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Guia de estudos parábolas de Jesus - CFL

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Guia de Estudos As Parรกbolas de Jesus

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As Parรกbolas de Jesus Guia de Estudos

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Ligonier Connect Guia de Estudos Traduzido do original em inglês The Parables Of Jesus Copyright©ano by Robert Charles Sproul  Publicado por Nome da Editora Internacional Copyright©2017 Curso Fiel de Liderança 1ª Edição em Português 2017  Todos os direitos em língua portuguesa reservados por Curso Fiel de Liderança da Missão Evangélica Literária PROIBIDA A REPRODUÇÃO DESTE CONTEÚDO POR QUAISQUER MEIOS, SEM A PERMISSÃO ESCRITA DOS EDITORES, SALVO EM BREVES CITAÇÕES, COM INDICAÇÃO DA FONTE. 

Caixa Postal 1601 CEP 12230-971 São José dos Campos – SP PABX: (12) 3919-9999 www.cursofieldelideranca.com.br

Diretoria Administrativa: Alexandre da Costa Oliveira Diretoria Acadêmica: Tiago José dos Santos Filho Diretoria Executiva: James Richard Denham III Coordenação Pedagógica: Laise Helena Oliveira Tradução: Alan Cristie Revisão: Yago Martins Diagramação: Laise Helena Oliveira Capa: Laise Helena Oliveira

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SUMÁRIO

O CURSO FIEL DE LIDERANÇA ...................................................................................... 7 COMO USAR ESTE GUIA .............................................................................................. 8 1 - INTRODUÇÃO ÀS PARÁBOLAS DE JESUS .................................................................. 9 2 - A PARÁBOLA DO JUIZ INJUSTO ..............................................................................16 3 - A PARÁBOLA DO RICO INSENSATO.........................................................................23 4 - A PARÁBOLA DO RICO E LÁZARO ...........................................................................29 5 - A PARÁBOLA DO TESOURO OCULTO E A PARÁBOLA DA PÉROLA DE GRANDE VALOR ......................................................................................................................................36 6 - A PARÁBOLA DO DONO DA VINHA ........................................................................42 7 - A PARÁBOLA DO FARISEU E DO PUBLICANO ..........................................................49 8 - A PARÁBOLA DO SERVO INCOMPASSIVO ...............................................................56 9 - A PARÁBOLA DO BOM SAMARITANO ....................................................................64 10 - A PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO ........................................................................71 11 - A PARÁBOLA DAS DEZ VIRGENS ...........................................................................78 12 - A PARÁBOLA DOS TALENTOS ...............................................................................85

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O CURSO FIEL DE LIDERANÇA O Curso Fiel de Liderança (CFL) é o ministério de educação teológica do Missão Evangélica Literária (Ministério Fiel). Este ministério, idealizado há mais de 20 anos pelo missionário Richard Denham Jr. - Pr. Ricardo, fundador da “Fiel”, tem como alvo primário oferecer aos pastores, líderes, professores e estudantes de teologia uma oportunidade de refletir e aprofundar seus conhecimentos em temas bíblicos, baseados em uma cosmovisão reformada, que possam cooperar com o seu crescimento na fé e na sã doutrina, o que certamente será refletido em seu ministério de ensino e instrução do povo de Deus, na igreja local. No ano de 2011, o CFL ganhou corpo, com o planejamento do primeiro curso. As gravações das aulas deram início no ano de 2012 e, a partir deste momento, o número de cursos oferecidos pelo CFL têm crescido consideravelmente ano a ano. Atualmente, o CFL possui parceria com diversas instituições internacionais o que tem resultado em reconhecimento internacional. O corpo docente é composto por brasileiros e estrangeiros, mestres e doutores em teologia, que têm se dedicado ao ensino e influenciado positivamente o cenário teológico contemporâneo. O Curso Fiel de Liderança tem se preocupado em zelar pela qualidade teológica dos cursos oferecidos para que você, ao estudar, seja enriquecido na Palavra. Rogamos a nosso Deus que ele se agrade em fazer uso do conteúdo deste curso para edificar sua vida e aquecer o seu coração. Que o Senhor o abençoe em seus estudos!

Equipe CFL

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COMO USAR ESTE GUIA Este Guia de Estudos foi desenvolvido para ser utilizado juntamente com as aulas do curso “5 Solas”. Se você é um aluno matriculado no CFL, tem permissão para fazer o download desse material que se encontra na Biblioteca Virtual. Este recurso tem a finalidade de colaborar com os seus estudos pessoais, através de um melhor aproveitamento do conteúdo do curso. Neste guia, para cada aula, você encontrará uma breve introdução; indicações de leituras bíblicas, as quais consideramos extremamente importantes, pois auxiliarão na fixação da matéria ministrada; uma descrição dos objetivos do processo de aprendizagem; uma ou mais citações que corroboram com o conteúdo ministrado em aula; o esboço da aula; exercícios de fixação (a quantidade de exercício proposta no Guia excede o número proposto ao longo do curso); questões para estudos bíblicos, que procuram relacionar o conteúdo estudado com a Palavra de Deus; questões para reflexão das quais algumas foram propostas ao longo do curso; e, finalmente, uma aplicação, que procura relacionar o conteúdo ministrado com a prática cristã. Assim, nossa recomendação é para que, embora tenhamos parte do Guia de Estudos nas atividades do portal, você o imprima e o utilize durante o acompanhamento das videoaulas, sabendo que essa atitude será enriquecedora para seus estudos particulares. Oramos para que este Guia de Estudos seja de bom proveito aos alunos do curso “Do Pó à Glória - Pentateuco”.

Equipe CFL

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1 - INTRODUÇÃO ÀS PARÁBOLAS DE JESUS Introdução da Mensagem Quando Jesus Cristo veio à terra, ele não simplesmente chegou em uma quinta-feira, morreu em uma sexta-feira e ressuscitou em um domingo. Ele viveu por mais de trinta anos como um completo membro da raça humana. O seu ministério terreno é significante por diversas razões, especialmente pelo seu prolífico ensino sobre o reino de Deus. De fato, muitas pessoas que rejeitam a fé cristã ainda têm grande respeito por Jesus como um mestre sábio, virtuoso e talentoso. Nesta série, o Dr. R.C. Sproul explorará o ministério de ensino de Jesus, concentrando-se especialmente em onze de suas parábolas. Durante o nosso tempo juntos, nós discutiremos porque Jesus era um mestre tão talentoso, e buscaremos um maior entendimento e afeição pela importante e atemporal mensagem que ele proclamou.

Leitura bíblica Mateus 13.34-35; Mateus 22.16; Marcos 1.21-28; Lucas 4.31-32; João 12.49

Objetivos de ensino 1.

Apresentar Jesus Cristo como o maior mestre e comunicador da história;

2.

Descrever o papel das parábolas na Bíblia;

3.

Explicar os propósitos de Jesus ao ensinar em parábolas;

4.

Discutir os elementos da salvação e do julgamento dentro do ministério e da missão

de Jesus.

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Citações As parábolas do nosso Salvador são superiores a todas as outras por sua clareza, pureza, inteligibilidade, importância de instrução e simplicidade. Elas são retiradas em sua maioria de questões comuns da vida, portanto, inteligíveis a todos os homens. Elas contêm muito dele mesmo: sua doutrina, sua vida, o desígnio de sua vinda e suas declarações; e, portanto, são importantes para todos os homens; e são contadas em um estilo de simplicidade nativa inteligível à criança, e ainda assim instrutiva a homens de todas as faixas etárias. Em suas parábolas, assim como em todas as suas instruções, ele se sobressai a todos os homens em pureza, importância e sublimidade de doutrina. –Albert Barnes Ele se levantou no meio de escribas e fariseus, publicanos e pecadores, e pregou as boas novas [...]. A sua pregação era cheia de parábolas, claras para aqueles que tinham entendimento, mas frequentemente obscuras e misteriosas até mesmo para os seus seguidores, pois se tratava de um julgamento do Senhor sobre aquela geração má, para que vendo não vissem, e ouvindo, não compreendessem. –Charles Spurgeon

Esboço da palestra I.

Jesus, o Mestre

A. Jesus Cristo foi o maior mestre que já existiu. i.

Jesus é a própria encarnação da verdade.

ii.

O conteúdo do ensino de Jesus é impecável e de origem divina.

iii.

Ele foi um mestre pedagogo com um extraordinário estilo de ensino.

B. Os contemporâneos de Jesus reconheceram as suas singulares habilidades de ensino. i.

“Jamais alguém falou como este homem!” (João 7.46)

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ii.

“Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina; porque ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas”. (Mateus 7.28-29)

C. Jesus ensinou com autoridade singular. i.

A palavra grega para autoridade é exousia. 1. O prefixo ex- significa “de” ou “fora de” (por exemplo, “êxodo”). 2. A palavra ousia é um particípio presente da palavra “ser”, e pode ser traduzida como “essência” ou “substância”.

ii.

Por ter Jesus ensinado com exousia, o seu ensino não é frívolo, mas carrega peso e substância.

iii.

II.

Jesus ensinou com a autoridade singular do próprio Deus. (João 12.49)

O Significado das Parábolas

A. Apesar de Jesus ter usado parábolas de uma maneira singular, ele não foi o único a usálas. i.

As parábolas desempenharam uma função nas tradições e ensinos dos rabinos no tempo de Jesus.

ii.

Os fariseus usavam parábolas para explicar ou ilustrar o significado da Lei Mosaica e do Antigo Testamento.

iii.

Jesus não usava parábolas simplesmente para ilustrar uma revelação passada; ele as usava para dar nova revelação.

B. Embora as parábolas sejam raras no Antigo Testamento, elas ainda são importantes. Após o pecado de Davi com Bate-Seba, o profeta Natã confrontou o rei com uma parábola. i.

Davi respondeu à parábola com ultraje, não percebendo que ele mesmo era o perpetrador do crime na parábola.

ii.

A parábola de Natã foi uma ferramenta de ensino eficaz em um momento de crise.

C. As parábolas podem esclarecer o significado do que está sendo dito. 11


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i.

A palavra portuguesa “parábola” vem da palavra grega “parabole”. 1. O prefixo para- descreve algo que funciona ao lado de outra coisa (paraeclesiástico, para-legal). 2. A palavra “bole” se refere a algo que é lançado ou arremessado.

ii.

Uma parábola, então, é lançada ao lado de outro ensino para ilustrar um conceito ou esclarecer o significado.

iii.

Semelhantemente, pregadores usam histórias e ilustrações para aumentar a habilidade do ouvinte de entender o que está sendo dito.

D. As parábolas podem ocultar o significado do que está sendo dito. i.

Jesus concluiu a parábola do semeador dizendo “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. (Marcos 4.9)

ii.

Jesus obriga os seus ouvintes não apenas a ouvir os sons que estão sendo feitos, mas a entender e abraçar o seu ensino.

iii.

A palavra grega para obediência é hupakoue, que inclui akoue, que significa obediência.

iv.

Obediência, então, é um ato deliberado de ouvir e dar importância a uma instrução ou mandamento.

v.

As parábolas de Jesus penetram nos corações e mentes de algumas pessoas, mas não de outras. 1. Àqueles que têm ouvidos para ouvir, as parábolas trazem um entendimento mais profundo das coisas de Deus. 2. Àqueles que não têm ouvidos para ouvir, as parábolas são instrumentos para ocultar e obscurecer o mistério do reino de Deus.

III.

A Crise do Ministério de Jesus

A. Por natureza, seres humanos decaídos não têm desejo de ouvir ou entender as palavras de Deus. B. As palavras de Deus, portanto, trazem salvação àqueles que creem e julgamento àqueles que não creem. 12


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i.

Em Isaías 6, Deus comissionou Isaías para fechar os olhos do povo, tapar os seus ouvidos e endurecer os seus corações.

ii.

Embora a maioria seria entregue aos próprios desejos pecaminosos e seriam julgados, Deus preservaria um remanescente.

C. No Novo Testamento, a chegada de Jesus ao mundo é às vezes descrita pela palavra krisis. D. Krisis se refere a julgamento e é a raiz da palavra portuguesa “crise”. E. A vinda de Cristo é boas notícias para alguns e más notícias para outros. i.

Jesus faz com que alguns se levantem e outros caiam. Ele não trouxe paz, mas espada. (Mateus 10.34-35)

ii.

Cristo é tanto a pedra angular para a igreja quanto a pedra de tropeço para os incrédulos.

iii.

Jesus é o aroma da salvação para aqueles que o amam, e é a base da condenação para aqueles que se opõem a ele.

F. O uso de Jesus das parábolas reflete sua dupla missão de salvação e julgamento.

Questões para Estudo 1.

Qual afirmação a seguir não é uma razão para considerar Jesus como o maior mestre

que já existiu? a.

Ele é um mestre pedagogo com um extraordinário estilo de ensino.

b. Ele inventou a parábola como uma nova maneira de revelar a verdade divina. c.

Ele é a encarnação da verdade.

d. O seu ensino tinha origem divina.

2.

Jesus usou parábolas não apenas para explicar revelações passadas, mas para dar

nova revelação. a.

Verdadeiro 13


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b. Falso

3.

Jesus é a única pessoa na Bíblia que usa parábolas.

a.

Verdadeiro

b. Falso

4.

No Novo Testamento, a função das parábolas é

a.

Explicar verdades sobre o reino de Deus.

b. Obscurecer e ocultar verdades sobre o reino de Deus. c.

Ilustrar e esclarecer os ensinos de Jesus.

d. Todas as alternativas acima.

5.

Em Isaías 6.8-10, qual era o propósito de Deus para o ministério de Isaías?

a.

Que o povo de Israel se arrependesse e seguisse os caminhos de Deus

b. Que Isaías destruísse os ídolos da nação c.

Que Isaías guiasse Israel à vitória contra seus inimigos

d. Que os israelitas endurecessem os seus corações e fossem julgados

Estudo bíblico e questões para discussão 1. Por que Jesus era um grande mestre? Quais características diferenciavam o seu ensino dos de outros líderes religiosos de sua época? 2. Qual parábola de Jesus tem sido especialmente significativa para você? Como Deus usou essa parábola em sua vida? Com qual parábola você tem mais dificuldade? 3. Quando Jesus disse “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” em Marcos 4.9, o que ele quis dizer? Como esse versículo lança luz ao propósito das parábolas dentro do ministério de ensino de Jesus?

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4. De quais maneiras Jesus traz boas novas? De quais maneiras ele traz más novas? Como essa realidade dupla afeta a ação da igreja de proclamar o evangelho?

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2 - A PARÁBOLA DO JUIZ INJUSTO Introdução da Mensagem Em um mundo decaído, corrupção e opressão não são estranhas, mesmo para cristãos. Infelizmente, aqueles que professam fé em Cristo às vezes participam de práticas corruptas e opressoras. Outras vezes, cristãos podem acabar sendo objetos de exploração, perseguição e escárnio. Embora possa ser tentador se entregar ao desespero ou partir para o ataque em ira, Deus chama o seu povo a reagir em oração em todas as circunstâncias. Nesta palestra, o Dr. Sproul irá examinar a parábola do juiz injusto, que revela Deus como o grande Refúgio e Advogado daqueles que estão em necessidade.

Leitura bíblica Lucas 18.1-8

Objetivos de ensino 1.

Descrever as diferenças entre abordagens alegóricas e não-alegóricas de

interpretação das parábolas de Jesus; 2.

Apresentar e fazer exegese da parábola do juiz injusto em Lucas 18.1-8;

3.

Promover um espírito de persistência em oração entre os seguidores de Cristo;

4.

Encorajar os crentes a buscarem em Deus livramento e esperança em meio às

provações.

Citações Não é correto examinar curiosamente, palavra por palavra, todas as coisas em uma parábola; mas quando aprendemos o objeto para o qual ela

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foi composta, devemos receber esse objeto, e não nos ocuparmos quanto a nada além. –João Crisóstomo Nós sabemos que a perseverança na oração é uma realização rara e difícil; e a nossa incredulidade se manifesta em que, quando nossas primeiras orações não são bem sucedidas, nós imediatamente lançamos não só a esperança, mas também todo o ardor da oração. Mas é indubitável evidência da nossa fé, se somos desapontados em nosso desejo, e ainda assim não perdemos a coragem. Portanto, é com muita propriedade que Cristo recomende a seus discípulos que perseverem em oração. –João Calvino Devemos nos preocupar com as igrejas perseguidas e oprimidas, e orar para que Deus lhes faça justiça e lhes dê segurança. E nisso devemos ser muito insistentes; devemos clamar com sinceridade. Devemos clamar dia e noite como quem crê que a oração será finalmente ouvida; devemos lutar com Deus, como quem sabe valorizar a bênção e não aceitará um não. O povo de Deus que ora é ordenado a não dar descanso a ele. –Matthew Henry

Esboço da palestra I.

Abordagens Interpretativas

A. Nos primeiros séculos do cristianismo, os pais da igreja empregaram o método alegórico de interpretação. i.

Eles aplicaram esse método tanto a parábolas quanto a toda Bíblia.

ii.

Essa abordagem busca significados escondidos em cada elemento da parábola.

iii.

Esse método é semelhante à alegoria de O Peregrino, na qual cada personagem ilustra uma verdade particular ou representa um tipo específico de pessoa.

B. Nos últimos séculos, a maioria dos estudiosos chegaram ao acordo de que cada parábola possui um ponto central decisivo. i.

Ao invés de cada personagem demonstrar um diferente princípio, todos eles são combinados para apresentar uma única mensagem. 17


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ii.

Algumas das mais complexas parábolas podem possuir dois ou três pontos principais, mas a maioria possui apenas um.

iii.

Essa abordagem evita a tendência de alegorizar para encontrar significados escondidos em cada elemento da história, o que pode levar a interpretação errônea e confusão.

iv.

A tarefa que temos, portanto, é descobrir o único e importante ponto central da parábola.

II.

O Valor da Perseverança

A. Alguns dos mais memoráveis e provocativos discursos de Winston Churchill eram exortações a perseverar em meio à dificuldade. i.

Quando Churchill foi convidado para falar na sua alma mater, ele discursou aos alunos com as palavras: “Nunca, jamais desistam!”.

ii.

Ao longo do seu tempo no cargo, Churchill buscou instilar dentro do povo inglês um espírito indômito de fidelidade e perseverança.

B. Logo no início, Lucas revela o objetivo da parábola do juiz injusto. i.

Jesus conta essa parábola para que os ouvintes orassem sempre e nunca esmorecessem (Lucas 18.1).

ii.

III.

Essa parábola foca na oração persistente em meio às dificuldade e aflições.

A Viúva e o Juiz

A. Para comunicar a verdade da oração constante, Jesus conta a história de uma viúva que não tinha ninguém para vindicá-la contra o seu adversário. B. Na Escritura, as viúvas ocupam um lugar especial no coração de Deus. i.

Viúvas estão entre os mais vulneráveis na sociedade, tanto naquela época quanto hoje em dia.

ii.

A essência da verdadeira religião é cuidar das viúvas e dos órfãos. (Tiago 1.27) 18


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iii.

Nessa parábola, Jesus conta a história de uma viúva que havia sido tratada injustamente, e cuja única esperança era encontrar justiça nas mãos do juiz.

C. Nessa história, a viúva foi apelar o seu caso diante de um juiz que não temia a Deus e nem respeitava homem algum. i.

Visto que esse juiz não se importava com Deus ou com as pessoas, ele não se importava com a justiça.

ii.

Na televisão e na cultura popular, nós frequentemente vemos representações de julgamentos onde se dá grande atenção a precedentes legais e os mais finos pontos da lei, mas nos quais a questão fundamental da justiça se perdeu.

iii.

Infelizmente, muitos juízes e oficiais, tanto naquela época quanto hoje em dia, se preocupam principalmente com o seu próprio cargo, prestígio e segurança de emprego.

IV.

A Persistência da Viúva

A. Quando a viúva buscou o auxílio do juiz, ele se recusou a ajudá-la. B. Mesmo após o juiz ter se recusado a ajudá-la pela segunda vez, ela não aceitava “não” como resposta. C. Como a viúva continuava voltando, o juiz finalmente se cansou e concedeu a sua petição. i.

A mulher era importuna, o que significa “extremamente persistente”.

ii.

Embora o juiz não se importasse com a justiça, a persistência da mulher o levou a apoiar a sua causa.

V.

A Justiça e a Fidelidade de Deus

A. Essa parábola, como muitas outras, revela um contraste entre como criaturas decaídas se comportam e como Deus se comporta. i.

Esse contraste é frequentemente expresso pelas frases “Quanto mais...?” e “Não fará Deus...?” 19


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ii.

Nessa passagem, Jesus pergunta: “Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite?”. Diferentemente do juiz na parábola, Deus se importa profundamente com o seu povo e lhes concederá justiça.

B. Embora o povo de Deus seja frequentemente explorado e tratado injustamente, ele não deve buscar vingança contra malfeitores. i.

“A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei”, diz o Senhor. (Romanos 12.19)

ii.

Deus intentará o bem em todo o mal que o seu povo experimentou.

iii.

No livro do Êxodo, Deus se revela como aquele que ouve os sofrimentos do seu povo e os livra da escravidão.

C. Deus prometeu defender e vindicar o seu povo. i.

O êxodo do Egito é um antegosto do êxodo maior no Novo Testamento, quando Deus livra o sue povo do mundo, da carne e do diabo.

ii.

Quando cristãos são vilipendiados e perseguidos pela sua fé, Cristo, que os declara bem aventurados, os vindicará. (Mateus 5.10-12)

iii.

Embora possamos pensar que Deus não ouve as nossas orações, ele nos conhece intimamente e interferirá pelo nosso bem e para a sua glória.

iv.

Visto que servimos a um Deus que se importa conosco, devemos perseverar na oração e não esmorecer.

v.

Quando Cristo retornar, ele encontrará fé na terra porque ele é fiel para guardar e preservar aqueles que o Pai deu a ele.

Questões para Estudo 1.

O método alegórico de interpretação

a.

Busca significados escondidos em cada elemento da parábola

b. Foi empregado pela maioria dos pais antigos da igreja c.

Pode ser aplicado tanto à Bíblia inteira quanto especificamente a parábolas 20


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d. Todas as alternativas acima e.

Apenas A e B

2.

Segundo o Dr. Sproul, uma parábola nunca terá mais do que um ponto.

a.

Verdadeiro

b. Falso

3.

Tiago 1.27 lembra os cristãos de que a religião pura e sem mácula encontra

expressão em cuidar de______________, que estão entre as pessoas mais vulneráveis na sociedade. a.

Líderes religiosos

b. Viúvas e órfãos c.

Governantes e figuras de autoridade

d. Inimigos e perseguidores

4.

Como o juiz em Lucas 18.1-8 se assemelha a Deus?

a.

O juiz se arrependeu de seu pecado, mostrando a misericórdia de Deus para com pecadores.

b. A bondade do juiz para com a viúva é uma analogia para a bondade de Deus para com aqueles em necessidade. c.

A decisão do juiz de ajudar a viúva revela o poder de Deus para mudar os opressores.

d. Jesus contrasta o juiz injusto e apático com o Deus fiel que vindica o seu povo.

5.

Embora o povo de Deus seja frequentemente vilipendiado, explorado e tratado

injustamente, ele não deve buscar vingança contra malfeitores. a.

Verdadeiro

b. Falso 21


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Estudo bíblico e questões para discussão 1.

Por que os cristãos precisam ser lembrados e encorajados a persistir em oração?

Quais são algumas das razões pelas quais os cristãos podem esmorecer e se entregar ao desespero? Por que é significativo que Jesus tenha contado uma parábola para encorajar os cristãos a orar persistentemente? 2.

Descreva a situação da viúva em Lucas 18.3. Como o juiz respondeu à viúva? Como a

resposta do juiz à viúva se compara à resposta de Deus ao seu povo que está em necessidade? 3.

O que significa “importunar”? O que significa ser importuno em oração?

4.

À primeira vista, Lucas 18.7-8 pode parecer insinuar que Deus sempre fornecerá

rápidas e satisfatórias respostas às orações do seu povo. Como esses versículos devem ser entendidos? Os cristãos devem esmorecer quando Deus não parece estar respondendo as nossas orações? Explique a sua resposta.

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3 - A PARÁBOLA DO RICO INSENSATO Introdução da Mensagem A prosperidade material pode trazer consigo perigos espirituais significativos. Infelizmente, muitas pessoas que desfrutaram de um padrão de vida confortável acabam negligenciando a Deus e ao próximo na busca por conforto e riquezas. Alguns buscam segurança em dinheiro e posses em vez de em Deus, transformando em um ídolo as boas coisas que Deus provê. Outros, levados por ganância, recorrem a meios antiéticos e corruptos de buscar ganho pessoal. No meio dessas armadilhas e tentações, a parábola do rico insensato em Lucas 12 oferece um poderoso lembrete de que a comunhão com Deus é um tesouro muito maior do que riqueza material e bens pessoais.

Leitura bíblica Lucas 12.13-21

Objetivos de ensino 1.

Apresentar e fazer exegese da parábola do rico insensato em Lucas 12.13-21;

2.

Discutir os potenciais perigos da cobiça, tanto naquela época quanto hoje em dia;

3.

Advertir contra as maneiras em que o desejo por ganho pessoal podem minar o

amor por Deus e por outras pessoas; 4.

Encorajar crentes a examinar os seus próprios corações e buscar a Deus como o seu

maior tesouro.

Citações Primeiro Cristo guarda seus seguidores da cobiça, e depois, para curar completamente as suas mentes dessa doença, ele declara que a nossa vida

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não consiste em abundância. Essas palavras apontam para a fonte interna da qual flui a louca ânsia por ganho. Isso porque a crença geral é que um homem é feliz proporcionalmente às suas posses, e que a felicidade da vida é produzida pelas riquezas. Daí surgem aqueles desejos imoderados que, como uma fornalha ardente, lançam longe as suas chamas, e ainda assim, não cessam de queimar por dentro. –João Calvino Portanto, vós pregadores, desembainhem suas espadas e atinjam a raiz. Falem contra a cobiça e clamem a respeito dela. Não fiquem podando ou brincando com galhos ou ramos, senão novos galhos e ramos nascerão deles; mas atinjam a raiz, e não temam esses gigantes da Inglaterra, grandes e poderosos homens. Tais homens são opressores dos pobres; não os temam, mas atinjam a raiz de todo o mal, que é a maliciosa cobiça. – Hugh Latimer

Esboço da palestra I.

Definição

A. Jesus foi requisitado para arbitrar uma disputa sobre uma herança. i.

De acordo com a lei judaica, disputas de herança poderiam ser resolvidas por um rabino.

ii.

Além de ser um mestre, um rabino também poderia servir como procurador ou árbitro legal.

B. Nesse caso, o jovem queria que Jesus representasse seus interesses pessoais. i.

Esse homem não estava interessado no que Jesus tinha a dizer, mas no que Jesus podia fazer por ele.

ii.

Para esse homem, Jesus representava uma oportunidade de ganho financeiro.

C. Jesus respondeu com uma advertência contra a cobiça. i.

A maioria das pessoas hoje não consideram a cobiça como errada ou perigosa.

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ii.

Significativamente, nos Dez Mandamentos, Deus deu ao seu povo uma lei contra a cobiça.

iii.

Ganância e inveja podem ser as precursoras de guerra, furto, violência, desonestidade e calúnia.

D. Jesus contou uma parábola para comunicar o perigo da cobiça. II.

A Abundância do Homem Rico

A. O terreno do homem rico produzia abundante colheita, e ele não tinha espaço para armazenar toda a sua safra. i.

Esse homem era rico por causa do que o solo havia produzido.

ii.

Em última análise, esse homem não era rico por seu próprio esforço, mas por causa da bênção providencial de Deus.

iii.

Todo dom bom e perfeito vem do Pai. (Tiago 1.17)

B. O homem rico não reconhece a Deus como a fonte de sua prosperidade. i.

Entre os mais básicos pecados humanos estão a recusa a honrar a Deus como Deus e a recusa a ser grato a ele.

ii.

O Novo Testamento consistentemente promove uma postura de gratidão diante de Deus. (Efésios 5.4; Filipenses 4.6; Colossenses 2.7; 2 Tessalonicenses 1.3)

iii.

Ao falar com Deus em espírito de gratidão, reconhecemos que não somos autossuficientes, mas beneficiários de sua misericórdia e graça.

III.

O Egocentrismo do Homem Rico

A. Embora ele tivesse mais do que precisava, a prioridade principal do homem rico era acumular e preservar a sua riqueza. i.

Ele não buscava maneiras de enriquecer os seus vizinhos ou a sua comunidade.

ii.

Em vez disso, ele decidiu destruir os seus celeiros e construir celeiros maiores.

B. O homem rico não seguiu a lei do Antigo Testamento de devolver as primícias da sua colheita a Deus. 25


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i.

Em termos contemporâneos, ele não considerou dar um dízimo de suas riquezas a Deus.

ii.

Como um dos mandamentos morais do Antigo Testamento, a obrigação de dizimar não foi anulada pelo Novo Testamento.

iii.

Como muitos cristãos hoje em dia, esse homem era obcecado por suas posses ao ponto de não dar a Deus o que é de direito dele.

iv.

Cristãos professos que recusam a dizimar devem examinar seus corações para ver se compartilham da incredulidade do homem rico.

IV.

A Insensatez do Homem Rico

A. Esse homem é descrito não apenas como rico, mas também como insensato. i.

Em categorias bíblicas, um insensato não é alguém sem inteligência ou sem escolaridade.

ii.

De fato, Aristóteles observou que existe um canto insensato até mesmo na mente do homem mais brilhante.

B. Ser chamado de insensato é um julgamento moral. i.

É o insensato que diz no seu coração: “Não há Deus”. (Salmo 14.1)

ii.

Em meio ao seu sucesso, o rico insensato ignorou Deus e levou apenas os seus próprios interesses em conta.

iii.

Esse homem viveu como se Deus não existisse e como se tudo o que importava era o prazer e a gratificação momentânea.

iv.

Insensatez é a antítese da sabedoria, que começa com o temor ao Senhor. (Provérbios 1.7)

C. Enquanto esse homem estava celebrando, Deus trouxe a acusação de insensatez contra ele. i.

Naquela mesma noite a alma do rico insensato foi pedida dele.

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ii.

Deus não estava impressionado ou satisfeito com as riquezas e posses do homem rico.

iii.

Infelizmente, embora fosse rico em tesouros, esse homem não era rico para com Deus e não estava preparado para se encontrar com o Senhor

Questões para Estudo 1.

A parábola do rico insensato primariamente aborda o pecado da

a.

Indiferença para com o pobre

b.

Preguiça

c.

Cobiça

d.

Corrupção

2.

Embora a riqueza do homem rico tenha vindo de Deus, ele não deu graças ou louvor a

Deus. a.

Verdadeiro

b.

Falso

3.

Qual foi a solução do homem rico para o problema de ter espaço insuficiente para

armazenar a sua colheita? a.

Ele decidiu destruir os seus celeiros e construir celeiros maiores.

b.

Ele deu uma parte da sua colheita para os pobres e necessitados.

c.

Ele vendeu o excedente das suas colheitas e enterrou o dinheiro no chão.

d.

Ele ofereceu as primícias da colheita a Deus e armazenou o resto.

4.

Como um dos mandamentos civis do Antigo Testamento, a obrigação de dizimar foi

anulada pelo Novo Testamento. a.

Verdadeiro

b.

Falso

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5.

Em categorias bíblicas, um insensato é

a.

Sem inteligência

b.

Alguém que vive como se não houvesse um Deus

c.

Contracultural

d.

Sem escolaridade ou ignorante sobre coisas básicas da vida

Estudo bíblico e questões para discussão 1.

O homem que abordou Jesus em Lucas 12.13 não estava interessado em ouvir o

ensino de Jesus. Em vez disso, ele queria usar Jesus para seu próprio ganho pessoal. De que maneiras os cristãos revelam essa atitude para com Jesus hoje em dia? Como você tem sido tentado a usar ou recrutar Jesus para seus próprios propósitos? 2.

O que é cobiça? Por que ela é errada? Que outros pecados podem surgir como

resultado de um espírito cobiçoso? 3.

Jesus nos lembra em Lucas 12.15 que “a vida de um homem não consiste na

abundância dos bens que ele possui”. Todas as bênçãos materiais vêm de Deus e pertencem a Deus. Essa parábola nos avisa contra o perigo de armazenar tesouros terrenos enquanto se é pobre nas coisas de Deus. Como essa parábola se aplica à maneira em que gerenciamos o dinheiro de Deus quanto a: 1) dizimar? 2) dar aos pobres e necessitados? 3) planejar para o futuro? 4.

Qual é a definição bíblica de um insensato? Quais são algumas maneiras em que

você é tentado a viver como se Deus não existisse? Como Deus pode estar chamando você a se arrepender e mudar?

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4 - A PARÁBOLA DO RICO E LÁZARO Introdução da Mensagem Como criaturas que se rebelaram contra um Deus santo, nós nos tornamos profundamente aprisionados pelo poder do pecado. Nesse estado decaído, buscamos os nossos próprios interesses e desejos com pouca consideração por Deus ou pelos outros. Infelizmente, o nosso desprezo pelo nosso santo Criador frequentemente nos leva a tratar aqueles que foram feitos à sua imagem com injustiça e indiferença. Em Lucas 16.19-31, Jesus conta uma parábola extraordinária sobre um homem rico e um mendigo chamado Lázaro. Essa parábola revela tanto a extensão do pecado humano quanto as desesperadoras consequências eternas que aguardam aqueles que não se voltam a Jesus em arrependimento por seus pecados.

Leitura bíblica Lucas 16.19-31

Objetivos de ensino 1.

Apresentar e fazer exegese da parábola do rico e Lázaro em Lucas 16.19-31;

2.

Ressaltar a conexão entre o nosso relacionamento com Deus e a maneira com que

tratamos aqueles que são menos afortunados do que nós; 3.

Discutir as graves e eternas consequências do pecado humano contra um santo e

justo Deus; 4.

Exaltar a Jesus como o único que pode nos libertar do poder e da presença do

pecado;

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5.

Lembrar os cristãos de sua responsabilidade de compartilhar o evangelho de Jesus

Cristo com aqueles que ainda não creram.

Citações Na pessoa de Lázaro existe exposta a nós uma prova notável de que não devemos declarar que um homem é amaldiçoado por Deus por se prolongar nele uma vida cheia de aflições e de incessante dor. Nele a graça de Deus estava tão inteiramente escondida e enterrada pela deformidade e vergonha da cruz, que aos olhos da carne nada se apresentava exceto a maldição; e ainda assim vemos que em um corpo repugnante e cheio de podridão, estava alojada uma alma de inefável preciosidade, que é carregada por anjos para uma vida abençoada. –João Calvino A engenhosidade humana fez muito para unir grandes abismos. O mundo quase não possui rios tão largos que a sua corrente não possa ser transposta, ou uma torrente tão furiosa que não possa ser subjugada. Muito acima da espuma da gloriosa catarata de Columbia, o homem pendurou sua fina, mas substancial, estrada de ferro; e o grito agudo da locomotiva é ouvido acima do rugido do Niágara [...] Existe, contudo, um abismo que nenhuma habilidade ou engenharia humana será jamais capaz de unir. Existe um hiato que asa alguma será jamais capaz de atravessar. É o abismo que separa o mundo da alegria, no qual o justo triunfa, daquela terra de sofrimento na qual o perverso sente a dor pungente da espada de Jeová. – Charles Spurgeon

Esboço da palestra I.

Vidas Contrastantes

A. O homem rico desfrutava de um estilo de vida opulento. i.

Ele se vestia como a realeza, de púrpura e fino linho.

ii.

Ele festejava com suntuosidade dia após dia. 30


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B. Em contraste, Lázaro era um mendigo miserável. i.

Ele era afligido com uma doença de pele crônica que deixou o seu corpo coberto de chagas.

ii.

Incapaz de se mover, ele tinha que ser carregado até os portões da casa do rico.

iii.

Em seu estado de fome, Lázaro ansiava por comer das migalhas que caíam da mesa do rico.

C. Cães ofereciam a Lázaro a bondade que o rico não lhe dava. i.

Na cultura judaica do primeiro século, cães eram vistos como bestas impuras carniceiras.

ii.

Quando Lázaro se colocava ao portão do rico, cães vinham lamber as suas feridas.

iii.

Os cães deram a Lázaro o mesmo tratamento de cura que eles davam a si mesmos quando feridos.

iv.

Até mesmo os cães impuros tinham mais consideração pela vida humana do que o rico.

II.

Mortes Contrastantes

A. Quando Lázaro morreu, anjos o levaram até o lado de Abraão. i.

Nada é dito a respeito do seu funeral, e não há evidência de que a sua morte de fato importava para qualquer pessoa.

ii.

Contudo, ilimitadas honra e glória aguardavam por ele após a sua morte.

B. Quando o rico morreu, ele experimentou o tormento no Hades. i.

Lucas menciona o enterro que o rico recebeu.

ii.

Contudo, ele não recebeu qualquer honra celestial.

iii.

Mesmo em seu tormento, ele não clamou a Deus em arrependimento.

iv.

Eternidades Contrastantes

A. Quando o rico estava no Hades, ele levantou os olhos e viu Lázaro ao lado de Abraão. 31


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B. Em vez de clamar a Deus, o rico pediu a Abraão que amenizasse a sua condição de sofrimento. i.

Ainda considerando Lázaro como um mendigo inferior, pediu que Abraão o enviasse como um servo para refrescar a sua língua com água.

ii.

O homem que costumava festejar suntuosamente estava agora implorando desesperadamente por uma gota d’água.

C. Abraão negou o pedido do homem rico.

III.

i.

Durante a sua vida, o rico desfrutou de todo conforto que faltava a Lázaro.

ii.

Em uma reviravolta de justiça poética, suas situações agora estavam revertidas.

A Grave Realidade da Punição Eterna

A. Não existe maneira de cruzar de um destino eterno para o outro. i.

Lázaro não podia chegar ao rico para aliviá-lo porque havia um grande hiato separando o Hades do seio de Abraão.

ii.

Após a sua morte, era tarde demais para o rico desviar de seus caminhos perversos e evitar as severas consequências do seu pecado.

iii.

Embora ele tenha recebido várias segundas chances durante a sua vida, ele não se arrependeu do seu estilo de vida egocêntrico.

B. Jesus frequentemente advertia as pessoas a respeito da realidade do julgamento eterno. i.

Nos evangelhos, Jesus ensinou mais sobre o inferno do que sobre o céu.

ii.

Jesus ensinou que no dia do julgamento as pessoas seriam chamadas para prestar contas de cada palavra descuidada ou inútil que disseram.

C. Seres humanos decaídos precisam de uma mudança no coração para serem acordados do seu estado de perigo espiritual. i.

O homem rico pediu que Lázaro fosse enviado para avisar a seus cinco irmãos para que eles não tivessem que experimentar o tormento eterno.

ii.

Visto que os irmãos já tinham os escritos do Antigo Testamento, não adiantaria nada enviar Lázaro para avisá-los. 32


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iii.

Se seus corações estavam endurecidos contra os avisos de Moisés e dos Profetas, os irmãos não se arrependeriam mesmo se alguém se levantasse dos mortos e falasse com eles.

D. Da mesma maneira, os ouvintes de Jesus cujos corações estavam endurecidos para com a palavra de Deus se recusariam a se arrepender e crer mesmo após Jesus ter ressuscitado de entre os mortos. i.

A advertência é clara: agora é o tempo de se arrepender e selar o nosso estado eterno.

ii.

Uma vez que morremos, é tarde demais.

iii.

Enquanto a mudança ainda é possível, devemos pedir a Deus que abra os nossos olhos para as verdades das Escrituras que provocam mudança de vida, para que nos arrependamos e creiamos nas boas novas de Jesus Cristo.

Questões para Estudo 1.

Por que é significativo que os cães tenham lambido as feridas de Lázaro?

a.

Até mesmo animais impuros eram superiores ao rico em compaixão.

b. Lázaro morreu de uma infecção contraída dos cães imundos. c.

Os cães aumentaram a miséria terrena de Lázaro ao lamber as suas feridas.

d. O rico era tão cruel que os cães preferiam o enfermo Lázaro.

2.

O rico não clamou a Deus em arrependimento até que começasse a experimentar o

tormento no Hades. a.

Verdadeiro

b. Falso

3.

Após as situações terem se revertido, o rico considerou Lázaro como

a.

Um homem de sabedoria e integridade. 33


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b. Um mendigo e servo, assim como antes. c.

O mais espiritualmente maduro dos dois.

d. Alguém com quem ele deveria ter sido mais generoso.

4.

Durante o seu ministério terreno, jesus ensinou menos sobre o céu do que sobre o

inferno. a.

Verdadeiro

b. Falso

5.

De acordo com a parábola, se Lázaro tivesse sido ressurreto para avisar os irmãos do

rico sobre o julgamento eterno, como eles teriam reagido? a.

Eles teriam crido em sua mensagem.

b. A mensagem de Lázaro teria levado eles a estudar as Escrituras. c.

Se eles já ignoravam a Escritura, eles também ignorariam Lázaro.

d.

Alguns irmãos teriam crido em Lázaro, outros não.

Estudo bíblico e questões para discussão 1.

O rico nessa parábola não era condenado por ser rico, mas a sua indiferença para

com Lázaro era um sintoma de um problema espiritual mais profundo (veja Provérbios 14.31 e 17.5). O que a atitude e as ações do rico revelam sobre o seu relacionamento com Deus? 2.

Conforme mencionado antes, uma forma de medir o batimento cardíaco espiritual

de uma pessoa é observando a perspectiva daquela pessoa para com os que estão em necessidade. Considere a sua própria atitude e conduta para com os destituídos e menos favorecidos; o que elas indicam a respeito da sua visão de quem Deus é? Como pode haver uma desconexão entre o que você professa a respeito de Deus e como você reage para com aqueles que foram feitos à imagem dele? 34


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3.

No mundo de hoje, é cada vez mais impopular e controverso falar da doutrina da

punição eterna. O que Lucas 16.19-31 diz a respeito do estado eterno daqueles que rejeitam a Deus? Que questões sobre o futuro essa deixa sem resposta? 4.

A doutrina do inferno lembra os cristãos do nosso chamado de proclamar o

evangelho aos incrédulos. O que essa parábola diz sobre a urgência de compartilhar as boas novas com outras pessoas? Veja Lucas 16.31. Quais, em vez de sinais miraculosos, são os nossos maiores recursos quando falamos às pessoas sobre Jesus?

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5 - A PARÁBOLA DO TESOURO OCULTO E A PARÁBOLA DA PÉROLA DE GRANDE VALOR Introdução da Mensagem Quando o apóstolo Paulo refletia sobre suas experiências de vida, ele observou que suas maiores conquistas humanas eram como lixo quando comparadas com a sublimidade do valor de conhecer Jesus Cristo (Filipenses 3.7-9). Embora ele tivesse muito do que se orgulhar, Paulo voluntariamente desistiu daquilo tudo para que ele pudesse conhecer Cristo e ser encontrado nele. Embora as parábolas do tesouro oculto e da pérola de grande valor estejam entre as parábolas mais curtas de Jesus, as ricas figuras encontradas nelas expressam poderosamente o que Paulo aprendera ser verdadeiro, que Jesus Cristo é o maior tesouro que qualquer pessoa pode jamais esperar obter.

Leitura bíblica Mateus 13.44-46

Objetivos de ensino 1.

Apresentar a parábola do tesouro oculto e a parábola da pérola de grande valor em

Mateus 13.44-46; 2.

Examinar as ideias subjetiva e objetiva de valor;

3.

Discutir a necessidade de seres humanos decaídos valorizarem as coisas que Deus

valoriza; 4.

Exaltar Jesus Cristo como supremamente valioso, digno de se abandonar tudo para

recebê-lo. 36


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Citações Aqueles que possuem um interesse salvífico em Cristo devem estar dispostos a romper com tudo por ele, deixar tudo e segui-lo. O que quer que esteja em oposição a Cristo, ou competindo com ele por nosso amor e serviço, devemos alegremente abandonar, mesmo que seja tão querido para nós. –Matthew Henry Nós vemos nesta simples figura a conduta de um verdadeiro cristão explicada. Ele é o que é, e faz o que faz em sua religião, porque está profundamente persuadido de que vale a pena. Ele sai do mundo; lança fora o velho homem; abandona as vãs companhias da sua vida passada. Assim como Mateus, ele abandona tudo, e assim como Paulo, ele considera “tudo como perda” por amor de Cristo. E por quê? Porque ele está convencido de que Cristo o compensará por tudo o que ele abandona. Ele vê em Cristo um “tesouro” infinito, ele vê em Cristo uma preciosa “pérola”: para ganhar a Cristo, ele fará qualquer sacrifício. Essa é a verdadeira fé. Esse é o comprovante de um genuíno trabalho do Espírito Santo. –J.C. Ryle

Esboço da palestra I.

A Pergunta de Valor

A. Tanto a parábola do tesouro oculto quanto a da pérola de grande valor tratam do valor do reino dos céus. B. No uso contemporâneo, o conceito de valor às vezes é usado como um sinônimo para ética. i.

Discussões políticas frequentemente fazem alusão aos “valores nacionais” ou os “valores familiares”.

ii.

Nessas instâncias, tais “valores” normalmente se referem a objetivar padrões morais.

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C. Contudo, a rigor, valor tem a ver com a avaliação subjetiva de valor de um indivíduo ou de alguma coisa. i.

Um carro pode ser de maior valor aos olhos do seu atual dono do que aos olhos de um comprador potencial.

ii.

Dinheiro é uma fonte frequente de tensão matrimonial quando o marido e a mulher valorizam as coisas diferentemente.

D. Quando valores e ética convergem, nós vemos que nossos sistemas de valor nem sempre entram em acordo com o sistema de valor de Deus. i.

Como cristãos, temos a obrigação de alinhar os nossos valores pessoais com os valores que Deus atribui às coisas.

ii.

Quando Jesus anunciou que o reino dos céus havia chegado, ele anunciou algo de inestimável valor para pessoas que não davam grande valor a isso.

II.

A Busca do Tesouro

A. Muitas histórias populares são sobre caças ao tesouro. i.

Piratas ou foras-da-lei fariam uma reserva escondida do tesouro e fariam um mapa para ajudá-los a encontrá-la mais tarde.

ii.

Anos mais tarde, outros encontrariam o mapa e tentariam recuperar o tesouro perdido.

B. Nessa parábola, um trabalhador inesperadamente se depara com um tesouro que havia sido enterrado em um campo. i.

No mundo antigo, não era incomum que as pessoas enterrassem itens de valor para mantê-los protegidos.

ii.

Se o dono morresse antes de retornar ao tesouro, ele ficaria escondido até que alguém o encontrasse por acaso.

C. Quando esse trabalhador encontrou o tesouro, ele decidiu vender todos os seus bens para poder comprar o campo que continha os bens de valor enterrados. i.

Sua única paixão ardente era comprar o tesouro. 38


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ii.

Uma vez que o campo pertencesse a ele, o tesouro também pertenceria.

D. Da mesma maneira, um joalheiro se depara com a mais fina pérola que ele já havia visto. i.

Sua coleção provavelmente incluía muitas pérolas e gemas valiosas.

ii.

Ele se separa de toda a sua coleção para comprar a pérola de grande valor.

E. Nessas parábolas, ambos os homens se deparam com algo tão valioso que eles alegremente sacrificariam todo o resto para poder possuir tal coisa.

III.

Os Valores de Deus e os Nossos

A. Em uma troca econômica típica, ambas as partes lucram. i.

O vendedor é pago por seus artigos.

ii.

O comprador troca o seu dinheiro por um item que é mais importante para ele do que o dinheiro que ele paga para obtê-lo.

B. Jesus perguntou aos seus ouvintes quanto vale uma alma humana. i.

“Que dará o homem em troca da sua alma?” (Mateus 16.26)

ii.

Certas obras literárias exploraram a ideia de uma pessoa vendendo a própria alma ao diabo em troca de específicos poderes ou prazeres.

iii.

Para o cristão, a salvação tem um valor alto demais para ser trocada por qualquer coisa.

C. No sistema de valor de Deus, o reino dos céus supera qualquer outro item ou tesouro em valor. i.

Devemos examinar nossos sistemas de valor e alinhá-los às coisas que Deus valoriza.

ii.

Devemos buscar o que Jesus busca e resistir àquilo a que Jesus resiste. iii.

Devemos estar preparados para sacrificar tudo para possuir Cristo.

Questões para Estudo 1.

Valor, em seu mais básico sentido, descreve 39


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a.

Uma causa social frequentemente associada a uma plataforma política.

b. A avaliação subjetiva do valor de um indivíduo ou de uma coisa. c.

Uma determinada quantidade de dinheiro.

d. Um princípio moral objetivo.

2.

Os cristãos são chamados a alinhar seus sistemas pessoais de valor com os valores

de Deus. a.

Verdadeiro

b. Falso

3.

Na cultura hebraica antiga, _____________ era um método comum de proteger

bens pessoais. a.

Ocultar ou enterrar os bens.

b. Contratar guardas pessoais. c.

Trancar os bens em um cofre fortificado.

d. Obter uma escritura de proteção das autoridades locais.

4.

Quando uma pessoa comprava um campo, a lei judaica antiga exigia que ela

devolvesse objetos valiosos encontrados nos limites do campo para o proprietário anterior. a.

Verdadeiro

b. Falso

5.

O que essas parábolas ensinam a respeito do reino dos céus?

a.

O reino dos céus exige tudo o que uma pessoa possui.

b. O reino dos céus é o maior tesouro que qualquer pessoa pode obter. c.

Os seguidores de Cristo devem alinhar os seus valores com os valores de Deus.

d. Todas as alternativas acima. 40


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Estudo bíblico e questões para discussão 1.

De acordo com o Dr. Sproul, qual é a diferença entre o conceito econômico de valor

e a noção ética de valores? Por que essa diferença é significativa? 2.

Por que é tão necessário que os nossos sistemas de valores sejam refeitos de acordo

com as coisas que Deus valoriza? Como esse processo acontece? 3.

Quais são algumas das coisas que você mais valoriza? Como o seu senso de valor

mudou como resultado de conhecer a Cristo? Como ele representa a satisfação de algumas dessas coisas que você valoriza? 4.

Em ambas as parábolas, os personagens principais vendem todas as suas posses

para obter algo de maior valor. Como Jesus chamou você para fazer sacrifícios por ele? Qual tem sido a coisa mais difícil de você abandonar por amor de Cristo? Como ele tem se mostrado fiel?

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6 - A PARÁBOLA DO DONO DA VINHA

Introdução da Mensagem Igualdade é altamente estimada hoje em dia. Muitas sociedades e governos são construídos sobre a premissa de que todas as pessoas merecem essenciais dignidade e igualdade. Ainda assim, conceitos como igualdade e equidade às vezes são forçados a um grau extremo. Consequentemente, pode ser muito controverso afirmar, como a Bíblia o faz, que Deus não estende graça e misericórdia a todas as pessoas da mesma maneira. Nesta palestra, o Dr. Sproul examinará a parábola da vinha em Mateus 20, explicando que é prerrogativa soberana de Deus ter misericórdia em quem ele tiver misericórdia.

Leitura bíblica Mateus 20.1-16

Objetivos de ensino 1. Apresentar e fazer exegese da parábola do dono da vinha em Mateus 20.1-16; 2. Examinar as implicações da soberania de Deus; 3. Diferenciar entre distintas categorias de justiça e não-justiça; 4. Proclamar a santidade de Deus e a sua abundante misericórdia em eleger pecadores imerecidos para a salvação.

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Citações O homem não tem direito de reclamar da generosidade de Deus quando ele honra indivíduos indignos com grandes recompensas além do que eles merecem. –João Calvino Nós vemos um homem chamado ao arrependimento e à fé no início da sua vida como Timóteo, que trabalhou na vinha do Senhor por quarenta ou cinquenta anos; nós vemos outro homem chamado “à hora undécima”, como o ladrão da cruz, e tirado do fogo como um tição — um dia, um pecador impenitente endurecido, e no outro está no paraíso. E ainda assim, todo o teor do Evangelho nos leva a crer que ambos foram igualmente perdoados diante de Deus. –J.C. Ryle

Esboço da palestra I.

Significado e Aplicação

A. As pessoas frequentemente argumentam que as parábolas do Novo Testamento podem ter uma multidão de significados. B. Contudo, o cristianismo ortodoxo tradicionalmente tem defendido que um texto bíblico tem apenas um significado, embora com a possibilidade de uma multidão de aplicações. C. A parábola em Mateus 20.1-16 tem um único significado com muitas possíveis aplicações. D. Embora tradicionalmente chamada de “a parábola dos trabalhadores na vinha”, essa parábola, na verdade, é a respeito do dono da vinha. II.

Justiça, Graça e Mérito

A. A parábola do dono da vinha lida com os aspectos de peso de justiça, graça e mérito. 43


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B. Frequentemente, esses termos são usados de maneiras imprecisas e confusas em discussões contemporâneas. i.

A linguagem é viva e, com o tempo, o significado de certas palavras pode mudar significativamente.

ii.

Por exemplo, a palavra “varrer” originalmente significava “esquadrinhar”, mas hoje pode significar “limpar com vassoura”.

C. O termo “justiça” também pode ser usado de maneiras paradoxais. i.

No mínimo, “justiça social” envolve defender os direitos humanos, prevenir a exploração alheia e auxiliar os membros mais vulneráveis da sociedade.

ii.

Em certos contextos marxistas, “justiça social” pode descrever esforços coercivos de tirar de uma pessoa e dar a outra.

III.

O Dono da Vinha e Seus Trabalhadores

A. Nessa parábola, um homem que possuía uma vinha saiu para assalariar trabalhadores. i.

Quando as uvas estavam maduras ao ponto ideal, era imperativo que elas fossem colhidas o mais rápido possível.

ii.

Visto que o dono precisava de trabalhadores adicionais para fazer a colheita, ele foi ao mercado, onde trabalhadores estavam aguardando para serem contratados para um dia de trabalho.

B. Ele contratou vários trabalhadores que concordaram em trabalhar em troca de um denário. C. Conforme o trabalho progredia, o dono decidiu contratar mais trabalhadores ao longo do dia. i.

Ele retornou e contratou mais trabalhadores à terceira hora, à hora sexta e à hora nona. 44


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ii.

Quando ele saiu à décima-primeira hora, ele viu alguns homens desocupados que ainda não haviam sido contratados por ninguém.

iii.

Ele contratou esses homens, e eles trabalharam durante a última hora do dia de trabalho.

D. No final do dia, a colheita havia sido completada e o dono da vinha pagou o salário dos trabalhadores. i.

Começando pelo último grupo, ele pagou a cada grupo de trabalhadores um denário.

ii.

Aqueles que haviam trabalhado o dia inteiro ficaram ultrajados por terem recebido o mesmo salário que os trabalhadores que trabalharam apenas no final do dia.

iii.

O dono lembrou o primeiro grupo de trabalhadores que eles haviam concordado em trabalhar por um denário e que ele havia honrado o acordo.

IV.

A Soberania de Deus na Eleição

A. Aqueles que professam ser cristãos concordam que Deus é soberano. B. A doutrina da soberania tem muitas implicações. i.

Deus domina sobre a criação, e toda a natureza obedece as suas ordens.

ii.

Deus tem o direito de dar aos seres humanos a sua lei, e portanto, impor obrigações morais às suas criaturas.

iii.

Deus tem o direito de distribuir graça a pecadores da maneira que lhe agrada.

C. Deus estende graça diferentemente a diferentes pessoas. i.

Deus dá graça a certas pessoas que ele não dá a outras.

ii.

Ele chamou Abraão para fora do paganismo caldeu, mas não Hammurabi.

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iii.

Saulo de Tarso não havia feito nada para merecer salvação, mas Deus graciosamente o converteu no caminho para Damasco.

iv.

De acordo com o beneplácito da sua vontade, Deus escolhe dar graça a alguns, mas não a todos. (Romanos 9.10-13)

V.

Justiça, Não-Justiça e Injustiça

A. Uma pessoa recebe justiça quando ela recebe o que é merecido. B. Uma pessoa recebe não-justiça quando ela não recebe o que é merecido. i.

Uma pessoa que não recebe a punição que ela merece, recebe a não-justiça da misericórdia.

ii.

Uma pessoa que recebe imerecida bondade ou bênção, recebe a não-justiça da graça.

iii.

Uma pessoa que recebe tratamento perverso e não razoável que não merece, recebe a não-justiça da injustiça.

C. Quando Deus demonstra graça ou misericórdia, ele não age justamente, mas também não age injustamente. i.

Não há nada perverso no fato de Deus dar graça e perdão a pecadores que não merecem.

ii.

Não há nada errado no fato de Deus dar apenas punição a pecadores que a merecem.

iii.

Deus é livre para decidir quem receberá graça não-justa e quem receberá justa punição; ninguém recebe injustiça dele.

VI.

O Justo e Generoso Proprietário de Terras

A. Em Mateus 20.1-16, o dono da vinha não trata nenhum dos seus trabalhadores injustamente.

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i.

Alguns dos trabalhadores recebem exatamente aquilo pelo que haviam trabalhado.

ii.

Os outros trabalhadores receberam mais do que mereciam.

B. A única pessoa nessa parábola que recebeu injustiça foi o dono da vinha, que foi injustamente caluniado pelos furiosos trabalhadores. C. Assim como o dono da vinha era livre para ser generoso com o próprio dinheiro, Deus tem autoridade soberana para mostrar misericórdia conforme deseje.

Questões para Estudo 1.

Os trabalhadores que foram contratados no início do dia concordaram em receber

um denário por um dia de trabalho. a.

Verdadeiro

b. Falso

2.

Os trabalhadores que foram contratados no fim do dia receberam

a.

Nada

b. Mais do que os outros trabalhadores c.

Menos do que os outros trabalhadores

d. Um denário

3.

O controle de Deus sobre a criação, seu direito de legislador e sua distribuição de

graça a pecadores sempre são demonstração de sua a.

Onipresença

b. Soberania c.

Transcendência 47


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d. Onisciência

4.

Uma pessoa que não é punida por um crime que tenha cometido, recebeu justiça.

a.

Verdadeiro

b. Falso

5.

Em Mateus 20.1-16, o dono da vinha não tratou nenhum de seus trabalhadores.

a.

Não-justamente

b. Justamente c.

Eticamente

d.

Injustamente

Estudo bíblico e questões para discussão 1.

O que significa dizer que Deus é soberano? Você tem dificuldade com essa doutrina

ou você acha fácil aceitá-la? Por quê? 2.

Em suas próprias palavras, descreva a diferença entre justiça e não-justiça. Quando

é desejável receber justiça? Quando é desejável não receber justiça? 3.

Todas as formas de não-justiça são iguais? Explique. Deus tratou você não-

justamente? 4.

O Dr. Sproul nos lembra que a maioria das parábolas possuem apenas um

significado. Após refletir na parábola do dono da vinha, qual você diria que é o significado dessa parábola? Quais são algumas das possíveis aplicações que essa parábola pode ter?

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7 - A PARÁBOLA DO FARISEU E DO PUBLICANO

Introdução da Mensagem Por séculos, cristãos têm corretamente compreendido o orgulho como um potencial risco espiritual. Como a experiência comum demonstra, o orgulho pode minar a confiança e atiçar a dissensão em relacionamentos humanos. O orgulho espiritual pode tomar proporções ainda mais fatais. Ao ficar obcecada pelas próprias conquistas religiosas e boas obras, uma pessoa pode facilmente perder de vista a extensão de seu próprio pecado. Como veremos, a parábola do fariseu e do publicano adverte contra o perigo da justiça própria e nos exorta a nos aproximarmos de Deus com humildade, colocando nossa confiança definitiva somente em Cristo.

Leitura bíblica Lucas 18.9-14

Objetivos de ensino 1. Apresentar e fazer exegese da parábola do fariseu e do publicano em Lucas 18.9-14; 2. Advertir contra os perigos espirituais do orgulho e da justiça própria; 3. Articular as doutrinas bíblicas da justificação e da imputação; 4. Exaltar a Deus pela graça e misericórdia que ele demonstra para com pecadores.

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Citações Os crentes não devem se achegar à presença de Deus sem humildade e humilhação. Nenhuma doença é mais perigosa do que a arrogância; e ainda assim todos a temos tão profundamente fixada em nossa essência, que ela dificilmente pode ser removida ou extirpada por qualquer remédio. Sem dúvida é estranho que homens fiquem tão furiosos a ponto de se aventurarem a levantar as suas cristas contra Deus, e alegar seus próprios méritos diante dele. Embora o ser humano seja levado por sua ambição, quando chegamos à presença de Deus, toda presunção deve ser deixada de lado. –João Calvino É para vergonha do fariseu que, embora ele tenha ido ao templo para orar, ele não tenha orado. Não há oração em nada do que ele disse. É excelência do publicano que ele tenha ido ao templo orar, e orou — não há nada além de oração em tudo o que ele disse. –Charles Spurgeon

Esboço da palestra I.

Um Corpus Permixtum

A. Jesus falou sobre o fariseu e o publicano a “alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros”. (Lucas 18.9) B. Um tema recorrente nas parábolas de Jesus é o anúncio da crise iminente que vem a partir da irrupção do reino de Deus no ministério de Jesus. C. Jesus repetidamente emitiu sóbrias e sérias advertências àqueles que fizeram profissões de fé, mas não possuíam de fato a fé que professavam. D. A igreja é um corpus permixtum, um corpo misturado. i.

A igreja contém tanto trigo quanto joio. (Mateus 13.24-30) 50


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ii.

A igreja contém tanto verdadeiros crentes quanto aqueles que fazem profissões de fé sem de fato ter fé autêntica.

II.

O Fariseu

A. Os fariseus eram um grupo judaico que iniciou o seu ministério no período intertestamentário. i.

Os fariseus eram profundamente preocupados com o declínio da religião e a negligência da lei de Deus que eles observavam entre o povo judeu naquele tempo.

ii.

Em meio a uma cultura secularizante, os fariseus estavam comprometidos a guardar a lei de Deus e a encorajar piedade entre o povo.

B. Eventualmente, muitos fariseus se tornaram mais concentrados à sua obediência da lei do que ao que a lei foi projetada originalmente para ensinar. i.

A lei de Deus tem o objetivo de revelar a santidade de Deus e o pecado humano.

ii.

A lei de Deus age como uma professora, orientando pessoas caídas a Cristo ao perceberem que não conseguem guardar os santos mandamentos de Deus. (Romanos 7.7-8; Gálatas 3.19; Gálatas 3.24-25)

iii.

Ao invés de verem o seu próprio pecado no espelho da lei, muitos fariseus viam apenas o próprio esforço moral e suas conquistas.

iv.

Muitos buscavam ganhar a aprovação de Deus mantendo-se separados de qualquer pessoa ou coisa que fosse vista como poluída ou impura

C. O fariseu nessa parábola tem a audácia de agradecer a Deus pela sua percebida superioridade moral sobre os outros. i.

Embora as suas palavras expressassem gratidão pela graça de Deus na sua vida, a oração era privada de sinceridade.

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ii.

A sua oração adotou o tom de lembrar a Deus e aos outros do seu justo estilo de vida, em contraste com a desonestidade e corrupção dos outros.

iii.

As palavras do fariseu indicavam que ele pensava que suas obras justas o ajudariam a ganhar favor aos olhos de Deus.

D. Infelizmente, muitas pessoas têm um entendimento equivocado sobre o que é necessário para ser justificado diante de Deus. i.

Muitos, como esse fariseu, ainda confiam nas suas próprias conquistas e boas obras para serem reconciliados com Deus.

ii.

Ao pensar que Deus nos classifica em curva1, comparamos o nosso comportamento com o de outros e assumimos que Deus nos aceitará contanto que haja alguém que seja pior do que nós.

iii.

Um pensamento comum é que uma pessoa irá para o céu simplesmente se suas boas obras superarem as más obras.

E. Contudo, o que Deus exige é perfeição. i.

Se Deus mantivesse um registro de iniquidades, ninguém poderia suportar a sua presença. (Salmo 130.3)

ii.

Mesmo em nossas boas obras, nós falhamos em amar a Deus de todo o nosso coração, mente e força.

iii.

Como criaturas depravadas, tudo o que fazemos é desfigurado pela imperfeição do coração e vontade pecaminosos que executam a ação.

III.

1

O Publicano

Nota do Revisor: Em educação, classificação em curva é um método estatístico de atribuição de notas

projetadas para produzir uma distribuição pré-determinada de notas entre os alunos de uma classe, onde um número certo de estudantes tirará nota 10, outro número determinado tirará nota 9, e assim por diante. Para estar acima da média, portanto, basta tem outros alunos pior que você.

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A. Em contraste com o espírito altivo do fariseu, o publicano ficava de longe e nem mesmo levantava os olhos aos céus. B. Sua conduta era de total humildade. C. Ele entendia a natureza séria do próprio pecado e expressava genuína tristeza por causa dele. i.

Ele reconhecia que estava diante de um Deus santo sem nada para apresentar.

ii.

Em vez de se vangloriar de suas conquistas, o publicano simplesmente clamou por misericórdia.

D. O publicano, não o fariseu, foi embora justificado diante de Deus.

IV.

A Imputação da Justiça de Cristo

A. A doutrina da imputação ensina que a justificação que pecadores recebem diante de Deus está baseada em uma justiça que não pertence a eles. i.

Pela fé, pecadores recebem uma “justiça alheia”.

ii.

Essa “justiça alheia” vem de fora de nós.

B. Para reconciliar a humanidade caída com Deus, Jesus Cristo não simplesmente chegou na terra e morreu na cruz. i.

Na sua obra de passiva obediência, Cristo morreu na cruz para pagar a pena pelo pecado humano.

ii.

Na sua obra de ativa obediência, Cristo viveu uma vida perfeitamente sem pecado e conquistou a justiça que Deus exige de todas as pessoas.

iii.

Quando pecadores confiam somente em Cristo, ele imputa, ou transfere, seu status justo para eles.

C. Nessa parábola, o publicano repousou apenas na graça de Deus. 53


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i.

Na justificação, Deus declara justa uma pessoa que não é justa em si mesma.

ii.

Com essa declaração de justificação, Deus remove a culpa daquela pessoa e concede a ela a deslumbrante e contínua justiça de Cristo.

iii.

Quando o publicano foi para casa justificado, ele saiu como um perdoado e adotado filho de Deus.

Questões para Estudo 1.

Dizer que a igreja é exteriormente um corpus permixtum é dizer que ela contém

tanto verdadeiros crentes quanto aqueles que professaram a fé sem de fato possui-la. a.

Verdadeiro

b. Falso

2.

Em sua oração, o fariseu focou

a.

Na sua necessidade por perdão

b. Na santidade de Deus c.

Nas suas necessidades diárias

d. Na sua obediência às leis de Deus

3.

Quando o publicano orou, ele

a.

Agradeceu a Deus por não ser como o fariseu

b. Prometeu dar tudo o que ele tinha aos pobres c.

Confessou o próprio pecado e implorou pela misericórdia de Deus

d. Levantou os braços e olhou para o céu

4.

Pela fé, pecadores arrependidos recebem uma justiça que vem do fundo de seus

corações. a.

Verdadeiro 54


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b. Falso

5.

Em sua______________, Jesus Cristo conquistou a justiça que Deus exige de cada

pessoa. a.

Obediência ativa

b. Obediência passiva c.

Morte expiatória

d.

Vitória sobre a morte

Estudo bíblico e questões para discussão 1.

Como a lei de Deus age como um espelho? O que o fariseu viu quando olhou para o

espelho da lei de Deus? O que o publicano viu? 2.

O que é correto e verdadeiro na oração do fariseu? O que é problemático? Baseado

em sua oração, como o fariseu vê a si mesmo diante de Deus? 3.

Geralmente, como eram os fariseus nos dias de Jesus? Como os publicanos eram

considerados nesse tempo? Como você acha que os ouvintes de Jesus teriam reagido às descrições do fariseu e do publicano nessa parábola? 4.

De quais maneiras você é tentado a se comportar como o fariseu nessa parábola?

Quem são alguns dos “publicanos” que você acha fácil desprezar? O que você pode ser capaz de aprender dessas pessoas sobre humildade e verdadeira fé?

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8 - A PARÁBOLA DO SERVO INCOMPASSIVO

Introdução da Mensagem A vida em um mundo caído é muito frequentemente caracterizada por confianças quebradas, relacionamentos tensos e expectativas não atendidas. Intencionalmente ou não, estamos constantemente machucando os outros e sendo machucados por eles. Como resultado, a parábola do servo incompassivo em Mateus 18 descreve a nossa necessidade tanto de perdoar os outros quanto de sermos perdoados por eles. Ao explorarmos essa parábola, veremos como o abundante perdão de Deus muda a maneira como vivemos e nos relacionamos com ele e com as pessoas à nossa volta.

Leitura bíblica Mateus 18.21-35

Objetivos de ensino 1. Apresentar e fazer exegese da parábola do servo incompassivo em Mateus 18.21-35; 2. Explicar o que é o perdão e por que precisamos do perdão de Deus; 3. Promover uma maior apreciação pela misericórdia de Deus; 4. Encorajar um estilo de vida de perdão aos outros.

Citações Veja como responderão outro dia aqueles que, embora carreguem o nome de cristãos, persistem no mais rigoroso e inclemente tratamento de seus irmãos, como se as leis mais rígidas de Cristo pudessem ser dispensadas

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pela gratificação de suas paixões desenfreadas; então amaldiçoam a si mesmos toda vez que recitam a oração do Senhor. –Matthew Henry Não devemos limitar o nosso perdão a um número fixo de vezes. Tantas vezes quanto um irmão nos ofender e pedir perdão, nós devemos perdoá-lo. É dever dele pedir perdão. Se ele faz isso, é nosso dever declarar que o perdoamos e tratá-lo de acordo. Se ele não pede que o perdoemos, ainda assim não temos a liberdade de alimentar vingança e rancor, mas ainda devemos tratá-lo amavelmente e fazer o bem a ele. –Albert Barnes

Esboço da palestra I.

O Perdão e a Disciplina Eclesiástica

A. Antes de contar a parábola do servo incompassivo em Mateus 18.21-35, Jesus deu instruções quanto a responder pecados interpessoais em Mateus 18.15-20. i.

Se um cristão peca contra o outro, aquele que sofreu a ofensa deve confrontar o ofensor privadamente.

ii.

Se o ofensor não se arrepende, aquele que sofreu a ofensa deve confrontá-lo mais uma vez, acompanhado por um ou dois crentes maduros.

iii.

Se o ofensor ainda se recusa a ouvir, a questão deve ser levada diante da igreja.

iv.

Se o ofensor continua impenitente e não ouve a igreja, ele deve ser considerado como um incrédulo.

B. Uma das mais difíceis experiências para a comunidade de crentes é confrontar um membro que se recusa a se arrepender de um pecado. i.

Esse processo de confrontação é comumente chamado de disciplina eclesiástica.

ii.

O objetivo desse processo não é punir o irmão ofensor, mas trazê-lo ao arrependimento e à restauração dentro da igreja. 57


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iii.

Impenitência pelo pecado é a única base bíblica para excomungar uma pessoa da igreja.

iv.

Mesmo após a excomunhão, os cristãos ainda devem ter a esperança de ver essa pessoa eventualmente restaurada ao fiel discipulado dentro do corpo de Cristo.

C. Quando Pedro perguntou sobre perdão após Jesus ter dado essas instruções, Pedro estava, com efeito, perguntando quantas vezes ele deveria estar disposto a confrontar dessa maneira um irmão que o houvesse ofendido. i.

Se um irmão peca contra Pedro, Pedro confronta o irmão e o irmão se arrepende, quantas vezes Pedro deve confrontar o irmão se a mesma ofensa acontece novamente?

ii.

Jesus respondeu que Pedro deveria estar preparado para perdoar uma pessoa quantas vezes for necessário.

D. Perdão é um pronunciamento convincente. i.

Quando Deus perdoa alguém, ele não considera mais aquele pecado contra a pessoa.

ii.

Embora Deus não mantenha um registro das ofensas que ele perdoou, nós frequentemente mantemos.

iii.

Quando mantemos um placar de pecados cometidos contra nós, nós demonstramos que não perdoamos, de fato, aqueles que pecaram contra nós.

iv.

Quando Pedro sugeriu que ele mantivesse um placar de sete pecados, Jesus o lembrou que o verdadeiro perdão não mantém um placar.

II.

O Ato de Perdão do Rei

A. Essa parábola começa com um rei acertando as contas com seus servos. B. Um dos seus servos devia ao rei 10.000 talentos. 58


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i.

Um único talento já era uma extraordinária soma de dinheiro, a mais alta unidade monetária da época.

ii.

Um talento era o equivalente ao salário de muitos anos.

iii.

10.000 talentos era mais de dez vezes a receita anual do rei Herodes.

iv.

Tal dívida é grande demais para qualquer servo de qualquer rei no mundo antigo pagar.

C. É surpreendente que Jesus compare seus discípulos a esse devedor. i.

Toda vez que uma pessoa viola a lei de Deus, ela se torna devedora.

ii.

Cada pessoa incorreu em um débito moral para com Deus que é virtualmente infinito.

iii.

Assim como o servo na parábola, nós somos incapazes de pagar nossas imensas dívidas espirituais.

D. Por causa do seu grande débito, tudo o que o servo poderia fazer era implorar ao rei por uma segunda chance de pagar o que devia. i.

Contudo, mesmo se o rei tivesse demonstrado infinita paciência, o infinito não seria tempo suficiente para o servo pagar a dívida.

ii.

Embora ele não pudesse sondar a total dimensão de seu débito, ele reconheceu que sua única chance seria receber a compaixão do rei.

E. A bondade e a compaixão do rei excederam às expectativas do servo. i.

O servo caiu de joelhos e implorou ao rei que desse a ele mais tempo.

ii.

Em vez de dar ao servo mais tempo para pagar sua dívida, o rei o liberou completamente de sua dívida.

iii.

O rei não apenas perdoou o servo de uma porção da dívida, mas de cada centavo que ele devia.

F. Por causa da bondade do rei, o servo e a sua família foram poupados de serem vendidos à escravidão, e ele foi liberto do fardo de ter que levantar tamanha quantia. 59


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III.

A Falta de Perdão do Servo

A. Quando partiu, o servo perdoado encontrou um de seus companheiros de servidão que devia a ele cem denários. i.

O denário era uma unidade monetária menor, e eram necessários milhares de denários para compor um único talento.

ii.

Essa dívida, que poderia ser paga em uma questão de semanas, não era nada se comparada com a dívida do primeiro servo, que nunca poderia ter sido paga.

B. O servo perdoado agarrou o outro servo, exigiu pagamento, e fez com que ele fosse atirado à prisão dos devedores. i.

Embora o segundo servo tivesse implorado por perdão da mesma maneira que o primeiro servo, o primeiro servo se recusou a perdoá-lo de sua pequena dívida.

ii.

Infelizmente, o servo que havia sido perdoado falhou em passar adiante até mesmo uma pequena porção da compaixão que ele havia recebido.

C. Quando os outros servos disseram ao rei o que havia acontecido, ele convocou o servo e o entregou aos carcereiros até que ele pudesse pagar sua dívida por completo. i.

O servo estava ameaçado pela justiça, mas em vez disso recebeu misericórdia.

ii.

Quando ele desprezou a misericórdia e a graça do rei, ele recebeu justiça.

iii.

Da mesma maneira, quando pecadores perdoados se recusam a serem canais da graça que nos salvou, não podemos esperar receber nada menos do que justiça de Deus.

IV.

O Perdão e a Vida Cristã

A. Cristãos frequentemente dizem que a Bíblia exige perdão unilateral.

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i.

Isso significaria que os cristãos devem perdoar todos os que pecam contra eles, quer se arrependam ou não.

ii.

Os cristãos têm o direito de perdoar a outros unilateralmente sem exigir arrependimento.

iii.

Foi isso que Jesus fez quando pediu ao Pai que perdoasse seus algozes quando eles sequer perceberam a severidade de suas ações pecaminosas.

B. Podemos estender esse tipo de perdão unilateral se quisermos, mas tecnicamente ele não é exigido. i.

A Bíblia tipicamente menciona o arrependimento como um pré-requisito para o perdão.

ii.

A Escritura não exige, de fato, perdão onde o arrependimento está ausente.

iii.

Se fosse exigido que cristãos perdoassem o impenitente, o processo de disciplina de Mateus 18.15-20 seria irrelevante.

C. O que Deus exige é completo perdão daqueles que se arrependeram de seus pecados. i.

Se um cristão confronta o outro a respeito de seu pecado, e este se arrepende, aquele que foi ofendido deve estender o perdão ao ofensor arrependido.

ii.

Devemos permanecer dispostos e prontos a perdoar qualquer insulto ou ofensa que qualquer um tenha cometido contra nós se essa pessoa se arrepende do próprio pecado.

D. Deus chama o seu povo a demonstrar um espírito inclinado ao perdão. i.

Guardar rancor ou nutrir amargura pode ser extremamente destrutivo.

ii.

Jesus instava seus seguidores a pedir a Deus que perdoasse as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores.

iii.

A menos que estejamos dispostos a perdoar aqueles que pecam contra nós, não devemos esperar que Deus nos perdoe quando pecamos contra ele.

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iv.

Visto que o perdão extravagante de Deus para conosco está no âmago da fé cristã, devemos ser conhecidos como um povo inclinado ao perdão.

Questões para Estudo 1.

De acordo com Mateus 18, ______________é motivo de ser excomungado da igreja.

a.

Uma discordância teológica

b. Não comparecer a um culto c.

Insultar o pastor

d. Impenitência pelo pecado

2.

Quanto dinheiro o servo devia ao rei?

a.

Mais do que ele jamais poderia pagar

b.

100 denários

c.

100 talentos

d.

1000 talentos

3.

O servo que havia sido perdoado falhou em estender o perdão a outros.

a.

Verdadeiro

b. Falso

4.

No fim da parábola, o servo que devia ao rei uma enorme quantia de dinheiro

recebeu a.

Misericórdia

b.

Justiça

c.

Graça

d.

Punição injusta 62


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5.

A Bíblia exige que os cristãos perdoem os outros incondicionalmente, quer tenham

expressado arrependimento ou não. a.

Verdadeiro

b.

Falso

Estudo bíblico e questões para discussão 1.

Como as instruções de Jesus em Mateus 18.15-20 influenciam o nosso

entendimento da parábola em Mateus 18.21-35? 2.

O que essa parábola diz sobre a nossa condição diante de Deus? Descreva a dívida

espiritual que você tem para com Deus. Como Deus lidou com essa dívida? 3.

Como uma consciência da dimensão do seu próprio pecado pode afetar a maneira

com que você considera os pecados de outras pessoas contra você? Como o perdão de Deus dos seus pecados muda a maneira pela qual você se relaciona com outras pessoas? 4.

Quando você acha mais difícil perdoar alguém? Que tipo de exigências e condições

você espera as pessoas atenderem antes que você as perdoe? Você tem retido perdão de alguém que pecou contra você?

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9 - A PARÁBOLA DO BOM SAMARITANO

Introdução da Mensagem Ao considerarmos os caminhos santos de Deus e seus desejos para nós, infelizmente tendemos a limitar a nossa obediência de acordo com o que vem mais facilmente a nós. Quando somos ordenados a amar ao nosso próximo como a nós mesmos, por exemplo, tendemos a buscar pessoas que são como nós e que são fáceis de amar. Nesta palestra, examinaremos a parábola do bom samaritano, uma passagem muito conhecida que transmite um entendimento bíblico do que realmente significa amar o próximo.

Leitura bíblica Lucas 10.25-37

Objetivos de ensino 1. Apresentar e fazer exegese da parábola do bom samaritano em Lucas 10.25-37; 2. Descrever o tenso relacionamento entre judeus e samaritanos; 3. Discutir a ideia bíblica de próximo; 4. Encorajar os cristãos a serem ativos em ajudar os outros que estão em necessidade.

Citações Irmãos e irmãs, que o que nós fazemos pelos outros seja sempre feito da maneira mais nobre! Que não tratemos os pobres como cães aos quais arremessamos um osso, nem visitemos os doentes como seres superiores

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que se inclinam aos inferiores quando entram em seus quartos. Mas na doce ternura do verdadeiro amor aprendido aos pés de Jesus, imitemos esse bom samaritano! –Charles Spurgeon Pois o amor de Jesus exige o amor ao próximo, isto é, não um amor geral pela humanidade, mas um amor que não seja exigente, que é incondicional e principalmente comprometido com a vontade e a orientação de Deus também com respeito ao seu objeto. Pois o próximo é qualquer um que Deus coloca no nosso caminho, conforme descrito em tal inigualável e bela parábola do bom samaritano. –Herman Ridderbos

Esboço da palestra I.

Jesus e o Advogado

A. Um advogado perguntou a Jesus como ele poderia obter a vida eterna. i.

Infelizmente, esse homem não estava genuinamente buscando sabedoria.

ii.

Seu motivo oculto era colocar Jesus à prova.

B. Visto que esse homem era um especialista na lei, Jesus perguntou a ele o que a lei ensinava. i.

Jesus tentou ajudar outros a entenderem verdadeiramente a lei.

ii.

Ao entender a lei, eles perceberiam a futilidade de tentar ganhar os céus por meio de obras.

C. Quando Jesus disse a ele que obedecesse a lei amando a Deus e ao próximo, o homem perguntou a ele: “Quem é o meu próximo?”. i.

Provavelmente esse era um mecanismo de evasão.

ii.

A cultura judaica do primeiro século definia o próximo rigorosamente, incluindo apenas judeus que viviam justamente. 65


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II.

Judeus e Samaritanos

A. Os judeus do primeiro século não considerariam samaritanos como seus próximos. B. Embora estivessem próximos geograficamente, os samaritanos eram cultural e religiosamente distantes dos judeus. C. A inimizade entre essas comunidades havia existido por séculos. i.

Quando os habitantes de Israel haviam sido levados ao cativeiro pelos assírios, a área foi assentada por estrangeiros que casaram com os locais que permaneceram.

ii.

Nesse assentamento, a adoração do Deus verdadeiro se mesclou com as práticas pagãs. (2 Reis 17.24-41)

iii.

Os samaritanos adoravam em um templo no Monte Gerizim ao invés de no templo de Jerusalém.

iv.

Quando os habitantes de Judá retornaram do exílio na Babilônia, eles sofreram oposição e antagonismo por parte dos samaritanos.

D. No primeiro século, os judeus evitavam interagir com os samaritanos. E. Quando Jesus viajou por Samaria (João 4.1-44), judeus conscienciosos teriam se chocado que ele tivesse voluntariamente passado por aquela região ao invés dar a volta. III.

O Bom Samaritano

A. A parábola começa com um homem viajando de Jerusalém para Jericó. i.

Essas duas cidades eram separadas por mais de 112 quilômetros de paisagem rural desabitada.

ii.

Mercadores frequentemente viajavam por essa estrada para vender seus artigos em Jericó. 66


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iii.

O terreno árido e rochoso tornava essa estrada um ponto popular para ataques de bandidos.

B. No caminho, esse homem foi atacado por ladrões, que o feriram, tomaram seus pertences e o deixaram lá para morrer. C. Um sacerdote que passou pelo homem ferido se recusou a ajudá-lo. i.

O sacerdote viu esse homem e passou pelo outro lado da estrada.

ii.

O sacerdote não sabia se a vítima estava morta ou viva.

iii.

Se o sacerdote tocasse um cadáver, teria que passar por rituais de purificação para poder prosseguir com seus deveres sacerdotais.

iv.

Em vez de arriscar ter que passar pelos rituais de purificação, o sacerdote permaneceu longe do homem ferido.

D. Um levita também passou e se recusou a ajudar o moribundo. i.

Como membro da tribo consagrada, esse homem havia sido separado para ensinar e fazer a obra de Deus.

ii.

Embora a vocação desse homem incluísse praticar ações de misericórdia, ele estava disposto a deixar o homem ferido perecer sozinho e desamparado.

E. Um samaritano se achegou à vítima e não o ignorou. i.

O samaritano teve compaixão do moribundo.

ii.

A compaixão do samaritano o levou à ação.

iii.

Ele enfaixou as feridas do homem, o ungiu com óleo e vinho, e o colocou sobre seu próprio cavalo.

iv.

O samaritano interrompeu a sua jornada, levou o homem ferido a uma hospedaria e passou o resto do dia cuidando dele.

v.

Quando o samaritano foi embora no dia seguinte, providenciou o pagamento pelas despesas do homem ferido. 67


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IV.

Quem é o Meu Próximo?

A. Dos três transeuntes, o samaritano foi o único que mostrou ser um próximo para o homem ferido. i.

Essa parábola não nos exorta simplesmente a ter compaixão por aqueles em necessidade.

ii.

Essa parábola responde a pergunta “Quem é o meu próximo?” ao demonstrar que não há limites étnicos ou geográficos para o reino de Deus.

B. Embora a Bíblia negue a irmandade universal, ela afirma a proximidade universal. i.

Cada ser humano criado à imagem de Deus é um próximo.

ii.

Cristãos são chamados a amar cada ser humano na terra tanto quanto a nós mesmos.

iii.

Mesmo se uma pessoa não é parte da família da fé, essa pessoa ainda é o próximo o cristão.

C. A tarefa do cristão não é condenar aqueles que caíram na sarjeta, mas ajudá-los a sair da sarjeta. D. Após mostrar essa figura de misericórdia, Jesus propõe aos seus ouvintes: “Vai e procede tu de igual modo”.

Questões para Estudo 1. Os judeus não gostavam dos samaritanos por todas as seguintes razões, exceto a. Os samaritanos importunaram os judeus que retornaram do exílio. b. Os samaritanos não adoravam no templo de Jerusalém. c. Os samaritanos formaram uma aliança militar com Roma. d. Os samaritanos haviam combinado a verdadeira adoração com o paganismo. 68


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2. Se o sacerdote ou o levita tivessem parado para ajudar o moribundo, eles teriam corrido o risco de se tornarem cerimonialmente impuros. a. Verdadeiro b. Falso

3. Como o samaritano reagiu ao homem ferido? a. Assim como o sacerdote e o levita antes dele, ele ignorou o homem ferido. b. Ele tratou de suas feridas, o levou para uma hospedaria e pagou por suas despesas. c. Ele não parou por muito tempo, mas deu ao homem alguma comida e água. d. Ele levou o homem para casa e fez dele parte de sua família.

4. Todos os três viajantes eram os próximos do homem roubado e ferido, mas apenas o samaritano foi um amigo para ele. a. Verdadeiro b. Falso

5. A Bíblia ensina a ______________ de todas as pessoas. a. Irmandade b. Proximidade c. Paternidade d. Filiação

Estudo bíblico e questões para discussão 1.

O que o advogado perguntou a Jesus? Baseado nas palavras do advogado, como ele

entendia a lei de Deus? 69


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2.

Por que é significativo que Jesus tenha respondido as perguntas do advogado

contando essa parábola? Como você acha que o advogado teria reagido a essa parábola? 3.

Por que você acha que o sacerdote e o levita não pararam para ajudar o moribundo?

São boas razões? Quando você vê alguém com problemas, qual é o seu primeiro instinto? Por que você reage dessa maneira? 4.

Como a definição de Jesus de um próximo difere da ideia do advogado de um

próximo? Como as palavras de Jesus desafiam a nossa própria maneira de pensar sobre quem são os seus próximos?

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10 - A PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO

Introdução da Mensagem De todas as parábolas de Jesus, uma das mais famosas é a história de um filho que magoou a seu pai ao exigir uma herança antecipada e fugir de casa. Finalmente percebendo a insensatez dos seus caminhos e o vazio da vida que ele havia escolhido, o jovem retornou para casa e foi recebido pelo seu pai com jubilosa celebração. Essa é uma história poderosa por si só, mas também ilustra profundas verdades espirituais. Ao voltarmos as nossas atenções para essa parábola, seremos lembrados tanto da gravidade do pecado humano quanto da alegria de Deus toda vez que um pecador busca perdão e refúgio em seus braços paternais.

Leitura bíblica Lucas 15.1-3, 11-32

Objetivos de ensino 1. Apresentar e fazer exegese da parábola do filho pródigo em Lucas 15.11-32; 2. Descrever as trágicas consequências da rebelião humana contra Deus; 3. Celebrar o incondicional e perdoador amor de Deus; 4. Promover um senso profundo de alegria pela salvação de cada pecador que se volta para Jesus Cristo a fim de encontrar perdão e novidade de vida.

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Citações Se o homem, que é por natureza inclinado à vingança, e obstinado demais por si só, é movido por amor paternal a amavelmente perdoar os seus filhos e graciosamente trazê-los de volta quando estão afundados em miséria, Deus, cuja benignidade ilimitada excede todas as afeições dos pais, não nos tratará com mais severidade. E certamente não há nada que aqui seja atribuído a um pai terreno que Deus não prometa com respeito a si mesmo. “Antes que clamem”, diz ele, “eu responderei”. –João Calvino Em nenhum lugar os conceitos de pecado, arrependimento e graça divina foram descritos mais vividamente e impressionantemente do que na parábola do filho pródigo; o pecado — retratado no abandono da comunhão do pai, no viver longe do pai, no gastar os bens do pai; arrependimento — na descoberta de sua própria miséria, em sua consciência de ter pecado contra o pai e ter perdido todos os direitos de filho, em seu retorno ao pai; graça — na espera do pai pelo filho, em sua compaixão por ele e na jubilosa recepção do filho perdido à casa do pai. –Herman Ridderbos

Esboço da palestra I.

Um Filho Perdido

A. Um homem tinha dois filhos, e o filho mais novo pediu que o pai lhe desse sua herança antecipadamente. i.

Essa era uma exigência muito ofensiva de ser feita.

ii.

Não obstante, o pai dividiu seus bens e deu ao filho mais novo sua herança.

B. O filho mais novo, então, juntou tudo o que tinha e foi embora para um país distante e abraçou um estilo de vida dissoluto. i.

Ao invés de viver desordeiramente em casa, ele se mudou para longe. 72


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ii.

Quando jovens se rebelam, eles tendem a deixar suas inibições, laços familiares e tabus culturais no lugar de onde vieram.

iii.

Ao ir para uma terra distante, esse filho foi a um lugar onde ninguém de sua casa pudesse vê-lo, criticar seu estilo de vida ou impedi-lo.

C. O filho esbanjou toda a sua herança.

II.

i.

Seu pródigo estilo de vida custou a ele tudo o que tinha.

ii.

Ele gastou a riqueza que seu pai havia lhe dado.

Um Filho Despertado

A. Após ter o filho gasto todo o seu dinheiro, uma severa fome veio sobre a terra. B. Sem recursos a que recorrer, o filho foi compelido a ganhar a vida cuidando de porcos. i.

Na cultura judaica, porcos eram considerados animais impuros.

ii.

Servir como cuidador de porcos representava uma completa humilhação.

C. O jovem estava tão faminto que, sem hesitar, ele comeria a comida com a qual alimentava os porcos. D. Finalmente, o filho “caiu em si” e percebeu a seriedade da sua situação. (Lucas 15.17) i.

Em certos momentos, Deus desperta as pessoas para seu perigo espiritual.

ii.

Isso aconteceu em larga escala no avivamento do século dezoito, conhecido como o Grande Avivamento.

iii.

Em situações como essas, as pessoas despertam de sua vida inconsciente de pecado, suas consciências são estimuladas, e elas buscam o perdão de Deus.

iv.

Semelhantemente, o filho veio à razão, percebeu que sua situação era desesperadora, e decidiu buscar o perdão do pai.

III.

Um Pai Perdoador 73


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A. O filho arrependido fez a jornada de volta à casa do pai. i.

Ele planejou confessar o seu pecado ao seu pai.

ii.

Não mais digno de ser chamado de filho, ele esperava ser contratado como um servo na casa de seu pai.

B. O pai viu o filho se aproximando à distância, o reconheceu, e saiu ao seu encontro. i.

Não contente em andar, o pai correu na direção do filho.

ii.

No mundo antigo, os homens vestiam longas túnicas que tornavam difícil e indigna a corrida.

C. O pai perdoou e restaurou o seu filho. i.

Ele abraçou o filho e o beijou.

ii.

Ao invés de repreender o seu filho, derramou sobre ele amor paternal.

iii.

Ele convocou os servos para trazer a ele finas roupas que eram próprias para um filho.

D. O pai fez uma generosa celebração.

IV.

i.

A casa festejou com um bezerro cevado.

ii.

Eles celebraram com música e dança.

iii.

O filho estava morto, mas agora estava vivo.

iv.

O filho estava perdido, mas agora estava achado.

Um Irmão de Coração Endurecido

A. Quando o filho mais velho voltou do campo, ouviu o som de música e dança. B. O irmão ficou irado e se recusou a juntar-se à celebração.

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i.

Embora ele tivesse servido ao pai fielmente por muitos anos, ele reclamou de nunca lhe ter sido dado até mesmo um cabrito para que ele se alegrasse com seus amigos.

ii.

Ele estava ultrajado que seu irmão — que havia ido embora e desperdiçado a fortuna da família — recebera uma calorosa festa de regresso.

iii.

Infelizmente, o irmão mais velho não entendia verdadeiramente a graça.

iv.

Assim como os fariseus nos dias de Jesus, o irmão mais velho estava mais preocupado com ser recompensado por suas justas ações do que com a salvação de “publicanos e pecadores”. (Lucas 15.1)

C. O pai lembrou o irmão da importância do que havia acontecido. i.

O irmão mais velho havia estado sempre com o pai, e a sua herança permanecia segura.

ii.

Por outro lado, o irmão mais novo estava morto, e revivera; estava perdido, mas fora achado.

iii.

Aqueles que verdadeiramente entendem a graça não conseguem conter a alegria quando um pecador recebe perdão e misericórdia de Deus.

Questões para Estudo 1.

O que o filho mais novo fez com o dinheiro da sua herança?

a.

Ele desperdiçou o seu dinheiro em uma vida dissoluta.

b. Ele construiu uma casa suntuosa. c.

Ele comprou terras e alugou para inquilinos desonestos.

d. Ele fez investimentos especulativos insensatos.

2.

O que aconteceu com o filho mais novo quando a fome veio?

a.

Ele imediatamente voltou para casa. 75


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b. Ele era capaz de sobreviver com o dinheiro que havia economizado. c.

Ele começou a cuidar de porcos como empregado.

d. Seus novos amigos cuidaram dele.

3.

Quando o filho mais novo voltou para a casa de seu pai, sua esperança era que seu

pai permitisse que ele trabalhasse como um servo. a.

Verdadeiro

b. Falso

4.

O pai recebeu o seu filho mais novo

a.

Censurando-o por sua rebelião e insensatez

b. Enviando o irmão mais velho para matar um bezerro cevado c.

Correndo em sua direção e abraçando-o

d. Aceitando sua oferta de trabalhar como um servo

5.

O irmão mais velho se uniu à celebração apesar da sua apatia para com o retorno do

irmão mais novo. a.

Verdadeiro

b. Falso

Estudo bíblico e questões para discussão 1.

Como as informações de contexto em Lucas 15.1-3 nos ajudam a entender as

parábolas da ovelha perdida, da dracma perdida e do filho perdido? 2.

O Dr. Sproul observou que, assim como o filho pródigo desperdiçou a herança de

seu pai, nós frequentemente desperdiçamos ou usamos mal os bons dons que Deus nos 76


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deu. Quais são algumas das maneiras pelas quais você tem feito isso? Quando nós desperdiçamos esses dons, o que isso indica sobre o nosso relacionamento com Deus? 3.

O que foi necessário para trazer o jovem de volta à razão? Como Deus agiu em sua

vida para chamar a sua atenção e atraí-lo para ele? 4.

Como o irmão mais velho reagiu à celebração quando o irmão mais novo retornou?

Como a atitude dele era como a dos escribas e fariseus? De que maneiras os cristãos continuam a se comportar como o irmão mais velho hoje em dia?

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11 - A PARÁBOLA DAS DEZ VIRGENS Introdução da Mensagem Como um famoso adágio nos lembra, as coisas nem sempre são o que parecem. Seria reconfortante pensar que todos aqueles que professam fé em Jesus Cristo — todos os que exteriormente o adoram, desempenham atos de serviço em seu nome e falam aos outros sobre ele — um dia participarão de sua vitória. Infelizmente, contudo, esse não é o caso. A parábola das dez virgens, uma das mais trágicas e preocupantes parábolas de Jesus, nos lembra que nem todos aqueles que professam fé em Jesus realmente o conhecem. Devemos levar em conta esse aviso e encontrar abrigo em Cristo, para que estejamos preparados para encontrá-lo quando ele retornar ou nos chamar para o seu lado.

Leitura bíblica Mateus 25.1-13

Objetivos de ensino 1. Apresentar e fazer exegese da parábola das dez virgens em Mateus 25.1-13; 2. Descrever a importância de estar preparado para o retorno de Cristo; 3. Ecoar a advertência bíblica de que nem todos os cristãos professos estão realmente prontos para encontrar com o Senhor; 4. Encorajar genuína e devota introspecção sobre o estado da própria alma diante e Deus.

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Citações Nosso grande dever é vigiar, levar a sério as questões das nossas almas com extrema diligência e circunspecção. Estar acordados e alertas. Uma boa razão para a nossa vigilância é que o tempo da vinda do nosso Senhor é muito incerto; nós não sabemos o dia nem a hora. Portanto, devemos estar prontos a cada dia e a cada hora, e não sair da vigilância nenhum dia do ano, ou nenhuma hora do dia. Esteja no temor do Senhor a cada dia, durante o dia todo. –Matthew Henry Você deve ser justificado na justiça de Cristo e vestir-se com o seu vestido de casamento, ou então você não estará preparado. Você deve estar reconciliado com Deus. Você deve ser feito semelhante a Deus, ou não estará preparado. Ou, para mencionar a parábola diante de nós, você deve ter uma lâmpada — e essa lâmpada deve ser alimentada com o azeite celestial — e deve continuar a queimar vividamente, ou você não estará preparado. Nenhum filho das trevas pode chegar a esse lugar da Luz de Deus! Você deve ser retirado das trevas da natureza para a maravilhosa Luz de Deus, ou você não estará preparado para ir com Cristo para o casamento e estar para sempre com ele. –Charles Spurgeon

Esboço da palestra I.

Lâmpadas Sem Azeite

A. Na Palestina do primeiro século, se usava tipicamente uma pequena lâmpada para iluminar o caminho após escurecer. i.

As lâmpadas que eram usadas eram estruturas de barro achatadas que eram seguradas na palma da mão.

ii.

As lâmpadas continham um espaço vazio que armazenava azeite, e contêineres separados que frequentemente continham reservas de azeite. 79


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iii.

Um pavio era colocado no topo da lâmpada, e quando era acesa, o azeite deveria manter a chama.

B. Uma lâmpada sem azeite era tão inútil como uma lâmpada moderna ou uma lanterna sem o bulbo. II.

Dez Damas de Honra

A. O casamento se refere à segunda vinda de Jesus Cristo, o noivo celestial, a ser unido com a sua noiva, a igreja. B. As dez virgens nessa parábola foram convidadas para o casamento a fim de servirem como damas de honra. i.

A noiva as havia convidado pessoalmente para servir como suas damas na espera.

ii.

Essas virgens ajudariam a preparar a noiva para o glorioso momento do casamento.

iii.

Como parte do círculo de amizade, elas possuíam um status de honra.

C. Cinco das damas de honra eram sábias, e as outras cinco eram insensatas e vieram ao casamento despreparadas. i.

Esse é um lembrete embaraçoso de que, mesmo no círculo de amizades, há alguns que não pertencem, de fato, a esse círculo.

ii.

As damas de honra insensatas representam os cristãos professos que são parte da igreja visível, mas não conhecem verdadeiramente o Senhor.

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III.

A Falta de Azeite

A. Visto que o noivo não chegara na hora esperada, o casamento foi atrasado por muitas horas. i.

Durante a espera, as damas de honra adormeceram.

ii.

Por volta da meia-noite, elas foram alertadas de que o noivo estava a caminho.

iii.

Elas começaram a aparar suas lâmpadas e se preparar para a chegada do noivo.

B. As virgens sábias trouxeram um suprimento adequado de azeite para manter as suas lâmpadas acesas, mas as virgens insensatas não o fizeram. C. Visto que o azeite é o que distingue as damas de honra sábias das insensatas, houve várias visões ao longo da história da igreja sobre o que o azeite representa.

IV.

i.

Muitos católicos romanos identificaram o azeite com as boas obras.

ii.

Muitos protestantes identificaram o azeite com o Espírito Santo.

A Chegada do Noivo

A. As damas de honra sábias não tinham azeite suficiente para dividir com as insensatas. B. As virgens insensatas seguiram o conselho das sábias e saíram para comprar mais azeite. C. Enquanto elas estavam fora, contudo, o noivo chegara. i.

Quando o noivo chegou, o grupo do casamento entrou no prédio onde o casamento aconteceria.

ii.

Como era o costume, as portas do prédio foram fechadas e trancadas uma vez que o grupo do casamento havia entrado.

D. As cinco damas de honra insensatas retornaram ao local do casamento para descobrir que a porta já havia sido fechada. E. Elas imploraram ao noivo que abrisse a porta, clamando: “Senhor! Senhor!”. 81


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i.

Na Bíblia, a repetição de um nome frequentemente comunica intimidade, assim como: “Abrão! Abrão!” e “Absalão! Absalão!”.

V.

ii.

As damas de honra apelaram a um conhecimento íntimo do noivo.

iii.

Contudo, o noivo respondeu que ele nem sequer as conhecia.

Um Aviso Solene

A. Como Jesus advertiu em Mateus 7.21: “Nem todo o que me diz: ‘Senhor, Senhor!’ entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus”. i.

Alguns dirão: “Senhor, Senhor, não temos nós profetizado em teu nome?”.

ii.

Outros dirão: “Em teu nome não expelimos demônios e em teu nome não fizemos muitos milagres?”.

iii.

Ainda assim, Jesus declara: “nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade”. (Mateus 7.23)

B. Quando Jesus diz: “Nunca vos conheci”, ele não está falando em um sentido cognitivo, mas em um sentido pessoal, filial e redentivo: “Nunca vos conheci salvificamente”. C. O azeite que faltava às cinco damas de honra era fé salvífica. i.

Essa parábola não está falando de pagãos que nunca ouviram o evangelho.

ii.

Ela fala do perigo que aguarda aqueles que professam a fé em Cristo sem, de fato, possui-la.

D. Ainda não é tarde demais para se arrepender e crer no Senhor Jesus. i.

Tragicamente, há muitos na igreja hoje em dia que não conhecem verdadeiramente a Jesus Cristo.

ii.

Todos os que fazem uma profissão de fé são convidados à festa de casamento do Cordeiro, mas nem todos comparecerão.

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iii.

Essa parábola chama todos os cristãos professos a examinarem a si mesmos em oração para discernir se eles realmente possuem fé salvífica.

Questões para Estudo 1.

Que função as cinco virgens insensatas pretendiam desempenhar no casamento?

a.

Elas estavam lá principalmente para fornecer luz para os convidados.

b. Elas eram convidadas que não conheciam bem a noiva ou o noivo. c.

Elas eram parte do círculo de amizade da noiva.

d. Nenhuma das anteriores; elas eram penetras no casamento.

2.

As virgens sábias trouxeram azeite suficiente para suas lâmpadas, mas as insensatas

não trouxeram azeite nenhum. a.

Verdadeiro

b. Falso

3.

O que aconteceu quando as virgens insensatas precisavam de azeite para suas

lâmpadas? a.

Elas entraram na festa de casamento sem azeite.

b. Elas saíram para comprar azeite. c.

As virgens sábias deram azeite a elas.

d. Elas decidiram voltar para suas casas.

4.

Na Bíblia, a repetição de um nome ou título frequentemente expressa

a.

Temor

b. Ira c.

Urgência 83


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d. Intimidade

5.

De acordo com o Dr. Sproul, o azeite na parábola representa boas ações.

a.

Verdadeiro

b.

Falso

Estudo bíblico e questões para discussão 1.

Algumas das damas de honra não estavam preparadas para aguardar todo o tempo

antes da chegada do noivo. Semelhantemente, Cristo não retornou à terra tão rapidamente quanto os cristãos primitivos pensaram que ele retornaria. Quais são algumas das vantagens deste presente período de espera para a igreja? Que desafios ou perigos este período de espera representa para os cristãos? 2.

Por que é significativo que metade das damas de honra não foram capazes de entrar

na festa de casamento? O que esse fato indica sobre as pessoas que pertencem à igreja visível? Por que Cristo diz que ele não conhece certas pessoas que professam fé nele e desempenham atos de serviço em seu nome? 3.

O que o azeite nessa parábola representa? Como possuir um suprimento completo

de azeite ajuda os cristãos a aguardar e perseverar até a chegada de Jesus Cristo? De que maneiras a falta de azeite de uma pessoa pode fazer com que a sua lâmpada esmoreça e se extingua antes da vinda de Jesus? 4.

Como você responde à afirmação de Jesus de que muitos que clamam “Senhor!

Senhor!” não o conhecem de fato? Quais são algumas das maneiras bíblicas pelas quais você pode saber se você tem fé salvífica?

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12 - A PARÁBOLA DOS TALENTOS

Introdução da Mensagem Como o Salmo 24.1 proclama: “Ao SENHOR pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam”. Em meio a uma cultura que exalta o consumismo e a autonomia humana, essas palavras nos lembram que nós mesmos e tudo o que temos pertencem a Deus. Essa realidade possui vastas implicações de como gerenciamos nosso tempo, nossas habilidades, nossos relacionamentos, nossas finanças e nosso testemunho cristão. Em nosso estudo da parábola dos talentos, nós veremos que, como seguidores de Jesus Cristo, é nossa responsabilidade e privilégio utilizar os recursos sob o nosso cuidado para a glória de Deus e o crescimento da sua igreja.

Leitura bíblica Mateus 25.14-30

Objetivos de ensino 1. Apresentar e fazer exegese da parábola dos talentos em Mateus 25.14-30; 2. Descrever o conceito bíblico de mordomia; 3. Enfatizar a responsabilidade de cada cristão de participar da missão da igreja; 4. Evocar o desejo de um dia ouvir Cristo dizer as palavras: “Muito bem, servo bom e fiel”.

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Citações Quaisquer habilidades e vantagens que temos, não pertencem a nós; não somos mais do que despenseiros delas, e devemos dar conta ao nosso Senhor, a quem elas pertencem. –Matthew Henry Homens de pequenas habilidades frequentemente podem fazer mais bem ao mundo do que homens de muito maiores talentos. É um coração ardente, e não uma forte mente, que se requer para fazer o bem. Um cristão humilde, através de sua vida, exemplo e modo de se expressar, pode frequentemente fazer mais bem do que é feito por aqueles com posições mais elevadas e dons muito maiores. –Albert Barnes

Esboço da palestra I.

Mordomia Bíblica

A. Um homem rico, ao preparar-se para sair em uma longa jornada, colocou talentos sob a administração de três servos. i.

Nesse caso, um talento não se refere a um dom ou habilidade.

ii.

Um talento é a mais alta unidade de moeda usada pelos judeus naquele tempo.

B. O senhor distribuiu os talentos aos servos de acordo com a sua percepção de suas habilidades de usar o dinheiro produtivamente. i.

Um servo recebeu cinco talentos, outro servo recebeu dois talentos, e um terceiro servo recebeu um talento.

ii.

Esses servos foram confiados com consideráveis quantias de dinheiro, que excediam o valor de muitos anos de salários.

C. Essa parábola se refere ao conceito bíblico de mordomia.

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i.

Muitas pessoas veem nessa parábola uma defesa bíblica do capitalismo, mas o propósito dessa parábola não é promover qualquer sistema econômico em particular.

ii.

Essa parábola reconhece a sabedoria de investir recursos sábia e produtivamente.

iii.

No mundo antigo, os mordomos eram nomeados para gerenciar as finanças e o funcionamento administrativo de uma casa.

iv.

O termo grego oikonomia, que significa “regência da casa”, é a raiz da palavra portuguesa “economia”.

v.

Embora o mordomo não fosse dono dos bens, ele era responsável por gerenciálo bem.

vi.

Semelhantemente, os cristãos reconhecem que a Deus pertence todas as coisas e que devemos gerenciar fielmente todos os recursos, oportunidades e habilidades que ele nos confiou.

II.

A Produtividade e a Vida Cristã

A. A doutrina da justificação pela fé não deveria se tornar uma desculpa para o mau gerenciamento dos dons de Deus. i.

Muitos cristãos creem que, por não sermos salvos pelas nossas obras, se uma pessoa possui um coração ardente e amoroso, não há necessidade de trabalhar como cristão.

ii.

A ênfase do Novo Testamento no fruto espiritual é um lembrete de que Deus espera que os crentes coloquem em ação sua fé.

B. Historicamente, a tradição da Reforma enfatiza as responsabilidades de cristãos individuais.

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i.

Quando Martinho Lutero articulou o conceito do sacerdócio de todos os crentes, ele lembrou crentes comuns que Deus lhes havia dado trabalho para fazer.

ii.

Parte da função do clérigo é equipar leigos para o ministério.

iii.

Cristãos possuem diferentes dons espirituais, mas todos eles têm a responsabilidade de participar da missão da igreja.

C. Um dia seremos chamados para prestar contas a Deus de como usamos as coisas que ele nos deu. i.

Assim como os servos nessa parábola, precisamos prestar contas do nosso gerenciamento do dinheiro de Deus.

ii.

Nós também precisaremos prestar contas do nosso gerenciamento do tempo, das habilidades e todo o resto que ele nos confiou.

III.

O Retorno do Senhor

A. Quando o senhor retornou para acertar as contas com seus servos, os primeiros dois servos haviam dobrado o número de talentos sob sua posse. i.

O servo a quem tinham sido dados cinco talentos investiu, fez negócios, e lucrou cinco talentos adicionais.

ii.

O servo a quem tinham sido dados dois talentos havia lucrado dois talentos adicionais.

iii.

O senhor respondeu: “Muito bem, servo bom e fiel”.

iv.

Visto que esses servos haviam sido fiéis no pouco, eles agora seriam confiados com coisas maiores.

v.

O senhor os convidou a entrar no seu gozo.

B. O terceiro servo, contudo, não usara bem o seu talento. i.

Ele disse que temeu ao senhor, e falsamente acusou o senhor de desonestidade. 88


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ii.

Ao invés de arriscar perder seu único talento, ele o enterrara no chão.

iii.

Ele simplesmente devolveu ao senhor a exata soma que lhe havia sido dada.

iv.

O senhor respondeu: “Servo mau e negligente!”.

v.

O senhor tomou o talento de seu servo e o deu ao servo que tinha dez talentos.

C. Quem produz muito, lhe será dado mais. D. Quem não produz nada, perderá tudo. E. À parte da graça de Deus, nós somos servos inúteis. i.

Deixados aos nossos próprios artifícios, nós desperdiçamos os bons dons de Deus.

ii.

Em Cristo nos tornamos novas criaturas e podemos partilhar fielmente da obra que Cristo nos deu para realizar.

iii.

Conforme nossa fé frutifica em nossas vidas, ansiamos pelo dia em que ouviremos o Pai dizer: “Muito bem, servo bom e fiel”.

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Questões para Estudo 1.

No contexto de Mateus 25.14-30, um talento se refere a

a.

Um dom espiritual.

b. Uma unidade de moeda. c.

Uma habilidade ou destreza singular.

d. Todas as alternativas acima.

2.

Quando o senhor confiou o talento aos seus servos, ele os distribuiu baseado

na sua percepção da capacidade de mordomia de cada servo. a.

Verdadeiro

b. Falso

3.

Que palavra portuguesa vem da palavra grega oikonomia?

a.

Administração.

b. Iconografia. c.

Doméstica.

d. Economia.

4.

Visto que a justificação não é por obras, Deus não espera que os cristãos

trabalhem diligentemente em seu serviço. a.

Verdadeiro

b. Falso

5.

Quais das seguintes afirmações não é verdadeira a respeito dos dois primeiros

servos? a.

Eles foram elogiados por um bom trabalho realizado.

b. Cada um deles ganhara cinco talentos. c.

Eles foram recebidos no gozo de seu senhor.


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d. Eles foram colocados como mordomos sobre mais.

Estudo bíblico e questões para discussão 1.

Conforme o Dr. Sproul indicou, em nossa familiaridade com o evangelho da

graça, às vezes podemos desenvolver uma postura demasiadamente casual para com o caráter santo de Deus e seus desejos para nós. Como nosso comportamento pode revelar uma mentalidade oculta de merecimento com relação à graça? 2.

Biblicamente falando, o que significa ser um mordomo? Além dessa parábola,

quais outros exemplos de boa mordomia são encontrados na Escritura? 3.

Quais são algumas das habilidades, recursos, paixões e objetos que Deus tem

confiado a você? Quais são algumas das maneiras pelas quais você pode gerenciar bem esses dons?

4.

Em parte, a razão pela qual o terceiro servo não usou bem o dom de seu senhor

foi porque ele não conhecia verdadeiramente ou compreendia o caráter de seu senhor. Como nosso medo, nossa falta de fé ou má compreensão de quem Deus é, nos leva ao mau uso ou ao desperdício dos dons que Deus nos deu?

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