Nasci em Porto Alegre. Sempre gostei muito de ler histórias em quadrinhos e ver desenhos animados. Meu sonho era trabalhar nos Estúdios Hanna-Barbera. No colégio, vendia minhas próprias revistas de quadrinhos. Meus colegas gostavam muito! Até os professores ficavam esperando o dia do lançamento. Depois fui trabalhar numa empresa de painéis publicitários, tinha quinze anos na época. Em 1981, comecei a trabalhar como ilustrador em jornais e revistas. Hoje em dia, também faço quadros e pequenas publicações independentes, os chamados zines. Esses zines são bem parecidos com as revistas que eu vendia no colégio.
LEO CUNHA
Fernando Paixão
Uma tartaruga com soluço. Uma cobra de três cabeças. Um pescador que trocou o anzol pelo ponto de interrogação. Uma menina que escreve o nome usando um conta-letras. Poesia a gente inventa está cheio de personagens curiosas e divertidas. Fernando Paixão se mostra (e deixa o leitor) encantado com o olhar infantil, com a lógica surpreendente e implacável das crianças. Mas tem mais: versos sobem e descem na página, criam imagens no papel e em nossa cabeça. E, assim, na brincadeira, piscando o olho pra gente, o poeta nos puxa pra dentro do livro. Adultos e crianças: estamos todos convidados para curtir as rimas, mergulhar no ritmo, saborear os jogos de palavras. É hora de inventar poesia!
FERNANDO PAIXÃO Nasci em Portugal, de onde vim para o Brasil aos cinco anos. A viagem de navio durou catorze dias. O mar parecia infinito e a chegada ao Rio de Janeiro, num sábado de muito sol, deu a impressão de que estava em outro planeta. Aos poucos, fui perdendo o sotaque e ganhando amigos. Dessa época, guardo lembranças do quintal de casa e das brincadeiras nos terrenos baldios. Aos quinze anos, descobri um poema que contava a história de um acendedor de lampiões. Antigamente, eram os lampiões que iluminavam as ruas. E havia um homem que os acendia todos os fins de tarde, quase noite. Decorei aqueles versos e logo tomei gosto pela poesia. Costumo dizer que criança já é poeta por natureza; por isso, não quero nunca deixar de ser criança. Trabalhei ainda como editor durante muito tempo, cuidando dos livros de outros escritores. Desde 2009, sou professor de literatura na Universidade de São Paulo. Já publiquei diversos livros de ensaios e de poesia para adultos. Ganhei prêmios literários, como o Jabuti, o da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e o da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ).
POESIA A GENTE INVENTA
JACA
Fernando Paixão
ISBN 978-85-96-01890-6
9
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7 8 8 5 9 6
0 1 8 9 0 6
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Ilustrações Jaca
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