ser lisa.

b) Sublinhe o pronome pessoal reto usado na primeira dica.

c) Contorne o substantivo a que esse pronome se refere.

d) A que se refere o pronome oblíquo la, em removê-la, na segunda dica?

Refere-se à palavra tinta

5 O professor vai reler as dicas sobre slimes em voz alta, substituindo os pronomes pelos substantivos a que se referem.

Veja orientações na seção Plano de aula

• O uso dos pronomes nas dicas sobre slimes é importante? Por quê?

6 Reescreva as dicas da atividade 4 fazendo as modificações necessárias para se referir a mais de uma slime e a mais de uma tinta.

• A decoração, além de deixar suas slimes lindas demais, acrescenta textura. Elas ficam ainda mais gostosas de mexer. Capriche!

• O corante em gel é mais fácil de manusear, mas preste atenção: coloque pouquinho! Algumas gotas costumam ser suficientes. Se exagerar, as tintas sairão nas suas mãos. Para removê-las , você pode lavar as mãos com creme dental.

Texto de apoio

Tu × Você

Com a evolução da língua, o pronome de tratamento Vossa Mercê passou por modificações: “vossemecê”, “vosmecê”, até chegar a “você”. De forma bastante natural, esse pomposo pronome foi se popularizando e hoje é preferencialmente usado em detrimento do pronome pessoal “tu”. Tudo bem! A língua tem dessas dinamicidades mesmo. Hoje o pronome “você” é usado como se fosse um nono pronome pessoal do caso reto (além de

eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles e elas). O problema decorre quando as pessoas misturam os elementos que acompanham os pronomes pessoais do caso reto, como os pronomes pessoais do caso oblíquo e os pronomes possessivos. Observe esse exemplo abaixo: Ó minha fofura, você não sabe que eu te amo mais que a tudo no mundo?

É necessário manter a homogeneidade de concordância entre o sujeito e os termos ligados a ele (verbo, pronomes, etc.). Se você iniciar a frase com você, todos os outros elementos devem concordar com você.

7 Você sabia que a língua tem funções importantes? Leia as informações a seguir e descubra. Para conservar os dentes fortes e com saúde é pre ciso escová-los depois de cada refeição e tirar o resíduo alimentar que fica entre eles. A língua ajuda a mover o alimento dentro da boca e a empurrá-lo para a garganta. Ela também serve para articular as palavras, participando do processo da fala.

BARRETO, Gilson. O livro mágico do corpo humano São Paulo: Caramelo, 2005. p. 49.

a) Sublinhe os pronomes pessoais que aparecem no texto.

b) Agora, copie os pronomes pessoais que você sublinhou e escreva a palavra a que cada um deles se refere.

los: dentes / eles: dentes / lo: alimento / ela: língua

• Os pronomes pessoais foram usados para:

X retomar palavras do texto.

Dica: Você pode marcar mais de uma alternativa.

X evitar a repetição desnecessária de palavras.

não confundir as palavras dentes, língua e alimento

c) Releia.

A língua ajuda a mover o alimento dentro da boca e a empurrá-lo para a garganta.

BARRETO, Gilson. O livro mágico do corpo humano. São Paulo: Caramelo, 2005. p. 49.

• Reescreva o trecho passando o substantivo em destaque para o plural e fazendo as alterações necessárias.

A língua ajuda a mover os alimentos dentro da boca e a empurrá-los para a garganta.

O verbo tem que ficar na terceira pessoa, os pronomes oblíquos devem ser “o”, “a”, “se” ou “lhe”, os pronomes possessivos têm de ser “seu”, “sua”, “seus” ou “suas”. Se o sujeito for “tu”, o verbo tem que concordar com a segunda pessoa, o pronome oblíquo será “te”, e os pronomes possessivos devem ser “teu”, “tua”, “teus” ou “tuas”.

ARAUJO, Jader Cavalcante de. Segunda do português: “tu × você” e “para eu × para mim”. 25 nov. 2019. Disponível em: https://portais.ufma. br/PortalUfma/paginas/noticias/noticia.jsf?id=55299. Acesso em: 25 set. 2025.

PLANO DE AULA

Nossa língua

Atividade 7. Antes de os estudantes lerem o texto da atividade, pergunte-lhes: “Pela imagem é possível saber de que assunto o texto tratará? Por quê?”. Espera-se que os estudantes respondam que provavelmente o assunto será sobre a escovação dos dentes. Peça-lhes que leiam o texto silenciosamente. Após alguns segundos, interrompa a leitura e convide um estudante para lê-lo em voz alta.

Atividade 7. a e b) Verifique se os estudantes identificam tanto os pronomes retos quanto os oblíquos e se compreendem a relação deles com os substantivos, bem como se reconhecem a função dessa classe gramatical em textos.

Atividade 7. c) O objetivo da questão é, mais uma vez, verificar se os estudantes realizam a concordância quanto ao número adequadamente.

Atividade complementar

Para verificar se os estudantes compreendem quais são os pronomes pessoais retos e oblíquos, escolha o trecho de um texto em que apareçam alguns desses pronomes e providencie uma cópia desse texto para cada estudante ou transcreva-o na lousa e peça-lhes que copiem no caderno.

29/09/25 19:47

Depois, solicite-lhes que encontrem e selecionem os pronomes pessoais que aparecem no texto.

Proceda à correção coletiva e peça aos estudantes que justifiquem o motivo do uso desses pronomes. É importante que eles percebam que os pronomes substituem um substantivo.

OBJETIVOS

• Reconhecer a estrutura de um texto instrucional.

• Desenvolver os procedimentos de escrita: planejamento, escrita, revisão, reescrita e edição.

• Produzir texto instrucional.

• Assistir a um vídeo destinado ao público infantil com instruções para confecção de slime

• Refletir sobre a escrita e suas hipóteses.

• Identificar as partes que compõem uma receita.

• Participar da produção coletiva de uma receita.

PLANO DE AULA

Produção escrita

1. Apresente aos estudantes o vídeo sugerido a seguir:

• SLIME: #comofaz?: ep. 01. Publicado por: Canal da Bárbara. 2019. 1 vídeo (ca. 5 min). Disponível em: https:// www.youtube.com/watch?

v=1CnK21iOTvk. Acesso em: 25 set. 2025.

Você pode sugerir outros vídeos com instruções para fazer slime . Caso não seja possível assistir ao vídeo, explique como fazer a slime.

2. Retome com a turma a função social dos textos instrucionais, perguntando onde os estudantes já viram esse gênero (ex.: receitas, manuais de jogos, bulas de remédio, regras de brincadeiras). Explique que esses textos têm como objetivo orientar o leitor na realização de uma ação ou atividade e apresentam características específicas, como: linguagem clara e objetiva; verbos no imperativo ou no infinitivo; passos numerados ou organizados em tópicos; recursos visuais (ilustrações, diagramas, quadros).

PRODUÇÃO ESCRITA Receita de slime

Veja orientações na seção Plano de aula

Você e os colegas vão assistir a um vídeo que ensina a fazer slime Depois, o professor vai dividir a turma em trios para escreverem a receita de slime, acrescentando um ingrediente novo.

As receitas serão reunidas no livro As mais incríveis receitas de slime, que será doado para uma turma de 5o ano à escolha de vocês.

1. O professor vai mostrar um vídeo que ensina a fazer a slime . Enquanto vocês assistem ao vídeo, prestem atenção aos ingredientes e às instruções de preparo.

2. Antes de escrever, planejem o texto organizando as ideias em um mapa mental.

a) Escrevam no centro do mapa mental: Minha receita de slime

b) Depois, conectem com setas as informações e ideias:

• Ingredientes básicos e quantidade de cada um.

• Ingrediente novo (glitter, areia, olhos de monstro, entre outros).

• Utensílios a serem usados (colher, vasilha).

• Passo a passo do modo de fazer.

• Palavras que indicam as ações a serem realizadas: mexa , misture , coloque , acrescente.

Dica: Façam o mapa mental no caderno ou usando recursos digitais.

• Desenhos ou fotografias dos ingredientes e dos passos.

Para a construção do mapa mental, registre na lousa (ou em cartolina) os termos principais, conforme o modelo ao lado.

Finalize o mapa com a turma, verificando se foram registradas as informações essenciais. Incentive-os a copiar o mapa no caderno, reforçando a memória visual e a autonomia.

Sugira o uso de cores diferentes para cada ramificação, destacando visualmente os aspectos do gênero.

FUNÇÃO

Ensinar Orientar

Explicar CARACTERÍSTICAS

Linguagem clara e direta

Verbos no imperativo/ infinitivo

Ilustrações

ESTRUTURA

Passos em ordem

Numeração ou tópicos

Pode ter imagens

EXEMPLOS

Receita culinária

Manual de jogo

Bula de remédio

Regras de brincadeiras

TEXTO INSTRUCIONAL

3. Decidam quem será o escriba do grupo e escrevam primeiro o rascunho.

4. Preparem a slime com o novo ingrediente escolhido.

• Façam desenhos ou, se possível, tirem fotografias para mostrar cada passo do preparo da receita e o resultado da slime

5. Combinem quem ficará encarregado de passar a receita a limpo e onde incluirão as imagens.

6. Com o professor, reúnam as receitas, façam a capa e montem o livro de receitas de slimes para doar para a turma escolhida.

REFLETIR E AVALIAR

Preencha a avaliação da página 281.

5. Convém chamar a atenção para o fato de que as receitas orais apresentam, geralmente, características próprias da oralidade. No entanto, ao escrever, é preciso deixar o texto fácil para a compreensão do leitor.

3. Esta etapa permite aos estudantes planejarem a atividade, estimulando-os a refletir sobre o contexto de produção e de recepção do texto. Além disso, podem retomar as características do gênero instrucional enquanto produzem o texto. Os estudantes deverão assistir ao vídeo uma vez sem interrupção.

Oriente os trios a prestar atenção nas falas dos colegas para que haja organização enquanto ditam a receita para o escriba do grupo.

4. Os estudantes devem assistir ao vídeo novamente, dessa vez com o objetivo de

anotar os ingredientes utilizados no preparo da receita. Ressalte que cada slime pode ter uma consistência e uma aparência diferente, a depender dos ingredientes usados. O desafio nessa produção será escolherem um ingrediente diferente para tornar a slime exclusiva.

É importante que os trios combinem entre si antecipadamente qual ingrediente irão incluir em cada receita, para que não proponham slimes repetidas. Afinal, as receitas irão compor um livro.

6. Combine com os trios uma data para prepararem as slimes e tirarem fotografias do resultado. Informe que cada trio deverá escolher um nome para sua slime . No procedimento de revisão, além de abordar os aspectos mencionados no Livro do estudante, é importante que a turma reflita sobre a disposição gráfica: onde ficará o título, onde vai incluir a autoria, os ingredientes aparecerão com marcador (“•”, chamado de bullet ) ou não, os subtítulos serão diferenciados por algum recurso gráfico (negrito, itálico, cor da fonte, uma linha colorida etc.).

Se for possível usar a sala de informática da escola, utilize o software de texto para a versão final do texto e montagem das imagens. O ideal é que a receita e as fotografias ocupem duas páginas, de preferência espelhadas. Será interessante fazer uma apresentação coletiva para o livro, contando os passos do processo de produção e o prazer que estão tendo em compartilhar as produções.

Para refletir e avaliar: ao final da atividade, explique aos estudantes que eles vão preencher a ficha de avaliação da página 281.

OBJETIVO

• Revisar aspectos do gênero poema, tais como: rima, versos e estrofes.

• Revisar a escrita de palavras com li e lh

• Interpretar poemas.

• Verificar se compreendem o uso das terminações -ram e –rão.

PLANO DE AULA

Para rever o que aprendi

Atividade 1. Solicite que os estudantes façam a leitura silenciosa do poema. Solucione possíveis dúvidas de vocabulário. Em seguida, leia-o em voz alta e abra espaço para que os estudantes verbalizem o que compreenderam do texto. Instigue-os a comentar a relação entre o poema e a frase: “As palavras têm poder”. Participe da discussão chamando a atenção dos estudantes para o fato de que as palavras refletem sentimentos e pensamentos. Assim, podem tanto acalmar, alegrar, quanto entristecer uma pessoa. Por isso, é muito importante ter cuidado com o que falamos para o outro. Além disso, comente que a forma como dizemos algo também pode interferir na compreensão da mensagem que se deseja passar. Leve-os a perceber que no poema a palavra foi comparada à chuva, que também pode ser algo que acalma, alegra, traz benefícios, mas quando vinda com muita intensidade pode trazer prejuízos.

PARA REVER O QUE APRENDI

1 Leia o trecho de um poema. Cada palavra

[…]

Cada palavra é um mundo que gira que orbita que agita que me tira do lugar.

Cada palavra me chega feito chuva repentina que me acalma que me anima ou que pode me afogar.

Cada palavra é um mar.

Nos poemas, as palavras podem ser usadas no sentido figurado, que é diferente do sentido próprio, literal.

• Na última estrofe, o eu lírico afirma que “Cada palavra é um mar”. Isso quer dizer que:

X as palavras podem trazer inúmeras sensações e sentimentos.

toda palavra emociona quando rima com mar.

X toda palavra, ao ser ouvida, lembra o mar.

o s formatos das palavras remetem ao movimento das ondas do mar.

Competências socioemocionais

Habilidades de relacionamento e Autoconsciência

As atividades 1 e 2 desta seção permitem trabalhar a capacidade de se comunicar claramente, ouvir ativamente, cooperar, trabalhar colaborativamente para resolver problemas e negociar conflitos de forma construtiva, com base na reflexão sobre o uso e o valor das palavras.

Sugestão para o professor

• GREGORIN FILHO, José Nicolau (org.). Literatura infantil em gêneros. São Paulo: Mundo Mirim, 2012. Coletânea organizada por José Nicolau Gregorin Filho que discute gêneros da literatura infantil, suas características e usos na formação de leitores, articulando teoria e práticas de mediação. Reúne análises e propostas que apoiam o trabalho docente com obras e gêneros diversos.

RIOS, Rosana. Palavras despalavradas. São Paulo: Nobel, 2013. p. 7.

2 Escreva uma palavra que, na sua opinião:

a) acalma.

b) anima.

• Justifique suas respostas.

Resposta pessoal.

Resposta pessoal.

3. a) Resposta pessoal. Verifique se os estudantes sabem que geladinho é o nome dado, em algumas regiões do Brasil, a um doce gelado, geralmente feito de água, suco de frutas e açúcar. Em algumas regiões do país, esse doce tem outros nomes, como sacolé, chup-chup, juju etc.

3 Leia este trecho de um poema. Depois, faça um desenho para ilustrá-lo.

Tudo vira outra história

[…]

Cadê aquela frutinha

Que crescia no terreiro?

Virou um geladinho

No carro do sorveteiro.

FREIRE, Salizete. Tudo vira outra história. São Paulo: Paulinas, 2012. p. 15.

a) Você sabe o que significa a palavra geladinho no poema?

b) No poema, a palavra geladinho está no grau: X normal.  diminutivo.  aumentativo.

• E a palavra frutinha está no grau: normal. X  diminutivo.  aumentativo.

4 Escreva as palavras a seguir no grau normal.

• Contorne as letras que você observou para escrever as palavras primitivas. palha sandália migalha castelo palhinha sandalinha castelinho migalhinha

Observando para avançar

Avaliação formativa

No caderno, cada estudante deve escrever um parágrafo relatando o que mais gostou de aprender durante a unidade e sobre o que ainda tem dúvida. Depois, em uma roda de conversa, aqueles que se sentirem à vontade lerão suas considerações. Assim, o professor pode providenciar exercícios de fixação para os assuntos que se fizerem necessários. Essa atividade permite ao estudante se tornar protagonista de seu aprendizado.

Atividade 2. Peça que os estudantes leiam suas respostas e incentive-os a prestar atenção nas palavras escolhidas pelos colegas, como exercício de ampliação de vocabulário. Não há palavras certas ou erradas nesse exercício, mas coerentes com as vivências de cada estudante.

Atividade 3. Com base na leitura do trecho do poema, retome os conceitos de verso, estrofe e rima. É importante fazer a leitura de maneira a destacar a presença das rimas e, assim, perceber se os estudantes reconhecem as unidades fonológicas. Verifique se eles identificam que as palavras estão no grau diminutivo.

Atividade 4. Retome com os estudantes a regularidade ortográfica da permanência de determinadas letras das palavras primitivas na formação de palavras derivadas. É importante fixar o conceito para o desenvolvimento da escrita autônoma e fluente.

Verifique se os estudantes percebem a semelhança sonora das sílabas que possuem li e lh e a diferença na grafia dessas palavras. Observe, também, se reconhecem que palavras primitivas que possuem li e lh mantêm essa grafia no diminutivo. Nesse caso, eles deverão observar a grafia do diminutivo para registrar as palavras no grau normal.

Caso observe defasagens quanto a esse conteúdo, ofereça outros exemplos: telha ( telhinha ); vela ( velinha ); velha (velhinha).

Produção pessoal.

PLANO DE AULA

Para rever o que aprendi

Atividade 5. Leia as proposições para os estudantes e incentive-os a sugerir o que poderá acontecer em cada situação proposta. Esse diálogo tornará a atividade mais divertida e ajudará na memorização das terminações verbais.

Chame a atenção deles para a escrita dos verbos e para como o sentido de uma frase pode ser alterado caso as grafias do futuro simples e do pretérito perfeito sejam confundidas.

Inclusão e equidade

Incentive os estudantes mais tímidos a participar da conversa, acolha suas intervenções e promova a escuta ativa e respeitosa por parte dos colegas, sobretudo na observação dos turnos de fala.

Texto de apoio

A surdez na perspectiva pedagógica e social

• A surdez é uma experiência visual que traz aos surdos a possibilidade de constituir sua subjetividade por meio de experiências cognitivo-linguísticas diversas, mediadas por formas alternativas de comunicação simbólica, que encontram na língua de sinais seu principal meio de concretização.

• A surdez é uma realidade heterogênea e multifacetada e cada sujeito surdo é único, pois sua identidade se constituirá a depender das experiências socioculturais que compartilhou ao longo de sua vida.

• Os surdos têm direito a uma educação bilíngue, que priorize a língua de sinais como sua língua natural e primeira língua, bem como o aprendizado da língua portuguesa, como segunda língua.

• O desenvolvimento de uma educação bilíngue de qualidade é fundamental ao exercício de sua

5 Complete as frases com os verbos dos quadros fazendo as alterações necessárias. Depois, responda às perguntas.

a) No passado, as crianças se divertiam com brinquedos que elas mesmas fabricavam. divertir

• Como será que as crianças se divertirão daqui a 50 anos?

Resposta pessoal.

b) Antigamente, as pessoas quase não usavam o avião como meio de transporte. usar

• Que tipo de transporte você imagina que as pessoas usarão no futuro?

Resposta pessoal.

comunicar

c) Há alguns anos, as pessoas se comunicavam

usando o telefone fixo.

• Com que meios de comunicação você acha que as pessoas se comunicarão daqui a 20 anos?

Resposta pessoal.

cidadania, na qual o acesso aos conteúdos curriculares, leitura e escrita não dependam do domínio da oralidade.

• A língua portuguesa precisa ser viabilizada: enquanto linguagem dialógica/ funcional/ instrumental e enquanto área do conhecimento (disciplina curricular).

BRASIL. Ministério da Educação. Saberes e práticas da inclusão: desenvolvendo competências para o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos surdos. 2. ed. Brasília, DF: MEC: SEESP, 2006. p. 71. Acesso em: https://www.gov.br/ mec/pt-br/media/publicacoes/semesp/alunossurdos. pdf. Acesso em: 8 out. 2025.

Atividade 6. Retome o significado de viagem (substantivo) e viajem (verbo). Só então peça que completem a atividade. Amplie-a perguntando: “Na primeira frase, a palavra que vocês registraram é um substantivo ou um verbo? Por quê?”; “E na segunda, é um substantivo ou um verbo?”. Caso observe que há estudantes que ainda não compreenderam esse conteúdo, será interessante oferecer outros exemplos.

Atividade 7. Peça aos estudantes que verbalizem o nome das figuras. Em seguida, permita que registrem o nome de cada uma.

6 Complete o diálogo usando as palavras viagem e viajem.

— Vamos fazer uma viagem para o Rio de Janeiro este mês?

— Este mês eu não posso, mas viajem vocês e aproveitem!

7 Escreva o nome das figuras a seguir.

Eixo Leitura/Oralidade

Indicador Avaliado: Gênero poema.

• Defasagem: Não reconhece o gênero poema, tem dificuldade para interpretar a linguagem figurada.

• Intermediário: Reconhece o gênero poema com apoio e demonstra dificuldade para interpretar a linguagem figurada.

• Adequado: Reconhece o gênero poema de forma autônoma e interpreta de maneira eficaz o emprego da linguagem figurada.

Eixo Escrita

• Quais são os encontros vocálicos nos nomes de cada uma das figuras?

Besouro: ou; mamadeira: ei; caixa: ai

Após escreverem, peça que expliquem o que é um encontro vocálico e assinalem as ocorrências nas palavras trabalhadas na atividade. Observe se registraram os ditongos que geralmente são reduzidos na oralidade. Ressalte que, apesar de podermos omitir algumas letras ao falarmos, na escrita é preciso seguir as regras de ortografia.

Inclusão e equidade

Adapte a atividade, se necessário, para estudantes com deficiência visual, com figuras ampliadas ou audiodescrição das imagens, permitindo a participação de toda a turma.

Observando para avançar

207

29/09/25 19:47

Esta proposta de avaliação pode servir como parâmetro de análise para verificar o nível de aprendizagem dos estudantes nos eixos de leitura, escrita e oralidade. Para isso, use as informações a seguir, que estabelecem uma relação entre os indicadores a serem avaliados e os resultados observados, cada um deles indicativo de um nível de aprendizagem (defasagem, intermediário e adequado).

Indicador Avaliado: Terminações verbais -ram e -rão.

• Defasagem: Não estabelece diferença entre passado e futuro e não distingue o uso das terminações verbais -ram e -rão.

• Intermediário: Estabelece diferença entre passado e futuro e distingue o uso das terminações verbais -ram e -rão, com ajuda.

• Adequado: Estabelece a diferença entre passado e futuro e distingue o uso das terminações verbais -ram e -rão com autonomia.

Indicador Avaliado: Ortografia de palavras derivadas.

• Defasagem: Não reconhece ou relaciona a grafia de palavras primitivas e derivadas.

• Intermediário: Reconhece e relaciona a grafia de palavras primitivas e derivadas com alguns erros.

• Adequado: Reconhece e relaciona a grafia de palavras primitivas e derivadas de maneira autônoma.

besouro
mamadeira
caixa

PLANEJAMENTO E ROTINA

Conteúdo

• Conto

• Vírgula em enumeração e vocativo

• Onomatopeia

• Marcadores temporais

• Palavras terminadas em -ansa e -ança

• Cordel

• Uso do dicionário

• Pontuação em diálogo

• Pronomes pessoais retos

• Verbos de elocução

• Anedota

• Releitura de contos tradicionais

• Criação de final de conto

• Artigo de divulgação científica

• Vírgula em aposto

• Plural de palavras terminadas em -ão

• Ficha técnica

• Verbete de enciclopédia

• Notícia

Objetivos

Indicados no início de cada seção.

BNCC

Competências

específicas de Língua Portuguesa

2, 3, 5, 6, 8 e 9

Habilidades

EF15LP01, EF15LP02, EF15LP03, EF15LP04, EF15LP05, EF15LP06, EF15LP07, EF15LP09, EF15LP14, EF15LP16, EF15LP18, EF35LP01, EF35LP02, EF35LP03, EF35LP04, EF35LP07, EF35LP12, EF35LP14, EF35LP17, EF35LP18, EF35LP20, EF35LP21, EF35LP22, EF35LP23, EF35LP25, EF35LP26, EF35LP28, EF35LP29, EF35LP30, EF04LP03, EF04LP04, EF04LP05, EF04LP06, EF04LP07, EF04LP08, EF04LP17,

EF04LP19, EF04LP20, EF04LP21, EF04LP22, EF04LP23.

Projeto de Leitura

• Cordel – p. 234

Organize-se

• p. 211 – tiras de papel e saco plástico ou caixa.

• p. 219 – folhas de papel Kraft ou sulfite.

• p. 242 – Dicionários variados (diferentes tamanhos, suportes etc.).

• p. 270 – Folha grande de papel Kraft e fita adesiva.

• p. 250 – Cartolina.

INTRODUÇÃO À UNIDADE

Nesta unidade, os estudantes terão contato com diferentes gêneros textuais, destacando o conto, a paródia e o artigo de divulgação científica. Serão trabalhados aspectos gramaticais importantes para a produção escrita — como o uso da vírgula em enumerações, apostos e vocativos, os verbos de elocução, os registros formal e informal, além do estudo de palavras com os sufixos -ança/-ansa e de formas terminadas em -isar/-izar.

PLANO DE AULA

O objetivo é proporcionar aos estudantes uma nova leitura dos personagens dos contos tradicionais.

A imagem é um convite à leitura em suportes tradicionais e tecnológicos, mesclando real e virtual e mostrando a importância de todos esses contextos para a apreciação literária e formação do pensamento crítico.

Os elementos visuais (cor, forma, expressão, contraste) são recursos expressivos que

constroem sentidos e despertam a sensibilidade dos estudantes.

Peça aos estudantes que observem com atenção a imagem e pergunte: “O que chama mais sua atenção?”. Abra espaço para que comentem suas impressões. Estimule o debate com perguntas sobre os elementos presentes: “Que cores aparecem? Quais elementos se misturam? Onde está a menina? Como ela está vestida?

A que tipo de texto sua vestimenta faz referência? Como a menina da imagem parece estar se sentindo? A expressão dela transmite algum sentimento?”. É provável que os estudantes mencionem que ela parece ter vivido uma grande aventura. “Por que vocês acham que aparecem todos esses elementos na imagem?”. Valorize todas as respostas e ressalte a importância da imaginação. Pergunte se eles acham que há alguma relação entre contos e ciência. Deixe-os expressar livremente suas opiniões. Diga que, nesta unidade, eles vão fazer muitas descobertas no mundo da fantasia e também da ciência.

Articulação com Arte e Ciências da natureza Incentive os estudantes a representar, por meio das artes visuais, algum conto tradicional.

Ao longo da unidade, os estudantes farão pesquisas que os ensinarão a respeito de divulgação de conhecimento científico.

Tema Contemporâneo Transversal

• Cidadania e civismo –Vida familiar e social : a unidade aborda esse tema ao ressaltar o valor da cortesia e do respeito às diferenças, evitando ações agressivas com colegas de escola. 29/09/25 19:58

OBJETIVOS

• Verificar os conhecimentos prévios dos estudantes sobre conteúdos abordados anteriormente e aspectos essenciais de leitura, escrita e oralidade.

• Diagnosticar e acompanhar os níveis de aprendizagem da turma.

PLANO DE AULA

Para começar

Esta seção tem o objetivo de realizar uma avaliação diagnóstica da turma. As atividades contribuem para o monitoramento e avaliação dos níveis de aprendizagem dos estudantes, identificando avanços, dificuldades e necessidades específicas de cada um.

As habilidades exploradas constituem indicadores fundamentais do processo de leitura, escrita e oralidade.

Os dados obtidos permitirão ao professor traçar intervenções mais assertivas e identificar grupos de estudantes que demandam atenção específica. A seção deve ser aplicada de forma diagnóstica, preferencialmente antes de iniciar o novo conteúdo. O professor deve observar: tempo de leitura e compreensão das questões, estratégias utilizadas pelos estudantes e ocorrência de dúvidas ou inseguranças.

Atividades 1, 2 e 3. Antes de iniciar, se achar conveniente, peça aos estudantes que digam o que é sílaba tônica nas palavras do quadro. Depois explore alguns exemplos pedindo que classifiquem as palavras. Então, peça que realizem as atividades. As propostas são oportunas para retomar a classificação das palavras por sua tonacidade. Além disso, exploram as regras de acentuação das paroxítonas.

PARA COMEÇAR

1 Copie as palavras abaixo nos grupos correspondentes.

biquínis • bônus • órgãos • órfã • álbuns fórum • júri • ímãs • Vênus • sótão

Palavras paroxítonas terminadas em:

i(is)

biquínis júri

us bônus Vênus

um (uns)

álbuns fórum

ão(s) órgãos sótão

ã(s) órfã ímãs

2 Complete as frases com adjetivos. Observe o exemplo.

O que se pode dobrar é dobrável

a) O que se consegue vender é vendável

b) O que dura muito é durável

• As palavras que você escreveu são acentuadas? Por quê?

Sim, pois as palavras paroxítonas terminadas em l são acentuadas.

3 Agora, marque a regra de acentuação das palavras paroxítonas.

X As palavras paroxítonas terminadas em i (is), us, um (uns), ão(s), ã(s) são acentuadas.

Todas as palavras paroxítonas são acentuadas.

As palavras paroxítonas são acentuadas quando terminam em a(s), e(s), o(s), em ou ens.

4 Leia um bilhete que um menino deixou para a mãe falando das irmãs.

Mamãe,

A vovó me contou que a Lúcia e a Ana ficaram a manhã toda em casa. Elas lavaram a louça do café, varreram o quarto, arrumaram as camas, varreram o quarto (de novo!), colocaram comida pro Totó e ainda varreram o tapete da sala. Pareciam a Cinderela antes do baile!

Diante de tantos serviços prestados à humanidade (ou pelo menos à casa), elas acham justo receber uma singela recompensa: aquela toalha de praia com desenhos de folhas e aquela sandália rosa com brilhos que viram na vitrine. Nada mais justo, né?

Assinado,

Um observador imparcial que apoia a causa.

RIBEIRO, Natalia. Intertextualidade: uma ponte para a compreensão leitora. 12 fev. 2025. Disponível em: https://www.educacaoemfoco.net/post/intertextualidade-uma -ponte-para-a-compreens%C3%A3o-leitora. Acesso em: 21 ago. 2025.

a) As ações do primeiro parágrafo indicam tempo: X passado  presente  futuro

b) Reescreva o primeiro parágrafo transmitindo a ideia de tempo futuro.

A vovó me contou que a Lúcia e a Ana ficarão a manhã toda em casa.

Elas lavarão a louça do café, varrerão o quarto, arrumarão as camas, varrerão o quarto (de novo!), colocarão comida pro Totó e ainda varrerão o tapete da sala. Parecerão a Cinderela antes do baile!

c) Escreva o diminutivo das palavras em destaque no bilhete. toalhinha folhinhas sandalinha brilhinhos

29/09/25 19:58

Atividade 4. a e b) As atividades contribuem para relembrar os tempos verbais e seus usos.

Atividade 4. c) Avalie como a turma lida com a alteração do grau do substantivo. Os diminutivos pedidos exigem certa habilidade, pois algumas palavras já apresentam a letra h no grau normal e os estudantes poderão estranhar a necessidade de acrescentar outro h para formar os diminutivos.

Atividade

complementar Prepare tiras de papel com frases no tempo presente, pretérito perfeito e futuro do presente do indicativo. Cada tira deverá conter apenas uma frase. Dobre as tiras e leve-as para a sala de aula em um saquinho ou caixa. Divida os estudantes em duplas. Cada um deverá sortear uma frase para que o colega a reescreva em outro tempo verbal, identificando-o (por exemplo: A menina saiu cedo hoje — frase sorteada; o colega deverá escrevê-la no presente ou no futuro do presente, indicando o tempo escolhido e fazendo todas as adequações necessárias). Depois troca-se a dupla e o que reescreveu vai sortear outra frase. Para que haja melhores resultados, é interessante fazer a atividade, pelo menos, com duas frases para cada um da dupla. Circule pela sala de aula verificando se as duplas encontram dificuldades e orientando-as, caso necessário. Faça registros dos problemas observados para elaboração de atividades futuras.

PLANO DE AULA

Para começar

Atividade 5. Realize a atividade primeiro oralmente, para certificar-se de que os estudantes conseguiram descobrir quais são as letras que completam as palavras. Em seguida, antes de as registrarem, lembre-os de que palavras terminadas em -agem, - igem e - ugem são geralmente escritas com g. Após a atividade, desafie a turma a falar outras palavras com essas terminações. Registre-as na lousa. Sugestões: plumagem, espionagem, massagem, enfermagem, decolagem, clonagem, aprendizagem, armazenagem, friagem, corrigem, vertigem, dirigem, fuligem, exigem, mugem, penugem, rugem.

Atividade 6. Leia o poema de forma a destacar a entonação adequada. Em seguida, pergunte se eles se lembram do que são palavras derivadas. Retome esse conceito. A seguir, peça que façam a atividade, verificando a palavra primitiva de cada um dos termos destacados.

Atividade 7. Promova a leitura do poema por quatro estudantes (cada um lê um dístico).

Após a leitura, peça que preencham a tabela da separação silábica, identificando os ditongos e hiatos.

Destaque que a palavra manteiga está rimando com chega exatamente por termos o hábito de omitir o som /i/ do primeiro termo.

Observando para avançar

Esta proposta de avaliação pode servir como parâmetro de análise para verificar o nível de aprendizagem dos estudantes nos eixos de leitura, escrita e oralidade. Para isso, use as informações a seguir, que estabelecem uma relação entre os indicadores a serem avaliados

5 Descubra as letras que completam cada grupo de palavras. Depois, escreva as palavras formadas.

6 Leia o trecho de um poema.

Rimas sentimentais em versos emocionantes

Quando eu me sinto amado, Tudo fica relaxado.

Eu não fico angustiado

Nem tampouco chateado.

[...]

Porém quando vem a tristeza

Vai embora a beleza.

Perco a delicadeza

E de me dá tanta fraqueza

Sinto tanta estranheza

Que só penso em sobremesa.

OBEID, César. Rimas sentimentais em versos emocionantes

São Paulo: Santillana, 2022. p. 22, 25.

e os resultados observados, cada um deles indicativo de um nível de aprendizagem (defasagem, intermediário e adequado).

Eixo Leitura e Oralidade

Indicador Avaliado: Fluência leitora — textos em prosa e poemas.

• Defasagem: Não lê de maneira fluente nenhum tipo de texto.

• Intermediário: Lê os textos em prosa, mas tem dificuldades com a leitura dos poemas ou lê ambos os tipos de textos com tropeços e dificuldades.

• Adequado: Lê os dois tipos textuais com fluência e segurança.

Indicador Avaliado: Segmentação de sílabas com ditongos.

• Defasagem: Não reconhece ou apresenta dificuldade em segmentar palavras com ditongo.

• Intermediário: Segmenta com apoio (com ajuda do professor).

• Adequado: Segmenta corretamente a maioria das palavras com ditongo apresentadas.

Indicador Avaliado: Identificação de tempos verbais.

a) Escreva os adjetivos que deram origem aos substantivos em destaque no poema.

tristeza triste   beleza belo fraqueza fraco   estranheza  estranho

b) Complete a regra a seguir.

Substantivos terminados em eza , derivados de adjetivos, são escritos com z

7 Leia este trecho de um poema.

Se é o primeiro pão que chega até derrete a manteiga

Se o pão tá bonitão pode chamar o pão de pão.

Pão

Se ele merece um beijo deve ser um pão de queijo

E se o pão é dormido acorda cedo, faz torrada e faz ruído

LINS, Guto. Prato feito. São Paulo: Prumo, 2009. p. 14.

a) Copie no quadro as palavras que estão em destaque no poema. Depois, separe essas palavras em sílabas e indique se os encontros vocálicos que elas apresentam são ditongo ou hiato.

Palavra Palavra separada em sílabas Ditongo Hiato

primeiro pri-mei-ro

manteiga man-tei-ga

beijo bei-jo

queijo quei-jo

ruído ru-í-do

b) Na pronúncia dos ditongos que você copiou, é comum a omissão de algum som? Se sim, qual? É provável que os estudantes respondam que o som representado por i, por vezes, é omitido na pronúncia dessas palavras.

• Defasagem: Não distingue tempos verbais em um texto.

• Intermediário: Distingue os tempos verbais com apoio, demonstrando alguma dificuldade.

• Adequado: Diferencia adequadamente os tempos verbais nos textos apresentados. Indicador Avaliado: Percepção da sílaba tônica de palavras paroxítonas.

• Defasagem: Não consegue identificar a sílaba tônica.

• Intermediário: Identifica a sílaba tônica das paroxítonas com apoio.

• Adequado: Consegue se expressar oralmente com clareza e organização de ideias, ainda que de forma simples.

Eixo Escrita

Indicador Avaliado: Escrita de palavras terminadas em -agem, -igem, -ugem.

• Defasagem: Não escreve corretamente palavras terminadas em -agem, -igem e -ugem, trocando o g pelo j em várias ocasiões.

• Intermediário: Escreve algumas palavras terminadas em -agem, -igem e -ugem, mas ainda apresenta dúvidas e necessita de apoio.

• Adequado: Escreve palavras terminadas em -agem, -igem e -ugem corretamente e com segurança.

Indicador Avaliado: Separação silábica de palavras com ditongo.

• Defasagem: Não segmenta adequadamente palavras que apresentam ditongo.

• Intermediário: Necessita de apoio para fazer a separação silábica de palavras com ditongo.

• Adequado: Identifica e segmenta corretamente palavras com ditongo. Indicador Avaliado: Escrita de palavras derivadas.

213

29/09/25 19:58

• Adequado: Identifica e lê corretamente a maioria das palavras paroxítonas apresentadas, não demonstrando dificuldade em identificar a sílaba tônica.

Indicador Avaliado: Expressão oral de ideias.

• Defasagem: Não consegue se expressar com clareza, apresentando dificuldades na seleção de palavras e/ou na organização das ideias.

• Intermediário: Expressa-se com alguma dificuldade, mas consegue dizer de forma mais ou menos clara o que pretende. 213

• Defasagem: Não identifica a palavra derivada, não considerando, assim, a grafia da mesma família de palavras.

• Intermediário: Identifica apenas os casos mais simples de palavras derivadas.

• Adequado: Identifica as palavras derivadas e utiliza esse conhecimento para escrever corretamente vocábulos da mesma família.

OBJETIVOS

• Realizar atividades de predição e inferência.

• Identificar aspectos de intertextualidade presentes em paródias de contos.

• Compreender aspectos relacionados ao gênero textual conto.

• Identificar o gênero textual conto e seus contextos de produção.

• Compreender os elementos que compõem um conto.

• Reconhecer a função das onomatopeias nos textos.

• Desenvolver a leitura crítica.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 1. Solicite aos estudantes que comentem o que sabem sobre a estrutura do conto (introdução, desenvolvimento, conflito, clímax e desfecho) para que possam ativar os conhecimentos prévios sobre o assunto. Quando for realizar a leitura da introdução da história com a turma, peça a eles que a escutem, tentando imaginar o que acontecerá em seguida. Incentive os estudantes a antecipar sentidos e ativar conhecimentos prévios: ouça as respostas deles a respeito das hipóteses sobre o que vai acontecer na história. Ao final da leitura, abra espaço para que comentem qual impressão tiveram sobre a introdução da história.

PRINCESAS DO BARULHO! 1

LEITURA Conto

1 Você vai conhecer um conto de fadas às avessas. Ele conta a história de uma princesa um pouco diferente das princesas tradicionais. Leia e divirta-se.

Princesa Barulhinhos

Há muito tempo, num país bem distante, havia um castelo magnífico: ali viviam um rei, uma rainha e sua filha, a princesa Barulhinhos.

[…]

Infelizmente, apesar da vida de sonhos que levava, a princesa Barulhinhos [...] sofria de um grande mal, ou melhor, não de um, mas de quatro!

Quando ficava tímida, ela espirrava.

Quando estava emocionada, sua barriga roncava.

Se estava feliz, começava a soluçar. E na tristeza se punha a fungar. […]

Texto de apoio

A narrativa apresenta: 1. uma sucessão de acontecimentos: há sempre algo a narrar; 2. de interesse humano: pois é material de interesse humano, de nós, para nós, acerca de nós: “e é em relação com um projeto humano que os acontecimentos tomam significação e se organizam em uma série temporal estruturada”; 3. e tudo “na unidade de uma mesma ação”. [...]

O contar (do latim computare) uma estória, em princípio, oralmente, evolui para o registrar as estórias, por escrito. Mas o contar não é simplesmente um relatar acontecimentos ou ações. Pois relatar implica que o acontecido seja trazido outra vez, isto é: re (outra vez) mais latum (trazido), que vem de fero (eu trago). [...]

O conto, no entanto, não se refere só ao acontecido. Não tem compromisso com o evento real. Nele, realidade e ficção não têm limites precisos.

GOLTILIB, Nádia Battella. Teoria do conto. São Paulo: Ática, 2006. p. 11-12.

Todos esses barulhinhos deixavam o rei nervoso, incomodavam a rainha e os ministros, irritavam toda a corte. Como se não bastasse, espantavam os pretendentes, pois todos sabem que príncipes gostam de elegância e de boas maneiras.

[…]

O rei, cansado de ouvir esse desfile de lamentos, resolveu organizar um baile real, luxuoso e exuberante, para comemorar o aniversário da princesa. Convidou todos os nobres rapazes para o grande acontecimento. […]

GUDULE. Princesa Barulhinhos Ilustrações: Marjolein Pottie. Tradução: Álvaro Faleiros. São Paulo: Berlendis & Vertecchia, 2015. Não paginado.

2 S erá que os barulhinhos da princesa vão estragar a festa? Ou será que ela vai se livrar deles? Dê a sua opinião. Resposta pessoal.

29/09/25 19:58

Atividade 2. Antes de retomar a leitura, peça aos estudantes que descrevam algumas situações embaraçosas que imaginam que a princesa vivenciou por “fazer” tantos barulhos.

Explore as possibilidades de respostas dos estudantes à pergunta: “Os barulhinhos vão atrapalhar a festa?”. Observe que esse trecho traz o conflito gerador: o convite para o baile. Lembre-se de que na estrutura da narrativa temos um momento de equilíbrio, aquilo que é rotineiro, comum (a princesa que fazia muitos barulhinhos) e a quebra desse equilíbrio, aquilo que traz uma novidade, sai do esperado e provoca as ações (o rei organiza um baile). É interessante trabalhar essa ideia com os estudantes para que entendam que toda narrativa partirá de uma situação de quebra do que é comum, não importando se o rotineiro é algo bom ou ruim.

Leia o texto todo para a turma com entonação, gerando suspense e criando interesse pelo desenvolvimento da narrativa.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 3. Incentive os estudantes a expressarem suas opiniões sobre o desenvolvimento da história da princesa. Valorize as falas e promova um espaço de escuta, em que diferentes pontos de vista possam ser compartilhados e discutidos.

Em seguida, retome o título do texto e explore novamente as imagens que o acompanham, pedindo aos estudantes que imaginem o que poderia acontecer na narrativa com base nesses elementos. Esse exercício de antecipação ajuda a desenvolver a habilidade de formular hipóteses, estimulando a curiosidade e a atenção durante a leitura.

Proponha, então, a leitura da continuação da história. Oriente para que leiam sem pressa, respeitando o próprio ritmo, e destaque que não se trata de uma competição de velocidade. Explique que cada um deve se concentrar na compreensão do que lê, e não na comparação com os colegas. Ao final dessa etapa, abra espaço para comentários espontâneos sobre a história, deixando que os estudantes expressem suas percepções e sentimentos em relação ao conto.

Aproveite esse momento para chamar a atenção para o desenvolvimento da narrativa: como o enredo se organiza, de que maneira os personagens são apresentados e como suas ações se encadeiam de forma coerente. Questione se a descrição dos personagens está clara e se as atitudes que tomam fazem sentido dentro da história. Essa reflexão contribui para que os estudantes compreendam melhor os mecanismos da construção narrativa.

3 Leia a continuação do conto para saber o que aconteceu com a princesa e os barulhinhos dela.

Imagine a felicidade da princesa quando, desfilando com seu mais belo vestido, entrou no salão do baile.

Ela nunca tinha visto tantos príncipes encantadores! Foi tanta emoção que não conseguia se controlar, soltando um enorme soluço de alegria. Mas todos já estavam olhando para ela…

A princesa então ficou morta de vergonha, espirrou com tanta força que as plumas de chapéus dos convidados saíram voando por todo o palácio.

Os príncipes se entreolhavam meio assustados.

Tamanho furacão poderia ser realmente uma princesa? Uma princesa de verdade? Para mudar o clima, o rei olhou para a orquestra e deu um sinal dizendo: “Maestro, uma valsa para levantar o astral”. Um príncipe mais valente que os outros decidiu se aproximar e tirou a princesa Barulhinhos para dançar. Ela logo aceitou, mas diante de tanta emoção os roncos de seu estômago encobriram a música.

“Mas que som horrível!”, exclamaram os príncipes, indignados.

“Esse barulho é insuportável! É uma agressão a nossos preciosos ouvidos!”

E juntos todos começaram a gritar:

Hooooou, hooooou, hooooou, hooooou, hooooou, hooooou...

... para a princesa, que fugiu a toda, tapando os ouvidos.

A coitada estava saindo fungando do castelo, quando apareceu um príncipe que tinha se atrasado. Ele corria a todo vapor e, mesmo esbaforido, era tão lindo que a princesa parou de chorar para vê-lo melhor.

“Meu nome é Olhos de Veludo”, disse para a princesa, fazendo uma reverência. “Peço que perdoe meu atraso, maravilhosa princesa, mas meu cavalo decidiu encrencar.”

Barulhinhos tentou dizer que isso não tinha importância, mas foi só abrir a boca e sua barriga começou a roncar:

“Ronc, ronc...”

O príncipe sorriu. Não parecia se importar.

Mas a princesa ficou transtornada e começou a espirrar.

“À sua saúde”, respondeu Olhos de Veludo. E acrescentou baixinho: “Ou quem sabe… Aos nossos amores?”

O príncipe tinha se apaixonado por Barulhinhos à primeira vista, e algo lhe dizia que o sentimento era recíproco.

Um “HIC” apaixonado serviu de confirmação. O príncipe lhe perguntou: “Quer se casar comigo”?

Indignado: com sentimento de raiva por um ato que ofende ou humilha; revoltado.

Esbaforido: com respiração dificultada; cansado.

Outro ponto importante a destacar é o uso das onomatopeias. Peça que localizem exemplos no texto e conversem sobre o efeito que produzem na leitura. Explique que esses recursos expressivos ajudam a criar imagens sonoras e dão mais vivacidade à narrativa, aproximando o leitor da cena descrita. Conduza uma reflexão sobre o papel do narrador. Pergunte aos estudantes quem é o responsável por apresentar os personagens e os acontecimentos. Em seguida, desafie-os a responder à questão: “O narrador participa da história como personagem?” A expectativa é que percebam que não, pois se trata de um narrador observador, que acompanha os fatos de fora, relatando o que acontece sem interferir como participante da ação. Essa análise ajuda os estudantes a compreenderem melhor os tipos de narrador e a função de cada um no gênero conto.

Os soluços da princesa ficaram tão frenéticos que ela começou a pular como um cabrito.

Apesar do pula-pula, a princesa Barulhinhos disse “Ssiiiimmmm” de todo o coração.

Frenético: muito forte; exagerado.

Foi a vez do nosso príncipe ficar vermelho como pimentão. Ele franziu a testa, apertou os lábios e soltou um pum tão forte que pareceu um trovão! Depois desse desastre o príncipe, meio sem graça, disse: “Não... não foi por querer: eu solto pum sempre que fico feliz”.

Foi assim que Barulhinhos e Olhos de Veludo souberam que foram feitos um para o outro.

[…]

GUDULE. Princesa Barulhinhos Ilustrações: Marjolein Pottie. Tradução: Álvaro Faleiros. São Paulo: Berlendis & Vertecchia, 2015. Não paginado.

QUEM É?

Anne Liger-Belair , conhecida como Gudule , nasceu em Bruxelas, na Bélgica, em 1945. Quando menina, lia todo tipo de livro e, o que não lia, escrevia. Aos 20 anos, já tinha escrito cerca de 400 poemas e dezenas de romances. Atualmente, escreve livros de ficção para crianças, jovens e adultos, além de colaborar em diversos jornais e revistas.

4 Afinal, a princesa desse conto se parece ou não com as princesas dos contos de fadas tradicionais? Por quê?

Os contos são narrativas curtas que se iniciam com uma introdução, na qual geralmente são apresentados os personagens, o ambiente da história e o tempo ou a época em que ela se passa.

5 Sobre a introdução do conto, responda. a) Onde se passa a história?

Num país bem distante, em um castelo magnífico.

4. Espera-se que os estudantes concluam que não, pois em contos de fadas tradicionais as princesas não passam por situações constrangedoras como as que a princesa Barulhinhos enfrentou, já que ela fazia barulhos considerados estranhos em contextos de convívio social.

Competência socioemocional

Consciência social

Ao final da leitura, pergunte aos estudantes o que a princesa poderia ter sentido toda vez que soluçava ou espirrava na frente dos convidados. Chame a atenção da turma para as comparações criadas com a situação da princesa e do príncipe Olhos de Veludo: “... espirrou com tanta força que as plumas de chapéus dos convidados saíram voando por todo o palácio...” (espirro que faz chapéus voar); “...Tamanho furacão poderia ser realmente uma princesa de verdade?...” (espirro forte que se parece com um furacão); “... Os soluços da princesa ficaram tão frenéticos que ela começou a pular como um cabrito...” (comumente quando se soluça é comum que se tenha espasmos e o corpo se mova involuntariamente); “... Foi a vez do nosso príncipe ficar vermelho como pimentão. Ele franziu a testa, apertou os lábios e soltou um pum tão forte que pareceu um trovão!...” (o barulho do pum foi comparado ao barulho de um trovão).

29/09/25 19:58

A leitura e a análise do texto permitem desenvolver reflexões sobre a importância da amabilidade, do respeito e da confiança, contribuindo para a capacidade de compreender outras perspectivas e sentir empatia pelos outros.

Converse com os estudantes sobre o que podemos fazer quando ocorre algo contra nossa vontade que pode parecer um gesto mal-educado. Explique que podemos pedir desculpas e podemos perceber que certas situações são naturais. Se estivermos próximos à pessoa que passa por uma situação constrangedora, devemos ser discretos, se necessário, ajudá-la, entre outras reflexões. Ao mesmo tempo, destaque a individualidade das pessoas que têm reações e modos de ser diferentes, nem sempre por escolha.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 5. Converse com os estudantes sobre princesas tradicionais e peça que citem exemplos de personagens dos contos de fadas. Em seguida, compare-as com a princesa Barulhinhos. Nos contos tradicionais infantis, o tempo é vago e indefinido, e o leitor não tem como saber exatamente quando a história aconteceu. Isso evidencia que o tempo da narrativa é imaginário. As expressões que abrem os contos tradicionais infantis destinam-se a provocar no leitor um afastamento do mundo cotidiano e levá-lo para um mundo de fantasia, paralelo, no qual histórias cheias de magia podem acontecer.

Atividade 6. Retome com os estudantes o conceito de conflito gerador ou situação-problema. Explique que toda narrativa acontece porque há algo para ser contado que foge à rotina, ao que é comum. O objetivo destas questões é fazer uma análise microtextual das partes que compõem o enredo da história em um passo a passo com os estudantes. Por isso, leia os textos das questões em voz alta dando ênfase às informações que são chave para perceberem a estrutura da narrativa.

Atividade 7. Desenvolva o conceito de clímax com os estudantes, ajudando-os a perceber os elementos textuais que colaboram para intensificar a emoção no texto.

b) A expressão Há muito tempo, que inicia o conto, marca um tempo: definido X  indefinido

c) Que outras expressões poderiam indicar esse tempo?

X Há tempos. X  Em um tempo distante.

Há dois anos. X  No tempo dos reis e das rainhas.

6 Leia e responda.

• Qual é o conflito gerador nessa história?

Nos contos, geralmente há um conflito gerador, ou seja, uma situação-problema que surge para quebrar a calma inicial da história.

O fato de a princesa fazer barulhinhos quando ficava tímida, emocionada, feliz ou triste.

7 Leia e marque a alternativa adequada.

Os contos geralmente apresentam um clímax, ou seja, um momento de maior tensão na narrativa.

• O clímax desse conto ocorre no momento em que: o rei decide fazer um baile para comemorar o aniversário da princesa.

a princesa entra no baile e vê muitos príncipes encantadores.

X a princesa sai apavorada do castelo.

8 O conflito do conto foi resolvido?

X Sim  Não

Os contos geralmente apresentam uma resolução do problema, ou seja, o momento em que é dada uma solução ao conflito da história narrada.

9 O conto teve um final feliz? Explique.

Sim. A princesa encontrou um príncipe que não se importava com os barulhos produzidos por ela, pois ele também fazia barulhos quando reagia a alguma emoção.

10 Qual expressão é comum aparecer no final dos contos de fadas tradicionais?

Os contos de fadas tradicionais têm uma estrutura própria de finalizar a narrativa. Em geral, terminam com a expressão “E viveram felizes para sempre”.

• O conto Princesa Barulhinhos poderia terminar como os contos de fadas tradicionais?

Sim, pois o conto termina com a princesa e o príncipe apaixonados e felizes, como, geralmente, terminam os contos de fadas tradicionais.

11 As falas dos personagens nos contos costumam ser marcadas com travessão ou aspas. Como estão marcadas as falas dos personagens no conto Princesa Barulhinhos?

Estão marcadas com aspas.

• Sublinhe no conto um trecho que confirme sua resposta.

12 Releia este trecho do conto.

Apesar do pula-pula, a princesa Barulhinhos disse “Ssiiiimmmm” de todo o coração.

GUDULE. Princesa Barulhinhos. Ilustrações: Marjolein Pottie. Tradução: Álvaro Faleiros. São Paulo: Berlendis & Vertecchia, 2015. Não paginado.

• A forma como a palavra em destaque foi escrita evidencia que a princesa estava: envergonhada. X  muito feliz.  indiferente.

13 Contorne no trecho a seguir a palavra utilizada para introduzir uma comparação.

Os soluços da princesa ficaram tão frenéticos que ela começou a pular como um cabrito.

GUDULE. Princesa Barulhinhos. Ilustrações: Marjolein Pottie. Tradução: Álvaro Faleiros. São Paulo: Berlendis & Vertecchia, 2015. Não paginado.

Atividade complementar

Atividades 9 e 10. Relembre as principais características dos contos de fadas tradicionais para enfatizar as diferenças existentes no conto lido. Ressalte as características do conflito narrativo: situação-problema que gera tensão, desenvolvimento que conduz ao clímax e ao desfecho da história. Comente sobre o final dos contos de fadas, frequentemente marcados pela expressão “e viveram felizes para sempre”.

Atividade 11. Além das aspas (“ “), o sinal de pontuação dois-pontos (:) também pode indicar um enunciado; o travessão (—) costuma ser empregado, entre outros usos, no discurso direto, para indicar a fala do personagem ou a mudança de interlocutor nos diálogos.

Atividade 12. Aproveite esta oportunidade para explicar alguns recursos de linguagem para expressar emoção.

Atividade 13. Explique que é muito comum encontrarmos comparações utilizando essa palavra. Contudo, há outras formas de comparar (“parecia um cabrito”!, que nem um cabrito”, “igual a um cabrito”); e a palavra como também pode ser empregada em outros contextos (“Não sei como isso é possível”; “Chegarei cedo, como havíamos combinado”). Não é necessário entrar em detalhes, contudo, é interessante que os estudantes percebam que a língua não é estática e se modifica de acordo com o contexto.

29/09/25 19:58

• Organize a turma em duplas e peça que separem para a atividade folhas avulsas de papel sulfite ou papel Kraft.

• Peça às duplas que criem frases que expressem emoção, valendo-se de onomatopeias, repetições de palavras ou letras e emprego de recursos gráficos expressivos, como ocorre nos gibis.

• Depois, peça que leiam as frases expressivamente.

• Exponha os trabalhos no mural da sala de aula.

OBJETIVOS

• Identificar intertextualidade por meio da análise de imagens que compõem o texto verbal.

• Identificar os efeitos de sentido produzidos no discurso escrito.

• Ampliar habilidade de identificar características que revelem motivações e sentimentos de personagens.

• Compreender o uso da vírgula e dos dois-pontos em enumerações.

• Compreender o uso do vocativo.

PLANO DE AULA

Nossa língua

Atividade 1. Peça aos estudantes que leiam o trecho e abra espaço para que comentem se imaginam que se trata de um trecho retirado de um conto clássico ou não, justificando. Ressalte que o título dá pistas de que não se trata de um conto tradicional.

Chame a atenção dos estudantes para o sinal de pontuação que mais se repete no texto. Depois, auxilie a turma a refletir que as palavras separadas por vírgulas são todas profissões que as princesas gostariam de ter e, por serem da mesma categoria, foram separadas por vírgulas.

A fim de propiciar aos estudantes a oportunidade de perceber, na prática, o uso da vírgula como recurso para organizar uma enumeração, desafie-os a criar um texto com uma grande incidência de enumerações no qual seja necessário empregar a pontuação mais adequada.

NOSSA

LÍNGUA

Vírgula em enumeração e vocativo

1 As princesas dos reinos encantados estão em greve e exigem vários direitos. Leia um deles.

Princesas em greve!

Uma princesa poderá ter uma ocupação, visto que ser princesa não é ocupação nenhuma.

Poderemos ser médicas, merendeiras, advogadas, faxineiras, jardineiras, babás, escritoras, ilustradoras, policiais, editoras de livros, diretoras de cinema, judocas, astronautas, catadoras de papel, juízas… Qualquer profissão!

• Nesse trecho, foram enumeradas algumas profissões que uma princesa pode ter.

a) Contorne o sinal de pontuação usado para separar os elementos dessa enumeração.

b) Escreva o nome desse sinal de pontuação.

O sinal de pontuação é a vírgula.

A vírgula é usada para separar elementos em uma enumeração.

LINHARES, Thais. Princesas em greve! São Paulo: Cortez, 2018. p. 6.
DNEPWU WANDSON
ROCHA
CLAUDIA
MARIANNO
JULIA MELLO

2 Outro pedido das princesas é sobre os príncipes. Leia e complete a enumeração.

[…] E que esse herói não precise ser príncipe, nem um poderoso guerreiro. Vale poeta e até atleta, dentista e frentista, Sugestões de resposta com rimas: vendedor e aviador, merendeiro e açougueiro, veterinário e bibliotecário, advogado e delegado, espião e artesão. Sugestões de resposta sem rimas: médico, enfermeiro, eletricista, policial, motorista, cobrador, garçom, bancário, balconista, taxista.

um gari ou guerreiro tupi, pipoqueiro e quem sabe um seresteiro…

A única exigência é que tenha um coração generoso e sonhador.

LINHARES, Thais. Princesas em greve! São Paulo: Cortez, 2018. p. 8.

a) Complete a fala do príncipe com os nomes que você quiser.

Dica: Lembre-se de usar a vírgula para separar os nomes.

Você já reparou que nos contos de fadas só as princesas têm nome? Pois é, nós, príncipes, estamos cansados de ser chamados apenas “príncipes encantados”. Eu, por exemplo, me chamo Cinderelo, mas tenho amigos que se chamam:

Sugestões de resposta: Henrique, Felipe, Guilherme, Augusto, Carlos, Luís, Ernesto, Jorge, Miguel, Pedro, João, Ricardo, André, Alexandre, Adriano, Humberto e Felisberto.

b) Contorne o sinal de pontuação usado antes do primeiro nome que você escreveu.

c) No trecho, os dois-pontos foram empregados para: indicar que um personagem vai falar.

X indicar que será introduzida uma enumeração.

Texto de apoio

Atividade 2. É importante que, antes da atividade escrita, os estudantes tenham a oportunidade de ler o trecho na íntegra, de forma a perceber que o desejo das princesas é que os príncipes não precisem ser graciosos tampouco poderosos guerreiros. Eles podem ser pessoas comuns, que trabalham em diferentes profissões. Chame a atenção para o fato de que a autora utilizou rimas para dar sonoridade ao trecho, como em: “dentista e frentista”; “gari e guerreiro tupi”; “pipoqueiro e seresteiro”. No entanto, ressalte que não precisam necessariamente pensar em profissões que rimem, o importante é que usem a vírgula para separar as profissões.

Mais importante do que a escolha dos nomes é verificar se os estudantes compreendem a função da vírgula. Observe se utilizam a letra inicial maiúscula no registro dos nomes. Comente com a turma que os príncipes normalmente não aparecem com nomes nos contos de fadas porque representam não uma individualidade, mas um arquétipo da nobreza.

29/09/25 19:58

Aprender a pontuar é aprender a partir e a reagrupar o fluxo do texto de forma a indicar ao leitor os sentidos propostos pelo autor, obtendo assim efeitos estilísticos. O escritor indica as separações (pontuando) e sua natureza (escolhendo o sinal) e com isso estabelece formas de articulação entre as partes que afetam diretamente as possibilidades de sentido [...]

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: língua portuguesa. Brasília, DF: MEC/SEF, 1997. p. 59.

ROBERTO WEIGAND

PLANO DE AULA

Nossa língua

Atividade 3. Antes de os estudantes fazerem a leitura jogralizada, leia o poema em voz alta, evidenciando o vocativo “Seu Lobo”. Lembre-se de que sua leitura servirá de modelo para a leitura dos estudantes.

Após a leitura, pergunte aos estudantes: “Por que demos ênfase ao chamamento “Seu Lobo”?”. Espera-se que falem que isso ocorre porque Chapeuzinho precisa fazer com que suas dúvidas fiquem claras ao interlocutor: Seu Lobo. Leve os estudantes a refletir sobre a importância, principalmente para a leitura jogralizada, da marcação de ênfase na fala por meio de uma pausa antes do vocativo Seu Lobo.

Atividade 4. O objetivo desta questão é levar os estudantes a analisar o poema a fim de identificar quem é o interlocutor de cada um dos versos.

Atividade 5. Os sinais de pontuação têm a maior importância na compreensão de um texto escrito. Alguns sinais são imprescindíveis, sob pena de comprometer o sentido do texto ou de uma de suas partes; outros são facultativos, tendo função enfática ou servindo para exprimir um ponto de vista pessoal. A vírgula constitui um marcador sintático importante e, se não for corretamente usada, pode alterar completamente o sentido de uma frase.

Após a leitura, aproveite a oportunidade para abordar questões relacionadas ao gênero poema. Pergunte aos estudantes: “Esse poema está organizado em quantas estrofes? Quantos versos tem cada estrofe?” (Ele está organizado em quatro estrofes de dois versos cada uma.); “O que dá ritmo ao poema?” (As rimas.).

3 Faça a leitura silenciosa deste trecho de um poema. Depois, leia com os colegas em voz alta, de acordo com a legenda.

Meninas     Meninos

Seu Lobo

Seu Lobo, por que esses olhos tão grandes?

Pra te ver, Chapeuzinho.

Seu Lobo, por que esses braços tão fortes?

Pra te pegar, Chapeuzinho.

Seu Lobo, pra que essas patas tão grandes?

Pra te apertar, Chapeuzinho.

Seu Lobo, por que esse nariz tão grande?

Pra te cheirar, Chapeuzinho.

Seu Lobo, por que essa boca tão grande?

Ah, deixa de ser enjoada, Chapeuzinho!

CAPARELLI, Sérgio. Minha sombra. Porto Alegre: L&PM, 2001. p. 32.

• Esse trecho que você leu é igual ao do conto tradicional da Chapeuzinho Vermelho? Justifique sua resposta.

4 Escreva a quem se dirigem os versos seguintes.

Não, é diferente. No conto tradicional, o Lobo não responde: “Ah, deixa de ser enjoada, Chapeuzinho!”, mas continua respondendo às perguntas da menina na tentativa de se passar pela vovozinha.

• Primeiro verso: ao Lobo

• Segundo verso: à Chapeuzinho Vermelho

5 Qual pontuação foi usada para separar o nome chamado do restante da frase?

A vírgula.

A vírgula é usada para separar o nome chamado do restante da frase.

6 Agora, leia um trecho do poema Oi

Oi

Oi, Dona Maria Como vai sua tia?

Oi, Dona Salomé Como vai seu pé? […]

Oi, Dona Nazaré Dá para fazer um café? […]

Oi, seu Lima. Agora acabou a rima.

MISSE, James. Poesias, rimas e outras coisas mais... São Paulo: Pé da Letra, 2007. p. 14.

a) Sublinhe a quem se dirige o cumprimento oi em cada um dos versos.

b) Que sinal de pontuação foi usado entre o cumprimento e os nomes das pessoas?

A vírgula.

7 Escreva mais uma estrofe para o poema de James Misse: alguém dizendo “oi” a uma pessoa de uma forma engraçada. Não se esqueça de usar a vírgula entre o cumprimento e o nome escolhido e de criar uma rima.

Resposta pessoal. Sugestão: “Oi, tio Luís. / Como vai o seu nariz?”.

8 Complete as frases com nomes à sua escolha. Use a pontuação adequada para separar os nomes que você escreveu do restante das frases.

a) , você viu a Márcia?

b) Gosto tanto de você , !

c) Não me amole , !

d) , vocês querem lanchar agora?

Respostas pessoais. Sugestões de resposta: Maria, você viu a Márcia?; Gosto tanto de você, Juju!; Não me amole, Carlos!; Lucas e Chico, vocês querem lanchar agora?

Atividade 6. Após a leitura, aproveite a oportunidade para abordar questões relacionadas ao gênero textual poema. Pergunte aos estudantes: “Esse poema está organizado em quantas estrofes? Quantos versos tem cada estrofe?”. Espera-se que os estudantes identifiquem que o poema está organizado em quatro estrofes, de dois versos cada uma. Depois, pergunte: o que dá ritmo ao poema? Os estudantes devem identificar que as rimas dão ritmo ao poema.

Atividade 7. Chame a atenção da turma para o fato de que o poema faz uma brincadeira

223

Explique que a vírgula tem várias funções na escrita, mas nesta atividade o foco será em dois usos principais: Enumeração → para separar itens em uma lista dentro da frase (Comprei maçãs, laranjas, bananas e peras.); e Vocativo → para destacar a pessoa ou o ser a quem nos dirigimos diretamente na fala ou na escrita (Maria, venha aqui! / Bom dia, estudantes!).

Atividade complementar

Para a sistematização conceitual do uso da vírgula, sugerimos a construção de um mapa conceitual com os estudantes. Registre na lousa (ou em cartolina) o termo central Uso da vírgula, com dois núcleos: Enumeração e Vocativo.

Oriente os estudantes a darem exemplos para cada caso e registre as contribuições. Finalize lendo o mapa com a turma, verificando se os exemplos estão corretos. Incentive os estudantes a copiarem no caderno, reforçando a memória visual e a autonomia. Sugira o uso de cores diferentes para cada núcleo.

Uso da vírgula

Enumeração

Separa itens em uma lista dentro da frase

29/09/25 19:59

com nomes e palavras que rimam com eles. Por isso, sugere-se que os estudantes sejam orientados a realizar a atividade da mesma forma, rimando nomes a palavras que contenham os mesmos sons finais.

Atividade 8. Peça aos estudantes que completem as frases de forma individual. Chame-lhes a atenção para o uso da vírgula ao separar o chamamento (vocativo) do restante da frase. Retome com a turma o que já foi estudado sobre a pontuação, perguntando para que serve a vírgula e pedindo exemplos que os estudantes conheçam.

Ex.: Comprei maçãs, laranjas, bananas e peras.

Destaca o ser a quem nos dirigimos diretamente

Ex.: Maria, venha aqui!

Ex.: Bom dia, estudantes! Vocativo

OBJETIVOS

• Compreender o uso de marcadores temporais.

• Compreender os processos de criação do conto de fadas parodiado.

• Compreender o uso de provérbios populares.

• Compreender os processos de criação da narrativa ficcional.

• Inferir informações com base em elementos paratextuais do conto.

PLANO DE AULA

Retomar e avançar

Atividade 1. Leia o título do conto em voz alta e instigue os estudantes a verbalizar a qual expressão popular esse título remete. Chame a atenção para o uso das reticências e do ponto de exclamação presentes no título.

Atividade 1. a) A expressão faz referência a tempos de seca, quando o gado parte em direção a brejos ou terrenos pantanosos em busca de água, ou seja, “a vaca vai para o brejo”.

Atividade 1. b) Estimule a participação oral da turma, incentivando-os a justificarem suas respostas.

1. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que provavelmente não, já que a expressão “foi pro brejo” não indica um desfecho positivo.

RETOMAR E AVANÇAR

Onomatopeias e marcadores temporais

1 Você vai ler um trecho de mais um conto de fadas às avessas. Mas, antes, leia somente o título e responda.

1. a) A expressão é “a vaca foi pro brejo”, que significa que algo ou alguma situação ficou muito ruim.

a) Qual expressão popular o título desse conto lembra? O que ela significa?

b) Será que essa história de príncipe e princesa vai ter um final como os dos contos tradicionais? O que você acha?

2. Espera-se que os estudantes concluam após a leitura que o título passa a ideia de que algo ruim aconteceu com o príncipe e o trecho do conto relata que o casamento do príncipe com a princesa não deu certo.

2 Agora, leia o trecho do conto e comente com os colegas e o professor a relação entre o título e os acontecimentos narrados.

… E o príncipe foi pro brejo!

O príncipe e a princesa se casaram e não foram felizes para sempre…

Tudo começou quando o príncipe gritou e a princesa fingiu que nem escutou…

Logo depois, à noite, ele roncou…

RONC! RONC! RONC! RONC! RONC!

No dia seguinte, à mesa, ele arrotou.

BUUUUUURP!

Certa vez, a princesa colocou seu vestido novo e ele nem notou.

[…]

Saiu, nem a beijou, e até um pum ele soltou! […] Foi assim que tudo acabou.

SUPPA, Vivian. … E o príncipe foi pro brejo! São Paulo: Folia de Letras, 2014. Não paginado.

• Esse príncipe se parece com os dos contos tradicionais? Por quê?

3 Contorne as onomatopeias no trecho e explique o significado de cada uma.

Atividade 2. Peça aos estudantes que façam a leitura silenciosa e incentive-os a comentar suas impressões. Só então faça a leitura oral com entonação e ritmo adequados, ressaltando os marcadores temporais. Espera-se que os estudantes concluam que o título passa a ideia de que algo ruim aconteceu com o príncipe, o que é confirmado no trecho, que narra o casamento fracassado do príncipe com a princesa. Comente com os estudantes que, nos contos de fadas tradicionais, geralmente não são retratadas situações comuns do dia a dia e, talvez, por isso, não seja possível observar comportamentos como os descritos.

RONC representa o som de ronco e BUUUUUURP representa o som de arroto.

Não, pois os príncipes dos contos de fadas tradicionais são, geralmente, educados, gentis e atenciosos. Nesse conto, o príncipe é retratado como alguém sem boas maneiras e que não dá atenção para a princesa.

Atividade 3. Retome com os estudantes a definição de onomatopeia: figura de linguagem utilizada para imitar ou representar sons, como sons de animais, fenômenos naturais, objetos, entre outros, tornando os textos mais vivos e divertidos.

5. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que a jovem Cinderela foi impedida de ir ao baile, mas que, com a ajuda de sua fada madrinha, conseguiu encontrar seu príncipe encantado.

4 A história ... E o príncipe foi pro brejo! se passa em apenas um dia? Escreva o trecho que justifica sua resposta.

Não, a história dura mais de um dia: “No dia seguinte, à mesa, ele arrotou”.

• Sublinhe no trecho do conto as expressões que mostram a passagem de tempo na história.

5 Você conhece a história de Cinderela? Se sim, compartilhe com os colegas e o professor.

• Leia um trecho do conto e complete-o com os marcadores temporais a seguir, para mostrar a passagem de tempo.

Certo dia • Depois de alguns anos • Uma semana antes

Cinderela

[…] Depois de alguns anos , o pai de Cinderela morreu. Ela se sentiu muito sozinha, pois a madrasta e suas filhas a tratavam muito mal. Além disso, exigiam que ela fizesse sozinha todos os serviços domésticos.

Certo dia , houve uma grande agitação no reino. Foi anunciado que haveria um baile no palácio e o príncipe escolheria uma jovem para se casar. Todas as moças do reino foram convidadas.

Uma semana antes do baile, a madrasta e suas filhas começaram a se preparar e não deram um minuto de sossego para a pobre Cinderela [...].

RIOS, Sâmia. Cinderela. São Paulo: Scipione, 2009. p. 5-6.

6 Com o professor, pesquise em livros da biblioteca outros exemplos de marcadores temporais em contos.

• Elaborem uma lista com essas palavras e expressões e a fixem no mural da sala. Resposta pessoal.

Atividades 4 e 5. Situar os acontecimentos de uma história no tempo é uma competência a ser adquirida e aprimorada ao longo do ensino fundamental, de forma que os estudantes possam usar esse conteúdo em suas produções para indicar sucessão, duração e simultaneidade. Com datas e tempos verbais, os advérbios dão pistas sobre quando os fatos relatados aconteceram. É importante dar oportunidade aos estudantes de analisar essas expressões antes de propor a produção e durante os momentos de planejamento do texto e revisão da escrita.

Atividade 6. Durante a pesquisa em livros, os estudantes terão oportunidade de refletir como autores experientes usam esses marcadores temporais. Incentive os estudantes com questões que os ajudem a identificar e analisar a função dessas palavras e expressões. Leve-os a perceber que nem sempre o tempo aparece com precisão de datas, mas esses marcadores mostram que os acontecimentos passam e têm uma sequência.

OBJETIVOS

• Compreender a contextualização dos sufixos -ansa e -ança.

• Reconhecer a similaridade de sons com grafias diferentes.

PLANO DE AULA

Com que letra?

Atividade 1. Dirija a atenção dos estudantes para o som /s/. Pergunte a eles: “Em quais outras palavras este som aparece?”. É provável que eles digam: cedo, sapo, surpresa, sábado, saudade etc. Leve-os a perceber que as letras c, s e ç podem representar o mesmo som, assim como o ss.

Atividade 2. Como o som final das palavras é o mesmo, é possível que o estudante pense que a palavra deva ser registrada no grupo inadequado. O importante é que, ao final da atividade, os estudantes percebam que há muito mais palavras terminadas em -ança. No momento de dúvida, saber desse fato contribui para que os estudantes arrisquem escrevendo determinada palavra com ç

COM QUE LETRA?

1 Leia estas frases.

Palavras terminadas em -ansa e -ança

A princesa não cansa de se olhar no espelho.

A princesa fez uma linda trança no cabelo!

a) As palavras em destaque terminam com os mesmos sons?

b) Essas palavras terminam com as mesmas letras? Não.

2 Com os colegas, fale palavras que terminam em -ansa e -ança. O professor vai registrá-las na lousa. Depois, copie.

Palavras terminadas em -ansa -ança

Sugestões de resposta: gansa/mansa confiança/liderança/perseverança/ amansa/cansa/descansa poupança/dança/festança/trança/ lembrança/andança/lança/cobrança/ finança/vingança/comilança/ criança/desconfiança/fiança/esperança/ herança/pujança/aliança/semelhança/ lambança/segurança/mudança/avança

a) Há mais palavras terminadas em -ansa ou em -ança?

Há mais palavras terminadas em -ança b) Saber isso pode ajudar quando você tiver dúvida se a palavra é escrita com -ansa ou -ança? Por quê?

Sim, pois, na dúvida, é mais provável que a palavra termine com -ança, uma vez que há mais palavras formadas com essa terminação. Além disso, como são poucas as palavras terminadas em -ansa, é possível memorizá-las com mais facilidade. Espera-se que os estudantes concluam que sim.

Atividade complementar

• Comece anotando na lousa as letras ç e s

• Peça aos estudantes para dizerem mais oito letras e anote-as.

• Divida a turma em duplas e lance um desafio.

• Proponha que criem uma frase com dez palavras com as letras do quadro.

• Eles não podem repetir palavras e nem incluir palavras que não contenham as letras pedidas.

2 O OUTRO LADO DAS HISTÓRIAS

LEITURA Conto

1. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes relembrem os personagens (os três porquinhos e o lobo), o fato de o lobo querer devorar o trio, as diferenças entre os materiais das casas dos porquinhos, o fato de o lobo tentar derrubá-las assoprando-as, entre outras cenas.

1 Você conhece o conto Os três porquinhos? O que você lembra desse conto?

2 Observe a capa de um dos livros que contam a história dos três porquinhos.

a) Que informações sobre o livro é possível obter por meio da leitura dessa capa?

Espera-se que os estudantes observem o título da história, escrito com letras maiores, os nomes da autora, do ilustrador e da editora.

b) O que significa a expressão Recontado por que aparece na capa?

A história não é originalmente de autoria de Ana Maria Machado. Ela recontou uma história tradicional.

3 Quais personagens da história foram ilustrados na capa do livro?

Os três porquinhos e parte do corpo do Lobo Mau.

• Que sentimento as expressões dos porquinhos demonstram?

As expressões dos porquinhos demonstram medo, pavor.

29/09/25 19:59

Texto de apoio Jamais se deve começar a apresentação de um tema sem levantar perguntas desafiadoras, que a apresentação do tema responderá. A realidade e a linguagem que nos cercam são sempre muito ricas em desafios e o papel de todo grande professor é resgatá-los, buscando-os sempre nos temas que deve trabalhar.

SELBACH, Simone (sup. gral.). Língua portuguesa e didática Petrópolis: Vozes, 2010. (Coleção Como Bem Ensinar). p. 31.

OBJETIVOS

• Realizar atividades de predição e inferência.

• Identificar aspectos de intertextualidade presentes em paródias de contos.

• Identificar o tipo de narrador do conto.

• Analisar os elementos organizacionais e estruturais do conto.

• Reconhecer a função das onomatopeias nos textos.

• Desenvolver a leitura crítica.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 1. Inicie o trabalho incentivando os estudantes a verbalizar o que conhecem da versão do conto clássico “Os três porquinhos” e o que acham dela. A história tradicional dos três porquinhos faz parte da memória social dos estudantes.

Atividade 2. Será interessante levar para a sala de aula alguns livros com diferentes versões desse conto, de forma que os estudantes percebam que uma história pode ser recontada de diversas maneiras e até mesmo com mudança de narrador, podendo ser um observador dos fatos ou personagem da história. Incentive os estudantes a antecipar sentidos e ativar conhecimentos prévios: ouça as respostas deles a respeito das hipóteses sobre o que vai acontecer na história.

Atividade 3. Verifique se os estudantes conseguem identificar cada um dos porquinhos (com base nas cores diferentes) e a parte do lobo (pelos e unhas, principalmente). Peça que observem atentamente a expressão facial dos porquinhos e ressalte que a leitura das imagens também é importante para compreendermos os textos multimodais.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 4. Continue explorando os conhecimentos prévios dos estudantes. Abra espaço para que eles façam a leitura silenciosa do título do conto e pergunte: “De acordo com o título, vocês acham que a história será parecida com o conto Os três porquinhos? Por quê?”. Espera-se que os estudantes concluam que não, pois a expressão “na real” dá pistas de que a história será contada sob outro ponto de vista. Ao final da leitura, abra espaço para que comentem o conto. É possível também fazer outra leitura do texto para a turma, com entonação, gerando suspense e criando interesse pelo desenvolvimento da narrativa.

Explore a narrativa por meio de questões objetivas, mas que exijam que os estudantes sigam as pistas que o texto oferece para respondê-las, e com questões em que eles possam interagir com o conto.

Informe aos pais ou responsáveis que estão lendo paródias de contos clássicos. Peça que leiam o conto com as crianças de modo a estimular a prática de leitura em voz alta. Ressalte que, após a leitura, é interessante que proponham questões a fim de verificar as impressões e a compreensão do conto pelas crianças.

Resposta pessoal.

4 O Lobo Mau é o vilão no conto tradicional dos três porquinhos. Você e os colegas vão conhecer uma versão do Lobo Mau. Será que, na versão que vocês vão conhecer, o Lobo Mau continuará sendo malvado?

• Leia o conto Os três porquinhos, na real! para saber se o que você pensou se confirma. Depois, comente com os colegas suas impressões sobre o conto.

Os três porquinhos, na real!

Mermão, eu vou te dizer que vida de lobo não é moleza! Eu sei que sou mal falado, que nem aquele bode, sabe qual? O bode expiatório, que leva culpa de tudo. Esse, pelo menos, tem vida mansa, dono e tal, refeição garantida e cama quentinha. Pra ele tanto faz se é benquisto, xingado, odiado!

Já eu tenho que malhar o dia inteiro pra ter o que comer, e ainda querem ditar meu cardápio. Querem que eu coma capim, cogumelo ou ervas daninhas, aquelas que não servem pra nada, muitas vezes até intoxicam.

Tô te contando isso pra ver se você entende meu lado, o lado do sofredor, passando fome, frio e humilhação!

Pois veja se minha história real, essa que vou te contar, bate com aquilo que já ouviu por aí…

Então, um dia frio em que não encontrei nem uma lagartixa pro café, fui andando à beira de um rio pra ver se algum peixe pulava da água na minha boca… Daí avistei uma moita de flores brancas, cheguei perto e elas pareciam bem carnudas. A fome apertou e nhoct!, abocanhei uma. Hum, meio amarga!

Imediatamente comecei a babar, minha garganta foi se fechando, as pernas cambaleando. Eu precisava de socorro! Mas quem ia me ajudar, no meio da floresta? Minha visão ficou embaçada e comecei a andar em zigue-zague.

Finalmente, avistei uma casinha que — juro! — eu nem tinha ideia de quem morava lá. Comecei a gritar:

— Socorro, alguém me ajude!

Lá de dentro veio uma voz:

— Quem é? O que foi?

— Acho que engoli uma flor envenenada…

— Era uma flor branca?

— Isso mesmo!

— Ah!, é a que se chama copo-de-leite, todo mundo acha uma gracinha, mas ninguém sabe que é tóxica. Chega mais perto que eu tenho aqui o antídoto.

— O quê?…

— O antídoto, o remédio contra o veneno dessa flor.

Fui cambaleando em direção à casa, sem enxergar nada! De repente, tudo desmoronou na minha frente e eu caí espatifado sobre uma espécie de colchão. Colchão que nada! Não é que a casa era de palha? E não tinha ninguém lá dentro!

Pois é, naquela história mentirosa que contam, quem morava nessa casa era um porquinho, e as más-línguas dizem que eu o comi! Que tinha alguém lá dentro, tinha, pois me respondeu, mas deve ter se apavorado e fugiu. Também, faz uma casa de palha e quer o quê?

Voltou tudo à estaca zero! Eu, com uma tremenda dor de barriga e sem enxergar nada, continuei andando em zigue-zague, até que avistei outra casa, então pedi novamente socorro.

Uma voz respondeu:

— Quem é?

— Acho que engoli uma flor envenenada!

— Já caí uma vez nessa conversa, conta outra!

— Não é conversa, não, preciso do antídoto!

— O quê?

— O antídoto, o remédio contra o veneno daquela flor!

— Aqui não é o Instituto Butantan!

— Então me arruma um pouco de água pra beber, quem sabe alivia!

Sugestão para o professor GOLTILIB, Nádia Battella. Teoria do conto São Paulo: Ática, 2006.

O livro apresenta, em profundidade, aspectos textuais do gênero conto.

Continue a exploração do texto, com perguntas: “Por que o lobo disse que ‘vida de lobo não é moleza’?”, “O que significa ‘não é moleza’ neste trecho?”. Espera-se que respondam que se refere à vida difícil que os lobos levam, pois são sempre os culpados pelos conflitos e acontecimentos ruins na narrativa.

Releia o segundo parágrafo da página 228 e pergunte: “Qual é o sentido da palavra ‘malhar’ nesse trecho?”. Explique que “malhar” foi usada no sentido de ter de se esforçar para conseguir se alimentar. Essa palavra também significa “bater com martelo em metal em brasa” para lhe dar a forma desejada, “bater muito em alguém”, “falar mal de alguém” e “fazer ginástica”.

Releia a frase: “A fome apertou e nhoct!”. Pergunte: “O que vocês acham que aconteceu nesse momento?”. Espera-se que os estudantes infiram que o lobo abocanhou algo, nesse caso, a flor.

Releia o sexto parágrafo, na página 228, e pergunte: “Pelos sintomas que o lobo apresentou, o que vocês acham que estava acontecendo com ele?”. É provável que o lobo tenha tido uma reação alérgica, pois ele apresentou sintomas típicos (ficar tonto, babar, dificuldade de respirar).

Pergunte: “O que vocês entenderam por antídoto?”. No conto, antídoto é um remédio contra veneno, nesse caso, a substância tóxica da flor. Explique que antídoto é um remédio contra o que prejudica a saúde ou mata quando entra no organismo de um ser vivo.

Tóxico: venenoso, que faz mal para a saúde.
VICENTE MENDONÇA

PLANO DE AULA

Leitura

Releia: “Se você prestou atenção, percebeu que nessa história toda a vítima fui eu! Pois é, dizem que a casa do esguicho era do irmão do primeiro porquinho, que a construiu com madeira. Que eu teria derrubado também essa casa e comido o segundo porquinho! Eu estava fraco e quase cego... Estou indignado.!”. Chame a atenção para o tempo verbal da palavra teria. Pergunte: “Que sentido a palavra teria dá ao trecho? Faria diferença se o lobo tivesse dito: ‘Que eu derrubei’?”. Espera-se que os estudantes percebam que, ao usar o verbo no futuro do pretérito, a intenção do lobo é ressaltar o quanto as pessoas falam sem ter certeza, pois esse tempo verbal pode indicar probabilidade, incerteza, ou não comprometimento do falante com o que está sendo dito.

Você acredita que a criatura que morava naquela casa mandou um baita esguicho de água pra cima de mim? Tive que sair correndo pra não pegar uma pneumonia!

A boa notícia é que aquela água realmente me deu alívio e assim consegui, pelo menos, voltar para a minha toca, bem longe daquele lugar horroroso.

Se você prestou atenção, percebeu que nessa história toda a vítima fui eu! Pois é, dizem que a casa do esguicho era do irmão do primeiro porquinho, que a construiu com madeira. Que eu teria derrubado também essa casa e comido o segundo porquinho!

Eu estava fraco e quase cego… Estou indignado!

Mas a calúnia não termina aí! Ainda dizem que eu fui até à casa de um terceiro porquinho, irmão dos primeiros, que tentei entrar lá e comer mais esse. Que só não consegui porque ele era mais esperto e construiu a casa com tijolos!

É por mentiras desse tipo que o mundo vai cada vez pior. Tem mais: bichos como esses porquinhos não têm moral pra criticar ninguém… Na minha humilde toca sempre cabe mais um! E esses porquinhos, não podiam morar juntos? Onde já se viu deixar irmão morar em casa de palha, hein?…

Bicho que não sabe o que é família!…

Bicho que não sabe o que é fraternidade!… Bicho que não sabe o que é solidariedade!… Na real, até parece gente!

CAMARGO, Luís. Os três porquinhos, na real! 2025. Texto elaborado especialmente para esta obra.

QUEM É?

Luís Camargo é escritor e ilustrador de livros infantis, nascido em São Paulo, em 1954. Ele desenvolve projetos de incentivo à leitura com professores de vários estados brasileiros.

Calúnia: afirmação mentirosa feita sobre alguém.

Fraternidade: união, carinho entre irmãos e irmãs.

5. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam que não, pois a compreensão desse conto depende do conhecimento do conto original dos três porquinhos.

5 Você já estudou que paródia é uma versão bem-humorada de algum texto, que pode ser, por exemplo, um conto, um filme ou uma letra de música.

a) O conto Os três porquinhos, na real! é uma paródia? Por quê?

b) Em sua opinião, o conto Os três porquinhos, na real! causaria humor se o leitor não conhecesse o conto tradicional Os três porquinhos?

c) Que sentido a expressão na real dá ao título da paródia? Explique.

d) Depois de conhecer a versão do lobo, você acha que ele é culpado ou inocente? Por quê? Respostas pessoais.

5. a) Sim, porque reconta uma história já conhecida, mas de uma maneira diferente, divertida e bem-humorada.

O narrador é quem conta a história e apresenta os elementos da narrativa: personagens, ambiente, tempo e acontecimentos.

6 O narrador do conto Os três porquinhos, na real! é um:

narrador-observador, ou seja, narra os fatos sem fazer parte da história.

X narrador-personagem, ou seja, narra os fatos sob o seu ponto de vista.

• Em sua opinião, qual foi a intenção do autor ao escolher esse tipo de narrador para contar os fatos da história?

Resposta pessoal. A escolha de um narrador-personagem dá oportunidade ao narrador de mostrar as próprias emoções e o seu ponto de vista. Isso contribui para fazer o leitor aderir ao ponto de vista do narrador-personagem.

5. c) É importante que os estudantes percebam que a expressão na real sugere que a versão original está incorreta ou é falsa.

7 Na história original, o lobo vai à casa dos porquinhos para devorar cada um. De acordo com a versão do lobo, foi o que aconteceu? Explique. Espera-se que os estudantes respondam que não. Nessa versão, o lobo diz que foi à casa dos porquinhos para buscar socorro, pois havia comido uma planta que o intoxicou.

• Que justificativa o lobo deu para o fato de a casa de palha de um dos porquinhos ter caído?

Ele justificou dizendo que, como estava sem enxergar direito e cambaleando, caiu sobre ela e tudo desmoronou.

Sugestão para os estudantes

PLANO DE AULA

Atividade 5. Se possível, dê mais explicações sobre o que é uma paródia para os estudantes mostrando a eles alguns exemplos de paródias de músicas e outras versões de histórias famosas.

Atividade 5. a) É importante que os estudantes justifiquem a resposta com base nos elementos estruturais da paródia.

Atividade 5. b) A resposta pessoal desta questão deve considerar que, para melhor compreensão da versão parodiada, é preciso obter conhecimentos sobre o conto original. Peça aos estudantes que apontem diferenças e semelhanças entre as diferentes versões às quais eles tiveram acesso.

Atividade 5. c) Comente com os estudantes o emprego da gíria “na real”: o sentido de “na verdade”, “em realidade”. Mencione também o caráter temporário das gírias, que podem adquirir ou perder seu significado de acordo com o tempo.

Atividade 5. d) Peça que compartilhem e justifiquem suas respostas, comentando se acreditaram ou não na versão do lobo.

Atividades 6 e 7. O objetivo destas questões é fazer uma interpretação de aspectos microtextuais do texto, com foco no narrador, no conflito gerador e em detalhes da narrativa do lobo ao descrever os eventos com os porquinhos.

29/09/25 19:59

• A VERDADEIRA história dos três porquinhos. Publicado por: TIC4teach. 31 mar. 2016. 1 vídeo (ca. 3 min). Disponível: https://www.youtube.com/watch?v=dJdcDIuzLrU. Acesso em: 7 out. 2025. Adaptação de estudantes portugueses do conto recontado pelo americano Jon Scieszka.

• OS TRÊS porquinhos | conto em língua brasileira de sinais (Libras) | com legendas. Publicado por: Os amiguinhos. 19 ago. 2020. 1 vídeo (ca. 7 min). Disponível em: https://youtu.be/_mQixKoiZi8?si= N2H_0-4F4ddLJtcq . Acesso em: 13 ago. 2025. Os três porquinhos contado em Libras.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 8. Explique aos estudantes que há muitas versões do conto “Os três porquinhos”, por se tratar de uma narrativa de tradição oral. O final mais conhecido é o trazido por animações: o lobo cai no caldeirão e foge machucado. No desfecho original, o lobo cai no caldeirão de água fervendo e morre.

Atividade 9. O objetivo da questão é chamar a atenção dos estudantes para o fato de o lobo se dirigir ao leitor na tentativa de ganhar sua simpatia. Assim, ele testa a comunicação com o leitor. Chame a atenção dos seus estudantes para esse recurso. Peça a eles que grifem no livro ou sublinhem, pois eles poderão usar esse recurso na produção textual que farão no próximo capítulo.

Atividade 10. Leve os estudantes a compartilhar as respostas e registre-as na lousa. O registro informal é utilizado pelo lobo para empregar um tom amistoso, como em uma conversa, para tentar convencer o leitor sobre a sua versão da história.

Atividade 11. Releia em voz alta o último parágrafo e abra espaço para que os estudantes compartilhem as respostas.

Atividade 12. Destaque o emprego da pontuação para estruturar adequadamente a narrativa.

9. Espera-se que os estudantes sublinhem algumas expressões (como “mermão”), a linguagem (“tô te contando isso pra ver”) e palavras dirigidas diretamente ao leitor.

8 Na versão original de Os três porquinhos, o que acontece com o lobo no final da história? Explique com suas palavras o que você sabe sobre isso. Resposta pessoal.

9 No conto Os três porquinhos, na real!, o lobo utiliza estratégias para obter a confiança do leitor. Sublinhe no texto trechos desse comportamento.

10 A linguagem utilizada no conto Os três porquinhos, na real! é informal, por esse motivo apresenta expressões comuns do dia a dia, na comunicação com pessoas com quem temos proximidade.

• Escreva o significado das expressões sublinhadas a seguir.

a) “[…] as más-línguas dizem que eu o comi!”

As pessoas que costumam falar mal dos outros.

b) “Voltou tudo à estaca zero!”

Começou tudo de novo.

c) “— Já caí uma vez nessa conversa, conta outra!”

Acreditei nessa história uma vez.

11 A quem o lobo faz uma crítica no último parágrafo do conto? Explique. Espera-se que os estudantes concluam que o lobo faz uma crítica ao ser humano, que não

tem solidariedade nem sentimentos de amor ao próximo.

12 Releia o trecho.

12. a) Os estudantes devem contornar de azul os dois-pontos. 12. b) Os estudantes devem contornar de verde os travessões.

Atividade complementar

Verifique se o livro “A verdadeira história dos três porquinhos!” está disponível na biblioteca ou na sala de leitura de sua unidade escolar.

Se puder, leia o livro na íntegra para os estudantes. Antes da leitura, mostre a capa, o título, a editora, o autor.

Explore as ilustrações (se elas aparecem em todas as páginas ou não, se o texto se mistura com elas ou não, se são coloridas ou não), a extensão do texto (quantas páginas tem a história) e, ainda, se no mesmo livro há apenas uma ou várias histórias. Esses dados podem despertar o interesse pelos livros literários.

Sempre que possível, leve o suporte no qual o texto foi impresso.

VICENTE
MENDONÇA

RODA DE LEITURA Cordel

O cordel é um tipo de poesia muito comum no Nordeste do Brasil. Os autores usam rimas e ritmos característicos para contar as histórias.

A Literatura de Cordel foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro em 2018.

1 Leia a história de Chapeuzinho Vermelho em versos de cordel com os colegas e o professor.

[…]

É Chapeuzinho Vermelho a história que vou contar uma linda garotinha com um capuz para usar e seu nome verdadeiro ninguém sabe precisar. Ela ficou conhecida por ter o seu apelido sei que você tem algum se não tiver eu duvido

[…]

E Chapeuzinho Vermelho sempre contente a brincar morava com sua mãe em um distante lugar e de vez em quando ia sua vovó visitar.

Quando Chapeuzinho soube que a vovó adoeceu já ficou preocupada e logo entristeceu ficando paralisada sua voz emudeceu.

OBJETIVOS

PLANO DE AULA

• Reconhecer a literatura de cordel como manifestação cultural brasileira.

• Comparar diferentes versões de um mesmo conto, observando linguagem, estilo e intenções do autor.

• Desenvolver a percepção crítica e o gosto pela leitura.

• Estimular a criação de textos com rima e ritmo.

Roda de leitura

Atividade 1. As atividades propostas nesta seção foram pensadas para conduzir gradualmente os estudantes ao contato com um dos gêneros literários mais ricos da tradição popular brasileira: a literatura de cordel. Trata-se de uma manifestação artística marcada pela oralidade, pelo ritmo e pela rima, que durante séculos circulou em folhetos simples, acompanhados de xilogravuras, e que até hoje encanta leitores de todas as idades. Em 2023,

o cordel foi reconhecido oficialmente pelo IPHAN como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, reforçando sua importância como expressão viva da identidade nacional. Os estudantes serão convidados a ler, ouvir, dramatizar e refletir sobre o cordel. As atividades de leitura expressiva, de comparação entre diferentes versões de histórias tradicionais e de análise da linguagem rimada e ritmada visam não apenas ao desenvolvimento de competências leitoras, mas também à valorização do patrimônio cultural brasileiro. Nesse processo, o humor, a ludicidade e a criatividade presentes no cordel são explorados como recursos que aproximam os estudantes do texto, despertam o prazer pela leitura e favorecem a compreensão crítica da linguagem.

O percurso formativo contempla a observação de recursos visuais, como as xilogravuras que tradicionalmente ilustram os folhetos, ampliando o repertório estético e artístico dos estudantes. A articulação com outras áreas, como Artes, potencializa esse trabalho, incentivando produções visuais em preto e branco inspiradas no traço característico do cordel.

Essas etapas, organizadas de forma progressiva, culminam no Projeto de Leitura “Contos em Cordel”, um momento de síntese e celebração em que os estudantes poderão expor suas produções, apresentar leituras em voz alta, dramatizar versos e compartilhar suas próprias criações rimadas com colegas, professores, famílias e comunidade escolar. Esse projeto oferece a oportunidade de transformar a sala de aula em um espaço de fruição literária, de escuta atenta e de valorização da cultura popular, ao mesmo tempo em que contribui para o desenvolvimento da leitura.

PLANO DE AULA

Roda de leitura

Projeto de leitura

Objetivo: Valorizar o cordel como manifestação artística e cultural brasileira e desenvolver, por meio dele, a leitura, a escuta atenta, a produção oral e escrita, e a reflexão sobre diferentes formas de recontar histórias tradicionais.

Esta proposta torna o texto regional do cordel mais acessível por meio do humor, da ludicidade e da comparação com uma história já conhecida. O uso de elementos visuais, dramatização e escrita criativa favorece a ampliação do repertório cultural, além de desenvolver a escuta, a leitura, a interpretação crítica e a oralidade dos estudantes.

Duração: 4 semanas (cerca de 8 a 10 aulas)

Etapas:

Apresentação do cordel

Mostre aos estudantes exemplos reais de folhetos de cordel e xilogravuras (podem ser impressos ou em vídeos/ imagens projetadas).

Explique que o cordel é uma forma popular de contar histórias em versos rimados e que, em 2023, foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro pelo IPHAN.

Exiba vídeos curtos de cordelistas recitando poemas.

Incentive a escuta com entonação rítmica e lúdica, destacando o sotaque e a cadência típicos.

Dica: se possível, convide um cordelista local para uma apresentação na escola.

Leitura de contos em cordel

Selecione contos populares recontados em cordel (como Chapeuzinho Vermelho, João e Maria, Os três porquinhos, Branca de Neve etc.).

A mamãe de Chapeuzinho começou a lhe acalmar: — Filhinha não fique triste isso logo vai passar, eu vou fazer um bolinho e você irá levar.

[…]

Porém antes de sair teve recomendação: — Ande sempre na espreita preste muita atenção existe um lobo escondido querendo uma refeição.

[…]

Faça a leitura expressiva em voz alta, ou divida os versos entre grupos para leitura dramatizada.

Após a leitura, proponha uma roda de conversa sobre as mudanças que o cordel promove na história: ritmo, humor, linguagem, cenário etc.

Ajude os estudantes a perceber as marcas da oralidade e da cultura popular na narrativa.

Ela foi pela floresta Andando tranquilamente quando menos esperava viu o lobo em sua frente logo empalideceu ficou quase transparente.

O lobo foi muito esperto e não quis lhe assustar fingiu-se ser um bom moço para poder disfarçar fez então muitas perguntas para depois se aproximar.

[…]

Lá na casa da vovó o lobo chegou primeiro engoliu a vovozinha engoliu foi por inteiro vestiu as roupas da idosa fez um plano traiçoeiro.

Depois de bastante tempo

Chapeuzinho então chegou bateu a porta com força e o lobo logo falou:

— Eu estava te esperando que bom que você chegou

Ao ouvir aquela voz ela achou bem diferente não parecia a vovó achou muito estridente

Chapeuzinho sentiu medo Mas estava impotente.

Foi então que o seu lobo

A Chapéu foi questionar:

— Por que tem olhos tão grandes, que ficam a esbugalhar?

O lobo lhe respondeu:

— São somente pra te olhar.

Chapeuzinho estranhou aquele enorme nariz e o lobo disfarçou: seu cheiro me faz feliz

Com tanta mentira junta o lobo fez o que quis.

Articulação com Arte

29/09/25 19:59

Se possível, combine com o professor de Arte uma data para realizar uma atividade artística com a técnica de “EVA gravura” para que os estudantes possam criar uma xilogravura (instruções: COMO fazer xilogravura com EVA: o baú da Camilinha. Publicado por: O Bau da Camilinha. 22 jun. 2017. 1 vídeo (ca. 7 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v= Tqtzs0p5seU. Acesso em: 7 out. 2025).

Oriente os estudantes a pesquisar com a ajuda de pais ou responsáveis:

• O que é cordel e como surgiu;

• Imagens de cordéis antigos;

• Contos ou lendas que foram transformados em cordel.

Envie um bilhete explicativo aos responsáveis, convidando-os a participar ativamente da atividade.

Peça aos estudantes que tragam para a escola algum material da pesquisa (impressão, imagem, trecho copiado ou escrito à mão).

Ilustração em estilo de cordel

Mostre aos estudantes xilogravuras tradicionais do cordel (em livros ou na internet).

Proponha que os estudantes façam suas ilustrações em preto e branco com traços marcantes, como se fossem gravuras de cordel.

Se possível, trabalhe em parceria com o(a) professor(a) de Arte.

Feira de Cordel da Turma – Culminância

Organize uma “Feirinha de Cordel” com varal de versos, leitura em voz alta e exposição das ilustrações.

Construa com os estudantes capas para os cordéis, como nos folhetos tradicionais.

Incentive cada grupo a apresentar oralmente seus versos para a turma ou para visitantes da escola.

Faça registros em vídeo ou fotografias para divulgar no mural ou no jornalzinho escolar.

PLANO DE AULA

Roda de leitura

Atividade 2. Nesta atividade, os estudantes farão uma nova leitura coletiva da história em forma de cordel, agora com foco especial na oralidade expressiva, na fluência e na atenção ao ritmo dos versos.

Antes da leitura, converse com a turma sobre os aspectos que tornam o cordel tão especial:

• O ritmo cadenciado (como uma canção);

• A entonação marcada (com variações de voz para dar vida às personagens);

• E as rimas, que ajudam a construir a musicalidade do texto.

Explique aos estudantes que, na literatura de cordel, a forma de ler também é uma forma de contar. Incentive-os a ler com emoção, fazendo pausas nos momentos certos, dando destaque às rimas e variando a entonação conforme o conteúdo do verso. Distribua os trechos entre duplas ou trios, para que cada grupo leia algumas estrofes. Caso os estudantes ainda não se sintam confiantes para ler em voz alta, permita que ensaiem antes em voz baixa ou que ouçam sua leitura como modelo.

Lembre à turma que a fluência na leitura vai além de ler rápido. Envolve:

• Precisão (ler corretamente as palavras);

• Velocidade adequada (nem muito devagar, nem apressado);

• Expressividade (entonação coerente com o sentido do texto).

Quando a pobre Chapeuzinho insistiu em perguntar: — E essa boca tão grande? é só pra me assustar? O lobo então respondeu: É que eu vou te devorar!

E o lobo sem piedade à menininha agarrou engoliu-a por inteiro nem sequer a mastigou com a barriga bem cheia no sono o lobo pegou.

Foi um sono tão profundo tinha um ronco assustador pela casa da vovó passava um lenhador preocupado com ela encontrou o invasor.

Procurou a vovozinha mas ali não lhe encontrou que o lobo a tinha comido ele logo suspeitou e uma forte machadada no bichão ele acertou!

LIMA,

Com esse golpe bem forte o bucho do lobo abriu e vindo de dentro dele a vovó então saiu e depois sai Chapeuzinho foi assim que se seguiu.

Chapeuzinho e a vovozinha ficaram agradecidas se não fosse o caçador estariam sim perdidas foi esse trabalhador que salvou as suas vidas. […]

2 Agora, você e os colegas vão ler a história mais uma vez, em voz alta, seguindo as orientações do professor. Veja orientações na seção Plano de aula

3 Junte-se a alguns colegas e escolham um conto tradicional. Depois, pesquisem se existe alguma versão desse conto em cordel. Consultem livros da biblioteca ou a internet com a ajuda do professor.

Veja orientações na seção Plano de aula.

4 Você e os colegas vão montar uma Feirinha de cordel com varais de versos e ilustrações. Quando a feirinha estiver pronta, o professor vai organizar um momento para que os grupos declamem os cordéis que pesquisaram. Veja orientações na seção Plano de aula

Atividade 3 e 4. O projeto de leitura propõe o contato dos estudantes com a literatura popular brasileira, em especial com o cordel. Trabalhar contos tradicionais reescritos em forma de cordel favorece a compreensão leitora, a apreciação estética da linguagem poética, a valorização da cultura nacional e o desenvolvimento da expressão oral e escrita.

Sírlia Sousa de. Contos encantados em cordel. São Paulo: Delicatta, 2020. p. 43-48.

AS PALAVRAS NO DICIONÁRIO

1 Leia um trecho de um diário.

Rebeca. [Querido diário], 2025. Texto cedido especialmente para esta obra.

a) Que palavra gerou dúvida na escrita?

A palavra implicante

b) Que livro poderia ter sido consultado para resolver essa dúvida na escrita? O dicionário.

2 Existem palavras que dão origem a outras. Leia a afirmação a seguir.

Além da consulta ao dicionário, as palavras de origem também podem ajudar na hora de escrever palavras que não obedecem a nenhuma regra de escrita. Observe o exemplo.

chato chatear chateação chateado

• Agora, escreva as letras que completam as palavras.

a) exce ss ivo (excesso) e) j eitoso (jeito)

b) a g ilidade (ágil) f) pa lh inha (palha)

c) enge ss ado (gesso)

d) feli z mente (feliz)

OBJETIVOS

• Usar o dicionário para consultar palavras que geram dúvidas na grafia.

• Usar adequadamente palavras com x e ch; j e g; z e ss; e lh.

• Retomar e consolidar relações entre grafemas e fonemas mais complexas.

Dica: As palavras entre parênteses dão pistas da grafia.

PLANO DE AULA

As palavras no dicionário

Atividade 2. Retome com os estudantes que, especialmente em irregularidades ortográficas, palavras da mesma família dão pistas sobre a escrita.

Atividade complementar

Forme duplas de estudantes para que folheiem livremente o dicionário, com o objetivo de explorar suas características. Pergunte: “Que descobertas vocês conseguiram fazer sobre o dicionário?”.

Circule pela sala de aula, incentivando os estudantes a olhar para elementos como: diferenciação no tamanho das letras, palavras no alto e no canto das páginas, o que está escrito ao lado de cada palavra etc.

Incentive-os a identificar o motivo de cada um desses recursos.

Com a turma, elabore um cartaz com papel Kraft com essas características.

Aproveite a oportunidade para mostrar diferentes dicionários aos estudantes: pequenos, grandes, em livro físico, digitais, regionais etc., explorando-os em pequenos grupos de forma que cada um conte aos colegas o que observou.

237

29/09/25 19:59

Atividade 1. Ressalte o recurso gráfico utilizado para evidenciar que a dona do diário teve dúvida na escrita da palavra implicante. Abra espaço para que comentem se utilizam esse recurso e em que situações. O objetivo é retomar com a turma uma das funções dos dicionários. Sugere-se levar dicionários para a sala de aula e solicitar aos estudantes que deem explicações sobre funções, características e organização do dicionário.

BRASIL,

OBJETIVOS

• Retomar o uso adequado de sinais de pontuação.

• Retomar o conceito e o uso dos pronomes.

• Empregar adequadamente parágrafos, letras iniciais maiúsculas e sinais de pontuação.

PLANO DE AULA

Retomar e avançar

Atividade 1. Peça aos estudantes que leiam as piadas e comentem suas impressões. Abra espaço para que comentem como elas poderiam ser escritas, de forma que o texto fique claro para o leitor.

Na correção, aceite diferentes possibilidades de pontuar o texto desde que coerentes, pois nem sempre existe uma única forma de se pontuar. Contudo, mostre aos estudantes as diferenças no sentido de cada uma das pontuações empregadas por eles. Retome que só é possível utilizar travessão, ponto de interrogação, dois-pontos e ponto de exclamação.

Informe os estudantes de que o sinal de pontuação dois-pontos, além de outros usos, indica um prenúncio, comunica que se aproxima um enunciado. E o travessão é um traço horizontal maior que o hífen e costuma ser empregado, entre outros usos, no discurso direto, para indicar a fala do personagem ou a mudança de interlocutor nos diálogos.

Sugestão para o professor • DACANAL, José Hildebrando. Manual de pontuação: teoria e prática. Porto Alegre: Edições BesouroBox, 2016. p. 10-11.

O livro indicado oferece informações sobre a natureza e função da pontuação.

RETOMAR E AVANÇAR

Pontuação em diálogo e pronomes pessoais retos

1 As piadas a seguir foram escritas sem divisão em parágra fos, pontuação e letra inicial maiúscula no início das frases. Reescreva-as fazendo as correções necessárias.

o professor pergunta ao aluno por que você chegou atrasado novamente é que estou com um problema nas costas está doendo não professor é que eu não consigo tirá-las dos lençóis

365 PIADINHAS para crianças. Barueri: Girassol, 2010. p. 73.

O professor pergunta ao aluno:

— Por que você chegou atrasado novamente?

— É que estou com um problema nas costas.

— Está doendo?

— Não, professor, é que eu não consigo tirá-las dos lençóis.

o aluno pergunta ao professor de matemática de que número podemos tirar a metade e não restará nada o professor pensa e não encontra resposta muito simples professor tire a metade de baixo do número 8 e terá um 0

365 PIADINHAS para crianças. Barueri: Girassol, 2010. p. 89.

O aluno pergunta ao professor de Matemática:

— De que número podemos tirar a metade e não restará nada?

O professor pensa e não encontra resposta.

— Muito simples, professor, tire a metade de baixo do número 8 e terá um 0.

a) Que sinal de pontuação foi usado para indicar que alguém vai falar?

Os dois-pontos.

b) Que sinal de pontuação foi usado para indicar a fala dos personagens?

O travessão.

Texto de apoio

A vírgula e os nomes próprios

De um jornal: (1) “Clarice Lispector que ele analisa em termos gerais.” (2) “Josué Guimarães de quem está levando diversos livros.”

Depois de substantivo próprio, as orações adjetivas — iniciadas por que , o qual , cujo, quem, pronomes relativos — são normalmente “explicativas”. Melhor, “não restritivas”: claro, os substantivos próprios já são “restritos” a uma só pessoa; não há como restringi-los.

LUFT, Pedro. A vírgula. São Paulo: Ática, 2002. p. 67-68.

2 Duas amigas que viviam no reino de Cinderela não foram convidadas para o famoso baile em que a personagem perdeu seu sapatinho de cristal. Leia o bilhete de uma delas.

Nazarina,

Você não para em casa! Eu tenho novidade daquelas para contar! Sabe o baile chiquérrimo que o príncipe deu e não nos convidou? Bem-feito! Deu tudo errado pra ele Dizem que, à meia-noite, a moça que estava dançando com o príncipe largou o coitado no salão e disparou porta afora, deixando o sapato do pé direito (ou do esquerdo, tanto faz) caído na escadaria do palácio. No outro dia, o príncipe saiu com uma comitiva, disposto a enfrentar de chulé a bicho-de-pé das donzelas, só para que todas elas provassem o tal sapatinho. A promessa era que ele se casaria com quem o sapato servisse. Será que esse príncipe tem problema de memória? Imagina, não lembrar do rosto da moça com quem dançou a noite inteira! Eu, heim?! Quando chegou a vez da Cinderela, minha vizinha (nós duas sabemos o quanto é estabanada), ela sentou, tirou aquele tênis velho e fedido, bateu com o pé no sapatinho de cristal e ele voou longe, se espatifando em mil pedacinhos. O pior é que a minha casa seria a pró�ima a ser visitada pelo príncipe. Aquele sapato ia servir em mim nem que eu tivesse que encurtar os dedos! Teria vida de princesa! Aquela desastrada me paga! Beijos, Candinha

ANDRADE, Barbara Ferreira. [Bilhete de Candinha para Nazarina]. 11 jun. 2020. Disponível em: https://profissaoalfabetizacao.blogspot.com/2020/06/. Acesso em: 20 ago. 2025.

• Copie os pronomes destacados no bilhete e escreva os substantivos a que se referem.

Você: Nazarina; Eu: Candinha; ele: príncipe; elas: donzelas; ele: príncipe; nós: Nazarina e Candinha; ela: Cinderela; ele: sapatinho de cristal; eu: Candinha.

Atividade 2. Peça aos estudantes que façam a leitura silenciosa do bilhete. Em seguida, pergunte: “Na opinião de vocês, esse bilhete é real?”, “A qual história tradicional infantil o texto do bilhete faz referência?”. Espera-se que os estudantes concluam que o bilhete é fictício, pois se refere à história da Cinderela. Pergunte: “Quem são o remetente e o destinatário do bilhete?”. Eles devem reconhecer que Candinha é a remetente do bilhete e Nazarina

239

SEREGAM/SHUTTERSTOCK.COM

Texto de apoio

Sobre a opção de se propor uma atividade contextualizada em que os estudantes identifiquem os termos substituídos, ressalta-se o que afirma a professora Irandé Antunes:

29/09/25 19:59

é a destinatária. Faça ainda perguntas como: “No bilhete apresentado, foi usado o registro formal ou informal?”, “Esse tipo de registro foi adequado à situação comunicativa? Por quê?”. Espera-se que os estudantes notem que, na carta, foi usado o registro informal e que esse uso foi adequado por se tratar de bilhete entre amigas, que têm muita intimidade. Além disso, a linguagem descontraída foi usada como recurso estilístico para transmitir humor.

Nesse âmbito, vale ter em conta a função referenciadora dos pronomes, tal como acontece com os substantivos. Vale a pena também percebê-los como recurso das retomadas coesivas (das voltas que se faz a segmentos anteriores do texto, por exemplo, as chamadas anáforas), considerando-se, ainda, as condições textuais e contextuais que tais retomadas requerem, a fim de que as referências feitas no texto não fiquem ambíguas ou imprecisas. Muitas são as atividades que podem ser feitas na exploração das condições de uso dos pronomes no percurso do texto. Saber que um ELE, por exemplo, é um pronome pessoal do caso reto é muito pouco, é pouquíssimo. O que é comunicativamente relevante é conhecer as regularidades de uso dos pronomes no texto, para que se possa assegurar a clareza, a precisão referencial, a interpretação coerente. Exercícios para identificar os termos substituídos pelos pronomes, bem como outros de identificação dessas retomadas, para se estabelecer as cadeias referenciais de um texto seriam uma forma de explicitar, para o estudante, os mecanismos intuitivos da construção de textos coesos e, por essa via, coerentes.

ANTUNES, Irandé. Aula de português: encontro & interação. São Paulo: Parábola, 2003.

OBJETIVOS

• Ler e interpretar uma anedota.

• Compreender o uso de verbos de elocução.

• Identificar os verbos de elocução.

PLANO DE AULA

Nossa língua

O gênero textual anedota geralmente não apresenta título nem autor, pois tem origem na oralidade. É possível encontrar a mesma piada em diversas versões, principalmente por propagar-se entre as pessoas ao longo do tempo, por meio da oralidade e da escrita. Atualmente, difunde-se ainda mais em virtude do uso da internet.

Na anedota, mais importante que o assunto é a forma como é abordado. O humor se dá especialmente pelo emprego do duplo sentido de palavras ou expressões, pela ironia ou por um acontecimento inesperado no final da história.

Na maioria das piadas e anedotas, há o diálogo em discurso direto. Nessa construção, o narrador emprega, geralmente, verbos de elocução para introduzir ou finalizar a fala dos personagens e indicar o estado de espírito deles.

Atividade 1. Acolha as respostas dos estudantes. Pergunte se já ouviram a palavra anedota e se lembram o contexto em que isso ocorreu. Peça que descrevam esse contexto. Depois, incentive-os a comentar o que deu humor à história. Como se constata, essa anedota mostra uma situação improvável e provoca surpresa o fato de uma criança causar tanto

NOSSA LÍNGUA Verbos de elocução

Resposta pessoal.

1 Você sabe o que é uma anedota? Converse com os colegas e o professor.

• Leia a anedota a seguir, observando como o texto é escrito.

A busca

Desesperado, o chefe olha para o relógio e, já não acreditando que um funcionário chegaria a tempo de fornecer uma informação importantíssima para uma reunião, liga para o cara:

— Alô! — atende uma voz de criança, quase sussurrando

— Alô. Seu papai está?

— Tá… — ainda sussurrando

— Posso falar com ele?

— Não — disse a criança, bem baixinho.

Meio sem graça, o chefe tenta falar com algum outro adulto:

— E a sua mamãe? Está aí?

— Tá.

— Ela pode falar comigo?

— Não. Ela tá ocupada.

— Tem mais alguém aí?

— Tem… — sussurra.

— Quem?

— O “puliça”.

Um pouco surpreso, o chefe continua:

— O que ele está fazendo aí?

— Ele? Ele tá conversando com o papai, com a mamãe e com o “bombelo”…

Ouvindo um grande barulho do outro lado da linha, o chefe pergunta assustado:

— Que barulho é esse?

— É o “licópito”

— Um helicóptero?

— É. Ele “tlosse” uma equipe de busca.

— Minha nossa! O que está acontecendo aí? — o chefe pergunta, já desesperado.

E a voz sussurra, com um risinho safado:

— Eles tão me “ploculando”.

TADEU, Paulo. Proibido para maiores: as melhores piadas para crianças. São Paulo: Matrix, 2007. p. 11.

rebuliço por estar escondida. Se achar conveniente, escolha três estudantes para fazer a leitura oral da anedota. Informe que um lerá a fala do narrador, o outro, a da criança, e o terceiro, a fala do chefe. Deixe claro que devem ficar atentos para seguir as informações dadas pelo narrador sobre o tom de voz dos personagens e sobre o estado de espírito deles.

FABIO
EUGENIO

1. a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes concluam que se trata de uma criança bem pequena, em virtude da pronúncia de algumas palavras e pela inocência/ingenuidade da travessura que ela comete.

Anedota é um texto que tem o objetivo de causar humor. As anedotas costumam ser curtas e normalmente apresentam um final surpreendente que aumenta o humor que já vinha causando.

a) Que idade você acha que a criança tem? Por quê?

1. b) Para indicar que elas foram escritas da maneira como foram pronunciadas e fora do padrão das convenções ortográficas.

b) Por que algumas palavras do texto foram escritas entre aspas?

c) Qual é a surpresa do final dessa anedota?

Descobrir que a criança havia simulado o próprio desaparecimento.

2 Releia alguns trechos retirados da anedota, observando as palavras e expressões destacadas.

[…] Meio sem graça, o chefe tenta falar com algum outro adulto:

[…] Um pouco surpreso, o chefe continua:

[…] Ouvindo um grande barulho do outro lado da linha, o chefe pergunta assustado : — Minha nossa! O que está acontecendo aí? — o chefe pergunta, já desesperado

a) O que as palavras e expressões em destaque indicam nesses trechos?

Elas indicam o que o chefe está sentindo a cada momento.

b) Na leitura em voz alta, essas palavras e expressões ajudam o leitor a dar entonação às falas do chefe? Explique.

Sim, pois elas indicam as emoções que devem ser expressas nas falas do chefe.

Atividade 1. a) Instigue os estudantes a justificarem suas respostas com passagens do texto, de forma a ressaltar a linguagem empregada para evidenciar que se trata de uma criança pequena.

Atividade 1. b) Aproveite a oportunidade para destacar que as aspas foram usadas com outra função que não a de marcar a fala de alguém. Dessa vez, foram usadas para evidenciar palavras grafadas da forma como foram faladas pela criança.

perceber que esses recursos auxiliam no momento de definir a entonação da leitura e na compreensão da situação descrita. O objetivo é que eles concluam que esse recurso linguístico ajuda a transmitir ao leitor o estado de espírito dos personagens.

Sugestões para o professor

• NARANJO, Javier (org.). Casa das estrelas : o universo pelo olhar das crianças. São Paulo: Planeta, 2019.

O professor e poeta colombiano nos traz delicadas definições de objetos, lugares, pessoas, compostas por estudantes do Ensino Fundamental.

CALVET, Louis-Jean. Tradição oral & tradição escrita. São Paulo: Parábola, 2011. Na obra, tradição oral e tradição escrita designam duas formas de sociedade. Formula-se nos seguintes termos o problema constante com que se confrontam as sociedades de tradição oral: como manter a memória da experiência humana e torná-la presente em um lugar e em um tempo dos quais ela está efetivamente ausente? Esse problema da memória social é muito bem desenvolvido neste livro.

19:59

Atividade 1. c) O objetivo da questão é chamar a atenção para uma característica marcante desse gênero textual: ter final que surpreende o leitor.

Atividade 2. Chame a atenção dos estudantes para o fato de algumas palavras e expressões indicarem a gradação da preocupação do chefe, que ficou cada vez maior. O narrador informa que a fala do chefe começa em tom meio sem graça e termina já desesperado. É importante levar os estudantes a

TADEU, Paulo. Proibido para maiores: as melhores piadas para crianças. São Paulo: Matrix, 2007. p. 11.
FABIO

PLANO DE AULA

Nossa língua

Atividade 3. Reserve um tempo para que os estudantes possam colorir as falas de acordo com a legenda. Enquanto isso, circule pela sala de aula, verificando se apresentam alguma dificuldade e oriente-os, se for o caso.

Atividade 4. O objetivo da atividade é que os estudantes percebam que as falas dos personagens podem ser lidas em voz alta com diferentes entonações, dependendo dos verbos de elocução e/ou outras indicações utilizadas pelo autor, como “pergunta assustado”. Os verbos “berrar” e “gritar”, por exemplo, indicam modos de falar ou de ler em voz alta. Chame a atenção também para a fala “o chefe pergunta, já desesperado”, do antepenúltimo parágrafo. Faça os estudantes perceberem que, nesse caso, a pergunta é insuficiente, e é a palavra “desesperado” que anuncia o estado de espírito do personagem.

Atividade 5. É importante reservar um bom tempo para que os estudantes leiam os contos na biblioteca. Você pode separar, antecipadamente, livros que explorem esse recurso. Em determinado momento, peça que identifiquem e anotem as palavras que apresentam as falas dos personagens, ou informem o modo como os personagens se expressam ou se sentem. Por fim, em sala de aula, registre as palavras escolhidas pelos estudantes em uma lista para exposição.

3 Sublinhe na anedota as falas dos personagens e as intervenções do narrador, de acordo com as cores da legenda a seguir.

fala do narrador

fala do chefe

fala da criança

4 Procurem em um dicionário o significado dos verbos a seguir.

Dica: Conhecer o significado dos verbos ajuda a dar a entonação adequada aos textos narrativos.

• Depois, criem frases com esses verbos, mantendo o mesmo sentido que aparece no dicionário. Observem o exemplo.

berrar Os jogadores berraram:

— O ouro é nosso!

As respostas são sugestões.

a) Responder Perguntei pela chave e mamãe respondeu:

— Está no potinho da cômoda.

b) Pedir Chamei o garçom e pedi:

— Por favor, poderia trazer um pouco de gelo?

c) Dizer A professora entrou na sala e disse:

— Hoje teremos uma visita especial: um mágico!

d) Perguntar Não aguentei a curiosidade e perguntei:

— O que vou ganhar de presente no aniversário?

5 Diferentes verbos podem ser usados em um texto para apresentar as falas dos personagens ou informar o modo como eles estão falando ou se sentindo. O professor vai marcar um dia para uma visita à biblioteca da escola. Você poderá ler alguns contos e identificar esses verbos.

• Registre no caderno os verbos que você encontrar. Depois, elabore uma lista desses verbos com os colegas.

Resposta pessoal. Veja orientações na seção Plano de aula

Dica: Essa lista poderá ser consultada sempre que você precisar escrever diálogos.

1. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a contar como são as características dos personagens que encontram, sejam em textos escritos ou na linguagem audiovisual.

Releitura de contos tradicionais DIÁLOGOS

Ao longo desta unidade, você percebeu que existem algumas re leituras e adaptações de contos tradicionais. Essas adaptações po dem ser bem-humoradas, podem provocar reflexões e despertar di versos sentimentos.

Contos tradicionais e anedotas, por exemplo, foram transmitidos, a princípio, pela oralidade e por isso podem ter mudado ao longo do tempo. Foi necessário muito tempo para que essas histórias fossem registradas pela escrita e ainda é necessário mais tempo para que todos possam ler e es crever suas próprias histórias.

1 Ao ler histórias ou assistir a de senhos e filmes, você encon tra personagens parecidos com você?

2 Observe a ilustração ao lado.

a) Que conto tradicional é re presentado por essa ilustra ção? Como você chegou a essa conclusão?

b) Se você fosse um escritor, de qual conto você faria uma releitura? Por quê?

2. a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes digam que se trata do conto Cinderela. Eles podem relacionar as duas cenas a dois momentos da narrativa em que a personagem era maltratada pela madrasta e pelas irmãs e o momento em que ela vai ao baile do príncipe.

2. b) Respostas pessoais. Os estudantes podem citar os contos tradicionais ocidentais ou aqueles ligados à cultura e ao folclore local. Espera-se que justifiquem as escolhas para as adaptações desses contos com base nas próprias experiências.

OBJETIVOS

a época, com o olhar do autor e com a diversidade cultural da sociedade. Incentive os estudantes a analisar as imagens. Pergunte: “A que personagem de contos de fadas as personagens se assemelham?”, “Como podemos identificar a história a que se referem?”, “Quais elementos são comuns à história e à imagem?”.

Incentive os estudantes a comentar se já se sentiram representados em personagens de filmes, séries, livros ou novelas. É importante ouvir as diferentes respostas e promover um diálogo respeitoso sobre identidade, diversidade e inclusão. Reforce que todos têm direito de se ver retratados nas histórias, seja pela cor da pele, pela cultura, pelo modo de viver ou pelos valores.

As respostas são pessoais. Ouça os estudantes com atenção, administre os turnos de fala.

Inclusão e equidade

Observe se não há nenhuma barreira física ou emocional que impeça a participação de todos. Respeite o silêncio de alguns estudantes, lembrando que, para os mais tímidos, um gesto ou uma expressão facial muitas vezes demonstram a participação na atividade.

• Refletir sobre a importância da igualdade social por meio da representação nas artes e na literatura.

• Valorizar a ancestralidade.

• Participar de situações de intercâmbio oral.

Tema Contemporâneo Transversal

• Multiculturalismo — diversidade cultural: educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais

brasileiras. As atividades propostas permitem a reflexão e o diálogo sobre a importância da valorização da ancestralidade.

PLANO DE AULA

Diálogos

Atividades 1 e 2. As atividades têm como objetivo estimular a reflexão sobre a representatividade nos contos tradicionais e em suas releituras contemporâneas. Ressalte que a literatura se transforma de acordo com

Comente sobre algumas histórias e animações que trabalham a inclusão, entre elas: Como treinar seu dragão, Procurando Nemo, Valente , O patinho feio . Peça que comentem sobre a importância de se sentirem representados.

PLANO DE AULA

Diálogos

Atividade 3. Converse sobre as capas dos livros. Comente sobre as figuras em destaque e leve os estudantes a levantar hipóteses sobre os motivos pelos quais podemos considerá-las princesas do nosso tempo. Fale sobre suas conquistas e realizações.

Atividade 3. a) Fale sobre a importância da valorização das nossas manifestações culturais para que todas as pessoas possam se sentir incluídas. Explique que a literatura não se limita à imaginação, mas também registra memórias, experiências e lutas de grupos sociais que, muitas vezes, foram silenciados ou invisibilizados. Ao abrir espaço para que expressem suas opiniões, valorize comentários que apontem a literatura como forma de preservar a cultura, dar voz a diferentes comunidades e promover a igualdade social.

Atividade 3. b) Pergunte se há alguém na família dos estudantes que conta histórias e tradições de seu povo de origem, como um avô, avó, tio, tia. Deixe que os estudantes relatem suas vivências. Valorize as diferentes narrativas.

Destaque a figura do avô Benedito, que atua como guardião da memória ancestral e, ao mesmo tempo, como conselheiro. Chame a atenção dos estudantes para a frase “O estudo é libertador”, mostrando como o avô associa o conhecimento à possibilidade de uma vida mais justa e digna, especialmente para quem enfrentou as marcas da escravidão no Brasil. Aproveite esse momento para reforçar a relevância de Carolina Maria de Jesus na literatura brasileira. Explique que ela foi uma escritora negra, moradora da favela do Canindé, em

3. a) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes comentem que é uma maneira de valorizar e representar a diversidade da cultura brasileira.

Protagonistas são os personagens principais de uma história, um filme, um desenho, entre outros. Em boa parte dos contos de fada, as personagens principais, ou seja, as protagonistas, são princesas.

3 Leia os títulos de alguns livros com protagonistas de histórias atuais.

O penteado revela a diversidade e a beleza de toda criança.

A força da escrita de uma mulher negra para sobreviver diante da pobreza e da fome.

Amar do jeito que nós somos e abraçar a própria cultura.

a) Em sua opinião, por que é importante contar histórias reais dos povos que representam a cultura brasileira?

b) Leia um trecho do livro Carolina Maria de Jesus. Carolina era uma menina espevitada e “perguntadeira” e muito inteligente. […] Ela adorava escutar as histórias que seu avô Benedito contava sob a luz da lua. Ele costuma contar lendas de seus antepassados africanos da etnia cabinda. Além disso, o avô adorava conversar com Carolina e sempre, sempre aconselhava: — Carolina, é muito importante estudar. O estudo é libertador! Essas palavras, vindas de uma pessoa que havia sofrido com a escravidão que existira no Brasil, marcaram a jovem Carolina.

NAVARRO, Adriana de Almeida. Carolina Maria de Jesus. São Paulo: Ciranda Cultural, 2022. p. 5.

• De acordo com esse trecho, qual é a importância do avô de Carolina?

O avô Benedito preserva a história de seus ancestrais e transmite a Carolina o

valor dos estudos como caminho para uma vida mais digna e justa.

4 Pesquisem na biblioteca livros que representam povos indígenas, afro-brasileiros ou que contenham diversidade regional e cultural brasileira. Depois, escolham uma obra e apresentem à turma.

Veja orientações na seção Plano de aula

São Paulo, e autora de livros como Quarto de despejo: diário de uma favelada (1960), obra traduzida em mais de 40 países. Ressalte que sua escrita representa um marco por dar visibilidade à vida das populações periféricas e denunciar as desigualdades sociais do país. Atividade 4. Auxilie na organização dos grupos e promova a inclusão de todos os estudantes. Incentive a participação na apresentação. Tenha atenção especial para os turnos de fala, para que os estudantes mais tímidos consigam também se expressar e serem ouvidos.

Sugestão para os estudantes

• BORDAS, Marie Ange. Manual da criança caiçara. São Paulo: Peirópolis, 2011. Em meio a textos e imagens feitos pelas crianças caiçaras e a autora, conhecemos, da pesca na cueca às invenções do artesanato, dos ritmos do fandango às delícias da comida, passando pelos segredos dos bichos e plantas da Mata Atlântica, uma infinidade de saberes e fazeres para compartilhar com crianças de todas as galáxias.

PRODUÇÃO ESCRITA

Final de conto

Você e um colega vão recortar a página 287, ler o começo da história Chapeuzinho Vermelho: fatos e criar um final para essa história. Os finais produzidos serão compartilhados na sala de aula. Depois, você vai levar o conto completo para casa e dar de presente a uma pessoa da família ou da comunidade. Veja orientações na seção Plano de aula

1. Leiam o início do conto.

2. Antes de escrever, organizem as ideias com um mapa mental. Para fazer o mapa, escrevam no centro de uma folha de papel avulsa: Final da história de Chapeuzinho. Depois, conectem com setas as ideias a seguir.

• Onde a história vai se passar?

• O que vai acontecer depois da última cena do conto original?

• O que o lobo vai sentir e pensar?

• Qual será o desfecho?

• Quais emoções você quer provocar no leitor?

• Palavras e expressões que indicam passagem do tempo.

Dica: Vocês podem usar cores, setas, desenhos ou ferramentas digitais na produção do mapa mental.

OBJETIVOS

• Ler e entender trecho de um conto.

• Planejar o final de um conto.

• Produzir a continuidade de um conto, observando a estrutura da narrativa.

• Participar de situações de intercâmbio oral.

• Reler e editar a versão final de texto produzido.

PLANO DE AULA

Produção escrita

Nesta produção, os estudantes terão a oportunidade de criar o final de uma narrativa ficcional em primeira pessoa, desenvolvendo um enredo, com personagens e cenários.

Ao sugerir a produção de um texto, é imprescindível oferecer aos estudantes informações sobre o gênero textual a ser produzido, a função comunicativa, o assunto, o destinatário e a finalidade que se pretende alcançar com a escrita.

1 e 2. Nessa etapa de planejamento, é interessante incentivar os estudantes a refletir sobre questões do tipo: “Qual será o fato marcante em torno do qual será organizada a história?”, “Como os eventos vão se suceder até o fim da história?”, “Tudo vai acontecer no mesmo dia, no mesmo momento ou haverá uma passagem de tempo?”, “Que palavras podem ser usadas para passar a ideia de que as coisas não acontecem na mesma hora?”. Para a construção do mapa mental, peça aos estudantes que se guiem pelas ideias apresentadas. Para a construção do mapa mental, peça aos estudantes que se guiem pelas ideias apresentadas.

Final da história

Cenário (onde) - Floresta? Outro lugar?

Acontecimentos

Sentimentos do lobo –Raiva? Medo?

Desfecho – O lobo muda? Ele aprende algo?

Emoções para o leitor

Palavras e expressões –Era uma vez, Há muito tempo 3 e 4. (página 246) Observe se os estudantes compreendem que precisam chegar a um acordo com o colega de dupla. Caso perceba dificuldades de entrosamento, interceda e oriente-os de modo a que se respeitem e aprendam a lidar com as divergências de opinião de forma saudável.

PLANO DE AULA

Produção escrita

5. Peça que releiam o texto para verificar se os fatos foram narrados em uma sequência que combina com o final escolhido e se descreveram os cenários e os personagens conforme as ilustrações.

Solicite que usem palavras como depois , em seguida , meses depois para marcar a passagem de tempo.

6. Nesse momento, os estudantes deverão decidir se o conto será manuscrito ou produzido no computador. Se for manuscrito, oriente-os a escrever pulando linhas para que possam inserir marcas de revisão.

A última revisão deve ser sua e seu papel como mediador do processo é muito importante. Por fim, solicite aos estudantes que passem a produção a limpo fazendo as correções necessárias, e finalizem a ilustração que acompanhará o conto.

7. Dois ou três dias após a textualização dos contos, proponha o início da revisão. Com o distanciamento do texto, é mais provável que os estudantes consigam trocar de papéis, passando de escritores a leitores do próprio texto, identificando, assim, problemas que antes não foram observados, como repetições desnecessárias de palavras ou de conectores, marcadores temporais, descrições, concordâncias etc. É importante observar se os estudantes usaram palavras como “eu” e “meu” para mostrar que os fatos narrados estão em primeira pessoa; se usaram palavras para marcar a passagem de tempo; e se a pontuação está adequada. Como parte da revisão, é interessante que eles troquem suas produções com outras duplas e deem sugestões que ajudem a tornar o conto mais claro e interessante para o leitor.

3. Conversem como será o final e consultem o mapa mental.

4. O narrador da história deve ser um narrador-personagem, ou seja, o lobo deve contar a história.

5. Conversem e decidam o que e como vão escrever. Escute o colega com atenção e diga o que você pensa de forma respeitosa.

6. Escrevam o final do conto. Decidam se a produção vai ser feita com recurso digital ou não.

7. Releiam o conto e verifiquem se:

• os acontecimentos narrados dão sequência à história e se o final escolhido por vocês está de acordo com o conto original;

• o narrador é também personagem e se ele conta a história com as próprias palavras;

• a pontuação e as palavras usadas expressam as emoções que vocês decidiram transmitir;

• foram usados dois-pontos e travessão nos diálogos.

8. Leiam o final que criaram para o conto Chapeuzinho Vermelho: fatos A leitura deve ser feita em voz alta e para toda a turma. Combinem como vão dividir a leitura.

9. Ouçam com atenção a apresentação das outras duplas.

10. Criem uma capa para a produção. Elaborem uma ilustração, destaquem o título do conto e escrevam os nomes dos integrantes da dupla. Observem alguns exemplos de capas.

REFLETIR E AVALIAR

Preencha a avaliação da página 282.

8 e 9. A leitura é um processo de interação entre o leitor e o texto que visa satisfazer um propósito ou uma finalidade, ou seja, no dia a dia, lemos com determinado objetivo, como devanear, preencher um momento de lazer, obter uma informação, entre outras coisas. Com base nesses aspectos acerca do processo de leitura, a proposta é que os estudantes leiam o conto criado por eles e, portanto, conhecido, compreendido. Assim, poderão se preocupar em como fazer uma leitura fluente, com entonação adequada, gestos e expressões faciais,

de forma a envolver a plateia. Por fim, peça aos estudantes que assistam atentamente à apresentação dos colegas.

Refletir e avaliar Nessa etapa, os estudantes terão a oportunidade de analisar a produção considerando os aspectos principais do gênero produzido. Avalie com a turma a importância do planejamento, do rascunho, das revisões e da edição final do conto. Informe aos familiares a proposta da atividade de produção e incentive-os a participar.

CRIATURAS NEM UM POUCO ASSUSTADORAS 3

LEITURA Artigo de divulgação científica

1 Observe a capa e o sumário de uma revista.

Sumário da revista

Ciência Hoje das Crianças, número 359, outubro de 2024.

2 A que público se destina essa revista?

X crianças  adultos

OBJETIVOS

• Ler textos e atividades com autonomia.

• Reconhecer as características formais de um artigo de divulgação científica.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 2. Chame a atenção dos estudantes para o título da revista, a linguagem utilizada e as ilustrações. Explique que essas características indicam a quem se destina a publicação. Pergunte: “Como o título, as figuras e a forma de escrever nos ajudam a perceber o público-alvo?”. Oriente-os a perceber que o uso de linguagem informal, expressões simples e ilustrações coloridas são estratégias que tornam a leitura mais acessível e agradável, reforçando que diferentes públicos exigem escolhas textuais distintas.

• Como você chegou a essa conclusão?

Espera-se que os estudantes respondam que o título Ciência Hoje das Crianças evidencia que a revista se destina ao público infantil.

29/09/25 19:59

Capa da revista Ciência Hoje das Crianças, número 359, outubro de 2024.

PLANO DE AULA

Leitura

Atividade 3. Apresente o sumário como um recurso essencial para localizar informações rapidamente em livros, revistas e outras publicações. Explique que os números que acompanham os títulos indicam as páginas em que cada matéria começa. Oriente os estudantes a marcar os quadrinhos corretos para reforçar a compreensão dessa função. É importante destacar que o sumário não apenas organiza o conteúdo, mas também prepara o leitor para a leitura, dando uma visão geral do que será abordado.

Atividade 4. Discuta com os estudantes que a linguagem usada na revista é informal, adequada ao público infantil. Explique que qualquer texto deve considerar o público-alvo: a escolha de palavras, a construções de frases, as ilustrações e os exemplos devem tornar a leitura interessante e compreensível. Incentive a turma a pensar em outros exemplos de textos infantis e a perceber como a linguagem é ajustada para cada leitor.

Atividade 5. Oriente os estudantes a identificar, na imagem do sumário na página 247, o artigo com o tema mencionado no enunciado da atividade. Caso haja dificuldade, peça que observem novamente os detalhes da capa, como destaque de cores, imagens ou títulos maiores. Explique que, geralmente, a matéria de capa é considerada a principal por trazer o assunto de maior interesse ou relevância da revista. Incentive a justificação oral das escolhas, estimulando argumentação e percepção crítica.

3 Pinte os quadrinhos que se referem a informações sobre os números que acompanham os títulos das matérias.

X Os números indicam a página em que a matéria começa.

Os números indicam a quantidade de páginas de cada matéria.

Os números indicam quantas matérias existem na revista sobre determinado assunto.

X Os números facilitam a localização da matéria que o leitor deseja ler.

O sumário é a parte de livros, revistas e outras publicações que ajuda o leitor a encontrar informações com mais facilidade. Apresenta a lista de assuntos, capítulos, artigos e reportagens e indica a página em que cada um deles começa.

4 Releia este trecho do sumário.

4. a) Sim, o uso da linguagem informal em uma revista voltada ao público infantil é adequado porque torna a leitura mais acessível e agradável.

4. b) Espera-se que os estudantes concluam que esse artigo é o mais importante desta edição da revista, já que trata da capacidade de cães e gatos de sentir odores, e esse assunto está em destaque na capa.

CIÊNCIA HOJE DAS CRIANÇAS. Rio de Janeiro: Instituto Ciência Hoje, n. 359, p. 3, out. 2024.

• É possível afirmar que a linguagem usada na revista é: formal.    X  informal.

a) Essa linguagem está adequada ao público a que a revista se destina?

b) É possível concluir que esse artigo é o mais importante dessa edição da revista? Por quê?

5 Você vai ler um artigo sobre o olfato de cães e gatos. Registre uma curiosidade que você queira saber sobre esse assunto.

Resposta pessoal.

6 Leia o artigo. Depois, comente com os colegas e o professor se ele respondeu à sua curiosidade.

Do focinho ao cérebro

O superolfato dos cães e gatos é realmente impressionante. Permite, por exemplo, que reconheçam seus tutores mesmo quando perdem a visão e a audição. Nós, humanos, passamos longe dessa sensibilidade olfatória. Mas, como pode? Se o cérebro dos humanos é tão desenvolvido, como cães e gatos são capazes de perceber mais odores do que nós?

Para entender como o sistema olfatório — o sistema sensorial capaz de perceber os diferentes cheiros (ou odores) — se organiza, precisamos viajar do focinho ao cérebro! Topa?

Bons de faro […]

Cães e gatos não têm pelinhos dentro do nariz como os humanos, mas têm células olfatórias em quantidade muito maior do que as nossas. Podemos imaginar essas células como as cerdas de uma escova de dente. Bem na pontinha delas, ficam os receptores de odores, que são ativados pelas diferentes substâncias químicas dissolvidas no ar.

Cada um dos receptores de odores está preparado para reconhecer uma molécula química específica (é como brincar de lego: a peça tem que encaixar certinho na outra!).

Quando isso acontece, uma mensagem é enviada para o cérebro para que seja interpretada. É lá, em regiões específicas, que a percepção do odor acontece. Sim, é no cérebro que se distingue entre o cheiro do tutor, de um alimento ou do caminho de volta para casa, não no nariz!

Nariz especial

Superolfato Nós, humanos, temos aproximadamente 6 milhões de células olfatórias. Já os gatos têm algo entre 40 e 80 milhões, enquanto os cães ganham a disputa, apresentando de 120 a 300 milhões de células olfatórias!

Algumas raças de cães têm o nariz, digamos, diferenciado. Os ossos são organizados de tal maneira que o ar inspirado atinge diferentes regiões nas narinas. É como um túnel onde, numa determinada parte, o teto e o chão ficam mais próximos. Neste trecho, o ar passa bem devagarinho, permanecendo mais tempo em contato com os receptores olfatórios. Assim, eles são estimulados por um período maior de tempo, aumentando a capacidade de reconhecimento de diferentes odores durante o farejamento. 249

São muitas as razões para se estimular os estudantes a lerem artigos de divulgação científica, pois esse tipo de informação é alvo de descobertas a todo momento. Ao se concentrarem na leitura de um determinado tema, os estudantes acabam por sentir que compreendem um pouco mais o mundo ao seu redor.

Atividade 6. Antes da leitura, estimule os estudantes a registrarem curiosidades sobre o tema (no caso, o olfato de cães e gatos). Promova uma conversa inicial para que

expressem o que já sabem, levantando hipóteses e expectativas sobre o que desejam descobrir. Explique que definir perguntas antes da leitura ajuda na compreensão, pois orienta a atenção para informações relevantes. Informe aos estudantes que irão ler o artigo Do focinho ao cérebro, que apresenta informações sobre a capacidade olfativa de cães e gatos. Pergunte-lhes se, na opinião deles, o texto vai contar histórias sobre os animais ou trazer informações científicas sobre eles e

que tipo de dados ou curiosidades esperam encontrar. Permita que conversem entre si. Faça a mediação da conversa, destacando pontos relevantes e, se achar necessário, registre tópicos importantes na lousa.

Estimule os estudantes a verbalizar uma curiosidade que gostariam que fosse respondida pelo texto e registre essas perguntas na lousa. Explique que, em artigos de divulgação científica, o leitor costuma buscar respostas para questões específicas, e esse levantamento prévio de perguntas ajuda a orientar a atenção durante a leitura.

29/09/25 19:59

A primeira leitura do artigo deve ser feita silenciosamente pelos estudantes. Depois, faça a leitura em voz alta, lembrando-se de que sua leitura funciona como modelo. Explore as imagens que acompanham o artigo, incentivando os estudantes a observar detalhes e relacionar ao que foi lido. Apresente a eles os recursos linguísticos presentes no artigo, como a definição e nomeação de conceitos científicos, a exemplificação, a comparação, a analogia e o uso de operadores explicativos como isto é, ou seja e quer dizer. Explique que a estrutura do texto segue o padrão típico de artigos de divulgação científica: o parágrafo inicial apresenta a questão norteadora e o resumo do fato científico, os parágrafos seguintes detalham causas, efeitos, exemplos, comparações e dados, e o último parágrafo retoma a questão inicial, promovendo o fechamento do tema.

Os gatos têm a habilidade de detectar odores superior à dos humanos.

PLANO DE AULA

Leitura

Chame a atenção dos estudantes para a linguagem do artigo, que é acessível e próxima da jornalística, adequada ao público infantil, permitindo compreensão e entretenimento ao mesmo tempo. Ressalte que termos científicos específicos são apresentados de forma contextualizada para não dificultar a leitura e que os artigos são produzidos por equipes de especialistas, buscando sempre uma comunicação precisa e envolvente. Utilize o glossário presente no final do texto para explorar palavras como farejar e glândula, incentivando os estudantes a relacionar o significado desses termos com o conteúdo que leram, fortalecendo a compreensão científica e o vocabulário técnico. Ao final, peça que os estudantes registrem respostas para suas perguntas iniciais, bem como informações importantes que descobriram sobre a capacidade olfativa de cães e gatos. Essa etapa permite consolidar a leitura, estimular a reflexão crítica e desenvolver habilidades de compreensão, interpretação e registro de informações científicas, além de reforçar o hábito de buscar respostas em textos de divulgação científica de maneira consciente e sistemática. Peça que comentem se tiveram sua dúvida respondida ou se precisariam ainda de mais informações. Pergunte, também, o que eles descobriram com a leitura do artigo. Explique e aponte para eles os elementos que apareceram no texto lido.

A habilidade de farejar de algumas raças de cães é tão incrível que os torna aptos a trabalhar lado a lado com humanos. É que, como são cães com esse diferencial natural para o farejamento, eles podem ser treinados para encontrar substâncias ilegais, explosivos, resgatar pessoas e até mesmo detectar se uma pessoa tem câncer, através do cheiro da urina dela! Viu só como parecem ser mesmo os melhores amigos do homem?

Já os gatos não parecem ter uma habilidade de detecção de odores tão eficiente como a de algumas raças de cães, mas, sem dúvida, é superior à nossa! Gatos têm a cavidade nasal alongada, o que também facilita que o ar fique mais tempo em contato com as células olfatórias. Além disso, têm uma habilidade muito curiosa de controlar os músculos do nariz, direcionando o ar para áreas específicas, o que colabora para o farejamento aguçado desses animais.

[…]

Meu humano favorito

Será que a percepção de odores explica quando o gato ou o cachorro tem preferência por uma pessoa da família? A resposta é… sim! O corpo de cada um de nós também libera substâncias químicas através da pele e das glândulas de suor. E é curioso que cada pessoa vai liberar uma composição específica, como se fosse a sua identidade em forma de cheiro. Cães e gatos conseguem detectar com facilidade isso, e assim associam cada combinação de “cheiros” a determinada pessoa. Por isso reconhecem todas as pessoas da família, especialmente aquela por quem têm preferência.

Além disso, quando interagimos com os animais, seja fazendo um carinho ou uma brincadeira, eles conseguem perceber a mudança no cheiro, e isso representa uma diversão, um momento de afetividade e até mesmo de recompensas.

Parece que, para cães e gatos, um cheirinho pode valer mais do que mil palavras!

CARNEIRO, Bruna; OLIVEIRA, Bruna; BOMFIM, Priscilla. Do focinho ao cérebro. Ciência Hoje das Crianças

Farejar: aspirar odores para encontrar alguma coisa ou alguém.

Glândulas: partes do corpo que produzem e soltam algumas substâncias, como o suor ou a saliva.

O artigo de divulgação científica usa diversos recursos linguísticos: definição, nomeação, exemplificação, paráfrase, analogia, comparação e figuras de linguagem. Pode conter lead (ou lide) no primeiro parágrafo, que é um resumo do fato científico a ser apresentado.

Nos parágrafos iniciais, apresenta a questão norteadora. Depois, detalha o conteúdo exposto anteriormente, apresentando causas, efeitos, exemplos, comparações, dados estatísticos, entre outros aspectos. Muitas vezes, o último parágrafo faz o fechamento, no qual é retomada a questão abordada e feita uma avaliação.

Esse gênero usa uma linguagem de fácil compreensão para o leitor. Pode conter alguns termos específicos do tema, mas busca esclarecê-los. Alguns textos tentam usar uma linguagem familiar para entreter o leitor e aproximar-se dele.

Os artigos de divulgação científica são elaborados por especialistas e editores, que trabalham o texto até encontrar a melhor maneira de transmitir determinado conhecimento de forma compreensível para os leitores.

Rio de Janeiro, p. 3-5, out. 2024.

7 O artigo apresenta informações reais ou criadas pela imaginação do autor?

Apresenta informações reais.

• Por que é importante publicar textos como esse?

É importante publicar textos como esse porque eles explicam a ciência de forma simples e interessante para jovens leitores.

8 Uma das funções do título é despertar a curiosidade para a leitura do texto. Em sua opinião, o título desse texto cumpre essa função?

Resposta pessoal. É provável que os estudantes concluam que sim, pois, nesse caso, o título instiga a leitura.

9 Escreva uma informação que você:

a) já sabia sobre o olfato de cães e gatos e foi confirmada pela leitura do artigo.

Resposta pessoal.

b) não sabia e tomou conhecimento lendo o artigo.

Resposta pessoal.

10 Quem tem maior capacidade de sentir odores? Numere de 1 a 3, sendo 1 para o que tem mais capacidade e 3 para o que tem menos.

3 humanos    1  cães    2  gatos

11 O artigo afirma que algumas raças de cães têm formato diferenciado das narinas, aumentando a capacidade que elas têm de sentir odores. Explique como isso acontece.

Por causa desse formato diferenciado, o ar passa bem devagar, permanecendo mais tempo em contato com os receptores olfatórios. Assim, eles são estimulados por um período maior, aumentando a capacidade de reconhecer diferentes odores durante o farejamento.

12 Releia este trecho do artigo.

O superolfato dos cães e gatos é realmente impressionante. Permite, por exemplo, que reconheçam seus tutores mesmo quan do perdem a visão e a audição. Nós, humanos, passamos longe dessa sensibilidade olfatória. Mas, como pode? Se o cérebro dos humanos é tão desenvolvido, como cães e gatos são capazes de perceber mais odores do que nós?

CARNEIRO, Bruna; OLIVEIRA, Bruna; BOMFIM, Priscilla. Do focinho ao cérebro.

Ciência Hoje das Crianças, Rio de Janeiro, p. 3, out. 2024.

• O uso da linguagem descontraída e informal foi adequado? Por quê?

Sim, porque se trata de um artigo de divulgação científica dirigido especialmente ao público jovem e infantil. 251

Atividade 7. Vale ressaltar que se trata de informações reais, resultados de estudos científicos e experimentos. Os artigos de divulgação científica promovem uma aprendizagem livre, quase sempre espontânea e guiada pela curiosidade pessoal. Daí a sua importância para toda a sociedade.

Comente com os estudantes a importância do uso de figuras de linguagem, como a comparação feita com cerdas de escovas de dentes, para que pessoas leigas como nós

possamos compreender melhor os processos da chegada de odores até o cérebro.

29/09/25 19:59

Destaque a função dos dados numéricos presentes no artigo (6 milhões, 40 a 80 milhões, 120 a 300 milhões de células olfatórias para compreendermos o motivo de cães serem tão mais sensíveis a cheiros do que gatos e humanos).

Pergunte se os estudantes conhecem a expressão “uma imagem vale mais do que mil palavras” e peça-lhes que expliquem o

que acham que ela quer dizer. Compare-a com “um cheirinho pode valer mais do que mil palavras” e explique a relação entre elas.

Atividade 8. Relembre os estudantes da importância do título para chamar a atenção dos leitores.

Atividade 9. a e b) Um dos objetivos desta atividade é comprovar a compreensão da leitura realizada, bem como levar os estudantes a perceber a função desse gênero textual, pois, dessa forma, poderão confirmar informações que já sabiam e adquirir novas informações.

Atividades 10 e 11. O objetivo da atividade é verificar se os estudantes localizam informações explícitas no texto.

Atividade 12. No ensino-aprendizagem dos diferentes registros, o que se deseja é que os estudantes ampliem o leque de possibilidades comunicativas, de forma que possam adequar os recursos expressivos à variedade de língua e estilo às diferentes situações comunicativas.

OBJETIVOS

• Ler textos e atividades com autonomia.

• Aprender a reconhecer a presença de fungos e como evitar que apareçam.

PLANO DE AULA

Texto por toda parte

Atividade 1. Apresente aos estudantes o texto Vai um funguinho aí?, explicando que ele traz informações sobre fungos, seres microscópicos que podem aparecer em alimentos e outros lugares úmidos. Pergunte inicialmente aos estudantes se já tiveram experiências com alimentos embolorados, incentivando-os a verbalizar o que conhecem sobre o tema. Permita que compartilhem suas ideias com os colegas, mediando a conversa e destacando informações corretas ou curiosidades interessantes. Essa etapa ajuda a ativar os conhecimentos prévios dos estudantes e os prepara para compreender melhor o texto.

Peça então que leiam o artigo atentamente, observando tanto o conteúdo escrito quanto as imagens que ilustram os alimentos e outros objetos com bolor. Explore com os estudantes o uso de cores diferentes nas manchas de fungo — verdes, esbranquiçadas, azuis, amarelas, pretas ou vermelhas — e explique que essas variações indicam tipos diferentes de fungos. Chame a atenção para a característica de alguns fungos formarem uma textura semelhante a do veludo, tornando o aprendizado mais visual e concreto.

Durante a leitura, destaque que os fungos são seres vivos, mas não se classificam como animais nem plantas.

Artigo de divulgação científica

1 Você sabe o que são fungos? Leia o texto para descobrir.

Vai um funguinho aí?

Quando sentimos fome, corremos para a cozinha em busca de algo para comer, como um sanduíche ou uma fruta, por exemplo. Mas, ao pegar o alimento, por vezes, encontramos uma mancha verde ou esbranquiçada. Você já viu? Isso significa que o alimento está embolorado e deve ser evitado! Não adianta tirar só a partezinha embolorada, viu?

Azul, amarelo, vermelho também!

O bolor é formado por fungos, que são seres microscópicos que estão no ar. Esses fungos crescem em alimentos com bastante água, como frutas, pães e queijos, quando há umidade. Ao se multiplicarem, eles formam manchas visíveis, que podem ser esbranquiçadas, verdes, azuis, amarelas, pretas ou vermelhas, dependendo do tipo de fungo. Algumas dessas manchas parecem até um tecido de veludo.

Explique que eles formam um grupo próprio e necessitam de lugares úmidos para se multiplicar, podendo aparecer em alimentos, geladeiras, armários, sapatos e até livros. Reforce a importância da limpeza e ventilação dos ambientes como forma de prevenir a proliferação desses organismos. Relacione essas informações ao cotidiano dos estudantes, incentivando a observação crítica do ambiente ao redor.

Tema contemporâneo transversal

Saúde — Educação alimentar e nutricional: as atividades desta seção levam os estudantes a verificar a qualidade e validade dos alimentos para não ingerir os que contiverem fungos ou estiverem vencidos.

Articulação com Ciências

A atividade 2 desta seção permite uma interdisciplinaridade muito interessante para os estudantes, promovendo uma visão mais ampla da educação.

Limão embolorado.
Pão embolorado.

É animal ou planta?

Os fungos são seres vivos, mas não são nem animais nem plantas. Eles formam um grupo à parte e precisam de lugares úmidos para crescer, seja no calor ou no frio. Por isso, às vezes o bolor pode aparecer até mesmo na geladeira.

Os fungos não estão só em alimentos

Fungo visto de perto.

Os fungos podem também aparecer em outros lugares, como em livros, sapatos e armários. Por isso, é importante manter os ambientes limpos e ventilados, para evitar a umidade e o crescimento do bolor, já que os fungos estão sempre no ar, procurando um bom lugar para se instalar.

Fungo em tecido.

https://profissaoalfabetizacao.blogspot.com/search?q=fungo.

• Comente com os colegas o que você já sabia e o que aprendeu sobre fungos com a leitura desse artigo. Resposta pessoal.

2 Você e os colegas vão fazer uma experiência para saber como ocorre a proliferação de fungos. O professor vai explicar a atividade.

Veja orientações na seção Plano de aula

Após a leitura, abra espaço para que os estudantes comentem com os colegas o que já sabiam e o que aprenderam sobre fungos, estimulando a expressão oral, a escuta ativa e a socialização do conhecimento. Essa conversa permite perceber a compreensão do texto e promove a reflexão sobre hábitos de higiene e conservação de alimentos e ambientes.

Incentive a inclusão de estudantes com muita timidez ou pouco participativos. Fomente um ambiente acolhedor em que todos

29/09/25 19:59

possam compartilhar os conhecimentos e ouvir os colegas de maneira respeitosa e cordial. Atividade 2. Converse previamente com o professor de Ciências e planejem juntos uma experiência que poderá ser realizada pelos estudantes em sala de aula, de forma segura e controlada, para observar a proliferação de fungos. Uma sugestão é pedir aos estudantes que coloquem um pedaço de pão ou fruta dentro de uma caixa de sapatos, borrifem água levemente para umedecer o alimento e

fechem a caixa, mantendo-a guardada por alguns dias, aproximadamente uma semana. Explique que o objetivo é observar como a umidade e o ambiente fechado favorecem o crescimento do bolor.

Atenção! Ao longo da experiência, oriente os estudantes sobre os cuidados necessários, como não tocar diretamente nos alimentos embolorados com as mãos, utilizar luvas descartáveis, evitar cheirar de perto os alimentos e manter a caixa fora do alcance de pessoas que possam ter alergias ou problemas respiratórios. É importante reforçar que o objetivo da atividade é observar o processo de crescimento do fungo, e não manipular ou consumir os alimentos.

Após o período de incubação, peça aos estudantes que levem a caixa para a sala de aula e observem cuidadosamente o que ocorreu, descrevendo as mudanças visuais, como a cor, a textura e a quantidade de bolor. Incentive que façam anotações detalhadas e registros visuais, seja por meio de desenhos ou fotografias, relacionando as observações com as informações que foram lidas no artigo Vai um funguinho aí?

Dessa forma, eles perceberão a relação entre a teoria apresentada no texto e a prática observada na experiência.

Durante a discussão das observações, conduza a análise sobre as condições que favoreceram a proliferação de fungos, destacando fatores como umidade, temperatura e local fechado.

ANDRADE, Barbara Ferreira. Vai um funguinho aí? 14 out. 2024. Disponível em:
Acesso em: 20 ago. 2025.

OBJETIVOS

• Identificar o uso da vírgula em aposto explicativo.

• Identificar efeitos de sentido decorrentes do uso de rimas e figuras de linguagem em poemas.

PLANO DE AULA

Nossa língua

Atividade 1. a e b) Além de verificar a compreensão da leitura realizada pelos estudantes, a atividade chama a atenção para a função de referenciação de pronomes, mesmo que ainda não tenham estudado pronomes possessivos de forma sistematizada.

Chame a atenção para a posição do pronome pessoal no trecho e para o fato de que se optou pelo uso de você, e não de alguém, com o objetivo de aproximar quem lê da informação que será dada.

Atividade 1. c) A atividade dará oportunidade de retomar um conteúdo abordado em outros volumes da coleção. Verifique se os estudantes identificam os adjetivos que se relacionam ao substantivo barata.

Atividade 1. d e e) O objetivo das atividades é, com base na leitura de um texto, retomar as aprendizagens dos estudantes acerca de um conteúdo visto anteriormente: o uso de dois-pontos e vírgula em enumerações, para, posteriormente, apresentar outro uso da vírgula.

Atividade 2. Leia o trecho em voz alta na forma original. Depois releia-o, excluindo o aposto, ou seja, o trecho que está em destaque.

NOSSA LÍNGUA Vírgula em aposto

1 Leia este trecho de um artigo de divulgação científica do Almanaque de baratas, minhocas e bichos nojentos

Vale tudo […]

Se você fosse uma barata cascorenta e nojenta, veja só a lista de coisas que você ia gostar de comer: cebola, cerveja, fio, suor do pé que fica no tênis, gordura encracoada no fogão e no forno, açúcar, papel, sabão, tinta, farinha, batata cozida, pão e tudo o mais que sua imaginação der conta de pensar.

MESQUITA, Fátima. Almanaque de baratas, minhocas e bichos nojentos. São Paulo: Panda Books, 2005. p. 35.

a) A quem se refere o pronome você?

Ao leitor.

b) A quem se refere a palavra sua?

Também se refere ao leitor, à imaginação do leitor.

c) Sublinhe no trecho os adjetivos usados para caracterizar a barata.

d) Escreva o nome do sinal de pontuação usado para enumerar o que a barata come.

Vírgula.

e) Qual sinal de pontuação foi usado para introduzir essa enumeração?

Dois-pontos.

2 Leia um trecho do artigo Como vivem as baratas?

Em geral, os lares preferidos desses insetos são lugares úmidos e de clima quente. Existem em todas as regiões do planeta, menos nas calotas polares. A mais comum nas cidades, chamadas baratas “de esgoto” (Periplaneta americana), pode viver por três anos!

COMO vivem as baratas? Almanaque da nojeira. São Paulo: Abril, n. 131, p. 14-15, 2012. (Coleção mundo estranho).

a) O trecho em destaque no artigo Como vivem as baratas? é uma:

X informação sobre o nome da barata mais comum nas cidades. informação essencial para dar sentido à frase. in formação sobre o local em que as baratas não conseguem sobreviver.

b) Que pontuação foi usada para isolar essa explicação do restante da frase? A vírgula.

Aposto é o termo isolado por vírgulas que explica a palavra, a expressão ou o trecho de texto anterior.

3 Na transcrição deste poema, algumas vírgulas foram omitidas de propósito. Leia e acrescente as vírgulas de acordo com as funções que você aprendeu.

Brinca, menino

Sai daí,menino,vai brincar, desencalha dessa sala. Vira pirata,rei,maquinista, sultão ou malabarista, vai correr feito um trem-bala. Brinca,menino,brinca, brinca com as tuas mãos. Inventa,menino,inventa, cultiva a tua imaginação. […] Sentir o vento no rosto, sentir na boca o gosto da aventura,da fruta madura, da chuva,do sal do mar, isso nenhum game,por mais moderno que seja, jamais vai poder imitar.

WIERZCHOWSKI, Leticia. Brinca, menino. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2015. p. 15, 16, 26.

A vírgula é usada para isolar, separar e organizar partes de uma frase, deixando a frase mais fácil de entender.

Atividade 2. a e b) Conduza a discussão de forma que os estudantes percebam que o trecho em destaque amplia a informação, mas não é indispensável para a compreensão do texto.

Atividade 3. Foram excluídas do texto apenas as vírgulas que indicam aposto, enumeração e vocativo. Peça aos estudantes que façam a leitura silenciosa do poema e que comentem onde acham que as vírgulas deveriam ter sido incluídas, justificando. Só então faça a leitura oral do poema, na íntegra, com

entonação adequada. Depois, releia e incentive os estudantes a comentar onde devem ser incluídas as vírgulas.

19:59

É importante que percebam que, no primeiro verso, a vírgula deve ser usada para marcar o chamamento, ou seja, o vocativo. Pergunte: “Nesse verso, alguém fala do menino ou com o menino?”. Espera-se que concluam que se está falando com o menino. No terceiro verso, é importante que a turma conclua que há uma enumeração de personagens nas quais o menino pode se transformar em cada brincadeira.

Releia o sexto verso em voz alta e, mais uma vez, leve os estudantes a perceber a vírgula usada para isolar um vocativo.

No trabalho com o final do poema, os estudantes deverão perceber que há uma enumeração no 12o e 13o versos e que, no 14o verso, há uma explicação, um aposto: “por mais moderno que seja”.

Texto de apoio

Normalmente o aposto se separa do termo a que se refere por uma pausa que, na escrita, é representada por mais de um sinal de pontuação.

O sinal mais comum é a vírgula:

Iracema, a virgem dos lábios de mel, tinha os cabelos negros e longos.

O filósofo invocou a única verdade, a morte

OBSERVAÇÃO: Note-se que o aposto só vem entre vírgulas quando a oração continua depois dele, como ocorreu no primeiro exemplo.

Os dois pontos aparecem principalmente no aposto enumerativo: “A vida não tem mais que duas portas: uma de entrar, pelo nascimento, outra de sair, pela morte” (RUI BARBOSA).

Podem ainda separar o aposto o travessão e os parênteses?

O último romance de Alexandre Herculano – O Bobo – ficou incompleto. Dois de seus irmãos (José e Manuel ) foram nossos alunos.

O aposto especificativo não se separa por pausa da expressão a que se refere, e por isso não vem assinalado por vírgula:

O Imperador Pedro II. A palavra pátria.

BECHARA, Evanildo. Lições de português pela análise sintática. 16. ed. Rio de Janeiro: Lucerna, 2003. p. 108.

OBJETIVOS

• Identificar o plural de substantivos terminados em -ão.

• Utilizar corretamente as regras ortográficas que regem a escrita de substantivos no singular e no plural.

• Prestar atenção no emprego adequado de singular e plural nas diferentes situações de uso da língua.

PLANO DE AULA

Com que letra?

Retome com os estudantes as noções sobre os substantivos, destacando que eles podem variar em gênero, grau e número. Explique que o gênero pode ser feminino ou masculino, dando exemplos contextualizados; que o grau indica variações como aumentativo ou diminutivo, podendo expressar tamanho, intensidade ou afeto; e que o número se refere ao singular ou plural, sendo plural quando o substantivo indica mais de um ser, objeto ou entidade.

Atividade 1. a) Registre os nomes dos animais na lousa: primeiro no singular e depois no plural.

Atividade 1. b) Chame a atenção para o fato de que, geralmente, acrescenta-se o s ao substantivo singular para formar o plural. Assim: gambá – gambás; tatu – tatus. Explique que esse é o padrão mais frequente, mas que existem algumas exceções e variações que precisam ser observadas com cuidado.

Atividade 2. Pergunte aos estudantes o que notaram de diferente na formação do plural das palavras terminadas em -ão. Aponte para as três terminações distintas: -ões, -ãos, -ães

COM QUE LETRA? Plural de palavras

terminadas em -ão

1 O professor vai organizar a turma em dois grupos para a lei tura do cordel a seguir. Veja orientações na seção Plano de aula

Grupo 1    Grupo 2

• Leia o cordel com seu grupo. Depois, escreva os nomes dos animais descritos em cada cordel.

Mas que bicho estranho é esse?

A B

E o seu nome, qual será?

Tem no início a letra “G”

E no fim, a letra “A”.

Um mau cheiro forte assusta

Quem se mete com o… gambá.

Tenho um casco que me cobre

E sem ele fico nu.

Eu pareço um carro-forte

Reforçado pra chuchu.

Moro e vivo num buraco.

Quem sou eu? Sou o… tatu.

Fábio. Onça, veado, poesia e bordado. São Paulo: Moderna, 2013. p. 16, 36.

a) Escreva o plural do nome do animal que completa cada cordel.

A: gambás; B: tatus.

b) Qual letra você acrescentou no final desses substantivos para formar o plural?

A letra s

2 Sublinhe as palavras do quadro que estão no singular e contorne as que estão no plural.

balão • cidadãos • cão • cidadão irmão • pão • cães • lição balões • lições • pães • irmãos

• Releia as palavras que estão no plural. A terminação dessas palavras no plural é a mesma?

Sim X  Não

SOMBRA,

3 Copie os títulos das notícias passando as palavras com til para o plural. Faça as modificações necessárias.

Colisão entre caminhão com tomate e guincho de concessionária causa transtornos

RODRIGUES, Carlos. Colisão entre caminhão com tomate e guincho de concessionária causa transtornos. Marília, 14 jan. 2025. Disponível em: https://marilianoticia.com.br/ colisao-entre-caminhao-com-tomate-e-guincho-de-concessionaria-causatranstornos-na-regiao/. Acesso em: 20 ago. 2025.

Colisões entre caminhões com tomate e guincho de concessionária causam transtornos.

Cão policial aposentado localiza e salva homem desaparecido

GUERRAS, Vitor. Cão policial aposentado localiza e salva homem desaparecido 7 jan. 2025. Disponível em: https://www.sonoticiaboa.com.br/2025/01/07/cao -policial-aposentado-localiza-salva-homem-desaparecido. Acesso em: 20 ago. 2025.

Cães policiais aposentados localizam e salvam homem desaparecido.

4 Escreva palavras no plural, de acordo com as terminações indicadas.

• -ões limões, aviões, violões

• -ães mães, alemães, capitães

• -ãos cristãos, sótãos, cidadãos

As respostas são sugestões.

As palavras terminadas em -ão formam o plural de três maneiras diferentes: em -ões, -ãos ou -ães

A maioria dessas palavras faz o plural com a terminação -ões, o que inclui os aumentativos, como bonitões, carrões, salões.

• O que é preciso para escrever corretamente o plural de substantivos terminados em -ão?

É necessário memorizar as palavras de uso frequente e, sempre que houver dúvida, consultar o dicionário.

Sugestão para o professor

Atividades 3 e 4. Chame a atenção dos estudantes para o fato de que a maioria das palavras terminadas em -ão faz plural em -ões , como: colchões, botões, tubarões, salsichões, rações, mamões, peões, latões, macacões, melões, leões, narigões, informações, gaviões etc. Há, no entanto, outras palavras que fazem plural com -ães ou -ãos e há aquelas que apresentam mais de uma grafia possível, como guardiões / guardiães. O objetivo das atividades é levar os estudantes a concluir que não existe regra para o plural de palavras terminadas em -ão . Assim, é necessário memorizar as palavras de uso frequente e, sempre que houver dúvida, consultar o dicionário.

29/09/25 19:59

O site da Academia Brasileira de Letras apresenta um artigo de Evanildo Bechara explicando por que palavras terminadas em -ão apresentam três formas de plural (-ãos, -ões, -ães). E ainda por que algumas palavras podem ter mais de um plural correto, como aldeão, para o qual a gramática registra corretamente três plurais: aldeões, aldeãos e aldeães.

BECHARA, Evanildo. Plural de palavras terminadas em -ão. c2025. Disponível em: https://www. academia.org.br/pesquisar?termo=PLURAL%20de%20palavras%20terminadas%20em%20 -%C3%A3o&type=All. Acesso em: 23 set. 2025.

OBJETIVOS

• Ler textos e atividades com autonomia.

• Incentivar a verbalização das impressões do texto.

• Desenvolver a fluência em leitura oral.

PLANO DE AULA

Hora da história

Inicie a atividade contando aos estudantes uma situação que lhe causou medo e pergunte-lhes se desejam compartilhar alguma situação parecida.

Atividade 1. Se achar conveniente, escolha cinco estudantes para fazer a leitura oral do conto. Informe que cada um deles irá ler um parágrafo, enquanto os demais acompanharão a leitura no livro. Peça, antecipadamente, aos estudantes escolhidos que treinem a leitura, de forma que deem destaque a algumas palavras e consigam transmitir a emoção adequada aos acontecimentos narrados.

Os estudantes precisam ser motivados à prática da leitura e cabe ao professor ser o modelo de leitor e mostrar a eles que a leitura pode ser prazerosa. Para que essa prática tenha sucesso, prepare antecipadamente a leitura.

HORA DA HISTÓRIA Conto

1 Você vai ler o conto Noite de terror, de Tatiana Belinky. Pelo título e pelas ilustrações, como você acha que vai ser a história? Resposta pessoal.

Noite de terror

Papai e mamãe tiveram de sair por algumas horas, à noite, e nos deixaram sozinhos no quarto, eu, como de costume, tomando conta dos meus irmãos. O que parecia fácil, especialmente porque, quando eles saíram, os dois meninos já estavam dormindo, o maior numa das camas junto comigo, e o menor no berço, tudo na santa paz. Só que, uma hora depois que eles saíram, o caçulinha acordou chorando. Fui ver o que havia — e era que o pequerrucho, decerto por causa da excitação daquele dia movimentado, fez xixi no berço, e não fez pouco: o berço ficou encharcado e eu tive de tirá-lo de lá. Troquei-lhe a fralda e coloquei-o junto conosco, na nossa cama. Ficou meio apertado, mas enfim, tudo bem, ele adormeceu logo. Mas a paz não durou muito, e logo ele fez xixi de novo, molhando o lençol debaixo de nós três. Que fazer? Peguei o maninho no colo, chamei o maior, e fomos os três para a cama grande, de papai e mamãe. “Quando eles chegarem, vão dar um jeito em tudo”, pensei. E, cansada, adormeci também, junto com os dois — só para ser novamente acordada, “nadando” no lençol novamente encharcado pelo inesgotável caçulinha…

Não havia outra cama para a gente ir, mas também não dava para ficar naquela molhadeira, e tivemos de descer, ficar no chão mesmo. Mas aí aconteceu mais um terrível imprevisto: nem bem pisamos no assoalho do quarto, quando surgiu, não sei de onde, um monstro assustador. Era uma barata, mas uma barata “tropical”, de um tamanho nunca visto! As baratinhas europeias que eu conhecia eram pigmeus perto daquela, insetos meio nojentinhos, porém miúdos, pouco maiores que as unhas das minhas mãos. Mas aquela ali era do tamanho de uma ratazana, ou assim me pareceu, e acho que não ficaria mais apavorada se visse uma tarântula ou uma cobra na minha frente.

De um pulo, com o pequeno no colo e o maior atrás, voltei para a cama encharcada… Era muita desgraça junta! E, sentada sobre o lençol “xixizado”, com os meus irmãozinhos dos lados, entreguei os pontos e comecei a chorar, assustando os dois, que também abriram o bué.

E foi assim que nossos pais nos encontraram pouco depois: os três sentados sobre o lençol empapado de xixi, chorando em desafinado uníssono. E o pior foi que papai e mamãe, em vez de ficarem horrorizados, penalizados e solidários, desataram a rir “às bandeiras despregadas”, para minha grande raiva e humilhação. “Os adultos às vezes não entendem nada”, pensei comigo, magoada. Mas logo esqueci o “doloroso” episódio — ou não? Por que será que o contei agora?

BELINKY, Tatiana. Onde já se viu? São Paulo: Ática, 2005. p. 56-57.

Pigmeu: indivíduo de baixa estatura.

Tarântula: espécie de aranha.

Abriram o bué: choraram bem alto.

Em uníssono: ao mesmo tempo.

Rir às bandeiras despregadas: rir sem parar.

Episódio: acontecimento.

QUEM É?

Tatiana Belinky (1919-2013) nasceu em Petrogrado (atual São Petersburgo), na Rússia, e imigrou para o Brasil aos 10 anos de idade. Ela se consagrou principalmente por suas obras escritas para crianças e jovens, que receberam inúmeros prêmios e homenagens.

Texto de apoio

Depois da leitura, permita que os estudantes comentem suas impressões sobre o conto. Revele também suas impressões.

Pergunte se no texto há alguma palavra que não tenham compreendido. Se for o caso, oriente-os a consultar o dicionário.

No glossário, há algumas palavras que podem não ser usuais no vocabulário dos estudantes. Caso ache conveniente, copie-as na lousa e mostre outros exemplos de construções para que, assim, os estudantes compreendam melhor o seu significado.

Após a leitura do boxe sobre Tatiana Belinky, comente que, embora a autora não tenha nascido no Brasil, é considerada uma das maiores escritoras da literatura infantil brasileira. Tatiana adaptou as histórias do Sítio do Picapau Amarelo , de Monteiro Lobato, para a televisão no início dos anos 1950. Naquela época, a televisão transmitia as imagens em preto e branco.

19:59

Sua obra memorialista Transplante de menina destaca-se pelo despojamento com que a autora aborda temas complexos como a imigração, a discriminação, o choque entre culturas e a difícil tarefa de precisar crescer em um meio nem sempre amigável e por vezes socialmente inóspito. [...] Em linguagem coloquial, próxima ao universo do jovem leitor, a autora relata as experiências vividas nos dois países em que passou a infância. As dificuldades de adaptação na nova terra e o deslumbramento com a paisagem e os costumes tropicais ocupam boa parte das reflexões da garota. [...]

GREGORIN FILHO, J. N. (org.). Literatura infantil em gêneros. São Paulo: Mundo Mirim, 2012. p. 97-98.

PLANO DE AULA

Hora da história

Atividade 2. Espera-se que os estudantes percebam a importância do uso de adjetivos para a destacar os efeitos de sentido de um texto.

Atividade 3. Se achar conveniente, amplie a atividade pedindo aos estudantes que sublinhem no conto trechos que evidenciam que o narrador é personagem.

Peça aos estudantes que releiam o segundo parágrafo do conto e contornem a pontuação usada para marcar o pensamento da menina. Em seguida, pergunte: “Que sinal de pontuação vocês contornaram?”. Espera-se que concluam que são usadas aspas.

Atividade 4. Aproveite a oportunidade para levar os estudantes a relatar o clímax (surgimento da barata) e o desfecho do relato (chegada dos pais, encontrando os filhos chorando na cama com o lençol molhado de xixi).

É importante que os estudantes percebam que o conto apresenta um acontecimento que quebra a calma inicial da narrativa (situação-problema).

Atividade 5. a e b) Nesta fase de escolarização, os estudantes já estudaram que o narrador faz perguntas ao leitor com o intuito de inseri-lo na história ou de estabelecer um diálogo com a narrativa.

Instigue-os a comentar o que acham desse recurso e o que fariam se pudessem conversar com a autora.

Atividade 6. Discuta a questão com a turma. O objetivo da autora foi passar a ideia da quantidade de xixi que o irmão fez.

2. Ressaltar o caráter assustador dos acontecimentos daquela noite, que ficaram marcados na memória da menina.

2 No conto, qual é a importância do uso do adjetivo enorme para descrever a barata?

3 A narradora do conto é personagem da história ou apenas narra os fatos que aconteceram? A narradora é personagem.

4 Escreva o acontecimento imprevisto que causou pavor à narradora e ficou na memória dela.

O aparecimento de uma enorme barata no chão do quarto.

5 Releia o último trecho do conto.

[…] Mas logo esqueci o “doloroso” episódio — ou não? Por que será que o contei agora?

BELINKY, Tatiana. Onde já se viu? São Paulo: Ática, 2005. p. 57.

a) A quem é feita a pergunta destacada?

A pergunta é feita ao leitor.

b) Que resposta você daria a essa pergunta?

Resposta pessoal. Sugestão: Você contou o fato porque ele ficou gravado na sua memória.

6 Leia este verbete da palavra nadar.

Nadar v. Mover-se na água com o impulso do corpo […]

NADAR. In: MATTOS, Geraldo. Dicionário Júnior da Língua Portuguesa. São Paulo: FTD, 2010. p. 510.

• No conto, por que a palavra nadando foi escrita entre aspas?

Espera-se que os estudantes concluam que a palavra nadando não foi usada no sentido literal.

7 Releia um trecho do primeiro parágrafo observando as palavras em destaque.

[…] o berço ficou encharcado e eu tive de tirá-lo de lá. Troquei-lhe a fralda e coloquei-o junto conosco, na nossa cama.

BELINKY, Tatiana. Onde já se viu? São Paulo: Ática, 2005. p. 56.

• A quem se referem as palavras em destaque? Ao bebê.

Amplie o estudo registrando na lousa o trecho “entreguei os pontos e comecei a chorar”, do quarto parágrafo, e dando destaque à expressão “entreguei os pontos”.

Atividade 7. O objetivo da questão é reforçar a função dos pronomes pessoais e evitar repetições desnecessárias (no caso, do substantivo bebê).

4 CRIATURAS ARREPIANTES

LEITURA Ficha técnica

1 Leia estas fichas técnicas e observe os dados que elas apresentam para saber qual destas aranhas pode ser a mais perigosa para os seres humanos.

As fichas técnicas podem ser usadas para complementar informações de artigos de divulgação científica, notícias, entre outros.

Localização — Brasil e Estados Unidos Localização — Américas e Europa

Veneno

A aranha-marrom tem um veneno mortal hemotóxico, que pode causar vermelhidão, inchaço, náuseas, febre, vômitos e calafrios.

Viúva-negra

Hemotóxico: que é tóxico para o sangue.

Neurotóxico: que é tóxico para o sistema nervoso.

OBJETIVOS

• Ler texto com autonomia.

• Localizar informações explícitas no texto.

• Antecipar sentidos e ativar conhecimentos prévios relativos ao texto.

• Interpretar frases e expressões no texto.

• Observar as imagens do texto, relacionando-as com algumas informações e com o título.

• Procurar no dicionário significados das palavras e a acepção mais adequada ao contexto de uso.

• Compreender aspectos relacionados à composição do gênero textual ficha técnica.

PLANO DE AULA

Leitura

Essas aranhas têm uma visão muito boa e podem detectar facilmente presas à noite. Elas são conhecidas por correr atrás de suas presas. Seu veneno não é prejudicial aos humanos, mas pode causar dor.

Peucetia viridans

Praga: erva ou bicho que prejudica a plantação.

Localização — Áreas de clima quente Agressividade 6 7

Localização — Américas Agressividade Agressividade Agressividade 6 0 8 8 2 0

Veneno

A viúva-negra tem um veneno neurotóxico e glândulas de veneno excepcionalmente grandes. Sua mordida pode ser fatal se não for tratada.

Essas aranhas raramente atacam seres humanos. Elas são aproveitadas para ajudar a controlar as pragas nas colheitas.

Temas contemporâneos transversais

• Ciência e tecnologia — Ciência e tecnologia: o texto e as atividades desta seção tratam das características de diferentes espécies de aranhas.

• Cidadania e civismo — Educação em direitos humanos: Este projeto possibilita a discussão e reflexão sobre os direitos das mulheres na sociedade atual.

Atividade 1. Recupere com os estudantes as informações que eles sabem sobre fichas técnicas.

Chame a atenção dos estudantes para o fato de que nas fichas há informações sobre o local onde é possível encontrar as aranhas, uma comparação entre algumas características (agressividade/veneno) e uma descrição sobre a espécie.

Pergunte aos estudantes quais aranhas não foram descritas como agressivas ou venenosas; a região ou o continente em que cada uma das aranhas pode ser encontrada; e quais informações sobre a espécie eles acharam mais interessantes.

28/09/25 17:07

Veneno
Veneno

PLANO DE AULA

Inclusão e equidade

Prepare-se para adaptar a leitura de fichas técnicas de forma a torná-las acessíveis a todos os estudantes. Veja algumas sugestões:

1) Elaborar fichas técnicas com fontes ampliadas, alto contraste, recursos táteis – como relevo e texturas – e descrição detalhada do conteúdo.

2) Incluir legendas em vídeos, traduções em língua de sinais e descrição oral das imagens.

3) Simplificar a linguagem, usar imagens e exemplos visuais e dividir a tarefa em etapas menores.

4) Propor atividades colaborativas:

• Leitura em pares: estudantes com diferentes habilidades podem trabalhar em conjunto, de forma que um lê e outro auxilia na compreensão das fichas.

• Grupos de discussão: organizados em pequenos grupos, os estudantes compartilham suas interpretações e percepções da ficha técnica, promovendo a troca de ideias e o desenvolvimento da compreensão.

• Recursos multissensoriais: utilizar imagens, gráficos e diagramas para complementar as informações da ficha técnica.

Leitura

Atividade 2. Os estudantes devem se expressar e apresentar justificativa para a opinião que derem.

Atividade 3. Permita que os estudantes digam quais aranhas conhecem e contem a situação em que isso se deu.

Atividade 4. Explique aos estudantes que os dados que acompanham as barras de cores proporcionam uma visão geral das informações e favorecem sua compreensão.

Tarântula-do-deserto

Localização — Américas

Aranha-caranguejo-das-flores

Localização — Américas

Veneno

Agressividade 0 3

Os pelos dessa aranha podem ser piores do que o seu veneno. Eles podem ficar presos na pele do inimigo, irritá-la e causar problemas pulmonares graves caso sejam inalados.

Armadeira

Localização — América do Sul e Central

Agressividade 6 10

Veneno

A armadeira é uma das aranhas mais venenosas do planeta. Seu veneno causa dor intensa, paralisia e morte. A origem grega do nome de sua espécie, Phoneutria, significa “assassina”.

Veneno

Agressividade 1 0

Essas aranhas podem mudar de cor, do branco para o amarelo. Elas são tão pequenas e se camuflam tão bem que é muito difícil para os seres humanos encontrá-las.

Sparassidae

Localização — Regiões tropicais e subtropicais

Agressividade 2 2

Veneno

A enorme aranha dessa família pode alcançar o tamanho da mão de uma pessoa adulta. Em alguns países, elas são conhecidas como “aranhas de chuva”, porque procuram abrigo em habitações humanas quando chove.

ARANHAS: livro de atividades e adesivos. São Paulo: Ciranda Cultural, 2012. Não paginado. (Coleção criaturas mortais).

Atividade 5. Desafie os estudantes a comentar se as fichas estudadas levam o leitor a conhecer cada uma das aranhas e despertar o interesse dele pela leitura.

Atividade 6. Pergunte se nessas fichas técnicas há apenas a linguagem verbal ou apenas a linguagem não verbal. É importante que percebam que, nelas, há a presença das duas linguagens, ou seja, a verbal e a não verbal.

Atividades 7 , 8 e 9. Peça aos estudantes que voltem às fichas técnicas apresentadas nas páginas 261 e 262 para verificar as informações solicitadas.

Atividade complementar Apresentação oral

Esta atividade pode ser desenvolvida em grupos, de modo que as apresentações não ocupem muitas aulas.

Objetivo: incentivar os estudantes a descobrir suas habilidades e envolver-se em investigações científicas.

Antes de ler o artigo, explique aos estudantes que eles vão conhecer um pouco da vida de uma cientista de grande importância.

2 Qual das aranhas chamou mais a sua atenção? Por quê?

Respostas pessoais.

3 Das aranhas apresentadas, de quais você já ouviu falar? Já viu alguma?

Respostas pessoais.

4 Que informações são dadas por meio das barras de cores nas fichas?

As barras trazem informações sobre a agressividade de cada aranha e o quanto podem ser ou não venenosas.

5 Qual é a função das imagens das aranhas nas fichas técnicas?

Chamar a atenção do leitor, despertar o interesse pela leitura e mostrar as características físicas de cada aranha.

6 O texto verbal que acompanha cada ficha: apresenta as mesmas informações dos dados gráficos (barras).

X amplia as informações dos dados gráficos (barras).

7 Qual das aranhas pode ajudar a combater pragas em plantações?

A Peucetia viridans

8 Das aranhas apresentadas nas fichas técnicas, escreva qual é a mais agressiva e a mais venenosa.

Mais agressiva: aranha-lobo

Mais venenosa: armadeira .

9 De acordo com as fichas técnicas, quais aranhas podem ser encontradas no Brasil?

Aranha-marrom, viúva-negra, Peucetia viridans, tarântula-do-deserto, armadeira, aranha-lobo e aranha-caranguejo-das-flores.

Como conduzir:

• Pergunte aos estudantes se eles já ouviram falar da pessoa que desenvolveu o primeiro algoritmo de computador da história. Explique que essa pessoa foi uma mulher, bastante moderna para sua época.

• Leia com os estudantes o o seguinte texto: OLIVEIRA, Daniele Aparecida de. Ada Lovelace, a programadora. Ciência Hoje das Crianças . 1 o ago. 2025. Disponível em: ht tps://chc.org.br/artigo/ada-lovelace-a-pro gramadora/. Acesso em: 23 set. 2025.

Debate sobre o texto lido

28/09/25 17:07

Objetivo: desenvolver a compreensão leitora, observando se os detalhes foram percebidos pelos estudantes.

Como conduzir:

• Peça aos estudantes que expliquem qual era a característica marcante do pai de Ada e por que isso teve influência sobre a forma como a garota foi educada.

• Após a leitura, proponha uma roda de conversa sobre o fato de que, à época de Lovelace, as mulheres não eram aceitas nas universidades nem eram consideradas aptas

a lidar com conhecimentos matemáticos e científicos.

• E hoje? É comum haver mulheres cientistas? A quantidade delas nessa profissão já se igualou à de homens?

Ajude os estudantes a perceber que, embora tenhamos progredido bastante, ainda há muito a fazer para que homens e mulheres tenham as mesmas oportunidades profissionais.

Pesquisa sobre cientistas mulheres

Objetivo: envolver os estudantes em uma investigação ativa e promover o vínculo com os responsáveis.

Como conduzir:

• Oriente os estudantes a pesquisar com a ajuda de pais ou responsáveis:

1) Mulheres que se destacaram/destacam nas ciências.

2) De que maneira elas contribuíram/contribuem para o progresso científico-tecnológico.

3) Inventos importantes feitos por mulheres ao longo da história.

• Envie um bilhete explicativo aos responsáveis, convidando-os a participar ativamente da atividade.

• Peça aos estudantes tragam para a escola algum material da pesquisa (impressão, imagem, trecho copiado ou escrito à mão).

Apresentação

Objetivo: apresentar oralmente as descobertas com o auxílio de recursos visuais.

Como conduzir:

• Marque com os estudantes uma data para a apresentação do que eles descobriram durante as pesquisas.

• É provável que seja necessário marcar uma data anterior para orientá-los durante os ensaios.

• Se possível, grave as apresentações para que os estudantes vejam em que se saíram bem e no que precisam se aperfeiçoar.

OBJETIVOS

• Explorar características do gênero textual verbete de enciclopédia.

• Retomar conhecimentos sobre o gênero textual verbete de dicionário.

• Localizar informações explícitas no texto lido.

• Observar o emprego adequado da variedade linguística para cada gênero.

• Observar diferenças entre verbete de enciclopédia e verbete de dicionário.

• Comparar os gêneros verbete de enciclopédia e artigo de divulgação científica. Tema contemporâneo transversal

• Ciência e tecnologia : o texto e as atividades desta seção tratam das características do Aedes aegypti e da transmissão da dengue.

PLANO DE AULA

Comparando textos

Atividade 1. Incentive os estudantes a verbalizar as informações que sabem sobre onde os mosquitos podem ser encontrados. Peça que façam uma leitura silenciosa do verbete para confirmar ou não as hipóteses levantadas. Em seguida, faça a leitura em voz alta do texto e instigue os estudantes a analisar as informações do esquema. Peça que não interrompam a leitura se não conhecerem o significado de alguma palavra. Pergunte: “Existe apenas uma espécie de mosquito?” (Não, são mais de 3 100 espécies.); “Por que os mosquitos são considerados pragas perigosas?” (Porque transmitem doenças.); “O que vocês entenderam por ‘água estagnada’?” (Água parada.). Peça aos estudantes que comparem as informações obtidas na leitura do verbete com as atitudes que eles e a família tomam para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti

COMPARANDO TEXTOS

1 Leia este verbete de enciclopédia.

Família Culicidae

Mosquitos

Diversidade: 3 100 espécies em todo o mundo, sobretudo em regiões quentes; perto de água.

Hábitat: todos.

A esta família pertencem os verdadeiros mosquitos. Estes constituem pragas perigosas, pois podem transmitir a malária, a dengue, a febre amarela e várias outras doenças fatais. Têm 0,3-2 cm, corpos estreitos, tórax encurvados e patas esguias. Os machos alimentam-se de flores e as fêmeas de sangue, principalmente de mamíferos e aves, cuja

Verbete de enciclopédia e artigo de divulgação científica

pele perfuram com a longa tromba sugadora. Põem os ovos em águas estagnadas.

Grande enciclopédia animal Porto: Civilização, 2002. p. 567. abdome largo longa tromba perfuradora e sugadora corcunda no tórax

Esguio: fino e longo.

Estagnado: parado.

a) Qual é o título desse verbete de enciclopédia?

Família Culicidae: mosquitos.

b) Nesse verbete de enciclopédia, o registro usado para transmitir as informações é formal ou informal?

Foi usado o registro formal.

c) Considerando onde foi publicado o verbete de enciclopédia, o uso desse registro foi adequado? Justifique.

d) Releia este trecho.

Espera-se que os estudantes respondam que sim, pois o verbete foi publicado em uma enciclopédia voltada ao público geral.

Hábitat: todos.

MOSQUITO. In: BURNIE, David. Grande enciclopédia animal. Porto: Civilização, 2002. p. 567.

• O que você entendeu desse trecho? Significa que o mosquito está presente em todos os lugares do mundo.

Atividade 1. a) Analise com a turma as características do verbete e faça perguntas que verifiquem a identificação da ideia principal, de estruturas e de detalhes do texto.

Comente com os estudantes que, nas enciclopédias, os títulos são sempre objetivos, nomeando o elemento a ser definido e descrito.

Atividade 1. b, c e d) Chame a atenção dos estudantes para o fato de que a linguagem, ao contrário do que acontece no artigo de divulgação científica lido anteriormente, é formal, pois se trata de um gênero textual dirigido a todos os públicos.

Articulação com Ciências da Natureza

Objetivo: planejar e produzir verbetes de enciclopédia infantil, considerando a situação comunicativa, o tema e a finalidade do texto.

• Organize a turma em grupos e distribua um tema (um animal, uma planta ou um objeto).

• Informe aos grupos que deverá ser feita uma pesquisa de informações confiáveis sobre o tema selecionado, observando dados essenciais, curiosidades etc.

2 Preencha o quadro com as informações sobre os mosquitos apresentadas no verbete.

Família Culicidae

Tamanho De 0,3 cm a 2 cm.

Hábitat Todos.

Machos: flores / fêmeas: sangue.

Alimentação

3 Para compreender o significado de um termo presente no verbete de enciclopédia, você consultaria um:

artigo de divulgação científica. verbete de enciclopédia.

X verbete de dicionário.

4 Compare o artigo de divulgação científica Do focinho ao cérebro com o verbete de enciclopédia Família Culicidae: mosquitos.

Artigo de divulgação científica

Explica o assunto de maneira fácil para que todas as pessoas, mesmo se não forem especialistas no assunto, possam entender. X

Verbete de enciclopédia

Apresenta uma definição rápida e direta sobre o assunto. X

Pode ter histórias, ilustrações e entrevistas para tornar o tema mais interessante. X

O título pode ser criativo para chamar a atenção do leitor. X

O título é direto e explica claramente sobre o que o texto vai tratar. X

• Depois da pesquisa, os grupos planejarão o verbete: título objetivo, parágrafo de apresentação, exposição detalhada do assunto, com curiosidades e uso de quadros, listas ou informações complementares, se necessário.

• Os grupos deverão escolher os recursos visuais que ilustrarão o verbete: imagens, diagramas, ilustrações, entre outros.

• Os grupos vão então redigir o verbete em linguagem formal e adequada a um público infantil. As informações precisam estar organizadas, mantendo a objetividade característica de um verbete de enciclopédia.

• Oriente a revisão do texto para verificar coerência, coesão e precisão das informações.

• Ao final, os grupos vão compartilhar os verbetes produzidos com a turma.

Sugestão para o professor

• Para saber mais sobre os cuidados que devem ser tomados para evitar a reprodução do mosquito da dengue, acesse o seguinte site: PARANÁ CONTRA A DENGUE. Curitiba, c2025. Disponível em: www.dengue.pr.gov.br. Acesso em: 8 set. 2025.

Atividade 2. Informe que os animais, inclusive os seres humanos, são classificados quanto a: reino, filo, classe, ordem, família, gênero e espécie. Chame a atenção para o fato de que informações em quadros costumam ser mais fáceis e rápidas de serem lidas. Retome o verbete com eles e solicite que busquem as informações solicitadas.

Atividade 3. O objetivo da atividade é reforçar o entendimento dos estudantes acerca da diferença entre verbetes e artigo de divulgação científica.

Atividade 4. Retome com a turma a estrutura e a função de um verbete de dicionário, comparando-o com um verbete de enciclopédia, ampliando o trabalho com a identificação de gêneros e de estruturas de texto.

Ajude-os a preencher o quadro comparativo entre artigo de divulgação científica e verbete de enciclopédia, fazendo-os observar as semelhanças e diferenças entre esses gêneros textuais. Amplie, questionando os estudantes sobre o que sabem sobre o mosquito da dengue e que diferenças apresenta quando comparado ao mosquito comum. Incentive-os a resgatar as informações presentes no verbete de enciclopédia e a relacionar esse conteúdo com a imagem do mosquito Aedes aegypti . Aproveite o momento para conversar com a turma sobre o perigo que as doenças transmitidas por esse mosquito representam para a nossa saúde. Promova uma conversa sobre o assunto, instigando os estudantes a compartilhar soluções a fim de evitar a proliferação desse mosquito.

OBJETIVOS

• Identificar objetivo principal de notícia.

• Localizar informações no texto.

PLANO DE AULA

Você soube?

Atividade 1. Antes de propor a leitura silenciosa da notícia, faça a leitura oral do título. Ressalte para a turma que uma das funções do título é despertar o interesse pela leitura da notícia completa. Abra espaço para que comentem se isso acontece nessa notícia, justificando suas opiniões.

A seguir, peça que os estudantes leiam a notícia silenciosamente. Depois, comente o texto com eles, fazendo as seguintes perguntas:

“Segundo a notícia, por que é importante divulgar esse tipo de informação à população?” (Para conscientizar as pessoas sobre os riscos de envenenamento e sobre onde buscar atendimento gratuito.)

“Em sua opinião, que grupos sociais podem ser mais impactados por esse tipo de informação? Explique.” (Resposta possível: Grupos socialmente vulneráveis, como moradores de áreas rurais, crianças e povos tradicionais, que muitas vezes estão mais expostos aos riscos e podem não ter informações claras sobre onde buscar socorro. A notícia é fundamental para garantir que essas populações saibam que o tratamento é gratuito e acessível via SUS.)

“Explique por que o Instituto Butantan é mencionado na notícia. Qual a relevância dessa informação?” (Resposta possível: O Instituto

VOCÊ SOUBE?

Notícia: Acidentes com aranhas

1 Leia este trecho de uma notícia.

Acidentes causados por aranhas são a segunda maior causa de envenenamento no Brasil

Conhecido como araneísmo, esse tipo de acidente só fica atrás do ocasionado por escorpiões. Soro antiaracnídico é produzido pelo Butantan e distribuído pelo SUS para hospitais

Publicado em 30/09/2024 12h08

No contexto brasileiro, em 2023, foi registrado um total de 341.806 acidentes com animais peçonhentos. Dentre eles, 43.933, ou cerca de 12%, foram ocasionados por aranhas. Esses acidentes podem afetar indivíduos de todas as faixas etárias, níveis socioeconômicos e origens étnicas, incluindo povos tradicionais, e podem apresentar características específicas. Para todos os casos, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece pronto atendimento e antiveneno disponíveis em hospitais de referência para a soroterapia.

O Instituto Butantan é o maior produtor de soros antiveneno do país e o único que produz o soro antiaracnídico (Phoneutria, Loxosceles e Tityus), utilizado nos casos de envenenamento pelas aranhas marrom, armadeira, além de escorpiões. Os soros antiveneno produzidos no Brasil são distribuídos exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Podem estar disponíveis em hospitais públicos, filantrópicos ou privados, desde que seja garantido o tratamento sem custo ao paciente. […]

BRASIL. Ministério da Saúde. Acidentes causados por aranhas são a segunda maior causa de envenenamento no Brasil Brasília, DF, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/ saude/pt-br/assuntos/noticias/2024/setembro/acidentes -causados-por-aranhas-sao-a-segunda-maior-causa-de -envenenamento-no-brasil. Acesso em: 21 ago. 2025.

a) Qual é o principal objetivo dessa notícia?

Informar sobre a importância da preservação das aranhas.

X Apresentar dados atualizados sobre acidentes com animais peçonhentos e orientar sobre o tratamento disponível.

b) O que esse trecho informa sobre o papel do SUS na saúde pública?

Espera-se que os estudantes percebam que a notícia evidencia que o SUS centraliza e garante a distribuição gratuita de tratamento contra o envenenamento por aranhas e escorpiões.

Butantan é citado por ser o único responsável pela produção do soro antiaracnídico no Brasil. A informação é relevante porque mostra onde se produz o remédio que salva vidas nesses casos, reforçando a importância das instituições públicas de pesquisa e produção de medicamentos.)

Verifique também se os estudantes compreenderam as informações mais importantes

da notícia. Proponha que, conjuntamente, pesquisem no dicionário o significado de palavras cujo significado desconhecem. É possível que citem palavras como: inocular, soroterapia e filantrópico.

Pergunte se conseguiram compreender as informações da notícia, mesmo sem o conhecimento sobre o significado exato dessas palavras.

RETOMAR E AVANÇAR Parágrafo

1 Leia este trecho de um artigo de divulgação científica. Mosquito

O texto foi adaptado para fins didáticos.

Os estudantes também podem observar os pontos-finais e as iniciais maiúsculas como marcas que auxiliam na organização do texto em parágrafos.

Na melhor das hipóteses, os mosquitos são sugadores de sangue que zumbem. Na pior, esses pequenos voadores estão entre as pragas mais perigosas do mundo. Os mosquitos machos se alimentam principalmente das flores, mas as fêmeas precisam se alimentar de sangue antes de botar seus ovos. Elas buscam mamíferos e aves para atacar, e possuem estruturas compridas na boca para perfurar a pele. Quando perfuram a pele, os mosquitos injetam saliva para impedir que o sangue coagule, e assim eles podem continuar sugando. […]

Dica: Cada parágrafo do texto trata de um assunto.

• O trecho não apresenta a divisão em parágrafos. Reescreva o trecho, organizando-o em três parágrafos.

Na melhor das hipóteses, os mosquitos são sugadores de sangue que zumbem.

Na pior, esses pequenos voadores estão entre as pragas mais perigosas do mundo.

Os mosquitos machos se alimentam principalmente das flores, mas as fêmeas precisam se alimentar de sangue antes de botar seus ovos. Elas buscam mamíferos e aves para atacar, e possuem estruturas compridas na boca para perfurar a pele.

Quando perfuram a pele, os mosquitos injetam saliva para impedir que o sangue coagule, e assim eles podem continuar sugando. […]

OBJETIVOS

• Estabelecer paragrafação para desenvolver a progressão temática.

• Usar adequadamente a pontuação e letras maiúsculas para delimitar graficamente os parágrafos.

PLANO DE AULA

Retomar e avançar Atividade 1. Abra espaço para que os estudantes justifiquem as escolhas feitas; só então eles devem reescrever o texto, organizando-o em parágrafos.

Incentive-os a explicitar do que trata cada parágrafo. Nesta atividade, espera-se que a turma conclua que o assunto de cada parágrafo é o seguinte:

– Primeiro parágrafo: além de serem insetos que nos incomodam, podem ser muito perigosos.

– Segundo parágrafo: do que os mosquitos se alimentam.

– Terceiro parágrafo: a estratégia empregada para que o sangue não coagule e possam continuar se alimentando. Desafie os estudantes a descobrir como dividir o trecho em três parágrafos, levando em conta a organização dos assuntos. Peça que separem as informações com barras. Depois, comentem com os colegas o que os levou a decidir onde começa e onde termina cada parágrafo.

28/09/25 17:07

LA BÉDOYÈRE, Camilla de. Criaturas mortais. Tradução: Rodrigo Popotic. Barueri: Girassol, 2012. p. 112.

OBJETIVOS

• Identificar e utilizar a regra ortográfica das palavras terminadas em -izar ou -isar.

• Compreender a importância de revisar a escrita de palavras em um texto.

PLANO DE AULA

Com que letra?

Atividade 1. Leia com os estudantes o cartaz. Pergunte: “As imagens do cartaz têm relação com o texto? Por quê?”, “Vocês notaram que há palavras escritas com cores diferentes?”, “Por que foi usado esse recurso nesse cartaz?”, “As imagens e as palavras usadas têm relação com a mensagem proposta no cartaz? Por quê?”. É importante que os estudantes compreendam os recursos de linguagem mais comumente usados na produção de textos publicitários ou de propagandas.

Atividade 2. Após a realização da atividade, explique as regras presentes no boxe Conceito . Retome os conceitos dos substantivos primitivos e derivados antes de apresentar as regras aos estudantes. Peça que retornem à atividade 2 e verifiquem se há correções a serem feitas.

COM QUE LETRA?

1 Observe o cartaz.

Palavras terminadas em -isar e -izar

1. a) Espera-se que os estudantes respondam que a intenção é alertar os participantes da colônia para o uso de repelente, especialmente nos passeios de trilha, para evitar a picada do mosquito Aedes aegypti

Dica: Evitar o acúmulo de água em recipientes é importante para impedir a reprodução do mosquito da dengue.

a) Em sua opinião, qual é a intenção comunicativa desse cartaz?

b) Contorne no cartaz a palavra terminada em -izar.

2 Sublinhe a última sílaba das palavras. Depois, escreva o verbo derivado terminado em -isar ou -izar de cada uma delas.

aviso avisar simpatia simpatizar

útil utilizar análise analisar

• Quando a última sílaba da palavra primitiva começa com s, as derivadas mantêm o s e terminam em -isar.

• A terminação -izar é usada quando a última sílaba da palavra primitiva não começa com s

Fonte: COLÔNIA de férias. [2025]. 1 cartaz.

3 Escreva palavras derivadas terminadas em -isar ou -izar

pesquisa uniforme reprise suave motor valor

pesquisar uniformizar reprisar suavizar motorizar valorizar

4 Leia o bilhete.

Edu,

Você leu o aviso que está na quadra?

Hoje não vai dar pra jogar bola, porque não podemos pizar pisar pôr os pés na quadra. O cimento não secou. Avisa a galera que a pelada depois da aula fica pra amanhã!

Carlos

pouco tempo e ainda não está seco.), “Quando o bilhete foi escrito?”, “Foi importante colocar a data no bilhete? Por quê?” (Sim, pois, nesse caso, é fundamental que o destinatário saiba que hoje significa dia 12/09/2017.).

Atividade 4. a , b e c) O objetivo destas atividades é verificar se os estudantes reconhecem a palavra primitiva que origina a palavra pisar.

12/10/2025

a) A palavra que causou dúvida em Carlos ao escrever o bilhete é derivada de um substantivo primitivo escrito no aviso. Qual é esse substantivo? Piso.

b) A escrita correta da palavra no aviso é com s ou com z?

Com s

c) Como deve ser grafada a palavra que deixou Carlos em dúvida? Pisar.

d) Que dica você daria para Carlos não ter dúvida na grafia de palavras terminadas em -isar e -izar?

Se a última sílaba da palavra primitiva começar com s, usa-se -isar. Se a última sílaba da palavra primitiva não começar com s, usa-se -izar

Atividade 3. A atividade dará oportunidade de verificar se os estudantes compreenderam a regra de uso de s ou z em palavras terminadas em -izar ou -isar. Para isso, incentive-os a justificar as estratégias que usaram para grafar as palavras derivadas.

Caso observe defasagens de aprendizagem em relação a esse conteúdo, forneça outros exemplos de palavras primitivas para que os estudantes completem com as derivadas terminadas com -isar ou -izar, como: inútil/inutilizar, friso/frisar, ágil/agilizar, revisão/revisar, análise/analisar, real/realizar.

Chame a atenção dos estudantes para o aviso onde aparece a palavra primitiva registrada.

Atividade 4. d) Nesta atividade, os estudantes são convidados a sistematizar a regra de uso dos sufixos -isar e -izar. Discuta a questão e registre na lousa a conclusão da turma.

Atividade complementar

• Organize os estudantes em duplas ou trios.

• Distribua um dicionário e uma folha de papel quadriculado para cada dupla ou trio.

• Peça que pensem e escolham quatro palavras terminadas em -izar e quatro palavras terminadas em -isar.

• Eles vão montar um jogo de palavras cruzadas com as palavras que escolheram.

269

28/09/25 17:07

Atividade 4. Oriente os estudantes a realizar a leitura silenciosa do bilhete. Depois, leia-o oralmente e pergunte: “Quem escreveu o bilhete, ou seja, quem é o remetente?” (O remetente é Carlos.), “Para quem o bilhete foi escrito, ou seja, quem é o destinatário?” (O destinatário é Edu.), “Qual o assunto do bilhete?” (Carlos escreveu para Edu para informar que não será possível jogar bola na quadra, pois o piso de cimento da quadra ainda não está seco. Ao dar essa resposta, os estudantes demonstram que compreenderam que cimento fresco significa que foi feito há

• Esses jogos serão trocados entre eles. É importante que uma dupla não copie da outra as palavras. Quanto mais palavras diversificadas tiverem, melhor será o jogo.

• Organize a melhor maneira de as duplas trocarem os jogos, estipule um tempo para a realização da brincadeira e abra espaço para a correção oral das palavras.

OBJETIVOS

• Participar de situações de intercâmbio que requeiram: ouvir com atenção, intervir sem sair do assunto, formular e responder perguntas, explicar, ouvir e manifestar opiniões.

• Discutir tema de interesse social: atitudes para se combater o foco do mosquito Aedes aegypti.

Tema contemporâneo transversal

• Cidadania e civismo — Vida familiar e social : a dinâmica proposta nesta seção ajuda os estudantes a compreender que precisamos uns dos outros para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

PLANO DE AULA

Diálogos

Atividade 1. Dinâmica: Vamos dar as mãos?

– Objetivo: integração e trabalho em equipe.

– Local: espaço aberto ou no centro da sala de aula.

– Prepare o ambiente: uma folha grande de papel Kraft colada no chão com fita adesiva.

Passo a passo:

1. Peça que formem uma roda, todos de mãos dadas.

2. Eles deverão memorizar quem segura a mão direita e a esquerda.

3. Peça que soltem as mãos e andem aleatoriamente pela sala de aula.

4. De repente, peça que fiquem sobre a folha de papel Kraft , o mais junto possível.

5. Peça que deem novamente as mãos para seus pares iniciais, sem saírem do lugar.

6. Peça que formem a roda inicial sem soltarem as mãos.

DIÁLOGOS

Caça ao tesouro

Juntos podemos mais!

Você estudou que o principal modo de combater o mosquito Aedes aegypti é evitar o acúmulo de água parada, para que o mosquito não deposite suas larvas e se desenvolva.

Essa atitude precisa envolver a comunidade, porque o mosquito criado em uma casa pode voar e chegar até a casa vizinha. Por isso, para que as medidas sejam eficazes, todos devem participar!

1 O professor vai fazer uma dinâmica com a turma. Fique atento às explicações que ele vai dar. Veja orientações na seção Plano de aula.

2. Resposta pessoal. Sugestões de respostas: Manter a sala limpa, os livros da biblioteca e materiais de sala organizados, fazer silêncio durante a explicação do professor, respeitar as filas, respeitar a vez de falar, ouvir colegas com atenção, dar descarga ao ir ao banheiro, não desperdiçar água e energia elétrica, ajudar o colega se ele estiver com dúvida.

• Comente o que você aprendeu na dinâmica sobre condutas adequadas para o sucesso de trabalhos realizados em grupo

Resposta pessoal.

2 Em que outras situações, na escola ou no seu dia a dia, atitudes de cooperação são importantes?

7. Os estudantes terão de passar uns sobre os outros, deitar no chão etc.

• Após essa dinâmica, peça aos estudantes que comentem sobre o trabalho em equipe. Atividade 2. Peça aos estudantes que indiquem situações em que atitudes de cooperação são importantes.

Inclusão e equidade

Identifique barreiras físicas, de comunicação ou de relação, que possam dificultar a participação de algum estudante. Busque apoio para superar obstáculos e auxilie aqueles que apresentarem dificuldades, promovendo a inclusão.

Veja orientações na seção Plano de aula.

PRODUÇÃO ESCRITA

Artigo de divulgação científica

O professor vai organizar a turma em seis grupos para pesquisar, em livros, revistas e na internet, informações sobre o mosquito Aedes aegypti , causador de doenças como dengue, zika, febre amarela e chikungunya

Com essas informações, cada grupo vai escrever um artigo de divulgação científica. Os artigos serão reunidos em um livro intitulado Caça ao mosquito: juntos somos melhores!, que será doado à biblioteca da escola. Por fim, cada grupo fará uma exposição oral do resultado dessa pesquisa para uma turma de 3o ano da escola e poderá também gravar um podcast informativo.

1. Selecionem materiais de pesquisa. Usem os sumários de livros e revistas para localizar informações. Títulos e subtítulos ajudam a encontrar mais rapidamente as informações desejadas.

2. Leiam esses materiais e separem os textos mais interessantes e que contenham informações importantes sobre o assunto.

3. Busquem também imagens para ilustrar e esclarecer o conteúdo pesquisado.

4. Antes de começar a escrever, organizem as ideias em um mapa mental coletivo do grupo. No centro do mapa, escrevam Aedes aegypti. Depois, conectem com setas as ideias a seguir.

• Características do mosquito (como é, onde vive?).

• Doenças que transmite.

• Como se reproduz.

• Como combater o mosquito.

• Curiosidades sobre o mosquito.

• Imagens e informações que ajudam a entender melhor o assunto.

OBJETIVOS

• Produzir artigo de divulgação científica com características do gênero e seus contextos de produção.

• Produzir livro coletivo de artigos de divulgação científica.

• Pesquisar informações para a produção do artigo de divulgação científica.

• Procedimentos de escrita: planejamento, escrita, revisão, reescrita e edição.

• Expor oralmente as informações pesquisadas sobre o tema proposto.

Dica: Usem cartolina, caderno ou ferramentas digitais para fazer o mapa mental.

• Participar de situações de intercâmbio que requeiram: ouvir com atenção, intervir sem sair do assunto, formular e responder perguntas, explicar, ouvir e manifestar opiniões.

PLANO DE AULA

Produção escrita

1. É fundamental que os estudantes aprendam onde procurar informações, como selecionar os materiais, como usá-los e que saibam para quem estão escrevendo, com qual objetivo e onde o texto vai circular.

Leve-os para a sala de informática para fazerem a pesquisa ou solicite que a façam em casa, com a colaboração dos pais ou responsáveis. Oriente-os a imprimir o que encontrarem.

2 e 3. É fundamental que os estudantes tenham a compreensão do objetivo da pesquisa para selecionar apenas o que é pertinente a ele. Para isso, os estudantes precisam dirigir toda a atenção para as escolhas que fazem.

4 e 5. Retome com os estudantes que o artigo de divulgação científica é um texto que leva informações da área científica ao grande público de forma clara e acessível.

Artigo de divulgação científica

A) Características principais:

• Linguagem clara, objetiva e acessível;

• Explica pesquisas, descobertas ou conceitos científicos;

• Pode conter recursos visuais (fotografias, gráficos, esquemas);

• Geralmente, apresenta título chamativo e subtítulos.

B) Estrutura comum:

• Título → desperta interesse do leitor;

• Introdução → apresenta o tema;

• Desenvolvimento → explica a pesquisa ou o assunto;

• Conclusão → mostra a importância da informação para a vida das pessoas. Para a construção do mapa mental, observe o exemplo construído na página 272. Complete cada um dos itens ligados ao tema central do mapa com ideias fornecidas pelos estudantes.

Finalize lendo o mapa com a turma e verifique se contemplaram os pontos principais. Oriente-os a copiar no caderno, incentivando o uso de cores para diferenciar cada parte.

6 e 7. Leia cada texto na presença dos autores e aponte mudanças para melhorar o texto.

8. Para a montagem do livro: as páginas deverão ser agrupadas de acordo com a ordem preestabelecida no encadeamento da produção. É necessário numerar as páginas, elaborar o sumário e criar a capa do livro.

9. Os estudantes farão a apresentação oral do trabalho de Produção textual para uma turma do 3o ano. Combine com a turma o dia e o horário da apresentação.

10. Oriente-os a retomar as anotações da Produção textual e verificar como vão expor o trabalho.

11. Estipule os dias e horários para ensaiar e o que cada componente do grupo vai falar. Cada grupo terá no máximo 10 minutos para se apresentar.

Caso a turma decida gravar o podcast , oriente-os a utilizar as informações mais importantes da pesquisa para elaborar um roteiro para um. Cada grupo poderá gravar seu episódio, que será editado e postado nas redes da escola ou em plataformas indicadas pelo professor.

Refletir e avaliar: Para realizar a avaliação, disponibilize aos estudantes a ficha da página 282.

Os estudantes terão a oportunidade de analisar a produção escrita e oral considerando os aspectos principais dos gêneros produzidos. Avalie com a turma a importância do planejamento, do rascunho, da revisão e da edição final do artigo de divulgação científica, além da preparação e da apresentação dos grupos.

5. Façam a primeira versão do texto e verifiquem se:

• contém todas as informações necessárias;

• foi escrito de modo que os leitores compreendam;

• foram usados pronomes e outros termos para evitar a repetição desnecessária de palavras;

• as frases iniciam com letras maiúsculas e terminam com ponto-final;

• foi usada vírgula para separar elementos em uma enumeração ou para isolar uma expressão explicativa;

• foi feita a concordância entre as palavras.

6. Mostrem a produção ao professor. Ele poderá dar dicas para aprimorar o trabalho.

7. Ao passar o texto a limpo, usem diferentes tamanhos de letras para diferenciar títulos e subtítulos.

8. Para a montagem do livro, façam o seguinte:

• Reúnam os textos na ordem dos grupos.

• Numerem as páginas e façam o sumário.

• Combinem quais estudantes vão criar a capa do livro.

9. Organizem-se para a exposição oral. Façam anotações, cartazes com esquemas e elaborem gráficos com os dados que serão apresentados.

10. Ensaiem a apresentação, usando como apoio as anotações e os materiais que produziram.

11. Como uma complementação ao trabalho, se possível, gravem um podcast informativo sobre o Aedes aegypti. O professor vai passar as orientações.

o seu registro sobre a atividade na ficha da página 282.

Exemplo de mapa mental:

Características do mosquito (como é, onde vive?)

Doenças que transmite

Como se reproduz Como combater o mosquito

Curiosidades sobre o mosquito Imagens e informações que ajudam a entender melhor o assunto

Aedes aegypti
Faça
REFLETIR

PARA REVER O QUE APRENDI

1 Observe a capa do gibi.

SOUSA, Mauricio de. Magali. Turma da Mônica, n. 18, 2010.

a) Que conto tradicional infantil foi parodiado nessa capa?

O conto Chapeuzinho Vermelho

b) Pontue o texto a seguir, separando os elementos da enumeração.

A mãe da Magali preparou deliciosos quitutes : bolo , pães , suco de abacaxi , geleia , requeijão e biscoitos. Tudo para a filha levar para a vovó.

2 Imagine que você vai levar uma cesta com lanches deliciosos para um piquenique com os amigos.

a) Complete a frase com o nome de quatro gostosuras.

Preparei uma cesta de piquenique com: Resposta pessoal.

b) Na frase que você completou, os dois-pontos foram usados para: indicar que um personagem vai falar.

X introduzir uma enumeração.

c) Contorne a palavra usada antes do último item da enumeração.

Os estudantes devem usar a palavra e antes do último item da enumeração e contorná-la.

3 Escreva duas palavras terminadas em:

• -ança: Sugestões de resposta: Trança, lança, criança, esperança

• -ansa: Sugestões de resposta: Mansa, cansa, gansa, descansa

OBJETIVOS

• Identificar intertextualidade por meio da análise de imagens que compõem o texto verbal.

• Deduzir informações por meio de análise multimodal.

• Revisar o uso da vírgula e dos dois-pontos em enumerações.

• Verificar se reconhecem a semelhança sonora dos sufixos -ança e -ansa.

• Verificar se reconhecem a diferença na grafia de palavras com os sufixos -ança e -ansa.

• Avaliar o emprego de pontuação em diálogos.

• Verbos de elocução.

17:07

• Identificar a vírgula para isolar aposto e para enumeração.

• Revisar aspectos relacionados à escrita e organização do parágrafo.

PLANO DE AULA

Para rever o que aprendi Atividade 1. Explore a capa, incentivando os estudantes a enumerar os elementos. Escreva na lousa as sugestões da turma. Por exemplo:

“Na cena aparece: a Magali, o lobo, uma árvore, maçãs, uma cesta, grama e cogumelos.”. Pergunte: “Que característica da Magali foi evidenciada na cena?” (A gulodice); “De que forma essa característica foi evidenciada?” (A característica foi evidenciada pelo fato de a cesta estar vazia, o que sugere que Magali comeu tudo o que havia na cesta que ela iria levar para a vovó.). “O que as expressões do lobo e da menina evidenciam sobre o que eles estão sentindo?” (A expressão da Magali evidencia que ela está sem graça; já a do lobo evidencia que ele está bravo. Os dados gráficos sobre a cabeça do lobo ressalta o quanto ele está com raiva.).

Atividade 2. Leve os estudantes a perceber a pontuação usada para separar os elementos dessas enumerações, bem como os dois-pontos para iniciá-la.

Atividade 3. Estimule os estudantes a escrever palavras terminadas em -ança e -ansa . Na correção, abra espaço para que falem as palavras que grafaram com -ansa . Auxilie-os a se lembrar de que há muito mais palavras terminadas em -ança . No momento de dúvida, eles devem arriscar escrevendo determinada palavra com ç. Ressalte que, quando houver esta possibilidade, deve-se recorrer a um dicionário para sanar as dúvidas.

Sugestão para o professor

• MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão . São Paulo: Parábola, 2008.

O livro aborda os limites da compreensão textual e a importância dos conhecimentos individuais na leitura.

PLANO DE AULA

Para rever o que aprendi

Atividade 4. Na correção dos trechos produzidos pelos estudantes, aceite diferentes possibilidades de pontuar o texto, desde que coerentes. Contudo, mostre aos estudantes as diferenças no sentido de cada uma das pontuações empregadas por eles.

Atividade 4. a) O objetivo da atividade é verificar se os estudantes reconhecem e identificam a função de verbos de elocução presentes, predominantemente, em diálogos.

Atividade 4. b e c) O objetivo da questão é verificar se os estudantes reconhecem os vocativos no texto. Na correção, estimule-os a verbalizar que pontuação foi usada para isolar o vocativo nesses trechos.

Atividade 4. d) Verifique se os estudantes compreendem que os dois-pontos têm funções diferentes: indicar que será introduzida a fala de um personagem e indicar que será iniciada uma enumeração.

Atividade 5. (página 275) Informe aos estudantes que irão ler um poema escrito por um autor também conhecido por sua atuação em filmes, novelas e peças de teatro, como ator. Lázaro Ramos também escreve livros infantis com temas do cotidiano e com linguagem acessível e bem-humorada. Leia o poema em voz alta, com entonação adequada. Oriente os estudantes a observar com atenção as palavras e os sinais de pontuação. Peça que indiquem quantos versos e quantas estrofes o compõem. Chame a atenção para as rimas.

4 Complete o diálogo e numere os parágrafos.

1 Durante o passeio na floresta, Magali não resistiu e comeu todo  o lanche que sua mãe havia preparado.

2  Ao encontrar o Lobo esfomeado, a menina disse:

Produção pessoal.

3

4   Muito irritado, o Lobo respondeu:

Produção pessoal.

5

6 Magali deu muitas explicações, mas não convenceram o Lobo, e ele nem pestanejou:

7 — Magali, você não me deixa outra opção a não ser virar meu almoço!

8  Sem dar muita confiança, a menina propôs:

9 — Deixa disso, seu Lobo! Vamos lá em casa que a mamãe vai preparar panquecas para a gente!

DURANTE o passeio na floresta. 2025. Texto elaborado especialmente para esta obra.

a) Contorne os verbos que introduzem as falas dos personagens.

b) A quem se dirige a fala do:

• 7o parágrafo? À Magali.

• 9o parágrafo? Ao Lobo

c) Qual sinal de pontuação foi usado nas falas do Lobo e da Magali para separar o nome chamado do restante da frase?

A vírgula.

d) Qual sinal de pontuação foi usado para indicar que os personagens iriam falar?

Dois-pontos.

Atividade 5. a) (página 275) Oriente os estudantes a reler os primeiros versos e pergunte: “Quem é essa menina que é forte, tem fôlego e pratica esportes?”. Ajude-os a perceber que o pronome ela retoma o nome Maricota, citado no primeiro verso. Aproveite para reforçar o uso do pronome pessoal como elemento de coesão textual.

Atividade 5. b) (página 275) Peça aos estudantes que identifiquem no poema os esportes praticados por Maricota e observem como estão separados. Explique que esse uso da vírgula serve para separar elementos de uma enumeração. Aproveite para perguntar: “Que pontuação foi usada para introduzir essa enumeração?”. (Dois-pontos.)

Atividade 5. c) (página 275) Pergunte: “No poema, está se falando de Maricota ou com Maricota?”. Espera-se que os estudantes concluam que no poema está se falando de Maricota. Aproveite para explicitar que, no verso, o termo isolado por vírgula indica uma explicação da palavra ou expressão anterior. A vírgula pode ser usada para isolar termos explicativos em uma frase ou para organizar uma enumeração, separando os elementos. É fundamental que os estudantes tenham em mente que ela não serve apenas como uma pausa para a leitura como é comumente ensinado.

5 Leia este trecho de um poema.

Esporte

Maricota, minha irmã, é uma menina de sorte. Ela é forte e tem fôlego, pratica qualquer esporte. Fica sempre bem-disposta depois de qualquer partida: vôlei, futebol, basquete […]

Esporte é atividade que melhora nossa vida.

a) No poema, a quem se refere o pronome pessoal ela?

Espera-se que os estudantes concluam que esse pronome se refere à menina Maricota.

b) Contorne a pontuação que foi usada para enumerar os esportes que Maricota pratica.

c) Observe o trecho em destaque no primeiro verso. Qual sinal de pontuação aparece antes e depois desse trecho?

A vírgula.

• Esse sinal de pontuação foi usado para: X isolar uma expressão.

introduzir uma enumeração. isolar o nome da pessoa chamada.

Atividade 6. (p. 276) Peça que justifiquem as escolhas e depois reescrevam o texto, organizando-o em parágrafos.

1 o parágrafo: “Nos países da Europa, neve e lã de carneiro eram bastante usados e, na Grécia Antiga, [...] ele era guardado dentro de um recipiente que continha água com sal.”

2o parágrafo: “Já no Brasil, o material mais comum na hora de fazer a faxina traseira era a palha de milho. [...] bem mais macias do que as palhas maduras [...].”

eixos de leitura, escrita e oralidade. Para isso, use as informações a seguir, que estabelecem uma relação entre os indicadores a serem avaliados e os resultados observados, cada um deles indicativo de um nível de aprendizagem (defasagem, intermediário e adequado).

Eixo Leitura

Indicador Avaliado: Identificação de intertextualidade por meio de análise de texto escrito e/ou multimodal.

• Defasagem: Não identifica intertextualidade.

• Intermediário: Identifica intertextualidade apenas com apoio.

• Adequado: Identifica intertextualidade com segurança.

Indicador Avaliado: Dedução de informações por meio de análise de texto multimodal.

• Defasagem: Não consegue deduzir informações com base em textos multimodais.

• Intermediário: Deduz algumas poucas informações e/ou as deduz com apoio.

• Adequado: Deduz a maior parte das informações com base na análise de textos multimodais.

Eixo Oralidade

Indicador Avaliado: Leitura adequada de textos variados e com boa entonação.

28/09/25 17:07

Desafie-os a escrever o assunto de cada parágrafo no caderno (1o como era feita a higiene na Europa antigamente; 2o como se fazia no Brasil). Pergunte: “O que os fez decidir onde começa e termina cada parágrafo?” (O tema é o mesmo em ambos: como se fazia a higiene antes da invenção do papel higiênico; a principal diferença é o local.)

Observando para avançar

Esta proposta de avaliação pode servir como parâmetro de análise para verificar o nível de aprendizagem dos estudantes nos

• Defasagem: Apresenta dificuldade na leitura de textos e/ou não consegue imprimir boa entonação à leitura.

• Intermediário: Lê os textos com alguma dificuldade e, às vezes, não imprime entonação adequada.

• Adequado: Lê os textos com boa entonação e segurança.

RAMOS, Lázaro. Caderno de rimas do João. Rio de Janeiro: Pallas, 2015. Não paginado.

Indicador Avaliado: Apresentações e intercâmbios orais em sala de aula ou para públicos maiores.

• Defasagem: Não participa das apresentações orais e/ou o faz com grande dificuldade (voz baixa, sem clareza, sem gestos expressivos e postura inadequada).

• Intermediário: Faz as apresentações orais com alguma dificuldade, apresentando falhas em alguns dos aspectos mais significativos.

• Adequado: Expressa-se com clareza e apresenta-se empregando entonação, gestos e postura adequados a maior parte do tempo.

Eixo Escrita

Indicador Avaliado: Escrita de palavras com sufixos -ança e -ansa.

• Defasagem: Escreve as palavras com esses sufixos de forma aleatória e apresentando muitos equívocos.

• Intermediário: Escreve palavras com esses sufixos, mas ainda apresenta dificuldades e/ou precisa de apoio.

• Adequado: Escreve a maioria das palavras com esses sufixos de forma adequada e com segurança.

Indicador Avaliado: Emprego de vírgula em enumerações e para isolar aposto e vocativo.

• Defasagem: Não emprega a vírgula nas enumerações e/ou não isola aposto e vocativo.

• Intermediário: Emprega a vírgula adequadamente apenas em algumas ocasiões e precisa de apoio.

• Adequado: Emprega a vírgula nas enumerações e para isolar aposto e vocativo de forma correta e segura na maior parte das vezes.

6 Leia o trecho de um artigo de divulgação científica transcrito sem divisão em parágrafos.

Como fazíamos sem… papel higiênico

Nos países da Europa, neve e lã de carneiro eram bastante usados e, na Grécia Antiga, foi inventado um instrumento que consistia numa esponja presa na ponta de uma vareta. Depois do uso, ele era guardado dentro de um recipiente que continha água com sal. Já no Brasil, o material mais comum na hora de fazer a faxina traseira era a palha de milho. De preferência, as palhas que ainda estavam verdes, já que elas são bem mais macias do que as palhas maduras, que estavam secas e, portanto, ásperas.

SOALHEIRO, Bárbara. Como fazíamos sem… São Paulo: Panda Books, 2006. p. 108-109. • Reescreva o trecho, organizando-o em dois parágrafos.

Nos países da Europa, neve e lã de carneiro eram bastante usados e, na Grécia Antiga, foi inventado um instrumento que consistia numa esponja presa na ponta de uma vareta. Depois do uso, ele era guardado dentro de um recipiente que continha água com sal.

Já no Brasil, o material mais comum na hora de fazer a faxina traseira era a palha de milho. De preferência, as palhas que ainda estavam verdes, já que elas são bem mais macias do que as palhas maduras, que estavam secas e, portanto, ásperas.

Indicador Avaliado: Emprego de verbos de elocução e pontuação em diálogos.

• Defasagem: Não estrutura adequadamente os diálogos, apresentando erros no emprego dos verbos de elocução e/ou na pontuação.

• Intermediário: Estrutura diálogos com alguma dificuldade, necessitando de apoio para o emprego adequado de verbos de elocução e/ou de pontuação.

• Adequado: Estrutura diálogos adequadamente acertando a maioria dos sinais de pontuação e os verbos de elocução.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS

ANTUNES, Irandé. Aula de português : encontro & interação. São Paulo: Parábola, 2003.

Nessa obra, Irandé Antunes apresenta os principais equívocos no estudo da língua portuguesa ligados à escrita, à leitura e à gramática. Além disso, sugere atividades a serem desenvolvidas, bem como orientações sobre como desenvolvê-las em sala de aula.

ANTUNES, Irandé. Língua, texto e ensino: outra escola possível. São Paulo: Parábola, 2009.

Essa obra aborda questões relativas ao ensino de língua portuguesa. Nela, a autora ressalta a importância de professores estarem conscientes das funções e dos diversos usos da língua, bem como de ampliarem seus conhecimentos sobre questões textuais e como articular ensino e avaliação.

ANTUNES, Irandé. Lutar com palavras : coesão e coerência. São Paulo: Parábola, 2005.

A autora desse livro discorre sobre noções básicas de coesão e coerência textual, com o objetivo de fornecer ferramentas para desenvolver capacidades ligadas a falar, ouvir, ler e escrever textos.

ANTUNES, Irandé. Textualidade : noções básicas e implicações pedagógicas. São Paulo: Parábola, 2017. Essa obra se destina especialmente a professores e estudantes de Letras e Pedagogia, com o objetivo de ampliar a formação linguística desse público — e de demais interessados na área — e discutir questões ligadas à textualidade e ao ensino de língua portuguesa.

BAGNO, Marcos. Nada na língua é por acaso : por uma pedagogia da variação linguística. São Paulo: Parábola, 2007.

O autor desse livro apresenta, de forma didática, as bases necessárias para que professores e demais educadores possam abordar conceitos como variação, mudança, norma-padrão e norma culta, estigma e prestígio, entre outros. Também propõe atividades práticas para abordar a variação linguística em sala de aula.

BAKHTIN, Mikhail. Os gêneros do discurso. São Paulo: Editora 34, 2016.

O livro apresenta dois ensaios de Bakhtin fundamentais para a compreensão de sua abordagem com relação ao texto e à linguagem.

BEVILACQUA, Cleci Regina; HUMBLÉ, Philippe René; XATARA, Claudia (org.). Dicionários na teoria e na prática : como e para quem são feitos. São Paulo: Parábola, 2011.

Trata-se de uma coletânea de artigos de especialistas que participam da produção de dicionários.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum. mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_ site.pdf. Acesso em: 29 jul. 2025. Documento normativo que objetiva garantir o desenvolvimento e o direito à aprendizagem. Para isso, orienta definições curriculares a partir da progressão de aprendizagens desenvolvidas na educação básica.

BRASIL. Ministério da Educação. Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. Brasília, DF: SEB, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/centrais-de-conteudo/ publicacoes/institucionais/compromisso-nacionalcrianca-alfabetizada.pdf. Acesso em: 29 jul. 2025.

Cartilha que apresenta o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada.

BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes nacionais para a educação especial na educação básica Brasília, DF: SEB, 2001. Disponível em: https://portal. mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/diretrizes.pdf. Acesso em: 29 jul. 2025.

Documento oficial que apresenta orientações para a adoção da educação inclusiva e para a universalização do ensino.

BRASIL. Ministério da Educação. Orientações para a oferta de material didático complementar para os estudantes de ensino fundamental no âmbito do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada . Brasília, DF: SEB, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/ mec/pt-br/crianca-alfabetizada/pdf/113.DOCUMENTO ORIENTACOESPARAAOFERTADEMATERI_FlaviaCristina Pani.pdf. Acesso em: 29 jul. 2025.

Documento que apresenta os parâmetros esperados para o material didático no âmbito do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada.

CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização & linguística São Paulo: Scipione, 2006. Essa obra faz parte de uma coleção que reúne contribuições teóricas e práticas fundamentais para todo educador. Nesse volume, o autor apresenta a importância dos conhecimentos linguísticos para a interpretação e a busca de soluções para questões ligadas à fala, à escrita e à leitura das crianças.

CARINE, Bárbara. Como ser um educador antirracista: para familiares e professores. São Paulo: Planeta, 2023. Nessa obra, a autora propõe reflexões e orientações práticas sobre como atuar de forma antirracista na educação. O livro convida educadores e familiares a repensarem atitudes e promoverem uma convivência mais justa e inclusiva.

DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura : como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Porto Alegre: Penso, 2012.

Nesse livro, o autor apresenta evidências neurocientíficas sobre como o cérebro aprende a ler e destaca a importância da consciência fonêmica e do ensino sistemático do código alfabético.

FARACO, Carlos Emílio; MOURA, Francisco Marto de; MARUXO JR., José Hamilton. Gramática nova . São Paulo: Ática, 2014.

Trata-se de uma obra que utiliza notícias de jornal e de revistas, histórias em quadrinhos, anúncios publicitários, letras de música, entre outros para contextualizar questões gramaticais.

FREITAS, Gabriela Castro Menezes de. Consciência fonológica: rimas e aliterações no português brasileiro.

Letras de Hoje, Porto Alegre, v. 38, n. 2, p. 155-170, jun. 2003.

Artigo que apresenta pesquisa sobre a consciência fonológica de crianças referente à consciência de rimas e aliterações, constatando a aliteração como elemento mais significativo na aquisição da escrita.

GARRALÓN, Ana. Ler e saber : os livros informativos para crianças. São Paulo: Pulo do Gato, 2015.

Apresenta análise sobre o papel dos livros informativos na formação leitora infantil, valorizando o diálogo entre texto e imagem. Ressalta a importância de oferecer às crianças acesso a obras que despertam a curiosidade e promovem a construção do conhecimento de forma autônoma e crítica.

GERALDI, João Wanderley (org.). O texto na sala de aula . São Paulo: Ática, 2011.

Coletânea de textos escritos por autores renomados da área, os quais apresentam uma análise de diversos aspectos pedagógicos e sociais do ensino da língua portuguesa.

GIACOMOZZI, Gilio et al. Dicionário de gramática São Paulo: FTD, 2004.

Dicionário gramatical com a norma-padrão e com variantes adequadas a situações sociolinguísticas.

GREGORIN FILHO, José Nicolau. Literatura infantil em gêneros . São Paulo: Mundo Mirim, 2012.

A obra reúne especialistas em literatura infantil para explorar gêneros literários que podem ser trabalhados em sala de aula.

HAYDT, Regina Cazaux. Avaliação do processo ensino-aprendizagem . São Paulo: Ática, 1992.

Nesse livro, a autora discorre sobre técnicas e instrumentos voltados à avaliação de modo eficiente.

KAUFMAN, Ana María et al. Leer y escribir : el día a día en las aulas. Buenos Aires: Aique, 2012.

A autora dessa obra fornece ferramentas propositivas para o desenvolvimento da prática docente voltada ao desenvolvimento da alfabetização, pautada na premissa de “aprender a ler e escrever textos lendo e escrevendo textos”.

KOCH, Ingedore Villaça. Escrever e argumentar. São Paulo: Contexto, 2016.

Nessa obra, a argumentação é abordada como prática social e elemento estruturante da escrita. Koch apresenta estratégias argumentativas e discute como o texto se organiza para convencer o leitor, oferecendo subsídios valiosos para o ensino da produção textual na escola.

KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e escrever : estratégias de produção textual. São Paulo: Contexto, 2012.

As autoras visam, nessa obra, estabelecer uma ponte entre teorias sobre o texto escrito e práticas de ensino com exemplos de diversos meios de comunicação.

LEAL, Telma Ferraz; GOIS, Siane (org.). A oralidade na escola : a investigação do trabalho docente como foco de reflexão. Belo Horizonte: Autêntica, 2012. Baseada em resultados de pesquisas e experiências docentes, essa obra reúne artigos que propõem a discussão teórica sobre a oralidade na escola e apresentam estratégias didático-pedagógicas para o desenvolvimento da competência discursiva dos estudantes.

MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola, 2008.

Nesse livro, o autor discorre sobre noções de língua, texto, gênero, compreensão e sentido a partir da perspectiva sociointeracionista da língua.

MORAIS, Artur Gomes de. Consciência fonológica na educação infantil e no ciclo de alfabetização

Belo Horizonte: Autêntica, 2019.

Nessa obra, o autor apresenta uma proposta didática construtivista para a alfabetização pela utilização do lúdico, com jogos, poemas e cantigas.

MORAIS, Artur Gomes de. Sistema de escrita alfabética . São Paulo: Melhoramentos, 2012.

O autor identifica nessa obra as especificidades e as inter-relações dos processos de alfabetização, propondo o ensino sistemático da notação alfabética aliado às práticas de leitura e escrita.

MORAIS, José. Criar leitores : para professores e educadores. Barueri: Minha Editora, 2013.

Nessa obra, o autor visa orientar pais, professores, educadores e outros profissionais a compreender o que acontece no cérebro quando a criança aprende a ler. Além disso, explora as origens das dificuldades que podem surgir nessa fase e sugere estratégias para superá-las.

NEVES, Maria Helena de Moura. Que gramática estudar na escola? São Paulo: Contexto, 2017.

Nesse livro, a autora defende o tratamento escolar de modo mais científico no que concerne às atividades de linguagem, especificamente as atividades ligadas à gramática de língua materna.

NUNES, Terezinha; BRYANT, Peter. Leitura e ortografia : além dos primeiros passos. Tradução: Vivian Nickel. Porto Alegre: Penso, 2014.

A obra discute diferentes visões sobre a conexão entre linguagem oral e linguagem escrita e explora as implicações dessa abordagem no processo de ensino-aprendizagem.

PRIETO, Rosângela; MANTOAN, Maria Teresa. Inclusão escolar. São Paulo: Summus, 2010.

Nesse livro, as autoras abordam a inclusão escolar por meio de um diálogo em que discorrem sobre pontos polêmicos e controversos a respeito do tema.

SCHNEUWLY, Bernard; DOLZ, Joaquim. Gêneros orais e escritos na escola . Tradução: Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro. Campinas: Mercado de Letras, 2004.

Nessa obra, são apresentados artigos sobre o ensino escolar de gêneros escritos e orais, bem como encaminhamentos para a prática do ensino.

SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura . Tradução: Cláudia Schilling. Porto Alegre: Artmed, 1998.

Valendo-se da proposta construtivista, nessa obra a autora destaca diversos aspectos do complexo processo de aprendizagem da leitura.

TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de gramática. São Paulo: Cortez, 2006.

Nessa obra, o autor discorre sobre a gramática como conteúdo indispensável para a produção e a compreensão textual. Além disso, deixa clara a importância de trabalhar em sala de aula a gramática sob a perspectiva da interação comunicativa e do funcionamento textual-discursivo para chegar ao objetivo primeiro do ensino da língua.

MATERIAL COMPLEMENTAR FICHAS DE AVALIAÇÃO

UNIDADE 1

PALAVRAS E MAIS PALAVRAS

Dicionário divertido

Data:

Meu aprendizado Sim Não

Escrevi uma palavra iniciada com a letra que o professor sorteou para mim?

Criei um significado interessante e diferente do dicionário convencional?

O significado que criei combina com a palavra?

Ilustrei o verbete de acordo com o significado que criei?

Participei da montagem e da edição do livro da turma?

Resenha crítica de filme

Data:

Meu aprendizado Sim Não

Contamos a história do filme de forma reduzida?

Falamos da mensagem transmitida pelo filme e das emoções que senti?

Conseguimos chegar a um consenso sobre os assuntos abordados na escrita da resenha?

Usamos adjetivos para caracterizar o filme, a história e os personagens?

Apresentamos nossas opiniões sobre o filme?

Fizemos pesquisas de imagens sobre o filme para ilustrar o texto?

UNIDADE 2 ENTRE A IMAGINAÇÃO E A REALIDADE

Criação de elementos em história em quadrinhos

Data:

Meu aprendizado Sim Não

Criei personagens que combinam com a história em quadrinhos?

Criei falas nos balões que ajudam a contar a história?

Usei onomatopeias para representar sons e ruídos?

Elaborei um desenho que contribuiu para que o desfecho da história fosse surpreendente?

Escolhi um título atraente e que combina com a história em quadrinhos?

Registro de notícia

Data:

Meu aprendizado Sim Não

Colaborei de forma positiva na decisão de qual seria a notícia trabalhada?

Selecionamos imagens relacionadas ao fato apresentado na notícia?

Ordenamos os fatos da notícia para chamar a atenção do espectador?

Escrevemos a notícia de maneira impessoal?

Apresentamos a notícia no ritmo adequado e dando a entonação adequada, de acordo com o tema da notícia?

UNIDADE 3

Poema visual

POESIA NO CORAÇÃO, INSTRUÇÃO NA MÃO

Data:

Meu aprendizado Sim Não

Usei palavras que lembram características, sensações e ações relacionadas à imagem?

O rascunho que fiz contribuiu para o sucesso da produção?

Ocupei o espaço da página de forma a transmitir a emoção desejada?

Criei um poema em que imagem e texto se complementam?

Receita de slime

Data:

Meu aprendizado Sim Não

Assistir ao vídeo com as instruções da receita ajudou o grupo na produção do texto escrito?

Listamos todos os ingredientes da receita e adicionamos um ingrediente novo?

Dividimos a receita de maneira adequada para facilitar a identificação dos ingredientes e do passo a passo?

Usamos palavras que indicam ações a serem realizadas?

Todos participaram e contribuíram para a montagem e a edição do livro da turma?

UNIDADE

4 ERA UMA VEZ… INFORMAÇÃO

Final de conto

Meu aprendizado

Data:

Eu e meu colega narramos o final do conto em primeira pessoa (eu)?

Os acontecimentos que narramos deram sequência ao início do conto?

Usamos palavras para marcar a passagem do tempo na história?

Criamos um final que surpreende o leitor?

Fizemos ilustrações que tornam a história ainda mais interessante?

Artigo de divulgação científica

Meu aprendizado

Data:

Conseguimos usar os sumários de livros para localizar informações?

Selecionamos informações relevantes para a produção do artigo de divulgação científica?

Selecionamos imagens relacionadas ao tema da pesquisa?

Elaborar um mapa mental ajudou a organizar as ideias?

Escrevemos o artigo de forma clara para o leitor compreender?

Usamos pontuação adequada para organizar as informações?

A apresentação oral que fizemos foi clara e compreensível?

Sim Não

Sim Não

UNIDADE 2

Página 114 – Produção escrita

Neste espaço os estudantes devem escrever o título da HQ.

Neste espaço os estudantes devem assinar o nome.

UNIDADE 4

Chapeuzinho Vermelho: fatos

Daqui das profundezas da floresta, fala-lhes o lobo. Com muita raiva, é claro, porque, sempre que vou dar uma lição nos personagens, sou impedido por uma casa de tijolos ou por um caçador. Todas essas situações não me causam orgulho, mas a que mais me envergonha foi quando tentei enganar aquela menina egoísta e impiedosa chamada Chapeuzinho Vermelho.

Bem, como as aulas de ioga e meditação têm conseguido me deixar mais calmo e conformado, agora consigo contar como tudo aconteceu.

Em um belo dia de sol e calor intenso, eu estava caminhando tranquilamente no bosque procurando comida. De repente, avistei uma garotinha vestida de roupa de inverno vermelha cantarolando uma cantiga que, além de ter uma melodia insuportável, ainda citava meu nome, me chamando de Lobo Mau, veja só!

Mau? O que eu tinha feito àquela criatura para ela estar fazendo juízo errado de mim? Nunca a tinha visto na vida! Perguntei como se chamava e ela me respondeu:

— Chapeuzinho Vermelho — com aquela voz que mais parecia um miado.

A garota, nada tímida, foi logo contando que estava com a cesta cheia de comidinhas gostosas que a mãe tinha preparado para ela levar para a avó.

Nesse blá-blá-blá, a menina me deu o endereço da vovozinha e tudo. Quanta ingenuidade!

Mesmo ouvindo os roncos que vinham da minha barriga, aquela desalmada foi incapaz de me oferecer uma fatia de bolo, um copo de suco...

Nesse momento, tive a certeza de que não ia mesmo me contentar com salgadinhos e docinhos: entraria na casa da avó e devoraria tudo que ela tivesse de comida.

Convenci Bobinha, digo, Chapeuzinho Vermelho, a pegar o caminho mais longo. Assim consegui chegar mais rápido do que ela ao destino. Corri como vento forte até a casa da velha senhora, bati na porta e tratei de imitar a voz fininha da menina. Não tive dificuldade em entrar.

Foi então que…

RODRIGUES, João. Chapeuzinho Vermelho: fatos. c2025. Texto elaborado especialmente para esta obra.

ORIENTAÇÕES GERAIS

INTRODUÇÃO: A OBRA DE LÍNGUA PORTUGUESA

Os volumes de Língua Portuguesa desta coleção estão organizados em quatro unidades, cada uma com quatro capítulos que propõem atividades voltadas ao desenvolvimento e à consolidação da alfabetização (consciência fonológica, incluindo a fonêmica, conhecimento alfabético, compreensão de textos, fluência leitora, vocabulário e produção de textos orais e escritos), além de situações de reflexão sobre a língua em níveis gradativos de complexidade. Ressalta-se que, ainda assim, retoma-se a abordagem fônica sempre que necessário, garantindo apoio aos estudantes que não tenham consolidado determinados conteúdos.

Cada unidade começa com uma imagem e atividades que visam ativar conhecimentos prévios e promover conversas sobre os temas a serem desenvolvidos. Em seguida, são apresentadas atividades diagnósticas, que permitem ao professor conhecer as habilidades dos estudantes

até o momento, e ao final há uma proposta de avaliação formativa. Rubricas avaliativas apoiam o monitoramento do desempenho em leitura, escrita e oralidade. Quanto aos textos, vale destacar que são selecionados cuidadosamente aqueles que circulam em diferentes esferas — literária, cotidiana, jornalística, digital, entre outras —, estabelecendo relações entre os gêneros textuais indicados pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para a faixa etária como centro das práticas de linguagem.

Os volumes são estruturados nas seções Para começar , Leitura , Comparando textos , Texto por toda parte , Roda de leitura , Produção escrita , Produção oral , Com que letra? , Nossa língua , As palavras no dicionário , Hora da história , Retomar e avançar , Você soube? , Diálogos , Divertidamente , Para rever o que aprendi . As seções aqui descritas constam do Conheça seu livro

PRESSUPOSTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS

Esta coleção tem como referências a BNCC, o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e as Diretrizes Curriculares Nacionais, incluindo as específicas para a educação especial. Esses documentos norteiam tanto o livro do estudante quanto este livro do professor, assegurando alinhamento às políticas educacionais vigentes.

Estrutura da BNCC

A BNCC organiza a educação básica em competências e habilidades que devem ser desenvolvidas ao longo dos anos escolares. Nos anos iniciais do ensino fundamental, um dos principais objetivos é garantir a formação integral do estudante, articulando conhecimentos, valores e atitudes. Na área de Língua Portuguesa, a BNCC propõe o trabalho com cinco eixos: Oralidade, Leitura/Escuta, Produção Escrita, Análise Linguística/Semiótica e Educação Literária . Esses eixos orientam o desenvolvimento da leitura fluente, da compreensão crítica e da

produção de textos em diferentes gêneros, sempre em diálogo com a realidade do estudante. Nesse sentido, é importante que o professor articule as atividades de sala com as habilidades previstas para cada ano, garantindo progressão e continuidade no processo de alfabetização e letramento. Em relação à sua estrutura, a BNCC é organizada em três níveis: Competências Gerais (são dez, válidas para toda a educação básica), Áreas do Conhecimento (como Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas) e Componentes Curriculares (por exemplo, Língua Portuguesa). Dentro de cada componente, os conteúdos aparecem em Unidades Temáticas , que se desdobram em Objetos de Conhecimento (o que ensinar) e em Habilidades (o que o estudante deve desenvolver, identificadas por códigos, como EF15LP01). Dessa forma, ao consultar o documento, o professor pode localizar: o eixo de ensino (Unidade Temática), o conteúdo central (Objeto de Conhecimento) e a aprendizagem esperada (Habilidade).

Articulação entre a coleção e a BNCC

A proposta desta coleção é desenvolver os eixos organizadores comuns, articulados às práticas de linguagem e aos diferentes campos de atuação, com foco no objetivo central de garantir a consolidação do processo de alfabetização.

[...] na BNCC, a organização das práticas de linguagem [...] por campos de atuação aponta para a importância da contextualização do conhecimento escolar, para a ideia de que essas práticas derivam de situações da vida social e, ao mesmo tempo, precisam ser situadas em contextos significativos para os estudantes.

São cinco os campos de atuação considerados: Campo da vida cotidiana (somente anos iniciais), Campo artístico-literário, Campo das práticas de estudo e pesquisa, Campo jornalístico-midiático e Campo de atuação na vida pública, sendo que esses dois últimos aparecem fundidos nos anos iniciais do Ensino Fundamental, com a denominação Campo da vida pública [...].

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 84. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 29 jul. 2025.

É importante frisar que a coleção propõe uma metodologia que integra princípios da abordagem fônica, contribuições da neurociência e práticas de letramento, organizando-se em unidades temáticas que contemplam diversidade textual, atividades de leitura, produção, análise linguística e reflexão crítica. Como dito, os volumes estão amparados na BNCC, que orienta o desenvolvimento das aprendizagens essenciais e assegura a progressão dos estudantes ao longo do ensino fundamental. Então, cada unidade articula habilidades específicas da BNCC às dez competências específicas de Língua Portuguesa, de modo que os conteúdos não se restrinjam a aspectos técnicos da língua, mas abarquem a formação integral do estudante. Assim, ao trabalhar uma habilidade — por exemplo, localizar informações explícitas em textos (EF15LP01) —, também há o direcionamento para o desenvolvimento de competências mais amplas, como a valorização da cultura, a comunicação significativa e a argumentação crítica. Esse movimento metodológico permite que o trabalho com as habilidades da BNCC seja vivenciado em práticas sociais de linguagem, favorecendo que as competências sejam exercitadas de forma integrada, transversal e contextualizada

Além disso, na busca pela formação humana integral, a coleção também explora temas contemporâneos transversais como direitos das crianças, educação financeira, preservação ambiental, e diversidade cultural e étnico-racial, entre outros.

Um dos pilares da obra é o trabalho com os gêneros textuais, destacando que todo texto se organiza de acordo com um gênero em função da situação sociocomunicativa. Assim, os estudantes compreendem que a interação cotidiana ocorre por meio de diferentes gêneros, construídos historicamente nas práticas sociais.

As competências específicas de Língua Portuguesa são:

1. Compreender a língua como fenômeno cultural, histórico, social, variável, heterogêneo e sensível aos contextos de uso, reconhecendo-a como meio de construção de identidades de seus usuários e da comunidade a que pertencem.

2. Apropriar-se da linguagem escrita, reconhecendo-a como forma de interação nos diferentes campos de atuação da vida social e utilizando-a para ampliar suas possibilidades de participar da cultura letrada, de construir conhecimentos (inclusive escolares) e de se envolver com maior autonomia e protagonismo na vida social.

3. Ler, escutar e produzir textos orais, escritos e multissemióticos que circulam em diferentes campos de atuação e mídias, com compreensão, autonomia, fluência e criticidade, de modo a se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos, e continuar aprendendo.

4. Compreender o fenômeno da variação linguística, demonstrando atitude respeitosa diante de variedades linguísticas e rejeitando preconceitos linguísticos.

5. Empregar, nas interações sociais, a variedade e o estilo de linguagem adequados à situação comunicativa, ao(s) interlocutor(es) e ao gênero do discurso/gênero textual.

6. Analisar informações, argumentos e opiniões manifestados em interações sociais e nos meios de comunicação, posicionando-se ética e criticamente em relação a conteúdos discriminatórios que ferem direitos humanos e ambientais.

7. Reconhecer o texto como lugar de manifestação e negociação de sentidos, valores e ideologias.

8. Selecionar textos e livros para leitura integral, de acordo com objetivos, interesses e projetos pessoais (estudo, formação pessoal, entretenimento, pesquisa, trabalho etc.).

9. Envolver-se em práticas de leitura literária que possibilitem o desenvolvimento do senso estético para fruição, valorizando a literatura e

outras manifestações artístico-culturais como formas de acesso às dimensões lúdicas, de imaginário e encantamento, reconhecendo o potencial transformador e humanizador da experiência com a literatura.

10. Mobilizar práticas da cultura digital, diferentes linguagens, mídias e ferramentas digitais para expandir as formas de produzir sentidos (nos processos de compreensão e produção), aprender e refletir sobre o mundo e realizar diferentes projetos autorais.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 87. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 29 jul. 2025.

BNCC — Eixos organizadores

comuns de Língua Portuguesa

no ensino fundamental

Leitura/escuta

A leitura vai além da codificação e da decodificação: é um processo de construção de sentidos. Formar leitores implica oferecer textos de diferentes esferas (literária, jornalística, de divulgação científica, publicitária), representando a diversidade de gêneros da sociedade letrada.

O leitor é ativo: precisa ser crítico, relacionar saberes prévios ao que lê, avaliar hipóteses e reformulá-las. Toda leitura tem um propósito — obter informações, seguir instruções, revisar, ler para alguém, por diversão ou por prazer.

Desde cedo, os estudantes devem participar de práticas de leitura. Nos primeiros anos, isso ocorre principalmente pela mediação do professor, que lê para a turma; mais adiante, os estudantes assumem esse papel em diferentes situações, legitimados pelo professor e pelos colegas.

Nesta coleção, estratégias específicas promovem contato com o tema e o gênero dos textos, estimulando predições e a ativação do conhecimento prévio.

[...] o leitor eficiente faz predições baseadas no seu conhecimento de mundo. Na aula de leitura, é possível criar condições para o aluno fazer predições, orientado pelo professor, que, além de permitir-lhe utilizar seu próprio conhecimento, supre eventuais problemas de leitura do aluno [...].

KLEIMAN, Angela. Oficina de leitura: teoria e prática. Campinas: Pontes, 2002. p. 52. É fundamental retomar as hipóteses levantadas durante a leitura para validar ou não as predições feitas pelos estudantes. A ideia de uma única interpretação

autorizada está superada, pois os sentidos são construídos na interação entre leitor, texto e autor, considerando condições de produção, diálogo com outros textos, recursos estéticos, finalidade e suporte.

A leitura deve ser vista como processo interativo que mobiliza estratégias e capacidades diversas. Um passo central é identificar a finalidade — seja aprender, buscar informações ou simplesmente se divertir. Nesse percurso, ativar os conhecimentos prévios dos estudantes é essencial, o que pode ser feito por meio de perguntas que os levem a relacionar suas experiências às características do texto.

Na leitura, diversas capacidades entram em jogo, como localizar, comparar e generalizar informações, além de inferir sentidos a partir de indícios do texto — seja sobre palavras desconhecidas, intenções do autor ou conclusões implícitas. O leitor proficiente também reconhece relações de intertextualidade e interdiscursividade, compreendendo como um texto dialoga com outros.

A compreensão implica diálogo: o leitor mobiliza conhecimentos prévios, emite opiniões e apreciações. Nos anos iniciais, a recontagem oral ou escrita de textos lidos pelo professor é um recurso eficaz para corroborar a compreensão e desenvolver memória, oralidade, escrita, organização lógica, estrutura narrativa e vocabulário.

Além disso, ao ouvir diferentes recontagens, os estudantes têm contato com múltiplas interpretações, o que valoriza a diversidade, fortalece o pensamento crítico e promove a escuta atenta e a argumentação, em consonância com a BNCC.

Práticas e estratégias de leitura

Ler é uma prática social que se realiza em diferentes espaços, com variados conteúdos, funções e gêneros textuais. Cabe ao professor auxiliar os estudantes com eficiência e fluência, promovendo o uso de estratégias de leitura — processos cognitivos que facilitam a compreensão, tornando-a mais ágil e eficaz.

De acordo com Isabel Solé:

Se considerarmos que as estratégias de leitura são procedimentos de ordem elevada que envolvem o cognitivo e o metacognitivo, no ensino elas não podem ser tratadas como técnicas precisas, receitas infalíveis ou habilidades específicas. O que caracteriza a mentalidade estratégica é sua capacidade de representar e analisar os problemas e a flexibilidade para encontrar soluções. [...]

SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. Tradução: Cláudia Schilling. Porto Alegre: Artmed, 1998. p. 70.

O trabalho com estratégias de leitura é de suma importância para a formação de um leitor autônomo, ou seja, um leitor que saiba aprender, buscar informações e tirar proveito delas. A seguir, elencam-se algumas estratégias de leitura, considerando os quatro processos gerais de compreensão de leitura.

Seleção: é sabido que o leitor não lê palavra por palavra que está escrita. Em um processo natural, a pessoa selecionará somente os conteúdos cognitivos que lhe são interessantes naquele momento.

Antecipação : antes de iniciar a leitura, o leitor se utiliza de algumas informações, como conhecimento sobre o assunto, o gênero, o suporte, o autor do texto, a época em que o texto foi publicado, a disposição na página, o título, as ilustrações, entre outros elementos, para levantar hipóteses sobre o que lerá.

Checagem de hipóteses: durante a leitura, o leitor faz previsões para antecipar os fatos veiculados pelas informações sobre as quais se debruça. Ou seja, quando ainda está lendo o texto, o leitor levanta hipóteses sobre o que acontecerá a seguir, usando como estratégia informações do próprio texto e de seu conhecimento de mundo, e no decorrer da leitura vai confirmando ou refutando as hipóteses levantadas em busca de outras.

Localização e/ou retomada de informações : essa estratégia ocorre em leituras em que há a necessidade de distinguir as informações consideradas essenciais das secundárias, como leituras com função de estudo, busca de informações em enciclopédias, obras de referência, sites na internet, entre outras.

Comparação de informações: durante a leitura, o leitor compara informações do texto que está lendo com as de outros já lidos e com seu conhecimento de mundo, de forma a sistematizar o conteúdo que está lendo e analisar o que, de fato, é o mais relevante para armazenar.

Generalização: após a análise das informações mais relevantes, o leitor desconsidera, mesmo que de forma inconsciente, as redundâncias e as repetições, guardando na memória apenas trechos ou uma síntese das ideias principais apresentadas.

Inferência: o leitor pode descobrir pelo contexto significados de palavras no texto, não necessitando fazer interrupções na leitura para buscar significados de palavras desconhecidas. Além dos significados de palavras, o leitor também é capaz de compreender informações que não estejam explícitas no texto.

Verificação : utilizando essa estratégia, o leitor cria uma conexão permanente entre as próprias inferências e as respostas que obteve durante a leitura do texto.

Leitura silenciosa realizada pelo

estudante

A leitura silenciosa é fundamental para a compreensão do texto, permitindo que o leitor estabeleça um primeiro diálogo com ele, organize emoções e conhecimentos prévios e busque estratégias de leitura autônoma. Esse momento também prepara para a leitura em voz alta, que exige atenção à velocidade, precisão e prosódia. Como os estudantes têm ritmos de leitura distintos, não deve haver tempo predeterminado. É importante reservar espaço para esclarecer dúvidas de vocabulário ou compreensão e analisar palavras e recursos linguísticos no contexto do texto.

Leitura em voz alta feita pelo estudante

A leitura em voz alta não pode ter como objetivo apenas a decodificação, pois sua prática também favorece a fluência e a compreensão de textos.

O procedimento de leitura em voz alta permite imprimir entonação e ritmo ao texto, desenvolver pronúncia clara, articulação, pausas adequadas e, assim, tornar a leitura mais fluida e prazerosa.

Oralidade

Atuar em sociedade exige dominar diferentes práticas da linguagem oral. Assim como nos textos escritos, os textos orais variam conforme os interlocutores, os objetivos e o contexto social, como uma conversa entre amigos ou uma entrevista com o diretor da escola. Espaços públicos também têm regras que orientam quem fala, quando e de que forma, incluindo a variedade linguística adequada. Nas interações orais que permeiam a sala de aula, o professor deve atuar como mediador, orientando os estudantes a escutar atentamente, a responder às questões propostas, bem como a participar das rodas de conversa, relatando experiências vividas e manifestando opiniões em debates que sejam sugeridos.

Outro aspecto relevante no trabalho com as práticas de escuta e produção de textos orais relaciona-se à diversidade linguística que pode estar presente na sala de aula. É provável que estudantes, professores e funcionários da escola expressem - se em variedades linguísticas diferentes, quer motivadas por fatores regionais, quer por fatores sociais, econômicos ou históricos. Essa variação é constitutiva da língua, e os estudantes devem compreender que não há uma única maneira de falar, tampouco uma única maneira correta de se expressar.

O que determina como se deve falar — qual variedade empregar — é a situação de comunicação, considerados os interlocutores, os objetivos e o lugar social em que essa interlocução se desenrola. O respeito à diversidade linguística é uma atitude ética necessária à participação cidadã na sociedade e deve ser fomentado no dia a dia da escola

Produção de textos escritos

O trabalho com a produção de textos escritos deve se iniciar nos primeiros anos da escolaridade, com o objetivo de aprimorar a compreensão do sistema de escrita, bem como do funcionamento da linguagem. Desde as primeiras produções, é fundamental que se revelem o sentido e a função dos textos que serão solicitados aos estudantes, que eles tenham oportunidades para se comunicar e serem compreendidos, que percebam o papel que desempenham ao escrever e qual a finalidade da escrita deles.

Formar escritores competentes implica estabelecer uma relação efetiva entre leitura e escrita, pois ambas possibilitam o contato com as características peculiares da linguagem que cada gênero textual requer. É preciso criar situações em que a escrita tenha um objetivo e um destinatário definidos, e auxiliar os estudantes no sentido de adequar a linguagem e a forma a serem utilizadas.

A diversidade de textos a serem produzidos exige uma prática contínua dos estudantes e um olhar atento do professor, para que eles possam desenvolver seu próprio processo de autoria, planejando, redigindo e revisando seus escritos.

Portanto, os estudantes devem aprender, desde as primeiras produções, que os erros e as inadequações constituem o processo e que submeter os textos à leitura de outras pessoas é uma maneira de saber se conseguimos comunicar o que queríamos, se alcançamos o efeito desejado. No entanto, é fundamental desenvolver a capacidade de olhar para os próprios textos e poder avaliá-los em suas nuances e mensagens implícitas.

Para garantir um trabalho eficiente com a produção textual, é preciso propor atividades que desafiem os estudantes a experimentar as diferentes etapas da produção: planejamento , elaboração , revisão e refação

Para tanto, estas fases de produção precisam ser respeitadas.

• A primeira fase consiste na delimitação do tema e seleção dos objetivos.

• A segunda fase é o ato de escrever propriamente dito. Nesse momento, serão explorados aspectos essenciais do gênero textual em questão, com o objetivo de que essa prática subsidie as futuras produções individuais dos estudantes.

• A terceira fase corresponde ao momento em que os sujeitos avaliam o que escreveram — observando a organização textual e a temática, além dos aspectos referentes à segmentação da escrita, coerência, entre outros.

• A última fase corresponde ao momento em que, com base nos critérios avaliativos, os estudantes reelaboram os próprios textos.

O processo de produção de textos pode ser significativamente enriquecido com o uso de estratégias que auxiliem os estudantes a organizar suas ideias antes de iniciar a escrita. Entre essas estratégias, estão os mapas mentais e os mapas conceituais, ferramentas complementares e valiosas no processo de produção de textos. Enquanto os mapas mentais ajudam na organização do pensamento, favorecem a ampliação do vocabulário e permitem a delimitação de temas e informações relevantes, facilitando a construção de sentidos e o acesso a conhecimentos prévios, os mapas conceituais atuam de forma mais estruturada, contribuindo para a organização de ideias relacionadas ao gênero textual trabalhado.

É fundamental a participação ativa do professor, especialmente nas primeiras experiências com essa ferramenta. Cabe ao professor orientar os estudantes na seleção e na hierarquização dos conceitos, na identificação de relações relevantes e na construção dos primeiros mapas, até que gradativamente eles se sintam seguros para elaborar seus próprios esquemas de forma autônoma.

Quanto à etapa de revisão, é importante frisar que, inúmeras vezes, os estudantes não atingem a qualidade do texto desejada pelo professor por falta de oportunidade de planejamento e revisão de seus textos. Sugere-se que haja a revisão de cada estudante, a revisão do estudante em colaboração com os colegas (quando pertinente), a revisão do estudante com o apoio do professor, a correção do professor de aspectos que o estudante (autor) ainda não tenha condições de revisar no momento, para só então ser proposta a reescrita, incluindo todas as alterações no texto.

A revisão deve ser tratada como um momento de retomada do texto para aprimorá-lo, ajudando os estudantes a compreender que toda escrita é provisória. É papel do professor planejar intervenções que favoreçam essa reflexão, selecionando os aspectos a observar, já que, para iniciantes, é difícil lidar com todos ao mesmo tempo. O trabalho pode começar pela análise de elementos discursivos, como a intenção do texto, o público-alvo e o local de publicação.

Em seguida, é possível verificar se o vocabulário, a pontuação, as marcas de oralidade, os tempos verbais e demais recursos estão adequados ao

gênero proposto, além de identificar repetições desnecessárias, lacunas ou termos que possam ser substituídos. Essas observações ajudam os estudantes a perceber como pequenas alterações contribuem para mais clareza, precisão e adequação do texto.

Revisão em função da situação comunicativa

Nos anos iniciais do ensino fundamental, é comum que os textos criados pelos estudantes ainda não atendam a todas as expectativas de uma escrita-padrão. Até que ponto o professor pode e deve interceder? A correção de todos os aspectos é necessária? Quais são as expectativas para os textos dos estudantes? Essas respostas variam de acordo com as situações comunicativas nas quais os textos dos estudantes estarão inseridos.

• Texto particular

Quando se tratar de uma escrita pessoal dos estudantes, como diário, anotações de estudo, bilhetes a outros colegas, um livro com piadas ou charadas que queiram compartilhar com os amigos e os familiares, é suficiente que o próprio estudante revise e altere o que acha pertinente, sem a instrução do professor.

• Texto voltado aos estudantes da mesma turma

Em atividades expostas no mural da sala, os estudantes e o professor poderão sugerir alterações, lembrando a eles que as avaliações devem ser feitas de modo a melhorar o texto do colega, e não coibir o colega de encontrar maneiras de avançar em suas escolhas. Assim, o autor do texto e os outros estudantes poderão revisá-lo e alterá-lo em outras oportunidades.

• Texto dirigido aos familiares ou a outras pessoas da escola

Nesse caso, a revisão poderá ser feita de maneira coletiva. Não serão corrigidos os aspectos que ainda não foram estudados pelos estudantes. Talvez seja necessária a explicação aos responsáveis de que os estudantes ainda não se apropriaram desses aspectos.

• Texto público

O professor deve ajustar expectativas ao percurso de cada estudante, entendendo que, mesmo conhecendo etapas e estratégias de escrita, é natural que seus textos ainda não tenham a complexidade de um escritor experiente. A avaliação deve priorizar avanços individuais, considerando ponto de partida, escolhas de linguagem, organização das ideias e revisão de coerência, coesão, ortografia e pontuação. Quando os textos forem destinados a um público externo, após a revisão feita pelo autor e pela turma, é necessário que o professor os revise, corrigindo o que os estudantes ainda não conseguem resolver sozinhos.

Análise linguística/semiótica

A proposta de promover uma análise linguística/semiótica visa explorar questões linguísticas e demais elementos que contribuem para os efeitos de sentido do texto, ou seja, essa proposta compreende procedimentos e estratégias de análise e avaliação consciente, ao longo dos processos de leitura e produção de textos, das materialidades dos textos, baseando-se nos efeitos de sentido gerados pelas estruturas da língua, recursos gráficos e demais elementos semióticos e na situação de produção desses textos.

De acordo com a BNCC:

[...] no eixo Análise linguística/semiótica sistematiza-se a alfabetização, particularmente nos dois primeiros anos, e desenvolvem-se, ao longo dos três anos seguintes, a observação das regularidades e a análise do funcionamento da língua e de outras linguagens e seus efeitos nos discursos.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 89. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 29 jul. 2025.

Ortografia, por que ensinar?

A ortografia é uma convenção social com regularidades e irregularidades. Primeiro, os estudantes dominam o sistema alfabético e, gradualmente, internalizam as normas ortográficas. Algumas grafias seguem regras; outras, únicas, devem ser memorizadas. Por ser um conhecimento normativo e prescritivo, cabe à escola ensiná-los com atividades que promovam a reflexão sobre regras e exceções.

A passagem da fase alfabética para a ortográfica é um marco nos primeiros anos. Nela, os estudantes percebem que, embora muitas palavras sejam escritas pela correspondência fonema-grafema (escrita regular), outras exigem memorização ou regras específicas que não dependem apenas do som (escrita irregular).

Inicialmente, os estudantes entendem que a escrita representa os sons da fala e que cada fonema corresponde a uma letra ou grupo de letras. Com o tempo, eles compreendem que essa lógica não basta para escrever corretamente todas as palavras.

Nossa ortografia é semifonológica: parte das palavras pode ser escrita como se fala, mas outras dependem do conhecimento de convenções, padrões morfológicos e etimologia. Segundo Morais, o ensino deve desenvolver um comportamento ortográfico reflexivo — a capacidade de questionar a própria escrita, saber quando aplicar as regularidades e quando recorrer à memória. Isso não se alcança com práticas mecânicas ou listas de palavras, mas integrando a ortografia à produção escrita e à leitura significativa, criando situações em que os estudantes escrevam, revisem, reflitam

e corrijam suas hipóteses coletivamente (MORAIS, Artur Gomes de. Ortografia : ensinar e aprender. São Paulo: Ática, 1998. p. 61).

O professor é peça-chave para promover momentos a fim de identificar regularidades, formular hipóteses e confrontá-las com o sistema convencional. O ensino precisa ser sistemático, consciente e intencional, respeitando o ritmo de cada estudante, mas garantindo o domínio das convenções gráficas.

Compreender o que é regular ou irregular é essencial para organizar o trabalho pedagógico. Erros com causas diferentes exigem estratégias distintas: o que pode ser compreendido deve ser ensinado por meio da lógica; o que é arbitrário precisa ser memorizado (MORAIS, Artur Gomes de. Ortografia: ensinar e aprender. São Paulo: Ática, 1998. p. 28).

O professor deve deixar explícito que palavras regulares seguem regras ou normas e podem ser escritas corretamente mesmo sem terem sido vistas antes, enquanto as palavras irregulares não se apoiam em regras e precisam ser memorizadas. Assim, as tarefas de aprendizagem ortográfica devem distinguir o que pode ser assimilado por regras do que deve ser memorizado.

Segundo Morais, há três tipos de regularidades: direta, quando há relação direta entre letra e som (p, b, t, d, f, v), sem grandes dificuldades; contextual, quando mais de uma letra pode representar o mesmo som, mas as regras determinam o uso em certos contextos — como o som /z/, que no início de palavras se escreve com z; e morfológico-gramatical, quando a grafia está ligada à estrutura e à função das palavras (MORAIS, Artur Gomes de. Ortografia: ensinar e aprender. São Paulo: Ática, 1998. p. 61).

A irregularidade ortográfica exige que os estudantes reconheçam a ausência de regras e desenvolvam estratégias, como consultar o dicionário e memorizar a grafia. Uma prática eficiente é o “banco de palavras”, uma lista exposta na sala de aula com grafias irregulares encontradas em leituras e produções, auxiliando a escrita correta e a consciência de que algumas palavras dependem de memorização. Nos primeiros anos do ensino fundamental, erros ortográficos devem ser analisados como indicadores do nível de conhecimento dos estudantes e usados para planejar intervenções que favoreçam avanços.

Conhecimentos gramaticais

A transição entre o aprendizado da leitura e da escrita e o estudo da gramática normativa é gradual e essencial para o desenvolvimento da competência linguística. Inicialmente, o foco está na compreensão e na produção de textos a partir da linguagem oral e das práticas sociais já vivenciadas, em uma fase de experimentação e formulação de hipóteses sobre o funcionamento da língua. Com a consolidação da leitura e da escrita, inicia-se o trabalho mais explícito com a gramática normativa, não como um conjunto rígido de regras, mas como ferramenta para refletir sobre a língua e fazer escolhas conscientes. O estudo é articulado e contextualizado, conectando o uso real às normas formais, respeitando os níveis de desenvolvimento dos estudantes.

Assim, ler e escrever é o alicerce para que a gramática tenha sentido e função, potencializando expressão, compreensão e interação. A proposta é que os estudantes deduzam, no contexto, as funções das palavras e, gradualmente, conheçam, identifiquem e conceituem as classes gramaticais, adquirindo competências discursivas e recursos expressivos para adequar a linguagem às diferentes situações.

De acordo com Travaglia: [...] nosso objetivo como professores de Português para falantes nativos de Português não é fazer com que adquiram a língua, como no caso do ensino de língua estrangeira, mas ampliar sua capacidade de uso dessa língua, desenvolvendo sua competência comunicativa [...].

TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de gramática. São Paulo: Cortez, 2006. p. 142.

Uma estratégia para trabalhar aspectos gramaticais é observar textos do mesmo gênero e analisar como autores experientes resolvem questões de coesão e coerência. Pela análise e pela reflexão, os estudantes compreendem como elaborar seus próprios textos. Assim, a gramática é ensinada de forma reflexiva, a partir de diferentes gêneros e funções sociocomunicativas, levando os estudantes a refletir sobre aspectos linguísticos. Nessa abordagem, o texto torna-se a base para o estudo dos conteúdos gramaticais.

ENSINO E APRENDIZAGEM DE LÍNGUA PORTUGUESA

A vida contemporânea é marcada por transformações constantes nos âmbitos social, cultural, econômico e histórico. No campo educacional, essas transformações afetam e auxiliam os processos de ensino e aprendizagem, trazendo novos materiais e meios que modernizam a prática docente. Essas inovações inserem-se no campo da multimodalidade, que considera as diferentes formas de realização da linguagem, bem como as

competências linguísticas necessárias às diversas mídias e às práticas tradicionais de escrita, como a de imprensa e a escrita à mão (cursiva).

Nesta coleção, valorizam-se as diversas dimensões da língua para um ensino e uma aprendizagem que atendam aos eixos da Língua Portuguesa da BNCC de forma multimodal. A multimodalidade não se limita às transformações tecnológicas: ela existe desde que a linguagem humana utiliza imagens,

como mapas e hieróglifos, e o texto impresso se organiza visualmente na página, em parágrafos e tipos específicos. Assim, o gênero textual, antes mesmo de ser decodificado, é também imagem passível de análise e transformação.

O ensino da leitura e da escrita tem se transformado com avanços teóricos, novas práticas de comunicação e tecnologias, influenciando propostas pedagógicas e materiais didáticos para todo o ensino fundamental.

No espaço escolar, é necessário considerar que participamos cotidianamente de situações que implicam, contextualmente, falar, ouvir, escrever e ler, ou seja, engajamo-nos em atividades permeadas e tecidas por práticas de linguagem. É o que ocorre, por exemplo, quando lemos um livro, assistimos a um filme, enviamos um e-mail ou acompanhamos as notícias. Portanto, entende-se linguagem como: [...] ação interindividual orientada por uma finalidade específica, um processo de interlocução que se realiza nas práticas sociais existentes nos diferentes grupos de uma sociedade, nos distintos momentos de sua história.

BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua Portuguesa. Brasília, DF: SEF, 1997. p. 22. Disponível em: https://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/ livro02.pdf. Acesso em: 19 ago. 2025.

A BNCC afirma que:

Tal proposta assume a centralidade do texto como unidade de trabalho e as perspectivas enunciativo-discursivas na abordagem, de forma

Item

Conteúdo

Objetivos

BNCC

a sempre relacionar os textos a seus contextos de produção e o desenvolvimento de habilidades ao uso significativo da linguagem em atividades de leitura, escuta e produção de textos em várias mídias e semioses.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 67. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 29 jul. 2025.

É fundamental garantir, ao longo da escolaridade, condições para que os estudantes participem de práticas de produção, leitura e compreensão de textos orais e escritos, objetivo central da educação básica e responsabilidade da escola para o exercício da cidadania.

A linguagem — oral e escrita — cumpre diversas funções: emocionar, orientar, divertir e ampliar conhecimentos. A diversidade de práticas permite compreender e exercitar os diferentes usos da língua.

Planejamento e sequência didática

Nesta coleção, o planejamento de cada ano é guiado por uma matriz articuladora, elaborada para cada etapa escolar, garantindo coerência e progressão dos conteúdos conforme a BNCC. No início de cada unidade deste livro do professor, a seção Planejamento e rotina traz um roteiro estruturado, passível de adaptação às necessidades da turma, da escola e do conteúdo.

Conteúdo da seção Planejamento e rotina

Descrição

Indica o tema, o gênero textual ou a habilidade central a ser trabalhada.

Descreve o que se espera que os estudantes aprendam relacionado a competências e habilidades da BNCC.

Lista os números das competências específicas de Língua Portuguesa e os códigos das habilidades relacionadas ao conteúdo.

Organize-se Indica materiais necessários (impressos, digitais, audiovisuais, concretos).

Na seção Sugestões de planejamento, são apresentados modelos de matrizes a serem preenchidos pelo professor: um para o planejamento de sequência didática por unidade, que orienta a organização das aulas, objetivos e avaliação; e outro para a rotina diária, oferecendo um guia de atividades recorrentes da sala de aula. Os modelos podem ser ajustados de acordo com as necessidades pedagógicas de cada turma.

Papel do professor e da escola

Refletir sobre a prática docente é fundamental para compreender que o ensino da língua ultrapassa a mera transmissão de conteúdos: trata-se de criar condições para que os estudantes participem de práticas de linguagem que os preparem para atuar

criticamente na sociedade. Nesse processo, a relação professor-estudante se constrói pelo diálogo, pelo respeito à diversidade e pelo incentivo à autonomia. Ao assumir seu papel, o professor fortalece a função da escola como ambiente para a formação cidadã, oferecendo condições para que a leitura, a escrita, a escuta e a oralidade estejam a serviço do conhecimento, da convivência e da transformação social.

A neurociência na aprendizagem da leitura e da escrita

A leitura e a escrita são invenções humanas recentes, ao contrário da linguagem oral, que se

desenvolve naturalmente nas interações sociais. Por isso, é necessário que o ensino das habilidades de leitura e escrita seja sistemático, intencional e mediado, respeitando a organização cerebral e favorecendo a construção progressiva dos circuitos neurais responsáveis por elas.

Nesse contexto, as contribuições da neurociência, especialmente os estudos de Stanislas Dehaene, evidenciam caminhos para a prática pedagógica. Dehaene demonstrou, por meio de técnicas avançadas de neuroimagem, que aprender a ler envolve a ativação coordenada de diferentes áreas do cérebro. Uma das descobertas mais relevantes foi a identificação da “área de formação visual da palavra”, localizada no hemisfério esquerdo, na região occipito-temporal. Essa área, originalmente voltada ao reconhecimento visual de objetos e rostos, passa a ser reciclada, ou seja, adaptada, para reconhecer letras e palavras escritas. Esse processo de reorganização cerebral foi denominado por Dehaene como reciclagem neuronal

A leitura é mais um exemplo de reciclagem neuronal: ao ler, reusamos um vasto conjunto de áreas do cérebro inicialmente dedicadas à visão e à língua falada. [...] Quando aprendemos a ler, um subconjunto de nossas regiões visuais especializa-se em reconhecer sequências de letras e as manda para as áreas da linguagem falada. [...] Bem antes de aprenderem a ler, as crianças obviamente já possuem um sistema visual sofisticado, que lhes permite reconhecer e nomear objetos, animais e pessoas. Elas reconhecem qualquer imagem, independentemente de seu tamanho, posição ou orientação num espaço tridimensional, e sabem como associar-lhe um nome. A leitura recicla uma parte desse circuito de nomeação preexistente. A aquisição do letramento abrange a emergência de uma região do córtex visual que meu colega Laurent Cohen e eu apelidamos de “área de formação visual da palavra”. Essa região concentra nosso conhecimento adquirido das sequências de letras, com tal extensão que pode ser considerada a “caixa de correio” de nosso cérebro. É essa área do cérebro, por exemplo, que nos permite reconhecer uma palavra independentemente de seu tamanho, posição.

DEHAENE, Stanislas. É assim que aprendemos: por que o cérebro funciona melhor do que qualquer máquina (ainda...). São Paulo: Contexto, 2022. p. 186.

Segundo Dehaene, a leitura exige a integração de áreas visuais, auditivas, motoras e linguísticas, o que só ocorre por meio de prática intencional e repetição estruturada. Por isso, é essencial um ensino explícito e sistemático das correspondências entre letras e sons, tendo a consciência fonêmica como base central da construção do circuito da leitura. Cada nova palavra decifrada ajuda a consolidar o circuito da leitura no cérebro ou, nas palavras de Dehaene:

Para progredir, a criança deve imperativamente desenvolver a segunda via da leitura, aquela que associa cada cadeia de letras a sua pronúncia, por um procedimento sistemático de conversão dos grafemas aos fonemas. Este procedimento de decodificação se estabelece no curso da segunda etapa de aprendizagem da leitura, a etapa fonológica, que aparece tipicamente no curso dos primeiros meses de escola, ao redor dos 6 ou 7 anos. A palavra cessa então de ser tratada em sua globalidade. A criança aprende a prestar atenção nos pequenos constituintes das palavras, sejam uma ou duas letras, essas últimas conhecidas como dígrafos no português brasileiro.

DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura: como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Porto Alegre: Penso, 2012. p. 218.

A neurociência mostra que o cérebro infantil é altamente plástico, especialmente nos primeiros anos, o que permite que experiências e estímulos ambientais fortaleçam conexões neurais e influenciem o desenvolvimento cognitivo e linguístico.

Por isso, a sala de aula deve ser um ambiente rico em estímulos organizados e significativos, com textos visíveis, materiais acessíveis, rotinas de leitura e escrita, interações linguísticas e atividades lúdicas que favoreçam a consciência fonológica, a consciência fonêmica e o princípio alfabético. Para consolidar as conexões neurais, é importante oferecer múltiplos estímulos sensoriais ao mesmo conteúdo, repetindo-o em diferentes formatos.

Alfabetização

O Ministério da Educação, por meio do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, tem como objetivo primordial “Garantir que 100% das crianças brasileiras estejam alfabetizadas ao final do 2 o ano do ensino fundamental” (BRASIL. Ministério da Educação. Compromisso Nacional Criança Alfabetizada . Brasília, DF: SEB, 2023. p. 7. Disponível em: https://www. gov.br/mec/pt-br/centrais-de-conteudo/publi cacoes/institucionais/compromisso-nacional -crianca-alfabetizada.pdf. Acesso em: 14 jul. 2025).

Já a BNCC afirma que:

Nos dois primeiros anos do Ensino Fundamental, a ação pedagógica deve ter como foco a alfabetização, a fim de garantir amplas oportunidades para que os alunos se apropriem do sistema de escrita alfabética de modo articulado ao desenvolvimento de outras habilidades de leitura e de escrita e ao seu envolvimento em práticas diversificadas de letramentos.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. p. 59. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/ BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 29 jul. 2025.

Existem fatores de ordem física, ligados ao amadurecimento do sistema nervoso, que indicam que, entre os 6 e 7 anos de idade, acontece um avanço significativo nas áreas do cérebro responsáveis pela aprendizagem da leitura. Isso não significa que as crianças não possam aprender antes, mas, nessa fase, o processo tende a se tornar mais natural, facilitado e compreensível.

Alfabetizar é ensinar a ler e escrever em um sistema alfabético, ou seja, é tornar os estudantes capazes de compreender e usar a escrita como representação gráfica dos sons da fala. De acordo com José Morais, esse processo envolve compreender que as letras representam fonemas, as menores unidades sonoras da linguagem (MORAIS, José. Criar leitores: para professores e educadores. Barueri: Minha Editora, 2013).

A escrita evoluiu dos pictogramas, com centenas de símbolos, para o alfabeto fonético criado pelos fenícios, que usavam poucos sinais para representar sons. Com os gregos, acrescentaram-se as vogais, formando o alfabeto ocidental de 26 letras que representam cerca de 31 fonemas do português. A aprendizagem desse sistema não é espontânea, exigindo ensino intencional, sistemático e progressivo, como apontam os estudiosos.

[...] Aprender a ler não é um ato natural. Embora utilize potencialidades e capacidades de origem biológica, é, sim, um ato cultural e ocorre em contexto de ensino mais ou menos sistemático. Essa afirmação é partilhada por toda a comunidade científica internacional e interdisciplinar.

MORAIS, José. Alfabetizar para democracia Porto Alegre: Penso, 2014. p. 59.

Consciência fonológica

A consciência fonológica é uma habilidade metalinguística que permite aos estudantes refletir sobre os sons da fala, compreendendo que as palavras podem ser segmentadas em sílabas e fonemas. Essa habilidade envolve diferentes níveis: consciência de palavras, sílabas, rimas, aliterações e fonemas. Cada um desses níveis pode ser trabalhado por meio de atividades lúdicas e sistemáticas, como uso de parlendas, cantigas, jogos sonoros e trava-línguas.

Segundo Artur Gomes de Morais, trata-se de uma “constelação de habilidades variadas”, que devem ser desenvolvidas de forma contínua e articulada (MORAIS, Artur Gomes de. Consciência fonológica na educação infantil e no ciclo de alfabetização . Belo Horizonte: Autêntica, 2019. p. 29).

Já Magda Soares afirma que:

[...] a consciência fonológica, [é] fundamental para a compreensão do princípio alfabético. Se

o sistema alfabético representa os sons da língua, é necessário que a criança se torne capaz de voltar sua atenção não apenas para o significado do que fala ou ouve, mas também para a cadeia sonora com que se expressa oralmente ou que recebe oralmente de quem com ela fala: que perceba, na frase falada ou ouvida, os sons que delimitam as palavras; em cada palavra, os sons das sílabas que constituem cada palavra; em cada sílaba, os sons de que são feitas. Numerosas pesquisas comprovam a correlação entre consciência fonológica e progresso na aprendizagem da leitura e da escrita. Sendo assim, jogos para desenvolvimento da consciência fonológica [...] criam condições propícias, até mesmo necessárias, para a apropriação do sistema alfabético. SOARES, Magda. Alfabetização e letramento São Paulo: Contexto, 2017. p. 142.

É importante que o desenvolvimento da consciência fonológica ocorra por meio de estímulos. Esse exercício é atrelado a habilidades ligadas à reflexão, à identificação e à manipulação dos sons da língua. Nesse sentido, as crianças devem perceber palavras, frases, sílabas e fonemas, ou seja, os componentes da fala.

Consciência fonêmica

A consciência fonêmica, nível mais avançado da consciência fonológica, exige a identificação e a manipulação dos fonemas de uma palavra. Isso inclui segmentar fonemas, substituí-los, acrescentá-los ou excluí-los para formar novas palavras. Diferentemente das outras habilidades fonológicas, a consciência fonêmica demanda o apoio da escrita para se tornar evidente, já que é a letra que materializa a representação do som. Nesse sentido, é importante destacar que o aprendizado dos nomes das letras, apesar de importante, não é o que faz com que as crianças compreendam a relação letra-som.

Muitos questionam o motivo pelo qual a criança reconhece as letras, mas não lê, eis a questão resolvida: o que reunimos na leitura não são nomes de letras, e sim os fonemas que estas representam. SILVA, Carla. Neurociência para alfabetização Maringá: SHS, 2020. p. 81-82.

Por essa razão, o trabalho com a consciência fonêmica deve estar articulado ao princípio alfabético, que é a compreensão de que há correspondência sistemática entre os grafemas e os fonemas da língua.

Princípio alfabético

O princípio alfabético se refere à compreensão de que as letras e os grupos de letras representam os sons da fala (fonemas). É a base do sistema de escrita alfabético e, portanto, um dos requisitos essenciais da alfabetização. Dominar o princípio alfabético significa perceber que existe uma correspondência entre grafemas (letras ou conjuntos

de letras) e fonemas, o que permite às crianças decodificar (ler) e codificar (escrever) palavras de forma autônoma.

O princípio alfabético se refere à descoberta do princípio que rege o código alfabético, ou seja, que a cada letra corresponde (pelo menos) um som e que a letra carrega esse som se mudar de posição. Mais tarde o aluno vai aprender que, como tudo na vida, há exceções ao funcionamento do código, mas são exceções que confirmam a regra. [...]

O ensino do princípio alfabético compõe-se de duas partes intimamente relacionadas: o desenvolvimento da consciência fonêmica e o conhecimento do alfabeto.

Aprender o princípio alfabético significa saber que:

• as palavras representam sons;

• as palavras compõem-se de sons e letras;

• algumas letras se combinam de formas diferentes para formar palavras diferentes (ex.: amor, mora, ramo, armo, Roma, Omar, mar, ora etc.);

• as letras e sons podem ser usados para identificar palavras.

OLIVEIRA, João Batista Araújo e. ABC do alfabetizador Brasília, DF: Instituto Alfa e Beta, 2008. p. 116-117.

Letramento

Se alfabetizar é ensinar a ler e a escrever dentro do sistema alfabético, é preciso garantir que essa aprendizagem se dê em contextos reais e significativos de uso da linguagem escrita. O conceito de letramento, conforme proposto por Magda Soares, refere-se à inserção das crianças nas práticas sociais que envolvem a leitura e a escrita. Ou seja, trata-se da capacidade de usar a linguagem escrita de forma funcional e contextualizada — ler um bilhete, interpretar uma receita, escrever uma carta ou preencher um formulário, por exemplo.

Dissociar alfabetização de letramento é um equívoco porque, no quadro das atuais concepções psicológicas, linguísticas e psicolinguísticas de leitura e escrita, a entrada da criança (e também do adulto analfabeto) no mundo da escrita ocorre simultaneamente por esses dois processos: pela aquisição do sistema convencional de escrita — a alfabetização — e pelo desenvolvimento de habilidades de uso desse sistema em atividades de leitura e escrita, nas práticas sociais que envolvem a língua escrita — o letramento.

SOARES, Magda. Alfabetização e letramento São Paulo: Contexto, 2017. p. 44-45.

A alfabetização envolve a aprendizagem do código escrito e o letramento, seu uso social. Desenvolvê-los de forma integrada é indispensável, pois ler e escrever são práticas de interação que exigem tanto o domínio das relações entre grafemas e fonemas, quanto a participação em situações reais de leitura e escrita. Assim, um complementa o outro,

formando leitores críticos e escritores competentes desde os primeiros anos escolares.

Cultura da escrita

Associado ao letramento, está o conceito de cultura da escrita, que diz respeito à presença significativa e funcional da linguagem escrita no cotidiano das crianças. Uma escola que valoriza a cultura da escrita oferece às crianças um ambiente no qual os textos não são apenas recursos didáticos, mas instrumentos de comunicação e expressão.

Essa cultura se constrói tanto no ambiente físico quanto nas práticas pedagógicas e nas interações sociais. Crianças imersas em ambientes ricos em linguagem escrita tendem a compreender melhor a função da leitura e da escrita, o que contribui para o seu interesse, engajamento e desenvolvimento mais eficazes no processo de alfabetização e letramento.

Fluência leitora

A fluência leitora, ponte entre a decodificação e a compreensão, depende de três componentes: precisão (reconhecer e decodificar palavras corretamente), velocidade e prosódia (expressão e entonação adequadas). Inicialmente, as crianças leem utilizando a rota fonológica (letra por letra), mas com o tempo passam a reconhecer palavras automaticamente, utilizando a chamada rota lexical. Para alcançar esse nível de leitura, é fundamental o trabalho sistemático com a consciência fonêmica e o princípio alfabético, além de práticas frequentes de leitura em voz alta e leitura repetida.

No início da alfabetização, as crianças recorrem à rota fonológica , lendo letra por letra e decodificando grafemas em fonemas, o que torna a leitura mais lenta e atenciosa. Com o avanço da aprendizagem, as palavras frequentes passam a ser reconhecidas de forma instantânea pela rota lexical , que permite uma leitura mais rápida e automatizada.

Os estudos sobre o modelo de dupla rota mostram que a leitura é um processo dinâmico que combina as rotas lexical e fonológica, e que a ativação de cada uma dessas rotas pode variar de acordo com o nível de competência leitora do indivíduo e a frequência e complexidade das palavras. Por isso, é importante que os professores de leitura utilizem estratégias pedagógicas que desenvolvam tanto a rota lexical quanto a rota fonológica, de forma a preparar os alunos para a leitura de palavras desconhecidas e para o desenvolvimento da consciência fonológica. [...]

A via lexical é mais utilizada em leitores experientes e é responsável por uma leitura mais rápida e fluida, enquanto a via fonológica é mais utilizada em leitores iniciantes ou em situações em que a palavra é pouco familiar.

CAJAZEIRA, Ivanildo. Fluência leitora: fundamentos teóricos e práticos. São Paulo: Uiclap, 2023. p. 56-57.

Mesmo leitores experientes recorrem à rota fonológica diante de palavras novas. Para que os estudantes avancem dessa rota para a lexical , é essencial o trabalho contínuo com a consciência fonêmica, o princípio alfabético e as práticas sistemáticas de leitura — como leitura em voz alta, repetida, dramatizada e orientada. Esse processo fortalece a fluência e favorece a autonomia e a compreensão leitoras.

Compreensão textual

A finalidade da leitura é a compreensão, que envolve ativar conhecimentos prévios, ampliar o vocabulário, reconhecer estruturas linguísticas, fazer inferências e entender os usos sociais da escrita. Essas habilidades, centrais na ciência cognitiva da leitura, devem ser desenvolvidas em práticas diversificadas, com textos que os estudantes decodifiquem sozinhos e outros mais complexos mediados pelo professor.

Considerando que aprender a ler é também aprender a mobilizar competências e organizar conhecimentos disponíveis, há que se reconhecer que é indispensável que a escola desenvolva competências de leitura e ofereça:

1. Reconhecimento rápido e automático das palavras: considerado fundamental para a compreensão da leitura, resulta do conhecimento consciente dos sons da língua e da capacidade de identificar globalmente as palavras [...].

2. Ampliação do vocabulário: estudos têm sugerido a importância do desenvolvimento da consciência morfológica [...].

3. Estratégias de monitoramento da leitura: a leitura eficiente requer o desenvolvimento de habilidades metacognitivas que permitem ao leitor pensar sobre seus próprios processos cognitivos [...].

SANTOS, Maria José dos; BARRERA, Sylvia Domingos. Competências cognitivas e compreensão de leitura. In: MALUF, Maria Regina; SANTOS, Maria José dos (org.). Ensinar a ler: das primeiras letras à leitura fluente. Curitiba: CRV, 2017. p. 87-88. Esta coleção equilibra a autonomia dos estudantes, por meio de textos decodificáveis, com o contato mediado por diferentes gêneros textuais. Essa combinação favorece a decodificação, amplia o repertório, fortalece a compreensão leitora e os usos sociais da escrita, em consonância com a BNCC e a ciência da leitura.

Pega do lápis

A escrita manual é uma conquista da alfabetização e envolve aspectos motores que precisam ser estimulados, como a pega correta do lápis, fundamental para garantir conforto, eficiência e legibilidade. Já a pega inadequada pode causar tensão, cansaço e desmotivação, tornando necessária a intervenção do professor no acompanhamento do desenvolvimento motor.

Para que a escrita seja funcional, as crianças devem realizar movimentos gráficos com autonomia e sem esforço, o que depende da maturação neurocerebral e da motricidade fina. No início, é comum apresentar letras irregulares, uso excessivo de força, ritmo lento e postura incorreta. A grafomotricidade educa esses movimentos, favorecendo o equilíbrio da pressão, a precisão do traço e a adoção da pega adequada.

O professor deve estimular a coordenação motora fina desde a educação infantil, respeitando o ritmo de cada estudante por meio de:

Atividades de coordenação motora fina : modelagem com massa de modelar, recorte, colagem, jogos de encaixe, pinças, traçados variados, uso de lápis de cor, pincéis, giz e pintura.

Estimulação da pega trípode : lápis sustentado por polegar, indicador e médio, com inclinação confortável. Atividades lúdicas ajudam na transição das pegas imaturas (como a palmar) para a trípode funcional. Recomenda-se iniciar com lápis grossos e migrar gradualmente para os finos.

Recursos auxiliares: apoios ou adaptadores de lápis, bem como lápis triangulares ou grossos, podem facilitar o posicionamento correto dos dedos em casos de dificuldade motora.

Postura adequada: pés apoiados no chão, costas eretas, braços relaxados e papel levemente inclinado conforme a lateralidade (à direita para destros e à esquerda para canhotos), garantindo ergonomia e fluidez na escrita.

A coleção oferece orientações didáticas para o ensino da escrita manual, com propostas práticas que incluem treino sistemático de traçados, atividades de coordenação motora fina e intervenções individualizadas, favorecendo uma escrita clara, funcional e cada vez mais automatizada.

Organização para um ambiente alfabetizador

A organização da sala de aula é fundamental para a alfabetização. Um ambiente alfabetizador deve oferecer oportunidades reais de interação com a escrita, de forma significativa e contextualizada.

Para isso, o espaço deve ser acolhedor e precisa ser planejado com intencionalidade, estimulando a curiosidade, a atenção, a escuta e a experimentação.

O ambiente deve ser rico em estímulos, mas sem poluição visual : recursos organizados e harmoniosos favorecem o foco, a autonomia e o envolvimento dos estudantes. Assim, os materiais expostos devem estar integrados às práticas pedagógicas, possibilitando interações significativas com a leitura e a escrita.

A educadora Magda Soares ressalta a importância de materiais para consulta e sobre o posicionamento do alfabeto em sala de aula:

[...] um cartaz ou outro suporte em que a criança veja a “chamada”, participe dela, e já vá se acostumando com a escrita dos nomes. Outro aspecto é que, quando uma criança entra na cultura da escola, tem que aprender uma série de comportamentos que são próprios desse ambiente. Por exemplo, não falar ao mesmo tempo que outros, pedir licença para falar: são os chamados “combinados”. É interessante que isso fique escrito na sala de aula, para que a professora possa remeter os combinados sempre que for necessário. E é interessante também para as crianças observarem que o que elas sugeriram oralmente à professora registra sob a forma de escrita.

Um terceiro material importante é o alfabeto inteiro na sala de aula. De princípio, uma criança ter as letras diante dela é importante para que vá se habituando com essas formas. [...].

UFMG. Magda Soares responde. Belo Horizonte: FAE: Ceale, 22 dez. 2015. Entrevista. Disponível em: https://www.ceale. fae.ufmg.br/pages/view/magda-soares-responde-5.html. Acesso em: 19 ago. 2025.

O contato com diferentes textos em ambientes organizados e ricos em estímulos favorece a construção de hipóteses sobre o sistema alfabético. Segundo Soares, um ambiente alfabetizador deve oferecer condições sociais, afetivas e materiais que possibilitem aos estudantes tornarem-se usuários competentes da linguagem escrita. É recomendado que, na sala de aula, haja um canto de leitura onde se encontrem livros de literatura de boa qualidade e outros materiais de leitura, como artigos de divulgação científica, gibis, entre outros (UFMG. Magda Soares responde . Belo Horizonte: FAE: Ceale, 22 dez. 2015. Entrevista. Disponível em: https:// www.ceale.fae.ufmg.br/pages/view/magda-soares -responde-5.html. Acesso em: 19 ago. 2025).

A organização da sala faz com que os estudantes reconheçam a escrita como prática social.

Um espaço acolhedor e funcional favorece a concentração, o engajamento e a construção de sentidos. O arranjo das carteiras — em círculos, semicírculos, agrupamentos ou rodas — amplia a interação e a colaboração, tornando o ambiente mais dinâmico e adequado aos objetivos das atividades.

Pontes entre as disciplinas: interdisciplinaridade

No contexto educacional, há uma necessidade cada vez mais premente de integrar as disciplinas e de contextualizar os objetos de ensino de forma mais significativa. O intuito não é fundir disciplinas, mas sim contribuir para que os estudantes estabeleçam relações entre os conteúdos apresentados.

Esta coleção sugere, em diferentes momentos, aproximações entre áreas do conhecimento. No ensino de Língua Portuguesa, a diversidade de gêneros textuais favorece a articulação com outros componentes. O livro em U apresenta sugestões de integração com outras disciplinas, de acordo com os temas e gêneros de cada unidade, inspirando o planejamento interdisciplinar. Cabe ao professor ampliar essas conexões, adaptando-as à realidade da turma, aos projetos da escola e às demandas do território, fortalecendo o diálogo entre saberes e promovendo aprendizagens mais significativas e contextualizadas.

Inclusão escolar e valorização da diversidade

A inclusão escolar parte do reconhecimento da diversidade como característica das sociedades e valor a ser cultivado.

Reconhecer as diferenças enriquece a dinâmica escolar, ao considerar cada estudante como indivíduo com necessidades próprias. Em consonância com a BNCC, que prevê igualdade de oportunidades e combate à exclusão histórica de grupos marginalizados, bem como o compromisso com estudantes com deficiência e práticas pedagógicas inclusivas, esta coleção trata a diversidade como condição a ser respeitada e valorizada.

A obra apresenta textos regionais e nacionais que abordam culturas locais, patrimônios imateriais e manifestações culturais diversas do Brasil, como contos, crônicas, cordéis, relatos e reportagens sobre tradições indígenas, afro-brasileiras, quilombolas, ribeirinhas, do sertão e do litoral. Muitos textos trazem personagens que representam

explicitamente a diversidade étnico-racial brasileira retratados de forma positiva e ativa, fortalecendo a autoestima, o pertencimento e o respeito às diferenças.

As escolhas textuais e iconográficas incentivam debates sobre a equidade, a diversidade e a cidadania. Esta coleção também reconhece a importância da inclusão de estudantes com deficiência, propondo no livro em U formas de acesso aos conteúdos que respeitam ritmos e níveis de aprendizagem, com mediação e diferenciação didática.

A inclusão vai além da presença física, exigindo estratégias como ambientes acessíveis, mobiliário adaptado, cantos sensoriais, flexibilização curricular e metodológica, recursos visuais, múltiplas formas de expressão e avaliação. O apoio individualizado, o uso de tecnologias assistivas (TA) e a parceria com familiares e profissionais especializados complementam as ações, favorecendo a autonomia, a autoestima e a aprendizagem de todos.

Educação inclusiva: conceito e características

A educação inclusiva é uma abordagem educacional que busca garantir que todos os estudantes, independentemente de suas condições físicas, sensoriais, intelectuais, sociais ou culturais, tenham acesso à educação de qualidade no mesmo espaço escolar. De acordo com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, trata-se de uma modalidade que perpassa todos os níveis e etapas de ensino, assegurando a matrícula e a participação dos estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista e altas habilidades/superdotação, com atendimento voltado às suas necessidades específicas (BRASIL. Ministério da Educação. Política Nacional de Educação Especial : equitativa, inclusiva e com aprendizado ao longo da vida. Brasília, DF: Semesp, 2020).

Suas principais características incluem: Acesso garantido: assegurar que todos frequentem a escola regular, evitando segregação ou atendimento isolado.

Participação efetiva : promover a interação e a cooperação entre todos os estudantes, inclusive na tomada de decisões sobre atividades e projetos.

Aprendizagem significativa : oferecer oportunidades reais de desenvolvimento cognitivo, social e emocional, respeitando ritmos e estilos de aprendizagem.

Flexibilidade pedagógica : adaptar métodos, conteúdos, tempos e recursos, para que o

estudante aprenda de diferentes maneiras.

Valorização da diversidade: reconhecer as diferenças como parte natural e positiva do ambiente escolar.

Esses princípios estão alinhados à Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, que garante o direito à educação em igualdade de condições e oportunidades, assegurando “sistema educacional inclusivo em todos os níveis e modalidades, bem como o aprendizado ao longo de toda a vida” (ART. 28 da Lei nº 13.146: Estatuto da pessoa com deficiência, de 06 de julho de 2015. Jusbrasil , 30 set. 2025. Disponível em https://www.jusbrasil.com.br/topicos/49549869/ar tigo-28-da-lei-n-13146-de-06-de-julho-de-2015. Acesso em: 29 ago. 2025).

A inclusão escolar é um direito garantido por tratados internacionais, como a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, e pela legislação brasileira, como a Lei Brasileira de Inclusão de 2015; mais do que cumprir uma obrigação legal, incluir é um compromisso ético e social que transforma a escola em um espaço mais democrático e humano.

Escolas inclusivas preparam cidadãos capazes de conviver com a diversidade, respeitar diferentes formas de ser e aprender e contribuir para uma sociedade mais justa. Ao conviverem com colegas que têm necessidades educacionais especiais (NEE), os estudantes sem deficiência desenvolvem empatia, cooperação e habilidades de resolução de conflitos. Já os estudantes, público-alvo da Educação Especial Inclusiva, se beneficiam de relações sociais mais amplas e de expectativas de aprendizagem elevadas, que estimulam seu potencial.

A inclusão não é um ato pontual, mas um processo contínuo de transformação da cultura escolar, que exige reflexão, planejamento e abertura para mudanças.

Avaliação

O processo de avaliação requer acompanhamento do que é planejado, das ações em sala de aula e da aprendizagem dos estudantes, utilizando - se instrumentos variados que permitem analisar tanto os estudantes quanto o próprio trabalho docente. Para que isso efetivamente aconteça, é necessário que o professor defina os objetivos de aprendizagem, diversificando as modalidades de avaliação (como recursos intelectuais, habilidades e características de personalidade), e leve os estudantes a refletir sobre eles, buscando superar as dificuldades.

Avaliação diagnóstica

As ações docentes, para que sejam consistentes e caminhem no sentido de proporcionar a aprendizagem, pressupõem necessariamente uma avaliação diagnóstica , ou inicial, a fim de conhecer melhor os estudantes e, por conseguinte, planejar o ensino em função das vivências e das necessidades deles.

A avaliação diagnóstica é aquela realizada no início de um curso, período letivo ou unidade de ensino, com a intenção de constatar se os alunos apresentam ou não o domínio dos pré-requisitos necessários, isto é, se possuem os conhecimentos e habilidades imprescindíveis para as novas aprendizagens. É também utilizada para caracterizar eventuais problemas de aprendizagem e identificar suas possíveis causas, numa tentativa de saná-los.

HAYDT, Regina Cazaux. Avaliação do processo ensino-aprendizagem. São Paulo: Ática, 1992. p. 16-17.

Avaliação formativa

Além da avaliação diagnóstica, é importante avaliar o processo em si. A avaliação formativa , contínua, permite ao professor rever ações e definir novas estratégias para garantir a aprendizagem. [...] o propósito deste tipo de avaliação é formar: fazer o que for preciso para que o aluno atinja os resultados previstos, ou mesmo para modificar os objetivos, dependendo dos resultados. Ou seja, a avaliação formativa serve para corrigir rumos, rever, melhorar, reformar, adequar o ensino, de forma que o aluno atinja os objetivos de aprendizagem. Nesse sentido, ela não avalia apenas o aluno, mas usa o desempenho do aluno para avaliar a adequação e eficácia do ensino.

OLIVEIRA, João Batista de Oliveira. Aprender e ensinar Belo Horizonte: Instituto Alfa e Beto, 2008. p. 337.

A avaliação formativa pode envolver instrumentos formais (provas, testes, trabalhos, jogos, produções orais em grupo ou individuais) e/ou informais (observações, feedbacks e registros diários de interações contínuas).

Avaliação somativa

Por fim, é necessário realizar uma avaliação final somativa para verificar os resultados obtidos no processo, como os estudantes chegaram a esses resultados (percurso), o que é necessário continuar desenvolvendo e o que é preciso refazer ou deixar de fazer.

A avaliação somativa é uma decisão que leva em conta a soma de um ou mais resultados. Ela

pode ser baseada numa só prova final (ou num exame vestibular ou concurso) ou no resultado acumulado de outras provas. Observe-se que os resultados acumulados podem ser baseados em testes e outros instrumentos e resultados de avaliação formativa. O que muda é o uso que se faz da informação, e não a sua natureza.

OLIVEIRA, João Batista de Oliveira. Aprender e ensinar Belo Horizonte: Instituto Alfa e Beto, 2008. p. 340.

Avaliações nesta coleção

Esta coleção organiza de forma estruturada e intencional as etapas avaliativas presentes em cada volume. No início de cada unidade, na seção Para começar , são propostos exercícios diagnósticos que identificam conhecimentos prévios dos estudantes e oferecem elementos para o professor planejar suas aulas e fazer intervenções adequadamente, respeitando a vivência e o ponto de partida de cada estudante. Na seção Para rever o que aprendi , ao final de cada unidade, há exercícios de avaliação somativa para que o professor possa analisar avanços individuais e coletivos e pontos que precisam ser retomados. Além disso, o livro em U oferece em momentos oportunos, na seção Observando para avançar , testes com indicadores e rubricas para avaliação diagnóstica, formativa e somativa, permitindo ajustes no percurso didático conforme as necessidades observadas. Assim, esta coleção articula instrumentos diagnósticos, formativos e somativos, oferecendo ao professor dados para acompanhar a aprendizagem e tomar decisões pedagógicas mais eficazes.

Verificação dos níveis de aprendizagem

Escrita

Os estudos de Linnea Ehri sobre o desenvolvimento da leitura, embora realizados com crianças norte-americanas, oferecem um importante referencial para compreender a aprendizagem em Língua Portuguesa. Sua teoria descreve fases baseadas no domínio das relações entre grafemas e fonemas, e não na idade. Pesquisas brasileiras confirmam que crianças falantes do português percorrem etapas semelhantes, usando pistas sonoras e visuais para avançar na leitura e na escrita (CAJAZEIRA, Ivanildo. Fluência leitora: fundamentos teóricos e práticos. São Paulo: Uiclap, 2023). Esse percurso, sustentado por processos cognitivos e neurobiológicos, pode ser entendido a partir de quatro fases principais:

Fase

Pré-alfabética

Parcialmente alfabética

Alfabética completa (fonética/fonêmica)

Alfabética consolidada

Leitura

Reconhecimento visual de palavras por pistas não linguísticas (formas, logos), e não com base em sons ou letras.

Uso de algumas pistas fonológicas, utilizando especialmente o som inicial ou final das palavras e iniciando o mapeamento entre grafemas e fonemas.

Segmentação da palavra em fonemas e correspondência com grafemas, permitindo a decodificação de palavras completas.

Reconhecimento rápido de palavras por padrões ortográficos maiores, como sílabas, avançando para a fluência leitora.

Rabiscos, desenhos ou letras sem relação com os sons da fala.

Representação parcial de sons — escreve apenas uma ou duas letras que representam partes da palavra.

Representação dos sons da palavra, embora possa não seguir a ortografia convencional.

Escrita de palavras de maior complexidade, respeitando as regras ortográficas.

Para apoiar o professor na identificação do estágio de cada estudante no processo de alfabetização, apresentamos dois modelos de testes de verificação dos níveis de aprendizagem da escrita, que podem ser adaptados à realidade da turma. Esses instrumentos permitem avaliar, de forma prática, as estratégias e os conhecimentos já dominados, orientando um planejamento pedagógico mais preciso.

Teste de verificação da habilidade de escrita: nome próprio

Objetivo : avaliar o desenvolvimento da leitura e da escrita a partir da escrita do próprio nome. A avaliação deve continuar até que os estudantes escrevam de forma alfabética consolidada, revelando a compreensão das relações entre letras e sons, e não apenas a memorização visual.

Atividade: escrita do próprio nome, sem apoio de material complementar.

Fase do desenvolvimento de escrita

Pré-alfabética

Parcialmente alfabética

Alfabética completa

Alfabética consolidada

Descrição da escrita/leitura

Reconhece o nome pelo formato visual, sem relação entre letras e sons.

Usa algumas letras com valor sonoro percebido, geralmente inicial ou final.

Representa todos ou quase todos os sons com letras adequadas.

Escreve o nome, obedecendo à ortografia.

Evidências observáveis

Rabiscos ou desenhos no lugar das letras; letras aleatórias sem relação.

Letra inicial correta do nome, com poucas letras correspondendo aos sons reais.

Sequência de letras próxima ao modelo convencional.

Nome escrito igual ao modelo oficial, com uso de letra maiúscula inicial.

Teste de verificação da habilidade de escrita: ditado

Exemplo de escrita infantil

BATS

BEATIS

Objetivo: avaliar o nível de desenvolvimento da escrita de cada estudante por meio da escrita de palavras relacionadas às letras estudadas.

Atividade: o ditado pode ser utilizado periodicamente para acompanhar a evolução da escrita de cada estudante.

Os ditados podem avaliar a fluência leitora ao substituir imagens por palavras ditadas oralmente, que depois são lidas pelos estudantes com o acompanhamento do dedo. Dessa forma, o professor observa a precisão da escrita, a consciência fonológica, o reconhecimento das letras e a habilidade de leitura, podendo incluir frases curtas para verificar a segmentação e a compreensão letra-som.

Escrita
Beatriz

Exemplo de aplicação e interpretação da escrita por meio de ditados

Autoditado

Escreva os nomes das figuras.

Completar com outras imagens.

Tabela de registro*

ESCRITA

* Esta tabela pode ser preenchida mensal ou periodicamente, logo abaixo da folha do autoditado dos estudantes. Marque o nível de escrita e registre observações relevantes.

Nível de escrita (marcar)

Pré-alfabético: rabiscos, desenhos ou letras aleatórias sem relação com os sons da palavra.

Parcialmente alfabético: uso de letras que representam sons, mas de forma incompleta (uma letra por sílaba, nem sempre correspondendo ao som correto).

Alfabético completo: representação fonética quase completa, alternando sílabas completas e incompletas, sequência de letras próxima ao modelo convencional. Alfabético consolidado: representação de todas as letras necessárias, podendo haver erros ortográficos; escrita próxima ou igual ao modelo convencional.

Compreensão leitora

Observações

A compreensão leitora envolve desde o reconhecimento de letras até a fluência e o entendimento do texto, sendo essencial avaliá-la já nos anos iniciais do ensino fundamental. As fases de Linnea Ehri ajudam a compreender como a automatização da associação entre letras e sons libera atenção para o significado. A fluência, portanto, não é apenas mecânica, mas condição para a compreensão (CAJAZEIRA, Ivanildo. Fluência leitora: fundamentos teóricos e práticos. São Paulo: Uiclap, 2023. p. 65-66).

O professor pode analisar os estudantes segundo as rotas de leitura : logográfica (reconhecimento por pistas visuais), fonológica (decodificação de palavras novas) e lexical (reconhecimento rápido e automático). Essa classificação orienta intervenções específicas para cada perfil de leitor.

Segundo Cajazeira, a compreensão leitora envolve decodificação, vocabulário, inferências, ativação de conhecimentos prévios e monitoramento da compreensão (CAJAZEIRA, Ivanildo. Fluência leitora : fundamentos teóricos e práticos. São Paulo: Uiclap, 2023. p. 29-30). O autor propõe ainda uma escala de compreensão leitora como ferramenta de apoio, embora ressalte a importância de métodos qualitativos para uma avaliação mais completa:

• Insuficiente: apresenta dificuldades significativas para compreender o texto, possivelmente relacionadas a baixa fluência, velocidade, prosódia e/ou precisão na leitura.

• Básico: compreende o texto de forma geral, mas com limitações; pode apresentar dificuldades em aspectos de fluência, velocidade ou prosódia.

• Intermediário: demonstra boa compreensão do texto, com fluência, velocidade e prosódia adequadas, apresentando apenas dificuldades pontuais.

• Avançado: compreende o texto plenamente, revelando excelente desempenho em fluência, velocidade, prosódia e precisão na leitura.

ARTHUR
FUJITA

Serão apresentados dois modelos de testes de compreensão leitora: um para identificar as rotas de leitura (logográfica, fonológica e lexical) e outro baseado na escala de compreensão (insuficiente, básico, intermediário e avançado). Aplicados periodicamente, esses instrumentos permitem acompanhar a evolução da decodificação, da fluência e da compreensão, além de orientar intervenções pedagógicas específicas e alinhadas aos gêneros textuais estudados.

Teste de verificação da compreensão leitora: rotas de leitura

Objetivo: identificar a rota de leitura predominante de cada estudante (logográfica, fonológica ou lexical) e o estágio de desenvolvimento da leitura.

Atividade: apresente um texto adequado à faixa etária e aos conteúdos trabalhados. Solicite que os estudantes leiam o texto em voz alta, observando cuidadosamente como realizam a leitura.

Tabela de registro

Rota predominante

Rota logográfica: o estudante reconhece a palavra por pistas visuais ou contexto, sem decodificação fonética.

Rota fonológica: o estudante identifica e lê a palavra aplicando relações grafema-fonema, inclusive para palavras novas ou inventadas.

Rota lexical : o estudante lê de forma rápida e automática, sem hesitação, demonstrando experiência com o vocabulário.

Observações

Teste de verificação da compreensão leitora: escala de compreensão

Objetivo: avaliar a compreensão leitora. Mesmo que os estudantes ainda não leiam de forma autônoma, é possível avaliar a compreensão deles por meio da leitura feita por um terceiro, seguida de perguntas, interpretações e inferências. Assim, a avaliação independe da decodificação, permitindo identificar níveis de compreensão literal, inferencial e crítica, a fim de planejar intervenções adequadas.

Procedimentos:

1. Selecione um texto curto, adequado à faixa etária e ao nível de leitura da turma (pode ser um bilhete, uma lista, um pequeno conto ou poema).

2. Leia o texto selecionado ou um trecho do texto em voz alta para a turma. Exemplo: O gato viu o cachorro e pulou no telhado.

3. Proponha perguntas, a partir das quais seja possível identificar diferentes dimensões de compreensão: literal, inferencial e crítica. Por exemplo: O que você entendeu do trecho lido?

Tabela de registro

Nível Descrição Exemplo de resposta Observações

Insuficiente Demonstra compreensão muito limitada ou incoerente; pode repetir palavras soltas ou dizer algo sem relação com o texto.

Básico Entende parcialmente a frase, captando apenas uma informação explícita, mas sem relação com a causa ou o sentido completo.

Intermediário Entende a ação e a causa, mas apresenta explicação simples e pouco elaborada.

Avançado

Entende a ação, a causa e consegue ampliar a explicação com inferência ou justificativa fundamentada.

O gato viu o cachorro.

O gato viu o cachorro e fugiu.

O gato fugiu do cachorro, pulando para o telhado.

O gato pulou no telhado porque estava com medo do cachorro, que poderia machucá-lo.

Os modelos apresentados são exemplos de testes que podem ser aplicados periodicamente para acompanhar a evolução dos estudantes, permitindo organizar grupos, planejar intervenções e monitorar o desenvolvimento da escrita e da compreensão leitora.

SUGESTÕES DE PLANEJAMENTO

Conteúdos – 4o ano

UNIDADE

UNIDADE

4o ANO

1 • PALAVRAS E MAIS PALAVRAS 2 • ENTRE A IMAGINAÇÃO E A REALIDADE

• Verbete de dicionário

• Substantivos comuns e próprios

• Substantivos primitivos e derivados

• Verbete poético

• Palavras com ç ou ss

• Produção de dicionário ilustrado

• Expressões populares

• Criação de verbete de palavra de origem africana

• Resenha crítica de filme

• Palavras que ligam ideias opostas

• Pronomes pessoais retos

• Adjetivos e locuções adjetivas

• Anúncio publicitário

• Palavras terminadas em -oso e -osa

• Indicação literária

• Uso de nós e a gente

• Conto

• Palavras com g ou j

• Substantivo coletivo

• Produção de resenha crítica de filme

• Apresentação de crítica de livro

3 • POESIA NO CORAÇÃO, INSTRUÇÃO NA MÃO

• Poema

• Palavras terminadas em -esa ou -eza

• Conto

• Poema visual

• Valorização dos povos originários

• Acentuação de paroxítonas

• Palavras com lh ou li

• Produção de poema visual

• Texto instrucional

• Linguagem formal e informal

• Palavras terminadas em -ram ou -rão

• Conto

• Encontro vocálico e redução de ditongos na oralidade

• Notícia

• Palavras terminadas em -agem, -igem ou -ugem

• Pronomes pessoais retos e oblíquos

• Criação de receita de slime

• História em quadrinhos

• Sinais de pontuação

• Verbos e concordância

• Tempo verbal (presente, passado, futuro)

• Tirinha

• Gíria

• Registro formal e informal

• Verbos terminados em u

• Criação de elementos em história em quadrinhos

• Educação financeira

• Uso do dicionário

• Notícia on-line

• Título de notícia

• Sílaba tônica e classificação das palavras quanto à sílaba tônica

• Acentuação de oxítonas

• Palavras iniciadas com des- ou dez-

• Notícia impressa

• Notícia ficcional

• Palavras com s ou z

• Registro de notícia

• Apresentação de notícia em telejornal

4 • ERA UMA VEZ… INFORMAÇÃO

• Conto

• Vírgula em enumeração e vocativo

• Onomatopeias

• Marcadores temporais

• Palavras terminadas em -ansa e -ança

• Cordel

• Uso do dicionário

• Pontuação em diálogo

• Pronomes pessoais retos

• Verbos de elocução

• Anedota

• Releitura de contos tradicionais

• Criação de final de conto

• Artigo de divulgação científica

• Vírgula em aposto

• Plural de palavras terminadas em -ão

• Ficha técnica

• Verbete de enciclopédia

• Notícia

• Parágrafo

• Palavras terminadas em -isar e -izar

• Convivência: trabalho em grupo

• Criação de artigo de divulgação científica

Cronograma — 4o ano

O quadro a seguir propõe divisões do conteúdo desta obra em função do tempo.

PLANEJAMENTO BIMESTRAL

1o BIMESTRE

Semanas: 1 a 10

Conteúdo:

• Unidade 1: Cap. 1 a 4

2o BIMESTRE

Semanas: 11 a 20

Conteúdo:

• Unidade 2: Cap. 1 a 4

3o BIMESTRE

Semanas: 21 a 30

Conteúdo:

• Unidade 3: Cap. 1 a 4

4o BIMESTRE

Semanas: 31 a 40

Conteúdo:

• Unidade 4: Cap. 1 a 4

PLANEJAMENTO TRIMESTRAL

1o TRIMESTRE

Semanas: 1 a 13

Conteúdo:

• Unidade 1: Cap. 1 a 4

• Unidade 2: Cap. 1

2o TRIMESTRE

Semanas: 14 a 27

Conteúdo:

• Unidade 2: Cap. 2 a 4

• Unidade 3: Cap. 1 a 3

PLANEJAMENTO SEMESTRAL

1o SEMESTRE

Semanas: 1 a 20

Conteúdo:

• Unidade 1: Cap. 1 a 4

• Unidade 2: Cap. 1 a 4

3o TRIMESTRE

Semanas: 28 a 40

Conteúdo:

• Unidade 3: Cap. 4

• Unidade 4: Cap. 1 a 4

Habilidades da BNCC – 4o ano

2o SEMESTRE

Semanas: 21 a 40

Conteúdo:

• Unidade 3: Cap. 1 a 4

• Unidade 4: Cap. 1 a 4

O quadro a seguir traz todas as habilidades da BNCC que podem ser trabalhadas no 4 o ano. As habilidades desenvolvidas neste volume foram elencadas no início de cada unidade, na seção Planejamento e rotina de seu livro do professor.

HABILIDADES COMUNS DE 1o A 5o ANOS

(EF15LP01) Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa cotidianamente (a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital, reconhecendo para que foram produzidos, onde circulam, quem os produziu e a quem se destinam.

(EF15LP02) Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da forma e da função social do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre as condições de produção e recepção desse texto, o gênero, o suporte e o universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de textos, checando a adequação das hipóteses realizadas.

(EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos.

(EF15LP04) Identificar o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos expressivos gráfico-visuais em textos multissemióticos.

(EF15LP05) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização e forma do texto e seu tema, pesquisando em meios impressos ou digitais, sempre que for preciso, informações necessárias à produção do texto, organizando em tópicos os dados e as fontes pesquisadas.

(EF15LP06) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação.

Todos os campos de atuação social

Todos os campos de atuação social

HABILIDADES COMUNS DE 1o A 5o ANOS

(EF15LP07) Editar a versão final do texto, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, ilustrando, quando for o caso, em suporte adequado, manual ou digital.

(EF15LP08) Utilizar software, inclusive programas de edição de texto, para editar e publicar os textos produzidos, explorando os recursos multissemióticos disponíveis.

(EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.

(EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário.

(EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor.

(EF15LP12) Atribuir significado a aspectos não linguísticos (paralinguísticos) observados na fala, como direção do olhar, riso, gestos, movimentos da cabeça (de concordância ou discordância), expressão corporal, tom de voz.

(EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.).

(EF15LP14) Construir o sentido de histórias em quadrinhos e tirinhas, relacionando imagens e palavras e interpretando recursos gráficos (tipos de balões, de letras, onomatopeias).

(EF15LP15) Reconhecer que os textos literários fazem parte do mundo do imaginário e apresentam uma dimensão lúdica, de encantamento, valorizando-os, em sua diversidade cultural, como patrimônio artístico da humanidade.

(EF15LP16) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor e, mais tarde, de maneira autônoma, textos narrativos de maior porte como contos (populares, de fadas, acumulativos, de assombração etc.) e crônicas.

(EF15LP17) Apreciar poemas visuais e concretos, observando efeitos de sentido criados pelo formato do texto na página, distribuição e diagramação das letras, pelas ilustrações e por outros efeitos visuais.

(EF15LP18) Relacionar texto com ilustrações e outros recursos gráficos.

(EF15LP19) Recontar oralmente, com e sem apoio de imagem, textos literários lidos pelo professor.

HABILIDADES COMUNS DE 3O A 5O ANOS

(EF35LP01) Ler e compreender, silenciosamente e, em seguida, em voz alta, com autonomia e fluência, textos curtos com nível de textualidade adequado.

(EF35LP02) Selecionar livros da biblioteca e/ou do cantinho de leitura da sala de aula e/ou disponíveis em meios digitais para leitura individual, justificando a escolha e compartilhando com os colegas sua opinião, após a leitura.

(EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global.

(EF35LP04) Inferir informações implícitas nos textos lidos.

(EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto.

(EF35LP06) Recuperar relações entre partes de um texto, identificando substituições lexicais (de substantivos por sinônimos) ou pronominais (uso de pronomes anafóricos – pessoais, possessivos, demonstrativos) que contribuem para a continuidade do texto.

(EF35LP07) Utilizar, ao produzir um texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais, tais como ortografia, regras básicas de concordância nominal e verbal, pontuação (ponto final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, vírgulas em enumerações) e pontuação do discurso direto, quando for o caso.

(EF35LP08) Utilizar, ao produzir um texto, recursos de referenciação (por substituição lexical ou por pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos), vocabulário apropriado ao gênero, recursos de coesão pronominal (pronomes anafóricos) e articuladores de relações de sentido (tempo, causa, oposição, conclusão, comparação), com nível suficiente de informatividade.

Campo da vida cotidiana
Campo artístico-literário

social

Todos os campos de atuação

HABILIDADES COMUNS DE 3O A 5O ANOS

(EF35LP09) Organizar o texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos segundo as normas gráficas e de acordo com as características do gênero textual.

(EF35LP10) Identificar gêneros do discurso oral, utilizados em diferentes situações e contextos comunicativos, e suas características linguístico-expressivas e composicionais (conversação espontânea, conversação telefônica, entrevistas pessoais, entrevistas no rádio ou na TV, debate, noticiário de rádio e TV, narração de jogos esportivos no rádio e TV, aula, debate etc.).

(EF35LP11) Ouvir gravações, canções, textos falados em diferentes variedades linguísticas, identificando características regionais, urbanas e rurais da fala e respeitando as diversas variedades linguísticas como características do uso da língua por diferentes grupos regionais ou diferentes culturas locais, rejeitando preconceitos linguísticos

(EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de palavras, especialmente no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema.

(EF35LP13) Memorizar a grafia de palavras de uso frequente nas quais as relações fonema-grafema são irregulares e com h inicial que não representa fonema.

(EF35LP14) Identificar em textos e usar na produção textual pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos, como recurso coesivo anafórico.

(EF35LP15) Opinar e defender ponto de vista sobre tema polêmico relacionado a situações vivenciadas na escola e/ou na comunidade, utilizando registro formal e estrutura adequada à argumentação, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.

(EF35LP16) Identificar e reproduzir, em notícias, manchetes, lides e corpo de notícias simples para público infantil e cartas de reclamação (revista infantil), digitais ou impressos, a formatação e diagramação específica de cada um desses gêneros, inclusive em suas versões orais.

Campo das práticas de estudo e pesquisa

(EF35LP17) Buscar e selecionar, com o apoio do professor, informações de interesse sobre fenômenos sociais e naturais, em textos que circulam em meios impressos ou digitais.

(EF35LP18) Escutar, com atenção, apresentações de trabalhos realizadas por colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário.

(EF35LP19) Recuperar as ideias principais em situações formais de escuta de exposições, apresentações e palestras.

(EF35LP20) Expor trabalhos ou pesquisas escolares, em sala de aula, com apoio de recursos multissemióticos (imagens, diagrama, tabelas etc.), orientando-se por roteiro escrito, planejando o tempo de fala e adequando a linguagem à situação comunicativa.

(EF35LP21) Ler e compreender, de forma autônoma, textos literários de diferentes gêneros e extensões, inclusive aqueles sem ilustrações, estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores.

(EF35LP22) Perceber diálogos em textos narrativos, observando o efeito de sentido de verbos de enunciação e, se for o caso, o uso de variedades linguísticas no discurso direto.

(EF35LP23) Apreciar poemas e outros textos versificados, observando rimas, aliterações e diferentes modos de divisão dos versos, estrofes e refrões e seu efeito de sentido.

(EF35LP24) Identificar funções do texto dramático (escrito para ser encenado) e sua organização por meio de diálogos entre personagens e marcadores das falas das personagens e de cena.

(EF35LP25) Criar narrativas ficcionais, com certa autonomia, utilizando detalhes descritivos, sequências de eventos e imagens apropriadas para sustentar o sentido do texto, e marcadores de tempo, espaço e de fala de personagens.

(EF35LP26) Ler e compreender, com certa autonomia, narrativas ficcionais que apresentem cenários e personagens, observando os elementos da estrutura narrativa: enredo, tempo, espaço, personagens, narrador e a construção do discurso indireto e discurso direto.

(EF35LP27) Ler e compreender, com certa autonomia, textos em versos, explorando rimas, sons e jogos de palavras, imagens poéticas (sentidos figurados) e recursos visuais e sonoros.

(EF35LP28) Declamar poemas, com entonação, postura e interpretação adequadas.

(EF35LP29) Identificar, em narrativas, cenário, personagem central, conflito gerador, resolução e o ponto de vista com base no qual histórias são narradas, diferenciando narrativas em primeira e terceira pessoas.

(EF35LP30) Diferenciar discurso indireto e discurso direto, determinando o efeito de sentido de verbos de enunciação e explicando o uso de variedades linguísticas no discurso direto, quando for o caso.

(EF35LP31) Identificar, em textos versificados, efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos rítmicos e sonoros e de metáforas.

Campo da vida pública
Campo artístico-literário

social

Todos os campos de atuação

HABILIDADES ESPECÍFICAS DE 4O ANO

(EF04LP01) Grafar palavras utilizando regras de correspondência fonema-grafema regulares diretas e contextuais.

(EF04LP02) Ler e escrever, corretamente, palavras com sílabas VV e CVV em casos nos quais a combinação VV (ditongo) é reduzida na língua oral (ai, ei, ou).

(EF04LP03) Localizar palavras no dicionário para esclarecer significados, reconhecendo o significado mais plausível para o contexto que deu origem à consulta.

(EF04LP04) Usar acento gráfico (agudo ou circunflexo) em paroxítonas terminadas em -i(s), -l, -r, -ão(s).

(EF04LP05) Identificar a função na leitura e usar, adequadamente, na escrita ponto final, de interrogação, de exclamação, dois-pontos e travessão em diálogos (discurso direto), vírgula em enumerações e em separação de vocativo e de aposto.

(EF04LP06) Identificar em textos e usar na produção textual a concordância entre substantivo ou pronome pessoal e verbo (concordância verbal).

(EF04LP07) Identificar em textos e usar na produção textual a concordância entre artigo, substantivo e adjetivo (concordância no grupo nominal).

(EF04LP08) Reconhecer e grafar, corretamente, palavras derivadas com os sufixos -agem, -oso, -eza, -izar/-isar (regulares morfológicas).

(EF04LP09) Ler e compreender, com autonomia, boletos, faturas e carnês, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero (campos, itens elencados, medidas de consumo, código de barras) e considerando a situação comunicativa e a finalidade do texto.

(EF04LP10) Ler e compreender, com autonomia, cartas pessoais de reclamação, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero carta e considerando a situação comunicativa e o tema/ assunto/finalidade do texto.

(EF04LP11) Planejar e produzir, com autonomia, cartas pessoais de reclamação, dentre outros gêneros do campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero carta e com a estrutura própria desses textos (problema, opinião, argumentos), considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto.

(EF04LP12) Assistir, em vídeo digital, a programa infantil com instruções de montagem, de jogos e brincadeiras e, a partir dele, planejar e produzir tutoriais em áudio ou vídeo.

(EF04LP13) Identificar e reproduzir, em textos injuntivos instrucionais (instruções de jogos digitais ou impressos), a formatação própria desses textos (verbos imperativos, indicação de passos a ser seguidos) e formato específico dos textos orais ou escritos desses gêneros (lista/apresentação de materiais e instruções/passos de jogo).

(EF04LP14) Identificar, em notícias, fatos, participantes, local e momento/tempo da ocorrência do fato noticiado.

(EF04LP15) Distinguir fatos de opiniões/sugestões em textos (informativos, jornalísticos, publicitários etc.).

(EF04LP16) Produzir notícias sobre fatos ocorridos no universo escolar, digitais ou impressas, para o jornal da escola, noticiando os fatos e seus atores e comentando decorrências, de acordo com as convenções do gênero notícia e considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.

(EF04LP17) Produzir jornais radiofônicos ou televisivos e entrevistas veiculadas em rádio, TV e na internet, orientando-se por roteiro ou texto e demonstrando conhecimento dos gêneros jornal falado/televisivo e entrevista.

(EF04LP18) Analisar o padrão entonacional e a expressão facial e corporal de âncoras de jornais radiofônicos ou televisivos e de entrevistadores/entrevistados.

(EF04LP19) Ler e compreender textos expositivos de divulgação científica para crianças, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.

(EF04LP20) Reconhecer a função de gráficos, diagramas e tabelas em textos, como forma de apresentação de dados e informações.

(EF04LP21) Planejar e produzir textos sobre temas de interesse, com base em resultados de observações e pesquisas em fontes de informações impressas ou eletrônicas, incluindo, quando pertinente, imagens e gráficos ou tabelas simples, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.

(EF04LP22) Planejar e produzir, com certa autonomia, verbetes de enciclopédia infantil, digitais ou impressos, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto.

(EF04LP23) Identificar e reproduzir, em verbetes de enciclopédia infantil, digitais ou impressos, a formatação e diagramação específica desse gênero (título do verbete, definição, detalhamento, curiosidades), considerando a situação comunicativa e o tema/assunto/finalidade do texto.

(EF04LP24) Identificar e reproduzir, em seu formato, tabelas, diagramas e gráficos em relatórios de observação e pesquisa, como forma de apresentação de dados e informações.

(EF04LP25) Representar cenas de textos dramáticos, reproduzindo as falas das personagens, de acordo com as rubricas de interpretação e movimento indicadas pelo autor.

(EF04LP26) Observar, em poemas concretos, o formato, a distribuição e a diagramação das letras do texto na página.

(EF04LP27) Identificar, em textos dramáticos, marcadores das falas das personagens e de cena.

Campo da vida cotidiana
Campo da vida pública

Matrizes de sequência didática e de rotina

As matrizes a seguir podem ser adaptadas para a realidade de sua turma/aula e usadas para organizar seu dia a dia.

Matriz de sequência didática

Item

Unidade do livro

Competências gerais da educação básica – BNCC

Competências específicas de Língua Portuguesa – BNCC

Habilidades – BNCC

Materiais necessários

Quantidade de aulas prevista

Objetivos de aprendizagem

Aula 1

Avaliação

Matriz de rotina

Etapa da rotina

Acolhida

Leitura diária

Discussão inicial/Debate

Atividade principal

Intervalo/Lanche

Atividade complementar

Fechamento

Descrição

Indique aqui o número ou o título da unidade que está sendo trabalhada.

Liste os números das competências gerais da BNCC que se relacionam à unidade.

Registre as competências específicas de Língua Portuguesa da BNCC contempladas.

Escreva os códigos das habilidades da BNCC que serão desenvolvidas.

Relacione os materiais que precisarão ser utilizados nas aulas (ex.: cartolina, revistas, tesoura, projetor etc.).

Indique o número total de aulas previstas para essa sequência didática.

Liste os objetivos a serem alcançados (ex.: compreender o gênero, planejar uma produção escrita, reconhecer a função social de um texto etc.).

Descreva aqui as atividades planejadas para a primeira aula, de acordo com o tema da unidade.

Acrescente mais linhas de acordo com a quantidade de aulas necessárias para realizar as atividades.

Indique como será feita a avaliação do trabalho (ex.: observação da participação, registro da aprendizagem, análise da produção final, engajamento nas discussões etc.).

Descrição/Orientações

Receber os estudantes; registrar a data e a rotina do dia; conversar brevemente sobre novidades, acontecimentos ou combinados.

Leitura de diferentes gêneros (literários e informativos). Explorar título, tema, hipóteses, inferências e ampliar repertório. Incentivar leitura compartilhada e/ou leitura em voz alta por alguns estudantes.

Propor uma questão instigante relacionada ao tema da aula ou a acontecimentos do cotidiano. Estimular argumentação, escuta e respeito às opiniões. Pode ser em roda ou em pequenos grupos.

Desenvolvimento do conteúdo planejado (ex.: análise de textos, produção escrita, interpretação de gráficos, estudo de gêneros, projetos de pesquisa).

Pausa para alimentação e recreação.

Jogos de linguagem, leitura orientada, atividades interdisciplinares (Ciências da Natureza, História, Arte), produções coletivas ou revisões.

Síntese das aprendizagens: o que foi descoberto, quais dúvidas surgiram, como aplicar no cotidiano. Espaço para reflexão crítica e registro final.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COMENTADAS

• AMATO, C. A. de la H.; BRUNONI, D.; BOGGIO, P. S. (org.). Distúrbios do desenvolvimento : estudos interdisciplinares. São Paulo: Memnon, 2018, 500 p. E-book. Livro que reúne artigos de diferentes áreas do conhecimento sobre distúrbios do desenvolvimento, incluindo aspectos médicos, psicológicos e pedagógicos.

• BAGNO, M. Nada na língua é por acaso : por uma pedagogia da variação linguística. São Paulo: Parábola, 2007. Discute variação, norma-padrão e propõe atividades didáticas.

• BAKHTIN, M. Os gêneros do discurso . São Paulo: Editora 34, 2016. Ensaios fundamentais sobre texto, linguagem e gêneros discursivos.

• BRASIL. Lei no 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 7 jul. 2015. Essa lei garante os direitos das pessoas com deficiência, inclusive na educação. Orienta escolas e professores a criarem ambientes acessíveis e acolhedores, onde todos os estudantes possam aprender com dignidade e respeito.

• BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular : educação é a base. Brasília, DF: SEB, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 29 jul. 2025.

Documento normativo que orienta definições curriculares da educação básica.

• BRASIL. Ministério da Educação. Compromisso Nacional Criança Alfabetizada . Brasília, DF: SEB, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/centrais -de-conteudo/publicacoes/institucionais/compromisso -nacional-crianca-alfabetizada.pdf. Acesso em: 14 jul. 2025. Princípios do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada.

• BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes nacionais para a educação especial na educação básica . Brasília, DF: MEC, 2001. Orienta a adoção de educação inclusiva e universalização do ensino.

• BRASIL. Ministério da Educação. Orientações para a oferta de material didático complementar para os estudantes de ensino fundamental no âmbito do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada Brasília, DF: SEB, 2023. Disponível em: https://www. gov.br/mec/pt-br/crianca-alfabetizada/pdf/113. DOCUMENTOORIENTACOESPARAAOFERTADEMATERI_ FlaviaCristinaPani.pdf. Acesso em: 14 jul. 2025. Parâmetros para elaboração de materiais didáticos no âmbito do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada.

• BRASIL. Ministério da Educação. Temas contemporâneos transversais na BNCC : contexto histórico e pressupostos pedagógicos. Brasília, DF: SEB, 2019. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov. br/images/implementacao/contextualizacao_temas_ contemporaneos.pdf. Acesso em: 21 jul. 2025.   Estabelece e classifica os TCTs.

• BRASIL. Ministério da Educação. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa . Brasília, DF: SEB, 2014. Destina-se à alfabetização em Língua Portuguesa e Matemática com quatro ações estratégicas.

• BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros curriculares nacionais : Língua Portuguesa. Brasília, DF: SEF, 1997. Disponível em: https://portal.mec.gov.br/seb/ arquivos/pdf/livro02.pdf. Acesso em: 19 ago. 2025. Diretrizes para o ensino de Língua Portuguesa, com foco em leitura e escrita.

• BRASIL. Ministério da Educação. Política nacional de educação especial na perspectiva da educação inclusiva . Brasília, DF: MEC, 2008. Disponível em: https:// portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/politicaeducespecial.pdf. Acesso em: 16 set. 2025.

Documento orientador do MEC (2008) que estabelece princípios, diretrizes e ações para a inclusão de alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento (transtornos do espectro autista) e altas habilidades/superdotação na rede regular de ensino.

• CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização & linguística . São Paulo: Scipione, 2006. Relaciona conhecimentos linguísticos a questões de fala, leitura e escrita.

• CAJAZEIRA, Ivanildo. Fluência leitora : fundamentos teóricos e práticos. São Paulo: Uiclap, 2023.

Apresenta fundamentos e orientações práticas para o ensino da leitura.

• CARINE, Barbara. Como ser um educador antirracista : para familiares e professores. São Paulo: Planeta, 2023. Propõe reflexões e orientações práticas sobre como atuar de forma antirracista na educação.

• DEHAENE, Stanislas. É assim que aprendemos : por que o cérebro funciona melhor do que qualquer máquina (ainda...). São Paulo: Contexto, 2022.

Mostra descobertas da neurociência aplicadas ao ensino e à aprendizagem.

• DEHAENE, Stanislas. Os neurônios da leitura : como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Porto Alegre: Penso, 2012.

Evidências sobre como o cérebro aprende a ler e a importância da fonêmica.

• FARACO, Carlos Emílio; MOURA, Francisco Marto de; MARUXO JR., José Hamilton. Gramática nova . São Paulo: Ática, 2014. Utiliza notícias de jornal e de revistas, histórias em quadrinhos, anúncios publicitários e letras de música para contextualizar questões gramaticais.

• FREITAS, Gabriela Castro Menezes de. Consciência fonológica: rimas e aliterações no português brasileiro. Letras de Hoje , Porto Alegre, v. 38, n. 2, p. 155-170, jun. 2003.

Apresenta pesquisa da consciência fonológica de crianças referente à consciência de rimas e aliterações, constatando a aliteração como elemento mais significativo na aquisição da escrita.

• GARRALÓN, Ana. Ler e saber : os livros informativos para crianças. São Paulo: Pulo do Gato, 2015.

Apresenta análise sobre o papel dos livros informativos na formação leitora infantil, valorizando o diálogo entre texto e imagem.

• GERALDI, J. W. (org.). O texto na sala de aula . São Paulo: Ática, 1999.

Coletânea de textos escritos por autores renomados da área, os quais apresentam uma análise de diversos aspectos pedagógicos e sociais do ensino de Língua Portuguesa.

• GIACOMOZZI, Gilio. et al. Dicionário de gramática . São Paulo: FTD, 2004.

Dicionário gramatical com a norma-padrão e variantes adequadas a situações sociolinguísticas.

• GNS, Rosa. Mistério e terror. In: GREGORIN FILHO, José Nicolau. Literatura infantil em gêneros . São Paulo: Mundo Mirim, 2012.

A obra reúne especialistas em literatura infantil para explorarem gêneros literários que podem ser trabalhados em sala de aula.

• HAYDT, Regina Cazaux. Avaliação do processo ensino-aprendizagem . São Paulo: Ática, 1992.

Discute técnicas e instrumentos de avaliação escolar.

• KLEIMAN, Angela. Oficina de leitura : teoria e prática. Campinas: Pontes, 2002.

Apresenta fundamentos e propostas para desenvolver a competência leitora.

• KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e escrever : estratégias de produção textual. São Paulo: Contexto, 2012.

Estabelece uma ponte entre teorias sobre o texto escrito e práticas de ensino com exemplos práticos de diversos meios de comunicação.

• KOCH, Ingedore Villaça. Escrever e argumentar. São Paulo: Contexto, 2016. Apresenta estratégias argumentativas e discute como o texto se organiza para convencer o leitor, oferecendo subsídios para o ensino da produção textual na escola.

• LEAL, Telma Ferraz (org.) A oralidade na escola : a investigação do trabalho docente como foco de reflexão. Belo Horizonte: Autêntica, 2012. Reúne artigos que propõem a discussão teórica sobre a oralidade na escola, apresentando estratégias didático-pedagógicas para o desenvolvimento da competência discursiva dos alunos.

• LEMLE, Miriam. Guia teórico do alfabetizador. São Paulo: Ática, 2009. Fundamentos linguísticos para apoiar a prática do professor alfabetizador.

• LÜCK, Heloísa. Pedagogia interdisciplinar : fundamentos teórico-metodológicos. Rio de Janeiro: Vozes, 2013. Discute princípios e práticas da interdisciplinaridade na educação.

• MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola, 2008. Discorre sobre noções de língua, texto, gênero, compreensão e sentido da perspectiva da visão sociointeracionista da língua.

• MORAIS, Artur Gomes de. Consciência fonológica na educação infantil e no ciclo de alfabetização . Belo Horizonte: Autêntica, 2019. Propõe alfabetização lúdica com jogos, poemas e cantigas.

• MORAIS, Artur Gomes de. Ortografia : ensinar e aprender. São Paulo: Ática, 1998. Apresentação didática sobre a prática do ensino da ortografia.

• MORAIS, Artur Gomes de. Sistema de escrita alfabética . São Paulo: Melhoramentos, 2012. Propõe ensino sistemático da notação alfabética com leitura e escrita.

• MORAIS, José. Criar leitores : para professores e educadores. Barueri: Minha Editora, 2013. Explica como o cérebro aprende a ler e propõe estratégias pedagógicas.

• NEVES, Maria Helena de Moura. Que gramática estudar na escola? 4. ed. São Paulo: Contexto, 2017. Defende o tratamento escolar de modo mais científico no que concerne às atividades de linguagem, especificamente das atividades ligadas à gramática da língua materna.

• OLIVEIRA, João Batista Araújo e. ABC do alfabetizador Brasília, DF: Instituto Alfa e Beta, 2008. Oferece propostas metodológicas para o ensino inicial de leitura e escrita.

• OLIVEIRA, Mariângela Castilho Uchoa de; MICCAS, Camila; ARAÚJO, Catherine Oliveira de; D’ANTINO, Maria Eloísa Famá. O uso da CIF no contexto escolar inclusivo: um mapeamento bibliográfico. Revista Educação Especial , Santa Maria, v. 34, p. 1-20, 2021. DOI: 10.5902/1984686X42725. Disponível em: https://pe riodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/42725. Acesso em: 10 set. 2025. Aponta potencialidades e desafios de de utilização da CIF, mostrando como o modelo favorece um olhar funcional e contextual sobre o aluno, subsidiando a elaboração de estratégias pedagógicas mais adequadas.

• ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) . São Paulo: Edusp, 2022. Ferramenta da OMS para descrever e medir a funcionalidade humana, considerando fatores corporais, atividades, participação e contexto.

• PRIETO, Rosângela; MANTOAN, Maria Teresa. Inclusão escolar. São Paulo: Summus, 2010. Reflete sobre inclusão escolar em diálogo crítico.

• SANTOS, Maria José dos; BARRERA, Sylvia Domingos. Competências cognitivas e compreensão de leitura. In : MALUF, Maria Regina; SANTOS, Maria José dos (org.). Ensinar a ler : das primeiras letras à leitura fluente. Curitiba: CRV, 2017. Texto sobre processos cognitivos na compreensão leitora.

• SAVAGE, John F. Aprender a ler e a escrever a partir da fônica : um programa abrangente de ensino. 4. ed. Porto Alegre: AMGH, 2015. Trata do ensino pela fônica, com sugestões de atividades práticas.

• SEBASTIÁN-HEREDERO, E.; PRAIS, J. L. de S.; VITALIANO, C. R. Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA) : uma abordagem curricular inclusiva. São Carlos: De Castro, 2022.

Apresenta o conceito e os princípios do DUA, defendendo um currículo planejado para atender a todos os estudantes, sem a necessidade de adaptações posteriores.

• SILVA, Carla. Neurociência para alfabetização. Maringá: SHS, 2020.

Relaciona neurociência e alfabetização, propondo práticas eficazes.

• SILVA, I.; LOPES, B. J. S.; QUADROS, S. Práticas pedagógicas inclusivas no ensino regular em colaboração com a educação especial. Revista Educação Especial , [ s. l. ], v. 37, n. 1, p. e17/1-32, 2024. DOI: 10.5902/1984686X74315. Disponível em: https://pe riodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/74315. Acesso em: 23 set. 2025.

Analisa como professores do ensino regular e da educação especial estão colaborando para desenvolver práticas inclusivas que favoreçam a aprendizagem de estudantes definidos como público-alvo da educação especial.

• SOARES, Magda. Alfabetização : a questão dos métodos. São Paulo: Contexto, 2018.

Analisa métodos de alfabetização e propõe abordagem equilibrada.

• SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura . Tradução: Cláudia Schilling. Porto Alegre: Artmed, 1998.

Propõe estratégias construtivistas para a aprendizagem da leitura.

• TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Gramática e interação : uma proposta para o ensino de gramática. São Paulo: Cortez, 2006.

Defende ensino da gramática como prática interativa e textual.

• UFMG. Magda Soares responde . Belo Horizonte: FAE: Ceale, 22 dez. 2015. Entrevista. Disponível em: https:// www.ceale.fae.ufmg.br/pages/view/magda-soares -responde-5.html. Acesso em: 19 ago. 2025. Entrevista sobre alfabetização e letramento.

• UNESCO. Manual para garantir inclusão e equidade na educação . Paris: Unesco, 2019. Disponível em: https:// unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000370508. Acesso em: 23 set. 2025.

Propõe diretrizes e estratégias para que sistemas educativos assegurem oportunidades de aprendizagem justas para todos, superando barreiras relacionadas à diversidade.

• VITAL, Andréa Aparecida Francisco; MICCAS, Camila; D’ANTINO, Maria Eloísa Famá. Avaliação de alunos com Síndrome de Down da rede municipal de ensino regular do fundamental I pelo Protocolo para Avaliação de Escolares com Deficiência Intelectual (PAEDI) . 2015. Dissertação (Mestrado) – Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2015. Disponível em: https://bdtd. ibict.br/vufind/Record/UPM_d560dfd7751c45e8c8ce4f d0255f2912. Acesso em: 10 set. 2025.

O estudo apresenta indicadores sobre habilidades cognitivas, motoras e sociais, oferecendo referências para o planejamento de intervenções pedagógicas mais efetivas e personalizadas.

Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook